<?xml version="1.0" encoding="UTF-8"?>
<itemContainer xmlns="http://omeka.org/schemas/omeka-xml/v5" xmlns:xsi="http://www.w3.org/2001/XMLSchema-instance" xsi:schemaLocation="http://omeka.org/schemas/omeka-xml/v5 http://omeka.org/schemas/omeka-xml/v5/omeka-xml-5-0.xsd" uri="http://repositorio.febab.org.br/items/browse?collection=49&amp;output=omeka-xml" accessDate="2026-04-15T08:54:39-07:00">
  <miscellaneousContainer>
    <pagination>
      <pageNumber>1</pageNumber>
      <perPage>500</perPage>
      <totalResults>267</totalResults>
    </pagination>
  </miscellaneousContainer>
  <item itemId="6128" public="1" featured="0">
    <fileContainer>
      <file fileId="5192">
        <src>http://repositorio.febab.org.br/files/original/49/6128/SNBU2012_267.pdf</src>
        <authentication>c9e432716b51b969d7584c02f3bebb38</authentication>
        <elementSetContainer>
          <elementSet elementSetId="4">
            <name>PDF Text</name>
            <description/>
            <elementContainer>
              <element elementId="92">
                <name>Text</name>
                <description/>
                <elementTextContainer>
                  <elementText elementTextId="65027">
                    <text>Índice de Autores
A

Adriana Aparecida Puerta
Adriana Maria de Souza
Adriana Nascimento Flamino
Adriana Nóbrega da Silva
Adriana Ornellas
Aida Varela Varela
Alba Ligia de Almeida Silva
Alberto Calil Junior
Alberto Souza
Alda Lima da Silva
Alesandra Saraiva de Sousa
Alexander Willian Azevedo
Alexandre José Soares Moreira
Alexandre Pedro de Oliveira
Alexandre Ribas Semeler
Aline Alves de Almeida
Aline Herbstrith Batista
Aline Vieira Nascimento
Allan Rodrigo Dias
Alzira Karla Araújo da Silva
Amanda Herzmann Vieira
Amanda Santos Freire
Amélia Landim Barrocas
Ana Carolina Petrone
Ana Carolina de Souza Caetano
Ana Catarina Cortez de Araujo
Ana Cristina Azevedo Ursulino Melo
Ana Cristina da Matta Furniel
Ana Cristina de Freitas Griebler
Ana Cristina Dudziak Guimarães
Ana Cristina Gomes Santos
Ana Cristina Guimarães Carvalho
Ana Cristina Ponciano da Silva
Ana Esmeralda Carelli
Ana Gabriela Clipes Ferreira
Ana Maria Nascimento Henriques da Silva
Ana Lúcia de Viveiros de Santana

2859

369, 2651
2094, 2112, 2531
855, 1010, 2171
1984, 2185, 2316
1863, 2636
1641
2626
1721, 1791
287, 308
2720
1778
259
2630
135
1705
842
107
348, 2815
1898
2291, 2306
135
588
2815
405
1452, 2056
2757
1461, 1585, 1999
287, 308
453, 1690
2716
348
2176
796
127
115
2049
2630

�Ana Lucia Ferreira Gonçalves
Ana Maria Neves Maranhão
Ana Maria Mattos
Ana Maria Pinheiro Lima
Ana Néri Barreto de Amorim
Ana Paula Teixeira Alves
Ana Paula Araújo Cabral da Silva
Ana Paula de Oliveira Villalobos
Ana Paula Lima dos Santos
Ana Paula Medeiros
Ana Paula Mendonça
Ana Paula Santos Souza Teixeira
Ana Paula Soares
Ana Rita Junqueira Linguanotto
Ana Rosa Santos
Ana Valéria de Jesus Moura
Anderson Biers
Anderson Luis da Paixão Café
Anderson Santana
Andréa Figueiredo Leão Grants
André Anderson Cavalcante Felipe
Andrea Pacheco Silva Hespanha
Andréa Pereira Santos
Andréa Rita Silveira
André Di Thommazo
Andreia Cristina Damasceno
Andréia Dutra Fraguas
Andreina Alves Ozorio
André Luiz de Souza Britto
Angela Maria Dalla Torre
Angela Maria Belloni Cuenca
Angela Patrício Bandeira
Angela Pereira de Farias Mengatto
Angélica Clementino Simões
Anita Cristina Ferreira de Souza
Antonia Carmelia Mendonça Brito
Antônia Francinete França de Albuquerque
Antonieta Romano de Souza
Antônio Carlos Batista
Antônio Luiz Mattos de Souza Cardoso
Aryanna da Costa Amorin

2860

1410
1907
193
2523, 2828
1972
1417
567
1198
827, 2486
369, 2651
287, 308
1641
2757
54
2299
1641
1705
272
1898
69, 135
869
153
1079
1198
776
2770
1421
1504
2476
2339
316
1984
2697
206
551
287, 308
1320
246
2630
588
1429

�Augiza Karla Boso
Aureliana Lopes de Lacerda Tavares

2727
2837

B

Bárbara Costa Fernandes
Bárbara Cristina Araújo Uehara
Beatriz Alves Sousa
Beatriz Helena Pires de Souza Cestari
Belkiz Inez Rezende Costa
Bernardo Ryoichi Dias Taniguti
Breno Luiz Ottoni
Brianda de Oliveira Ordonho Sígolo
Bruna Carla Muniz Cajé
Bruna Laís Campos do Nascimento
Bruno Felipe de Melo Silva

1429
174, 1273
1934
2408, 2585
2712, 2723
796
1828
2630
1421
48, 915, 1389, 2283, 2309
2293

C

Camila da Silva Antunes
Camila da Silva Teixeira
Camila Fernandes de Oliveira
Camila Morais de Freitas
Carina Volotão
Carla Beatriz Marques Felipe
Carla Daniella Teixeira Girard
Carla Façanha de Brito
Carla Metzler Saatkamp
Carlos Alberto Ávila Araújo
Carlos Alberto Dias Carvalho
Carlos Augusto Conceição
Carlos Henrique Magalhães
Carlos Wellington Soares Martins
Caroline Brito de Oliveira
Caroline da Rosa Ferreira Becker
Cássio Araújo Corrêa
Catarina Felix dos Santos Soares
Caterina Groposo Pavão
Catia Duarte Santana
Cecilia Pedroso Turssi
Célia Leiko Ogawa Kawabata
Célia Regina de O. Rosa
Célia Regina Simonetti Barbalho

1421, 1863, 2636
1258
1828
2815
1421, 1863, 2636
48, 915, 2283, 2309
751
2316
2585
51
2630
1898
1849
2269
529
2103
2378
518
414, 2408, 2585
1198
1323
776
1898
2023, 2082

2861

�Célia Silva Cruz Morales
Cibele Araujo Camargo Marques dos Santos
Cila V. S. Borges
Cileia Freitas Marangoni de Oliveira
Cintia Cibele Ramos Fonseca
Cíntia Santos
Claudia Carmem Baggio
Cláudia Hofart Guzzo
Claudiane Weber
Claudia Regina Camargo
Claudia Regina Silveira
Claudia Sodré
Cláudio Fabiano Kloss
Clelia Junko Kinzu Dimário
Clemente Ricardo Silva
Clemilda dos Santos Sousa
Clériston Ribeiro Ramos
Cleusa Pavan
Creuza Andrea Trindade dos Santos
Cristiane Beserra Andrade
Cristiane de Melo Shirayama
Cristiani Regina Andretti
Cristina Marchetti Maia
Cristina Miyuki Narukawa

D

Daniela Amaral Rago
Daniela Feijo Simões
Daniela Spudeit
Daniele Ribeiro de Faria
Daniel Flores
Danielle Thiago Ferreira
Darcy de Jesus Moraes Silva
Darlene T. Schuler
Deise Maria Antonio Sabbag
Deise Parula Munhoz
Denise de Cassia Moreira Zornoff
Denise Ramires Machado
Denizete Lima de Mesquita
Denyse Maria Borges Paes
Diana Maria Flor de Lima

2688
686, 1654, 1819
1421
338
2795
1243
584
174
670
2232
2727
655
725, 2610
2555
2422
429
2461
495
751
1558
1685, 1701
1529
1630, 2651
970

810
1379
736, 1664
2610
584
1379
381
2598
883
2461
1621
1482, 2408, 2585
1924
35
2221

2862

�Diego Fabrízio Kroth
Diego Fernades Silva
Diego Maradona Souza da Silva
Diná Marques Pereira Araújo
Diogo Onofre Gomes de Souza
Dioneide do Nascimento Barros
Diosnelice Pereira Silva
Dirce Maria Santin
Divino Inacio Ribeiro Junior
Doris Day Eliano França

1596
1705
2309
323, 579
1136
2815
2651
111, 246
138
1972

E

Edilene Toscano Galdino dos Santos
Edina Maria Calegaro
Édina Maria Gomes da Cunha Pureza
Edison José Corrêa
Edna Gomes Pinheiro
Edson de Santana
Edson Sousa Silva
Eduardo Ribeiro Felipe
Edwin Hübner
Eglem Maria Veronese Fujimoto
Elaine Maria Pereira Pringolato
Elaine Santos da Silva
Elenise Maria de Araújo
Eleonora Aparecida Sampaio
Eliana José Bernardes
Eliana Mara Martins Ramalho
Eliana Rosa Fonseca
Eliane Bezerra Paiva
Eliane Maria da Silva Jovanovich
Eliane Maria Stroparo
Eliane Monteiro de Santana Dias
Eliane Pawlowski Oliveira Araújo
Eliene Gomes Vieira Nascimento
Eliene Maria Vieira de Moura
Elieny do Nascimento Silva
Elionara Giovana Rech
Elisa Alves de Oliveira
Elisa Cristina Delfini Corrêa
Elisângela de Moura

1753
1529
891
295
2135
2630
1838
821
1187
440
538
2727
983, 2555
970
2610
818
570, 1516, 1679, 2286,
1753
2339
2697
562
2712, 2723
1320, 1984
1461
1984, 2316
107
891
138, 2331
1417

2863

�Elis Regina Alves dos Santos
Elton Ferreira de Mattos
Elvira Fernandes de Araújo Oliveira
Elza Maria Rosa Bernardo Faquim
Emanuela Brambilla dos Santos
Emeide Nóbrega Duarte
Emilia Augusta Alves Sousa
Erica dos Santos Resende
Érica Saito
Erinaldo Dias Valério
Erlane Sousa Alcântara
Ester Aparecida Lima de Souza
Ester Laodiceia Santos
Evaclenes Arruda Silva
Evandra Campos Castro
Evelin Stahlhoefer Cotta
Everton Rodrigues Barbosa

776
1452
2197
796, 1444
588
2185
2135
178
1898, 2786
2837
305
1872
1213
2378
312
193
869

F

Fabiana Araujo Lemos Rodrigues
Fabiana Gulin Longhi Palácio
Fabiana Melo Amaral Gonçalves Pinto
Fabiana Menezes Messias de Andrade
Fabiano Domingues Malheiro
Fábio Andrade Gomes
Fábio Jesus dos Santos
Fabíola Maria Pereira Bezerra
Fabíola Mota de Moraes
Fabiola Rizzo Sanchez
Fátima Assis de Almeida Benther
Fatima Cristina Lopes dos Santos
Fatima Portela Cysne
Flávia Helena Cassin
Franceli Mariano de Moura
Francisca Das Chagas Viana
Francisco Jonatan Soares
Francisco Leandro Castro Lopes
Francisco Mariano da Silva
Francisco Welton Silva Rios

338
970
1436
1323
107
319
319
1320, 2221
2291
1654, 1819
827
287, 308
1984, 2316
2555
1924
1924
429
1972
970
1320, 1972

2864

�G

Gabriela Almendra
Gabriela Belmont de Farias
Gabriela da Silva Giacumuzzi
Gabriela Monteiro do Nascimento Silva
Geisa Meirelles Drumond
Geneviane Duarte Dias
Geovanice Maria Anselmo da Silva
Geraldina Antonia Evangelina de Oliveira
Gerlany Galvincio Rodrigues
Gesilda Toscano de Brito
Geysa Flávia Câmara de Lima Nascimento
Gicele Farias Gomes
Gilda Sousa de Alvarenga
Gildete de Oliveira Batista
Gilmar Vicente
Giordana Nascimento Freitas
Gisele Vasconcelos Dziekaniak
Giseli Adornato de Aguiar
Giselly da Silva Soares
Glaucia Maria Saia Cristianini
Gracielle Mendonça Rodrigues Gomes
Greissi Gomes Oliveira
Guilherme Ataíde Dias
Gustavo Barreto Vilhena de Paiva
Gustavo César Nogueira da Costa

H

Hálida Cristina Fernandes
Helen Rose Flores
Heloisa Assis de Almeida
Heloisa dos Santos Brasil
Heloisa Maria Ceccotti
Heloisa Maria Heradão Rogone
Henriette Ferreira Gomes

1721
1320, 1429
1101
2639
1693
2253
429
1452
1389
2049
1036, 1288
2795
2486
98, 686
2242
1972
1806
1696, 2476
1417
1960
842
2067
1209, 1305
818
1288

163, 1010
824
827
2731
2211, 2242
171
1944

I

Ilza Almeida de Andrade
Inês Maria de Gasperin
Inez Borszcz
Irlana Mendes de Araújo

2253
959, 891
736
1320

2865

�Isabela da Rocha Nascimento
Isabel Ariño Grau
Isabel Buccini
Isabel Cristina Calherani
Isabel Santos Diniz
Islânia Castro Teixeira da Silva
Ismael Maynard Bernini
Ivan Bim Requena
Ivanise Andrade Melo de Almeida
Ivone Job
Ivone Robles
Izabel França Lima

1461
696
1611
1010
1110
1461
959
2316
2450
453, 641
1696
1209, 1305

J

Jacqueline Pawlowski Oliveira
Jamil A. Vieira
Janaina Ferreira Fialho Costa
Janaína Xisto de Barros Lima
Jane Rodrigues Guirado
Janiele Santos
Janise Silva Borges da Costa
Jaqueline Insaurriaga Silveira
Jefferson Renato Azevedo
Jemima Rodrigues
Joanita Aparecida Barros
João Josué Barbosa
Joelson Juk
Johny Franklins Pereira Coutinho
Joilma Maltez Silva
Jônatas Souza de Abreu
Jordan Pauleski Juliani
Jorge Moisés Kroll do Prado
Joseana Costa Lemos
José Carlos Balbino Rosa
José Estorniolo Filho
José Marcos Carvalho de Mesquita
Josiana Florêncio Vieira Régis
Josiane Maria Comarella
Josimara Dias Brumatti
Josimeire Moura Silva
Joyce Fioroni

295
1898
1152
2293
1495
2291
1482, 2408, 2585
193
259
1170
174
1708
312
2626
1641
1174
138
1664, 2331
2633
810, 1654, 1819
1413, 2786
2770
2497
312
1693, 231
2651
2540

2866

�Jozete Soares de Almeida
Juliana de Souza Moraes
Juliana Lourenço Sousa
Juliana Ravaschio Franco de Camargo
Juliana Yendo
Juliane Patrício Coelho

2815
1010, 1021, 1960, 2171
174
1379
2639
736

K

Karine Gomes Falcão Vilela
Karol Almeida da Silva
Karolayne Costa Rodrigues de Lima
Karyna da Rocha Tavares
Karyn Munyk Lehmkuhl
Kátia Carvalho
Katia Maria de Andrade Ferraz
Kelma Patrícia Souza
Keteli Wizenffat
Keyse Rodrigo Fonseca Silva
Kleber Lima dos Santos

606
2570
2182
2437
923
272
2353
538
2232, 2697
474
1429, 1461, 1558

L

Larissa Amorim Catunda Sampaio
Larissa Rabêlo Dantas
Lauci dos Reis Bortoluci
Leandro Martins Cota Busquet
Leila Cavalcante Sátiro
Leni Rodriguez Perez Fulco
Leonardo Pinto Araújo
Leonildo Costa Silva
Leonise Verzoni Gonzalez
Letícia Angheben Consoni
Leticia Schettini
Leyde Klebia Rodrigues da Silva
Libania Maria Ferreira
Lidiane dos Santos Carvalho
Lígia Maria Moreira Dumont
Lígia Santos da Silva Rodrigues
Liliana Giusti Serra
Liliane Vieira Pinheiro
Lilian Lima de Siqueira Melo
Lívia da Fraga Lima

551
2378
361
2508
1972
1410
1049
538
1569
111
827
1884
1170
2037
2135
606
482
923
508
655

2867

�Lívia Ferreira de Carvalho
Loiri Antonia Spader
Luanna Cezar Maia
Lucas Almeida Serafim
Lucas Frederico Arantes
Lucelena Alevato
Lúcia Lima do Nascimento
Lúcia Maria Oliveira da Silva
Lúcia Maria Sebastiana Verônica Costa
Ramos
Luciana Butini Oliveira
Luciana Candida da Silva
Luciana de Souza Gracioso
Luciana Oliveira
Luciana Pereira Rodrigues
Luciana Pizzani
Luciana Suemi Siguemoto
Luciane Silveira Soares
Lucilene Cordeiro da Silva Messias
Lucrécia Camilo de Lima
Ludmila Parreiras Pacheco Leite
Luhilda Ribeiro Silveira
Luísa Fontes Staib
Luiza Maria Pereira de Oliveira
Luiz Antônio de Souza
Luiz Atilio Vicentini
Luiz Carlos dos Santos

1152
440
766
1984, 2316
1621
171
2293
1972
153
1323
1086, 2570
1733
655
576
181, 1621
2639
641
1828, 2688
2450
2828
381, 474, 938, 2378
405
508
2486
338, 2242, 2665
2630

M

Magali Araújo Damasceno
2147
Magda Chagas
2103
Magda Helena Behrmann
891
Mairla Pereira Pires Costa
1664
Maith Martins de Oliveira
2688
Malkene Wytiza Freire de Medeiros Noronha 48, 915, 2283, 2309
Manoel Paranhos da Silva
1167, 1170
Manuela Gea Cabrera Reis
2786
Mara Karoline Lins Teotônio
165
Marcele Aparecida Tinelli
2392
Marcelo Votto Teixeira
1596
Marcia Correa Bueno Degasperi
369, 2651

2868

�Marcia H. T. de Figueredo Lima
Marcia Maria de Miranda Martins da Costa
Márcia Maria Palhares
Márcia Marques da Silva Carvalho
Márcia Nunes Bacha
Marcia Regina Garbelinie Sevillano
Márcia Valéria Alves
Márcio Bezerra da Silva
Marcos Antonio Vianna dos Santos
Marcos Dario Garcia Sae
Marcos Leandro Freitas Hübner
Mardônio Lacet Santos Júnior
Margareth de Figueiredo Nogueira Mesquita
Maria Adelaide Pinto Queiroz
Maria Amélia Almeida Estrela
Maria Amparo Cardoso
Maria Aparecida de Lourdes Mariano
Maria Aparecida dos Santos Letrari
Maria Aparecida Laet
Maria Aparecida Pinto Motta
Maria Bernardete Martins Alves
Maria Cristina Rosa
Maria Cristina Szarota Barrios
Maria Dalva Nunes Pereira
Maria Daniele da Costa
Maria de Fátima Oliveira Costa
Maria de Fátima Rossi do Nascimento
Maria de Lourdes Teixeira Silva
Maria do Carmo Avamilano Alvarez
Maria do Livramento Ribeiro
Maria do P. Socorro Gomes de Almeida
Maria do Rocio Fontoura Teixeira
Maria dos Remédios Silva
Maria Eliane da Silva
Maria Elisa Andries dos Reis
Maria Elisabete Catarino
Maria Elizabeth de Oliveira Costa
Maria de Fátima Garbelini
Maria Fazanelli Crestana
Maria Helena Signorelli
Maria Ilza da Costa

2869

2508
1705
1433, 1441
1742
708
1379
1389
2306
1872
2242
1596
1934
1461
1258
938
312
597
1329
1898
1421
69, 1448
1401
393
619
796
381
597
1127
316, 1413
1558
708
1136
970
2049
287, 308
1742
2598
1086
98, 686, 810, 1654, 1819
2211
2197

�Maria Inês Andrade e Cruz
Maria Irani Coito
Maria Irene da Fonseca e Sá
Maria Isabel Britto
Maria José de Carvalho
Maria José Oliveira
Maria Leonilda Reis da Silva
Maria Ligia Campos
Maria Marinês Gomes Vidal
Maria Marlene Zaniboni
Maria Marta Nascimento
Maria Meriane Vieira da Rocha
Mariana Acorse Lins de Andrade
Mariana Granado de Souza Queiroz
Maria Naires Alves de Souza
Mariana Marquiori
Mariana Pedroso Teixeira
Marianna Zattar
Maria Rizoneide Negreiros de Araújo
Maria Teresa Pires Costa
Maria Thereza Pillon Ribeiro
Marielle Barros Moraes
Marilene Correa Barbosa
Marilene Lobo Abreu Barbosa
Marilia Augusta de Freitas
Marilia Batista Hirt
Marina Alves Mendonça
Marinalva de Souza Aragão
Marisa Cristina Pereira Loboschi
Marivaldina Bulcão dos Santos
Mariza Cristina Talim
Marlene Sanches dos Santos
Marli I. de Moraes
Marli Machado
Marta Glória dos Santos
Marta Martinez Pontes Martins
Mayco Ferreira Chaves
Meire Emanuela da Silva Melo
Midinai Gomes Bezerra
Milena Polsinelli Rubi
Milena Trindade

2746
1544
1243, 1763
171
606
171
1187
2746
606, 2437
2688
54
206, 2422
883
393
35
1685
2211
178, 405
295
2147
2688
2476
65
1641
766
414
1558
98
1379
2123
1611
2757
970
1529
2630
588
751
1389
48, 915, 2283, 2309
597, 1228
796

2870

�Milene Miguel do Vale
Miriam Velci Fernandes
Mírian Cristina de Lima
Mírian da Conceição Rezende e Scalabrini
Mirian de Albuquerque Aquino
Mônica Correia Aquino
Mônica Geralda Palhares
Murillo Ferreira de Camargo

N

Nadia Bernuci Santos
Nadsa Maria Araújo Cid
Nadya Maria Deps Miguel
Naila Touguinha Lomando
Natali Silvana Zwaretch
Nathália Cabral Sena
Nathalia Fernandes da Costa
Neide Maria Jardinette Zaninelli
Neiliane Alves Bezerra
Neire Martins
Nele Nelson Machado da Silva
Neusa Cardim da Silva
Neusa Kazue Habe
Neusa Terezinha Mossin Celere
Nilce Vieira dos Santos
Nirlange Queiroz
Nivaldo Oliveira

2082
891
1425
2014
900, 1884
1461
1433, 1441
221, 983

1863, 2636
2815
1928
641
1329
2437
1763
1329, 1742
429, 1320, 2815
2665
869
73
796
221
1167
2221
725, 1367, 2610

O

Oscar Eliel
Osvaldo Silva Sousa Junior
Otoniel Feliciano

2242
305
1379

P

Pamella Benevides Gonçalves
Paola de Marco Lopes dos Santos
Patricia Barroso
Patricia Naomi Tomisawa
Patrícia Nunes da Silva
Patrícia Severiano Barbosa de Souza
Paula Carina de Araújo

10
2786
2720
1898
165
48, 915, 2283, 2309
2232, 2182, 440

2871

�Paulo Cesar dos Santos
Paulo de Castro Gonçalves
Paulo Vitor de Oliveira
Pedro Manoel da Silva
Pedro Paulo Aquilante Junior
Priscila Carreira Bittencourt Vicentini
Priscila Oliveira da Mata
Priscila Vaz

796
51
1433, 1441
630, 2837
440
2555
821
1721

Q

Quintino João de Souza Teixeira

98

R

Rachel Abath Ataide
Rafael Cobbe Dias
Rafael Gomes Fernandes
Raiane da Silva Santos
Raimunda Araujo Ribeiro
Raimundo Nonato Ribeiro dos Santos
Raquel Bernadete Machado
Raquel Lima de Matos
Raquel Veloso da Costa
Raymundo das Neves Machado
Rebecca Maria de Freitas Sousa
Regiane Alcântara Eliel
Regina de Moura
Regina França Cutrim
Regina Maria Seneda
Regina Oliveira de Almeida
Regycleia Botelho Alves Figueiredo
Rejane Chaves Batista
Rejane Maria Rosa Ribeiro
Rejane Raffo Klaes
Rejane Rosa Amaral
Renan Carvalho Ramos
Renata Bezerra Valeriano
Renata Cristina Grun
Renata Ferreira Santos
Renato Fernandes Corrêa
Renato Machado de Sobral
Renato Reis Nunes

2049
670
35
1708
1110
1429, 1461, 1558
923
970
1288
319
1429
2665
1417
2633
2651
302, 292
1931, 2269
1064
2303
1495
1928
1630, 2651
1167
891
1401
1174
686
24

2872

�Renato Rocha Souza
Rick Santos
Robéria Andrade
Roberta Cristina Dal'evedove Tartarotti
Roberta Moraes de Bem
Rodrigo Eduardo dos Santos
Rodrigo Gustavo Silvestre
Rodrigo Henrique Ramos
Rodrigo Moreira Garcia
Rogério Mugnaini
Romilda Aparecida Teofano
Roniberto Morato do Amaral
Rosa Maria Apel Mesquita
Rosa Maria Fischi
Rosa Maria Andrade Grillo Beretta Souza
Rosana Alvarez Paschoalino
Rosana Oliveira
Rosane Mendes
Rosângela Alves da Silva Magalhães
Rosângela Silva Coutinho Val
Rosângela Silva de Carvalho
Roseane Almeida Silva
Roseli Alves Oliveira
Roseli Senna Prestes
Rose Mari Lobo Goulart
Rosemary Cristina da Silva
Rosiane Maria Oliveira
Rubem Borges Teixeira Ramos
Rubens da Costa Silva Filho
Rúbia Tatiana Gattelli
Rute Aparecida Figueiredo

1209, 1305
1791
2291
1228
69, 1448
1021
1544
776
796
163
824
10, 2067, 2392, 2540
495
796, 1444
2112
221, 983, 2786
127
287, 308
1036
1421
1064
1170
2598
65
2727
181, 1621
725, 2610
1152
299
2461
597

S

Sabrina Rodrigues Fonseca
Samantha Andrade Rosa
Samile Andréa de Souza Vanz
Samir Elias Kalil Lion
Samir Hernandes Gomes
Samya Maria Queiroz Maia
Sandra Inara Altero Fonseca Marquetti
Sandra Maria Clemente de Souza

1849
655
2795
1944
2639
1389
2697
1708

2873

�Sandra Maria Neri Santiago
Sandra Regina Ponte da Costa Salles Toledo
Sandro Costa Gomes
Sedi Ziebert Schardong
Selma Regina Ramalho Conte
Sérgio Carlos Novaes
Sheila de Sousa Monteiro
Sheyla Isolina Mazzeo Pastrello
Shirly Pimentel Vieira
Sibele Fausto
Silvana Aparecida Fagundes
Silvana Maria de Jesus Vetter
Silvana Santos .
Silvana Vilodre Goelner
Silvia Celeste Salvio
Silvia Nathaly Yassuda
Simone Assis Medeiros
Simone Faury Dib
Simone Ferreira Naves
Simone Tarouco Przybylski
Sindya Santos Melo
Solange Alves Santana
Sonia Castro Pereira Furlan
Sonia Cruz-Riascos
Sonia Elisa Caregnato
Sonia Garcia Gomes Eleutério
Sônia Maria dos Santos Araújo
Soraia Santana Capello
Stela Catarina Medeiros Carvalho
Stela do Nascimento Madruga
Sueide Pereira Silva
Sueli Mara Soares Pinto Ferreira
Sueli Palma Borges Paranhos
Suely A. de Olim Santos
Suely Campos Cardoso
Suely Henrique de Aquino Gomes
Suely Margareth Rocha
Suely Oliveira Moraes Marquez
Suênia Oliveira Mendes
Susimery Vila Nova Silva
Susyleide Gomes de Brito

2874

87, 508, 1471
796
824
246
2232, 2697
1898
1778
1696
2437
163
463
1049
2598
641
2211
1828
725
73
2182
65
2176
796, 1444
171
2849
115, 414
316
2197
1791
2014
796
1086
1898, 2786
1258
316
98, 686, 1654
1152
1213
948
1082
619
2630, 437

�Suzana Oliveira
Suzana Zulpo Pereira
Suzilaine de Oliveira

655
1337, 2232
1701

T

Tania Amir de Jesus Dias
Tania Marisa de Abreu Fraga
Tatiana Alves de Oliveira e Silva
Tatiana Cotrim Serra Freire
Tatiana Nascimento Augusto Dutra Alves
Tatiana Rossi
Tatyanne Christina Gonçalves Ferreira
Valdez
Teresa da Silva
Tereza Cristina Oliveira Nonatto Carvalho
Thais Cristiane Campos de Moraes
Thales Nunes da Silva
Thelma Marylanda Silva de Melo
Thiago Rodrigues Dantas

V

Valdinéia Barreto Ferreira
Valdirene Pereira da Conceição
Valéria Aparecida Moreira Novelli
Valeria de Oliveira
Valéria Martin Valls
Valéria Pacheco
Valéria Vilhena Lombardi
Vanessa Alves Santana
Vanessa Inácio de Souza
Vanessa Pimenta Rodrigues
Vanessa Souza Mendonça
Vânia Martins Bueno de Oliveira Funaro
Vânia Natal de Oliveira
Veleida Ana Blank
Vera Regina Casari Boccato Boccato
Vera Lucia Belo Chagas
Vera Lucia Lioni Pedrini
Verônica de Souza Gomes
Vilma Sarto Zeferino
Virgínia Bentes Pinto

810
193
1367
938
2197
2363
1410
2677
2665
1898, 2353
824
1352, 1585, 1972
1389

2806
998
1733
983
2094, 2112
719
98, 1654, 2786
900
891
1461, 2815
570, 1516, 1679, 2286
153
725, 2610
1705
1021, 1228
2161
983
722
2353
1352, 1999

2875

�Virgínia de Paiva
Vivaldo Cordeiro Gonçalves
Viviane Lima Cunha
Vivian Rosa Storti

1898
312
787
1630, 2651

W

Wagner Vinícius Rocha
Walqueline Silva Araújo
Wanda Aparecida Machado Hoffmann
Wellington Marçal de Carvalho

295
2306
1733
842

Y

Yohrranna Kelly Almeida de Araújo
Yuka Saheki

1429
2786

Z

Zaida Horowitz
Zelia Maria Pereira da Silva
Zelinda Aparecida da Silva Martins
Zita Prates de Oliveira
Zuleika de Sousa Branco

2585
1872
2630
2408, 2585
2408, 2585

2876

�FAPERGS

2876

�</text>
                  </elementText>
                </elementTextContainer>
              </element>
            </elementContainer>
          </elementSet>
        </elementSetContainer>
      </file>
    </fileContainer>
    <collection collectionId="49">
      <elementSetContainer>
        <elementSet elementSetId="1">
          <name>Dublin Core</name>
          <description>The Dublin Core metadata element set is common to all Omeka records, including items, files, and collections. For more information see, http://dublincore.org/documents/dces/.</description>
          <elementContainer>
            <element elementId="50">
              <name>Title</name>
              <description>A name given to the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51396">
                  <text>SNBU - Edição: 17 - Ano: 2012 (UFRGS - Gramado/RS)</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="49">
              <name>Subject</name>
              <description>The topic of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51397">
                  <text>Biblioteconomia&#13;
Documentação&#13;
Ciência da Informação&#13;
Bibliotecas Universitárias</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="41">
              <name>Description</name>
              <description>An account of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51398">
                  <text>Tema: A biblioteca universitária como laboratório na sociedade da informação.</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="39">
              <name>Creator</name>
              <description>An entity primarily responsible for making the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51399">
                  <text>SNBU - Seminário Nacional de Bibliotecas Universitárias</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="45">
              <name>Publisher</name>
              <description>An entity responsible for making the resource available</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51400">
                  <text>UFRGS</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="40">
              <name>Date</name>
              <description>A point or period of time associated with an event in the lifecycle of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51401">
                  <text>2012</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="44">
              <name>Language</name>
              <description>A language of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51402">
                  <text>Português</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="51">
              <name>Type</name>
              <description>The nature or genre of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51403">
                  <text>Evento</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="38">
              <name>Coverage</name>
              <description>The spatial or temporal topic of the resource, the spatial applicability of the resource, or the jurisdiction under which the resource is relevant</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51404">
                  <text>Gramado (Rio Grande do Sul)</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
          </elementContainer>
        </elementSet>
      </elementSetContainer>
    </collection>
    <itemType itemTypeId="8">
      <name>Event</name>
      <description>A non-persistent, time-based occurrence. Metadata for an event provides descriptive information that is the basis for discovery of the purpose, location, duration, and responsible agents associated with an event. Examples include an exhibition, webcast, conference, workshop, open day, performance, battle, trial, wedding, tea party, conflagration.</description>
    </itemType>
    <elementSetContainer>
      <elementSet elementSetId="1">
        <name>Dublin Core</name>
        <description>The Dublin Core metadata element set is common to all Omeka records, including items, files, and collections. For more information see, http://dublincore.org/documents/dces/.</description>
        <elementContainer>
          <element elementId="50">
            <name>Title</name>
            <description>A name given to the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="65021">
                <text>Índice de Autores</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="38">
            <name>Coverage</name>
            <description>The spatial or temporal topic of the resource, the spatial applicability of the resource, or the jurisdiction under which the resource is relevant</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="65022">
                <text>Gramado (Rio Grande do Sul)</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="45">
            <name>Publisher</name>
            <description>An entity responsible for making the resource available</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="65023">
                <text>UFRGS</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="40">
            <name>Date</name>
            <description>A point or period of time associated with an event in the lifecycle of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="65024">
                <text>2012</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="51">
            <name>Type</name>
            <description>The nature or genre of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="65026">
                <text>Evento</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="44">
            <name>Language</name>
            <description>A language of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="69627">
                <text>pt</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
        </elementContainer>
      </elementSet>
    </elementSetContainer>
  </item>
  <item itemId="6127" public="1" featured="0">
    <fileContainer>
      <file fileId="5191">
        <src>http://repositorio.febab.org.br/files/original/49/6127/SNBU2012_266.pdf</src>
        <authentication>216cc027d324a8f6dbbe059d804aec6f</authentication>
        <elementSetContainer>
          <elementSet elementSetId="4">
            <name>PDF Text</name>
            <description/>
            <elementContainer>
              <element elementId="92">
                <name>Text</name>
                <description/>
                <elementTextContainer>
                  <elementText elementTextId="65020">
                    <text>Avaliação de produtos e serviços

i

S!mínirio

~

/IboorIaIde

_OI= :::.1:-,"...... _ .....

Trabalho completo

SERViÇOS AO USUÁRIO: AVALIAÇÃO NO SISTEMA INTEGRADO
DE BIBLIOTECAS DA UNIVERSIDADE FEDERAL DE GOIÁS
Sonia Cruz-Riascos
Doutoranda, Universidade de Brasília , Brasília, DF
Docente , Universidade Federal de Goiás , Goiânia , GO

Resumo

o

presente artigo trata da temática de serviços de informação nas bibliotecas
universitárias da Universidade Federal de Goiás (UFG). Foi realizada uma Pesquisa
de Avaliação intitulada "SIBi 2015+PREPARANDO O FUTURO: DIAGNÓSTICO
ORGANIZACIONAL DO SISTEMA DE BIBLIOTECAS - SIBi/UFG", no período de
2010/2011 , por grupo de docentes do Curso de Biblioteconomia da UFG. Utilizouse o Modelo de Avaliação de Bibliotecas Universitárias desenvolvido por Nídia
Lubisco, em sua tese de doutoramento na Espanha , em 2007. Em 2012 , nova coleta
de dados foi realizada para este trabalho específico, visando atualizar informações
relativas ao indicador 'Serviços ao Usuário'. Trata-se, portanto, de uma análise
pontual que tem por finalidade ressaltar a importância de serviços contextualizados
ao novo público-alvo como fator de divulgação de conhecimentos científicos , bem
como de comunicação do saber em prol do desenvolvimento pessoal, profissional e
social.

Palavras-Chave:
Serviços de Informação; Bibliotecas Universitárias; Sistema Integrado de Bibliotecas;
Avaliação de Bibliotecas.

Abstract
This article deals about information services at the integrated libraries system (SIBi)
from the Universidade Federal de Goiás (UFG). An Evaluation Research entitled
"SIBi2015 + PREPARING THE FUTURE: L1BRARIES' SYSTEM ORGANIZATIONAL
DIAGNOSTIC (SIBi-UFG)" was performed by a group of teachers from the UFG
Librarianship Course during the period of 2010 and 2011 . It was used the University
Libraries' Evaluation Model developed by Nidia Lubisco in her doctoral thesis which
took place in Spain , in 2007. In 2012 new data and information relating to the
indicator 'services to users' were collected and analyzed . It is therefore a timely
analysis that aims to highlight information services' importance as a factor of
scientific knowledge dissemination and communication to develop personal ,
professional and social aspects in this context.

Keywords:
Information Services; University Libraries; Integrated Libraries System ; Libraries
Evaluation .

2849

�Avaliação de produtos e serviços

i

S!mínirio

~

/IboorIaIde

= :::.1:-...

Trabalho completo

1 Introdução

o tema "Serviços e Produtos de Informação" tem sua vinculação com a área
da Ciência da Informação e está presente no grupo de trabalho 4 (GT4) que se
dedica à temática da Gestão da Informação e do Conhecimento nas Organizações,
na programação científica do Encontro Nacional de Pesquisa e Pós-Graduação em
Ciência da Informação (ENANCIB) .
O ENANCIB constitui o principal evento de pesquisa em Ciência da
Informação no Brasil e é promovido, anualmente, pela Associação Nacional de
Pesquisa e Pós-Graduação em Ciência da Informação (ANCIB). Cabe salientar que
o GT4 engloba estudos direcionados à gestão de serviços e produtos de informação,
aos estudos de fluxos, processos e uso da informação na perspectiva da gestão, às
metodologias de estudos de usuários, dentro de outras questões (ANCIB , 2011) .
Este artigo permite retratar a atual oferta de serviços de informação em
bibliotecas universitárias que compõem o Sistema Integrado de Bibliotecas (SIBi) da
Universidade Federal de Goiás, a partir de análises realizadas com os resultados
obtidos no Diagnóstico Organizacional realizado por grupo de docentes1 do Curso
de Biblioteconomia da referida Universidade. A Pesquisa de Avaliação intitulada
"SIBi 2015+PREPARANDO O FUTURO: DIAGNÓSTICO ORGANIZACIONAL DO
SISTEMA DE BIBLIOTECAS - SIBi/UFG" ocorreu durante o período de 2010/2011 ,
da qual esta autora fez parte. Em abril de 2012 , nova coleta de dados foi realizada
mediante entrevistas para atualização de informações do Grupo de Indicadores
Serviços ao Usuário.
A questão que se pretende discutir com as análises advindas da pesquisa
realizada é: quais devem ser as principais ações a empreender no tocante aos
serviços de informação para usuários de bibliotecas universitárias no século XXI?
O tema escolhido sobre serviços de informação para o segmento das
bibliotecas universitárias no país se trata de um campo fértil de pesquisa a ser
explorado devido às transformações ocorridas pós-revolução tecnológica .
A área denominada Serviços ao Usuário sofreu os impactos do ambiente
digital em toda a sua estrutura visto que proliferou o acesso de informações, de
documentos eletrônicos e de coleções digitais na web, além do surgimento de novos
recursos, produtos e serviços que vem sendo disponibilizados, a cada dia. As formas
de organização e de recuperação de todos os materiais on-line estão passando por
inovações e adaptações ao novo ambiente . Os usuários passaram a produzir
produtos e serviços de informação, portanto a educação continuada de profissionais
da informação e de usuários se faz necessária para acompanhar as novas
modalidades de acesso e uso da informação. Com isso, os serviços devem ser
centrados nos usuários. O que mais se requer, no momento, é a oferta de serviços
adequados ao público-alvo, e a visibilidade da área de Serviços nas Bibliotecas
Universitárias do país.
1 Projeto SIBi+2015 (SIBi-UFG): Projeto Diagnóstico Organizacional - Prof' Ora Eliany Alvarenga de
Araújo (Coordenadora do Projeto), Prot. MSc. Arnaldo Alves Ferreira Junior, Prof' Ora Laura Vilela
Rezende, Prota MSc. Luciana Cândida da Silva.

2850

�i

S!mínirio

~

/IboorIaIde

= :::.1:-...

Avaliação de produtos e serviços
Trabalho completo

Torna-se necessário, portanto, nutrir a cultura da oferta de serviços
customizados para atrair consumidores. Considerando o novo perfil de usuários que
aponta neste século, mediante o uso das mais recentes tecnologias da informação e
comunicação, fica para reflexão: O que a denominada geração digital espera das
bibliotecas universitárias brasileiras? Como incluir digitalmente demais usuários?
Quais são os serviços atuais e os recursos propiciados pela internet? O que esperar
da biblioteca web 2.0 nas universidades federais? Como deve ser o papel do
bibliotecário universitário nesse novo contexto?
O objetivo geral deste artigo é: retratar a oferta de serviços nas Bibliotecas
Universitárias do SIBi-UFG. Como objetivo específico, tem-se: identificar
peculiaridades quanto à prestação de serviços aos usuários nas diversas Bibliotecas
integrantes do Sistema.
Espera-se que ocorra maior visibilidade da Biblioteca Universitária por meio
de processos avaliativos de usos e de usuários para que se possa empreender
melhorias quanto à oferta de produtos e serviços de informação aos usuários. Com
isso, haverá maior conscientização deste loeus como propulsor de conhecimento em
prol do bem comum.

2 Revisão de Literatura
Os Serviços de Informação são considerados um subsetor do Setor de
Serviços das economias de nações desenvolvidas, onde as Bibliotecas se
encontram incluídas. Essas Unidades de Informação intermediam a informação
(insumo) como matéria prima, com as necessidades do cliente interno e externo, e,
estabelecem produtos e serviços que determinam esse fluxo, a partir do mercado,
com possibilidade de uso de modernas ferramentas administrativas dentre elas o
diagnóstico organizacional.
O papel da Biblioteca de armazenar, tratar, disseminar a informação,
preservando a memória institucional continua mantido, no entanto, a partir das
facilidades de comunicação em rede e da disponibilização da informação em novos
suportes, o foco foi modificado e não mais se concentra somente na posse do
documento físico , mas no acesso à informação e na produção de conhecimento .
Com isso, a oferta de serviços informacionais para usuários desse tipo de
organização se tornou premissa básica, prevendo, inclusive uma postura pró-ativa
dos profissionais da área na busca de favorecer o conhecimento efetivo para quem
demanda.
Com as transformações ocorridas com a evolução tecnológica e seus
impactos, os bibliotecários, em sua maioria, constataram a mudança de paradigma
quanto ao relacionamento com o "usuário", deixando este de ser passivo, no sentido
de solicitar algum produto ou serviço, e passando a figurar como "cliente" avaliador e
colaborador.
Essas novas tendências requerem abordagens diferenciadas, portanto, tornase necessário um entendimento atual acerca da situação das Bibliotecas do contexto
acadêmico, com vistas à reestruturação de processos que possa garantir a melhoria
contínua , e à elaboração de produtos e serviços contextualizados que possam , por
sua vez, disponibilizar informações mais precisas aos seus usuários em menor
tempo de acesso.

2851

�Avaliação de produtos e serviços

i

S!mínirio

~

/IboorIaIde

= :::.1:-...

Trabalho completo

Para Levacov (2005), a Biblioteca:
antes 'ilha' de informações visitada fisicamente por usuários que
buscavam um produto, principalmente, o livro, precisa agora integrarse e disputar espaço em um "mar de informações". Seus usuários,
tornando-se progressivamente remotos e descorporificados,
acostumam-se àquilo que se pode obter "aqui" e "agora": a
informação digital "instantânea" disponibilizada pelas redes, em
especial pela internet.

À medida que o mundo se move em direção à digitalização, as organizações
que se relacionam com a informação - como as bibliotecas - , necessitam se
transformar para garantir sua acessibilidade. Levacov (2005) supõe que, caso não o
façam :
correm o risco de se tornarem irrelevantes para a grande maioria de
usuários, uma vez que grande parte das informações atualizadas,
principalmente em áreas do conhecimento que lidam com pesquisa
de ponta , nasce e permanece sob a forma digital.

Carvalho (1995) denomina "sistemas", dentro das funções da universidade
englobando o ensino, a pesquisa e a extensão, quatro aspectos relacionados com : a
gestão da biblioteca (administração) ; o ambiente acadêmico (pessoal interno e
externo, isto é, estudantes de graduação e pós-graduação, recursos humanos das
bibliotecas e pessoal envolvido na gestão e na extensão da universidade); o controle
bibliográfico (formação e desenvolvimento de coleções) ; e os recursos oferecidos
aos usuários (serviços e produtos) .
Para o planejamento de serviços de informação, Almeida (2005) , destaca que
o Bibliotecário tem necessidade de conhecer: as fontes de informação na área para
explorá-Ias, os serviços existentes para ampliá-los, descontinuá-Ios ou modifica-los,
os seus usuários para saber se a biblioteca está conseguindo atingir um bom grau
de satisfação por parte destes, e os não-usuários para saber a razão de não
utilizarem os serviços ofertados.
Barreto (2009) considera a existência de três tipos principais de demanda: a
demanda básica: responsável pelas necessidades básicas de informação do
indivíduo no exercício de sua cidadania ; a demanda contextua/: responsável pelas
transações correntes de informação para que o indivíduo possa permanecer e se
manter em seus espaços de convivência profissional, social, econômica e política ; e
a demanda reflexiva: de informação que induz ao pensamento criativo da
reelaboração e reformatação da informação em nova informação, permitindo a
inovação. Observa-se que o foco nas bibliotecas universitárias deve atender à
demanda reflexiva, portanto há necessidade de utilização de ferramentas gerenciais
e de monitoramento de dados acerca dos usos e dos usuários, com o propósito
maior de planejar e estruturar a área da gestão de serviços.
Em síntese, a função de uma biblioteca é prestar serviços de informação e o
foco de suas atividades deve estar voltado para o atendimento de seus usuários,
que utilizam os recursos oferecidos pelos serviços. Logo, a qualidade da prestação
dos serviços implica, segundo Barbêdo (2004) , no reconhecimento da importância
social e transformadora da informação. Para a autora , as bibliotecas não oferecem
apenas serviços de informação, mas também ações educativas, formadoras e

2852

�Avaliação de produtos e serviços

i

S!mínirio

~

/IboorIaIde

= :::.1:-...

Trabalho completo

transformadoras, pois disponibilizam informações que os usuários utilizam, depois
internalizam adquirindo conhecimento .
Vergueiro e Carvalho (2000) ressaltam que as bibliotecas universitárias, como
elementos para o desenvolvimento social do país, passam a ter maior relevância
dentro do contexto socioeconômico e político predominante no final do século XX.
Assim , é necessário que elas definam práticas de trabalho e métodos gerenciais que
respondam, de maneira rápida e eficiente, tanto ás demandas da sociedade quanto
às características e necessidades específicas de sua clientela .

3 Materiais e Métodos
Foi realizada uma Pesquisa de Avaliação no Sistema Integrado de Bibliotecas
da Universidade Federal de Goiás, por docentes da Faculdade de Comunicação e
Biblioteconomia, durante os anos de 2010 e 2011 . Utilizou-se o diagnóstico
organizacional como recurso para conhecer as bibliotecas universitárias. O SIBiUFG é composto por oito unidades, sendo uma central e sete setoriais, a saber:
Biblioteca Central (BC) - Campus 2, Biblioteca Campus 1 (BSCAMI), Biblioteca
Centro de Ensino e Pesquisa Aplicados à Educação (BSCepae) - Campus 2,
Biblioteca Catalão (BSCAC), Biblioteca Goiás (BSCGO), Biblioteca Jataí (BSCAJ) Unidade Riachuelo, Biblioteca Jataí (BSCAJ) - Unidade Jatobá e Biblioteca Letras e
Linguística (BSLL) .
Após diversos estudos e discussões entre os docentes da UFG, ficou
estabelecido que o Modelo de Avaliação, desenvolvido no âmbito da tese de
Doutorado de Nidia Lubisco, intitulada "La evaluación en la biblioteca universitaria
brasileíia : evolución y propuesta de mejora", defendida na Espanha, no ano de 2007,
seria utilizado como eixo norteador da referida pesquisa .
O "Modelo para a Avaliação da Biblioteca Universitária no Brasil", ou Modelo
Lubisco como é conhecido, entre os pares, foi discutido, aperfeiçoado e validado, em
foro nacional, durante o Seminário de Avaliação da Biblioteca Universitária
Brasileira, realizado em Salvador, de 29 de setembro a 1° de outubro de 2008 , na
perspectiva de cobrir uma lacuna identificada, desde a década de 70 no tocante à
temática em questão (LUBISCO, 2008).
O documento de "Avaliação de Cursos de Graduação: instrumento", do
Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (BRASIL,
2006), serviu de base para o Modelo Lubisco, isso implica em dizer que as
orientações acerca da valoração e atribuição de conceitos aplicados às outras
categorias de análise também foram consideradas, conforme o citado Instrumento.
Visando uniformizar a terminologia empregada, apresentam-se as definições
e expressões apresentadas no referido Modelo:
a) Categorias de Análise: trata-se de grupos de grandes características referentes
aos aspectos do curso de graduação sobre os quais se vai emitir um juízo de
valor, e que, em seu conjunto, expressam uma totalidade (BRASIL, 2006). Ex.:
Categoria de Análise 1: Organização Didático-pedagógica; Categoria de Análise
2: Corpos Docente , Discente e Pessoal Administrativo e de Serviços; Categoria
de Análise 3: Instalações Físicas; Categoria de Análise 4: Biblioteca.
O Modelo Teórico de Lubisco fez a proposição para a categoria de análise 4
Biblioteca, conforme quadro a seguir:

2853

�Avaliação de produtos e serviços

i

S!mínirio

~

/IboorIaIde

_OI= :::.1:-,"...... _ .....

Trabalho completo

Ta b e Ia 1 - Categona d e A naT Ise 4 - BOb!"
I 10t eca
Grupo de Indicadores
Ponderações
4.1 Administração
25
20
4.2 Contexto Acadêmico
4.3 Formação, Processamento Técnico e Desenvolvimento
25
das Coleções
4.4 Serviços aos Usuários
30
Fonte: LUBISCO (2007)
o

b) Grupos de Indicadores: são os elementos representativos das funções e
atividades, serviços e produtos da biblioteca . Ex.: Grupo 4.1 Administração;
Grupo 4.2 Contexto Acadêmico; Grupo 4.3 Formação, Processamento Técnico e
Desenvolvimento das Coleções; Grupo 4.4 Serviços ao Usuário.
Definida a biblioteca como uma categoria de análise, justificam-se as
ponderações atribuídas aos Grupos de Indicadores, no trabalho de Lubisco. Para o
presente artigo, o foco específico está no indicador "Serviços ao Usuário".
O grupo 4.4 se refere às funções específicas da biblioteca por meio de
serviços orientados para apoiar as necessidades informativas dos programas de
ensino, pesquisa e extensão, bem como o item 4.3. Estes dois grupos estão
interligados para que se cumpram as finalidades da biblioteca, representadas pelos
serviços ao usuário, uma vez que a unidade de informação deve oferecer uma
coleção apropriada, além de serviços de informação devidamente organizados,
acessíveis, atualizados, em quantidade adequada ao número de usuários, e ainda,
com conteúdos pertinentes aos programas de ensino e pesquisa (UFG , 2010).
A diferença de 5 pontos na ponderação do item 4.3 em relação ao 4.4, devese à observação prática de que uma defasagem bibliográfica e informativa - como é
comum ocorrer no país - pode ser compensada por recursos humanos qualificados
adequadamente para o atendimento aos usuários (UFG , 2010) .
Outra observação que deve ser feita , por conseguinte , é a interdependência
existente entre os grupos 4.1 e 4.4 que incluem, respectivamente, a formação do
pessoal e as diversas modalidades de serviços aos usuários (UFG, 2010) .
c) Indicador ou Indicador de Desempenho : é a expressão que descreve atividades
(fatos, pessoas, objetos), serviços e produtos em termos quantitativos e
qualitativos, e que possibilita obter evidências concretas. Segundo a Norma UNE
50-137 citada (BRASIL, 2006) .
Em suma, o Modelo Teórico estrutura-se a partir de quatro grupos de
indicadores que geram uma escala de cinco valores para avaliação dos itens do
Sistema de Bibliotecas. Para este artigo, analisou-se apenas o grupo de indicadores
'Serviços aos Usuários' (anexo 1), que contempla a relação entre a prestação de
serviços e os níveis de satisfação dos usuários. A escala de valores do Modelo
usado contempla: 5 - situação ideal; 4 - situação satisfatória; 3 - situação razoável ;
2 - situação precária ; 1 - situação crítica .
Para a realização da coleta de dados, foram agendadas reuniões na
Biblioteca Central da UFG, com os funcionários do SIBi, no intuito de proceder com
a apresentação da pesquisa e a sensibilização do grupo envolvido para efetividade

2854

�Avaliação de produtos e serviços

i

S!mínirio

~

/IboorIaIde

= :::.1:-...

Trabalho completo

dos trabalhos. A segunda etapa ocorreu diretamente em cada biblioteca integrante
do SIBi-UFG, com encontros para expor os propósitos do estudo junto à Direção do
Campus, à Coordenação da Biblioteca , aos Docentes e aos Representantes de
Discentes. Os sujeitos da pesquisa contemplaram : 22 Bibliotecários e 115 técnicos
administrativos do SIBi-UFG.
Como instrumentos de coleta de dados foram realizadas entrevistas com os
gestores das bibliotecas universitárias, e aplicados questionários com os
funcionários .
Em 2012, realizou-se, por parte desta autora, nova coleta de dados na
Biblioteca Central da UFG mediante entrevistas com a Coordenadora da Seção de
Referência e posteriormente, com a Gerente de Atendimento, para atualização de
informações sobre as ações empreendidas após a realização do Diagnóstico
Organizacional, Projeto SIBi 2015+PREPARANDO O FUTURO .
A organização dos dados da pesquisa utilizou-se do software PSPP (para
análises estatísticas sobre matrizes de dados) e do Discurso do Sujeito Coletivo
(DSC), considerando as peculiaridades dos dados quantitativos e qualitativos. Para
este artigo, foram selecionados, exclusivamente, os dados e informações relativos
ao indicador: Serviços ao Usuário. A análise dos dados baseou-se no Modelo
Teórico de Lubisco, seguida da apresentação dos resultados.

4 Resultados Finais
Na Pesquisa de Avaliação intitulada "SIBi 2015+PREPARANDO O FUTURO :
DIAGNÓSTICO ORGANIZACIONAL DO SISTEMA DE BIBLlOTECAS-SIBi/UFG",
foram contemplados e avaliados os seguintes serviços ao usuário: consulta ao
acervo, empréstimo entre bibliotecas, comutação bibliográfica, capacitação de
usuários/visitas orientadas, catalogação na publicação, serviços de fotocópias ,
serviço de referência digital, acessibilidade, educação à distância, controle
estatístico dos serviços oferecidos, controle de serviços, sala didática (informática) ,
regulamento do empréstimo e uso, serviços de atendimento ao usuário/canais de
comunicação, marketing bibliotecário, estudos de satisfação de usuários, canal de
sugestões/críticas, e controle de multas.
Foram identificadas peculiaridades quanto à prestação de serviços aos
usuários nas diversas bibliotecas integrantes do SIBi-UFG. As unidades de
informação ofereciam e controlavam de 60 a 80% dos serviços listados. Em geral , a
maior parte das bibliotecas controlava os itens não atendidos, no entanto ainda
havia uma biblioteca sem realizar essa atividade. Quanto ao regulamento de
empréstimo e uso das bibliotecas ainda não tinha ocorrido a padronização na rede,
visto que duas bibliotecas desenvolveram seus próprios instrumentos; no entanto ,
todas os possuíam . Os processos de empréstimo se encontravam automatizados e
integravam-se ao sistema acadêmico, excetuando-se duas bibliotecas. Os serviços
de atendimento ao usuário contavam com linhas telefônicas, acesso restrito a fax, e
utilizavam e-mail. A divulgação dos serviços e das normas do SIBi era realizada por
meio de diferentes canais. Contavam com canal de recebimento de sugestões e de
críticas. O fator precário ainda estava na realização frequente de estudos de
satisfação do usuário. Contudo, à época da realização do diagnóstico, estava sendo
realizada Pesquisa de Satisfação por parte de docente do Campo da Comunicação
da Faculdade de Comunicação e Biblioteconomia (FACOMB/UFG) .

2855

�i

S!mínirio

~

/IboorIaIde

= :::.1:-...

Avaliação de produtos e serviços
Trabalho completo

Foi apontada certa diferença nas avaliações entre a Biblioteca Central (com
valores de destaque), e a Biblioteca do Campus I, em relação ás demais Bibliotecas.
No entanto, considera-se que ponderações devem ser analisadas visto que as
Bibliotecas do Sistema apresentam peculiaridades específicas. Durante a pesquisa
realizada, diversas medidas foram tomadas e outras estavam sendo planejadas. Em
virtude disso, decidiu-se realizar nova coleta de dados em 2012 no intuito de verificar
as mudanças ocorridas e as ações que, todavia se encontram em etapa de
desenvolvimento ou mesmo em fase de planejamento .
No tocante ás necessidades informacionais dos usuários, foi informado que
se pretende aguardar o término do Plano de Diretrizes, que está sendo elaborado
pela Subcomissão de Serviços ao Usuário composta por grupo de Bibliotecários da
UFG e por Docentes integrantes da Pesquisa SIBi/UFG (referida acima), para
empreender as ações recomendadas. Ainda não foram realizadas proposições a
partir da Pesquisa de Satisfação realizada por parte de docente do Campo de
Comunicação da FACOMB/UFG.
Pretende-se desenvolver o serviço de atendimento aos alunos de educação á
distância (Ead) , no entanto, está disponibilizada a Normatização sobre Circulação.
Considera-se necessário um estudo para planejar a oferta do Serviço de
Referência Virtual visto que, no momento, as Bibliotecas apenas atendem as
demanda de pesquisas por email.
Outras ações foram postas em prática, estão sendo desenvolvidas ou
encaminhadas. Os microcomputadores da sala de informática da BC foram trocados
por notebooks, e haverá reaproveitamento dos equipamentos que serão alocados
para novo espaço que se pretende criar na BC , com vistas ao atendimento de
público externo - inclusive de discentes de outras Instituições de Ensino Superior.
Em uma das bibliotecas setoriais do interior foi disponibilizada aos usuários uma
sala de apoio didático com equipamentos de informática.
Frente á nova realidade dos recursos digitais, foi criada, neste ano, a
Gerência de Informação Digital e Inovação no SIBi/UFG. Houve aquisição de ebooks e já há uma nova demanda para processamento técnico desse material. A
Base de Dados de Teses e Dissertações (BDTD) foi disponibilizada eletronicamente
e o Repositório Institucional tem projeto sendo desenvolvido. Por questões de
infraestrutura de rede , duas Bibliotecas Setoriais ainda não tem acesso ao SophiA,
software para gestão de bibliotecas.
Sobre o serviço de Comutação Bibliográfica (COMUT) , uma das bibliotecas
setoriais do interior do Estado passou a realizá-lo na própria Unidade, ficando
apenas duas outras setoriais ainda na dependência da Biblioteca Central. Houve
mudança física na BC e a prestação do serviço de COMUT foi transferida para a
Seção de Periódicos.
Foi desenvolvido um Programa de Capacitação englobando os serviços já
existentes: visitas orientadas (público interno e externo) sob demanda, e treinamento
do Portal CAPES, além do acréscimo de novos serviços: capacitação no uso da
biblioteca, orientação para produção de trabalhos acadêmicos, e fontes de
informação on-line; tendo sido implementado na Biblioteca Central (BC), em abril
deste ano. Tal Programa será realizado por todas as Setoriais. Foi comentado de
que os Servidores demandavam visitas orientadas, e a partir deste ano passaram a
oferecer esse serviço na BC .
Ainda quanto aos novos serviços, desenvolveu-se o Projeto de Integração dos
Professores Recém Ingressos com o propósito de convidá-los a conhecer as

2856

�i

S!mínirio

~

/IboorIaIde

= :::.1:-...

Avaliação de produtos e serviços
Trabalho completo

Bibliotecas do SIBi/UFG e seus recursos. A intenção é a de que os Docentes
passem a trazer seus alunos para desenvolver atividades acadêmicas nesse
ambiente. Está sendo discutida a fase de implantação do serviço .
Pretende-se desenvolver projetos voltados para o treinamento de usuários
com a utilização de ferramentas multimídia, e há previsão de continuidade dos
cursos de extensão, ambas ações em parceria com os Docentes do Curso de
Biblioteconomia da UFG.
A divulgação do SIBi/UFG é feita pelo Guia do Usuário e pelo Informativo,
ambos com periodicidade anual. A Assessoria de Comunicação (ASCOM) divulga
as notícias e ações por meio das mídias disponíveis, além de panfletos. Foi
desenvolvida a página da BC/SIBi no Facebook.
Destaca-se a realização do 20 Seminário Avaliação da Biblioteca Universitária
Brasileira, neste ano, pelo SIBi/UFG. Trata-se de momento oportuno para o
desenvolvimento de ações que visem a implantação de Programas de Qualidade
nos Sistemas Integrados de Bibliotecas Universitárias do país.

5 Considerações Finais
Sabe-se que o bom êxito das bibliotecas está sustentado nos alicerces do
trabalho executado, a partir do modelo organizacional instituído. Logo, o estudo
sobre questões pertinentes ao meio ambiente interno das bibliotecas (ambiente
organizacional) possibilita o entendimento de possíveis entraves existentes para a
geração da oferta de serviços compatíveis com a atual demanda. Ressalta-se,
também , a importância de serviços contextualizados ao novo público-alvo do século
XXI.
A análise advinda da Pesquisa realizada , por meio do Diagnóstico
Organizacional, apresenta-se como uma ação que objetivou apontar medidas para
propiciar eficiência e eficácia nos serviços ao usuário das Bibliotecas Universitárias.
Observa-se que houve certa dinâmica quanto à renovação e inovação de serviços.
De tal maneira, considera-se importante propor o estabelecimento de avaliações
continuas quanto ao uso, aos usuários, aos produtos e serviços, às Bibliotecas
Universitárias e ao Sistema como um todo, com o propósito de buscar melhorias em
prol da prestação de serviços que estimulem a geração de conhecimento.
Entende-se, então, a importância da inserção de um Programa de Qualidade
no SIBi, emergindo , assim , uma preocupação com avaliações sistemáticas para
empreender ações modificadoras. Trata-se de medida fundamental para melhor
conhecimento dos entraves e das lacunas no âmbito gerencial e operacional para
que se possa reavaliar tanto a condução das atividades desenvolvidas - em cada
área de trabalho e em cada Unidade de Informação do Sistema -, quanto os planos
de ação. Ademais, tais avaliações corroboram as demandas do SIBi/UFG junto à
Administração Superior.
A idéia é estimular posturas cada vez mais pró-ativas por parte dos Diretores
e Gestores, além dos colaboradores dos SIBi's, entre eles os Docentes dos Cursos
de Biblioteconomia, no intuito de tornarem as Bibliotecas de suas Universidades em
Centros potenciais de geração de conhecimento, tornando exequíveis processos de
pesquisa e de desenvolvimento estruturados no saber para o futuro.

2857

�Avaliação de produtos e serviços

i

S!mínirio

~

/IboorIaIde

_OI= :::.1:-,"...... _ .....

Trabalho completo

6 Referências
ALMEIDA, Maria Christina . Planejamento de bibliotecas e serviços
informação. Brasilia: Briquet de Lemos Livros, 2005. 144p.

de

ASSOCIAÇÃO NACIONAL DE PESQUISA E PÓS-GRADUAÇÃO EM CIÊNCIA DA
INFORMAÇÃO
ANCIB.
2011 .
Disponível
em :
&lt;http://www.ancib .org .br/pages/grupos-de-trabalho.php&gt;. Acesso em : jun. 2011 .
BARBÊDO, Simone Angélica Del-Ducca. Sistema de gestão da qualidade em
serviços: estudos de caso em uma biblioteca universitária. 2004. 134 f. Dissertação
(Mestrado em Engenharia de Produção) - UNIFEI , Itajubá, 2004. Disponível em :
&lt;http://www.ppg.efi.br/cpgp/dissertacao/2004/89.pdf&gt;. Acesso em : mar. 2011 .
BARRETO, Aldo de Albuquerque. A oferta e a demanda da informação: técnicas,
econômicas e políticas. Cio Inf., Brasília, v. 28, n. 2, p. 168, 2009.
BRASIL. Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira.
Avaliação de cursos de graduação: instrumento. Brasília: 2006. 91 p. Disponível
em:
&lt;http://www.inep.gov.br/superior/condicoesdeensino/manuais.htm&gt;. Acesso em : jun.
2010.
Estatísticas e padrões para o
CARVALHO, Maria Carmen Romcy de.
planejamento e a avaliação de bibliotecas universitárias. Brasília: SESu;
CAPES; CNPq; FINEP, 1995. 159 p.
LEVACOV, Marília. Tornando a informação disponível: o acesso expandido e a
reinvenção da biblioteca. In : MARCONDES, Carlos H. et alo (Org .). Bibliotecas
digitais: saberes e práticas. Salvador: EDUFBA; Brasília: IBICT, 2005. p. 207-224.
LUBISCO, N. M. L. Biblioteca universitária brasileira : instrumento para seu
planejamento e gestão, visando à avaliação do seu desempenho: documento-base.
Salvador : 2008. 71 p.
LUBISCO, N. M. L. La evaluación en la biblioteca universitaria brasilena:
evolución y propuesta de mejora. 2007. 405 p. Tese (Doctorado en Documentación)
- Universidad Carlos 111 de Madrid, 2007.
UNIVERSIDADE FEDERAL DE GOlAS. SIBi 2015 + PREPARANDO O FUTURO:
diagnóstico organizacional do Sistema de Bibliotecas - SIBI/UFG e comportamento
informacional da comunidade acadêmica da UFG. Goiânia: UFG, 2010. 42 p.
VERGUEIRO, Waldomiro; CARVALHO, Teima de. Indicadores de qualidade em
bibliotecas universitárias brasileiras: o ponto de vista dos clientes. Porto Alegre:
CBBD, 2000. Disponível em : &lt;http://dici.ibict.br/archive/00000825/011T174.pdf&gt;.
Acesso em: maio 2011 .

2858

�</text>
                  </elementText>
                </elementTextContainer>
              </element>
            </elementContainer>
          </elementSet>
        </elementSetContainer>
      </file>
    </fileContainer>
    <collection collectionId="49">
      <elementSetContainer>
        <elementSet elementSetId="1">
          <name>Dublin Core</name>
          <description>The Dublin Core metadata element set is common to all Omeka records, including items, files, and collections. For more information see, http://dublincore.org/documents/dces/.</description>
          <elementContainer>
            <element elementId="50">
              <name>Title</name>
              <description>A name given to the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51396">
                  <text>SNBU - Edição: 17 - Ano: 2012 (UFRGS - Gramado/RS)</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="49">
              <name>Subject</name>
              <description>The topic of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51397">
                  <text>Biblioteconomia&#13;
Documentação&#13;
Ciência da Informação&#13;
Bibliotecas Universitárias</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="41">
              <name>Description</name>
              <description>An account of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51398">
                  <text>Tema: A biblioteca universitária como laboratório na sociedade da informação.</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="39">
              <name>Creator</name>
              <description>An entity primarily responsible for making the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51399">
                  <text>SNBU - Seminário Nacional de Bibliotecas Universitárias</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="45">
              <name>Publisher</name>
              <description>An entity responsible for making the resource available</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51400">
                  <text>UFRGS</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="40">
              <name>Date</name>
              <description>A point or period of time associated with an event in the lifecycle of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51401">
                  <text>2012</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="44">
              <name>Language</name>
              <description>A language of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51402">
                  <text>Português</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="51">
              <name>Type</name>
              <description>The nature or genre of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51403">
                  <text>Evento</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="38">
              <name>Coverage</name>
              <description>The spatial or temporal topic of the resource, the spatial applicability of the resource, or the jurisdiction under which the resource is relevant</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51404">
                  <text>Gramado (Rio Grande do Sul)</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
          </elementContainer>
        </elementSet>
      </elementSetContainer>
    </collection>
    <itemType itemTypeId="8">
      <name>Event</name>
      <description>A non-persistent, time-based occurrence. Metadata for an event provides descriptive information that is the basis for discovery of the purpose, location, duration, and responsible agents associated with an event. Examples include an exhibition, webcast, conference, workshop, open day, performance, battle, trial, wedding, tea party, conflagration.</description>
    </itemType>
    <elementSetContainer>
      <elementSet elementSetId="1">
        <name>Dublin Core</name>
        <description>The Dublin Core metadata element set is common to all Omeka records, including items, files, and collections. For more information see, http://dublincore.org/documents/dces/.</description>
        <elementContainer>
          <element elementId="50">
            <name>Title</name>
            <description>A name given to the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="65012">
                <text>Serviços ao usuário: avaliação no Sistema Integrado de Bibliotecas da Universidade Federal de Goiás.</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="39">
            <name>Creator</name>
            <description>An entity primarily responsible for making the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="65013">
                <text>Cruz-Riascos, Sonia</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="38">
            <name>Coverage</name>
            <description>The spatial or temporal topic of the resource, the spatial applicability of the resource, or the jurisdiction under which the resource is relevant</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="65014">
                <text>Gramado (Rio Grande do Sul)</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="45">
            <name>Publisher</name>
            <description>An entity responsible for making the resource available</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="65015">
                <text>UFRGS</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="40">
            <name>Date</name>
            <description>A point or period of time associated with an event in the lifecycle of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="65016">
                <text>2012</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="51">
            <name>Type</name>
            <description>The nature or genre of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="65018">
                <text>Evento</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="41">
            <name>Description</name>
            <description>An account of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="65019">
                <text>O presente artigo trata da temática de serviços de informação nas bibliotecas universitárias da Universidade Federal de Goiás (UFG). Foi realizada uma Pesquisa de Avaliação intitulada “SIBi 2015+PREPARANDO O FUTURO: DIAGNÓSTICO ORGANIZACIONAL DO SISTEMA DE BIBLIOTECAS – SIBi/UFG”, no período de 2010/2011, por grupo de docentes do Curso de Biblioteconomia da UFG. Utilizou- se o Modelo de Avaliação de Bibliotecas Universitárias desenvolvido por Nídia Lubisco, em sua tese de doutoramento na Espanha, em 2007. Em 2012, nova coleta de dados foi realizada para este trabalho específico, visando atualizar informações relativas ao indicador ‘Serviços ao Usuário’. Trata-se, portanto, de uma análise pontual que tem por finalidade ressaltar a importância de serviços contextualizados ao novo público-alvo como fator de divulgação de conhecimentos científicos, bem como de comunicação do saber em prol do desenvolvimento pessoal, profissional e social.</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="44">
            <name>Language</name>
            <description>A language of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="69626">
                <text>pt</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
        </elementContainer>
      </elementSet>
    </elementSetContainer>
  </item>
  <item itemId="6126" public="1" featured="0">
    <fileContainer>
      <file fileId="5190">
        <src>http://repositorio.febab.org.br/files/original/49/6126/SNBU2012_265.pdf</src>
        <authentication>3f764609738b9414f85fd24acd5012af</authentication>
        <elementSetContainer>
          <elementSet elementSetId="4">
            <name>PDF Text</name>
            <description/>
            <elementContainer>
              <element elementId="92">
                <name>Text</name>
                <description/>
                <elementTextContainer>
                  <elementText elementTextId="65011">
                    <text>Avaliação de produtos e serviços

i

S!mWrio

;:li

/IbooroaIde

:.

IiWitt_
U-,""lIIMbs

=

Trabalho completo

AS BIBLIOTECAS UNIVERSITÁRIAS E O ACESSO A INFORMAÇÃO:
(re) conhecendo os limites e possibilidades das pessoas portadoras de
necessidades especiais
Aureliana Lopes de Lacerda Tavares\ Erinaldo Dias Valério 2 , Pedro
Manoel da Silva 3
1

2

Bacharel em Biblioteconomia pela Universidade Federal de Santa Catarina/UFSC .Mestranda em
Ciência da Informação pela Universidade Federal de Pernambuco/UFPE

Bacharel em Biblioteconomia pela Universidade Federal do Ceará/UFC - Campus Cariri.Mestrando
em Ciência da Informação pela Universidade Federal de Pernambuco/UFPE
3

Bibliotecário da Universidade Católica de Pernambuco/UNICAP. Mestrando em Ciência da
Informação pela Universidade Federal de Pernambuco/UFPE

Resumo
Apresenta uma análise descritiva da Biblioteca da Universidade Católica de
Pernambuco - UNICAP com o objetivo de verificar a atuação dessa instituição no
apoio/atendimento aos usuários portadores de necessidades especiais. Entende que
o acesso a informação é um dos objetivos da biblioteca e que a mesma precisa agir
como mediadora entre o conhecimento gerado e o usuário, sendo imprescindível a
reflexão sobre a sua função social. Estabelece a priori, um levantamento
bibliográfico sobre conceitos e serviços oferecidos pelas bibliotecas universitárias
para os usuários portadores de necessidades especiais; e a posteriori, apresenta
observações empíricas sobre os serviços informacionais da biblioteca estudada.
Confirma que a mesma oferece serviços que possibilitam uma motivação aos
usuários. Conclui refletindo, com diversas inquietações com relação à prestação de
serviços nessas bibliotecas aos usuários com necessidades especificas. A biblioteca
estudada demonstra está preparada para receber esses usuários, no entanto nos
perguntamos ainda : se este modelo de biblioteca se iguala as bibliotecas das
instituições públicas? Esta é uma investigação em andamento, que no segundo
momento fará uma análise comparativa da mesma com a biblioteca universitária da
Universidade Federal de Pernambuco/UFPE, campus Recife .

Palavras-Chave:
Acesso a Informação; Bibliotecas Universitárias Necessidades Especiais.

serviços; Portadores de

Abstract
Presents a descriptive analysis of the Library of the Catholic University of
Pernambuco - UNICAP with the objective of verifying the performance of this
institution in support / service to users with special needs. Believes that access to
information is one objective of the library and that it must act as a mediator between
the knowledge generated and the user, it is imperative to reflect on their social
function . Establishes initially, a literature on concepts and services offered by
university libraries for users with special needs, and subsequently presents empirical
observations about the library information services studied. Demonstrates that it

2837

�i
;:li

S!mWrio

Avaliação de produtos e serviços

/IbooroaIde

=

IiWitt_

:.

U-,""lIIMbs

Trabalho completo

provides services that enable a motivation to users. Reflecting concluded with
several concerns regarding the provision of services in these libraries to users with
specific needs. The study demonstrates the library is ready to accommodate these
users, however we ask again : if this model library equals the libraries of public
institutions? This is an ongoing investigation, that the second time will make a
comparative analysis of the same university library with the Federal University of
Pernambuco / UFPE, Recife.

Keywords:
Access to Information; University Libraries - services; People with Special Needs.

1 Introdução
Na sociedade atual vem à tônica à valorização da informação, reconhecendo
nesta o poder de transformar as pessoas. Pode-se dizer que a informação é o
núcleo do desenvolvimento econômico, social, político e cultural de uma sociedade .
Para Takahashi (2000) 'l .. ] a informação é a matéria-prima da construção do
conhecimento [...]", e o acesso a ela torna-se elemento chave na formação de uma
sociedade justa e igualitária, pois fornece uma condição essencial para que as
pessoas estejam aptas a lidar com o novo, a criar e assim garantir seu espaço de
liberdade e autonomia.
Entre os problemas vivenciados pelos Portadores de Necessidades Especiais
(PNEs), a dificuldade de acesso a informação é um dos que mais chamam a
atenção, uma vez que este acesso propicia o desenvolvimento intelectual e a
capacitação destes para competir no mercado de trabalho além de propiciar a
reintegração à vida ativa e à realização de um trabalho socialmente útil.
Nesse sentido, cabe às instituições de ensino se adequar para receber
pessoas que possuem necessidades especiais para que todos possam ter acesso à
educação de uma maneira uniforme e sem discriminação. Essa é uma obrigação
ela pública ou privada, conforme previsto na
para qualquer instituição, seja
Portaria do Ministério da Educação (Portaria nO 3.284 de 2003) que assegura aos
portadores de deficiência os direitos de acessibilidade à educação em todos os
níveis.
Nesse contexto há de se destacar, o papel da Biblioteca Universitária,
enquanto mediadora entre o conhecimento gerado e o usuário, sendo imprescindível
a reflexão sobre a sua função social, no sentido de contribuir para o cumprimento
das leis, normas e recomendações pertinentes às pessoas portadores de
necessidades especificas.
Não obstante, destaca-se o fato de que a formação universitária é cada vez
mais essencial para o desenvolvimento profissional e para a inserção no mercado de
trabalho para esse grupo, o que leva ao questionamento sobre o caráter inclusivo da
universidade. Pupo e Vicentini (1998 , p.3) ressaltam que muitos alunos portadores
de deficiência iniciam uma atividade de pesquisa na universidade e são barrados
pela inexistência de uma infraestrutura adequada .
Dessa forma a pesquisa em questão tem como objetivo verificar a atuação da
Biblioteca Universitária no apoio/atendimento aos usuários portadores de

2838

�i
;:li

Avaliação de produtos e serviços
S!mWrio

/IbooroaIde

=

IiWitt_

:.

U-,""lIIMbs

Trabalho completo

necessidades especiais. A questão central expressa-se na indagação de como as
Bibliotecas Universitárias atuam no suporte aos estudos desses usuários?
A importância de se estudar essa temática encontra justificativa no
importante papel da Biblioteca Universitária no atendimento as necessidades
informacionais e na capacitação de usuários com necessidades especiais para que
estes sejam inseridos no campo social e profissional através da facilitação e
efetivação do acesso a informação.

2 Revisão de Literatura
Desde a Constituição Federal de 1988 o governo brasileiro estabeleceu
algumas garantias como emprego, educação, saúde e assistência social às pessoas
com deficiência. A Lei Federal nO 10.098 de 2000 , e as Portarias do Ministério da
Educação, nO 3.284 de 2003 e nO 1.793 de 1994 ratificam no ensino superior
brasileiro a acessibilidade necessária para o exercício pleno as pessoas portadoras
de necessidades educativas específicas, no entanto o descaso e omissão de ações
concretas não permitem que esses alunos consigam vencer o preconceito préestabelecido e historicamente constituído .
Pupo, Carvalho e Oliveira (2008) destacam que:
Para as pessoas com deficiência, os principais resultados da legislação
traduziram-se em ações voltadas à vida independente e autonomia, a partir
do final do século passado, destacando-se: implementação de projetos de
equiparação de oportunidades; implantação de redes de informação e
implementação gradual das leis de cotas na contratação de pessoas com
deficiência.

Fernandes e Aguiar (2000) ressaltam que a política nacional de educação
especial serve como fundamentação e orientação ao processo de acesso à
informação de pessoas portadoras de deficiências, de condutas típicas e de altas
habilidades. Pois proporciona condições ideais para o desenvolvimento de suas
potencialidades, com vistas ao direito do exercício consciente da cidadania.
Levando em conta essas recomendações há de se (re)pensar o compromisso
da universidade, na capacitação profissional e no atendimento as necessidades
desses alunos até que estes tenham concluído o seu curso .
Às Bibliotecas Universitárias cabe a preocupação em buscar formas de
integração social destes usuários no ensino superior, para que estes tenham de fato
oportunidades iguais, uma vez que são estas que dão suporte documental aos
acadêmicos. Dessa forma esta , deve contribuir na inclusão dos grupos minoritários
nos grupos intelectuais, pesquisadores e cientistas. Permitindo a estes repensar a
sua própria condição e capacidade de superação das limitações impostas (PUPO,
VICENTINI , 1998, p.9).
É sabido que no Brasil, existem poucas bibliotecas universitárias que
incorporam ao seu planejamento garantias de acesso pleno a esses usuários. Na
grande maioria ainda prevalece à acessibilidade parcial e, na maioria das vezes,
inacessibilidade total à informação disponibilizada pela biblioteca, devido aos
suportes utilizados para seu registro ou pela inexistência de tecnologias alternativas

2839

�i
;:li

S!mWrio

Avaliação de produtos e serviços

/IbooroaIde

=

IiWitt_

:.

U-,""lIIMbs

Trabalho completo

especialmente desenvolvidas para propiciar utilização por usuários deficientes
visuais (SILVEIRA, 2006 , p. 3-4).
Mazzoni, et ai (2001, p.29 ) aponta que o desenvolvimento de ajudas
técnicas, principalmente com a contribuição das tecnologias da informação e
comunicação, permite hoje que os usuários com necessidades especificas
encontrem condições para que possam desenvolver às atividades de estudo,
trabalho e lazer, esses autores recomendam que:
Para um bom atendimento às pessoas portadoras de deficiência no espaço
físico da biblioteca, é necessário que seja preparada uma sala com recursos
de acessibilidade, tanto em termos de mobiliário, como em software e
hardware . O objetivo é que nesta sala exista a infraestrutura necessária aos
estudos e pesquisas das pessoas portadoras de deficiência, mas não é
aconselhável que esta sala seja de uso exclusivo delas. Os sistemas de
sinalízação devem ser concebidos de forma a observar as necessidades de
usuários cegos, com baixa visão, daltônicos, surdos e com outros
problemas. Todos os serviços disponibilizados na forma digital devem poder
ser acessados também via Internet, observando a acessibilidade no espaço
digital. A comutação de material bibliográfico deve incluir também versões
digitais. Deve-se aumentar o acervo com obras digitais e tornar a versão
digital parte indissociável dos trabalhos acadêmicos de mestrado e
doutorado recebidos pela biblioteca . Alocar pessoas portadoras de
deficiência para atuar na biblioteca, assim as dificuldades enfrentadas por
estes usuários serão mais bem compreendidas e mais facilmente
solucionadas. (MAZZONI , et ai, 2001, p. 6) .

Kleiner e Hamaker (1997) asseveram que as bibliotecas universitárias não
podem sucumbir à tradição; elas devem correr riscos, testar novos métodos de
disseminação da informação e procurar novos remédios para velhos problemas.
No Brasil algumas iniciativas já estão sendo discutidas e implementadas
desde a Década de 80 e algumas Bibliotecas Universitárias já demonstram essa
preocupação através da implantação de programas específicos para o universitário
com necessidades especiais.
Batista, et ai (2008) aborda o trabalho na biblioteca da Universidade Estadual
de São Paulo (UNESP) onde foi proposto a reserva de um espaço para utilização
dos equipamentos necessários para leitura e digitalização de documentos, criando
assim um laboratório especializado para pessoas portadoras de deficiência visual.
Os autores destacam que esse serviço só foi pensado com a entrada de um aluno
cego na instituição, o que demonstra que essas instituições ainda não estão
preparadas para lidar com o atendimento aos usuários diferenciados.
Já Silveira (1987) fez um estudo das barreiras que interferem na utilização
das bibliotecas pelos deficientes físicos e visuais. Este estudo aborda principalmente
a questão das barreiras físicas, tais como: excesso de escadas, falta de rampa,
ausência de elevadores, piso escorregadio, espaço insuficiente para circulação entre
as estantes, presença de roletas, ausência de salas especiais, inadequação dos
prédios em geral.
A Universidade Federal da Paraíba apresentou um projeto que tem como
objetivo a automação do setor Braille da Biblioteca Central da universidade, com a
operacionalização de videotexto e audiovídeo direcionados para a educação, a
cultura , a informação e o lazer (PEREIRA; HENRIQUES, 1994). O Projeto engloba
programas como "Texto Falado" que pretende dinamizar o desempenho operacional

2840

�i

Avaliação de produtos e serviços
S!mWrio

;:li

/IbooroaIde

:.

IiWitt_
U-,""lIIMbs

=

Trabalho completo

do setor Braille, a fim de oferecer um serviço centralizado e eficaz de informações no
que se refere a textos gravados em fitas cassetes, atendendo, desta forma, aos
interesses das pessoas portadoras de deficiência na tentativa de diminuir a limitação
do acervo cultural das bibliotecas em Braille .
Souza (2004) propôs uma metodologia para implantação de serviços
informacionais para usuários cegos e com baixa visão em Bibliotecas Universitárias,
para tanto utiliza como ambiente de pesquisa a biblioteca da Universidade do Sul de
Santa Catarina (UNISUL). Com isso recomenda ações direcionadas para as
problemáticas que ainda circundam a efetivação de serviços nas bibliotecas
universitárias em consonância com a acessibilidade comunicacional e equidade
entre indivíduos diferentes.
Souto (2003, p.79) identifica duas iniciativas no que tange o acesso a
informação por PNE em Bibliotecas Universitárias, sendo as iniciativas de uma
biblioteca pública e outra privada , e diante dos resultados destaca que nas duas
unidades já é possível perceber a conscientização sobre as necessidades no
atendimento a esses usuários, muito embora o acesso a informação para esses
alunos ainda não seja uma realidade nacional. E ainda reforça que o atendimento a
essas necessidades está diretamente ligadas a questão de ética e cidadania, pois o
"acesso a esses espaços seriam como portas para integração e inclusão desses
usuários para um mundo por muitos deles desconhecido".
Pela (2006) investigou as relações existentes entre os serviços prestados pela
Biblioteca Universitária da Universidade Cidade de São Paulo e os acadêmicos com
deficiência visual buscando que esses expressassem sua compreensão do papel
formativo da biblioteca. Como respostas esses acadêmicos identificaram a biblioteca
como um espaço de não exclusão, pois permite o acesso ao espaço físico e ao
acervo com independência. No entanto a autora sugere que a gestão da biblioteca
reavalie a postura dos profissionais que trabalham nesses espaços em busca de
políticas de promoção e ações relacionadas a conscientização de toda comunidade
acadêmica.
A Biblioteca Universitária é uma instituição voltada para suprir as
necessidades informacionais da comunidade acadêmica . Dessa maneira , é
fundamental que a mesma não se omita perante a necessidade de estruturar seus
serviços e estendê-los ao portador de necessidades especificas, participando assim,
do processo de emancipação do mesmo dentro da sociedade (FERNANDES,
AGUIAR, 2000).
Faz parte da missão da Biblioteca Universitária fomentar e concretizar o
acesso a informação a todos os acadêmicos, sem restrições. É nela onde se
encontra toda a massa documental que dá suporte teórico a todas as modalidades
de ensino oferecidas na universidade. Nesse contexto, identifica-se um grupo
pequeno de acadêmicos com dificuldades educativas especificas que necessitam de
atendimento diferenciado e especializado.

3 Materiais e métodos

o estudo se caracteriza como pesquisa exploratória , que de acordo com Gil
(1993) tem como objetivo proporcionar uma visão geral acerca de determinado fato,

2841

�i
;:li

S!mWrio

Avaliação de produtos e serviços

/IbooroaIde

=

IiWitt_

:.

U-,""lIIMbs

Trabalho completo

proporcionando maior familiaridade com o problema com vistas a torná-lo explícito
ou a construir hipóteses, trazendo considerações e proposições sobre os serviços
das bibliotecas universitárias para os usuários portadores de necessidades
especiais.
Utilizamos como procedimentos técnicos o empreendimento de uma pesquisa
bibliográfica, que consiste num levantamento de fontes secundárias, sejam livros,
artigos, dissertações entre outros, para ampliar e aprofundar a revisão de literatura
sobre o tema proposto. O método aplicado foi o estudo de caso, que é caracterizado
pelo estudo profundo e exaustivo de um ou poucos objetos, de maneira a permitir o
conhecimento amplo e detalhado do mesmo (GIL, 1993). Dialogando com Yin (2005,
p.32) "O estudo de caso é um estudo empírico que investiga um fenômeno atual
dentro do seu contexto de realidade" visando um estudo detalhado do ambiente
estudado.
Nessa primeira etapa avaliamos a biblioteca da Universidade Católica de
Pernambuco/UNICAP, com os seguintes objetivos: levantar o número de usuários
portadores de necessidades especiais; verificar os serviços e produtos oferecidos a
esses usuários; analisar as condições de acessibilidade para efetivação do acesso a
informação e ainda averiguar a existência de capacitação de funcionários para
atendimento de qualidade a esses usuários especiais.
Numa segunda etapa avaliaremos a biblioteca universitária da Universidade
Federal de Pernambuco/UFPE, campus Recife, com o intuito de apresentarmos uma
análise comparativa entre uma instituição pública e privada.

3.1 Contexto da pesquisa
A Biblioteca Central Padre Aloísio Mosca de Carvalho, é um órgão
suplementar da Universidade Católica de Pernambuco - UNICAP. Teve sua origem
na primeira Biblioteca da Faculdade de Filosofia, Ciências e Letras Manoel da
Nóbrega, fundada em 1943.
Instalada em um prédio de quatro pavimentos, ocupa uma área com
capacidade para armazenar até 550.000 volumes. Possui acervo atualizado e uma
infraestrutura confortável. A biblioteca atrai estudantes e pesquisadores de Recife e
de outras cidades do Nordeste, com cerca de 15.000 usuários inscritos, entre alunos
de graduação, pós-graduação, professores e funcionários, realiza mais de 700 .000
empréstimos domiciliares por ano e tem uma frequência média de 3.500 leitores por
dia.
Tem como objetivo proporcionar suporte informacional às atividades de
ensino, pesquisa e extensão da UNICAP. No que tange a coleção, está totalmente
voltada para atender demanda acadêmica dos cursos oferecidos pela Instituição.
A política de desenvolvimento do acervo tem o envolvimento direto dos
professores na indicação das obras. Essa prática garante a correlação pedagógica
entre o acervo e os cursos/programas da Universidade. Todas as solicitações para
aquisição da bibliografia básica e complementar são atendidas.
A atualização do acervo incide por um programa de aquisição permanente,
através de compras, doações e permutas. O controle e desenvolvimento do acervo
são contínuos com o objetivo de ordenar o crescimento racional e assegurar a
consistência e equilíbrio dos recursos informacionais. Além de compor uma coleção

2842

�i
;:li

S!mWrio

Avaliação de produtos e serviços

/IbooroaIde

=

IiWitt_

:.

U-,""lIIMbs

Trabalho completo

com alto grau de excelência, tanto qualitativa quanto quantitativa, da forma que
melhor atenda aos interesses da comunidade universitária da UNICAP.

4 Resultados parciais
A UNICAP é uma das instituições no Nordeste brasileiro, que oferece um
excelente serviço para o atendimento dos portadores de necessidades especiais.
Visto que, desde as instalações físicas, passando pelo acervo, até o serviço de
referência , tudo foi projetado pensando nos diversos tipos de usuários que a
universidade possui.
A situação evidenciada tem contribuído fortemente para o egresso de
estudantes portadores de necessidades especiais nesta instituição de ensino (no
semestre atual são 05 (cinco) alunos PNEs, sendo um deficiente visual).
Nesse sentido a biblioteca apresenta acessibilidade para estes usuários
desde o acesso físico, uma vez que possui rampa para cadeirantes, caminhos
sinalizadores para deficientes visuais, elevador com sinalização Braille , balcões para
empréstimos e consulta ao acervo e também guarda-volumes apropriados, além de
sanitários masculinos e femininos exclusivos para esses usuários.

Figura 1 - Mesa para consulta ao acervo

Com relação aos equipamentos a biblioteca disponibiliza 04 (quatro)
Microcomputadores com Kit multimídia (exclusivos) para PNEs, 01 (um) Scanner de
mesa, 01 (soroban), 02 (duas) Impressoras Braille - modelos: Romeo Pro 50 e
Blazer, 01 (um) Tactile Image Enhancer (imprime imagem em relevo, Headfones
acoplados aos microcomputadores - para utilização dos leitores de tela .

2843

�i
;:li

S!mWrio

Avaliação de produtos e serviços

/IbooroaIde

=

IiWitt_

:.

U-,""lIIMbs

Trabalho completo

Figura 2 - Impressora Braille

A Biblioteca disponibiliza arquivos digitalizados capturados na Internet em
várias áreas do conhecimento, para apoio aos usuários deficientes visuais. Esses
arquivos já foram passados para o formato de texto TXT (que possibilita o uso de
leitores de tela) e estão disponíveis para leitura e pesquisa na Seção de Multimeios.
Há ainda computadores reservados para os cadeirantes, com mesas e
cadeiras adaptadas. E computadores para deficientes visuais com os softwares
DosVox que é um sistema para microcomputadores que se comunica com o usuário
DV através de síntese de voz, viabilizando, deste modo, o uso de computadores, e o
Jaws que trabalha junto com o anterior de maneira a proporcionar acesso a várias
aplicações também na web. Os computadores possuem ainda o Virtual Vision que é
um leitor de texto, o Duxburry DBT - transcritor de texto, o TGD (Tactile Graphic
Design) - gráficos em relevo e ainda o BR Braille - Programa Transcritor de textos
(free).

Figura 3 - Computador para estudo

2844

�i

Avaliação de produtos e serviços
S!mWrio

;:li

/IbooroaIde

:.

IiWitt_
U-,""lIIMbs

=

Trabalho completo

Convém também ressaltar, que a instituição faz toda uma capacitação da
equipe, para o atendimento, seja curso de Libras, introdução ao Braille como
também a manipulação de equipamentos e softwares destinados aos deficientes
visuais. Neste sentido, a biblioteca contratou um funcionário portador de deficiência
visual para orientar os usuários e funcionários, quanto ao uso dos equipamentos e
softwares destinados aos deficientes visuais.

5 Considerações parciais
Numa sociedade onde passamos a extremar o valor da informação e, com a
mesma intensidade, entendê-Ia como insumo indispensável nas relações produtivas,
considera-se indispensável fazer valer o direito de todos em acessá-Ia e utilizá-Ia .
Fazendo este recorte, é de suma importância que para pessoas portadoras de
necessidades especiais devem ser concedidas as mesmas oportunidades de
participação social , conforme sua capacidade de desempenho, sem discriminações.
Ao permitir a estes, condições de igualdade em sua formação intelectual, em relação
ao acesso à informação, pode-se considerar sua contribuição no reconhecimento
enquanto cidadão.
Como parte dessa pesquisa o estudo descreveu as maneiras de acesso e
acessibilidade à informação pela biblioteca da UNICAP de Recife. As bibliotecas, por
muitas vezes, são esquecidas nos projetos universitários, mas, com o aporte que as
leis proporcionam é possível argumentar e conseguir a inclusão dessas unidades de
informação nos projetos, alcançando assim uma estrutura que possa incluir,
realmente, todos.
Dessa forma, os resultados demonstraram que a biblioteca estudada está
preparada para receber esse grupo especifico de usuários (funcionários/alunos) que
necessitam de uma forma especializada para cumprir seus direitos como cidadãos.
Em um segundo momento, faremos uma análise comparativa entre as instituições
públicas e privadas de ensino superior no Recife, a começar pela Universidade
Federal do Pernambuco e a UNICAP.
Acredita-se que a principal contribuição desta pesquisa , seja a identificação
de bibliotecas universitárias, que oferecem ou não serviços informacionais que
visualizem os portadores de necessidades especiais, para assim, subsidiar futuros
debates mais apurados, oferecendo a sociedade científica, pesquisas constantes
para a geração de conhecimento.

Referências

BRASIL. Constituição (1988). Constituição da República Federativa do Brasil:
promulgada em 5 de outubro de 1988. Organização do texto: Juarez de Oliveira . 4.
ed . São Paulo : Saraiva , 1990. 168 p. (Série Legislação Brasileira).
BRASIL. Ministério da Educação e Cultura. Portaria nO 3.284, de 7 de novembro de
2003. Dispõe sobre requisitos de acessibilidade de pessoas portadoras de

2845

�i

Avaliação de produtos e serviços
S!mWrio

;:li

/IbooroaIde

:.

IiWitt_
U-,""lIIMbs

=

Trabalho completo

deficiências, para instruir os processos de autorização e de reconhecimento de
cursos, e de credenciamento de instituições. Disponível em :
&lt;portal.mec.gov.br/seesp/arquivos/pdf/port3284.pdf &gt;. Acesso em: 21 fev. 2012 .
BRASIL. lei n° 10.098 de 19 de dezembro de 2000. Estabelece normas gerais e
critérios básicos para a promoção da acessibilidade das pessoas portadoras de
deficiência ou com mobilidade reduzida , e dá outras providências. Disponível em :
&lt;http://www.cultura.gov.br/legislacao/leis/i ndex. ph p?p=42&amp;more= 1&amp;c= 1&amp;tb= 1&amp;pb= 1
&gt;. Acesso em : 21 fev. 2012 .
BRASIL. Ministério da Educação e Cultura. Portaria nO 3.284, de 7 de novembro de
2003. Dispõe sobre requisitos de acessibilidade de pessoas portadoras de
deficiências, para instruir os processos de autorização e de reconhecimento de
cursos, e de credenciamento de instituições. Disponível em :
&lt;portal.mec.gov.br/seesp/arquivos/pdf/port3284.pdf &gt;. Acesso em : 21 fev. 2009.
BRASIL. Ministério de Estado da Educação e Desporto. Portaria nO 1.793, de
Dezembro de 1994. Dispõe sobre a necessidade de complementar os currículos de
formação de docentes e outros profissionais que interagem com portadores de
necessidades especiais e dá outras providências. Disponível em : &lt;http://
http://portal.mec.gov.br/seesp/arquivos/pdf/port1793.pdf&gt; . Acesso em : 21 fev. 2009.
BATISTA, E. M.T., et aI. Implantação de serviço especial de informação para
deficientes visuais: ações na biblioteca universitária. In : SEMINÁRIO NACIONAL DE
BIBLIOTECAS UNIVERSITARIAS , 15., 2008 , São Paulo. Anais eletrônicos ... São
Paulo, 2008. Disponível em :
&lt;www.sbu.unicamp.br/snbu2008/anais/site/pdfs/2953.pdf&gt;. Acesso em 22 de fev.
2011)
FERNANDES, Dirce Missae Suzuki ; AGUIAR, Izabel Maria de. O deficiente visual e
a biblioteca central da UEL: relato de experiência . In : SEMINÁRIO NACIONAL DE
BIBLIOTECAS UNIVERSITÁRIAS, 12., 2000, Florianópolis. Anais eletrônicos ...
Florianópolis, 2000. Disponível em : &lt;http://snbu.bvs.br/snbu2000/parallel.html&gt;.
Acesso em : 01 mar. 2009 .
GIL, Antonio Carlos. Como elaborar projetos de pesquisa . 3. ed . São Paulo: Atlas,
1993.
YIN , Robert K. Estudo de caso: planejamento e métodos. 3 ed . Porto Alegre:
Brookman, 2005.
KLEINER, P., HAMAKER, A Libraries 2000: transforming libraries using document
delivery, needs assessment, and networked resources . College &amp; Research
Libraries, Chicago, v. 58 , n. 4, jul. 1997. p. 372
MAZZONI , Alberto Angel. et al.Aspectos que interferem na construção da
acessibilidade em bibliotecas universitárias. Ciência da Informação, Brasília, v.30,
n.2, p. 29-34, maio/ago . 2001 . Disponível em :

2846

�i

Avaliação de produtos e serviços
S!mWrio

;:li

/IbooroaIde

:.

IiWitt_
U-,""lIIMbs

=

Trabalho completo

&lt;revista .ibict.br/index.php/ciinf/article/viewArticle/184 - 11 k&gt; . Acesso em : 02 de
Março 2012
PELA, Mary A. P. A biblioteca universitária, espaços formativos e inclusão: a
perspectiva dos graduandos com deficiência visual. São Paulo, 2006, 93f.
Dissertação (Mestrado) - Universidade Cidade de São Paulo. Programa de PósGraduação em Educação. Disponível em :
&lt;http://www.cidadesp.edu .br/old/mestrado .../2006/mary_ arlete_payao. pdf&gt;. Acesso
em: 02 de Março 2012
PEREIRA, M. M. G., HENRIQUES, E. J. da S. Automação: setor Braille da biblioteca
Central da UFPB. SEMINÁRIO SOBRE AUTOMAÇÃO EM BIBLIOTECAS E
CENTROS DE DOCUMENTAÇÃO, 5, 1994, São José dos Campos. Anais ... São
José dos Campos, 1994, p. 101-109
PUPO, Deise Tallarico, CARVALHO, Silvia Helena Rodrigues de, OLIVEIRA,
Vanessa Cristina . Educação inclusiva e bibliotecas acessíveis, na teoria e na prática :
atendimento a alunos com deficiência visual na Biblioteca Central César Lattes da
Unicamp. Revista ACB: Biblioteconomia em Santa Catarina , Florianópolis, v.13, n.1,
p.259-267, jan./jun. 2008 . Disponível em:
&lt;www.acbsc.org .br/revista/ojs/include/getdoc.ph p?id= 1007 &amp;a rticle=278&amp;mode=pdf&gt;.
Acesso em : 5 Março 2012 .
PUPO, Deise Tallarico; VICENTINI , Regina Aparecida Blanco . A integração do
usuário portador de deficiência às atividades de ensino e pesquisa : o papel das
bibliotecas virtuais. In: SEMINÁRIO NACIONAL DE BIBLIOTECAS
UNIVERSITÁRIAS, SNBU, 10, 1998, Fortaleza . Anais ... Fortaleza : UNIFOR, 1998.
SILVEIRA, Júlia Gonçalves. Biblioteca inclusiva? Repensando barreiras de acesso
aos deficientes físicos e visuais no Sistema de Bibliotecas da UFMG e revendo
trajetória institucional na busca de soluções. 2006 . Dissertação (Mestrado) Universidade Federal de Minas Gerais, Belo Horizonte.
SILVEIRA, Júlia Gonçalves. Deficientes físicos e visuais: barreiras na utilização das
bibliotecas da Universidade Federal de Minas Gerais. In : SEMINÁRIO NACIONAL
DE BIBLIOTECAS UNIVERSITARIAS, 5., 1987, Porto Alegre . Anais ... Porto Alegre:
Biblioteca Central da UFRGS, 1987. 636 p. p. 561-585.
SOUTO, Leonardo Fernandes. Acesso à informação digital para portadores de
necessidades especiais em bibliotecas universitárias questão de ética e cidadania.
In : SIMPÓSIO INTERNACIONAL DE PROPRIEDADE INTELECTUAL,
INFORMAÇÃO E ÉTICA. 2. 2003, Florianópolis. Anais ... Florianópolis, 2003.
Disponível em : &lt;http://www.ciberetica.org.br/trabalhos/anais/46-71-p1-71 .pdf&gt;.
Acesso em: 5 Março 2012
SOUZA, Salete Cecília de. UNIVERSIDADE FEDERAL DE SANTA CATARINA
Programa de Pós-Graduação em Engenharia de Produção. Acessibilidade: uma
proposta de metodologia de estruturação de serviços informacionais para usuários

2847

�i
;:li

S!mWrio

Avaliação de produtos e serviços

/IbooroaIde

=

IiWitt_

:.

U-,""lIIMbs

Trabalho completo

cegos e com visão subnormal em biblioteca universitária . Florianópolis, 2004 . 140 f.
Dissertação (Mestrado) - Universidade Federal de Santa Catarina, Centro
Tecnológico. Programa de Pós-Graduação em Engenharia de Produção.
TAKAHASHI, Tadao (Org.). Sociedade da informação no Brasil: livro verde.
Brasília, DF : Ministério da Ciência e Tecnologia, 2000 . p. 45 .

2848

�</text>
                  </elementText>
                </elementTextContainer>
              </element>
            </elementContainer>
          </elementSet>
        </elementSetContainer>
      </file>
    </fileContainer>
    <collection collectionId="49">
      <elementSetContainer>
        <elementSet elementSetId="1">
          <name>Dublin Core</name>
          <description>The Dublin Core metadata element set is common to all Omeka records, including items, files, and collections. For more information see, http://dublincore.org/documents/dces/.</description>
          <elementContainer>
            <element elementId="50">
              <name>Title</name>
              <description>A name given to the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51396">
                  <text>SNBU - Edição: 17 - Ano: 2012 (UFRGS - Gramado/RS)</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="49">
              <name>Subject</name>
              <description>The topic of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51397">
                  <text>Biblioteconomia&#13;
Documentação&#13;
Ciência da Informação&#13;
Bibliotecas Universitárias</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="41">
              <name>Description</name>
              <description>An account of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51398">
                  <text>Tema: A biblioteca universitária como laboratório na sociedade da informação.</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="39">
              <name>Creator</name>
              <description>An entity primarily responsible for making the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51399">
                  <text>SNBU - Seminário Nacional de Bibliotecas Universitárias</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="45">
              <name>Publisher</name>
              <description>An entity responsible for making the resource available</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51400">
                  <text>UFRGS</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="40">
              <name>Date</name>
              <description>A point or period of time associated with an event in the lifecycle of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51401">
                  <text>2012</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="44">
              <name>Language</name>
              <description>A language of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51402">
                  <text>Português</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="51">
              <name>Type</name>
              <description>The nature or genre of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51403">
                  <text>Evento</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="38">
              <name>Coverage</name>
              <description>The spatial or temporal topic of the resource, the spatial applicability of the resource, or the jurisdiction under which the resource is relevant</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51404">
                  <text>Gramado (Rio Grande do Sul)</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
          </elementContainer>
        </elementSet>
      </elementSetContainer>
    </collection>
    <itemType itemTypeId="8">
      <name>Event</name>
      <description>A non-persistent, time-based occurrence. Metadata for an event provides descriptive information that is the basis for discovery of the purpose, location, duration, and responsible agents associated with an event. Examples include an exhibition, webcast, conference, workshop, open day, performance, battle, trial, wedding, tea party, conflagration.</description>
    </itemType>
    <elementSetContainer>
      <elementSet elementSetId="1">
        <name>Dublin Core</name>
        <description>The Dublin Core metadata element set is common to all Omeka records, including items, files, and collections. For more information see, http://dublincore.org/documents/dces/.</description>
        <elementContainer>
          <element elementId="50">
            <name>Title</name>
            <description>A name given to the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="65003">
                <text>As bibliotecas universitárias e o acesso a informação: (re) conhecendo os limites e possibilidades das pessoas portadoras de necessidades especiais.</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="39">
            <name>Creator</name>
            <description>An entity primarily responsible for making the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="65004">
                <text>Tavares, Aureliana Lopes de Lacerda; Valério,Erinaldo Dias; Silva, Pedro Manoel da</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="38">
            <name>Coverage</name>
            <description>The spatial or temporal topic of the resource, the spatial applicability of the resource, or the jurisdiction under which the resource is relevant</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="65005">
                <text>Gramado (Rio Grande do Sul)</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="45">
            <name>Publisher</name>
            <description>An entity responsible for making the resource available</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="65006">
                <text>UFRGS</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="40">
            <name>Date</name>
            <description>A point or period of time associated with an event in the lifecycle of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="65007">
                <text>2012</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="51">
            <name>Type</name>
            <description>The nature or genre of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="65009">
                <text>Evento</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="41">
            <name>Description</name>
            <description>An account of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="65010">
                <text>Apresenta uma análise descritiva da Biblioteca da Universidade Católica de Pernambuco – UNICAP com o objetivo de verificar a atuação dessa instituição no apoio/atendimento aos usuários portadores de necessidades especiais. Entende que o acesso a informação é um dos objetivos da biblioteca e que a mesma precisa agir como mediadora entre o conhecimento gerado e o usuário, sendo imprescindível a reflexão sobre a sua função social. Estabelece a priori, um levantamento bibliográfico sobre conceitos e serviços oferecidos pelas bibliotecas universitárias para os usuários portadores de necessidades especiais; e a posteriori, apresenta observações empíricas sobre os serviços informacionais da biblioteca estudada. Confirma que a mesma oferece serviços que possibilitam uma motivação aos usuários. Conclui refletindo, com diversas inquietações com relação à prestação de serviços nessas bibliotecas aos usuários com necessidades especificas. A biblioteca estudada demonstra está preparada para receber esses usuários, no entanto nos perguntamos ainda: se este modelo de biblioteca se iguala as bibliotecas das instituições públicas? Esta é uma investigação em andamento, que no segundo momento fará uma análise comparativa da mesma com a biblioteca universitária da Universidade Federal de Pernambuco/UFPE, campus Recife.</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="44">
            <name>Language</name>
            <description>A language of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="69625">
                <text>pt</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
        </elementContainer>
      </elementSet>
    </elementSetContainer>
  </item>
  <item itemId="6125" public="1" featured="0">
    <fileContainer>
      <file fileId="5189">
        <src>http://repositorio.febab.org.br/files/original/49/6125/SNBU2012_264.pdf</src>
        <authentication>2e4278ca68f7f1cb78e653df1e69c303</authentication>
        <elementSetContainer>
          <elementSet elementSetId="4">
            <name>PDF Text</name>
            <description/>
            <elementContainer>
              <element elementId="92">
                <name>Text</name>
                <description/>
                <elementTextContainer>
                  <elementText elementTextId="65002">
                    <text>Avaliação de produtos e serviços
ii
ali "'"""'"
IQoor.aJde
= Iilltitl«U
:.

U.w..l!lltriu

Trabalho completo

o USO DO TABLETCOMO FERRAMENTA INOVADORA PARA
AVALIAÇÃO DO ATENDIMENTO EM BIBLIOTECAS
UNIVERSITÁRIAS: UM ESTUDO DE CASO DO CENTRO
UNIVERSITÁRIO UNA E FACULDADE UNA DE CONTAGEM
Ana Maria Pinheiro LimaI, Ludmila Parreiras Pacheco Leitff
1Sibliotecária e Especialista em Gestão de Pessoas, Instituto de Comunicação e Artes
do Centro Universitário UNA, Selo Horizonte, Minas Gerais
2Sibliotecária , Faculdade UNA de Contagem , Contagem , Minas Gerais

Resumo
A necessidade de avaliação do atendimento realizado nas Bibliotecas do Centro
Universitário UNA e Faculdade UNA de Contagem suscitou a criação de um projeto
inovador com a adoção de uma ferramenta em formato eletrônico, que comportasse
um sistema dinâmico, permanente e direcionado, para recebimento de retorno
imediato dos usuários que utilizam as Bibliotecas. Por se tratar de uma ferramenta
atual e de fácil utilização, optou-se pelo o tablet como suporte de aplicação do
projeto . A metodologia para apresentação do artigo será o estudo de caso, que
explicita as variáveis que envolvem a aplicação do projeto e avaliação dos
resultados. Ao final serão expostas as vantagens e desvantagens do processo de
implantação desta nova ferramenta, aliado à percepção de melhorias e
aprimoramento do projeto.

Palavras-chave:
Tablet; avaliação; atendimento de usuários; Bibliotecas Universitárias.
Abstract
The need for evaluation of support quality in the Libraries of the Centro Universitário
UNA (UNA University Center) and Faculdade UNA de Contagem (UNA College)
demanded the creation of an innovative project with the adoption of a tool in
electronic format, which behave a dynamic, sustained and directed to return
receipt mate of users who use the libraries. Because it is a current tool and easy to
use, we opted for the tablet to support implementation of the project. The
methodology for presentation of the article is a case study that explains the variables
that involve the application of the design and evaluation of results. At the end,
advantages and disadvantages of the process of implementing this new tool will be
exposed , combined with the perception of improvement and enhancement project.

Keywords:
Tablet; evaluation ; customer service; University Libraries.

2828

�Avaliação de produtos e serviços
ii
ali "'"""'"
IQoor.aJde
= Iilltitl«U
:.

U.w..l!lltriu

Trabalho completo

1 Introdução
Com atuação no mercado há cinquenta anos e integrante do Grupo Ânima
Educação desde o ano de 2003, o Centro Universitário UNA e a Faculdade UNA de
Contagem são compostos por oito unidades, localizados nas cidades de Belo
Horizonte e Contagem em Minas Gerais, com a oferta de cursos de bacharelado,
licenciatura, graduação tecnológica e pós-graduação lato e stricto sensu nas
principais áreas do conhecimento.
Responsáveis pelo atendimento de toda a comunidade acadêmica, as
Bibliotecas UNA são compostas por acervo total de aproximadamente 121 .000 itens,
sendo livros, periódicos, DVD's, CD's, normas, mapas, brinquedos e folhetos.
Através de levantamento realizado em 2011 , foi constatado o registro de 166.640
empréstimos destes materiais, por alunos, professores e colaboradores.
Com intuito de mensurar a percepção de todo o universo acadêmico sobre os
serviços prestados, instalações, infraestrutura e qualidade acadêmica da UNA, é
realizada semestralmente a Avaliação Institucional, que é um questionário composto
de perguntas que abordam as oito áreas administrativas e cinco quesitos
acadêmicos. No quesito Biblioteca, é avaliada a infraestrutura, a qualidade e
quantidade do acervo, o que representa apenas uma parcela dos serviços
oferecidos. Anteriormente, o atendimento das Bibliotecas também era avaliado,
entretanto os resultados obtidos não eram considerados válidos estatisticamente em
sua totalidade e por isto foi retirado da pesquisa.
Para acompanhar a cultura institucional de hospitalidade e bem receber nos
setores de relacionamento com os alunos e com o objetivo de complementar a
Avaliação Institucional, foi percebida a necessidade de criação de um sistema de
avaliação permanente dos serviços prestados nas Bibliotecas, para medir a
satisfação dos usuários sobre a qualidade do atendimento e se as demandas
suscitadas foram atendidas. A solução encontrada para sanar o problema enfrentado
durante a Avaliação Institucional seria receber o retorno imediato do usuário que
utiliza a Biblioteca, através de um sistema dinâmico, permanente e direcionado.
Diante do exposto, este artigo pretende apresentar um estudo de caso sobre
a implantação de um sistema de avaliação do atendimento das Bibliotecas do Centro
Universitário UNA e Faculdade UNA de Contagem, através da adoção de uma
ferramenta em formato eletrônico para facilitar o acesso dos usuários, registros das
respostas e geração de relatórios para interpretação dos dados.
O suporte definido a partir das necessidades levantadas foi o tablet 1, por se
tratar de uma ferramenta atual , inovadora, de fácil utilização, estrutura simples para
manutenção e instalação. De acordo com o perfil de atendimentos das Bibliotecas,
que muitas vezes é simultâneo e dinâmico entre diversos usuários, não seria viável
utilização de outro suporte que realizasse o gerenciamento através de senha para
ordenação dos atendimentos, como adotado em outros setores como a Secretaria e
Tesouraria, no qual o foco é atender uma pessoa de cada vez.

1 " Podem ser definidos como computadores móveis em formato de tabuletas, com telas sensíveis ao
toque, interação por gestos e conexão sem fio a internet" (AGNER , 2011 , p.3) .

2829

�Avaliação de produtos e serviços
ii
ali "'"""'"
IQoor.aJde
= Iilltitl«U
:.

U.w..l!lltriu

Trabalho completo

2 Revisão de Literatura
Para contextualizar sobre a temática, cabe inicialmente a apresentação da
importância das percepções de clientes em relação a um serviço recebido de uma
forma geral, para posterior definição específica do tema de estudo de usuários e
pesquisa de satisfação na prestação de serviços em Bibliotecas.
Em sua essência, o conhecimento das percepções e reações dos clientes
pode balizar a tomada de decisões para melhoria da qualidade e adequação de
serviços, pois ao identificar as expectativas é possível determinar se as
necessidades estão sendo atendidas. Mercadologicamente, ao tratar sobre o
assunto, Hayes (1995, p. 7) afirma que "se você entender as necessidades de seus
clientes, você estará em melhor condição para saber como satisfazê-Ias."
A escolha da ferramenta e metodologia adequada para realização da
pesquisa de satisfação é diretamente relacionada aos objetivos da Instituição, quais
as respostas querem ser encontradas e também para compreender as expectativas
dos usuários quanto ao serviço desenvolvido. Vergueiro (2002 , p. 52) destaca que a
partir desse conhecimento, deve-se incorporar a visão do usuário na tomada de
decisões e, desta forma , garantir vantagem competitiva para as organizações.
Direcionando para a realidade das Bibliotecas, Figueiredo (1994, p.7)
contextualiza que estudos de usuários são canais de comunicação que se abrem
entre a Biblioteca e a comunidade a qual ela serve. Este tipo de investigação é
pertinente, visto que é recebido retorno por parte dos usuários, identificando se suas
necessidades de informação foram atendidas de forma satisfatória. A autora ainda
afirma que
São estudos necessários também para ajudar a Biblioteca na previsão da
demanda, ou da mudança de demanda de seus produtos e serviços,
permitindo que sejam alocados os recursos necessários na época
adequada (FIGUEIREDO , 1994, p.7) .

Segundo Almeida (2005), todo o processo de avaliação necessita de
planejamento, pesquisa e utilização do resultado para adoção de melhorias. Para
obtenção de sucesso deve envolver colaboradores e usuários, exige disponibilidade
de tempo da equipe e recursos organizacionais, mas deve ser prático e viável para
que possa ser aplicado com relativa facilidade e incorporado ao cotidiano da
Biblioteca. A autora destaca também que,

°

processo de avaliação pode ser influenciado por alguns fatores [ ...1, são
eles: fatores ambientais, cultura organizacional , barreiras por parte do
pessoal, disponibilidade de recursos, grau de necessidade de informação
dos usuários (ALMEIDA, 2005, p.19).

Concomitantemente ao exposto acima, aliado ao avanço tecnológico e
surgimento de novas ferramentas, houve uma evolução dos processos de avaliação.
Isto pode ser exemplificado a partir do surgimento de "softwares de análise de dados
que facilitam a interpretação e utilização das informações colhidas em pesquisas
com os clientes, principalmente quando os dados estatísticos prevalecem"
(VERGUEIRO, 2002, p.53).

2830

�Avaliação de produtos e serviços
ii
"'"""'"
ali IQoor.aJde

=

:.

Iilltitl«U

U.w..l!lltriu

Trabalho completo

Em seu contexto particular, as Bibliotecas Universitárias tem como objetivo
apoiar as atividades de ensino, pesquisa e extensão das universidades e tem papel
de destaque no desenvolvimento da sociedade, pois são mediadoras no processo de
geração e produção do conhecimento, afirmam Dib e Silva (2006). Entretanto este
panorama não é valorizado na mesma proporção de sua importância. As autoras
provocam urgente mudança, pois
[ ... ] para fortalecer sua imagem, a biblioteca universitária precisa se renovar,
atuando de acordo com práticas gerenciais modernas e monitorando,
constantemente, o ambiente em que está inserida. Assim , o momento é
propício para que as bibliotecas universitárias adotem uma postura dinâmica
e pró-ativa (DIB; SILVA, 2006, p.22) .

De acordo com o exposto acima, sobre a importância da presença de
ferramentas de auxílio da gestão, as autoras reforçam
É fundamental que as bibliotecas universitárias, desenvolvam e
implementem alguns estudos de avaliação dos serviços que prestam , onde
poderá ser avaliada a qualidade e a satisfação junto de seus usuários e,
com isso, poderão valorizar melhor seu principal público, os alunos , que são
a maioria dos frequentadores da Biblioteca (BAPTISTA; LEONARDT, 2011 ,
p.56) .

3 Materiais e Métodos
Entende-se por estudo de caso, uma investigação empírica de um fenômeno
contemporâneo em seu contexto de vida real (YIN , 2010). De acordo com Martins
(2008, p.87), a composição do texto de um estudo de caso deve ser entendida como
uma oportunidade singular para se expor uma contribuição importante ao
conhecimento e à prática da pesquisa .
A partir desta metodologia, o presente artigo irá apresentar um estudo de caso
sobre a adoção de um sistema de pesquisa sobre o atendimento das Bibliotecas do
Centro Universitário UNA e Faculdade UNA de Contagem, através da ferramenta
lablel e software PesquisaH!, pertencente à empresa FilaH! Soluções Integradas
para Gestão de Atendimento, alocada no Estado de São Paulo.
Para atender às necessidades da pesquisa, a definição do modelo do lablel
deve seguir os requisitos recomendados pela empresa de fornecimento do software .
Em nosso contexto, a empresa FilaH! Indicou um lablel PC louchscreen , com
sistema operacional Android 2.1 ou superior, ou Windows, com rede wireless. Para
contemplar todos os campi foram adquiridos oito lablels da marca Coby, com a
configuração descrita acima .
Para a consolidação de dados, é preciso de um servidor central com o
sistema instalado, para que seja possível inserir, atualizar ou consultar as pesquisas.
Este pode ser um Servidor Web disponibilizado pela própria empresa FilaH! ou local,
instalado em um nelbook, mini PC ou computador, com processador DualCore
2.0GhZ ou superior, 2GB memória RAM, 40GB HD, saída de vídeo VGA, saída de
áudio P2, Sistema operacional Windows XP ou 7, rede TCP/IP ou Wireless.
O software PesquisaH! é uma ferramenta configurável para pesquisas, sejam
eles de satisfação ou apenas opinião. O cadastro de perguntas e respostas são

2831

�Avaliação de produtos e serviços
ii
"'"""'"
ali IQoor.aJde

=

:.

Iilltitl«U

Trabalho completo

U.w..l!lltriu

ilimitadas, sendo possível consultar os resultados consolidados por meio de
relatórios, ainda assim é possível visualizar gráficos e transportar para o excel para
tratamento destes dados. Neste mesmo software ainda é possível personalizar a tela
principal do sistema, podendo inserir o logotipo da empresa ou adicionar mensagens
institucionais ao final da pesquisa, interagindo melhor com o cliente final.
Nas Bibliotecas do Centro Universitário UNA e Faculdade UNA de Contagem,
foram definidas duas perguntas para um período de experiência e adaptação da
equipe e usuários, foram elas: "Como você avalia o atendimento?"; e "Sua
necessidade foi atendida?". Como opção de avaliação para a primeira pergunta são
apresentadas cinco respostas: ótimo, bom, regular, ruim ou péssimo ; para a segunda
pergunta apenas três respostas foram suficientes: sim , não ou parcialmente.
Os tablets foram disponibilizados nos balcões de atendimento para facilitar a
abordagem dos atendentes para com os usuários que utilizam os serviços das
Bibliotecas, como empréstimo, devolução, solicitação de malote, orientação em
pesquisas, renovação e reserva . Ao finalizar o atendimento, é realizado um convite
para que o usuário participe da pesquisa, fornecendo sua opinião imediata sobre o
serviço prestado e se sua demanda foi atendida de forma satisfatória . É informado
também que esta pesquisa será utilizada para avaliação de melhorias e adequação
de serviços ou produtos.
4 Resultados
Para entendimento e avaliação deste novo formato de avaliação do
atendimento, serão expostos inicialmente os dados quantitativos obtidos na
pesquisa, para posterior inferência das questões qualitativas. Os relatórios gerados
ao longo dos três meses iniciais, considerados como um período de teste,
registraram um total de 14.346 respostas.
A seguir serão expostos os resultados parciais e estratificados por tipo de
pergunta :
Tabela 1: Pergunta "Como você avalia o atendimento?"
Alternativa

Quantidade

Porcentagem (%)

Ótimo

5.746

79,4

Bom

865

12

Regular

237

3,3

Ruim

228

3,1

Péssimo

161

2,2

Total

7.237

100

Fonte: elaborado pelas autoras a partir dos relatórios gerados pelo software PesquisaH!.

Os dados demonstram que o atendimento das Bibliotecas é considerado
pelos usuários como satisfatório, pois mais de 91 % das respostas foram para as
alternativas "ótimo" e "bom". Este resultado confirma a política institucional de bem
receber e hospitalidade, estimulado pelos treinamentos ministrados para todos os

2832

�Avaliação de produtos e serviços
ii
"'"""'"
ali IQoor.aJde

=

:.

Iilltitl«U

Trabalho completo

U.w..l!lltriu

colaboradores. As respostas negativas, mesmo sendo pouco representativa em
termos de porcentagem, servem para avaliamos possíveis problemas de
atendimento , casos pontuais de determinada Biblioteca e também como forma de
feedback para as equipes.
Tabela 2: Pergunta "Sua necessidade foi atendida?"
Alternativa

Quantidade

Porcentagem (%)

Sim

6.303

88,7

Não

455

6,4

Parcialmente

351

4,9

Total

7.109

100

Fonte: elaborado pelas autoras a partir dos relatórios gerados pelo software PesquisaH!.

Foi percebido que a primeira pergunta (Como você avalia o atendimento?)
obteve 128 respostas a mais em relação à segunda pergunta (Sua necessidade foi
atendida?) . Acreditamos que, possivelmente, devido ao fato dos usuários irem no
período de intervalo de aula para utilizar a Biblioteca , este número ligeiramente
inferior demonstrado pode ser relacionado ao tempo escasso, ou seja , o usuário não
finalizava a pesquisa por completo . Outra justificativa pode ser relacionada a falta de
interesse, atenção ou entendimento das partes envolvidas, pois testemunhamos
momentos em que o atendente não informa que são duas perguntas, e o usuário
após responder à primeira pergunta, também não percebe a segunda pergunta,
agradece e vai embora.
Os resultados obtidos com a adoção desta nova ferramenta de pesquisa,
foram além dos dados quantitativos. Esta experiência envolveu e mobilizou diversos
setores da UNA, como a Reitora, Coordenação de Avaliação e Relações
Institucionais, Núcleo de Suporte à Informática e Bibliotecas, e também dos setores
do grupo Ânima , como a Biblioteca Universitária, Setor de Compras e Processos
Acadêmicos e Mercado. Depois deste período de teste, podemos verificar as
vantagens e desvantagens deste projeto, a serem descritas abaixo :

4.1 Vantagens
a) Software PesquisaH! : possibilidade de criar perguntas e respostas
sequenciais, com múltiplas respostas, que garante a personalização de
acordo com a demanda do cliente; método ágil para geração de relatórios
consolidados por perguntas e respostas, essenciais para tomada de
decisão e gestão; praticidade no manuseio por parte dos usuários e
gestores.
b) Tablet: usabilidade para a participação dos usuários; é considerado pelo
mercado e pelo público como ferramenta inovadora ; ocupa pouco espaço
no balcão de atendimento, ao contrário do terminal PC touchscreen .
c) Biblioteca: percepção dos usuários que a Instituição e a Biblioteca estão
focados em melhorias e dispostos à investir em novas tecnologias;
recebimento imediato da percepção dos usuários, o que facilita a gestão do

2833

�Avaliação de produtos e serviços
ii
ali "'"""'"
IQoor.aJde
= Iilltitl«U
:.

U.w..l!lltriu

Trabalho completo

atendimento e serviços;
atendimento.

incentivo e motivação para a equipe de

4.2 Desvantagens
a) Software PesquisaH! : para manter a pesquisa em pleno funcionamento é
necessário ter uma rede de wireless que comporte a quantidade de
acessos dos usuários da Biblioteca, juntamente com o software
PesquisaH!. As quedas do acesso à pesquisa podem ser constantes, caso
não a rede não seja estável.
b) Tablet: dependendo do sistema operacional instalado no tablet, a
comunicação entre o software e a rede wirelles pode ser prejudicada . Este
problema pode ser minimizado com a realização de testes prévios,
juntamente com a equipe de informática.
c) Biblioteca: caso não haja comprometimento por parte da equipe e
sensibilização de todos, o número de respostas recebidas pode ser
prejudicado, pois os usuários têm que ser convidados a responder
frequentemente à pesquisa. Acreditamos que ao passar do tempo, os
usuários estarão habituados a participar, sem que seja necessária
abordagem constante.

5 Considerações

o objetivo desse artigo foi apresentar a implantação de uma ferramenta
inovadora de avaliação do atendimento das Bibliotecas do Centro Universitário UNA
e Faculdade UNA de Contagem , através de um estudo de caso onde foi descrito o
problema, demanda, solução, aplicação e avaliação final.
A falta de um instrumento formal de avaliação do atendimento das Bibliotecas
gerou a necessidade de adoção de um processo pioneiro, que propiciasse
direcionamento nas respostas dos usuários, pois entendemos que a qualidade dos
serviços é diretamente proporcional à satisfação do nosso público-alvo.
O investimento financeiro e de esforços para criação deste novo processo de
avaliação representou um avanço, pois destacou da importância dos serviços e
equipes das Bibliotecas frente à comunidade acadêmica . Isto gerou também um
incentivo para os colaboradores do atendimento, ao possibilitar o recebimento de
feedback imediato sobre o trabalho que é desenvolvido diariamente pelas equipes.
Com a nossa experiência foi possível identificar problemas iniciais de
configuração do tablet e de acesso à rede, que merecem atenção para garantia da
aplicação desta ferramenta, que depende de sistema de rede estável. Isto
demonstra a importância da parceria entre os setores que dão suporte aos sistemas,
informática e Biblioteca, que em conjunto podem propor soluções para sanar os
impasses, definir as adaptações e melhorias necessárias.
Este projeto teve ênfase no quesito atendimento, mas acreditamos que o
tablet, juntamente com o software PesquisaH! , poderá servir para outros tipos de
estudos de usuários em Bibliotecas, por se tratar de uma ferramenta prática e
flexível com relação à personalização das perguntas e respostas, bem como a
geração de relatórios que dispensa a tabulação de dados manuais constantemente
utilizada pelas Bibliotecas.
Para utilização plena do investimento e oxigenação das perguntas, está

2834

�Avaliação de produtos e serviços
ii
ali "'"""'"
IQoor.aJde
= Iilltitl«U
:.

U.w..l!lltriu

Trabalho completo

sendo avaliada a possibilidade de futuramente , alterar ou incluir um questionário
sobre outro serviço. Desta forma , os usuários poderão avaliar os demais quesitos e
a Biblioteca também poderá compreender melhor o comportamento, necessidades e
opiniões de seus frequentadores.
Por se tratar de um projeto piloto que obteve sucesso em sua aplicação, será
elaborada uma campanha de divulgação e também replicação para os demais
Centros Universitários pertencentes ao grupo Ânima. Esta relação entre a qualidade
dos serviços prestados e a qualidade percebida pelo público contribui para que haja
sempre este ciclo de melhorias de processos e consequentemente, satisfação das
equipes, instituição e usuários das Bibliotecas.

2835

�Avaliação de produtos e serviços
ii
"'"""'"
ali IQoor.aJde

=

:.

Iilltitl«U

U.w..l!lltriu

Trabalho completo

6 Referências
AGNER, Luiz. Em busca de um olhar interdisciplinar sobre a arquitetura de
informação, a usabilidade e a metacomunicação em dispositivos móveis com
interfaces gestuais. In: SIMPÓSIO NACIONAL ABCIBER, 5., 2011, Florianópolis.
Anais... Florianópolis: Universidade Federal de Santa Catarina , 2011 . p.1-15.
Dispon ível em : &lt;http://www.agner.com.br/download/facha/_ Modelo%20Artigo%20
Cientifico.pdf&gt;. Acesso em: 11 abro2012.
ALMEIDA, Maria Christina Barbosa de. Planejamento de bibliotecas e serviços de
informação. 2. ed . rev. e ampl. Brasília , DF: Briquet de Lemos, 2005.64 p.
BAPTISTA, Michele Marques; LEONARDT, Michele Poleto Lesina . A qualidade dos
serviços prestados e a satisfação dos usuários em uma Biblioteca Universitária.
Revista Bibliotecas Universitárias, Belo Horizonte, v.1, n.1, p.50-59, jan./jun. 2011 .
DIB, Simone Faury; SILVA, Neusa Cardim da. Unidade de negócio em informação UNINF: o futuro das bibliotecas universitárias na sociedade do conhecimento .
Perspect. Ciênc. Inf. [online). 2006, vo1.11 , n.1, p. 20-31 . Disponível em :
&lt;http://dx.doi.org/1 0.1590/S1413-993620060001 00003&gt;. Acesso em : 21 mar. 2012.
FIGUEIREDO, Nice Menezes de. Estudos de uso e usuários da informação.
Brasília : IBICT, 1994. 154p.
FILAH! Soluções Integradas para Gestão de Atendimento. Proposta comercial de
locação [mensagem pessoal). Mensagem recebida por &lt;ana.lima@una.br&gt; em 29
jun. 2011 .
FRANÇA, Junia Lessa ; VASCONCELLOS, Ana Cristina de. Manual para
normalização de publicações técnico-científicas. 8.ed . rev. Belo Horizonte:
UFMG, 2009. 258p.
HAYES, Bob E.; LlSKE , Luis (Org .). Medindo a satisfação do cliente :
desenvolvimento e uso de questionários. Rio de Janeiro: Qualitymark, 1995. 228 p.
KOTLER, Philip. Administração de marketing: a Bíblia do marketing. 12.ed . São
Paulo: Pearson/Prentice Hall, 2006. 750p .
MARTINS, Gilberto de Andrade. Estudo de caso: uma estratégica de pesquisa. 2.
ed . São Paulo : Atlas, 2008. 101 p.
VERGUEIRO, Waldomiro . Qualidade em serviços de informação. São Paulo: Arte
&amp; Ciência, 2002. 124p.
YIN , Robert K. Estudo de caso: planejamento e métodos. 4.ed . Porto Alegre:
Bookman , 2010. 248p.

2836

�</text>
                  </elementText>
                </elementTextContainer>
              </element>
            </elementContainer>
          </elementSet>
        </elementSetContainer>
      </file>
    </fileContainer>
    <collection collectionId="49">
      <elementSetContainer>
        <elementSet elementSetId="1">
          <name>Dublin Core</name>
          <description>The Dublin Core metadata element set is common to all Omeka records, including items, files, and collections. For more information see, http://dublincore.org/documents/dces/.</description>
          <elementContainer>
            <element elementId="50">
              <name>Title</name>
              <description>A name given to the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51396">
                  <text>SNBU - Edição: 17 - Ano: 2012 (UFRGS - Gramado/RS)</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="49">
              <name>Subject</name>
              <description>The topic of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51397">
                  <text>Biblioteconomia&#13;
Documentação&#13;
Ciência da Informação&#13;
Bibliotecas Universitárias</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="41">
              <name>Description</name>
              <description>An account of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51398">
                  <text>Tema: A biblioteca universitária como laboratório na sociedade da informação.</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="39">
              <name>Creator</name>
              <description>An entity primarily responsible for making the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51399">
                  <text>SNBU - Seminário Nacional de Bibliotecas Universitárias</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="45">
              <name>Publisher</name>
              <description>An entity responsible for making the resource available</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51400">
                  <text>UFRGS</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="40">
              <name>Date</name>
              <description>A point or period of time associated with an event in the lifecycle of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51401">
                  <text>2012</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="44">
              <name>Language</name>
              <description>A language of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51402">
                  <text>Português</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="51">
              <name>Type</name>
              <description>The nature or genre of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51403">
                  <text>Evento</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="38">
              <name>Coverage</name>
              <description>The spatial or temporal topic of the resource, the spatial applicability of the resource, or the jurisdiction under which the resource is relevant</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51404">
                  <text>Gramado (Rio Grande do Sul)</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
          </elementContainer>
        </elementSet>
      </elementSetContainer>
    </collection>
    <itemType itemTypeId="8">
      <name>Event</name>
      <description>A non-persistent, time-based occurrence. Metadata for an event provides descriptive information that is the basis for discovery of the purpose, location, duration, and responsible agents associated with an event. Examples include an exhibition, webcast, conference, workshop, open day, performance, battle, trial, wedding, tea party, conflagration.</description>
    </itemType>
    <elementSetContainer>
      <elementSet elementSetId="1">
        <name>Dublin Core</name>
        <description>The Dublin Core metadata element set is common to all Omeka records, including items, files, and collections. For more information see, http://dublincore.org/documents/dces/.</description>
        <elementContainer>
          <element elementId="50">
            <name>Title</name>
            <description>A name given to the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="64994">
                <text>O uso do Tablet como ferramenta inovadora para avaliação do atendimento em bibliotecas universitárias: um estudo de caso do Centro Universitário UNA e Faculdade UNA DE Contagem.</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="39">
            <name>Creator</name>
            <description>An entity primarily responsible for making the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="64995">
                <text>Lima, Ana Maria Pinheiro; Leite, Ludmila Parreiras Pacheco</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="38">
            <name>Coverage</name>
            <description>The spatial or temporal topic of the resource, the spatial applicability of the resource, or the jurisdiction under which the resource is relevant</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="64996">
                <text>Gramado (Rio Grande do Sul)</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="45">
            <name>Publisher</name>
            <description>An entity responsible for making the resource available</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="64997">
                <text>UFRGS</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="40">
            <name>Date</name>
            <description>A point or period of time associated with an event in the lifecycle of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="64998">
                <text>2012</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="51">
            <name>Type</name>
            <description>The nature or genre of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="65000">
                <text>Evento</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="41">
            <name>Description</name>
            <description>An account of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="65001">
                <text>A necessidade de avaliação do atendimento realizado nas Bibliotecas do Centro Universitário UNA e Faculdade UNA de Contagem suscitou a criação de um projeto inovador com a adoção de uma ferramenta em formato eletrônico, que comportasse um sistema dinâmico, permanente e direcionado, para recebimento de retorno imediato dos usuários que utilizam as Bibliotecas. Por se tratar de uma ferramenta atual e de fácil utilização, optou-se pelo o tablet como suporte de aplicação do projeto. A metodologia para apresentação do artigo será o estudo de caso, que explicita as variáveis que envolvem a aplicação do projeto e avaliação dos resultados. Ao final serão expostas as vantagens e desvantagens do processo de implantação desta nova ferramenta, aliado à percepção de melhorias e aprimoramento do projeto.</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="44">
            <name>Language</name>
            <description>A language of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="69624">
                <text>pt</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
        </elementContainer>
      </elementSet>
    </elementSetContainer>
  </item>
  <item itemId="6124" public="1" featured="0">
    <fileContainer>
      <file fileId="5188">
        <src>http://repositorio.febab.org.br/files/original/49/6124/SNBU2012_263.pdf</src>
        <authentication>9c69213b35d52b4fe339e913663ec8d7</authentication>
        <elementSetContainer>
          <elementSet elementSetId="4">
            <name>PDF Text</name>
            <description/>
            <elementContainer>
              <element elementId="92">
                <name>Text</name>
                <description/>
                <elementTextContainer>
                  <elementText elementTextId="64993">
                    <text>Avaliação de produtos e serviços
i! """"'"
MaooNlck

~

=

:,

IiWitt.UJ
1I....111~

Trabalho completo

A PERCEPÇÃO DA COMUNIDADE ACADÊMICA A RESPEITO
DOS SERViÇOS DA BIBLIOTECA: subsídio informacional para
aprimorar sua qualidade
Nadsa Maria Araújo Cid' , Neiliane Alves Bezerra ' , Amélia
Landim Barrocas 2, Aline Vieira do Nascimento 2, Jozete Soares de
Almeida 2, Vanessa Pimenta Rodrigues 2, Dioneide do Nascimento
Barros 2, Camila Morais de Freitas 3
1
2

Mestre, Universidade Federal do Ceará , Fortaleza , Ceará

Especialista , Universidade Federal do Ceará , Fortaleza , Ceará
3

Bacharel , Universidade Federal do Ceará , Fortaleza , Ceará

Resumo
A avaliação de serviços em bibliotecas universitárias é uma das
formas de estabelecer o diálogo entre biblioteca e usuários com vistas a
planejar serviços coerentes com as demandas e necessidades informacionais
dos mesmos, orientando a gestão para o alinhamento de objetivos comuns.
Nessa perspectiva , o Sistema de Bibliotecas da Universidade Federal do Ceará
efetuou avaliação dos serviços prestados objetivando conhecer a visão dos
usuários em relação à importância desses serviços e sua satisfação em relação
aos mesmos. Atendo-se a finalidade da avaliação, o Sistema de Bibliotecas
considerará a resposta dos usuários para aprimorar seus serviços atingindo o
grau máximo de satisfação e nortear as ações do planejamento estratégico.

Palavras-Chave: Bibliotecas universitárias - Medição de desempenho;
Qualidade em serviços; Bibliotecas universitárias - Avaliação .
Abstract
The evaluation of services in university libraries is a way of
establishing a dialogue between the library and its users in order to plan
consistent services to the demands and needs of these informational, advising
management on the alignment of common goals. From this perspective, the
Library System of the Federal University of Ceará has made assessment of
services aimed at understanding the views of users about the importance of
these services and their satisfaction with them . Sticking to the purpose of
evaluation , the Library System will consider the response of users to enhance
its services reaching the maximum degree of satisfaction and guide the actions
of strategic planning .

Keywords: University libraries - Measurement of performance; Quality
services; university libraries - Rating .

2815

�Avaliação de produtos e serviços
i! """"'"
MaooNlck

~

=

:,

IiWitt.UJ

1I....111~

Trabalho completo

1 Introdução
A avaliação é uma etapa do ciclo administrativo que serve para
auxiliar a gestão de organizações a corrigirem os rumos do planejamento e
vem ocupando um espaço essencial no âmbito das atividades das instituições
educacionais, uma vez que "possibilita aos envolvidos os dados sobre a
realidade e o favorecimento das necessárias tomadas de decisão, no sentido
de uma efetiva superação de dificuldades" (CAVALCANTI NETO; AQUINO,
2009, p. 226).
No contexto das instituições de educação superior, as bibliotecas
universitárias são subsistemas que participam do ciclo da produção do
conhecimento científico, mediante suas ações, agentes, conteúdos, suportes
informacionais e recursos tecnológicos, que se articulam na interseção da
informação com a comunicação e a aprendizagem .
Considerando a relevância do papel desempenhado pelo sistema
bibliotecário no processo de aprendizagem , sua avaliação não deve ser
considerada como uma atividade isolada, apenas com a finalidade de coletar
dados quantitativos, mas, sobretudo, que seja compreendida como uma ação
pró-ativa , associada ao movimento de constituição permanente da
universidade, mediadora entre a informação e comunidade acadêmica, o que
caracteriza a estreita relação entre atividades meio e fim . De acordo com
Andriola (2009 , p. 24),
[00'] esses dois aspectos destacados dependerão, por seu turno, da
sustentabilidade financeira da IES, haja vista a estreita relação que
há entre as finalidades da IES (atividades fim) e as dimensões que
lhes dão suporte (atividades meio). Portanto, uma vincula-se a outra
e tal ligação deve ser objeto da avaliação.

Ou ainda como diria Dias Sobrinho (2008, p.198) avaliar é mais que
contar títulos e volumes, mas considerar o acervo documental em relação ao
ensino/aprendizagem e aos processos sócios culturais. Segundo Cavalcanti
Neto e Aquino (2009, p. 226) , a avaliação possibilita aos envolvidos com o ato
de educar, aos dados sobre a realidade e o favorecimento das necessárias
tomadas de decisão, no sentido de uma efetiva superação de dificuldades, com
consequente garantia da aprendizagem .
Para os autores citados acima , a avaliação de uma IES deve integrar
todas as dimensões acadêmico-administrativas e converter-se em um espaço
de apropriação dos problemas, onde todos refletem sobre eles e buscam
resolvê-los constituindo-se em uma ferramenta para orientar a gestão em
busca de resultados transformadores.
Nesse sentido, e no intuito de expandir o diálogo entre biblioteca e
usuários com vistas a planejar serviços coerentes com as demandas e
necessidades informacionais dos mesmos, o Sistema de Bibliotecas da
Universidade Federal do Ceará efetuou processo de avaliação dos serviços
que resultaram também , no presente artigo.

2816

�Avaliação de produtos e serviços
i! """"'"
MaooNlck

~

=

:,

IiWitt.UJ

1I....111~

Trabalho completo

2 Revisão de Literatura

o planejamento e a avaliação são temas associados ao debate
sobre a qualidade da biblioteca universitária brasileira e se fazem presentes na
literatura da área desde a Lei 5540/68 (Lei da Reforma Universitária), que fixa
normas de organização e funcionamento do ensino superior e sua articulação
com a escola média, e dá outras providências.
No entanto, o trabalho pioneiro com objetivo de definir padrões e
indicadores para avaliar a qualidade da biblioteca universitária brasileira foi de
Carmen Romcy de Carvalho , em 1981. A aplicação de indicadores de
qualidade, segundo Carvalho (1981, p.54) não significa empregar padrões
ideais e rígidos para serem aplicados em todas as bibliotecas, indistintamente,
porque o conceito de ideal vai depender dos objetivos e recursos de cada
instituição, portanto, não podem ser generalizados.
O debate da gestão da qualidade em biblioteca universitária ganhou
destaque na década de 1990 e, segundo Valls (2005, p.84), os primeiros
trabalhos sobre o tema revelaram a tentativa de adaptar para a gestão desses
subsistemas universitários os fundamentos da qualidade em serviços utilizados
na indústria.
As mais recentes práticas e pesquisas focando o tema da avaliação
em bibliotecas trouxeram contribuições significativas para a área . Como
exemplo pode-se destacar a pesquisa realizada nas bibliotecas da área de
odontologia em São Paulo, por Vergueiro e Carvalho (2000 , p.2) com o objetivo
de validar 16 indicadores de qualidade: comunicação, acesso, confiança ,
cortesia, efetividade/eficiência, qualidade, respostas tangíveis, credibilidade,
segurança, extensividade, segurança , garantia, satisfação do cliente externo,
custo/benefício e tempo de resposta.
Convém citar ainda a experiência da Rede de Bibliotecas da UERJ
que, visando ao aprimoramento de sua gestão, desenvolveu um projeto de
estabelecimento de indicadores de qualidades para suas bibliotecas. A
iniciativa insere-se no conjunto de providências que vêm sendo implementadas
pela universidade, com o objetivo de instaurar um processo interno de
avaliação, (FONSECA et aI. , 2004, p.1).
O Sistema de Biblioteca da Universidade Federal do Rio Grande do
Sul vem desde 2000 , empenhando-se em promover sua avaliação permanente
e sistemática , tanto que, a pedido da direção da Biblioteca, foi incluída,
mediante portaria , no processo de avaliação institucional. Sendo atendida em
sua solicitação pela Secretaria de Avaliação Institucional da UFRGS, conforme
destaca Klaes (2002, p.4) .
Não se pode deixar de mencionar a experiência do Sistema de
Bibliotecas da USP que desde 2001 implantou o Programa de Avaliação da
Qualidade (PAQ) dos seus serviços com o auxilio da metodologia SERVQUAL
(SAMPAIO, 2004).
O embasamento teórico desses processos avaliativos vem dos
denominados gurus da qualidade, e foi incorporado à administração de
bibliotecas como uma estratégia para assegurar a melhoria contínua de cada
processo, orientado para a satisfação do cliente. O conceito de qualidade
adotado na gestão das bibliotecas universitárias é oriundo da filosofia da

2817

�Avaliação de produtos e serviços
i! """"'"
MaooNlck

~

=

:,

IiWitt.UJ
1I....111~

Trabalho completo

qualidade total. Amboni (2002 , p.59) sintetizou os principais conceitos de
qualidade de alguns desses teóricos conforme o quadro abaixo:
Quadro 1 - Conceitos de qualidade segundo os autores especialistas na área

FEIGENBAUN

JURAN
CROSBY
MADRAS

TEBOUL

MARANHÃO
PALADINI

Qualidade quer dizer o melhor para certas condições do usuário.
Essas qualidades são o verdadeiro uso e o preço de venda do
Rroduto
Qualidade é adequação ao uso.
Qualidade (quer dizer) conformidade com as exigências.
Qualidade não significa só excelência ou outro atributo de certo
produto final. Com certeza, ela é o objetivo final de uma
companhia e é também o que o público interno e externo espera
do produto.
Qualidade é a capacidade de satisfazer às necessidades, tanto
na hora da compra, como durante a utilização, ao menor custo
possível, minimizando as perdas.
Qualidade é a conformidade com as especificações
Qualidade corretamente definida é aquela que prioriza o público
interno e externo. Isto mostra que a qualidade é mais do que
simples estratégias ou técnicas estatísticas é antes uma questão
de decisão, que reflete em políticas de funcionamento da
organização.

Fonte: Ambonl (2002, p.59).

A avaliação e a qualidade em bibliotecas universitárias são temas
abordados também em Lubisco (2007) que desenvolveu um modelo de
avaliação baseado no instrumento do INEP, tendo como fundamento critérios,
indicadores e padrões específicos, orientados para o planejamento e a gestão
da biblioteca universitária.
Nessa perspectiva, a Comissão de Serviços do Sistema de
Bibliotecas (BU) da Universidade Federal do Ceará (UFC), que tem como
objetivo aperfeiçoar a qualidade dos serviços ofertados à comunidade
acadêmica realizou estudo de avaliação dos serviços prestados pela mesma.

3 Materiais e Métodos
A Universidade Federal do Ceará foi criada em 1954 e justifica a sua
relevância pela contribuição que essa instituição pode oferecer à causa do
desenvolvimento do estado. A criação das bibliotecas da UFC foi semelhante
às demais bibliotecas universitárias brasileiras, isto é, originou-se da fusão de
escolas superiores estaduais e particulares que iam sendo incorporadas e/ou
agregadas à universidade e traziam consigo suas respectivas bibliotecas.
Atualmente, o Sistema de Bibliotecas da UFC, subordinado à
Reitoria , é composto de um conjunto de 17 bibliotecas. Doze delas distribuídas
nos três campi em Fortaleza : Pici , Porangabuçu e Benfica; e cinco outras nos
três campi do interior do estado: Cariri, Quixadá e Sobral.

2818

�Avaliação de produtos e serviços
i! """"'"
MaooNlck

~

=

:,

IiWitt.UJ

1I....111~

Trabalho completo

As Bibliotecas Setoriais da UFC formam um conjunto e possuem
vinculação a um órgão coordenador com um propósito comum . Essa
característica lhe confere a denominação "Sistema de Bibliotecas da
Universidade Federal do Ceará" o qual tem por objetivo "prover a UFC com um
sistema de informação em Ciência, Tecnologia, Humanidades e Artes, de
forma a possibilitar o desenvolvimento das atividades de ensino, pesquisa e
extensão" (UFC , 2001 , p.2).
Quanto aos recursos humanos, a BU possui 188 funcionários, entre
técnicos administrativos de nível médio e superior, funcionários terceirizados e
bolsistas. Seu acervo é composto por livros, folhetos , periódicos, monografias,
teses, dissertações, obras raras, mapas, relatórios e bases de dados em
formato impresso e digital.
São considerados usuários do Sistema de Bibliotecas da UFC,
professores visitantes, professores substitutos, estudantes de graduação e de
pós-graduação e funcionários técnico-administrativos da Universidade,
incluindo-se nesta categoria os docentes e funcionários aposentados. (UFC,
2001 , p.8) .
Inicialmente, foi feito um levantamento de todos os serviços
ofertados pela BU aos seus usuários para então, considerá-los na avaliação. A
pesquisa do tipo exploratória utilizou como procedimento técnico para a coleta
de dados um questionário aplicado por meio de formulários eletrônicos e
impressos coletando-se os dados com o uso do software Statistical Package for
Social Sciences (SPSS) para a organização e análise quantitativa dos dados,
ficando a análise qualitativa na dependência da comissão de serviços. Os
graus de importância e satisfação de cada serviço foram avaliados numa
escala variando de 1 a 4. Para cada item foi dado espaço para comentários.
O grau de importância dos serviços foi medido com base na seguinte
escala : 1- sem importância; 2- pouco importante; 3- importante; 4- muito
importante. O grau de satisfação obedeceu a seguinte escala : 1- insatisfeito; 2pouco satisfeito; 3- satisfeito; 4- muito satisfeito. Uma outra coluna solicitava
também a marcação do conhecimento ou não dos serviços listados.
Os serviços submetidos à avaliação foram os seguintes: Consulta
livre; Empréstimo Domiciliar; Catálogo on-line; Sistema de auto-atendimento ;
Levantamentos Bibliográficos Automatizados; Treinamento de Usuário;
Capacitação de usuário e orientação sobre o uso da Biblioteca ; Uso do
COMUT; SCAD (Serviço Cooperativo de Acesso a Documentos); Elaboração
de Ficha Catalográfica ; Apoio à Elaboração de Trabalhos Acadêmicos;
Reprografia ; Acervo dig italizado.
Os questionários foram aplicados por meio de formulário eletrônico e
também impresso. Responderam ao questionário 577 usuários. Para a análise
dos dados, utilizou-se o software Statistical Package for Social Sciences
(SPSS).

4 Resultados Parciais/Finais
O serviço de consulta livre é conhecido pela quase totalidade dos
usuários (99,8%) e tem um nível de satisfação alto. Em relação à satisfação,

2819

�Avaliação de produtos e serviços
i! """"'"
MaooNlck

~

=

:,

IiWitt.UJ
1I....111~

Trabalho completo

42% estão "muito satisfeitos" e 43% declararam estar "satisfeitos" com o
serviço, totalizando-se 85%. O livre acesso às estantes permite independência ,
estimula a pesquisa e amplia as possibilidades de leitura pertinentes ao
assunto de interesse. Os 2% que se dizem "insatisfeitos", apontam a
desorganização e a falta de sinalização do acervo como justificativa. Faz-se
necessário reforçar o trabalho de guarda e arrumação dos livros nas estantes e
implementar uma sinalização adequada que permita uma comunicação visual
eficiente e eficaz para facilitar a consulta livre, que é considerada muito
importante por 81 % dos respondentes.
Gráfi co 1 - Consul ta Livre - Grau de Importânc

%

Gráfico 2- Consulta Liv re - Grau de satisfal

2%

17%
. Imatisfeito
. Pouco satisfeito
. Satisfeito

• Sem hn l)O rtân cia

• Pouco ""Ilortante
• ""Ilortante
. Muito Inwortante

. Mll ito ~ a ti si f'ito

O serviço de empréstimo domiciliar é conhecido por quase todos os
usuários que o consideram "muito importante" e estão "satisfeitos" ou "muito
satisfeitos" com ele . Para que a biblioteca mantenha esse serviço com alto
índice de satisfação é preciso sistematização na compra de livros como propõe
a Política de Desenvolvimento do Acervo do Sistema de Bibliotecas da UFC
que tem como um dos objetivos a atualização das bibliografias básicas das
disciplinas.
Gráfico 3- Empréstimo Dom iciliarGrau de importância

Gráfi co 4 - Empréstimo Domiciliar Grau de satisfação

• Sem ImlJOrtância
• Pouco Importante
. Imllortante

•
•
•
•

• M uito Importante

Insatisfeito
Pouco satisfeito
Satisfeito
Muito satisfei to

Na avaliação do Catálogo on-line, do total de respostas, 96% afirmaram
"conhecer o serviço". Este serviço foi considerado "muito importante" por 83%
dos usuários e considerado "satisfatório" e "muito satisfatório" por 86% . No que
se refere à insatisfação, os "insatisfeitos" e "pouco satisfeitos" atingiram o
percentual de 14%, sendo apontados como motivos, a dificuldade com a
interface da ferramenta de busca, insuficiência dos equipamentos de
informática e instabilidade da rede de acesso ao sistema Pergamum . Sugerese, portanto intensificar o treinamento na utilização do Catálogo on-line para os
usuários recém ingressos na universidade. Salientamos que a pesquisa foi
realizada no primeiro semestre de 2010 e que em seguida, no segundo
semestre do mesmo ano , as bibliotecas receberam novos equipamentos de
informática (12 máquinas), sanando a carência nesse item; e que a rede de
acesso ao sistema Pergamum está funcionando e encontra-se estável.

2820

�Avaliação de produtos e serviços
i! """"'"
MaooNlck

~

=

:,

IiWitt.UJ
1I....111~

Trabalho completo

GrafiCQ5 - Catalogos on-li ne- Grau de
importância

Gráfico 6- Catálogos on-li ne - Grau de satisfa

3% 11%
• Sem Impor t ância

II ln, atisfeito

li Pouco Impo rtante

II Po uco satisfeito

11 Importante

11 Satisfeito

• Muito Importante

o Sistema de auto-atendimento é "conhecido" por 97% dos
respondentes, dentre eles, 86% consideram-o "muito importante' e 88% estão
"satisfeitos" ou "muito satisfeitos" com o serviço. Observa-se a necessidade de
intensificar os treinamentos aos usuários, através dos projetos oferecidos pelo
Sistema de Bibliotecas ("Projeto Recém-Ingresso" e "Descobrindo a
Biblioteca").
Gráfico 7 - Sistema de autô-Atendimento
Grau de im portância

Gráfico 8- Sis tema de aut o-Atendimento
Grau de satisfação

1% 11%
li Sem Importância
li Pouco Importante
li hnllo rtan te
li Muito Importante

11 Ins atisfeito
li Pouco sa tisfeito

Satisfeito
• Milito ~ ~ ti !..fpitn

Os dados referentes ao serviço de Levantamentos Bibliográficos
Automatizados mostram que, em geral, os respondentes consideraram
"importante" e "muito importante" o serviço, haja vista que, 73% e 22% foram
os percentuais encontrados. Dos quais, 4% responderam estar "insatisfeitos",
devido à falta de divulgação e a indisponibilidade de pessoas para realizar o
serviço. Apesar dos usuários de maneira geral possuir habilidades com o uso
da internet, as bases de dados têm ferramentas específicas para filtros e
refinamento de busca, o que torna os treinamentos também imprescindíveis
para esse serviço.
Grá fi co 10 - Levantam ento B ibl iográfico
A utom ati z ad os -4%
Graude satisfação

Gráfico 9 - Levantamento Bibliográfico

Automatizados Grau de importânc ia

8%

. Semlmp o rtân cia
_ Pou co Imp orta nte
• Imp o rta nte

. ln s ati $Jeito
• Po u co s atisfeito
ta Sa ti sfeito
. Multo s atis feito

Observou-se que uma grande quantidade de pessoas, 80% "conhecem
o serviço" de capacitação de usuários e orientação sobre o uso da biblioteca .
Sendo que 68% dos usuários consideraram o serviço "muito importante", no

2821

�Avaliação de produtos e serviços
i! """"'"
MaooNl ck

~

=

:,

IiWitt.UJ
1I....111~

Trabalho completo

entanto, somente 38% responderam que estão "satisfeitos". O grau de
satisfação informado mostra que 14% estão "insatisfeitos' e 27% estão 'pouco
satisfeitos" .
O principal motivo de insatisfação registrado pelos usuários foi a
falta de divulgação. Além dessa necessidade de divulgação, já mencionada
várias vezes neste trabalho se faz necessária a sistematização de
treinamentos. Nesse sentido, a BU vem incorporando em suas ações, projetos
de capacitação de usuários, como o curso "Biblioteca pra quê te quero?:
iniciação à pesquisa e ao uso de recursos informacionais" ministrado aos
estudantes dentro do Projeto Recém-Ingresso da Universidade; projeto
"Descobrindo a Biblioteca" para os calouros na semana inaugural de cada
semestre; e treinamentos em bases de dados e de Normalização de Trabalhos
Acadêmicos destinados a comunidade acadêmica de modo geral.
Gráfico 12 - Capacitação de Usuários e orientação
sobre o uso da Bibl ioteca
Grau de satisfação

Grá fico 11 - Capacitação de Usuários e
ori entação sobre o uso da Bibl ioteca Grau de importância

%

• Insatisfeito
• Pouco satisfeito
11 Satisfeito
. Muito satisfei to

• Sem Impor tâ ncia

• Po uco Importante
I!l lmpor tante
• Muito Importante

O serviço Comut foi considerado "muito importante" por 61% dos
respondentes, e atingiu um grau de satisfação considerável em que os
percentuais "satisfeito" (47%) e "muito satisfeito" (17%) somam 64%. Entretanto
apresentou um alto percentual de "desconhecimento" por parte da comunidade
acadêmica, atingindo 32%. Foi significativo também o percentual de usuários
"insatisfeitos" e "pouco satisfeitos" (36%) , sendo 16% de "insatisfeitos" e 20%
pouco "satisfeitos". Dentre os motivos de insatisfação destaca-se também , a
falta de divulgação. Para sanar este problema o Sistema de Bibliotecas da UFC
elaborou uma campanha de divulgação através de informes no Sistema
Pergamum, exposição de banners e maratonas do conhecimento, difundindo
todos os serviços do sistema , inclusive o uso do COMUT.
Gráfico 12 - Uso do COMUT - Grau de
importância

17%

Gráfico 13 - Udo do COMUT - Grau de satisfação

%
• Se m Imp ortância

20%

. Insiltisfeito

. Poucosati sfeito
_ Satisfei to

. Pouco Importante
. Imp ortante
• Muito Imp orta nte

O serviço SCAD que é oferecido apenas aos usuários das Bibliotecas de
Ciências da Saúde foi considerado "muito importante" por 55% e "importante"
por 26% dos respondentes. Quanto à satisfação do serviço, 66% consideraram
o mesmo como "satisfatório" (45%) e "muito satisfatório" (21 %). Entretanto foi o

2822

�Avaliação de produtos e serviços
i! """"'"
MaooNlck

~

=

:,

IiWitt.UJ
1I....111~

Trabalho completo

serviço que apresentou o maior percentual de "desconhecimento" pela
comunidade acadêmica de 35%. O principal motivo de insatisfação apontado
foi, mais uma vez, a falta de divulgação.
Gráfi co 15 - SCAD - Grau de sati sfação

Gráfico 14 - SCAD - Grau de importância

7%

9%
•
•
.
•

• Insatisfeito

Sem Importância
Pouco Importante
Importante
Muito Inlllortante

%

. Pouco sa tisfei to
• Sa ti sfe ito
• Mi lito ..", ti .,.fPlto

De acordo com a pesquisa efetuada , 24% dos respondentes
revelaram "desconhecimento" do serviço de Elaboração de ficha catalográfica,
apesar de o mesmo ser considerado "muito importante" (67%) e "importante"
(26%) somando 93% dos respondentes. Quanto ao grau de satisfação, 44%
consideraram "satisfatórios" e 42% consideram "muito satisfatórios", sendo a
falta de divulgação apontada como o principal motivo de "insatisfação".
O SIBUFC disponibiliza um formulário na versão impressa e on-line,
disponível na home page da Biblioteca de Ciências e Tecnologias que
encontra-se entre as várias páginas das outras bibliotecas, sendo preciso
tornar seu acesso mais público e divulgá-lo.
O grau de "desconhecimento" do serviço de Apoio à Elaboração de
Trabalhos Acadêmicos por parte dos usuários atingiu um percentual de 24% .
Conforme demonstram os dados, 79% consideraram o serviço "muito
importante", entretanto o grau de satisfação revelou entre "insatisfeitos" (14%)
e "pouco satisfeitos" (20%), um total de 34%, sendo o motivo mais relevante da
insatisfação a falta de divulgação do mesmo.
O SIBUFC trabalhou a divulgação deste serviço através da Maratona
do Conhecimento, dos treinamentos específicos nas diversas áreas do
conhecimento e na elaboração de um guia de normalização disponível na
home page das Bibliotecas ainda não sendo possível avaliá-lo depois dessas
ações.
Tra b al h o~

Grafico 17 - Apoio Elabora ção de Trabalhos
Aca dêm icos Grau de satisfação

Sem hnlwrtância
Po uco Iml)O rta ntt
lol1llo rtante
Muito Importantt

• Insatisfeito
• Pouco satisfeito
13 Sa tisfeito
• Muito sa tisfeito

Gráfico 16 - Apoio El aboração de
2
Acadêm icosGrau de import ância
•
•
·
•

Constatou-se que 78% dos respondentes "conhecem" o serviço de
reprografia. Quanto ao grau de importância, 94% consideraram "muito
importante" (68%) e "importante" (26%). No que se refere ao grau de

2823

�Avaliação de produtos e serviços
i! """"'"
MaooNlck

~

=

:,

IiWitt.UJ

1I....111~

Trabalho completo

satisfação, 32% estão "muito satisfeitos' e 45% "satisfeitos", entretanto, os
"insatisfeitos" e "pouco satisfeitos" somam um percentual de 23% . Como
principal motivo de insatisfação, foi apontado a falta de orientação quanto aos
direitos autorais.
Em relação aos direitos autorais o SIBUFC está desenvolvendo um
trabalho de sensibilização junto à comunidade acadêmica quanto a proibição
da reprografia total de materiais bibliográficos.
Gráfico 18 - Reprografia - Grau de
Importância
2%

4%

Gráfico 19 - Reprografia - Grau de
satisfação

. Sem Im portâ ncia

• Insatisfei to

• Pouco Importa nte

• Pouco sat isfeito

D lmportante

D Sil tisfeito

• M uito Importante

• Mui to satisfeito

o serviço de Acervo Digitalizado é "conhecido" pela grande maioria
dos respondentes, com um percentual de 85%, tendo a "importância" sido
muito bem avaliada, atingindo um percentual de 81 %, alguns mesmo não
conhecendo, consideram importante. Em relação ao grau de satisfação, 39%
estão "satisfeitos", 35% "muito satisfeitos" e 17% "pouco satisfeitos", apenas
9% mostrou "insatisfação", esta motivada pela falta de divulgação e
insuficiência de material em versão digital.
Este serviço é disponibilizado apenas na Biblioteca do Instituto de
Ciências do Mar (BICM) através da digitalização dos periódicos existentes no
acervo .
Gráfico 20 - Acervo Digitalizado - Grau
% de Importância
• Sem Im portâ ncia
• PO ll CO Importante
_ Importante
• Muito Important e

Gráfico 21- Acervo Digitalizado
- Grau de satisfação
7%

• Insa tisfeito
• Po uco sa t isfei to
• Satis feito
• Muito sat isfeito

5 Considerações Parciais/Finais
Por meio desse processo avaliativo, conduzido pela Comissão de
Serviços, foi possível perceber que os usuários estão satisfeitos com a maioria
dos serviços. Dentre os motivos que causaram insatisfação, destacamos os
seguintes: quantidade insuficiente de equipamentos de informática,
instabilidade da rede, falta de divulgação dos serviços e quantidade insuficiente
de livros.

2824

�Avaliação de produtos e serviços
i! """"'"
MaooNlck

~

=

:,

IiWitt.UJ

1I....111~

Trabalho completo

Atendo-se a finalidade da avaliação, que é servir ao
aperfeiçoamento da qualidade do objeto avaliado, no caso os serviços
ofertados pelo Sistema de Bibliotecas da UFC, apresentamos a seguir os
serviços que, após a análise qualitativa dos dados, precisam ser aprimorados
para atingir o grau máximo de satisfação dos usuários:
a) Para o serviço de consulta livre, a desorganização do acervo, a
falta de sinalização e a insuficiência de computadores foram apontados como
fatores que comprometem a qualidade do serviço . Nesse caso, é necessário
reforçar o trabalho de guarda e arrumação dos livros nas estantes, providenciar
sinalização adequada e aquisição de terminais de consulta em quantidade
suficiente.
Convém lembrar que umas das ações já implementadas para
solucionar os problemas mencionados foi a aquisição de computadores para as
ilhas digitais.
b) A causa da insatisfação com o serviço de empréstimo domiciliar é
referente a insuficiência de títulos e exemplares. Ressaltamos que já está
sendo feita sistematicamente compra de novos títulos e exemplares para
compor o acervo das bibliotecas do sistema .
c) A insatisfação com o serviço de consulta on-line deve-se a
dificuldade com a interface da ferramenta de busca e a instabilidade da rede de
acesso ao Sistema Pergamum. Sugere-se intensificar o treinamento na
utilização do Catálogo on-line para os usuários recém ingressos na UFC.
Salienta-se que a pesquisa foi realizada no primeiro semestre de 2010 e que
em seguida , no segundo semestre do mesmo ano, as bibliotecas receberam
novos equipamentos de informática, sanando a carência nesse item; e que a
rede de acesso ao sistema Pergamum está funcionando e encontra-se estável.
d) O serviço de auto-atendimento também apresentou como motivo
de insatisfação a instabilidade da rede.
e) A falta de divulgação e pessoal disponível para atendimento do
serviço de levantamento bibliográfico foram apontados como fatores que
comprometem a qualidade do serviço. A sugestão nesse caso é intensificar a
divulgação e disponibilizar pessoal para a realização do serviço de
levantamento bibliográfico.
f) A capacitação de usuários e a orientação sobre o uso da
Biblioteca tem como motivo de insatisfação a falta de divulgação. Nesse
sentido, a BU vem incorporando em suas ações projetos de capacitação de
usuários, como o curso "Biblioteca pra quê te quero?: iniciação à pesquisa e ao
uso de recursos informacionais" ministrado aos estudantes dentro do Projeto
Recém-Ingresso da UFC; Projeto "Descobrindo a Biblioteca", para os calouros,
na semana inaugural de cada semestre ; e treinamentos em bases de dados e
de Normalização de Trabalhos Acadêmicos destinados à comunidade
acadêmica de modo geral.
g) A falta de divulgação é também uma queixa dos entrevistados
quanto aos seguintes serviços: COMUT, SCAD, elaboração de ficha
catalográfica , apoio a elaboração de trabalhos acadêmicos e disponibilização
de acervo digitalizado. A sugestão nesses casos é providenciar a divulgação e
disponibilizar pessoal para atendê-los. Quanto à elaboração de ficha
catalográfica, o Sistema de Bibliotecas da UFC disponibiliza um formulário para

2825

�Avaliação de produtos e serviços
i! """"'"
MaooNlck

~

=

:,

IiWitt.UJ
1I....111~

Trabalho completo

a requisição deste serviço , em versão impressa e on-line, disponível na
homepage das bibliotecas.
h) Em relação ao serviço de apoio a elaboração de trabalhos
acadêmicos, o Sistema de Bibliotecas da UFC já vem trabalhando a divulgação
deste serviço através de treinamentos específicos nas diversas áreas do
conhecimento e na elaboração de um guia de normalização disponível na
home page das bibliotecas. Este guia está sendo aprimorado e atualizado
periodicamente.
i) Quanto ao serviço de disponibilização de acervos digitais, uma das
estratégias do Sistema de Bibliotecas da UFC é a criação do Repositório
Institucional que incluirá toda a produção intelectual de pesquisadores da UFC.
Percebe-se que algumas das ações necessárias para otimizar os
serviços ofertados pelo Sistema de Bibliotecas da UFC já estão em andamento.
Espera-se que a presente avaliação seja de grande utilidade para nortear as
ações do planejamento estratégico da Biblioteca Universitária, contribuindo
para a qualidade institucional, bem como da educação superior.
6 Referências
AMBONI, Narcisa de Fátima . Qualidade em serviços: dimensões para
orientação e avaliação das bibliotecas universitárias federais brasileiras. 2002 .
227p. Tese (Doutorado em Engenharia de Produção) - Programa de PósGraduação em Engenharia de Produção, Universidade Federal de Santa
Florianópolis,
2002 .
Disponível
em :
Catarina&lt;
&lt;http ://www.periodicos.capes.org .br/&gt; . Acesso em : 11 jul. 2006.
ANDRIOLA, W .B. Fatores Institucionais Associados aos Resultados do Exame
Nacional de Desempenho Estudantil (ENADE) : Estudo dos Cursos de
Graduação da Universidade Federal do Ceará (UFC) . REICE. Revista
Iberoamericana sobre Calidad, Eficacia y Cambio en Educación, v. 7, n. 1,
p. 22-49, 2009 . Disponível em : &lt;http://www.rinace .netlreice/&gt;. Acesso em : 9
abr. 2009.
BRASIL. Lei N° 5540 , de 28 de novembro de 1968. Fixa normas de organização e
funcionamento do ensino superior e sua articulação com a escola média, e dá outras providências.
Disponível em: http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/L5540.htm. Acesso em: 10 de fevereiro de
2012.
CARVALHO , Maria Carmen Romcy de. Estabelecimento de padrões para
bibliotecas universitárias [Fortaleza): Edições UFC; [Brasília] : ABDF , 1981 .
71p.
CAVALCANTI NETO, Ana Lúcia Gomes; AQUINO, Josefa de Lima Fernandes.
A avaliação da aprendizagem como um ato amoroso: o que o professor
pratica? Educ. Rev., Belo Horizonte, v. 25, n. 2, p. 223-240, 2009 . Disponível
em : &lt;http://www.scielo.br/&gt;. Acesso em : 25 mar. 2011 .

2826

�Avaliação de produtos e serviços
i! """"'"
MaooNlck

~

=

:,

IiWitt.UJ
1I....111~

Trabalho completo

DIAS SOBRINHO, José. Avaliação educativa: produção de sentidos com
valor de formação . Campinas, Avaliação, v. 13, n.1, 193-207,2008.
FONSECA, Nadia Lobo da et aI. Aplicação da metodologia de indicadores de
qualidade para planejamento da gestão em bibliotecas universitárias da UERJ.
In : SEMINÁRIO NACIONAL DE BIBLIOTECAS UNIVERSITÁRIAS, 13.,2004,
Natal. Anais do... Natal: FEBAB, 2004. 1 CD-ROM .
KLAES, Rejane Raffo O. Sistema de Bibliotecas da UFRGS e a avaliação
institucional. 2002. Disponível em : &lt;http://www.bc.ufrgs.br.&gt; Acesso em : 17
out. 2007.
LUBISCO, Nídia Maria Lienert. La evaluación en la biblioteca universitaria
brasilena: evolución y propuesta de mejora. Tese (Doutorado) - Departamento
de Biblioteconomía y Documentación . Universidad Carlos 111, Madrid, 2007.
Disponível em : &lt;http://www.e-archivo.uc3m.es&gt; . Acesso em : 12 maio 2009.
SAMPAIO, Maria Imaculada Cardoso et aI. PAQ - Programa de avaliação da qualidade de produtos
e serviços de informação: uma experiência no SIBi/USP. Ci./nf. 2004, vo1.33, n.1 p. 142-148.
UNIVERSIDADE FEDERAL DO CEARÁ. Manual de estruturas, normas e
processos administrativos da Biblioteca Universitária. Fortaleza, 2001 .
VALLS, Valéria Martins. Gestão da qualidade em serviços de informação no
Brasil : estabelecimento de um modelo de referência baseado nas diretrizes da
NBR ISO 9001 . 247p. Tese (Doutorado) - Escola de Comunicação e
Artes/Universidade de São Paulo, São Paulo, 2005.
VERGUEIRO, W.; CARVALHO, T. Indicadores de qualidade em bibliotecas
universitárias Brasileiras: o ponto de vista dos clientes. In: CONGRESSO
BRASILEIRO EM BIBLlOTECNOMIA E DOCUMENTAÇÃO, 19.,2000, Porto
Alegre. Anais do ... Porto Alegre: FEBAB, 2000. 1 CD-ROM .

2827

�</text>
                  </elementText>
                </elementTextContainer>
              </element>
            </elementContainer>
          </elementSet>
        </elementSetContainer>
      </file>
    </fileContainer>
    <collection collectionId="49">
      <elementSetContainer>
        <elementSet elementSetId="1">
          <name>Dublin Core</name>
          <description>The Dublin Core metadata element set is common to all Omeka records, including items, files, and collections. For more information see, http://dublincore.org/documents/dces/.</description>
          <elementContainer>
            <element elementId="50">
              <name>Title</name>
              <description>A name given to the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51396">
                  <text>SNBU - Edição: 17 - Ano: 2012 (UFRGS - Gramado/RS)</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="49">
              <name>Subject</name>
              <description>The topic of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51397">
                  <text>Biblioteconomia&#13;
Documentação&#13;
Ciência da Informação&#13;
Bibliotecas Universitárias</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="41">
              <name>Description</name>
              <description>An account of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51398">
                  <text>Tema: A biblioteca universitária como laboratório na sociedade da informação.</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="39">
              <name>Creator</name>
              <description>An entity primarily responsible for making the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51399">
                  <text>SNBU - Seminário Nacional de Bibliotecas Universitárias</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="45">
              <name>Publisher</name>
              <description>An entity responsible for making the resource available</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51400">
                  <text>UFRGS</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="40">
              <name>Date</name>
              <description>A point or period of time associated with an event in the lifecycle of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51401">
                  <text>2012</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="44">
              <name>Language</name>
              <description>A language of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51402">
                  <text>Português</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="51">
              <name>Type</name>
              <description>The nature or genre of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51403">
                  <text>Evento</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="38">
              <name>Coverage</name>
              <description>The spatial or temporal topic of the resource, the spatial applicability of the resource, or the jurisdiction under which the resource is relevant</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51404">
                  <text>Gramado (Rio Grande do Sul)</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
          </elementContainer>
        </elementSet>
      </elementSetContainer>
    </collection>
    <itemType itemTypeId="8">
      <name>Event</name>
      <description>A non-persistent, time-based occurrence. Metadata for an event provides descriptive information that is the basis for discovery of the purpose, location, duration, and responsible agents associated with an event. Examples include an exhibition, webcast, conference, workshop, open day, performance, battle, trial, wedding, tea party, conflagration.</description>
    </itemType>
    <elementSetContainer>
      <elementSet elementSetId="1">
        <name>Dublin Core</name>
        <description>The Dublin Core metadata element set is common to all Omeka records, including items, files, and collections. For more information see, http://dublincore.org/documents/dces/.</description>
        <elementContainer>
          <element elementId="50">
            <name>Title</name>
            <description>A name given to the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="64985">
                <text>A percepção da comunidade acadêmica a respeito dos serviços da biblioteca: subsídio informacional para aprimorar sua qualidade.</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="39">
            <name>Creator</name>
            <description>An entity primarily responsible for making the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="64986">
                <text>Cid, Nadsa Maria Araújo et al.</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="38">
            <name>Coverage</name>
            <description>The spatial or temporal topic of the resource, the spatial applicability of the resource, or the jurisdiction under which the resource is relevant</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="64987">
                <text>Gramado (Rio Grande do Sul)</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="45">
            <name>Publisher</name>
            <description>An entity responsible for making the resource available</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="64988">
                <text>UFRGS</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="40">
            <name>Date</name>
            <description>A point or period of time associated with an event in the lifecycle of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="64989">
                <text>2012</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="51">
            <name>Type</name>
            <description>The nature or genre of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="64991">
                <text>Evento</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="41">
            <name>Description</name>
            <description>An account of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="64992">
                <text>A avaliação de serviços em bibliotecas universitárias é uma das formas de estabelecer o diálogo entre biblioteca e usuários com vistas a planejar serviços coerentes com as demandas e necessidades informacionais dos mesmos, orientando a gestão para o alinhamento de objetivos comuns. Nessa perspectiva, o Sistema de Bibliotecas da Universidade Federal do Ceará efetuou avaliação dos serviços prestados objetivando conhecer a visão dos usuários em relação à importância desses serviços e sua satisfação em relação aos mesmos. Atendo-se a finalidade da avaliação, o Sistema de Bibliotecas considerará a resposta dos usuários para aprimorar seus serviços atingindo o grau máximo de satisfação e nortear as ações do planejamento estratégico.</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="44">
            <name>Language</name>
            <description>A language of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="69623">
                <text>pt</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
        </elementContainer>
      </elementSet>
    </elementSetContainer>
  </item>
  <item itemId="6123" public="1" featured="0">
    <fileContainer>
      <file fileId="5187">
        <src>http://repositorio.febab.org.br/files/original/49/6123/SNBU2012_262.pdf</src>
        <authentication>1691eeb9a71739aeb68e22841728d188</authentication>
        <elementSetContainer>
          <elementSet elementSetId="4">
            <name>PDF Text</name>
            <description/>
            <elementContainer>
              <element elementId="92">
                <name>Text</name>
                <description/>
                <elementTextContainer>
                  <elementText elementTextId="64984">
                    <text>Avaliação de produtos e serviços
i! """"'"
MaooNlck

~

=

:,

IiWitt.UJ
1I....111~

Trabalho completo

DECIFRANDO O MAPA DA MINA: CAPACITAÇÃO DE
USUÁRIOS DE BIBLIOTECA UNIVERSITÁRIA NO ACESSO A BASES
DE DADOS
Valdinéia Barreto Ferreira 1
1Doutoranda em Ciência da Informação . Mestre em Ciência da Inform ação. Bibliotecâri a. UFBA, Salvador, Bahia,

Resumo
A capacitação dos usuanos para a identificação e uso das fontes de
informação disponibilizadas na Universidade Federal da Bahia - UFBA é o foco
deste trabalho . Tendo como objetivo, a apresentação do Programa de Treinamento
de Usuários em Bases de Dados desenvolvido na Seção de Referência da Biblioteca
Universitária Reitor Macedo Costa do Sistema de Bibliotecas da UFBA e a
continuidade da avaliação deste programa por seus participantes nos anos de 2009,
2010 e 2011 . Nossa intenção é obter subsídios para propor alterações que permitam
uma institucionalização e ampliação da abrangência deste programa . Utilizado
inicialmente como uma ferramenta para o apoio institucional no cumprimento de sua
missão de dar suporte ao ensino a pesquisa , e a extensão, o curso de capacitação
realizado poderá ampliar o seu alcance para além dos muros institucionais.

Palavras-Chave:
Capacitação de usuanos; Bibliotecas universitárias;
informação; Bases de dados; Serviço de referência.

Fontes

de

Abstract
The training of users to identify and use sources of information available at
the Federal University of Bahia - UFBA is the focus of this work. Aimining the
presentation of the Training Program Users Database developed in the Reference
Section of the University Library Dean Macedo Costa Libraries System the university,
and continued evaluation of this program by its participants in the years 2009 , 2010
and in 2011 . Our intention is to obtain information to propose amendments for the
institutionalization and expansion of the the scope of this program oUtilized initially as
a tool for institutional support in fulfilling its mission to support teaching research and
extension, training course conducted may expands its reach beyond the institutional
walls

Keywords:
User training . University libraries. Information sources; Databases; Reference
service

2806

�Avaliação de produtos e serviços
i! """"'"
MaooNlck

~

=

:,

IiWitt.UJ

1I....111~

Trabalho completo

1 Introdução

o desenvolvimento de habilidades e competências para o acesso a fontes de
informação científica impressa e principalmente eletrônica tornou-se uma
necessidade premente nos dias atuais. Aprender a decifrar os inúmeros caminhos
que levam a estas fontes tornou-se atribuição não apenas das instituições formais de
educação mais, especialmente, das bibliotecas universitárias, reconhecidas por
subsidiar o ensino, a pesquisa e a extensão nestes locais. Por este motivo, a
capacitação dos usuários para a identificação e uso das fontes de informação, na
Universidade Federal da Bahia - UFBA é o foco deste trabalho. Tendo como
objetivo, a apresentação do Programa de Treinamento de Usuários em Bases de
Dados desenvolvido na Seção de Referência da Biblioteca Universitária Reitor
Macedo Costa (BURMC) do Sistema de Bibliotecas da UFBA, e a continuidade da
avaliação deste programa por seus participantes que foi iniciada no trabalho de
Almeida , Silva e Carvalho (2009), onde apresentaram os resultados que
contemplaram os anos de 2006 , 2007 e 2008. Com a continuidade da avaliação,
atualizamos os dados empíricos e apresentamos os resultados obtidos de 2009,
2010 e 2011 . Nossa intenção é obter subsídios para propor alterações que permitam
uma institucionalização do programa e ampliação da abrangência para além dos
muros institucionais.
A identificação das necessidades informacionais permitem que a busca pela
informação científica possa ser desencadeada. Além da ocorrência da necessidade,
outros fatores afetam o processo de busca informacional e a identificação das fontes
de informação, são eles: a importância de satisfazer a necessidade; a pena
resultante pela ausência da informação total; a disponibilidade das fontes de
informação e o custo ou o benefício para o uso delas. (WILSON , 1981 , 2000).
Segundo Leckie, Pettigrew e Sylvain (1996), dois fatores têm influência de maneira
decisiva nessa busca. São eles:
Fontes de informação: locais onde são procuradas as informações. A
depender do profissional e das características da informação que se
busca, essas fontes variam , variando também a ordem em que as fontes
são consultadas. As fontes mais comumente referidas são colegas,
bibliotecas, livros, artigos e a própria experiência . Essas fontes assumem
diversos formatos e podem ser acessadas por diferentes canais, tanto os
formais quanto os informais. Há fontes externas e internas, orais e
escritas, pessoais e coletivas;
Conhecimento da informação: o conhecimento direto ou indireto das
fontes, do próprio processo de busca e da informação das fontes e da
informação recuperada desempenham importante papel no sucesso da
busca. Algumas variáveis que devem ser consideradas neste sentido são
familiaridade ou sucesso em buscas anteriores , confiabilidade e utilidade
da informação, apresentação, oportunidade, custo, qualidade e
acessibilidade da informação.

A capacitação de usuários para a busca da informação em bases de dados,
realizada pela BURMC , visa capacitar os participantes para saberem identificar qual

2807

�Avaliação de produtos e serviços
i! """"'"
MaooNlck

~

=

:,

IiWitt.UJ
1I....111~

Trabalho completo

a sua necessidade de informação e as fontes mais adequadas para encontrá-Ias,
instrumentalizando-os desse modo, a decifrar o mapa da mina.

2 O Mapa da mina: capacitação de usuários de biblioteca universitária
A capacitação de usuários de bibliotecas universitárias é uma atividade
importante que possibilita o desenvolvimento de habilidades e competências que os
ajudaram a utilizar de modo rápido e satisfatório os diversos recursos e serviços que
a biblioteca oferece. O desenvolvimento de atividades dessa natureza , permite com
que estas bibliotecas, exerçam o papel de subsidiar à comunidade acadêmica, do
instrumental para a realização de suas pesquisas e trabalhos acadêmicos.
A Biblioteca Universitária Reitor Macedo Costa - BURMC, denominação
atribuída a partir da Resolução n° 03/2009 apresentada em UFBA (2009), pois antes
era chamada de Biblioteca Central Reitor Macedo Costa , através da sua Seção de
Referência, desenvolve atividades de orientação no uso de seus serviços ao longo
de sua trajetória . Com a implantação do Programa de Orientação e Treinamento de
Usuários de Biblioteca, voltado especialmente para a recepção dos calouros e a
seguir o Programa de Treinamento de Usuários de Bases de Dados, que atende a
toda comunidade da UFBA e outros segmentos da sociedade (professores,
pesquisadores, alunos de graduação e pós-graduação, técnico-administrativos,
bibliotecários, entre outros), criou-se a possibilidade de aplicação de uma
capacitação focada para usuários específicos atendendo aos diversos níveis de
formação acadêmica e a ampliação desta atividade aos diversos segmentos da
instituição e da sociedade . Como ressalta Almeida , Silva e Carvalho (2009 , p. 2)
Um novo paradigma educativo e social vem emergindo progressivamente
nas universidades brasileiras, com vistas à modernização da educação
superior, agora mais flexível e progressiva . Esse modelo de transformação
da universidade leva a Biblioteca Universitária (BU) a repensar sua atuação
e adequar-se, para melhor atender as demandas desse novo modelo de
educação, que contempla a formação de indivíduos e cidadãos, com ampla
cultura geral e competência informacional.

Passando por diversas alterações desde a sua criação, em 2004, o
Programa de Treinamento de Usuários de Bases de Dados, visava sempre
buscar sua melhor adequação à realidade das bibliotecas universitárias e ao
acompanhamento do contexto que se apresentava na sociedade. Neste
cenário de mudanças tecnológicas e o acesso à informação científica
ampliado com os recursos informacionais eletrônicos, a validade e
aplicabilidade de um programa desta natureza precisava ser constantemente
avaliado. Desse modo, apresentaremos os resultados obtidos a partir da
avaliação realizada com os participantes nos anos de 2009, 2010 e 2011 .
Espera-se com esses dados a identificação de pontos que justifiquem a sua
continuidade e a implementação de alterações que permitam sua
institucionalização e solidificação.
Atualmente, estão sendo aplicados os dois módulos criados inicialmente

2808

�Avaliação de produtos e serviços
i! """"'"
MaooNlck

~

=

:,

IiWitt.UJ

1I....111~

Trabalho completo

e descritos por Almeida, Silva e Carvalho (2009, p. 4). O módulo 1 é voltado a
alunos de graduação, e atem-se a apresentar os serviços oferecidos pelo
Sistema de Bibliotecas da UFBA - SIBI e orienta-Iós a acessar o Sistema
Pergamum, utilizado para automação das bibliotecas. Informados dos
diversos serviços oferecidos, estes alunos manifestam interesse em participar
também do módulo 2. A programação deste módulo, contempla a orientação
para o acesso a bases de dados nacionais e estrangeiras e anteriormente era
voltada especialmente para os alunos que estão desenvolvendo os Trabalhos
de Conclusão de Curso - TCC , alunos de pós graduação de mestrado ou
doutorado, pesquisadores e professores desta comunidade . Contudo, com a
demanda manifesta, estamos oferecendo os dois módulos para todos os
interessados.
Em 2009 foi montado um laboratório de Informática na Seção de
Referência da BURMC , com 20 equipamentos modelo Thin Client, para uso
dos participantes do treinamento, um microcomputador para o instrutor, um
datashow e uma tela de projeção. Deste modo, às aulas estão sendo
realizadas na própria biblioteca , salvo raras exceções quando o número de
participantes excede a capacidade do local e não é possível a divisão da
turma . A metodologia adotada por Almeida , Silva e Carvalho (2009, p.4) para o
treinamento foi mantida e continua com o enfoque teórico-prático , com aulas
expositivas, apresentação de slides e acessos on-line às bases de dados
selecionadas de acordo com a área de conhecimento dos participantes. Os
alunos acompanham a demonstração e interagem acessando as bases
demonstradas e sanando suas dúvidas pontuais. A carga horária foi ampliada
para 6 horas, dividida em 3 dias de duas horas ou 2 dias de três horas,
dependendo da disponibilidade do grupo e da instrutora. A inscrição para o
treinamento continua sendo feita via solicitação do coordenador do curso ,
professor ou representante da turma e no momento, conta apenas com um
instrutor para ministrar as aulas. Para a divulgação são utilizadas as listas de
discussão da comunidade da UFBA, o sitio do Sistema de Bibliotecas, bem
como, a antiga prática da divulgação "boca a boca" realizada pelos usuários
que participam da capacitação.
A metodologia adotada para a coleta de dados foi a distribuição de
questionários de avaliação, aplicados aos diversos grupo participantes dos
treinamentos de capacitação, durante o intervalo das aulas. Foi realizada uma
análise quantitativa e qualitativa dos dados empíricos coletado. Para a
tabulação e confecção dos gráficos utilizou-se a planilha eletrônica do
Software Excel. A população analisada foi : os alunos de graduação, de pósgraduação, professores, pesquisadores, bibliotecários e público em geral que
frequenta a biblioteca e participou dos treinamentos .

2809

�Avaliação de produtos e serviços
i! """"'"
MaooNlck

~

=

:,

IiWitt.UJ

1I....111~

Trabalho completo

3 Avaliação trienal dos treinamentos realizados

o resultado da avaliação dos treinamentos realizados no Programa de
Treinamento de Usuários de Bases de Dados pelos participantes, no triênio que
compreende os anos de 2009 a 2011 , valida a recomendação para a continuidade
de um trabalho iniciado timidamente mas que aos poucos demonstra o seu alcance
e importância. Utilizando os dados apresentados por Almeida, Silva e Carvalho
(2009, p. 5) , acrecentamos os dados deste triênio compilados no Gráfico 1,
demonstrando a escala crescente de participantes nos últimos 6 anos.
TREINAMENTOS REALIZADOS 2006/2011
600

532

500
400
300
200
100

o

Gráfico 1 - Treinamentos realizados 2006/2011
Fonte: Universidade Federal da Bahia, 2012

Com a continuidade dos treinamentos foram capacitados, nos últimos 3 anos
mais 1509 participantes distribuídos entre os diversos cursos de graduação e pósgraduação de Engenharia Industrial, Mecatrônica, Geoquímica, Ciência da
Computação, Secretariado, Imunologia, Biblioteconomia , Química, Engenharia
Mecânica, Saúde Ambiente e Trabalho, Arquivologia , Administração, Nutrição,
Biologia, História, Tecnologia de Alimentos, Odontologia , Medicina Veterinária ,
Medicina, Letras, Estudos Interdisciplinares sobre a Universidade, Enfermagem ,
entre outros. Deste total, 1215 responderam a avaliação representando 80 ,57% dos
participantes.
A montagem de um espaço físico adequado, objetivo alcançado em 2009,
com a instalação do laboratório de informática da Seção de Referência da BURMC,
permitiu o aumento da carga horária dos treinamentos que passou de quatro para
seis horas. O que significou um aumento de tempo das aulas práticas, uma

2810

�Avaliação de produtos e serviços
i! """"'"
MaooNlck

~

=

:,

IiWitt.UJ

1I....111~

Trabalho completo

solicitação dos participantes apresentada na avaliação do triênio de 2006/2008.
Entretanto, no quesito relacionado a condições e qualidade dos equipamentos os
participantes demonstraram sua insatisfação com os equipamentos utilizados nas
aulas prática com uma pontuação que apontou um percentual de 60% de regular.
Esta observação deve-se aos equipamentos Thin Client utilizados, eles são
inconstantes e lentos o que impede os participantes de acompanharem o instrutor
em tempo real. Esta situação já foi apresentada a superintendência do SIBI que está
providenciando a troca por equipamentos mais potentes e uma revisão na rede ótica
do local.
Não foram identificadas alterações neste triênio quanto a contribuição dos
treinamentos para a aquisição de novos conhecimentos e desempenho nos
estudos/trabalho . Os participantes continuam satisfeitos com os resultados e em
uma escala de excelente a regular disseram que os consideram 63% excelente para
a obtenção de novos conhecimentos e 61 % excelente para a melhoria do
desempenho nos estudos/trabalho, como podemos observar nos Gráficos 2 e 3
apresentados a seguir ..

Gráfico 2 - Contribuição dos treinamentos para aquisição de novos conhecimentos
Fonte: Universidade Federal da Bahia, 2012
Contribuição para a melhoria de desempenho dos
estudos e/ou trabalho

•

E

. MB
•

B

•

AD

. R

Gráfico 3 - Contribuição dos treinamentos para melhoria de desempenho nos
estudos e/ou trabalho
Fonte: Universidade Federal da Bahia, 2012

2811

�Avaliação de produtos e serviços
i! """"'"
MaooNlck

~

=

:,

IiWitt.UJ

1I....111~

Trabalho completo

A atuação do instrutor continua satisfatória para os participantes que
responderam com um percentual de 81 % para excelente, como percebemos no
Gráfico 4. Entretanto, devido à demanda apresentada o número de instrutores
continua insuficiente para a realização do programa.
Desempenho do instrutor

Gráfico 4 - Desempenho do instrutor
Fonte: Universidade Federal da Bahia, 2012

Em fevereiro de 2012 , consciente da demanda existente por treinamentos de
capacitação de usuários em bases de dados e sabendo do número insuficiente de
instrutores, foi publicada uma deliberação do SIBI que descentralizava a realização
dos treinamentos da BURMC e instruía as demais bibliotecas do Sistema a
realizarem a partir de então, os treinamentos de acordo com os cursos e acervos
incorporados. Esta medida, apesar de ser bem acolhida pelas bibliotecas e
comunidade ainda precisa de alguns ajustes e implementações que permitam às
demais bibliotecas realizarem os treinamentos com a mesma aceitação,
infraestrutura e competência dos que são realizados pela BURMC .
A pretensão de tornar os treinamentos cada vez mais atrativos para o
participante, ainda não foi atingida, mas ações como capacitação da instrutora em
cursos que utilizam as ferramentas de Educação a Distancia já foram realizadas em
2011 . A partir desta qualificação pode-se pensar na aplicação adicional dos recursos
de e-/erning para a capacitação realizada na BURMC e bibliotecas participantes do
projeto como pretendiam seus idealizadores.

2812

�Avaliação de produtos e serviços
i! """"'"
MaooNlck

~

=

:,

IiWitt.UJ

1I....111~

Trabalho completo

4 Considerações Finais

Conforme pontuamos inicialmente, a pretensão deste estudo era a
identificação de pontos que justificassem a continuidade do Programa de
Treinamento de Usuários em Bases de Dados e a implementação de
alterações que permitissem a institucionalização e solidificação da
capacitação realizada . Identificamos o aumento da demanda, a indicação dos
participantes da aquisição de novos conhecimentos, além da melhoria para o
desempenho do estudo e /ou trabalho, indicativos de que o programa tem
dado certo e é bem aceito pela comunidade.
Recomendamos que, para uma solidificação e captação de recursos
necessários a sua continuidade e fortalecimento, este programa seja
institucionalizado, tornando-se um curso de extensão da UFBA ou até mesmo,
incluído como uma disciplina a ser aplicada nos cursos de graduação e/ou
pós-graduação da instituição. Entretanto, para a concretização desta
empreitada faz-se necessário medidas que viabilizem estas ações.
Pontuamos algumas que podem ser adotadas e avaliadas como todo o
programa com vistas a ajustar sua adequação:
a) transformação do Programa de Capacitação de Usuários de Bases
de Dados em um curso de extensão da UFBA;
b) desenvolvimento de infraestrutura com a instalação de laboratórios
de informática nas bibliotecas do SIBI que passariam a oferecer o curso de
capacitação de acordo com a área de conhecimento do participante;
c) capacitação de uma equipe de bibliotecários/instrutores, além de
monitores pra o desempenho desta atividade nas diversas bibliotecas do SIBI;
d) ampla campanha de divulgação do curso, elaboração de um
cronograma de realização e planejamento de atividades.
e) avaliação constante do curso para ajustar suas deficiências e evitar
problemas futuros.
Utilizado inicialmente como uma ferramenta para o apoio institucional no
cumprimento de sua missão de dar suporte ao ensino, a pesquisa, e a extensão, o
curso de capacitação realizado poderá ampliar o seu alcance para além muros.
Apoiando também as iniciativas de inovação tecnológica da instituição e funcionando
como instrumento de capacitação para os novos estudantes que participam deste
processo de inovação. Estaremos cumprindo nossa missão duplamente como
profissionais da informação contribuindo para o desenvolvimento de competências
para os indivíduos da sociedade e como bibliotecas universitárias modernas que
devem voltar-se para a implementação de programas educacionais.

2813

�Avaliação de produtos e serviços
i! """"'"
MaooNlck

~

=

:,

IiWitt.UJ
1I....111~

Trabalho completo

Referências
ALMEIDA, Maria da Graça. Gomes; SILVA, Maria do Carmo Brandão da;
CARVALHO, Katia de. A busca da informação científica e o papel do profissional da
informação voltado para a aprendizagem : o treinamento de usuários em bases de
dados da Biblioteca Reitor Macedo Costa. In : CONGRESSO BRASILEIRO DE
BIBLIOTECONOMIA, DOCUMENTAÇÃO E CIÊNCIA DA INFORMAÇÃO, 23., 2009,
Bonito. Anais ... Bonito: FEBAB, 2009. 1 CD-ROM
LECKIE, Gloria J.; PETTIGREW, Karen E. ; SYLVAIN, Christian . Modeling the
information seeking of professional : a general model derived from research on
engineers, health care professionals and lawyers. Library Quarterly, v. 66 , n. 2, p.
161-193,1996
UNIVERSIDADE FEDERAL DA BAHIA. Biblioteca Universitária Reitor Macedo
Costa . Seção de Referência . Estatística do treinamento busca da informação em
bases de dados: triênio 2009/2011 . Salvador, 2012
UNIVERSIDADE FEDERAL DA BAHIA. Conselho Universitário. Resolução n°
03/2009. Cria o Sistema de Bibliotecas da Universidade Federal da Bahia e dá
outras providências. Resolução n° 03/2009. Salvador, 2009 . Disponível em :
http://www.sibi.ufba.br/sites/defaultlfiles/Resolu%C3%A7%C3%A30%20Cria%C3%A
7%C3%A30%20do%20Sistema%20de%20Bibliotecas.pdf. Acesso em : 26.04 .12
WILSON, Tom D. Human information behavior. Information Science Research, v. 3,
n. 2, p. 49-55, 2000. Disponível em : http://inform.nu/ArticlesNoI3/v3n2p49-56 .pdf.
Acesso em : 22 .03.08
WILSON, Tom D. On user studies and information needs. Journal of Librarianship,
v. 37, n. 1, p. 3-15 , 1981 . Disponível em :
http://informationr.netltdw/publlpapers/1981infoneeds.html. Acesso em : 22 .02 .09

2814

�</text>
                  </elementText>
                </elementTextContainer>
              </element>
            </elementContainer>
          </elementSet>
        </elementSetContainer>
      </file>
    </fileContainer>
    <collection collectionId="49">
      <elementSetContainer>
        <elementSet elementSetId="1">
          <name>Dublin Core</name>
          <description>The Dublin Core metadata element set is common to all Omeka records, including items, files, and collections. For more information see, http://dublincore.org/documents/dces/.</description>
          <elementContainer>
            <element elementId="50">
              <name>Title</name>
              <description>A name given to the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51396">
                  <text>SNBU - Edição: 17 - Ano: 2012 (UFRGS - Gramado/RS)</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="49">
              <name>Subject</name>
              <description>The topic of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51397">
                  <text>Biblioteconomia&#13;
Documentação&#13;
Ciência da Informação&#13;
Bibliotecas Universitárias</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="41">
              <name>Description</name>
              <description>An account of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51398">
                  <text>Tema: A biblioteca universitária como laboratório na sociedade da informação.</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="39">
              <name>Creator</name>
              <description>An entity primarily responsible for making the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51399">
                  <text>SNBU - Seminário Nacional de Bibliotecas Universitárias</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="45">
              <name>Publisher</name>
              <description>An entity responsible for making the resource available</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51400">
                  <text>UFRGS</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="40">
              <name>Date</name>
              <description>A point or period of time associated with an event in the lifecycle of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51401">
                  <text>2012</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="44">
              <name>Language</name>
              <description>A language of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51402">
                  <text>Português</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="51">
              <name>Type</name>
              <description>The nature or genre of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51403">
                  <text>Evento</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="38">
              <name>Coverage</name>
              <description>The spatial or temporal topic of the resource, the spatial applicability of the resource, or the jurisdiction under which the resource is relevant</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51404">
                  <text>Gramado (Rio Grande do Sul)</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
          </elementContainer>
        </elementSet>
      </elementSetContainer>
    </collection>
    <itemType itemTypeId="8">
      <name>Event</name>
      <description>A non-persistent, time-based occurrence. Metadata for an event provides descriptive information that is the basis for discovery of the purpose, location, duration, and responsible agents associated with an event. Examples include an exhibition, webcast, conference, workshop, open day, performance, battle, trial, wedding, tea party, conflagration.</description>
    </itemType>
    <elementSetContainer>
      <elementSet elementSetId="1">
        <name>Dublin Core</name>
        <description>The Dublin Core metadata element set is common to all Omeka records, including items, files, and collections. For more information see, http://dublincore.org/documents/dces/.</description>
        <elementContainer>
          <element elementId="50">
            <name>Title</name>
            <description>A name given to the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="64976">
                <text>Decifrando o mapa da mina: capacitação de usuários de biblioteca universitária no acesso a bases de dados.</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="39">
            <name>Creator</name>
            <description>An entity primarily responsible for making the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="64977">
                <text>Ferreira, Valdinéia Barreto</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="38">
            <name>Coverage</name>
            <description>The spatial or temporal topic of the resource, the spatial applicability of the resource, or the jurisdiction under which the resource is relevant</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="64978">
                <text>Gramado (Rio Grande do Sul)</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="45">
            <name>Publisher</name>
            <description>An entity responsible for making the resource available</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="64979">
                <text>UFRGS</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="40">
            <name>Date</name>
            <description>A point or period of time associated with an event in the lifecycle of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="64980">
                <text>2012</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="51">
            <name>Type</name>
            <description>The nature or genre of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="64982">
                <text>Evento</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="41">
            <name>Description</name>
            <description>An account of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="64983">
                <text>A capacitação dos usuários para a identificação e uso das fontes de informação disponibilizadas na Universidade Federal da Bahia – UFBA é o foco deste trabalho. Tendo como objetivo, a apresentação do Programa de Treinamento de Usuários em Bases de Dados desenvolvido na Seção de Referência da Biblioteca Universitária Reitor Macedo Costa do Sistema de Bibliotecas da UFBA e a continuidade da avaliação deste programa por seus participantes nos anos de 2009, 2010 e 2011. Nossa intenção é obter subsídios para propor alterações que permitam uma institucionalização e ampliação da abrangência deste programa. Utilizado inicialmente como uma ferramenta para o apoio institucional no cumprimento de sua missão de dar suporte ao ensino a pesquisa, e a extensão, o curso de capacitação realizado poderá ampliar o seu alcance para além dos muros institucionais.</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="44">
            <name>Language</name>
            <description>A language of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="69622">
                <text>pt</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
        </elementContainer>
      </elementSet>
    </elementSetContainer>
  </item>
  <item itemId="6122" public="1" featured="0">
    <fileContainer>
      <file fileId="5186">
        <src>http://repositorio.febab.org.br/files/original/49/6122/SNBU2012_261.pdf</src>
        <authentication>4052e3f700906a750e39404c5b428527</authentication>
        <elementSetContainer>
          <elementSet elementSetId="4">
            <name>PDF Text</name>
            <description/>
            <elementContainer>
              <element elementId="92">
                <name>Text</name>
                <description/>
                <elementTextContainer>
                  <elementText elementTextId="64975">
                    <text>i

Avaliação de produtos e serviços
S!mWrio

;:li

/IbooroaIde

:.

IiWitt_
U-,""lIIMbs

=

Trabalho completo

ACESSIBILIDADE E INCLUSÃO EM BIBLIOTECAS: UM ESTUDO DE
CASO
Cintia Cibele Ramos Fonseca(1), Gicele Farias Gomes(2), Samile Andréa
de Souza Vanz(3)
1 Bibliotecária Esp. , Escola de Educação Física-UFRGS, Porto Alegre, RS
2 Bacharel em Biblioteconomia, Porto Alegre, RS
3 Prota. Ora ., Faculdade de Biblioteconomia-UFRGS , Porto Alegre , RS

Resumo
Este estudo aborda a questão da inclusão de pessoas com deficiência na
biblioteca universitária Edgar Sperb da Escola de Educação Física da UFRGS,
avalia e identifica as condições de acessibilidade física e informacional oferecidas
aos usuários e os recursos de acessibilidade disponíveis na biblioteca . Utiliza como
instrumento de avaliação um cheklist baseado na norma de acessibilidade NBR
9050/2004 , na NBR 15599/2008. Os resultados apontam problemas de
acessibilidade que a biblioteca não está preparada para atender pessoas deficientes
ou com mobilidade reduzida . A equipe da biblioteca , porém , compreende as
diferentes necessidades dos usuários, conhece a legislação existente sobre o tema
e está aberta para mudanças.

Palavras-chave:
Biblioteca universitária; Acessibilidade .

Abstract
This study was designed with the aim of evaluating and identifying not only the
physical and informational conditions, but also the accessibility resources provided to
disabled people at the Edgar Sperb library at the Physical Education College from
UFRGS. A checklist was based on accessibility norms, NBR 9050/2004 and NBR
15599/2008.- The outcomes of that research indicate that the Edgar Sperb Library
presents accessibility problems. The study concluded that the library is not prepared
to provide accessibility for disabled or reduced mobility people. Indeed, there are
very few accessibility resources available. However, the library staff, understands the
different necessities of its users, knows the Legislation (statutory law), is opened to
any change and is always seeking for solutions to improve its accessibility conditions,
so that it can include everybody. No matter what their differences may be.

Key Words:
College library; Accessibility.

2795

�i

Avaliação de produtos e serviços
S!mWrio

;:li

/IbooroaIde

:.

IiWitt_
U-,""lIIMbs

=

Trabalho completo

1 Introdução
Todas as pessoas têm direito à informação, seja ela escrita, falada ou
acessada por meio das tecnologias de informação e comunicação. Estas
informações devem estar disponíveis e acessíveis a todos, incluindo as pessoas
com deficiência, foco deste trabalho.
De acordo com a Organização das Nações Unidas (2011), cerca de 10% da
população mundial , aproximadamente 650 milhões de pessoas, vivem com uma
deficiência e em torno de 80% dessas pessoas vivem em países em
desenvolvimento (ONU, 2011). Conforme os dados do Instituto Brasileiro de
Geografia e Estatística (IBGE), levantados no Censo Demográfico realizado em
2000, no Brasil 14,5% da população total (cerca de 24,6 milhões de pessoas)
apresenta algum tipo de incapacidade ou deficiência.
São pessoas que possuem dificuldade de enxergar, ouvir, locomover-se ou
alguma deficiência física , mental ou intelectual. Estes números vêm aumentando
gradativamente e as universidades devem estar preparadas para contribuir no
processo de inclusão; as bibliotecas, como parte deste sistema , devem participar do
processo atendendo da melhor forma as necessidades dos usuários com limitações.
O aumento do número de pessoas deficientes nas instituições de ensino
deve-se a vários fatores, como o acesso a equipamentos e aparelhos especiais,
acesso ao transporte coletivo e maior conhecimento dos direitos da pessoa
deficiente.
Considerando a legislação existente e a importância do tema desta pesquisa
abrangerá questões referentes à acessibilidade, com enfoque às barreiras
arquitetônicas e informacionais, recursos disponíveis e ações a fim de ampliar ou
oportunizar a inclusão de pessoas deficientes na Biblioteca Edgar Sperb da Escola
de Educação Física da UFRGS.
Consideramos justificável avaliar a acessibilidade da biblioteca da ESEF, pois,
é uma forma de alertar sobre os demais problemas de acessibilidade existentes no
campus.

2 Revisão de Literatura
Inicialmente, consideramos importante entender alguns conceitos
relacionados ao assunto. O IBGE (2000, online) define as deficiências em :
Deficiência mental permanente : o retardamento mental resultante de lesão
ou síndrome irreversível, que se caracteriza por dificuldades ou limitações
intelectuais associadas a duas ou mais áreas de habilidades adaptativas, tais como :
comunicação, cuidado pessoal , autodeterminação , cuidados com saúde e
segurança , aprendizagem , lazer, trabalho, etc.
Deficiência física : são aquelas lesões relacionadas com incapacidades
parciais ou totais do movimento dos membros, da visão, da audição e motora.
No Brasil , a política de inclusão social das pessoas com deficiência existe
desde a Constituição de 1988, que originou a Lei 7.853/1989, posteriormente
regulamentada pelo Decreto 3.298/1999. Esses documentos somados a outros,
destacando-se as Leis 10.048 e 10.098 , de 2000 e o Decreto 5.296/2004 que é
conhecido, como o decreto da acessibilidade, coloca o Brasil em posição de

2796

�i
;:li

S!mWrio

Avaliação de produtos e serviços

/IbooroaIde

=

IiWitt_

:.

U-,""lIIMbs

Trabalho completo

igualdade com o ideário da Convenção da ONU (MAIOR, 2008, p. 21). Este
instrumento de direitos humanos com dimensão de direitos sociais reafirma que
todas as pessoas com todos os tipos de deficiência devem gozar de todos os
direitos humanos e liberdades fundamentais.
A NBR 9050 define deficiência como "redução, limitação ou inexistência das
condições de percepção das características do ambiente ou de mobilidade e de
utilização de edificações, espaço, mobiliário, equipamento urbano e elementos, em
caráter temporário ou permanente ." (ABNT, 2004, p. 3).
As condições de deficiência despertam discriminação, preconceitos e excluem
as pessoas na sociedade, por isso antes de pensarmos nas questões de
acessibilidade é importante conhecer cada tipo de deficiência e as limitações
resultantes, para perceber as necessidades específicas de cada pessoa para tratálas de forma correta e poder promover o respeito à diversidade.

2.1 Acessibilidade para todos
Tornar um espaço acessível é romper barreiras existentes a fim de permitir a
utilização autônoma e com segurança de espaços, mobiliários e equipamentos,
edificações, transportes, sistemas e meios de comunicações por pessoas portadoras
de deficiência ou mobilidade reduzida. "Um ambiente preparado para as diferenças
não exclui e permite o acesso e a integração plena, desde o ponto de vista funcional
e psicológico, naquelas atividades diárias realizadas por todos, redefinindo assim o
próprio conceito de deficiência." (FERRÉS, 2006, p. 22).
De acordo com Mazzoni (2001, p. 31) "a acessibilidade não deve ser
caracterizada por um conjunto de normas e leis, e sim por um processo de
observação e construção, feitos por todos os membros da sociedade. ".
Sassaki (2005, p. 5) separa a acessibilidade em seis dimensões:
Acessibilidade arquitetônica: sem barreiras ambientais físicas em todos
os recintos internos e externos da escola e nos transportes coletivos.
Acessibilidade comunicacional: sem barreiras na comunicação
interpessoal (face-a-face, língua de sinais , linguagem corporal , linguagem
gestual etc.), na comunicação escrita Uornal, revista, livro, carta, apostila
etc., incluindo textos em braile, textos com letras ampliadas para quem tem
baixa visão, notebook e outras tecnologias assistivas para comunicar) e na
comunicação virtual (acessibilidade digital). Acessibilidade metodológica:
sem barreiras nos métodos e técnicas de estudo (adaptações curriculares,
aulas baseadas nas inteligências múltiplas, uso de todos os estilos de
aprendizagem , participação do todo de cada aluno, novo conceito de
avaliação de aprendizagem , novo conceito de educação, novo conceito de
logística didática etc.), de ação comunitária (metodologia social , cultural ,
artística etc. baseada em participação ativa) e de educação dos filhos
(novos métodos e técnicas nas relações familiares etc.). Acessibilidade
instrumental: sem barreiras nos instrumentos e utensílios de estudo (lápis,
caneta, transferidor, régua, teclado de computador, materiais pedagógicos),
de atividades da vida diária (tecnologia assistiva para comunicar, fazer a
higiene pessoal , vestir, comer, andar, tomar banho etc.) e de lazer, esporte
e recreação (dispositivos que atendam às limitações sensoriais, físicas e
mentais etc.). Acessibilidade programática: sem barreiras invisíveis
embutidas em políticas públicas (leis , decretos, portarias , resoluções,
medidas provisórias etc.) , em regulamentos (institucionais, escolares ,
empresariais, comunitários etc.) e em normas de um geral. Acessibilidade
atitudinal: através de programas e práticas de sensibilização e de

2797

�i
;:li

S!mWrio

Avaliação de produtos e serviços

/IbooroaIde

=

IiWitt_

:.

U-,""lIIMbs

Trabalho completo

conscientização das pessoas em geral e da convivência na diversidade
humana resultando em quebra de preconceitos, estigmas, estereótipos e
discriminações.

É importante destacar que, para fins das condições gerais de acessibilidade,
o Decreto Federal 5.296 (BRASIL, 2004) define acessibilidade como condição para
utilização, com segurança e autonomia, total ou assistida , dos espaços, mobiliários e
equipamentos urbanos, das edificações, dos serviços de transporte e dos
dispositivos, sistemas e meios de comunicação e informação, por pessoa portadora
de deficiência ou com mobilidade reduzida .
A Lei n. 10.098, de 19 de dezembro de 2000 (BRASIL, 2000) , estabelece
normas gerais e critérios básicos para promoção da acessibilidade das pessoas
deficientes ou com mobilidade reduzida ; definições de acessibilidade, de barreiras,
entraves ou obstáculos que impeçam o acesso, a liberdade de movimento e a
circulação com segurança desse público.
A NBR 9050 (ASSOCIAÇÃO ... , 2004) foi elaborada pelo Comitê Brasileiro de
Acessibilidade com o objetivo de estabelecer critérios e parâmetros técnicos a serem
observados quando do projeto, construção, instalação e adaptação de edificações,
mobiliários, espaços e equipamentos urbanos às condições de acessibilidade.
O Decreto 3.298 dispõe sobre a Política Nacional para a Integração da
Pessoa Portadora de Deficiência que compreende o conjunto de orientações
normativas que objetivam assegurar o pleno exercício dos direitos individuais e
sociais das pessoas com deficiência.
Mesmo com o amparo das leis, no Brasil, pouco é criado para atender
pessoas com deficiências, mas praticamente tudo é adaptado. Adaptamos rampas
em prédios já existentes, banheiros adaptados (normalmente pensados depois que o
projeto já está pronto), escolas, universidades e bibliotecas adaptadas com andares
e salas especiais, reforçando o estigma social.
Por outro lado, temos a proposta de tornar uma sociedade inclusiva, feita para
todos, como é o caso do desenho universal, conceito que se desenvolveu entre os
profissionais da área de arquitetura e que tem como objetivo o desenvolvimento de
produtos e de ambientes para serem usados por todas as pessoas, na maior
extensão possível , sem a necessidade de adaptação ou design especializado .
Conforme Carletto e Cambiaggi (2008, p. 10):

o

Desenho Universal não é uma tecnologia direcionada apenas aos que
dele necessitam ; é desenhado para todas as pessoas . A idéia do Desenho
Universal é, justamente, evitar a necessidade de ambientes e produtos
especiais para pessoas com deficiências, assegurando que todos possam
utilizar com segurança e autonomia os diversos espaços construídos e
objetos.

Mazzoni et aI. (2001, p. 32) consideram que Ué necessário zelar para que a
qualidade de um projeto, concebido sob os princípios do desenho para todos, seja
mantida e aperfeiçoada" e afirmam ainda , que a acessibilidade é um processo no
qual todas as pessoas estão envolvidas.
Outro fator importante são as mudanças tecnológicas, que tiveram como
conseqüência alteração nos processos de produção e das ferramentas de acesso à
informação. As bibliotecas estão avançando no uso da tecnologia, encontramos hoje
catálogos automatizados, acervo informacional e para tornar estas informações

2798

�i
;:li

S!mWrio

Avaliação de produtos e serviços

/IbooroaIde

=

IiWitt_

:.

U-,""lIIMbs

Trabalho completo

acessíveis é necessária a adaptação e desenvolvimento de tecnologias para permitir
o acesso de todos.
A acessibilidade informacional visa incluir as pessoas deficientes nos
ambientes de informação para que tenham autonomia no uso das tecnologias de
informação. De acordo com Nascimento (2009 , p. 67) :
Entende-se o termo 'inclusão digital' como um meio de promover a melhoria
da qualidade de vida, garantir maior liberdade social, gerar conhecimento e
troca de informações, ou uma forma de facilitar o acesso às tecnologias ,
como o computador e Intemet, por todas as pessoas, independentemente
de sua condição física ou social possibilitar a criação e disseminação de
novas ferramentas de apoio que complementem a educação dos usuários
com deficiência;[ ... ]

A acessibilidade na web contempla diversos tipos de necessidades especiais.
Através das tecnologias assistivas, os usuários com deficiência podem acessar a
web de forma efetiva, entre elas podemos destacar o leitor de tela, sistema de
entrada de voz, ampliador de tela, leitores de tela com síntese de voz, teclado
alternativo, linhas e impressoras em Braille e softwares especializados para
produção de material em Braille (MELO; COSTA; SOARES, 2006, p. 62) . As
tecnologias assistivas são ferramentas que permitem a inclusão digital para pessoas
com deficiência e proporcionam autonomia e independência a elas.

2.2 Acessibilidade nas universidades e avaliação de cursos
A universidade é uma instituição social criada a partir de normas que
regulamentam o ensino superior no Brasil. De acordo com Mazzoni e outros (2001 ,
p. 29), "Os ambientes universitários estão associados à produção e disseminação do
conhecimento, destacando-se a informação como um dos elementos relevantes
neste processo".
A universidade tem o papel de proporcionar livre acesso aos espaços
universitários. Este acesso está garantido pelo Decreto 3.289/99 (BRASIL, 1999)
que dispõe sobre a Política Nacional para a Integração da Pessoa com Deficiência e
consolida as normas de proteção. Conforme Emmanuelli (2009, p. 28):
a instituição de ensino superior deve preparar um cenário que propicie as
condições de atender o aluno, pois a sociedade exige cada vez mais
profissionais altamente qualificados, dinâmicos, abertos às mudanças
tecnológicas, capazes de contribuir para a inclusão de sujeitos e grupos na
sociedade .

A Portaria do MEC 3.284/2003 (BRASIL, 2003) determinou requisitos de
acessibilidade de pessoas portadoras de deficiências que devem ser incluídos nos
instrumentos de avaliação para fins de autorização, reconhecimento ,
credenciamento e renovação de cursos de ensino superior.
De acordo com o INEP (BRASIL, 2010, p. 21) , a respeito do tema inclusão
dos alunos com deficiência na educação superior, verificou-se que 20.019 alunos
matriculados na graduação são portadores de deficiência, o que corresponde a
0,34% do total (BRASIL, 2010). O tipo de deficiência predominante foi baixa visão
(30%), seguido da deficiência auditiva (22%) e da deficiência física (21 %), conforme
a figura a seguir:

2799

�i
;:li

S!mWrio

Avaliação de produtos e serviços

/IbooroaIde

=

IiWitt_

:.

U-,""lIIMbs

Trabalho completo

. Baixa Visão
. Deficiência Aud~iva
Deficiência Fisica

D Surdez
D Deficiência Mental
. Deficiência Multipla
.Subcegueira

Figura 1 - Deficiências
Fonte: INEP/MEC, Censo da Educação Superior de 2009 (BRASIL, 2010) .

A UFRGS, para promover acessibilidade a seus alunos, participa do
Programa Incluir, desenvolvido pela Secretaria de Educação Superior (SESu) e pela
Secretaria de Educação Especial (SEESP) que tem como objetivo apoiar ações que
favoreçam a inclusão de deficientes no ensino superior e promover a transformação
cultural e educacional nas Instituições Federais de Ensino Superior.

2.3 As bibliotecas universitárias - agentes de inclusão
As bibliotecas universitárias têm a missão de cumprir as necessidades
informativas das comunidades acadêmicas no desempenho de suas atividades de
ensino, pesquisa e extensão, "[ .. .] estão diretamente ligadas à qualidade dos cursos
de suas universidades, sejam eles de graduação ou de pós-graduação." (MAZZONI,
2001 , p. 29) .
Conforme observado por Silveira (2000 , p. 2) :
No Brasil , praticamente inexiste biblioteca universitária que incorpore ao seu
planejamento garantias de acesso pleno a deficientes físicos , prevalecendo
barreiras arquitetônicas em suas instalações. O conjunto de recursos
informacionais, representado por itens componentes dos acervos, também é
projetado visando ao atendimento daquela comunidade de usuários julgada
fisicamente "normal", resultando daí a inacessibilidade parcial e, na maioria
das vezes, total à informação disponibilizada pela biblioteca [...1.

o processo inclusivo nas bibliotecas engloba ações que vão desde o aspecto
físico até o atitudinal. De acordo com Mazzoni e outros (2001 , p. 31) :
Dentro da estrutura de uma biblioteca universitária, a acessibilidade envolve
tantos aspectos urbanísticos (estacionamento, caminhos de acesso etc.),
como aspectos arquitetônicos ( iluminação, ventilação, espaço para
circulação entre ambientes , banheiros, rampas adequadas etc.) e aspectos
de informação e comunicação (sinalização, sistemas de consulta e
para
usuanos
portadores
de
empréstimos , tecnologia de apoio
deficiências, sistemas para acesso remoto etc.). Qualificando todos os
aspectos anteriores se encontram os aspectos atitudinais - como as

2800

�i
;:li

S!mWrio

Avaliação de produtos e serviços

/IbooroaIde

=

IiWitt_

:.

U-,""lIIMbs

Trabalho completo

pessoas compreendem e constroem o processo de acessibilidade -, o que
pode valorizar ou degradar os projetos originais.

As bibliotecas devem estimular a autonomia e independência acadêmica dos
usuários, para isso é necessário que elas estejam equipadas e preparadas com
recursos de acessibilidade, com infraestrutura que oportunize estudos e pesquisa
para todos os tipos de usuários.
O Decreto 5773/2000 (BRASIL, 2000) dispõe sobre as funções de regulação,
supervisão e avaliação da educação superior e dos cursos superiores de graduação.
Com relação à acessibilidade, prevê atendimento prioritário, imediato e diferenciado
às pessoas com necessidades especiais ou com mobilidade reduzida, para
utilização, com segurança e autonomia, total ou assistida , dos espaços, mobiliários e
equipamentos urbanos, das edificações, dos serviços de transporte; dos
dispositivos, sistemas e meios de comunicação e informação e serviços de tradutor e
intérprete da Língua Brasileira de Sinais - LIBRAS .

2.3.1 Biblioteca Edgar Sperb - UFRGS
A Biblioteca Edgar Sperb 1 da UFRGS é uma biblioteca pública, universitária,
com acervo especializado em educação física , fisioterapia , dança, ciências do
esporte e do movimento humano.
Iniciou suas atividades com a criação da Associação dos Especializados em
Educação Física e Desportos (A.E .E.F.D.) em 1945.
A biblioteca é responsável por prover informação e documentos necessários
às atividades de Ensino, Pesquisa e Extensão da ESEF, preservar a produção
intelectual, científica , cultural e artística dos servidores da Unidade, facilitar o uso,
acesso e recuperação das informações nos formatos impressos ou eletrônicos,
participar de todas as fases de elaboração e publicação da revista Movimento,
registrar e preservar obras de caráter histórico da área de educação física e
esportes. A equipe da biblioteca conta com 05 (cinco) bibliotecárias, dois auxiliares
e quatro bolsistas. O acervo geral possui mais de 31 mil itens composto por livros,
periódicos, teses, monografias, dissertações, fitas de vídeo, CD's, DVD's, VHS'S ,
áudio, microfichas, folhetos, separatas, monografias, teses e dissertações

3 Metodologia
Este trabalho caracteriza-se por ser um estudo de caso.
Para coleta de dados foi utilizado formulário específico com questões
fechadas que servem como roteiro para auxiliar o pesquisador na observação e
registro de critérios de acessibilidade nas bibliotecas. O formulário é o Instrumento
de Avaliação das Condições de Acessibilidade em Bibliotecas desenvolvido por
Nicoletti (2010) . Os principais documentos utilizados foram NBR 9050/2004
(ASSOCIAÇÃO ... , 2004), NBR 15599/2008 (ASSOCIAÇÃO ... , 2008) e o livro
Acessibilidade: discurso e prática no cotidiano das bibliotecas (PUPO, 2006).
O tratamento dos dados deu-se com a organização e descrição dos dados,
reunindo-os em classes (acessibilidade arquitetônica, comunicacional , metodológica ,
I

Informações extraídas do site da Biblioteca Edgar Sperb

2801

�i

Avaliação de produtos e serviços
S!mWrio

;:li

/IbooroaIde

:.

IiWitt_
U-,""lIIMbs

=

Trabalho completo

instrumental, programática, atitudinal, à informação e acessibilidade ao mobiliário e
equipamentos) e dividindo-os nas possibilidades de resposta para cada item do
checklist (sim, não, parcialmente e não se aplica). Após, realizou-se a análise e
interpretação destes dados com fundamento no suporte teórico e metodológico
utilizados.

4 Resultados
Os resultados apresentam-se de acordo com a distribuição dos seguintes
quesitos: acessibilidade arquitetônica, acessibilidade do mobiliário e equipamentos,
acessibilidade comunicacional , acessibilidade à informação, acessibilidade
metodológica, acessibilidade instrumental , acessibilidade programática e
acessibilidade atitudinal. Ao final de cada análise são apresentadas sugestões de
ações para ampliar a acessibilidade da biblioteca .
Ao realizar o estudo percebe-se que os espaços não foram projetados a fim
de atender pessoas com deficiência ou mobilidade reduzida e que existem muitas
barreiras que dificultam a mobilidade e o acesso dos usuários. Através do
levantamento dos espaços externos conclui-se que estes não possuem critérios
mínimos de acessibilidade estabelecidos na NBR 9050/2004. Durante o trajeto até a
biblioteca verificaram-se diversas barreiras como árvores, calçamento irregular,
jardineiras, lixeiras, falta de sinalização . As escadas e degraus existentes no trajeto
não estão associados à rampa e não possuem corrimãos e os sanitários próximos à
biblioteca e os bebedouros não são acessíveis.
A entrada da biblioteca possui degrau sem rampa associada, a porta de
acesso tem largura menor que a recomendada e existe, ainda , uma catraca não
acessível neste local. Não existe acesso alternativo para entrar na biblioteca. O
mobiliário e equipamentos dispõem de alguns requisitos que permitem o uso por
pessoas com necessidades diferenciadas, como cadeiras que podem ser
movimentadas, mesas que permitem aproximação frontal , terminais de consulta
acessíveis, porém , a disposição dos móveis não permite manobra em cadeira de
rodas, as estantes dos livros não promovem alcance manual confortável e não
possuem sinalização que permita autonomia dos usuários.

5 Recomendações
A biblioteca da ESEF não teve ainda a experiência de atender usuários com
deficiência, mas busca treinar e capacitar os funcionários para este fim . A biblioteca
conta no seu quadro com uma bibliotecária que está em formação para atender
usuários surdos e cegos.
Para melhorar as condições de acessibilidade sugere-se a adaptação dos
sanitários próximos à biblioteca, a instalação de bebedouros acessíveis, as rampas
de acesso à biblioteca devem ser substituídas por rampas acessíveis e com
instalação de corrimãos, recomenda-se a retirada dos bancos que ficam na área de
circulação e oferecem riscos às pessoas em cadeira de rodas, retirada da catraca na
entrada da biblioteca e instalação de rampa na porta principal da biblioteca .
Outras mudanças necessitam de projeto mais elaborado e maiores recursos
financeiros, como a instalação de faixa de travessia elevada para pedestre no

2802

�i

Avaliação de produtos e serviços
S!mWrio

;:li

/IbooroaIde

:.

IiWitt_
U-,""lIIMbs

=

Trabalho completo

acesso para carros que fica localizada na entrada do campus, instalação de faixa
livre coberta para pedestres da entrada do campus até a biblioteca, com piso
regular, estável , antiderrapante e com instalação de piso tátil de alerta e direcional,
sinalização de rampas e escadas existentes na área externa, mudanças das portas
de acesso à biblioteca e instalação de maçanetas do tipo alavanca .
Sabemos que as reformas dependem da prioridade que é dada pela
instituição maior, então cabe à biblioteca promover ações para amenizar o problema .
Algumas medidas como a capacitação da equipe já estão sendo tomadas, mas
existem outras soluções possíveis, como divulgar e dispor dos serviços do Programa
Incluir, a aquisição de materiais de baixo custo que viabilizem a acessibilidade, a
sinalização da biblioteca dentro dos padrões estabelecidos pela NBR 9050/2004,
adotar estantes dos livros com altura confortável para usuário em cadeira de rodas
ou baixa estatura e utilizar os recursos informacionais disponíveis.
Para tornar o instrumento mais dinâmico (checklist) , sugere-se diminuir suas
seções e inserir estas questões dentro do contexto onde elas se encontram .

6 Referências
ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE NORMAS TÉCNICAS . NBR 9050 : acessibilidade a
edificações, mobiliário, espaços e equipamentos urbanos. 2. ed. Rio de Janeiro,
2004.
ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE NORMAS TÉCNICAS . NBR 15599: acessibilidade
- comunicação na prestação de serviços. Rio de Janeiro, 2008.
BRASIL. Decreto 3.298, de 20 de dezembro de 1999. Brasília , DF, 1999.
Disponível em : &lt; http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/decreto/D3298.htm&gt; Acesso
em : 10 ago. 2011 .
BRASIL. Decreto 3.956, de 08 de outubro de 2001 . Brasília, DF, 2001 . Disponível
em : &lt;http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/decreto/2001/D3956 .htm&gt;. Acesso em : 04
ago . 2011 .
BRASIL. Decreto 5.296, de 02 de dezembro de 2004. Brasília , DF, 2004.
Disponível em : &lt;http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_at020042006/2004/decreto/d5296.htm&gt;. Acesso em : 15 set. 2011 .
BRASIL. Decreto 5.773, de 09 de maio de 2006 . Brasília , DF, 2006. Disponível em :
&lt;http://www.planalto .gov.br/ccivil_03/_at02004-2006/2006/Decreto/D5773.htm&gt;.
Acesso em : 25 set. 2011.
BRASIL. lei 10.098, de 19 de dezembro de 2000. Brasília, DF, 2000. Disponível
em : &lt;http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/L10098 .htm&gt;. Acesso em : 17 ago .
2011 .
BRASIL. Ministério da Educação. Portaria 3.284, de 07 de novembro de 2003 .
Brasília, DF : 2003. Disponivel em :

2803

�i

Avaliação de produtos e serviços
S!mWrio

;:li

/IbooroaIde

:.

IiWitt_
U-,""lIIMbs

=

Trabalho completo

&lt;http://portal.mec.gov.br/seesp/arquivos/pdf/port3284 .pdf&gt;. Acesso em: 22 ago.
2011 .
BRASIL. Ministério da Educação. Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas
Educacionais. Resumo técnico: censo da educação superior de 2009. Brasília, DF :
2010. Disponível em :
&lt;http://download .inep .gov.br/download/superior/censo/2009/resu mo_tecn ico2009.pd
&gt;. Acesso em : 10 out. 2011 .
BRASIL. Ministério da Educação. Secretaria de Educação Especial. Política
Nacional de Educação Especial na Perspectiva da Educação Inclusiva. Brasília,
DF, 2008 . Disponível em : &lt;http://portal.mec.gov.br/seesp/arquivos/pdf/politica.pdf&gt; .
Acesso em : 22 ago. 2011 .
CARLETTO , Ana Claudia ; CAMBIAGHI, Silvana . Desenho universal: um conceito
para todos. São Paulo: Instituto Mara Gabrilli , 2008 . Disponível em :
&lt;http://www.rinam .com.br/files/REFERENCIAS_DesenhoUniversalumconceitoparato
dos.pdf&gt;. Acesso em : 15 jun. 2011 .
EMMANUELLI , Mara Neide. Acessibilidade física em bibliotecas universitárias:
um direito de todos. 2009 . 82 f. Monografia de Conclusão de Curso (Especialização
em Gestão de Bibliotecas Universitárias) - Faculdade de Biblioteconomia e
Comunicação, Universidade Federal do Rio Grande do Sul , Porto Alegre, 2009 .
Disponível em : &lt;http://www.lume.ufrgs.br/handle/10183/18490&gt; . Acesso em : 10 out.
2011 .
FERRÉS, Sofia Pérez. Acessibilidade física . In: PUPO, Deise Tallarico; MELO,
Amanda Meincke. Acessibilidade: discurso e prática no cotidiano das bibliotecas.
São Paulo: UNICAMP, 2006. Disponível
em :&lt;styx.nied .un icamp.br/todosnos/a rtigos .. ./Iivro_acessibilidade _ bibliotecas.pdf&gt; .
Acesso em 15 ago. 2011
INSTITUTO BRASILEIRO DE GEOGRAFIA E ESTATíSTICA. Censo demográfico
2000: características gerais da população. Rio de Janeiro, 2000 . Disponível em :
&lt;http://www.ibge.gov.br/home/estatistica/popu lacao/censo2000/popu lacao/censo200
O_populacao .pdf&gt; . Acesso em : 25 maio 2011 .
MAIOR, Izabel Maria Madeira de Loureiro. Apresentação. In: Resende, Ana Paula
Crosara ; Vital, Flávia Maria de Paiva . A convenção sobre os direitos das pessoas
com deficiência comentada. Brasília: CORDE , 2008 . Disponível em :
&lt;http://www.rosinhadaadefal.com .br/files/convencao_comentada .pdf&gt; . Acesso em :
25 . ago 2011 .
MAZZONI , Alberto Angel et aI. Aspectos que interferem na construção de
acessibilidade em bibliotecas universitárias. Ciência da Informação, Brasília, DF, v.
30 , n. 2, p. 29-34 , maio/ago. 2001 . Disponível em :
&lt;http://revista.ibict.br/index.php/ciinf/article/viewArticle/184&gt;. Acesso em : 10 jun.
2011 .

2804

�i

Avaliação de produtos e serviços
S!mWrio

;:li

/IbooroaIde

:.

IiWitt_
U-,""lIIMbs

=

Trabalho completo

MELO, Amanda Meincke; COSTA, Jean Braz da; SOARES, Sílvia C. de Matos.
Tecnologias Assitivas. In: PUPO, Deise Tallarico; Melo, Amanda Meincke Melo;
Ferres. Acessibilidade: discurso e prática no cotidiano das bibliotecas. São Paulo:
UNICAMP, 2006 . Disponível em : &lt;
styx. nied. un icamp.br/todosnos/artigos .. ./Iivro_acessibilidade_bibliotecas. pdf&gt;.
Acesso em: 05 jul. 2011
NASCIMENTO DE PAULA, Sonia; CARVALHO, José Oscar Fontanini.
Acessibilidade à informação: proposta de uma disciplina para cursos de graduação
na área de biblioteconomia . Ciência da Informação, Brasília , DF, v. 38, n. 3, p. 6479 , jul./ago. 2009. Disponível em :
&lt;http ://revista .ibict.br/index.php/ciinf/article/viewArticle/1640&gt;. Acesso em : 02 ago .
2011 .
NICOLETTI , Tamini Farias. Checklist para bibliotecas: um instrumento de
acessibilidade para todos. Porto Alegre : UFRGS, 2010. Disponível em :
&lt;www.lume .ufrgs.br/handle/10183/28114&gt;. Acesso em: 10 maio 2011 .
ORGANIZAÇÃO DAS NAÇÕES UNIDAS. A ONU e as pessoas com deficiência.
Rio de Janeiro, [2011]. Disponível em : &lt;http://www.onu .org .br/a-onu-em-acao/a-onue-as-pessoas-com-deficiencia/&gt; . Acesso em 20 set. 2011 .
PUPO, Deise Tallarico. Cumprindo a legislação. In: PUPO , Deise Tallarico; MELO,
Amanda Meincke; FÉRRES, Sofia Pérez (Org .). Acessibilidade: discurso e prática
no cotidiano das bibliotecas. Campinas: UNICAMP, 2006 . p. 39-50 . Disponível em :
&lt;http ://styx.nied .un icamp.br:8080/todosnos/artigoscientificos/livro_acessibilidade_bibliotecas.pdf&gt; . Acesso em : 05 ago. 2011.
SASSAKI, Romeu Zazumi. Inclusão: o paradigma do século 21 . Inclusão: revista da
educação especial , Brasília , 2005.
SILVEIRA, Júlia Gonçalves da. Biblioteca inclusiva?: repensando barreiras de
acesso aos deficientes físicos e visuais no sistema de Bibliotecas da UFMG e
revendo a trajetória institucional na busca de soluções. In : SEMINÁRIO NACIONAL
DE BIBLIOTECAS UNIVERSITÁRIAS, 11 ., 2000, Florianópolis. Anais eletrônicos ...
Florianópolis: Universidade Federal de Santa Catarina , 2000 . Disponível em :
&lt;www.sociedadeinclusiva .pucminas.br/anaispdf/bibliotecainclusiva .pdf&gt; . Acesso em :
20 maio 2011 .
UNIVERSIDADE FEDERAL DO RIO GRANDE DO SUL. Escola de Educação Física .
Apresentação. Porto Alegre, [200-?] . Disponível em :
&lt;http ://www.esef.ufrgs.br/apresentacao .htm&gt;. Acesso em : 10 ago. 2011 .

2805

�</text>
                  </elementText>
                </elementTextContainer>
              </element>
            </elementContainer>
          </elementSet>
        </elementSetContainer>
      </file>
    </fileContainer>
    <collection collectionId="49">
      <elementSetContainer>
        <elementSet elementSetId="1">
          <name>Dublin Core</name>
          <description>The Dublin Core metadata element set is common to all Omeka records, including items, files, and collections. For more information see, http://dublincore.org/documents/dces/.</description>
          <elementContainer>
            <element elementId="50">
              <name>Title</name>
              <description>A name given to the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51396">
                  <text>SNBU - Edição: 17 - Ano: 2012 (UFRGS - Gramado/RS)</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="49">
              <name>Subject</name>
              <description>The topic of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51397">
                  <text>Biblioteconomia&#13;
Documentação&#13;
Ciência da Informação&#13;
Bibliotecas Universitárias</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="41">
              <name>Description</name>
              <description>An account of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51398">
                  <text>Tema: A biblioteca universitária como laboratório na sociedade da informação.</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="39">
              <name>Creator</name>
              <description>An entity primarily responsible for making the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51399">
                  <text>SNBU - Seminário Nacional de Bibliotecas Universitárias</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="45">
              <name>Publisher</name>
              <description>An entity responsible for making the resource available</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51400">
                  <text>UFRGS</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="40">
              <name>Date</name>
              <description>A point or period of time associated with an event in the lifecycle of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51401">
                  <text>2012</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="44">
              <name>Language</name>
              <description>A language of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51402">
                  <text>Português</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="51">
              <name>Type</name>
              <description>The nature or genre of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51403">
                  <text>Evento</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="38">
              <name>Coverage</name>
              <description>The spatial or temporal topic of the resource, the spatial applicability of the resource, or the jurisdiction under which the resource is relevant</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51404">
                  <text>Gramado (Rio Grande do Sul)</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
          </elementContainer>
        </elementSet>
      </elementSetContainer>
    </collection>
    <itemType itemTypeId="8">
      <name>Event</name>
      <description>A non-persistent, time-based occurrence. Metadata for an event provides descriptive information that is the basis for discovery of the purpose, location, duration, and responsible agents associated with an event. Examples include an exhibition, webcast, conference, workshop, open day, performance, battle, trial, wedding, tea party, conflagration.</description>
    </itemType>
    <elementSetContainer>
      <elementSet elementSetId="1">
        <name>Dublin Core</name>
        <description>The Dublin Core metadata element set is common to all Omeka records, including items, files, and collections. For more information see, http://dublincore.org/documents/dces/.</description>
        <elementContainer>
          <element elementId="50">
            <name>Title</name>
            <description>A name given to the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="64967">
                <text>Acessibilidade e inclusão em bibliotecas: um estudo de caso.</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="39">
            <name>Creator</name>
            <description>An entity primarily responsible for making the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="64968">
                <text>Fonseca, Cíntia Cibele Ramos; Gomes, Gicele Farias; Vanz, Samile Andréa de Souza</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="38">
            <name>Coverage</name>
            <description>The spatial or temporal topic of the resource, the spatial applicability of the resource, or the jurisdiction under which the resource is relevant</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="64969">
                <text>Gramado (Rio Grande do Sul)</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="45">
            <name>Publisher</name>
            <description>An entity responsible for making the resource available</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="64970">
                <text>UFRGS</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="40">
            <name>Date</name>
            <description>A point or period of time associated with an event in the lifecycle of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="64971">
                <text>2012</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="51">
            <name>Type</name>
            <description>The nature or genre of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="64973">
                <text>Evento</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="41">
            <name>Description</name>
            <description>An account of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="64974">
                <text>Este estudo aborda a questão da inclusão de pessoas com deficiência na biblioteca universitária Edgar Sperb da Escola de Educação Física da UFRGS, avalia e identifica as condições de acessibilidade física e informacional oferecidas aos usuários e os recursos de acessibilidade disponíveis na biblioteca. Utiliza como instrumento de avaliação um cheklist baseado na norma de acessibilidade NBR 9050/2004, na NBR 15599/2008. Os resultados apontam problemas de acessibilidade que a biblioteca não está preparada para atender pessoas deficientes ou com mobilidade reduzida. A equipe da biblioteca, porém, compreende as diferentes necessidades dos usuários, conhece a legislação existente sobre o tema e está aberta para mudanças.</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="44">
            <name>Language</name>
            <description>A language of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="69621">
                <text>pt</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
        </elementContainer>
      </elementSet>
    </elementSetContainer>
  </item>
  <item itemId="6121" public="1" featured="0">
    <fileContainer>
      <file fileId="5185">
        <src>http://repositorio.febab.org.br/files/original/49/6121/SNBU2012_260.pdf</src>
        <authentication>33d01f712b53d7623eafe9ed0a1d5616</authentication>
        <elementSetContainer>
          <elementSet elementSetId="4">
            <name>PDF Text</name>
            <description/>
            <elementContainer>
              <element elementId="92">
                <name>Text</name>
                <description/>
                <elementTextContainer>
                  <elementText elementTextId="64966">
                    <text>i

Avaliação de produtos e serviços
Xminirio

~

tIwJoNolck

:,

IilIIitt_
ItllIfonnluwl.

=

Trabalho completo

GESTÃO DO EMPRÉSTIMO UNIFICADO NAS BIBLIOTECAS DA
UNIVERSIDADE DE SÃO PAULO
Érica Saito 1, José Estorniolo Filho 2, Manuela Gea Cabrera Reis3,
Paola de Marco Lopes dos Santos4, Rosana Alvarez Paschoalino5,
Valeria de Vilhena Lombardl, Yuka Sahekl, Sueli Mara S. P. Ferreira8
Bibliotecária , USP/EEFE - Escola de Educação Física e Esporte
USP/FSP - Faculdade de Saúde Pública , São Paulo, SP
3 Bibliotecária, USP/EP - Escola Politécnica, São Paulo, SP
4 Bibliotecária, USP/FAU-PG - Faculdade de Arquitetura e Urbanismo - Pós-Graduação, São Paulo,
SP
5 Bibliotecária , USP/EESC - Escola de Engenharia de São Carlos, São Carlos , SP
6 Bibliotecária , USP/FM - Faculdade de Medicina , São Paulo, SP
7 Bibliotecária , USP/EE - Escola de Enfermagem , São Paulo, SP
8 Diretora Técnica do SIBiUSP , São Paulo, SP
1

2 Bibliotecário,

Resumo
Apresenta a implantação do empréstimo unificado nas Bibliotecas do Sistema
Integrado de Bibliotecas da Universidade de São Paulo (SIBiUSP), coordenado pelo
Grupo de Gestão do Empréstimo Unificado. Introduz o cenário inicial das bibliotecas
da Universidade, destacando a autonomia para definir políticas locais. Descreve as
iniciativas isoladas que culminaram com unificação da política do empréstimo
utilizada por todas as bibliotecas. Estabelece comparação entre os procedimentos
adotados antes e depois da implantação e conclui relatando os benefícios obtidos
pelos 138 mil usuários das bibliotecas USP e na padronização de procedimentos e
rotinas adotadas pelas bibliotecas em seus 1,7 milhões de empréstimos domiciliares.

Palavras-Chave:
Empréstimo Unificado; Gestão de Empréstimos; Empréstimo entre Bibliotecas;
Circulação de Acervo ; Bibliotecas Universitárias.

Abstract
Presents the implementation of the unified lending in Libraries of Sistema Integrado
de Bibliotecas, University of Sao Paulo (SIBiUSP), coordinated by the Management
Group of the Unified Lending. Introduces the initial scenario of the libraries in the
university, emphasizing the autonomy of local policies. Describes isolated initiatives
that led to unification of loan policy used by ali libraries. Establishes the comparison
of procedures followed before and after deployment, and concludes by reporting the
benefits obtained by 138 000 users of libraries of USP and standardization of
procedures and routines adopted by libraries in their 1.7 million loans.

2786

�i
~

Avaliação de produtos e serviços
Xminirio

tIwJoNolck

=

IilIIitt_

:,

ItllIfonnluwl.

Trabalho completo

Keywords:
Unified Lending; Loan management; Interlibrary Loan; Loan Service ; University
Libraries

1 A Universidade de São Paulo e o Sistema Integrado de Bibliotecas
A Universidade de São Paulo foi criada em 25 de janeiro de 1934, pelo
decreto nO 6283, no governo de Armando de Salles Oliveira. A nova universidade
incorporou importantes instituições de ensino, como a Escola Politécnica, as
Faculdades de Direito do Largo São Francisco, de Medicina, de Farmácia e de
Odontologia , de Filosofia , Ciências e Letras, o Instituto de Educação e a Escola
Superior de Agricultura Luiz de Queiroz, de Piracicaba (SP).
Na década de 1960, as unidades de ensino iniciaram sua transferência para o
campus do Butantã - a Cidade Universitária e "a própria reitoria transferiu-se para o
novo campus em abril de 1961 " (MOTOYAMA, 2006, p. 140). A Faculdade de Direto
permaneceu no Largo de São Francisco, no centro da cidade de São Paulo, assim
como as Faculdades de Medicina, Saúde Pública e Enfermagem no bairro de
Pinheiros, que formaram o quadrilátero da saúde.
À época da criação da Universidade, cada uma das escolas, faculdades e
institutos já possuía biblioteca própria , com normas e regulamentos próprios.
Em 1981 foi criado o Sistema Integrado de Bibliotecas (SIBi) por meio de
Resolução da Reitoria n° 2.226, que "centralizará as informações bibliográficas,
tendo em vista o ensino, a pesquisa e a extensão de serviços à comunidade" (USP,
1981 ).
O SIBiUSP tem por objetivo promover as cond ições sistêmicas para
suporte informacional às atividades de ensino, pesquisa e extensão na
Universidade, com a racionalização de recursos financeiros, humanos
e operacionais, sempre buscando o acompanhamento de tendências
verificadas em âmbito internacional para a área (USP, 2003).

Atualmente, em 2012, o Sistema é constituído por 44 bibliotecas, distribuídas
em nove cidades do Estado de São Paulo (Bauru, Itu, Lorena , Piracicaba ,
Pirassununga , Ribeirão Preto, São Carlos, São Paulo e São Sebastião). São mais
de 800 funcionários (auxiliares, técnicos, bibliotecários e analistas) trabalhando nas
bibliotecas do Sistema, que reúnem um acervo de mais de 2.300 .000 livros
impressos, 250.000 livros eletrônicos, mais de 4.800 .000 fascículos de periódicos
impressos, dentre outros materiais. Atende a uma comunidade de aproximadamente
oitenta mil alunos, cinco mil professores e quinze mil funcionários (USP, [2011]).
Mesmo com a criação do Sistema Integrado de Bibliotecas, responsável pela
implantação do catálogo coletivo online das bibliotecas da USP (Dedalus) , cada
biblioteca continuou mantendo normas e regulamentos próprios, e os usuários
podiam retirar material bibliográfico exclusivamente nas bibliotecas de suas próprias
unidades de ensino. O acesso aos documentos de outras unidades se efetuava pela
consulta local ou por meio do Empréstimo Entre Bibliotecas.
Essa situação restritiva demandava um "sistema integrado" em todos os
sentidos, valorizando toda a comunidade uspiana de maneira que todo aluno,

2787

�i
~

Avaliação de produtos e serviços
Xminirio

tIwJoNol ck

=

IilIIitt_

:,

ItllIfonnluwl.

Trabalho completo

docente ou funcionário fosse reconhecido como tal , independentemente da unidade
que mantivesse vínculo.
No entanto, tal tarefa exigia mais que suporte e infraestrutura de software.
Exigia revisão de questões administrativas de todas as bibliotecas no seu conjunto e
também a cada uma delas individualmente, definição de políticas únicas de
empréstimo, readequação dos equipamentos de informática, treinamento de
recursos humanos, interação em tempo real com bancos corporativos externos ao
sistema e uma revisão da cultura organizacional estabelecida .
O objetivo do trabalho é descrever as atividades do Grupo de Gestão do
Empréstimo Unificado, responsável pela avaliação e gestão do empréstimo
unificado na USP, implantado em fevereiro de 2011 .

2 O Empréstimo Unificado nas bibliotecas da USP: origem
Nestas três décadas de existência do SIBiUSP as bibliotecas, seguindo a
tendência de levar o conhecimento a toda comunidade de forma rápida e eficiente,
passaram a utilizar sistemas automatizados. O Aleph versão 300 foi adquirido pelo
Sistema para gerenciar o banco de dados bibliográficos da USP em 1997 (SANTOS
et aI., 2010, p. 2) , porém as bibliotecas, embora participantes de um sistema
integrado, continuaram adotando regulamentos de empréstimo próprios e nem todas
utilizavam o módulo de circulação do software. Isso fez com que iniciativas para
promover a unificação dos sistemas de empréstimos de todas as bibliotecas
estivesse presente nas metas dos planejamentos do Sistema Integrado de
Bibliotecas (SIBiUSP) desde a década de 1990 (ALVAREZ et ai , 2010).
Algumas dessas iniciativas foram adotadas por bibliotecas isoladamente, na
Escola Politécnica , no campus de São Carlos e em algumas unidades do
quadrilátero da saúde.
A experiência da Escola Politécnica (EPUSP), que no ano de 2000 contava
com oito bibliotecas, foi a implementação de um banco de dados atualizado
automaticamente com informações provenientes dos bancos de dados corporativos
da Universidade (Júpiter, Fênix, Apolo) . O objetivo era eliminar o trabalho de
cadastramento de usuários e agilizar as atividades de atendimento.
Di Francisco et aI. (2006) relatam a experiência no Campus USP São Carlos
na implementação de um banco único de usuários que atendia as bibliotecas de
quatro unidades de ensino e pesquisa. A partir do banco único, os usuários
passaram a contar com a facilidade do cadastramento em sua unidade de origem e
automática ativação nas demais bibliotecas do campus e isso exigiu um processo de
revisão e padronização das políticas de empréstimo, como prazos de devolução e
quantidade de itens a serem retirados. O sistema desenvolvido em São Carlos
também permitia a comunicação com os demais bancos de dados corporativos da
Universidade e, efetivamente, tornou o serviço de empréstimo mais ágil e eficiente,
pelo compartilhamento de responsabilidades e benefícios.

2788

�i
~

Avaliação de produtos e serviços
Xminirio

tIwJoNolck

=

IilIIitt_

:,

ItllIfonnluwl.

Trabalho completo

Proposta semelhante aconteceu no quadrilátero da saúde, na qual, por meio
de acordo, os alunos e docentes da Escola de Enfermagem, Faculdade de Medicina
e Faculdade de Saúde Pública poderiam efetuar cadastro para empréstimos em
qualquer uma dessas unidades, sujeitos aos respectivos regulamentos.
As iniciativas, no entanto, sugeriam a revisão de questões administrativas
vinculadas a todas as bibliotecas no seu conjunto e também a cada uma delas
individualmente bem como decisão política em instâncias superiores visando a
definição de políticas únicas de empréstimo. Em 2009, a partir de meta do
planejamento estratégico do SIBiUSP, foi definido um grupo de bibliotecários
incumbidos de estudar e analisar em detalhes as possibilidades para operacionalizar
a unificação.
O resultado apresentado por esse grupo foi uma proposta de regulamento
único para todas as bibliotecas do Sistema, que atendia às necessidades dos
usuários. O Grupo de Trabalho atingiu seu objetivo seguindo as etapas:
a) análise das experiências de empréstimo unificado na USP;
b) análise das experiências das universidades estaduais paulistas - Unesp e
Unicamp, que já têm sistemas de empréstimos unificados;
c) identificação e análise dos regulamentos de empréstimo das Bibliotecas
da USP, para obter um panorama da situação do Sistema ;
d) consulta às bibliotecas da USP sobre prazos e limites de empréstimo a
serem adotados para uma política de unificação dos sistemas de
empréstimo na USP (ALVAREZ et ai, 2010).
A aprovação do regulamento deu-se pela Portaria GR n° 4830, de 28 de
setembro de 2010 que "institui e regulamenta o empréstimo de material bibliográfico
das Bibliotecas do Sistema Integrado de Bibliotecas da USP - SIBiUSP (USP, 2010)
e, a partir daí, todas as bibliotecas receberam instruções e treinamento.
Paralelamente, para que pudesse trabalhar de maneira unificada, bibliotecários e
analistas do Departamento técnico do SIBiUSP customizaram as tabelas
relacionadas ao Empréstimo do programa Aleph500_versão 18, instalado nas
bibliotecas do Sistema .
As bibliotecas foram equipadas com leitores de código de barras, teclados
para digitação de senhas e impressoras térmicas: não bastava uniformizar a política ,
também era necessária a padronização no atendimento.
O início da operação se deu em fevereiro de 2011 e, a partir daí, todas as
bibliotecas do Sistema passaram a adotar uma única política de empréstimo para
docentes, alunos, funcionários além da integração dos usuários USP: usuários
globais poderiam fazer empréstimos de materiais diretamente nas bibliotecas de
interesse, e não mais por formulários de Empréstimo entre Bibliotecas (EEB) .
Ficou estabelecido que o empréstimo domiciliar dos acervos circulantes seria
permitido aos alunos de graduação, pós-graduação, pesquisadores, funcionários e
docentes com vínculo institucional ativo na USP, respeitando os prazos e
quantidades.

2789

�i
~

Avaliação de produtos e serviços
Xminirio

tIwJoNol ck

=

IilIIitt_

:,

ItllIfonnluwl.

Trabalho completo

As distintas categorias exigiram a definição de critérios diferentes (prazos e
quantidades de itens) diferentes, considerando as necessidades e especificidades
da comunidade USP. Foram criadas categorias exclusivas para cada biblioteca e,
posteriormente, a partir de inúmeras sugestões, também foram incluídos os
docentes inativos e pós-doutorandos.
Ainda , procurando atender as demandas específicas de cada uma das
unidades, o artigo 7 do regulamento prevê que "é facultado a cada Biblioteca do
SIBiUSP autorizar o empréstimo domiciliar às categorias não contempladas neste
Regulamento , bem como o empréstimo entre bibliotecas externo à USP". Assim , a
Portaria permite o cadastro de usuários locais, sendo "facultado a cada Biblioteca do
SIBiUSP definir políticas especiais para empréstimo domiciliar de material
bibliográfico, de modo a assegurar necessidades específicas de pesquisa , ouvidos
as respectivas Comissões de Bibliotecas e o Conselho Supervisor do SIBiUSP"
(USP, 2010, artigo 7, §3°) .
A unificação do empréstimo e a universalização dos docentes, alunos e
funcionários dentro da USP, ocorrida somente depois de quase 80 anos de sua
criação, deveu-se à complexidade e formação da própria Universidade de São
Paulo.

3 Gestão do Empréstimo Unificado
As seguintes etapas foram realizadas para a implementação do Empréstimo
Unificado:
a) instalação de suporte e infraestrutura de software ;
b) encaminhamento de questões políticas para instâncias superiores;
c) revisão de questões administrativas vinculadas a todas as bibliotecas no
seu conjunto e também a cada uma delas individualmente;
d) definição de políticas únicas de empréstimo;
e) readequação dos equipamentos de informática;
f) treinamento de recursos humanos.
As etapas descritas, bem como o processo contínuo de avaliação, ficaram a
sob a coordenação do Grupo de Gestão, que teve sua criação determinada pela
Portaria GR nO 4.830 (USP , 2010, artigos 13-14) com os objetivos de estabelecer os
critérios e mecanismos para gestão do sistema e de propor melhorias contínuas
para o sistema de empréstimo unificado na USP.
O Grupo é constituído de oito membros: seis bibliotecários, sendo dois
representantes de bibliotecas de cada área do conhecimento (ciências exatas e
tecnológicas, ciências humanas e ciências biológicas); um representante discente no
Conselho Supervisor do SIBiUSP; e um representante docente do Conselho
Supervisor do SIBiUSP, que responde pela coordenação do Grupo. O mandato dos
membros do Grupo é de dois anos, permitida uma recondução .

2790

�Avaliação de produtos e serviços
Trabalho completo

Durante o ano de 2011 , o Grupo de Gestão do Empréstimo Unificado se
reuniu várias vezes, presencial e virtualmente, com o objetivo de deliberar ações e
efetuar o acompanhamento de suas atividades (analisar as comunicações
recebidas, definir ações/decisões a serem tomadas e acompanhar as respostas às
mesmas).
Embora a proposta de regulamento único tenha sido baseada em um
consenso entre todas as bibliotecas do Sistema, houve uma fase inicial de
adaptação por conta do histórico da formação das bibliotecas na USP e da grande
mudança de paradigma : o usuário passa a ser global e não mais local. O quadro 1
apresenta um comparativo com as principais alterações ocorridas após a
implantação do Empréstimo Unificado.

, f Imos
. d a UnI"fIcaçao d o S'ISt ema d e Empres
Qua d ro 1 Com para f IVO d e an t es e d epols

-

Tópicos

Antes

Depois

Categoria de
Usuários

Bibliotecas com autonomia na criação
das categorias de usuários.

Categorias padronizadas pela Reitoria e
DT/SIBiUSP.

Cadastro de
Usuários

Cada biblioteca responsável pelo
cadastramento dos usuários da sua
unidade.

Cadastro migrado dos bancos corporativos da
Universidade e regularização/atualização do
mesmo em qualquer biblioteca da USP.

Empréstimos

O usuário, de maneira geral, podia
efetuar empréstimo de materiais
somente na biblioteca de sua unidade
de origem.

Instituído o usuário global (docentes, alunos e
funcionários com vínculo ativo), que podem
efetuar empréstimos em qualquer uma das
bibliotecas da Universidade.

Quantidade de
itens para
empréstimo

Número de itens definido pela
biblioteca.

Padrão unificado para todos os usuários.

Devolução

Usuário efetua a devolução do material
na biblioteca de origem do empréstimo.

Não houve alteração.

Reserva

Cada biblioteca com uma política de
reserva , possibilitando, ao usuário,
reservar um número ilimitado de títulos.

Permitidas somente para materiais emprestados,
num total de três reservas .

Carta de aviso
prévio sobre
devolução

Não havia o envio automático de aviso
prévio sobre o vencimento do
empréstimo.

Cartas enviadas de forma automática, para o email do usuário, 2 dias antes da data de
devolução.

Tópicos

Antes

Depois

Carta de aviso
sobre atraso na
devolução

Não havia o envio automático de aviso
sobre na devolução.

Cartas enviadas de forma automática, durante 30
dias após a data de vencimento , ou até que a
mesma se efetive .

Dia de perdão no
atraso da

Algumas bibliotecas conced iam o
benefício de um dia de perdão na

Cancelado benefício.

2791

�i

Avaliação de produtos e serviços
Xminirio

~

tIwJoNolck

:,

IilIIitt_
ItllIfonnluwl.

=

Trabalho completo

Tópicos

Antes

Depois

devolução

devolução de material atrasado.
Cada biblioteca com uma politica de
suspensão/penalidade.

Padronização da suspensão.

Suspensão
Renovações

Cada biblioteca com uma politica de
renovação . Em algumas bibliotecas,
quantidade de renovações era ilimitada.

Desde que não haja reserva do material são
permitidas três renovações seguidas pela Web

Empréstimo Entre
Bibliotecas (EEB)

Utilização de formulários de EEB e
controlado pela Biblioteca onde o aluno
está vinculado.

O EEB é utilizado para o empréstimo de itens
localizados em bibliotecas de outras cidades.

Para atender adequadamente as sugestões que vinham de todas as
bibliotecas do Sistema foram criados alguns canais de comunicação: um blog com
informações sobre o funcionamento do software e principais dúvidas e um e-mail
único para sugestões e dúvidas. Foram criadas pastas de trabalho compartilhadas
na web para a comunicação mais prática e rápida entre os membros do Grupo, que
trabalham em locais diferentes.

4 Resultados alcançados após a implementação do Empréstimo
Unificado na USP
Durante esse primeiro ano de atividades e, principalmente no início da
implantação, o Grupo recebeu um grande número de dúvidas e sugestões referentes
sobre os procedimentos operacionais e de informática do Empréstimo Unificado.
Embora a portaria padronizasse o cadastro dos usuários globais, foi
diagnosticado, após análise das manifestações recebidas, que as bibliotecas
adotavam diferentes condutas para o cadastro de usuários locais. O Grupo
padronizou esse procedimento para evitar duplicidade de cadastro, já que, o usuário
local pode ser aceito, de acordo com seus regulamentos, em mais de uma
biblioteca. Foi redigido documento uniformizando, normalizando e reforçando tais
proced imentos.
Outro problema detectado foi o cadastro de usuários bibliotecas para
empréstimo de material por Empréstimo Entre Bibliotecas (EEB) . Com a unificação
do empréstimo, os cadastros, que eram locais e com características próprias,
geraram a multiplicidade de cadastros para uma mesma instituição. Houve um
trabalho de criação de EEBs padronizados e os duplicados foram eliminados do
sistema.
Considerando as dificuldades de controle de EEB entre as bibliotecas dos
diversos campi da USP, ocasionadas pela demora do malote, foi feita uma análise

2792

�i
~

Avaliação de produtos e serviços
Xminirio

tIwJoNolck

=

IilIIitt_

:,

ItllIfonnluwl.

Trabalho completo

das possíveis alternativas e decidida pela criação de novos status, aumentando o
período de empréstimo.
Uma das principais manifestações que o Grupo recebeu foi a solicitação de
inclusão das categorias "docente aposentado" e "pós-doutorando" na política de
unificação do empréstimo, que não haviam sido contempladas na Portaria GR-4.830
de sua criação. Os membros do Grupo de Gestão do Empréstimo Unificado e do
Conselho Supervisor do SIBiUSP entenderam que tal solicitação era justa, à medida
que valorizava esses dois perfis. A Portaria GR-5.536 revoga a anterior,
incorporando essas duas novas categorias no Empréstimo Unificado.
Houve também o ajuste no prazo de devolução das categorias "pósgraduação" e "pós-doutorando" de 20 para 21 dias, completando assim 3 (três)
semanas, para facilitar a devolução dos materiais emprestados por esses usuários.

5 Considerações Finais
Embora previsto há anos, as ações para a "globalização" dos 138 mil usuários
das Bibliotecas da USP apresentaram certa complexidade, justificada pela
diversidade de características das bibliotecas que compõem o SIBiUSP - tamanhos,
criadas em diferentes momentos e com culturas e políticas locais.
O Empréstimo Unificado no SIBiUSP encontra-se atualmente consolidado. Os
1,7 milhões de empréstimos domiciliares anuais são vistos simultaneamente pelas
44 bibliotecas do Sistema e são feitos da mesma forma por cada uma delas.
Informalmente, percebeu-se uma boa aceitação por parte dos usuários, mas o
Grupo pretende elaborar uma pesquisa para mensurar o impacto do Empréstimo
Unificado nas bibliotecas (usuários e funcionários) e efetuar uma prospecção das
necessidades de melhorias. O bom funcionamento do sistema dependerá muito do
objetivo claro dos usuários e suas expectativas quanto ao resultado.
As equipes de bibliotecas ainda carecem de treinamentos e capacitação para
reforçar os procedimentos já existentes, pois o Grupo detectou que grande parte das
dificuldades enfrentadas ocorre devido a falhas operacionais (falta de
conhecimento/entendimento da portaria e da política do empréstimo unificado). Para
minimizar esse problema , está programada a consolidação de todas as diretrizes e
procedimentos do Empréstimo Unificado em um manual de procedimentos, que
deve facilitar a consulta e o entendimento pelos funcionários das bibliotecas.
Também existe um projeto em andamento para a customização de relatórios
onde será possível obter dados estatísticos sobre os empréstimos, usuários, e
unidades.
Com base nas ações efetuadas e nos resultados obtidos, o Grupo de Gestão
do Empréstimo Unificado considera importante seu papel de centralizador de
sugestões e problemas, buscando delinear soluções globais e lineares e trabalhando
de forma cooperativa , integrada e participativa com as Bibliotecas do Sistema para
que as relações entre as bibliotecas da Universidade se modernizassem e
apresentassem características compatíveis à sua posição no cenário nacional e
internacional.

2793

�i

Avaliação de produtos e serviços
Xminirio

~

tIwJoNolck

:,

IilIIitt_
ItllIfonnluwl.

=

Trabalho completo

6 Referências
ALVAREZ, M. C. A. et aI. Projeto Empréstimo Unificado na Universidade de São
Paulo. In: SEMINÁRIO NACIONAL DE BIBLIOTECAS UNIVERSITÁRIAS - SNBU,
16., 2010. Rio de Janeiro. Anais ... Rio de Janeiro: Universidade Federal de Rio de
Janeiro, 2010. 1 pen drive.
DI FRANCISCO , M. H. et aI. Banco único de usuários das bibliotecas do campus
USP de São Carlos. In: SEMINÁRIO NACIONAL DE BIBLIOTECAS
UNIVERSITÁRIAS, 14., Out. 2006, Salvador. Anais ... Salvador: UFBA, 2006 .
MOTOYAMA, S. (Org.). USP 70 anos: imagens de uma história vivida. São Paulo:
EdUSP,2006.
SANTOS , A. D. et aI. Migração do Módulo de Circulação do Banco de Dados
Bibliográficos da USP - DEDALUS, do software ALEPH 300 para o ALEPH 500:
relato de experiência. In: SEMINÁRIO NACIONAL DE BIBLIOTECAS
UNIVERSITÁRIAS - SNBU, 16.,2010. Rio de Janeiro. Anais ... Rio de Janeiro:
Universidade Federal de Rio de Janeiro, 2010. 1 pen drive.
USP - UNIVERSIDADE DE SÃO PAULO. Resolução n° 2226, de 8 de Julho de
1981 . Dispõe sobre a criação do Sistema de Bibliotecas da Universidade de São
Paulo e dá outras providências. Diário Oficial do Estado de São Paulo, São Paulo,
9 jul. 1981 . Disponível em : &lt;http://www.usp.br/sibi/PortariaResolucao/res 2226 .htm&gt;. Acesso em : 23 fev. 2012 .
USP - UNIVERSIDADE DE SÃO PAULO. Sistema Integrado de Bibliotecas.
Aquisição planificada de periódicos para o SIBi/USP: racionalização das
assinaturas na USP: política de aquisição. São Paulo, 2003. Disponível em :
&lt;http://www.usp.br/sibi/aquisicao_planificada/aquis_planificada.htm# &gt;. Acesso em :
23.fev. 2012 .
USP - UNIVERSIDADE DE SÃO PAULO. Portaria GR N° 4830 , de 28 de setembro
de 2010. Institui e regulamenta o empréstimo de material bibliográfico das
Bibliotecas do Sistema Integrado de Bibliotecas da USP (SIBilUSP). Diário Oficial
do Estado, São Paulo, 1 out. 2010 . Disponível em :
&lt;http://Ieginf.uspnet.usp.br/port/pgr4830.htm&gt;. Acesso em : 18 mar. 2012.
USP - UNIVERSIDADE DE SÃO PAULO. Portaria GR N° 5536 , de 29 de fevereiro
de 2012. Institui e regulamenta o empréstimo de material bibliográfico das
Bibliotecas do Sistema Integrado de Bibliotecas da USP (SIBilUSP). Diário Oficial
do Estado, São Paulo, 1 mar. 2012 . Disponível em :
&lt;http ://Ieginf.uspnet.usp.br/port/pgr5536.htm&gt;. Acesso em : 18 mar. 2012.
USP - UNIVERSIDADE DE SÃO PAULO. USP em números 2011. São Paulo,
[2011]. Disponível em : &lt;http://www5.usp .br/usp-em-numeros/&gt;. Acesso em : 6 mar.
2012 .

2794

�</text>
                  </elementText>
                </elementTextContainer>
              </element>
            </elementContainer>
          </elementSet>
        </elementSetContainer>
      </file>
    </fileContainer>
    <collection collectionId="49">
      <elementSetContainer>
        <elementSet elementSetId="1">
          <name>Dublin Core</name>
          <description>The Dublin Core metadata element set is common to all Omeka records, including items, files, and collections. For more information see, http://dublincore.org/documents/dces/.</description>
          <elementContainer>
            <element elementId="50">
              <name>Title</name>
              <description>A name given to the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51396">
                  <text>SNBU - Edição: 17 - Ano: 2012 (UFRGS - Gramado/RS)</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="49">
              <name>Subject</name>
              <description>The topic of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51397">
                  <text>Biblioteconomia&#13;
Documentação&#13;
Ciência da Informação&#13;
Bibliotecas Universitárias</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="41">
              <name>Description</name>
              <description>An account of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51398">
                  <text>Tema: A biblioteca universitária como laboratório na sociedade da informação.</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="39">
              <name>Creator</name>
              <description>An entity primarily responsible for making the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51399">
                  <text>SNBU - Seminário Nacional de Bibliotecas Universitárias</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="45">
              <name>Publisher</name>
              <description>An entity responsible for making the resource available</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51400">
                  <text>UFRGS</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="40">
              <name>Date</name>
              <description>A point or period of time associated with an event in the lifecycle of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51401">
                  <text>2012</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="44">
              <name>Language</name>
              <description>A language of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51402">
                  <text>Português</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="51">
              <name>Type</name>
              <description>The nature or genre of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51403">
                  <text>Evento</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="38">
              <name>Coverage</name>
              <description>The spatial or temporal topic of the resource, the spatial applicability of the resource, or the jurisdiction under which the resource is relevant</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51404">
                  <text>Gramado (Rio Grande do Sul)</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
          </elementContainer>
        </elementSet>
      </elementSetContainer>
    </collection>
    <itemType itemTypeId="8">
      <name>Event</name>
      <description>A non-persistent, time-based occurrence. Metadata for an event provides descriptive information that is the basis for discovery of the purpose, location, duration, and responsible agents associated with an event. Examples include an exhibition, webcast, conference, workshop, open day, performance, battle, trial, wedding, tea party, conflagration.</description>
    </itemType>
    <elementSetContainer>
      <elementSet elementSetId="1">
        <name>Dublin Core</name>
        <description>The Dublin Core metadata element set is common to all Omeka records, including items, files, and collections. For more information see, http://dublincore.org/documents/dces/.</description>
        <elementContainer>
          <element elementId="50">
            <name>Title</name>
            <description>A name given to the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="64958">
                <text>Gestão do empréstimo unificado nas Bibliotecas da Universidade de São Paulo.</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="39">
            <name>Creator</name>
            <description>An entity primarily responsible for making the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="64959">
                <text>Saito, Érica et al.</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="38">
            <name>Coverage</name>
            <description>The spatial or temporal topic of the resource, the spatial applicability of the resource, or the jurisdiction under which the resource is relevant</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="64960">
                <text>Gramado (Rio Grande do Sul)</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="45">
            <name>Publisher</name>
            <description>An entity responsible for making the resource available</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="64961">
                <text>UFRGS</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="40">
            <name>Date</name>
            <description>A point or period of time associated with an event in the lifecycle of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="64962">
                <text>2012</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="51">
            <name>Type</name>
            <description>The nature or genre of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="64964">
                <text>Evento</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="41">
            <name>Description</name>
            <description>An account of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="64965">
                <text>Apresenta a implantação do empréstimo unificado nas Bibliotecas do Sistema Integrado de Bibliotecas da Universidade de São Paulo (SIBiUSP), coordenado pelo Grupo de Gestão do Empréstimo Unificado. Introduz o cenário inicial das bibliotecasda Universidade, destacando a autonomia para definir políticas locais. Descreve as iniciativas isoladas que culminaram com unificação da política do empréstimo utilizada por todas as bibliotecas. Estabelece comparação entre os procedimentos adotados antes e depois da implantação e conclui relatando os benefícios obtidos pelos 138 mil usuários das bibliotecas USP e na padronização de procedimentos e rotinas adotadas pelas bibliotecas em seus 1,7 milhões de empréstimos domiciliares.</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="44">
            <name>Language</name>
            <description>A language of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="69620">
                <text>pt</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
        </elementContainer>
      </elementSet>
    </elementSetContainer>
  </item>
  <item itemId="6120" public="1" featured="0">
    <fileContainer>
      <file fileId="5184">
        <src>http://repositorio.febab.org.br/files/original/49/6120/SNBU2012_259.pdf</src>
        <authentication>34e800b7e5ce0952e84778d9877a124e</authentication>
        <elementSetContainer>
          <elementSet elementSetId="4">
            <name>PDF Text</name>
            <description/>
            <elementContainer>
              <element elementId="92">
                <name>Text</name>
                <description/>
                <elementTextContainer>
                  <elementText elementTextId="64957">
                    <text>iil

SfIllÓlllÚiO

~

NtoonIIdc

;:

BiWlot_

..

UIIi'ItfIJUri.

Avaliação de produtos e serviços
Trabalho completo

INDICADORES DE USABILlDADE DA BIBLIOTECA DE UMA
INSTITUiÇÃO DE ENSINO PÚBLICO FEDERAL
Andreia Cristina Damasceno 1, José Marcos Carvalho de Mesquita2
1Mestre em Administração, Bibliotecária no Instituto Federal de Educação Tecnológica de Minas
Gerais, Bambuí , MG
2Doutor em Administração, Professor na Universidade FUMEC , Belo Horizonte, MG

Apoio FAPEMIG

Resumo

o objetivo deste estudo quantitativo foi analisar o comportamento dos usuários da
biblioteca de uma instituição de ensino público federal. Para isso, buscou-se
identificar a frequência de utilização dos serviços da biblioteca , os fatores relevantes
para a utilização dos seus serviços e os que levam à possível subutilização pelos
usuários deste setor. Foi aplicado um questionário fechado a 291 usuários reais e
potenciais da biblioteca do IFMG - Campus Bambuí. Os dados coletados foram
tratados estatisticamente utilizando os softwares Excel e SPSS 17.0 com a aplicação
das análises descritiva, fatorial e discriminante. O referencial teórico fundamentou-se
na revisão literária sobre marketing de serviços em organizações sem fins lucrativos;
qualidade dos serviços oferecidos nas bibliotecas; comportamento de seus utentes;
infraestrutura administrativa e técnica ; utilização das bibliotecas. Após a análise dos
dados obtidos, identificou-se que os fatores relacionados à utilização da biblioteca
são: infraestrutura/acervo, acesso/divulgação, incentivo à leitura e hábito de leitura .
Destes, acesso/divulgação é o que possui maior relação com a baixa utilização dos
serviços de uma biblioteca, seguido, em menor escala, do fator incentivo à leitura.
Constatou-se também que, entre os entrevistados, 58% utilizam os serviços da
biblioteca com elevada frequência e 40%, com baixa frequência ou não utilizam.
Palavras-chave: Marketing de serviços; Biblioteca - utilização; Usuários de
biblioteca.

Abstract
This study, under its quantitative aspect, aims to analyze the behavior of users of a
library of a federal public educational institution . As for goals, we sought to identify
the frequency of use of library services, the relevant points for using its services and
the factors that can lead to underuse by users of the library sector. For this purpose,
we used as a research tool to a closed questionnaire was applied to 291 actual and
potential users of the library IFMG - Campus Bambuí. The collected data were
treated statistically using Excel and SPSS 17.0 software with the application of
descriptive analysis, factor and discriminant. The theoretical framework was based
on a review of the literature on services marketing in nonprofit organizations,
including the library, the quality of services offered in the units of information , the
behavior of library users, the administrative infrastructure and technical , the use of

2770

�iil

SfIllÓlllÚiO

~

NtoonIIdc

;:

BiWlot_

..

UIIi'ItfIJUri.

Avaliação de produtos e serviços
Trabalho completo

libraries. After analyzing the data obtained in the research , identified the factors
related to the use of the library that are: infrastructure / collection / disclosure,
encourage reading and reading habits. Among them, the facto r access / disclosure is
the one which has stronger relation with the low use of library services; followed to a
lesse r extent, the factor of encouraging the reading . It was also found that among the
questioned people, 58% use library services with high frequency and 40%, with low
frequency or do not use.

Key words: Marketing services; Library - use; Library users.
1 Introdução
Nas últimas duas décadas têm ocorrido grandes transformações na
sociedade, fruto do crescimento informacional, do avanço tecnológico, da facilidade
de acesso aos diversos suportes informacionais, entre outros. Essas mudanças
geram uma sociedade cada vez mais exigente. Nesse cenário, a biblioteca, como
uma prestadora de serviços para a comunidade acadêmica , é um setor que deve se
adaptar às constantes mudanças, sem deixar de lado seu fim de auxiliar a geração
de conhecimento, dando suporte às atividades de ensino, pesquisa e extensão
(SILVA, 2008) . Zamberlan (2010, p. 90) corrobora , ao dissertar que as bibliotecas
possuem a missão de:

[...1dar suporte para as atividades de ensino, pesquisa e extensão
desenvolvidas pelo corpo docente e discente, além de promover a
interação entre a instituição e a comunidade através da
disponibilidade de espaço e material para busca da socialização do
conhecimento e resgate a cultura da região onde está inserida.
A biblioteca apresenta também como finalidade social , a preservação da
produção intelectual em qualquer esfera, acrescentado a isso, o fornecimento de
informações às atividades das pessoas, além de agregar valores aos seus produtos,
por meio de uma atitude proativa, prevendo-se às alterações do ambiente externo e
pressupondo prováveis demandas (SILVA, 1999/2000). Contudo, este setor se
tornou peça chave nas instituições de ensino. E dentre seus diversos objetivos,
oferecer serviços com qualidade é um dos principais, pois a prestação dos mesmos
é um fator que se tornou primordial na sociedade atual.
Todavia , parte-se do pressuposto de que esses setores, apesar de possuírem
grande acervo de periódicos, livros, materiais áudio-visuais e software de última
geração para consulta aos mesmos, muitas vezes não recebem uma grande
demanda pelos usuários.
Deste modo, a aplicação de ferramentas do marketing de serviço poderia
resolver o problema da baixa procura pelos materiais informacionais e uso
inadequado das instalações. Visto que, para desenvolver produtos e serviços que
atendam seu público alvo, o bibliotecário deve se basear em diálogos com os
usuanos que identifiquem suas necessidades, expectativas e interesses
informacionais para, a partir dos resultados, adotarem estratégias de marketing com
compromisso com a qualidade, profissionalismo e ética (AMARAL, 1999/2000).
Portanto, diante do questionamento dessa barreira entre biblioteca/usuário, a
qual dificulta ao usuário o acesso a valiosas informações para sua formação
acadêmica e/ou cultura em geral, esta pesquisa teve como objetivo geral analisar o
comportamento dos utentes de uma biblioteca de uma instituição de ensino público
federal.

2771

�iil

SfIllÓlllÚiO

~

NtoonIIdc

;:

BiWlot_

..

UIIi'ItfIJUri.

Avaliação de produtos e serviços
Trabalho completo

Em seguida serão apresentados a revlsao literária, os procedimentos
metodológicos, os resultados, conclusões, limitações sugestões para estudos
futuros .

2 Revisão de Literatura
Os serviços fazem parte do cotidiano de todas as pessoas, sejam os de
transportes, restaurantes, hospedagens, elétricos, de telefonia, dos correios,
manutenções diversas, cabeleireiros, dentistas, médicos, lazer, enfim, o tempo todo,
o homem utiliza serviços que atendam suas necessidades de sobrevivência . A
complexidade e diversidade desses serviços impulsionaram o crescimento
econômico durante o último século, o qual estimulou o desenvolvimento da indústria
de serviços, já que com o aumento da prosperidade, as pessoas, empresas e
instituições preferem comprar serviços a gastar o tempo realizando atividades por
conta própria. Quanto maior a qualidade e a diferenciação, mais importância o
serviço terá (BATESON ; HOFFMAN, 2001). Gronroos (2003 , p. 84), define serviço
como "uma série de processos cuja produção e consumo não podem ser separados,
e nos quais muitas vezes o cliente participa do processo de produção".
Uma das funções básicas do marketing "é identificar as necessidades dos
consumidores de modo a projetar um serviço cujo desempenho atenda a estas
necessidades" (GIANESI ; CORRÊA, 2007). O marketing de serviços vem justamente
para atender estas necessidades, Lima Filho (2001 , p. 1) o define como "as
atividades operacionais destinadas a investigar, obter e servir a demanda por
assistência profissional. Nestas atividades incluem-se as tarefas de desenvolvimento
e promoção de serviços pessoais e comunitários".
Nas organizações sem fins lucrativos o marketing possui muitas semelhanças
ao que é aplicado em organizações com fins lucrativos. Essa semelhança se deve,
em parte, as primeiras possuírem orientação para os clientes, entendendo assim , as
necessidades do público-alvo . Nas palavras de Shiraishi ; Campomar (2007, p. 4), "o
marketing ganha importância como uma função administrativa nas organizações
sem fins lucrativos quando estas se relacionam com seu ambiente por meio do
entendimento das características e estruturas do comportamento dos grupos-alvo".
Assim, como uma organização sem fim lucrativo, o marketing em unidades de
informação é definido por Ottoni (1995 , p. 1) como "uma filosofia de gestão
administrativa na qual todos os esforços convergem em promover, com a máxima
eficiência possível, a satisfação de quem precisa e de quem utiliza produtos e
serviços de informação. É o ato de intercâmbio de bens e satisfação de
necessidades". Para Silva (1999/2000 , p. 10) o desenvolvimento do marketing "é de
grande utilidade para os serviços informacionais em seus esforços para atrair novos
usuários e para prevenir que os usuários não abandonem o serviço e para estimular
o aumento do número de consultas".
Há ainda uma crescente preocupação, por parte dos profissionais da
informação em oferecer serviços com qualidade e agilidade. Como os serviços de
informação são "as organizações sociais responsáveis pelo armazenamento,
tratamento e disseminação de informações" (SILVA, 2008 , p. 3) , o seu planejamento
deve-se orientar aos consumidores, especialmente "na relação qualidade do
produto/serviço versus percepção do consumidor e tal satisfação [ ... ] o conteúdo e a
qualidade de um serviço de informação dependem da interação entre o prestador de
serviços e seu público-alvo" (p. 3-4).

2772

�iil

SfIllÓlllÚiO

~

NtoonIIdc

;:

BiWlot_

..

UIIi'ItfIJUri.

Avaliação de produtos e serviços
Trabalho completo

Este processo de comunicação é de grande importância na qualidade da
prestação de serviços. O usuário deve saber se comunicar, ser claro a respeito da
informação que necessita, fornecendo assim, insumos necessários para que ocorra
a qualidade neste processo (GRONROOS , 2003). Por outro lado, o bibliotecário,
tendo a função de entender e proporcionar a informação de forma adequada ao
usuário, de modo a saciar as suas necessidades de busca, deve estar sempre apto
para auxiliar o usuário compreendendo o que ele realmente procura, mesmo em
situações em que ele não saiba ou não consiga expressar o que deseja (BEHR;
MORO; ESTABEL, 2010) .
Assim, a qualidade na prestação de serviços será alcançada "quando cada
indivíduo na biblioteca compreender e adotar a filosofia da melhoria constante e
quando todos os processos/atividades estiverem sob controle estatístico"
(BELLUZZO ; MACEDO, 1993, p. 128).
2.1 Comportamento dos Usuários de Biblioteca
O comportamento dos usuários de bibliotecas vem se transformando
rapidamente (SILVA, 2008), diante da facilidade de acesso às diversas bases de
dados via web, na maioria das vezes, eles preferem ficar no conforto de suas
residências para fazer suas pesquisas. Embora as bibliotecas adotem as novas
tecnologicas, não é apenas automatizando seus serviços que irão atender
satisfatoriamente os usuários. É necessário que os profissionais da informação
procurem identificar suas necessidades, desejos e expectativas, as quais nem
sempre são as mesmas (AMARAL, 1999/2000).
De acordo com Baptista, Cunha (2007) há mais de 40 anos, têm sido
realizados estudos sobre os usuários de bibliotecas.
Na década de 1960, preocupava-se com a frequência de uso dos materiais de
forma puramente quantitativa, somente após um tempo que se passou a analisar e
avaliar o comportamento do usuário perante determinada necessidade.
Já nos anos 70, as pesquisas identificaram como os usuários obtinham e
utilizavam a informação, concluindo-se que esta utilização dependia da facilidade de
acesso e, nem sempre, a informação utilizada era a melhor.
Na década de 80, os estudos de usuários se voltaram para a automação , o
intuito era de planejar serviços ou sistemas de informação que satisfizessem as
necessidades dos clientes. No entanto , devido à complexidade de definir o
comportamento e as necessidades informacionais dos usuários, os resultados não
foram os esperados. Obtiveram-se apenas os aspectos de funcionamento das
bibliotecas e não o comportamento e necessidades individuais dos usuários.
A partir do momento em que os estudiosos do comportamento de busca da
informação "perceberam que as pesquisas com métodos quantitativos não
contribuíam para a identificação das necessidades individuais e para a
implementação de sistemas de informação adequados a essas necessidades"
(BAPTISTA; CUNHA, 2007, p. 173), eles decidiram passar para a fase qualitativa.
Esta fase é marcada pelo emprego de teorias de outras áreas do conhecimento, um
exemplo é a abordagem de Taylor, em que se discute a informação de valor
agregado, ou seja , o usuário buscava a informação e transformava os dados obtidos
em informação útil. Informação esta que ele a utilizava para explicar, informar e
colaborar quanto à tomada de decisões e ações referente ao seu desenvolvimento
pessoal, cultural e profissional (BAPTISTA; CUNHA, 2007). Portanto, ao criar e
utilizar a informação de maneira estratégica , as pessoas podem administrar suas

2773

�iil

SfIllÓlllÚiO

~

NtoonIIdc

;:

BiWlot_

..

UIIi'ItfIJUri.

Avaliação de produtos e serviços
Trabalho completo

vidas, suas empresas, com intuito no crescimento e na capacidade de adaptação,
construindo assim, uma organização do conhecimento (CHOO, 2006). Esta
organização é composta por três arenas que funcionam como processos integrados
os quais, se alimentando e complementando reciprocamente por meio de um olhar
holístico tem como resultado, o uso da informação (BEHR; MORO; ESTABEL,
2010).
De acordo com Choo (2006), a primeira arena refere-se à criação de
significado, como as empresas vivem em um ambiente dinâmico e de constantes
incertezas, elas utilizam a informação para dar sentido às transformações do
ambiente externo. Criar significado para os integrantes da organização é construir
um consenso a respeito do que ela faz e do que ela é. A segunda arena é a que a
organização constrói conhecimento, ou seja, por meio do aprendizado, ela cria ,
organiza e processa a informação transformando-a em um novo conhecimento.
Este, por sua vez, possibilita a criação de novos produtos e serviços,
desenvolvimento e aperfeiçoamento de capacidades e processos. A terceira arena,
diz respeito à tomada de decisão, a organização interpreta todas as informações
obtidas para, racionalmente e baseada em conhecimentos voltados à finalidade da
instituição, tomar a melhor decisão.
Sob o ponto de vista do usuário, Lira et aI. (2007), propuseram um modelo de
decisão do uso da informação, baseado em quatro estágios que levam os usuários a
procurar pela informação, de acordo com suas necessidades e objetivos, para tomar
decisões. Ressaltando que, clientes buscam fontes de informações e instruções de
como utilizá-Ias, no entanto, clientes com as mesmas consultas necessitam de
respostas diferentes. Estes estágios são:
a) reconhecimento da necessidade do uso da informação: o cliente percebe a
diferença entre o estado desejado e a situação real , este sentimento de falta
de informação deve ser forte o suficiente para levar o cliente a buscar novos
conhecimentos, seja por motivos pessoais (internos do indivíduo) ou
profissionais (ambientais) ;
b) busca da informação: neste estágio, os usuários rompem a lacuna existente
em seu conhecimento seja para resolver um problema vivenciado ou atender
determinada necessidade pessoal/profissional ;
c) decisão de uso da informação: dentre todas as informações coletadas, o
usuário irá selecionar as que melhor atendam suas necessidades, levando
em conta fatores como: confiabilidade, quantidade, qualidade e facilidade na
obtenção da informação;
d) avaliação pós-uso da informação: após a utilização das informações
coletadas, o usuário analisa o grau de influência das mesmas quanto à sua
satisfação pela informação. Se satisfeito, há grande probabilidade de
compartilhamento e propagação da informação, transformando-a em
conhecimento, caso contrário , o usuário poderá ter aversão à informação e ao
seu meio de veiculação.
Desta forma, a procura por informação torna-se um ciclo em que novas
necessidades surgirão aos usuários e a informação só será considerada útil assim
que o usuário gerar-lhe significado, pois, uma informação objetiva pode ser
interpretada com diferentes significados subjetivos por distintos usuários (CHOO,
2006).
Contudo, as bibliotecas que não forem capazes de oferecer os produtos que
divulgam cujas mensagens não forem objetivas, se tornarão meros depósitos,

2774

�iil

SfIllÓlllÚiO

~

NtoonIIdc

;:

BiWlot_

..

UIIi'ItfIJUri.

Avaliação de produtos e serviços
Trabalho completo

ultrapassados pela concorrência baseada na experiência de administração e
marketing. Apenas as bibliotecas que tiverem uma clara definição de sua finalidade ,
que sabem, articulam e cumprem seus propósitos, serão reconhecidas como
organizações de informação viável (SILVEIRA, 1987).
Há ainda uma grande necessidade de diferenciação exigida pelos usuários
que solicitam adaptações específicas para o contexto local. As bibliotecas deverão
se adaptar, tornando suas estruturas, papéis e funções diversificadas (SILVEIRA,
1987), criando novos serviços "como a orientação aos usuários na utilização de seus
recursos , o desenvolvimento de home-pages, o agendamento e o atendimento de
novos serviços on-line, como a comutação, o empréstimo entre bibliotecas, a
disseminação da informação e o catálogo" (BUENO; VIDOTTI , 2000, p. 6).
Outro desafio aos gestores é oferecer serviços que unam a capacidade
tecnológica juntamente com a interação humana. Esses serviços e tecnologias
devem ser simpáticos aos usuários, treinando-os no uso de seus recursos, na
identificação e criação de suas próprias opções para, finalmente perseguir seus
diversos objetivos (SILVEIRA, 1987).
A adoção das novas tecnologias de informática, unidas aos suportes
informacionais, possibilitará assim novos processos de organização, análise,
recuperação e disseminação da informação, fundamentados na estrutura de
associação de ideias, objetos ou itens. Com o benefício de que as informações
disponibilizadas em uma biblioteca possam estar simultaneamente em quantos
locais forem necessários, seja via internet e/ou intranet. Também em ambientes
informacionais hipertextuais e multisensoriais, nos quais o usuário torna-se um
gerenciador ativo no processo de armazenamento e de recuperação das
informações inter-relacionadas por meio do multidimensionamento dos pontos de
acesso informacionais (BUENO ; VIDOTTI, 2000) . O profissional que conseguir
vencer estes desafios, "estará visualizando a unidade de informação como um
'negócio', cuja missão é satisfazer as necessidades do usuário, procurando
aprimorar a prestação de serviços" (SUGAHARA; FUENTES ; OLIVEIRA, 2003, p.
86).
Portanto, para se alcançar a plena satisfação do usuário, a comunicação
bibliotecário/usuário é de extrema relevância . No dia a dia, por meio de conversas
informais com os utentes, ou mesmo com pesquisas direcionadas, a comunicação
possibilitará que o bibliotecário identifique os anseios e expectativas de seu público
alvo. Críticas, elogios, questionamentos se bem aceitos, constituem um forte
instrumento de trabalho do profissional da informação, possibilitando a elaboração
de estratégias, modificação de rotinas, criação de serviços, aquisição de materiais,
entre outros, a fim de tornar a biblioteca um ambiente agradável e acolhedor. O bom
atendimento também é essencial , educação, gentileza, atenção , paciência ,
informação segura, são características que ajudam a propiciar a satisfação dos
usuários e, se satisfeitos retornarão à biblioteca na buscar novos conhecimentos.
2.2 Infraestrutura Administrativa e Técnica das Bibliotecas
Para que a biblioteca possa exercer sua missão de dar suporte para o ensino ,
pesquisa e extensão e ser um ambiente agradável e acolhedor, é necessário que,
além de oferecer serviços com qualidade, ela possua uma infraestrutura adequada
para atender todas as necessidades de seus usuários. Conforme critérios de

2775

�iil

SfIllÓlllÚiO

~

NtoonIIdc

;:

BiWlot_

..

UIIi'ItfIJUri.

Avaliação de produtos e serviços
Trabalho completo

avaliação do MEC existem alguns indicadores concernentes à infraestrutura das
bibliotecas para que elas possam oferecer boas condições de usabilidade aos seus
usuários. São eles (BRASIL, 2006) :
a) instalações para o acervo, estudos individuais e em grupo;
b) informatização;
c) políticas institucionais de aquisição, expansão, atualização do acervo e
formas de sua operacionalização;
d) serviços - condições, abrangência e qualidade: horário de funcionamento
compatível com todos os turnos dos cursos oferecidos, todas as modalidades
de empréstimo, consulta a bases de dados disponíveis diretamente na
instituição, ou via acesso remoto a recursos de outras instituições,
orientações aos usuários quanto à normalização de trabalhos acadêmicos;
e) recursos humanos: é indispensável que o quadro de pessoal seja qualificado
e compatível com a quantidade de alunos matriculados e a necessidade da
instituição.

2.3 Utilização das Bibliotecas
Perante a grande quantidade de informações disponíveis nos diferentes
formatos (livros, periódicos, CO's, OVO's, internet etc.) e instantaneidade da
comunicação, as bibliotecas são instituições que têm sentido o impacto desse
avanço. Neste panorama , os gestores enfrentam o desafio de dar sentido a estas
informações, ou seja, disponibilizá-Ias a um público que se torna cada vez mais
exigente e atraí-lo às bibliotecas.
No entanto, alguns estudos apontam que estas instituições enfrentam o
problema da baixa utilização de seus recursos informacionais, conforme se pode
observar no QUAORO 1.

2776

�iil

SfIllÓlllÚiO

~

NtoonIIdc

;:

BiWlot_

..

UIIi'ItfIJUri.

Avaliação de produtos e serviços
Trabalho completo

QUADRO 1 - Construtos Relacionados à Baixa Utilização das Bibliotecas
AUTOR
CONSTRUCTO
Wilson (1977)
- Tempo, esforço e dificuldade de utilizar os documentos.
Figueiredo
- Comportamento e atuação dos bibliotecários;
(1992)
- Barreiras e problemas sócio-político-econômico-cultural.
Silva
- Desenvolvimento de acervo sem pesquisa de interesse;
(1999/2000)
- Diversidade e facilidade de acesso à informação fora da
biblioteca .
- Usuários não conhecem os serviços oferecidos e procuram
outras fontes para obter as informações que necessitam;
- Ausência do hábito de leitura;
- Inexistência de divulgação dos serviços oferecidos;
- Funcionários não são treinados para atender adequadamente .
Carvalho;
- Falta de divulgação dos serviços ofertados e demora no
Giraldes; Berbel atendimento;
(2000)
- Acervo desatualizado, poucos títulos de periódicos específicos e
ausência de indexação dos artigos;
- Poucos computadores para pesquisas em bases de dados em
Cd'rom ;
- Ausência do hábito e de incentivo à leitura;
- Usuários não se conscientizam da importância de saber utilizar a
biblioteca adequadamente;
- Necessidade de um melhor relacionamento biblioteca/usuário.
- Extensa carga horária dos alunos, impede que os mesmos
tenham um horário exclusivo para utilizar a biblioteca;
- Professores não estimulam os alunos a fazerem pesquisas e
frequentar a biblioteca .
Cruz et aI. (2003) - Surgimento das recentes tecnologias de informação,
principalmente a internet.
Fonte: Elaborado pela autora , com base em Wilson (1977), Figueiredo (1992) , Silva
(1999/2000), Carvalho; Giraldes; Berbel (2000) e Cruz et aI. (2003)

3 Metodologia
A presente pesquisa teve uma abordagem quantitativa. Quanto aos fins, foi de
caráter descritivo, com o objetivo de descrever, identificar e obter informações sobre
a utilização do acervo e dos serviços de disseminação do conhecimento oferecidos
pela Biblioteca do IFMG - Campus Bambuí.
Quanto aos meios, teve como campo de estudo uma instituição de ensino
público federal. A população pesquisada foram os servidores efetivos e contratados,
funcionários terceirizados e os alunos matriculados no IFMG - Campus Bambuí , nos
cursos de ensino médio e ensino superior.
Utilizou-se a amostragem não-probabilística por convemencia. Para
determinar o tamanho da amostra , foi utilizada a regra de dez observações por
questão, resultando um total de 291 questionários aplicados, dentre os quais foram
validados 280 .
A fim de obter a opinião dos usuários reais e potenciais da biblioteca , utilizouse para a coleta de dados um questionário fechado , o qual foi obtido a partir de
indicadores encontrados no referencial teórico (QUADRO 2), utilizando-se a escala

2777

�iil

SfIllÓlllÚiO

~

NtoonIIdc

;:

BiWlot_

..

UIIi'ItfIJUri.

Avaliação de produtos e serviços
Trabalho completo

Likert. Para realizar a tabulação dos dados, utilizou-se o software Excel e para
processar e analisar as respostas foi utilizado o software estatístico SPSS 17.0.
QUADRO 2 - Construtos e Indicadores dos Fatores
FATOR
INDICADORES
Fator 1 14) Na biblioteca há computadores disponíveis para consulta à
Infraestrutura/Acervo base de dados do acervo.
15) Dentre os periódicos disponíveis na biblioteca, há títulos na
área que você possui maior interesse.
17) Sempre que você precisou ir à biblioteca para fazer uma
pesquisa ou leitura, encontrou material bibliográfico com as
respostas para esclarecer suas dúvidas.
25) No acervo há uma quantidade suficiente de títulos e
exemplares para atender a todos os usuários.
Fator 2 24) O horário de funcionamento da biblioteca é condizente com
Acesso/Divulgação sua disponibilidade de horários.
27) Você conhece todos os serviços que são oferecidos pela
biblioteca.
30) Você, sozinho, consegue localizar determinado material na
biblioteca.
Fator 312) Os professores que você teve no decorrer de sua vida
escolar, tinham/tem o hábito de frequentar a biblioteca.
Incentivo à Leitura
13) Desde criança você foi incentivado a adquirir o hábito pela
leitura.
22) Os professores que você teve no decorrer de sua vida
escolar, sempre o incentivaram a procurar a biblioteca na busca
de respostas às suas dúvidas em relação aos assuntos
abordados em sala de aula.
Fator 426) Você tem o hábito de comprar livros e revistas.
Hábito de Leitura
28) Você possui o hábito de "baixar" livros pela internet.
29) Você tem o hábito de ler diariamente.
Fonte: Dados da Pesquisa , 2011 .
4 Análise dos Dados e Resultados Obtidos
A análise estatística dos dados foi dividida em três etapas: 1) análise
descritiva exploratória , para caracterização da amostra ; 2) análise fatorial, para
descrever a forma de agrupamento das variáveis e 3) análise discriminante.
4.1 Descrições da Amostra
Por se tratar de uma pesquisa em uma instituição de ensino, cuja maioria dos
cursos oferecidos se concentra na área de ciências agrárias, como era de se
esperar, a maior percentagem de usuários é do sexo masculino (60%) .
Quanto ao 'tipo de usuário', dentre os 280 questionários validados, 80,35%
dos usuários respondentes é da categoria 'acadêmico', seguido de 7,14% da
categoria 'técnico administrativo' , de 5,71 % de 'funcionário terceirizado' e 'professor
efetivo' e por último com 1% os 'professores contratados' . Devido ao fato do IFMGCampus Bambuí, oferecer todas as modalidades de ensino, a faixa etária da
categoria 'acadêmico' é muito extensa, abrangendo alunos que vão dos 14 aos 60

2778

�iil

SfIllÓlllÚiO

~

NtoonIIdc

;:

BiWlot_

..

UIIi'ItfIJUri.

Avaliação de produtos e serviços
Trabalho completo

anos de idade. Apesar dessa grande diferença, o maior percentual dos
respondentes se concentrou na faixa etária de 14-23 anos, totalizando 73% da
amostra .
Pelo fato da pesquisa ter sido realizada em um Instituto Federal , que é uma
instituição de ensino público, procedente de um antigo CEFET e Colégio Agrícola ,
seus alunos são originários de classes sociais mais baixas, apresentando renda
familiar entre 1 a 5 salários míninos. Entre estes, 39% das famílias dos
respondentes recebem mensalmente até três salários e 29% entre três e cinco
salários.
Além do indicativo 'renda familiar' o qual demonstra ser a maioria dos
respondentes de classes sociais mais baixas, outro dado interessante refere-se à
escolaridade, pois, a maior parte dos pais de todos os usuários respondentes possui
apenas o ensino fundamental incompleto. Estes dados demonstram o crescente
interesse das pessoas em apurar seu nível de escolarização, visto que, além do tipo
de usuário acadêmico, que atualmente cursam o ensino técnico ou superior, a
maioria dos demais tipos de usuários possui mestrado completo.
Referente ao hábito de leitura, como acontece com a maioria da população
brasileira , a pesquisa apontou que 60% dos utentes da biblioteca leem em média de
1 a 3 livros anualmente e, dentre os diversos tipos de fontes informacionais
existentes, eles buscam informações na internet ou na internet e televisão para
terem conhecimento de notícias regionais , nacionais e internacionais.
Tendo como referência os dados anteriormente expostos, percebe-se que a
biblioteca possui um baixo índice de utilização no que se refere à busca de
informações atualizadas, assim, baseado na Questão 6 (Com qual frequência você
utiliza os serviços da biblioteca?) do questionário identificou-se o nível de utilização
da biblioteca . O resultado foi agrupado nas variáveis alta e baixa utilização. A alta
utilização foi identificada a partir das frequências 'diária', 'quinzenal' e 'mensal',
totalizando 58%, e a baixa utilização, a partir das frequências 'esporádica' e 'nunca
vai à biblioteca', com 40%. A partir deste resultado, serão utilizados os termos alta e
baixa utilização para se referir a frequência à biblioteca .
4.2 Análise Fatorial
Visando identificar os fatores relevantes para a utilização dos serviços da
biblioteca, foi estimada uma análise fatorial. Dessa forma, após realizar o ajuste do
modelo fatorial, considerando todas as 23 variáveis apresentadas no questionário,
observou-se que nove indicadores, apresentaram cargas fatoriais elevadas em mais
de um fator, sendo assim , excluídas das novas análises. Após a exclusão dessas
variáveis foi ajustado um novo modelo de análise fatorial com quatro fatores, nesta
análise, uma variável apresentou baixa carga fatorial com todos os fatores, sendo
excluída das análises posteriores.
O Teste de Bartlett, com significância de 0,000 e a Medida de Adequação da
Amostra (KMO) no valor de 0,717 , indicaram ser o conjunto de dados adequado
para a análise fatorial, percebendo assim que 55 ,81 % da variabilidade dos dados é
explicada com quatro fatores .
Depois da rotação pelo método Varimax, identificaram-se quatro fatores, os
quais são constituídos pelas variáveis constantes no QUADRO 2. Assim, a partir dos
construtos apresentados no referencial teórico por diversos autores, os quatro
fatores identificados foram denominados como: Fator 1 - Infraestrutura/Acervo:
formado pelos indicadores 14, 15, 17 e 25 ; Fator 2 - Acesso/Divulgação : constituído

2779

�iil

SfIllÓlllÚiO

~

NtoonIIdc

;:

BiWlot_

..

UIIi'ItfIJUri.

Avaliação de produtos e serviços
Trabalho completo

pelos indicadores 24, 27 e 30; Fator 3 - Incentivo à Leitura : composto pelos
indicadores 12, 13 e 22 e; Fator 4 - Hábito de Leitura : constituído pelos indicadores
26 , 28 e 29.
As suposições necessárias para construção e interpretação do modelo fatorial
foram avaliadas e se mostraram satisfatórias. Deste modo, com a aplicação dos
testes estatísticos, verifica-se que o os fatores relevantes para a utilização dos
serviços da biblioteca são: infraestrutura/acervo; acesso/divulgação; incentivo à
leitura e; hábito de leitura.
4.3 Análise Discriminante
A fim de identificar os fatores que levam à possível subutilização pelos
usuários do setor de biblioteca foi aplicada a análise discriminante, realizada a partir
dos fatores e dos atributos resultantes da análise fatorial. Para tanto, como dito
anteriormente, a variável 6 do questionário (Com qual frequência você utiliza os
serviços da biblioteca?) foi categorizada em alta utilização e baixa utilização.
Com o Teste de Igualdade das Médias dos Grupos percebeu que existe
diferença significativa entre as médias dos grupos somente para o Fator 2
(Acesso/Divulgação) (valor-p&lt;0,05). Logo, pode-se imaginar que o fator 2 seria o
melhor para discriminar os grupos em estudo.
Já o teste de Box's M mostrou que não há evidências estatísticas para rejeitar
a homogeneidade das matrizes de variância e covariância .
O coeficiente de correlação canônica (0 ,289), apesar de significativo, revelou
baixo poder discriminatório da função discriminante estimada .
Assim , com base nos coeficientes padronizados, a função discriminante
(Escore Z) seria :
I
Z =0,217 (Fator 1) + 0,916(Fator 2) +0,363 (Fator 3) + 0,115 (Fator 4)
Baseado nos coeficientes da matriz de estrutura, observa-se que o fator 2 é o
mais importante para separar os grupos, ficando em segundo plano o fator 3
(Incentivo à Leitura). Os outros dois fatores (Infraestrutura/Acervo e Hábito de
Leitura) não se mostraram relevantes.
Por fim, utilizando a função discriminante, há 119 classificações corretas das
observações pertencentes ao grupo Alta Utilização e 38 classificações corretas das
observações pertencentes ao grupo Baixa Utilização; sendo assim 65,4% dos casos
seriam classificados nos grupos originais pela Análise Discriminante.
Análise Discriminante dos Atributos
Devido ao reduzido poder discriminatório da função estimada com base nos
escores fatoriais , os resultados por fatores não são apresentados neste trabalho.
O Teste de Igualdade das Médias dos Grupos mostrou que existe diferença
significativa entre as médias dos grupos para os atributos 14, 15, 24 , 27, 29 e 30
(QUADRO 2) (valor-p&lt;0,05) . Pode-se então concluir que possivelmente essas
variáveis permitirão discriminar os grupos em estudo.
O teste de Box's M apresenta que não há evidências estatísticas para rejeitar
a homogeneidade das matrizes de variância e covariância.
O importante na análise é avaliar quais são os indicadores capazes de
separar os tipos de usuários, os resultados mostrados na matriz de estrutura servem

2780

�li
~

SrmWrio
/IIaoor\aIde

: =:::':u

Avaliação de produtos e serviços
Trabalho completo

bem a esse propósito . Pela ordem os indicadores são: 29, 14, 30, 15, 27 e 24
(QUADRO 2) .
Interessante que, os indicadores 30, 27 e 24 compõe o fator 2
(Acesso/Divulgação), os indicadores 14 e 15 o fator 1 (Infraestrutura/Acervo) e o 29
está no fator 4 (Hábito de Leitura) . No caso dos indicadores 30, 27 e 24, as médias
concedidas pelos altos usuários foram sempre superiores. Elas referem-se ao
acesso e divulgação, o que permite imaginar que os usuários freqüentes estejam já
cientes, mas talvez falte comunicação aos usuários menos freqüentes.
Com relação aos indicadores 14 e 15, relativos à infraestrutura e acervo, os
usuários mais frequentes apresentaram médias mais altas, o que permitiria deduzir
que problemas na seleção do acervo estejam ocorrendo e poderiam estar
relacionados às necessidades de alguns usuários.
Quanto ao indicador 29, relaciona-se com hábito de leitura, mostrando um
problema já identificado no fator 3. Neste caso, os baixos usuários concederam
notas mais baixas. Tal questão remete mais a um problema cultural , já que é notória
a pequena dedicação do brasileiro aos hábitos de leitura, fato comprovado pelas
respostas à questão 5 (Quantos livros você lê por ano?).
Na função discriminante, há 117 classificações corretas das observações
pertencentes ao grupo Alta Utilização e 53 classificações corretas das observações
pertencentes ao grupo Baixa Utilização; sendo assim 70,8% dos casos seriam
classificados nos grupos originais pela Análise Discriminante.
A partir dos resultados dos fatores e dos atributos da análise discriminante
constata-se que um confirma o outro, em que, a alta utilização teve classificação de
119 e 117 e a baixa utilização, 38 e 53 respectivamente.

5 Considerações Finais
Destarte, para analisar como se comportam os usuanos da biblioteca do
IFMG - Campus Bambuí, objetivo geral deste estudo, primeiramente buscou-se
verificar sua frequência de utilização. A partir dos resultados obtidos nas análises
descritiva, fatorial e discriminante, identificou-se que 58% dos entrevistados utilizam
os serviços oferecidos com elevada freqüência e 40%, com baixa freqüência ou não
utilizam. Apesar de a alta utilização ter sido predominante e tendo como referência a
importância que este espaço representa para a formação dos cidadãos, além da
atuação da pesquisadora como profissional da ciência da informação, pode-se
considerar esta percentagem (58%) baixa . Ponderando que a pesquisa foi realizada
em uma Instituição de Ensino Público Federal, parte-se do pressuposto de que os
usuários (reais ou potenciais), apesar da facilidade de acesso às informações pelos
diversos meios eletrônicos, devessem ter mais interesse ou serem mais estimulados
em buscar novos conhecimentos neste setor.
Assim, a fim de identificar os fatores relevantes para a utilização dos serviços
da biblioteca e fundamentado nos autores citados no referencial teórico, constatouse que os atributos proeminentes para a utilização dos serviços da biblioteca podem
ser agrupados em quatro fatores, assim denominados:
a) infraestrutura/acervo: quantidade, qualidade, disponibilidade e atualidade de
todo o acervo; ambiente propício ao estudo e pesquisa; e, equipamentos que
possibilitem o acesso às informações;

2781

�iil

SfIllÓlllÚiO

~

NtoonIIdc

;:

BiWlot_

..

UIIi'ItfIJUri.

Avaliação de produtos e serviços
Trabalho completo

b) acesso/divulgação: horário de funcionamento da biblioteca, a facilidade de
obter acesso aos diversos materiais que compõem o acervo, se há divulgação
de todos os serviços que são oferecidos pela biblioteca aos usuários;
c) incentivo à leitura: levou-se em consideração se desde criança o utente foi
incentivado a adquirir o hábito pela leitura;
d) hábito de leitura: hábito que o usuário possui de ler e se o mesmo tem o
costume de comprar ou baixar livros e revistas pela internet.
A partir dos quatro fatores identificados na análise fatorial verificou-se que as
causas da possível subutilização dos serviços da biblioteca, relacionam-se ao fator 2
(Acesso/Divulgação) e, em menor escala , ao fator 3 (Incentivo à Leitura). Tais
resultados foram confirmados pela análise discriminante.
Este resultado vem de encontro à literatura citada no referencial teórico, em
que atributos como atendimento, divulgação, infraestrutura , acesso, entre outros,
são imprescindíveis para o bom êxito dos setores de prestação de serviços, entre
estes, a biblioteca.
Além disso, confirmam-se os achados de Carvalho; Giraldes; 8erbel (2000) e
Silva (1999/2000), que enumeraram todos os construtos incluídos na análise como
causadores da baixa utilização de bibliotecas.
Entretanto, os resultados de Cruz et aI. (2003) não foram corroborados, já que
relacionam-se a hábitos de pesquisa via meios eletrônicos, os quais não foram
computados nesta pesquisa , uma vez que o reduzido hábito de leitura foi o
responsável pela baixa utilização.
Já os achados de Figueiredo (1992), foram indiretamente confirmados, na
medida em que algumas questões estão associadas à atuação dos bibliotecários.
Também os fatores culturais relativos aos hábitos de leitura foram identificados por
esse autor.
Em síntese, com a pesquisa foi possível ter uma concreta visão sobre a
utilização da biblioteca do IFMG - Campus 8ambuí. Conhecer os pontos fortes e
fracos em que se devem elaborar estratégias de marketing, para oferecer serviços
que atendam os usuários reais e atraem os potenciais. Entre os diversos serviços a
serem oferecidos, pode-se citar alguns como:
a) agendamento de visitas orientadas ao setor com os coordenadores de cursos,
a fim de divulgar e explicar o funcionamento e os serviços oferecidos pelo
setor;
b) organização de exposições e feiras literárias;
c) convite a autores para momentos de bate-papo com usuários;
d) divulgação do setor via e-mail dos usuários, no jornal do Campus, distribuição
de folders autoexplicativos, montagem de uma home-page da biblioteca ;
e) organização de cursos de atendimento aos funcionários do setor;
f) oportunizar momentos de conversas com os usuários a fim de conhecer suas
necessidades;
g) criação de uma política de desenvolvimento de coleção com efetiva
participação de todos os tipos de usuários.
Com a criação das estratégias de marketing será possível que a biblioteca
contribua não apenas com a oferta de informação, e sim, com a formação de mentes
pensantes, que sabem exatamente o que desejam.
Os resultados também contribuem com a literatura biblioteconômica e auxiliam
outras instituições e profissionais da ciência da informação no que se refere à de

2782

�iil

SfIllÓlllÚiO

~

NtoonIIdc

;:

BiWlot_

..

UIIi'ItfIJUri.

Avaliação de produtos e serviços
Trabalho completo

utilização das bibliotecas de instituições de ensino. Da mesma forma, contribui com
a literatura de marketing de serviços, pois se trata da prestação de um serviço
essencial ao desenvolvimento tecnológico e científico de uma nação, além de sua
relevância no tocante ao crescimento cultural da comunidade acadêmica .
Cabe por último listar algumas limitações da pesquisa . Por se tratar de uma
amostra não aleatória, a generalização dos resultados não pode ser feita . Ademais,
os entrevistados possuem um perfil sócio econômico peculiar, pois se trata de uma
escola pública federal, gratuita, cujos alunos são oriundos de famílias com renda
média limitada (68% até 5 salários mínimos mensais), o que explica as questões
relativas ao baixo hábito de leitura.
Assim sendo, pesquisas contemplando um universo maior de estudantes,
preferencialmente incluindo alunos da rede privada de ensino, seriam capazes de
explicar o comportamento de uma parcela considerável da população acadêmica
brasileira , não contemplada na presente pesquisa .
Referências

°

AMARAL, Sueli Angélica . profissional da informação e as técnicas de marketing.
Revista de Biblioteconomia de Brasília , Brasília, v. 23/24 , n. 2, p. 173-188,
1999/2000, Edição Especial.
BAPTISTA, Sofia Galvão ; CUNHA, Murilo Bastos da. Estudo de usuários : uma visão
global dos métodos de coleta de dados. Perspectivas em Ciência da Informação,
Belo Horizonte, v. 12, n. 2, p. 168-184, maio/ago. 2007 .
BATESON , John E. G.; HOFFMAN, K. Douglas. Marketing de serviços. 4.ed . Porto
Alegre : Bookamn , 2001 .
BEHR, Ariel ; MORO, Eliane Lourdes da Silva; ESTABEL, Lizandra Brasil. Uma
proposta de atendimento às necessidades de informação dos usuários da biblioteca
escolar por meio do benchmarking e do sensemaking. Informação &amp; Informação,
Londrina, v. 15, n. 1, p. 37-54, jan.ljun. 2010.
BELLUZZO, Regina Célia Baptista ; MACEDO, Neusa Dias de. A gestão da
qualidade em serviços de informação : contribuição para uma base teórica . Ciência
da Informação, Brasília, v. 22, n. 2, p. 124-132, maio/ago . 1993. Disponível em :
&lt; http://revista.ibict.br/index.php/ciinf/article/viewArticle/1179&gt;. Acesso em : 06 out.
2011 .
BRASIL. Ministério da Educação. Avaliação externa de instituições de educação
superior : diretrizes e instrumentos. Brasília , DF, fev. 2006. Disponível em :
&lt; http://www.uepg .br/cpa/pdf/Avaliacao_lnstitucional_Externa .pdf&gt;. Acesso em : 19
out. 2011 .
BUENO, Márcia Correa; VIDOTTI , Silvana Aparecida Borsetti Gregorio. Ferramentas
de busca na internet : pra quê, por quê e como utilizá-Ias? In: SIMPÓSIO
NACIONAL DE BIBLIOTECAS UNIVERSITÁRIAS, 11 ., 2000, Florianópolis. Anais
eletrônicos ... Florianópolis : UFSC, 2000 . Disponível em : &lt;
http://snbu .bvs.br/snbu2000/parallel.html&gt;. Acesso em : 25 jun . 2011.

2783

�iil

SfIllÓlllÚiO

~

NtoonIIdc

;:

BiWlot_

..

UIIi'ItfIJUri.

Avaliação de produtos e serviços
Trabalho completo

CARVALHO, Elizabeth Leão de; GIRALDES, Maria Júlia Carneiro; BERBEL, Neusi
Aparecida Navas. Uso da Biblioteca Central da Universidade Estadual de Londrina
por alunos de pós-graduação em Ciências de Alimentos. In: SIMPÓSIO NACIONAL
DE BIBLIOTECAS UNIVERSITÁRIAS DA AMÉRICA LATINA, 11 .; SIMPÓSIO DE
DIRETORES DE BIBLIOTECAS UNIVERSITÁRIAS DA AMÉRICA LATINA E DO
CARIBE , 1. , 2000, Florianópolis. Anais eletrônicos ... Florianópolis : UFSC, 2000 .
Disponível em : &lt;snbu .bvs.br/snbu2000/docs/pUdoc/t125 .doc&gt;. Acesso em : 19 abro
2011 .
CHOO, Chun Wei. A organização do conhecimento: como as organizações usam
a informação para criar significado, construir conhecimento e tomar decisões. 2. ed.
São Paulo : Senac, 2006 .
CRUZ, Angelo Antônio Alves Correa da et aI. Impacto dos periódicos eletrônicos em
bibliotecas universitárias. Ciência da Informação, Brasília, v. 32 , n. 2, p. 47-53 ,
maio/ago. 2003.
FIGUEIREDO, Nice Menezes de. A modernidade das cinco leis de Ranganathan .
Ciência da Informação, Brasília , v. 21, n. 3, p. 186-191 , set./dez. 1992. Disponível
em: &lt; http://revista .ibict.br/index.php/ciinf/article/viewArticle/1277&gt;. Acesso em : 19
abr. 2011 .
GIANESI, Irineu G. N.; CORRÊA, Henrique Luiz. Administração estratégica de
serviços : operações para a satisfação do cliente. São Paulo : Atlas, 2007 .
GRONROOS, Christian . Marketing : gerenciamento e serviços. 2. ed . Rio de Janeiro
: Elsevier, 2003.
LIMA FILHO, Alberto de Oliveira . Marketing de serviços, 2001 . Disponível em :
&lt;http ://www .portaldomarketing.com .br/Artigos/Marketing%20de%20servicos.htm&gt; .
Acesso em : 10 ago. 2010.
LIRA, Waleska Silveira et aI. Processo de decisão do uso da informação.
Perspectivas em Ciência da Informação, Belo Horizonte, v. 12, n. 2, p. 64-80,
maio/ago. 2007.
OTTONI , Heloisa Maria. Bases do marketing para unidades de informação. Ciência
da Informação, Brasília , v. 25, n. 2, p. 1-11, 1995. Disponível em :
&lt;http ://revista .ibict.br/index.php/ciinf/article/viewArticle/433&gt;. Acesso em : 28 mar.
2011 .
SHIRAISHI , Guilherme de Farias; CAMPOMAR , Marcos Cortez. Atividades de
marketing em organizações sem fins lucrativos : um estudo exploratório em
entidades ambientalistas. In: SEMINÁRIOS DE ADMINISTRAÇÃO FEA-USP , 10.,
2007, São Paulo. São Paulo : USP, 2007.
SILVA, Antônio Felipe Galvão da. Marketing em unidades de informação : revisão
crítica . Revista de Biblioteconomia de Brasília, Brasília, v. 23/24, n. 1, p. 5-24,
1999/2000, Edição Especial. Disponível em :
&lt;http ://164.41 .122.25/portalnesp/ojs-2.1 .1/index.php/RBB/search/advancedResults&gt; .
Acesso em: 09 ago. 2010.

2784

�iil

SfIllÓlllÚiO

~

NtoonII dc

;:

BiWlot_

..

UIIi'ItfIJUri.

Avaliação de produtos e serviços
Trabalho completo

SILVA, Milena Celere de Souza e. Marketing em bibliotecas universitárias. In:
SEMINÁRIO NACIONAL DE BIBLIOTECAS UNIVESITÁRIAS, 15., 2008, São Paulo
: Anais eletrônicos ... [S .1. : s.n.], 2008.
SILVEIRA, Amélia (org .) Marketingem bibliotecas e serviços de informação.
Brasília : IBICT, 1987.
SUGAHARA, Cibele Roberta; FUENTES, Ligia Ferrari ; OLIVEIRA, Silas Marques de.
Marketing : uma ferramenta fundamental para o profissional da informação.
Transinformação, Campinas, v. 15, n. 1, p. 83-88, jan./abr. 2003. Disponível em :
&lt;http://revistas.puc-campinas.edu .br/transinfo/viewissue.php?id=2#Artigos&gt;. Acesso
em : 11 ago . 2010.
WILSON, P. Public knowledge, private ignorance: toward a library and information
policy. Westport: Greenwood Press, 1977.
ZAMBERLAN , Carlos Otávio. Análise de satisfação nas Instituições de Ensino
Superior : um estudo na Biblioteca Acadêmica da Universidade Estadual de Mato
Grosso do Sul- unidade de Ponta Porã oGestão Contemporânea, Porto Alegre, v.
7, n. 7, p. 85-100, jan./jun. 2010 .

2785

�</text>
                  </elementText>
                </elementTextContainer>
              </element>
            </elementContainer>
          </elementSet>
        </elementSetContainer>
      </file>
    </fileContainer>
    <collection collectionId="49">
      <elementSetContainer>
        <elementSet elementSetId="1">
          <name>Dublin Core</name>
          <description>The Dublin Core metadata element set is common to all Omeka records, including items, files, and collections. For more information see, http://dublincore.org/documents/dces/.</description>
          <elementContainer>
            <element elementId="50">
              <name>Title</name>
              <description>A name given to the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51396">
                  <text>SNBU - Edição: 17 - Ano: 2012 (UFRGS - Gramado/RS)</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="49">
              <name>Subject</name>
              <description>The topic of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51397">
                  <text>Biblioteconomia&#13;
Documentação&#13;
Ciência da Informação&#13;
Bibliotecas Universitárias</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="41">
              <name>Description</name>
              <description>An account of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51398">
                  <text>Tema: A biblioteca universitária como laboratório na sociedade da informação.</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="39">
              <name>Creator</name>
              <description>An entity primarily responsible for making the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51399">
                  <text>SNBU - Seminário Nacional de Bibliotecas Universitárias</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="45">
              <name>Publisher</name>
              <description>An entity responsible for making the resource available</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51400">
                  <text>UFRGS</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="40">
              <name>Date</name>
              <description>A point or period of time associated with an event in the lifecycle of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51401">
                  <text>2012</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="44">
              <name>Language</name>
              <description>A language of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51402">
                  <text>Português</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="51">
              <name>Type</name>
              <description>The nature or genre of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51403">
                  <text>Evento</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="38">
              <name>Coverage</name>
              <description>The spatial or temporal topic of the resource, the spatial applicability of the resource, or the jurisdiction under which the resource is relevant</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51404">
                  <text>Gramado (Rio Grande do Sul)</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
          </elementContainer>
        </elementSet>
      </elementSetContainer>
    </collection>
    <itemType itemTypeId="8">
      <name>Event</name>
      <description>A non-persistent, time-based occurrence. Metadata for an event provides descriptive information that is the basis for discovery of the purpose, location, duration, and responsible agents associated with an event. Examples include an exhibition, webcast, conference, workshop, open day, performance, battle, trial, wedding, tea party, conflagration.</description>
    </itemType>
    <elementSetContainer>
      <elementSet elementSetId="1">
        <name>Dublin Core</name>
        <description>The Dublin Core metadata element set is common to all Omeka records, including items, files, and collections. For more information see, http://dublincore.org/documents/dces/.</description>
        <elementContainer>
          <element elementId="50">
            <name>Title</name>
            <description>A name given to the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="64949">
                <text>Indicadores de usabilidade da biblioteca de uma Instituição de Ensino Público Federal.</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="39">
            <name>Creator</name>
            <description>An entity primarily responsible for making the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="64950">
                <text>Damasceno, Andréia Cristina; Mesquita, José Marcos Carvalho de</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="38">
            <name>Coverage</name>
            <description>The spatial or temporal topic of the resource, the spatial applicability of the resource, or the jurisdiction under which the resource is relevant</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="64951">
                <text>Gramado (Rio Grande do Sul)</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="45">
            <name>Publisher</name>
            <description>An entity responsible for making the resource available</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="64952">
                <text>UFRGS</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="40">
            <name>Date</name>
            <description>A point or period of time associated with an event in the lifecycle of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="64953">
                <text>2012</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="51">
            <name>Type</name>
            <description>The nature or genre of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="64955">
                <text>Evento</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="41">
            <name>Description</name>
            <description>An account of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="64956">
                <text>O objetivo deste estudo quantitativo foi analisar o comportamento dos usuários da biblioteca de uma instituição de ensino público federal. Para isso, buscou-se identificar a frequência de utilização dos serviços da biblioteca, os fatores relevantes para a utilização dos seus serviços e os que levam à possível subutilização pelos usuários deste setor. Foi aplicado um questionário fechado a 291 usuários reais e potenciais da biblioteca do IFMG – Campus Bambuí. Os dados coletados foram tratados estatisticamente utilizando os softwares Excel e SPSS 17.0 com a aplicação das análises descritiva, fatorial e discriminante. O referencial teórico fundamentou-se na revisão literária sobre marketing de serviços em organizações sem fins lucrativos; qualidade dos serviços oferecidos nas bibliotecas; comportamento de seus utentes; infraestrutura administrativa e técnica; utilização das bibliotecas. Após a análise dos dados obtidos, identificou-se que os fatores relacionados à utilização da biblioteca são: infraestrutura/acervo, acesso/divulgação, incentivo à leitura e hábito de leitura. Destes, acesso/divulgação é o que possui maior relação com a baixa utilização dos serviços de uma biblioteca, seguido, em menor escala, do fator incentivo à leitura. Constatou-se também que, entre os entrevistados, 58% utilizam os serviços da biblioteca com elevada frequência e 40%, com baixa frequência ou não utilizam.</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="44">
            <name>Language</name>
            <description>A language of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="69619">
                <text>pt</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
        </elementContainer>
      </elementSet>
    </elementSetContainer>
  </item>
  <item itemId="6119" public="1" featured="0">
    <fileContainer>
      <file fileId="5183">
        <src>http://repositorio.febab.org.br/files/original/49/6119/SNBU2012_258.pdf</src>
        <authentication>885947388c26f933897a42c6fd5a1c7c</authentication>
        <elementSetContainer>
          <elementSet elementSetId="4">
            <name>PDF Text</name>
            <description/>
            <elementContainer>
              <element elementId="92">
                <name>Text</name>
                <description/>
                <elementTextContainer>
                  <elementText elementTextId="64948">
                    <text>Avaliação de produtos e serviços
i! """"'"
MaooNlck

~

=

:,

IiWitt.UJ
1I....111~

Trabalho completo

A BIBLIOTECA REVIVE: INDO ALÉM OU FAZENDO O ÓBVIO?
Marlene Sanches dos Santos 1, Ana Paula Soare~, Ana Catarina
Cortêz de Araújo3
1
2

Graduada em Biblioteconomia , IESF-FUNLEC, Campo Grande, MS

Mestre em Tecnologia pela UTFPR, Docente do Curso de Biblioteconomia do IESF-FUNLEC,
Campo Grande , MS
3Graduada em Biblioteconomia , IESF-FUNLEC, Campo Grande, MS

Resumo
Aborda a reestruturação física , a transformação de acervo fechado para
acervo aberto, revitalização e implantação de serviços na Biblioteca Alcídio
Pimentel, do Instituto de Ensino Superior da FUNLEC - IESF, com foco nas
necessidades de seus usuários. Questiona-se a condição do acervo, entre as
perspectivas de aberto ou fechado, em função do atendimento. Descreve de
que forma essa reestruturação afetou a utilização da Biblioteca e o
relacionamento com a comunidade dessa Instituição. Utiliza a metodologia
SERVQUAL (Service Quality), que analisa qualitativa e quantitativamente o
grau de satisfação e a percepção dos usuários relativa à reestruturação e à
abertura do acervo. De acordo com o resultado da pesquisa, observa-se que a
possibilidade do acervo aberto oferece liberdade, transforma a biblioteca em
um lugar agradável e de livre acesso, ao mesmo tempo em que propicia uma
aproximação entre a Unidade de Informação e seus usuários. Percebe-se, por
meio dos relatos, que a Biblioteca Alcídio Pimentel tornou-se atraente, o que
justifica a visitação mais frequente dos usuários, que, anteriormente, o faziam
de forma esporádica. A reestruturação física e conceitual também colaborou
para a promoção do espaço físico, de seus produtos e serviços.

Palavras-Chave:
Biblioteca Universitária; Biblioteca Alcídio Pimentel; Satisfação do
usuário.

Abstract
It deals with the physical reorganization, the change from closed to open
collection , the revitalization and implementation of services in the Library Alcídio
Pimentel from Instituto de Ensino Superior da FUNLEC - IESF focusing the
needs of users. It is questioned the condition of the collection between the
perspectives of open or closed in relation to the attendance. It describes how
this new reorganization has affected its use and relationship with the community
of this Institution . It is used the SERVQUAL (Service Quality) methodology,
which analysis quantitative and qualitatively the degree of satisfaction and the
users perception concerning the reorganization and the opening of the
collection . According to the result of the research, one can observe that the
possibility of open collection provides liberty transforming the library in a

2757

�Avaliação de produtos e serviços
i! """"'"
MaooNlck

~

=

:,

IiWitt.UJ

1I....111~

Trabalho completo

pleasant and free access place which builds a close relationship between the
Information Unity and its users. It is observed that the Library Alcidio Pimentel
has become attractive to its users transforming, according to reports, occasional
visits into periodic ones. The physical and conceptual reorganization has
contributed to the promotion of the physical space, the library's products and
services.

Keywords:
Library University; Library Alcídio Pimentel; Satisfaction and the users.

1 Introdução
Afirmar que a preocupação em satisfazer as necessidades dos clientes
deve ser um constante no contexto das unidades de informação parece óbvio .
Observa-se, entretanto, que existe certa dificuldade em aliar a teoria com a
prática . A estratégia para resolver tal problemática foi de investigar qual a
necessidade dos usuários em unidades de informação, para , então,
elaborarem-se planejamentos visando à melhoria contínua .
Encantar o usuário e trazê-lo para uma unidade de informação tornou-se
um desafio na era Pós-Moderna . Afinal , muitos leigos imaginam que suas
necessidades informacionais podem ser satisfeitas unicamente por meio de
acessos à Internet. Por este motivo, as bibliotecas precisam oferecer mais que
acesso à informação. Elas precisam transformar seus espaços em locais
atraentes e aconchegantes, a fim de conquistar esses usuários.
Apresenta-se, como tema principal deste trabalho, a satisfação do
usuário e a importância desse aspecto como fator determinante para a
sobrevivência de unidades de informação. O desenvolvimento da pesquisa
ocorreu em uma biblioteca de Instituição de Ensino Superior
O tema, apesar de muito discutido, parece ser, ainda , uma realidade
distante do contexto de muitas bibliotecas universitárias brasileiras.
Percebe-se que os bibliotecários focam seus serviços, muitas vezes,
apenas em rotinas técnicas, deixando, dessa forma , de pensar nas reais
necessidades de seus usuários e de levar em conta que o êxito desse tipo de
trabalho advém da relação próxima com a parte mais valiosa de seu
patrimônio: seus utilizadores, clientes/usuários.
Como uma ação positiva , sugere-se que os gestores das bibliotecas
universitárias promovam e valorizem a alma da organização, ou seja, sua
clientela . Infelizmente, parece que poucos se dispõem a realizar o óbvio, que é
satisfazer as necessidades de seus usuários, seja em qualidade, eficiência e
eficácia nos serviços, presteza no atendimento e bom relacionamento. Agir
assim , não se trata de uma questão de escolha , mas de sobrevivência desses
espaços.
O aperfeiçoamento contínuo de atitudes, serviços, processos e de
espaços podem levar o usuário a reagir e perceber a unidade de informação
inserida no meio acadêmico de forma ativa, de modo a transformar o conceito
de biblioteca.

2758

�Avaliação de produtos e serviços
i! """"'"
MaooNlck

~

=

:,

IiWitt.UJ
1I....111~

Trabalho completo

A Biblioteca do Instituto de Ensino Superior da FUNLEC (IESF) ,
vivenciando essas preocupações, vem , ao longo do tempo , promovendo
mudanças em relação ao seu quadro de funcionários e à sua estrutura física ,
incluindo a abertura de seu acervo, principal aspecto do trabalho em questão.
No período de abril a setembro de 2011, a Biblioteca Alcídio Pimentel
passou por um processo de reestruturação física e de revitalização de seus
serviços, que envolveu todo o contexto da Biblioteca.
Diante dessa nova apresentação, sentiu-se a necessidade de conhecer
a opinião dos usuários relativamente às mudanças e melhorias. Tendo em vista
o aumento de fluxo de usuários da Biblioteca Alcídio Pimentel do Instituto de
Ensino Superior da FUNLEC-IESF, os novos cursos oferecidos pela Instituição,
como Administração e Turismo , além da pós-graduação e dos outros cursos Biblioteconomia, Pedagogia , Educação Física , Artes Visuais e Secretariado
Executivo Bilíngue, torna-se relevante que se avaliem os produtos e serviços
bem como a estrutura física oferecida pela unidade de informação.

2 Bibliotecas Universitárias: os serviços e a relação com os
usuários
Inserida dentro das Instituições de Ensino Superior (IES), as bibliotecas
universitárias não são organizações isoladas, pois exercem um papel
fundamental na formação acadêmica recebendo influências de seus gestores,
funcionários , docentes e discentes.
Essas organizações proporcionam a interação dos usuários fornecendo
materiais que embasam e dão suporte à criação de novos conhecimentos.
Além disso, elas contribuem para a formação cognitiva de seus usuários, o
que, no atual contexto da competitividade profissional, torna-se fundamental.
Hoje, na era Pós-Moderna , as bibliotecas universitárias e os
profissionais desses espaços de informação não podem continuar no
tradicionalismo técnico e esquecerem-se dos seus clientes.

Talvez não seja injusto afirmar que muitos profissionais de bibliotecas
universitárias brasileiras dão a impressão de achar que seus clientes
não têm uma ide ia muito clara daquilo que querem ou que sabem
avaliar corretamente o que recebem . É muito comum , inclusive,
lançarem àqueles a quem devem servir a culpa pela utilização
inadequada das facilidades fisicas e do acervo que disponibilizam
que atribuem a falhas de entendimento ou deficiências de formação
educacional dos clientes e jamais à inadequação do serviço de
informação às necessidades de sua cliente . (VERGUEIRO , 2000, p.
84) .

Este momento de inserção de novas tecnologias e de velocidade da
informação requer, do profissional bibliotecário, um perfil com habilidades e
competências diversificadas, para atender uma sociedade cada vez mais

2759

�Avaliação de produtos e serviços
i! """"'"
MaooNlck

~

=

:,

IiWitt.UJ

1I....111~

Trabalho completo

exigente dentro e fora da instituição.
Nota-se que o papel da Biblioteca Universitária não é apenas o de
disponibilizar o conhecimento em vários meios, mas, também, o de filtrar essa
demanda gigantesca de informações com vistas a se poupar tempo; para tanto,
faz-se necessário que o profissional reconheça as necessidades do usuário
para atendê-lo com eficácia .
[... ] não basta conhecer o que o cliente quer, mas principalmente
poder oferecer o que ele precisa. Sabemos que os serviços de
informação, de uma maneira geral , têm avançado muito nas últimas
décadas em vários aspectos, porém, existem serviços com
insuficiência de recursos básicos, como por exemplo, mão-de-obra e,
neste caso, toda a base teórica disponivel não tem espaço para sua
aplicação. (VALLS ; VERGUEIRO , 2006, p.123)

Dessa maneira, tão importante quanto um acervo que atenda os
usuários nos aspectos quantitativos e qualitativos, é que o profissional seja
atualizado e atuante, capaz de aplicar seus conhecimentos teóricos com
interatividade. Santos e Tolfo (2006, p. 70), ao se referirem à postura ativa dos
profissionais da informação, afirmam que "o sucesso presente em uma
organização depende de seus produtos e serviços, mas seu sucesso
permanente está ligado às competências de suas pessoas".
Portanto, é fundamental que os profissionais da informação tenham o
foco nos usuários. Uma reestruturação do espaço físico e a abertura do acervo
oferecerão, sem dúvida, aos usuários, para maior autonomia em relação ao
alcance das estantes. Para tanto, o acervo deve estar estruturado e organizado
de forma a facilitar a identificação das obras, além de os profissionais
manterem-se mais atentos ao comportamento desses usuários, ao percorrerem
as estantes no ambiente da biblioteca .
A interação do profissional como facilitador entre o novo contexto e os
usuários, que ainda não estão habituados ao novo funcionamento, torna-se
fundamental e revelará preocupação na satisfação do usuário e presteza no
atendimento.
Em uma instituição de ensino superior que se preocupa com a
responsabilidade social é primordial a existência de uma biblioteca que se
mantém em movimento para satisfazer às necessidades informacionais de sua
comunidade acadêmica . "O enfoque na satisfação do cliente é um dos
aspectos mais destacados nas iniciativas sistemáticas de busca da qualidade
em serviços" (VERGUEIRO, 2000, p.14).
A demanda de novas informações qualitativas, a todo o momento, pelos
usuários, exige do profissional bibliotecário agilidade e habilidade em filtrar
demanda. Apesar de o contato maior com o usuário ser do profissional de
referência , toda a equipe deve estar motivada em um único objetivo, qual seja,
satisfazer suas expectativas, tal como afirma Amaral :
[.. .] embora o contato direto com o usuário seja feito pelo profissional
de referência, que de modo geral exerce maior influência na atitude
do usuário, todo o resto da equipe da biblioteca deve também adotar
uma atitude, concentrando esforços para aumentar ao máximo a
satisfação do usuário. (AMARAL, 1998, p. 67) .

2760

�Avaliação de produtos e serviços
i! """"'"
MaooNlck

~

=

:,

IiWitt.UJ

1I....111~

Trabalho completo

A idéia que a autora apresenta é de que a equipe deve estar focada em
um único objetivo:
[... ] mesmo os que trabalham no processamento técnico devem ter a
preocupação de executar suas tarefas orientadas para o usuário,
acelerando o processamento do material, ou até, acrescentando
referências ao catálogo de assunto, quando se tratar de uma entrada
cuja apresentação esteja um tanto obscura. (AMARAL, 1998, p. 67) .

Observa-se, então, que, no novo contexto, todos os processos devem
estar voltados para o atendimento das necessidades dos usuários.
É notório que o avanço tecnológico tem contribuído para formar
indivíduos mais exigentes, deixando o rótulo de usuário e adotando a
denominação de cliente, fazendo com que as instituições comecem a rever
seus conceitos de atendimento e se foquem nesses clientes, identificando e
mensurando suas necessidades, para, então, traçar estratégias eficazes.
Portanto, não são apenas as novas tecnologias que fazem a diferença
na satisfação dos usuários, mas todo o processo de envolvimento que engloba
as tecnologias, os profissionais capacitados, a estrutura, a qualidade e
quantidade do acervo e a preocupação em melhoria contínua para que a
unidade de informação possa acompanhar a evolução das necessidades
informacionais de seus usuários e possa supri-Ias de maneira satisfatória.
Pensando nisso, a Biblioteca Alcídio Pimentel do Instituto de Ensino
Superior da FUNLEC - IESF, fundada em 1998, no período de abril a setembro
de 2011, passou por uma reestruturação organizacional física e funcional,
estruturando o trabalho interno e facilitando o acesso à comunidade de
docentes e discentes.
A Biblioteca era constituída por acervo fechado ; os usuários faziam a
busca na base de dados, e com o número de chamada em mãos procuravam
atendimento no balcão da Biblioteca . O acesso era permitido apenas às salas
de leitura individual e aos espaços de estudo em grupo.
Após a reforma , com o livre acesso ao acervo , foram disponibilizados
ambientes arejados e climatizados para estudos individuais e coletivos, com
iluminação adequada , recepção com mobiliário, sala de multimeios, tudo isso
visando ao maior conforto dos usuários.
Após a reestruturação, a Biblioteca Alcídio Pimentel passou a
disponibilizar alguns serviços diferenciados, outrora não oferecidos, como, por
exemplo, guarda-volumes e, principalmente, o livre acesso ao acervo que
facilita a circulação do usuário circule pelas estantes, permitindo que conheça
outras obras e autores, além dos procurados, relacionados com o tema
desejado. Entre as melhorias oferecidas estão os serviços inerentes a uma
biblioteca como: levantamento bibliográfico , elaboração de ficha catalográfica,
cursos e oficinas com temáticas variadas relacionadas aos temas de interesse
da comunidade acadêmica .
Para verificar as vantagens oferecidas e satisfação dos usuários sobre
as mudanças ocorridas, descreve-se, em seguida , o método de pesquisa
utilizado.

2761

�Avaliação de produtos e serviços
i! """"'"
MaooNlck

~

=

:,

IiWitt.UJ

1I....111~

Trabalho completo

3 Materiais e Métodos
A metodologia aplicada teve como objetivo identificar quais as vantagens
percebidas na visão do usuário da Biblioteca Alcídio Pimentel do Instituto de
Ensino Superior da FUNLEC , frente à abertura do acervo.
Para responder a esses questionamentos, utilizou-se o método
SERVQUAL, que analisa qualitativa e quantitativamente a satisfação do
usuário de acordo com cinco dimensões, conforme o quadro 1.
Quadro 1 - Método SERVQUAL
Confiabilidade: confiabilidade de um serviço é a capacidade de prestar o
serviço de forma confiável , precisa e consistente . É uma dimensão importante para a
qualidade dos serviços bibliotecários, pois informações corretas e precisas impactam
fortemente na qualidade dos trabalhos acadêmicos e científicos;
Receptividade: é a disposição de prestar os serviços prontamente e auxiliar os
usuários, caracterizando-se por agilidade no atendimento, eficiência em resolver os
problemas, atenção personalizada e a cortesia dos funcionários;
Segurança: (abrange as dimensões competência , cortesia, credibilidade e
segurança): Refere-se à isenção de qualquer falha , risco ou problema e relaciona-se
com o conhecimento e cortesia dos funcionários e sua capacidade de inspirar
confiança ;
Aspectos tangíveis: refere-se à aparência de qualquer evidência física do
serviço bibliotecário, ou seja, a aparência limpa ou a forma de se vestir dos
funcionários, a limpeza das instalações, o estado de conservação do acervo, a
atualização e inovação de novos equipamentos e facilidade no acesso às instalações;
Empatia: (acesso, comunicação e entendimento do cliente) : a empatia fornece
atenção individualizada aos usuários das bibliotecas, buscando atender às suas
necessidades específicas. Dentre os requisitos relacionados a esta dimensão, citamse localização conveniente, acesso sinalizado, divulgação do horário de
funcionamento e regras de utilização dos serviços. Freqüentemente existe o contato
direto entre o usuário e os funcionários das bibliotecas.
Fonte: FREITAS; BOLSANELLO; VIANA, 2008 , p. 90.

Essas cinco vertentes comparam o desempenho da Instituição entre o
que seria ideal (expectativa) e o que realmente é, pela percepção do usuário,
identificando os pontos fortes e os pontos de melhorias em vários tipos de
serviços.
A ferramenta utilizada para coleta de dados foi a entrevista , definida por
Lakatos e Marconi (1999, p. 94) como "um encontro de duas pessoas, a fim de
que uma delas obtenha informações a respeito de determinado assunto
mediante uma conversação de natureza profissional". As autoras defendem
sua utilização "na investigação social, para coleta de dados ou para ajudar no
diagnóstico ou tratamento de um problema social" (LAKATOS; MARCONI,
1999, p. 94) .
A entrevista estruturada foi definida como ferramenta de coleta de dados
por se tratar de um instrumento capaz de medir a percepção cognitiva dos
usuários; as respostas vão além dos questionamentos, pois os entrevistados se

2762

�Avaliação de produtos e serviços
i! """"'"
MaooNlck

~

=

:,

IiWitt.UJ

1I....111~

Trabalho completo

sentem livres para expor seus pensamentos. A entrevista prevê maior
flexibilidade , podendo o entrevistador repetir ou esclarecer perguntas, formular
de maneira diferente, especificar algum significado, como garantia de estar
sendo compreendido (LAKATOS; MARCONI, 1999, p. 97).
. tada.
I 1 - A mos ragem quannI alva
f
da popu açao en revls
T abea
01 (DIAV)
01 (DOAV)
Artes Visuais
01 (DIB)
01 (DOB)
Biblioteconomia
01 (DIEF)
01 (DOEF)
Educação Física
Secretariado
01 (DISEB)
01 (DOSEB)
Executivo Bilíngue
Fonte: SANTOS , 2011, p. 27
Um pré-teste foi aplicado na semana da IV Mostra Científica da
Faculdade , evento realizado pela Instituição nos dias 26 e 27 de outubro do
ano de 2011 . Nessa data, houve maior número de usuários circulando,
simultaneamente, na Biblioteca .
A escolha dos entrevistados ocorreu no contexto da biblioteca de forma
aleatória . Os usuários que adentraram à Biblioteca no período descrito e que
se encaixavam no perfil estabelecido foram convidados a responder a
entrevista para avaliação do instrumento de coleta de dados.
As entrevistas foram gravadas e, posteriormente, transcritas, para
realização da análise dos dados e entrega dos resultados.

4 Resultados Parciais/Finais
Com a primeira pergunta da entrevista, pretendia-se identificar se a
Biblioteca Alcídio Pimentel seria a primeira imagem a ser lembrada ao se referir
ao IESF. Os entrevistados apresentaram várias respostas, mas, apenas um
dos oito participantes relacionou a Biblioteca afirmando:

Bom , a primeira imagem de uma instituição de ensino superior é o
papel da Biblioteca. Isso me parece um pouco lógico porque eu sou
professor da Biblioteconomia , mas não é isso; eu entendo que o
papel da Biblioteca é o coração de qualquer instituição de ensino,
principalmente em uma instituição de ensino superior (DOB) .

As outras respostas colocam em evidência a Instituição (IESF), os
cursos específicos de cada área e seu comprometimento com o ensino, como
corroboram os relatos: "educação, o esporte e fraternidade" (DIED); "uma
Instituição séria e comprometida com seus ideais" (DIB) ; "o IESF é minha
paixão, é um lugar muito gostoso para trabalhar" (DOSEB) . Entende-se,
portanto, que a imagem da Instituição é muito forte ; no entanto, pode ser
analisado também que, para alguns desses usuários, a imagem da Biblioteca

2763

�Avaliação de produtos e serviços
i! """"'"
MaooNlck

~

=

:,

IiWitt.UJ

1I....111~

Trabalho completo

pode estar relacionada com a imagem da FUNLEC, como uma única
organização.
Quando os entrevistados foram questionados por qual razão frequentam
a Biblioteca e o que lhes chama a atenção, todos responderam que procuram
embasamentos teóricos para as suas pesquisas, mas também para leituras. Os
docentes também utilizam o ambiente para ministrar aulas, o que pode ser
confirmado pelas falas:
Frequento sempre para escolha da minha bibliografia, também para
ver os periódicos , ver novidades que surgem e também quando os
alunos precisam da indicação da Biblioteca ou até mesmo trazendoos aqui. (DOSEB)

Uma das respostas que mais identificou e justificou o verdadeiro papel
da Biblioteca como um espaço de construção de conhecimento e usabilidade
foi :
Eu frequento a biblioteca por varlos motivos, para encontrar
publicações para auxiliar nas minhas aulas e minhas pesquisas;
também utilizo a biblioteca para usar os notebooks e computadores
da biblioteca ; frequento a biblioteca para lecionar e encontrar os
acadêmicos e outros professores; para realizar reuniões e
orientações de monografia e também participar de qualquer evento
que aconteça no ambiente da biblioteca (DOAV).

Sem dúvida, essa afirmação reforça o fato de que o ambiente da
Biblioteca tornou-se um lugar agradável após a reestruturação e abertura do
acervo, o que indica uma estratégia eficaz para maior uso da Biblioteca.
Indagados sobre a facilidade de encontrar o material desejado e a
identificação dele, ficou evidente a satisfação dos entrevistados, pois a maioria
alega não ter dificuldade em encontrar as obras no acervo .

o

material está bem exposto, as etiquetas de numeração ajudam
bastante, está bem direcionado; quando não encontro, volto ao
material de pesquisa , que é o computador, para ver se está
emprestado ou não. Se caso não tiver esta informação, eu procuro o
pessoal da biblioteca . (DIEF)

Em outra fala, tem-se o seguinte depoimento: "Eu acho fácil e quando eu
não encontro consulto o técnico bibliotecário" (DISEB) . Assim , pode-se concluir
que, após a abertura do acervo os usuários não tiveram dificuldades na sua
utilização, o que evidencia o aspecto empatia do Método SERVQUAL no
ambiente da Biblioteca: "Acho que a sinalização ficou melhor, um lugar
tranquilo. Nós temos os livros aqui à mão, e eu preciso orientar e atender, e
também trago os alunos para fazerem pesquisas aqui" (DOB) .
Cabe destacar, ainda, que, após a abertura, os usuários se sentem mais
à vontade:

2764

�Avaliação de produtos e serviços
i! """"'"
MaooNlck

~

=

:,

IiWitt.UJ

1I....111~

Trabalho completo

Nós já tivemos anteriormente dificuldades para encontrar dados na
biblioteca ; ela não estava tão aparelhada , tão preparada para atender
a contento os usuários. Mas hoje, pelo fato de estar mais espaçosa,
temos mais espaço para circular. Hoje temos acesso direto aos livros,
coisa que não se tinha no passado com o acervo fechado, então, hoje
eu não vejo dificuldade de encontrar o que procuro. (DIB)

Vale destacar que, embora a Biblioteca tenha passado pelo processo de
reforma, não houve ampliação do espaço físico, mas um melhor
aproveitamento do já existente que aumentou o espaço de circulação com o
livre acesso às estantes.
Concernente à pergunta sobre a reestruturação da Biblioteca observase que o usuário passou a utilizar mais o acervo, ou passou a permanecer mais
tempo no ambiente . Dentre os motivos: ambiente aconchegante, local arejado
e climatizado, autonomia, e, principalmente, acessibilidade em todo o
ambiente. As respostas esclarecem :

Eu passei a fazer uso mais tempo pela disponibilidade das mesas [ .. .]
tem que fazer visita, verificar se tem livros novos ou não, enfim ,
outras literaturas que nós não pegamos no início do nosso trabalho. A
mudança da biblioteca tornou essa possibilidade de aproximação dos
livros maior; embora os professores tivessem esse contato liberado,
acho que também, a possibilidade dos acadêmicos poderem entrar e
poderem ser orientados no espaço da biblioteca tornou essa
possibilidade de permanência e utilização do acervo mais adequada .
(DOAV) .

Outra fala que não deixa dúvida quanto ao melhor uso dos espaços é a
seguinte:

[.. .] uma percepção minha quanto usuário mesmo, ficou um espaço
muito mais aconchegante , muito mais feliz. Eu poderia dizer isso
mesmo, acho que a biblioteca acabou tento essa dimensão de
fel icidade onde eu possa ter uma relação maior de ficar na biblioteca.
(DOB).

Portanto, de acordo com as respostas dos entrevistados, é inegável o
maior uso da biblioteca. Por consequência , o número de empréstimos também
aumentou como comprova a continuação da resposta :
[... ] se eu estou mais tempo na biblioteca, o que está acontecendo
comigo, é natural, notório que eu percorra mais a biblioteca , que eu
conheça mais os seus livros, a sua coleção, e isso faz com que eu
tenha , na verdade, uma política de empréstimo maior. (DOB).

2765

�Avaliação de produtos e serviços
i! """"'"
MaooNlck

~

=

:,

IiWitt.UJ

1I....111~

Trabalho completo

Acredita-se que o maior número de empréstimos e a maior permanência
dos usuários no ambiente da Biblioteca devem-se ao livre acesso às estantes e
ao investimento em computadores e no novo layaut, em concordância com este
depoimento: "Antes da reestruturação eu não frequentava a biblioteca; agora,
esse novo ambiente, mais aconchegante estimulou a minha frequência . Eu
venho quase todos os dias." (DIB) .
Eu frequento a biblioteca por vários motivos, para encontrar
publicações para auxiliar nas minhas aulas e minhas pesquisas;
também utilizo a biblioteca para usar os notebooks e computadores
da biblioteca ; frequento a biblioteca para lecionar e encontrar os
acadêmicos e outros professores; para realizar reuniões e
orientações de monografia e também participar de qualquer evento
que aconteça no ambiente da biblioteca (DOAV) .
[... ] nós tivemos melhoras nos computadores. Antes nós tínhamos
poucos computadores e eles não atendiam a necessidade. Nós ainda
temos dificuldades, mas já melhorou muito. Outra questão que
melhorou bastante foi o mobiliário, as salas ficaram melhor
distribuídas em salas individuais com mesas e cadeiras mais
apropriadas. Eu destacaria que houve melhoria tanto dos
computadores quanto do mobiliário da biblioteca. (DOP) .
Ficou muito agradável; atende plenamente o que se espera de uma
biblioteca de uma faculdade, de uma instituição. Tanto os alunos
quanto os professores têm condição de estudar em um ambiente
mais agradável , mais arejado, melhor ventilado, são fatores que
contribuem para um melhor aprendizado. (DOP)

Quanto à reestruturação do espaço, o que vale ressaltar é que o espaço
continua o mesmo. A sua revitalização é o que fez a diferença na mudança da
percepção positiva dos usuários. A disposição das mesas de estudo junto ao
acervo favoreceu a autonomia do usuário, pois anteriormente só era possível
por intermédio dos funcionários; conferiu aos usuários mais liberdade e a
sensação de que fazem parte do ambiente.
Pode-se concluir que com poucas estratégias eficazes e recursos bem
aplicados consegue-se muito em relação à satisfação do usuário.
O que se tem hoje, na percepção dos usuários, é uma biblioteca
aconchegante, acolhedora e participativa, com funcionários mais dinâmicos.
Não há dúvida de que as estratégias utilizadas foram um avanço para que a
Biblioteca Alcídio Pimentel justifique sua existência como instituição
motivadora, dando suporte à criação de novos conhecimentos, além de
contribuir para a formação cognitiva e profissional de seus usuários e
pesquisadores.
Sem dúvida, essa afirmação reforça o fato de que o ambiente da
Biblioteca tornou-se um lugar agradável após sua reestruturação e abertura do
acervo, o que indica uma estratégia eficaz para maior uso da Biblioteca.
Com as respostas da terceira pergunta sobre a facilidade de encontrar o
material desejado e a sinalização, ficou evidente a satisfação dos
entrevistados, pois a maioria alega não ter dificuldade em encontrar as obras

2766

�Avaliação de produtos e serviços
i! """"'"
MaooNlck

~

=

:,

IiWitt.UJ

1I....111~

Trabalho completo

no acervo .

o

material está bem exposto, as etiquetas de numeração ajudam
bastante, está bem direcionado; quando não encontro, volto ao
material de pesquisa , que é o computador, para ver se está
emprestado ou não. Se caso não tiver esta informação, eu procuro o
pessoal da biblioteca . (DIEF)

5 Considerações Parciais/Finais
. De acordo com o resultado da pesquisa realizada , observa-se que a
possibilidade de acervo aberto oferece liberdade para o usuário descobrir quais
obras poderão sanar a sua necessidade de informação, transforma a Biblioteca
em um lugar agradável e de livre acesso , constrói uma relação mais próxima
entre a unidade de informação e seus usuários. A Biblioteca Alcídio Pimentel
conseguiu , com a estratégia de abertura do acervo, ampliar o uso desse
acervo, facilitando as construções científicas. Seus usuários passaram a
permanecer mais tempo no ambiente e fazer mais uso dos serviços oferecidos.
Observa-se, ainda , que os usuários agora são mais participativos,
interagem com o acervo de uma forma espontânea . Pôde-se analisar que a
Biblioteca Alcídio Pimentel tornou-se mais atraente aos olhos de seus usuários.
O espaço que antes era visitado esporadicamente, de acordo com alguns
relatos, passou a ser atuante nas pesquisas acadêmicas e científicas
exercendo o seu verdadeiro papel de agente principal na construção de novos
conhecimentos.
A realidade da Biblioteca, hoje, após sua reestruturação, é que além do
ambiente para estudo e construção científica, passou a ser um ambiente
descontraído, leve e agradável , no qual são ministradas disciplinas e realizadas
reuniões e orientações de final de cursos. Esses movimentos não faziam parte
do antigo contexto da Biblioteca. Acredita-se que a gestão conseguiu
transformar a biblioteca - que outrora não supria satisfatoriamente as
necessidades de seus usuários, em termos de atendimento - em um espaço de
receptividade . Destaque-se que valeu o investimento, que, em termos
financeiros não foi tão alto, considerando o que foi conseguido em relação à
satisfação do usuário.
O ambiente está de fato acolhedor; devido a isso, os usuários passaram
a utilizar mais os espaços e serviços da Biblioteca. Por esse motivo, surge um
fato que carece de novos estudos: em momentos de alto fluxo, por exemplo, no
fim de cada semestre, o lugar não está conseguindo atender o número de
usuários, que, muitas vezes ficam sem espaço para estudo ou pesquisas e
acabam tendo que recorrer a outros lugares.
Mais um aspecto importante, levantado pelos usuários, foi à atualização
do acervo, ponto importante para que a Biblioteca continue atendendo seus
usuários com eficácia.
Outro fator a ser lembrado e considerado: com o ambiente que a
Biblioteca passou a oferecer, o fluxo dos usuários aumentou o que sugere

2767

�Avaliação de produtos e serviços
i! """"'"
MaooNlck

~

=

:,

IiWitt.UJ

1I....111~

Trabalho completo

novos estudos e cuidados no sentido de a Biblioteca conseguir manter a
qualidade de seus serviços com política de expansão tanto na qualidade e
quantidade do acervo, como no atendimento, e na receptividade do ambiente ,
avaliando os serviços e produtos oferecidos. Mensurar se a biblioteca será
capaz de manter essa qualidade como estratégia de gestão, elaborar novos
projetos de expansão para continuar justificando sua existência como
motivadora no apoio à construção científica acadêmica é algo que se faz
necessário.
Teóricos e literaturas versam sobre o que deve ser feito e o que se
espera de uma biblioteca : satisfação do usuário.
Embora seja lugar-comum afirmar que o usuário deve ser considerado
fator determinante em unidades de informação, nem sempre tal aspecto parece
ser uma realidade em bibliotecas brasileiras. Percebe-se, nesse caso , que a
teoria e a prática andam por caminhos contrários.
Livros inteiros discorrem sobre o assunto, mas as ações e práticas ainda
são escassas. Essas práticas devem, no entanto ser efetivas e contínuas, pois
elas garantem a existência e a subsistência no ambiente acadêmico, sobretudo
porque são os usuários que farão a "propaganda" positiva ou negativa.
Vergueiro (2000 , p.84) comenta que: "talvez não seja injusto afirmar que
muitos profissionais de bibliotecas universitárias brasileiras dão a impressão de
achar que seus clientes não têm uma ideia muito clara daquilo que querem ou
que sabem avaliar corretamente o que recebem". Sim , eles têm idéia, e os
usuários jamais devem ter a impressão de que as rotinas e procedimentos
técnicos são mais importantes do que eles. fato de ouvi-los e responder as
suas ansiedades, necessidades e indagações pode trazer benefícios
duradouros.
Pode não ser fácil, mas é indispensável haver comprometimento de toda
a equipe e organização, para que as mudanças sejam percebidas por seus
usuários internos e externos. No entanto, a sobrevivência de uma biblioteca
dentro das instituições de ensino superior pode depender dessas mudanças.
Assim, espera-se que esta experiência positiva seja utilizada por outras
bibliotecas, e que ajude a se ter em mente que os usuários sempre serão a
alma de uma Unidade de Informação, tal como foi percebido e aprendido no
IESF, que fez reviver sua biblioteca .
"Será que vai valer à pena?", poderá ser a questão que paire na mente
de alguns profissionais. Entretanto, é necessário saber que não há escolha . A
Unidade de Informação só existirá se conseguir conceder benefícios sólidos
para seus usuários, o que poderá garantir seu desenvolvimento e permanência.

°

6 Referências
AMARAL, S. A. do. Marketing: abordagem em unidades de informação.
Brasília : Thesaurus, 1998.
FREITAS, A. L. P. ; BOLSANELLO, F. M. C.; VIANA, N. R. N. G. Avaliação da
qualidade de serviços de uma biblioteca universitária: um estudo de caso

2768

�Avaliação de produtos e serviços
i! """"'"
MaooNlck

~

=

:,

IiWitt.UJ
1I....111~

Trabalho completo

utilizando o modelo SERVQUAL. Ciência da Informação, Brasília, v. 37, n. 3,
p. 88-102, set.ldez. 2008 .
LAKATOS, E. M; MARCONI , M. A. Técnicas de pesquisa: planejamento e
execução de pesquisas, amostragens e técnicas de pesquisas, elaboração e
análise e interpretação dos dados. São Paulo: Atlas, 1999.
SANTOS , A. S.; TOLFO, S. R. Competências e demandas dos bibliotecários
frente às novas tecnologias de informação em bibliotecas universitárias. Enc.
Bibli : R. Eletr. Bibliotecon. e Ci Inf., Florianópolis, v. 1, n. 21, jan./jun . 2006.
Disponível em : &lt;http://redalyc.uaemex.mx/pdf/147/14702106.pdf.&gt;. Acesso em :
25 abro2012.
SANTOS , M. S. dos. Acervo fechado versus acervo aberto: a percepção dos
usuários da Biblioteca Alcídio Pimentel do Instituto de Ensino Superior da
FUNLEC - IESF. 2011 . 66 f. Trabalho de Conclusão de Curso (Graduação)Instituto de Ensino Superior da FUNLEC, Campo Grande, Mato Grosso do Sul ,
2011 .
SERVQUAL: Uma ferramenta para medir a qualidade dos serviços. Boletim
eletrônico semanal. Disponível em: &lt;http://www.merkatus.com .br/&gt;. Acesso
em: 25 out. 2011 .
VALLS, V. M.; VERGUEIRO W . C. S. A gestão de qualidade em serviços de
informação no Brasil : uma nova revisão de literatura de 1997 a 2006 .
Perspectiva em Ciência da Informação, Brasília, DF, V. 1, p. 99-107, jan./jun. ,
2006.
VERGUEIRO, W . O olhar do cliente como fator de qualidade para a gestão de
bibliotecas universitárias: estudos de caso em instituições brasileiras. In :
CONGRESSO BRASILEIRO DE BIBLIOTECONOMIA E DOCUMENTAÇÃO,
19., 2000 , Porto Alegre. Anais eletrônicos .. .Porto Alegre: PUCRS, 2000 .
Disponível em : &lt;dici.ibict.br/archive/00000824/011T173.pdf&gt;. Acesso em : 22
maio 2011 .

2769

�</text>
                  </elementText>
                </elementTextContainer>
              </element>
            </elementContainer>
          </elementSet>
        </elementSetContainer>
      </file>
    </fileContainer>
    <collection collectionId="49">
      <elementSetContainer>
        <elementSet elementSetId="1">
          <name>Dublin Core</name>
          <description>The Dublin Core metadata element set is common to all Omeka records, including items, files, and collections. For more information see, http://dublincore.org/documents/dces/.</description>
          <elementContainer>
            <element elementId="50">
              <name>Title</name>
              <description>A name given to the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51396">
                  <text>SNBU - Edição: 17 - Ano: 2012 (UFRGS - Gramado/RS)</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="49">
              <name>Subject</name>
              <description>The topic of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51397">
                  <text>Biblioteconomia&#13;
Documentação&#13;
Ciência da Informação&#13;
Bibliotecas Universitárias</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="41">
              <name>Description</name>
              <description>An account of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51398">
                  <text>Tema: A biblioteca universitária como laboratório na sociedade da informação.</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="39">
              <name>Creator</name>
              <description>An entity primarily responsible for making the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51399">
                  <text>SNBU - Seminário Nacional de Bibliotecas Universitárias</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="45">
              <name>Publisher</name>
              <description>An entity responsible for making the resource available</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51400">
                  <text>UFRGS</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="40">
              <name>Date</name>
              <description>A point or period of time associated with an event in the lifecycle of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51401">
                  <text>2012</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="44">
              <name>Language</name>
              <description>A language of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51402">
                  <text>Português</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="51">
              <name>Type</name>
              <description>The nature or genre of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51403">
                  <text>Evento</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="38">
              <name>Coverage</name>
              <description>The spatial or temporal topic of the resource, the spatial applicability of the resource, or the jurisdiction under which the resource is relevant</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51404">
                  <text>Gramado (Rio Grande do Sul)</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
          </elementContainer>
        </elementSet>
      </elementSetContainer>
    </collection>
    <itemType itemTypeId="8">
      <name>Event</name>
      <description>A non-persistent, time-based occurrence. Metadata for an event provides descriptive information that is the basis for discovery of the purpose, location, duration, and responsible agents associated with an event. Examples include an exhibition, webcast, conference, workshop, open day, performance, battle, trial, wedding, tea party, conflagration.</description>
    </itemType>
    <elementSetContainer>
      <elementSet elementSetId="1">
        <name>Dublin Core</name>
        <description>The Dublin Core metadata element set is common to all Omeka records, including items, files, and collections. For more information see, http://dublincore.org/documents/dces/.</description>
        <elementContainer>
          <element elementId="50">
            <name>Title</name>
            <description>A name given to the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="64940">
                <text>A Biblioteca revive: indo além ou fazendo o óbvio?</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="39">
            <name>Creator</name>
            <description>An entity primarily responsible for making the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="64941">
                <text>Santos, Marlene Sanches dos; Soares, Ana Paula; Araújo, Ana Catarina Cortêz de</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="38">
            <name>Coverage</name>
            <description>The spatial or temporal topic of the resource, the spatial applicability of the resource, or the jurisdiction under which the resource is relevant</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="64942">
                <text>Gramado (Rio Grande do Sul)</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="45">
            <name>Publisher</name>
            <description>An entity responsible for making the resource available</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="64943">
                <text>UFRGS</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="40">
            <name>Date</name>
            <description>A point or period of time associated with an event in the lifecycle of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="64944">
                <text>2012</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="51">
            <name>Type</name>
            <description>The nature or genre of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="64946">
                <text>Evento</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="41">
            <name>Description</name>
            <description>An account of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="64947">
                <text>Aborda a reestruturação física, a transformação de acervo fechado para acervo aberto, revitalização e implantação de serviços na Biblioteca Alcídio Pimentel, do Instituto de Ensino Superior da FUNLEC - IESF, com foco nas necessidades de seus usuários. Questiona-se a condição do acervo, entre as perspectivas de aberto ou fechado, em função do atendimento. Descreve de que forma essa reestruturação afetou a utilização da Biblioteca e o relacionamento com a comunidade dessa Instituição. Utiliza a metodologia SERVQUAL (Service Quality), que analisa qualitativa e quantitativamente o grau de satisfação e a percepção dos usuários relativa à reestruturação e à abertura do acervo. De acordo com o resultado da pesquisa, observa-se que a possibilidade do acervo aberto oferece liberdade, transforma a biblioteca em um lugar agradável e de livre acesso, ao mesmo tempo em que propicia uma aproximação entre a Unidade de Informação e seus usuários. Percebe-se, por meio dos relatos, que a Biblioteca Alcídio Pimentel tornou-se atraente, o que justifica a visitação mais frequente dos usuários, que, anteriormente, o faziam de forma esporádica. A reestruturação física e conceitual também colaborou para a promoção do espaço físico, de seus produtos e serviços.</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="44">
            <name>Language</name>
            <description>A language of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="69618">
                <text>pt</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
        </elementContainer>
      </elementSet>
    </elementSetContainer>
  </item>
  <item itemId="6118" public="1" featured="0">
    <fileContainer>
      <file fileId="5182">
        <src>http://repositorio.febab.org.br/files/original/49/6118/SNBU2012_257.pdf</src>
        <authentication>121c4e13dc77cbfdae1d820b8e2b9f38</authentication>
        <elementSetContainer>
          <elementSet elementSetId="4">
            <name>PDF Text</name>
            <description/>
            <elementContainer>
              <element elementId="92">
                <name>Text</name>
                <description/>
                <elementTextContainer>
                  <elementText elementTextId="64939">
                    <text>Avaliação de produtos e serviços
i! """"'"
MaooNlck

~

=

:,

IiWitt.UJ

1I....111~

Trabalho completo

SATISFAÇÃO DO USUÁRIO COMO ORIENTAÇÃO PARA
INVESTIMENTO EM RECURSOS INFORMACIONAIS
Maria Lígia Campos', Maria Inês Andrade e CruZZ
1Bibliotecária, UNESP, Coordenadoria Geral de Bibliotecas , Marília, São Paulo
2Bibliotecária, UNESP, Faculdade de Ciências Agronômicas , Botucatu , São Paulo

Resumo
Os investimentos em bibliotecas universitárias, especialmente em Redes de
bibliotecas, são bastante expressivos e demandam estudo e planejamento . Por outro
lado, a satisfação do usuário com os serviços e produtos oferecidos pelas bibliotecas
é um dos Indicadores mais valorizados na literatura especializada, uma vez que o
usuário é sempre o centro das diversas abordagens metodológicas das pesquisas
nessa área . Por estas razões, foi aplicado o Questionário de Satisfação dos
Usuários junto à Biblioteca da Faculdade de Ciências Agronômicas do Campus de
Botucatu, como piloto de um projeto mais abrangente em desenvolvimento pela
Coordenadoria da Rede de Bibliotecas da Unesp. O presente trabalho aborda, além
das questões relativas ao investimento e satisfação do usuário, os resultados obtidos
com o projeto piloto e adequações necessárias à sua aplicação em toda a Rede de
Bibliotecas.

Palavras-Chave:
Indicadores de desempenho; Satisfação; Bibliotecas universitárias; Aquisição.

Abstract
Investments in university libraries, especially in libraries networks, are very
significant and require study and planning . On the other hand, patron satisfaction with
services and products offered by libraries is one of the most valuable indicators
provided in the literature, since the patron is always the center of various
methodological approaches in research in this area . For these reasons, we applied
the Patron Satisfaction Survey in the Library of the Faculty of Agronomical Sciences,
at Botucatu Campus, as a pilot project for a more comprehensive project being
developed by the Coordination of the UNESP's Libraries Network. This work
presents, besides the issues of investment and patron satisfaction , the results
obtained from the pilot project and adjustments necessary for implementation across
the libraries network.

Keywords:
Assessment of services and products; Satisfaction; University libraries;
Acquisition.

2746

�Avaliação de produtos e serviços
i! """"'"
MaooNlck

~

=

:,

IiWitt.UJ

1I....111~

Trabalho completo

1 Introdução
A Rede de Bibliotecas da Universidade Estadual Paulista (UNESP) é
constituída pela Coordenadoria Geral de Bibliotecas (CGB) e 32 Bibliotecas das
Unidades Universitárias e Experimentais, distribuídas em 23 cidades do Estado de
São Paulo. A CGB foi inicialmente denominada Biblioteca Central da UNESP,
atuando desde 1977 e a Rede de Bibliotecas da UNESP tem por missão
disponibilizar a informação, apoiando as atividades de ensino, pesquisa e extensão ,
contribuindo para a melhoria das atividades acadêmicas, científicas, culturais,
artísticas e administrativas da comunidade unespiana .
O acervo da Rede de Bibliotecas da UNESP é composto por 861.459 livros,
26 .098 títulos de periódicos, com aproximadamente 1.600.147 fascículos, 6.681
vídeos, 9.610 partituras, 5.714 CDs, 52 .043 teses e dissertações e 77 .466 materiais
diversos, totalizando 2.613.120 registros informacionais gerenciados pelas
Bibliotecas da Rede. (UNESP, 2012).
Em março de 2007, a UNESP iniciou a elaboração do seu Plano de
Desenvolvimento Institucional - PDI com a criação de uma Comissão que além de
conduzir o processo teve como objetivo elaborar um plano no qual estivessem
claramente estabelecidos a Missão, Princípios e a Visão de Futuro da Unesp, frente
aos desafios externos e internos enfrentados. (VOORWALD, 2012).
Assim , em 2009 foi aprovado pelos três órgãos colegiados centrais, o
documento final que passou a ser aplicado para nortear as atividades de ensino,
pesquisa, extensão universitária, planejamento, finanças , infraestrutura, gestão e
avaliação acadêmico-administrativa das Unidades da UNESP. Os objetivos e ações
previstos no PDI foram agrupados em grandes Programas, com metas, estratégias e
custos bem definidos.
A Coordenadoria Geral de Bibliotecas da UNESP começou a fazer parte do
PDI da Universidade em 2011 , na dimensão Gestão e Avaliação Acadêmicoadministrativa, através do Programa Apoio e Desenvolvimento da Rede de
Bibliotecas, composto pelas seguintes ações: estabelecer políticas de
desenvolvimento de acervos e de obras raras e ampliar e modernizar a infraestrutura
das bibliotecas e dos arquivos nas Unidades Universitárias.
Ao realizar o planejamento e determinar as metas, ações e modos de
implementação, deparou-se com a necessidade de estabelecer um indicador que
justificasse todo o investimento realizado pelo Programa .
Para afiançar que investimentos em aquisições de grande aporte financeiro
sejam satisfatórios e correspondam às necessidades da comunidade acadêmica a
que se destinam, faz-se imprescindível que a alta administração das bibliotecas
universitárias promova estudos e investigações a esse respeito.
Nesse sentido, um dos principais objetivos deste trabalho consiste em
analisar a obtenção de dados que subsidiem especialmente as aquisições mais
dispendiosas, ou seja , bases de dados e acervos eletrônicos, para a Rede de
Bibliotecas da Universidade Estadual Paulista - UNESP.
Por um lado, considera-se também que a dimensão do investimento e a
satisfação do usuário mantém estreita relação que prescinde de reflexão e
identificação das melhores estratégias a serem adotadas.
Vale ressaltar que não se apresentará uma revisão de literatura sobre
aquisição planejada e satisfação do usuário, apenas destacará alguns trabalhos que

2747

�Avaliação de produtos e serviços
i! """"'"
MaooNlck

~

=

:,

IiWitt.UJ

1I....111~

Trabalho completo

poderão contribuir na compreensão de pontos sobre o indicador satisfação do
usuário .
Pretende-se por fim analisar os principais desafios encontrados num projeto
piloto que servirá à avaliação da satisfação de usuários a ser replicado nas 32
bibliotecas universitárias distribuídas em 23 cidades do Estado de São Paulo.

2 Avaliação de recursos e serviços de informação

No trabalho esclarecedor de Rozados (2005), temos que indicadores nada mais são
do que unidades que permitem medir- caso dos elementos quantitativos, ou verificar,
caso dos elementos qualitativos, se estão sendo alcançados os objetivos. Um
indicador é uma ferramenta de mensuração para subsidiar a tomada de decisão.
Segundo Sutter (2002 apud Rozados 2005, p.64), com relação à satisfação de
usuários e qualidade de serviços e produtos, os indicadores subdividem-se em dois
grupos: os de satisfação e os de desempenho.
Um dos métodos sugeridos para avaliação de serviços de informação pelo
Instituto Brasileiro de Informação em Ciência e Tecnologia (Ibict) em Rocha e Sousa
(2010) é a abordagem quantitativa, por considerar a variedade de produtos e
serviços oferecidos pelo Instituto e a diversidade da comunidade de usuários
atendida . Nesse caso, foram utilizados formulários eletrônicos disponibilizados nos
sites dos serviços. Os autores apresentam ainda opção pela avaliação qualitativa por
meio de entrevistas estruturadas além da avaliação de usabilidade das páginas web
de serviços e produtos. A reunião dos três métodos buscou obter visão do contexto,
enriquecer as condições de uso dos recursos e produtos e conhecer o grau de
satisfação dos usuários, dentre outros. Em suma, esta obra se fundamentou em três
métodos distintos que se voltam para o mesmo fim , que é identificar a adequação
dos produtos e serviços do Ibict às necessidades de seus usuários.
O trabalho em pauta serve de parâmetro à Rede de Bibliotecas da UNESP no
que se refere ao atendimento de comunidades acadêmicas inseridas em todas as
áreas do conhecimento.
Merecem destaque as considerações do diretor do Instituto Brasileiro de
Informação em Ciência e Tecnologia - Ibict, Emir José Suaiden , na apresentação do
trabalho de Rocha e Sousa (2010) sobre a metodologia inovadora que o Instituto
disponibiliza e que
permite, ao mesmo tempo, obter uma visão contextualizada das práticas
informacionais dos usuários e enriquecer as condições de uso dos produtos
e serviços oferecidos, além de conhecer o grau de satisfação dos usuários e
a extensão de acesso e uso dos produtos e serviços avaliados, bem como
obter informações sobre a facilidade com que os usuários se relacionam
com as interfaces desses produtos e serviços.

O indicador grau de satisfação do usuário obtido aqui na experiência
apresentada reforça a importância de investigar as demandas e expectativas antes
de efetuar investimentos financeiros de vulto porque como já apontado , o usuário é

2748

�Avaliação de produtos e serviços
i! """"'"
MaooNlck

~

=

:,

IiWitt.UJ

1I....111~

Trabalho completo

quem melhor decide sobre o que é necessário à sua pesquisa e trabalho.
Vergueiro e Carvalho (2001 , p. 28) ao definir indicadores de qualidade,
atestam que para que possam ser aplicados em plenitude é
importante que sejam vistos sob um duplo ponto de vista , de um lado, o dos
prestadores de serviços que conhecem as peculiaridades da sua área de
atuação; e, por outro, o dos clientes , que sabem como ninguém , avaliar os
serviços que recebem.

Os mesmos autores concluem, após extenso levantamento de relatos de
experiências e outros trabalhos, que o foco no cliente é questão-chave quando se
trata de gestão de qualidade em serviços de informação. Apontam recomendações
extremamente válidas para aplicação em bibliotecas universitárias ou redes de
bibliotecas e que servem de subsídios estratégicos à tomada de decisão, conforme:
a) que as bibliotecas tornem suas políticas internas mais aparentes, uma
vez que a maioria dos clientes que alegou não participar das tomadas de
decisão desconhecem a possibilidade de participação;
b) que as bibliotecas adotem a sistemática de informar aos clientes,
periodicamente e de forma individual , sobre a efetivação de suas sugestões
ao acervo;
c) que as bibliotecas compatibilizem o tempo necessário para a
encadernação e para a obtenção dos materiais emprestados com as
necessidades efetivas dos clientes , de modo a causar-lhes o mínimo
incômodo possível ;
d) realização de outras pesquisas envolvendo diferentes áreas do
conhecimento, escolhendo como universo os clientes mais assíduos ao
serviço de informação, garantindo, assim , o conhecimento dos clientes
quanto aos serviços , produtos e políticas adotadas pelas bibliotecas .

No caso da pesquisa aplicada na Faculdade de Ciências Agronômicas (FCA) ,
assim como no trabalho apresentado por Vergueiro e Carvalho (2010) pretende-se
utilizar os resultados do questionário como norteadores para tomada de decisão e no
caso da UNESP, também no que se refere à aquisição e renovação de assinaturas
de bases de dados e recursos eletrônicos. Além disso, servirá também à inovação
em outras rotinas da Biblioteca, oportunizando que o fazer do bibliotecário
corresponda ao que o usuário necessita e espera receber. A Biblioteca da FCA
reuniu significativo conteúdo de sugestões que serão avaliadas e implementadas
conforme disponibilidade de recursos financeiros , tecnológicos e de pessoal.
Ressalta-se, especialmente, as conclusões a, b e d indicadas no trabalho de
Vergueiro e Carvalho (2010) como sendo importante de serem observadas não
apenas na Rede de bibliotecas da UNESP como também em outras bibliotecas
universitárias.

2.1 Indicadores de Desempenho de Bibliotecas
As Bibliotecas têm necessidade de demonstrarem o valor, qualidade e impactos dos
seus serviços às comunidades que servem . De acordo com a International Standart
Organization (ISO) (2008E) os indicadores de desempenho devem estar ligados à

2749

�Avaliação de produtos e serviços
i! """"'"
MaooNlck

~

=

:,

IiWitt.UJ

1I....111~

Trabalho completo

avaliação e planejamento sistemático da biblioteca e cumprem dois principais
objetivos:
- Facilitar o controle no processo de administração;
- Servir como base para referência e para diálogos entre a equipe da biblioteca,
organismos de financiamento e comunidade usuária.
Ainda de acordo com a ISO (2008E), as bibliotecas precisarão decidir quais
indicadores de desempenho são os mais apropriados para uma situação em
particular. Esta decisão deve ser tomada à luz da missão, metas e objetivos das
bibliotecas.
Para o projeto em desenvolvimento na UNESP e aplicado como piloto na
Biblioteca da FCA, as respostas às indagações da Norma são respondidas na
medida em que se definindo pelo indicador satisfação do usuário compromete-se em
adquirir os recursos informacionais desejados nas bibliotecas, destacando que esta
ação está alinhada ao PDI da UNESP por meio do Programa Apoio e
Desenvolvimento da Rede de Bibliotecas, na Dimensão Gestão e Avaliação
Acadêmico-Adminstrativa.

3 Materiais e Métodos
A Coordenadoria Geral de Bibliotecas da UNESP elaborou , baseada em
literatura existente na área , questionário de avaliação de serviços e produtos
disponíveis aos usuários a ser aplicado nas Bibliotecas da Rede para estabelecer o
grau de satisfação e servir de parâmetro para a tomada de decisões.
O Serviço Técnico de Biblioteca e Documentação da Faculdade de Ciências
Agronômicas de Botucatu foi piloto na aplicação do referido questionário que
contemplou as seguintes questões: grau de satisfação na utilização de recursos
informacionais, equipamentos, atendimento, divulgação dos serviços e utilização de
bases de dados e e-books.
Após adequações sugeridas pelas bibliotecárias da FCA, o questionário foi
elaborado em formulário do Google Does, um pacote de aplicativos atualmente
composto por um processador de texto, um editor de apresentações, um editor de
planilhas e um editor de formulários . (GOOGLE, 2012) . Constou de 57 questões, foi
aplicado no período de 7 de outubro a 15 de novembro de 2011 , num total de 40
dias.
Foram utilizados os endereços de e-mail dos usuários cadastrados na
Biblioteca da FCA e disponíveis no sistema Aleph, que gerencia a automação da
Rede de Bibliotecas da UNESP.
Criou-se uma conta de e-mail com domínio na Reitoria da UNESP para o
envio automático de mensagens solicitando a participação dos usuários, o link do
questionário a ser respondido e um número de controle gerado aleatoriamente para
evitar duplicidade de respostas.
As mensagens encaminhadas, em muitos casos, foram recebidas como
"spam".

2750

�Avaliação de produtos e serviços
i! """"'"
MaooNlck

~

=

:,

IiWitt.UJ
1I....111~

Trabalho completo

4 Resultados Parciais/Finais
Para a análise dos resultados obtidos em relação ao Indicador estabelecido
para o Programa de Apoio e Desenvolvimento para a Rede de Bibliotecas, no PDI
2011 ocorreram os seguintes resultados:

4.1 Recursos tecnológicos - Acesso e recuperação da informação
Como demonstra a Tabela 1, dos serviços disponíveis eletronicamente
através do Athena - catálogo on-line da UNESP, somente "Pedidos de empréstimo
entre bibliotecas na Rede UNESP" apresentou um índice de 67% , inferior aos outros
serviços por ter sido automatizado e implantado há cerca de um ano.
Apesar dos usuários estarem satisfeitos com o nível de atualização dos
equipamentos, constata-se que "Acesso aos e-books" ainda é pequeno,
considerando que 53% desconhecem ou não utilizam. Já "Acesso a periódicos
eletrônicos e bases de dados" apresenta índices de satisfação de 68 e 86%
respectivamente.

Tabela 1 - Recursos tecnológicos - Acesso e recuperação da informação

RECURSOS TECNOLÓGICOS
Nível de atualização dos
equipamentos
Recuperação da informação via
catálogo on-line
Acesso a bases de dados
Acesso a e-books
Acesso a periódicos
eletrônicos
Pedidos de empréstimo
entre bibliotecas (EEB) na
Rede Unesp
Renovação de empréstimos de
material bibliográfico on-line
Reserva de material
bibliográfico on-line

Insatisfeito

Pouco
satisfeito

Satisfeito

Muito
satisfeito

Desconheço
INão
utilizo

3

18

38

34

9

O
1
2

6
6
6

43
41
22

35
45
18

16
7
53

7

34

34

24

4

30

37

28

3

28

65

3

3

36

49

11

O

2751

�Avaliação de produtos e serviços
i! """"'"
MaooNlck

~

=

:,

IiWitt.UJ
1I....111~

Trabalho completo

4.2 Recursos informacionais - Qualidade de acervos e coleções
Com exceção do Acervo de materiais especiais (mapas, partituras, etc.) que
não estão relacionados diretamente à área de Ciências Agronômicas e são muito
específicos, os demais acervos/coleções apresentam grau de satisfação bem
próximo ou acima do índice esperado, ou seja, 70% da amostragem com resultado
bom e/ou excelente, conforme a Tabela 2.
A manutenção da coleção de e-books precisa ser reavaliada para 2012 e mais
divulgada junto aos usuários, pois apresentou o índice de 37% com resultados
"satisfeito" ou "muito satisfeito", muito inferior ao nosso objetivo.

Tabela 2 - Recursos informacionais - Qualidade de acervos e coleções

RECURSOS
INFORMACIONAIS
Qualidade do acervo de livros
Qualidade do acervo de
periódicos
Qualidade da coleção de ebooks
Qualidade da coleção de
periódicos eletrônicos
Qualidade da coleção de
bases de dados
Qualidade do acervo de
materiais especiais (mapas,
partituras, etc)

Pouco
satisfeito

Desconheçol
Não
utilizo
2

Satisfeito

Muito
satisfeito

7

53

37

8

46

27

18

2

7

24

13

54

2

8

38

30

22

2

3

48

35

13

6

20

10

63

Insatisfeito

4.3 Atendimento
Dos aspectos analisados e apresentados na Tabela 3: horário de
funcionamento, tempo de respostas às necessidades, confiabilidade, cortesia,
assistência na pesquisa/referência, qualificação dos funcionários em fontes
eletrônicas, todos apresentaram índice superior a 70% de satisfação, sendo que em
relação a ''Treinamentos oferecidos" apresenta 73% de satisfação, ao mesmo tempo
sinalizam com o índice de 23 % de respostas desconhecem ou não utilizam.

2752

�Avaliação de produtos e serviços

_. ...... _.....
i! """"'"
MaooNlck

~

=

:,

IiWitt.UJ
1I....111~

Trabalho completo

Tabela 3 - Atendimento

ATENDIMENTO

Pouco
satisfeito

O

3

31

63

3

O

5
3
1

28
22
27

61

1

72
72

6
3
1

O
O
6

3
5
7

31
30
47

65
43
40

1
23
1

Funcionários qualificados em
fontes eletrônicas
Assistência na
pesquisa/referência
Cortesia
Confiabilidade
Tempo de respostas às
necessidades
Treinamentos oferecidos
Horário de funcionamento

Satisfeito

Muito
satisfeito

Desconheço/
Não
utilizo

Insatisfeito

4.4 Divulgação
A divulgação dos serviços da biblioteca é realizada através de diferentes
meios (cartazes, folhetos, e.mail , painel eletrônico - display, site da biblioteca) além
dos tutoriais das bases de dados e treinamento quanto ao uso das bases, sendo que
destes, só os folhetos , cartazes e e.mail atingem índices superiores a 70 % de
satisfação . Quanto à divulgação de novas aquisições no site da biblioteca , precisa
ser melhor explorado, pois apresentou um índice de 59 % de satisfação.
Tabela 4 -

Divul~ação

DIVULGAÇÃO
Treinamentos quanto ao uso
das bases
Treinamento quanto ao uso
dos recursos do catálogo online
Cartazes
Folhetos
Painéis eletrônicos (Display)
E.mail
Divulgação de Novas Aquisições no site da Biblioteca
Tutoriais das bases de dados
no site da biblioteca

Pouco
Insatissatisfeito
feito

Satisfeito

Muito
satisfe'ito

Desconheço
/Não
utilizo

2

14

38

28

19

2
1
1
1
2

12
13
14
11
7

39
48
46
40
48

30
24
25
22
32

18
14
15
27
10

5

17

36

23

19

9

42

23

24

2753

�Avaliação de produtos e serviços
i! """"'"
MaooNl ck

~

=

:,

IiWitt.UJ

1I....111~

Trabalho completo

4.4 Utilização das Bases de Dados e outros Recursos Eletrônicos Disponíveis
Considerando que o objetivo da Coordenadoria Geral de Bibliotecas da Unesp
é aplicar o Questionário em todas as 32 Bibliotecas da Rede, foram separados os
recursos eletrônicos (bases de dados referenciais e textuais, e-books, normas
técnicas, etc ... ) por área do conhecimento : biológicas, exatas, humanas e as
multidisciplinares.
Foi solicitado ao usuário que identificasse a área de atuação para que
respondesse diretamente sobre a utilização dos recursos de sua área, além das
outras fontes multidisciplinares.
Analisando as respostas obtidas na Figura 1, observa-se a necessidade de
forte investimento na utilização dos recursos eletrônicos disponíveis, inclusive
considerando que foram adquiridos equipamentos atualizados para facilitar o acesso
ao conteúdo digital.
Constata-se que a coleção de e-books é subutilizada, apresentando 23% de
uso da base "e-Livro", que engloba livros de todas as áreas do conhecimento em
português. As demais coleções estão em inglês, indicando que o idioma é um fator
limitante a ser considerado. Na FCA, desde 2011 estão sendo oferecidos cursos
subsidiados pela Unidade, de inglês, francês e espanhol , aos alunos e servidores
interessados, o que deve minimizar a barreira do idioma para acesso às bases de
dados em médio prazo.

I

r]

I

I

I

I

I

I

I

W eb of Science
Scopus
e- Livro

CAB Abstracts
Bio logical &amp; Agricultu ra llnd ex plu s (Wil son)

AG RIS/CARIS (FAO)
AGRICOLA
Aca demicSource Complete
ABN T Co leçã o

/
0%

• Uti lizo

/

/

/

/

10% 20% 30% 40% 50% 60% 70% 80% 90% 100%

• Desconheço / Não uti li zo

2754

�Avaliação de produtos e serviços
i! """"'"
MaooNlck

~

=

:,

IiWitt.UJ
1I....111~

Trabalho completo

5 Considerações Parciais/Finais
Considerando que foram encaminhados 2.022 e-mails abrangendo corpo
docente, alunos de graduação, alunos de pós-graduação e funcionários, as
respostas que os usuários deram espontaneamente ao questionário piloto
evidenciou a validade de sua aplicação, o que não dispensa a necessidade de
futuros procedimentos estatísticos quando da aplicação no universo de bibliotecas
da UNESP.
Observou-se que Acervo, Recursos tecnológicos, Atendimento, Divulgação e
Uso de bases e recursos eletrônicos, poderão ter gerenciamento diferenciado em
termos de política de desenvolvimento. Além disso, ao conhecer as necessidades
dos usuários, em algumas situações, a biblioteca poderá com pequenos
investimentos e readequações de rotinas, corresponder ainda mais às
necessidades dos usuários. Por esse motivo, recomenda-se aprofundar e repetir
sistematicamente a pesquisa como forma de manter alinhados os investimentos em
bases de dados e recursos eletrônicos verificando a satisfação do usuário com
esses conteúdos e formas de acesso.
Sugere-se analisar a possibilidade de diminuir o número de telas do
questionário e permitir que o usuário tenha opção de responder apenas as
informações que desejar e ou possa salvar o que já respondeu e continuar em
outro momento, o que não foi possível no piloto.
Verificou-se ainda, a necessidade de investimento em estratégias de
divulgação dos recursos eletrônicos, suas facilidades e benefícios, não sendo
suficientes os treinamentos e aulas convencionais oferecidos pela Biblioteca.
Ao eleger o indicador satisfação, diversas áreas das bibliotecas universitárias
terão retornos positivos e se colocadas em prática as sugestões, o usuário, ator
principal em estudos desta natureza, será fortemente beneficiado e as instituições
terão cumprido seu papel, inclusive, adquirindo recursos informacionais adequados.

6 Referências
GOOGLE. Google Does. 2012. Disponível em : &lt;http://www.google.com/google-ds/hpp/hpp_pt-PT_pt.html&gt; . Acesso em : 2 abril 2012.
INTERNATIONAL STANDART ORGANIZATION . ISO 11620:2008(E): Informação e
documentação: indicadores de desempenho de bibliotecas. Tradução Terezinha
Cristina B.Vernaschi. Marília: Coordenadoria Geral de Bibliotecas, UNESP, 2011.
ROCHA, E. da C. ; SOUSA, M. de F. E. de. Metodologia para avaliação de
produtos e serviços de informação. Brasília: Ibict, 2010. 84 p.
ROZADOS , H. B. F. Uso de indicadores na gestão de recursos de informação.
Revista Digital de Biblioteconomia e Ciência da Informação, Campinas, v.3, n.1,
p.60-76, jul.dez. 2005.
UNESP. Anuário estatístico 2011 . Disponível em:
&lt;http://www.unesp.br/ape//mostra_arq_multi.php?arquivo=8160&gt;. Acesso em : 2 abril
2012.

2755

�Avaliação de produtos e serviços
i! """"'"
MaooNlck

~

=

:,

IiWitt.UJ
1I....111~

Trabalho completo

VERGUEIRO, w.; CARVALHO, T. Definição de indicadores de qualidade.
Perspectivas em Ciência da Informação, Belo Horizonte, v. 6, n. 1, p. 27 - 40,
jan./jun.2001 .
VOORWALD, H. J. C . (Coord .) Plano de Desenvolvimento Institucional. São
Paulo: UNESP, 2009. Disponível em : &lt;http://unesp .br/ape/pdi/execucao/index.php&gt; .
Acesso em : 2 abril 2012 .

As autoras agradecem a colaboração das bibliotecárias da Faculdade de Ciências
Agronômicas da Unesp, Campus de Botucatu, pelas sugestões ao questionário
piloto: Ana Lúcia de Grava Kempinas, Célia Regina Inoue, Janaína Celoto Guerrero
e Maria Lúcia Marlins Frederico.

2756

�</text>
                  </elementText>
                </elementTextContainer>
              </element>
            </elementContainer>
          </elementSet>
        </elementSetContainer>
      </file>
    </fileContainer>
    <collection collectionId="49">
      <elementSetContainer>
        <elementSet elementSetId="1">
          <name>Dublin Core</name>
          <description>The Dublin Core metadata element set is common to all Omeka records, including items, files, and collections. For more information see, http://dublincore.org/documents/dces/.</description>
          <elementContainer>
            <element elementId="50">
              <name>Title</name>
              <description>A name given to the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51396">
                  <text>SNBU - Edição: 17 - Ano: 2012 (UFRGS - Gramado/RS)</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="49">
              <name>Subject</name>
              <description>The topic of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51397">
                  <text>Biblioteconomia&#13;
Documentação&#13;
Ciência da Informação&#13;
Bibliotecas Universitárias</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="41">
              <name>Description</name>
              <description>An account of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51398">
                  <text>Tema: A biblioteca universitária como laboratório na sociedade da informação.</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="39">
              <name>Creator</name>
              <description>An entity primarily responsible for making the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51399">
                  <text>SNBU - Seminário Nacional de Bibliotecas Universitárias</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="45">
              <name>Publisher</name>
              <description>An entity responsible for making the resource available</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51400">
                  <text>UFRGS</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="40">
              <name>Date</name>
              <description>A point or period of time associated with an event in the lifecycle of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51401">
                  <text>2012</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="44">
              <name>Language</name>
              <description>A language of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51402">
                  <text>Português</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="51">
              <name>Type</name>
              <description>The nature or genre of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51403">
                  <text>Evento</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="38">
              <name>Coverage</name>
              <description>The spatial or temporal topic of the resource, the spatial applicability of the resource, or the jurisdiction under which the resource is relevant</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51404">
                  <text>Gramado (Rio Grande do Sul)</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
          </elementContainer>
        </elementSet>
      </elementSetContainer>
    </collection>
    <itemType itemTypeId="8">
      <name>Event</name>
      <description>A non-persistent, time-based occurrence. Metadata for an event provides descriptive information that is the basis for discovery of the purpose, location, duration, and responsible agents associated with an event. Examples include an exhibition, webcast, conference, workshop, open day, performance, battle, trial, wedding, tea party, conflagration.</description>
    </itemType>
    <elementSetContainer>
      <elementSet elementSetId="1">
        <name>Dublin Core</name>
        <description>The Dublin Core metadata element set is common to all Omeka records, including items, files, and collections. For more information see, http://dublincore.org/documents/dces/.</description>
        <elementContainer>
          <element elementId="50">
            <name>Title</name>
            <description>A name given to the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="64931">
                <text>Satisfação do usuário como orientação para investimento em recursos informacionais.</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="39">
            <name>Creator</name>
            <description>An entity primarily responsible for making the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="64932">
                <text>Campos, Maria Lígia; Cruz, Maria Inês Andrade e</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="38">
            <name>Coverage</name>
            <description>The spatial or temporal topic of the resource, the spatial applicability of the resource, or the jurisdiction under which the resource is relevant</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="64933">
                <text>Gramado (Rio Grande do Sul)</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="45">
            <name>Publisher</name>
            <description>An entity responsible for making the resource available</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="64934">
                <text>UFRGS</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="40">
            <name>Date</name>
            <description>A point or period of time associated with an event in the lifecycle of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="64935">
                <text>2012</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="51">
            <name>Type</name>
            <description>The nature or genre of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="64937">
                <text>Evento</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="41">
            <name>Description</name>
            <description>An account of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="64938">
                <text>Os investimentos em bibliotecas universitárias, especialmente em Redes de bibliotecas, são bastante expressivos e demandam estudo e planejamento. Por outro lado, a satisfação do usuário com os serviços e produtos oferecidos pelas bibliotecas é um dos Indicadores mais valorizados na literatura especializada, uma vez que o usuário é sempre o centro das diversas abordagens metodológicas das pesquisas nessa área. Por estas razões, foi aplicado o Questionário de Satisfação dos Usuários junto à Biblioteca da Faculdade de Ciências Agronômicas do Campus de Botucatu, como piloto de um projeto mais abrangente em desenvolvimento pela Coordenadoria da Rede de Bibliotecas da Unesp. O presente trabalho aborda, além das questões relativas ao investimento e satisfação do usuário, os resultados obtidos com o projeto piloto e adequações necessárias à sua aplicação em toda a Rede de Bibliotecas.</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="44">
            <name>Language</name>
            <description>A language of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="69617">
                <text>pt</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
        </elementContainer>
      </elementSet>
    </elementSetContainer>
  </item>
  <item itemId="6117" public="1" featured="0">
    <fileContainer>
      <file fileId="5181">
        <src>http://repositorio.febab.org.br/files/original/49/6117/SNBU2012_256.pdf</src>
        <authentication>7ad333bb2465583d7aa1ec4d166e4c31</authentication>
        <elementSetContainer>
          <elementSet elementSetId="4">
            <name>PDF Text</name>
            <description/>
            <elementContainer>
              <element elementId="92">
                <name>Text</name>
                <description/>
                <elementTextContainer>
                  <elementText elementTextId="64930">
                    <text>i
;:li

S!mWrio

Avaliação de produtos e serviços

/IbooroaIde

=

IiWitt_

:.

U-,""lIIMbs

Trabalho completo

AVALIAÇÃO DO SINAES PARA BIBLIOTECAS UNIVERSITÁRIAS:
UMA ANÁLISE DA METODOLOGIA DE AVALIAÇÃO·
Heloisa dos Santos Brasil
Mestre em Avaliação de Políticas Públicas pela Universidade Federal do Ceará - UFC,
Especialista em Docência do Ensino Superior, bibliotecária na Universidade Federal Rural da
Amazônia - UFRA, Belém , Pará.

Resumo
Neste artigo se apresenta a metodologia de avaliação de biblioteca universitária
desenvolvida por meio da política do Sistema Nacional de Avaliação da Educação
Superior - SINAES. Para a elaboração deste artigo a metodologia adotada foi à
revisão de literatura a partir de fontes de informações como: Leis, instrumentos de
avaliação dos SINAES e bibliografias sobre avaliação da educação superior,
avaliação de bibliotecas universitárias e sobre a referida política . O resultado da
análise da literatura e dos documentos legais permite o entendimento de que os
processos de avaliações do SINAES são complexos e redundantes, uma vez que
possuem várias modalidades de avaliação, nas quais muitos indicadores se
repetem . Essa característica pode possibilitar um resultado fragmentado e superficial
das avaliações das IES e dos seus setores. Com relação à avaliação das
bibliotecas, as modalidades de Avaliações Institucionais do SINAES se restringem a
quantificar aspectos da infraestrutura desse setor, entretanto a atuação pedagógica
e formativa das bibliotecas universitárias são pouco analisadas. Por tudo, defendese que são necessárias avaliações que integrem ferramentas de coletas de dados
qualitativos e quantitativos. De modo que permita uma análise mais profunda dos
desempenhos das bibliotecas.
Palavras-chave: Avaliação de Bibliotecas Universitárias; Avaliação Institucional;
SINAES.
Abstract
This paper presents a methodology for evaluation of university library developed
through the policy of the National Assessment of Higher Education - SINAES. For the
preparation of this article the methodology adopted was the literature review, from
information sources such as laws, assessment tools SINAES and bibliographies on
higher education assessment, evaluation of university libraries and on the policy. The
result of analysis of literature and legal documents that allows the understanding of
the processes of SINAES assessments are complex and redundant, since they have
various forms of assessment, in which many indicators are repeated . This feature
can provide a result of fragmented and superficial assessments of IES and its
sectors. Regarding the evaluation of libraries, methods of Institutional Ratings
SINAES confined to quantify aspects of the infrastructure of this sector, however the
' Os dados e as reflexões presentes neste artigo são parte da dissertação de mestrado da autora
deste texto. Dissertação intitulada como Avaliação do Processo de Modernização da Biblioteca da
Universidade Federal do Tocantins, Campus de Palmas. Apresentada, em maio de 2011, ao
Programa de Mestrado em Avaliação de Políticas Públicas da Universidade Federal do Ceará.

2731

�i
;:li

S!mWrio

Avaliação de produtos e serviços

/IbooroaIde

=

IiWitt_

:.

U-,""lIIMbs

Trabalho completo

performance and pedagogical training of university libraries are not analyzed . For ali,
it is argued that assessments are needed to integrate tools collections qualitative and
quantitative data. In order to allow a deeper analysis of the performance of libraries.

Keywords: Assessment of University Libraries; Institutional Assessment; SINAES.
1 Introdução
Atualmente, o Brasil dispõe de uma política específica para avaliação da
educação superior, denominada Sistema Nacional de Avaliação da Educação
Superior - SINAES. O referido Sistema tem por finalidade a avaliação dos cursos de
graduação. O SINAES foi instituído por meio da Lei N° 10.861 , de 14 de abril de
2004.
As bibliotecas universitárias são um dos setores avaliados nas duas etapas
da Avaliação Institucional e na Avaliação dos Cursos de Graduação dessa política .
Esta pesquisa tem por objetivo analisar a metodologia de avaliação que o SINAES
emprega para as bibliotecas universitárias das IFES.
Os autores Meneghel e Lamar (2001) consideraram que a avaliação da
educação superior no Brasil surge baseada na ideia de contribuir com a reforma do
Estado, com a justificativa de promover a modernização e o aumento da eficácia da
administração pública, ao invés de tentar compreender as dimensões e a
contribuição das instituições de educação superior para a sociedade .
Como as bibliotecas universitárias das IFES são setores da administração
pública federal , procurou-se entender se a metodologia de avaliação do SINAES
aplicada às bibliotecas universitárias possibilita o controle/regulação das bibliotecas
ou a compreensão da sua dinâmica e significado?
De acordo com Rosa e Nascimento (2010) , nos processos da avaliação
institucional do SINAES, as condições das bibliotecas têm grande peso na
pontuação do item infraestrutura. Mas, para Holanda (2006) , nessa Avaliação do
MEC, como é conhecida essa política, a centralidade são as instalações físicas , e
nesse sentido há ênfase nas estruturas físicas das bibliotecas.
A necessidade desta análise parte do acompanhamento de avaliações
institucionais do SINAES em algumas IFES, a partir dessa experiência pode-se
concordar com Holanda (2006) , uma vez que nas modalidades de avaliações
institucionais do SINAES se constata um enfoque na análise das condições
estruturais das bibliotecas. Sendo assim, faz-se importante uma análise crítica dessa
metodologia de avaliação, a partir de procedimentos científicos.
2 Revisão de Literatura
De acordo com a análise da literatura especializada , a abordagem de
avaliação mais empregada às bibliotecas universitárias é a quantitativa. Conforme
diz Leitão (2005) ,
Atualmente , o sistema de avaliação que prevalece nas bibliotecas
universitárias é essencialmente quantitativo, traduzindo seu desempenho
por meio de números e cifras que pouco agregam para o entendimento de
sua dinâmica e necessidades. Avaliações complementares , de caráter
qualitativo, demandam empenho de recursos financeiros raramente
disponíveis. (LEITAO , 2005 , p. 41).

2732

�i
;:li

S!mWrio

Avaliação de produtos e serviços

/IbooroaIde

=

IiWitt_

:.

U-,""lIIMbs

Trabalho completo

Para Leitão (2005), a avaliação quantitativa pouco contribui para o
entendimento da dinâmica da biblioteca, porque não permite a compreensão das
considerações dos usuários, por exemplo, ela pode descrever quantos deles usam a
biblioteca, mas não o que eles pensam sobre esse uso. Segundo Leitão (2005),
A ciência da informação, parte integrante das Ciências Sociais Aplicadas,
exige abordagem qualitativa apoiada em metodologia interpretativa [ ... ].
Temos que entender definitivamente que não lidamos exclusivamente com
livros ou documentos. Nosso trabalho envolve pessoas, cuja interação gera
conhecimento. [ ... ] A biblioteca universitária precisa avaliar as
particularidades de cada situação, entendendo-as em sua dinâmica e seus
significados. (LEITÃO , 2005, p. 53) .

Com a afirmação acima, Leitão (2005), pesquisadora da área da
biblioteconomia , se aproxima das concepções de avaliação de Lejano (2006), teórico
da área de avaliação de políticas públicas. Esse autor propõe um modelo
experiencial de avaliação, no qual a avaliação deve ser repleta de experiência e
reflexão, paralelas a uma análise interpretativa, sendo complexa e multidimensional.
E a compreensão deve ter como principal instrumento a experiência local, da qual o
pesquisador pode se aproximar por meio do estabelecimento de diálogo com os
atores da política .
Segundo a legislação, o SINAES tem como meta melhorar a qualidade da
educação superior, orientar a expansão das ofertas de vagas e aumento
permanente da eficácia institucional e da efetividade acadêmica e social. (BRASIL,
2004a) . Essa avaliação regulamenta e supervisiona a educação superior, por isso
dependem dela o "credenciamento e a renovação de credenciamento de instituições
de educação superior, a autorização, o reconhecimento e a renovação de
reconhecimento de cursos de graduação". (BRASIL, 2004a) .
Para Rothen (2006), a proposta de avaliação do SINAES tem características:
reguladora , pois é executada por avaliadores externos e da sua avaliação dependem
o credenciamento e a renovação do credenciamento das IES e a autorização de
funcionamento dos Cursos de Graduação; tem um enfoque quantitativo e
centralizado pelo Estado, já que utiliza instrumentos de avaliação com indicadores
numéricos e pré-elaborados pelo Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas
Educacionais Anísio Teixeira (INEP) .
Segundo Dias Sobrinho, avaliações com essas características pouco
contribuem para o entendimento do significado da IES para a sociedade , o autor
explica que:
Buscar compreender a complexidade e a polissemia do fenômeno
educacional e das instituições educativas em concreto ultrapasse o
meramente observável e quantificável para efeitos de restrição e
enquadramento a uma norma ou critério previamente estabelecidos, seja
isso de caráter social ou mais marcadamente econômico, e tenha sobretudo
uma função intencionalmente proativa e formativa ou pedagógica . (DIAS
SOBRINHO, 2002 , p.131).

Mas os autores Augusto e Balzan (2007) atribuem ao SINAES uma
característica híbrida. Porque, para esses autores, esse sistema de avaliação traz
caráter de regulação e de emancipação. Isso significa que se aproxima da avaliação
emancipatória, quando possibilita a participação da comunidade no processo

2733

�i

Avaliação de produtos e serviços
S!mWrio

;:li

/IbooroaIde

:.

IiWitt_
U-,""lIIMbs

=

Trabalho completo

avaliativo, por meio da autoavaliação. Mas Augusto e Balzan (2007) argumentam
que o SINAES tem características de avaliação regulatória , quando a utiliza para o
controle das Instituições de Ensino Superior (IES) , por meio da sua exigência para o
credenciamento e a renovação de credenciamento de instituições de educação
superior, assim como para a autorização, o reconhecimento e a renovação de
reconhecimento de Cursos de Graduação.
Contudo, concorda-se com Silva e Silva (2008, p. 172), quando afirma que as
avaliações de políticas públicas devem funcionar como um "mecanismo de
construção de conhecimento crítico sobre políticas e programas sociais, podendo
realimentar decisores públicos e lutas sociais por cidadania, rumo à construção de
uma sociedade justa e mais igualitária". Nessa perspectiva, os cidadãos poderiam
utilizar os resultados das avaliações de políticas públicas como instrumentos de
controle social.
No entanto, para um processo avaliativo alcançar esse tipo de resultado, a
metodologia adotada deve ir além da análise de dados quantitativos, deve porém,
incluir recursos que possibilitem a interlocução com os usuários da política ou
projetos avaliados, isto é, articulação de dados quantitativos e qualitativos.

3 Materiais e Métodos
Esta pesquisa parte de uma abordagem qualitativa de avaliação de políticas
públicas, de acordo com as concepções de avaliação de Lejano (2006). Esse autor
contesta o dogmatismo metodológico nas pesquisas avaliativas, além de ser
contrário à avaliações focadas somente no custo-benefício.
A metodologia adotada para a construção desse artigo foi à revisão de
literatura especializada, por meio da utilização de dois tipos de estratégias de coleta
de dados, a pesquisa documental e a pesquisa bibliográfica . Foram analisados
documentos como a legislação dos SINAES, a Lei 10.861/2004; no sitio do INEP
procurou-se identificar informações e manuais nos quais constem os padrões para
bibliotecas universitárias estabelecidos pelo SINAES; dois relatórios de
autoavaliação da Universidade Federal do Tocantins; além disso, foram analisadas
as fontes bibliográficas como artigos científicos e livros de teóricos da avaliação de
políticas públicas e da biblioteconomia, como:Dias Sobrinho (2002), Holanda (2006),
Leitão (2005), Lejano (2006), Lubisco (2009), Meneghel e Lamar (2001), Ramos
(2009), Rosa (2010), Rothen (2006), Minayo (2005) e Silva e Silva (2008) . Em
seguida, procedeu-se a análise dos dados coletados por meio da leitura,
interpretação e discussão dos dados.

4 A Análise da Metodologia de Avaliação do Sinaes para as Bibliotecas
Universitárias
O SINAES é composto por três modalidades de Avaliação, são elas: a
Avaliação dos Cursos de Graduação; a Avaliação das Instituições de Educação
Superior e o Exame Nacional de Avaliação do Desempenho dos Estudantes ENADE 1 . (BRASIL, 2004a).
1 o ENADE é realizado por meio de uma prova aplicada aos alunos do final do primeiro e do último
ano do Curso, segundo a legislação esse exame tem como objetivo identificar o rendimento dos
alunos dos cursos de graduação em relação aos conteúdos programáticos, suas habilidades e

2734

�i
;:li

S!mWrio

Avaliação de produtos e serviços

/IbooroaIde

=

IiWitt_

:.

U-,""lIIMbs

Trabalho completo

o ENADE não será discutido nesse artigo já que essa modalidade avalia o
rendimento dos alunos com relação ao conteúdo dos Cursos de Graduação.
A Avaliação de Curso e a Avaliação Institucional do SINAES incluem no seu
processo avaliativo os seguintes indicadores das bibliotecas universitárias: acervo,
área física, organização do acervo, formas de acesso, recursos humanos,
informatização, produtos e serviços e a política de atualização e expansão do
acervo, os quais serão descritos a seguir. Nos dois tópicos iniciais desta seção
descreve-se a metodologia de avaliação das bibliotecas, e no último tópico
apresenta-se a análise crítica a respeito do tema estudado .
4.1 A Abordagem às Bibliotecas na Avaliação dos Cursos de Graduação
A Avaliação dos Cursos de Graduação é desenvolvida por comissões de
avaliadores externos designados pelo INEP, que verificam in loco as condições de
ensino, isto é, os recursos e instrumentos didático-pedagógicos dos Cursos, como o
Projeto Político Pedagógico, o corpo docente, as instalações físicas, etc. Com
relação às bibliotecas, os indicadores avaliados são: o 3.6 . Bibliografia básica, o 3.7 .
Bibliografia complementar e o 3.8. Periódicos especializados. (Brasil, 2004b; INEP,
2011). Segundo Augusto e Balzan (2007), a periodicidade dessas avaliações
depende do processo de reconhecimento e renovação de reconhecimento dos
cursos.
Nela os avaliadores utilizam o Instrumento de Avaliação de Curso de
Graduação Presencial e à Distância, elaborado pelo INEp 2 . Esse instrumento é
composto de indicadores, conceitos numéricos (notas de um a cinco) e de critérios
de análise. Conforme exemplo abaixo referente à análise da bibliografia básica de
cursos de graduação.
Dimensão 3: INFRAESTRUTURA
Fontes de Consulta : Projeto Pedagógico do Curso, Diretrizes Curriculares Nacionais, quando houver,
Formulário Eletrônico preenchido pela IES no e-MEC e Documentação Comprobatória.
Indicador
3.6. Bibliografia básica

Conceito
1

(Para
fins
autorização,
de
considerar o acervo da bibliografia
básica disponivel para o primeiro
ano do curso, se CSTs, ou dois
primeiros
anos,
se
bacharelados/licenciaturas)
2
Nos cursos que possuem acervo
virtual (pelo menos 1 título virtual
curricular) ,
por
unidade
a
proporção de alunos por exemplar
físico passam a figurar da
seguinte
maneira
para
os
conceitos 3, 4 e 5:

3

Critério de Análise
Quando o acervo da bibliografia básica não está
disponivel; ou quando está disponivel na proporção
média de um exemplar para 20 ou mais vagas anuais
pretendidas/autorizadas, de cada uma das unidades
curriculares, de todos os cursos que efetivamente
utilizam o acervo; ou quando o acervo existente não está
informatizado e tombado junto ao patrimônio da IES; ou
quando não existe um mínimo de três títulos por unidade
curricular.
Quando o acervo da bibliografia básica, com no mínimo
três títulos por unidade curricular, está disponível na
proporção média de um exemplar para a faixa de 15 a
menos de 20 vagas anuais pretendidas/autorizadas, de
cada uma das unidades curriculares, de todos os cursos
que efetivamente utilizam o acervo, além de estar
informatizado e tombado junto ao patrimônio da IES.
Quando o acervo da bibliografia básica, com no mínimo
três títulos por unidade curricular, está disponível na

competências. Disponível em: http://www.inep.gov.brlsuperior/enade/default.asp. Acesso em : 13 jan.
2012.
2 Disponível em: http://www.inep.gov.brlsuperior/condicoesdeensinol. Acesso em: 13 jan. 2012.

2735

�i

Avaliação de produtos e serviços
S!mWrio

;:li

/IbooroaIde

:.

IiWitt_
U-,""lIIMbs

=

Trabalho completo

Conceito 3 - 13 a 19 vagas
anuais
Conceito 4 - de 6 a 13 vagas
anuais
Conceito 5 - menos de 6 vagas
anuais)

4

5

proporção média de um exemplar para a faixa de 10 a
menos de 15 vagas anuais pretendidas/autorizadas, de
cada uma das unidades curriculares, de todos os cursos
que efetivamente utilizam o acervo, além de estar
informatizado e tombado junto ao patrimônio da IES.
Quando o acervo da bibliografia básica, com no minimo
três títulos por unidade curricular, está disponivel na
proporção média de um exemplar para a faixa de 5 a
menos de 10 vagas anuais pretendidas/autorizadas, de
cada uma das unidades curriculares, de todos os cursos
que efetivamente utilizam o acervo, além de estar
informatizado e tombado junto ao patrimônio da IES.
Quando o acervo da bibliografia básica, com no mínimo
três títulos por unidade curricular, está disponível na
proporção média de um exemplar para menos de 5
vagas anuais pretendidas/autorizadas, de cada uma das
unidades curriculares, de todos os cursos que
efetivamente utilizam o acervo, além de estar
informatizado e tombado junto ao patrimônio da IES.

- de Cursos, referente ao acervo das bibliotecas .
Quadro 1 - Indicadores da Avallaçao
Fonte: INEP, 2011 .

A metodologia da avaliação consiste numa relação entre o que está descrito
no PPP (Projeto Político e Pedagógico) do Curso e a composição do acervo da
biblioteca (INEP, 2011). Nesse caso, o instrumento da Avaliação dos Cursos de
Graduação só permite que o avaliador externo verifique, conforme é descrito nos
relatórios emitidos pela IES, se os títulos dos livros referidos nos PPPs dos Cursos
existem no acervo da biblioteca . Outra ação é comparar a quantidade de exemplares
elencados nos relatórios com a quantidade de alunos por turma. Para essa relação
entre a quantidade de alunos e a quantidade de exemplares de itens da bibliografia
básica no acervo, o avaliador pode emitir um conceito de um a cinco. (INEP, 2011).

4.2 A Abordagem às Bibliotecas na Avaliação das Instituições de Educação
Superior
Mesmo tendo em vista as atividades acadêmicas, Avaliação das Instituições
de Educação Superior, se detém em questões de infraestrutura da IES, por isso está
voltada para verificar os dados da missão, do Plano de Desenvolvimento
Institucional (PDI), da política de ensino, da responsabilidade social da instituição,
assim como organização e gestão da instituição, infraestrutura física , etc. (INEP ,
2010a).
Essa avaliação institucional possui duas etapas: a autoavaliação e a
avaliação externa in loco. Sendo que o relatório da primeira é utilizado como
subsídio para a segunda , que verifica in loco os dados constados na autoavaliação.

4.2.1 Autoavaliação
A autoavaliação deve ser realizada anualmente pela Comissão Própria de
Avaliação - CPA das IES. A CPA deve ser composta por representantes de todas as
categorias (estudantes, docentes, técnico-administrativos) que compõe a IES e por
representantes da sociedade civil organizada. Essa Comissão planeja e executa o

2736

�i
;:li

S!mWrio

Avaliação de produtos e serviços

/IbooroaIde

=

IiWitt_

:.

U-,""lIIMbs

Trabalho completo

processo com base nas diretrizes e no roteiro da autoavaliação institucional da
Comissão Nacional de Avaliação da Educação Superior (CONAES)3.
No roteiro da autoavaliação institucional do CONAES (BRASIL, 2004b) as
orientações sobre a avaliação das bibliotecas aparecem na dimensão 4.7 Infraestrutura física, especialmente a de ensino e de pesquisa , biblioteca, recursos
de informação e comunicação. Cita-se como exemplo alguns indicadores
relacionados com a biblioteca presentes no referido documento, a seguir:
• Quais são as características dos laboratórios e bibliotecas quanto à
iluminação, refrigeração, acústica , ventilação, mobiliário e limpeza?
• Adequação da infra-estrutura da instituição (salas de aula , biblioteca ,
laboratórios, áreas de lazer, transporte, hospitais, equipamentos de
informática, rede de informações e outros) em função das atividades de
ensino, pesquisa e extensão.
• Políticas institucionais de conservação, atualização, segurança e de
estímulo à utilização dos meios em função dos fins.
• Utilização da infra-estrutura no desenvolvimento de práticas pedagógicas
inovadoras.
• O espaço é suficiente para que os estudantes desempenhem as atividades
programadas?
• Qual o nível de funcionalidade dos laboratórios, bibliotecas, oficinas,
espaços experimentais?
• Qual o estado de conservação dos laboratórios e bibliotecas e as
carências mais relevantes?
• Quais são as características dos laboratórios e bibliotecas quanto à
iluminação, refrigeração, acústica, ventilação, mobiliário e limpeza?
• A quantidade de postos na biblioteca e salas de leitura é adequada às
necessidades dos usuários? Justifique.
• Os horários e calendário da biblioteca respondem às necessidades dos
estudantes nos turnos oferecidos pela IES (diurnos e noturnos)? Justifique.
• Os equipamentos da biblioteca têm a quantidade e qualidade necessárias?
Justifique.
• A organização dos materiais e o volume de consultas e empréstimos são
adequados (Justifique)? São informatizados?
• Qual é a disponibilidade dos materiais em relação à demanda?
• Qual é a disponibilidade da bibliografia obrigatória ou recomendada em
relação à demanda?
• Qual o grau de satisfação dos usuários com relação ao sistema de acesso
aos materiais e a sua consulta? Justifique.
• Qual é a satisfação dos usuários com a quantidade, qualidade e
acessibilidade da bibliografia? Justifique.
• Qual é a satisfação dos estudantes com os laboratórios e as bibliotecas da
IES? Justifique.
• Existem procedimentos claros para adquirir, manter, revisar e atualizar as
instalações e recursos necessários?
• A instituição possui , em seu quadro de pessoal , técnicos-administrativos
necessários para o uso e manutenção das instalações/infra estrutura?
Justifique.
• As instalações são adequadas e adaptadas para os estudantes com
necessidades especiais 4? Justifique.
3 Disponível em : http://www.inep.gov.br/superior/avaliacao institucional/. Acesso em : 13 jan. 2012.
4 Condições de acesso para portadores de necessidades especiais (Dec. 5.296/2004 , a vigorar a
partir de 2009).

2737

�i

Avaliação de produtos e serviços
S!mWrio

;:li

/IbooroaIde

:.

IiWitt_
U-,""lIIMbs

=

Trabalho completo

• Há coerência entre as bibliotecas, laboratórios, equipamentos de
informática e as práticas pedagógicas dos docentes? Justifique.
Indicadores quantitativos
• N° de Bibliotecas (central e setoriais) .
• Acesso a bases de dados e bibliotecas.
• N° de livros, periódicos e títulos em geral.
• Questionários de satisfação dos usuários sobre as instalações em geral e
especialmente sobre a biblioteca , laboratórios e equipamentos informáticos.
(Brasil , 2004b) .

A partir dos indicadores acima, observa-se que além do acervo da biblioteca,
objeto de análise da avaliação de cursos, os aspectos da biblioteca considerados na
etapa da autoavaliação envolvem a estrutura física, a informatização, os serviços do
setor, entre outros, mas ambos relacionados ao nível de satisfação da comunidade
acadêmica. (BRASIL, 2004b) .
Por fim , o resultado da autoavaliação é utilizado como subsídios para a
Avaliação Externa In loco, a qual será descrita a seguir.

4.2.2 Avaliação Institucional Externa In loco
De acordo com Brito (2009), a modalidade de Avaliação Externa In loco do
SINAES é desenvolvida pelo MEC, o Conselho Nacional de Educação - CNE ,
o INEP e a CONAES . Assim como a Avaliação de Cursos a Avaliação Institucional
Externa In loco é realizada a partir de avaliadores externos. Essa modalidade de
avaliação pode ter duas finalidades : o credenciamento ou o recredenciamento da
IES, o INEP possui um tipo de instrumento de avaliação para cada uma das
finalidades de avaliação.
Estes instrumentos são compostos de padrões de qualidade e indicadores
quantitativos. Nesses processos avaliativos, o uso do instrumento de avaliação
consiste em observar o referencial mínimo de qualidade de cada indicador,
comparar o indicador com as informações documentais e com as condições
apresentadas in loco pela IES. As considerações dessa comparação são
representadas pelos conceitos de um a cinco.
Nas Avaliações Institucionais Externas, novamente, são verificados os dados
das bibliotecas referentes à atualização do acervo, serviços, espaço físico,
informatização, bibliotecas dos pólos para educação à distância, etc. (INEP, 2010a ,
2010b) .
Com relação à avaliação externa in loco, que visa ao credenciamento das
IES, o instrumento utilizado de avaliação possui três dimensões. A biblioteca é
avaliada na terceira dimensão, a de instalações físicas . Nesse processo avaliativo, o
peso dessa dimensão é de 40% . A seguir um exemplo de indicador e critérios de
análise utilizados:
Dimensão 3: INSTALAÇOES FISICAS
Indicador
3.6 Biblioteca: instalações para o
acervo e funcionamento

Conceito

5

Critério de Análise
Quando há instalações equipadas para o acervo da
biblioteca, que incorporam concepções arquitetônicas,
tecnológicas e de acessibilidade específicas para suas
atividades , atendendo plenamente aos requisitos de:
dimensão, limpeza, iluminação, acústica, ventilação,
segurança,
conservação,
conforto,
horários
de
atendimento e espaços para estudos individuais e em

2738

�i

Avaliação de produtos e serviços
S!mWrio

;:li

/IbooroaIde

:.

IiWitt_
U-,""lIIMbs

=

Trabalho completo

4

3

2

1

Çlrupo.
Quando há instalações equipadas para o acervo da
biblioteca, que incorporam concepções arquitetônicas,
tecnológicas e de acessibilidade específicas para suas
atividades, atendendo adequadamente aos requisitos
de: dimensão, limpeza, iluminação, acústica, ventilação,
segurança,
conservação,
conforto,
horários
de
atendimento e espaços para estudos individuais e em
grupo.
Quando há instalações para o acervo da biblioteca que
incorporam concepções arquitetônicas, tecnológicas e de
acessibilidade específicas para suas atividades ,
atendendo suficientemente aos
requisitos de:
dimensão, limpeza, iluminação, acústica, ventilação,
segurança,
conservação,
conforto,
horários
de
atendimento e espaços para estudos individuais e em
grupo.
Quando as instalações para o acervo da biblioteca
apresentam atendem de maneira insuficiente aos
requisitos de: dimensão, limpeza, iluminação, acústica,
ventilação, segurança , conservação , conforto, horários
de atendimento e espaços para estudos individuais e em
grupo.
Quando as instalações para o acervo e funcíonamento da
biblioteca são precárias ou não existem.

- de Institucional.
Quadro 2 - Indicadores referentes a biblioteca da Avallaçao
Fonte: INEP, 2010b.

Já na avaliação que visa ao recredenciamento da IES, é utilizado o
Instrumento de Avaliação Institucional Externa do INEP (2010a), o qual possui dez
dimensões. A biblioteca encontra-se avaliada na dimensão sete, a de Infra-estrutura
física, que possui cinco indicadores e peso dez nessa modalidade de avaliação do
SINAES .
O Instrumento de Avaliação Institucional Externa do INEP (2010a) foi
elaborado em 2008 e atualizado em 2010, para implementar o processo avaliativo
integrado do SINAES, que é avaliação da instituição junto com a dos cursos. O PDI
e o relatório de autoavaliação fornecidos pela IES são Instrumentos de apoio a este .
Apesar de a biblioteca ser avaliada em três indicadores nesse instrumento,
selecionou-se para exemplo apenas dois, uma vez que um se limitava a comparar a
estrutura física com a sua descrição nos documentos oficiais. Dimensões e
indicadores:
7.4. Biblioteca: acervo, serviços e espaço físico :
Conceito referencial mínimo de qualidade: Quando podem ser verificadas
ações adequadas de atualização e ampliação do acervo bibliográfico e dos serviços
da(s) biblioteca (s) .
Serviços da biblioteca: Incluem-se entre os serviços da biblioteca : sistema
de informatização, reservas de livros pela Internet, empréstimo domiciliar, cópias de
documentos internamente na IES, oferta de serviço de comutação bibliográfica no
país e no exterior e outros.
7.5. Bibliotecas dos pólos para educação à distância: acervo, serviços e
espaço físico (indicador exclusivo para IES credenciada para modalidade à distância
- EAD) .

2739

�i

Avaliação de produtos e serviços
S!mWrio

;:li

/IbooroaIde

:.

IiWitt_
U-,""lIIMbs

=

Trabalho completo

Conceito referencial mínimo de qualidade: Quando podem ser verificadas
ações adequadas de atualização e ampliação do acervo bibliográfico e dos serviços
da(s) biblioteca (s) .
Esta etapa da Avaliação Institucional também utiliza como recurso um
instrumento padronizado de caráter quantitativo, já que se atribuem conceitos
numéricos para representar o resultado da avaliação. A seguir, analisa-se a
metodologia de avaliação de bibliotecas universitárias descrita acima.
4.3 Resultados Finais
Rothen (2006) concluiu que os processos de avaliação institucional do
SINAES são longos e trabalhosos por envolver variadas dimensões e inúmeros
indicadores de qualidade . Esse autor ainda argumenta que a proposta de avaliação
externa do referido Sistema se aproxima da dinâmica de avaliação da década de
1990, devido o seu conjunto de indicadores pré-estabelecidos que permite a
elaboração de um conceito final.
A análise da metodologia e dos instrumentos de avaliação do SINAES ,
aplicados às bibliotecas universitárias permite a constatação de que nesse processo
existe uma ênfase nos dados quantitativos por meio da atribuição de conceitos
numéricos aos indicadores de análise.
Algumas das características da metodologia da Avaliação de Cursos do
SINES não são novidades, pois estavam presentes nos processos de avaliação da
educação superior brasileira desde a década de 1990, são elas: a opção de utilizar
instrumentos pré-elaborados, atribuição de conceitos numéricos e a utilização de
avaliadores externos. Segundo Meneghel e Lamar (2001 , p.153), naquele período ,
essa opção metodológica foi justificada pelo seu caráter científico, pela sua
objetividade, e por serem elaborados por especialistas.
No entanto, Meneghel e Lamar (2001) , contestaram tal justificativa ao
afirmarem que a avaliação elaborada com caráter técnico, científico ou neutro, tem
como objetivos generalizações, e estão fundamentadas numa visão de ciência das
ciências naturais. Para os autores, o fato de avaliação ser elaborada por
especialistas e executada por avaliadores externos não garante o discurso da
neutralidade.
Com relação à justificativa de indicadores quantitativos resguardarem a
objetividade, que poderia assegurar a igualdade de condições entre instituições
avaliadas, Meneghel e Lamar (2001) afirmaram que esses indicadores contribuem
para uma avaliação punitiva , de premiação ou classificadora e não compreensiva,
que pretenda entender o que a instituição representa e com isso avaliar o seu
desempenho. Para os autores, o foco nesses indicadores não permite que se
envolva na avaliação dados significativos relativos às diferenças, aos interesses e as
peculiaridades regionais.
E, por fim , Meneghel; Lamar (2001) ressaltaram que a avaliação é uma
construção social e deve envolver lutas de poder, conflitos entre diferentes formas
de ver o mundo, a educação, a humanidade etc. para poder compreender a
instituição avaliada , mas a concepção empregada nos modelos atuais promove a
competição e a classificação elitista .
Apesar de que na autoavaliação a IES pode realizar consulta à comunidade
acadêmica, a avaliação é ainda assim quantitativa, porque geralmente utilizam

2740

�i

Avaliação de produtos e serviços
S!mWrio

;:li

/IbooroaIde

:.

IiWitt_
U-,""lIIMbs

=

Trabalho completo

somente questionários para a coleta de dados. Acredita-se que este instrumento
pode demonstrar dados relevantes sobre a impressão dos membros da comunidade,
mas quando utilizados sozinhos, a sua contribuição é limitada, haja vista que é difícil
perceber por meio de questionários as considerações dos sujeitos sobre os dados
constatados.
Como exemplo, tem-se os relatórios das autoavaliações da Universidade
Federal do Tocantins - UFT, dos períodos de 2004 a 2006 5 e de 2007 a 2008 6 ,
neles há uma ênfase na apresentação dos dados quantitativos e descrições das
ações instrucionais. Desse modo, o primeiro relatório expõe vários gráficos
demonstrando as respostas dos questionados sem uma análise que as
contextualizasse, e no segundo, encontra-se uma sequência de descrições das
ações empreendidas pelas Pró-Reitorias nas dimensões do ensino, pesquisa e
extensão. Nos dois casos, não foram apresentadas as considerações da
comunidade acadêmica da referida Instituição. Essas características do processo da
autoavaliação desta IFES demonstram que nem sempre a sua comunidade
acadêmica foi considerada no processo de avaliação, ou por não ter suas respostas
analisadas qualitativamente ou por não ter sido envolvida nos procedimentos
avaliativos.
Avaliações com as características do SINAES são comuns na área da
biblioteconomia. Um exemplo de que a avaliação com abordagem qualitativa não é
uma perspectiva predominante na área da biblioteconomia é o estudo de Ramos
(2002). Para essa autora, na avaliação dos serviços de uma biblioteca universitária
é necessário que os bibliotecários estabeleçam previamente padrões de qualidade,
medidas e indicadores de desempenho para compará-los com os procedimentos
adotados pela biblioteca. Segundo a autora,
Para que se obtenha a garantia da qualidade na implantação de um
programa nas bibliotecas é necessário que os bibliotecários desenvolvam
padrões , medidas e indicadores dentro de suas unidades, tendo como alvo
as necessidades dos usuários como também promovam a sensibilidade da
equipe, implantando treinamento contínuo para que bem executem suas
atividades técnicas rotineiras , utilizando-se adequadamente das
estatísticas como parâmetros de avaliação para determinação de
indicadores bons ou ruins , através da interação com seus clientes
transformando suas expectativas em medidas quantitativas e qualitativas.
(RAMOS, 2002 , p. 7, grifo nosso).

A forma de avaliação sugerida pela autora é quantitativa, uma vez que os
parâmetros que determinaram os indicadores como bons e ruins são representados
por valores numéricos. Verifica-se que para Ramos a definição de padrões e
indicadores que podem ser medidos, ou seja , quantificados significa que,
Uma nova postura profissional deve ser adotada nos ambientes das
bibliotecas universitárias, motivando os gerentes na utilização de novas

UNIVERSIDADE FEDERAL DO TOCANTINS . Avaliação Institucional Interna da UFT: 2006. Palmas,
2007.
6 UNIVERSIDADE FEDERAL DO TOCANTINS. Avaliação Institucional Interna da UFT: 2007 a 2008 .
Palmas, 2009.

5

2741

�i

Avaliação de produtos e serviços
S!mWrio

;:li

/IbooroaIde

:.

IiWitt_
U-,""lIIMbs

=

Trabalho completo

técnicas gerenciais , construindo medidas, indicadores e padrões tendo em
vista a competitividade e qualidade de seus serviços. (RAMOS , 2002, p. 9) .

Ao se analisar a afirmação acima é possível entender as sugestões da autora,
pois se o objetivo é a competitividade realmente é necessário o estabelecimento de
padrões que gerenciem os recursos em prol da eficiência . Esta atitude é própria do
sistema vigente, cuja preocupação é a gestão de recursos materiais e humanos
visando primeiramente à concorrência no mercado.
As pesquisadoras Lubisco e Vieira (2009) estudaram sobre a avaliação do
MEC para as bibliotecas universitárias e concluíram que o INEP não dispunha de
indicadores suficientes e adequados para avaliar esses setores das IES. Assim, as
pesquisadoras propuseram outro modelo de avaliação baseado na experiência da
Rede de Bibliotecas Universitárias (REBIUN) da Espanha. Entretanto, a análise do
modelo proposto pelas autoras Lubisco e Vieira (2009, p. 13) demonstra que elas
seguem a mesma vertente ideológica que orienta a atual política de avaliação do
MEC para as bibliotecas universitárias, uma vez que elas acreditam que a finalidade
da avaliação pode ser alcançada com a medição do desempenho da biblioteca , por
meio da formulação de um sistema de indicadores, que são padrões de
desempenho e a aplicação de fórmulas matemáticas. Sendo que essa é também a
lógica da atual avaliação do SINAES.
Na atual política de avaliação, a biblioteca é um dos critérios da avaliação das
instalações físicas das IES, mas na proposta de Lubisco e Vieira (2009) a biblioteca
deveria ser uma categoria específica de análise. Algo que poderia ser interessante,
se as pesquisadoras tivessem proposto uma metodologia diferenciada da atual , ao
invés do modelo de avaliação de bibliotecas universitárias que somente expande e
detalha a quantidade de indicadores que são considerados atualmente pelo MEC,
por meio das modalidades de avaliação do SINAES.
Sobre a escolha prioritária na área da biblioteconomia por avaliações
quantitativas, Leitão (2005) considera que se devem ao fato de que informações
sobre quantidade podem ser facilmente medidas, porém aspectos qualitativos
envolvem um maior esforço de análise, consomem mais tempo de coleta de dados e
mais pesquisadores, por isso a autora acredita que acabam sendo negligenciados.
De acordo com Lejano (2006), o diálogo com os atores envolvidos na política
é de suma importância para o resultado da avaliação . Segundo o autor, isso pode
ser realizado por meio da integração de diversas estratégias de coleta de dados,
como: entrevistas, questionário, artifícios de escrita, técnicas de observação
participante etc. A partir desse pressuposto, Lejano (2006) não exclui a coleta de
dados quantitativos, mas sugere a complementação com dados coletados por
ferramentas qualitativas. O que esse autor denomina como triangulação de métodos.
Minayo (2005) também sugere essa metodologia como modelo de superação da
dicotomia entre dados qualitativos e quantitativos. Mas Lejano (2006) alerta que a
análise dos dados deve ser feita de forma integrada, isto é, articulada .

5 Considerações Finais
A partir do exposto acima , percebe-se que para a avaliação ser emancipadora
e compreensiva é necessário que o seu resultado demonstre qual a relevância da
instituição para a sociedade e para isso ela deve envolver a comunidade no seu
processo avaliativo.

2742

�i

Avaliação de produtos e serviços
S!mWrio

;:li

/IbooroaIde

:.

IiWitt_
U-,""lIIMbs

=

Trabalho completo

A análise da literatura, da legislação e dos instrumentos utilizados nas
avaliações dos SINAES permitiu a percepção de que a proposta de avaliação
institucional é bastante complexa e redundante, uma vez que possui várias
modalidades de avaliação, nas quais muitas vezes os indicadores se repetem . Essa
característica pode possibilitar um resultado fragmentado e superficial das
avaliações das IES e de seus setores.
Concorda-se com os autores que entendem que as modalidades de avaliação
do SINAES são centralizadas pelo Estado, por meio do MEC e do INEP, uma vez
que os indicadores e os instrumentos de avaliação são previamente elaborados pelo
referido Instituto, além do fato de envolver avaliadores externos em duas de suas
avaliações, a Institucional externa in loco e a Avaliação de Cursos de Graduação.
Outra característica do SINAES é que sua metodologia é basicamente
quantitativa, baseada em indicadores numéricos, uma vez que os resultados das
Avaliações Institucionais externas e os resultados dos Cursos de Graduação são
representados por notas. Essa metodologia favorece o ranqueamento entre as IES,
já que possibilita uma classificação entre elas e entre os Cursos. Por isso, acreditase que o foco dessa avaliação é a comparação e não a compreensão da atuação da
Instituição para os atores envolvidos.
O sistema de avaliação do SINAES considera a biblioteca apenas como um
item da infraestrutura, por isso se detém a aspectos quantitativos dos instrumentos
materiais e da estrutura física desse setor, de modo que as funções pedagógicas e
formativas da biblioteca são pouco analisadas nesse tipo de avaliação. Contudo,
esse tipo de avaliação deveria ter como foco o entendimento do significado dos
serviços da biblioteca para os seus usuários, deveria tentar compreender quem são
eles, o que querem e o que pensam sobre a biblioteca. E assim, teria um caráter
inovador e socialmente relevante .
Entende-se que a coleta e análise de dados quantitativos são úteis em uma
avaliação, uma vez que é necessário saber o quanto foi investido em acervo, se a
quantidade de livros é compatível com a quantidade de usuários, por exemplo. No
entanto, esses dados não são suficientes para compreender o significado da
biblioteca e dos seus serviços para a comunidade, por isso as bibliotecas
universitárias necessitam de avaliações que tenham como metodologia a obtenção
de dados tanto quantitativos quanto qualitativos, tendo em vista que um pode
complementar a análise do outro . Em vista disso, sugere-se para a avaliação de
bibliotecas universitárias a utilização da triangulação de métodos, pois se considera
que a adoção de notas para representar o conceito final da avaliação da biblioteca
algo desnecessário.
Referências
AUGUSTO, Rosana; BALZAN, Newton Cesar. A vez e a voz dos Coordenadores das
CPAS das IES de Campinas que integram o SINAES. Avaliação, Campinas;
Sorocaba, SP, v. 12, n. 4, p. 597-622, dez. 2007.
Brasil, Heloisa dos Santos. Avaliação do Processo de Modernização da
Biblioteca da Universidade Federal do Tocantins, Campus de Palmas. 2011 .

2743

�i

Avaliação de produtos e serviços
S!mWrio

;:li

/IbooroaIde

:.

IiWitt_
U-,""lIIMbs

=

Trabalho completo

182 f. Dissertação (Mestrado em Avaliação de Políticas Públicas) - Universidade
Federal do Ceará, Fortaleza, 2011 .
BRASIL. Lei N° 10.861 , de 14 de abril de 2004. Institui o Sistema Nacional de
Avaliação da Educação Superior - SINAES - e dá outras Providências. Diário
Oficial da União, Brasília, DF, n. 72 , seção 1, p. 03-04, 15 abr. 2004a. Disponível
em: &lt;http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_ato2004-2006/2004/LeilL10.861 .htm&gt; .
Acesso em : 24 set. 2009.
BRASIL. MINISTÉRIO DA EDUCAÇÃO. COMISSÃO NACIONAL DE AVALIAÇÃO
DA EDUCAÇÃO SUPERIOR (CONAES). Orientações gerais para roteiro da autoavaliação das instituições. Brasília , DF: INEP, 2004b. Disponível em : &lt;
http://www.inep.gov.br/download/superior/sinaes/orientacoes sinaes.pdf&gt; .
Acesso
em: 12 jul. 2009.
BRITO, Marcia R. F. SINAES e a avaliação institucional. Disponível em :
http://www.cpa .uerLbr/pdf/SeminarioCPA UERJ.pdf. Acesso em : 15 de jun. 2009.
DIAS SOBRINHO, José. Avaliação: seleção, medida e formação . In:_.
Universidade e avaliação: entre a ética e o mercado. Florianópolis: Insular, 2002.
HOLANDA, Nilson. História da avaliação. In:_. Avaliação de políticas públicas:
conceitos básicos sobre avaliação "Ex Post". Rio de Janeiro: ABC, 2006.p.133160.
INSTITUTO NACIONAL DE ESTUDOS E PESQUISAS EDUCACIONAIS ANíSIO
TEIXEIRA. Instrumento de Avaliação Institucional Externa: instrumento. Brasília,
DF:
MEC,
2010a.
Disponível
em :
&lt;
http://www.inep.gov.br/download/superior/2008/lnstrumento de avaliacao externa .p
df&gt;. Acesso em : 13 jul. 2009.
INSTITUTO NACIONAL DE ESTUDOS E PESQUISAS EDUCACIONAIS ANíSIO
TEIXEIRA. Instrumento de Avaliação para Credenciamento de Instituição de
Educação
Superior.
Brasília,
DF:
MEC,
2010b.
Disponível
em :
http://www.inep.gov.br/download/condicoes ensino/2008/lnstrumento Credenciame
nto IES.pdf. Acesso em : 15 set. 2009.
INSTITUTO NACIONAL DE ESTUDOS E PESQUISAS EDUCACIONAIS ANíSIO
TEIXEIRA. Instrumento de Avaliação de Curso de Graduação presencial e a
distância. Brasília, DF: MEC, 2011 .
LEITÃO, Barbara Júlia Menezello. Avaliação qualitativa e quantitativa numa
Biblioteca Universitária: grupo de foco . Niterói: Intertexto, 2005.148p.
LEJANO, Raul P. Experience. In :_.Frameworks for policy analysis: mergig text
and contextoNew York: Routledge, 2006. p. 177 - 197.

2744

�i

Avaliação de produtos e serviços
S!mWrio

;:li

/IbooroaIde

:.

IiWitt_
U-,""lIIMbs

=

Trabalho completo

LUBISCO, Nídia M. L. ; VIEIRA, Sônia Chagas (Org .). Biblioteca universitária
Brasileira : instrumento para seu planejamento e gestão, visando à avaliação do seu
desempenho: documento final consolidado a partir das contribuições dos grupos de
trabalho do Seminário Avaliação da Biblioteca Universitária Brasileira. Salvador:
EDUFBA, 2009.
MENEGHEL, S. M.; LAMAR, A. R. Avaliação como Construção Social : reflexões
sobre as políticas de Avaliação de Educação no Brasil. Avaliação, Campinas, v. 6,
n. 4, p. 17-26, 2001 .
MINAYO. Maria Cecília de Souza . Conceito de avaliação por triangulação de
métodos. In :_ . MINAYO. Maria Cecília de Souza ; ASSIS, Simone Gonçalves de ;
SOUZA, Edinilsa Ramos de (org). Avaliação por triangulação de métodos:
abordagem de programas sociais. Rio de Janeiro: Fiocruz, 2005. p. 19-51 .
RAMOS , Maria Etelvina Madalozzo. Padrões como instrumento de avaliação e
qualidade
em
bibliotecas
universitárias,
2002.
Disponível
em :&lt;
http://www.sibi.ufrj .br/snbu/snbu2002/oralpdf/94 .a.pdf&gt;. Acesso em : 12 novo2009.
ROSA, Janira lolanda Lopes da; NASCIMENTO, Núbia Nogueira do. Bibliotecas
Universitárias no contexto acadêmico do Tocantins. In: Encontro de Bibliotecas
Universitárias do Centro-Oeste Brasileiro, 1, 2010, Goiânia. Disponível em :
&lt;http ://www.ufg.br/this2/uploads/files/219/bibliotecas.pdf &gt;. Acesso em : 20 jul. 2010.
ROTHEN , José Carlos. Ponto e contraponto na Avaliação Institucional: análise dos
documentos de implantação do SINAES . Educação: Teoria e Prática, V. 15, n.27, p.
119-137, jul./dez. 2006.
SILVA E SILVA, Maria Ozanira . Avaliação de políticas e programas sociais: uma
reflexão sobre o conteúdo teórico e metodológico da pesquisa avaliativa. In : _ .
Pesquisa avaliativa : aspectos teórico-metodológicos. São Paulo; São Luis: Veras;
GAEPP, 2008. p.89-177.

2745

�</text>
                  </elementText>
                </elementTextContainer>
              </element>
            </elementContainer>
          </elementSet>
        </elementSetContainer>
      </file>
    </fileContainer>
    <collection collectionId="49">
      <elementSetContainer>
        <elementSet elementSetId="1">
          <name>Dublin Core</name>
          <description>The Dublin Core metadata element set is common to all Omeka records, including items, files, and collections. For more information see, http://dublincore.org/documents/dces/.</description>
          <elementContainer>
            <element elementId="50">
              <name>Title</name>
              <description>A name given to the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51396">
                  <text>SNBU - Edição: 17 - Ano: 2012 (UFRGS - Gramado/RS)</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="49">
              <name>Subject</name>
              <description>The topic of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51397">
                  <text>Biblioteconomia&#13;
Documentação&#13;
Ciência da Informação&#13;
Bibliotecas Universitárias</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="41">
              <name>Description</name>
              <description>An account of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51398">
                  <text>Tema: A biblioteca universitária como laboratório na sociedade da informação.</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="39">
              <name>Creator</name>
              <description>An entity primarily responsible for making the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51399">
                  <text>SNBU - Seminário Nacional de Bibliotecas Universitárias</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="45">
              <name>Publisher</name>
              <description>An entity responsible for making the resource available</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51400">
                  <text>UFRGS</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="40">
              <name>Date</name>
              <description>A point or period of time associated with an event in the lifecycle of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51401">
                  <text>2012</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="44">
              <name>Language</name>
              <description>A language of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51402">
                  <text>Português</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="51">
              <name>Type</name>
              <description>The nature or genre of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51403">
                  <text>Evento</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="38">
              <name>Coverage</name>
              <description>The spatial or temporal topic of the resource, the spatial applicability of the resource, or the jurisdiction under which the resource is relevant</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51404">
                  <text>Gramado (Rio Grande do Sul)</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
          </elementContainer>
        </elementSet>
      </elementSetContainer>
    </collection>
    <itemType itemTypeId="8">
      <name>Event</name>
      <description>A non-persistent, time-based occurrence. Metadata for an event provides descriptive information that is the basis for discovery of the purpose, location, duration, and responsible agents associated with an event. Examples include an exhibition, webcast, conference, workshop, open day, performance, battle, trial, wedding, tea party, conflagration.</description>
    </itemType>
    <elementSetContainer>
      <elementSet elementSetId="1">
        <name>Dublin Core</name>
        <description>The Dublin Core metadata element set is common to all Omeka records, including items, files, and collections. For more information see, http://dublincore.org/documents/dces/.</description>
        <elementContainer>
          <element elementId="50">
            <name>Title</name>
            <description>A name given to the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="64922">
                <text>Avaliação do SINAES para bibliotecas universitárias: uma análise da metodologia de avaliação.</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="39">
            <name>Creator</name>
            <description>An entity primarily responsible for making the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="64923">
                <text>Brasil, Heloisa dos Santos</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="38">
            <name>Coverage</name>
            <description>The spatial or temporal topic of the resource, the spatial applicability of the resource, or the jurisdiction under which the resource is relevant</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="64924">
                <text>Gramado (Rio Grande do Sul)</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="45">
            <name>Publisher</name>
            <description>An entity responsible for making the resource available</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="64925">
                <text>UFRGS</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="40">
            <name>Date</name>
            <description>A point or period of time associated with an event in the lifecycle of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="64926">
                <text>2012</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="51">
            <name>Type</name>
            <description>The nature or genre of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="64928">
                <text>Evento</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="41">
            <name>Description</name>
            <description>An account of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="64929">
                <text>Neste artigo se apresenta a metodologia de avaliação de biblioteca universitária desenvolvida por meio da política do Sistema Nacional de Avaliação da Educação Superior – SINAES. Para a elaboração deste artigo a metodologia adotada foi à revisão de literatura a partir de fontes de informações como: Leis, instrumentos de avaliação dos SINAES e bibliografias sobre avaliação da educação superior, avaliação de bibliotecas universitárias e sobre a referida política. O resultado da análise da literatura e dos documentos legais permite o entendimento de que os processos de avaliações do SINAES são complexos e redundantes, uma vez que possuem várias modalidades de avaliação, nas quais muitos indicadores se repetem. Essa característica pode possibilitar um resultado fragmentado e superficial das avaliações das IES e dos seus setores. Com relação à avaliação das bibliotecas, as modalidades de Avaliações Institucionais do SINAES se restringem a quantificar aspectos da infraestrutura desse setor, entretanto a atuação pedagógica e formativa das bibliotecas universitárias são pouco analisadas. Por tudo, defende-se que são necessárias avaliações que integrem ferramentas de coletas de dados qualitativos e quantitativos. De modo que permita uma análise mais profunda dos desempenhos das bibliotecas.</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="44">
            <name>Language</name>
            <description>A language of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="69616">
                <text>pt</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
        </elementContainer>
      </elementSet>
    </elementSetContainer>
  </item>
  <item itemId="6116" public="1" featured="0">
    <fileContainer>
      <file fileId="5180">
        <src>http://repositorio.febab.org.br/files/original/49/6116/SNBU2012_255.pdf</src>
        <authentication>a66d49406a9363c5f57cae62e463b516</authentication>
        <elementSetContainer>
          <elementSet elementSetId="4">
            <name>PDF Text</name>
            <description/>
            <elementContainer>
              <element elementId="92">
                <name>Text</name>
                <description/>
                <elementTextContainer>
                  <elementText elementTextId="64921">
                    <text>Avaliação de produtos e serviços
Resumo expandido

REESTRUTURAÇÃO EMERGENCIAL DA BIBLIOTECA DR.
HERCíLlO LUZ - CAMPUS FLORIANÓPOLIS DO INSTITUTO
FEDERAL DE SANTA CATARINA (IF-SC)

Augiza Karla 80s0 1, Elaine Santos da Silvtf, Rose Mari Lobo
Goularf, Cláudia Regina Silveira4
1Mestre

em Ciência da Informação, IF-SC, Florianópolis, Santa Catarina

2Especialista em Gestão de Bibliotecas, IF-SC, Florianópolis, Santa Catarina
3Especialista em Organização e Administração de Arquivos , IF-SC , Florianópolis, Santa
Catarina
4Doutora em Letras, IF-SC, Florianópolis, Santa Catarina

1 Introdução
A Biblioteca é um espaço em constantes modificações, e seu crescimento
está diretamente vinculado às necessidades informacionais de seus usuários. Os
dirigentes de unidades de informações devem fazer planejamentos estratégicos e
prever qual a demanda que seus usuários terão, assim a Biblioteca contemplará, em
determinado período de tempo, as expectativas de seu público.
O Instituto Federal de Santa Catarina , instituído pela Lei nO 11 .892, de 29 de
dezembro de 2008, abriu a "possibilidade de a Instituição oferecer bacharelado,
licenciatura, cursos de engenharia, mestrado e doutorado, além de facilitar o acesso
a bolsas de pesquisa [00 ']. O IF-SC já nasceu voltado para a pesquisa na área de
ciência e tecnologia ." (ALMEIDA, 2010, p. 152)
O Campus Florianópolis possui 49 .544,15m2 e 34 .198,35m2 de área
construída, localiza-se na Avenida Mauro Ramos 950 , Centro de Florianópolis, Santa
Catarina e possui 447 servidores e cerca de 5000 alunos. A Biblioteca, por sua vez,
localizada no segundo piso, na área frontal do Campus, conta com
aproximadamente 800 m2.
Como a demanda de usuários na Biblioteca Dr. Hercílio Luz foi ampliada e
modificada, pois aumentou o número de cursos superiores e de pós-graduação, a
biblioteca passou por uma grande transformação, sendo hoje predominantemente
universitária .
Como uma das responsáveis por essa nova característica, a Direção do
Campus atua em conjunto com a Biblioteca e, desde o segundo semestre de 2011,
vem desenvolvendo diagnósticos para aprimoramento das necessidades a serem
levantadas, inserindo a Biblioteca como um dos itens primordiais para o
Planejamento Estratégico IF-SC/Campus Florianópolis - 2012/2015, pois observou-

2727

�1". .
a

NM»oNIdc

;;

Ii~_

....

u.I...lSbri ...

-.,

..'._....

"

Avaliação de produtos e serviços
Resumo expandido

se que este setor precisa suprir as reais necessidades dos seus usuários.
Como o planejamento estratégico funciona a longo prazo, foi necessário a
intervenção de um plano emergencial , a curto prazo, para suprir demandas
solicitadas pelos alunos.
Por isso, esta pesquisa questiona: Qual seria a reestruturação adequada para
suprir a demanda emergencial solicitada pelos alunos na Biblioteca Dr. Hercílio Luz?
A fim de solucionar esta problemática , apresentam-se os seguintes objetivos:
a) Verificar as principais dificuldades encontradas, hoje, pela biblioteca ; b) Estudar a
melhor solução para suprir essas dificuldades; c) Implantar essa solução na
Biblioteca.

2 Materiais e Métodos
Esta pesquisa concentra-se na Biblioteca Dr. Hercílio Luz do Instituto Federal
de Santa Catarina - Campus Florianópolis, e foi desenvolvida em forma de estudo de
usuário que, segundo Seminário Estúdios de Usuários (2003) apud Rasche (2006) é:
Uma investigação que se utiliza de um conjunto de métodos, técnicas
e instrumentos para analisar uma situação, de modo qualitativo ou
quantitativo relacionada a necessidades, uso, demanda, satisfação e
comportamento de usuários de um serviço de um sistema ou unidade
de informação.

Segundo Figueiredo (1994, p. 7) "estes estudos são, assim, canais de
comunicação que se abrem entre a biblioteca e a comunidade a qual ela serve" . O
mesmo autor (1994 , p.7) complementa ainda que "são estudos necessários também
para ajudar a biblioteca na precisão da demanda ou da mudança da demanda de
seus produtos ou serviços, permitindo que sejam alocados os recursos necessários
na época adequada".
Utilizou-se como método para verificar as principais dificuldades da Biblioteca
as reclamações que os usuários relataram nos meses de outubro de 2011 a março
de 2012 (período de 6 meses) na Ouvidoria e na Direção do Campus Florianópolis.
Verificou-se que no total foram 26 usuários reclamantes , sendo que as reclamações
elencadas mais de três vezes foram :
a) Guarda-volumes inapropriado, pois possui número insuficientes de
armários e muitos não possuem chaves.
b) Os usuários não possuem acesso à rede wifi.
c) A Biblioteca não possui tomadas suficientes para notebooks.
d) Barulhos com conversas altas no salão principal de leitura.
e) Biblioteca não comporta o número de usuários que a frequentam .

2728

�Avaliação de produtos e serviços
B ....,..,
"

1iMMtIaIdC'

~ =::U~

Resumo expandido

f) Não possui sala individual para estudo .
g) Número insuficientes de estantes para alocação dos livros.
Depois de elencadas as reclamações, a Coordenação de Biblioteca e a
Direção de Ensino, à qual a Biblioteca está vinculada , realizaram reuniões com os
setores envolvidos a fim de criar-se um plano emergencial.
Os setores envolvidos nesse planejamento foram : Coordenadoria de
Biblioteca e Arquivo Permanente; Assessoria de Comunicação, Marketing e
Ouvidoria ; Departamento de Infraestrutura; Coordenação de Tecnologia da
Informação; além da Direção de Ensino, Pesquisa e Extensão, Direção de
Administração e Direção Geral do Campus.

3 Resultados Parciais/Finais
Foi definido, em reuniões, com os setores envolvidos nas principais
reclamações da Biblioteca , que o plano emergencial deveria seguir o seguinte
cronograma :
A Direção de Administração dará prioridade à aquisição dos guarda-volumes,
bem como à aquisição das estantes - para isso, o prazo estipulado foi até julho de
2012 .
A Direção Geral do Campus, em parceria com o Setor de Tecnologia da
Informação, está desenvolvendo o "Projeto Rede Sem Fio" para que todos os
usuários da Biblioteca tenham acesso à rede wifi. Essa necessidade deverá ser
sanada até dezembro de 2012.
Como atualmente a biblioteca não comporta o número de usuários que a
frequentam, e a construção de um novo espaço será alocado apenas no
Planejamento Estratégico, o Departamento de Infraestrutura desenvolveu um novo
layout para a Biblioteca, o que otimizou o espaço, já incluindo uma sala de estudos
individuais. A concretização deste layout aconteceu de 26 a 28 de março de 2012 .
Quanto às tomadas para a utilização de notebooks na biblioteca , fez-se uma
parceria com a Departamento de Infraestrutura para que a demanda seja
solucionada. O prazo estipulado foi dezembro de 2012 .
Já para o barulho com conversas altas no salão principal de leitura, fez-se
campanhas de conscientização da importância do silêncio no ambiente da
Biblioteca, em parceria com a Assessoria de Comunicação, Marketing e Ouvidoria
em que foram criados cartazes que alertavam para a importância da Campanha .

4 Considerações Parciais/Finais

2729

�~

;';

=
;:

,.,.,.,.

Avaliação de produtos e serviços

~ck

IiWitt_
1I........ lt~

Resumo expandido

A Biblioteca Dr. Hercílio Luz está em constante modificação para trazer
melhorias a todo o seu público e, em parceria com a Direção de Ensino vem
realizando adequações para que a Biblioteca possa atender às necessidades dos
seus usuários.
Salienta-se que os objetivos propostos foram cumpridos e que, em parcerias
com outros setores a reestruturação adequada para suprir a demanda emergencial
solicitada pelos alunos foi realizada .
Nota-se que o plano emergencial foi efetivado, que a Biblioteca possui ainda
demandas a serem cumpridas e que muitos estudos ainda precisam ser realizados
para que a Biblioteca Dr. Hercílio Luz se torne referência entre as bibliotecas dos
Institutos Federais.

5 Referências
ALMEIDA, A. V. de. Da Escola de Aprendizes de Artífices ao Instituto Federal de
Santa Catarina. Florianópolis: Publicações do IF-SC, 2010.
COSTA, K. de S. B. D. da. Organização de Bibliotecas: espaço físico .
2008?Disponível em :
&lt;www.dn.senac.br/cedoc/Organização%20de%20bibliotecas.doc&gt;. Acesso em : 10
abr. 2012.
FIGUEIREDO, Nice Menezes de. Estudos de uso e usuários da informação.
Brasília : IBICT, 1994.
RASCHE , Francisca. Usuários da Informação. Florianópolis: [s.n.], 2006. (Material
apresentado em sala de aula na disciplina de Usuários da Informação)

2730

�</text>
                  </elementText>
                </elementTextContainer>
              </element>
            </elementContainer>
          </elementSet>
        </elementSetContainer>
      </file>
    </fileContainer>
    <collection collectionId="49">
      <elementSetContainer>
        <elementSet elementSetId="1">
          <name>Dublin Core</name>
          <description>The Dublin Core metadata element set is common to all Omeka records, including items, files, and collections. For more information see, http://dublincore.org/documents/dces/.</description>
          <elementContainer>
            <element elementId="50">
              <name>Title</name>
              <description>A name given to the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51396">
                  <text>SNBU - Edição: 17 - Ano: 2012 (UFRGS - Gramado/RS)</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="49">
              <name>Subject</name>
              <description>The topic of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51397">
                  <text>Biblioteconomia&#13;
Documentação&#13;
Ciência da Informação&#13;
Bibliotecas Universitárias</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="41">
              <name>Description</name>
              <description>An account of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51398">
                  <text>Tema: A biblioteca universitária como laboratório na sociedade da informação.</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="39">
              <name>Creator</name>
              <description>An entity primarily responsible for making the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51399">
                  <text>SNBU - Seminário Nacional de Bibliotecas Universitárias</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="45">
              <name>Publisher</name>
              <description>An entity responsible for making the resource available</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51400">
                  <text>UFRGS</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="40">
              <name>Date</name>
              <description>A point or period of time associated with an event in the lifecycle of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51401">
                  <text>2012</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="44">
              <name>Language</name>
              <description>A language of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51402">
                  <text>Português</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="51">
              <name>Type</name>
              <description>The nature or genre of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51403">
                  <text>Evento</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="38">
              <name>Coverage</name>
              <description>The spatial or temporal topic of the resource, the spatial applicability of the resource, or the jurisdiction under which the resource is relevant</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51404">
                  <text>Gramado (Rio Grande do Sul)</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
          </elementContainer>
        </elementSet>
      </elementSetContainer>
    </collection>
    <itemType itemTypeId="8">
      <name>Event</name>
      <description>A non-persistent, time-based occurrence. Metadata for an event provides descriptive information that is the basis for discovery of the purpose, location, duration, and responsible agents associated with an event. Examples include an exhibition, webcast, conference, workshop, open day, performance, battle, trial, wedding, tea party, conflagration.</description>
    </itemType>
    <elementSetContainer>
      <elementSet elementSetId="1">
        <name>Dublin Core</name>
        <description>The Dublin Core metadata element set is common to all Omeka records, including items, files, and collections. For more information see, http://dublincore.org/documents/dces/.</description>
        <elementContainer>
          <element elementId="50">
            <name>Title</name>
            <description>A name given to the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="64913">
                <text>Reestruturação emergencial da Biblioteca Dr. Hercílio Luz- Campus Florianópolis do Instituto Federal de Santa Catarina (IF-SC).</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="39">
            <name>Creator</name>
            <description>An entity primarily responsible for making the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="64914">
                <text>Boso, Augiza Karla; Silva, Elaine Santos da; Goulart, Rose Mari Lobo; Silveira, Cláudia Regina Silveira</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="38">
            <name>Coverage</name>
            <description>The spatial or temporal topic of the resource, the spatial applicability of the resource, or the jurisdiction under which the resource is relevant</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="64915">
                <text>Gramado (Rio Grande do Sul)</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="45">
            <name>Publisher</name>
            <description>An entity responsible for making the resource available</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="64916">
                <text>UFRGS</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="40">
            <name>Date</name>
            <description>A point or period of time associated with an event in the lifecycle of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="64917">
                <text>2012</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="51">
            <name>Type</name>
            <description>The nature or genre of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="64919">
                <text>Evento</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="41">
            <name>Description</name>
            <description>An account of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="64920">
                <text>Discorre sobre a intervenção de um plano emergencial, a curto prazo para suprir as demandas solicitadas pelos alunos sobre a reestruturação adequada da Biblioteca Dr. Hercílio Luz, localizada no Instituto Federal de Santa Catarina- Campus Florianópolis</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="44">
            <name>Language</name>
            <description>A language of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="69615">
                <text>pt</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
        </elementContainer>
      </elementSet>
    </elementSetContainer>
  </item>
  <item itemId="6115" public="1" featured="0">
    <fileContainer>
      <file fileId="5179">
        <src>http://repositorio.febab.org.br/files/original/49/6115/SNBU2012_254.pdf</src>
        <authentication>8d3a4a22c2a2be473b25726709d75684</authentication>
        <elementSetContainer>
          <elementSet elementSetId="4">
            <name>PDF Text</name>
            <description/>
            <elementContainer>
              <element elementId="92">
                <name>Text</name>
                <description/>
                <elementTextContainer>
                  <elementText elementTextId="64912">
                    <text>Avaliação de produtos e serviços
i! """"'"
MaooNlck

~

=

:,

IiWitt.UJ

1I....111~

Resumo expandido

FERRAMENTAS DE PESQUISA PARA ESTUDOS DE
USUÁRIOS EM BIBLIOTECAS UNIVERSITÁRIAS: QUESTÕES
ESTRUTURAIS

Eliane Pawlowski Oliveira Araújo
Belkiz Inez Rezende Costa
1

1

2

Sistema de Bibliotecas UFMG, Mestranda em Ciência da Informação, Belo Horizonte, Minas Gerais
2 Vice-Diretora do Sistema de Bibliotecas, UFMG, Belo Horizonte, Minas Gerais

1 Introdução

o estudo das necessidades e expectativas de satisfação do usuano é
considerado indispensável para a implantação de uma gestão de qualidade nas
bibliotecas (RAMOS, 1999). Prova disto é a vasta literatura na área contemplando
diversas abordagens para a realização de estudos de usuários em bibliotecas.
Um aspecto crucial na elaboração de instrumentos para coleta de dados está
relacionado à atenção aos objetivos do estudo para que este seja efetivo e não
retorne ao gestor excesso de dados gerando uma sobrecarga informacional que
poderá não conduzir a ações efetivas. Outro ponto importante é que um questionário
longo e exaustivo pode comprometer a participação do respondente e a qualidade
de suas respostas.
O objetivo deste trabalho é abordar aspectos que foram considerados na
elaboração do estudo de usuário do Sistema de Bibliotecas da Universidade Federal
de Minas Gerais - SB/UFMG considerando as tecnologias disponíveis e a finalidade
do processo, que é munir as bibliotecas com informações relevantes sobre seu
público-alvo .
Como destaca Wilson (2000), os estudos de usuários têm sido muitas vezes
insatisfatórios devido a falta de teoria para orientar as pesquisas e a utilização
demasiado "bruta" de métodos de investigação.
2 Materiais e Métodos
Segundo Alonso, Abellán e Lucas (S .D.), os estudos de usuários fornecem
informações valiosas sobre como os usuários percebem e reagem aos serviços
oferecidos pelas bibliotecas, podendo direcionar a implementação de ações que
mantenham ou melhorem a qualidade desses serviços. Monfanasi e Curzel (2006)
reconhecem nesses estudos um instrumento importante para subsidiar o
planejamento das atividades dessas unidades de informação.
O estudo de usuário realizado pelo SB/UFMG foi efetivado por meio de um
Survey, pesquisa que prevê a obtenção de dados sobre características de um grupo

2723

�Avaliação de produtos e serviços
i! """"'"
MaooNlck

~

=

:,

IiWitt.UJ

1I....111~

Resumo expandido

específico de pessoas, tendo-se escolhido o questionário como instrumento para
realização da pesquisa.
Na elaboração do questionário algumas premissas foram levantadas de forma
a assegurar um maior grau de participação dos respondentes. Uma delas é a de que
um bom questionário deve conquistar o entrevistado e estimulá-lo a dar respostas
completas e verídicas. Optou-se por utilizar o ambiente Web por ser de maior
atratividade e comodidade para os respondentes, principalmente pelo layout e
interface amigáveis.
Destacou-se como ponto principal a definição da finalidade do estudo : "O que
realmente queremos saber com esta pesquisa?". Esta questão também foi
ponderada por Wilson (2000) ao ressaltar que estudo de usuário é um termo que
abrange uma gama muito ampla de pesquisa em potencial. Assim, este ponto deve
estar claro, pois é o princípio que norteará a escolha das perguntas e irá garantir que
não haja desvios em seu desenvolvimento.
Na estruturação das questões foram observados aspectos relativos ao tempo
de preenchimento, que não deve ser longo a ponto de comprometer o interesse e a
qualidade das respostas.
O questionário foi submetido a um pré-teste com alunos (graduação e pósgraduação), professores e funcionários técnico-administrativos. Foram avaliados
aspectos relacionados à introdução, clareza e precisão dos termos, quantidade,
forma e ordem das perguntas (GIL, 1991).

3 Resultados Parciais/Finais
O instrumento para a coleta de dados foi elaborado utilizando-se o Google
Does, ferramenta gratuita que possibilita a disponibilização online do questionário e
a tabulação automática dos dados. Uma novidade facultada pelo software foi a
divisão do questionário em dois "sub-questionários" - classificando os respondentes
em usuario e não-usuario - com perguntas diferenciadas e dois blocos de perguntas
comuns (Figura 1). Essa estratégia permitirá avaliar não só as opiniões dos
usuários, como as impressões daqueles que não frequentam a biblioteca,
verificando os motivos pelos quais os serviços oferecidos não são utilizados.
O questionário teve como informações introdutórias o objetivo da pesquisa e o
tempo estimado de preenchimento, orientações consideradas fundamentais para
sensibilizar o respondente a participar do processo. As perguntas procuraram avaliar
a satisfação com os serviços oferecidos, a infraestrutura existente e o atendimento
às necessidades informacionais, além de conter aspectos relacionados ao uso de
tecnologia na busca de informações.

2724

�Avaliação de produtos e serviços
i! """"'"
MaooNl ck

~

=

:,

IiWitt.UJ
1I....111 ~

Resumo expandido

Q ... t .

~

.. .. .,..; "", .. 100

C O m ..

OAl«-&amp;..~..'ÍnofU'ld .

IJrMC r •

..........tal'~

O.:.~dt.".d....Idll

0","- ... ,""",,,,,,,(:,

o "'''"L
I _ _~
5.... ; ·
Off!~"';'"

o Maw",,,,

V.ci rnque nt:o .bibliot"C IPUI '
Q u~ ;,. O ~ mo t; vo~

d .. s u" n:ia utiLi z .. ç i o d . b i b Li o te n?
Pod.. ·rurc ... ·Ju;~ d .. ~ru op~iQ

o

o A infr~ .. ~t !'\ll ur. d. bib~ol..u
UI;~J;.4' (o ... , ... t..do.,.~ o:f;\pO".;.... " .... t.it&gt;\iolt't 4

[JAcn'.lr,oPoluld.. P. rõod!cold.C . pn
O P.&lt;tic'por d.u,""d. d.. ,

.nL01,.,o.,Il:H

(mobili ário, ~d .. 'Ni~les~ etc) NO

D

O "'p.co fi.ico nã o é adequldo por. meu&lt; .. ~t udo.

O

O hor~ rio de func iON~ nlO n~o me .tende

é sltisf;o!o,;.

o u.. 'I" !'e&lt;k wi ..,lo" c:!õ.;.o""...I .... bibSotfl:1
D Não " .. c e ui!o dot p 'od uto~ Ou , e rvi~o$ ofe re cidcs p .. 1a bíbLiatec.

o

P~firo

".tucbr .. m o ut ro loca l

Figura 1. "Sub-questionários"

4 Considerações Parciais/Finais

o desenvolvimento da tecnologia possibilitou aos gestores de bibliotecas
ferramentas importantes, tanto no desenvolvimento de suas atividades, quanto no
diagnóstico e interações com seu público-usuário. Entretanto, não é apenas a
tecnologia que vai garantir o sucesso: o estabelecimento de objetivos claros que
fundamentem sua realização é o principal aspecto que deve ser observado, pois é
impossível que o estudo de usuário seja exaustivo, abrangendo todas as questões
relacionadas às bibliotecas, sem que seja enfadonho e extenso, o que pode
comprometer a qualidade das respostas.
Definido o foco , cabe o cuidado com a elaboração das questões e a
preocupação com o envolvimento e motivação do usuário em participar do processo .
Observados estes quesitos, o estudo tende a ser efetivo e cumprir seu papel como
ferramenta para subsidiar os gestores com informações relevantes e precisas sobre
como atuar na oferta de produtos e serviços que atendam as necessidades
informacionais de seus usuários, pois, segundo Teruel (2005), a observação
sistemática e os resultados dos estudos de usuários constituem-se ferramentas
valorosas na gestão de bibliotecas.

2725

�Avaliação de produtos e serviços
i! """"'"
MaooNlck

~

=

:,

IiWitt.UJ
1I....111~

Resumo expandido

5 Referências
ALONSO, Monica Izquierdo; ABELLÁN, Joaquin Ruiz; LUCAS, JOSÉ-Tomás Piíiera.
Los estudios de usuários em los programas de gestión de calidad : propuesta de
um marco teórico integrador para el estudio dei usuário de información. Disponível
em : http://www.ciepi.org/fesabid98/Comunicaciones/mizquierdo/mizquierdo.htm .
Acesso em 20/06/2012
GIL, Antônio Carlos. Como elaborar projetos de pesquisa. São Paulo: Atlas, 1991 .
159p.
MONFASANI , Rosa Emma; CURZEL, Marcela Fabiana . Usuários de la
información: formación y desafios. Buenos Aires: Alfagrama , 2006. 222p.
RAMOS , Maria Etelvina Madalozzo (Org .) Tecnologia e novas formas de gestão
em bibliotecas universitárias. Ponta Grossa: UEPG, 1999. 249p .
TERUEL, Aurora Gonzáles. Los estudios de necesidades y usos de la
información: fundamentos y perspectivas actuales. Gijón: Ediciones Trea, 2005 .
181p.
WILSON, T.D. Recent trends in user studies: action research and qualitative
methods. Information Research, v. 5, n.3. Abr/2000 . Disponível em
http://informationr.netlir/5-3/paper76.html. Acesso em 20/04/2012.

2726

�</text>
                  </elementText>
                </elementTextContainer>
              </element>
            </elementContainer>
          </elementSet>
        </elementSetContainer>
      </file>
    </fileContainer>
    <collection collectionId="49">
      <elementSetContainer>
        <elementSet elementSetId="1">
          <name>Dublin Core</name>
          <description>The Dublin Core metadata element set is common to all Omeka records, including items, files, and collections. For more information see, http://dublincore.org/documents/dces/.</description>
          <elementContainer>
            <element elementId="50">
              <name>Title</name>
              <description>A name given to the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51396">
                  <text>SNBU - Edição: 17 - Ano: 2012 (UFRGS - Gramado/RS)</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="49">
              <name>Subject</name>
              <description>The topic of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51397">
                  <text>Biblioteconomia&#13;
Documentação&#13;
Ciência da Informação&#13;
Bibliotecas Universitárias</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="41">
              <name>Description</name>
              <description>An account of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51398">
                  <text>Tema: A biblioteca universitária como laboratório na sociedade da informação.</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="39">
              <name>Creator</name>
              <description>An entity primarily responsible for making the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51399">
                  <text>SNBU - Seminário Nacional de Bibliotecas Universitárias</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="45">
              <name>Publisher</name>
              <description>An entity responsible for making the resource available</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51400">
                  <text>UFRGS</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="40">
              <name>Date</name>
              <description>A point or period of time associated with an event in the lifecycle of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51401">
                  <text>2012</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="44">
              <name>Language</name>
              <description>A language of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51402">
                  <text>Português</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="51">
              <name>Type</name>
              <description>The nature or genre of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51403">
                  <text>Evento</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="38">
              <name>Coverage</name>
              <description>The spatial or temporal topic of the resource, the spatial applicability of the resource, or the jurisdiction under which the resource is relevant</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51404">
                  <text>Gramado (Rio Grande do Sul)</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
          </elementContainer>
        </elementSet>
      </elementSetContainer>
    </collection>
    <itemType itemTypeId="8">
      <name>Event</name>
      <description>A non-persistent, time-based occurrence. Metadata for an event provides descriptive information that is the basis for discovery of the purpose, location, duration, and responsible agents associated with an event. Examples include an exhibition, webcast, conference, workshop, open day, performance, battle, trial, wedding, tea party, conflagration.</description>
    </itemType>
    <elementSetContainer>
      <elementSet elementSetId="1">
        <name>Dublin Core</name>
        <description>The Dublin Core metadata element set is common to all Omeka records, including items, files, and collections. For more information see, http://dublincore.org/documents/dces/.</description>
        <elementContainer>
          <element elementId="50">
            <name>Title</name>
            <description>A name given to the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="64904">
                <text>Ferramentas de pesquisa para estudos de usuários em bibliotecas universitárias: questões estruturais.</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="39">
            <name>Creator</name>
            <description>An entity primarily responsible for making the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="64905">
                <text>Araújo, Eliane Pwlowski Oliveira; Costa,Belkiz Inez Rezende</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="38">
            <name>Coverage</name>
            <description>The spatial or temporal topic of the resource, the spatial applicability of the resource, or the jurisdiction under which the resource is relevant</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="64906">
                <text>Gramado (Rio Grande do Sul)</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="45">
            <name>Publisher</name>
            <description>An entity responsible for making the resource available</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="64907">
                <text>UFRGS</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="40">
            <name>Date</name>
            <description>A point or period of time associated with an event in the lifecycle of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="64908">
                <text>2012</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="51">
            <name>Type</name>
            <description>The nature or genre of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="64910">
                <text>Evento</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="41">
            <name>Description</name>
            <description>An account of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="64911">
                <text>Aborda aspectos que foram considerados na elaboração do estudo de usuário do Sistema de Bibliotecas da Universidade Federal de Minas Gerais – SB/UFMG considerando as tecnologias disponíveis e a finalidade do processo, que é munir as bibliotecas com informações relevantes sobre seu público-alvo.</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="44">
            <name>Language</name>
            <description>A language of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="69614">
                <text>pt</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
        </elementContainer>
      </elementSet>
    </elementSetContainer>
  </item>
  <item itemId="6114" public="1" featured="0">
    <fileContainer>
      <file fileId="5178">
        <src>http://repositorio.febab.org.br/files/original/49/6114/SNBU2012_253.pdf</src>
        <authentication>3108e2458eff7dcb2ea69d5cb7173207</authentication>
        <elementSetContainer>
          <elementSet elementSetId="4">
            <name>PDF Text</name>
            <description/>
            <elementContainer>
              <element elementId="92">
                <name>Text</name>
                <description/>
                <elementTextContainer>
                  <elementText elementTextId="64903">
                    <text>Avaliação de produtos e serviços
Resumo expandido

PADRÕES DE QUALIDADE APLICADOS À GESTÃO DE
SERViÇOS: PERCEPÇÕES DO SIBI/UFBA

Patrícia Barroso', A/da Lima da

silvél

1Especialista em Gestão do Conhecimento e da Informação, UFBA, Salvador, Bahia
2Mestre em Ciência da informação, UFBA, Salvador, Bahia

1 Introdução
As bibliotecas universitárias subsidiam o ensino, a pesquisa e a extensão
gerenciando conteúdos, amplificando o acesso à informação e agregando valor aos
serviços oferecidos. Nesta perspectiva, a avaliação constitui um dos componentes
imprescindíveis para o planejamento e a gestão de serviços de informação. Este
trabalho, extrato de uma monografia de especialização, compara o fluxo atual dos
serviços de informação oferecidos pelo Sistema de Bibliotecas da Universidade
Federal da Bahia (SIBI/UFBA) com os padrões de qualidade aplicados à gestão de
bibliotecas universitárias. Posteriormente, analisa o fluxo de serviços a partir da
percepção dos bibliotecários entrevistados. As principais contribuições envolvendo
essa temática foram identificadas nos trabalhos publicados por Vergueiro e Carvalho
(2001), Lubisco e Vieira (2009) e Oliveira (2002).

2 Materiais e Métodos
Optou-se por uma amostra por julgamento de 5 bibliotecas numa população
de 28, considerando somente as unidades que compõe o SIBI/UFBA localizadas na
capital baiana. Para cada área do conhecimento foi escolhida uma biblioteca,
considerando aquela que concentrasse um maior número de usuários. A escolha
ficou assim determinada: área I (Matemática, Ciências Físicas e Tecnologia); área 11
(Ciências Biológicas e Saúde); área 111 (Filosofia e Ciências Humanas); área IV
(Letras) ; área V (Artes) . O instrumento empregado para a coleta de dados foi um
questionário com roteiro estruturado , aplicado por meio de entrevista presencial.
Optou-se por uma entrevista de caráter exploratório . Os conteúdos serão expostos
de forma textual, onde estarão descritos os resultados gerados a partir da análise
qualitativa dos dados. O instrumento de pesquisa ficou constituído por 11 perguntas,
estruturadas em quatro partes: caracterização pessoal, formação profissional,
percepção do fluxo atual dos serviços oferecidos pelo SIBI/UFBA, conhecimento e
percepção de padrões de qualidade.

3 Resultados Parciais/Finais
Quanto ao perfil foi observada a busca pela qualificação por parte dos

2720

�Avaliação de produtos e serviços
Resumo expandido

respondentes: especialização e mestrado.
A respeito do fluxo atual de serviços oferecidos pelo SIBI/UFBA a maioria dos
bibliotecários, mesmo não ocupando cargo de chefia , desempenha funções de
gerenciamento bem como atividades ligadas ao serviço de referência .
A percepção sobre a relação existente entre as funções desempenhadas e a
missão do SIBI/UFBA é clara e assertiva por parte de três dos respondentes
enquanto os dois bibliotecários restantes acreditam que as atividades apenas
parcialmente contribuem para a missão do sistema . Corroborando essa segunda
perspectiva os bibliotecários assinalam a não realização de diagnósticos, o não
planejamento das ações, a ausência de uma política para o desenvolvimento de
coleções e de manuais de procedimento.
Quanto ao conhecimento dos padrões de qualidade os depoimentos
ressaltaram a importância dos mesmos como ferramenta de avaliação, fator de
credibilidade e reconhecimento dos serviços. Também assinalam que os padrões
poderiam ser um fator de motivação profissional.

4 Considerações Parciais/Finais
A unanimidade dos bibliotecários em destacar a importância dos padrões de
qualidade para o desenvolvimento das atividades e consequentemente a melhoria
dos serviços se defronta com as dificuldades para realização de uma ação
sincronizada e sistêmica. Desta maneira, o fluxo de serviços fragmentado e
descontínuo, bem como a delegação de responsabilidades ainda tímida, conforme
observado pelos entrevistados é reflexo de um sistema de recente instalação.
Possivelmente o investimento em políticas internas mais aparentes e
planejamento contínuo de gestão de serviços poderiam contribuir para a melhoria da
qualidade dos produtos e serviços das bibliotecas.

5 Referências
CARVALHO, M.C.R. de. Estabelecimento de padrões para bibliotecas
universitárias. Fortaleza: Edições UFC, 1981 . 72 p.

LUBISCO, Nídia M. L.; VIEIRA, Sônia Chagas (Org .). Biblioteca universitária
brasileira: instrumento para seu planejamento e gestão, visando à avaliação do seu
desempenho. Salvador: EDUFBA, 2009. 59 p. Documento final consolidado a partir
das contribuições dos grupos de trabalho do Seminário Avaliação da Biblioteca
Universitária Brasileira.

OLIVEIRA, Nirlei Maria. A biblioteca das instituições de ensino superior e os padrões
de qualidade do MEC: uma análise preliminar. Perspectiva em Ciência da
Informação, Belo Horizonte, v.7, n.2, p.207-221, jul./dez.2002.

PROPOSTA preliminar de modelo para organização e gestão da rede de bibliotecas
da UFBA. Salvador: UFBA, 2002.13 f. Não publicado.

2721

�Avaliação de produtos e serviços
Resumo expandido

VERGUEIRO, Waldomiro; CARVALHO, Teima de. Definição de indicadores de
qualidade: a visão dos administradores e clientes de bibliotecas universitárias.
Perspectiva em Ciência da Informação, Belo Horizonte, v.6, n.1, p.27-40, jan./jun.
2001 .

2722

�</text>
                  </elementText>
                </elementTextContainer>
              </element>
            </elementContainer>
          </elementSet>
        </elementSetContainer>
      </file>
    </fileContainer>
    <collection collectionId="49">
      <elementSetContainer>
        <elementSet elementSetId="1">
          <name>Dublin Core</name>
          <description>The Dublin Core metadata element set is common to all Omeka records, including items, files, and collections. For more information see, http://dublincore.org/documents/dces/.</description>
          <elementContainer>
            <element elementId="50">
              <name>Title</name>
              <description>A name given to the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51396">
                  <text>SNBU - Edição: 17 - Ano: 2012 (UFRGS - Gramado/RS)</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="49">
              <name>Subject</name>
              <description>The topic of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51397">
                  <text>Biblioteconomia&#13;
Documentação&#13;
Ciência da Informação&#13;
Bibliotecas Universitárias</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="41">
              <name>Description</name>
              <description>An account of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51398">
                  <text>Tema: A biblioteca universitária como laboratório na sociedade da informação.</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="39">
              <name>Creator</name>
              <description>An entity primarily responsible for making the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51399">
                  <text>SNBU - Seminário Nacional de Bibliotecas Universitárias</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="45">
              <name>Publisher</name>
              <description>An entity responsible for making the resource available</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51400">
                  <text>UFRGS</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="40">
              <name>Date</name>
              <description>A point or period of time associated with an event in the lifecycle of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51401">
                  <text>2012</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="44">
              <name>Language</name>
              <description>A language of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51402">
                  <text>Português</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="51">
              <name>Type</name>
              <description>The nature or genre of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51403">
                  <text>Evento</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="38">
              <name>Coverage</name>
              <description>The spatial or temporal topic of the resource, the spatial applicability of the resource, or the jurisdiction under which the resource is relevant</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51404">
                  <text>Gramado (Rio Grande do Sul)</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
          </elementContainer>
        </elementSet>
      </elementSetContainer>
    </collection>
    <itemType itemTypeId="8">
      <name>Event</name>
      <description>A non-persistent, time-based occurrence. Metadata for an event provides descriptive information that is the basis for discovery of the purpose, location, duration, and responsible agents associated with an event. Examples include an exhibition, webcast, conference, workshop, open day, performance, battle, trial, wedding, tea party, conflagration.</description>
    </itemType>
    <elementSetContainer>
      <elementSet elementSetId="1">
        <name>Dublin Core</name>
        <description>The Dublin Core metadata element set is common to all Omeka records, including items, files, and collections. For more information see, http://dublincore.org/documents/dces/.</description>
        <elementContainer>
          <element elementId="50">
            <name>Title</name>
            <description>A name given to the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="64895">
                <text>Padrões de qualidade aplicados à gestão de serviços: percepções do SIBI/UFBA.</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="39">
            <name>Creator</name>
            <description>An entity primarily responsible for making the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="64896">
                <text>Barroso, Patrícia; Silva, Alda Lima da</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="38">
            <name>Coverage</name>
            <description>The spatial or temporal topic of the resource, the spatial applicability of the resource, or the jurisdiction under which the resource is relevant</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="64897">
                <text>Gramado (Rio Grande do Sul)</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="45">
            <name>Publisher</name>
            <description>An entity responsible for making the resource available</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="64898">
                <text>UFRGS</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="40">
            <name>Date</name>
            <description>A point or period of time associated with an event in the lifecycle of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="64899">
                <text>2012</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="51">
            <name>Type</name>
            <description>The nature or genre of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="64901">
                <text>Evento</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="41">
            <name>Description</name>
            <description>An account of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="64902">
                <text>Este trabalho, extrato de uma monografia de especialização, compara o fluxo atual dos serviços de informação oferecidos pelo Sistema de Bibliotecas da Universidade Federal da Bahia (SIBI/UFBA) com os padrões de qualidade aplicados à gestão de bibliotecas universitárias. Posteriormente, analisa o fluxo de serviços a partir da percepção dos bibliotecários entrevistados.</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="44">
            <name>Language</name>
            <description>A language of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="69613">
                <text>pt</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
        </elementContainer>
      </elementSet>
    </elementSetContainer>
  </item>
  <item itemId="6113" public="1" featured="0">
    <fileContainer>
      <file fileId="5177">
        <src>http://repositorio.febab.org.br/files/original/49/6113/SNBU2012_252.pdf</src>
        <authentication>8771b0775701a4d3064984d30088547a</authentication>
        <elementSetContainer>
          <elementSet elementSetId="4">
            <name>PDF Text</name>
            <description/>
            <elementContainer>
              <element elementId="92">
                <name>Text</name>
                <description/>
                <elementTextContainer>
                  <elementText elementTextId="64894">
                    <text>aiI

-

MaooNlck

= ::=:~

Avaliação de produtos e serviços
Resumo expandido

AVALIAÇÃO DE PRODUTOS E SERViÇOS DE
INFORMAÇÃO
Ana C. Dudziak Guimarães1
1

Bibliotecária, Faculdade de Direito, USP, São Paulo, SP

1 Introdução

o processo de avaliação de produtos e serviços, aliado à gestão da produção
e ao marketing, tem influência direta no sucesso da gestão de uma biblioteca
universitária (SILVA, 2006).
Este trabalho demonstra como a avaliação dos produtos e serviços feita
através da análise quantitativa pode ser importante, não para mensurar o quanto são
usados, mas para dar uma noção mais exata do alcance que possuem dentro da
comunidade acadêmica.
Embora não possa ser uma fonte única de avaliação (LEITÃO, 2005), a
análise quantitativa é muito útil quando se trata de obter informações sobre a
extensão do acesso e uso dos serviços e produtos (ROCHA, 2010), tornando-se
muitas vezes precursora da avaliação qualitativa, a qual, em um segundo momento,
analisará o valor atribuído pelos usuários.
Com a finalidade de conhecer melhor as necessidades informacionais dos
seus usuários, a Biblioteca da Faculdade de Direito da USP realizou em 2011 uma
pesquisa tendo como objetivo identificar o grau de conhecimento e uso dos produtos
e serviços por ela oferecidos.
2 Materiais e Métodos
Como instrumento da avaliação quantitativa, foi desenvolvido um questionário
para acesso online, no qual os usuários apontaram quais produtos e serviços
conheciam e quais usavam. Para a criação do questionário, usou-se o Spreadsheet,
ferramenta para elaboração de formulários eletrônicos do Google Does
(http ://www.google.com/google-d-s/hpp/hpp_pt-PT_pt.html). pela facilidade de
elaboração e por ser gratuito.
O roteiro composto por questões alternativas, sobre o conhecimento e uso de
cada item, assim como o grau de satisfação com os mesmos, foi montado no
formulário de forma simples e direta, visando o preenchimento rápido, evitando que
se tornasse cansativo para os participantes (Figura 1).
Os usuários foram categorizados como alunos de Graduação, PósGraduação, Docentes e Funcionários. A página na Web contendo o formulário
eletrônico foi amplamente divulgada através de emails enviados a todos os grupos
de usuários. O questionário também foi disponibilizado nos computadores da
Biblioteca pelo período de trinta dias.
Ao término do prazo , as respostas em forma de gráficos foram geradas
automaticamente pela planilha conectada à pesquisa , conforme as configurações
estabelecidas pelo programa no Google Does. Os gráficos indicaram os percentuais

2716

�~ =ck

::

::=~:...

Avaliação de produtos e serviços
Resumo expandido

de respostas dos grupos para cada serviço e produto, o que facilitou o trabalho de
interpretação dos dados.

~

6 https://docs.google.com/spreadsheetjvle"form?formkey=dEswMzdOQjhqQlVlZlhmlrFMUEZLX3c6MA#gld=O

A u inaIe

0' tipo ,

d e u.:rvi t;;o, e produto , d a Biblioteca dil Faculdilde de Direito que vo cê conhece ;
Conheço ma!;. não

Utilizo e e!;.tou

Uili20 mas estou

utilizo

satisfeito

!mati sfe ito

O

O

e

O

O

O

O

O

O

O

O

O

Renov ações e Reservas Online

O

O

O

O

Levantamentos Bibliográficos

O

O

O

O

O

O

O

O

O

O

O

O

O

O

O

O

Não conheço
Consulta online ao acervo - Base

d. D,do, DEDALUS
Comulta online ao acervo de
Periódicos (revista..) - Base de

D,do;lUSDATA
Serviço de Emprhtimo e
Devolução (livros ,tes es ,
periódicos)

Empréstimo entre bibliotecas
externas, EEB
lista de Nova~ Aquisições no site
da Bib li ot eca

COMur- cópias de artigos de
periódicos e capÍtulos de livras de outras bibliotecas
Boletim "O Arauto"

O

O

O

O

Base de Dados LEXIS NE}OS

O

O

O

O

Base de Dados HEINONLlNE

O

O

O

O

O

O

O

O

O

O

O

O

Rwista&lt;; 6e:trônicas com texto
completo (CAPFS,SCIELO,

]STOR)
Base de E-Boob do DEDAlLlS

Figura 1 - Parte principal do questionário online para avaliação de produtos e serviços, criado
com a ferramenta Spreadsheet do Google Does.

3 Resultados
Os resultados demonstraram que o grau de conhecimento quanto ao uso dos
produtos e serviços oferecidos pela biblioteca é menor do que o esperado.
Tomando-se como exemplo os grupos de maior representatividade no estudo,
alunos de Graduação (Gráfico 1) e alunos de Pós-Graduação (Gráfico 2), as
respostas indicaram que uma grande parte desses participantes desconhece os
produtos e serviços oferecidos.
Verificou-se também que muitos usuários conhecem determinado serviço ou
produto, mas não fazem uso dele.
Em relação ao total de participantes, os que efetivamente usam os produtos e
serviços representam uma parcela pequena , na maioria dos casos.

27 17

�~ =ck

::

::=~:...

Avaliação de produtos e serviços
Resumo expandido
0%

10%

Base de artigos inde xados lusData

20%

30%

40%

50%

60%

70%

80%

34%

33'J(,

Base de dados Lexi sNe xis

16%

.....

18%

Base de livros eletrô nicos (e-books)

13'10

1

14%

J
1

14% -1

2Q%

9% 6°/&lt;il

51%

2II'lIo

- Não conhecem

:::ao/01

26%

39%

....

Comutação bibliográfica COMUT
Boletim da Biblioteca: O Arauto

I

I

16%

47%

Divulgação online de novas aquisições

I

63%

.....
.....

Empréstimo entre bibliotecas EEB

16%

11%

24%

Levantamentos bibliográficos

J

24%

. 1%

Renovações e reservas online

13%

16%

11ft.

Base de revistas eletrônicas

I

33%

71%

Base de dados HeinOnline

90% 100%

29%

- Conhecem mas não usam

1

- Usam

Gráfico 1 - Grau de conhecimento dos alunos de GRADUAÇÃO quanto aos produtos e serviços
oferecidos pela Biblioteca da Faculdade de Direito USP (2011).

0%

Bas e artigos indexados lusData

10%

20%

Ui....

30%

Base de revistas eletrônicas

70%

-21"1~

18%

Empréstimo entre bibliotecas EEB

3l'Ko

Di vulgação online de novas aquisições

42%

28%

18%
18%

49%

Conhecem mas não usam

1

30%
15%

77'Ko
17%

13% ]

48%
64%

Comutação bibliográfica COMUT

J

17%

15%

liIi'Io

1

46%

38%

2II'lIo

90% 100%

41%

7O'Ko

Levantamentos bibliográficos

80%

33%

20%

3l'Ko

Base de livros eletrônicos (e-books)

_ Não conhecem

60%

67%

.........

Base de dados LexisNexis

Boletim da Biblioteca: O Arauto

50%

25%

Base de dados HeinOnline

Renovações e reservas online

40%

34%

1
1

6°/~

1

. Usam

Gráfico 2 - Grau de conhecimento dos alunos de PÓS-GRADUAÇÃO quanto aos produtos e
serviços oferecidos pela Biblioteca da Faculdade de Direito USP (2011).

Com base nos resultados da avaliação, observou-se a necessidade da
criação de um programa de treinamento para os de usuários, bem como a definição
de estratégias de comunicação e marketing para divulgação e incentivo ao uso de
todos os serviços e produtos oferecidos pela Biblioteca .

2718

�aiI

-

MaooNlck

= ::=:~

Avaliação de produtos e serviços
Resumo expandido

Com estas medidas, o usuário será capacitado a encontrar as informações de
que necessita e incentivado a aprofundar suas pesquisas, o que resultará na
elevação do nível acadêmico da Instituição.
No momento, estudam-se formas de treinamento adequadas para cada
categoria de usuário. Também estão sendo elaboradas novas estratégias de
divulgação, bem como a reformulação do site da Biblioteca, onde estarão
destacados todos os serviços e produtos e suas formas de acesso.

4 Considerações Finais

É um consenso entre as bibliotecas de que os dados quantitativos não
podem ser fontes únicas de avaliação . Porém , se dividirmos o processo de avaliação
em etapas, a avaliação quantitativa demonstra ser um instrumento válido e
importante quando se deseja saber primeiramente se os produtos e serviços atingem
nossos usuários.
Somente estando todos os usuários familiarizados com os serviços e produtos
oferecidos é que estes podem ser avaliados qualitativamente, pois, sem o
conhecimento, não existe a possibilidade de análise .
Em função dos resultados obtidos com a avaliação quantitativa, o gestor da
biblioteca universitária poderá ter uma visão real do alcance dos serviços propostos.
A partir de então, poderá tomar providências quanto ao planejamento de
treinamentos e divulgação e, em uma segunda etapa , quando os serviços e produtos
já forem de amplo conhecimento e uso, poderá avaliá-los qualitativamente.
Um dos maiores desafios das bibliotecas universitárias é estreitar suas
relações com os usuários, procurando compreender suas necessidades e
expectativas e a avaliação dos produtos e serviços oferecidos a eles possui um
papel relevante neste processo.

5 Referências
LEITÃO, Bárbara Júlia Menezello. Avaliação qualitativa e quantitativa numa
biblioteca universitária. Niterói: Intertexto; Rio de Janeiro: Interciência, 2005 .
ROCHA, Eliana da Conceição; SOUZA, Márcia de Figueiredo Evaristo. Metodología
para avaliação de produtos e serviços de informação. Brasília: IBICT, 2010. 84 p.
SILVA, Fabiano Couto Corrêa da; SCHONS, Claudio Henrique; RADOS, Gregório
Jean Varvakis. A gestão de serviços em bibliotecas universitárias: proposta de
modelo. Informação e Informação, Londrina , v. 11 , n. 2, dez. 2006. Disponível em :
&lt;http://www.uel.br/revistas/uel/index.php/informacao/article/view/1691 /1442&gt; . Acesso
em : 18 jan . 2012 .

2719

�</text>
                  </elementText>
                </elementTextContainer>
              </element>
            </elementContainer>
          </elementSet>
        </elementSetContainer>
      </file>
    </fileContainer>
    <collection collectionId="49">
      <elementSetContainer>
        <elementSet elementSetId="1">
          <name>Dublin Core</name>
          <description>The Dublin Core metadata element set is common to all Omeka records, including items, files, and collections. For more information see, http://dublincore.org/documents/dces/.</description>
          <elementContainer>
            <element elementId="50">
              <name>Title</name>
              <description>A name given to the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51396">
                  <text>SNBU - Edição: 17 - Ano: 2012 (UFRGS - Gramado/RS)</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="49">
              <name>Subject</name>
              <description>The topic of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51397">
                  <text>Biblioteconomia&#13;
Documentação&#13;
Ciência da Informação&#13;
Bibliotecas Universitárias</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="41">
              <name>Description</name>
              <description>An account of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51398">
                  <text>Tema: A biblioteca universitária como laboratório na sociedade da informação.</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="39">
              <name>Creator</name>
              <description>An entity primarily responsible for making the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51399">
                  <text>SNBU - Seminário Nacional de Bibliotecas Universitárias</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="45">
              <name>Publisher</name>
              <description>An entity responsible for making the resource available</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51400">
                  <text>UFRGS</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="40">
              <name>Date</name>
              <description>A point or period of time associated with an event in the lifecycle of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51401">
                  <text>2012</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="44">
              <name>Language</name>
              <description>A language of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51402">
                  <text>Português</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="51">
              <name>Type</name>
              <description>The nature or genre of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51403">
                  <text>Evento</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="38">
              <name>Coverage</name>
              <description>The spatial or temporal topic of the resource, the spatial applicability of the resource, or the jurisdiction under which the resource is relevant</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51404">
                  <text>Gramado (Rio Grande do Sul)</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
          </elementContainer>
        </elementSet>
      </elementSetContainer>
    </collection>
    <itemType itemTypeId="8">
      <name>Event</name>
      <description>A non-persistent, time-based occurrence. Metadata for an event provides descriptive information that is the basis for discovery of the purpose, location, duration, and responsible agents associated with an event. Examples include an exhibition, webcast, conference, workshop, open day, performance, battle, trial, wedding, tea party, conflagration.</description>
    </itemType>
    <elementSetContainer>
      <elementSet elementSetId="1">
        <name>Dublin Core</name>
        <description>The Dublin Core metadata element set is common to all Omeka records, including items, files, and collections. For more information see, http://dublincore.org/documents/dces/.</description>
        <elementContainer>
          <element elementId="50">
            <name>Title</name>
            <description>A name given to the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="64886">
                <text>Avaliação de produtos e serviços de informação.</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="39">
            <name>Creator</name>
            <description>An entity primarily responsible for making the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="64887">
                <text>Guimarães, Ana C. Dudziak</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="38">
            <name>Coverage</name>
            <description>The spatial or temporal topic of the resource, the spatial applicability of the resource, or the jurisdiction under which the resource is relevant</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="64888">
                <text>Gramado (Rio Grande do Sul)</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="45">
            <name>Publisher</name>
            <description>An entity responsible for making the resource available</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="64889">
                <text>UFRGS</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="40">
            <name>Date</name>
            <description>A point or period of time associated with an event in the lifecycle of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="64890">
                <text>2012</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="51">
            <name>Type</name>
            <description>The nature or genre of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="64892">
                <text>Evento</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="41">
            <name>Description</name>
            <description>An account of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="64893">
                <text>Este trabalho demonstra como a avaliação dos produtos e serviços feita através da análise quantitativa pode ser importante, não para mensurar o quanto são usados, mas para dar uma noção mais exata do alcance que possuem dentro da comunidade acadêmica. Com a finalidade de conhecer melhor as necessidades informacionais dos seus usuários, a Biblioteca da Faculdade de Direito da USP realizou em 2011 uma pesquisa tendo como objetivo identificar o grau de conhecimento e uso dos produtos e serviços por ela oferecidos.</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="44">
            <name>Language</name>
            <description>A language of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="69612">
                <text>pt</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
        </elementContainer>
      </elementSet>
    </elementSetContainer>
  </item>
  <item itemId="6112" public="1" featured="0">
    <fileContainer>
      <file fileId="5176">
        <src>http://repositorio.febab.org.br/files/original/49/6112/SNBU2012_251.pdf</src>
        <authentication>f75d06776366bc5016386e25d27e910f</authentication>
        <elementSetContainer>
          <elementSet elementSetId="4">
            <name>PDF Text</name>
            <description/>
            <elementContainer>
              <element elementId="92">
                <name>Text</name>
                <description/>
                <elementTextContainer>
                  <elementText elementTextId="64885">
                    <text>Avaliação de produtos e serviços
i! """"'"
MaooNlck

~

=

:,

IiWitt.UJ
1I....111~

Resumo expandido

SERViÇO DE REFERÊNCIA: UTILIZAÇÃO DE SOFTWARE
LIVRE PARA AVALIAÇÕES EM BIBLIOTECAS UNIVERSITÁRIAS
Belkiz Inez Rezende Costa 1
Eliane Pawlowski Oliveira Araújo2
'Vice-Diretora do Sistema de Bibliotecas , UFMG, Belo Horizonte, Minas Gerais
2

Sistema de Bibliotecas UFMG, Mestranda em Ciência da Informação, Belo Horizonte, Minas Gerais

1 Introdução
A revolução causada pelo desenvolvimento das tecnologias de informação e
comunicação - TIC's no acesso à informação tem impactado substancialmente as
bibliotecas. Entretanto, Will Sherman pondera que as bibliotecas são insubstituíveis
e não serão extintas com a "desconcertante proeza e progresso da tecnologia". Uma
das razões apontadas pelo autor refere-se ao fato das bibliotecas não serem apenas
livros, mas envolverem, dentre outros, o trabalho de guiar e educar usuários para
encontrar informação independente de seu formato, auxiliando-os a acessarem a
informação de forma efetiva .
Baseado na assertiva de Costa, Silva e Ramalho (2009), os estudos de usuários
permitem verificar Por que?, Como? e Para quais fins? os indivíduos usam a
informação e quais os fatores que afetam tal uso. Essas constatações fazem com
que os sistemas de informação passem a conhecer as reais necessidades
informacionais de seus usuários, o que contribui para o uso mais efetivo da
informação.
Em meio a esse turbilhão de mudanças, que ainda não se findaram e continuam em
processo, as bibliotecas devem estar preparadas para atender a um público
diversificado, tanto os nativos digitais, quanto aqueles que estão se adaptando a
essa não tão nova realidade, mas que a cada dia traz inovações tanto em relação a
disponibilidade de conteúdos quanto a tecnologias de acesso.
Nesse contexto, faz-se necessário que as bibliotecas avaliem seus produtos,
serviços e estrutura favorecendo-se e utilizando, também , as ferramentas
tecnológicas disponibilizadas na Web.

2 Materiais e Métodos
Preocupados em avaliar as atividades de referência dentro dessa realidade em
constante transformação, o Sistema de Bibliotecas da Universidade Federal de
Minas Gerais - SB/UFMG designou Comissão para realizar um diagnóstico dos

2712

�Avaliação de produtos e serviços
i! """"'"
MaooNl ck

~

=

:,

IiWitt.UJ

1I....111~

Resumo expandido

serviços e estruturas oferecidos aos seus usuários.
A equipe encarregada da discussão foi dividida em grupos de trabalho - GT's, cada
um abordando uma temática específica :
a) GT Circulação: treinamento e recebimento do usuário, malote, empréstimo
entre bibliotecas, segurança do acervo e multa;
b) GT Comunicação e marketing : divulgação e uso dos serviços oferecidos,
divulgação eletrônica de novas aquisições e de duplicatas para doação, uso
de novas tecnologias (Blogs, Twitter) e comunicação visual das bibliotecas;
c) GT Acessibilidade arquitetônica e informacional: Biblioteca virtual;
d) GT Estudo de usuários;
e) GT Serviços técnicos: confecção de ficha catalográfica, orientação na
normalização de trabalhos acadêmicos;
f) GT Serviços e produtos: atendimento virtual e presencial, portal Capes,
COMUT, Biblioteca Digital, Wireless nas bibliotecas, Treinamento e uso das
bases de dados, Espaço digitais;
g) GT Capacitação: Capacitação do bibliotecário de referência .
Para intermediar as discussões e materiais elaborados pela equipe foi utilizado o
software Collabtive, (Figura 1), um software gerenciador de projetos online gratuito,
desenvolvido em PHP e MySQL, que permitiu o compartilhamento de arquivos e
documentos produzidos, controle das horas previstas e gastas, elaboração de
relatórios das atividades, dentre outros (Figura 2).

IJ = " H'
IJ = . "
IJ =..~,=

IJ =..,..".oc
IJ =..,.=

"

IJ ~

...

I:::=-. "' . ...

Figura 2. Telas do software

Dentro do cronograma de atividades estabelecido pela equipe, a primeira tarefa foi a
realização de uma sondagem com o objetivo de avaliar o serviço de referência
segundo a visão da própria biblioteca. Para tanto, foi desenvolvido um questionário
encaminhado ao responsável pelo serviço de referência na biblioteca e a tabulação
dos dados foi feita utilizando planilha eletrônica cujos resultados foram divulgados
aos grupos por meio do Collabtive (Figura 3).

2713

�Avaliação de produtos e serviços
i! """"'"
MaooNlck

~

=

:,

IiWitt.UJ
1I....111~

Resumo expandido

__

_._ .......--..._.. _-_
.._. _-----. - .....- --..:... _----_._--_._..... .._. ._ ..--"-'---;

__ __

E.----':o.===."=='.:;r=:r:~==.-:':--

==--==E:..~~==:"-~"'::;::-

--_.__

.....

==..=-~.r-.

Figura 3. Collabtive. Relatório disponibilizado

A segunda atividade aprovada pela equipe foi a realização de um estudo de usuário
com o objetivo de promover a avaliação do serviço de referencia segundo a visão
dos frequentadores da biblioteca . Para tanto, optou-se pela realização de um Survey
utilizando o Google Does, ferramenta gratuita que possibilita a disponibilização
online do questionário e a tabulação automática dos dados preenchidos (Figura 4).

D ( . _•• l.I....... "to.~_..........

OOU"·.... ' lo( . . · · " '· .... ;.·· . . " ·· ,,,

", '. ~L
..

°""........ ,...".,.---...............
c.,...
T
D

, . ~."" .......,....... ~_. L"

.. ,,-...·· __ ·
c ....
C11+k'"'--.-- .-... ..- .......
··_- ~

Figura 4. Estudo de usuário utilizando Google Does

3 Resultados Parciais/Finais
A utilização do Collabtive para gerenciamento das atividades foi extremamente
positiva , visto que os integrantes da equipe pertenciam às várias bibliotecas do
SB/UFMG, localizadas de forma geograficamente dispersa. A possibilidade de
compartilhar o material produzido, controlar o tempo de execução das tarefas, dentre
outras funcionalidades , auxiliou no planejamento das atividades, colaborando para
um desempenho mais eficaz dos trabalhos.
A ferramenta disponibilizada pelo Google Does para realização do Survey foi
adequada aos propósitos da equipe de colher dados junto aos usuários das
bibliotecas da UFMG. A possibilidade de acesso online, o layout amigável , a
tabulação automática dos dados, a dinamicidade proporcionada por um questionário
Web e o tempo de retorno das respostas foram pontos que favoreceram a escolha
do software. Outro aspecto importante foi o fato de que o ambiente Web é um
facilitador para contatos com os estudantes que tem com essa realidade maior
intimidade e interação.

2714

�Avaliação de produtos e serviços
i! """"'"
MaooNlck

~

=

:,

IiWitt.UJ
1I....111~

Resumo expandido

4 Considerações Parciais/Finais

o

processo de avaliação do serviço de referência das bibliotecas do SB/UFMG
ainda está em andamento. A elaboração do diagnóstico interno foi concluída e a
utilização do Collabtive auxiliou de forma eficaz na condução dos trabalhos.
Implementar esta ferramenta requereu da equipe disciplina, empenho e interesse
visto que, apesar das facilidades de sua obtenção e instalação, trabalhar com
planejamento estruturado e cronograma pré-fixado por tarefas normalmente não é
algo usual para a maioria das pessoas. É necessário preparar a equipe para utilizar
as funcionalidades oferecidas pelo software e, assim, usufruir de todas as
possibilidades ofertadas pela tecnologia.
Da mesma forma, a realização de Survey utilizando software gratuito e ambiente
Web auxiliou na elaboração de um instrumento dinâmico e que possibilitará atingir
uma amostra representativa do público-alvo do estudo. O software, entretanto,
oferece algumas limitações que estão sendo estudadas de forma a tornar o processo
mais adequado aos objetivos propostos pela equipe.

5 Referências
SHERMAN , Will. Os bibliotecários estão completamente obsoletos? Disponível
em:
http://www.abdf.org .br/principal/index.php/artigos-mainmenu-80/369-osbibliotecarios-estao-completamente-obsoletos. Acesso em 22/04/2012
COSTA, L. F. ; SILVA, A.C.P ; RAMALHO, FA (Re)visitando os estudos de
usuário: entre a "tradição" e o "alternativo". Disponível em
http://www.datagramazero.org.br/ago09/Art03.htm. Acesso em 26/04/2012

2715

�</text>
                  </elementText>
                </elementTextContainer>
              </element>
            </elementContainer>
          </elementSet>
        </elementSetContainer>
      </file>
    </fileContainer>
    <collection collectionId="49">
      <elementSetContainer>
        <elementSet elementSetId="1">
          <name>Dublin Core</name>
          <description>The Dublin Core metadata element set is common to all Omeka records, including items, files, and collections. For more information see, http://dublincore.org/documents/dces/.</description>
          <elementContainer>
            <element elementId="50">
              <name>Title</name>
              <description>A name given to the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51396">
                  <text>SNBU - Edição: 17 - Ano: 2012 (UFRGS - Gramado/RS)</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="49">
              <name>Subject</name>
              <description>The topic of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51397">
                  <text>Biblioteconomia&#13;
Documentação&#13;
Ciência da Informação&#13;
Bibliotecas Universitárias</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="41">
              <name>Description</name>
              <description>An account of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51398">
                  <text>Tema: A biblioteca universitária como laboratório na sociedade da informação.</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="39">
              <name>Creator</name>
              <description>An entity primarily responsible for making the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51399">
                  <text>SNBU - Seminário Nacional de Bibliotecas Universitárias</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="45">
              <name>Publisher</name>
              <description>An entity responsible for making the resource available</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51400">
                  <text>UFRGS</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="40">
              <name>Date</name>
              <description>A point or period of time associated with an event in the lifecycle of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51401">
                  <text>2012</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="44">
              <name>Language</name>
              <description>A language of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51402">
                  <text>Português</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="51">
              <name>Type</name>
              <description>The nature or genre of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51403">
                  <text>Evento</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="38">
              <name>Coverage</name>
              <description>The spatial or temporal topic of the resource, the spatial applicability of the resource, or the jurisdiction under which the resource is relevant</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51404">
                  <text>Gramado (Rio Grande do Sul)</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
          </elementContainer>
        </elementSet>
      </elementSetContainer>
    </collection>
    <itemType itemTypeId="8">
      <name>Event</name>
      <description>A non-persistent, time-based occurrence. Metadata for an event provides descriptive information that is the basis for discovery of the purpose, location, duration, and responsible agents associated with an event. Examples include an exhibition, webcast, conference, workshop, open day, performance, battle, trial, wedding, tea party, conflagration.</description>
    </itemType>
    <elementSetContainer>
      <elementSet elementSetId="1">
        <name>Dublin Core</name>
        <description>The Dublin Core metadata element set is common to all Omeka records, including items, files, and collections. For more information see, http://dublincore.org/documents/dces/.</description>
        <elementContainer>
          <element elementId="50">
            <name>Title</name>
            <description>A name given to the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="64877">
                <text>Serviço de referência: utilização de software livre para avaliações em bibliotecas universitárias.</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="39">
            <name>Creator</name>
            <description>An entity primarily responsible for making the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="64878">
                <text>Costa, Belkiz Inez Resende; Araújo, Eliane Pawlowski Oliveira</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="38">
            <name>Coverage</name>
            <description>The spatial or temporal topic of the resource, the spatial applicability of the resource, or the jurisdiction under which the resource is relevant</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="64879">
                <text>Gramado (Rio Grande do Sul)</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="45">
            <name>Publisher</name>
            <description>An entity responsible for making the resource available</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="64880">
                <text>UFRGS</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="40">
            <name>Date</name>
            <description>A point or period of time associated with an event in the lifecycle of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="64881">
                <text>2012</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="51">
            <name>Type</name>
            <description>The nature or genre of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="64883">
                <text>Evento</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="41">
            <name>Description</name>
            <description>An account of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="64884">
                <text>Discorre sobre avaliação dos produtos, serviços e estrutura das bibliotecas do Sistema de Biblioteca da Universidade Federal de Minas- SB/UFMG, utilizando as ferramentas tecnológicas disponibilizadas na web. Para intermediar as discussões e materiais elaborados pela equipe foi utilizado o software Collabtive, um software gerenciador de projetos online gratuito, desenvolvido em PHP e MySQL.</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="44">
            <name>Language</name>
            <description>A language of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="69611">
                <text>pt</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
        </elementContainer>
      </elementSet>
    </elementSetContainer>
  </item>
  <item itemId="6111" public="1" featured="0">
    <fileContainer>
      <file fileId="5175">
        <src>http://repositorio.febab.org.br/files/original/49/6111/SNBU2012_250.pdf</src>
        <authentication>7de901a5da12fd5f6e7ef5ffebdafad6</authentication>
        <elementSetContainer>
          <elementSet elementSetId="4">
            <name>PDF Text</name>
            <description/>
            <elementContainer>
              <element elementId="92">
                <name>Text</name>
                <description/>
                <elementTextContainer>
                  <elementText elementTextId="64876">
                    <text>Arquitetura e segurança de bibliotecas
i! """"'"
MaooNlck

~

=

:,

IiWitt.UJ

1I....111~

Trabalho completo

REVITALlZAÇÃO E AMPLIAÇÃO DE BIBLIOTECA
UNIVERSITÁRIA: RELATO DE CASO
Angela Pereira de Farias Mengatto 1, Eliane Maria Stroparo 2, Kételi
Wizenffat 3, Sandra Inara Altero Fonseca Marquetti 4, Selma Regina
Ramalho Conte 5
1

Especialista em Gestão de Pessoas (UFPR) , Bacharel em Biblioteconomia e Documentação
(UFPR) , Universidade Federal do Paraná, Curitiba , Paraná
2

Especialista em Treinamentos de Usuários (UFPR) , Bacharel em Biblioteconomia e
Documentação (UFPR) , Un iversidade Federal do Paraná , Curitiba , Paraná

3 Especialista em Gestão de Pessoas (UFPR) , Bacharel em Biblioteconomia e Documentação
(UFPR) , Bacharel em Gestão da Informação (UFPR) , Universidade Federal do Paraná, Curitiba,
Paraná

4 Especialista em Uso Estratégico das Tecnologias em Informação (UNESP) , Bacharel em
Biblioteconomia e Documentação (UNESP) , Universidade Federal do Paraná, Curitiba , Paraná

5 Especialista em Gestão de Bibliotecas (UFPR) , Bacharel em Biblioteconomia e
Documentação (UNESP) , Universidade Federal do Paraná , Curitiba , Paraná

Resumo
Apresenta-se o processo de revitalização e ampliação da Biblioteca de
Ciência e Tecnologia da Universidade Federal do Paraná, sua readequação física e
conceitual. Descreve-se as etapas de planejamento, execução e estratégias
envolvendo acervos, mobiliários, gestão de pessoas, aplicação da NBR 9050 e
indicadores MEC para espaço físico . Refere-se à manutenção da consulta ao acervo
e de serviços básicos. Relata-se as principais dificuldades enfrentadas, o
remanejamento constante de acervos, mobiliário e postos de trabalho, as várias
licitações e a motivação da equipe; assim como os resultados obtidos, modernização
da biblioteca, padronização e uniformização dos ambientes, espaços amplos e
arejados. O relato poderá servir como base para futuras construções ou reformas de
bibliotecas.

Palavras-Chave:
Bibliotecas Universitárias; Arquitetura de bibliotecas; Acessibilidade; Conforto
ambiental.

Abstract
It will present the revitalization and expansion process of Science and
Technology Library at Universidade Federal do Paraná (Paraná Federal University),
as well as the physical and conceptual adjustments. It will describe the planning ,
implementation and strategies involving collection , furniture , personal management,
NBR 9050 implementation and physical space indicators of MEC (Ministry of
Education). It will refer to the maintenance of the collection search and basic services
and also report the main difficulties, the constant relocation of collections, furniture
and workstations, several bids and team motivation . As results obtained were the

2697

�Arquitetura e segurança de bibliotecas
i! """"'"
MaooNlck

~

=

:,

IiWitt.UJ

1I....111~

Trabalho completo

library modernization, environmental uniformity and ample and airy spaces. The
report may serve as a basis for further construction or renovation of libraries.
Keywords:
University Libraries; Library Buildings; Accessibility; Environmental Conforto

1 Introdução
Nos últimos anos, as bibliotecas universitárias vêm passando por mudanças
decorrentes da incorporação de novas tecnologias, suportes e recursos
informacionais, bem como significativo aumento e diversidade da sua clientela .
Diversidade referindo-se ao estabelecimento de políticas de inclusão favorecendo o
acesso de pessoas portadoras de necessidades especiais (PNE) ao ensino superior.
Para atender de modo satisfatório essas demandas, as bibliotecas necessitam
readequar sua estrutura interna de gestão, aperfeiçoando produtos e serviços e
também construir e adaptar espaços físicos de modo a criar ambientes que possam
ser utilizados por todos.
No tocante à arquitetura, ainda hoje muitas bibliotecas de instituições de
ensino convivem com problemas de instalações físicas por funcionarem em
ambientes adaptados, comprometendo seus serviços e acervos. No Brasil , este
cenário começa a alterar-se, principalmente em universidades, com prédios
projetados para abrigar exclusivamente suas bibliotecas (SANTORO, 2000 ;
OLIVEIRA, 2002 ; LlBARDI et aI., 2010) .
Livre de qualquer dependência, ocupar um ambiente adaptado ou ter a
vantagem de estar instalada em prédio próprio, a biblioteca deve manter-se atenta
às mudanças sociais, tecnológicas e conceituais, garantindo, assim, sua importância
nas instituições (CUNHA, 2000 ; MORAES; CRISTIANINI, 2004). Acompanhar essas
mudanças requer, na maioria das vezes, readequações, reformas e muito
planejamento.
Reformas de bibliotecas devem ser planejadas com a participação de uma
equipe multidisciplinar integrando profissionais bibliotecários, arquitetos e
engenheiros. Bibliotecários considerando principalmente os interesses de sua área
de atuação e de sua comunidade interna e externa, fluxos de serviços e clientes,
disposição, crescimento e variedade de acervos. Arquitetos e engenheiros
preocupando-se com áreas de leitura (coletiva, em grupo e individual);
readequações de redes elétrica e lógica; acessibilidade, assim como conforto
ambiental (SANTORO, 2000 ; MORAES; CRISTIANINI, 2004 ; MENGATTO et aI.,
2009; DAMIANO; GIONGO; GUSTINELLI, 2010 ; LlBARDI et aI., 2010).
Para que a obra obtenha êxito é necessário o envolvimento e a sintonia da
equipe para superar todas as dificuldades encontradas. Neste sentido Petzhold
(2006) afirma que a ausência de interação bibliotecário-arquiteto-engenheiro é
responsável por grande parte dos equívocos detectados em bibliotecas em relação à
flexibilidade , acessibilidade, organização, conforto, segurança e economia de tempo
e custos.
Dentro dessa perspectiva Miranda (1998) afirma que:
a necessidade de subsídios realistas e confiáveis para a formulação de
projetos de bibliotecas continua sendo a questão central prioritária , com
informações reais sobre os planos de desenvolvimento de atividades
universitárias, crescimento de matrículas, pesquisas, professores , assim

2698

�Arquitetura e segurança de bibliotecas
i! """"'"
MaooNlck

~

=

:,

IiWitt.UJ

1I....111~

Trabalho completo

como definições quanto a questões de planejamento físico dos campi e dos
organogramas institucionais.

Outro aspecto importante que deve ser considerado no planejamento e
execução de construções e reformas de bibliotecas refere-se à gestão orçamental,
pois a captação de recursos está atrelada às políticas públicas da administração
superior a qual a instituição pertence.
Há que se considerar, ainda, a necessidade de estratégias para proteção e
remoção de acervos, estantes, mobiliários e equipamentos, além da desmontagem,
transporte, restauração e aquisição de bens móveis (OGDEN, 2001 ; TRINKLEY,
2001 ; DAMIANO; GIONGO; GUSTINELLI, 2010).
No início da década de 2000 a Biblioteca de Ciência e Tecnologia (BCT), do
Sistema de Bibliotecas (SiBi), da Universidade Federal do Paraná (UFPR), deparouse com três grandes desafios: o crescimento e a diversidade de usuários,
provocados pela criação de novos cursos e políticas públicas de inclusão; a
incorporação de tecnologias de informação e comunicação, repercutindo nos
produtos e serviços oferecidos; e a necessidade de adaptar o acesso aos PNE.
Diante disso, percebeu-se a urgência da revitalização da biblioteca, tornando
os espaços mais eficientes, adequando-os aos indicadores de avaliação do
Ministério da Educação (MEC).
Apresenta-se como objetivo relatar este processo de revitalização e
ampliação, desde a concepção, planejamento, execução, dificuldades até as
soluções encontradas. Visa também servir de orientação aos profissionais da área
que estão envolvidos ou poderão se envolver com a construção ou reforma de
bibliotecas.
Adotou-se o método de estudo de caso, "onde leva-se em consideração,
principalmente, a compreensão, como um todo, do assunto investigado. " (FACHIN,
2005, p.42).

2 Indicadores para revitalização de bibliotecas universitárias
Ao elaborar um projeto de construção ou reforma de bibliotecas devem ser
planejados: o armazenamento do acervo, a funcionalidade da área destinada a
funcionários e a otimização do espaço utilizado pelos usuários.
A obra "Arte de projetar em arquitetura" que se transformou em um meio de
ajuda indispensável para o trabalho de arquitetos e planejadores relata que:

o projeto para construção de bibliotecas pertence à categoria das grandes
tarefas sociais , como demonstram exemplos arquitetônicos significativos do
século XIX , apresentando soluções para alto grau de exigências (Biblioteca
Laurenziana em Florença , Biblioteca Nacional de Paris) (NEUFERT, 2004,
p.324)
Mosqueira (1983) elenca os elementos a serem considerados no processo de
implantação de uma biblioteca, compreendendo desde a programação até a
manutenção do prédio. Enumera como elementos necessanos para o
dimensionamento das instalações: o acervo, a leitura, os serviços técnicos e a
expansão. Exemplifica a organização dos espaços da biblioteca em termos
funcionais e ambientais, obtidos de algumas bibliotecas brasileiras.
Figueiredo (1983) em seu trabalho sobre Edifícios de bibliotecas emite

2699

�Arquitetura e segurança de bibliotecas
i! """"'"
MaooNlck

~

=

:,

IiWitt.UJ

1I....111~

Trabalho completo

conceitos básicos sobre a constituição de bibliotecas. Segundo a autora os edifícios
devem refletir as necessidades, as metas e os objetivos da instituição a que serve,
sendo prudente ao bibliotecário
Aprender o máximo possível sobre planejamento de edifícios de bibliotecas,
não só através da literatura, mas, o que é igualmente importante, vendo ou
visitando novos edifícios, principalmente de instituições semelhantes, dos
quais poderá extrair idéias ou sugestões sobre problemas específicos.
Sugere-se que ele visite algumas novas bibliotecas não muito bem
sucedidas, a fim de aprender o que não se deve fazer. (FIGUEIREDO , 1983,
p.11)

o MEC, em seu instrumento de avaliação de cursos de graduação, indica
para avaliação de bibliotecas o espaço físico, acervo e serviços. Estes indicadores
apontam se os espaços estão adequados, se o acervo está sendo atualizado e se
incorporam concepções arquitetônicas, tecnológicas e de acessibilidade especificas
para suas atividades, atendendo aos requisitos: dimensão; conforto; horários de
atendimento ; espaços para estudos individuais e em grupo (BARCELOS ; GOMES,
2004; BRASIL, 2010) .
Trinkley (2001) em sua obra "Considerações sobre preservação na
construção e reforma de bibliotecas" destaca aspectos a serem considerados, tanto
na construção de novos espaços quanto na reforma de edifícios já existentes, tais
como: localização e projeto, estrutura do edifício, ambiente interno da biblioteca,
revestimentos, cobertura , iluminação, climatização , rede elétrica e hidráulica,
segurança , paisagismo, custos e procedimentos de construção.
A norma NBR 9050 determina que todos os espaços, edificações, mobiliários
e equipamentos urbanos que vierem a ser projetados, construídos, montados ou
implantados, bem como as reformas e ampliações de edificações e equipamentos
urbanos, devem ser tornados acessíveis de maneira autônoma e segura a todas as
pessoas independente do tipo de limitação (ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE
NORMAS TÉCNICAS, 2004) .
Acessibilidade deve ser pensada de maneira a não originar situações de
discriminação, criando espaços e ambientes separados para uso exclusivo de PNE,
e sim, pensar em sistemas e ambientes que possam ser utilizados por todos os
usuários, com características de inclusão (MAZZONI et aI., 2001).
3 Biblioteca de Ciência e Tecnologia da UFPR
A BCT, uma das 15 unidades do SiBi, foi instalada em 1965 em prédio próprio
no Bloco I do campus Centro Politécnico, projetado como Edifício da Biblioteca pelo
arquiteto Rubens Meister, com 3248 m2 distribuídos em três pavimentos. Encontrase próximo a entrada principal do campus e ao estacionamento, com fácil acesso ao
restaurante universitário e num local de grande circulação de pessoas.
Inicialmente projetada para atender exclusivamente o Curso de Engenharia
Civil, na década de 1970 o andar térreo do edifício passou a abrigar o Núcleo de
Concursos (NC) , onde permaneceu até 2006 ; e também o laboratório de Microscopia
Eletrônica (ME), que ainda permanece no local, ficando somente o primeiro e
segundo andar (2648 m2) para uso da biblioteca .
No decorrer dos anos, com a criação de novos cursos de graduação, e
ampliação de cursos de pós-graduação, houve aumento significativo de alunos,
técnicos e docentes. Atualmente atende 19 cursos de graduação, 12 de

2700

�Arquitetura e segurança de bibliotecas
i! """"'"
MaooNlck

~

=

:,

IiWitt.UJ

1I....111~

Trabalho completo

especialização, 15 de mestrado e nove de doutorado, ofertados pelos Setores de
Ciências da Terra , Ciências Exatas, e Tecnologia . Com frequência aproximada de
2.000 usuários/dia, funciona 14h/dia, das 07h 15min às 21h 15min, de segunda a
sexta-feira .
A equipe de trabalho, em 2007, contava com 5 bibliotecários, 3 assistentes, 14
bolsistas de 20 horas semanais, 4 bolsistas de 12 horas semanais e 12 bolsistas de
30 horas semanais. Este quadro foi alterado no decorrer da reforma .
O crescimento e a diversificação do acervo, assim como a implantação de
novos serviços comprometeram as áreas destinadas à leitura . A forma de
distribuição das estantes não permitia o adequado armazenamento da coleção, seu
crescimento e acessibilidade. O número insuficiente de salas para estudo em grupo,
a redução do espaço nos salões de leitura, a inexistência de cabines individuais
entre outros itens relacionados a espaço físico foram apontados como agravantes
em avaliações realizadas pelo MEC.
Pode-se destacar também que nos postos de trabalho os problemas
ergonômicos eram prementes, além da má distribuição do layout com a dispersão de
serviços complementares.
O balcão de empréstimo existente não atendia aos critérios de ergonomia e
acessibilidade, estando provisoriamente adaptado para o serviço informatizado. Seu
tamanho e localização não eram adequados, atrapalhando a circulação na entrada
da biblioteca.
A seção de preparo técnico estava desagrupada e mal localizada; a seção de
referência estava distante do usuário; não existia espaço para reuniões e
treinamentos de funcionários e usuários; inexistência de espaço para atendimento
ao usuário na seção de periódicos; inadequação de banheiros; inexistência de sala
de apoio às atividades de limpeza e conservação da biblioteca ; inexistência de
elevador para pessoas, o acesso entre os pisos era feito pela escada.
A sinalização provisória se mostrava inadequada a todos os tipos de usuários.
O ambiente extremamente quente, devido a má circulação de ar e também ao tipo
de iluminação, que embora econômico não permitia adequada propagação da luz,
comprometiam o conforto ambiental; o tipo de forro comprometia a acústica.
Tanto as estantes como todo o mobiliário em madeira e em aço necessitavam
de reforma e padronização de cor e revestimento, assim como era necessária a
aquisição de novos mobiliários.
Diante dessa problemática a equipe da biblioteca se envolveu no estudo da
otimização do espaço físico destinado aos usuários, acervos e serviços, durante o
período de 2004 a 2007 . Dentre a literatura pesquisada destacam-se duas obras que
serviram de base para o planejamento e execução da revitalização da BCT: Trinkley,
2001 e NBR 9050, que elucidou as dúvidas em relação à acessibilidade.

4 Planejamento da Revitalização
Uma das primeiras ações empreendidas para a revitalização foi a inclusão no
Planejamento Estratégico do SiBi, da Ação da Reforma e Ampliação do Espaço
Físico da BCT, prevendo a saída do NC do andar térreo, assim como incluir na
Política de Desenvolvimento Institucional (PDI) da UFPR, ação referente à reforma,
ampliação e modernização das instalações físicas das bibliotecas do SiBi ,
favorecendo o aporte de recursos para a execução dos projetos.
A equipe multidisciplinar que participou da elaboração do projeto de
revitalização, formada por engenheiros civis, arquitetos, bibliotecários e técnicos,

2701

�Arquitetura e segurança de bibliotecas
i! """"'"
MaooNlck

~

=

:,

IiWitt.UJ

1I....111~

Trabalho completo

debruçou-se sobre as necessidades da unidade, dando especial atenção aos
aspectos de acessibilidade.
Em 2004 foi elaborado o primeiro projeto de reforma e ampliação pela
Prefeitura da Cidade Universitária (PCU) da UFPR incluindo toda a área ocupada
pelo NC e ME no térreo do edifício, prevendo a mudança da coleção de periódicos
do segundo andar para este espaço .
Como não foi viabilizada a desocupação de todo o espaço térreo, em 2007 foi
necessário modificar o projeto arquitetônico, já que não seria possível a execução do
primeiro.
De dezembro de 2007 a abril de 2010 a biblioteca passou por obras de
reestruturação física de forma fragmentada, ou seja, houve quatro licitações para
execução da reforma . A primeira empresa ganhou a licitação, porém, dois meses
depois desistiu de executar a obra, a segunda empresa ganhadora, executou obras
por um ano; a terceira finalizou alguns serviços e a quarta concluiu a obra.
Para registrar e documentar a obra foram utilizados os seguintes
instrumentos:
a) Memorial descritivo e especificações técnicas: obra Reforma da
Biblioteca de Ciência e Tecnologia ;
b) Projeto de reforma: assimilado por toda a equipe da biblioteca e
utilizado para acompanhar e orientar, em conjunto com a equipe
técnica, o mestre de obra e operários;
c) Planilha orçamentária quantitativa: relação de itens licitados e
contemplados para execução da obra;
d) Diário da obra: livro no qual foram registradas todas as operações,
problemas e ocorrências, complementado com registro fotográfico
(APÊNDICE A) ;
Estes instrumentos contribuíram para a emissão de relatórios necessários
durante e após a execução da obra .
As reuniões visando estratégias para execução da reforma ocorreram a partir
de 2007 entre a equipe da BCT e representantes da empresa contratada . Como
consenso determinou-se que durante a obra fosse priorizado o acesso ao acervo,
mantendo-se os serviços de empréstimo e devolução. Com a impossibilidade da
permanência dos usuários no recinto, instalou-se provisoriamente um espaço de
leitura em frente à biblioteca, para que a consulta ao material bibliográfico não
ficasse totalmente prejudicada .
Os 70.472 itens do acervo, constituído de livros, teses e dissertações, foram
constantemente remanejados de um lado a outro, liberando os espaços para
execução da obra .
O acervo de fontes bibliográficas impressas e em CD-ROM foram amarrados,
identificados e dispostos em depósito.
Os fascículos dos 2.552 títulos de periódicos foram amarrados e identificados
em ordem numérica. Os pacotes amarrados foram mantidos nas estantes e
posteriormente embalados em sacos plásticos, às vezes com mais de uma
embalagem para evitar danos. Este processo perdurou de novembro de 2007 a abril
de 2008, devido à grande quantidade de fascículos e também pela dificuldade na
obtenção dos sacos plásticos. Este acervo foi transportado do segundo para o
primeiro andar, retornando posteriormente.
O mobiliário composto por mesas, cadeiras, estantes, armários e mapotecas

2702

�Arquitetura e segurança de bibliotecas
i! """"'"
MaooNlck

~

=

:,

IiWitt.UJ

1I....111~

Trabalho completo

foram agrupados por tipo, madeira e aço, e modelos sendo, então, listados e
enviados à restauração. Os padrões de cores e revestimentos foram estabelecidos
previamente .
As atividades de remanejamento dos acervos e dos mobiliários foram
realizadas com a ajuda de funcionários da PCU e toda a equipe da BCT.
Além de acervos e mobiliários, os postos de trabalho foram remanejados de
acordo com a necessidade, e com eles as pessoas. A orientação e motivação da
equipe da biblioteca são importantes fatores a serem considerados.
5 Execução das atividades

Todas as alterações no ambiente foram realizadas visando otimizar o uso da
biblioteca, tanto pelo público interno quanto externo, de acordo com seu Memorial
Descritivo, como também atender às mudanças conceituais propostas na
modernização da BCT (APÊNDICE B).
5.1 Andar térreo
A reincorporação do andar térreo somou 365 m2 à área total da biblioteca . Em
sua revitalização a maior área foi destinada a leitura, estudo coletivo e instalação de
cabines individuais, comportando, ainda , um laboratório de informática, sala de
convivência para funcionários , banheiro adaptado, sala de apoio às atividades de
limpeza e conservação da biblioteca e depósitos.
O acervo de fontes bibliográficas impressas e em CD-ROM foi transferido
para estantes deslizantes, otimizando o espaço físico e garantindo sua preservação .
Além do acesso principal, mantido no primeiro andar, foi instalada porta antipânico atendendo critérios de segurança.
5.2 Primeiro andar
O acesso principal foi totalmente modernizado, com a instalação de pórtico
em madeira e portas de vidro temperado, ampliando a área de circulação e a
visibilidade do hall de entrada.
Os guarda-volumes permaneceram próximos à entrada principal, porém,
deslocados para a lateral facilitando o acesso ao balcão de empréstimo. Esta área
lateral foi delimitada com divisórias de vidro a fim de diminuir a propagação do ruído
e permitir a visibilidade. Os armários foram restaurados e adaptados dentro das
especificações de acessibilidade.
O novo balcão de empréstimo foi alocado no centro do hall de entrada ,
possibilitando a devolução sem a necessidade de adentrar ao interior da biblioteca .
Para melhorar o fluxo de usuários e a segurança do acervo conta com entrada e
saída independentes e duas antenas de detecção automática de furtos. Foi
projetado seguindo os padrões de ergonomia , acessibilidade e estética , visando
oferecer maior conforto e qualidade aos funcionários e usuários.
Após o hall de entrada , agruparam-se as áreas de Circulação e Referência,
melhorando o atendimento com a concentração dos serviços de empréstimo,
devolução, reservas, cadastro, comutação, acesso a base de dados, sala multimídia,
destinada a reuniões, treinamentos e outros eventos, e laboratório de informática,
projetado para ser acessível a todos e equipado para o atendimento também aos
PNE (ANEXO A) .

2703

�Arquitetura e segurança de bibliotecas
i! """"'"
MaooNlck

~

=

:,

IiWitt.UJ

1I....111~

Trabalho completo

A Seção de Preparo Técnico foi remanejada e agrupada próxima ao acervo,
integrando os serviços de processo técnico e físico , reparos e conservação
preventiva , proporcionando agilidade no trabalho e monitoramento do material.
Embora o acervo de livros tenha sido mantido no primeiro e segundo andar, a
distribuição das estantes de forma uniformizada, assim como a padronização da
largura dos corredores entre elas, permitiu a reorganização dos acervos em novo
layout, ampliou as áreas de leitura coletiva, salas de estudo em grupo, e
proporcionou o acréscimo de mesas e cadeiras. Essa nova configuração permitiu ,
também , mobilidade adequada e espaço para crescimento do acervo .
5.3 Segundo andar
A nova configuração de estantes permitiu, também, o agrupamento da
coleção de teses, dissertações e monografias, atendendo pedidos de usuários.
Na Seção de Periódicos as principais melhorias foram a reorganização do
layout, otimização do espaço, com novo balcão de atendimento, preparo técnico e
físico dos materiais, salas de estudo coletivo e consulta de materiais especiais
(mapotecas e catálogos de equipamentos).
5.4 Outras atividades
Foram demolidas algumas paredes de alvenaria no térreo. No primeiro andar
foram instaladas paredes de drywall, para adequação do layout em alguns
ambientes, assim como foram retiradas divisórias de madeira para abertura do salão
de leitura. No segundo andar foram instaladas divisórias de madeira nas salas de
estudo existentes, duplicando seu número; outras paredes receberam novo
revestimento cerâmico, e outras, ainda, foram lixadas e revestidas de madeira. Tanto
paredes de alvenaria como de drywall receberam pintura .
O piso do andar térreo foi substituído por granilite; nos outros andares, o piso
existente, foi lixado e tratado; alguns ambientes receberam novo piso cerâmico.
Todo o forro e madeiramento, do primeiro e segundo andar, foram removidos
e substituídos por gesso, que também foi instalado no térreo, proporcionando melhor
higiene, conforto e acústica adequados ao ambiente.
Foram instalados pisos táteis direcionais visando à orientação segura de
pessoas com deficiência visual. Para acesso a todos os andares foi instalado
elevador de pessoas e de carga . Para ligação entre o primeiro andar e o térreo foi
dado continuidade à escada já existente, que recebeu lixamento e troca de guardacorpo.
Nas janelas, as esquadrias em alumínio foram restauradas com a troca de
puxadores, braços e borrachas de vedação; foi instalada grade de proteção; limpeza,
interna e externa e aplicação de película nos vidros; e remoção de persianas para
limpeza .
Na rede hidráulica destaca-se a adequação dos banheiros existentes, para
atender aos usuários internos e PNE , assim como a construção de um banheiro
adaptado no térreo; reestruturação da cozinha; e sala de apoio às atividades de
limpeza e conservação da biblioteca.
A rede elétrica e lógica foi atendida parcialmente, apenas para os novos
ambientes. Entretanto, as luminárias foram readequadas, tanto no espaço dos
acervos como nos salões de leitura e salas de trabalho.

2704

�Arquitetura e segurança de bibliotecas
i! """"'"
MaooNlck

~

=

:,

IiWitt.UJ
1I....111~

Trabalho completo

6 Considerações Finais

o processo de revitalização da BCT, embora tenha sido um marco histórico de
modernização, refletiu as dificuldades oriundas de licitações fragmentadas, prazos
expandidos, esforço e trabalho redobrados.
Toda a equipe permaneceu na biblioteca durante o processo de revitalização
(2008-2010) , em salas inadequadas e provisórias, exposta à poeira e barulho, sob
estresse físico e emocional; porém, vale salientar que o processo possibilitou o
exercício da paciência , da persistência e o coleguismo se manteve sempre presente.
Proporcionou , também , à equipe o conhecimento da NBR 9050, o
compartilhamento de informações referentes aos aspectos arquitetõnicos e de
construção civil com os profissionais envolvidos, maior conhecimento da legislação e
tramitação de licitações.
A biblioteca manteve o acervo disponível e os serviços de empréstimo e
devolução ativos. Disponibilizou a consulta ao material bibliográfico em um espaço
de leitura em frente à biblioteca. Tal medida foi tão bem aceita pela comunidade que
o local passou por reforma e adequação permitindo aos usuários a utilização do
espaço em horário integral.
Os ambientes fechados e restritos foram transformados em espaços amplos,
acolhedores e sem barreiras. A ampliação da área para usuários e a padronização e
uniformização do mobiliário , por tipo e modelo, proporcionaram um ambiente mais
agradável, confortável e ergonômico . O redimensionamento dos postos de trabalho
contribuiu na melhoria da qualidade do trabalho e racionalização das atividades,
influenciando positivamente os serviços prestados.
Todo o empenho da equipe durante o processo de revitalização teve o
reconhecimento da comunidade atendida pela BCT e de toda a instituição, e
atualmente é considerada modelo para as demais bibliotecas do SiBi.
7 Referências
ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE NORMAS TÉCNICAS . NBR 9050: acessibilidade a
edificações, mobiliário, espaços e equipamentos urbanos. 2.ed . Rio de Janeiro,
2004.
BARCELOS, M. E. A. S.; GOMES, M. L. B. M. Preparando sua biblioteca para
avaliação do MEC. In: SEMINÁRIO NACIONAL DE BIBLIOTECAS
UNIVERSITÁRIAS, 13., 2004 , Natal. Anais .. . Natal, 2004 . Disponível em:
&lt;http://repositorio .cfb. org .br/bitstrea m/123456789/495/1 /PREPARAN DO%20SUA %2
OBI BLlOTECA %20PARA %20AVALlA %C3%87%C3%830%20DO%20MEC.pdf&gt; .
Acesso em : 25/01/2012.
BRASIL. Ministério da Educação. Instrumento de avaliação de cursos de
graduação (Bacharelado e Licenciatura). Disponível em :
&lt;http://download.inep .gov. br/download/superior/cond icoesdeensino/20 1O/instru ment
0_reconhecimento_bachareladoJicenciatura3 .pdf &gt;. Acesso em : 20/06/2012 .
CUNHA, M.B. da. Construindo o futuro : a biblioteca universitária brasileira em 2010.
Ciência da Informação, Brasília , v. 29, n. 1, abro2000. Disponível em :
&lt;http://www.scielo.br/pdf/ci/v29n1/v29n1a8.pdf&gt; . Acesso em : 25/01/2012.

2705

�Arquitetura e segurança de bibliotecas
i! """"'"
MaooNlck

~

=

:,

IiWitt.UJ
1I....111~

Trabalho completo

DAMIANO, L. C. C.; GIONGO, B. H.; GUSTINELLI , M. Modernização do ambiente
biblioteca: remodelagem Dos espaços com foco na percepção do cliente. In:
SEMINÁRIO NACIONAL DE BIBLIOTECAS UNIVERSITÁRIAS, 16., 2010, Rio de
Janeiro. Anais .. . Rio de Janeiro, 2010. Pen Drive.
FACCHIN , O. Fundamentos de metodologia. 4 .ed . São Paulo: Saraiva , 2005 .
200p.
FIGUEIREDO, N. M. Edifícios de bibliotecas : diretrizes e planejamento . Recife:
Associação Brasileira do Ensino em Biblioteconomia e Documentação, 1983. 40p.
LlBARDI, L. M. S. O. et aI. Modernização e adequação do espaço físico da Biblioteca
Central do campus de Ribeirão Preto/USP: relato de caso. In: SEMINÁRIO
NACIONAL DE BIBLIOTECAS UNIVERSITÁRIAS, 16.,2010, Rio de Janeiro.
Anais .. . Rio de Janeiro, 2010. Pen Drive.
MAZZONI , A. A. et aI. Aspectos que interferem na construção da acessibilidade em
bibliotecas universitárias. Ciência da Informação, Brasília , v. 30, n. 2, maio/ago .
2001 . Disponível em : &lt; http://www.scielo .br/pdf/ci/v30n2/6209.pdf &gt;. Acesso em :
25/01/2012 .
MENGATTO, A. F. P. et aI. Acessibilidade à informação no Sistema de Bibliotecas da
Universidade Federal do Paraná. In: SEMINARIO LATINO AMERICANO Y
CARIBENO DE LOS SERVICIOS BIBLlOTECARIOS PARA CIEGOS Y DEBILES
VISUALES, 2., 2009 , João Pessoa ; SENABRAILLE - Seminário Nacional de
Bibliotecas Braille, 6., 2009, João Pessoa . Anais .. . João Pessoa, 2099 . CD-ROM
MIRANDA, A. Arquitetura de bibliotecas: experiência brasileira . In: SEMINÁRIO
NACIONAL DE BIBLIOTECAS UNIVERSITÁRIAS, 10., 1998, Fortaleza . Anais ...
Fortaleza :UFCE, 1998.
MORAES, J. S.; CRISTIANINI , G. M. Planejamento da construção de edifícios para
bibliotecas: requisitos básicos. In : SEMINÁRIO NACIONAL DE BIBLIOTECAS
UNIVERSITÁRIAS, 13., 2004 , Natal. Anais ... Natal, 2004 . CD-ROM .
MOSQUEIRA, C. M. Roteiro para projetos de bibliotecas universitárias . Trabalho
apresentado no 3. Seminário Nacional de Bibliotecas Universitárias, 1983.
NEUFERT, P. (Ed .) Neufert arte de projetar em arquitetura . 17.ed . Barcelona: GG,
2004. 618p.
OGDEN , S. (Ed .). Administração de emergências . 2.ed . Rio de Janeiro : Projeto
Conservação Preventiva em Bibliotecas e Arquivos: Arquivo Nacional , 2001.

OLIVEIRA, N. M. A biblioteca das instituições de ensino superior e os padrões de
qualidade do MEC : uma análise preliminar. Perspectivas em Ciência da
Informação, Belo Horizonte, v.7, n.2, p.207-221 , jul.ldez., 2002 .

2706

�Arquitetura e segurança de bibliotecas
i! """"'"
MaooNlck

~

=

:,

IiWitt.UJ
1I....111~

Trabalho completo

PETZHOLD , E. L. Programa de necessidades para a reforma da Biblioteca
Paulo Lacerda de Azevedo da Fundação Faculdade Federal de Ciências
Médicas de Porto Alegre . Trabalho de Graduação (Biblioteconomia) Faculdade de
Biblioteconomia e Comunicação, Universidade Federal do Rio Grande do Sul. Porto
Alegre, 2006 .
SANTORO, M. I. A influência da arquitetura de interiores na organização e uso de
bibliotecas: o caso da UNICSUL. In : SEMINÁRIO NACIONAL DE BIBLIOTECAS
UNIVERSITÁRIAS, 12., 2000 , Florianópolis. Anais ... Florianópolis: UFSC, 2000. p.
1-16. Disponível em : &lt;http://snbu .bvs.br/snbu2000/docs/ptldoc/t029 .doc&gt;. Acesso
em : 25 jan . 2012 .
TRINKLEY, M. Considerações sobre preservação na construção e reforma de
bibliotecas: planejamento para preservação. 2.ed . Rio de Janeiro: Projeto
Conservação Preventiva em Bibliotecas e Arquivos: Arquivo Nacional, 2001 .
UNIVERSIDADE FEDERAL DO PARANÁ. Prefeitura da Cidade Universitária.
Memorial descritivo e especificações técnicas : obra Reforma da Biblioteca de
Ciência e Tecnologia. Curitiba, 2007.

2707

�Arquitetura e segurança de bibliotecas
Trabalho completo

APÊNDICE A - Fotos da BCT após a revitalização

9 Escada - pós 1

lOa Elevador - pósl

2708

lOb Elevador - pós2

�Arquitetura e segurança de bibliotecas
Trabalho completo

21 Térreo - pÓS

22 Banheiro PNE

2709

23 Tese - pós

�Arquitetura e segurança de bibliotecas
i! """"'"
MaooNlck

~

=

:,

IiWitt.UJ

1I....111~

Trabalho completo

APÊNDICE B - Quadro Comparativo Pré e Pós Revitalização da BCT
Descrição
Área física
Almoxarifado
Andares
Área externa em frente á
Biblioteca (428m 2)
Banheiro Feminino
Banheiro Masculino
Banheiro para PNE
Cabine individual de estudo
Cadeira para usuários
Computadores para consulta ao
acervo
Cozinha

Pré

Pós

2.648 mL

3.068 mL

Inexistente
2
Inadequada e mal
conservada
2
1
Inexistente
Inexistente
393
4

1
3
Readequada e modern izada

Mesas para estudo
Mobiliários

Inadequada e mal
conservada
1 Inadequado
Inexistente
Mal conservadas e de
diferentes padrões
Madeira e mal conservado
Mal conservados e mal
localizados
Inadequada
Mal conservadas
1 (7 computadores)
Dispersas e mal
conservadas
140
Inadequados e insuficientes

Piso
Porta anti-pânico
Porta de entrada/saída
Rede elétrica e lógica
Rede hidráulica
Sala de Administração

Mal conservado
Inexistente
Inadequada
Insuficiente
Insuficiente
Inadequada

Sala de Apoio a Conservação e
Limpeza
Sala de Estudo
Sala de Referência
Sala Multimídia
Seção de Circulação
(empréstimo/devolução/reserva/
cadastro)
Seção de Periódicos

Inexistente

Depósito
Elevador de pessoas
Estante de livros
Forro
Guarda-volumes
Iluminação
Janelas
Laboratório de informática
Mapotecas

Seção de Preparo Técnico

4
2
3
38
536
10
Readequada
2 Adequados
1
Restauradas, reagrupadas e
aquisição de novas
Gesso termo-acústico
Restaurados , remanejados
(área ampliada e delimitada)
Readequação de luminárias.
Restauradas
2 (26 computadores)
Reagrupadas e restauradas
205
Restaurados e aquisição de
novos
Restaurado e tratado
1
Modernizada e ampliada
Readequada parcialmente
Readequada parcialmente
Modernizada e ampliada
(sala de reuniões)
1

4
Inadequada
Inexistente
Inadequada e mal localizada

8
Readequada
1 (mobiliada e equipada)
Readequada , Ampliada, e
remanejada

Inadequada e mal localizada

Readequada , ampliada , e
remanejada
Readequada e reagrupada

Inadequada e dispersa

2710

�Arquitetura e segurança de bibliotecas
i! """"'"
MaooNl ck

~

=

:,

IiWitt.UJ

Trabalho completo

1I....111~

ANEXO A - Planta Baixa dos Serviços de Circulação e Referência

Z7~

00
l.s:.

,w,&amp;:

- -s

~

' .4Jro2

(]

]~2

I S.O~2

~ ./il ./il lrtf\

: f-----

..........

M

"

I&gt;j B

M

"-

....""""

(lo

(l

~o

~I [J
ali

.. ·,·

"

"

.'"
"
"
"

.
/V '.

"

"
"

··,
···
,·
,

-,---

r-

- c-

,.......,

-

r-

-

r-

l. -

c-

-

c-

-

c-

-

c-

-

r-

-

c-

-

c- f----=- - c-

--""- -

•

-,---

1E!$"..NI.......:d

c-

----'-"----

~

2711

-'--

\-

'--'-

- c-

-'-1l!I CE::iIWlS

H .. lU:)

q ,

"

-,---

-

"

.l

![:::I

I (~

~

=

,

.

I

i

•

SAlDAq,----)

"

( I

~
OoIMI:!:nYl

=

M'

~-

&gt;11tH!

HALL

/'

:~

ENTRADA

1t?llhIL.:E:

m

I:ESCE

~ID
~

~ 1 i:1i:1~1

SiEJE;;e,e",

\

'--

l.lB . I!I~

~
r ./il

( ~a

-

f\

SltAIlE \'
11.1' lm2'

~a

r--

Vi )
Vi :»

:t~

"

(

:»

- c-

-'--

~

PFIOJ.

Pdfrn:o

�</text>
                  </elementText>
                </elementTextContainer>
              </element>
            </elementContainer>
          </elementSet>
        </elementSetContainer>
      </file>
    </fileContainer>
    <collection collectionId="49">
      <elementSetContainer>
        <elementSet elementSetId="1">
          <name>Dublin Core</name>
          <description>The Dublin Core metadata element set is common to all Omeka records, including items, files, and collections. For more information see, http://dublincore.org/documents/dces/.</description>
          <elementContainer>
            <element elementId="50">
              <name>Title</name>
              <description>A name given to the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51396">
                  <text>SNBU - Edição: 17 - Ano: 2012 (UFRGS - Gramado/RS)</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="49">
              <name>Subject</name>
              <description>The topic of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51397">
                  <text>Biblioteconomia&#13;
Documentação&#13;
Ciência da Informação&#13;
Bibliotecas Universitárias</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="41">
              <name>Description</name>
              <description>An account of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51398">
                  <text>Tema: A biblioteca universitária como laboratório na sociedade da informação.</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="39">
              <name>Creator</name>
              <description>An entity primarily responsible for making the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51399">
                  <text>SNBU - Seminário Nacional de Bibliotecas Universitárias</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="45">
              <name>Publisher</name>
              <description>An entity responsible for making the resource available</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51400">
                  <text>UFRGS</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="40">
              <name>Date</name>
              <description>A point or period of time associated with an event in the lifecycle of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51401">
                  <text>2012</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="44">
              <name>Language</name>
              <description>A language of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51402">
                  <text>Português</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="51">
              <name>Type</name>
              <description>The nature or genre of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51403">
                  <text>Evento</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="38">
              <name>Coverage</name>
              <description>The spatial or temporal topic of the resource, the spatial applicability of the resource, or the jurisdiction under which the resource is relevant</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51404">
                  <text>Gramado (Rio Grande do Sul)</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
          </elementContainer>
        </elementSet>
      </elementSetContainer>
    </collection>
    <itemType itemTypeId="8">
      <name>Event</name>
      <description>A non-persistent, time-based occurrence. Metadata for an event provides descriptive information that is the basis for discovery of the purpose, location, duration, and responsible agents associated with an event. Examples include an exhibition, webcast, conference, workshop, open day, performance, battle, trial, wedding, tea party, conflagration.</description>
    </itemType>
    <elementSetContainer>
      <elementSet elementSetId="1">
        <name>Dublin Core</name>
        <description>The Dublin Core metadata element set is common to all Omeka records, including items, files, and collections. For more information see, http://dublincore.org/documents/dces/.</description>
        <elementContainer>
          <element elementId="50">
            <name>Title</name>
            <description>A name given to the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="64868">
                <text>Revitalização e ampliação de biblioteca universitária: relato de caso.</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="39">
            <name>Creator</name>
            <description>An entity primarily responsible for making the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="64869">
                <text>Mengatto, Angela Pereira de F.; Stroparo, Eliane Maria; Wizenffat, Kételi; Marquetti, Sandra Inara Altero F.; Conte, Selma Regina Ramalho</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="38">
            <name>Coverage</name>
            <description>The spatial or temporal topic of the resource, the spatial applicability of the resource, or the jurisdiction under which the resource is relevant</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="64870">
                <text>Gramado (Rio Grande do Sul)</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="45">
            <name>Publisher</name>
            <description>An entity responsible for making the resource available</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="64871">
                <text>UFRGS</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="40">
            <name>Date</name>
            <description>A point or period of time associated with an event in the lifecycle of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="64872">
                <text>2012</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="51">
            <name>Type</name>
            <description>The nature or genre of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="64874">
                <text>Evento</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="41">
            <name>Description</name>
            <description>An account of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="64875">
                <text>Apresenta-se o processo de revitalização e ampliação da Biblioteca de Ciência e Tecnologia da Universidade Federal do Paraná, sua readequação física e conceitual. Descreve-se as etapas de planejamento, execução e estratégias envolvendo acervos, mobiliários, gestão de pessoas, aplicação da NBR 9050 e indicadores MEC para espaço físico. Refere-se à manutenção da consulta ao acervo e de serviços básicos. Relata-se as principais dificuldades enfrentadas, o remanejamento constante de acervos, mobiliário e postos de trabalho, as várias licitações e a motivação da equipe; assim como os resultados obtidos, modernização da biblioteca, padronização e uniformização dos ambientes, espaços amplos e arejados. O relato poderá servir como base para futuras construções ou reformas de bibliotecas.</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="44">
            <name>Language</name>
            <description>A language of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="69610">
                <text>pt</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
        </elementContainer>
      </elementSet>
    </elementSetContainer>
  </item>
  <item itemId="6110" public="1" featured="0">
    <fileContainer>
      <file fileId="5174">
        <src>http://repositorio.febab.org.br/files/original/49/6110/SNBU2012_249.pdf</src>
        <authentication>591fbb7f71d886210457e2a46ae9bd55</authentication>
        <elementSetContainer>
          <elementSet elementSetId="4">
            <name>PDF Text</name>
            <description/>
            <elementContainer>
              <element elementId="92">
                <name>Text</name>
                <description/>
                <elementTextContainer>
                  <elementText elementTextId="64867">
                    <text>i
;,;

=

:.

Arquitetura e segurança de bibliotecas
S!mWrio
Itr.ooNIde
IitlhIKal

U"!"',lIi.n.

Trabalho completo

IMPLANTAÇÃO DO SISTEMA DE AUTOATENDIMENTO NA
BIBLIOTECA DA UNESP DO CAMPUS DE BAURU: PERSPECTIVAS
DE OTIMIZAÇÃO NOS SERViÇOS DE EMPRÉSTIMO E DEVOLUÇÃO
Lucilene Cordeiro da Silva Messias 1, Célia Silva Cruz Morale~, Maith
Martins de Oliveira3, Maria Marlene Zaniboni4, Maria Thereza Pillon
Ribeiro5
1

Mestre em Ciência da Informação e Especialista em Comunicação nas Organizações, Universidade
Estadual Paulista, Bauru-SP
2

Especialista em Gestão de Organizações Públicas, Universidade Estadual Paulista , Bauru - SP
3

4

Especialista MBA em Gestão de Unidades de Informação e cursando Especialização em
Linguagem , Cultura e Midia, Universidade Estadual Paulista, Bauru - SP

Especialista em Uso Estratégico das Tecnologias em Informação, Universidade Estadual Paulista ,
Bauru - SP

5 Especialista

em Uso Estratégico das Tecnologias em Informação, Universidade Estadual Paulista,
Bauru - SP

Resumo
A inovação em sistemas de gerenciamento da informação é uma constante em
redes de bibliotecas e centros de documentação. O sistema de autoatendimento que
utiliza a tecnologia Radio-Frequency Identification (RFID) implementa os serviços de
autoempréstimo e autodevolução e surge como uma alternativa promissora para a
dinamização e simplificação das rotinas e procedimentos biblioteconômicos. A nova
modalidade de atendimento assegura ao usuário autonomia, agilidade e segurança
na execução das tarefas, além de garantir ao profissional praticidade no
gerenciamento do acervo. Entretanto, a implantação do sistema demanda ajustes
estruturais, físicos e materiais, bem como a instalação de novos equipamentos e
alterações em procedimentos habituais, exigindo capacitação da equipe e
planejamento para o cumprimento de todas as etapas que perpassam tanto o Setor
de Referência quanto o de Tratamento Técnico da Informação. Por ser pioneira na
Rede de Bibliotecas da UNESP e uma das poucas bibliotecas no Brasil a adotar o
Sistema de Autoatendimento, consideramos oportuno compartilhar a experiência, de
modo a subsidiar futuras implantações com o mínimo de transtorno para a equipe e
para os usuários.

Palavras-chave: Autoatendimento; Autoempréstimo;
Gerenciamento eletrônico de Bibliotecas.

2688

Autodevolução;

RFID;

�i

S!mWrio

;,;

Itr.ooNIde

=

:.

IitlhIKal

U"!"',lIi.n.

Arquitetura e segurança de bibliotecas
Trabalho completo

Abstract
The innovation in information management systems is constant in of libraries and
documentation centers networks. The self-service system that uses Radio-Frequency
Identification (RFID) technology implements the services of auto-Ioan and auto book
return and appears as a promising alternative to the promotion and simplification of
the library procedures and routines. The new type of service provides the user
autonomy, flexibility and security in performing the tasks, and ensures the librarian
practicity in collection management. However, the system's installation requires
structural, physical and material adjustments; installation of new equipments and
changes in usual procedures, requiring staff training and planning to complete ali the
steps that underlie both the Circulation and Processing Sections. Being a pioneer in
the Libraries Network of UNESP and one of the few libraries in Brazil to adopt selfservice system, we consider it appropriate to share the experience in order to support
future deployments with minimal disruption to staff and users.
Keywords: Self-Service; RFID; Electronic Management of Libraries.

1 Introdução
As tecnologias estão inseridas no cotidiano das bibliotecas de modo a facilitar
as rotinas do ambiente, assegurando ao profissional agilidade na execução de
processos complexos e autonomia aos usuários na execução de procedimentos
rotineiros.
O sistema de autoatendimento surge como mais uma tecnologia promissora
capaz de revolucionar os serviços de empréstimo e devolução de uma biblioteca . O
novo sistema permite a execução das atividades sem a interferência do profissional,
garantindo ao usuário autonomia , praticidade e segurança .
O sistema de autoatendimento utiliza a tecnologia RFID, comumente
denominada de identificação por radiofreqüência , que implica a utilização de uma
etiqueta inteligente contendo um microchip que armazena os dados de identificação
da obra . A onda de radiofreqüência é captada por uma antena conectada ao sistema
computacional que gerencia as informações do Sistema RFID .
A Wireless Brasil (apud SEDE, 2007) afirma que RFID é uma tecnologia sem
fio destinada à coleta de dados e apresenta uma função similar à dos códigos de
barras, com a captura de dados automáticos.
A adoção da tecnologia em bibliotecas já constituídas impõe desafios a serem
transpostos, exigindo planejamento, capacitação e esforço coletivo. Em primeiro
lugar deve-se pensar no espaço físico adequado para a instalação da câmara de
coleta das obras (Autodevolução), bem como a instalação do equipamento de
autoempréstimo e os portais eletrônicos. Deve-se pensar em estratégias que
permitam a inserção das etiquetas inteligentes em todo o acervo , de modo a causar
o menor transtorno possível aos usuários. Além disso, é preciso investir no
treinamento dos funcionários e divulgação geral dos novos serviços.
Por ser pioneira na Rede de Bibliotecas a UNESP, e uma das poucas
bibliotecas no Brasil a adotar o sistema de autoatendimento, consideramos oportuno
compartilhar a experiência, de modo a subsidiar futuras implantações. O desafio
inicial foi estabelecer uma rotina de trabalho em que pudéssemos efetuar com
agilidade e precisão a inclusão das etiquetas RFID em aproximadamente 76 .000

2689

�i
;,;

=

:.

Arquitetura e segurança de bibliotecas
S!mWrio
Itr.ooNIde
IitlhIKal

U"!"',lIi.n.

Trabalho completo

materiais, com o mínimo de transtorno, uma vez que o atendimento não seria
suspenso durante a execução da tarefa .
A indicação dos locais a serem instalados o novo terminal de autoempréstimo
e a câmara de autodevolução também representou um desafio, visto que o prédio
não suportava expansão e dispunha de espaço limitado para as adequações. Nesse
sentido, foi necessário fazer alguns ajustes para que a biblioteca pudesse
contemplar todas as necessidades instituídas pela implantação do novo sistema .
Para tanto, foi necessário realizar uma força tarefa constituída tanto pelos
profissionais da Seção Técnica de Aquisição e Tratamento da Informação (STATI),
encarregados de inserir a etiqueta em todo o material e fazer a leitura do código de
barras no sistema APEX para captura dos dados de cada obra, quanto pelos
profissionais da Seção Técnica de Referência, Atendimento ao Usuário e
Documentação (STRAUD), que tiveram que dominar o funcionamento de todo o
equipamento para fomentar futuras orientações aos usuários.

2 Revisão de Literatura
A gestão eletrônica de acervos bibliográficos é uma realidade cada vez mais
presente no contexto das bibliotecas modernas. A tecnologia RFID vem sendo
utilizada para auxiliar nesse processo, otimizando o fluxo de entrada e saída de
documentos de modo prático , ágil e seguro, com a mínima interferência humana.
Os serviços de autoempréstimo e autodevolução sustentados por essa
tecnologia proporcionam autonomia e praticidade aos usuários, minimizando o
tempo de espera nas filas de atendimento. Com o fluxo mais dinâmico os
profissionais demandam menos tempo em questões burocráticas, dedicando-se ao
atendimento personalizado. Com a utilização das etiquetas inteligentes o inventário
é facilitado e pode ser realizado com maior frequência já que o tempo demandado
para essa tarefa tende a ser menor.
Os sistemas de autoatendimento operam em ambientes gerenciados por
tecnologia de identificação por rádio-frequência (RFID) . Os sistemas atualmente
disponíveis no mercado são comercializados pelas empresas ID Systems e 3M .
Apresentam interfaces compatíveis com a maioria dos softwares empregados em
automação de bibliotecas. Além disso, os sistemas de autoatendimento possuem
características próprias que os tornam plenamente operacionais para funcionarem
em bibliotecas que já utilizam sistemas de segurança eletrônica do acervo com
etiquetas protetoras de tecnologia . (NOGUEIRA, 2002).
RFID é a abreviação de Radio-Frequency Identification - Identificação por
Radio-Freqüência. Diferentemente do feixe de luz utilizado no sistema de código de
barras para captura de dados, essa tecnologia utiliza a frequência de rádio . O
funcionamento do RFID consiste em etiquetas inteligentes capazes de armazenar
dados enviados por transmissores. Elas respondem a sinais de rádio enviado por um
transmissor e enviam informações quanto a sua localização e identificação. Esses
sinais são enviados para as antenas que capturam os dados e os retransmitem para
leitoras especiais, esses dados são filtrados e enviados para os diferentes sistemas
da empresa [ ... ] (FELlX apud ALBORGHETI JÚNIOR, 2010, p. 26)
De acordo com Sette (2007) os componentes básicos de um sistema RFID
são: Antena RFID , Transceiver ou Leitor e Transponder ou RF tag . A antena é
considerada um dos equipamentos básicos de um sistema RFID, sua função é
conduzir a comunicação de dados entre a tag e o leitor. De acordo com Bhuptani

2690

�i

S!mWrio

;,;

Itr.ooNIde

=

:.

IitlhIKal

U"!"',lIi.n.

Arquitetura e segurança de bibliotecas
Trabalho completo

(apud SETTE, 2007 , p. 20) seu formato e localização são considerados fatores
determinantes para definir sua área de cobertura e precisão na comunicação.
O leitor é responsável pela transmissão dos dados, associando a informação
da etiqueta ao produto. O leitor ou transceiver emite frequências de rádio que são
dispersas em diversos sentidos no espaço, desde alguns centímetros até alguns
metros, dependendo da saída e da frequência de rádio utilizada. Quando a tag
passa pela área de cobertura da antena , o campo magnético é detectado pelo leitor,
que decodifica os dados contidos na tag , passando-os para um computador realizar
o processamento. (SETTE , 2007).
Os Transponders (ou RF tags) estão disponíveis em diversos formatos , tais
como cartões, pastilhas, argolas e podem ser encapsulados com materiais como o
plástico, vidro, epóxi , entre outros. Alguns tipos de tags são também chamados de
etiquetas inteligentes.
De acordo com Quental (apud ALBORGHETTI JÚNIOR, 2010, p. 30) "As tags
são classificadas como dispositivos de rádio e são regulamentados para não
interferirem em equipamentos de segurança e outros existentes como televisores e
rádios".
A tecnologia RFID representa um grande avanço para as bibliotecas, no
sentido de agilizar e dinamizar o fluxo de entrada e saída de materiais, realizando a
leitura simultânea de vários itens em um curto espaço de tempo. Desta forma , é
possível realizar inventários em questão de minutos, além de controlar a rotina de
empréstimo e devolução com agilidade e segurança .
Os equipamentos de autoempréstimo e autodevolução possuem interfaces
amigáveis e autoexplicativas podendo ser operados por qualquer usuário. Na
biblioteca do Campus de Bauru, para utilizar o autoempréstimo, o usuário
inicialmente deve selecionar no visor o idioma de sua preferência , digitar o seu CPF,
realizar a identificação biométrica , posicionar os livros no equipamento e escolher a
forma de recebimento do comprovante , impresso ou por e-mail. Nesse momento o
alarme é desativado e o usuário pode passar pelo porteiro eletrônico sem que o
alarme dispare. Se o usuário estiver com alguma pendência , como multas ou
bloqueio de cadastro, o sistema impede a execução do empréstimo, e o notifica a
comparecer ao balcão de atendimento. Dessa forma, o empréstimo é realizado com
maior rapidez e total segurança , garantindo total autonomia do usuário na execução
da tarefa .
O equipamento de autodevolução também é bastante simples de ser
manuseado, localizado na parte externa do prédio, uma vez que pode ser operado
fora do horário de funcionamento da biblioteca , basta o usuário depositar o livro no
local indicado e aguardar o comprovante de devolução.

3 Materiais e Métodos
Como relatado anteriormente, na implementação do sistema de
autoatendimento, a biblioteca se deparou com alguns desafios iniciais, o primeiro ,
em relação ao espaço destinado à instalação dos equipamentos, visto que a
biblioteca não dispõe de espaço livre e não suporta ampliações. Nesse sentido,
foram necessárias algumas intervenções, em relação à instalação do equipamento
de autoempréstimo não houve problemas na indicação do local, visto sua
característica compacta , demandando menos espaço . Decidiu-se pela instalação

2691

�i
;,;

=

:.

Arquitetura e segurança de bibliotecas
S!mWrio
Itr.ooNIde
IitlhIKal

U"!"',lIi.n.

Trabalho completo

próximo ao porteiro eletrônico e ao balcão de empréstimo, em um espaço bastante
visível.

Figura 1 - Equipamento de Autoempréstimo
Fonte: do Autor

A maior dificuldade foi a indicação de um local para a instalação do
equipamento de autodevolução, já que exigia um ambiente amplo para a
acomodação dos baús de coletas, a esteira e o computador. Para facilitar a
organização dos materiais devolvidos optou-se pela instalação de dois baús de
coleta, o primeiro indicado aos livros padrão, e outro destinado às exceções,
compostas basicamente pelos materiais que estão em reserva , visando à reposição
ágil e prática dos itens no acervo ou na estante de reservas. Além disso, o espaço
deveria ter acesso direto à área externa e ser próximo à entrada da biblioteca , já que
a autodevolução é realizada sem acesso ao interior do prédio.
A alternativa foi a desativação de uma das salas de estudo para hospedar o
equipamento . Ressaltamos que apesar da alteração não constatamos reclamações
por parte dos usuários que entenderam os benefícios que o novo equipamento
proporcionaria à comunidade acadêmica .

Figura 2 - Equipamento de Autodevolução (Parte Externa)
Fonte: do Autor

Após a acomodação dos equipamentos, um outro desafio se estabeleceu , a
etapa de planejamento e organização de uma rotina de trabalho para a inclusão das

2692

�i
;,;

=

:.

Arquitetura e segurança de bibliotecas
S!mWrio
Itr.ooNIde
IitlhIKal

U"!"',lIi.n.

Trabalho completo

etiquetas inteligentes em aproximadamente 76.000 obras, considerando a máxima
agilidade e precisão da atividade, uma vez que o atendimento não seria suspenso
durante a execução da tarefa para não prejudicar os usuários e comprometer os
serviços da biblioteca . Os materiais considerados para a inclusão da etiqueta foram
os livros, as teses, as dissertações e as monografias, descartando os periódicos e
cds, devido a menor rotatividade desses materiais nesta biblioteca.
Como a atividade exigia organização e dedicação integral, a alternativa mais
viável para o seu cumprimento foi a divisão de trabalho entre a equipe da Seção
Técnica de Aquisição e Tratamento da Informação (STATI), com a elaboração de um
roteiro detalhado de procedimentos. Na primeira etapa, dividimos o acervo em
intervalos de classificação, o que permitiu a rápida reposição dos livros às estantes.
O avanço aos intervalos só era permitido quando concluído o anterior. Enquanto um
grupo se deslocava até o acervo para recuperar os materiais e realizar a colagem
das etiquetas (RFID e marcação de processamento) outro se dedicava à inserção
dos itens no sistema.

Figura 3 - Inserção das Etiquetas RFID
Fonte: do Autor

Figura 4 - Insercão no Sistema APEX
Fonte: do Autor

Os materiais foram agrupados em carrinhos respeitando a ordem de
classificação, e mantida a ordenação durante todo o processo. Utilizamos um
sistema de marcação tanto para demarcar o acervo e indicar o intervalo de
classificação quanto para indicar os livros já submetidos ao processo.
Os materiais em circulação, ao retornarem à biblioteca, eram imediatamente
agrupados e enviados a STATI para o processamento. Diariamente iniciávamos o
processamento por esses materiais, a identificação dos itens já submetidos ao
processamento evitou as pendências ao término da atividade.
Paralelamente à execução da atividade de processamento, as capacitações e
treinamentos eram realizados com a equipe da STRAUD para o perfeito manuseio
dos novos equipamentos, garantindo a orientação necessária aos usuários durante a
operacionalização do serviço de autodevolução.
O planejamento holístico das atividades entre a equipe da STRAUD e STATI
permitiu a finalização do processo com o mínimo de transtorno, além de garantir a
execução satisfatória dos serviços de autodevolução durante os primeiros dias e nos
outros subsequentes à sua implantação.

4 Resultados Parciais/Finais

2693

�i

S!mWrio

;,;

Itr.ooNIde

=

:.

IitlhIKal

U"!"',lIi.n.

Arquitetura e segurança de bibliotecas
Trabalho completo

A implantação do sistema de autoatendimento teve início em fevereiro de
2011 , com as primeiras visitas dos técnicos da empresa à Biblioteca e a chegada
dos equipamentos. No mês de março foram iniciadas as atividades de inserção das
etiquetas de RFID nos materiais. Diariamente, em média 2.200 itens eram
processados. Ao término de 35 dias e com uma equipe de dez pessoas, sendo seis
com dedicação exclusiva, conclui-se a atividade. Nos meses subsequentes toda a
equipe da biblioteca recebeu capacitação e diversos testes foram realizados para
confirmar o desempenho do sistema.
Em agosto de 2011 , iniciou-se o serviço de autoempréstimo, e devido a um
atraso na entrega da impressora da autodevolução, foi postergado o início do
serviço para novembro de 2011 . Em menos de um ano foram realizadas todas as
instalações, preparações e testes necessários para a efetivação do serviço de
autoatendimento.
Os problemas encontrados durante o início do serviço de autoempréstimo
foram mínimos, normalmente ocasionados pela inabilidade inicial dos usuários em
operar o sistema , muitas vezes o livro não era deslocado adequadamente até o local
indicado para que o sistema desativasse o alarme, fazendo com que ao passar pelo
porteiro eletrônico o alarme disparasse.
De modo geral o manuseio do equipamento de autoatendimento é bastante
simples, tem interface amigável e autoexplicativa . Na Biblioteca da UNESP de Bauru
o usuário inicialmente deve tocar na tela do monitor e selecionar o idioma de sua
preferência (Português ou Inglês), informar seu CPF e realizar a identificação
biométrica (com a digital) para garantir a segurança na operação. O usuário deve
posicionar os livros no equipamento para identificação dos itens que serão
emprestados e para desativação do alarme . Ao final existe a opção de impressão do
comprovante ou o recebimento deste por e-mail, ou ainda, ambos. Mas a
configuração do equipamento é determinada pela Biblioteca, podendo, por exemplo,
a identificação ser realizada pelo número do cadastro do usuário na Biblioteca e sua
senha.
É importante ressaltar que se o usuário possuir alguma pendência , como
multa ou bloqueio de cadastro, o sistema impede a execução do empréstimo e o
notifica a comparecer ao balcão de atendimento. Dessa forma, o empréstimo é
realizado com maior rapidez e total segurança , garantindo total autonomia do
usuário na execução da atividade.
No balcão de atendimento a rotina quase não sofreu alterações. O usuário
identifica-se através do número do CPF e biometria e o empréstimo é feito com o
novo equipamento, chamado "tapete", que é na verdade uma estação de trabalho,
ou antena que identifica as obras e realiza os empréstimos e/ou devoluções, apenas
posicionando-se o(s) livro(s) sobre o equipamento.

2694

�i
;,;

=

:.

Arquitetura e segurança de bibliotecas
S!mWrio
Itr.ooNIde
IitlhIKal

U"!"',lIi.n.

Trabalho completo

Figura 5 - Estação de trabalho
Fonte: do Autor

o sistema de autodevolução opera com a mesma simplicidade do sistema de
autoempréstimo. O usuário deve inserir um item de cada vez no local indicado e
aguardar o comprovante de devolução. Após o item ser identificado, a esteira o
encaminha para o baú de livros padrões ou as exceções, que podem ser definidas
pela própria biblioteca, por exemplo, obras reservadas. Assim os materiais são
repostos mais rapidamente.
Esse sistema permite que os materiais sejam devolvidos a qualquer momento,
mesmo fora do horário de expediente . Por este motivo, a Biblioteca aproveitou para
acatar um pedido antigo dos usuários e alterou o horário de devolução ou renovação
de 22h45 - horário de encerramento de atividades da Biblioteca - para 23h59. Essa
mudança possibilita ao usuário maior comodidade na entrega do material, evitando o
atraso na devolução ou renovação de seus empréstimos e consequentemente
multas. A recolha dos materiais nos baús de coleta da autodevolução ocorre três
vezes ao dia, no período da manhã, tarde e noite, e ocasionalmente quando algum
material reservado é devolvido pelo sistema e o usuário já o aguardo no balcão de
atendimento.
5 Considerações Finais
O sistema de autoempréstimo está operando há mais de seis meses sem
apresentar qualquer instabilidade, o serviço de autodevolução, embora em pleno
funcionamento há menos tempo, também opera conforme o previsto. A avaliação
preliminar do serviço de autoempréstimo e autoavaliação tem sido bastante positiva ,
pois além de aliviar o fluxo na fila de espera, o sistema não apresentou qualquer
instabilidade ou problema que pudesse inviabilizar a sua adoção.
Com a movimentação mais branda no balcão de atendimento e a minimização
das filas , os bibliotecários e os assistentes de documentação dispõem de mais
tempo, otimizando a orientação personalizada e acelerando o tempo de resposta
aos usuários com dúvidas.
A avaliação geral do sistema de autoatendimento tem sido positiva , pois os
benefícios superam os problemas que ocasionalmente tenham ocorrido . Os usuários
evitam fila para atendimento e realizam a atividade de modo totalmente autônomo,
sem a necessidade de um profissional , o que proporciona maior liberdade no uso
dos serviços, além de proporcionar confiança e segurança. Para a equipe da

2695

�i

S!mWrio

;,;

Itr.ooNIde

=

:.

IitlhIKal

U"!"',lIi.n.

Arquitetura e segurança de bibliotecas
Trabalho completo

biblioteca representou um avanço no sentindo de otimizar o tempo na execução de
atividades mais complexas e menos rotineiras , prestando um serviço mais
humanizado e personalizado aos usuários.
6 Referências

ALBORGHETI JÚNIOR, Carlos Alberto . Análise técnica da aplicação do RFID na
gestão de estoque e armazenagem em uma empresa montadora de
equipamentos de construção. 2010 . 59 f. Trabalho de conclusão de curso
(Especialização) - Faculdade de Engenharia, Universidade Estadual Paulista,
Bauru, 2010.
NOGUEIRA, Isabel Cristina . Gerenciando a biblioteca do amanhã : tecnologias para
otimização e agilização dos serviços de informação. In : SNBU, 12, Recife, 2002 .
Anais ... Disponível em : &lt;http://www.sibi.ufrj .br/snbu/snbu2002/oralpdf/59 .a.pdf&gt; .
Acesso em : 03 jun . 2011 .
SETTE, Everton Gonzáles. RFID: indentificação por radiofreqüência . 2007. 92 f.
Trabalho de conclusão de curso (Especialização) - Faculdade de Ciências,
Universidade Estadual Paulista, Bauru, 2007 .

2696

�</text>
                  </elementText>
                </elementTextContainer>
              </element>
            </elementContainer>
          </elementSet>
        </elementSetContainer>
      </file>
    </fileContainer>
    <collection collectionId="49">
      <elementSetContainer>
        <elementSet elementSetId="1">
          <name>Dublin Core</name>
          <description>The Dublin Core metadata element set is common to all Omeka records, including items, files, and collections. For more information see, http://dublincore.org/documents/dces/.</description>
          <elementContainer>
            <element elementId="50">
              <name>Title</name>
              <description>A name given to the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51396">
                  <text>SNBU - Edição: 17 - Ano: 2012 (UFRGS - Gramado/RS)</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="49">
              <name>Subject</name>
              <description>The topic of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51397">
                  <text>Biblioteconomia&#13;
Documentação&#13;
Ciência da Informação&#13;
Bibliotecas Universitárias</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="41">
              <name>Description</name>
              <description>An account of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51398">
                  <text>Tema: A biblioteca universitária como laboratório na sociedade da informação.</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="39">
              <name>Creator</name>
              <description>An entity primarily responsible for making the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51399">
                  <text>SNBU - Seminário Nacional de Bibliotecas Universitárias</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="45">
              <name>Publisher</name>
              <description>An entity responsible for making the resource available</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51400">
                  <text>UFRGS</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="40">
              <name>Date</name>
              <description>A point or period of time associated with an event in the lifecycle of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51401">
                  <text>2012</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="44">
              <name>Language</name>
              <description>A language of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51402">
                  <text>Português</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="51">
              <name>Type</name>
              <description>The nature or genre of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51403">
                  <text>Evento</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="38">
              <name>Coverage</name>
              <description>The spatial or temporal topic of the resource, the spatial applicability of the resource, or the jurisdiction under which the resource is relevant</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51404">
                  <text>Gramado (Rio Grande do Sul)</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
          </elementContainer>
        </elementSet>
      </elementSetContainer>
    </collection>
    <itemType itemTypeId="8">
      <name>Event</name>
      <description>A non-persistent, time-based occurrence. Metadata for an event provides descriptive information that is the basis for discovery of the purpose, location, duration, and responsible agents associated with an event. Examples include an exhibition, webcast, conference, workshop, open day, performance, battle, trial, wedding, tea party, conflagration.</description>
    </itemType>
    <elementSetContainer>
      <elementSet elementSetId="1">
        <name>Dublin Core</name>
        <description>The Dublin Core metadata element set is common to all Omeka records, including items, files, and collections. For more information see, http://dublincore.org/documents/dces/.</description>
        <elementContainer>
          <element elementId="50">
            <name>Title</name>
            <description>A name given to the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="64859">
                <text>Implantação do sistema de autoatendimento na Biblioteca da UNESP do Campus de Bauru: perspectivas de otimização nos serviços de empréstimo e devolução.</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="39">
            <name>Creator</name>
            <description>An entity primarily responsible for making the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="64860">
                <text>Messias, Lucilene Cordeiro da S.; Morales, Célia Silva C.; Oliveira, Maith Martins de; Zaniboni, Maria Marlene; Ribeiro, Maria Thereza Pillon</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="38">
            <name>Coverage</name>
            <description>The spatial or temporal topic of the resource, the spatial applicability of the resource, or the jurisdiction under which the resource is relevant</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="64861">
                <text>Gramado (Rio Grande do Sul)</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="45">
            <name>Publisher</name>
            <description>An entity responsible for making the resource available</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="64862">
                <text>UFRGS</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="40">
            <name>Date</name>
            <description>A point or period of time associated with an event in the lifecycle of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="64863">
                <text>2012</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="51">
            <name>Type</name>
            <description>The nature or genre of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="64865">
                <text>Evento</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="41">
            <name>Description</name>
            <description>An account of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="64866">
                <text>A inovação em sistemas de gerenciamento da informação é uma constante em redes de bibliotecas e centros de documentação. O sistema de autoatendimento que utiliza a tecnologia Radio-Frequency Identification (RFID) implementa os serviços de autoempréstimo e autodevolução e surge como uma alternativa promissora para a dinamização e simplificação das rotinas e procedimentos biblioteconômicos. A nova modalidade de atendimento assegura ao usuário autonomia, agilidade e segurança na execução das tarefas, além de garantir ao profissional praticidade no gerenciamento do acervo. Entretanto, a implantação do sistema demanda ajustes estruturais, físicos e materiais, bem como a instalação de novos equipamentos e alterações em procedimentos habituais, exigindo capacitação da equipe e planejamento para o cumprimento de todas as etapas que perpassam tanto o Setor de Referência quanto o de Tratamento Técnico da Informação. Por ser pioneira na Rede de Bibliotecas da UNESP e uma das poucas bibliotecas no Brasil a adotar o Sistema de Autoatendimento, consideramos oportuno compartilhar a experiência, de modo a subsidiar futuras implantações com o mínimo de transtorno para a equipe e para os usuários.</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="44">
            <name>Language</name>
            <description>A language of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="69609">
                <text>pt</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
        </elementContainer>
      </elementSet>
    </elementSetContainer>
  </item>
  <item itemId="6109" public="1" featured="0">
    <fileContainer>
      <file fileId="5173">
        <src>http://repositorio.febab.org.br/files/original/49/6109/SNBU2012_248.pdf</src>
        <authentication>5eb68ad89d8b1856b713e5b93177493d</authentication>
        <elementSetContainer>
          <elementSet elementSetId="4">
            <name>PDF Text</name>
            <description/>
            <elementContainer>
              <element elementId="92">
                <name>Text</name>
                <description/>
                <elementTextContainer>
                  <elementText elementTextId="64858">
                    <text>Arquitetura e segurança de bibliotecas
i! """"'"
MaooNlck

~

=

:,

IiWitt.UJ

1I....111~

Trabalho completo

ACESSIBILIDADE FíSICA E DIGITAL NA REDE SIRIUS DE
BIBLIOTECAS UERJ: UMA PROPOSTA PARA PROMOVER MAIOR
INCLUSÃO DE PESSOAS COM DEFICIÊNCIA NA UNIVERSIDADE
Teresa da Silva
Bibliotecária , Universidade do Estado do Rio de Janeiro, Rede Sirius de Bibliotecas ,
Rio de Janeiro, RJ

Resumo
Colige razões para que as bibliotecas da UERJ adaptem seus espaços e seus
serviços para atender adequadamente as pessoas com deficiência física, visual e
auditiva , indicando quais seriam as medidas necessárias para promover a inclusão
destas pessoas na Universidade. Estas medidas tem como propósito atender ao
ideal de inclusão social da Universidade e promover uma maior inclusão das
pessoas com deficiência por via das suas bibliotecas. A inspiração para essa
iniciativa veio do Laboratório de Acessibilidade da Biblioteca Central da UNICAMP.
As medidas sugeridas para promover essa inclusão estão embasadas na legislação
brasileira e na norma ABNT 9050 sobre acessibilidade.

Palavras-Chave:
Acessibilidade - Bibliotecas universitárias; Acessibilidade digital - Bibliotecas
universitárias; Bibliotecas e pessoas com deficiência; Pessoas com deficiência Inclusão digital.

Abstract
Compiles reasons why libraries UERJ adapt its spaces and its services to
adequately serve people with physical disabilities, visual and auditory, indicating what
are the necessary steps to promote the inclusion of these people at the University.
These measures aims to meet the ideal of social inclusion of the University and
promote greater inclusion of disabled people through their libraries. The inspiration
for this initiative came from the Laboratory's Accessibility Central Library of
UNICAMP. Suggested measures to promote such inclusion are based on Brazilian
law and ABNT 9050 on accessibility.

Keywords:
Accessibility - University libraries; Digital accessibility - University libraries;
Libraries and people with disabilities; People with disabilities - Digital inclusion.

1 Introdução
A Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ) foi pioneira na adoção do
sistema de cotas para ingresso de alunos afro-descendentes na universidade.
Posteriormente, através de lei estadual 5.346/2008, foi estabelecido que as

2677

�Arquitetura e segurança de bibliotecas
i! """"'"
MaooNlck

~

=

:,

IiWitt.UJ

1I....111~

Trabalho completo

universidades estaduais do Rio de Janeiro destinarão cotas de vagas de 20% para
alunos carentes negros e indígenas, 20% para os estudantes oriundos da rede
pública de ensino e 5% de vagas para pessoas com deficiência e filhos de policiais
civis, militares, bombeiros militares e de inspetores de segurança e administração
penitenciária, mortos ou incapacitados em razão do serviço . O artigo 3° dessa lei
também determina que "é dever do Estado do Rio de Janeiro proporcionar a inclusão
social dos estudantes carentes destinatários da ação afirmativa objeto desta Lei ,
promovendo a sua manutenção básica" (RIO DE JANEIRO, 2008).
Para promover a permanência dos cotistas, a UERJ promove iniciativas como
o Programa de Iniciação Acadêmica (PROINICIAR) que busca reduzir o índice de
evasão universitária "assegurando seu desenvolvimento suprindo demandas
educacionais e sócio-culturais que visam o êxito destes alunos nas disciplinas
específicas de seus cursos." (UNIVERSIDADE DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO,
2012c). Outras iniciativas são: a concessão de uma Bolsa Permanência e a oferta de
parte do material didático.
Entre estas classes de cotistas, foi constatado que uma delas ainda precisa
de mais atenção e cuidados: a classe das pessoas com deficiência. De acordo com
UNESCO (2007) :
Teoricamente , as pessoas com deficiência usufruem dos mesmos direitos
que os demais cidadãos e cidadãs . Mas a discriminação por elas
enfrentada é resultado de longo processo, histórico, de exclusão, que faz
desse grupo da população um dos mais vulneráveis da sociedade atual."
( ... )

"De maneira geral , há uma relação direta e recíproca entre deficiência e
pobreza. A pobreza contribui diretamente para o aumento do número de
pessoas com deficiência. As pessoas com deficiência, por sua vez,
encontram difícil acesso à educação, à saúde e notadamente ao trabalho, o
que contribui para sua permanência na condição de pobres, excluídas e, no
melhor dos casos, assistidas. Segundo a Organização das Nações Unidas
(ONU) , 82% das pessoas com deficiência vivem abaixo da linha de
pobreza, e cerca de 400 milhões de pessoas com deficiência vivem em
condições precárias em países em desenvolvimento.

A UERJ é uma instituição pública . Sua missão consiste em princlplos de
igualdade e pluralidade, sendo também a universidade precursora do sistema de
cotas (UNIVERSIDADE DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO, 2012a). A inclusão
social , que teve início com o sistema de cotas para alunos afro-descendentes, deve
prosseguir com a inclusão das pessoas com deficiência. Por sua vez, a Rede Sirius
de Bibliotecas UERJ tem como missão "Atuar na promoção do acesso à informação
e dar suporte às atividades de ensino, pesquisa e extensão no âmbito da
Universidade, contribuindo para o desenvolvimento cultural , econômico e social do
estado do Rio de Janeiro." (UNIVERSIDADE DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO,
2012b). Simultaneamente, a profissão de bibliotecário tem caráter humanista,
fundamentado na dignidade da pessoa humana. A eliminação de barreiras nas
comunicações e informações, descrita na alínea d, inciso I do artigo 8° do Decreto
5.296/2004 como "qualquer entrave ou obstáculo que dificulte ou impossibilite a
expressão ou o recebimento de mensagens por intermédio dos dispositivos, meios
ou sistemas de comunicação, sejam ou não de massa, bem como aqueles que

2678

�Arquitetura e segurança de bibliotecas
i! """"'"
MaooNlck

~

=

:,

IiWitt.UJ

1I....111~

Trabalho completo

dificultem ou impossibilitem o acesso à informação" (BRASIL, 2012b), é uma
atribuição que o bibliotecário pode perfeitamente assumir.
Por todas estas razões, as bibliotecas da UERJ devem começar a pensar em
dar mais atenção às pessoas com deficiência, promovendo a acessibilidade física
nos seus espaços e promovendo a acessibilidade digital, oferecendo tecnologias
assistivas. Por via das bibliotecas, pode-se começar a formar uma UERJ mais
inclusiva.
Através da observação do ambiente em comparação com o que está previsto
na legislação brasileira e na NBR 9050, foi constatada a necessidade de oferecer
nas bibliotecas da UERJ ambientes mais inclusivos para as pessoas com
deficiência. E essa necessidade a não está restrita às bibliotecas: abrange toda a
Universidade. A oferta de ambientes inclusivos pode ter como missão apoiar os
alunos com deficiência no acesso, continuidade e conclusão do ensino superior. A
oferta de ambientes inclusivos pode ajudar não só os alunos da Universidade como
também a população do estado do Rio de Janeiro, tendo em vista que a UERJ
mantém as portas abertas para a comunidade e também se dedica a atividades de
extensão , buscando melhorar as condições de vida da população do Estado.
Esta proposta teve como inspiração o projeto do Laboratório de Acessibilidade
da Biblioteca Central César Lattes da Universidade Estadual de Campinas UNICAMP. Segundo Vicentini apud Pupo (2008), essa iniciativa é fruto de uma
"parceria de órgãos da Universidade [e] contou com a colaboração de alunos,
bibliotecários e docentes que acreditaram na concretização desse trabalho." Essa
iniciativa se uniu a outras na área de acessibilidade da UNICAMP, como o Projeto de
Pesquisa PROESP e o site TODOS NÓS (PUPO, 2008).

2 Revisão de Literatura
A elaboração desta proposta teve início com o estudo do relato da experiência
da UNICAMP na criação do seu Laboratório de Acessibilidade (PUPO , 2008).
Posteriormente, foi feito um levantamento de documentos normativos que tratam
sobre adequação de espaço físico e de apoio educacional para pessoas com
deficiência. Entre esses documentos, foram feitas buscas por normas brasileiras NBR, da Associação Brasileira de Normas Técnicas - ABNT que tratam sobre
acessibilidade . Foi constatado que existem 16 normas ABNT sobre acessibilidade .
Mas, para esta proposta , foi restringido o estudo de apenas uma norma, a NBR 9050
- Acessibilidade de pessoas portadoras de deficiência [sic] a edificações, espaço,
mobiliário e equipamento urbanos (ASSOCIAÇÃO, 2004). Essa restrição foi feita por
que a abrangência dessa norma é mais concernente com o que está sendo tratado
nesta proposta : a adequação de espaços físicos para pessoas com deficiência.
Também foi feita uma busca por legislação brasileira que abordasse a questão
da acessibilidade. Esta proposta está baseada em três decretos e uma portaria do
Ministério da Educação (MEC) . A restrição a essa legislação foi efetuada com a
finalidade de se apontar quais são as adequações necessárias básicas para que se
estabeleçam condições ideais de acessibilidade.

2679

�Arquitetura e segurança de bibliotecas
i! """"'"
MaooNlck

~

=

:,

IiWitt.UJ

1I....111~

Trabalho completo

3 Materiais e Métodos
Após o estudo do relato de experiência da UNICAMP, da NBR 9050 e da
legislação sobre acessibilidade, foi feita uma comparação entre os principais itens da
legislação e da norma com o que atualmente as bibliotecas e a UERJ oferecem em
termos de acessibilidade. Foi constatado que a Universidade oferece algumas
condições de acessibilidade física , como elevadores em permanente funcionamento
e vagas no estacionamento destinadas a portadores de deficiência física . Mas essas
condições precisam ser ampliadas, tanto no aspecto físico como no aspecto digital.
E nas bibliotecas essa adequação é ainda mais necessária. A partir dessa
comparação, foi feito um arrolamento do que ainda precisa ser feito para oferecer
condições adequadas de acessibilidade.
Para que se possa ter uma maior compreensão do público a que se destina
esta proposta e para introduzir a alguns termos comumente utilizados na abordagem
deste assunto, serão explicados os conceitos de: pessoa com deficiência,
acessibilidade e barreiras.
a) Pessoa com deficiência
A Organização das Nações Unidas (ONU), em sua Convenção das Nações
Unidas sobre os Direitos das Pessoas com Deficiência, define que pessoas com
deficiência
são aquelas que têm impedimentos de longo prazo de natureza fisica ,
mental , intelectual ou sensorial , os quais, em interação com diversas
barreiras, podem obstruir sua participação plena e efetiva na sociedade em
igualdades de condições com as demais pessoas. (UNITED NATIONS
ENABLE, 2012) .

A Lei Federal nO 10.098/2000 define a pessoa com deficiência ou com
mobilidade reduzida como "a que temporária ou permanentemente tem limitada sua
capacidade de relacionar-se com o meio e de utilizá-lo." (BRASIL, 2012d).
Os Descritores em Ciências da Saúde - DeCS da Biblioteca Virtual em Saúde
- BVS (BIBLIOTECA, 2012), define pessoas com deficiência como "pessoas com
inaptidão física ou mental que afeta ou limita suas atividades de vida diárias e que
podem requerer acomodações especiais. "
b) Acessibilidade
O Inciso I do Artigo 8° do Decreto 5.296/2004 considera acessibilidade :
condição para utilização, com segurança e autonomia , total ou assistida ,
dos espaços, mobiliários e equipamentos urbanos, das edificações, dos
serviços de transporte e dos dispositivos, sistemas e meios de
comunicação e informação, por pessoa portadora de deficiência [sic) ou
com mobilidade reduzida . (BRASIL, 2012b) .

De acordo com Unesco (2007), "O conceito de acessibilidade está

2680

�Arquitetura e segurança de bibliotecas
i! """"'"
MaooNlck

~

=

:,

IiWitt.UJ

1I....111~

Trabalho completo

intrinsecamente ligado ao direito constitucional de ir e vir."
c) Barreiras

o inciso 11 do artigo 20 do decreto 5.296/2004 descreve barreiras como
"qualquer entrave ou obstáculo que limite ou impeça o acesso, a liberdade de
movimento, a circulação com segurança e a possibilidade de as pessoas se
comunicarem ou terem acesso à informação. " (BRASIL, 2012b).
A seguir, será indicado o que pode ser feito para promover a inclusão das
pessoas com deficiência na Universidade, com base em comparações com a
legislação e a norma ABNT.
- Adequações necessárias para pessoas com deficiência visual
Cabe explicar que existem dois tipos de deficiência visual :
Cegueira - quando há perda total da visão ou pouquíssima capacidade de
enxergar, o que leva a pessoa a necessitar do Sistema Braille como meio de leitura e
escrita .
Baixa visão ou visão subnormal - caracteriza-se pelo comprometimento do
funcionamento visual dos olhos, mesmo após tratamento ou correção. As pessoas
com baixa visão podem ler textos impressos ampliados ou com uso de recursos
óticos especiais. (DEFICIÊNCIA, 2012) .
As medidas a serem adotadas para atender às pessoas com esses dois tipos
de deficiência são:
- Instalação de piso tátil direcional e de alerta nos corredores e na parte externa que
conduz até as entradas da Universidade, abarcando: calçadas, pontos de ônibus,
saída das estações do metrô e do trem . O Decreto 5.296/2004 prevê, no seu Artigo
26 , que "nas edificações de uso público ou de uso coletivo, é obrigatória a existência
de sinalização visual e tátil para orientação de pessoas portadoras de deficiência
[sic] auditiva e visual , em conformidade com as normas técnicas de acessibilidade
da ABNT." (BRASIL, 2012b);
- Disponibilização de mapas táteis e placas de sinalização em Braille: para orientar a
pessoa com deficiência visual na localização dos setores da Universidade, de
maneira que permita que elas circulem de forma autônoma ;
- Implantação de tecnologias assistivas que facilitem as atividades do dia-a-dia no
estudo e aprendizagem das pessoas com deficiência visual total ou com baixa visão:
lupas manuais, lupas eletrônicas, assinadores, máquina Perkins, ampliadores de tela
para computadores, leitores de tela com síntese de voz, impressoras Braille,
softwares para produção de material em Braille.
A seção 8.7.5 da NBR 9050 recomenda "que as bibliotecas possuam
publicações em Braille, ou outros recursos audiovisuais" (ASSOCIAÇÃO

2681

�Arquitetura e segurança de bibliotecas
i! """"'"
MaooNlck

~

=

:,

IiWitt.UJ

1I....111~

Trabalho completo

BRASILEIRA DE NORMAS TÉCNICAS, p. 88) .
A Portaria MEC 3.284/2003, para instruir os processos de autorização e de
reconhecimento de cursos, estabelece que:
11 - no que concerne a alunos portadores de deficiência visual ,
compromisso formal da instituição, no caso de vir a ser solicitada e até que
o aluno conclua o curso:
a) de manter sala de apoio equipada como máquina de datilografia braile ,
impressora braile acoplada ao computador, sistema de síntese de voz,
gravador e fotocopiadora que amplie textos, software de ampliação de tela ,
equipamento para ampliação de textos para atendimento a aluno com visão
subnormal, lupas, réguas de leitura , scanner acoplado a computador;
b) de adotar um plano de aquisição gradual de acervo bibliográfico em
Braille e de fitas sonoras para uso didático; (BRASIL, 2012e)

- Melhorar a acessibilidade dos sites da UERJ e da Rede Sirius de Bibliotecas: em
março de 2012, foi feita uma avaliação dos sites da UERJ (http://www.uerj.br) e da
Rede Sirius de Bibliotecas (http://www.rsirius.uerj.br) no avaliador de acessibilidade
de sites Da Silva (disponível em http://www.dasilva.org .br). No site da UERJ, o
relatório de acessibilidade detectou 44 erros de prioridade 1, 12 erros de prioridade 2
e O erros de prioridade 3. E no site da Rede Sirius de Bibliotecas o relatório de
acessibilidade detectou 15 erros de prioridade 1, 65 erros de prioridade 2 e 6 erros
de prioridade 3. Os relatórios também indicam pontos de verificação /
recomendação, avisando o que deve ser corrigido para tornar os sites acessíveis.
Sobre acessibilidade de sites, o decreto 5.296/2004 determina que:
Art. 47.No prazo de até doze meses a contar da data de publicação deste
Decreto, será obrigatória a acessibilidade nos portais e sítios eletrônicos da
administração pública na rede mundial de computadores (internet) , para o
uso das pessoas portadoras de deficiência [sic] visual , garantindo-lhes o
pleno acesso às informações disponíveis. (BRASIL, 2012b) .

- Adequações necessárias para pessoas com deficiência auditiva
- Capacitar bibliotecários e demais servidores para comunicar-se na Língua
Brasileira de Sinais - Libras. Segundo Miglioli (2011), bibliotecária do Instituto
Nacional de Educação de Surdos (INES), é recomendação da IFLA que ao menos
um funcionário da biblioteca saiba Libras para atender a esse público. Além dessa
recomendação, o decreto 5.626/2005 determina que:
Art. 14. As instituições federais de ensino devem garantir, obrigatoriamente,
às pessoas surdas acesso à comunicação, à informação e à educação nos
processos seletivos, nas atividades e nos conteúdos curriculares
desenvolvidos em todos os níveis, etapas e modalidades de educação,
desde a educação infantil até à superior. "
§ 10 Para garantir o atendimento educacional especializado e o acesso
previsto no caput, as instituições federais de ensino devem:
(00' )
V - apoiar, na comunidade escolar, o uso e a difusão de Libras entre
professores , alunos, funcionários, direção da escola e familiares, inclusive
por meio da oferta de cursos;
(00' )
VIII - disponibilizar equipamentos, acesso às novas tecnologias de

2682

�Arquitetura e segurança de bibliotecas
i! """"'"
MaooNlck

~

=

:,

IiWitt.UJ

1I....111~

Trabalho completo

informação e comunicação, bem como recursos didáticos para apoiar a
educação de alunos surdos ou com deficiência auditiva .
( .. .)
Parágrafo único. As instituições privadas e as públicas dos sistemas de
ensino federal, estadual, municipal e do Distrito Federal buscarão
implementar as medidas referidas neste artigo como meio de assegurar
aos alunos surdos ou com deficiência auditiva o acesso à comunicação, à
informação e à educação.
Art. 23. As instituições federais de ensino, de educação básica e superior,
devem proporcionar aos alunos surdos os serviços de tradutor e intérprete
de Libras - Língua Portuguesa em sala de aula e em outros espaços
educacionais , bem como equipamentos e tecnologias que viabilizem o
acesso à comunicação, à informação e à educação.
( ... )
Art. 26. A partir de um ano da publicação deste Decreto, o Poder Público,
as empresas concessionárias de serviços públicos e os órgãos da
administração pública federal , direta e indireta devem garantir às pessoas
surdas o tratamento diferenciado, por meio do uso e difusão de Libras e da
tradução e interpretação de Libras - Língua Portuguesa , realizados por
servidores e empregados capacitados para essa função, bem como o
acesso às tecnologias de informação, conforme prevê o Decreto no 5.296,
de 2004.
§ 10 As instituições de que trata o caput devem dispor de, pelo menos,
cinco por cento de servidores, funcionários e empregados capacitados para
o uso e interpretação da Libras.
( .. .)
Art. 30 . Os órgãos da administração pública estadual, municipal e do
Distrito Federal , direta e indireta, viabilizarão as ações previstas neste
Decreto com dotações específicas em seus orçamentos anuais e
plurianuais, prioritariamente as relativas à formação, capacitação e
qualificação de professores, servidores e empregados para o uso e difusão
da Libras e à realização da tradução e interpretação de Libras - Língua
Portuguesa, a partir de um ano da publicação deste Decreto. (BRASIL,
2012c).

A Portaria MEC nO 3.284/2003 também determina que:
111 - quanto a alunos portadores de deficiência auditiva , compromisso formal
da instituição, no caso de vir a ser solicitada e até que o aluno conclua o
curso:
a) de propiciar, sempre que necessário, intérprete de língua de
sinaisllíngua portuguesa, especialmente quando da realização e revisão de
provas, complementando a avaliação expressa em texto escrito ou quando
este não tenha expressado o real conhecimento do aluno;
( ... )
d) de proporcionar aos professores acesso a literatura e informações sobre
a especificidade lingüística do portador de deficiência auditiva.
§ 2° A aplicação do requisito da alínea "a" do inciso 111 do parágrafo anterior,
no âmbito das instituições federais de ensino vinculadas a este Ministério,
fica condicionada à criação dos cargos correspondentes e à realização
regular de seu provimento. (BRASIL, 2012e).

- Adequações necessárias para pessoas com deficiência física
De acordo com o Inciso I do Artigo. 4° do Decreto 3298/1999, é considerada
pessoa com deficiência física quem apresenta:

2683

�Arquitetura e segurança de bibliotecas
i! """"'"
MaooNlck

~

=

:,

IiWitt.UJ

1I....111~

Trabalho completo

alteração completa ou parcial de um ou mais segmentos do corpo humano,
acarretando o comprometimento da função física, apresentando-se sob a
forma de paraplegia , paraparesia , monoplegia , monoparesia, tetraplegia ,
tetraparesia, triplegia, triparesia, hemiplegia, hemiparesia, amputação ou
ausência de membro, paralisia cerebral , membros com deformidade
congênita ou adquirida, exceto as deformidades estéticas e as que não
produzam dificuldades para o desempenho de funções (BRASIL, 2012a) .

A UERJ oferece mais condições de acessibilidade a pessoas com deficiência
física por que as rampas dos prédios principais do campus Maracanã fazem parte da
sua arquitetura original. Além disso, oferece elevadores em permanente
funcionamento . Mas estas condições podem ser ampliadas, com a implantação das
seguintes medidas, indicadas no Decreto 3.284/2003 e na norma ABNT 9050 :
- Instalação de corrimãos nas rampas de acesso aos andares;
- Padronização das portas em tamanho que permita passagem de cadeiras de rodas
(0 ,80 m de vão livre e altura mínima de 2,10 m) e com outras especificações
definidas na seção 6.9.2 da NBR 9050;
- Reserva de assentos: a NBR 9050 indica um percentual de ao menos 5% ,
recomendando também que outros 10% sejam adaptáveis para acessibilidade;
- Destinar mesas acessíveis: A seção 9.3 da NBR 9050 determina que as mesas
tenham altura livre inferior de no mínimo 0,73 m do piso, com módulo de referência
para a aproximação frontal até no máximo 0,50 m, faixa livre de circulação e área de
manobra para o acesso às mesas de 0,90 m. A altura do piso deve estar entre 0,75
me 0,85 m;
- Padronizar a distância entre as estantes de livros em, no mmlmo, 0,90 m de
largura. E, nos corredores entre as estantes, a cada 15 m, destinar um espaço que
permita a manobra de cadeira de rodas;
- A NBR 9050 determina na sua seção 8.7 .6 que "pelo menos 5% do total de
terminais de consulta por meio de computadores e acesso à internet devem ser
acessíveis a PC .R. (pessoas em cadeiras de rodas) e PM .R. (pessoas com
mobilidade reduzida - com deficiência, idosa, obesa, gestante e outros) .
Recomenda-se, além disso, que pelo menos outros 10% sejam adaptáveis para
acessibilidade" (ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE NORMAS TÉCNICAS , 2004, p. 88) ;
- Balcões de atendimento localizados em rotas acessíveis, com uma parte da
superfície com extensão mínima de 0,90 m com altura de no máximo 0,90 m do piso ,
de modo que permita a aproximação frontal ao balcão. O Art. 21 . do Decreto
5.296/2004 reforça essa adaptação dos balcões de atendimento:
Os balcões de atendimento e as bilheterias em edificação de uso público
ou de uso coletivo devem dispor de, pelo menos , uma parte da superfície
acessível para atendimento às pessoas portadoras de deficiência [sic] ou
com mobilidade reduzida , conforme os padrões das normas técnicas de
acessibilidade da ABNT. (BRASIL, 2012b) .

2684

�Arquitetura e segurança de bibliotecas
i! """"'"
MaooNlck

~

=

:,

IiWitt.UJ

1I....111~

Trabalho completo

4 Resultados Parciais/Finais
Efetuado o arrolamento das adequações necessanas para promover a
acessibilidade na UERJ, pretende-se que esta proposta seja levada a outras
instâncias da Universidade para sensibilizar para a necessidade de atender às
pessoas com deficiência. Orientados pela experiência da UNICAMP, paralelamente
serão arregimentados membros da comunidade universitária de áreas diversas,
como professores de Educação, arquitetos, analistas de sistemas, servidores
administrativos, alunos com deficiência e quem mais possa se interessar. Caso esta
proposta encontre apoio na Universidade, as pessoas interessadas nesta proposta
irão compor uma equipe multidisciplinar que, em união com as bibliotecas, auxiliará
na implantação das medidas indicadas e conduza a iniciativa de forma que avalie
permanentemente a sua eficácia . Parafraseando Pupo (2008), a promoção da
acessibilidade é um processo contínuo de aprendizagem . Por isso, para promovê-Ia
na UERJ, será preciso estar sempre atento às novidades e às necessidades das
pessoas com deficiência.
Ainda tendo em vista a experiência da UNICAMP e em união com a equipe
multidisciplinar, o próximo passo será preparar um projeto para apresentação aos
órgãos de fomento, buscando por editais nos quais ele se encaixe. Esse projeto,
inicialmente, será para obter financiamento para a construção de um laboratório de
acessibilidade equipado com impressoras Braille, computadores com ampliadores de
tela e leitores de voz e outros equipamentos afins. Simultaneamente, poderá ser
elaborado um projeto que contemple alterações no espaço físico , para promover a
acessibilidade física , pois demandará obras.
O progresso desta proposta pode ser alinhada com as políticas públicas do
Governo Federal em favor das pessoas com deficiência, através da Secretaria
Nacional de Promoção dos Direitos da Pessoa com Deficiência .

5 Considerações Parciais/Finais
A construção de um espaço com mais acessibilidade depende também de
uma mudança de atitude. Não basta instalar rampas para as pessoas com
deficiência física e piso tátil para as pessoas com deficiência visual: essa construção
também abrange mudança de atitude da comunidade universitária para esse público,
conhecendo-o, compreendendo e aceitando as suas singularidades, buscando
oferecer-lhes produtos e serviços que os auxiliem na sua vida acadêmica. É
necessário melhorar a atitude, preparando a comunidade discente, docente e
técnica-administrativa para conviver com a pessoa com deficiência. Como diz
Unesco (2007) :

o processo de construção dos direitos humanos das pessoas com
deficiência, no entanto, assim como o de outros grupos discriminados da
população, não começa com a legalidade de textos, mas com a
legitimidade de ações de pessoas e grupos organizados que, por meio da
pressão social , reivindicam direitos humanos e impulsionam a mudança ,
adequação e implementação da legislação.

2685

�Arquitetura e segurança de bibliotecas
i! """"'"
MaooNlck

~

=

:,

IiWitt.UJ

1I....111~

Trabalho completo

6 Referências
ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE NORMAS TÉCNICAS . NBR 9050: Acessibilidade a
edificações, mobiliário, espaços e equipamentos urbanos.
2. ed . Rio de Janeiro, 2004. Disponível em : http://www.mpdft.gov.br/sicorde/
NBR9050-31 052004 .pdf. Acesso em: 02 mar. 2012.
BIBLIOTECA VIRTUAL EM SAÚDE. Descritores em Ciências da Saúde: Pessoa com
deficiência. Disponível em : http://decs.bvs.br/cgiin/wxis1660 .exe/
decsserve rI? IsisScri pt= ../cg i-bi n/d ecsserve r/decsserve r.xis&amp; task=exa ct_term &amp;
previous_page=homepage&amp;interface_Ianguage=p&amp;search _Ianguage=p
&amp;search_exp=Pessoas%20com%20Defici%EAncia&amp;show_tree_number=T . Acesso
em: 01 abr. 2012.
BRASIL. Decreto nO 3.298 , de 20 de dezembro de 1999. Regulamenta a Lei nO
7.853, de 24 de outubro de 1989, dispõe sobre a Política Nacional para a Integração
da Pessoa Portadora de Deficiência, consolida as normas de proteção, e dá outras
providências. Disponível em: &lt;http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/decreto/
d3298 .htm&gt;. Acesso em : 01 mar. 2012a .
_ _ _ . Decreto nO 5.296, de 02 de dezembro de 2004. Regulamenta as Leis nO
10.048, de 8 de novembro de 2000, que dá prioridade de atendimento às pessoas
que especifica , e 10.098, de 19 de dezembro de 2000 , que estabelece normas
gerais e critérios básicos para a promoção da acessibilidade das pessoas portadoras
de deficiência ou com mobilidade reduzida , e dá outras providências. Disponível em :
&lt;http ://www.planalto .gov.br/ccivil_03/_at02004-2006/2004/decreto/d5296 .htm&gt; .
Acesso em : 01 mar. 2012b.
-:-::--:-::--::---:-' Decreto nO 5.626 de 22 de dezembro de 2005 . Regulamenta a Lei no
10.436, de 24 de abril de 2002, que dispõe sobre a Língua Brasileira de Sinais Libras, e o art. 18 da Lei no 10.098, de 19 de dezembro de 2000 . Disponível em : &lt;
http://www.planalto .gov.br/cciviL03/_at02004-2006/2005/
decreto/d5626.htm&gt;. Acesso em : 01 mar. 2012c.
BRASIL. Lei nO 10.098 , de 19 de dezembro de 2000. Estabelece normas gerais e
critérios básicos para a promoção da acessibilidade das pessoas portadoras de
deficiência ou com mobilidade reduzida , e dá outras providências. Disponível em :
&lt;http://www.planalto .gov.br/ccivil_03/leis/
L10098.htm&gt;. Acesso em : 01 mar. 2012d .
Ministério da Educação. Portaria nO 3.284, de 07 de novembro de 2003.
Dispõe sobre requisitos de acessibilidade de pessoas portadoras de deficiências,
para instruir os processos de autorização e de reconhecimento de cursos, e de
credenciamento de instituições. Disponível em : &lt;http ://portal.mec.
gov.br/seesp/arquivos/pdf/port3284.pdf&gt; . Acesso em : 01 mar. 2012e.

_ _ _ o

DEFICIÊNCIA visual. Disponível em : http://www.fundacaodorina.org .br/
deficiencia-visual. Acesso em : 02 abr. 2012.

2686

�Arquitetura e segurança de bibliotecas
i! """"'"
MaooNlck

~

=

:,

IiWitt.UJ

1I....111~

Trabalho completo

MIGUOU , Sarah . Surdo mundo. Palestra proferida na Bibliocamp 2011 . Disponível
em : http://www.youtube.com/watch?v=sWcPoLnTheg . Acesso em : 25 mar. 2012 .
PUPO, Deise Talarico; MELO, Amanda Meincke; PÉREZ FERRÉS, Sofia (Orgs.) .
Acessibilidade: discurso e prática no cotidiano das bibliotecas. Campinas: UNICAMP.
Biblioteca Central Cesar Lattes, 2008 .
RIO DE JANEIRO (Estado) . Lei nO 5.346, de 11 de dezembro de 2008. Dispõe sobre
o novo sistema de cotas para ingresso nas universidades estaduais e dá outras
providências. Disponível em: &lt;http://www.jusbrasil.com.br/legislação
/87636/lei-5346-08-rio-de-janeiro-rj&gt; . Acesso em : 10 mar. 2012 .
UNIVERSIDADE DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO. Institucional: sistema de
cotas. Disponível em : &lt;http://www.uerj.br/institucional&gt;. Acesso em : 15 mar. 2012a .
UNIVERSIDADE DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO. Rede Sirius de Bibliotecas
UERJ. Disponível em : http://www.rsirius .uerj.br&gt; . Acesso em : 16 mar. 2012b .
UNIVERSIDADE DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO. Sub-Reitoria de Graduação.
Departamento de Projetos e Inovações. Objetivo do Proiniciar. Disponível em :
&lt;http://www.sr1 .uerj.br/dpei/conteudo.php?login=&amp;sessionid
=&amp;referencia=dpei&amp;codificacao=026:003 :002&gt;. Acesso em: 16 mar. 2012c.
UNITED NATIONS ENABLE. Convention on the rights of persons with disabilities:
tradução em português. Disponível em : &lt;http://www.un.org/
disabilities/documents/natl/portugal-c.doc . Acesso em : 04 mar. 2012.
UNESCO. Inclusão digital e social de pessoas com deficiência: textos de referência
para monitores de telecentros. Brasília : Unesco, 2007.

2687

�</text>
                  </elementText>
                </elementTextContainer>
              </element>
            </elementContainer>
          </elementSet>
        </elementSetContainer>
      </file>
    </fileContainer>
    <collection collectionId="49">
      <elementSetContainer>
        <elementSet elementSetId="1">
          <name>Dublin Core</name>
          <description>The Dublin Core metadata element set is common to all Omeka records, including items, files, and collections. For more information see, http://dublincore.org/documents/dces/.</description>
          <elementContainer>
            <element elementId="50">
              <name>Title</name>
              <description>A name given to the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51396">
                  <text>SNBU - Edição: 17 - Ano: 2012 (UFRGS - Gramado/RS)</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="49">
              <name>Subject</name>
              <description>The topic of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51397">
                  <text>Biblioteconomia&#13;
Documentação&#13;
Ciência da Informação&#13;
Bibliotecas Universitárias</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="41">
              <name>Description</name>
              <description>An account of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51398">
                  <text>Tema: A biblioteca universitária como laboratório na sociedade da informação.</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="39">
              <name>Creator</name>
              <description>An entity primarily responsible for making the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51399">
                  <text>SNBU - Seminário Nacional de Bibliotecas Universitárias</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="45">
              <name>Publisher</name>
              <description>An entity responsible for making the resource available</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51400">
                  <text>UFRGS</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="40">
              <name>Date</name>
              <description>A point or period of time associated with an event in the lifecycle of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51401">
                  <text>2012</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="44">
              <name>Language</name>
              <description>A language of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51402">
                  <text>Português</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="51">
              <name>Type</name>
              <description>The nature or genre of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51403">
                  <text>Evento</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="38">
              <name>Coverage</name>
              <description>The spatial or temporal topic of the resource, the spatial applicability of the resource, or the jurisdiction under which the resource is relevant</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51404">
                  <text>Gramado (Rio Grande do Sul)</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
          </elementContainer>
        </elementSet>
      </elementSetContainer>
    </collection>
    <itemType itemTypeId="8">
      <name>Event</name>
      <description>A non-persistent, time-based occurrence. Metadata for an event provides descriptive information that is the basis for discovery of the purpose, location, duration, and responsible agents associated with an event. Examples include an exhibition, webcast, conference, workshop, open day, performance, battle, trial, wedding, tea party, conflagration.</description>
    </itemType>
    <elementSetContainer>
      <elementSet elementSetId="1">
        <name>Dublin Core</name>
        <description>The Dublin Core metadata element set is common to all Omeka records, including items, files, and collections. For more information see, http://dublincore.org/documents/dces/.</description>
        <elementContainer>
          <element elementId="50">
            <name>Title</name>
            <description>A name given to the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="64850">
                <text>Acessibilidade física e digital na Rede Sirius de Bibliotecas UERJ: uma proposta para promover maior inclusão de pessoas com deficiência na universidade.</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="39">
            <name>Creator</name>
            <description>An entity primarily responsible for making the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="64851">
                <text>Silva, Teresa da</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="38">
            <name>Coverage</name>
            <description>The spatial or temporal topic of the resource, the spatial applicability of the resource, or the jurisdiction under which the resource is relevant</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="64852">
                <text>Gramado (Rio Grande do Sul)</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="45">
            <name>Publisher</name>
            <description>An entity responsible for making the resource available</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="64853">
                <text>UFRGS</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="40">
            <name>Date</name>
            <description>A point or period of time associated with an event in the lifecycle of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="64854">
                <text>2012</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="51">
            <name>Type</name>
            <description>The nature or genre of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="64856">
                <text>Evento</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="41">
            <name>Description</name>
            <description>An account of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="64857">
                <text>Colige razões para que as bibliotecas da UERJ adaptem seus espaços e seus serviços para atender adequadamente as pessoas com deficiência física, visual e auditiva, indicando quais seriam as medidas necessárias para promover a inclusão destas pessoas na Universidade. Estas medidas tem como propósito atender ao ideal de inclusão social da Universidade e promover uma maior inclusão das pessoas com deficiência por via das suas bibliotecas. A inspiração para essa iniciativa veio do Laboratório de Acessibilidade da Biblioteca Central da UNICAMP. As medidas sugeridas para promover essa inclusão estão embasadas na legislação brasileira e na norma ABNT 9050 sobre acessibilidade.</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="44">
            <name>Language</name>
            <description>A language of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="69608">
                <text>pt</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
        </elementContainer>
      </elementSet>
    </elementSetContainer>
  </item>
  <item itemId="6108" public="1" featured="0">
    <fileContainer>
      <file fileId="5172">
        <src>http://repositorio.febab.org.br/files/original/49/6108/SNBU2012_247.pdf</src>
        <authentication>29490093c792c717c7c20800a409f940</authentication>
        <elementSetContainer>
          <elementSet elementSetId="4">
            <name>PDF Text</name>
            <description/>
            <elementContainer>
              <element elementId="92">
                <name>Text</name>
                <description/>
                <elementTextContainer>
                  <elementText elementTextId="64849">
                    <text>Arquitetura e segurança de bibliotecas
i! """"'"
MaooNlck

~

=

:,

IiWitt.UJ

1I....111~

Trabalho completo

BIBLIOTECA DE OBRAS RARAS E COLEÇÕES ESPECIAIS DA
UNICAMP: requisitos arquitetônicos e infraestruturais

T. C.

o. N. de Carvalho 1; R. A. ElieJ2; N. do R. Martins3;

L.

A. Vicentini4
'Diretora de Coleções Especiais e Obras Raras da Biblioteca Central Cesar Lattes , Unicamp,
Campinas/ SP
2Diretora da Biblioteca do Instituto de Filosofia e Ciências Humanas, Unicamp, Campinas/ SP
3Coordenadora do Sistema de Arquivos, Unicamp, Campinas/ SP
4Coordenador do Sistema de Bibliotecas, Unicamp, Campinas/ SP

Resumo

o presente trabalho tem como objetivo compartilhar a experiência de
elaboração do projeto de implantação da Biblioteca de Obras Raras e Coleções
Especiais da Universidade Estadual de Campinas, principalmente quanto aos
requisitos infraestruturais e arquitetônicos do prédio. O projeto, iniciado em
2009, conta com o patrocínio da Financiadora de Estudos e Projetos (FINEP) e
prevê a construção de um prédio planejado de acordo com os mais altos
padrões e exigências técnicas de preservação de acervos. São apresentados
os elementos de preservação e segurança incorporados ao projeto, bem como
uma síntese da metodologia adotada pelo Grupo de Trabalho para dar subsídio
ao trabalho dos arquitetos e engenheiros.
Palavras-Chave:
Arquitetura de biblioteca ; Preservação e conservação ; Obras raras e
coleções especiais.

Abstract
This article aims to share the experience regards the development of the
implementation project of the Library of Rare Books and Special Collections at
State University of Campinas, mainly regard the architectonic and infrastructural
requirements of the building . The project was started in 2009 and it is supported
by FINEP (Financer of Studies and Projects) . The building was designed
according to the highest standards and technical requirements for collection
preservation . It is also presented ali preservation elements incorporated to the
project, as well as the synthesis of the methodology used by the working group
to support the work of the architects and engineers.

Keywords :
Library architecture; Preservation and conservation , Rare books and special
collections

2665

�Arquitetura e segurança de bibliotecas
i! """"'"
MaooNlck

~

=

:,

IiWitt.UJ

1I....111~

Trabalho completo

1 Introdução
A UNICAMP - Universidade Estadual de Campinas - preocupada em
fomentar o desenvolvimento de pesquisas de excelência, tem se destacado
entre as universidades brasileiras pela aquisição de significativas bibliotecas
particulares. Desde a década de 70 , diversas bibliotecas particulares
pertencentes a personalidades brasileiras foram adquiridas pela UNICAMP.
A partir de 1984 foram reunidos na Biblioteca Central os acervos raros das
coleções Paulo Duarte, Eugenio Toledo Artigas, Henrique Maurer, Theodor
Peckolt, Oswald Peckolt, além das coleções de Sergio Buarque de Holanda,
Alexandre Eulálio, Peter Eisenberg , Aristides Cândido de Mello e Souza, José
Albertino Rodrigues, Cesar Lattes, Mauricio Knobel , Cicognara (acervo raro
microfilmado), Coleção Oficina do Livro "Rubens Borba de Moraes", entre
outras.
Essas coleções em geral são mantidas em sua integridade, com os nomes
dos seus antigos proprietários, preservando a unicidade dos seus itens e as
características de cada conjunto. O acervo é utilizado para pesquisa e ensino
de graduação, pós-graduação e público em geral.
O acervo raro e especial da Universidade soma cerca de 80 mil volumes,
entre livros, separatas, teses, periódicos, microfichas, divididas em quatorze
coleções, sendo 4.000 obras raras dos séculos XV ao XX, cuja temática mais
importante, são as obras que tratam sobre as narrativas dos primeiros viajantes
europeus no Brasil.
A UNICAMP, comprometida com a preservação e divulgação desses
acervos e de outros que, cada vez mais consegue atrair, graças ao renome de
suas pesquisas, iniciou, em 2009, um projeto para implantação de uma
biblioteca de obras raras e coleções especiais. O projeto conta com o
patrocínio da FINEP - Financiadora de Estudos e Projetos - e tem como
objetivo a construção de um prédio apropriado para o trato com obras raras e
conteúdos de alto valor histórico, documental e cultural.
Com a construção desse novo espaço, pretende-se instituir um centro de
referência em preservação, armazenamento e de produção de conhecimento
sobre acervos raros e especiais, bem como fomentar o desenvolvimento de
pesquisas de excelência .
O novo prédio foi projetado pelo arquiteto Claudio Mafra - que na década de
80 foi responsável pela elaboração e execução do projeto de construção da
Biblioteca Central da Unicamp - e terá capacidade para abrigar até 300 mil
itens, em uma área de 3.500m2 , distribuídos em quatro pavimentos.
O prédio terá áreas especiais para o acondicionamento de acervos e,
conforme indica a literatura, somadas essas áreas perfazem 60% da área
construída .
Além disso, haverá espaços específicos para exposições, salas de estudo,
atendimento a pesquisadores, processamento técnico, recepção de
documentos, laboratórios de conservação e restauro , laboratório de
digitalização, áreas administrativas e ambientes gerais. Está previsto um

2666

�Arquitetura e segurança de bibliotecas
i! """"'"
MaooNlck

~

=

:,

IiWitt.UJ

1I....111~

Trabalho completo

auditório para realização de eventos e, próximo ao auditório, um café e uma
loja para comercialização de objetos culturais.
Com esse trabalho pretende-se compartilhar a experiência do grupo de
trabalho, que foi responsável pelo levantamento de todos os requisitos
técnicos, relacionados à preservação dos acervos, bem como pelo
desenvolvimento do programa de necessidades, que forneceu todas as
informações necessárias para o desenvolvimento dos projetos arquitetônicos e
de engenharia .

2 Biblioteca de obras raras: concepção a partir de requisitos de
conservação e preservação
O projeto de implantação da Biblioteca de Obras Raras e Coleções
Especiais da Unicamp tem como objetivo dispor de recursos avançados para o
trato com obras raras, visando a preservação e divulgação de conteúdos de
alto valor histórico, cultural e intelectual.
De acordo com as premissas estabelecidas pelo Grupo de Trabalho (GT), o
prédio destinado ao acervo raro e especial da Universidade deveria ser
projetado de acordo com os mais altos padrões e exigências técnicas de
preservação de acervo, o que exigiu a realização de estudo para definição dos
requisitos de conservação e preservação . Tais requisitos foram definidos a
partir dos parâmetros descritos na literatura, tendo como base principal os
textos do Projeto de Conservação Preventiva em Bibliotecas e Arquivos,
coordenado pelo Arquivo Nacional e pela Fundação Getúlio Vargas, e textos do
Conselho Nacional de Arquivos.
A definição dos requisitos foi realizada a partir da elaboração das diretrizes
do projeto. Tais diretrizes tinham como objetivo transmitir à equipe de
engenheiros e arquitetos as características essenciais do prédio, os espaços
primordiais, os setores a serem implantados, os fluxos de trabalhos e suas
características, bem como a necessidade de privilegiar amplamente a
preservação e segurança do acervo.
Os esforços do GT, em consonância e parceria com o trabalho dos
arquitetos e engenheiros, possibilitou a elaboração de um projeto que
contempla e privilegia amplamente os elementos relacionados à preservação e
conservação. Tais elementos são, via de regra, aplicáveis a qualquer prédio
que se destina ao abrigo de acervos. Dessa forma , consideramos que o
compartilhamento dos itens contemplados no projeto são importantes para
dimensionar o quanto o padrões construtivos exercem influências decisivas nos
aspectos de preservação e segurança de acervos. Assim, os elementos
incorporados ao projeto da Biblioteca de Obras Raras da Unicamp, visando o
tratamento adequado das coleções, são:
a) As áreas de acervo foram definidas de acordo com os diferentes tipos de
suporte para que seja possível proporcionar tratamento térmico e
controle de umidade adequados;
b) O prédio foi projetado de forma a evitar a incidência direta de raios

2667

�Arquitetura e segurança de bibliotecas
i! """"'"
MaooNlck

~

=

:,

IiWitt.UJ

1I....111~

Trabalho completo

solares nas áreas destinadas às coleções;
c) A instalação das máquinas de refrigeração foi projetada a cerca de 15m
de distância da edificação, a fim de evitar ruídos;
d) O sistema de refrigeração possuirá máquinas exclusivas para cada tipo
de acervo, com controle de temperatura e umidade específicas, com
funcionamento ininterrupto;
e) As máquinas de refrigeração terão equipamentos de controle de
umidade, bem como sistema de tratamento de água gelada para reuso ;
f) O prédio será dotado de brises em perfis metálicos tubulares, instalados
na horizontal , espaçados em 5 cm para evitar a permanência de
pássaros;
g) Os brises terão duplo papel : proteção térmica e redução de chuva direta
na alvenaria .
h) Os brises potencializarão a redução de energia do ar condicionado, já
que sombrearão as aberturas e também as paredes;
i) Os brises terão afastamento 01 metro das fachadas para dissipar o calor
e para possibilitar a manutenção de paredes e esquadrias;

j) Os materiais especificados no projeto (piso, parede e teto) são, em
geral , incombustíveis ou ininflamáveis;
k) O sistema de proteção e combate a incêndio contará com a instalação
de detectores de fumaça e de temperatura , assim como imediata
localização do foco de incêndio, seguida de alarme local e remoto, a ser
instalado junto à brigada local de incêndio;
I) As luminárias adotadas possuirão baixo índice de emissão de raios UV;
m) As áreas de acervo serão de acesso restrito, com fechaduras de
segurança especiais;
n) Os agentes internos utilizados foram detalhadamente selecionados para
não prejudicar as coleções;
o) Os elementos incorporados ao projeto foram pensados para evitar a
entradas de insetos pelo ar ou pelo solo;
p) As divisórias utilizadas são resistentes ao fogo ;
q) O prédio contará com projeto de proteção e combate a incêndio
aprovado pelo Corpo de Bombeiros;
r) A cobertura será solucionada com telhas metálicas termo acústicas;
s) As paredes externas terão 25 cm de espessura para garantir maior
inércia térmica ao prédio;
t) As esquadrias adotadas garantirão alta
isolamento de radiação solar;

performance

quanto ao

u) A coleta de água pluvial será realizada de forma adequada, com a
disposição de amplas canaletas ao longo do perímetro do pavimento

2668

�Arquitetura e segurança de bibliotecas
i! """"'"
MaooNlck

~

=

:,

IiWitt.UJ

1I....111~

Trabalho completo

térreo e direcionamento adequado da água ;
v) As tubulações serão evitadas nas áreas de acervo ;
w) Nas áreas de acervo serão adotadas lajes de 15 cm para sobrecarga de
até 1000 kg por metro quadrado;
x) O prédio será completamente acessível, atendendo integralmente a
norma de acessibilidade vigente - NBR 9050/2004 .

3 Materiais e Métodos

Para o desenvolvimento do projeto de implantação da Biblioteca de Obras
Raras e Coleções Especiais da Unicamp - que contempla não apenas a
construção do prédio, mas todo planejamento administrativo, técnico, financeiro
e humano para implantação e funcionamento da Biblioteca - a Reitoria nomeou
um Grupo de Trabalho, composto por quatro bibliotecários, dois docentes, um
assistente administrativo e um engenheiro. O Grupo de Trabalho é coordenado
por um docente e responde à Coordenadoria Geral da Universidade.
As atividades do GT foram iniciadas com a elaboração das diretrizes do
projeto . Esse documento, como já mencionado, ofereceu a base inicial para a
concepção do prédio . Após a elaboração desse documento, foi realizado um
extenso trabalho com o programa de identificação de necessidades.
Posteriormente , o programa de necessidades foi desmembrado em planilhas
destinadas ao detalhamento das características das áreas, espaços e setores
projetados. As planilhas possuíam campos destinados ao detalhamento dos
objetivos das áreasl espaços ou setores, à discriminação das instalações e das
condições ambientais e construtivas necessárias para cada área , à quantidade
de usuários ou pessoas, permanentes ou transitórias, que utilizariam a área em
questão, além disso foram descritas as relações entre as áreas projetadas,
objetivando a criação de um fluxo racional entre elas.
A fim de dar dimensão do trabalho realizado , apresentamos uma planilha
sintetizada , que contém alguns dos elementos contemplados no programa de
necessidades.

2669

�Arquitetura e segurança de bibliotecas
Trabalho completo

Memorial Descritivo das Necessidades das Áreas da Biblioteca
IT

EDIFíCIO: BIBLIOTECA de Obras Raras e Especiais da Unicamp
CONJUNTO
UNIDADE FUNCIONAL
FUNCIONAL

ÁREAS

O Área reservada para circulação, elevadores, escadas e outras áreas de uso comum
1 Serviços ao Público
1.1
Recepção
Hall entrada, recepção, hall de convívio
1.2
Café - lanchonete
Auditório
1.3
1.4
Loja cultural

2
2.1
2.2
2.3
2.4
2.5
2.6
2.7

Referência e
Pesquisa

ÀREA
(M 2 )

817
295
100
30
150
15

DESCRiÇÃO NECESSIDADES DAS ÁREAS

Instalações elétricas, lógica, telefonia,
computadores. Sistema de vídeo (segurança) .
Iluminação natural e artificial; Sistema de
climatização; Porta de entrada protegida com
cobertura contra chuva . O mobiliário para guardavolumes deve ser escolhido com cuidado para não
"poluir" visualmente o ambiente.Para dimensionar
corretamente o guarda-volumes deve ser estimado
o número de usuários. Ex : 60 unidades (área
requerida: cerca de 15m2 considerando no
máximo 9 unidades de escaninho "empilhadas"
gerando altura de aprox. 1,10m.

200
Atendimento a pesquisadores

20

Recepção
Sala Técnica - Profissionais de
atendimento/referência
Pesquisa em documentos textuais
Pesquisa em documentação iconográfica e
cartográfica
Pesquisa em microformas e outras mídias
Pesquisa em documentos audiovisuais
Estudo em grupo, seminários, representação
institucional

20
50
30
20
20
40

Microcomputadores; impressora; telefone.
Instalações elétricas, lógica e telefonia. Iluminação
natural e artificial; Sistema de vídeo (segurança)
Sistema de climatização. Mesas para profissionais
de referência separadas por divisórias de vidro
com cadeiras para atendimento e sofás. Considerar
um balcão baixo com altura de mesa (h=72cm)
subdividido em postos de atendimento, cada um
com cerca de 1,40m e separados por divisória
baixa(h=1,40m) com tratamento acústico para não
perturbar as atividades do módulo vizinho

6
26713

�Arquitetura e segurança de bibliotecas
Trabalho completo

3
3.1

Exposições
Exposições

3.2

4
4.1
4.2
4.3
4.4

Escritórios/memorabilia
Documentos raros e especiais

Processamento
Técnico

260
160
100

Instalações elétricas. Evitar tubulações; Proteção
contra sinistros, roubos e vandalismos; Sistema de
vídeo (segurança); ambiente separado por portas
corta fogo; ambiente deve ser amplo. Neste
espaço poderão ser expostos livros, objetos junto
com o mobiliário. Iluminação favorável a
visualização das exposições. Controle de umidade
e temperatura; Controle de incidência de luz solar;
Sistema de climatização 24 horas.

103
Tratamento documentos

Organização documentos

Tratamento bibliográfico

Descrição, catalogação
Registro/Patrimônio
Catalogação

25
20
18
40

Microcomputadores, impressora, telefonia,
Instalações elétricas, lógica; sistema de
climatização; sistema de vídeo (segurança);
ambiente com mesas grandes para manipulação
de documentos. Os ambientes dos setores:
tratamento de documentos e tratamento
bibliográfico não deverão constituir salas distintas,
trata-se, portanto, de um ambiente maior que
acomoda ambientes/mesas de trabalho
específicas, ou seja, é uma única sala .

7
2673

�Arquitetura e segurança de bibliotecas
Trabalho completo

5

Recepção de
documentos
Triagem e pré-processamento

5.1
5.2

6
6.1
6.2
6.3
6.4

60
Box carga e descarga de materiais
Sala de Triagem e Seleção

Preservação
Conservação Preventiva
Conservação Reparadora

Sala fumigação/expurgo
Sala higienização
Encadernação
Laboratório de Restauração, Treinamentos/oficinas

30
30
100
15
15
40
30

7
7.1

Telefonia, Rede lógica; porta com sistema
eletrônico de abertura/fechamento. Sistema de
vídeo (segurança) .
Sistema central de exaustão de ar; sistema de
filtragem de ar garantindo ar puro na área de
trabalho. Câmara hermética + mesa grande +
estantes. Iluminação natural e artificial. A sala
deve ser anexa a Sala de Triagem e seleção, porém
isolada desta. Sistema de vídeo (segurança)

90

Reprodução
Laboratório de Pesquisa
Digital

Digitalização de Obras Raras

20

7.2
7.3

Digitalização documentos especiais
Digitalização de microfilmes/microfichas,
equipamento multifuncional

20

7.4

Sala para grupo de pesquisadores

30

20

Microcomputadores, impressoras de alta
resolução, telefonia, Instalações elétricas, lógica e
telefonia; Sistema de climatização; sistema de
vídeo (segurança); Digitalizadora de Obras raras
(livros) . Digitalizadora de documentos especiais
(folhas soltas) - equipamento tipo planetário.
Digitalizadoras de microfichas/ microfilmes.
Equipamento multifuncional (fotocopiadora,
scanner e impressora).

8
2671

�Arquitetura e segurança de bibliotecas
Trabalho completo

8

Acondicionamento
Armazenamento
Acervos

8.1

1285
Guarda de acervo raro e
documentos

8.2
8.3

Área de Documentos iconográficos e cartográficos
Área de documentos Audiovisuais (filmes, vídeos,
microfilmes, fotografias)

8.4
8.5

9
9.1
9.2
9.3
9.4
9.5

Área de Livros e Periódicos (jornais)

Área de Manuscritos/Textuais
Guarda de coleções especiais

Área de Livros e Periódicos
Área de Acréscimo

Execução
Acadêmica/Administrativa

Sala Direção

26
50
40
30
794
345

Estantes deslizantes. Instalações elétricas, lógica,
telefonia, hidráulica, porta com sistema eletrônico
de abertura/fechamento, tubulações de água
devem ser evitadas nesse ambiente, aspersores
para extinção de fogo (sprinklers), instalações
elétricas para uso de aspiradores, umidificadores,
desumidificadores, etc. Sistema de climatização
com controle de temperatura e umidade
(funcionamento 24 horas, detectores de alarmes
para sinistro e fogo). A área de obras raras deve ser
separada por portas corta fogo, paredes e pisos
especiais (acesso restrito), ambiente com menos
índice de insolação. Possibilitar visibilidade do
acervo na parte externa da sala. O sistema de
climatização deve ser independente para as áreas.
O acesso também deverá ser independente,
utilizando-se corredores. Deve-se permitir a
visualização do acervo na parte externa da sala.
Sistema de vídeo (segurança)

120

Administração

20

Secretaria
Sala Conselho
Apoio Técnico

Área Publicação, Aquisição, Apoio Administrativo

20
20
30

Computadores, impressora, telefonia, Instalações
elétricas, hidráulicas, lógica, Iluminação natural e
artificial, sistema de climatização, Sistema de vídeo
(segurança) .Ambiente com mesa de trabalho e
mesa de reuniões

Informática

30

9
2679

�Arquitetura e segurança de bibliotecas
Trabalho completo

10 Ambientes Gerais
10.1
10.2
10.3
10.4
10.5

Zeladoria
Copa
Almoxarifado Geral
Sanitários Públicos
Sanitários Funcionários
TOTAL

2674

170
25
15
30
60
40
3.500

Instalações elétricas, hidráulica e telefonia.
Iluminação natural e artificial; Sistema de
climatização . Espaço para guarda de equipamentos
e ferramentas, equipe empresa limpeza.

�Arquitetura e segurança de bibliotecas
i! """"'"
MaooNlck

~

=

:,

IiWitt.UJ
1I....111~

Trabalho completo

Após a conclusão do levantamento e detalhamento das necessidades, o GT
dedicou-se ao estudo dos projetos de arquitetura, visando o aperfeiçoamento e
adequação dos mesmos às necessidades previamente identificadas. Após a
aprovação do projeto, trabalhamos na captação de recursos financeiros e
seguimos com o desenvolvimento dos demais elementos necessários à
implantação do projeto.

4 Resultados Parciais

o projeto em questão já conta com recursos totais para construção do seu
prédio e, atualmente, o processo licitatório para contratação do serviço de
execução da obra civil está em andamento. De acordo com o cronograma de
execução, após início das obras, o prédio deverá ser concluído em 12 meses.
Os trabalhos do GT continuam em andamento e, atualmente , está centrado,
principalmente, na estruturação organizacional, administrativa, técnica e
funcional da nova Biblioteca.
5 Considerações Parciais
Este trabalho, desenvolvido com o objetivo de compartilhar a experiência do
projeto de implantação da Biblioteca de Obras Raras e Coleções Especiais da
Unicamp, tem revelado que o planejamento adequado do prédio , bem como a
participação ativa de bibliotecários nesse planejamento, são essenciais para a
incorporação dos elementos relacionados à preservação e segurança do
acervo .
É consensual que os padrões construtivos são imprescindíveis para garantir
condições adequadas ao acondicionamento e trato com obras raras e
especiais, portanto esses elementos precisam ser amplamente discutidos e
contemplados, visando conservação e divulgação dos conteúdos raros.
Os avanços tecnológicos e as mudanças globais atuais apontam, cada vez
mais, para a virtualização e digitalização dos documentos, porém esses
processos devem ser realizados sem perder o olhar atento para a preservação
desses documentos.

Referências
ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE NORMAS TÉCNICAS . NBR 9050 :
acessibilidade a edificações, mobiliário, espaços e equipamentos urbanos. Rio
de Janeiro: 2004.
CONSELHO NACIONAL DE ARQUIVOS . Recomendações para a
construção de arquivos. Rio de Janeiro: Conselho Nacional de Arquivos,

2675

�Arquitetura e segurança de bibliotecas
i! """"'"
MaooNlck

~

=

:,

IiWitt.UJ

1I....111~

Trabalho completo

2000.
CROSBIE, Michael J. Architecture for the books. Mulgrave, Vic: Images,
2003.
ELIEL, R. A. Arquitetura e construção de bibliotecas: um relato de
experiência. In: Seminário Nacional de Bibliotecas Universitárias, 2010, Rio de
Janeiro, RJ. Anais ... Rio de Janeiro, RJ : Sistema de Bibliotecas e Informação
da UFRJ , 2010.
GOMES, S. H. T. Edifícios para bibliotecas universitárias: perspectivas e
diretrizes para avaliação pós-ocupação. 2007. 507 f. Tese (Doutorado em
Arquitetura) - Faculdade de Arquitetura e Urbanismo da Universidade de São
Paulo, São Paulo, 2007 .
SPINELLI , J. Introdução à conservação de acervos bibliográficos :
experiência da Biblioteca Nacional. Rio de Janeiro: Fundação Biblioteca
Nacional, 1995.
TRINKLEY, M. Considerações sobre preservação na construção e reforma
de bibliotecas: planejamento para conservação. 2.ed. Rio de Janeiro:
Projeto Conservação Preventiva em Arquivos e Bibliotecas, 2001 .

2676

�</text>
                  </elementText>
                </elementTextContainer>
              </element>
            </elementContainer>
          </elementSet>
        </elementSetContainer>
      </file>
    </fileContainer>
    <collection collectionId="49">
      <elementSetContainer>
        <elementSet elementSetId="1">
          <name>Dublin Core</name>
          <description>The Dublin Core metadata element set is common to all Omeka records, including items, files, and collections. For more information see, http://dublincore.org/documents/dces/.</description>
          <elementContainer>
            <element elementId="50">
              <name>Title</name>
              <description>A name given to the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51396">
                  <text>SNBU - Edição: 17 - Ano: 2012 (UFRGS - Gramado/RS)</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="49">
              <name>Subject</name>
              <description>The topic of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51397">
                  <text>Biblioteconomia&#13;
Documentação&#13;
Ciência da Informação&#13;
Bibliotecas Universitárias</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="41">
              <name>Description</name>
              <description>An account of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51398">
                  <text>Tema: A biblioteca universitária como laboratório na sociedade da informação.</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="39">
              <name>Creator</name>
              <description>An entity primarily responsible for making the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51399">
                  <text>SNBU - Seminário Nacional de Bibliotecas Universitárias</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="45">
              <name>Publisher</name>
              <description>An entity responsible for making the resource available</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51400">
                  <text>UFRGS</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="40">
              <name>Date</name>
              <description>A point or period of time associated with an event in the lifecycle of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51401">
                  <text>2012</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="44">
              <name>Language</name>
              <description>A language of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51402">
                  <text>Português</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="51">
              <name>Type</name>
              <description>The nature or genre of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51403">
                  <text>Evento</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="38">
              <name>Coverage</name>
              <description>The spatial or temporal topic of the resource, the spatial applicability of the resource, or the jurisdiction under which the resource is relevant</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51404">
                  <text>Gramado (Rio Grande do Sul)</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
          </elementContainer>
        </elementSet>
      </elementSetContainer>
    </collection>
    <itemType itemTypeId="8">
      <name>Event</name>
      <description>A non-persistent, time-based occurrence. Metadata for an event provides descriptive information that is the basis for discovery of the purpose, location, duration, and responsible agents associated with an event. Examples include an exhibition, webcast, conference, workshop, open day, performance, battle, trial, wedding, tea party, conflagration.</description>
    </itemType>
    <elementSetContainer>
      <elementSet elementSetId="1">
        <name>Dublin Core</name>
        <description>The Dublin Core metadata element set is common to all Omeka records, including items, files, and collections. For more information see, http://dublincore.org/documents/dces/.</description>
        <elementContainer>
          <element elementId="50">
            <name>Title</name>
            <description>A name given to the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="64841">
                <text>Biblioteca de obras raras e coleções especiais da UNICAMP: requisitos arquitetônicos e infraestruturais.</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="39">
            <name>Creator</name>
            <description>An entity primarily responsible for making the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="64842">
                <text>Carvalho, T. C. O.N. de; Eliel, R. A.; Martins, N. do R.; Vicentini, L. A.</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="38">
            <name>Coverage</name>
            <description>The spatial or temporal topic of the resource, the spatial applicability of the resource, or the jurisdiction under which the resource is relevant</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="64843">
                <text>Gramado (Rio Grande do Sul)</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="45">
            <name>Publisher</name>
            <description>An entity responsible for making the resource available</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="64844">
                <text>UFRGS</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="40">
            <name>Date</name>
            <description>A point or period of time associated with an event in the lifecycle of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="64845">
                <text>2012</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="51">
            <name>Type</name>
            <description>The nature or genre of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="64847">
                <text>Evento</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="41">
            <name>Description</name>
            <description>An account of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="64848">
                <text>O presente trabalho tem como objetivo compartilhar a experiência de elaboração do projeto de implantação da Biblioteca de Obras Raras e Coleções Especiais da Universidade Estadual de Campinas, principalmente quanto aos requisitos infraestruturais e arquitetônicos do prédio. O projeto, iniciado em 2009, conta com o patrocínio da Financiadora de Estudos e Projetos (FINEP) e prevê a construção de um prédio planejado de acordo com os mais altos padrões e exigências técnicas de preservação de acervos. São apresentados os elementos de preservação e segurança incorporados ao projeto, bem como uma síntese da metodologia adotada pelo Grupo de Trabalho para dar subsídio ao trabalho dos arquitetos e engenheiros.</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="44">
            <name>Language</name>
            <description>A language of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="69607">
                <text>pt</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
        </elementContainer>
      </elementSet>
    </elementSetContainer>
  </item>
  <item itemId="6107" public="1" featured="0">
    <fileContainer>
      <file fileId="5171">
        <src>http://repositorio.febab.org.br/files/original/49/6107/SNBU2012_246.pdf</src>
        <authentication>defc9592f79b706a84c62cb13b27af09</authentication>
        <elementSetContainer>
          <elementSet elementSetId="4">
            <name>PDF Text</name>
            <description/>
            <elementContainer>
              <element elementId="92">
                <name>Text</name>
                <description/>
                <elementTextContainer>
                  <elementText elementTextId="64840">
                    <text>Arquitetura e segurança de bibliotecas
i! """"'"
MaooNlck

~

=

:,

IiWitt.UJ

1I....111~

Trabalho completo

EXPERIÊNCIA NA IMPLANTAÇÃO DO AUTOATENDIMENTO
COM TECNOLOGIA RFID NA BIBLIOTECA DA UNESP - CÂMPUS DE
RIO CLARO
Adriana Aparecida puerta', Ana Paula Santulo C. Medeiro~,
Cristina Marchetti Maia', Diosnelice Pereira Camargo da Silva', Josimeire
Moura da Silva3, Márcia Correa Bueno Degasperi', Regina Maria Seneda4,
Renan Carvalho Ramo~, Vivian Rosa Storti'
1Bibliotecária, Instituto de Biociências - UNESP, Rio Claro, SP
2Supervisor Técnico de Seção, Instituto de Biociências - UNESP, Rio Claro, SP
3Assistente de Serviços de Documentação, Informação e Pesquisa - ASDIP, Instituto de
Biociências - UNESP, Rio Claro, SP
4Diretor Técnico - Biblioteca, Instituto de Biociências - UNESP, Rio Claro, SP

Resumo
A Biblioteca do Câmpus de Rio Claro, por seu quantitativo de acervo,
empréstimos e consultas online entre outros dados, foi escolhida como a segunda
biblioteca da Rede Unesp a receber a tecnologia RFID para segurança do acervo e
modernização das rotinas de empréstimo e devolução das obras. A Radio Frequency
Identification (RFID) é uma tecnologia que possibilita reconhecer itens a partir da
identificação de ondas de rádio frequencia , empregada no setor comercial há
décadas e recentemente no setor de bibliotecas, permitindo a realização do
autoatendimento por parte do usuário. O autoempréstimo é um grande facilitador,
pois oferece autonomia aos usuários para a retirada de material bibliográfico, ficando
os funcionários do atendimento mais disponíveis para auxiliar em dúvidas. Com
relação ao serviço de autodevolução, há possibilidade de ampliar o horário por 24
horas. A implantação do sistema RFID contemplou etapas de infraestrutura física do
prédio, infraestrutura da rede lógica, processo de inclusão das etiquetas em cada
item do acervo, capacitação dos funcionários e educação dos usuários. Cada uma
dessas etapas é descrita neste trabalho visando compartilhar a experiência da
biblioteca, analisando as vantagens e desvantagens desse sistema, e ainda
descrevendo sua importância para a segurança de uma estrutura de grande porte
como as bibliotecas universitárias. Apesar do uso da tecnologia ser recente, a
Biblioteca do Câmpus de Rio Claro já observa resultados positivos.

Palavras-Chave:
Sistema RFID ; Autoempréstimo; Autodevolução; Sistema de segurança por
rádio frequencia ; Biblioteca universitária.

2651

�Arquitetura e segurança de bibliotecas
i! """"'"
MaooNlck

~

=

:,

IiWitt.UJ
1I....111~

Trabalho completo

Abstract
The Library of Campus of Rio Claro, on the quantitative collection, loans and
online consultations among other data, was chosen as the second library Unesp
Network to receive RFID technology for security of the acquis and modernization of
the routine lending and return of works. Radio Frequency Identification (RFID) is a
technology that enables to recognize items from the identification of radio wave
frequency, used in the commercial sector for decades and recently in the sector of
libraries, allowing the realization of self-service by the user. The auto loan is a great
facilitator, it offers autonomy to users for the withdrawal of bibliographic material,
leaving the officials care more available to assist with questions. With respect to
service auto return, it is possible to extend the time for 24 hours. The deployment of
RFID steps included the building of physical infrastructure, network infrastructure
logic, the process of inclusion of the labels on each item of the collection , employee
training and education of users. Each of these steps is described in this paper in
order to share the experience of the library, analyzing the advantages and
disadvantages of this system , and also describing its importance to the safety of a
structure as large university libraries. Despite the use of technology is new, the
Library of Campus of Rio Claro already seen positive results.

Keywords:
RFID System ; Auto loan ; Auto return ; Security system by radio frequency;
University library.

1 Introdução
A Biblioteca da Unesp, Câmpus de Rio Claro foi criada juntamente com a
Faculdade de Filosofia, Ciências e Letras de Rio Claro (FAFI) em 1957 através da
publicação da Lei nO 3895 , passando a funcionar efetivamente a partir de 1958.
Inicialmente o acervo era formado por 1.966 obras, que atendiam aos cursos de
Licenciatura em Geografia, História Natural, Pedagogia e Matemática. Em 1976 a
Faculdade de Filosofia , Ciências e Letras de Rio Claro transformou-se em
Universidade Estadual Paulista - Unesp, e com isso a biblioteca passou a fazer
parte dessa instituição (SILVA; RIBEIRO; GERARDI , 2002).
Atualmente a biblioteca ocupa uma área de 1.800 m2, contém 21 salas de
estudo com capacidade de até 4 pessoas em cada sala; mesas para leitura e estudo
distribuídas por todo acervo; anfiteatro com 49 lugares equipado com multimídia,
TV, DVD e microcomputador; acesso à rede sem fio - wireless e; 15 netbooks que
podem ser emprestados pelos usuários cadastrados para uso no interior da
biblioteca. Conta com duas salas para pesquisa em bases dados, com 14
microcomputadores, permanecendo um bibliotecário para orientações e
esclarecimento de dúvidas.
Para docentes, pós-graduandos e graduandos há o serviço de VPN (Virtual
Private Network), que assegura o acesso ao conteúdo restrito das bases de dados e
Portal de Periódicos CAPES para computadores que estão fora da Unesp.
O horário de atendimento é de segunda a sexta-feira, das 8h às 22h e aos
sábados das 9h às 13h.

2652

�Arquitetura e segurança de bibliotecas
i! """"'"
MaooNlck

~

=

:,

IiWitt.UJ
1I....111~

Trabalho completo

o acervo é composto por 86 .937 itens de materiais bibliográficos (livros,
teses, dissertações, TCCs, cds, mapas) e 182.703 fascículos de periódicos. No
Câmpus, o Serviço Técnico de Biblioteca e Documentação (STBD) atendente a 10
cursos de graduação: Ciência da Computação, Ciências Biológicas, Ecologia,
Educação Física, Engenharia Ambiental, Física, Geografia, Geologia, Matemática e
Pedagogia e a 15 programas de pós-graduação: Biologia Celular e Molecular,
Biologia Vegetal , Ciências da Computação (multicâmpus) , Ciências da Motricidade,
Desenvolvimento Humano e Tecnologias, Educação, Educação Matemática , Física ,
Geociências e Meio Ambiente, Geografia, Geologia Regional, Gerenciamento
Ambiental : Sustentabilidades, Matemática em Rede Nacional, Matemática
Universitária e Microbiologia Aplicada .
As bibliotecas da Rede Unesp, estão subordinadas administrativamente à
Diretoria da Unidade onde estão inseridas e, tecnicamente, à Coordenadoria Geral
de Bibliotecas (CGB) , com sede na Reitoria em São Paulo e com um escritório na
cidade de Marília. Em se tratando de gestão da biblioteca , utilizam o software
ALEPH versão 20, formando a base bibliográfica Athena, que permite integração
entre todas as unidades.
Em 2009 foi implantado o empréstimo unificado e o sistema biométrico,
possibilitando a criação da categoria do usuário rede flex, permitindo que a retirada
de material da biblioteca seja feita pelo reconhecimento da digital do usuário, sendo
que este pode emprestar livros em qualquer biblioteca da rede Unesp,
pessoalmente, e devolver em qualquer biblioteca da rede.
O STBD possui em seu quadro uma diretoria e duas seções técnicas: Seção
Técnica de Aquisição e Tratamento da Informação (STATI) e Seção Técnica de
Referência, Atendimento ao Usuário e Documentação (STRAUD). Conta com 26
servidores, sendo : 8 bibliotecários, 15 assistentes de serviços de documentação,
informação e pesquisa, 1 assistente de informática, além do apoio de 2 assistentes
administrativos. No período letivo há circulação de 1.000 a 1.200 usuários por dia,
sendo que em 2011, foram registrados 113.137 empréstimos. Os serviços de
consulta ao acervo, renovação e reservas, podem ser feitos online pela interface
com o Aleph, empréstimo entre bibliotecas (EEB), comutação bibliográfica (Comut),
ficha catalográfica , pedidos de compra de livros, inscrição em treinamentos e
oficinas também estão informatizados e podem ser acessados através do site:
http://www.rc.unesp.br/biblioteca. Esses, dentre outros fatores, incluiram a Biblioteca
do Câmpus de Rio Claro no Programa de Infraestrutura Tecnológica para as
Bibliotecas (Sistema RFID: autoempréstimo e autodevolução) sendo a segunda
biblioteca da rede contemplada, dentro do Programa de Desenvolvimento
Institucional (PDI) da Unesp.
Nesse sentido, o foco do artigo é apresentar a experiência da Biblioteca da
Unesp, Câmpus de Rio Claro, na implantação do Sistema RFID, analisando toda a
parte de infraestrutura, fluxo de processos, equipe de trabalho e educação de
usuários.
2 Revisão de Literatura
2.1 Radio-Frequency Identification (RFID)
A Radio Frequency Identification (RFID) é uma tecnologia antiga que

2653

�Arquitetura e segurança de bibliotecas
i! """"'"
MaooNlck

~

=

:,

IiWitt.UJ
1I....111~

Trabalho completo

possibilita reconhecer itens a partir da identificação de ondas de rádio, empregada
no setor comercial há décadas e recentemente no setor de bibliotecas, permitindo a
realização do autoatendimento por parte do usuário. Em uma pesquisa nas bases de
dados científicas Library and Information Sicience Abstracts (LISA) da Proquest e
Library e Information Science &amp; Technology Abstracts da EBSCO foi constatado que
os estudos sobre o sistema RFID em bibliotecas tiveram início no começo da última
década. Segundo informações da empresa 3M , "2% das bibliotecas dos Estados
Unidos utilizam a tecnologia RFID e 8% em todo o mundo" (MEHRJERDI , 2011, p.
37). No Brasil, algumas das bibliotecas que fazem uso do autoatendimento e que
utilizam esta tecnologia são: Biblioteca de São Paulo, localizada na antiga Estação
Carandiru ; Biblioteca da PUC-Rio Grande do Sul ; Biblioteca da Unesp, Câmpus
Bauru e Câmpus Rio Claro.

2.2 Características da tecnologia RFID

o sistema RFID utiliza etiquetas que contem um microchip que guarda os
dados do item a ser identificado, e uma antena que emite ondas eletromagnéticas
transmitindo as informações do item, identificando-o. Uma das definições do sistema
RFID é que:
RFID é um termo genérico utilizado para um conjunto de tecnologias
que usa radiofreqüência e micro-chip na comunicação de dados,
permitindo identificar alguma coisa . É, portanto, uma tecnologia que
pode substituir a tecnologia de identificação por código de barras
(VIERA, VIERA, VIERA, 2007, p. 183).
De acordo com Shahid (2005), o sistema RFID possui quatro componentes:
etiquetas; antena ; leitores ou sensores e um servidor.
Existem dois tipos de etiquetas RFID (Figura 1): as "somente leitura" e as
regraváveis. Aquelas denominadas como "somente leitura", não possuem a
capacidade de reescrever os dados posteriormente. No outro tipo, que são as
escolhidas pela maioria das bibliotecas, podem ter informações alteradas ou
acrescentadas após a primeira gravação da etiqueta . Essa função é possível pois as
etiquetas regraváveis, diferentes das etiquetas normais, possuem algumas
combinações, uma para leitura e outras para memória, sendo então possível que os
dados sejam regraváveis.

Figura 1 - Etiqueta RFID padrão
Fonte: Viera , Viera, Viera (2007, p. 184)

2654

�Arquitetura e segurança de bibliotecas
i! """"'"
MaooNlck

~

=

:,

IiWitt.UJ
1I....111~

Trabalho completo

As antenas (Figura 2) funcionam como comunicadores entre a etiqueta e o
leitor, uma vez que emitem ondas eletromagnéticas que ativam o microchip e
consequentemente as informações contidas nas etiquetas. Geralmente instaladas na
entrada/saída das bibliotecas que, além de possuir a função de contagem de
usuários, funciona como um alarme, reconhecendo a tecnologia RFID e também as
etiquetas eletromagnéticas, emitindo ruído sonoro ao passar pela antena quando um
item da biblioteca não foi emprestado.

Figura 2 - Modelo de antena RFID
Fonte: Viera , Viera, Viera (2007, p. 188)

Os leitores RFID (Figura 3) codificam e decodificam os dados existentes no
circuito integrado das etiquetas RFID e gerenciam o fluxo de comunicação entre as
etiquetas RFID e o computador principal ou servidor.

Figura 3 - Leitor RFID
Fonte: Multisystems (2012)

2.3 Aplicação RFID em bibliotecas
Algumas bibliotecas no mundo têm implementado o sistema RFID para
agilizar suas atividades e fornecer novos serviços, dentre eles: o autoempréstimo e a
autodevolução de materiais; inventário mais ágil e segurança contra furtos. Para
isso, cada item do acervo deve receber uma etiqueta RFID.
O principal objetivo das bibliotecas com a adoção do RFID é a necessidade
de aumentar a eficiência dos seus serviços e reduzir custos. Além disso, o
autoempréstimo e autodevolução possibilitam que algumas rotinas de trabalho sejam
revistas e funcionários da biblioteca possam ser readequados para outras tarefas.

2655

�Arquitetura e segurança de bibliotecas
i! """"'"
MaooNlck

~

=

:,

IiWitt.UJ
1I....111~

Trabalho completo

Dentre as outras vantagens na utilização desta tecnologia estão : autonomia
do usuário; redução das filas no atendimento, tanto para empréstimo quanto para
devolução; ampliação do horário de atendimento - devolução 24 horas; diminuição
das tarefas repetitivas; ampliação da segurança interna; aumento da eficiência do
inventário e gerenciamento de coleções. A eficiência da tecnologia está na
capacidade do leitor, pois a etiqueta pode ser lida em qualquer posição e, tal
precisão auxilia em processos como controle de obras e agiliza o serviço de
atendimento.
Dentre as desvantagens estão o custo e algumas características das
etiquetas. Com relação ao custo, ele envolve desde compra de hardware, software e
materiais, como consultoria e treinamento de funcionários bem como a instalação
dos equipamentos. No que diz respeito às etiquetas, algumas vezes é possível
comprometer um sistema RFID, pois colocando dois ou mais itens de uma vez, as
etiquetas são sobrepostas, anulando alguns sinais e assim dificultando a leitura .
Além disso, as etiquetas contêm informação estática e
[... ) a falta de padrões de ampla aceitação para a tecnologia RFID é
outra dificuldade que pode ocasionar que etiquetas produzidas por
um determinado fabricante somente possam ser lidas por certo tipo
de equipamento do mesmo fabricante e não por outros (tecnologia
proprietária) , dificultando a interoperabilidade dos sistemas RFID.
(VIERA, VIERA, VIERA, 2007, p.190).

2.4 Sistema RFID na Biblioteca da Unesp - Câmpus de Rio Claro
A implantação do sistema RFID na biblioteca do Câmpus de Rio Claro foi um
projeto elaborado pela Coordenadoria Geral de Bibliotecas (CGB) da Unesp.
A equipe de bibliotecários de Rio Claro fez uma visita orientada à biblioteca de
Bauru , para conhecer o sistema implantado e, também recebeu uma documentação
da primeira experiência de implantação do sistema na Rede UNESP.
Em um primeiro momento, o acervo de livros da biblioteca foi contemplado
com as etiquetas. O processo de colocação das etiquetas durou cerca de 3 meses,
contudo como o projeto está em andamento, parte do acervo ainda precisa ser
trabalhado (obras de referência, teses, dissertações e trabalhos de conclusão de
cursos).
A tecnologia RFID proporcionará aos usuários das bibliotecas da
Rede UNESP maior autonomia e agilidade na realização
empréstimos/devoluções,
utilizando
os
equipamentos
de
autoempréstimo e autodevolução. Além da ampliação do horário de
devolução, pois o usuário será capaz de fazer a devolução mesmo
se a biblioteca estiver fechada, diminuirá o fluxo no balcão de
atendimento permitindo aos funcionários dedicarem-se a outras
tarefas, e possibilitará graças a um leitor portátil, a localização de
obras guardadas fora de ordem e a realização, em poucas horas, do
inventário que antigamente era feito manualmente e levava vários
dias. (BASTOS, 2011) .

Todo o processo de implantação do sistema RFID na Biblioteca da Unesp
Câmpus de Rio Claro será detalhado a seguir.

2656

�Arquitetura e segurança de bibliotecas
i! """"'"
MaooNlck

~

=

:,

IiWitt.UJ

1I....111~

Trabalho completo

3 Materiais e Métodos

o Projeto RFID para Autoempréstimo e Autodevolução envolveu várias etapas
que serão detalhadas a seguir:
a) etapa 1-lnfraestrutura

o projeto contemplou a instalação da estação de autoempréstimo híbrido
(Figura 4) ; estação de autodevolução - parte externa (Figura 5) e sistema embutido
e classificador de dois dispensadores - parte interna (Figura 6); etiqueta RFID
(Figura 7) ; etiqueta adesiva de identificação e proteção (Figura 8); antena antifurto
híbrida (Figura 9) ; 5 câmeras de segurança e instalação do servidor; ampliação de
pontos de rede e troca dos switchs; 3 estações de trabalho para cadastramento das
etiquetas.

Figura 4 - Autoempréstimo híbrido
Fonte: Elaborado pelos autores

Para a instalação da estação de autodevolução foi necessária a escolha de
um local estratégico para facilitar o acesso externo ao serviço . Para a sala escolhida
foi realizada uma reforma para adaptação, onde os espaços das janelas foram
diminuídos, deixando apenas o tamanho da entrada da autodevolução e todo o
restante da parede foi fechado . Também foi instalado um sistema de proteção que
trava a entrada para o sistema embutido da autodevolução onde somente com
cartão de acesso é possível liberação.
O terminal de autoempréstimo foi instalado próximo ao balcão de
atendimento, para possibilitar que os funcionários da biblioteca dessem auxílio aos
usuários.
As câmeras de segurança foram instaladas no autoempréstimo, na entrada da
biblioteca e balcão, no acesso à sala de autodevolução e, na parte externa na
autodevolução.

2657

�Arquitetura e segurança de bibliotecas
i! """"'"
MaooNlck

~

=

:,

IiWitt.UJ

1I....111~

Trabalho completo

Figura 5 - Autodevolução (parte externa)
Fonte: Elaborado pelos autores

Figura 6 - Autodevolução (parte interna)
Fonte: Elaborado pelos autores

UNIVERSIDADE ESTADUAL PAU LISTA
"JÚLIO DE MESQUITA FILHO"

Câmpus de Rio Claro
Biblioteca

Figura 7- Etiqueta RFID
Fonte: Elaborado pelos autores

Figura 8 - Etiqueta adesiva
Fonte: Elaborado pelos autores

Figura 9 - Antena antifurto híbrida
Fonte: Elaborado pelos autores

2658

�Arquitetura e segurança de bibliotecas
i! """"'"
MaooNlck

~

=

:,

IiWitt.UJ
1I....111~

Trabalho completo

b) etapa 2 - Definição do fluxo de processos

o Projeto RFIO envolveu todos os funcionários da biblioteca , suas seções
STATI e STRAUO e a diretoria. Inicialmente foram trabalhados apenas livros,
eventos e folhetos , sendo que teses, dissertações e trabalhos de conclusão de curso
ficaram para a segunda fase , que deverá ocorrer em julho de 2012 . Os periódicos e
mapas não estão no planejamento e os recursos eletrônicos (COs, OVOs) não serão
colocados no projeto, pois há etiquetas RFIO especiais para esses materiais que não
foram adquiridas. O preparo do material inclui a inserção de etiqueta na obra bem
como seu cadastro no sistema RFIO e foi realizado nos meses de dezembro de 2011
à fevereiro de 2012, período de implantação da primeira fase do projeto.
Foi desenvolvida uma metodologia de trabalho como forma de organização
desse processo , constituída de 6 passos conforme fluxograma (Figura 10). Cada
etapa foi discutida com a equipe exaustivamente antes do início do processo:

Pesquisar no

Pesqu isar nas Bases

Aleph: Registro
Correto ou
Convertido?

SIM
Et iquetas

Co locar Etiqueta RFID

Co lar

eti q uet~

de

prot eçio

Guarda r na Esta nt e

Figura 10 - Fluxograma da implantação RFID
Fonte: Elaborado pelos autores

2659

�Arquitetura e segurança de bibliotecas
i! """"'"
MaooNlck

~

=

:,

IiWitt.UJ
1I....111~

Trabalho completo

a) passo 1 - Retirar os livros das estantes seguindo a ordem de classificação,
utilizando carrinhos de livros, nos quais foram enumerados com etiquetas
(ordem de 1 a n) e colocada a mesma numeração na bandeja onde
estavam as obras, para agilizar a devolução na bandeja de origem ;
Informar o balcão sobre a classificação retirada para a verificação da
classificação de cada obra devolvida e já trabalhadas para que não ficasse
nenhuma obra sem o processo RFID;
b) passo 2 - Verificar o registro da obra no Aleph para a confirmação do seu
registro no sistema e verificação da catalogação. Se a obra não tivesse
catalogada era encaminhada para as bibliotecárias da STATI e retornava
ao fluxo RFID posteriormente;
c) passo 3 - Colar a etiqueta RFID seguindo as orientações da empresa
fornecedora , tais como: colar a etiqueta na parte interna da contracapa da
obra, sempre do lado direito próximo a lombada, assim caso a capa seja
retirada ou danificada, terá maior visibilidade pelos funcionários . Não sendo
possível, colar na página imediatamente anterior no mesmo padrão.
Foi utilizado um marcador (Figura 11) com o formato de dedo indicador
visando facilitar a colagem da etiqueta na obra, tendo em vista que há alguns
detalhes a serem considerados como, por exemplo , uma distância da lombada e
parte inferior da obra, para uma melhor leitura da etiqueta pelo sistema RFID. Esta
idéia foi desenvolvida pela equipe de Bauru, primeira unidade da rede UNESP a ser
implantado o autoatendimento.
Para obras que possuem anexo, como tabelas e mapas, o cadastramento das
etiquetas foi feito por uma equipe específica para um controle rigoroso, pois cada
anexo tem que receber uma etiqueta RFID e possuir um item de registro no sistema
Aleph . Alguns anexos como transparências, slides e microfilmes, não foram
contemplados devido à impossibilidade da colagem de etiqueta nesse tipo de
material ;

o
Figura 11 - Marcador com formato de dedo indicador
Fonte: Elaborado pela equipe da Biblioteca do Câmpus de Bauru

d) passo 4 - Registrar o código de barras no sistema RFID e confirmar o
registro . É necessário cadastrar um livro por vez, e não deve haver

2660

�Arquitetura e segurança de bibliotecas
i! """"'"
MaooNlck

~

=

:,

IiWitt.UJ
1I....111~

Trabalho completo

aproximação de outras etiquetas RFID no ato do registro, pois o software
pode registrar o mesmo código de barras em várias etiquetas. Nesse
projeto foram adquiridas etiquetas regraváveis, porém como forma de
segurança dos dados, optou-se pela sistemática de uma única gravação;
e) passo 5 - Colar a etiqueta de identificação e proteção somente após o
cadastro da etiqueta RFID como forma de controle de todo o processo;

f) passo 6 - Arrumar as obras no carrinho em ordem de classificação e
guardar na estante.
Para agilizar o processo de trabalho , foram feitos marcadores (Figura 12)
contendo as etapas descritas acima , que foram colocados nos carrinhos. Isso
facilitou o processo, pois identificava-se facilmente em qual etapa estava cada
carrinho das obras.

1- PESQU ISAR TITU LO DA OBRA NO SISTEMA ALEPH

2 - COLAR ETIQUETA RFID

3 - CADASTRAR RFID

4- COLAR ETIQUETA DE IDENTIFICAÇÃO E PROTEÇÃO

5 - GUARDAR OBRA NA ESTANTE

Figura 12 - Marcadores de identificação do processo
Fonte: Elaborado pelos autores

Como forma de divulgar o novo serviço, assim como capacitar os usuários na
utilização do autoatendimento, foram elaborados pela Assistente de Informática da
biblioteca, vídeos explicativos com o passo a passo de cada etapa para realização
do empréstimo e da devolução. Estes vídeos estão disponíveis no canal da
biblioteca no YouTube
(http://www.youtube.com/watch?v=S9sLbhigNhA) e são
transmitidos diariamente em um display localizado na entrada da biblioteca . Outra
forma de divulgação foi durante a Semana de Recepção aos Ingressantes, quando
foram feitas demonstrações de como fazer o autoatendimento e também foram
esclarecidas as dúvidas apresentadas. Além disso, um email informativo foi enviado
para toda comunidade do Câmpus e as informações sobre o serviço foram
disponibilizadas no site da biblioteca .

2661

�Arquitetura e segurança de bibliotecas
i! """"'"
MaooNlck

~

=

:,

IiWitt.UJ

1I....111~

Trabalho completo

4 Resultados Parciais
Uma vez realizado todo o trabalho de infraestrutura, conferência de registros,
colagem de etiquetas, capacitação e divulgação, o autoatendimento começou a ser
utilizado no início de março deste ano.
A utilização do sistema é apresentada em uma tela de monitor com instruções
pormenorizadas, passo a passo . Inicialmente o usuário deverá escolher, na tela de
um computador sensível ao toque , em qual idioma deseja que estejam as instruções
(disponíveis em inglês, português ou espanhol), em seguida deverá identificar-se
digitando seu CPF. Feito isto será solicitada a verificação do leitor biométrico e os
dados deste usuário aparecerão na tela. Após o usuário ser identificado e
autorizado, o item objeto de empréstimo deverá ser posicionado no local designado,
um item por vez, e será feita a leitura da etiqueta RFID. Uma vez identificado e
autorizado para empréstimo, o item terá sua proteção desativada e o empréstimo
será efetuado, podendo o usuário optar pela forma que deseja receber seu
comprovante, sendo apenas por email, apenas impresso ou ambos.
O acesso do usuário à autodevolução fica localizado na parte externa da
biblioteca e se assemelha a uma caixa de correio. Para realizar a devolução o aluno
deve primeiramente, confirmar se a luz indicativa do sistema está verde, o que indica
que o serviço esta disponível. Caso assim seja , o usuário poderá dar continuidade
ao procedimento, optando entre receber ou não o comprovante de devolução. Caso
decida por receber o comprovante, o primeiro passo para realizar a devolução é
apertar o botão preto que está localizado acima da impressora, inserir todos os livros
na caixa (um livro por vez), voltar a apertar o botão preto e aguardar a impressão do
recibo. Caso a opção seja sem recibo, basta apenas que o livro seja inserido na
caixa de devolução.
Após feita a autodevolução pelo usuário, é necessário que cada obra seja
magnetizada, uma vez que as obras continuam recebendo a etiqueta
eletromagnética . No caso das obras com reservas ou alguma pendência , o próprio
sistema de autodevolução separa em um dispensador próprio para estes casos.
Uma medida preventiva adotada é que para cada obra devolvida no balcão de
empréstimo é verificado se a mesma já possui etiqueta RFID, garantindo que
nenhuma obra volte para o acervo sem ter passado por todo o processo do sistema
RFID.
Após está primeira fase de preparação e implantação do projeto, pode-se
notar grande curiosidade e aceitação por parte da comunidade acadêmica do
Câmpus de Rio Claro a respeito da tecnologia utilizada e o modo como foi feita a
implantação do serviço.
Por tratar-se de um serviço recente, ainda não é possível a tabulação e
apresentação de dados quantitativos a respeito do serviços com tecnologia RFID ,
contudo, ocasionalmente, os funcionários da biblioteca são abordados pelos
usuários, que elogiam a opção de autoatendimento e ressaltam a agilidade que ela
promove e aguardam que logo seja implantada em todo o acervo .

5 Considerações Parciais
A tecnologia RFID permite que as bibliotecas implementem serviços de
autoatendimento de materiais sem a necessidade de intervenção dos funcionários, e

2662

�Arquitetura e segurança de bibliotecas
i! """"'"
MaooNlck

~

=

:,

IiWitt.UJ

1I....111~

Trabalho completo

com isso, permite aumentar a eficiência, reduz perdas, diminui a rotina de trabalho e
redireciona alguns funcionários para outras tarefas da biblioteca .
A tecnologia implantada possibilita o oferecimento de serviços diferenciados,
como o horário de atendimento estendido para devolução de obras 24h e autonomia
no empréstimo de obras. Futuramente, ao ser adquirido o leitor portátil de inventário
será possível fazer a leitura da etiqueta RFID na própria estante, gerando um
inventário de todas as obras do acervo, bem como possibilitando localizar materiais
perdidos nas estantes.
Apesar de todas as dificuldades para a implantação do sistema (desocupação
de sala, retirada de janela e recorte na parede) além de toda infraestrutura lógica
necessária para trazer até o local, pontos de rede e tomadas elétricas, considera-se
muito produtivo o resultado que obtido até o momento.
Com relação às instalações, notou-se que o contato da empresa com o
pessoal da informática deveria ser feito antes do início do projeto, para evitar atrasos
nas etapas e problemas de padronização de material utilizado. Após o início
verificou-se que seria necessário substituir o switch existente para um de maior
capacidade e isto atrasou o projeto em 3 dias. Outro fator importante a ser
considerado é que a implantação de um projeto desse porte deve ser feita em
período de férias dos alunos, evitando assim problemas com ruído, liberando espaço
para a realização do trabalho e contando com a quase totalidade do acervo , pois foi
suspensa a retirada de livros para as férias (maior prazo) com a conscientização dos
usuários.
Mesmo recente, percebe-se que há boa receptividade e facilidade quanto ao
uso do serviço com a tecnologia RFID . Constantemente, os funcionários oferecem
orientações na realização do autoatendimento, quando necessário, e nota-se que
aos poucos, os usuários tornam-se mais autônomos e satisfeitos.
Com isso, conclui-se que a tecnologia RFID nas bibliotecas deve ser
considerada uma excelente opção na hora da atualização da infraestrutura
tecnológica de gestão eletrônica do acervo em bibliotecas, principalmente nas
bibliotecas que possuem um grande volume de obras e usuários, pois é fundamental
que os serviços acompanhem a evolução tecnológica e modernizem as rotinas de
trabalho, visando oferecer qualidade nos produtos e serviços.
Como essa experiência demonstra, é essencial que seja elaborado um
planejamento cuidadoso para que a execução do projeto bem como seus resultados
sejam satisfatórios, incluindo além do preparo físico adequado do material,
instalação de equipamentos, capacitação da equipe e posteriormente do usuário na
utilização do autoatendimento.

6 Referências
BASTOS, F. M. Depoimento do cliente. In: MULTISYSTEMS. Nossos clientes.
2011 . Disponível em :
&lt;http://www.multisystems.com .br/novo/clientes/depoimentos/u nesp-u niversidadeestadual-paulista/#boxDepoimento&gt;. Acesso em : 23 abro2012.
MEHRJERDI , Y. Z. RFID: the big player in the libraries of the future. The Electronic
Library, United Kingdom , V. 29 , isso1 p. 36 - 51 , 2011 . Disponível em :
&lt;http://dx.doi.org/10 .1108/02640471111111424&gt;.Acesso em : 15 abro2012.

2663

�Arquitetura e segurança de bibliotecas
i! """"'"
MaooNlck

~

=

:,

IiWitt.UJ
1I....111~

Trabalho completo

MULTISYSTEMS. Produtos. 2012 . Disponível em:
&lt;http ://www.multisystems.com .br/novo/produtos/detalhes/estacao-de-trabalhoflexcheck/&gt; . Acesso em : 10 abr. 2012 .
SHAHID, S. M. Use of RFID technology in libraries: a new approach to circulation,
tracking , inventorying , and security of library materiais. Library Philosophy and
Practice, United States, v. 8, isso1, p. 1-9. Fali 2005 . Disponível em :
&lt;http ://www.webpages.uidaho.edu/-mbolin/shahid .pdf&gt; . Acesso em: 15 abro2012 .
SILVA, O. A. da ; RIBEIRO, M. A. H. W.; GERARDI, L. H. O. Mosaico iconográfico
do Instituto de Biociências da UNESP Câmpus de Rio Claro. Rio Claro: Unesp,
2002 .
VIERA, A. F. G. ; VIERA, S. D. G. ; VIERA, L. E. G. Tecnologia de identificação por
radiofreqüência : fundamentos e aplicações em automação de bibliotecas. Encontros
Bibli : Revista Eletrônica de Biblioteconomia e Ciência da Informação,
Florianópolis, V. 12, n. 24, p. 182-202, 2007 . Disponível em :
&lt;http://www.webartigos.com/artigos/estudo-da-aplicacao-da-tecnologia-rfid-embibliotecas/51702/&gt; . Acesso em : 15 abro2012 .

2664

�</text>
                  </elementText>
                </elementTextContainer>
              </element>
            </elementContainer>
          </elementSet>
        </elementSetContainer>
      </file>
    </fileContainer>
    <collection collectionId="49">
      <elementSetContainer>
        <elementSet elementSetId="1">
          <name>Dublin Core</name>
          <description>The Dublin Core metadata element set is common to all Omeka records, including items, files, and collections. For more information see, http://dublincore.org/documents/dces/.</description>
          <elementContainer>
            <element elementId="50">
              <name>Title</name>
              <description>A name given to the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51396">
                  <text>SNBU - Edição: 17 - Ano: 2012 (UFRGS - Gramado/RS)</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="49">
              <name>Subject</name>
              <description>The topic of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51397">
                  <text>Biblioteconomia&#13;
Documentação&#13;
Ciência da Informação&#13;
Bibliotecas Universitárias</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="41">
              <name>Description</name>
              <description>An account of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51398">
                  <text>Tema: A biblioteca universitária como laboratório na sociedade da informação.</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="39">
              <name>Creator</name>
              <description>An entity primarily responsible for making the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51399">
                  <text>SNBU - Seminário Nacional de Bibliotecas Universitárias</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="45">
              <name>Publisher</name>
              <description>An entity responsible for making the resource available</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51400">
                  <text>UFRGS</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="40">
              <name>Date</name>
              <description>A point or period of time associated with an event in the lifecycle of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51401">
                  <text>2012</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="44">
              <name>Language</name>
              <description>A language of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51402">
                  <text>Português</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="51">
              <name>Type</name>
              <description>The nature or genre of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51403">
                  <text>Evento</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="38">
              <name>Coverage</name>
              <description>The spatial or temporal topic of the resource, the spatial applicability of the resource, or the jurisdiction under which the resource is relevant</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51404">
                  <text>Gramado (Rio Grande do Sul)</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
          </elementContainer>
        </elementSet>
      </elementSetContainer>
    </collection>
    <itemType itemTypeId="8">
      <name>Event</name>
      <description>A non-persistent, time-based occurrence. Metadata for an event provides descriptive information that is the basis for discovery of the purpose, location, duration, and responsible agents associated with an event. Examples include an exhibition, webcast, conference, workshop, open day, performance, battle, trial, wedding, tea party, conflagration.</description>
    </itemType>
    <elementSetContainer>
      <elementSet elementSetId="1">
        <name>Dublin Core</name>
        <description>The Dublin Core metadata element set is common to all Omeka records, including items, files, and collections. For more information see, http://dublincore.org/documents/dces/.</description>
        <elementContainer>
          <element elementId="50">
            <name>Title</name>
            <description>A name given to the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="64832">
                <text>Experiência na implantação do autoatendimento com tecnologia RFID na Biblioteca da UNESP- Câmpus Rio Claro.</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="39">
            <name>Creator</name>
            <description>An entity primarily responsible for making the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="64833">
                <text>Puerta, Adriana Aparecida et al.</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="38">
            <name>Coverage</name>
            <description>The spatial or temporal topic of the resource, the spatial applicability of the resource, or the jurisdiction under which the resource is relevant</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="64834">
                <text>Gramado (Rio Grande do Sul)</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="45">
            <name>Publisher</name>
            <description>An entity responsible for making the resource available</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="64835">
                <text>UFRGS</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="40">
            <name>Date</name>
            <description>A point or period of time associated with an event in the lifecycle of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="64836">
                <text>2012</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="51">
            <name>Type</name>
            <description>The nature or genre of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="64838">
                <text>Evento</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="41">
            <name>Description</name>
            <description>An account of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="64839">
                <text>A Biblioteca do Câmpus de Rio Claro, por seu quantitativo de acervo, empréstimos e consultas online entre outros dados, foi escolhida como a segunda biblioteca da Rede Unesp a receber a tecnologia RFID para segurança do acervo e modernização das rotinas de empréstimo e devolução das obras. A Radio Frequency Identification (RFID) é uma tecnologia que possibilita reconhecer itens a partir da identificação de ondas de rádio frequencia, empregada no setor comercial há décadas e recentemente no setor de bibliotecas, permitindo a realização do autoatendimento por parte do usuário. O autoempréstimo é um grande facilitador, pois oferece autonomia aos usuários para a retirada de material bibliográfico, ficando os funcionários do atendimento mais disponíveis para auxiliar em dúvidas. Com relação ao serviço de autodevolução, há possibilidade de ampliar o horário por 24 horas. A implantação do sistema RFID contemplou etapas de infraestrutura física do prédio, infraestrutura da rede lógica, processo de inclusão das etiquetas em cada item do acervo, capacitação dos funcionários e educação dos usuários. Cada uma dessas etapas é descrita neste trabalho visando compartilhar a experiência da biblioteca, analisando as vantagens e desvantagens desse sistema, e ainda descrevendo sua importância para a segurança de uma estrutura de grande porte como as bibliotecas universitárias. Apesar do uso da tecnologia ser recente, a Biblioteca do Câmpus de Rio Claro já observa resultados positivos.</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="44">
            <name>Language</name>
            <description>A language of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="69606">
                <text>pt</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
        </elementContainer>
      </elementSet>
    </elementSetContainer>
  </item>
  <item itemId="6106" public="1" featured="0">
    <fileContainer>
      <file fileId="5170">
        <src>http://repositorio.febab.org.br/files/original/49/6106/SNBU2012_245.pdf</src>
        <authentication>c888135b98ae31ea89613bfdaad0e8b6</authentication>
        <elementSetContainer>
          <elementSet elementSetId="4">
            <name>PDF Text</name>
            <description/>
            <elementContainer>
              <element elementId="92">
                <name>Text</name>
                <description/>
                <elementTextContainer>
                  <elementText elementTextId="64831">
                    <text>Arquitetura e segurança de bibliotecas
i! """"'"
MaooNlck

~

=

:,

IiWitt.UJ
1I....111~

Trabalho completo

AVALIAÇÃO PÓS-OCUPAÇÃO EM BIBLIOTECAS UNIVERSITÁRIAS:
O CASO DA BIBLIOTECA DA UNESP/CAMPUS BAURU
Gabriela Monteiro do Nascimento e Silva', Juliana Yendo2 , Luciana
Suemi Siguemoto3, Samir Hernandes Tenório Gomes4
1

Aluna do Curso de Arquitetura e Urbanismo da FAAC - Faculdade de Arquitetura , Artes e
Comunicação - UNESP, Bauru , São Paulo

2Aluna do Curso de Arquitetura e Urbanismo da FAAC - Faculdade de Arquitetura , Artes e
Comunicação - UNESP, Bauru , São Paulo
3Aluna do Curso de Arquitetura e Urbanismo da FAAC - Faculdade de Arquitetura , Artes e
Comunicação - UNESP, Bauru , São Paulo
4Professor Assistente Doutor, FAAC - Faculdade de Arquitetura, Artes e ComunicaçãoUNESP, Bauru , São Paulo

Resumo
Este trabalho teve como objetivo principal realizar análises de desempenho
físico (medições e vistorias técnicas) e aferição de satisfação dos usuários da
Biblioteca da UNESP/Campus Bauru. A pesquisa visou analisar de que forma a
Avaliação Pós-Ocupação (APO) pode contribuir na compreensão das bibliotecas
universitárias, sob o ponto de vista técnico-funcional, oferecendo subsídios de
avaliação destes espaços. A aplicação desse conjunto de métodos e técnicas,
especificamente relacionado às questões do ambiente construído e do
comportamento humano, sugere a implementação de melhorias em bibliotecas
universitárias, vislumbrando a melhoria dos espaços e dos serviços desses edifícios.
Além disso, o estudo visou obter resultados mais precisos e abrangentes no que se
refere ao desempenho físico do edifício eleito e a elaboração de um anteprojeto
arquitetônico para a nova Biblioteca do Campus da UNESP de Bauru .

Palavras-Chave:

Avaliação Pós - Ocupação; Arquitetura
Universitárias; Avaliação do Ambiente Construído.

de

Bibliotecas

Abstract
This study aimed to carry out research analyzes physical performance
(measurements, technical surveys) and measurement of user satisfaction with the
Library UNESP /Bauru. Moreover,
it
aimed to
examine
how the PostOccupancy Evaluation(POE) can contribute to the understanding of libraries
university, from the point of view of technical and functional , offering subsidies for
evaluating
these spaces. The
application
of
this set
of
methods and
techniques specifically related to the issues of the built environment and human
behavior, suggests
the
implementation of
improvements
in
Libraries
University, the envisioning spaces and improvement of traditional services such
buildings. The study also aimed to enable the achievement of results more accurate

2639

�Arquitetura e segurança de bibliotecas
i! """"'"
MaooNlck

~

=

:,

IiWitt.UJ

1I....111~

Trabalho completo

and comprehensive as regards the physical performance of the building chosen and
the preparation of an architectural blueprint for the new campus library.

Keywords:

Post-Occupancy Evaluation ;
Evaluation Built Environment.

Architecture Libraries

University;

1 Introdução
Apesar dos esforços contínuos no entendimento das operações e dos
serviços de bibliotecas universitárias no Brasil, poucos exemplos têm se produzido
na área da arquitetura que, efetivamente, do ponto de vista metodológico,
contribuam em recomendações sobre problemas técnico-construtivos, funcionais e
comportamentais para a biblioteca universitária . Esse fato pode ser explicado, como
afirma Ornstein &amp; Roméro (1992), em razão da dificuldade da aplicação de
avaliações nas atividades cotidianas, como também na recusa ou não aceitação por
parte dos agentes envolvidos no uso, manutenção e administração dos espaços
estudados. De forma análoga, o caso das bibliotecas universitárias tem refletido
essa situação, valorizando principalmente as etapas de planejamento/programação,
projeto e construção, esquecendo-se ou anulando-se importantes esforços de
avaliação sistêmica pós-ocupação do ambiente construído.
É relevante entender que, as avaliações e recomendações sobre os edifícios
de bibliotecas universitárias têm como propósito situar-se no contexto do progressivo
interesse dos serviços bibliotecários na sociedade, oferecendo também para a
universidade, uma ferramenta de melhoria nas atividades desenvolvidas, na
correção de falhas e na anulação das carências dos serviços. Há, entretanto, de se
avaliar a situação desses ambientes na realidade atual , seus principais impactos em
termos de usos, a satisfação de seus usuários e eventuais demandas existentes.
Como em qualquer programa arquitetônico , a biblioteca universitária deve propiciar
condições ambientais favoráveis de qualidade, com as quais ela possa
desempenhar suas atividades no oferecimento de informação e conhecimento à
sociedade.
Entretanto, apesar dos esforços contínuos no entendimento das operações e
dos serviços de bibliotecas universitárias no Brasil, poucos exemplos têm se
produzido na área da arquitetura que, efetivamente, do ponto de vista metodológico,
contribuam com recomendações sobre seus problemas técnico-construtivos,
funcionais e comportamentais. É justamente nesse ponto que se encaixa o problema
desta pesquisa : os estudos sistemáticos voltados ao acompanhamento de projetos e
modelos direcionados à construção de bibliotecas universitárias no Brasil, não tem
sido instrumentos de interesse nos possíveis caminhos e respostas desses espaços
edificados (GOMES, 2007).
O trabalho proposto tem como objetivo principal apresentar as análises de
desempenho físico (medições, vistorias técnicas) e aferição de satisfação dos
usuários da Biblioteca da UNESP/Campus Bauru . O estudo visou também
possibilitar a obtenção de resultados mais precisos e abrangentes no que se refere
ao desempenho físico do edifício eleito e a elaboração de um anteprojeto
arquitetônico para a nova biblioteca do campus. A pesquisa se insere nos
procedimentos e métodos da Avaliação Pós-Ocupação (APO) objetivando contribuir
para a compreensão das bibliotecas universitárias, sob o ponto de vista funcional ,

2640

�Arquitetura e segurança de bibliotecas
i! """"'"
MaooNlck

~

=

:,

IiWitt.UJ

1I....111~

Trabalho completo

oferecendo subsídios de avaliação desses espaços.

2 Revisão de Literatura
A Avaliação Pós-Ocupação (APO) é um conjunto de métodos e técnicas que
busca avaliar o desempenho de ambientes construídos 1 e, a partir da verificação de
erros e acertos do ambiente em uso, permite conhecer, diagnosticar e formular
diretrizes para produção (projeto e construção) e consumo (uso, operação e
manutenção), considerando essencial o ponto de vista dos usuários. Sua aplicação e
importância encontram-se essencialmente baseados nos relatos daqueles que usam
os espaços edificados (ZIMRING, 1987, ; PREISER et aI., 1988; BECKER, 1989;
ORNSTEIN &amp; ROMÉRO, 1992; REIS &amp; LAY, 1994). É importante destacar que, o
que diferencia a APO de outros métodos e técnicas 2 aplicados às questões relativas
ao projeto , à construção e seu uso é que além de analisar a memória da produção
da construção, submete a avaliação os elementos comportamentais dos usuários e,
suas possíveis alterações e necessidades ao longo do tempo.
A adoção constante das técnicas metodológicas relacionadas à APO, por
meio da aplicação comparativa em diversas pesquisas e estudos de casos
semelhantes ou em um dado estudo de caso, de forma seqüencial e constante no
tempo, parece ser o procedimento mais eficiente na busca para o melhor
desenvolvimento de projetos futuros . Nesse sentido, a tomada de decisões quanto
as alternativas de projeto, bem como a aplicação de procedimentos metodológicos
rigorosos, aferindo ambientes construídos, trabalhando não só com teorias
projetuais, mas efetivamente atuando junto às populações usuárias, integram
pesquisas cujos resultados se voltam na melhoria do ambiente construído (SANOFF,
1991 ; PREISER, 2001).
Mesmo considerando a urgente necessidade no Brasil de pesquisas no
campo de APO voltadas ao acompanhamento de projetos e modelos direcionados à
construção de bibliotecas universitárias, está longe de ser realmente implementado
e utilizado como instrumento de interesse na avaliação desses espaços edificados.
No contexto brasileiro, verificam-se poucos estudos no gênero, particularmente
aqueles que contam com procedimentos metodológicos claros e consistentes,
voltados para o estabelecimento de indicadores de desempenho e diretrizes
mínimas em intervenções projetuais de bibliotecas universitárias.
Na esfera internacional, vários exemplos têm sido constatados na avaliação
sistemática de ambientes construídos de bibliotecas universitárias, principalmente,
buscando a fundamentação científica para a tomada de decisões quanto as
alternativas de projetos nesses espaços, sempre seguindo abordagens e fases
O ambiente construído aqui considerado é definido no sentido mais amplo, podendo se
remeter a micro e macroambientes, tais como o edifício, a cidade, o espaço público ou ainda
a região. Portanto, qualquer ambiente construído ou conjunto de ambientes construídos
pode passar por um processo de avaliação (ORNSTEIN, 1992).
2 Wener apud Lay &amp; Reis (1994) ressalta a principal diferença entre as avaliações pósconstrução e pós-ocupação. Nestes casos, as avaliações que objetivam garantir a
satisfação dos usuários são consideradas avaliações pós-construção, tais como as
avaliações com enfoque técnico nos edifícios. Por outro lado, as avaliações pós-ocupação
utilizam o grau de satisfação dos usuários como critério de desempenho do ambiente
construído.
1

2641

�Arquitetura e segurança de bibliotecas
i! """"'"
MaooNlck

~

=

:,

IiWitt.UJ

1I....111~

Trabalho completo

metodológicas semelhantes em pesquisas aplicadas em APO.
Um dos principais exemplos dessa área é o NCEF - National Clearinghouse
for Educational Facilities (2011), localizado na cidade de Washington , EUA e criado
em 1997, o centro tem como função básica fornecer informações e subsídios no
planejamento, na construção e na melhoria dos espaços e equipamentos destinados
às atividades escolares. Um dos setores atendidos pelo NCEF é o que se refere aos
projetos de bibliotecas universitárias, disponibilizando um acervo completo de
relatórios, pesquisas, livros, artigos de jornais e abordagens que exploram o
planejamento, o projeto, a construção e a operação de bibliotecas universitárias.
A ALA - American Library Association (2006) é outro órgão que vem
cooperando nas atividades de avaliações e análises de bibliotecas universitárias no
EUA, disponibilizando importantes padrões voltados ao planejamento e operação
física desses edifícios. O relatório Standards for Libraries in Higher Education
referenda a importância da aplicação da avaliação no âmbito da biblioteca
universitária, a fim de promover ajustes aos objetivos propostos e potencializar a
interação entre todos os atores envolvidos nas atividades cotidianas do ambiente
construído . Além disso, a pesquisa enfatiza e recomenda a participação direta dos
usuários nas decisões relativas aos projetos de remodelação de espaços e
alterações de layouts em ambientes de bibliotecas universitárias.
Dois autores, Lackneyl , JA &amp; Zajfen , P. (2004) , trabalham o tema da
Avaliação Pós-Ocupação na Biblioteca da Universidade de Paim Desert, Califórnia,
EUA. As análises envolveram os aspectos relativos à funcionalidade espacial ,
conforto ambiental, disposição do acervo bibliográfico e, principalmente, entrevistas
e questionários aplicados aos usuários, investigando o nível de satisfação e as
expectativas concernentes ao ambiente construído da biblioteca em questão. O
estudo estabelece elementos importantes finais de análises e recomendações,
formatando um importante documento de planejamento para a direção da
universidade.
O estudo de Silver, S. &amp; Nilckel, L.T. (2002) descreve uma pesquisa realizada
na Biblioteca da Universidade do Sul Flórida (USF), EUA, com a finalidade de avaliar
o ambiente construído desse edifício em função das atividades e necessidades
desenvolvidas pelos usuários. Foram aplicados questionários e entrevistas para
coleta de dados no sentido de aferir o nível de satisfação dos usuários (funcionários,
estudantes e visitantes) . Logo a seguir, executou-se a tabulação dos dados com o
objetivo de determinar quais os pontos positivos e negativos estavam relacionados
com os elementos do desempenho do ambiente construído . Ao final, o trabalho
revela uma descrição sucinta de procedimentos e técnicas adotados, com o intuito
de promover recomendações e diretrizes técnicas aos ambientes avaliados.
Sannwald (2001) enumera em sua pesquisa, uma completa lista de elementos
de verificação projetual , através da avaliação e da análise do ambiente construído
de projetos de bibliotecas universitárias, por intermédio da participação dos usuários.
O autor denomina está metodologia como "lista de verificação", englobando
inclusive, a possibilidade de avaliação das novas formas do desenho espacial,
decorrentes das redes de computadores, como por exemplo, internet, bancos de
dados e intranet.
Na Inglaterra, outro importante país no contexto da APO, surge no ano de
1995 o PROBE - Post-Occupancy Review of Buildings and Their Engineering (2005)
- uma organização independente que tem a função de fornecer informações e

2642

�Arquitetura e segurança de bibliotecas
i! """"'"
MaooNlck

~

=

:,

IiWitt.UJ
1I....111~

Trabalho completo

subsídios no planejamento, na construção e na melhoria de ambientes construídos
de edifícios públicos. O órgão ainda conta com um corpo de profissionais e de
técnicos envolvidos em programas de capacitação ligados à área da Avaliação PósOcupação, além de disseminar normas, padrões e resultados através do jornal
Building Services Journal e pela internet. Com a introdução dos métodos e
procedimentos da APO nos edifícios de bibliotecas universitária na Inglaterra, foi
possível conscientizar os principais agentes envolvidos no uso, operação e
manutenção destes edifícios, além de criar uma cultura associada ao feedback das
operações do bem-estar e à produtividade dos usuários. Outro ponto relevante foi o
desenvolvimento, por parte do PROBE, de manuais, diretrizes, padrões e normas
para projetos futuros de ambientes construídos das bibliotecas acadêmicas.

3 Materiais e Métodos
Este trabalho inseriu-se na Disciplina TPI 4 - Trabalho Projetual Integrado 4 oferecida no quarto ano do Curso de Arquitetura e Urbanismo da UNESP/Campus
Bauru e teve como objetivo a utilização de estudo de caso como estratégia de
pesquisa, de forma que se pudesse responder por meio de caso prático e real ,
analisar o edifício existente da biblioteca do campus e traçar diretrizes para a
elaboração de um novo projeto. Com base nas respostas obtidas foi possível
investigar a validade das proposições teóricas, cuja duas questões básicas foram :
(1) Após a realização de análise de desempenho físico dos ambientes da biblioteca
universitária, como seria possível determinar melhorias nos objetos analisados e um
novo projeto? (2) Quais os fatores ambientais e qual a possibilidade de relacioná-los
na determinação da satisfação dos usuários no ambiente da biblioteca universitária?
A pesquisa teve como proposta, a utilização de técnicas e procedimentos
quantitativos e qualitativos no sentido de envolver dados representativos. De um
lado, pretendeu-se estruturar as informações quantitativas relacionadas aos índices,
perfil dos objetos escolhidos e dados que pudessem estabelecer comparações entre
os resultados obtidos, quando possíveis. E por outro lado, a avaliação qualitativa que
visou trabalhar com os valores, hábitos, crenças, representações, atitudes e
opiniões, podendo assim, executar uma abordagem interpretativa no sentido de
compor o contexto sob o qual se inseriu o fenômeno estudado (ORNSTEIN &amp;
ROMÉRO, 1992; MINAYO &amp; SANCHES, 1993).
Na primeira etapa , Atualização e cadastro do objeto de estudo tiveram
como objetivo principal, executar o levantamento da 'memória' projetual do ambiente
construído da biblioteca universitária escolhida, por meio do resgate do projeto
original (plantas, cortes, fachadas, implantação, etc), bem como levantar dados e
informações visuais (fotos da época da época da construção e dados cadastrais) .
Esses procedimentos intentaram construir um panorama geral da edificação, de
forma a compreender o contexto atual e histórico de objeto analisado . Esta coleta de
dados relacionada ao objeto em questão foi de suma importância nas fases
posteriores ao processo avaliativo-qualitativo proposto.
O Levantamento da População pode dimensionar quais as amostras
representativas dos diversos extratos que compuseram este edifício. Neste caso
foram definidos 17 funcionários de um total de 24 , nos quais havia bibliotecários,
assistentes, a supervisora e a diretora. Um total de 111 alunos participou da
avaliação entre alunos de graduação e pós-graduação. Adotaram-se medidas

2643

�Arquitetura e segurança de bibliotecas
i! """"'"
MaooNlck

~

=

:,

IiWitt.UJ
1I....111~

Trabalho completo

capazes de controlar as propriedades da amostra, isto é, instrumentos capazes de
aumentar a probabilidade de que os resultados esperados da amostra não ficassem
muito distantes de como a população de usuários se apresentava .
Com relação aos Questionários aplicados, o objetivo foi viabilizar e obter
resultados confiáveis e fidedignos relacionados à avaliação do ambiente construído
da pesquisa , ou seja , da biblioteca universitária escolhida . Para isso, havia dois tipos
de questionários, um para os funcionários e outro para alunos. Em cada um havia
perguntas específicas sobre ambiente de trabalho, no caso de funcionários , ou sobre
o curso e frequência de uso, no caso de alunos. As perguntas que abordaram as
questões de conforto, como temperatura, ventilação iluminação e ruído eram as
mesmas para ambos, além de conter um item para sugestões no final do
questionário.
Cumpridas as etapas descritas anteriormente, o próximo passo foi a
Tabulação dos dados da pesquisa , feitas a partir das frequências absolutas. É
necessário salientar que, a tabulação dos dados teve como base, os levantamentos
realizados em campo, através das quais usuários e técnicos atribuíram valor a
distintas variáveis e, partir daí, foi executado os Diagnósticos dos principais pontos
positivos e negativos do ambiente construído.

4 Resultados Finais
Nesta etapa da pesquisa, os resultados foram consolidados através da
análise e da avaliação de todo o conjunto de dados e informações coletados fruto do
levantamento dos elementos técnico-construtivo-funcional e pelos usuários. A fase
do diagnóstico do trabalho procedeu no cruzamento, para cada item , dos resultados
das informações técnicas do estudo de caso (descritos anteriormente) e da opinião
dos usuários. Na análise, considerou também todo e qualquer dado coletado desde
o início da pesquisa, como as entrevistas efetuadas com pessoas-chave do edifício
escolhido.
Quanto à questão da distância entre as áreas de atividade com os quais o
usuário se relaciona - os respondentes definiram como Boa e estão satisfeitos com
a localização de suas estações de trabalho e sua relação com as outras áreas.
Entretanto , cabe aqui ressaltar que, no estudo de caso, a relação que se estabelece
entre as áreas do acervo bibliográfico (coleção de livros, periódicos, mapas, fitas ,
etc.) e as áreas ocupadas pelos usuários e destinadas à leitura e à pesquisa ,
mostra-se negativa. O que se percebe no planejamento das circulações da
Biblioteca da UnesplBauru foi a desarticulação dos diversos elementos internos
como local do acervo, posicionamento das divisórias, componentes do layout e
localização das estações de trabalho, ocasionando perdas e desajustes nas
percentagens de ocupação das circulações.
Com relação à opinião dos usuários, no que se refere às condições de
conforto ambiental do edifício, as condições foram avaliadas insatisfatórias e,
sempre em quase todos os extratos, o padrão de satisfação foi considerado Ruim e
Péssimo, indicando que os usuários não estão adequados às condições de conforto
térmico do ambiente. A pergunta formulada solicitava o nível de satisfação quanto à
temperatura no ambiente de forma distinta para as condições de inverno e verão,
embora o pavimento do edifício selecionado seja climatizado artificialmente e
programado para funcionar a uma temperatura de 22 o C, independente das

2644

�Arquitetura e segurança de bibliotecas
i! """"'"
MaooNlck

~

=

:,

IiWitt.UJ
1I....111~

Trabalho completo

condições climáticas externas. Os resultados no estudo de caso da pesquisa
mostraram uma parcela razoável de usuários descontente, demonstrando, portanto ,
condições de desconforto, pelo frio ou pelo calor.
Quanto ao nível de iluminamento nas mesas de leitura e de pesquisa da
Biblioteca da UnesplBauru, tanto alunos como professores não estão totalmente
satisfeitos com a iluminação natural em seus planos de trabalho. Esses dados foram
constatados pelos resultados dos questionários aplicados e também com o contato
direto com usuários no ambiente. Provavelmente, esse problema acontece porque,
como o partido arquitetônico da biblioteca fixa o layout das mesas de leitura e
pesquisa bem ao centro do salão, a quantidade de iluminação natural não é
suficientemente capaz de chegar às áreas de trabalho e, conseqüentemente, os
índices de satisfação são baixos entre os usuários. Independente desta pesquisa
não ter utilizado equipamentos precisos direcionados às medições técnicas de
iluminação artificial , percebeu-se durante as visitas exploratórias na Biblioteca da
Un e sp/B auru , que os locais mais centrais dos ambientes, ou seja, as áreas um
pouco mais distantes das janelas apresentaram condição desfavorável em relação
ao conforto visual, mesmo em situação de iluminação total (artificial e natural) , sendo
incompatíveis com as tarefas desenvolvidas de pesquisa e leitura da biblioteca . Por
outro lado, as faixas intermediárias entre a periferia e o centro dos ambientes
apresentaram níveis de iluminância satisfatório , não sofrendo variações significativas
devidas às mudanças nas condições de uso.

5 Elaboração do Futuro Projeto da Biblioteca da UNESP/Bauru
Após a análise da Avaliação Pós-Ocupação e entrevista com funcionários e
alunos, foi possível compreender a dinâmica do funcionamento da biblioteca, suas
necessidades e suas deficiências. Após essa análise foi possível elaborar o
programa arquitetônico da nova Biblioteca da Unesp/Bauru. O programa foi dividido
em duas partes, sendo: a primeira parte destinada aos alunos e a segunda parte
direcionada aos funcionários . Neste sentido, os principais ambientes estão assim
divididos: Acervo (com capacidade para 79555 livros, 1259 periódicos, 2262 teses,
58 vídeos), Espaços culturais e de convivência, Auditório (capacidade para 398
pessoas), Salas multimídia (2 salas multimídias), Salas de estudo (5 salas de
estudo), Áreas de estudo (capacidade para 337 alunos), Balcão de atendimento,
Guarda-volumes (100 armários), Devolução e empréstimo eletrônico, Computadores
de consulta, Banheiros e bebedouros e Áreas administrativas (Figura 1).
Os eixos principais do novo projeto são: (a) destaque especial para o STATI,
ficando próximo ao acervo; (b) redução dos níveis de ruídos dos ambientes em um
novo layout da biblioteca; (c) criação de diferentes espaços de estudo para os
usuários; (d) inserção das áreas administrativas voltados para o atendimento do
publico (sala da supervisora da STRAUD, sala Posto da FAPESP e atendimento a
dúvidas de ABNT, sala COMUT e EEB , sala computação) ; (e) criação de espaços
interativos, culturais e de convivência; (f) criação de espaços de contato com o
ambiente externo, como varandas e pátios; (g) proposta de um auditório com
capacidade de 398 pessoas para palestras e eventos, a fim de reforçar a
centralidade que a biblioteca possui dentro da universidade.

2645

�Arquitetura e segurança de bibliotecas
i! """"'"
MaooNlck

~

=

:,

IiWitt.UJ

1I....111~

Trabalho completo

Figura 1 - Planta da nova Biblioteca da UNESP/Bauru
Fonte: Autoras Gabriela Monteiro do Nascimento e Silva, Juliana Vendo, Luciana
Suem i Siguemoto, 2012

Figura 2 - Perspectiva da nova Biblioteca da UNESP/Bauru
Fonte: Autoras Gabriela Monteiro do Nascimento e Silva, Juliana Vendo, Luciana
Suem i Siguemoto, 2012

2646

�Arquitetura e segurança de bibliotecas
i! """"'"
MaooNlck

~

=

:,

IiWitt.UJ
1I....111~

Trabalho completo

Figuras 3 e 4 - Vistas internas da nova Biblioteca da UNESP/Bauru
Fonte: Autoras Gabriela Monteiro do Nascimento e Silva, Juliana Vendo, Luciana
Suemi Siguemoto, 2012

6 Considerações Parciais/Finais
Os procedimentos metodológicos utilizados durante a Avaliação PósOcupação no estudo de caso, de um modo geral, mostraram-se adequados aos
objetivos do trabalho. Contudo, como uma das intenções foi fornecer uma visão
estruturada de conhecimentos e estudos referentes ao aprimoramento dos métodos
e das ferramentas aplicadas às bibliotecas universitárias, a seguir são relacionadas
observações referentes a cada etapa da pesquisa no estudo de caso:
(1) - Do ponto de vista do usuário, o mobiliário atende às suas necessidades.
Alguns comentários negativos e baixos índices de satisfação estão
associados não à falta de ajustes ou tipologias de mesas e cadeiras, mas
sim, ao tamanho da estação de trabalho e à sensação de se estar exposto
em um espaço de passagem ou em corredores devassados. A questão do
mobiliário das estantes da Biblioteca da Unesp/Bauru merece ser melhor
estudada , visando a minimizar três problemas básicos: a capacidade limite
da área destinada ao acervo bibliográfico , o estado precário de
conservação do mobiliário e a altura das bancadas do mobiliário na
consulta on-line que está fora da norma vigente. Conclui-se que é urgente
a averiguação da frequência , da utilização e da manipulação do acervo,
com o objetivo de planejar um possível aumento ou a proposta da
construção de um novo prédio. A troca do mobiliário também é necessária,
com o intuito de fixar um programa de padronização. E, finalmente , a
altura do mobiliário que atende os serviços de consulta "on-line" deve ser
adequada à norma estabelecida .
(2) - Dos elementos de conforto ambiental , a iluminação deve ser utilizada
com critérios bem ajustados à norma vigente , possibilitando maior
aproveitamento da luz natural e equilíbrio de incidência de iluminação nas
coleções do acervo, evitando deterioração do material bibliográfico. Há
necessidade de um melhor acompanhamento do projeto de luminotécnica,
visando controlar não só a correta intensidade, mas a qualidade de
iluminação nos ambientes, principalmente nos casos apontados de
reflexos ocasionados pela iluminação artificial, tanto nas áreas de

2647

�Arquitetura e segurança de bibliotecas
i! """"'"
MaooNlck

~

=

:,

IiWitt.UJ

1I....111~

Trabalho completo

pesquisa e leitura como nos setores do acervo bibliográfico. Ainda com
relação à melhoria da qualidade de temperatura nos ambientes, deve ser
considerada a possibilidade de se utilizarem sistemas naturais de
circulação de ar, instalados entre a laje e a telha , sem prejudicar o
desempenho do ar-condicionado.
(3) - Mesmo verificando inúmeras inadequações relacionadas aos fatores
funcionais analisados na pesquisa, uma parcela significativa de usuários
da Biblioteca da Unesp/Bauru demostraram uma vinculação afetiva e de
identidade com o edifício, apesar de não terem, necessariamente, uma
visão clara sobre os problemas funcionais enfrentados pela construção .
Além disso, mesmo tendo consciência dos problemas existentes,
acreditam em uma solução de médio ou longo prazo e estariam dispostos
a participar efetivamente no planejamento arquitetônico de uma ampliação
ou na construção de uma nova biblioteca. Essa percepção revela a
imagem positiva que o edifício desempenha no seio da comunidade local
universitária, entendendo a biblioteca como a própria extensão do usuário,
parte de sua individualidade, de suas escolhas e de seus valores. Ou seja,
o que fica implícito neste processo é que, na maioria das vezes, para o
usuário, a biblioteca tem respondido satisfatoriamente às expectativas no
fornecimento de informação e conteúdos confiáveis, em detrimento de
uma arquitetura que nem sempre está adequada às questões
funcionais/técnicas , bem como, desprovida de soluções sofisticadas de
volumes ou apurado tratamento estético de suas fachadas .
Como foi apresentada anteriormente, a APO no Brasil, direcionada ao estudo
sistemático do ambiente construído de bibliotecas universitárias, encontra-se em
estágio inicial de desenvolvimento, contabilizando pouquíssimos estudos de caso e
definição de critérios para gerir o controle de qualidade desses ambientes. Isto
significa dizer que uma revisão dos conceitos, métodos e procedimentos da APO
encaminhados à área do ambiente construído das bibliotecas universitárias parece
urgente. Ou seja, os resultados da APO, aplicados especificamente a esses
edifícios, devem ser formulados baseados em estudos, sistemáticos e
interdisciplinares não só no nível dos usuários finais , mas também os juízos de valor
de outros agentes envolvidos no processo, tais como a instituição, fatores físicos,
arquitetos, responsáveis pela manutenção e os próprios avaliadores.
A aplicação dos métodos de APO, ou seja, as avaliações de desempenho nos
edifícios estudados e as análises comparativas efetuadas serviram para aferir os
procedimentos metodológicos aplicados, bem como trouxeram relevantes
discussões no âmbito do processo projetual, estrutura organizacional e modelos de
ambientes construídos.
E finalmente, é preciso salientar que, em função de cada análise e diagnóstico
executado foi possível pensar formas de reavaliação do ambiente construído das
bibliotecas universitárias, tanto em termos da elaboração de projetos arquitetônicos
quanto no que se refere à fiscalização de empreendimentos existentes.

2648

�Arquitetura e segurança de bibliotecas
i! """"'"
MaooNlck

~

=

:,

IiWitt.UJ
1I....111~

Trabalho completo

7 Referências
ALA - American Library Association. Standards for Li brary. Chicago , 2011.
Disponível
em :&lt;http://www.ala .org/ala/acrl/acrlstandards/standardslibraries.htm&gt;.
Acesso em : 4 jun. de 2011 .
BECKER, F. Post-occupancy evaluation : research paradigm or diagnostic tool.ln :
Building Evaluation, New York, Plenum Press, 1989, p. 127-134.
GOMES, S. H. T. Edifícios para Bibliotecas Universitárias: perspectivas e
diretrizes a partir da Avaliação Pós-Ocupação. São Paulo, 2007. Tese
(Doutorado) - Faculdade de Arquitetura e Urbanismo, Universidade de São Paulo.
LACKNEYL, JA &amp; ZAJFEN , P. Library Administration and Management. Los
Angeles, 2004. Disponível em :&lt;http://www.findarticles.com/p/articles &gt;. Acesso em : 1
de maio de 2011 .
MINAYO, M.C.S.; SANCHES, O. Quantitativo-qualitativo: oposlçao ou
complementaridade? Caderno Saúde Pública , n.9, julho/setembro, 1993, p. 239262.
NCEF - National Clearinghouse for Educational Facilities. Building Type Basics for
College and University Facilities. Washington , 2005 Disponível em :&lt;http://
www.edfacilities.org&gt; . Acesso em : 4 jun.2011.
ORNSTEIN , S.W.; ROMÉRO, M. - Avaliação pós-ocupação do ambiente
construído. São Paulo, Studio Nobel, Edusp, 1992.
PREISER, W.F.E.; RABINOWITZ, H. Z. Post-occupancy evaluation, New York, Van
Nostrand Reinhold , 1988.
PREISER, W.F.E . Towards a performance-based conceptual framework for
systematic POES. In : Building Evaluation, New York, Plenum Press, 2001 , p. 1-8.
PROBE - Post-Occupancy Review of Buildings and Their Engineering. York,
Disponível em :&lt; http://www.usablebuildings.co.uk/ &gt;. Acesso em : 4 jun .2005.
REIS , A. T. ; LAY, M.C.D. Métodos e técnicas para levantamento de campo e análise
de dados: questões gerais. In : WORKSHOP AVALIAÇÃO PÓS-OCUPAÇÃO ANTAC/NUTAU , 1994, São Paulo, Anais ... São Paulo : USP, 1994, p. 201-213.
SANOFF, H. Integrating Programming, Evaluation and Partcipation in Design A Theory Z. Approach . Raleigh : Henry Sanoff, 1991 .
SANNWALD, W.W. Checklist of Library Building Design Considerations . Fourth
Edition . Chicago, Disponível em : &lt; http://www.alastore.ala .org/&gt;. 2001 . Acesso em : 4
jun.2004.

2649

�Arquitetura e segurança de bibliotecas
i! """"'"
MaooNlck

~

=

:,

IiWitt.UJ
1I....111~

Trabalho completo

SILVER, S. &amp; NICKEL, L.T. . Surveying User Activity as a Tool for Space Planning
in an Academic Library. University of South Florida, Disponível em
http://www.eric.ed .gov/ERICDocs/&gt;. 2002. Acesso em: 4 jun.2004.
ZIMRING, C. M. - Post-occupancy evaluation and implicit theory: an overview. In :
Building Evaluation, New York, Plenum Press, 1987, p. 113-126

2650

�</text>
                  </elementText>
                </elementTextContainer>
              </element>
            </elementContainer>
          </elementSet>
        </elementSetContainer>
      </file>
    </fileContainer>
    <collection collectionId="49">
      <elementSetContainer>
        <elementSet elementSetId="1">
          <name>Dublin Core</name>
          <description>The Dublin Core metadata element set is common to all Omeka records, including items, files, and collections. For more information see, http://dublincore.org/documents/dces/.</description>
          <elementContainer>
            <element elementId="50">
              <name>Title</name>
              <description>A name given to the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51396">
                  <text>SNBU - Edição: 17 - Ano: 2012 (UFRGS - Gramado/RS)</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="49">
              <name>Subject</name>
              <description>The topic of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51397">
                  <text>Biblioteconomia&#13;
Documentação&#13;
Ciência da Informação&#13;
Bibliotecas Universitárias</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="41">
              <name>Description</name>
              <description>An account of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51398">
                  <text>Tema: A biblioteca universitária como laboratório na sociedade da informação.</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="39">
              <name>Creator</name>
              <description>An entity primarily responsible for making the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51399">
                  <text>SNBU - Seminário Nacional de Bibliotecas Universitárias</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="45">
              <name>Publisher</name>
              <description>An entity responsible for making the resource available</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51400">
                  <text>UFRGS</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="40">
              <name>Date</name>
              <description>A point or period of time associated with an event in the lifecycle of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51401">
                  <text>2012</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="44">
              <name>Language</name>
              <description>A language of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51402">
                  <text>Português</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="51">
              <name>Type</name>
              <description>The nature or genre of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51403">
                  <text>Evento</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="38">
              <name>Coverage</name>
              <description>The spatial or temporal topic of the resource, the spatial applicability of the resource, or the jurisdiction under which the resource is relevant</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51404">
                  <text>Gramado (Rio Grande do Sul)</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
          </elementContainer>
        </elementSet>
      </elementSetContainer>
    </collection>
    <itemType itemTypeId="8">
      <name>Event</name>
      <description>A non-persistent, time-based occurrence. Metadata for an event provides descriptive information that is the basis for discovery of the purpose, location, duration, and responsible agents associated with an event. Examples include an exhibition, webcast, conference, workshop, open day, performance, battle, trial, wedding, tea party, conflagration.</description>
    </itemType>
    <elementSetContainer>
      <elementSet elementSetId="1">
        <name>Dublin Core</name>
        <description>The Dublin Core metadata element set is common to all Omeka records, including items, files, and collections. For more information see, http://dublincore.org/documents/dces/.</description>
        <elementContainer>
          <element elementId="50">
            <name>Title</name>
            <description>A name given to the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="64823">
                <text>Avaliação pós-graduação em bibliotecas universitárias: o caso da Biblioteca da UNESP/Campus Bauru.</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="39">
            <name>Creator</name>
            <description>An entity primarily responsible for making the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="64824">
                <text>Silva, Gabriela Monteiro do N. e ; Yendo, Juliana; Siguemoto, Luciana Suemi; Hernandes, Samir; Gomes, Tenório</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="38">
            <name>Coverage</name>
            <description>The spatial or temporal topic of the resource, the spatial applicability of the resource, or the jurisdiction under which the resource is relevant</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="64825">
                <text>Gramado (Rio Grande do Sul)</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="45">
            <name>Publisher</name>
            <description>An entity responsible for making the resource available</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="64826">
                <text>UFRGS</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="40">
            <name>Date</name>
            <description>A point or period of time associated with an event in the lifecycle of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="64827">
                <text>2012</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="51">
            <name>Type</name>
            <description>The nature or genre of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="64829">
                <text>Evento</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="41">
            <name>Description</name>
            <description>An account of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="64830">
                <text>Este trabalho teve como objetivo principal realizar análises de desempenho físico (medições e vistorias técnicas) e aferição de satisfação dos usuários da Biblioteca da UNESP/Campus Bauru. A pesquisa visou analisar de que forma a Avaliação Pós-Ocupação (APO) pode contribuir na compreensão das bibliotecas universitárias, sob o ponto de vista técnico-funcional, oferecendo subsídios de avaliação destes espaços. A aplicação desse conjunto de métodos e técnicas, especificamente relacionado às questões do ambiente construído e do comportamento humano, sugere a implementação de melhorias em bibliotecas universitárias, vislumbrando a melhoria dos espaços e dos serviços desses edifícios. Além disso, o estudo visou obter resultados mais precisos e abrangentes no que se refere ao desempenho físico do edifício eleito e a elaboração de um anteprojeto arquitetônico para a nova Biblioteca do Campus da UNESP de Bauru.</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="44">
            <name>Language</name>
            <description>A language of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="69605">
                <text>pt</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
        </elementContainer>
      </elementSet>
    </elementSetContainer>
  </item>
  <item itemId="6105" public="1" featured="0">
    <fileContainer>
      <file fileId="5169">
        <src>http://repositorio.febab.org.br/files/original/49/6105/SNBU2012_244.pdf</src>
        <authentication>3216aaa87ee345849f5ddebcd4fdfe07</authentication>
        <elementSetContainer>
          <elementSet elementSetId="4">
            <name>PDF Text</name>
            <description/>
            <elementContainer>
              <element elementId="92">
                <name>Text</name>
                <description/>
                <elementTextContainer>
                  <elementText elementTextId="64822">
                    <text>Arquitetura e segurança de bibliotecas
i! """"'"
MaooNlck

~

=

:,

IiWitt.UJ
1I....111~

Resumo expandido

ACESSIBILIDADE NAS BIBLIOTECAS UNIVERSITÁRIAS:
PROPOSTA PARA ADEQUAÇÃO DE ESPAÇO
Nádia 8ernuci dos Santosi1, Camila da Silva Antune~, Adriana
Ornellas3 , Carina Volotão4
1

Bibliotecária, Universidade Federal do Rio de Janeiro, Rio de Janeiro, RJ

2Bibliotecária , Universidade Federal do Rio de Janeiro, Rio de Janeiro, RJ
3Bibliotecária , Universidade Federal do Rio de Janeiro, Rio de Janeiro, RJ
4Bibliotecária, Universidade Federal do Rio de Janeiro, Rio de Janeiro, RJ

1 Introdução
As mudanças ocorridas no acesso à educação brasileira dizem respeito
principalmente ao crescimento de matrículas no ensino superior. Entre as
medidas para lidar com as novas demandas surgidas está o desenvolvimento
de soluções para incluir pessoas portadoras de deficiências (PPD), a fim de
respeitar a diversidade e oferecer oportunidades iguais a todos, independente
de suas características. De acordo com Relatório Mundial sobre a Deficiência
produzido pela Organização Mundial da Saúde (OMS), estima-se que 15% da
população mundial vivem com alguma forma de deficiência.
O Programa de Ação Mundial para Pessoas com Deficiencia da
UNESCO (1992) define igualdade de oportunidade como sendo "o processo
mediante o qual o sistema geral da sociedade - (. ..)as oportunidades de
educação e de trabalho, a vida cultural e social, inclusive as instalações
esportivas e de lazer - torna-se acessível a todos". O acesso aos produtos e
serviços da biblioteca universitária deve seguir este preceito fundamental de
cidadania.
Com base nesse princípio, a Biblioteca José de Alencar (BJA) da
Faculdade de Letras da UFRJ deve se adaptar para receber alunos,
professores e funcionários que possuem algum tipo de deficiência e assim,
cumprir seu papel de dar suporte às faculdades e universidades públicas ou
privadas.
Este trabalho pretende mapear o ambiente físico e mobiliário da BJA a
fim de analisar as suas condições de acessibilidade e desta forma, propor
soluções para sua adaptação.

2 Materiais e Métodos

Esta proposta é direcionada às pessoas portadoras de deficiência física ,
auditiva e visual para que utilize os produtos e serviços oferecidos pela BFL de
forma independente. Foi feita uma análise do ambiente e mobiliário em seu

2636

�Arquitetura e segurança de bibliotecas
i! """"'"
MaooNlck

~

=

:,

IiWitt.UJ
1I....111~

Resumo expandido

estado atual para a identificação das necessidades de reajuste. Consideramos
na análise os seguintes aspectos sugeridos por Mazzoni Et AI. (2001) :
urbanístico (estacionamento, caminhos de acesso,etc.) (00 ) arquitetônicos
(iluminação, ventilação, rampas etc.) e de informação e comunicação
(sinalização, sistema de consulta e empréstimos etc.)
Na identificação das necessidades foi utilizada a norma específica que
orienta para a adaptação física que é a NBR 9050. Além disso, será feita uma
revisão na literatura e em especial aos relatos de experiência para que seja
analisado os processos de transformação de bibliotecas neste sentido assim
como os princípios vigentes no que diz respeito à preparação de bibliotecários
e demais funcionários da biblioteca para receber pessoas com características
diversas da melhor forma .

3 Resultados Parciais/Finais
No diagnóstico inicial procurou-se identificar as falhas e acertos em
relação à estrutura física da biblioteca . Isso dará suporte para levantar todos os
equipamentos e serviços necessários para readequação do espaço .
Com a análise das condições de acessibilidade oferecidas pela BJA
foram identificados alguns pontos que não atendem os princípios descritos
anteriormente. São eles:
a) Balcão de circulação - Não atende os requisitos de altura e
profundidade da norma NBR 9050 .
b) Terminal de consulta ao catálogo - Só é acessível a uma pessoa em
pé e não há programas específicos para deficientes visuais
c) Não possui obras em braile e há poucos materiais audiovisuais.
d) Estacionamento da Faculdade de Letras - Apesar de existir uma
rampa de acesso à faculdade, ela não passa pelo estacionamento.
e) Sinalização e informação - A sinalização e informações com os
produtos/serviços da BFL não atendem aos requisitos para pessoas
portadoras de deficiência visual.
f) Iluminação insuficiente
g) Estrutura física: Barreiras que dificultam a circulação,falta de
corrimão,
Já em outros pontos, a biblioteca possui os requisitos necessários para
receber pessoas com necessidades específicas e em alguns aspectos não
deverá ser alterada:
a) Distância entre as estantes de no mínimo 0,90m ;
b) Corredores entre estantes que permitam giro de 180°;
c) Mesas de leitura atende aos requisitos de altura, profundidade e
quantidade;
d) Rampa de acesso à biblioteca , telefone público para surdos,
adaptação de portas dos banheiros para cadeiras de rodas.

4 Considerações Parciais

2637

�Arquitetura e segurança de bibliotecas
i! """"'"
MaooNlck

~

=

:,

IiWitt.UJ

1I....111~

Resumo expandido

Foi possível verificar que há muitos itens a serem adaptados para que
sejam atendidas as normas e recomendações de acessibilidade . Além da
acessibilidade física é preciso ser considerada a inclusão relativa à questão
humana.
Um projeto dessa dimensão pode ser aplicado à outras bibliotecas
universitárias, inclusive proporcionar reflexão para alcançar excelência do
atendimento nos aspectos correlacionados.
Uma biblioteca inclusiva totalmente deve não só aplicar as normas de
acessibilidade quanto preparar seus funcionários para um atendimento cidadão
e que respeite a diversidade.

5 Referências

ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE NORMAS TÉCNICAS (ABNT). NBR 9050.
Acessibilidade a edificações, mobiliário, espaços e equipamentos urbanos. Rio
de Janeiro,2004. 97p.
ANDRADE, M.v. Mendonça; SANTOS, Ana Rosa . Acesso a usuários portadores de
necessidades especiais ( .. .). In:SEMINÁRIO NACIONAL DE BIBLIOTECA
UNIVERSITÁRIA, XII, Natal. Anais ... Natal: UFRN, 2004.
MAZZONI, AA et.al. Aspectos que interferem na construção da acessibilidade em
bibliotecas universitárias. Cio Inf, Brasília, v.30,n.2,p-29-34, maio/ago.2001
ORGANIZAÇÃO MUNDIAL DA SAÚDE. Relatório Mundial sobre a Deficiência. São
Paulo, 2011 .
PROGRAMA de Ação Mundial para Pessoas com Deficiencia. In:CENTRO de
Documentação e Informação do Portador de Deficiencia. Organização das Nações
Unidas. Documentos internacionais. URL: Consultado em 22 de março de 2010
PUPO, D. T.; MELO, AM .; FERRÉS, S.P.(orgs) . Acessibilidade: discurso e prática no
cotidiano das bibliotecas. Campinas-sp: Unicamp, 2008
RIBEIRO, Alice; LEITE, João. Contributos para o conceito de "biblioteca inclusiva".
Integrar, Portugal, n.19, setldez.2002

2638

�</text>
                  </elementText>
                </elementTextContainer>
              </element>
            </elementContainer>
          </elementSet>
        </elementSetContainer>
      </file>
    </fileContainer>
    <collection collectionId="49">
      <elementSetContainer>
        <elementSet elementSetId="1">
          <name>Dublin Core</name>
          <description>The Dublin Core metadata element set is common to all Omeka records, including items, files, and collections. For more information see, http://dublincore.org/documents/dces/.</description>
          <elementContainer>
            <element elementId="50">
              <name>Title</name>
              <description>A name given to the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51396">
                  <text>SNBU - Edição: 17 - Ano: 2012 (UFRGS - Gramado/RS)</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="49">
              <name>Subject</name>
              <description>The topic of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51397">
                  <text>Biblioteconomia&#13;
Documentação&#13;
Ciência da Informação&#13;
Bibliotecas Universitárias</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="41">
              <name>Description</name>
              <description>An account of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51398">
                  <text>Tema: A biblioteca universitária como laboratório na sociedade da informação.</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="39">
              <name>Creator</name>
              <description>An entity primarily responsible for making the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51399">
                  <text>SNBU - Seminário Nacional de Bibliotecas Universitárias</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="45">
              <name>Publisher</name>
              <description>An entity responsible for making the resource available</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51400">
                  <text>UFRGS</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="40">
              <name>Date</name>
              <description>A point or period of time associated with an event in the lifecycle of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51401">
                  <text>2012</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="44">
              <name>Language</name>
              <description>A language of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51402">
                  <text>Português</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="51">
              <name>Type</name>
              <description>The nature or genre of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51403">
                  <text>Evento</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="38">
              <name>Coverage</name>
              <description>The spatial or temporal topic of the resource, the spatial applicability of the resource, or the jurisdiction under which the resource is relevant</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51404">
                  <text>Gramado (Rio Grande do Sul)</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
          </elementContainer>
        </elementSet>
      </elementSetContainer>
    </collection>
    <itemType itemTypeId="8">
      <name>Event</name>
      <description>A non-persistent, time-based occurrence. Metadata for an event provides descriptive information that is the basis for discovery of the purpose, location, duration, and responsible agents associated with an event. Examples include an exhibition, webcast, conference, workshop, open day, performance, battle, trial, wedding, tea party, conflagration.</description>
    </itemType>
    <elementSetContainer>
      <elementSet elementSetId="1">
        <name>Dublin Core</name>
        <description>The Dublin Core metadata element set is common to all Omeka records, including items, files, and collections. For more information see, http://dublincore.org/documents/dces/.</description>
        <elementContainer>
          <element elementId="50">
            <name>Title</name>
            <description>A name given to the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="64814">
                <text>Acessibilidade nas bibliotecas universitárias: proposta para adequação de espaço.</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="39">
            <name>Creator</name>
            <description>An entity primarily responsible for making the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="64815">
                <text>Santos, Nádia Bernuci dos; Antunes, Camila da Silva; Ornellas, Adriana; Volotão, Carina</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="38">
            <name>Coverage</name>
            <description>The spatial or temporal topic of the resource, the spatial applicability of the resource, or the jurisdiction under which the resource is relevant</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="64816">
                <text>Gramado (Rio Grande do Sul)</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="45">
            <name>Publisher</name>
            <description>An entity responsible for making the resource available</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="64817">
                <text>UFRGS</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="40">
            <name>Date</name>
            <description>A point or period of time associated with an event in the lifecycle of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="64818">
                <text>2012</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="51">
            <name>Type</name>
            <description>The nature or genre of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="64820">
                <text>Evento</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="41">
            <name>Description</name>
            <description>An account of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="64821">
                <text>Este trabalho pretende mapear o ambiente físico e mobiliário da BJA a fim de analisar as suas condições de acessibilidade e desta forma, propor soluções para sua adaptação.</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="44">
            <name>Language</name>
            <description>A language of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="69604">
                <text>pt</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
        </elementContainer>
      </elementSet>
    </elementSetContainer>
  </item>
  <item itemId="6104" public="1" featured="0">
    <fileContainer>
      <file fileId="5168">
        <src>http://repositorio.febab.org.br/files/original/49/6104/SNBU2012_243.pdf</src>
        <authentication>76cb0470e868f802f04a931eaea9a5ac</authentication>
        <elementSetContainer>
          <elementSet elementSetId="4">
            <name>PDF Text</name>
            <description/>
            <elementContainer>
              <element elementId="92">
                <name>Text</name>
                <description/>
                <elementTextContainer>
                  <elementText elementTextId="64813">
                    <text>i

s-iMricl

~

N.tôonaI~

= :::.,

Arquitetura e segurança de bibliotecas
Resumo expandido

A BIBLIOTECA CENTRAL DA UFMA: acessibilidade e usuário
Joseana Costa Lemos1, Regina França Cutrinf
Bibliotecária . Especialista em Metodologia do Ensino Superior, UFMA, São Luís, Maranhão
Bibliotecária . Especialista em Direito da Tecnologia da Informação, UFMA, São Luís, Maranhão
1

2

1 INTRODUÇÃO

o acesso à informação é uma garantia constitucional a todo individuo,
assim pessoas com deficiência devem estar inclusas no processo de disseminação
e também de produção do conhecimento, fazendo parte da sociedade de
informação. As Bibliotecas Universitárias (BU's) como centros de disseminação e
suporte da informação que são, devem estar aptas ao atendimento da pessoa com
deficiência.
A biblioteca constitui um espaço de grande relevância no processo de
desenvolvimento de integração social e de veiculo de transmissão e geração de
informação. É considerada uma instituição básica para o processo da educação,
cultura e informação, e surge nesta ambiência como espaço difusor do saber, capaz
de mediar o acesso à informação e ao conhecimento, principalmente no ambiente
acadêmico, é o que fala Pupo (2008, p. 45) "A informação no âmbito das
universidades é insumo básico, pois a partir da informação obtida são gerados
novos conhecimentos ou produtos".
O acesso de pessoas com deficiência a uma biblioteca , ainda é uma
barreira presente no cotidiano desses usuários. Deve ser um lugar de acesso a
todos. Uma Biblioteca acessível permite a presença e proveito de todos, está
preparada para acolher a maior variedade de público, com instalações adequadas
às diferentes necessidades e em conformidade com as diferenças físicas,
antropométricas e sensoriais da população (FERRÉS, 2008)
A BU deve estar sempre em consonância com a missão da instituição à
qual pertence e não fazer diferença entre as classes sociais e as condições sócioeconômicas, de modo a oportunizar a cidadania .
O termo "acessibilidade" teve origem no inicio dos anos 60 , quando surge
na área da arquitetura, tanto nos EUA como na Europa , o conceito de projetos livres
de barreiras, focado na deficiência física de pessoas usuárias de cadeiras de rodas.
No Brasil, as questões de acessibilidade tornaram-se mais visíveis a partir
da década de 80, quando se iniciou o movimento organizado das pessoas com
deficiência.
Com o desenvolvimento das tecnologias da informação o conceito de
acessibilidade evoluiu . Atualmente, o termo utilizado é desenho para todos ou
desenho universal.
A Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT) (2004, p. 03) define
desenho universal como sendo ''[. .. ] aquele que visa atender à maior gama de
variações possíveis das características antropométricas e sensoriais da população".
Então, ''[. .. ] a proposta não é criar espaços ambientais separados para uso exclusivo
das pessoas portadoras de deficiências, o que seria outra forma de discriminação, e
sim , desde o projeto, pensar em sistemas e ambientes que possam ser utilizados
por todos" (MAZZONI , 2001, p.30) .

2633

�i

s-iMricl

~

N.tôonaI~

= :::.,

Arquitetura e segurança de bibliotecas
Resumo expandido

A ABNT, através da Norma Brasileira Registrada (NBR) 9050, trata da
"Acessibilidade de Pessoas Portadoras de Deficiências e Edificações, Espaço,
Mobiliário e Equipamentos Urbanos", outras indicações são feitas para um correto
atendimento às pessoas em situações de deficiência física , deficiência visual e
deficiência auditiva .
Dentro da estrutura de uma BU , acessibilidade envolve tantos aspectos
urbanísticos, arquitetônicos e aspectos de informação e comunicação.
A acessibilidade pode ser definida como possibilidade e condição de
alcance para utilização, com segurança e autonomia de acesso às edificações,
espaços, mobiliários e equipamentos urbanos (ABNT, 2004).
Este trabalho visa fazer um relato situacional da acessibilidade de modo a
nortear a adaptação de bibliotecas para o atendimento das pessoas com deficiência,
tendo como base a Biblioteca Central (BC) da Universidade Federal do Maranhão
(UFMA), haja vista a necessidade de sua adequação as diversas demandas
encontradas em unidades de informação e inseri-Ia no contexto da acessibilidade.

2 MATERIAIS E MÉTODOS
Trata-se de um estudo de caso, realizado nas dependências da BC da
UFMA-Campus São Luis, através de observações e mensurações registradas na
forma escrita ; e visitas ao setor de acessibilidade, às Pró-Reitorias de Ensino
(PROEN) e de Recursos Humanos (PRH), para identificar os dados quantitativos
pertinentes à pesquisa .

3 RESULTADOS PARCIAIS
A acessibilidade inaugurou-se na instituição UFMA no ano 2007 como
parte do Programa de Apoio a Planos de Reestruturação e Expansão das
Universidades Federais (REUNI) , que visou adaptar a estrutura predial da
universidade, envolvendo também as instalações da biblioteca.
A BC da UFMA está vinculada a Reitoria enquanto que a acessibilidade à
PROEN.
o "setor" de acessibilidade localizado na biblioteca restringe-se a uma
mesa com terminal de computador e uma mesa com quatro lugares reservados para
a prática da leitura; ficando nas proximidades do setor de materiais especiais e
mesmo confundindo-se com ele. Também foi disponibilizada uma sala onde são
guardados os equipamentos específicos da acessibilidade como a lupa eletrônica .
Entretanto, os profissionais do setor, não foram devidamente capacitados para o
atendimento de usuários com deficiência, em geral um bolsista do setor faz o
atendimento das demandas.
O quantitativo de alunos matriculados apresenta um crescimento
significativo de 6 em 2007 para 40 alunos em 2011 . Já os servidores da instituição
somam-se em 17 pessoas com deficiência.
O setor de acessibilidade vinculado a PROEN não dispõe de programa de
treinamento e capacitação de seus servidores e mesmo a inclusão dos que são
deficientes, como cursos da linguagem universal libras, braile e outros.

2634

�i

s-iMricl

~

N.tôonaI~

= :::.,

Arquitetura e segurança de bibliotecas
Resumo expandido

4 CONSIDERAÇÕES PARCIAIS
Com o crescimento no número de alunos com deficiência matriculados no
ano de 2007 a 2011 , e o de servidores, percebe-se que tornar a biblioteca acessível
condiz com a sua missão intrínseca. Assim, ações de planejamento devem estar
presentes, e envolver aspectos estruturais e funcionais da BC, incluindo o
treinamento de servidores para o atendimento de pessoas com deficiência, bem
como a aquisição de equipamentos e estruturas que, conforme os preceitos do
desenho universal, atendam a todo membro da sociedade que tem fome e
necessidade de informação.

5 REFERÊNCIAS
ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE NORMAS TÉCNICAS. NBR 9050: acessibilidade
de pessoas portadoras de deficiência a edificações, espaço, mobiliário e
equipamento urbano. Rio de Janeiro, 2004
FERRÉS, S. (Coord.) et aI. Acessibilidade física. In : PUPO, Deise Tallarico ; MELO,
Amanda Meincke; ' FERRÉS, Sofia Pérez (Coord .). Acessibilidade: discurso e
prática no cotidiano das bibliotecas. Campinas: UNICAMP, 2008.
PUPO, Deise Tallarico; MELO, Amanda Meincke; FERRÉS, Sofia Pérez (Coord .).
Acessibilidade: discurso e prática no cotidiano das bibliotecas. Campinas:
UNICAMP,2008.
MAZZONI , A. A. et aI. Aspectos que interferem na construção da acessibilidade em
bibliotecas universitárias. Cio Inf. Brasília , v.30, n.2, p. 29-34 , maio/ago. 2001

2635

�</text>
                  </elementText>
                </elementTextContainer>
              </element>
            </elementContainer>
          </elementSet>
        </elementSetContainer>
      </file>
    </fileContainer>
    <collection collectionId="49">
      <elementSetContainer>
        <elementSet elementSetId="1">
          <name>Dublin Core</name>
          <description>The Dublin Core metadata element set is common to all Omeka records, including items, files, and collections. For more information see, http://dublincore.org/documents/dces/.</description>
          <elementContainer>
            <element elementId="50">
              <name>Title</name>
              <description>A name given to the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51396">
                  <text>SNBU - Edição: 17 - Ano: 2012 (UFRGS - Gramado/RS)</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="49">
              <name>Subject</name>
              <description>The topic of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51397">
                  <text>Biblioteconomia&#13;
Documentação&#13;
Ciência da Informação&#13;
Bibliotecas Universitárias</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="41">
              <name>Description</name>
              <description>An account of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51398">
                  <text>Tema: A biblioteca universitária como laboratório na sociedade da informação.</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="39">
              <name>Creator</name>
              <description>An entity primarily responsible for making the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51399">
                  <text>SNBU - Seminário Nacional de Bibliotecas Universitárias</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="45">
              <name>Publisher</name>
              <description>An entity responsible for making the resource available</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51400">
                  <text>UFRGS</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="40">
              <name>Date</name>
              <description>A point or period of time associated with an event in the lifecycle of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51401">
                  <text>2012</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="44">
              <name>Language</name>
              <description>A language of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51402">
                  <text>Português</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="51">
              <name>Type</name>
              <description>The nature or genre of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51403">
                  <text>Evento</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="38">
              <name>Coverage</name>
              <description>The spatial or temporal topic of the resource, the spatial applicability of the resource, or the jurisdiction under which the resource is relevant</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51404">
                  <text>Gramado (Rio Grande do Sul)</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
          </elementContainer>
        </elementSet>
      </elementSetContainer>
    </collection>
    <itemType itemTypeId="8">
      <name>Event</name>
      <description>A non-persistent, time-based occurrence. Metadata for an event provides descriptive information that is the basis for discovery of the purpose, location, duration, and responsible agents associated with an event. Examples include an exhibition, webcast, conference, workshop, open day, performance, battle, trial, wedding, tea party, conflagration.</description>
    </itemType>
    <elementSetContainer>
      <elementSet elementSetId="1">
        <name>Dublin Core</name>
        <description>The Dublin Core metadata element set is common to all Omeka records, including items, files, and collections. For more information see, http://dublincore.org/documents/dces/.</description>
        <elementContainer>
          <element elementId="50">
            <name>Title</name>
            <description>A name given to the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="64805">
                <text>A Biblioteca Central da UFMA: acessibilidade e usuário.</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="39">
            <name>Creator</name>
            <description>An entity primarily responsible for making the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="64806">
                <text>Lemos, Joseana Costa; Cutrim, Regina França</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="38">
            <name>Coverage</name>
            <description>The spatial or temporal topic of the resource, the spatial applicability of the resource, or the jurisdiction under which the resource is relevant</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="64807">
                <text>Gramado (Rio Grande do Sul)</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="45">
            <name>Publisher</name>
            <description>An entity responsible for making the resource available</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="64808">
                <text>UFRGS</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="40">
            <name>Date</name>
            <description>A point or period of time associated with an event in the lifecycle of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="64809">
                <text>2012</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="51">
            <name>Type</name>
            <description>The nature or genre of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="64811">
                <text>Evento</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="41">
            <name>Description</name>
            <description>An account of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="64812">
                <text>Este trabalho visa fazer um relato situacional da acessibilidade de modo a nortear a adaptação de bibliotecas para o atendimento das pessoas com deficiência, tendo como base a Biblioteca Central (BC) da Universidade Federal do Maranhão (UFMA), haja vista a necessidade de sua adequação as diversas demandas encontradas em unidades de informação e inseri-la no contexto da acessibilidade.</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="44">
            <name>Language</name>
            <description>A language of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="69603">
                <text>pt</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
        </elementContainer>
      </elementSet>
    </elementSetContainer>
  </item>
  <item itemId="6103" public="1" featured="0">
    <fileContainer>
      <file fileId="5167">
        <src>http://repositorio.febab.org.br/files/original/49/6103/SNBU2012_242.pdf</src>
        <authentication>204588a13749aa763862e779ab7f47eb</authentication>
        <elementSetContainer>
          <elementSet elementSetId="4">
            <name>PDF Text</name>
            <description/>
            <elementContainer>
              <element elementId="92">
                <name>Text</name>
                <description/>
                <elementTextContainer>
                  <elementText elementTextId="64804">
                    <text>i

s-iMricl

~

N.tôonaI~

= :::.,

Arquitetura e segurança de bibliotecas
Resumo expandido

Adequação do espaço físico da Biblioteca Florestan
Fernandes, FFLCH, USP para a acessibilidade do deficiente físico.
Brianda Sígolo 1, Marta Glória dos Santos 2, Zelinda Martins3, Carlos
Alberto Carvalho4 , Ana Lúcia Santana5, Alexandre Moreira6, Edson
Santana 7, Antônio Carlos BatistaS, Luiz Carlos dos Santos9
1 Bibliotecária,

FFLCH-USP, São Paulo-SP, 2Técnica em documentação, FFLCH-USP, São Paulo-SP,
em documentação, FFLCH-USP,São Paulo-SP, 4Auxiliar em documental-ão, FFLCHUSP,São Paulo-SP, 5Técnica em documentação, FFLCH-USP,São Paulo-SP, Técnico em
documentação, FFLCH-USP,São Paulo-SP, 7Técnico em documentação, FFLCH-USP,São Paulo-SP,
8Técnico em documentação, FFLCH-USP, 9Zelador, FFLCH-USP, São Paulo-SP
3Auxiliar

1 Introdução
O presente trabalho apresenta o processo de adequação do espaço físico
realizado na Biblioteca Florestan Fernandes , da Faculdade de Filosofia e Letras e
Ciências Humanas (FFCLH) , Universidade de São Paulo (USP) para torná-lo
acessível aos deficientes físicos.
Apesar do direito de ir e vir, garantida pela Constituição da República
Federativa do Brasil de 1988 e que assegura a todo cidadão a educação, saúde,
trabalho, locomoção, transporte, esporte, cultura e lazer; e que prevê a garantia ao
acesso adequado às pessoas portadoras de deficiência, os deficientes físicos
encontram diversas barreiras, no entanto, para garantir seus direitos e entre estas
barreiras estão às arquitetônicas. Nesse contexto , atendendo as exigências do
Ministério Público, no final 2011 e início de 2012 , a Biblioteca Florestan Fernandes
adequou seu espaço físico interno de acordo com a norma de Acessibilidade e
edificações, mobiliário, espaços e equipamentos urbanos (ABNT NBR 9050/2004),
para tentar eliminar as barreiras arquitetônicas que impediam pessoas com
deficiências físicas, particularmente, os cadeirantes, de ter livre locomoção ao seu
espaço físico.
Com o maior acervo de materiais entre as bibliotecas da USP, a Biblioteca da
FFLCH, segundo dados do Relatório Individual por Bibliotecas (RIBi) de 2011,
possui cerca de 881 .812 itens (entre estes, 387.212 são livros impressos e 169.372
periódicos impressos), inseridos em uma área física de 6.200m 2 , disposto em três
pisos. Desse modo, como espaço público e de conhecimento, esta Biblioteca possui
a missão de promover o acesso e incentivar o uso e a geração da informação, além
disso entende-se que
na função da biblioteca pública extrapola os limites
conhecidos pela grande maioria dos cidadãos comuns. Um de seus deveres é
contribuir para a garantia dos direitos à cultura e à socialização das pessoas
portadora de deficiência física " (JACINTO, 2008, p.89) .
A justificativa deste trabalho deve-se ao fato de a Biblioteca Florestan
Fernandes, como um espaço público, ter a obrigação de oferecer ao portador de
deficiência física acesso com autonomia e segurança ao seu espaço físico. Desse
modo, o objetivo desse trabalho é apresentar o processo de adequação à

2630

�i

s-iMricl

~

N.tôonaI~

= :::.,

Arquitetura e segurança de bibliotecas
Resumo expandido

acessibilidade do cadeirante realizado na biblioteca . Como problema estava adequar
a área física para o cadeirante, tendo como desafio trabalhar com a norma ABNT
NBR 9050/2004 e um acervo de 881 .812 itens.

2 Materiais e Métodos
A Biblioteca Florestan Fernandes conta com cinco usuários reais cadeirantes.
Para realizar a adequação do acervo, utilizou-se como base plantas baixas
desenvolvidas pela arquiteta da Coordenadoria do Campus da Capital (COCESP),
USP, a Norma ABNT NBR 9050/2004 e um mapeamento detalhado da quantidade
de prateleiras ocupadas pelo acervo de livros e teses. Sete funcionários da biblioteca
se reuniram durantes dois meses para adequar as plantas originais , criadas pela
arquiteta, a fim de permitir o crescimento do acervo, melhor distribuição dos espaços
de estudos, criação de corredores para as portas de emergência , posicionamento
de estantes com diferentes medidas e também para planejar todo o processo de
transferências dos materiais. Para realizar o projeto de adequação, conseguiu-se
verbas através da parceria com Fundação de Amparo á Pesquisa do estado de São
Paulo (FAPESP) e da própria Faculdade.

3 Resultados Finais
Antes da adequação do espaço físico , a biblioteca contava apenas com
banheiros adaptados e com elevadores para o transporte do deficiente aos outros
pisos, porém devido a falta de planejamento do posicionalmente do acervo, não
havia espaço suficiente para que um cadeirante se locomovesse livremente entre os
corredores de estantes, que possuíam distâncias entre 80 cm a 84 cm , abaixo do
recomendado . Desse modo, através da adaptação da planta baixa desenvolvida
pelo COCESP, baseando-se na ABNT NBR 9050/2004 e o mapeamento do acervo,
chegou-se aos seguintes resultados: espaçamento entre os corredores de estantes
variando de 90 cm a 94 cm , além de 1,50 cm entre o final e início dos corredores e a
parede, para permitir o giro da cadeira de rodas; corredores para as portas de
emergências, planejamento e organização do espaço que permitiu utilizar duas
medidas diferentes de estantes; planejamento estratégico para o crescimento do
acervo, chegando-se a um total de 120 estantes para crescimento; realocação dos
periódicos no piso térreo para estantes deslizantes; melhor planejamento e
adequação dos espaços de estudos. A transferência do material foi realizada por
duas empresas particulares sob a supervisão constante dos funcionários da
biblioteca e a coordenação dos sete funcionários responsáveis pela mudança.

4 Considerações Finais
A importância da adequação do espaço físico acessível , na Biblioteca
Florestan Fernandes, que permitiu aos deficientes físicos se locomover em
segurança e com autonomia , possibilitou também uma melhor organização e
planejamento de seu acervo, que antes sofria, não apenas com a falta de
acessibilidade, mas também com a falta de espaço e planejamento para o

2631

�i

s-iMricl

~

N.tôonaI~

= :::.,

Arquitetura e segurança de bibliotecas
Resumo expandido

crescimento de seu acervo .
5 Referências
ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE NORMAS TÉCNICAS . NBR 9050: acessibilidade e
edificações, mobiliário, espaços e equipamentos urbanos. Rio de Janeiro, 2004a . 97
p.
BRASIL. Constituição (1988). Constituição da República Federativa do Brasil.
Brasília , DF, Senado, 1998.
JACINTO, S. O. A biblioteca pública e os deficientes físicos . Revista Brasileira de
Biblioteconomia e Documentação, São Paulo, vA, n.2, p. 89-104, jul/dez. 2008 .
UNIVERSIDADE DE SÃO PAULO . Relatório individual por bibliotecas (RIBi). São
Paulo: SIBi/USP, 2011.

2632

�</text>
                  </elementText>
                </elementTextContainer>
              </element>
            </elementContainer>
          </elementSet>
        </elementSetContainer>
      </file>
    </fileContainer>
    <collection collectionId="49">
      <elementSetContainer>
        <elementSet elementSetId="1">
          <name>Dublin Core</name>
          <description>The Dublin Core metadata element set is common to all Omeka records, including items, files, and collections. For more information see, http://dublincore.org/documents/dces/.</description>
          <elementContainer>
            <element elementId="50">
              <name>Title</name>
              <description>A name given to the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51396">
                  <text>SNBU - Edição: 17 - Ano: 2012 (UFRGS - Gramado/RS)</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="49">
              <name>Subject</name>
              <description>The topic of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51397">
                  <text>Biblioteconomia&#13;
Documentação&#13;
Ciência da Informação&#13;
Bibliotecas Universitárias</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="41">
              <name>Description</name>
              <description>An account of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51398">
                  <text>Tema: A biblioteca universitária como laboratório na sociedade da informação.</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="39">
              <name>Creator</name>
              <description>An entity primarily responsible for making the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51399">
                  <text>SNBU - Seminário Nacional de Bibliotecas Universitárias</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="45">
              <name>Publisher</name>
              <description>An entity responsible for making the resource available</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51400">
                  <text>UFRGS</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="40">
              <name>Date</name>
              <description>A point or period of time associated with an event in the lifecycle of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51401">
                  <text>2012</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="44">
              <name>Language</name>
              <description>A language of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51402">
                  <text>Português</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="51">
              <name>Type</name>
              <description>The nature or genre of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51403">
                  <text>Evento</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="38">
              <name>Coverage</name>
              <description>The spatial or temporal topic of the resource, the spatial applicability of the resource, or the jurisdiction under which the resource is relevant</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51404">
                  <text>Gramado (Rio Grande do Sul)</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
          </elementContainer>
        </elementSet>
      </elementSetContainer>
    </collection>
    <itemType itemTypeId="8">
      <name>Event</name>
      <description>A non-persistent, time-based occurrence. Metadata for an event provides descriptive information that is the basis for discovery of the purpose, location, duration, and responsible agents associated with an event. Examples include an exhibition, webcast, conference, workshop, open day, performance, battle, trial, wedding, tea party, conflagration.</description>
    </itemType>
    <elementSetContainer>
      <elementSet elementSetId="1">
        <name>Dublin Core</name>
        <description>The Dublin Core metadata element set is common to all Omeka records, including items, files, and collections. For more information see, http://dublincore.org/documents/dces/.</description>
        <elementContainer>
          <element elementId="50">
            <name>Title</name>
            <description>A name given to the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="64796">
                <text>Adequação do espaço físico da Biblioteca Florestan Fernandes, FFLCH, USP para a acessibilidade do deficiente físico.</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="39">
            <name>Creator</name>
            <description>An entity primarily responsible for making the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="64797">
                <text>Sigolo, Brianda et al.</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="38">
            <name>Coverage</name>
            <description>The spatial or temporal topic of the resource, the spatial applicability of the resource, or the jurisdiction under which the resource is relevant</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="64798">
                <text>Gramado (Rio Grande do Sul)</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="45">
            <name>Publisher</name>
            <description>An entity responsible for making the resource available</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="64799">
                <text>UFRGS</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="40">
            <name>Date</name>
            <description>A point or period of time associated with an event in the lifecycle of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="64800">
                <text>2012</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="51">
            <name>Type</name>
            <description>The nature or genre of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="64802">
                <text>Evento</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="41">
            <name>Description</name>
            <description>An account of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="64803">
                <text>A justificativa deste trabalho deve-se ao fato de a Biblioteca Florestan Fernandes, como um espaço público, ter a obrigação de oferecer ao portador de deficiência física acesso com autonomia e segurança ao seu espaço físico. Desse modo, o objetivo desse trabalho é apresentar o processo de adequação à acessibilidade do cadeirante realizado na biblioteca. Como problema estava adequar a área física para o cadeirante, tendo como desafio trabalhar com a norma ABNT NBR 9050/2004 e um acervo de 881.812 itens.</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="44">
            <name>Language</name>
            <description>A language of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="69602">
                <text>pt</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
        </elementContainer>
      </elementSet>
    </elementSetContainer>
  </item>
  <item itemId="6102" public="1" featured="0">
    <fileContainer>
      <file fileId="5166">
        <src>http://repositorio.febab.org.br/files/original/49/6102/SNBU2012_241.pdf</src>
        <authentication>e4c58827857a6c1fa35247992728d038</authentication>
        <elementSetContainer>
          <elementSet elementSetId="4">
            <name>PDF Text</name>
            <description/>
            <elementContainer>
              <element elementId="92">
                <name>Text</name>
                <description/>
                <elementTextContainer>
                  <elementText elementTextId="64795">
                    <text>Arquitetura e segurança de bibliotecas
i! """"'"
MaooNlck

~

=

:,

IiWitt.UJ
1I....111~

Resumo expandido

PADRÕES DE ACESSIBILIDADE PARA BIBLIOTECAS
UNIVERSITÁRIAS: UM ESTUDO EM UMA BIBLIOTECA DA REDE
PRIVADA NA CIDADE DE JOÃO PESSOA
Johny Franklins Pereira Coutinho 1, Alba Ligia de Almeida SlIvél
1Graduado em Biblioteconomia. Universidade Federal da Paraíba. João Pessoa . Paraíba
2Professora Mestra do Departamento de Ciência da Informação. Universidade Federal da
Paraíba . João Pessoa. Paraíba

1 Introdução
As
Bibliotecas Universitárias vêm
passando
por consideráveis
transformações há algumas décadas, sejam de caráter organizacional, estrutural ou
tecnológico. Essas transformações também se caracterizam pela inserção das
tecnologias da informação e pela disponibilidade de inúmeros produtos e serviços
nesses espaços o que tem proporcionado maior acesso à informação. Este trabalho
aborda os padrões de qualidade exigidos para bibliotecas universitárias, no que
tange a acessibilidade que pode ser compreendida como uma forma segura de
diminuir as barreiras arquitetônicas e facilitar o acesso de individuos a um
determinado ambiente.
O acesso à informação e a acessibilidade emergem como pretexto para a
discussão da deficiência física por ser um tema de grande relevância não apenas no
meio acadêmico, mas em diversos segmentos institucionais e em inúmeros países
do mundo. Para Silva e Barbosa (2011 , pA) "O termo acessibilidade tem origem no
final da década de 40 do século passado, por meio dos serviços de reabilitação
física e profissional das pessoas com necessidades especiais nos Estados Unidos e
na Europa". No Brasil, entretanto, a acessibilidade começou a ser discutida na
década de 80 nos movimentos organizados por pessoas com algum tipo de
deficiência física .
As políticas de igualdade para deficientes e idosos, no Brasil , são garantidas
pela Lei nO 10.098 de 19/12/2000, que destaca a "acessibilidade como sendo um
fator de direito do cidadão bem como a de assegurar que todas as pessoas tenham
condições para o exercício da cidadania e autonomia" (BRASIL, 2000). Visando
minimizar estes obstáculos, as bibliotecas devem seguir os padrões de qualidade
estabelecidos pela Associação Brasileira de Normas Técnicas (NBR 9050)1
essencial à acessibilidade, a edificação, mobiliário, espaço e equipamentos urbanos,
para garantir aos seus usuários uma infraestrutura adequada e com isso a oferta de
bons serviços e produtos.
Diante do exposto, o objeto de estudo desse trabalho foi uma Biblioteca

1 NBR 9050: Acessibilidade a edificações, mobiliário, espaços e equipamentos urbanos Acessibilidade, 2004. Disponível em: http://portal.mj .gov.br/corde/arquivos/ABNT/NBR905031052004.pdf. Acesso em 10 de junho de 2011.

2626

�Arquitetura e segurança de bibliotecas
i! """"'"
MaooNlck

~

=

:,

IiWitt.UJ

1I....111~

Resumo expandido

Universitária Privada em de João Pessoa , Paraíba . A pesquisa delineou-se a partir
do objetivo geral que buscou identificar o nível de acessibilidade para deficientes
físicos e cadeirantes nessa Biblioteca. Quanto aos objetivos específicos buscou-se
analisar os padrões de acessibilidade para bibliotecas universitárias estabelecidos
pela Associação Brasileira de Normas técnicas (ABNT /NBR 9050); analisar o layout
da Biblioteca pesquisada; verificar se a Biblioteca pesquisada atende aos padrões
de acessibilidade pautados na NBR 9050.

2 Materiais e Métodos
Para maior embasamento teórico buscou-se resgatar estudos sobre os
padrões de acessibilidade para bibliotecas universitárias, e, mesmo deparando-se
com uma discreta literatura sobre o tema , esse fator não impossibilitou o
desenvolvimento da pesquisa. O objeto de estudo foi uma Biblioteca Universitária da
rede privada de ensino superior em João Pessoa, Paraíba . A pesquisa foi
desenvolvida durante os meses de maio a junho de 2011 e a escolha por esta
Biblioteca ocorreu pelo fato do pesquisador realizar estágio nesse ambiente,
facilitando o desenvolvimento da pesquisa.
Realizou-se pesquisa exploratória documental por abordar e utilizar os
padrões de acessibilidade estabelecidos pela Associação Brasileira de Normas
Técnicas (ABNT) por ser o órgão responsável no Brasil, também aplicados a
bibliotecas. Na revisão de literatura acerca do tema buscou-se verificar a
aplicabilidade desses padrões na biblioteca pesquisada. A escolha por esse tipo de
pesquisa proporcionou uma visão ampla dos pontos investigados.

3 Resultados Parciais/Finais
Constatou-se, nesse estudo, que a biblioteca pesquisada necessita
reestruturar seu espaço físico, a fim de proporcionar a acessibilidade de usuários
que fazem uso de cadeiras de rodas (cadeirantes), visto que a biblioteca não atende
as especificações dos padrões de qualidade estabelecidos pela NBR 9050/2004 .
Observou-se que a distância entre as mesas na sala de estudos coletivos, não
possibilita a circulação dos cadeirantes entre elas, visto que as estantes do acervo
estão distribuídas inadequadamente impossibilitando a circulação de pessoas nesse
ambiente, conforme apresentado abaixo, na Figura 1:

2627

�Arquitetura e segurança de bibliotecas
i!
""""""
~
HaooNlck

= ::::I~

Resumo expandido

r
D

e-~ ta ~aeCD

....iU.!ta

t!.ç

v:.s w.ár..c

Figura 1 - Layout atual da Biblioteca Universitária pesquisada
Fonte: Dados da pesquisa, 2011 .

De acordo com a figura acima e após avaliação das condições de
acessibilidade dessa biblioteca, apresentamos na Figura 2, algumas sugestões para
uma utilização adequada para a mesma: Ampliação do espaço físico para garantir a
circulação dos cadeirantes e outros tipos de usuários com deficiência física ;
Adequação da porta instalada na entrada da biblioteca por uma com medidas
específicas para a passagem de cadeirantes; Adequação da altura do balcão de
atendimento ; Adequação e medidas específicas entre as estantes do Salão de
Leitura e Estudo em Grupo; Mudança do layout nas salas de estudo para melhor
circulação dos cadeirantes.

ES.'tIlfoD!o d~ C.D;oW.C.;tape4l

r:::::I
L...:::::.J

K":.dric

2628

�Arquitetura e segurança de bibliotecas
i! """"'"
MaooNlck

~

=

:,

IiWitt.UJ
1I....111~

Resumo expandido

Figura 2 - Proposta de Novo Layout para a Biblioteca
Fonte: Dados da Pesquisa, 2011 .

4 Considerações Parciais/Finais
As bibliotecas estão se modernizando cada vez mais para melhor atender
a demanda e o perfil de seus usuários, proporcionando ambientes diferenciados
além de disponibilizar espaços físicos acessíveis e adequados conforme os padrões
de qualidade estabelecidos e regulamentados por órgãos validados como é o caso
da ABNT.
Diante de reflexões sobre acessibilidade sugerimos um novo layout
objetivando corroborar com a eliminação de barreiras arquitetônicas e de
comunicação na biblioteca pesquisada , visto que estes fatores contribuem para o
não acesso à informação.

5 Referências
BRASIL. Lei 10.098/2000 (LEI ORDINÁRIA) de 19 de dezembro de 2000 .
Estabelece normas gerais e critérios básicos para a promoção da acessibilidade das
pessoas portadoras de deficiência ou com mobilidade reduzida, e dá outras
providências. Disponível em:&lt;
http://legislacao. planalto.gov.br/legisla/legislacao. nsfNiw_ldentificacao/lei%20 10.098
-2000?OpenDocument&gt; . Acesso em 02 de junho de 2011 .
NBR 9050 : Acessibilidade a edificações, mobiliário, espaços e equipamentos
urbanos
Acessibilidade,
2004 .
Disponível
em :
http://portal. mj .gov. br/corde/arq uivoslAB NTIN BR9050-31 052004.pdf. Acesso em 1O
de junho de 2011 .
SILVA, H. o. P.; BARBOSA, J. S. A relação deficiente visual e biblioteca
universitária : a experiência do Centro de Atendimento ao Deficiente Visual- CADV
da Universidade Federal de Minas Gerais. Múltiplos Olhares em Ciência da
Informação, Belo Horizonte, v.1, n.1, mar.2011 . Disponível em :&lt;
portaldeperiodicos.eci.ufmg .br/index.php/moci/article/ .. ./1 222/826&gt; . Acesso em : 17
de junho de 2012 .

2629

�</text>
                  </elementText>
                </elementTextContainer>
              </element>
            </elementContainer>
          </elementSet>
        </elementSetContainer>
      </file>
    </fileContainer>
    <collection collectionId="49">
      <elementSetContainer>
        <elementSet elementSetId="1">
          <name>Dublin Core</name>
          <description>The Dublin Core metadata element set is common to all Omeka records, including items, files, and collections. For more information see, http://dublincore.org/documents/dces/.</description>
          <elementContainer>
            <element elementId="50">
              <name>Title</name>
              <description>A name given to the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51396">
                  <text>SNBU - Edição: 17 - Ano: 2012 (UFRGS - Gramado/RS)</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="49">
              <name>Subject</name>
              <description>The topic of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51397">
                  <text>Biblioteconomia&#13;
Documentação&#13;
Ciência da Informação&#13;
Bibliotecas Universitárias</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="41">
              <name>Description</name>
              <description>An account of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51398">
                  <text>Tema: A biblioteca universitária como laboratório na sociedade da informação.</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="39">
              <name>Creator</name>
              <description>An entity primarily responsible for making the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51399">
                  <text>SNBU - Seminário Nacional de Bibliotecas Universitárias</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="45">
              <name>Publisher</name>
              <description>An entity responsible for making the resource available</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51400">
                  <text>UFRGS</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="40">
              <name>Date</name>
              <description>A point or period of time associated with an event in the lifecycle of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51401">
                  <text>2012</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="44">
              <name>Language</name>
              <description>A language of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51402">
                  <text>Português</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="51">
              <name>Type</name>
              <description>The nature or genre of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51403">
                  <text>Evento</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="38">
              <name>Coverage</name>
              <description>The spatial or temporal topic of the resource, the spatial applicability of the resource, or the jurisdiction under which the resource is relevant</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51404">
                  <text>Gramado (Rio Grande do Sul)</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
          </elementContainer>
        </elementSet>
      </elementSetContainer>
    </collection>
    <itemType itemTypeId="8">
      <name>Event</name>
      <description>A non-persistent, time-based occurrence. Metadata for an event provides descriptive information that is the basis for discovery of the purpose, location, duration, and responsible agents associated with an event. Examples include an exhibition, webcast, conference, workshop, open day, performance, battle, trial, wedding, tea party, conflagration.</description>
    </itemType>
    <elementSetContainer>
      <elementSet elementSetId="1">
        <name>Dublin Core</name>
        <description>The Dublin Core metadata element set is common to all Omeka records, including items, files, and collections. For more information see, http://dublincore.org/documents/dces/.</description>
        <elementContainer>
          <element elementId="50">
            <name>Title</name>
            <description>A name given to the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="64787">
                <text>Padrões de acessibilidade para bibliotecas universitárias: um estudo em uma Biblioteca da Rede Privada na Cidade de João Pessoa.</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="39">
            <name>Creator</name>
            <description>An entity primarily responsible for making the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="64788">
                <text>Coutinho, Johny Franklins Pereira; Silva, Alba Ligia de Almeida</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="38">
            <name>Coverage</name>
            <description>The spatial or temporal topic of the resource, the spatial applicability of the resource, or the jurisdiction under which the resource is relevant</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="64789">
                <text>Gramado (Rio Grande do Sul)</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="45">
            <name>Publisher</name>
            <description>An entity responsible for making the resource available</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="64790">
                <text>UFRGS</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="40">
            <name>Date</name>
            <description>A point or period of time associated with an event in the lifecycle of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="64791">
                <text>2012</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="51">
            <name>Type</name>
            <description>The nature or genre of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="64793">
                <text>Evento</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="41">
            <name>Description</name>
            <description>An account of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="64794">
                <text>A pesquisa delineou-se a partir do objetivo geral que buscou identificar o nível de acessibilidade para deficientes físicos e cadeirantes nessa Biblioteca. Quanto aos objetivos específicos buscou-se analisar os padrões de acessibilidade para bibliotecas universitárias estabelecidos pela Associação Brasileira de Normas técnicas (ABNT /NBR 9050); analisar o layout da Biblioteca pesquisada; verificar se a Biblioteca pesquisada atende aos padrões de acessibilidade pautados na NBR 9050.</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="44">
            <name>Language</name>
            <description>A language of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="69601">
                <text>pt</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
        </elementContainer>
      </elementSet>
    </elementSetContainer>
  </item>
  <item itemId="6101" public="1" featured="0">
    <fileContainer>
      <file fileId="5165">
        <src>http://repositorio.febab.org.br/files/original/49/6101/SNBU2012_240.pdf</src>
        <authentication>2f9af22d052df16f9afc08538b842b5e</authentication>
        <elementSetContainer>
          <elementSet elementSetId="4">
            <name>PDF Text</name>
            <description/>
            <elementContainer>
              <element elementId="92">
                <name>Text</name>
                <description/>
                <elementTextContainer>
                  <elementText elementTextId="64786">
                    <text>Gestão de recursos materiais e financeiros
Trabalho completo

TECNOLOGIA DA INFORMAÇÃO COMO INSTRUMENTO DE
DEMOCRATIZAÇÃO E ACESSO À INFORMAÇÃO: ESTUDO DE
CASO DE EMPRÉSTIMO DE COMPUTADORES PORTÁTEIS,
NETBOOK, NA BIBLIOTECA DA UFLA
Vânia Natal de Oliveira 1, Nivaldo Oliveirél, Eliana José Bernardes3,
Rosiane Maria Oliveira4, Daniele Ribeiro de Faria 5,Cláudio Fabiano Kloss 6
Especialista em Gerenciamento de Micro e Pequenas Empresas pela Universidade Federal de
Lavras, Especialista em Paradigmas Emergentes nos Serviços Informacionais: gestão, indexação e
disseminação, Bacharel em Biblioteconomia pelo Centro Universitário de Formiga - UNIFOR/MG e
Bibliotecária da Universidade Federal de Lavras . E-mail: vania@biblioteca .ufla.br
1

Mestrando em Administração pela Universidade Federal de Lavras , Especialista em Gestão do
Conhecimento e Tecnologia da Informação e Bacharel em Biblioteconomia pelo Centro Universitário
de Formiga - UNIFOR/MG e Bibliotecário da Universidade Federal de Lavras , MG. E-mai/:
nivaldo@biblioteca.ufla.br
2

Especialista em Tecnologias de Informação e Comunicação no Ensino Fundamental pela
Universidade Federal de Juiz de Fora, Bacharel em Biblioteconomia pelo Centro Universitário de
Formiga - UNIFOR/MG e Bibliotecária da Universidade Federal de Lavras - UNIFOR/MG. Email: eliana@biblioteca.ufla.br

3

Especialista em Tecnologias de Informação e Comunicação no Ensino Fundamental pela
Universidade Federal de Juiz de Fora, Bacharel em Biblioteconomia pelo Centro Universitário de
UNIFOR/MG e Bibliotecária da
Universidade Federal
de Lavras. EFormiga
mail: rosianemaria@biblioteca .ufla.br

4

5 Licenciada em Língua Portuguesa e suas Literaturas pela Universidade Federal de São João dei Rei
- UFSJ e Assistente em Administração na Biblioteca da UFLA. E-mail: danielefaria@biblioteca.ufla.br
6 Graduando em Sistema de Informação pela Universidade Federal de Lavras. Técnico em Tecnologia
da Informação da Biblioteca da UFLA. E-mail: ckloss@biblioteca.ufla.br

Resumo
Este relato de experiência trata do projeto de empréstimo, pela Biblioteca da
UFLA, de computadores portáteis (netbooks) para que a comunidade acadêmica
possa consultar recursos eletrônicos e pesquisar na WEB . Esse projeto faz parte da
política de inclusão digital defendida pela Direção Executiva da UFLA. Foram
disponibilizadas, inicialmente, 80 unidades para empréstimo domiciliar. A aceitação
e a alta demanda pelos empréstimos dos computadores portáteis confirmaram uma
tendência voltada para o uso de aparatos tecnológicos na Educação e nos estudos
da Biblioteconomia e da Ciência da Informação.

Palavras-Chave:
Computadores portáteis; Netbooks; Inclusão digital; Sociedade da Informação;
Biblioteca universitária.

2610

�Gestão de recursos materiais e financeiros
Trabalho completo

Abstract
This experience report deals with the project loan made by the Library of
UFLA, laptops (netbooks) for the academic community can consult electronic
resources and search the web . This project is part of the digital inclusion policy
advocated by the Executive Director of UFLA. First 80 units were available for home
loan. The acceptance and high demand for loans of laptops confirmed a trend toward
the use of technological devices in education and studies of Library and Information
Science.
Keywords:
Laptops; Netbooks; Digital inclusion; Information Society; University library.
1 Introdução
A queima dos rolos de papiros na famosa Biblioteca de Alexandria levou aos
intolerância
religiosa , negando
à
humanidade
céus
a fumaça
da
o direito à informação. Da Antiguidade para os tempos modernos, muito se
avançou na forma de disponibilizar a informação e a mais conhecida
é a imprensa, que gerou o livro. Gerações anteriores acessaram a informação por
meio de livros e hoje manuseiam, com pouca agilidade, as novas ferramentas
tecnológicas. Diferente deste cenário, as crianças "nativas digitais", ainda
pequeninas, manuseiam com facilidade os equipamentos modernos (celulares,
câmaras digitais, netbooks e outros), além de colorirem e se divertirem com os
aplicativos em computadores. A chamada "geração digital" vivencia o oposto das
gerações das décadas anteriores ao ano 2000: o contato se dá, primeiramente, com
as novas tecnologias e, depois, com os livros.
A sociedade atual pode ser considerada privilegiada porque presencia as
aceleradas transformação e evolução da informação. A inclusão dos novos suportes
de informação surpreende e encanta as crianças e os jovens. Contudo, os livros não
podem ser descartados. Acompanhar esse processo evolutivo é responsabilidade
dos gestores de unidades de educação e de informação.
As tecnologias devem ser apresentadas pelos gestores de informação com
responsabilidade e deve-se enfatizar a sua aplicação para a formação do leitor e do
pesquisador. Para que haja uma educação cidadã e o real aproveitamento da
informação capaz de gerar conhecimento , não se deve ser intolerante com a
informação impressa, que estará presente no cotidiano social, acadêmico e
profissional por muito tempo.
Os profissionais da informação, os docentes e os técnicos em tecnologia da
informação terão acesso a bibliotecas híbridas - a impressa e a digital - e isso
refletirá diretamente na forma de ensinar e aprender. Cada vez mais estaremos
conectados e, para isso, as ferramentas deverão ser disponibilizadas, para que os
usuários possam acompanhar a evolução do acesso à informação.
Acompanhando as inovações tecnológicas e os avanços na forma de ensinar
e educar, e buscando cumprir o seu papel de difusora da informação, a Biblioteca da

2611

�Gestão de recursos materiais e financeiros
Trabalho completo

Universidade Federal de Lavras (UFLA) implantou um projeto piloto de empréstimo
de computadores portáteis, netbooks, cuja experiência é apresentada neste relato.
O Projeto de Empréstimo de Netbooks executado pela Biblioteca Universitária
da UFLA faz parte de uma política de inclusão digital defendida pela Direção
Executiva da UFLA, com apoio da Diretoria de Gestão de Tecnologia da Informação,
DGTI, para atender a uma parcela de estudantes e servidores que ainda não
possuem equipamentos portáteis para acesso à informação na web, para os
estudos, as pesquisas e para a participação em congressos e seminários.

2 Tecnologia da informação como instrumento de democratização e
acesso à informação
Nos últimos anos, a sociedade vem passando por transformações
significativas, no que tange à produção de informações e à geração de
conhecimentos. Tudo isso graças aos avanços tecnológicos na microeletrônica e
nas telecomunicações. Para alguns estudiosos, estamos vivenciando a "Sociedade
da Informação", sobretudo nas nações mais industrializadas. Já os países em
desenvolvimento ainda estão em fase de transição, mas já se tornam visíveis as
mudanças propiciadas pelas tecnologias da informação, o que faz com que esses
países caminhem em direção a esse novo conceito de sociedade.
Na Sociedade da Informação, Castells (2000) afirma que a informação tornase matéria-prima e as tecnologias permitem que o homem tenha acesso a ela . As
tecnologias da informação e comunicação (TICs) também são capazes de promover
mudanças paradigmáticas de ordem social e econômica, devido à sua alta
penetrabilidade, uma vez que "a informação é parte integrante de toda atividade
humana, individual ou coletiva e, portanto, todas essas atividades tendem a ser
afetadas diretamente pela nova tecnologia" (WERTHEI , 2000 , p.72).
No "Livro Verde", fruto de uma iniciativa do Governo Federal brasileiro e
produzido pelo Ministério da Ciência e Tecnologia, no ano de 2000, encontra-se a
seguinte afirmação:
[... ] a Sociedade da Informação não é um modismo. Representa uma
profunda mudança na organização da sociedade e da economia , havendo
quem a considere um novo paradigma técnico-econômico. É um fenômeno
global, com elevado potencial transformador das atividades sociais e
econômicas. Tem ainda marcante dimensão social , em virtude do seu
elevado potencial de promover a integração, ao reduzir as distâncias entre
pessoas e aumentar o seu nível de informação. (TAKAHASHI , 2000, p. 5) .

Diante desse novo paradigma, torna-se fundamental pensar na
universalização dos serviços de informação, propiciando a inserção dos indivíduos
na nova sociedade. E foi nesse intuito que foi criado o "Livro Verde", ao estabelecer
planos e metas para promover o acesso de todos os cidadãos a esses serviços,
construindo, assim, uma sociedade de informação para todos. De acordo com esse
documento, seu principal objetivo é "integrar, coordenar e fomentar ações para a
utilização de tecnologias de informação e comunicação, de forma a contribuir para a
inclusão social de todos os brasileiros na nova sociedade" (TAKAHASHI, 2000).
Além disso, o projeto busca viabilizar uma maior competitividade do país no

2612

�Gestão de recursos materiais e financeiros
Trabalho completo

mercado global, fator também fundamental para o desenvolvimento do Brasil.
Um dos fatores que dificultam a inclusão social dos indivíduos é o
analfabetismo informacional. Segundo Tarapanoff, Suaiden e Oliveira (2002),
aqueles que desconhecem a utilização dos equipamentos de TICs estarão
impossibilitados de ter acesso à informação. Portanto, para adotar medidas de
inclusão, não basta apenas disponibilizar computadores para todos. É preciso
também capacitá-los para o uso correto dos mesmos.
Buscando conhecer a situação em que o país se encontrava , o governo
brasileiro mapeou a situação do uso das tecnologias e o acesso a elas, constatando
o preocupante quadro de atraso digital. No "Livro Verde", é possível visualizar um
panorama geral das dificuldades, dos atrasos, dos avanços e as necessidades mais
urgentes para atenuar a exclusão digital e as desigualdades sociais, como bem
mostra o trecho seguinte:
[... ] ao Brasil urge acelerar o processo de articulação efetiva de um
programa nacional para a sociedade da informação. Algumas aplicações de
governo têm tido enorme impacto, tanto na melhoria da eficiência interna de
funcionamento como na prestação de serviços ao cidadão . O país dispõe,
pois, dos elementos essenciais para a condução de uma iniciativa nacional
rumo à Sociedade da Informação. E a emergência do novo paradigma
constitui, para o Brasil , oportunidade sem precedentes de prestar
significativa contribu ição para resgatar a sua dívida social , alavancar o
desenvolvimento e manter uma posição de competitividade econômica no
cenário internacional. (TAKAHASHI , 2000, p. 5) .

Pode-se afirmar que esse livro foi pioneiro em realizar esse estudo e um dos
mapeamentos mais consistentes do uso das TICs no país. Por meio dele, é possível
que o Brasil se oriente na hora da tomada de decisões, buscando promover a
inclusão digital de toda a população, sobretudo das mais carentes. No entanto, ao
falar em Sociedade da Informação como sendo o caminho para solucionar
problemas sociais e econômicos, promovendo uma sociedade mais justa e
democrática por meio da apropriação das TICs, não se pode deixar de mencionar
um outro quadro da nova realidade: o dos "digitalmente excluídos", o que faz com
que a sociedade seja dividida entre aqueles que detêm o acesso às tecnologias
dominantes e aqueles que sequer têm recursos mínimos para ter acesso à
informação (MATTOS ; SANTOS, 2009) .
Neste contexto, existem várias promessas e desafios propostos pela
Sociedade da Informação. Como parte do presente texto, analisa-se a questão da
inclusão digital, a qual surge como uma resposta indireta à exclusão social.
Indivíduos que não têm garantidos seus direitos básicos, como saneamento, saúde,
moradia , educação e alimentação, tendem a ter o acesso ao mundo dig ital
desfavorecido, o que implica em um desnivelamento cultural.
A desigualdade sócio-econômica é uma barreira que impede os indivíduos
pobres a terem acesso às redes informacionais. Essa negação de acesso é o cerne
da exclusão digital, uma vez que impossibilita que o cidadão utilize um computador
conectado à internet, por sua própria vontade.
As novas tecnologias da informação podem não apenas consolidar, mas
agravar as diferenças sociais e promover um abismo cognitivo entre aqueles que
utilizam aparatos eletrônicos e aqueles que são privados dessa tecnologia em seu

2613

�Gestão de recursos materiais e financeiros
Trabalho completo

ofício (OLIVEIRA; CANDIDO, 2005).
Conforme Mattos e Santos (2009) , é importante buscar definições mais
adequadas do que seja 'inclusão digital', pois os indicadores mais encontradiços [ .. .]
não são suficientes para mensurá-Ia e descrever a complexidade do fenômeno . O
termo "inclusão digital" ainda carece de uma definição justa, uma vez que há muitas
variáveis relacionadas a ele, como o local de acesso ao computador/internet em
casa e no trabalho, a qualidade de conexão, etc. Conforme Sorj e Guedes (2005),
A inclusão digital é geralmente definida num país pela relação entre a
porcentagem de pessoas com acesso a computador e/ou Internet no
domicílio e o total da população. Para identificar as pessoas incluídas, o
critério geralmente utilizado é o número de computadores por domicílio e/ou
de computadores por domicílio com acesso à Internet. Essa metodologia já
foi alvo de críticas, pois em países com um número significativo de pontos
de acesso coletivo (comumente denom inados telecentros ou cibercafés) o
número de pessoas que acessam a Internet por computador é muito maior
que a média de acesso por domicílio.

De acordo com Silva Filho (2003), três pilares compõem um tripé fundamental
para que aconteça a inclusão digital: as próprias tecnologias da informação e
comunicação (TICs), a renda e a educação.
Em análise do processo relacional da inclusão digital, conclui-se que esta
envolve muito mais a questão ética, em que a percepção do indivíduo a receber
tende refletir a extensão deste serviço/direto aos outros indivíduos, considerando-o
um fator e cidadania . Dessa forma , caracteriza-se um processo de aprendizagem em
rede, do uso das tecnologias da informação.
Incluir não significa apenas inserir os indivíduos em determinados padrões.
Significa , ao mesmo tempo, respeitá-los, levá-los a participar ativamente da
democracia, conscientizando-os da realidade que persiste no meio em que
sobrevivem , oferecendo-lhes credibilidade e oportunidades de concretizar suas
expectativas, de forma igualitária.
Para promover a "inclusão digital", com suporte das TICs, não basta apenas
ofertar máquinas. São necessárias políticas direcionadas a proporcionar uma
familiarização maior com as tecnologias. Espera-se que os resultados de ações
inclusivas proporcionem maior qualificação profissional , bem como o interesse das
pessoas em disseminar o conhecimento, principalmente no meio acadêmico. Os
utilizadores das tecnologias se tornarão mais capacitados para elaborar e distribuir
conteúdos significativos para a comunidade em que está inserido, participando,
inclusive, de políticas públicas de inclusão digital.
Para a provisão democrática do acesso à informação é necessário
oportunizar e assegurar ao usuário a possibilidade de lidar com equipamentos que
assegurem o acesso aos suportes de informação para diversas atividades
acadêmicas, conectando-o à rede para fomentar o conhecimento .
No trabalho de Mendonça (2007) , a autora cita Schauer (2003) que, ao tratar
da tecnologia da informação, apresenta elementos que devem ser considerados na
construção e na implementação de programas voltados para a inclusão "infossocial",
tais como:

2614

�Gestão de recursos materiais e financeiros
Trabalho completo

a) as tecnologias da informação e comunicação estão fora do alcance de
muita gente;
b) os projetos, muitas vezes, estão longe da vida real e dos interesses de
acesso;
c) a concepção de tecnologia ignora as necessidades dos países pobres.
A mesma exclusão digital que envolve o Brasil e outros países, para Sorg
(2003) , também citado por Mendonça (2007), depende de cinco fatores que
determinam a maior ou a menor universalização das TICs. São eles:
a) existência de infraestruturas físicas de transmissão;
b) disponibilidade de equipamentos/conexão de acesso ;
c) treinamento para uso dos instrumentos do computador e internet;
d) capacitação intelectual e inserção social do usuário, produto da profissão,
do nível educacional e intelectual e de sua rede social que determina o
aproveitamento efetivo da informação e das necessidades de comunicação
pela internet;
e) produção e uso de conteúdos específicos adequados às necessidades dos
diversos segmentos da população.

2 Métodos e procedimentos de implantação
No que se refere à sistematização do Projeto de Empréstimo de
Computadores Portáteis, Netbooks, objeto deste estudo, utilizou-se como técnica de
pesquisa uma abordagem qualitativa, utilizando-se de revisão bibliográfica e
pesquisa exploratória. O método de coleta de dados adotado foi a partir de
informações fornecidas pela biblioteca e universidade sendo estabelecidas as
seguintes etapas:
a) planejamento da implantação;
b) elaboração das normas de empréstimo e de segurança da informação;
c) configuração e estabelecimento dos privilégios dos usuários nos sistemas
operacionais dos netbooks;
d) processamento técnico;
e) preparo das rotinas de circulação e manutenção.

2.1 O planejamento
A elaboração de um projeto como forma de promoção inclusiva e progressiva
dos usuários da biblioteca e às TICs, proporcionando o acesso a computadores
portáteis, netbooks, incitou a Biblioteca Universitária da Universidade Federal de
Lavras (BU/UFLA), a disponibilizar o empréstimo desses equipamentos para a
consulta aos recursos eletrônicos e para a pesquisa na Web. Os netbooks são
destinados à comunidade acadêmica com habilitação aos serviços da Biblioteca da
UFLA e, para completar a mobilidade virtual , a Universidade dispõe de acesso à
internet sem fio e gratuita em todo o campus.

2615

�Gestão de recursos materiais e financeiros
Trabalho completo

Para a implantação do projeto, foi nomeada uma comlssao composta de
bibliotecários, técnicos em tecnologia da informação, alunos bolsistas e técnicos em
administração, que estabeleceram a execução e a política de empréstimo.

2.2 As normas de empréstimo
Com a implantação do Projeto de Empréstimo dos Computadores Portáteis,
netbooks, a comissão verificou o Regulamento Geral da Biblioteca, em seus incisos,
para se certifica de que já estaria contemplado o atendimento a esse novo serviço.

o Regulamento Geral da Biblioteca 1, atualizado em 2011 , encontrava-se
adequado aos diversos serviços recentemente implantados. As especificidades não
incluídas no regulamento foram tratadas em normas distintas, como foi a questão do
empréstimo dos netbooks. As características peculiares que diferem esse
empréstimo dos demais itens disponíveis para os usuários estão previstas em
normas de empréstimo dos netbooks 2 que orientam a forma de comunicação e ação
entre servidores e usuários.
2.3 Especificações dos computadores portáteis
Netbook Asus Eee PC 1001 PXD
a)
b)
c)
d)
e)
f)
g)
h)
i)
j)
k)
I)
m)
n)

Sistema Operacional Windows XP Professional ;
processador Intel® Atom™ N455 @ 1.66GHz;
memória de 1GB (DDR3);
tela LED de 10.1" WSVGA (1 024x600) fosca ;
disco rígido 2.5" SATA2 250GB 5400rpm ;
conexão wireless 802 .11 b/g/n@2.4GHz;
conexão bluetooth V2.1+EDR;
WEBCam de 0,3 megapixels;
processador de audio de alta definição;
alto-falantes estéreo;
microfone embutido;
bateria de íon de lítio de 6 células, 48Whr;
peso: 1,27 kg ;
Conexões:
-1 xVGA
- 2 x USB 2.0
- 1 x LAN RJ-45
- 1 x áudio (fone de ouvido/microfone)
- 1 x leitor de cartão: SD/ SDHC/ MMC

2.4 Preparo do conteúdo do kit de empréstimo do computador portátil
1

2

Regulamento disponível em: &lt;http://urI20.ca/4Tf&gt; . Acesso em : 18 abro2012.
Normas de empréstimo disponível em : &lt; urI20 .ca/1hB &gt;. Acesso em : 18 abro2012 .

2616

�Gestão de recursos materiais e financeiros
Trabalho completo

(Netbook)
Netbook é um termo usado para descrever uma classe de computadores
portáteis tipo subnotebook, com características típicas: peso reduzido, dimensão
pequena ou média e de baixo custo . São utilizados, geralmente, em serviços
baseados na internet, tais como navegação e e-mails.
Para facilitar a condução desses equipamentos pelos usuários, a comissão
responsável decidiu montar um kit com os seguintes itens:
a)
b)
c)
d)
e)
f)

computador portátil, com bateria incluída;
fonte de alimentação;
pasta em tecido;
cabo de força;
cabo de rede ;
alça regulável.

Um folder, com as normas de empréstimo, foi anexado ao kit, para
demonstrar ao usuário sua responsabilidade pela guarda e conservação do
computador portátil e dos periféricos, emprestados em seu nome.

2.4.1 Configuração e estabelecimento dos privilégios dos usuários nos
sistemas operacionais do netbook
Os equipamentos foram adquiridos pela Reitoria da Universidade Federal de
Lavras e encaminhados para a DGTI. Em seguida , a Biblioteca Universitária, através
de sua Coordenadoria de Recursos Tecnológicos, ao receber os netbooks, conferiu
a quantidade, as especificidades e os números de patrimônio. Durante a verificação
dos softwares instalados e das configurações, constataram-se algumas falhas,
como:
a) conta de usuário com privilégios de administrador;
b) não utilização de software antivírus;
c) ausência dos softwares importantes para os usuários, como o SisVar 3 e
outros;
d) utilização do Returni 4 que restaura o estado da máquina automaticamente
após cada boot. Os usuários são orientados a não deixar informações
armazenadas.
Após as análises dos técnicos da Biblioteca Universitária e da DGTI ,
envolvidos na implantação do Projeto, optou-se pela reformatação dos netbooks e a
adoção das seguintes medidas:
a) utilizar o Comodore Time Machine 5 , em vez do Returnil;
3 Programa de análises estatísticas e planejamento de experimentos . Disponível em :
&lt;http://www.dex.ufla.br/-danielff/softwares.htm&gt;. Acesso em : 18 abro2012 .
4 Software que permite restaurar a configuração orig inal do computador. Disponível em :
&lt;http://www.returnilvirtualsystem .com&gt; . Acesso em : 18 abro2011 .
5 Software que permite restaurar a configuração original do computador. Disponível em :

2617

�Gestão de recursos materiais e financeiros
Trabalho completo

b) retirar privilégios de administrador da senha de usuário;
c) instalar o antivírus McAfee;
d) determinar a restauração apenas na devolução do equipamento .
Com essas medidas estabelecidas, acreditou-se que os equipamentos
estariam mais seguros e poderiam circular por mais tempo e em melhores
condições, sem a necessidade de reposição de peças e sem que houvesse alguma
avaria no sistema operacional.

2.4.2 Preparação da imagem (configuração matriz)
A etapa seguinte foi preparar a imagem e a matriz das configurações que
seriam replicadas aos outros 79 netbooks destinados ao empréstimo. Foram
instalados os seguintes softwares e aplicativos:
a)
b)
c)
d)
e)
f)

g)
h)

BROffice versão 3.3;
Adobe Reader versão X;
SisVAR versão 5.3;
Navegador Google Chrome ;
Navegador Mozilla Firefox versão 6.0;
7Zip versão 9.2;
PDFCreator versão 1.2.0;
Pacote de codecs CCCP .

2.5 Processamento técnico
A Coordenadoria de Processamento Técnico foi a responsável pela descrição
física dos computadores portáteis no sistema de gestão de informação da biblioteca
e pelo preparo do equipamento para circulação e empréstimo.
Com o objetivo de ajustar as especificações desse tipo de material e de
agilizar o seu processamento técnico, algumas das normas estabelecidas nos
instrumentos de catalogação foram adaptadas e/ou alteradas.
Após a descrição técnica do equipamento no sistema de Gestão de
Informação da Biblioteca, o Pergamum, foram afixadas as etiquetas de código de
barras para o empréstimo , do número de patrimônio, do número de série do
equipamento e da licença do Windows XP, todas na parte inferior do computador,
conforme Figura 1.

&lt;http://www.comodo.com/home/backup-online-storage/data-recovery.php&gt;. Acesso em : 18 abro2012 .

2618

�Gestão de recursos materiais e financeiros
Trabalho completo

Figura 1 Etiquetas de identificação dos netbooks

Na finalização do processamento técnico, os equipamentos foram
encaminhados para a Coordenadoria de Recursos Tecnológicos da Biblioteca , para
vincular os números de patrimônio e de registro do sistema da Biblioteca aos seus
endereços MAC 6 . O objetivo desse procedimento é a localização dos computadores
portáteis em caso de extravio, pois o MAC é salvo na memória do roteador e,
sempre que uma rede for acessada pelo aparelho, um endereço de IP será definido
para ele, o que facilitará a sua localização.

2.6 Rotinas de circulação
Ao efetuar o empréstimo, o usuário tomará conhecimento do regulamento da
Biblioteca e das normas específicas para os netbooks, certificando-se dos
procedimentos desse serviço. Esses documentos estão disponíveis em diversos
formatos, como folders , mezaninos, cartazes ou recomendações em banners.
Também estão disponíveis no site 7 da Biblioteca .
O empréstimo desse equipamento difere dos materiais bibliográficos que são
emprestados no Setor de Circulação ou através dos terminais de autoempréstimo.
Já os computadores portáteis, por questão de segurança, são emprestados somente
no Setor de Referência, que funciona em uma sala arejada, com balcão apropriado
para atendimento aos usuários, com estantes adequadas para o acondicionamento
desses equipamentos e com funcionários no atendimento em tempo integral do
expediente da Biblioteca . Para efetuar o empréstimo, o usuário apresenta o seu
cartão único de identificação da universidade.
No ato da entrega e no ato da devolução, é primordial a conferência do
conteúdo do kit do computador portátil. São ações importantes que garantem a
verificação do aspecto físico do equipamento. Essa ação é praticada
concomitantemente por um funcionário e pelo usuário, conforme rotinas préestabelecidas.
No ato da devolução, o usuário deverá estar presente, enquanto se realiza a
vistoria . Conforme as normas de empréstimo, o usuário que não permanecer na
conferência será responsabilizado pelos danos identificados. O computador portátil
MAC é a sigla de Media Access Control , ou seja, é o endereço individualizado, com 12 dígitos
hexadecimais, de controle de acesso da placa de rede nos netbooks.

6

7

Biblioteca da UFLA. Disponível em : &lt;http://www.biblioteca .ufla.br/&gt; . Acesso em : 20 jun. 2012 .

2619

�Gestão de recursos materiais e financeiros
Trabalho completo

não será emprestado e nem consertado até o comparecimento do usuário.

2.7 Manutenção dos equipamentos
No ato do empréstimo do equipamento, se for detectada, na conferência ,
alguma avaria, o empréstimo daquele computador é suspenso e, se for na
devolução, o problema será relatado, utilizando um laudo de vistoria (Anexo A) , que
será encaminhado junto, com o equipamento para a Coordenadoria de Recursos
Tecnológicos da Biblioteca e, se necessário, à DGTI , com o diagnóstico para
conserto. São procedimentos da notificação de avaliação:

a) o funcionário confere o equipamento na presença do usuário;
b) ao detectar alguma avaria, o funcionário preencherá o formulário na
presença do usuário;
c) após o preenchimento, o funcionário solicitará a assinatura do usuário;
d) o funcionário fará o documento em três vias, sendo uma para o usuário,
uma para a Coordenadoria de Recursos Tecnológicos (CRT) e uma para o
Setor de Referência ;
e) o equipamento será encaminhado, com a via do laudo de vistoria , para
CRT;
f) o funcionário registrará, no Sistema Pergamum , no módulo de cadastro de
usuários, a mensagem "Netbook em avaliação" . Até o fim da verificação,
esse registro não impede o usuário de efetuar outro empréstimo;
g) o funcionário responsável pela identificação da avaria no equipamento, ao
receber a notificação da CRT e/ou da DGTI, comunicará a situação do
netbook ao usuário, por e-mail.
Os custos de reparo no computador portátil, caso a CRT e/ou DGTI concluam
que houve uso inadequado do equipamento , será de responsabilidade do usuário.
Desde o início do projeto, em outubro de 2011 , foram encaminhadas apenas quatro
unidades para manutenção.

3 Resultados e divulgação do projeto
O projeto de empréstimo domiciliar de computadores portáteis, netbooks, foi
lançado durante a VI Semana do Livro e da Biblioteca da UFLA, a VI SLBU em
outubro de 2011 . Essa atividade é considerada pioneira nas instituições públicas de
ensino superior no Estado de Minas Gerais.
Ao ser implantado o projeto, a procura por empréstimo de netbooks foi
intensa; no dia do seu lançamento, mais de 50% dos exemplares dos equipamentos
portáteis foram emprestados. Consulta feita com os primeiros 40 alunos que
utilizaram o serviço, revelou que eles estão se beneficiando dessa atividade , uma
vez que o projeto possibilita formas de utilizar as tecnologias da informação,
complementando seus estudos e pesquisas e melhorando a sua formação
acadêmica.
No planejamento e na implantação e na execução do projeto de empréstimo

2620

�Gestão de recursos materiais e financeiros
Trabalho completo

de computadores portáteis, netbooks, foram envolvidos mais de 40 profissionais,
entre pró-reitores, administradores, técnicos em tecnologia da informação,
servidores técnico-administrativos, auxiliares de biblioteca, bibliotecários e outros
profissionais ligados à prestação de serviços de informação
Após sete meses de implantação, foram contabilizados 884 empréstimos e
538 reservas dos computadores portáteis. Comparado com aos livros com o maior
índice de circulação na Biblioteca da UFLA, Las Casas (2006)8, com 663
empréstimos e Tipler (2004)9, com maior índice de reserva , 121, pode-se considerar
significativa a demanda por este material. Esses resultados levaram a direção da
UFLA a investir na aquisição de mais 50 netbooks, totalizando 130 equipamentos
para o projeto, dos quais 20 são de uso exclusivo no recinto da Biblioteca.

4 Conclusão
Os profissionais da informação convivem com mudanças o tempo todo,
sobretudo na disponibilização da informação por meios eletrônicos, cujas
tecnologias vêm sofrendo avanços cada vez mais rápidos e significativos. É urgente
que esses profissionais incorporem o conhecimento dessas novas tecnologias e
ferramentas da web, discutindo as políticas internas ou coletivas que inovam e
disponibilizam as informações aos seus utilizadores.
A realidade atual é que a biblioteca não é o primeiro espaço onde as pessoas
buscam informações aos seus questionamentos. Cada vez mais, a biblioteca deve
posicionar-se na ação de ir ao encontro dos seus usuários, sem receios , buscando
atender às suas necessidades e apresentando os novos recursos de busca para o
encontro das respostas . A biblioteca deve ir onde o usuário está .
O profissional que está preparado e aberto às mudanças será sempre útil e
proporcionará a quebra dos paradigmas que mantêm alguns profissionais estáticos.
Esse profissional moderno enxergará novas oportunidades, agregando valor às suas
potencialidades e inovando sempre. Os serviços oferecidos terão conteúdos
relevantes , direção certa e ferramentas adequadas para incorporar novas
tecnologias que facilitam ou proporcionam o acesso à informação.
O profissional da informação que estabelece linhas diversas de comunicação
online com seu público constrói a confiança necessária para o compartilhamento de
informações e experiências que visam à utilização dos serviços, facilitando a
disseminação da informação, construindo o conhecimento daqueles que utilizam os
sistemas.
Tornar acessível as novas ferramentas inovadoras de busca e acesso à
informação permite que a biblioteca faça uma nova leitura do seu papel junto aos
usuários. Disponibilizar ferramentas , como um computador portátil, é uma inovação
inclusiva que equilibra diferenças sociais, oportunizando condições igualitárias aos
usuários de biblioteca.
A maioria dos novos usuários de biblioteca nasceu com a web e com os
dispositivos móveis. Os profissionais da informação deverão combinar os recursos
LAS CASAS , Alexandre Luzzi. Administração de marketing: conceitos, planejamento e aplicações
à realidade brasileira. São Paulo: Atlas , 2006. 528 p.
9 TIPLER , Paul Allen. Física para cientistas e engenheiros. 4. ed. Rio de Janeiro: Livros Técnicos e
Científicos , 2000. v. 1.

8

2621

�Gestão de recursos materiais e financeiros
Trabalho completo

disponíveis para oferecer os melhores serviços. E, para que a biblioteca seja vista
como um meio de transpor barreiras da desigualdade, para ser mais inclusiva, esses
novos desafios que se apresentam são inovações e ações que deverão ser
utilizadas como complemento às atividades de ensino, pesquisa e extensão .
Atitudes pioneiras sempre oferecem espaço para novas oportunidades e o
modo como os profissionais da informação estão incorporando as novas tecnologias
nos seus sistemas e serviços proporciona um aproveitamento maior na utilização
dos recursos.
É também essencial analisar o comportamento dos usuários para entender
quais são as suas demandas informacionais, como conseguem acessá-Ias e como
vão produzir conhecimento.
O empréstimo de computadores portáteis foi um passo importante de contato
com o usuário, tratando-se de um recurso até então pouco explorado pelas
instituições no Brasil. Esse projeto mostra que é fundamental assegurar o acesso à
informação para um número maior de usuários, em especial os de menor poder
aquisitivo.
O impacto na produtividade acadêmica, com a utilização de novas
ferramentas e outros recursos da biblioteca deve ser outro ponto de um plano para
subsidiar mais investimentos em tecnologia e recursos humanos. Estudos
multidisciplinares, com outros profissionais, devem orientar novas ações que
permitam oferecer novos recursos de comunicação e investimentos tecnológicos,
baseados na avaliação dos projetos já existentes que instiguem e estimulem a
aprendizagem e a formação profissional.
5 Referências
CASTELLS, M.; GERHARDT, K. B. A sociedade em rede. 4. ed . São Paulo: Paz e
Terra, 2000 .
MATTOS, F. A. M. de; SANTOS, B. D. D. R. Sociedade da informação e inclusão
digital: uma análise crítica. Liinc em Revista, Rio de Janeiro, v. 5, n. 1, p. 117-132,
mar. 2009. Disponível em: &lt;http://revista .ibict.br/liinc/index.php/lii
nc/article/view/247&gt;. Acesso em: 01 abr. 2012 .
MENDONÇA, A. V. M. A integração de redes sociais e tecnológicas: análise do
processo de comunicação para inclusão digital. 2007. 349 f. Tese (Doutorado em
Ciência da Informação) - Universidade de Brasília , Brasília, 2007.

MIRANDA, P. R. de M. Elementos habilitadores e inibidores da implementação
de espaços virtuais de participação pelos governos. 2010 . 94 f. Dissertação
(Mestrado em Administração) - Universidade Federal do Rio Grande do Sul, Porto
Alegre, 2010 .
OLIVEIRA, N.; CANDIDO, F. da C. Inclusão digital: uma questão de socialização . In:
CONGRESSO INTERNACIONAL EM BIBLIOTECONOMIA, 3.,2005, Rio de Janeiro.
Anais ... Rio de Janeiro: Nicola &amp; Moskovics, 2005 . 1 CD-ROM .

2622

�Gestão de recursos materiais e financeiros
Trabalho completo

SILVA, G. da P. F. et aI. Inclusão digital no contexto da extensão em bibliotecas
universitárias. In : CONGRESSO BRASILEIRO DE BIBLIOTECONOMIA,
DOCUMENTAÇÃO E CIÊNCIA DA INFORMAÇÃO, 24., 2011, Maceió. Anais
eletrônicos ... Maceió: Febab, 2011 . 1 CD-ROM .
SORJ, B.; GUEDES, L. E. Exclusão digital: problemas conceituais, evidências
empíricas e políticas públicas. Novos Estudos Cebrap, São Paulo, n.72, p. 101117,2005.
TAKAHASHI, T. (Org.). Sociedade da informação no Brasil: o livro verde. Brasília:
Ministério da Ciência e Tecnologia, 2000. 203 p.
TARAPANOFF, K. ; SUAIDEN, E. ; OLIVEIRA, C. L. Funções sociais e oportunidades
para profi ssionais da informação.
DataGramaZero, Brasília, v. 3, n. 5, out. 2002. Disponível em :
&lt;http ://www.dgz.org .br/out02/Art_04 .htm&gt;. Acesso em : 21 jun . 2012 .
WERTHEI , J. A sociedade da informação e seus desafios. Ciência da Informação,
Brasília, v. 29, n. 2, p. 71-77, maio/ago. 2000. Disponível em :
&lt;http ://www.scielo.br/pdf/ci/v29n2/a09v29n2 .pdf &gt;. Acesso em : 2 abro2012.

2623

�Gestão de recursos materiais e financeiros
Trabalho completo

Anexo A

UNIVERSIDADE FEDERAL DE LAVRAS
REITORIA - ASSESSORIA ACADÊMICA
BIBLIOTECA UNIVERSITÁRIA
Avaliação de Netbook

Matrícula: ................................ Usuário :............... .... .. .............................................. ......... ....... ....
Reg. Pergamum .... ... ... ... ... ... N° de patrimõnio ... .. ......... .... ... ..Servidor da BU: ... .... .... ... .. .... ..... .....
Data de devolução efetiva pelo usuário: _I _1 _ _

Identificados os seguintes problemas no computador portátil:
( ) falta peça do kit. Qual(is)? .. ... .. ...... ..... .. ...... .... .. .... ..... .... ....... .. ....... .. .... ......... .... ... .. ..,
( ) arranhões;
( ) trincados;
( ) quebrado na parte externa;
( ) trincado na parte interna (tela e teclado);
( ) fonte de alimentação não funciona ;
( ) conectores nas laterais do equipamento quebrados ou obstruídos;
( ) teclas soltas, travadas ou arrancadas;
( ) derramamento de líquidos;
( ) cabo de força na fonte de alimentação não funciona ;
( ) cabo de força na tomada não funciona ;
( ) cabo de rede danificado;
( ) computador não liga ;
( ) Restore System do Comodo Time Machine não executa;
( ) Comodo Time Machine não restaurou o sistema;
( ) imagem na tela apresenta problemas;
( ) encarte com as normas de empréstimo danificado;
( ) pasta danificada;
( ) alça da pasta danificada;
( ) Outros. Especifique: ... ...... .... ...... ... ........ ..... ....... ..... ...... .. ... ... ...... ...... .......... .. ............ ..
O computador portátil será encaminhado para vistoria técnica na Coordenadoria de Recursos
Tecnológicos da Biblioteca da UFLA elou na Diretoria de Gestão de Tecnologia da Informação, DGTI.
Será de responsabilidade do usuário os custos de reparo no computador portátil.
Assinatura do Usuário: ......... .. .... ......... ..... .................. ..... ... .... ... .... .. ...... .... ... ....... .. .... ... .. .... ......... .
Rua:
...................................... ......... ......... ....... ......... n: ....... Bairro: ........ ................. ....... .

2624

�Gestão de recursos materiais e financeiros
Trabalho completo

Cidade :............ ....... ........... ......... ........... CEP :....... ....... ... ........ ......... Tel :........... ........... ....... ......... ..

Coordenadoria de Recursos Tecnológicos da Biblioteca da UFLA
Parecer ........ ..... .... .. .. ..... ....... .. ... ... .... ... ... .... .. .......... .. ...... ... ... ... ....... ... ... ... ....... .. ... ...... ...

Recomendações:
) Substituição de item ;
) Reparos em assistência técnica indicada.
Técnico Responsável :.. ..... ..... .......... ....... ... ........ .......... ........ .. .......... ...... ......... ........... .. ..... .. .. ..... .. ...
Lavras, ......... de ........ .... .............. de .......... .

2625

�</text>
                  </elementText>
                </elementTextContainer>
              </element>
            </elementContainer>
          </elementSet>
        </elementSetContainer>
      </file>
    </fileContainer>
    <collection collectionId="49">
      <elementSetContainer>
        <elementSet elementSetId="1">
          <name>Dublin Core</name>
          <description>The Dublin Core metadata element set is common to all Omeka records, including items, files, and collections. For more information see, http://dublincore.org/documents/dces/.</description>
          <elementContainer>
            <element elementId="50">
              <name>Title</name>
              <description>A name given to the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51396">
                  <text>SNBU - Edição: 17 - Ano: 2012 (UFRGS - Gramado/RS)</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="49">
              <name>Subject</name>
              <description>The topic of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51397">
                  <text>Biblioteconomia&#13;
Documentação&#13;
Ciência da Informação&#13;
Bibliotecas Universitárias</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="41">
              <name>Description</name>
              <description>An account of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51398">
                  <text>Tema: A biblioteca universitária como laboratório na sociedade da informação.</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="39">
              <name>Creator</name>
              <description>An entity primarily responsible for making the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51399">
                  <text>SNBU - Seminário Nacional de Bibliotecas Universitárias</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="45">
              <name>Publisher</name>
              <description>An entity responsible for making the resource available</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51400">
                  <text>UFRGS</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="40">
              <name>Date</name>
              <description>A point or period of time associated with an event in the lifecycle of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51401">
                  <text>2012</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="44">
              <name>Language</name>
              <description>A language of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51402">
                  <text>Português</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="51">
              <name>Type</name>
              <description>The nature or genre of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51403">
                  <text>Evento</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="38">
              <name>Coverage</name>
              <description>The spatial or temporal topic of the resource, the spatial applicability of the resource, or the jurisdiction under which the resource is relevant</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51404">
                  <text>Gramado (Rio Grande do Sul)</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
          </elementContainer>
        </elementSet>
      </elementSetContainer>
    </collection>
    <itemType itemTypeId="8">
      <name>Event</name>
      <description>A non-persistent, time-based occurrence. Metadata for an event provides descriptive information that is the basis for discovery of the purpose, location, duration, and responsible agents associated with an event. Examples include an exhibition, webcast, conference, workshop, open day, performance, battle, trial, wedding, tea party, conflagration.</description>
    </itemType>
    <elementSetContainer>
      <elementSet elementSetId="1">
        <name>Dublin Core</name>
        <description>The Dublin Core metadata element set is common to all Omeka records, including items, files, and collections. For more information see, http://dublincore.org/documents/dces/.</description>
        <elementContainer>
          <element elementId="50">
            <name>Title</name>
            <description>A name given to the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="64778">
                <text>Tecnologia da informação como instrumento de democratização e acesso à informação: estudo de caso de empréstimo de computadores portáteis, netbook,na Biblioteca da UFLA.</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="39">
            <name>Creator</name>
            <description>An entity primarily responsible for making the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="64779">
                <text>Oliveira, Vânia Natal de et al.</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="38">
            <name>Coverage</name>
            <description>The spatial or temporal topic of the resource, the spatial applicability of the resource, or the jurisdiction under which the resource is relevant</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="64780">
                <text>Gramado (Rio Grande do Sul)</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="45">
            <name>Publisher</name>
            <description>An entity responsible for making the resource available</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="64781">
                <text>UFRGS</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="40">
            <name>Date</name>
            <description>A point or period of time associated with an event in the lifecycle of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="64782">
                <text>2012</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="51">
            <name>Type</name>
            <description>The nature or genre of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="64784">
                <text>Evento</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="41">
            <name>Description</name>
            <description>An account of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="64785">
                <text>Este relato de experiência trata do projeto de empréstimo, pela Biblioteca da UFLA, de computadores portáteis (netbooks) para que a comunidade acadêmica possa consultar recursos eletrônicos e pesquisar na WEB. Esse projeto faz parte da política de inclusão digital defendida pela Direção Executiva da UFLA. Foram disponibilizadas, inicialmente, 80 unidades para empréstimo domiciliar. A aceitação e a alta demanda pelos empréstimos dos computadores portáteis confirmaram uma tendência voltada para o uso de aparatos tecnológicos na Educação e nos estudos da Biblioteconomia e da Ciência da Informação.</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="44">
            <name>Language</name>
            <description>A language of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="69600">
                <text>pt</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
        </elementContainer>
      </elementSet>
    </elementSetContainer>
  </item>
  <item itemId="6100" public="1" featured="0">
    <fileContainer>
      <file fileId="5164">
        <src>http://repositorio.febab.org.br/files/original/49/6100/SNBU2012_239.pdf</src>
        <authentication>c9094235232cc84ea0483c74d165971f</authentication>
        <elementSetContainer>
          <elementSet elementSetId="4">
            <name>PDF Text</name>
            <description/>
            <elementContainer>
              <element elementId="92">
                <name>Text</name>
                <description/>
                <elementTextContainer>
                  <elementText elementTextId="64777">
                    <text>Gestão de recursos materiais e financeiros
i! """"'"
MaooNlck

~

= ~::::I~

Trabalho completo

SISTEMA DE BIBLIOTECAS DA UFMG: CRIAÇÃO DE UM
SETOR DE APOIO ÀS BIBLIOTECAS PÓLOS DA EAD
Maria Elizabeth de Oliveira Costa 1
Roseli Alves de Oliveirél, Darlene T. Schulel, Silvana Santos 4

1 Mestranda em Tecnologia e Gestão da Educação à Distância , UFRPE, diretora
do Sistema de Bibliotecas da Universidade Federal de Minas Gerais, Belo
Horizonte, MG
2 Especialista em Arquitetura e Organização da Informação, bibliotecária da
Biblioteca Universitária da Universidade Federal de Minas Gerais, Belo Horizonte,
MG

Especialista em Marketing, bibliotecária da Biblioteca
Universidade Federal de Minas Gerais, Belo Horizonte, MG

3

Universitária

da

Mestre em Ciência da Informação, UFMG, bibliotecária documentalista da PróReitoria de Recursos Humanos da Universidade Federal de Minas Gerais, Belo
Horizonte, MG

4

Resumo
A crescente demanda pela Educação a Distância (EaD) no Brasil tem feito com que
as universidades revisem os seus cursos, investindo e adaptando-os à nova
realidade. A mesma necessidade se faz presente nos serviços e produtos oferecidos
pelas bibliotecas aos seus usuários. Este trabalho discute o papel que as bibliotecas
universitárias e os bibliotecários devem desempenhar neste contexto . Diante desta
nova realidade emergente, a Biblioteca Universitária (BU) da Universidade Federal
de Minas Gerais (UFMG) sentiu a necessidade de implantar um setor denominado
"Setor de Apoio às Bibliotecas Pólos", com o objetivo de atuar e auxiliar no papel de
orientação e assessoria , criando diretrizes e normatizações a serem adotadas por
todas as bibliotecas nos pólos Universidade Aberta do Brasil (UAB) , onde a UFMG
ofereça cursos de EaD. Além dessa assessoria, o setor pretende disponibilizar os
produtos e serviços informacionais necessários aos alunos dessa modalidade. De
acordo com a bibliografia pesquisada, foram definidas as atividades a serem
desempenhadas pelo setor, bem como a maneira para a sua implantação e
execução. Como percurso metodológico, decidiu-se pela realização de visitas
técnicas nas bibliotecas pólos, nas quais serão aplicados questionários e realizadas
entrevistas para se traçar um diagnóstico da realidade das diferentes bibliotecas.
Inicialmente, estas visitas técnicas serão realizadas em pólos que ofereçam cursos
de graduação. De posse desse diagnóstico, o setor trabalhará na execução de um
planejamento que irá colocar em prática a sua política de atuação, bem como
funcionará como um canal de comunicação entre o aluno da EaD e as 26 bibliotecas

2598

�Gestão de recursos materiais e financeiros
i! """"'"
MaooNlck

~

= ~::::I~

Trabalho completo

dos cursos presenciais do Sistema de Bibliotecas da UFMG.

Palavras-chave: Educação
Bibliotecas pólos

à

distância;

Bibliotecas

universitárias;

Abstract
The growing demand for Distance Education in Brazil has caused universities to
review their courses, investing and adapting them to the new reality. The same need
is present in the products and services offered by libraries to their users. This paper
discusses the role that academic libraries and librarians should play in this context.
Facing this new emerging reality, the University Library at Federal University of Minas
Gerais felt the need to deploy a sector called "Sector Support Libraries Centers", in
order to serve and help in the role of guidance and advice, creating guidelines and
norms to be adopted by ali libraries in the centers Open University of Brazil, where
University of Minas Gerais offers some course of distance education . In addition to
this advice the sector plans to offer ali information products and services needed by
students of this modality. According to the literature researched , have been defined
the activities to be performed by the sector as well as which way to its
implementation and execution . As a methodology, it was decided by the technical
visits centers in libraries, in which will be used questionnaires and interviews to trace
a diagnosis of the reality of the different libraries. Initially these technical visits will be
made in centers that offer graduate courses. After this diagnosis, the sector will work
to implement a plan that will put into practice its policy of action , as well as serve as a
channel of communication between the student of distance education and the 26
physical libraries of the Libraries System at Federal University of Minas Gerais.

Keywords: Distance education; Academic libraries; Polo's libraries.
1 Introdução
No Brasil , a Educação a Distância (EaD) vem crescendo de forma significativa nos
últimos anos. Estudos e estatísticas apontam um salto na procura dessa modalidade
de educação e comprova a aceitação, o respeito e a credibilidade que vem tendo
perante a população.
A última edição do "Anuário Brasileiro Estatístico de Educação Aberta e a Distância"
(ANUÁRIO ... , 2008), aponta que 2.504.483 pessoas se matricularam em 2007 em
algum curso a distância no País. Este número, comparado com os dados da primeira
edição dessa mesma publicação (ANUÁRIO ... , 2005), que registrou 1.137.908
pessoas matriculadas em 2004, indica um crescimento de 120% em um intervalo de
três anos.

2599

�Gestão de recursos materiais e financeiros
i! """"'"
MaooNlck

~

= ~::::I~

Trabalho completo

A Diretoria de Educação a Distância (DED) da Coordenação de Aperfeiçoamento de
Pessoal do Ensino Superior (CAPES) em parceria com a Secretaria de Educação a
Distância (SEED) do Ministério da Educação (MEC), diante dessa nova modalidade
de ensino, vislumbrou um "instrumento para a universalização do acesso ao ensino
superior e para a requalificação do professor em outras disciplinas, fortalecendo a
escola no interior do Brasil , minimizando a concentração de oferta de cursos de
graduação nos grandes centros urbanos e evitando o fluxo migratório para as
grandes cidades. Para tanto, foi criada a Universidade Aberta do Brasil (UAB) que "é
um sistema integrado por universidades públicas que oferece cursos de nível
superior para camadas da população que têm dificuldade de acesso à formação
universitária, por meio do uso da metodologia da educação à distância"
(COORDENAÇÃO DE APERFEiÇOAMENTO DE PESSOAL DE NIVEL SUPERIOR
CAPES, 2012).
A UAB visa , prioritariamente, a formação e aperfeiçoamento de professores para a
educação básica . Para isso são oferecidos cursos superiores na modalidade à
distância em pólos de apoio, preferencialmente, em municípios do interior do País.
(DOURADO, 2008).
Os pólos são unidades operacionais de apoio presencial responsáveis pelo suporte
às atividades pedagógicas e administrativas (salas de aulas, auditórios, laboratórios,
bibliotecas, secretarias, etc.), relativas aos cursos e programas ofertados a distância
pelas instituições públicas de ensino superior no âmbito do Sistema UAB. Conforme
a CAPES (2012), os recursos humanos mínimos em um polo devem contemplar:
coordenador do polo, tutor presencial, técnico de laboratório pedagógico , técnico em
informática, bibliotecário e auxiliar para secretaria. (COORDENAÇÃO ... , 2012).
Nas universidades participantes da UAB, é comum encontrar uma estrutura,
estabelecida como órgão capaz de apoiar e fazer cumprir o processo de gestão - os
Centros de Educação à Distância - CEaD's. No entanto, de acordo com Ribeiro,
Timm e Zaro (2009, p.4)
[ ... ) As indefinições são muito amplas , principalmente para os CEADs que
iniciam suas atividades, [ ...) precisam identificar suas prioridades, desde a
estruturação de pólos até a identificação do melhor modelo de negócios
para ofertar aos parceiros, passando pela identificação de prioridades na
capacitação de todos os atores envolvidos nos processos. Essas e muitas
outras questões têm sido resolvidas com base na experiência pessoal dos
gestores da EaD , sem que alguma metodolog ia científica tenha sido
empregada para auxiliar nesse sentido.

Diante desse novo cenário surge a principal questão a ser tratada nesse trabalho :
como apoiar as bibliotecas nas cidades pólos, onde a Universidade Federal de
Minas Gerais (UFMG) oferece cursos na modalidade a distância e garantir um
funcionamento satisfatório para as mesmas?
A Biblioteca Universitária (BU) da UFMG é responsável tecnicamente pelas 26
bibliotecas do Sistema de Bibliotecas (SB) e pelo provimento de informações
necessárias às atividades de ensino, pesquisa e extensão da Universidade, bem

2600

�Gestão de recursos materiais e financeiros
i! """"'"
MaooNlck

~

= ~::::I~

Trabalho completo

como pela coordenação técnica, administração e divulgação dos recursos
informacionais. Desta forma , justifica-se o envolvimento da BU/UFMG no apoio às
bibliotecas pólos localizadas em diferentes municípios do Estado de Minas Gerais,
onde a Universidade oferece cursos da EaD. Diante disso, foi criado, na
reestruturação organizacional da BU , ocorrida em 2010, o Setor de Apoio às
Bibliotecas Pólos que está em fase de implantação.
Este trabalho tem como objetivo apresentar a proposta de implantação desse setor,
subordinado a BU, com a finalidade de orientar, assessorar e definir diretrizes e
normatizações a serem seguidas pela "rede de bibliotecas pólos" gerenciadas pela
UFMG. Além de oferecer produtos e serviços informacionais necessários aos alunos
da EaD.

2 Revisão de Literatura
A EaD vem de encontro à grande lacuna existente durante décadas na educação,
tanto pública quanto privada, no que se refere aos cursos de graduação, pósgraduação e aperfeiçoamento, especialmente no interior do País. Trata-se da
democratização e interiorização do direito à educação , assegurado pela Constituição
Federal, mas que, até pouco tempo atrás, era privilégio da população residente nos
grandes centros urbanos.
Em documento sobre programa de expansão, excelência e internacionalização das
universidades federais, a ASSOCIAÇÃO NACIONAL DOS DIRIGENTES DE
INSTITUiÇÕES FEDERAIS DE ENSINO SUPERIOR (ANDIFES) destaca a
importância que a EaD desempenha no atual cenário educacional promovendo a
democratização do acesso à educação superior, gerando oportunidades a pessoas
antes excluídas "jovens e adultos da classe trabalhadora, portadores de deficiência e
milhares de professores, mesmo em salas de aula [ .. . ] possibilitando uma educação
continuada de qualidade" (p.9) . De acordo com esse documento, a EaD já faz parte
das ações de "52 universidades federais atuando em 519 pólos implantados. Em
2010, foram 43 .959 vagas ofertadas nessa modalidade em 162 cursos de
graduação" (p.9) .
Em 2003, foi criado na UFMG, o Centro de Apoio à Educação a Distância (CAED)
que tem como objetivo administrar, coordenar e assessorar o desenvolvimento de
cursos de graduação, pós-graduação e extensão na modalidade à distância, bem
como desenvolver estudos e pesquisas sobre EaD e promover a articulação da
UFMG com os pólos de apoio presencial.
No Estado de Minas Gerais existem atualmente 58 pólos UAB e a UFMG oferece
cursos de graduação, especialização, aperfeiçoamento e atualização em 24 desses
pólos, conforme ilustra a FIG.1 :

2601

�Gestão de recursos materiais e financeiros
i! """"'"
MaooNlck

~

= ~::::I~

Trabalho completo

Figura 1 - Mapa das cidades pólos em que a UFMG oferece cursos da EaD
01 - Araçuaí
02-Araxá
03 - Bom Despacho
04 - Buritis
OS - Campos Gerais
06 - Conceição do Mato Dentro
07 - Confins
08 - Conselheiro Lafaiete
09 - Corinto
lO - Formiga
11 - Fruta l
12 - Governador Valadares

13 - lpanema
14 -Itabira

15 - Jaboticatubas
16- Januária
17- Juizde Fora
18 - lagoa Santa
19 - Montes Claros
20-Pompéu
21 - Teófilo Otoni
22 - TIradentes
23 - Uberaba
24 - Uberlândia

Fonte: (CENTRO DE APOIO À EDUCAÇÃO A DISTÂNCIA, 2012)

A crescente demanda pela EaD tem feito com que as universidades revisem os seus
cursos, investindo e adaptando-os à nova realidade, onde o conhecimento e as
inovações tecnológicas avançam de uma maneira cada vez mais veloz. A mesma
necessidade se faz presente nos serviços e produtos oferecidos pelas bibliotecas
aos seus usuários.
De acordo com a ANDIFES (2012, p.9-10) é possível vislumbrar uma

'l ..] convergência

da modalidade à distância para a presencial no que se
refere às ferramentas e metodologias. Nesse sentido, é preciso fortalecer [ ... ]
processos e ações em desenvolvimento, planejar a ampliação e o
atendimento a um número cada vez maior de pessoas , buscando alcançar os
percentuais de inclusão dos jovens na educação superior, conforme
estabelecido no Plano Nacional de Educação (PNE) [ .. . ] é necessário
construir normas que regulem a EaD a exemplo do ensino presencial.
Concomitantemente, precisamos pensar em programas e políticas para
estudantes de EaD no que se refere à política de extensão, de Iniciação
Científica e de permanência estudantil , e simultaneamente , investir em meios
tecnológicos [ ... ]"

Nesse contexto insere-se o aparelhamento das bibliotecas universitárias, a melhoria
do acervo, de infraestrutura e a ampliação dos serviços informacionais oferecidos
aos alunos da EaD.
No Brasil, o Ministério de Educação - MEC é a instituição que estabelece os critérios

2602

�Gestão de recursos materiais e financeiros
i! """"'"
MaooNlck

~

= ~::::I~

Trabalho completo

para o funcionamento das bibliotecas nos pólos presenciais de ensino, através do
documento "Referenciais de Qualidade para Educação Superior a Distância"
(BRASIL, 2007). O documento aponta que os cursos à distância devem ter em sua
infra-estrutura de apoio uma biblioteca contendo um "acervo mínimo para possibilitar
acesso dos estudantes à bibliografia, além do material instrucional utilizado pelo
curso; sistema de empréstimo de livros e periódicos ligado à sede da IES para
possibilitar acesso à bibliografia mais completa, além do disponibilizado no polo"
(BRASIL, 2007, p.19). Ainda de acordo com o documento em questão, é importante
que:
As bibliotecas dos pólos devem possuir acervo atualizado, amplo e
compatível com as disciplinas ministradas nos cursos ofertados. Seguindo
a concepção de amplitude de meios de comunicação e informação da
educação a distância, o material oferecido na biblioteca deve ser
disponibilizado em diferentes mídias. É importante, também , que a
biblioteca esteja informatizada, permitindo que sejam realizadas consultas
on-line , solicitação virtual de empréstimos dos livros, entre outras
atividades de pesquisa que facilitem o acesso ao conhecimento. Além
disso, a biblioteca deve dispor em seu espaço interno de salas de estudos
individuais e em grupo. (BRASIL, 2007, p. 26) .

No que diz respeito aos cursos da EaD, apesar das recomendações estabelecidas
pelo MEC para o funcionamento das bibliotecas nos pólos presenciais de ensino,
não são apresentadas orientações quanto ao papel a ser desempenhado pelos
sistemas de bibliotecas universitárias das IES no apoio às bibliotecas desses pólos,
e, portanto no apoio informacional aos alunos dos cursos a distância.
Na verdade, fazendo parte de uma equipe multidisciplinar que auxilia o aluno em
suas dúvidas e necessidades, orientando-o, esclarecendo-o e capacitando-o, o
bibliotecário tem um papel fundamental a desempenhar. De fato, vários autores têm
abordado sobre a importância deste profissional no ambiente EaD .
Spudeit, Viapina e Vitorino (2010, p. 62), acreditam que:

[...] o

bibliotecário da equipe multidisciplinar dos cursos da modalidade
EaD orienta os alunos quanto ao acesso ao material informacional
complementar, indica fontes de pesquisa, intermedia o acesso a fontes
impressas de informação disponíveis em outras unidades de informação
tradicionais ou eletrônicas , executa buscas personalizadas, seleciona links
e disponibiliza conteúdos referentes ao programa disciplinar do curso,
auxilia na busca e acesso a bases de dados e bibliotecas virtuais,
capacitando os alunos para uso dos recursos virtuais e facilitando através
de tutoriais ou treinamentos virtuais a localização de fontes de informação,
enfim, fazendo um indispensável apoio a educação que fará a diferença
nas bases do conhecimento construído pelo aluno num curso virtual.

Sabe-se que o usuário está cada vez mais esclarecido, independente e exigente,
esperando do bibliotecário uma atuação como "mediador do conhecimento"
mantendo-se atualizado sobre a área do conhecimento do curso e fontes de
informações relacionadas (os instrumentos do conhecimento) para manter os

2603

�Gestão de recursos materiais e financeiros
i! """"'"
MaooNlck

~

= ~::::I~

Trabalho completo

padrões de qualidade do curso e promovendo o diferencial
multidisciplinar". (SPUDEIT; VIAPINA; VITORINO, 2010, p. 60)

na

equipe

A importância do bibliotecário no ensino à distância também é enfatizada por Mattos
Filha e Cianconi (2010, p.129), quando afirmam que:
[ ... ] ele é quem deve desenvolver nos indivíduos a experlise para localizar
e usar a informação, e auxiliá-los a identificar o valor e a relevância do
conteúdo dentro de um contexto [ .. .] também precisa desenvolver
competências para inovar a oferta de serviços, bem como estimular a
construção do conhecimento colaborativo em ambientes virtuais de
aprendizagem .

Já as bibliotecas universitárias são fator preponderante e imprescindível no
ambiente de ensino à distância. Hoje ela passa por um processo de adaptação e
transformação à nova realidade, onde cada vez mais o gigantesco volume de
informações, aliado às mudanças e inovações tecnológicas, impactam diretamente
na sua rotina .
Em 2000, Cunha já previa a importância da biblioteca universitária como um dos
suportes básicos no provimento de informações e conhecimento para os cursos de
ensino à distância:

o sucesso das atividades de uma universidade virtual muito dependerá de
um acervo digital, porque haverá ligação mais estreita entre os programas
de ensino formal e aqueles próprios do ensino à distância. Esse novo
acervo permitirá que sejam eliminadas as paredes da sala de aula , e o
aprendizado para os alunos virtuais pode realizar-se independentemente
de sua distância ou localização. (CUNHA, 2000 , p. 84)

De acordo com Henning (1994) apud Cunha (1994 , p.187), atualmente a biblioteca
universitária apresenta características que podem ser definidas como "biblioteca sem
paredes", "biblioteca eletrônica" e "biblioteca virtual":
A biblioteca do futuro é sem paredes, por possibilitar o acesso à distância a
seus catálogos , sem necessidade de se estar fisicamente nela. É
eletrônica , pois seu acervo, catálogos e serviços são desenvolvidos com
suporte eletrônico. E é virtual , porque é potencialmente capaz de
materializar-se via ferramentas que a moderna tecnologia da informação e
de redes coloca á disposição de seus organizadores e usuários.

Sabe-se que as instituições de ensino superior trabalham com recursos limitados, o
que, indiscutivelmente, afeta as bibliotecas universitárias, restringindo a sua atuação .
Nascimento (2008 , p. 5) , acredita que "uma alternativa de driblar a falta de recursos
seria a cooperação entre bibliotecas, através de acordos na divisão dos custos,
disponibilizando os serviços em rede, e favorecendo não só os clientes de uma
instituição, mas de várias". Parcerias com outras instituições e a cooperação
bibliotecária também são defendidas por Blattmann e Rados (2000) .

2604

�Gestão de recursos materiais e financeiros
i! """"'"
MaooNlck

~

= ~::::I~

Trabalho completo

Mello et ai (2000, p. 7), analisaram uma pesquisa desenvolvida entre diversas
Instituições de Ensino Superior (IES) brasileiras que oferecem cursos da EaD. Entre
os pontos abordados estavam três perguntas relacionadas com as bibliotecas da
instituição pesquisada: 1. A biblioteca da instituição tem homepage? 2. A homepage
da EaD possui link para a homepage da biblioteca? 3. A biblioteca oferece serviços
diferenciados para a EaD? O resultado mostra que a maioria das bibliotecas destas
instituições possuem homepage própria . Apenas uma instituição apresenta
homepage da EaD com apontador para a homepage da biblioteca e nenhuma
biblioteca oferece serviços diferenciados para a EaD. Esta pesquisa apenas
confirma que ainda há muito a ser trabalhado quanto aos serviços oferecidos pelas
bibliotecas que atendem cursos na modalidade EaD.

3 Materiais e métodos utilizados na implantação do Setor de Apoio às
Bibliotecas Pólos
As etapas de implantação do Setor foram assim estruturadas: apresentação da
proposta de criação do Setor ao Conselho Diretor da Biblioteca Universitária;
definição da estrutura de administração do Setor (pessoal e gestão); definição da
infraestrutura física e logística; definição das atividades e das formas de realização e
implementação das propostas de atuação (o que, como e quem); construção de
plano de ação para as bibliotecas pólos da EaD, a partir de visita in IOGum e
elaboração de diagnóstico; estabelecimento de propostas de regimento,
regulamentos e normas de organização, gestão e funcionamento ; apresentação da
proposta acompanhada das normatizações e regulamentos ao CAED/UFMG e PróReitoria de Graduação e demais órgãos competentes para institucionalização das
ações; firmar, institucionalizar parceria Biblioteca Universitária-SB/UFMG e
CAED/UFMG para operacionalização da proposta .
Inicialmente, realizou-se uma pesquisa bibliográfica dos principais trabalhos
publicados sobre a atuação das bibliotecas no universo da EaD, para subsidiar a
criação do Setor de Apoio às Bibliotecas Pólos na BU/UFMG.
Posteriormente , à luz da bibliografia pesquisada , definiram-se as atividades a serem
desempenhadas pelo Setor de Apoio às Bibliotecas Pólos e de que maneira seriam
implantadas e executadas.
Como parte do percurso metodológico, num primeiro momento, será feito um
diagnóstico da realidade das bibliotecas pólos situadas nos diferentes municípios do
Estado de Minas Gerais. Para tanto, serão realizadas visitas técnicas nas quais
serão aplicados questionários e realizadas entrevistas com os responsáveis pelos
pólos e pelas bibliotecas com o intuito de obter informações a respeito do acervo,
recursos humanos, espaço físico, mobiliário e equipamentos. Também será
desenvolvido um plano de ação para preparação do material bibliográfico das
bibliotecas pólos.

2605

�Gestão de recursos materiais e financeiros
i! """"'"
MaooNlck

~

= ~::::I~

Trabalho completo

De posse das informações obtidas a partir das visitas técnicas, o Setor de Apoio às
Bibliotecas Pólos pretende estabelecer diretrizes, metas e normatizações
(regulamento, normas de organização, gestão e funcionamento) que irão dar
suporte, orientar e assessorar as 24 bibliotecas pólos onde a UFMG oferece cursos
de EaD. O Setor também funcionará como um canal de comunicação entre os
alunos da EaD e as 26 bibliotecas do SB/UFMG.

4 Resultados parciais esperados
Após o diagnóstico, almeja-se a elaboração de um conjunto de diretrizes para a
"rede de bibliotecas pólos" dos cursos a distância da UFMG.
Outro resultado almejado pelo Setor de Apoio às Bibliotecas Pólos é garantir ao
aluno da EaD o mesmo direito que o aluno da modalidade presencial tem aos
serviços oferecidos pelo SB/UFMG, como, por exemplo, disponibilizar o acervo e os
serviços prestados pelas 26 bibliotecas dos cursos presenciais da Universidade, o
que possibilitará aos alunos da EaD ampliar o acesso a diferentes fontes de
informação, além das já existentes nas bibliotecas pólos.
Pretende-se também, como resultados, oferecer e criar condições de acesso para a
utilização dos diferentes tipos de documentos (formatos tradicional, digital e
eletrônico) ; proporcionar, à equipe das bibliotecas pólos, orientação e treinamento no
uso das ferramentas de informação disponibilizadas pelo SB/UFMG para que tenha
domínio das mesmas e saiba orientar os alunos da EaD; assim como criar tutoriais
de alguns sistemas informacionais oferecidos pelo SB/UFMG, como o catálogo online do software utilizado pelas bibliotecas do sistema - Pergamum, Portal de
Periódicos da Capes, Biblioteca Digital de Teses e Dissertações, dentre outros.

5 Considerações Parciais/Finais

Como ponto de partida para o diagnóstico proposto para conhecer e apresentar e
propor melhores condições para os serviços informacionais oferecidos aos alunos da
EaD/UFMG decidiu-se visitar as bibliotecas de dois pólos que possuem
características distintas. O primeiro polo visitado (cidade de Governador Valadares)
possui uma biblioteca com um nível de organização considerado bom. Já o segundo
(cidade de Conceição de Mato Dentro) , foi selecionado pelo fato da biblioteca estar
em fase de implantação.
Na primeira visita realizada , pôde-se constatar como pontos positivos que a
biblioteca possui uma estrutura, organização e funcionamento satisfatórios, o acervo
e a circulação dos materiais informatizados. Como pontos negativos, ressaltam-se a
carência de um profissional bibliotecário, a não disponibilização de todos os itens
contemplados pela bibliografia básica e complementar de um determinado curso e a

2606

�Gestão de recursos materiais e financeiros
i! """"'"
MaooNlck

~

= ~::::I~

Trabalho completo

dificuldade dos alunos matriculados nos cursos da EaD de acesso aos serviços das
bibliotecas do SB/UFMG.
Recomenda-se que o diagnóstico proposto seja realizado em toda a "rede de
bibliotecas pólos", sob a gestão da UFMG, em curto prazo o que permitirá o
levantamento e conhecimento das iniciativas e dos serviços oferecidos em cada
biblioteca. Ou seja, apontar os serviços que estão funcionando de forma satisfatória
e os que não estão de acordo com as necessidades dos alunos, sendo necessário
indicar os aspectos deficientes deste contexto.
Por fim, cabe ao Setor de Apoio às Bibliotecas Pólos criar uma política de acesso
informacional às atividades da EaD no mesmo nível e qualidade oferecidos hoje aos
alunos dos cursos presenciais da UFMG.
O Setor de Apoio as Bibliotecas Pólos da EaD conta, atualmente, com uma equipe
composta por dois bibliotecários e um estagiário. Na estrutura organizacional da
BU/UFMG, o Setor está vinculado à Divisão de Gestão e Inovações Tecnológicas
(DiGIT). O Setor está em fase de implantação e conta com uma boa infraestrutura:
espaço físico adequado e confortável, mobiliário e equipamentos.
Destaca-se que, paralelamente as visitas relatadas, estão sendo preparadas visitas
as demais bibliotecas polo sob a atuação da UFMG, assim como a elaboração de
um "Plano de Ação para preparação do material bibliográfico das Bibliotecas Pólos
da Educação a Distância ", em fase de avaliação da primeira versão.
Pretende-se , com a proposta de criação desse Setor e de suas atribuições, o
fortalecimento e a consolidação de ações para que as bibliotecas dos Pólos dos
cursos da EaD na UFMG tenham o mesmo padrão e qualidade das Bibliotecas dos
cursos presenciais cumprindo com o seu papel de socialização do conhecimento;
possibilitando a dinamização do acesso à informação e, contribuindo com o
exercício da inclusão social e cultural da sociedade em geral.

6 Referências

ASSOCIAÇÃO NACIONAL DOS DIRIGENTES DE INSTITUiÇÕES FEDERAIS DE
ENSINO SUPERIOR (ANDIFES). Programa de expansão, excelência e
internacionalização das universidade federais . s.l., 2012.
ANUÁRIO Brasileiro Estatístico de Educação Aberta e a Distância: ABRAED, 2005.
São Paulo: Instituto Monitor, 2005. Disponível em : &lt;http://www.abraEaD.
com .br/anuario/anuari02005 .pdf&gt; . Acesso em : 30 mar. 2012.
ANUÁRIO Brasileiro Estatístico de Educação Aberta e a Distância: ABRAED, 2008.
São Paulo: Instituto Monitor, 2008. Disponível em : &lt;http://http://www.abraEaD .
com .br/anuario/anuario_2008 .pdf&gt; . Acesso em : 04 abro2012.

2607

�Gestão de recursos materiais e financeiros
i! """"'"
MaooNlck

~

= ~::::I~

Trabalho completo

BLATTMANN , Úrsula; RADOS , Gregório J. Varvakis. Bibliotecas acadêmicas na
educação a distância. Florianópolis, abro2000 . In: SEMINÁRIO NACIONAL DE
BIBLIOTECAS UNIVERSITÁRIAS, 12., 2000, Florianópolis. Anais ... Florianópolis,
2000.
BRASIL. Ministério da Educação. Secretaria de Educação a distância. Referenciais
de qualidade para educação superior a distância. Brasília , 2007. Disponível em :
&lt; http://portal.mec.gov.br/seed/arquivos/pdf/legislacao/refEaD1 .pdf&gt; . Acesso em : 06
mar. 2012 .
CENTRO DE APOIO Á EDUCAÇÃO A DISTÂNCIA (CAED) . 2012 . Disponível em :
&lt; https://www2 .ufmg.br/EaD/. &gt;. Acesso em : 11 abro2012 .
COORDENAÇÃO DE APERFEiÇOAMENTO DE PESSOAL DE NIVEL SUPERIOR
(CAPES). Universidade Aberta do Brasil. 2012. Disponível em: &lt; http://uab.capes.
gov.br /index.php?option=com_content&amp;view=frontpage&amp;ltemid=1 &gt;. Acesso em : 07
abr. 2012.
CUNHA, Murilo Bastos da. Construindo o futuro : a biblioteca universitária brasileira
em 2010 . Ciência da Informação, Brasília , v. 29, n. 1, p. 71-89 , jan./abr. 2000 .
___ oAs tecnologias de informação e a integração das bibliotecas brasileiras.
Ciência da Informação, Brasília , V. 23, n. 2, p. 182-189, maio/ago. 1994.
DOURADO, Luiz Fernandes. Políticas e gestão da educação superior a distância:
novos marcos regulatórios? Educação e Sociedade, Campinas, V. 29 , n. 104 Especial , p. 891-917, out. 2008. Disponível em : &lt;http://www.scielo.br/pdf/es/
v29n104/a1229104 .pdf&gt;. Acesso em : 07 abro2012 .
MATTOS FILHA, Mara Helena Forny, CIANCONI, Regina de Barros. Bibliotecas na
educação a distância: caso do consórcio CEDERJ . Informação &amp; Sociedade:
estudos, João Pessoa, V. 20 , n. 1, p. 129-138, jan./abr. 2010 .
MELLO, Rachei Fullin de et aI. O papel e os novos desafios da biblioteca
universitária no ensino à distância - EaD. Florianópolis, abro2000 . Disponível em :
&lt;http://snbu.bvs.br/snbu2000/docs/ptldoc/poster011 .doc&gt;. Acesso em : 05 abro2012 .
NASCIMENTO, A. V. Desafios da biblioteca universitária diante do avanço do ensino
superior à distância no Brasil. In : SEMINÁRIO NACIONAL DE BIBLIOTECAS
UNIVERSITÁRIAS, 15., 2008 , São Paulo . Anais ... São Paulo, 2008 .

RIBEIRO, Luis Otoni Meireles; TIMM, Maria Isabel; ZARO, Milton Antonio - Gestão
de EaD: a importância da visão sistêmica e da estruturação dos CEaDs para a
escolha de modelos adequados. Disponível em : http://www.cinted .ufrgs.br/
ciclo9/artigos/12e Luiz Otoni.pdf. Acesso em maio de 2012 .

2608

�Gestão de recursos materiais e financeiros
i! """"'"
MaooNlck

~

= ~::::I~

Trabalho completo

SPUDEIT, Daniela F. A. Oliveira ; VIAPIANA, Noeli ; VITORINO, Elizete Vieira.
Bibliotecário e educação a distância (EaD): mediando os instrumentos do
conhecimento. Revista ACB: Biblioteconomia em Santa Catarina , Florianópolis, v.
15, n. 1, p. 54-70, jan./jun., 2010.

2609

�</text>
                  </elementText>
                </elementTextContainer>
              </element>
            </elementContainer>
          </elementSet>
        </elementSetContainer>
      </file>
    </fileContainer>
    <collection collectionId="49">
      <elementSetContainer>
        <elementSet elementSetId="1">
          <name>Dublin Core</name>
          <description>The Dublin Core metadata element set is common to all Omeka records, including items, files, and collections. For more information see, http://dublincore.org/documents/dces/.</description>
          <elementContainer>
            <element elementId="50">
              <name>Title</name>
              <description>A name given to the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51396">
                  <text>SNBU - Edição: 17 - Ano: 2012 (UFRGS - Gramado/RS)</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="49">
              <name>Subject</name>
              <description>The topic of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51397">
                  <text>Biblioteconomia&#13;
Documentação&#13;
Ciência da Informação&#13;
Bibliotecas Universitárias</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="41">
              <name>Description</name>
              <description>An account of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51398">
                  <text>Tema: A biblioteca universitária como laboratório na sociedade da informação.</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="39">
              <name>Creator</name>
              <description>An entity primarily responsible for making the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51399">
                  <text>SNBU - Seminário Nacional de Bibliotecas Universitárias</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="45">
              <name>Publisher</name>
              <description>An entity responsible for making the resource available</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51400">
                  <text>UFRGS</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="40">
              <name>Date</name>
              <description>A point or period of time associated with an event in the lifecycle of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51401">
                  <text>2012</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="44">
              <name>Language</name>
              <description>A language of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51402">
                  <text>Português</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="51">
              <name>Type</name>
              <description>The nature or genre of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51403">
                  <text>Evento</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="38">
              <name>Coverage</name>
              <description>The spatial or temporal topic of the resource, the spatial applicability of the resource, or the jurisdiction under which the resource is relevant</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51404">
                  <text>Gramado (Rio Grande do Sul)</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
          </elementContainer>
        </elementSet>
      </elementSetContainer>
    </collection>
    <itemType itemTypeId="8">
      <name>Event</name>
      <description>A non-persistent, time-based occurrence. Metadata for an event provides descriptive information that is the basis for discovery of the purpose, location, duration, and responsible agents associated with an event. Examples include an exhibition, webcast, conference, workshop, open day, performance, battle, trial, wedding, tea party, conflagration.</description>
    </itemType>
    <elementSetContainer>
      <elementSet elementSetId="1">
        <name>Dublin Core</name>
        <description>The Dublin Core metadata element set is common to all Omeka records, including items, files, and collections. For more information see, http://dublincore.org/documents/dces/.</description>
        <elementContainer>
          <element elementId="50">
            <name>Title</name>
            <description>A name given to the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="64769">
                <text>Sistema de Bibliotecas da UFMG: criação de um setor de apoio às Bibliotecas Pólos da EAD.</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="39">
            <name>Creator</name>
            <description>An entity primarily responsible for making the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="64770">
                <text>Costa, Maria Elizabeth de O.; Oliveira, Roseli Alves de; Schuler, Darlene T.; Santos, Silvana</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="38">
            <name>Coverage</name>
            <description>The spatial or temporal topic of the resource, the spatial applicability of the resource, or the jurisdiction under which the resource is relevant</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="64771">
                <text>Gramado (Rio Grande do Sul)</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="45">
            <name>Publisher</name>
            <description>An entity responsible for making the resource available</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="64772">
                <text>UFRGS</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="40">
            <name>Date</name>
            <description>A point or period of time associated with an event in the lifecycle of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="64773">
                <text>2012</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="51">
            <name>Type</name>
            <description>The nature or genre of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="64775">
                <text>Evento</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="41">
            <name>Description</name>
            <description>An account of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="64776">
                <text>A crescente demanda pela Educação a Distância (EaD) no Brasil tem feito com que as universidades revisem os seus cursos, investindo e adaptando-os à nova realidade. A mesma necessidade se faz presente nos serviços e produtos oferecidos pelas bibliotecas aos seus usuários. Este trabalho discute o papel que as bibliotecas universitárias e os bibliotecários devem desempenhar neste contexto. Diante desta nova realidade emergente, a Biblioteca Universitária (BU) da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) sentiu a necessidade de implantar um setor denominado “Setor de Apoio às Bibliotecas Pólos”, com o objetivo de atuar e auxiliar no papel de orientação e assessoria, criando diretrizes e normatizações a serem adotadas por todas as bibliotecas nos pólos Universidade Aberta do Brasil (UAB), onde a UFMG ofereça cursos de EaD. Além dessa assessoria, o setor pretende disponibilizar os produtos e serviços informacionais necessários aos alunos dessa modalidade. De acordo com a bibliografia pesquisada, foram definidas as atividades a serem desempenhadas pelo setor, bem como a maneira para a sua implantação e execução. Como percurso metodológico, decidiu-se pela realização de visitas técnicas nas bibliotecas pólos, nas quais serão aplicados questionários e realizadas entrevistas para se traçar um diagnóstico da realidade das diferentes bibliotecas. Inicialmente, estas visitas técnicas serão realizadas em pólos que ofereçam cursos de graduação. De posse desse diagnóstico, o setor trabalhará na execução de um planejamento que irá colocar em prática a sua política de atuação, bem como funcionará como um canal de comunicação entre o aluno da EaD e as 26 bibliotecas dos cursos presenciais do Sistema de Bibliotecas da UFMG.</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="44">
            <name>Language</name>
            <description>A language of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="69599">
                <text>pt</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
        </elementContainer>
      </elementSet>
    </elementSetContainer>
  </item>
  <item itemId="6099" public="1" featured="0">
    <fileContainer>
      <file fileId="5163">
        <src>http://repositorio.febab.org.br/files/original/49/6099/SNBU2012_238.pdf</src>
        <authentication>bc301ecdcf72380a845a209390f8ea99</authentication>
        <elementSetContainer>
          <elementSet elementSetId="4">
            <name>PDF Text</name>
            <description/>
            <elementContainer>
              <element elementId="92">
                <name>Text</name>
                <description/>
                <elementTextContainer>
                  <elementText elementTextId="64768">
                    <text>Gestão de pessoas
i! """"'"
MaooNlck

~

=

:,

IiWitt.UJ
1I....111~

Trabalho completo

INTEGRAÇÃO ENTRE BIBLIOTECÁRIOS E
PROFISSIONAIS DE TECNOLOGIA DA INFORMAÇÃO DA
UNIVERSIDADE FEDERAL DO RIO GRANDE DO SUL
Janise Silva Borges da Costa 1, Caterina Groposo pavão 1, Denise Ramires
Machado 1, Zaida Horowitr, Beatriz Helena Pires de Souza Cestari1, Zita
Prates de Oliveira 1, Zuleika de Souza Branco 1, Carla Metzler Saatkamp3
1Bibliotecária, Comissão de Automação, UFRGS, Porto Alegre, RS
2 Analista

de Tecnologia da Informação, Comissão de Automação, UFRGS, Porto Alegre , RS
3Técnica de Tecnologia da Informação, Comissão de Automação, UFRGS, Porto Alegre, RS

Resumo
Este trabalho apresenta a relação entre bibliotecários e profissionais de
tecnologia da informação (TI), neste caso analistas de sistema e programadores, no
processo de automação de bibliotecas da Universidade Federal do Rio Grande do
Sul (UFRGS) . Aborda as principais atividades e competências dos profissionais da
informação e dos profissionais de TI, destacando atividades onde a interação desses
profissionais é mais relevante no processo de automação de bibliotecas. Descreve o
caso da relação e parceria estabelecida entre os bibliotecários e os profissionais de
TI na UFRGS, todos trabalhando conjuntamente no Centro de Processamento de
Dados da Universidade, e as estratégias utilizadas para superar as dificuldades
encontradas. Conclui que os bibliotecários, os analistas de sistemas e os
programadores precisam trabalhar em equipe , num processo contínuo de
comunicação, visando o desenvolvimento de sistemas que atendam às
necessidades efetivas dos usuários e da Instituição.

Palavras-Chave:
Bibliotecários; Profissionais de TI ; Relações de trabalho; Competências
profissionais; Automação de bibliotecas.

Abstract
This paper shows the relationship between librarians and information
technology (IT) professionals (systems analysts and programmers) in library
automation process at Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS) . It
addresses key activities and competencies of information and IT professionals,
highlighting activities where interaction of these professionals is more important in
library automation . It describes the case of the relationship of librarians and IT
professionals at UFRGS, in which ali them work together at Data Processing Center,
and the strategies used to overcome the difficulties. It concludes that librarians,
systems analysts and programmers need to work together in a continuous process of
communication , to develop systems that meet Institution's and users' needs.

Keywords:
Librarians; IT professionals; Labor relations; Professional competencies;
Library automation .

2585

�Gestão de pessoas
i! """"'"
MaooNlck

~

=

:,

IiWitt.UJ

1I....111~

Trabalho completo

1 Introdução
São muitas e impactantes as mudanças no tratamento, armazenamento,
recuperação e disseminação da informação, decorrentes dos avanços tecnológicos
ocorridos sobretudo a partir da década de 1980, com a disseminação dos
microcomputadores, e dos anos 90, com o avanço da internet, até pela rapidez com
que vêm acontecendo.
Desde então, como não podia deixar de ser, evidencia-se a necessidade de
adequação do perfil de trabalho do bibliotecário, ou profissional da informação,
categoria na qual se enquadra, de acordo com a Classificação Brasileira de
Ocupações (CBO) . É de conhecimento comum que o bibliotecário precisa atualizarse constantemente, adquirindo novos conhecimentos, os quais antes não faziam
parte de sua área de formação . Falar em informação, automação, bases de dados,
repositórios digitais e tantos outros conceitos surgidos nas últimas décadas
necessariamente remete para a ligação com os profissionais de tecnologia da
informação (TI), especialmente o analista de sistemas, ou analista de tecnologia da
informação, e o programador, ou técnico de desenvolvimento de sistemas e
aplicações, também conforme a CBO . (BRASIL, 2002)
Assim, quando se trata especificamente de automação de bibliotecas
(informatização do catálogo ou desenvolvimento de repositório digital, por exemplo) ,
faz-se necessária a formação de equipes de trabalho multidisciplinares, integradas,
pelo menos, por profissionais da informação e profissionais de tecnologia da
informação. Esta necessidade já foi identificada há mais de uma década, pois:
"nenhum profissional da atualidade tem condições de reunir todas as
habilidades, conhecimentos e competências necessários para
interagir e equacionar os problemas decorrentes dos fluxos de
informação e conhecimento. Para resolvê-los é necessária a
formação de equipes interdisciplinares em todos os níveis e
processos: estratégicos, gerenciais e operacionais". (ALMADA DE
ASCENCIO , 2000) 1

O êxito das atividades de automação de bibliotecas depende não somente da
tecnologia utilizada mas, principalmente, do fator humano envolvido no processo.
Este trabalho se propõe a apresentar um panorama da relação entre
profissionais envolvidos na automação de bibliotecas, especialmente entre os
bibliotecários e os profissionais de TI da Universidade Federal do Rio Grande do Sul
(UFRGS) . Está organizado da seguinte forma : a seção 2 inclui uma breve
explanação sobre as atribuições dos bibliotecários e dos profissionais de TI ; a seção
3 apresenta a experiência da atuação conjunta de bibliotecários e profissionais de TI
na UFRGS e a seção 4 conclui o trabalho.

1

Documento eletrônico não paginado.

2586

�Gestão de pessoas
i! """"'"
MaooNlck

~

=

:,

IiWitt.UJ

1I....111~

Trabalho completo

2 Atribuições dos profissionais da informação e dos profissionais de
tecnologia da informação
Por que só a tecnologia não basta para o sucesso na era da informação?
Thomas H. Davenport

o principal foco de trabalho dos bibliotecários no século XXI é a informação.
O processo de organização, recuperação e disseminação da informação, estando
ela em qualquer suporte, para disponibilização ao usuário que dela necessita é o seu
objetivo maior. Como afirma Targino (2010), as cinco leis da Biblioteconomia,
enunciadas em 1928 por Ranganathan, ainda são relevantes e essenciais hoje em
dia. Atualmente os bibliotecários precisam usar os recursos das tecnologias da
informação e comunicação (TICs) , tendo em vista a satisfação do usuário. Para os
bibliotecários, a tecnologia não deve ser vista como um fim em si mesma, mas sim
um meio para realizar sua função principal : atender às necessidades informacionais
do usuário.
O uso dos computadores somente por serem uma tecnologia moderna não foi
o principal motivo para as bibliotecas realizarem sua automação, ou seja, usar os
computadores nas bibliotecas não era um objetivo por si só, mas sim a possibilidade
que eles propiciaram de atingir as metas biblioteconômicas com mais eficiência e
eficácia pois, como diz a quarta lei de Ranganathan, é necessário poupar o tempo
do leitor (ou usuário da informação). Os profissionais da informação precisam estar
atualizados e em contato direto com os demais profissionais que contribuem para o
bom desempenho de suas atividades. No caso da automação de bibliotecas, os
outros profissionais envolvidos geralmente são os profissionais de TI.
A cada um desses profissionais cabe determinadas atividades, devido aos
diferentes enfoques derivados de sua formação . Côrte afirma :
Se antes o bibliotecário atuava juntamente com o analista de
sistemas, hoje, mesmo com a facilidade apresentada pela
microinformática facilitando o uso das tecnologias de informação e
ampliando a interação com o usuário, não fica prejudicada a
necessidade dessa parceria, mesmo porque essas tecnologias
facilitaram o processo, mas não eliminaram os conhecimentos
específicos que cada um traz como resultado de sua formação
profissional.
Assim , a escolha de um software é tarefa cooperativa , integrada e
participativa entre esses profissionais e constitui um dos grandes
desafios para as bibliotecas e unidades de documentação e
informação bibliográfica. (CÔRTE, 1999, p.254)

Não somente a escolha de um software, mas também todas as atividades
relacionadas ao processo de automação, incluindo o desenvolvimento, a
customização e a manutenção de softwares, a documentação e o help desk aos
usuários dos sistemas, as pesquisas, testes e implantações de novas soluções para
as situações informacionais que vão surgindo no decorrer do tempo, precisam da
integração e cooperação entre os profissionais da informação e os profissionais de
TI. A cooperação e a compreensão mútua decorrem também do reconhecimento das
semelhanças e diferenças entre os profissionais.

2587

�Gestão de pessoas
i! """"'"
MaooNlck

~

=

:,

IiWitt.UJ

1I....111~

Trabalho completo

o Quadro 1 apresenta as grandes áreas de competência das profissões
geralmente envolvidas no processo de automação de bibliotecas.
Ocupação

Profissionais da
informação

Analistas de tecnologia
da informação

Técnicos de
desenvolvimento de
sistemas e aplicações
Programador de
sistemas de
informação
- Desenvolver
sistemas e aplicações
- Realizar
manutenção de
sistemas e aplicações
- Implantar sistemas
e aplicações
- Projetar sistemas e
aplicações
- Selecionar recursos
de trabalho
- Planejar etapas e
ações de trabalho

Analista de
desenvolvimento de
sistemas
- Desenvolver
- Disponibilizar
informação em
sistemas de
qualquer suporte
tecnologia da
- Gerenciar unidades, informação
redes e sistemas de
- Administrar
informação
ambiente de
- Tratar tecnicamente
tecnologia da
recursos
informação
Grandes
informacionais
- Prestar suporte
áreas de
- Desenvolver
técnico ao
competência recursos
cliente/usuário
- Elaborar
informacionais
- Disseminar
documentação de
informação
sistemas de
- Desenvolver
tecnologia da
estudos e pesquisas
informação
- Prestar serviços de
- Estabelecer padrões
assessoria e
para ambiente de
consultoria
tecnologia da
- Realizar difusão
informação
cultural
- Oferecer soluções
- Desenvolver ações
para ambientes de
educativas
tecnologia da
informação
- Pesquisar
inovações em
tecnologia da
informação
- Comunicar-se
Demonstrar competências pessoais
Quadro 1 - Grandes áreas de competência dos profissionais da informação
Título

Bibliotecário

Fonte: Classificação Brasileira de Ocupações (BRASIL, 2002).

É perceptível , já na primeira área de competência, uma das diferenças
básicas entre os bibliotecários e os profissionais de TI : enquanto a primeira área dos
bibliotecários refere-se a disponibilizar a informação, as dos profissionais de TI
referem-se ao desenvolvimento de sistemas informatizados. Seguindo com as
demais competências, as diferenças de foco são facilmente visíveis: a dos
profissionais de TI é a administração, pesquisa , desenvolvimento e documentação
da tecnologia da informação, enquanto para os bibliotecários a ênfase está na
informação e nos recursos informacionais, sendo que as tecnologias aparecem
somente no detalhamento das áreas de competência, ou seja, elas são um meio,
não o fim.

2588

�Gestão de pessoas
i! """"'"
MaooNlck

~

=

:,

IiWitt.UJ

1I....111~

Trabalho completo

Ao analisar as atividades dentro das áreas de competência do bibliotecário,
na eBO (BRASIL, 2002) , é possível encontrar algumas bastante ligadas às
atividades dos profissionais de TI, as quais necessitam de cooperação entre os
diferentes profissionais para serem realizadas, a saber:
a) automatizar unidades de informação;
b) elaborar manuais de serviços e procedimentos [quando ligados às
atividades automatizadas];
c) analisar tecnologias de informação e comunicação;
d) desenvolver bases de dados;
e) efetuar manutenção de bases de dados;
f) migrar dados;
g) desenvolver interfaces de serviços informatizados;
h) desenvolver bibliotecas virtuais e digitais;
i) elaborar laudos técnicos [relacionados à automação] ;
j) divulgar informações através de meios de comunicação formais e
informais e
k) capacitar recursos humanos [sobre as atividades automatizadas] .
Dentre as muitas atividades dos profissionais de TI que seriam importantes
realizar em conjunto com os bibliotecários, no caso da automação de bibliotecas,
merecem destaque:
a) dimensionar requisitos e funcionalidade dos sistemas;
b) desenvolver, testar e implantar sistemas;
c) orientar áreas de apoio;
d) elaborar manuais do sistema ;
e) elaborar especificação técnica ;
f) definir padrões de interface com cliente/usuário [no caso, os
bibliotecários];
g) prestar consultoria técnica;
h) avaliar novas tecnologias;
i) elaborar relatórios técnicos e
j) emitir pareceres técnicos.
Os pontos onde existem mais atividades em comum é na área "Demonstrar
competências pessoais". Dentre as habilidades pessoais, as quais são as que
podem facilitar a comunicação entre os bibliotecários e os profissionais de TI ,
destacam-se, resumidamente:
a) trabalhar em equipe;
b) demonstrar senso/capacidade de organização;
c) demonstrar criatividade;
d) demonstrar raciocínio lógico e
e) capacidade de concentração e de síntese.
Para trabalhar em projetos de automação, Kraemer e Marchiori (1996, p. 2)
enfatizam que o "bibliotecário não precisa se envolver profundamente com a área de
informática a ponto de dominá-Ia. Porém certa competência é exigida visando
estabelecer um diálogo com os profissionais desse campo". Existe a necessidade de
trabalhar em conjunto e o entendimento da área de informática permite fazer
contribuições relevantes durante o processo.

2589

�Gestão de pessoas
i! """"'"
MaooNlck

~

=

:,

IiWitt.UJ

1I....111~

Trabalho completo

Em países nos quais a formação de bibliotecário ocorre no nível de pósgraduação é mais comum que uma única pessoa assuma a função de bibliotecário e
de analista de sistemas da biblioteca, sendo conhecido como bibliotecário de
sistemas (systems librarian) . A formação desse profissional costuma ser diversa.
Martín (2009) aponta três tipos de "bibliotecários de sistemas": o biblioinformático
(com titulação em biblioteconomia e ciências da computação), o bibliotecário
informático (com titulação em biblioteconomia e conhecimentos em informática a
partir da experiência no trabalho) e o informático bibliotecário (com titulação em
ciências da computação e conhecimentos de padrões biblioteconômicos a partir de
sua experiência de trabalho em bibliotecas) .
No Brasil e em outros países da América Latina, é comum que as atividades
de TI sejam desempenhadas em parceria , com a cooperação dos bibliotecários e
dos analistas de sistemas e programadores. Silva (2005) cita a especialidade de
bibliotecário de sistemas como uma das áreas para o bibliotecário se especializar,
mas ressalta a importância do trabalho em equipe para dar suporte às atividades do
bibliotecário de sistemas.
A existência do bibliotecário de sistemas no processo de automação de
bibliotecas não prescinde da colaboração do analista de sistemas e dos
programadores, mas sim é um benefício para o trabalho, visto que os conhecimentos
de informática do bibliotecário podem facilitar o diálogo com esses profissionais.
Esse fato é corroborado pela seguinte afirmação de Mey:
Precisamos, sim, da conscientização necessária a qualquer usuário
[enquanto bibliotecários, no processo de desenvolvimento de
sistemas somos usuários], para expressar corretamente nossas
necessidades e compreender as limitações e, o mais importante, a
potencialidade do outro lado (no caso, as máquinas). (MEY, 1988, p. 77)
Esse é um ponto importante, pois salienta a relevância de uma boa
comunicação entre os bibliotecários e os profissionais de TI para que o trabalho
transcorra de modo a permitir que os objetivos sejam atingidos satisfatoriamente.
Loh (1991), que é um analista de sistemas, cita a dificuldade para o usuário fornecer
as informações necessárias como um dos problemas da análise de requisitos para o
desenvolvimento de sistemas de informações. Loh lista, resumidamente, os
principais problemas de comunicação entre os usuários e os analistas:
Em resumo, os principais problemas de comunicação entre Usuários
e Analistas são:
1) baixa produtividade da comunicação;
2) conflito de interesses (objetivos e funções) entre Usuários e
Analistas;
3) diferença de linguagens e conhecimentos entre Usuários e
Analistas;
4) falta de habilidades comunicativas entre os participantes;
5) imprecisões das linguagens naturais (uso e compreensão de
símbolos e mensagens). (LOH , 1991 , p. 42)
Como visto acima, as diferenças de linguagem também contribuem para o
aumento dessa dificuldade: termos idênticos com significados distintos para cada um
dos profissionais podem causar ruídos nessa comunicação . A definição do dicionário

2590

�Gestão de pessoas
i! """"'"
MaooNlck

~

=

:,

IiWitt.UJ

1I....111~

Trabalho completo

Houaiss (HOUAISS; VILLAR; FRANCO, 2001, p. 444) para a palavra "biblioteca"
mostra as diferenças de significado entre as áreas. Na definição tradicional , é o
edifício ou recinto onde ficam depositadas, ordenadas e catalogadas diversas
coleções de livros, periódicos e outros documentos, que o público, sob certas
condições, pode consultar no local ou levar de empréstimo. Para os profissionais de
TI é uma coleção ordenada de código de programas e rotinas, a que um
programador pode recorrer para desenvolver outros programas. Este caso é apenas
ilustrativo e não chega a causar inconvenientes na comunicação, mas existem
outros que podem prejudicar o diálogo entre os profissionais. O exemplo de Mey,
transcrito abaixo, ilustra bem essa situação:
A começar pelo próprio significado do termo informação. Para nós,
bibliotecários, de modo geral, informação significa fonte de
informação. Para os analistas, informação significa, de modo
geral, dado (isto é, número, nome, termo, concreto e objetivo).
(MEY, 1988, p. 76, grifos da autora)

Os problemas de comunicação podem aparecer logo no começo do processo
de automação e, caso não sejam enfrentados e solucionados oportunamente,
podem persistir até o final do processo, inviabilizando os bons resultados
pretendidos por ambos os profissionais. Os profissionais que estabelecem de início
vínculos sólidos e boa comunicação superam mais facilmente as etapas iniciais e
partem para atividades mais avançadas nas questões que envolvem a automação
de bibliotecas.
Em pesquisa recente acerca da formação de bibliotecários para o trabalho em
bibliotecas digitais, na qual uma das questões a serem respondidas dizia respeito às
dificuldades que os mesmos encontram em seu trabalho, relativo à gestão da
biblioteca, Madureira e Vilarinho (2010) apontam que o bibliotecário atuante em
bibliotecas digitais tem como dificuldade profissional a enfrentar a falta de apoio do
setor de informática, o que indica o quão importante é um bom relacionamento e o
trabalho conjunto com este setor. O reconhecimento das atribuições de cada um dos
profissionais, bem como as boas relações comunicativas e de cooperação podem
ajudar a minimizar essas situações. É fato que esta falta de apoio é, muitas vezes,
oriunda da administração superior da instituição, que não vê a automação da
biblioteca como prioridade no contexto organizacional , e não propriamente do órgão
ou setor de informática.
Enfim, uma boa equipe envolve, além das competências profissionais,
habilidades pessoais importantes para a realização das atividades relativas à
automação de bibliotecas. É um processo contínuo e deve ser aprimorado em grupo
a cada dia. Leite (2009 , p. 40) cita os bibliotecários e os analistas de sistemas como
sendo uma equipe mínima para o desenvolvimento dos repositórios institucionais,
mas antes disso destaca que "uma equipe capacitada e comprometida com a
realização do projeto" é importante para a construção dos mesmos.
No caso apresentado a seguir, compartilhamos a experiência de trabalho
conjunto de bibliotecários e profissionais de TI que fazem parte de uma equipe
permanente, vinculados e sediados no Centro de Processamento de Dados (CPD)
da UFRGS, com o objetivo de atender ao SBUFRGS e à comunidade acadêmica
nas suas necessidades de acesso à informação.

2591

�Gestão de pessoas
i! """"'"
MaooNlck

~

=

:,

IiWitt.UJ

1I....111~

Trabalho completo

3 Automação no Sistema de Bibliotecas da UFRGS
A estreita relação entre bibliotecários e profissionais de TI na UFRGS
começou com a implantação da automação no Sistema de Bibliotecas, conforme
descrito a seguir.
3.1 Breve histórico
A automação nas bibliotecas da UFRGS teve início em 1975, porém de forma
extremamente restrita em termos de disponibilidade de pessoal da área de TI e de
equipamento dedicado para este fim . Em decorrência destas dificuldades, foi
interrompida em 1983 e reiniciada somente em 1989, quando as iniciativas foram
conduzidas de forma mais abrangente e autônoma, principalmente no que se refere
aos equipamentos da Universidade, pois a Direção da Biblioteca Central
desenvolveu e submeteu à FINEP projeto para aquisição de equipamento próprio
para a gerência da base de dados do Sistema de Bibliotecas da UFRGS
(SBUFRGS).
Foi desenvolvido, então, um sistema proprietário para automação das rotinas
das bibliotecas, denominado SABi, Sistema de Automação de Bibliotecas da
UFRGS, o qual foi instalado em 1989 em um servidor dedicado para este fim . Estava
estruturado em módulos, no entanto , foram implementados apenas os Módulos de
Registro Bibliográfico e de Recuperação da Informação.
O crescimento dos acervos, a necessidade de garantir a segurança dos
dados e de informatizar as demais funções da biblioteca, visando à ampliação e
modernização do SABi, foram fatores decisivos para a realização de estudo acerca
da viabilidade de continuidade de desenvolvimento do SABi, enquanto sistema
proprietário, bem como das alternativas de softwares disponíveis no mercado que
atendessem às especificações técnicas e operacionais exigidas pelo SBUFRGS.
Considerando a quantidade e diversidade de tarefas a serem executadas para
a escolha do software a ser adotado e, em etapa subseqüente, para migração da
base de dados, foi identificada a necessidade de uma equipe de profissionais
destinada para este fim.
Em maio de 1998, por Portaria da Reitora, foi constituída uma Comissão
Assessora vinculada à Pró-Reitoria de Pesquisa, com as atribuições de planejar,
coordenar e executar a implantação do novo software de automação no SBUFRGS.
(UNIVERSIDADE ..., 1998). A partir desse momento os bibliotecários designados
passaram a atuar um turno em suas bibliotecas de origem e outro no CPD
juntamente com os profissionais de TI integrantes da referida Comissão. De pronto
identificou-se a necessidade destes bibliotecários desempenharem suas atividades
em turno integral no CPD, a fim de assegurar a gerência e manutenção do novo
sistema de automação a ser implantado no SBUFRGS.
Desta forma foi instituída a equipe conhecida como Comissão de Automação
(COMAUT), cujas atividades e forma de trabalho são apresentados a seguir.

2592

�Gestão de pessoas
i! """"'"
MaooNlck

~

=

:,

IiWitt.UJ

1I....111~

Trabalho completo

3.2 Equipe e forma de trabalho
No período de 1998 até maio de 2000, que correspondeu ao preparo da base
SABi tendo em vista a migração para o novo sistema, o trabalho da Comissão
abrangeu, em linha gerais, as seguintes atividades:
a) consistência dos registros bibliográficos, a fim de qualificar a base e de
otimizar o processo de recuperação da informação (caracterizou-se,
basicamente, pela identificação de erros de digitação e de grafias distintas
para uma mesma entrada, tendo sido consistidos, nesta etapa, os nomes
pessoais);
b) estudo comparativo entre os formatos USMARC e SABi, com vistas à
conversão para o novo formato ;
c) definição do novo Formato SABi;
d) customização do sistema, esta em parceria com os então Grupos
Assessores Técnicos de Descrição Documental (GAT-DD), de
Publicações Periódicas e Seriadas (GAT-PPS) e de Indexação de
Documentos (GAT-ID) e outros grupos designados para tarefas
específicas;
e) elaboração e atualização de documentos, interfaces e divulgação do
sistema;
f) análise detalhada das tabelas do Aleph;
g) parametrização da interface do sistema ;
h) estudo da estrutura lógica da base de dados (relação entre os arquivos do
Oracle), dos diretórios, do sistema operacional (Unix), do esquema de
segurança de dados (backup);
i) desenvolvimento de aplicativos para correção e adequação dos dados ao
novo sistema.
A partir de maio de 2000, quando foi realizada a conversão definitiva dos
cerca de 270 mil registros disponíveis na base passou-se a realizar, dentre tantas
outras atividades, estudos preliminares para catalogação retrospectiva dos
documentos não incluídos no SABi.
Em 2008 foi concluída a implantação de todos os módulos do sistema, quais
sejam, Registro Bibliográfico, Registro de Autoridades, Itens &amp; Impressão de
Etiquetas, Controle de Coleções de Periódicos, Circulação de Coleções &amp; Caixa e
de Aquisição, nas 33 bibliotecas que integram o SBUFRGS. A implantação ocorreu
de forma gradativa e se estendeu por oito anos, entre 2000 e 2008, com ampla
divulgação de todas as atividades realizadas pela Comissão em cada uma das
etapas e participação dos profissionais das bibliotecas, com a realização de
treinamento das equipes e elaboração e disponibilização dos manuais de operação
do sistema.
Desde 2011 , a COMAUT passou a ter as atribuições de manutenção e
atualização do SABi e de sua documentação, da implementação de novas
ferramentas/sistemas de informação digital e do assessoramento à direção da
Biblioteca Central em questões de tecnologia da informação. (UNIVERSIDADE ... ,
2011).
A parceria demonstrada pelas equipes durante todo o processo foi
fundamental para o êxito da migração da base SABi e das três conversões para
novas versões do sistema , ocorridas ao longo dos últimos onze anos.

2593

�Gestão de pessoas
i! """"'"
MaooNlck

~

=

:,

IiWitt.UJ

1I....111~

Trabalho completo

o trabalho conjunto possibilitou a realização de estudos e projetos com o fim
de ampliar os recursos de informação oferecidos à comunidade . O projeto do Lume,
Repositório Digital da UFRGS, tem mostrado como as duas áreas trabalhando em
conjunto podem apresentar propostas e soluções viáveis para facilitar o acesso e a
gestão da informação na Universidade. O Lume possibilitou o acesso aos
documentos digitais produzidos na Universidade, ampliando o uso e a visibilidade da
produção científica, técnica e artística e garantindo a sua preservação.
Sem dúvida, nem sempre a relação entre os bibliotecários e os profissionais
de TI da UFRGS foi uma tarefa fácil para ambos. Como já mencionado, as
diferenças são muitas, não só com relação à formação e competências profissionais,
como também na forma de trabalho, vocabulário e conceitos utilizados nas
diferentes áreas. Em conjunto e com respeito mútuo, conforme afirma Mey (1988),
as barreiras foram gradativamente ultrapassadas.
Para minimizar os impactos destas diferenças e promover a efetiva integração
da equipe da COMAUT algumas estratégias foram fundamentais :
1) a permanência de todos os seus membros em um só lugar (CPD) ;
2) a seleção dos integrantes da COMAUT, levando em conta sua experiência
profissional nas bibliotecas setoriais e sua maturidade pessoal ;
3) a identificação das habilidades profissionais de cada integrante e a
designação de responsabilidades com base nessas habilidades;
4) o desenvolvimento de uma forma colaborativa de trabalho, visando
identificar os diversos ângulos de uma questão até chegar a um consenso
final e
5) a disponibilidade para o diálogo entre bibliotecários e profissionais de TI.
A soma dessas estratégias possibilitou a criação de uma linguagem comum e
um ambiente harmônico de trabalho. A fim de facilitar o estabelecimento dessa
linguagem comum , destacam-se algumas medidas que foram adotadas no início dos
trabalhos, relacionadas no Quadro 2:
Bibliotecários

Profissionais de TI

Atividades no CPD, junto com os
profissionais de TI , para estabelecer os
procedimentos do trabalho em conjunto

Visita às bibliotecas do SBUFRGS para
conhecer as atividades e fluxos de trabalho

Participação em cursos (de informática e
outros relacionados à automação de
bibliotecas)

Participação em curso sobre regras de
catalogação

Estudo detalhado do formato USMARC
Visita a outras instituições do país para troca de experiências
em automação de bibliotecas
Participação em eventos
Quadro 2 - Atividades promovidas para bibliotecários e profissionais de TI visando
sua integração

2594

�Gestão de pessoas
i! """"'"
MaooNlck

~

=

:,

IiWitt.UJ

1I....111~

Trabalho completo

Não é prerrogativa do bibliotecário ou do profissional de TI a necessidade de
adaptação do seu perfil profissional às exigências do mercado de trabalho
consonante, conforme afirmam Arruda, Marteleto e Souza (2000, p. 23), ao "novo
modelo econômico, que introduz novas formas de gestão do trabalho e de
socialização
dos
indivíduos, valorizando
a atuação
em
equipe,
a
interdisciplinaridade, o aprendizado contínuo e atitudes comportamentais".
Pode-se afirmar que a integração do trabalho de bibliotecários e profissionais
de TI na UFRGS foi reconhecidamente uma iniciativa muito importante da
Administração Central da Universidade que favoreceu e proporcionou melhores
condições de trabalho e atendimento às demandas da comunidade universitária . É
importante ressaltar que esta integração se deu não só com relação ao desempenho
das atividades, como também no local onde os profissionais estão sediados, ou seja,
as bibliotecárias do SBUFRGS foram transferidas das bibliotecas de suas
respectivas Unidades para atuarem dentro do Centro de Processamento de Dados,
junto à equipe de TI , formando um grupo coeso e com dedicação exclusiva aos
sistemas de biblioteca.
Desta forma, foram criadas melhores condições para a migração de sistema
de automação de bibliotecas, fortalecimento e consolidação do processo automação
na UFRGS e, sobretudo, contribuiu para tornar o SABi no principal instrumento
gerencial e de armazenamento e recuperação de informações bibliográficas no
SBUFRGS. Seu uso vem subsidiando a Universidade na identificação de
indicadores que possibilitam mensurar e avaliar resultados por meio de produtos
acadêmicos postos à disposição da sociedade e nos processos de planejamento e
gestão universitária.

4 Considerações Finais
A integração e parceria estabelecida entre bibliotecários e profissionais de TI
é uma experiência pioneira na Universidade que vem se mostrando bastante
profícua . O aprendizado adquirido e as práticas vivenciadas têm fluxo contínuo e
vêm se somando ao longo do processo de automação, proporcionando a constante
qualificação das equipes para o desempenho de suas atividades. Essa solução de
continuidade possibilita o desenvolvimento dos sistemas de forma mais ágil e
consistente.
A colaboração entre os diferentes profissionais no processo de
desenvolvimento, implantação, avaliação e manutenção de sistemas de automação
de bibliotecas é fundamental para o bom andamento dos trabalhos e o alcance dos
objetivos. Bibliotecários, analistas de sistemas e programadores precisam trabalhar
conjuntamente, num processo contínuo de comunicação e compreensão mútua,
visando o desenvolvimento de sistemas que atendam às necessidades efetivas dos
usuários e da própria Instituição. Habilidades de comunicação e para o trabalho em
equipe definitivamente são requisitos fundamentais para os profissionais da
informação na sociedade de hoje.
É evidente que sempre existirão questões emergentes, exigindo adaptação,
capacitação e aquisição de novos conhecimentos. Novas demandas trazem consigo
desafios e oportunidades que, com a colaboração de todos os profissionais
envolvidos, cada um em sua especialidade, abertos ao diálogo, a outras visões
sobre as situações geradas e procurando compreender os aspectos particulares das
especialidades, contribuem para o avanço dos serviços oferecidos aos usuários.

2595

�Gestão de pessoas
i! """"'"
MaooNlck

~

=

:,

IiWitt.UJ
1I....111~

Trabalho completo

5 Referências
ALMADA DE ASCENCIO, Margarita. Sociedad multicultural de información yeducación .
Papel de los flujos electrónicos de información y su organización. Revista Iberoamericana
de Educación, n. 24, sept.-dic. 2000. Disponivel em : &lt;http://www.rieoei .org/rie24a05.htm&gt;.
Acesso em 19 mar. 2012.
ARRUDA, Maria da Conceição Calmon; MARTELETO, Regina Maria; SOUZA, Donaldo
Bello de. Educação, trabalho e o delineamento de novos perfis profissionais: o bibliotecário
em questão. Ciência da Informação, Brasília, v. 29, n. 3, p. 14-24, set./dez.2000.
Disponível em : &lt;http://www.scielo.br/pdf/ci/v29n3/a02v29n3.pdf&gt;. Acesso em: 16 mar. 2012.
BRASIL. Ministério do Trabalho e Emprego. Classificação Brasileira de Ocupações;
portal do trabalho e emprego. Brasil: MTE, 2002. Disponível em:
&lt;http://www.mtecbo.gov.br/cbosite/pages/home.jsf&gt;. Acesso em 23 fev.2012.
CÔRTE, Adelaide Ramos e et aI. Automação de bibliotecas e centros de documentação: o
processo de avaliação e seleção de softwares. Ciência da Informação, Brasília, v. 28, n. 3,
p. 241-256, set./dez. 1999. Disponível em: &lt;http://www.scielo.br/pdf/ci/v28n3/v28n3a2.pdf&gt;.
Acesso em: 16 mar. 2012.
HOUAISS, A. ; VILLAR, M. de S; FRANCO, F. M. de M. Dicionário Houaiss da língua
portuguesa. Rio de Janeiro: Objetiva, 2001 .
KRAEMER, Lígia Leindorf Bartz; MARCHIORI , Patrícia Zeni. Automação documentá ria :
contribuições para a prática. Revista de Biblioteconomia de Brasília, Brasília, v. 20, n. 1,
p. 15-26, 1996. Disponível em: &lt;http://www.brapci.ufpr.br/download.php?ddO=8833&gt;.
Acesso em: 08 mar. 2012.
LEITE, Fernando César Lima. Como gerenciar a visibilidade da informação científica
brasileira: repositórios institucionais de acesso aberto. Brasília, DF: IBICT, 2009. Disponível
em: &lt;http://www.ibict.br/anexos noticias/repositorios.institucionais.F.Leite atualizado.pdf&gt;.
Acesso em: 16 mar. 2012.
LOH, Stanley. Uma linguagem comum entre usuários e analistas para definição de
requisitos de sistemas de informação. 180 f. 1991 . Dissertação (mestrado)-Curso de PósGraduação em Ciência da Computação. Instituto de Informática. Universidade Federal do
Rio Grande do Sul, Porto Alegre, 1991. Disponível em :
&lt;http://www.lume.ufrgs.br/handle/10183/24493&gt;. Acesso em : 06 mar. 2012.
MADUREIRA, Helania Oliveira; VILARINHO , Lúcia Regina Goulart. A formação do
bibliotecário para atuar em bibliotecas digitais: uma questão a aprofundar. Perspectivas em
Ciência da Informação, Belo Horizonte, v. 15, n. 3, p. 87-106, set./dez. 2010. Disponível
em: &lt;http://portaldeperiodicos .eci.ufmg .br/index.php/pci/article/view/1 077/773 &gt;. Acesso em:
23 mar. 2012.
MARTíN, Sandra Gisela. Bibliotecario de sistemas: una especialización com futuro.
Información, cultura y sociedad , Buenos Aires, Argentina, n. 21, p. 69-84, 2009.
Disponível em: &lt;http://www.scielo.org.ar/pdf/ics/n21/n21a05.pdf&gt;. Acesso em: 13 fev. 2012.

2596

�Gestão de pessoas
i! """"'"
MaooNlck

~

=

:,

IiWitt.UJ

1I....111~

Trabalho completo

MEY, Eliane Serrão Alves. Bibliotecários e analistas de sistemas: a convivência necessária.
Revista de Biblioteconomia de Brasília, Brasília, v. 16, n. 1, p. 75-81 , jan./jun . 1988.
Disponível em : &lt;http://www.brapci.ufpr.br/download .php?ddO=17654&gt;. Acesso em: 10
fev.2012.
SILVA, Fabiano Couto Corrêa da. Bibliotecários especialistas: guia de especialidades e
recursos informacionais. Brasília: Thesaurus, 2005.
TARGINO, Maria das Graças. Ranganathan continua em cena. Ciêncía da Informação,
Brasília, v. 39, n. 1, p. 122-124, jan./abr. 2010. Disponível em:
&lt;http://www.scielo.br/pdf/ci/v39n1/v39n1a08.pdf&gt;. Acesso em 22 mar. 2012.
UNIVERSIDADE FEDERAL DO RIO GRANDE DO SUL. Portaria n° 1272, de 14 de maio de
1998.
UNIVERSIDADE FEDERAL DO RIO GRANDE DO SUL. Portaria n° 1103, de 16 de março
de 2011 . Designa membros para compor a Comissão de Automação - SABi/UFRGS.

2597

�</text>
                  </elementText>
                </elementTextContainer>
              </element>
            </elementContainer>
          </elementSet>
        </elementSetContainer>
      </file>
    </fileContainer>
    <collection collectionId="49">
      <elementSetContainer>
        <elementSet elementSetId="1">
          <name>Dublin Core</name>
          <description>The Dublin Core metadata element set is common to all Omeka records, including items, files, and collections. For more information see, http://dublincore.org/documents/dces/.</description>
          <elementContainer>
            <element elementId="50">
              <name>Title</name>
              <description>A name given to the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51396">
                  <text>SNBU - Edição: 17 - Ano: 2012 (UFRGS - Gramado/RS)</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="49">
              <name>Subject</name>
              <description>The topic of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51397">
                  <text>Biblioteconomia&#13;
Documentação&#13;
Ciência da Informação&#13;
Bibliotecas Universitárias</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="41">
              <name>Description</name>
              <description>An account of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51398">
                  <text>Tema: A biblioteca universitária como laboratório na sociedade da informação.</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="39">
              <name>Creator</name>
              <description>An entity primarily responsible for making the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51399">
                  <text>SNBU - Seminário Nacional de Bibliotecas Universitárias</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="45">
              <name>Publisher</name>
              <description>An entity responsible for making the resource available</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51400">
                  <text>UFRGS</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="40">
              <name>Date</name>
              <description>A point or period of time associated with an event in the lifecycle of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51401">
                  <text>2012</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="44">
              <name>Language</name>
              <description>A language of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51402">
                  <text>Português</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="51">
              <name>Type</name>
              <description>The nature or genre of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51403">
                  <text>Evento</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="38">
              <name>Coverage</name>
              <description>The spatial or temporal topic of the resource, the spatial applicability of the resource, or the jurisdiction under which the resource is relevant</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51404">
                  <text>Gramado (Rio Grande do Sul)</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
          </elementContainer>
        </elementSet>
      </elementSetContainer>
    </collection>
    <itemType itemTypeId="8">
      <name>Event</name>
      <description>A non-persistent, time-based occurrence. Metadata for an event provides descriptive information that is the basis for discovery of the purpose, location, duration, and responsible agents associated with an event. Examples include an exhibition, webcast, conference, workshop, open day, performance, battle, trial, wedding, tea party, conflagration.</description>
    </itemType>
    <elementSetContainer>
      <elementSet elementSetId="1">
        <name>Dublin Core</name>
        <description>The Dublin Core metadata element set is common to all Omeka records, including items, files, and collections. For more information see, http://dublincore.org/documents/dces/.</description>
        <elementContainer>
          <element elementId="50">
            <name>Title</name>
            <description>A name given to the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="64760">
                <text>Integração entre bibliotecários e profissionais de tecnologia da informação da Universidade Federal do Rio Grande do Sul.</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="39">
            <name>Creator</name>
            <description>An entity primarily responsible for making the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="64761">
                <text>Costa, Janise Silva Borges da et al.</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="38">
            <name>Coverage</name>
            <description>The spatial or temporal topic of the resource, the spatial applicability of the resource, or the jurisdiction under which the resource is relevant</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="64762">
                <text>Gramado (Rio Grande do Sul)</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="45">
            <name>Publisher</name>
            <description>An entity responsible for making the resource available</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="64763">
                <text>UFRGS</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="40">
            <name>Date</name>
            <description>A point or period of time associated with an event in the lifecycle of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="64764">
                <text>2012</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="51">
            <name>Type</name>
            <description>The nature or genre of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="64766">
                <text>Evento</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="41">
            <name>Description</name>
            <description>An account of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="64767">
                <text>Este trabalho apresenta a relação entre bibliotecários e profissionais de tecnologia da informação (TI), neste caso analistas de sistema e programadores, no processo de automação de bibliotecas da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS). Aborda as principais atividades e competências dos profissionais da informação e dos profissionais de TI, destacando atividades onde a interação desses profissionais é mais relevante no processo de automação de bibliotecas. Descreve o caso da relação e parceria estabelecida entre os bibliotecários e os profissionais de TI na UFRGS, todos trabalhando conjuntamente no Centro de Processamento de Dados da Universidade, e as estratégias utilizadas para superar as dificuldades encontradas. Conclui que os bibliotecários, os analistas de sistemas e os programadores precisam trabalhar em equipe, num processo contínuo de comunicação, visando o desenvolvimento de sistemas que atendam às necessidades efetivas dos usuários e da Instituição.</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="44">
            <name>Language</name>
            <description>A language of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="69598">
                <text>pt</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
        </elementContainer>
      </elementSet>
    </elementSetContainer>
  </item>
  <item itemId="6098" public="1" featured="0">
    <fileContainer>
      <file fileId="5162">
        <src>http://repositorio.febab.org.br/files/original/49/6098/SNBU2012_237.pdf</src>
        <authentication>af27f9eb6ffebd6f1ec3278148df42c9</authentication>
        <elementSetContainer>
          <elementSet elementSetId="4">
            <name>PDF Text</name>
            <description/>
            <elementContainer>
              <element elementId="92">
                <name>Text</name>
                <description/>
                <elementTextContainer>
                  <elementText elementTextId="64759">
                    <text>Gestão de pessoas

i

Soe!mWrio

,,

=

~ I ck

=

lifllttuu
lI........tltMla

Trabalho completo

COMPETÊNCIAS ESSENCIAIS DEMANDADAS AOS
BIBLIOTECÁRIOS-GESTORES QUE ATUAM EM BIBLIOTECAS
UNIVERSITÁRIAS: UM ESTUDO DOS PROFISSIONAIS
DE GOIÂNIA - GO
Karol Almeida da Silva ' , Luciana Candida da

silvél

1Bacharel em Biblioteconomia , Universidade Federal de Goiás , Goiânia , Goiás
2Mestre em Ciência da Informação-UNB, Universidade Federal de Goiás, Goiânia , Goiás

Resumo
Este estudo tem por objetivo analisar as competências dos bibliotecáriosgestores para sua efetiva atuação frente às demandas do mercado de trabalho em
bibliotecas universitárias de Goiânia-Goiás. A pesquisa foi realizada com 13
bibliotecários-gestores e 3 contratantes, sendo utilizado como instrumento de coleta
de dados o questionário. Através dos resultados, conclui-se que as competências
essenciais demandadas pelo mercado de trabalho das bibliotecas universitárias de
Goiânia são formadas pela integração de habilidades, aprendizado coletivo,
tecnologias e conhecimentos. Além disso, a maioria das competências demandadas
não se restringe somente aos bibliotecários-gestores de bibliotecas universitárias de
Goiânia, ou seja, os resultados da pesquisa visam contribuir com todos os demais
bibliotecários que queiram desenvolver competências essenciais visando à
satisfação de seus usuários/clientes e para as instituições e/ou organizações que
buscam por profissionais qualificados na área de Biblioteconomia.

Palavras-Chave:
Bibliotecário-gestor; Bibliotecas universitárias; Mercado de Trabalho - Goiânia.

Abstract
The objective of this research was to analyze the competencies of the
librarinans-administrators for their effectiveness in meeting the demands of the
University Libraries of Goiânia-Goiás labor market. The research was conducted with
13 administrative librarians and 3 contractors by utilizing fact-gathering
questionnaires. Through the results, one can conclude that the essential
competencies required by the University Libraries of Goiânia are formed by
integration of abilities, collective training , technologies and knowledge. Furthermore,
the majority of the competencies required are not themselves limited to the librariansadministrators of the University Libraries of Goiânia. Hence, the results of the
research would to apply to ali other librarians that who want to develop essential
competencies with the aim of satisfying their users/clients and institutions and/or
organizations that seek for professionals qualified in the field of Librarianship.

Keywords:
Librarian-administrators; University Libraries; Labor Market - Goiânia.

2570

�Gestão de pessoas

i

Soe!mWrio

,,

=

~ I ck

=

lifllttuu
lI........tltMla

Trabalho completo

1 Introdução
A nova dinâmica mundial, caracterizada pela globalização dos mercados e
pelas rápidas mudanças, tem aumentado as exigências do mercado de trabalho com
relação aos profissionais bibliotecários, devido diversos fatores como a ampliação da
velocidade do fluxo informacional e o surgimento de novas tecnologias da
informação e comunicação (TICs).
Para atuar efetivamente neste novo mercado, os profissionais da informação
devem ter habilidade de solucionar problemas, de aprender a aprender, conhecer e
saber utilizar as tecnologias da informação e comunicação, capacidade de
adaptação a mudanças, aplicar conhecimentos de forma crítica e reflexiva e ter
capacidade de formação de competência .
O tipo de competência considerado mais adequado para este estudo foi a
competência essencial , definida por Prahalad e Hamel (1990) , que além de
afirmarem que essas competências são a integração de habilidades e tecnologias e
corrente de conhecimento, permite as organizações a oferecer um determinado
beneficio aos clientes; beneficio este que seja único ou difícil de ser imitado pelo
concorrente o que gera vantagem competitiva para a organização.
E as bibliotecas universitárias que também sofrem as influências e mudanças
ocorridas na sociedade , necessitam de profissionais bibliotecários com capacidade
de formar tais competências essenciais . Para isso, os bibliotecários-gestores que
atuam em bibliotecas universitárias precisam acompanhar as contínuas mudanças
da sociedade, buscando sempre a atualização profissional , com o objetivo de
conquistar um diferencial competitivo no mercado de trabalho cada vez mais
dinâmico e exigente.
Diante deste contexto, a pesquisa procurou analisar as competências
essenciais dos bibliotecários-gestores para sua efetiva atuação frente às demandas
do mercado de trabalho em bibliotecas universitárias de Goiânia. Para isso, realizouse um estudo com os bibliotecários-gestores atuantes em bibliotecas universitárias
de Goiânia e com os contratantes destes profissionais buscando responder ao
seguinte questionamento: Quais as competências essenciais demandadas pelo
mercado de trabalho para a efetiva atuação dos bibliotecários-gestores em
bibliotecas universitárias de Goiânia-GO?
O interesse em estudar as bibliotecas universitárias surgiu a partir da leitura
da pesquisa de Silva (2009), onde mostra que o mercado de trabalho em Goiânia
para os profissionais bibliotecários está voltado para atuação em bibliotecas
universitárias privadas e públicas. E o interesse pelos bibliotecários-gestores ocorreu
porque são eles que estabelecem as decisões estratégicas, tendo impacto decisivo
no desempenho da unidade de informação. Assim surge a preocupação em verificar
o perfil desse profissional, a partir das competências essenciais exigidas pelo
mercado de trabalho.
Os objetivos do trabalho consistem em analisar as competências essenciais
dos bibliotecários-gestores para sua efetiva atuação frente às demandas do mercado
de trabalho em bibliotecas universitárias de Goiânia. Para isso, buscou-se identificar
com base na literatura as competências essenciais requeridas aos profissionais
1 A palavra essencial, nesse caso, refere-se a uma ampla variedade de habilidades,
diferentes tecnologias e corrente de conhecimento.

2571

�Gestão de pessoas

i

Soe!mWrio

,,

=

~ I ck

=

lifllttuu
lI........tltMla

Trabalho completo

bibliotecários, conhecer o perfil profissional dos bibliotecários-gestores que atuam
em bibliotecas universitárias de Goiânia , especificar o nível das competências
essenciais desses profissionais e descrever as competências essenciais
demandadas pelo mercado de trabalho aos bibliotecários-gestores de bibliotecas
universitárias de Goiânia.

2 Revisão de Literatura

o termo competência não é novo, mas na atualidade seu sentido passou a
tratar as capacidades humanas e os processos de aprendizagem nas organizações.
A expressão "competência" remonta há alguns séculos, mais precisamente à época
dos aprendizes de artesãos na Idade Média. Segundo Brandão (1999) o termo
pertencia, no final desse período, à linguagem jurídica ; "[ ...] tradicionalmente, o
termo competência foi consagrado para designar a idoneidade e o poder de uma
instância para decidir ou julgar um fato e o direito das pessoas de exercer uma dada
atividade profissional".
Durand (1998 apud OLIVEIRA et aI, 2006)2 afirma que o modelo de
competência está articulado em torno de três dimensões, que são: conhecimentos,
habilidades e atitudes. Englobando questões técnicas, cognição e as atitudes
relacionadas ao trabalho. As três dimensões do modelo de competência proposto
por Durand (1999 apud SILVA, 2009 , p. 84)3 são:
a) Conhecimento - diz respeito ao saber o que e por que fazer (Know-what e
Know-Why) algo dentro de determinado processo. O conhecimento
corresponde a uma série de informações assimiladas e estruturadas pelo
indivíduo, que lhe permitem entender o mundo, ou seja , o saber que a pessoa
acumulou ao longo da vida . Para Davenport e Prusak (1998) o conhecimento
é uma mistura fluída de experiência condensada , valores, informação
contextual e 'insight' experimentado, a qual proporciona uma estrutura para
avaliação e incorporação de novas experiências e informações. Ele tem
origem e é aplicado na mente dos conhecedores. Nas organizações, ele
costuma estar não só em documentos ou repositórios, mas também em
rotinas, processos, práticas e normas organizacionais;
b) habilidade - está relacionada ao saber-fazer algo ou à capacidade de aplicar
e fazer uso produtivo do conhecimento adquirido, ou seja, de instaurar
informações e utilizá-Ias em uma ação com vistas a atingir um propósito
específico;
c) atitude - é a dimensão do querer-saber-fazer, que diz respeito a aspectos
sociais e afetivos relacionados ao trabalho. (DURAND, 1999 apud BRANDÃO
1999, p. 25)4.
A figura 1 ilustra o conceito de competência proposto por Durand (1999), que
DURAND, 1998 apud OLIVEIRA et ai, 2006 .
DURAND, 1999 apud SILVA, 2009, p. 83 .
DURAND , 1999 apud BRANDÃO , 1999, p. 25.

2572

�Gestão de pessoas

i

Soe!mWrio

,,

=

~ I ck

=

lifllttuu
lI........tltMla

Trabalho completo

evidenciam as três dimensões da competência que são interligadas e
interdependentes, em que, para a ação competente envolvem a assimilação de
conhecimentos, aquisição de habilidades e internalização de atitudes e pressupõem
que o indivíduo seja capaz de articular as três dimensões de forma a obter eficiência
e eficácia em suas ações resultando em um alto desempenho no seu trabalho.
Prahalad (1990 apud FLlNK; VANALLE, 2003, p. 1) 5 afirma que 'l ..] as
competências combinam conhecimento e habilidades; representam tanto a base dos
conhecimentos tácitos quanto de habilidades, necessários para a realização de
ações produtivas".

Conhec imentos:
Informaç ã.o
Saber o quê
SalJ-:r o pOrQ u ê •

Atitudes;

•

r-

Habilidades :

Querer faze·r

T ê cnica

Ide."tida de

C:::tl'l;af"lir:l~rtp.

Determlnoção

Sabereomo

Figura 1 - As três dimensões da competência
Fonte: Brandão e Guimarães (2001 , p. 10.).

o termo competência essencial (core competence)6 se originou partir do
artigo "The core competence of the corporation" , de Prahalad e Hamel, em 1990.
Conforme os autores, as competências essenciais são recursos intangíveis que: em
relação aos concorrentes são difíceis de ser imitados; em relação a mercados e
clientes são os recursos essenciais para que a empresa possa prover
produtos/serviços diferenciados e em relação ao processo de mudança e evolução
da própria empresa é o fator fundamental da maior flexibilidade que permite a
exploração de diferentes mercados.
As competências essenciais podem ser definidas como:
A aprendizagem coletiva na organização, especialmente relacionada a
como coordenar diversas habilidades de produção e integrar múltiplos
streams de tecnologias , em outras palavras, competências essenciais são
um conjunto de habilidades e tecnologias que permite a uma empresa
oferecer um determinado benefício aos clientes (PRAHALAD ; HAMEL,
1990, p. 82 ).

A ênfase concedida ao termo competência essencial surge das novas
demandas do setor produtivo e mudanças no mercado de trabalho em função da
desvalorização dos métodos destinados a adaptar as pessoas ao mercado e aos
postos de trabalho . A crise na qualificação decorre da inserção das economias em
PRAHALAD, 1990 apudFLlNK; VANALLE, 2003, p. 1.
Para este estudo preservou-se o termo inglês core competence para competências
essenciais, utilizado originalmente nas obras de Prahalad e Hamel (1990) .

6

2573

�Gestão de pessoas

i

Soe!mWrio

,,

=

~ I ck

=

lifllttuu
lI........tltMla

Trabalho completo

mercados globalizados, da crescente exigência de produtividade e competitividade e
da incorporação de novas tecnologias que requerem flexibilidade e polivalência dos
trabalhadores (BRANDÃO, 1999).
De acordo com Silva (2009) o profissional que estiver munido de
competências essenciais, ou seja, souber integrar habilidades, talentos e tecnologia
com os objetivos da empresa poderão garantir vantagem competitiva e sucesso.
Desta forma, o bibliotecário, que possuir tal integração relacionada aos
conhecimentos técnicos, habilidades de gerenciamento e tecnologias para geração,
tratamento e uso da informação em consonância com a política da organização no
qual atua poderá apoiar os processos que buscam excelência no atendimento do
cliente; diferenciação de seus concorrentes e capacidade de expansão . As
competências essenciais (core competences) são a abordagem teórica que a
pesquisa se fundamenta, porque se refere a um fator distintivo e único que marca
uma organização ou uma atividade em particular, que na pesquisa corresponde ao
bibliotecário-gestor que atua em biblioteca universitária e os contratantes desses
profissionais.
O bibliotecário enquanto gestor deve administrar os processos de sua
unidade de informação, expresso de forma simplificada por meio do ciclo
informacional utilizado pela Biblioteconomia e Ciência da Informação, que define a
gestão da informação como aplicação do ciclo da informação nas unidades de
informação, conforme a figura abaixo :

Figura 2 - Ciclo informacional
Fonte: Ponjuan Dante (1998, p. 47 apudTARAPANOFF 2006, p. 22).

Tarapanoff (2006) explica que o ciclo informacional é um processo que se
inicia com a busca da solução a um problema, da necessidade de obter informações
sobre algo e passa pela identificação de quem cria o tipo de informação necessária,
fontes, acesso, seleção, aquisição, registro, representação, recuperação, análise e
disseminação da informação que, quando usada aumenta o conhecimento individual
e coletivo.
Através da figura do ciclo informacional, pode-se afirmar que a gestão nas
organizações está relacionada à gestão da informação, isto é, para gerenciar uma
organização é necessário a gestão da informação, que consiste na identificação das
necessidades
informacionais,
coleta,
análise,
interpretação,
seleção,
armazenamento, disponibilização e uso da informação para tomada de decisões
organizacionais.

2574

�Gestão de pessoas

i

Soe!mWrio

,,

=

~ I ck

=

lifllttuu
lI........tltMla

Trabalho completo

Segundo Ferreira (1980) as bibliotecas são instrumentos essenciais ao
processo de ensino/aprendizagem . Na atualidade, não se pode conceber ensino
sem utilização de bibliotecas, as quais possibilitam o acesso à informação, além do
desenvolvimento de potenciais, capacitando pessoas a construírem suas próprias
ideias e a tomarem suas próprias decisões. O autor lembra ainda que a universidade
deve estar voltada às necessidades educacionais, culturais, científicas e
tecnológicas de um país, assim as bibliotecas devem trabalhar visando atingir esses
objetivos.
De acordo com Oliveira (2004) a gestão em bibliotecas universitárias deve se
concentrar em melhorar a qualidade frente aos desafios de um mundo em
transformação . É necessário que o profissional que atua nesta instituição esteja apto
a trabalhar com novas ferramentas tecnológicas, desenvolver novos produtos de
acesso à informação e oferecer um trabalho que aperfeiçoe a prestação de serviços
de informação.
Diante das mudanças que estão ocorrendo nos últimos anos na sociedade, a
atuação do bibliotecário também se modificou , atuando também como um
administrador de biblioteca por exercer a função de gestor, que se compõe em
organizar, comandar, prever, coordenar e controlar todas as atividades ligadas à sua
Unidade de Informação. Neste contexto , adquirir habilidades, atitudes, ampliar e
desenvolver competências capazes de auxiliar no desempenho das atividades
profissionais e no gerenciamento de unidades de informação é indispensável para
sua atuação efetiva como gestor.
Tendo por base Pizarro e Davok (2008) o bibliotecário-gestor tem como
função buscar, organizar e analisar dados para serem oportunamente
disponibilizados ao usuário como informação e como subsídios à produção do
conhecimento. Além de analisar o conteúdo informacional e dialogar com os
produtores e consumidores sobre a qualidade da informação e seu adequado
tratamento, cabe ao bibliotecário-gestor avaliar as possibilidades de implementação
de novos serviços a partir da tecnologia disponível. Além disso, o bibliotecário como
gestor da informação pode avaliar, planejar e implantar programas de gerenciamento
de informação e de informatização em unidades de informação de organizações
públicas e privadas.
Para Maciel e Mendonça (2006) o processo de administração de uma
biblioteca no contexto de transformação, exige principalmente dos bibliotecáriosgestores, conhecimentos e habilidades diversas. Por meio do constante
aprimoramento que ele irá adquirir novos conhecimentos e valores que possibilitarão
sua atuação no cotidiano da biblioteca, tornando-o mais autoconfiante em suas
ações e decisões. O perfil do bibliotecário-gestor é de um profissional em constante
aperfeiçoamento e se encontra constantemente ligado nas novas tendências
tecnológicas, estando preparado para os novos canais de distribuição da
informação, atuando assim , de forma decisiva nas organizações visando à eficiência
e eficácia da organização .

3 Materiais e Métodos
Os métodos considerados mais apropriados para esta pesquisa incluem : o
método descritivo, misto, pesquisa bibliográfica e levantamento de dados. A
pesquisa quanto aos seus objetivos classifica-se em descritiva para caracterizar o

2575

�Gestão de pessoas

i

Soe!mWrio

,,

=

~ I ck

=

lifllttuu
lI........tltMla

Trabalho completo

perfil dos profissionais bibliotecários-gestores de Goiânia e as competências
essenciais demandadas pelo mercado de trabalho das bibliotecas universitárias de
Goiânia. De acordo com Gil (2002) a pesquisa descritiva tem como objetivo a
descrição de características de determinada população ou fenômeno . São inúmeros
os estudos que podem ser classificados sob este título e uma de suas
características está na utilização de técnicas padronizadas de coleta de dados.
Quanto à abordagem do problema a pesquisa classifica-se em mista, isto é,
será utilizado o método quantitativo e qualitativo. A pesquisa será quantitativa devido
à mensuração das questões fechadas, que permitirão obter informações sobre o
perfil dos bibliotecários-gestores, as competências essenciais demandadas pelo
mercado de trabalho, dentre outras. A pesquisa também será qualitativa devido à
análise de algumas questões abertas, que permitirão obter outras informações
importantes para o entendimento e conclusão deste trabalho.
O tipo de pesquisa classifica-se em pesquisa bibliográfica e levantamento de
dados para identificar através da revisão de literatura as competências essenciais e
através dos dados obtidos na pesquisa será possível identificar as competências
essenciais requeridas aos bibliotecários-gestores de bibliotecas universitárias de
Goiânia.
A população da pesquisa foi obtida por meio do contato telefônico nas trinta e
uma instituições de ensino superior de Goiânia, no qual, identificou-se o universo de
trinta e dois bibliotecários-gestores e o universo de treze contratantes. Algumas
bibliotecas tinham mais de um bibliotecário-gestor e em outras não se conseguiu
identificar a existência do mesmo. O universo dos contratantes constitui-se de
diretores, departamento de pessoal, recursos humanos e bibliotecários que
participam do processo de seleção de outros bibliotecários para a instituição.
Inicialmente a amostra da pesquisa correspondia a 100% do universo dos
bibliotecários-gestores atuantes em bibliotecas universitárias em Goiânia e, a
mesma porcentagem para o universo dos contratantes, porém foi possível atingir
41 % do total da amostra selecionada dos bibliotecários-gestores e 23% dos
contratantes, conforme será apresentada no tópico seguinte .
A técnica selecionada para a coleta de dados foi o questionário. A escolha do
questionário ocorreu por proporcionar alcance de um maior número de pessoas e
pelo tempo disponível para a realização da pesquisa . A partir da escolha,
desenvolveram-se dois questionários constituídos por perguntas abertas e fechadas ,
um para coleta de dados dos bibliotecários-gestores e o outro para coleta de dados
dos contratantes. A elaboração dos questionários baseou-se na literatura sobre o
tema e na Tabela de Atividades dos Profissionais da Informação da Classificação
Brasileira de Ocupações (CBO).
A análise de dados foi realizada após o processo de coleta . O processo de
coleta ocorreu por meio de questionários no mês de setembro via e-mail. Os dados
foram tabulados em formato de porcentagem para os dados das questões fechadas
e a análise das perguntas abertas ocorreu através das respostas mais recorrentes
obtidas no levantamento de dados dos questionários aplicados aos bibliotecáriosgestores e contratantes.

4 Resultados Finais
Os questionários foram respondidos por treze bibliotecários-gestores, que

2576

�i

Gestão de pessoas
Soe!mWrio

,,

~ I ck

=

lifllttuu
lI........tltMla

=

Trabalho completo

correspondem a 41 % da amostra inicial de 100% do universo dos bibliotecáriosgestores. Os demais 59% correspondem aos dezenove bibliotecários-gestores que
não retornaram o questionário respondido.
Os questionários foram respondidos por três contratantes, que correspondem
a 23% da amostra inicial de 100% do universo dos contratantes. Os demais 77%
correspondem a dez contratantes que não retornaram o questionário respondido.
Os resultados finais mostram que os bibliotecários-gestores de bibliotecas
universitárias de Goiânia possuem um perfil de profissionais jovens, em que, a
maioria possui de vinte a quarenta anos, são predominantemente do sexo feminino e
buscam atualização profissional , por meio de especializações, cursos de
aperfeiçoamento, mestrado ou outra graduação. Quanto às exigências do mercado
de trabalho com relação ao nível de formação profissional, a maioria dos
contratantes demanda somente por graduação em Biblioteconomia.

Entre 20 e 30
anos

Entre 31 e 40
anos

Entre 41 e 50
anos

Entre 51 e 60
anos

Acirra de 60
anos

Gráfico 1 - Idade dos bibliotecários-gestores participantes
Fonte: SILVA (2011) .

A maioria dos bibliotecários-gestores possui entre sete a dez anos e mais de
dez anos de experiência profissional , entretanto, não possuíam experiência anterior
na função de gestor. Enquanto que, o mercado de trabalho considera importante que
o bibliotecário-gestor possua experiência anterior na função de gestor.
3 5 '1ô
3 D'Iô
25'1.

1 5 '1.
1 0 '1.
5'1.

Até 1 aro Entre 1
310

a :::

aros

Entre ~
a ros. a 5

;:nos a 7 a ros a 1 O 103105

alOS

3105

E.ntle Õ

Entre 7

Mais d.

Gráfico 2 - Tempo de experiência profissional
Fonte: SILVA (2011) .

2577

�Gestão de pessoas

i

Soe!mWrio

,,

=

~ I ck

=

lifllttuu
lI........tltMla

Trabalho completo

Com relação à atuação profissional pode-se afirmar que os bibliotecáriosgestores ainda realizam mais as atividades tradicionais e cotidianas na biblioteca,
como: atendimento ao público, catalogação, classificação, seleção e aquisição,
treinamento de usuário, do que propriamente atividades de gestão. Considerando as
atividades realizadas pelos participantes da pesquisa , os bibliotecários-gestores que
atuam em bibliotecas universitárias de Goiânia ainda possuem um perfil de atuação
tradicional. As principais atividades demandadas pelo mercado de trabalho ao
bibliotecário-gestor são: atividades tradicionais de biblioteca, gestão administrativa
da biblioteca e prestação de serviços de apoio às atividades de ensino e para
educação presencial e à distância.

Outros _

23%

Prestação de serviços de apoio às atividades de _
ensino para educação presencial e à distância

31 %
69%

Serviços on-line

Treinarrento de usuários

85%

Comutação Bibliográfica (COIIfUT) _

31 %

Normalização de trabalhos acadêrricos

69%

Baboração de ficha catalográfica

69%

Seleção e Aquisição

85%

Indexação

69%

Catalogação e Classificação

85%

Gestão administrativa da biblioteca

77%

Atendirrento ao público
0% 10
%

20
%

30
%

40
%

50
%

60
%

70
%

80
%

90 100
% %

Gráfico 3 - Principais atividades realizadas pelos bibliotecários-gestores
Fonte: SILVA (2011).

As competências essenciais foram divididas em três categorias:
conhecimentos, habilidades e atitudes que correspondem às três dimensões da
competência . Os resultados mostram que os bibliotecários-gestores possuem quase
todos os conhecimentos listados no questionário, com exceção apenas dos
conhecimentos sobre o "domínio de pelo menos uma língua estrangeira", em que,

2578

�Gestão de pessoas

i

Soe!mWrio

,,

=

~ I ck

=

lifllttuu
lI........tltMla

Trabalho completo

31 % afirmaram que Não possui e "implantar unidades de informação", no qual, 8%
participantes afirmaram que Não possui. Dentre os conhecimentos se destacam:
conhecer aspectos técnicos da área ; conhecer as rotinas e processos relativos ao
trabalho; assessorar no planejamento do espaço físico da unidade de informação e
participar de comissões de avaliação do MEC e validação de cursos. Os
participantes possuem todas as habilidades listadas no questionário, dentre as quais
se destacam: capacidade de compreender a importância da biblioteca no ambiente
universitário; identificar as características e expectativas de seus usuários;
argumentar de maneira convincente sobre produtos e serviços que a biblioteca
oferece; capacidade de resolver problemas e trabalhar em equipe e em rede. No que
se referem às atitudes, os resultados mostram que os participantes possuem todas
as atitudes listadas no questionário e nenhuma das atitudes recebeu o nível Fraco e
Não possui. Dentre as atitudes se destacam: reconhecer a importância do usuário
para a biblioteca; demonstrar criatividade; demonstrar iniciativa; demonstrar o desejo
de aprender continuamente a aprimorar-se profissionalmente; demonstrar respeito à
ética e aos aspectos legais da profissão; demonstrar comprometimento com o
trabalho; aplicar seus conhecimentos de forma crítica e reflexiva e ter postura
gerencial na área de informação.
Com relação às competências essenciais demandadas pelo mercado de
trabalho aos bibliotecários-gestores de bibliotecas universitárias, os resultados dos
questionários aplicados aos contratantes, mostram que as competências
consideradas pela maioria e algumas até por 100% dos participantes como Muito
importante e Importante , ou seja , as competências demandadas são: conhecer
aspectos técnicos da área ; conhecer as rotinas e processos relativos ao trabalho;
domínio de diferentes bases de dados; automatizar unidades de informação; avaliar
qualidade e conteúdo de diferentes fontes de informação; assessorar no
planejamento do espaço físico da unidade de informação; implantar unidades de
informação; capacitar recursos humanos e usuários; participar de comissões de
avaliação do MEC e validação de cursos; capacidade de compreender a importância
da biblioteca no ambiente universitário; identificar as características e expectativas
dos usuários; argumentar de maneira sobre produtos e serviços que a biblioteca
oferece; capacidade de comunicação escrita e oral ; capacidade de negociação;
capacidade empreendedora ; capacidade de resolver problemas; desenvolver planos
de divulgação para a biblioteca ; trabalhar em equipe e em rede; reconhecer a
importância do usuário para a biblioteca; demonstrar disposição para adaptarem-se
as mudanças; demonstrar criatividade; demonstrar paciência ; demonstrar iniciativa;
demonstrar o desejo de aprender continuamente; demonstrar respeito à ética e aos
aspectos legais da profissão; demonstrar comprometimento com o trabalho; aplicar
conhecimentos de forma crítica e reflexiva e ter postura gerencial na área de
informação. As competências essenciais consideradas não demandadas pelo
mercado de trabalho no contexto das bibliotecas universitárias de Goiânia foi o
"domínio de pelo menos uma língua estrangeira" (67% afirmaram ser Pouco
Importante, 33% Importante) e "buscar patrocínios e parcerias com outras
instituições" (67% afirmaram ser Importante e 33% como Pouco Importante) .
A literatura mostra que para ter competência essencial também são
necessários três determinantes: treinamento contínuo dos funcionários, uso contínuo
das competências, desdobrando e reformulando-as de diversas formas e
desenvolvendo as competências, rompendo barreiras funcionais e organizacionais

2579

�Gestão de pessoas

i

Soe!mWrio

,,

=

~ I ck

=

lifllttuu
lI........tltMla

Trabalho completo

para que ocorra de forma efetiva. Assim, a pesquisa também procurou conhecer o
apoio oferecido pelas instituições para o desenvolvimento de competências
essenciais. Os resultados mostram que a maioria dos bibliotecários-gestores não
recebeu treinamento para exercer sua função atual.
No que se refere à faixa salarial os resultados apontam que a maioria dos
bibliotecários-gestores recebe de R$ 1.000,00 a R$ 2.500,00.

23%
15%

Menos de R$ R$1.(XlO,OO a R$1.501 ,00 a R$ 2.501 ,00 a R$ 3.501 ,00 a Acima de R$
1.000,00
R$1 .500,00 R$ 2 .500,00 R$ 3.500,00 R$ 5.000,00
5.001 ,00

Gráfico 4 - Faixa salarial dos bibliotecários-gestores
Fonte: SILVA (2011) .

No espaço aberto destinado aos bibliotecários-gestores, os participantes
discorreram sobre as poucas oportunidades de educação continuada, a falta de
incentivo e apoio institucional e sobre a faixa salarial. Além disso, alguns
participantes citaram as competências que consideram importantes para sua
atuação como gestor em bibliotecas universitárias, tais como: ter respeito aos
usuanos, liderança, flexibilidade , conhecimento técnico para articular as
necessidades da área , capacidade de negociar, facilidade para trabalhar em equipe ,
senso de organização, facilidade de comunicação, criatividade e inovação.
Os resultados obtidos mostram que a maioria dos contratantes afirma que sua
instituição oferece treinamento, incentiva e contribui a educação continuada de seus
funcionários/colaboradores e pagam de R$ 3.501,00 a R$ 5.000 ,00.

2580

�Gestão de pessoas

i

Soe!mWrio

,,

=

~ I ck

=

lifllttuu
lI........tltMla

Trabalho completo

• ce R$ 3.501 ,00 a R$ 5.000,001
• ce R$ 1.501 ,00 a R$ 2 .500,0

Gráfico 5 - Faixa salarial
Fonte: SILVA (2011) .

Comparando as respostas do espaço aberto dos bibliotecários-gestores com
as respostas obtidas nos dados complementares dos contratantes, observa-se que
os contratantes afirmaram oferecer treinamento, incentivo e contribuição a educação
continuada de seus funcionários/colaboradores, entretanto, a maioria dos
bibliotecários-gestores afirmaram que não receberam treinamento para exercer sua
função e, reclamam sobre a falta de apoio institucional. Quanto à faixa salarial há
outra discordância entre as respostas obtidas pelos contratantes e pelos
bibliotecários, visto que, quase metade dos bibliotecários-gestores participantes da
pesquisa recebe de R$ 1.000 ,00 a R$ 1,500 ,00 , enquanto que, a maioria dos
contratantes afirmou que as instituições pagam de R$ 3.501 ,00 a R$ 5.000,00 .
A possível causa da discordância de respostas pode ser devido ao fato de
que nem todos os contratantes participantes podem ter coincidido com as
instituições que atuam os bibliotecários-gestores, outra possível explicação refere-se
à pequena porcentagem de contratantes que participaram da pesquisa ou a
possibilidade de respostas não verídicas obtidas dos bibliotecários-gestores ou dos
contratantes.
5 Considerações Finais

Através desta pesquisa , conclui-se que o bibliotecário-gestor que souber
integrar habilidades, aprendizado coletivo, tecnologias e conhecimentos, tendo como
princípio os objetivos da organização/instituição, isto é, ao desenvolverem
competências essenCiaiS, poderão atuar efetivamente na satisfação das
necessidades de informação de seus usuários/clientes, além de estarem investindo
na sua própria carreira profissional. Alcançando sua principal função enquanto gestor
da informação.

2581

�Gestão de pessoas

i

Soe!mWrio

,,

=

~ I ck

=

lifllttuu
lI........tltMla

Trabalho completo

A experiência da coleta de dados por e-mail na realização desta pesquisa foi
positiva, visto que, a escolha do e-mail foi à alternativa que se mostrou mais viàvel
para os bibliotecários-gestores e contratantes, tendo em vista, que o público-alvo da
pesquisa eram profissionais com pouca disponibilidade de tempo e as instituições de
ensino superior não são muito favoráveis para a realização de pesquisas referentes
à biblioteca ou sobre o profissional bibliotecário, o que não seria muito viável a
realização de entrevista ou aplicação de questionários de forma pessoal. A utilização
do e-mail para o envio dos questionários possibilitou aos participantes a não
identificação dos mesmos, proporcionando maior confiança ao respondente, além de
certa autonomia para responder o questionário no momento mais oportuno dentro do
prazo máximo para o retorno do questionário.
Ao se realizar uma pesquisa via e-mail é importante observar as
características de seu público-alvo e o tipo da pesquisa , analisando dentre os
instrumentos de coleta de dados qual é o mais adequado para sua realização , para
que os resultados sejam positivos e consiga alcançar os objetivos propostos.
Ao final desta pesquisa , espera-se contribuir com os bibliotecários-gestores
de bibliotecas universitárias de Goiânia, para todos os demais bibliotecários que
desejam desenvolver competências essenciais e com as instituições e/ou
organizações que buscam por profissionais qualificados na área de Biblioteconomia .
Visando dar continuidade a esta pesquisa , recomenda-se a realização de
estudos semelhantes em outras regiões do Brasil, possibilitando assim uma visão
mais ampla do tema em questão. Como sugestão propõe-se novas pesquisas sobre
competências essenciais também em outros ambientes de trabalho, visto que, esta
pesquisa se limitou a estudar as competências essenciais com profissionais
bibliotecários atuantes em bibliotecas universitárias. Assim , seriam relevantes outras
pesquisas com profissionais atuantes em bibliotecas públicas, escolares,
especializadas, dentre outras. Proporcionando assim a comparação das
competências essenciais requeridas pelo profissional bibliotecário em cada tipo de
biblioteca e em diferentes locais do país.
6 Referências

ARAÚJO, Ronaldo Marcos de Lima . Desenvolvimento de competências
profissionais: as incoerências de um discurso. 2001 . 207 f. Tese (Doutorado em
Educação) - Programa de Pós-Graduação em Educação , Universidade Federal de
Minas Gerais, Belo Horizonte, 2001 .
BRANDÃO, Hugo Pena . Gestão baseada nas competências: um estudo sobre
competências profissionais na indústria bancária. 1999. 158 f. Dissertação (Mestrado
em Administração) - Programa de Pós-Graduação em Administração, Universidade
de Brasília , Brasília , DF, 1999.
______ ; GUIMARÃES, Tomás de Aquino. Gestão de competências e gestão
de desempenho: tecnologias distintas ou instrumentos de um mesmo construto .
Revista de Administração de Empresas, São Paulo, v. 41, n.1, p8-15, jan.lmar.
2001 .
DAVENPORT, Thomas; PRUSAK, Laurence. Conhecimento empresarial. Rio de

2582

�Gestão de pessoas

i

Soe!mWrio

,,

=

~ I ck

=

lifllttuu
lI........tltMla

Trabalho completo

Janeiro: Campus, 1998.
FERREIRA, Lusimar Silva. Bibliotecas universitárias brasileiras : análise e
estruturas centralizadas e descentralizadas. Brasília : Pioneira: INL, 1980.
FLlNK, Richard José da Silva; VANALLE, Rosângela Maria. Gestão por
competências: um novo modelo de gerenciamento. In: ENCONTRO NACIONAL DE
ENGENHARIA DE PRODUÇÃO, 23., 2003, Ouro Preto. Anais eletrônicos ... Ouro
Preto, 2003 . Disponível
em :&lt;http://www.abepro.org .br/biblioteca/ENEGEP2003 _TR0703 _ 0196 .pdf&gt; . Acesso
em : 25 abro2011 .
HAMEL, G.; PRAHALAD, C.K. Competindo pelo futuro: Estratégias inovadoras para
obter o controle do seu setor e criar os mercados de amanhã. 9. ed. Rio de Janeiro:
Campus, 1995.
MACIEL, Alba Costa; MENDONÇA, Marília Alvarenga Rocha. Bibliotecas como
organizações . Rio de Janeiro: Interciência; Niterói: Intertexto, 2006.
OLIVEIRA, Ângela Maria et aI. Mapeamento de competências em bibliotecas
universitárias. Perspectivas em Ciência da Informação, Belo Horizonte, v.11, n. 3,
p. 360-382, set.ldez. 2006.
OLIVEIRA, Leila Rabello de. Biblioteca universitária: uma análise sobre os
padrões de qualidade atribuídos pelo ministério da educação ao contexto brasileiro.
2004. 123 f. Dissertação (Mestrado em Ciência da Informação) - Programa de PósGraduação em Ciência da Informação - Pontifícia Universidade Católica de
Campinas, Campinas, 2004 .
PIZARRO, Daniella Câmara; DAVOK, Delsi Fries. O papel do bibliotecário na gestão
da informação empresarial : uma pesquisa bibliográfica em periódicos nacionais de
biblioteconomia e ciência da informação. Revista ACB: Biblioteconomia em Santa
Catarina, Florianópolis, V. 13, n. 1, p. 37-58 , jan.ljun. 2008.
PRAHALAD, C. K. ; HAMEL, Gary. The core competence of the corporation. Harvard
Business Review, Boston , p. 79-91 , may-june, 1990.
SILVA, Karol Almeida da. Competências essenciais demandadas aos
bibliotecários gestores de bibliotecas universitárias: um estudo dos profissionais
de Goiânia-GO. 102 f. 2011 . Trabalho de Conclusão de Curso (Bacharel em
Biblioteconomia) - Faculdade de Comunicação e Biblioteconomia , Universidade
Federal de Goiás, Goiânia, 2011 .
SILVA, Luciana Candida . Competências essenciais exigidas do bibliotecário
frente aos desafios da sociedade da informação: um estudo dos profissionais de
Goiânia-GO. 2009. 248 f. Dissertação (Mestrado em Ciência da Informação)Departamento de Ciência da Informação e Documentação, Universidade Nacional de
Brasília, Brasília , DF, 2009 .

2583

�Gestão de pessoas

i

Soe!mWrio

,,

=

~ I ck

=

lifllttuu
lI........tltMla

Trabalho completo

TARAPANOFF, Kira (Org .). Inteligência, informação e conhecimento. Brasília , DF:
IBICT, UNESCO, 2006.

2584

�</text>
                  </elementText>
                </elementTextContainer>
              </element>
            </elementContainer>
          </elementSet>
        </elementSetContainer>
      </file>
    </fileContainer>
    <collection collectionId="49">
      <elementSetContainer>
        <elementSet elementSetId="1">
          <name>Dublin Core</name>
          <description>The Dublin Core metadata element set is common to all Omeka records, including items, files, and collections. For more information see, http://dublincore.org/documents/dces/.</description>
          <elementContainer>
            <element elementId="50">
              <name>Title</name>
              <description>A name given to the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51396">
                  <text>SNBU - Edição: 17 - Ano: 2012 (UFRGS - Gramado/RS)</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="49">
              <name>Subject</name>
              <description>The topic of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51397">
                  <text>Biblioteconomia&#13;
Documentação&#13;
Ciência da Informação&#13;
Bibliotecas Universitárias</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="41">
              <name>Description</name>
              <description>An account of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51398">
                  <text>Tema: A biblioteca universitária como laboratório na sociedade da informação.</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="39">
              <name>Creator</name>
              <description>An entity primarily responsible for making the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51399">
                  <text>SNBU - Seminário Nacional de Bibliotecas Universitárias</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="45">
              <name>Publisher</name>
              <description>An entity responsible for making the resource available</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51400">
                  <text>UFRGS</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="40">
              <name>Date</name>
              <description>A point or period of time associated with an event in the lifecycle of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51401">
                  <text>2012</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="44">
              <name>Language</name>
              <description>A language of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51402">
                  <text>Português</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="51">
              <name>Type</name>
              <description>The nature or genre of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51403">
                  <text>Evento</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="38">
              <name>Coverage</name>
              <description>The spatial or temporal topic of the resource, the spatial applicability of the resource, or the jurisdiction under which the resource is relevant</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51404">
                  <text>Gramado (Rio Grande do Sul)</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
          </elementContainer>
        </elementSet>
      </elementSetContainer>
    </collection>
    <itemType itemTypeId="8">
      <name>Event</name>
      <description>A non-persistent, time-based occurrence. Metadata for an event provides descriptive information that is the basis for discovery of the purpose, location, duration, and responsible agents associated with an event. Examples include an exhibition, webcast, conference, workshop, open day, performance, battle, trial, wedding, tea party, conflagration.</description>
    </itemType>
    <elementSetContainer>
      <elementSet elementSetId="1">
        <name>Dublin Core</name>
        <description>The Dublin Core metadata element set is common to all Omeka records, including items, files, and collections. For more information see, http://dublincore.org/documents/dces/.</description>
        <elementContainer>
          <element elementId="50">
            <name>Title</name>
            <description>A name given to the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="64751">
                <text>Competências essenciais demandadas aos bibliotecários-gestores que atuam em bibliotecas universitárias: um estudo dos profissionais de Goiânia-GO.</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="39">
            <name>Creator</name>
            <description>An entity primarily responsible for making the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="64752">
                <text>Silva, Karol Almeida da; Silva, Luciana Candida da</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="38">
            <name>Coverage</name>
            <description>The spatial or temporal topic of the resource, the spatial applicability of the resource, or the jurisdiction under which the resource is relevant</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="64753">
                <text>Gramado (Rio Grande do Sul)</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="45">
            <name>Publisher</name>
            <description>An entity responsible for making the resource available</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="64754">
                <text>UFRGS</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="40">
            <name>Date</name>
            <description>A point or period of time associated with an event in the lifecycle of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="64755">
                <text>2012</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="51">
            <name>Type</name>
            <description>The nature or genre of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="64757">
                <text>Evento</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="41">
            <name>Description</name>
            <description>An account of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="64758">
                <text>Este estudo tem por objetivo analisar as competências dos bibliotecários- gestores para sua efetiva atuação frente às demandas do mercado de trabalho embibliotecas universitárias de Goiânia-Goiás. A pesquisa foi realizada com 13 bibliotecários-gestores e 3 contratantes, sendo utilizado como instrumento de coleta de dados o questionário. Através dos resultados, conclui-se que as competências essenciais demandadas pelo mercado de trabalho das bibliotecas universitárias de Goiânia são formadas pela integração de habilidades, aprendizado coletivo, tecnologias e conhecimentos. Além disso, a maioria das competências demandadas não se restringe somente aos bibliotecários-gestores de bibliotecas universitárias de Goiânia, ou seja, os resultados da pesquisa visam contribuir com todos os demais bibliotecários que queiram desenvolver competências essenciais visando à satisfação de seus usuários/clientes e para as instituições e/ou organizações que buscam por profissionais qualificados na área de Biblioteconomia.</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="44">
            <name>Language</name>
            <description>A language of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="69597">
                <text>pt</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
        </elementContainer>
      </elementSet>
    </elementSetContainer>
  </item>
  <item itemId="6097" public="1" featured="0">
    <fileContainer>
      <file fileId="5161">
        <src>http://repositorio.febab.org.br/files/original/49/6097/SNBU2012_236.pdf</src>
        <authentication>67e8f02599d389cf17d02e6425dca430</authentication>
        <elementSetContainer>
          <elementSet elementSetId="4">
            <name>PDF Text</name>
            <description/>
            <elementContainer>
              <element elementId="92">
                <name>Text</name>
                <description/>
                <elementTextContainer>
                  <elementText elementTextId="64750">
                    <text>Gestão de pessoas
i! """"'"
MaooNlck

~

=

:,

IiWitt.UJ
1I....111~

Trabalho completo

COACHING COMO FATOR MOTIVACIONAL NA QUALIDADE DE
VIDA DOS FUNCIONÁRIOS NAS BIBLIOTECAS UNIVERSITÁRIAS
Clelia Junko Kinzu Dimário ' , Elenise Maria Araújo2, Flavia Helena
Cassin3, Priscila Carreira Bittencourt Vicentinj"
1 MBA em Gestão Estratég ica de Pessoas , Especialista em Tecnologias da Informação,
Bibliotecâ ria no Serviço de Biblioteca e Informação do Instituto de Quimica de São Ca rlos - IQSC/USP, São Carlos, SP
2 Mestre em Engenharia de Produção, Especialista em Tecnologi as da Informação, Bibliotecaria no Serviço de Biblioteca da Escola de
Engenharia de São Carlos - EESC/USP, São Carl os , SP
3 Especialista em Tecnolog ias da Informação, Bibliotecá ria no Serviço de Biblioteca da Esco la de Engen haria de São Carlos - EESC/USP, São
Carlos, SP
4 Especialista em Tecnologias da Informação, Bibliotecâ ria no Serviço Téc nico de Biblioteca e Docume ntação da Faculdade de Ciências e
Letras de Araraq uara - FCLAr/UNESP, Araraquara, SP

Resumo
A Qualidade de vida no trabalho - QVT nas organizações nacionais
representa uma novidade, pois até então se discutia a qualidade dos serviços e
produtos e não a qualidade "para o trabalho". Entretanto, diante da globalização e o
advento das tecnologias de informação e comunicação, os líderes devem descobrir
os talentos dos indivíduos e incentivá-los para o desenvolvimento de habilidades
exigidas para a execução de suas tarefas. Nesse contexto , as bibliotecas
universitárias como todas as organizações modernas, exigem capital humano
qualificado e capacitado para atender uma demanda específica de um público
diversificado e exigente, cumprindo assim sua missão, de promover o ensino , a
pesquisa e a extensão. O grande desafio para as lideranças das bibliotecas é buscar
técnicas que identifiquem nos indivíduos, limitações que possam ser transformadas
em habilidades e consequentemente valorizam o ind ivíduo, favorecendo o trabalho
em equipe, a mudança do clima organizacional, a forma da comunicação interna, os
relacionamentos interpessoais e a qualidade de vida no trabalho. Desta forma,
propomos uma reflexão sobre o novo perfil em liderança, estilo de gestão de
pessoas, e a aplicação do processo de coaching como fator motivacional nas
bibliotecas un iversitárias.

Palavras-Chave:
Coaching em bibliotecas universitárias; Comunicação interna-bibliotecas
universitárias; Gestão de pessoas em bibliotecas universitárias.

Abstract
The quality of life at work - QLW - on the national organizations is a
innovation , because until then we discuss the quality of services and products and
not the quality "for the work". However, before globalization and appearence of
information and comunication technolog ies, the leaders must find the talents of
individuais and encourage them for the development of required skills for the
fulfillment of their tasks. In this context, the university libraries, as ali modern

2555

�Gestão de pessoas
i! """"'"
MaooNlck

~

=

:,

IiWitt.UJ

1I....111~

Trabalho completo

organizations, demand able and trained human capital for attend a specific request of
a rigorous and diversified public, fulfilling it mission, promoting the teaching, research
and extension . The great challenge for the leaders of libraries is search for
techniques that identify in the individuais restrictions that could be transformed into
skills and consequently enrich them, favoring the teamwork, changing the
organizational atmosphere, the way of inner communication, interpersonal
relationships and the quality of life at work. This way, we purpose one reflexion about
the new profile in leadership, style of people management and the application of
coaching proceeding as a motivational factor in the university libraries.

Keywords
University libraries coaching; Inner communication-university libraries; People
management-into university libraries.

1 Introdução

o tema Tecnologia de Informação e Comunicação - TICs ocupa lugar de
destaque em trabalhos da área da Ciência da Informação e afins, onde o
desenvolvimento e a constante atualização representam avanços significativos no
cenário das grandes organizações que trabalham com a informação, como a
Biblioteca Universitária.
A Biblioteca Universitária, para desempenhar seu verdadeiro papel social,
produz, trata, dissemina e socializa a informação no meio acadêmico com a
finalidade de gerar conhecimento e com isso contribuir para a melhoria contínua da
vida do indivíduo na sociedade .
Para tanto, é imprescindível que essas instituições valorizem o capital
intelectual, ou seja, seus funcionários, que atuam em prol da organização para
efetivar suas atividades com atualização planejada . O sucesso da organização
depende do comprometimento das pessoas em encarar novos desafios com
responsabilidade e disposição, para desenvolver suas atividades com eficiência .
Além disso, o indivíduo ativo deve buscar sempre melhoria contínua em suas
tarefas, para sustentar, de forma positiva, as demais atividades da organização,
atingindo o resultado final , ou seja, atender a comunidade acadêmica .
Por meio de uma revisão de literatura propomos uma reflexão sobre a
aplicação do processo de coaching como fator motivacional na gestão de pessoas
em bibliotecas universitárias e os subcomponentes que interferem na qualidade de
vida do trabalho como: a cultura organizacional , a comunicação interna, estilo de
gestão, clima organizacional e motivação.
Consideramos relevante investigar como esses subcomponentes interferem
na motivação das pessoas para sua qualidade de vida no trabalho .
Aproveitamos para ressaltar que o processo de coaching é um instrumento
moderno e uma ferramenta importante para trabalhar a comunicação interna.
Entendemos que o líder, com o conhecimento das técnicas adequadas,
poderá realizar intervenções que promovam a valorização e a qualificação do
indivíduo tanto em âmbito pessoal quanto profissional, favorecendo desta forma, o
trabalho em equipe, a criatividade e os relacionamentos interpessoais.
Esse trabalho também visa sensibilizar líderes a respeito de novas técnicas
2556

�Gestão de pessoas
i! """"'"
MaooNlck

~

=

:,

IiWitt.UJ
1I....111~

Trabalho completo

que promovam a melhoria da performance em gestão de pessoas, voltadas para
Unidades de Informação que atuam especialmente no contexto universitário.

2 Revisão de Literatura
2.1 Qualidade de vida no trabalho - Brasil
Segundo Fernandes (1996), a produtividade, competitividade e qualidade
abrem espaço sobre as novas formas de organização do trabalho e a implantação
das tecnologias voltadas para a Qualidade total. Após uma maior abertura do
mercado à globalização e para a importação de produtos estrangeiros, através dos
Programas de Qualidade Total , o Brasil mostrou interesse por Qualidade de Vida no
Trabalho (QVT).
Limongi-França (2010) afirma que muitos são os fatores desencadeadores de
ações de QVT que pressupõe necessidades a serem atendidas no sentido da
preservação pessoal e da sobrevivência da espécie. Somente na última década do
século passado é que se difundiu o conceito de qualidade de vida . Em alguns países
as demandas de QVT são denominadas de condições de trabalho que não era
reconhecida como responsabilidade do ambiente interno da organização, tanto por
empregadores como empregados. Na gestão de pessoas os estudos se iniciam na
redução da fadiga física com os estudos ergonômicos; discussões sobre o moral do
grupo de trabalhos seguidos de estilos gerenciais mais ou menos controladores. Os
temas de responsabilidade social, envelhecimento da população, desenvolvimento
sustentável na última década abriram novos paradigmas para as questões de QVT
típicos em nossa sociedade que são:
a) estrutura da vida pessoal : família , atividades de lazer e esporte, hábitos e
expectativas de vida, cuidados com a saúde, alimentação, sedentarismo,
grupos de afinidade e apoio;
b) fatores socioeconômicos: globalização, tecnologia, informação, desemprego,
políticas governamentais, organizações de classes, privatizações, aumento do
mercado de seguro-saúde, consumo mais sofisticado;
c) metas empresariais: competitividade, qualidade de produto, custos, imagem
corporativa, velocidade;
d) pressões organizacionais: estruturas de poder diferenciadas, informação,
agilidade, co-responsabilidade, remuneração variável , mudança de emprego,
gastos com investimento em projetos sociais.
Várias ciências tratam a condição humana para responder a esses fatores
acima .
No foco do indivíduo a temática de QVT também engloba os riscos
ocupacionais do trabalho, ergonomia, questões de saúde e segurança do trabalho,
carga mental, esforços repetitivos, comunicação tecnológica, psicologia do trabalho,
processos comportamentais, motivação, liderança, fidelidade e empregabilidade.
Albuquerque e Limongi-França (1998), vêem dois movimentos principais na
filosofia e na QVT:
a) QVT como gerenciamento do stress: toda pessoa tem potencialidades
biológicas, psicológicas e sociais que respondem simultaneamente às
condições de vida, sendo por patologias diversas, entre elas o stress;
b) QVT como expansão do conceito de Qualidade Total : o surgimento e a
expansão da Qualidade Total , com as certificações IS09000 e similares, fez

2557

�Gestão de pessoas
i! """"'"
MaooNlck

~

=

:,

IiWitt.UJ

1I....111~

Trabalho completo

com que as pessoas passassem a exigir que os processos de implantação da
Qualidade Total também se direcionassem para a melhoria de vida dos
trabalhadores, pois a abordagem de qualidade de vida no trabalho do ponto
de vista dos sistemas de qualidade envolve apenas as políticas e os
programas de qualidade total, certificação IS09000 e muitos outros métodos
e práticas gerenciais centrados apenas na satisfação do cliente.
Por abranger o caráter de inovações gerenciais, "indivíduo versus
organização", a definição de QVT de Albuquerque e Limongi-França (1998 , p. 42), é
a mais adequada à nossa reflexão.
Qualidade de vida no trabalho é um conjunto de ações de uma empresa que
envolve diagnóstico e implementação de melhorias e inovações gerenciais,
tecnológicas e estruturais dentro e fora do ambiente de trabalho, visando
propiciar condições plenas de desenvolvimento humano para e durante a
realização do trabalho.

Santa 'Anna (2011) define a QVT como um movimento de reação ao rigor dos
métodos Taylorista com o objetivo de propiciar mais humanização do trabalho
através do aumento do bem estar dos trabalhadores com mais participação dos
mesmos nas decisões e problemas do trabalho .
Machado (2002) diz que a construção da QVT ocorre no momento em que se
direcionam as pessoas como um todo, o que é chamado de enfoque biopsicossocial
(conceito originário da medicina psicossomática) que se utiliza uma visão holística
do ser humano, em oposição à cartesiana, que divide o ser humano em partes. O
ser humano é um todo em que convivem vida pessoal, profissional , razão e emoção .
O grande desafio atual será preparar profissionais para gerenciar de forma
mais efetiva as questões pessoais e profissionais.
Considera-se que os profissionais, na maioria das vezes, passam pelo menos
oito horas de seu dia dentro do ambiente de trabalho, um clima agradável na
instituição será vantagem para as partes, resultando para diminuição do estresse.
Ressaltamos que este envolvimento é fundamental para o aumento não só da
produção, mas principalmente da qualidade do trabalho e do aperfeiçoamento
profissional.
De acordo com SanfAnna (2011) tem crescido no Brasil a dedicação de
coordenadores e pesquisadores de núcleos precursores dos trabalhos em torno da
Qualidade de Vida no Trabalho, como a Empresa Brasileira de Pesquisa
Agropecuária (Embrapa - Brasília), a Universidade Federal do Rio Grande do Sul UFGRS e a Universidade Federal de Minas Gerais - UFMG. Mais recentemente a
Universidade Federal do Rio Grande do Norte - UFRN e a Universidade de São
Paulo - USP. O interesse por esses estudos, dissertações, pesquisas e consultorias
nessa linha é em razão da QVT estar relacionada com os indivíduos, e como o
trabalho afeta o plano psíquico dos indivíduos.
Segundo Morin (2011, p. 280), o trabalho é uma atividade pela qual o
individuo se insere no mundo para exercer seus talentos, se definir, realizar muito do
seu potencial e criar valor, tendo como retorno desempenho e eficácia pessoal
através dos resultados e senso de utilidade; possibilita que ele prove sua existência ,
se reconheça e seja reconhecido para atingir o sucesso profissional.
Para este trabalho, o conceito de QVT está sustentado em seus
subcomponentes e acrescentaremos o processo de coaching, como fator
motivacional na gestão de pessoas no desenvolvimento estratégico da organização .

2558

�Gestão de pessoas
i! """"'"
MaooNlck

~

=

:,

IiWitt.UJ
1I....111~

Trabalho completo

°

conjunto de cultura organizacional, estilos de gestão de pessoas, clima
organizacional , comunicação interna, motivação, condições de trabalho,
saúde e lazer são fatores de sucesso para quem deseja implementar uma
trajetória de desenvolvimento estratégico de qualidade de vida no trabalho
em sua organização. (DIMARIO , 2007, p. 20).

2.2 Cultura Organizacional
A Cultura organizacional é um assunto bastante amplo, buscou-se apenas
contextualizá-Ia de maneira sucinta seu significado para explorarmos a comunicação
interna e o coaching.
Cesar (2008, p. 133) afirma que a cultura é um processo de aprendizagem
que nasce com a interação dos membros com o ambiente de trabalho em dois
aspectos: sentido, que é intangível (crenças, atitudes e valores compartilhados) e
comportamentos que são observáveis.
De acordo com Chiavenato (1983, p. 416), cultura organizacional significa um
modo de vida, um sistema de valores e crenças, uma forma aceita de interação e de
relacionamentos nas instituições.
A cultura organizacional é um conjunto de normas informais e não escritas,
valores, hábitos, costumes e conhecimentos que ditam a maneira como os
indivíduos devem se comportar dentro das organizações. A evolução ocorre no
momento em que as pessoas mudam, pois são as pessoas quem compõe,
transmitem e mantém a cultura nas organizações.
Segundo Marchiori (2008, p. 77), a cultura organizacional é formada no
momento em que as pessoas se relacionam através da comunicação. Cultura e
comunicação são indissociáveis em uma organização.
Concordamos com Inazawa (2009), quando afirma que a cultura
organizacional é importante porque permite o compartilhamento do poder para gerar
um clima de confiança e segurança para incentivar a inovação e a experimentação
de tentativas e erros além da aprendizagem das pessoas.
Quando a cultura está estabelecida, há prática da socialização na empresa .
Essa prática de acordo com Robbins (2009, p. 230) consiste no momento em que o
indivíduo entra para a organização, ele é moldado com a finalidade de transformá-lo
em um funcionário "bem posicionado", entretanto, aqueles que não conseguem
assimilar os comportamentos essenciais e cruciais poderão ser rotulados como
"rebeldes" , às vezes terminando em demissão. Mas nem por isso as organizações
deixarão de socializar os funcionários durante toda a sua carreira, não de uma
maneira explícita, afinal esse processo contínuo mantém a cultura organizacional.
Na maioria das vezes as organizações estão inseridas em um mesmo
contexto sócio-econômico-cultural , porém apresentam características diferentes
quanto a gestão, estilo de liderança predominante, o comportamento dos
funcionários , características estas que acabam resultando em uma cultura
organizacional diferente, refletindo com a mentalidade de seus líderes.
Silveira (2009) salienta que as culturas das bibliotecas brasileiras só se
modificam a partir das mudanças de atitudes, das pessoas que as gerenciam e das
demais equipes que nelas desenvolvem suas atividades profissionais.
2.3 Estilos de gestão de pessoas
Robbins (2009, p. 154) afirma que a liderança é a capacidade de influenciar

2559

�Gestão de pessoas
i! """"'"
MaooNlck

~

=

:,

IiWitt.UJ

1I....111~

Trabalho completo

um grupo para atingir seus objetivos. Essa influência poderá ser formal através de
um cargo gerencial em uma instituição, pois esses cargos têm um certo grau de
autoridade; um profissional pode assumir um papel de liderança apenas em função
do cargo que está. Quando a instituição atribui a seus administradores alguns
direitos formais não lhes garante a capacidade de liderar com eficácia, os lideres
poderão surgir por indicação formal ou naturalmente dentro dos grupos.
De acordo com Pinheiro (1998), o líder é capaz de harmonizar as
necessidades dos funcionários de uma organização. É um processo na sociedade
como um todo, na família, na escola, na empresa, na comunidade, enfim, em todas
as integrações sociais. Ela se manifesta sempre que um indivíduo procura a
qualquer maneira influenciar o comportamento dos outros com o objetivo de alcançar
suas metas.
Segundo Robbins (2009), a inteligência, o carisma , a capacidade de decisão,
o entusiasmo, a força , a coragem , a integridade, a autoconfiança e outras
qualidades seriam a descrição de um líder.
A evolução do processo da gestão de pessoas é considerada diferente por
diversos autores. Alguns classificam as várias fases desse processo evolutivo com
base em funções desempenhadas na organização pela gestão de pessoas.
Na abordagem funcionalista , de acordo com Dutra (2002) , podemos identificar
três fases:
a) operacional (até a década de 60) : preocupa-se basicamente com a
operacionalização de captação, treinamento, remuneração e informação;
b) gerencial (dos anos 60 até o início dos anos 80): passa a interferir nos
diferentes processos da organização, é requisitada como parceira nos
processos de desenvolvimento organizacional;
c) estratégica (a partir dos anos 80) : passa a assumir papel estratégico nos
conceitos de pensar as pessoas na geração de valor para as organizações.
Lira (2004) afirma que uma liderança certa é difícil de ser definida, pois um
estilo adotado por um líder às vezes é eficaz em uma determinada situação e em
outra é totalmente inadequada.

2.4 Clima organizacional
Chiavenato (1983 , p. 416) aborda que um clima organizacional é o ambiente
interno de uma instituição, onde a atmosfera psicológica está refletida através das
características de cada instituição. Envolve diferentes aspectos como o tipo de
instituição, a tecnologia envolvida , as políticas, as metas operacionais formais, os
regulamentos internos (fatores estruturais) , atitudes, valores, comportamento social
que são encorajados ou sancionados. O clima organizacional resulta do
envolvimento dos aspectos formais e informais da estrutura, regras, normas e
relações interpessoais existentes na instituição.
Podemos dizer que é a percepção do indivíduo sobre o ambiente interno que
ele trabalha , ou seja, sobre a instituição com a sua cultura, suas normas, seus usos
e costumes, têm o objetivo de retratar o estado de satisfação dos indivíduos em
relação à instituição, o seu trabalho, a ele mesmo, aos demais colegas e ao líder.
Chiavenato (1983) afirma que cada instituição é um sistema complexo e
humano, com características individuais com a sua própria cultura e com um sistema
de valores que determinam os sistemas de informações e os procedimentos de

2560

�Gestão de pessoas
i! """"'"
MaooNlck

~

=

:,

IiWitt.UJ

1I....111~

Trabalho completo

trabalho. Esse conjunto de variáveis deve ser observado continuamente e
aperfeiçoado para melhorar a produtividade e aumentar a motivação.
O clima não pode ser "criado" pela organização, pois é algo que já existe, é
resultante de fatores internos, das decisões tomadas e da forma como os indivíduos
são administrados pelos líderes, atingindo o comportamento do funcionário quanto à
imagem que ele tem da instituição.
Lembramos que a instituição é formada por indivíduos que constituem um
universo diferente de interesses, de posturas pessoais e profissionais, estilo de vida
diversificado, portanto, não interpretam e não reagem da mesma maneira , não
possuem os mesmos valores e a mesma intensidade de aceitação ou rejeição sobre
os acontecimentos profissionais e pessoais.
Nesse contexto, podemos afirmar que haverão vários climas em uma mesma
instituição num mesmo momento, ocasionados pelos mesmos acontecimentos, mas
com efeitos diferentes nos indivíduos, causando sensações positivas para uns e
negativas para outros. O clima poderá variar de acordo com os fatores psicológicos
e motivacionais em que se encontra cada indivíduo, bem como a maneira como ele
interpreta o contexto da instituição, através das informações recebidas ou
percebidas pelo ambiente interno.
Grabarshi (2001) afirma que as diferenças de clima organizacional dependem
das características marcantes de quem lidera determinada área, e somente através
de um clima adequado os líderes poderão estimular a motivação dos indivíduos em
sua equipe.

2.5 Motivação
Em toda organização há funcionários que se sobressaem mais do que os
outros, não que sejam mais qualificados e capacitados do que os outros, mas é
porque eles vêem algo importante e positivo em suas atividades que os outros não
conseguem ver.
Não estamos falando de inteligência e sim de motivação. De acordo com
Maslow (1998), as necessidades são o ponto de partida para a motivação do ser
humano. Ela está representada por uma pirâmide (divisão hierárquica) em cinco
níveis de necessidades que estão assim ordenadas: fisiológicas, segurança, social,
estima e auto-realização. Quando as necessidades fisiológicas e de segurança
estão sanadas, surgem as outras necessidades. Essas outras necessidades
determinam o que passa a ser importante no momento para o indivíduo, constituindo
assim em fontes de motivação. A busca em satisfazer essas necessidades é normal
nos indivíduos, afinal quando uma necessidade é satisfeita ele logo encontra uma
nova necessidade.
Embora Maslow (1998) nos mostre que as necessidades são fatores de
motivação, nem sempre as necessidades são realizadas hierarquicamente;
dependerá da vontade e desejo de realizar algo.
De acordo com Robbins (2009), a motivação é a disposição para realizar algo
para satisfazer uma necessidade (deficiência) física ou psicológica do individuo para
que o resultado pareça atraente.
Esse parecer atraente se transforma em diferencial , encontrando a satisfação
e a vontade, persistindo a fim de conseguir um resultado satisfatório ou até mesmo
superá-lo.

2561

�Gestão de pessoas
i! """"'"
MaooNlck

~

=

:,

IiWitt.UJ

1I....111~

Trabalho completo

Segundo McClelland (1961 apud ROBBINS, 2009, p. 52)1 algumas pessoas
preferem a realização pessoal do que a recompensa pelo sucesso, elas desejam
fazer algo melhor, ou de forma mais eficiente do que já foi realizado, essa
compulsão é a necessidade de realização.
Robbins (2009) afirma que uma pessoa motivada dedica esforço maior ao seu
desempenho do que as desmotivadas. Assim , quando pessoas trabalham com
afinco em determinada atividade é porque estão sendo movidas pelo desejo de
atingir uma meta que valorizam .
Parece claro que os fatores emocionais reforçam ou dificultam a capacidade
de pensar e agir dos indivíduos nas organizações, porque fazem parte da natureza
humana; servem tanto para alavancar como para entravar seu desenvolvimento
profissional nas instituições.

2.6 Comunicação Interna
Os líderes que compreenderem e valorizarem a importância dos fatores
emocionais nos indivíduos para a motivação poderão esperar resultados melhores
na realização de suas atividades. Só conseguirão isso se favorecerem a
comunicação interna, será através dela que o individuo sinalizará suas frustrações,
aflições, inseguranças e aspirações.
Para tanto, as organizações precisam preocupar-se cada vez mais em facilitar
e incentivar o diálogo com seus diferentes grupos interno e externo, ir além do
repasse de informações. É preciso tratar a comunicação de forma profissional, para
que a mesma seja compreendida . Para isso é preciso saber o que os grupos
pensam , almejam e realizam , pois somente assim, com a participação de todos é
que surgirão atitudes inovadoras; só ocorrerá a partir do momento que
compartilharem informações, gerando assim o bem estar e o conhecimento na
organização.
De acordo com Grando (2008, p. 238) a participação efetiva exige informação
e para participar, o indivíduo precisa da informação para que ele se sinta envolvido,
motivado e engajado.
Concordamos com Tavares (2010), ao afirmar que as organizações que
dependem das pessoas para obterem uma vantagem competitiva sobre as outras
devem ter uma comunicação interna integrada, ou seja , planejada e estratégica a fim
de comprometer as pessoas com a organização e, com isso, se envolverem com a
organização no todo.
Marchiori (2008, p. 216) diz que para isso é necessário que haja uma reação
por parte dos funcionários que são comunicados de alguma informação; a
efetividade é um desafio na comunicação interna porque exige participação e o
envolvimento das pessoas. Para isso é necessário descobrir como se comunicar e
gerar conhecimento com os grupos com a finalidade de promover um
relacionamento duradouro com respeito , responsabilidade , transparência e ética .
No cenário das Bibliotecas, caberá ao profissional da ciência da informação,
mais precisamente os líderes (pois são eles quem detém as informações) inserir e
incentivar essa participação através da prática da liderança compartilhada com a
prática da comunicação interna através do diálogo entre seus funcionários no papel
1 McClelland, D.C. The achieving society. Nova York: Van Nostrand Reinhold , 1961.

2562

�Gestão de pessoas
i! """"'"
MaooNlck

~

=

:,

IiWitt.UJ

1I....111~

Trabalho completo

de facilitador em diversas ações a respeito de suas políticas, planejamentos e
pretensões dentro das bibliotecas.
De acordo com Marchiori (2008, p.215), a definição é:
A comunicação interna planejada é uma ferramenta estratégica que estimula
o diálogo entre lideranças e funcionários. Oportuniza a troca de informações
via comunicação contribuindo para a construção do conhecimento , o qual é
expresso nas atitudes das pessoas. É fundamentalmente um processo que
engloba a comunicação administrativa, fluxos , barreiras, veículos, redes
formais e informais. Promove, portanto a interação social e fornece a
credibilidade, agindo no sentido de manter viva a identidade de uma
organização.

Para que ocorra a comunicação interna é necessário englobar todos os
indivíduos da organização independente do nível hierárquico e aspirações
profissionais, afinal todas atividades são realizadas por todos os funcionários .
Grando (2008, p. 228) relata que o processo de comunicação dentro da
organização é assentado em redes formais e informais. A rede formal é constituída
de todos os canais e meios de comunicação estabelecidos de forma consciente,
planejada , deliberada conforme a estrutura organizacional que cria um modelo
formal e padronizado de comunicações orais e escritas.
Possuem quatro fluxos:
a) descendentes: informação transmitida pela direção da empresa aos níveis
inferiores;
b) ascendente: parte das bases em direção aos níveis superiores;
c) lateral : acontece entre pares num mesmo nível organizacional;
d) diagonal: informações entre grupos multisetoriais e pluridisciplinares para
novos projetos e resolução de problemas.
Esses sistemas tendem a ser prontos, dificilmente aceitam o que está fora do
padrão. A rede informal não possui uma estrutura e por isso os administradores
preferem ignorá-Ia ou considerá-Ia como um mal, já que transmite informações extraoficiais e até boatos. Mas é necessário compreendermos que as redes informais
acontecem em toda e qualquer organização sadia porque ela permite o
desenvolvimento do espírito em equipe, das motivações e da identificação do
pessoal com a empresa . A comunicação informal não é estruturada e hierarquizada
mas acontece em rede, onde permite a participação igual para todos os integrantes
da organização ter acesso a informação. Tem resultados negativos como o boato, a
desconfiança, a ausência de compromisso, como também possui resultados
positivos como a espontaneidade, criatividade, envolvimento, participação e
estreitamento de relações.
Ainda segundo Grando (2008, p. 238), a participação produtiva e eficaz do
funcionário está relacionada a qualidade da informação que ele recebe dentro da
organização. O seu desempenho na realização das tarefas relacionando o manuseio
das tecnologias, motivação e comprometimento; tudo isso dependerá da
comunicação interna que permite a troca de informações com seus pares, somente
assim ele compreenderá o seu verdadeiro papel dentro da organização, o seu valor
e importância para a mesma.
Para Lenhardt (2004) a comunicação não é um processo linear e implica na
adoção de uma meta-position do gestor que deve comunicar sobre a forma que esta
comunicando, ou seja, deve certificar-se que foi bem compreendido solicitando um

2563

�Gestão de pessoas
i! """"'"
MaooNlck

~

=

:,

IiWitt.UJ

1I....111~

Trabalho completo

feedback sobre a mensagem original e observando a existência de distorções e
confusões.
Lenhardt (2004) aponta também que é extremamente relevante na
comunicação a relação que se estabelece no processo de entendimento da
mensagem e os aspectos de resistência ou divergência que o receptor demonstra a
partir de seus preconceitos, crenças e valores. Portanto, segundo o autor, a
comunicação deve ser confirmada com feedbacks e loops , voltas e retomadas que
asseguram a consistência , o clima de verdade e segurança entre a equipe.

2.7 Coaching
Para intensificar a comunicação interna através das habilidades interpessoais
dos funcionários , refletiremos sobre o processo do coaching, aumentando assim , a
sinergia, confiança e segurança na equipe.
Corrêa (2009) afirma que para aprender "como se comunicar" é necessário
estabelecer um plano de comunicação em que os líderes ou gestores assumem o
papel de facilitadores e efetivamente tomem atitudes para "escutar, fazer perguntas e
dar feedback".
Para a autora, utilizando essas técnicas, os líderes podem facilitar a
discussão e avaliar opiniões, ajudando a clarear o pensamento e o processo de
solução de problemas podendo usá-Ias em situações futuras.
Especificamente sobre a arte de fazer perguntas, os especialistas da área da
educação estudam há décadas métodos mais eficazes para envolver os alunos nas
discussões fazendo com que articulem os seus entendimentos sobre os temas
expostos, respondendo questões e explicando a sua posição particular.
Sob a perspectiva do questionamento na gestão de pessoas, o líder ou gestor
deve conduzir o indivíduo, em uma primeira etapa , à exposição das ideias e à
percepção de contradições, preconceitos e opiniões superficiais; em seguida, após a
constatação do equívoco ou confusão, o indivíduo é convencido a procurar em si
mesmo, a verdade completa, extraindo do caso particular, o pensamento universal,
livre de falsos valores e expondo plenamente aquilo que se esconde em qualquer
consciência , o conhecimento.
A dinâmica do questionamento empenha-se em conduzir, os indivíduos, a
excelência do pensamento crítico, incentivando-os à avaliação das ideias em sua
veracidade e profundidade .
Robbins (2009) defende que o líder deve desenvolver habilidades de escuta
ativa como forma de concretização da comunicação eficaz nas organizações.
Sugere assim , que o líder assuma concretamente as seguintes posturas:
a) fazer contato visual com o outro, reduzindo os níveis de distração e
encorajando aquele que fala ;
b) mostrar expressões faciais adequadas e balançar a cabeça
afirmativamente para demonstrar a habilidade de atenção e escuta
interessada;
c) evitar ações ou gestos de distração, como olhar no relógio ou fazer
outra atividade ao mesmo tempo;
d) ouvir criticamente significa fazer perguntas, ou seja , analisar o que
escuta e realizar questionamentos pertinentes;
e) usar paráfrases utilizando frases que indiquem que o ouvinte está
prestando atenção e entendeu a precisão da mensagem;

2564

�Gestão de pessoas
i! """"'"
MaooNlck

~

=

:,

IiWitt.UJ

1I....111~

Trabalho completo

f) evitar interromper a pessoa que fala , deixando que ela conclua o seu
pensamento e não falar ao mesmo tempo que a outra pessoa .
g) Aprenda a ouvir.
Segundo Echeverria (2012) a técnica do feedback, ou intercâmbio de juízos,
requer do líder um decálogo de competências para melhoria das habilidade de
gestão, aumento da performance e consequentemente a redução de conflitos e
stress; segundo o mesmo, "[ ...] uma equipe que não sabe fornecer feedbacks
críticos sobre o próprio desempenho dificilmente poderá aprender com seus erros e
insuficiências." (ECHEVERRIA, 2012, p. 1, grifo nosso).
As competências apontadas por Echeverria (2012) envolvem :
a) Preparar o ambiente, o corpo e a emocional idade para apresentar os
feedbacks críticos, sempre atentando para promover um clima
agradável durante a conversação;
b) criar um contexto adequado, ou seja, explicar o propósito da conversa
e o compromisso de atingir metas e objetivos em comum;
c) não usar rótulos ou personalizar críticas dizendo "você é ... " isso gera
um mecanismo de defesa no outro ;
d) apresentar o feedback sem generalizações ou exageros evitando
"sempre você ... " ou " em tudo ...";
e) promover oportunidades para que o outro deixe claro suas intenções ou
motivos;
f) apresentar o feedback crítico sobre as ações do outro e não se referir à
pessoa do outro ;
g) partilhar a responsabilidade de uma ação e assumir que essas ações
desencadeiam no líder consequências, dizer isso por exemplo da
seguinte forma : "Quando você faz tal ou tal coisa, me incomoda/me
deixa triste ...";
h) não invocar pessoas que não estejam presentes;
i) indagar o ponto de vista do outro, verificando se existem fatores
desconhecidos que poderiam alterar o feedback;
j) solicitar mudanças concretas no comportamento do outro, pois o
propósito do feedback crítico é a mudança de comportamento.
Outros fatores importantes que devem ser considerados durante o processo
de coaching envolvem a assertividade do líder diante de situações adversas ou
conflitantes, em que a honestidade ao expressar os sentimentos deve ser conduzida
de forma controlada para resolver o problema naquele momento.
Segundo Whitmore (2011) coaching é "[ ... ] uma forma de gerenciar, uma
maneira de tratar as pessoas [ .. .]" sendo que as técnicas utilizadas, devem liberar o
potencial da pessoa para maximizar sua performance, ajudando-a aprender.
Para realizar um bom coaching é necessário construir consciência e
responsabilidade . A consciência de fatos e a habilidade de perceber o que é
relevante dependem de ações simples como ver e ouvir com atenção, coletar e
perceber as informações para o entendimento completo das dinâmicas e dos
relacionamentos entre pessoas e coisas.
Essa consciência corresponde ao nível de entendimento que o indivíduo
possui com relação a experiência vivenciada e que conduz a maior habilidade e

2565

�Gestão de pessoas
i! """"'"
MaooNlck

~

=

:,

IiWitt.UJ

1I....111~

Trabalho completo

consequentemente a autoconfiança e autoestima. Nessa mesma proporção, para
construir a responsabilidade , o indivíduo deve aceitar e assumir seus pensamentos e
ações e isso aumenta o comprometimento e performance.
A cultura do coaching, enquanto processo de facilitação para indivíduos,
grupos e/ou organizações, promove benefícios que atingem tanto os objetivos
profissionais como os pessoais, possibilitando inclusive, a descoberta de novos
talentos e competências.
Para ampliar essas possibilidades, a metodologia do coaching busca
aprimorar a comunicação intrapessoal e consequentemente, melhorar a qualidade
dos relacionamentos e da vida no trabalho.
Em coaching as metodologias utilizadas para viabilizarem esse processo, são
citadas em inúmeros trabalhos internacionais, mas no âmbito nacional sua aplicação
ainda é incipiente. No entanto, os princípios e as técnicas que sustentam essa
prática são aplicáveis em diferentes contextos, no qual, o gestor assume a tarefa de
evidenciar a missão da empresa e a importância do trabalho em equipe.
O coaching tem sido usado e tem obtido resultados positivos na gestão de
pessoas também na área pública, afirma Olivero (1997, p. 465), concluindo nas
pesquisas, que indivíduos participantes de treinamentos sem o auxílio do processo
de coaching aumentaram em 22,4% a produtividade, já os indivíduos que utilizaram
o processo do coaching aumentaram em 88%.
Silveira (2009) aponta que os gerentes de bibliotecas deverão considerar a
formação e a qualificação do capital humano como um dos pontos básicos do
planejamento das bibliotecas universitárias, inclusive a própria condição do
administrador em dominar os conhecimentos específicos da área gerencial para
transformá-los em boas práticas de sua equipe de trabalho.
Diante dessa afirmativa levanta-se a discussão a partir da consideração de
Silveira (2009) que diz respeito à condição do administrador em dominar os
conhecimentos específicos da área gerencial. Para tanto há necessidade do gestor
de bibliotecas perceber essa importância e necessidade de possuir conhecimentos
específicos da área gerencial. Somente assim ele se empenhará em adquirir novos
conhecimentos multidisciplinares da área de gestão de pessoas com a finalidade de
fornecer a melhor integração dos indivíduos na equipe, melhorando assim a sua
qualidade de vida no trabalho.

3 Considerações finais
A realidade estudada nos trabalhos selecionados evidencia que há
necessidade de mudança de postura dos líderes quanto a valorização da qualidade
de vida no trabalho, principalmente no que tange as pessoas dentro da instituição.
A Biblioteca é uma instituição social, constituída por pessoas e definida pela
sua missão, valor e visão. É fundamental que os líderes percebam que eles têm a
responsabilidade de favorecer um ambiente com mais qualidade de vida, mais
satisfatório, motivacional com respeito ao ser humano e ao profissional para
somente assim cumprir seu papel na sociedade.
Sabemos que o ambiente organizacional está sempre em constante
mudanças como os autores consultados comentaram durante este trabalho. As
mesmas só acontecem porque as instituições são constituídas por indivíduos em
processo de inovação e crescimento na busca de melhorias contínuas para seu
desenvolvimento profissional e pessoal.

2566

�Gestão de pessoas
i! """"'"
MaooNlck

~

=

:,

IiWitt.UJ
1I....111~

Trabalho completo

Para isso faz-se necessário que os líderes dessas instituições valorizem e
favoreçam em sua gestão uma liderança compartilhada, descentralizando e
verticalizando as informações para todos os níveis a fim de comprometer mais o
indivíduo com a instituição . Tais práticas gerenciais poderão reduzir o estresse e
aumentar a motivação através do bem estar psicológico resultando em melhorias
nas suas atividades e maior engajamento institucional.
Para tanto há necessidade de saber comunicar para compartilhar, ouvir,
refletir e se necessário, propor mudanças a partir das sugestões dos indivíduos, pois
são eles quem vivenciam os problemas e realizam as atividades.
Após tomar conscientização da importância da comunicação interna e dos
fatores de motivação, é necessário que os líderes busquem também subsídios para
capacitação nas áreas gerenciais (como treinamento para o coaching) para
aprofundamento prático na área gerencial e liderança.
4 Referências
ALBUQUERQUE, L. G. ; LlMONGI-FRANÇA, A. C. Estratégias de recursos humanos
e gestão da qualidade de vida no trabalho: o stress e a expansão do conceito de
qualidade total. Revista de Administração da Universidade de São Paulo, São
Paulo, v. 33, n. 2, p. 40-51, 1998.
CESAR, A. M. R. V. C. Comunicação e cultura organizacional. In: KUNSCH, M. M. K.
(Org.) . Gestão estratégica em comunicação organizacional e relações públicas.
São Caetano do Sul : Difusão Editora, 2008. p. 125-137.
CHIAVENATO, A. Introdução à teoria geral da administração. 3. ed. São Paulo:
McGraw-Hill, 1983. 617 p.
CORRÊA, M. Coaching é apenas um novo nome da moda para treinamento?
São Carlos: Instituto Psicologia Comportamental , 2009 . Disponível em :
&lt;http ://www.psico.netlipc/mod u les/
smartsection/item.php?itemid=63&amp;keywords=feedback&gt;. Acesso em : 17 abro 2012.
DIMARIO, C. J. K. Qualidade de vida no trabalho dos funcionários das
bibliotecas da USP: Campus São Carlos um estudo de caso. 68 f. 2007 . Trabalho
de Conclusão de Curso (MBA)-Centro Universitário Central Paulista - UNICEP, São
Carlos, 2007 .
DUTRA, J. S. Gestão de pessoas : modelo, processos, tendências e perspectivas.
São Paulo: Atlas, 2002 . 210 p.
ECHEVERRíA, R. A arte do Feedback. [2012] . Disponível em :
&lt;http ://www.pontodetransicao.com .br/biblioteca/A%20Arte%20do%20Feedback.pdf&gt;
Acesso em : 17 abro2012 .
FERNANDES , E. C. Qualidade de vida no trabalho: como medir para melhorar.
Salvador: Casa da Qualidade, 1996. 115 p.

2567

�Gestão de pessoas
i! """"'"
MaooNl ck

~

=

:,

IiWitt.UJ
1I....111~

Trabalho completo

GRABARSCHI, I. V. S. S. Qualidade de vida no trabalho e sua influência na
percepção da qualidade dos serviços: estudo de caso em instituição de nível
superior. 2001 . 115 f . Dissertação (Mestrado em Engenharia de Produção)Universidade Federal de Santa Catarina , Florianópolis, 2001 .
GRANDO, G. B. Redes formais e informais por um diálogo interno mais eficaz. In:
MARCHIORI, M. (Org .). Faces da cultura e da comunicação organizacional. São
Caetano do Sul : Difusão Editora , 2008 . p. 225-240.
INAZAWA, F. K. O papel da cultura organizacional e da aprendizagem para o
sucesso da gestão do conhecimento. Perspectivas em Ciência da Informação,
Belo Horizonte, v. 14, n. 3, p. 206-220, 2009.
LENHARDT, V. Coaching for meaning : the culture and practice of coaching and
team building . New York: Palgrave Macmillan , 2004. 306 p.
LlMONGI-FRANÇA, A. C. Qualidade de vida do cliente interno: melhorias,
dificuldades e pressões externas a partir da certificação IS09000. In: MELLO, J. B.;
CAMARGO, M. O. (Coord .). Qualidade na saúde. São Paulo: Best Seller, 1998. p.
85-91 .
LlMONGI-FRANÇA, A. C. Qualidade de vida no trabalho - QVT: conceitos e
práticas nas empresas da sociedade pós-industrial. 2. ed . São Paulo: Atlas, 2010 .
217 p.
LIRA, E. C. S; JOVANOVICH, E. M. S. Estilos de liderança no âmbito de uma
biblioteca universitária . In: SEMINÁRIO NACIONAL DE BIBLIOTECAS
UNIVERSITÁRIAS, 13., 2004 , Natal. Anais .. . Natal: Universidade Federal do Rio
Grande do Norte, 2004. 1 CD-ROM .
MACHADO, C. L. B. Motivação, qualidade de vida e participação no trabalho.
2002 . 85 f. Dissertação (Mestrado em Engenharia de Produção)-Universidade
Federal de Santa Catarina , Florianópolis, 2002 .
MARCHIORI, M. Comunicação interna : um fator estratégico no sucesso dos
negócios. In : MARCHIORI , M. (Org.). Faces da cultura e da comunicação
organizacional . São Caetano do Sul : Difusão Editora, 2008 . p. 207-224 .
MARCHIORI , M. Cultura e comunicação organizacional : uma perspectiva
abrangente e inovadora na proposta de inter-relacionamento organizacional. In:
MARCHIORI , M. (Org .). Faces da cultura e da comunicação organizacional. São
Caetano do Sul : Difusão Editora, 2008 . p. 77-94.
MASLOW, A. H. Motivation and personality . New York: Harper &amp; Brothers, 1954.
411 p.
MORIN , E. M. et aI. Os sentidos do trabalho: implicações pessoais e
organizacionais. In : SANT'ANNA, A. S. ; KILlMNIK, Z. M. (Orgs.) . Qualidade de vida
no trabalho: abordagens e fundamentos. Rio de Janeiro : Elsevier, 2011 . p. 279-292 .

2568

�Gestão de pessoas
i! """"'"
MaooNlck

~

=

:,

IiWitt.UJ
1I....111~

Trabalho completo

OLlVERO, G.; BANE, K. D.; KOPELMAN, R. E. Executive coaching as a transfer of
training tool : effects on productivity in a public agency. Public personnel
management, v. 26 , n. 4, p. 461-469,1997 . Disponível em : &lt;
http://www.baechlicoaching.ch/pdf/PublicPersonneIManagement.pdf&gt; . Acesso em : 20
abr. 2012.
PINHEIRO, E. G.; MACIEIRA, M. H. L. (Des)Fazendo o mito sobre liderança:
traçados e limites da atuação do profissional da informação. In : SEMINÁRIO
NACIONAL DE BIBLIOTECAS UNIVERSITÁRIAS, 10., 1998, Fortaleza . Anais .. .
Fortaleza : Universidade Federal do Ceará, 1998. 3 disquetes, 3 y, pol.
ROBBINS, S. Fundamentos do comportamento organizacional. 8. ed . São Paulo:
Pearson Prentice Hall, 2009. 316 p.
SANT'ANNA, A S.; KILlMNIK, Z. M. (Orgs.). Qualidade de vida no trabalho:
abordagens e fundamentos. Rio de Janeiro: Elsevier, 2011. 300 p.
SILVEIRA, J. G. Gestão de recursos humanos em bibliotecas universitárias:
reflexões. Ciência da Informação, Brasília , v. 38 , n. 2, p. 126-141,2009. Disponível
em: &lt;http://www.scielo.br/pdf/ci/v38n2/10 .pdf&gt;. Acesso em : 18 abro2012 .
TAVARES, R. S. A; LlMONGI-FRANÇA, A C. A relevância da comunicação
interna planejada para o desenvolvimento do comprometimento
organizacional. [2010] . Disponível em :
&lt;http ://www.ead .fea .usp.brlsemead/12semead/resultado/trabal hosPDF1550.pdf&gt;.
Acesso em : 18 abro2012 .
WHITMORE, J. Coaching for performance growing human potential and
purpose : the principies and practice of coaching and leadership.London : Nicholas
Brealey Boston, 2011 . 232 p.

2569

�</text>
                  </elementText>
                </elementTextContainer>
              </element>
            </elementContainer>
          </elementSet>
        </elementSetContainer>
      </file>
    </fileContainer>
    <collection collectionId="49">
      <elementSetContainer>
        <elementSet elementSetId="1">
          <name>Dublin Core</name>
          <description>The Dublin Core metadata element set is common to all Omeka records, including items, files, and collections. For more information see, http://dublincore.org/documents/dces/.</description>
          <elementContainer>
            <element elementId="50">
              <name>Title</name>
              <description>A name given to the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51396">
                  <text>SNBU - Edição: 17 - Ano: 2012 (UFRGS - Gramado/RS)</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="49">
              <name>Subject</name>
              <description>The topic of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51397">
                  <text>Biblioteconomia&#13;
Documentação&#13;
Ciência da Informação&#13;
Bibliotecas Universitárias</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="41">
              <name>Description</name>
              <description>An account of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51398">
                  <text>Tema: A biblioteca universitária como laboratório na sociedade da informação.</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="39">
              <name>Creator</name>
              <description>An entity primarily responsible for making the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51399">
                  <text>SNBU - Seminário Nacional de Bibliotecas Universitárias</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="45">
              <name>Publisher</name>
              <description>An entity responsible for making the resource available</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51400">
                  <text>UFRGS</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="40">
              <name>Date</name>
              <description>A point or period of time associated with an event in the lifecycle of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51401">
                  <text>2012</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="44">
              <name>Language</name>
              <description>A language of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51402">
                  <text>Português</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="51">
              <name>Type</name>
              <description>The nature or genre of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51403">
                  <text>Evento</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="38">
              <name>Coverage</name>
              <description>The spatial or temporal topic of the resource, the spatial applicability of the resource, or the jurisdiction under which the resource is relevant</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51404">
                  <text>Gramado (Rio Grande do Sul)</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
          </elementContainer>
        </elementSet>
      </elementSetContainer>
    </collection>
    <itemType itemTypeId="8">
      <name>Event</name>
      <description>A non-persistent, time-based occurrence. Metadata for an event provides descriptive information that is the basis for discovery of the purpose, location, duration, and responsible agents associated with an event. Examples include an exhibition, webcast, conference, workshop, open day, performance, battle, trial, wedding, tea party, conflagration.</description>
    </itemType>
    <elementSetContainer>
      <elementSet elementSetId="1">
        <name>Dublin Core</name>
        <description>The Dublin Core metadata element set is common to all Omeka records, including items, files, and collections. For more information see, http://dublincore.org/documents/dces/.</description>
        <elementContainer>
          <element elementId="50">
            <name>Title</name>
            <description>A name given to the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="64742">
                <text>Coaching como fator motivacional na qualidade de vida dos funcionários nas Bibliotecas universitárias.</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="39">
            <name>Creator</name>
            <description>An entity primarily responsible for making the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="64743">
                <text>Dimário, Clelia Junko; Araújo, Elenise Maria; Cassin, Flavia Helena; Vicentini, Priscila Carreira Bittencourt</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="38">
            <name>Coverage</name>
            <description>The spatial or temporal topic of the resource, the spatial applicability of the resource, or the jurisdiction under which the resource is relevant</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="64744">
                <text>Gramado (Rio Grande do Sul)</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="45">
            <name>Publisher</name>
            <description>An entity responsible for making the resource available</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="64745">
                <text>UFRGS</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="40">
            <name>Date</name>
            <description>A point or period of time associated with an event in the lifecycle of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="64746">
                <text>2012</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="51">
            <name>Type</name>
            <description>The nature or genre of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="64748">
                <text>Evento</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="41">
            <name>Description</name>
            <description>An account of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="64749">
                <text>A Qualidade de vida no trabalho – QVT nas organizações nacionais representa uma novidade, pois até então se discutia a qualidade dos serviços e produtos e não a qualidade “para o trabalho”. Entretanto, diante da globalização e o advento das tecnologias de informação e comunicação, os líderes devem descobrir os talentos dos indivíduos e incentivá-los para o desenvolvimento de habilidades exigidas para a execução de suas tarefas. Nesse contexto, as bibliotecas universitárias como todas as organizações modernas, exigem capital humano qualificado e capacitado para atender uma demanda específica de um público diversificado e exigente, cumprindo assim sua missão, de promover o ensino, a pesquisa e a extensão. O grande desafio para as lideranças das bibliotecas é buscar técnicas que identifiquem nos indivíduos, limitações que possam ser transformadas em habilidades e consequentemente valorizam o indivíduo, favorecendo o trabalho em equipe, a mudança do clima organizacional, a forma da comunicação interna, os relacionamentos interpessoais e a qualidade de vida no trabalho. Desta forma, propomos uma reflexão sobre o novo perfil em liderança, estilo de gestão de pessoas, e a aplicação do processo de coaching como fator motivacional nas bibliotecas universitárias.</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="44">
            <name>Language</name>
            <description>A language of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="69596">
                <text>pt</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
        </elementContainer>
      </elementSet>
    </elementSetContainer>
  </item>
  <item itemId="6096" public="1" featured="0">
    <fileContainer>
      <file fileId="5160">
        <src>http://repositorio.febab.org.br/files/original/49/6096/SNBU2012_235.pdf</src>
        <authentication>cdd09c646c1122436a1c6694d14c7cd2</authentication>
        <elementSetContainer>
          <elementSet elementSetId="4">
            <name>PDF Text</name>
            <description/>
            <elementContainer>
              <element elementId="92">
                <name>Text</name>
                <description/>
                <elementTextContainer>
                  <elementText elementTextId="64741">
                    <text>i

s-iMricl

~

N.tôonaI~

= :::.,

Gestão de pessoas
Trabalho completo

APLICAÇÃO DA ANÁLISE DO PERFIL DE PERSONALIDADE
DE GERENCIAMENTO EM BIBLIOTECAS
Joyce Fioroni 1, Roniberto Morato do Amara!
1Graduada em Biblioteconomia e Ciência da Informação, UFSCar, São Carlos, SP.
2Doutor em Engenharia de Produção, UFSCar, São Carlos, SP.

Resumo
As bibliotecas universitárias, como organismos vivos e sociais, competem por
recursos com outras organizações, com o propósito de proporcionar um melhor
apoio informacional às atividades de ensino, pesquisa e extensão da sua
comunidade . O objetivo do presente trabalho foi sistematizar e aplicar a técnica de
análise de informações Perfil de Personalidade de Gerenciamento (PPG) no
contexto das bibliotecas, com o intuito de contribuir para o processo de tomada de
decisão. Utilizou-se o método de pesquisa estudo de caso exploratório e a unidadecaso foi uma biblioteca universitária. Como resultado obteve-se a sistematização da
técnica de análise de informação PPG e o perfil de gerenciamento do diretor da
unidade-caso. O conhecimento sobre o perfil de personalidade de gerenciamento do
decisor poderá auxiliar a tomada de decisão no contexto das bibliotecas
universitárias e com isso, contribuir para o seu desenvolvimento e sucesso no
atendimento às demandas informacionais.

Palavras-Chave: Análise da Informação; Tomada de
Personalidade de Gerenciamento; Biblioteca Universitária.

Decisão; Perfil

de

Abstract
The university libraries, as living organisms and social compete for
resources with other organizations, in order to provide better informational support to
teaching, research and extension of their community. The objective of this study was
to
systematize and
apply
the
technique
to
analyze information Personality Profile Management (PPG) in
the
context of
libraries, in order to contribute to the process of decision making. We used the
method of case study research and exploratory and unit-case a university library. As
a result we obtained the systematization of the technique of information analysis
PPG and management
profile director of
the unit-case. Knowledge
about
the personality profile management decision-maker may assist decision making in
the context of university libraries and thus, contribute to its development and
success in meeting the informational demands.

Keywords:
Technical Analysis of information; Decision-making ; Profile Management;
University Library.

2540

�i

s-iMricl

~

N.tôonaI~

= :::.,

Gestão de pessoas
Trabalho completo

1 Introdução
Organizações são sistemas criados pelo homem e que mantém interação
com o ambiente, ou seja, podem influenciar o ambiente no qual estão inseridas e
receber influências dele para o alcance dos seus propósitos organizacionais
(CHIAVENATO, 1983). Mintzberg (2003) define ambiente externo da organização
como o conjunto dos elementos que está fora do controle da organização como, por
exemplo, a tecnologia , clientes, concorrentes, sua posição geográfica, a economia , a
política , entre outros elementos, mas que lhe interessam. Já o ambiente interno
compreende elementos de seu interesse e controle: trabalhadores, processos de
trabalho, equipamentos, entre outros.
As mudanças no ambiente externo e interno das organizações afetam o seu
desenvolvimento e a sua estrutura (CHIAVENATO, 1983). Sendo assim , as
organizações precisam responder às contingências impostas pelas mudanças, com
o intuito de aproveitar as oportunidades e neutralizar as suas deficiências,
alcançando uma vantagem competitiva sustentável, ao reduzir as incertezas e
aumentar os insumos que recebem de natureza financeira, material e informacional,
entre outros (AMARAL, 2010).
Nesse contexto de mudanças e crescente competição entre organizações, se
faz necessário à aplicação de novas práticas de gestão, nas mais diversas tipologias
de organizações (públicas, privadas, mistas) e áreas de atuação, como por exemplo,
no desenvolvimento de produtos, prestação de serviços entre outras (SÁ, 2009). A
biblioteca universitária não se constitui apenas em um acervo de materiais de
informação, ela também é formada por pessoas, serviços, tecnologias da informação
e comunicação, ambiente de produção de cultura, assim a biblioteca se consolida
como um organismo social , vivo e atuante, que precisa adequar-se ao seu ambiente.
Sá (2009) afirma que as organizações competem por recursos únicos e
valiosos que possam aumentar a sua capacidade para a valorização da prestação
de serviços ao atendimento das necessidades da sociedade. Essa competição por
recursos tornam as bibliotecas universitárias competitivas entre si, visando obter um
desenvolvimento mais sustentável. Levando em consideração o ambiente na qual as
bibliotecas estão inseridas, e também, que elas competem entre si, é fundamental
que essas organizações criem estratégias para se manterem ativas e capazes de
prestar bons serviços às suas comunidades.
Uma competição estratégica pode ser pensada como o processo de perceber
novas posições que vão satisfazer os atuais usuários, em posições estabelecidas ou
trazer novos usuários à biblioteca (PORTER, 1986). Para Tarapanoff (1995) existem
várias técnicas de análise de informações com potencial de utilização nas
organizações, visando o apoio na tomada de decisões estratégicas mais racionais e
sustentáveis.
Segundo Fleisher e Bensoussan (2003) a técnica de análise de informações
Perfil de Personalidade de Gerenciamento (PPG) torna possível analisar como os
tomadores de decisão das organizações rivais, organizam seus recursos na
perseguição de estratégias competitivas, com o intuito de prever decisões
estratégicas futuras dos concorrentes, como eles pensam e administram a
organização. Apesar de seus benefícios para a tomada de decisão, a sua
sistematização e implementação no contexto das bibliotecas universitárias precisa
ser aprofundada .
Com o intuito de contribuir para o processo de tomada de decisão, o objetivo

2541

�i

s-iMricl

~

N.tôonaI~

= :::.,

Gestão de pessoas
Trabalho completo

geral do presente trabalho foi sistematizar e aplicar a técnica de análise de
informação sobre o perfil de personalidade de gerenciamento no contexto das
bibliotecas universitárias. Utilizou-se como método de pesquisa o estudo de caso
exploratório e a unidade-caso foi uma biblioteca universitária. Os resultados deste
trabalho podem ser utilizados pelos tomadores de decisão (diretores) das bibliotecas
universitárias como ferramentas para antecipação das decisões futuras de seus
concorrentes (tomadores de decisão de outras bibliotecas) , que concorrem pelos
mesmos recursos com a sua organização. Também , poderá contribuir para a
racionalização na oferta de projetos interna e externa a organização, ao levar em
conta o perfil de personalidade dos gestores, suas preferências na tomada de
decisão, pode viabilizar a identificação de áreas de maior interesse desses gestores.

2 Revisão de Literatura
O principal motivo para a existência das organizações é o fato de que certos
objetivos só podem ser alcançados por meio da ação coordenada de grupos de
pessoas (MAXIMIANO, 1995). As pessoas nas organizações compreendem padrões
de comportamentos, valores e costumes que influenciam a cultura organizacional.
Desse modo as organizações demonstram características próprias que as
diferenciam de outros grupos sociais, envolvendo o seu propósito (objetivo), divisão
de trabalho (papel que o individuo representa dentro da organização) e a
coordenação (responsável pela atividade de administrar a divisão de trabalho) .
Nesse sentido, é possível afirmar que os dirigentes da organização podem
influenciar o comportamento das demais pessoas para que elas executem suas
atividades de forma coordenada .
A biblioteca universitária tem como propósito proporcionar apoio informacional
as atividades de ensino, pesquisa e extensão da comunidade acadêmica
(TARAPANOFF, 1995). Segundo Andrade e Santos (2007) as bibliotecas
universitárias abordam um novo modelo de gestão, com maior visibilidade na
utilização de seus recursos, esse novo modelo está voltado para a gestão
estratégica, no contexto no qual as bibliotecas universitárias estão inseridas. Diante
desse novo modelo de gestão o papel do gestor também sofre alterações, que tem
diante de si um grande desafio para transformar sua realidade, seja avaliando
serviços, formulando políticas ou estabelecendo novas metas de desempenho
(ANDRADE ; SANTOS, 2007).
Havendo ou não concorrência , a estratégia de atuação abrange o
comportamento da organização em relação às contingências apresentadas pelo
ambiente, nessa atuação aos gestores cabe à tomada de decisão que pode, por
exemplo, determinar quais produtos e/ou serviços serão oferecidos a determinados
usuários e mercados. Essas decisões podem ser tanto decisões tomadas no
passado que estão afetando uma situação no presente, ou decisões tomadas no
presente que irão afetar o futuro da organização.
Gomes, Gomes e Almeida (2002 , p.12) definem a tomada de decisão como
sendo o "processo de colher informações, atribuir importância, a elas,
posteriormente buscar possíveis alternativas de solução e, depois, fazer a escolha
entre as alternativas". A alternativa escolhida irá proporcionar uma posição em
relação ao futuro, porém nem sempre as escolhas serão tomadas diante de apenas
um único parâmetro, decisões complexas, por exemplo, utilizam de vários
parâmetros para atender vários objetivos e dificilmente seu impacto será

2542

�i

s-iMricl

~

N.tôonaI~

= :::.,

Gestão de pessoas
Trabalho completo

identificado. É importante ressaltar que além dos parâmetros um gestor fará suas
escolhas levando em consideração seus valores pessoais, suas preferências, suas
crenças e sua intuição, o que pode causar uma mudança durante o processo
decisório.
A tomada de decisão ganha importância nas organizações, pois auxilia na sua
competitividade em um ambiente dinâmico e complexo, ou seja, uma tomada de
decisão que não trouxer ganhos para a organização poderá trazer serias
consequências futuras (BUCHANAN, 2007) . Essas consequências podem ser
imediatas, de curto prazo, de longo prazo ou até mesmo com a combinação das três
características. O risco sempre fez parte da tomada de decisão, mas nas
organizações podem causar algumas implicações maiores, portanto a organização
deve calcular e administrar o risco que acompanha a decisão (GOMES ; GOMES;
ALMEIDA, 2002).
Para auxiliar o processo de tomada de decisão dos profissionais
bibliotecários, atuantes como gestores nas bibliotecas universitárias, existem várias
técnicas de análise de informações. Segundo Fleisher e Bensoussan (2003) as
técnicas de análise são utilizadas pelos tomadores de decisão para produzir
recomendações sobre ações que permitam aumentar a competitividade da
organização. Para isso, informações são coletadas do ambiente externo e interno,
são analisadas, visando compreender o ambiente que as bibliotecas estão inseridas
e tomar uma posição que favoreça a sua competitividade. Existem várias técnicas
com potencial de utilização na tomada de decisão em sistemas de informação, entre
elas pode-se destacar: Análise de cena no, monitoramento tecnológico,
brainstorming, swot, análise da indústria, entre outras (TARAPANOFF, 1995).
O presente trabalho focou a técnica de análise de informação PPG, tal
escolha se deve ao fato de que, quem toma decisão nas organizações são as
pessoas, tornando relevante a importância de compreender uma técnica que auxilie
na identificação dos "padrões de decisão" dessas pessoas e com isso, produzir
recomendações que visam à antecipação dessa decisão.
O PPG é uma técnica utilizada para prever decisões estratégicas futuras dos
concorrentes, como eles pensam e administram a organização, levando em
consideração que a personalidade dos indivíduos não muda com o passar do tempo,
ou seja, os padrões de decisões se repetem . Segundo Fleisher e Bensoussan
(2003) :

o perfil de personalidade do gerenciamento é

uma ferramenta analítica que
proporciona aos tomadores de decisão da organização uma compreensão
das referências, metas , personalidades e caracteristicas psicológicas dos
tomadores de decisão da organização rival (FLEISHER; BENSOUSSAN ,
2003 , p. 255).

O PPG é uma técnica que analisa como os tomadores de decisões das
empresas rivais, organizam seus recursos na perseguição de estratégias
competitivas. Segundo Fleisher e Bensoussan (2003) o psicólogo Carl Jung foi o
primeiro a explorar o conceito de personalidade como um conjunto de preferências
ou características que orientam a motivação e o comportamento de uma pessoa, e
ainda, sugere que a personalidade é formada na mais tenra idade, e permanece
essencialmente a mesma ao longo da vida de um indivíduo. Considera-se que a
personalidade não é unicamente biológica , nem unicamente social: é o conjunto
estruturado das disposições inatas (herança, constituição) e das adquiridas (meio,

2543

�i

s-iMricl

~

N.tôonaI~

= :::.,

Gestão de pessoas
Trabalho completo

educação e reações a essas influencias), e que acaba por determinar a adaptação
original do individuo ao seu ambiente (SILVA, 1992).
A instrumentalização do conceito de personalidade foi tratada por diferentes
iniciativas, entre elas, a metodologia Myers-Briggs Type Indicator (MBTI) se destaca,
criada na década de 1930. O MBTI se preocupa principalmente com as diferenças
entre pessoas, que resultam da forma com que as pessoas gostam de focalizar sua
atenção, o modo com que absorvem informações, tomam decisões, e o tipo de estilo
de vida a que se adaptam (FLEISHER; BENSOUSSAN , 2003) . É importante
ressaltar que o MBTI auxilia a identificação de certas preferências, essas
preferências não são estáticas elas mudam o tempo todo. Todo mundo tem
diferentes preferências em diferentes momentos, e os tipos individuais são coleções
dessas preferências. Não há tipos certos ou errados e um tipo não é melhor do que
o outro. MBTI reflete como é provável que os indivíduos lidem com as situações
(LAHEY, 2003) .
Outra ferramenta interessante para a identificação dos perfis psicológicos é o
questionário desenvolvido por Keirsey com o propósito de auxiliar na identificação do
tipo psicológico das pessoas baseado nas atitudes opostas: introversão/extroversão,
pensamento/sentimento, sensação/intuição, juízo/percepção, na qual originam os
dezesseis tipos psicológicos estudados por keirsey (LAHEY, 2003). O questionário é
composto por setenta questões baseado na teoria de temperamento desenvolvida
por Keirsey no livro Please Understand Me (Por Favor me Entenda), o questionário
encontra-se disponível no site http://keirsey.coml.
A técnica PPG quando apresentada por Fleisher e Bensoussan (2003)
compreende a utilização de três etapas: análise do background, análise do
temperamento e análise do ambiente da organização.
Segundo Fleisher e Bensoussan (2003) um bom lugar para iniciar a
construção de um perfil de personalidade é análise do background de cada
indivíduo, essa análise oferecerá dicas sobre a expertise acumulada pela pessoa, na
qual poderão influenciar suas decisões futuras . Os exemplos desse tipo de
informação segundo os autores são:
a) História da Carreira e Posições Hierárquicas: Gerentes com formação em
marketing tendem a focalizar mais a inovação, a diferenciação; gerentes com
formação em contabilidade tendem a focalizar o controle de custos; gerentes
com formação financeira ou legal tendem a enfatizar o crescimento por
aquisição e fusão ; gerentes com formação científica ou técnica tendem a
focalizar o desenvolvimento de novos produtos através de P&amp;D internos;
b) Formação Educacional : Executivos podem tender a enfatizar as áreas nas
quais se especializaram em sua época de estudo;
c) Idade: Executivos jovens tendem a ser menos avessos a riscos que os
executivos mais velhos;
d) Tempo de exercício do cargo (experiência): Novos times de gestão podem
estar mais abertos às estratégias que impliquem em reestruturação e
mudança de direção;
e) Desenvolvimento interno versus Terceirização: Gestores de empresas
terceirizadas tendem a perseguir mais intensamente as mudanças gerenciais;
f) Decisões passadas: Gestores que tiveram grandes fracassos com certos tipos
de estratégias tenderão a não reempregá-Ias no futuro . Da mesma forma ,
eles tenderão a repetir as estratégias bem-sucedidas;
g) Hobbies, Afiliações, Círculo social , Interesses

2544

�i

s-iMricl

~

N.tôonaI~

= :::.,

Gestão de pessoas
Trabalho completo

A análise do ambiente segundo Fleisher e Bensoussan (2003) compreende o
caráter organizacional e esse caráter é imposto pelo líder da organização, ou seja,
identificar a estrutura na qual as decisões são tomadas. A identificação do caráter
pode prover insights sobre a capacidade de resistência da organização, a aceitação
do comportamento estratégico e tático.
No presente trabalho para a identificação do perfil de personalidade tomou-se
como base os quatros temperamentos retratados por Keirsey e Bates (1978? apud
SILVA, 1992), que representam uma unificação de tendências com a finalidade de
auxiliar na compreensão da personalidade e orientar os indivíduos em seus objetivos
de vida . Os quatro temperamentos base são:
a) Realista Perceptivo (SP);
b) Realista Judicativo (SJ);
c) Intuitivo Racional (NT) ;
d) Intuitivo Sensível (NF) .
O Realista Perceptivo (SP) trabalha sob o impulso da ação e de forma
independente. O que realmente importa é viver o momento presente, realizar as
coisas por sentir o impulso de realizá-Ias. O tipo realista perceptivo não suporta
trabalhar com rotinas, regulamentos, pois seu estilo de vida é movimentado,
imprevisto, sendo uma pessoa ideal para lidar com situações de crise na qual exige
uma ação inesperada, mas se perdeu a batalha necessita de encorajamento e de
compreensão. Trata-se de uma pessoa socialmente bem aceita com facilidade de
fazer amizades, pois é muito animado e otimista em relação à vida. Principais
Características (1978? apud SILVA, 1992):
a) São orientados para o presente;
b) Buscam aventura e experiências;
c) Habilidade para resolver qualquer problema que apareça;
d) Agem de acordo com seus impulsos;
e) São negociadores naturais que pensam em termos de variações e
alternativas;
f) Habilidade para notar e descrever detalhes;
g) Lidam com coisas manuais, visuais e praticam a arte;
h) Tomam decisões inesperadas.
As características mais marcantes do temperamento Realista Judicativo (SJ)
são a dedicação e a persistência. Dedica-se inteiramente as pessoas que estão ao
seu redor e também as suas tarefas e rotinas, assumindo total compromisso com
suas responsabilidades em relação à família e ao emprego. Tentando ser útil naquilo
que faz e procurando harmonia e felicidade para aqueles que convivem . Porém o
realista judicativo depende muito das expectativas que as outras pessoas têm ao
seu respeito e também ao trabalho que desenvolvem o que lhe impõem em ocasiões
que sente o dever de cumprir para agradar essas pessoas. É uma pessoa que está
voltada para o cumprimento de seus deveres procurando viver de forma paternal ,
responsável e hierárquica. Principais Características (1978? apud SILVA, 1992):
a) Seu foco é assumir responsabilidade ;
b) Estabelecem padrões para procedimentos operacionais;
c) Buscam pela segurança e estabilidade;
d) Enfatizam a memória , a conservação e a preservação;
e) Gostam de regras , padrões e autoridades;
f) São sérios e preocupados com uma posição fatalista .
O que caracteriza o temperamento Intuitivo Racional (NT) é o desejo de

2545

�i

s-iMricl

~

N.tôonaI~

= :::.,

Gestão de pessoas
Trabalho completo

compreender e controlar a natureza dedicando continuamente a sua opção
profissional. Vive para o trabalho e gosta de pesquisar, explorar ideias, pois acredita
que nunca sabe o suficiente. Costuma se expressar de forma lógica e restrita
acreditando que as pessoas já sabem do assunto e que suas explicações irão
aborrecê-Ias. É capaz de ouvir atentamente novas ideias e de aceitá-Ias, mas desde
que façam sentido . Principais Características (1978? apud SILVA, 1992):
a) O foco está na lógica na razão ;
b) São orientados para o futuro ;
c) Planejadores de longo prazo;
d) O seu ponto forte é a criação de projetos;
e) Buscam conhecimento através da Ciência e Tecnologia ;
f) Criação de estratégias;
g) Definição de estruturas e funções .
Por fim , o temperamento Intuitivo Sensível (NF) caracteriza-se por uma
necessidade constante de encontrar sua autenticidade, porém necessita ser
reconhecido em seu caráter pessoal. O Intuitivo Sensível (NF) pensa sobre
possibilidades das pessoas e as desfruta, arrancando o que de melhor nelas
existem, a fim de atualizar seu potencial e dos demais. O trabalho é visto como
perfeição o que pode deixá-lo insatisfeito mesmo quando o trabalho está terminado.
Mas pode-se tornar eclético, sem firmeza nas ações e na percussão dos objetivos
almejados, acabando por se interessar mais em observar os demais do que por
abstrações intelectuais. É capaz de falar e escrever fluentemente . Principais
Características (1978? apud SILVA, 1992):
a) Orientado para o futuro;
b) O foco são as relações com as pessoas com treinamentos, aconselhamento e
comunicação;
c) Incentivo a formação de pessoas;
d) Força esta na negociação e na comunicação oral e escrita ;
e) Desenvolvimento do potencial das pessoas;
f) Confiam em sua intuição, imaginação e suas ideias visionárias;
g) O trabalho tem que estar perfeito.

3 Materiais e Métodos
Devido às características do problema pesquisado foi utilizada a abordagem
de pesquisa qualitativa neste trabalho, essa abordagem compreende as pesquisas
nas quais os dados são coletados por intermédio de interações sociais e analisados
subjetivamente pelo pesquisador (MARCONI ; LAKATOS, 2006) . Este trabalho é do
tipo exploratório, por buscar um aprofundamento na compreensão do problema
estudado (Gil , 1994). O método utilizado foi o estudo de caso, sendo caracterizado
por Appolinário (2007) como o estudo realizado com um único sujeito (uma pessoa,
uma empresa, uma cidade, um evento, etc ... ) de maneira que permita seu
detalhamento. Se tratando de um sujeito único dificilmente os resultados obtidos
com esse estudo possam ser generalizados, pois a unidade escolhida para
investigação seja bastante diferente de outras unidades. Mas por outro lado, uma
característica positiva é a profundidade da análise que pode ser realizada com esse
estudo, além da simplicidade dos procedimentos de coleta e análise de dados em
relação a outros métodos de pesquisa. Já o objeto de estudo do presente trabalho é
o Perfil de Personalidade de Gerenciamento do profissional da informação

2546

�i

s-iMricl

~

N.tôonaI~

= :::.,

Gestão de pessoas
Trabalho completo

bibliotecário e a unidade-caso foi uma biblioteca universitária localizada em São
Carlos-SP. A unidade-caso foi selecionada pela facilidade de acesso às fontes de
informação formais e informais necessárias ao desenvolvimento da pesquisa. E por
fim , a coleta de informações ocorreu por intermédio da análise de documentos: sites;
comunicados da organização na forma de boletins informativos, entre outros
documentos. O desenvolvimento da pesquisa compreendeu uma série de
procedimentos, distribuídos em seis fases , conforme pode ser visualizado no Quadro

1.

Levantamento
Bibliográfico

Desenvolvimento
de uma
Sistemática

Aplicação

Análise dos
Resultados
Divulgação dos
resultados

..
Para sistematizar a técnica PPG tornou-se necessano a
elaboração de um referencial teórico para compreender o
contexto em que ela está inserida e consequentemente ajudar
na identificação de fontes de informação que auxiliem na
obtenção da personalidade dos diretores de bibliotecas.
Desenvolvimento de uma sistemática para a aplicação da
técnica de PPG. No presente trabalho os tomadores de
decisões são os diretores de bibliotecas universitárias que
utilizarão a aplicação da técnica no contexto de suas
bibliotecas. A sistematização da técnica encontra-se disponível
no Quadro 2.
A sistemática desenvolvida foi aplicada para a análise do perfil
do diretor da unidade caso. Tal aplicação foi realizada mediante
a análise de fontes de informação formais e informais. O
resultado da aplicação da técnica PPG pode ser visualizada no
Quadro 3.
Os dados coletados nas fontes de informação foram analisados
e tabulados. E o resultado dessa análise possibilitou a
identificação do temperamento do diretor da unidade caso .
Os resultados foram divulgados na forma de artigos e de
trabalho de conclusão de curso de graduação.

- da Tecnlca PPG no contexto das
Quadro 1: Etapas para o Desenvolvimento da Slstematlzaçao
bibliotecas universitárias.
4 Resultados Parciais/Finais
A proposta de sistematização (Quadro 2) da técnica de análise de informação
PPG para o contexto das bibliotecas universitárias, compreende uma serie de
passos, envolvendo orientações sobre o que observar na análise de informações e,
ainda, quatro possíveis classificação do perfil de personalidade (temperamentos) do
diretor da biblioteca :
a) Primeiro Passo : Observar o background do gestor (diretor (a) biblioteca), para
tal observação torna-se necessário o questionamento de algumas perguntas
que são essenciais para a análise do PPG. Lembrando que o background
consiste na análise de algumas informações que oferecem a expertise
acumulada pela pessoa e que influenciarão suas decisões futuras . As
perguntas que podem ser questionadas, por exemplo, são:
Quais foram as decisões tomadas no passado pelo diretor? Essa
pergunta torna-se relevante no sentido de que as decisões passadas
que foram bem sucedidas tenderão a ser empregadas no futuro. Ou
seja , o PPG do diretor ao tomar essa decisão tenderá a se repetir no
futuro ;

2547

�i

s-iMricl

~

N.tôonaI~

= :::.,

Gestão de pessoas
Trabalho completo

-

Quanto tempo de exercício na profissão? Diretores com pouco tempo
de gestão podem estar abertos a mudanças de estratégia mais
facilmente do que os que estão a mais tempo exercendo a profissão.
Além da análise do background no primeiro passo, para a sua
complementação poderá ser aplicado, caso haja a possibilidade, o
questionário Keirsey disponível no site http://keirsev.coml, que oferece
uma forma prática para a identificação do perfil de personalidade do
gestor.
b) Segundo Passo: Após observar quais as perguntas necessárias para a
análise do background torna-se necessário procurar as respostas para essas
perguntas. Ou seja, identificar as fontes de informação de acordo com as
necessidades de informação. No Quadro 2 encontram-se disponíveis
exemplos de fontes de informações que podem auxiliam nas respostas das
perguntas e consequentemente na identificação do PPG do gestor.
c) Terceiro Passo: Classificar, a partir da análise do background e se possível do
resultado da aplicação do questionário Keirsey, em qual dos quatros
temperamentos a resposta das perguntas, realizadas no primeiro passo, se
enquadram . Como, por exemplo, ao observar o site da organização (unidadecaso) foi possível identificar que a organização oferece espaços culturais para
a exposição de quadros de artistas da comunidade. Consequentemente o
diretor tomou uma decisão baseada na cultura, logo seu temperamento está
voltado para o realista perceptivo, nessa situação.
d) Quarto Passo: Por fim , identificar qual dos quatros temperamentos aparece
com maior ocorrência na aplicação da sistemática. O temperamento
identificado trata-se do perfil de que o diretor se enquadra com maior
freqüência para as suas tomadas de decisões.
A sistemática proposta para a técnica PPG foi aplicada na unidade caso
visando à identificação do PPG do seu diretor. O Quadro 3 externaliza os resultados
obtidos com a aplicação. Pode-se observar que o diretor da unidade caso apresenta
como maior tendência para a tomada de decisão o temperamento Intuitivo Sensível
(NF), ou seja, seu temperamento está voltado para ações que visão o treinamento, a
comunicação, o desenvolvimento do potencial das pessoas, entre outras
características que podem ser observadas nesse temperamento. As ações tomadas
pelo diretor da unidade caso, que caracterizam o temperamento Intuitivo Sensível
(NF) compreendem :
a) A contratação de trabalhadores para melhorar o atendimento do usuário da
biblioteca . Isso se deve ao fato de que o Intuitivo Sensível (NF) acredita que o
potencial das pessoas irá trazer melhorias para a organização;
b) Oferecimento de cursos de treinamento e capacitação dos usuários. O
Intuitivo Sensível (NF) acredita que o incentivo na formação das pessoas
pode trazer benefícios para a melhoria dos serviços oferecidos;
c) Parcerias entre os serviços oferecidos com os docentes. No sentido de que o
docente é um importante elo de comunicação com os alunos, que poderá
incentivá-los a usar os serviços da biblioteca;
d) A comunicação é uma característica bem marcante do Intuitivo Sensível (NF),
outro ponto que evidencia essa característica é o fato de o diretor da unidade
caso não possuir um site de relacionamento o que pode evidenciar sua
tendência (preferência) pela comunicação oral.

2548

�i

s-iMricl

~

N.tôonaI~

= :::.,

Gestão de pessoas
Trabalho completo

É possível observar nos resultados apresentados no Quadro 3, que além do
Intuitivo Sensível (NF) outros temperamentos foram observados com menor
intensidade, o temperamento Realista Perceptivo (SP). Nesse temperamento as
ações tomadas pelo diretor da unidade caso estão voltadas para a cultura . Como,
por exemplo, ampliar o acesso a cultura por intermédio de programas de incentivo a
leitura.
Já o temperamento Realista Judicativo (SJ) apareceu com a mesma
frequência que o Realista Perceptivo (SP). No entanto, as ações tomadas pelo
Realista Judicativo (SJ) estão voltadas para a preservação da memória da
organização. Keirsey e Bates (1978? apud SILVA, 1992) afirmam que o profissional
bibliotecário está inserido nesse temperamento, no sentido de estabelecer padrões
para os procedimentos. Outra característica observada é o tempo de exercício da
profissão que resultou aproximadamente 20 anos, evidenciando que os
trabalhadores mais experientes buscam pela segurança e estabilidade da
organização, característica bem marcante para o temperamento Realista Judicativo
(SJ).

2549

�i
~

-&gt;r.4rig

Gestão de pessoas

N,donIl4c

=

81111101_

.:;

Ut.I'Mnlt.iorill:l

Trabalho completo

o que Observar?
1. Background

Os Quatroa Temperamentos

Onde Observar?
Realista
Perceptivo
(SP)

Fontes de Informação

1.1. Qual a formação?

Currículo Latles

1.2. Qual o tempo de exercício da
profissão?

Fontes Informais

1.3. Quais são os hobbies,
afiliação, círculo social?

Fontes Informais

1.4. Qual (is) evento (s) a biblioteca
está oferecendo?

Site da Instituição

1.5. Quais foram as decisões
passadas?

Fontes Informais/Site da
Instituição

1.6. Qual (is) projeto (s)
desenvolvido (s)?

Site da instituição/Currículo
Lattes

1.7. Qual (is) projeto (s) em
andamento (s)?

Boletim informativos/Site
da Instituição

1.8. Partícipou de algum evento
científico?

Currículo Latles

1.9. Publicou artigos científicos?

Base de Dados Scielo

1.10. Informações em gerais

Ex.: Google

2. Questionário Keirsey

Aplicar o Questionário

Realista
Judicativo (SJ)

Intuitivo
Racional (NT)

. . de Informaçoes
.. .
- da tecnlca de analise
- PPG no contexto das bibliotecas Unlversltanas.
Quadro 2: Proposta para a slstematlzaçao
Fonte: Autores.

2550

Intuitivo
Sensível (NF)

�i

-&gt;r.4rig

~

=

N,donIl 4c
81111101_

.:;

Ut.I'Mnlt.iorill:l

Gestão de pessoas
Trabalho completo

o que Obearvar?
1. Background

Onde Obeervar?
Fontes de
Informação

Os Quatroe Temperamentos
Realista
Perceptivo (SP)

1.1. Qual a formação?
Bibliotecário
1.2. Qual o tempo de exercício da profissão?
Aproximadamente 20 anos
1.3. Qual o hobbies, afiliação, círculo social?
Não encontrado
1.4. Qual (is) evento (s) a biblioteca está oferecendo?
Voltados para a reflexão da política de informação,
comunicação e memória da universidade
1.5. Quais foram as decisões passadas?
Contratação de funcionários para melhorar o atendimento ao
usuário
1.6. Qual (is) projeto (s) desenvolvido (s)?
Ampliar o acesso a cultura para toda a comunidade com
programas de incentivo a leitura
1.7. Qual (is) projeto (s) em andamento (s)?
Cursos de treinamento e capacitação dos usuários
1.8. Participou de algum evento científico?
Conselho municipal de cultura
1.9. Publicou artigos científicos?
Voltados para o incentivo da leitura
1.10. Informações em gerais
Parcerias entre os serviços oferecidos com os docentes

Realista
Judicativo (SJ)

Site da Instituição

X

Fontes Informais

X

Sites de
relacionamento

X

X

Boletim informativo

X
X

Site da Instituição
Google

X

Google

X

Site da
Instituição/Boletim
Informativo
2. Questionário Keirsey
Não Aplicado
. . proposta para a tecnlca de alise de Informaçao
- da slstematlca
- PPG.
Quadro 3: Resultado da aplicaçao
Fonte: Autores

2551

Intuitivo
Sensível (NF)

X

Boletim informativo

Boletim informativo

Intuitivo
Racional (NT)

X

�i

s-iMricl

~

N.tôonaI~

= :::.,

Gestão de pessoas
Trabalho completo

É possível afirmar que o diretor analisado apresenta uma variação de
temperamentos para a tomada de decisão. Mas que suas decisões passadas e as
que estão em andamento têm uma forte tendência para o temperamento Intuito
Sensível (NF) , ou seja , o diretor valoriza as relações sociais, o incentivo ao
treinamento tanto dos trabalhadores da unidade caso quanto do usuário, e ainda,
seu ponto forte está na negociação e na comunicação oral e escrita. Por outro lado,
dificilmente suas decisões tenderão para o temperamento Intuitivo Racional (NT),
pois segundo as fontes de informação analisadas, não foi possível identificar
nenhuma evidência desse temperamento.

5 Considerações Parciais/Finais
A sistematização proposta para a técnica de análise PPG compreende a
análise de fontes de informação, visando à construção do que foi denominado de
background do tomador de decisão e assim , obter o PPG de um determinado diretor
de biblioteca (tomadores de decisão de outras unidades de informação que
concorrem pelos mesmos recursos com a sua organização), tal perfil poderá ser
utilizado pelo tomador de decisão para a antecipação de decisões futuras de seus
concorrentes e consequentemente obter uma estratégia competitiva favorável para a
sua organização.
A aplicação da sistemática aqui proposta não se limita a identificação do perfil
dos tomadores de decisão das organizações concorrentes. Também poderá ser
aplicada internamente a organização, visando identificar e compartilhar os diferentes
perfis de gerenciamento da média gerência. Por exemplo, um diretor de biblioteca
poderá aplicar a sistemática junto aos chefes das unidades organizacionais da sua
biblioteca, possibilitando ao diretor conhecer o PPG da sua equipe e com isso,
visualizar os potenciais projetos de maior interesse, as tendências de tomada de
decisão e a compatibilidade com o seu estilo de tomada de decisão, viabilizando a
consolidação de parcerias internas mais eficientes e eficazes.
Conclui-se que o conhecimento do perfil de personalidade de gerenciamento do
decisor poderá auxiliar a tomada de decisão no contexto das bibliotecas
universitárias e com isso, contribuir para o seu desenvolvimento e sucesso no
atendimento às demandas informacionais da sua comunidade.

6 Referências
AMARAL, R. M. do. Análise dos perfis de atuação profissional e de
competências relativas à inteligência competitiva. 2010. 187 f. Tese (Doutorado
em Engenharia de Produção) - Universidade Federal de São Carlos, São Carlos,
2010. Disponível em :
&lt;http://www.bdtd .ufscar.br/htdocs/tedeSimplificado//tde busca/arguivo.php?codArgui
vo=3225&gt; . Acesso em : 22 out. 2010.

ANDRADE, M. V. M. ; SANTOS , A. R. dos. Princípios da gestão estratégica e suas
aplicações na biblioteca universitária. Niterói: Núcleo de Documentação/UFF,
[2007?]. Disponível em :
&lt;http ://www.uff.br/ndclrepositorio/Princ%EDpios%20da%20Gest%E30%20estrat%E9
gica.pdf&gt;. Acesso em : 22 jun. 2010.

2552

�i

s-iMricl

~

N.tôonaI~

= :::.,

Gestão de pessoas
Trabalho completo

APPOLlNÁRIO , F. Dicionário de metodologia científica: um guia para a produção
do conhecimento científico . São Paulo: Atlas, 2007 .

BUCHANAN L. ; O'CONNELL, A. Uma breve história da tomada de decisão. Havard
Business Review, Brasil, v. 34, n° 1, out, 2007 . Disponível em :
&lt;http ://www.revistaharvard .com .br//index.php ?option=com _ content&amp;task=view&amp;id= 1
63&amp;ltemid=1/&gt; . Acesso em : 23 mar. 2010.

CHIAVENATO , I. Introdução à teoria geral da administração. 3 ed . São Paulo:
McGraw-Hill, 1983.

FLEISHER, C. S.; BENSOUSSAN, B. E. Perfil de gerenciamento. In: _ _ Strategic
and competitive analysis : methods and techniques for analysing business
competition . New Jersey: Prentice Hall , 2003.
o

GIL, A. C. Métodos e Técnicas de Pesquisa Social. São Paulo: Atlas, 1994.

GOMES, L. F. A. M.; GOMES, C. F. S.; ALMEIDA, A. T. de. Tomada de decisão
gerencial: enfoque multicriterio . São Paulo: Atlas, 2002 .

LAHEY, R. What types of people perform competitive intelligence best? In :
FLEISHER, C. S.; BLENKHORN, D. L. Controversies in competitive intelligence:
the enduring issues. Westport: Praeger, 2003, p.243-256 .

MARCONI, M. de A. ; LAKATOS, E. M. Metodologia Científica. 4. ed . reimpr. São
Paulo: Atlas, 2006 .

MAXIMIANO, A. C. A. Introdução à administração. 4 ed . São Paulo: Atlas, 1995.

MINTZBERG, H. Criando organizações eficazes : estruturas em cinco
configurações. Tradução Ailton Bomfim Brandão . 2 ed . São Paulo: Atlas, 2003

PORTER, M. Estratégia Competitiva: técnicas para análise de indústrias e
concorrência. Rio de Janeiro: Campus, 1986.

sÁ, M. C. B. de. Avaliação dos impactos da modernização da gestão pública no

2553

�i

s-iMricl

~

N.tôonaI~

= :::.,

Gestão de pessoas
Trabalho completo

desempenho dos estados brasileiros. 2009 . 137 f. Dissertação (Mestrado em
Ciências Contábeis) - Universidade de São Paulo . 2009 . Disponível em :
&lt;http ://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/12/12136/tde-03112009-111403/&gt;. Acesso
em 13 jun . 2010.

SILVA ; M. L. R. da . Personalidade e escolha profissional : subsídios de Keirsey e
Bates para a orientação vocacional. São Paulo: Editora Pedagógica e Universitária
Ltda, 1992.

TARAPANOFF, Kira . Técnicas para tomada de decisão nos sistemas de
informação. Brasília : Thesaurus, 1995.

2554

�</text>
                  </elementText>
                </elementTextContainer>
              </element>
            </elementContainer>
          </elementSet>
        </elementSetContainer>
      </file>
    </fileContainer>
    <collection collectionId="49">
      <elementSetContainer>
        <elementSet elementSetId="1">
          <name>Dublin Core</name>
          <description>The Dublin Core metadata element set is common to all Omeka records, including items, files, and collections. For more information see, http://dublincore.org/documents/dces/.</description>
          <elementContainer>
            <element elementId="50">
              <name>Title</name>
              <description>A name given to the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51396">
                  <text>SNBU - Edição: 17 - Ano: 2012 (UFRGS - Gramado/RS)</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="49">
              <name>Subject</name>
              <description>The topic of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51397">
                  <text>Biblioteconomia&#13;
Documentação&#13;
Ciência da Informação&#13;
Bibliotecas Universitárias</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="41">
              <name>Description</name>
              <description>An account of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51398">
                  <text>Tema: A biblioteca universitária como laboratório na sociedade da informação.</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="39">
              <name>Creator</name>
              <description>An entity primarily responsible for making the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51399">
                  <text>SNBU - Seminário Nacional de Bibliotecas Universitárias</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="45">
              <name>Publisher</name>
              <description>An entity responsible for making the resource available</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51400">
                  <text>UFRGS</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="40">
              <name>Date</name>
              <description>A point or period of time associated with an event in the lifecycle of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51401">
                  <text>2012</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="44">
              <name>Language</name>
              <description>A language of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51402">
                  <text>Português</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="51">
              <name>Type</name>
              <description>The nature or genre of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51403">
                  <text>Evento</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="38">
              <name>Coverage</name>
              <description>The spatial or temporal topic of the resource, the spatial applicability of the resource, or the jurisdiction under which the resource is relevant</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51404">
                  <text>Gramado (Rio Grande do Sul)</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
          </elementContainer>
        </elementSet>
      </elementSetContainer>
    </collection>
    <itemType itemTypeId="8">
      <name>Event</name>
      <description>A non-persistent, time-based occurrence. Metadata for an event provides descriptive information that is the basis for discovery of the purpose, location, duration, and responsible agents associated with an event. Examples include an exhibition, webcast, conference, workshop, open day, performance, battle, trial, wedding, tea party, conflagration.</description>
    </itemType>
    <elementSetContainer>
      <elementSet elementSetId="1">
        <name>Dublin Core</name>
        <description>The Dublin Core metadata element set is common to all Omeka records, including items, files, and collections. For more information see, http://dublincore.org/documents/dces/.</description>
        <elementContainer>
          <element elementId="50">
            <name>Title</name>
            <description>A name given to the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="64733">
                <text>Aplicação da análise do perfil de personalidade de gerenciamento em bibliotecas.</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="39">
            <name>Creator</name>
            <description>An entity primarily responsible for making the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="64734">
                <text>Fioroni, Joyce; Amaral, Roniberto Morato do</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="38">
            <name>Coverage</name>
            <description>The spatial or temporal topic of the resource, the spatial applicability of the resource, or the jurisdiction under which the resource is relevant</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="64735">
                <text>Gramado (Rio Grande do Sul)</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="45">
            <name>Publisher</name>
            <description>An entity responsible for making the resource available</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="64736">
                <text>UFRGS</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="40">
            <name>Date</name>
            <description>A point or period of time associated with an event in the lifecycle of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="64737">
                <text>2012</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="51">
            <name>Type</name>
            <description>The nature or genre of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="64739">
                <text>Evento</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="41">
            <name>Description</name>
            <description>An account of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="64740">
                <text>As bibliotecas universitárias, como organismos vivos e sociais, competem por recursos com outras organizações, com o propósito de proporcionar um melhor apoio informacional às atividades de ensino, pesquisa e extensão da sua comunidade. O objetivo do presente trabalho foi sistematizar e aplicar a técnica de análise de informações Perfil de Personalidade de Gerenciamento (PPG) no contexto das bibliotecas, com o intuito de contribuir para o processo de tomada de decisão. Utilizou-se o método de pesquisa estudo de caso exploratório e a unidade- caso foi uma biblioteca universitária. Como resultado obteve-se a sistematização da técnica de análise de informação PPG e o perfil de gerenciamento do diretor da unidade-caso. O conhecimento sobre o perfil de personalidade de gerenciamento do decisor poderá auxiliar a tomada de decisão no contexto das bibliotecas universitárias e com isso, contribuir para o seu desenvolvimento e sucesso no atendimento às demandas informacionais.</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="44">
            <name>Language</name>
            <description>A language of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="69595">
                <text>pt</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
        </elementContainer>
      </elementSet>
    </elementSetContainer>
  </item>
  <item itemId="6095" public="1" featured="0">
    <fileContainer>
      <file fileId="5159">
        <src>http://repositorio.febab.org.br/files/original/49/6095/SNBU2012_234.pdf</src>
        <authentication>e04a6d7a98b34239207aaf3b8028edc5</authentication>
        <elementSetContainer>
          <elementSet elementSetId="4">
            <name>PDF Text</name>
            <description/>
            <elementContainer>
              <element elementId="92">
                <name>Text</name>
                <description/>
                <elementTextContainer>
                  <elementText elementTextId="64732">
                    <text>Gestão de pessoas
i! """"'"
MaooNl ck

~

=

:,

IiWitt.UJ
1I....111~

Trabalho completo

COMUNICAÇÃO E TRABALHO: CONSIDERAÇÕES SOBRE A
APLICABILIDADE DO MÉTODO COACHING E SUA CONTRIBUiÇÃO
AO BIBLIOTECÁRIO
Adriana Maria de Souza 1
1

Mestranda no programa de Pós-graduação em Ciências da Informação ECAlUSP, FESPSP,
São Paulo, SP

Resumo
Apresenta um estudo inicial sobre a possibilidade de integração e aplicação
da metodologia Coaching no contexto do mundo do trabalho e da comunicação,
tendo o Bibliotecário como protagonista , no que se refere à sua atuação social e
mediadora da informação em seu ambiente de trabalho, podendo ser este o
participante articulador e ativo dessa proposta, seja como Coach ou mesmo como
Gestor de processos comunicacionais. O presente estudo, também pretende inserir
um novo olhar a esse profissional em seu trabalho, na adoção desse dispositivo ou
apenas suscitar discussões sobre este tema para a ampliação e necessidade de
outras pesquisas. Propõe uma aproximação do profissional bibliotecário à prática
deste estudo nos Serviços de Informação.

Palavras-Chave:
Comunicação e trabalho; Coaching; Bibliotecários.

Abstract
It presents an initial study about the possibility of integration and application of
the methodology Coaching in the context of world work and communication , with the
Librarian as protagonist in relation to the its social and mediator of information activity
on their work environment, can be an active participant and organizer of this
proposal, either as a Coach or even as a Manager communication processes. This
study also intends to enter a new look at this professional in their workplace in the
adoption of these devices or only raise discussion on these issues for the expansion
and further researches are needed. It proposes an approach to the practice of the
professional Librarian in this study in information services.

Keywords:
Work and Communication ; Coaching ; Librarians.

Introdução
O surgimento exponencial das inovações tecnológicas propicia à sociedade
moderna e globalizante, um cenário de mudanças rápidas e constantes. O sujeito,

2531

�Gestão de pessoas
i! """"'"
MaooNlck

~

=

:,

IiWitt.UJ

1I....111~

Trabalho completo

segundo Hall (2005) , outrora concebido por uma identidade unificada e estável,
torna-se fragmentado, composto não de uma única, mas de várias identidades,
muitas vezes contraditórias e não-resolvidas. Assim, a área da comunicação, a partir
da atividade de trabalho é expressa no cotidiano dos sujeitos/indivíduos, propiciando
a interação humana, transformadora e mutável, que se apresenta no coletivo
mediatizado pela atividade linguageira, discursiva de seus integrantes. Dessa forma ,
quando estes realizam a atividade de trabalho, realizam-na também a fim de
satisfazerem suas necessidades comunicacionais. Entretanto, pode-se dizer, de
acordo com Leontiev (2004, p. 93), que a linguagem não desempenha apenas o
papel de intermediária de comunicação entre os homens, ela é também um meio,
uma forma de consciência do pensamento humano, pois se relaciona com os
processos de conhecimento, os instrumentos e as práticas no mundo do trabalho,
operados pela linguagem que age sobre o comportamento dos homens.
No tocante à proposta deste artigo, esse sujeito é representado na figura do
bibliotecário e no seu campo de trabalho pretendendo apresentar e aproximar o
método Coaching 1 (sem tradução para a língua portuguesa) à atuação desse
profissional em Serviços de Informação, como um método eficaz de
aperfeiçoamento contínuo desses sujeitos no mundo do trabalho uma vez que, o
tradicional ambiente informacional no qual este exercia sua atividade, modificou-se.
Dessa maneira, neste agora emergente e mutável mundo novo, figura-se a este
profissional a aquisição de um 'novo olhar' à sua prática profissional, uma vez que
atua como mediador da informação ao seu usuário, liderando equipes e
influenciando seus pares em benefícios mútuos e profícuos.

Revisão de Literatu ra
Os procedimentos metodológicos aqui descritos são de estudos teóricos
qualitativos. Na revisão de literatura pesquisada nacionalmente, ainda não há
estudos acadêmicos sobre a aplicação do Coaching na Ciência da Informação e na
Biblioteconomia, bem como na área de Comunicação, por ser uma metodologia de
estudo recente, uma vez que no Brasil o tema somente ganha maior relevância a
partir da década de 90. Na literatura estrangeira , precisamente em língua inglesa, há
vasta publicação sobre o tema, entretanto, com ênfase e difusão para a área de
Administração. No levantamento bibliográfico realizado , foram encontradas algumas
publicações relativas ao Coaching, uma delas na área de Biblioteconomia: o livro
Coaching in lhe Library de Ruth F. Metz, da American Library Associalion, dos
Estados Unidos da América e outra uma dissertação de mestrado pela Universidade
Católica de Brasília que apresenta um estudo sobre a prática do Coaching no
ambiente organizacional integrado à prática da Gestão do Conhecimento. Todavia,
faz-se necessário buscar um maior entendimento sobre o que realmente se
caracteriza esse método integrado com a abordagem ergológica para a verificação
De acordo com o The Oxford English Dictionary (1989, p. 381) , Coach era um termo usado na
Hungria desde o reinado do Rei Matthias Corvinus, 1458-90 , na cidade de Kocs , tornando-se
conhecido como kocsi em húngaro para determinar um tipo de transporte usado pela realeza , hoje
conhecido como carruagem , utilizado para o transporte público de passageiros. O veículo foi utilizado
na Inglaterra na metade do século XVI e, na Europa por volta de século XVIII. O termo foi utilizado
dentro do contexto universitário para definir a preparação (de um candidato) para um exame;
instrução para assuntos especiais; professor; e também utilizado como treinamento para uma
competição atlética. O termo Coaching é definido como a ação do verbo Coach .
1

2532

�Gestão de pessoas
i! """"'"
MaooNlck

~

=

:,

IiWitt.UJ

1I....111~

Trabalho completo

da real viabilidade de conduzirem-se como parte integrante no âmbito informacional.

o mundo do Trabalho
Ao longo da tumultuada trajetória da humanidade, quase nada, ou
muito pouco, foi mudado na relação capital-trabalho , mesmo
considerando-se a acelerada evolução tecnológica e as clareadoras
conceituações administrativas dos últimos 50 anos. Ou seja,
continuamos a cultuar as ancestrais mesmices, só que, agora,
travestidas pela modernidade de um imenso aparato tecnológico que,
registre-se, nem de longe conseguiu ser racionalmente decodificado
por grande parte das organizações no que tange à sua correta
utilização (ARAUJO FILHO, 2007, p. 304).

De acordo com Antunes (1995 , p. 23) , a década de 80 presenciou profundas
transformações no mundo do trabalho, podendo-se afirmar que a 'classe-que-vivedo-trabalho 2 , sofreu a mais aguda crise deste século, afetando a sua forma de ser.
Nesse novo cenário, pode-se notar a diminuição da classe operária para uma
expansão do trabalho assalariado com ênfase no setor de serviços, resultando
dessa transição, na busca de novos padrões de gestão da força de trabalho, na
concepção do toyotismo, o que não apresentou uma superação, mas sim uma nova
roupagem visando à promoção de uma nova forma de organização do trabalho,
agora mais participativa e cooperativa de forma a mascarar seu sentido real. Para o
autor, o toyotismo é a prática trabalhista com mais chances de se propagar e que
passa a fornecer o 'ideário dos trabalhadores'. Em contraponto , há a questão do
desemprego estrutural, que se propaga por todo o mundo em dimensões
alarmantes.
Estamos diante de um cenário fragmentado e complexo do mundo do
trabalho, no qual embora haja metamorfoses substanciais das formas de condução
do trabalho (domiciliar, terceiro setor, de serviços), o autor defende que as
alterações - tais como redução do número de trabalhadores fabris, crescimento do
setor de serviços, qualificação e desqualificação - não configuram uma tendência
que pode ser generalizada e que caminha em uma só direção, ou seja, "nem o
operariado desaparecerá tão rapidamente e, o que é fundamental , não é possível
perspectivar, nem mesmo num universo distante, nenhuma possibilidade de
eliminação da "classe-que-vive-do-trabalho", o que não é possível numa sociedade
produtora de mercadorias. Dessa forma , é pesaroso e preocupante constatar que,
em pleno século XXI, ainda se repliquem as mesmas condutas e formas de trabalho
que foram produzidas e difundidas pelo modelo taylorista-fordista , no qual o sujeito
era esquecido e transformado em "coisa descartável", como se pode verificar em
muitas empresas tidas como modernas. Mudam-se as terminologias, mas a essência
continua sendo a mesma: opressora e ditatorial, na qual o sujeito é visto como
2 Segundo Antunes (1995, p. 102), a classe-que-vive-do-trabalho ou a classe trabalhadora engloba
além dos trabalhadores produtivos (proletariado, conceito de economia política marxista), os
improdutivos , ou seja , aqueles cujas formas de trabalho são utilizadas como serviços sejam para uso
público ou para o capitalista . O trabalho improdutivo, ainda segundo o autor, abrange os assalariados ,
desde os inseridos no setor de serviços, bancos , comércio, serviços públicos até aqueles que
realizam atividades nas fábricas , mas não criam diretamente valor. Assim , o bibliotecário também está
inserido nessa classe de trabalhadores.

2533

�Gestão de pessoas
i! """"'"
MaooNlck

~

=

:,

IiWitt.UJ

1I....111~

Trabalho completo

máquina produtiva, não sendo sua função refletir ou mesmo melhorar sua condição
de trabalho.
Na perspectiva de Leontiev (2004, p. 82), o trabalho humano é uma atividade
originariamente social. Quando um membro da coletividade realiza a atividade de
trabalho, realiza-a também com o fim de satisfazer uma necessidade sua, de
evolução e aperfeiçoamento.

o Coaching
Há várias designações atribuídas ao termo Coaching: guia, instrutor, mentor,
tutor, treinador, este último bastante difundido no contexto desportivo, para o
treinamento de atletas em determinado esporte, tendo como obra inicial "The inner
game of tennis" - de Timothy W. Gallwey, obra considerada o marco fundamental
para a propagação do coaching. Outras aproximações podem também ser
facilmente observadas em algumas disciplinas do conhecimento humano, tais como :
Psicologia, com a Programação Neurolinguística, Comunicação, Administração,
notando-se uma proximidade híbrida com a Ciência da Informação, campo de
atuação do bibliotecário, quanto ao seu ambiente multi-pluridisciplinar.
De acordo com Lages (2010, p. 5), "o coaching envolve relação e
procedimento" em igualdade com as áreas mencionadas acima, tendo um meio para
se chegar a um fim , uma maneira de ajudar e cooperar com o aperfeiçoamento das
pessoas, e que pode ser definido de muitas formas . No mercado editorial , há vasta
bibliografia voltada para vários âmbitos nos quais pode haver a aplicabilidade do
método, o que aponta, na maioria dos casos, que tais bibliografias são fruto de
resultados empíricos apenas, limitando o aprofundamento necessário ao
pesquisador científico, tornando-se assim , incompleta e escassa .
Vale mencionar sua proximidade com outras terminologias e abordagens
metodológicas, utilizadas nos ambientes de trabalho e nas instituições acadêmicas:
Aconselhamento de Carreira (Career Counselling) e Mentoria (Mentoring) .
Conforme Dutra (2010, p. 156), o aconselhamento de carreira, foi
primeiramente abordado na obra de Parsons, publicada em 1909 no qual se discutia
o trabalho a partir de grandes transformações que ocorriam nas relações de trabalho
e demandas sobre as pessoas, entretanto, tais preocupações já se apresentavam
nas obras de Homero: lIíada e Odisséia, onde Odisseu ao se envolver na guerra
entre gregos e troianos, solicita ao amigo Mentor para orientar seu filho Telêmaco em
sua ausência . Em função de sua origem , o termo mentoring normalmente está
associado à ideia da orientação de uma pessoa jovem ou iniciando sua vida
profissional/acadêmica por uma pessoa experiente.
Embora sejam terminologias similares, esta tríade é bastante confundida por
profissionais, autores e estudiosos, pelo fato de que o cerne de suas práticas se
efetiva na interação humana, nas conversas e nos discursos das relações sociais na
atividade de trabalho. Na utilização do método Coaching, há a habilidade de escuta
ativa e a formulação de questões-chave por parte do Coach 3 resultando em uma
ação, ou mesmo na tomada de decisão, na mudança, no aprendizado por parte do
Coachee 4 , objetivando seu crescimento e evolução, buscando nessas metodologias,
3/nstitute of Customer Services - /CS (2010, p. 4) no Reino Unido, o "Coach é alguém que apoia ,
desafia e prepara um ou mais indivíduos no processo de Coaching para o sucesso de seus objetivos".

2534

�Gestão de pessoas
i! """"'"
MaooNlck

~

=

:,

IiWitt.UJ

1I....111~

Trabalho completo

soluções reflexivas e conscientes para a caminhada profissional, acadêmica e até
mesmo pessoal. O aspecto humano no desenvolvimento dessas práticas deve ser a
tônica de todo o processo comunicacional e de integração, em detrimento das
vantagens e necessidades unicamente corporativas, acadêmicas e ou institucionais.
De acordo com Metz (2002 , p. 16), em sua abordagem nos Serviços de
Informação, o Coaching é um processo facilitador resultante em uma mudança para
melhor. Coaches auxiliam indivíduos ou equipes a moverem-se de onde estão para o
destino que almejam chegar. Este processo geralmente implica em muito mais do
que uma simples interação monitorada.
Os bibliotecários lidam com pessoas empenhadas em atividades
especiais:
cnaçao,
registro, armazenamento,
recuperação,
disseminação e uso de informações. Estamos envolvidos de formas
e diferentes graus de intensidade nisso que podemos chamar ciclo
da informação. Assim, precisamos saber certas coisas a respeito das
pessoas a quem servimos se quisermos executar nosso trabalho de
maneira eficiente. Precisamos saber como as pessoas informam as
outras e como se informam (MCGARRY, 1999, p. 149).

O bibliotecário, nessa perspectiva, pode ser o mediador entre a prática do
Coaching e o Serviço de Informação, identificando as necessidades de
desenvolvimento e capacitação de sua equipe, traduzindo-se em benefícios mútuos
para todos os envolvidos com a prática e a gestão do trabalho, dentro e fora dele.
"Interpretar uma mensagem significa introduzir a perspectiva do receptor - seus
desejos e crenças; torná-lo um parceiro ativo no processo de informação"
(CAPURRO, 2007, p. 21).
Como ressalta Blanco (2006, p. 77), a prática do Coaching caracteriza-se
como um processo de interação colaborativa voltada à promoção e ao estímulo da
aprendizagem, da mudança e do crescimento. Como resultado, a prática torna-se
mais abrangente, passando pelos indivíduos, pelas equipes e atingindo todo o
ambiente de trabalho, propiciando uma visão sistêmica em concordância com o
Serviço de Informação.

o Coaching X Linguagem e Trabalho
"O material privilegiado da comunicação na vida cotidiana é a palavra e é
justamente nesse domínio que a conversação e suas formas discursivas se situam"
(BAKHTIN, 2006, p. 37-38) . De acordo com o autor, a palavra é o fenômeno
ideológico por excelência , sendo o modo mais puro e sensível de relação social.
Assim, é na ideologia do cotidiano que o individuo se insere e se relaciona
discursivamente, com toda a complexidade e contradição das lutas de classes.
O bibliotecário tem em seu cotidiano de trabalho, a atividade de trabalho
preliminarmente regida pela linguagem, pelos atos de fala de seus sujeitos, na qual
é legitimada pelas relações sociais e seus meandros, uma vez que a língua é uma
instituição social. Como afirma Fígaro (2008, p. 116), comunicação e trabalho são
constitutivos do humano, dessa forma, é de suma importância e pertinência refletir
sobre a linguagem no trabalho e seus discursos, para se ter consciência das atitudes
que devem ser tomadas para melhorar a atividade de trabalho, não havendo assim,

2535

�Gestão de pessoas
i! """"'"
MaooNlck

~

=

:,

IiWitt.UJ
1I....111~

Trabalho completo

um único caminho a trilhar no aspecto metodológico, todavia pode-se aproximar o
Coaching a este objetivo na perspectiva das práticas linguageiras referenciadas por
Lacoste (1993), citado por Nouroudine (2002): as práticas linguageiras constituem
uma tripartição: a 'linguagem como trabalho', a 'linguagem no trabalho' e a
'linguagem sobre o trabalho'. Faz-se necessário inferir sobre a articulação do sujeito
no trabalho, tendo em vista a complexidade da relação trabalho/linguagem .
Na linguagem como trabalho há dois níveis de linguagem: as falas e os
gestos utilizados ao se dirigir a um colega , visando a efetivação do trabalho,
constitutiva da atividade coletiva deste; e a fala interior que acompanha e orienta a
tarefa . Entretanto, como se refere Bakhtin , citado por Todorov, 1981, há um terceiro
nível necessário: o 'mínimo dialógico', expresso por um pensamento e um gesto
reflexivo e silencioso . É uma linguagem econômica, sendo utilizada como meio de
gestão do tempo de trabalho.
Na linguagem no trabalho refere-se à realidade constitutiva da situação de
trabalho global na qual acontece a atividade , para a execução eficaz do trabalho . Diz
respeito a todas as conversas que favorecem trocas na situação de trabalho.
Na linguagem sobre o trabalho apresenta-se nos saberes transmitidos entre
os indivíduos em um coletivo de trabalho, ao se expressarem a respeito de sua
atividade, possibilita avaliar uma situação, um problema, objetivando a ação. Esta
linguagem se encontra imbricada com as outras linguagens, revelando-se adequada
a uma melhor disponibilização do conhecimento a serviço da ação sobre o trabalho,
visando à mudança.
Como afirma Baccega (1995, p. 40-43), é no cotidiano que as palavras que
acompanham os nossos gestos, que compõem os nossos atos, brotam em mutação,
muitas vezes indecisas, plenas de sua condição de reprodução/transformação. A fala
é sempre produto de um individuo social, inclui participação ativa . O homem se
forma no processo de instituição dessas relações , modificando o mundo exterior e,
ao modificá-lo, modifica-se. Por isso, a palavra não é um dado, é um dando-se, vez
que ela participa desse processo de transformações.
Na linguagem sobre o trabalho, pode-se incorporar a metodologia do
Coaching e seu desenvolvimento, já que os sujeitos fazem uso da linguagem para
criar, modificar, adaptar e resolver suas questões individuais e coletivas na atividade
de trabalho, para tanto, a aplicabilidade do método pode colaborar, através do uso
da linguagem, para a construção de uma ação voltada à mudança dos envolvidos
"na situação de trabalho" como menciona Fa"ita (2002, p. 24) . Para o autor, uma
situação de trabalho apenas tem sentido se estiver inscrita na complexidade da
experiência de trabalho, dessa forma, o mesmo ocorre para uma eficaz viabilidade
da prática do Coaching.

o Bibliotecário e sua atuação
O bibliotecário, ao longo da história da Biblioteconomia, sendo uma das
profissões mais antigas do mundo, continua sendo alvo de constantes estereótipos e
críticas focados em sua atuação no ambiente de trabalho. Muitos ainda são vistos
como retrógrados , passivos, sistemáticos, avessos às mudanças, tecnicistas, sendo
desqualificados e pouco reconhecidos como profissionais atuantes e engajados,
embora estejamos em pleno século XXI. No contexto das instituições públicas, a
grande maioria desses profissionais atua como trabalhadores e, pode-se perceber,

2536

�Gestão de pessoas
i! """"'"
MaooNlck

~

=

:,

IiWitt.UJ

1I....111~

Trabalho completo

outras tantas conotações pejorativas até mais enfáticas do que estas mencionadas.
Entretanto,
a profissão do bibliotecário reveste-se de extrema importância. Não
de uma importância passiva, restrito ao mero trabalho de fornecer
livros previamente solicitados pelos usuários, mas de uma
importância ativa, reflexo e conseqüência de uma atividade que exige
posicionamentos e opções a cada momento. Para cada questão
formulada por um usuário, existe a necessidade de uma atividade
diferenciada, de uma opção quase que única de atendimento. A
estratégia de busca é diferente, em cada pesquisa, pois deve
adequar o tipo de informação àquele usuário em particular. Sem uma
postura, sem um posicionamento anterior, é impossível atuar sobre
aquela relação com um mínimo de coerência (ALMEIDA JUNIOR,
2009).

Deve-se inferir que mais do que a intervenção da sociedade, do Estado
e do poder capitalista dominante, o profissional bibliotecário deve, por si mesmo,
resgatar sua identidade profissional, tornando-se participativo e atuante, sendo
agente transformador de mudanças, buscando na educação continuada e no
autoaperfeiçoamento, construir uma nova imagem condizente com o seu papel de
mediador entre a informação e o usuário. É reconhecido que, a melhoria da
qualidade dos serviços de informação prestados e, a consequente satisfação dos
usuários é resultante do modo de gestão do trabalho desenvolvido nos serviços e
tem o bibliotecário como protagonista desse processo.
O bibliotecário tem um longo caminho a percorrer para reorganizar sua forma
de atuação e aprimorar suas competências para o devir do trabalho, assim, pode-se
utilizar do método Coaching para averiguar suas necessidades de aperfeiçoamento
e de superação de problemas e dificuldades advindas de sua prática profissional.

Considerações Parciais/Fi nais
Mediante os temas abordados neste trabalho , é crucial olhar para o ser
humano (trabalhador) e o mundo do trabalho em que este se insere e permuta
diuturnamente, para a ampliação desta temática para além do que o senso comum
entende como trabalho e seus meandros, propondo um olhar reflexivo, transmutável
e que preserve a dignidade humana para a qual o trabalho é provedor.
Nessa perspectiva , é necessário obter respostas sobre qual será o futuro dos
trabalhadores dentro da nova lógica trabalhista . Como o trabalhador deve se
adaptar, se reconhecer, se integrar e sentir-se parte intrínseca dentro das mudanças
no mundo do trabalho, sem o determinismo do poder e do controle por parte dos
capitalistas? Como a comunicação pode efetivamente colaborar para que os
trabalhadores possam ser levados em conta, serem ouvidos em suas necessidades
de bem-estar, em suas demandas de trabalho? Deve-se começar transcendendo as
teorias clássicas de comunicação: mensagem , receptor, emissor, ruído , uma vez que
a linguagem é ação transformadora do indivíduo e a comunicação é parte do
processo produtivo de trabalho, é procedimento. Outra forma é fazendo uso do
método Coaching, potencializando e melhorando a otimização dos processos e do
ambiente de trabalho, fazendo prevalecer as questões concretas desse local na
governança da empresa, colocando em palavras o que realmente se faz no trabalho

2537

�Gestão de pessoas
i! """"'"
MaooNlck

~

=

:,

IiWitt.UJ

1I....111~

Trabalho completo

e o impacto no 'coletivo de trabalho'.
O trabalho é uma atividade fundamental para todos os seres que habitam o
planeta, sejam eles animais racionais ou não, e o mundo corporativo está abarrotado
de cartilhas, manuais, livros de gestão e negócios, de autoajuda , enfim , de diversas
tábuas de mandamentos com instruções precisas de como se manter empregável.
A atuação do bibliotecário não se restringirá apenas à organização da
informação, à seleção e aquisição de recursos informacionais e à gestão da coleção
de seus acervos. O atual cenário tecnológico e comunicacional acelera o processo
de reconstrução desses locais em ambientes de trabalho repletos de novos desafios
e oportunidades de aprendizagem e ações. Assim, o bibliotecário enquanto
trabalhador e gestor de processos comunicacionais, já se depara com novas formas
de gerir os membros de sua equipe, de seu trabalho, atuante na instituição que faz
parte. Por consequência dessas transformações, é cabível e necessário pensar e
incluir a prática do Coaching como uma ferramenta importante e necessária , por
auxiliar os indivíduos a atingirem seus objetivos na busca de melhorar a forma de
trabalho de seus trabalhadores.
Estas considerações pretendem iniciar a discussão, tornando-a mais
instigante e desafiadora, podendo ser pensada e analisada em cada âmbito onde se
trabalha com conhecimento, comunicação e sujeitos, bem como refletir sobre os
detalhes de aplicação e condução da prática do Coaching a partir de outros métodos
e abordagens.

Referências
ALMEIDA JÚNIOR, Oswaldo Francisco de. Biblioteca pública: ambigüidade,
conformismo e ação guerrilheira do bibliotecário, out./2009 . Disponível em :
http://www.ofaLcom .br/pessoais conteudo.php?cod=9 . Acesso: 10/01/2012.
ANTUNES , Ricardo . Os sentidos do trabalho: ensaio sobre a afirmação e a negação
do trabalho. São Paulo: Boitempo Editorial, 1995.
ARAUJO FILHO, Geraldo Ferreira de. Empreendedorismo criativo: a nova dimensão
da empregabilidade. Rio de Janeiro: Ciência Moderna, 2007 .
BACCEGA, Maria Aparecida . Palavra e discurso : literatura e história. São Paulo:
Ática , 1995.
BAKHTIN , Mikhail (V. N. Volochínov). Marxismo e filosofia da linguagem . 12. ed . São
Paulo: Hucitec, 2006.
BLANCO, Valéria Bastos. Um estudo sobre a prática do Coaching no ambiente
organizacional integrado à prática da gestão do conhecimento. 2006. 217f.
Dissertação (Mestrado) - Universidade Católica de Brasília .
CAPURRO, Rafael; HJORLAND, Birger. O conceito de informação. Perspectivas em
Ciência da Informação, Belo Horizonte, v. 12, n. 1,2007.
DUTRA, Joel Souza (org .) Gestão de carreiras na empresa contemporânea. São

2538

�Gestão de pessoas
i! """"'"
MaooNlck

~

=

:,

IiWitt.UJ

1I....111~

Trabalho completo

Paulo, 2010.
FAlTA, Daniel. A análise de práticas linguageiras e situações de trabalho: uma
renovação metodológica imposta pelo objeto. In: SOUZA E SILVA, M. Cecília P.,
FAlTA, Daniel (orgs.). Linguagem e trabalho . São Paulo: Cortez, 2002 .
FíGARO, Roseli. Atividade de comunicação e de trabalho . Revista Trabalho,
Educação e Saúde. Fiocruz, v. 6 n. 1, mar./2008. Disponível em :
http://www.revista .epsjv.fiocruz.br/upload/revistas/r200 .pdf. Acesso: 1O/O 1/2012.
HALL, Stuart. A identidade cultural na pós-modernidade. Rio de Janeiro: DP&amp;A,
2005.
LAGES, Andrea ; O'CONNOR, Joseph. Como o coaching funciona : o guia essencial
para a história e prática do coaching eficaz. Rio de Janeiro: Qualitymark, 2010.
LEONTIEV, A. O desenvolvimento do psiquismo. São Paulo: Centauro,
2004.
MCGARRY, Kevin . O contexto dinâmico da informação: uma análise introdutória.
Brasília: Briquet de Lemos, 1999.
METZ, Ruth F. Coaching in the library: a management strategy for achieving
excellence . Chicago: American Library Association, 2002.
NOUROUDINE, Abdallah . A linguagem: dispositivo revelador da complexidade do
trabalho. In: SOUZA e SILVA, M. Cecília P., FAlTA, Daniel (Orgs.). Linguagem e
trabalho. São Paulo: Cortez, 2002.

2539

�</text>
                  </elementText>
                </elementTextContainer>
              </element>
            </elementContainer>
          </elementSet>
        </elementSetContainer>
      </file>
    </fileContainer>
    <collection collectionId="49">
      <elementSetContainer>
        <elementSet elementSetId="1">
          <name>Dublin Core</name>
          <description>The Dublin Core metadata element set is common to all Omeka records, including items, files, and collections. For more information see, http://dublincore.org/documents/dces/.</description>
          <elementContainer>
            <element elementId="50">
              <name>Title</name>
              <description>A name given to the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51396">
                  <text>SNBU - Edição: 17 - Ano: 2012 (UFRGS - Gramado/RS)</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="49">
              <name>Subject</name>
              <description>The topic of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51397">
                  <text>Biblioteconomia&#13;
Documentação&#13;
Ciência da Informação&#13;
Bibliotecas Universitárias</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="41">
              <name>Description</name>
              <description>An account of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51398">
                  <text>Tema: A biblioteca universitária como laboratório na sociedade da informação.</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="39">
              <name>Creator</name>
              <description>An entity primarily responsible for making the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51399">
                  <text>SNBU - Seminário Nacional de Bibliotecas Universitárias</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="45">
              <name>Publisher</name>
              <description>An entity responsible for making the resource available</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51400">
                  <text>UFRGS</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="40">
              <name>Date</name>
              <description>A point or period of time associated with an event in the lifecycle of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51401">
                  <text>2012</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="44">
              <name>Language</name>
              <description>A language of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51402">
                  <text>Português</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="51">
              <name>Type</name>
              <description>The nature or genre of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51403">
                  <text>Evento</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="38">
              <name>Coverage</name>
              <description>The spatial or temporal topic of the resource, the spatial applicability of the resource, or the jurisdiction under which the resource is relevant</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51404">
                  <text>Gramado (Rio Grande do Sul)</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
          </elementContainer>
        </elementSet>
      </elementSetContainer>
    </collection>
    <itemType itemTypeId="8">
      <name>Event</name>
      <description>A non-persistent, time-based occurrence. Metadata for an event provides descriptive information that is the basis for discovery of the purpose, location, duration, and responsible agents associated with an event. Examples include an exhibition, webcast, conference, workshop, open day, performance, battle, trial, wedding, tea party, conflagration.</description>
    </itemType>
    <elementSetContainer>
      <elementSet elementSetId="1">
        <name>Dublin Core</name>
        <description>The Dublin Core metadata element set is common to all Omeka records, including items, files, and collections. For more information see, http://dublincore.org/documents/dces/.</description>
        <elementContainer>
          <element elementId="50">
            <name>Title</name>
            <description>A name given to the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="64724">
                <text>Comunicação e trabalho: considerações sobre a aplicabilidade do método coaching e sua contribuição ao bibliotecário.</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="39">
            <name>Creator</name>
            <description>An entity primarily responsible for making the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="64725">
                <text>Souza, Adriana Maria de</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="38">
            <name>Coverage</name>
            <description>The spatial or temporal topic of the resource, the spatial applicability of the resource, or the jurisdiction under which the resource is relevant</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="64726">
                <text>Gramado (Rio Grande do Sul)</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="45">
            <name>Publisher</name>
            <description>An entity responsible for making the resource available</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="64727">
                <text>UFRGS</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="40">
            <name>Date</name>
            <description>A point or period of time associated with an event in the lifecycle of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="64728">
                <text>2012</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="51">
            <name>Type</name>
            <description>The nature or genre of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="64730">
                <text>Evento</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="41">
            <name>Description</name>
            <description>An account of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="64731">
                <text>Apresenta um estudo inicial sobre a possibilidade de integração e aplicação da metodologia Coaching no contexto do mundodo trabalho e da comunicação, tendo o Bibliotecário como protagonista, noquese refere à sua atuação social e mediadora da informação em seu ambiente de trabalho, podendo ser este o participante articulador e ativo dessa proposta, seja como Coach ou mesmo como Gestor de processos comunicacionais. O presente estudo, também pretende inserir um novo olhar a esse profissional em seu trabalho, na adoção desse dispositivo ou apenas ssucitar discussões sobre este tema para a ampliação e necessidade de outras pesquisas. Propõe uma aproximação do profissional bibliotecário à prática deste estudo nos Serviços de Informação.</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="44">
            <name>Language</name>
            <description>A language of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="69594">
                <text>pt</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
        </elementContainer>
      </elementSet>
    </elementSetContainer>
  </item>
  <item itemId="6094" public="1" featured="0">
    <fileContainer>
      <file fileId="5158">
        <src>http://repositorio.febab.org.br/files/original/49/6094/SNBU2012_233.pdf</src>
        <authentication>8a9db99f5da0c472940fa7afa9c73004</authentication>
        <elementSetContainer>
          <elementSet elementSetId="4">
            <name>PDF Text</name>
            <description/>
            <elementContainer>
              <element elementId="92">
                <name>Text</name>
                <description/>
                <elementTextContainer>
                  <elementText elementTextId="64723">
                    <text>Gestão de pessoas
ii
ali "'"""'"
IQoor.aJde
= Iilltitl«U
:.

Trabalho completo

U.w..l!lltriu

A IMPORTÂNCIA DA COMPETÊNCIA DE LIDERANÇA
PARA O PROFISSIONAL BIBLIOTECÁRIO
Ana Maria Pinheiro Lima'
1Bibliotecária e Especialista em Gestão de Pessoas, do Instituto de Comunicação e Artes do Centro
Universitário UNA, Belo Horizonte, Minas Gerais

Resumo
As demandas suscitadas pelo atual mercado sugerem constante atualização,
aprimoramento e qualificação dos profissionais para enfrentar os desafios propostos
pelas empresas. Partindo deste pressuposto, o profissional bibliotecário necessita
desenvolver novas habilidades de gerenciamento para adotar nas unidades de
informação em que atua. Como característica essencial, percebe-se a importância
de uso das competências de liderança que garantem a boa administração dos
recursos das empresas e das equipes de trabalho. A partir da metodologia de
pesquisa descritiva serão apresentados os conceitos de liderança, perfil atual dos
bibliotecários e as competências específicas da liderança. Ao final serão elencadas e
avaliadas as principais competências de liderança que o bibliotecário deve possuir
para ser considerado um profissional competitivo de mercado.

Palavras-chave: Bibliotecário; Liderança ; Competências.
Abstract
The demands raised by the current market suggest contant update, improvement and
qualification of the professionals to meet the challenges posed by the companies.
Under this assumption , the librarian needs to develop new management skills and
adopt them on the unit where it operates. As an essential feature, the importance of
leadership competencies use will ensure better resource and work team
management. With descriptive search methodology, will be presented concepts of
leadership, the current professional profile of librarians and the specific leadership
skills. At the end, it will be listed assessed the key leadership competencies that
libraries must have and adopt to be considered a competitive professional on the
market.

Keywords: Librarian; Leadership; Skills.
1 Introdução
As mudanças apresentadas atualmente pelo mercado de trabalho, como o
aumento significativo da competição, presença de organizações voltadas para
constante inovação e resultados perenes, mostram a importância de profissionais
mais qualificados e preparados para os desafios propostos pelas empresas. Frente a
esta demanda, faz-se necessário o desenvolvimento de habilidades e competências
gerenciais para o profissional bibliotecário através do aprendizado e educação

2523

�Gestão de pessoas
ii
"'"""'"
ali IQoor.aJde

=

:.

Iilltitl«U

U.w..l!lltriu

Trabalho completo

continuada, pois, normalmente, estas características são pouco difundidas em sua
graduação.
Considerando que uma das competências essenciais para os gestores é a
liderança, e por se tratar de um profissional que sempre atua em unidades de
informação com o gerenciamento de equipes, o bibliotecário que possui esta
competência se destaca, pois pode melhorar sua performance e também agregar
mais valor para o negócio.
Sendo assim, torna-se vital o desenvolvimento de novas capacidades para o
profissional bibliotecário para sobrevivência no atual mercado competitivo. Neste, é
percebida a necessidade de aperfeiçoamento da atuação em unidades de
informação, através do alinhamento com os objetivos organizacionais e
compartilhamento de valores. Diante destas inferências, surge o questionamento:
quais são as competências de liderança que o profissional bibliotecário deve possuir
para se diferenciar no ramo de atuação no qual trabalha?
Para esclarecimento destas questões, pretende-se, através do estudo de
revisão teórica do conhecimento disponível , descrever as principais competências de
liderança presentes na literatura e também expor as novas funções gerenciais do
profissional bibliotecário, suscitadas pelo mercado atual.

2 Revisão de Literatura
Inicialmente, é pertinente discorrer sobre o conceito de liderança e do perfil do
profissional bibliotecário para contextualizar o tema, para posteriormente realizar o
levantamento das competências específicas. Através das pesquisas, é percebido
que o conceito de liderança é amplamente apresentado na literatura e para alcançar
os objetivos propostos neste estudo, serão descritas algumas definições que
auxiliem no entendimento da liderança como característica de diferenciação para o
profissional.
A liderança é apresentada em sua essência pela interação, Smircich e Morgan
(1990) afirmam que repousa em grande parte na criação de um ponto de referência,
frente ao qual pode emergir um sentimento de organização e direção frente à um
processo de definição da realidade , através da sensibilização do liderado. Tratandose de uma conceituação mais prática, pode-se citar a visão de Senge (2008), que
considera a liderança como responsável pela construção de organizações onde as
pessoas expandem continuamente suas capacidades e aperfeiçoam os modelos
mentais compartilhados.
A definição de 81anchard (2007 , p. 15) apresenta-se mais arrojada quando
descreve liderança como a "capacidade de influenciar os outros a liberar seu poder e
potencial de forma a impactar um bem maior." Esta indicação de um bem maior se
refere a alcançar os objetivos e resultados estipulados pela empresa, mas
concomitantemente se envolver com a satisfação humana, tanto dos clientes quanto
dos colaboradores.
É verificado que a evolução do termo liderança está relacionada com as
mudanças no ambiente externo e organizacionais, tais como a globalização,
aumento da complexidade organizacional, novas arquiteturas de negócios que
descentralizam e diluem o poder organizacional, o aumento da qualificação e do
nível de informação do colaborador. Limongi-França e Arellano (2002) confirmam a
tendência quando citam que ao invés de serem controladores, os gestores passam a

2524

�Gestão de pessoas
ii
ali "'"""'"
IQoor.aJde
= Iilltitl«U
:.

U.w..l!lltriu

Trabalho completo

ser facilitadores, buscando uma visão estratégica do negócio e não apenas soluções
de curto prazo. Na visão de Limongi-França e Arellano (2002, p.267), a liderança
pode ser considerada como:
Um processo no qual o líder busca, sob a influência e aceitação do
próprio grupo, o alcance de metas e objetivos específicos através de
mobilização, motivação, informação e comunicação, manejo e
solução de conflitos, estabelecimento de estratégias e definição de
políticas.

Dentro deste contexto de mudanças, torna-se importante também a mudança
do perfil bibliotecário, pois este não possui apenas a função de guardador de livros,
mas sim como gerente e administrador das unidades de informação.
Com a ampliação de sua atuação no mercado de trabalho, Nepomuceno
(2004) afirma que o bibliotecário precisa criar mecanismos eficientes para melhorar e
garantir a sua atuação na sociedade, onde novos conhecimentos, competências e
habilidades tornam-se indispensáveis. Seguindo esta tendência, Pestana et aI.
(2003, p.77-78) reforça:
Este profissional deve ser uma pessoa ágil e dinâmica, com uma
visão moderna de gestão e organização. 1... 1Que deve considerar a
questão da gestão de pessoas, incluindo a liderança, o trabalho em
equipe com pessoas motivadas e a capacitação de recursos
humanos.

Para conferir as condições para atuação como líderes em suas unidades de
informação, Silva (2009) cita algumas habilidades que devem ser desenvolvidas: a
tomada de decisão de acordo com os princípios e normas da organização que estão
inseridos, trabalho em equipe pautado na comunicação, administração dos conflitos
que podem gerar rupturas e redução da motivação e principalmente incentivar os
colaboradores da equipe, pois são eles que conferem os resultados para a
instituição.
Todos estes fatores são importantes, pois esta postura influencia diretamente
na integração das pessoas, na disseminação dos valores organizacionais, no clima
do ambiente de trabalho e no compartilhamento de informações. Fujihara (2009,
p.257) destaca o quesito integração, pois considera que ela :
Deve ocorrer nos sentidos vertical e horizontal, de forma que haja
integração entre líderes e liderados, bem como entre os próprios
líderes. O importante é que todas as pessoas competentes da
organização capazes e dispostas a aprender e a agregar valor para a
organização possam trabalhar integradas num mesmo objetivo.

Com relação às competências específicas de liderança, os autores Goleman,
Boyatzis e McKee, em seu livro intitulado "O poder da inteligência emocional" (2002),
afirmam que para desempenhar corretamente estes quesitos, o profissional deve
conhecer e explorar as dimensões de sua inteligência emocional. Com base em
estudos neurológicos, os autores defendem que a atuação pode ser potencializada a
partir da ressonância das competências pessoais e sociais, listadas abaixo:

2525

�Gestão de pessoas
ii
ali "'"""'"
IQoor.aJde
= Iilltitl«U
:.

U.w..l!lltriu

Trabalho completo

a)

Autoconsciência: é composta pela autoconfiança, capacidade de
autoavaliação e autoconsciência emocional. Estas características permitem
a identificação dos próprios limites, pontos fortes e fracos , reconhecimento
das emoções e seus impactos durante as decisões.
b) Autogestão : é representada pelo autocontrole emocional , transparência ,
adaptabilidade, superação, iniciativa e otimismo. Propiciam o controle dos
impulsos nas situações críticas, a geração de confiança, flexibilidade nos
momentos de mudança , o aproveitamento das oportunidades e visão
positiva dos fatos .
c) Consciência social : é composta pela empatia, consciência organizacional e
serviço. Estes quesitos permitem a percepção das emoções alheias,
identificação dos valores e das forças políticas da empresa ,
reconhecimento das necessidades dos clientes e da equipe.
d) Administração de relacionamentos: é formada pela liderança inspiradora,
capacidade de influência, desenvolvimento da equipe, catalização de
mudanças, gerenciamento de conflitos, trabalho em equipe e colaboração .
Todas estas características garantem a orientação e motivação no trabalho,
táticas de persuasão para adesão das pessoas essenciais para construção
de rede de apoio, capacidade de dar feedback, solucionar divergências e
criação de ambiente com espírito coletivo de cooperação.
As competências citadas anteriormente não são consideradas pelos autores
como talentos naturais ou exclusivos de alguns líderes, mas habilidades que podem
ser aprendidas. É percebido que nenhum líder possui destaque em todas as
competências, normalmente são desenvolvidas ou aprofundadas em algumas destas
características, de acordo com o perfil pessoal e profissional.
A outra abordagem que trata das competências de liderança foi elaborada por
Sylvia Constant Vergara (2009), que as conceitua como capacidades requeridas pelo
gestor que possui a intenção de se tornar um líder. Primeiramente, descreve que
estes profissionais devem estar alinhados com a visão, missão, objetivos e metas
das organizações, pois a partir do compartilhamento destes itens, poderão conseguir
o comprometimento da equipe e formação de novos líderes.
Partindo da concepção que o líder é responsável pela liberação e
desenvolvimento dos potenciais dos membros da equipe, surge o conceito de
empoderamento, apresentado por Ken Blanchard, em seu livro intitulado "Liderança
de alto nível" (2007) . De acordo com Blanchard (2007 , p. 88), empoderamento é "o
processo de liberar o poder que existe nas pessoas - o seu conhecimento, sua
experiência e sua motivação - e direcionar este poder para alcançar resultados para
a organização ."
Para alcançar o empoderamento, os líderes devem seguir três passos,
compartilhar as informações, criar autonomia através de limites e substituir a
hierarquia por equipes e pessoas autodirigidas. Isto é necessário, pois a partir do
fornecimento de informações, é gerado sentimento de confiança e sensação de
pertencimento por parte da equipe , além de promover a aprendizagem
organizacional através da disseminação do conhecimento, diálogo, questionamento
e debate.
Outra percepção do tema pode ser verificada em um estudo realizado no final
de década de 90, por Dora Leão Moura, Roberto Zardo, Silvia Dias e Joel Souza

2526

�Gestão de pessoas
ii
ali "'"""'"
IQoor.aJde
= Iilltitl«U
:.

U.w..l!lltriu

Trabalho completo

Dutra, que objetivou mapear quais são as competências de liderança exigidas para
que os profissionais sejam competitivos no mercado de trabalho. Neste, os
executivos pesquisados demonstraram preferência pelos líderes que são
alavancadores de resultados e agentes de transformação.
Para isto, estes líderes devem dominar o que gera os resultados para a
empresa e como é produzido, através da potencialização da iniciativa, ação
empreendedora, velocidade na transformação de boas ideias em ações que geram
resultados e visão sistêmica da empresa .

3 Materiais e Métodos
Para alcançar os objetivos propostos neste estudo, será utilizada abordagem
qualitativa, que prima pela significação dos dados, através da modalidade de
pesquisa descritiva. Este tipo de pesquisa é aplicada à solução de problemas,
iniciando pelo processo de informação sobre as condições atuais, as necessidades e
como alcançá-Ias.
De acordo com Gil (2002, p. 42), "as pesquisas descritivas tem como objetivo
primordial , a descrição das características de determinada população ou fenômeno
ou, então, o estabelecimento de relações entre as variáveis." Partindo deste
conceito, são comumente utilizadas por pesquisadores que se preocupam com a
atuação prática do problema proposto.
Outra abordagem para a pesquisa descritiva é apresentada por Salomon
(2004, p.160):
Compreende, descrição, registro, análise e interpretação da natureza
atual ou processos dos fenômenos. O enfoque se faz sobre as
condições dominantes ou sobre como uma pessoa, grupo ou coisa
se conduz ou funciona no presente. Usa muito a comparação e o
contraste.

Este trabalho teórico será desenvolvido a partir de estudo de revisão crítica do
conhecimento disponível, que objetiva análise dos conceitos e modelos do tema
liderança relacionado com o profissional bibliotecário. Para tal , será utilizada
pesquisa bibliográfica em livros, publicações periódicas e trabalhos acadêmicos
como monografias e dissertações.

4 Resultados
A pesquisa realizada na literatura específica da área demonstra diversos
enfoques sobre liderança e suas competências, desde as abordagens gerais quanto
pesquisas em grandes empresas sobre o tema e visões mais arrojadas. Serão
discutidas as consideradas mais pertinentes ao estudo e que poderão ser adotadas
pelos bibliotecários.
Os conceitos apresentados sobre liderança incitam de uma forma geral para a
abertura da postura e do papel gerencial destes profissionais, para
acompanhamento das novas tendências administrativas, bem como a interação com
as equipes de trabalho. Outra ênfase é relacionada à visão sistêmica, onde devem
ser desenvolvidas estratégias que gerem valor agregado ao negócio, através do uso

2527

�Gestão de pessoas
ii
ali "'"""'"
IQoor.aJde
= Iilltitl«U
:.

U.w..l!lltriu

Trabalho completo

da missão e valores da instituição.
Com relação as competências de liderança, a primeira abordagem apresenta
a inteligência emocional como fator primordial para seu exercício, Goleman, Boyatzis
e McKee (2002) dividem em duas competências essenciais, a pessoal, que trata das
capacidades de como o profissional lida consigo mesmo e a social , que representa a
forma como gerenciam os relacionamentos. Esta visão pode ser adotada profissional
bibliotecário, pois facilita a identificação dos pontos fortes e pontos fracos que
podem ser desenvolvidos, com o objetivo de alcançar o autoconhecimento e
consequentemente melhoria do ambiente organizacional.
Através da visão de Vergara (2009), pode-se inferir como competências
essenciais a capacidade de estar atento ao ambiente externo, ter criatividade, uso
da informação à favor das decisões e ações, desenvolvimento do autoconhecimento
para melhoria do desempenho pessoal, viabilização da comunicação e o
reconhecimento do trabalho das pessoas. Diante desta visão, é pertinente destacar
para o exercício da liderança bibliotecária as características de capacidade de lidar
com as diferenças, coerência, integridade e ética, pois de acordo com Vergara
(2009, p. 97), "é da ética que emana a legitimidade de sua autoridade ."
Por sua vez, a criação de limites citada por Blanchard (2007) permite que os
membros da equipe assumam mais responsabilidade, estabelecimento de metas,
crescimento e desenvolvimento profissional. A autonomia gerada por esta ação
promoverá a mudança também nas diretrizes de tomada de decisão, tanto
estratégicas, quanto operacionais, pois os colaboradores se sentirão mais à vontade
para assumir os riscos referentes às decisões.
Todo este processo de autonomia irá proporcionar a redução da dependência
da hierarquia, que em determinadas situações podem ser prejudiciais para o bom
desenvolvimento e resultado da equipe. Blanchard (2007, p. 103) afirma que
"a divisão que se observa entre superior e subordinado não é mais de grande
utilidade nas empresas. [ ... ] O sucesso hoje depende da integração de esforços
individuais e de equipe."
A pesquisa de Moura, et aI. (2009) reforça a questão de geração de
resultados, alcance de metas e objetivos propostos pela empresa , amplitude de
visão, iniciativa e comprometimento com os valores e cultura da organização. Além
destas questões, Moura (2009, p.94-95) concluiu com a pesquisa que:
[... ] é fundamental que estes líderes tenham conhecimento, domínio
da área, tenham um bom relacionamento com a equipe e sejam
comprometidos com os valores e a cultura da empresa em que
trabalham. [ ... ] Pensar estrategicamente, capacidade de enxergar o
todo, bem como inovar, criatividade, competência para iniciar
mudanças foram regularmente citadas pelos respondentes."

Isto demonstra que o antigo perfil de profissional isolado dentro de uma
unidade de informação não é mais funcional nos dias atuais, a interação com os
outros setores e a percepção do ambiente em que está inserido irão ampliar sua
capacidade de trabalho em equipe e agente de mudanças.
Este facilitador para condução das equipes auxilia na promoção da
criatividade, ruptura do isolamento e incentivo ao trabalho multifuncional. O
bibliotecário pode reunir em seu grupo, diversas habilidades complementares que
proporcionem desempenho do conjunto superior aos desempenhos individuais.

2528

�Gestão de pessoas
ii
ali "'"""'"
IQoor.aJde
= Iilltitl«U
:.

U.w..l!lltriu

Trabalho completo

Desta forma são compartilhadas informações, responsabilidades e a colaboração,
que garantem a geração de confiança do grupo em seu representante .

5 Considerações Finais
As constantes mudanças nas estruturas organizacionais, percebidas
atualmente, requerem também a transformação dos profissionais que dela
participam . A partir desta premissa foi percebido que a liderança é umas das
habilidades que fazem parte desta nova realidade de qualidade de serviços, trabalho
em equipe e visão sistêmica do negócio.
Desta forma , esta pesquisa buscou, através de metodologia descritiva,
alcançar o objetivo principal de identificar e avaliar as competências de liderança que
o profissional bibliotecário pode adotar para se destacar no mercado de trabalho e
garantir sua competitividade frente ao novo perfil suscitado pelas empresas.
Os levantamentos realizados demostraram que os bibliotecários não possuem
apenas a função de processamento e disponibilização de informações, além dos
quesitos técnicos, este profissional também é responsável pelo gerenciamento das
unidades de informação e de suas equipes. Considerando estas novas funções que
permeiam a gestão de pessoas e organizacional, as competências de liderança se
tornam essenciais para o aprimoramento profissional.
As competências consideradas principais que o profissional bibliotecário deve
desenvolver para sua atuação como líder, são o alinhamento com a cultura e
objetivos institucionais, amplitude de visão, uso de comunicação transparente,
incentivo do trabalho em equipe, flexibilidade e adaptabilidade frente às mudanças,
agente provedor de ambiência motivacional e capacidade de influência a partir de
comportamento ético e coerente.
Para que o bibliotecário consiga obter sucesso no alcance destas
competências, é necessano que seja desenvolvido principalmente o
autoconhecimento e a percepção do ambiente externo, através do aprendizado
contínuo, melhoria dos relacionamentos, da capacidade criativa e de inovação.
Desta forma , os profissionais bibliotecários serão reconhecidos pelo mercado, pelas
instituições e equipes como capazes de assumir a postura de verdadeiros líderes.

6 Referências
BLANCHARD, Kenneth H. Liderança de alto nível : como criar e liderar
organizações de alto desempenho. Porto Alegre: Bookman, 2007. 356 p.
FUJIHARA, Ricardo Ken. Gestão do conhecimento estratégico: estudo dos
subfatores sistêmicos aplicados à ECT. Transinformação, Campinas, v. 21 , n. 3,
p.249-266, set.ldez. 2009. Disponível em: &lt;revistas.puc-campinas.edu.br/transinfol
viewarticle .php?id=31 O&gt; . Acesso em 19 ago. 2010.
GIL, Antonio Carlos. Como elaborar projetos de pesquisa. 4 ed . São Paulo: Atlas,
2002. 175 p.
GOLEMAN, Daniel ; BOYATZIS, Richard E; MCKEE, Annie. O poder da inteligência
emocional: a experiência de liderar com sensibilidade e eficácia . 8.ed . Rio de

2529

�Gestão de pessoas
ii
"'"""'"
ali IQoor.aJde

=

:.

Iilltitl«U

U.w..l!lltriu

Trabalho completo

Janeiro: Elsevier, Campus, 2002 . 299 p.
LlMONGI-FRANÇA, Ana Cristina; ARELLANO, Eliete Bernal. Liderança, poder e
comportamento organizacional. In: LlMONGI-FRANÇA, Ana Cristina et aI. As
pessoas na organização. 9. ed . São Paulo : Gente, 2002 . p.259-269 .
MOURA, Dora Leão et aI. Competências requeridas no mercado globalizado. In:
FISCHER, André Luiz; DUTRA, Joel Souza ; AMORIM, Wilson Aparecido Costa de.
Gestão de pessoas: desafios estratégicos das organizações contemporâneas. São
Paulo: Atlas, 2002. p.77-98 .
NEPOMUCENO, Ester Ligória. O bibliotecário, profissional da informação:
habilidades e competências exigidas. 2004. 41 f. Monografia (Especialização em
Gestão Estratégica da Informação). Escola de Ciência da Informação, Universidade
Federal de Minas Gerais, Belo Horizonte, 2004 .
PESTANA, Maria Cláudia et aI. Desafios da sociedade do conhecimento e gestão de
pessoas em sistemas de informação. Ciência da Informação, Brasília , v. 32 , n. 2, p.
77-84, maio/ago. 2003. Disponível em : revista.ibict.br/index.php/ciinf/article/view
Article/12. Acesso em: 20 ago. 2010.
SALOMON, Delcio Vieira. Como fazer uma monografia. 11. ed . rev. e atual. São
Paulo: Martins Fontes, 2004 . 425 p.
SENGE , Peter M. A quinta disciplina: arte e prática da organização de
aprendizagem: uma nova e revolucionária concepção de liderança e gerenciamento
empresarial. 23.ed . rev. e ampl. São Paulo: Best Seller, 2008 . 443 p.
SILVA, Janaina Costa. O estilo de liderança dos bibliotecários de Brasília . 2009.
169 f. Dissertação (Mestrado em Ciência da Informação). Universidade de Brasília,
Brasília , 2009 . Disponível em : repositorio.bce.unb.br/handle/10482/4944. Acesso
em : 19 ago. 2010.
SMIRCICH, Linda ; MORGAN, Gareth. Liderança : a administração do sentido. In:
BERGAMINI, Cecília W. (org .); CODA, Roberto (org .). Psicodinâmica da vida
organizacional: motivação e liderança. São Paulo: Pioneira, c1990. p. 205-230.
VERGARA, Sylvia Constant. Gestão de pessoas. 8.ed . São Paulo: Atlas, 2009. 213
p.

2530

�</text>
                  </elementText>
                </elementTextContainer>
              </element>
            </elementContainer>
          </elementSet>
        </elementSetContainer>
      </file>
    </fileContainer>
    <collection collectionId="49">
      <elementSetContainer>
        <elementSet elementSetId="1">
          <name>Dublin Core</name>
          <description>The Dublin Core metadata element set is common to all Omeka records, including items, files, and collections. For more information see, http://dublincore.org/documents/dces/.</description>
          <elementContainer>
            <element elementId="50">
              <name>Title</name>
              <description>A name given to the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51396">
                  <text>SNBU - Edição: 17 - Ano: 2012 (UFRGS - Gramado/RS)</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="49">
              <name>Subject</name>
              <description>The topic of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51397">
                  <text>Biblioteconomia&#13;
Documentação&#13;
Ciência da Informação&#13;
Bibliotecas Universitárias</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="41">
              <name>Description</name>
              <description>An account of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51398">
                  <text>Tema: A biblioteca universitária como laboratório na sociedade da informação.</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="39">
              <name>Creator</name>
              <description>An entity primarily responsible for making the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51399">
                  <text>SNBU - Seminário Nacional de Bibliotecas Universitárias</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="45">
              <name>Publisher</name>
              <description>An entity responsible for making the resource available</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51400">
                  <text>UFRGS</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="40">
              <name>Date</name>
              <description>A point or period of time associated with an event in the lifecycle of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51401">
                  <text>2012</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="44">
              <name>Language</name>
              <description>A language of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51402">
                  <text>Português</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="51">
              <name>Type</name>
              <description>The nature or genre of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51403">
                  <text>Evento</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="38">
              <name>Coverage</name>
              <description>The spatial or temporal topic of the resource, the spatial applicability of the resource, or the jurisdiction under which the resource is relevant</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51404">
                  <text>Gramado (Rio Grande do Sul)</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
          </elementContainer>
        </elementSet>
      </elementSetContainer>
    </collection>
    <itemType itemTypeId="8">
      <name>Event</name>
      <description>A non-persistent, time-based occurrence. Metadata for an event provides descriptive information that is the basis for discovery of the purpose, location, duration, and responsible agents associated with an event. Examples include an exhibition, webcast, conference, workshop, open day, performance, battle, trial, wedding, tea party, conflagration.</description>
    </itemType>
    <elementSetContainer>
      <elementSet elementSetId="1">
        <name>Dublin Core</name>
        <description>The Dublin Core metadata element set is common to all Omeka records, including items, files, and collections. For more information see, http://dublincore.org/documents/dces/.</description>
        <elementContainer>
          <element elementId="50">
            <name>Title</name>
            <description>A name given to the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="64715">
                <text>A importância da competência de liderança para o profissional bibliotecário.</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="39">
            <name>Creator</name>
            <description>An entity primarily responsible for making the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="64716">
                <text>Lima, Ana Maria Pinheiro</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="38">
            <name>Coverage</name>
            <description>The spatial or temporal topic of the resource, the spatial applicability of the resource, or the jurisdiction under which the resource is relevant</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="64717">
                <text>Gramado (Rio Grande do Sul)</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="45">
            <name>Publisher</name>
            <description>An entity responsible for making the resource available</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="64718">
                <text>UFRGS</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="40">
            <name>Date</name>
            <description>A point or period of time associated with an event in the lifecycle of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="64719">
                <text>2012</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="51">
            <name>Type</name>
            <description>The nature or genre of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="64721">
                <text>Evento</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="41">
            <name>Description</name>
            <description>An account of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="64722">
                <text>As demandas suscitadas pelo atual mercado sugerem constante atualização, aprimoramento e qualificação dos profissionais para enfrentar os desafios propostos pelas empresas. Partindo deste pressuposto, o profissional bibliotecário necessita desenvolver novas habilidades de gerenciamento para adotar nas unidades de informação em que atua. Como característica essencial, percebe-se a importância de uso das competências de liderança que garantem a boa administração dos recursos das empresas e das equipes de trabalho. A partir da metodologia de pesquisa descritiva serão apresentados os conceitos de liderança, perfil atual dos bibliotecários e as competências específicas da liderança. Ao final serão elencadas e avaliadas as principais competências de liderança que o bibliotecário deve possuir para ser considerado um profissional competitivo de mercado.</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="44">
            <name>Language</name>
            <description>A language of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="69593">
                <text>pt</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
        </elementContainer>
      </elementSet>
    </elementSetContainer>
  </item>
  <item itemId="6093" public="1" featured="0">
    <fileContainer>
      <file fileId="5157">
        <src>http://repositorio.febab.org.br/files/original/49/6093/SNBU2012_232.pdf</src>
        <authentication>5faaa62e56688de8ec7c822283bc5920</authentication>
        <elementSetContainer>
          <elementSet elementSetId="4">
            <name>PDF Text</name>
            <description/>
            <elementContainer>
              <element elementId="92">
                <name>Text</name>
                <description/>
                <elementTextContainer>
                  <elementText elementTextId="64714">
                    <text>Gestão de pessoas
i! """"'"
MaooNlck

~

=

:,

IiWitt.UJ
1I....111~

Trabalho completo

IMPACTOS DE POLíTICAS PÚBLICAS NEOLlBERAIS EXPLíCITAS
SOBRE O QUADRO DE BIBLIOTECÁRIOS DE UMA BIBLIOTECA
UNIVERSITÁRIA BRASILEIRA
Leandro Martins Cota Busquet1, Marcia H. T. de Figueredo Um;i
1Mestre em Ciência da Informação, Programa de Pós-Graduação em Ciência da Informação,
Niterói, RJ
20outora , Professora Adjunta, Programa de Pós-Graduação em Ciência da Informação,
Niterói, RJ

Resumo
Apresenta considerações sobre os impasses e possíveis impactos negativos de
políticas públicas neoliberais implantadas nas universidades públicas quanto ao
número de servidores federais com enfoque sobre o número de bibliotecários nas
bibliotecas universitárias brasileiras na contemporaneidade. Evidencia que esta
análise possibilita uma percepção mais clara dos processos históricos vinculados à
biblioteca universitária, mas precisamente aqueles que são circunscritos aos marcos
político-legais no âmbito do sistema neoliberal, que vem, em virtude dos programas
governamentais, diminuindo o número de bibliotecários. Evidencia que a proposta
deste tema é apenas uma aproximação desse real, tendo em vista que este é algo
muito complexo e dinâmico.

Palavras-Chave:
Biblioteca universitária; Políticas públicas; Bibliotecários; Universidades federais ;
Servidor público.

Abstract
Presents considerations about the obstacles and possible negative impacts of
neoliberal policies implemented in the public universities in the number of federal
employees focused on the number of librarians in university libraries in contemporary
Brazil. Evidence that this analysis provides a clearer understanding of historical
processes linked to the university library, but precisely those who are confined to the
political and legal frameworks in the context of the neoliberal system , which comes
beca use of government programs, reducing the number of librarians. Evidence that
the purpose of this theme is only an approximation of reality, given that this is a very
complex and dynamic.

Keywords:
University library; Public policy; Librarians; Federal universities; Public server.

2508

�Gestão de pessoas
i! """"'"
MaooNlck

~

=

:,

IiWitt.UJ

1I....111~

Trabalho completo

1 Introdução
Este trabalho constitui-se de uma reflexão sobre possíveis efeitos deletérios
da incidência de políticas públicas voltadas a redução do quadro de servidores
públicos federais no âmbito de uma biblioteca universitária brasileira , na atualidade.
A hipótese sobre a qual trabalhamos é que, o discurso hegemônico veiculado
pela mídia e adotado pelo governo e por seus intelectuais, promove uma absorção
da visão neoliberal/neoconservadora quanto à redução significativa do número de
servidores públicos, a qual acaba por repercutir nas práticas sociais - algumas
mensuráveis estatisticamente - que levam as pessoas a optar por trabalhar ou
aposentar-se, por exemplo. Detectar a sintomatologia problemática das novas
configurações do trabalho e da prestação de serviços não é fácil, e, por isso mesmo,
não pode ser relegado como tema de pesquisa e análise na Universidade.
Consideramos que essa análise necessária tem suas dificuldades, visto que
a globalização de viés econômico (e não humano) enquanto articulação hegemônica
faz parte de um processo que, por ora, carece do nosso distanciamento para poder
analisá-Ia - estamos nela imersos e somos assujeitados por ela. Bourdieu (1998,
p.42-44), alerta que esse processo é chamado de "gota-à-gota simbólico", realizado
por muitas décadas e de uma maneira persistente. É isso que faz essa "onda"
discursiva, muitas vezes, parecer como algo desejável, inevitável e, por isso mesmo,
inquestionável 1 .
Mediante esta sinalização, consideramos fundamental abordar a situação
contemporânea da biblioteca universitária brasileira tendo em vista que esta não
está fora deste processo. Pelo contrário, este discurso também se reflete na própria
concepção de biblioteca universitária e na configuração das relações que se
estabelecem entre os bibliotecários e seu trabalho. Deste modo, seria interessante
observar a biblioteca universitária e traçar um paralelo com as modificações sociais,
políticas, econômicas e culturais que estamos vivendo e que incidem sobre a
estruturação de seu quadro de pessoal.
Sendo assim, desenvolveremos uma reflexão inicial sobre a situação atual de
uma biblioteca universitária, como exemplo do que ocorre de fato na "sociedade
global da informação", discutir esta instituição tendo como focos um dos seus
principais entes humanos envolvidos os profissionais bibliotecários. O trabalho maior
onde este trabalho se insere, analisou impactos das atuais políticas federais para as
universidades (notadamente as públicas) no atendimento do serviço de referência
das bibliotecas universitárias - o caso de uma biblioteca .

2 Globalização
De acordo com Santos (1994), a globalização corresponde a uma dimensão
direcionada à parte econômica em uma relação estreita com a política, o que por sua
vez oferece possibilidades para implementá-Ia em outros segmentos da esfera
social. No senso comum, a globalização tem sido reproduzida como uma panacéia
que materializaria uma atividade de libertação, onde as "correntes" são quebradas
1 Eni Orlandi em um minicurso promovido pelo mestrado em Educação na UFF, em 2000 mencionou que há
alguns anos, era interdito afirmar "abaixo a globalização!" (Citado por Lima, 2004, p. 94). Será que podemos
hoje dizer "Abaixo a sociedade da informação"?

2509

�Gestão de pessoas
i! """"'"
MaooNlck

~

=

:,

IiWitt.UJ

1I....111~

Trabalho completo

em prol de novas oportunidades. Neste ideal estão presentes alguns discursos, tais
como: o livre fluxo de informações, de pessoas e de mercadorias, novas
possibilidades de acesso a bens e serviços, por todos, independentemente de sua
localização no tempo e espaço. Sendo assim , são descritas atribuições, que até
então, soam como agradáveis a qualquer ouvinte, incluídos aí, a própria informação,
enquanto um insumo (uma matéria-prima) , que não precisaria se submeter a
nenhuma barreira .
Trata-se de nova fase da história humana. Cada época se
caracteriza pelo aparecimento de um conjunto de novas
possibilidades concretas, que modificam equilíbrios preexistentes e
procuram impor sua lei. Esse conjunto é sistêmico: podemos, pois,
admitir que a globalização constitui um paradigma para a
compreensão dos diferentes aspectos da realidade contemporânea
(SANTOS, 1994, p.48).

De acordo com o mesmo autor, podemos entender que ''[ .. .] a globalização é,
de certa forma , o ápice do processo de internacionalização do mundo capitalista."
(SANTOS, 2002 , p.23) . Ele afirma que neste momento, é essencial sabermos que
para sair da aparência e seguir em direção à essência, devemos evidenciar duas
características imprescindíveis à nossa análise : o estado das técnicas e o estado da
política . Sabemos que esses dois estados não foram considerados enquanto
categorias distintas, no século XX, devido ao avanço das ciências e das técnicas,
principalmente as da comunicação e computação. Por isso, as técnicas da
informação e da comunicação passaram a liderar, transmitindo a idéia de uma
existência planetária comum a todos. Entretanto, sempre devemos questionar como
se configuram estas técnicas no mundo globalizado.
A globalização não é apenas a existência desse novo sistema de
técnicas. Ela também é o resultado das ações que asseguram a
emergência de um mercado dito global, responsável pelo essencial
dos processos atualmente eficazes. Os fatores que contribuem para
explicar a arquitetura da globalização atual são: a unicidade da
técnica, a convergência dos momentos, a cognoscibilidade do
planeta e a existência de um motor único na história, representado
pela mais-valia globalizada. Um mercado global utilizando esse
sistema de técnicas avançadas resulta nessa globalização perversa.
Isto poderia ser diferente se o seu uso político fosse diferente
(SANTOS, 2002, p. 24).

É certo pensar que, de um lado, a globalização evidencia uma difusão
instantânea da notícia. Segundo Bauman (1999) e Santos (2002) , essa
instantaneidade (soma de convergência dos momentos, a cognoscibilidade)
proporcionada pela globalização, nos traz a impressão de que temos o mundo em
nossas mãos e que, dessa forma , tudo podemos, não importando a distância em que
estivermos. É óbvio que as distâncias até parecem menores devido à "facilidade" de
acesso às tais informações e aos progressos tecnológicos nos meios de locomoção.
Conforme Bauman (1999) e Santos (2002) , é a partir das "diluições" em relação às
estruturas do tempo e espaço permitidas pelo uso das Tecnologias de Informação e
Comunicação (TIC's) , que estas duas dimensões passam a ser concebidos como

2510

�Gestão de pessoas
i! """"'"
MaooNlck

~

=

:,

IiWitt.UJ

1I....111~

Trabalho completo

flexíveis. Os mesmos autores afirmam , ainda que a força motriz do nosso planeta
agora passa a ser o mercado.
Neste sentido, a globalização é um processo que se estende a vários
segmentos sociais, a saber: na implementação da competitividade em nível das
empresas, dos países e dos indivíduos, o individualismo, o consumo exagerado
entre outros elementos (SANTOS , 2002 ; BAUMAN, 1999). De modo paralelo a essa
concepção de globalização, também pode ser observado o conceito de sociedade da
informação.

2.1 Sociedade da informação
Segundo Job (2006), a sociedade da informação e a globalização,
apresentam como pilar a utilização das TIC's. Vale ressaltar que o mesmo ideal
apresentado pela globalização também é incorporado por essa outra proposta .
Segundo a autora , a sociedade da informação defende a centralidade da informação
no desenho de uma nova sociedade. A informação também é considerada como um
insumo, uma propriedade, que ora pode ser uma mercadoria ora pode ser
considerada como um bem .
Conforme evidencia Job (2006) , a fim de acompanhar as tendências
predominantes, os governos de muitos países têm elaborados alguns programas
que tentam ampliar o uso das TIC's para toda a população visando a inclusão digital.
Segundo a mesma autora, no Brasil, tivemos o Programa Sociedade da Informação,
implementado pelo Ministério de Ciência e Tecnologia (MCT). Neste programa , foi
apresentado um documento chamado Livro Verde, porém tal empreitada ainda não
alcançou totalmente o efeito da inclusão digital. Conforme alerta a autora em
questão, tal feito ocorrerá somente quando uma série de requisitos sociais forem
atendidos previamente, entre os quais podem ser destacados: a alfabetização, a
erradicação da fome , o emprego, entre outros fatores .
Para Webster (1997), os programas dos países que seguem este ideal têm
em comum uma concepção de sociedade da informação que enaltece o técnico e o
econômico em detrimento das necessidades mais imediatas da população.
Conforme já foi sinalizado por alguns autores como Daniel Bell (1997) e agora
por Job (2006), nessa concepção de sociedade, a informação passa a ser uma
categoria central em diversas nações, sejam elas centrais ou periféricas.

2.2 Neoli beralismo/Neoconservadorismo
De acordo com Frei Betto (2007) , o capitalismo é uma força hegemônica no
mundo desde meados do século XIX a partir da Revolução Industrial, o qual passou
por uma fase assistencialista e com intervenções reguladoras do Estado Nacional na
primeira metade do século XX. Segundo ele, o neoliberalismo, a partir da década de
1970 se trata de uma nova "roupagem ", uma retomada , uma atualização dos
princípios liberais (como a mão invisível do mercado e do laissez faire) . Ainda
segundo Frei Betto (2007) , o capitalismo consegue transformar tudo em mercadoria,
bens e serviços, até mesmo a classe trabalhadora .
Deste modo, o neoliberalismo visto como um capitalismo neo-conservador, na
verdade, mercantiliza serviços fundamentais , como os sistemas de saúde e a própria
educação superior, entre outros. Segundo Moraes (2001), o neoliberalismo pode ser

2511

�Gestão de pessoas
i! """"'"
MaooNlck

~

=

:,

IiWitt.UJ

1I....111~

Trabalho completo

compreendido: 1. uma corrente de pensamento e uma ideologia, isto é, uma forma
de ver e julgar o mundo social ; 2. um movimento intelectual organizado , que realiza
reuniões, conferências e congressos, edita publicações, cria think tanks, isto é
centros de geração de idéias e programas, de difusão e promoção de eventos; 3. um
conjunto de políticas adotadas pelos governos neoconservadores, sobretudo a partir
da segunda metade dos anos 1970, e propagadas pelo mundo a partir das
organizações multilaterais criadas pelo acordo de Bretton Woods (1945) , isto é, o
Banco Mundial e o Fundo Monetário Internacional (FMI) .
Segundo o mesmo autor, o neoliberalismo de nossos dias adota muitos
conceitos e pontos de vista políticos defendidos pelos conservadores do século XIX
(MORAES, Reginaldo. Neofiberalismo: de onde vem, para onde vai? São Paulo:
Senac, 2001 . p. 9-10). Dizendo de outra maneira, procuraremos indícios que nos
demonstrem como as atuais políticas públicas para a Universidade impactam no
trabalho de mediação exercido no contexto das bibliotecas universitárias, utilizando
como exemplo uma biblioteca universitária (brevemente descrita no item Materiais e
Métodos).

2.3 A universidade e a biblioteca universitária
Nesse modelo de BeU (1997) , a universidade passa a ser compreendida
enquanto um âmbito principal de produção do conhecimento em estreita ligação com
o setor produtivo. De acordo com essa análise, o conhecimento deve ter utilidade
apenas para ao apelo mercadológico. É neste aspecto, que de acordo com Job
(2006), a aceitação e a reprodução desse ideal passa a envolver as bibliotecas
universitárias na contemporaneidade.
Longe de defender esse apelo de mercado, não podemos esquecer que a
maior parte das bibliotecas universitárias utilizam os avanços derivados das TIC's,
entre os quais podemos destacar: o uso da Internet, do e-mail, as bases de dados
on fine , etc. Por isso, para Job (2006), também é importante destacar que grande
parte da intervenção realizada nas bibliotecas universitárias se deve à aproximação
dos produtos que foram gerados pela indústria do conhecimento, decorrentes da (e
importantes para) produção científica, como as bases de dados. Neste sentido,
conforme orienta a autora , também não podemos deixar de mencionar que tais
bibliotecas apresentam informações essenciais para a comunidade de usuários.
A autora argumenta que a biblioteca universitária articula a sua função social
a fim de atender às necessidades de informação de seus prováveis usuários. Ela
atua como um instrumento de comunicação ao intermediar a relação entre as fontes
de informação e os diversos agentes ali presentes. As bibliotecas universitárias têm
a responsabilidade de elaborar mecanismos que contribuam para a efetiva
participação de tais usuários de forma crítica. Tal inserção poderia fomentar o
desenvolvimento de conhecimentos, até mesmo por intermédio de pesquisas de
cunho científico.
Obviamente que o uso da potencial informação pelos usuários das bibliotecas
universitárias não fica circunscrito apenas as questões relativas à produções
científicas, mas também à própria construção e exercício de uma possível cidadania .
O acesso à informação e uso consciente de tais informações pelos usuários traz a
possibilidade do exercício de direitos básicos. Porém, conforme alerta Job (2006) ,
muitas vezes ao invés de a sociedade da informação capacitar a todos, o "fosso"

2512

�Gestão de pessoas
i! """"'"
MaooNlck

~

=

:,

IiWitt.UJ

1I....111~

Trabalho completo

existente entre aqueles que têm acesso à informação e aqueles que não têm ampliase cada vez mais, acirrando as desigualdades.
Outra problemática que deve ser destacada nas bibliotecas universitárias na
atualidade se relaciona com os códigos, bases de dados, catálogos e demais
elementos semelhantes que encontramos em tais unidades. Para Job (2006), a
presença profissional no serviço de referência é importante para que o usuário tenha
o direito básico à informação. Além disso, na situação sócio-econômica de nosso
país, a gratuidade dos serviços deve ser mantida e ampliada a fim de que todos
tenham direito de acesso à potencial informação. Isso seria fundamental , o que
conforme salienta a autora, já vem de certa forma sendo desenvolvido nas
bibliotecas universitárias das universidades públicas. Outra questão essencial que
merece destaque é em relação aos governos, visto que tais órgãos deveriam
reexaminar os orçamentos que são repassados às universidades e destas, paras as
suas respectivas bibliotecas.
A biblioteca universitária brasileira além de atender ao perfil de público já
consagrado (professores, alunos e pesquisadores), também atende (ou pelo menos
deveria atender) à comunidade como um todo, e a ausência de recursos financeiros
e humanos é um fator preocupante. Para Job (2006), a biblioteca universitária teve o
seu desenvolvimento devido em grande parte aos esforços que foram motivados
pelos seus profissionais. Foram eles que articularam uma cooperação entre
sistemas e redes de informação na só no interior das universidades, mas também
conectando-as com abrangência nacional.
O período contemporâneo, conforme salienta Castells (1999), é marcado pelo
uso das TIC 's, sem falar na disseminação e acesso a conteúdos em rede. O citado
autor também alerta que tudo isso é essencial para compreender a noção de
sociedade da informação. Contudo, reiteramos que além de possibilitar a circulação
do conhecimento em rede também poderá ocorrer o acirramento das desigualdades
sociais entre os diversos agentes sociais que demandam da potencial informação.
Nessa mesma perspectiva, Lemos e Macedo (1974) discutem que as bibliotecas
universitárias poderiam reverter positivamente os efeitos excludentes que o mercado
editorial/tecnológico faz incidir sobre os demandantes informacionais de usuários
com menor poder aquisitivo, opinião semelhante a que Roszak (1993) expressaria
sobre o potencial da biblioteca pública para centralizar e dar acesso a essas
tecnologias.
Conforme explicita Milanesi (1983), a biblioteca universitária é aquela
instituição que deveria oferecer a concretização mais imediata de uma das
características da entidade a qual ela está vinculada, e neste caso podemos citar a
questão da atualização permanente do conhecimento. Conforme salienta Dudziak;
Villela ; Gabriel (2002) a biblioteca universitária é entendida enquanto uma
organização de conhecimento que abrange informações e conhecimentos,
ofertando-os para o acesso e uso. Em conformidade aos pensamentos de Milanesi
(1983) concebemos a Universidade enquanto uma instituição de ensino superior
(seja ela pública ou privada) que abrange o conjunto de unidades de ensino, as
faculdades e os seus respectivos cursos, com o intuito de formar profissionais e
pesquisadores nas suas respectivas áreas de conhecimento .
Atualmente a biblioteca é considerada como organização de um sistema de
informação que têm objetivos delimitados no que se refere à prestação de serviços
informacionais e de atendimento ao usuário que busca algum tipo de conhecimento.

2513

�Gestão de pessoas
i! """"'"
MaooNlck

~

=

:,

IiWitt.UJ

1I....111~

Trabalho completo

No contemporâneo, a biblioteca tem o objetivo mais amplo de subsidiar o
desenvolvimento da sociedade e sua respectiva qualidade de vida . A biblioteca
universitária, enquanto um dos instrumentos essenciais ao processo
ensino/aprendizagem, não pode ser observada enquanto um loeus separado do viés
que integra o tripé ensino, pesquisa e extensão (MILANESI , 1983).
É por isso que os autores afirmam que a extensão concebida enquanto uma
das ramificações da atividade universitária teria de aproximar a biblioteca
universitária não só dos agentes presentes na comunidade acadêmica , mas também
ao seu entorno, ou como melhor refletem os autores, o dever da instituição
ultrapassar "os limites físicos da universidade". Entretanto, a biblioteca universitária,
em geral, apenas atua nesse contexto por intermédio de um enfoque único, ou seja,
na disponibilização de seu acervo para os agentes que interagem na comunidade
acadêmica, a saber: os professores, alunos e pesquisadores (como já tínhamos
sinalizado no início). Entretanto, vale sinalizar que essa situação naturalizada e
incorporada às ações dos profissionais que atuam em bibliotecas universitárias,
passa a se tornar suficiente como sinônimo de atuação extensionista não só para a
instituição como também aos próprios profissionais da informação ali presentes
(MILANESI , 1983).
De acordo com Nogueira (2001) e Freire (2006), ainda seguindo esta linha de
argumentação, devemos refletir que a noção e a prática de extensão utilizada até
então (surgidas em meados do governo de Getúlio Vargas) é tão insípida que nos
remete a práticas "redentoras", como se os agentes sociais presentes na
comunidade (principalmente os de classes populares) tivessem que ter a sua cultura
(tida como inferior) modificada/restaurada pela elite da época . Em uma atitude
benevolente, esses agentes sociais tratavam de disseminar os seus conhecimentos
por intermédio de cursos e similares para a comunidade externa, até o golpe que
marcou o início do período do Regime Militar.
Vale evidenciar que, após a ditadura , devido ao processo de abertura política,
a extensão universitária teve uma nova orientação, e isso ocorreu principalmente a
partir do "I Encontro Nacional de Pró-Reitores de Extensão das Universidades", no
ano de 1987, que passou a estabelecer as bases conceituais vigentes até os dias
atuais. Nesta lógica Vicentini et aI. (2007) e Costa et aI. (2008) observaram uma
alteração no padrão de intervenção das bibliotecas universitárias devido às
implementações de extensão a partir das iniciativas "embrionárias" dos profissionais
da informação que assumem o papel de agentes nesta dinâmica. Tais autores
refletem que a posição assumida pelos bibliotecários se insere no âmbito da leitura,
palestras e oficinas para a (e, raramente com a) comunidade externa à Universidade
Ainda conforme Vicentini et aI. (2007) e Costa et aI. (2008) , as bibliotecas
universitárias deveriam ser concebidas enquanto espaços de cidadania,
materializados por intermédio de atividades de extensão em consonância aos
agentes da comunidade em geral. Isso deveria ser evidenciado de forma mais clara
em uma visão que privilegie a indissociabilidade entre a universidade e a sociedade ,
o código de ética profissional e a ideia do acesso à informação enquanto um recurso
possível de construção da cidadania . Repensar as bibliotecas universitárias em seu
papel social significa descobrir novas possibilidades de atuação fundamentadas nas
atividades de extensão. Todavia , estas são naturalizadas pelas universidades como
meras atividades de "apoio" ao ensino e à pesquisa .
É nesse sentido que Ferreira (1980), ao traçar um paralelo entre a

2514

�Gestão de pessoas
i! """"'"
MaooNlck

~

=

:,

IiWitt.UJ

1I....111~

Trabalho completo

universidade e as bibliotecas universitárias, entende que a universidade precisa
estar vinculada às necessidades educacionais, culturais, científicas e tecnológicas
do país. As referidas bibliotecas deveriam intervir em conformidade a essas
diretrizes, condicionadas que são aos objetivos desse tipo de universidade. Deste
modo, caberia às bibliotecas universitárias participar ativamente do sistema
educacional , pelo menos no segmento representado pelas universidades. Da mesma
forma que não há razão de universidades desvinculadas da realidade sócioeconômica, as bibliotecas universitárias só teriam sentido na atuação concomitante
aos programas de ensino, pesquisa e extensão das universidades.
Freire (1983), ao destacar o papel das bibliotecas como centros culturais que
deveriam ser dotados de uma instrumentalidade necessária à garantia da
emancipação das classes populares no que diz respeito aos planos subjacentes ao
binômio cultural e político, traz à tona uma aproximação desses leitores com a
própria realidade em questão (um entendimento dessa realidade , levaria ao
estranhamento). Além de favorecer o acesso informacional, a biblioteca universitária,
assim concebida, também favoreceria o desenvolvimento das possíveis
potencialidades dos diversos agentes sociais que estão ali presentes. E isto
ocorreria pela capacitação dessas pessoas e pela possibilidade de ampliar os seus
horizontes teórico-metodológicos ao fortalecer as suas idéias. Considerar as
bibliotecas universitárias como a "essência" da própria universidade é reconhecer
nela os objetivos imprescindíveis que deveriam fortalecer o desenvolvimento dos
aportes educacionais culturais, científicos e tecnológicos do país e da a sociedade .
A biblioteca, de um modo geral, precisa funcionar "... como uma fonte
dinâmica de cultura, que deve atender às várias e amplas
necessidades de seus freqüentadores, sejam eles crianças ou
adultos, estudantes ou pesquisadores". É este também o conceito de
escola renovada , em que não é mais o professor, como na escola
antiga, o único instrumento para transmitir conhecimentos - e sim em
que o ensino se fundamenta na auto-atividade do aluno, provocado
em sua natural curiosidade , motivado por sua experiência pessoal ,
levado agradavelmente a procurar - e a encontrar - por si mesmo, o
mundo maravilhoso da cultura (CARVALHO, 1972, p. 198).

Desta forma , as bibliotecas universitárias também se apresentam enquanto
"espaços de culturas" - expressão que aqui utilizamos para alertar sobre a
pluralidade de sujeitos envolvidos nos processos comunicacionais típicos da leitura:
autores, leitores, mediadores. Os últimos citados, por sua vez caracterizam a
possibilidade de elo entre o conhecimento que foi produzido/registrado no passado e
os usuários. Nesse contexto, não pode passar despercebida a importância da
necessidade do desenvolvimento dos diversos agentes presentes nesse loeus e fora
dele (a própria comunidade) em nossa contemporaneidade. Por isso, através dos
seus diversos suportes informacionais (que também são elementos de culturas
devido à mediação implícita e explícita 2 profissional) uma vez que representam uma
Mediação implícita e explícita. - A mediação implícita se dá em atividades meio da biblioteca
(seleção, aquisição, registro , catalogação , classificação, indexação), nas quais não há a presença do
usuário, mas há a intenção de atender suas necessidades de informação e prover formas de apoio a
esses usuários. Já a mediação explicita está relacionada às atividades fins , como as de disseminação
seletiva da informação e do serviço de referência, nas quais há um alto grau de interação entre
2

2515

�Gestão de pessoas
i! """"'"
MaooNlck

~

=

:,

IiWitt.UJ

1I....111~

Trabalho completo

trajetória de construção histórica dos sujeitos, os leitores têm a possibilidade de
interagir com outros agentes produtores de conhecimento, quer sejam do passado
quer sejam do presente.
Nesse contexto, é na biblioteca universitária que o bibliotecário seria o agente
responsável em auxiliar os usuários na mudança de seus relacionamentos com a
realidade social , que por vezes apresenta-se como algo dado. De acordo com
Perrotti e Pieruccini (2007) , através dessa visão os sujeitos podem assumir uma
autonomia que até então era despercebida. É na biblioteca universitária que podem
ser criadas novas possibilidades de escolhas. Desta forma, as bibliotecas
universitárias também podem ser consideradas como espaços privilegiados, tendo
em vista a existência de outros loei, tais como as bibliotecas públicas, museus, entre
outros. Quando relacionamos a biblioteca universitária na contemporaneidade e a
mediação, é interessante realçar que o espaço físico dessa instituição pode ou não
ser um elemento que possibilite o acesso e uso da informação. Neste aspecto, a
forma com que os objetos são articulados, a postura com que os profissionais
realizam o atendimento no serviço de referência e o modo como os usuários
sistematizam e compreendem este encadeado de ações trazem à tona significados.
Segundo Gomes; Santos (2011), tais significados podem ou não promover
algum tipo de sentimento positivo nos usuários de tais bibliotecas universitárias.
Ainda segundo as autoras, caso exista um predomínio de sentimento positivo, tais
leitores podem passar a interpretar essa instituição enquanto um loeus favorável à
construção de conhecimentos. Na perspectiva das autoras, quando esta unidade de
informação é visualizada e construída desta forma, permitem-nos refletir que o leitor
poderá abstrair elementos dos conteúdos lidos e, além disso, reconhecer possíveis
relações entre os conteúdos e identificar lacunas em seus próprios conhecimentos.
Ao refletirmos sobre a essencialidade das bibliotecas universitárias para a
manutenção do próprio ensino superior, temos como premissa o fomento da
pesquisa . Nesta perspectiva, tal unidade informacional deveria atuar para atingir
metas maiores do que a pura disponibilização dos itens existentes em suas
coleções, mas, sim, oferecer aos seus usuários várias possibilidades de acesso à
informação. Em uma breve visão histórica de nosso país podemos observar que nos
anos 70 ocorreu uma expansão considerável do ensino superior, todavia não
podemos afirmar que este mesmo crescimento estivesse em sintonia qualitativa.
Na história da educação brasileira, a década de 70 marca um
instante de expansão do ensino universitário que, ganhando em
números, perdeu em qualidade. Isso levou à preocupação pela falta
de qualificação dos ingressantes, sinal vislumbrado na incompetência
elementar de transferir um pensamento para o papel (MILANESI,
1983, p. 66) .

Neste sentido as bibliotecas universitárias teriam de uma forma concomitante
com as suas respectivas universidades, visto que ambas deveriam contribuir para a
formação continuada dos diversos agentes sociais ali presentes, sejam eles do meio
acadêmico ou da comunidade. Enfim , as bibliotecas de ensino superior precisariam
oferecer as condições necessárias para a investigação e problematização de
determinada realidade universitária (entendendo como parte dessa Universidade, o
usuário e bibliotecário (Gomes; Santos, [p.3] , 2009) .

2516

�Gestão de pessoas
i! """"'"
MaooNlck

~

=

:,

IiWitt.UJ
1I....111~

Trabalho completo

entorno geográfico e humano fora desta, mas proxlmo à mesma). Desta forma
"Mesmo que exista um abismo entre o modelo atual de biblioteca e o real da
universidade brasileira, sobra um espaço para que se acredite na função de ambas
na formação de indivíduos [00 ')" (MILANESI , 1983, p. 70) .
Em uma análise ampliada desse contexto, a possibilidade de
"entrelaçamento" entre a universidade e a biblioteca universitária deveria garantir
aquilo que consideramos como uma "via de mão-dupla". Se esta unidade
informacional oferecesse aos usuários os meios necessários (sejam eles através dos
variados suportes informacionais, somadas às condições satisfatórias de usabilidade
e acessibilidade) para a geração e finalização de determinadas pesquisas, estas
poderiam retornar às universidades (e com isso para toda a coletividade) de forma
mais consistente. Conforme sinaliza Milanesi (1983), todo esse aparato nada mais é
do que um ciclo, e o resultado deste é a produção que a princípio deveria trazer à
tona novas perspectivas para as dificuldades enfrentadas pela sociedade.
Uma medida da qualidade de uma instituição de ensino superior é a
excelência de sua biblioteca [ ... ) Não é possível a existência de uma
universidade de nível alto erguida sobre uma biblioteca com um
acervo ridículo, pessoal incompetente e espaço inadequado.
(MILANESI , 1983, p. 72).

3 Materiais e Métodos

°

Este é um estudo que se faz sobre informações estatísticas de uma biblioteca
de universidade pública brasileira.
estudo recortou uma biblioteca - doravante
Biblioteca X - e utilizou parâmetros ideais de número de bibliotecários por usuário
inscritos e número de atendimentos diários apresentados em SNBUs anteriores por
(SAMPAIO, et aI. 2000) que adaptou parâmetros estabelecidos por equipe da
Universidade Federal da Bahia (SANTANA, et aI. 1992 apud SAMPAIO, et aI. 2000),
tendo ainda recorrido a trabalhos de semelhante teor elaborados por equipes da
UFRJ (PEREZ, eta/. 1991) e USP (ALMEIDA, eta/. 1996) .
Optamos por revisitar os trabalhos datados dos anos 90 que trataram da
questão dos padrões, porque essa década marca a eleição de dois governos
sucessivos que implantaram políticas públicas neoliberais. Como alertado em
Sampaio et aI. (2000), a literatura indica que ao se definir padrões quantitativos, é
preciso estabelecer bases qualitativas que favoreçam a melhoria do desempenho e
da produtividade das unidades de informação.

3.1 A biblioteca X
Em relação ao Sistema de Bibliotecas e Arquivos da Universidade que
escolhemos como exemplo, este era coordenado de forma centralizada em seus
aspectos técnicos e administrativos por um Núcleo. Este fora idealizado pelas
professoras e também bibliotecárias de renome no cenário nacional, aqui omitidos
para preservar o anonimato da biblioteca em questão, no ano de 1967. Contudo foi
apenas no ano de 1969 que este projeto foi apresentado ao Conselho Universitário
por em uma seção ordinária em 20 de agosto de 1969 e publicado no Diário Oficial
da União em setembro do mesmo ano. Este Núcleo coordenador do sistema de

2517

�Gestão de pessoas
i! """"'"
MaooNlck

~

=

:,

IiWitt.UJ

1I....111~

Trabalho completo

bibliotecas da Universidade é um órgão Suplementar sempre esteve vinculado ao
Reitor em sua estrutura formal , e no que tange à estrutura informal ele encontra-se
ligado a Pró-Reitoria que trata de Assuntos Acadêmicos.
De acordo com a Portaria N.o 44.482 de 18 de abril de 2011, o antigo Núcleo
agora passa a ser chamado de Superintendência de Documentação (SDC), por
intermédio de uma ratificação que embasa a sua criação e consequente vinculação
ao Gabinete do Reitor conforme ficou explícito pelas Decisões do Conselho
universitário de 2011 , através do desmembramento da estrutura da Pró-Reitoria de
Graduação (PROGRAD). O SDC é responsável pela coordenação técnica e
administrativa do Sistema de Bibliotecas e Arquivo desta Universidade. Atualmente é
composto por 26 Bibliotecas, o Arquivo Central, dois Laboratórios: Laboratório de
Conservação e Restauração de Documentos (LACORD) e Laboratório de
Reprografia (LARE).
Segundo os documentos oficiais da referida Universidade, a sua "missão" se
configura em proporcionar recursos informacionais e assessoria técnica na área de
documentação por intermédio de redes e sistemas integrados, favorecendo o acesso
informacional em nível nacional e internacional. O SDC também oferece subsídios a
fim de apoiar os programas de ensino, pesquisa e extensão da Universidade para
que atender às necessidades de informação da comunidade acadêmica.

3.2

Padrões
universitárias

mínimos

de

recursos

humanos

para

bibliotecas

Segundo Sampaio et aI. (2000, p. 2)
A necessidade do estabelecimento de padrões mmlmos, como
medida para se planejar e avaliar os serviços desenvolvidos em
bibliotecas, tem sido enunciado como importante na literatura
especializada, desde o início da década de 60. A princípio, tentou-se
estabelecer padrões quantitativos, a nível nacional e internacional.
Diversos estudos criados para este fim , relataram ser tarefa de difícil
realização, tendo em vista a diversidade das características das
instituições, região ou nação.
Tarapanof (1995) citada por Sampaio (2000) afirma que
Os padrões são parâmetros de avaliação qualitativas e quantitativas
que têm como objetivo prestar auxílio para decisões e ações e
estabelecer uma situação considerada ideal para viabilizar seu
desenvolvimento. (TARAPANOFF, 1995, p.123).
Dentre os aspectos relacionados aos padrões de pessoal apontados pelo
documento elaborado por Carvalho, (1995, p.148) podemos destacar:
A biblioteca deve ter um número e uma variedade suficiente de
pessoal para desenvolver, organizar e manter as coleções, serviço
de referência e informação para satisfazer às necessidades da
universidade. O tamanho e a qualificação do quadro de pessoal será
determinado por inúmeros fatores, entre os quais incluem-se o
tamanho e o escopo das coleções, o número de bibliotecas setoriais,

2518

�Gestão de pessoas
i! """"'"
MaooNl ck

~

=

:,

IiWitt.UJ
1I....111~

Trabalho completo

o número de pontos de serviço, o número de horas de
funcionamento, a média de aqulslçao, a média de circulação, a
natureza do processamento e a natureza da demanda por serviços.

4 Resultados Finais: o caso da Universidade X

°

Nosso estudo foi feito com base em dados estatísticos. número total de servidores
públicos da atividade por morte ou aposentadoria de 1991 a 2010 pode ser representado
graficamente como segue abaixo:

Figura 1 - Servidores Civis Ativos da Administração Federal, 1991-2010
Fonte: IPEA (2011, p.4)

No tocante ao caso da Biblioteca analisada , vejamos o número de
bibliotecários desde sua fundação em 1994:
2S
22
20

1S
10
S

_

Ex i s t e ntes

~ Id ea l

Figura 2 - Quantidade de Bibliotecários Existentes e o Ideal
Fonte: Dados coletados pelo autor nos livros de ponto da biblioteca X presentes no
Arquivo da Universidade, entre os anos de 1994-1995, nos relatórios e livros de ponto
da referida biblioteca entre os anos de 1996-1998 e 2000-2011 ; para o ano de 1999 a
fonte foi (SAMPAIO, et aI. 2000) .

5 Considerações Finais
De acordo com os resultados obtidos pelo nosso estudo, consideramos que é
notória a queda no quantitativo de bibliotecários na unidade de informação
analisada, com uma curva muito semelhante à redução geral no quadro de
servidores federais em período próximo anterior. Enquanto a diminuição do número
de servidores públicos é perceptível a partir do ano de 1992, segundo o IPEA, a
biblioteca em questão foi criada em 1994 e, embora tenha havido uma queda

2519

�Gestão de pessoas
i! """"'"
MaooNlck

~

=

:,

IiWitt.UJ

1I....111~

Trabalho completo

relativamente forte no número de bibliotecários de 1996, uma curva notadamente
similar é observada no período de 2001 a 2007 . Assim , podemos concluir que a um
decréscimo geral no quadro de servidores públicos federais, corresponde uma
posterior queda correlativa no número de bibliotecários em nível de uma
microanálise de uma biblioteca universitária.
Cabe revelar enfim que este estudo se insere no corpo maior de uma
pesquisa feita para dissertação de mestrado que contém dados qualitativos - como
entrevistas com a atual diretora da Biblioteca X, que confirmam os problemas
atinentes ao atendimento de referência aos usuários. Teríamos a comentar sobre os
serviços a serem oferecidos em uma biblioteca universitária e as frustrações de
usuários e bibliotecários, mas isto ainda pode dar uma guinada para outra história.

6 Referências
ALMEIDA, Maria dos Santos; PLAZA, Rosa Tereza Tierno; KRZYZANOWSKI ,
Rosaly Favero. Recursos Humanos em bibliotecas universitárias: modelo aplicado à
distribuição de pessoal, por níveis funcionais, no sistema integrado de bibliotecas da
Universidade de São Paulo (SIBI/USP). In : SEMINÁRIO NACIONAL DE
BIBLIOTECAS UNIVERSITÁRIAS, 9., 1996, Curitiba, Anais ... Curitiba : UFPR: PUC,
1996.
BAUMAN, Zigmunt, 1999, Globalização: as conseqüências humanas. Rio de
Janeiro: J. Zahar.
BELL, Daniel. O advento da sociedade pós-industrial : uma tentativa de previsão
social. São Paulo: Cultrix, 1977.
BETTO, Frei. O que é neoliberalismo. Disponível em : &lt;http://www.adital.com.br&gt; .
Acesso em : 19 ago. 2011 .
BOURDIEU , Pierre. Contrafogos : táticas para enfrentar a invasão neoliberal , Rio de
Janeiro: Jorge Zahar, 1998.
CARVALHO, C. P. A biblioteca e os estudantes. Revista da Escola de
Biblioteconomia da UFMG , Belo Horizonte, UFMG, v. 1, n.2, p. 198, set. , 1972.
CARVALHO, Maria Carme Ronay de. Estatísticas e padrões para o planejamento
e avaliação de bibliotecas universitárias. Brasília : MEC. SESU . PNBU, 1995.
CASTELLS, M. A sociedade em rede. 4. ed . Rio de Janeiro: Paz e Terra , 1999, v. 1.
COSTA, Maria Elizabeth de Oliveira et ai. Proposta de criação de um Centro de
Extensão Universitária/Sistema de Bibliotecas UFMG. In : SEMINÁRIO NACIONAL
DE BIBLIOTECAS UNIVERSITÁRIAS, 15., São Paulo . Anais ... São Paulo: USP,
2008, 6f.
DUDZIAK, Elizabeth Adriana; VILLELA, Maria Cristina Olaio; Gabriel , Maria
Aparecida . Gestão do conhecimento em bibliotecas universitárias. In: SEMINÁRIO

2520

�Gestão de pessoas
i! """"'"
MaooNlck

~

=

:,

IiWitt.UJ

1I....111~

Trabalho completo

NACIONAL DE BIBLIOTECAS UNIVERSITÁRIAS, 11 .,2002, Fortaleza . Anais...
Fortaleza : [s.n.], 2002 . 1 CD- ROM .
FERREIRA, Lusimar Silva . Bibliotecas universitárias brasileiras . São Paulo:
Pioneira/INL, 1980.
FREIRE , Paulo . Alfabetização de adultos e bibliotecas populares - uma introdução.
In :
. A importânciado ato de ler. São Paulo: Autores Associados, Cortez,
1983, p. 25-41 .
FREIRE , Paulo . Extensão ou Comunicação. 13 ed . São Paulo: Paz e Terra, 2006.
GOMES, Henriette Ferreira ; SANTOS , Raquel do Rosário . Bibliotecas universitárias
e a mediação da informação no ambiente virtual. In: X ENANCIB : Encontro Nacional
de Pesquisa em Ciência da Informação, 2009, João Pessoa . Anais do X ENANCIB:
Encontro Nacional de Pesquisa em Ciência da Informação. João Pessoa: UFPB,
2009. v. 1
GOMES, Henriette Ferreira; SANTOS, Raquel do Rosário. A mediação da
informação e bibliotecas universitárias: a situação do uso dos dispositivos de
comunicação da web social. In : Encontro Nacional de Pesquisa em Ciência da
Informação XII ENANCIB, 2011 , Brasília . Anais do XII ENANCIB. Brasília:
Thesaurus, 2011 .
IPEA. Ocupação no Setor Público Brasileiro: tendências recentes e questões em
aberto. Rio de Janeiro, 2011. (Comunicados do IPEA, 110). Disponível em :
&lt;http://www.ipea.gov.br/portal/images/stories/PDFs/comunicado/110908_comunicado
ipea110.pdf&gt; . Acesso em : 06 abro 2012.
JOB, Ivone. A Biblioteca Universitária Brasileira na Sociedade Global. In:
CONGRESSO ONLlNE OBSERVATORIO PARA A CIBERSOCIEDADE:
Conhecimento Aberto, Sociedade Livre, 3., 2006, Catalunya . Anais ... Catalunha ,
ESP : Observatorio para la Cibersociedad , 2006.
LEMOS , Antônio Agenor Briquet de; MACEDO, Vera Amália Amarante. A posição da
biblioteca na organização operacional da universidade. Revista de Biblioteconomia
de Brasília , v. 2, n. 2, p. 167-174, jul./dez. 1974. Disponível em :
&lt;htt://www.tempusactas.unb.br/índex.php/RBB/article/viewFile/91/67&gt;. Acesso em :
23 mar. 2011 .
LIMA, Márcia H. T. de Figueredo . Marcas discursivas na formação de profissionais
de memória. Informação e Sociedade, João Pessoa , v. 14, n. 2, p. 87-108 , jul./dez.
2004.
MILANESI, Luiz. O que é biblioteca . São Paulo: Brasiliense, p. 112, 1983.
MORAES, Reginaldo. Neoliberalismo: de onde vem, para onde vai? São Paulo:
Senac, 2001.

2521

�Gestão de pessoas
i! """"'"
MaooNlck

~

=

:,

IiWitt.UJ
1I....111~

Trabalho completo

NOGUEIRA, Maria das Dores Pimentel. Extensão Universitária no Brasil : uma
revisão conceitual. In : FARIA, Doris Santos de (Org). Construção Conceitual da
Extensão na América-Latina. Brasília , DF: Editora UnB , 2001 .
PEREZ, Dolorez Rodriguez, PEURARI, Dely Bezerra de Miranda , MELLO, Paula
MariaAbrantes Cotta de. Estudo de Caracterização das bibliotecas da UFRJ :
desenvolvimento de uma metodologia . In : SEMINÁRIO NACIONAL DE
BIBLIOTECAS UNIVERSITÁRIAS, 7., Rio de Janeiro, 1992. Anais ... Rio de Janeiro:
UFRJ/SIBI, 1992. v.2, p.454.
PERROTTI , Edmir; PIERUCCINI, Ivete. Infoeducação: saberes e fazeres da
contemporaneidade. In: LARA, Marilda L. Ginez de; FUJINO, Asa ; NORONHA, Daisy
P. (Orgs.). Informação e contemporaneidade : perspectivas. Recife: Néctar, 2007.
p. 47-96 .
PIERUCCINI , I. . Ordem informacional dialógica : mediação como apropriação da
informação. In: Encontro Nacional de Pesquisa em Ciência da Informação, 2007,
Salvador/BA. 2007 , Salvador. Anais ... Salvador: UFBa, 2007 .
ROSZAK, Theodore. O culto da informação. São Paulo: Brasiliense, 1988.
SAMPAIO, Maria da Penha F. et. alo Padrões mínimos de recursos humanos para o
Sistema de Bibliotecas e Arquivos da Universidade Federal Fluminense. In:
SEMINÁRIO NACIONAL DE BIBLIOTECAS UNIVERSITÁRIAS, 12, Recife, 2000.
Anais ... Recife, UFPE, 2000 . (formato eletrônico).
SANTANA, Isnaia Veiga, FREITAS, Marly Magalhães de, GOMES, Henriette
Ferreira . Avaliação das necessidades de pessoal do Sistema de Bibliotecas da
Universidade Federal da Bahia : uma proposta metodológica. In: SEMINÁRIO
NACIONAL DE BIBLIOTECAS UNIVERSITÁRIAS, 7. Rio de Janeiro, Anais ... Rio de
Janeiro: UFRJ/ SIBI : MEC , SENESU , PROBIB , 1992. v.2, p. 430-453 .
SANTOS , Milton . Técnica, espaço, tempo: globalização e meio técnico-científico
informacional. São Paulo : Hucitec, 1994.
SANTOS , Milton . Por uma outra globalização: do pensamento único à consciência
universal. Rio de Janeiro: Record , 2002 .
TARAPANOFF, Kira . Técnicas para tomada de decisão nos Sistemas de
Informação. Brasília : Thesaurus, 1995, 163p.
VICENTINI et aI. O papel da biblioteca universitária no incentivo à leitura e promoção
da cidadania. Biblos, Lima, n. 27, v. 8, p. 1-9, ene./ marzo 2007 . Disponível em :
&lt;http ://redalycy.uaemex.mx/redalycy/pdf/161 /161 02706 .pdf&gt; . Acesso em : 01 mar.
2011 .
WEBSTER, Frank, Theories of the information society. London : Routledge, 1997.

2522

�</text>
                  </elementText>
                </elementTextContainer>
              </element>
            </elementContainer>
          </elementSet>
        </elementSetContainer>
      </file>
    </fileContainer>
    <collection collectionId="49">
      <elementSetContainer>
        <elementSet elementSetId="1">
          <name>Dublin Core</name>
          <description>The Dublin Core metadata element set is common to all Omeka records, including items, files, and collections. For more information see, http://dublincore.org/documents/dces/.</description>
          <elementContainer>
            <element elementId="50">
              <name>Title</name>
              <description>A name given to the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51396">
                  <text>SNBU - Edição: 17 - Ano: 2012 (UFRGS - Gramado/RS)</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="49">
              <name>Subject</name>
              <description>The topic of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51397">
                  <text>Biblioteconomia&#13;
Documentação&#13;
Ciência da Informação&#13;
Bibliotecas Universitárias</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="41">
              <name>Description</name>
              <description>An account of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51398">
                  <text>Tema: A biblioteca universitária como laboratório na sociedade da informação.</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="39">
              <name>Creator</name>
              <description>An entity primarily responsible for making the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51399">
                  <text>SNBU - Seminário Nacional de Bibliotecas Universitárias</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="45">
              <name>Publisher</name>
              <description>An entity responsible for making the resource available</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51400">
                  <text>UFRGS</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="40">
              <name>Date</name>
              <description>A point or period of time associated with an event in the lifecycle of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51401">
                  <text>2012</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="44">
              <name>Language</name>
              <description>A language of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51402">
                  <text>Português</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="51">
              <name>Type</name>
              <description>The nature or genre of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51403">
                  <text>Evento</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="38">
              <name>Coverage</name>
              <description>The spatial or temporal topic of the resource, the spatial applicability of the resource, or the jurisdiction under which the resource is relevant</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51404">
                  <text>Gramado (Rio Grande do Sul)</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
          </elementContainer>
        </elementSet>
      </elementSetContainer>
    </collection>
    <itemType itemTypeId="8">
      <name>Event</name>
      <description>A non-persistent, time-based occurrence. Metadata for an event provides descriptive information that is the basis for discovery of the purpose, location, duration, and responsible agents associated with an event. Examples include an exhibition, webcast, conference, workshop, open day, performance, battle, trial, wedding, tea party, conflagration.</description>
    </itemType>
    <elementSetContainer>
      <elementSet elementSetId="1">
        <name>Dublin Core</name>
        <description>The Dublin Core metadata element set is common to all Omeka records, including items, files, and collections. For more information see, http://dublincore.org/documents/dces/.</description>
        <elementContainer>
          <element elementId="50">
            <name>Title</name>
            <description>A name given to the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="64706">
                <text>Impactos de políticas públicas neoliberais explícitas sobre o quadro de bibliotecários de uma biblioteca universitária brasileira.</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="39">
            <name>Creator</name>
            <description>An entity primarily responsible for making the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="64707">
                <text>Busquet, Leandro Martins Cota; Lima, Marcia H. T. de Figueredo</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="38">
            <name>Coverage</name>
            <description>The spatial or temporal topic of the resource, the spatial applicability of the resource, or the jurisdiction under which the resource is relevant</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="64708">
                <text>Gramado (Rio Grande do Sul)</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="45">
            <name>Publisher</name>
            <description>An entity responsible for making the resource available</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="64709">
                <text>UFRGS</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="40">
            <name>Date</name>
            <description>A point or period of time associated with an event in the lifecycle of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="64710">
                <text>2012</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="51">
            <name>Type</name>
            <description>The nature or genre of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="64712">
                <text>Evento</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="41">
            <name>Description</name>
            <description>An account of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="64713">
                <text>Apresenta considerações sobre os impasses e possíveis impactos negativos de políticas públicas neoliberais implantadas nas universidades públicas quanto ao número de servidores federais com enfoque sobre o número de bibliotecários nas bibliotecas universitárias brasileiras na contemporaneidade. Evidencia que esta análise possibilita uma percepção mais clara dos processos históricos vinculados à biblioteca universitária, mas precisamente aqueles que são circunscritos aos marcos político-legais no âmbito do sistema neoliberal, que vem, em virtude dos programas governamentais, diminuindo o número de bibliotecários. Evidencia que a proposta deste tema é apenas uma aproximação desse real, tendo em vista que este é algo muito complexo e dinâmico.</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="44">
            <name>Language</name>
            <description>A language of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="69592">
                <text>pt</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
        </elementContainer>
      </elementSet>
    </elementSetContainer>
  </item>
  <item itemId="6092" public="1" featured="0">
    <fileContainer>
      <file fileId="5156">
        <src>http://repositorio.febab.org.br/files/original/49/6092/SNBU2012_231.pdf</src>
        <authentication>1521d70c823af3d51ae703a211f6faa1</authentication>
        <elementSetContainer>
          <elementSet elementSetId="4">
            <name>PDF Text</name>
            <description/>
            <elementContainer>
              <element elementId="92">
                <name>Text</name>
                <description/>
                <elementTextContainer>
                  <elementText elementTextId="64705">
                    <text>i
;:li

Gestão de pessoas

S!mWrio

/IbooroaIde

=

IiWitt_

:.

U-,""lIIMbs

Trabalho completo

o PROCESSO CRIATIVO COMO INSTRUMENTO PARA A
ALAVANCAGEM DO CONHECIMENTO NA BIBLIOTECA
UNIVERSITÁRIA

Josiana Florêncio Vieira Régis 1
1Sibliotecária e mestre em Engenharia de produção, UFRN, Natal, Rio Grande do Norte.

Resumo
Este artigo discute sobre a importância do processo criativo na biblioteca
universitária. Analisa o processo cognitivo como instrumento para a criação do
conhecimento. Descreve os modelos da Criatividade, teorias e suas implicações
para a promoção de um ambiente criativo . Compreende os fatores motivacionais
para a geração de novas ideias. Verifica a contribuição do profissional bibliotecário
para a alavancagem do conhecimento na biblioteca universitária. Utilizou-se como
metodologia a revisão de literatura, ou seja , a análise da produção bibliográfica na
área . Conclui-se que, a biblioteca universitária enquanto disseminadora do
conhecimento, necessita de profissionais criativos que despertem o usuário de
diversas formas e que haja interação com as novas tecnologias de informação e
comunicação. Em meio à explosão da informação, ser dinâmico e criativo é
essencial para a aquisição do conhecimento.

Palavras-Chave:
Criatividade. Conhecimento . Biblioteca universitária .
Abstract
This paper discusses about the importance of the creative process in the university
library. It analyzes the cognitive process as instrument for knowledge creation .
Describes the templates of creativity, theories and implications for the promotion of a
creative atmosphere. Includes the motivational factors for the generation of new
ideas. Verifies the contribution of the librarian to leverage the knowledge in the
university library. We used the review of the literature methodology, ie, the analysis of
the literature on the production area. We conclude that the university library while
disseminator of knowledge, needs creative professionals to wake up the user in
several ways to improve interaction with the new information and communication
technologies. In the middle of explosion of information , being dynamic and creative is
essential to the acquisition of knowledge.
Keywords:
Creativity. Knowledge. University library.

2497

�i
;:li

S!mWrio

Gestão de pessoas

/IbooroaIde

=

IiWitt_

:.

U-,""lIIMbs

Trabalho completo

1 Introdução
A biblioteca universitária deve adaptar-se ás necessidades da sociedade
contemporânea e realizar sua missão de conservação, transmissão, enriquecimento
e difusão do conhecimento, o que torna imprescindível a elaboração de estratégias
de aprendizagem e organização do conhecimento da unidade informacional.
Segundo Garvin, (1993) ''[. .. ] uma organização de aprendizagem é aquela que tem a
habilidade de criar, adquirir e transferir conhecimento e de modificar seu
comportamento para refletir sobre novos conhecimentos e insights [... ]", o que
resulta em organizações mais inteligentes.
Todavia , observa-se que as atividades rotineiras e técnicas dos funcionários,
em especial , dos bibliotecários, não deixam espaço para a geração de novas idéias,
mesmo que haja a necessidade de geração de novos produtos e serviços, estes
profissionais não exercem a cognição livremente. Porém, geralmente, os produtos e
serviços são postos de maneira técnica e imediata, o que ocasiona um bloqueio para
a criação ou aperfeiçoamento das idéias. Mas, para que estes profissionais tenham
a habilidade de criar e fazer acontecer, é preciso que sejam despertados e
preparados para exercer este tipo de modelagem do conhecimento: a criatividade.
Os indivíduos possuem a inteligência, sensibilidade e emoções para serem
compartilhadas e transformadas em novas idéias.
Para isso, é necessário que a gestão da biblioteca universitária proporcione
aspectos motivacionais que estimulem a criação de conhecimento e a criatividade,
destacando também a importância destes elementos para a alavancagem do
conhecimento e sucesso da unidade informacional.
Comumente, percebemos a criatividade como um componente do clima
organizacional na literatura existente sobre o assunto. Porém, poucos estudos
enfatizam a criatividade do servidor público da biblioteca universitária, daí a precisão
em analisar o assunto de forma mais específica e prática diante desta nova era da
informação e do conhecimento. Os usuários querem algo inovador e consistente que
possibilitem novas formas de aprendizagem , ou seja , modelos dinâmicos de serviços
e produtos que despertem a curiosidade para a assimilação dos conhecimentos
existentes na biblioteca universitária. Portanto, denominamos o ambiente criativo
como uma solução para esta nova exigência do usuário da biblioteca .
Este ambiente criativo favorece a criação de objetivos compartilhados,
gerando um sentimento de coletividade que permeia a organização e dá coerência
às diferentes atividades, contribuindo para o engajamento e participação das
pessoas.
A formalização do conhecimento não está alicerçada no técnico, mas está
baseada principalmente na capitalização do savoir-faire, isto é, no saber fazer. Ir em
busca do conhecimento, de saber e saber fazer, para aprender de fato e realizar o
que precisa ser realizado. Por isso, a biblioteca universitária pode contribuir na
integração do conhecimento, a habilidade e a atitude no saber, saber fazer e o fazer
do bibliotecário , dos funcionários . Confirmando esta idéia Nonaka (1997, p.27) diz
que "numa economia onde a única certeza é a incerteza, a única fonte garantida de
vantagem competitiva duradoura é o conhecimento".

2498

�i
;:li

S!mWrio

Gestão de pessoas

/IbooroaIde

=

IiWitt_

:.

U-,""lIIMbs

Trabalho completo

Este estudo se torna relevante por se tratar de um tema contemporâneo no
âmbito da biblioteca universitária: a criatividade. Neste contexto, espera-se um
desenvolvimento de novas idéias, novos conhecimentos, dialogicidade, tratamento
da informação, análise, seleção e síntese da informação e conseqüentemente do
conhecimento pelo profissional da informação. Para isso, serão utilizadas teorias
que justificam a melhoria contínua deste processo de criação, organização e
disseminação do conhecimento na biblioteca universitária .
Nesta perspectiva, espera-se promover o conhecimento e o reconhecimento
mútuo dos três universos acadêmicos, a administração, Ciência da Informação e a
Teoria cognitivista , como forma de proporcionar a socialização da informação e do
conhecimento através de práticas reflexivas e explícitas sugeridas pelas teorias
adjacentes destes três universos, que serão sobrepostos um ao outro neste estudo.
A criatividade não é considerada como um assunto que podemos investigar
apenas teoricamente, ela precisa ser observada , refletida, analisada e
contextualizada com o novo cenário da sociedade da informação e do
conhecimento. A comunicação das idéias e informações torna o conhecimento como
forma de aprendizagem . Nesta perspectiva, tem-se a modelagem do conhecimento
como uma premissa para a transferência de processos criativos.
Logo, o conhecimento é a base da criatividade, cada pessoa possui um
determinado conhecimento, o que permite que a criatividade também seja
diferenciada, e então é muito interessante que as organizações saibam quem são
seus colaboradores, que idéias podem ser estudadas mais profundamente e como
desenvolver condições para que os estudos e pesquisas necessários sejam
realizados antes de demonstrar uma idéia.
Para isso, torna-se evidente a descrição da teoria cognitivista como parte da
geração do conhecimento, assim como a utilização de linguagens de comunicação e
sua codificação como informação e aprendizagem, ou seja, a transformação do
conhecimento tácito em conhecimento explícito para que haja uma padronização
dos produtos e serviços da biblioteca universitária.
O objetivo geral deste estudo é discutir sobre a importância do processo
criativo na biblioteca universitária. Os objetivos específicos são: Analisar o processo
cognitivo como instrumento para a criação do conhecimento; Descrever os modelos
da Criatividade, teorias e suas implicações para a promoção de um ambiente
criativo; Compreender os fatores motivacionais para a geração de novas idéias;
Verificar a contribuição do profissional bibliotecário para a alavancagem do
conhecimento na biblioteca universitária.

2 Revisão de literatura
A sociedade do conhecimento constitui-se no novo modo informacional de
desenvolvimento, a fonte de produtividade acha-se na tecnologia de geração de
conhecimentos, de processamento de informação e de comunicação de símbolos.
Na verdade, conhecimento e informação são elementos cruciais em todos os modos
de desenvolvimento, visto que o processo produtivo sempre se baseia em algum
grau de conhecimento e no processamento da informação.

2499

�i
;:li

S!mWrio

Gestão de pessoas

/IbooroaIde

=

IiWitt_

:.

U-,""lIIMbs

Trabalho completo

Contudo, o que é específico ao modo informacional de desenvolvimento é a
ação de conhecimentos sobre os próprios conhecimentos como principal fonte de
produtividade. Castells (2000) busca apreender o fato de que o conhecimento
transformou-se no principal fator de produção no mundo atual. Schreiber et aI. (2002
apud FIALHO et aI. 2006), conceituam o conhecimento como "o conjunto completo
de informações, dados e relações que levam as pessoas à tomada de decisão, à
realização de tarefas e à criação de novas informações ou novos conhecimentos".
Nesta perspectiva, a criação do conhecimento organizacional, segundo
Nonaka e Takeuchi (1997) representam a capacidade da empresa em criar um novo
conhecimento, difundi-lo e incorporá-lo a produtos/serviços e sistemas/processos.
Para os autores, o processo de criação do conhecimento organizacional
compreende duas dimensões: uma epistemológica e outra ontológica . A dimensão
ontológica apresenta os níveis de entidades criadoras do conhecimento (individual,
grupal, organizacional e interorganizacional). Já a dimensão epistemológica se
distingue entre o conhecimento tácito e o conhecimento explícito.
O ponto chave para a criação de novos conhecimentos está na mobilização e
conversão do conhecimento tácito. Isto se dá porque utilizamos nosso conhecimento
tácito, intuitivo, implícito. Portanto, dizemos que o "nosso conhecimento está em
nossa ação." (SCHON , 2000 , p.49) . O conhecimento tácito tem caráter pessoal, é
difícil de ser transmitido e compreende as relações cognitivas dos indivíduos
(analogias e modelos mentais), enquanto que o conhecimento explícito refere-se ao
conhecimento capaz de ser facilmente difundido em linguagem formal e sistemática,
podendo ser materializado por meio de documentos, sons, imagens, vídeos, dentre
outros (NONAKA; TAKEUCHI , 1997).
Nonaka e Takeuchi (1997, p. 77) apresentam também a interação entre os
conhecimentos tácitos e explícitos e esta como a espiral formadora de novos
conhecimentos. Essa espiral do conhecimento movimenta-se entre as duas
dimensões provocando a interação entre os conhecimentos e entre os níveis de
conhecimento. Para esses autores, "as experiências através da socialização,
externalização e combinação do conhecimento tornam-se os ativos valiosos" para as
organizações.
Choo (2006) destaca três arenas distintas onde a criação e o uso da
informação desempenham um papel estratégico no crescimento e na capacidade de
adaptação da empresa . Primeiro, a organização usa a informação para dar sentido
às mudanças do ambiente externo. A segunda arena do uso estratégico da
informação é aquela em que a organização cria, organiza e processa a informação
de modo a gerar novos conhecimentos por meio do aprendizado. A terceira arena do
uso estratégico da informação é aquela em que as organizações buscam e avaliam
informações de modo a tomar decisões importantes. Embora sejam quase sempre
tratadas como processos independentes de informação organizacional, as três
arenas são de fato processos interligados, de modo que, analisando como essas
três atividades se alimentam mutuamente, teremos uma visão holística do uso da
informação.
Os três modos de uso da informação - interpretação, conversão e
processamento - são processos sociais dinâmicos, que continuamente constituem e
reconstituem significados, conhecimentos e ações. A organização que for capaz de
integrar eficientemente os processos de criação de significado, construção do

2500

�i
;:li

S!mWrio

Gestão de pessoas

/IbooroaIde

=

IiWitt_

:.

U-,""lIIMbs

Trabalho completo

conhecimento e tomada de decisões pode ser considerada uma organização do
conhecimento (CHOO, 2006, p.30).
A construção do conhecimento é conseguida quando se reconhece o
relacionamento sinérgico entre o conhecimento tácito e o conhecimento explícito
dentro de uma organização, e quando são elaborados processos sociais capazes de
criar novos conhecimentos por meio da conversão do conhecimento tácito em
conhecimento explícito. Desse modo todo conhecimento constitui, ao mesmo tempo,
uma tradução e uma reconstrução, a partir de sinais, signos, símbolos, sob a forma
de representações, idéias, teorias, discursos. A organização dos conhecimentos é
realizada em função de princípios e regras e comporta operações de ligação
(conjunção, inclusão, implicação) e de separação (diferenciação, oposição, seleção ,
exclusão) (MORIN , 2003).
Sabe-se que a produção de conhecimento demanda um processo cognitivo em
que dados e informações sejam processados e transformados em conhecimento .
Neste contexto, concebe-se neste estudo a criatividade como processo de
alavancagem do conhecimento na biblioteca universitária. Então, pode-se notar que
uma das principais dimensões presentes nas mais diversas definições de
criatividade diz respeito ao fato de que implica emergência de um produto novo, seja
uma idéia ou invenção original , seja a reelaboração e aperfeiçoamento de produtos
ou idéias já existentes (ALENCAR, 1993, p. 15).
Compreende-se que a criatividade é fluência , flexibilidade , utilidade e
originalidade de associação, mas não simplesmente velocidade na resolução de
problemas convencionais verbais ou matemáticos apresentados em forma de
múltipla escolha (FEIST, 2008). De Masi (2000), adiciona que para ser criativo é
essencial ainda , o cruzamento entre racionalidade e emotividade, sendo que a
emoção, fantasia, racionalidade e concretude são, em sua visão, os ingredientes da
criatividade. Para esse autor, a criatividade é um momento de síntese entre o
consciente e o inconsciente e entre a esfera racional e emotiva .
Feldman (2008) também destaca a importância do fator cultural, uma vez que o
mesmo pode aumentar ou diminuir a probabilidade da realização de grandes feitos
criativos em certos campos, devido ao valor e importância dados a eles. Segundo
Pereira et aI. (2009), a criatividade pode ser considerada o motor da sociedade
pós-moderna, uma vez que, converteu-se em um bem intangível de valor
inestimável, tornando-se uma real vantagem competitiva . De Masi (2000) destaca
que entre as atividades que realizamos com o cérebro, as mais valorizadas no
mercado de trabalho são as atividades criativas.
O coração desta sociedade é a informação, o tempo livre e a criatividade .
Portanto, o futuro pertence a quem souber libertar-se da idéia de trabalho tradicional ,
como obrigação ou dever, e for capaz de investir numa mistura de atividades, onde o
trabalho possa se confundir com o tempo livre, com o estudo e o jogo. Assim, De
Masi (2000, p. 101) complementa, "queiramos ou não, devemos saber que o único
tipo de emprego remunerado que permanecerá disponível com o passar do tempo
será de tipo intelectual criativo."
Entende-se que, além da importância do contexto cultural já apresentada ,
questões de personalidade e temperamento não podem ser desconsideradas no
processo de criação. O aspecto da motivação é considerado essencial também por
grande parte dos pesquisadores.

2501

�i
;:li

S!mWrio

Gestão de pessoas

/IbooroaIde

=

IiWitt_

:.

U-,""lIIMbs

Trabalho completo

As pessoas criativas são aquelas que de forma consciente e propositada
decidem seguir seu próprio caminho. Elas fazem isso porque querem e não porque
alguém as obriga . Nickerson (2008) também salienta a importância da paixão que os
criadores nutrem pelo seu trabalho. Na ausência de uma forte motivação, o potencial
criativo pode não se desenvolver, pois é necessário suportar anos de trabalho duro
antes de se concretizar suas ambições, complementa este autor.
A natureza criativa do homem se elabora no contexto cultural. Todo indivíduo
se desenvolve em uma realidade social, em cujas necessidades e valorações
culturais se moldam os próprios valores de vida. No indivíduo confrontam-se, por
assim dizer, dois pólos de uma mesma relação: a sua criatividade que representa as
potencialidades de um ser único, e sua criação que será a realização dessas
potencialidades já dentro do quadro de determinada cultura (OSTROWER, 1993).
Weisberg (2006) destaca que o processo criativo articula os processos cognitivos na
produção de inovações, sendo considerado um indivíduo criativo aquele que produz
inovações e que um produto criativo surge quando um indivíduo produz algo novo
na tentativa de atingir algum objetivo .
No contexto atual , as mudanças continuam acontecendo com relação ao
profissional criativo . Carvalho (2002, p.2) enfatiza que ele deve ser multifacetado
devendo buscar incessantemente redimensionar as suas funções no complexo
universo da informação que tem na biblioteca a sua base, continuando a linha de
raciocínio. Oddone (1998) relembra que não é apenas uma adaptação a novas
mecânicas e ferramentas, mas realmente um novo modo de pensar, sentir e viver,
uma nova mentalidade, uma nova maneira de ver o mundo.
Quanto à gestão, Uribe (2001) refere que a subjetividade é um tema que está
na ordem do dia em função da emergência de uma nova visão. O autor destaca
ainda a importância da cultura, da liderança comunicativa e da aprendizagem
organizacional. A idéia não refere espedicamente a complexidade, mas apresenta
indícios da importância da subjetividade da complexidade, pelas várias
interpretações que ela possibilita .
O processo de cognição exigido para a produção do conhecimento também
envolve a complexidade, pois requer uma sistematização virtual de vários dados e
informações e, sobretudo, de várias interpretações (MIRANDA et aI., 2008). Para
que consideremos a complexidade como desafio e como uma motivação para
pensar, não devemos confundir a complexidade com a completude. Entretanto, são
os processos criativos que renovam o conhecimento, promovendo avanços
particulares ou desenvolvimento em geral. Em outras palavras, é preciso negar a
tradição para ampliar a tradição (PEREIRA; PAVANATI ; SOUSA, 2011). O
pensamento criativo, afirma Weisberg (2008), é um processo baseado na direta
aplicação do conhecimento . Entretanto , também afirma que o conhecimento é uma
condição necessária, mas não suficiente para realizações criativas.
É universalmente aceito que o conhecimento de um campo específico é
necessário para que uma pessoa tenha esperanças de produzir algo novo. Também
é amplamente assumido pela comunidade científica, que muita experiência pode
fazer com que o indivíduo não consiga ir além de respostas estereotipadas. Surge ,
então, uma relação entre conhecimento e criatividade que pode ser modelada na
forma de um U invertido, com a máxima criatividade ocorrendo quando o
conhecimento está em seu nível intermediário (WEISBERG, 2008).

2502

�i
;:li

S!mWrio

Gestão de pessoas

/IbooroaIde

=

IiWitt_

:.

U-,""lIIMbs

Trabalho completo

Para Campello (2003), o aprendizado ao longo da vida prepara o Profissional
da Informação a atingir metas e aproveitar oportunidades em evolução para o
benefício compartilhado. Além disso, auxilia-o a enfrentar os desafios tecnológicos,
econômicos e sociais para reverter desvantagens e incrementar as oportunidades.
A competência informacional está no cerne do aprendizado ao longo da vida .
Ela capacita as pessoas em todos os caminhos da vida para buscar, avaliar, usar e
criar a informação de forma efetiva para atingir suas metas pessoais, sociais,
ocupacionais e educacionais (INTERNATIONAL FEDERATION OF LlBRARY ... ,
2005). A informação, objeto de trabalho dos Profissionais da Informação, quando
associada ao termo competência pode ganhar um significado importante: um
processo contínuo de internalização de conhecimentos.
Assim , a profissão do bibliotecário está fundamentada em duas vertentes para
exercer o seu papel social. A primeira delas é a competência técnica e administrativa
concernente informação (classificar, catalogar, disseminar numa linguagem
acessível ao usuário). A segunda é atrelada à responsabilidade de zelar e fazer
compartilhar a herança do exercício a cidadania, trabalhando com a informação,
levando-a àqueles que dela necessita (ORTEGA Y GASSET. 2006) . Neste sentido,
Bandura (2005), diz que as pessoas são perceptivas demais e não têm o tempo e os
recursos necessários para continuar reinventando as características básicas de
sistemas, serviços e produtos bem-sucedidos. Elas adotam elementos vantajosos,
fazem melhorias neles, os sintetizam em novas formas e os adaptam a suas
circunstâncias específicas.
Deste modo, observa-se que os bibliotecários necessitam de grande
variedade de competências pessoais: manter-se atualizado, liderar equipes,
trabalhar em equipe e em rede, capacidade de análise e síntese, conhecimento de
outros idiomas, capacidade de comunicação, capacidade de negociação, agir com
ética, senso de organização, capacidade empreendedora , raciocínio lógico,
capacidade de concentração, pró-atividade, criatividade. Logo, estas competências
exigem uma mente criativa e aberta para diversas situações, ou seja, a motivação e
a criatividade são os principais instrumentos para a alavancagem do conhecimento
na biblioteca universitária. As habilidades do bibliotecário, muitas vezes destacam a
informação e o conhecimento para o lugar e a pessoa certa quando se sentem
amplamente criativos e motivados para exercer tais habilidades.
Enfim, a investigação do processo cognitivo de aprendizagem torna-se
primordial no ambiente da biblioteca universitária enquanto provedora de
conhecimentos. É no processo de construção do conhecimento que destacamos a
qualidade e a principal fonte de disseminação e utilização do mesmo e de que forma
este conhecimento irá interferir na sociedade . Constata-se que o conhecimento tem
vários níveis e etapas até que seja formulado na memória do ser humano. Para isso,
torna-se imprescindível a análise cognitiva e motivacional da construção do
conhecimento no âmbito da biblioteca universitária.

3 Metodologia
Este estudo constitui-se de uma revisão de literatura, a qual é definida por
Noronha e Ferreira (2000 , p. 191) como estudo que analisa a produção bibliográfica

2503

�i

Gestão de pessoas
S!mWrio

;:li

/IbooroaIde

:.

IiWitt_
U-,""lIIMbs

=

Trabalho completo

em determinada área temática , dentro de um recorte de tempo, fornecendo uma
visão geral ou um relatório do estado da arte sobre um tópico específico,
evidenciando novas idéias, métodos, subtemas que têm recebido maior ou menor
ênfase na literatura selecionada. Logo, a revisão de literatura deve ser consistente e
reflexiva a luz de referenciais norteadores.

4 Considerações finais
Diante deste estudo, verificou-se que a criatividade agrega valor ao
conhecimento. Observou-se que o estudo da criatividade envolve tanto abordagens
científicas quanto intuitivas. O aspecto emocional é o elemento de maior destaque.
Neste sentido, a tendência mais recente dos estudos sobre criatividade é a de
analisá-Ia como um processo mental e emocional.
Sabe-se que poucas são as empresas que estão treinando seus funcionários
além do nível de conhecimento cognitivo ou das habilidades avançadas,
desperdiçando parte do potencial de inovação deles e, indiretamente a oportunidade
de auto-treinarem-se em habilidades básicas e avançadas.
Entende-se que o processo criativo acontece através do conhecimento
cognitivo, das habilidades avançadas, do entendimento sistêmico e da criatividade
motivada internamente. Além disso, considera-se que a motivação também é
fundamental para o processo criativo. Ter uma gestão que proporcione a motivação
eleva o grau de criatividade na empresa, especialmente na biblioteca universitária.
A criatividade individual precisa ser cuidada, protegida, incentivada,
planejada , alimentada e enriquecida continuamente de modo a sempre elevar o grau
inovador na empresa . Neste caso, a biblioteca universitária enquanto disseminadora
do conhecimento, necessita de profissionais criativos que despertem o usuário de
diversas formas e que haja interação com as novas tecnologias de informação e
comunicação. Em meio à explosão da informação, ser dinâmico é essencial para a
aquisição do conhecimento.

Referências
ALENCAR, E.M .S. de. Criatividade. Brasília: Ed. Universidade de Brasília, 1993.
BANDURA, A. The evolution of social cognitive theory. In: Smith, K.G.; Hitt, MA
Great minds in management. Oxford : Oxford University Press, 2005. p. 9-35.
CAMPELLO, Bernadete. O movimento da competência informacional: uma
perspectiva para o letramento informacional. Ciência da Informação, Brasília , DF ,
v.32, n.3, p.28-37, set.ldez. 2003 . Disponível em :
&lt;http://www.ibict.br/cienciadainformacao/&gt;. Acesso em: 03 mar. 2006.

2504

�i

Gestão de pessoas
S!mWrio

;:li

/IbooroaIde

:.

IiWitt_
U-,""lIIMbs

=

Trabalho completo

CAREGNATO, R C. A ; MUTTI, R Pesquisa qualitativa: análise de discurso
versus análise de conteúdo. Texto Contexto Enfermagem, Florianópolis (SC) ,
2006, out-dez; v. 5, n. 4, p. 679-84.

°

CARVALHO, Kátia de. profissional da informação: o humano multifacetado.
DataGramaZero, Rio de Janeiro, v.3, n.5, out. 2002.
CASTELLS, Manuel. O poder da identidade. 2. ed . São Paulo: Paz e Terra, 2000.
530p. (A Era da Informação: economia, sociedade e cultura, 2).
CHOO, C. W. A organização do conhecimento: como as organizações usam a
informação para criar significado, construir conhecimento e tomar decisões. 2.ed .
São Paulo: SENAC, 2006. 425 p.
DE MASI, D. O ócio criativo. Rio de Janeiro: Sextante, 2000.
FEIST, G. J. The influence of personality on artistic and scientific creativity. In :
STERNBERG, R J. Handbook of creativity. New York, NY: Cambridge University
Press, 2008. p. 273-296.
FELDMAN, D.H . The development of creativity. In: Sternberg, RJ . Handbook of
creativity (pp. 169-186). New York: Cambridge University Press, 2008.
FIALHO, F. et aI. Gestão do conhecimento e aprendizagem : as estratégias
competitivas da sociedade pós-industrial. Florianópolis: Visual Books, 2006.
GARVIN, D. Building a Learning Organization . Harvard Business Review, Boston,
p. 78-91 , July/Aug . 1993.
IERVOLlNO, S. A; PELlCIONI , M. C. F. A utilização do grupo focal como
metodologia qualitativa na promoção da saúde. Rev. Esc. Enf., São Paulo, v. 35 ,
n.2, p.115-21, jun/2001.
INTERNATIONAL FEDERATION OF LlBRARY ASSOCIATIONS AND
INSTITUTIONS. Declaração de Alexandria sobre competência Informacional e
aprendizado ao longo da vida . In: National Fórum on Information Literacy, 2005.
Disponível em : &lt;www.ifla.org/lll/wsis/BeaconlnfSoc-pt.html&gt;. Acesso em : 14 fev .
2006.
MINAYO, M. C. S. O desafio do conhecimento: pesquisa qualitativa em
saúde. São Paulo: HUCITEC , 2007.
MIRANDA, A C. D. et aI. A complexidade e a utilização de técnicas de criatividade
na gestão do conhecimento Inf. &amp; Soc.:Est. , João Pessoa , v.18, n.3, p. 151-157,
set./dez. 2008.
MORIN , Edgar. A cabeça bem-feita : repensar a reforma , repensar o pensamento.
8.ed . Rio de Janeiro: Bertrand Brasil, 2003. 128 p.

2505

�i

Gestão de pessoas
S!mWrio

;:li

/IbooroaIde

:.

IiWitt_
U-,""lIIMbs

=

Trabalho completo

NICKERSON, R. S. Enhancing Creativity. In : STERNBERG, R. J. Handbook of
creativity.11 ed . New York, NY: Cambridge University Press, 2008. p. 392-430 .
NONAKA, 1. ; TAKEUCHI, H. Criação de conhecimento na empresa : como as
empresas japonesas geram a dinâmica da inovação. Rio de Janeiro: Campus, 1997
NORONHA, Daisy Pires; FERREIRA, Sueli Mara S. P. Revisões de literatura. In :
CAMPELLO, Bernadete Santos; CONDÓN, Beatriz Valadares; KREMER, Jeannette
Marguerite (Org .) Fontes de informação para pesquisadores e profissionais .
Belo Horizonte: UFMG , 2000.
ODDONE, Nanei. O profissional de informação e a mediação dos processos
cognitivos: a nova face de um antigo personagem . Informação &amp; Sociedade:
estudos , João Pessoa, v.8, n.1, p.25-41, 1998.
ORTEGA Y GASSET, José . Missão do bibliotecário. Tradução de Antonio Agenor
Briquet de Lemos. Brasilia , DF: Briquet de Lemos, 2006 . 82p.
OSTROWER, Fayga . Criatividade e processos de criação. 9 ed . Petrópolis:
Vozes, 1993. 187 p.
PEREIRA, K. et aI. A criatividade na sociedade do conhecimento: um ensaio sobre a
importância dos fatores culturais e não-cognitivos. In: CONGRESSO NACIONAL DE
AMBIENTES HIPERMíDIA PARA APRENDIZAGEM , 4 ., 2009 . Disponível em : &lt;
http://www.conahpa.org/wp-contentlthemes/Conahpa/papers/final157 .pdf&gt;. Acesso
em: 25 set. 2011 .
PEREIRA, K.; PAVANATI, 1. ; SOUSA, R. P. L. de. A relação entre conhecimento e
criatividade: evidências a partir de pesquisas com o Jogo de Xadrez. Ciências &amp;
Cognição, Rio de Janeiro, v.16, n.1, p. 112-126. 2011. Disponível
em :&lt;http://www.cienciasecognicao.org&gt; . Acesso em : 22 set. 2011 .
RUDIO, F. V . Introdução ao projeto de pesquisa . Petrópolis: Vozes, 1995.
SCHON, Donald . Educando o profissional reflexivo : um novo design para o
ensino e a aprendizagem . Porto Alegre: ArtMed, 2000 .
STAKE, R. E. The art of case study research . London : Sage Publications,
1995.
TRIVINOS, A. N. S. Introdução à pesquisa em ciências sociais : a pesquisa
qualitativa em educação. São Paulo: Atlas , 1987.
URIBE, F. Reflexões sobre a subjetividade na gestão a partir do paradigma da
organização que aprende. Ciência Saúde Coletiva , Rio de Janeiro, v. 6 , n. 1, p.
209-219, 2001 . Disponível em :
&lt;www.scielo .br/scielo.php?script=sci_arttext&amp;pid=S 1413812320010001
00017&amp;lng=pt&amp;nrm=iso&gt; . Acesso em : 8 jul. 2006 .

2506

�i
;:li

S!mWrio

Gestão de pessoas

/IbooroaIde

=

IiWitt_

:.

U-,""lIIMbs

Trabalho completo

WEISBERG , R. W . Creativity and knowledge: a challenge to theories. In :
STERNBERG , R. J. Handbook of creativity. 11. ed . New York, NY: Cambridge
University Press, 2008. p. 226-250.
WEISBERG , R. W. Modes of expertise in creative thinking : evidence from case
studies. In : Ericsson , K. A. et aI. The Cambridge handbook of expertise and
expert performance. New York, NY: Cambridge University Press, 2006. p. 761-787 .

2507

�</text>
                  </elementText>
                </elementTextContainer>
              </element>
            </elementContainer>
          </elementSet>
        </elementSetContainer>
      </file>
    </fileContainer>
    <collection collectionId="49">
      <elementSetContainer>
        <elementSet elementSetId="1">
          <name>Dublin Core</name>
          <description>The Dublin Core metadata element set is common to all Omeka records, including items, files, and collections. For more information see, http://dublincore.org/documents/dces/.</description>
          <elementContainer>
            <element elementId="50">
              <name>Title</name>
              <description>A name given to the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51396">
                  <text>SNBU - Edição: 17 - Ano: 2012 (UFRGS - Gramado/RS)</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="49">
              <name>Subject</name>
              <description>The topic of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51397">
                  <text>Biblioteconomia&#13;
Documentação&#13;
Ciência da Informação&#13;
Bibliotecas Universitárias</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="41">
              <name>Description</name>
              <description>An account of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51398">
                  <text>Tema: A biblioteca universitária como laboratório na sociedade da informação.</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="39">
              <name>Creator</name>
              <description>An entity primarily responsible for making the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51399">
                  <text>SNBU - Seminário Nacional de Bibliotecas Universitárias</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="45">
              <name>Publisher</name>
              <description>An entity responsible for making the resource available</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51400">
                  <text>UFRGS</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="40">
              <name>Date</name>
              <description>A point or period of time associated with an event in the lifecycle of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51401">
                  <text>2012</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="44">
              <name>Language</name>
              <description>A language of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51402">
                  <text>Português</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="51">
              <name>Type</name>
              <description>The nature or genre of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51403">
                  <text>Evento</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="38">
              <name>Coverage</name>
              <description>The spatial or temporal topic of the resource, the spatial applicability of the resource, or the jurisdiction under which the resource is relevant</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51404">
                  <text>Gramado (Rio Grande do Sul)</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
          </elementContainer>
        </elementSet>
      </elementSetContainer>
    </collection>
    <itemType itemTypeId="8">
      <name>Event</name>
      <description>A non-persistent, time-based occurrence. Metadata for an event provides descriptive information that is the basis for discovery of the purpose, location, duration, and responsible agents associated with an event. Examples include an exhibition, webcast, conference, workshop, open day, performance, battle, trial, wedding, tea party, conflagration.</description>
    </itemType>
    <elementSetContainer>
      <elementSet elementSetId="1">
        <name>Dublin Core</name>
        <description>The Dublin Core metadata element set is common to all Omeka records, including items, files, and collections. For more information see, http://dublincore.org/documents/dces/.</description>
        <elementContainer>
          <element elementId="50">
            <name>Title</name>
            <description>A name given to the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="64697">
                <text>O Processo criativo como instrumento para a alavancagem do conhecimento na biblioteca universitária.</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="39">
            <name>Creator</name>
            <description>An entity primarily responsible for making the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="64698">
                <text>Régis, Josiana Florência Vieira</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="38">
            <name>Coverage</name>
            <description>The spatial or temporal topic of the resource, the spatial applicability of the resource, or the jurisdiction under which the resource is relevant</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="64699">
                <text>Gramado (Rio Grande do Sul)</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="45">
            <name>Publisher</name>
            <description>An entity responsible for making the resource available</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="64700">
                <text>UFRGS</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="40">
            <name>Date</name>
            <description>A point or period of time associated with an event in the lifecycle of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="64701">
                <text>2012</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="51">
            <name>Type</name>
            <description>The nature or genre of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="64703">
                <text>Evento</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="41">
            <name>Description</name>
            <description>An account of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="64704">
                <text>Este artigo discute sobre a importância do processo criativo na biblioteca universitária. Analisa o processo cognitivo como instrumento para a criação do conhecimento. Descreve os modelos da Criatividade, teorias e suas implicações para a promoção de um ambiente criativo. Compreende os fatores motivacionais para a geração de novas ideias. Verifica a contribuição do profissional bibliotecário para a alavancagem do conhecimento na biblioteca universitária. Utilizou-se como metodologia a revisão de literatura, ou seja, a análise da produção bibliográfica na área. Conclui-se que, a biblioteca universitária enquanto disseminadora do conhecimento, necessita de profissionais criativos que despertem o usuário de diversas formas e que haja interação com as novas tecnologias de informação e comunicação. Em meio à explosão da informação, ser dinâmico e criativo é essencial para a aquisição do conhecimento.</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="44">
            <name>Language</name>
            <description>A language of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="69591">
                <text>pt</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
        </elementContainer>
      </elementSet>
    </elementSetContainer>
  </item>
  <item itemId="6091" public="1" featured="0">
    <fileContainer>
      <file fileId="5155">
        <src>http://repositorio.febab.org.br/files/original/49/6091/SNBU2012_230.pdf</src>
        <authentication>b2000962a10439819357e9b9047057ba</authentication>
        <elementSetContainer>
          <elementSet elementSetId="4">
            <name>PDF Text</name>
            <description/>
            <elementContainer>
              <element elementId="92">
                <name>Text</name>
                <description/>
                <elementTextContainer>
                  <elementText elementTextId="64696">
                    <text>Gestão de pessoas
i! """"'"
MaooNlck

~

=

:,

IiWitt.UJ
1I....111~

Trabalho completo

A BIBLIOTECA UNIVERSITÁRIA PÚBLICA BRASILEIRA E A
PRÁTICA INTERDISCIPLINAR NAS RELAÇÕES DE TRABALHO
Ana Paula Lima dos Santos 1, Gilda Sousa de Alvarengél, Luiz
Antônio de Souza3
1 Mestre

em Ciência da Informação; Bibliotecária , Universidade Federal Fluminense, Niterói,
RJ

2

Especialista em Biblioteconomia ; Bibliotecária , Universidade Federal Fluminense , Niterói, RJ

3

Mestre em Ciência da Informação; Bibliotecário, Academia Brasileira de Letras/Universidade
do Estado do Rio de Janeiro, Rio de Janeiro, RJ

Resumo
Aborda as relações de trabalho na biblioteca universitária pública brasileira , a falta
de interação entre os setores da biblioteca e, consequentemente, o isolamento dos
serviços internos, que resulta em trabalho individual e em prejuízo para a qualidade
dos serviços oferecidos aos usuários. Apresenta a biblioteca como um sistema
interativo e interdependência entre os diversos setores, a fim de dinamizar as
relações administrativas e gerenciais para uma maior integração sistêmica, cujos
resultados serão serviços práticos, eficazes e dinâmicos, com motivação para o
trabalho interdisciplinar, o que contribuirá para o desenvolvimento e a qualidade dos
serviços prestados aos usuários, neste caso a comunidade acadêmica. A
metodologia utilizada foi a revisão de literatura. Conclui que com atividades simples
que promovam a integração e o diálogo entre os setores da biblioteca universitária,
bem como a qualificação dos profissionais firmará está como um laboratório na
sociedade da informação.

Palavras-Chave:
Biblioteca Universitária; Interdisciplinaridade; Relações administrativas; Informação;
Gestão.

Abstract
Discusses labor relations in the brazilian public university library, the lack of
interaction between sectors of the library and , consequently, the isolation of internai
services, which results in the individuality of the work and affect the quality of
services offered to users. Presents the library as an interactive and interdependent
sectors, with the aim of strengthening relations and administrative management for
greater systemic integration , whose results will be practical services, effective and
dynamic, with motivation for interdisciplinary work between the sectors, which
contribute to the development and quality of services provided to the academic
community. The methodology was a literature review. It concludes that simple
activities that promote integration and dialogue among various sectors of the
university library, as well as the professional qualification will confirm this as a
laboratory in society information .

Keywords:
University Library;
Management.

Interdisciplinary;

2486

Administrative

Relations;

Information ;

�Gestão de pessoas
i! """"'"
MaooNlck

~

=

:,

IiWitt.UJ

1I....111~

Trabalho completo

1 Introdução
Se antes a informação era relevante, atualmente ela figura como elemento
crucial na sociedade da informação. A informação em estado potencial está presente
em todo o universo em que vivemos e tem se tornado um bem precioso e valioso.
De acordo com Corte (2002), o início deste século apresentou uma nova ordem na
organização da produção, na circulação de bens e serviços, nos hábitos e costumes
sociais, na atividade política, econômica e, sobretudo, cultural. Por isso a
preocupação em organizar e disponibilizar a informação tem sido alvo de atenção e
interesse dos profissionais da informação. Na perspectiva de Barreto (2009, p.1),
pode-se definir a informação como "Conjuntos simbolicamente significantes com a
competência e a intenção de gerar conhecimento no indivíduo em seu grupo e na
sociedade" .
Nesse contexto, as bibliotecas e centros de informação responsáveis pela
guarda, tratamento e disponibilização da informação têm voltado sua atenção e
estudo para atender de forma satisfatória o seu público.
Dessa forma, como afirma Vergueiro (2000), a biblioteca universitária como
"geradora" de informação para a produção do conhecimento, possui elementos para
contribuir para o desenvolvimento social do país, e passa, portanto, a ter maior
relevância dentro do contexto social e econômico predominante nesse final de
século . Assim , faz-se necessário que se definam as práticas de trabalho e os
métodos gerenciais que respondam de forma rápida e eficiente às necessidades
informacionais do seu público.
Para o Censo de Educação Superior, a Diretoria de Estatísticas e Avaliação
da Educação Superior (DAES/INEP/MEC), biblioteca é o local que existe acervo
disponível para consulta e empréstimo, serviços de registro e catalogação e
presença de profissionais bibliotecários e auxiliares.
Nesse âmbito a biblioteca universitária é um "celeiro" de soluções mais
também é um "celeiro" de problemas, principalmente no que se refere a
administração e organização. O primeiro grande problema que se pode encontrar
nesse cenário é o da gestão, pois como afirma Maciel e Mendonça (2006, p. 7) os
gerentes de bibliotecas são pessoas muito atarefadas. Na maioria das vezes não
conseguem encontrar tempo para refletir, planejar o seu trabalho e principalmente
sobre "a estrutura que o sustenta". Suas preocupações imediatas são as tarefas
mais urgentes, que, aliás, são constantes e continuas. Acrescente-se que, além de
gestores, responsáveis que são pelas respostas às demandas da alta administração,
têm, igualmente, que fazer, ou seja, executar tarefas rotineiras da biblioteca,
considerando-se o quadro de pessoal que está, no mais das vezes, incompleto ou ,
se completo, em total descompasso, gerando descontentamentos, com graves
prejuízos para consecução dos objetivos.
Outra questão preocupante nas bibliotecas universitárias públicas brasileiras
é o trabalho isolado dos setores. Em muitos casos não se sabe o que acontece em
setores diferentes que compartilham o mesmo lugar, uma biblioteca central , por
exemplo, há o Setor de aquisição em que são feitas as compras e o recebimento de
doações de materiais bibliográficos; o Setor de Processamento Técnico onde são
processados os materiais adquiridos pela aquisição e o Setor de referência lugar
que se presta auxílio aos usuários para encontrar os materiais que foram adquiridos
e tratados para disponibilização dos mesmos.

2487

�Gestão de pessoas
i! """"'"
MaooNlck

~

=

:,

IiWitt.UJ
1I....111~

Trabalho completo

Esses setores, embora separados, são interligados e deveriam desenvolver
suas atividades em harmonia e não individualizados. Essa individualização gera uma
"quebra" em um sistema que deveria ser contínuo e dinâmico. Nessa conjuntura,
como a biblioteca universitária pública pode ser um laboratório na sociedade
da informação se suas bases tanto administrativas quanto organizacionais são
falhas?
A partir dessas premissas o que se pretende com esse trabalho é indagar:
como as bibliotecas universitárias públicas brasileiras podem resolver esses
problemas? Como despertar nos profissionais da informação, principalmente os
bibliotecários, a consciência de integração e não de isolamento para que a biblioteca
seja vista e administrada como um sistema de informação, em que os setores
dialogam e, consequentemente, produza uma maior integração entre os diversos
setores das bibliotecas universitárias públicas brasileiras, facilitando sua
comunicação interna e unificando os serviços e produtos oferecidos a comunidade
acadêmica.
Para situar a biblioteca universitária no contexto interdisciplinar será
apresentada, de modo sucinto, a revisão da literatura.

2 O pensamento interdisciplinar: uma necessidade nas bibliotecas
universitárias brasileiras

o ser humano não vive só, e tampouco trabalha só, está sempre em contato
com outras pessoas, com outros ambientes. Somos uma criação de convicções e
influências presenciadas diariamente nos comportamentos das pessoas com as
quais convivemos, e esse convívio nos amadurece nos faz crescer como seres
humanos e como profissionais. Essa integração é importante para o nosso
desenvolvimento na vida , seja afetiva ou profissional. Com as disciplinas e a ciência
acontece o mesmo. A integração dos pesquisadores faz com que desempenhem o
seu papel de forma abrangente e recíproca com mais visões e opções de trabalho.
Ao se relacionarem, trocam ide ias e informações, obtendo uma maior riqueza
intelectual, o que contribui para facilitar a produção dos seus trabalhos científicos.
Assim , a interdisciplinaridade cumpre o seu papel que é a integração disciplinar para
um rumo eficaz e produtivo do conhecimento.
A ampliação por intermédio do diálogo permite enriquecer nossa relação com
o outro e com o mundo. Uma das características da interdisciplinaridade é a
interação entre uma ou mais áreas do conhecimento, e os profissionais que tiverem
essa visão encontrarão um campo maior de trabalho, além de aumentarem seus
conhecimentos interagindo com outras áreas.
Segundo Japiassu (1976) interdisciplinar é o mesmo que comum a uma ou
mais disciplinas ou áreas do conhecimento, ou seja , o que está relacionado ou
ligado a algo. A interdisciplinaridade se define e é elaborada "por uma crítica das
fronteiras das disciplinas, de sua compartimentação, proporcionando uma grande
esperança de renovação e de mudança no domínio da metodologia das ciências
humanas". (JAPIASSU, 1976, p. 54).
A etimologia do termo disciplina tem origem no latim discere e quer dizer
aprender e, de seu derivado, discipulus, aquele que aprende. (MAHEU , 1999?).
Fazenda (1993) ressalta que, no idioma latino, dentre as diversas conotações que
podem ser atribuídas ao prefixo inter, uma delas é troca e a disciplina seria o mesmo

2488

�Gestão de pessoas
i! """"'"
MaooNlck

~

=

:,

IiWitt.UJ

1I....111~

Trabalho completo

que ensinamento, instrução, ciência . "Logo, a interdisciplinaridade pode ser
compreendida como sendo a troca, de reciprocidade entre as disciplinas ou ciências,
ou melhor, áreas do conhecimento" . (FAZENDA, 1993, p.15).
A interdisciplinaridade sendo a interação com uma ou outra área do
conhecimento facilita o aprendizado e o andamento de pesquisas e trabalhos, pois é
onde podemos utilizar a troca de informações formando uma interação recíproca, a
fim de realizarmos algo produtivo e satisfatório.
Ainda de acordo com Japiassu (1976 , p. 42-43), o fenômeno interdisciplinar,
tem dupla origem : uma interna e outra externa . A interna tem como atributo "o
remanejamento geral do sistema das ciências que observa seu andamento e seu
modo de se organizar"; a externa "caracterizando-se pela mobilização cada vez mais
extensa dos saberes convergindo em vista da ação". Assim, o ponto de partida
dessa relação é quando identificamos o que cada disciplina estuda e suas relações
comuns de trabalho, para podermos relacionar as familiaridades e realizar a
integração disciplinar.
A interdisciplinaridade pode ser vista também como uma resposta a um
sistema de ensino equivocado, onde os profissionais são orientados e educados a
se especializarem e acabam se fechando em seu próprio "mundo," não enxergando
outras formas de compartilhamento de competências e delimitando sua área de
atuação.
A interdisciplinaridade se apresenta em nossos dias [ .. .1sob a forma
de um tríplice protesto: contra um saber fragmentado [... 1contra essa
própria sociedade, na medida em que ela faz tudo o que pode para
limitar e condicionar os indivíduos a funções estreitas e repetitivas,
para aliená-los de si mesmos, impedindo-os de desenvolverem e
fazerem desabrochar todas as suas potencialidades e aspirações
mais vitais; Contra o conformismo das situações adquiridas e das
"ideias recebidas" ou impostas. (JAPIASSU, 1976, p. 43).

o mercado de trabalho ao exigir profissionais "multi", ou seja, que conheçam
de tudo um pouco vem sinalizando a importância da interação. Existem profissionais
que não conseguem trabalhar juntos, simplesmente fecham sua área de atuação,
não se aproximam de outros profissionais e não deixam que esses se aproximem .
"Nesse sentido, é muito comum encontrarmos profissionais que não conseguem
trabalhar de forma interdisciplinar, que não conseguem se desvencilhar do que ficou
introjetado na sua formação intelectual". (LEMOS, 1999?, p. 6). Não basta se
especializar em uma única área, como diz Japiassu (1976, p. 8) "o triunfo da
especialização consiste em saber tudo sobre nada", temos que nos capacitar para
conhecer de tudo um pouco (nos atualizarmos constantemente) e especificamente
dentro de nossa área de atuação. A especialização não deve ser "fechada", se faz
necessário aprender a discernir e trabalhar epistemologicamente as teorias que
definem o corpo das disciplinas. Entender esse aspecto como um estudo crítico da
teoria do conhecimento, nos posiciona abertos a outras áreas do conhecimento e
nos qualifica para uma melhor abstração desse próprio saber. Quem se dispõe a
pesquisar deve ter em mente que na ciência nada é definitivo e que não se deve ter
a pretensão da autossuficiência; afinal o saber está em constante mudança.
Entende-se que o saber se apresenta em uma evolução constante e que o
progresso científico tem avançado em ritmo acelerado e os estudos, principalmente,
os voltados para o ser humano no que se refere à gestão de pessoas, têm ganhado

2489

�Gestão de pessoas
i! """"'"
MaooNlck

~

=

:,

IiWitt.UJ
1I....111~

Trabalho completo

espaço na literatura e têm se tornado uma preocupação constante dos "gestores" de
unidades de informação. Um novo conceito que se apresenta nesses estudos é o de
"Gestão de talentos" que é apresentado por Currás, (2010 , p. 31) como: o talento, a
capacidade e a habilidade do ser humano, que possui uma boa formação
profissional , um especialista em seu campo de trabalho, ou seja, um profissional
bem informado e atualizado. "Além do mais, deve ser criativo e imaginativo,
inclinado à inovação. Deve possuir sentido de responsabilidade e do cumprimento
de suas obrigações". Para autora esse profissional "quase perfeito" seria o "primeiro
elo de uma corrente, na hora de considerar o capital humano, como promotor de
valores econômico-produtivos". (CURRÁS, 2010, p.31)
É imperativo que tanto os bibliotecários e auxiliares da biblioteca universitária
pública tenham iniciativa e inovação, porque se sabe que nem sempre teremos a
estrutura perfeita para prestar o melhor serviço, mais cabe a esses profissionais
encontrarem , em conjunto com os diversos setores, o caminho ideal para realizar o
melhor trabalho. Ser especialista no seu campo de atividade é maravilhoso , pois o
profissional além de ter segurança e domínio do campo, desempenha suas
atividades com eficácia e qualidade, porém isso não significa que ele tenha que se
fechar no seu campo de atuação e nem no seu "Setor" de trabalho.
Se a interdisciplinaridade é um "remédio" para esses problemas, o que se
entende da interdisciplinaridade é que ela se apresenta contra a forma tradicional de
organização do saber; propõe-se a "lutar" contra as especialidades desordenadas
existentes e as particularidades das linguagens nas ciências, onde os pesquisadores
não falam uma linguagem global, que Japiassu denomina de "babelismo" - ninguém
entende ninguém. Nesse sentido, a interdisciplinaridade "se afirma como uma
reflexão epistemológica sobre a divisão do saber em disciplinas, para extrair suas
relações de interdependências e de conexões recíprocas". (JAPIASSU, 1976, p. 54).

2.1 A biblioteca universitária pública brasileira em busca de uma visão
sistêmica
Na atual sociedade da informação as bibliotecas desempenham um novo
papel onde são vistas como laboratórios dessa sociedade da informação e, com
tamanha responsabilidade , devem alcançar a visibilidade e o status que lhe foram
impostos. Têm a responsabilidade de ir além de uma simples biblioteca e passar a
se impor como um centro de informação e, como tal , devem conduzir suas práticas
administrativas e organizacionais sempre em direção a ideia de sistema, interação,
dinamismo e inovação.
Para Rossini (2007, p. 108), sistemas de informação são elementos
relacionados entre si que atuam em conjunto "para coletar, processar e prover
informações aos sistemas el ou processos de decisão, coordenando controlando ,
analisando e visualizando processos internos às organizações". Barreto (2009) ,
afirma que a biblioteca é uma instituição que possui competência para fomentar o
conhecimento. Fundado nesse raciocínio , uma instituição que possui competência
para tal atividade pode incentivar a inovação e, conseqüentemente , o
desenvolvimento da sociedade .
A criação e manutenção de sistemas de bibliotecas respondem a valores
consolidados no ambiente, simbolizando o compromisso da universidade com a
qualidade da formação e da produção acadêmica. (GOULART; CARVALHO , 2002).

2490

�Gestão de pessoas
i! """"'"
MaooNlck

~

=

:,

IiWitt.UJ

1I....111~

Trabalho completo

Nas últimas três décadas amplas mudanças internas e externas vêm
refletindo nas bibliotecas universitárias, cujas mudanças refletem em suas estruturas
organizacionais. (GOULART; CARVALHO, 2002).
A análise organizacional das bibliotecas universitárias está intimamente ligada
ao quadro evolutivo do contexto institucional, bem como o sucesso alcançado por
elas.
No estudo de Ferreira (1980) identificaram-se modelos estruturais,
classificados em centralizados, uma vez que a maioria das bibliotecas pesquisadas
encontrava-se definidas pela centralização ou em fase de transição para esse
modelo. As principais argumentações apresentadas para essa forma foram as
seguintes: redução do número de bibliotecas; reunião das coleções; integração dos
serviços bibliotecários; integração dos pesquisadores; custo de manutenção e
desenvolvimento de produtos e serviços; custo e desempenho dos processos de
gestão e controle; desempenho orçamentário-financeiro . Esta centralização dava
ênfase à otimização dos recursos e o fortalecimento interno das bibliotecas. Não se
pretendia indicar um modelo ideal, somente mostrar vantagens e desvantagens
desse sistema.
Já no estudo de Mercadante (1990) foram identificados modelos
organizacionais com coordenação sistematizada e com regulamentação oficial na
maioria das instituições pesquisadas. Tal pesquisa se propunha a formular
recomendações para que as universidades com bibliotecas descentralizadas se
conscientizassem da necessidade de integrá-Ias a estruturas administrativas
modernas, isto é, sob uma única coordenação, assegurando que o órgão
coordenador tivesse competências para definir políticas de informação a nível
institucional, garantisse representatividade junto ao Conselho Universitário e
detivesse condições de avaliar periodicamente o sistema de bibliotecas.
estudo
fez recomendações para que os sistemas já constituídos se formalizassem por meio
da aprovação institucional de regimentos; incluíssem comissões em seu processo de
gestão; participassem da política orçamentária financeira da universidade, com
responsabilidades definidas; coordenassem centralizada mente os serviços de
aquisição, processamento técnico, políticas e planos de serviços aos usuários; e se
integrassem a redes e serviços cooperativos.
Verifica-se que as recomendações da primeira pesquisa refletem na segunda,
principalmente na concepção da estrutura organizacional sistêmica . Tendo em vista
o fenômeno da globalização, cujos reflexos atingem todos os setores da sociedade.
As Universidades vêm, também, tentando se adequar às pressões do novo contexto
social , econômico, tecnológico e político.
As bibliotecas universitárias, como organização social prestadora de serviços,
criadas e mantidas para dar apoio aos programas de ensino, pesquisa e extensão,
por meio de suas coleções, serviços e produtos de informação, serão igualmente
afetadas por estas mudanças, que irão refletir tanto nos assuntos administrativos
como nos tecnológicos e nos processos de avaliação, instituídos pelo Ministério da
Educação (MEC), nos quais as bibliotecas se inserem como infraestrutura
acadêmica, indicativa da capacidade de oferecimento de cursos.
As mudanças administrativas impõem restrições orçamentárias e
organizacionais, com reflexos importantes no quadro de pessoal , infraestrutura física
e financiamento de coleções e serviços. As inovações tecnológicas irão permitir uma
melhor prestação dos serviços de informação, que terão influência significativa, nos

°

2491

�Gestão de pessoas
i! """"'"
MaooNlck

~

=

:,

IiWitt.UJ

1I....111~

Trabalho completo

processos de geração, acesso, disseminação e uso de informações e
conhecimentos, questões que se baseiam nos objetivos e funções das bibliotecas.
Esses serviços se realizam em meio ao funcionamento de redes e serviços
cooperativos, fazendo com que as bibliotecas dêem um salto de qualidade para o
futuro , no contexto acadêmico e científico. (CORTE; ALMEIDA 1999).
As bibliotecas universitárias não são organizações autônomas e sim
organizações dependentes de uma organização maior - a Universidade, portanto,
sujeitas a receberem influências externas e internas do ambiente que as cercam
(MACIEL, 2000?) . Ao mesmo tempo uma organização não pode sobreviver na
dependência absoluta de variações ambientais. Precisa de alguma regularidade
estrutural para enfrentar todas essas incertezas e que seja ao mesmo tempo,
simples e flexível. (MACIEL, 2000?) .
Torna-se importante considerar também as mudanças que a introdução de
novas tecnologias informacionais vem provocando nos serviços meios e fins das
bibliotecas universitárias, redefinindo algumas funções e, conseqüentemente, a
estrutura organizacional dessas bibliotecas em relação ao impacto da tecnologia .
O surgimento de novas formas organizacionais também pode sofrer influência
dos objetivos e pelas diferentes percepções dos membros organizacionais. Isso
implica aceitar que indivíduos, grupos ou organizações podem perceber
diferentemente um mesmo contexto institucional, o que os levaria a adotar diferentes
posturas frente à relação organização-ambiente e no consequente delineamento de
estratégias de ação. (GOULART; CARVALHO, 2002).
A literatura da área vem apontando através de relatos de experiências,
comunicações (artigos de periódicos, Seminários de Bibliotecas Universitárias etc.) a
preocupação que os gestores de bibliotecas têm com relação à organização como
um todo e sua estrutura , face ao impacto da tecnologia e as influências macro
ambientais, as expectativas de sua clientela e a forma de como lidar com essas
ameaças e oportunidades oferecidas pela ambiência.
O impacto na estrutura das bibliotecas é uma das principais questões
apresentadas por Button apud Oliveira (2008?), que revisou a literatura em relação a
essa temática .
Quanto à postura do planejador/gestor, viu-se como mais indicado um modelo
gerencial pautado na estratégia empreendedora e que, segundo Mintzberg (1973
apud MINTZBERG; AHLSRAND; LAMPEL, 2000, p.106), o poder de decisão das
atividades deve ficar de certo modo centralizado nas mãos do principal gestor, a
quem competirá também promover "grandes saltos", face às incertezas, e para que
se acompanhe as mudanças exigidas pela sociedade, pelas inovações tecnológicas
e o seu próprio poder empreendedor.
Quanto à indicação do modelo organizacional a ser adotado, Mintzberg (2003,
p 114-115), levanta as seguintes questões:
Qual é a melhor estrutura: centralizada ou não? Uma biblioteca
considerada centralizada por estar em apenas um local, embora a
maior parte do poder de decisão esteja dispersa entre suas chefias
departamentais, ou uma biblioteca 'descentralizada', que consiste em
bibliotecas satélites amplamente espalhadas, em que seus (suas)
bibliotecários (as) chefes centralizam o poder sem compartilhá-lo
com nenhum dos funcionários?

2492

�Gestão de pessoas
i! """"'"
MaooNlck

~

=

:,

IiWitt.UJ

1I....111~

Trabalho completo

Essas indagações são complexas e devem ser analisadas com muito
cuidado, pois o que impera nessa decisão é a vaidade , o ego, onde gestores acham
que podem resolver tudo sozinhos em uma relação de "manda quem pode e
obedece quem tem juízo". O gestor deve ter a capacidade de liderar, motivar e
comunicar. Liderar é diferente de dar ordens, impor uma vontade. Liderar, acima de
tudo, é conduzir a equipe aproveitando a experiência de cada um no seu fazer e,
principalmente, no pensar o seu fazer, motivar e incentivar para tornar o ambiente de
trabalho mais leve, reconhecer a importância de cada um dos funcionários como
parte importante de um sistema maior, comunicar no sentido de prestar contas, isto
é, dizer o que está acontecendo de maneira clara e ampla, a fim de que as revisões
das metas e dos objetivos, bem como dos serviços, sejam realizados em conjunto.
Em suma, o trabalho em conjunto e compartilhado torna cada um dos componentes
mais conscientes e mais responsáveis pelas ações e resultados, por conseguinte,
torna a equipe mais forte e os serviços e produtos mais eficientes e eficazes. Juntos,
unidos e coesos são mais fortes do que isolados e desunidos, nestes dois últimos
casos, ao não compartilharem nada, também não agregam nada, e todos perdem.
Relacionamos algumas propostas ou atitudes que podem ser implantadas
para melhoria desse quadro em bibliotecas universitárias públicas brasileiras:
a) Divulgação mensal das atividades de cada Setor;
b) Reuniões trimestrais para informar, discutir e apresentar soluções ou
problemas. O funcionário se sente útil e responsável pelo bom
funcionamento da biblioteca ;
c) Reuniões de confraternização para integrar os membros da equipe e
dar "leveza" ao ambiente de trabalho;
d) Destacar o funcionário do mês: pelo bom desempenho no atendimento;
ela quantidade de materiais que ele processou ; ou por qualquer outra
atividade em que tenha se destacado. Isso é reconhecer o valor do
funcionário e motivá-lo a fazer cada vez melhor suas atribuições; e
torná-lo referência para os demais.

3 Materiais e Métodos
Tendo em vista os objetivos deste trabalho e as características de uma
exploração teórica, a metodologia utilizada foi a revisão de literatura. Para o
desenvolvimento deste artigo foi percorrido o seguinte caminho :
a) Levantamento bibliográfico sobre bibliotecas universitárias públicas
brasileiras no âmbito de gestão;
b) Levantamento sobre os estudos e conceitos interdisciplinares que
pudessem ser associados a esta temática .
c) Depois de selecionados os textos com os quais trabalharíamos, iniciouse a leitura e o desenvolvimento da argumentação.

4 Resultados Parciais/Finais
A abordagem desta temática teve como objetivo alcançar os seguintes
resultados:
a) Demonstrar que o trabalho isolado nos setores das bibliotecas

2493

�Gestão de pessoas
i! """"'"
MaooNlck

~

=

:,

IiWitt.UJ

1I....111~

b)

c)
d)
e)

Trabalho completo

universitárias públicas brasileiras não deve acontecer e sim primar pelo
diálogo e integração entre os setores;
Motivar os funcionários a conhecer bem a biblioteca em que trabalham ,
para que possam prestar serviços de qualidade ao usuário, incentivar a
criatividade, a inovação e a iniciativa;
Estimular as chefias a integrar, incentivar e prezar o trabalho
cooperativo e compartilhado;
Influenciar a erradicação da hierarquia exacerbada e extremista , que
dificulta o diálogo e a integração da equipe;
Melhorar os serviços prestados ao usuário, através da prática
interdisciplinar nas bibliotecas universitárias brasileiras.

5 Considerações Parciais/Finais
Acredita-se que o pensamento, porque não dizer a consciência interdisciplinar
dentro do ambiente das bibliotecas universitárias públicas brasileiras, principalmente
se proveniente das esferas superiores, ou seja, dos gestores poderá gerar maior
integração entre os diversos setores e resultará numa interatividade sistêmica, o que
proporcionará nos funcionários a competência para se informar e fazer circular a
informação administrativa; e nos usuários a satisfação pelo acesso a serviços e
produtos em consonância com suas necessidades informacionais.
Entretanto, para que aquele pensamento ou consciência se realize é
necessário que o funcionário conheça todos os setores de maneira uniforme e esteja
capacitado a prestar um serviço preciso e direcionado ao usuário, pois sabendo que
não é competência do seu Setor, poderá encaminhá-lo ao Setor ou lugar competente
que poderá responder com precisão a demanda do usuário.
Todavia , serão atividades simples que poderão mudar o clima organizacional
interno nas bibliotecas universitárias públicas brasileiras que, obviamente,
contribuirão igualmente para a alteração das posturas tanto pessoais quanto
profissionais. Então, e só a partir de então, é que se poderá vislumbrar a possível
colaboração para que a biblioteca universitária pública no Brasil seja um verdadeiro
laboratório na sociedade da informação.
Por fim , estar aberto e receptivo ao novo e, principalmente, ao novo que
vivifica, que promove mudanças positivas, eis o que deve sempre permear a mente
de um bom gestor, posto que será a partir dele e com ele que as mudanças
começarão e se propagarão pela organização.

2494

�Gestão de pessoas
i! """"'"
MaooNlck

~

=

:,

IiWitt.UJ
1I....111~

Trabalho completo

6 Referências
BRASIL. Ministério da Educação. Portaria nO 287 de 27 de abril de 1986. I PNBu :
Plano Nacional de Bibliotecas Universitárias. Disponível em :
&lt;http ://www.prolei.inep.gov.br&gt; . Acesso em : 06 abro2012 .
___ oLei 10861 , de 14 de abril de 2004. Institui o Sistema Nacional de Avaliação
da Educação Superior - SINAES e dá outras providências. Disponível em :
&lt;http://www.sintunesp.org .br/refuniv/Lei&gt; . Acesso em : 16 abr. 2012 .
BARRETO. Aldo de Albuquerque. Sensação e percepção na relação informação e
conhecimento. DataGramaZero, Revista de Ciência da Informação, v.1O, nA,
2009. Disponível em : &lt;http://dgz.org.br/ago09/lnd_com .htm&gt;. Acesso em : 28 abro
2012 .
CORTE , Adelaide R. ; ALMEIDA, Ieda M. Avaliação de softwares para a
automação de bibliotecas e centros de documentação. São Paulo: Polis, APB ,
1999.
CORTE, Adelaide R.;et. AI. Avaliação de softwares para bibliotecas e arquivos:
uma visão do cenário nacional. 2. ed . Rev. e ampl. São Paulo: Polis, 2002 .
CURRÁS , Emilia . Ontologias, taxonomia e tesauros em teoria de sistemas e
sistemática . Brasília : Thesaurus Editora , 2010 .
FAZENDA, Ivani C. Arantes. Integração e interdisciplinaridade no ensino
brasileiro: efetividade ou ideologia? São Paulo : Edições Loyola, 1993.
FERREIRA, Lucimar Silva . Bibliotecas universitárias brasileiras: análise de
estruturas centralizadas e descentralizadas. São Paulo: Pioneira , 1980.
GOULART, Sueli ; CARVALHO, Cristina . Formalismo no processo de
institucionalizção das bibliotecas universitárias. Disponível em : &lt;http://
www.sibi.ufrrj/snbu/snbu2002&gt; . Acesso em : 20 abro2012 .
JAPIASSU, Hilton. Interdisciplinaridade e patologia do saber. Rio de Janeiro,
Imago, 1976.
LEMOS , José Roberto. Interdisciplinaridade: uma proposta de resgate do
conhecimento. [S. I. : s. n. , 1999?]. Disponível em:
&lt;http://orbita .starmedia.com/outraspalavras/art11jrl.htm&gt; . Acesso em : 01 set. 2005.

MACIEL, Alba Costa . Função gerencial na Biblioteca Universitária. [2000?].
Disponível em : &lt;http://www.ndc.uff.br/textos/t033.pdf&gt; . Acesso em : 09 mar. 2012 .
MACIEL, Alba Costa; MENDONÇA, Marília Alvarenga Rocha. Bibliotecas como

2495

�Gestão de pessoas
i! """"'"
MaooNlck

~

=

:,

IiWitt.UJ
1I....111~

Trabalho completo

organizações. Rio de Janeiro: Interciência; Niterói: Inte rtexto , 2006 .

MAHEU, Cristina D' Ávila . Interdisciplinaridade e mediação pedagógica. [S. I. : s.
n. , 1999?]. Disponível em :
&lt;http://www.nuppead.unifacs.br/artigos/lnterdisciplinaridade.pdf&gt; . Acesso em : 10 abro
2012 .
MERCADANTE, Leila M. Z. Análise de modelos organizacionais de bibliotecas
universitárias nacionais. Braília : PNBU, 1990.
MINTZBERG, Henry; AHLSRAND Bruce; LAMPEL, Joseph. Safári de estratégia :
um roteiro pela selva do planejamento estratégico . Porto Alegre: Bookmann , 2000 .
MINTZBERG, Henry. Criando organizações eficazes: estruturas em cinco
configurações. 2. ed . São Paulo: McGrill, 2003. p.114-115.
OLIVEIRA, Silas Marques de. Gerenciamento organizacional de bibliotecas
universitárias. [2008?]. Disponível em: &lt;http://www.ufpe.br/snbu/silas.doc&gt;. Acesso
em : 22 maio. 2012 .
ROSSINI, Alessandro Marco. As novas tecnologias da Informação e a educação
a distância. São Paulo: Thomson , 2007.
VERGUEIRO, Waldomiro; CARVALHO, Teima de. Indicadores de qualidade em
bibliotecas universitárias brasileiras: o ponto de vista dos clientes. In: XIX
CONGRESSO BRASILEIRO DE BIBLIOTECONOMIA E DOCUMENTAÇÃO 1, 2000 ,
Porto Alegre . Anais ... Porto Alegre, 2000. 1 CD-Rom .

2496

�</text>
                  </elementText>
                </elementTextContainer>
              </element>
            </elementContainer>
          </elementSet>
        </elementSetContainer>
      </file>
    </fileContainer>
    <collection collectionId="49">
      <elementSetContainer>
        <elementSet elementSetId="1">
          <name>Dublin Core</name>
          <description>The Dublin Core metadata element set is common to all Omeka records, including items, files, and collections. For more information see, http://dublincore.org/documents/dces/.</description>
          <elementContainer>
            <element elementId="50">
              <name>Title</name>
              <description>A name given to the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51396">
                  <text>SNBU - Edição: 17 - Ano: 2012 (UFRGS - Gramado/RS)</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="49">
              <name>Subject</name>
              <description>The topic of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51397">
                  <text>Biblioteconomia&#13;
Documentação&#13;
Ciência da Informação&#13;
Bibliotecas Universitárias</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="41">
              <name>Description</name>
              <description>An account of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51398">
                  <text>Tema: A biblioteca universitária como laboratório na sociedade da informação.</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="39">
              <name>Creator</name>
              <description>An entity primarily responsible for making the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51399">
                  <text>SNBU - Seminário Nacional de Bibliotecas Universitárias</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="45">
              <name>Publisher</name>
              <description>An entity responsible for making the resource available</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51400">
                  <text>UFRGS</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="40">
              <name>Date</name>
              <description>A point or period of time associated with an event in the lifecycle of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51401">
                  <text>2012</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="44">
              <name>Language</name>
              <description>A language of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51402">
                  <text>Português</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="51">
              <name>Type</name>
              <description>The nature or genre of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51403">
                  <text>Evento</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="38">
              <name>Coverage</name>
              <description>The spatial or temporal topic of the resource, the spatial applicability of the resource, or the jurisdiction under which the resource is relevant</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51404">
                  <text>Gramado (Rio Grande do Sul)</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
          </elementContainer>
        </elementSet>
      </elementSetContainer>
    </collection>
    <itemType itemTypeId="8">
      <name>Event</name>
      <description>A non-persistent, time-based occurrence. Metadata for an event provides descriptive information that is the basis for discovery of the purpose, location, duration, and responsible agents associated with an event. Examples include an exhibition, webcast, conference, workshop, open day, performance, battle, trial, wedding, tea party, conflagration.</description>
    </itemType>
    <elementSetContainer>
      <elementSet elementSetId="1">
        <name>Dublin Core</name>
        <description>The Dublin Core metadata element set is common to all Omeka records, including items, files, and collections. For more information see, http://dublincore.org/documents/dces/.</description>
        <elementContainer>
          <element elementId="50">
            <name>Title</name>
            <description>A name given to the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="64688">
                <text>A biblioteca universitária pública brasileira e a prática Interdisciplinar nas relações de trabalho.</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="39">
            <name>Creator</name>
            <description>An entity primarily responsible for making the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="64689">
                <text>Santos, Ana Paula L. dos; Alvararenga, Gilda Sousa de; Souza, Luiz Antônio de</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="38">
            <name>Coverage</name>
            <description>The spatial or temporal topic of the resource, the spatial applicability of the resource, or the jurisdiction under which the resource is relevant</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="64690">
                <text>Gramado (Rio Grande do Sul)</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="45">
            <name>Publisher</name>
            <description>An entity responsible for making the resource available</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="64691">
                <text>UFRGS</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="40">
            <name>Date</name>
            <description>A point or period of time associated with an event in the lifecycle of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="64692">
                <text>2012</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="51">
            <name>Type</name>
            <description>The nature or genre of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="64694">
                <text>Evento</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="41">
            <name>Description</name>
            <description>An account of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="64695">
                <text>Aborda as relações de trabalho na biblioteca universitária pública brasileira, a falta de interação entre os setores da biblioteca e, consequentemente, o isolamento dos serviços internos, que resulta em trabalho individual e em prejuízo para a qualidade dos serviços oferecidos aos usuários. Apresenta a biblioteca como um sistema interativo e interdependência entre os diversos setores, a fim de dinamizar as relações administrativas e gerenciais para uma maior integração sistêmica, cujos resultados serão serviços práticos, eficazes e dinâmicos, com motivação para o trabalho interdisciplinar, o que contribuirá para o desenvolvimento e a qualidade dos serviços prestados aos usuários, neste caso a comunidade acadêmica. A metodologia utilizada foi a revisão de literatura. Conclui que com atividades simples que promovam a integração e o diálogo entre os setores da biblioteca universitária, bem como a qualificação dos profissionais firmará está como um laboratório na sociedade da informação.</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="44">
            <name>Language</name>
            <description>A language of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="69590">
                <text>pt</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
        </elementContainer>
      </elementSet>
    </elementSetContainer>
  </item>
  <item itemId="6090" public="1" featured="0">
    <fileContainer>
      <file fileId="5154">
        <src>http://repositorio.febab.org.br/files/original/49/6090/SNBU2012_229.pdf</src>
        <authentication>bab3860de7d6efea4f94aa52f050661f</authentication>
        <elementSetContainer>
          <elementSet elementSetId="4">
            <name>PDF Text</name>
            <description/>
            <elementContainer>
              <element elementId="92">
                <name>Text</name>
                <description/>
                <elementTextContainer>
                  <elementText elementTextId="64687">
                    <text>Gestão de pessoas
Trabalho completo

o PAPEL DA BIBLIOTECA UNIVERSITÁRIA NOS PROJETOS
POLíTICO-PEDAGÓGICOS DOS CURSOS DE BIBLIOTECONOMIA
BRASILEIROS
Marielle Barros de Moraes 1, Giseli Adornato de Aguiar, André Luiz
de Souza Britto3
1 Mestranda , Programa de Pós-Graduação em Ciência da Informação, Escola de
Comunicações e Artes, Universidade de São Paulo, PPGCI/ECAlUSP , São Paulo, SP . Bacharela em
Biblioteconomia pela Universidade Federal do Ceará-UFC- Fortaleza-Ceará. Bolsista CAPES .
2Mestranda , Programa de Pós-Graduação em Ciência da Informação, Escola de
Comunicações e Artes , Universidade de São Paulo, PPGCI/ECAlUSP , São Paulo, SP
3Mestrando, Programa de Mestrado Profissional em Computação Aplicada (MPCOMP) ,
Universidade Estadual do Ceará (UECE) , Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia (IFCECE)- Fortaleza-CE, Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis, Rio de Janeiro, RJ

Resumo
A biblioteca universitária, no contexto da Sociedade da Informação, apresenta-se
como um verdadeiro laboratório para a formação dos futuros profissionais
mediadores de informação. Diante desse quadro, pretende-se verificar como os
projetos políticos-pedagógicos dos cursos de Biblioteconomia brasileiros abordam a
temática das bibliotecas universitárias em seus conteúdos. Para tanto, realizou-se
uma pesquisa exploratório-bibliográfica acerca da temática da Biblioteca
Universitária e da Sociedade da Informação. Já a pesquisa empírica baseou-se nos
Projetos Pedagógicos dos Cursos de Biblioteconomia da UFPA, UFSC, UNB, USP e
UFC. Para a análise dos dados optou-se pelo método de análise de conteúdo,
juntamente, com uma análise comparativa entre os currículos. Percebe-se que, com
exceção da UFC, os projetos políticos-pedagógicos e os currículos da UFPA, UFSC,
UNB e USP não contemplam a biblioteca universitária como laboratório para a
formação de seus alunos.
Palavras-Chave:
Biblioteca
Universitária,
Biblioteconomia, Formação Profissional.

Projeto

Político-Pedagógico,

Abstract
The academic library, in the context of the Information Society, presents itself as a
real laboratory for the training of the future mediators professionals of the
information. Given this situation , we intend to examine how the political-pedagogical
projects of Brazilian librarianship courses addressing the topic of academic libraries
in their content. To this end , we carried out an exploratory-literature research on the
subject of the Academic Library and Information Society. The empirical research was
based on the Pedagogical Projects of Librarianship Courses of the UFPA, UFSC,
UNB, USP and UFC. For data analysis, we choosed the method of content analysis,
together with a comparative analysis of the curriculum . It is noticed that, except for
the UFC, the political-pedagogical projects and curriculum of the UFPA, UFSC, UNB

2476

�Gestão de pessoas
Trabalho completo

and USP does not include the academic library as a laboratory for the education of
its students.

Keywords: Academic
Vocational Training .

Library,

Political-Pedagogical

Project,

Librarianship,

1 INTRODUÇÃO
A Biblioteca Universitária, assim como outras instituições sociais, passou por
transformações em seu papel na sociedade, principalmente, a partir das novas
demandas por alterações nas formações dos vários cursos universitários brasileiros.
Essas mudanças são referentes não apenas à inserção das Tecnologias de
Informação e de Comunicação (TIC's) nos ambientes biblioteconômicos, mas
também , das novas demandas de produtos e serviços que, senão criados, foram
customizados a partir do advento do que se convencionou denominar de Sociedade
da Informação, a qual é baseada em redes de informação, de comunicação e de
conhecimentos. Podemos citar como alguns exemplos dessas mudanças o setor do
serviço de referência , o qual vem passando a ser realizado no formato digital; outro
exemplo é o setor de empréstimo, o qual também vem sendo realizado de forma
cooperada entre as bibliotecas e, basta o usuário reservar remotamente o item
desejado, para que ele tenha acesso ao material. Além das mudanças nos serviços
já existentes, as bibliotecas universitárias também passaram a se apropriar das
novas mídias digitais em seus ambientes, tais como os blogs, e-mails, websites,
dentre outros dispositivos técnico-informacionais, os quais se apresentam como
ferramentas úteis para uma maior interação entre bibliotecas, bibliotecários e
leitores.
Diante do contexto supraesboçado, no qual estão presentes as bibliotecas
universitárias enquanto parte integrante, também, dos Projetos Político-Pedagógicos
dos Cursos Universitários, em especial, dos Cursos de Biblioteconomia
(independentemente de sua denominação no âmbito das universidades),
percebemos que ela se apresenta tanto como suporte curricular, quanto como
verdadeiro laboratório para a formação dos futuros profissionais mediadores de
informação. Portanto, a questão que norteia nossa discussão é a seguinte: como se
apresentam os conteúdos relativos à biblioteca universitária nos projetos políticopedagógicos dos Cursos de Biblioteconomia no Brasil , especificamente, na
Universidade Federal do Pará (UFPA), Universidade Federal de Santa Catarina
(UFSC), Universidade de Brasília (UNB), Universidade de São Paulo (USP) e
Universidade Federal do Ceará (UFC)? Na realidade, pretendemos observar como
os projetos político-pedagógicos dos cursos de Biblioteconomia brasileiros abordam
a temática das bibliotecas universitárias, ou seja , se apenas como mais um
conteúdo, ou inserindo a biblioteca universitária como um laboratório para a práxis
dos alunos.
Este tema é de fundamental importância à medida que, desde 2001 ,_após o
lançamento das Novas Diretrizes Curriculares Nacionais (DCN's), houve alterações
nos currículos dos cursos de nível superior no Brasil, dentre eles, o curso de
Biblioteconomia. Portanto, numa tentativa de encontrar algumas pistas analíticas
que nos possibilitem vislumbrar possíveis caminhos de respostas às nossas
indagações, perseguimos o seguinte objetivo geral: analisar os projetos político-

2477

�Gestão de pessoas
Trabalho completo

pedagógicos dos Cursos de Biblioteconomia da UFPA, UFSC, UNB, USP e UFC no
que concerne à utilização da biblioteca universitària como laboratório de apoio aos
alunos da graduação. E como objetivos específicos: investigar como se apresentam
os conteúdos relativos à biblioteca universitária nos pPP's dos cursos de
Biblioteconomia no Brasil; estudar a biblioteca universitária enquanto um laboratório
para os alunos dos cursos de Biblioteconomia.

2 REVISÃO DE LITERATURA
2.1 A Sociedade da Informação e a Biblioteca Universitária

Tanto Burke (2003) como Le Coadic (2004) e Capurro &amp; Hjorland (2007),
referem-se ao período, a sociedade ou a era em que vivemos hoje como, "era da
informação" ou "sociedade da informação" em seus textos. Isso acontece porque , na
sociedade atual, todas as atividades estão baseadas e organizadas em torno de
processos centrados na informação e no conhecimento.
Para Takahashi (2000, p. 3) a ''[. .. ] sociedade da informação é uma nova era
em que a informação flui a velocidades e em quantidades há apenas poucos anos
inimagináveis, assumindo valores sociais e econômicos fundamentais." A
emergência dessa nova sociedade tem ligação direta com as TIC's e a economia
globalizada. Ambos os fatores são essenciais para a caracterização dessa nova
ordem centrada na informação. As TIC's porque fornecem a infraestrutura e o
suporte necessário para que a informação se espalhe rapidamente, sem barreiras de
tempo e espaço. Já a globalização se caracteriza pela expansão dos fluxos de
informações, pela aceleração das transações comerciais envolvendo mercadorias,
capitais e aplicações financeiras que ultrapassam as fronteiras nacionais; ela tem
como proposta a abertura de mercados e a igualdade de oportunidades para todos,
diminuindo as desigualdades sociais, porém, isso só ocorre se todos forem
competitivos e possuírem mão de obra qualificada, ou seja, é necessário investir em
educação, pesquisa e tecnologia (MIYAMOTO, 2002).
Nesse contexto, a educação, em quaisquer níveis, é essencial, pois, é por
meio dela que a nova sociedade se viabiliza e as pessoas adquirem condições de se
prepararem para enfrentar os desafios que a Sociedade da Informação impõe.
Dessa forma , o acesso à instrução superior se torna condição sine qua non
para a efetivação da Sociedade da Informação (BELL, 1977). Diante disso, a
universidade tem papel fundamental para o êxito dessa nova sociedade, cabendo a
ela, juntamente com as demais entidades educacionais, a formação de recursos
humanos e a construção da indispensável base científico-tecnológica responsável
pelo desenvolvimento social e econômico. (TAKAHASHI, 2000, p. 11).
Sendo a educação superior a principal condição para a efetivação da
Sociedade da Informação, então, a biblioteca universitária também se torna parte
interagente nesse processo . Por sua vez, a Sociedade da Informação agrega valor
as funções e à atuação da biblioteca universitária, pois, sendo responsável pelo
suporte ao ensino, pesquisa e extensão, ela contribui para as pessoas
desenvolverem suas potencialidades e tornarem-se agentes ativo na sociedade. Em
relação à biblioteca universitária, Cunha e Cavalcanti (2008, p. 53) a definem como
aquela ''[. .. ] que é mantida por uma instituição de ensino superior e que atende às
necessidades de informação dos corpos docente, discente e administrativo, tanto
para apoiar as atividades de ensino, quanto de pesquisa e extensão".

2478

�Gestão de pessoas
Trabalho completo

Na sociedade contemporânea , com a introdução das TIC's, as bibliotecas
passam a ter seus serviços automatizados, atendimento on-line, obras digitalizadas,
acesso a catálogos bibliográficos e bases de dados on-line, serviços de comutação
entre bibliotecas, documentos em formato eletrônico (MORIGI ; SOUTO, 2005),
trabalhos cooperativos em rede, novas formas de comunicação baseada na
tecnologia digital (e-mail e ferramentas de redes sociais) , dentre outras mudanças.
Assim , a incorporação das TICs nos ambientes das bibliotecas nos conduz a uma
nova biblioteca universitária, a qual, conforme Ferreira (2012, p. 11) comenta, "mais
do que um espaço que armazena livros e outros materiais, é, agora , uma instância
onde ideias são compartilhadas e a aprendizagem é fomentada, bem como novos
conhecimentos são produzidos".
Portanto, a partir das novas configurações que a sociedade vem passando até
o presente momento, as bibliotecas universitárias não ficaram alheias às
transformações socioeducacionais e tecnológicas e passaram a adaptar seus
serviços às necessidades educacionais de uma sociedade que passa cada vez mais
a atuar em rede e remotamente. As bibliotecas universitárias são instituições sociais
e, por isso, mutáveis, assim, torna-se necessário que os projetos pedagógicos dos
cursos de Biblioteconomia do Brasil aproveitem todas as potencialidades e
abarquem novas visões e usos desses espaços.
2.2 As Bibliotecas Universitárias e os Impactos Tecnológicos

A partir da 3a Revolução Industrial, a estrutura do mercado de bens e serviços
passou a ter como principal fator de produção o conhecimento e as organizações
passaram a depender da transformação da informação em sua cadeia produtiva .
Segundo Castells (2012, p. 71) "a substituição do esforço manual pelo conhecimento
como fonte de produção no trabalho é a maior mudança na história do trabalho, que
é, evidentemente, um processo tão antigo quanto a própria humanidade."
Com o início desta série de transformações, o papel da ciência em relação ao
da tecnologia mudou, estabelecendo um processo evolutivo na universidade no
sentindo de adequar a formação do novo perfil demandado pelo mercado, o que, na
realidade gera uma série de discussões acerca de quem a universidade deveria
servir, se aos interesses do mercado, ou da sociedade como um todo . Neste
contexto, a ciência passou a ter seus métodos científicos aplicados à metodologia de
pesquisa tecnológica, representando o que Drucker (2012, p. 160) afirma ser a
"[... ]união da ciência à tecnologia, não uma união entre ciência e tecnologia [... ]",
sendo denominada de revolução tecnológica .
A universidade, ao perceber este novo paradigma, se reestruturou objetivando
atender a demanda por um moderno perfil de profissional sendo considerado um
elemento chave na formação de profissionais com foco na dinâmica do mercado: a
competitividade. Da mesma forma , a Biblioteca Universitária, parte fundamental de
sua estrutura , teve seu papel readequado ao novo escopo com um diferente grau de
complexidade promovida pela revolução tecnológica .
A questão da tecnologia e seus consequentes impactos em Bibliotecas
Universitárias teve seu início com a transformação da necessidade por informação
em uma sistematização do conhecimento. Este processo foi promovido, em especial,
por um novo tipo de necessidade informacional com maior nível de exigência e
expectativa . Os produtos e serviços oferecidos por bibliotecas universitárias já não

2479

�Gestão de pessoas
Trabalho completo

atendiam às expectativas dos usuários, passando a ser necessário que se tivesse
mais acesso à informação de melhor qualidade e em menor tempo .
Com a entrada da lógica do mercado na dinâmica das universidades e, em
consequência , na Biblioteca Universitária, os novos perfis de profissionais passaram
a carecer de uma dinâmica diferenciada de mediação da informação. Com a ampla
difusão das TIC's as bibliotecas passaram a modificar e a criar novos produtos e
serviços para atender às necessidades informacionais dos usuários. Neste contexto,
as bibliotecas, ao perceberem este novo paradigma , passaram a desempenhar um
papel pós-custodial , onde a acumulação de materiais não representava mais
qualidade, mas sim, o tratamento dado à informação contida nos mesmos. A
Biblioteca Universitária, em decorrência destas mudanças, passou a ter um papel
mais participativo na universidade e esta , por sua vez, passou a melhor
corresponder às novas expectativas sociais.

3 MATERIAIS E MÉTODOS
A fim de alcançarmos os objetivos propostos neste trabalho , apoiamo-nos na
pesquisa exploratório-bibliográfica, utilizando livros e artigos de periódicos,
recolhidos na Biblioteca da Escola de Comunicações e Artes da Universidade de
São Paulo e no Portal de Periódicos CAPES. De posse da literatura, passamos para
a pesquisa empírica nos Projetos Pedagógicos dos Cursos de Biblioteconomia da
UFPA, UFSC, UNB, USP e UFC, materiais enviados por e-mail pelos coordenadores
dos cursos, ou recolhidos na internet, como o currículo da UFSC.
Para a análise dos dados utilizamos a análise de conteúdo, a qual, segundo
Berelson 1 (apud BARDIN, 2011 , p. 24) U[oo .] é uma técnica [mas também um método]
de investigação que tem por finalidade a descrição objetiva , sistemática e
quantitativa do conteúdo manifesto da comunicação [... l". A análise de conteúdo foi
realizada nos Projetos Político-Pedagógicos dos Cursos em questão. Também
realizamos uma análise comparativa entre os cinco Projetos Político-Pedagógicos
em lide. Em relação à metodologia comparativa , trata-se de uma técnica que
precede da Sociologia Histórica e da Educação Comparada . O emprego da
comparação em Educação representa um importante instrumento analítico que
possibilita resgatar a heterogeneidade, a singularidade e a complexidade dos
processos educativos, incluindo a construção, manutenção ou a reformulação dos
currículos das diversas áreas. Esse método, conforme o próprio título sugere,
permite realizar comparações com finalidades de verificar semelhanças e diferenças
nas identidades dos conhecimentos. E é exatamente esta a questão que se coloca
na base da elaboração deste trabalho. Podemos dizer, ainda, que este procedimento
analítico relaciona-se ao contexto das análises de conteúdo (BAUER; GASKELL,
2002).

4 RESULTADOS FINAIS
Inicialmente analisamos o Projeto Pedagógico do Curso de Biblioteconomia
da Universidade Federal do Pará e percebemos que o mesmo visualiza a biblioteca
universitária como um laboratório para a formação dos seus alunos. Esta afirmação
pode ser corroborada a partir do seguinte fragmento: para o exercício prático da
1

BERELSON, B. Content Analysis in Communica tion Research. Glencoe: Free Prees, 1952.

2480

�Gestão de pessoas
Trabalho completo

profissão O espaço privilegiado será o Sistema de Bibliotecas da UFPA, mas, se
houver necessidade, serão estabelecidos convênios com outras instituições,
previamente avaliadas, para segurança quanto aos requisitos mínimos para a prática
profissional. Embora ela afirme de forma explícita que a biblioteca universitária será
utilizada como laboratório para os alunos, por outro lado, não percebemos em seu
Projeto Político-Pedagógico, em nenhum momento, iniciativas outras no próprio PPP
que indicasse a utilização da Biblioteca Universitária como uma espécie de
laboratório por parte dos alunos. Seria interessante que as bibliotecas universitárias
participassem , de fato, do processo formativo dos alunos em quaisquer de suas
fases de formação , ou seja , como um verdadeiro laboratório para as disciplinas e
para o processo formativo, intelectual e profissional desses alunos, haja vista que
esse ambiente não será apenas utilizado como ambiente de ensino-aprendizado,
mas também, como um ambiente praxiológico dos alunos de Biblioteconomia.
Percebendo a Biblioteca Universitária como um laboratório na sociedade da
informação, seria interessante que esta biblioteca não estivesse presente na vida
dos leitores apenas no seu formato analógico , mas também no seu formato digital.
Portanto, no atual contexto social, em que as Tecnologias de Informação e de
Comunicação passam a exercer um papel coadjuvante na formação dos futuros
profissionais e, no caso da Biblioteconomia, passam a ser, também , insumos de
trabalho, a BU poderá atuar de forma mais efetiva nos currículos desses cursos
como forma de os alunos passarem a vislumbrar novos espaços de atuação e as
novas tecnologias têm esse potencial.
No caso do currículo do Curso de Biblioteconomia da UFPA afirmamos que a
biblioteca universitária não é vista como um laboratório de formação dos alunos
porque o texto do PPP só afirma a utilização da biblioteca como ambiente
praxiológico na disciplina de Estágio Supervisionado. Todavia , a maior parte das
disciplinas deste curso poderão ter em seus programa alguma parte do seu
desenvolvimento nas bibliotecas universitárias de cada instituição, não para o ensino
das disciplinas da área de Gestão ou de Organização da Informação, pois as
bibliotecas-laboratórios já cumprem essa função, mas para que além das
bibliotecas-laboratórios dos cursos, os alunos tenham contato com os bibliotecários
das BU's na práxis mais efetiva da profissão ; o que aliás é de grande importância,
pois é nesse momento em que há a troca de saberes entre os alunos e os
profissionais da área.
Já em relação ao currículo do Curso de Biblioteconomia da UFSC,
percebemos que as bibliotecas do Centro de Ciências da Educação e a Biblioteca
Universitária são utilizadas como forma de apoio ao curso de Biblioteconomia e que
é necessário que haja a articulação dos Sistemas de Bibliotecas da UFSC com o
Curso de Biblioteconomia. No entanto, não deixa clara qual a forma de articulação
do curso com o sistema de bibliotecas da universidade. A BU pode ser utilizada
apenas como forma de os alunos buscarem os materiais de informação, como
também, para exercitar os conhecimentos adquiridos em sala de aula, todavia, para
tanto, é necessário um maior diálogo dos sistemas de bibliotecas universitárias com
os Cursos de Biblioteconomia. Portanto, percebemos neste currículo que cita a
Biblioteca Universitária, mas de uma forma bastante tímida e sem grandes
articulações do curso com a biblioteca da universidade. Esta, por sua vez, continua a
ser utilizada muito mais como uma biblioteca de consultas e empréstimos, salvo com
algumas exceções, quando utilizam as tecnologias de informação e de comunicação
para a inovação em seus serviços. Ou seja, mesmo diante das possibilidades de

2481

�Gestão de pessoas
Trabalho completo

maiores articulações do Curso de Biblioteconomia com a Biblioteca Universitária,
ainda é bastante tímida quando se trata de sua expressão no PPP do Curso de
Biblioteconomia da UFSC.
O Curso da UNB não aborda a biblioteca universitária em seu Projeto
Pedagógico, embora ainda não o tenha mudado a partir do lançamento das Novas
Diretrizes Curriculares Nacionais de 2001 e o seu PPP ainda seja do ano de 1997.
Mesmo assim , por ser um Curso de Biblioteconomia , pelo menos uma breve menção
à Biblioteca Universitária e a sua utilização como laboratório de ensinoaprendizagem dos alunos poderia ter sido efetuada. Por outro lado, mesmo com a
criação do seu curso de Mestrado em 1978 o PPP da UNB não visualiza a BU como
laboratório para a práxis de seus alunos e como um dispositivo pedagógico, tanto
em relação aos conteúdos do ensino, quanto em relação a ser, verdadeiramente um
laboratório curricular. Nesse sentido, se este curso percebe o bibliotecário como um
mediador entre o volume de informações produzidas a todo instante pela sociedade
e os leitores (também denominados de usuários), então, esse aluno tem de estar
competente informacionalmente, haja vista que ele também será um educador de
seus usuários na busca das informações. Portanto, ao se formar um aluno de
Biblioteconomia competente informacionalmente ele terá de ter acesso a um
conjunto de dispositivos informacionais para que os conteúdos transmitidos em sala
de aula não se tornem apenas palavreados verbosos, mas que a as teorias
mediadas em sala de aula sejam complementadas pelas práticas dos alunos e estes
tenham um ensino verdadeiramente praxiológico e a Biblioteca Universitária se torna
um dispositivo importante no âmbito do currículo de formação de bibliotecários.
Já o Curso de Biblioteconomia da UFC afirma no texto do seu PPP que

possui laboratórios, considerados importantes equipamentos para viabilizar a
execução das atividades curriculares. Esses laboratórios são mais ligados às
Tecnologias de Informação e de Comunicação e ao Tratamento da Informação,
subsidiando o currículo no desenvolvimento das disciplinas que o compõe. Já os
espaços didáticos permitem implementar as dimensões da Pesquisa, Documentação
e Informação- proporcionando aos alunos um local de investigação permanente
sobre métodos, experiências e material didático, voltado aos sistemas de
comunicação em seus diversos níveis. Portanto, aqui percebemos a integração dos
laboratórios com os currículos, ou seja, dos conteúdos mediados em sala de aula,
com a prática desses conteúdos. Então, podemos perceber que este currículo
também integra a pesquisa, o ensino e a extensão, pois os laboratórios em primeiro
lugar apoiam as atividades de pesquisa dos professores desse curso, para a
posteriori esses conhecimentos serem trabalhados com os alunos em sala de aula ,
e, em seguida, dos resultados dessas pesquisas serem divulgadas e mediadas para
a sociedade, a qual deve ser a maior beneficiada dos desenvolvimentos das
pesquisas no âmbito, principalmente, das universidades públicas.
As ações acima analisadas que constam no PPP da UFC estão apoiadas
pelos seguintes laboratórios: residência informacional nas bibliotecas setoriais do
sistema de Biblioteca Universitária da UFC, para os alunos vivenciarem, pelo
período de um semestre ou um ano, o ambiente real de uma biblioteca ou unidade
de informação, aprendendo e colaborando com os diversos serviços, à exemplo do
que ocorre com a residência médica do Curso de Medicina da UFC. Interessante
observar que a forma de visualizar a biblioteca universitária por parte desse currículo
vai além da forma como os outros o percebem , haja vista que ela é vista como um
verdadeiro laboratório no ambiente de ensino-aprendizagem dos alunos. Portanto,

2482

�Gestão de pessoas
Trabalho completo

utilizando-se a BU como laboratório, ela não atuará no currículos dos cursos apenas
como um ambiente no qual os alunos têm a possibilidade de, no final do curso,
realizar seu estágio curricular; mas sim, que todas as disciplinas utilizar-se-ão da
biblioteca como um apoio pedagógico em suas disciplinas, tanto pelos materiais e
serviços de informação que ela dispõe, quanto pela possibilidade de desde a
entrada dos alunos no curso ele já estar familiarizado com a ambiência da biblioteca .
Também é interessante observar que, mesmo sem o Curso de Biblioteconomia da
UFC possuir uma Pós-Graduação na área da Ciência da Informação, ele tem uma
visão muito maior das potencialidades curriculares da Biblioteca Universitária em seu
texto curricular, o que não encontramos nos currículos de Biblioteconomia cujos
cursos possuem a Pós-Graduação.
Em relação ao PPP da USP, podemos afirmar que também não cita a
Biblioteca Universitária como um laboratório para a formação de seus alunos, por
outro lado, o PPP desta universidade ainda está em discussão e, portanto ,
alertamos para que, ao alterarem o PPP , volvam o olhar na perspectiva da biblioteca
universitária como uma espécie de laboratório para os alunos do curso de
Biblioteconomia. Na realidade, a biblioteca universitária deveria ter para a
Biblioteconomia o mesmo peso pedagógico-científico que a residência médica tem
para o curso e os alunos do curso de Medicina. O que o currículo da USP afirma em
seu Projeto Político-Pedagógico que nos possibilita a pensar que ele aborda a
biblioteca universitária, mas de forma muito tímida, é quando afirma que no eixo
técnico-profissional, o currículo de Biblioteconomia apresenta matérias específicas
que contemplam os aspectos teóricos, técnicos e laboratoriais. Essas disciplinas têm
como objetivo formar o profissional na sua especialidade, isto é, colocar no mercado
profissionais da informação que possam responder com qualidade às demandas da
sociedade contemporânea. Todavia, esta afirmação não deixa claro que será
utilizado como laboratório das matérias específicas o suporte da biblioteca
universitária .
Portanto, os resultados encontrados a partir da análise dos Projetos PolíticoPedagógicos dos Cursos de Biblioteconomia selecionados para a amostra, nos
revelaram que algumas de nossas hipóteses não foram confirmadas. Em um
primeiro momento, acreditávamos que os cursos que tinham no conteúdo do seu
Projeto Político-Pedagógico uma maior articulação com a Biblioteca Universitária
seriam aqueles que possuíam a Pós-Graduação na área da Ciência da Informação,
o que, na realidade , não ocorreu , haja vista que o curso que mais está articulado o
seu PPP com a Biblioteca Universitária é o da UFC, que não possui Pós-Graduação
na área de Ciência da Informação.

5 CONSIDERAÇÕES FINAIS
Podemos perceber por meio das análises desenvolvidas neste artigo que os
conteúdos relativos à biblioteca universitária nos projetos político-pedagógicos dos
Cursos de Biblioteconomia no Brasil elencados para a nossa pesquisa, quais sejam ,
os da UFPA, UFSC, UNB, USP e UFC ainda se apresentam de forma bastante
tímida . Em algumas universidades, a exemplo da UNB, a temática não se apresenta
em seu PPP . Já na UFPA e na UFSC a temática se apresenta , mas de forma
incipiente e não deixa claro qual a forma de articulação dos cursos com o sistemas
de bibliotecas da universidade. A UFC se torna , neste caso, uma exceção à regra ,
haja vista que a mesma aborda a temática da biblioteca universitária como um

2483

�Gestão de pessoas
Trabalho completo

laboratório para a formação dos bibliotecários e a insere em seu PPP no mesmo
nível de importância para a formação que as residências universitárias possuem
para os cursos de Medicina.
Portanto, é nesse momento de reformulação dos pPP's e dos programas de
ensino de disciplinas que os cursos de Biblioteconomia poderiam passar a visualizar
as bibliotecas universitárias não apenas como um dispositivo de informação, mas
sobretudo, de pesquisa , produção , mediação e acesso à informação, ou seja , como
um verdadeiro laboratório para as práticas dos alunos no curso como um todo,
tornando, portanto , o currículo praxiológico .

6 REFERÊNCIAS
BARDIN, Laurence. Análise de conteúdo. Lisboa : Edições 70, 1995.
BAUER, Martin W.; GASKELL, George (Ed .). Pesquisa qualitativa com texto,
imagem e som : um manual prático. Petrópolis: Vozes, 2002.
BURKE, Peter. Uma história social do conhecimento: de Gutenberg a Diderot.
Tradução de Plínio Dentzien . Rio de Janeiro: Jorge Zahar, 2003. 241 p.

°

CAPURRO, Rafael ; HJ0RLAND, Birger.
conceito de informação. Perspectivas
em Ciência da Informação, Belo Horizonte, v. 12, n. 1, p. 148-207, jan./abr. 2007.
CASTELLS, Manuel. A sociedade em rede. Tradução Roneide Venancio Majer.
São Paulo: Paz e Terra , 2011. 698 p.
CUNHA, Murilo Bastos da; CAVALCANTI , Cordélia Robalinho de Oliveira.
Dicionário de Biblioteconomia e Arquivologia. Brasília , DF: Briquet de Lemos,
2008. 451 p.
DRUCKER, Peter. Tecnologia, administração e sociedade. Tradução Bruno
Alexander e Luiz Otávio Talu. Rio de Janeiro: Elsevier, 2012. 191 p.
FERREIRA, Sueli Mara Soares Pinto. Diálogo necessário entre bibliotecas públicas
universitárias e sociedade. In : FERREIRA, Sueli Mara Soares Pinto; TARGINO,
Maria das Graças (Org .). Conhecimento: custódia e acesso. São Paulo: SIBiUSP,
2012. p. 11-13.
LASTRES , Helena M. M. Informação e conhecimento na nova ordem mundial.
Ciência da Informação, Brasília, v. 28, n. 1, p. 72-78. Disponível em :
&lt;http://www.scielo.br/pdf/ci/v28n1/28n1a09.pdf&gt; . Acesso em : 07 abro2012 .
LE COADIC , Yves-François. A ciência da informação. 2. ed . Tradução Maria Yêda
F. S. de Filgueiras Gomes. Brasília , DF: Briquet de Lemos, 2004. 124 p.
MIYAMOTO, Miriam Miyuki. A biblioteca universitária na sociedade da
informação. 2002. 35 f. Monografia (Trabalho de Conclusão de Curso em
Biblioteconomia) - Escola de Comunicações e Artes, Universidade de São Paulo,
São Paulo, 2002.

2484

�Gestão de pessoas
Trabalho completo

MORIGI , Valdir José; SOUTO, Luzane Ruscher. Entre o passado e o presente: as
visões de biblioteca no mundo contemporâneo . Revista ACB: Biblioteconomia em
Santa Catarina, Florianópolis, v. 10, n. 2, p. 189-206, jan./dez. 2005. Disponível em :
&lt;http://revista.acbsc.org.br/index.php/racb/article/view/696/pdf_28&gt;. Acesso em: 12
jun. 2011.
SILVA, José Carlos Teixeira da. Tecnologia: conceitos e dimensões. In : XXII
Encontro de Engenharia de Produção, Curitiba , PR, ENEGEP, 2002 . Disponível
em : &lt;http://www.abepro.org .br/biblioteca/ENEGEP2002_TR80_0357 .pdf&gt;. Acesso
em : 07 abro2012.
TAKAHASHI, Tadao . (Org .). Sociedade da informação no Brasil: livro verde.
Brasília, DF: Ministério da Ciência e Tecnologia , 2000. 153 p. Disponível em :
&lt;http://www.mct.gov.br/index.php/contentlview/18878.html&gt;. Acesso em : 7 abro
2012.
UNIVERSIDADE DE BRASíLIA. Proposta de Alteração Curricular. Brasília , 1997.
UNIVERSIDADE DE SÃO PAULO. Relatório do Curso de Biblioteconomia. São
Paulo, 2007.
UNIVERSIDADE FEDERAL DO CEARÁ. Projeto Pedagógico do Curso de
Biblioteconomia. Fortaleza , 2004.
UNIVERSIDADE FEDERAL DO PARÁ. Projeto Pedagógico do Curso de
Biblioteconomia. Belém , 2009.
UNIVERSIDADE FEDERAL DE SANTA CATARINA. Projeto Pedagógico do Curso
de Biblioteconomia da Universidade Federal de Santa Catarina . Florianópolis,
2008.

2485

�</text>
                  </elementText>
                </elementTextContainer>
              </element>
            </elementContainer>
          </elementSet>
        </elementSetContainer>
      </file>
    </fileContainer>
    <collection collectionId="49">
      <elementSetContainer>
        <elementSet elementSetId="1">
          <name>Dublin Core</name>
          <description>The Dublin Core metadata element set is common to all Omeka records, including items, files, and collections. For more information see, http://dublincore.org/documents/dces/.</description>
          <elementContainer>
            <element elementId="50">
              <name>Title</name>
              <description>A name given to the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51396">
                  <text>SNBU - Edição: 17 - Ano: 2012 (UFRGS - Gramado/RS)</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="49">
              <name>Subject</name>
              <description>The topic of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51397">
                  <text>Biblioteconomia&#13;
Documentação&#13;
Ciência da Informação&#13;
Bibliotecas Universitárias</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="41">
              <name>Description</name>
              <description>An account of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51398">
                  <text>Tema: A biblioteca universitária como laboratório na sociedade da informação.</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="39">
              <name>Creator</name>
              <description>An entity primarily responsible for making the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51399">
                  <text>SNBU - Seminário Nacional de Bibliotecas Universitárias</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="45">
              <name>Publisher</name>
              <description>An entity responsible for making the resource available</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51400">
                  <text>UFRGS</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="40">
              <name>Date</name>
              <description>A point or period of time associated with an event in the lifecycle of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51401">
                  <text>2012</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="44">
              <name>Language</name>
              <description>A language of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51402">
                  <text>Português</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="51">
              <name>Type</name>
              <description>The nature or genre of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51403">
                  <text>Evento</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="38">
              <name>Coverage</name>
              <description>The spatial or temporal topic of the resource, the spatial applicability of the resource, or the jurisdiction under which the resource is relevant</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51404">
                  <text>Gramado (Rio Grande do Sul)</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
          </elementContainer>
        </elementSet>
      </elementSetContainer>
    </collection>
    <itemType itemTypeId="8">
      <name>Event</name>
      <description>A non-persistent, time-based occurrence. Metadata for an event provides descriptive information that is the basis for discovery of the purpose, location, duration, and responsible agents associated with an event. Examples include an exhibition, webcast, conference, workshop, open day, performance, battle, trial, wedding, tea party, conflagration.</description>
    </itemType>
    <elementSetContainer>
      <elementSet elementSetId="1">
        <name>Dublin Core</name>
        <description>The Dublin Core metadata element set is common to all Omeka records, including items, files, and collections. For more information see, http://dublincore.org/documents/dces/.</description>
        <elementContainer>
          <element elementId="50">
            <name>Title</name>
            <description>A name given to the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="64679">
                <text>O papel da biblioteca universitária nos projetos político-pedagógico dos Cursos de Biblioteconomia Brasileiros.</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="39">
            <name>Creator</name>
            <description>An entity primarily responsible for making the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="64680">
                <text>Moraes, Marielle Barros de; Aguiar, Giseli Adornato de; Britto, André Luiz de Souza</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="38">
            <name>Coverage</name>
            <description>The spatial or temporal topic of the resource, the spatial applicability of the resource, or the jurisdiction under which the resource is relevant</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="64681">
                <text>Gramado (Rio Grande do Sul)</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="45">
            <name>Publisher</name>
            <description>An entity responsible for making the resource available</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="64682">
                <text>UFRGS</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="40">
            <name>Date</name>
            <description>A point or period of time associated with an event in the lifecycle of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="64683">
                <text>2012</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="51">
            <name>Type</name>
            <description>The nature or genre of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="64685">
                <text>Evento</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="41">
            <name>Description</name>
            <description>An account of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="64686">
                <text>A biblioteca universitária, no contexto da Sociedade da Informação, apresenta-se como um verdadeiro laboratório para a formação dos futuros profissionais mediadores de informação. Diante desse quadro, pretende-se verificar como os projetos políticos-pedagógicos dos cursos de Biblioteconomia brasileiros abordam a temática das bibliotecas universitárias em seus conteúdos. Para tanto, realizou-se uma pesquisa exploratório-bibliográfica acerca da temática da Biblioteca Universitária e da Sociedade da Informação. Já a pesquisa empírica baseou-se nos Projetos Pedagógicos dos Cursos de Biblioteconomia da UFPA, UFSC, UNB, USP e UFC. Para a análise dos dados optou-se pelo método de análise de conteúdo, juntamente, com uma análise comparativa entre os currículos. Percebe-se que, com exceção da UFC, os projetos políticos-pedagógicos e os currículos da UFPA, UFSC, UNB e USP não contemplam a biblioteca universitária como laboratório para a formação de seus alunos.</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="44">
            <name>Language</name>
            <description>A language of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="69589">
                <text>pt</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
        </elementContainer>
      </elementSet>
    </elementSetContainer>
  </item>
  <item itemId="6089" public="1" featured="0">
    <fileContainer>
      <file fileId="5153">
        <src>http://repositorio.febab.org.br/files/original/49/6089/SNBU2012_228.pdf</src>
        <authentication>acb97558e226c11622d61d6a0f5801f3</authentication>
        <elementSetContainer>
          <elementSet elementSetId="4">
            <name>PDF Text</name>
            <description/>
            <elementContainer>
              <element elementId="92">
                <name>Text</name>
                <description/>
                <elementTextContainer>
                  <elementText elementTextId="64678">
                    <text>Gestão de pessoas
i! """"'"
MaooNlck

~

=

:,

IiWitt.UJ

1I....111~

Trabalho completo

RECRUTAMENTO E SELEÇÃO DE PESSOAS EM BIBLIOTECAS
UNIVERSITÁRIAS
Clériston Ribeiro Ramos 1, Deise Parula Munhor, Rúbia Tatiana
Gattellf
1 Bacharel em Biblioteconomia pela Universidade Federal do Rio Grande (FURG), MBA em
Gestão de Pessoas pela Anhanguera Educacional Rio Grande , Mestrando do Programa de Pós
Graduação em Educação em Ciências: Química da Vida e Saúde pela FURG, Bibliotecário da FURG,
Rio Grande, RS

2Bacharel em Biblioteconomia pela FURG, Mestranda do Programa de Pós Graduação em
Educação Ambiental pela FURG
3Bacharel em Biblioteconomia pela FURG, MBA em Gestão de Projetos pela Anhanguera
Educacional Rio Grande , Bibliotecária - Diretora do Sistema de Bibliotecas da FURG, Rio Grande , RS

Resumo
Tendo em vista a importância da biblioteca, é preciso atentar os
procedimentos de recrutamento e seleção como critério de qualidade destes centros.
O processo de seleção de pessoas em bibliotecas, em instituições particulares é o
tema da pesquisa. A presente proposta tem como foco de pesquisa as bibliotecas,
tendo em vista sua importância no ponto de vista cultural e principalmente enquanto
espaço de formação . Este estudo pretendeu oferecer subsídios para melhor
entendimento dos procedimentos de seleção de pessoas em bibliotecas. Para
levantamento dos dados foi criado um formulário de pesquisa pautando sobre os
procedimentos de recrutamento e seleção de pessoas em bibliotecas universitárias.
Como resultados destacam-se: o procedimento de recrutamento, a divulgação na
própria universidade é a que teve maior ocorrência; Nas etapas de seleção a análise
de currículo e a entrevista são os procedimentos que ocorrem em todas
universidades entrevistadas, e sobre os critérios de seleção a habilidade técnica é o
item prioritário. Acredita-se que este estudo tenha servido como ponto de partida
para entendimento dos procedimentos de recrutamento e seleção de pessoas em
bibliotecas.
Palavras-Chave:
Gestão de pessoas; Recrutamento; Seleção de pessoas; Técnicas de
recrutamento e seleção; Bibliotecas universitárias.

Abstract
Given the importance of the library, you must attend the recruitment
procedures and selection criteria as quality of these centers. This study aimed to
provide insight to better understanding of the procedures for selecting people into
libraries. For data collection, we created a search form guidelines on procedures for
recruitment and selection of people in university libraries. Of the 89 universities, 9%
of forms were returned . The results include: the recruitment procedure , the disclosure

2461

�Gestão de pessoas
i! """"'"
MaooNlck

~

=

:,

IiWitt.UJ
1I....111~

Trabalho completo

in itself is the univer-sity had the greatest occurrence; In the steps of the analysis of
curriculum selection and interview procedures are occurring in ali universities
surveyed , and about the criteria check the technical ability is a priority item. It is
believed that this study has served as a starting point for understanding the
procedures for recruiting and selecting people in libraries.

Keywords:
People management; Recruitment; Selection of people; Recruitment and
selection techniques; University libraries.

1 Introdução
Nos últimos anos, a biblioteca tem-se constituído na condição de centro
cultural desde a biblioteca de Calímaco, na Grécia antiga, até a moderna Library of
Congress - uma das principais bibliotecas da contemporaneidade .
Com o desenvolvimento das tecnologias de informação e documentação, tais
como a informação virtual e interlocução desta, via rede de computadores, tem-se
mostrado importantes aliadas na organização do conhecimento. Mas tudo isso não
seria possível sem o material humano, sem as pessoas, pois de nada basta o
desenvolvimento das ferramentas sem que estas sejam direcionadas para
dinamização dos afazeres humanos.
A temática da biblioteca universitária nasce, em sua concepção, enquanto
local de extensão do ensino na universidade, portanto, é preciso atentar quais os
procedimentos realizados para seleção de pessoal nessas instituições, pois este
procedimento possui relação direta nos processos de disponibilizarão do material de
apoio bibliográfico (bem como outros serviços) e qualificação na formação dos
universitários, enquanto futuros profissionais atuantes em nossa sociedade .
O processo de seleção de pessoas em bibliotecas, em instituições
particulares, em âmbito nacional foi o tema da pesquisa . A presente proposta tem
como foco de pesquisa as bibliotecas, tendo em vista sua importância no ponto de
vista cultural e principalmente enquanto espaço de formação .
Investigar os procedimentos realizados para recrutamento e seleção de
pessoal em bibliotecas universitárias é o objetivo geral do trabalho. Dentre os
objetivos específicos estão: Oferecer subsídios para melhor entendimento dos
procedimentos de seleção de pessoas em bibliotecas, e Traçar um paralelo entre a
seleção de pessoas em bibliotecas, em relação a outras instituições, tendo em vista
suas políticas.

2 Revisão de Literatura
Para melhor entendimento dos conceitos que serão tratados, optou-se pela
realização da revisão de literatura, em livros, periódicos e websites sob as temáticas
recrutamento e seleção - entendendo a investigação destes temas como
imprescindíveis para seu entendimento.
2.1

Recrutamento e seleção

2462

�Gestão de pessoas
i! """"'"
MaooNlck

~

=

:,

IiWitt.UJ

1I....111~

Trabalho completo

Arruda; Peconick (c2009), conceituam recrutamento como: "um conjunto de
técnicas e procedimentos que visa atrair candidatos potencialmente qualificados e
capazes de ocupar cargos dentro da organização". Já seleção, segundo Caxito
(2008, p. 40), é um "filtro por meio do qual a empresa busca identificar e contratar
os profissionais mais talentosos" . Oliveira (2007) considera a seleção como "um dos
subsistemas de recursos humanos mais importantes".
Na gestão de pessoas, agregar pessoas é primeiro processo, sendo
composto pelo recrutamento e seleção. Sendo o recrutamento uma espécie de
convocação dos candidatos e a seleção, como etapa seguinte, na condição de
escolha dos candidatos que serão efetivamente incorporados à instituição. (CAXITO,
2008, p. 8)

2.2

Novo perfil do bibliotecário

Oficialmente a primeira escola de bibliotecários foi criada no ano de 1887,
com Melvin Dewey na Columbia University (EUA) . Na Europa o curso de
Biblioteconomia foi criado na Universitat de Barcelona (Espanha , 1915), depois
disso, na escola de Leipzig (Alemanha , 1915), Universidade de Londres (Inglaterra,
1917), École nationale supérieure des bibliothecáires (França , 1963). Na Ásia , a
China criou o curso de preparação de bibliotecário em 1920; Na África, a Nigéria em
1959 foi o primeiro país do continente a formar bibliotecários. Chile (1949) e
Argentina (1957) foram os primeiros países da América da Sul a instituírem a
educação bibliotecária . No Brasil, o curso de biblioteconomia foi criado aos moldes
da escola francesa, por meio do Decreto n. 8.835 , de 11/07/1911 , na Biblioteca
Nacional, localizada no Rio de Janeiro (BARROS, 2009). Daquela época aos dias de
hoje, o curso de biblioteconomia , bem como as práticas dos profissionais
pertencentes a esta ciência, passaram por diversas mudanças, seja na evolução dos
espaços, bem como dos produtos e ferramentas .
Dowbor (2001) apud Schweitzer (2007, p. 81) afirma que grande parte das
mudanças ocorridas nos dias de hoje se deve à "revolução tecnológica", com isso
afetando diretamente nos "sistemas de organização do conhecimento", emergindo
assim mudanças nas práticas dos profissionais que lidam com todas as
manifestações do conhecimento, incluindo nesses, os profissionais bibliotecários.
Mais especificamente em relação à biblioteca universitária, conceituada como
importante instituição de "disseminação de informação científica" (SCHWEITZER,
2007, p. 82), bem como de seu papel no "auxiliar no processo de aprendizagem"
(SILVA et aI., 2004, p. 135), atravessada ainda pelos processos tecnológicos
anteriormente destacados, aos profissionais atuantes nesses centros, estabelecemse novos exigências no que diz respeito a sua atuação.
2.3

Desafios da Gestão de Pessoas

Em pesquisa realizada com mais de 600 profissionais, 67% dos entrevistados
apontam o desenvolvimento de novas competências dos profissionais como o maior
desafio na gestão de pessoas, seguido por retenção de profissionais atuantes em
setores estratégicos (25,7%) e em seguida, atração de profissionais de outros
estados (5,5%) (HOLANDA, 2010). Já para Colombo (2011), os principais desafios
da gestão de pessoas na contemporaneidade estão divididos em três etapas;

2463

�Gestão de pessoas
i! """"'"
MaooNlck

~

=

:,

IiWitt.UJ

1I....111~

Trabalho completo

primeiro: identificar talentos, pois com os avanços tecnológicos as qualificações
exigidas acabam sendo maiores; outro aspecto consiste no desenvolvimento de
talentos - o que requer acompanhamento constante, exigindo dos líderes
desenvolvimento de competências; e por último: é conseguir reter o talento nas
organizações, o que se mostra fundamental para implementação da continuidade
dos processos das instituições. Portanto, os novos desafios da gestão de pessoas
referem-se ao desenvolvimento de novas competências e também a continuidade no
desenvolvimento dessas habilidades, o que requer um olhar atento por parte dos
gestores. Por anteceder a esses processos, o recrutamento e seleção de pessoas
deve ser empregado no sentido de captar profissionais que possuem perfil
condizente a essas exigências, ou seja, direcionar a captação a candidatos que
possuem predisposição a condição de aprimoramento e evolução pessoal e isso
pode ser subsidiado por meio de educação continuada e acompanhamento do
desempenho de cada profissional, de modo a identificar às suas necessidades, de
modo à associá-Ias com as perspectivas da instituição.

3 Materiais e Métodos
A pesquisa foi realizada por etapas, sendo a primeira a revisão de literatura
sobre as bases conceituais sobre recrutamento e seleção de pessoas, o que
subsidiou a construção do instrumento de pesquisa : formulário, que foi aplicado aos
gestores das bibliotecas pesquisadas (APÊNDICE).
Em etapa posterior, foram delimitadas as bibliotecas que seriam investigadas
e optou-se por ampliar a pesquisa para todas as bibliotecas de universidades do
Brasil credenciadas pelo Ministério da Educação, via base de dados do Ministério da
Educação eletrônica (e-MEC) 1, tendo como organização acadêmica a Universidade,
categoria administrativa privada e situação ativa, o que totalizou a recuperação de
89 bibliotecas. Ao acessar o website da instituição foram levantados os contatos dos
gestores, onde foi feita a solicitação de participação da pesquisa , com prazo de
resposta de uma semana para confirmação de participação. Das 89 instituições, 14
destes gestores responderam positivamente, que gostariam de participar da
pesquisa e ao enviar o link, com o formulário a ser preenchid0 2 , ao total foram
respondidos oito formulários , onde as respostas foram tabuladas e analisadas no
capítulo a seguir. Vale destacar que por se tratar de um número reduzido de
instituições, a presente pesquisa analisou a amostragem em um universo de
abordagem qualitativa, ainda que apresente manifestações percentuais. Portanto as
oito universidades investigadas representa o universo da pesquisa .
Uma vez definidas as universidades, na segunda etapa , foi realizado contato,
via e-mail, com os responsáveis pelas bibliotecas destas universidades, convidadoos a participar da pesquisa . Após o aceite, foi aplicado um formulário com questões
relacionadas aos procedimentos de recrutamento e seleção de pessoas destas
bibliotecas e também assuntos gerais (APÊNDICE) . E finalmente, tendo em posse
os dados, estes foram tabulados, analisados e interagidos com a literatura da área,
foi estudada em paralelo, originando no relatório, em formato de artigo científico.

I

1

Disponível em: &lt;http://emec.mec.gov.br/&gt;. Acesso em: 18 ago. 201 1.
Foi utilizada a tecnologia Google Docs© para criação e disponibilização do formulário.

2464

�Gestão de pessoas
i! """"'"
MaooNlck

~

=

:,

IiWitt.UJ
1I....111~

Trabalho completo

4 Resultados Finais
A seguir serão apresentados os resultados da pesquisa, divididos pelo perfil
do gestor, dados da instituição, bem como os processos de recrutamento e seleção
realizados em suas respectivas unidades.

4.1 Grau de instrução

• Graduação comp leta

• Pós-G raduação
incomp leta
• Pós-Graduação
com pl eta

Figura . 1 - Grau de instrução
Segundo o grau de instrução dos responsáveis das bibliotecas, nota-se que a
maioria possui Pós-Graduação completa (62,50%), mas ainda 25% possuem apenas
graduação como grau de formação .

4.2 Área de formação
Em relação à área de formação, todos os entrevistados são formados em
Biblioteconomia, ou seja, 100%. Concomitantemente com Biblioteconomia, 25%
declararam ter instrução em Documentação e 12,5% em Direito.

2465

�Gestão de pessoas
i! """"'"
MaooNl ck

~

=

:,

IiWitt.UJ

1I....111~

Trabalho completo

4.3 Tempo que atua na instituição

100%
90%
80%
70%
60%
50%
40%
30%
20%
10%
0%

~-------.-------.-------.--------.-------~

M eno s de 1
ano

De 1 a 5
anos

De6a l 0
anos

De11a15
anos

Mai sde1 5
anos

Figura . 2 - Tempo que atua na instituição (em anos)
A metade dos entrevistados (50%) atuam na instituição entre 11 a 15 anos,
um tempo considerável se tratando de instituições de ordem privada, porém 25%
estão a menos de um ano na instituição.

4.4 Tempo que atua na função de responsável pela biblioteca

100%
90%
80%
70%
60%
50%
40%
30%
20%
10%
0%

~-------.-------,--------.--------.--------(

Menos de 1
ano

De 1 a 5
anos

De 6 a 10
anos

De 11 a 15
anos

M ais de 15
anos

Figura 3 - Tempo que atua como responsável pela biblioteca (em anos)
Este quadro encontra-se similar ao anterior em sua distribuição, denotando
que o funcionário se insere na instituição, muitas vezes, diretamente no cargo de
chefia .

2466

�Gestão de pessoas
i! """"'"
MaooNlck

~

=

:,

IiWitt.UJ
1I....111~

Trabalho completo

4.5 Número de bibliotecas da rede

0%

20%

40%

60 %

80%

100%

De 1 a 3 bibliotecas

De 4 a 6 bibl iotecas

De 7 a 9 bibliotecas

10 OU' mais bibliotecas

Figura . 4 - Número de bibliotecas da rede

o número de bibliotecas da rede em sua maiora encontra-se de uma a seis
biblotecas porém 25% possuem 10 ou mais bibliotecas.

4.7 Tamanho do acervo e tipos de material

Livros
Periódicos
Multimeios
Obras Exemplares Títulos Fascículos Obras Exemplares
A
NI
32 .000
NI
12.300
NI
NI
180.000
NI
NI
B
78
60 .000
50
C
NI
72 .000
NI
2.000
NI
NI
NI
NI
D
NI
400 .000
NI
650.000
NI
E
NI
540.000
NI
443.000
25.000
F
NI
130.000
NI
50 .000
NI
NI
11.033*
NI
G
NI
229.935
NI
NI
H
NI
NI
82.725
1.643
NI
NI
Legenda : NI =Não Informado
*Incluindo periódicos eletrônicos.
Tabela . 1 - Tamanho do acervo e tipo de material
Biblioteca

O acervo das bibliotecas investigadas é bastante variável mas nota-se que na
maioria das vezes o número de livros é o dobro do número de periódicos e também
somente em duas bibliotecas foi declarado possuir multimeios.

2467

�Gestão de pessoas
i! """"'"
MaooNlck

~

=

:,

IiWitt.UJ

1I....111~

Trabalho completo

4.8 Número de alunos que a biblioteca atende
Biblioteca
Número de alunos
A
3.000
B
15.000
C
3.000
D
50.000
E
37 .000
F
5.000
20 .307
G
H
15.322
Tabela. 2 - Numero de alunos que a biblioteca atende

o número de alunos também é bastante variável, sendo a biblioteca que
atende um menor numero de 3 mil e a maior de 50 mil.
4.9 Funcionários da biblioteca - setores e funções
Bibliotecário

....

Biblioteca
I função

.9
(/)
Q)

(9

o(/) o(/)
(/) U
~·c

'iij

o_~

Ora

8

'õ
-o
.;::

o

....

Iu!:!

r::::: N
Q)'-

.!!!

:2-g

'x::J

Q)

Cf)

I!:!

a.
ra

«

Q)
"C

~

(/)

=ra
ra E
r::::: o r::::: Q)
o
.;:: w"C «1;)
ra
'iij
E
ra

u ....

Q)
"C

5

A

B
C
D
E
F
G
H

(/)

0:- c..Q)

(/)

«

-

....
(/)

$
r:::::
$(/)

3

1

30

o

6
12

ND

3
1

2

6

4

1

12
20

8

Legenda: ND = Não Definido

Tabela . 3 - Número de funcionários da biblioteca e seus setores
Os recursos humanos varia de acordo com a biblioteca , algumas possuem
vários bibliotecários em diversos setores outros possuem outros profissionais ou
estudantes

4.10 Quais são os procedimentos para o recrutamento de futuros funcionários
da unidade?

2468

�Gestão de pessoas
i! """"'"
MaooNl ck

~

=

:,

IiWitt.UJ

1I....111~

Trabalho completo

4

3

3

3

2
1

1

1
N9 de ocorrências

Figura . 5 - Procedimento de recrutamento e seleção
No recrutamento, a divulgação na universidade é o principal procedimento
realizado , seguido pelo cadastro de seleções anteriores, contato com universidades.
Em outros, foi respondido sites de emprego como procedimento de recrutamento .

4.11 Quais são os profissionais envolvidos no processo de seleção de pessoas
para atuarem na biblioteca?

8

5
4
-

-

-

-

-

~

-

N° de ocorrências

j

o

Q

o

I

Figura. 6 - Profissionais envolvidos na seleção de pessoas

2469

�Gestão de pessoas
i! """"'"
MaooNlck

~

=

:,

IiWitt.UJ

1I....111~

Trabalho completo

Na seleção, o bibliotecário sempre participa do processo também tendo a
presença do administrador em quatro universidades e do psicólogo em cinco delas.

4.12 Quais são as etapas realizadas na seleção de pessoas para atuar na
biblioteca?

-

-

-

-

-

-

-

-

-

-

-

.

-

:,

j

1-

Ll

_ := ~

1-

u

,

NJ! de oco rrências

LJ

Figura . 7 - Etapas realizadas para seleção de pessoas
A análise de currículo e as entrevistas são utilizadas na totalidade das
instituições investigadas mas também teve destaque a dinâmica de grupo, com
cinco ocorrências. A simulação é utilizada somente por uma instituição e o projeto
em nenhuma das investigadas. A resposta "outro" foi redação.

2470

�Gestão de pessoas
i! """"'"
MaooNlck

~

=

:,

IiWitt.UJ

1I....111~

Trabalho completo

4.13 Quais são os principais critérios a serem observados para seleção dos
candidatos?
7

6

4
-

3

3

3

-

--

-

-

-

r

-

r--

r--

-

r--

r--

1
-

-

I'
La.

LJ

~

N° de oco rrê ncias

O

Figura . 8 - Critérios observados na seleção de candidatos

o principal critério observado é a habilidade técnica do candidato, seguido
pelo relacionamento interpessoal, experiência, aparência e também disponibilidade
de deslocamento. A disponibilidade de tempo foi pouco destacado como um critério
primordial par seleção dos candidatos.

5 Considerações Parciais/Finais
Com os resultados obtidos acredita-se que foi possível observar melhor o
perfil do gestor das bibliotecas universitárias investigadas, neste estudo ele possui
pós-graduação completa (62,5%), 100% destes possuem graduação completa em
Biblioteconomia, encontram-se entre 11 a 15 anos na instituição e também na
chefia. No que se refere às bibliotecas, mais de 70% delas possuem 1 a 6
bibliotecas na rede, o acervo varia em tamanho de uma biblioteca par outra mas
quase a totalidade possui a proporção de 2 livros por 1 periódico, somente uma
biblioteca possuía mais periódicos, 2 biblioteca declararam possuírem acervo em
multimeios; O número de alunos também é variável a com menor número é de 3 mil
e a biblioteca com maior número, 50 mil. Os recursos humanos varia de acordo com
a biblioteca , algumas possuem vários bibliotecários em diversos setores outros
possuem outros profissionais ou estudantes. No recrutamento, a divulgação na
universidade é o principal procedimento realizado. Na seleção, o bibliotecário
sempre participa do processo, a análise de currículo e as entrevistas são utilizadas

2471

�Gestão de pessoas
i! """"'"
MaooNlck

~

=

:,

IiWitt.UJ
1I....111~

Trabalho completo

na totalidade das instituições investigadas e o principal critério observado é a
habilidade técnica do candidato.
Acredita-se que o estudo, por se tratar de um universo pequeno de
instituições investigadas, trata-se apenas de um ponto de partida para estudos sobre
recrutamento e seleção de pessoas em bibliotecas universitárias, no entanto, será
preciso envolvimento maior de instituições participantes, talvez alternando os
instrumentos de pesquisa , ainda sim , acredita-se que as metas propostas no
presente trabalho foram cumpridas.

6 Referências
ARRUDA, J.; PECONICK , A. (Ed .). O que é Recrutamento e Seleção? [Rio de
Janeiro]: ABRH-RJ, c2009.
BARROS, M. História da Biblioteconomia. In : Bibliotecários sem fronteiras.
Dispon ível em : &lt;http://bsf.org .br/2009/02/08/historia-da-biblioteconomi ai&gt; . Acesso
em : 18 ago. 2011 .
CAXITO, F. A. Recrutamento e seleção de pessoas. Curitiba : IESDE, 2007.
Disponível em :&lt; http://www2 .videolivraria.com .br/pdfs/4848.pdf&gt; . Acesso em : 27 set.
2010.
CHIAVENATO, I. Planejamento, recrutamento e seleção de pessoal : como
agregar talentos a empresa . 4. ed . São Paulo: Atlas, 1999. ISBN 85-224-2092-0 .
COLOMBO, E. Desafios da gestão de pessoas: identificar, desenvolver e reter
talentos. [s. I.]: Administradores. Artigos, 2011. Disponível em :
&lt;http ://www.administradores.com .br/informe-se/artigos/desafios-da-gestao-depessoas-identificar-desenvolver-e-reter-talentos/51 085/&gt; . Acesso em : 6 jul. 2011 .
FERREIRA, S. M. S. P. Tecnologia da informação: conceitos. 1997. Disponível em :
&lt;http ://www.eca.usp .br/prof/sueli/cbd256/Tljane/sld009 .htm &gt;. Acesso em : 4 jul.
2011 . slide 9.
HOLANDA, C. Desafio 21 : a coluna da rede gestão. Rede gestão, [Recife] , n. 587, 3
jan . 2010. Disponível em :
&lt;http ://www2 .informazione.com .br/cms/exporttsites/defaultldesafi021 Iversaopdf/pdf/5
87 .pdf&gt; . Acesso em : 6 jul. 2011 .
OLIVEIRA, E. O.; OLIVEIRA, R. E.; GOMES, C. Recurso humanos: recrutamento e
seleção de pessoas. Anais do IX Encontro Latino Americano de Iniciação
Científica e V Encontro Latino Americano de Pós-Graduação - Universidade do
Vale do Paraíba. Paraíba. Disponível
em :&lt;http://biblioteca .univap .br/dados/IN IC/cd/inic/IC6%20anais/IC6-1 07 .PDF&gt; .
Acesso em : 27 set. 2010.

2472

�Gestão de pessoas
i! """"'"
MaooNlck

~

=

:,

IiWitt.UJ

1I....111~

Trabalho completo

OLIVEIRA, T . F. L. Seleção de pessoal. In : Administradores . Disponível em :
&lt;http ://www.administradores.com .br/i nforme-se/artigos/selecao-de-pessoal/1 3196/&gt; .
Acesso em : 18 ago. 2011 .
RAMOS , A. V. A. Prática de seleção e aperfeiçoamento de pessoal. São Paulo :
Atlas, [19_?].
SCHWEITZER, F. Os novos perfis dos profissionais da informação nas bibliotecas
universitárias. Revista Brasileira de Biblioteconomia e Documentação, São
Paulo, v. 3, n. 2, p. 80-88, jul.ldez., 2007.
SILVA, C. C. M.; CONCEiÇÃO, M. R. ; BRAGA, R. C . Serviço de coleções especiais
da biblioteca da Universidade Federal de Santa Catarina : estágio curricular. Revista
ACB, v. 9, p. 134-140, 2004 .

2473

�Gestão de pessoas
i! """"'"
MaooNlck

~

=

:,

IiWitt.UJ
1I....111~

Trabalho completo

APÊNDICE - FORMULÁRIO

Práticas de Recrutamento
Bibliotecas Universitárias

e

Seleção

de

Pessoas

em

Este formulário é parte integrante do projeto de pesquisa intitulado "Práticas de
Recrutamento e Seleção de Pessoas em Bibliotecas Universitárias", que se constitui
no Trabalho de conclusão de curso do MBA em Gestão de pessoas, da Faculdade
Anhanguera do Rio Grande. Este projeto objetiva Investigar os procedimentos
realizados para recrutamento e seleção de pessoal em bibliotecas universitárias
particulares do Brasil
*Obrigatório
I. DADOS DE IDENTIFICAÇÃO
NOME COMPLETO*
1. Grau de instrução *
a. Ensino fundamental incompleto
b. Ensino fundamental completo
c. Ensino médio incompleto
d. Ensino médio completo
e. Graduação incompleta
f. Graduação completa
g. Pós-Graduação incompleta
h. Pós-Graduação completa
2. Área de formação *Caso tenha cursado graduação
3. Tempo que atua na instituição *Em anos e meses
4. Tempo que atua na função de responsável pela biblioteca *Em anos e meses
11. DADOS DA INSTITUiÇÃO
5. Nome da universidade em que atua: *
6. Número de bibliotecas da rede *
7. Tamanho do acervo e tipos de material *Por exemplo: 2 mil livros e 300
periódicos
8. Número de alunos que a biblioteca atende *
9. Funcionários da biblioteca - setores e funções *Por exemplo: 2 bibliotecários no
setor de referência, 5 auxiliares no balcão

2474

�Gestão de pessoas
i! """"'"
MaooNlck

~

=

:,

IiWitt.UJ

1I....111~

Trabalho completo

111. RECRUTAMENTO
10. Quais são os procedimentos para o recrutamento de futuros funcionários da
unidade? *Escolher mais de uma resposta, caso haja necessidade
a. Cadastro de seleções anteriores
b. Contato com universidades, faculdades e escolas técnicas
c. Contato com entidades de classes
d. Divulgação na própria universidade
e. Jornal de notícias
f. Rádio e/ou televisão
g. Website da instituição
h. É realizada por empresa terceirizada
Outro:

IV. SELEÇÃO
11. Quais são os profissionais envolvidos no processo de seleção de pessoas para
atuarem na biblioteca? *Escolher mais de uma resposta, caso haja necessidade
a. Administrador
b. Bibliotecário
c. Pedagogo
d. Psicólogo
e. Não se aplica
Outro:
12. Quais são as etapas realizadas na seleção de pessoas para atuar na
biblioteca *Escolher mais de uma resposta, caso haja necessidade
a. Análise de currículo
b. Entrevista
c. Simulação
d. Dinâmica de grupo
e. Teste de conhecimento
f. Projeto
Outro:
13. Quais são os principais critérios a serem observados para seleção dos
candidatos? *Marque até 3 critérios
a. Aparência/boa apresentação
b. Disponibilidade de deslocamento
c. Disponibilidade de tempo
d. Experiência
e. Habilidades técnicas
f. Iniciativa
g. Relacionamento interpessoal
Outro:
Espaço para comentários
Comente neste espaço se achar necessário

2475

�</text>
                  </elementText>
                </elementTextContainer>
              </element>
            </elementContainer>
          </elementSet>
        </elementSetContainer>
      </file>
    </fileContainer>
    <collection collectionId="49">
      <elementSetContainer>
        <elementSet elementSetId="1">
          <name>Dublin Core</name>
          <description>The Dublin Core metadata element set is common to all Omeka records, including items, files, and collections. For more information see, http://dublincore.org/documents/dces/.</description>
          <elementContainer>
            <element elementId="50">
              <name>Title</name>
              <description>A name given to the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51396">
                  <text>SNBU - Edição: 17 - Ano: 2012 (UFRGS - Gramado/RS)</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="49">
              <name>Subject</name>
              <description>The topic of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51397">
                  <text>Biblioteconomia&#13;
Documentação&#13;
Ciência da Informação&#13;
Bibliotecas Universitárias</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="41">
              <name>Description</name>
              <description>An account of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51398">
                  <text>Tema: A biblioteca universitária como laboratório na sociedade da informação.</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="39">
              <name>Creator</name>
              <description>An entity primarily responsible for making the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51399">
                  <text>SNBU - Seminário Nacional de Bibliotecas Universitárias</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="45">
              <name>Publisher</name>
              <description>An entity responsible for making the resource available</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51400">
                  <text>UFRGS</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="40">
              <name>Date</name>
              <description>A point or period of time associated with an event in the lifecycle of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51401">
                  <text>2012</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="44">
              <name>Language</name>
              <description>A language of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51402">
                  <text>Português</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="51">
              <name>Type</name>
              <description>The nature or genre of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51403">
                  <text>Evento</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="38">
              <name>Coverage</name>
              <description>The spatial or temporal topic of the resource, the spatial applicability of the resource, or the jurisdiction under which the resource is relevant</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51404">
                  <text>Gramado (Rio Grande do Sul)</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
          </elementContainer>
        </elementSet>
      </elementSetContainer>
    </collection>
    <itemType itemTypeId="8">
      <name>Event</name>
      <description>A non-persistent, time-based occurrence. Metadata for an event provides descriptive information that is the basis for discovery of the purpose, location, duration, and responsible agents associated with an event. Examples include an exhibition, webcast, conference, workshop, open day, performance, battle, trial, wedding, tea party, conflagration.</description>
    </itemType>
    <elementSetContainer>
      <elementSet elementSetId="1">
        <name>Dublin Core</name>
        <description>The Dublin Core metadata element set is common to all Omeka records, including items, files, and collections. For more information see, http://dublincore.org/documents/dces/.</description>
        <elementContainer>
          <element elementId="50">
            <name>Title</name>
            <description>A name given to the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="64670">
                <text>Recrutamento e seleção de pessoas em bibliotecas universitárias.</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="39">
            <name>Creator</name>
            <description>An entity primarily responsible for making the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="64671">
                <text>Ramos, Clériston Ribeiro; Munhoz, Deise Parula; Gattelli, Rúbia Tatiana</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="38">
            <name>Coverage</name>
            <description>The spatial or temporal topic of the resource, the spatial applicability of the resource, or the jurisdiction under which the resource is relevant</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="64672">
                <text>Gramado (Rio Grande do Sul)</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="45">
            <name>Publisher</name>
            <description>An entity responsible for making the resource available</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="64673">
                <text>UFRGS</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="40">
            <name>Date</name>
            <description>A point or period of time associated with an event in the lifecycle of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="64674">
                <text>2012</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="51">
            <name>Type</name>
            <description>The nature or genre of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="64676">
                <text>Evento</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="41">
            <name>Description</name>
            <description>An account of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="64677">
                <text>Tendo em vista a importância da biblioteca, é preciso atentar os procedimentos de recrutamento e seleção como critério de qualidade destes centros. O processo de seleção de pessoas em bibliotecas, em instituições particulares é o tema da pesquisa. A presente proposta tem como foco de pesquisa as bibliotecas, tendo em vista sua importância no ponto de vista cultural e principalmente enquantoespaço de formação. Este estudo pretendeu oferecer subsídios para melhor entendimento dos procedimentos de seleção de pessoas em bibliotecas. Para levantamento dos dados foi criado um formulário de pesquisa pautando sobre os procedimentos de recrutamento e seleção de pessoas em bibliotecas universitárias. Como resultados destacam-se: o procedimento de recrutamento, a divulgação na própria universidade é a que teve maior ocorrência; Nas etapas de seleção a análise de currículo e a entrevista são os procedimentos que ocorrem em todas universidades entrevistadas, e sobre os critérios de seleção a habilidade técnica é o item prioritário. Acredita-se que este estudo tenha servido como ponto de partida para entendimento dos procedimentos de recrutamento e seleção de pessoas em bibliotecas.</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="44">
            <name>Language</name>
            <description>A language of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="69588">
                <text>pt</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
        </elementContainer>
      </elementSet>
    </elementSetContainer>
  </item>
  <item itemId="6088" public="1" featured="0">
    <fileContainer>
      <file fileId="5152">
        <src>http://repositorio.febab.org.br/files/original/49/6088/SNBU2012_227.pdf</src>
        <authentication>2abd57f6397a015efcd4e80a2df77683</authentication>
        <elementSetContainer>
          <elementSet elementSetId="4">
            <name>PDF Text</name>
            <description/>
            <elementContainer>
              <element elementId="92">
                <name>Text</name>
                <description/>
                <elementTextContainer>
                  <elementText elementTextId="64669">
                    <text>Gestão de pessoas
i! """"'"
MaooNlck

~

=

:,

IiWitt.UJ

1I....111~

Trabalho completo

QUADRO DOS SERVIDORES DA BIBLIOTECA NILO PEÇANHA
DO IFPB, CAMPUS JOÃO PESSOA: enfocando competências

Lucrécia Camilo de Lima 1, Ivanise Andrade Melo de Almeidél
1

Bibliotecária Especialista em Gestão Pública, IFPB, Campus João Pessoa, PB

2Bibliotecária Especialista em Gestão Pública, IFPB, Campus João Pessoa, PB

Resumo

o estudo encontra-se em fase de andamento e investiga o quadro funcional
formado pelos servidores da Biblioteca Nilo Peçanha - BNP, do Instituto Federal de
Educação, Ciência e Tecnologia da Paraíba - IFPB, campus João Pessoa, cujo
objetivo é traçar o perfil desses servidores, enfocando-se alguns pontos sobre
competências tendo em vista os desafios enfrentados com as novas tecnologias da
informação. A metodologia aplicada é através de questionários baseados em
questões objetivas e subjetivas. Os resultados preliminares mostram que o quadro
de servidores da BNP é formado , em sua maioria, por profissionais graduados e nos
bibliotecários a predominância é a especialização. No entanto, a quantidade de
profissionais da informação é insuficiente para atender à demanda dos serviços
oferecidos à clientela , que é formada por alunos, docentes, técnicos administrativos
e demais usuários da comunidade. Com essa pesquisa, pretende-se conhecer as
habilidades/competências desses servidores e, poder contribuir para um melhor
desempenho no desenvolvimento de suas atividades.
Palavras-Chave: Competências; Servidores de biblioteca ; Bibliotecas
universitárias.
Abstract
The research is still in its development phase and it investigates the staff of the
Nilo Peçanha Library, of the Federal Institute of Education, Science and Technology
of Paraíba - IFPB, campus João Pessoa whose aim is to outline the profile of these
employees, focusing on some aspects about professional competence, taking into
account the challenges originated from the new information technologies. The used
methodology was based on questionnaires with objective and subjective questions.
The preliminary results show that the library staff is composed, in its majority, of
undergraduate professionals and in regard to the librarians the predominance is the
specialization. Nevertheless, the amount of information professionals is insufficient in
order to work with the service demand offered to its clients, which encompass
students, teachers, administrative technicians and other community users. This
research intends to know the professional skills/competences of these employees

2450

�Gestão de pessoas
i! """"'"
MaooNlck

~

=

:,

IiWitt.UJ

1I....111~

Trabalho completo

and thus contribute to a better performance concerning the development of their
activities.

Keywords: Competence ; Library's employees; University libraries

1 Introdução
A humanidade tem , cada vez mais, a necessidade de consumir a
informação, a inovação o conhecimento e todas as demais abstrações que
se tornem desejáveis e que possam ser materializadas em bens, produtos
e serviços [ ...] (RODRIGUEZ, 2010, p.30).

Com o mundo globalizado e competitivo, em que o conhecimento passou a
ser entendido de forma poderosa, fica difícil acompanhar os avanços tecnológicos
sem atualizar-se . Mesmo sabendo acessar à informação em web , possuir endereço
eletrônico, ter blog, twitter etc. A cada instante, surge algo novo referente às novas
tecnologias da comunicação e informação, e somos obrigados a embarcar juntos
com essas inovações tecnológicas - precisamos nos atualizar ou então, podemos
simplesmente ser retirados de circulação como uma nota qualquer de real , que por
algum motivo perdeu a sua cor natural. Por onde passamos, fica clara a evidência do
novo. Temos de estar sempre nos repaginando , observando as novas tendências a
fim de não ficarmos excluídos desse processo; e no trabalho, não é diferente.
Atualizar-se é a palavra de ordem, portanto não deve ser postergada . Caso
contrário, seremos engolidos por uma avalanche de conhecimentos que são
gerados quase que por segundos.
As novas tecnologias têm causado toda essa correria para aprender,
reaprender, repaginar-se e assim , surgem novos conceitos e novas formas de
aprender. O conhecimento está em constante expansão e, temos que crescer com
ele; pois tanto o conhecimento quanto a informação estão incorporados ao nosso
dia-a-dia - são imprescindíveis. Os bibliotecários como profissionais atuantes da
informação e encarregados de organizar, processar e fazer circular a informação,
sentem o impacto dessas transformações. Então, surgem desafios tais como:
necessidade de se capacitar para aprender a reaprender e, dessa forma , saber
trabalhar com as ferramentas/suportes para mostrar aos usuários como localizar a
informação de forma segura, eficaz e com precisão.
Foi refletindo nesse novo panorama da educação , focada no compromisso
institucional tecnológico para com o desenvolvimento de competências profissionais,
e observando-se o Regimento Interno da Biblioteca Nilo Peçanha , campus João
Pessoa, que esse estudo procurou posicionar-se . Não basta aprender a fazer; é
necessário saber realizar por outras formas para executar aquele fazer e saber por
que fez desta ou daquela maneira. Através desses pressupostos, decidiu-se
desenvolver um estudo acerca do quadro dos servidores lotados na BNP, do IFPB,
campus João Pessoa , com o objetivo de descobrir o perfil desses servidores bem
como conhecê-los e responder à questão: Quais as competências profissionais e
informacionais que eles necessitam e dominam? Tal questionamento deve-se ao
fato desses profissionais desenvolverem atividades que estão sendo
constantemente atualizadas/reformuladas.
É notório que o maior desafio desses profissionais ligados à informação é

2451

�Gestão de pessoas
i! """"'"
MaooNlck

~

=

:,

IiWitt.UJ

1I....111~

Trabalho completo

processar a informação, movimentá-Ia e fazer chegar até o usuano. Tenciona
também trabalhar na sua capacitação profissional e na educação dos usuários de
forma estratégica a fim de manter um processo de contínua reflexão e análise ,
avaliação e seleção das informações, com vista aos objetivos profissionais
tecnológicos e científicos que a instituição precisa alcançar. A metodologia aplicada
para desenvolvimento desse estudo é através de questionários baseados em
questões e objetivas e subjetivas.

2 A Pesquisa
A pesquisa será realizada com o quadro de servidores da Biblioteca Nilo
Peçanha - BNP, do Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia - IFPB,
campus João Pessoa, cuja missão é: "Preparar profissionais cidadãos com sólida
formação humanística e tecnológica para atuarem no mundo do trabalho e na
construção de uma sociedade sustentável , justa e solidária , integrando o ensino, a
pesquisa e a extensão". (PLANO DE DESENVOLVIMENTO INSTITUCIONAL, 2010,
p. 1).
O Instituto Federal de Educação , Ciência e Tecnologia da Paraíba oferece os
seguintes cursos à comunidade acadêmica - Cursos Superiores em : Tecnologia,
Licenciatura , e Bacharelado; Cursos Técnicos: Integrados e Subsequentes; e na
modalidade de Educação de Jovens e Adultos - o PROEJA.
A Biblioteca Nilo Peçanha tem como objetivo "Apoiar efetivamente o processo
de ensino desenvolvido pelo IFPB, campus João Pessoa , além de contribuir na
formação intelectual e integral de seus usuários de forma individual e/ou coletiva".
[fazem parte dessa contribuição: organizar, registrar, processar, disseminar, fazer
circular a informação e dar suporte informacional aos alunos, docentes, técnicos
administrativos do campus e demais usuários que fazem parte da comunidade).
Os Recursos humanos da BNP é composto 17 servidores: 5 bibliotecários,
sendo 2 coordenadores; 7 assistentes em administração, sendo um coordenador;
um professor de 10 e 20 graus, 4 auxiliares ( serviço terceirizado) . Conforme o
Regimento Interno da Biblioteca Nilo Peçanha, campus João Pessoa , no seu
Capítulo VIII, versa sobre os Deveres dos funcionários .
Art. 28° contém as atribuições do Coordenador que é: elaborar projetos e
políticas de desenvolvimento para a Biblioteca ; como também planejar,
implementar e coordenar ações que assegurem o bom funcionamento do
Setor.
Art. 29° reza sobre as atribuições dos Bibliotecários, sem prejuizo das
demais atribuições do cargo efetivo: responder pelo desenvolvimento da
coleção; executar os serviços técnicos , análise e tratamento da informação;
orientar na normalização de trabalhos acadêmicos ; orientar na pesquisa e
uso da Biblioteca ; gerenciar e promover o uso da informação; desenvolver
programas de ação e extensão cultural ; elaborar relatórios; colaborar na
elaboração de projetos e políticas de desenvolvimento para a Biblioteca .
Art. 30° trata das atribuições dos demais servidores: operar o sistema de
empréstimo, devolução, consulta e reserva dos documentos; incluir dados
no sistema de informação; extrair dados de sistemas de informação;
preparar o material para o empréstimo e circulação; recuperar e executar
pequenos reparos nos documentos; organizar e manter o controle e a
preservação dos documentos; informar sobre os serviços dispon iveis e
respectivos setores da Biblioteca ; atender e orientar os usuários a utilizarem
os serviços da Biblioteca; informar sobre as normas da Biblioteca ; auxiliar

2452

�Gestão de pessoas
i! """"'"
MaooNlck

~

=

:,

IiWitt.UJ

1I....111~

Trabalho completo

nas atividades de dinamização, ação e extensão cultural ; acondicionar e
organizar os documentos no acervo; auxiliar no inventário; operar com
equipamentos eletrônicos, audiovisuais e outros (SOUSA, 2003).

É através desse regimento da BNP e do Parecer 16/99, que o estudo irá enfocar as
competências profissionais dos funcionários da BNP, contextualizando-o e fazendo a
relação existente entre essas habilidades descritas nos dois documentos, como
também observando a revisão de literatura fundamentada nos termos competências:
informacional e
profissional, abrangendo habilidades e pontuando algumas
considerações sobre as bibliotecas universitárias, por está inserida no contexto do
IFPB.

3 Revisão de Literatura
3.1 Competências
A origem da expressão " competência" nos remota à Idade Média quando
era usada apenas na área jurídica. Competência era compreendida como a
capacidade atribuída a alguém ou a uma instituição para apreciar e julgar certas
questões, e era aceita como a capacidade de alguém fazer um pronunciamento a
respeito de algum assunto específico . Mais tarde, passou a ser utilizada de forma
mais abrangente, especialmente na linguagem das organizações, com a intenção de
qualificar a pessoa com capacidade de realizar determinada atividade produtiva com
efetividade . Todavia, as definições a respeito do que vem a ser a expressão
"competência" podem apresentar posicionamentos teóricos divergentes, por se tratar
de um conceito muito explorado e discutido. (BELLUZZO, 2007).
dicionário da língua portuguesa (HOUAISS; VILLAR; FRANCO, 2009, p.
504), define competência como : "a capacidade que um indivíduo possui de
expressar um juízo de valor sobre algo a respeito do que é versado."
Enquanto que Fleury; Fleury (2001) definem competência de modo
individualizado:

°

°

Competência é um saber agir responsável e reconhecido, o que implica
mobilizar, integrar, transferir conhecimentos, recursos e habilidades, que
agreguem valor econômico à organização e valor social ao individuo
(FLEURY; FLEURY, 2001, p. 188).

referido conceito de Fleury; Fleury é considerado como um dos mais
reconhecidos e aceito pelos estudiosos do tema.
Existem ainda outros autores (SPENCER ; SPENCER, 1993, MCLAGAN, 1996;
MIRABILE, 1997, apud FLEURY; FLEURY, 2001) que conceituam competência
como conjunto de conhecimentos, habilidades e atitudes, que pode ser entendido
como o conjunto de capacidades humanas que justificam um alto desempenho,
acreditando-se que os melhores desempenhos estão fundamentados na inteligência
e personalidade das pessoas. Dessa forma, a competência pode ser assimilada
como um acúmulo de recursos , que o indivíduo detém. No entanto, cabe frisar que
Fleury; Fleury atesta que a maioria dos autores americanos mostra a importância de
se aderir às competências necessárias estabelecidas pelos cargos, ou posições
existentes nas organizações. Entende-se assim, que essas competências devem ser
trabalhadas de acordo com o cargo/posição que o servidor ocupa na instituição.
Dessa forma , a instituição deve verificar as competências de cada servidor e

2453

�Gestão de pessoas
i! """"'"
MaooNlck

~

=

:,

IiWitt.UJ

1I....111~

Trabalho completo

procurar adequar às necessidades oriundas do cargo/função.
3.2 Habilidades
Segundo o dicionário de Houaiss; Villar; Franco (2009), o termo habilidade é
descrito como "a qualidade ou característica de quem é hábil; [possui] aptidão,
capacidade, destreza, agilidade, disposição".
Habilidade é a capacidade de aplicar e fazer uso inteligente e produtivo do
conhecimento adquirido, ou seja, de instaurar informações e utilizá-Ias em uma
ação, com vistas a atingir um propósito específico; podendo ser classificadas em
intelectuais ( abrangendo essencialmente processos mentais de organização e
reorganização de informações) e as motoras ou manipulativas (coordenação
neuromuscular), segundo (DURAND , 2000 apud BELLUZZO, 2007) .
As habilidades estão associadas ao saber fazer, ação física ou mental que
indica a capacidade adquirida . Relacionando informações, analisando situaçõesproblema, sintetizando, julgando, correlacionando e manipulando são exemplos de
habilidades. Assim, entende-se que a habilidade está relacionada com a aplicação
prática de conhecimentos teóricos e aptidões pessoais, e com seu desenvolvimento
pode tornar o indivíduo competente.
3.3 Competência Informacional
A competência informacional conhecida como Information Literacy ou
competência em informação (IL) é também chamada de "alfabetização do século
XXI", ou ainda , informativa, dentre outras denominações, no panorama de fatores
que englobam o contexto da sociedade da informação. A referida competência em
informação se apresenta com várias concepções que podem ser resumidas da
seguinte forma : Digital - com ênfase na tecnologia da informação e da comunicação;
Informação propriamente dita - enfatizam-se os processos cognitivos; Social concepção com ênfase na inclusão social que consiste na visão integrativa de
aprendizagem em toda vida e exercendo a cidadania (BELLUZZO, 2007).
Essas visões nos reportam a um estado de compreensão da verdadeira
alfabetização digital, partindo de cinco tipos de competências chamadas básicas
para o desenvolvimento do conhecimento, onde a web forma esse diferencial:
aprender a manipular símbolos, a colaborar, a usar a informação, a resolver
problemas e aprender a aprender.
Várias são as concepções sobre competência informacional, para (DUPUIS
1997, apud BELLUZZO, 2007) a competência em informação tem muitas definições
e o assunto central está relacionado à questão de orientar o usuário/receptor para
obter conhecimento amplo das fontes de informação e ao desenvolvimento das
capacidades relacionadas ao processamento da informação. A autora apresenta
uma lista de 35 habilidades que considera importantes e necessárias para a
construção e desenvolvimento da competência em informação. De modo sucinto,
das 35 aparecem apenas seis habilidades:
a ) Conhecimento do mundo da informação inclui as novas tecnologias
da informação de comunicação, enfatizando que nem toda informação
pode ser encontrada no meio eletrônico;

2454

�Gestão de pessoas
i! """"'"
MaooNlck

~

=

:,

IiWitt.UJ

1I....111~

Trabalho completo

b) Avaliação da necessidade de informação e formulação dessa
necessidade;
c ) Avaliação e seleção de recursos e buscas eficazes, inserindo o
conhecimento da estrutura da literatura, das diferenças dos
vocabulários controlados e não controlados, entre a busca precisa e
exaustiva, entre outros;
d ) Avaliação e interpretação da informação, em meios e formatos
diversos, empregando-se a análise crítica ;
e ) Manipulação e organização da informação;
f ) Comunicação aos demais acerca da localização e do conteúdo da
informação acessada, incluindo-se a prática da citação e integração da
informação nova no sistema de conhecimento existente.
No entanto, deve-se frisar que os bibliotecários e demais servidores de
bibliotecas universitárias mesmo possuindo muitas habilidades dependem da
realidade, ou seja, do contexto em que se encontram que na maioria das vezes
ainda é com documentos impressos e nem sempre, possuem acesso totalmente ao
mundo digital.
O art. 70 da Resolução nO 3, da Lei de Diretrizes de Bases, versa sobre
competência informacional como: "a capacidade pessoal de mobilizar, articular e
colocar em ação conhecimentos, habilidades, atitudes e valores necessários para o
desempenho eficiente e eficaz de atividades requeridas pela natureza do trabalho e
pelo desenvolvimento tecnológico" (BRASIL, 2002).
Dessa forma, deve-se ressaltar que o profissional da informação possua
habilidades - competência informacional para poder usar com eficiência as novas
tecnologias da informação, para desenvolver atividades de forma eficaz, a fim de
atender às necessidades dos usuários, dentro do mercado de trabalho no qual se
encontra situado, cumprindo assim, a missão que lhe foi facultada .

3.4 Competência Profissional
O Conselho Nacional de Educação - CNE/CEB , através do Parecer nO 16/99,
(apud ZARIFIAN , 2003 , p.24) define competência profissional da seguinte forma :
Um exercício profissional competente implica um efetivo preparo
para
enfrentar situações esperadas e inesperadas, previsíveis e imprevisíveis,
rotineiras e inusitadas , em condições de responder aos novos desafios
profissionais, propostos diariamente ao cidadão trabalhador, de modo
original e criativo, de forma inovadora, imaginativa, empreendedora ,
eficiente no processo e eficaz nos resultados, que demonstre senso de
responsabilidade, espírito crítico , auto-estima compatível , autocapacidade
de autogerenciamento com autonomia e disposição empreendedora ,
honestidade e integridade ética .

2455

�Gestão de pessoas
i! """"'"
MaooNlck

~

=

:,

IiWitt.UJ

1I....111~

Trabalho completo

As Diretrizes Curriculares Nacionais para a Educação Profissional inseridas
no contexto - IFPB, definidas pelo CNE, caracterizam a competência profissional
como a capacidade individual do cidadão trabalhador para "articular, mobilizar e
colocar em ação valores, habilidades, atitudes e conhecimentos necessários para o
desempenho eficiente e eficaz de atividades requeridas pela natureza do trabalho e
pelo desenvolvimento tecnológico ."
Dentre outros aspectos, devem-se observar essas características desse
parecer, no desenvolvimento desse estudo com os servidores da BNP, além de
obedecer os critérios para avaliação dos cursos superiores em bibliotecas
universitárias determinados pelo MEC, tais como: quantidade de bibliotecários e
auxiliar de biblioteca , carga horária dos servidores, horário de atendimento da
biblioteca, quantidade de usuários atendidos, tipo de acervo etc. , exige-se também
que o perfil seja adequado ao serviço . Pois todos esses critérios devem ser em
conformidade com o contexto .
Para Zarifian, ( 2003, p. 139 ) "competência é a tomada de iniciativa e o
assumir de responsabilidade do indivíduo sobre problemas e eventos que ele pode
enfrentar em situações profissionais". Qual iniciativa ele tomou? Como ele enfrentou
aquela situação? São essas respostas que irão nortear a competência . Dessa forma,
competência é a maneira como uma pessoa reage ao tomar uma decisão quando se
depara com algum problema que exija alguma forma de tomada de decisão. É o jeito
como o profissional assume a responsabilidade no trabalho - que iniciativa toma
para resolver situações que pode surgir no dia-a-dia.
3.5 Bibliotecas Universitárias
As bibliotecas universitárias BUs têm o papel de contribuir para a construção
e difusão do conhecimento/saber e devem suprir as necessidades de informação da
comunidade acadêmica na qual encontram-se contextualizadas. Devem estabelecer
suas diretrizes em consonância com a missão, os objetivos e finalidade da
instituição, além de fornecer subsídios para o desenvolvimento do ensino, da
pesquisa e extensão. Possuem as maiores e melhores coleções de periódicos
especializados, como também os melhores acervos de obras de referência . Em
geral, oferecem acesso a bases de dados bibliográficos, como também possuem
catálogos online para consulta ao acervo. E algumas já possuem repositórios da
produção científica local, disponibilizados à comunidade acadêmica . Segundo
Carvalho (1981) As bibliotecas universitárias são também conhecidas como
Bibliotecas de Instituição de Ensino Superior (IES), quer sejam de instituições
privadas, estaduais ou federais, e se destinam a suprir as necessidades de
informação da comunidade acadêmica , no desempenho de suas atividades de
ensino, pesquisa e extensão .
As BUs possuem relevante importância, no meio universitário por ser
considerada como agente positivo das mudanças sociais necessárias. Elas
possibilitam através dos seus documentos, o conhecimento da realidade e a reflexão
sobre a mesma (FONSECA, 2007 , p. 53).
A chamada Sociedade da Informação infiltra um novo modelo de biblioteca
universitária. Ela reproduz novas formas de desenvolvimento de serviços e
pressupõe uma biblioteca com profissionais capacitados para interagir com as fontes

2456

�Gestão de pessoas
i! """"'"
MaooNlck

~

=

:,

IiWitt.UJ
1I....111~

Trabalho completo

de informação online. Além disso, deve dispor de infraestrutura compatível com a
expansão da informação em meio digital , que proporcione aos usuários articular com
as fontes de informação online, como ferramenta de aprendizagem e pesquisa
(FERREIRA; BORGES; JAMBEIRO, 2006 ).
Foi refletindo nesse modelo de Bus com função não apenas de guardiã do
patrimônio documental institucional, mas também , voltada para a função social de
interagir com outras formas de suportes informacionais tais como : canais, redes
sociais ... etc., e que possua em seu quadro funcional pessoas capacitadas para
trabalhar com essas informações online, fazendo assim, que o saber/conhecimento
seja repassado não apenas através de meios impressos, mas também por outras
formas de suportes; sabendo-se que, o compromisso principal dessas bibliotecas é
fazer com que à informação circule e possa chegar até os pesquisadores e demais
usuários da comunidade acadêmica de forma eficaz e com rapidez.

4 Materiais e Métodos
Os pressupostos, embasados nessa pesquisa que resulta este trabalho,
serão: a pesquisa bibliográfica, cuja finalidade é colocar o pesquisador em contato
direto com tudo o que foi escrito, dito ou filmado sobre determinado assunto,
inclusive conferências seguidas de debates que tenham sido transcritos por alguma
forma , quer publicadas quer gravadas. (MARCONI ; LAKATOS , 2010). E, a pesquisa
exploratória, de cunho qualitativo e quantitativo fazendo-se uso do procedimento
"estudo de caso" e como técnicas de pesquisa - questionários aplicados aos 3
coordenadores e 14 servidores da Biblioteca Nilo Peçanha do IFPB, campus João
Pessoa. Os questionários terão 15 questões com perguntas de cunho objetivo e
subjetivo, caracterizadas através dos itens: Gênero, Faixa etária, Nível de formação ,
Tempo de serviço na instituição, Educação continuada , Aperfeiçoamento
profissional , Habilidades na atuação profissional, Barreiras de interferências e
demais pontos considerados pertinentes ao estudo. Os estudos serão desenvolvidos
com toda a população formada pelos servidores da BNP, perfazendo um total de 17
funcionários lotados na referida biblioteca .

5 Resultados Parciais
Os resultados preliminares mostram que a maioria dos servidores possui
curso superior completo, enquanto que nos bibliotecários prevalecem a
especialização e os terceirizados a predominância é o segundo grau completo. O
sexo predominante do quadro dos servidores da Biblioteca Nilo Peçanha é o
masculino. Conforme critérios para a avaliação dos cursos superiores do MEC, em
bibliotecas universitárias, recomenda-se uma proporção mínima de 1 profissional
graduado em biblioteconomia para cada
1.000 membros da comunidade
institucional (incluindo somatória dos alunos, professores e funcionários) . Diante
desses pressupostos, os dados quantitativos da
somatória dessa biblioteca
ultrapassam à proporção, tornando o número de profissionais bibliotecários
insuficiente para o desenvolvimento das atividades inerentes à profissão. Todavia,
deve-se enfatizar que o estudo continua em andamento. Pretende-se ao término
dessa pesquisa, conhecer o perfil dos servidores da BNP, como também descobrir

2457

�Gestão de pessoas
i! """"'"
MaooNlck

~

=

:,

IiWitt.UJ

1I....111~

Trabalho completo

quais as habilidades/competências que eles necessitam para melhor desempenhar
suas atividades. Tendo em vista , os novos rumos das novas tecnologias da
informação em bibliotecas universitárias. O Parecer nO 16/99, do CNE/CEB, justifica
esse estudo, dentre outros, estudiosos do assunto - quando diz que o profissional
competente deve está
preparado
para
enfrentar situações esperadas e
inesperadas, previsíveis e imprevisíveis, rotineiras e inusitadas, e ter condições de
responder aos novos desafios profissionais, propostos no dia a dia do trabalho,
que ele seja
original criativo , inovador, empreendedor, eficiente no processo e
eficaz nos resultados.

6 Considerações Finais
Com as novas tecnologias da informação e comunicação, nota-se que ocorreu
uma expansão e aumentou a possibilidade das bibliotecas oferecerem produtos e
serviços com qualidade e eficiência . E junto a essas novas tecnologias os
profissionais certamente terão mais oportunidades de aprender com os recursos
disponibilizados por esses canais de comunicação/informação gerados por
intermédio da web. E para que essas informações sejam captadas, filtradas,
recuperadas e disseminadas carece de profissionais da informação competentes
que saibam manejar bem as ferramentas responsáveis pela chegada da informação
aos usuários com precisão .
Levando-se em consideração que esse processo demanda profissionais aptos
a lidar com o avanço tecnológico e com o desenvolvimento da informação em meio
digital, há uma demanda que, consequentemente,
requisita profissionais
capacitados e competentes para atuar com as novas tecnologias agregadas ao
trabalho - movidos pelo crescimento da informação em meio digital. E, embora ,
sabendo que, apenas algumas bibliotecas dispõem seu acervo na web , é premente
capacitar seus funcionários para incorporarem-se as que já possuem serviços
oferecidos através desse meio digital, e em um futuro bem próximo, possivelmente
não haverá bibliotecas apenas com materiais impressos; e sim, com outros formatos
- mais diversificados e em meio digital. Atualmente, o mercado de trabalho do
profissional da informação requer que ele seja um especialista na sua área de
atuação. Dessa forma , para que as unidades de informação possam trabalhar com
eficiência e qualidade, recomenda-se estudos para:
a) Conhecer as habilidades/competências que os servidores possuem ;
b) Adequar servidores de acordo com as suas habilidades, se necessário
remanejar para outros setores (seções) ;
c) Descobrir quais os recursos informacionais disponíveis;
d ) Capacitar servidores para aprender a usar as novas tecnologias da
informação;
e ) Promover cursos de atualização , conforme necessidades dos servidores;
f) Treinar os servidores de apoio (auxiliares) ;

2458

�Gestão de pessoas
i! """"'"
MaooNlck

~

=

:,

IiWitt.UJ
1I....111~

Trabalho completo

g ) Educar os usuários, para que eles saibam usar os serviços oferecidos pela
biblioteca.

7 Referências

BELLUZZO, Regina Célia Baptista . Competências na era digital: desafios tangíveis
para bibliotecários e educadores. Educação Temática Digital. Campinas, v. 6, n. 2.
p. 27-42 . Jun. 2005 .

Construção de mapas: desenvolvendo competências em informação e
comunicação. 2. ed. revista e ampliada . Bauru, SP: Cá Entre Nós, 2007.

_ _ _o

BRASIL. Resolução nO 42 , de 11 de janeiro de 2002 . Dispõe sobre o código de ética
do Conselho Federal de Biblioteconomia. Conselho Federal de Biblioteconomia ,
Brasília, DF, 11 de jan. 2002 . Disponível em :
&lt;http://www.cfb.org .br/UserFiles/File/Resolucao/Resolucao_042-02 .pdf &gt;. Acesso
em: 3 jul. 2011 .

CARVALHO, M. C. R. Estabelecimento de padrões para bibliotecas
universitárias. Fortaleza : UFC, 1981 .

FERREIRA, Flávia Catarino Conceição; BORGES, Jussara ; JAMBEIRO, Othon . O
papel do profissional da informação na mediação do acesso à internet na biblioteca
universitária . IN: CONGRESSO INTERNACIONAL DE ARQUIVOS, BIBLIOTECAS,
CENTROS DE DOCUMENTAÇÃO E MUSEUS, 2., 2006 , São Paulo : Anais ... São
Paulo: FEBAB , 2006, 1 CO- ROM.

FONSECA, Edson Nery da . Introdução à biblioteconomia . 2. ed . Brasília:
Briquet de Lemos, 2007.

HOUAISS, Antônio; VILLAR, Mauro de Salles; FRANCO, Manoel de Mello.
Dicionário Houaiss da língua portuguesa . Rio de Janeiro: Objetiva, 2009.

MARCONI, Marina de Andrade ; LAKATOS , Eva Maria. Fundamentos de
metodologia científica. 7. ed. São Paulo: Atlas, 2010.

MEC ; Secretaria de Ensino Superior. Disponível em :&lt; http://www. MEC.gov.br/&gt; .

2459

�Gestão de pessoas
i! """"'"
MaooNlck

~

=

:,

IiWitt.UJ

1I....111~

Trabalho completo

Acesso em : 06 de abro2012 .

PLANO de Desenvolvimento Institucional - PDI : proposta ao Conselho Diretor 20102014 do Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia da Paraíba - IFPB.
2010. Disponível em :
&lt;http ://www.ifpb.edu .br/arquivos/estatuinte/201 O/PLANO DE DESENVOLVIMENTO
INSTITUCIONAL.pdf &gt;. Acesso em 05 de set. 2011 .

SOUSA, Beatriz Alves de. Regimento Interno: Biblioteca Nilo Peçanha . João
Pessoa: CEFET-PB, 2003 .
ZARIFIAN , Philippe. O modelo da competência : trajetória histórica , desafios atuais
e propostas. Tradução: Eric Roland René Heneault. São Paulo : SENAC , 2003.

2460

�</text>
                  </elementText>
                </elementTextContainer>
              </element>
            </elementContainer>
          </elementSet>
        </elementSetContainer>
      </file>
    </fileContainer>
    <collection collectionId="49">
      <elementSetContainer>
        <elementSet elementSetId="1">
          <name>Dublin Core</name>
          <description>The Dublin Core metadata element set is common to all Omeka records, including items, files, and collections. For more information see, http://dublincore.org/documents/dces/.</description>
          <elementContainer>
            <element elementId="50">
              <name>Title</name>
              <description>A name given to the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51396">
                  <text>SNBU - Edição: 17 - Ano: 2012 (UFRGS - Gramado/RS)</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="49">
              <name>Subject</name>
              <description>The topic of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51397">
                  <text>Biblioteconomia&#13;
Documentação&#13;
Ciência da Informação&#13;
Bibliotecas Universitárias</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="41">
              <name>Description</name>
              <description>An account of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51398">
                  <text>Tema: A biblioteca universitária como laboratório na sociedade da informação.</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="39">
              <name>Creator</name>
              <description>An entity primarily responsible for making the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51399">
                  <text>SNBU - Seminário Nacional de Bibliotecas Universitárias</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="45">
              <name>Publisher</name>
              <description>An entity responsible for making the resource available</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51400">
                  <text>UFRGS</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="40">
              <name>Date</name>
              <description>A point or period of time associated with an event in the lifecycle of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51401">
                  <text>2012</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="44">
              <name>Language</name>
              <description>A language of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51402">
                  <text>Português</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="51">
              <name>Type</name>
              <description>The nature or genre of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51403">
                  <text>Evento</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="38">
              <name>Coverage</name>
              <description>The spatial or temporal topic of the resource, the spatial applicability of the resource, or the jurisdiction under which the resource is relevant</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51404">
                  <text>Gramado (Rio Grande do Sul)</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
          </elementContainer>
        </elementSet>
      </elementSetContainer>
    </collection>
    <itemType itemTypeId="8">
      <name>Event</name>
      <description>A non-persistent, time-based occurrence. Metadata for an event provides descriptive information that is the basis for discovery of the purpose, location, duration, and responsible agents associated with an event. Examples include an exhibition, webcast, conference, workshop, open day, performance, battle, trial, wedding, tea party, conflagration.</description>
    </itemType>
    <elementSetContainer>
      <elementSet elementSetId="1">
        <name>Dublin Core</name>
        <description>The Dublin Core metadata element set is common to all Omeka records, including items, files, and collections. For more information see, http://dublincore.org/documents/dces/.</description>
        <elementContainer>
          <element elementId="50">
            <name>Title</name>
            <description>A name given to the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="64661">
                <text>Quadro dos servidores da Biblioteca Nilo Peçanha do IFPB, Campus João Pessoa: enfocando competências.</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="39">
            <name>Creator</name>
            <description>An entity primarily responsible for making the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="64662">
                <text>Lima, Lucrécia Camila de; Almeida, Ivanise Andrade Melo de</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="38">
            <name>Coverage</name>
            <description>The spatial or temporal topic of the resource, the spatial applicability of the resource, or the jurisdiction under which the resource is relevant</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="64663">
                <text>Gramado (Rio Grande do Sul)</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="45">
            <name>Publisher</name>
            <description>An entity responsible for making the resource available</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="64664">
                <text>UFRGS</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="40">
            <name>Date</name>
            <description>A point or period of time associated with an event in the lifecycle of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="64665">
                <text>2012</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="51">
            <name>Type</name>
            <description>The nature or genre of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="64667">
                <text>Evento</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="41">
            <name>Description</name>
            <description>An account of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="64668">
                <text>O estudo encontra-se em fase de andamento e investiga o quadro funcional formado pelos servidores da Biblioteca Nilo Peçanha – BNP, do Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia da Paraíba – IFPB, campus João Pessoa, cujoobjetivo é traçar o perfil desses servidores, enfocando-se alguns pontos sobre competências tendo em vista os desafios enfrentados com as novas tecnologias da informação. A metodologia aplicada é através de questionários baseados em questões objetivas e subjetivas. Os resultados preliminares mostram que o quadro de servidores da BNP é formado, em sua maioria, por profissionais graduados e nos bibliotecários a predominância é a especialização. No entanto, a quantidade de profissionais da informação é insuficiente para atender à demanda dos serviços oferecidos à clientela, que é formada por alunos, docentes, técnicos administrativos e demais usuários da comunidade. Com essa pesquisa, pretende-se conhecer as habilidades/competências desses servidores e, poder contribuir para um melhor desempenho no desenvolvimento de suas atividades.</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="44">
            <name>Language</name>
            <description>A language of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="69587">
                <text>pt</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
        </elementContainer>
      </elementSet>
    </elementSetContainer>
  </item>
  <item itemId="6087" public="1" featured="0">
    <fileContainer>
      <file fileId="5151">
        <src>http://repositorio.febab.org.br/files/original/49/6087/SNBU2012_226.pdf</src>
        <authentication>25eeaae4a8d91200d17663ea9e4b8842</authentication>
        <elementSetContainer>
          <elementSet elementSetId="4">
            <name>PDF Text</name>
            <description/>
            <elementContainer>
              <element elementId="92">
                <name>Text</name>
                <description/>
                <elementTextContainer>
                  <elementText elementTextId="64660">
                    <text>Gestão de pessoas
Trabalho completo

ENCONTRO DE INTEGRAÇÃO DOS BOLSISTAS DO SISTEMA
INTEGRADO DE BIBLIOTECAS: UM RELATO DE EXPERIÊNCIA
Karyna da Rocha Tavares 1, Maria Marinês Gomes Vidaf,
Nathália Cabral Sena3, Shirly Pimentel Vieira 4, Susyleide Gomes Brito~'
1 Especialista

em Literatura Infanto-Juvenil e bibliotecária da Divisão de Apoio ao Usuário da Biblioteca
Central da Universidade Federal de Pernambuco, Recife - PE

2Especialista em Ciência da Informação e bibliotecária da Biblioteca Setorial da Faculdade de Direito
do Recife (FDR) , da Universidade Federal de Pernambuco, Recife- PE
3Especilaista em Gestão e Tecnologia da informação e bibliotecária da Divisão de Apoio ao Usuário
da Biblioteca Central da Universidade Federal de Pernambuco, Recife - PE
4Especilaista em Gestão da Informação em Arquivos e bibliotecária da Divisão de Apoio ao Usuário
da Biblioteca Central da Universidade Federal de Pernambuco, Recife - PE
5Especialista em Gestão e Tecnologia da Informação e bibliotecária da Biblioteca Setorial do Centro
de Ciências Sociais Aplicadas da Universidade da Universidade Federal de Pernambuco, Recife - PE

Resumo

Relato de experiência sobre o encontro de Integração dos Bolsistas do Sistema de
Bibliotecas da Universidade Federal de Pernambuco. O reduzido quadro de
auxiliares administrativos das bibliotecas origina aumento de bolsistas. Cabe à
Biblioteca Central (BC) a seleção para o Banco de Reserva de Bolsistas. A partir de
2011 sua Divisão de Apoio ao Usuário (DAU) idealizou e realizou três encontros
para capacitar e integrar os bolsistas, objetivando a melhoria do atendimento ao
público. Utilizou leitura de texto, dinâmica de grupo, contação de história, sessões de
filmes e vídeos e discussão dirigida nos encontros. Elaborou-se um contrato para
reger a interação e o relacionamento interpessoal dos bolsistas entre si, com a
equipe de trabalho e os usuários. Na avaliação dos eventos averiguou-se o acerto
na definição dos conteúdos, metodologia , dinâmica e sua importância para bolsistas
e gestores. Os bolsistas os julgaram imprescindíveis na tomada de decisão, na
transparência das metas do Sistema Integrado de Bibliotecas e por proporcionar
espaço para opinar e sugerir mudanças para maior eficácia e eficiência no
atendimento à clientela . Para os gestores das bibliotecas, o evento proporciona aos
bolsistas um momento de integração com a equipe de trabalho, permitindo avaliar a
postura profissional dos participantes e a obtenção de críticas e sugestões de
mudanças nos processos e fluxos de atividades. Pretende-se com o relato não
apenas o registro dessa ação administrativa como principalmente contribuir para o
estudo mais aprofundado da rotatividade dos bolsistas e dos problemas decorrentes
do número insuficiente de auxiliares administrativos nas bibliotecas.

2437

�Gestão de pessoas
Trabalho completo

Palavras-chave:
Bolsista; Capacitação; Bibliotecas; Gestão de Pessoas; Relações Interpessoais.

Abstract

Report about the experience in establishing the Meeting for Scholars Integration at
Federal University of Pernambuco Libraries System. The small board of
administrative assistant personnel at the libraries causes the rising figure of scholars.
The Central Library (BC) is the responsible office for scholarship selection , steering
funded programs by Pro-Rectory for Academic Affairs, Personnel Management and
Quality of Life . Since August, 2011, the BC Division of Users Support has conceived
and carried out three meetings for training and integration of scholars, aiming at
enhancement of public attendance quality. The Division has used texts reading,
group dynamics, story-telling , movies and video sessions and oriented discussion at
the meetings. It also has accomplished a contract to guide interaction and
interpersonal relationship among scholars themselves, with the work-team and with
users as well . During the events assessment, hits were surveyed in contents
definition, methodology, dynamics and meetings relevance to scholars and
managers. Scholars considered these ones essential into decision making process,
in the transparency of Libraries Integrated System , and also for providing space to
opining and suggesting changes, towards efficiency and effectiveness at the
customers attendance. For the libraries managers, the event itself pro motes
integration, amongst scholars and work team, allowing assessment of participants
professional attitude, and suggestions achievement, facing processes changes and
activities flows , as well. The intention of this report is not only the record of this
administrative action , but mainly contributing to the deeper study of scholars turnover
and matters concerned to insufficient administrative assistants at the libraries.

Keywords
Scholar; Training . Libraries; People Management; Interpersonal Relations.

1 Introdução

o Encontro de Integração dos Bolsistas do Sistema de Bibliotecas da
Universidade Federal de Pernambuco (UFPE) surgiu da identificação da
necessidade de capacitação dos bolsistas que integram a equipe da Divisão de
Apoio ao Usuário (DAU) da Biblioteca Central (BC). Além de ser, também , um anseio
da Direção do Sistema de Integrado Bibliotecas (SIB) realizar eventos que
proporcionassem o conhecimento do Sistema para auxiliar o bolsista no
desempenho de suas atividades.

2438

�Gestão de pessoas
Trabalho completo

A DAU é responsável pelo atendimento ao público. Compõe-se de varlos
setores, por isso a preocupação em proporcionar aos participantes do Encontro
ferramentas para aumentar a qualidade dos serviços e produtos oferecidos ao
usuário. Desta forma , incluiu em seu planejamento estratégico, na Questão 02 Recursos Humanos, uma ação de capacitação das pessoas da Divisão. (UFPE,
2011, p. 8)
A deficiência foi percebida também pela identificação da quantidade de bolsistas
que vem substituindo os assistentes administrativos de bibliotecas, inclusive nas
atividades estratégicas, ou seja, se repassam atividades que deveriam ser
realizadas por servidores. Há uma transferência funcional e os bolsistas apresentam
rotatividade, provocando a necessidade de constante capacitação.
Chiavenato (2005) conceitua capacitação como o processo de desenvolver
qualidades nas pessoas a habilitá-Ias a serem mais produtivas, criativas e
inovadoras e que contribuam para a produtividade organizacional.
Desta forma, a proposta de realizar a capacitação com os bolsistas da DAU
surgiu da observação de suas atividades diárias relativas ao atendimento ao usuário
e a percepção da necessidade de melhoria nesse contato. Sendo assim , o
treinamento foi elaborado visando ao aprimoramento do processo organizacional de
atendimento ao público. Os temas abordados foram os pontos identificados como os
mais críticos: a postura profissional , o atendimento ao público, o conhecimento da
organização, o trabalho em equipe, estratégia de busca de informação e o Bibliotour.
Como resultado do projeto piloto realizado com os bolsistas da DAU (dois
encontros) decidiu-se realizar um com todos os bolsistas do SIB, com o objetivo de
capacitá-los a desenvolver suas atividades com mais eficiência e eficácia . Esse
evento foi intitulado I Encontro de Integração dos Bolsistas do SIB.
O evento teve o cenário ampliado, ou seja , saiu da esfera de uma Divisão da BC
e passou para a esfera do SIB , o que exigiu uma adaptação para contemplar a
realidade das bibliotecas setoriais e dos demais setores da BC . Pelas avaliações
dos Encontros é possível constatar a relevância de sua realização tanto para os
bolsistas como para o Sistema .
É fundamental ressaltar a importância do Encontro como ferramenta de apoio ao
desenvolvimento das atividades dos aprendizes que participam de uma bolsa , a
chamada Bolsa de Desenvolvimento Profissional, cujo objetivo primeiro é oferecer a
estes estudantes a oportunidade de obter bolsas sem a exigência de experiência .
Trata-se de um programa vinculado ao do Primeiro Emprego, desenvolvido pelo
Governo Federal.
Este artigo tem como objetivo relatar a experiência da criação do Encontro dos
Bolsistas do SIB e está assim estruturado: o histórico das bolsas, importância das
pessoas para a organização moderna, as relações interpessoais e o seu destaque
na produtividade . Apresenta a metodologia utilizada no evento, sua avaliação e as
considerações finais .

2 Como tudo começou
O Sistema Integrado de Bibliotecas é um órgão suplementar diretamente
subordinado à Reitoria da Universidade Federal de Pernambuco (UFPE). Formado

2439

�Gestão de pessoas
Trabalho completo

por nove bibliotecas setoriais e uma Biblioteca do Colégio de Aplicação, (localizada
no campus Recife), uma biblioteca setorial na Faculdade de Direito do Recife (única
setorial fora do campus) e duas bibliotecas nos campi do interior, em Vitória de
Santo Antão e Caruaru .
A UFPE, sempre bem conceituada nas avaliações das melhores
universidades do Nordeste, mantém a preocupação com a responsabilidade do bom
atendimento à comunidade universitária. Vivencia uma realidade problemática com a
falta de servidores no cargo de auxiliar administrativo, motivo que conduziu o gestor
do SIB a encaminhar à Reitoria uma proposta para selecionar bolsistas, com o
objetivo de dar mais apoio aos serviços oferecidos pela Biblioteca Central e
setoriais.
Diante da diversidade de acervos e da criação de novos serviços, foi uma
saída encontrada pela instituição. Com o apoio da Pró-Reitoria de Gestão de
Pessoas e Qualidade de Vida (PROGEPE), destinou um percentual de vagas a
serem preenchidas por alunos de todos os cursos e de todos os semestres.
A partir de 2002, teve início o processo de seleção de alunos da UFPE,
conforme a Resolução nO 2/2002, que regulamenta o Programa de Bolsas de
Manutenção Acadêmica, documento este considerado como base para a criação da
Bolsa de Desenvolvimento Profissional da PROGEPE.
A PROGEPE disponibilizou um quantitativo de bolsas para iniciar o processo
seletivo. Com os crescentes casos de aposentadoria de servidores e com a criação
de novos serviços, ficou a cargo do SIB a organização do processo de seleção do
Banco de Reserva da Bolsa de Desenvolvimento Profissional, mantida pela
PROGEPE.
Até 2009, a BC manteve-se responsável pela inscrição do Banco com o
processo presencial. Era divulgado o dia da inscrição e os interessados acampavam
em frente ao prédio dois dias antes da data marcada, uma vez que as vagas eram
preenchidas segundo a ordem de chegada . A partir de 2010, o processo passou a
ser realizado eletronicamente. O Núcleo de Tecnologia da Informação (NTI) da
Universidade foi contatado e algumas modificações foram feitas para melhorar o
processo de inscrição:
a) inscrição por e mail;
b) período de inscrição 24 horas; e
c) validade semestral.
A BC divulga o informativo com as normas de seleção, contendo a data e o
Formulário de Inscrição da Bolsa de Desenvolvimento Profissional. O interessado
preenche o formulário com seus dados e o remete à BC por e-mail. Uma lista é
organizada com as informações dos bolsistas, por ordem de chegada dos e-mails,
único critério de seleção adotado. A lista dos selecionados é divulgada por meio
impresso (afixada no hall e no site da BC), no Boletim da Assessoria de
Comunicação da UFPE (ASCOM) e no twitter.
O processo sofreu diversas modificações. Após entendimentos com a Direção
do Programa das bolsas da UFPE, a BC conseguiu a unificação dos vários bancos
de solicitação de bolsistas. A partir de 2010, a biblioteca passou a ser responsável
pela inscrição de alunos da UFPE para o Banco de Reserva da Bolsa de

2440

�Gestão de pessoas
Trabalho completo

Desenvolvimento Profissional e para a Bolsa de Desenvolvimento Acadêmico da
Pró-Reitoria para Assuntos Acadêmicos (PROACAD).
Nas bibliotecas, os bolsistas desenvolvem suas atividades em setores como o
balcão de atendimento, o atendimento ao público e serviços burocráticos. Devido à
falta de funcionários, as atividades de balcão estão sendo desenvolvidas pelos
bolsistas, supervisionados por um bibliotecário, situação que vem preocupando os
gestores ao longo do tempo.
Na Tabela 1, se visualiza o motivo da preocupação do SIB e da UFPE, a
quantidade de auxiliares administrativos e bolsistas é igual nos anos de 2008 e
2009. Há um crescimento na quantidade de bolsistas no ano de 2010 de 13,2%. No
ano de 2011 , a situação não se modificou. Logo os bolsistas realizam e realizaram
atividades inerentes aos auxiliares ao longo dos referidos anos.
Tabela 1 - Pessoal lotado no Sistema de Bibliotecas da UFPE

2008

2009

2010

2011

Função

Total %

Total

%

Total

%

Total

%

Bibliotecários
Auxiliares
Administrativos

62

24,8

73

28 ,4

76

27,6

81

28,9

94

37,6

92

35 ,8

93

33,8

93

33,3

Bolsistas

94

37,6

92

35 ,8

106

38,6

106

37,8

Total

250

100

257

100

275

100

280

100

Fonte: Relatórios administrativos da Biblioteca Central da UFPE

Cabe ressaltar a contribuição desta mão de obra na execução de atividades
em diversos setores da UFPE, o que lhe possibilitou levar adiante alguns dos
projetos.
Para os bolsistas, destacam-se como vantagens: além de uma remuneração
para custeio de despesas pessoais; a oportunidade de sua primeira experiência
profissional em vários espaços da UFPE, como no Sistema de Bibliotecas,
laboratórios, secretarias, Reitoria e Pró-Reitorias; a possibilidade de conseguir uma
bolsa cursando o 1° período da vida acadêmica ; e obter uma declaração de
comprovação do exercício de bolsista da Universidade, que nos concursos públicos
constitui uma prova de experiência profissional , um dos critérios para inscrição na
seleção pública da UFPE.
A interação entre bolsistas e servidores facilita aos primeiros conhecer, a
instituição onde trabalham , o local onde desenvolvem suas atividades e todos os
serviços que são oferecidos à comunidades interna e externa .
A Direção do SIB solicitou à DAU a organização de um evento destinado aos
bolsistas que abordasse: o conhecimento da UFPE e da BC e os capacitassem para
a realização das atividades que lhes forem confiadas com ênfase na postura
profissional , no atendimento ao público, no trabalho em equipe, nas estratégias de
busca de informação e no Bibliotur.

2441

�Gestão de pessoas
Trabalho completo

3 Capacitando os bolsistas

o mundo atual se defronta com uma variedade de inovação que atinge todos
os setores da sociedade . O setor produtivo, com todo o maquinário e a tecnologia
que o rodeia, não eliminou o papel das pessoas dentro do sistema. Ao contrário,
descobre continuamente a importância delas para a produtividade e o crescimento
das empresas. Chiavenato (2005 , p. 4) afirma que as pessoas passam a ser o
diferencial competitivo que mantém e promove o sucesso organizacional,
considerando-as "o elemento básico do sucesso empresarial" isto é, a partir delas é
possível alcançar alternativas para melhorar e aumentar o sucesso e o desempenho
dos produtos e serviços.
Nesta direção surge a gestão de pessoas, que alguns teóricos indicam como
a evolução da área de Administração de Recursos Humanos (ARH) ao destacar a
importância das pessoas para o desenvolvimento e crescimento organizacional.
A Gestão de Pessoas é a área que busca proporcionar ao indivíduo
condições de excelência no desempenho de suas funções, gerando então
oportunidades de produtividade e crescimento, tanto profissional quanto
organizacional. Segundo Araújo (2010), gerir pessoas é uma das atividades mais
estratégicas das organizações modernas, porque possibilita conhecer e desenvolver
as habilidades necessárias ao bom andamento das atividades.
Para Gil (2001 , p. 17) "Gestão de Pessoas é a função gerencial que visa à
cooperação das pessoas que atuam nas organizações para o alcance dos objetivos
tanto organizacionais quanto individuais". Por isso é um desafio para as
organizações atentas às exigências do mercado voltarem-se para o indivíduo, tão
rico e ao mesmo tempo tão complexo, e viabilizar que ele colabore e una forças para
que ela se mantenha competitiva .
Descobrir a importância das pessoas para a empresa permitiu um novo olhar
sobre elas e, consequentemente, sua atuação . É possível entender que nas
organizações nas quais existem respeito, ética , trabalho em equipe, treinamento,
processos organizacionais coerentes e comunicação, que são estruturas que
proporcionam o desenvolvimento das pessoas, se verificam também maior
produtividade, lucratividade e reconhecimento organizacional.
Dentre as áreas da gestão do conhecimento está a de capacitação,
responsável por desenvolver as habilidades e competências necessárias no
desempenho de atividades dos indivíduos, como também aperfeiçoar os talentos e
permitir interação da equipe. De acordo com Chiavenato (2005, p. 338) "é o meio de
alavancar o desempenho no cargo".
Nesta direção, o I Encontro de Integração dos Bolsistas do Sistema de
Bibliotecas da Universidade Federal de Pernambuco surgiu da necessidade de
proporcionar um momento em que pudessem conhecer uns aos outros, assim como
o contexto no qual estão inseridos, externalizar suas dificuldades, esclarecer dúvidas
e propor melhorias para a execução de suas atividades, isto é, permitir que as
pessoas se relacionem no trabalho .
Entende-se a humanização na empresa como muito benéfica por favorecer a
criação de ambientes colaborativos. Da mesma forma que valorizar as relações

2442

�Gestão de pessoas
Trabalho completo

humanas no ambiente de trabalho faz parte da gestão de pessoas, surge com a
identificação da importância dos fatores psicológicos e sociais para a produtividade .

4 Relações Interpessoais
Ter um bom relacionamento no trabalho é uma questão primordial para que a
equipe funcione com mais sintonia e melhor desempenho profissional.
Para Lima (2009 , p. 56), o relacionamento é um dos grandes ativos
constituintes das organizações, aquele que faz girar as estruturas colaborativas.
"Este é um dos aspectos mais desafiadores do relacionamento : construir estruturas
colaborativas que reúnam pessoas que divergem entre si" .
Segundo Moscovici (1997), as relações interpessoais são desenvolvidas a
partir do processo de interação. Nas situações de trabalho , as atividades, na maioria
das vezes, são partilhadas por uma ou mais pessoas, bem como alguns sentimentos
recomendados. Com o desenvolvimento destas atividades e interações, "os
sentimentos despertados podem ser diferentes dos indicados inicialmente e então inevitavelmente - os sentimentos influenciarão as interações e as próprias
atividades". (MOSCOVICI, 1997, p. 34).
Ainda de acordo com o autor, os sentimentos positivos provocarão aumento
de interação e cooperação, o que favorece a execução das atividades e,
consequentemente, conduz à maior produtividade. Ao contrário, os sentimentos
negativos de antipatia e rejeição conduzem à diminuição das interações e ao
afastamento, o que repercute de forma negativa no desenvolvimento das atividades,
com a probabilidade de queda na produtividade.
Com o objetivo de minimizar alguns problemas, tais como a ausência de
engajamento, de cooperação e de comunicação, o I Encontro de Integração dos
Bolsistas do Sistema de Bibliotecas foi inicialmente planejado, para a participação
dos bolsistas que atuam na Divisão de Apoio ao Usuário. O intuito era proporcionar
um momento com a exposição das dificuldades e dos anseios dos participantes, e
conhecimento do grupo além da apresentação da importância da postura
profissional. Com essa abertura foi possível : ouvir o que eles tinham a dizer, suas
críticas e sugestões, melhorando com isso a comunicação entre bibliotecários,
auxiliares administrativos e bolsistas, bem como a comunicação entre eles mesmos;
tratar sobre as falhas e aspectos positivos da equipe, conduzindo ao fortalecimento
do grupo e, consequentemente, da relação interpessoal.
Entende-se que quando a equipe está integrada, age positivamente, pois
cada um conhece a importância do seu papel dentro do grupo, e se sente
capacitado para desempenhar as suas atividades.

5 Encontro de Integração dos Bolsistas do Sistema de Bibliotecas
Em 2011 e 2012 foram realizados os I e o 11 Encontro de Integração dos
Bolsistas do Sistema de Bibliotecas como projeto piloto apenas com os bolsistas da
DAU da Biblioteca Central da UFPE, que desenvolvem suas atividades diretamente

2443

�Gestão de pessoas
Trabalho completo

atendendo ao público. Os Encontros tiveram como objetivo aumentar a qualidade do
atendimento às comunidades atendidas pela BC , fazendo parte do planejamento
estratégico da DAU, com vigência de 2011 a 2016 .
A Direção do SIB e os participantes do projeto piloto reforçaram a idéia de
que o Encontro deveria abranger todas as bibliotecas da UFPE que em seu quadro
funcional tivessem bolsistas. Foi importante promover a integração dos bolsistas da
DAU com os bolsistas dos demais setores da BC e de outras bibliotecas, funcionou
como um canal para que eles pudessem socializar suas opiniões e particularidades
de cada biblioteca , reconhecer a importância do seu papel no SIB, favorecer as
relações interpessoais e o fortalecer o sentido de equipe .
5.1 Semana de Integração dos Bolsistas da DAU
O I Encontro, intitulado de Semana de Integração dos Bolsistas da DAU,
realizado na BC em agosto de 2011 , com três dias de duração. Teve como objetivos:
reconhecer a importância do trabalho de equipe na organização; valorizar as
relações interpessoais no trabalho em equipe e o atendimento ao público;
apresentar a Divisão de Apoio ao Usuário; padronizar as atividades desenvolvidas
na Divisão; e despertar os princípios da responsabilidade e coletividade.
Abordou : 1 Propostas do encontro; 2 Discussão sobre as dificuldades, ideias
e sugestões acerca da rotina de trabalho ; 3 Atendimento ao usuário: princípios e
práticas; 4 Postura profissional ; e 5 Atribuições dos bolsistas.
Para atingir os objetivos foi utilizada como metodologia a leitura de textos
para reflexão e discussão, dinâmicas de grupo, contação de histórias, vídeos e
discussão dirigida.
A princípio, por ser um grupo formado por estudantes de vários cursos e, em
sua maioria, não graduandos em Biblioteconomia , pensou-se em um treinamento
voltado para as questões mais técnicas de organização do acervo . Porém, ao serem
diagnosticados problemas relacionados à pontualidade, falta de cooperação e
cumprimento de atividades de rotina do trabalho, optou-se pela elaboração de uma
pauta que tratasse dessas questões.
O Encontro ocorreu no período de recesso das aulas, oportunizando a
integração dos bolsistas que trabalham em turnos diferentes, enfatizando ainda mais
a ideia da integração.
O primeiro dia se iniciou com uma acolhida e a explanação dos objetivos.
Logo após houve uma dinâmica de apresentação. Seguiu-se contação de história ,
que gerou uma discussão acerca da atitude de resmungar de algumas pessoas
diante dos problemas e não de buscar solução. Esta história possibilitou uma
conversa sobre dificuldades, dúvidas, ideias e sugestões para a tomada de
decisões, que gerasse uma mudança de atitudes ou de métodos de trabalho,
evitando assim o retrabalho , quando os bolsistas puderam refletir sobre as suas
próprias atitudes. Depois da conversa foi realizada uma dinâmica de grupo chamada
'Coisas boas e coisas ruins' , que consistia em anotar anonimamente, em dois
cartões, uma coisa boa e uma coisa ruim relacionada ao trabalho . À medida em que
os cartões eram lidos, o grupo indicava quais as providências poderiam ser tomadas

2444

�Gestão de pessoas
Trabalho completo

e também ficavam cientes de decisões anteriores sobre o fato. Após um breve
intervalo foi tratado: atendimento ao usuário - princípios e práticas. Uma vez que as
atividades desempenhadas pelos bolsistas estão ligadas ao atendimento ao público,
torna-se imprescindível o estudo e a discussão sobre esse tema . Seguiu-se
apresentando os princípios que orientam o atendimento com qualidade e se realizou
uma atividade de dramatização de uma situação de mau atendimento e outra de
bom atendimento, objetivando uma análise para apontar as falhas e indicação das
mudanças necessárias para atingir a qualidade total.
O segundo dia iniciou com uma contação de história sobre um sapo que vivia
no fundo de um poço, e que por medo, nunca havia se aventurado a sair, até que
um dia acontece o desmoronamento do poço e ele se vê no meio de um pântano,
fascinado com a natureza ao seu redor, o que proporcionou uma discussão acerca
dos receios que muitas vezes impedem as pessoas de externarem suas opiniões, de
questionarem ou sugerirem ide ias no ambiente de trabalho. Seguiu-se uma
apresentação sobre a Divisão de Apoio ao Usuário: organograma, missão, visão,
serviços e produtos e sua interface com a BC e demais canais de comunicação; bem
como a apresentação do módulo pesquisa do Pergamum . Para aprimorar os
conhecimentos dos bolsistas acerca dos produtos e serviços oferecidos pela
Biblioteca Central, foi realizado um Bibliotur, visita dirigida a todos os setores
apresentados pelos seus chefes ao bolsistas.
No terceiro e último dia do Encontro, os participantes se dividiram em dois
grupos para leitura e apresentação de textos, abordando a importância do trabalho
em equipe, da colaboração e responsabilidade de todos na realização das tarefas. O
tema sobre a postura profissional foi uma construção coletiva. Cada participante
recebeu um papelote contendo uma das seguintes palavras/frases: pontualidade ,
cuidar da apresentação, cordialidade, saber falar e ouvir, ser ético, ser proativo,
responsabilidade , compromisso, excelência e cooperação; cada participante
verbalizava o conceito e o colocava em prática . A partir da fala dos bolsistas, se
estabeleceu um contrato entre os membros da equipe, com o intuito de sanar os
problemas e otimizar o tempo , buscando a excelência no atendimento ao público .
Finalizou-se com o registro do contrato e avaliação individual do evento .
5.2 Encontro de Integração dos Bolsistas da DAU
O 11 Encontro, denominado Encontro de Integração dos Bolsistas da DAU,
realizado na BC em janeiro de 2012 , teve a duração de dois dias. Com os seguintes
objetivos: reconhecer a importância do trabalho de equipe na organização ; valorizar
as relações interpessoais no trabalho em equipe; apresentar a Biblioteca Central ; e
despertar os princípios da responsabilidade e coletividade. Englobou: 1 Serviços e
produtos da Biblioteca Central ; e 2 Trabalhando em equipe.
No primeiro dia a acolhida e a apresentação dos objetivos do encontro.
Sessão de cinema objetivando um momento de deleite de integração do grupo.
Dinâmica de apresentação dos participantes. Bibliotour, visita aos setores da
Biblioteca Central para conhecer suas especificidades e serviços.

2445

�Gestão de pessoas
Trabalho completo

No segundo dia a abertura ocorreu com um texto para reflexão sobre o
trabalho em equipe, depois houve a explanação sobre o tema: Trabalhando em
equipe - princípios e práticas, discussão sobre as demandas, dificuldades e
sugestões acerca do trabalho e, por fim , a retomada do contrato para revisões e
atualizações do que foi estabelecido no I Encontro. Vale ressaltar que, devido à
grande rotatividade dos bolsistas, somente dois deles participaram do encontro
anterior, e alguns dos problemas diagnosticados antes do I Encontro foram
minimizados e outros solucionados. A finalização ocorreu com a avaliação individual
do evento e confecção de um mural contendo mensagens de todos os participantes
sobre o evento.
5.3 Encontro de Integração de Bolsistas do Sistema Integrado de Bibliotecas

o 111 Encontro já nomeado Encontro de Integrado de Bolsistas do Sistema de
Bibliotecas, realizado no Centro de Ciências Sociais Aplicadas(CCSA) durou dois
dias, e teve como objetivos: reconhecer a importância do trabalho de equipe na
organização; valorizar as relações interpessoais no trabalho em equipe e o
atendimento ao público; apresentar o módulo pesquisa do Pergamum e apresentar a
Biblioteca Digital de Teses e Dissertações(BDTD).
Seu conteúdo: 1 Atendimento ao usuário; 2 Apresentação da BDTD; 3
Apresentação do Módulo de pesquisa do Pergamum ; e 4 Postura profissional.
Participaram 19 bolsistas lotados na Divisão de Processamento Técnico,
Divisão de Aquisição e Bibliotecas Setoriais. Buscou-se, como nos encontros
anteriores, os temas que seriam abordados e novos conteúdos. Para a definição da
pauta , realizou-se uma entrevista com Chefes de Divisão da Biblioteca Central e
Coordenadores das Bibliotecas Setoriais para diagnosticar os problemas e identificar
os pontos fortes e fracos da equipe e suas respectivas causas. Após a entrevista , se
estabeleceram as dinâmicas, textos, vídeos e temas a serem abordados.
No primeiro dia a acolhida e exposição dos objetivos do Encontro. Para
promover a integração do grupo realizou-se uma dinâmica de apresentação.
Posteriormente , a apresentação do tema , Atendimento ao usuário, seguida de uma
atividade de dramatização de situações de mau e bom atendimento.
O segundo dia teve início com a história de uma cidade onde todos estavam
tão preocupados em resmungar que não conseguiam encontrar a felicidade, mesmo
texto trabalhado no I Encontro. Houve um debate sobre as atitudes que canalizam o
comportamento das pessoas na direção contrária às metas específicas da empresa
e como resolver problemas de modo socialmente ético e responsável , colaborando
para a satisfação dos clientes e funcionários . Não foi possível a realização do
Bibliotour face o local em que aconteceu o evento. Houve a apresentação da BDTD
e do módulo de pesquisa do Pergamum. Finalizou-se com a elaboração do contrato
a partir dos conceitos verbalizados pelos participantes e avaliação individual do
encontro .

2446

�Gestão de pessoas
Trabalho completo

6 Avaliação dos Encontros
Como instrumento de avaliação, elaborou-se um questionário para os
participantes opinarem sobre o encontro . As perguntas abordaram : o conteúdo,
tempo de duração, metodologia, dinâmicas utilizadas e relevância do encontro,
objetivando orientar a realização dos próximos eventos. Havia questões abertas
para críticas e sugestões.

Tabela 2 - Avaliação dos Encontros
ENCONTROS CLASSIFICAÇÃO %
Primeiro
Muito
bom

Bom

Muito
bom

Bom

Conteúdo
abordado

67

33

71

29

Tempo de
duração

57

43

43

43

86

14

57

Dinâmicas
utilizadas

57

43

Relevância
do encontro

100

Indicadores

Metodologia
utilizada

Ruim

Terceiro

Segundo
Péssimo

Muito
bom

Bom

61

39

6

83

43

56

44

57

43

39

61

71

29

78

22

Ruim

14

Péssimo

Ruim

Péssimo

11

Fonte: Questionários de avaliação dos encontros

Os dados apresentados na Tabela 2 demonstram que os bolsistas julgaram
os encontros de integração imprescindíveis para auxiliar na tomada de decisão,
deixar transparente à equipe as metas que o SIB deseja atingir e proporcionar ao
grupo espaço para opinar e sugerir mudanças nos processos e fluxos das atividades
a fim de alcançar com maior eficácia e eficiência a satisfação dos clientes.
O conteúdo foi considerado muito bom em média por 66% dos participantes.
As temáticas centrais foram trabalho em equipe e postura profissional por se tratar
de conteúdos importantes para todos os setores das bibliotecas. O tempo de
duração do encontro foi o único item que recebeu indicação de ruim, apontando à
necessidade de se repensar a forma de avaliar o tempo de duração. A metodologia
usada foi estruturada para proporcionar a participação de todos, principalmente no
que diz respeito à elaboração dos conceitos relacionados à postura profissional e
atribuições dos bolsistas e foi considerada muito boa em média por 66% . Foram
usadas dinâmicas de apresentação, visando à integração, e dinâmicas para discutir
as dificuldades e os problemas existentes objetivando buscar, em grupo, soluções
de ordem prática. Na última questão, relevância do encontro, constatou-se que os
eventos atenderam às necessidades dos bolsistas, daí sua ótima avaliação.

2447

�Gestão de pessoas
Trabalho completo

7 Considerações Finais

o Encontro de Integração dos Bolsistas do Sistema de Bibliotecas é um
programa de capacitação e integração de bolsistas, idealizado em 2011 pela Divisão
de Atendimento ao Usuário da Biblioteca Central da Universidade Federal de
Pernambuco. Tem por objetivo aumentar a eficiência e eficácia do atendimento das
necessidades de informação das comunidades interna e externa .
Fundamenta-se na participação dos bolsistas na elaboração de um contrato
para reger interação e relacionamento interpessoal entre eles, com as equipes dos
locais onde desenvolvem suas atividades e com os usuários do Sistema de
Bibliotecas da UFPE.
O grande número de bolsistas constitui uma necessidade administrativa
decorrente da quantidade insuficiente de auxiliares administrativos no âmbito da
UFPE e talvez das instituições de ensino superior federais brasileiras.
A Biblioteca Central é a responsável pela seleção dos bolsistas para o Banco
de Reserva de Bolsistas para o Programa de Bolsa de Desenvolvimento Acadêmico
da Pró-Reitoria para Assuntos Acadêmicos e o Programa de Bolsas de
Desenvolvimento Profissional da Pró-Reitoria de Gestão de Pessoas e Qualidade de
Vida . O sistema de seleção vem sendo continuamente aperfeiçoado . Sugere-se
incluir como um dos critérios de seleção a renda familiar dos interessados para
contribuir com o Governo Federal nos seus programas sócio-econômicos de
inclusão.
A oferta de bolsa traz benefícios para o estudante: experiência profissional ,
uma fonte de renda para custeio das despesas pessoais e comprovação de
experiência profissional exigida para inscrição em concursos públicos da UFPE.
Avaliados os três encontros realizados constatou-se o acerto na definição dos
conteúdos, metodologias e dinâmicas utilizadas e principalmente a relevância de sua
existência . O tempo de duração deve ser melhor avaliado para identificar a
suficiência ou não do período de realização .
Almeja-se que o presente relato de experiência seja mais um que um registro
de uma ação administrativa exitosa e fundamentalmente venha a contribuir para o
estudo mais aprofundado de uma realidade no campo da gestão de pessoas: a
rotatividade dos bolsistas e os problemas decorrentes do reduzido quadro de
auxiliares administrativo nas bibliotecas.
8 Referências
ARAUJO, Luis César G.de; GARCIA, Adriana Amadeu . Gestão de Pessoas . São
Paulo: Atlas, 2010.
CHIAVENATO , Idalberto. Gestão de Pessoas . 2.ed . ver. atual. Rio de Janeiro:
Elservier, 2005 .

2448

�Gestão de pessoas
Trabalho completo

GIL, Antonio Carlos. Gestão de pessoas : enfoque nos papéis profissionais. São
Paulo: Atlas, 2001 .
LIMA, Samuel. Gestão do conhecimento e relacionamento: poderosos ativos para
empresas. São Paulo: Burarama Conteúdos, 2009.
MOSCOVICI, Feia . Desenvolvimento interpessoal: treinamento em grupo. 7. ed.
rev. e ampl. Rio de Janeiro: J. Olympio, 1997.
UNIVERSIDADE FEDERAL DE PERNAMBUCO. Biblioteca Central. Planejamento
estratégico da Divisão de Apoio ao Usuário. Recife, 2011 .

2449

�</text>
                  </elementText>
                </elementTextContainer>
              </element>
            </elementContainer>
          </elementSet>
        </elementSetContainer>
      </file>
    </fileContainer>
    <collection collectionId="49">
      <elementSetContainer>
        <elementSet elementSetId="1">
          <name>Dublin Core</name>
          <description>The Dublin Core metadata element set is common to all Omeka records, including items, files, and collections. For more information see, http://dublincore.org/documents/dces/.</description>
          <elementContainer>
            <element elementId="50">
              <name>Title</name>
              <description>A name given to the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51396">
                  <text>SNBU - Edição: 17 - Ano: 2012 (UFRGS - Gramado/RS)</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="49">
              <name>Subject</name>
              <description>The topic of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51397">
                  <text>Biblioteconomia&#13;
Documentação&#13;
Ciência da Informação&#13;
Bibliotecas Universitárias</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="41">
              <name>Description</name>
              <description>An account of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51398">
                  <text>Tema: A biblioteca universitária como laboratório na sociedade da informação.</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="39">
              <name>Creator</name>
              <description>An entity primarily responsible for making the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51399">
                  <text>SNBU - Seminário Nacional de Bibliotecas Universitárias</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="45">
              <name>Publisher</name>
              <description>An entity responsible for making the resource available</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51400">
                  <text>UFRGS</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="40">
              <name>Date</name>
              <description>A point or period of time associated with an event in the lifecycle of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51401">
                  <text>2012</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="44">
              <name>Language</name>
              <description>A language of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51402">
                  <text>Português</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="51">
              <name>Type</name>
              <description>The nature or genre of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51403">
                  <text>Evento</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="38">
              <name>Coverage</name>
              <description>The spatial or temporal topic of the resource, the spatial applicability of the resource, or the jurisdiction under which the resource is relevant</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51404">
                  <text>Gramado (Rio Grande do Sul)</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
          </elementContainer>
        </elementSet>
      </elementSetContainer>
    </collection>
    <itemType itemTypeId="8">
      <name>Event</name>
      <description>A non-persistent, time-based occurrence. Metadata for an event provides descriptive information that is the basis for discovery of the purpose, location, duration, and responsible agents associated with an event. Examples include an exhibition, webcast, conference, workshop, open day, performance, battle, trial, wedding, tea party, conflagration.</description>
    </itemType>
    <elementSetContainer>
      <elementSet elementSetId="1">
        <name>Dublin Core</name>
        <description>The Dublin Core metadata element set is common to all Omeka records, including items, files, and collections. For more information see, http://dublincore.org/documents/dces/.</description>
        <elementContainer>
          <element elementId="50">
            <name>Title</name>
            <description>A name given to the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="64652">
                <text>Encontro de integração dos bolsistas do Sistema Integrado de Bibliotecas: um relato de experiência.</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="39">
            <name>Creator</name>
            <description>An entity primarily responsible for making the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="64653">
                <text>Tavares, Karyna da Rocha; Vidal, Maria Marinês Gomes; Sena, Nathália Cabral; Vieira, Shirly Pimentel; Brito, Susyleide Gomes</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="38">
            <name>Coverage</name>
            <description>The spatial or temporal topic of the resource, the spatial applicability of the resource, or the jurisdiction under which the resource is relevant</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="64654">
                <text>Gramado (Rio Grande do Sul)</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="45">
            <name>Publisher</name>
            <description>An entity responsible for making the resource available</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="64655">
                <text>UFRGS</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="40">
            <name>Date</name>
            <description>A point or period of time associated with an event in the lifecycle of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="64656">
                <text>2012</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="51">
            <name>Type</name>
            <description>The nature or genre of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="64658">
                <text>Evento</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="41">
            <name>Description</name>
            <description>An account of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="64659">
                <text>Relato de experiência sobre o encontro de Integração dos Bolsistas do Sistema de Bibliotecas da Universidade Federal de Pernambuco. O reduzido quadro de auxiliares administrativos das bibliotecas origina aumento de bolsistas. Cabe à Biblioteca Central (BC) a seleção para o Banco de Reserva de Bolsistas. A partir de 2011 sua Divisão de Apoio ao Usuário (DAU) idealizou e realizou três encontros para capacitar e integrar os bolsistas, objetivando a melhoria do atendimento ao público. Utilizou leitura de texto, dinâmica de grupo, contação de história, sessões de filmes e vídeos e discussão dirigida nos encontros. Elaborou-se um contrato para reger a interação e o relacionamento interpessoal dos bolsistas entre si, com a equipe de trabalho e os usuários. Na avaliação dos eventos averiguou-se o acerto na definição dos conteúdos, metodologia, dinâmica e sua importância para bolsistas e gestores. Os bolsistas os julgaram imprescindíveis na tomada de decisão, na transparência das metas do Sistema Integrado de Bibliotecas e por proporcionar espaço para opinar e sugerir mudanças para maior eficácia e eficiência no atendimento à clientela. Para os gestores das bibliotecas, o evento proporciona aos bolsistas um momento de integração com a equipe de trabalho, permitindo avaliar a postura profissional dos participantes e a obtenção de críticas e sugestões de mudanças nos processos e fluxos de atividades. Pretende-se com o relato não apenas o registro dessa ação administrativa como principalmente contribuir para o estudo mais aprofundado da rotatividade dos bolsistas e dos problemas decorrentes do número insuficiente de auxiliares administrativos nas bibliotecas.</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="44">
            <name>Language</name>
            <description>A language of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="69586">
                <text>pt</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
        </elementContainer>
      </elementSet>
    </elementSetContainer>
  </item>
  <item itemId="6086" public="1" featured="0">
    <fileContainer>
      <file fileId="5150">
        <src>http://repositorio.febab.org.br/files/original/49/6086/SNBU2012_225.pdf</src>
        <authentication>fd595615b6755a9110768808208f994d</authentication>
        <elementSetContainer>
          <elementSet elementSetId="4">
            <name>PDF Text</name>
            <description/>
            <elementContainer>
              <element elementId="92">
                <name>Text</name>
                <description/>
                <elementTextContainer>
                  <elementText elementTextId="64651">
                    <text>Gestão de pessoas
Trabalho completo

EMPREENDEDORISMO E O PROFISSIONAL DE
BIBLIOTECONOMIA: uma abordagem da competência.

Clemente Ricardo Silva 1, Maria Meriane Vieira Rochéi
Bibliotecário, formado pela Universidade Federal da Paraíba (UFPB) ; Publicitário, formado pelo
Instituto de Ensino Superior da Paraíba (IESP) ; Diagramador de textos gráficos da Editora da
Universidade Federal da Paraíba (EDUFPB) ; &lt;cricardos2011@gmail.com &gt;.
2 Mestre em Ciência da Informação; Especialista em Gestão de Unidade de Informação; Especialista
em Organização de Arquivos; Professora do Departamento de Ciência da Informação da
Universidade Federal da Paraíba; &lt;meriane.vieira@gmail.com&gt;.

Resumo
Com a globalização, a sociedade brasileira, passa por diversas mudanças. Fatores
políticos, econômicos e tecnológicos, contribuem para a formação de um novo
mercado de trabalho. Nesse contexto, observa-se um ambiente propício para o
empreendedorismo, onde os profissionais devem ser dotados de um conjunto de
técnicas e conhecimentos que visualizem oportunidades que resultem em bons
empreendimentos. Este trabalho analisa o empreendedorismo na perspectiva dos
alunos do curso de Biblioteconomia da Universidade Federal da Paraíba-UFPB, uma
abordagem das competências, identifica que seu perfil empreendedor deve ser fator
determinante na constituição do negocIo próprio, como também num
reposicionamento no mercado de trabalho, abrindo novas oportunidades. Constatouse nos discentes nenhum contato com disciplinas empreendedoras e baixo perfil
empreendedor nos docentes. A pesquisa revelou que o aluno de biblioteconomia
não corre riscos mesmo necessitando complementar sua renda, opta pelo emprego
público, falta atitude para empreender, sendo desprovido de conhecimento e
estímulo. A Metodologia utilizada foi Abordagem quantitativa, tipo exploratória e
descritiva, caracterizando um estudo de caso. O campo da pesquisa foram os alunos
do primeiro ao décimo período do curso em questão. A amostra é composta por
cento e setenta e cinco discentes, com análise dos dados feita com uso de
estatística inferencial e a sua coleta através de questionário estruturado . A partir das
análises coletadas chega-se a conclusão que a cultura empreendedora dos
discentes da UFPB, não é suficiente para impulsionar a implementação de um
negócio. Portanto, o perfil empreendedor dos alunos de biblioteconomia-UFPB não é
fator determinante na constituição do negócio próprio.

Palavras-chave:
Bibliotecário ; Empreendedorismo; Disciplinas empreendedoras; Negócio
próprio ; Mercado de Trabalho .

2422

�Gestão de pessoas
Trabalho completo

Abstract
With globalization, the Brazilian society go through many changes. Political,
economic and technological developments, contribute to the formation of a new labor
market. In this context, there is a conducive environment for entrepreneurship, where
professionals must be equipped with a set of skills and knowledge to visualize
opportunities that result in good business. This paper analyzes entrepreneurship
from the perspective of students of Librarianship, Federal University of ParaíbaUFPB, a skills approach, which identifies your profile entrepreneur should be a
determining factor in the constitution of their own business, but also a repositioning in
the labor market, opening up new opportunities. It found no contact with students in
disciplines entrepreneurs and low-profile entrepreneur in teachers. The survey
revealed that students of librarianship is not at risk even needing to supplement their
income, opting for public employment, poor attitude to take, being devoid of
knowledge and encouragement. The methodology used was a quantitative approach,
exploratory and descriptive, featuring a case study. The field of research were
students from first to tenth period of the course in questiono The sample consists of
one hundred seventy-five students, with data analysis performed with use of
statistical inference and its collection through a structured questionnaire. From the
analyzes collected comes to the conclusion that the entrepreneurial culture of the
students UFPB is not enough to boost the implementation of a business. Therefore,
the entrepreneurial profile of students in library-UFPB is not a determining factor in
establishing the business itself.

Keywords:
Librarian; Entrepreneurship; Entrepreneurial disciplines; Own business;
Labour Market.

1 Introdução

o mercado atual e em especial o brasileiro, passa por mudanças políticas,
sociais, econômicas e tecnológicas. Tais fatores contribuem para acelerar a oferta
de novos produtos e serviços no mercado. As oportunidades que surgem a partir de
tais mudanças são visíveis às pessoas mais empreendedoras, que aproveitam para
constituir novos negócios, inovar negócios existentes ou até mesmo mudar a
realidade no posto de trabalho que atuam , quando estão empregadas.
O mundo tornou-se globalizado, de forma que, relações comerciais que antes
necessitavam de um espaço próprio, hoje são executadas nos mais diversos
ambientes, que vão desde os estabelecimentos formais (firmas registradas),
ambientes inovadores como as Lan Houses e até mesmo em residências,
mostrando que fronteiras comerciais foram rompidas.
O comércio eletrônico realizado pelos computadores acontece graças a uma
rede mundial (internet) , trata-se de um comércio eletrônico ou virtual que é bem
diferente do tradicional, pois seu pagamento pode ser feito eletronicamente, através
do cartão de crédito, transferência em conta corrente ou emissão de boleto bancário.

2423

�Gestão de pessoas
Trabalho completo

As relações comerciais acontecem em nível regional, nacional e até mesmo
mundial. Produtos são comercializados e serviços prestados em grande velocidade
com bastante segurança , tanto para o vendedor como para o comprador, apesar de
raros exemplos de negociações sem sucesso, porém , existindo necessidade de criar
legislações e mecanismos com o intuito de fortalecer e melhorar tais relações.
Dentro deste parâmetro o domínio da informação, conhecimento técnico e
científico, tornaram-se elemento chave para se obter bons resultados, seja na
aquisição ou na oferta de bens e/ou serviços.
Tem-se nesse instante um ambiente perfeito para o Empreendedorismo, onde
profissionais dotados de um conjunto de técnicas e conhecimentos enxergam
oportunidades e atuam de forma a obter bons resultados.
Segundo Dolabela (apud BERNARDES FILHO, 2010, p. 01):
A capacidade empreendedora é imprescindível numa sociedade em
que, a cada dia, mais importante do que "saber fazer é criar o que
fazer". É conhecer a cadeia econômica, o ciclo produtivo, entender
do negócio, "saber transformar necessidades em especificações
técnicas, conhecimento em riqueza". A experiência mostra que
muitos profissionais têm profundos conhecimentos de uma
tecnologia, mas não a percepção de sua aplicação e, assim, têm
cada vez menos chances de sucesso.

A importância do empreendedorismo é tanta que muitas empresas têm de
repensar sua missão, seu método de atuação e seu público-alvo, dando início a um
processo de transformação dos antigos gestores em profissionais empreendedores,
pessoas que buscam o autoconhecimento, estão sempre se atualizando e estão
dispostos a aprender em qualquer tempo .
Atualmente é comum encontrar unidades de informação enfrentando grande
dificuldade no que diz respeito a sua atuação e organização, pois existe ainda a
preocupação de preparar profissionais apenas com o objetivo de lidar com a parte
técnica e administrativa voltada para o simples desenvolvimento de suas tarefas,
deixando qualquer que seja a unidade, limitada em seu funcionamento .
Nesse contexto existe um mercado abrangente e totalmente aberto para
quem tem conhecimentos em Gestão da Informação. Atividades como busca,
identificação, classificação, processamento, armazenamento e disseminação de
informações em diferentes formatos e meios (físicos ou digitais), passam a ser
tarefas desenvolvidas no cotidiano.
que se deseja é auxiliar o usuário, utilizar
fontes confiáveis, para que se tenha êxito em suas necessidades informacionais.
Cenário mais que perfeito para o aparecimento do profissional ou aquele que
possa melhorar metodologias e tecnologias que estão em uso. Ter um pouco de
conhecimento em tudo não é suficiente é importante ser especialista com uma visão
generalista, estar aberto para novos aprendizados, ser pró-ativo e empreendedor
são competências básicas deste profissional do presente e do futuro.
Na sociedade atual, onde informação é um pressuposto básico, a todo
instante estão sendo criadas novas necessidades no campo do conhecimento, e
para dar suporte organizando, com critérios de armazenamento e disseminação de
dados, o Brasil conta atualmente com uma gama de cursos de Biblioteconomia.
objetivo é preparar profissionais que após sua formação acadêmica , possam atuar

°

°

2424

�Gestão de pessoas
Trabalho completo

em unidades de informação escolares, bem como empreender negócios no setor
informacional, inovando unidades de informação, para acompanhar as evoluções
tecnológicas e as demandas sociais.
1.1 Problema

o perfil empreendedor do estudante de biblioteconomia pode influenciá-lo na
constituição de seu próprio negócio?
1.2 Justificativa
Identificar o nível de empreendedorismo entre os alunos do Curso de
Biblioteconomia da Universidade Federal da Paraíba para que possa orientá-los num
reposicionamento, abrindo novas oportunidades de colocação no mercado de
trabalho, não apenas como empregados, mas como empreendedores; para a
instituição é importante para que ela possa questionar o foco do curso e para o
mercado é importante porque forma cidadãos, com uma capacidade de implantar
negócios próprios, gerando emprego, reduzindo a demanda por empregos públicos.
1.3 Objetivos
1.3.1 Geral: Identificar se o perfil empreendedor do estudante de biblioteconomia é
fator determinante na constituição do negócio próprio.
1.3.2 Específicos: Identificar a percepção entre os acadêmicos de biblioteconomia a
respeito do empreendedorismo; Verificar entre os alunos de Biblioteconomia, quais
possuem negócios próprios e Identificar entre os alunos de Biblioteconomia as
expectativas em relação a ter o seu próprio negócio.

2 Empreendedorismo e Biblioteconomia
O termo empreendedorismo (entrepreneurship) , orlglnarlo da França , tem
como um dos fundadores o escritor e economista irlandês Richard Cantillon (1725) ,
que designava o termo como "indivíduo que assume riscos e começa algo novo". No
empreendedorismo o objetivo é estudar o perfil, origem , sistema de atividades e o
universo de atuação em que o empreendedor irá atuar.
A designação "empreendedorismo" foi utilizada pela primeira vez no início do
século XX pelo economista Joseph Schumpeter em 1950, descrevendo como uma
pessoa criativa e capaz de ter sucesso com inovações. Surgiu novamente no ano de
1967 com K. Knight, em 1970 com Peter Drucker que introduziu o conceito de risco
'l .. ] uma pessoa empreendedora precisa arriscar em algum negócio", e em 1985
Pinchot acrescentou o conceito de intra-empreendedor, que é o empreendedorismo
dentro da própria organização.
A palavra empreendedorismo, segundo Felippe (1996), significa ser um
realizador que produz novas ide ias através da junção entre criatividade e
imaginação, é sempre motivado pela auto-realização e pelo desejo de assumir
responsabilidades e ser independente. O profissional empreendedor considera

2425

�Gestão de pessoas
Trabalho completo

irresistível o novo empreendimento e propõe sempre idéias criativas, seguidas da
ação. A auto-avaliação, a autocrítica e o controle do comportamento são
características do empreendedor que busca o auto-desenvolvimento. Para se tornar
um profissional de sucesso, é preciso reunir imaginação, determinação, habilidade
de organizar, liderar pessoas e de conhecer tecnicamente etapas e processos.
Segundo Shapiro (1975 apud UFSC, 2000, p. 55) :
Em quase todas as definições de empreendedorismo a um consenso
de que nós estamos falando de um tipo de comportamento que inclui :
a) Tomada de iniciativa;
b) A organização ou reorganização de mecanismos sócioeconomicos para transformar recursos e situações em contas práticas;
c) A aceitação do risco e fracasso. O principal recurso usado pelo
empreendedor é ele mesmo [... ).

o perfil do empreendedor é marcado por !numeras características, ter
iniciativa é apenas o início, é necessário ser confiante e determinado em seu
propósito, independente, bastante persistente e perseverante (atitudes muitas vezes
deixadas de lado frente as possíveis dificuldades), com sua intuição focaliza seu
alvo estando aberto a sugestões e críticas (flexível) , é original e gosta como
ninguém de um desafio.
Os empreendedores são em sua natureza pessoas arrojadas, organizadas
em seus projetos, são otimistas, visualizam o que está de bom por vir, os obstáculos
são apenas temporários, as mudanças propostas ou enfrentadas são sempre
calculadas, não esquece do risco e sua direção está sempre voltada para os
melhores resultados.
O empreendedor é visionário, proativo, sempre se preparando intelectualmente, busca novos conhecimentos, estimulado por uma forte necessidade de
realização, utiliza sua capacidade de liderança para o trabalho em equipe, sabe lidar
com os mais variados tipos de comportamentos, como também é bastante cauteloso
frente às turbulências enfrentadas nos negoclos, existem , portanto, os
empreendedores natos que trazem consigo um instinto natural de empreender e os
que se qualificam junto a empresas especializadas como o Serviço Brasileiro de
Apoio às Micro e Pequenas Empresas (SEBRAE), o Serviço Nacional de
Aprendizagem Industrial (SENAI), o Serviço Nacional de Aprendizagem Comercial
(SENAC), as Escolas de Administração, Engenharia, Economia, as Incubadoras de
empresas, dentre outras.

Competência
Empreendedora

FIGURA 01 - Atributos necessários para Competência Empreendedora .
FONTE: Adaptado de Rabaglio, 2009 .

2426

�Gestão de pessoas
Trabalho completo

Vale ressaltar que o empreendedorismo não se limita a um negócio, a ação
empreendedora pode ser empregada em qualquer área da atividade humana, como
exemplo existe um tipo de empreendedorismo voltado para a sociedade denominado
de Empreendedorismo Social. Fundações, Associações, Grupos de Amigos, dentre
outros, prestam assistência as camadas da sociedade com menos poder aquisitivo.
Outro tipo de empreendedorismo é o Intraempreendedorismo, que é uma
tradução do termo In trapreneur, que tem como significado empreendedorismo
interno. Utilizado pela primeira vez em 1985, pelo Consultor Canadense Gifford
Pinchot 111 (GEEI - GRUPO DE EXCELÊNCIA, EMPREENDEDORISMO ... , 2011 , p. 01), o
intraempredorismo consiste em "Designar os executivos que nas empresas
assumem o papel de Agentes de Mudança". Em uma linguagem simples os talentos
empreendedores dos funcionários são utilizados em prol da empresa que estão
ligados. O grupo ressalta ainda que:
Ter boas ideias não é o ponto mais difícil no processo de inovação. O
verdadeiro desafio é transformar essas idéias em realidades
rentáveis, tarefa que exige que empregados se comportem como
empreendedores. Do lado da Organização, Gifford enfatiza que uma
Organização empreendedora deve ser organizada em torno de
equipes que funcionam como pequenas empresas agrupadas,
atuando em rede (GEEI
GRUPO DE EXCELÊNCIA,
EMPREENDEDORISMO ... ,2011).
Existem ainda pessoas empreendedoras que não querem ter seu propno
negócio, se satisfazem no ambiente corporativo seguindo suas carreiras, são de
grande valor e raras , tomam iniciativa e em concordância com a instância superior
criam alternativas de melhorias no papel em que desenvolvem.
2.1 Os primeiros empreendedores na Biblioteconomia
Paul Marie Gislain Otlet foi autor, empresário , visionário, advogado , idealista e
ativista da paz considerado pai da ciência da informação, Otlet dentre outras
iniciativas criou a Classificação Decimal Universal, desenvolveu a classificação,
codificação e catalogação, padronizou o uso nos cartões usados na maioria dos
catálogos de biblioteca em todo o mundo, escreveu livros sobre a forma de recolher
e organizar o mundo do conhecimento (Traité de documentation-1934; Monde: Essai
d'universalisme-1935).
Otler foi um homem muito a frente do seu tempo, os catálogos criados, foram
os primeiros passos da WEB e das Redes Sociais on-Line, acreditava em uma
grande rede de conhecimento, acesso remoto, noções de hiperlinks, motores de
pesquisa, enfim , os mesmos conceitos atuais, porém , com diferentes nomeclaturas
das que hoje são conhecidas.
Henry de La Fontaine, advogado, bibliográfo, político, idealista, ganhador do
Prêmio Nobel da Paz (1913), companheiro de Paul Otlet, após uma conferência
internacional, criaram o Escritório Central de Associações Internacionais, que mais
tarde passou a ser chamada de União das Associações Internacionais, idealizaram
também o Centro Internacional Palais Mondial (World Palace) , que com o passar
dos anos transformou-se em um museu chamado Mundaneum, abrigando coleções

2427

�Gestão de pessoas
Trabalho completo

e atividades de diversos organismos e institutos. As construções políticas de Otler e
La Fontaine foram absorvidas na Liga das Nações e no Instituto Internacional de
Cooperação Intelectual, órgão precursor da UNESCO.
Otlet e La Fontaine tentaram criar a "cidade do conhecimento", apoiados pelo
governo belga, fundaram um espaço onde serviços de pesquisas, mediante
pagamento, pessoas de qualquer lugar do mundo podiam solicitar via correio ou
telegráfo, conteúdos diversos, totalizavam anualmente cerca de 1.500 pedidos.
Infelizmente devido à falta de apoio político, guerras e recursos financeiros, alguns
projetos não se concretizaram , porém , o museu belga Mundaneum guarda os
primeiros registros de empreendedorismo na Biblioteconomia (VIDA E. .. , 2010).
2.2 Competência Informacional como fator impulsonador do Empreendedorismo

o significado de competência informacional na biblioteconomia traduz a ideia
de que o profissional da informação possui habilidades e conhecimentos que foram
se somando ao longo de sua vida e de sua formação acadêmica , todo o
conhecimento de mundo adquirido ao longo dos anos, aliados as informações
absorvidas durante os estudos dão suporte ao profissional para desenvolver todo um
processo de atribuições, identificando, selecionando e facilitando o uso de
determinada informação em favor daqueles que a procuram .
Partindo desse pressuposto, a American Library Association - ALA (1989,
p. 01), declara que:
Para ser competente em informação, uma pessoa deve ser capaz de
reconhecer quando uma informação é necessária e deve ter a
habilidade de localizar, avaliar e usar efetivamente a informação [... ]
As pessoas competentes em informação são aquelas que aprenderam a aprender. Elas sabem como o conhecimento é organizado,
como encontrar a informação e como usá-Ia de modo que outras
aprendam a partir dela.

Dessa forma, observamos o importante papel que o bibliotecário pode
oferecer ao usuário da informação, seja ele tecnológico ou informacional ; dominar
ferramentas que auxiliem no manuseio da informação, é pressuposto básico no
mundo globalizado; orientar o usuário de forma que o mesmo possa ter
conhecimento e segurança na utilização de dados para sua pesquisa, exige que o
profissional da informação tenha um grau de competência informacional, de forma
que desempenhe suas atividades de forma eficiente e eficaz.
O bibliotecário atual segundo Arruda (2000, p. 19), aponta a tecnologia como
propulsora das principais modificações em seu perfil , soma-se a isto, elementos de
gestão organizacional, tais como : identificação do trabalho, aumento da
responsabilidade individual, influência no mercado internacional e da
competitividade.
Diante da grande oferta de informações, divulgadas e facilitadas pelas mais
variadas formas de suportes como: Meios tradicionais impressos (livros, revistas e
jornais); Mídias de massa: (rádio e TV) ; Mídias virtuais: (internet, intranet, blogs,
sites, redes de relacionamento como orkut e facebook, mensagens instantaneas
como torpedos e e-mails) e Mídias eletrônicas: cd room, pen drive, hd portátil,

2428

�Gestão de pessoas
Trabalho completo

dentre outras, distâncias são encurtadas, barreiras no aprendizado são rompidas,
ficando cada vez mais fácil o acesso ao conhecimento através de banco de dados,
de bibliotecas virtuais, de acervos particulares e outros tipos de armazenamento de
informações, porém , é primordial ressaltar a valorização do profissional bibliotecário
que precisa conhecer e dominar ferramentas de acesso, armazenamento,
disseminação e uso da informação, em um mundo que requer rapidez, praticidade e
eficácia, além disso este profissional precisa estar atento e preparado para as
constantes modificações tecnológicas, como também para as necessidades
informacionais que surgem no decorrer de todo este processo.
Na sociedade conteporânea , onde as informações são disponibilizadas nos
mais diferentes suportes e de forma rápida , é papel do bibliotecário orientar aqueles
que tem alguma necessidade informacional , orientando no serviço de busca , de
forma que os usuários aprendam a filtrar as informações relevantes às suas
necessidades.
Parafraseando o pensador indiano Ranganathan (1931), que diz em sua
segunda Lei ''Todo leitor tem seu livro", podemos trazer para os dias atuais que, para
cada leitor existe uma informação, mas é necessário ter prudência no que se refere
a veracidade da informação, nem sempre o que é colocado na web a disposição dos
leitores, tem total credibilidade, existem repositórios sérios com conteúdos
garantidos, como também repositórios onde não existe nenhuma garantia nos dados
ofertados.
2.3 Constituição e Implementação de Negócios
Em todo o mundo, o profissional que tem como matéria-prima a informação
tem um vasto campo de atuação, o mercado brasileiro neste instante passa por
inúmeras mudanças que vem facilitar o ingresso daqueles que se profissionalizam
na área da ciência da informação.
Em 2010, foi aprovada a Lei que obriga escolas públicas e privadas a ter uma
biblioteca, a Lei 12.244/2010 de 24 de maio, determina que toda escola tenha um
acervo de livros nas bibliotecas de pelo menos um título por aluno matriculado. As
escolas terão até dez anos para adaptar seus espaços aos livros, material
videográfico, documentos para consulta , pesquisa e leitura. Como resultado os
centros de informação passarão a ter efetiva participação de um bibliotecário até o
ano de 2020.
Visualizando todo esse vasto campo de oportunidades o bibliotecário
empreendedor pode focar vários caminhos, além dos tradicionais, pode se
especializar para o ingresso em : Concurso Público onde poderá desenvolver suas
atividades administrativas e em seus horários livres desenvolver tarefas que
complementem sua renda ; seu próprio negócio, montando ou assessorando
bibliotecas (executando serviços de Catalogação, Indexação e Resumo ,
Restauração de livros, Digitalização Eletrônica, Arquivamento de documentos, entre
outras atividades) , Livrarias, Editoras, Serviços de encadernação e Normalização
acadêmica; Administrando Arquivos, Bibliotecas privadas e pessoais e demais
serviços relacionados com a informação.

2429

�Gestão de pessoas
Trabalho completo

Abrir um negócio não é algo necessariamente simples, exige dedicação,
observação constante, um bom empreendedor nunca é pego de surpresa, está
sempre monitorando seus gastos, lucros e investimentos.
Identificada a necessidade para criação de um negócio é importante seguir
uma meta, um caminho planejado e estruturado para dar segurança ao
empreendimento. Surge então o Plano de Negócio, ferramenta que auxilia, não
garante sucesso, mas sua implementação direciona o negócio de forma profissional
dando credibilidade e compromisso, necessitando ser revisto periodicamente para
se garantir as metas programadas.
2.3.1 Incubadora de Empresa
A Incubadora de Empresa é um organismo que oferece apoio gerencial e
técnico, além de uma gama de serviços que propiciam oportunidades de negócios e
parcerias para que você desenvolva um projeto/empresa (INCUBADORAS ... , 2010).
Os principais tipos de incubadora são:
a) Incubadora Tecnológica Fechada ; b) Incubadora Tecnológica Mista;
c) Incubadora Tradicional Fechada ; d) Incubadora Tradicional Aberta .
Os profissionais da informação podem inspirados e apoiados pelas
incubadoras existentes desenvolver suas competências, buscando informações
junto a associações e universidades, direcionando seus trabalhos dentro dos quatro
tipos de incubadoras mencionados anteriormente.

APOIO OFERECIDO PELA INCUBADORA

Infraestrutu ra

Salas individuais e coletivas, laboratórios, auditório,
bilblioteca, salas de reunião, recepção, copa cozinha,
estacionamento.

Serviços Básicos

Telefonia e acesso a Web, recepcionista, segurança,
xerox, etc.

Assessoria

Gerencial, contábil, jurídica, apuração e controle de custo,
gestão financeira , comercialização, exportação e para o
desenvolvimento do negócio.

Qualificação

Treinamento, cursos, assinaturas de revistas, jornais e
publicações

Network

Contatos de nível com entidades governamentais e
investidores, participação em eventos de divulgação das
empresas, fóruns.

QUADRO 03 - Apoio oferecido pela Incubadora.
FONTE: Disponível em : &lt;http://www.e-commerce.org .br/incubadoras.php&gt; .

2430

�Gestão de pessoas
Trabalho completo

3 Metodologia
A Metodologia utilizada nesta pesquisa foi a Abordagem Quantitativa , onde
fundamenta que tudo pode ser quantificável, traduzido em números, opiniões e
informações para classificá-Ias e analisá-Ias. Requer o uso de recursos e de
técnicas estatísticas como: percentagem, média , moda, mediana , desvio-padrão,
coeficiente de correlação, análise de regressão, etc. (SILVA, 2001) .
Do ponto de vista dos seus objetivos a pesquisa é do tipo Exploratória, que
segundo Gil (2002, p. 41)
Visa proporcionar maior familiaridade com o problema com vistas a
torná-lo explícito ou a construir hipóteses. Envolve levantamento
bibliográfico; entrevistas com pessoas que tiveram experiências
práticas com o problema pesquisado; análise de exemplos que
estimulem a compreensão. Assume, em geral, as formas de
Pesquisas Bibliográficas e Estudos de Caso.

Caracteriza-se também como Descritiva , visto que:
Visa descrever as características de determinada população ou
fenômeno ou o estabelecimento de relações entre variáveis. Envolve
o uso de técnicas padronizadas de coleta de dados: questionário e
observação sistemática. Assume, em geral, a forma de levantamento (GIL, 2002, p. 42).

Especificamente os procedimentos envolvidos caracterizam-se como um
Estudo de Caso desenvolvido junto aos estudantes do primeiro ao décimo período
do Curso de Biblioteconomia da UFPB. Segundo Gil (2002, p. 43), envolvendo um
"estudo profundo e exaustivo de um ou poucos objetos de forma a permitir o seu
amplo e detalhado conhecimento, ou seja, busca analisar os vários aspectos de um
indivíduo ou grupo delimitado de indivíduos". A pesquisa busca analisar o perfil
empreendedor do estudante de Biblioteconomia e a constituição do próprio negócio
entre os alunos do primeiro ao décimo períodos do referido curso.
A Análise dos dados foi feita com uso de estatística inferencial e a sua coleta
através de questionário estruturado.

4 Análise dos Dados
4.1 Caracterização do Perfil do Aluno de Biblioteconomia (Parte I)
A pesquisa foi realizada junto aos discentes do primeiro ao décimo período do
Curso de Biblioteconomia da Universidade Federal da Paraíba, em um universo de
175 (cento e setenta e cinco) alunos, com uma amostragem por período de até 20
(vinte) alunos.
Nesta parte inicial da pesquisa (Parte I), oito questões foram levantadas:
Sexo; Faixa Etária ; Estado Civil ; Com quem reside; Atividade Profissional ; Renda ;
Qual a frequência que você utiliza a internet e Caso acesse a internet, indique o
local.

2431

�Gestão de pessoas
Trabalho completo

Informações obtidas junto a Coordenação de Biblioteconomia mostram que
anteriormente o curso era preenchido essencialmente pelo público feminino, os
dados da pesquisa mostram que 73 discentes são do sexo masculino, cerca de 42%
e 102 discentes são do sexo feminino, cerca de 58%.
No que se refere a Faixa Etária cerca de 29% entre 21 e 24 anos, 26% estão
na faixa Acima de 33 anos, 23% entre 25 e 28 anos, 15% entre 29 e 32 anos e 7%
tem idade entre 17 e 20 anos.
Estado Civil dos entrevistados é em sua maioria de Solteiros 64%, Casados
com 23% e 13% distribuídos entre Separados, Divorciados e Uniões Estáveis.
Sozinhos, 30% com seus companheiros e 4% em Residência Estudantil/Outros.
O perfil da residência dos discentes de biblioteconomia, 57% moram com
seus Pais, 9% Sozinhos, 30% residem com seus companheiros e 4% em Residência
Universitária / Outros.
No desenvolvimento de suas Atividades Profissionais 34% tem Emprego
Privado, 23% Não exercem atividade profissional, 22% em Estágio remunerado ou
não, 9% em Emprego Público, 7% em Negócio Próprio e 6% com Emprego
Temporário.
No tocante a Renda, 75% estão na faixa salarial entre 1 e 5 salários mínimos,
13% estão na faixa entre 6 e 10 salários, 7% recebem menos que 1 salário mínimo e
5% recebem mais de 10 salários mínimos. De acordo com estas faixas salariais
aparece a possibilidade para se empreender em um negócio próprio, bastando para
isso incentivo e qualificação empreendedora .
Os dados obtidos revelam uma estatística de 81 % no que se refere a
frequência de utilização da internet, 17% dos pesquisados disseram as vezes
utilizam e apenas 3% Raramente utiliza. Fica evidenciado que todos tem acesso à
informações por meio eletrônico, ficando facilitada a possibilidade de adquirir
informações, novos aprendizados e se familiarizar com o que está acontecendo
dentro de sua área de atuação, visto que em um mundo globalizado, a internet é
ferramenta fundamental para se ter acesso mais rápido as informações. Atualmente
a comunicação entre docente e discente é muito utilizada facilitando assim o
aprendizado e otimizando o ganho de tempo.
O local de acesso dos alunos de biblioteconomia à internet, em sua maioria é
na sua própria residência, atingindo um percentual de 67%, quanto ao acesso no
trabalho, o percentual é de 20%, na Universidade 8%, Casa de amigos e Lan House
somam 5% dos pesquisados.
4.2 Caracterização do Perfil do Aluno de Biblioteconomia (Parte 11)
As questões fazem referência ao perfil empreendedor dos alunos de
Biblioteconomia. No questionário, indagou-se o seguinte: Durante o curso de
biblioteconomia você teve contato com disciplinas que lhe repassaram competências
empreendedoras?
Foi registrado um índice baixo quanto ao contato com disciplinas que
repassam competências empreendedoras, 58% dos entrevistados assinalaram que
Às vezes tinham contato com as disciplinas, 21 % Raramente, 13% informaram que
Nunca tiveram contato e 8% opinaram que Sempre tiveram contato com disciplinas
empreendedoras.

2432

�Gestão de pessoas
Trabalho completo

Outra indagação revela que 61 % responderam que Às vezes observam em si
competências empreendedoras, 22% dos entrevistados afirmam que Sempre
identificam. 11 % Raramente e 6% dos discentes não identificam em si competências
empreendedoras.
Identificou-se que, 56% Às vezes observam seus docentes como
empreendedores, 29% Raramente, 12% os vêem com um perfil empreendedor e 3%
nunca observaram .
O graduando precisa ser estimulado para uma constante qualificação, as
metodologias mudaram, o ensino à distância e o autoconhecimento através da
internet mostram que o professor não é mais o dono do saber, faz-se necessário
acompanhar a evolução do aluno frente ao conhecimento e direcioná-lo às práticas
do mercado bibliotecário e empreendedor.
4.3 Análise da Implementação do Negócio Próprio
Ao analisar o estudante de Biblioteconomia quanto as suas intenções em
empreender em um negócio próprio, percebeu-se que (88%) acreditam que a autorealização é um fator motivador, ao se defrontarem com um problema, (76%) se
vêem pouco criativos, (73%) mesmo não sendo de sua responsabilidade , procuram
resolvê-lo, caso tenha competência e (55%) preferem não correr riscos.
Fica evidente que os alunos do curso de biblioteconomia já possuem algumas
características empreendedoras, mas, não basta simplesmente ter o conhecimento
sobre empreendedorismo, a ausência de fatores estimuladores, faz com que se
acomodem e procurem soluções sem risco, ou seja , preferem não apostar em algum
tipo de empreendimento.
Um percentual de (85%) tem facilidade e gostam de trabalhar com pessoas,
(82%) desenvolvem seu senso de autocrítica , (81 %) são organizados nas atividades
que desempenham, (81 %) lutam com persistência para alcançar seus objetivos,
(77%) se consideram persistentes e perseverantes, (76%) se auto-avaliam
frequentemente, (71 %) são encorajadoras e despertam nas pessoas as realidades
em que estão inseridas, (59%) sempre que podem tomam decisão, (53%) tomam
decisão com rapidez, (49%) dos discentes discordam que o emprego público tira a
liberdade de agir e ousar, buscando melhorar suas ações, (45%) frente ao erro se
sentem culpados, (41 %) das decisões tomadas não envolvem recursos financeiros e
(40%) no instante em estão sob pressão, não se sentem paralisados no que se
refere a tomada de decisão.
No curso de biblioteconomia temos um panorama bastante motivador para o
implemento de disciplinas empreendedoras, os alunos se enquadram como
autocríticos, persistentes e perseverantes, encorajadores, gostam de trabalhar com
pessoas, organizados, decidem com rapidez, afirmam que o emprego não limita a
liberdade de agir e sabem trabalhar sob pressão.
Como resultado observou-se ainda que (89%) sentem necessidade de
complementação da renda, (82%) sentem que os desafios os fazem movimentar,
(80%) dos alunos são flexíveis e aceitam críticas, (79%) ao enfrentar dificuldades
acreditam em dias melhores, (72%) procuram fazer as coisas antes que peçam,
(66%) já pensou em ter o próprio negócio, mesmo correndo risco , (65%) estão
sempre buscando novos conhecimentos, arranjando tempo para isto, (58%)

2433

�Gestão de pessoas
Trabalho completo

preferem primeiro o emprego público, logo após empreender em um negócio próprio,
(50%) tem ideias e ações originais e quase nunca copiam os outros, (42%)
acreditam que não existem pessoas difíceis, sabem lidar com todo tipo de
comportamento e (17%) querem constituir o próprio negócio e não pensam em
emprego público .
A pesquisa mostra um contrasenso nas informações prestadas pelos
entrevistados, se a maioria sente necessidade de complementar sua renda, estão
prontos para enfrentar desafios, tem ideias e ações originais, sabem lidar com todo
tipo de comportamento, são flexíveis, aceitam críticas e já pensaram em ter seu
negócio, porque apenas 17% querem constituir o próprio negócio e não pensam em
emprego público? Falta nesse momento um fator norteador, ou seja , é necessário
ter uma disciplina voltada para o empreendedorismo ou professores em suas
disciplinas que trabalhem tais características para que no futuro o índice de alunos
com perspectivas de abrir um negócio seja maior.
O universo da pesquisa nos mostra que (82%) buscam estabilidade
profissional , (61 %) preferem ter pouco do que ter nada, (41 %) nunca pensou em
empreender na área de biblioteconomia e prefere se preparar para concurso público
e (31 %) dos estudantes de biblioteconomia já teve uma ide ia original para
empreender em sua área .
Notou-se que o discente de biblioteconomia já teve uma ideia original , porém,
não empreendeu, recorre ao ingresso em concurso público pela estabilidade, se
distanciando da possibilidade de ter seu negócio próprio.

5 Considerações Finais
No presente estudo, analisou-se o empreendedorismo sob a óptica do
estudante de Biblioteconomia da UFPB. Nesse sentido, identificou-se que o perfil
empreendedor do aluno do referido curso, não é um fator de forte impacto na
constituição do negócio próprio.
Criatividade, imaginação, determinação, liderança, autocrítica, organização,
independência, iniciativa, persistência , perseverança, flexibilidade e otimismo foram
características percebidas junto aos discentes, porém falta-lhes a iniciativa e atitude
para se tornarem empreendedores.
As competências demandadas sugerem a necessidade de uma participação
mais efetiva dos docentes em trabalhos que tratem do empreendedorismo, uma vez
que as oportunidades de novos conhecimentos e troca de informação devem ser
variadas. Observou-se que os discentes esperam que os docentes devam entender
que o mercado de trabalho exige atualização e uma postura proativa e sobretudo
passem a importância de ver no empreendedorismo mais uma oportunidade de
trabalho.
O termo empreendedorismo é a arte do olhar inovador, é criar ou melhorar
condições de trabalho, de um bem ou de um serviço, significa ser um realizador que
produz novas ide ias através da junção entre criatividade e imaginação, fator de
desenvolvimento social e econômico.
Os discentes quando indagados se existiu contato com disciplinas que
repassaram competências empreendedoras mais da metade dos entrevistados
relataram que "Às vezes" tinham contato, e não se identificam como uma pessoa

2434

�Gestão de pessoas
Trabalho completo

que tenha competência empreendedora e relataram que não percebem em seus
professores um perfil empreendedor.
A cultura empreendedora contribui para que o nível de negócios entre os
alunos de biblioteconomia seja inexistente ou baixo . Apenas 7% dos alunos
disseram ter negócios próprios.
A resposta pode ter contribuição da maneira como percebem o risco em suas
vidas, dos alunos de biblioteconomia identificaram-se com baixo nível de correr
risco, formando uma cultura que freia o empreendedorismo, sentem necessidade de
complementar sua renda, porém, visam ingressar em um emprego público,
procurando estabilidade financeira e profissional , não tendo o desejo de constituir o
próprio negócio
Levando-se em conta o tema em questão, alguns índices despertam uma
maior atenção por variar entre 20% e 36% , alguns alunos preferem não emitir
opinião, ou seja, não concordam nem discordam nos quesitos que tratam de: Correr
riscos ; Emprego público tira a liberdade de agir e ousar; Tomo decisões com
rapidez; As situações de pressão me paralisam nas tomadas de decisão; Tomar
decisão é algo que evito sempre que posso; Quando fracasso me culpo muito pelo
erro; Tenho ide ias e ações originais e quase nunca copio os outros; Fazer as coisas
antes que peçam ; Sempre gosto de buscar novos conhecimentos, eu arrumo tempo
para isto, pois me alimenta; Para mim não existem pessoas difíceis, sempre sei lidar
com todos os tipos de comportamento; Quero constituir o meu próprio negócio e não
penso em emprego público ; Quero primeiramente fazer um concurso público e
depois empreender em um negócio próprio, pois assim não correria tantos riscos; Já
tive uma ideia original para empreender na área de biblioteconomia ; Nunca pensei
nisto, pois estou me preparando para fazer concurso público e "Antes pingar do que
secar", observa-se que os percentuais tem estimativas elevadas, ver-se portanto, a
necessidade de estimular tais pontos ao longo do curso, esses percentuais tenderão
a diminuir.
Os alunos de biblioteconomia acreditam possuir características empreendedoras, porém, não se sentem seguros em empreitar tal objetivo, talvez pela falta de
conhecimento sobre empreendedorismo ou quem sabe ainda não foram
despertados para tal.

Referências
AMERICAN LlBRARY ASSOCIATION -ALA, 1989. Presidential committee on
information literacy: final reportoDisponível em :
&lt;http//www.ala .org/ala/acrl/acrlpubs/whitepapers/presidential .html&gt;.
Acesso em : 25 out. 2010.
ARRUDA, Maria da Conceição Calmon ; MARTELETO, Regina Maria; SOUZA,
Donaldo Bello. Educação, trabalho e o delineamento de novos perfis profissionais: o
bibliotecário em questão. Cio Inf., Brasília , vol. 29, n. 3, set./dez. 2000, p. 14-24.
BERNARDES FILHO, Antenor José. Contribuindo para o desenvolvimento da sua
empresa! Disponível em : &lt;hUp ://www.bmassociados.com .br/Noticias.asp&gt; . Acesso
em : 26 out. 2010.

2435

�Gestão de pessoas
Trabalho completo

BRASIL. Lei n. 12.244, de 24 de maio de 2010.
FELlPPE , Maria Inês. Empreendedorismo: buscando o sucesso empresarial.
v. 4, n. 16. Sala do Empresário, São Paulo, 1996, p. 10-12. (suplemento).
GEEI- Grupo de Excelência, Empreendedorismo e Inovação-CRA/SP.
Disponível em : &lt;www.google.com .br/Empreendedorismo Corporativo-Intra
empreendedorismo&gt; . Acesso em: 10 jun. 2011 .
GIL, Antonio Carlos. Como elaborar projetos de pesquisa . 4. ed .
São Paulo: Atlas, 2002 . p. 41-43, 175 p.
INCUBADORAS de empresas apoiam o empreendedorismo. Disponível em :
&lt;http ://www.e-commerce.org .br/incubadoras.php&gt; . Acesso em : 15 out. 2010 .
RABAGLlO, Maria Odete. Rabaglio Educação Empresarial em Recursos Humanos.
Disponível em : &lt;http://www.rabaglio .com .br/artigos&gt;. Acesso em : 10 jun. 2011 .
(Receita do CHA, 09 set. 2009)
RANGANATHAN , S.R. The five laws of library science.
Madras: Madras Library Association , 1931 .
SILVA, Edna Lúcia da; MENEZES, Estera Muszkat. Metodologia da Pesquisa e
Elaboração de Dissertação. 3. ed . rev. atual. Florianópolis: Laboratório de Ensino a
Distância da UFSC, 2001. 121 p. Disponível em :
&lt;http ://projetos.inf.ufsc.br/arquivos/Metodologia%20da%20Pesquisa%203a%20edica
o.pdf&gt;. Acesso em : 08 jun. 2011 .
UNIVERSIDADE FEDERAL DE SANTA CATARINA. Formação empreendedora na
educação profissional : capacitação à distância de professores para o
empreendedorismo. 21 ed . Florianópolis: LED, 2000, p. 55 .
VIDA e museu belga revela internet de papel do inicio do século 20. Disponível em :
&lt;http://www.estadao.com.br/noticias/vidae ,museu-belga-revela-internet-de-papel-doinicio-do-seculo-20, 191257,0.htm&gt;. Acesso em : 27 novo2010 .

2436

�</text>
                  </elementText>
                </elementTextContainer>
              </element>
            </elementContainer>
          </elementSet>
        </elementSetContainer>
      </file>
    </fileContainer>
    <collection collectionId="49">
      <elementSetContainer>
        <elementSet elementSetId="1">
          <name>Dublin Core</name>
          <description>The Dublin Core metadata element set is common to all Omeka records, including items, files, and collections. For more information see, http://dublincore.org/documents/dces/.</description>
          <elementContainer>
            <element elementId="50">
              <name>Title</name>
              <description>A name given to the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51396">
                  <text>SNBU - Edição: 17 - Ano: 2012 (UFRGS - Gramado/RS)</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="49">
              <name>Subject</name>
              <description>The topic of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51397">
                  <text>Biblioteconomia&#13;
Documentação&#13;
Ciência da Informação&#13;
Bibliotecas Universitárias</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="41">
              <name>Description</name>
              <description>An account of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51398">
                  <text>Tema: A biblioteca universitária como laboratório na sociedade da informação.</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="39">
              <name>Creator</name>
              <description>An entity primarily responsible for making the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51399">
                  <text>SNBU - Seminário Nacional de Bibliotecas Universitárias</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="45">
              <name>Publisher</name>
              <description>An entity responsible for making the resource available</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51400">
                  <text>UFRGS</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="40">
              <name>Date</name>
              <description>A point or period of time associated with an event in the lifecycle of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51401">
                  <text>2012</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="44">
              <name>Language</name>
              <description>A language of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51402">
                  <text>Português</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="51">
              <name>Type</name>
              <description>The nature or genre of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51403">
                  <text>Evento</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="38">
              <name>Coverage</name>
              <description>The spatial or temporal topic of the resource, the spatial applicability of the resource, or the jurisdiction under which the resource is relevant</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51404">
                  <text>Gramado (Rio Grande do Sul)</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
          </elementContainer>
        </elementSet>
      </elementSetContainer>
    </collection>
    <itemType itemTypeId="8">
      <name>Event</name>
      <description>A non-persistent, time-based occurrence. Metadata for an event provides descriptive information that is the basis for discovery of the purpose, location, duration, and responsible agents associated with an event. Examples include an exhibition, webcast, conference, workshop, open day, performance, battle, trial, wedding, tea party, conflagration.</description>
    </itemType>
    <elementSetContainer>
      <elementSet elementSetId="1">
        <name>Dublin Core</name>
        <description>The Dublin Core metadata element set is common to all Omeka records, including items, files, and collections. For more information see, http://dublincore.org/documents/dces/.</description>
        <elementContainer>
          <element elementId="50">
            <name>Title</name>
            <description>A name given to the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="64643">
                <text>Empreendedorismo e o profissional de biblioteconomia: uma abordagem da competência.</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="39">
            <name>Creator</name>
            <description>An entity primarily responsible for making the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="64644">
                <text>Silva, Clemente Ricardo; Rocha, Maria Meriane Vieira</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="38">
            <name>Coverage</name>
            <description>The spatial or temporal topic of the resource, the spatial applicability of the resource, or the jurisdiction under which the resource is relevant</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="64645">
                <text>Gramado (Rio Grande do Sul)</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="45">
            <name>Publisher</name>
            <description>An entity responsible for making the resource available</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="64646">
                <text>UFRGS</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="40">
            <name>Date</name>
            <description>A point or period of time associated with an event in the lifecycle of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="64647">
                <text>2012</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="51">
            <name>Type</name>
            <description>The nature or genre of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="64649">
                <text>Evento</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="41">
            <name>Description</name>
            <description>An account of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="64650">
                <text>Com a globalização, a sociedade brasileira, passa por diversas mudanças. Fatores políticos, econômicos e tecnológicos, contribuem para a formação de um novo mercado de trabalho. Nesse contexto, observa-se um ambiente propício para o empreendedorismo, onde os profissionais devem ser dotados de um conjunto de técnicas e conhecimentos que visualizem oportunidades que resultem em bons empreendimentos. Este trabalho analisa o empreendedorismo na perspectiva dos alunos do curso de Biblioteconomia da Universidade Federal da Paraíba-UFPB, uma abordagem das competências, identifica que seu perfil empreendedor deve ser fator determinante na constituição do negocIo próprio, como também num reposicionamento no mercado de trabalho, abrindo novas oportunidades. Constatou-se nos discentes nenhum contato com disciplinas empreendedoras e baixo perfil  empreendedor nos docentes. A pesquisa revelou que o aluno de biblioteconomia não corre riscos mesmo necessitando complementar sua renda, opta pelo emprego público, falta atitude para empreender, sendo desprovido de conhecimento e estímulo. A Metodologia utilizada foi Abordagem quantitativa, tipo exploratória e descritiva, caracterizando um estudo de caso. O campo da pesquisa foram os alunos do primeiro ao décimo período do curso em questão. A amostra é composta por cento e setenta e cinco discentes, com análise dos dados feita com uso de estatística inferencial e a sua coleta através de questionário estruturado. A partir das análises coletadas chega-se a conclusão que a cultura empreendedora dos discentes da UFPB, não é suficiente para impulsionar a implementação de um negócio. Portanto, o perfil empreendedor dos alunos de biblioteconomia-UFPB não é fator determinante na constituição do negócio próprio.</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="44">
            <name>Language</name>
            <description>A language of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="69585">
                <text>pt</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
        </elementContainer>
      </elementSet>
    </elementSetContainer>
  </item>
  <item itemId="6085" public="1" featured="0">
    <fileContainer>
      <file fileId="5149">
        <src>http://repositorio.febab.org.br/files/original/49/6085/SNBU2012_224.pdf</src>
        <authentication>333d13ac4465a6b57e0f2b29a07991e8</authentication>
        <elementSetContainer>
          <elementSet elementSetId="4">
            <name>PDF Text</name>
            <description/>
            <elementContainer>
              <element elementId="92">
                <name>Text</name>
                <description/>
                <elementTextContainer>
                  <elementText elementTextId="64642">
                    <text>Gestão de pessoas
i! """"'"
MaooNlck

~

=

:,

IiWitt.UJ
1I....111~

Trabalho completo

o PAPEL DA COMUNICAÇÃO INTERNA INSTITUCIONAL NA
RELAÇÃO COMAUT - SBUFRGS
Zita Prates de Oliveira ' , Denise Ramires Machado ' , Beatriz Helena Pires de
SouzaCestari' , Janise Silva Borges da Costa ' , Caterina Groposo pavão ' ,
Zuleika de Sousa Branco'
1Bibliotecária, Comissão de Automação, UFRGS, Porto Alegre, RS

Resumo
A comunicação interna institucional é o objeto deste estudo, especificamente
no que tange aos canais de comunicação utilizados entre a Comissão de Automação
e as bibliotecas da Universidade Federal do Rio Grande do Sul. O trabalho analisa o
início e o desenvolvimento dessa comunicação ao longo dos anos, considerando as
mudanças tecnológicas ocorridas nos sistemas de informação, o significado
atribuído a esta comunicação e a importância que a mesma adquiriu como elementochave para a qualidade do trabalho realizado por ambas as partes.

Palavras-Chave:
Comunicação interna institucional; Comissão de Automação do SABi/UFRGS;
Comunicação COMAUT-Bibliotecas SBUFRGS ; Estratégias de comunicação interna
institucional; Site Document@ .

Abstract
The paper states the relevance of organized house communication strategies
adopted by Library Automation Commission (COMAUT) of UFRGS in communication
process with libraries of the University. An analysis of these strategies development
as a key element to qualify COMAUT and libraries work is examined in this paper.

Keywords:
Organized house communication; UFRGS Library Automation Commission
(COMAUT); Communication COMAUT-SBUFRGS libraries; Organized house
communication strategies; Document@ Site.

1 INTRODUÇÃO
O processo de comunicação é elemento essencial na vida das instituições de
qualquer tipo e tamanho , sejam elas públicas ou privadas, com ou sem fins
lucrativos. A comunicação flui nas instituições através de duas redes: formal e
informal. A rede formal compreende os canais de comunicação estabelecidos pela
administração para informar seus membros sobre procedimentos institucionais. Já a
rede informal surge das relações sociais estabelecidas aleatoriamente entre os seus
membros e tem, muitas vezes, a função de apoiar os canais formais, já que são de
natureza mais ágil para fazer fluir informações e orientações entre os membros da
instituição. (KUNSCH , 2002).
O presente trabalho se insere na rede formal de comunicação, estudando o
fluxo de mensagens verbais e escritas que permeia um ambiente institucional,

2408

�Gestão de pessoas
i! """"'"
MaooNlck

~

=

:,

IiWitt.UJ

1I....111~

Trabalho completo

configurando a chamada comunicação interna, na qual há transmissão de
informações que possibilitam a permanência, o processo de planejamento, o
funcionamento , o estabelecimento de relações colaborativas e a realização da
missão institucional.

2 COMUNICAÇÃO INTERNA INSTITUCIONAL
Em artigo de revisão sobre a comunicação interna em instituições de ensino
superior (IES), Silva (2008) elenca uma série de autores que, em seus estudos
identificaram que as mudanças ocorridas na sociedade no século XX, produziram
também modificações nas relações de trabalho entre instituições e seus
funcionários . Nessa nova relação, o funcionário deixou de ser um executor de
tarefas sem capacidade decisória sobre o que é e como realiza seu trabalho. A
natureza do trabalho passou por um processo de especialização e sofisticação que
torna o funcionário mais e mais dependente da informação e do conhecimento para
consecução de suas atividades. Neste ambiente organizacional permeado pelo fluxo
de informações, a comunicação interna assume um papel preponderante.
Também chamada de Endocomunicação, a comunicação interna institucional
pode ser vista como relacionamentos, processos de troca dentro de uma instituição,
trocas essas responsáveis pela circulação das informações e do conhecimento ,
tanto no fluxo vertical da direção para os subordinados, quanto no horizontal, entre
funcionários com nível equivalente de subordinação (LEITE, 2006).
Frequentemente, a comunicação interna é adotada pelos administradores
como elemento de valorização, reconhecimento e parceria entre empregador e
empregados (CURVELLO, 2001). No entanto, motivar e agregar são só parte da
função de comunicação interna. Ela também tem o propósito de tornar comum, entre
os funcionários de uma instituição seus objetivos, metas e resultados (BRUM, 1995).
A comunicação interna institucional pode ser vista como quaisquer
"fenômenos de comunicação que facilitam ou complicam as relações horizontais e
verticais nas organizações", mas seu objetivo é "facilitar as relações e as
colaborações dentro da instituição" (VIGNERON, 2001, p. 97-98).
As estratégias de comunicação interna têm por objetivo integrar os
funcionários de uma instituição por meio da troca de informações, do encorajamento
a parcerias, do estímulo ao relacionamento e à participação no processo decisório
institucional, atitudes capazes de gerar um maior comprometimento de todos
alcançando, desta maneira, maiores índices de qualidade e de produtividade. Para
Bohn e Marzari (2009, pA), um dos grandes desafios da comunicação interna
institucional "é trabalhar valores, entre eles o comprometimento, proporcionando
sinergia entre aquilo que é expectativa pessoal e o que é institucional".
Uma pesquisa elaborada pela Associação Brasileira de Comunicação
Empresarial constatou que o meio digital está consolidado como ferramenta para a
comunicação interna nas grandes organizações.
levantamento foi realizado em
164 companhias classificadas entre as 1000 Maiores Empresas do Brasil, de acordo
com a revista Exame, a mesma entidade aponta que os veículos e-mai!, boletim,
reuniões, news/etter e infranef são os cinco mais utilizados para comunicação
interna nas empresas (ABERJE, 2007).
Nos conceitos de comunicação interna institucional acima elencados,
identificam-se dois elementos-chave: integração e relacionamento. A comunicação
interna não apenas transmite informações que subsidiam e orientam os membros de

°

2409

�Gestão de pessoas
i! """"'"
MaooNlck

~

=

:,

IiWitt.UJ
1I....111~

Trabalho completo

uma instituição em suas atividades. Ela também media os relacionamentos e a
colaboração entre os funcionários, promove o compartilhamento de valores e
objetivos comuns entre a instituição e seus membros, com vistas à consecução de
sua missão, e estimula o comprometimento dos funcionários a partir da
convergência das suas expectativas com aquelas institucionais.

3 COMISSÃO DE AUTOMAÇÃO
A Comissão de Automação (COMAUT) foi constituída em 1998, por portaria
da Reitoria, vinculada à Pró-Reitoria de Pesquisa . Formada por bibliotecários e
analistas e sediada no Centro de Processamento de Dados tinha como atribuições
planejar, coordenar e executar a implantação do software Aleph nas bibliotecas da
Universidade. (UNIVERSIDADE ... , 1998). Entre 1998 e 2010 a COMAUT foi
responsável pela migração da base de dados, pela customização e implantação dos
diversos módulos do Sistema de Automação de Bibliotecas (SABi) versão Aleph nas
bibliotecas e pelo desenvolvimento do Lume, Repositório digital da Universidade.
A partir de 2011, passou a ter as atribuições de manutenção e atualização do
SABi e de sua documentação, da implementação de novas ferramentas/sistemas de
informação digital e do assessoramento à direção da Biblioteca Central em questões
de tecnologia da informação. (UNIVERSIDADE ... , 2011)
A equipe da COMAUT é formada por analistas, bibliotecárias, programadores
e bolsistas responsáveis pela gerência do SABi, pelo treinamento das equipes do
Sistema de Bibliotecas da UFRGS (SBUFRGS) e pela função de help desk,
solucionando dúvidas dos operadores do Sistema via telefone e e-mail.
As atividades da COMAUT caracterizam-se como de suporte ao trabalho dos
técnicos de nível superior, assistentes em administração e bolsistas que atuam nas
bibliotecas do SBUFRGS, com um forte componente de comunicação entre a
Comissão e as bibliotecas. Uma comunicação de caráter informacional, porque
caracterizada pela transferência de informações. Embora tal modelo de
comunicação seja considerado "linear, simplificado e incompleto, porque cabe ao
emissor definir o significado das mensagens repassando-os aos demais"
(SCROFERNEKER, 2003, p.[?]), isso ocorre devido à natureza, ao caráter normativo
do trabalho desenvolvido pela Comissão. A comunicação interna COMAUTSBUFRGS é informacional, mas a ela está associado o componente de feedback, o
qual possibilita que o emissor da mensagem saiba se ela foi compreendida. Indícios
da aprovação ou da compreensão da mensagem emitida são fornecidos nas
comunicações via correio eletrônico e telefone, pelos operadores do SABi nas
bibliotecas, receptores das informações técnicas enviadas. A Comissão analisa os
comentários e críticas desses operadores como forma de corrigir eventuais
problemas e de aprimorar o desempenho do Sistema.

3.1 Estratégias de comunicação interna
Desde sua criação, em 1998, a COMAUT considerou fundamental ao seu
trabalho estabelecer estratégias de comunicação interna que possibilitassem a
divulgação regular e atualizada de informações, da documentação e dos
procedimentos automatizados a serem observados pelas 32 bibliotecas da
Universidade, dispersas em cinco campi, bem como receber delas, informações

2410

�Gestão de pessoas
i! """"'"
MaooNlck

~

=

:,

IiWitt.UJ

1I....111~

Trabalho completo

sobre a operação do SABi.
Segundo Bohn e Marzari (2009 , p. 3), a comunicação não deve ser uma mera
agregação de métodos e técnicas voltadas para o público interno da instituição. As
autoras veem a comunicação como "uma estratégia de gerenciamento, buscando
alcançar resultados positivos. Para isso, as instituições devem se comunicar de
forma eficaz, com seus funcionários , fornecendo-lhes um nível de informação
satisfatório". Nessa linha, os canais de comunicação interna adotados pela
Comissão não foram propostos como meros transmissores de informação para os
operadores do SABi e sim como estratégias, pensadas para serem eficazes,
fornecendo às equipes das bibliotecas informações adequadas e confiáveis para a
execução de seus trabalhos, visando também comprometê-Ias com a missão do
SBUFRGS de oferecer serviços bibliotecários qualificados à comunidade
universitária.
A literatura na área de comunicação institucional oferece muitos exemplos de
canais de comunicação interna, classificados por periodicidade, suporte, meios
(orais, escritos, audiovisuais, simbólicos, telemáticos), fluxo (ascendente,
descendente, horizontal) tais como murais setoriais e de recados, revistas, urnas,
ouvidoria, eventos, boletins periódicos, correio eletrônico, cartazes, newsletters,
blogs, mala direta e portais de relacionamento entre outros (BOHN ; MARZARI , 2009;
MORAIS, 2009; SCROFERNEKER, 2003) .
Ao longo do seu trabalho a COMAUT tem adotado canais e estratégias que
viabilizem a integração entre os pares (Comissão-Bibliotecas), conforme elencados a
seguir.
3.1 .1 Boletim informativo via correio eletrônico
Avaliando os recursos de TI disponíveis em 1998, a Comissão optou pelo
correio eletrônico para divulgação regular de suas atividades. Foi criado um boletim
informativo semanal, endereçado a todas as bibliotecas, relatando as ações do
período. Esta periodicidade foi mantida de maio de 1998 a dezembro de 1999. A
partir de janeiro de 2000 passou a ser divulgado mensalmente, sem interrupção até
a presente data. Em 2011 passou a denominar-se Informe mensal e foi transformado
em seção do site Document@ 1 .
No início do trabalho da Comissão, o Boletim foi seu primeiro veículo de
comunicação interna , com dupla finalidade : informar as equipes das bibliotecas
sobre os procedimentos que estavam sendo realizados visando à migração para o
SABi versão Aleph e integrar os bibliotecários, participantes ou não dos Grupos
Assessores Técnicos do SBUFRGS (GATs) , em atividades de consistência de dados
para a migração e de customização do novo sistema.
O Boletim foi um canal eficiente de comunicação interna considerando a
participação e o envolvimento da equipe do SBUFRGS nas várias fases do processo
de transição de sistema de automação, o êxito da migração da base de dados,
preservando o trabalho realizado até então, e a receptividade demonstrada com
relação ao novo sistema .

1

Site Document@ &lt;http://paginas.ufrgs.br/documenta&gt;.

2411

�Gestão de pessoas
i! """"'"
MaooNlck

~

=

:,

IiWitt.UJ

1I....111~

Trabalho completo

3.1.2 Seminários, apresentações &amp; treinamentos presenciais e via web
No período de estudos para migração do sistema SABi para o software Aleph
a COMAUT promoveu Seminários Introdutórios sobre o USMARC e o Aleph . Tais
eventos tinham por objetivo divulgar e nivelar o conhecimento das equipes das
bibliotecas sobre o formato a ser adotado para o registro bibliográfico e as
características do novo software de automação dos serviços bibliotecários da
Universidade.
Quando da implantação dos módulos do SABi, versão Aleph, foram realizados
treinamentos específicos para cada módulo (processamento técnico, recuperação da
informação, periódicos, circulação de coleções e aquisição) destinados a todos os
integrantes das equipes das bibliotecas, fossem eles bibliotecários, assistentes ou
bolsistas.
Considerando que determinadas informações do sistema teriam mais
interesse para algumas categorias de operadores, foram desenvolvidos treinamentos
específicos para as mesmas, tais como, recuperação da informação para
bibliotecários e para assistentes/bolsistas, módulo de circulação de coleções para
gerentes e para operadores. Bohn e Marzari (2009) alertam sobre essa necessidade
da comunicação ocorrer de forma clara e adaptada às necessidades dos
funcionários . Segundo as autoras, quando a forma de comunicar não é a ideal para
o momento, a comunicação não será eficaz em estabelecer parceria entre
funcionários e instituição, visando à consecução dos objetivos institucionais.
Além destes treinamentos referentes à implantação, a atividade de
treinamento no uso do SABi é realizada sempre que há ingresso de grupos de novos
bibliotecários no SBUFRGS, a fim de habilitá-los na operação do sistema e
informá-los das políticas específicas, de processamento técnico e de circulação de
documentos, adotadas pela Instituição.
Quando há troca de versão do software a Comissão realiza apresentações,
em dias e horários alternados e abertas a toda equipe do SBUFRGS, com o
propósito de informar sobre as modificações e melhorias implementadas nos
módulos do SABi. O material das apresentações é encaminhado previamente, por
e-mail, para as bibliotecas e, a partir de 2011 , passou a ser disponibilizado no site
Document@.
Em 2010, ao implantar a versão 20 do Aleph, além das apresentações para os
operadores do sistema e da atualização dos manuais de operação dos módulos,
foram criados filmetes demonstrando o passo a passo das diversas rotinas
realizadas no SABi (p. ex., catalogação de sugestão para aquisição, habilitação de
usuários, troca de data na função Devolução, entre outras) . Esse material didático,
disponibilizado no site Document@ , dá suporte ao treinamento de pessoal
temporário, como bolsistas, e serve para dirimir dúvidas do operador sobre uma
determinada rotina nas bibliotecas.
Além do seu caráter informativo e prático, os treinamentos realizados de
forma sistemática pela Comissão, têm a finalidade de apresentar aos operadores do
SABi e, em especial, aos bibliotecários, a cultura de organização, gerência e
prestação de serviços de informações especializadas que permeia o trabalho das
bibliotecas da UFRGS, buscando integrá-los a esse ambiente. Criando o que Bohn e
Marzari (2009) definem como "comprometimento e identificação" dos profissionais
com a missão do SBUFRGS e, por extensão, da Universidade.

2412

�Gestão de pessoas
i! """"'"
MaooNlck

~

=

:,

IiWitt.UJ

1I....111~

Trabalho completo

3.1.3 Telefone e e-mail
Esses são canais de comunicação direta que têm como características a
acessibilidade e a informalidade, facilitando o processo de comunicação entre as
partes interessadas.
A Comissão exerce sua função de help desk por meio desses canais,
orientando e esclarecendo dúvidas dos operadores do SABi.
A documentação escrita do sistema (manuais de operação dos módulos)
responde a maioria dessas dúvidas, mas desde a implantação do SABi versão
Aleph, em 2000, a COMAUT mantém o canal de help desk visando sanar dúvidas e
minimizar a insegurança dos operadores do sistema, com vistas a preservar a
qualidade do serviços bibliotecários oferecidos à comunidade universitária.
3.1.4 Documentação do sistema SABi

o SBUFRGS tem como característica a dispersão física de suas bibliotecas
em quatro campi localizados em Porto Alegre e um no interior do Estado.
Considerando essa dispersão geográfica, que distancia a COMAUT das equipes
usuárias do sistema SABi, foi criada uma documentação detalhada, como suporte à
sua operação nas bibliotecas. Para a Comissão era fundamental criar um
instrumento capaz de registrar a prática comum, a ser implantada em todas as
bibliotecas, no momento em que eram eliminados os procedimentos particulares
adotados em muitas delas.
Entre 1998 e 2010 foram utilizados os recursos do programa editor de texto
Word para registro e gerência dessa documentação. Inicialmente foram elaborados
cinco manuais: registro bibliográfico, registro de autoridades, recuperação da
informação, itens &amp; impressão de etiquetas e tabelas auxiliares (países, estados,
idiomas, relacionamentos, etc.). Posteriormente, com a implantação de novos
módulos no SABi, outros cinco foram criados: políticas &amp; procedimentos, aquisição,
importação de registros, circulação de coleções &amp; caixa e controle de coleções de
periódicos.
Foi definido um formato padrão de apresentação para todos os manuais,
incluindo página de rosto, sumário, cabeçalho, rodapé e informações de data de
criação e de atualização das suas páginas. Inicialmente os arquivos foram enviados
às bibliotecas para que elas providenciassem sua impressão. A seguir, estes
manuais foram disponibilizados para o SBUFRGS em formato eletrônico, através de
homepage específica , contendo a versão original de cada manual e suas
atualizações. As bibliotecas eram informadas das atualizações via e-mai!, para que
as que optassem por imprimi-los fizessem a impressão das páginas e a respectiva
substituição no manual.
Este procedimento aperfeiçoou o processo de atualização, edição e
divulgação, reduzindo os custos de editoração e impressão associados a
documentos editados em papel.
No entanto, a gerência de manutenção e atualização desse grande número
de manuais tornou-se bastante onerosa para a Comissão e pouco eficiente para as
bibliotecas, criando falhas no processo de comunicação interna entre elas. O
formato de apresentação dos manuais tornava trabalhosa a edição e o controle das
atualizações e, com frequência , as bibliotecas deixavam de substituir as páginas

2413

�Gestão de pessoas
i! """"'"
MaooNlck

~

=

:,

IiWitt.UJ
1I....111~

Trabalho completo

atualizadas em suas versões impressas, fosse por desatenção ou por problemas no
recebimento do e-mail de alerta de atualização.
Informações desatualizadas na documentação do SABi utilizada por uma
biblioteca, ocasionavam inconsistências na aplicação de políticas de processamento
técnico e na inclusão de registros nas bases do SABi , além de dificultar o
entendimento das questões relatadas por seus operadores, na comunicação via
telefone e e-mail encaminhada à Comissão.
Com o intuito de minimizar essa quebra de confiabilidade na informação
técnica repassada às bibliotecas, bem como otimizar o processo de gerência e
atualização da documentação do SABi foi criado o site Document@.

3.1 .5 Site Document@

o site foi desenvolvido com a finalidade de reunir e disponibilizar para o
SBUFRGS as informações e a documentação relativas ao SABi e ao Lume,
Repositório digital da Universidade, visando facilitar sua localização e consulta pelas
equipes das bibliotecas.
Pensado inicialmente para hospedar os manuais de uso dos módulos do
SABi, sua proposta foi ampliada para servir como canal oficial de comunicação e de
conteúdo da COMAUT. Ele disponibiliza, além da documentação do sistema , os
informes mensais sobre o trabalho da Comissão, relatórios, material de treinamento
e os trabalhos de eventos, artigos de periódicos e outros documentos por ela
produzidos. Em área de acesso restrito, registra documentos de interesse particular
da Comissão.

-

'-

___............ _ _...........,",....o""' ....... _ ....

_-_--

~

--

::...~~~"'''::.I»..~~~=.=~...;.~

.

c_....-OU••.•_ _ _

-,_"'_':~,-,,--"'''_.'''.''''.''

kJ-.- ••• _

...............

........

......

~--';'._' ~""'-" "."-_
~

___

- . ...

.............,.... ...
~

""._~):!a&amp;

-...

.........
_. _--...;

~""""

~

.._"' .

Figura 1 - Tela inicial do site
Fonte: Site Document@. 2011 .

Após a constatação de que o método para atualização dos manuais estava se
tornando pouco eficiente, a Comissão realizou estudos buscando maneiras de
aprimorar esse processo.
Inicialmente foi proposto o uso de um wiki para apresentar/atualizar manuais
na web de maneira colaborativa , pois ele permite fácil atualização e não requer
conhecimentos de programação para essa atividade. Entretanto, as leituras sobre os
wikis demonstraram que funções parecidas poderiam ser desempenhadas por um
CMS (Content Management System), ou seja, um gerenciador de conteúdo. Em
virtude de a Universidade ter adotado o Plone como CMS, esta foi uma escolha
lógica para ser a base da nova interface dos manuais do SABi.

2414

�Gestão de pessoas
i! """"'"
MaooNlck

~

=

:,

IiWitt.UJ

1I....111~

Trabalho completo

Diversos fatores contribuíram para a escolha do Plone como plataforma de
desenvolvimento do site, a saber:
a) fácil atualização do conteúdo, principalmente sem a necessidade de uso
de linguagem de programação (mas podendo oferecer essa possibilidade);
b) fácil criação de hiperlinks;
c) permitir a colaboração na criação e edição do conteúdo;
d) possibilitar diferentes níveis de acesso, ou seja , os operadores podem ter
permissões distintas, de acordo com as atividades que executam;
e) ter controle de versão, isto é, guardar informações sobre quem realizou
alterações, quando e quais foram essas alterações;
f) contar com suporte institucional (CAMPOS; ARENA; MAZZOCATO, [201-]).
Uma bibliotecária foi responsável pelo desenvolvimento do site e sua
gerência. Antes da criação do site, foram feitos testes instalando o Plone em um
computador local, a fim de verificar se suas funcionalidades seriam adequadas ao
processo de atualização dos manuais e estabelecer estimativas de tempo e pessoal
necessanos para incluir toda a documentação do SABi na interface.
Concomitantemente, a COMAUT definiu as demais seções do site e seus conteúdos.
Durante o período inicial de desenvolvimento do site, três bolsistas e duas
bibliotecárias foram responsáveis pela inclusão dos conteúdos dos manuais no
mesmo. Depois dessa etapa, foram incluídos os hiperlinks entre as páginas internas
dos manuais. Para hospedar os filmetes (arquivos em Flash .swf) da seção
Treinamentos foi solicitado espaço no servidor específico de hospedagem multimídia
da UFRGS.
O site possui conteúdos de domínio público e de acesso restrito, de interesse
específico da Comissão, este último funcionando como uma intranet. Com relação
aos conteúdos, os rascunhos de novas versões são de acesso restrito, porém
disponíveis para todos os integrantes da Comissão, a fim de que possam avaliar e
fazer as adequações necessárias colaborativamente, até a sua finalização e
publicação.
Várias funcionalidades foram adicionadas com o uso dessa nova ferramenta,
facilitando a gerência e a consulta à documentação do SABi:
a) busca dos conteúdos, através de uma função de busca disponibilizada
pelo próprio Plone;
b) uso de hiperlinks entre as páginas do site (p. ex., nos campos de pontos
de acesso controlado para nomes de entidade do Manual de Registro
Bibliográfico (110, 610 e 710) há links que levam para o campo específico
relacionado no Manual de Autoridades (110);
c) "Você está aqui" (breadcrumb) , função criada automaticamente pelo site
que informa a sequência de pastas e páginas superiores àquela na qual o
usuário está ;
d) geração automática de lista das páginas dos manuais atualizadas no
último mês, utilizando o recurso "Coleção" do Plone e
e) envio automático de alerta, por e-mail, para as bibliotecas e os
bibliotecários da UFRGS quando um novo Informe Mensal ou outro
conteúdo relevante é disponibilizado, usando as Regras de Conteúdo
(Content Rules) do Plone.

2415

�Gestão de pessoas
i! """"'"
MaooNlck

~

=

:,

IiWitt.UJ
1I....111~

Trabalho completo

Atualmente, duas bibliotecárias da COMAUT têm permissões para administrar
o site. Os demais membros da Comissão têm autorização de incluir, revisar e excluir
conteúdos.
As funcionalidades da ferramenta Plone , utilizadas pelo site Document@ , são
muito adequadas à forma de trabalho da Comissão, pelas suas características de
fácil operação e atualização e também porque a equipe tem por hábito o trabalho
colaborativo , elaborando e discutindo coletiva e exaustivamente até sua forma final ,
os conteúdos a serem divulgados para o SBUFRGS.
Com o objetivo de obter mais informações estatísticas sobre o uso do site, o
Document@ foi cadastrado no Google Analytics, no final de outubro de 2011 . As
Tabelas 1, 2 e 3 apresentam um panorama do uso do site nos últimos cinco meses.
Tabela 1 - Visitas e visitantes do site Document@, novo 2011 a mar. 2012
2011
Ano
Visitas

Nov.
694

I
I

Dez.
633

Jan.
550

I
I

2012
Fev.
429

I
I

Mar.
974

Total
3.280

Fonte: Google Analytics. c2012.

Apesar de uma pequena redução no número de visitas e visitantes no período
das férias, é possível verificar que o site vem recebendo uma quantidade
significativa de acessos, o que potencializa seu uso como canal de comunicação da
Comissão de Automação com o SBUFRGS. Além disso, analisando a procedência
dos acessos, percebe-se que a maioria das visitas procede de Porto Alegre, onde
estão localizados quatro campi da UFRGS. Entretanto, existem acessos de muitas
outras cidades, inclusive do exterior, o que traz novas questões a serem analisadas,
demonstrando a existência de um público que não é o alvo inicial do site, mas que
pode ser um alvo secundário, quanto ao compartilhamento das experiências de
automação de bibliotecas e publicações da Comissão.

2416

�Gestão de pessoas
i! """"'"
MaooNlck

~

=

:,

IiWitt.UJ

1I....111~

Trabalho completo

Tabela 2 - Cidades de maior procedência das visitas ao site Document@, novo 201 1 a mar. 2012
Cidade
Visitas
Percentual (%)
Porto Alegre
2738
89,92
São Paulo
1,81
55
Belo Horizonte
24
0,79
Brasília
21
0,69
Santo André
18
0,59
Rio de Janeiro
17
0,56
Belém
9
0,30
Recife
7
0,23
Lisboa
7
0,23
Vitória
6
0,20
Porto
6
0,20
Campina Grande
5
0,16
Curitiba
5
0,16
Fonte: Google Analytics. c2012 .

Na Tabela 3, que resume as páginas mais visualizadas do Document@ ,
observa-se que o site cumpre seu principal objetivo sendo acessado,
majoritariamente, para consulta aos manuais do SABi, especialmente ao de Registro
Bibliográfico, que fornece as orientações e exemplos para o preenchimento dos
campos de um registro catalográfico e ao de Políticas e Procedimentos, que contém
orientações sobre o registro de documentos de produção intelectual elaborados pelo
corpo docente/técnico da Universidade. As demais seções do site: Informe mensal,
Treinamentos e Publicações, embora sejam de caráter informativo e de atualização
menos frequente também registram um volume significativo de visualizações.
Tabela 3 - Páginas mais visualizadas do site Document@, novo 2011 a mar. 2012
Página
/manuais-sabi/registro-bibliografico*
/manuais-sabi
/documenta
/manuais-sabilpoliticas-e-procedimentos**
/informe-mensal-1
/manuais-sabiltabelas-auxiliares
/manuais-sabi/aquisicao
/treinamentos
/ma nuais-sabi/reg istro-de-autoridades
/manuais-sabi/circulacao-caixa
/manuais-sabilitens-impressao-de-etiquetas
/manuais-sabilatualizacoes-dos-manuais
/manuais-sabilcontrole-de-colecoes-de-periodicos
/publicacoes

N° de visualizações
3.064
2.363
1.651
1.313
399
280
275
229
183
182
175
152
149
138

*campos mais consultados (5XX , 2XX , 7XX, 3XX, Líder e 008 e Anexos)
**capítulos mais consultados (Registro de produção intelectual e Guia de processamento técnico)

Fonte: Google Analytics. c2012.

2417

�Gestão de pessoas
i! """"'"
MaooNlck

~

=

:,

IiWitt.UJ

1I....111~

Trabalho completo

o site Document@ é um produto em aprimoramento contínuo . Novas funções
estão sendo constantemente estudadas a fim de melhorar o uso e a qualidade das
informações e dos serviços prestados por seu intermédio.
4 Considerações Finais
Ao longo de seu trabalho de gerência da automação dos serviços
bibliotecários na Universidade, a COMAUT tem se utilizado de diferentes estratégias
e canais de comunicação interna na relação com os operadores do SABi. Cada
canal com um propósito específico de compartilhamento de informações e de
conhecimento, claros e confiáveis, tendo em vista a correta operação do sistema e o
comprometimento dos operadores com a cultura do SBUFRGS.
Tabela 4 - Estratégias de comunicação interna institucional da COMAUT, 1998-2011
(continua)
Meio

Canal

Boletim
informativo
&amp;

Informe
mensal

Textual
E-mail

Documentação
do SABi
(manuais)

Audiovisual

Filmete

Propósito
- informar e integrar equipes do
SBUFRGS nas mudanças de
sistema de automação de serviços
bibliotecários
- informar equipes das bibliotecas
sobre a mudança de políticas e
procedimentos locais para
políticas e procedimentos comuns
ao SBUFRGS
- divulgar atividades da COMAUT
semanal/mensalmente
- divulgar informações de
interesse das equipes das
bibliotecas
- esclarecer dúvidas dos
operadores do sistema
- detalhar a operação dos módulos
do sistema
- esclarecer dúvidas dos
operadores do sistema
- unificar a execução dos
procedimentos
- informar aos operadores sobre o
uso do sistema
- detalhar a operação de rotinas
específicas dos módulos
- esclarecer dúvidas dos
operadores do sistema
- fornecer material para
treinamento do pessoal nas
bibliotecas

2418

Informação
veiculada

Data
inicial

Divulgação

1998

Divulgação
Técnica

1998

Técnica

2000

Técnica

2010

�Gestão de pessoas
i! """"'"
MaooNlck

~

=

:,

IiWitt.UJ

1I....111~

Trabalho completo

Tabela 4 - Estratégias de comunicação interna institucional da COMAUT, 1998-2011
Meio

Canal

Telefone
(help desk)

Oral
Seminários,
Apresentações
&amp;

Treinamentos

Hipertextual

Site
Document@

Propósito

- esclarecer dúvidas dos
operadores do sistema
- esclarecer dúvidas da COMAUT
sobre a execução de rotinas pelas
bibliotecas
- habilitar operadores no uso do
sistema
- transmitir informações de
interesse geral ou dirigidas a
operadores específicos das
equipes do SBUFRGS
- informar as equipes sobre
políticas e mudanças no SABi
- integrar operadores do sistema
na cultura de prestação de
serviços de informação do
SBUFRGS
- canal oficial de comunicação e
de conteúdo da COMAUT
- informar equipes das bibliotecas
sobre políticas e procedimentos
adotados no SABi
- informar sobre as atividades da
COMAUT em um dado período

(conclusão)
Informação
Data
veiculada
inicial

Técnica

2000

Técnica
Divulgação

2000

Técnica
Divulgação

2011

Para a Comissão, alguns elementos são fundamentais na escolha de uma
estratégia/canal de comunicação interna:
a) adequação do mesmo ao tipo de informação a ser veiculada : técnica ou
de divulgação;
b) confiabilidade da informação por ele veiculada : revisão do conteúdo para
eliminar incorreções e/ou torná-lo mais claro;
c) atualização regular: informações técnicas revistas a cada troca de versão
do sistema ou para eliminar incorreções; informações de divulgação
enviadas a intervalos regulares de tempo e
d) permanência do canal ao longo do tempo: canais adotados no início do
trabalho são ainda utilizados e atualizados, embora novos tenham sido
incorporados às estratégias de comunicação interna da Comissão (Tabela 4).
A escolha do site Document@ como canal formal de conteúdo e informação
da COMAUT e a sua utilização intensiva pelos operadores do SABi e por usuários
externos é corroborada pela seguinte afirmação da Abracom : "As publicações
eletrônicas são eficientes, pois podem ser acessadas facilmente, de qualquer lugar,
a qualquer hora e atualizadas com freqüência ." (ABRACOM, 2008, p. 36) .
Embora grande parte da comunicação interna COMAUT - operadores do SABi
seja realizada via site, e-mail e telefone considera-se importante realizar,
periodicamente, treinamentos específicos. Deste modo é possível ter um feedback

2419

�Gestão de pessoas
i! """"'"
MaooNlck

~

=

:,

IiWitt.UJ

1I....111~

Trabalho completo

do trabalho que vem sendo realizado, já que o relacionamento construído ao longo
dos anos foi baseado no diálogo e aberto a conversação e sugestões. A
comunicação nesse processo realimenta-se e pode-se perceber e corrigir falhas que
tenham surgido na interpretação e compreensão das informações. Este feedback
pode provocar mudanças de atitudes e pensamentos até então equivocados. Além
disso, os operadores do SASi nas bibliotecas podem constatar o que seu trabalho
representa no contexto do SSUFRGS e passam a ter a noção do quanto
"pertencem" à Universidade e sobretudo do quanto podem contribuir para seu
aprimoramento, concretizado na prestação de serviços com qualidade.

5 REFERÊNCIAS
ABERJE. Pesquisa comunicação interna: Associação Brasileira de Comunicação
Empresarial, set. 2007. Disponível em:
&lt;http://www.aberje.com .br/pesguisa/pesguisa Com Interna 2007.pdf&gt;. Acesso em : 03 abr.
2012.
ABRACOM . Como entender a comunicação Interna. São Paulo, 2008. Disponível em:
&lt;http://www.abracom .org.br/arguivos/Comunicacaolnterna.pdf&gt;. Acesso em: 13 abr. 2012.
BOHN, Celisia Liane Ziotti; MARZARI , Camila. A comunicação interna: onde um mais um
pode ser três. In : COLÓQUIO INTERNACIONAL SOBRE GESTÃO UNIVERSITÁRIA NA
AMÉRICA LATINA, 9., 2009, Florianópolis. Anais eletrônicos ...
Disponível em : &lt;http://www.inpeau.ufsc.br/wp/wp-contentlBD documentos/cologuio9/1X1146.pdf&gt;. Acesso em: 13 mar. 2012.
BRUM, Analisa de Medeiros. Endomarketing: estratégias de comunicação interna para
empresas que buscam a qualidade e a competitividade. 2. ed . Porto Alegre: Comunicação
Integrada, 1995.
CAMPOS, Aline de; ARENA, Bárbara; MAZZOCATO, Sandra Bordini (Org.). Tutorial de
Plone da UFRGS. [201-]. Disponível em: &lt;http://paginas.ufrgs.br/tutorial&gt;. Acesso em: 13
mar. 2012.
CURVELLO, João José Azevedo. Comunicação interna e endomarketing . Brasília:
[s.n.], 2001 . 9 p. Disponível em: &lt;http://www.acaocomunicativa.pro.br/comintnew.pdf&gt;.
Acesso em: 13 abr. 2012.
GOOGLE Analytics. Site: [seção de acesso restrito]. c2012 . Disponível em:
&lt;http://www.google.com/analytics/&gt;. Acesso em: 01 abro2012.
KUNSCH, Margarida Maria Khroling . Planejamento de relações públicas na
comunicação integrada. Ed. rev. atual. e ampl. São Paulo: Summus, 2002.
LEITE, Quézia de Alcântara Guimarães. A importância da comunicação interna nas
organizações. In: PORTAL Universia, Brasil, Notícias. 05/05/2006. Disponível em:
&lt; http://noticias .universia .com .br/destag ue/noticia/2006/05/05/442402/importncia-dacomunicao-interna-nas-organizaes .html&gt;. Acesso em: 14 mar. 2012.

2420

�Gestão de pessoas
i! """"'"
MaooNlck

~

=

:,

IiWitt.UJ
1I....111~

Trabalho completo

MORAIS, Deivisson Leão do Nascimento. A gestão da comunicação interna na
Universidade Federal do Recôncavo da Bahia (UFRB): um estudo de caso. 2009.
Monografia de Conclusão de Curso (Graduação) - Curso de Administração, Universidade
Estadual de Feira de Santana, Feira de Santana, 2009. Disponível em:
&lt;http://www.uefs.br/portallcolegiados/administracao/menus/monog rafias/2009 &gt;. Acesso em:
13 mar. 2012
SILVA, Paula Bortolini; VILAÇA, Wilma Pereira Tinoco. Comunicação interna em instituições
de ensino superior. In: ADMINISTRADORES.COM: o portal da administração. 03 abr. 2008.
Disponível em : &lt;http://www.administradores.com .br/informe-se/artigos/comunicacao-internaem-instituicoes-de-ensino-superior/221 01/&gt;. Acesso em: 05 mar. 2012.
SCROFERNEKER, Cleusa Maria Andrade. As políticas de comunicação interna das
universidades gaúchas. In: CONGRESSO BRASILEIRO DE CIÊNCIAS DA
COMUNICAÇÃO, 26., Belo Horizonte, 2003. Disponível em :
&lt;http://galaxy.intercom .org.br:8180/dspace/handle/1904/4584&gt;. Acesso em : 13 mar. 2012.
UNIVERSIDADE FEDERAL DO RIO GRANDE DO SUL. Gabinete do Reitor. Portaria n°
1272, de 14 de maio de 1998.
UNIVERSIDADE FEDERAL DO RIO GRANDE DO SUL. Gabinete do Reitor. Portaria n°
1103, de 16 de março de 2011. Designa membros para compor Comissão de AutomaçãoSABi/UFRGS.
VIGNERON , Jacques. Comunicação interna: além das mídias. Líbero, São Paulo, v. 4,
n. 7-8, p. 96-101 , 2001 . Disponível em:
&lt;http://www.revistas .univerciencia.org/index. php/libero/article/view/3892/3651 &gt;. Acesso em
03 abr. 2012.

2421

�</text>
                  </elementText>
                </elementTextContainer>
              </element>
            </elementContainer>
          </elementSet>
        </elementSetContainer>
      </file>
    </fileContainer>
    <collection collectionId="49">
      <elementSetContainer>
        <elementSet elementSetId="1">
          <name>Dublin Core</name>
          <description>The Dublin Core metadata element set is common to all Omeka records, including items, files, and collections. For more information see, http://dublincore.org/documents/dces/.</description>
          <elementContainer>
            <element elementId="50">
              <name>Title</name>
              <description>A name given to the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51396">
                  <text>SNBU - Edição: 17 - Ano: 2012 (UFRGS - Gramado/RS)</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="49">
              <name>Subject</name>
              <description>The topic of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51397">
                  <text>Biblioteconomia&#13;
Documentação&#13;
Ciência da Informação&#13;
Bibliotecas Universitárias</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="41">
              <name>Description</name>
              <description>An account of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51398">
                  <text>Tema: A biblioteca universitária como laboratório na sociedade da informação.</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="39">
              <name>Creator</name>
              <description>An entity primarily responsible for making the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51399">
                  <text>SNBU - Seminário Nacional de Bibliotecas Universitárias</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="45">
              <name>Publisher</name>
              <description>An entity responsible for making the resource available</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51400">
                  <text>UFRGS</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="40">
              <name>Date</name>
              <description>A point or period of time associated with an event in the lifecycle of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51401">
                  <text>2012</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="44">
              <name>Language</name>
              <description>A language of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51402">
                  <text>Português</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="51">
              <name>Type</name>
              <description>The nature or genre of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51403">
                  <text>Evento</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="38">
              <name>Coverage</name>
              <description>The spatial or temporal topic of the resource, the spatial applicability of the resource, or the jurisdiction under which the resource is relevant</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51404">
                  <text>Gramado (Rio Grande do Sul)</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
          </elementContainer>
        </elementSet>
      </elementSetContainer>
    </collection>
    <itemType itemTypeId="8">
      <name>Event</name>
      <description>A non-persistent, time-based occurrence. Metadata for an event provides descriptive information that is the basis for discovery of the purpose, location, duration, and responsible agents associated with an event. Examples include an exhibition, webcast, conference, workshop, open day, performance, battle, trial, wedding, tea party, conflagration.</description>
    </itemType>
    <elementSetContainer>
      <elementSet elementSetId="1">
        <name>Dublin Core</name>
        <description>The Dublin Core metadata element set is common to all Omeka records, including items, files, and collections. For more information see, http://dublincore.org/documents/dces/.</description>
        <elementContainer>
          <element elementId="50">
            <name>Title</name>
            <description>A name given to the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="64634">
                <text>O papel da comunicação interna institucional na relação COMAUT- SBUFRGS.</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="39">
            <name>Creator</name>
            <description>An entity primarily responsible for making the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="64635">
                <text>Oliveira, Zita Prates de et al.</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="38">
            <name>Coverage</name>
            <description>The spatial or temporal topic of the resource, the spatial applicability of the resource, or the jurisdiction under which the resource is relevant</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="64636">
                <text>Gramado (Rio Grande do Sul)</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="45">
            <name>Publisher</name>
            <description>An entity responsible for making the resource available</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="64637">
                <text>UFRGS</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="40">
            <name>Date</name>
            <description>A point or period of time associated with an event in the lifecycle of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="64638">
                <text>2012</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="51">
            <name>Type</name>
            <description>The nature or genre of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="64640">
                <text>Evento</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="41">
            <name>Description</name>
            <description>An account of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="64641">
                <text>A comunicação interna institucional é o objeto deste estudo, especificamente no que tange aos canais de comunicação utilizados entre a Comissão de Automação e as bibliotecas da Universidade Federal do Rio Grande do Sul. O trabalho analisa o início e o desenvolvimento dessa comunicação ao longo dos anos, considerando as mudanças tecnológicas ocorridas nos sistemas de informação, o significado atribuído a esta comunicação e a importância que a mesma adquiriu como elemento- chave para a qualidade do trabalho realizado por ambas as partes.</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="44">
            <name>Language</name>
            <description>A language of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="69584">
                <text>pt</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
        </elementContainer>
      </elementSet>
    </elementSetContainer>
  </item>
  <item itemId="6084" public="1" featured="0">
    <fileContainer>
      <file fileId="5148">
        <src>http://repositorio.febab.org.br/files/original/49/6084/SNBU2012_223.pdf</src>
        <authentication>7887c4aec8c60eb83624948fbdf2996b</authentication>
        <elementSetContainer>
          <elementSet elementSetId="4">
            <name>PDF Text</name>
            <description/>
            <elementContainer>
              <element elementId="92">
                <name>Text</name>
                <description/>
                <elementTextContainer>
                  <elementText elementTextId="64633">
                    <text>Gestão de pessoas
i! """"'"
MaooNlck

~

=

:,

IiWitt.UJ
1I....111~

Trabalho completo

CORPO DE CONHECIMENTO DEMANDADO AO
BIBLIOTECÁRIO PELO MERCADO DE TRABALHO
Marcele Aparecida Tinelli

1,

Roniberto Morato do Amaral 2

'Graduanda em Biblioteconomia e Ciência da Informação, UFSCar, São Carlos, SP.
2Doutor em Engenharia de Produção, UFSCar, São Carlos , SP.

Resumo
O mercado de trabalho exige do profissional da informação bibliotecário
conhecimentos da sua área de atuação bem como de áreas relacionadas. Com
o intuito de contribuir para a formação desses profissionais, o objetivo deste
trabalho foi identificar o corpo de conhecimento requerido ao profissional da
informação bibliotecário pelo mercado de trabalho, por intermédio da analise
bibliométrica de um conjunto de provas de concursos públicos do Estado de
São Paulo, no período de 2005 a 2009 . Como resultados foram elaborados
indicadores sobre a intensidade e distribuição dos conhecimentos requeridos
pelo mercado de trabalho em relação aos temas especializados da Ciência da
Informação, organizados em Grupos de Trabalho de acordo com a Associação
Nacional de Pesquisa e Pós-Graduação em Ciência da Informação (ANCIB) e
ainda foi possível visualizar as similaridades entre as organizações
contratantes quanto aos conhecimentos requeridos. O conhecimento sobre o
corpo de conhecimento requerido pode contribuir para a formação de
profissionais mais alinhados com as necessidades do mercado de trabalho e
consequentemente da sociedade.

Palavras-Chave: Profissional da Informação Bibliotecário ; Mercado de
Trabalho ; Corpo de Conhecimento; Biblioteconomia e Ciência da Informação.
Abstract
The labor market demands of the information professional librarian
expertise in their area of expertise as well as related areas. In order to
contribute to their training , the object of this study was to identify the body of
knowledge required from the information professional librarian by the labor
market through bibliometric analysis of a set of evidence procurement of São
Paulo, period 2005 to 2009 . The results were elaborated indicators on the
intensity and distribution of knowledge required by the job market in relation to
specialized topics of Information Science, organized into working groups
according to the Associação Nacional de Pesquisa e Pós-Graduação em
Ciência da Informação (ANCIB) and still was able to see the similarities
between the contracting organizations regarding the requisite expertise. The
body of knowledge about the required knowledge can contribute to the training
of professionals more closely aligned with the needs of the labor market and
therefore of society.

Keywords:

Information Professional Librarian ;
Knowledge; Library and Information Science.

2392

Job

Market;

Body

of

�Gestão de pessoas
i! """"'"
MaooNlck

~

=

:,

IiWitt.UJ

1I....111~

Trabalho completo

1 Introdução
Em Biblioteconomia, como em qualquer outra área de atuação
profissional , a conclusão do curso superior não garante o ingresso profissional
no mercado de trabalho , as competências exigidas e o que se espera do
profissional vai muito além do que é oferecido na educação formal. Na sua
atuação profissional o bibliotecário deve estar apto as mudanças que surgirão
dentro da sua área de atuação, devendo investir na adoção de competências
que lhes permitam ter uma atuação efetiva na produção de bens e serviços
informacionais,
na tomada decisões fundamentadas no conhecimento
adquirido, na operação dos novos meios, suportes e ferramentas tecnológicas
em seu trabalho (VALENTIM, 2002; AMORIM ; AMARAL, 2011).
O mercado de trabalho em diversas áreas está cada vez mais mutável,
exigindo assim novas competências profissionais, alcançadas por intermédio
do desenvolvimento contínuo. Segundo Davis (1990) apud Cunha e Crivellari
(2004, p. 49) uma profissão que não segue este desenvolvimento está malequipada para responder as exigências tecnológicas e sociais, sendo seu lugar
inevitavelmente tomado por outros profissionais mais bem preparados.
De acordo com Valentim (2002, p. 119) a busca por informação e
conhecimento de forma continua , é o mais valioso recurso estratégico para os
profissionais da informação e "investir nisso é muito importante para o
crescimento profissional". Nesse contexto, identificar o perfil do profissional
requisitado pelo mercado de trabalho, se faz necessário para que os
profissionais bibliotecários se adéquem as novas demandas. Uma vez que as
qualificações necessárias para entrar no mercado de trabalho após se formar,
nem sempre são atendidas pelo que se aprende em um curso de graduação,
seja qual for a instituição que tenha sido realizado, exigindo-se uma
continuidade no aprendizado, por intermédio, por exemplo , de cursos formais
de
aperfeiçoamento, especialização, mestrado, doutorado, entre outros,
visando manter-se atualizado. Assim sendo, o problema de pesquisa que este
artigo aborda é qual o corpo de conhecimento que esta sendo demandado pelo
mercado de trabalho ao profissional da informação bibliotecário?
Com intuito de contribuir para a formação e orientação do profissional da
informação bibliotecário, o objetivo deste trabalho foi identificar o corpo de
conhecimento requerido ao profissional da informação bibliotecário pelo
mercado de trabalho. Para atender a este objetivo, a análise bibliométrica
automatizada foi o método de pesquisa utilizado, sendo que o objeto de estudo
foi um conjunto de provas de concursos públicos realizados no Estado de São
Paulo, no período de 2005 a 2009, que compreendeu uma amostra de 22
provas, advindas de uma diversidade de instituições públicas.

2 Revisão de Literatura
No Brasil há uma diversidade de instituições de ensino que oferecem
cursos de graduação na área de Biblioteconomia e Ciência da Informação,
característica essa encontrada nos últimos anos em vanos países. A
nomenclatura assumida aos cursos em cada instituição de ensino no Brasil

2393

�Gestão de pessoas
i! """"'"
MaooNlck

~

=

:,

IiWitt.UJ

1I....111~

Trabalho completo

varia conforme alguma especialidade que determinado curso oferece em suas
disciplinas e programas curriculares variando, por exemplo: "Biblioteconomia",
"Biblioteconomia e Documentação"; "Biblioteconomia e Gestão da informação",
"Biblioteconomia e Ciência da Informação" entre outros (BRASIL, MEC, 2010).
Segundo Rodrigues (2002) os cursos de graduação visam formar um perfil
profissional de natureza interdisciplinar que possa dar conta de uma realidade
heterogênea em um tempo de mudanças, com um aparato tecnológico
constantemente em aperfeiçoamento e com usuários cada vez mais exigentes
(Rodrigues, 2002 , p. 90) .
A temática "trabalho" tem se tornado de grande importância dentre o
meio acadêmico, importância essa que faz com que cada vez mais
pesquisadores desenvolvam estudos sobre esse tema, em especial sobre as
ocupações, profissionalização e profissões. Em seu trabalho Freidson (1998, p.
246-247) apud Walter e Baptista (2008 , p. 87) considera que uma profissão é
sinônimo de ocupação e "[... ] diz respeito ao trabalho especializado pelo qual
uma pessoa ganha a vida numa economia de troca " e "[... ] requer
conhecimento teórico, competência e discernimento que as pessoas comuns
não possuem [... Desta forma as pessoas precisam de saberes específicos
para exercer determinado trabalho, combinando a educação obtida através de
um curso superior com a experiência adquirida com o tempo.
Uma profissão só surge para atender a uma demanda ou necessidade
da sociedade, existindo assim uma "estreita relação entre profissões e
sociedade: as primeiras não existem se a segunda não as necessitar" (BURIN ,
2009, p.24) . Cada profissão, segundo Fleisher (2003), compreende cinco
elementos básicos, são eles: "Orientação ao serviço coletivo", "Posição de
ocupação na força de trabalho", "Corpo de conhecimento especializado",
"Conhecimento generalizado de outras áreas" e "Associação", conforme pode
ser visualizado no Quadro 1.

r.

Elementos

Orientação ao
serviço coletivo

Descrição
Determinado escopo e finalidade para um campo de atuação.
Uma profissão atende a uma determinada necessidade da
sociedade, no caso do profissional bibliotecário - Os profissionais
desta área atendem as demandas da sociedade por informação,
organizando e tornando o acesso a esta mais fácil.

Posição de
ocupação na
força de trabalho
Corpo de
conhecimento
especializado

Corpo de conhecimento, derivado através de pesquisa cientifica e
aprendizado escolar na da própria área. Por exemplo: Indexação,
CataloQação, Disseminação Seletiva da informação entre outros.

Conhecimento
generalizado de
outras áreas

Conhecimentos e formação compartilhados com outras áreas.
Correlação com outras áreas como Filosofia, Computação,
Psicologia , etc.

Profissões demandam uma carreira para os indivíduos que
aspiram posições de tomada de decisão e responsabilidade.

Participação ativa em uma sociedade (Entidades de Classe) Conselho Federal de Biblioteconomia.
. - .
Quadro 1. Breve descnçao dos cinco elementos de uma proflssao
Fonte: Fleisher (2003) adaptado e citado por Amaral (2010, p. 92) .

Associação

2394

�Gestão de pessoas
i! """"'"
MaooNlck

~

=

:,

IiWitt.UJ

1I....111~

Trabalho completo

Como já mencionado anteriormente, uma profissão surge para atender
as necessidades sociais, cada uma possui então um papel especifico dentro da
sociedade. E para definir o papel e características de cada profissão no Brasil
existe a Classificação Brasileira de Ocupações (CBO) , do Ministério do
Trabalho e Emprego, que tem por finalidade a identificação e descrição das
ocupações no mercado de trabalho. A versão mais recente, de 2002 , contém as
ocupações do mercado brasileiro, organizadas e descritas por famílias e cada
família constitui um conjunto de ocupações similares correspondente a um
domínio de trabalho mais amplo que aquele da ocupação (BRASIL, CBO,
2010). A CBO apresentou na versão de 2002, importantes mudanças em
relação aos Profissionais da Área da Informação. As profissões foram alocadas
em 'Família Ocupacional' representada dentro da CBO pelo código "2612".
Assim , os bibliotecários passaram a integrar a 'Família Profissionais da
Informação', que abrigam por títulos subseqüentes ao código "2612", além dos
bibliotecários, os documentalistas e analistas da informação, com exigência da
formação universitária em Biblioteconomia para o exercício dessas três
ocupações.
Cabe ressaltar como afirma Faria et aI. (2005 , p. 29) que "não existe
consenso em relação ao conceito de Profissional da Informação - mas sim,
uma variedade de denominações para os grupos que compõem este
segmento". Ou ainda, como afirma Cunha e Crivellari (2004, p. 48) : "o termo
'profissional da informação' cobre um campo de atividades bastante extenso
com denominações extremamente variadas, mas ou menos específicas de
acordo com os atores que participam destas atividades."
A Associação Nacional de Pesquisa e Pós-Graduação em Ciência da
Informação (ANCIB), fundada em 1989, na sua atuação, tem acompanhado e
estimulado o desenvolvimento da área da informação no Brasil , em especial do
Corpo de conhecimento Especializado da área da Ciência da Informação.
Voltada principalmente para as atividades de ensino de pós-graduação e de
pesquisa em Ciência da Informação, desde sua criação, tem se projetado,
como uma instância de representação científica e política importante para o
debate das questões pertinentes à área de informação (ANCIB, 2010) . A
ANCIB dividi a área da Ciência da Informação em dez Grupos de Trabalho
(Grupos Temáticos), separando as atividades e pesquisas em suas temáticas
para melhor organização e desenvolvimento da área. E por estes grupos podese identificar o Corpo de conhecimento Especializado e Generalizado, pois
estes são divididos por áreas (assuntos) dentro da Ciência da Informação,
sendo então que alguns são mais específicos e outros multidisciplinares. O
Quadro 2 apresenta uma síntese de cada um dos Grupos Temáticos
organizados pela ANCIB ( 2010).
O mercado de trabalho para os bibliotecários existe desde a antiguidade.
Segundo Almeida Jr. (2004, p. 72) "os espaços de atuação do profissional da
informação, em especial os de atuação do bibliotecário, são múltiplos e
variados, uma vez que a informação está presente direta ou indiretamente".
Portanto, para os profissionais que trabalham com a informação há um
mercado emergente no setor de serviços de informação, favorável e com ampla
oferta de trabalho, no setor privado, no setor público, no setor associativo ou
ainda podendo trabalhar como autônomo.

2395

�Gestão de pessoas
i! """"'"
MaooNlck

~

=

:,

IiWitt.UJ

1I....111~

Trabalho completo

As instituições públicas criadas para fortalecer e dar sustentação ao
desenvolvimento econômico, político e social do país, contribuindo para uma
sociedade mais justa e igualitária. Sejam elas federais, estaduais ou
municipais; utilizam como instrumento de seleção para ocupação dos seus
cargos o concurso público . Esta obrigatoriedade de concurso para o ingresso
no serviço público foi instituída pela Constituição de 1988, tornando-se um
acontecimento marcante para a abertura do mercado de trabalho no setor
público brasileiro . Destaca-se dentre todas as instituições públicas, as
Bibliotecas, uma vez que o objeto de estudo deste trabalho serão as provas
dos concursos para o "cargo" de bibliotecário em Bibliotecas Públicas e
Universitárias. A instituição Biblioteca em si , pode se apresentar com varias
tipologias de acordo com as necessidade de informação da sua comunidade
(LANCASTER, 1996).
Grupo Temático
(GT)

Descrição

Estudos Históricos e Epistemológicos da Ciência da Informação.
GT 1: Estudos
Constituição do campo científico e questões epistemológicas e
Históricos e
históricas da Ciência da informação e seu objeto de estudo - a
Epistemológicos da
informação. Reflexões e discussões sobre a disciplinaridade,
Ciência da
interdisciplinaridade e transdisciplinaridade, assim como a construção
Informação
do conhecimento na área.
Teorias, metodologias e práticas relacionadas á organização e
preservação de documentos e da informação, enquanto conhecimento
registrado e socializado, em ambiências informacionais tais como:
GT 2: Organização arquivos , museus, bibliotecas e congêneres. Compreende , também , os
e Representação do estudos relacionados aos processos, produtos e instrumentos de
Conhecimento
representação do conhecimento (aqui incluindo o uso das tecnologias
da informação) e as relações inter e transdisciplinares neles verificadas,
além de aspectos relacionados às políticas de organização e
preservação da memória institucional.
Estudo dos processos e das relações entre mediação, circulação e
apropriação de informações, em diferentes contextos e tempos
GT 3: Mediação,
históricos, considerados em sua complexidade, dinamismo e
Circulação e
abrangência, bem como relacionados á construção e ao avanço do
Apropriação da
campo científico da Ciência da Informação, compreendido em
Informação
dimensões inter e transdisciplinares , envolvendo múltiplos saberes e
temáticas, bem com contribuições teórico-metodológicas diversificadas
em sua constituição.
Gestão da informação, de sistemas, de unidades, de serviços, de
produtos e de recursos informacionais. Estudos de fluxos, processos e
GT 4: Gestão da
uso da informação na perspectiva da gestão. Metodologias de estudos
Informação e do
de usuários. Monitoramento ambiental e inteligência competitiva no
Conhecimento nas contexto da Ciência da Informação. Redes organizacionais: estudo,
Organizações
análise e avaliação para a gestão. Gestão do conhecimento e
aprendizagem organizacional no contexto da Ciência da Informação.
Tecnoloqias de Informação e comunicação aplicadas à qestão.
Políticas de informação e suas expressões em diferentes campos.
GT 5: Política e
Sociedade da informação. Informação, Estado e governo. Propriedade
intelectual. Acesso à informação. Economia política da informação e da
Economia da
Informação
comunicação; produção colaborativa . Informação, conhecimento e
inovação. Inclusão informacional e inclusão digital.

2396

�Gestão de pessoas
i! """"'"
MaooNlck

~

=

:,

IiWitt.UJ

1I....111~

Trabalho completo

Campo de trabalho intormacional: atores, cenários, competências e
habilidades requeridas. Organização, processos e relações de trabalho
em unidades de informação. Sociedade do Conhecimento, tecnologia e
GT 6: Informação,
trabalho. Saúde , mercado de trabalho e ética nas profissões da
Educação e
informação. Perfis de educação no campo informacional. Formação
Trabalho
profissional : limites, campos disciplinares envolvidos , paradigmas
educacionais predominantes e estudo comparado de modelos
curriculares. O trabalho informacional como campo de pesquisas:
abordagens e metodologias.
Campo de trabalho informacional: atores , cenários , competências e
habilidades requeridas. Organização, processos e relações de trabalho
em unidades de informação. Sociedade do Conhecimento, tecnologia e
GT 6: Informação,
trabalho. Saúde , mercado de trabalho e ética nas profissões da
Educação e
informação. Perfis de educação no campo informacional. Formação
Trabalho
profissional: limites, campos disciplinares envolvidos , paradigmas
educacionais predominantes e estudo comparado de modelos
curriculares. O trabalho informacional como campo de pesquisas:
abordagens e metodologias.
Medição, mapeamento, diagnóstico e avaliação da informação nos
GT 7: Produção e
processos de produção, armazenamento, comunicação e uso, em
Comunicação da
ciência, tecnologia e inovação. Inclui análises e desenvolvimento de
Informação em
métodos e técnicas tais como bibliometria , cientometria , informetria,
CT&amp;I
webometria, análise de rede e outros, assim como indicadores em CT&amp;1.
Estudos e pesquisas teórico-práticos sobre e para o desenvolvimento
de tecnologias de informação e comunicação que envolvam os
GT 8: Informação e
processos de geração, representação, armazenamento, recuperação,
Tecnologia
disseminação, uso, gestão, segurança e preservação da informação em
ambientes digitais.
Análise das relações entre o Museu (fenômeno cultural) , o Patrimônio
GT9: Museu,
(valor simbólico) e a Informação (processo), sob múltiplas perspectivas
Patrimônio e
teóricas e práticas de análise. Museu, patrimônio e informação:
Informação
interações e representações. Patrimônio musealizado: aspectos
Estudos sobre a relação entre os campos de conhecimento da Ciência
da Informação e da Memória Social. Pesquisas transdisciplinares que
envolvem conceitos, teorias e práticas do binômio 'informação e
GT 10: Informação e memória'. Memória coletiva , coleções e colecionismo, discurso e
Memória
memória. Representações sociais e conhecimento. Articulação entre
arte , cultura , tecnologia , informação e memória , através de seus
referenciais, na contemporaneidade. Preservação e virtualização da
memória social.

Quadro 2. Descrição dos grupos de trabalho da ANCIB. Baseado no 1° semestre de
2010.
Fonte: Adaptado de ANCIB (2010) .

3 Materiais e Métodos
A bibliometria (QUONIAM , 2003) foi utilizada como ferramenta de apoio

à análise de um conjunto provas de concursos públicos aplicados no período
de 2005 a 2009 no Estado de São Paulo, visando identificar o corpo de
conhecimento requerido ao profissional da informação bibliotecário pelo
mercado de trabalho. O desenvolvimento deste trabalho compreendeu 2
etapas.
A primeira etapa compreendeu o levantamento e a coleta das provas de
concursos públicos. Fez-se necessário uma observação quanto à nomenclatura
dos cargos a que se destina os concursos e a descrição do profissional na

2397

�Gestão de pessoas
i! """"'"
MaooNlck

~

=

:,

IiWitt.UJ

1I....111~

Trabalho completo

literatura. Pois embora os concursos públicos analisados não façam uso do
termo Profissional da Informação Bibliotecário para tais cargos, este termo foi
priorizado no trabalho por estar de acordo com o referencial teórico aqui
apresentado. Utilizou-se então, a denominação Profissional da Informação
neste trabalho como referência aos cargos de Bibliotecário, Documentalista,
Analista Educação Ambiental (bibliotecário), entre outros. A coleta das provas
dos concursos públicos aplicados no período de 2005 a 2009 no Estado de São
Paulo, foi realizada por intermédio do acesso aos sites PCI Concursos (2010) e
VUNESP (2010) , que disponibilizam as provas em formato digital. Como
critérios de seleção foram levados em conta : provas que estavam com acesso
livre; de concursos que pertenciam ao período analisado de 2005 a 2009, e por
ultimo quanto a cobertura deste trabalho restringindo-se a provas de concursos
do Estado de São Paulo, incluindo instituições públicas municipais, estaduais
ou federais, ao todo foram coletadas e analisadas 22 provas, sendo 19 de
instituições municipais de várias cidades e distribuídas entre prefeituras e
câmaras municipais, 02 de universidade e 01 de instiuição estadual.
Já a segunda etapa compreendeu o tratamento e análise das questões
identificadas como de "Conhecimento Específico" da área da Biblioteconomia e
Ciência da Informação (BC I). Para isso, foi elaborado um formato bibliométrico
para conter a descrição de cada questão, ou seja, as informações referencias e
o Grupo Temático a qual a questão esta relacionada, de acordo com a
classsificação da ANACIB (2010) (Quadro 2). O formato bibliométrico pode ser
visualizado no Quadro 3, que representa uma estrutura de metadado adequada
à analise bibliométrica.
Descrição

Campos
Questão

Conhecimentos específicos da área BCI.

Ano

Ano de realização do concurso

Organização

Instituição contratante a que se destina a vaga

Instituição

Instituição que elaborou e aplicou a prova

Grupo Temático

Área temática que a questão se enquadra

Quadro 3. Formato bibliométrico adequado à analise bibliometrica, realizada com
apoio do software Vantage Point.
Fonte: Autores

Para a classificação das questões utilizou-se os Grupos de Trabalho da
ANCIB, que se apresentam descritos e numerados de 1 a 10 no Quadro 2. No
entanto para este trabalho utilizou-se somente nove dos Grupos temáticos, pois
o GT10 "Informação e Memória" foi incluído pouco tempo antes da conclusão
deste trabalho, por tanto, não dando tempo de ser incluído no trabalho. Assim ,
para o preenchimento deste campo cada Grupo Temático foi representado com

2398

�Gestão de pessoas
i! """"'"
MaooNlck

~

=

:,

IiWitt.UJ

1I....111~

Trabalho completo

as iniciais GT e em seguida o numero correspondente a sua classificação. O
procedimento de classificação das questões, compreendeu a leitura das
questões e dos gabaritos das provas, tudo isso para facilitar o entendimento e
a identificação do Grupo Temático ao qual a questão pertence . As questões
que geraram dúvidas na classificação foram separadas e classificadas ao final
do procedimento, pois neste momento o conhecimento sobre os Grupos
Temáticos estava mais bem internalizado pela pesquisadora . O tratamento das
questões resultou em um arquivo bibliométrico em formato texto (txt) adequado
à análise bibliométrica com o apoio do software Vantage Point. Para a analise
bibliométrica automatiada com o apoio do software Vantage Point, foi elaborado
um arquivo "conf" para interpretar, quantificar e analisar as ocorrências e
frequências das informações referenciais no formato bibliométrico. Utilizou-se o
MS Excel para elaboração dos gráficos e tabelas para melhor visualização dos
resultados.

4 Resultados Parciais/Finais
Os resultados aqui descritos neste trabalho são baseados nos
indicadores bibliométricos gerados com apoio do software Vantage Point, por
intermédio da análise bibliométrica dos registros das informações referencias
das questões das provas dos concursos públicos realizados no Estado de São
Paulo, referente a contratação de profissionais da informação bibliotecários.
Foram selecionadas 22 provas, que compreendem um total de 1130 questões,
numa média de 51 questões por prova. As provas selecionadas apresentam
questões sobre: Conhecimentos Gerais, Língua Portuguesa, Inglês,
Matemática, Raciocínio Lógico, Legislação, Informática e Conhecimento
Específico da área da Biblioteconomia e Ciência da Informação. Para este
trabalho utilizou-se somente questões sobre o Conhecimento Específico, logo,
o numero total de questões analisadas neste trabalho foi de 592 questões,
aproximadamente 52% do total de questões das 22 provas. Sendo que, a
média de questões sobre Conhecimento específico por prova é de
aproximadamente 26 questões. A Tabela 1 apresenta a distribuição das provas
e das questões analisadas por ano ao longo do período analisado.
Tabela 2. Distribuição do número de provas por ano no período analisado
de 2005 a 2009.

Ano N° de provas N° de Questões
2009

6

143

2008

5

143

2007

4

138

2006

5

114

2005

2

054

Fonte: Autores.

2399

�Gestão de pessoas
i! """"'"
MaooNlck

~

=

:,

IiWitt.UJ

1I....111~

Trabalho completo

A Instituição que mais elaborou provas, no conjunto analisado, foi a
Moura Melo, seguida da VUNESP. Uma das características que diferencia a
prova elaborada pela Moura Melo, é quanto a organização das provas, pois
esta não separa as questões, como por exemplo, a VUNESP faz, identificando
as que são de Conhecimentos Gerais, Específico e etc. As 592 questões
analisadas foram classificadas usando os 9 Grupos Temáticos (GT) propostos
pela ANCIB (Quadro 2). O Gráfico 1 apresenta a distribuição das questões por
GT no conjunto de provas analisadas.
275
250
225

200
cu

175

.....
VI

150

VI

10

cu

::J

a
cu

1J
OI

Z

125
100
75
50
25

o
GT2

GT6

GT4

GT8

GT 1

GT5

GT3

GT7

Grupo t emát ico

Gráfico 1: Distribuição das questões por Grupos Temáticos, no conjunto de provas
analisado.
Fonte: autores.

No Gráfico 1 é possível observar a predominância de alguns GT
demandados pelo mercado de trabalho, com base nas provas analisadas. Os
mais representativos são os GT 2, 6, 4 e 8, que abordam respectivamente as
temáticas: "Organização e Representação do Conhecimento"; "Gestão da
Informação e do Conhecimento nas Organizações"; "Informação, Educação e
Trabalho", "Informação e Tecnologia". É possível afirmar que essas são
temáticas básicas para o corpo de conhecimento em Biblioteconomia e Ciência
da Informação, ou seja, o corpo de conhecimento Especializado da área
requerido pelo mercado de trabalho.
Já os GT 1, 3, 5, 7 e 9 podem ser considerados como Conhecimento
generalizado de outras áreas, pois apresentam relação com outras áreas,
como, por exemplo, o GT5 que trata sobre economia e política da informação e
da comunicação, contribuições importantes para a formação da profissição de
bibliotecário. Nesse conjunto de GT, com baixa representatividade, chama a
atenção o GT 9 "Museu , Patrimônio e Informação", que no conjunto de provas
analisado, não apresentou nenhuma ocorrência, ou seja , o mercado de
trabalho não demanda esta temática ao profissional da informação

2400

�Gestão de pessoas
i! """"'"
MaooNl ck

~

=

:,

IiWitt.UJ

1I....111~

Trabalho completo

bibliotecário. Esse fato, talvez ocorra pela ligação, mais direta, do GT 9 com a
Museologia.
Visando enfatizar a identificação dos GT que melhor representam o
corpo de conhecimento requerido pelo mercado de trabalho, o Gráfico 2 foi
elaborado a partir da distribuição percentual de cada um dos GTs no conjunto
de provas analisado .

• GT2
. GT 6
. GT 4

41 ,7

. GT 8
. GT l
. GT5
. GT 3

14,1

. GT7

Gráfico 2: Distribuição percentual de cada um dos GTs no conjunto de provas
analisado.
Fonte: Autores .

Os GT 2, 4, 6 e 8 representam aproximadamente 91 % do corpo de
conhecimento requerido pelo mercado de trabalho ao profissional da
informação bibliotecário, nota-se que estes dentro da categoria de
"Conhecimento Especifico" no conjunto de provas analisado, são os que de
certa forma consolidam-se como itens obrigatórios na formação do profissional
da informação bibliotecário.
Algumas das provas priorizam outros GT, como por exemplo, da Câmara
Municipal de São Paulo, e isso, se deve ao concurso, talvez por ser elaborado
com questões bem específicas, condizentes com o contexto de atuação na
organização contratante, ou seja , se a vaga é para um serviço mais
interdisciplinar, ou que exija conhecimentos de outras áreas relacionadas, a
prova será elaborada em um formato diferente de uma prova para o cargo de
classificador ou indexador de uma biblioteca.
A diferença encontrada em algumas provas quanto a ocorrência dos GT
pode ser melhor visualizada no Gráfico 3, que apresenta a relação entre os
Grupos Temáticos e as organizações contratantes.

2401

�Gestão de pessoas
i! """"'"
MaooNlck

~

=

:,

IiWitt.UJ

1I....111~

Trabalho completo

6

4

8

+ + +

1

t

5

3

t

7

t

."

Q)

C

!ti

1ti
....
C
O

U

."
QJ

10

u..

!ti
N

·c
!ti

QO
....

O

o

M

Lf1
N

o

N

Lf1

o

saglsanb ap õN
Gráfico 3: Relação entre os Grupos Temáticos e as organizações contratantes .
Fonte: Autores.

2402

�Gestão de pessoas
i! """"'"
MaooNl ck

~

=

:,

IiWitt.UJ

1I....111~

Trabalho completo

Um dos casos em que a Organização contratante apresenta a diferença de
comportamento, quanto a priorização do GT, no conjunto de provas analisado, é o da
Câmara Municipal de São Paulo, que ao contrario das demais organizações
priorizou o GT 8, intitulado "Informação e Tecnologia", que trata das tecnologias da
informação em ambientes digitais. Mais uma vez, isto pode ter ocorrido devido a
uma necessidade especifica do contexto de atuação dessa organização, talvez
relacionada às demandas mais recentes por repositórios digitais institucionais.
Outro caso, em que se nota a diferença de comportamento, quanto à
priorização de GT é o formado pelo grupo de Prefeituras de Itapira-SP, Rio Grande
da Serra-SP e Várzea Paulista-SP, onde o GT 6 apresenta uma intensidade de
ocorrência um pouco maior que a do GT2, o conjunto de provas desse grupo de
prefeituras abordou com mais representatividade a temática da Educação e Trabalho
da área.
A ocorrência dos GT, no conjunto de provas analisado, pode ser visualizada
com o auxilio dos Gráficos 1, 2 e 3 bem como as analises feitas a partir deles, facilita
o entendimento da evolução de cada GT no período analisado. No Gráfico 4 pode-se
visualizar essa evolução proporcional a cada ano.
100
90
80
~

.~

c:
o

°e
o
c.

70

. gt 7

60

. gt 3

50

. gt5

40

. gt 8

~

c.
~

OI

- gtl

'0

-:;;
OI

"

&lt;T
OI

- gt4

-c

o.
2

30

_ g t6
. gt 2

20
10
O

2 005

2 006

2 007

2008

200 9

Ano

Gráfico 4: Evolução proporcional dos Grupos Temáticos por Ano.
Fonte: Autores .

Para a elaboração do Gráfico 4, foi utilizado o numero proporcional de
questões classificadas por GT em relação ao Ano da aplicação da prova . A partir da
visualização da evolução sobre a demanda de cada um dos GT no período
analisado, é possível verificar que o GT 2 esta presente em todos os anos com
percentual considerável em relação aos demais GT. Os GT 1. 4, 5, 6 e 8 aparecem
em todos os anos mas com proporções variadas, já o GT 3 só aparece nos anos
2006 e 2009 e o GT 7 nos anos de 2007 e 2009. e ambos com percentuais bem

2403

�Gestão de pessoas
i! """"'"
MaooNlck

~

=

:,

IiWitt.UJ

1I....111~

Trabalho completo

mais baixo que os demais GT.
Para uma melhor visualização das relações entre o corpo de conhecimento da
área de Biblioteconomia e Ciência da Informação, aqui representado pelos GT do
ANCIB (Quadro 2), foi elaborada a Figura 1, com o apoio do software Vantage Point,
que apresenta a analise de correlação entre as organizações contratantes e os GT,
no conjunto de provas analisado. A Figura 1 facilita o entendimento e visualização
das similaridades das necessidades das organizações contratantes em relação ao
corpo de conhecimento demandado por elas, por intermédio do conjunto de provas
analisado.
Na Figura 1 as esferas representam as organizações contratantes e o seu
tamanho o número de questões em relação aos GT demandados por elas. E as
linhas que ligam uma a outra , o relacionamento presente entre elas, ou seja , os GT
que possuem em comum , a sequência em que aparecem , bem como a frequência
desses. Nota-se que as organizações contratantes na Figura 4 se apresentam de
forma distribuída, apontando assim , que as organizações contratantes têm
necessidades diferentes para atender. Não há um padrão no conjunto de provas
analisado, sobre o corpo de conhecimento demandado, mas há intenção maior de
se requerer o GT 2 que outros, fato esse melhor entendido com auxilio do Gráfico 3,
anteriormente descrito. Na Figura 1 está em destaque com um circulo, um grupo de
organizações contratantes que apresentam uma maior concentração do GT2, por
isso, estão um pouco mais próximas umas das outras. Já as organizações que estão
mais dispersas, localizadas nas extremidades da Figura 1, como a UFSCar,
Prefeitura de Ilha Comprida-SP, Prefeitura de Várzea Paulista-SP entre outras,
verifica-se que uma demanda por conhecimento mais distribu ída entre os GT.

2404

�Gestão de pessoas
Trabalho completo

)refeitulã municipal de várzea paulista

camara municipal de são paulo

. ai de estancia de socorro

prefeitura municipal de ilha comprida

Figura 1: Mapa de Correlação entre as Organizações contratantes e os GTs, elaborado com
o apoio do software Vantage Point, com base no conjunto de provas analisado.
Fonte. Autores .

2405

�Gestão de pessoas
i! """"'"
MaooNlck

~

=

:,

IiWitt.UJ
1I....111~

Trabalho completo

5 Considerações
Entre os resultados apresentados, merece destaque a identificação do corpo
de conhecimento considerado como o mais requerido no conjunto de provas
analisado para o período de 2005 a 2009, foi o Grupo Temático "Organização e
Representação do Conhecimento" (GT 2), o qual apresentou maior ocorrência na
maioria das provas. O GT 2 trata da organização e preservação de documentos e da
informação. Também foi possível identificar o corpo de conhecimento específico e
generalizado da área de Biblioteconomia e Ciência da Informação, com base na
demanda do mercado de trabalho, externalizada pelo conjunto de provas analisado .
E ainda, é possível afirmar que os GT 2, 4, 6 e 8 formam o conjunto do corpo de
conhecimento específico requerido ao profissional da informação bibliotecário e os
GT 1, 3, 5, 7 e 9 formam o conjunto do corpo de conhecimento generalizado ,
abrangendo várias áreas do conhecimento que apresentam relações com a
Biblioteconomia e Ciência da Informação. Quanto ao comportamento das
instituições, responsáveis pela elaboração do conjunto de provas analisado e das
organizações contratantes, foi possível verificar que não há um padrão quando a
demanda de conhecimentos, talvez pela especificidade dos contextos de atuação de
cada organização.
Conclui-se que o conhecimento sobre o corpo de conhecimento requerido
pelo mercado de trabalho pode contribuir para a formação de profissionais mais
alinhados com as necessidades do mercado de trabalho e consequentemente da
sociedade.
6 Referências
ALMEIDA Jr., O. F. Informação pública: conceitos e espaços. In: VALENTIM , M. L. P.
(Org .). Atuação profissional na área de informação. São Paulo: Polis, 2004.
AMORIM, I. R ; AMARAL, R M. Mapeamento de competências em bibliotecas e
unidades de informação. Perspect. ciênc. inf., Belo Horizonte, v. 16, n. 2, Jun.
2011 .
AMARAL, R M. do. Análise dos perfis de atuação profissional e de
competências relativas à inteligência competitiva. 2010. 187 f. Tese (Doutorado
em Engenharia de Produção) - UFSCar, São Carlos, 2010.
ANCIB - ASSOCIAÇÃO NACIONAL DE PESQUISA E PÓS-GRADUAÇÃO EM
CIÊNCIA DA INFORMAÇÃO. Grupos de Trabalho. Disponível em :
&lt;http ://www.ancib.org.br/grupos-de-trabalho&gt;. Acesso em : 23 mai. 2010.
BRASIL. Ministério da Educação. Instituições de Educação Superior e Cursos
Cadastrados. Disponível em : &lt;http ://portal.mec.gov.br&gt; . Acesso em : 19 out. 2010.
BRASIL. Ministério do Trabalho e Emprego. Classificação brasileira de ocupações:
CBO 2002 . Brasília: MTE, 2003 . Disponível em : &lt;http://www.mtecbo.gov.br&gt; . Acesso
em : 23 ago. 2010.

2406

�Gestão de pessoas
i! """"'"
MaooNlck

~

=

:,

IiWitt.UJ
1I....111~

Trabalho completo

BURIN , C. K. O ensino de biblioteconomia na Região Sul do Brasil : analise dos
projetos pedagógicos dos cursos a luz das diretrizes curriculares nacionais. 2009 .
121 f. Dissertação (Mestrado em Ciência da Informação), UFSC, Florianópolis, 2009 .
CUNHA, M. v.; CRIVELLARI , H. M. T O mundo do trabalho na sociedade do
conhecimento e os paradoxos das profissões da informação. In : VALENTIM, M. L. P.
(Org .). Atuação profissional na área de informação. São Paulo: Polis, 2004.
FARIA, S. et aI. Competências do profissional da informação: uma reflexão a partir
da Classificação Brasileira de Ocupações. Cio Inf., Brasília, v. 34, n. 2, p. 26-33,
maio/ago. 2005.
FLEISHER, C.S. Are competitive intelligence practitioners professionals? In:
FLEISHER, C.S.; BLENKHORN , D.L. Controversies in competitive intelligence:
the enduring issues. Westport: Praeger, 2003, p.29-44.
VUNESP. Fundação para o Vestibular da Universidade Estadual Paulista .
Concursos. Disponível em : &lt;http://www.vunesp.com .br/&gt; . Acesso em : 10 maio 2010 .
LANCASTER, F. W. Avaliação de serviços de bibliotecas. Brasília : Briquet de
Lemos, 1996.
PCI Concursos. Disponível em : &lt;http://www.pciconcursos.com .br/concursos/&gt; .
Acesso em : 15 abro2010 .
QUONIAM, L., et aI. Inteligência obtida pela aplicação de data mining em base de
teses francesas sobre o Brasil. Cio Inf., Brasília , v.30, n.2, p.24, maio/ago. 2001 .
RODRIGUES , M. E. F. A dimensão investigativa para o exercício profissional em
Ciência da Informação. In: VALENTIM , M. L. P. (Org .). Atuação profissional na
área de informação. São Paulo: Polis, 2004
VALENTIM , M. L. P. Formação: competências e habilidades do profissional da
informação. In: _ (Org .). Formação do profissional da informação. São Paulo:
Polis, 2002.
WALTER, M. T M. T ; BAPTISTA, S. G. Formação profissional do bibliotecário.
Encontros Bibli : Revista Eletrônica de Biblioteconomia e Ciência da Informação,
Florianópolis, n. 25, p. 84-103, 2008 .

2407

�</text>
                  </elementText>
                </elementTextContainer>
              </element>
            </elementContainer>
          </elementSet>
        </elementSetContainer>
      </file>
    </fileContainer>
    <collection collectionId="49">
      <elementSetContainer>
        <elementSet elementSetId="1">
          <name>Dublin Core</name>
          <description>The Dublin Core metadata element set is common to all Omeka records, including items, files, and collections. For more information see, http://dublincore.org/documents/dces/.</description>
          <elementContainer>
            <element elementId="50">
              <name>Title</name>
              <description>A name given to the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51396">
                  <text>SNBU - Edição: 17 - Ano: 2012 (UFRGS - Gramado/RS)</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="49">
              <name>Subject</name>
              <description>The topic of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51397">
                  <text>Biblioteconomia&#13;
Documentação&#13;
Ciência da Informação&#13;
Bibliotecas Universitárias</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="41">
              <name>Description</name>
              <description>An account of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51398">
                  <text>Tema: A biblioteca universitária como laboratório na sociedade da informação.</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="39">
              <name>Creator</name>
              <description>An entity primarily responsible for making the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51399">
                  <text>SNBU - Seminário Nacional de Bibliotecas Universitárias</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="45">
              <name>Publisher</name>
              <description>An entity responsible for making the resource available</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51400">
                  <text>UFRGS</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="40">
              <name>Date</name>
              <description>A point or period of time associated with an event in the lifecycle of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51401">
                  <text>2012</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="44">
              <name>Language</name>
              <description>A language of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51402">
                  <text>Português</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="51">
              <name>Type</name>
              <description>The nature or genre of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51403">
                  <text>Evento</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="38">
              <name>Coverage</name>
              <description>The spatial or temporal topic of the resource, the spatial applicability of the resource, or the jurisdiction under which the resource is relevant</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51404">
                  <text>Gramado (Rio Grande do Sul)</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
          </elementContainer>
        </elementSet>
      </elementSetContainer>
    </collection>
    <itemType itemTypeId="8">
      <name>Event</name>
      <description>A non-persistent, time-based occurrence. Metadata for an event provides descriptive information that is the basis for discovery of the purpose, location, duration, and responsible agents associated with an event. Examples include an exhibition, webcast, conference, workshop, open day, performance, battle, trial, wedding, tea party, conflagration.</description>
    </itemType>
    <elementSetContainer>
      <elementSet elementSetId="1">
        <name>Dublin Core</name>
        <description>The Dublin Core metadata element set is common to all Omeka records, including items, files, and collections. For more information see, http://dublincore.org/documents/dces/.</description>
        <elementContainer>
          <element elementId="50">
            <name>Title</name>
            <description>A name given to the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="64625">
                <text>Corpo de conhecimento demandado ao bibliotecário pelo mercado de trabalho.</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="39">
            <name>Creator</name>
            <description>An entity primarily responsible for making the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="64626">
                <text>Tinelli, Marcelle Aparecida; Amaral, Roniberto Morato do</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="38">
            <name>Coverage</name>
            <description>The spatial or temporal topic of the resource, the spatial applicability of the resource, or the jurisdiction under which the resource is relevant</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="64627">
                <text>Gramado (Rio Grande do Sul)</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="45">
            <name>Publisher</name>
            <description>An entity responsible for making the resource available</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="64628">
                <text>UFRGS</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="40">
            <name>Date</name>
            <description>A point or period of time associated with an event in the lifecycle of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="64629">
                <text>2012</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="51">
            <name>Type</name>
            <description>The nature or genre of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="64631">
                <text>Evento</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="41">
            <name>Description</name>
            <description>An account of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="64632">
                <text>O mercado de trabalho exige do profissional da informação bibliotecário conhecimentos da sua área de atuação bem como de áreas relacionadas. Com o intuito de contribuir para a formação desses profissionais, o objetivo deste trabalho foi identificar o corpo de conhecimento requerido ao profissional da informação bibliotecário pelo mercado de trabalho, por intermédio da analise bibliométrica de um conjunto de provas de concursos públicos do Estado de São Paulo, no período de 2005 a 2009. Como resultados foram elaborados indicadores sobre a intensidade e distribuição dos conhecimentos requeridos pelo mercado de trabalho em relação aos temas especializados da Ciência da Informação, organizados em Grupos de Trabalho de acordo com a Associação Nacional de Pesquisa e Pós-Graduação em Ciência da Informação (ANCIB) e ainda foi possível visualizar as similaridades entre as organizações contratantes quanto aos conhecimentos requeridos. O conhecimento sobre o corpo de conhecimento requerido pode contribuir para a formação de profissionais mais alinhados com as necessidades do mercado de trabalho e consequentemente da sociedade.</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="44">
            <name>Language</name>
            <description>A language of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="69583">
                <text>pt</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
        </elementContainer>
      </elementSet>
    </elementSetContainer>
  </item>
  <item itemId="6083" public="1" featured="0">
    <fileContainer>
      <file fileId="5147">
        <src>http://repositorio.febab.org.br/files/original/49/6083/SNBU2012_222.pdf</src>
        <authentication>7d54b246ab1934d1a27ecee9bed126ad</authentication>
        <elementSetContainer>
          <elementSet elementSetId="4">
            <name>PDF Text</name>
            <description/>
            <elementContainer>
              <element elementId="92">
                <name>Text</name>
                <description/>
                <elementTextContainer>
                  <elementText elementTextId="64624">
                    <text>Gestão de pessoas
Trabalho completo

AVALIAÇÃO DE CLIMA ORGANIZACIONAL EM UMA BIBLIOTECA
UNIVERSITÁRIA
Luhi/da Ribeiro Si/veira1 , Evaclenes Arruda Si/vaz, Larissa Rabelo
Danta52, Cássio Araújo Corrêaz
1

Bibliotecária , Especialista em Formação de Leitores, Estudante de Psicologia , UFMA, São Luís - MA
2Estudante de Psicologia, UFMA, São Luís - MA

Resumo
O clima organizacional é um conceito construído a partir de metáforas de fenômenos
meteorológicos, que no âmbito das organizações serve para caracterizar o ambiente
construído por meio das interações entre os membros da organização, e que
caracteriza a identidade a partir das interações das subjetividades dos sujeitos
envolvidos. O trabalho aqui apresentado se constitui numa pesquisa que objetivou a
partir de um instrumento específico avaliar o clima organizacional em uma biblioteca
universitária de instituição pública de ensino, a fim de fornecer subsídios para um
planejamento no âmbito da gestão de pessoas.

Palavras-chave: Clima Organizacional ; Biblioteca Universitária; Gestão de
Pessoas.

Abstract
The organizational climate is a concept constructed from metaphors of
meteorological phenomena, which within the organizations serves to characterize the
built environment through the interactions between members of the organization, and
what characterizes the identity from interactions of the subjectivity of involved. The
article constitutes the research that aims to assess specific instrument from the
organizational climate in a library of a public university in order to provide support for
planning in the management of people.

Keywords: Organizational Climate; University Library; People Management.
1 Introdução
Clima é objeto de estudo da meteorologia, ciência que se dedica ao
estudo dos processos atmosféricos como condições de temperatura , umidade etc, e
da previsão do tempo, dedicando-se a prever fenômenos, como: tempestades,
frentes frias, furacões etc. Assim, o conceito de clima organizacional foi incorporado
ao estudo das organizações ilustrando a forma como se revelam as interferências
entre o comportamento organizacional e a atmosfera social de um ambiente .
Esse conceito foi incorporado à área laboral na década de trinta por
pressupor que o contexto organizacional tem implicações específicas do indivíduo,
dos grupos e das organizações. Isto despertou a atenção para que fosse
considerada a importância de haver um bom clima na organização para dar suporte
às realizações e ao sucesso econômico (LOBO, 2003).

2378

�Gestão de pessoas
Trabalho completo

o conceito de clima organizacional emerge das relações de similitude das
interações da natureza com as organizações no que tange aos aspectos das
múltiplas influências entre atmosfera (social), e o comportamento , mas ainda Lobo
(2003) nos apresenta a questão quanto às divergências no que concerne ao próprio
conceito de clima organizacional, havendo nesse campo duas perspectivas teóricoexplicativas para caracterizá-Ia : uma consistiria na idéia de que "o clima é o
indivíduo ", remetendo a questão para o campo individual onde a organização seria
vista como um somatório de vontades individuais, e a outra idéia seria a de que "o
clima é a organização ", remetendo a modelos de alta complexidade, existência de
redes grupais mobilizadoras de forças positivas e/ou negativas. Nesse sentido, o
clima poderia ser de natureza individual ou grupal, mas Lobo (2003) nos chama
atenção para além dessa ou daquela definição, observando que tanto uma ou outra
definição implica no reconhecimento de que a realidade organizacional integra para
além de fatores econômicos e materiais, elementos psicossociais, grupais e
interpessoais, presentes na adequação ou inadequação dos comportamentos nas
práticas organizacionais do bom ou do mau clima.
Partindo desses pressupostos adotaremos como definição desse tema o
entendimento de Lobo (2003, p.25) que define clima organizacional como "[... ] o
modo como se processam as relações e representações interpessoais no interior da
organização e como aquelas se modificam em função da oscilação de certas
variáveis"; também adotaremos o entendimento de Gomes (2002) que coloca o
clima organizacional como o meio ambiente psicológico da organização.
O clima organizacional é construído por meio das interações entre os
membros da organização, como destaca Lobo (2003) : "A identidade da organização
e do seu clima é fruto de uma construção diária, na qual se traça a história
organizacional e as histórias individuais e colectivas" . (p.31) Desta forma , é
imprescindível trazer à tona a idéia de coletividade que permeia as organizações.
Assim como na sociedade, as organizações são compostas pela coletividade de
pessoas que carregam consigo todas as suas peculiaridades enquanto pessoas que
pensam e agem em seu meio. Destarte, conhecer aspectos do comportamento
humano e das relações entre eles é sem dúvida uma possibilidade de construção
mais harmoniosa de uma coletividade e consequentemente de uma estrutura
promissora para o mundo do trabalho . Os conhecimentos oferecidos pelo campo da
Psicologia desempenharam e desempenham ainda um papel significativo no êxito
das organizações, sejam elas dos mais diferentes ramos.
Neste sentido, neste estudo objetivamos investigar o clima organizacional
na Biblioteca Central da Universidade Federal do Maranhão, a fim de fornecer
subsídios para um planejamento no âmbito da gestão de pessoas. Para tanto,
levantamos dados quanto ao tipo de clima da instituição, analisando fatores internos
e fatores externos que influenciam no relacionamento entre os funcionários e a
organização.
2 O Clima nas Organizações
As organizações não são estruturas estanques e as múltiplas dimensões
do humano acabam por interferir na dinâmica das organizações. Nesse contexto , a
incorporação de aspectos mais humanos possibilitou o surgimento de uma
Administração mais livre de conceitos rígidos, o que a deixou mais dinâmica já que

2379

�Gestão de pessoas
Trabalho completo

estes aspectos levam em consideração as subjetividades dos sujeitos envolvidos no
processo produtivo.
A partir dos trabalhos de dinâmicas de grupo desenvolvidos por Kurl Lewín,
ainda na sua fase de impulsionador da Teoria das Relações Humanas, [... 1
e dos estudos de George Homans sobre Sociologia funcional de grupo,
culminando com a publicação do livro de Herberl Simon sobre o
comportamento administrativo, novas idéias e direções passam a dominar a
teoria administrativa . (CHIAVENATO , 2002 , p.107).

Da mesma forma como os sujeitos influenciam o clima da organização, a
mesma também lhes insere características peculiares, e até atrai sujeitos com
características reforçadas pela organização. E é nesta contínua relação de influência
sujeito-organização que consiste a pesquisa psicológica em clima organizacional,
visto que este "reflete o universo da empresa , dos tipos de pessoas que a
organização atrai, de seus processos de trabalho e layout físico, das modalidades de
comunicação e do exercício da autoridade dentro do sistema" (Souza, 1978; Freitas,
1991 ; Xavier, 1984; Motta e Caldas, 1997, apud GOMES, 2002 , p. 96) .
Mesmo diante do fato de o clima organizacional sofrer inúmeras
influências (quer internas à organização, quer externas) , destacamos a influência
ressaltada por McClelland (1972, apud GOMES, 2002), cujos estudos na área
nortearam inúmeras medidas de escala de clima organizacional. Para McClelland, o
clima organizacional é determinado pelos estilos de liderança e administração, o que
contribui para moldar o comportamento dos indivíduos no que consiste à afiliação
(desejo de manter relações interpessoais), poder (desejo de influenciar, controlar e
chefiar) e realização (desejo de alcançar sucesso e êxito) .
Como exemplos de pesquisas científicas em clima organizacional ,
destacamos a de Coelho (2003), que fez um levantamento sobre o clima
organizacional em uma empresa de comércio varejista com uma amostra de 50
funcionários , utilizando uma escala de clima organizacional adaptada de Litwin e
String constituída por nove dimensões: excelência e padrões de desempenho,
reconhecimento, relacionamento, autonomia, gestão e autoridade, desenvolvimento
e aperfeiçoamento do pessoal, justiça e equidade, missão da empresa e saúde e
segurança . Os valores a serem atribuídos na escala iam de 1 a 4, sendo que o
escore 1 indicava uma percepção insatisfatória e o 4 indicava uma percepção do
funcionário bastante satisfatória em relação ao clima organizacional da empresa . Os
resultados da pesquisa apontam que houve uma concentração de valores entre 3,1
a 3,6, o que indicou uma percepção bastante satisfatória do clima organizacional
pelos funcionários. Coelho destaca, ainda , que esta mesma empresa havia
investido, nos últimos anos, numa política de pessoal que destacava valores como
excelência nos padrões de atendimento, comunicação, interação, integridade e
qualidade. Esta estratégia obteve resultados que foram observados pela pesquisa
de clima organizacional.
Outra pesquisa a ser aqui destacada é a de Gomes (2002), que fez o
levantamento em uma empresa de telecomunicações utilizando a escala de Kolb
com as seguintes categorias: conformismo, responsabilidade, padrões de
desempenho, calor humano e apoio, recompensas , clareza organizacional e
liderança. Os participantes assinalavam numa escala de 5 pontos em que ponto eles
percebiam que a organização estava . A partir das médias das marcações, a
categoria mais baixa observada foi "recompensas", enquanto a maior foi
"conformidade" (conceituada como a ênfase que a organização coloca no desejo de

2380

�Gestão de pessoas
Trabalho completo

controlar, dominar e influenciar). Por isto, as recompensas se apresentavam
insatisfatórias aos funcionários pesquisados; já quanto à conformidade, as médias
altas revelam que a empresa imprime um forte desejo de chefiar e influenciar
pessoas, o que pode ser traduzido como uma organização coercitiva e sem
nenhuma abertura para que os funcionários exponham suas opiniões.

2.1 Clima Organizacional e Gestão de Pessoas
A dinâmica nas organizações é afetada por Inumeros fatores que
ultrapassam a mera estrutura da organização, incluindo também a dimensão da
subjetividade e das interações interpessoais, assim como Lobo (2003, p. 22) afirma :
''[. .. ] a realidade organizacional integra, para além dos fatores econômicos e
materiais, elementos psicossociais, grupais e interpessoais, patentes na adequação
ou inadequação dos comportamentos às práticas da organização [ ... ]".
Partindo do próprio conceito de clima que foi tomado de empréstimo da
meteorologia pelas organizações, percebemos analogamente a sua importância no
processo de planejamento e tomada de decisões. Assim como é importante
conhecer o clima de um determinado local quando se está interessado em ali
executar algum plano (visitar, morar, investir, etc), a analogia é pertinente no âmbito
das organizações no que diz respeito a conhecer o clima da organização, não o
clima físico em si , mas sim o ambiente fruto das construções psicológicas e sociais
(LOBO , 2003) . Em nível de gestão, a pesquisa e o diagnóstico de clima
organizacional fornecem subsídios e ferramentas de planejamento, de ajuste na
relação sujeito-organização e de compreensão da dinâmica organizacional, bem
como na criação de ambientes que favoreçam a motivação (COELHO, 2004). Como
bem coloca Bispo (2006),
A pesquisa de clima organizacional é uma ferramenta objetiva
e segura , isenta de comprometimento com a situação atual, em
busca de problemas reais na gestão dos Recursos Humanos. A
análise, o diagnóstico e as sugestões, proporcionados pela
pesquisa, são valiosos instrumentos para o sucesso de
programas voltados para a melhoria da qualidade, aumento da
produtividade e adoção de políticas internas.
Quando existe um bom clima organizacional , há uma maior satisfação das
necessidades profissionais e pessoais; no entanto, quando o clima é tenso, essas
necessidades são frustradas, potencializando a insegurança, a desconfiança e o
descontentamento entre os colaboradores (OLIVEIRA; CAMPELLO,[200-?])
diagnóstico do clima organizacional traz informações valiosas que
podem nortear novas estratégias de organização e gestão de pessoas. Assim, a
pesquisa de clima organizacional vai além da mera identificação da dinâmica das
relações entre os funcionários de uma empresa ; ela pode ser uma ferramenta que
direcionará um planejamento no âmbito da gestão de pessoas.

°

3 Metodologia
Este estudo se constituiu numa abordagem de caráter descritivo, com um
enfoque quantitativo. Deste modo, a pesquisa se constitui num delineamento de
levantamento que "visa identificar quais variáveis constitui uma determinada

2381

�Gestão de pessoas
Trabalho completo

realidade, [ ... ] [porém] não visa estabelecer relações causais, restringindo-se a
buscar descrever os componentes dos fenômenos" (CAMPOS, 2004, p.80) . O
levantamento se dará a partir dos instrumentos utilizados para a coleta de dados.

3.1 Participantes
A população do estudo são os funcionários efetivos da Biblioteca Central
da UFMA. A instituição também conta com estagiários, bolsistas e funcionários
terceirizados; no entanto, esses sujeitos não foram considerados neste estudo, pois
a rotatividade destes segmentos é grande, o que poderia dificultar a identificação do
clima caso também fossem incluídos na população visada .
A amostra do presente estudo consistiu em 12 sujeitos escolhidos
aleatoriamente.Quanto ao sexo, 9 dos participantes eram do sexo feminino e 3 do
sexo masculino. Quanto à escolaridade, 10 dos participantes possuíam pósgraduação e os outros 3 possuíam ensino médio completo. A idade média dos
participantes foi de 43 .6 anos, e o desvio padrão da idade foi de 13,4186. Quanto ao
setor, 8 trabalhavam na Biblioteca Central propriamente dita, 1 na Biblioteca Digital ,
1 no setor de Referência , 1 no setor de Intercâmbio e 1 no setor de encadernação .
Quanto às funções, tivemos: 7 bibliotecários, 1 encadernador, 1 arquivista, 1
operador de fotocópia , 1 técnico da informação e 1 afirmou não possuir função .

3.2 Instrumentos
Para a coletar os dados da pesquisa utilizamos os instrumentos que
seguem :
a) Termo de Consentimento livre e Esclarecido (TClE) , (Apêndice A);
b) Formulário de Pesquisa de Clima Organizacional de Bispo (2006)
adaptado (Anexo A), com 19 itens e 61 subitens, sendo 27 relativos
aos fatores internos que influenciam o relacionamento entre os
funcionários e a empresa (sobre vida profissional , estrutura
organizacional , incentivos profissionais, remuneração , segurança
profissional, nível sociocultural, transporte de funcionários , ambiente
de trabalho, burocracia , cultura organizacional e assistência de
funcionários) e os outros 34 subitens referentes aos fatores externos
que influenciam este relacionamento (sobre investimento e despesas
familiares, convivência familiar, situação financeira, vida social, saúde,
convivência familiar, time de futebol, férias e lazer, segurança pública ,
política e economia). Cada item possui um ou mais subitens. O sujeito
de pesquisa escolheu uma nota entre O e 6 para cada uma das
alternativas; os valores dizem respeito à freqüência com que as
situações de cada item ocorrem :
Tabela 1- Valores da Escala da Pesquisa de Clima Organizacional

FREQUENCIA

VALOR

1

Nunca

2

Raramente

2382

�Gestão de pessoas
Trabalho completo

3

Algumas vezes

4

Frequentemente

5

Quase sempre

6

Sempre

Foram coletados, também no Formulário, dados relativos à idade, sexo,
setor, função e escolaridade. O Formulário contava, ainda, com uma questão aberta
e facultativa em que o funcionário podia relatar suas observações, comentários,
reivindicações , queixas, críticas, sugestões ou elogios referentes à qualquer um dos
assuntos do formulário, sendo-lhe assegurado o anonimato.
c) Cálculo de médias aritméticas: Para a análise de dados, adotamos o
cálculo de médias aritméticas para calcular o valor médio para cada
categoria analisada (fatores internos: vida profissional , estrutura
organizacional , incentivos profissionais, remuneração , segurança
profissional , nível sociocultural, transporte de funcionários , ambiente
de trabalho, burocracia, cultura organizacional , assistência aos
funcionários ; fatores externos: investimentos e despesas familiares,
convivência familiar, situação financeira , vida social, saúde, time de
futebol, férias e lazer, segurança pública, economia e política) . Segue
abaixo a fórmula utilizada para calcular a média aritmética :
x = val.1 + val.2 + ... + val.n
nO sub.

x = média aritmética
VaI. 1, Va1.2 , Val.n = Valores dos subitens do item
N° sub. = número de subitens do item a ser calculado

3.3 Procedimentos
Inicialmente, foi estabelecido o contato com a direção da unidade
(Biblioteca Central da UFMA) a fim de formalizar a realização da pesquisa,
informando seus devidos procedimentos. Em seguida partimos para a coleta de
dados.
Os instrumentos de coleta de dados foram aplicados pelos pesquisadores
no local de trabalho dos servidores nos três turnos. No turno matutino, os formulários
foram aplicados das 8 às 12h; no turno vespertino das 14 às 17h e no turno noturno
das 18 às 21 h. O grande intervalo de tempo deu-se em função da preocupação dos
pesquisadores em não comprometer as atividades dos sujeitos de pesquisa, dado o
grande número de perguntas a serem respondidas.
Os pesquisadores abordaram os funcionários para saber sobre sua
disponibilidade em participar da pesquisa, expondo os devidos esclarecimentos, e
então aplicaram o Termo de Consentimento Livre e Esclarecido, e em seguida o
Formulário para o preenchimento pelo próprio funcionário .
Quanto à análise dos dados, já mostramos o instrumento que utilizaremos
para obter os resultados numéricos (a fórmula para cálculo de médias aritméticas) .
Exemplo de cálculo : Para calcular o fator interno "remuneração", somamos os

2383

�Gestão de pessoas
Trabalho completo

valores dos 3 subitens (14,15 e 16) que constituem o item relativo à "remuneração"
e dividimos por 3, que é o número de subitens.
O resultado das médias dos valores indicará se a percepção do clima
organizacional é, no geral, satisfatória , mais ou menos satisfatória ou insatisfatória,
de acordo com a tabela abaixo:
Tabela 2 - Nível de satisfação dos funcionários de acordo com as médias dos elementos
pesquisados

Valor da média

Nível de satisfação

1-2

Baixa

2,1-4

Média

4,1-6

Alta

Nos sub-itens 22 dos fatores internos (referente ao item "Transporte de
funcionários") e 26, 27, 28 (referentes ao item "Segurança pública"), 32 , 33 e 34 dos
fatores externos (referentes ao item "Política e Economia"), quando um alto valor foi
atribuído, não indicou que a satisfação em relação a eles foi alta , mas baixa. O
cálculo e a análise desses sub-itens foi à parte dos outros sub-itens para que não
houvesse um comprometimento nos resultados.

4 Resultados e Discussão
Segue abaixo um quadro com os resultados das médias dos fatores
internos e dos fatores externos:
Tabela 3 - Resultados das médias obtidas dos fatores internos e fatores externos

Fatores internos
Vida profissional

Estrutura
organizacional
Incentivos
p'rofissionais
Remuneração
Segurança
p'rofissional
Nível sociocultural
Ambiente de
trabalho

organizacional
Assistência aos
funcionários

Médias obtidas

4,17

Fatores externos
Investimentos e
despesas
familiares
Convivência
familiar
Situação financeira

4,6

3,95
5,2

Vida social
Saúde

4,6
3,8

5,05
4.7

Time de futebol
Férias e lazer

3,1
4,65

3
3,1

Segurança pública
Política e economia

1,8
1,8

4,18
3,45

2,5

2384

Médias obtidas

5,12
5,2

�Gestão de pessoas
Trabalho completo

Quanto aos fatores internos, nota-se que as médias dos itens "estrutura
organizacional", "remuneração", "burocracia", "cultura organizacional" e "assistência
aos funcionários" indicam que há uma satisfação mediana com estes aspectos. O
escore médio de assistência aos funcionários (2,5) foi o menor valor médio em
relação a todos os fatores internos pesquisados, o que denuncia uma necessidade
de maior atenção à assistência aos trabalhadores. O item "remuneração", que
sempre parece interferir na satisfação profissional , parece estar de acordo com a
satisfação da "vida profissional", visto que os valores médios dos mesmos não
distam entre si (4,18 e 3,95). No entanto, o fato de o escore de "vida profissional" ser
maior que o de "remuneração" aponta que há mais fatores que proporcionam
satisfação na vida profissional que vão além da remuneração, como bem aponta
Bispo (2006) na definição de vida financeira : "estabelece o grau de identificação
profissional dos funcionários com a empresa , tentando medir o nível de seu orgulho
em relação à empresa e ao seu sucesso profissional" (p.264) .
Os itens "incentivos profissionais", "nível sociocultural", "ambiente de
trabalho" e "segurança profissional" obtiveram médias de valores altos, o que indica
um alto nível de satisfação dos funcionários em relação a esses aspectos. O menor
valor obtido foi "assistência aos funcionários", como já falado , o que indica que a
gestão deve atentar mais para "o nível de assistência médica, dentária, hospitalar e
social aos funcionários" (BISPO, 2006 , p.263) ; o maior valor obtido foi "segurança
profissional", o que indica que os funcionários percebem que há baixo risco de
demissão sem motivo percebido (BISPO, 2006) .
A média geral de todos os fatores internos foi de 3,93 , o que mostra que a
percepção do clima organizacional pelos funcionários no que se refere aos fatores
internos é mais ou menos satisfatória , o que deveria despertar atenção por parte da
gestão da organização. Assim , a atenção da gestão deve focar os aspectos com
menores médias acima explicitadas e criar estratégias para melhorar estes aspectos.
No que se referem aos fatores externos, os altos escores médios dos
itens "investimentos e despesas familiares" , "convivência familiar", "situação
financeira", "vida social" e "férias e lazer" indicam um alto grau de satisfação .
Enquanto nas médias dos itens internos o item "remuneração" indicava uma
satisfação mediana , aqui a "situação financeira" aparece como bastante satisfatória
aos funcionários , o que mostra que a situação financeira vai além da remuneração,
como evidencia a afirmação de Bispo (2006, p.264): "o fato de um funcionário ter
uma boa remuneração não é suficiente para que ele tenha uma boa situação
financeira ." O escore do item "saúde" aponta que a satisfação com este aspecto é
mediano, o que se correlaciona ao item "assistência aos funcionários" (fator interno
que inclui a assistência médica e odontológica) que também apontou para uma
satisfação mediana. Já os escores médios dos itens "segurança pública" e "política e
economia" apontam para uma baixa satisfação (quase média) cujos valores médios
foram os menores em relação aos outros itens de fatores externos.
O menor valor obtido nos fatores externos foram "segurança pública" e
"política e economia", e o maior foi "convivência familiar", item necessário para uma
boa produtividade realizada na empresa (Bispo, 2006) . A média geral dos fatores
externos foi de 3,85, também apontando para uma satisfação mediana, como nos
fatores internos, porém levemente abaixo destes últimos.
Verificou-se que, no formulário utilizado (Anexo A), elaborado por Bispo
(2006) , haviam 7 subitens (que constituem 3 itens) que precisariam ser calculados à
parte , pois os escores a eles atribuídos possuíam uma lógica inversa na atribuição

2385

�Gestão de pessoas
Trabalho completo

de notas relativas à satisfação e insatisfação, ou seja , um alto valor atribuído
indicava baixa satisfação por parte do sujeito a quem o formulário fora aplicado.
Abaixo apresentamos um gráfico para estes subitens:

Tabela 4 - Médias dos subitens de insatisfação
SUBITEM

VALOR

Transporte de funcionários (subitem
2, f.i.)

3,1

Corrupção (subitem 26, f.e.)

4,7

Violência (subitem 27, f.e.)

5,1

Impunidade (subitem 28, f.e.)

5,1

Crises políticas (subitem 32, f.e.)

4,2

Crises econômicas (subitem 33, f.e.)

4,2

Crises internacionais (subitem 34, f.e.)

3,4

F.i.: fator interno
F.e.: fator externo

Estes valores mostram os níveis de insatisfação dos participantes, assim
quanto mais alto o valor atribuído ao subitem , menor o nível de satisfação, ao
contrário dos outros que quanto maior a nota atribuída , maior o nível de satisfação .
Desse modo, tais itens não foram integrados no cálculo anterior, pois deturpariam os
resultados.
Pelos valores, nota-se que os funcionários se apresentam mais
insatisfeitos quanto à violência e à impunidade. Quanto ao "transporte de
funcionários", estes se apresentam mais ou menos insatisfeitos, já que a média dos
escores atribuídos foi 3,1, considerada mediana. Isto mostra que os funcionários
estão mais ou menos satisfeitos com a locomoção entre a casa e a empresa , e viceversa .

5 Conclusão
As semelhanças que sustentam a metáfora de clima nas organizações
encontram um aspecto que se difere do clima em meteorologia. Pois ao contrário do
clima, que não temos como interferir diretamente em suas mudanças, na
organização as pessoas tem a possibilidade alterá-lo. E nesse processo de
mudança devem participar diferentes segmentos dentro a organização.
Percebemos que os gestores no âmbito das organizações representam
importantes elementos no processo de mudança do clima , pois em geral é no alto
nível organizacional que se dão a elaboração e implementação das políticas.
A identificação da percepção dos funcionários acerca do clima da
organização na qual trabalham, realizada neste trabalho se constituiu além de um
levantamento dos fatores internos e externos que influenciam nessa dinâmica,

2386

�Gestão de pessoas
Trabalho completo

permitiu ter melhores informações sobre como anda a qualidade de vida desses
funcionários , e o mais importante ainda , elencar informações que possam subsidiar
a elaboração de políticas e estratégias no campo dos recursos humanos, que leve
em consideração os aspectos como os que constituíram os resultados apresentados
nesses fatores. Uma sugestão para elaboração de políticas de intervenção,
sugestão esta respaldada pelos resultados obtidos, seria focar nos aspectos de
assistência aos funcionários, na burocracia da organização, na cultura da mesma e
no transporte de funcionários, já que foram os itens com menores valores e, por
serem fatores internos à organização, há como a gestão intervir mais diretamente
que nos fatores externos.
A partir dos resultados obtidos neste estudo, recomendamos que sejam
ampliados os fatores a serem explorados em futuras pesquisas, pois verificamos que
podem haver outros aspectos que valem a pena serem investigados que podem
afetar o clima nas organizações. Assim podem ser incluídos aspectos como relação
com chefia , relações entre colaboradores, etc. Tais aspectos devem ser sempre
incluídos no intuito de que seus resultados possam contribuir no estabelecimento de
novas estratégias administrativas que sejam favoráveis à organização e às pessoas
que nelas estão inseridas.
6 Referências
BISPO, Carlos Alberto. Um novo modelo de pesquisa de clima organizacional.
Revista Produção. vo1.16, n.2, São Paulo Mai/Ago. 2006. Disponível em:
&lt;http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&amp;pid=S01 0365132006000200007&amp;lang=pt&gt; Acesso em : 1 de outubro de 2011 .
CAMPOS, Luiz Fernando Lara . Métodos e técnicas de pesquisa em psicologia .
3.ed . Campinas, SP: Editora Alínea, 2004.
COELHO, Cristina Lúcia . Clima organizacional e stress numa empresa de comércio
varejista. Psicologia : organizações e trabalho. Florianópolis, Universidade Federal
de Santa Catarina v.4, n.2, jan./jun, 2004.
GOMES, Francisco. Clima organizacional : um estudo em uma empresa de
telecomunicações. Revista de Administração de Empresas. v.42, n.2, São Paulo,
abr./jun 2002 . Disponível em : &lt;http://www.scielo.br/pdf/rae/v42n2/v42n2a09.pdf&gt;
Acesso em : 1 de outubro de 2011 .
LOBO , Fátima . Clima organizacional no setor público e privado no norte de
Portugal. Porto: Fundação Caloustre Gulbenkian, 2003.
OLIVEIRA, Juliana ; CAMPELLO, Mauro. Clima e cultura organizacional no
desenvolvimento das empresas. [200-?]. Disponível em :
&lt;http://www.aedb.br/seget/a rtigos08/345 _ seget. 08Clima%20e%20cultura%200rganizacional%20no%20desempenho%20das%20empr
esas.pdf&gt; Acesso em : 28 de out 2011 .

2387

�Gestão de pessoas
Trabalho completo

APÊNDICE A - Termo de Consentimento Livre e Esclarecido -(TClE)

TERMO DE CONSENTIMENTO LIVRE E ESCLARECIDO
Por meio deste documento eu _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ __
RG ___________________
forneço meu consentimento para participação na pesquisa de clima organizacional a
ser realizada na UFMA.

A pesquisa é coordenada pelo professor Alex Andrade

Mesquita do Departamento de Psicologia da Universidade Federal do maranhão
(UFMA) e tem participação dos alunos: Cássio de Araújo Correa , Evaclenes Arruda
dos Santos, larissa Rabelo Dantas e luhilda Ribeiro Silveira. O procedimento
consta de aplicações de testes escritos aos funcionários da instituição, portanto não
envolvendo qualquer tipo de risco . Será mantido o sigilo dos dados e estes serão
utilizados unicamente para finalidade de pesquisa e aprendizado dos alunos.

Assinatura do Participante

UFMA - Departamento de Psicologia
Av. dos Portugueses s/n . Tel (98) 3301-8335

2388

�Gestão de pessoas
Trabalho completo

ANEXO A- Questionário utilizado para coleta de dados elaborado por Bispo (2006) .
PESQUISA DE CLIMA ORGANIZACIONAL
E MPRESA: _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ __
SETOR: _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ __
IDADE:_ _ _ _ _ _ __
FUNÇÃO:_ _ _ _ _ __
SEXO:
ESCOL~A~R7-ID~A~D~E~:========~_ _ _ ___

12. O meu chefe imediato é a pessoa mais indicada
para a função que ocupa. ( )
13. Estou satisfeito com a estrutura hierárquica
(chefes e subordinados) a que estou vinculado. (

Instrução para o preenchimento:

Incentivos Profissionais

Escolha uma nota entre O a 6 para cada uma das
alternativas abaixo, onde:
1 - Nunca
2 - Raramente
3 - Algumas vezes
4 - Frequentemente
5 - Quase sempre
6 - Sempre

14. Considero que o meu trabalho é reconhecido e
valorizado pela empresa. ( )
15. Considero que o meu trabalho é reconhecido e
valorizado pela minha família . ( )
16. Considero que o meu trabalho é reconhecido e
valorizado pelos meus amigos e parentes. ( )

Levantamento dos fatores internos de influência
do relacionamento entre os funcionários e a
empresa

Remuneração

Vida Profissional

18. O meu patrimônio é condizente com os esforços
que tenho feito pela empresa. ( )

1. Sinto orgulho de trabalhar nesta empresa. (
2. Sinto orgulho da minha atividade nesta empresa.(
)

17. Acho justo o meu salário atual. (

Segurança Profissional
19. Meu emprego é seguro na empresa, ou seja,
não corro o risco de ser demitido sem motivo. ( )

3. Acho que a empresa me oferece um bom plano de
carreira. ( )
4. Costumo indicar esta empresa como alternativa de
emprego para meus amigos e parentes. ( )

Nível Sociocultural
20. O meu nível cultural e intelectual é suficiente
para o exercício das minhas atividades na empresa.
( )

5. Eu me preocupo com o futuro desta empresa. ( )
6. Considero que estou obtendo sucesso na minha
carreira e na minha vida profissional.( )

21 . O meu nível social é suficiente para o exercício
das minhas atividades na empresa. (
)

7. Gostaria que meus filhos trabalhassem nesta
empresa. ( )

Transporte dos Funcionários

8. Dependo apenas dos meus próprios esforços para
obter o sucesso profissional e de carreira na
empresa. ( )

22. Tenho tido problemas com o transporte casaempresa/empresa-casa. ( )

9. Os cursos e treinamentos que fiz são suficientes
para o exercício das minhas atividades. ( )

Ambiente de Trabalho

Estrutura Organizacional

23. O ambiente de trabalho favorece a execução
das minhas atividades na empresa. ( )
24. O relacionamento com meus colegas de trabalho
favorece a execução das minhas atividades na
empresa.( )

10. Eu confio plenamente no meu chefe imediato. (
11. O meu chefe imediato é um líder. (

2389

�Gestão de pessoas
Trabalho completo

Burocracia

14. Estou satisfeito com o meu nível intelectual.(

25. A burocracia adotada na empresa favorece a
execução das minhas atividades na empresa. (

15. Estou satisfeito com o meu nível cultural. (
16. Estou satisfeito com a minha religião. (

Cultura Organizacional

Saúde

26. A Cultura Organizacional (tradições, práticas e
costumes adotados na empresa que não estão
previstos em qualquer regra) adotada na empresa
favorece a execução das minhas atividades na
empresa. ( )

17. Estou satisfeito com as minhas práticas
desportivas.( )
18. Estou satisfeito com o meu estado físico. (

)

19. Estou satisfeito com o meu estado mental. (

Assistência aos Funcionários

Convivência Familiar

27. A assistência de médico, dentista e a assistência
social adotadas na empresa favorecem a execução
das minhas atividades na empresa. ( )

20. Estou satisfeito com a minha vida afetiva. (

)

21 . Estou satisfeito com a minha vida sexual. (
Time de Futebol

Levantamento dos fatores externos de influência
do relacionamento entre os funcionários e a
empresa

22. Estou satisfeito com o time de futebol para o
qual eu torço . ( )

Investimentos e Despesas Familiares

Férias e Lazer

1. Eu me preocupo com o futuro da minha família .(

23. Estou satisfeito com as minhas últimas férias.(

2. Eu me preocupo com o futuro dos meus filhos.(

24. Estou planejando para que as minhas próximas
férias sejam muito boas. ( )

3. Estou satisfeito com a alimentação que estou
podendo proporcionar à minha família . (
)

Seguranca Pública

4. Estou satisfeito com a educação que estou
podendo proporcionar aos meus filhos. ( )

25. Estou satisfeito com o atual estágio da
segurança pública. ( )

Convivência Familiar

26. A corrupção altera o meu estado de ânimo. (

5. Estou vivendo bem com a minha esposa/
companheira ou o meu marido/companheiro. (

27. A violência altera o meu estado de ânimo. ( )
28. A impunidade altera o meu estado de ânimo. ( )

6. Estou vivendo bem com os meus filhos. (

Política e Economia

Situacão Financeira

29. Estou satisfeito com o atual estágio da política
nacional. ( )

7. Estou satisfeito com a minha residência . (
8. Estou satisfeito com o meu carro. (

30. Estou satisfeito com o atual estágio da política
estadual. ( )

9. Estou satisfeito com o vestuário que estou podendo
proporcionar à minha familia . ( )

31 . Estou satisfeito com o atual estágio da política
municipal. ( )

10. Estou com a minha situação financeira em
ordem.( )

32. As crises políticas alteram o meu estado de
ânimo. ( )

11 . Estou satisfeito com o meu patrimônio. (

33. As crises econômicas alteram o meu estado de
ânimo. ( )

Vida Social

34. As crises internacionais alteram o meu estado
de ânimo. ( )

12. Estou satisfeito com o meu nível social. (
13. Estou satisfeito com o meu convívio social. (

2390

�Gestão de pessoas
Trabalho completo

Folha avulsa para as suas observações

Nessa folha você pode relatar as suas observações, os seus comentários, as suas
reivindicações, as suas queixas, as suas críticas, as suas sugestões ou os seus elogios a
algum dos itens que constam nas fichas de pesquisa, referente à empresa, ao departamento
ou à seção onde você trabalha, ao seu chefe imediato, à estrutura hierárquica, ao sistema
de trabalho, às instalações, às condições de trabalho, às normas de trabalho, à forma de
tratamento recebida de seus chefes, aos seus colegas de trabalho , ao seu ambiente de
trabalho, etc. Sinta-se à vontade para relatar e revelar tudo o que desejar sem
constrangimentos. Lembre-se que você não precisa se identificar, a menos que queira fazêlo. As suas sinceras observações serão valiosas para a pesquisa. Podem ser utilizadas
quantas linhas forem necessárias.

2391

�</text>
                  </elementText>
                </elementTextContainer>
              </element>
            </elementContainer>
          </elementSet>
        </elementSetContainer>
      </file>
    </fileContainer>
    <collection collectionId="49">
      <elementSetContainer>
        <elementSet elementSetId="1">
          <name>Dublin Core</name>
          <description>The Dublin Core metadata element set is common to all Omeka records, including items, files, and collections. For more information see, http://dublincore.org/documents/dces/.</description>
          <elementContainer>
            <element elementId="50">
              <name>Title</name>
              <description>A name given to the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51396">
                  <text>SNBU - Edição: 17 - Ano: 2012 (UFRGS - Gramado/RS)</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="49">
              <name>Subject</name>
              <description>The topic of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51397">
                  <text>Biblioteconomia&#13;
Documentação&#13;
Ciência da Informação&#13;
Bibliotecas Universitárias</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="41">
              <name>Description</name>
              <description>An account of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51398">
                  <text>Tema: A biblioteca universitária como laboratório na sociedade da informação.</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="39">
              <name>Creator</name>
              <description>An entity primarily responsible for making the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51399">
                  <text>SNBU - Seminário Nacional de Bibliotecas Universitárias</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="45">
              <name>Publisher</name>
              <description>An entity responsible for making the resource available</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51400">
                  <text>UFRGS</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="40">
              <name>Date</name>
              <description>A point or period of time associated with an event in the lifecycle of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51401">
                  <text>2012</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="44">
              <name>Language</name>
              <description>A language of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51402">
                  <text>Português</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="51">
              <name>Type</name>
              <description>The nature or genre of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51403">
                  <text>Evento</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="38">
              <name>Coverage</name>
              <description>The spatial or temporal topic of the resource, the spatial applicability of the resource, or the jurisdiction under which the resource is relevant</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51404">
                  <text>Gramado (Rio Grande do Sul)</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
          </elementContainer>
        </elementSet>
      </elementSetContainer>
    </collection>
    <itemType itemTypeId="8">
      <name>Event</name>
      <description>A non-persistent, time-based occurrence. Metadata for an event provides descriptive information that is the basis for discovery of the purpose, location, duration, and responsible agents associated with an event. Examples include an exhibition, webcast, conference, workshop, open day, performance, battle, trial, wedding, tea party, conflagration.</description>
    </itemType>
    <elementSetContainer>
      <elementSet elementSetId="1">
        <name>Dublin Core</name>
        <description>The Dublin Core metadata element set is common to all Omeka records, including items, files, and collections. For more information see, http://dublincore.org/documents/dces/.</description>
        <elementContainer>
          <element elementId="50">
            <name>Title</name>
            <description>A name given to the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="64616">
                <text>Avaliação de clima rrganizacional em uma biblioteca universitária.</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="39">
            <name>Creator</name>
            <description>An entity primarily responsible for making the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="64617">
                <text>Silveira, Luhilda Ribeiro; Silva, Evaclenes Arruda; Dantas, Larissa Rabelo; Corrêa, Cássio Araújo</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="38">
            <name>Coverage</name>
            <description>The spatial or temporal topic of the resource, the spatial applicability of the resource, or the jurisdiction under which the resource is relevant</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="64618">
                <text>Gramado (Rio Grande do Sul)</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="45">
            <name>Publisher</name>
            <description>An entity responsible for making the resource available</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="64619">
                <text>UFRGS</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="40">
            <name>Date</name>
            <description>A point or period of time associated with an event in the lifecycle of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="64620">
                <text>2012</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="51">
            <name>Type</name>
            <description>The nature or genre of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="64622">
                <text>Evento</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="41">
            <name>Description</name>
            <description>An account of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="64623">
                <text>O clima organizacional é um conceito construído a partir de metáforas de fenômenos meteorológicos, que no âmbito das organizações serve para caracterizar o ambiente construído por meio das interações entre os membros da organização, e que caracteriza a identidade a partir das interações das subjetividades dos sujeitos envolvidos. O trabalho aqui apresentado se constitui numa pesquisa que objetivou a partir de um instrumento específico avaliar o clima organizacional em uma biblioteca universitária de instituição pública de ensino, a fim de fornecer subsídios para um planejamento no âmbito da gestão de pessoas.</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="44">
            <name>Language</name>
            <description>A language of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="69582">
                <text>pt</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
        </elementContainer>
      </elementSet>
    </elementSetContainer>
  </item>
  <item itemId="6082" public="1" featured="0">
    <fileContainer>
      <file fileId="5146">
        <src>http://repositorio.febab.org.br/files/original/49/6082/SNBU2012_221.pdf</src>
        <authentication>7c1becc4397c14096a94fc5e5776dfa1</authentication>
        <elementSetContainer>
          <elementSet elementSetId="4">
            <name>PDF Text</name>
            <description/>
            <elementContainer>
              <element elementId="92">
                <name>Text</name>
                <description/>
                <elementTextContainer>
                  <elementText elementTextId="64615">
                    <text>ii .......
~

ItIooroaIde

= :::.1:-....

Gestão de pessoas
Trabalho completo

GESTÃO DE COMPETENCIAS DOS BIBLIOTECÁRIOS
ATUANTES NO SERViÇO DE INFORMAÇÃO DE BIBLIOTECAS
UNIVERSITÁRIAS 1
Tatiana Rossf
Mestre em Ciência da Informação (PGCIN/UFSC). Bacharel em Biblioteconomia (UFSC).
Bibliotecária da Universidade Federal de Santa Catarina. E-mail: tat.caua@gmail.com .

2

Resumo
A gestão de competências é um dos novos modelos de gestão de pessoas
oportunizados na sociedade da informação. Para tanto objetiva-se apresentar uma
revisão da literatura científica acerca do tema competências dos bibliotecários
atuantes nos serviços de informação em bibliotecas universitárias. Selecionou-se os
artigos das Bases do Portal de Periódicos da CAPES e BRAPCI e teses e
dissertações do BDTD/IBICTI e PGCIN/UFSC. Na análise desses, obteve-se
indicação de outras literaturas que corroboram para a temática . Nos resultados
expõem-se os estudos sobre perfis e competências dos bibliotecários. Conclui-se
que com os estudos levantados, pode-se familiarizar-se com o perfil esperado,
conhecer o mapeamento de competências e traçar diretrizes para o desenvolvimento
profissional e pessoal.
Palavras-Chave: Gestão de competências; Perfil profissional ; Bibliotecários;
Biblioteca Universitária.
Abstract
The management competence is one of the new models timely people management
in the information society. To this end we report a review of scientific literature on the
subject expertise of librarians working in information services in university libraries.
We selected the articles of the Bases of the CAPES Periodicals Portal and BRAPCI
and theses and dissertations BDTD/IBICTI and PGCIN/UFSC. In these analyzes, we
obtained an indication of other literatures that support for the theme. The results
expose the studies on profiles and competencies of librarians. It is concluded that the
studies raised can familiarize yourself with the profile expected, to know the mapping
of competencies and set guidelines for the professional and personal development.
Keywords: Management competencies; Professional profile; Librarians; University
Library.
1 Introdução
Pode-se dizer que a Sociedade da Informação está pautada na experiência e
no conhecimento e que as mudanças que oferece interferem nas atividades,
serviços, no modo de agir e de pensar.
Observa-se também nessa nova sociedade a alteração no modo de gerir o
conhecimento e as pessoas nas Organizações. Um desses modelos é a gestão do
conhecimento, a qual apresenta a informação como papel central e estratégico na
vida humana. Cronin (1983, p. 1, tradução nossa) comenta que a informação é o
novo capital e que houve um crescimento no número de pessoas envolvidas com a
informação.
1

Pesquisa bibliográfica originalmente realizada para o desenvolvimento da dissertação de mestrado
da autora (ROSSI, 2012) .

2363

�ii .......
~

ItIooroaIde

= :::.1:-....

Gestão de pessoas
Trabalho completo

No caso de um novo modelo de gerenciamento de pessoas, pode-se
apresentar a gestão de competências. Neves (2007) aponta que a gestão de
competências é utilizada para :
[... ] promover a integração entre as atitudes , as habilidades e os
conhecimentos necessários para que as pessoas alcancem resultados
diferenciados, além de haver uma maior responsabilidade pelo processo de
aprendizagem , tanto por parte do gerente, quanto por parte dos
colaboradores.

Fleury e Fleury (2001) acreditam que estão adotando um instrumento de
gestão de pessoas com ênfase no indivíduo e não mais no desempenho do cargo ,
com isto procuram mudar a estrutura organizacional para evidenciar a integração e a
comunicação para participação e aprendizagem dos colaboradores.
Ressalta-se que para prestar um serviço com qualidade os profissionais
dependem do investimento realizado em sua capacitação. As bibliotecas
universitárias (BUs) ofertam o acesso e uso da informação à toda a comunidade
acadêmica da Instituição de Ensino Superior (IES), ademais, contribuem para a
construção do conhecimento , aplicação da inovação e do desenvolvimento social
(CABESTRÉ ; BELLUZZO, 2008).
Nas BUs, o papel do bibliotecário na prestação de SI é evidente, pois estes
profissionais têm contato direto com o usuário, podendo identificar e adequar os
serviços às necessidades individuais dos usuários.
Em sua formação , os bibliotecários são capacitados para atuar em um
mercado de trabalho amplo e adequado ao contexto da época de sua formação e
por isso, recomenda-se que continue a desenvolver competências para os serviços
prestados na BU com intuito de atender o usuário de forma eficiente e eficaz.
O objetivo deste artigo é levantar os estudos acerca do desenvolvimento e
mapeamento das competências tendo em vista a disseminação deste novo modelo
de gestão e, consequentemente, proporcionar familiaridade com o perfil esperado e
a melhoria na prestação de serviços de informação dos bibliotecários atuantes em
bibliotecas universitárias.
Sabe-se que todas as pessoas possuem um nível de competência e uma
afinidade para determinado tipo de atividade e aconselha-se que se tenha uma
previsão das competências específicas para cada serviço prestado e que seja
contrastada com o perfil das pessoas, ou que estas sejam capacitadas para tais
ações. Este levantamento colabora para que os profissionais tenham embasamento
na busca de desenvolvimento e mapeamento das competências para se adequar
tanto a sociedade quanto as competências organizacionais exigidas.
Vale ressaltar que muitas BUs não possuem planejamento estratégico e
avaliações de desempenho e de desenvolvimento pessoal, apesar de estarem
ligadas a uma IES as quais podem possuir elementos que colaborem para a gestão
de competências. Porém , enquanto não for instituído mapeamento de competências
por parte da Organização, este estudo poderá contribuir em um primeiro momento
para um panorama geral do perfil requisitado e o modo como estão sendo
desenvolvidas e mapeadas as competências ocupacionais dos bibliotecários
universitários atuantes na prestação de SI.

2 Revisão de Literatura sobre competências e atuação do bibliotecário
A origem do termo competência vem da palavra latina competens que
significa "o que vem com" , "o que é adaptado" (MOURA et aI. , 2009 , p. 78) . No final
da Idade Média, a expressão competência pertencia basicamente à área jurídica,

2364

�ii .......
~

ItIooroaIde

= :::.1:-....

Gestão de pessoas
Trabalho completo

como a faculdade atribuída a alguém para julgar certas questões (BRANDÃO;
GUIMARÃES, 2001; BELLUZZO, 2005; CARBONE et aI. , 2006; FREITAS;
BRANDÃO, 2006).
Em 1973, David McClelland publicou um artigo em que sugeria que a
competência "[. .. ] é uma característica subjacente a uma pessoa que pode ser
relacionada com o desempenho superior na realização de uma tarefa ou em
determinada situação . [.. .]" (FLEURY; FLEURY, 2004, p. 45). Há hoje duas correntes
que discutem essa temática , a americana (com autores como McClelland, Boyatzis e
Spencer Junior e Spencer) e a francesa (Le Boterf, Zarifian e Duran).
No Brasil, o conceito começa a ser discutido pelas universidades na década
de 1990. Na década de 2000 aparecem os primeiros instrumentos aplicados em
organizações (RUZZARIN ; AMARAL; SIMIONOVSCHI , 2002 , p. 16) e emerge
fundamentado na literatura americana que concebe como "algo que o indivíduo tem"
(FARIAS, 2007 , p. 82).
Nota-se também o uso de denominações diferentes (CARBONE et aI., 2006),
porém que expressam concepções semelhantes. Para que se tenha maior
compreensão entende-se que gestão por competência é a forma pela qual a
empresa divide o trabalho tendo por base as competências necessárias para a
execução de uma atividade (ênfase no cargo). Gestão de competências é o
processo de administrar e gerir as competências das pessoas para o sucesso da
organização (ênfase nas pessoas).
A área de Biblioteconomia é uma 'l .. ] área em expansão acelerada, motivada
por mudanças sociais e avanços tecnológicos, demandando atualização constante e
diversidade muito grande de conhecimentos e competências. " (MUELLER, 1989, p.
63). Então, para o desenvolvimento de competências é recomendável o
conhecimento do perfil profissional solicitado no mercado de trabalho e as diretrizes
organizacionais da Instituição em que se trabalha.
Com relação ao perfil profissional do bibliotecário há variantes nas descrições,
mas sem grandes discrepâncias, por exemplo , Arruda , Marteleto e Souza (2000)
dizem que há necessidade de um profissional flexível , apto a atuar em situações de
trabalho diferenciadas e a mobilizar seu conhecimento em prol da organização.
Silveira , J. (2009) sugere que ele seja criativo, dinâmico e eficiente.
Já Castro (2000 , p. 2) lembra que nos séculos passados as transformações
ocorriam nas proximidades de territórios determinados, hoje, 'l .. ] o que acontece do
lado de lá do Atlântico abala estruturas não consolidadas, agrava a dependência do
capital dominante e acirra as desigualdades dos países periféricos".
Para uma efetiva gestão de recursos humanos é recomendável a capacitação
para uma melhora contínua das áreas que compõe as bibliotecas universitárias.
Hernández Pacheco (2007) lembra que a análise das necessidades e um plano de
formação deverão existir, devendo-se prever a evolução da organização como um
todo e também detectar os problemas atuais e a devida solução para os mesmos.
O profissional precisa ter em mente a necessidade de investir em formação
profissional e educação continuada , porém estas ações devem estar sedimentadas
na compreensão dos processos de transformação porque passa o mundo do
trabalho (ARRUDA; MARTELETO; SOUZA, 2000, p. 23).
Miranda e Solino (2006, p. 384) relatam que a:
[... ] rapidez com que a tecnologia e os processos evoluem diariamente, gera
um cenário de incerteza que afeta toda e qualquer ação educativa [ ...].
Diante dessa realidade , o profissional precisa manter-se atualizando seus
conhecimentos , técnicas e habilidades, a fim de conseguir seu
aperfeiçoamento, capacitação e qualificação profissional.

2365

�ii .......
~

ItIooroaIde

= :::.1:-....

Gestão de pessoas
Trabalho completo

Dias et aI. (2004) propõe um programa de capacitação de equipes
bibliotecárias em quatro fases: 1) conhecimento do ambiente organizacional e suas
necessidade para subsidiar as atividades de planejamento do procedimento
formalizado e articulado para a formação em serviço; 2) elaboração de planos de
ação onde são tomadas decisões quanto às estratégias de ação ; 3) apresentação de
um modelo para o desenvolvimento das ações programadas; 4) avaliação de
desempenho dos indivíduos após a implementação do programa de capacitação em
serviço para os ajustes necessários. Estes programas e planos devem ser
direcionados à organização como um todo, sempre respeitando a cultura
organizacional e a limitação dos colaboradores para que com isto seja mais
receptivo e atraente capacitar-se.
Para que se tenha um panorama geral do perfil requisitado e do modo como
estão sendo desenvolvidas e mapeadas as competências dos bibliotecários, segue
os procedimentos utilizados para a revisão da literatura científica .

3 Procedimentos metodológicos
Uma revisão de literatura é realizada para "[.. .] mapear e avaliar o território
intelectual existente e para especificar uma questão de pesquisa a fim de
desenvolver o corpo existente de novos conhecimentos." (TRANFIELD; DAVID;
SMART, 2003 , p. 208).
A pesquisa encontra-se na área de ciências sociais aplicadas e caracteriza-se
como exploratória sendo a técnica de coleta de dados a pesquisa bibliográfica. A
temática foi delimitada tendo em vista a ampliação do conhecimento acerca do tema ,
disseminação para os bibliotecários e para o desenvolvimento da dissertação da
autora .
Para a seleção da amostra, visando a abrangência da revisão ; priorizando
trabalhos com rigoroso processo de avaliação para garantir a qualidade desta
pesquisa ; e, delineando acerca do tema proposto no objetivo, foram consultados:
a) artigos indexados das bases da área de conhecimento "Ciência da
Informação" específicas de Biblioteconomia e Ciência da Informação e
correlatas, do Portal de Periódicos da Coordenação de Aperfeiçoamento de
Pessoal de Nível Superior (CAPES) , eliminando bases de mesmo editor,
totalizando sete bases, sendo elas: Emerald Fulltext (Emerald); Gale:
Academic OneFile; Library Literature and Information Science Full Text
(Wilson) ; Library Information Science &amp; Technology Abstracts with Full Text
(EBSCO); SAGE Journals Online ; SciELO.ORG ; e, ScienceDirect (Elsevier);
b) artigos indexados da Base de Dados Referenciais de Artigos de Periódicos
em Ciência da Informação (BRAPCI), composta de 33 periódicos nacionais
impressos e eletrônicos;
c) teses e dissertações na Base de Dados de Teses e Dissertações (BDTD) do
Instituto Brasileiro de Informação em Ciência e Tecnologia (IBICT), composta
de 95 Instituições;
d) dissertações do Programa de Pós-Graduação em Ciência da Informação
(PGCIN) da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) .
Foram excluídos trabalhos que tratassem de competência informacional
(information literacy) e demais competências relacionadas aos usuários; trabalhos
de outros tipos de bibliotecas quando os mesmos não pudessem ser aplicados às
bibliotecas universitárias; e, trabalhos que, apesar de constar em título, resumo e
palavras-chave os termos pesquisados, foram identificados com distanciamento do

2366

�ii .......
~

ItIooroaIde

= :::.1:-....

Gestão de pessoas
Trabalho completo

tema em seu conteúdo.
Os artigos selecionados abrangem o período de publicação do ano 1988 a
2010 e embora o critério data não tenha sido especificado, a recuperação teve
ênfase no final da década passada. As teses e dissertações permearam nos anos
1995 a 2010. Com relação ao idioma, restringiram-se as publicações em português,
espanhol e inglês.
As pesquisas foram feitas utilizando a Rede Privada Virtual (VPN) da UFSC a
qual permitiu a ampliação do acesso a artigos, em especial do Portal de Periódicos
da CAPES. Foram consultadas fontes fidedignas e espera-se ter recuperado o
máximo dos trabalhos publicados com o objetivo de traçar um panorama geral sobre
os temas.
As buscas iniciaram-se no Portal de Periódicos da CAPES com termos no
singular e plural separadamente. Como os resultados obtidos não foram
satisfatórios, optou-se por utilizar o operador coringa "?" no modo de "pesquisa
avançada" em "todos os campos" e unindo os termos com "E", sendo as aspas
utilizadas apenas nos termos que formavam expressão
TERMO 1
competenc?
competenc?

TERMO 2
biblioteca?
"academic librar?"

RESTRIÇAO
Refi nar busca "não" "todos os campos" "Iiteracy"

perfi?
biblioteca ri?
Refinar busca "e" "todos os campos" "competenc?"
bibliotecari?
..
..
Quadro 1 - Termos utilizados para recuperaçao de artigos do Portal de Penodlcos da CAPES
Fonte: Dados obtidos pela autora

-

Na BRAPCI pesquisou-se os termos com operador coringa "*". A busca foi
feita em "todos" os campos (palavras-chave, título, resumo e autor), com os termos
abaixo identificados em "todo período" e nenhum termo de ligação.
TERMO
competenc* biblioteca*
competenc* academic librar*
"academic librar*"
perfi* bibliotecári*
bibliotecari* competenc*
Quadro 2 - Termos utilizados para recuperaçao de artigos da BRAPCI
Fonte: Dados obtidos pela autora

-

Na BOTO do IBICT foi utilizado para a busca os termos descritos no quadro 3.
Por não se obter a recuperação adequada quando digitado dois termos no mesmo
campo de busca (com ou sem aspas, com ou sem função booleana) foi inserido
apenas o primeiro termo para busca e posteriormente digitado o segundo termo na
caixa de busca "Search for" e o local de busca (título ou assunto)
TERMO RESUMO
bibliotec*
bibliotec*
Literacy

TERMO TITULO
TERMO ASSUNTO
competenc*
competenc*
competenc*
competenc* bibliotec*
competenc* bibliotec*
Literacy
bibliotecar*
competenc*
bibliotecari*
perf*
bibliotecari*
perf*
"bibliotec* universitar*
servic*
..
Quadro 3 - Termos utilizados para recuperaçao de teses e dlssertaçoes na BDTD/IBICT
Fonte: Dados obtidos pela autora

-

-

Observou-se que embora a BOTO indexe teses e dissertações de 95

2367

�ii .......
~

ItIooroaIde

= :::.1:-....

Gestão de pessoas
Trabalho completo

Instituições, a recuperação foi de apenas seis Instituições, a saber: Universidade
Nacional de Brasília , Universidade Estadual de Campinas, Pontifica Universidade
Católica de Campinas, Universidade Federal da Bahia , Universidade Federal de
Minas Gerais e Universidade de São Paulo.
As pesquisas se estenderam ao PGCIN da UFSC, tendo em vista que autora
fazia parte do mesmo e das 59 dissertações defendidas, sete eram proeminentes.
Após a seleção, os estudos foram submetidos a análise e oportunizaram o
conhecimento de outros que também corroboravam para a compreensão e
direcionamento do tema proposto e, desta forma , compõem o presente artigo.
Informa-se que a intenção desta pesquisa não foi de julgar a relevância ou
qualidade dos trabalhos para a publicação nacional e internacional, mas sim estudálos no contexto dos objetivos desta pesquisa com a intenção de colaborar para o
avanço dos estudos sobre esta temática.

4 Estudos sobre os perfis e competências dos bibliotecários
Os estudos foram selecionados pela proximidade ao tema abordado e foram
classificados por ordem cronológica.
Tarapanoff, Santiago e Correa (1988) revisaram a literatura sobre o perfil do
profissional bibliotecário e/ou profissional da informação. Buscaram na literatura,
nacional e internacional, características e tendências para a profissão do
bibliotecário e/ou profissional da informação que atua em bibliotecas especializadas.
Mueller (1989) traçou o perfil do profissional segundo sua função de
preservação, educação , no suporte ao estudo e pesquisa, planejamento e
administração de recursos informacionais.
Belluzzo (1995) definiu e sistematizou indicadores básicos relativos ao perfil e
às qualificações exigidas do bibliotecário atuante no setor de referência em BU .
Alencar (1995, 1996) investigou as relações entre opiniões de mestres e
doutores da área de Biblioteconomia e Ciência da Informação e de bibliotecários
universitários participantes do VIII Seminário Nacional de Bibliotecas Universitárias
(SNBU) (1994) quanto a: atitudes desejáveis, habilidades e conhecimentos
necessários ao Serviço de Referência.
Ochôa em 1999 (apud SILVA, C., 2006) traçou um paralelo entre as
competências do bibliotecário de referência nos anos de 1984, 1985, 1989, 1990,
1991 e 1998.
Arruda , Marteleto e Souza (2000) contemplam as mudanças no mundo do
trabalho e no padrão de qualificação do profissional na área de informação, a
emergência de novos perfis profissionais e as qualificações necessárias para o
bibliotecário interagir diante dos novos requerimentos do mundo do trabalho.
Castro (2000) traça um paralelo entre o perfil e as atitudes do bibliotecário
tradicional e do moderno profissional da informação.
Como resultado do IV Encuentro de Directores de Escuelas de Bibliotecología
y Ciência de la Información dei Mercosur (2000) , em Montevideo os integrantes
descreveram uma caracterização das competências desejáveis e exigíveis a um
profissional egresso de uma Universidade na área de Biblioteconomia/Ciência da
Informação no Mercosul.
As diretrizes curriculares constantes no Parecer CNE/CES n°
492/2001 (BRASIL, 2001) apontam as competências e as habilidades na formação
dos bibliotecários para estarem preparados para enfrentar com proficiência e
criatividade os problemas de sua prática profissional.

2368

�ii .......
~

ItIooroaIde

= :::.1:-....

Gestão de pessoas
Trabalho completo

A Classificação Brasileira de Ocupações (CBO) aponta as competências
gerais atribuídas aos profissionais da informação (BRASIL, 2002).
Valentim (2002) apresenta diversos estudos e debates acerca das
competências para os profissionais da informação, tais como: o IV Encuentro de
Directores de Escuelas de Bibliotecología y Ciencia de La Información Del mercosur
(2000), realizado em Montevideo (anteriormente citado); Proposta de Diretrizes
Curriculares MEC; e, Oficina Regional de Trabalho da Universidade de São Paulo
realizada pela Associação Brasileira de Educação em Ciência da Informação e pelo
Fórum Nacional de Pró-Reitores de Graduação das Universidades Brasileiras.
Dias e Belluzzo (2003) realizam uma síntese de competências humanas de
um serviço de informação (SI) em ciência e tecnologia (C&amp;T) e caracterizaram os
atributos das competências individuais.
Mahmood (2003) revisa a literatura sobre as competências necessárias para
bibliotecários acadêmicos na região da Ásia/Pacífico e discute as mudanças do
ambiente acadêmico de biblioteconomia no Paquistão . Fornece uma lista de
competências necessárias e destaca as deficiências nos currículos e sua
implementação e as recomendações para melhoria da situação .
Cunha et aI. (2004) analisaram o perfil do profissional da informação em
Santa Catarina, investigando os alunos formados em Biblioteconomia na UFSC, de
1993 a 2002 e verificaram também se o mercado de trabalho emergente é ocupado
por estes profissionais.
Dias et aI. (2004) tratou da formação em serviço do bibliotecário como
mediador do aprendizado no uso de fontes de informação. Apresentou uma proposta
metodológica para capacitação de equipes bibliotecárias visando a orientação e
implementação de atividades que possam contribuir para que as bibliotecas se
tornem espaços maximizados de aprendizado , qualificando-as como mediadoras
desse processo.
Faria et aI. (2005) traçaram as competências do profissional da informação
paralelas às exigidas nas empresas no contexto atual da sociedade do
conhecimento. A análise foi baseada nas descrições da Classificação Brasileira de
Ocupações (CBO) e nas investigações sobre as atuais competências exigidas pelas
empresas líderes, bem como em conceitos sobre desdobramentos de competências
no contexto da literatura da ciência organizacional.
Villa Barajas e Alfonso Sánchez (2005) objetivaram conhecer como as
tecnologias de informação e comunicação afetam o bibliotecário e a biblioteca
híbrida analisando o perfil profissional e identificando as qualidades, conhecimentos
e habilidades que devem possuir para ser um profissional competente.
Lima Junior e Nascimento (2006) mostram a necessidade do mercado e as
exigências da sociedade moderna.
Oliveira et aI. (2006) mapearam as competências para identificar os
conhecimentos, as habilidades e as atitudes existentes e necessários ao staff da
Biblioteca Central (Bicen) da Universidade Federal de Ponta Grossa.
Chirley Silva (2006) investigou o perfil do bibliotecário de referência das
bibliotecas universitárias do Estado de Santa Catarina que fazem parte do sistema
ACAFE .
Nina (2006 , 2008) descreveu , com base no discurso do sujeito coletivo,
algumas representações de competências pessoais e profissionais, e as
atualizações profissionais, junto aos profissionais atuantes nas bibliotecas da
Universidade Federal do Amazonas.
Rubi , Euclides e Santos (2006) destacaram, a partir da literatura, aspectos

2369

�ii .......
~

ItIooroaIde

= :::.1:-....

Gestão de pessoas
Trabalho completo

relacionados ao perfil do bibliotecário, referentes à formação acadêmica e
continuada, à atuação profissional , ao mercado de trabalho e ao marketing
profissional e pessoal.
Santos e Tolfo (2006) identificaram as competências demandadas aos
bibliotecários tendo em vista a implantação de tecnologias de informação em
Bibliotecas Universitárias.
Cunha, Silva e Kil (2007) analisaram o perfil do profissional da informação em
Santa Catarina, investigando os alunos formados em Biblioteconomia na
Universidade Federal do Rio Grande do Sul, de 1993 a 2002 e verificaram também
se o mercado de trabalho emergente é ocupado por estes profissionais. Traçaram
comparações com a pesquisa realizada pela Universidade Federal de Santa
Catarina .
Fonseca (2007) identificou o perfil exigido ao profissional bibliotecário através
de concursos públicos em âmbito nacional.
Melchionda (2007) apresentou uma revisão dos debates e percepções dos
papéis dos bibliotecários na literatura dos últimos dez anos, no contexto do impacto
da internet na sua vida profissional.
Uribe Tirado (2007) apresentou diferentes reflexões e propostas acerca dos
conhecimentos, habilidades, destrezas e atitudes (competências) no campo
tecnológico requeridas pelos bibliotecários colombianos frente a sociedade atual e a
possibilidade de abordar a formação tecnológica na universidade.
Campos (2008) fez um levantamento sobre a empregabilidade, pós sociedade
da informação, o mercado de trabalho, o perfil do profissional da informação e do
bibliotecário e as políticas públicas educacionais.
Silveira, F. (2008) analisou o conjunto das atividades do profissional
bibliotecário em uma perspectiva sócio-histórica fazendo uma análise das
competências, habilidades e exigências de formação teórico-prática que o atual
mercado de trabalho requer.
Barbalho e Rozados (2009) delinearam um mapeamento de competências
para o Sistema do Conselho Federal de Biblioteconomia/Conselhos Regionais de
Biblioteconomia visando compreender as necessidades teóricas para o que o
profissional executará .
Conti, Pinto e Davok (2009) estudaram o perfil do bibliotecário empreendedor.
Dib e Silva (2009) apresentaram a metodologia utilizada para o
desenvolvimento de equipes em Unidades de Informação, elaborada a partir de um
trabalho de parceria entre profissionais das áreas de Biblioteconomia e Psicologia,
realizado na Biblioteca de Ciências Sociais C (Direito) da Rede Sirius - Rede de
Bibliotecas UERJ.
Passarelli (2009) como resultado parcial da pesquisa de pós-doutorado,
apresentou reflexões sobre as novas competências necessárias aos bibliotecários
para atuar como gestores da informação em organizações contemporâneas.
Shepherd (2009) discutiu a necessidade de continuar o desenvolvimento
profissional de bibliotecários em BUs em geral, e na Biblioteca da Universidade de
Rhodes na África do Sul , em particular.
Silva , L. (2009) identificou as competências essenciais exigidas do
profissional bibliotecário para sua efetiva atuação em Goiânia-GO frente aos
desafios da sociedade da informação e do mercado de trabalho.
Silveira, J. (2009) apresentou os resultados de uma revisão de literatura feita
sobre gestão de recursos humanos em BUs.
Leiva-Aguilera (2010) analisou a possibilidade dos novos graduados em

2370

�ii .......
~

ItIooroaIde

= :::.1:-....

Gestão de pessoas
Trabalho completo

informação e documentação acender a este posto tendo em vista as competências
demandadas nas ofertas de trabalho atuais, assim como a presença das ditas
competências e as matérias requeridas na configuração da grade curricular das
universidades espanholas.
Partridge et aI. (2010) investigou e explorou as habilidades, conhecimentos e
atributos exigidos pela biblioteca contemporânea e informação profissional em um
mundo de mudança tecnologica .
Os estudos acima destacados podem contribuir para que os bibliotecários se
familiarizem com os perfis requeridos em concursos públicos, mercado de trabalho,
novos rumos da sociedade, e o que se espera dele em diversas BUs. Embasados
nestes estudos podem apresentar diretrizes para o mapeamento e desenvolvimento
de competências a serem traçados em conjunto com as IES para um melhor
direcionamento dos serviços prestados nas BUs prevendo atender o usuário de
forma eficiente e eficaz.
5 Considerações Finais
O mercado de trabalho é acirrado e é recomendável que os profissionais
procurem manter-se competitivos, além disso, é indicado que a prestação dos
serviços de informação ofertados pelos bibliotecários nas BUs seja eficaz e eficiente
para seus usuários.
Uma das formas de se fazer isto é gerindo as competências desses
profissionais, desta forma consegue-se identificar as competências atuais e
desenvolver as competências faltantes, especialmente para adequação as grandes
mudanças que vem ocorrendo na sociedade da informação.
Aplicar a gestão de competências é uma forma de desenvolver os talentos
dos colaboradores para alcançar o objetivo da Instituição. A BU precisa de
profissionais capacitados, pois colabora na mediação da informação para que o
usuário seja orientado na avaliação e acesso da informação, a fim de suprir suas
necessidades informacionais.
Profissionais adequadamente alocados nas BUs e capacitados, melhoram a
produtividade e a motivação. Porém, aconselha-se não padronizar a capacitação
ministrada ou criar obrigatoriedade de participação, pois, com isto, aumenta-se o
nível de desinteresse, retira autonomia e inibe o colaborador.
Os bibliotecários também não precisam esperar somente que alES
oportunize as capacitações. Eles podem colaborar tendo vontade de aprender,
identificar o que lhe falta e buscar as competências deficientes contatando colegas
de trabalho e profissão e procurando literaturas pertinentes a temática.
Com os estudos apresentados anteriormente é possível ter embasamento
para familiarizar-se com o perfil esperado do profissional e traçar diretrizes para o
mapeamento das competências e desenvolvimento profissional e pessoal. Ao
desenvolver-se se tem um ganho para a IES, a BU, o usuário e ao próprio
bibliotecário.
Referências
ALENCAR, Maria de Cléofas Faggion . Serviço de referência : atitudes reveladas.
Transinformação, Campinas, v. 8, n. 2, p. 65-82, maio/ago. 1996.
ALENCAR, Maria de Cléofas Faggion . O bibliotecário e o serviço de referência .

2371

�ii .......
~

ItIooroaIde

= :::.1:-....

Gestão de pessoas
Trabalho completo

215 f. 1995. Tese (Doutorado)-Universidade Estadual de Campinas, Campinas, SP,
1995. Disponível em : &lt;http://cutter.unicamp.br/document/?code=vtls000086636&gt;.
Acesso em : 26 jan . 2011 .
ARRUDA, Maria da Conceição Calmon ; MARTELETO, Regina Maria; SOUZA,
Donaldo Bello de. Educação, trabalho e o delineamento de novos perfis
profissionais: o bibliotecário em questão. Ciência da Informação, Brasília, v. 29, n.
3, p. 14-24, 2000. Disponível em : &lt;http://www.scielo.br/pdf/ci/v29n3/a02v29n3.pdf&gt;.
Acesso em : 03 fev. 2011 .
BARBALHO, Célia Regina Simonetti; ROZADOS , Helen Beatriz Frota. Gestão do
conhecimento através do mapeamento de competências: o case do Sistema
CFB/CRB. In : WORKSHOP BRASILEIRO DE INTELIGÊNCIA COMPETITIVA E
GESTÃO DO CONHECIMENTO, 9., 2009, Belém. Anais eletrônicos ... Belém,
2009.
Disponível
em :
Acesso
&lt;http://repositorio.cfb.org .br/bitstream/123456789/57 /1IWBICGCFB 1.pdf&gt;.
em : 12 novo 2010.
BELLUZZO, Regina Célia Baptista. Competências na era digital: desafios tangíveis
para bibliotecários e educadores. Educação Temática Digital , Campinas, v. 6, n. 2,
p.
30-50 ,
jun.
2005.
Disponível
em :
&lt;http://www.brapci.ufpr.br/download.php?ddO=5915&gt;. Acesso em : 14 novo2010.
BELLUZZO, Regina Célia Baptista. Da capacitação de recursos humanos à
gestão da qualidade em bibliotecas universitárias: paradigma teórico-prático para
ambiente de serviço de referência e informação. 1995. 259 f. Tese (Doutorado)Universidade de São Paulo, São Paulo, 1995.
BRANDÃO, Hugo Pena; GUIMARÃES, Tomás de Aquino. Gestão de competência e
gestão de desempenho: tecnologias distintas ou instrumentos de um mesmo
construto? RAE : Revista de Administração de Empresas, São Paulo, V. 41 , n. 1, p. 815, jan./ mar. 2001 .
BRASIL. Ministério da Educação. Parecer n. CNE/CES 492/2001. Brasília, 2001 .
Diretrizes Curriculares Nacionais dos cursos de Filosofia , História, Geografia,
Serviço Social , Comunicação Social , Ciências Sociais, Letras, Biblioteconomia ,
Arquivologia
e
Museologia.
Disponível
em :
&lt;http://portal.mec.gov.br/cne/arguivos/pdf/CES0492 .pdf&gt;. Acesso em : 16 dez. 2010.
BRASIL. Ministério do Trabalho e Emprego. Classificação Brasileira de Ocupações.
2612: Profissionais da informação. Brasília , 2002. Disponível em :
&lt;http://www.mtecbo.gov.br/cbosite/pages/pesguisas/ResultadoFamiliaDescricao.jsf&gt;.
Acesso em : 20 mar. 2010.
CABESTRÉ, Sonia Aparecida ; BELLUZZO, Regina Célia Baptista. Desenvolvimento
e inovação no cotidiano do profissional de relações públicas. Anuário
Unesco/Metodista de Comunicação Regional , São Paulo, ano 12, n. 12, p. 141158, jan./dez. 2008. Disponível em : &lt;https://www.metodista.br/revistas/revistasims/index.php/AUM/article/viewFile/1021/1066&gt;. Acesso em : 20 maio 2010.

2372

�ii .......
~

ItIooroaIde

= :::.1:-....

Gestão de pessoas
Trabalho completo

CAMPOS, Grazielle, Noronha. Características e perfil dos bibliotecários das
bibliotecas de ensino superior privadas do Distrito Federal e as expectativas
dos empregadores. 133 f. 2008. Dissertação (Mestrado em Ciência da Informação
e Documentação)- Universidade Nacional de Brasília , Brasília, DF, 2008. Disponível
em:
&lt;http://bdtd .bce.unb.br/tedesimplificado/tde busca/arquivo.php?codArquivo=5281 &gt;.
Acesso em : 26 jan . 2011 .
CARBONE , Pedro Paulo et aI. Gestão por competências e gestão do
conhecimento. 2. ed . Rio de Janeiro: FGV, 2006.
CASTRO, César Augusto. Profissional da informação: perfis e atitudes desejadas.
Informação &amp; Sociedade: Estudos, João Pessoa, v. 10, n. 1, p. 142-156, 2000.
Disponível em : &lt;http://www.brapci.ufpr.br/download .php?ddO=13832&gt;. Acesso em :
31 jan. 2011 .

°

CONTI, Daiana Lindaura ; PINTO, Maria Carolina Carlos; DAVOK, Delsi Fries.
perfil do bibliotecário empreendedor. Revista ACB: Biblioteconomia em Santa
Catarina, Florianópolis, v. 14, n. 1, p. 27-46 , jan./jun . 2009. Disponível em :
&lt;http://www.brapci.ufpr.br/download .php?ddO=9003&gt;. Acesso em : 31 jan. 2011.

CRONIN , Blaise. Post-industrial society: some manpower issues for the library
information profession . Journal of Information Science, London , v. 7, n. 1, p. 1-14,
1983.

°

CUNHA, Miriam Vieira da et aI. bibliotecário formado pela Universidade Federal de
Santa Catarina : perfil profissional. Perspectivas em ciência da informação, Belo
Horizonte,
v.
9,
n.
2,
2004.
Disponível
em :
Acesso
&lt;http://portaldeperiod icos.eci. ufmg. br/index.php/pci/article/view/359/168&gt;.
em : 03 fev. 2011 .
CUNHA, Miriam Vieira da; SILVA, Chirley Mineiro da; KIL, Christian . Perfil do
bibliotecário formado pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul. Informação
&amp; Sociedade: Estudos, João Pessoa , v. 17, n. 1, jan./abr. 2007. Disponível em :
&lt;http://www.ies.ufpb.br/ojs2/index.php/ies/article/view/504/1470&gt;. Acesso em : 03
fev. 2011 .
DIAS, Maria Matilde Kronka ; BELLUZZO, Regina Célia Baptista. Gestão da
informação em ciência e tecnologia sob a ótica do cliente. Bauru: EDUSC, 2003.
DIAS, Maria Matilde Kronka et aI. Capacitação do bibliotecário como mediador do
aprendizado no uso de fontes de informação. Revista Digital de Biblioteconomia &amp;
Ciência da Informação, Campinas, v. 2, n. 1, p. 1-16, jul./dez. 2004. Disponível em :
&lt;http://www.brapci.ufpr.br/download .php?ddO=10728&gt;. Acesso em: 31 jan. 2011 .
DIB, Simone Faury; SILVA, Neusa Cardim da. Competências em unidades de
informação: metodologia para o desenvolvimento de equipes. Perspectivas em
Ciência da Informação, Belo Horizonte, v. 14, n. 2, p. 17-29, 2009. Disponível em :
&lt;www.scielo .br/pdf/pci/v14n2/v14n2a03.pdf&gt;. Acesso em : 28 dez. 2010.

2373

�ii .......
~

ItIooroaIde

= :::.1:-....

Gestão de pessoas
Trabalho completo

ENCUENTRO DE DIRECTORES DE ESCUELAS DE BIBLlOTECOLOGíA Y
CIENCIA DE LA INFORMACIÓN DEL MERCOSUR, 4., 2000, Montevideo.
Programa, acuerdos y recomendaciones ... Montevideo: Universidad de la
República, 2000.
FARIA, Sueli et aI. Competências do profissional da informação: uma reflexão a
partir da Classificação Brasileira de Ocupações. Ciência da Informação, Brasília , v.
34,
n.
2,
p.
26-33,
maio/ago.
2005.
Disponível
em :
&lt;http://www.scielo.br/pdf/ci/v34n2/28552 .pdf&gt;. Acesso em : 16 dez. 2010.
FARIAS , Gabriela Belmont de. O bibliotecário: gestor da informação:
representações do segmento imobiliário sobre competências. 2007 . 190 f.
Dissertação (Mestrado em Ciência da Informação)-Universidade Federal de Santa
Catarina,
Florianópolis,
2007 .
Disponível
em :
&lt;http://www.cin.ufsc.br/pgcin/GabrielaFarias.pdf&gt;. Acesso em: 26 jan . 2011.
FLEURY, Maria Tereza Leme; FLEURY, Afonso. Alinhando estratégia e
competências. RAE : Revista de Administração de Empresas, São Paulo, v. 34 , n. 1,
p. 44-57, jan./mar. 2004.
FLEURY, Maria Tereza Leme; FLEURY, Afonso. Construindo o conceito de
competência . Revista de Administração Contemporânea, Campinas, ed. esp., p.
183-196, 2001 . Disponível em : &lt;http://www.anpad .org.br/rac/vol 05/dwn/rac-v5edesp-mtf.pdf&gt;. Acesso em : 20 maio 2010 .
FONSECA, Ângela Maria Freitas. Profissional bibliotecário: perfil exigido pelos
concursos públicos nacionais. 126 f. 2007. Dissertação (Mestrado em Ciência da
Informação)-Universidade Federal da Bahia, Salvador, BA, 2007 . Disponível em :
&lt;http://www.bibliotecadigital.ufba.br/tde busca/arquivo.php?codArquivo=1819&gt;.
Acesso em : 26 jan . 2011 .
FREITAS, Isa Aparecida de; BRANDÃO, Hugo Pena. Trilhas de aprendizagem como
estratégia de TD&amp;E. In : BORGES-ANDRADE, Jairo E.; ABBAD, Gardênia da Silva ;
MOURÃO, Luciana (Org .). Treinamento, desenvolvimento e educação em
organizações e trabalho: fundamentos para a gestão de pessoas. Porto Alegre:
Artmed, 2006 . p. 97-113 .
HERNÁNDEZ PACHECO, Federico. Nuevos paradigmas para la formación de los
recursos humanos en bibliotecas y centros de documentación. Documentación de
las Ciencias de la Información, v. 30, p. 65-99, 2007. Disponível em :
&lt;http://revistas.ucm.es/inf/021 0421 0/articulos/DCIN070711 0065A.PDF&gt;. Acesso em:
03 fev. 2011 .
LEIVA-AGUILERA, Javier. Comunicacion en la empresa y apertura dei perfil
profesional de los documentalistas. EI profesional de la información, v. 19, n. 2, p.
117-121 , mar./abr. 2010. Dispon ível em : &lt;http://www.javierleiva.info/docs/epicommunity-manager.pdf&gt;. Acesso em : 03 fev. 2011 .
LIMA JUNIOR, Genivaldo Correia; NASCIMENTO, Genoveva Batista do. O
bibliotecário na sociedade da informação: novas habilidades requeridas. Biblionline,

2374

�ii .......
~

ItIooroaIde

= :::.1:-....

Gestão de pessoas
Trabalho completo

João
Pessoa,
v.
2,
n.
2,
jul./dez.
2006.
Disponível
em :
&lt;http://www.brapci.ufpr.br/download .php?ddO=13377&gt;. Acesso em: 31 jan. 2011 .
MAHMOOD, Khalid . A comparison between needed competencies of academic
librarians and LlS curricula in Pakistan . The Electronic Library, New York, v. 21 , n.
2, p. 99-109, 2003. Disponível em : &lt;http://www.deepdvve.com/lp/emeraldpublishing/a-comparison-between-needed-competencies-of-academic-librarians-andOgXKExhuSF&gt;. Acesso em : 03 dez. 2010.
MELCHIONDA, Maria Grazia. Librarians in the age of the internet: their attitudes and
roles: a literature review. New Library World , v. 108, n. 3/4 , p.123-140, 2007 .
em :
Disponível
&lt;http://www.emeraldinsight.com/journals.htm?articleid=1598068&amp;show=html&gt;.
Acesso em : 03 fev. 2011 .
MIRANDA, Ana Cláudia Carvalho de; SOLlNO, Antônia da Silva. Educação
continuada e mercado de trabalho: um estudo sobre os bibliotecários do Estado Rio
Grande do Norte. Perspectivas em Ciência da Informação, Belo Horizonte, v. 11 ,
n.
3,
p.
383-397,
set./dez.
2006.
Disponível
em :
&lt;http://www.brapci.ufpr.br/download .php?ddO=13412&gt;. Acesso em: 31 jan. 2011 .
MOURA, Dora Leão et aI. Competências requeridas no mercado globalizado. In :
FISCHER, André Luiz; DUTRA, Joel Souza; AMORIM, Wilson Aparecido Costa de
(Org.) . Gestão de pessoas : desafios estratégicos das organizações
contemporâneas. São Paulo: Atlas, 2009 . p. 77-93 .
MUELLER, Suzana Pinheiro Machado. Perfil do bibliotecário, serviços e
responsabilidades na área de informação e formação profissional. Revista de
Biblioteconomia de Brasília , Brasília, v. 17, p. 63-70, jan./june 1989.
NEVES, Rebeca . A importância da gestão de competências para inteligência
competitiva .
João
Pessoa ,
2007 .
Disponível
em :
&lt;http://www.administradores.com .br/informe-se/artigos/a-importancia-da-gestao-decompetencias-para-inteligencia-competitiva/13870/&gt;. Acesso em : 20 maio 2010 .
NINA, Renée Rosane Vazo Profissionais da informação: o bibliotecário e suas
representações das competências profissionais e pessoais para atuar em
bibliotecas. 2006 . 258 f. Dissertação (Mestrado em Ciências da Informação)Universidade Federal de Santa Catarina, Florianópolis, 2006. Disponível em :
&lt;http://pgcin .paginas.ufsc.br/files/201 0/1 O/NINA-Renee.pdf&gt;. Acesso em : 31 jan.
2011 .
NINA, Renée Rosane Vazo O bibliotecário como profissional da informação e as
representações de suas competências profissionais e pessoais para atuar em
bibliotecas. Encontros Bibli: revista eletrônica de biblioteconomia e Ciência da
Informação, Florianópolis, V. 13, n. 25 , p. 105-123, 2008. Disponível em :
&lt;http://www.brapci.ufpr.br/download.php?ddO=11664&gt;. Acesso em : 31 jan. 2011 .
OLIVEIRA, Ângela Maria et aI. Mapeamento de competências em bibliotecas
universitárias. Perspectivas em Ciência da Informação, Belo Horizonte, V. 11, n. 3,

2375

�ii .......
~

ItIooroaIde

= :::.1:-....

Gestão de pessoas
Trabalho completo

p. 360-382, 2006. Disponível em : &lt;http://www.scielo.br/pdf/pci/v11 n3/a06v11 n3.pdf&gt;.
Acesso em : 19 jan . 2011 .
PARTRIDGE , Helen L. et aI. The contemporary librarian : skills, knowledge and
attributes required in a world of emerging technologies. Library and Information
Science Research, London , v. 32 , n. 4, p. 265-271, 2010. Disponível em :
&lt;http://eprints.gut.edu .au/37997/1/c37997.pdf&gt;. Acesso em : 5 fev. 2011 .
PASSARELLI , Brasilina. O Bibliotecário 2.0 e a emergência de novos perfis
profissionais. DataGramaZero, Rio de Janeiro, v. 10, n. 6, p. 1-15, dez. 2009.
Disponível em : &lt;http://www.dgz.org .br/dez09/Flaut.htm&gt;. Acesso em : 31 jan . 2011 .
ROSSI, Tatiana . Gestão de competências na prestação de serviços de
informação em bibliotecas de universidades da região de Florianópolis. 2012 .
198f. Dissertação (Mestrado em Ciência da Informação )-Universidade Federal de
Santa Catarina , Programa de Pós-Graduação em Ciência da Informação,
Florianópolis, 2012.
RUBI , Milena Polsinelli ; EUCLIDES, Maria Luzinete ; SANTOS, Juliana Cardoso dos.
Profissional da informação: aspectos de formação, atuação profissional e marketing
para o mercado de trabalho . Informação &amp; Sociedade: Estudos, João Pessoa , v.
16,
n.
1,
p.
79-89,
2006 .
Disponível
em :
&lt;http://www.ies.ufpb.br/ojs2/index.php/ies/article/view/443/1495&gt;. Acesso em : 03 fev.
2011.
RUZZARIN, Ricardo; AMARAL, Augusto; SIMIONOVSCHI, Marcelo. Gestão por
competências : indo além da teoria. Porto Alegre : SEBRAE/RS, 2002.
SANTOS, Angela Sikorski ; TOLFO, Suzana da Rosa. Competências demandadas
dos bibliotecários frente às novas tecnologias de informação em bibliotecas
universitárias. Encontros Bibli: revista eletrônica de biblioteconomia e Ciência da
Informação, Florianópolis, v. 11, n. 21, p. 69-84 , 2006 . Disponível em :
&lt;http://www.brapci. ufpr.br/download .php?ddO=11900&gt;. Acesso em : 28 dez. 2010.
SHEPHERD, Eileen. In-service training for academic librarians: a pilot programme
for staff. African Journal of Libraries and Information Science, v. 71, n. 2, p. 507524,
2009 .
Disponível
em :
&lt;www.emeraldinsight.com/journals.htm?articleid=1878365&amp;show=pdf&gt;. Acesso em :
03 fev. 2011 .
SILVA, Chirley Cristiane Mineiro da . O perfil do bibliotecário de referência das
bibliotecas universitárias do estado de Santa Catarina . 2006 . 113 f. Dissertação
(Mestrado em Ciência da Informação)-Universidade Federal de Santa Catarina ,
Florianópolis, 2006. Disponível em : &lt;http://www.cin .ufsc.br/pgcin/ChirleySilva .pdf&gt;.
Acesso em : 26 jan . 2011 .
SILVA, Luciana Candida. Competências essenciais exigidas do bibliotecário
frente aos desafios da sociedade da informação: um estudo dos profissionais de
Goiânia-GO. 2009. 248 f. Dissertação (Mestrado em Ciência da Informação e
Documentação)-Universidade Nacional de Brasília , Brasília , DF, 2009. Disponível

2376

�ii .......
~

ItIooroaIde

= :::.1:-....

Gestão de pessoas
Trabalho completo

em:
&lt;http://bdtd .bce.unb.br/tedesimplificado/tde busca/arquivo.php?codArquivo=5044&gt;.
Acesso em : 26 jan . 2011 .
SILVEIRA, Fabrício José Nascimento da. O bibliotecário como agente histórico: do
"humanista" ao "moderno profissional da informação". Informação &amp; Sociedade:
estudos, João Pessoa, v. 18, n. 3, p. 83-94, set./dez. 2008. Disponível em :
&lt;http://www.ies.ufpb.br/ojs2/index.php/ies/article/view/1873/2275&gt;. Acesso em : 03
dez. 2010.
SILVEIRA, Júlia Gonçalves da. Gestão de recursos humanos em bibliotecas
universitárias: reflexões. Ciência da Informação, Brasília, v. 38 , n. 2, p. 126-141,
2009.
Disponível
em :
maio/ago.
&lt;http://www.brapci.ufpr.br/download .php?ddO=8534&gt;. Acesso em: 28 dez. 2010.
TARAPANOFF, Kira; ARAÚJO JÚNIOR, Rogério Henrique de; CORMIER , Patrícia
Marie Jeanne. Sociedade da informação e inteligência em unidades de informação.
Ciência da Informação, Brasília , v. 29, n. 3, p. 91-100, set./dez. 2000.
TRANFIELD, David ; DENYER, David Denyer; SMART, Palminder. Towards a
Methodology for Developing Evidence-Informed Management Knowledge by Means
of Systematic Review. British Journal of Management, v. 14, p. 207-222 , 2003.
URIBE TIRADO, Alejandro. Los bibliotecólogos colombianos y la adquisición de
competências: énfasis y tendências en la actual formación en tecnologias de la
información y la comunicación . Revista Interamericana de Biblioteconomia,
Medellín,
v.
30,
n.
1
ene./jun .
2007.
Disponível
em :
&lt;http://aprendeen linea.udea .ed u.co/revistas/index ophp/RI B/article/viewFi le/1859/153
~&gt; . Acesso em: 03 dez. 2010.

VALENTIM , Marta Lígia . Formação: competências e habilidades do profissional da
informação. In: VALENTIM, Marta Lígia (Org .). Formação do profissional da
informação. São Paulo: Polis, 2002. p. 117-132.
VILLA BARAJAS, Herminia; ALFONSO SÃNCHEZ, lIeana R. Biblioteca híbrida: el
bibliotecario en medio dei tránsito de lo tradicional a lo moderno. Acimed, Villa
Barajas, v. 13, n. 2, p. 1-20,2005. Disponível em:
&lt;http://scielo.sld .cu/pdf/aci/v13n2/aci05 05.pdf&gt;. Acesso em : 03 dez. 2010.

2377

�</text>
                  </elementText>
                </elementTextContainer>
              </element>
            </elementContainer>
          </elementSet>
        </elementSetContainer>
      </file>
    </fileContainer>
    <collection collectionId="49">
      <elementSetContainer>
        <elementSet elementSetId="1">
          <name>Dublin Core</name>
          <description>The Dublin Core metadata element set is common to all Omeka records, including items, files, and collections. For more information see, http://dublincore.org/documents/dces/.</description>
          <elementContainer>
            <element elementId="50">
              <name>Title</name>
              <description>A name given to the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51396">
                  <text>SNBU - Edição: 17 - Ano: 2012 (UFRGS - Gramado/RS)</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="49">
              <name>Subject</name>
              <description>The topic of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51397">
                  <text>Biblioteconomia&#13;
Documentação&#13;
Ciência da Informação&#13;
Bibliotecas Universitárias</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="41">
              <name>Description</name>
              <description>An account of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51398">
                  <text>Tema: A biblioteca universitária como laboratório na sociedade da informação.</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="39">
              <name>Creator</name>
              <description>An entity primarily responsible for making the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51399">
                  <text>SNBU - Seminário Nacional de Bibliotecas Universitárias</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="45">
              <name>Publisher</name>
              <description>An entity responsible for making the resource available</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51400">
                  <text>UFRGS</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="40">
              <name>Date</name>
              <description>A point or period of time associated with an event in the lifecycle of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51401">
                  <text>2012</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="44">
              <name>Language</name>
              <description>A language of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51402">
                  <text>Português</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="51">
              <name>Type</name>
              <description>The nature or genre of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51403">
                  <text>Evento</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="38">
              <name>Coverage</name>
              <description>The spatial or temporal topic of the resource, the spatial applicability of the resource, or the jurisdiction under which the resource is relevant</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51404">
                  <text>Gramado (Rio Grande do Sul)</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
          </elementContainer>
        </elementSet>
      </elementSetContainer>
    </collection>
    <itemType itemTypeId="8">
      <name>Event</name>
      <description>A non-persistent, time-based occurrence. Metadata for an event provides descriptive information that is the basis for discovery of the purpose, location, duration, and responsible agents associated with an event. Examples include an exhibition, webcast, conference, workshop, open day, performance, battle, trial, wedding, tea party, conflagration.</description>
    </itemType>
    <elementSetContainer>
      <elementSet elementSetId="1">
        <name>Dublin Core</name>
        <description>The Dublin Core metadata element set is common to all Omeka records, including items, files, and collections. For more information see, http://dublincore.org/documents/dces/.</description>
        <elementContainer>
          <element elementId="50">
            <name>Title</name>
            <description>A name given to the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="64607">
                <text>Gestão de competências dos bibliotecários atuantes no Serviço de Informação de Bibliotecas Universitárias.</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="39">
            <name>Creator</name>
            <description>An entity primarily responsible for making the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="64608">
                <text>Rossi, Tatiana</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="38">
            <name>Coverage</name>
            <description>The spatial or temporal topic of the resource, the spatial applicability of the resource, or the jurisdiction under which the resource is relevant</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="64609">
                <text>Gramado (Rio Grande do Sul)</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="45">
            <name>Publisher</name>
            <description>An entity responsible for making the resource available</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="64610">
                <text>UFRGS</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="40">
            <name>Date</name>
            <description>A point or period of time associated with an event in the lifecycle of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="64611">
                <text>2012</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="51">
            <name>Type</name>
            <description>The nature or genre of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="64613">
                <text>Evento</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="41">
            <name>Description</name>
            <description>An account of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="64614">
                <text>A gestão de competências é um dos novos modelos de gestão de pessoas oportunizados na sociedade da informação. Para tanto objetiva-se apresentar uma revisão da literatura científica acerca do tema competências dos bibliotecários atuantes nos serviços de informação em bibliotecas universitárias. Selecionou-se os artigos das Bases do Portal de Periódicos da CAPES e BRAPCI e teses e dissertações do BDTD/IBICTI e PGCIN/UFSC. Na análise desses, obteve-se indicação de outras literaturas que corroboram para a temática. Nos resultados expõem-se os estudos sobre perfis e competências dos bibliotecários. Conclui-se que com os estudos levantados, pode-se familiarizar-se com o perfil esperado, conhecer o mapeamento de competências e traçar diretrizes para o desenvolvimento profissional e pessoal.</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="44">
            <name>Language</name>
            <description>A language of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="69581">
                <text>pt</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
        </elementContainer>
      </elementSet>
    </elementSetContainer>
  </item>
  <item itemId="6081" public="1" featured="0">
    <fileContainer>
      <file fileId="5145">
        <src>http://repositorio.febab.org.br/files/original/49/6081/SNBU2012_220.pdf</src>
        <authentication>ae6bd3689656b48f497e8a59d18e9856</authentication>
        <elementSetContainer>
          <elementSet elementSetId="4">
            <name>PDF Text</name>
            <description/>
            <elementContainer>
              <element elementId="92">
                <name>Text</name>
                <description/>
                <elementTextContainer>
                  <elementText elementTextId="64606">
                    <text>Marketing
Trabalho completo

ENDOMARKETING:UMA FERRAMENTA NO PROCESSO DO
SISTEMA DE GESTÃO DA DIVISÃO DE BIBLIOTECA - ESALQ/USP
Thais Cristiane Campos de Moraes 1, Kátia Maria de Andrade Ferraz'l,
Vi/ma SartoZeferino3
1

Bibliotecária, Técnica de Documentação e Informação da Escola Superior de Agricultura Luiz de
Queiroz (ESALQ) da USP
2,

Bibliotecária da Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz (ESALQ) da USP

3Técnica de Documentação e Informação da Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz (ESALQ)
da USP

Resumo
O presente trabalho tem como objetivoapresentar o endomarketing como uma
ferramenta no processo do Sistema de Gestão da Divisão de Biblioteca (DIBD) da
ESALQ/USP. O método utilizado para alcançar o objetivo proposto foi através de
uma pesquisa exploratória aplicada aos funcionários da biblioteca, buscando
identificar e reconhecer a percepção sobre assuntos como: o ambiente de trabalho ,
lideranças, integração, motivação, conhecimento das atividades desenvolvidas,
reconhecimento profissional e forma de comunicação. O resultado demonstrou o
desconhecimento de alguns colegas sobre as atividades realizadas por outras áreas,
a ausência de visibilidade e reconhecimento do trabalho desenvolvido, além de
lacunas na comunicação interna.Assim, foi idealizada, definida e estruturada uma
forma de comunicação sistematizada, justificando a elaboração de um informativo
denominado "Fique por Dentro" para a divulgação das atividades como um meio de
reconhecimento profissional e integração entre os diferentes Processos, Conclui-se
que o informativo valoriza as pessoas, promove as boas práticas e tem sido um
instrumento de gestão.

Palavras-Chave: Endomarketing ; Motivação; Integração; Comunicação.
Abstract
This paper aims to present the endomarketing as a tool in the System
Management Division of the Library (DIBD) ESALQ / USP. The method used to
achieve the proposed objectives was through an exploratory research applied to
library staff, to identify and recognize the perception of such matters as: the work
environment, leadership, integration, motivation, knowledge of activities, professional
recognition and shape communication . The result showed the unawareness of some
colleagues on the activity of other areas, the lack of visibility and recognition of their
work, beyond gaps in internai communication . Therefore was idealized, defined and
structured a systematic form of communication , justifying the development of a
newsletter called "FiqueporDentro" for the dissemination of activities as a means of
professional recognition and integration between different processes. It is concluded

2353

�Marketing
Trabalho completo

that the informative values people, promotes good practice and has been a
management tool.

Keywords:Endomarketing ; Motivation; Integration; Communication.

1 Introdução
O presente trabalho tem como objetivo apresentar o endomarketing como
uma ferramenta no processo do Sistema de Gestão da Divisão de Biblioteca (DIBD)
da ESALQ/USP, tendo em vista o contexto de mudanças e do ritmo acelerado da
produção e disseminação da informação, onde a comunicação deve ser o agente
facilitador nesse processo.
A comunicação e a informação são elementos das estratégias de gestão,
essenciais para a operação da instituição e estão intimamente vinculados às formas
de significar, valorar e expressar uma organização. Nesse âmbito a presença de
processos e ações de comunicação não deve ser entendida como complementos da
estratégia organizacional, mas como componentes essenciais na construção de uma
estratégia comum .
Para Bekin (2002) administrar deve ser um processo em que o
desenvolvimento da organização não deixa de lado a participação do indivíduo,
promovendo um estilo dinâmico e democrático através de valores sociais e
humanos, onde, alem de ouvir seus clientes internos, preocupa-se com seu bemestar. Esse modelo chama-se Endomarketing.
O termo endomarketing pode ser entendido como o resultado de uma filosofia
para tratar os relacionamentos do funcionário com a empresa , reforçando a
motivação e a participação, agindo ao nível da cultura organizacional e da
congruência dos interesses (TÓFANI, 2007) .
De acordo com os estudos realizados, "endomarketing" é compreendido
também como uma nova forma de administrar que implica em uma mudança de
cultura e requer uma liderança altamente comprometida. Esse conceito compactua
com a visão e postura da DIBD, cujo sistema de gestão tem como base os valores
humanos.
O processo de mudanças, comum nas organizações, exige a comunicação
com os funcionários, através de instrumentos e ações integradas em um programa
de comunicação interna, com o propósito de mantê-los informados acerca de seus
verdadeiros objetivos. Assim é possível tornar o funcionário um ser comprometido
com a nova postura da empresa, o que significa trabalhar com a verdade e a
transparência em todas as ações empreendidas.
Dentro dessa visão, onde o endomarketing atuacomo um processo educativo,
a DIBD elaborou um informativo interno cujo objetivo foi divulgar as atividades dos
Processos, as inovações implementadas, a capacitação da equipe e os assuntos de
interesse pertinentes à área de atuação, melhorando o processo de comunicação e
subsidiando as pessoas de informações, possibilitando conhecimento para apoiar o
processo de tomada de decisão e promover a motivação a partir do reconhecimento

2354

�Marketing
Trabalho completo

dos projetos desenvolvidos pela equipe.
O informativo denominado "Fique por Dentro" se caracteriza por sua
interdisciplinaridade, por ser um instrumento democrático e de integração, que se
consolida através da participação voluntária dos funcionários comprometidos com o
registro e divulgação dos fatos, com a transparência das informações da biblioteca e
com a preservação da memória da DIBD.
As inovações e as melhorias nos Processos muitas vezes são desconhecidas
pelos funcionários de outras áreas e é muito importante que todos tenham
conhecimento e acompanhem o desenvolvimento dos produtos e serviços oferecidos
aos usuários. Todos devem saber o que a biblioteca produz e as atividades de todas
as áreas, o que certamente contribuirá para a valorização dos colegas, para
compreender os objetivos estratégicos, valorizar o ambiente de trabalho, bem como
para "vender" os produtos e serviços aos usuários da biblioteca , seus clientes
externos.
O conhecimento dos valores e da missão da biblioteca atrelada à divulgação
das informações e ao reconhecimento do desempenho da equipe contribui para a
educação dos funcionários e para o fortalecimento da política básica da DIBD, uma
vez que compartilham da mesma visão sobre a organização e de sua gestão.
Educação esta, entendida como orientação e direcionamento com foco na
participação através da energia positiva de todos, utilizando uma forma de
comunicação sistematizada e integrada aos interesses da organização, baseada em
valores humanos.
O grande desafio da DIBD foi proporcionar um clima de confiança e parceria
através da visão compartilhada dos trabalhos e projetos desenvolvidos, promovendo
a dinamização do fluxo de informações através da gestão da comunicação e da
gestão de pessoas. Para isso, buscar uma forma ou instrumento para melhorar a
comunicação, contando com informação direta e transparente permeando entre
todos os níveis da biblioteca e com o apoio de funcionários motivados e participantes
foi fundamental.

2 Revisão de Literatura
A origem da palavra Endomarketing está estruturada na composlçao do
prefixo grego "éndon" (movimento para dentro) com a palavra inglesa Marketing,
cujo significado pode ser entendido como a aplicação e adaptação de técnicas e
princípios de Marketing voltado para o interior da empresa .
Envolve ações de recursos humanos, comunicação e marketing, com vistas a
estabelecer uma interação sinérgica entre os funcionários, promovendo a visão,
missão, valores e objetivos para facilitar a consecução das metas organizacionais.
Nesse paralelo, Dias &amp; Duarte (2010) afirmam que a proposta de ações de
endomarketing deve ser a de criar um ambiente em que o crescimento individual
beneficie o desenvolvimento coletivo na, busca do aprendizado organizacional
contínuo, através do alinhamento estratégico com as diretrizes organizacionais,
enfim, sua política básica .
Esse conceito reafirma a importância do informativo, uma vez que em todos
os seus exemplares há o reforço da missão, visão e valores da biblioteca .

2355

�Marketing
Trabalho completo

Brum (1994) aborda que o Endomarketing inicia-se com a definição de
domínios do Marketing e de programas de Qualidade, uma vez que estes programas
exigem a execução de trabalhos em grupo e que o sucesso está condicionado a
uma cultura favorável , um sentimento a ser induzido através de um trabalho de
comunicação. Ressalta ainda a importância da pesquisa de clima como um
instrumento capaz de tornar perceptível a realidade de uma empresa . Aplicado em
forma de questionários, a pesquisa de clima serve como verdadeiro estudo de
gestão.
Outro argumento que valida a criação do informativo como ferramenta
facilitadora no processo de comunicação, esta relacionado ao trabalho de Dias &amp;
Duarte (2010), afirmando que a comunicação interna deve estar em primeiro lugar
em nível de importância, porque os clientes internos são parceiros entre si e quanto
mais bem informados estiverem, mais envolvidos estarão com a missão e com o
negócio da organização. A comunicação interna, segundo os autores amplia a visão
do funcionário dando-lhe um conhecimento sistêmico dos processos.
Nessa mesma direção, Cerqueira (2005) conceitua o endomarketingcomo um
forte componente de comunicação integrada, sendo que o comprometimento com o
desenvolvimento adequado das atividades dos funcionários esta relacionado:
a) a prática dos valores estabelecidos como base da nova cultura;
b) a manutenção de um clima ideal de valorização e reconhecimento das
pessoas;
c) o estabelecimento de canais adequados de comunicação interpessoal,
que permitirão a eliminação de conflitos e insatisfações, que possam
afetar o sistema organizacional ;
d) a melhoria do relacionamento interpessoal;
e) o estabelecimento da administração participativa .
Complementando essa afirmação, Marchiori (2001) diz que as ações da
empresa devem fazer sentido para as pessoas, sendo necessário que encontrem no
processo de comunicação as justificativas para o seu posicionamento e
comprometimento. Assim o cliente interno, sabendo que o seu trabalho representa
no todo da organização, qual a importância das tarefas que realiza, do que produz,
desempenhará com mais eficiência e eficácia as suas atividades.
Partindo desse pressuposto, o informativo reforça a atual gestão valorizando
o potencial humano, os seus conhecimentos, as suas práticas de sucesso e as
inovações implantadas nos distintos setores.
Quanto à motivação no ambiente de trabalho, Bueno (2005) comenta que a
motivação profissional é um fator importante e envolve a dedicação ao trabalho,
questões de conduta , convivência em equipe entre outras implicações da sociedade
grupal. Explica também que o grau de envolvimento / comprometimento do
funcionário depende de fatores como motivação, relações humanas, capacitação e
valorização. Para o autor, essa cadeia de relacionamentos impulsionará todo o ciclo
da organização e todos devem sentir-se satisfeitos em suas atividades.
Este é outro fator englobado pelo informativo e se propõe a melhorar a
qualidade do relacionamento interpessoal dando ênfase a motivação através da

2356

�Marketing
Trabalho completo

comunicação, estimulando a capacitação, o relacionamento globalizado entre
funcionários em todos os níveis hierárquicos. Há também o espaço para que
gestores registrem as atividades de suas equipes, uma vez que acompanha todo o
desenvolvimento e a capacitação de sua equipe, bem como das inovações
implantadas em seu processo.
De acordo com Bueno (2005) a força da motivação começa quando todos
sentem que poderão contribuir de forma eficaz e eficiente para o sucesso do objetivo
proposto . Ele afirma também que as organizações buscam desenvolver o potencial
dos funcionários e eles, por sua vez, esperam o reconhecimento do seu trabalho e a
valorização explícita de alguma forma, seja em relação ao salário, promoção até
elogios, demonstração esta de que é notado e de que faz a diferença.
O autor ainda comenta que as variadas práticas administrativas e gerenciais
existem e a mais adequada certamente é aquela, que tem como princípio a
democracia e o envolvimento de todos os membros na tomada de decisões.
Dentro desse contexto , Moreira (s.d.) em seu artigo apresenta recursos do
endomarketing como instrumento de sedimentação do conceito:
a) Jornal Interno: muito útil para uniformizar a linguagem, promover
encontros, difundir idéias, revelar talentos, motivar pessoas, enfim ,
tornar a empresa mais transparente. Este instrumento pode ser
desenvolvido pelas próprias pessoas da empresa , mas há aquelas
que preferem contratar uma assessoria especializada no ramo.
b) Videojornal : um recurso que tem dado um excelente resultado pelo seu
dinamismo e versatilidade. Segue o mesmo princípio do jornal interno,
porém utiliza o recurso do vídeo.
c)

Feira de Negócios: um verdadeiro empreendimento. Esta é, talvez, a
ferramenta mais ousada e a que demanda maior empenho e
criatividade, onde o objetivo é fazer com que as pessoas/áreas
entendam o que é que cada um faz dentro da empresa

A partir dos estudos apresentados, é possível perceber que o informativo
"Fique por Dentro" abre espaço para a transparência das informações, para a
exposição dos fatos e para a integração de todos, contribuindo, e complementando
as atividades organizacionais de gerenciamento.

3 Metodologia
Para a implantação do endomarketingna DIBD , algumas ações foram
realizadas: pesquisa com os funcionários da biblioteca, idealização do projeto
(construção das idéias), integração (trabalho em equipe) e implantação.
Foi utilizada uma metodologia de caráter exploratório, com dados coletados
por meio de uma pesquisa aplicada aos funcionários (clientes internos) para
identificar os pontos fracos ou fragilidades na comunicação interna ou entre os
Processos, bem como para compreender os fatores motivacionais.
A próxima etapa constituiu da tomada de decisão para o desenvolvimento do
projeto de Endomarketing.

2357

�Marketing
Trabalho completo

4 Desenvolvimento

O projeto iniciou com uma pesquisa exploratória contendo perguntas abertas,
para identificar e reconhecer a percepção dos funcionários, sobre assuntos como : o
ambiente de trabalho, lideranças, integração, motivação, conhecimento das
atividades desenvolvidas, reconhecimento profissional e forma de comunicação.
A partir da analise das informações, descobriu-se o desconhecimento de
alguns colegas sobre as atividades realizadas por outras áreas e até mesmo
insatisfação, quanto à falta de visibilidade e reconhecimento do trabalho
desenvolvido, além de lacunas na comunicação interna. Tais evidências sinalizaram
que a instituição necessitava de ações internas de endomarketing .
O resultado demonstrou ainda a importância
identificada pelos respondentes como sendo uma
comunicação e focos de conversas desnecessárias,
atualizados dos fatos , mais preparados para atender
divulgar suas próprias atividades.

da comunicação interna,
solução para ruídos de
mantendo os funcionários
o cliente e também para

Assim, foi idealizada, definida e estruturada uma forma de comunicação
sistematizada, justificando a elaboração de um informativo para a divulgação das
atividades como um meio de reconhecimento profissional e integração entre os
diferentes Processos da biblioteca . Um canal de comunicação, com transparência e
clareza das informações, sem riscos de ruídos inerentes à comunicação oral,
inclusive uma forma para descobrir novos talentos. Desse modo, a equipe do
Programa de Educação e o responsável pelo marketing na biblioteca, investiram na
elaboração de um informativo oficial denominado "Fique por Dentro".
Por abranger temas multidisciplinares, a comunicação e a contribuição de
todas as áreas foram fundamental, principalmente considerando a relação de
dependência entre elas, o que fortalece e harmoniza as relações entre as pessoas,
integra a noção de cliente nos processos internos e melhora a qualidade dos
serviços advinda da satisfação pessoal.
A próxima etapa consistiu da caracterização do informativo (Figura 1),de sua
implementação e apresentação à equipe da biblioteca, considerando a padronização
de itens específicos como: periodicidade, formato, numeração, logotipo, matérias,
layout e comissão editorial.

Figura 1 - Caracterização do informativo "Fique por Dentro"

2358

�Marketing
Trabalho completo

5 Resultados Finais

Com o objetivo de avaliar o impacto do informativo e para saber se atendeu
às expectativas dos funcionários, uma nova pesquisa (Figura 2) foi realizada. A partir
da análise do resultado, pode-se afirmar que 100% dos respondentes consideraram
o "Fique por Dentro" como um instrumento eficaz de divulgação, atingindo o objetivo
proposto .

~ .-------------------------------------,

2.0

.A.t i ~ i u

(l

ótima

atoje1ND

Figura 2 -Avaliação do impacto do informativo

A validação do resultado e a aprovação do informativo tem sido crescente,
podendo ser comprovada tanto pelo envolvimento e participação dos funcionários
(Figura 3) na publicação de matérias, como através dos elogios que vem sendo
publicados no próprio informativo e dos elogios feitos diretamente à equipe pelos
colegas de trabalho, demonstrando que um trabalho cooperativo agrega valor,
aproxima as pessoas e gera bons resultados.

2359

�Marketing
Trabalho completo

25

20

15

10

5

O

I
.....
o
o
N

-;;;
'0
QJ

t;-

'",..,'

.....
o
o

.....
o
o

'"&lt;'{

'"&lt;"'i"

,...;
:&gt;

,...;

::

::
&gt;

co

co

co

'"
.-i"
::

'""'!'

'"&lt;"'i"

""oo
'".-i"

N

" ,'

N

ri;

ri;

",,'

:&gt;

:&gt;

&gt;

:&gt;

:&gt;

:&gt;

o
o

o
o

::

o
o

::

::

""oo
'"&lt;'{

""oo
'"",'

::

::

...oo

,..,o

,..,o

'"
.-i"
::

'"&lt;'{

oi
:&gt;

oi
:&gt;

'"",'
::
.,,'

o

::

o

:&gt;

...,..,o

...o,.., ...,..,o

.-i"
::

::

N

'"&lt;'{

'"&lt;"'i"
::

'" '" '"
:&gt;

&gt;

:&gt;

:&gt;

Figura 3 - Número de participação (funcionários) no informativo

o informativo foi considerado como um recurso para a valorização e
reconhecimento do trabalho e como uma possibilidade para descobrir novos
talentos. A comunicação melhorou, a linguagem do sistema de gestão foi reforçada
e os funcionários têm mais um espaço para expor suas idéias.
Outro fator que apresenta que representa o resultado positivo é o crescente
número de matérias divulgadas no "Fique por Dentro" (Figura 4), evidenciando a
integração e a aprovação da equipe.

2360

�Marketing
Trabalho completo

60
50

40
30

20
10
O
I'-

o
o

I'-

o
o

I'-

o
o

co
o
o

o
o

co
o
o

0\

o
o

o
o

o
o

N

N

N

M

,....'

N

N

N

M

,....;

'"

,....;

'"

N'

'"

N

'"

N

'"

M

" ,'

M

:&gt;

:&gt;

:&gt;

:&gt;

:&gt;

:&gt;

:&gt;

"~

,....;
:&gt;

N
N'

0\

N

LU

N

0\

-;;
'0

N

co

'" '"

N

o
,....

o
,....

o
,....

,....
,....

,....
,....

o

o

o

o

o

N

M

,....;

'"

.i

'"

:&gt;

N
N'

M

N

N

,....;

N
N'

",'

'"

.i

'"

.,.,'"

:&gt;

:&gt;

...,'"'

:&gt;

:&gt;

,....
,....
o

N
",'

...,'"'
:&gt;

,....'
:&gt;

Figura 4 - Número de matérias divulgadas no informativo

6 Considerações Finais
Os resultados evidenciaram , um panorama que promove o informativo como
um instrumento eficaz para a melhoria da comunicação interna e de contribuição
para a divulgação e valorização dos serviços com um todo e conseqüentemente,
para o reconhecimento profissional do desempenho da equipe e da biblioteca .
A comunicação interna através do informativo foi avaliada como muito
importante e essencial, por ser a solução para ruídos de comunicação e focos de
conversas desnecessárias, mantendo os funcionários atualizados dos fatos,
preparados para atender ao cliente e para fazer a biblioteca se desenvolver.
O informativo tem sido também um instrumento de gestão, na medida em que
têm identificados, registrados e validados os resultados positivos advindos dos
projetos desenvolvidos e as práticas de sucesso, colaborando para a análise crítica
da biblioteca e para a tomada de algumas decisões.
Os textos publicados valorizam e promovem as boas práticas e o alcance das
metas, sendo capazes de melhorar o desempenho das pessoas e obter um maior
comprometimento da equipe através da motivação do empenho de todos para a
obtenção dos resultados esperados.
A DIBD tem trabalhado com os funcionários de modo que eles sejam mais
ativos no processo comunicativo e de interação com a biblioteca , enfatizando os
valores, as atitudes e a importância da capacitação para o bom desempenho,
empregabilidade e vantagem competitiva . Com isso, eles estão mudando a sua
postura , atuando como informantes e divulgadores de suas experiências
profissionais e até evidenciando a visão pessoal sobre um determinado assunto.

2361

�Marketing
Trabalho completo

Tal resultado comprova a importância da continuidade e periodicidade deste
informativo como um instrumento de endomarketing, de interação entre os
Processos, de reconhecimento e valorização do trabalho desenvolvido pela equipe
da DIBD.

Referências

BEKIN , S.F. Endomarketíng um estudo de caso da comunicação interna de
objetivos empresariais dirigida aos gerentes de agências de uma instituição
financeira. 2002. São Paulo. Dissertação (Mestrado em Administração Estratégica
de Empresas) - Centro Universitário Álvares Penteado - Fundação Escola de
Comércio Álvares Penteado. 116p.
BRUM , A. M. Endomarketing como estratégia de gestão: encante seu cliente
Interno. Porto Alegre: L&amp;PM , 1994.
BUENO, S.B.Proposta de gestão de pessoas em unidade de informação
especializada: a força da motivação e suas implicações no processo de gestão de
pessoas. Rev. ACB Biblioteconomia: Santa Catarina, v.10, n.1 , p.124-130,
jan.ldez., 2005 .
CERQUEIRA, W. Endomarketing: educação e cultura para qualidade. Rio de
Janeiro Qualitymark. 2005.
DIAS , J.H.C.; DUARTE , E.N .Marketing e endomarketing na biblioteca central da
UFPB:subsídios para uma ação na Divisão de Serviços ao Usuário. Biblionline,
João Pessoa, v. 6, n. 1, p. 25-52, 2010.
MARCHIORI, M. R. Cultura organizacional: conhecimento estratégico no
relacionamento e na comunicação com os empregados, 2001 . Tese (Doutorado em
Ciências da Comunicação) - Universidade de São Paulo, São Paulo.
MOREIRA, J.C.T. Ferramentas de endomarketing: jornal , vídeo e até uma feira
interna. S.d . Disponível em :
&lt;http://www.mindconsultoria.com .br/artigos.asp?cod=12&gt; Acesso em : 25 abr. 2012
TÓFANI, F. Marketing internoouendomarketing?2007. Disponível em :
&lt;http://www.mundodomarketing.com .br/materia .asp?codmateria= 1588&gt;. Acesso
em: 20 abr 2012 .

2362

�</text>
                  </elementText>
                </elementTextContainer>
              </element>
            </elementContainer>
          </elementSet>
        </elementSetContainer>
      </file>
    </fileContainer>
    <collection collectionId="49">
      <elementSetContainer>
        <elementSet elementSetId="1">
          <name>Dublin Core</name>
          <description>The Dublin Core metadata element set is common to all Omeka records, including items, files, and collections. For more information see, http://dublincore.org/documents/dces/.</description>
          <elementContainer>
            <element elementId="50">
              <name>Title</name>
              <description>A name given to the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51396">
                  <text>SNBU - Edição: 17 - Ano: 2012 (UFRGS - Gramado/RS)</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="49">
              <name>Subject</name>
              <description>The topic of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51397">
                  <text>Biblioteconomia&#13;
Documentação&#13;
Ciência da Informação&#13;
Bibliotecas Universitárias</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="41">
              <name>Description</name>
              <description>An account of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51398">
                  <text>Tema: A biblioteca universitária como laboratório na sociedade da informação.</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="39">
              <name>Creator</name>
              <description>An entity primarily responsible for making the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51399">
                  <text>SNBU - Seminário Nacional de Bibliotecas Universitárias</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="45">
              <name>Publisher</name>
              <description>An entity responsible for making the resource available</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51400">
                  <text>UFRGS</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="40">
              <name>Date</name>
              <description>A point or period of time associated with an event in the lifecycle of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51401">
                  <text>2012</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="44">
              <name>Language</name>
              <description>A language of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51402">
                  <text>Português</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="51">
              <name>Type</name>
              <description>The nature or genre of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51403">
                  <text>Evento</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="38">
              <name>Coverage</name>
              <description>The spatial or temporal topic of the resource, the spatial applicability of the resource, or the jurisdiction under which the resource is relevant</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51404">
                  <text>Gramado (Rio Grande do Sul)</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
          </elementContainer>
        </elementSet>
      </elementSetContainer>
    </collection>
    <itemType itemTypeId="8">
      <name>Event</name>
      <description>A non-persistent, time-based occurrence. Metadata for an event provides descriptive information that is the basis for discovery of the purpose, location, duration, and responsible agents associated with an event. Examples include an exhibition, webcast, conference, workshop, open day, performance, battle, trial, wedding, tea party, conflagration.</description>
    </itemType>
    <elementSetContainer>
      <elementSet elementSetId="1">
        <name>Dublin Core</name>
        <description>The Dublin Core metadata element set is common to all Omeka records, including items, files, and collections. For more information see, http://dublincore.org/documents/dces/.</description>
        <elementContainer>
          <element elementId="50">
            <name>Title</name>
            <description>A name given to the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="64598">
                <text>Endomarketing: uma ferramenta no processo do Sistema de Gestão da Divisão de Biblioteca- ESALQ/USP.</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="39">
            <name>Creator</name>
            <description>An entity primarily responsible for making the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="64599">
                <text>Moraes, Thais Cristiane Campos de; Ferraz, Kátia Maria deAndrade; Zeferino, Vilma Sarto</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="38">
            <name>Coverage</name>
            <description>The spatial or temporal topic of the resource, the spatial applicability of the resource, or the jurisdiction under which the resource is relevant</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="64600">
                <text>Gramado (Rio Grande do Sul)</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="45">
            <name>Publisher</name>
            <description>An entity responsible for making the resource available</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="64601">
                <text>UFRGS</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="40">
            <name>Date</name>
            <description>A point or period of time associated with an event in the lifecycle of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="64602">
                <text>2012</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="51">
            <name>Type</name>
            <description>The nature or genre of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="64604">
                <text>Evento</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="41">
            <name>Description</name>
            <description>An account of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="64605">
                <text>O presente trabalho tem como objetivo apresentar o endomarketing como uma ferramenta no processo do Sistema de Gestão da Divisão de Biblioteca (DIBD) da ESALQ/USP. O método utilizado para alcançar o objetivo proposto foi através de uma pesquisa exploratória aplicada aos funcionários da biblioteca, buscando identificar e reconhecer a percepção sobre assuntos como: o ambiente de trabalho, lideranças, integração, motivação, conhecimento das atividades desenvolvidas, reconhecimento profissional e forma de comunicação. O resultado demonstrou o desconhecimento de alguns colegas sobre as atividades realizadas por outras áreas, a ausência de visibilidade e reconhecimento do trabalho desenvolvido, além de lacunas na comunicação interna.Assim, foi idealizada, definida e estruturada uma forma de comunicação sistematizada, justificando a elaboração de um informativo denominado “Fique por Dentro” para a divulgação das atividades como um meio de reconhecimento profissional e integração entre os diferentes Processos. Conclui-se que o informativo valoriza as pessoas, promove as boas práticas e tem sido um instrumento de gestão.</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="44">
            <name>Language</name>
            <description>A language of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="69580">
                <text>pt</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
        </elementContainer>
      </elementSet>
    </elementSetContainer>
  </item>
  <item itemId="6080" public="1" featured="0">
    <fileContainer>
      <file fileId="5144">
        <src>http://repositorio.febab.org.br/files/original/49/6080/SNBU2012_219.pdf</src>
        <authentication>68ca7060d7fa0a73fa05118fd337870e</authentication>
        <elementSetContainer>
          <elementSet elementSetId="4">
            <name>PDF Text</name>
            <description/>
            <elementContainer>
              <element elementId="92">
                <name>Text</name>
                <description/>
                <elementTextContainer>
                  <elementText elementTextId="64597">
                    <text>Marketing
i! """"'"
MaooNlck

~

=

:,

IiWitt.UJ

1I....111~

Trabalho completo

o MARKETING E AS TECNOLOGIAS DE COMUNICAÇÃO (TICS)
:UMA UNIÃO ESTÁVEL DE SUCESSO NA BIBLIOTECA SETORIAL
DO ESCRITÓRIO DE APLICAÇÃO DE ASSUNTOS JURíDICOS
(BSEAAJ) DA UNIVERSIDADE ESTADUAL DE LONDRINA (UEL)

Eliane M. S. Jovanovich', Angela Maria Dalla Torre'
1Especialista, Universidade Estadual de Londrina , Londrina , Paraná

Resumo
A cada dia as tecnologias se modernizam e passam a fazer parte do cotidiano
das pessoas. Várias ferramentas surgiram com o advento da internet para que as
pessoas se comuniquem com as outras. Os profissionais bibliotecários estão sempre
envolvidos com atividades técnicas da área. A biblioteca especializada requer uma
atenção diferenciada , pois atua num nicho específico e necessita de serviços
voltados para esse público . As redes sociais abrangem o mundo, facebook, orkut,
blogs, entre outras. Pessoas trocam informações por e-mail , MSN, Skype e vários
outros meios de comunicação. Hoje temos acesso a sites, portais e tantas formas de
nos informar, que uma informação gerada neste exato momento, daqui a segundos é
obsoleta. O presente artigo apresenta a forma com que as novas tecnologias de
comunicação (TICS) , foram inseridas e estão sendo utilizadas como canais de
marketing em uma biblioteca jurídica do setor público, visando atender de uma
maneira personalizada seus usuários e qual a opinião deles a respeito diante da
forma de oferecer e disponibilizar serviços e produtos.

Palavras-Chave:
Marketing e biblioteca ; Tecnologias de informação; Tecnologias de
comunicação; Marketing informacional; Biblioteca universitária; Biblioteca
especializada ; Marketing digital; Biblioteca Jurídica .

Abstract
Every day technologies to modernize and beco me part of everyday life.
Several tools have emerged with the advent of the internet for people to
communicate with each other. The librarians are always involved in technical
activities in the area . The specialized library requires special attention beca use it acts
in a specific niche and need services for the public. Social networks span the globe,
facebook , orkut, blogs, among others. People exchange information by e-mail , MSN,
Skype and many other media. Today we have access to websites, portais and many
ways to inform us, that information generated at this very moment, here is obsolete

2339

�Marketing
i! """"'"
MaooNlck

~

=

:,

IiWitt.UJ

1I....111~

Trabalho completo

seconds. This article presents the way that new communication technologies (ICTs)
have been inserted and are being used as marketing channels in a law library in the
public sector, to meet in a personalized way your users and what their opinion about
the way forward to offer and provide services and products.

Keywords:
Marketing and library; Information technologies; Technology communication ;
Marketing of information ; University libraries; Specialized library; Digital Marketing;
Law library.

1 Introdução
As novas gerações apresentam comportamentos totalmente diferentes das
gerações anteriores, estão constantemente mudando e com isso a forma como se
consome também sofre modificações significativas, para Telles (2009, p. 9) ''[. .. ]
passamos de consumidores a influenciadores e multiplicadores".
Com a expansão da internet e o surgimento de novas tecnologias de
comunicação, muitas bibliotecas estão compartilhando suas in formações através de
dessas tecnologias, adequando e fazendo um bom uso dessas ferramentas de
comunicação no cotid iano de trabalho.
Para o compartilhamento de informações, as bibliotecas estão fazendo uso de
e-mails, redes sociais entre outras ferramentas que auxiliem na divulgação de
informações e disseminem seus produtos e serviços. O uso desses mecanismos
está sendo cada dia mais comum no cotidiano das bibliotecas.
A Biblioteca Setorial do Escritório de Aplicação de Assuntos Jurídicos
(BSEAAJ) da Un iversidade Estadual de Londrina (UEL) no intuito de acompanhar
essa modernização e atender a essa nova demanda de usuários que possuem uma
facilidade de adaptação às mudanças tecnológicas, principalmente na questão da
comunicação, passou a utilizar efetivamente essas ferramentas, tais como: o e-mail,
messenger, redes sociais entre outros.
A informação e o conhecimento são considerados valiosos e se tratando de
uma biblioteca jurídica esses recursos são como "diamantes", pois lapidamos muita
informação para disponibilizarmos como uma jóia raríssima.
A BSEAAJ atua em duas vertentes, ela é a junção de uma biblioteca
universitária com uma biblioteca especializada de Direito, como as existentes nos
escritórios de advocacia , tornando-a uma biblioteca mista.
MATTOS (2006), nos passa a idéia do que é uma biblioteca mista, ou seja ,
uma biblioteca que atende a duas categorias e emerge com necessidades
específicas.
Os usuários efetivos da BSEAAJ são os alunos de 4° e 5° anos do curso de
Direito que cumprem as disciplinas práticas de Estágio Curricular Obrigatório
atendendo a população carente. Desta forma , a biblioteca, além de disponibilizar
bibliografias que supram suas necessidades acadêmicas, precisa subsidiar os
futuros advogados na obtenção de informações para respaldar em seus processos
jurídicos.

2340

�Marketing
i! """"'"
MaooNlck

~

=

:,

IiWitt.UJ

1I....111~

Trabalho completo

Diante do aparato tecnológico e acessível na internet na área de tecnologia
da comunicação e da falta de tempo dos alunos-advogados, optou-se por incorporar
algumas ferramentas tecnológicas para suprir as necessidades dos usuários e
compartilhar com mais rapidez às informações atualizadas.
Considerando que os processos jurídicos possuem prazos e muitas vezes é
curto o caminho entre uma audiência e a busca por informações que subsidiem tais
processos, e que a legislação sofre alterações com muita freqüência , adotou-se as
novas tecnologias.
Como uma forma de transferir as informações com maior agilidade, a
BSEAAJ, no intuito de cumprir seu papel de biblioteca mista especializada por se
tratar da área de Direito, foi aos poucos mudando a forma de divulgar e compartilhar
seus produtos e serviços.
Diante disso, houve a necessidade de avaliar como estava sendo recebido
todo esse aparato por parte dos usuários, pois estamos vivendo um momento
propício para a inserção das tecnologias que estão disponíveis, ferramentas que irão
favorecer e auxiliar no desenvolvimento e promoção de novos serviços e produtos
propostos nas bibliotecas.

2 Revisão de literatura
A tecnologia transformou o mundo e a forma de nos comunicarmos. O uso
dos recursos eletrônicos tem se tornado cada vez mais freqüentes e necessários
para a promoção e divulgação de produtos e serviços. Esse forte crescimento das
tecnologias de informática e comunicação vem conseqüentemente afetar o
comportamento dos usuários de informação.
As bibliotecas, independente de serem públicas, escolares ou universitárias,
também estão engajadas nesse processo tecnológico. A importância do marketing
nas bibliotecas é indiscutível, porém na prática são poucas as experiências
relatadas, até porque os bibliotecários trabalham muito com a parte prática dos
produtos e serviços e acabam por "esquecer" da parte de divulgação, ou nos
deparam com divulgação voltada para os serviços de atendimento ao público ou
ligadas às práticas de qualidade. Silva (p. 15) afirma que:
As bibliotecas universitárias, principalmente do setor público devem
atualizar-se e comprometer-se com o marketing dos serviços
oferecidos. Somente assim, as áreas de Biblioteconomia e Ciência
da Informação terão o reconhecimento de sua importância no apoio
ao desenvolvimento do conhecimento científico.

Mesmo sendo instituições sem fins lucrativos, as bibliotecas precisam fazer
seu marketing. Entenda-se por marketing uma proposta de divulgação que busque
alcançar o mercado que se busca. No caso das bibliotecas, seus usuários.
Neste contexto, Amaral (2012, p. 2) diz que o marketing "implica em perceber
as expectativas, necessidades e desejos do mercado que pretendemos atender".
Por isso, envolve a criação de planos e programas num processo gerencial" e
Mcdonald (2004, p. 2) enfatiza que "é um processo de compatibilidade entre as
capacidades de uma empresa e os desejos de cliente".

2341

�Marketing
i! """"'"
MaooNlck

~

=

:,

IiWitt.UJ

1I....111~

Trabalho completo

As bibliotecas estão aderindo cada vez mais os recursos informacionais da
Internet para interagir com seus usuários. Elas não estão mais presas àquele
paradigma de uma estrutura física . Elas agora estão on-line e mais acessíveis do
que antes. Kotler (2009, p. 34) observa que o marketing "deve identificar, avaliar e
selecionar as oportunidades de mercado, formulando estratégias para alcançar
eminência , se não o domínio dos mercados-alvo" e as bibliotecas precisam seguir
esse caminho.
Fazer uma divulgação dos serviços da biblioteca é uma forma de transmitir
aos seus usuários informações pertinentes de forma prática e objetiva , e que faz
com que elas sejam umas diferentes das outras.
Partindo do conceito de Mattos (2005 apud BLATTMANN , 2005, p.6 ), que
"bibliotecas que prestam serviços e produtos tanto para a comunidade da educação
básica e do ensino superior são denominadas de mistas (bibliotecas escolaresuniversitárias) [ ... ] e têm como funções priorizar atividades para o desenvolvimento
do ser humano."
Podemos considerar que a BSEAAJ por atuar em duas vertentes, por ser uma
biblioteca que está inserida num Escritório-Escola, acaba sendo a junção de uma
biblioteca universitária com uma biblioteca especializada de Direito, como as
existentes nos escritórios de advocacia , tornando-a uma biblioteca mista.
A biblioteca mista é uma junção de dois tipos de biblioteca. É papel de cada
administração identificar as reais necessidades de seu público para que possa criar
ou melhorar sua estrutura e seus produtos e ou serviços prestados.
Não adianta encher a biblioteca de belos cartazes, banners para promover
eventos, ou ainda, os tão bem conhecidos, aqueles marcadores de página com
informações sobre os serviços prestados isso não é suficiente! Marketing vai além, é
mais que isso!
Marketing é um processo gerencial e a AMA (American Marketing
Association) faz a seguinte definição citada por Kotler (2006, p. 4):
uma função social e um conjunto de processos que envolvem a
criação, a comunicação e a entrega de valor para os clientes, bem
como a administração do relacionamento com eles, de modo que
beneficie a organização e o seu público interessado.

Fazer uma divulgação dos serviços da biblioteca é uma forma de transmitir
aos seus usuários as informações pertinentes de forma prática e objetiva , o que faz
com que as bibliotecas sejam umas diferentes das outras, agregando valor,
mantendo uma boa relação com seu público .
McGarry (1999 , p. 122) argumenta que "as empresas que queiram ter êxito
num mercado sujeito a mudanças rápidas devem manter-se um passo à frente da
concorrência, monitorando e reagindo a qualquer transformação".
As redes sociais podem oferecer aos profissionais bibliotecários uma nova
forma de visualidade na comunicação com os usuários e também nos serviços
oferecidos.
No entendimento de Cendón (2000, p. 278) a Internet é "um meio atraente
para divulgação de uma variedade de informação". Já Bertholino e Oliveira (1999, p.
194) dizem que ela representa "um vasto universo de informações e recursos para
exploração e atuação".
Partindo dessa premissa , podemos ainda citar Kotler (2006 apud TELLES ,

2342

�Marketing
i! """"'"
MaooNlck

~

=

:,

IiWitt.UJ

1I....111~

Trabalho completo

2009, p. 17) quando lista as ações principais que devem ser tomadas para trabalhar
com marketing nos dias atuais: "acrescentar novas mídias a seu mix de
comunicação [... ] use novas técnicas de pesquisa de mercado [... ] e aproveitar as
novas tecnologias de mercado".
Pontes e Santos (2011 , p. 3) afirmam que
Os ambientes em rede e o uso dos recursos tecnológicos tornam-se
imprescindíveis para o melhor desenvolvimento dos serviços nas
bibliotecas. Entender como se dá essa prática e como as mesmas
podem interagir e se comunicar, com os diversos segmentos, tornase necessário para que esse ambiente permaneça ativo e
participativo frente ao público que atende. Assim , é necessário
compreender que as Bibliotecas Universitárias devem utilizar as
potencialidades das TICs e ultrapassar seus limites físicos .

o papel do bibliotecário agregou novas formas de atuação frente às novas
tecnologias e recursos informacionais disponíveis, visto que ele é a ligação do
usuário com a informação que ele precisa no mundo virtual.
Na concepção de Primo (1997 , p.5) :
A Internet está revolucionando a comunicação humana. Com ela
abrem-se novas formas de intercâmbio de informações, de forma
interativa, assíncrona ou síncrona, com significante intimidade
mesmo que sem proximidade física . Sendo assim, além do correio
eletrônico, a Internet abre canais de diálogo que permitem a
conversa simultânea de dezenas de pessoas e essa é a nova
tendência para dinamizar o uso da informação, promover acesso e,
divulgar produtos e serviços além deixar a mostra a imagem da
Biblioteca.

Muitos bibliotecários que atuam em bibliotecas na área jurídica, não possuem
especialização na área do Direito, e na sua grande maioria são bibliotecários com
formação generalista, e precisam buscar ferramentas que os capacitem de forma a
atender as exigências de seu público.
O bibliotecário que atua em universidade tem à sua disposição várias
ferramentas tecnológicas que propiciam o marketing a favor da sua unidade de
informação, dentre os diversos recursos disponíveis poderíamos citar:
a) web site: que geralmente trazem Informações sobre serviços
que a biblioteca oferece, horário, regulamento, etc.;
b) blog : publicação de artigos, notícias sobre a área de
biblioteconomia ;
c) redes sociais: facebook , twitter e outras- divulgar novas
aquisições, acontecimentos importantes da biblioteca;
d) flickr: expõe fotos de exposições da biblioteca, do acervo, de
cursos, etc. ;
e) e-mail: comunicação direta com os docentes e os discentes,
informando sobre os acontecimentos da biblioteca , reservas de
livros, multas, etc.

2343

�Marketing
i! """"'"
MaooNlck

~

=

:,

IiWitt.UJ

1I....111~

Trabalho completo

f) chat: para tirar dúvidas, dar sugestões, etc.;
g) msn: utilizado como suporte de trabalho, entre muitos outros.
Todo esse processo e avanço tecnológico abrangem, de uma forma geral,
todas as categorias profissionais e da sociedade . As bibliotecas, de certa forma,
estão se engajando nesse novo estilo virtual das redes sociais.
O marketing vem impactar, e essa é a nova tendência para dinamizar o uso
da informação, promover acesso e divulgar produtos e serviços, além de deixar a
mostra a imagem da Biblioteca .
Para Abdalla et ai (2008, p. 2) "o marketing de biblioteca assume um caráter
profissional com uma estrutura administrativa no organograma institucional, recursos
humanos e materiais próprios".
Em 2011 a BSEAAJ , em conjunto com o Sistema de Bibliotecas da UEL
adotou um antigo e conhecido canal de comunicação com os usuários, propiciando
sugestões e ou comentários através da caixa de sugestões, um instrumento simples
que trouxe e continua trazendo bons resultados. Afinal o bibliotecário deve saber
administrar as manifestações dos usuários.
Buscando promover os serviços e alcançar as metas traçadas para 2012 ,
além de buscar uma boa repercussão e avaliação de seus serviços e produtos
oferecidos, a biblioteca foi aos poucos inserindo as novas ferramentas de
divulgação, com o objetivo de promover e divulgar a BSEAAJ para a comunidade
interna e externa.
Os autores Campomar e Ikeda (2006, p. 3) afirmam que o objetivo do
marketing "é criar, facilitar e estimular a troca. Para isso, é necessário conjugar
procedimentos técnicos com uma grande dose de arte e habilidade profissional" e
para Stevens et ai (2002 , p. 126) os objetivos "são usados no plano de marketing
como sistema métrico par avaliar o desempenho".
Uma colocação que talvez seja mais direcionada para o marketing de
bibliotecas é:
Promoção é uma atividade de marketing referente à comunicação
com o propósito de fazer conhecer e efetivar o uso ou adoção de um
produto, idéia, comportamento ou serviço. Os objetivos da promoção
são: (a) tornar e seus produtos e serviços conhecidos pelos usuários
potenciais; (b) tornar o ambiente da organização e seus produtos e
serviços atraentes para os usuários potenciais; (c) mostrar aos
usuários reais como usar os produtos e os serviços; (d) evidenciar
os benefícios dos produtos e serviço oferecidos; (e) manter os
usuários reais, constantemente, bem informados sobre a atuação da
organização, seus produtos e serviços. (AMARAL, 2008, p. 4).

O marketing vem impactar no que se refere a bibliotecas, principalmente com
a questão da internet, levando em consideração a geração que faz uso dos produtos
e serviços e têm uma aceitabilidade e habilidade para utilizar as tecnologias de
comunicação existentes.

3 Materiais e métodos
A pesquisa aqui apresentada trata-se de uma pesquisa transversal, descritiva

2344

�Marketing
i! """"'"
MaooNlck

~

=

:,

IiWitt.UJ

1I....111~

Trabalho completo

com uma abordagem quali-quantitativa, por se tratar de uma pesquisa ocorrida num
determinado tempo , com base em uma amostra selecionada para descrever uma
população neste determinado momento" (RICHARDSON, 1999, p. 148), é descritiva
porque sua característica é descrever a população envolvida.
Richardson (1999, p. 7) serviu como base pois também examina criticamente
o "papel das variáveis que, de certo modo, influenciam ou causam o aparecimento
dos fenômenos"
A pesquisa foi desenvolvida com os alunos de 4° e 5° ano que estão fazendo
estágio no Escritório de Aplicação de Assuntos Jurídicos e os professores que
atendem naquele local, totalizando aproximadamente 470 pessoas.
A amostra correspondeu aos usuários que entre janeiro e março de 2012
efetuaram 01 empréstimo na biblioteca ou mantiveram 01 contato com a biblioteca
através de e-mail ou telefone, no total 226 pessoas se enquadraram .
A coleta dos dados deu-se através de um questionário, previamente testado
on-line feito no google does, e enviado um link diretamente por e-mail para os alunos
que fizeram uso da BSEAAJ naquele período pré-determinado. Foram respondidos
112 questionários.

4 Resultados finais
Os resultados obtidos foram satisfatórios, pois esses dados contribuirão para
implementar e melhorar a comunicação e, por conseguinte o marketing da BSEAAJ.
Identificamos que dos participantes da pesquisa, 6 são docentes, o que
representa 5% da população pesquisada e 106 são alunos, representando 95% da
população. Quanto ao gênero, 53 são do sexo masculino e 69 do sexo feminino.
Diante das questões estabelecidas, quando foi abordado sobre com qual
freqüência os usuários utilizam alguma ferramentas de comunicação via web, sem
especificar nenhuma das ferramentas disponíveis, evitando assim ser tendenciosa ,
tivemos as seguintes respostas 76 usuários disseram utilizar diariamente, 22 utilizam
semanalmente , 4 fazem uso mensalmente e 10 nunca utilizam, conforme apresenta
o gráfico 1:

2345

�Marketing
i! """"'"
MaooNlck

~

=

:,

IiWitt.UJ

1I....111~

Trabalho completo

[] Diariamente
• Semanalmente
[] Mensalmente
[] Não utilizam

Gráfico 1 - Freqüência de utilização das ferramentas de comunicação
Fonte: próprio autor

É sabido que nos dias de hoje a maioria das pessoas possuem uma ou mais
contas de e-mail, o que possibilita a troca de informações diárias.
Na pergunta que objetivou buscar qual ferramenta os usuários utilizavam para
se atualizarem e se comunicarem com a BSEAAJ , considerando que o Sistema de
Bibliotecas utiliza de algumas ferramentas, tais como e-mail.chat.blog.flickr. twitter.
msn .
Um número expressivo de usuários, ou seja 93 disseram utilizar o e-mail,
seguido de 12 que se comunicam através do twitter , 5 se atualizam pelo site, 1 pelo
MSN e 1 disse preferir ir pessoalmente até a biblioteca , conforme representado no
gráfico 22 abaixo :

100

/' rL-.//

93

80

o E-MAIL

//

60
40

l///

o SrrE
[]MSN
[] PESSOA UvENTE

~

20 l/

o

D1W1TTER

c/

/

12

...

li

1

./

1

./ . /

Gráfico 2 - Ferramentas de comunicação mais utilizadas.
Fonte: próprio autor

As ferramentas blog , chat e flicker não tiveram nenhuma menção, talvez
porque essas ferramentas compartilhem informações de todo o Sistema e como a
BSEAAJ é uma biblioteca especializada na área de Direito imagina-se que seja por

2346

�Marketing
i! """"'"
MaooNlck

~

=

:,

IiWitt.UJ

1I....111~

Trabalho completo

isso que os pesquisados não se interessam.
Ao perguntarmos se os e-mails enviados pela BSEAAJ facilitaram e ajudaram
a mantê-los informados, divulgando as novidades sobre os produtos e serviços da
biblioteca, as respostas foram variadas.
"sim, pois a biblioteca é muito específica e desta forma recebemos
informações específicas".
"Nos mantém informados sobre eventos na área, materiais novos na
biblioteca".
"Demonstra-se um dos meios de comunicação de maior eficácia".

"A minha caixa de e-mail é verificada diariamente, sendo mais fácil me manter
atualizado das informações da BSEAAJ através desse meio".
"Facilidade e rapidez com que a biblioteca divulga seus serviços e suas
novidades".
"Os e-mailsquerecebodaBSEAAJsãosempreimportantes.com
informações específicas de meu interesse ".
"Por que recebo várias informações atualizadas e ainda posso verificar em
casa em qualquer horário confortavelmente".
"Acesso diariamente. Com certeza vejo mais do que qualquer outro meio "
Com as respostas obtidas, ficou muito claro que os usuários da BSEAAJ
estão satisfeitos com a forma que a biblioteca divulga seus produtos/serviços.
Precisávamos saber se os assuntos tratados nos e-mails eram satisfatórios e
diante disso, 103 pessoas disseram que sim, que os assuntos eram satisfatórios, 4
disseram que não eram satisfatórios e 5 disseram que satisfaziam parcialmente,
como podemos observar no gráfico 3 logo abaixo:

120
• SA llSFA TÓRIO

100
80

o NÃ.OSATISFATÓRIO

60
• PARCIALMENTE
SA llSFA TÓRIO

40
20

o
Gráfico 3 - Grau de satisfação sobre os assuntos enviados por e-mail.
Fonte: próprio autor

Analisando as respostas, vimos que a malona dos pesquisados estão
satisfeitos com as informações que são veiculadas através do e-mail.
Na intenção de saber se os usuários da BSEAAJ acessam o site, blog , twitter
ou o flickr para saber das novidades do "Sistema de Bibliotecas", visto que essas

2347

�Marketing
i! """"'"
MaooNlck

~

=

:,

IiWitt.UJ

1I....111~

Trabalho completo

ferramentas arrolam informações de todo o Sistema, 72 pessoas disseram que
utilizam o site, 23 disseram utilizar o twitter. O flickr e o blog nem foram citados, e 17
usuários relataram que não utilizam nenhum dos recursos disponíveis. O que causa
uma estranheza.
Dos 72 pesquisados que responderam que fazem uso do site, as respostas
foram :
"Acho prático".
"Acho o site excelente".
"Achei o site funcional".
"Acho complicado".
"Acho o site útil, mas só utilizo quando realmente preciso".
"O twitter é interessante, porém tem muitas informações genéricas".
"twitter, mas não tem muita coisa da área".

Em uma das perguntas formuladas , solicitamos a opinião dos pesquisados a
respeito da BSEAAJ ter um site, um blog ou um twitter específico que abordasse as
questões jurídicas específicas para a comunidade a qual está inserida, as respostas
foram : 56 acham que sim, que a biblioteca dever ter um site, um twitter e um blog
específico , 25 disseram que talvez fosse interessante e 41 disseram que não tem
necessidade. Dentre as justificativas recebidas, algumas que se destacaram :
"Sim, pois é uma biblioteca especializada".
"Um site sim, blog ou twitter não. Um site atualizado em conjunto com os emails que vocês enviam são suficientes".
"Seria interessante já que a BSEAAJ é voltada para um grupo menor e
específico de alunos".
"Não acredito ter necessidade, os e-mails que recebo são suficientes".
"Sim, seria uma forma fácil e direta de contato e informação ao aluno".
"Creio que não seja necessário".
"Um site próprio da biblioteca seria ótimo, pois seria possível o interessado
"visitar" virtualmente, consultar acervo/disponibilidade de obras à exemplo do que
fazem outras universidades, lançamento de obras novas, etc. ".
"Sim, um site, pois
usuários".

se concentraria nos assuntos de interesse específicos dos

"Não, pois acho que o e-mail é o meio mais prático para receber informações,
já que nem sempre temos tempo para ficar abrindo outros sites".
"Acho que todos os meios de comunicação são válidos".
"Não, pois a BSEAAJ atende alunos e docentes, assim sendo os interessados
principais já estarão sabendo das novidades através dos e-mails que biblioteca
envia ".
"Na minha opinião, um twitter é uma maneira muito eficaz de atingir um
público específico, como é o caso em questão. Quem quiser obter as informações
segue o perfil delas, não precisaríamos entrar no blog todos os dias para isso".

2348

�Marketing
i! """"'"
MaooNlck

~

=

:,

IiWitt.UJ

1I....111~

Trabalho completo

"Acredito que para muitos alunos seria interessante visto que eles ficam
muitos tempos conectados à internet".
"Não acho necessário".
"Sim, acho esses mecanismos importantes e de fácil acesso".
"Sim. Por que em casos em que se busca uma informação específica estaria
disponível a qualquer hora independente de uma resposta por e-mail".
"Sim, uma base de dados específica sempre é ferramenta fácil e rápido o
acesso".

5 Considerações finais
Não podemos negar que a geração atual não é apenas aquela que recebe os
sinais transmitidos no processo de comunicação, ela assumiu o papel de receptora,
processadora e retransmissora das informações.
Estamos lidando com a Geração Y, uma geração habituada a lidar com as
tecnologias. Tapscott (2010) declara com firmeza que para esse segmento, a
tecnologia é como o ar, pois essa é a primeira geração global, conectada através da
internet a pessoas e realidade de todo o mundo.
Os resultados das análises efetuadas demonstraram que o meio de
comunicação mais utilizado pelos usuários é o e-mail, o que nos deixa mais
confortáveis, pois todo o fluxo de disseminação das informações referentes a
BSEAAJ é enviado por e-mail, o que nos dá a certeza de estarmos no caminho
correto.
A disseminação do e-mail como forma de marketing foi uma necessidade da
BSEAAJ e uma maneira de tentar levar o máximo de informações relevantes para
seus usuários, principalmente a partir do momento que passou a conhecer o seu
usuário. Podemos definir e-mail marketing da seguinte forma :
... é a utilização do e-mail como canal privilegiado de comunicação,
em que você pode fazer isto tudo e muito mais, mas em que deve ter
sempre presente o seu verdadeiro poder - disponibilizar valor real
para os seus destinatários e criar relações - para mais tarde, poder.
(O QUE é email marketing)

Os assuntos enviados por e-mails facilitam e ajudam muito os usuanos,
mantendo-os informados sobre assuntos deste mudanças nas legislações, serviços,
produtos que a BSEAAJ oferece, informações sobre concursos e eventos na área ,
inclusive as notícias diárias sobre os últimos acontecimentos na área jurídica.
A maioria dos pesquisados acessam o site do Sistema de Bibliotecas mas
com o objetivo de utilizar dos serviços de reserva e renovação de documentos,
alguns utilizam o twitter para se atualizarem, porém 17 pessoas relataram não
utilizar nenhum dos recursos disponíveis para se atualizarem .
Quanto a BSEAAJ ter um site, ou um blog, ou um twitter específico que
abordasse questões jurídicas, específico para essa comunidade, mais da metade
dos pesquisados disseram que é importante que a BSEAAJ tenha um site próprio ,
que disponibilizem informações específicas.

2349

�Marketing
i! """"'"
MaooNlck

~

=

:,

IiWitt.UJ

1I....111~

Trabalho completo

Se a biblioteca seleciona e encaminha essas informações direto para os emails de seus usuários, de uma certa forma ela passa a ser uma fonte confiável ,
passa a ser um ponto referencial para seus usuários.
O fato da BSEAAJ possuir uma demanda que necessita de informações
acadêmicas e também informações jurídicas para atender os advogados a torna
BSEAAJ uma biblioteca mista ou seja , a união da biblioteca universitária com a
biblioteca especializada de em Direito.
O bibliotecário sempre foi capaz de utilizar os instrumentos da área para
melhorar o desempenho de suas funções e será ainda capaz de continuar fazendo
isso, pois a multidisciplinaridade de atividades de marketing foram determinantes na
implementação de mudanças, principalmente do ponto de vista digital, por exemplo:
site, intranet e publicações eletrônicas e na adequação ao novo modelo de gestão,
assessorando no planejamento em conjunto com o sistema de gestão da biblioteca.
A biblioteca deve conhecer o ambiente em que está inserida e adquirir uma
nova linha de pensamento ainda desconhecida por muitos administradores de
bibliotecas.
Se os profissionais que atuam nessas organizações agirem dessa
maneira, poderão com maior facilidade selecionar as oportunidades
para agir e antecipar-se com as informações do interesse de seus
usuários. Conseqüentemente, alcançarão resultados positivos,
satisfazendo [ ... ] as necessidades de informação desses usuários e
fazendo melhor uso dos recursos disponíveis, esteja a unidade de
informação localizada em qualquer região do mundo. (AMARAL,
1996, p. 6).

As redes sociais e as novas tecnologias abrem caminho para ações proativas,
permitindo um aprimoramento e novas formas de trabalhar. Incrementar a forma de
disponibilizar produtos e serviços e tornar o marketing uma ferramenta utilizada no
dia-a-dia das bibliotecas.
Temos que considerar que o marketing digital não é independente, e diante
disso, é interessante e recomendável que seja praticado, integrado com as novas
mídias, pois é nítido que a comunicação tradicional está sofrendo muitas mudanças
e possui grande probabilidade de passar a não existir se não for incorporada às
novas tecnologias.
Precisamos criar mecanismos que aproximem os usuários da biblioteca ,
ferramentas específicas para a área jurídica e que faça com que os usuários que
não utilizam as ferramentas atuais passem a se interessar pela BSEAAJ, passe a
interagir de forma que tenham suas necessidades supridas.
A capacitação e a experiência permitirão ao bibliotecário reinventar-se, se for
necessário, para exercer outros tipos de atividades específicas da área.
Os bibliotecários devem estar sempre buscando atualizações e preparados
para as mudanças que as tecnologias estão proporcionando, considerando que o
nosso público mudou e está mudando a cada dia e a maneira de se comunicar
também, e nós como mediadores, compartilhadores, multiplicadores e
disseminadores que somos, não podemos ficar alheios a tantas mudanças.

Referências

2350

�Marketing
i! """"'"
MaooNlck

~

=

:,

IiWitt.UJ
1I....111~

Trabalho completo

ABDALLA, Eidi Raquel Franco et aI. Marketing em biblioteca universitária
pública : uma década de atividades. Disponível em : &lt;
http://www.sbu .unicamp.br/snbu2008/anais/site/pdfs/2988.pdf&gt;. Acesso em : 20 abro
2012 .
AMARAL, Sueli Angélica do. Marketing da informação: entre a promoção e a
comunicação integrada de marketing. Informação &amp; Sociedade: estudos, João
Pessoa, v.18, n.1, p.31-44, jan./abr. 2008 . Disponível em :
&lt;http ://www.ies.ufpb.br/ojs2/index.php/ies/article/view/1636/1637&gt; . Acesso em : 20 .
abr. 2012.
___ oMarketing e desafio profissional em unidades de informação. Ciência da
Informação, Brasília , V. 25, n. 3, 1996. Disponível em :
&lt;http://revista.ibict.br/ciinf/index.php/ciinf/article/view/452/411&gt; . Acesso em : 20 abr.
2012 .
--:-_.,-:-. Marketing e gerência em bibliotecas. Disponível em :
&lt;http ://pt.scribd .com/isma312215/d/47193754-Marketing-e-gerencia-de-biblioteca&gt;.
Acesso em : 02 abro2012 .
BERTHOLlNO, Maria Luiza Fernandes; OLIVEIRA, Nirlei Maria . Infra-estrutura de
informação: o uso da Internet por bibliotecários de instituições brasileiras de ensino
superior. IN: RAMOS, Maria Etelvina Madalozzo (Org .). Tecnologia e novas formas
de gestão em bibliotecas universitárias. Ponta Grossa : Ed . UEPG, 1999.
CAMPOMAR, Marcos Cortez; IKEDA, Ana Akemi. O planejamento de marketing e
a confecção de planos: dos conceitos a um novo modelo. São Paulo: Saraiva ,
2006.
CENDÓN , Beatriz Valadres. A Internet. In: CAMPELLO, Bernadete Santos;
CENDÓN , Beatriz Valadres; KREMER, Jeannette Marguerite (Orgs.). Fontes de
informação para pesquisadores e profissionais . Belo Horizonte: Ed . UFMG, 2000.
KOTLER, Philip. Administração de Marketing. 12. ed . São Paulo: Pearson
Prentice Hall, 2006.

-=------=_. Marketing para o século XXI : como criar, conquistar e dominar mercados.
São Paulo: Ediouro, 2009 . Disponível em :
&lt;http://books.google.com .br/books?id=tUWDA3PnonwC&amp;printsec=frontcover&amp;hl=ptBR&amp;source=gbs_ge_summarLr&amp;cad=O#v=onepage&amp;q&amp;f=false&gt; . Acesso em : 20
abr. 2012.
MATIOS, Ana Luiza de Oliveira . Biblioteca do Sistema Barddal de Ensino.
Florianópolis, 6 maio 2005. IN: BLATTMANN, Ursula; CIPRIANO, Aline de Souza.
Os diferentes públicos e espaços da biblioteca escolar: da pré-escola a
universidade. In: Congresso Brasileiro de Biblioteconomia, Documentação e Ciência
da Informação, 21., Anais ... 2005, Curitiba, 2005. CD-ROM . Disponível em:
http://www.reocities.com/ublattmann/papers/p12.html.
MCDONALD, Malcom. Planos de marketing: planejamento e gestão estratégica .

2351

�Marketing
i! """"'"
MaooNlck

~

=

:,

IiWitt.UJ
1I....111~

Trabalho completo

Rio de Janeiro: Elsevier, 2004 .
MCGARRY, Kevin . O contexto dinâmico da informação. Brasília : Briquet de
Lemos, 1999.
RICHARDSON, Robert Jarry. Pesquisa social : métodos e técnicas. 3. ed . São
Paulo: Atlas, 1999.
PONTES, Euzébia Maria; SANTOS, Mônica Karina . O Uso das redes socais no
âmbito das bibliotecas universitárias federais brasileiras. Disponível em :
&lt;http ://febab.org.br/congressos/index.php/cbbd/xxiv/paper/view/370/403&gt; Acesso
em: 02 abro2012 .
PRIMO, A. F. T. Interação mediada por computador. 2. Ed . Porto Alegre: Sulina,
2007.
O QUE É EMAIL MARKETING: o verdadeiro conceito. Disponível em :
http://www.wdesignet.com .br/com po nent/contentla rticle/ 14-a rtigos-a-n oticias/ 58-0que-e-email-marketing-o-verdadeiro-conceito. Acesso em : 20 maio 2012
SILVA, Milena Celere de Sousa e. Marketing em bibliotecas universitárias.
Disponível em : &lt; http://www.sbu .unicamp.br/snbu2008/anais/site/pdfs/2640.pdf&gt;
Acesso em : 20 abr. 2012 .
STEVENS, Robert et aI. Planejamento de marketing: guia de processos e
aplicações práticas. São Paulo: Pearson Education , 2004.
TAPSCOTT, Don. A hora da geração digital. Rio de Janeiro: Editora Agir, 2010.
TELLES, André. Geração digital: como planejar o seu marketing para a geração
que pesquisa Google, se relaciona no Orkut, manda mensagem pelo celular, opina
em blogs, se comunica pelo MSN e assiste a vídeos no YouTube. São Paulo:
Landscape, 2009.

2352

�</text>
                  </elementText>
                </elementTextContainer>
              </element>
            </elementContainer>
          </elementSet>
        </elementSetContainer>
      </file>
    </fileContainer>
    <collection collectionId="49">
      <elementSetContainer>
        <elementSet elementSetId="1">
          <name>Dublin Core</name>
          <description>The Dublin Core metadata element set is common to all Omeka records, including items, files, and collections. For more information see, http://dublincore.org/documents/dces/.</description>
          <elementContainer>
            <element elementId="50">
              <name>Title</name>
              <description>A name given to the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51396">
                  <text>SNBU - Edição: 17 - Ano: 2012 (UFRGS - Gramado/RS)</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="49">
              <name>Subject</name>
              <description>The topic of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51397">
                  <text>Biblioteconomia&#13;
Documentação&#13;
Ciência da Informação&#13;
Bibliotecas Universitárias</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="41">
              <name>Description</name>
              <description>An account of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51398">
                  <text>Tema: A biblioteca universitária como laboratório na sociedade da informação.</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="39">
              <name>Creator</name>
              <description>An entity primarily responsible for making the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51399">
                  <text>SNBU - Seminário Nacional de Bibliotecas Universitárias</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="45">
              <name>Publisher</name>
              <description>An entity responsible for making the resource available</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51400">
                  <text>UFRGS</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="40">
              <name>Date</name>
              <description>A point or period of time associated with an event in the lifecycle of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51401">
                  <text>2012</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="44">
              <name>Language</name>
              <description>A language of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51402">
                  <text>Português</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="51">
              <name>Type</name>
              <description>The nature or genre of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51403">
                  <text>Evento</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="38">
              <name>Coverage</name>
              <description>The spatial or temporal topic of the resource, the spatial applicability of the resource, or the jurisdiction under which the resource is relevant</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51404">
                  <text>Gramado (Rio Grande do Sul)</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
          </elementContainer>
        </elementSet>
      </elementSetContainer>
    </collection>
    <itemType itemTypeId="8">
      <name>Event</name>
      <description>A non-persistent, time-based occurrence. Metadata for an event provides descriptive information that is the basis for discovery of the purpose, location, duration, and responsible agents associated with an event. Examples include an exhibition, webcast, conference, workshop, open day, performance, battle, trial, wedding, tea party, conflagration.</description>
    </itemType>
    <elementSetContainer>
      <elementSet elementSetId="1">
        <name>Dublin Core</name>
        <description>The Dublin Core metadata element set is common to all Omeka records, including items, files, and collections. For more information see, http://dublincore.org/documents/dces/.</description>
        <elementContainer>
          <element elementId="50">
            <name>Title</name>
            <description>A name given to the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="64589">
                <text>O marketing e as tecnologias de comunicação (TISC): uma união estável de sucesso na Biblioteca Setorial do Escritório de Aplicação de Assuntos Jurídicos (BSEAAJ) da Universidade Estadual de Londrina (UEL).</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="39">
            <name>Creator</name>
            <description>An entity primarily responsible for making the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="64590">
                <text>Jovanovich, Eliane M. S.; Torre, Angela Maria Dalla</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="38">
            <name>Coverage</name>
            <description>The spatial or temporal topic of the resource, the spatial applicability of the resource, or the jurisdiction under which the resource is relevant</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="64591">
                <text>Gramado (Rio Grande do Sul)</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="45">
            <name>Publisher</name>
            <description>An entity responsible for making the resource available</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="64592">
                <text>UFRGS</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="40">
            <name>Date</name>
            <description>A point or period of time associated with an event in the lifecycle of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="64593">
                <text>2012</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="51">
            <name>Type</name>
            <description>The nature or genre of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="64595">
                <text>Evento</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="41">
            <name>Description</name>
            <description>An account of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="64596">
                <text>A cada dia as tecnologias se modernizam e passam a fazer parte do cotidiano das pessoas. Várias ferramentas surgiram com o advento da internet para que as pessoas se comuniquem com as outras. Os profissionais bibliotecários estão sempre envolvidos com atividades técnicas da área. A biblioteca especializada requer uma atenção diferenciada, pois atua num nicho específico e necessita de serviços voltados para esse público. As redes sociais abrangem o mundo, facebook, orkut, blogs, entre outras. Pessoas trocam informações por e-mail, MSN, Skype e vários outros meios de comunicação. Hoje temos acesso a sites, portais e tantas formas de nos informar, que uma informação gerada neste exato momento, daqui a segundos é obsoleta. O presente artigo apresenta a forma com que as novas tecnologias de comunicação (TICS), foram inseridas e estão sendo utilizadas como canais de marketing em uma biblioteca jurídica do setor público, visando atender de uma maneira personalizada seus usuários e qual a opinião deles a respeito diante da forma de oferecer e disponibilizar serviços e produtos.</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="44">
            <name>Language</name>
            <description>A language of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="69579">
                <text>pt</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
        </elementContainer>
      </elementSet>
    </elementSetContainer>
  </item>
  <item itemId="6079" public="1" featured="0">
    <fileContainer>
      <file fileId="5143">
        <src>http://repositorio.febab.org.br/files/original/49/6079/SNBU2012_218.pdf</src>
        <authentication>e693fb57c1b265e74a1037957d3d1e7a</authentication>
        <elementSetContainer>
          <elementSet elementSetId="4">
            <name>PDF Text</name>
            <description/>
            <elementContainer>
              <element elementId="92">
                <name>Text</name>
                <description/>
                <elementTextContainer>
                  <elementText elementTextId="64588">
                    <text>Marketing
Trabalho completo

PROPOSTA DE NARRAÇÃO TRANSMíDIA PARA A BIBLIOTECA DA
FACULDADE DE TECNOLOGIA SENAC FLORIANÓPOLIS:
projeto de trabalho de conclusão de curso
Jorge Moisés Kroll do Prado " Elisa Cristina Delfini Corrêa 2
1Graduando em Biblioteconomia com habilitação em Gestão da Informação,
Universidade do Estado de Santa Catarina , Florianópolis, SC
2Doutorado, Universidade do Estado de Santa Catarina, Florianópolis, SC

RESUMO
Traz a técnica da narração transmídia como estratégia de marketing dentro da
Biblioteca Universitária da Faculdade de Tecnologia Senac Florianópolis. A proposta
deste uso está sendo trabalhada no projeto de trabalho de conclusão de curso em
Biblioteconomia e apresenta definições de marketing e seu uso dentro de unidades
de informação, a expansão do marketing digital com enfoque na narração transmídia
e quais métodos e suportes foram escolhidos para construir a proposta desta
estratégia .

Palavras-chave:
Biblioteca universitária; Narração transmídia; Marketing ; Redes sociais .
ABSTRACT
This article brings the transmedia storytelling as technique to marketing strategy
within Library of Senac Florianópolis Technology University. The purpose of this use
is being worked on the project to conclusion work to graduation in Libraryship and
presents marketing definitions and its use in information units, the digital marketing
expansion with transmedia stotytelling approach and what methods and stands was
choose to built the purpose of this estrategy.

Keywords:
University library; Transmedia storytelling; Marketing ; Social networks.

2331

�Marketing
Trabalho completo

1 Introdução
Desenvolver o marketing de bibliotecas é uma atividade bastante recorrente
no cotidiano dos bibliotecários de forma geral, cujos resultados são frequentemente
difundidos através de vários artigos e trabalhos acadêmicos da área de
Biblioteconomia. O que se propõe neste trabalho, entretanto , é a aplicação de uma
técnica que, apesar de muito difundida no marketing em grandes empresas tendo a
lucratividade como meta, ainda representa uma novidade nas atividades de
marketing em ambiente de unidades de informação: a narração transmídia .
Por possuir a característica de envolver diferentes suportes (comunicação
impressa, televisão, rádio, internet, celulares, tablets ...), a narração transmídia pode
ser utilizada como uma ótima estratégia para marketing em bibliotecas, justamente
pela desenvoltura adquirida recentemente através das tecnologias de informação e
comunicação, junto da convergência entre estes suportes.
O artigo é resultado do projeto para trabalho de conclusão do curso (TCC) de
graduação em Biblioteconomia com Habilitação em Gestão da Informação oferecido
pelo Centro de Ciências da Informação (FAED) , da Universidade do Estado de Santa
Catarina (UDESC) .
A questão norteadora proposta no projeto de TCC aqui apresentado busca
responder o seguinte problema : Como o bibliotecário pode se atribuir da narração
transmídia para o marketing de bibliotecas universitárias, tendo como foco a
Biblioteca Universitária da Faculdade de Tecnologia Senac Florianópolis?
A futura pesquisa que possui como objetivo principal o desenvolvimento
de uma estratégia de marketing através da narração transmídia para a Biblioteca
Universitária da Faculdade de Tecnologia Senac Florianópolis, também buscará
atender os seguintes objetivos específicos:
- Interligar as definições de narração transmídia a conceitos de marketing
advindos da Biblioteconomia e Ciência da Informação;
- Estabelecer parceria com o Setor de Informática da Faculdade de
Tecnologia Senac Florianópolis para a criação de um aplicativo específico a ser
utilizado como uma das ferramentas de narração transmídia ;
- Divulgar serviços e produtos da Biblioteca através dos espaços online que
serão usados e do aplicativo a ser criado;
- Descrever a trajetória do bibliotecário na implementação e desenvolvimento
da estratégia com base na experiência na Biblioteca Universitária do Senac.
Este artigo apresenta a revisão de literatura que oferece embasamento
teórico à pesquisa a ser desenvolvida, as opções metodológicas para a construção
da estratégia de marketing e os resultados esperados com a aplicação das técnicas
de narração transmídia .

2332

�Marketing
Trabalho completo

2 Marketing em bibliotecas
As formas de compartilhamento de informação, de consumo e de interação
foram drasticamente transformadas com o aparecimento das mídias sociais.
Adjetivos como "fluído", "amplo" e "instantâneo" são lidos com frequência na
literatura quando se fala de mídias sociais e é justamente por isso que o marketing
se atribui delas para facilitar a difícil tarefa do que, segundo Kotler (2005, p. 13), tem
como definição:

o marketing é a ciência e a arte de explorar, criar e proporcionar valor para
satisfazer as necessidades de um mercado-alvo com rentabilidade. O
marketing identifica as necessidades e desejos insatisfeitos. Ele define,
mede e quantifica o mercado identificado e o seu potencial de lucro.
Identifica com precisão quais segmentos a empresa tem capacidade de
servir melhor, além de projetar e promover os produtos e serviços
adequados.

Para que se possa promover os produtos e serviços de uma forma
adequada , alcançando o público-alvo e satisfazendo as necessidades da instituição,
o marketing se atribui de inúmeras táticas. Paralelamente ao desenvolvimento das
tecnologias da informação e comunicação, as diferentes formas de marketing
também se desenvolveram, adequando-se a diversos tipos de necessidades.
Em bibliotecas, faz-se necessário conhecer profundamente quem são os
usuários reais e potenciais para que o marketing seja efetivo. Tal necessidade é
alcançada após a elaboração de um bom estudo de usuário, que aponte quais
produtos e serviços serão realmente utilizados e/ou consumidos. Junto a este estudo
de usuário, bastante importante é a elaboração de um composto de marketing,
ferramenta estratégica envolvendo os famosos "4 Ps", bastante citado na literatura
da área por diversos autores, tanto na do marketing tradicional como o voltado para
unidades de informação.
O primeiro "P" refere-se a Produto, aquilo que satisfaz o usuário, que pode
ser consumido ou adquirido, tanto tangível como abstrato (SILVEIRA, 1986). Para
que o produto seja adquirido pelo usuário, ele precisa ter um Preço - o segundo "P" justo e adequado. O terceiro "P": Praça , para este trabalho é a Biblioteca
Universitária, que será o espaço onde haverá a aplicação de uma Promoção (quarto
"P") para o que o Produto seja consumido ou adquirido.
No caso das unidades de informação, onde não se visa ao lucro financeiro , o
capital trabalhado é o intelectual ou cultural, voltado à concretização de objetivos
propostos pela equipe. Para Ottoni (1998), o marketing pode ser entendido como
uma união de esforços que promoverão a satisfação dos usuários dentro da unidade
de informação. Ainda refletindo sobre a sua importância, Medeiros e Cristianini
(2010 , p. 05) destacam que:
[ ... ] o marketing como ferramenta gerencial para melhoria do desempenho
das unidades de informação poderá colaborar para que as mesmas
exerçam satisfatoriamente o seu papel como instituições essenciais para o
desenvolvimento social , econômico, político e cultural da sociedade.

2333

�Marketing
Trabalho completo

Tendo estas percepções do marketing destacadas pelos autores supracitados,
cabe ao bibliotecário pensar quais são as melhores estratégias, sempre com foco no
usuário.
2.1 A técnica da narração transmídia
Estratégias clássicas se adaptaram às ferramentas que foram atribuídas pelo
webmarketing, um "produto" da web 2.0, que caracteriza-se justamente pela sua
forma de compartilhamento, atribuindo poder e mais participação não somente em
consumo, mas também em criação. As diferenças entre web 1.0 e 2.0 podem dar
uma compreensão melhor do que qualquer outra definição, conforme retratado no
quadro abaixo:
Figura 1 - Web 1.0 e web 2.0

Web 1.0

Web 2.0

DoubleClick

Google AdSense

Ofoto

Flickr

Akamai

BitTorrent

mp3.com

Napster

Britannica Online

Wikipedia

Sites

blogs

publicação

participação

sistemas de gerenciamento de informação

wikis

taxonomia

folksonomia
Fonte: Adaptado de O REILLY, 2005.

Tendo se assimilado, quase que naturalmente, à web 2.0, o webmarketing
deixou um pouco de lado o tradicional e-mail marketing e aderiu ao uso estratégico
das redes sociais. Conforme Spivack (2010 apud GABRIEL, 2010, p. 196),
Podemos definir uma rede social como 'estrutura social formada por
indivíduos (ou empresas) , chamados de nós, que são ligados (conectados)
por um ou mais tipos específicos de interdependência, como amizade,
parentesco, proximidade/afinidade, trocas financeiras , ódios/antipatias,
relações sexuais, relacionamento de crenças, relacionamento de
conhecimento, relacionamento de prestígio, etc.'

Já os sites de redes sociais, devidamente conceituados por Recuero (2009),
são espaços na internet que são capazes de construir estes nós, estas relações
pessoais do mundo real. Como exemplo, podemos citar os famosos Twitter,
Facebook, Orkut, Ning, Linkedln, Foursquare, FlickR e vários outros; a lista está em
constante crescimento e em diversos grupos e tendências sociais.

2334

�Marketing
Trabalho completo

o número de horas ininterruptas conectadas fizeram com que as interações
sociais transitassem de forma mais imediata entre os mundos virtual e real, algo
possibilitado pelo comércio eletrônico, por exemplo . Esta transição é chamada de
"convergência", que no parecer de Jenkins (2009, p. 29) é:
[ ... ] um fluxo de conteúdos através de múltiplas plataformas de mídia, à
cooperação entre múltiplos mercados midiáticos e ao comportamento
migratório dos públicos dos meios de comunicação, que vão a quase
qualquer parte em busca das experiências de entretenimento que desejam.

A convergência pode ser encarada como uma evolução , ou então, a razão
de algo ter crescido, ganhado maior visibilidade ou mesmo que atenda a alguma
necessidade que provenha de questões sociais, culturais ou mesmo financeiras . O
uso de redes sociais em celular é um exemplo de convergência , já que aumentou o
uso das próprias redes e dos aparelhos.
Com tantos espaços onde se pode compartilhar informações, uma nova
técnica surgiu : a narração transmídia . Em seu livro Cultura da Convergência, Henry
Jenkins nos apresenta exemplos de sucesso do uso da narração transmídia , que
também a define como: "[ ... ] uma nova estética que surgiu em resposta à
convergência das mídias - uma estética que faz novas exigências aos consumidores
e depende da participação ativa de comunidades de conhecimento." (2009, p. 49) .
Na fala de Gabriel (2010, p. 112), a narração transmídia consegue distribuir
conteúdo através de mídias tradicionais e digitais, o que não obriga que a técnica
precise ser necessariamente virtual, como pode vir a ser interpretado o termo
"transmídia".
Uma biblioteca hoje se depara com diversas mídias, em vários suportes. Por
lidar com essa diversidade, supõe-se que a narração transmídia possa ser uma
técnica de marketing de sucesso dentro de unidades de informação, desde que
como qualquer outra estratégia , tenha um planejamento definido, respeitado e, se
necessário, atualizado.

3 A estratégia para a Biblioteca Universitária
A Biblioteca Universitária da Faculdade de Tecnologia Senac Florianópolis faz
parte , desde 2008 , da Rede de Bibliotecas do Senac no estado de Santa Catarina . É
a maior em questão de tamanho de acervo e espaço físico , justamente por estar
dentro da maior unidade do Senac no Estado . Tem uma série de atividades, serviços
e produtos para poder atender a quase dois mil alunos, 117 professores, 61
colaboradores e 05 estagiários, além de ter o acervo acessível à comunidade para
consulta local.
A Faculdade oferece cursos livres de curta duração, cursos de graduação,
técnico e pós-graduação, nas áreas de Gestão, Tecnologia, Gastronomia, Idiomas,

2335

�Marketing
Trabalho completo

Educação e Moda. O acervo é atualizado conforme as bibliografias dos cursos,
atualizadas anualmente.
Com a finalidade de ser bastante efetiva junto aos professores, alunos,
colaboradores e comunidade, a equipe da Biblioteca (composta por uma
bibliotecária, dois auxiliares e duas estagiárias) preocupa-se em desenvolver
produtos, serviços e atividades que se tornem ferramentas de apoio que supram as
necessidades informacionais dos clientes da unidade. Um destes produtos é o
InfoBiblio, que nasceu em 2001 , primeiramente na versão impressa e hoje está na
versão online, sendo enviado a toda a comunidade da Biblioteca por e-mail. Por ter
esta abrangência , o InfoBiblio foi escolhido pelos autores para integrar-se como a
primeira mídia nesta proposta de narração transmídia .
As informações apresentadas no InfoBiblio são em formato jornalístico, com
imagens, de forma a chamar a atenção do leitor. Informações sobre eventos
(internos e externos da unidade), resultados de atividades, entrevistas (com alunos e
professores), indicação de leitura e divulgação do que acontece na Biblioteca,
compõe o conteúdo deste boletim informativo.
A segunda mídia escolhida para integrar a narração transmídia é o
Foursquare, uma rede social baseada em geolocalização que permite fazer checkins assim que se chega a determinado local. Segundo dados de janeiro de 2012
apresentados no próprio blog do Foursquare, a plataforma já conta com uma
comunidade de 15 milhões de usuários e mais de um bilhão e meio de check-ins, um
número que aumenta em milhões diariamente.
O Foursquare, através da conquista de medalhas 1, prefeituras 2 e pontos
ganhos com cada check-in feito, garante a fidelização do usuário ao espaço físico,
além de ser lembrado e "consumido", justamente uma das metas do marketing e das
redes sociais, "Quanto mais conexões o item a ser lembrado possuir com os outros
nós da rede, maior será o número de caminhos associativos possíveis para a
propagação da ativação no momento em que a lembrança for procurada" (LÉVY
apud TELLES, 2011 , p. 117).
Nesta narração transmídia , o Foursquare será explorado de forma básica,
criando um espaço para a Biblioteca Universitária e dentro dele disponibilizando
promoções, a fim de garantir fidelização de usuários potenciais e continuar com os
reais. Estas promoções obviamente não serão com intuitos lucrativos, mas sim para
fidelização . Para que seja possível divulgar os produtos e serviços da Biblioteca,
precisou-se fazer a solicitação junto à empresa Foursquare pedindo um código
verificador a ser informado no cadastro da Biblioteca e assim criar um espaço que
possa interagir com os usuários que fizerem check-in .
1 O Forsquare armazena todos os check-ins feitos e faz uma comparação destes locais visitados . Ao
ter uma categoria mais explorada, você pode conquistar uma medalha relacionada à categoria dos
locais visitados . Por exemplo: com várias visitas a livrarias e bibliotecas, ganha-se a medalha
("badge") "BookWorm", que numa tradução livre quer dizer, "traça de bibliotecas".
2 A prefeitura ("mayor") é conquistada pelo usuário que visita vàrias vezes o mesmo local. A prefeitura
não é fixa e pode ser roubada por outro usuário.

2336

�Marketing
Trabalho completo

Por último, para integrar a proposta, um aplicativo próprio será desenvolvido
para a Biblioteca , com apoio do Setor de Informática da própria Faculdade e ainda
com a unidade operativa Senac Tecnologia da Informação. Nele, haverá integrado
um leitor de feeds das postagens do blog da Rede de Bibliotecas do Senac/SC ,
tutoriais de uso, dicas de leitura, download do Sumário Corrente e InfoBiblio e
acesso rápido para renovação de empréstimo.
Até a data da submissão deste artigo, o desenvolvimento do aplicativo já
conta com o leitor de feeds pronto. É através dele que os usuários poderão ler as
notícias postadas no blog da Rede de Bibliotecas do Senac/SC. Foi escolhido o
sistema operacional mobile Android , por ser um produto da Google, que permite uma
amplitude maior de criação com o uso de ferramentas gratuitas. Conseguinte ,
determinou-se que Java será a linguagem de programação para a criação do
aplicativo. À medida que for ganhando forma, a próxima preocupação será em
integrar o leitor de feeds e uma área do Pergamum para renovação de materiais.
A narração entre estas mídias ocorrerá de forma a promover serviços,
produtos e eventos.

4 Resultados esperados
Ao se analisar a influência de cada uma das mídias e as capacidades de
compartilhamento, espera-se que com esta estratégia de narração transmídia crie-se
um aumento no uso de produtos e serviços e uma visibilidade virtual maior à
Biblioteca.
A Biblioteconomia e a Ciência da Informação têm-se preocupado bastante
quanto aos novos suportes, novas técnicas profissionais e processos de
disseminação da informação. A narração transmídia, que ao navegar por diferentes
mídias, pode ser uma excelente parceira no marketing para unidades de informação.
Como não foi encontrada nenhuma referência nacional deste uso, espera-se que
este artigo possa servir como base inicial para outras iniciativas inéditas como esta .

5 Considerações parciais
Pela caracterização do público da Biblioteca , acredita-se que esta narração
transmídia será bastante efetiva tanto pelo uso do Foursquare, como do aplicativo,
acoplados à familiaridade do InfoBiblio. Trará uma visibilidade virtual à Biblioteca e
um diferencial quanto ao uso de marketing em unidades de informação.
Para a comunidade científica, o trabalho acrescentará à literatura do
webmarketing via redes sociais sobre este uso que se enquadra tão bem dentro de
uma unidade de informação, que trabalha com diversas mídias.
A Biblioteconomia , por ser multidisciplinar e interdisciplinar, deve se atribuir de
outras ferramentas ou técnicas de uma área como o marketing , de constante
inovação. É o caso da narração transmídia , que se encaixa tão perfeitamente numa

2337

�Marketing
Trabalho completo

unidade de informação. O bibliotecário que tem esta percepção pode tornar sua
unidade de informação um diferencial, para isto, basta estar atento aos novos
conceitos e práticas de atuação.

6 Referências
FOURSQUARE.Site. Disponível em : &lt;http://www.foursquare.com/about&gt; . Acesso em: 27
mar. 2012.
GABRIEL, Martha. Marketing na era digital: conceitos, plataformas e estratégias. São
Paulo: Novatec, 2010.
JENKINS, Henry. Cultura da convergência. 2. ed. São Paulo: Aleph , 2009.
KOTLER, Philip. Administração de marketing: análise, planejamento, implementação e
controle . 5. ed. São Paulo: Atlas, 2011 .
O marketing sem segredos: Philip Kotler responde a todas as suas dúvidas.
Porto Alegre: Bookman, 2005.

=---:-:---:-:-_.

MEDEIROS, R. C. V.; CRISTIANINI , G. M. S. Proposta de melhoria de marketing dos
produtos e serviços da Biblioteca Prof. Achille Bassi. In: Seminário Nacional de Bibliotecas
Universitárias, 16.,2010, Rio de Janeiro. Anais ... Rio de Janeiro: UFRJ, 2010.
O'REILLY, Tim. What is web 2.0: design patterns and business models for the next
generation of software. 30 set. 2005. Disponível em : &lt;http://oreilly.com/web2/archive/what-isweb-20 .html&gt;. Acesso em: 11 abr. 2012.
OTTONI, H. M. Bases do marketing para unidades de informação. Rev. Ciência da
Informação, v. 25, n. 2, 1998.
RECUERO, Raquel. Redes sociais na internet. Porto Alegre: Sulina, 2009. Disponível
online.
SILVEIRA, Amélia . Marketing em sistemas de informação: visão geral. In: Rev. Cio Inf., v.
15, n. 1, p. 45-52. jan.ljun. 1986.
TELLES, André. A revolução das mídias sociais: cases, conceitos, dicas e ferramentas. 2.
ed . São Paulo: M. Books do Brasil, 2011 .

2338

�</text>
                  </elementText>
                </elementTextContainer>
              </element>
            </elementContainer>
          </elementSet>
        </elementSetContainer>
      </file>
    </fileContainer>
    <collection collectionId="49">
      <elementSetContainer>
        <elementSet elementSetId="1">
          <name>Dublin Core</name>
          <description>The Dublin Core metadata element set is common to all Omeka records, including items, files, and collections. For more information see, http://dublincore.org/documents/dces/.</description>
          <elementContainer>
            <element elementId="50">
              <name>Title</name>
              <description>A name given to the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51396">
                  <text>SNBU - Edição: 17 - Ano: 2012 (UFRGS - Gramado/RS)</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="49">
              <name>Subject</name>
              <description>The topic of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51397">
                  <text>Biblioteconomia&#13;
Documentação&#13;
Ciência da Informação&#13;
Bibliotecas Universitárias</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="41">
              <name>Description</name>
              <description>An account of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51398">
                  <text>Tema: A biblioteca universitária como laboratório na sociedade da informação.</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="39">
              <name>Creator</name>
              <description>An entity primarily responsible for making the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51399">
                  <text>SNBU - Seminário Nacional de Bibliotecas Universitárias</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="45">
              <name>Publisher</name>
              <description>An entity responsible for making the resource available</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51400">
                  <text>UFRGS</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="40">
              <name>Date</name>
              <description>A point or period of time associated with an event in the lifecycle of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51401">
                  <text>2012</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="44">
              <name>Language</name>
              <description>A language of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51402">
                  <text>Português</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="51">
              <name>Type</name>
              <description>The nature or genre of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51403">
                  <text>Evento</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="38">
              <name>Coverage</name>
              <description>The spatial or temporal topic of the resource, the spatial applicability of the resource, or the jurisdiction under which the resource is relevant</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51404">
                  <text>Gramado (Rio Grande do Sul)</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
          </elementContainer>
        </elementSet>
      </elementSetContainer>
    </collection>
    <itemType itemTypeId="8">
      <name>Event</name>
      <description>A non-persistent, time-based occurrence. Metadata for an event provides descriptive information that is the basis for discovery of the purpose, location, duration, and responsible agents associated with an event. Examples include an exhibition, webcast, conference, workshop, open day, performance, battle, trial, wedding, tea party, conflagration.</description>
    </itemType>
    <elementSetContainer>
      <elementSet elementSetId="1">
        <name>Dublin Core</name>
        <description>The Dublin Core metadata element set is common to all Omeka records, including items, files, and collections. For more information see, http://dublincore.org/documents/dces/.</description>
        <elementContainer>
          <element elementId="50">
            <name>Title</name>
            <description>A name given to the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="64580">
                <text>Proposta de narração transmídia para a Biblioteca da Faculdade de Tecnologia SENAC Florianópolis: projeto de trabalho de conclusão de curso.</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="39">
            <name>Creator</name>
            <description>An entity primarily responsible for making the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="64581">
                <text>Prado, Jorge Moisés Kroll do; Corrêa, Elisa Cristina Delfini</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="38">
            <name>Coverage</name>
            <description>The spatial or temporal topic of the resource, the spatial applicability of the resource, or the jurisdiction under which the resource is relevant</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="64582">
                <text>Gramado (Rio Grande do Sul)</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="45">
            <name>Publisher</name>
            <description>An entity responsible for making the resource available</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="64583">
                <text>UFRGS</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="40">
            <name>Date</name>
            <description>A point or period of time associated with an event in the lifecycle of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="64584">
                <text>2012</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="51">
            <name>Type</name>
            <description>The nature or genre of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="64586">
                <text>Evento</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="41">
            <name>Description</name>
            <description>An account of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="64587">
                <text>Traz a técnica da narração transmídia como estratégia de marketing dentro da Biblioteca Universitária da Faculdade de Tecnologia Senac Florianópolis. A proposta deste uso está sendo trabalhada no projeto de trabalho de conclusão de curso em Biblioteconomia e apresenta definições de marketing e seu uso dentro de unidades de informação, a expansão do marketing digital com enfoque na narração transmídia e quais métodos e suportes foram escolhidos para construir a proposta desta estratégia.</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="44">
            <name>Language</name>
            <description>A language of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="69578">
                <text>pt</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
        </elementContainer>
      </elementSet>
    </elementSetContainer>
  </item>
  <item itemId="6078" public="1" featured="0">
    <fileContainer>
      <file fileId="5142">
        <src>http://repositorio.febab.org.br/files/original/49/6078/SNBU2012_217.pdf</src>
        <authentication>aebc21a7a983cc4cede6949649797781</authentication>
        <elementSetContainer>
          <elementSet elementSetId="4">
            <name>PDF Text</name>
            <description/>
            <elementContainer>
              <element elementId="92">
                <name>Text</name>
                <description/>
                <elementTextContainer>
                  <elementText elementTextId="64579">
                    <text>Marketing
i! """"'"
MaooNlck

~

=

:,

IiWitt.UJ
1I....111~

Trabalho completo

MARKETING EM BIBLIOTECAS UNIVERSITÁRIAS: UMA REVISÃO
DA LITERATURA
Lucas Almeida Serafim 1, Ivan Bim Requemi, Adriana Nobrega da
Silva3, Elieny do Nascimento Silva4, Carla Façanha de Brito5,
Fátima Portela Cysne6
1Mestre em Ciência da Informação, Especialista MBA em Marketing Estratégico, Universidade
Federal do Ceará, Juazeiro do Norte, Ceará
2Mestre em Engenharia de Produção, Grupo Educacional Uninter, Curitiba , Paraná
3 Mestre em Ciência da Informação, Universidade Federal do Ceará , Juazeiro do Norte-Ce
4 Mestre em Ciência da Informação, Universidade Federal do Ceará , Juazeiro do Norte-Ce
5 Mestre em Ciência da Informação, Universidade Federal do Ceará , Juazeiro do Norte-Ce
6 Doutora em Ciências da Informação, Universidade da Integração Internacional da Lusofonia
Afro-Brasileira (UNILAB), Redenção, Ceará

Resumo
Discute a aplicação do marketing em bibliotecas de Instituições de Ensino Superior.
A partir da revisão bibliográfica , analisa a universidade ao longo da história, para
compreender a atuação das bibliotecas acadêmicas na sociedade contemporânea .
Pela melhoraria das suas práticas informacionais, as bibliotecas acadêmicas
aproveitam-se cada vez mais de conhecimentos interdisciplinares, dentre eles o
marketing . Sob o conceito de marketing de serviços, procura-se traçar possibilidades
de aplicação das técnicas bibliotecárias, em nível estratégico e operacional,
exemplificando adaptações do Customer Relationship Management (CRM) e o
composto de marketing . Constata que, embora haja a possibilidade de entendimento
entre a Ciência da Informação (CI) e marketing, prevalece uma visão míope de
marketing entre grande parte dos gestores de bibliotecas universitárias, como a falsa
idéia da impossibilidade de aplicação do marketing em instituições que trabalham
com bens intangíveis e que não visam o lucro. Conclui que junto à CI, o marketing
adquire forte relevância social, auxiliando profissionais que lidam com a informação
compreender e atender as reais necessidades de informação de suas comunidades.

Palavras-Chave: Marketing em Bibliotecas Universitárias; Universidade; Marketing
no Terceiro Setor.

Abstract
It discusses the application of marketing in libraries of institutions of higher education .
Through a literature review, it analyzes the university throughout history, trying to
understand the role of academic libraries in contemporary society. Through
improvement of their information practices, academic libraries take advantage of
increasingly interdisciplinary knowledge, including marketing. From the concept of
marketing services, this study seeks to draw possibilities of application of
librarianship technics, both in strategic and operational levei, e. g., illustrating
adaptations of Customer Relationship Management (CRM) and marketing mixo It
notes that, although the literature shows interdisciplinary relations between the
Information Science and marketing , a short-sighted marketing still prevails among
many of the managers of university libraries, creating the false idea of the
impossibility of application of marketing in institutions which work with intangible

2316

�Marketing
i! """"'"
MaooNlck

~

=

:,

IiWitt.UJ

1I....111~

Trabalho completo

elements (such as information) and not intended for profit. It concludes that along
with the CI , marketing acquires strong social relevance, helping professionals who
deal with information to understand and meet the real information needs of their
communities.

Keywords : Library Marketing; Universities; Non-profit sector Marketing.
1 Introdução

o desenvolvimento das sociedades e suas necessidades de informação
possuem íntima relação (MACGARRY, 1999), condicionando o progresso da
humanidade ao aprimoramento das técnicas de aquisição, armazenamento, controle
e disseminação de informações. No séc. XV, por exemplo, as transformações sociais
na Europa ocidental que indicavam o fim da Idade Medieval tiveram como mola
propulsora o advento da Imprensa. Pela primeira vez, a impressão por tipos móveis
introduzida por Johannes Gutenberg possibilitou a larga disseminação das ideias
existentes, limitadas anteriormente à tradição oral ou a cópia manual dos
manuscritos, além de uma maior precisão na reprodução de textos e complexas
ilustrações, sem erros, e a preservação do conteúdo através da duplicação massiva
(KING,2004).
De modo semelhante, as técnicas eletrônicas surgidas no período pós 11
Guerra Mundial, dentre as quais o computador e Internet, protagonizam o cenário de
mudanças na sociedade contemporânea. Comumente denominadas novas
tecnologias da informação e comunicação (TIC), elas regram o fluxo informacional
nas diversas esferas da vida humana. Ainda em comparação com o impacto da
imprensa, um marco histórico da Era Moderna, observa-se na atualidade uma
semelhança no aumento da produção de informações, notadamente em proporções
inimagináveis.
No âmbito da informação científica, reforça-se nas Instituições de Ensino
Superior a missão de gerar saber (ou conhecimento, entendido como algo intangível,
inerente ao indivíduo e do uso das informações registradas nos mais variados
suportes e formatos). Luckesi (1995, p. 42) considera a universidade: 'l ..]
'consciência crítica da sociedade', isto é, um corpo responsável por indagar,
questionar, investigar, debater, discernir, propor caminhos de soluções, avaliar, na
medida em que exercida as funções de criação, conservação e transmissão da
cultura ", enquanto Macgarry (1999, p. 139) ressalta que: " a educação e a formação
de recursos humanos são as bases da criação de conhecimentos, que por sua vez
criarão riqueza material e espiritual". De um modo mais abrangente, a Lei de
Diretrizes e Bases da Educação (Lei nO 9.394/1996) enfatiza :
Art. 43. A educação superior tem por finalidade :
I - estimular a criação cultural e o desenvolvimento do espirito científico e do
pensamento reflexivo;
11 - formar diplomados nas diferentes áreas de conhecimento, aptos para a
inserção em setores profissionais e para a participação no desenvolvimento
da sociedade brasileira , e colaborar na sua formação contínua;
111 - incentivar o trabalho de pesquisa e investigação científica , visando o
desenvolvimento da ciência e da tecnologia e da criação e difusão da
cultura , e, desse modo , desenvolver o entendimento do homem e do meio
em que vive;

2317

�Marketing
i! """"'"
MaooNlck

~

=

:,

IiWitt.UJ

1I....111~

Trabalho completo

IV - promover a divulgação de conhecimentos culturais , científicos e
técnicos que constituem patrimônio da humanidade e comunicar o saber
através do ensino, de publicações ou de outras formas de comunicação;
V - suscitar o desejo permanente de aperfeiçoamento cultural e profissional
e possibilitar a correspondente concretização, integrando os conhecimentos
que vão sendo adquiridos numa estrutura intelectual sistematizadora do
conhecimento de cada geração;
VI - estimular o conhecimento dos problemas do mundo presente, em
particular os nacionais e regionais, prestar serviços especializados à
comunidade e estabelecer com esta uma relação de reciprocidade;
VII - promover a extensão, aberta à participação da população, visando à
difusão das conquistas e benefícios resultantes da criação cultural e da
pesquisa científica e tecnológica geradas na instituição (BRASIL, 1996 1
apud BRUNO ; MEDEIROS; MELO, 2008, p. 43).

No almejo por corresponder à tamanha responsabilidade social, destaca-se
a relevância dos serviços de informação, tradicionalmente oferecidos nas bibliotecas
acadêmicas, dispositivos essenciais no fluxo da informação científica. A história das
bibliotecas acadêmicas confunde-se com a das universidades. Até o fim da Idade
Medieval, as bibliotecas das poucas instituições de ensino superior tinham como
principal objetivo a coleta, armazenamento e preservação de um conjunto crescente
de informações (os copistas, e seus manuscritos, participaram ativamente dos
primeiros acervos das bibliotecas acadêmicas) . Numa perspectiva "custodial"
(SILVA, 2006), o acesso à informação registrada era restrito a poucos. Consideradas
"templos do saber", as bibliotecas das primeiras universidades tinham a função de
guardar os livros, como relata Macgarry (1999, p. 114):
O acervo, como era tão costumeiro tanto nas instituições monásticas como
acadêmicas , dividia-se em duas partes : os livros mais consultados eram
acorrentados na biblioteca principal ; os disponíveis para empréstimo eram
guardados numa sala separada .

Na contemporaneidade, inserida no contexto de uma sociedade baseada em
informação, o seu papel passa a ser não apenas de preservação, mas o de
transferência da informação (GREER, GROVER; FOWLER, 2007). A complexidade
da atual sociedade eleva a informação a um status de cientificidade, cabendo a (nem
tão) emergente Ciência da Informação (CI) , repensar as práticas informacionais das
bibliotecas acadêmicas. Neste trabalho, através de uma revisão de literatura,
objetiva-se demonstrar as relações entre bibliotecas acadêmicas e o marketing, ou
CI e marketing, a partir do pressuposto de que das relações interdisciplinares entre
essas áreas do conhecimento pode contribuir para um melhor entendimento das
necessidades de informação daqueles indivíduos responsáveis pela produção
científica (conhecimento científico), diferencial para o desenvolvimento das nações e
indivíduos. Mostrar tendências da visão do marketing nos serviços bibliotecários e,
sobretudo, as barreiras da sua não aplicação faz parte dos objetivos deste estudo.

2 Sociedade da Informação
A relevância da informação para atual sociedade pode ser verificada nas
diversas tentativas de caracterizá-Ia ou descrevê-Ia, em distintos contextos e áreas
do conhecimento. Aliada ao advento das TIC , a informação torna-se base

BRASIL. Ministério da Educação. lei de Diretrizes e Bases da Educação (lei
Brasilia, 1996.

1

2318

nO

9.394/1996) .

�Marketing
i! """"'"
MaooNlck

~

=

:,

IiWitt.UJ

1I....111~

Trabalho completo

paradigmática da sociedade contemporânea, constituindo-se numa "revolução
tecnológica" ou "da informação", a qual Oliveira (1994 , p. 38) descreve como :
"àqueles raros momentos na história da humanidade caracterizados por
modificações rápidas nas estruturas sociais e que alteram significativamente velhos
hábitos e costumes".
Ainda na década de 70 , Toffler (1970) advertia que até o séc. XXI milhões de
pessoas comuns, psicologicamente normais, sofreriam uma colisão repentina, em
um curto espaço de tempo, com o futuro. Segundo o autor, o "choque do futuro"
(future shock) seria uma nova doença psicológica que, à época , não encontrada no
Index Medicus 2 e em nenhuma lista de anormalidades psicológicas (TOFFLER,
1970, p. 10). Do tratamento para "a doença da mudança", que envolvia a
compreensão de uma teoria da adaptação, pouco se conhecia . O ineditismo da
abordagem de Toffler (1970), como o mesmo ressalta na sua parte introdutória, foi
discutir o amanhã , não pelo seu lado metálico, físico , mas pelo lado humano, "soft",
dos componentes intangíveis que moldam a realidade .
Dez anos mais tarde o mesmo autor propõe uma análise histórica da
civilização em três fases , descritas como "ondas", a saber:
a) a revolução agrícola (Primeira Onda) : a terra era base da economia , da vida , da
cultura , da estrutura familiar e da política; em termos de informação, sua
característica secundária refletia sua principal forma de disseminação - a
oralidade;
b) a revolução industrial (Segunda Onda) : o carvão, o gás e o petróleo, fontes de
energia não renováveis, tornam possível a produção em massa; a
industrialização também proporcionou grandes transformações sociais: " ... ela
colocou trator na fazenda , a máquina de escrever no escritório , e o refrigerador
na cozinha" (TOFFLER, 1980, 23) ; no cenário informacional, grandes
quantidades de informação passaram a ser produzidas, havendo a necessidade
de distribuí-Ias de maneira eficiente, dando base para novos serviços de
informação, tais como serviços postais, os memorandos, o telefone, o telégrafo e
rádio; ela ainda permanece disseminando em algumas partes do mundo, já que
em países como o México e China, os camponeses continuam migrando para as
cidades em busca de empregos pouco especializados nas linhas de montagens
das fábricas (TOFFLER, 2003);
c) a Era da informação (Terceira Onda), que estaria apenas no seu início, nos
Estados Unídos, em 1955; na economia , a força braçal é substituída pela força
mental (TOFFLER, 1980).
A abordagem de Toffler (1980) sobre a Era da Informação, em uma época na
qual a Internet nem era tão conhecida , continua em evidência . Em 2009, o
presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, ao declarar outubro o mês de
conscientização nacional para a competência em informação (National Information
Literacy Awareness Month) , retoma , de forma indireta, o conceito de Toffler (1980),
chamando atenção para a "Era da Informação". Em seu discurso, Obama destaca
que todos os dias os americanos são inundados com uma vasta quantidade de
informações: notícias 24 horas por dia, milhares de redes televisivas e de rádio ,
junto à imensa coleção de fontes on-line , têm desafiado o modo como as
2 o Index Medicus (IM), publicado atualmente pela National Library of Medicine (NLM), é um índice global de
artigos de revistas científicas médicas, publicados desde 1879.

2319

�Marketing
i! """"'"
MaooNlck

~

=

:,

IiWitt.UJ

1I....111~

Trabalho completo

informações são gerenciadas. E continua: mais do que a mera posse de dados,
necessita-se de novas habilidades para adquirir, coletar e avaliar informações para
situações diversas, convergindo para um novo tipo de aprendizagem (Iiteracy), a
competência em informação (information literacy) que também requer indivíduos
competentes nas tecnologias da comunicação, incluindo computadores e
dispositivos móveis que auxiliam o processo diário de tomadas de decisões.
Na "sociedade em rede", "sociedade informacional", ou "sociedade da
informação", descrita por Castells (1999, p. 119), o "informacionalismo" gerou
apenas uma nova roupagem para as desigualdades sociais anteriormente
conhecidas. Segundo o autor: ''[ 00'] na essência, não são as tecnologias que mudam
a sociedade, mas a sua utilização dentro do modo de produção capitalista, que
busca o lucro, a expansão, a internacionalização de tudo o que tem valor
econômico" (CASTELLS , 1999, p. 119). Nesta mesma perspectiva, Lévy (2001 , p.
40) descreve uma "nova economia" baseada no conhecimento, na qual: "ideias e
informações são vendidas e compradas [00 '] elas têm um preço". Dentro da dinâmica
do "capitalismo da informação", Levy (2001) explica que a matéria fica saturada de
informações, que as coisas acumulam conhecimentos, e que elas formam um
conhecimento coletivo que deveria ser acessado em benefício de todos:
A economia do conhecimento só poderá oferecer seu potencial à
humanidade se o ciberespaço se tornar mais acessível a todos e for
utilizado não somente para os negócios, mas também para debater e
resolver coletivamente os grandes problemas da comunidade mundial
(LEVY, 2001 , p. 41) .

Como evolução das discussões sobre o paradigma informacional, uma
próxima "onda", começa a ser discutida frente aos desafios do séc. XXI. Para
Gardner (1994), em alusão direta a "Terceira Onda" de Toffler (1980), a humanidade
já vive uma Quarta Onda, que não estaria baseada no conhecimento, como a
terceira , mas na capacidade que o indivíduo possui para adquirir novos
conhecimentos. No âmbito organizacional, esta nova tendência tem feito surgir um
novo modelo organizacional com base em aprendizagem . Para Senge (1994, p. 3),
sucesso das organizações está cada vez menos relacionado à modelos
coorporativos de controle e comando, e muito mais à sua capacidade de criar e
compartilhar continuamente conhecimento novo. Para isso, o autor afirma que cinco
novos componentes tecnológicos (disciplinas) convergem para nas organizações
que aprendem (Iearning organizations) , a saber:
a) Pensamento Sistemático (Systems Thinking) : a solução dos grandes problemas
organizacionais surge na análise do sistema como um todo, e não em partes
isoladas;
b) Domínio pessoal (Personal Mastery): aquela disciplina do contínuo clareamento
e aprofundamento da visão pessoal do indivíduo, de focar energias, de
desenvolver paciência e de ver a realidade objetivamente;
c) Modelos mentais (Mental Models): são considerados os conceitos,
generalizações e imagens que influenciam a ação dos indivíduos;
d) Construção de uma visão compartilhada (Building Shared Vision) : através desta
disciplina, há uma tradução das visões pessoais para um objetivo comum , uma
mesma identidade e senso de destino;
e) Aprendizagem em grupo: esta disciplina começa com o diálogo, a capacidade
dos membros de um grupo de deixarem de lado os pressupostos e terem um
pensamento genuíno em conjunto. (SENGE, 1994, p. 4-5) .

2320

�Marketing
i! """"'"
MaooNlck

~

=

:,

IiWitt.UJ

1I....111~

Trabalho completo

Segundo Senge (1994) , o grande desafio é o desenvolvimento das
disciplinas em conjunto, atribuindo ao pensamento sistêmico à quinta disciplina, já
que ela integra as demais em um corpo coerente de teoria e prática.

3 Bibliotecas Acadêmicas e o Marketing
As bibliotecas acadêmicas surgem na Europa com as primeiras
universidades, originárias das escolas medievais, em meio a transformações
tecnológicas, político e econômicas, merecendo destaque neste processo a
invenção da imprensa , no fim da Idade Média e início da Idade Moderna. Neste
período, o desenvolvimento das cidades e a melhoria na qualidade de vida da
população instigam nos indivíduos a necessidade de entender a realidade onde
estavam inseridos, obtendo nas "studia generalia universitatis", como eram
denominadas as primeiras universidades (organismos de ensino criados para dar a
sacerdotes e monges educação mais profunda que a recebida nas escolas
religiosas) um espaço destinado a fazerem seus questionamentos sobre os valores,
as normas e as verdades até então aceitas. Eram lugares onde clérigos e leigos
podiam ser educados fora da norma, e o vigor de sua vida intelectual atraiu
estudantes e professores (GARCIA, 2005 ; MACGARRY, 1999).
Até a revolução industrial, as bibliotecas acadêmicas não eram bem
difundidas no mundo. Com expansão das universidades, elas assumem a função de
educadora, constituindo o pilar dessas instituições na medida em que davam suporte
informacional para as pesquisas que ali se desenvolviam. Deste modo, tiveram um
papel essencial na difusão dos benefícios proporcionados pelo conhecimento
registrado , que crescia a cada dia, sobretudo após a invenção dos tipos móveis
(GREER; GROVER; FOWLER, 2007).
O atendimento das necessidades de informação de indivíduos inseridos em
comunidades variadas continua sendo a razão de existir das bibliotecas, e uma das
áreas nas quais seus gestores apoiam suas práticas é a de marketing. Vários
estudos na área de CI vêm demonstrando a aplicação do marketing em bibliotecas
(ADEYOYIN, 2005 ; AMARAL, 1996, 2009; BRINDLEY, 2006; OLIVEIRA, 1985;
OTTONI , 1995; SEN , 2006 ; SILVA, 2000), embora relativamente recentes e
escassos (AMARAL, 1996).
É cada vez mais pertinente a aplicação dos conceitos do marketing nos
setores sem fins lucrativos e que lidam com bens intangíveis, sendo esta a base
para o marketing para serviços. No âmbito dos serviços bibliotecários
especializados, inerentes às bibliotecas universitárias, não se admite mais, frente
aos novos desafios que caracterizam o atual cenário da informação, uma visão
estreita sobre o marketing. As bibliotecas devem ser consideradas um negócio, e
como qualquer outro , deve estar voltado para as necessidades de seus
clientes/usuários, se não quiserem perecer em um mercado cada vez mais
competitivo (AMARAL, 2009) .
A Era do "marketing de massa", na qual volume de produtos oferecidos ao
mercado significava o sucesso no mundo dos negócios, em detrimento das
necessidades dos consumidores, encontra-se ultrapassada. As necessidades e
desejos dos clientes vêm antes da oferta do produto/serviço e o fator "qualidade" é
um pré-requisito para se permanecer no mercado . O sucesso empresarial , na atual
conjectura , perpassa pela conquista e fidelização de clientes, que só é alcançada

2321

�Marketing
i! """"'"
MaooNlck

~

=

:,

IiWitt.UJ

1I....111~

Trabalho completo

através da vantagem competitiva, que é aquela característica única de uma empresa
que a faz se destacar no mercado em que ela atua.
Esta mesma realidade , caracterizada pela alta competitividade do mercado,
crises financeiras , políticas e sociais, também atingiu as bibliotecas universitárias,
que buscam sobreviver (a biblioteca não existe sem usuários) e exercer a sua
responsabilidade social , pois delas depende a qualidade da educação oferecida
pelas universidades, que necessitam de informação para gerar conhecimento novo.
O grande potencial de melhoramento dos serviços de informação de
bibliotecas, a abordagem do marketing não reflete a realidade vivida pela maior parte
das bibliotecas. Sen (2006) esclarece que apesar da existência de esforços para o
marketing, muitas vezes suprimidos por falta de recursos financeiros , há ainda uma
grande parte dos administradores de bibliotecas que acham incompreensível sua
aplicação para os serviços de bibliotecas, já que elas não visam o lucro. Ainda
prevalece entre seus líderes o marketing como sinônimo de vendas.
Como se percebe, já não é de agora que bibliotecários e especialistas em
informação têm debatido a idéia de marketing para bibliotecas e outras unidades de
informação, tendo destaque as bibliotecas universitárias. As rápidas mudanças
experimentadas pelas áreas interdisciplinares da Biblioteconomia , Gestão da
Informação e Ciência da Informação, especialmente as facilidades de uso de portais
de serviços de informação, promovidas pelas TI tem levado a áreas a um crescente
interesse em aprender e entender marketing para implementá-lo em suas
instituições.
Produtos e serviços de informação, em uma multiplicidade de formatos , para
uma clientela cada vez mais exigente, tem tornado bibliotecas e outras unidades de
informação mais competitivos e alertas. Essas unidades de informação estão sendo
fortemente pressionada, a partir da revolução da informação, a reponderem aos
desafios de cortes no orçamento, aumento da base de usuários, rápido crescimento
do acervo e materiais, custos crescentes, demandas na rede, concorrência dos
fornecedores de banco de dados, assim como a complexidade das necessidades de
informação. Essas pressões vem forçando os bibliotecários a adoção de marketing
para melhorar a gestão da biblioteca e outras unidades de informação.

3.1 Marketing de Serviços
O Marketing tem como objetivo identificar a base de clientes para determinar
e atender suas necessidades, desejos e demandas, projetando e disponibilizando
produtos e serviços adequados. O foco principal do conceito de marketing é o
cliente , sendo seu objetivo a satisfazer suas necessidades. Rowley (2001) chama
de marketing, o processo de gestão que identifica e antecipa , e os requisitos de
suprimentos dos clientes, de forma eficiente e rentável. Kotler (1999) diz, que o
marketing é o processo de planejar e executar conceber, dar preço, promover e
distribuir bens, serviços e idéias para criar trocas com grupos-alvo de modo a
satisfazer clientes e os objetivos organizacionais. Sob a amplitude do termo
marketing, estuda-se os conceitos como a construção de relacionamento com o
cliente , identidade corporativa , comunicações de marketing, coletar dados,
estratégias e planejamento de marketing com respeito a produtos e serviços de
informação. São Kotler e Levy (1969) que trazem as primeiras abordagens do
marketing aplicado a serviços (Terceiro Setor). Os autores lembravam que nos

2322

�Marketing
i! """"'"
MaooNlck

~

=

:,

IiWitt.UJ

1I....111~

Trabalho completo

embates políticos, no recrutamento de estudantes para as universidades, ou em
angariar fundos , os "candidatos", a "educação superior" e as "causas" eram
comercializados tanto quanto pastas de dentes, sabão e aço, fato até então ignorado
pelos estudantes de marketing (KOTLER; LEVY, 1969, p. 10).
Nesta perspectiva, o marketing torna-se a ponte que liga produtores e
consumidores, resultando em um melhoramento no padrão de vida da sociedade
(ADEYOYIN, 2005) . Constitui-se, portanto, em um: " [ ... ] processo social e gerencial
por meio do qual os indivíduos e os grupos obtêm aquilo de que precisam e também
o que desejam, em razão da criação e troca de produtos/serviços de valor com
outras pessoas". (KOTLER; ARMSTRONG, 2001 3 apud KOTLER; HAYES; BLOOM,
2002, p. 7). A partir deste conceito, Kotler, Hayes e Bloom (2002) tecem sobre alguns
pontos sobre esta abordagem contemporânea do marketing que sinalizam possíveis
aplicações na realidade dos serviços bibliotecários.
O primeiro deles é que o marketing: "é um processo gerencial que se
manifesta por intermédio de programas cuidadosamente elaborados - e não ações
fortuitas". Encontra-se, portanto, estritamente relacionado ao planejamento
estratégico, uma atividade ainda rara nos serviços de informação (MATTHEWS,
2005). O papel do marketing dentro do processo de administração estratégica ,
podendo-se dividir as atividades de marketing em duas fases :
a) o marketing estratégico: pressupõe a análise sistemática e permanente
das necessidades de mercado e desenvolvimento de conceitos e
produtos com bom desempenho, destinados a compradores específicos
e que apresentam qualidades distintivas que os diferenciam dos
concorrentes imediatos, assegurando deste modo uma vantagem
concorrencial duradoura e defensável; é relativo às funções que
precedem a produção e a venda do produto (ZENONE, 2007); inclui o
estudo do mercado, a escolha do mercado-alvo, a concepção do
produto, a fixação do prelo, a escolha dos canais de distribuição e a
elaboração de uma estratégia de comunicação e produção ;
b) o marketing operacional: abrange operações de marketing posteriores à
produção, tais como a criação e desenvolvimento de campanhas de
publicidade e promoção, a ação dos vendedores e de marketing direto, a
distribuição dos produtos e merchandising e os serviços pós-venda; é de
curto prazo e sua ação tem caracterização de reação perante os
(CEZARINO;
acontecimentos
e
oportunidades
já
existentes
CAMPOMAR,2004).
O segundo está relacionado ao relacionamento do marketing com as
necessidades, desejos e exigências de um determinado grupo. Enquanto as
necessidades são uma condição humana, não inventada pelos profissionais de
marketing , podendo ser necessidades físicas (alimentação, vestuário, aquecimento) ,
sociais (afeto) e individuais (auto-realização), os desejos "são a forma assumida
pelas necessidades humanas, moldadas pela cultura e pela personalidade
individual" (KOTLER; HAYES; BLOOM , 2002 , p. 10). Ao conhecer as necessidades,
os desejos e exigências de uma comunidade de usuários, as bibliotecas podem
desenvolver estratégias de marketing e serviços de informação mais relevantes.
O terceiro, fundamental no moderno conceito de marketing, é entender o
3

KOTLER P. ; ARMSTRONG, G. Princípios de marketing . 8. ed. São Paulo: Prentice. Hall, 2001 .

2323

�Marketing
i! """"'"
MaooNlck

~

=

:,

IiWitt.UJ

1I....111~

Trabalho completo

marketing como um processo de troca . Trata-se de um processo voluntário, no qual
prestadores e clientes se beneficiam mutuamente. No campo informacional , o
benefício para o usuário pode ser a solução para um problema, ao adquirir a
informação desejada, enquanto para a biblioteca (estoque de informação), pode ser
o reconhecimento dentro da comunidade onde ela está inserida Uá que a biblioteca
precisa ser útil para existir).
O quarto considera que a atividade de marketing baseia-se na segmentação
de mercado. Certo de que é impossível atender a uma comunidade de usuários, o
gestor da biblioteca universitária deve estar preparado para decidir quais os
segmentos que deverão ser atendidos, tomando como base, por exemplo, a missão
da biblioteca.
O quinto defende o marketing orientado ao usuário, tendo como base suas
necessidades e desejos (de informação), e não àqueles que oferecem o serviço . No
âmbito informacional, a qualidade dos serviços técnicos de tratamento da informação
não são mais suficientes para garantir a eficiência de sistemas de recuperação da
informação.
O sexto considera que o sucesso do marketing, em longo prazo, está
relacionado à satisfação do cliente , definida como "a diferença entre as expectativas
do cliente, em relação a um serviço, comparadas ao serviço que o cliente na
verdade recebeu " (KOTLER ; HAYES; BLOOM , 2002 , p. 10). Informações precisas e
atualizadas, em tempo hábil, serviços de disseminação seletiva, treinamentos
específicos para necessidades específicas de informação, acesso remoto á bases
de dados especializadas, são alguns exemplos de serviços que agregam valor e
elevam o nível de satisfação dos usuários das bibliotecas universitárias,
pejorativamente reconhecidas ou mesmo limitadas aos tradicionais serviços de
empréstimo de livros.
Por último, destaca-se o desenvolvimento de um relacionamento com os
clientes, definidos no âmbito das bibliotecas como os usuários de informação,
requisito fundamental para a satisfação em longo prazo. Fornecedores e
distribuidores (Editores, Professores, dentre outros) também estão incluídos nesse
processo .
Um reflexo desta nova perspectiva do marketing , aliado ao desenvolvimento
das novas tecnologias da informação e comunicação, é atender as necessidades e
os desejos de consumidores/clientes/usuários de serviços em um nível cada vez
mais personalizado. Em um mercado globalizado, no qual a competitividade acirrada
força a busca pela qualidade, o diferencial entre as empresas está relacionado ao
valor percebido pelo cliente.
Nos serviços, Kotler, Hayes e Bloom (2002, p. 237) ressaltam que os
consumidores preferem aqueles que oferecem um maior valor, estando a vantagem
competitiva relacionada à: "[00'] maiores benefícios e/ou pela redução do custo geral
de maneira mais eficaz que os concorrentes". Localização, qualidade, características
especiais, qualidade do desempenho, tecnologias utilizadas ou disponíveis, preços
cobrados, atitudes pessoais dos funcionários são outros modos de diferenciação das
empresas prestadoras de serviços profissionais destacados por Kotler, Hayes e
Bloom (2002) , cujas iniciativas devem atender os seguintes critérios:
a) importância: as diferenças devem oferecer uma vantagem muito
valorizada pelos clientes-alvo;

2324

�Marketing
i! """"'"
MaooNlck

~

=

:,

IiWitt.UJ

1I....111~

Trabalho completo

b) exclusividade: os concorrentes não poderão oferecer a mesma diferença
ou , por outro lado, a empresa deve oferecê-Ia de maneira mais evidente;
c) superioridade: a diferença deve ser superior às outras formas pelas
quais os clientes poderiam obter o mesmo benefício;
d) comunicabilidade: a diferença deve comunicável e perceptível pelos
compradores;
e) inovação: os concorrentes não poderão copiar facilmente a diferença;
f) acessibilidade : os compradores deverão estar capacitados a pagar o
preço da diferença;
g) lucratividade: a empresa deve ser capaz de introduzir a diferença de
modo lucrativo (KOTLER; HAYES; BLOOM, 2002, p. 240).
Na perspectiva de troca de valores, agregados a produtos e serviços, baseia
o marketing de relacionamento, também aplicável no âmbito das bibliotecas
acadêmicas. Surgido na década de 90, esta abordagem do marketing prega o
conceito de fidelização do cliente, investindo prioritariamente na manutenção dos
clientes já conquistados, diferenciando aqueles de maior valor, oferecendo-os
produtos e serviços personalizados, dos que são prejuízo, sem descartar os
prospects (clientes em potencial).
Uma das tecnologias de relacionamento disponíveis é o CRM, sigla derivada
do termo Customer Relationship Management ou Gestão do Relacionamento com o
Cliente. Segundo Greenberg (2001), o CRM é uma ferramenta gerencial, um
software,
[... ] um conjunto de processos e tecnologias para gerenciar relacionamentos
com clientes efetivos e potenciais e com parceiros de negócios por meio do
marketing, vendas e serviços independentemente do canal de
comunicação", que pode auxiliar na determinação de clientes pelas
empresas , uma tarefa cada vez mais difícil no atual cenário.

No âmbito das bibliotecas acadêmicas, Neves, Souza e Lucas (2006)
buscam identificar pontos de convergência entre a noção de CRM e o
desenvolvimento de módulos de usuários dos sistemas de gerenciamento de
bibliotecas. Para tanto, os autores tomam como base o modelo teórico de CRM de
Peppers, Rogers e Dorf (1999), o qual define 4 passos chaves para um programa de
marketing um-a-um (one-to-one marketing, uma outra denominação para o CRM),
que são:
a) identificação dos clientes: a empresa deve estar apta a localizar e
contatar um número razoável de clientes diretamente, ou ao menos uma
porção razoável dos seus mais valiosos clientes; é primordial conhecer
os clientes o mais detalhado possível, não apenas seus nomes e
características de endereçamento (tais como números de endereço,
números de telefone e contas bancárias), mas seus hábitos,
preferências e assim por diante; a atualização da base de dados a cada
contato também é essencial; identificar clientes que se beneficiam dos
seus produtos e serviços, mesmo que indiretamente, na cadeia
produtiva, faz parte deste processo;
b) diferenciação dos clientes: de um modo geral, os clientes diferenciam-se
pelos seus diferentes níveis de valores e por possuírem necessidades
diferenciadas; a diferenciação, que auxilia na decisão de uma estratégia
apropriada de um negócio e proporciona que a empresa molde seu
comportamento de acordo com cada cliente, de modo a refletir suas

2325

�Marketing
i! """"'"
MaooNlck

~

=

:,

c)

d)

a)

b)
c)
d)

e)

f)

a)

b)

IiWitt.UJ

1I....111~

Trabalho completo

necessidades e valores, contribui para a empresa focar seus esforços e
ganhar mais vantagens com os seus clientes mais valiosos;
interação com os clientes: melhorando o custo-benefício e a eficácia
processos interativos, através da utilização das tecnologias de
informação e comunicação disponíveis, já que são canais de baixo custo
(um site bem estruturado e atualizado pode substituir um Call Center),
assim como na geração de informação oportuna e eficiente,
proporcionando uma melhor percepção nas necessidades dos clientes
ou um retrato mais preciso do valor de um cliente; cada interação
deveria ter como base as que já foram realizadas anteriormente.
personalização do comportamento do negócio: por último, para atar o
cliente a um relacionamento de aprendizagem, a empresa deve procurar
adaptar alguns aspectos do seu comportamento de acordo com as
necessidades expressadas pelos clientes, podendo ser desde a
personalização em massa da fabricação de um produto até o modo
como o mesmo é embalado; tal customização é baseada no que foi
aprendido sobre aquele cliente nas vendas, no marketing ou em
qualquer outro departamento (PEPPERS; ROGERS , DORF, 1999).
No estudo de Neves, Souza e Lucas (2006) , que avaliou os
sistemas Pergamum , Sophia e Gnuteca, as informações relacionadas à
categoria Identificação, correspondiam:
cadastro e perfil do usuário: contendo não apenas informações
cadastrais (endereço, telefone, curso, semestre, etc.), mas informações
que possibilitem o conhecimento das necessidades de informação dos
membros da comunidade acadêmica ;
histórico do usuário na circulação de materiais (consulta, empréstimo,
reserva): demonstram o uso das fontes de informação pelo leitor;
material pendente: indica o interesse do usuário por uma obra
específica, em períodos de tempo e contextos distintos;
área de interesses: informações que auxiliam na fase de
desenvolvimento de coleções, possibilitando aos gerentes de bibliotecas
investirem os recursos já tão escassos em áreas com maior demanda ;
multas sanções e bloqueios: permitem conhecer o comportamento dos
usuários quanto ao maus hábitos no uso do acervo, assim como focar
ações preventivas naqueles que têm comportamento adequado;
integração com o sistema acadêmico: obtendo informações dos outros
sistemas de informação de uma universidade.
Na fase de diferenciação, Neves, Souza e Lucas (2006)
consideraram como variáveis:
categorias: ou tipos de usuários (docentes, discentes, funcionários
efetivos, funcionários terceirizados, visitantes, professor visitante, aluno
especial);
direitos, políticas e parâmetros: específicos para cada grupo de usuários;
os parâmetros de empréstimos, por exemplo, passam a ser definidos em
nível cada vez mais personalizado, de acordo com as necessidades
informacionais de cada grupo, identificados nos já tradicionais tipos de
usuários existentes: alunos, professores e funcionários .
Na fase de interação, impulsionada pela possibilidade do uso

2326

�Marketing
i! """"'"
MaooNlck

~

=

:,

IiWitt.UJ

1I....111~

Trabalho completo

dos processos automatizados, Neves, Souza e Lucas (2006) destacam:
a) as listas de sugestão, seleção, aquisição e reclamações ;
b) cartas de cobrança , de agradecimentos e de relacionamento (datas
importantes para o usuário);
c) autocadastro e autoperfil (atualização);
d) verificação da situação do usuário;
Por último, na personalização dos processos proporcionados pelos sistemas
de automação de bibliotecas, Neves, Souza e Lucas (2006) destacam os alertas
bibliográficos, a Disseminação Seletiva de Informação (DSI) e Alerta de Aquisição.
Esses serviços, já conhecidos na comunidade bibliotecária mesmo antes do advento
da internet, constituem uma tentativa das bibliotecas em fornecer informações
relevantes e em tempo hábil a cada usuário. Ainda na década de 30, o pai da
Biblioteconomia Indiana S. R. Ranganathan popularizou as 5 leis da biblioteconomia ,
até hoje reconhecidas em contextos diversos: "os livros são para usar; a cada leitor
seu livro; a cada livro seu leitor, poupe o tempo do leitor; a biblioteca é um
organismo em crescimento" (RANGANATHAN, 2009, p. 11). Um serviço de DSI, por
exemplo, busca um tratamento personalizado e compatível com o perfil e linhas de
pesquisa do usuário, destacando-se neste processo a coleta de informações
relevantes, o tratamento técnico (indexação) do material coletado, e o envio dos
dados.
Saindo do nível estratégico, observa-se também a aplicação do marketing no
nível tátic%peracional das bibliotecas acadêmicas. Adeyoyin (2005) propõe o mix
de marketing , uma teoria bastante aceita na efetivação das atividades de marketing,
baseada nos estudos de Borden (1949 apud SERRANO, 2006), que envolve a
combinação de variáveis específicas que a organização utiliza para atingir o seu
público-alvo .
Nas bibliotecas acadêmicas, como o próprio nome sugere, o público alvo é
formado por estudantes, professores, pesquisadores, funcionários. Assim, os 4 P's,
ou composto mercadológico são:
a) produto: refere-se aos serviços que a biblioteca geralmente oferece para
seus clientes reais e potenciais;
produto/serviço de informação é fruto de todo um processo sistemático
de seleção, aquisição, tratamento da informação (a análise temática e
descritiva dos materiais informacionais, nos mais variados suportes e
formatos) , geração de catálogos, armazenamento e circulação de
materiais (empréstimo/devolução/reserva de livros e outros materiais
informacionais). Inclui os serviços de referencia, aqueles realizados face
a face com o usuário, treinamentos que visam desenvolver a
competência em informação, o acesso à bases de dados especializadas,
os repositórios digitais, o acesso à internet, os serviços de comutação
bibliográfica (que permitem aos usuários acesso à informações em redes
de bibliotecas cooperantes) , dentre outros;
b) Promoção: necessidade da promoção de seus serviços torna-se
essencial, em um mercado da informação cada vez mais competitivo,
que pode ser dar na forma de publicidade, eventos promocionais, etc;
- na busca de vantagem competitiva, as bibliotecas podem têm como
diferencial competitivo a qualidade de suas fontes informacionais, em
tempos onde a credibilidade, falta de organização e acesso à informação

-°

2327

�Marketing
i! """"'"
MaooNlck

~

=

:,

IiWitt.UJ

1I....111~

Trabalho completo

relevante em tempo hábil, e os altos preços da informação especializada
caracterizam o atual ambiente informacional;
c) Praça : as novas tecnologias de rede dão uma nova abordagem aos
serviços tradicionais;
- As modernas bibliotecas buscam ir além do desenvolvimento de um
acervo local de com qualidade, na medida em que promovem acesso às
informações onde quer que elas estejam . O acesso remoto às fontes de
informação em texto integral, assim como os serviços de comutação
bibliográfica, dá uma nova dimensão à biblioteca, não mais limitada ao
tempo e espaço (dando origem as suas novas nomenclaturas, tais como:
biblioteca digital, sem paredes, sem papel, eletrônica , híbrida,
repositórios digitais, etc.);
d) Preço : nesta variável, Adeyoyin (2005) esclarece que a visão de que os
serviços de informação devem ser totalmente gratuitos esta mudando;
- As relações de trocas entre biblioteca e usuários se dão,
principalmente, através de benefícios mútuos intangíveis (valor
percebido), isto é, de informação/conhecimento. No âmbito das
bibliotecas universitárias, os serviços de comutação bibliográfica são um
exemplo desta tendência, embora prevaleça de um modo geral a
gratuidade dos seus serviços.

5 Considerações Finais
Tanto no nível conceitual quanto no prático, observa-se as relações
multidisciplinares entre o marketing e os serviços bibliotecários, sobretudo em uma
abordagem do marketing que vai além da troca de produtos e serviços,
fundamentada no valor percebido entre clientes e empresas/prestadoras de serviços.
As bibliotecas acadêmicas orientadas para o marketing começam a utilizar de
ferramentas gerenciais até então identificadas somente em empresas tradicionais.
Em um cenário competitivo, ações estratégicas de melhoramento dos
serviços de informação especializados são realizadas graças a técnicas de
marketing de relacionamento, como o CRM. No nível operacional, as bibliotecas,
enquanto negócios que lidam com informação, adaptam os conceitos de composto
de marketing na manutenção dos seus usuários reais, sem esquecer os potenciais,
já devidamente segmentados de acordo com seus valores e características, criando
oportunidades para um relacionamento duradouro.
Por outro lado, embora o marketing tenha um papel estratégico no
entendimento das necessidades informacionais de usuários de serviços de
informação científica (bibliotecas acadêmicas), a sua aplicação ainda é tímida . Em
muitas bibliotecas, a função de planejamento não é exercida, ou não é de forma
rigorosa ou adequada, o que pode explicar, em parte, a visão míope do marketing
pela comunidade bibliotecária . Ao procurar atender as necessidades dos indivíduos,
junto com à CI, o marketing assume uma forte dimensão social , na medida em que
ajuda a solucionar as problemáticas informacionais da sociedade .

Referências
ADEYOYIN , Samuel Olu . Strategic planning for marketing library services. Library

2328

�Marketing
i! """"'"
MaooNlck

~

=

:,

IiWitt.UJ
1I....111~

Trabalho completo

Management, v. 25, n. 8/9, p. 494-507, 2005 .
AMARAL, S. A Marketing e desafio profissional em unidades de informação.
Ciência da Informação, v. 25 , n. 3, 1996.
_ _ oMarketing e gerência de biblioteca . João Pessoa : UFPB, 2009 . Disponível
em: &lt; http://dci2.ccsa.ufpb.br:8080/jspui/bitstream/123456789/223/1 /Marketing%
20e%20ger%C3%AAncia%20de%20biblioteca.pdf&gt; . Acesso em : 1 out. 2009.
BRINDLEY, Lynne. Re-defining the library. Library Hi-Tech, V. 24, n. 4, p. 484-495,
2006.
BRUNO, A; MEDEIROS, J.; MELO, A (Org .). leis da Educação. Fortaleza : INESP,
2008.
CASTELLS, Manuel. A sociedade em rede : a era da informação: economia,
sociedade e cultura . 6. ed . São Paulo : Paz e Terra, 1999. V. 1.
CEZARINO, L; CAMPOMAR, M. C. Uma visão sobre o marketing estratégico. In :
SEMEAD, 7., São Paulo. [Trabalhos apresentados]. São Paulo: FEA/USP, 2004.
GARCIA, Joana Coeli Ribeiro. Preservação das memórias: marca da
Biblioteconomia. Informação &amp; Sociedade, V. 15, n. 2, 2005. Editorial.
GARDNER, H. Estrutura da Mente: a teoria das inteligências múltiplas. Porto
Alegre: Artes Médicas Sul , 1994
GREER, Roger C. ; GROVER, Robert J. ; FOWLER, Susan G. Introduction to the
library and information professions. Westport: Libraries Unlimited, 2007.
GREENBERG, Paul. CRM na velocidade da luz. HSM Management, [2001].
KING, James. The future of the speciallibrary: one person's perspective . Seriais
Review, V. 30, n. 3,2004 .
KOTLER, P. ; HAYES, T. ; BLOOM , P. N. Marketing de serviços profissionais :
estratégias inovadoras para impulsionar sua atividade, sua imagem e seus lucros. 2.
ed . Barueri , SP: Manole, 2002 .
KOTLER, P.; LEVY, S. J. Broadening the concept of marketing . Journal of
Marketing, V. 33, p. 10-15, jan . 1969.
LEMOS , André. Cibercultura, tecnologia e vida social na cultura
contemporânea. 4. ed . Porto Alegre: Sulina, 2008.
LÉVY, Pierre. Os fundamentos da economia do conhecimento. Exame Negócios,
ano 2, n. 12, p. 38-41 , dez. 2001 . Edição especial.
LUCKESI , Cipriano et aI. Universidade: criação e produção de conhecimento. In:
___ oFazer universidade : uma proposta metodológica . 7. ed . São Paulo : Cortez,
1995.
MACGARRY, Kevin. Armazenamento e recuperação de informações na sociedade.
In :
. O contexto dinâmico da informação. Brasília : Briquet de Lemos Livros,
1999. capo 4, p. 111-142.
MATTHEWS, Joseph R. Strategic planning and management for library
managers . Wesport: Libraries Unlimited, 2005 .

2329

�Marketing
i! """"'"
MaooNlck

~

=

:,

IiWitt.UJ
1I....111~

Trabalho completo

NEVES; Guilherme L. C.; SOUZA, Nicole Amboni de; LUCAS, Elaine R. de Oliveira .
Aplicativos de gestão de bibliotecas e a utilização do Customer Relationship
Management. Revista ACB: Biblioteconomia em Santa Catarina , Florianópolis, v.11 ,
n. 1, n.1, p.111-127, jan./jul. 2006.
OBAMA, Barack. National Information literacy awareness month 2009 by The
President of the United States of America a proclamation. The International
Information &amp; Library Review, v. 41, p. 316,2009 .
OLIVEIRA, José Palazzo Moreira de. Informação, Informática e Sociedade. São
Paulo em Perspectiva , São Paulo, v. 8, n. 4, p. 34-39, 1994.
OLIVEIRA, Silas Marques de. Marketing e sua aplicação em bibliotecas: uma
abordagem preliminar. Ciência da Informação, Brasília, v. 14, n. 2, p. 137-47,
jul./dez. 1985.
OTTONI , Heloisa Maria . Bases do marketing para unidades de informação. Ciência
da Informação, v. 25, n. 2, 1995.
PEPPERS , Don ; ROGERS , Martha; DORF, Bob. Is your company ready for one-toone marketing? Harvard Business Review, p. 151-160, jan./fev. 1999.
RANGANATHAN, S. R. As cinco leis da biblioteconomia. Brasília : Briquet de
Lemos Livros, 2009.
SEN , Barbara . Defining market orientation for libraries. Library Management, v. 27 ,
n. 4/5 , p. 201-217 , 2006.
SENGE , Peter M. The fifth discipline: the art &amp; practice of the learning organization .
New York: Currency Doubleday, c1994.
SERRANO, Daniel. Os 4 Ps do marketing . [S.I.]: Portal do Marketing, 2006 . 1
fotografia . Diponível em : &lt;http://www.portaldomarketing .com .br/Artigos/4_
Ps_do_Marketing .htm&gt; . Acesso em : 19 set. 2010 .
SILVA, Antonio Felipe Galvão da . Marketing em unidades de informação: revisão
crítica . Revista de Biblioteconomia de Brasília, v. 23/24, n. 1, p. 5-24, 1999/2000.
SILVA, Armando Malheiro da . Informação e cultura . In:
. A informação: da
compreensão do fenômeno e construção do objeto científico. Lisboa : Edições
Afrontamento, 2006 . cap o1, p. 15-41 .
TOFFLER, Alvin . The third wave. New York: Bantam Books, 1980.
_ _ _ oFuture shock. New York: Bantam Books, 1970.
-::-----:-----:. Futuro. In : HSM EXPOMANEGEMENT, 2003, São Paulo. [Anais ... ]. São
Paulo: HSM , 2003. Disponível em : &lt;http://www.fesppr.br/-guil/OSM_Guil/Alvin
Toffler%28P%29 .pdf&gt; . Acesso em : 18 jul. 2010.
ZENONE, Luiz Cláudio. Marketing estratégico e competitividade empresarial :
formulando estratégias mercadológicas para organizações de alto desempenho. São
Paulo: Novatec, 2007.

2330

�</text>
                  </elementText>
                </elementTextContainer>
              </element>
            </elementContainer>
          </elementSet>
        </elementSetContainer>
      </file>
    </fileContainer>
    <collection collectionId="49">
      <elementSetContainer>
        <elementSet elementSetId="1">
          <name>Dublin Core</name>
          <description>The Dublin Core metadata element set is common to all Omeka records, including items, files, and collections. For more information see, http://dublincore.org/documents/dces/.</description>
          <elementContainer>
            <element elementId="50">
              <name>Title</name>
              <description>A name given to the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51396">
                  <text>SNBU - Edição: 17 - Ano: 2012 (UFRGS - Gramado/RS)</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="49">
              <name>Subject</name>
              <description>The topic of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51397">
                  <text>Biblioteconomia&#13;
Documentação&#13;
Ciência da Informação&#13;
Bibliotecas Universitárias</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="41">
              <name>Description</name>
              <description>An account of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51398">
                  <text>Tema: A biblioteca universitária como laboratório na sociedade da informação.</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="39">
              <name>Creator</name>
              <description>An entity primarily responsible for making the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51399">
                  <text>SNBU - Seminário Nacional de Bibliotecas Universitárias</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="45">
              <name>Publisher</name>
              <description>An entity responsible for making the resource available</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51400">
                  <text>UFRGS</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="40">
              <name>Date</name>
              <description>A point or period of time associated with an event in the lifecycle of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51401">
                  <text>2012</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="44">
              <name>Language</name>
              <description>A language of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51402">
                  <text>Português</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="51">
              <name>Type</name>
              <description>The nature or genre of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51403">
                  <text>Evento</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="38">
              <name>Coverage</name>
              <description>The spatial or temporal topic of the resource, the spatial applicability of the resource, or the jurisdiction under which the resource is relevant</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51404">
                  <text>Gramado (Rio Grande do Sul)</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
          </elementContainer>
        </elementSet>
      </elementSetContainer>
    </collection>
    <itemType itemTypeId="8">
      <name>Event</name>
      <description>A non-persistent, time-based occurrence. Metadata for an event provides descriptive information that is the basis for discovery of the purpose, location, duration, and responsible agents associated with an event. Examples include an exhibition, webcast, conference, workshop, open day, performance, battle, trial, wedding, tea party, conflagration.</description>
    </itemType>
    <elementSetContainer>
      <elementSet elementSetId="1">
        <name>Dublin Core</name>
        <description>The Dublin Core metadata element set is common to all Omeka records, including items, files, and collections. For more information see, http://dublincore.org/documents/dces/.</description>
        <elementContainer>
          <element elementId="50">
            <name>Title</name>
            <description>A name given to the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="64571">
                <text>Marketing em bibliotecas universitárias: uma revisão da literatura.</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="39">
            <name>Creator</name>
            <description>An entity primarily responsible for making the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="64572">
                <text>Serafim, Lucas Almeida et al.</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="38">
            <name>Coverage</name>
            <description>The spatial or temporal topic of the resource, the spatial applicability of the resource, or the jurisdiction under which the resource is relevant</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="64573">
                <text>Gramado (Rio Grande do Sul)</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="45">
            <name>Publisher</name>
            <description>An entity responsible for making the resource available</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="64574">
                <text>UFRGS</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="40">
            <name>Date</name>
            <description>A point or period of time associated with an event in the lifecycle of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="64575">
                <text>2012</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="51">
            <name>Type</name>
            <description>The nature or genre of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="64577">
                <text>Evento</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="41">
            <name>Description</name>
            <description>An account of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="64578">
                <text>Discute a aplicação do marketing em bibliotecas de Instituições de Ensino Superior. A partir da revisão bibliográfica, analisa a universidade ao longo da história, para compreender a atuação das bibliotecas acadêmicas na sociedade contemporânea. Pela melhoraria das suas práticas informacionais, as bibliotecas acadêmicas aproveitam-se cada vez mais de conhecimentos interdisciplinares, dentre eles o marketing. Sob o conceito de marketing de serviços, procura-se traçar possibilidades de aplicação das técnicas bibliotecárias, em nível estratégico e operacional, exemplificando adaptações do Customer Relationship Management (CRM) e o composto de marketing. Constata que, embora haja a possibilidade de entendimento entre a Ciência da Informação (CI) e marketing, prevalece uma visão míope de marketing entre grande parte dos gestores de bibliotecas universitárias, como a falsa idéia da impossibilidade de aplicação do marketing em instituições que trabalham com bens intangíveis e que não visam o lucro. Conclui que junto à CI, o marketing adquire forte relevância social, auxiliando profissionais que lidam com a informação compreender e atender as reais necessidades de informação de suas comunidades.</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="44">
            <name>Language</name>
            <description>A language of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="69577">
                <text>pt</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
        </elementContainer>
      </elementSet>
    </elementSetContainer>
  </item>
  <item itemId="6077" public="1" featured="0">
    <fileContainer>
      <file fileId="5141">
        <src>http://repositorio.febab.org.br/files/original/49/6077/SNBU2012_216.pdf</src>
        <authentication>8fa298e04923f2b0bce0910974830efa</authentication>
        <elementSetContainer>
          <elementSet elementSetId="4">
            <name>PDF Text</name>
            <description/>
            <elementContainer>
              <element elementId="92">
                <name>Text</name>
                <description/>
                <elementTextContainer>
                  <elementText elementTextId="64570">
                    <text>Marketing
i! """"'"
MaooNlck

~

=

:,

IiWitt.UJ

1I....111~

Trabalho completo

COMO PROMOVER O MARKETING ATRAVÉS DO
GERENCIAMENTO DA QUALIDADE NOS SERViÇOS DAS
UNIDADES DE INFORMAÇÃO
Bruna Laís Campos do Nascimento 1, Carla Beatriz Marques Felipe2 ,
Diego Maradona Souza da Silva3 , Malkene Wytiza Freire de Medeiros
Noronha4, Midinai Gomes Bezerra5, Patrícia Severiano Barbosa de
Souza6
1 Acadêmica
2 Acadêmica

Acadêmico
Acadêmica
5 Acadêmica
6 Acadêmica
3

4

do
do
do
do
do
do

Curso
Curso
Curso
Curso
Curso
Curso

de
de
de
de
de
de

Biblioteconomia, UFRN , Natal, RN
Biblioteconomia , UFRN , Natal, RN
Biblioteconomia , UFRN , Natal, RN
Biblioteconomia, UFRN , Natal, RN
Biblioteconomia, UFRN , Natal, RN
Biblioteconomia , UFRN , Natal, RN

Resumo
Apresenta a promoção do marketing na prestação dos serviços das unidades
de informação. Aborda que as estratégias de marketing são conjuntos de objetivos,
ações e planos a serem alcançados, na intenção de melhoria da qualidade dos
serviços. Conceitua o marketing como um processo que envolve pessoas com
necessidades específicas de serem conhecidas no mercado de compra e venda de
produtos, ou seja, mostrar o serviço oferecido através de práticas atuais de
mercado. Descreve o termo qualidade quando se refere ao valor de produtos e
satisfação dos clientes que obtém esses produtos. Um produto possui qualidade
podemos dizer que está em condições de ser adquirido pelos seus consumidores
em potencial , ou seja, adequado ao uso. Enfoca os serviços oferecidos pelas
Unidades de Informação podendo definir tais serviços como ferramentas
desenvolvidas nas Unidades de Informação que trazem ao seu usuário a informação
ou uso de que necessita no momento de busca . Destaca que os serviços de uma
unidade de informação vão além das principais tarefas tangíveis e palpáveis
realizadas pelo profissional bibliotecário, estes compreendem também o intangível.
Relaciona a questão da qualidade do serviço ao marketing nas unidades de
informação, discorrendo sobre a importância que o usuário conheça todos os
serviços e que o profissional possa adiantar-se sobre as expectativas possíveis
desse usuário. Conclui que todo o caminho percorrido desde a execução do serviço
até o marketing da Unidade de informação deve ser idealizado e centrado no usuário
desde a sua gênese para que a unidade de informação possa cumprir o seu papel
como disponibilizadora e mantenedora do conhecimento .

Palavras-Chave:
Marketing; Unidades de Informação; Qualidade nos Serviços.

2309

�Marketing
i! """"'"
MaooNlck

~

=

:,

IiWitt.UJ

1I....111~

Trabalho completo

Abstract
Presents a marketing promotion in the services of information units. It
addresses the marketing strategies are sets of objectives, actions and plans to be
achieved, with the intention of improving the quality of services. Conceptualizes
marketing as a process that involves people with special needs to be known in the
market for buying and selling products, or service offered through the display of
current market practices. Describes when the term quality refers to the value of
products and customer satisfaction that you get these products. A product has quality
we can say that is able to be purchased by their potential customers, ie, suitable for
use. Focuses on the services offered by the intelligence units can define such
services as improved tools in information units that bring to your user information or
use when you need to search. Highlights that the services of an information unit go
beyond the tangible and palpable main tasks performed by the professional librarian ,
these also include the intangible. Lists the issue of service quality in marketing
information units, discussing the importance that you know ali the services and the
professional can step up on that user expectations possible. We conclude that the
entire journey from the service performed by the marketing unit of information, must
be designed and user-centered from its genesis to the unit of information to fulfill its
role as keeper of knowledge and available .

Keywords:
Marketing; Intelligence Units; Quality in Services.

1 Introdução
Atualmente as organizações utilizam as estratégias de marketing que são
conjuntos de objetivos, ações e planos a serem alcançados, com o propósito de
melhorar a qualidade dos serviços oferecidos por essas instituições. Segundo
Menshhein (2006), "as estratégias de marketing são planos desenhados para atingir
objetivos e determinar qual o melhor caminha a ser seguido no mercado, suas
possíveis alterações [... l."
Os gerentes das unidades de informação pretendendo obter a qualidade dos
serviços prestados pelas unidades informacionais, buscam promover meios que
ajudam os usuários na busca da informação, utilizando-se de marketing
promocional, melhorando assim os serviços de apoio na biblioteca. O bibliotecário
brasileiro e em especial o bibliotecário/gerente de biblioteca precisa conhecer melhor
as técnicas de marketing para aplicá-Ias de modo satisfatório, afirma Amaral (1990 ,
p. ).
Dessa forma , se considerarmos a biblioteca como uma organização, esta
precisa conhecer suas oportunidades para agir no mercado atuante, como o
propósito de alcançar bons resultados, utilizando os recursos disponíveis para
satisfazer as necessidades informacionais de seus usuários.
Pretende-se com esse trabalho uma reflexão de como o marketing bem
desempenhado nas unidades de informação pode contribuir na qualidade dos
serviços prestados por essas unidades, colaborando para que esta cumpra seu
principal papel como organização social.

2310

�Marketing
i! """"'"
MaooNlck

~

=

:,

IiWitt.UJ

1I....111~

Trabalho completo

2 Marketing
Diante dos vários estudos realizados no decorrer dos tempos, muitos autores
tentam definir o conceito do que seja o marketing através de seus conhecimentos e
práticas. Podemos entendê-lo como um processo que envolve pessoas com
necessidades específicas de serem conhecidas no mercado de compra e venda de
produtos, ou seja, mostrar o serviço oferecido através de práticas atuais de
mercado.
Segundo Kotler e Armstrong (1997 , p. 3), "o marketing é processo social e
gerencial através do qual indivíduos e grupos obtêm aquilo de que necessitam e
desejam, criando e trocando produtos e valores com outros." A aplicação do
marketing é de conjunto de conhecimentos de outras áreas que ajudam a utilizar as
trocas que se realizam no mercado, permitindo que se alcance as metas propostas e
também as dos clientes. Seguindo a linha de pensamento de Kotler:
Marketing é a função empresarial que identifica necessidades e desejos
insatisfeitos, define e mede sua magnitude e seu potencial de rentabilidade ,
especifica que mercados-alvo serão mais bem atendidos pela empresa ,
decide sobre produtos, serviços e programas adequados para servir a esses
mercados selecionados e convoca a todos na organização para pensar no
cliente e atender ao cliente. (KOTLER, 2003, p. 11).

Nesse contexto, podemos pensar no marketing como um processo que
envolve planejamento, análise e controle, constituindo-se assim num processo
gerencial.

3 Qualidade
No atual contexto o marketing pode ser considerado como uma ferramenta
que objetiva atender as necessidades das organizações na construção do
relacionamento com o cliente. Sendo assim para que a fidelização entre
cliente/empresa ocorra é necessário o uso de várias estratégias, e uma dessas
estratégias é a qualidade.
Todos os produtos ou serviços das organizações ofertados devem ter como
uma de suas premissas a qualidade, um ponto-chave para que o
consumidor possa ser fidelizado, traga consigo uma forma de fixar na mente
do consumidor quais características podem estar inseridas no produto e que
seus atributos são melhores do que os produtos ofertados pela
concorrência . (MENSHHEIN , 2006 \

o termo qualidade se refere ao valor de produtos e satisfação dos clientes
que obtém esses produtos. Quando um produto possui qualidade podemos dizer
que está em condições de ser adquirido pelos seus consumidores em potencial , ou
seja, adequado ao uso.

1

Documento online não paginado.

2311

�Marketing
i! """"'"
MaooNlck

~

=

:,

IiWitt.UJ

1I....111~

Trabalho completo

°

conceito "Qualidade" adotado inicialmente para distinguir que
determinado produto e/ou serviço cumpriu todas as etapas da cadeia
produtiva de forma homogênea e padronizada, evoluiu e passou a ser
utilizado com enfoque na satisfação plena das necessidades do Cliente.
(RIBEIRO , 2004 \

Com a consciência de que a qualidade é importante, as empresas conseguem
obter mais lucros através da conquista de novos clientes e a fidelização dos antigos.
"A qualidade é a nossa maior certeza de fidelidade de clientes, nossa mais forte
defesa contra a concorrência estrangeira e o único caminho para o crescimento e
lucro sustentados". (WELCH Jr. apud MENSHHEIN , 2006\
A qualidade na prestação dos serviços está relacionada a forma como a
empresa ou instituição se preocupa com essa ferramenta em vistas a satisfação dos
seus clientes.

4 Serviço nas Unidades de Informação
Uma ação que se executa objetivando satisfazer as necessidades do cliente
pode ser considerada como um serviço prestado . Conforme Hutner (2010) , onde a
autora apresenta com propriedade que se pode entender serviço, como uma ação
executada por alguém ou por alguma coisa , caracterizando-se por ser uma
experiência intangível, produzido ao mesmo tempo em que é consumido, não
podendo ser armazenado, e apresentando dificuldades para ser produzido em
massa.
Quando se enfoca os serviços oferecidos pelas Unidades de Informação
pode-se definir tais serviços como ferramentas desenvolvidas nas Unidades de
Informação que trazem ao seu usuário a informação ou uso de que necessita no
momento de busca . Os serviços básicos desempenhados pelos bibliotecários nas
Unidades de Informação podem ser divididos em : organização da informação,
recuperação, disseminação, gerenciamento e utilização da informação e outros,
sendo estes os mais importantes no processo de serviços oferecidos pelas Unidades
de Informação.

5 Marketing na qualidade dos serviços das Unidades de Informação
Após a conceituação de marketing, qualidade e de serviços nas unidades de
informação, alguns questionamentos surgem : como promover tudo isso em uma
unidade de informação? Quais são os passos a serem dados para executar de forma
produtiva cada elemento supracitado em uma unidade informacional?
As respostas iniciam nos serviços que são executados nas próprias unidades
de informação. A forma de como os serviços são executados e o estado final que
estes são oferecidos ao usuário é que caracterizam o sucesso de qualquer
instituição ou organização.
Os serviços de uma unidade de informação vão além das principais tarefas
tangíveis e palpáveis realizadas pelo profissional bibliotecário, estes compreendem
também o intangível. Em outras palavras, os serviços de uma biblioteca vão além da
2

3

Documento online não paginado.
Documento online não paginado.

2312

�Marketing
i! """"'"
MaooNlck

~

=

:,

IiWitt.UJ

1I....111~

Trabalho completo

catalogação ou indexação de um material, por exemplo, mas sim atingem a questão
de como o usuário se sente e o quanto ele se motiva informacionalmente em relação
à biblioteca . Promover a satisfação informacional é missão de toda e qualquer
unidade de informação! Logo, se faz necessário, para melhor garantir a satisfação
do usuário, estudá-lo e conhecê-lo.
Para que estes serviços possam atrair novos e antigos usuários eles precisam
apresentar a qualidade necessária , e como já vimos anteriormente, esta ideia está
intimamente relacionada com a satisfação do usuário que se da através da diferença
entre o seu desejo e o serviço recebido .
É importante lembrar que muitas vezes, a qualidade se dá não apenas na
exatidão mecânica na realização de uma atividade dentro de algum processo, mas
também de como essa atividade está sendo desempenhada pelo profissional
bibliotecário e por seus ajudantes. Como reforçam Santos e Nascimento (2009 , p. 7)
"É importante que o trabalho desempenhado pela equipe da biblioteca , faça com que
o usuário se sinta mais a vontade e encontre a informação que necessita".
Ainda na questão da qualidade do serviço e adentrando no enfoque ao
marketing nas unidades de informação, é importante que o usuário conheça todos os
serviços e que o profissional possa adiantar-se sobre as expectativas possíveis de
seu usuário (prévio estudo do usuário). Um cliente satisfeito é um propagador em
potencial de uma boa imagem da instituição. O marketing exterior é feito
inicialmente, nesse caso, pelo próprio usuário que implica valor não só ao serviço
recebido , mas a organização como um todo.
Após alcançar um serviço de qualidade, as técnicas de marketing são
fundamentais para inteirar a missão das unidades de informação. Estas técnicas
ajudam a alcançar e propagar os serviços oferecidos a novos usuários, aproximam
usuários antigos dos profissionais (ajudando a entender melhor as mutáveis
necessidades destes e possibilitando um melhor serviço) e entre outras coisas,
promovem a própria imagem do profissional bibliotecário. Podemos apoiar esta
ultima ideia na citação de Santos (2008, p. 27) quando declara que:
A adoção do marketing em unidades de informação pode ser vista como
uma forma de valorizar o profissional da informação, melhorando sua
imagem mediante o uso aprimorado de técnicas para fazer trocas
adequadas, quebrando barreira na comunicação com seus usuários.

Em suma , o emprego das técnicas do marketing , quando aplicadas
coerentemente e quando refletem a boa qualidade dos serviços, são benéficas e
importantes nas instituições informacionais. É importante frisar que todo esse
caminho percorrido desde a execução do serviço até o marketing deste, deve ser
idealizado e centrado no usuário desde a sua gênese para que a unidade de
informação possa cumprir o seu papel como disponibilizadora e mantenedora do
conhecimento.

6 Materiais e Métodos
A pesquisa bibliográfica e eletrônica, através de revlsao de literatura foi
utilizada como procedimento metodológico com a finalidade de obter embasamento
teórico-metodológico para o desenvolvimento concreto da pesquisa e a formalização
do artigo .

2313

�Marketing
i! """"'"
MaooNlck

~

=

:,

IiWitt.UJ
1I....111~

Trabalho completo

7 Considerações Parciais/Finais
Sabemos que o marketing foi criado como um instrumento que visa melhorar
a relação das organizações com os clientes e a qualidade é uma das estratégias
utilizadas no marketing que garante a fidelização do cliente, principalmente se a
qualidade esta ligada a um serviço.
Quando se enfoca os serviços oferecidos pelas Unidades de Informação
pode-se definir tais serviços como ferramentas desenvolvidas que trazem ao seu
usuário a informação ou uso de que necessita no momento de busca.
A utilização do marketing em unidades de informação, valorizam o profissional
dessa área, pois este tem a oportunidade de mostrar ao usuário novas facetas do
seu trabalho, quebrando assim barreiras na comunicação, beneficiando a unidade
de informação.
Conclui-se dessa forma que as unidades de informação precisam estar
atentas às necessidades de seus usuários, sendo estes, a principal razão dos
serviços destas. Sendo assim ao prestar serviços com qualidade, consequentemente
a unidade de informação está aplicando o marketing.

8 Referências
AMARAL, Sueli Angélica do. Marketing e gerência de biblioteca . Revista de
Biblioteconomia de Brasília, Brasília, v. 18, n. 2, p. 311-317, jul./dez. 1990.
Disponível em :
&lt;http://www.brapci.ufpr.br/documento.php?ddO=0000008490&amp;dd1 =b7ge4 &gt;. Acesso
em : 04 dez 2011 .
HUTNER, Alexandra. O que é serviço? Hutner Consult. 2010. Disponível em :
&lt;http://estrategiaegestao.blogspot.com/2010/01/0-que-e-servico.html&gt; . Acesso em :
18 novo2011 .
KOTLER, Philip. Marketing de A a Z: 80 conceitos que todo o profissional precisa
saber. Rio de Janeiro: Elsevier, 2003.
KOTLER, Philip; ARMSTRONG, Gary. Introdução ao marketing. Rio de Janeiro:
LTC , 1997. p. 3.
MENSHHEIN, Mauricio. Estratégias de marketing. Portal do Marketing. 2006.
Disponível em :
&lt;http://www.portaldomarketing .com .br/Artigos1/Estrategias_de_marketing.htm&gt;.
Acesso em: 04 dez 2011 .
RIBEIRO, Antonio Carlos Evangelista . Afinal, o que é qualidade? Portal
Qualidade.com . 2004 . Disponível em:
&lt;http://www.mbc.org .br/mbc/uploads/biblioteca/1164635822.4657A.pdf&gt; . Acesso
em : 19 novo 2011.

2314

�Marketing
i! """"'"
MaooNl ck

~

=

:,

IiWitt.UJ
1I....111~

Trabalho completo

SANTOS , Andréa Pereira dos; NASCIMENTO, Núbia Nogueira do. A contribuição do
"Bibliotecário" para o desenvolvimento do marketing nas unidades de informação. In:
ENCONTRO NACIONAL DE ESTUDANTES DE BIBLIOTECONOMIA,
DOCUMENTAÇÃO, CIÊNCIA E GESTÃO DA INFORMAÇÃO, 32 .,2009, Rio de
Janeiro. Anais ... Rio de Janeiro: Unirio, 2009. Disponível em :
&lt;http://www.unirio.br/cch/eb/enebd/Poster/contribu icao_biblioteca rio .pdf&gt; . Acesso
em : 30 novo2011 .
SANTOS, Jovenilda Freitas dos. Marketing e sua aplicabilidade na gestão de
bibliotecas universitárias: um caso de estudo na Universidade Federal da Bahia .
Salvador: [s.n] , 2008 .

2315

�</text>
                  </elementText>
                </elementTextContainer>
              </element>
            </elementContainer>
          </elementSet>
        </elementSetContainer>
      </file>
    </fileContainer>
    <collection collectionId="49">
      <elementSetContainer>
        <elementSet elementSetId="1">
          <name>Dublin Core</name>
          <description>The Dublin Core metadata element set is common to all Omeka records, including items, files, and collections. For more information see, http://dublincore.org/documents/dces/.</description>
          <elementContainer>
            <element elementId="50">
              <name>Title</name>
              <description>A name given to the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51396">
                  <text>SNBU - Edição: 17 - Ano: 2012 (UFRGS - Gramado/RS)</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="49">
              <name>Subject</name>
              <description>The topic of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51397">
                  <text>Biblioteconomia&#13;
Documentação&#13;
Ciência da Informação&#13;
Bibliotecas Universitárias</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="41">
              <name>Description</name>
              <description>An account of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51398">
                  <text>Tema: A biblioteca universitária como laboratório na sociedade da informação.</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="39">
              <name>Creator</name>
              <description>An entity primarily responsible for making the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51399">
                  <text>SNBU - Seminário Nacional de Bibliotecas Universitárias</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="45">
              <name>Publisher</name>
              <description>An entity responsible for making the resource available</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51400">
                  <text>UFRGS</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="40">
              <name>Date</name>
              <description>A point or period of time associated with an event in the lifecycle of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51401">
                  <text>2012</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="44">
              <name>Language</name>
              <description>A language of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51402">
                  <text>Português</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="51">
              <name>Type</name>
              <description>The nature or genre of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51403">
                  <text>Evento</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="38">
              <name>Coverage</name>
              <description>The spatial or temporal topic of the resource, the spatial applicability of the resource, or the jurisdiction under which the resource is relevant</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51404">
                  <text>Gramado (Rio Grande do Sul)</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
          </elementContainer>
        </elementSet>
      </elementSetContainer>
    </collection>
    <itemType itemTypeId="8">
      <name>Event</name>
      <description>A non-persistent, time-based occurrence. Metadata for an event provides descriptive information that is the basis for discovery of the purpose, location, duration, and responsible agents associated with an event. Examples include an exhibition, webcast, conference, workshop, open day, performance, battle, trial, wedding, tea party, conflagration.</description>
    </itemType>
    <elementSetContainer>
      <elementSet elementSetId="1">
        <name>Dublin Core</name>
        <description>The Dublin Core metadata element set is common to all Omeka records, including items, files, and collections. For more information see, http://dublincore.org/documents/dces/.</description>
        <elementContainer>
          <element elementId="50">
            <name>Title</name>
            <description>A name given to the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="64562">
                <text>Como promover o marketing através do gerenciamento da qualidade nos serviços das unidades de informação.</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="39">
            <name>Creator</name>
            <description>An entity primarily responsible for making the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="64563">
                <text>Nascimento, Bruna Laís Campos do et al.</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="38">
            <name>Coverage</name>
            <description>The spatial or temporal topic of the resource, the spatial applicability of the resource, or the jurisdiction under which the resource is relevant</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="64564">
                <text>Gramado (Rio Grande do Sul)</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="45">
            <name>Publisher</name>
            <description>An entity responsible for making the resource available</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="64565">
                <text>UFRGS</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="40">
            <name>Date</name>
            <description>A point or period of time associated with an event in the lifecycle of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="64566">
                <text>2012</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="51">
            <name>Type</name>
            <description>The nature or genre of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="64568">
                <text>Evento</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="41">
            <name>Description</name>
            <description>An account of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="64569">
                <text>Apresenta a promoção do marketing na prestação dos serviços das unidades de informação. Aborda que as estratégias de marketing são conjuntos de objetivos, ações e planos a serem alcançados, na intenção de melhoria da qualidade dos serviços. Conceitua o marketing como um processo que envolve pessoas com necessidades específicas de serem conhecidas no mercado de compra e venda de produtos, ou seja, mostrar o serviço oferecido através de práticas atuais de mercado. Descreve o termo qualidade quando se refere ao valor de produtos e satisfação dos clientes que obtém esses produtos. Um produto possui qualidade podemos dizer que está em condições de ser adquirido pelos seus consumidores em potencial, ou seja, adequado ao uso. Enfoca os serviços oferecidos pelas Unidades de Informação podendo definir tais serviços como ferramentas desenvolvidas nas Unidades de Informação que trazem ao seu usuário a informação ou uso de que necessita no momento de busca. Destaca que os serviços de uma unidade de informação vão além das principais tarefas tangíveis e palpáveis realizadas pelo profissional bibliotecário, estes compreendem também o intangível. Relaciona a questão da qualidade do serviço ao marketing nas unidades de informação, discorrendo sobre a importância que o usuário conheça todos os serviços e que o profissional possa adiantar-se sobre as expectativas possíveis desse usuário. Conclui que todo o caminho percorrido desde a execução do serviço até o marketing da Unidade de informação deve ser idealizado e centrado no usuário desde a sua gênese para que a unidade de informação possa cumprir o seu papel como disponibilizadora e mantenedora do conhecimento.</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="44">
            <name>Language</name>
            <description>A language of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="69576">
                <text>pt</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
        </elementContainer>
      </elementSet>
    </elementSetContainer>
  </item>
  <item itemId="6076" public="1" featured="0">
    <fileContainer>
      <file fileId="5140">
        <src>http://repositorio.febab.org.br/files/original/49/6076/SNBU2012_215.pdf</src>
        <authentication>b19d8f7e0f902018c88151bd3e3c5f2f</authentication>
        <elementSetContainer>
          <elementSet elementSetId="4">
            <name>PDF Text</name>
            <description/>
            <elementContainer>
              <element elementId="92">
                <name>Text</name>
                <description/>
                <elementTextContainer>
                  <elementText elementTextId="64561">
                    <text>1".."
3!i

=

Marketing

~dc:

IitlhtK»
IW ....lt:an..

_OI: ".... _ ....

Resumo expandido

o USO DO MARKETING NA COMUNICAÇÃO DE PRODUTOS E
SERViÇOS EM UNIDADES DE INFORMAÇÃO: O caso da Seção de
Multimeios da Biblioteca Central da UFPB
Walqueline da Silva Araújo 1
Márcio Bezerra da Silvti
Alzira Karla Araújo da Silva3
1Especialista em Biblioteconomia/FIJ . Bacharel em Biblioteconomia/UFPB. Bibliotecária da Biblioteca
Tereza Brasileiro Silva do Centro de Ciências Biológicas e da Saúde/UFCG. João Pessoa (PB) .
20outorando/UFBA e Mestre/UFPB em Ciência da Informação. Graduação em Biblioteconomia/UFPB.
Tecnólogo em Processamento de Oados/ETVP-RJ . João Pessoa (PB).
30outoranda/UFMG e Mestre/UFPB em Ciência da Informação. Bacharel em Biblioteconomia/UFPB.
João Pessoa (PB).

1 INTRODUÇÃO
Na contemporaneidade, a informação está cada vez mais presente nas
organizações. No seu armazenamento, distribuição e acesso, facilitado pelo uso da
tecnologia de informação e comunicação (TIC), o foco deixa de ser o domínio e
passa a ser o acesso à informação, nos mais diversos suportes, gerados pelas
rápidas transformações tecnológicas. Nesse contexto, a informação visual e sonora
vem ganhando espaço, representados pelo que chamamos de multimeios, os quais,
segundo Amaral (1987) são todos os materiais diferentes de livros, como os mapas,
cartas, atlas, globos, jogos, brinquedos, reálias etc. São os mais diversos tipos de
materiais, registrados nos mais diferentes suportes de informação, muitos deles
disponíveis aos clientes em suas próprias casas, como o videotexto, o videocassete,
as fitas gravadas e outros.
Um setor de multimeios nas unidades de informação, especialmente em
bibliotecas universitárias, possibilita acesso a gama de opções para a pesquisa e o
ensino, ofertando recursos interativos e dinâmicos de fácil assimilação. Vergueiro
(1997, p.29) ressalta que "a variedade desses meios tende a multiplicar-se quase
que em proporção geométrica". Apenas a aquisição de tais materiais não basta,
necessitando de ações de marketing , as quais desempenharão papel fundamental
em sua comunicação e divulgação. Sem estas ações, os usuários não saberão o
que a biblioteca tem a lhe oferecer, neste caso, os multimeios.
Retratando esta discussão a Biblioteca Central (BC) da Universidade Federal
da Paraíba (UFPB), surgiu o seguinte questionamento: os usuários da BC da UFPB
conhecem os serviços prestados pela Seção de Multimeios? Para responder esta
questão, por meio de uma pesquisa exploratória , o seguinte objetivo geral foi
delineado: analisar o grau de (des)conhecimento dos usuários sobre a Seção de
Multimeios da BC da UFPB. Também nos preocupamos em identificar as possíveis
causas do desconhecimento da Seção de Multimeios da BC e apresentar ações de
Marketing para a Seção de Multimeios da BC .

2306

�1".."
3!i

=

Marketing

~dc:

IitlhtK»
IW ....lt:an..

_OI: ".... _ ....

Resumo expandido

2 MATERIAIS E MÉTODOS
Para este estudo delineou-se um percurso metodológico constituído pela
pesquisa exploratória , com abordagem quali-quantitativa. O campo de pesquisa foi a
Seção de Multimeios da BC/UFPB e os sujeitos definidos por escolha aleatória, na
qual o instrumento de coleta de dados foi o questionário semi- estruturado. Quanto
às etapas da pesquisa , foi desenvolvida da seguinte forma : a primeira constituiu-se
da pesquisa bibliográfica; a segunda foi a coleta de dados por meio de questionário,
configurando-se na pesquisa de campo; e a terceira foi a organização, análise e
interpretação dos dados com base numa fundamentação teórica consistente,
objetivada a compreender e explicar o problema pesquisado e os dados levantados.

3 RESULTADOS DA PESQUISA: ações de Marketing para a Seção de
Multimeios da Biblioteca Central (BC)
Em suma, a maioria dos pesquisados nunca recebeu nenhum informativo que
apresentasse a Seção. Também constatamos que todos os mesmos nunca
utilizaram a Seção e, após explanações sobre multimeios, responderam que estes
poderiam propiciar uma melhoria no processo de ensino-aprendizagem , e que a
Seção deveria comunicar seus serviços e produtos por meio de ações de marketing.
Os resultados possibilitaram propor ações de marketing para a Seção de
Multimeios, afim de que os clientes tenham informações sobre a referida Seção,
estimulando-os a frequentá-Ia e, consequentemente, tenham suas necessidades
informacionais atendidas, a partir da comunicação e do contato pessoal.
3.1 Comunicação

As ações de comunicação foram :
a) envio, por mala direta e e-mail de produtos e serviços informacionais,
usando recursos tecnológicos como o computador;
b) entrega , no ato da matrícula do aluno na BC/UFPB, de material promocional
da seção de Multimeios;
c) divulgação dos materiais existentes na Seção de Multimeios da BC/UFPB na
TV universitária da UFPB, TV aberta , jornal, rádio universitária da UFPB e
rádio AM e FM;
d) desenvolvimento de blog para a Seção de Multimeios da BC/UFPB para
discutir temas a ela relacionados e de interesse dos clientes, etc.
3.2 Contato Pessoal

As ações de contato pessoal foram :
a) apresentações em público da Seção de Multimeios da BC/UFPB, a exemplo
da Semana Acadêmica da UFPB;
b) realização de visitas dirigidas aos clientes organizadas pela BC/UFPB para
os ingressos na Universidade e a todos os que solicitarem ;
c) oferecer um serviço de referência virtual no site da BC/UFPB para orientar e
informar os clientes.

2307

�1".."
3!i

=

Marketing

~dc:

IitlhtK»

_OI: "IW........_lt:an..
....

Resumo expandido

4 CONSIDERAÇÕES FINAIS
Os multimeios, pela sua importância e por possibilitarem uma gama de suporte
informacionais interativos e dinâmicos, devem ser divulgados para os clientes da
BC/UFPB, já que vivemos em um momento cuja informação visual e sonora nos
cerca, tornando-se perceptível sua importância e viabilidade de uso em bibliotecas,
especialmente as universitárias.
Assim, sugeriu-se a adoção do marketing para mudar o panorama de pouca
utilização desses materiais pelos clientes da BC/UFPB, principalmente para
acompanhar a rápida transformação tecnológica e o aparecimento de novos
dispositivos de comunicação.
Estudos futuros devem ser realizados buscando identificar a utilização dos
serviços e produtos oferecidos pela Seção de Multimeios da BC/UFPB, além de
verificar se os profissionais da informação, os bibliotecários, possuem formação
adequada à realização dos serviços oferecidos pela Seção e os seus respectivos
materiais. Também deve ser verificado se as ações de marketing, propostas surtirão
efeito e se, de fato , tais ações terão o papel diferenciador na divulgação e
conhecimento desta Seção por partes dos seus clientes.

REFERÊNCIAS
AMARAL, S. A. do. Os multimeios, a biblioteca e o bibliotecário. Revista de
Biblioteconomia de Brasília , Brasília , v. 15, n. 1, p. 45-68, jan.ljun . 1987.
KOTLER, P. Marketing para as organizações que não visam o lucro. São Paulo:
Atlas, 1988.
VERGUEIRO, W. Seleção de materiais de informação: princípios e técnicas.
Brasília , DF : Briquet de Lemos/Livros, 1995.

2308

�</text>
                  </elementText>
                </elementTextContainer>
              </element>
            </elementContainer>
          </elementSet>
        </elementSetContainer>
      </file>
    </fileContainer>
    <collection collectionId="49">
      <elementSetContainer>
        <elementSet elementSetId="1">
          <name>Dublin Core</name>
          <description>The Dublin Core metadata element set is common to all Omeka records, including items, files, and collections. For more information see, http://dublincore.org/documents/dces/.</description>
          <elementContainer>
            <element elementId="50">
              <name>Title</name>
              <description>A name given to the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51396">
                  <text>SNBU - Edição: 17 - Ano: 2012 (UFRGS - Gramado/RS)</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="49">
              <name>Subject</name>
              <description>The topic of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51397">
                  <text>Biblioteconomia&#13;
Documentação&#13;
Ciência da Informação&#13;
Bibliotecas Universitárias</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="41">
              <name>Description</name>
              <description>An account of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51398">
                  <text>Tema: A biblioteca universitária como laboratório na sociedade da informação.</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="39">
              <name>Creator</name>
              <description>An entity primarily responsible for making the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51399">
                  <text>SNBU - Seminário Nacional de Bibliotecas Universitárias</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="45">
              <name>Publisher</name>
              <description>An entity responsible for making the resource available</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51400">
                  <text>UFRGS</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="40">
              <name>Date</name>
              <description>A point or period of time associated with an event in the lifecycle of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51401">
                  <text>2012</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="44">
              <name>Language</name>
              <description>A language of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51402">
                  <text>Português</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="51">
              <name>Type</name>
              <description>The nature or genre of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51403">
                  <text>Evento</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="38">
              <name>Coverage</name>
              <description>The spatial or temporal topic of the resource, the spatial applicability of the resource, or the jurisdiction under which the resource is relevant</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51404">
                  <text>Gramado (Rio Grande do Sul)</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
          </elementContainer>
        </elementSet>
      </elementSetContainer>
    </collection>
    <itemType itemTypeId="8">
      <name>Event</name>
      <description>A non-persistent, time-based occurrence. Metadata for an event provides descriptive information that is the basis for discovery of the purpose, location, duration, and responsible agents associated with an event. Examples include an exhibition, webcast, conference, workshop, open day, performance, battle, trial, wedding, tea party, conflagration.</description>
    </itemType>
    <elementSetContainer>
      <elementSet elementSetId="1">
        <name>Dublin Core</name>
        <description>The Dublin Core metadata element set is common to all Omeka records, including items, files, and collections. For more information see, http://dublincore.org/documents/dces/.</description>
        <elementContainer>
          <element elementId="50">
            <name>Title</name>
            <description>A name given to the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="64553">
                <text>O uso do marketing na comunicação de produtos e serviços em unidades de informação: o caso da Seção de Multimeios da Biblioteca Central da UFPB.</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="39">
            <name>Creator</name>
            <description>An entity primarily responsible for making the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="64554">
                <text>Araújo, Walqueline da Silva; Silva, Márcio Bezerra da; Silva, Alzira Karla Araújo da</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="38">
            <name>Coverage</name>
            <description>The spatial or temporal topic of the resource, the spatial applicability of the resource, or the jurisdiction under which the resource is relevant</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="64555">
                <text>Gramado (Rio Grande do Sul)</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="45">
            <name>Publisher</name>
            <description>An entity responsible for making the resource available</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="64556">
                <text>UFRGS</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="40">
            <name>Date</name>
            <description>A point or period of time associated with an event in the lifecycle of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="64557">
                <text>2012</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="51">
            <name>Type</name>
            <description>The nature or genre of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="64559">
                <text>Evento</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="41">
            <name>Description</name>
            <description>An account of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="64560">
                <text>Analisa o grau de (des)conhecimento dos usuários sobre a Seção de Multimeios da BC da UFPB. Identifica as possíveis causas do desconhecimento da Seção de Multimeios da BC e apresenta ações de Marketing para a Seção de Multimeios da BC.</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="44">
            <name>Language</name>
            <description>A language of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="69575">
                <text>pt</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
        </elementContainer>
      </elementSet>
    </elementSetContainer>
  </item>
  <item itemId="6075" public="1" featured="0">
    <fileContainer>
      <file fileId="5139">
        <src>http://repositorio.febab.org.br/files/original/49/6075/SNBU2012_214.pdf</src>
        <authentication>ea4f60cbc82592ae4252c6232ed0bf69</authentication>
        <elementSetContainer>
          <elementSet elementSetId="4">
            <name>PDF Text</name>
            <description/>
            <elementContainer>
              <element elementId="92">
                <name>Text</name>
                <description/>
                <elementTextContainer>
                  <elementText elementTextId="64552">
                    <text>Marketing
i! """"'"
MaooNlck

~

=

:,

IiWitt.UJ

1I....111~

Resumo expandido

MARKETING: FERRAMENTA EFICAZ NA GESTÃO DE
BIBLIOTECAS UNIVERSITÁRIAS
Rejane Maria Rosa Ribeiro
Bibliotecária documentalista, Universidade Estadual de Feira de Santana UEFS, Feira de Santana , Bahia.

1 Introdução

o trabalho aborda sobre a mudança de status das bibliotecas
universitárias (BUs) através de atitude administrativa que pode ser encontrada
no marketing. Parte da conceituação de marketing, seguindo de uma reflexão
sobre a necessidade das bibliotecas o adotarem como estilo de administração
e conclui com os resultados esperados quanto ao ambiente, serviços e
produtos.
Marketing tem como definição clássica conquistar e manter os clientes
(LEVITT, 1960), assim marketing é um estilo de administração que visa
satisfazer necessidades e desejos do usuário/consumidor através do processo
de trocas, essas trocas são realizadas com seus vários mercados e públicos.
Diante desta definição qual a necessidade de marketing em bibliotecas?
As organizações sem fins lucrativos, como as bibliotecas, bem como as
que visam lucro dependem dos seus mercados, esta é a razão dessas
organizações estarem atentas ao mercado. Assim sendo, precisam de
conhecimento de marketing que ajudará a organização na analise,
planejamento, implementação e controle, visando atingir seus objetivos de
troca com seus mercados-alvos.
O marketing em serviços de informação segundo Barreto e outros (1997)
vai estimular as trocas onde são necessárias, cativando os usuários atuais e
sensibilizando os potenciais visando torna-los reais, desta forma já se resolve
um problema atual nas bibliotecas que é o de atrair, cativar e manter os
usuários que estão sanando suas necessidades informacionais através de sites
de busca na web .
Neste novo milênio o mercado voltou-se para mudanças e estas ocorrem
com assustadora frequência devido as novas tecnologias de informação e
comunicação (TICs) com isto, as bibliotecas precisam de métodos gerenciais
que respondam com eficiência e rapidez as demandas de seus usuários cada
vez mais exigentes.
A aplicação de técnicas mercadológicas e instrumentos de marketing
podem representar para os gestores das bibliotecas universitárias um melhor
aproveitamento dos recursos que sua biblioteca dispõe, na melhoria da
qualidade e aumento da demanda para produtos e serviços e em um novo
olhar do usuário para essas bibliotecas. Esta preocupação com o marketing
esta visível na literatura a partir da década de 70 do século 20 , através de
artigos publicados em periódicos e anais de eventos e em programas de pósgraduação.

2303

�Marketing
i! """"'"
MaooNlck

~

=

:,

IiWitt.UJ

1I....111~

Resumo expandido

2 Materiais e Métodos
Evidenciar que o marketing é uma ferramenta eficaz na gestão de
bibliotecas universitárias e vai melhorar o status destas deve ser feito através
de uma pesquisa que apresente características de estudo exploratório ,
realizado em bibliotecas universitárias onde a população objeto do estudo será
constituída por dirigentes, funcionários e usuários de quatro bibliotecas
universitárias baianas. Como amostra será trabalhada 10% dos
usuários/alunos, 100% dos dirigentes, 100% dos bibliotecários e 10% dos
funcionários . O questionário será o instrumento de coleta de dados. O
tratamento dos dados será feita através de estatística quantitativa e analise
qualitativa das respostas, usando um pacote estatístico.

3 Resultados Parciais/Finais
Espera-se com a aplicação do marketing a divulgação, melhoria e
mudanças nos serviços a exemplo do atendimento 24hs através do
ciberespaço, da acessibilidade com computadores com sistema de voz para
cegos e pessoas de baixa visão; nos produtos com a disponibilização de
boletins, jornais e livros eletrônicos e no ambiente segundo Ribeiro (2009) com
a adequação de leiautes visando às varias faixas etárias e os portadores de
necessidades especiais, a humanização de ambientes através da padronização
de cores, sinalização dos setores e estantes, adequação de mesas para
cadeirantes e a sinalização das estantes em braile a altura da mão.
Ribeiro (2009) sugere alternativas baratas para climatização e
iluminação e afirma que o trabalho de marketing deve começar com a
capacitação e motivação dos funcionários.
O marketing de serviços em bibliotecas universitárias será um recurso
para a dinamização da utilização de ferramentas de pesquisa pautadas nas
novas tecnologias de informação, como as bases de dados, fundamentais
como subsidio informacional para a graduação e as pesquisas na pósgraduação e, para divulgar os produtos, serviços e eventos através das redes
sociais que pode ser utilizada também para agilizar e facilitar alguns serviços a
exemplo dos oferecidos pela Referencia que através das redes pode tirar
duvidas, agendar visitas e treinamentos, orientar quanto o uso das normas de
documentação e informação, enfim oferecer serviços que podem ser
acessados a distancia e em tempo real.
As redes sociais vão servir também segundo Rezende e Lopes (2011)
para realizar o monitoramento ambiental, onde pode-se visualizar as procuras
feitas, as expectativas dos usuários e isto vai servir de subsidio para tomada de
decisão.
Assim, utilizando as estratégias de marketing a biblioteca universitária
torna-se mais atrativa , cativando, mantendo e criando uma cultura de
fidelização de usuários. Para Oliveira e Pereira (2003), o cativar clientes implica

2304

�Marketing
i! """"'"
MaooNlck

~

=

:,

IiWitt.UJ
1I....111~

Resumo expandido

em fidelizar esses clientes e com isto criar estratégias para mantê-los sempre
satisfeitos e cada vez mais encantados, assim o usuário fiel volta sempre à
biblioteca. Diante do exposto espera-se mudar a imagem da biblioteca de
guardadora de livros, para útil , necessária , criadora e disseminadora da
informação.

4 Considerações Parciais/Finais
Diante do baixo status, do pouco ou não uso, das inovações exigidas
pela sociedade neste novo milênio, da necessidade das bibliotecas se
modernizarem espera-se que a aplicação dos instrumentos de marketing possa
melhorar a qualidade e o aumento da demanda para produtos e serviços e o
ambiente nas bibliotecas universitárias.

5 Referências
BARRETO, Auta Rojas e outros. Manual de gestão de serviços de
informação. Curitiba : Tecpar; Brasília : IBICT, 1997.

LEVITT, Theodore . Marketing miopia. Harvard Bussiness Review, p. 4556 ,1960.
OLIVEIRA, Angela M.; PEREIRA, Edmeire C. Marketing de relacionamento
para a gestão de unidades de informação. Inf. &amp; Soc., João Pessoa, v. 13, n. 2,
p. 13- 36 , jul./dez. 2003 . Disponível em :
&lt;http ://www.okara .ufpb.br/ojs2/index.php/ies/article/viewFile/89/1556 &gt;. Acesso

em: 20 .02 .2012.
REZENDE , Laura Vilela Rodrigues, LOPES, ANA Paula . O uso das redes
sociais do ciberespaço como estratégia de monitoramento ambiental. In :
CONGRESSO BRASILEIRO DE BIBLIOTECONOMIA, DOCUMENTAÇÃO E
CIÊNCIA DA INFORMAÇÃO, 24 ., 2011 , Maceió. Anais ... Brasília : FEBAB , 2011 .

RIBEIRO , R. M. R. Marketing de Serviços e Relacionamento: Solução para
Melhoria do Status das Bibliotecas? In : CONGRESSO BRASILEIRO DE
BIBLIOTECONOMIA, DOCUMENTAÇÃO E CIÊNCIA DA INFORMAÇÃO, 23 .,
2009 , Bonito, MS. Anais ... Brasília : FEBAB , 2009 .

2305

�</text>
                  </elementText>
                </elementTextContainer>
              </element>
            </elementContainer>
          </elementSet>
        </elementSetContainer>
      </file>
    </fileContainer>
    <collection collectionId="49">
      <elementSetContainer>
        <elementSet elementSetId="1">
          <name>Dublin Core</name>
          <description>The Dublin Core metadata element set is common to all Omeka records, including items, files, and collections. For more information see, http://dublincore.org/documents/dces/.</description>
          <elementContainer>
            <element elementId="50">
              <name>Title</name>
              <description>A name given to the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51396">
                  <text>SNBU - Edição: 17 - Ano: 2012 (UFRGS - Gramado/RS)</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="49">
              <name>Subject</name>
              <description>The topic of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51397">
                  <text>Biblioteconomia&#13;
Documentação&#13;
Ciência da Informação&#13;
Bibliotecas Universitárias</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="41">
              <name>Description</name>
              <description>An account of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51398">
                  <text>Tema: A biblioteca universitária como laboratório na sociedade da informação.</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="39">
              <name>Creator</name>
              <description>An entity primarily responsible for making the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51399">
                  <text>SNBU - Seminário Nacional de Bibliotecas Universitárias</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="45">
              <name>Publisher</name>
              <description>An entity responsible for making the resource available</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51400">
                  <text>UFRGS</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="40">
              <name>Date</name>
              <description>A point or period of time associated with an event in the lifecycle of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51401">
                  <text>2012</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="44">
              <name>Language</name>
              <description>A language of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51402">
                  <text>Português</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="51">
              <name>Type</name>
              <description>The nature or genre of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51403">
                  <text>Evento</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="38">
              <name>Coverage</name>
              <description>The spatial or temporal topic of the resource, the spatial applicability of the resource, or the jurisdiction under which the resource is relevant</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51404">
                  <text>Gramado (Rio Grande do Sul)</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
          </elementContainer>
        </elementSet>
      </elementSetContainer>
    </collection>
    <itemType itemTypeId="8">
      <name>Event</name>
      <description>A non-persistent, time-based occurrence. Metadata for an event provides descriptive information that is the basis for discovery of the purpose, location, duration, and responsible agents associated with an event. Examples include an exhibition, webcast, conference, workshop, open day, performance, battle, trial, wedding, tea party, conflagration.</description>
    </itemType>
    <elementSetContainer>
      <elementSet elementSetId="1">
        <name>Dublin Core</name>
        <description>The Dublin Core metadata element set is common to all Omeka records, including items, files, and collections. For more information see, http://dublincore.org/documents/dces/.</description>
        <elementContainer>
          <element elementId="50">
            <name>Title</name>
            <description>A name given to the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="64544">
                <text>Marketing: ferramenta eficaz na gestão de bibliotecas universitárias.</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="39">
            <name>Creator</name>
            <description>An entity primarily responsible for making the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="64545">
                <text>Ribeiro, Rejana Maria Rosa</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="38">
            <name>Coverage</name>
            <description>The spatial or temporal topic of the resource, the spatial applicability of the resource, or the jurisdiction under which the resource is relevant</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="64546">
                <text>Gramado (Rio Grande do Sul)</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="45">
            <name>Publisher</name>
            <description>An entity responsible for making the resource available</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="64547">
                <text>UFRGS</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="40">
            <name>Date</name>
            <description>A point or period of time associated with an event in the lifecycle of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="64548">
                <text>2012</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="51">
            <name>Type</name>
            <description>The nature or genre of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="64550">
                <text>Evento</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="41">
            <name>Description</name>
            <description>An account of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="64551">
                <text>O trabalho aborda sobre a mudança de status das bibliotecas universitárias (BUs) através de atitude administrativa que pode ser encontrada no marketing. Parte da conceituação de marketing, seguindo de uma reflexão sobre a necessidade das bibliotecas o adotarem como estilo de administração e conclui com os resultados esperados quanto ao ambiente, serviços e produtos.</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="44">
            <name>Language</name>
            <description>A language of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="69574">
                <text>pt</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
        </elementContainer>
      </elementSet>
    </elementSetContainer>
  </item>
  <item itemId="6074" public="1" featured="0">
    <fileContainer>
      <file fileId="5138">
        <src>http://repositorio.febab.org.br/files/original/49/6074/SNBU2012_213.pdf</src>
        <authentication>157a3b70bce654256a6e40694bfe36f4</authentication>
        <elementSetContainer>
          <elementSet elementSetId="4">
            <name>PDF Text</name>
            <description/>
            <elementContainer>
              <element elementId="92">
                <name>Text</name>
                <description/>
                <elementTextContainer>
                  <elementText elementTextId="64543">
                    <text>Marketing
i! """"'"
MaooNlck

~

=

:,

IiWitt.UJ

1I....111~

Resumo expandido

EMARKETING NA PRESERVAÇÃO DE DOCUMENTOS
Ana Rosa dos Santos '
'Especialista em Educação , Universidade Federal Fluminense, Niterói, RJ .

1 Introdução

o marketing por muito tempo esteve ligado ao mercado, ao comércio, aos
negócios, e hoje cada vez mais é utilizado em instituições sem fins lucrativos. Kotler
(1969, c1978) estabeleceu um novo espaço para o marketing quando desenvolveu a
teoria direcionada as instituições que não visam lucros. Assim o marketing vem
sendo usado como uma ferramenta de gestão há algum tempo em bibliotecas
universitárias.
Acreditando no tripé preservação ; o acesso; e o desenvolvimento e a gestão
de coleções (FOX E MARCHIONINI DE 1998, SCHURER 1998 APUD
ROTHENBERG, 1999), como base de uma boa gestão de bibliotecas é apresentada
esta revisão de literatura sobre emarketing, marketing eletrõnico, etc., enfim
marketing em bibliotecas universitárias, com o uso do canal Internet, tendo por base
a visão de Kotler. Com essa revisão pretende-se traçar estratégias para uma gestão
de preservação de documentos; a finalidade é reunir subsídios para a construção de
um site, sobre preservação, centrado no usuário/cliente; que busque a
conscientização desse usuário para preservação. As questões seriam : Como usar o
marketing eletrônico para a conscientização? Como fazer que o consumidor dos
produtos e serviços em uma biblioteca universitária se torne um agente de
preservação? Quais os instrumentos de marketing usar?
Nessa tarefa o "marketing interno" parece ser uma das primeiras iniciativas a
ser tomada ; integrar, treinar, motivar o staff de modo que este esteja conscientizado ,
pronto para conquistar esse usuário/cliente para a causa, é o primeiro passo. Para
tal, é necessário que este usuário/cliente esteja satisfeito, assim o "marketing de
relacionamento" também é fundamental ; a busca de uma relação, visando à
satisfação desse usuário/cliente, é essencial; fidelizar esse cliente seria a função
desse marketing. A prática do "marketing integrado", que tem como foco principal o
usuário/cliente é outro alicerce. O "marketing socialmente responsável " completa
todo trabalho , ele traz para os programas de marketing a preocupação com os
reflexos dessas campanhas, no meio social, hoje no planeta. Esse composto de
marketing forma o chamado "marketing holístico", onde "tudo é importante"; é um
marketing cada vez mais baseado na tecnologia da informação e da comunicação, é
um emarketing (KOTLER, KELEER, 2006).

2299

�Marketing
i! """"'"
MaooNlck

~

=

:,

IiWitt.UJ

Resumo expandido

1I....111~

Marketi ng

Marketing
Interno

. /. L-_
in_t9_9_ra_d_o_--,

Marketin9

Marketing de
relacionamento

socfalmente
responsável

.

Ett.:.c

lrAoIiIe

"'

llllf!lr'1l~1II

...

CtrnilltodillJi4

CIlVitilc

tv"l'lDolillloW!

/ 1 ' . . P:dC'O~
•

o"""

Figura 1 - Dimensões do marketing holístico
Fonte: Kotler e Keller, 2006, p.16.

Kaur (2009, p. 466) após análise de 22 sites de bibliotecas universitárias
conclui que o:
Marketing é principalmente conscientização. Por isso a comunicação é a
principal estratégia de um marketing eficaz. Os clientes (usuários da
biblioteca), que são bem compreendidos têm maiores possibilidades de ter
suas necessidades atendidas pela biblioteca . E os canais de comunicação
devem ser adequados para ajudar a construção de uma relação com os
usuários.

Santos em pesquisa sobre as escolha entre os jovens, num ambiente Web,
destacou que eles preferem texto menos densos, assim como:
O design e as cores da homepage são também importantes para tornar o
site mais atractivo. Cores brilhantes, elementos animados e pouco texto são
aspectos favoráveis a uma boa avaliação do site . Os conteúdos informativos
foram também destacados como elemento de avaliação, nomeadamente a
qualidade e fiabilidade da mesma (2010, p. 36) .

Amaral (2011 , p. 88) diz que o marketing "agora , precisa ser direto e pessoal ,
pois o mundo digital pressupõe interatividade, característica fundamental à mudança
de paradigma no marketing".
E conclui que:
As Bibliotecas e demais unidades de informação devem estar preocupadas
em manter um relacionamento em duas vias com os seus públicos, em
especial com os seus usuários, considerados clientes elou consumidores,
para conhecer seus perfis de interesse pelos produtos e serviços de
informação a serem oferecidos (AMARAL, 2011 , p. 96-97) .

Hoje, mais que nunca, é preciso que as unidades de informação busquem
uma relação com o usuário/cliente. O conhecimento deste é fundamental para

2300

�Marketing
i! """"'"
MaooNlck

~

=

:,

IiWitt.UJ

1I....111~

Resumo expandido

manutenção de uma relação ; e o emarketing , através da web2 , pode ajudar nesse
trabalho de construção das campanhas de conscientização, para a preservação,
desse novo usuário/cliente, que cada vez mais está ligado às novas tecnologias.

2 Materiais e Métodos

o levantamento de dados foi realizado através de pesquisa bibliográfica, nos
últimos 5 anos. No Portal Capes, nas bases de ciências sociais aplicadas, com a
seguinte estratégia de busca :
a) "Título=(marketing) E Título=(library) E Todos os campos=(website) E
Todos os campos=(kotler)" = 37 registros
b) "Título=(marketing) E Título=(library) E Todos os campos=(site) E Todos os
campos=(kotler)" = 53 registros

o Google Acadêmico foi usado para busca em português, por conta do
resultado negativo no Portal Capes. As estratégias foram :
a) "biblioteca universitária" marketing Kotler site = 31 registros.
b) "biblioteca universitária" marketing Kotler website = 33 registros
c) "biblioteca universitária" marketing Kotler homepage = 11 registros

d)
Desse modo buscou-se englobar todos os itens cobertos pelo chamado
"marketing holístico", o emarketing de Kotler.
Após coleta os dados foram
sistematizados.

3 Resultados Parciais/Finais
Foram destacados os trabalhos que mais ofereceram subsídios para a
construção de um site como estratégia de gestão de preservação centrado no
usuário. Com base nesse estudo será desenvolvido o site proposto, que será parte
da Gestão de Preservação de Documentos, de um Sistema de Bibliotecas e Arquivo.

4 Considerações Parciais/Finais
Pôde-se considerar que um site interativo com o uso da web 2.0, e com a
aplicação do marketing holístico pode ser uma estratégia, na Gestão da Preservação
de Documentos acertada, nesse momento em que o nosso usuário/cliente cada vez
mais vive nesse mundo virtual.
O marketing h olístico , como um emarketing pode ser o instrumento que
poderá promover o usuário/cliente em um agente de preservação. Essa pode ser
uma estratégia para fortalecer uma das bases do tripé da gestão bibliotecária, a
preservação, hoje ainda muito enfraquecida . O uso das dimensões desse
emarketing poderá nos dar as respostas às questões propostas.
É importante lembrar que o espaço interativo da web 2.0 é mutável, volátil,
assim é preciso um estudo contínuo, permanente. A participação do usuário/cliente
só pode ser mantida se esta for alimentada, e retroalimentada ; assim talvez seja
possível contar com ele numa jornada de preservação de documentos. A

2301

�Marketing
i! """"'"
MaooNlck

~

=

:,

IiWitt.UJ
1I....111~

Resumo expandido

conscientização para preservação precisa ser feita, e o emarketing pode ser um
caminho.
5 Referências
AMARAL, Sueli Angelica do. Marketing da informação: abordagem inovadora para
entender o mercado e o negócio da informação. Cio Inf., Brasília , DF, v. 40 n. 1, p.8598 , jan.labr., 2011 . Disponível em :
&lt;http://revista.ibict.br/ciinf/index.php/ciinf/article/viewArticle/1920&gt;. Acesso em : 20
abr. 2012.
KAUR, Kiran . Marketing the academic library on the web. Library Management, v.
30 , n. 6, p. 454 . 2009. Disponível em :
&lt;http://dx.doi.org/10.11 08/0143512091 098214&gt; . Acesso em: 25 abro2012 .
KOTLER, P. Marketing para organização que não visam o lucro. São Paulo:
Atlas, c1978 .
__ ; KELLER, Kevin Lane. Administração de marketing. 12.ed. São Paulo :
Pearson Prentice Hall, 2006.
__ ; LEVY, Sidney J. Broadening the Concept of Marketing. Journal of Marketing,
V. 33, n. 1, Jan., 1969, p. 10-15. Disponível em :
&lt;http://www.jstor.org/stable/1248740&gt;. Acesso em : 14 abr. 2012 .
SANTOS, António Sá. Níveis de usabilidade e satisfação em sites de bibliotecas .
122 f. 2010. Dissertação (Mestrado) - Ciências da Documentação e InformaçãoBiblioteconomia, Universidade de Lisboa, Faculdade de Letras, 2010 . Disponível em :
&lt;http://repositorio.ul.ptlhandle/10451/3356&gt;. Acesso em : 11 mar. 2011.
KOTLER, Philip. Administração de marketing . 12. ed . São Paulo : Pearson
Prentice Hall, 2006.
ROTHENBERG, Jeff. Avoiding Technological Quicksand: Finding a Viable
Technical Foundation for Digital Preservation . A Report to the Council on Library and
Information Resources Washington , DC : Council on Library and Information
Resources, 1999. Disponível em : &lt;http://eric.ed .gov/PDFS/ED426715.pdf &gt;.
Acesso em : 11 mar. 2011 .

2302

�</text>
                  </elementText>
                </elementTextContainer>
              </element>
            </elementContainer>
          </elementSet>
        </elementSetContainer>
      </file>
    </fileContainer>
    <collection collectionId="49">
      <elementSetContainer>
        <elementSet elementSetId="1">
          <name>Dublin Core</name>
          <description>The Dublin Core metadata element set is common to all Omeka records, including items, files, and collections. For more information see, http://dublincore.org/documents/dces/.</description>
          <elementContainer>
            <element elementId="50">
              <name>Title</name>
              <description>A name given to the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51396">
                  <text>SNBU - Edição: 17 - Ano: 2012 (UFRGS - Gramado/RS)</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="49">
              <name>Subject</name>
              <description>The topic of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51397">
                  <text>Biblioteconomia&#13;
Documentação&#13;
Ciência da Informação&#13;
Bibliotecas Universitárias</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="41">
              <name>Description</name>
              <description>An account of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51398">
                  <text>Tema: A biblioteca universitária como laboratório na sociedade da informação.</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="39">
              <name>Creator</name>
              <description>An entity primarily responsible for making the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51399">
                  <text>SNBU - Seminário Nacional de Bibliotecas Universitárias</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="45">
              <name>Publisher</name>
              <description>An entity responsible for making the resource available</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51400">
                  <text>UFRGS</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="40">
              <name>Date</name>
              <description>A point or period of time associated with an event in the lifecycle of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51401">
                  <text>2012</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="44">
              <name>Language</name>
              <description>A language of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51402">
                  <text>Português</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="51">
              <name>Type</name>
              <description>The nature or genre of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51403">
                  <text>Evento</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="38">
              <name>Coverage</name>
              <description>The spatial or temporal topic of the resource, the spatial applicability of the resource, or the jurisdiction under which the resource is relevant</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51404">
                  <text>Gramado (Rio Grande do Sul)</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
          </elementContainer>
        </elementSet>
      </elementSetContainer>
    </collection>
    <itemType itemTypeId="8">
      <name>Event</name>
      <description>A non-persistent, time-based occurrence. Metadata for an event provides descriptive information that is the basis for discovery of the purpose, location, duration, and responsible agents associated with an event. Examples include an exhibition, webcast, conference, workshop, open day, performance, battle, trial, wedding, tea party, conflagration.</description>
    </itemType>
    <elementSetContainer>
      <elementSet elementSetId="1">
        <name>Dublin Core</name>
        <description>The Dublin Core metadata element set is common to all Omeka records, including items, files, and collections. For more information see, http://dublincore.org/documents/dces/.</description>
        <elementContainer>
          <element elementId="50">
            <name>Title</name>
            <description>A name given to the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="64535">
                <text>Emarketing na preservação de documentos.</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="39">
            <name>Creator</name>
            <description>An entity primarily responsible for making the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="64536">
                <text>Santos, Ana Rosa dos</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="38">
            <name>Coverage</name>
            <description>The spatial or temporal topic of the resource, the spatial applicability of the resource, or the jurisdiction under which the resource is relevant</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="64537">
                <text>Gramado (Rio Grande do Sul)</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="45">
            <name>Publisher</name>
            <description>An entity responsible for making the resource available</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="64538">
                <text>UFRGS</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="40">
            <name>Date</name>
            <description>A point or period of time associated with an event in the lifecycle of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="64539">
                <text>2012</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="51">
            <name>Type</name>
            <description>The nature or genre of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="64541">
                <text>Evento</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="41">
            <name>Description</name>
            <description>An account of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="64542">
                <text>Pretende-se traçar estratégias para uma gestão de preservação de documentos; a finalidade é reunir subsídios para a construção de um site, sobre preservação, centrado no usuário/cliente; que busque a conscientização desse usuário para preservação.</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="44">
            <name>Language</name>
            <description>A language of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="69573">
                <text>pt</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
        </elementContainer>
      </elementSet>
    </elementSetContainer>
  </item>
  <item itemId="6073" public="1" featured="0">
    <fileContainer>
      <file fileId="5137">
        <src>http://repositorio.febab.org.br/files/original/49/6073/SNBU2012_212.pdf</src>
        <authentication>e161408a140c1629608d2b0b04e417ef</authentication>
        <elementSetContainer>
          <elementSet elementSetId="4">
            <name>PDF Text</name>
            <description/>
            <elementContainer>
              <element elementId="92">
                <name>Text</name>
                <description/>
                <elementTextContainer>
                  <elementText elementTextId="64534">
                    <text>Marketing
i! """"'"
MaooNlck

~

=

:,

IiWitt.UJ

1I....111~

Resumo expandido

MARKETING DE PROMOÇÃO EM 140 CARACTERES:
APROPRIAÇÃO E USO DO TWITTER PELA BIBLIOTECA CENTRAL
DA UNIVERSIDADE FEDERAL DE ALAGOAS

Bruno Felipe de Melo Silva 1, Janaina Xisto de Barros Limél
Lucia Lima do Nascimento3
1 Bibliotecário,

UFAL, Maceió, Alagoas

2Bibliotecária , UFAL, Maceió, Alagoas
3Bibliotecária, UFAL, Maceió, Alagoas

1 Introdução
Frente ao surgimento de novas tecnologias de informação e comunicação, se
torna cada vez mais necessária a utilização de novos recursos para o melhoramento
na forma de comunicação e muitas vezes, difusão de serviços.
Diante desta perspectiva, surge a biblioteca universitária, que enquanto
instituição responsável por atender a demanda de ensino, pesquisa e extensão,
precisa acompanhar e se adequar aos novos meios disponíveis, para assim
satisfazer a demanda informacional de seus usuários.
Dessa forma , o avanço tecnológico permite o surgimento de novas formas de
promoção, recorrendo assim ao Marketing. Tal método possibilita a biblioteca,
apresentar produtos e serviços por ela oferecidos, mostrando o seu potencial
informacional.
Em meio às palavras de Freitas Neto (2007, p.12) é possível observar que o
emprego de técnicas de marketing envolve o conhecimento do público no qual se
pretende atingir [ ... ] para assim descobrir suas necessidades, divulgando os serviços
de forma direcionada.
Moreno (1999) atrela o marketing a bibliotecas universitárias quando
evidencia a influencia que essas novas tecnologias, já mencionadas, passam a
exercer nas atividades bibliotecárias. Além disso, Figueiredo (1991 , p.123) discorre
sobre a utilização da etapa de Marketing de promoção afirmando que essa é a uma
maneira de comunicação com os usuários reais [ou existentes] e usuários potenciais
para informá-los dos serviços disponíveis.
Das atuais tecnologias de disseminação de informação e comunicação, um
dos que está mais em foco é o Twitter, que para Recuro e Zago (2010) é uma rede
social propícia para o estudo de difusão de informações.
Sendo assim , o presente trabalho visa apresentar um caso prático de
Marketing de Promoção mediante a utilização do twitter pela Biblioteca da UFAL,
relatando quais práticas e abordagens são feitas para deixar seus
"seguidores/usuários" ciente dos serviços e produtos oferecidos.

2293

�Marketing
i! """"'"
MaooNlck

~

=

:,

IiWitt.UJ
1I....111~

Resumo expandido

2 Materiais e Métodos
A partir de uma pesquisa exploratória de cunho descritivo, desenvolvida tendo
como pressupostos a análise do comportamento informacional nas redes sociais
(CRUZ; PEREIRA, 2010), buscou-se analisar o perfil de uso do Twitter pela
Biblioteca da Universidade Federal de Alagoas, tendo em vista sua utilização para
realização de marketing de promoção.
Tal ambiente foi escolhido pelas vantagens da mobilidade e conexão, além do
acesso tradicional pela internet, via Web, o twitter pode ser acessado, por recursos
tecnológicos, dispositivos móveis e outras aplicações.
Por fim, a definição da biblioteca se deu em virtude da própria utilizar o
ambiente, através do perfil @bcufal, de forma ativa, principalmente no período de
investigação.

3 Resultados
Na utilização do twitter por parte da biblioteca é possível destacar a existência
de integração com outros ambientes, nesse caso , o acesso pelo site da biblioteca .
Tal característica possibilita um melhor rendimento e aproveitamento, que é
conseguir interagir com os seguidores, apresentando os produtos e serviços
existentes.

EstrubJra1isica
E~uipe;

Coleções
Serviços
GuiadoLJsuârio
Downloa'"
Pedidos de obras - 20 12
F~ le conosco

Base de Uvros eletronicos

hb

PêS

uisa

Clique aqui e conheça mais

Bases de dados:

". "I
dique aqui e conheça nossas
bases de dados

siga-nos no

tw" ar
Figura 1 - Site do Sistema de Bibliotecas-UFAL
Fonte: SISTEMA de Bibliotecas. Disponível em: &lt;http://www.sibi.ufal.br/&gt;. Acesso em: 08
abr. 2012.

2294

�Marketing
i! """"'"
MaooNlck

~

=

:,

IiWitt.UJ
1I....111~

Resumo expandido

BC UFAL

Seguir

BCUFAL
LlO

221

Biblioteca Central e Sistema de Bibliotecas da Universidade
Federald'Alagoas (SIBljUFAL)
Maceió, Brasi l

htlp:Jlsi bi ufal.br

Mantenha contato com BC

90

TvvEETS

SEGUINDO

203

SEGUIDORES

1Weets

UFAL
Participe hoje do Twltter

BC UFAL
BCUFAL
.... Novos livros da Biblioteca Central pic .twitter comla3yvMmR6

Nome Completo

3Abr

• Ver foto

_
Senha

Inscreva-se

BC UFAL
BCUFAL
2'br
Resu ltad o da BOLSA DE DESENVOLVIMENTO INSTITU CIONAL (BOI)
da Bibliotec a Central ichca.ufal br/graduacao/bibl. . .

281jar
BC UFAL
BCUFAL
.",;;; Morre Millôr Fernandes tudonahora .uol.com br/noticia/brasil ...

Figura 2 - Twitter da BC-UFAL
Fonte: TWITTER. Disponível em: &lt;http://twitter.com/#!lBCUFAL&gt; . Acesso em: 08 abr. 2012.

Tendo como base os números contidos no perfil é possível realizar uma breve
análise, onde até o momento da coleta foram 221 mensagens (tweets) enviadas, 90
usuários seguidos (following) e 203 usuários seguem (followers) o perfil da
biblioteca, o que diante de tudo que foi mencionado, nos possibilita aferir a efetivar o
ambiente como propício a disseminação de informações.
Dentre algumas possibilidades de utilização é possível destacar:
apresentação de notícias da unidade (novas aquisições), estabelecer e manter
contatos; estreitar relação com os usuários; aumentar a visibilidade na web, serviço
de referência e sugestão de leitura.
Ev elin a M orais E y elinar.1ofals
18 Fe\{
@BCUFAL Como eu faço o ped ido de obras ? O login e a senha sã o
os mesmos do sieweb?
SC UFAL
BCUF!\.L
@Eve li naMorais Descu lpe a dem ora! Caso seja aluna, proc ure a
coordenação do seu curso para suge rir os ped idos

... Es conde r conversa
11 54 - 2B Fev 12 \lia web Detalhes
... Responde r

t.+ Retweetaf

*

Favorito

Figura 3 - interação/colaboração com os seguidores
Fonte: TWITTER. Disponível em: &lt;http://twitter.com/#!/BCUFAL&gt; . Acesso em: 08 abr. 2012.

2295

�Marketing
Resumo expandido

BC UFAL

BCUFA.L

17 Fev

Conhe ça o Mapa da Lei de Acesso a Info rmação. linformações
pllblicas .direito de todos os bras ileiros: cgu gov br/acessoainforma ...
via @fgvbmtls
BC UFAL

ElCUFA.l

17 Fev

Livros de filmes indicados ao Oscar fazem su cess o nas livrarias
wp meJpYSdW- 1MR via @BibliotecauCS
~ Ver conteudo multimidia
BC UFAL

,.

BCUFt..L

15 Fev

A class ificação dos artigos pelo Oua li s da Ca pes : como
fb .me/1lXVOEYzp via @bibifotecac

e feita?

Figura 4 - Informações para a comunidade
Fonte: TWITTER Disponível em : &lt;http://twitter.com/#!lBCUFAL&gt;. Acesso em : 08 abr. 2012.

BC UFAL
..

13 Fe'~

BCUFI..L

Os livros da Bibli oteca Cent ral com datas de devolução a partir de 22
de deze mbro de 2011 pod erão se r devolvidos ate 2 de março de

20 12.

BC UFAL
..

Na próxima se mana , l llima antes do fim do recess o, estende remos
nosso horário: das 8 às 18 horas . Mais tempo para pesq uisa r !
BC UFAL

~

:: Fe~

BCUFAL

- BCUFA.L

3 Fev

Os setores de Periód icos e Coleções Especiais já est ão disponíveis
para pesquisa após a reforma Confira !

Figura 5 - Horário e dias de funcionamento
Fonte: TWITTER Disponível em : &lt;http://twitter.com/#!/BCUFAL&gt; . Acesso em : 08 abr. 2012.

2296

�Marketing
i! """"'"
MaooNlck

~

=

:,

IiWitt.UJ
1I....111~

Resumo expandido

»

BC UFAL
='

Seg uir

.1. ....

BCUFAL

Kxposição Numismática. Local: Hall da bibliot eca.
Dias: 28 e 29 de fevereiro. Prestigie! Fotos: Valdir
pie.twitter.comi otGn2AY2

desen ... olyWjo por OI Pholobucl&lt;:el

Oenundar esta midia

11:06 - 28 Fe\l 12 1/1 a wetl IncorporaresteTweet

~ Responder

t..1-

Retweelar

*

Fa....orilo

Figura 5 - Divulgação de eventos
Fonte: TWITTER. Disponível em: &lt;http://twitter.com/#!IBCUFAL&gt; . Acesso em: 08 abr. 2012.

Por fim , dentre as possíveis ações que poderiam ser aplicadas, o serviço de
referência não foi acionado em nenhum momento, mostrando assim que a
ferramenta pode ser mais explorada .

4 Considerações Finais
No trabalho, a proposta foi apresentar possibilidades de criação de uma
prática de Marketing de Promoção através da utilização do Twitter pela Biblioteca da
UFAL. Mediante a análise realizada com base na literatura, bem como o
levantamento dos perfis de bibliotecas universitárias públicas existentes no Twitter
foi possível observar que ainda são poucas as que vêm utilizando tal ferramenta de

2297

�Marketing
i! """"'"
MaooNlck

~

=

:,

IiWitt.UJ
1I....111~

Resumo expandido

uma maneira a tirar o melhor proveito do que ela proporciona.
Em relação ao uso das ferramentas web pela biblioteca escolhida, é propício
mencionar que ela se limita à utilização do TwiUer, não se atentando a outras formas
de interação, como Youtube, Facebook e Orkut.
Enfim, vale ressaltar que tal pesquisa encontra-se em fase preliminar, onde o
intuito dela é de não só apresentar possibilidades de utilização das ferramentas web
pelas bibliotecas, mas sim, tentar entender o contexto no qual a biblioteca se insere
com o surgimento dessas novas ferramentas de comunicação e disseminação da
informação. Buscando compreender as competências relacionadas à biblioteca na
apropriação dessas ferramentas .

5 Referências
FIGUEIREDO, Nice Menezes de. Metodologia para a promoção do uso da
informação: técnicas aplicadas particularmente em bibliotecas universitárias e
especializadas. São Paulo: Nobel, 1991 .
FREITAS NETO, Marcelino de Carvalho. Marketing em biblioteca universitária: a
realidade da Biblioteca Central da UFAL. Maceió, AL, 2007. 78 f.: Monografia
(Graduação em Biblioteconomia) - Universidade Federal de Alagoas, Instituto de
Ciências Humanas, Comunicação e Artes, Maceió, AL, 2007 .
MORENO, José Eugenio Manas. Marketing y difusión de servicios em uma
biblioteca universitária dei próximo milênio. 1999. Disponível em : &lt;
hUp://www.cobdc.org/jornades/7JCD/63 .pdf&gt; Acesso em: 30 mar. 2012
RECUERO, R. ; ZAGO, G. "RT, por favor,": considerações sobre a difusão de
informações no TwiUer. Revista Fronteiras, v.12, n. 2, mai/ago. 2010

2298

�</text>
                  </elementText>
                </elementTextContainer>
              </element>
            </elementContainer>
          </elementSet>
        </elementSetContainer>
      </file>
    </fileContainer>
    <collection collectionId="49">
      <elementSetContainer>
        <elementSet elementSetId="1">
          <name>Dublin Core</name>
          <description>The Dublin Core metadata element set is common to all Omeka records, including items, files, and collections. For more information see, http://dublincore.org/documents/dces/.</description>
          <elementContainer>
            <element elementId="50">
              <name>Title</name>
              <description>A name given to the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51396">
                  <text>SNBU - Edição: 17 - Ano: 2012 (UFRGS - Gramado/RS)</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="49">
              <name>Subject</name>
              <description>The topic of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51397">
                  <text>Biblioteconomia&#13;
Documentação&#13;
Ciência da Informação&#13;
Bibliotecas Universitárias</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="41">
              <name>Description</name>
              <description>An account of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51398">
                  <text>Tema: A biblioteca universitária como laboratório na sociedade da informação.</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="39">
              <name>Creator</name>
              <description>An entity primarily responsible for making the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51399">
                  <text>SNBU - Seminário Nacional de Bibliotecas Universitárias</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="45">
              <name>Publisher</name>
              <description>An entity responsible for making the resource available</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51400">
                  <text>UFRGS</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="40">
              <name>Date</name>
              <description>A point or period of time associated with an event in the lifecycle of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51401">
                  <text>2012</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="44">
              <name>Language</name>
              <description>A language of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51402">
                  <text>Português</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="51">
              <name>Type</name>
              <description>The nature or genre of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51403">
                  <text>Evento</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="38">
              <name>Coverage</name>
              <description>The spatial or temporal topic of the resource, the spatial applicability of the resource, or the jurisdiction under which the resource is relevant</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51404">
                  <text>Gramado (Rio Grande do Sul)</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
          </elementContainer>
        </elementSet>
      </elementSetContainer>
    </collection>
    <itemType itemTypeId="8">
      <name>Event</name>
      <description>A non-persistent, time-based occurrence. Metadata for an event provides descriptive information that is the basis for discovery of the purpose, location, duration, and responsible agents associated with an event. Examples include an exhibition, webcast, conference, workshop, open day, performance, battle, trial, wedding, tea party, conflagration.</description>
    </itemType>
    <elementSetContainer>
      <elementSet elementSetId="1">
        <name>Dublin Core</name>
        <description>The Dublin Core metadata element set is common to all Omeka records, including items, files, and collections. For more information see, http://dublincore.org/documents/dces/.</description>
        <elementContainer>
          <element elementId="50">
            <name>Title</name>
            <description>A name given to the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="64526">
                <text>Marketing de promoção em 140 Caracteres: apropriação e uso do Twiter pela Biblioteca Central da Universidade Federal de Alagoas.</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="39">
            <name>Creator</name>
            <description>An entity primarily responsible for making the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="64527">
                <text>Silva, Bruno Felipe de M.; Lima, Janaína Xisto de B.; Nascimento, Lucia Lima do</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="38">
            <name>Coverage</name>
            <description>The spatial or temporal topic of the resource, the spatial applicability of the resource, or the jurisdiction under which the resource is relevant</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="64528">
                <text>Gramado (Rio Grande do Sul)</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="45">
            <name>Publisher</name>
            <description>An entity responsible for making the resource available</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="64529">
                <text>UFRGS</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="40">
            <name>Date</name>
            <description>A point or period of time associated with an event in the lifecycle of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="64530">
                <text>2012</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="51">
            <name>Type</name>
            <description>The nature or genre of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="64532">
                <text>Evento</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="41">
            <name>Description</name>
            <description>An account of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="64533">
                <text>O presente trabalho visa apresentar um caso prático de Marketing de Promoção mediante a utilização do twitter pela Biblioteca da UFAL, relatando quais práticas e abordagens são feitas para deixar seus “seguidores/usuários” ciente dos serviços e produtos oferecidos.</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="44">
            <name>Language</name>
            <description>A language of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="69572">
                <text>pt</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
        </elementContainer>
      </elementSet>
    </elementSetContainer>
  </item>
  <item itemId="6072" public="1" featured="0">
    <fileContainer>
      <file fileId="5136">
        <src>http://repositorio.febab.org.br/files/original/49/6072/SNBU2012_211.pdf</src>
        <authentication>1f49a982377a9ea87eefa3470fc7b02c</authentication>
        <elementSetContainer>
          <elementSet elementSetId="4">
            <name>PDF Text</name>
            <description/>
            <elementContainer>
              <element elementId="92">
                <name>Text</name>
                <description/>
                <elementTextContainer>
                  <elementText elementTextId="64525">
                    <text>Marketing
i! """"'"
MaooNlck

~

=

:,

IiWitt.UJ
1I....111~

Resumo expandido

DO MARKETING DE RELACIONAMENTO AO MARKETING
ONLlNE EM UNIDADE DE INFORMAÇÃO: O caso de uma biblioteca
universitária

Fabíola Moraes 1, Janiele Santo~, Robéria Andrade3, Alzira Karla
Silva4
1Bibliotecaria, Universidade Federal da Paraíba , João Pessoa, Paraíba
2Bibliotecaria , Universidade Federal da Paraíba, João Pessoa, Paraíba
3Bibliotecaria , Universidade Federal da Paraíba , João Pessoa, Paraíba
4Professora do Departamento de Ciência da Informação, Universidade Federal da Paraíba,
João Pessoa , Paraíba

1 Introdução
As unidades de informações estão preocupando-se cada vez mais com a
dinâmica de comunicação que possuem com seus usuários e usam como aliados os
processos de análise, planejamento, implementação e controle de programas que o
marketing pode oferecer. Este artigo apresenta a importância da implantação do
marketing nas unidades de informações com ênfase para o marketing de
relacionamento e o marketing online abordando seus conceitos, objetivos e
características. Segundo Gordon (1999 apud OLIVEIRA; PEREIRA, 2003, p. 23)
marketing de relacionamento é definido como "o processo contínuo de identificação
e criação de novos valores com os clientes individuais e o compartilhamento de seus
benefícios durante uma vida toda de parceria". Segundo Kotler e Armstrong (2007, p.
444) "grande parte dos negócios no mundo hoje em dia é conduzida por meio
digitais". E Araújo (2000, p. 4) afirma que o "marketing online nada mais é do que
uma nova ramificação de uma velha árvore - o marketing". E vem se tornando umas
das partes do marketing mais solicitada e essencial na divulgação das informações
importantes da sociedade. São inúmeros os benefícios adquiridos com a
aplicabilidade correta do marketing de relacionamento e do marketing online.

2 Materiais e Métodos
Metodologicamente utilizou-se a pesquisa bibliográfica e o estudo de usuário.
O campo de estudo foi a Biblioteca Central (BC) da Universidade Federal da Paraíba
(UFPB), por constatar certa carência na forma como lida com o marketing.

2291

�Marketing
i! """"'"
MaooNl ck

~

=

:,

IiWitt.UJ

1I....111~

Resumo expandido

3 Resultados Parciais/Finais
Os resultados apontam que é essencial adotar o marketing nas unidades de
informações, especificamente o marketing de relacionamento e o online que estão
cada vez mais em evidência e são os responsáveis por proporcionar uma relação
mais interativa com os usuários e obter a satisfação e fidelização quanto aos
produtos e serviços. A maioria dos usuários, que responderam a pesquisa,
demostram interesses pelas atividades das unidades de informações e gostariam
que estas fossem mais divulgadas.

4 Considerações Parciais/Finais
O marketing quando adotado adequadamente, pelas unidades de
informações, faz com que estas alcancem os seus principais objetivos: contribuir
para que a organização exerça o seu papel enquanto provedor do desenvolvimento
intelectual cultural e social e ajudar a satisfazer as necessidades informacionais dos
seus usuários.

5 Referências

ARAÚJO, Wagner Junqueira de. Ferramentas para promoções em web sites de
unidades de informação. Revista de Biblioteconomia em Brasília , v. 23/24, n. 1, p.
89-108,2000.

KOTLER, Philip; ARMISTRONG, Gary. Princípios de Marketing. 12 ed . São Paulo:
Pearson, 2007.

OLIVEIRA, Ângela M; PEREIRA, Edmeire C. Marketing de relacionamento para a
gestão de unidades de informação. Inf. &amp; Soe. , João Pessoa , v. 13, n. 2, p. 13-36,
jul./dez. 2003.

2292

�</text>
                  </elementText>
                </elementTextContainer>
              </element>
            </elementContainer>
          </elementSet>
        </elementSetContainer>
      </file>
    </fileContainer>
    <collection collectionId="49">
      <elementSetContainer>
        <elementSet elementSetId="1">
          <name>Dublin Core</name>
          <description>The Dublin Core metadata element set is common to all Omeka records, including items, files, and collections. For more information see, http://dublincore.org/documents/dces/.</description>
          <elementContainer>
            <element elementId="50">
              <name>Title</name>
              <description>A name given to the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51396">
                  <text>SNBU - Edição: 17 - Ano: 2012 (UFRGS - Gramado/RS)</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="49">
              <name>Subject</name>
              <description>The topic of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51397">
                  <text>Biblioteconomia&#13;
Documentação&#13;
Ciência da Informação&#13;
Bibliotecas Universitárias</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="41">
              <name>Description</name>
              <description>An account of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51398">
                  <text>Tema: A biblioteca universitária como laboratório na sociedade da informação.</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="39">
              <name>Creator</name>
              <description>An entity primarily responsible for making the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51399">
                  <text>SNBU - Seminário Nacional de Bibliotecas Universitárias</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="45">
              <name>Publisher</name>
              <description>An entity responsible for making the resource available</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51400">
                  <text>UFRGS</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="40">
              <name>Date</name>
              <description>A point or period of time associated with an event in the lifecycle of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51401">
                  <text>2012</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="44">
              <name>Language</name>
              <description>A language of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51402">
                  <text>Português</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="51">
              <name>Type</name>
              <description>The nature or genre of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51403">
                  <text>Evento</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="38">
              <name>Coverage</name>
              <description>The spatial or temporal topic of the resource, the spatial applicability of the resource, or the jurisdiction under which the resource is relevant</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51404">
                  <text>Gramado (Rio Grande do Sul)</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
          </elementContainer>
        </elementSet>
      </elementSetContainer>
    </collection>
    <itemType itemTypeId="8">
      <name>Event</name>
      <description>A non-persistent, time-based occurrence. Metadata for an event provides descriptive information that is the basis for discovery of the purpose, location, duration, and responsible agents associated with an event. Examples include an exhibition, webcast, conference, workshop, open day, performance, battle, trial, wedding, tea party, conflagration.</description>
    </itemType>
    <elementSetContainer>
      <elementSet elementSetId="1">
        <name>Dublin Core</name>
        <description>The Dublin Core metadata element set is common to all Omeka records, including items, files, and collections. For more information see, http://dublincore.org/documents/dces/.</description>
        <elementContainer>
          <element elementId="50">
            <name>Title</name>
            <description>A name given to the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="64517">
                <text>Do marketing de relacionamento ao marketing online em Unidade de Informação: o caso de uma biblioteca universitária.</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="39">
            <name>Creator</name>
            <description>An entity primarily responsible for making the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="64518">
                <text>Moraes, Fabíola; Santos, Janiele; Andrade, Robéria; Silva, Alzira Karla</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="38">
            <name>Coverage</name>
            <description>The spatial or temporal topic of the resource, the spatial applicability of the resource, or the jurisdiction under which the resource is relevant</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="64519">
                <text>Gramado (Rio Grande do Sul)</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="45">
            <name>Publisher</name>
            <description>An entity responsible for making the resource available</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="64520">
                <text>UFRGS</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="40">
            <name>Date</name>
            <description>A point or period of time associated with an event in the lifecycle of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="64521">
                <text>2012</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="51">
            <name>Type</name>
            <description>The nature or genre of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="64523">
                <text>Evento</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="41">
            <name>Description</name>
            <description>An account of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="64524">
                <text>Este artigo apresenta a importância da implantação do marketing nas unidades de informações com ênfase para o marketing de relacionamento e o marketing online abordando seus conceitos, objetivos e características.</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="44">
            <name>Language</name>
            <description>A language of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="69571">
                <text>pt</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
        </elementContainer>
      </elementSet>
    </elementSetContainer>
  </item>
  <item itemId="6071" public="1" featured="0">
    <fileContainer>
      <file fileId="5135">
        <src>http://repositorio.febab.org.br/files/original/49/6071/SNBU2012_210.pdf</src>
        <authentication>9745541824c1d0550068b056967f84bf</authentication>
        <elementSetContainer>
          <elementSet elementSetId="4">
            <name>PDF Text</name>
            <description/>
            <elementContainer>
              <element elementId="92">
                <name>Text</name>
                <description/>
                <elementTextContainer>
                  <elementText elementTextId="64516">
                    <text>Marketing
i! """"'"
MaooNlck

~

=

:,

IiWitt.UJ
1I....111~

Resumo expandido

AÇÕES PARA PROMOÇÃO E USO DA BIBLIOTECA DO HOSPITAL
UNIVERSITÁRIO CLEMENTINO FRAGA FILHO E INSTITUTO DE
DOENÇAS DO TÓRAx/UFRJ
Vanessa Souza Mendonça 1, Eliana Rosa da Fonsectl
1Especialista em Biblioteconomia , Bibliotecária da Universidade Federal do Rio de Janeiro,
Rio de Janeiro, RJ
2Mestranda em Ciência da Informação (PPGCI/UFF) , Bibliotecária da Universidade Federal
do Rio de Janeiro, Rio de Janeiro, RJ

1 Introdução
A Biblioteca do Hospital Universitário Clementino Fraga Filho (HUCFF) e
Instituto de Doenças do Tórax (IDT) é uma unidade do Sistema de Bibliotecas e
Informação (SIBI) da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) , e está
administrativamente vinculada à Coordenação de Atividades Educacionais (CAE) do
Hospital.
Segundo Lima (1973, p. 141) "a biblioteca de um hospital deve exercer
atividades didáticas". Os graduandos, residentes, médicos, professores e
pesquisadores precisam ter conhecimento destes espaços de estudo e pesquisa .
Para isso, é necessário promover a biblioteca, seus produtos e serviços. A promoção
"é uma dentre várias atividades de marketing" (AMARAL, 2001, p. 76).
Os bibliotecários "podem ser responsáveis pela criação dos instrumentos de
comunicação para informar sobre os serviços e produtos oferecidos e/ou
desenvolvidos pela sua Instituição" (ARAUJO ; SILVA; SILVA, 2011 , p. 73) . Amaral
(2001 , p. 76) define a promoção como "a parte mais visível do marketing". De acordo
com a autora, os objetivos do emprego da promoção podem ser:
(1) tornar a unidade de informação e seus produtos e serviços
conhecidos pelos usuários potenciais; (2) tornar o ambiente da
unidade de informação e seus produtos e serviços atraentes para os
usuários potenciais; (3) mostrar aos usuários reais como usar os
produtos e serviços de informação; (4) evidenciar os benefícios dos
produtos e serviços oferecidos; e (5) manter os usuários reais ,
constantemente, bem informados sobre a atuação da unidade de
informação, seus produtos e serviços. (AMARAL, 2008, p. 34)

Sabe-se que a Biblioteca do HUCFF/IDT passa despercebida e muitas vezes
desconhecida por seus usuários potenciais devido a sua localização no último andar
do Hospital. Este trabalho tem como objetivo apresentar as ações realizadas para
sua divulgação, tendo como principal propósito dar visibilidade à unidade.

2 Materiais e Métodos
As ações de divulgação iniCiaram no primeiro semestre de 2011 e foram
desenvolvidas pelos funcionários da unidade, contando com a colaboração da CAE
e Assessoria de Imprensa. A primeira ação foi a elaboração de um regulamento com
o objetivo de normatizar as atividades, prestar informações a cerca de seu

2286

�Marketing
i! """"'"
MaooNl ck

~

=

:,

IiWitt.UJ
1I....111~

Resumo expandido

funcionamento, e orientar os usuários no uso do espaço.
O mural da Biblioteca foi reorganizado com o intuito de apresentar
informações sobre horário de funcionamento , produtos e serviços, bases de dados
da área de saúde e notícias.
Outra ação foi a preparação de um boletim informativo, enviado por e-mail
para os funcionários da instituição, divulgando a sala de vídeo, o laboratório de
informática e os novos livros da Biblioteca.

. ._---_._-_.
--_.---_._----_ ..

"~pr~

... bar_••

- ~ ------

Figura 1 - Boletim informativo
Fonte: UNIVERSIDADE FEDERAL DO RIO DE JANEIRO. Sistema de Bibliotecas e
Informação. Biblioteca HUCFF/IDT. Rio de Janeiro, 2011 .

Um cartaz padronizado foi montado em parceria com a Assessoria de
Imprensa, divulgando informações sobre a localização da Biblioteca, seu horário de
funcionamento e serviços oferecidos. Estes cartazes foram anexados em murais de
todos os andares do Hospital e também foi projetado na televisão que fica no hall
dos elevadores, no subsolo do Hospital, passagem obrigatória para funcionários e
pacientes.

MIID'AIIIIIIIt · lbildll ...... -

!llJ7b i!llBl!.

.......
_......
......

~

. --...-_1 .....
._IiIi_
......• f'IiII!IIIiI ..

"'

_~

..

~

,.,---""~

.._

...........

Figura 2 - Cartaz padronizado
Fonte: UNIVERSIDADE FEDERAL DO RIO DE JANEIRO. Sistema de Bibliotecas e
Informação. Biblioteca HUCFF/IDT. Rio de Janeiro, 2011 .

2287

�Marketing
i! """"'"
MaooNl ck

~

=

:,

IiWitt.UJ
1I....111~

Resumo expandido

A fim de estabelecer um canal de comunicação com os usuanos foi
desenvolvido um blog (http://bibliotecahucff.wordpress.com) , cominformações sobre
a biblioteca , notícias de interesse da comunidade hospitalar e links para acesso às
principais bases na área de saúde, periódicos, hospitais universitários brasileiros,
conselhos e associações médicas.
Biblioteca HUCFF I IDT

iIN/IoioW'I.... II·"'.&gt;nlI,.\oawr.....
~-.""""'",..I' - L?IlJ

"I '

•

•
~-

--- ---------

.

• r,
~

---~

==c

-.

Bem vindos!
'~'-"

Stm vmdDJ ahomep.llt dl!libboucl. do HO!pltal U~i't'ef'ntirioClemtlltino Frip
~iJhl&gt;.l-\qu;\·""~,·liD .... rDn'r.u-ia rtlf l.. '~"SSClLn!nll ~:.aBiI"itJl "",,,.u&lt;»&gt;&lt;l

..--

E1peramOl qul \'OCH CORem deSSoll'lQvQ fspaço" O utili!!m I:'omo POl'l tOdI!
rdtJ"~ ria. P""·lI ~uas IlMqu~',!

m;'
.

~';' -

. LI LACS

O

Figura 3 - Blog da Biblioteca

Fonte: UNIVERSIDADE FEDERAL DO RIO DE JANEIRO. Sistema de Bibliotecas e
Informação. Blog Biblioteca HUCFF/IDT. Rio de Janeiro, 2011. Disponível em :
&lt;http://bibliotecahucff.wordpress.com/&gt; . Acesso em: 09 mar. 2012.
Junto ao desenvolvimento do blog, foi criado um perfil no Twitter (@bibhucff),
com o intuito de divulgar notícias, artigos e eventos na área de saúde .
fÕ)

() f"

•

I

# ')"

r

Biblioteca do HUCFF
bibhucff
TlJ.'itrer do. BlbUoreca do H05pital Universitario aemenrino
Fraga Filho - HúUF!UFRJ

ii:"'IIli. -I.III_

RiodEJ,mem,RJ

TWeetl

htp:HbltJliol~ canucrrwofdpless com

1'we ets

FollOWlng
B i b li oteca do HUCFF IJ.Ibhudl
~ 0\,:),
C;entistas lançam a primeira enc iclopédia sobre o câncer - O Globo
ag lol'lO globo cOfl\/saudelc.enbSl VI a -dJOma K)GJobo

FolloYrers
Favontes

Similar to you
M;m:eloMachado

A;;I"'"..c'c_En~o

FoIlcw

Figura 4 - Perfil no Twitter da Biblioteca HUCFF/IDT

Fonte: UNIVERSIDADE FEDERAL DO RIO DE JANEIRO. Sistema de Bibliotecas e
Informação.
Perfil
@bibhucff.
Rio
de
Janeiro,
2011.
Disponível
em :
&lt;https:/Itwitter.com/#!lbibhucff&gt; . Acesso em: 22 abr. 2012.

2288

�Marketing
i! """"'"
MaooNlck

~

=

:,

IiWitt.UJ
1I....111~

Resumo expandido

Foram distribuídos folders na entrada principal do Hospital. Esta ação ocorreu
durante um mês, duas vezes por semana . Outra ação que possibilitou a divulgação
da unidade foi a participação da Biblioteca na programação para recepção dos
novos residentes , organizada pela Coordenação Geral de Residência Médica
(CGRM), em janeiro de 2012 .

RECURSOS DE INFORMAÇÃO PARA
RESIDÊNCIA MÉDICA E
MULTIPROFISSIONAL NA UFRJ

----~---

-

::::=:::-

Pub

~~

Bibliotecárias:
Eliana Rosa

. .SIW00401
!CIUICL

ed

•..:=

Vanessa Mendonça

Figura 5 - Tela inicial da apresentação
Fonte: UNIVERSIDADE FEDERAL DO RIO DE JANEIRO. Sistema de Bibliotecas e
Informação. Biblioteca HUCFF/IDT. Rio de Janeiro, 2012.

3 Resultados Parciais/Finais
Após as ações de promoção da Biblioteca, foi possível perceber o aumento
significativo na utilização dos espaços, na inscrição de novos alunos e na solicitação
de serviços oferecidos pela unidade.
Tabela 1 - Fluxo de usuários

ANO

2010

2011

Total/Usuários

5622

8911

Fonte: UNIVERSIDADE FEDERAL DO RIO DE JANEIRO. Sistema de Bibliotecas e
Informação. Bases de dados gerenciais: dados estatísticos das bibliotecas, Rio de Janeiro,
2011 .
Tabela 2 - Número de inscritos

ANO

2010

2011

W de Inscritos

156

410

Fonte: UNIVERSIDADE FEDERAL DO RIO DE JANEIRO. Sistema de Bibliotecas e
Informação. Bases de dados gerenciais: dados estatísticos das bibliotecas. Rio de Janeiro,
2011 .

2289

�Marketing
i! """"'"
MaooNlck

~

=

:,

IiWitt.UJ
1I....111~

Resumo expandido

4 Considerações Parciais/Finais
Inicialmente, a Biblioteca do HUCFF/IDT focou na convocação e manutenção
de seus usuários. A intenção é que estas ações de divulgação sejam contínuas e
correntes. Dessa forma, a interação entre a unidade de informação e o usuário
acontece, possibilitando maximizar não só o uso do espaço, como também, o
acesso aos recursos informacionais eletrônicos oferecidos pela instituição.

5 Referências
AMARAL, Sueli Angélica do. Promoção: o marketing visível da informação. Brasília :
Ed . Jurídica, 2001 .
___ oMarketing da informação: entre a promoção e a comunicação integrada de
marketing . Informação &amp; Sociedade, João Pessoa, V. 18, n. 1, p. 31-44 , jan./abr.
2008. Disponível em : &lt;www.ies.ufpb.br/ojs2/index.php/ies/article/view/1636/1637&gt;
Acesso em: 24 mar. 2012.
ARAUJO, Walqueline da Silva; SILVA, Márcio Bezerra da; SILVA, Alzira Karla Araújo
da. O uso do marketing na comunicação de produtos e serviços em unidades de
informação: o caso da seção de multimeios da Biblioteca Central da UFPB.
Biblionline, João Pessoa, V. 7 n. 2, p. 73-88, 2011 . Disponível em :
&lt;www.brapci.ufpr.br/index.php?dd60=0&amp;dd61 =marketing&gt; Acesso em : 9 mar. 2012 .
LIMA, Etelvina. Bibliotecas de hospitais. Revista da Escola de Biblioteconomia da
UFMG, Belo Horizonte, V. 2 n. 2, p. 141-159, set. 1973.
UNIVERSIDADE FEDERAL DO RIO DE JANEIRO. Sistema de Bibliotecas e
Informação. Bases de dados gerenciais: dados estatísticos das bibliotecas, Rio de
Janeiro, 2011 .
-:------:-_. Sistema de Bibliotecas e Informação. Biblioteca HUCFF/IDT. Rio de
Janeiro, 2011 .
___ oSistema de Bibliotecas e Informação. Blog Biblioteca HUCFF/IDT. Rio de
Janeiro, 2011. Disponível em : &lt;http://bibliotecahucff.wordpress.com/&gt;. Acesso em:
09 mar. 2012 .
___ oSistema de Bibliotecas e Informação. Perfil @bibhucff. Rio de Janeiro,
2011 . Disponível em : &lt;https://twitter.com/#!lbibhucff&gt; . Acesso em : 22 abro2012 .

2290

�</text>
                  </elementText>
                </elementTextContainer>
              </element>
            </elementContainer>
          </elementSet>
        </elementSetContainer>
      </file>
    </fileContainer>
    <collection collectionId="49">
      <elementSetContainer>
        <elementSet elementSetId="1">
          <name>Dublin Core</name>
          <description>The Dublin Core metadata element set is common to all Omeka records, including items, files, and collections. For more information see, http://dublincore.org/documents/dces/.</description>
          <elementContainer>
            <element elementId="50">
              <name>Title</name>
              <description>A name given to the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51396">
                  <text>SNBU - Edição: 17 - Ano: 2012 (UFRGS - Gramado/RS)</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="49">
              <name>Subject</name>
              <description>The topic of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51397">
                  <text>Biblioteconomia&#13;
Documentação&#13;
Ciência da Informação&#13;
Bibliotecas Universitárias</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="41">
              <name>Description</name>
              <description>An account of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51398">
                  <text>Tema: A biblioteca universitária como laboratório na sociedade da informação.</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="39">
              <name>Creator</name>
              <description>An entity primarily responsible for making the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51399">
                  <text>SNBU - Seminário Nacional de Bibliotecas Universitárias</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="45">
              <name>Publisher</name>
              <description>An entity responsible for making the resource available</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51400">
                  <text>UFRGS</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="40">
              <name>Date</name>
              <description>A point or period of time associated with an event in the lifecycle of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51401">
                  <text>2012</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="44">
              <name>Language</name>
              <description>A language of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51402">
                  <text>Português</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="51">
              <name>Type</name>
              <description>The nature or genre of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51403">
                  <text>Evento</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="38">
              <name>Coverage</name>
              <description>The spatial or temporal topic of the resource, the spatial applicability of the resource, or the jurisdiction under which the resource is relevant</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51404">
                  <text>Gramado (Rio Grande do Sul)</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
          </elementContainer>
        </elementSet>
      </elementSetContainer>
    </collection>
    <itemType itemTypeId="8">
      <name>Event</name>
      <description>A non-persistent, time-based occurrence. Metadata for an event provides descriptive information that is the basis for discovery of the purpose, location, duration, and responsible agents associated with an event. Examples include an exhibition, webcast, conference, workshop, open day, performance, battle, trial, wedding, tea party, conflagration.</description>
    </itemType>
    <elementSetContainer>
      <elementSet elementSetId="1">
        <name>Dublin Core</name>
        <description>The Dublin Core metadata element set is common to all Omeka records, including items, files, and collections. For more information see, http://dublincore.org/documents/dces/.</description>
        <elementContainer>
          <element elementId="50">
            <name>Title</name>
            <description>A name given to the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="64508">
                <text>Ações para promoção e uso da Biblioteca do Hospital Universitário Clementino Fraga Filho e Instituto de Doenças do Tórax/UFRJ.</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="39">
            <name>Creator</name>
            <description>An entity primarily responsible for making the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="64509">
                <text>Mendonça, Vanessa Souza; Fonseca, Eliana Rosa da</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="38">
            <name>Coverage</name>
            <description>The spatial or temporal topic of the resource, the spatial applicability of the resource, or the jurisdiction under which the resource is relevant</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="64510">
                <text>Gramado (Rio Grande do Sul)</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="45">
            <name>Publisher</name>
            <description>An entity responsible for making the resource available</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="64511">
                <text>UFRGS</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="40">
            <name>Date</name>
            <description>A point or period of time associated with an event in the lifecycle of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="64512">
                <text>2012</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="51">
            <name>Type</name>
            <description>The nature or genre of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="64514">
                <text>Evento</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="41">
            <name>Description</name>
            <description>An account of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="64515">
                <text>A Biblioteca do HUCFF/IDT passa despercebida e muitas vezes desconhecida por seus usuários potenciais devido a sua localização no último andar do Hospital. Este trabalho tem como objetivo apresentar as ações realizadas para sua divulgação, tendo como principal propósito dar visibilidade à unidade.</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="44">
            <name>Language</name>
            <description>A language of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="69570">
                <text>pt</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
        </elementContainer>
      </elementSet>
    </elementSetContainer>
  </item>
  <item itemId="6070" public="1" featured="0">
    <fileContainer>
      <file fileId="5134">
        <src>http://repositorio.febab.org.br/files/original/49/6070/SNBU2012_209.pdf</src>
        <authentication>6f147251fca3e9be263764cb363d4eb2</authentication>
        <elementSetContainer>
          <elementSet elementSetId="4">
            <name>PDF Text</name>
            <description/>
            <elementContainer>
              <element elementId="92">
                <name>Text</name>
                <description/>
                <elementTextContainer>
                  <elementText elementTextId="64507">
                    <text>Marketing
i! """"'"
MaooNlck

~

=

:,

IiWitt.UJ
1I....111~

Resumo expandido

PROCESSO DE GERAÇÃO DE INTELIGÊNCIA COMPETITIVA:
COMO AS REDES SOCIAIS PODEM CONTRIBUIR?
Bruna Laís Campos do Nascimento 1, Carla Beatriz Marques Felipe2,
Malkene Wytiza Freire de Medeiros Noronha3, Midinai Gomes Bezerra 4,
Patrícia Severiano Barbosa de Souza5
Acadêmica
Acadêmica
3 Acadêmica
4 Acadêmica
5 Acadêmica
1

2

do
do
do
do
do

Curso
Curso
Curso
Curso
Curso

de
de
de
de
de

Biblioteconomia , UFRN , Natal, RN
Biblioteconomia , UFRN , Natal, RN
Biblioteconomia , UFRN , Natal, RN
Biblioteconomia , UFRN , Natal, RN
Biblioteconomia, UFRN , Natal, RN

1 Introdução
Na atual sociedade contemporânea a competitividade é um fator que está
interferindo significativamente no contexto das organizações, devido à quantidade de
empresas existente, como também a variedade de produtos e serviços oferecidos.
Assim as organizações estão fazendo uso de estratégias para conhecerem melhor o
ambiente interno e externo à organização, principalmente os seus concorrentes, tudo
isto com vistas a fazer o diferencial oferecendo produtos e serviços mais atrativos e
com valor agregado.
Uma das técnicas utilizadas para obtenção dessas informações é a
inteligência competitiva, a qual consiste na identificação, coleta e análise de
informações que sejam pertinentes ao ambiente concorrencial da organização. De
acordo com Chiavenato e Sapiro (2003, p. 220) "A análise da concorrência utiliza
mecanismos integrados de localização, busca e captura de informações que
recebem o nome de inteligência competitiva".
Dessa forma para que se possa fazer a análise da concorrência, a inteligência
competitiva se vale um amplo leque de fontes de informações, as quais segundo
8alestrin (2011) são: catálogos de produtos, apresentações de novos produtos,
engenharia reversa , benchmarking, estudos de mercado, revistas e periódicos
especializados, entre outros. Diante disto é importante salientar que outra importante
fonte de informação que auxilia no encontro dessas informações são as redes
sociais, as quais apresentam informações atualizadas que podem ser bastante
relevante e pertinente as empresas.
"As relações desenvolvidas nas redes sociais possibilitam o alcance de
propósitos comuns e, quando empregadas estrategicamente, podem se tornar uma
ferramenta para a competitividade organizacional" (ALCARÁ et ai, 2006, p. 144).
Para tanto percebe-se que as redes sociais quando utilizadas como estratégia no
processo de geração de inteligência competitiva, pode suscitar resultados bastante
significativo para as organizações.
De acordo com Molina e Aguilar (2004), a identificação das redes sociais pode
contribuir de forma efetiva para a compreensão e elaboração de melhores
estratégias para o bom funcionamento do contexto organizacional. Dessa forma
constata-se que as comunidades virtuais podem trazer muitas vantagens quando

2283

�Marketing
i! """"'"
MaooNlck

~

=

:,

IiWitt.UJ

1I....111~

Resumo expandido

utilizadas no ambiente organizacional das empresas. As redes sociais permitem o
rápido acesso a informações, além disso, contribuem para o compartilhamento de
experiências, promovendo assim tanto o aprendizado como o conhecimento coletivo .
Conforme afirma Martinho (2003) as redes sociais podem constituir estratégias para
a viabilização do processo de inteligência competitiva por meio do fortalecimento da
cultura informacional e pela abertura de novos espaços para o compartilhamento da
informação e do conhecimento.
Diante deste contexto é que foi realizado o presente trabalho, o qual objetiva
mostrar como as redes sociais podem contribuir para a geração de inteligência
competitiva nas organizações, e como estas podem colaborar para a cultura
organizacional das empresas.

2 Materiais e Métodos
A metodologia empregada para o desenvolvimento deste trabalho está
baseada na revisão de literatura relacionada a temática em questão, a qual
proporcionou ampliar a visão acerca do tema abordado. A partir deste levantamento
se conseguiu observar que as redes sociais são ferramentas que causam uma
profunda mudança no modo como as pessoas se relacionam com as organizações,
e a maneira pela qual elas podem expandir a sua competitividade e influência.
Além disso, constatou-se que as empresas estão adotando práticas com a
finalidade de analisar seus concorrentes e oferecer produtos e serviços mais
atrativos e com valor agregado para os seus clientes, essa estratégia é chamada de
inteligência competitiva . Entretanto, para que se possa fazer a análise da
concorrência , a inteligência competitiva se vale um amplo leque de fontes de
informações, dentre essas uma importante fonte que pode contribuir para esse
processo são as redes sociais, as quais dispõem de informações atualizadas e
relevantes sobre os clientes, os usuários reais e potenciais, e sobre os produtos e
serviços de empresas.
Mediante tais premissas é possível afirmar que as redes sociais apresentam
um grande potencial, são excelentes fontes de informação para as organizações, e
quando utilizadas para o processo de inteligência competitiva, percebe-se que
ambas se complementam e geram resultados bastante significativos para as
empresas.

3 Considerações Finais

o hodierno cenano competitivo é amplo e complexo . Neste contexto as
organizações querem e precisam se fazer presentes, ocupar seu espaço e alcançar
seus objetivos. Sendo assim é preciso que as empresas passem a disputar de
maneiras diferentes seu espaço, a fim de obterem competitividade estratégica e
retornos.
Como visto no decorrer deste trabalho uma das estratégias utilizadas pelas
empresas é a inteligência competitiva, a qual consiste em um conjunto de

2284

�Marketing
i! """"'"
MaooNlck

~

=

:,

IiWitt.UJ
1I....111~

Resumo expandido

procedimentos que visa identificar, coletar e analisar informações que sejam
pertinentes ao ambiente concorrencial de uma organização, tanto interno como
externo. E uma importante ferramenta que pode auxiliar na busca por essas
informações são as redes sociais, as quais apresentam informações pertinentes e
relevantes às organizações.
Desta forma , pode-se concluir que as comunidades virtuais e/ou as redes
sociais são excelentes ferramentas para as organizações, principalmente no que
consiste na busca da competitividade , na produção e desenvolvimento da
inteligência competitiva .

4 Referências

ALCARÁ, Adriana Rosecler et aI. As redes sociais como instrumento estratégico para
a inteligência competitiva. Transinformação, Campinas, v. 18, n. 2, p. 143-153,
maio/ago. 2006. Disponível em :
&lt;http://revista .ibict.br/pbcib/index.php/pbcib/article/view/549&gt; . Acesso em 14 dez.
2011

BALESTRIN , Alsones. Inteligência competitiva nas organizações. Abraic, ago. 2011 .
Disponível em : &lt;http://www.abraic.org .br/v2/artigos_detalhe .asp?c=793&gt; . Acesso
em : 18 novo2011 .

CHIAVENATO, Idalberto; SAPIRO, Arão. Planejamento estratégico: fundamentos e
aplicações. Rio de Janeiro: Elsevier, 2003 .

MARTINHO, C. Redes: uma introdução às dinâmicas da conectividade e da autoorganização. Brasília : WWF, 2003 .

MOLlNA, J. L. ; AGUILAR, C. Redes sociales y antropologia: um estudio de caso
discursos étnicos y redes personales entre jóvenes de Sarajevo . In: LARREA, C. ;
ESTRADA, F. Antropología en un mundo en transformación . Barcelona : Editorial
Icaria, 2004.

2285

�</text>
                  </elementText>
                </elementTextContainer>
              </element>
            </elementContainer>
          </elementSet>
        </elementSetContainer>
      </file>
    </fileContainer>
    <collection collectionId="49">
      <elementSetContainer>
        <elementSet elementSetId="1">
          <name>Dublin Core</name>
          <description>The Dublin Core metadata element set is common to all Omeka records, including items, files, and collections. For more information see, http://dublincore.org/documents/dces/.</description>
          <elementContainer>
            <element elementId="50">
              <name>Title</name>
              <description>A name given to the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51396">
                  <text>SNBU - Edição: 17 - Ano: 2012 (UFRGS - Gramado/RS)</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="49">
              <name>Subject</name>
              <description>The topic of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51397">
                  <text>Biblioteconomia&#13;
Documentação&#13;
Ciência da Informação&#13;
Bibliotecas Universitárias</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="41">
              <name>Description</name>
              <description>An account of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51398">
                  <text>Tema: A biblioteca universitária como laboratório na sociedade da informação.</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="39">
              <name>Creator</name>
              <description>An entity primarily responsible for making the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51399">
                  <text>SNBU - Seminário Nacional de Bibliotecas Universitárias</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="45">
              <name>Publisher</name>
              <description>An entity responsible for making the resource available</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51400">
                  <text>UFRGS</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="40">
              <name>Date</name>
              <description>A point or period of time associated with an event in the lifecycle of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51401">
                  <text>2012</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="44">
              <name>Language</name>
              <description>A language of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51402">
                  <text>Português</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="51">
              <name>Type</name>
              <description>The nature or genre of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51403">
                  <text>Evento</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="38">
              <name>Coverage</name>
              <description>The spatial or temporal topic of the resource, the spatial applicability of the resource, or the jurisdiction under which the resource is relevant</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51404">
                  <text>Gramado (Rio Grande do Sul)</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
          </elementContainer>
        </elementSet>
      </elementSetContainer>
    </collection>
    <itemType itemTypeId="8">
      <name>Event</name>
      <description>A non-persistent, time-based occurrence. Metadata for an event provides descriptive information that is the basis for discovery of the purpose, location, duration, and responsible agents associated with an event. Examples include an exhibition, webcast, conference, workshop, open day, performance, battle, trial, wedding, tea party, conflagration.</description>
    </itemType>
    <elementSetContainer>
      <elementSet elementSetId="1">
        <name>Dublin Core</name>
        <description>The Dublin Core metadata element set is common to all Omeka records, including items, files, and collections. For more information see, http://dublincore.org/documents/dces/.</description>
        <elementContainer>
          <element elementId="50">
            <name>Title</name>
            <description>A name given to the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="64499">
                <text>Processo de geração de inteligência competitiva: como as redes sociais podem contribuir?</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="39">
            <name>Creator</name>
            <description>An entity primarily responsible for making the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="64500">
                <text>Nascimento, Bruna Laís C. do; Felipe, Carla Beatriz M.; Noronha, Malkene Wytiza Freire de M.; Bezerra, Midinai Gomes; Souza, Patrícia Severiano B. de</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="38">
            <name>Coverage</name>
            <description>The spatial or temporal topic of the resource, the spatial applicability of the resource, or the jurisdiction under which the resource is relevant</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="64501">
                <text>Gramado (Rio Grande do Sul)</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="45">
            <name>Publisher</name>
            <description>An entity responsible for making the resource available</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="64502">
                <text>UFRGS</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="40">
            <name>Date</name>
            <description>A point or period of time associated with an event in the lifecycle of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="64503">
                <text>2012</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="51">
            <name>Type</name>
            <description>The nature or genre of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="64505">
                <text>Evento</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="41">
            <name>Description</name>
            <description>An account of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="64506">
                <text>O presente trabalho tem o objetivo de mostrar como as redes sociais podem contribuir para a geração de inteligência competitiva nas organizações, e como estas podem colaborar para a cultura organizacional das empresas.</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="44">
            <name>Language</name>
            <description>A language of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="69569">
                <text>pt</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
        </elementContainer>
      </elementSet>
    </elementSetContainer>
  </item>
  <item itemId="6069" public="1" featured="0">
    <fileContainer>
      <file fileId="5133">
        <src>http://repositorio.febab.org.br/files/original/49/6069/SNBU2012_208.pdf</src>
        <authentication>46f0a19277e09989fcc1ce9485f217e7</authentication>
        <elementSetContainer>
          <elementSet elementSetId="4">
            <name>PDF Text</name>
            <description/>
            <elementContainer>
              <element elementId="92">
                <name>Text</name>
                <description/>
                <elementTextContainer>
                  <elementText elementTextId="64498">
                    <text>Gestão do conhecimento: processos e ferramentas
ii
aIi """"'"
~de

=

:;

~I­

Trabalho completo

UIII",.~I.nu

GESTÃO DO CONHECIMENTO EM UNIDADES DE INFORMAÇÃO:
práticas de gerenciamento do conhecimento no Núcleo Integrado de
Bibliotecas da Universidade Federal do Maranhão
Carlos Wellington Soares Martins 1, Regycléia Botêlho Alves Figueiredo 2
1Mestrando em Desenvolvimento Socioespacial e Regional , Universidade Federal do Maranhão, São
Luís, Maranhão.
2Especialista e Leitura e Formação de Leitores, Universidade Federal do Maranhão, São Luís,
Maranhão.

Resumo

Conceitua Gestão do Conhecimento como prática gerencial a ser aplicada nas
Instituições de Ensino Superior com vistas a garantir otimização nos processos
administrativos para a garantia de produtos e serviços de qualidade. Contextualiza a
GC e sua aplicação em unidades de informação, mas especificamente em
bibliotecas universitárias. Analisa através de questionário e observação direta a
existência ou não de práticas relacionadas à GC no Núcleo Integrado de Bibliotecas
da Universidade Federal do Maranhão. Constata que a adoção de ações que
envolvam a GC no Núcleo ainda encontra-se de forma incipiente necessitando de
um planejamento mais apurado que contemple a GC preconizada pelos teóricos.

Palavras-chave: Gestão do conhecimento; Instituições de

Ensino

Superior;

Bibliotecas Universitárias; Núcleo Integrado de Bibliotecas.

Abstract

It conceptualizes knowledge management as a managerial practice to be applied at
Higher Education Institutions in order to improve administrative processes as a
guarantee

for

quality

services

and

products.

It

contextualizes

Knowledge

Management and its applications at information units, more specifically at university
libraries. It analyses through questionnaires and direct observation the existence or
not of Knowledge Management practices at Universidade Federal do Maranhão's
Integrated Library Center. It finds out that Knowledge Management actions adoption
at this Center is yet incipient needing a better planning which included the
Knowledge management recommended by scholars.

2269

�Gestão do conhecimento: processos e ferramentas
ii
aIi """"'"
~de

=

:;

~I­

Trabalho completo

UIII",.~I.nu

Keywords: Knowledge Management; Higher Education Institutions; University
Libraries; Integrated Library Center.

1 Introdução

Os processos de gestão passam por mudanças cada vez mais constantes
e novas teorias surgem a todo o momento na forma de melhoria de processos e
oferta de uma prestação de serviços de qualidade. A mudança no foco dos
processos em larga escala para o cliente, e mais atualmente para o ambiente e o
colaborador, indicam tendências que são aferidas em pesquisas e atestam a
eficiência da aplicação dessas novas teorias nos resultados obtidos pelas
organizações e pela ampla consecução de objetivos e metas.
A Gestão do Conhecimento (GC) e sua aplicação envolvem os processos
organizacionais, a politica de pessoal e a tecnologia em técnicas que visam agregar
todos esses conhecimentos em prol da criação de um ambiente dinâmico, flexível e
capaz de gerar ótimos resultados para as organizações.
A gestão pública ainda encontra dificuldade na adoção da GC devido a
problemas de ordem burocrática que acabam engessando a máquina administrativa
pública, no entanto, algumas práticas são tidas como referências no serviço público
ao utilizar técnicas referentes à GC. Este artigo propõe-se a Identificar a existência
de práticas voltadas para a Gestão do Conhecimento nas rotinas de serviço do
Núcleo Integrado de Bibliotecas (NIB) da Universidade Federal do Maranhão
(UFMA), mensurando o impacto da existência dessas práticas, ou não, no
desempenho organizacional do setor. Além desse objetivo, a pesquisa ainda avaliou
o grau de entendimento dos gestores e da equipe do setor acerca da Gestão do
Conhecimento, e apresenta uma proposta que associa seus princípios para uma
prática de gestão pública em unidades de informação.

2 Revisão de Literatura
O termo Gestão do Conhecimento surge, de acordo com Horta (2005), na
década de 1990 entre os pesquisadores da área de Ciência e Tecnologia (C&amp; T)

2270

�Gestão do conhecimento: processos e ferramentas
ii
aIi """"'"
~de

=

:;

~I­

Trabalho completo

UIII",.~I.nu

gerando grandes discussões sobre o tema e sua aplicabilidade; e é definido por
Gattoni (2004, p. 47) como a

'l ..] identificação,

otimização e gerenciamento ativo do

patrimônio intelectual, seja na forma de conhecimento explícito [ ... ] como no
conhecimento tácito possuído por indivíduos ou comunidades". Algumas definições
sobre GC sempre destacam o seu foco nos processos organizacionais e no capital
humano.
[ ... ) a gestão do conhecimento é, em seu significado atual , um esforço para
fazer com que o conhecimento de uma organização esteja disponível para
aqueles que dele necessitem dentro dela, quando isso se faz necessário,
onde isso se faça necessário e na forma como se faça necessário, com o
objetivo de aumentar o desempenho humano e organizacional (TERRA,
2001 , p.245) .

o

grau de entendimento do tema gestão do conhecimento torna-se

importante para avaliar se existem iniciativas que tenham os seguintes objetivos:

a) acelerar a geração de novos conhecimentos que agreguem valor aos serviços
prestados à sociedade por meio de uma maior colaboração entre servidores e acesso
mais fácil a fontes de informação e aprendizado;
b) melhorar o processo decisório ;
c) reduzir custos e retrabalho (não "reinventar a roda" e eliminar atividades que
agreguem pouco valor aos serviços) ;
d) localizar os conhecimentos e o capital intelectual existentes na organização;
e) gerar novos conhecimentos com base na reutilização dos conhecimentos e do capital
intelectual da organização;
f) alavancar o conhecimento existente na organização para melhor executar programas
e, consequentemente, atender melhor às demandas da sociedade (BATISTA, 2006, p.
10).

Davenport (apud DAMIANI 1 , 2003) elabora a seguinte tipologia para a
GC:
a)
b)
c)
d)
e)
f)

captar e reutilizar o conhecimento estruturado;
captar e compartilhar lições aprendidas com a prática ;
identificar fontes e redes de expertise;
estruturar e mapear conhecimentos necessários para aumentar o desenho;
mediar e controlar o valor econômico do conhecimento;
sintetizar e compartilhar conhecimento advindo de fontes externas

Segundo o pensamento de Miller (2002), compartilhar e utilizar o
conhecimento de forma contínua reflete na produção de mais conhecimento, e esse
resultado

pode

configurar

em

vantagem

competitiva

para

quem

o

está

1 Sugere que na identificação do nível de GC em uma instituição os dados devem ser agrupados por
tipologias ou grupos para melhor análise e discussão dos dados.

2271

�Gestão do conhecimento: processos e ferramentas
ii
aIi """"'"
~de

=

:;

~I­

Trabalho completo

UIII",.~I.nu

compartilhando devido ao valor agregado ao conhecimento . Miller (2002) ainda
postula a teoria da inter-relação entre Gestão do Conhecimento (GC) e funções de
inteligência através da identificação de experts em assuntos, descoberta de fontes
de capital intelectual, contrabalançando a necessidade de novos processos com o
respeito pela cultura organizacional e pela aplicação da tecnologia como suporte
para o processo.
Choo (2006) apresenta uma concepção atual de administração e teoria
organizacional diferenciada por três arenas distintas, dando destaque para a criação
e uso da informação no planejamento estratégico da organização. Na primeira
arena, usa-se a informação para compreender as mudanças do ambiente externo
nas relações sociais e na dinâmica de mercado. A segunda arena é a ênfase no uso
estratégico da informação através da criação, organização e processamento da
informação com o intuito de gerar novos conhecimentos através de aprendizado
garantindo o desenvolvimento de novas capacidades e a otimização na prestação de
serviços e produtos. A terceira arena é a do uso estratégico da informação, no qual
as organizações buscam e realizam avaliações para a tomada de decisões.
Senge

(1998) enfatiza que

nas organizações

modernas o fator

aprendizagem é de total relevância para o sucesso dessas organizações, maior
ainda que o controle, tornando-se o foco da gestão, pois garante a capacidade de
adaptar-se às mudanças sociais e de mercado, permitindo que essas organizações
se reinventem. Ainda sobre o pensamento de Sordi (2008), o mesmo compreende
que algumas competências são requeridas tanto para os indivíduos como para as
organizações que praticam a gestão do conhecimento desde o conhecimento ("o
saber"), as habilidades ("o saber fazer") e as atitudes ("o saber ser ou saber agir").
Dentre as competências do indivíduo, ele destaca a comunicação, o trabalho em
equipe, a pesquisa , a aprendizagem e a capacidade de análise . Entre as
competências da organização, destaca a visão estratégica, o gerenciamento, a
liderança, a gestão de conflito, a negociação, a adaptabilidade e o trabalho
colaborativo.
As bibliotecas universitárias, assim como a própria universidade, devem
atentar para as necessidades educacionais, culturais, científicas e tecnológicas do
país. Assim a biblioteca universitária deve participar ativamente do sistema
educacional desenvolvido pela instituição à qual está vinculada (FERREIRA, 1980).

2272

�Gestão do conhecimento: processos e ferramentas
ii
aIi """"'"
~de

=

:;

~I­

UIII",.~I.nu

Trabalho completo

Com o passar dos tempos foi quebrado o paradigma da biblioteca estática, pois a
biblioteca universitária passou a apresentar várias atribuições adotadas de acordo
com o plano de gestão universitária. Algumas unidades ainda são responsáveis, em
muito dos casos, conforme Batista (2006), pela gestão do conhecimento nas
Instituições de Ensino Superior (IES).
O desafio da GC nas IES está na estruturação e disponibilização das
informações geradas na biblioteca, utilizando-as como estratégia , ocasionando a
transformação da informação em conhecimento e organizando-o para toda a
instituição (MACCARL; RODRIGUES , 2000). As universidades, de acordo com
Souza (2009), estão inseridas em um ambiente turbulento devendo implantar
estratégias com a intenção de prestar um serviço de qualidade aos anseios da
sociedade, devendo considerar três componentes básicos ao propor mudanças que
refletem o contexto em que se inserem: macrossocietário, organizacional , mudanças
de crença e valores do homem .
A garantia de uma vantagem competitiva sustentável por uma IES se dá,
segundo Angeloni e Goulart (2009), através da adoção das práticas de GC e através
de seus subprocessos de aquisição, criação, compartilhamento, utilização e
armazenamento do conhecimento. A concorrência , e, por conseguinte o diferencial
alcançado por algumas organizações está, segundo Dias e Belluzzo (2003, p. 42),
na ''[. .. ] capacidade de adquirir, tratar e interpretar a informação de forma eficaz. "
A importância do ato da indexação se reflete na qualidade e na dimensão
da disponibilidade da informação, necessitando de um cuidado minucioso durante o
processo que é realizado por profissionais bibliotecários que, como nos mostra
Davenport (2002 , p.28), podem ser considerados como:

Os fornecedores de informação não estruturada [ .. .] têm habilidades
específicas e exclusivas de sua profissão. Conhecem melhor os conteúdos
e estão mais perto [ .. .] do usuário do que qualquer outro fornecedor. Às
vezes eles adicionam valor às informações que coletam - sintetizando-as,
interpretando-as e fazendo com que sirvam aos objetivos de quem as
solicita .

Para Davenport e Prusack (1998) , os bibliotecários possuem importante
missão nas organizações, visto que esses profissionais estão entre os poucos que
se inter-relacionam com os demais setores e entendem sobre variados recursos e
necessidades apresentados pela organização, valorizando o atendimento ao usuário

2273

�Gestão do conhecimento: processos e ferramentas
ii
aIi """"'"
~de

=

:;

~I­

Trabalho completo

UIII",.~I.nu

com técnicas eficazes para uma rápida solução ao problema apresentado. Almeida
(2005) afirma que o profissional bibliotecário, na função de gestor, deve ter entre
suas competências a capacidade de interpretar de forma correta a missão da
instituição e fixar objetivos e metas para que todos os processos e produtos ocorram
de forma a contemplar os objetivos e as metas estipuladas.
Conforme Mcgee e Prusak (1994), a informação configura-se como
principal insumo para o mundo atual , tornando vital a necessidade de gerenciamento
da informação por meio de processos tecnológicos, e os gestores devem explicitar
de forma clara e coerente qual o papel que a informação irá desempenhar em sua
estratégia competitiva para o aperfeiçoamento de sua capacidade gerencial. O
gestor deve participar do planejamento e das atividades decisórias (TARAPANOFF;
ARAÚJO JUNIOR; CORMIER, 2000) procurando compreender qual o impacto que
os fluxos informacionais proporcionam para o desenvolvimento das atividades e
tentar utilizá-los em benefício da instituição.
A aplicabilidade de práticas de GC em bibliotecas universitárias só
ocorrerá a contento se todos os atores sociais envolvidos se imbuírem da missão, e
isso necessitará , por parte do gestor (BRANíCIO; CASTRO FILHO , 2007), de uma
ação colaborativa , constante aprendizagem e atuação em grupo, liderança
participativa e planejamento elaborado por toda a equipe.
O Núcleo Integrado de Bibliotecas (NIB) tem a missão de apoiar a
Universidade Federal do Maranhão (UFMA) nas funções de ensino, pesquisa e
extensão, bem como preservar a informação, possibilitando a sua recuperação e
difusão, através de serviços e produtos ofertados à comunidade acadêmica,
absorvendo para si a responsabilidade de proporcionar a disseminação de
conhecimentos capazes de provocar mudanças individuais, sociais, políticas e
econômicas.
Dentre os usuários que utilizam os produtos e serviços prestados e
oferecidos pelo núcleo destacam-se os: alunos de graduação, pós-graduação,
técnicos administrativos, professores, pesquisadores e comunidade em geral. O NIB
é composto por uma unidade central que compreende os serviços de Controle e
Formação do Acervo ; Processos Técnicos; Periódicos; Serviço de Informação
Bibliográfica (SIB) ; os setores de Materiais Especiais e Programas Especiais,

2274

�Gestão do conhecimento: processos e ferramentas
ii
aIi """"'"
~de

=

:;

~I­

UIII",.~I.nu

Trabalho completo

Encadernação e a Assessoria de Processamento de Dados e 11 (onze) bibliotecas
setoriais.
A Biblioteca Central compreende ainda as ações de diretoria do núcleo,
do SIBI, da indicação de material informacional a ser adquirido, do processamento
técnico, da logística do setor e da coordenação das demais unidades (11)
compreendidas em biblioteca do Colégio Universitário (COLUN), Labohidro,
Medicina, Enfermagem , as de Pós-graduação em Ciências Sociais, Saúde e Meio
Ambiente, Ciências Exatas e Tecnológicas e as dos campi do interior: Codó,
Imperatriz, Chapadinha e São Bernardo; no que concerne às atividades de
comunicação e divulgação científica, ainda ficam sob a responsabilidade do setor a
Biblioteca Digital, o Repositório institucional, o Serviço de Editoração Eletrônica de
Revistas (SEER), a Comutação Bibliográfica (COMUT) e outros serviços e produtos.
Todas essas unidades possuem processos administrativos comuns a qualquer outro
tipo de organização como expedição de documentação corrente, tais como ofícios,
memorandos, listas de ponto, etc., além de possuírem uma equipe nos mais
diferentes níveis de formação e de utilizarem processos tecnológicos para execução
de atividades. As unidades estão sobre coordenação de um profissional bibliotecário ,
alguns técnicos, mas o grande contingente do Núcleo é formado por bolsistas que
atuam na função de auxiliar de biblioteca .

3 Materiais e Métodos
Realizou-se uma pesquisa exploratória descritiva de natureza qualitativa
com observação direta objetivando identificar o nível de conhecimento dos
bibliotecários do Núcleo Integrado de Bibliotecas sobre Gestão do Conhecimento
(GC). Foi utilizado como ferramenta de pesquisa o questionário estruturado com
perguntas mistas aos 34 bibliotecários do NIB. A ferramenta utilizada para aplicação
e coleta de dados dos questionários foi a Google Docs, que funciona totalmente on
line o que facilitou a aplicação do instrumento e a análise dos dados coletados.

4 Análise e Discussão dos Dados

Dentre os questionamentos possíveis levantados para esta pesquisa , o
direcionamento dado busca identificar a existência de uma estratégia para a GC no

2275

�Gestão do conhecimento: processos e ferramentas
ii
aIi """"'"
~de

=

:;

~I­

UIII",.~I.nu

Núcleo,

Trabalho completo

com vistas a analisar o ambiente,

a integração entre processos

administrativos e a gestão de pessoas e tecnologia de forma a entender o grau de
conhecimento dos gestores acerca das práticas de GC, bem como identificar
práticas isoladas que ocorram no Núcleo.

o Núcleo possui uma estratégia voltada para a Gestão do Conhecimento?
Quanto à existência de uma estratégia voltada a Gestão do conhecimento
a maioria dos entrevistados (50%) afirma que existem ações isoladas de GC no NIB,
assim como 25% acreditam que existe uma estratégia voltada para GC e 25% crêem
que não existe nenhuma iniciativa para esse tipo de ação.
Quando questionados sobre se o ambiente é favorável à adoção de novas
práticas e mudança na cultura , a maioria (50%) respondeu que sim em relação a um
ambiente que propicie mudanças, mas que, no entanto nada é planejado em relação
a GC. 38% afirmam que sim , existe um ambiente favorável e 13% enfatizam que não
existe essa harmonia.
Gráfico 1 - Análise do ambiente e adoção de novas práticas no comportamento organizacional.
60%
50%
40%
30%
20%
10%
0%

SIM

NÃO

Acul tu ra
Oambiente é
orga nizacion al esta
favorável no
engessada e não
entanto nada é
perm ite
planejado para
execução de novas
modi ficação
práticas
algu ma

Fonte: Elaborado pelos autores.

Quanto aos processos organizacionais administrativos, a política de
pessoal e tecnologia que integrem e articulem todas essas ações no núcleo, 63%
dos entrevistados consideram que os processos organizacionais administrativos, a
política de pessoal e tecnologia ocorrem uma inter-relação, enquanto 25% afirmam

2276

�Gestão do conhecimento: processos e ferramentas
ii
aIi """"'"
~de

=

:;

~I­

Trabalho completo

UIII",.~I.nu

que não existe uma política de integração entre esses processos e 13%
compreendem que os processos ocorrem de forma aleatória sem coerência entre
planejamento e execução nas atividades.

Algun s proc edim entos ocorr m essa
interrelação, outros não
Os processos acontecem de forma
al ea tória se m um a coe rência do
p lanejam ento com as ações exec uta d as

NÃO

SIM

0%

10% 20% 30% 4 0 % 50% 60% 70%

Fonte: Elaborado pelos autores.

Qual o seu grau de conhecimento acerca da GC, todos os respondentes
(100%) afirmam ter um conhecimento parcial sobre GC .
Gráfico 3 - Nível de conhecimento sobre GC .
1 20% ,-----------------------------------------------100% +---------------------------

+---------------------------

80%

6 0 % +--------------------------40%

+---------------------------

20%

+---------------------------

0%

+-----------,-----------,--NENHUM

TOTA L

PARCIA L

NUNCASEQUER
OUV IR FA LAR

Fonte: Elaborado pelos autores .

Das práticas mais citadas pelos entrevistados como utilizadas na
instituição e
corporativa,

no setor foram
Comunidades

de

destacadas: Coaching
práticas,

2277

Melhores

/

Mentoring , Educação

práticas,

Ferramentas

de

�Gestão do conhecimento: processos e ferramentas
ii
aIi """"'"
~de

=

:;

~I­

Trabalho completo

UIII",.~I.nu

colaboração, Gestão por competências, Gestão Eletrônica de Documentos (GED),
Gestão do Capital Intelectual.

Gráfico 4 - Identificação das práticas utilizadas/conhecidas de GC.

Coaching / Mentoring

13%

Benchmarking

0%

Ed ucação corporativa

50%

Comunidades de prática / conhecimento

25%

Melhores práticas

50%

Mapeamento ou auditoria do conhecimento 0%

OI

c;

OI

c:

~

:g

:e

.&lt;::

".,
CJ)

I::

~o

(.)

&lt;11

E
o

c:

'"

!D

~

é

8.

8o

1

III

"U

\'!
"O

'"c

1

"tJ

w

(.)

::J
""tl

III

li ]

::J

E

@
c-

~o

.&lt;::

i.i

:::&lt;

o

-ti

::J

'"

:=l

o
o

8 ~
f:

~

.:lI

"E

C'
E

'"

LL

11)

.,'"c-

:::&lt;

"

~
al

8...

oCL

""11'"
C!:l

III

~
l§
la

z

~

o

~
o
~

.,
"'.
&lt;li
_Si
=
.,
'" '"
'e
.;::

~

Ui

o

..I!

Xi

CI

~111

.CJ)

~

Ferramentas de colaboração

50%

Gestão por competências

50%

Narrativas

0%

Workflow

0%

Gestão Eletrônica de Documentos (GED)

13%

Data Warehouse

0%

Data Mining

0%

I::

~
111

1i1

o::&gt;

111

o::&gt;

Fonte: Elaborado pelos autores.

Quando questionados sobre a contribuição na aplicação de práticas de
GC no setor 63% acreditam que pode contribuir para melhoria nos processos e 38%
afirmam que talvez ocorra resultados positivos na aplicação de técnicas de Gestão
do Conhecimento.
Gráfico 5 -Análise da opinião na contribuição das práticas de GC para melhoria dos resultados .

2278

�Gestão do conhecimento: processos e ferramentas
ii
aIi """"'"
~de

=

:;

~I­

Trabalho completo

UIII",.~I.nu

70%
60%
50%
40%
30%
20%
10 %
0 % ~-----------.------------~------------~
SIM
NÃO
TA LV EZ

Fonte: Elaborado pelos autores .

5 Resultados Parciais
Através da pesquisa e da análise dos dados, percebe-se de imediato a
falta da compreensão do que seja a GC e seus componentes, constatando, ainda,
que as ações relacionadas à GC ainda são incipientes não encontrando ressonância
na equipe que atua no Núcleo. Uma vez que o NIB é subordinado à reitoria algumas
práticas ficam inviabilizadas pela burocracia, no entanto, é percebida, por parte da
equipe, que uma correlação de práticas de GC com o planejamento estratégico
contribuiria para garantir um desempenho organizacional eficiente.
A falta

de

uma

compreensão

acerca

da

GC

contribui

para

o

distanciamento de metas e o não cumprimento da missão da organização devido a
uma não uniformidade do planejamento com a execução e a subutilização de capital
intelectual no operacional e não nas etapas de planejamento. Apesar de os
entrevistados apontarem várias práticas como comuns na rotina do Núcleo, isso
apenas reforça o desconhecimento por parte da equipe das particularidades de cada
técnica e de suas possíveis implicações para a melhoria nos processos gerencia is.

6 Considerações Parciais

Para a realização da adoção de práticas de GC no NIB, seria necessário
um diagnóstico para analisar o ambiente interno e externo, englobando a
administração superior desta universidade com vistas a identificar as ameaças e
ampliar as oportunidades para garantir um ambiente favorável à aplicação da GC,

2279

�Gestão do conhecimento: processos e ferramentas
ii
aIi """"'"
~de

=

:;

~I­

Trabalho completo

UIII",.~I.nu

Enfatiza-se a analise do ambiente, a integração entre processos administrativos e a
gestão de pessoas e tecnologia para que a gestão do conhecimento possa ocorrer
em nível de entendimento e prática satisfatória nos diversos setores do NIB,
contribuindo de forma clara e eficiente ao processo.
Na análise observa-se que o ambiente é propício a mudanças, portanto
torna-se perfeitamente salutar a aplicação de práticas de GC. Além disso, a
importância de inseri-Ia no planejamento para obtenção de resultados favoráveis
para o setor serve também como forma de motivação para a equipe com as novas
modalidades de gestão.
Constata-se que as unidades de informação são órgãos onde a GC pode
ser aplicada de forma contundente para tornar-se um órgão de excelência em seus
serviços e produtos ofertados a comunidade.

6 Referências

ALMEIDA, Maria Christina Barbosa de. Planejamento de bibliotecas e serviços de
informação. 2 ed . rev. amp. Brasília , DF: Briquet de Lemos / Livros, 2005.

°

ANGELONI , Maria Terezinha; GOULART, Elizane. compartilhamento do
conhecimento em uma instituição de ensino superior. Revista Brasileira de
Docência, Ensino e Pesquisa em Administração, São Paulo, v.1, n.2, p.59-83, jul.
2009.
BATISTA, Fábio Ferreira . O desafio da gestão do conhecimento nas áreas de
administração e planejamento das Instituições Federais de Ensino Superior
(IFES). Brasília, DF: IPEA, 2006.

°

BRANíCIO, Simone de A. R. ; CASTRO FILHO, Cláudio H. trabalho do dirigente de
unidades de informação sob diferentes perspectivas administrativas. Perspectivas
em Ciência da Informação, Belo Horizonte, v.12, n.3, p.142-155, set.ldez. 2007.
CHOO, Chun Wei. A organização do conhecimento: como as organizações usam
a informação para criar significado, construir conhecimento e tomar decisões. 2 ed .
São Paulo: SENAC, 2006.
DAMIANI , W.B. Gestão do conhecimento: uma comparação entre empresas
brasileiras e norte-americanas. Rio de Janeiro: Fundação Getúlio Vargas, 2003.
(Relatório n.19).

2280

�Gestão do conhecimento: processos e ferramentas
ii
aIi """"'"
~de

=

:;

~I­

UIII",.~I.nu

Trabalho completo

DAVENPORT, Thomas; PRUSACK, Lawrence . Conhecimento empresarial : como
as empresas gerenciam o seu capital intelectual. Rio de Janeiro: Campus, 1998.
DAVENPORT, Thomas. Ecologia da informação. São Paulo: Futura, 2002.
DIAS, Maria Matilde Kronka; BELLUZZO, Regina Célia Baptista. Gestão da
informação sob a ótica do cliente. Bauru: EDUSC, 2003 .
GATTONI, Roberto Luis Capuruço. Gestão do conhecimento aplicado à prática
da gerência de projetos . Belo Horizonte: C/Arte, 2004.
HORTA, Rafael Maciel. Colocando em prática a gestão do conhecimento:
conceito de conhecimento, ferramentas de apoio à gestão e atitude baseada no
conhecimento. Belo Horizonte: 2005 . Monografia, Ciência da Computação, FUMEC,
2005.
MACCARL, Emerson Antonio; RODRIGUES, Leonel Cezar. Gestão do
conhecimento em instituições de ensino superior. Disponível em : &lt;
http://proxy.furb .br/ojs/index.php/rn/article/view/318/304 &gt;. Acesso em : 24 abr. 2011 .
McGEE , J.; PRUSACK, L. Gerenciamento estratégico da informação: aumente a
competitividade e a eficiência de sua empresa utilizando a informação como uma
ferramenta estratégica. Rio de Janeiro: Campus, 1994.
MIRANDA JUNIOR, Moacir de. Competências essenciais e conhecimento na
empresa . In: FLEURY, Maria Tereza Leme; OLIVEIRA JUNIOR, Moacir de Miranda.
Gestão estratégica do conhecimento: integrando aprendizagem, conhecimento e
competências. São Paulo : Atlas, 2001 .
ROEDEL, Daniel. Estratégia e inteligência competitiva. In : STAREC, Claudio ;
GOMES, Elisabeth ; BEZERRA, Jorge (Orgs.). Gestão estratégica da informação e
inteligência competitiva . São Paulo : Saraiva , 2006 .
SENGE, Peter. A quinta disciplina: arte e prática da organização que aprende. São
Paulo: Best Seller, 1998.
SORDI, Jose Osvaldo de . Administração da informação: fundamentos e práticas
para uma nova gestão do conhecimento. São Paulo: Saraiva , 2008 .
SOUZA, Irineu Manoel de. Gestão das universidades federais brasileiras : uma
abordagem fundamentada na gestão do conhecimento. Tese. Programa de Pós-

2281

�Gestão do conhecimento: processos e ferramentas
ii
aIi """"'"
~de

=

:;

~I­

UIII",.~I.nu

Trabalho completo

graduação em Engenharia e Gestão do Conhecimento da Universidade Federal de
Santa Catarina, 2009.
TARAPANOFF, Kira; ARAÚJO JUNIOR, Rogério Henrique de; CORMIER, Patricia
Marie Jeanne. Sociedade da informação e inteligência em unidades de informação.
Ciência da Informação, Brasília, DF, v.29, n.3, p. 91-100, set./dez. 2000.
TERRA, José Cláudio Cyrineu . Gestão do conhecimento: o grande desafio
empresarial: uma abordagem baseada no aprendizado e na criatividade. São Paulo:
Negócio Editora, 2001 .

2282

�</text>
                  </elementText>
                </elementTextContainer>
              </element>
            </elementContainer>
          </elementSet>
        </elementSetContainer>
      </file>
    </fileContainer>
    <collection collectionId="49">
      <elementSetContainer>
        <elementSet elementSetId="1">
          <name>Dublin Core</name>
          <description>The Dublin Core metadata element set is common to all Omeka records, including items, files, and collections. For more information see, http://dublincore.org/documents/dces/.</description>
          <elementContainer>
            <element elementId="50">
              <name>Title</name>
              <description>A name given to the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51396">
                  <text>SNBU - Edição: 17 - Ano: 2012 (UFRGS - Gramado/RS)</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="49">
              <name>Subject</name>
              <description>The topic of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51397">
                  <text>Biblioteconomia&#13;
Documentação&#13;
Ciência da Informação&#13;
Bibliotecas Universitárias</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="41">
              <name>Description</name>
              <description>An account of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51398">
                  <text>Tema: A biblioteca universitária como laboratório na sociedade da informação.</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="39">
              <name>Creator</name>
              <description>An entity primarily responsible for making the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51399">
                  <text>SNBU - Seminário Nacional de Bibliotecas Universitárias</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="45">
              <name>Publisher</name>
              <description>An entity responsible for making the resource available</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51400">
                  <text>UFRGS</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="40">
              <name>Date</name>
              <description>A point or period of time associated with an event in the lifecycle of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51401">
                  <text>2012</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="44">
              <name>Language</name>
              <description>A language of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51402">
                  <text>Português</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="51">
              <name>Type</name>
              <description>The nature or genre of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51403">
                  <text>Evento</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="38">
              <name>Coverage</name>
              <description>The spatial or temporal topic of the resource, the spatial applicability of the resource, or the jurisdiction under which the resource is relevant</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51404">
                  <text>Gramado (Rio Grande do Sul)</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
          </elementContainer>
        </elementSet>
      </elementSetContainer>
    </collection>
    <itemType itemTypeId="8">
      <name>Event</name>
      <description>A non-persistent, time-based occurrence. Metadata for an event provides descriptive information that is the basis for discovery of the purpose, location, duration, and responsible agents associated with an event. Examples include an exhibition, webcast, conference, workshop, open day, performance, battle, trial, wedding, tea party, conflagration.</description>
    </itemType>
    <elementSetContainer>
      <elementSet elementSetId="1">
        <name>Dublin Core</name>
        <description>The Dublin Core metadata element set is common to all Omeka records, including items, files, and collections. For more information see, http://dublincore.org/documents/dces/.</description>
        <elementContainer>
          <element elementId="50">
            <name>Title</name>
            <description>A name given to the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="64490">
                <text>Gestão do conhecimento em unidades de informação: práticas de gerenciamento do conhecimento no Núcleo Integrado de Bibliotecas da Universidade Federal do Maranhão.</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="39">
            <name>Creator</name>
            <description>An entity primarily responsible for making the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="64491">
                <text>Martins, Carlos Wellington S.; Figueiredo, Regycléia Botêlho A.</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="38">
            <name>Coverage</name>
            <description>The spatial or temporal topic of the resource, the spatial applicability of the resource, or the jurisdiction under which the resource is relevant</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="64492">
                <text>Gramado (Rio Grande do Sul)</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="45">
            <name>Publisher</name>
            <description>An entity responsible for making the resource available</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="64493">
                <text>UFRGS</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="40">
            <name>Date</name>
            <description>A point or period of time associated with an event in the lifecycle of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="64494">
                <text>2012</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="51">
            <name>Type</name>
            <description>The nature or genre of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="64496">
                <text>Evento</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="41">
            <name>Description</name>
            <description>An account of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="64497">
                <text>Conceitua Gestão do Conhecimento como prática gerencial a ser aplicada nas Instituições de Ensino Superior com vistas a garantir otimização nos processos administrativos para a garantia de produtos e serviços de qualidade. Contextualiza a GC e sua aplicação em unidades de informação, mas especificamente em bibliotecas universitárias. Analisa através de questionário e observação direta a existência ou não de práticas relacionadas à GC no Núcleo Integrado de Bibliotecas da Universidade Federal do Maranhão. Constata que a adoção de ações que envolvam a GC no Núcleo ainda encontra-se de forma incipiente necessitando de um planejamento mais apurado que contemple a GC preconizada pelos teóricos.</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="44">
            <name>Language</name>
            <description>A language of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="69568">
                <text>pt</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
        </elementContainer>
      </elementSet>
    </elementSetContainer>
  </item>
  <item itemId="6068" public="1" featured="0">
    <fileContainer>
      <file fileId="5132">
        <src>http://repositorio.febab.org.br/files/original/49/6068/SNBU2012_207.pdf</src>
        <authentication>a93499798e37f5f387b780626118ce9c</authentication>
        <elementSetContainer>
          <elementSet elementSetId="4">
            <name>PDF Text</name>
            <description/>
            <elementContainer>
              <element elementId="92">
                <name>Text</name>
                <description/>
                <elementTextContainer>
                  <elementText elementTextId="64489">
                    <text>Gestão do conhecimento: processos e ferramentas
Trabalho completo

A GESTÃO DA INFORMAÇÃO COM FOCO NA TOMADA DE
DECISÃO EM UNIDADES DE INFORMAÇÃO
THE INFORMATION MANAGEMENT WITH FOCUS IN THE DECISION
MAKING IN INFORMATION UNITS
Geneviane Duarte Dias 1, IIza Almeida de Andradtl,
1 ,2

Bibliotecária , Mestranda do Programa de Pós-Graduação em Gestão da Informação,
Universidade Estadual de Londrina , Londrina , Paraná

Resumo

o texto trata sobre a importância da Gestão da Informação no cenário vigente,
envolvendo nesse contexto, o processo de decisão em unidades de informação.
Conceitua a Gestão da Informação e a tomada de decisão e destaca sua extrema
importância em qualquer organização, especialmente nas unidades de informação
que são responsáveis pela organização, gerenciamento e disseminação do
conhecimento e da informação. Apresenta ainda considerações sobre informação
estratégica em unidades de informação, bem como, sua relevância para atingir a
excelência no processo decisório.
Palavras-chave
Gestão da Informação; Tomada de Decisão; Informação Estratégica; Unidades de
Informação.

Abstract
The text discusses the importance of Information Management in the current
scenario, involving in this context, decision-making in information units. It
conceptualize the Information Management and decision-making and its extreme
importance in any organization , especially in information units that are responsible for
organizing, managing and disseminating knowledge and information. It also presents
considerations for strategic information in information units, as well as its relevance to
strike excellence in decision making.

Keywords
Information Management; Decision Making; Strategic Information; Information Units.

2253

�Gestão do conhecimento: processos e ferramentas
Trabalho completo

1 Introdução
Atualmente, tudo é fomentado pela informação, sendo ela o insumo básico para as
grandes transformações no campo científico, técnico, social, econômico e cultural. A
informação passou a ser considerada muito mais do que um simples suporte de auxílio
no gerenciamento do conhecimento; ela tornou-se um dos recursos mais importantes que
visam à garantia, sobrevivência e competitividade das organizações no mundo atual.
Ocorre que efetivamente, a informação transformou-se um recurso estratégico
extremamente importante para o aprimoramento de novas formas de gestão e para o
estabelecimento de novos produtos e serviços. Moura (1996) enfatiza que a informação
ao mesmo tempo em que se constitui no principal insumo das organizações, ela também
representa o meio de sincronizar as diversas funções, processos e setores de uma
organização, em busca de seus objetivos.
A informação se faz presente em todas as atividades da organização.
Evidentemente, não podemos pensar na informação somente como elemento
agregador de valores aos contextos organizacionais, mas sim, como um componente
indispensável e valioso na melhoria da eficácia no processo decisório. Contudo, para
que esta finalidade seja cumprida, é necessário que as informações obtidas e/ou
existentes na organização, sejam de qualidade, relevantes, organizadas e
disponibilizadas da melhor forma, de maneira a orientar os atores dos diferentes
processos organizacionais na tomada de decisão (MORENO, 2006).
Ademais, devemos considerar que muito mais do que quantidade, é importante
pensar na qualidade das informações, que poderão de fato levar a organização a
ganhos de resultados consequentes de decisões muito mais estratégicas. As Unidades
de Informação (UI), por sua vez, mesmo sendo organizações sem fins lucrativos, devem
ser gerenciadas considerando todos estes pressupostos, pois se por um lado, a
informação reduz as incertezas dos gestores no processo de tomada de decisão, por
outro ela possibilita o conhecimento das necessidades de serviços e produtos dos
clientes internos e externos a organização.
Levando em conta essas considerações, o gestor poderá elaborar um
planejamento direcionando o desenvolvimento de produtos e serviços que satisfaçam
as necessidades dos seus clientes, agregando para si ativos mensuráveis que
possibilitem sua sobrevivência mediante aos desafios atuais. Sabendo-se que o
negócio intangível de uma UI é a informação, torna-se imprescindível que o gestor
de uma biblioteca busque realizar um bom trabalho com o intuito de conhecer bem
as necessidades informacionais de seu cliente interno e externo, possibilitando desta
forma , a elaboração de planos e estratégias visando essencialmente à satisfação
destes ao acesso à informação (ALVES, 2008).
Nesse cenário, o gerenciamento da informação estratégica se faz premente,
pois irá facilitar a identificação de oportunidades e ameaças internas e externas às
UI , bem como, solidificar o processo de tomada de decisão, minimizando riscos e
incertezas e possibilitando decisões mais acertadas. Dessa forma , para auxiliar o
trabalho dos gestores no cumprimento destas tarefas, a Gestão da Informação (GI)
torna-se um elemento imprescindível, pois
Gerenciar as informações, como recurso no âmbito organizacional , implica
em verificar as necessidades informacionais e desenvolver as etapas
básicas de gestão: coleta , armazenamento, distribuição, recuperação e uso
da informação. (CARVALHO , 2006, p. 89) .

2254

�Gestão do conhecimento: processos e ferramentas
Trabalho completo

Nessa perspectiva, este artigo tem por objetivo apresentar conceitos e
discussões relevantes, relativos à GI e ao processo de tomada de decisões
aplicados às UI , considerando as características peculiares que constituem uma
informação estratégica . Tendo em vista características específicas do objeto de
estudo, optou-se por realizar uma revisão de literatura, levantando a literatura dos
últimos anos sobre a referida temática.

2 Gestão da Informação nas Unidades de Informação
Hoje, o acesso à informação não é mais privilégio de poucos, mas continua
sendo muito valioso. As organizações perceberam que a informação tornou-se um
recurso estratégico que tem custo , preço e valor. Por isso, o grande segredo é saber
gerenciar estrategicamente informações, visando utilizá-Ias da melhor forma
possível. Se no passado, a atenção das organizações estava voltada para os
recursos tangíveis e físicos, resultantes principalmente da era industrial; hoje o
cenário se transformou substancialmente, e a ênfase passa a ser direcionada para
os recursos intangíveis como a informação e conhecimento (KOETZ, 2010) .
Este é justamente o maior desafio que as organizações enfrentam : gerenciar
adequada e efetivamente a informação. De forma determinante, cada vez mais, a GI
transforma-se em recurso valioso para a sobrevivência e o sucesso das
organizações. Portanto , deve-se priorizar a criação e a implementação de processos
que organizem e sistematizem a capacidade da organização de capturar,
armazenar, gerar, criar, analisar, traduzir, compartilhar e fornecer a informação exata
de maneira dinâmica, precisa e eficaz (MORAIS , 2009).
É de importância fundamental considerarmos que a GI isolada, perde
credibilidade e com o passar do tempo, o trabalho se perde. Para o êxito deste
processo, o comprometimento de toda a organização é extremamente importante para
que as atividades tenham sucesso e continuidade. Em razão disso, é especialmente
importante apresentar alguns conceitos sobre GI , visando uma melhor compreensão
dessa temática. Encontram-se na literatura muitos estudos relativos GI nas
organizações, principalmente nos Estados Unidos e Europa. A GI é um
[... ] processo mediante o qual se obtém , se desenvolve, ou se utilizam
recursos básicos (econômicos, físicos , humanos e materiais) para o manejo
da informação no âmbito e para a sociedade a qual serve . Tem como
elemento básico a gestão do ciclo de vida deste recurso e ocorre em
qualquer organização. É própria também de unidades especializadas que
conduzem este recurso em forma intensiva , chamadas unidades de
informação. (PONJÚAN DANTE , 2004 , p. 17-18).

A GI é O caminho que irá direcionar à resolução dos problemas
informacionais; procurando reunir e conciliar as fontes , os serviços e sistemas de
"informações corporativas", que visam obter uma sinergia entre as fontes de
informação da organização, bem como, contemplar "[ ... ] as necessidades e o
processamento das informações, ou seja, concentra-se nos fluxos e ações formais
de informação dentro da organização, a partir de informações internas e externas,
podendo estar ou não armazenadas em computadores." (TORRES ; NEVES, 2008 ,
p. 5). A GI deve levar em consideração a cultura organizacional, seu sistema de valores
e as diretrizes determinadas pela organização em sua estratégia de negócios, na
intenção de amparar e fortalecer os objetivos corporativos, bem como, prover a
organização com alternativas estratégicas.

2255

�Gestão do conhecimento: processos e ferramentas
Trabalho completo

Segundo Bergeron (1996, tradução nossa) a GI constitui uma estratégia utilizada
pelas organizações, visando a solucionar seus problemas informacionais através da
disponibilização de informações corretas para uma determinada pessoa ou grupo de
pessoas, no momento e na forma adequados. Nesse viés, Valentim (2007, p. 18) discorre
que a GI é U[ ... ] um conjunto de atividades para prospectar/monitorar, selecionar, filtrar,
tratar, agregar valor e disseminar informação, bem como para aplicar métodos, técnicas,
instrumentos e ferramentas que apóiem esse conjunto de atividades."
A GI, caracterizada na perspectiva da sociedade pós-era da informação, deve
possibilitar a diversidade informacional, visando à integração dos diversos tipos de
informação (não-estruturada, capital intelectual ou conhecimento; estruturada em papel
e estruturada em computadores). O reconhecimento de que o cenário atual lida
constantemente com mudanças evolutivas, a ênfase na observação e na descrição do
gerenciamento informacional, bem como, a ênfase no comportamento pessoal e
informacional; são atributos essenciais e estão intrinsecamente relacionados neste
processo. É extremamente importante gerenciar a informação em vez de tecnologias.
As tecnologias, por sua vez, estão a serviço do homem, não o contrário (DAVENPORT;
PRUSAK, 1998).
Devemos considerar que a GI ocupa um papel de excelência em todas as
organizações, especialmente nas UI. Essas instituições são responsáveis pela
organização, gerenciamento e disseminação do conhecimento e da informação e
viabilizam diferentes processos e técnicas na intenção de promover o acesso dos
indivíduos às informações de forma organizada , sistematizada e objetiva. A explosão da
Tecnologia da Informação e Comunicação (TIC), bem como, o constante acúmulo de
informações, alterou a forma de como buscamos e acessamos às informações,
rompendo barreiras de tempo e espaço. Belluzzo (2010, p. 24) ressalta que a sociedade
contemporânea está sofrendo U[ ... ] grandes transformações, tendências genéricas ou
megatendências, cujos reflexos na gestão das organizações em geral, e, por
conseguinte nas Bibliotecas ou Serviços de Informação também, serão profundos e
marcantes." Indiscutivelmente vivemos na era da informação e do conhecimento e seu
domínio torna-se cada vez abrangente em todas as organizações, principalmente nos
centros e unidades que gerenciam diretamente a informação.
As unidades de informação (bibliotecas, centros e sistemas de informação e
de documentação) foram e são, tradicionalmente , organizações sociais sem
fins lucrativos, cuja característica como unidade de negócio é a prestação
de serviços, para os indivíduos e a sociedade, de forma tangível (produtos
impressos) , ou intangível (prestação de serviços personalizados, pessoais,
e hoje, cada vez mais, de forma virtual - em linha, pela Internet).
(TARAPANOFF; ARAÚJO JÚNIOR; CORMIER, 2000, p. 92).

Podemos vislumbrar que atualmente o uso e a transferência de informação vêm
sofrendo uma série de mudanças nas últimas décadas, devido à era da informação e do
conhecimento. Nesse cenário, uA gestão da informação vem reforçando esse período e
dando o devido suporte para administrar, organizar e compartilhar a informação e o
conhecimento." (GARCEZ; CARPES, 2006, p. 1). Sendo a GI, o processo que
Davenport e Prusak (1998) ecologicamente definem como um conjunto estruturado de
atividades, ressaltando o modo como as organizações obtêm, distribuem e usam a
informação e o conhecimento; pode-se inferir que a informação é a matéria-prima e o
insumo das UI e saber gerenciá-Ias é o grande desafio organizacional da atualidade.
Complementando tais dados, Davenport (2004, p. 14) salienta que a GI U[ ... ] trata
essencialmente de como coletar, armazenar, consultar, distribuir e explorar a

2256

�Gestão do conhecimento: processos e ferramentas
Trabalho completo

informação no interior das organizações e nas redes de fornecedores, clientes e outros
parceiros que, cada vez mais, tomam parte da economia moderna."
Nos ambientes das UI, circulam diversos tipos de informações, produzidas ou
adquiridas interna e externamente. Essas informações devem ser gerenciadas de tal
forma que os objetivos dessas organizações sejam alcançados satisfatoriamente.
Somado a isso, os gestores dessas unidades devem estar atentos às mudanças
ocorridas em seu ambiente e preparados para enfrentá-Ias ou minimizar seus efeitos,
considerando que o mercado está em constante transformação. As UI que usam
intensivamente a informação e o conhecimento, serão aquelas que irão se destacar
no ambiente organizacional, pois apresentarão maior dinamismo e competitividade.
Belluzzo (2010) argumenta que sempre que acontece uma mudança radical de
cenário, torna-se crucial repensar as práticas, os processos e a forma de resolução de
problemas. Essas mudanças também se refletem no cenário das UI. Em razão disso,
as UI, por sua vez, devem estar atentas ao ambiente em que estão inseridas, a fim
de utilizar uma melhor estratégia para atender seus usuários satisfatória e
efetivamente. Os gestores responsáveis por essas unidades, devem atentar para as
reais necessidades informacionais de seus usuários, no que diz respeito ao
desenvolvimento de suas atividades e na implementação de novos produtos e/ou
serviços; para que não se invista em materiais e equipamentos que só venham gerar
volumes de dados e, nem sempre, a informação necessária (LUCENA; SILVA, 2006).
Para o sucesso das etapas de preparado de disponibilização da informação
referentes ao recebimento, tratamento e distribuição, as UI devem sinalizar algumas
alternativas que possam assegurar a eficiência e a agilidade deste processo. "Assim,
para possibilitar o desenvolvimento da gestão da informação e do conhecimento, é
necessário criar redes de informação confiáveis e relevantes de distribuição."
(GARCEZ; CARPES, 2006, p. 5). A intranet é uma boa opção para tal processo e
sabe-se que vários softwares de biblioteca já possuem no seu pacote esse recurso .
Seguindo esse foco, o gestor selecionará , processará e colocará na rede todo o
material informacional para poder gerenciar e compartilhar o conhecimento.
Moura (1996) ressalta que estabelecer um sistema de organização com base
na GI, representa um meio para ordenar o uso da informação e do conhecimento
necessários à atividade no contexto organizacional, visando sempre o êxito e o
sucesso da organização. "Não é suficiente processar dados através de uso de
computadores, mas devemos prover conhecimento e orientação necessária para
cada processo, cada função da organização e cada posto de trabalho no momento e
precisão certa ." (LUCENA; SILVA, 2006, p. 5).
As UI tornaram-se corporativas, uma vez que lidam com as informações
produzidas e adquiridas interna e externamente de toda a organização. E neste
contexto, os bibliotecários gestores têm um importante papel a desenvolver nesse
processo, pois terão contato com muitas pessoas de vários setores ou departamentos,
tornando-se os "corretores do conhecimento" e facilitando assim a GI (DAVENPORT;
PRUSAK, 1998). Em relação ao papel do profissional da informação, além das tarefas
técnicas, este passou a desempenhar a função de gerenciar, l ..] visto que a
informação é entendida sob a ótica mercadológica." (BARRETO, 2005, p. 117).
De forma determinante, a GI l .. ] está liderando a nova economia baseada na
inteligência competitiva. Portanto é necessário que cada organização esteja pronta para
poder competir e enfrentar os desafios que estão cada vez mais presentes nos nossos
dias." (GARCEZ; CARPES, 2006, p. 6). Belluzzo (2010) chama a atenção no sentido de
que as UI necessitam urgentemente ajustar-se a estes novos cenários, caso contrário,
correm o risco de serem eliminadas pela concorrência de outras "arquiteturas

2257

�Gestão do conhecimento: processos e ferramentas
Trabalho completo

organizacionais alternativas". "Vê-se impor à expansão histórica das bibliotecas um
novo momento, aquele em que a instituição antiga da informação se posiciona
articulada aos serviços das unidades de informação, o novo setor das organizações [... ]"
(BARRETO, 2005, p. 171), agregando a tarefa de gerenciar a informação.
Paralelamente, podemos entender sistema de informação como sendo ''[. .. ]
um conjunto de funções e componentes interagindo em busca de um único objetivo
e, as funções gerenciais como sendo as responsáveis por ativarem todas as
funções, visando sempre os objetivos e metas do sistema. " (LUCENA; SILVA, 2006,
p. 6). Este é o papel a ser desempenhado pelo bibliotecário-gestor. Fujita (2005, p.
7) enfatiza que o momento atual vivenciado nos "Sistemas de Informação exige o
estabelecimento de um Programa de Gestão de Informação e de Pessoas, que
considere a cultura da Instituição acadêmica, inserindo-a na Sociedade da Informação,
resultado da Globalização vivida pela humanidade."
A GI é essencial para o gerenciamento eficaz das UI. Atualmente, essas
unidades competem por recursos, demandas e interesses, para tal, os gestores
devem ser capazes de justificar e explicar os investimentos feitos pela instituição
mantenedora e pelos serviços prestados à comunidade de usuários. Essa tendência
aponta para novos paradigmas, e neste contexto, a GI está intrínseca e
indissociavelmente relacionada às atividades dos gestores, auxiliando principalmente,
na tomada de decisões e relatórios (CLARKE; LAMBERT, 2000, tradução nossa).

3 O Processo Decisório em Unidades de Informação
A tomada de decisões é o processo pelo qual são escolhidas alternativas para
as ações que serão realizadas futuramente . As decisões devem ser escolhas
tomadas com base em propósitos pré-definidos e estabelecidos de acordo com o
objetivo da organização. É importante destacar que o alcance desses objetivos irá
determinar a eficiência de todo o processo decisório. Segundo Carvalho (2006, p.
83) ''[. .. ] decidir não é simplesmente fazer a escolha certa ou errada, mas a escolha
de uma alternativa capaz de amenizar ou solucionar o problema enfocado da melhor
maneira possíveL" Na concepção de Oliveira (2004), a tomada de decisão é a
conversão das informações em ação, isto é, a decisão é a ação tomada com base
na apreciação de informações. Decidir é recomendar entre vários caminhos
alternativos que levam a determinado resultado .
Segundo Angeloni (2003) em um mundo globalizado e repleto de TIC
extremamente desenvolvidas, onde as mudanças acontecem e são conhecidas a
cada momento, em uma velocidade assustadora; torna-se cada vez mais difícil e
complexo tomar decisões com exatidão e eficácia . Sendo assim, devemos
considerar que os elementos informação, conhecimento, comunicação e tecnologia
dão suporte à tomada de decisão; ao mesmo tempo em que, paradoxalmente,
aumentam o desafio e o grau de dificuldade, militando contra o êxito deste processo .
"[. .. ] os gestores deparam-se com uma série de desafios, decorrentes do advento das
novas tecnologias de informação e comunicação, que geram cada vez mais informações
nos mais variados suportes, dificultando sobremaneira o processo decisório."
(CARVALHO, 2006, p. 88).
Um processo decisório pressupõe opções, alternativas e escolhas, na prática ,
nem sempre muito fáceis de fazer, pois, "Qualquer que seja o seu ambiente, o
indivíduo sempre toma decisões, em decorrência das mais diversas situações, e
busca agir de acordo com os modelos adquiridos pelas experiências passadas ao
longo de sua vida." (CARVALHO, 2006, p. 82) . Dentro desse cenário, a informação

2258

�Gestão do conhecimento: processos e ferramentas
Trabalho completo

torna-se um elemento crucial , pois ela irá subsidiar este processo com alternativas
concretas e baseadas na realidade contextual do micro e macro ambiente.
A informação é ao mesmo tempo, produto e insumo do processo decisório.
Observa-se , assim , que, além de ter a informação correta , é necessário que
a informação seja comunicada à pessoa certa, no momento certo, a fim de
garantir um alto nível de eficácia no processo decisório. Logo, para a
tomada de decisões eficazes, é preciso cuidado com a integridade, a
precisão, a fidedignidade , a confiabilidade , a qualidade e o valor geral da
informação, entre outros requisitos. (MORENO , 2006, p. 61).

Ademais, Carvalho (2006) enfatiza que o processo decisório requer do gestor,
além do conhecimento prévio das condições do macro e micro ambientes da
organização, a avaliação das decisões já tomadas anteriormente em ocasiões
semelhantes, bem como, suas consequências. "Este posicionamento será mais bem
assimilado se o administrador dispuser de informações confiáveis, que identifiquem os
problemas e proporcionem as propostas de possíveis soluções." (CARVALHO, 2006, p.
84). Choo (2006) argumenta que as pessoas devem utilizar seus cinco sentidos na
tomada decisão, pois é a forma como o cérebro percebe, aprende, recorda e pensa
sobre todas as informações e mensagens captadas do ambiente interno e externo. Este
processo deve transitar pelo crivo dos três núcleos: a cognição, a emoção e a situação.
Por outro lado, é importante considerar que o processo decisório requer que as
decisões sejam tomadas de forma racional, pois a racionalidade interfere diretamente
na execução do processo nos ambientes organizacionais, l .. ] pois se pressupõe que
exista conhecimento prévio sobre todas as variáveis que, de alguma maneira, possam
influenciar o processo decisório, mesmo antes da escola da decisão, isto é, no
momento da coleta de informações." (LOUSADA; VALENTIM , 2010, p. 204).
Porém, na prática, muitas vezes isso não acontece. Geralmente, as decisões
são tomadas com base em intuições e experiências anteriores, deixando de se utilizar
métodos e técnicas adequadas. Por isso, entende-se que as decisões possuem
racionalidade limitada. Lousada e Valentim (2010, p. 203) ressaltam que "O
comportamento decisório é diretamente influenciando pela restrita capacidade do ser
humano em tomar decisões complexas, ou seja, sua habilidade/aptidão é limitada
racionalmente." Em consequência da racionalidade limitada, as pessoas tendem a
orientar suas decisões pela busca de alternativas boas, mas que infelizmente, nem
sempre são as melhores (CHOO, 2006) .
Durante o processo de tomada de decisão, é imperativo ter disponíveis
informações e conhecimentos pertinentes sofre o fato, mas normalmente, esses
elementos estão dispersos, fragmentados e estão armazenados na cabeça dos
indivíduos, sofrendo interferência de seus "modelos mentais". "Nesse momento o
processo de comunicação e o trabalho em equipe desempenham papéis relevantes
para resolver algumas das dificuldades essenciais no processo de tomada de
decisão." (ANGELONI , 2003, p. 19). Em um passado remoto, os ambientes
organizacionais eram relativamente simples e estáveis. Atualmente, além de
complexidade exigida , as constantes modificações estão desconstruindo esses
ambientes. Essas tendências exigem somar esforços 'l ..] no sentido de se coletar
dados e informações sobre os ambientes externo e interno. Esses dados e
informações, por sua vez, serão transformados em insumos ao processo decisório, o
que evidencia sua enorme importância." (BARBOSA, 1997, p. 6).
A tomada de decisões está presente em todas as organizações e nas UI não
poderia ser diferente. Na concepção de Segurado (2009, tradução nossa) a gestão de
um serviço de informação não difere da gestão de qualquer serviço enquadrado num

2259

�Gestão do conhecimento: processos e ferramentas
Trabalho completo

contexto mais amplo da organização, seja ele uma universidade, um museo, uma
biblioteca entre outros organismos. Além do contexto organizacional, deve-se ter em
conta o contexto exterior à organização, pois as atividades de uma biblioteca são
influenciadas por fatores externos (administrativos, financeiros , usuanos e
colaboradores) e por fatores internos (gestão, staff e outros parceiros que com ela
colaborem). A informação adquirida é util não somente "[. .. ] para evidenciar o bom
desempenho da biblioteca através de uma utilização eficiente e eficaz dos recursos
disponíveis, como também serve para ser usada na tomada de decisão nos mais
variados aspectos da gestão de uma biblioteca universitária." (SEGURADO, 2009, p.
19, tradução nossa).
Na concepção de Beck (2003, tradução nossa) a informação obtida pela
biblioteca deve ser utilizada para desenvolver políticas, contratação de pessoal, na
atribuição de tarefas e funções, no desenvolvimento de coleções, bem como no
planejamento de disponibilização de produtos e serviços. A tomada de decisões
baseada em informações, concede credibilidade à biblioteca e a administração em
geral. Os resultados do estudo realizado pela autora sobre o impacto da avaliação
nas tomadas de decisão em bibliotecas universitárias americanas contribuiram para
tomar uma série de decisões em relação a criação de novos produtos e serviços,
bem como, a melhoria dos já existentes. As UI são desafiadas a inovar, ter agilidade
e dinamismo, e acima de tudo, capacidade em demonstrar o seu valor. Essas
instituições devem ser capazes de medir seus resultados e tornar a tecnologia de forma
sistemática. Por outro lado, os serviços e as decisões políticas devem ser baseados em
dados precisos referentes à avaliação dos usuários, as expectativas das partes
interessadas, aos processos internos e aos dados de eficácia organizacional (LAKOS;
PHIPPS, 2004, tradução nossa).
O processo decisório, baseado em informações advindas do macro e micro
ambientes, visa nortear às UI no intuito de reduzir incertezas e riscos futuros e avaliar
possíveis impactos que determinadas situações internas e/ou externas possam provocar.

4 A Importância da Gestão da Informação e do Processo Decisório em
Unidades de Informação
A GI é um assunto de maior relevância, seja no contexto acadêmico ou
organizacional. Esse processo tem sido considerado como um dos responsáveis pelo
sucesso ou fracasso das organizações, seja em nível de sobrevivência ou mesmo no
estabelecimento de maior competitividade (BEUREN, 1998). Não existe uma receita
pronta, ou um único modo de organizar o processo de GI. Este pode ser definido de
diversas maneiras e em diferentes etapas. "Elaborar um modelo de gestão da informação,
irá depender de cada organização de cada caso, pois as necessidades, interesses,
problemas, demandas, são próprios de cada organização." (MORAES; FADEL, 2006).
A GI requer o estabelecimento de processos e fluxos sistematizados e
estruturados, associado aos responsáveis por sua condução, para que os resultados
desejados possam ser alcançados. "Os fluxos de informação permitem o
estabelecimento das etapas de obtenção, tratamento, armazenamento, distribuição,
disseminação e uso da informação no contexto organizacional. " (VITAL; FLORIANI ;
VARVAKIS, 2010, p. 85-6). Uma das funções essenciais dos fluxos informacionais é
favorecer subsídios imprescindíveis ao processo de tomada de decisões, bem como,
auxiliar que os gestores tenham "[. .. ] melhores condições de não só verificar se os
problemas estão sendo resolvidos, como também e diagnosticar e priorizar as questões

2260

�Gestão do conhecimento: processos e ferramentas
Trabalho completo

que deverão ser atendidas, facilitando o planejamento, a organização e o controle das
funções administrativas." (CARVALHO, 2006, p. 88).
Paralelamente, a tomada de decisão está presente na rotina de todos os
indivíduos, seja de caráter pessoal e/ou profissional. As organizações descobriram
que a informação, o conhecimento e o planejamento, são elementos indispensáveis
no processo de tomada de decisão.
acúmulo de incertezas que surgem no
ambiente organizacional, contribui para o aumento da dificuldade "[ .. .] encontrada
pelos dirigentes, para programar e normatizar suas atividades, necessitando assim
que um maior número de informações sejam processadas, dando apoio as tarefas
desempenhadas." (CARVALHO, 2006, p. 81).
processo decisório é de caráter contínuo e se apresenta em todas as
funções e em todos os momentos, quando os gestores se deparam com alternativas
e possibilidades. Estas por sua vez, são advindas do surgimento de problemas,
ameaças e/ou oportunidades, que por si só exigem uma prospecção e análise
situacional, para levar os gestores a melhores opções de alternativas, culminando
com decisões mais eficientes e eficazes. Com base na literatura, foi possível
exemplificar o fluxo que permeia o processo decisório nas organizações na Figura 1.

°

°

PROBLEMA
OU
OPORTUNIDADE

DIAGNÓSTICO

Situação de frustração,
interesse. desafio.
curiosidade ou irritação

Análise do problema ou
oportunidade ; tentativa de
compreender a situação.

Figura 1 -

ALTERNATIVAS

°

Análise do problema ou
oportunidade; tenta tiva de
compreender a situação.

DECISÃO

Avaliação. julgamento.
comparação e escolha
de alternativas.

Processo Decisório.

Fonte: Elaborada pelas autoras.

Compreende-se que a tomada de decisão é provocada por uma necessidade
de escolha em uma ocasião em que se exige este curso de ação. De nada nos
adiantaria possuirmos dados, informações, conhecimentos, se não houvesse um
problema ou uma questão a solucionar. Segundo Daft (2007, p. 203) , "Um problema
ocorre quando as realizações organizacionais são menores do que as metas
estabelecidas. Alguns aspectos do desempenho não são satisfatórios." Às vezes, os
problemas que são apresentados diariamente nas organizações, exigem soluções
em tempo hábil, necessitando de uma decisão rápida e imediata. "Nesse sentido ,
muitas vezes as decisões não são perfeitas, tornando o problema maior ainda, pois
a urgência e a perfeição são incompatíveis." (CARVALHO, 2006, p. 83) . Por outro
lado, com essas situações difíceis, pode acarretar também oportunidades. Uma
oportunidade existe quando os gerentes vêem uma realização potencial que excede
as metas atuais especificadas.
Após a identificação do problema, é necessário uma análise criteriosa da
situação, onde os gestores poderão identificar as suas causas e conseqüências. Com
efeito, a informação tem um papel crucial neste processo, pois, possibilitará ao tomador
de decisões eleger as melhores alternativas de ação, mediante um melhor conhecimento
sobre o "problema", para então ter condições de traçar alternativas mais seguras para

2261

�Gestão do conhecimento: processos e ferramentas
Trabalho completo

as decisões finais , culminando em escolhas que conduzirão a decisões muito mais
otimizadas. "É preciso agir, tomar decisões adequadas, e, para isso, as organizações
necessitam de informações precisas e eficazes, pois, sem a informação, a tomada de
decisão pode ser incorreta e/ou tardia." (SANTOS; FACHIN ; VARVAKIS, 2003, p. 86).
É importante ressaltar ainda, que as decisões podem ser programadas e não
programadas. "As decisões programadas fazem parte do acervo de soluções da
organização. Resolvem problemas que já foram enfrentados antes e que se
comportam sempre da mesma maneira ." Por outro lado, as não programadas ''[. ..]
são preparadas uma a uma, para atacar problemas que as soluções padronizadas
não conseguem resolver." (MAXIMIANO, 2006, p. 56) . As decisões programadas são
norteadas por cursos de ação pré-estabelecidos, onde as organizações criam
instrumentos que irão embasar a tomada de decisões. Vale ressaltar ainda, que as
decisões programadas, pressupõem um modelo racional de decisão, ou seja, a partir
de uma regra , são pontuados passos que devem ser seguidos, para resolver os
problemas. Com efeito, as decisões podem ser tomadas mais rapidamente, levando
em consideração ainda, experiências anteriores.
A informação destinada à tomada de decisão envolve "buscas dirigidas para
objetivos diferenciados". Entre essas opções, é importante destacar: "[ ... ] questões
de pesquisas relacionadas à melhoria contínua de processos e atividades, bem
como à inovação e avaliação de tecnologias para formação de competências em
mercados concorridos, entre outros." (MORAES ; FADEL, 2006, p. 104). Neste
ínterim, o número insuficiente de informações para a resolução dos problemas
iminentes, termina ocasionando o uso da intuição como viés no processo decisório.
Choo (2006, p. 308) reforça essas ideias ao expor que "As decisões não
programadas tendem a ser tomadas de acordo com regras empíricas ou princípios
heurísticos aprendidos, que são influenciados pela educação e pelos antecedentes
daqueles que tomam as decisões." Mediante estes pressupostos, entende-se que a
informação traz consigo elementos que definirão o caráter da decisão, ou seja, o que
diferencia racionalidade e intuição é a l .. ] proporção de informações, de um lado, e
opiniões e sentimentos, de outro. Quanto maior a base de informações, mais racional é
o processo. Quanto maior a proporção de opiniões e sentimentos, mais intuitivo se
torna ." (MAXIMIANO, 2006, p. 71).
panorama atual em que as organizações se encontram faz com que os
gestores busquem cada vez mais informações precisas e relevantes sobre o ambiente
organizacional para melhorar a eficácia de suas decisões. Carvalho (2006, p. 83-4),
considera que as decisões, tomadas nas condições de incerteza, l ..] exigem que um
maior número de informações sejam elaboradas [... ], selecionadas em fontes confiáveis,
seguras, necessitando que tenham sido organizadas sistematicamente, para
proporcionarem decisões de qualidade." A tomada de decisão qualificada deve fazer uso
de todas as informações disponíveis e que provoquem interferências no processo. uÉ o
momento em que o maior número de informações precisa ser disponibilizada sobre o
problema, porém, estas informações precisam ser pontuais e eficazes do ponto de vista
da tomada de decisão." (FARIAS; VITAL, 2007, p. 88).
Complementando tais pensamentos, Lousada e Valentim (2008, p. 252)
argumentam que a informação é l .. ] o elemento chave de qualquer organização.
Dispor de informações fidedignas, com qualidade, consistentes, no formato adequado e
no momento certo, auxiliará a organização a obter vantagem competitiva frente aos
concorrentes." Quanto mais a organização se conscientizar da importância da
informação para o seu bom desempenho, e quanto mais rápido for o acesso a ela, mais
fácil será atingir as metas e objetivos definidos. Beal (2007) resgata toda relevância e

°

2262

�Gestão do conhecimento: processos e ferramentas
Trabalho completo

pertinência da informação como um recurso essencialmente estratégico na tomada de
decisões, ressaltando que:
[ ... ] com base nas informações coletadas sobre os ambientes interno e
externo, a organização pode identificar alternativas e tomar decisões
estratégicas para promover mudanças na estrutura e nos processos
organizacionais, de modo a garantir a manutenção da sintonia com o
ambiente externo e oferecer respostas adequadas para a sobrevivência e
crescimento da organização. (BEAL, 2007, p. 75).

Cândido, Valentim e Contani (2005, p. 2) afirmam que "[... ] as organizações
devem gerenciar a informação de forma integrada, a fim de usá-Ia no momento da
tomada de decisão." Para assegurar sua sobrevivência, crescimento e evolução, uma
organização deve estar atenta à sinergia entre os diferentes setores e ao
compartilhamento da informação gerada internamente. Para o êxito dessa função, "[... ]
é indispensável que sejam utilizadas ferramentas de apoio à gestão estratégica da
informação, de modo que possam contribuir para a seleção e filtragem da informação
mais adequada à tomada de decisão." (CÂNDIDO; VALENTIM ; CONTANI , 2005, p. 2).
Em decorrência das reflexões apresentadas, evidencia-se a extrema da
importância da GI no processo de tomada de decisão. "É preciso reconhecer que as
organizações que administrarem eficientemente a informação terão um recurso
estratégico fundamental para a maximização da qualidade do processo decisório ."
(VITAL; FLORIANI; VARVAKIS, 2010, p. 86) . De posse deste conhecimento e
considerando a informação como insumo estratégico; qualquer organização terá
condições de obter sucesso e também sustentabilidade a longo prazo, atraindo para
si , diferenciais que elevarão seu nível de qualidade na prestação de serviços e
desenvolvimento de produtos pautados nos interesses e necessidades da
comunidade de usuários. Consequentemente deve-se considerar que a qualidade
das decisões tomadas pelos gestores é diretamente afetada pela disponibilidade de
informações completas, atualizadas e relevantes para a solução dos problemas da
organização (BERGERON, 1996, tradução nossa). As organizações, de um modo
geral, devem estar preparadas para suportar o acréscimo no volume e na velocidade
de circulação de informações e conhecimentos, "[ ...] implantando estruturas
organizacionais e tecnológicas flexíveis que permitam a circulação das informações
e dos conhecimentos, a fim de poder tomar decisões em tempo hábil e se adaptar às
mudanças do meio ambiente em que estão inseridas." (ANGELONI, 2003, p. 22) .
Nas UI todas estas abordagens são extremamente válidas, se consideradas na
sua totalidade como estratégia de elevar o nível de valoração desta organização. A
informação lapidada, tratada e selecionada meio a este caos informacional que estamos
vivendo, pode trazer um grande diferencial para o sucesso de qualquer organização,
especialmente nas UI que gerenciam diretamente a informação. A gestão estratégica da
informação, visando sempre o futuro e a missão organizacional, poderá conduzir essas
instituições à realização de "[... ] um diagnóstico situacional, destacando oportunidades e
ameaças, bem como forças e fraquezas, a fim de cruzar estas realidades e descobrir
suas inter-relações." (BELLUZZO, 2010, p. 43).
Esta sociedade, intitulada por diversos atores como sociedade da informação
e/ou sociedade do conhecimento, é composta por grandes aparatos tecnológicos, tanto
na área de tecnologia da informação, quanto na área de telecomunicações. Estes
mecanismos exigem um grande envolvimento dos profissionais que atuam em UI para
selecionar, filtrar, analisar e sintetizar informações, oferecendo-as em forma de serviços
e/ou produtos. Para alcançar esta finalidade, o gestor de uma UI deve criar "[ ... ] uma

2263

�Gestão do conhecimento: processos e ferramentas
Trabalho completo

idéia global dos seus mercados, dos seus clientes e fornecedores, das práticas
comerciais, dos hábitos e costumes que formam a cultura na qual está inserido o seu
negócio e também como o seu negócio interage e é afetado pelo restante da
sociedade." (RAMOS , 1996, p. 1).
conhecimento desta realidade se traduz implicitamente na formação de um
arcabouço de informações como estratégias no processo decisório para os gestores de
UI, possibilitando um conhecimento mais apurado do ambiente externo que circulam a
organização e meios de se antecipar às novas demandas dos seus usuários, inovando
e se diferenciando na oferta de produtos e serviços por meio de decisões voltadas para
os interesses da comunidade que atendem . Nesse contexto, a UI têm que atender
efetivamente à comunidade usuária de forma objetiva, dinâmica e precisa, atualizandose constantemente e adaptando-se ao uso das inovações tecnológicas. Uma das
finalidades da gerência de UI l ..] potencializar recursos informacionais, manter sua
equipe informada, orientado-a a aprender, a adaptar-se às mudanças e fornecer
condições de acompanhar as transformações constantes dentro da organização."
(ALVES, 2008, p. 13). Vanti (1999, p. 333) acredita que os gestores das UI, l .. ] em
sintonia com as modificações de paradigmas administrativos que estão se produzindo
no mundo, enfrentam o desafio de adequarem-se a tais mudanças, visando à melhoria
da qualidade dos serviços que prestam a sua comunidade de usuários."
Consequentemente, as transformações compreendem modificações na forma de
trabalhar e na postura dos gestores, responsáveis pelas tomadas de decisões e toda a
equipe envolvida. Gerenciar estrategicamente a informação de maneira eficaz, irá
favorecer aos gestores l .. ] conhecer sua missão, ter uma visão do ambiente no qual
estão inseridos, criar habilidades para agregar valor às informações a fim de
transformá-Ias em conhecimentos, apoiando assim as decisões estratégicas da
organização." (CARVALHO, 2006, p. 81). Esta nova visão, não deve ser momentânea,
e sim pró-ativa, antecipando-se às necessidades reais dos seus usuários através de
informações estratégicas. Essas reflexões denotam a importância do gerenciamento
eficaz da informação, visando à melhoria das decisões a serem tomadas pelas
organizações (VITAL; FLORIANI; VARVAKIS, 2010). Agindo desta forma, as UI se
tornarão organizações imprescindíveis no processo de desenvolvimento da sua
comunidade, tornando-se o portal de informação e conhecimento, pois a informação
estratégica auxilia essas unidades a se adequarem à realidade do mercado,
descobrindo oportunidades e projetando um futuro (BELLUZZO, 2010).
Deve-se considerar que a GI e o processo decisório em UI , estão sofrendo
mutações constantes. Constatou-se que a GI beneficia o processo decisório nas
organizações, agregando qualidade nas decisões e diminuindo riscos e incertezas
em meio ao caos que estamos vivendo. As UI não devem ficar de fora dessas
transformações, e sim acompanhar essa revolução. Esta tendência aponta para
novos paradigmas nos contextos das UI e dos profissionais que nelas atuam . Se em
um passado remoto, as preocupações estavam voltadas para a "posse do acervo", o
cenário atual aponta para a "disponibilização da informação e seu acesso aos
usuários", independentemente do suporte em que a informação se apresenta .
Assim, na busca constante de informações estratégicas, os profissionais da
informação estarão tendo automaticamente uma postura pró-ativa frente à organização
que representam , agregando valores as suas competências e ainda tornando as UI,
organizações imprescindíveis no acesso à informação e ao conhecimento. Esses
benefícios são traduzidos em desenvolvimento científico e tecnológico para a
comunidade usuária, bem como, para as instituições mantenedoras.

°

2264

�Gestão do conhecimento: processos e ferramentas
Trabalho completo

5 Considerações Finais
Evidencia-se a importância de tomar decisões fundamentadas em resoluções
que poderão de fato trazer benefícios e resultados de excelência para a organização. É
notório que a tomada de decisões sempre foi o foco de estudo no âmbito organizacional
e o motivo de preocupação das diversas ciências preocupadas com essa questão. Em
muitas das ocasiões, os gestores são impulsionados a decidir sobre pressão do
ambiente interno e externo da organização, que por sua vez, se mostram cada vez mais
incertos e turbulentos. Muitas vezes, estes não possuem nem tempo e/ou mesmo
oportunidade de coletar informações que irão auxiliá-los neste processo. Há ainda a
prerrogativa, da importância de se ter informações organizadas para facilitar e motivar
este acesso. Dificultando ainda mais este quadro, muitas vezes as informações são
insuficientes, quando são originadas de dados não tratados e codificados de acordo
com um contexto específico.
Embora essa tarefa seja complexa e desafiadora, acredita-se que a GI é um
elemento estratégico, com poder de transformar, moldar e até contornar muitas
realidades/situações. A organização que melhor compreender que a informação
gerenciada, organizada , tratada e disseminada , é um recurso tão importante quanto
os recursos humanos, materiais e financeiros; estará um passo à frente de seus
concorrentes. Nesse ambiente de constantes inovações, cabe às UI, a capacidade
de adaptação e flexibilidade para sobreviverem e se manterem-se competitivas.
Ademais, é importante que as UI, como qualquer outra organização, adquira uma
postura pró-ativa no ambiente o qual está inserida, procurando tomar decisões
estrategicamente, tornando-se uma fonte valiosa de conhecimento e garantindo
assim, sua sobrevivência neste mercado implacável que se apresenta atualmente.
Paralelamente, o gerenciamento de informações para tomada de decisão é
uma ferramenta essencial para os gestores das UI. A informação colabora desta
forma , para embasar as decisões, proporcionando a organização um ambiente mais
equilibrado, estável e alinhado a exigência do mercado. Por outro lado, a falta de
informações precisas e relevantes pode afetar o futuro de qualquer organização,
implicando na qualidade das suas decisões.
Por fim, esse trabalho teve o intuito de fornecer uma contribuição ao processo
de GI com enfoque na tomada de decisão nas UI, por meio da apresentação de
conceitos, discussões e fluxos que precisam ser mapeados e compreendidos nas
unidades de informação, afim de que o processo decisório seja qualificado e melhor
adequado a realidade atual. Acredita-se que estudos futuros possam ampliar esta
discussão e intensificar os estudos nas esferas da Gestão de Informação em UI.

6 Referências
ALVES, A.C.; NEVES, E. ; ROCHA, C.R.R.R. Inteligência competitiva , planejamento
estratégico e gestão inovadora: instrumentos para o desenvolvimento de serviços em
bibliotecas. In: SEMINÁRIO NACIONAL DE BIBLIOTECAS UNIVERSITÁRIAS, 15.,
São Paulo, 2008. Anais ... São Paulo: UNICAMP. Disponível em : &lt;http://www.sbu.
unicamp.br/snbu2008/anais/site/pdfs/3590.pdf&gt; . Acesso em : 15 jan . 2011 .
ANGELONI , M.T. Elementos intervenientes na tomada de decisão. Ci. Int. , Brasília,
v. 32, n. 1, p. 17-22, jan./abr. 2003. Disponível em : &lt;http://revista.ibict.br/ciinf/index.
php/ciinf/article/view/120/1 01 &gt;. Acesso em : 18 jan. 2011 .

2265

�Gestão do conhecimento: processos e ferramentas
Trabalho completo

BARBOSA, R R Acesso e necessidades de informação de profissionais brasileiros: um
estudo exploratório. Perspect. Cienc. Inf., Belo Horizonte, v. 2, n. 1, p. 5-35,
jan./jun.1997. Disponível em: &lt;http://portaldeperiodicos.eci.ufmg .br/index.hp/pci/
article/viewFile/32/407&gt;. Acesso em: 22 fev. 2011.

°

BARRETO, A. M. fator humano e o desenvolvimento de
competências nas unidades de informação. Perspect. Ciênc. Inf., Belo Horizonte,
v.10, n. 2, p. 166-177, jul./dez. 2005. Disponível em : &lt;http://portaldeperiodicos.eci
.ufmg .br/index.php/pci/article/viewFile/342/149&gt; . Acesso em : 30 jan . 2011 .
BEAL, A. Gestão estratégica da informação. São Paulo: Atlas, 2007 .
BECK, S.J. Making informed decisions: the implications of assessment . In: Eleventh
National Conference of the Associations of Research Libraries, Charlotte, Carolina North,
2003. Proceedings ... Charlotte, Carolina do Norte, 2003. Disponível em:
&lt;http://www.ala.org/ala/lmgrps/divs/acrl/eventslpdflbeck.PDF&gt;. Acesso em: 22 fev. 2011.
BELLUZZO, RC .B. Competências e novas condutas de gestão: diferenciais de
bibliotecas e sistemas de informação. In: VALENTIM , M.L.P . (Org.). Ambientes e
fluxos de informação. São Paulo: Cultura Acadêmica, 2010 . p. 23-53 .
BERGERON , P. Information resources management. Annu. Rev. Inf. Sci. Technol. ,
Medford , v. 31 , p. 263-300, jan./dez. 1996.
BEUREN, I.M. Gerenciamento da informação: um recurso estratégico no processo
de gestão empresarial. São Paulo : Atlas, 1998.
CÂNDIDO, C. A; VALENTIM, M. L; CONTANI, M. L. Gestão estratégica da informação:
semiótica aplicada ao processo de tomada de decisão. DataGramaZero, Rio de Janeiro,
v. 6, n. 3, jun . 2005. Disponível em : &lt;http://www.dgz.org.br/jun05/Art03.htm#Autor&gt;.
Acesso em: 30 jan . 2011 .
CARVALHO, E.L. Importância da gestão da informação para o processo decisório
nas organizações. In: VALENTIN , M.L.P. (Org .). Informação, conhecimento e
inteligência organizacional. 2.ed. Marília: FUNDEPE Editora, 2006 . p.81-97.
CHOO, C.W. A administração da incerteza: as organizações como sistemas de
tomada de decisões. In:
. (Org.). A organização do conhecimento: como as
organizações usam a informação para criar significado, construir conhecimento e
tomar decisões. São Paulo: SENAC , 2006 . p. 253-325.
CLARKE, Z.; LAMBERT, S. Management information and decision support for
libraries in Europe: a concerted action . Performance Measurement and Metrics,
Bingley, v. 1, n. 2, p. 77-98 , ago. 2000.
DAFT, RL. Administração. São Paulo : Thonson Learning , 2007 .
. (Org) .
DAVENPORT, T.H . Melhorando o desempenho da empresa . In:
Dominando a gestão da informação. Porto Alegre: Bookman, 2004. p. 14-20.
DAVENPORT, T.H .; PRUSAK, L. Ecologia da informação: por que só a tecnologia
não basta para o sucesso na era da informação. 6.ed . São Paulo: Futura, 1998.

2266

�Gestão do conhecimento: processos e ferramentas
Trabalho completo

FARIAS , G.B. de; VITAL, L.P . Informação para negócios e políticas de informação.
Rev. ACB, Florianópolis, v. 12, n. 1, p. 87-98, jan./jun . 2007 . Disponível em :
&lt;http://revista .acbsc.org.br/index.php/racb/ article/ view/497 /642&gt; . Acesso em : 25
jan. 2011.
FREITAS, H. et aI. Informação e decisão: sistemas de apoio e seu impacto. Porto
Alegre: Ortiz, 1997.
FUJITA, M.S.L. A biblioteca digital no contexto da gestão de bibliotecas
universitárias: análise de aspectos conceituais e evolutivos para a organização da
informação. In: ENCONTRO NACIONAL DE CIÊNCIA DA INFORMAÇÃO, 6.,
Salvador, 2005. Anais ... Salvador: UFBA, 2005 . Disponível em : &lt;http://dici .ibict.br/
archive/ 00000506/ 01/MariangelaFujita.pdf&gt;. Acesso em : 23 jan. 2011.
GARCEZ, E.F.; CARPES, G. Gestão da informação na biblioteca escolar. Revista
ACB: Biblioteconomia em Santa Catarina, Florianópolis, v. 11, n. 1, jul./dez. 2006 .
Dispon ível em :&lt;http://www.revista.acbsc.org.br/index. php/racb/article/viewArticle/
466/587&gt;. Acesso em : 20 jan . 2011 .
KOETZ, L.P .S. Recursos informacionais como suporte às atividades de gestão
da informação em instituições de ensino superior à distância. 2010 . 150 f.
Dissertação (Mestrado em Gestão da Informação) - Universidade Estadual de
Londrina, Londrina, 2010 .
LAKOS, A ; PHIPPS , S. Creating a culture of assessment: a catalyst for
organizational change. Los Angeles: Postprints, 2004 . Disponível em :
&lt;http://escholarship.org/uc/item/0843106w&gt; . Acesso em 22. fev. 2011 .
LOUSADA, M. ; VALENTIM , M.L.P. Aspectos cognitivos que interferem na tomada de
decisão em ambientes informacionais. In: VALENTIM, M.L.P . (Org .). Ambientes e
fluxos de informação. São Paulo: Cultura Acadêmica, 2010 . p. 203-216 .
Informação orgânica como insumo do processo decisório empresarial. In:
VALENTIM, M.L.P . (Org .). Gestão da informação e do conhecimento no âmbito
da ciência da informação. São Paulo: Cultura Acadêmica, 2008, p. 243-261 .

:-:-:--:-=:-c'

LUCENA, G.M.C. ; SILVA, AKA Expansão do mercado de trabalho para o
bibliotecário: um caso para o marketing . Biblionline, João Pessoa , v. 2, n. 1,
jan./jun. 2006. Disponível em : &lt; http://www.brapci.ufpr.br/documento.php?ddO=OOO
0009263 &amp;dd1 =c502a&gt;. Acesso em : 21 jan. 2011 .
MAXIMIANO, ACA Introdução à administração. São Paulo : Atlas, 2006.
MORAES, C.R.B .; FADEL, B. Ambiência organizacional , gestão da informação e
tecnologia . In: VALENTIN, M.L.P . (Org.). Informação, conhecimento e inteligência
organizacional. 2.ed . Marília: Ed. FUNDEPE, 2006 . p. 99-114 .
MORAIS, S.R.G . Uma Abordagem para a gerência de recursos humanos de
organizações de software. 2009. Dissertação (Mestrado em Informática Aplicada)Universidade de Fortaleza, Fortaleza, 2009.
MORENO, NA A informação arquivística no processo de tomada de decisão
em organizações universitárias. 2006. 223 f. Tese (Doutorado em Ciência da
Informação) - Universidade Federal de Minas Gerais, Belo Horizonte, 2006.

2267

�Gestão do conhecimento: processos e ferramentas
Trabalho completo

Disponível em : http://www.bibliotecadigital .ufmg.br/dspace/bitstream/1843/EARM-6
ZCPUE/1/doutorado
n dina aparecida moreno.pdf&gt; . Acesso em: 22 jan . 2011 .
MOURA, L.R Informação: a essência da qualidade. Cio Inf., Brasília , v. 25 , n. 1, p. 110, jan./abr. 1996. Disponível em : &lt;http://revista.ibict.br/ciinf/index.php/ciinf/
article/view/488/443&gt;. Acesso em: 25 jan . 2011 .
OLIVEIRA, D.P.R Sistemas de informações gerenciais : estratégias, táticas,
operacionais. 9.ed . São Paulo: Atlas, 2004.
PONJÚAN DANTE, G. Gestión de información: dimensiones e implementación
para el êxito organizacional. Rosário: Novo Parhadigma, 2004 .
RAMOS, P.B. A gestão na organização de unidades de informação. Cio Inf., Brasília,
v.25, n. 1, p. 1-12, Jan./abr. 1996. Disponível em: &lt;http ://revista .ibict.br/ciinf/index.
php/ciinf/article/view/483/438&gt; . Acesso em : 28 jan . 2011 .
SANTOS, L.C.; FACHIN, G.RB.; VARVAKIS, G. Gerenciando processos de serviços em
bibliotecas. Cio Inf., Brasília, v. 32, n. 2, p. 85-94, maio/ago. 2003. Disponível em:
&lt;http://revista.ibict.br/ciinf/index.php/ciinf/article/view/122/103&gt; . Acesso em: 10 jan. 2011 .
SEGURADO, T.M.C.F. A informação estatística na tomada de decisão das
bibliotecas de ensino superior de Portugal. 2009. 250 p. Dissertação (Mestrado em
Arquivos, Bibliotecas e Ciência da Informação) - Universidade de Évora, Portugal, 2009.
Disponível em: &lt;http://repositorio-iul.iscte.ptlbitstream/1 0071/2137 /1/TESE%20
UTILlZA% C3%87%C3%830%20IE%20VRSFINAL.pdf&gt;. Acesso em: 23 fev. 2011.
TARAPANOFF, K. ; ARAÚJO JÚNIOR, RH. ; CORMIER, P.M.J. Sociedade da informação
e inteligência em unidades de informação. Cio Inf., Brasília, v. 29, n. 3, p. 91-100, set./dez.
2000. Disponível em: &lt;http://revista .ibict.br/index.php/ciinf/article/view/231 /206&gt;. Acesso
em: 11 jan . 2011 .
TORRES, RF.; NEVES, J.T.R Gestão estratégica da informação: estudo de caso em
uma prestadora de serviços de tecnologia da Informacao. DataGramaZero, Rio de
Janeiro, v. 9, n. 1, fev. 2008. Disponível em: &lt;http://www.dgz.org.br/fev08/Flart.htm&gt;.
Acesso em: 13 jan . 2011 .
VALENTIM , M. L. P. Processo de inteligência competitiva organizacional. In: _ _
(org .). Informação, conhecimento e inteligência organizacional. 2.ed . Marília:
FUNDEPE, 2007 . 278p . . p. 9-24 .

o

VANTI, N. Ambiente de qualidade em uma biblioteca universitária: aplicação do 5S e de
um estilo participativo de administração. Cio Inf., Brasília, V. 28, n. 3, p. 333-339, set./dez.
1999. Disponível em : &lt;http://revista.ibict.br/ciinf/index.php/ciinf/article/view/295/261 &gt;.
Acesso em: 10 jan. 2011 .
VITAL, L.P.; FLORIANI , V.M.; VARVAKIS, G. Gerenciamento do fluxo de informação
como suporte ao processo de tomada de decisão. Inf. Inf., Londrina, v.15, n.1, p. 85103, jan./jun . 2010 . Disponível em : &lt;http://www.uel.br/revistas/uel/index.php/
informacao/article/view/5335/5880&gt;. Acesso em : 22 jan . 2011.

2268

�</text>
                  </elementText>
                </elementTextContainer>
              </element>
            </elementContainer>
          </elementSet>
        </elementSetContainer>
      </file>
    </fileContainer>
    <collection collectionId="49">
      <elementSetContainer>
        <elementSet elementSetId="1">
          <name>Dublin Core</name>
          <description>The Dublin Core metadata element set is common to all Omeka records, including items, files, and collections. For more information see, http://dublincore.org/documents/dces/.</description>
          <elementContainer>
            <element elementId="50">
              <name>Title</name>
              <description>A name given to the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51396">
                  <text>SNBU - Edição: 17 - Ano: 2012 (UFRGS - Gramado/RS)</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="49">
              <name>Subject</name>
              <description>The topic of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51397">
                  <text>Biblioteconomia&#13;
Documentação&#13;
Ciência da Informação&#13;
Bibliotecas Universitárias</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="41">
              <name>Description</name>
              <description>An account of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51398">
                  <text>Tema: A biblioteca universitária como laboratório na sociedade da informação.</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="39">
              <name>Creator</name>
              <description>An entity primarily responsible for making the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51399">
                  <text>SNBU - Seminário Nacional de Bibliotecas Universitárias</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="45">
              <name>Publisher</name>
              <description>An entity responsible for making the resource available</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51400">
                  <text>UFRGS</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="40">
              <name>Date</name>
              <description>A point or period of time associated with an event in the lifecycle of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51401">
                  <text>2012</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="44">
              <name>Language</name>
              <description>A language of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51402">
                  <text>Português</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="51">
              <name>Type</name>
              <description>The nature or genre of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51403">
                  <text>Evento</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="38">
              <name>Coverage</name>
              <description>The spatial or temporal topic of the resource, the spatial applicability of the resource, or the jurisdiction under which the resource is relevant</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51404">
                  <text>Gramado (Rio Grande do Sul)</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
          </elementContainer>
        </elementSet>
      </elementSetContainer>
    </collection>
    <itemType itemTypeId="8">
      <name>Event</name>
      <description>A non-persistent, time-based occurrence. Metadata for an event provides descriptive information that is the basis for discovery of the purpose, location, duration, and responsible agents associated with an event. Examples include an exhibition, webcast, conference, workshop, open day, performance, battle, trial, wedding, tea party, conflagration.</description>
    </itemType>
    <elementSetContainer>
      <elementSet elementSetId="1">
        <name>Dublin Core</name>
        <description>The Dublin Core metadata element set is common to all Omeka records, including items, files, and collections. For more information see, http://dublincore.org/documents/dces/.</description>
        <elementContainer>
          <element elementId="50">
            <name>Title</name>
            <description>A name given to the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="64481">
                <text>A gestão da informação com foco na tomada de decisão em unidades de informação.</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="39">
            <name>Creator</name>
            <description>An entity primarily responsible for making the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="64482">
                <text>Dias, Geneviane Duarte; Andrade, Ilza Almeida de</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="38">
            <name>Coverage</name>
            <description>The spatial or temporal topic of the resource, the spatial applicability of the resource, or the jurisdiction under which the resource is relevant</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="64483">
                <text>Gramado (Rio Grande do Sul)</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="45">
            <name>Publisher</name>
            <description>An entity responsible for making the resource available</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="64484">
                <text>UFRGS</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="40">
            <name>Date</name>
            <description>A point or period of time associated with an event in the lifecycle of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="64485">
                <text>2012</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="51">
            <name>Type</name>
            <description>The nature or genre of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="64487">
                <text>Evento</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="41">
            <name>Description</name>
            <description>An account of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="64488">
                <text>O texto trata sobre a importância da Gestão da Informação no cenário vigente, envolvendo nesse contexto, o processo de decisão em unidades de informação. Conceitua a Gestão da Informação e a tomada de decisão e destaca sua extrema importância em qualquer organização, especialmente nas unidades de informação que são responsáveis pela organização, gerenciamento e disseminação do conhecimento e da informação. Apresenta ainda considerações sobre informação estratégica em unidades de informação, bem como, sua relevância para atingir a excelência no processo decisório.</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="44">
            <name>Language</name>
            <description>A language of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="69567">
                <text>pt</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
        </elementContainer>
      </elementSet>
    </elementSetContainer>
  </item>
  <item itemId="6067" public="1" featured="0">
    <fileContainer>
      <file fileId="5131">
        <src>http://repositorio.febab.org.br/files/original/49/6067/SNBU2012_206.pdf</src>
        <authentication>80419e5e87914986a4f057a7f8225aac</authentication>
        <elementSetContainer>
          <elementSet elementSetId="4">
            <name>PDF Text</name>
            <description/>
            <elementContainer>
              <element elementId="92">
                <name>Text</name>
                <description/>
                <elementTextContainer>
                  <elementText elementTextId="64480">
                    <text>i
;,;

=

:.

Gestão do conhecimento: processos e ferramentas
S!mWrio
Itr.ooNIde
IitlhIKal

U"!"',lIi.n.

Trabalho completo

GESTÃO DE SOFTWARE COORPORATIVO: EXPERIÊNCIA DO GRUPO
GESTOR DO SISTEMA DE BIBLIOTECAS DA UNICAMP

Heloisa Maria Ceccotti1, Gilmar Vicenle2, Oscar Eliel 3,
Marcos Dario Garcia Sae4, Luiz Alílio Vicentinf
1Bibliotecária, Assessoria de Relações Institucionais, Sistema de Bibliotecas da Unicamp, Campinas,
SP , heloisac@unicamp.br
2Bibliotecário, Assessoria de Relações Institucionais, Sistema de Bibliotecas da Unicamp, Campinas,
SP, gil@unicamp.br
3Bibliotecário, Diretoria de Tratamento da Informação, Sistema de Bibliotecas da Unicamp, Campinas,
SP, oeliel@unicamp.br
4Analista de Sistemas, Diretoria de Tecnologia da Informação, Sistema de Bibliotecas da Unicamp,
Campinas, SP, dario@unicamp.br
5Bibliotecário, Coordenador do Sistema de Bibliotecas da Unicamp, Campinas, SP,
vicentin@unicamp.br

Resumo
No dia a dia, o uso de um software coorporativo de gerenciamento de
bibliotecas produz inúmeras ocorrências das mais variadas natureza, que
necessitam de intervenção, orientação, ajuste/adequação. Essas ocorrências
demandam verificações e análises para determinar de que ordem são: se de
operacionalização do sistema, se administrativa, de configuração, ou de
adequações ou erros do programa. Composto por 27 Bibliotecas, o Sistema
de Bibliotecas da Unicamp (SBU) apresenta um número de demandas
bastante significativo. Se todos os pleitos fossem encaminhados diretamente
ao suporte da Empresa produtora do software a metodologia seria
improdutiva; assim, todas as requisições das Bibliotecas do SBU são
encaminhadas ao Grupo Gestor (GG) que as analisa, sendo sua função
verificar o problema, orientar quando se trata de operação inadequada, intervir
nos trâmites ou configurar funções, assim como simular e encaminhar a
demanda de forma específica e detalhada à Empresa para reparo de erros,
adequações/ajustes do sistema ou sugestões de melhorias. Este Grupo foi
criado em janeiro de 2009 e é composto por três bibliotecários e um analista
de sistemas. A experiência tem demonstrado que este formato de gestão
atende satisfatoriamente as necessidades do SBU, pois trabalha-se com
prioridades, de forma compartilhada, sendo as decisões balizadas pelos GTs,
que reúnem-se periodicamente. Portanto, o presente trabalho objetiva
apresentar a metodologia de trabalho desenvolvida para a execução das
atividades do Grupo Gestor do software SophiA na Unicamp.

2242

�i
;,;

=

:.

Gestão do conhecimento: processos e ferramentas
S!mWrio
Itr.ooNIde
IitlhIKal

Trabalho completo

U"!"',lIi.n.

Palavras-chave: Gestão de bibliotecas universitárias; Gestão da informação;
Gestão compartilhada; Gestão da qualidade; Software
para automação de bibliotecas.

Abstract
On a daily basis the use of corporate software for library management
produces several occurrences of different natures; these occurrences need
intervention, guidance and adjustmentladequacy. They demand verifications
and analyses to determine their origin : if from the system's operationalization ,
if administrative, configuration, or program adequacies or errors. Comprised by
27 Libraries, the Library System of Unicamp (SBU) presents a significant
number of demands. If ali the requests went directly to the support of the
Company that designed the software, it would be unproductive; therefore, ali of
the requisitions for the SBU Libraries are sent to the Management Group (GG)
that analyses them, with the function of verifying the problem, guide when it is
an inadequate operation, intervene in the paths or configure functions, as well
as to simulate and send the demand in a specific and detailed manner to the
Company for repair, adequacies/adjustments of the systems of improvement
suggestions. This group was created in January of 2009 and is consists of
three librarians and one systems analyst. The experience has shown that this
management format meets the needs of SBU adequately, since it works with
priorities, in a shared way, with the decisions backed by the GTs, who meet
periodically. Therefore, the present paper has the objective of presenting the
work methodology developed to execute the activities of the Management
Group of the SophiA software at Unicamp.
Keywords:

University libraries management; Information management;
Shared management pattern ; Quality management; Library
automation software.

1 Introdução
Segundo Fernandes (2001) é fácil imaginar padrões de comparação
quanto à qualidade de um 'produto físico' , como dimensões ou uma outra
característica física, mas quando se trata de software o assunto é mais complexo e
um pouco árduo.
O gerenciamento e desenvolvimento de um software confiável para as
bibliotecas representam grandes desafios para as organizações, uma vez que o
software tornou-se um fator crítico de sucesso, afetando a qualidade dos serviços
oferecidos aos seus usuários.
Para que tenham condições de implementar serviços e produtos de
informação científica e tecnológica mais adequados às demandas e necessidades
da sua comunidade usuária, as instituições têm de assumir uma postura quanto a
investimentos em capacitação, aperfeiçoamento e qualificação de seus serviços e
produtos, assim como do seu quadro de colaboradores, pois, ao tornar acessível e

2243

�i

S!mWrio

;,;

Itr.ooNIde

=

:.

IitlhIKal

U"!"',lIi.n.

Gestão do conhecimento: processos e ferramentas
Trabalho completo

compartilhado o conhecimento corporativo, permite aumento de valor e melhoria da
contribuição das pessoas das equipes no alcance dos objetivos que busca a própria
organização.
O Sistema de Bibliotecas da Universidade Estadual de Campinas (SBU) ,
órgão complementar da Universidade e diretamente subordinado à Coordenadoria
Geral da Universidade, é composto por uma Coordenadoria e 27 bibliotecas
seccionais, alocadas nas Unidades de Ensino e Pesquisa, Colégios Técnicos e
Centros e Núcleos nas diversas áreas do conhecimento. Conta com
aproximadamente 350 colaboradores.
O SBU tem como missão prover o acesso, a recuperação e a preservação
da informação, para subsidiar o ensino, a pesquisa e a extensão, contribuindo para a
educação universitária e formação profissional do indivíduo, de forma que o
conhecimento adquirido possa ser aplicado no desenvolvimento da sociedade. Para
o cumprimento de sua missão, o SBU deve obedecer aos seguintes princípios:
estabelecer e garantir políticas de acesso à informação; atualizar e preservar
continuamente o acervo; promover a integração das Bibliotecas da UNICAMP.
Quanto aos valores, o SBU busca : a satisfação do usuário; a competência
profissional ; a cooperação para a divulgação da informação científica , tecnológica e
artística ; a qualidade dos serviços e produtos.
Tem como objetivos: dar suporte aos programas de ensino, pesquisa e
extensão; definir a política de desenvolvimento dos diferentes acervos que compõem
as bibliotecas da Universidade; possibilitar a comunidade universitária e à
comunidade científica o acesso à informação armazenada e gerada na UNICAMP;
promover intercâmbio de experiências e acervos. Para atingir seus objetivos,
compete ao Sistema de Bibliotecas: a) adotar padrões ou critérios de organização e
administração na área biblioteconômica ; b) acompanhar e adotar os avanços
tecnológicos pertinentes à área de informação utilizando novas tecnologias para
integrar rotinas de trabalho, disponibilização de seus acervos on-line para a
pesquisa e localização dos materiais bibliográficos; c) promover o aperfeiçoamento
do pessoal técnico e auxiliar; d) cadastrar e disseminar as informações bibliográficas
geradas pela própria Universidade, assessorando quanto à apresentação técnica
das publicações; e) oferecer atendimento à comunidade universitária, por meio de
seu acervo; f) dar acesso à comunidade universitária a documentos não existentes
no próprio acervo através de serviços de intercâmbio; g) integrar-se aos sistemas
nacionais e internacionais de informação, visando o acesso à produção científica
internacional e à divulgação da produção gerada pela Universidade.
O Sistema oferece informações técnico-científicas como suporte aos
programas de ensino, pesquisa e extensão desenvolvidos pela Universidade e
possibilita o acesso à informação armazenada e gerada na UNICAMP, à
comunidade científica do país, promovendo intercâmbio de informações,
experiências e documentos. Alguns indicadores, como informados a seguir, podem
auxiliar no conhecimento da dimensão de produtos e serviços do SBU:

2244

�i
;,;

=

:.

Gestão do conhecimento: processos e ferramentas
S!mWrio
Itr.ooNIde
IitlhIKal

U"!"',lIi.n.

Trabalho completo

Usuários Ativos

45.465

Acervo
Livros (exemplares)
Impressos
E-Books
Periódicos
Títulos impressos
Títulos em meio
eletrônico
Serviços
Circulaç:ão de materiais
bibliográficos
Comutaç:ão Bibliográfica
Atendimentos
Solicitações
Acessos à
Base Acervus

Teses (exemplares)
Impressas
Digitalizadas

872.058
297.814

Materiais não convencionais
Bases de dados referenciais

17.239
37.328

Catalogaç:ão-na-l2ublicaç:ão
Cal2acitaç:ão de usuários
Eml2réstimo entre Bibliotecas
Atendimentos
Solicitações

1.211 .728

8.711
1.639

Biblioteca digital

1.856.983

93.072
36.451
246.516
547

2.808
4.769
3.721
3.136
4.990.901

Quadro 1 - Indicadores do SBU/Unicamp, ano base 2011
Fonte: Relatório Gerencial Estatístico do SBU

A trajetória do SBU tem sido pautada pela agregação de valores aos
serviços e produtos oferecidos à sua comunidade, utilizando as tecnologias de
informação e comunicação, na integração das rotinas de trabalho e, principalmente,
na disponibilização de seus acervos, via redes internas e interface Web para a
pesquisa e localização dos materiais bibliográficos.
Com a automação, a utilização de um software gerenciador para os
acervos e serviços necessita de um trabalho específico, que apóie e contribua com
as equipes das Bibliotecas, no sentido de sanar os problemas de operacionalização,
padronizar o atendimento aos seus usuanos, além de incrementar as
funcionalidades do software para atendimento das necessidades de sua
comunidade. Para tratar estas questões, no cotidiano de todas as Bibliotecas (27),
são levantadas as demandas a todo momento, em grande volume . No entanto ,
antes da concepção do Grupo Gestor estas questões ou não eram expressas ou
ocorriam esporadicamente e, quando demandas eram apontadas, não existia uma
área específica para avaliação ou estudo das mesmas. Outra questão diz respeito
ao grande número de demandas que, se tratadas diretamente com a Empresa
desenvolvedora do software, o procedimento se apresentaria infrutífero.
Portanto, considerando os requisitos de qualidade de um software,
alinhados aos objetivos e missão do SBU, o presente trabalho pretende apresentar a
metodologia de trabalho desenvolvida para a execução das atividades do Grupo
Gestor do software corporativo (Sophia) que gerencia os acervos e serviços das
Bibliotecas na Unicamp.

2245

�i

S!mWrio

;,;

Itr.ooNIde

=

:.

IitlhIKal

U"!"',lIi.n.

Gestão do conhecimento: processos e ferramentas
Trabalho completo

2 Revisão de Literatura
De acordo com Soares Neto (1993) , a qualidade de um sistema de
informação depende do atendimento de cinco categorias e seus requisitos:
a) Utilidade, como característica mais relevante, sendo seus requisitos:
necessidade (quando satisfaz as necessidades de informação de quem o
utiliza); confiabilidade; oportunidade; totalidade (a utilidade será tanto maior
quanto mais completa for a satisfação das necessidades do usuário);
b) Utilizabilidade: se oferece condições adequadas para uso pleno de suas
qualidades - facilidade de operação e aprendizado , ergonomia (relação
homem/máquina);
c) Evolução: adaptação quanto ao atendimento de novas necessidades,
mantendo suas características de qualidade - flexibilidade, alterabiblidade,
elasticidade (relativo a volume de dados), portabilidade (capacidade de
interligar a outros ambientes utilizando-se de facilidades de comunicação e
protocolos), cavalo de fazenda (situação de dependência), conectividade;
d) Rentabilidade: recursos financeiros que consome e produz - economia
(recursos humanos, tecnológicos, logísticos e financeiros que consome na
operação de desenvolvimento), vantagem (custo-benefício), viabilidade;
e) Segurança: continuidade (sem interrupções, sem perda de dados etc.),
confidencialidade (processos do sistema de acesso controlados e restritos),
robustez (resistência a situações adversas de operação e uso).
Em acordo com o publicado por Fernandes (2001), as questões
investigativas para averiguar qualidade do software são: funcionalidade e adequação
de uso (se satisfaz o que é apropriado); acuracidade (se faz o que foi proposto de
forma correta); interoperabilidade (se interage com os sistemas especificados) ;
conformidade (se está de acordo com as normas, leis etc.); segurança e
confiabilidade (se evita acesso não autorizado aos dados e é imune a falhas) ;
maturidade, tolerância a falhas e recuperabilidade (frequência que apresenta falhas,
como reage se e é capaz de recuperar dados em caso de falhas) ; usabilidade,
entendimento e operacionalidade (se é fácil aprender de operar e controlar) ;
inteligibilidade (se é fácil entender o conceito e a aplicação) ; eficiência (se é rápido e
preciso) ; desempenho (se o tempo de resposta está adequado (resposta e
velocidade de execução); economicidade (quanto gasta); manutenção (se é fácil de
modificar); análise (se é fácil de rastrear uma falha quando ocorre); alterabilidade (se
é fácil de modificar e adaptar); estabilidade (se há grande risco quando se fazem
alterações); testabilidade (se é fácil testar quando se fazem alterações) ;
portabilidade (se é factível de utilizar outro ambiente) , adaptabilidade (se é fácil
adaptar a outros ambientes); capacidade de instalação (se é fácil instalar em outros
ambientes); conformidade (se está de acordo com padrões de portabilidade.
Para Café et alo (2001), o sucesso da informatização das bibliotecas foi
resultado de uma reflexão sobre as velhas estruturas com vistas a formar uma nova
organização, sendo o tratamento dos materiais bibliográficos revistos com o objetivo
de conceber um processamento integrado e eficiente. Enfatizou que a escolha do
software para gerenciamento de biblioteca deve basear-se na prestação de serviços
de acesso à informação, envolvendo o armazenamento, a identificação, a
localização e a disponibilização de um documento da maneira mais eficiente
possível.

2246

�i

S!mWrio

;,;

Itr.ooNIde

=

:.

IitlhIKal

U"!"',lIi.n.

Gestão do conhecimento: processos e ferramentas
Trabalho completo

Em seu artigo sobre a gestão da qualidade, em 2003, Longo e Vergueiro
enfatizaram a importância de se perceber as organizações dentro de uma visão
integrada para garantir o processo de melhoria contínua em busca da excelência ,
assim como as questões de motivação, de mudança de paradigma e as barreiras
mentais e organizacionais que afetam o desempenho das pessoas nos serviços de
informação. Descreveram a gestão da qualidade como uma filosofia gerencial, que
pressupõem mudanças de atitudes, com objetivo de angariar comprometimento com
o desempenho e o aprimoramento contínuo dos processos.
Para Silveira (2009), as bibliotecas universitárias devem se empenhar no
cumprimento das metas organizacionais e sociais relacionadas ao ensino, pesquisa
e extensão para alcançar seus objetivos.
De acordo com Fadei et aI. (2010), os estudos sobre a informação, o
conhecimento e a inteligência em contextos organizacionais são essenciais para a
constituição da memória organizacional, de políticas de informação, de ambientes e
fluxos informacionais.
Segundo Molina (2010) , quanto mais o colaborador tiver acesso às
informações, maior é a possibilidade de criar novo conhecimento. Neste sentido, a
gestão do Grupo possibilita trabalhar a informação com valor agregado podendo
auxiliar sobremaneira a organização quanto ao acesso, recuperação e disseminação
da informação, assim como na construção de conhecimento por parte de seus
colaboradores.
As organizações necessitam tratar seus colaboradores como parceiros,
cujas potencialidades precisam ser incentivadas e valorizadas, uma vez que todos
os integrantes da organização são as pessoas que se vinculam com os usuários e
com os fornecedores, e são elas que tomam decisões; também são elas que
concebem os produtos e serviços, buscando atender às necessidades dos clientes
(PONJUÁN DUANTE, 2007; apud MORAES; FADEL, 2010) .
Marques Júnior e Albino (2011) apontaram a biblioteca como a que
exerce papel fundamental dentro das universidades na área de gestão de
conhecimento e informação, uma vez que esta facilita o controle e recuperação de
informações essenciais de uma forma eficiente e segura para seus usuários. Quanto
aos principais desafios das organizações, destacaram que "estão concentrados na
gestão de mudanças culturais e comportamentais de seus seres humanos e na
criação de um contexto organizacional propício para criar, utilizar e compartilhar
informação e conhecimento".

3 Materiais e Métodos
Com a substituição do software corporativo gerenciador dos acervos das
Bibliotecas do SBU, a Coordenação do Sistema criou, em janeiro de 2009, o Grupo
Gestor SophiA (GGS). Para a substituição do software corporativo foi constituído um
Grupo de Estudos, composto por profissionais das Bibliotecas das diversas áreas do
conhecimento, com o objetivo de identificar, estudar e avaliar os softwares nacionais,
além de coordenar a avaliação das etapas, elaborar os relatórios finais e, após a
aquisição, coordenar a homologação do software vencedor no pregão, evidenciando
os requisitos - identificados no Edital de aquisição - que atendessem às
necessidades, expectativas e desejo do SBU (FERREIRA et aI. , 2010) . Destacou-se
o cumprindo todas as etapas do processo num período de 71 dias, desde a data da
realização do pregão até o início de produção do SophiA nas Bibliotecas do Sistema.

2247

�i

S!mWrio

;,;

Itr.ooNIde

=

:.

IitlhIKal

U"!"',lIi.n.

Gestão do conhecimento: processos e ferramentas
Trabalho completo

o GGS é composto por três bibliotecários e um analista de sistemas profissionais experientes em catalogação, circulação, tecnologias de informação e
gestão de softwares - que, apesar de demandarem grande parte do seu tempo ao
gerenciamento do sistema , mantém esta ocupação concomitante às atividades de
seus departamentos, que são a Assessoria de Relações Institucionais e as Diretorias
de Tratamento da Informação e de Tecnologia da Informação.
Além das questões práticas do cotidiano de gerenciamento do software,
os membros GGS coordenam os Grupos de Trabalho (Catalogação, Qualidade ,
Circulação, Aquisição, Periódicos, Tombamento e Relatórios) que estudam,
analisam e propõem adequações de rotinas, assim como novas implementações
para o software.
O uso de um sistema coorporativo de gerenciamento dos acervos das 27
bibliotecas da Unicamp (aproximadamente 350 colaboradores, sendo 250
operadores do software) produz cotidianamente diversas ocorrências, em número
bastante significativo, de naturezas variadas, necessitando de suporte, intervenção,
orientação , ajuste/adequação ou conduz a sugestões para aperfeiçoamento do
software . Essas ocorrências demandam verificações e análises para determinar seu
caráter: se de operacionalização do sistema, se administrativa, de configuração, de
adequações ou erros do programa .
Se todos os pleitos de aproximadamente 300 operadores fossem
encaminhados diretamente ao suporte da Empresa Prima Informática,
desenvolvedora do software SophiA, o procedimento se apresentaria improdutivo. A
metodologia adotada é a de que todas as demandas das Bibliotecas do SBU sejam
encaminhadas ao Grupo Gestor que as analisa, sendo sua função verificar o
problema, orientar quando se trata de operação inadequada, intervir nos trâmites ou
configurar das funções , simular e encaminhar a demanda de forma específica e
detalhada à Empresa para reparo de erros, estudar as adequações/ajustes do
sistema ou sugestões de melhorias, assim como comunicar as equipes das
Bibliotecas os resultados das questões tratadas.
Além das demandas atendidas no dia a dia, os Grupos de Trabalho (GTs)
são de extrema importância para o processo, uma vez que propiciam ao GGS
coletar informações para formular as necessidades das Bibliotecas do Sistema,
esclarecer dúvidas, assim como para comunicar alterações, adequações etc. Os
GTs reúnem-se periodicamente, mensalmente no caso dos de Catalogação e
Circulação, e são compostos por um representante de cada Biblioteca do SBU que
trabalha efetivamente na área em suas Unidades, aonde seus membros têm poder
de voto para qualquer decisão referente ao módulo. Nessas reuniões os GTs
recebem do Grupo Gestor informações sobre o andamento de cada demanda,
novidades do software; trocam experiências e propõem procedimentos padronizados
para as Bibliotecas, além de identificar necessidades de alterações e adequações no
software . Hoje, os GTs apresentam-se maduros em sua função , atuando em
objetivos comuns, alcançando resultados consensuais, colocando-se na perspectiva
do outro para satisfazer expectativas mútuas, além de se mostrarem motivados, ter
desenvolvido habilidade para tomar as decisões necessárias e manter comunicação
constante. Assim , os GTs proporcionam o gerenciamento integrado, tanto do
software quanto dos procedimentos do SBU .
Desta forma , os membros das equipes das Bibliotecas têm oportunidade
de argumentar, ter suas idéias ouvidas e plenamente atendidas, sendo o resultado
final maior que a soma das contribuições individuais.

2248

�i

S!mWrio

;,;

Itr.ooNIde

=

:.

IitlhIKal

U"!"',lIi.n.

Gestão do conhecimento: processos e ferramentas
Trabalho completo

Com as demandas recebidas (das equipes das Bibliotecas, dos GTs ou
dos usuários finais) , o Grupo Gestor procura condensar os quesitos de forma a
objetivar a melhoria contínua da qualidade do software e da prestação de seus
produtos e serviços do SBU . Para tanto, unindo o conhecimento e experiência
profissional de cada um de seus membros nos diferentes módulos, o GGS mantém
um trabalho que procura :
a) assumir responsabilidades e objetivos sistêmicos (padrões) do SBU ;
b) manter comunicação constante;
c) investir e aperfeiçoar a capacitação das equipes das Bibliotecas;
d) estabelecer planos e procedimentos claros e exeqüíveis;
e) focalizar o gerenciamento de requisitos;
f) identificar, acompanhar e resolver questões demandadas;
g) gerenciar a configuração : alterações e adequações identificadas;
h) acompanhar e monitorar o processo de desenvolvimento na execução e nos
resultados (se está sendo feito e como está sendo feito) ;
i) efetuar medições e aferir a execução do software, focalizando a prevenção
(causas comuns de problemas que devem ser eliminadas a curto prazo) ;
j) trabalhar em ações corretivas quando há desvios do planejado coletivamente ;
k) avaliar características e funcionalidade do sistema ;
I) buscar atualização tecnológica ;
m) administrar a qualidade do software ;
n) identificar, estudar e propor novas implementações que contemplem as
necessidades pontuais e específicas dos acervos, produtos e serviços do SBU .

4 Resultados
As demandas das Bibliotecas do SBU , recebidas pelo Grupo Gestor por
meio de mensagens instantâneas, emailsetelefonemas, ocorrem diariamente. No
início da implantação do software, nos primeiros meses do início de 2009, estas
ocorrências demandaram dedicação exclusiva da equipe do GGS à atividade de
'helpdesk'. Com o tempo, os operadores adquiriram maior experiência na
usabilidade do sistema e estas demandas diminuíram para aproximadamente dez
ocorrências diárias; na sua grande maioria para esclarecimentos de dúvidas e
orientações.
Somente nos dois primeiros meses de 2012 , o GGS processou, além das
operações mais triviais, 2.257 exclusões de usuários inativos, 2.504 correções de
cadastros de usuários, 15.955 importações de ebooks e extração de toda Base
Acervus (885 .887 exemplares) para alimentação do metabuscador. De fevereiro de
2009 a dezembro de 2011 , o Grupo Gestor executou 86 .370 intervenções no
software (média de 140 operações/dia), sendo 15.728 de operações envolvendo
configurações e manutenção de tabelas, com média de 15 processamentos/dia . No
mesmo período foram registradas 424 ocorrências encaminhadas pelo GGS à Prima
Informática, conforme figura abaixo .

2249

�Gestão do conhecimento: processos e ferramentas

i

S!mWrio

;,;

Itr.ooNIde

=

:.

IitlhIKal

U"!"',lIi.n.

Trabalho completo

o corrê n das

. Acom pa nh am entofEs,cl a reei mento de dúvida,s

O Adequação

O Erro do si,stema

• SugeHí5e,s pa ra m elhori a do s i,stem a

Figura 1 - Ocorrências Unicamp - Prima Informática

Apesar de 47% destas ocorrências apontarem 'erro do sistema', as
mesmas podem ser consideradas de pequena monta, ou seja, de pequenos
problemas pontuais, sendo as correções aplicadas rapidamente, geralmente em
poucas horas, pela Empresa. Importante destacar que toda intervenção no software,
da mais simples a mais complexa, assim como as implementações e atualizações,
são testada e validada pelo GGS e imediatamente comunicadas a todas as
bibliotecas,

5 Considerações finais
A criação do Grupo Gestor e a metodologia de trabalho desenvolvida e
aplicada têm se mostrado acertivas, uma vez que o Sistema de Bibliotecas
apresenta-se mais fortalecido , trabalhando de forma mais corporativa. A experiência
tem demonstrado que esta forma de gerenciar todos os aspectos referentes ao
software, assim como os produtos e serviços que dele podem ser extraídos, tendo
como ponto forte as decisões balizadas pelos Grupos de Trabalho, atende
amplamente as necessidades do SBU , pois as melhorias são frutos de trabalho
integrado e cooperativo por parte dos colaboradores de todas as Bibliotecas do
Sistema.
A intermediação entre os operadores do software e a Empresa
desenvolvedora do SophiA se apresenta proveitosa, tanto para o SBU quanto para a
Prima Informática, pois trabalha-se com prioridades, de maneira compartilhada, onde
os resultados são apresentados de forma rápida e consistente, proporcionando
assim maior satisfação, tanto daqueles que operam o software quanto dos usuários
finais .
As questões mais triviais das Bibliotecas são respondidas prontamente
pelo GGS, sendo o encaminhamento de demandas à Empresa restrito a elementos
mais elaborados - oferecendo-lhe mais espaço e tempo para dedicação nas
ocorrências que demandam desenvolvimentos mais complexos. Merece destaque a
confiabilidade que a equipe da Prima tem demonstrado no atendimento às
demandas dos profissionais do SBU nas questões relativas ao software.

2250

�i
;,;

=

:.

Gestão do conhecimento: processos e ferramentas
S!mWrio
Itr.ooNIde
IitlhIKal

U"!"',lIi.n.

Trabalho completo

As linhas de ação do Grupo Gestor são pautadas no planejamento,
atribuição de papéis, validação, divulgação, controle e avaliação para todos os
requisitos do software, com a finalidade de gerenciar o plano de trabalho, conflitos,
escopo, riscos, comunicação, documentação, qualidade e métricas, além de
desenvolver ações corretivas e preventivas.
Avaliando a metodologia empregada, após mais de dois anos de atuação,
de um Grupo Gestor que cuida dos interesses da Instituição com empenho em
realizar na prática os objetivos exeqüíveis, esta apresenta resultados eficientes, uma
vez que o GGS foi criado tendo como principal função acompanhar e tomar
providências sobre todos os assuntos que dizem respeito ao software Sophia ; atua
como catalisador das propostas e encaminhamento dos processos, sendo uma
ponte entre o fornecedor, as bibliotecas e comunidade usuária.

Referências
CAFÉ, Lígia; SANTOS, Christophe dos, MACEDO, Flávia . Proposta de um método
para escolha de software de automação de bibliotecas. Ciência da Informação,
Brasília, v.30, n.2, p.70-9, 2001 . Disponível em :
&lt;http://www.scielo.br/pdf/ci/v30n2/6213.pdf&gt; . Acesso em: 7 abr. 2012 .
FADEL, Bárbara et aI. Gestão, mediação e uso da informação. In: VALENTIM, Marta
(Org) . Gestão, mediação e uso da informação. Editora Unesp, 2010 . p.13-31 .
Disponível em : &lt;http://books.scielo.org&gt;. Acesso em : 7 abr. 2012 .
FERNANDES , Almir. Administração inteligente: novos caminhos para as
organizações do século XXI. São Paulo: Futura, 2001 . 358p.
FERREIRA, Danielle Thiago et aI. A seleção de software para gerenciamento de
biblioteca : a experiência do Sistema de Bibliotecas da Unicamp. In: SEMINÁRIO
NACIONAL DE BIBLIOTECAS UNIVERSITÁRIAS,16., 2010, Rio de Janeiro. [Anais
eletrônicos... ] Rio de Janeiro, RJ: UFRJ , 2010 . Disponível em:
&lt;http://www.gapcongressos.com .br/eventos/z0070/trabal hos/final_397. pdf&gt; . Aceso
em 20 fev. 2011 .
LONGO, Rose Mary Juliano; VERGUEIRO, Waldomiro. Gestão da qualidade em
serviços de informação do setor público : características e dificuldades para sua
implantação. Revista Digital de Biblioteconomia e Ciência da Informação,
Campinas, v.1, n.1, p.39-59, 2003. Disponível em:
&lt;http://www.sbu.unicamp.br/seer/ojs/index. ph p/sbu _rci/article/viewFile/286/166&gt; .
Acesso em : 7 abr. 2012.
MARQUES JÚNIOR, Euro. Gestão do conhecimento e recursos humanos em
bibliotecas universitárias brasileiras e portuguesas. Revista Brasileira de
Biblioteconomia e Documentação, Nova Série, São Paulo, v.7, n.1, p. 74-89,
jan./jun. 2011 .

2251

�i
;,;

=

:.

Gestão do conhecimento: processos e ferramentas
S!mWrio
Itr.ooNIde
IitlhIKal

U"!"',lIi.n.

Trabalho completo

MOLlNA, Letícia Gorri. Tecnologias de informação e comunicação para gestão da
informação e do conhecimento: proposta de uma estrutura tecnológica aplicada aos
portais corporativos. In : VALENTIM , Marta (Org). Gestão, mediação e uso da
informação. Editora Unesp, 2010. p.143-167. Disponível em:
&lt;http://books.scielo.org&gt; . Acesso em : 7 abro2012 .
MORAES, Cássia Regina Bassan de; FADEL, Bárbara. Gestão do conhecimento
nas organizações: perspectivas de uso da Metodologia Sistêmica Soft (Soft Systems
Methodology). In: VALENTIM , Marta (Org). Gestão, mediação e uso da
informação. Editora Unesp, 2010 . p.33-57. Disponível em : &lt;http://books.scielo.org&gt; .
Acesso em : 12 abr. 2012 .
SILVEIRA, Júlia Gonçalves da. Gestão de recursos humanos em bibliotecas
universitárias: reflexões. Ciência da Informação, Brasília , v.38, n.2, p.126-141,
maio/ago. 2009.
SOARES NETO, Horácio Oliveira . Análise vital de sistemas. Rio de Janeiro:
Datamec, 1993. 299p.

2252

�</text>
                  </elementText>
                </elementTextContainer>
              </element>
            </elementContainer>
          </elementSet>
        </elementSetContainer>
      </file>
    </fileContainer>
    <collection collectionId="49">
      <elementSetContainer>
        <elementSet elementSetId="1">
          <name>Dublin Core</name>
          <description>The Dublin Core metadata element set is common to all Omeka records, including items, files, and collections. For more information see, http://dublincore.org/documents/dces/.</description>
          <elementContainer>
            <element elementId="50">
              <name>Title</name>
              <description>A name given to the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51396">
                  <text>SNBU - Edição: 17 - Ano: 2012 (UFRGS - Gramado/RS)</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="49">
              <name>Subject</name>
              <description>The topic of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51397">
                  <text>Biblioteconomia&#13;
Documentação&#13;
Ciência da Informação&#13;
Bibliotecas Universitárias</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="41">
              <name>Description</name>
              <description>An account of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51398">
                  <text>Tema: A biblioteca universitária como laboratório na sociedade da informação.</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="39">
              <name>Creator</name>
              <description>An entity primarily responsible for making the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51399">
                  <text>SNBU - Seminário Nacional de Bibliotecas Universitárias</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="45">
              <name>Publisher</name>
              <description>An entity responsible for making the resource available</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51400">
                  <text>UFRGS</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="40">
              <name>Date</name>
              <description>A point or period of time associated with an event in the lifecycle of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51401">
                  <text>2012</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="44">
              <name>Language</name>
              <description>A language of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51402">
                  <text>Português</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="51">
              <name>Type</name>
              <description>The nature or genre of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51403">
                  <text>Evento</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="38">
              <name>Coverage</name>
              <description>The spatial or temporal topic of the resource, the spatial applicability of the resource, or the jurisdiction under which the resource is relevant</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51404">
                  <text>Gramado (Rio Grande do Sul)</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
          </elementContainer>
        </elementSet>
      </elementSetContainer>
    </collection>
    <itemType itemTypeId="8">
      <name>Event</name>
      <description>A non-persistent, time-based occurrence. Metadata for an event provides descriptive information that is the basis for discovery of the purpose, location, duration, and responsible agents associated with an event. Examples include an exhibition, webcast, conference, workshop, open day, performance, battle, trial, wedding, tea party, conflagration.</description>
    </itemType>
    <elementSetContainer>
      <elementSet elementSetId="1">
        <name>Dublin Core</name>
        <description>The Dublin Core metadata element set is common to all Omeka records, including items, files, and collections. For more information see, http://dublincore.org/documents/dces/.</description>
        <elementContainer>
          <element elementId="50">
            <name>Title</name>
            <description>A name given to the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="64472">
                <text>Gestão de software cooporativo: experiência do grupo.</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="39">
            <name>Creator</name>
            <description>An entity primarily responsible for making the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="64473">
                <text>Ceccotti, Heloisa Maria; Vicente, Gilmar; Eliel, Oscar; Sae, Marcos Dario Garcia; Vicentini, Luiz Atílio</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="38">
            <name>Coverage</name>
            <description>The spatial or temporal topic of the resource, the spatial applicability of the resource, or the jurisdiction under which the resource is relevant</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="64474">
                <text>Gramado (Rio Grande do Sul)</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="45">
            <name>Publisher</name>
            <description>An entity responsible for making the resource available</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="64475">
                <text>UFRGS</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="40">
            <name>Date</name>
            <description>A point or period of time associated with an event in the lifecycle of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="64476">
                <text>2012</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="51">
            <name>Type</name>
            <description>The nature or genre of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="64478">
                <text>Evento</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="41">
            <name>Description</name>
            <description>An account of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="64479">
                <text>No dia a dia, o uso de um software coorporativo de gerenciamento de bibliotecas produz inúmeras ocorrências das mais variadas natureza, que necessitam de intervenção, orientação, ajuste/adequação. Essas ocorrências demandam verificações e análises para determinar de que ordem são: se de operacionalização do sistema, se administrativa, de configuração, ou de adequações ou erros do programa. Composto por 27 Bibliotecas, o Sistema de Bibliotecas da Unicamp (SBU) apresenta um número de demandas bastante significativo. Se todos os pleitos fossem encaminhados diretamente ao suporte da Empresa produtora do software a metodologia seria improdutiva; assim, todas as requisições das Bibliotecas do SBU são encaminhadas ao Grupo Gestor (GG) que as analisa, sendo sua função verificar o problema, orientar quando se trata de operação inadequada, intervir nos trâmites ou configurar funções, assim como simular e encaminhar a demanda de forma específica e detalhada à Empresa para reparo de erros, adequações/ajustes do sistema ou sugestões de melhorias. Este Grupo foi criado em janeiro de 2009 e é composto por três bibliotecários e um analista de sistemas. A experiência tem demonstrado que este formato de gestão atende satisfatoriamente as necessidades do SBU, pois trabalha-se com prioridades, de forma compartilhada, sendo as decisões balizadas pelos GTs, que reúnem-se periodicamente. Portanto, o presente trabalho objetiva apresentar a metodologia de trabalho desenvolvida para a execução das atividades do Grupo Gestor do software SophiA na Unicamp.</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="44">
            <name>Language</name>
            <description>A language of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="69566">
                <text>pt</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
        </elementContainer>
      </elementSet>
    </elementSetContainer>
  </item>
  <item itemId="6066" public="1" featured="0">
    <fileContainer>
      <file fileId="5130">
        <src>http://repositorio.febab.org.br/files/original/49/6066/SNBU2012_205.pdf</src>
        <authentication>d33ad980f563f09d43659d9a94712cf0</authentication>
        <elementSetContainer>
          <elementSet elementSetId="4">
            <name>PDF Text</name>
            <description/>
            <elementContainer>
              <element elementId="92">
                <name>Text</name>
                <description/>
                <elementTextContainer>
                  <elementText elementTextId="64471">
                    <text>Gestão do conhecimento: processos e ferramentas
i! """"'"
MaooNlck

~

=

:,

IiWitt.UJ

1I....111~

Trabalho completo

IMPLANTAÇÃO DO PROGRAMA DE GESTÃO DO
CONHECIMENTO NO SISTEMA DE BIBLIOTECAS (SiBi) DA
UNIVERSIDADE FEDERAL DO PARANÁ (UFPR)
Claudia Regina Camargo', Kételi Wizenffar, Paula Carina de
Araújo3, Selma Regina Ramalho Conte4, Suzana Zulpo Pereira5
1

Especialista em Gestão de Pessoas (UFPR), Bacharel em Administração (UFPR) , Técnica
em informática , Universidade Federal do Paraná , Curitiba , PR

2 Especialista em Gestão de Pessoas (UFPR) , Bacharel em Gestão da Informação (UFPR) ,
Bacharel em Biblioteconomia e Documentação (UFPR) , Bibliotecária - Universidade Federal do
Paraná, Curitiba , PR

3Mestre em Ciência , Gestão e Tecnologia da Informação (UFPR) , Bibliotecária- Hab. Gestão
da Informação (UDESC) , Universidade Federal do Paraná , Curitiba , PR
4Especialista em Gestão de Bibliotecas (UFPR), Bacharel em Biblioteconomia e
Documentação (UNESP) , Coordenadora do Programa de Gestão do Conhecimento do SiBi/UFPR,
Universidade Federal do Paraná , Curitiba, PR
5Especialista em Gestão Estratégica (UFPR) , Bibliotecária - Hab. Gestão da Informação
(UDESC), Universidade Federal do Paraná , Curitiba, PR

Resumo
Apresenta um relato de experiência do Sistema de Bibliotecas (SiBi) da
Universidade Federal do Paraná (UFPR) que busca , por meio da gestão do
conhecimento (GC), integrar os processos de criação e compartilhamento de
informação e conhecimento . Descreve a implantação do Programa de Gestão do
Conhecimento (PGC) do SiBi/UFPR, bem como as ações já realizadas e as metas
para o futuro . Indica a criação de comissões de trabalho voltadas para o
desenvolvimento de ações específicas como método utilizado para o
desenvolvimento do programa e sua efetivação. O PGC tem importantes
realizações , como: aplicação de um questionário para conhecer o capital intelectual
do SiBi,
formação de grupos de trabalho, criação e publicação de boletim
informativo, agenda de reuniões e eventos e desenvolvimento de um protótipo do
Portal Corporativo. Como desafios para o futuro apresentam-se: criação do mapa do
conhecimento, implementação do Portal Corporativo, disponibilização de
documentação administrativa e da produção científica dos servidores e a promoção
contínua de cursos e palestras para a capacitação dos servidores. O PGC foi
planejado de modo a estar presente no SiBi/UFPR continuamente. Seu reflexo já
pode ser percebido e a tendência é seu aumento constante.

Palavras-Chave:
Gestão do conhecimento; Compartilhamento de informação e conhecimento;
Portal corporativo; Grupos de trabalho.

2232

�Gestão do conhecimento: processos e ferramentas
i! """"'"
MaooNlck

~

=

:,

IiWitt.UJ

1I....111~

Trabalho completo

Abstract
It presents the experience relate of the Sistema de Bibliotecas (SiBi) from the
Universidade Federal do Paraná (UFPR) that aims, by the knowledge management
(KM), to integrate the process of creation and sharing of knowledge and information .
It describes the implantation of the Knowledge Management Program (KMP) of the
SiBi/UFPR, as well as the actions already taken and the goals for the future. It
indicates the creation of working committees focused on the development of specific
actions as a methods used for program development and its execution . The KMP has
important accomplishments such as: application of a questionnaire to know
the intellectual capital of Sibi , formation of working groups, creating and publishing a
informative bulletin, calendar of meetings and events and developing a prototype of
the
corporate
portal. The
future challenges are: the knowledge
map creation, implementation of the Corporate Portal , providing administrative
documentation and the scientific production from the collaborator and the continued
promotion of courses and lectures to increase the capacitation of the
workers. The KMP
was
planned in
order
to be
present
in
the Sibi/UFPR continuously. Its reflection can already be seen and the trend is to rise
constantly.
Keywords:
Knowledge management; Information and knowledge sharing ; Corporate
portal ; Working group.
1 Introdução
A biblioteca , entendida como um local de disseminação da informação e
produção do conhecimento, não pode ficar a margem dos processos de
desenvolvimento de sua própria organização e de seu capital intelectual.
O desafio para as organizações está na adequação de sua cultura, de modo
que se crie um clima propício à inovação e à criatividade, atingindo sua melhor
produtividade (MATOS; LOPES, 2008); às mudanças e ao aprendizado , usando o
conhecimento de forma compartilhada (DUDZIAK; VILLELA; GABRIEL, 2002) .
A implantação de um programa de gestão interna do conhecimento dentro de
uma organização (DUDZIAK; VILLELA; GABRIEL, 2002) requer a participação ativa
de seus membros em todas as etapas, assim como no seu desenvolvimento e
crescimento, um programa para valorizar as pessoas e não apenas os processos
que desempenham (CONTE et a/. , 2009a).
Com a aplicação de processos sociais para compartilhamento (CHOO , 2006)
e desenvolvimento do conhecimento interno à organização , o Programa de Gestão
do Conhecimento (PGC) para o Sistema de Bibliotecas (SiBi) da Universidade
Federal do Paraná (UFPR) foi implantado para consolidar e fortalecer o SiBi como
organização que valoriza o conhecimento gerado por seus colaboradores (CONTE
et ai., 2009b).
Consolidar no sentido de estabelecer políticas e diretrizes imparciais, não
apenas como apoio ao ensino, à pesquisa e à extensão, mas também na
qualificação e motivação de seus servidores (CONTE et aI., 2009a), no acesso aos

2233

�Gestão do conhecimento: processos e ferramentas
i! """"'"
MaooNlck

~

=

:,

IiWitt.UJ

1I....111~

Trabalho completo

recursos intangíveis (TAKEUCHI ; NONAKA, 2008), na padronização de ações, e no
gerenciamento eficaz dos processos e rotinas. Fortalecer de forma a aplicar suas
políticas e diretrizes uniformemente, compartilhar a eficiência atingida , envolver os
servidores na aplicação das ações e no gerenciamento dos processos e rotinas
(CONTE et aI., 2009a) .
O comprometimento com as ações e com sua aplicação trás credibilidade e
reconhecimento, não só no ambiente organizacional onde está inserido o SiBi, mas
também entre seus pares e sua comunidade.
Tendo em vista a valorização do conhecimento organizacional de que o
SiBi/UFPR dispõe e a necessidade de compartilhar o que tem sido feito até o
momento, apresenta-se como objetivo geral, descrever o processo de implantação
do PGC do SiBi/UFPR, bem como as ações já realizadas e as metas para o futuro .
Para atender a este objetivo apresenta-se referencial teórico sobre gestão do
conhecimento (GC), seguido da descrição do caminho percorrido até a apresentação
e implantação do PGC . Por fim , são expostos os resultados e as considerações
parciais, e são apontadas as próximas ações a serem desenvolvidas.

2 Gestão do Conhecimento
Soluções inovadoras têm sido buscadas pelas organizações cada vez mais
tendo em vista a grande competitividade que hoje se apresenta no mercado. E, para
estar à frente , uma das práticas e também um dos desafios para as organizações
têm sido o de transformar o conhecimento de seus colaboradores em conhecimento
organizacional.
De acordo com Nonaka e Takeuchi (1997, p. 7) o conhecimento pode ser
explícito ou tácito. O conhecimento explícito, o qual é facilmente compartilhado entre
as pessoas, é aquele que "pode ser expresso por afirmações gramaticais,
expressões matemáticas, especificações, manuais e assim por diante." Já o
conhecimento tácito é "o conhecimento pessoal incorporado à experiência individual
e envolve fatores intangíveis como, por exemplo, crenças pessoais, perspectivas e
sistemas de valor".
Segundo os mesmos autores, ocorrem quatro modos de conversão de
conhecimento tácito em explícito : de tácito para tácito (socialização) ; de tácito para
explícito (externalização); de explícito para explícito (combinação) ; e de explícito
para tácito (internalização).
Para que as organizações possam integrar de forma eficaz os processos de
criação e construção do conhecimento e a tomada de decisões é indispensável o
estabelecimento de ações voltadas à gestão da informação e do conhecimento. Tais
ações, para serem aplicadas com eficiência , precisam de um ambiente favorável e
receptível , bem como uma cultura organizacional voltada para compartilhamento de
informação e conhecimento. E para que isso aconteça , é fundamental a participação
das pessoas aliada à Tecnologia de Informação e Comunicação (CONTE et aI. ,
2009a) .
A gestão do conhecimento (GC), para Nonaka e Takeuchi (1997), é um
processo que cria continuamente novos conhecimentos, os dissemina e os perpetua
por toda organização . É, também , um fator de integração e compartilhamento dentro

2234

�Gestão do conhecimento: processos e ferramentas
i! """"'"
MaooNlck

~

=

:,

IiWitt.UJ

1I....111~

Trabalho completo

de uma organização, pois cria valor a partir dos bens intangíveis. Pode-se atingir
este objetivo por meio das práticas de GC, as quais são interligadas e são partes de
um mesmo processo, e possibilitam um ambiente propício ao compartilhamento e
criação do conhecimento.
As práticas de GC orientam as organizações para a elaboração de seus
sistemas de gestão do conhecimento. Dentre essas práticas pode-se citar: Educação
corporativa, Portais cooperativos de conhecimento, Memória organizacional, Mapa
do conhecimento, E-business, Benchmarking , Comunidades de prática , Sistemas de
informação, Gestão de pessoas alinhadas à criação do conhecimento e Gestão de
conversas. (SCHLESINGER, et aI. 2008).
Para que um programa de GC alcance seus objetivos, é fundamental o apoio
e participação da alta gerência bem como o engajamento de todos os colaboradores
da organização , pois embora a tecnologia auxilie na captura , organização ,
codificação, armazenagem e disseminação do conhecimento, são as pessoas que o
criam .

3 Trajetória Metodológica
A iniciativa de implantar um programa de gestão do conhecimento no
SiBi/UFPR surgiu a partir de um artigo apresentado no Painel de Biblioteconomia de
Santa Catarina em 2009, cujo objetivo era propor o desenvolvimento de um
ambiente organizacional voltado ao compartilhamento de informação e
conhecimento entre os servidores do SiBi (ARAÚJO; PEREIRA; OLIVEIRA, 2010).
Essa proposta é validada em plenária pela Diretora e demais Chefias das
Unidades do SiBi. Forma-se, então, uma comissão para formulação da Proposta de
Implantação do Programa de Gestão do Conhecimento para o SiBilUFPR. Nesta
primeira formação foram reunidos profissionais envolvidos em projetos relativos ao
capital intelectual do SiBi, compondo uma equipe multidisciplinar no desempenho de
diversas funções pertinentes ao SiBi, contando, ainda, com a colaboração de um
profissional da Pró-Reitoria de Gestão de Pessoas (PROGEPE) (CONTE et aI.,
2009a).
Pretende-se proporcionar melhorias na comunicação, qualidade de vida,
qualidade do trabalho, facilidade de acesso aos documentos e informações,
compartilhamento de conhecimento e memória institucional.
O projeto passou, ainda , pelo crivo do Comitê de Ética da UFPR, seguindo as
formalidades estabelecidas para o desenvolvimento de pesquisas na instituição,
especialmente, pela necessidade da aplicação de um questionário, cujo objetivo é
conhecer um pouco mais os servidores do SiBi.
O próximo passo foi apresentar o PGC a todos os servidores das bibliotecas
do SiBi enfatizando a importância da participação de cada um no desenvolvimento
do Programa, por meio de uma breve explanação, já com a logomarca estabelecida
e o e-mail corporativo da Comissão.
No decorrer do ano de 2010, uma Carta de Apresentação do PGC foi enviada
a todos os servidores do SiBi detalhando seus objetivos, justificando sua importância
e incentivando a participação . Em seguida , foram iniciadas visitas às bibliotecas do
SiBi pelos integrantes da Comissão visando a sensibilização das pessoas em

2235

�Gestão do conhecimento: processos e ferramentas
i! """"'"
MaooNlck

~

=

:,

IiWitt.UJ

1I....111~

Trabalho completo

relação ao Programa, aplicação do questionário "Conhecendo o Capital Intelectual
do SiBi", cujos dados consolidarão o Mapa do Conhecimento , assim como a
autorização individual para figurar no mapa.
Para favorecer a execução de todas as ações levantadas no PGC , tornou-se
necessária a ampliação da equipe de trabalho. Em meados de 2010, com o apoio da
direção do SiBi , foram criadas comissões de trabalho específicas para cada item do
Programa , intituladas Subcomissões:
a) Subcomissão de Multimídia
b) Subcomissão de Repositórios
c) Subcomissão do Portal Corporativo
d) Subcomissão do Mapa do Conhecimento
e) Subcomissão de Investigação Científica
f) Subcomissão de Produção Científica e Documentos Administrativos
g) Subcomissão de Eventos
Na mesma ocasião foram também constituídas outras oito comissões de
trabalho do SiBi - Acessibilidade, Bibliografia Básica, Comutação Bibliográfica,
Conservação Preventiva e Restauração, Educação de Usuários, Relatórios, Serviço
de Referência e Informação, e Sinalização - além daquelas já existentes antes da
implantação do PGC : Normas Técnicas, Bibliotecas Digitais, Circulação, Periódicos,
Preparo Técnico, Formação e Desenvolvimento de Coleções, Portal da Informação,
Software de Gerenciamento de Bibliotecas e Programa de Gestão do Conhecimento.
Algumas subcomissões iniciaram seus trabalhos no segundo semestre de
2010, mas somente no início de 2011 é que todas foram formalmente constituídas.
Estas equipes se reúnem a cada 15 ou 30 dias, diversificando as reuniões nas várias
bibliotecas distribuídas nos vários campi da UFPR, e estas reuniões são abertas à
participação de todos os servidores do SiBi. Acredita-se que a formação das
comissões tem proporcionado uma melhoria dos processos, das rotinas de trabalho
e da integração do SiBi com um todo.
Cabe destacar que em 2011 a Subcomissão de Eventos passou a ser uma
comissão de trabalho sendo, então, denominada Comissão de Eventos, uma vez
que seu desempenho e envolvimento passou a abranger todo o SiBi e não apenas o
PGC.
O SiBi conta com 192 servidores, distribuídos por 15 bibliotecas,
geograficamente dispersas, sendo três delas fora de Curitiba, PR. Portanto, fica
claro que uma maior integração entre as diferentes unidades e seus servidores se
torna cada dia mais necessária , tanto pela possibilidade de compartilhamento de
conhecimento quanto pela necessidade de uniformização dos produtos e serviços
oferecidos para a comunidade acadêmica da UFPR.

4 Programa de Gestão do Conhecimento do SiBi: resultados parciais

O programa foi estruturado com o objetivo geral de implantar o PGC no SiBi a
partir de uma cultura organizacional voltada ao compartilhamento da informação e
do conhecimento tendo como sua principal ferramenta o Portal Corporativo. Desta
forma , o direcionamento de uma cultura organizacional voltada para esse objetivo foi

2236

�Gestão do conhecimento: processos e ferramentas
i! """"'"
MaooNlck

~

=

:,

IiWitt.UJ

1I....111~

Trabalho completo

essencial para a execução do projeto.
Os objetivos específicos delineados para o PGC foram os seguintes:
Promover cursos sobre gestão do conhecimento, da informação e de
documentos enfatizando a importância do capital intelectual nas
organizações e seu compartilhamento; cursos que supram as necessidades
de informação e capacitação entre os servidores do SiBi; - Identificar o
capital intelectual, as atividades e as necessidades de informação entre os
servidores ; - Montar o mapa do conhecimento do SiBi ; - Padronizar rotinas
de documentação e registro de atividades técnico-científicas das quais
tenham participado servidores do SiBi ; - Estabelecer a gestão da informação
do SiBi ; - Identificar ferramentas colaborativas que possam ser úteis à
integração dos servidores do SiBi ; - Promover o uso das ferramentas
colaborativas dentro do SiBi. (CONTE et ai., 2009a, p.3).

O PGC do SiBilUFPR foi implantado logo após sua aprovação e vem
colhendo frutos desde então. Pode-se afirmar que o resultado mais notável do PGC
foi a criação dos grupos de trabalho que visou a divisão das atividades e integração
de mais pessoas ao Programa.

4.1 Comissões e subcomissões

Para a implantação do PGC, o SiBi formou 2 comissões e 6 subcomissões.
Descrevem-se os objetivos das comissões e subcomissões, as ações realizadas e
ações em andamento.

4.1.1 Comissão para implantação do PGC no SiBi

a) Objetivo geral: Implantar o PGC no SiBi.
b) Ações Realizadas : logomarca do programa; e-mail corporativo&lt;pgc@ufpr.br&gt;;
submissão ao Comitê de Ética da UFPR; visita às bibliotecas do SiBi; promoção
das palestras: Gestão do Conhecimento e Cultura Organizacional; conferências
on-line; formação de comissões e subcomissões; AgendaSiBi (on-line) ;
BoletimSiBi.

4.1.2 Comissão de Eventos

a) Objetivo geral: Organizar eventos destinados à capacitação, confraternização e
integração dos servidores do SiBi.
b) Eventos organizados e realizados: Confraternização do Dia do Bibliotecário
2011; palestra "Gestão do Conhecimento" com pro~. Ora. Kira Tarapanoff; Festa
Junina; V Seminário de Integração Profissional do SiBi - SIP; enquete on-line
para avaliação do SIP; palestra "Cultura Organizacional"; Semana do Livro e da
Biblioteca; treinamento para conserto de livros (3 turmas até o momento);

2237

�Gestão do conhecimento: processos e ferramentas
i! """"'"
MaooNlck

~

=

:,

IiWitt.UJ

1I....111~

Trabalho completo

enquete on-line para o Programa de Capacitação Permanente do SiBi 2012 ;
Confraternização de Encerramento ; elaboração do Programa de Capacitação do
SiBi 2012 e Confraternização do Dia do Bibliotecário 2012 .

4.1.3 Subcomissão de Multimídia

a) Objetivos: Buscar soluções tecnológicas (informática e multimídia) para que as
comissões e subcomissões possam executar seus trabalhos de maneira
satisfatória . O trabalho desta comissão é sob demanda.
b) Ações realizadas: Compra de equipamentos para a primeira sala de
videoconferência do SiBi (Biblioteca Central) ; aquisição de filmadora para registro
audiovisual ; aquisição de gravador para registros de áudio (reuniões, entrevistas,
etc) e aquisição de fones com microfones para reuniões on-line.

4.1.4 Subcomissão de Investigação Científica - Narrativas / Grupos de Estudos

a) Objetivo: Identificar aspectos da cultural organizacional, expenencias e
históricos; promover um espaço para a fusão de ideias e discussão de temas
relacionados às atividades desenvolvidas no SiBi.
b) Ações propostas: intercâmbio do conhecimento; identificação de afinidades
temáticas; promoção quantitativa e qualitativa da produção científica ;
participação em eventos e publicação em periódicos; potencialização dos
recursos intangíveis e o fomento a produção do conhecimento (busca de
soluções e inovações); formação de grupos de estudos.

4.1.5 Subcomissão de Produção Científica e Documentos Administrativos

a) Objetivo: resgatar a produção científica e os documentos técnico-administrativos
produzidos pelos servidores do SiBi.
b) Ações propostas: permitir o acesso à produção científica de todos os servidores
do SiBi (monografias de graduação e especialização, dissertações de mestrado,
teses de doutorado, artigos de periódicos, artigos e resumos de trabalhos
apresentados em eventos científicos) ; permitir o acesso à documentação técnicoadministrativa produzida no âmbito do SiBi (manuais de procedimentos,
regimentos de comissões, atas de reuniões, relatórios, portarias, normas
internas, e outros.); facilitar a pesquisa científica e ampliar os conhecimentos
desenvolvidos a partir de trabalhos já realizados; apoiar o processo de
elaboração de diretrizes e procedimentos técnico-administrativos.

2238

�Gestão do conhecimento: processos e ferramentas
i! """"'"
MaooNlck

~

=

:,

IiWitt.UJ

1I....111~

Trabalho completo

4.1.6 Subcomissão de Repositórios

a) Objetivo: Centralizar, tornar acessível, preservar e disseminar a produção
científica, políticas, regulamentos e normas técnico-administrativas em um
repositório digital a ser disponibilizado no Portal Corporativo do SiBi.
b) Ação proposta: Armazenar documentos pertinentes ao SiBi.

4.1.7 Subcomissão do Portal Corporativo

a) Objetivo: apresentar-se como a principal ferramenta do PGC/SiBi. Com ele
pretende-se centralizar, preservar, tornar acessível , padronizar e disseminar as
informações dentro do SiBi.
b) Ações propostas: compreender as seguintes ferramentas : BoletimSiBi,
AgendaSiBi, Conferências On-Line, Blog, Fórum , informações sobre o Programa
de Capacitação Permanente e Seminário de Integração Profissional , além do
Mapa do Conhecimento .
c) Ações em desenvolvimento: em março de 2011 , foi lançada a AgendaSiBi , e
em junho do mesmo ano o BoletimSiBi, instrumento que procura divulgar ações e
eventos no SiBi , além de mostrar um pouco mais sobre os seus servidores e
bibliotecas. É destinado aos servidores, sendo encaminhado via correio
eletrônico. Ambas as ferramentas serão divulgadas pelo Portal Corporativo, cujo
protótipo está em desenvolvimento.

4.1.8 Subcomissão do Mapa do Conhecimento

a) Objetivo geral: Criar e manter o mapa do conhecimento do SiBi.
b) Ações realizadas: apresentações do PGC ; reunião e análise dos questionários;
definição de categorias para o mapa ; aplicação do questionário "Conhecendo o
Capital Intelectual do SiBi".

4.2 Comissões e subcomissões: uma experiência que deu certo

Como citado, já se trabalhava no SiBi com grupos específicos no
desenvolvimento de produtos e serviços. Essa experiência foi tão positiva que foram
estabelecidos outros grupos para discutir várias questões dentro do SiBi ,
principalmente a partir do PGC .
Esse trabalho oportunizou, não somente um aumento significativo em
qualidade e quantidade de ações desenvolvidas, mas também de satisfação e
integração dos servidores e reconhecimento por parte dos usuários.
Existem hoje, portanto, 18 comissões e seis subcomissões e sob novas
demandas o SiBi oportuniza a criação de quantas comissões se mostrarem

2239

�Gestão do conhecimento: processos e ferramentas
i! """"'"
MaooNlck

~

=

:,

IiWitt.UJ

1I....111~

Trabalho completo

necessárias a atingir todas as metas e objetivos de seu planejamento estratégico .
O Programa de Gestão do Conhecimento avança em 2012 , por meio dos
trabalhos das subcomissões para a execução de ações que requerem projetos
específicos como a criação do portal corporativo, do mapa do conhecimento,
promoção da produção científica com a criação de repositórios institucionais e
formalização e padronização de processos e dos documentos.

5 Considerações Parciais/Finais
Desde a proposlçao do projeto, acredita-se que a implantação de um
programa de GC não seja um processo rápido , pois a própria literatura alerta sobre
esse fator. A GC caminha de forma lenta em uma organização, principalmente
porque depende das pessoas e do seu ritmo , interesse e participação. Pode-se
afirmar que até o momento o PGC do SiBi/UFPR já conquistou a adesão de muitos
servidores, o que é constatado pelas respostas aos questionários e participação nos
eventos promovidos, como apontado anteriormente .
Foram percebidas alterações no comportamento dos servidores que, hoje se
mostram mais abertos às mudanças e novidades que surgem , e se mostram mais
motivados a compartilharem o que sabem . Os grupos de trabalho, já existentes e os
que se formaram no decorrer do projeto, representam importante fator de mudança
no SiBi. Proporcionaram , e ainda proporcionam , a aproximação das pessoas,
identificação de experiências semelhantes e a percepção do grande valor da busca
por soluções em grupo e do compartilhamento de idéias para chegar a objetivos
comuns.
Até o momento, o PGC do SiBi/UFPR já realizou importantes ações, como
aplicação de um questionário para conhecer o capital intelectual do SiBi, formação
de grupos de trabalho, criação e publicação de boletim, agenda de reuniões e
eventos e desenvolvimento de um protótipo do Portal Corporativo.
O PGC tem como desafios para o futuro a criação do mapa do conhecimento,
sua divulgação e uso entre os servidores, implantação do portal corporativo, como
ferramenta facilitadora de armazenamento e disseminação de informações,
disponibilização da produção científica dos servidores por meio de repositórios
institucionais e a promoção contínua de cursos e palestras para a capacitação dos
servidores.
O PGC foi planejado de modo a estar presente no SiBi/UFPR continuamente .
Entende-se que para o desenvolvimento da GC é necessário que as pessoas
estejam dispostas a compartilhar informação e conhecimento e, dessa forma , o
programa vai se desenvolvendo naturalmente. A inovação, interação entre os
servidores e a busca por novos conhecimentos estão nitidamente presentes e são
considerados benefícios resultantes de todo o processo .

2240

�Gestão do conhecimento: processos e ferramentas
i! """"'"
MaooNlck

~

=

:,

IiWitt.UJ

1I....111~

Trabalho completo

6 Referências

ARAÚJO, P. C.; PEREIRA, S. Z.; OLIVEIRA, M. E. P. Compartilhamento de
informação e conhecimento : inserindo práticas de gestão do conhecimento em um
Sistema de Bibliotecas Universitárias Federais. Revista ACB: biblioteconomia em
Santa Catarina, v.15, n.1 , p.244-256, jan./jun. 2010. Disponível em :
http://revista.acbsc.org .br/index.php/racb/article/view/699/pdf 29 Acesso em : 14 mar.
2012 .
CHOO , C. W. A organização do conhecimento: como as organizações usam a
informação para criar significado, construir conhecimento e tomar decisões. 2.ed .
São Paulo: Editora Senac, 2006.
CONTE , S. R. R. et aI. Proposta de implantação do Programa de Gestão do
Conhecimento par ao Sistema de Bibliotecas (SiBi) da Universidade Federal do
Paraná (UFPR). Curitiba : SiBi/UFPR, 2009a.
CONTE , S. R. R. et aI. Programa de Gestão do Conhecimento : implantação no
Sistema de Bibliotecas da Universidade Federal do Paraná . Etc&amp;tae: revista de
educação, tecnologia e ciência dos servidores técnico-administrativos em educação,
Matinhos, v.1, p. 36 , out. 2010 . Disponível em :
http://www.litoral.ufpr.br/sites/defaultlfiles/Revista Etc%26Tae n01 .pdf Acesso em :
12 mar. 2012 .
DUDZIAK, E. A. ; VILLELA, M. C. O.; GABRIEL, M. A. Gestão do conhecimento em
bibliotecas universitárias. In: SEMINÁRIO NACIONAL DE BIBLIOTECAS
UNIVERSITÁRIAS, 12.,2002, Recife . Anais ... Recife: UFPE, 2002. Disponível em :
http://www.sibi.ufrj .br/snbu/snbu2002/oralpdf/91 .a.pdf. Acesso em : 10 dez. 2008.
NONAKA, 1. ; TAKEUCHI , H. Criação de conhecimento na empresa : como as
empresas japonesas geram a dinâmica da inovação. 2.ed . Rio de Janeiro: Campus,
1997.
SCHLESINGER, C. C. B. et aI. Gestão do conhecimento na administração
pública . Curitiba : Instituto Municipal de Administração Pública - IMAP, 2008 .
TAKEUCHI, H.; NONAKA, I. (Orgs.). Gestão do conhecimento. Porto Alegre :
Bookman , 2008.

2241

�</text>
                  </elementText>
                </elementTextContainer>
              </element>
            </elementContainer>
          </elementSet>
        </elementSetContainer>
      </file>
    </fileContainer>
    <collection collectionId="49">
      <elementSetContainer>
        <elementSet elementSetId="1">
          <name>Dublin Core</name>
          <description>The Dublin Core metadata element set is common to all Omeka records, including items, files, and collections. For more information see, http://dublincore.org/documents/dces/.</description>
          <elementContainer>
            <element elementId="50">
              <name>Title</name>
              <description>A name given to the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51396">
                  <text>SNBU - Edição: 17 - Ano: 2012 (UFRGS - Gramado/RS)</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="49">
              <name>Subject</name>
              <description>The topic of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51397">
                  <text>Biblioteconomia&#13;
Documentação&#13;
Ciência da Informação&#13;
Bibliotecas Universitárias</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="41">
              <name>Description</name>
              <description>An account of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51398">
                  <text>Tema: A biblioteca universitária como laboratório na sociedade da informação.</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="39">
              <name>Creator</name>
              <description>An entity primarily responsible for making the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51399">
                  <text>SNBU - Seminário Nacional de Bibliotecas Universitárias</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="45">
              <name>Publisher</name>
              <description>An entity responsible for making the resource available</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51400">
                  <text>UFRGS</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="40">
              <name>Date</name>
              <description>A point or period of time associated with an event in the lifecycle of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51401">
                  <text>2012</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="44">
              <name>Language</name>
              <description>A language of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51402">
                  <text>Português</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="51">
              <name>Type</name>
              <description>The nature or genre of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51403">
                  <text>Evento</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="38">
              <name>Coverage</name>
              <description>The spatial or temporal topic of the resource, the spatial applicability of the resource, or the jurisdiction under which the resource is relevant</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51404">
                  <text>Gramado (Rio Grande do Sul)</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
          </elementContainer>
        </elementSet>
      </elementSetContainer>
    </collection>
    <itemType itemTypeId="8">
      <name>Event</name>
      <description>A non-persistent, time-based occurrence. Metadata for an event provides descriptive information that is the basis for discovery of the purpose, location, duration, and responsible agents associated with an event. Examples include an exhibition, webcast, conference, workshop, open day, performance, battle, trial, wedding, tea party, conflagration.</description>
    </itemType>
    <elementSetContainer>
      <elementSet elementSetId="1">
        <name>Dublin Core</name>
        <description>The Dublin Core metadata element set is common to all Omeka records, including items, files, and collections. For more information see, http://dublincore.org/documents/dces/.</description>
        <elementContainer>
          <element elementId="50">
            <name>Title</name>
            <description>A name given to the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="64463">
                <text>Implantação do Programa de Gestão do Conhecimento no Sistema de Bibliotecas (SiBi) da Universidade Federal do Paraná (UFPR).</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="39">
            <name>Creator</name>
            <description>An entity primarily responsible for making the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="64464">
                <text>Camargo, Claudia Regina; Wizenffat, Kételi; Araújo, Paula Carina de; Conte, Selma Regina Ramalho; Pereira, Suzana Zulpo</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="38">
            <name>Coverage</name>
            <description>The spatial or temporal topic of the resource, the spatial applicability of the resource, or the jurisdiction under which the resource is relevant</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="64465">
                <text>Gramado (Rio Grande do Sul)</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="45">
            <name>Publisher</name>
            <description>An entity responsible for making the resource available</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="64466">
                <text>UFRGS</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="40">
            <name>Date</name>
            <description>A point or period of time associated with an event in the lifecycle of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="64467">
                <text>2012</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="51">
            <name>Type</name>
            <description>The nature or genre of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="64469">
                <text>Evento</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="41">
            <name>Description</name>
            <description>An account of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="64470">
                <text>Apresenta um relato de experiência do Sistema de Bibliotecas (SiBi) da Universidade Federal do Paraná (UFPR) que busca, por meio da gestão do conhecimento (GC), integrar os processos de criação e compartilhamento de informação e conhecimento. Descreve a implantação do Programa de Gestão do Conhecimento (PGC) do SiBi/UFPR, bem como as ações já realizadas e as metas para o futuro. Indica a criação de comissões de trabalho voltadas para o desenvolvimento de ações específicas como método utilizado para o desenvolvimento do programa e sua efetivação. O PGC tem importantes realizações, como: aplicação de um questionário para conhecer o capital intelectual do SiBi, formação de grupos de trabalho, criação e publicação de boletim informativo, agenda de reuniões e eventos e desenvolvimento de um protótipo do Portal Corporativo. Como desafios para o futuro apresentam-se: criação do mapa do conhecimento, implementação do Portal Corporativo, disponibilização de documentação administrativa e da produção científica dos servidores e a promoção contínua de cursos e palestras para a capacitação dos servidores. O PGC foi planejado de modo a estar presente no SiBi/UFPR c</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="44">
            <name>Language</name>
            <description>A language of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="69565">
                <text>pt</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
        </elementContainer>
      </elementSet>
    </elementSetContainer>
  </item>
  <item itemId="6065" public="1" featured="0">
    <fileContainer>
      <file fileId="5129">
        <src>http://repositorio.febab.org.br/files/original/49/6065/SNBU2012_204.pdf</src>
        <authentication>1b356690c366b3bb4be81c661d6c8ef4</authentication>
        <elementSetContainer>
          <elementSet elementSetId="4">
            <name>PDF Text</name>
            <description/>
            <elementContainer>
              <element elementId="92">
                <name>Text</name>
                <description/>
                <elementTextContainer>
                  <elementText elementTextId="64462">
                    <text>Gestão do conhecimento: processos e ferramentas
Trabalho completo

ESCRITA COLABORATIVA NA BIBLIOTECA UNIVERSITÁRIA: O
USO DO GOOGLE DOCS NA CONSTRUÇÃO DO CONHECIMENTO
Diana Maria Flor de Lima 1, Fabíola Maria Pereira Bezerrél, Nirlange
Pessoa de Queiror
1 Bibliotecária , Universidade Federal do Ceará, Fortaleza , Ceará

2Doutora , Universidade Federal do Ceará, Fortaleza, Ceará
3Bibliotecária Especialista, Universidade Federal do Ceará , Fortaleza , Ceará

Resumo
As Tecnologias da Comunicação e Informação influenciam as transformações e
inovações nos processos de difusão da informação. Esse fato pode ser verificado,
especialmente, em relação ao ambiente da Internet e da Web . Um exemplo disso é
a importância da Escrita Colaborativa (EC), com ênfase no uso das tecnologias da
web 2.0, uma vez que a EC deve ser vista como um processo social e também como
uma nova modalidade de construção coletiva de conhecimento, onde diferentes
colaboradores podem dialogar numa plataforma virtual, construindo um único
documento. Nesse contexto, apresentamos a experiência da Biblioteca Universitária
da UFC na construção do Boletim Informativo do Sistema de Bibliotecas, que existe
há 24 anos e sempre foi produzido por meio da escrita colaborativa , e que desde
2011 é editado utilizando-se o aplicativo editor de textos do Google Does. Essa
mudança vem dinamizando a produção, agilizando a periodicidade e mantendo-o
sempre atualizado quanto às informações divulgadas mensalmente para toda a
comunidade acadêmica, indicadores que reforçam a relevância da utilização das
tecnologias colaborativas para a produção qualitativa do conhecimento .

Palavras-Chave:
Escrita Colaborativa; Google Does; Sistema de Bibliotecas da UFC.

Abstract
The Information and Communication Technologies affect the changes and
innovations in the information dissemination processes. This fact can be checked
especially in relation to the environment of the Internet and the Web . One example is
the importance of the Collaborative Writing (CW), with emphasis on the use of Web
2.0 technologies, since the CW should be seen as a social process and also as a
new type of collective construction of knowledge, where different collaborators may
engage in a virtual platform to build a single document. Within this context, we
present our experience in the construction of Biblionotícias - the Newsletter of the
Library System of Federal University of Cearm , which has existed for 24 years and
has always been produced through the collaborative writing, and since 2011 is edited

2221

�Gestão do conhecimento: processos e ferramentas
Trabalho completo

using the text editor application Google Does. This change is dynamizing production,
helping to maintain the periodicity and keeping it updated on the information
disclosed on a monthly basis throughout the academic community, indicators that
reinforce the relevance of the use of collaborative technologies for the production of
qualitative knowledge.

Keywords:
Collaborative Writing ; Google Does; Federal University of Ceará Library System.

1 Introdução
Desde meados da década de noventa, diferentes movimentos a nível mundial
voltavam-se para ações direcionadas à entrada na Sociedade da Informação. Um
turbilhão de acontecimentos de natureza tecnológica provocou profundas mudanças,
atingindo diretamente a informação, a comunicação e a educação de um modo
geral.
A interconexão de diferentes pontos do planeta tornou o mundo globalizado,
eliminou as distâncias geográficas e quebrou qualquer barreira de natureza
fronteiriça .
grande contributo dessa sociedade é a democratização do acesso a
informação, criando uma consciência coletiva , que possibilita uma melhor
distribuição dos saberes e das riquezas geradas pela sociedade, conforme afirma
Suadein (2005) reforçando assim a dimensão social do conhecimento.
Pierre Lévy é considerado um dos grandes defensores das novas tecnologias
da informação e do ciberespaço, enquanto instrumento de ampliação do
conhecimento humano; pois entende a Internet como um espaço interativo, e como
importante ferramenta de colaboração. Para Lévy, o resultado dessa partilha virtual ,
está na construção de um pensamento coletivo.
A evolução e desenvolvimento da Web 2.0 culminaram em diferentes
ferramentas que propiciam a partilha interativa de saberes, através dos softwares
sociais, conforme esclarece Blattmann e Silva (2007): "A mais popular aplicação da
Web 2.0 na educação é conhecida como wikis, blogs e podcasts; trata-se apenas da
ponta do iceberg dos chamados softwares sociais".
Uma modalidade de partilha interativa que daremos destaque nesse trabalho
é a Escrita Colaborativa (EC). Vista como um processo social é uma nova
modalidade de construção de conhecimento, onde diferentes colaboradores
dialogam numa plataforma virtual, construindo um único documento.
Fala-se na utilização da escrita colaborativa como recurso tecnológico de
suporte educacional na construção do conhecimento gerado por alunos e
professores (MACHADO, 2008) . trabalho em pauta , em uma perspectiva diversa,
aborda a utilização desse recurso na produção de documentos de ordem
administrativa e/ou institucional do Sistema de Bibliotecas da Universidade Federal
do Ceará (UFC) e apresenta o exemplo do Boletim Informativo do Sistema de
Bibliotecas da UFC, também conhecido como Biblionotícias. Este veículo de
comunicação é distribuído há 24 anos, e surgiu para suprir uma lacuna de
informação existente entre o sistema de bibliotecas e a comunidade universitária, em
relação aos produtos e serviços ofertados pelas bibliotecas. No percurso de sua
existência , houve momentos em que deixou de ser publicada , a partir de 2010 , sua

°

°

2222

�Gestão do conhecimento: processos e ferramentas
Trabalho completo

publicação tornou-se mensal. Outra evolução percebida foi em relação ao layaut,
bem como ao suporte, passando da forma impressa para digital.
O modelo de escrita colaborativa sempre foi utilizado na construção do
Biblionotícias, embora a princípio fosse através da troca de e-mail contendo o
arquivo do boletim com as alterações que cada um fazia . A partir de 2011 a
mudança significativa que aconteceu, foi à utilização de um processador de texto
criado pelo Google; o qual equivale a um pacote de aplicativos denominado Google
Docs. Sua característica inovadora é a portabilidade de documentos, que permite a
edição de um mesmo documento por diferentes utilizadores de forma síncrona. A
aplicação efetiva desse recurso dinamizou o processo de construção do
conhecimento gerado no Sistema de Bibliotecas da UFC.
2 Revisão de Literatura

2.1 Escrita Colaborativa
A escrita colaborativa (EC) é considerada um processo social e interativo,
uma vez que possibilita uma ação recíproca entre os membros de uma mesma
equipe, a dinâmica de negociação na construção de um mesmo documento,
propiciada pela EC, é considerada consequência da globalização e das práticas
sociais desenvolvidas por intermédio de uma Internet colaborativa . Nesse mesmo
sentido Dutra (2006) corrobora ao afirmar: "EC distribuída está a tornar-se comum
devido ao crescente fenômeno do trabalho distribuído, consequência da
globalização e utilização da Internet". Nesse mesmo sentido, Schi:ifer et aI (2009)
afirma que:
[ ... ] A partir do advento da informática, multiplicaram-se as vias de
informação e seus meios de acesso. Além disso, operou-se uma
hibridização das funções de autor e leitor. Todos os participantes de uma
rede de comunicação mediada pelas tecnologias da informação e
comunicação exercem papéis diversificados em um momento ou outro e
mesmo simultaneamente durante as interações estabelecidas [ ... ].

Em relação ao comportamento dos grupos que utilizam a EC , observam-se
diferentes formas de relacionamento, seja em relação ao propósito pelo qual o grupo
foi formado, ou a dinâmica de comunicação entre os membros do grupo, como
também em relação ao conteúdo do documento e ao processo de distribuição de
escrita das seções do documento pelos membros do grupo, cada um a seu modo,
contribuindo para construção da unidade do grupo.
O uso da escrita em colaboração apresenta particularidades em relação à
escrita isolada, que poderá influenciar nos resultados pela sua complexidade, assim
como, apresentam ainda fatores para produção de documentos de baixa qualidade.
O Quadro 1 abaixo, apresenta uma compilação das características da EC, segundo
estudiosos da área .

2223

�Gestão do conhecimento: processos e ferramentas
Trabalho completo

Quadr01 - Características de EC
Produção de documentos de
Complexidade em
Outros desafios da
relação à escrita
baixa qualidade
EC
isolada
Coordenação
e Formação insuficiente ou pouca Diminuição da riqueza
consenso
experiência
em
escrita nas interações;
colaborativa;
social, Documentos com um grau de
e complexidade maior do que
aqueles
que
normalmente
escritos por apenas um autor;
Envolvimento de mais emoções
Comprometimento
flutuante do grupo
e perceptivas do que na escrita
isolada;
Complexidade
intelectual
procedimental

Maior ocorrência
problemas
tecnológicos;
Menor
entre os
grupo.

de

socialização
membros do

Dificuldade
em
alcançar
consenso e percepção comum
dentro do grupo:

Kiesler
(2001 )
(2006)

Dificuldade no prognóstico e
medição do sucesso.
e Cummings Chapa et ai (2000) apud Dutra Kiesler
apud Dutra (2006)
Cummings(2001 )
apud Dutra (2006)

e

Fonte: Compilado de Dutra (2006)
De acordo com Schàfer et ai (2009) a cultura digital modifica o ritmo
comunicacional, transforma as relações de tempo e espaço, dispõe novas
linguagens e propicia hábitos de leitura e escrita . Dentro dessa perspectiva, surge a
hipótese de uma nova concepção de escrita. Em relação aos canais de
comunicações explícitas, estes podem ser: síncronos e assíncronos.
Nos canais assíncronos a troca ou resposta de comunicação, não ocorre
simultaneamente, um exemplo desse canal é o email , que a resposta só acontece
depois que a outra parte acesa o correio eletrônico. No inverso deste canal de
comunicação, está o canal síncrono, permitindo uma troca de informação
simultânea, como é o caso do chato
De acordo com a estratégia de EC definida pelo grupo, é atribuído os papéis
de todos os membros através da distribuição das permissões e restrições. Dentre as
estratégias existentes, as principais são escriba ; escrita sequencial ; escrita
paralela ; escrita simultânea . À compreensão desses diferentes modelos de
estratégia, pode ser melhor entendido nas Figuras 1, 2 e 3.

2224

�Gestão do conhecimento: processos e ferramentas
Trabalho completo

Documento

G:r upo
Figura 1 - Estatégia de Escriba
Fonte: Lowry et aI (2004) apud Dutra (2006, p. 10)

Docu mento

Grupo

Figura 2 - Estatégia de Escrita Sequencial
Fonte: Lowry et aI (2004) apud Dutra (2006, p. 11)
.- -------1,

·
..,
···:·
··:•
··L____.__ J
::
:

.1

,

..
..

G rup o

Figura 3 - Estatégia de Escrita Paralela
Fonte: Lowry et aI (2004) apud Dutra (2006, p. 11)

A estratégia de EC utilizada para construção do Biblionoticias, é a Escrita
Simultânea, todos os membros da equipe redigem o documento em tempo real , o
aplicativo utilizado é o GoogleDocs.

2.2 Google

o Google surgiu em 1997 por meio de dois estudantes da Universidade de
Stanford, Sergey Brin e Larry Page, que tinham um projeto bastante ambicioso de
criar um algoritmo de extração de dados que possibilitasse a extração de grandes
volumes de informação, e assim surgiu a primeira versão do Google, a princípio

2225

�Gestão do conhecimento: processos e ferramentas
Trabalho completo

restrita a Universidade de Stanford . Somente no final de 1998, a Google Inc. foi
fundada oficialmente, com o passar dos anos, a empresa foi se desenvolvendo e o
que, começou apenas como um site de busca, hoje, se tornou um dos pilares da
web, oferecendo serviços variados online, em sua maioria gratuitos, que incluem
serviço de email , edição e compartilhamento de documentos e planilhas, rede social,
comunicação instantânea, acesso a artigos acadêmicos, livros eletrônicos, tradução
em diversos idiomas, compartilhamento de fotos e vídeos, dentre outros
(MACHADO , 2009) .
Também vislumbrando as possibilidades que a Web 2.0 traz a empresa
Google Inc. busca cada vez mais inovar e oferecer os mais diversos serviços online.
Um desses serviços é o Google docs, sobre o qual estamos relatando nesse
trabalho, como vem sendo utilizado, seu editor de texto, na construção do Boletim da
Biblioteca Universitária da UFC .
2.2.1 Google Docs
A priori, é importante deixar claro que o Google Docs, diferentemente do que
se pode pensar, não é uma ferramenta , mas sim um pacote de aplicativos do Google
composto por um processador de texto, um editor de apresentações, um editor de
planilhas e um editor de formulários, os quais funcionam totalmente on-line e são
compatíveis com o OpenOffice.orglBrOffice.org, KOffice e Microsoft Office.
Vale salientar que o processador de texto começou originalmente com o
nome Writelye e pertencia a outra empresa, mas posteriormente foi comprado pelo
Google e passou a fazer parte do Google Does.
Um dos maiores diferenciais dos aplicativos Google Docs é a portabilidade de
documentos, que permite a edição do mesmo documento por mais de um usuário e
o recurso de publicação direta em blogs e sites, e ainda também o fato de permitir
aos usuários criar e editar documentos online ao mesmo tempo colaborando em
tempo real com outros usuários.
Quanto ao espaço que o Google cede para que os usuários possam
armazenar seus documentos no Google Does, esse pode chegar até 1 GB no total,
no entanto vale ressaltar que os documentos criados diretamente nos aplicativos
Google Docs não ocupam esse total de espaço disponibilizado , ou seja , somente os
documentos que forem incluídos no Google Does através de Upload contam como
espaço utilizado (GOOGLE , 2012).
De acordo com Machado (2009), e também através de informações coletadas
no site do próprio Google e na Wikipédia, apresentamos algumas das vantagens de
se utilizar o Google Does:
a) possibilita que o trabalho seja acessado a qualquer momento e em
qualquer lugar;
b) usa de forma segura a tecnologia da web, funciona no navegador de
PCs, Macs e computadores Linux;
c) oferece suporte a formatos populares como .doc, .xls, .ppt e .pdf, para
upload;
d) carrega e compartilha arquivos com facilidade ;
e) os arquivos armazenados no Google Does estão sempre acessíveis e
têm backup on-line;
f) controles de acessos seguros;

2226

�Gestão do conhecimento: processos e ferramentas
Trabalho completo

g)

OS administradorespodem gerenciar permissões de compartilhamento
de arquivos no sistema;
h) os proprietários de documento podem compartilhar e revogar o acesso
a qualquer momento, bem como transferir para outro usuário a
propriedade do documento;
i) conta com o histórico de revisões através do qual é possível controlar
as modificações efetuadas por cada editor até a conclusão do
documento;
j) os documentos produzidos no Google docs podem ser baixados
(download) diretamente no PC em formatos doc, .xls, .ppt e pdf.

2.3 Sistema de Bibliotecas da UFC

o Sistema de Bibliotecas da Universidade Federal do Ceará, coordenado pela
Biblioteca Universitária, abrange 17 (dezessete) unidades, sendo 12 (doze) em
Fortaleza e 5 (cinco) no Interior. Ele está incorporado aos equipamentos acadêmicos
e integra também os equipamentos culturais da UFC. As Bibliotecas da Universidade
Federal do Ceará foram surgindo à medida que novas unidades de ensino foram
sendo incorporadas ou criadas. Em 1957, foi instalada a Biblioteca Central,
subordinada à Reitoria . Apesar do nome, não exercia qualquer função
centralizadora , sendo extinta em 1969, com a criação do efêmero Serviço de
Bibliografia e Documentação, quando todo o seu acervo bibliográfico foi disperso e
distribuído nas bibliotecas das diversas áreas. Em 1975 é feita nova tentativa de
centralizar os acervos numa única biblioteca. Durante o ano de 1976, alguns acervos
foram reunidos, como os da Química, Biologia, Geociências e Engenharia. No ano
de 1979 foi incorporado o acervo da área de Engenharia. Em 1981 foi transferido o
acervo do Centro de Ciências Agrárias para a "Biblioteca Central", no Campus do
Pici. Em 1985, com a criação do Sistema de Bibliotecas da UFC, a então "Biblioteca
Central" passou a ser a Biblioteca Setorial de Ciências e Tecnologia
(UNIVERSIDADE FEDERAL DO CEARÁ, 2011) .
O Sistema de Bibliotecas da UFC possui atualmente o maior e mais
representativo acervo bibliográfico do Estado do Ceará , composto de um total de
410.186 exemplares. Os principais serviços oferecidos são : consulta livre ao acervo;
empréstimo domiciliar; auto-atendimento pela Web ; levantamentos bibliográficos;
capacitação de usuários e orientação sobre o uso da biblioteca e do acervo; apoio à
elaboração de trabalhos acadêmicos; comutação bibliográfica - COMUT; elaboração
da catalogação na publicação (fichas catalográficas); estações de acesso à Internet
e rede de internet sem fio) . Como produto, além das coleções bibliográficas
tradicionais, oferece o acervo digital (Biblioteca Digital de Teses e Dissertações,
Repositório Institucional, livros eletrônico), catálogo em linha de acesso público , o
site do Sistema, o Guia de Normalização de Trabalhos Acadêmicos da UFC, os
tutoriais explicativos dos serviços, o Boletim de Novas Aquisições e o Biblionotícias Boletim Informativo do Sistema de Bibliotecas (UNIVERSIDADE FEDERAL DO
CEARÁ, 2011) .

2227

�Gestão do conhecimento: processos e ferramentas
Trabalho completo

2.3.1 Biblionotícias

o Biblionotícias é um veículo de comunicação do Sistema de Bibliotecas da
UFC cujo primeiro número data de 1988, distribuído em formato impresso. São,
portanto, 24 anos de trajetória , durante os quais sua elaboração esteve sob a
responsabilidade da Direção e da Divisão de Coordenação de Bibliotecas, sempre
buscando agregar contribuidores da equipe de profissionais do Sistema. Com
periodicidade mensal desde 2010, o informativo consolidou-se como um dos
principais produtos ofertados à comunidade acadêmica pela Biblioteca Universitária.
Concebido com o objetivo de dar publicidade às informações geradas no
universo do Sistema de Bibliotecas, sua tônica sempre foi prestar contas das
atividades desenvolvidas, na perspectiva de apresentar de forma ampla e
transparente os avanços e desafios da gestão ao longo dos anos, desenhando
assim a sua história, no que se refere à gestão de pessoas e à melhoria das
instalações físicas , equipamentos, coleções bibliográficas e oferta de serviços e
produtos para a comunidade universitária e para a sociedade de maneira geral.
Privilegia também o corpo funcional, divulgando informações de seu
interesse, como oportunidades de capacitação e qualificação, e perfis de
profissionais que se destacam em sua atuação no Sistema. Porém , o informativo
não se limita a informações orgânicas, enfocando também temas da atualidade no
que diz respeito ao estudo e ao ensino, à pesquisa acadêmica, às novas tecnologias
da informação e comunicação ao redor do mundo.
A fim de ampliar a sua circulação, o boletim passou a ser distribuído via
correio eletrônico a partir de 2009 para toda a Universidade, em PDF (Portable
Document Format). Em 2010, passou a ser publicado regularmente como página
web no site da Biblioteca Universitária . O processo de elaboração foi modificado em
2011 , com a introdução de uma das facilidades advindas das novas tecnologias
colaborativas da Web, que é o seu uso como plataforma para a criação e edição de
documentos, utilizando-se para esse fim o Google Docs.

3 Materiais e Métodos
O trabalho é de natureza descritiva, relata a experiência vivida através do uso
inteligente de ferramentas digitais que proporcionam interação por intermédio da
escrita colaborativa, colocando as tecnologias como instrumentos a serviço da
produção de conhecimento de caráter administrativo produzido pelo Sistema de
Bibliotecas da UFC.
O estudo em pauta descreve a utilização do aplicativo Google Docs, em uma
de suas composições, que é o editor de textos, na construção do Biblionotícias Boletim Informativo do Sistema de Bibliotecas da UFC. A portabilidade de
informações entre os pares, oferecida pelo aplicativo, no momento de edição do
Boletim , dinamizou a forma de construção do mesmo.
Além de favorecer a construção do Biblionotícias de forma colaborativa, o
uso do aplicativo dinamizou também sua periodicidade, que passou a ter uma

2228

�Gestão do conhecimento: processos e ferramentas
Trabalho completo

publicação mensal. O fechamento de cada edição, ocorre na primeira semana do
mês seguinte à edição a que se refere . A publicação online do Boletim, acontece na
segunda semana de cada mês e após a publicação de uma edição, a próxima é
iniciada. Os editores são os funcionários da Divisão de Coordenação de Bibliotecas
(DCB) e o diretor do Sistema de Bibliotecas, sendo um total de 4 pessoas envolvidas
no processo de construção do documento.
O processo é iniciado por um dos componentes, criando no editor de texto do
Google Docs, um documento contendo os títulos de matérias que deverão ser
desenvolvidas, além daquelas que já são comuns em todas as edições. Vale
salientar que as matérias sempre estão relacionadas com os acontecimentos
daquele mês em todas as bibliotecas do sistema e ainda com informações,
novidades, dicas, sugestões, acontecimentos a nível mundial, que são recebidos
pela equipe de editores e que possam ser de interesse da comunidade universitária.
As seções padrões adotadas na edição do Biblionotícias são:
a) editorial - onde é abordado algum tema pertinente ao momento que a BU
está vivenciando;
b) gente que faz a BU - espaço destinado a homenagear algum funcionário do
Sistema de Bibliotecas;
c) aniversariantes do mês - uma forma de lembrar de todos colaboradores do
Sistema de Bibliotecas e de parabenizá-los;
d) palavra do usuário - relatos de usuários, recebidos por e-mail durante o mês
corrente;
e) dicas de motivação ou Dicas de ergonomia - são dicas de ações, para o dia
a dia de trabalho, que podem favorecer ao bem estar físico e psicológico
dos leitores;
f) para reflexão - frase de efeito para incitar a reflexão dos leitores.
Após a criação desse documento são dadas as permissões para edição aos
demais editores, iniciando assim a escrita colaborativa . Todos os membros da
equipe podem incluir novas materiais, bem como excluir as já existentes. Caso haja
alguma discordância em relação a um texto que já foi escrito, todos os
colaboradores poderão apresentar seu ponto de vista, bem como acrescentar uma
nova informação ao texto original , é utilizando como recurso: a mudança de cor da
fonte quando há alguma alteração. O texto destacado em outra cor, é analisado
posteriormente por todos os membros da equipe editorial e então decide-se qual o
conteúdo que deve permanecer na redação final.
O fechamento da edição dar-se-á após o aval da direção do sistema,
mediante a autorização para publicação. O Biblionotícias é disponibilizado na página
web do Sistema de Bibliotecas (www.biblioteca .ufc.br), e divulgado através do envio
de e-mail para as listas de alunos e servidores da universidade informando sobre a
nova edição com o link direto para acesso ao biblionotícias.

4 Resultados Parciais/Finais
Com esse estudo é notório que o uso da facilidades advindas das tecnologias
colaborativas tem sido muito importante para a produção do Biblionoticias, uma vez
que têm favorecido a dinamicidade do Boletim e também fortalecido a interação e

2229

�Gestão do conhecimento: processos e ferramentas
Trabalho completo

comunicação entre os editores e principalmente entre a Biblioteca Universitária e a
comunidade acadêmica .
A flexibilidade do aplicativo utilizado resulta em economia de tempo,
despendido anteriormente com a constante troca de arquivos via correio eletrõnico
contendo múltiplas versões do texto que precisavam ser integradas, bem como de
recursos materiais, visto que menos papel é utilizado como impressões para revisão,
o que tem representado maior eficiência no processo de produção desse meio de
comunicação.
Acreditamos que esse estudo possa contribuir, enquanto fonte de estudo para
a realização de novas pesquisas sobre assuntos aqui abordados.

5 Considerações Parciais/Finais
As Tecnologias de Comunicação e Informação influenciam as transformações
e inovações nos processos de difusão da informação. Exemplos disso podem ser
verificados, especialmente, em relação ao ambiente da Internet e da Web, onde as
mudanças estão cada vez mais rápidas , haja vista as tecnologias desenvolvidas
com base na Web 2.0 . A velocidade das transformações que estão ocorrendo no
processamento e uso da informação tem obrigado as instituições a reverem suas
práticas, por isso as tecnologias de interação e colaboração estão sendo vistas
como nova modalidade de construção coletiva de conhecimento.
Nessa perspectiva as instituições de ensino superior de um modo geral têm
buscado criar e adequar produtos e serviços ao novo contexto, representado pelo
crescimento do conhecimento e a conseqüente explosão bibliográfica disponibilizada
através da internet, gerando uma necessidade de uso intensivo das novas
tecnologias.
Nessa perspectiva é que a escrita colaborativa foi adotada pela biblioteca
Universitária da UFC para construção de diversos documentos administrativos e
dentre eles escolhemos o Boletim Informativo do Sistema de Bibliotecas, para
apresentarmos como exemplo de um trabalho colaborativo que vem sendo realizado
há mais de 25 anos e que sempre foi editado pelas pessoas da direção do sistema,
mas que desde 2011 vem utilizando o aplicativo editor de texto do google docs para
auxiliar na edição do Boletim.
Com o uso desse aplicativo observamos que aconteceram mudanças
significativas no edição e divulgação do Biblionoticias, dentre elas podemos citar o
layout - que tornou possível o uso de links no corpo das matérias do boletim , a
periodicidade mensal, a disponibilização direta no site da biblioteca, a divulgação do
boletim , de forma mais rápida através, do link do boletim no site da biblioteca.
Assim fica evidente que união da escrita colaborativa com as tecnologias de
interação, que Web 2. O têm proporcionado, podem trazer uma grande contribuição
para a produção qualitativa do conhecimento.

2230

�Gestão do conhecimento: processos e ferramentas
Trabalho completo

6 Referências
BLATTMANN, Ursula; SILVA, Fábio Couto Corrêa . Colaboração e interação na web
2.0 e biblioteca 2.0. Revista ACB: Biblioteconomia em Santa Catarina , Florianópolis,
v. 12, n.2, p. 191-215, jul./dez. 2007. Disponível
em :&lt;http://dialnet.unirioja.es/servlet/fichero articulo?codigo=2684572&gt;. Acesso em :
15 mar. 2012
DUTRA, Guilherme de Oliveira. Portal colaborativo para gestão de conteúdos e
colaboração. 2006, 107p. Dissertação (Mestrado em Gestão da Informação). Porto,
Portugal : FEUP, 2006 .
GOOGLE Docs. In: Wikipédia: a enciclopédia livre. Disponivel em :&lt;
http://en .wikipedia .org/wiki/Google Docs&gt;. Acesso em: 12 mar. 2012 .
MACHADO, Ana Claudia Teixeira . A ferramenta google docs: construção do
conhecimento através da integração e colaboração. Revista Paidéia, Santos, v. 2, n.
1, jun. 2009. Disponível em :
&lt;http://revistapaideia.unimesvirtual.com .br/index.php?journal=paideia&amp;page=article&amp;
op=viewFile&amp;path[]=73&amp;path[]=51 &gt; . Acesso em : 19 mar. 2012 .
MACHADO, Ana Claudia Teixeira . Novas Formas de Produção de Conhecimento:
utilização de ferramentas da WEB 2.0 como recurso pedagógico. Revista Udecs
Virtual, v. 1, n. 2, 2008. Disponível em :
&lt;http://revistas.udesc.br/index.php/udescvirtual/article/view/1655&gt;. Acesso em : 19
mar. 2012 .
SCHAFER, Patrícia B.; LACERDA, Rosália; FAGUNDES, Léa. Escrita colaborativa
na cultura digital: ferramentas e possibilidades de construção do conhecimento em
rede . Revista Novas Tecnologias na Educação - RENOTE, CINTED/UFRGS, v. 7,
n. 1, julho, 2009. Disponível em: &lt;http://seer.ufrgs.br/renote/article/view/14012&gt;.
Acesso em: 15 mar. 2012 .
SUAIDEN , Emir José. A dimensão social do conhecimento. Diálogo Científico,
2005. Disponível em : &lt;http://biblioteca .planejamento.gov.br/biblioteca-tematica1/textos/importancia-do-conhecimento-e-producao-intelectual/texto-1-2013-adimensao-social-do-conhecimento-analise-sob-otica-do-mercosul.pdf&gt;. Acesso em :
15 mar. 2012 .
UNIVERSIDADE FEDERAL DO CEARÁ. BIBLIOTECA UNIVERSITÁRIA. Relatório
anual de atividades do Sistema de Bibliotecas da UFC. Fortaleza, 2011.

2231

�</text>
                  </elementText>
                </elementTextContainer>
              </element>
            </elementContainer>
          </elementSet>
        </elementSetContainer>
      </file>
    </fileContainer>
    <collection collectionId="49">
      <elementSetContainer>
        <elementSet elementSetId="1">
          <name>Dublin Core</name>
          <description>The Dublin Core metadata element set is common to all Omeka records, including items, files, and collections. For more information see, http://dublincore.org/documents/dces/.</description>
          <elementContainer>
            <element elementId="50">
              <name>Title</name>
              <description>A name given to the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51396">
                  <text>SNBU - Edição: 17 - Ano: 2012 (UFRGS - Gramado/RS)</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="49">
              <name>Subject</name>
              <description>The topic of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51397">
                  <text>Biblioteconomia&#13;
Documentação&#13;
Ciência da Informação&#13;
Bibliotecas Universitárias</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="41">
              <name>Description</name>
              <description>An account of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51398">
                  <text>Tema: A biblioteca universitária como laboratório na sociedade da informação.</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="39">
              <name>Creator</name>
              <description>An entity primarily responsible for making the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51399">
                  <text>SNBU - Seminário Nacional de Bibliotecas Universitárias</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="45">
              <name>Publisher</name>
              <description>An entity responsible for making the resource available</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51400">
                  <text>UFRGS</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="40">
              <name>Date</name>
              <description>A point or period of time associated with an event in the lifecycle of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51401">
                  <text>2012</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="44">
              <name>Language</name>
              <description>A language of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51402">
                  <text>Português</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="51">
              <name>Type</name>
              <description>The nature or genre of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51403">
                  <text>Evento</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="38">
              <name>Coverage</name>
              <description>The spatial or temporal topic of the resource, the spatial applicability of the resource, or the jurisdiction under which the resource is relevant</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51404">
                  <text>Gramado (Rio Grande do Sul)</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
          </elementContainer>
        </elementSet>
      </elementSetContainer>
    </collection>
    <itemType itemTypeId="8">
      <name>Event</name>
      <description>A non-persistent, time-based occurrence. Metadata for an event provides descriptive information that is the basis for discovery of the purpose, location, duration, and responsible agents associated with an event. Examples include an exhibition, webcast, conference, workshop, open day, performance, battle, trial, wedding, tea party, conflagration.</description>
    </itemType>
    <elementSetContainer>
      <elementSet elementSetId="1">
        <name>Dublin Core</name>
        <description>The Dublin Core metadata element set is common to all Omeka records, including items, files, and collections. For more information see, http://dublincore.org/documents/dces/.</description>
        <elementContainer>
          <element elementId="50">
            <name>Title</name>
            <description>A name given to the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="64454">
                <text>Escrita colaborativa na biblioteca universitária: o uso do Google Docs na construção do conhecimento.</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="39">
            <name>Creator</name>
            <description>An entity primarily responsible for making the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="64455">
                <text>Lima, Diana Maria Flor de; Bezerra, Fabíola Maria Pereira; Queiroz, Niriange Pessoa de</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="38">
            <name>Coverage</name>
            <description>The spatial or temporal topic of the resource, the spatial applicability of the resource, or the jurisdiction under which the resource is relevant</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="64456">
                <text>Gramado (Rio Grande do Sul)</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="45">
            <name>Publisher</name>
            <description>An entity responsible for making the resource available</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="64457">
                <text>UFRGS</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="40">
            <name>Date</name>
            <description>A point or period of time associated with an event in the lifecycle of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="64458">
                <text>2012</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="51">
            <name>Type</name>
            <description>The nature or genre of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="64460">
                <text>Evento</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="41">
            <name>Description</name>
            <description>An account of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="64461">
                <text>As Tecnologias da Comunicação e Informação influenciam as transformações e inovações nos processos de difusão da informação. Esse fato pode ser verificado,especialmente, em relação ao ambiente da Internet e da Web. Um exemplo disso é a importância da Escrita Colaborativa (EC), com ênfase no uso das tecnologias da web 2.0, uma vez que a EC deve ser vista como um processo social e também como uma nova modalidade de construção coletiva de conhecimento, onde diferentes colaboradores podem dialogar numa plataforma virtual, construindo um único documento. Nesse contexto, apresentamos a experiência da Biblioteca Universitária da UFC na construção do Boletim Informativo do Sistema de Bibliotecas, que existe há 24 anos e sempre foi produzido por meio da escrita colaborativa, e que desde 2011 é editado utilizando-se o aplicativo editor de textos do Google Docs. Essa mudança vem dinamizando a produção, agilizando a periodicidade e mantendo-o sempre atualizado quanto às informações divulgadas mensalmente para toda a comunidade acadêmica, indicadores que reforçam a relevância da utilização das tecnologias colaborativas para a produção qualitativa do conhecimento.</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="44">
            <name>Language</name>
            <description>A language of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="69564">
                <text>pt</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
        </elementContainer>
      </elementSet>
    </elementSetContainer>
  </item>
  <item itemId="6064" public="1" featured="0">
    <fileContainer>
      <file fileId="5128">
        <src>http://repositorio.febab.org.br/files/original/49/6064/SNBU2012_203.pdf</src>
        <authentication>eda7e759445f78fdceecc14c3f43f48f</authentication>
        <elementSetContainer>
          <elementSet elementSetId="4">
            <name>PDF Text</name>
            <description/>
            <elementContainer>
              <element elementId="92">
                <name>Text</name>
                <description/>
                <elementTextContainer>
                  <elementText elementTextId="64453">
                    <text>i

Gestão do conhecimento: processos e ferramentas
S!mWrio

;:li

/IbooroaIde

:.

IiWitt_
U-,""lIIMbs

=

GRUPO

Trabalho completo

DE TRABALHO: METODOLOGIA UTILIZADA NO GT DE CIRCULAÇÃO
DO SISTEMA DE BIBLIOTECAS DA UNICAMP

Heloisa Maria Ceccott/fJ, Mariana Pedroso Teixeira{2J,
Maria Helena Signorell(3J, Silvia Celeste Salvio(4J
1Assessoria de Relações Institucionais, Sistema de Bibliotecas da Unicamp, Campinas, SP ,
heloisac@unicamp.br
2Assessoria de Relações Institucionais, Sistema de Bibliotecas da Unicamp, Campinas, SP ,
marianap@unicamp.br
3Biblioteca do Instituto de Filosofia e Ciências Humanas, Unicamp, Campinas, SP,
helsigno@unicamp.br
4Biblioteca do Instituto de Física Gleb Wataghin , Unicamp, Campinas, SP, sceleste@ifLunicamp.br

Resumo
Com o objetivo de apresentar uma experiência que vem se mostrando
bastante assertiva em relação à gestão da circulação dos materiais
bibliográficos nas Bibliotecas da Unicamp, este trabalho pretende evidenciar a
metodologia trabalhada junto ao Grupo de Trabalho de Circulação. O GT de
Circulação, criado em meados de 1997, tem o propósito de analisar e
implantar o módulo de circulação no software coorporativo adquirido na
época. A implantação do módulo nas Bibliotecas ocorreu paulatinamente, a
partir de 2002, com testes-piloto nas Bibliotecas dos Institutos de Economia e
de Física. Após a consolidação do módulo em todas as Bibliotecas do
Sistema, e com a necessidade de implementações que atendessem
especificidades das Bibliotecas da Unicamp, no início de 2007 ocorreu uma
reestruturação na metodologia de trabalho do GT, com foco na gestão
compartilhada . Em 2008, o GT assessorou o Grupo de Estudo para troca do
software com relação a necessidades de circulação , assim como auxiliou na
sua avaliação. Com a troca do software coorporativo, no início de 2009, o GT
assumiu novas atividades, propondo alterações e adequações. O Grupo é
composto por um representante de cada Biblioteca do SBU que efetivamente
mantém circulação em suas Unidades (24), com reuniões mensais, onde seus
membros têm voz e voto para todas as decisões referente ao módulo. Com a
maturidade do GT, este assumiu , também , atividades quanto aos
procedimentos-padrão dos serviços prestados no atendimento ao usuário,
confecção de manuais e guias, elaboração de treinamentos, workshop,
encontros para os profissionais das Bibliotecas, entre outras.
Palavras-chave: Grupo de trabalho; Gestão compartilhada ; Gestão da
qualidade; Gestão de bibliotecas universitárias.

2211

�i

Gestão do conhecimento: processos e ferramentas
S!mWrio

;:li

/IbooroaIde

:.

IiWitt_
U-,""lIIMbs

=

Trabalho completo

Abstract
With the objective of presenting an experience that has shown to be very
accurate in relation to the management of circulation of bibliographical
materiais in the Libraries of Unicamp, this paper intends to expose the
methodology worked with the Circulation Work Groups (GTs). The Circulation
GTs was created in 1997, in order to analyze and implement the circulation
module in the corporate software acquired at the time. The implementation of
the module in the Libraries occurred slowly, starting in 2002, with pilot-testing
in the Libraries from the Institutes of Physics and Economics. After the
consolidation of the module in ali of the Libraries in the System, and with the
needs for implementations that would meet the demands of the Libraries at
Unicamp, in 2007, a restructuring began in the work methodology of the GTs,
focusing on shared management. In 2008, the GT assisted the Study Group to
exchange the software in relation to the circulation needs, as well as assisted
in its evaluation. With the exchange in corporate software, in 2009, the GT
took on new activities, proposing alterations and adequacies. The Group is
comprised by a representative of each SBU Library who effectively keeps the
circulation in their Units (24), with monthly meetings, in which the members
have a voice and vote concerning ali the decisions made on the module. With
the GT's maturity, it has also taken on, activities related to the standardprocedures of the services provided in user service, making guides and
manuais, training , workshop, meetings for Library professionals, among
others.
Keywords : Work group; Shared management pattern ; Quality management;
University libraries management.

1 Introdução
Desde o surgimento da humanidade, o conhecimento é transmitido por
pessoas e para pessoas através de diversos meios. Esse conhecimento é adquirido
por meio de aprendizado interpessoal e compartilhamento de experiências e idéias.
Atualmente, num ambiente de constantes mudanças, as organizações, no
caso as bibliotecas, devem estar atentas à necessidade de transformações
gerencias, a fim de satisfazer seus usuários, que apresentam, cada vez mais, alto
grau de exigência no atendimento às suas demandas informacionais e de qualidade
dos serviços prestados e dos produtos ofertados.
As Bibliotecas, devido a sua característica de ser um dos pilares de apoio
ao objetivo primeiro da Universidade, de Ensino, Pesquisa e Extensão, além de
serem consideradas locais para o despertar de consciências e ser reflexo do
desenvolvimento de várias culturas, têm, como missão, salvaguardar seus materiais
bibliográficos e atender à sua clientela de maneira eficaz.
Para responder adequadamente a este desafio, as Bibliotecas têm de
procurar gerenciar suas atribuições com foco na gestão do conhecimento e da
qualidade. A aplicação de uma filosofia gerencial consistente, que pretenda ser
efetiva na missão primordial, que é o atendimento às necessidades de seus
usuários, deve abranger as questões relacionadas à visão sistêmica da sua

2212

�i
;:li

Gestão do conhecimento: processos e ferramentas
S!mWrio

/IbooroaIde

=

IiWitt_

:.

U-,""lIIMbs

Trabalho completo

organização, adotar políticas de padronização de seus processos e de motivação
das pessoas que prestam os serviços.
A experiência relatada neste documento pretende colaborar com a
exposição de uma vivência que perpassa pela gestão do conhecimento e da
qualidade, no contexto de um serviço oferecido por todas as Bibliotecas do Sistema.
Neste contexto, o serviço de circulação de materiais bibliográficos, o 'cartão de
visitas' da Biblioteca , onde o usuário tem seu contato inicial com o mundo dos
recursos informacionais, se fortalece quando seus processos e recursos humanos
são qualificados e valorizados. Este serviço , às vezes marginalizado, tido como
muito simples, revela toda fragilidade de uma organização quando esta não cuida
com devida atenção de seus processos. É ali , no balcão de atendimento, que o
usuário mantém contato com a biblioteca .
Com a automação, a utilização de um software gerenciador para os
acervos e serviços necessita de um trabalho específico, que apóie e contribua com
as equipes das Bibliotecas, no sentido de sanar os problemas de operacionalização
dos produtos e serviços para o atendimento padronizado aos usuários. Para atender
a estas demandas, em 1997 criou-se o Grupo de Trabalho de Circulação (GT).
Reestruturado em 2007, o GT de Circulação do Sistema de Bibliotecas da Unicamp
(SBU) propôs novo estilo de gestão, onde, baseado no compartilhamento de idéias e
experiências, trabalha as questões de gestão do conhecimento e da qualidade, com
foco no cliente, buscando soluções conjuntas para os problemas levantados com
base em dados e fatos e com a constante capacitação de seus colaboradores, para
prestação de um serviço mais ágil , claro e objetivo.
Portanto, este trabalho tem como objetivo apresentar a experiência do
SBU com relação aos processos desenvolvidos pelo GT de Circulação dos materiais
bibliográfico, enfatizando uma metodologia de trabalho comunicativa e cooperativa ,
que tem como principal característica o espaço para discussões, debates e troca de
experiências de seus membros para o desenvolvendo de uma visão sistêmica, na
busca pela excelência no atendimento de seus usuários. Também objetiva mostrar
que o GT de Circulação vem contribuindo de fato para a padronização de
procedimentos e normas no atendimento ao seu cliente no serviço de circulação de
materiais bibliográficos no SBU .

2 Revisão da Literatura
Segundo Fernandes (2001), os processos de comunicação "possibilitam
que as pessoas sintam confiança em seu trabalho e, dessa forma , fiquem
predispostas a corresponder". O autor ainda enfatizou que "a comunicação interna
limpa, clara e direta é vital para garantir o acesso e interligar valores e práticas de
trabalho na organização".
Para Longo e Vergueiro (2003), a realidade mundial de competitividade e
qualidade leva as organizações a repensar quais os fatores que efetivamente
garantem a excelência na prestação dos seus serviços. Destacaram que, para
atingir este objetivo, a organização deve, através do aperfeiçoamento contínuo,
desenvolver uma visão sistêmica , determinando o que fazer, como fazer e quem
efetivamente faz.
Os autores discorreram sobre as questões de motivação, mudança de
paradigmas e as barreiras mentais e organizacionais que afetam o desempenho das
pessoas prestadores dos serviços de informação, assim como a importância de se

2213

�i
;:li

Gestão do conhecimento: processos e ferramentas
S!mWrio

/IbooroaIde

=

IiWitt_

:.

U-,""lIIMbs

Trabalho completo

trabalhar com estas equipes. Destacaram que, quando os indivíduos têm clareza
das metas e objetivos da organização e percebem como sua atividade específica
agrega valor e contribui para que essas metas e objetivos sejam atingidos, "se
sentem mais interessados e responsáveis pelo resultado de suas ações e procuram
trabalhar de maneira mais eficiente". Para os autores, "as pessoas têm de estar
convencidas - e não obrigadas a acreditar" ; e que o ser humano sente-se valorizado
quando lhe são conferidos responsabilidade , autoridade, padrões de excelência,
treinamentos e desenvolvimento, conhecimento e informação, feedback,
reconhecimento, confiança , permissão para errar e respeito.
Maponya (2004) apontou que "o conhecimento e as experiências dos
funcionários são os ativos intelectuais de qualquer biblioteca e devem ser
valorizados e partilhados" (tradução dos autores). Para o autor,
"Gestão do conhecimento envolve a criação de um ambiente que
permita que as pessoas das faculdades e universidades possam
criar, capturar, compartilhar e alavancar o conhecimento para
melhorar seu desempenho no cumprimento das missões
institucionais." (tradução dos autores).
Considerou, ainda, que a gestão do conhecimento colabora com o
bibliotecário na gestão da informação e conhecimento tácito, mas para tanto, é
necessário a valorização da equipe da biblioteca, bem como a criação de um
ambiente de compartilhamento do conhecimento. Corroborando com esta idéia ,
Rostirolla 2006 afirmou que, para tanto, é necessário que as bibliotecas
universitárias públicas invistam em seu pessoal e em ambiente que possa promover
o compartilhamento e a criação do conhecimento, a fim de transformar o
conhecimento tácito em conhecimento organizacional.
Silveira (2009) relatou que as bibliotecas universitárias:
Devem se empenhar para alcançar objetivos e cumprir metas
organizacionais e sociais relacionadas ao ensino, pesquisa e
extensão. Em contrapartida, devem atender a expectativa de sua
comunidade interna de trabalhadores, ou seja, de seu diversificado
quadro de funcionários, de modo a favorecer a qualidade de vida e
satisfação no ambiente de trabalho.
As organizações necessitam tratar seus colaboradores como parceiros,
cujas potencialidades precisam ser incentivadas e valorizadas, uma vez que todos
os integrantes da organização são as pessoas que se vinculam com os usuários e
com os fornecedores, e são elas que tomam decisões; também são elas que
concebem os produtos e serviços, buscando atender às necessidades dos clientes
(PONJUÁN DUANTE, 2007; apud MORAES; FADEL, 2010) .
Marques Júnior e Albino (2011) apontaram a biblioteca como a que
exerce papel fundamental dentro das universidades na área de gestão de
conhecimento e informação, uma vez que esta facilita o controle e recuperação de
informações essenciais de uma forma eficiente e segura para seus usuários. Quanto
aos principais desafios das organizações, destacaram que "estão concentrados na
gestão de mudanças culturais e comportamentais de seus seres humanos e na
criação de um contexto organizacional propício para criar, utilizar e compartilhar
informação e conhecimento".
O relato de experiência deste trabalho vem firmar as contribuições dos
autores citados, demonstrando que a aplicação de instrumentos que evidenciam os
aspectos como valorização do trabalho , motivação e comunicação , influenciam
positivamente nas mudanças comportamentais, no desenvolvimento das atividades

2214

�i
;:li

Gestão do conhecimento: processos e ferramentas
S!mWrio

/IbooroaIde

=

IiWitt_

:.

U-,""lIIMbs

Trabalho completo

padronizadas e no relacionamento entre as equipes, além de subsidiar o
comprometimento com o processo de trabalho e melhoria contínua no fluxo , onde o
feedback ocorre de forma mais natural e espontânea, traduzindo na melhoria da
qualidade do serviço prestado à comunidade.

3 Metodologia
Este trabalho, que tem como objetivo apresentar um relato de
experiência, é exploratório, do tipo estudo de caso. As informações foram coletadas
através da vivência nas reuniões , nas discussões e nos relatórios de reuniões (atas) .
O universo da pesquisa foi a equipe de bibliotecários e técnicos das bibliotecas que
atuam diretamente na circulação de materiais bibliográficos e participam do GT.
Cada membro do Grupo possui voz e voto para decidir metodologias e serviços; é
responsável por trazer as demandas de sua biblioteca para serem discutidas e
estudadas, com a finalidade de padronizar os serviços e alinhar as informações
entre todas as equipes, além de apontar melhorias a serem desenvolvidas no
software para adequação às necessidades da comunidade usuária e dos serviços
prestados. Após a implementação e testes das melhorias no software estas são
validadas pelo GT de Circulação.
O Grupo de Trabalho (GT) de Circulação foi criado em 1997, juntamente
com os GTs de Catalogação, Aquisição e de OPAC, com o propósito de analisar e
implantar o módulo de circulação no software adquirido na época (PIETROSANTO,
2004).
Em 2007, o GT foi reestruturado com a finalidade estudar, analisar e
propor melhorias nas rotinas das Bibliotecas do Sistema de Bibliotecas da Unicamp
(SBU), com atividades que visam a excelência dos serviços de circulação de
materiais bibliográficos (empréstimos, devoluções, renovações,
reservas,
empréstimos entre bibliotecas), das pesquisas à Base Acervus, além de trabalhar a
qualidade e completeza dos cadastros de seus usuários. É composto por um
representante de cada Biblioteca do SBU (Bibliotecários e Profissionais de Apoio
Técnico - Técnicos e Auxiliares de Biblioteca) que trabalha efetivamente na
circulação em suas Unidades (24 Bibliotecas das 27 que compõem o Sistema) , que
debatem as questões, com poder de voto para qualquer decisão referente aos
serviços.
Este Grupo está alinhado aos objetivos do Sistema de Bibliotecas da
Unicamp, visto que tem como prioridade adotar padrões e critérios de organização e
de prestação de seus serviços e produtos, bem como promover o aperfeiçoamento
contínuo de seus colaboradores, tanto de bibliotecários quanto do pessoal técnico e
auxiliar que atuam diretamente nas atividades de circulação.
Em 2008, com o estudo para substituição do software gerenciador
(FERREIRA et aI., 2010), o GT passou a assumir novas atividades, com vistas a
apontar os requisitos necessários para o módulo de circulação, propondo ajustes e
condições para alcançar a pretendida excelência na prestação deste serviço .
A partir de 2009 , com a substituição do software utilizado até então pelo
SophiA, que atendeu aos requisitos específicos exigidos no edital de aquisição,
mudanças vêm ocorrendo paulatinamente, de forma muito positiva e consistente.
Como toda mudança de sistema operacional traz como consequência incertezas e
demandam adaptações de seus operadores, muitos processos de trabalho foram

2215

�i
;:li

Gestão do conhecimento: processos e ferramentas
S!mWrio

/IbooroaIde

=

IiWitt_

:.

U-,""lIIMbs

Trabalho completo

alterados, exigindo do GT bastante empenho na elaboração de políticas e orientação
quanto às novas operacionalizações.
Com a implantação do novo software, e para cumprir de forma efetiva o
objetivo de prestar um serviço com mais qualidade à comunidade atendida pelo
SBU, foi criado o Grupo Gestor Sophia, composto por três bibliotecários e um
analista de sistemas - profissionais experientes em catalogação, circulação,
tecnologias de informação e gestão de softwares - , que analisa e verifica as
demandas das bibliotecas e dos usuários, orientando e intervindo nos trâmites ou
configurar funções ; também simula e encaminha a demanda de forma específica e
detalhada à Empresa para reparo de erros, assim como estuda as
adequações/ajustes do sistema ou sugestões de melhorias.
Como o GGS coordena as questões relativas ao software, este Grupo
Gestor, coordenador do GT, comunica o andamento das demandas, a posição das
requisições de melhorias enviadas à Empresa, assim como apresenta as novidades
do Software, capacita os membros nas novas aplicações e esclarece dúvidas.
Para orientar os operadores do software nos trâmites de circulação e
padronização dos atendimentos foi elaborado, aprimorado e adaptado o "Manual de
serviços de circulação do SBU", validado pelo GT e pelos colaboradores do SBU .
Todos os membros das equipes das bibliotecas têm acesso online ao Manual, a
qualquer tempo, que é atualizado regularmente.
Desde 2008 o GT reúne-se mensalmente - em 2007 os encontros
aconteceram quinzenalmente, pois havia muitos assuntos a serem tratados e
decisões a serem tomadas com relação à padronização do atendimento aos
usuários do SBU, de forma sistêmica. Nas reuniões, os membros do GT trocam
experiências e analisam propostas para padronização de procedimentos e estudam
a necessidade de alterações e adequações no software.
O GT tem sido de extrema importância para o SBU, pois coletam
informações das equipes de circulação para formular as necessidades das
Bibliotecas do Sistema. Como os colaboradores que atuam com as atividades de
circulação estão direita mente ligados aos usuários, estes vivenciam suas
necessidades e demandas informacionais. Tanto em bibliotecas como em qualquer
outra organização, os problemas identificados necessitam de resolução. Na grande
maioria das ocorrências, os usuários relatam suas dificuldades à equipe de
atendimento no balcão de circulação - daí a necessidade constante comunicação e
de capacitação dos colaboradores para o pronto atendimento das ocorrências. As
questões mais simples, e já debatidas e padronizadas pelo GT, são sanadas
prontamente. Outras, porém, necessitam de análise de questões éticas, legais e
operacionais que envolvem todo o Sistema. Sendo assim, o membro representante
da biblioteca traz ao GT as questões e estas são estudadas e debatidas para
solução balizada e que servirá de orientação às demais Bibliotecas do SBU.
Outras contribuições do GT são os treinamentos interativos por módulo
para toda equipe de circulação, a elaboração do novo Regulamento de Circulação
de Materiais bibliográficos do SBU e, atualmente, vem planejado o Encontro
Periódico para Técnicos e propondo normas, regulamentos e procedimentos para
padronização, tanto de atividades internas das Bibliotecas com relação a serviços
prestados a usuários internos e externos, quanto relacionados a órgãos centrais da
Unicamp.

2216

�i
;:li

S!mWrio

Gestão do conhecimento: processos e ferramentas

/IbooroaIde

=

IiWitt_

:.

U-,""lIIMbs

Trabalho completo

4 Resultados
Após a reestruturação de sua metodologia de trabalho, o GT de
Circulação passou a ter maior acesso à informação dos trâmites sistêmicos e a
comunicação interna passou a ocorrer de forma mais objetiva e eficiente.
Esta experiência vem se mostrando bastante positiva em relação à gestão
da circulação dos materiais bibliográficos nas Bibliotecas da Unicamp, pois houve
melhoria significativa na comunicação, aumento na eficiência e eficácia dos setores
envolvidos e tem conquistado a credibilidade da comunidade acadêmica . A
atualização da equipe é constante por meio de treinamentos oferecidos pelo GGS e
pelo GT. Cada decisão tomada pelo Grupo é disseminada para todas as equipes de
circulação das Bibliotecas do SBU, transmitida pelo membro participante do GT, pela
diretoria da Biblioteca e por meio de relatórios de reuniões enviados para a lista de
email aos colaboradores do Sistema.
No que tange às correções, adequações e melhorias do software
corporativo, o GT atua como um elo entre os usuários do SBU, por meio de seus
colaboradores, apontando as demandas para o GGS que analisa as ocorrências,
que variam entre: operacionalização do sistema, administrativa , configuração,
adequações ou erros do programa .
A experiência com o GT tem demonstrado que esta metodologia de
trabalho atende de maneira muito satisfatoriamente as necessidades do SBU , pois
se trabalha com prioridades, de forma compartilhada e sistêmica . Quando o trabalho
ocorre com a premissa básica de visão sistêmica e compartilhada , atua-se com a
gestão de conhecimento e qualidade, influenciando positivamente na formação e
ações dos profissionais, reduzindo incertezas e erros na execução das atividades.
Após a reestruturação do GT, e com seu amadurecimento ao longo desses cinco
anos, a consolidação de seus objetivos e propostas, assim como o trabalho diário
junto às equipes das Bibliotecas, proporcionaram redução exponencial de erros
operacionais e desenvolvimento de um trabalho com procedimentos padronizados,
cumprindo , assim , sua função de alcançar eficiência e eficácia nas atividades diárias
da circulação.
O GT considera de extrema importância trabalhar com a qualidade dos
serviços prestados na circulação, principalmente com relação à capacitação de seus
colaboradores, para minimizar os erros operacionais e administrativos, pois o volume
de transação é muito grande (ver indicadores no Quadro 1).

2217

�i

Gestão do conhecimento: processos e ferramentas
S!mWrio

;:li

/IbooroaIde

:.

IiWitt_
U-,""lIIMbs

=

Trabalho completo

Usuários Ativos
Serviços
Circulacão de materiais
bibliográficos
Comutacão Bibliográfica
Atendimentos
Solicitações

45.465

8.711
1.639

Acervo
Livros (exemplares)
Impressos
E-Books
Periódicos
Títulos impressos
Títulos em meio
eletrônico
Acessos à
Base Acervus

Catalogacão-na-publicacão
Capacitacão de usuários
Empréstimo entre Bibliotecas
Atendimentos
Solicitações

1.211 .728

Teses (exemplares)
Impressas
Digitalizadas

872.058
297.814

Materiais não convencionais
Bases de dados referenciais

17.239
37.328

Biblioteca di ital

1.856.983

2.808
4.769
3.721
3.136

93.072
36.451
246.516
547

4.990.901

Quadro 1 - Indicadores do SBU/Unicamp, ano base 2011
Fonte: Relatório Gerencial Estatístico do SBU

Os investimentos em capacitação, aperfeiçoamento e qualificação de
seus serviços e produtos, assim como do seu quadro de colaboradores, tornaram
acessível e compartilhado o conhecimento corporativo, o que permite aumento de
valor e melhoria da contribuição das pessoas das equipes no alcance dos objetivos
que busca a própria organização .
Por praticar a gestão compartilhada , proposta do GT, foi possível
desenvolver e manter um ambiente extremamente agradável, equipe cooperativa,
motivada e empenhada para exercer suas atividades. O GT tem alcançado
resultados positivos devido ao desenvolvimento de um trabalho conjunto e dinâmico;
com as ações padronizadas, o Grupo conquistou a credibilidade da sua comunidade
usuária. O GT se mostra bastante consolidado e motivado, sempre trabalhando com
objetivos comuns para todo o SBU, visando satisfazer expectativas sistêmicas,
mantendo comunicação constante entre os colaboradores do Sistema e sua
comunidade usuária.

5 Considerações Finais
Principalmente por meio de devolutivas dos usuários e por percepções
nas atividades cotidianas das equipes das Bibliotecas, a utilização da metodologia
de um GT, conforme exposto, indica que o Grupo de Trabalho da Circulação tem
atingido seus objetivos, pois sua proposta e metodologia de trabalho recebem
aprovação das Bibliotecas do SBU, de seus colaboradores e de sua comunidade
usuária.
O resultado da metodologia utilizada pelo GT gradativamente apresenta
melhorias que são visíveis no atendimento ao usuário, diminuindo erros operacionais
da equipe que atua diretamente com circulação nas bibliotecas do Sistema,
melhorando o resultando na padronização de seus serviços, pois trabalha-se de
forma compartilhada e sistêmica nas tomadas de decisões. Com o trabalho do GT

2218

�i

Gestão do conhecimento: processos e ferramentas
S!mWrio

;:li

/IbooroaIde

:.

IiWitt_
U-,""lIIMbs

=

Trabalho completo

houve melhora na integração e colaboração entre os membros das equipes, maior
facilidade na resolução problemas, no comprometimento nas tarefas executadas
pelas equipes, na comunicação com os clientes internos e externos, no
planejamento e organização das atividades da área e no comprometimento com os
objetivos e estratégias da Instituição.
Esta experiência tem atendido satisfatoriamente às necessidades e
interesses do SBU, pois trabalha-se com prioridades, de maneira compartilhada e os
resultados são apresentados aos colaboradores e usuários de forma rápida e
consistente.
O amadurecimento do GT proporcionou maior comprometimento com os
resultados coletivos, com o desenvolvimento em conjunto e, consequentemente,
suas ações alcançaram credibilidade junto à comunidade acadêmica , sempre
valorizando o trabalho de atendimento ao público das Bibliotecas
A forma de comunicação utilizada pelo GT merece destaque, já que a
comunicação é essencial para a aquisição do conhecimento, pois todos os
colaboradores que trabalham com a circulação têm oportunidade de receber as
informações relativas a melhorias, padrões e mudanças para serem aplicadas em
suas atividades de rotina, reduzindo ruídos na informação. Desta forma, os
profissionais do SBU tornaram-se mais comprometidos com os resultados coletivos,
participativos e motivados, uma vez que passaram a vivenciar um ambiente
organizacional mais colaborativo.

Agradecimento
Todo prestígio de um trabalho bem feito, com comprometimento e recirpocidade,
deve-se aos membros do GT, aos hoje ativos e aos que ali atuaram e contribuíram ,
e aos colegas que executam o atendimento aos nossos usuários nas Bibliotecas no
dia-a-dia. A todos, nosso muito obrigada!

Referências
FERNANDES, Almir. Administração inteligente: novos caminhos para as
organizações do século XXI. São Paulo: Futura, 2001 . 358p., il. ISBN 8574130761.
FERREIRA, Danielle Thiago et aI. A seleção de software para gerenciamento de
biblioteca: a experiência do Sistema de Bibliotecas da Unicamp. In: SEMINÁRIO
NACIONAL DE BIBLIOTECAS UNIVERSITÁRIAS,16., 2010 , Rio de Janeiro. [Anais
eletrônicos... ] Rio de Janeiro, RJ : UFRJ , 2010. Disponível em :
&lt;http://www.gapcongressos.com .br/eventos/z0070/trabalhos/final_397.pdf&gt; . Aceso
em 20 fev . 2011
MARQUES JÚNIOR, Euro. Gestão do conhecimento e recursos humanos em
bibliotecas universitárias brasileiras e portuguesas. Revista Brasileira de
Biblioteconomia e Documentação, Nova Série, São Paulo, v.7, n.1, p. 74-89,
jan./jun. 2011 .

2219

�i

Gestão do conhecimento: processos e ferramentas
S!mWrio

;:li

/IbooroaIde

:.

IiWitt_
U-,""lIIMbs

=

Trabalho completo

LONGO , Rose Mary Juliano; VERGUEIRO, Waldomiro. Gestão da qualidade em
serviços de informação do setor público : características e dificuldades para sua
implantação. Revista Digital de Biblioteconomia e Ciência da Informação,
Campinas, v.1 , n.1, p.39-59, 2003. Disponível em :
&lt;http ://www.sbu .unicamp.br/seer/ojs/index. ph p/sbu _rci/article/viewFile/286/166&gt;.
Acesso em: 12 abr. 2012 .
MAPONYA, Pearl M. Knowledge management practices in academic libraries a case
study of the University of Natal, Pietermaritzburg Libraries. 2004. Disponível em :
&lt;http ://citeseerx.ist. psu .edu/viewdoc/down load ;jsessionid=B D43E2167C48 D4FEE7F
2042388A64C24 ?doi=1 0.1.1 .137.8283&amp;rep=rep1 &amp;type=pdf&gt;. Acesso em : 20 jun .
2011 .
MORAES, Cássia Regina Bassan de; FADEL, Bárbara . Gestão do conhecimento
nas organizações: perspectivas de uso da Metodologia Sistêmica Soft (Soft Systems
Methodology). In : VALENTIM , Marta (Org). Gestão, mediação e uso da
informação. Editora Unesp, 2010. p.33-57. Disponível em: &lt;http://books.scielo.org&gt; .
Acesso em: 12 abr. 2012 .
PIETROSANTO, Ademir Giacomo. Uma reflexão sobre gestão do conhecimento x
virtual : tendência do sistema de bibliotecas da Unicamp (SBU) . Educação temática
Digital, Campinas, v. 6, n.1, p.1-9, dez. 2004 .
ROSTIROLLA, G. Gestão do conhecimento no serviço de referência em
bibliotecas universitárias: uma análise com foco no processo de referência. 2006 .
174f. Dissertação (Mestrado em Ciência da Informação). Universidade Federal de
Santa Catariana - Centro de Ciências da Educação. Disponível em :
&lt;http ://pgcin .paginas.ufsc.br/files/201 0/1 O/ROSTIROLLA-Gelci.pdf&gt;. Acesso em: 20
jun . 2012 .
SILVEIRA, Júlia Gonçalves da. Gestão de recursos humanos em bibliotecas
universitárias: reflexões. Ciência da Informação, Brasília , v.38, n.2, p.126-141,
maio/ago. 2009.

2220

�</text>
                  </elementText>
                </elementTextContainer>
              </element>
            </elementContainer>
          </elementSet>
        </elementSetContainer>
      </file>
    </fileContainer>
    <collection collectionId="49">
      <elementSetContainer>
        <elementSet elementSetId="1">
          <name>Dublin Core</name>
          <description>The Dublin Core metadata element set is common to all Omeka records, including items, files, and collections. For more information see, http://dublincore.org/documents/dces/.</description>
          <elementContainer>
            <element elementId="50">
              <name>Title</name>
              <description>A name given to the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51396">
                  <text>SNBU - Edição: 17 - Ano: 2012 (UFRGS - Gramado/RS)</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="49">
              <name>Subject</name>
              <description>The topic of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51397">
                  <text>Biblioteconomia&#13;
Documentação&#13;
Ciência da Informação&#13;
Bibliotecas Universitárias</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="41">
              <name>Description</name>
              <description>An account of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51398">
                  <text>Tema: A biblioteca universitária como laboratório na sociedade da informação.</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="39">
              <name>Creator</name>
              <description>An entity primarily responsible for making the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51399">
                  <text>SNBU - Seminário Nacional de Bibliotecas Universitárias</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="45">
              <name>Publisher</name>
              <description>An entity responsible for making the resource available</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51400">
                  <text>UFRGS</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="40">
              <name>Date</name>
              <description>A point or period of time associated with an event in the lifecycle of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51401">
                  <text>2012</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="44">
              <name>Language</name>
              <description>A language of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51402">
                  <text>Português</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="51">
              <name>Type</name>
              <description>The nature or genre of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51403">
                  <text>Evento</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="38">
              <name>Coverage</name>
              <description>The spatial or temporal topic of the resource, the spatial applicability of the resource, or the jurisdiction under which the resource is relevant</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51404">
                  <text>Gramado (Rio Grande do Sul)</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
          </elementContainer>
        </elementSet>
      </elementSetContainer>
    </collection>
    <itemType itemTypeId="8">
      <name>Event</name>
      <description>A non-persistent, time-based occurrence. Metadata for an event provides descriptive information that is the basis for discovery of the purpose, location, duration, and responsible agents associated with an event. Examples include an exhibition, webcast, conference, workshop, open day, performance, battle, trial, wedding, tea party, conflagration.</description>
    </itemType>
    <elementSetContainer>
      <elementSet elementSetId="1">
        <name>Dublin Core</name>
        <description>The Dublin Core metadata element set is common to all Omeka records, including items, files, and collections. For more information see, http://dublincore.org/documents/dces/.</description>
        <elementContainer>
          <element elementId="50">
            <name>Title</name>
            <description>A name given to the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="64445">
                <text>Grupo de trababalho: metodologia utilizada no GT de circulação do Sistema de Bibliotecas da Unicamp.</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="39">
            <name>Creator</name>
            <description>An entity primarily responsible for making the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="64446">
                <text>Ceccotti, Heloisa Maria; Teixeira, Mariana Pedroso; Signorelli, Maria Helena; Salvio, Silvia Celeste</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="38">
            <name>Coverage</name>
            <description>The spatial or temporal topic of the resource, the spatial applicability of the resource, or the jurisdiction under which the resource is relevant</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="64447">
                <text>Gramado (Rio Grande do Sul)</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="45">
            <name>Publisher</name>
            <description>An entity responsible for making the resource available</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="64448">
                <text>UFRGS</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="40">
            <name>Date</name>
            <description>A point or period of time associated with an event in the lifecycle of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="64449">
                <text>2012</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="51">
            <name>Type</name>
            <description>The nature or genre of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="64451">
                <text>Evento</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="41">
            <name>Description</name>
            <description>An account of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="64452">
                <text>Com o objetivo de apresentar uma experiência que vem se mostrando bastante assertiva em relação à gestão da circulação dos materiais bibliográficos nas Bibliotecas da Unicamp, este trabalho pretende evidenciar a metodologia trabalhada junto ao Grupo de Trabalho de Circulação. O GT de Circulação, criado em meados de 1997, tem o propósito de analisar e implantar o módulo de circulação no software coorporativo adquirido na época. A implantação do módulo nas Bibliotecas ocorreu paulatinamente, apartir de 2002, com testes-piloto nas Bibliotecas dos Institutos de Economia e de Física. Após a consolidação do módulo em todas as Bibliotecas do Sistema, e com a necessidade de implementações que atendessem especificidades das Bibliotecas da Unicamp, no início de 2007 ocorreu uma reestruturação na metodologia de trabalho do GT, com foco na gestão compartilhada. Em 2008, o GT assessorou o Grupo de Estudo para troca do software com relação a necessidades de circulação, assim como auxiliou na sua avaliação. Com a troca do software coorporativo, no início de 2009, o GT assumiu novas atividades, propondo alterações e adequações. O Grupo é composto por um representante de cada Biblioteca do SBU que efetivamente mantém circulação em suas Unidades (24), com reuniões mensais, onde seus membros têm voz e voto para todas as decisões referente ao módulo. Com a maturidade do GT, este assumiu, também, atividades quanto aos procedimentos-padrão dos serviços prestados no atendimento ao usuário, confecção de manuais e guias, elaboração de treinamentos, workshop, encontros para os profissionais das Bibliotecas, entre outras.</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="44">
            <name>Language</name>
            <description>A language of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="69563">
                <text>pt</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
        </elementContainer>
      </elementSet>
    </elementSetContainer>
  </item>
  <item itemId="6063" public="1" featured="0">
    <fileContainer>
      <file fileId="5127">
        <src>http://repositorio.febab.org.br/files/original/49/6063/SNBU2012_202.pdf</src>
        <authentication>748164a69399b14540e1d58a0563afbf</authentication>
        <elementSetContainer>
          <elementSet elementSetId="4">
            <name>PDF Text</name>
            <description/>
            <elementContainer>
              <element elementId="92">
                <name>Text</name>
                <description/>
                <elementTextContainer>
                  <elementText elementTextId="64444">
                    <text>i

Gestão do conhecimento: processos e ferramentas
S!mWrio

;:li

/IbooroaIde

:.

IiWitt_
U-,""lIIMbs

=

Trabalho completo

GESTÃO DO CONHECIMENTO ALINHADA À GESTÃO DE
MUDANÇA
Elvira Fernandes de Araújo Oliveira ' , Maria IIza da Costa2, Sônia Maria
dos Santos Araújo 3, Tatiana Nascimento Augusto Dutra Alves4
1Mestre em Administração , Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Rio
Grande do Norte, Mossoró, Rio Grande do Norte.
2Especialista em Gestão Estratégica de Sistemas de Informação, Instituto Federal de
Educação, Ciência e Tecnologia do Rio Grande do Norte, Natal, Rio Grande do Norte.
3Especialista em Gestão de Pessoas, Instituto Federal de Educação , Ciência e Tecnologia do
Rio Grande do Norte, Natal, Rio Grande do Norte.
4Especialista em Gestão Estratégica de Sistemas de Informação, Instituto Federal de
Educação, Ciência e Tecnologia do Rio Grande do Norte, Natal, Rio Grande do Norte.

Resumo

o desafio de gerenciar e melhor utilizar o conhecimento, ativo intangível de valor
estratégico, tem aguçado as organizações a buscarem modelos de gestão que
visam administrar os conhecimentos essenciais para alcançar seus objetivos
direcionados a visão de futuro e sua permanência no mercado competitivo. Logo,
esse estudo tem como objetivo principal apresentar a gestão do conhecimento como
modelo que surge para gerenciar a transposição do conhecimento tácito em explícito
e a gestão de mudança como parte integrante desse processo . Para tanto,
contextualiza o conhecimento, cita os tipos e as formas de conversão dele. Aborda
maiores considerações sob as gestões do conhecimento, estratégica do
conhecimento e a de mudança, expondo conceitos, objetivos e benefícios
relacionados à implementação dessas gestões. Expõe a gestão do conhecimento
com foco na inovação. Trata-se de um levantamento exploratório fruto de uma
revisão de literatura de base estritamente teórica em vários suportes informacionais
relacionados a esse tema e áreas afins. Toda adoção de modelos proporciona
mudanças organizacionais que podem influenciar de maneira positiva ou negativa
nos processos, nas ações estratégicas, nos serviços, nos produtos e na cultura
organizacional. Infere-se, portanto , nesse estudo que a adoção de novas práticas modelos- interfere nas formas de gerenciar os processos organizacionais e nas
ações estratégicas das organizações. Constata-se, dessa forma, a necessidade de
novas contribuições para essa temática, baseadas em estudos empíricos com o
intuito de conscientizar que a gestão do conhecimento e a gestão de mudança não
estão isoladas, mas alinhadas ao processo de alavancar a sobrevivência das
organizações.
Palavras-chave:
Conhecimento; Gestão do conhecimento; Gestão estratégica do conhecimento;
Gestão de mudança.

2197

�i
;:li

S!mWrio

Gestão do conhecimento: processos e ferramentas

/IbooroaIde

=

IiWitt_

:.

U-,""lIIMbs

Trabalho completo

Abstract
The challenge to better manage and use knowledge, intangible assets of strategic
value, has sharpened companies to pursue business models that aim to manage the
skills essential for achieving your goals directed the vision of the future and remain in
a competitive market. Therefore, this study has as ma in objective to present
knowledge management as a model that appears to manage the implementation of
the tacit and explicit knowledge and change management as an integral part of this
processo To do so, contextualizes the knowledge, cites the types and forms of his
conversion . Discusses further consideration under the administrations of knowledge,
strategic knowledge and change, by debating concepts, objectives and benefits
related to implementation of these efforts. Exposes the knowledge management with
a focus on innovation. This is an exploratory survey result of a literature review of
theoretical based strictly on a variety of informational related to this topic and related
areas. Any adoption of models provides organizational changes that may influence
positively or negatively in the process, the strategic actions, services, products and
organizational culture. It is inferred, therefore, in this study that the adoption of new
practices - interferes with-models ways to manage organizational processes and the
strategic actions of companies. It appears, therefore, the need for further
contributions to this theme, based on empirical studies in order to realize that
knowledge management and change management are not isolated, but aligned to
the process of leveraging the companies' survival.

Keywords:
Knowledge; Knowledge management; Strategic management of knowledge; Management of
change.

1 Introdução
Num mundo globalizado e altamente informatizado, o conhecimento tem se
tornado um ativo economicamente estratégico, sendo esse considerado um dos
recursos mais valiosos para a gestão da empresa .
À medida que as pessoas interagem nos ambientes, principalmente de
trabalho, elas absorvem informações e as transformam em conhecimento . Articulam,
experiências, valores e crenças e conhecimentos para identificar as informações
relevantes como instrumento decisivo para promover o desenvolvimento
organizacional e criar diferenciais competitivos que possibilitem a permanência da
empresa no mercado cada vez mais competitivo.
A efetiva busca, de gerir, aplicar e converter o ativo intangível - conhecimento
- em resultados tem propiciado as organizações a procurar adotar um modelo de
gerência e supervisão do conhecimento organizacional. Assim, a Gestão do
Conhecimento (GC) surge como um modelo de gerência utilizado para transformar o
conhecimento tácito em forma explícita .

2198

�i
;:li

S!mWrio

Gestão do conhecimento: processos e ferramentas

/IbooroaIde

=

IiWitt_

:.

U-,""lIIMbs

Trabalho completo

Logo, O objeto central de reflexão, no presente estudo, é apresentar o
processo da gestão do conhecimento alinhada à gestão de mudança no
gerenciamento das atividades organizacionais, com vistas às organizações
acompanharem as tendências do mercado e as inovações. Esse artigo é fruto de
uma revisão de literatura de base estritamente teórica em suportes informacionais
nas áreas: gestão do conhecimento, gestão de mudança e áreas afins.
A principal motivação para essa produção foi mostrar que todo processo de
gestão de conhecimento gera mudanças. Assim, a gestão de mudança emerge
como um tema que não pode ser extraído da literatura, quando se tratar de
implementação da GC. Pois, percebe-se que as mudanças organizacionais que
surgem com a adoção de novas práticas - modelos- e novas inovações interferem
nas formas de gerenciar os processos organizacionais e nas ações estratégicas das
organizações.
Esse estudo, inicialmente, contextualiza o conhecimento, cita os tipos e as
formas de conversão dele. Expõe à base do nosso objeto de análise as gestões: do
conhecimento, da estratégica do conhecimento e, de mudança , com seus conceitos,
objetivos, benefícios e as condições favoráveis para as práticas dessas gestões com
o uso do conhecimento. Aborda a gestão do conhecimento com foco na inovação.
Finalmente, apresenta as principais conclusões e as linhas potenciais de pesquisas
futuras .

2 Conhecimento

o conhecimento gerado pelo o acúmulo da troca de experiências, nos
relacionamentos interpessoais, na vida cotidiana, na leitura de suportes
informacionais, entre outros, representa uma fonte impulsionadora do ser humano
na busca das relações causais entre os fenômenos.
Para Barreto (2002), conhecer é um ato de interpretação individual, uma
apropriação da informação por meio das estruturas mentais de cada sujeito. Assim,
os seres humanos constituem nos únicos seres que conseguem conhecer, criar,
transformar e processar o conhecimento na tentativa de visualizar novas realidades
e cenários para expandir fronteiras conhecidas e desconhecidas, ampliando novos
mundos.
Segundo Davenport e Prusak (1998), o conhecimento é uma mistura fluída de
experiência condensada, valores, informação contextual e insight experimentado,
constituindo em uma estrutura que permite a avaliação e, a incorporação de novas
experiências e informação.
Divide-se em tácito e explícito, conforme Nonaka (1994), o explícito refere-se
ao conhecimento transmissível em linguagem formal e sistemática , enquanto o tácito
possui uma qualidade pessoal enraizada na ação, no comprometimento e no
envolvimento em um contexto específico.
Spender (1996 apud OLIVEIRA JÚNIOR, 2010) propõe três componentes do
conhecimento tácito no trabalho: componente consciente, automático e o coletivo.
a)
componente consciente - De fácil codificação e transmissão, em virtude
do indivíduo entender e explicar o que está fazendo ;
b)
componente automático - É desempenhado de forma inconsciente e o
indivíduo não tem consciência de como ele está sendo aplicado;
c)
componente coletivo - É o conhecimento desenvolvido pelo indivíduo
por meio do compartilhamento em um contexto social específico .

2199

�i
;:li

S!mWrio

Gestão do conhecimento: processos e ferramentas

/IbooroaIde

=

IiWitt_

:.

U-,""lIIMbs

Trabalho completo

A esses componentes Spender (1996 apud OLIVEIRA JÚNIOR, 2010) somou
o conhecimento explícito entendido por "cientifico ou familiar" perante a seguinte
matriz, exposta no quadro 1:

Conhecimento
Individual
Social
Consciente
Objetivado
Explícito
Implícito
Automático
Coletivo
Quadro 1-Tlpos de conhecimento organizacional
Fonte: Spender (1996 apud OLIVEIRA JÚNIOR, 2010).

As organizações se constituem uma das bases nas quais o conhecimento
assume dimensões conhecidas e desconhecidas. O conhecimento tácito é o ponto
de partida que tem propiciado as organizações buscarem e trabalharem esse ativo
intangível de forma coesa, integrando-o nos processos de negócios para o sucesso.
Na atual Era da Sociedade da Informação, o modo de pensar das
corporações tem influenciado a redefinição de conceitos, métodos de agregação de
valor e termo de ações à conversão entre conhecimento tácito-explícito . Nesse
sentido, Takeuchi e Nonaka (2008) expõem quatro modos para a conversão
conhecimento tácito e explícito, como: Socialização, Externalização, Combinação e
Internalização. Esse ciclo tornou-se conhecido na literatura como modelo SECI,
espiral SECI ou processo SECI :
a) socialização - É um processo de compartilhamento de experiências
diretas, fase a fase . Transita de indivíduo para indivíduo por meio de:
- Dialogo e comunicação "fase a fase";
- Brainstorming, insights e intuições são valorizadas, disseminadas e
discutidas sob várias perspectivas entre grupos heterogêneos;
- Valorização do trabalho tipo "mestre-aprendiz" na observação e imitação
de boas práticas;
- Compartilhamento de experiências e modelos mentais nos trabalhos em
equipe;
b) externalização - É um processo de articulação do conhecimento tácito em
conceitos explícitos. Articula o conhecimento tácito por meio de diálogo e de
reflexão. Surge de indivíduo para grupo :
- Representação simbólica do conhecimento tático por meio de modelos,
conceitos e hipóteses com uso de uma linguagem figurada - metáforas,
analogias dedução e indução para externalizar uma parte do conhecimento
tácito;
- Utilização de recursos gráficos e textuais - planilhas, textos, gráficos,
imagens entre outros - para descrição de parte do conhecimento tácito;
- Relatos orais e usos de filmes ;
c) combinação - É um processo de sistematização de conceitos em um
sistema de conhecimento. Constitui de grupo para organização:
- Agrupamento e processamento de conhecimentos explícitos;
d) Internalização - É um processo de incorporação do conhecimento
explícito em conhecimento tácito . Emerge da organização para indivíduo da
seguinte forma :
- Estudos e análises individual de documentos em diferentes suportes
informacionais;
- Prática individual;

2200

�i

Gestão do conhecimento: processos e ferramentas
S!mWrio

;:li

/IbooroaIde

:.

IiWitt_
U-,""lIIMbs

=

Trabalho completo

- Repensar individual de vivências e práticas.

o conhecimento seja tácito ou explícito constitui num principal ativo
estratégico para a empresa que visa alcançar as metas por ela proposta . Dessa
forma , torna-se importante as organizações saberem do SECI , objetivando analisar
e entender a dinâmica da disseminação do conhecimento para a obtenção de
vantagem competitiva .
Além do mais, atualmente, o conhecimento é a base fundamental da
concorrência e o conhecimento tácito especialmente, pode ser uma fonte de
vantagem porque é único, imperfeitamente móvel, imperfeitamente imitável e não é
substituível (LÓPEZ-NICOLÁS; MERÕNO-CERDÁN, 2011). E esse tipo de
conhecimento é considerado o mais importante para inovação (YUAN , TSANG ;
PENG, 2008). Por isso, ele precisa ser bem gerido e aproveitado nas organizações
com o uso da gestão do conhecimento.
3 Gestão do Conhecimento
A demanda de informações tem dificultado a seleção e a transformação em
conhecimento. Assim , a gestão do conhecimento surge da importância que é dada
ao conhecimento e sua reorganização . Para Mello e Buriton (2000 apud MENDES,
2009) a gestão do conhecimento é um conjunto de ações sistemáticas para localizar,
entender e usar o conhecimento na criação de valores, permitindo que a informação
útil e o conhecimento alcancem de forma eficaz e eficiente o usuário final. De acordo
com Donate e Guadamillas, (2011) , a GC compreende como um conjunto de
processos por meio dos quais o conhecimento é adquirido, desenvolvido, reunido,
compartilhado, aplicado e protegido pela empresa com a finalidade de melhorar
desempenho organizacional.
A GC tem como foco principal capacitar as pessoas a compartilhar o que elas
sabem , discernir e tornar disponível a informação de valor. Ela contribui para a
compreensão de como recursos intangíveis podem constituir a base de uma
estratégia competitiva, além de possibilitar a identificação dos ativos estratégicos
que irão assegurar uma visão de futuro para as organizações.
De uma perspectiva prática , as organizações estão percebendo a importância
de gestão do conhecimento, se quiserem permanecer competitivas e crescer
(LÓPEZ-NICOLÁS; MERÕNO-CERDÁN , 2011)
Ainda a esse respeito, os autores Probst, Raub e Romhardt (2002 apud
CISLAGHI, 2008, p.107) apresentam seis etapas do processo da gestão do
conhecimento, conforme o quadro 2:

Processo
Identificação do
conhecimento

Aquisição do

Etapas
a) identificar, analisar e descrever o ambiente do
conhecimento ;
b) definir um quadro de habilidades, informações e dados
internos e externos;
c) assegurar a transparência do conhecimento e lacunas
de;
d) facil itar a localização dos conhecimentos dentro e fora
da organização;
a) definir conhecimentos desenvolvíveis internamente e

2201

�i
;:li

S!mWrio

Gestão do conhecimento: processos e ferramentas

/IbooroaIde

=

IiWitt_

:.

U-,""lIIMbs

Trabalho completo

conhecimento

adquiríveis;
b) adquirir conhecimentos especialistas, consultores,
parceiros e clientes, assim como produtos do
conhecimento, como plantas industriais, softwares,
equipamentos alta tecnologia.
a) facilitar o desenvolvimento de novas habilidades,
Desenvolvimento do
produtos, idéias e processos mais eficientes;
conhecimento
b) direcionar esforços para o desenvolvimento do
conhecimento.
Compartilhamento do
a) propiciar o compartilhamento do conhecimento adquirido
conhecimento
e desenvolvido na organização para ser utilizável;
b) aumentar a utilização do conhecimento oferecendo
ambientes adequados para trabalho individual e em
grupo;
c) compartilhar o conhecimento através de conversas e
reuniões.
Utilização do
a) garantir que o conhecimento da organização seja
utilizado em seu beneficio;
conhecimento
b) transformar conhecimento em resultados visíveis para
organização;
c) garantir que habilidades e ativos de conhecimento, como
patentes e licenças, sejam totalmente utilizados.
a) selecionar pessoas e pessoas que valham apenas ser
Retenção do
retidos;
conhecimento
b) armazenar experiências de forma adequada;
c) transferir dados, informações e habilidades valiosas aos
sistemas organizacionais para que possam ser úteis à
toda organização;
d) garantir para que memória organizacional seja
atualizada;
e) transferir o conhecimento do funcionário que está saindo
para o seu sucessor;
f) registrar o conhecimento adquirido e desenvolvido para
torná-lo acessível e recuperável sempre.
Quadro 2 - Processo e etapas da gestão do conhecimento.
Fonte: Probst, Raub e Romhardt (2002 apud CISLAGHI , 2008) .

Torna-se importante evidenciar que, a implementação da gestão do
conhecimento passa pela a adoção desses processos, porém as organizações
precisam antes da sua implantação, reconhecer que o capital intelectual é a "mola
geradora do conhecimento", pois não há conhecimento se não houver o indivíduo
com seu processo cognitivo para transformar a informação em conhecimento.
Vê-se, portanto, que a implantação coordenada e sistemática da GC cria uma
vantagem competitiva sustentável , sendo ela de difícil imitação, pois está enraizada
nos ativos intangíveis.

2202

�i
;:li

S!mWrio

Gestão do conhecimento: processos e ferramentas

/IbooroaIde

=

IiWitt_

:.

U-,""lIIMbs

Trabalho completo

3.1 Gestão Estratégica do Conhecimento
A visão de uma empresa baseada em conhecimento constitui em uma
organização de aprendizagem que valoriza o conhecimento como recurso
estratégico e utiliza a informação útil como elemento principal no processo de
tomada de decisão. Esse propósito, conse9üentemente emerge a necessidade da
Gestão Estratégica do Conhecimento (GEC) .
Para Fleury e Oliveira Júnior (2010, p.19) a gestão estratégica do
conhecimento é definida como "a tarefa de identificar, desenvolver, disseminar e
atualizar o conhecimento estrategicamente relevante para a empresa, seja por meio
de processos internos, seja por meio de processos externos às empresas."
Agora, percebe-se que o conhecimento é visto como um ativo estratégico útil
que torna possíveis ações inteligentes nos planos: organizacional e individual, para a
geração de produtos e serviços eficientes.
Sob esse prisma, Davenport e Prusak (1998) discorrem que os valores de
produtos e serviços estão baseados nos aspectos intangíveis, ou seja , no
conhecimento percebido em habilidades técnicas, projeto de produto, estudo de
marketing, criatividade e inovação.
Baseado nessas ideias, a gestão estratégica do conhecimento permite
otimizar o uso do conhecimento individual e coletivo para a geração de produtos e
serviços eficazes.
A adoção de uma GEC pelas organizações vai exigir o uso de Tecnologia da
Informação (TI) para facilitar o processo de gerir, armazenar e utilizar o
conhecimento, devido ao advento da Internet, ao volume de dados e a informação
ter aumentado de forma espantosa , tornando difícil o controle pelo indivíduo e
consequentemente o seu processamento.
Não obstante, a TI passa a ser uma ferramenta com impacto na GEC à
medida que tem como foco intermediar a ação de pessoas, aproximando quem
domina determinados conhecimentos de quem os está necessitando (SILVA, 2004).
Presume-se que para essa gestão seja eficaz, ela deve ter, como principal
meta, o apoio ao processo decisório em todos os níveis. Para tanto, é preciso
instituir políticas, procedimentos e tecnologias que sejam capazes de coletar,
distribuir e utilizar, efetivamente, o conhecimento de forma hábil, bem como
representar fator de mudança no comportamento organizacional (TARAPANOFF,
2001 apud CARDOSO; MACHADO, 2008).
De certo modo, a gestão estratégica do conhecimento insere-se como uma
ferramenta que possibilita concatenar processos, estratégicas empresariais,
setoriais, nacionais e internacionais para a geração de produtos e serviços que
elevem o nível de produção com qualidade e alcance o almejado patamar do ranque
das organizações de sucesso, que investem no capital intelectual, na competência
gerencial e na aprendizagem organizacional.

3.2 Gestão do Conhecimento e a Capacidade de Inovação
Numa economia competitiva, o conhecimento e a inovação surgem como
elementos vitais que possibilitam o alavancar dos processos organizacionais. Logo,
1 Em se tratando da terminologia Gestão Estratégica do Conhecimento encontra-se pouca literatura, a maioria
dos autores defende o termo Gestão do Conhecimento.

2203

�i
;:li

S!mWrio

Gestão do conhecimento: processos e ferramentas

/IbooroaIde

=

IiWitt_

:.

U-,""lIIMbs

Trabalho completo

a globalização, os interesses políticos, intervenção governamental e o advento de
novos desenvolvimentos tecnológicos são forças que impulsionam à mudança nas
organizações (HURN , 2012) .
É nesse contexto que a GC é encontrada como um mecanismo importante
para promover a inovação e o desempenho empresarial (LÓPEZ-NICOLÁS E
MERÕNO-CERDÁN, 2011).
Essa gestão surge como recurso estratégico para adquirir, criar e compartilhar
conhecimento para auxiliar na tomada decisão. Assim, segundo essas autoras, ela
contribui para o desempenho empresarial por proporcionar: desempenho financeiro
- satisfação do cliente-, desempenho de processo - qualidade e eficiência - e
desempenho individual - capacidades individuais.
O interesse organizacional em GC é incentivado pela a possibilidade
dos benefícios resultantes, tais como: o aumento da criatividade e a inovação
em produtos e serviços. Isso reforça que o desempenho de GC é altamente
associado com o intelectual capital da empresa, que por sua vez afeta sua inovação
e realização financeira (JU; TIEN-SHIANG, 2006).
Van de Ven e Engleman (2004 apud YUAN , TSANG; PENG, 2008)
constataram quatro aspectos que emergem em estudos de GC e inovação: A
primeira é a questão humana com foco nas pessoas em tornar as organizações mais
inovadoras, explorando novos conhecimentos, em vez de explorar o conhecimento
existente. A segunda é a questão de como desenvolver um processo que gerencie e
implemente ideias. A terceira refere-se a um problema estrutural de construir uma
infraestrutura por meio das fronteiras organizacionais para a absorção e a
aprendizagem de conhecimentos, bem como facilitar, apoiar e promover atividades
inovadoras. O último aborda a questão de liderança, relativo à criação e gestão de
um contexto que seja apropriado para a inovação.
Várias perspectivas emergentes na literatura percebem que os esforços
inovadores incluem a busca e descoberta, experimentação e desenvolvimento de
novas tecnologias, novos produtos e serviços, novos processos de produção, e
novas estruturas organizacionais.
Esses esforços integram diferentes tipos de conhecimento de forma eficaz.
Como expõem Ju e Tien-Shian (2006), o processo de inovação envolve a integração
do conhecimento externo com o existente na organização. Eles ressaltam, também ,
que a capacidade de uma empresa para reconfigurar o conhecimento existente é a
base de promover a inovação contínua. Esses autores referem que para promover a
inovação há necessidade de integrar o conhecimento externo com o interno em uma
organização.
Nessa linha de pensamento, López-Nicolás e Meroíio-Cerdán (2011)
reconhecem que o processo de inovação depende, em muito do conhecimento,
especialmente, no conhecimento tácito . Essas autoras afirmam, ainda , que o
conhecimento é principal requisito de inovação e competitividade.
Nessa perspectiva, a GC é frequentemente identificada como um pressuposto
importante da inovação. É eficaz e tem sido apresentada na literatura como um
método para melhorar a inovação e o desempenho (SHU-HSIEN ; CHI-CHUAN,
2010).
Yuan , Tsang e Peng (2008) , o conhecimento tácito é considerado mais
importante para a inovação. Esses autores reforçam que capacidades excepcionais
de absorver e compartilhar o conhecimento tácito são mais prováveis que

2204

�i
;:li

S!mWrio

Gestão do conhecimento: processos e ferramentas

/IbooroaIde

=

IiWitt_

:.

U-,""lIIMbs

Trabalho completo

inovadores. É por meio da criação de novo conhecimento que se produz bens e
serviços para os clientes.
O conhecimento contribui para a produção de pensamentos criativos e
geração de inovação e, exatamente, por isso, que a inovação é visto como a área de
maior ganho de GC (LÓPEZ-NICOLÁS ; MERONO-CERDÁN , 2011) .
Para além disso, "a inovação é a combinação de conhecimento existente de
uma empresa gerando recursos para criar novos conhecimentos." (CANTNER;
JOEL; SCHMIDT, 2011, p. 1454, tradução nossa)
Esses autores em sua pesquisa constataram que GC aumenta
significativamente o sucesso da organização em função das inovações de produtos
e novidades do mercado e, afirmam que essa é foco da inovação.
Sendo assim, a GC é, portanto, é um diferencial para o sucesso das
organizações por está associada ao desenvolvimento do conhecimento . E esse, o
principal recurso para evoluir com as inovações de produtos e serviços.

4 Gestão da Mudança
A necessidade de constantes adaptações das organizações às mudanças
resultantes da tecnologia , da inovação, dos mercados globalizados, da demanda da
informação, dos diferenciais competitivos e entre outros, trouxe à tona a importância
da gestão de mudança para o cenário empresarial no início do século XXI.
Concatenado a essa abordagem, Tachizawa , Cruz Júnior e Rocha (2006) expõem
os seguintes elementos que a define:
a) criação de visão
- Consiste em criar uma visão da empresa para o futuro;
b) desenvolvimento de estratégicas
- Elaboração de estratégicas setoriais com constante revista ;
c) criação de condições para mudança de sucesso
- Preparar o ambiente para mudança , possibilitar o feeback regular
das atividades do individuo na organização, publicar os êxitos da
mudança e, controlar a resistência à mudança, encorajando a
comunicação e o bom fluxo da informação;
d) criação correta da cultura
- criar uma cultura resistente que suporte a mudança e encorajem a
flexibilidade, autonomia e o trabalho em grupo;
e) a necessidade e tipo de mudança devem ser destacados
- Evitar insistir na mudança quando ela não for viável pelo tipo da
escolha da mudança não condizente a com missão da empresa ;
f) planejamento e implementação da mudança
- Ter um plano de atividades e assumir compromisso com esse
plano, estabelecer a criação de grupo de gestão de mudança, auditoria
à mudança , formação e treinamento;
g) envolvimento
- A mudança requer o envolvimento de todos nos seus processos
geradores
h) manutenção do momentum
- Manutenção da motivação e do entusiasmo no processo de
mudança;
i) Melhoramento contínuo

2205

�i

Gestão do conhecimento: processos e ferramentas
S!mWrio

;:li

/IbooroaIde

:.

IiWitt_
U-,""lIIMbs

=

Trabalho completo

- Buscar a excelência do melhoramento contínuo dos funcionários,
da organização, processos, produtos e serviços.
Munidos desses elementos, deduze-se que a gestão de mudança traz
práticas inovadoras no sentido de criar ações estratégicas que permitem as
organizações transformar o modelo normativo estabelecido para o modelo de
trabalho. Essa ideia reforça o pensamento de Brugeff (2009) que compreende a
gestão da mudança como um conjunto de práticas, métodos, técnicas, que permitem
modificações ou adaptações dos ambientes organizacionais aos fatores internos e
externos, propícios à mudança em prol da sobrevivência da empresa . Para Hurn
(2012) ela é definida como um objetivo planejado para alterar uma organização no
sentido guiá-Ia para uma posição futura desejada no ambiente de negócios em
resposta aos novos desafios e oportunidades.
Embora o processo de mudança seja difícil por exigir a preparação dos
gerentes e funcionários, ele torna-se essencial para moldar os processos
organizacionais que conduzem as novas formas de organização e ao
gerenciamento, sendo ele primordial para a sobrevivência organizacional.
A gestão da mudança vai exigir alterações na organização . Sob esse prisma,
Kisil (1998) discorre sobre as fontes internas e externas que influenciam na
mudança organizacional , de acordo com o quadro 3:

Fontes externas
Social

Política

Geradores
de
mudança
As crenças, valores e
atitudes e opiniões

Fontes internas

Geradores de mudança

Associações
profissionais

Determinado pela
opção ideológica do
grupo

Novos objetivos
(metas)
organizacionais

Elementos inovadores
alimentado por
informações
Implica nova direção
organizacional e
estabelecimento de
mudanças estratégicas
nos processos, métodos e
novas tecnologias
Ocasiona novas
oportunidades de
crescimento e
desenvolvimento

Econômica

Recessão , aumento
Recursos
do desemprego,
organizacionais
crescimento da
excedentes
demanda por
serviços sociais
Desenvolvimento
Novos
bens
e
tecnológico
serviços
Quadro 3 - Fatores mternos e externos da mudança organizacional.
Fonte: Kisil (1998).

Em contribuição a esse autor, adicionamos como fontes internas da mudança
organizacional : o novo capital intelectual, os novos processos e a cultura
organizacional.
Sob essa ótica, Lima e Bressan (2003, p. 25) definem a mudança
organizacional como:
Qualquer alteração, planejada ou não, nos componentes
organizacionais - pessoas, trabalho , estrutura formal , cultura - ou
nas relações entre organização e seu ambiente, que possam ter

2206

�i

Gestão do conhecimento: processos e ferramentas
S!mWrio

;:li

/IbooroaIde

:.

IiWitt_
U-,""lIIMbs

=

Trabalho completo

consequências relevantes, de natureza positiva ou negativa, para
eficiência e/ou sustentabilidade organizacional.
Percebe-se que a mudança organizacional passa, inicialmente, pelo
conhecimento das razões das mudanças por envolver pessoas, trabalho, estrutura,
cultura , conforme citado pelo autor. Esse conhecimento se consegue com a
realização de um diagnóstico organizacional pelo qual são coletados os pontos
fortes e fracos na administração da empresa.
Com base nessas considerações, apresentamos, no quadro 3, oito estágios
para implementação do processo de mudança organizacional , estabelecido por
Korter (1998 apud HURN, 2012) após uma análise feita com relação ao insucesso
da implantação das mudanças organizacionais:
Estágio
um
urgência

Procedimento
Examinar o mercado, as realidades
competitivas e identificar as razões para a
mudança. Promover uma forte motivação
para a mudança.
Forma
uma equipe para Reunir um grupo para liderar a mudança e
mudança
garantir o trabalho em equipe com base na
confiança
Desenvolver uma visão e uma Criar uma visão para direcionar os esforços
de mudança, compartilhando-a em todos os
estratégica para a mudança
níveis da organização, além de identificar as
vantagens.
Comunicar a visão e a Falar abertamente e honestamente.
estratégica para alcançar os
objetivos propostos
Superar
a
resistência
a Identificar as barreiras e desenvolver uma
mudança
estratégica que minimizem a resistência .
Enfatizar em curto prazo as As metas devem divisíveis e buscar
metas atingidas
incrementai estágio para objetivos ao longo
prazo.
Reforçar a visão de mudança
Divulgar os sucessos alcançados

1. Estabelecer

2.

3.

4.

5.
6.

7.

8. Desenvolver

senso

uma

de

cultura

Essa atitude deve refletir a mudança
desejada em todo a organização, além de
manter a dinâmica de trabalho com ênfase
em atingir o objetivo final
,
Quadro 3 - Estaglos para Implementaçao da mudança organizacional.
Fonte: Adaptado de Korter (1998 apud HURN, 2012)
corporativa

-

É fato que a mudança é crucial para a sobrevivência das organizações, mas
nem todas estão preparadas. Então, esses estágios vêm contribuir como um roteiro
pelo qual as organizações podem nortear suas ações, conforme seu ramo de
atividades. É importante ressaltar que para esse autor o não cumprimento de um
desses passos pode comprometer o processo de implementação da mudança .
Na verdade, a mudança organizacional procura adequar as organizações ao
ambiente externo, forçando-as a buscarem melhorias contínuas. Por isso, para
atingir melhorias faz-se necessário que as organizações possuam um bom
planejamento que contemplem as mudanças organizacionais intensificados pelos

2207

�i
;:li

S!mWrio

Gestão do conhecimento: processos e ferramentas

/IbooroaIde

=

IiWitt_

:.

U-,""lIIMbs

Trabalho completo

fatores : globalização, competitividade, avanços tecnológicos, desenvolvimento
sustentável e outros.
Conforme foi visto , torna-se inconcebível ainda haver organizações
resistentes à mudança. Ela demanda tempo e exige ações voltadas para o
desenvolvimento das pessoas.
Em última análise, Fonseca (2002, p. 12) afirma que "a informação oportuna e
relevante permite reduzir as incertezas inerentes às mudanças." Logo, perante a
essa afirmação podemos constatar o alinhamento da gestão do conhecimento à
gestão da mudança, proposto por esse artigo .
Nesse aspecto, a GC surge como ferramenta útil para a seleção,
processamento e disseminação da informação relevante para a organização atingir
seus objetivos, as estratégicas de negócios, as habilidades e as competências das
pessoas.
5 Considerações Finais

Diante do exposto teórico disponível, infere-se que os estudos apresentados
devem contribuir para o entendimento da gestão do conhecimento e da gestão de
mudança, em bases, estritamente, empresariais.
As organizações precisam reconhecer e valorizar o capital intelectual
enquanto ativo estratégico . Nesse sentido, elas precisam viabilizar o
desenvolvimento de habilidades das pessoas com vistas alcançarem os objetivos
estabelecidos. Esse propósito emerge a necessidade de se de por em prática uma
gestão de conhecimento com parâmetros alinhados à gestão de mudança , visando
alavancar o desenvolvimento, o sucesso e a sobrevivência das organizações, além
de possibilitar acompanhar as inovações.
Esse alinhamento torna-se importante por entender que toda mudança pode
proporcionar desconforto, principalmente pelas incertezas ocasionadas pela falta de
informações relevantes ao processo de geração de produtos e serviços,
principalmente de comunicação.
Face ao exposto, pode-se afirmar que o conhecimento e a informação estão
se tornando a base para novos serviços e produtos, por isso investir nesses ativos
tornou-se crucial para a sobrevivência das organizações.
Com foi visto na literatura à inovação que se constitui no lançamento de
novas ideias tendo como metas melhorias contínuas, ela faz uso do conhecimento
tático. Logo, a GC é importante nesse processo por integrar esse tipo de
conhecimento como o da organização, de forma que ele ser útil e eficaz para gerar
novos produtos e serviços, aumentando a capacidade inovadora dessa e permitindo
a sua ampliação para novos mercados consumidores.
Finalmente, sabe-se que o conhecimento não se constrói de forma isolada,
ele precisa de uma interação entre sujeitos, organização e grupo, por isso a
organização precisa dar valor à aprendizagem organizacional que é estabelecida
quando se faz uso desse bem intangível.
A capacidade de reagir e o tempo de reação às mudanças constituem
considerações fundamentais para a definição de estratégicas e a capacitação da
organização. Portanto, a mudança é inevitável e o gerenciamento do conhecimento
imprescindível para as organizações acompanhar a Era da Informação e do
Conhecimento.

2208

�i

Gestão do conhecimento: processos e ferramentas
S!mWrio

;:li

/IbooroaIde

:.

IiWitt_
U-,""lIIMbs

=

Trabalho completo

Constata-se, também, a necessidade de novas contribuições para essa
temática , baseadas em estudos empíricos com intuito de conscientizar que a gestão
do conhecimento e a gestão de mudança não estão isoladas, mas alinhadas a todo
o processo gerenciamento de conhecimento .

Referências

BARRETO, Aldo de Albuquerque . A condição da informação. São Paulo em
Perspectiva, São Paulo, v. 16, n. 3, 2002.
BRUGEFF, José Carlos. Gestão proativa da mudança. 2009. 93 f. Dissertação
(Mestrado em Gestão do Conhecimento e Tecnologia da Informação) - Universidade
Católica de Brasília , Brasília , 2009.
CANTNE , Uwe; JOEL, Kristin ; SCHMIDT, Tobias. The effects of know/edge
management on innovative success - An empirica/ ana/ysis of German firms.
Research Policy, v. 40, p.1453- 1462, 2011 .
CARDOSO, OI inda Nogueira Paes; MACHADO, Rosa Teresa Moreira. Gestão do
conhecimento usando data mining: estudo de caso na Universidade Federal de
Lavras. Rev. Adm. Pública, Rio de Janeiro, v. 42 n. 3 maio/jun . 2008.
CISLAGHI, Renato. Um modelo de gestão do conhecimento em framework para
promoção da permanência de discente no ensino de graduação. 2008 . 273 f.
Tese (Doutorado em Engenharia e Gestão do conhecimento) - Universidade de
Federal de Santa Catarina , Florianópolis, 2008.
DAVENPORT, Thomas H.; PRUSAK, Laurence. Conhecimento empresarial : como
as organizações gerenciam o seu capital intelectual. Rio de janeiro: Campus, 1998.
DONATE, Mario Javier; GUADAMILLAS, Fátima . Organizational factors to support
knowledge management and innovation. Journal of Knowledge Management, v. 15
n. 6, p. 890 - 914, 2011 .
FLEURY, Maria Tereza Leme; OLIVEIRA JR, Moacir de Miranda (Org .). Introdução.
In :
. Gestão estratégica do conhecimento: integrando aprendizagem ,
conhecimento e competências. São Paulo: Atlas, 2010. p.15-24.
FONSECA, Ana Maria Eiroa da. O discurso das mudanças e a comunicação
organizacional. Sociedade brasileira de estudos interdisciplinares da comunicação.
Congresso brasileiro da comunicação, 25., 2002 , Salvador, BA. Anais ... Salvador,
BA, 2002 .
JU, Teresa L. ; CHIA-YING, Li ; TIEN-SHIANG, Lee. A contingency model for
knowledge management capability and innovation. Industrial Management &amp; Data
Systems, v. 106, n. 6 p. 855 - 877, p. 2006 .

2209

�i

Gestão do conhecimento: processos e ferramentas
S!mWrio

;:li

/IbooroaIde

:.

IiWitt_
U-,""lIIMbs

=

Trabalho completo

KISIL, Marcos. Gestão de mudança organizacional. São Paulo: Faculdade de
Saúde Pública da Universidade de São Paulo, 1998.
HURN, Brian J. Management of change in a multinational company. Industrial and
Commercial Training, v. 44 n. 1, p. 41-46, 2012 .
LIMA, S. M. V.; BRESSAN , C. L. Mudança organizacional : uma introdução. In: _ _
(Org .). Mudança organizacional: teoria e gestão. Rio de Janeiro: FGV, 2003 .
LÓPEZ-NICOLÁS, Carolina ; MERÕNO-CERDÁN, Ángel L. Strategic knowledge
management, innovation and performance. International Journal of Information
Management, v. 31, p. 502-509, apr. 2011
MENDES, Adriano M. Moro. Método da gestão do conhecimento em iniciação
científica segundo os pressupostos da ontopsicologia . 2009. 173 f. Tese
(Doutorado em Engenharia e Gestão do conhecimento) - Universidade de Federal
de Santa Catarina, Florianópolis, 2009.
NONAKA, Ikujiro. A dynamic theory of organizational knowledge. Organization
Scíence, v. 5, n, 1, feb . p.14-37, 1994.
OLIVEIRA JR, Moacir de Miranda (Org .). Competências essenciais e conhecimento
na empresas. In: FLEURY, Maria Tereza Leme; OLIVEIRA JR, Moacur de Miranda
(Org.) . Gestão estratégica do conhecimento: integrando aprendizagem,
conhecimento e competências. São Paulo: Atlas, 2010. p.121 -152 .
SILVA, Sérgio Luis. Gestão do conhecimento: uma revisão crítica orientada pela
abordagem da criação do conhecimento. Ciência da Informação, Brasília, v. 33 , n.
2, p. 143-151, maio/ago, 2004.
SHU-HSIEN, Liao; CHI-CHUAN, Wu. System perspective of knowledge
management, organizationallearning, and organizational innovation . Expert
Systems with Applications, v. 37, p. 1096-1103,2010.
TAKEUCHI , Hirotaka; NONAKA Ikujiro. Gestão do conhecimento. Porto Alegre:
Bookman , 2008.
TACHIZAWA, Takeshy; CRUZ JÚNIOR, João Benjamim da; ROCHA, José Antônio
de Oliveira . Gestão da mudança. In:_ _ . Gestão de negócios: visões e
dimensões empresariais da organização. 3. ed . São Paulo: Atlas, 2006 .
YUAN, Lu ; TSANG, Eric W. K.; PENG, Mike W. Knowledge management and
innovation strategy in the Asia Pacific: Toward an institution-based view. Asia
Pacific J Manag, v. 25, p. 361-374, 2008.

2210

�</text>
                  </elementText>
                </elementTextContainer>
              </element>
            </elementContainer>
          </elementSet>
        </elementSetContainer>
      </file>
    </fileContainer>
    <collection collectionId="49">
      <elementSetContainer>
        <elementSet elementSetId="1">
          <name>Dublin Core</name>
          <description>The Dublin Core metadata element set is common to all Omeka records, including items, files, and collections. For more information see, http://dublincore.org/documents/dces/.</description>
          <elementContainer>
            <element elementId="50">
              <name>Title</name>
              <description>A name given to the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51396">
                  <text>SNBU - Edição: 17 - Ano: 2012 (UFRGS - Gramado/RS)</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="49">
              <name>Subject</name>
              <description>The topic of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51397">
                  <text>Biblioteconomia&#13;
Documentação&#13;
Ciência da Informação&#13;
Bibliotecas Universitárias</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="41">
              <name>Description</name>
              <description>An account of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51398">
                  <text>Tema: A biblioteca universitária como laboratório na sociedade da informação.</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="39">
              <name>Creator</name>
              <description>An entity primarily responsible for making the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51399">
                  <text>SNBU - Seminário Nacional de Bibliotecas Universitárias</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="45">
              <name>Publisher</name>
              <description>An entity responsible for making the resource available</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51400">
                  <text>UFRGS</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="40">
              <name>Date</name>
              <description>A point or period of time associated with an event in the lifecycle of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51401">
                  <text>2012</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="44">
              <name>Language</name>
              <description>A language of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51402">
                  <text>Português</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="51">
              <name>Type</name>
              <description>The nature or genre of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51403">
                  <text>Evento</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="38">
              <name>Coverage</name>
              <description>The spatial or temporal topic of the resource, the spatial applicability of the resource, or the jurisdiction under which the resource is relevant</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51404">
                  <text>Gramado (Rio Grande do Sul)</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
          </elementContainer>
        </elementSet>
      </elementSetContainer>
    </collection>
    <itemType itemTypeId="8">
      <name>Event</name>
      <description>A non-persistent, time-based occurrence. Metadata for an event provides descriptive information that is the basis for discovery of the purpose, location, duration, and responsible agents associated with an event. Examples include an exhibition, webcast, conference, workshop, open day, performance, battle, trial, wedding, tea party, conflagration.</description>
    </itemType>
    <elementSetContainer>
      <elementSet elementSetId="1">
        <name>Dublin Core</name>
        <description>The Dublin Core metadata element set is common to all Omeka records, including items, files, and collections. For more information see, http://dublincore.org/documents/dces/.</description>
        <elementContainer>
          <element elementId="50">
            <name>Title</name>
            <description>A name given to the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="64436">
                <text>Gestão do conhecimento alinhado à gestão de mudança.</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="39">
            <name>Creator</name>
            <description>An entity primarily responsible for making the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="64437">
                <text>Oliveira, Elvira Fernandes de A.; Costa, Maria Ilza da; Araújo, Sônia Maria dos S.; Alves, Tatiana Nascimento Augusto D.</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="38">
            <name>Coverage</name>
            <description>The spatial or temporal topic of the resource, the spatial applicability of the resource, or the jurisdiction under which the resource is relevant</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="64438">
                <text>Gramado (Rio Grande do Sul)</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="45">
            <name>Publisher</name>
            <description>An entity responsible for making the resource available</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="64439">
                <text>UFRGS</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="40">
            <name>Date</name>
            <description>A point or period of time associated with an event in the lifecycle of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="64440">
                <text>2012</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="51">
            <name>Type</name>
            <description>The nature or genre of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="64442">
                <text>Evento</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="41">
            <name>Description</name>
            <description>An account of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="64443">
                <text>O desafio de gerenciar e melhor utilizar o conhecimento, ativo intangível de valor estratégico, tem aguçado as organizações a buscarem modelos de gestão que visam administrar os conhecimentos essenciais para alcançar seus objetivos direcionados a visão de futuro e sua permanência no mercado competitivo. Logo esse estudo tem como objetivo principal apresentar a gestão do conhecimento como modelo que surge para gerenciar a transposição do conhecimento como modelo tácito em explícito e a gestão de mudança como parte integrante desse processo. Para tanto, contextualiza o conhecimento, cita os tipos e as formas de conversão dele. Aborda maiores considerações sob as gestões do conhecimento, estratégica do conhecimento e a de mudança, expondo conceitos, objetivos e benefícios relacionados à implementação dessas gestões. Expõe a gestão do conhecimento com foco na inovação. Trata-se de um levantamento exploratório fruto de uma revisão de literatura de base estritamente teórica em vários suportes informacionais relacionados a esse tema e áreas afins. Toda adoção de modelos proporciona mudanças organizacionais que podem influenciar de maneira positiva ou negativa nos processos, nas ações estratégicas, nos serviços, nos produtos e na cultura organizacional. Infere-se, portanto, nesse estudo que a adoção de novas práticas- modelos interfere nas formas de gerenciar os processos organizacionais e nas ações estratégicas das organizações. Constata-se, dessa forma, a anecessidade de novas contribuições para essa temática, baseadas em estudos empíricos com o intuito de conscientizar que a gestão do conhecimento e a gestão de mudança não estão isoladas, mas alinhadas ao processo de alavancar a sobrevivência das organizações</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="44">
            <name>Language</name>
            <description>A language of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="69562">
                <text>pt</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
        </elementContainer>
      </elementSet>
    </elementSetContainer>
  </item>
  <item itemId="6062" public="1" featured="0">
    <fileContainer>
      <file fileId="5126">
        <src>http://repositorio.febab.org.br/files/original/49/6062/SNBU2012_201.pdf</src>
        <authentication>6a53633cdb56feb984c911b6a348a276</authentication>
        <elementSetContainer>
          <elementSet elementSetId="4">
            <name>PDF Text</name>
            <description/>
            <elementContainer>
              <element elementId="92">
                <name>Text</name>
                <description/>
                <elementTextContainer>
                  <elementText elementTextId="64435">
                    <text>Gestão do conhecimento: processos e ferramentas
1ii

,.
~

Seminário
Nadol'lalde
Bibllotecu
Uni" • ., 's itári.s

Trabalho completo

PROPOSTA DE INTEGRAÇÃO DE ELEMENTOS DE GESTÃO
DA INFORMAÇÃO E DO CONHECIMENTO PARA BIBLIOTECA
UNIVERSITÁRIA
Adriana Nóbrega da Silva 1, Emeide Nóbrega Duarte2
Mestranda em Ciência da Informação, UFPB, João Pessoa - PB
Pós-Doutora em Ciência da Informação, UFPB, João Pessoa - PB

1
2

Resumo
Este estudo tem como intenção pesquisar Gestão da Informação e a Gestão do
Conhecimento (GIC) para construção de um instrumento de diagnóstico GIC em
bibliotecas universitárias, baseado na gestão estratégica da instituição. O foco desta
investigação está no entendimento da Gestão do Conhecimento (GC) e de sua
sistematização como um processo tal qual a Gestão da Informação (GI), e na
integração de ambos em um modelo que permita o diagnóstico. A investigação está
sendo desenvolvida na Universidade Federal do Ceará (UFC) e na Universidade de
Fortaleza (UNIFOR). A pesquisa tem por objetivo principal propor um instrumento
para diagnosticar o gerenciamento da informação e do conhecimento (GIC) de forma
integrada para bibliotecas universitárias. Trata-se de uma pesquisa exploratória e
descritiva de cunho qualitativo, considerada estudo de caso. Adota a análise de
conteúdo para a coleta, organização e análise dos dados. Na visita exploratória para
conhecer o ambiente de estudo, os dados preliminares observados indicam a
necessidade de construção de um instrumento de diagnóstico de GIC de forma
integrada a ser aplicado para bibliotecas universitárias.
Palavras-Chave: Gestão do Conhecimento; Gestão da Informação; Biblioteca
Universitária; Instrumento de diagnóstico.

Abstract
This study is intended to search the Information Management and Knowledge
Management (IKM) to build a diagnostic tool GIC in university libraries, based on the
strategic management of the institution . The focus of this research is the
understanding of Knowledge Management (KM) and its systematization as a
process, like the Information Management (IM), and the integration of both in a model
that allows the diagnosis. The research is being developed at the Federal University
of Ceará (UFC) and the University of Fortaleza (UNIFOR) . The research aims at
constructing an instrument for diagnosing the management of information and
knowledge (GIC) in an integrated manner to academic libraries. This is an
exploratory and descriptive qualitative, case study considered . Adopts the content
analysis to collect, organize and analyze data . In exploratory visit to meet
environmental study, preliminary data indicate the need to build a diagnostic tool in
an integrated way of GIC to be applied to academic libraries.
Keywords: Knowledge Management. Information Management. University Library.
Diagnostic tool.

2185

�Gestão do conhecimento: processos e ferramentas
1ii

,.
~

Seminário
Nadol'lalde
Bibllotecu
Uni" • .,'s itári.s

Trabalho completo

1 Introdução
Esta pesquisa tem como intenção estudar a Gestão da Informação e a Gestão
do Conhecimento (GIC) nas bibliotecas universitárias da Universidade Federal do
Ceará (UFC) e da Universidade de Fortaleza (UNIFOR) para construir um
instrumento de diagnóstico em GIC. O foco desta investigação está no entendimento
da GC e da GI como processos cuja sistematização devem ser integrados em único
modelo que permita o diagnóstico.
Atualmente o panorama organizacional se caracteriza pelas mudanças
constantes nos processos e nas formas de administrar uma instituição. Essas
mudanças promovem uma maior competitividade. De acordo com Costa et aI.
(2009), nos dias atuais, o conhecimento é percebido pelas organizações como
fonte geradora de valor, principalmente quando a sua utilização está atrelada ao
desenvolvimento de novas estratégias.
Diante da realidade expressa, confere relevância a resposta para a seguinte
questão: Como diagnosticar a Gestão da Informação e a Gestão do Conhecimento
de forma integrada nas bibliotecas universitárias?
A motivação para realizar a pesquisa se apresenta pela relevância dos temas
inovadores GI e GC que se configuram como elementos fundamentais pela sua
relevância, além do fato de promoverem vantagens competitivas nas organizações.
A GC e os assuntos a ela relacionados, por exemplo, surgiram nos últimos
anos como uma das questões mais intrigantes nas pesquisas sobre gestão nas
organizações. A GI fixou-se entre as mais importantes e desafiadoras atividades
contemporâneas relacionadas com os meios para organizar os dados, transformálos em informação (dados com significação) e, com a devida análise, gerar o
conhecimento necessário para permitir o uso desse conhecimento com inteligência
para definir estratégias com competência para um processo de decisão.
Por esses contextos, entendemos que a pesquisa se justifica pelas
contribuições da teoria e das práticas que ela pode proporcionar, bem como pelos
aspectos de relevância que a envolvem .
Assim, o objetivo geral do trabalho é propor um instrumento para diagnosticar
o gerenciamento da informação e do conhecimento (GIC) de forma integrada para
bibliotecas universitárias.
Com base nesse objetivo, elaboraram-se os seguintes objetivos específicos:
identificar na literatura os conceitos e elementos relacionados a GIC; mapear na
literatura os elementos teóricos de GI e GC que possam contemplar as
especificidades do ambiente informacional adequados à biblioteca acadêmica ;
identificar por meio dos relatos de pesquisas, as práticas de GI e GC em Bibliotecas
universitárias; analisar as práticas de Gestão da Informação e do Conhecimento
nessas bibliotecas, tomando como parâmetro os elementos propostos nos modelos
teóricos apresentados na literatura e descrever um instrumento de diagnóstico de
Gestão da Informação e do Conhecimento de forma integrada para bibliotecas
universitárias baseado nos campos teórico e prático.
Neste artigo, apresentamos os resultados referentes aos objetivos específicos
de identificação na literatura dos conceitos de gestão da informação e do
conhecimento e o mapeamento dos elementos teóricos relacionados que possam

2186

�Gestão do conhecimento: processos e ferramentas
1ii

,.
~

Seminário
Nadol'lalde
Bibllotecu
Uni" • .,'s itári.s

Trabalho completo

contemplar as especificidades do ambiente informacional adequado à biblioteca
acadêmica.

2 Revisão de Literatura
A atual Sociedade da Informação exige mudanças profundas em todos os
perfis profissionais, especialmente naqueles diretamente envolvidos na produção ,
coleta , disseminação e uso da informação e do conhecimento. A competitividade
crescente e a aceleração do desenvolvimento tecnológico da atualidade fazem com
que o detentor de informações completas, exatas e acessadas na hora certa
mantenha vantagem competitiva nas organizações. Dessa forma , e para um melhor
entendimento da GIC, é importante a compreensão de conceitos elementares como:
Informação, Conhecimento, Gestão da Informação e do Conhecimento .
De acordo com Amorim e Tomaél (2011) , desde a década de 1990 vários
estudos foram apresentados sobre Gestão da Informação (GI) e Gestão do
Conhecimento (GC), a partir dos quais diversos autores buscaram identificar as
principais diferenças entre estas duas disciplinas.
Apesar de passados alguns anos em que tais estudos vêm sendo discutidos,
verificamos que o assunto ainda é bastante emergente, especialmente para as
organizações brasileiras, o que torna fundamental a constante verificação de sua
aplicação.
Mattelart (2006), na sua obra História da sociedade da informação afirma que:
Em seus escritos , a palavra 'informação' significa o mesmo que intelligence.
E sua coleta diz respeito à Intelligence of State [... ) Na ilha Bensalem ,
trabalham nada menos que nove categorias de cientistas, segundo uma
divisão rigorosamente hierarquizada do trabalho, nas atividades de coleta,
de classificação e de tratamento da informação [ ...).

A informação é a força motriz na constituição de estratégias e o alicerce onde
se estrutura o desenvolvimento conceitual da teoria da Gestão do Conhecimento. As
novas mudanças de paradigmas técnico-econômicos ensejam mudanças na
sociedade e na economia, promovendo a integração e a redução das distâncias
entre as pessoas, aumentando o nível de informação.
O conhecimento deriva da informação, assim como esta advém dos dados.
Carvalho (2001) explica que o conhecimento não sendo puro nem simples,
apresenta-se como uma mistura de elementos, o que o torna fluído , formalmente
estruturado e intuitivo.
Vários são os estudos que tentam definir ou (re)conceituar os termos dado,
informação e conhecimento, em função do atual panorama de mudanças
paradigmáticas que alteram , inclusive, os conceitos clássicos de ciência e
tecnologias, incluindo e/ou inovando outros, como tecnologias de informação,
comunicação e mídia - considerados em seu conjunto, o motor do desenvolvimento
sustentável da atual Sociedade da Informação.
Para alguns autores, o conhecimento deriva da informação, assim como esta
advém dos dados. Cysne (2003) explica que o conhecimento, não sendo puro nem
simples, apresenta-se como uma mistura de elementos, o que o torna fluído ,
formalmente estruturado e intuitivo, ''[. .. ] uma mistura fluida de experiência
condensada , valores, informação contextual e insight experimentado, a qual

2187

�Gestão do conhecimento: processos e ferramentas
1ii

,.
~

Seminário
Nadol'lalde
Bibllotecu
Uni" • ., 's itári.s

Trabalho completo

proporciona uma estrutura para a avaliação e incorporação de novas experiências e
informações [...]" (SVEIBY, 1998).
Estas características dificultam a exposição do conhecimento em palavras e
fazê-lo plenamente entendido em termos lógicos. O conhecimento pertencente ao
indivíduo é tácito, complexo e imprevisível. Um conceito extraído de Davenport e
Prusak (1998, p.6) exprime que:
Conhecimento é uma mistura fluida de experiência condensada, valores,
informação contextual e insighf experimentado, a qual proporciona uma
estrutura para a avaliação e incorporação de novas experiências e
informações. Ele tem origem e é aplicado na mente dos conhecedores . Nas
organizações, ele costuma estar embutido não só em documentos ou
repositórios , mas também em rotinas , processos, práticas e normas
organizacionais.

Os autores citados (1998 , p. 6) comparam o conhecimento a ''[. .. ] um sistema
vivo, que cresce e se modifica à medida que interage com o meio ambiente" e é
integrado de valores e as crenças que determinam, em grande parte, o que o
conhecedor vê, absorve e conclui, com origem nas suas observações. Desta forma,
o conhecimento, difere essencialmente da informação por conter crenças e
compromisso humanos (NONAKA ; TAKEUSHI , 1997, p. 63) .
Essa conceituação de Davenport e Prusak (1998) ao sugerir que o
conhecimento é pessoal, tácito e, portanto, oriundo de experiências humanas,
permite se definir o conhecimento organizacional como a explicitação desse
conhecimento implícito, por meios de relatórios, documentos, bancos de dados etc.
Com essa mesma abordagem conceitual , Nonaka e Takeuchi (1997)
entendem que essa característica humana do conhecimento, de ser arraigada nas
experiências individuais e em todos os modelos mentais existentes, torna
desafiadora sua extração ou criação. A Gestão da Informação aflorou nos currículos
de Biblioteconomia e Ciência da Informação dos países do MERCOSUL.
Seu objetivo é capacitar os estudantes na gestão competente , para atuar
em sistemas e unidades de informação e em todo tipo de organizações e
contextos, com atitude pro-ativa. Como objetivos específicos da área estão
o ser capaz de planejar, implementar, dirigir, coordenar e avaliar sistemas e
unidades de informação com visão estratégica . (CARDOSO ; PEREIRA,
2005, p. 225).

Tarapanoff (2006, p.145) define a GI como:
A gestão da informação deve incluir, em dimensões estratégicas e
operacionais, os mecanismos de obtenção e utilização de recursos
humanos, tecnológicos, financeiros, materiais e físicos para o
gerenciamento da informação e, a partir disto, ela mesma ser
disponibilizada como insumo útil e estratégico para indivíduos, grupos e
organizações .

A GI é apreendida, portanto,
informacionais indispensáveis para
como objetivo principal , oferecer
informação é considerada um fator

como o gerenciamento dinâmico dos recursos
a organização. A Gestão da Informação tem
informação rápida , agregada e precisa . A
importante para a tomada de decisão. Assim ,

2188

�Gestão do conhecimento: processos e ferramentas
1ii

,.
~

Seminário
Nadol'lalde
Bibllotecu
Uni" • .,'s itári.s

Trabalho completo

para que a organização tenha êxito, ela necessita de informações corretas, na hora
certa para pessoas certas.
Assim, as informações precisam ser gerenciadas da mesma forma que os
outros recursos, de sorte que é preciso traçar políticas e programas de organização
e tratamento para que elas se apresentem com maior eficácia . Portanto, é nítida a
importância das informações no processo de tomada de decisão. Assim , a GI nas
organizações torna-se não apenas necessária, mas indispensável para realizar a
Gestão do Conhecimento nas organizações.
De acordo com Davenport e Prusak (1998) o termo Gestão do Conhecimento
foi inicialmente utilizado para descrever a criação e o uso de repositórios eletrônicos
de dados e informações com uma estrutura orientada para o conhecimento. É um
conceito novo (final dos 80 do século recém-passado) que uniu dois termos já
bastante utilizados em campos de conhecimento diferentes - gestão e conhecimento
- e os revestiu com uma roupagem corporativa e com foco em estratégias
empresariais.
Ainda de acordo com o autor, o conceito de GC embute diversos níveis de
conhecimento (tácito, explícito e prático), assim como tipos da gestão - de
competências, do capital intelectual, da aprendizagem organizacional - e também
tipos de inteligência (cognitiva, econômico-produtiva, organizacional , empresarial),
além da abordagem da educação corporativa e da aprendizagem organizacional.
Segundo Duarte, Silva e Costa (2007), nem sempre é necessário
instrumentos sofisticados para realizar a GC. A partir de um arquivo bem organizado,
de um sistema de gestão eletrônica de documentos, ou mesmo programas eficazes
de educação, as empresas provavelmente já estarão fazendo algo que pode estar
sendo direcionado para a GC.
Beal (2004) define GC como o conjunto de ações sistemáticas e disciplinadas
que uma organização pode adotar para obter o maior retorno possível do
conhecimento disponível; e Hommerding (2001, p. 42) considerada a GC como um
conjunto integrado de ações que visa a:
[ ... ] identificar, capturar, gerenciar e compartilhar todo ativo de informações de
uma organização. Essas informações podem estar sob a forma de banco de
dados, documentos impressos e, principalmente, nas pessoas através de
suas experiências, habilidades, relações pessoais e fundamentalmente de
suas vivências.

Na tentativa de delimitar espaços e empreender esforços com vistas a
estabelecer áreas de competência de cada um dos conceitos Salazar (2000)
descreve as diferenças entre Gestão da Informação e Gestão do Conhecimento . A
Gestão do Conhecimento está baseada em parte na Gestão da Informação.
Diferenciar Gestão da Informação e Gestão do Conhecimento torna-se necessário e
fica estabelecida que, enquanto a informação é definida como um fluxo de
mensagens, o conhecimento é a combinação de informação e contexto, na medida
em que produzem ações. A adoção de modelos de Gestão da Informação e de
Gestão do Conhecimento está promovendo melhorias no desempenho e
crescimento das organizações.
Nesta pesquisa estão sendo utilizados os modelos de Castro (2005), Nonaka
e Takeuchi (1997), Bukowitz e Willians (2002), Choo (2003) e o método
Organizational Knowledge Assessment - OKA - (FONSECA ; TORRES , 2008), para
a construção do instrumento de diagnóstico de GIC . No entanto, esses modelos, são

2189

�Gestão do conhecimento: processos e ferramentas
1ii

,.
~

Seminário
Nadol'lalde
Bibllotecu
Uni" • ., 's itári.s

Trabalho completo

específicos de GC, e a biblioteca universitária, como unidade de informação que
trabalha essencialmente com a informação registrada, necessita de um instrumento
que agregue tanto a GC como a GI. Assim, também foram adotados os modelos de
GI, de Pinto e Silva (2005), Monteiro e Falsarella (2007), Malin (2006), bem como um
modelo de GI do Goverment of Alberta (2003) no Canadá.
Os elementos constituintes dos modelos apresentados de GC e GI foram
minuciosamente analisados e transformados em parâmetro para a análise e
construção de um instrumento para diagnosticar a GIC em BU.
Portanto, a proposta de integração pretende estabelecer uma
correspondência entre a concepção advinda do estudo sobre a GI e GC e as
experiências das bibliotecas centrais da UFC e UNIFOR, para propor que as
organizações possam gerir a informação e o conhecimento de modo eficiente e
eficaz, já que esses são insumos indispensáveis para o sucesso das organizações.
Desse modo, pretendemos fundamentar a proposta arrimada na base teórica
já consolidada na literatura sobre as temáticas em evidência, conforme modelos e
indicadores apresentados no Quadro 1.
Quadro 1- Modelos de GI e de GC e seus indicadores

Modelos de GI e
deGC

Indicadores dos modelos de GI e GC

a) A Gestão da Informação: busca e obtenção, tratamento, armazenamento e
disponibilização.
Modelo de GI
para
aprendizagem
organizacional de
Monteiro
e
Falsarella:

Modelo
de
Gestão
da
Informação
Governamental
de Malin:
Modelo de GI do
governo
da
Província
de
Alberta
no
Canadá

Modelos
de
diagnóstico
de
GC em Biblioteca
Universitária de
Castro

b) a Gestão de projetos: vão usando as informações disponibilizadas pelo
gestor da informação e também vão gerando novas informações úteis que
devem ser incorporadas à base de conhecimentos da organização.
c) o ambiente para aprendizagem : a obtenção de informação, a resolução de
problemas, a criação de novos produtos, a transferência de tecnologia e
métodos , a visão compartilhada , as boas práticas e a distribuição de
informações.
d) a aprendizagem organizacional : conhecimentos registrados ,uso do
conhecimento em atividades rotineiras ou em novos proietos .
a) Foco na organização - cultura informacional, gerencial e organizacional
b) Foco na capacidade gerencial - processos, pessoas e ferramentas.
c) Foco na informação - conteúdo, utilidade e uso.
d) Foco na utilidade e uso
pertinência , precisão e oportunidade da
informação para o usuário e atendimento à suas necessidades.

-

A implantação do modelo deve incluir os seguintes elementos:
a)Estabelecimento de um governo corporativo e coordenação na gestão da
informação;
b)Definição de prioridades gerenciais que garantam o sucesso da organização;
c)promover a conscientização e compreensão dos colaboradores;
d)Determinação das competências que são necessárias para garantir que as
pessoas possam ter habilidades necessárias, e sucesso para avaliação na
gestão da informação.
a) Gestão Estratégica da Biblioteca Universitária (BU) :b) o processo de gestão
do conhecimento: esse processo a autora destaca cinco fases de GC na BU :
1) identificação do conhecimento ;
2) aquisição de conhecimento;
3) desenvolvimento do conhecimento;

2190

�Gestão do conhecimento: processos e ferramentas
1ii

,.
~

Seminário
Nadol'lalde
Bibllotecu
Uni" • ., 's itári.s

Modelo de GC de
Nonaka
e
Takeuchi:

Trabalho completo

4) compartilhamento do conhecimento;
5) uso do conhecimento;
c) suportes organizacionais : esse instrumento é formulado pela a autora a partir
da identificação de quatro suportes organizacionais considerados na GC:
1) cultura organizacional;
2) gestão de pessoas;
3) estrutura organ izacional ;
4) tecnologia da informação.
a)Socialização (tácito para tácito
b)Externalização (tácito para explicito):
c)Combinação (explícito para explícito
d)lnternalização (explícito para tácito

Modelo de GC de
Bukowitz
e
Willians:

a) obtenha informações;
b) utilize a informação;
c) aprenda conjuntamennte;
d) contribuía compartilhando conhecimento;
e) avalie o capital intelectual;
f) construa e mantenha o capital intelectual;
g) descarte do conhecimento por meio da rotatividade de pessoas

Modelo de GC de
Choo:

a) A construção do sentido: processo caracterizado pela interpretação das
informações vindas do ambiente
b) Criação de Conhecimento: processo caracterizado pela conversão do
conhecimento.
c)Tomada de Decisão: processo caracterizado pelo processamento e análise
de informações a partir das alternativas disponíveis.

Modelo
Organizational
Knowledge
Assessment
(OKA): Fonseca e
Torres

a) Pessoas: cultura e incentivos, identificação e criação do conhecimento,
compartilhamento de conhecimento, comunidades de prática e times de
conhecimento, conhecimento e aprendizagem.
b) Sistemas: Infraestrutura e tecnologia para GC , Infraestrutura de acesso ao
conhecimento, Gestão de Conteúdo, Infraestrutura do Ambiente de Gestão do
Conhecimento.
c) Processos: Lideranças e Estratégias , Fluxos de Conhecimento,
Operacionalização do Conhecimento, Alinhamento, Métricas e Monitoração.

Fonte: Elaboração propna , 2012

o quadro 1 expõe modelos conceituais de GI de GC e seus componentes
indicadores para serem mapeados com a intenção de identificar as práticas e as
respectivas abordagens. Apresenta os aspectos fundamentais para a proposta de
integração que pretendemos estabelecer entre a concepção advinda do estudo e as
experiências das bibliotecas centrais da UFC e UNIFOR, escolhidas como campo
para real ização da pesquisa.
3 Procedimentos Metodológicos
A pesquisa caracteriza-se como exploratória e descritiva. Adota o
procedimento de estudo de caso duplo aplicado nas bibliotecas da Universidade
Federal do Ceará (UFC) e Universidade de Fortaleza (UNI FOR). Adota como
instrumentos de pesquisa, a observação direta, questionário, entrevista e
documentos bibliográficos. Utilizará a análise de conteúdo proposta por Bardin
(2010), para organizar os dados, entendida como:

2191

�Gestão do conhecimento: processos e ferramentas
1ii

,.
~

Seminário
Nadol'lalde
Bibllotecu
Uni" • ., 's itárl.s

Trabalho completo

[ ... ] um conjunto de técnicas de análise das comunicações visando obter, por
procedimentos sistemáticos e objetivos de descrição do conteúdo das
mensagens (quantitativos ou não) que permitam a inferência de
conhecimentos relativos às condições de produção/recepção (variáveis
inferidas) destas mensagens. (p. 42).

A natureza da pesquisa se caracteriza como aplicada, por ensejar
conhecimentos dirigidos à solução de questões específicas (SILVA; MENEZES, 2005).
No que diz respeito à abordagem do problema, o estudo expressa aspectos
predominantemente qualitativos. Neste estudo, a população será constituída por
bibliotecários e a direção das bibliotecas universitárias da UFC e UNI FOR em função
da experiência, respeito e qualidade no ensino superior destas instituições no Brasil.
4 Resultados Parciais
Nos resultados correspondentes à pesquisa na literatura com vistas a
identificar os elementos relacionados à GIC, apresentamos o Quadro 1 contendo as
dimensões dos modelos que estão sendo adotados com seus respectivos elementos
constitutivos, e no Quadro 2, apresentamos o resultado da interposição dos
indicadores das propostas dos modelos em três focos : ações de gestão
administrativas, suportes e processos para GI e GC que servirão de parâmetros para
a construção do instrumento de diagnóstico de GIC para Biblioteca universitária,
conforme demonstra o conteúdo do Quadro 2.
Quadro 2- Resultados da interposição dos elementos contemplados nos modelos de GI e
GC inseridos no Quadro 1.
Gestão administrativa

Suportes de GI e GC

Processos de GI e GC

Gestão

1)Promoção Integrada da
Aprendizagem

1 Gestão da Informação

2)Definição
de
prioridades gerenciais

2)A
criação
de
uma
memória organizacional.

1)Adotar
Estratégica

3)Definição
Lideranças
Estratégias

de
e

4 )Estabelecimento
de
uma coordenação de
gestão da informação;
5)promover
conscientização
compreensão
colaboradores

a
e
dos

6)Determinação
competências
pessoas

das
das

3)Capacidade
para
reconhecer e aprender,
tanto com o sucesso,
quanto com o fracasso.
4)Organização
nas Pessoas

centrada

5)Organização centrada nos
sistemas
6)Organização centrada na
estrutura organizacional
7)Foco nas
tecnológicas
8)Cultura

Busca
(1),
obtenção(2),
tratamento(3), armazenamento( 4),
disponibilização(5),
interpretação(6),
análise(7),
uso(8),
geração(9),
distribuição(10),
utilidade(11),
pertinência(12), atendimento às
necessidades dos usuários(13) . A
resolução de problemas(14), a
criação de novos produtos(15) , a
transferência de tecnologia(16) e
métodos(17)
e
as
boas
práticas( 18).

2 Gestão do conhecimento

ferramentas
informacional,

2192

Criação
da
conhecimento( 1).

base
Gestão

de
de

�Gestão do conhecimento: processos e ferramentas

1ii

,.
~

Seminário
Nadol'lalde
Bibllotecu
Uni" • .,'s itárl.s

Trabalho completo

gerencial e organizacional
9)Promoção da Gestão de
projetos
10)lncutir
a
compartilhada

Visão

11 )Avaliação
do
conhecimento
existente
relativo
à
necessidade
futura.

Conteúdo(2). Comunidades de
prática(3)
e
times
de
conhecimento(4).
Uso
do
conhecimento(5) ,
Identificação(6),
aquisição(7) ,
desenvolvimento(8);
compartilhamento(9) ;
construção(10) e manutenção do
conhecimento(11) ; descarte do
conhecimento(12),
compartilhamento
de
conhecimento(13), criação do
conhecimento(14):
Socialização(15),
externalização( 16),
combinação( 17) e internalização
do conhecimento( 18).

Fonte: Elaboração própria, 2012

Na coluna 1 do Quadro 2 listamos 6 ações estratégicas propostas pelos
autores dos modelos considerados necessários às organizações, 11 elementos que
as organizações precisam investir como suportes para a adoção de processos de
Gestão da informação e do conhecimento e os indicadores propostos; sendo 18 de
Gestão da Informação e 18 indicadores para gestão do conhecimento .
Nesses resultados parciais foram identificados os elementos de Gestão
administrativa e suportes de GI e GC que constituirão as variáveis a ser aplicadas
por meio de entrevista aos gestores. Os processos/indicadores de GIC constituirão
as categorias a serem mapeadas por meio de questionário aplicado aos
bibliotecários, para identificar as práticas exercidas e as lacunas ainda existentes.
No final da pesquisa esperamos apresentar a proposta de instrumento de
diagnóstico de GI e GC em bibliotecas universitárias condensando indicadores de GI
e de GC, baseados nos resultados obtidos no questionário, entrevista, observação e
leituras que reflitam o campo de atuação na área .

5 Considerações Parciais
Como informado na introdução, apresentamos os resultados referentes aos
objetivos específicos de identificação na literatura dos conceitos de gestão da
informação e do conhecimento e o mapeamento dos elementos teóricos
relacionados que possam contemplar as especificidades do ambiente informacional
adequado à biblioteca acadêmica .
Os conceitos apresentados já revelam que as informações precisam ser
gerenciadas da mesma forma que os outros recursos, de sorte que é preciso traçar
políticas e programas de organização e tratamento para que elas se apresentem
com maior eficácia. Portanto, é nítida a importância das informações no processo de
tomada de decisão.

2193

�Gestão do conhecimento: processos e ferramentas
1ii

,.
~

Seminário
Nadol'lalde
Bibllotecu
Uni" • ., 's itári.s

Trabalho completo

A Gestão do Conhecimento está baseada em parte na Gestão da Informação,
enquanto a informação é definida como um fluxo de mensagens, o conhecimento é a
combinação de informação e contexto, na medida em que produzem ações. Assim,
a GI nas organizações torna-se não apenas necessária , mas indispensável para
realizar a Gestão do Conhecimento nas organizações.
Considerando a proximidade de conceitos entre as duas disciplinas, embora
sejam distintas em relação ao objeto de atuação, partindo do entendimento de que a
GI trabalha os fluxos formais da organização e a GC, os fluxos informais, o que nos
leva a inferir que podem ser vistas e aplicadas de forma integrada.
Essa compreensão valida a intenção de continuidade da pesquisa em busca
de apresentar um instrumento que possa diagnosticar as práticas de GIC nas
Bibliotecas universitárias.
Nessa perspectiva, entendemos que a pesquisa irá contribuir para o
desenvolvimento da área de Ciência da Informação com estudos sobre as relações
da Gestão da informação com a Gestão do Conhecimento focalizando a atuação do
bibliotecário nessas atividades em biblioteca universitária, propondo assim , um novo
campo de estudo.
Referências
AMORIM, Fabiana Borelli; TOMAÉL, Maria Inês. Gestão da informação gestão do
Conhecimento na prática organizacional : análise de estudos de casos. Revista
Digital de Biblioteconomia e Ciência da Informação, v. 8, n. 2, p. 01-22, jan./jun .
2011 .
BARDIN, Laurence. Análise de conteúdo. Lisboa: Edições 70, 2010.
BEAL, Adriana . Gestão estratégica da informação. São Paulo: Atlas, 2004.
BUKOWITZ, W. R. ; WILLlAMS , R. L. Manual de gestão do conhecimento:
ferramentas e técnicas que criam valor para a empresa . Porto Alegre: Bookman,
2002 .
CARDOSO , Luiz Henrique; PEREIRA, Edmeire Cristina. Teoria do caos e gestão da
informação: uma integração na complexidade dos negócios e dos sistemas de
informação. Transinformação. v. 17, n. 3, p. 221-233 , set.ldez. 2005 .
CARVALHO, Gilda Maria Rocha de. Informação &amp; conhecimento: uma abordagem
organizacional. Rio de Janeiro: Qualitymark, 2001 .
CASTRO, Gardênia. Gestão do conhecimento em biblioteca universitária: um
instrumento de diagnóstico. 2005 . 160f. (Dissertação Mestrado em Ciências da
Informação) - Centro de Ciências da Educação, Universidade Federal de Santa
Catarina, Florianópolis.
CHOO, C. W. A organização do conhecimento: como as organizações usam a
informação para criar significado, construir conhecimento e tomar decisões. São
Paulo: Editora SENAC , 2003 . 425p.
COSTA, 1. ; VASCONCELOS, A. C. F.; CÂNDIDO, G. A. Diagnóstico de Gestão do

2194

�Gestão do conhecimento: processos e ferramentas
1ii

,.
~

Seminário
Nadol'lalde
Bibllotecu
Uni" • ., 's itári.s

Trabalho completo

Conhecimento como Mecanismo para Criação de Valor: Um Estudo Exploratório no
SEBRAE-PB. Revista Gestão Industrial, Ponta Grossa, v. 5, .2., p.80-98, abr.ljun .
2009.
CYSNE , Fatima Portela Cysne. Transferência de conhecimento entre a universidade
e a indústria: uma análise nacional. 305fl. Tese (Doutorado). Universidade Federal
do Ceará, 2003.
DAVENPORT, Thomas H. Ecologia da informação. 3. ed . São Paulo: Futura,
1998.
_ _--.,.; PRUSAK, Laurence. Conhecimento empresarial : como as organizações
gerenciam o seu capital intelectual. Rio de Janeiro: Campus, 1998.
DUARTE , E. N.; SILVA, Alzira Karla Araújo da; COSTA, Suzana Queiroga da.
Gestão da Informação e do Conhecimento: práticas de empresa "excelente em
gestão empresarial" extensivas à unidades de informação. Informação &amp;
Sociedade: Estudos. João Pessoa, v. 17, n. 1, p. 97-107 , 2007. &gt;. Acesso em: 10
julho de 2011.
FONSECA, Ana Flávia ; TORRES, Flávia . Método de Avaliação do Conhecimento
Organizational - Organizational Knowledge Assessment (OKA). Comitê
Executivo do Governo Eletrônico - CEGE. Brasília : 2008.
GOVERNMENT OF ALBERTA. Benchmarking Information Management
Practices: An Assessment Tool , October 2003, Departamento de Alberta , Canadá.
Disponível em : &lt;http://www.im.gov.ab.ca/index.cfm?page=imf/lndex.html&gt; . Acesso
em : 12 de jan. 2012 .
HOMMERDING, Nádia Maria dos Santos. O profissional da informação e a
gestão do conhecimento nas empresas: um novo espaço para atuação, com
ênfase nos processos de mapeamento do conhecimento e disponibilização por meio
da intranet. 2001 . 210f. (Dissertação Mestrado em Ciências da Comunicação)Escola de Comunicação e Artes, Universidade de São Paulo, São Paulo.
MALlN, Ana Maria Barcellos. Gestão da Informação Governamental: em direção a
uma metodologia de avaliação. Datagramazero, v. 7, n. 5, p. não paginado,
out.2006 .
MATTELART, Armand . História da sociedade da informação. 2. ed ., rev. e atual.
São Paulo, SP: Loyola , 2006 . 197p.
MONTEIRO, Nabor. A. ; FALSARELLA, Orandi Mina. Um modelo de gestão da
informação para aprendizagem organizacional em projetos empresariais.
Perspectivas em Ciência da Informação, v. 12, n.2, p. 81-97, maio/ago. 2007 .
NONAKA, 1. ; TAKEUCHI, H. Criação de conhecimento na Empresa. Rio de
Janeiro: Campus, 1997.

2195

�Gestão do conhecimento: processos e ferramentas
1ii

,.
~

Seminário
Nadol'lalde
Bibllotecu
Uni" • ., 's itári.s

Trabalho completo

PINTO, Manuela Azevedo; SILVA, Armando Malheiro da. Um Modelo Sistémico E
Integral De Gestão Da Informação Nas Organizações. In: 2° CONGRESSO
INTERNACIONAL DE GESTÃO DA TECNOLOGIA E SISTEMAS DE
INFORMAÇÃO, 2., 2005, São Paulo. Anais ... São Paulo: Tecsi, 2005. p. 1 - 24.
SALAZAR, Alejandro Andrés Pavez. Modelo de implantación de gestion Del
conocimiento y tecnologías de información para la generación de ventajas
competitivas. 2000 . 90 f. (Tese Doutorado) Universidade Técnica Frederico Santa
María, Departamento de Informática, Valparaíso. Disponível em :
&lt;http ://www.gestiondelconocimiento.com&gt;. Acesso em : 09 mar. 2011.
SILVA, E. L. ; MENEZES, E. M. Metodologia da pesquisa e elaboração de
dissertação. 4. ed . Florianópolis: UFSC, 2005.
SVEIBY, Karl Erik. A nova riqueza das organizações: gerenciando e avaliando
patrimônios de conhecimento. Rio de Janeiro: Campus, 1998.
TARAPANOFF, Kira . Informação, Conhecimento e Inteligência em corporações:
relações e complementaridade . In:
Inteligência, Informação e
Conhecimento. Brasília : IBICT, UNESCO, 2006. p. 19-36.
UNIVERSIDADE DE FORTALEZA. Biblioteca. Disponível em :
&lt;http ://www.unifor.br/joomla/index.php?option=com content&amp;view=article&amp;id=623&amp;lt
emid=80&gt; . Acesso em : 24 de jan . 2012 .
UNIVERSIDADE FEDERAL DO CEARÁ. Biblioteca Universitária. Disponível em :
&lt;http ://www.ufc.br/portal/index.php?option=com content&amp;task=view&amp;id=13&amp;ltemid=3
Q &gt;. Acesso em : 23 de jan . 2012 .

2196

�</text>
                  </elementText>
                </elementTextContainer>
              </element>
            </elementContainer>
          </elementSet>
        </elementSetContainer>
      </file>
    </fileContainer>
    <collection collectionId="49">
      <elementSetContainer>
        <elementSet elementSetId="1">
          <name>Dublin Core</name>
          <description>The Dublin Core metadata element set is common to all Omeka records, including items, files, and collections. For more information see, http://dublincore.org/documents/dces/.</description>
          <elementContainer>
            <element elementId="50">
              <name>Title</name>
              <description>A name given to the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51396">
                  <text>SNBU - Edição: 17 - Ano: 2012 (UFRGS - Gramado/RS)</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="49">
              <name>Subject</name>
              <description>The topic of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51397">
                  <text>Biblioteconomia&#13;
Documentação&#13;
Ciência da Informação&#13;
Bibliotecas Universitárias</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="41">
              <name>Description</name>
              <description>An account of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51398">
                  <text>Tema: A biblioteca universitária como laboratório na sociedade da informação.</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="39">
              <name>Creator</name>
              <description>An entity primarily responsible for making the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51399">
                  <text>SNBU - Seminário Nacional de Bibliotecas Universitárias</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="45">
              <name>Publisher</name>
              <description>An entity responsible for making the resource available</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51400">
                  <text>UFRGS</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="40">
              <name>Date</name>
              <description>A point or period of time associated with an event in the lifecycle of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51401">
                  <text>2012</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="44">
              <name>Language</name>
              <description>A language of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51402">
                  <text>Português</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="51">
              <name>Type</name>
              <description>The nature or genre of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51403">
                  <text>Evento</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="38">
              <name>Coverage</name>
              <description>The spatial or temporal topic of the resource, the spatial applicability of the resource, or the jurisdiction under which the resource is relevant</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51404">
                  <text>Gramado (Rio Grande do Sul)</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
          </elementContainer>
        </elementSet>
      </elementSetContainer>
    </collection>
    <itemType itemTypeId="8">
      <name>Event</name>
      <description>A non-persistent, time-based occurrence. Metadata for an event provides descriptive information that is the basis for discovery of the purpose, location, duration, and responsible agents associated with an event. Examples include an exhibition, webcast, conference, workshop, open day, performance, battle, trial, wedding, tea party, conflagration.</description>
    </itemType>
    <elementSetContainer>
      <elementSet elementSetId="1">
        <name>Dublin Core</name>
        <description>The Dublin Core metadata element set is common to all Omeka records, including items, files, and collections. For more information see, http://dublincore.org/documents/dces/.</description>
        <elementContainer>
          <element elementId="50">
            <name>Title</name>
            <description>A name given to the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="64427">
                <text>Proposta de integração de elementos de gestão da informação e do conhecimento para Biblioteca Universitária.</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="39">
            <name>Creator</name>
            <description>An entity primarily responsible for making the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="64428">
                <text>Silva, Adriana Nóbrega da; Duarte, Emeide Nóbrega</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="38">
            <name>Coverage</name>
            <description>The spatial or temporal topic of the resource, the spatial applicability of the resource, or the jurisdiction under which the resource is relevant</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="64429">
                <text>Gramado (Rio Grande do Sul)</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="45">
            <name>Publisher</name>
            <description>An entity responsible for making the resource available</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="64430">
                <text>UFRGS</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="40">
            <name>Date</name>
            <description>A point or period of time associated with an event in the lifecycle of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="64431">
                <text>2012</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="51">
            <name>Type</name>
            <description>The nature or genre of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="64433">
                <text>Evento</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="41">
            <name>Description</name>
            <description>An account of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="64434">
                <text>Este estudo tem como intenção pesquisar Gestão da Informação e a Gestão do Conhecimento (GIC) para construção de um instrumento de diagnóstico GIC em bibliotecas universitárias, baseado na gestão estratégica da instituição. O foco desta investigação está no entendimento da Gestão do Conhecimento (GC) e de sua sistematização como um processo tal qual a Gestão da Informação (GI), e na integração de ambos em um modelo que permita o diagnóstico. A investigação está sendo desenvolvida na Universidade Federal do Ceará (UFC) e na Universidade de Fortaleza (UNIFOR). A pesquisa tem por objetivo principal propor um instrumento para diagnosticar o gerenciamento da informação e do conhecimento (GIC) de forma integrada para bibliotecas universitárias. Trata-se de uma pesquisa exploratória e descritiva de cunho qualitativo, considerada estudo de caso. Adota a análise de conteúdo para a coleta, organização e análise dos dados. Na visita exploratória para conhecer o ambiente de estudo, os dados preliminares observados indicam a necessidade de construção de um instrumento de diagnóstico de GIC de forma integrada a ser aplicado para bibliotecas universitárias.</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="44">
            <name>Language</name>
            <description>A language of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="69561">
                <text>pt</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
        </elementContainer>
      </elementSet>
    </elementSetContainer>
  </item>
  <item itemId="6061" public="1" featured="0">
    <fileContainer>
      <file fileId="5125">
        <src>http://repositorio.febab.org.br/files/original/49/6061/SNBU2012_200.pdf</src>
        <authentication>708d31342dfd88c7085067bef051e651</authentication>
        <elementSetContainer>
          <elementSet elementSetId="4">
            <name>PDF Text</name>
            <description/>
            <elementContainer>
              <element elementId="92">
                <name>Text</name>
                <description/>
                <elementTextContainer>
                  <elementText elementTextId="64426">
                    <text>Gestão do conhecimento: processos e ferramentas
i! """"'"
MaooNlck

~

=

:,

IiWitt.UJ

1I....111~

Resumo expandido

MAPA DO CONHECIMENTO: RELATO DE EXPERIÊNCIA DO
SISTEMA DE BIBLIOTECAS (SIBI) DA UNIVERSIDADE FEDERAL DO
PARANÁ (UFPR)

Karolayne Costa Rodrigues de Lima 1 Paula Carina de Araújo2,
Simone Ferreira Naves3
1Bibliotecária - Hab. Gestão da Informação (UDESC) , Bibliotecária da Biblioteca de Ciências
Biológicas da Universidade Federal do Paraná (UFPR) .
2Mestre em Ciência, Gestão e Tecnologia da Informação (UFPR) . Bibliotecária - Hab. Gestão
da Informação (UDESC), Bibliotecária da Biblioteca de Ciências Jurídicas da Universidade Federal do
Paraná (UFPR) . Coordenadora da Comissão do Mapa do Conhecimento, Curitiba, Paraná.
3Especialista em Arqueologia, História e Sociedade (UNISA), Bibliotecária - Hab. Gerência,
Bibliotecária da Biblioteca Litoral da Universidade Federal do Paraná , Matinhos, Paraná

1 Introdução
Para instigar o compartilhamento de informação e conhecimento , foi criado o
Programa de Gestão do Conhecimento (PGC) no Sistema de Bibliotecas (SiBi) da
Universidade Federal do Paraná (UFPR). A criação do Mapa do Conhecimento é
uma das ações do PGC . Davenport e Prusak (2003, p. 88) afirmam que o mapa do
conhecimento é um guia: ele localiza conhecimentos importantes e mostra onde
encontrá-los. Aponta documentos bancos de dados e até profissionais.
Neste trabalho relata-se a experiência do SiBi/UFPR no desenvolvimento de
um mapa do conhecimento. É descrita a metodologia utilizada e os resultados
parciais alcançados até o momento.

2 Materiais e Métodos
A partir do PGC foram criadas comissões de trabalho para a execução das
ações de desenvolvimento do programa . A Comissão do Mapa do Conhecimento
tem como objetivos: identificar o conhecimento de cada servidor; proporcionar o
acesso às informações referentes a cada servidor; facilitar o compartilhamento de
informação e conhecimentos e identificar redes sociais no SiBi.
Iniciou-se o trabalho por meio de visitas às bibliotecas do SiBi , visando
explicar os objetivos do PGC e do mapa . Aplicou-se um questionário aos servidores
a fim conhecê-los e identificar suas áreas de domínio.
Até o momento, foram respondidos 93 questionários, o que representa a
participação de 49% dos servidores. A partir da coleta de dados, definiram-se as
categorias principais que devem compor o mapa. Tomando essas categorias como
ponto de partida , iniciaram-se as reuniões para definição do briefing do projeto e
elaboração do wireframe para a construção do protótipo.
Com base na especificação dos requistos básicos e complementares da

2182

�Gestão do conhecimento: processos e ferramentas
i! """"'"
MaooNlck

~

=

:,

IiWitt.UJ

1I....111~

Resumo expandido

arquitetura de informação (navegação, interação e usabilidade), definição do /ayout
do mapa e perfis dos usuários, foram definidas ferramentas open source, gratuitas e
multiplataforma para produção do protótipo: Worpress 1 para gerenciamento de
conteúdo, MySQL para gerenciamento de banco de dados e Apache para servidor
web.
O Worpress foi escolhido por ser um sistema gratuito com suporte à
linguagem de programação PHP, que não requer conhecimentos específicos para
sua utilização. Sua grande comunidade de utilizadores e desenvolvedores facilita a
troca de experiências sobre configuração, uso e incorporação de diversas extensões
(p/ugins) que permitem adicionar novas funcionalidades .
Para o desenvolvimento dos perfis de usuários foi incorporado ao protótipo o
p/ugin BOddyPress 2 , que adicionou à plataforma uma estrutura de rede social que
torna mais dinâmico a criação e/ou alteração dos perfis.
O mapa possui hoje três categoriais principais: perfis de usuários, bibliotecas
(lotações funcionais de cada servidor) e comissões de trabalhos. A ideia é interligar
estas categorias a partir dos dados preenchidos nos perfis.
A elaboração do mapa do conhecimento permitirá a visualização do conjunto
de competências dos servidores do SiBi, de forma que seja possível buscar perfis
com características específicas para a formação de equipes no desenvolvimento de
projetos diversos.
O mapa do conhecimento será um guia gráfico e customizado para atender às
necessidades de localização de especialidades de ativos de conhecimento (COSTA;
KRUNCKEN, 2004, p. 7) e compartilhamento de informações.

3 Resultados Parciais
A adesão da direção do SiBi ao projeto, o uso de novas tecnologias, a
participação em eventos e a formação das comissões de trabalho são oportunidades
para a criação do mapa .
Após a formação da Comissão do Mapa do Conhecimento, seus membros se
reúnem para definir o desenvolvimento do trabalho. Entre as ações cumpridas estão:
a) aplicação do questionário "Conhecendo o capital intelectual do SiBi ;
b) apresentação do PGC e do mapa aos servidores;
c) reunião e análise dos questionários;
d) definição das categorias;
e) desenvolvimento de um protótipo.
f) Ações a serem desenvolvidas:
g) criação do mapa ;
Worpress é um sistema de gerenciamento de conteúdo open source, multiplataforma e gratuito.
Disponível em : &lt;http://br.wordpress .org/&gt; . Acesso em : 05 abril 2012 .
2 BoddyPress é um programa open source que se incorpora na plataforma Wordpress para agregarlhe recu rsos de rede social. Disponível em : &lt;http://br. buddypress.org/home/&gt; . Acesso em : 05 abril
2012.
1

2183

�Gestão do conhecimento: processos e ferramentas
i! """"'"
MaooNlck

~

=

:,

IiWitt.UJ

1I....111~

Resumo expandido

h) avaliação e aprovação em reunião de chefia do SiBi/UFPR;
i)

apresentação para os servidores do SiBi/UFPR.

O mapa do conhecimento causará grande impacto nas relações de
compartilhamento de informação e conhecimento no SiBi/UFPR. Benefícios como a
criação de conhecimento e a interação entre os servidores são os mais esperados.

4 Considerações Parciais
O PGC envolve a criação de uma cultura voltada ao compartilhamento de
informação e conhecimento. Dentre as dificuldades encontradas está a baixa
devolução dos questionários respondidos, pelo receio dos respondentes em
compartilhar conhecimento e a resistência em se expor.
A participação no PGC é facultativa e depende da disposição individual de
compartilhar conhecimento para que os objetivos sejam alcançados. Independente
de responderem ou não ao questionário, informações básicas de todos os servidores
serão publicadas no mapa . Espera-se que a apresentação do mapa finalizado
motive os que ainda não o responderam a fazê-lo .
É fundamental que o mapa do conhecimento seja implementado, para que os
servidores do SiBi tenham acesso às informações e aos conhecimentos mais
facilmente . Acredita-se que haverá minimização no tempo de resolução de
problemas e maior interatividade entre os servidores.

5 Referências

BODDYPRESS. Disponível em : hUp://br.buddypress.org/home/ Acesso em: 05 abril
2012 .
COSTA, M.D. ; KRUCKEN, Lia. Aplicações do conhecimento para competitividade
empresarial. In : KM BRASIL 2004: gestão do conhecimento na Política Industrial
Brasileira. São Paulo, 2004 .
DAVEPORT, T. H.; PRUSAK, L. Codificação e coordenação do conhecimento. In :
___ Conhecimento empresarial. 9. ed . Rio de Janeiro : Elsevier, 2003. p. 83106.
WORDPRESS. Disponível em: http://b.wordpress.org Acesso em: 05 abril 2012.

2184

�</text>
                  </elementText>
                </elementTextContainer>
              </element>
            </elementContainer>
          </elementSet>
        </elementSetContainer>
      </file>
    </fileContainer>
    <collection collectionId="49">
      <elementSetContainer>
        <elementSet elementSetId="1">
          <name>Dublin Core</name>
          <description>The Dublin Core metadata element set is common to all Omeka records, including items, files, and collections. For more information see, http://dublincore.org/documents/dces/.</description>
          <elementContainer>
            <element elementId="50">
              <name>Title</name>
              <description>A name given to the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51396">
                  <text>SNBU - Edição: 17 - Ano: 2012 (UFRGS - Gramado/RS)</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="49">
              <name>Subject</name>
              <description>The topic of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51397">
                  <text>Biblioteconomia&#13;
Documentação&#13;
Ciência da Informação&#13;
Bibliotecas Universitárias</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="41">
              <name>Description</name>
              <description>An account of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51398">
                  <text>Tema: A biblioteca universitária como laboratório na sociedade da informação.</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="39">
              <name>Creator</name>
              <description>An entity primarily responsible for making the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51399">
                  <text>SNBU - Seminário Nacional de Bibliotecas Universitárias</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="45">
              <name>Publisher</name>
              <description>An entity responsible for making the resource available</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51400">
                  <text>UFRGS</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="40">
              <name>Date</name>
              <description>A point or period of time associated with an event in the lifecycle of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51401">
                  <text>2012</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="44">
              <name>Language</name>
              <description>A language of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51402">
                  <text>Português</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="51">
              <name>Type</name>
              <description>The nature or genre of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51403">
                  <text>Evento</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="38">
              <name>Coverage</name>
              <description>The spatial or temporal topic of the resource, the spatial applicability of the resource, or the jurisdiction under which the resource is relevant</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51404">
                  <text>Gramado (Rio Grande do Sul)</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
          </elementContainer>
        </elementSet>
      </elementSetContainer>
    </collection>
    <itemType itemTypeId="8">
      <name>Event</name>
      <description>A non-persistent, time-based occurrence. Metadata for an event provides descriptive information that is the basis for discovery of the purpose, location, duration, and responsible agents associated with an event. Examples include an exhibition, webcast, conference, workshop, open day, performance, battle, trial, wedding, tea party, conflagration.</description>
    </itemType>
    <elementSetContainer>
      <elementSet elementSetId="1">
        <name>Dublin Core</name>
        <description>The Dublin Core metadata element set is common to all Omeka records, including items, files, and collections. For more information see, http://dublincore.org/documents/dces/.</description>
        <elementContainer>
          <element elementId="50">
            <name>Title</name>
            <description>A name given to the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="64418">
                <text>Mapa do Conhecimento: relato de experiência do Sistema de Bibliotecas (SIBI) da Universidade Federal do Paraná (UFPR).</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="39">
            <name>Creator</name>
            <description>An entity primarily responsible for making the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="64419">
                <text>Lima, Karolayne Costa Rodrigues de; Araújo, Paula Carina; Naves, Simone Ferreira</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="38">
            <name>Coverage</name>
            <description>The spatial or temporal topic of the resource, the spatial applicability of the resource, or the jurisdiction under which the resource is relevant</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="64420">
                <text>Gramado (Rio Grande do Sul)</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="45">
            <name>Publisher</name>
            <description>An entity responsible for making the resource available</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="64421">
                <text>UFRGS</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="40">
            <name>Date</name>
            <description>A point or period of time associated with an event in the lifecycle of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="64422">
                <text>2012</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="51">
            <name>Type</name>
            <description>The nature or genre of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="64424">
                <text>Evento</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="41">
            <name>Description</name>
            <description>An account of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="64425">
                <text>Para instigar o compartilhamento de informação e conhecimento, foi criado o Programa de Gestão do Conhecimento (PGC) no Sistema de Bibliotecas (SiBi) da Universidade Federal do Paraná (UFPR). A criação do Mapa do Conhecimento é uma das ações do PGC. Davenport e Prusak (2003, p. 88) afirmam que o mapa do conhecimento é um guia: ele localiza conhecimentos importantes e mostra onde encontrá-los. Aponta documentos bancos de dados e até profissionais. Neste trabalho relata-se a experiência do SiBi/UFPR no desenvolvimento de um mapa do conhecimento. É descrita a metodologia utilizada e os resultados parciais alcançados até o momento.</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="44">
            <name>Language</name>
            <description>A language of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="69560">
                <text>pt</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
        </elementContainer>
      </elementSet>
    </elementSetContainer>
  </item>
  <item itemId="6060" public="1" featured="0">
    <fileContainer>
      <file fileId="5124">
        <src>http://repositorio.febab.org.br/files/original/49/6060/SNBU2012_199.pdf</src>
        <authentication>0e8865846e470084c6a5ddfe6f8b74be</authentication>
        <elementSetContainer>
          <elementSet elementSetId="4">
            <name>PDF Text</name>
            <description/>
            <elementContainer>
              <element elementId="92">
                <name>Text</name>
                <description/>
                <elementTextContainer>
                  <elementText elementTextId="64417">
                    <text>ii
~
~

....

Gestão do conhecimento : processos e ferramentas
Stminirio

KadoNJde
A4IoI'(.lI
Ulllnl'.lIin..

Resumo expandido

A GESTÃO DO CONHECIMENTO NA PRÁTICA PROFISSIONAL
BIBLIOTECÁRIA:
um mapeamento das competências do profissional da informação
frente ao delineamento de novos campos de atuação
Ana Cristina Guimarães Carvalho 1
Sindya Santos Melo 2
1

MBA em Administração e Gestão do Conhecimento, Bibliotecária do Instituto Federal de Educação,
Ciência e Tecnologia do Piauí, Picos, Piauí
2 Especialista em Formação de Leitores , Bibliotecária do Instituto Federal de Educação, Ciência e
Tecnologia do Piauí , Angical , Piauí

1 Introdução
Cada vez mais, a Gestão do conhecimento - GC configura-se como um
mercado em expansão. A ascensão desta área de estudo, com fundamentos teóricos e
práticos, se apresenta como reação à influência de uma economia baseada na
valorização dos saberes. Esta nova economia, pautada no conhecimento, é uma
consequência da globalização dos mercados, paralela ao crescente avanço científico e
tecnológico, que mantém as ferramentas de comunicação e informação acessíveis a
todas as demandas, transformando as pessoas em portadores de conhecimento, e não
mais em simples usuários de tecnologias (MAURA, 2004).
Em meio a tais discussões que repousam particularmente no espiral da
Sociedade do Conhecimento, evidenciando-se o redimensionamento de paradigmas
que ora valorizam o conhecimento como gerador de estratégias, de novos produtos e
soluções, em substituição à valorização da força motriz, é que surge a necessidade de
administrar eficientemente o conhecimento, com ênfase nos processos de criação,
codificação e disseminação, oportunizando a sua recuperação por diferentes usuários.
A administração destes processos é realizada pela Gestão do Conhecimento (SILVA;
SEVERINO, [2000?]).
Diante deste novo modelo de economia, onde o conhecimento tornou-se o
principal recurso para as organizações, as competências profissionais são revistas de
modo a satisfazer as necessidades emergentes (MAURA, 2004). No âmbito da GC,
uma equipe multidisciplinar de profissionais - "os trabalhadores do conhecimento"
(DRUCKER, 2004) - reúnem habilidades para trabalhar o conhecimento organizacional
em todas as suas instâncias: eixo gerencial, eixo negócios, eixo tecnologias de
informação, eixo mercadológico, eixo informacional (VALENTIM, 2004).
Neste contexto, a elaboração deste trabalho, justifica-se por identificar na
formação profissional do bibliotecário, habilidades que condizem com os processos de
GC no eixo informacional. A problematização gira em torno das competências a serem

2176

�ii
~
~

....

Gestão do conhecimento : processos e ferramentas
Stminirio

KadoNJde
A4IoI'(.lI
Ulllnl'.lIin..

Resumo expandido

desenvolvidas pelo profissional bibliotecário para atuar na área de GC. O presente
trabalho objetiva ainda investigar a atuação do bibliotecário na GC; despertar o
profissional da informação para novas possibilidades de atuação e finalmente
apresentar as iniciativas realizadas por bibliotecários atuantes em bibliotecas
universitárias no tocante às práticas de GC.

2 Materiais e métodos
A pesquisa foi estruturada em duas etapas principais: a fundamentação
teórica a partir da revisão de literatura sobre o tema e a realização de estudo
exploratório com oito bibliotecários atuantes em bibliotecas universitárias nos estados
do Piauí e Maranhão. Como instrumento de pesquisa, adotou-se questionário
constituído por cinco perguntas abertas, discriminadas na seção seguinte.
Os questionários foram enviados por email para uma população de quinze
bibliotecários. Ao final de dez dias, obteve-se um retorno de oito questionários
respondidos.

3 Resultados Finais
Nesta seção, serão abordados, a partir da interpretação e apresentação
sucinta dos pontos de vista dos sujeitos da pesquisa, o entendimento e a atuação do
profissional bibliotecário no que concerne às práticas de GC:
a) Como você entende a gestão do conhecimento?
- Um profissional entende como organização e administração das
informações produzidas pela instituição,
- Dois bibliotecários entendem como uma prática de gerenciamento de
atividades,
- Dois profissionais entendem como um processo no qual a instituição
utiliza o seu capital intelectual, promovendo o compartilhamento de
conhecimentos,
- Um profissional entende como poderosa ferramenta na tomada de
decisão,
- Dois bibliotecários concebem como processo sistêmico de identificação,
uso e re-uso do conhecimento dentro de uma instituição.

Segundo Hommerding (2001), a Gestão do Conhecimento pode ser definida
como um conjunto integrado de ações que visa a identificar, capturar, gerenciar e
compartilhar todo o ativo de informações produzidas por uma organização através do
seu capital intelectual. Assim, observa-se que as definições apresentadas se
complementam , traduzindo o que a literatura expõe acerca do conceito de GC.

2177

�ii
~
~

....

Gestão do conhecimento : processos e ferramentas
Stminirio

KadoNJde
A4IoI'(.lI
Ulllnl'.lIin..

Resumo expandido

b) Considerando os principais processos da Gestão do Conhecimento,
onde o bibliotecário pode estar inserido?
- Três profissionais responderam : como gestor da informação e dos
conhecimentos gerados pela Instituição onde atua ;
- Três profissionais acreditam que em todas as etapas do processo de GC;
- Dois profissionais responderam : na organização da informação em seus
diferentes suportes.
A captura, a organização, o tratamento, a disseminação e o
compartilhamento do conhecimento constituem as etapas da Gestão do Conhecimento,
assim como são atividades comuns ao profissional bibliotecário, visto que a informação,
em todos os seus aspectos técnicos, representa seu instrumento primeiro de trabalho. A
contribuição do bibliotecário frente à GC implica ainda em uma atuação voltada para o
compartilhamento de conhecimentos a partir da identificação das fontes pertinentes à
área de atuação de sua instituição, da disseminação e disponibilização destes recursos.
c) Na sua concepção, quais habilidades pessoais e profissionais deve
desenvolver o bibliotecário que queira atuar na Gestão do
Conhecimento?
- Pessoais:
criatividade, iniciativa, organização , comunicabilidade,
liderança e flexibilidade,
- Profissionais: trabalho em equipe, capacidade de administrar,
empreendedorismo.
Como gestor do conhecimento, o bibliotecário necessita desenvolver
habilidades que dialoguem com as propostas da GC. Entre todas já citadas, destacamse: a capacidade de comunicação, entrevista e síntese, contribuindo com o processo de
externalização do conhecimento contido no capital intelectual da instituição e a
interação com os demais sujeitos da instituição a fim de realizar o mapeamento das
informações relevantes e proceder com a sua aqu isição, registro e recuperação,
agregando vantagem competitiva à instituição a qual pertence.
d) Você participa ou participou de projetos relacionados à Gestão do
Conhecimento? Em caso de resposta afirmativa, indique os objetivos
propostos por estes projetos.
- 4 profissionais: participaram de projetos de GC (em gestão de acervos e
documentos ),
- 4 profissionais: não participaram.
A Gestão do Conhecimento, em todas as suas etapas ainda é pouco
explorada na área da biblioteconomia. Para que o bibliotecário atue efetivamente com
práticas de GC é necessário entender a instituição em sua totalidade e conceber a

2178

�ii
~
~

....

Gestão do conhecimento : processos e ferramentas
Stminirio

KadoNJde
A4IoI'(.lI
Ulllnl'.lIin..

Resumo expandido

informação e o conhecimento como insumo essencial do produto e/ou serviço a ser
ofertado.

e) De que forma as escolas de biblioteconomia podem contribuir para
proporcionar aos profissionais da informação, a formação necessária
para atender as exigências do mercado no tocante às práticas de Gestão
do Conhecimento?
Todos os colaboradores concordam que deve haver atualização na formação
superior, apresentando currículos que dêem mais ênfase à GC e à Administração,
propiciando, entre outras ferramentas o manuseio de tecnologias da informação.

4 Considerações Finais
A partir
Conhecimento:

das

premissas

anteriores,

entende-se

que

a

Gestão

do

[... ] tem o seu foco no capital intelectual da organização. As atividades
desenvolvidas nesse nível de gestão são: a) desenvolvimento de uma cultura
organizacional positiva em relação à geração de conhecimento; b) mapeamento
e reconhecimento dos fluxos informacionais de informação e conhecimento,
existentes interna e externamente à Organização; c) tratamento, análise e
agregação de valor às informações e ao conhecimento produzido interna e
externamente no ambiente organizacional ; e) criação e disponibilização de
produtos e serviços de informação e de conhecimento; f) criação de
disponibilização de sistemas de informação e de conhecimentos empresariais
de diferentes naturezas. A gestão do conhecimento, portanto trabalha
essencialmente com os fluxos informais de informação (VALENTIM, 2004, p.
155-156).

Em meio aos resultados da pesquisa, verificou-se que os bibliotecários
consultados entendem do que trata a GC e reconhecem a sua relevância dentro da
prática profissional bibliotecária , embora grande parte não participe de projetos
relacionados à GC, fato que se explica na ausência de uma formação acadêmica mais
enfática nos processos organizacionais, do ponto de vista administrativo.
No que concerne às competências para o exercício efetivo das práticas de
GC, Valentim (2004, p. 173) elenca :
Capacidade de análise e síntese; Prospecção e monitoramento; Gestão de
projetos ; Orientação aos clientes internos e externos à Organização;
Organização e planejamento ; Gestão integrada de recursos e prazos ; Interação
com o ambiente; Tomada de decisão; Orientação estratégica; Arquitetura de
sistemas de informação.

A Gestão do Conhecimento configura-se, portanto, como um novo cenano
para atuação profissional do bibliotecário que, embora possua formação compatível

2179

�ii
~
~

....

Gestão do conhecimento : processos e ferramentas
Stminirio

KadoNJde
A4IoI'(.lI
Ulllnl'.lIin..

Resumo expandido

com as habilidades exigidas para atuar com práticas de GC, necessita continuar a
investir na sua qualificação, pois:

°constantemente
novo profissional da informação precisa ter condições de reexaminar
suas premissas e crenças a partir da capacidade de pensar de
forma sistêmica , traduzida pela capacidade de ver conexões entre eventos,
assuntos e detalhes e de pensar no todo e não nas partes , de forma isolada .
(LONGO, R.M .J, 2007, apud VALLS, 2008).

A interdisciplinaridade que envolve a Gestão do Conhecimento e a
Biblioteconomia, assim como, as mudanças decorridas da atual Sociedade da
Informação e do Conhecimento, contribuem para que o profissional bibliotecário
amplie sua atuação em segmentos distintos da Gestão do Conhecimento.

5 Referências
DRUCKER, Peter. F. O advento da nova organização. In:___. Peter Drucker na
prática. Rio de Janeiro: Campus, 2004.
HOMMERDING, Nádia Maria dos Santos O profissional da informação e a gestão do
conhecimento nas empresas: um novo espaço para atuação, com ênfase nos
processos de mapeamento do conhecimento e disponibilização por meio da intranet.
2001 . 210 f. Dissertação (Mestrado em Ciências da Comunicação) - Escola de
Comunicação e Artes, Universidade de São Paulo, São Paulo, 2001. Disponível em : &lt;
http://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/27 /27143/tde-26092005-11411 O/pt-br. php&gt;.
Acesso em: 9 mar. 2011 .
MAURA, Mariano A. La gestión dei conocimiento desde una perspectiva educativa. In:
BAPTISTA, Sofia Galvão; MUELLER, Suzana Pinheiro Machado (Org .). Profissional
da informação: o espaço de trabalho. Brasília: Thesaurus, 2004.
SILVA, Devanildo Damião da; SEVERINO, Patrícia. Desenvolvendo a gestão do
conhecimento sob o prisma do mapeamento dos processos: proposta de uma
metodologia. [200-?] . Biblioteca Terra Fórum Consultores. Disponível em:&lt;
http://www.terraforum .com .br/biblioteca/Documents/Forms/DispForm.aspx?ID=105&gt;.
Acesso em: 13 abro2012.
VALENTIM , Marta Lígia Pomim. Equipes multidisciplinares na gestão da informação e
conhecimento. In: BAPTISTA, Sofia Galvão; MUELLER, Suzana Pinheiro Machado
(Org.). Profissional da informação: o espaço de trabalho. Brasília: Thesaurus, 2004.
VALLS , Valeria. O papel do bibliotecário na Gestão do Conhecimento. Disponível
em:

2180

�ii
~
~

....

Gestão do conhecimento : processos e ferramentas
Stminirio

KadoNJde
A4IoI'(.lI
Ulllnl'.lIin..

Resumo expandido

&lt;http://www4 .prefeitura.sp.gov.br/seme/CEDOC/iegi/pdfs/8O_Papel_do_Bibliotecario_n
a_GC .pdf&gt; . Acesso em : 02 abr. 2012.

2181

�</text>
                  </elementText>
                </elementTextContainer>
              </element>
            </elementContainer>
          </elementSet>
        </elementSetContainer>
      </file>
    </fileContainer>
    <collection collectionId="49">
      <elementSetContainer>
        <elementSet elementSetId="1">
          <name>Dublin Core</name>
          <description>The Dublin Core metadata element set is common to all Omeka records, including items, files, and collections. For more information see, http://dublincore.org/documents/dces/.</description>
          <elementContainer>
            <element elementId="50">
              <name>Title</name>
              <description>A name given to the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51396">
                  <text>SNBU - Edição: 17 - Ano: 2012 (UFRGS - Gramado/RS)</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="49">
              <name>Subject</name>
              <description>The topic of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51397">
                  <text>Biblioteconomia&#13;
Documentação&#13;
Ciência da Informação&#13;
Bibliotecas Universitárias</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="41">
              <name>Description</name>
              <description>An account of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51398">
                  <text>Tema: A biblioteca universitária como laboratório na sociedade da informação.</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="39">
              <name>Creator</name>
              <description>An entity primarily responsible for making the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51399">
                  <text>SNBU - Seminário Nacional de Bibliotecas Universitárias</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="45">
              <name>Publisher</name>
              <description>An entity responsible for making the resource available</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51400">
                  <text>UFRGS</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="40">
              <name>Date</name>
              <description>A point or period of time associated with an event in the lifecycle of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51401">
                  <text>2012</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="44">
              <name>Language</name>
              <description>A language of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51402">
                  <text>Português</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="51">
              <name>Type</name>
              <description>The nature or genre of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51403">
                  <text>Evento</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="38">
              <name>Coverage</name>
              <description>The spatial or temporal topic of the resource, the spatial applicability of the resource, or the jurisdiction under which the resource is relevant</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51404">
                  <text>Gramado (Rio Grande do Sul)</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
          </elementContainer>
        </elementSet>
      </elementSetContainer>
    </collection>
    <itemType itemTypeId="8">
      <name>Event</name>
      <description>A non-persistent, time-based occurrence. Metadata for an event provides descriptive information that is the basis for discovery of the purpose, location, duration, and responsible agents associated with an event. Examples include an exhibition, webcast, conference, workshop, open day, performance, battle, trial, wedding, tea party, conflagration.</description>
    </itemType>
    <elementSetContainer>
      <elementSet elementSetId="1">
        <name>Dublin Core</name>
        <description>The Dublin Core metadata element set is common to all Omeka records, including items, files, and collections. For more information see, http://dublincore.org/documents/dces/.</description>
        <elementContainer>
          <element elementId="50">
            <name>Title</name>
            <description>A name given to the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="64409">
                <text>A Gestão do Conhecimento na Prática Profissional Bibliotecária: um mapeamento das competências do profissional da informação frente ao delineamento de novos campos de atuação.</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="39">
            <name>Creator</name>
            <description>An entity primarily responsible for making the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="64410">
                <text>Carvalho, Ana Cristina Guimarães; Melo, Sindya Santos</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="38">
            <name>Coverage</name>
            <description>The spatial or temporal topic of the resource, the spatial applicability of the resource, or the jurisdiction under which the resource is relevant</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="64411">
                <text>Gramado (Rio Grande do Sul)</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="45">
            <name>Publisher</name>
            <description>An entity responsible for making the resource available</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="64412">
                <text>UFRGS</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="40">
            <name>Date</name>
            <description>A point or period of time associated with an event in the lifecycle of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="64413">
                <text>2012</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="51">
            <name>Type</name>
            <description>The nature or genre of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="64415">
                <text>Evento</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="41">
            <name>Description</name>
            <description>An account of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="64416">
                <text>O presente trabalho objetiva ainda investigar a atuação do bibliotecário na GC; despertar o profissional da informação para novas possibilidades de atuação e finalmente apresentar as iniciativas realizadas por bibliotecários atuantes em bibliotecas universitárias no tocante às práticas de GC.</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="44">
            <name>Language</name>
            <description>A language of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="69559">
                <text>pt</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
        </elementContainer>
      </elementSet>
    </elementSetContainer>
  </item>
  <item itemId="6059" public="1" featured="0">
    <fileContainer>
      <file fileId="5123">
        <src>http://repositorio.febab.org.br/files/original/49/6059/SNBU2012_198.pdf</src>
        <authentication>5274d75ea1f46454bd44ea4dd47660c7</authentication>
        <elementSetContainer>
          <elementSet elementSetId="4">
            <name>PDF Text</name>
            <description/>
            <elementContainer>
              <element elementId="92">
                <name>Text</name>
                <description/>
                <elementTextContainer>
                  <elementText elementTextId="64408">
                    <text>i
~

Gestão do conhecimento: processos e ferramentas
Xminirio

tIwJoNolck

=

IilIIitt_

:,

ItllIfonnluwl.

Resumo expandido

UTILIZAÇÃO DO AMBIENTE COLABORATIVO TIDIA-AE PELO
GRUPO DE GERENCIAMENTO DO VOCABULÁRIO CONTROLADO
DO SIBiUSP - BIÊNIO 2011-2013

Adriana Nascimento Flamino 1, Juliana de Souza Moraes 2
1 Mestre em Ciência da Informação. Diretora da Divisão de Gestão e Tratamento da Informação
(DGTI) do Departamento Técnico do Sistema Integrado de Bibliotecas da Universidade de São Paulo
(DT/SIBiUSP). São Paulo, SP .

2Mestre em Biblioteconomia e Ciência da Informação. Bibliotecária do Instituto de Ciências
Matemáticas e de Computação da Universidade de São Paulo - ICMC/USP.
Campus de São Carlos , SP.

1 Introdução

o Vocabulário Controlado do Sistema Integrado de Bibliotecas da
Universidade de São Paulo (SIBiUSP) é a ferramenta utilizada para a indexação de
recursos de informação no Banco de Dados Bibliográficos DEDALUS. Iniciou-se em
1985, juntamente com o DEDALUS e, desde então, tem sido atualizado, abrangendo
todas as áreas do conhecimento relacionadas às atividades de ensino, pesquisa e
extensão da USP. Desde 2003 há uma equipe específica designada para gerir o
Vocabulário Controlado, denominada Grupo de Gerenciamento.
Devido à diversificação e abrangência dos termos incluídos, referentes às
várias áreas do conhecimento, o Vocabulário pode ser utilizado para a
representação do conteúdo de documentos de diferentes sistemas de informação,
mas, sua utilidade deverá ser maior em bases de dados bibliográficos de instituições
de ensino superior. O Vocabulário pode ser consultado pela sua macroestrutura, que
contém as relações lógico-semânticas explícitas entre as áreas, subáreas e a
terminologia propriamente dita. Está disponível também a lista alfabética de
assuntos e a lista sistemática ou hierárquica, ambas complementadas
opcionalmente pelas tabelas de qualificadores, de locais geográficos, de gênero e
forma , de profissões e ocupações, que propiciam as condições de complementação
dos assuntos e, ainda, inúmeras combinações (VOCABULÁRIO, 2008).
Embora as Bibliotecas do SIBiUSP caracterizem-se pela descentralização e
especialização de seus acervos, o acesso integrado - potencializado pela nova
política unificada de empréstimos de materiais e pela implantação do Portal de
Busca Integrada - requer uma linguagem comum de representação temática . Tal
linguagem precisa contemplar a convivência de objetos de informação gerais,
voltados para o ensino de graduação, com outros objetos de informação
especializados direcionados à pós-graduação e às linhas de pesquisa
(VOCABULÁRIO, 2008) .
Devido a sua importância para o SIBiUSP e para as instituições de ensino
superior de maneira geral, e considerando a sua função de representar conteúdos, a

2171

�i

Gestão do conhecimento: processos e ferramentas
Xminirio

~

tIwJoNol ck

:,

IilIIitt_
ItllIfonnluwl.

=

Resumo expandido

gestão do Vocabulário Controlado é tarefa primordial para a garantia de uma
representação temática atual e precisa dos recursos de informação.
Diante dessa necessidade e de modo a integrar e disseminar a filosofia do
trabalho colaborativo, o Grupo de Gerenciamento do Vocabulário Controlado adotou
uma ferramenta colaborativa que proporciona maior interatividade entre os seus
membros, compartilhando ideias, documentos e o registro das atividades.

2 Materiais e Métodos
Como solução tecnológica , foi utilizado um LMS (System Management
Learning) mantido pelo LARC (Laboratório de Arquitetura e Redes de
Computadores), do Departamento de Engenharia de Computação e Sistemas
Digitais da Escola Politécnica da Universidade de São Paulo (PCS-EPUSP) , o
TIDIA-Ae 1 . O ambiente colaborativo do projeto TIDIA-Ae (Tecnologia da Informação
no Desenvolvimento da Internet Avançada - Aprendizado Eletrônico), é o resultado
dos esforços do projeto Tidia-Ae, financiado pela FAPESP (Fundação de Amparo à
Pesquisa do Estado de São Paulo) , em parceria com o projeto Sakai 2 , cujo sistema
utiliza o núcleo básico Sakai para desenvolver sua plataforma e suas ferramentas
colaborativas (LARC , 2009).
O ambiente permite, além de utilizá-lo na aprendizagem , gerenciar projetos e
atividades de trabalho. Devido a essas características, o Tidia-Ae da USP, foi
adotado como ferramenta para integração, comunicação e compartilhamento de
documentos entre os membros do Grupo de Gerenciamento do Vocabulário
Controlado.
•

•

~. r

00'

11)
'. .

I

-

~

a..=::::':::"'J...:::....--' VOCAUSP

-'".
O"',""
.':.::::
d.:..:",,
::::
" ::.
" =
d' ""
VO:.:
CA:::
USP:..:"~
'n",-,
io &lt;
"'O"-"
" "-""
'O-'-'
'')'----_ _ _---=8

"""""

VOCABULÁRIO CONTROLADO 00 SIBIIUSP

Avisos recentes

"""""

Atualmente nâo

lia avisQsneste klcaL

I~icia

Mensacens

_.

a Notificações de foruns
llõl

MACROESTRUTURA

~ enh um

LISTA DE ASSUNTOS

P3rtki[l~l\tp\ ~

~ ~

"'ª""""
..
Linbo lil

TABELA DE

~ rn

QUAblEICAOORES

ili.&gt; ~

Pesauiurno
~

ReJatóriode
AtualiUlcic

Figura 1 - Página Inicial do espaço (aba) VOCAUSP
FONTE: Espaço VOCAUSP no ambiente TIDIA-AE: Aprendizado eletrônico da USP.

1 Mais informações em : http://agora .tidia-ae.usp.br/portal
2

http://sakaiproject.org/

2172

�Gestão do conhecimento: processos e ferramentas
Resumo expandido

Dentre as diversas funcionalidades e ferramentas que podem ser
selecionadas para a criação de um novo espaço, foram selecionadas as seguintes
para o espaço do Vocabulário Controlado:
Avisos e Mensagens - para comunicação entre os membros e para todo o
grupo ;
Repositório - para armazenamento dos documentos de importância para o
grupo (artigos, atas de reunião , projetos, relatórios, etc) ;
WIKI - ferramenta para o desenvolvimento de textos colaborativos;
Links para sites externos ao sistema, que podem ser visualizados na própria
janela do sistema ;
Fóruns e enquetes - úteis para discussão entre os membros do grupo ;
Estatísticas de acesso - para o mantenedor do espaço, obter dados de
acesso e atividades no sistema .

a.
b.

c.
d.

e.
f.

..:
L-=

'-'-=

:....J

...

,

..

_ )

.. ..... ~

""

-

VOCAUSP

•

-;. Repositório
Reposrtõno do Slte I Fuer IIp!oad_Dgwo !oad de Mt",!bp!g'i Beq'[§Q§ I

Local:

.

O

Co~ar

[]

J&lt;iIIj .
R ~ ,,. d.. &lt;;",~,,~t';"'~ ~

Partlc!o.mtes

~

.

~ CO

"'""""

.:illUD..f2 ~
Lin k ~ ~

8i.Y..rJ2 U

I

~

VOCAU SP Recur$O$

I Excluir I MO'\Ier
Criado Por

TiluUl .L

CJ ~

Rtopositóric

~

Adicionar·

I!'l

8 ~

Adicionar ·

Irl

8 """

Mlclooar

~

C!J ~

Adicionar .

[j

8

l ista blerarQ!!ka~ - S!:!llcll a~~S

Adicionar ·

!"I

8

Ils;as HI!i:[iI[gllj~S - !ril!j!l~~ - B~vlSag

Ad icionar ·

~

[!J

lis@sHip@rQulcas-Trad' JcÀo

Adicionar ...

III

[!) er~las 1Ii: I!lQ\'a~~ ~!l:ll -ZDl ~

Adicionar ..

ltJ

G.J

ProoO'ius fmpreHs

Adicimlar ..

El

GJ

Publicações sob re o VOCAlISP

Adiciooar "

~

~

Ações·
Agles·

"""'.
"""'.

1 i ~m

Todo o site

DGTlDTS IBIUSP

21tefls

Tod ooslte

DGTIDTSIBIUSP

61tMS

AçÕes'"

Todo o slte

DGTID TS IBIUS P

!Item

AÇM' •

ToOo osite

DGTlDTS IBiUSP

32 itens

Ações ..

To&lt;Io osite

DGTlO TSl8iUSP

1 item

""'" .

Todo o stte

DGTID TSIBIUS P

10 itens

AçÕes.

Todoos lte
Todo o

~i le

2itefls

"""'.

1 item

I!'l

8 ~

Adicionar ..

AÇM"

Todoosite

OGTlO TS IB iUS P

, itt'm

~

t!J

Adicionar ..

Ações

Todo

li ~ i te

DGTlDTS IBiUSP

a

!"I

8 """",,,

Adicionar

Todoosite

DGTID TSIBiUS P

J itt'fls

"I

I~I vkleos

""".

Adicionar ..

Acões"

ParatOOos

RlrlaY![ÍIlli Men~ilií Q2í!SI!;l An~~1!!i."::!

~

i ten~

3 itel\s

Figura 2 - Funcionalidade " Repositório"
FONTE: Espaço VOCAUSP no ambiente TIDIA-AE: Aprendizado eletrônico da USP.

2173

�Gestão do conhecimento: processos e ferramentas

i

Xminirio

~

tIwJoNolck

=

IilIIitt_

:,

ItllIfonnluwl.

Resumo expandido

..'
, .
"--'= -'-=---'

""

.,

.-

) . , "",

'

I

-

""

VOCAUSP

•

;. Estiiltfst1Cil5
Re5 um o

l

~

l

~

Resumo
l!!iti2 ~

VisiUls

TOIaldeYisitas.

_.
ESt.atlsticas

Últimos 7f30J365 di as (mêdia)
Vi sitas Íl nicas
Tot al de YlSllas únicas :

Visitilsún icasflotaldE'usuârios.

"

16/ 16( 100 .0%)

I . \ljs~as • Visitantes únicos I

Ati~
W'-3selRanal ~ l ~
Atividl:lde

Últimos 7!30J365 di as (médi a)'

Utitizaçlo de ferramentas

@)(pn!s~

em J)l!rcenUgem ();;J.

Figura 3 - Estatísticas de acesso (Número de visitas e Atividades)
FONTE: Espaço VOCAUSP no ambiente TIDlA-AE: Aprendizado eletrônico da USP.

3 Resultados Parciais/Finais

o ambiente Tidia-Ae possibilitou a reumao de toda a documentação já
produzida e de importância para o Grupo de Gerenciamento do Vocabulário
Controlado do SIBiUSP em um único ambiente onde todos os membros tem a
possibilidade de acesso e consulta a qualquer tempo, permitindo a comunicação
entre todos.
De maneira rápida e fácil, agendamentos (ou cancelamentos) de reuniões são
comunicadas, possibilitando que os membros possam organizar suas próprias
agendas.
Além dessas funcionalidades, o espaço permite o trabalho colaborativo e em
rede entre todos os membros do Grupo de maneira ágil e à distância . Além disso,
também permite o acesso a outros sites de interesse do Grupo sem sair do próprio
ambiente.
4 Considerações Parciais/Finais
A experiência de utilização do ambiente Tidia-Ae da USP para as atividades
do Grupo de Gerenciamento do Vocabulário Controlado do SIBiUSP tem sido
bastante positiva, permitido ao Grupo maior comunicação e compartilhamento de
ideas, especialmente pelos membros do Grupo estarem distribuídos em diferentes
campi da universidade e, ao mesmo tempo, necessitarem estar em constante
contato,

2174

�i
~

Gestão do conhecimento: processos e ferramentas
Xminirio

tIwJoNolck

=

IilIIitt_

:,

ItllIfonnluwl.

Resumo expandido

Considerando que os vocabulários controlados se apresentam como
ferramentas indispensáveis à representação temática dos recursos de informação, é
indispensável também que sejam ferramentas atualizadas e em consonância com as
novas tendências, incluindo a sua forma de gestão.
Espera-se que o ambiente colaborativo Tidia-Ae possa agir como meio de
articulação para a manutenção, inovação e desenvolvimento do Vocabulário
Controlado do SIBiUSP, ferramenta indispensável para a representação temática
dos recursos de informação dos acervos da USP, e que outras iniciativas possam
surgir à exemplo do Grupo de Gerenciamento do Vocabulário Controlado do
SIBiUSP.

5 Referências
LARC . Guia de uso do Ae . 2009. Disponível em : &lt;http://agora .tidiaae.usp.br/access/contentlpublic/Guia-Tutorial-Ae/Manual-Ae-201 O-LARC .pdf&gt;.
Acesso em : 29 mar. 2012 .
TIDIA-AE: Aprendizado eletrônico da USP. Disponível em : &lt;http://agora.tidiaae.usp.br/portal&gt;. Acesso em : 29 mar. 2012 .
VOCABULÁRIO CONTROLADO DO SIBi/USP. 2008 . Disponível em :
&lt;http://143.107.73 .99Nocab/SIBIX652.dll/lndex&gt;. Acesso em : 29 mar. 2012 .

2175

�</text>
                  </elementText>
                </elementTextContainer>
              </element>
            </elementContainer>
          </elementSet>
        </elementSetContainer>
      </file>
    </fileContainer>
    <collection collectionId="49">
      <elementSetContainer>
        <elementSet elementSetId="1">
          <name>Dublin Core</name>
          <description>The Dublin Core metadata element set is common to all Omeka records, including items, files, and collections. For more information see, http://dublincore.org/documents/dces/.</description>
          <elementContainer>
            <element elementId="50">
              <name>Title</name>
              <description>A name given to the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51396">
                  <text>SNBU - Edição: 17 - Ano: 2012 (UFRGS - Gramado/RS)</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="49">
              <name>Subject</name>
              <description>The topic of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51397">
                  <text>Biblioteconomia&#13;
Documentação&#13;
Ciência da Informação&#13;
Bibliotecas Universitárias</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="41">
              <name>Description</name>
              <description>An account of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51398">
                  <text>Tema: A biblioteca universitária como laboratório na sociedade da informação.</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="39">
              <name>Creator</name>
              <description>An entity primarily responsible for making the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51399">
                  <text>SNBU - Seminário Nacional de Bibliotecas Universitárias</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="45">
              <name>Publisher</name>
              <description>An entity responsible for making the resource available</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51400">
                  <text>UFRGS</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="40">
              <name>Date</name>
              <description>A point or period of time associated with an event in the lifecycle of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51401">
                  <text>2012</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="44">
              <name>Language</name>
              <description>A language of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51402">
                  <text>Português</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="51">
              <name>Type</name>
              <description>The nature or genre of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51403">
                  <text>Evento</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="38">
              <name>Coverage</name>
              <description>The spatial or temporal topic of the resource, the spatial applicability of the resource, or the jurisdiction under which the resource is relevant</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51404">
                  <text>Gramado (Rio Grande do Sul)</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
          </elementContainer>
        </elementSet>
      </elementSetContainer>
    </collection>
    <itemType itemTypeId="8">
      <name>Event</name>
      <description>A non-persistent, time-based occurrence. Metadata for an event provides descriptive information that is the basis for discovery of the purpose, location, duration, and responsible agents associated with an event. Examples include an exhibition, webcast, conference, workshop, open day, performance, battle, trial, wedding, tea party, conflagration.</description>
    </itemType>
    <elementSetContainer>
      <elementSet elementSetId="1">
        <name>Dublin Core</name>
        <description>The Dublin Core metadata element set is common to all Omeka records, including items, files, and collections. For more information see, http://dublincore.org/documents/dces/.</description>
        <elementContainer>
          <element elementId="50">
            <name>Title</name>
            <description>A name given to the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="64400">
                <text>Utilização do ambiente colaborativo TIDIA-AE pelo Grupo de Gerenciamento do Vocabulário Controlado do SIBiUSP- Biênio 2011-2013.</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="39">
            <name>Creator</name>
            <description>An entity primarily responsible for making the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="64401">
                <text>Flamino, Adriana Nascimento; Moraes, Juliana de Souza</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="38">
            <name>Coverage</name>
            <description>The spatial or temporal topic of the resource, the spatial applicability of the resource, or the jurisdiction under which the resource is relevant</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="64402">
                <text>Gramado (Rio Grande do Sul)</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="45">
            <name>Publisher</name>
            <description>An entity responsible for making the resource available</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="64403">
                <text>UFRGS</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="40">
            <name>Date</name>
            <description>A point or period of time associated with an event in the lifecycle of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="64404">
                <text>2012</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="51">
            <name>Type</name>
            <description>The nature or genre of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="64406">
                <text>Evento</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="41">
            <name>Description</name>
            <description>An account of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="64407">
                <text>Discorre sobre o Grupo Gerenciamento do Vocabulário Controlado, adototu uma ferramenta colaborativa que proporciona maior interatividade entre seus membros, compartilhando ideias, documentos e o registro de atividades e de modo a integrar e disseminar a filosofia do trabalho colaborativo.</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="44">
            <name>Language</name>
            <description>A language of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="69558">
                <text>pt</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
        </elementContainer>
      </elementSet>
    </elementSetContainer>
  </item>
  <item itemId="6058" public="1" featured="0">
    <fileContainer>
      <file fileId="5122">
        <src>http://repositorio.febab.org.br/files/original/49/6058/SNBU2012_197.pdf</src>
        <authentication>3cfd704cd220c1a891a99c5849fa55bd</authentication>
        <elementSetContainer>
          <elementSet elementSetId="4">
            <name>PDF Text</name>
            <description/>
            <elementContainer>
              <element elementId="92">
                <name>Text</name>
                <description/>
                <elementTextContainer>
                  <elementText elementTextId="64399">
                    <text>Planejamento estratégico e sustentabilidade
i! """"'"
MaooNlck

~

=

:,

IiWitt.UJ
1I....111~

Trabalho completo

INDICADORES GERENCIAIS PARA TOMADA DE DECISÃO: O
CASO DO HOSPITAL DE CLíNICAS DA UNIVERSIDADE FEDERAL
DO PARANÁ
Vera Lucia Belo Chagas
Doutoranda da Universidad de Salamanca , Espa nha. Professora do Departamento de
Ciência e Gestão da Informação da UFPR , Curitiba, PR

Resumo

o estudo identifica as necessidades e demandas de informação para tomada de
decisão do Hospital de Clínicas da Universidade Federal do Paraná (HC-UFPR), e,
define indicadores hospitalares, alinhados com o seu planejamento estratégico,
visando à estruturação de um sistema de informação gerencial para tomada de
decisão. Trata-se de um estudo de caso exploratório descritivo. Inclui a pesquisa
bibliográfica e documentária. Como instrumento de coleta de dados utilizou-se de
uma lista de indicadores básica . Em seguida , elaborou-se um formulário contendo
indicadores internos específicos para hospitais. Com este formulário foram
entrevistados os responsáveis pelo Serviço de Planejamento ; Direções, Unidades de
Serviço , Serviços e Assessoria do HC-UFPR. Com a análise dos dados coletados,
construiu-se uma proposta de capilaridade dos indicadores, ou seja, a partir dos
indicadores estratégicos, foram elaborados os indicadores táticos e, em seguida os
operacionais. Fez-se um teste de viabilidade de implantação dos indicadores.
Durante o desenvolvimento desta fase, concluiu-se que a classificação dos
indicadores é contingencial , pois os mesmos devem estar relacionados com o
alinhamento estratégico da instituição. Então, optou-se por trabalhar com o
Planejamento estratégico do HC-UFPR, 2007-2011 . Elaborou-se uma lista de
indicadores classificados em : Estratégicos, Táticos e Operacionais para cada
diretriz. Realizou-se um estudo comparado com os indicadores utilizados na Santa
Casa de Misericórdia de Porto Alegre. O resultado da proposta contempla
indicadores de rotina, os indicadores de qualidade e produtividade da assistência, do
ensino, da pesquisa e da extensão oferecidos aos clientes internos e externos e
outros, que poderão servir para iniciar uma proposta de inteligência organizacional.
Palavras-Chave:
Indicadores Hospitalares; Indicadores de Gestão; Gestão da Informação;
Tomada de Decisão; Hospital Universitário.

2161

�Planejamento estratégico e sustentabilidade
i! """"'"
MaooNlck

~

=

:,

IiWitt.UJ

1I....111~

Trabalho completo

Abstract
This study identifies the information needs and demands of the strategic and tactic
managers of the Clinics Hospital of the Federal University of Curitiba (HC-UFPR) .
Based on the identified needs, hospital indicators were defined and aligned to the
hospital long term strategic planning , aiming the structuring of an information system
for the decision making process in the hospital. The methodology, descriptive and
exploratory, included bibliographic and documentary research, which furnished the
theoretical base for the first list of indicators. A formulary was elaborated , fit to
accomodate internai hospital indicators. As a second step the formulary was used for
the personnal interviews with the responsible for the top and middle management of
the hospital. The staff responsible for Planning, Direction, Service Units, and
Supervision Services, was included. The analysis of the collected data alowed the
elaboration of a whole embracing list with strategic, tactical and operational
indicators. A viability test was conducted with interviews and a delphus study with
well known experts in the area. During the development of this phase it was observed
that the classification of the indicators is, inevitably, contingencial. It must be aligned
with the strategic plan of the institution. The directives of strategic plan for 2007-2011
of the hospital were used for the classification of strategic, tactical and operational
indicators. A comparative study was also realized , to test the viability of the proposal.
As a benchmark the hospital "Santa Casa de Misericórdia" of Porto Alegre, was
chosen , a well know excellency center for hospital and medicai services, and which is
also linked to an University. Differences were identified in the two proposals,
however, it was possible to compare and complete the operational indicators. It was
observed that the information system structured by Santa Casa de Misericordia is a
step ahead of the information service presently proposed in this study for the clinics
hospital of the Federal University of Paraná. However, as final result it is possible to
propose new routine, quality and productivity indicators, aiming to assists the
academic and research activities of the hospital as well as to follow up the internai
and externai services offered to its patients, with aggregated value.

Keywords:
Hospital Indicators; Management Indicator; Management Information; Decision
Making; University Hospital.

1 Introdução
Atualmente, a informação vem ocupando um papel fundamental no avanço
das ciências e no desenvolvimento econômico e social , inclusive nas organizações
da área da saúde. A tecnologia da informação tem influenciado decisivamente as
transformações que se estão produzindo na área. No entanto, para valorizar a
informação com vista à sua utilização como recurso estratégico, é preciso que ela
esteja sistematizada e ao alcance dos membros da organização.
Na área da saúde, os sistemas de informação são necessários em todos os

2162

�Planejamento estratégico e sustentabilidade
i! """"'"
MaooNlck

~

=

:,

IiWitt.UJ

1I....111~

Trabalho completo

ambientes: em hospitais, clínicas, centros comunitários de saúde, agências de
saúde, órgãos de pesquisa e instituições educacionais. A configuração desses
sistemas deve atender tanto a demanda dos serviços de administração na
organização, como as especialidades médicas específicas centradas no paciente.
No Brasil , os hospitais públicos universitários têm desempenhado um papel
fundamental para o seu Sistema Único da Saúde, SUS, prestando serviços aos
usuários do sistema, e funcionando , também, como centros de formação e
desenvolvimento de recursos humanos. A soma dessas atividades gera
complexidade administrativa e um custo elevado decorrentes dos valores envolvidos
nas atividades acadêmicas e nos procedimentos de alta complexidade realizados
por essas instituições. Além dos serviços assistenciais, existem os custos
provenientes do ensino e da pesquisa . Á complexidade administrativa agregam-se
ainda outras variáveis que interferem na sua gestão, por exemplo, escassez de
recursos financeiros, falta de recursos humanos, necessidade de melhoria da
infraestrutura física e tecnológica entre outros. Para controlar todas essas variáveis,
e facilitar a sua gestão, são estruturados sistemas de informação que, com o avanço
da tecnologia, podem ser sistemas desenvolvidos pela própria instituição ou ainda
sistemas adquiridos.
Esses sistemas de informação visam atender as necessidades dos seus
usuários, contribuindo com subsídios para fundamentar a tomada de decisão, o
acompanhamento e o desenvolvimento das atividades hospitalares tanto do ponto
de vista clínico como gerencial.
A revisão de literatura aponta que os sistemas mais comuns adotados nos
hospitais são sistemas clínicos. No caso dos sistemas de informação gerencial,
esses são adquiridos, ou desenvolvidos, para atender áreas específicas, por
exemplo, custos, sistemas de compras, hotelaria etc.
No sentido de atender ao conjunto de informações necessárias para a tomada
de decisão num hospital pertencente à universidade, com atuação na área de ensino
e pesquisa e também na prestação de serviços à comunidade, desenvolvemos uma
pesquisa ambientada no Hospital de Clínicas da Universidade Federal do Paraná
(HC-UFPR) .
Partimos do pressuposto que a estruturação do sistema deveria contemplar a
identificação das necessidades informacionais dos tomadores de decisão, em
primeiro lugar e, a partir desta identificação, propor um conjunto de indicadores que
permitisse a estruturação de um sistema informacional factível para a instituição e os
seus tomadores de decisão. O objetivo é o de oferecer subsídios aos gestores para
sua informação, controle e acompanhamento do dia a dia da instituição,
potencializando a qualidade do atendimento médico e da tomada de decisão.
Para a realização deste estudo foram traçados os seguintes objetivos:
a) Identificar as necessidades e demandas de informação para tomada de decisão
do Hospital de Clínicas da Universidade Federal do Paraná ;
b) Definir indicadores hospitalares, alinhados com o seu planejamento estratégico,
de forma a permitir a estruturação de um sistema de informação gerencial para
tomada de decisão.

2163

�Planejamento estratégico e sustentabilidade
i! """"'"
MaooNlck

~

=

:,

IiWitt.UJ

1I....111~

Trabalho completo

2 Revisão de Literatura
Nesta breve revisão de literatura destaca-se a contribuição da informação
para as instituições na área da Saúde, com enfoque para o valor estratégico da
informação, e as facilidades de integração com as informações clínicas e
econômicas.
Desta forma, acreditamos que para valorizar a informação com vista à sua
utilização como recurso estratégico, é preciso que ela esteja devidamente
sistematizada e ao alcance (diferenciado) dos membros da organização.
No que tange ao aspecto competitivo, a organização deve conseguir reunir,
interpretar e utilizar a informação para subsidiar sua tomada de decisão de forma
rápida e eficiente , com a possibilidade de se diferenciar das outras organizações.
Para que isto ocorra alguns aspectos são ressaltados a seguir.
Lozano Rubí (2006) sugere que a informação seja compreendida de modo
consistente a todo o momento. Para isto, é necessário desenvolver iniciativas de
gestão da informação, tendo como referência o alcance global na organização e com
isto, maximizar o valor estratégico da informação.
No contexto organizacional, a informação deve ser utilizada para subsidiar
várias ações ou comportamentos, tais como:
a) Definição de produtos e serviços;
b) Estabelecimento de objetivos de desempenho;
c) Definição de processos operacionais;
d) Monitoramento do desempenho organizacional, entre outros. (CALAZANS,
2008 , p. 30)
A autora citada , chama a atenção para o aumento da concorrência e o
concomitante desenvolvimento das tecnologias, que seriam indicadores da
importância da informação para a inovação, tomada de decisão e gerenciamento de
processos.
Conforme a mesma autora, o gerenciamento adequado e a difusão da
informação por toda a organização devem propiciar a melhoria da inovação e,
consequentemente, garantir sua competitividade. Calazans (2008) identificou em um
estudo realizado, que na última década, aumentaram significativamente as
atividades voltadas para a qualidade da informação. Nas organizações estudadas foi
identificada, inclusive, a necessidade de medir e aumentar a qualidade das
informações já disponíveis.
Quando devidamente sistematizada e tratada com qualidade, a informação
pode ser utilizada como insumo (input) para a tomada de decisões estratégicas. Ao
incrementar a inovação, a informação estratégica oferece oportunidades para que a
organização se torne mais competitiva no mercado.
Diante disso, Martinez Serrano (2007) afirma que os sistemas de informação
hospitalar devem ser desenhados para fornecer informações clínicas a serem
utilizadas na definição de diagnósticos e terapêuticas necessárias para o paciente. E
são utilizados também para a docência, a pesquisa e na gestão da própria
administração hospital.
A integração entre informação clínica e gestão facilita a tomada de decisão
em todas as fases do processo assistencial. Por esta razão, o autor recomenda que
os dirigentes devam adequar os sistemas de informação à gestão da qualidade da
organização.

2164

�Planejamento estratégico e sustentabilidade
i! """"'"
MaooNlck

~

=

:,

IiWitt.UJ

1I....111~

Trabalho completo

Quanto ao sistema de informação hospitalar, o autor recomenda que o mesmo
deva fornecer informação suficiente para a análise das estratégias traçadas para se
alcançar determinados objetivos, identificar os possíveis desvios e corrigir as
situações indesejáveis. Desta forma , a informação se torna útil para o planejamento
das ações e serviços. (MARTINEZ SERRANO, 2007, p. 407-408) .
De acordo com a literatura consultada os sistemas de informação que
integram informação clínica e econômica devem favorecer o alcance dos seguintes
objetivos:
a) Gestionar o processo assistencial através do estabelecimento de padrões,
protocolos de processos e monitoramento de desvios;
b) Acompanhar a atuação dos profissionais, em comparação com as pautas
clínicas estabelecidas;
c) Analisar e planejar, conjuntamente , com médicos e gestores, os níveis de
serviço, bem como as mudanças e os recursos necessários para a
operacionalização dessas mudanças. (ANDREU MARTiNEZ; MARTiNEZ
MATEU, 2006, p. 177).
Verifica-se, portanto, que a adoção de sistemas de informação integrados, no
contexto de uma organização hospitalar, requer uma série de decisões e
procedimentos específicos para assegurar seu real aproveitamento em prol da
organização. Principalmente, com relação à gestão da informação.
Entende-se por gestão da informação o manejo estratégico na organização
dos componentes: dados, sistemas de informação, tecnologia de informação e
comunicação, e recursos humanos. (LAVERDE et aI., 2004, p. 133).
Em documento da Organização Pan-Americana da Saúde (OPAS),
reconhece-se que a informação desempenha um papel fundamental para subsidiar a
tomada de decisão. Principalmente, nos casos de mudanças profundas na gestão
das organizações. No entanto, a informação apesar de ser uma condição
necessária, não é suficiente para que a decisão do gestor seja efetiva e acertada,
isto é, que garanta uma boa gestão. Para a OPAS: "O valor da informação deve ser
destacado mediante a adoção de um enfoque estratégico, que inclua como insumo a
gestão da informação." (ORGANIZAÇÃO PAN-AMERICANA DA SAÚDE, 2004, p.
343) .
O propósito básico da gestão da informação é assegurar a qualidade dos
dados e o processamento eficaz dos mesmos na organização . A gestão da
informação deve fornecer os dados corretos e entregá-los aos indivíduos adequados
e no momento oportuno para melhorar a tomada de decisão.
Para que a gestão da informação possa atingir tal propósito, há três condições
a serem cumpridas, de acordo com Lozano Rubí (2006, p. 389):
a) Acessar aos dados com qualidade;
b) Realizar análises efetivas, que contribuam para soluções de problemas;
c) Entregar os resultados aos agentes adequados, tanto internos como
externos em relação à organização.
Uma das propostas apresentadas para cumprir as condições da gestão da
informação, destacadas pelo autor mencionado acima, é o uso de indicadores
hospitalares.
Os indicadores hospitalares podem ser considerados como ferramentas de
informação que subsidiam o processo de tomada de decisão tanto nas instituições
privadas como públicas de ensino.

2165

�Planejamento estratégico e sustentabilidade
i! """"'"
MaooNlck

~

=

:,

IiWitt.UJ

1I....111~

Trabalho completo

o resultado das análises e interpretações das informações coletadas através
dos indicadores permite conhecer sob o ponto de vista quantitativo e qualitativo os
aspectos relacionados às condições de saúde de uma determinada população,
portanto os fatores de meio ambiente, demográficos, educacionais, políticos, legais
etc. A estrutura de uma instituição, incluindo a parte física, seus colaboradores, os
equipamentos e instrumentais. Permite também , a análise dos processos que são as
atividades de cuidados realizadas para um paciente e, a infraestrutura disponível
para atividades-fim como ambulatório, emergência , serviços complementares e
outros. E ainda os resultados institucionais que são os efeitos de operações técnicas
e administrativas entre as áreas e subáreas de uma instituição. E ainda, os eventos
de sentinela - que medem o quanto é sério, indesejável, e o quanto pode ser
evitável um resultado nos cuidados prestados ao paciente (BITTAR, 2008) .
Verificam-se, através da literatura consultada, poucos indicadores sobre o
ensino e a pesquisa utilizados nos hospitais universitários, embora estas duas
atividades contribuam de maneira significativa para oferecer a assistência com
qualidade. E ainda, que os hospitais universitários precisam investir recursos
financeiros no ensino e na pesquisa para contribuir com o avanço do conhecimento
e acompanhar o crescente acesso e melhoria dos meios de informação e
comunicação.
Há uma predominância de estudos realizados sobre indicadores para a área
clínica. No entanto, a administração hospitalar deve incluir em sua rotina a análise
da instituição como um todo, ou seja , ter uma visão sistêmica de todos os
processos, alcançando com isto uma percepção real da instituição e do seu entorno.
Para tanto, conforme afirma Rotta (2004, p. 36) "devem ser utilizados indicadores
que retratem as diversas facetas da empresa". A autora afirma ainda que, "discutir
questões administrativas na área da saúde sem estabelecer parâmetros e
resultados, será aplicar de forma parcial , um instrumento e, mais uma vez, defender
que a tecnologia administrativa não é aplicável ao setor saúde ."
Segundo Torres e Simões (2009 , p. 16) "as diversas e inúmeras informações
que transitam por este imenso ambiente organizacional necessitam ser selecionadas
e analisadas adequadamente, sendo suas interpretações fatores fundamentais no
processo decisório".
As organizações hospitalares são instituições complexas do ponto de vista
administrativo e, exigem constante ampliação ou remodelagem dos serviços
prestados, gerando a necessidade de indicadores para programas e situações
específicas. Portanto, os indicadores propostos devem ser flexíveis , adequando-os
de acordo com a disponibilidade dos sistemas de informação, fontes de dados,
recursos , prioridades e necessidades de cada instituição. (BARROS , 2008) .
A análise e interpretação dos indicadores não devem ser feita de forma
isolada. É pouco provável que um indicador específico evidencie a realidade, é
indispensável um conjunto deles para retratar a tendência de uma determinada
situação . Segundo Rotta (2004) é necessário utilizar-se das análises quantitativas e
qualitativas que levem os administradores a conclusões válidas e significativas,
gerando referenciais para comparação dos resultados numa série histórica, dentro
das empresas como também interinstitucionalmente.
Diante do exposto, optamos por desenvolver o nosso trabalho do ponto de
vista dos indicadores gerenciais tendo como parâmetro as diretrizes enunciadas no
Planejamento Estratégico do Hospital de Clínicas da Universidade Federal do

2166

�Planejamento estratégico e sustentabilidade
i! """"'"
MaooNlck

~

=

:,

IiWitt.UJ

1I....111~

Trabalho completo

Paraná, cuja metodologia será descrita a seguir.

3 Materiais e Métodos

o método utilizado foi um estudo de caso exploratório descritivo realizado no
Hospital de Clínicas da Universidade Federal do Paraná . Incluiu a pesquisa
bibliográfica e a pesquisa documentária num primeiro momento, e a partir desse
levantamento, desenvolveu-se, inicialmente, como instrumento de coleta de dados
uma lista de indicadores básica .
Após análise e discussão, elaborou-se um formulário contendo somente
indicadores internos específicos para hospitais. Com este formulário foram
entrevistados os responsáveis pelo Serviço de Planejamento ; Direções, Unidades de
Serviço , Serviços e Assessoria do HC-UFPR.
Através de visitas e das entrevistas adequou-se os termos da lista de
indicadores original de acordo com os termos utilizados pelos serviços do Hospital,
acrescentaram-se outros indicadores e descartaram-se os indicadores não utilizados
pelo HC-UFPR.
Com o objetivo de identificar as necessidades informacionais dos tomadores
de decisão do HC-UFPR foi construído a partir dos dados coletados, uma proposta
de capilaridade dos indicadores, ou seja , a partir dos indicadores estratégicos, foram
elaborados os indicadores táticos e, em seguida os operacionais. O resultado
deveria permitir a rastreabilidade de cada serviço ou procedimento, havendo,
portanto, um elo entre os indicadores dos diferentes níveis. Para esta proposta, as
áreas contempladas foram : Recursos humanos, Faturamento, Assistência , Ensino e
Pesquisa.
O teste de viabilidade de implantação dos indicadores foi feito no Serviço de
Transplante de Medula Óssea (STMO) . A escolha STMO se deu justamente pela sua
especificidade, tanto em relação ao tipo de serviço e atendimento prestados quanto
aos recursos financeiros recebidos, possuindo, portanto, as mesmas características
encontradas no HC-UFPR. Foram entrevistados o administrador do serviço e os
responsáveis pelo ensino e a pesquisa . Todos consideraram os indicadores
interessantes, mas, deixaram claro que não trabalham com indicadores no nível de
especificidade apresentado na lista.
Durante o desenvolvimento desta fase , conclui-se que a classificação dos
indicadores em estratégicos, táticos e operacionais é contingencial, pois os mesmos
devem estar relacionados com o alinhamento estratégico da Instituição. Então,
sentimos a necessidade de obter documentos que nos permitissem compatibilizar os
nossos indicadores com as diretrizes institucionais. Optou-se por trabalhar com o
Planejamento estratégico do HC-UFPR, denominado: Planejamento estratégico do
Hospital de Clínicas da Universidade Federal do Paraná 2007-2011 . No final deste
documento existe uma relação de sete diretrizes que deveriam ser cumpridas até
2011, cada uma delas acompanha suas metas. Então, para cada diretriz identificouse a qual direção pertencia e coletaram-se, quando existiam, os seus respectivos
projetos, documentos ou outro tipo de material que pudesse fundamentar a
elaboração dos indicadores. Elaborou-se, então, uma lista de indicadores
classificados em : Estratégicos, Táticos e Operacionais para cada diretriz, buscando
com isso, uma proposta de capilaridade dos indicadores para o gerenciamento do

2167

�Planejamento estratégico e sustentabilidade
i! """"'"
MaooNlck

~

=

:,

IiWitt.UJ

1I....111~

Trabalho completo

HC-UFPR.
Repassou-se o resultado desta lista para a análise pelo Serviço de
Planejamento. Acrescentaram-se sugestões e correções em cada uma delas. Em
seguida, apresentou-se o resultado para cada um dos responsáveis pelas diretrizes.
Cada um dos responsáveis pôde analisar acrescentar ou sugerir modificações.
Depois de executar as devidas modificações, apresentou-se a lista para o
Coordenador dos Hospitais para uma última análise. O mesmo considerou o
resultado satisfatório. Identificou-se, então, a Santa Casa de Misericórdia de Porto
Alegre, que dadas as suas características, funcionou como o benchmark para o
estudo comparado .
A Santa Casa de Misericórdia conquistou diversos prêmios, pode-se ressaltar
o Prêmio Nacional de Qualificação, concedido pela Fundação para o Prêmio
Nacional da Qualidade em reconhecimento às organizações que mais se destacam
pela prática de gestões de excelência . O complexo hospitalar da Santa Casa de
Misericórdia de Porto Alegre funciona como hospitais de ensino da Universidade
Federal de Ciências da Saúde de Porto Alegre.
Tivemos acesso a duas listagens de indicadores utilizados pela Santa Casa
de Misericórdia de Porto Alegre, uma, denominada Indicadores corporativos e a
outra, denominada Indicadores por áreas, ambas com seus respectivos perfis. A
partir desses indicadores iniciamos a análise de dados para o estudo comparado.
Para cada diretriz elaboramos três quadros, um com os indicadores estratégicos,
outro com os indicadores táticos e por último, os indicadores operacionais das duas
instituições ou seja, HC-UFPR e Santa Casa de Misericórdia de Porto Alegre.

4 Resultados Finais
A elaboração do estudo comparativo entre os indicadores propostos para o
HC-UFPR e os utilizados pela Santa Casa de Misericórdia de Porto Alegre foi
construída fundamentada nas diretrizes elaboradas no Planejamento Estratégico
para o HC-UFPR 2007-2011 . Portanto, algumas diretrizes dizem respeito a projetos
que estão sendo implantados especificamente no HC-UFPR e, por isso, não foi
possível fazer a análise comparativa em todos os níveis da organização, ou seja :
estratégico, tático e operacional. Principalmente quanto ao nível estratégico e tático,
pois, são ações que dizem respeito especificamente ao momento administrativo que
o hospital está vivenciando. Já no nível operacional foi possível fazer a análise
comparativa tendo em vista que os indicadores dizem respeito às rotinas das
instituições que, por serem organizações hospitalares tem atividades similares no dia
a dia. Destacam-se, como exemplo, as diretrizes específicas para o HC-UFPR: a
Diretriz 2 que diz respeito à Reestruturação Administrativa e Gerencial; a Diretriz 3 Inserção do HC-UFPR no Sistema de Saúde; a Diretriz 4 - Implantar o Programa de
Acreditação Hospitalar; e a Diretriz 6 - Informação para todos e em tempo.

2168

�Planejamento estratégico e sustentabilidade
i! """"'"
MaooNlck

~

=

:,

IiWitt.UJ
1I....111~

Trabalho completo

5 Considerações Finais

o uso da informação organizada e sistematizada deve ser considerado como
um subsídio importante para a tomada de decisão dos administradores hospitalares.
Verificou-se que o HC-UFPR, produz, a exemplo de outros hospitais, uma
gama de informação, porém focadas no monitoramento exclusivo das atividades de
rotina do hospital.
No entanto, a utilização dos indicadores gerenciais, apresenta uma vantagem
competitiva , pois serve como uma ferramenta para o planejamento e a avaliação dos
processos nos hospitais, sobretudo, permitindo uma visão global do desempenho da
instituição.
O estudo comparado dos indicadores hospitalares das duas instituições
estudadas, ou seja, o HC-UFPR e a Santa Casa de Misericórdia de Porto Alegre
permitiu a ampliação da proposta de indicadores para o HC-UFPR. Tal proposta
incluiu os indicadores utilizados pela Santa Casa com as devidas adaptações
necessárias para a realidade de uma instituição pública . O resultado da proposta
contempla indicadores de rotina, mas, também, os indicadores de qualidade e
produtividade da assistência, do ensino, da pesquisa e da extensão oferecidos aos
clientes, bem como, os indicadores com relação à satisfação dos clientes internos e
externos e outros, que poderão servir para iniciar uma proposta de inteligência
organizacional.
Como diferencial entre as duas propostas, HC-UFPR e a Santa Casa de
Misericórdia de Porto Alegre, após a análise comparativa dos indicadores, concluiuse que, o enfoque dos indicadores utilizados e propostos para o HC-UFPR relacionase mais aos aspectos operacionais do hospital, e o enfoque dos indicadores
utilizados na Santa Casa de Porto Alegre relaciona-se, sobretudo, aos aspectos da
produtividade e da qualidade, sugerindo um aprofundamento e cruzamento de
variáveis dos indicadores até agora desenvolvidos para o HC-UFPR, tarefa , talvez,
para uma segunda fase .
No entanto, tal qual se apresenta hoje, a proposta de indicadores gerencias,
na forma de capilaridade, para os três níveis administrativos do hospital, ou seja ,
estratégico, tático e operacional poderá subsidiar o desenvolvimento de um sistema
de informação, e representa um avanço significativo no sistema de informação ainda
incipiente, com foco agora gerencial e mais abrangente, para o HC-UFPR.
6 Referências
ANDREU MARTíNEZ, F.J .; MARTíNEZ MATEU , J.M. Importancia de los sistemas de
información en la gestión clínica de los servicios. Todo Hospital, n. 225, p. 173-178,
2006.
BARROS, J. V. Sistemas de informação e avaliação de desempenho hospitalar:
a integração e interoperabilidade entre fontes de dados hospitalares. 88 f.
Dissertação (Mestrado em Ciências) - Faculdade de Medicina, Universidade de São
Paulo, São Paulo, 2008 .

2169

�Planejamento estratégico e sustentabilidade
i! """"'"
MaooNlck

~

=

:,

IiWitt.UJ
1I....111~

Trabalho completo

BITTAR, O. J. N. V. Indicadores de qualidade e quantidade em saúde. RAS , v. 10, n.
40 , p. 87-93 , jul./set. 2008.
CALAZANS, A. T. S. Qualidade da informação:
Transinformação, v. 20, n. 1, p. 29-45, jan./abr. 2008.

conceitos

e

aplicações.

LAVERDE, L. A. et aI. Revisión dei sistema de información para lós programas de
vigilância dei maltrato ai menor: Gproblema de gestión o de tecnologia? Revista
Facultat Nacional de salud Pública, v. 22, n. 1, p. 130-138, ene./jun . 2004.
LOZANO RUBí , R. GCómo cuidamos La información en los hospitales? Todo
Hospital, n. 228, p. 384-90, 2006.
MARTíNEZ SERRANO, C. Sistemas de información radiológica . Todo Hospital , n.
237 , p. 400-9, 2007.
ORGANIZAÇÃO PAN-AMERICANA DA SAÚDE. Sistemas de informação. In .: OPAS.
A transformação da gestão de hospitais na América Latina e Caribe. Brasília :
OPAS/OMS, p. 319-345, 2004.
ROTTA, C. S. G.. Utilização de indicadores de desempenho hospitalar como
instrumento gerencial. 143 f. Tese (Doutorado em Saúde Pública) - Faculdade de
Saúde Pública, Universidade de São Paulo, São Paulo, 2004.
TORRES , D. F. M.; SIMÕES, H. C. Indicadores de qualidade e o processo decisório
nos hospitais universitários do Rio de Janeiro. RAS, v. 11 , n. 42 , p. 16- 22, jan./mar.
2009.

2170

�</text>
                  </elementText>
                </elementTextContainer>
              </element>
            </elementContainer>
          </elementSet>
        </elementSetContainer>
      </file>
    </fileContainer>
    <collection collectionId="49">
      <elementSetContainer>
        <elementSet elementSetId="1">
          <name>Dublin Core</name>
          <description>The Dublin Core metadata element set is common to all Omeka records, including items, files, and collections. For more information see, http://dublincore.org/documents/dces/.</description>
          <elementContainer>
            <element elementId="50">
              <name>Title</name>
              <description>A name given to the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51396">
                  <text>SNBU - Edição: 17 - Ano: 2012 (UFRGS - Gramado/RS)</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="49">
              <name>Subject</name>
              <description>The topic of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51397">
                  <text>Biblioteconomia&#13;
Documentação&#13;
Ciência da Informação&#13;
Bibliotecas Universitárias</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="41">
              <name>Description</name>
              <description>An account of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51398">
                  <text>Tema: A biblioteca universitária como laboratório na sociedade da informação.</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="39">
              <name>Creator</name>
              <description>An entity primarily responsible for making the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51399">
                  <text>SNBU - Seminário Nacional de Bibliotecas Universitárias</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="45">
              <name>Publisher</name>
              <description>An entity responsible for making the resource available</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51400">
                  <text>UFRGS</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="40">
              <name>Date</name>
              <description>A point or period of time associated with an event in the lifecycle of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51401">
                  <text>2012</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="44">
              <name>Language</name>
              <description>A language of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51402">
                  <text>Português</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="51">
              <name>Type</name>
              <description>The nature or genre of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51403">
                  <text>Evento</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="38">
              <name>Coverage</name>
              <description>The spatial or temporal topic of the resource, the spatial applicability of the resource, or the jurisdiction under which the resource is relevant</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51404">
                  <text>Gramado (Rio Grande do Sul)</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
          </elementContainer>
        </elementSet>
      </elementSetContainer>
    </collection>
    <itemType itemTypeId="8">
      <name>Event</name>
      <description>A non-persistent, time-based occurrence. Metadata for an event provides descriptive information that is the basis for discovery of the purpose, location, duration, and responsible agents associated with an event. Examples include an exhibition, webcast, conference, workshop, open day, performance, battle, trial, wedding, tea party, conflagration.</description>
    </itemType>
    <elementSetContainer>
      <elementSet elementSetId="1">
        <name>Dublin Core</name>
        <description>The Dublin Core metadata element set is common to all Omeka records, including items, files, and collections. For more information see, http://dublincore.org/documents/dces/.</description>
        <elementContainer>
          <element elementId="50">
            <name>Title</name>
            <description>A name given to the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="64391">
                <text>Indicadores Gerenciais para Tomada de Decisão: o caso do Hospital de Clínicas da Universidade Federal do Paraná.</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="39">
            <name>Creator</name>
            <description>An entity primarily responsible for making the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="64392">
                <text>Chagas, Vera Lucia Belo</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="38">
            <name>Coverage</name>
            <description>The spatial or temporal topic of the resource, the spatial applicability of the resource, or the jurisdiction under which the resource is relevant</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="64393">
                <text>Gramado (Rio Grande do Sul)</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="45">
            <name>Publisher</name>
            <description>An entity responsible for making the resource available</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="64394">
                <text>UFRGS</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="40">
            <name>Date</name>
            <description>A point or period of time associated with an event in the lifecycle of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="64395">
                <text>2012</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="51">
            <name>Type</name>
            <description>The nature or genre of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="64397">
                <text>Evento</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="41">
            <name>Description</name>
            <description>An account of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="64398">
                <text>O estudo identifica as necessidades e demandas de informação para tomada de decisão do Hospital de Clínicas da Universidade Federal do Paraná (HC-UFPR), e, define indicadores hospitalares, alinhados com o seu planejamento estratégico, visando à estruturação de um sistema de informação gerencial para tomada de decisão. Trata-se de um estudo de caso exploratório descritivo. Inclui a pesquisa bibliográfica e documentária. Como instrumento de coleta de dados utilizou-se de uma lista de indicadores básica. Em seguida, elaborou-se um formulário contendo indicadores internos específicos para hospitais. Com este formulário foram entrevistados os responsáveis pelo Serviço de Planejamento; Direções, Unidades de Serviço, Serviços e Assessoria do HC-UFPR. Com a análise dos dados coletados, construiu-se uma proposta de capilaridade dos indicadores, ou seja, a partir dos indicadores estratégicos, foram elaborados os indicadores táticos e, em seguida os operacionais. Fez-se um teste de viabilidade de implantação dos indicadores. Durante o desenvolvimento desta fase, concluiu-se que a classificação dos indicadores é contingencial, pois os mesmos devem estar relacionados com o alinhamento estratégico da instituição. Então, optou-se por trabalhar com o Planejamento estratégico do HC-UFPR, 2007-2011. Elaborou-se uma lista de indicadores classificados em: Estratégicos, Táticos e Operacionais para cada diretriz. Realizou-se um estudo comparado com os indicadores utilizados na Santa Casa de Misericórdia de Porto Alegre. O resultado da proposta contempla indicadores de rotina, os indicadores de qualidade e produtividade da assistência, do ensino, da pesquisa e da extensão oferecidos aos clientes internos e externos e outros, que poderão servir para iniciar uma proposta de inteligência organizacional.</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="44">
            <name>Language</name>
            <description>A language of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="69557">
                <text>pt</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
        </elementContainer>
      </elementSet>
    </elementSetContainer>
  </item>
  <item itemId="6057" public="1" featured="0">
    <fileContainer>
      <file fileId="5121">
        <src>http://repositorio.febab.org.br/files/original/49/6057/SNBU2012_196.pdf</src>
        <authentication>29a1fc7b8c8cf47bac5090f0af737288</authentication>
        <elementSetContainer>
          <elementSet elementSetId="4">
            <name>PDF Text</name>
            <description/>
            <elementContainer>
              <element elementId="92">
                <name>Text</name>
                <description/>
                <elementTextContainer>
                  <elementText elementTextId="64390">
                    <text>Planejamento estratégico e sustentabilidade
Trabalho completo

NECESSIDADES EDUCACIONAIS ESPECIAIS: O PAPEL DA
BIBLIOTECA E DO BIBLIOTECÁRIO NO CENÁRIO DE INCLUSÃO
NO ENSINO SUPERIOR
Magali Araújo Damasceno 1, Maria Teresa Pires Costél
1 Especialista

em Gestão Estratégica de Pessoas do Centro Universitário do Rio Grande do NorteUNI-RN . Bibliotecária-Documentalista da Faculdade de Ciências da Saúde do Trairí, da Universidade
Federal do Rio Grande do Norte. Santa Cruz. Rio Grande do Norte.
2Mestre, docente do Departamento de Ciências Administrativas da Universidade Federal do Rio
Grande do Norte e docente do MBA em gestão Estratégica de Pessoas do Centro Universitário do
Rio Grande do Norte - UNI-RN . Natal. Rio Grande do Norte.

Resumo
Este artigo tem como tema a educação inclusiva e a sua exigência nas instituições
de ensino superior como um processo de inclusão e respeito à diversidade no
ambiente escolar. Relata as primeiras práticas de educação inclusiva e a sua
chegada ao Brasil. Fala sobre os aspectos de inclusão na Universidade Federal do
Rio Grande do Norte - UFRN, bem como ações voltadas para essa temática .
Comenta sobre a criação da Comissão Permanente de Apoio ao Estudante com
Necessidades Educacionais Especiais - CAENE, que mapeia as deficiências
existentes na universidade, a fim de atender à demanda desta instituição. Aponta a
ampliação do Espaço Inclusivo na Biblioteca Central Zila Mamede - BCZM como um
ambiente moderno, para melhor atender às necessidades da comunidade
acadêmica. Analisa o papel da biblioteca e do bibliotecário na inserção de alunos
com necessidades especiais na universidade, para que possam desenvolver
habilidades, e assim , contribuir para o desenvolvimento da sociedade.
Palavras-chave: Educação inclusiva; Biblioteca universitária; Bibliotecário; UFRN ;
CAENE .

Abstract
This article discusses inclusive education and its requirement also in institutions of
higher education as a process of inclusion and respect for diversity in the school
environment. Report the first practices in inclusive education and their arrival in
Brazil. Talk about aspects of inclusion in the Federal University of Rio Grande do
Norte - UFRN as well as actions for this theme. Cites the creation of a Standing
Committee of Support for Students with Special Educational Needs - CAENE that
maps existing weaknesses in the university to meet the demand of that institution.
Points to the expansion of Inclusive Space in the Central Library Zila Mamede BCZM as a modern environment to better meet the needs of the academic
community. Examines the role of the library and the librarian in the insertion of
special needs students at the university so they can develop skills and thus
contribute to the development of society.
Key-words: Inclusive Education; Library; Librarian ; UFRN; CAENE.

2147

�Planejamento estratégico e sustentabilidade
Trabalho completo

1 Introdução
A educação inclusiva é um assunto que vem merecendo destaque na
sociedade, devido aos fatores que envolvem a questão de pessoas especiais terem
acesso à educação de ensino regular, como também por estarem exigindo da
Sociedade da Informação seu espaço de direito, como qualquer cidadão, através de
reivindicações, como: adaptações de transporte público e automóveis particulares,
tecnologias assistivas (softwares que permitam a navegação na internet e leitura de
textos), vagas exclusivas, rampas de acesso, dentre outros. Isso mostra a atuação
da pessoa deficiente, perante a sociedade, em busca dos seus direitos.
Entretanto, nem sempre esse cenário foi assim . Durante séculos, as
pessoas deficientes eram rejeitadas pela própria família, algumas viviam isoladas da
sociedade e na maioria das vezes morriam com agraves à saúde por não terem
acesso necessário a uma assistência adequada . Outro fator de destaque, voltado
para os aspectos familiares , era a falta de informação e de orientação na busca por
uma assistência especial.
Diante de questionamentos e debates a respeito do assunto, a educação
inclusiva no ensino regular começou a ser exigida nas escolas. Essa exigência se
intensificou durante dois eventos internacionais que resultaram nos seguintes
documentos: a Declaração de Jomtiem , em 1990, na Tailândia e a Declaração de
Salamanca na Espanha, em 1994, na qual aprovaram o Plano de Ação para
satisfazer as necessidades básicas de aprendizagem e a criação do documento que
reafirma o compromisso de "Educação Para Todos" .
No Brasil, as primeiras práticas surgiram com a criação de Leis e Planos
como a Lei de Diretrizes e Bases de Educação Nacional, Plano Nacional de
Educação, dentre outros.
Indo mais além , esta já é uma realidade também nas Instituições de Ensino
Superior - IES do país. Entre elas está a Universidade Federal do Rio Grande do
Norte - UFRN, em cujo quadro acadêmico já há alunos com alguma deficiência ou
necessidade especial.
Durante mais de uma década, a UFRN, enquanto ambiente inclusivo,
através da Comissão Permanente de Apoio ao Estudante com Necessidades
Educacionais Especiais - CAENE vem promovendo ações que reduzem o
preconceito e aumentam o conhecimento das pessoas frente às deficiências, com o
intuito de quebrar as barreiras atitudinais e, consequentemente , promoverem a
inclusão social e educacional dos indivíduos especiais.
Dentre as ações, pode-se citar a ampliação do Espaço Inclusivo na
Biblioteca Central Zila Mamede - BCZM, no Campus Central , com a criação do
Laboratório de Acessibilidade que dá suporte aos estudantes por meio de
tecnologias assistivas 1 •
Nesta perspectiva, este estudo visa expor as ações desenvolvidas pela
UFRN em conjunto com a CAENE, e pretende responder aos seguintes
questionamentos: qual o papel da biblioteca na inclusão de alunos com

Tecnologias assistivas são recursos e serviços que contribuem para proporcionar ou ampliar
habilidades funcionais de pessoas com deficiência e, consequentemente , promover a independência,
qualidade de vida e inclusão delas.
1

2148

�Planejamento estratégico e sustentabilidade
Trabalho completo

necessidades especiais no ensino superior? Qual a contribuição do gestor da
informação, o bibliotecário, nesse contexto de inclusão?
Como procedimentos metodológicos, foram utilizadas técnicas de pesquisa
bibliográfica e documental. Para pesquisa bibliográfica foram selecionados livros e
artigos científicos de bases indexadas que tratassem dos temas: inclusão,
deficiência e necessidades especiais. Para a pesquisa documental foram elencados
documentos institucionais da UFRN, bem como outros documentos emitidos pelo
Ministério da Educação e Cultura sobre a temática inclusão, além de legislação
específica .

2 Educação Inclusiva
Mencionar o termo educação inclusiva implica refletir sobre os aspectos que
envolvem a educação escolar de base, responsável pela formação social do
indivíduo. Neste primeiro momento, o indivíduo ainda vem sofrendo,
consideravelmente, com as consequências sociais que se fazem presentes no dia a
dia das pessoas com necessidades especiais, como a falta de respeito, as barreiras
atitudinais, dentre outras.
Algumas lutas e reivindicações vêm sendo feitas pelas pessoas com algum
tipo de necessidade, com o objetivo de resgatar o respeito humano e a dignidade no
sentido de possibilitar a essas pessoas o desenvolvimento e acesso a todos os
recursos da sociedade, como rampas de acessibilidade para cadeirantes,
automóveis particulares e transportes adaptados, educação especial nas escolas,
até mesmo o avanço da tecnologia com o aparecimento das tecnologias assistivas,
etc. Mesmo com essas lutas, reivindicações e com o avanço da tecnologia de
informação e comunicação, que ainda estão presentes no dia a dia da população
mundial , é comum algum tipo de discriminação. Porém, não se justifica que pessoas
com limitações sejam rotuladas como incapazes. Eles têm o mesmo direito das
pessoas tidas como normais, isto é, o direito de aprender, trabalhar e ter acesso à
informação.
Afinal, o que significa educação inclusiva? O que é inclusão? Qual a relação
da palavra inclusão com o ambiente escolar? Esses questionamentos são sempre
levantados e despertam a indagação de respostas.
Conforme Mantoan (2003), o processo de inclusão implica uma
transformação de perspectiva educacional , pois não atinge apenas alunos com
deficiência e os que apresentam dificuldades de aprender, mas todos os demais,
para que obtenham sucesso na corrente educativa geral e, consequentemente, na
vida social.
Já para Booth (1999a, p.78 apud MITTLER, 2003, p.35) : "É o processo de
aumentar a participação dos aprendizes na escola e de reduzir a sua exclusão com
relação ao currículo, à cultura , e às comunidades das instituições educacionais
regulares existentes na vizinhança ".
De forma equivalente, Ainscow (1999, p.218 apud MITTLER, 2003 , p.35) :
A agenda da educação inclusiva refere-se à superação de barreiras,
à participação que pode ser experienciada por quaisquer alunos. A
tendência ainda é pensar em "política de inclusão" ou educação
inclusiva como dizendo respeito aos alunos com deficiência e a

2149

�Planejamento estratégico e sustentabilidade
Trabalho completo

outros caracterizados
"especiais".

como

tendo

necessidades

educacionais

"A educação inclusiva supõe que o objetivo da inclusão educacional seja
eliminar a exclusão social, que é conseqüência de atitudes e respostas à diversidade
de raça, classe social , etnia, religião, gênero e habilidade" (VITELLO; MITHAUG,
1998 apud FÁVERO et ai, 2009, p. 11).
De acordo com as pesquisas realizadas em diferentes documentos,
entende-se como educação inclusiva aquela voltada para a inserção de pessoas
com necessidades educacionais especiais na educação escolar, independente da
diversidade, potencialidade e necessidade. A exclusão social vem como uma
consequência da limitação dessas pessoas. O processo de inclusão é gradativo e
interminável.
Do ponto de vista nacional, a educação inclusiva é aquela que garante a
qualidade do ensino educacional a cada um de seus alunos, reconhecendo e
respeitando a diversidade e respondendo a cada um, de acordo com suas
potencialidades e necessidades (BRASIL, 2004).
Com as discussões sobre a temática inclusão, algumas nomenclaturas
foram sendo acrescentadas ou substituídas por outras, chegando a serem
interpretadas como ofensas por pessoas que possuem alguma deficiência. Mesmo
assim , algumas ainda fazem parte do vocabulário das pessoas como, por exemplo,
"pessoa portadora de deficiência". Essa expressão foi substituída por "pessoas
portadoras de necessidades especiais" ou "portadoras de necessidades
educacionais especiais", quando se refere à escolarização . Embora essas
expressões caracterizem o termo deficiência, deve-se ter cuidado, pois nem sempre
aqueles
que
apresentam
necessidades
educacionais
especiais
são,
necessariamente, alunos deficientes ou incapazes de aprender. Outro ponto a
destacar é que a expressão portadores/portadoras não se utiliza mais como afirmam
Ferreira e Guimarães (2003). Necessidades não se portam como objetos, sendo
interpretada como uma ofensa pela pessoa deficiente. Desse modo, a expressão
citada tem seu uso inadequado nesse contexto.
Com o surgimento do termo 'necessidades educativas especiais' , desde a
Declaração de Salamanca, em 1994, veio a ser utilizado para designar não apenas a
pessoa com deficiência, mas a toda e qualquer necessidade que demande algum
tipo de abordagem específica por parte das instituições de ordem comporta mental,
social , física, emocional ou familiar. Portanto, no texto, a expressão que melhor se
adequa no tratamento para com as pessoas acima mencionadas será "pessoas com
necessidades educacionais especiais" quando se referi a toda e qualquer
necessidade.

2.1 Primeiras práticas de educação inclusiva
Antes de adentrar no assunto é importante mencionar Fávero et ai (2009, p.
11): "O maior desafio do sistema escolar em todo o mundo é o da inclusão
educacional". Essa afirmação mostra que a compreensão e inserção da inclusão no
sistema educacional e social das pessoas com alguma deficiência é gradativa,
mesmo sendo desafiadora a busca pelo reconhecimento dessas pessoas frente à
sociedade.

2150

�Planejamento estratégico e sustentabilidade
Trabalho completo

No final dos anos 70 e no iniCIO dos anos 80 , crianças especiais 2
começaram a ser inseridas no ambiente escolar, passando a receber serviços
educacionais nas escolas regulares. A partir desse período, iniciavam-se as
primeiras práticas de inserção e os primeiros questionamentos a respeito da
educação inclusiva em escolas de diversos países como Austrália , Canadá e
Estados Unidos.
O grande marco das discussões e reflexões a respeito das mudanças que
deveriam ser adotadas para que se efetivasse a proposta de ensino inclusivo, foi no
início da década de 90, após a realização de dois eventos internacionais que
resultaram nos seguintes documentos: a Declaração de Jomtiem, em 1990, na
Tailândia , e a Declaração de Salamanca , na Espanha , em 1994. Estes documentos
resultaram na aprovação do Plano de ação para satisfazer as necessidades básicas
da aprendizagem e a criação do documento que reafirma o compromisso de
"Educação Para Todos".
De acordo com Stainback e Stainback (1999, p. 40) :
No final da década de 1980, intensificou-se a atenção à necessidade
de educar os alunos com deficiência importante no ensino regular.
Em 1988, uma resolução adotada pela Associação para Pessoas
com Deficiência Graves, reivindicando a integração de educação
especial e regular, aumentou o debate concernente a um sistema
unificado de educação.

No Brasil , o tema passou a ganhar espaço a partir da década de 1980, de
maneira tímida, depois da divulgação de dados que englobavam o fracasso , a
evasão e repetência escolar e também com o aumento de demanda para criação de
classes e escolas especiais (LOURENÇO, 2010).
Diante dessa divulgação alguns órgãos da sociedade e associações de
pessoas com necessidades educativas especiais reivindicaram para que
incorporassem os ideais da educação para todos na Constituição Federal de 1988, e
que as políticas educacionais do país sofressem modificações. Com isso, no Brasil,
ocorreram vários avanços significativos na legislação e na política educacional.
Segundo Lourenço (2010, p. 24):
Em 1996, a Lei de Diretrizes e Bases de Educação Nacional
(LDBEN) reafirmou a educação como direito de todos, tanto para a
educação básica (educação infantil, ensino fundamental, ensino
médio, educação de jovens e adultos, educação profissional,
educação especial) e educação superior.

Em 2001 foi aprovado o Plano Nacional de Educação (PNE), que propõe o
desenvolvimento de estratégias para elevar o nível de escolaridade da população,
melhorar a qualidade do ensino, dentre outros fatores. Já em 2003 e em 2006 foram
aprovados os Planos Nacionais de Educação em Direitos Humanos (PNEDH). Esses
documentos aprovados reafirmam a educação como direito de todos e o LDBEN, o
PNE e o PNEDH propondo metas para que o sistema escolar consiga atender aos
grupos que até então vinham sendo excluídos.
Do ponto de vista político, educacional e filosófico, o direito à educação está
assegurado pela legislação brasileira . A escola é vista como uma instituição voltada
2

Termo anteriormente utilizado em educação para designar criança com deficiência.

2151

�Planejamento estratégico e sustentabilidade
Trabalho completo

para a informação e formação do indivíduo. E esta , por sua vez, deveria ser um
espaço, também , humanizado. Isso porque a educação se constrói a partir dos
relacionamentos entre os indivíduos e das trocas mútuas de experiências, o que
favorece o desenvolvimento do coletivo, fazendo com que a educação ocupe um
papel de destaque na formação do cidadão.
Assim , percebe-se que nos últimos anos foram aprovados no Brasil diversos
programas educacionais e Leis com propostas voltadas para a educação inclusiva
no país.
• Programa Educação Inclusiva: Direito a diversidade. Implementado
em 2003 visando apoiar a transformação dos sistemas de ensino em
sistemas educacionais inclusivos através da promoção de um amplo
processo de formação de gestores e educadores nos municípios
brasileiros (BRASIL, 2003b apud LOURENÇO, 2010, p. 29).

Ferreira e Guimarães (2003, p. 42) mencionam que "[. .. ] a educação
processa-se e acontece no contato entre seres humanos, de maneira que as
potencialidades, facilidades e dificuldades de cada um moldam a extensão e o grau
de desenvolvimento psicossocial".
Ainda nessa perspectiva , Ferreira e Guimarães (2003, p.44) afirmam que:
Deve-se garantir a esses indivíduos apoio e incentivo para que sejam
participantes e colaboradores na planificação e no bem-estar desse
novo tipo de sociedade, porque o valor social da igualdade é
consistente e pertinente com a prática do ensino de qualidade para
todos .

Portanto, percebe-se que a eXlgencia pela educação inclusiva não se
restringe apenas à educação de ensino regular, mas abrange também as
Instituições de Ensino Superior - IES.
Com relação à garantia dos direitos à educação de ensino superior, houve
uma preocupação maior nesse contexto somente no final dos anos 90, e início do
século XXI , sendo que o compromisso com a educação para todos tem sido
manifestado, através do Ministério da Educação e Cultura (MEC), pela formulação
de políticas educacionais voltadas, principalmente, às pessoas com deficiência. É
possível visualizá-Ias por meio de documentos, que garantem o crescimento de
números de estudantes com alguma deficiência, neste nível de ensino.
Desse modo, as IES precisam estar preparadas para garantir e proporcionar
condições adequadas às necessidades educacionais especiais de seus discentes,
visando garantir o sucesso acadêmico e social dos mesmos.

3 A Inclusão na UFRN e a Criação da CAENE
As discussões sobre a inclusão da pessoa com necessidade educacional
especial no ensino superior tem sido uma prática frequente, tendo em vista que vem
sendo um desafio enfrentado por muitas IES que buscam implantar ações
educativas que favoreçam o ingresso e permanência deste aluno no ensino superior.
Essas instituições têm um papel importante na sociedade, os quais são
responsáveis pela promoção da cidadania, já que tem o dever de oportunizar e
incentivar a educação para todos (PACHECO; COSTAS, 2006 apud FERREIRA,

2152

�Planejamento estratégico e sustentabilidade
Trabalho completo

2007). A elas convém atender aos mais diversificados tipos de alunato, seja aquele
tido como "pessoa normal" ou àquele com alguma necessidade específica .
Na UFRN, a educação inclusiva começou a ganhar força em meados do ano
2000 com o objetivo de criar uma política educacional voltada para as pessoas com
algum tipo de atenção especial.
Para essa instituição:
A educação inclusiva [...) corresponde à opção por uma política
acadêmica contextualizada e o suporte para a operacionalização dos
princípios que fundamentam a aceitação das diferenças humanas
como o sentido da unidade da ação educativa (UNIVERSIDADE,
2004, p. 14).

Ela, desde 2000, vem desenvolvendo ações que possibilitem o acesso e a
permanência de pessoas com necessidades educacionais especiais na instituição.
Vem buscando também construir um modelo de política educacional inclusiva, que
respeite a diversidade e atenda as necessidades educacionais especiais dos
estudantes que demandarem de apoios específicos em sua formação acadêmica .
É possível visualizar através da cronologia anual as ações desempenhadas
pela UFRN : Em 2000, surge uma parceria da Pró-Reitoria de Graduação PROGRAD com a Comissão Permanente do Vestibular - COMPERVE que atende
as prerrogativas da Portaria nO 1.679 , de 2 de dezembro de 1999 do MEC,
estabelecendo mecanismos para atender às necessidades das pessoas com
deficiência, candidatos ao ingresso à UFRN, no que diz respeito ao processo
seletivo do vestibular.
Em 2002, faz-se necessário destacar algumas ações tais como a Reitoria
institui a Portaria n° 123/02-R, de 01 de março de 2002 criando comissão para
apresentar uma proposta de diretrizes gerais para a implantação de uma política
acadêmica de atendimento ao estudante com necessidades especiais, assim como
para apresentar sugestões específicas para atendimento acadêmico ao estudante
com deficiência visual ; Firmada a parceria da UFRN com o Instituto de Educação e
Reabilitação de Cegos do Rio Grande do Norte - IERC/RN ; Criação do espaço
Inclusivo na Biblioteca Central Zila Mamede, no Campus Central.
Já em 2003 foi publicado um livro pela Editora da UFRN sob a temática
"Educação Inclusiva: uma visão diferente", com versão impressa em convencional e
em Braille.
Nos anos de 2004, 2006 e 2008 aconteceu à realização do I, II e II
Seminário Nacional sobre Educação e Inclusão Social de Pessoas com
Necessidades Especiais com apoio financeiro da Coordenação de Aperfeiçoamento
de Pessoal de Ensino Superior - CAPES .
Em 2009, a Reitoria institui a Portaria nO 1307/09-R, de 23 de outubro de
2009, criando comissão com a finalidade de elaborar proposta de inclusão de alunos
com deficiência na UFRN.
Em 2010, a Reitoria institui a Portaria nO 203/1 O-R, de 15 de março de 2010,
criando a Comissão Permanente de Apoio ao Estudante com Necessidades
Educacionais Especiais - CAENE, vinculada ao Gabinete do Reitor e a implantação
do Setor da CAENE no prédio da Reitoria; Contratação de 16 bolsistas de apoio
técnico do curso de arquitetura para mapeamento e diagnóstico das condições de
acessibilidade da UFRN ; Aprovação da Resolução nO 193/2010 - CONSEPE , de 21

2153

�Planejamento estratégico e sustentabilidade
Trabalho completo

de setembro de 2010, que dispõe sobre o atendimento educacional a estudantes
com necessidades educacionais especiais na UFRN (UNIVERSIDADE , 2011).
Com a criação da CAENE mais ações foram desenvolvidas em prol da
inclusão de pessoas com necessidades especiais na UFRN, como a promoção de
cursos de aperfeiçoamento e capacitação para o corpo docente e técnicoadministrativo da instituição, bem como palestras, seminários, participação em
congressos, parcerias, dentre outras. O papel da CAENE é buscar eliminar toda e
qualquer forma de barreira seja ela pedagógica, ambiental, atitudinal,
comunicacional, entre outras, garantindo as condições mínimas de acessibilidade,
de tecnologias apropriadas e de recursos humanos qualificados.
No ano de 2011 , a CAENE realizou o mapeamento dos possíveis casos de
necessidades educacionais especiais na UFRN e concluiu um total de 100 (cem)
casos registrados. O gráfico a seguir ilustra as informações.

Gráfico 1 - Mapeamento das necessidades educacionais especiais nos
Campus da UFRN, no ano de 2011

CERES (Camp us Caicó]!

CERES (Campus Curr ais Nov o s)

. Out ras
. f\I1Cllti pla

FACISA (Cam pu s sant a Cruz)

. Audit iv a

EAJ (Campus f\I1acaiba)

UFRN (Campus Natal]!

o

10

20

30

40

50

Fonte: Autoria própria.

Com base nas informações do gráfico é possível inferir que a maioria das
necessidades educacionais especiais se encontram no Campus de Natal, num total
de 88 (oitenta e oito) e que abrange todos os casos (física, visual , auditiva , múltipla e
outras - estas incluem os casos de acompanhamento psíquicos e de distúrbios). O
Campus de Santa Cruz possui 6 (seis) casos de necessidades, seguido dos Campus
de Currais Novos e Caicó com 3 (três) casos registrados cada . O Campus de
Macaíba não teve casos registrados.
Assim, percebeu-se que a maior concentração de casos com necessidades
educacionais especiais se encontra na capital, isto é, no Campus de Natal, o qual
corresponde a mais de 85% dos casos registrados. Os outros 15% correspondem
aos demais que se encontram no interior do Estado, onde a UFRN possui campus
avançado, como a Faculdade de Ciências da Saúde do Trairí (FACISA) - Santa
Cruz, Centro de Ensino Superior do Seridó (CERES) - Currais Novos e Caicó.

2154

�Planejamento estratégico e sustentabilidade
Trabalho completo

A CAENE , de posse desses dados, realiza estudos que possam viabilizar o
acesso à informação, a locomoção ou a qualquer outra barreira que dificulte o
aprendizado e a permanência do aluno na UFRN . A comissão realiza visitas às
unidades para verificar como o atendimento está sendo realizado, se a necessidade
daquele aluno está sendo atendida e qual o grau de satisfação do aluno cadastrado ,
ou seja, faz o acompanhamento do aluno cadastrado durante toda a sua trajetória
acadêmica na instituição.
Desta forma, as ações de melhoria no contexto educacional das pessoas
com necessidades educacionais especiais na UFRN, conforme citadas acima,
tendem a favorecer a inclusão de um número cada vez maior desses alunos na
instituição, a partir da criação de ambientes inclusivos que auxiliem o atendimento
específico e necessário segundo a demanda.

3.1 Criação e ampliação do "Espaço Inclusivo" na BCZM

A UFRN com o propósito de construir um ambiente inclusivo paralelamente
com as mudanças físicas e nos serviços de apoio criou um ambiente destinado para
apoiar e atender a sua comunidade, um público específico , os estudantes com
necessidades educacionais especiais, visando oferecer condições apropriadas de
estudo, formas de acesso ao conhecimento, além da busca pela permanência dos
mesmos na universidade. Este espaço inclusivo foi criado em 2002, funcionava na
Seção de Informação e Referência - SIR, na BCZM , que foi escolhida devido a sua
localização e fácil acessibilidade.
De acordo com Garcia, Andrade e Silva (2010, p.3):
[ ... ) A Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN) iniciou
um programa de atendimento educacional a estudantes com
deficiência a partir de 2002. Criou-se nesse mesmo ano, na
Biblioteca Central Zila Mamede (BCZM) , um espaço denominado
"Biblioteca Inclusiva", na Seção de Informação e Referência (SIR).
[ ... ) esse espaço passou a ser denominado "Espaço Inclusivo".

Esse espaço de inclusão passou a dividir o ambiente com a SIR. Esta, por
sua vez, oferece serviços de atendimento ao público e, consequentemente, o fluxo
de pessoas na sala é constante. Isso era um agravante, tendo em vista que
atrapalhava a concentração das pessoas que utilizam o espaço inclusivo.
No ano de 2010 com a criação da CAENE foi ampliado o espaço de inclusão
na SIR, uma parceria entre a CAENE e a BCZM. Com a construção do anexo da
biblioteca, o espaço inclusivo ganhou um moderno e amplo espaço, o Laboratório de
Acessibilidade com uma estrutura de pessoal e tecnologia apropriada. O objetivo do
laboratório é democratizar e garantir o direito de acesso à informação, contribuindo
para melhoria no desempenho das atividades acadêmicas de pessoas com
deficiência visual total e de baixa visão.
As atividades desenvolvidas no laboratório visam à produção e o
desenvolvimento do acervo com a colaboração de um grupo de bibliotecários da
BCZM e bolsistas de apoio técnico para atender a demanda da universidade, além
disso, disponibiliza gratuitamente os seguintes serviços: digitalização de textos
(conforme Lei 9.610 de Direitos Autorais) ; transcrição e impressão de documentos
para o Braille; acompanhamento das atividades e mobilidade (trabalho de campo,

2155

�Planejamento estratégico e sustentabilidade
Trabalho completo

mobilidade na Biblioteca); orientação em questões burocráticas (preenchimento de
ficha de matrículas, formulários, entre outros); orientação à pesquisa bibliográfica e
digital e agendamento de visita guiada ao laboratório.
O laboratório dispõe de 12 (doze) softwares com a finalidade de atender ao
público com deficiência visual, tais como: JAWS, DOSVOX, NVDA, dentre outros; 16
(dezesseis) equipamentos como : lupa eletrônica , teclado em Braille, scanner,
impressoras, etc. e alguns acessórios: lupas manuais, lupa de régua, jogos táteis,
globo terrestre tátil, ferramentas de apoio pedagógico (punção, reglete, cerretilha,
sorobã , réguas adaptadas, aranha mola , extensores de punho, switch mouse) ,
dentre outros.
O espaço do laboratório foi ampliado devido à demanda da instituição, na
qual, em quase sua maioria, dentre os casos de necessidades educacionais
especiais mapeados na UFRN, a deficiência visual é a mais frequente . Porém , as
outras necessidades não possuem um ambiente de suporte tão bem estruturado,
que possibilite um atendimento personalizado na instituição. Sendo assim , há um
desfavorecimento no sistema de inclusão da universidade que precisa ser
reestruturado para atender a todos. Desse modo, precisam ser feitas melhorias
nesse âmbito, uma vez que, esse modelo de inclusão ainda está em evolução, e de
acordo com o surgimento das necessidades vai buscando mecanismo de como isso
passa ser resolvido.
Já com todo o aparato tecnológico disponível no ambiente da biblioteca,
seguido do serviço oferecido a comunidade específica e a colaboração de
bibliotecários, nessa empreitada surgem o questionamento: Qual o papel da
biblioteca e do bibliotecário na inclusão de alunos com necessidades educacionais
especiais no ensino superior?

4 Papel da Biblioteca e do Bibliotecário na Inclusão de Alunos com
Necessidades Especiais no Ensino Superior
Falar em diversidade humana nos faz observar que as pessoas possuem
habilidades diferentes e algumas delas necessitam de condições especiais para
desenvolver determinadas atividades.
Já a inclusão implica pensar em uma inovação não somente em educação
escolar, mas principalmente nos profissionais envolventes nesse contexto, como
bibliotecários, pedagogos, docentes, dentre outros.
Carvalho, Almeida e Melo (2006, p.187, grifo nosso) corrobora quando
menciona que:
Em consonância com a política nacional de inclusão educacional, a
qual tem por objetivo buscar consolidar a efetivação da
transformação dos sistemas educacionais em sistemas
educacionais inclusivos, institui-se, também , como uma de suas
diretrizes, a importância do processo de formação continuada de
professores e demais profissionais vinculados à educação,
envolvidos na busca pela construção de um caminho em direção a
escolas realmente inclusivas, fundadas no princípio da Educação
Para Todos, tornando-se efetivas a partir da perspectiva de uma
pedagogia de acolhimento, apoio e centralização na criança.

2156

�Planejamento estratégico e sustentabilidade
Trabalho completo

Partindo desse pressuposto, a biblioteca e o bibliotecário possuem papel
importante no processo de inclusão, uma vez que a primeira é a ponte de
informação e conhecimento para as pessoas especiais, e a segunda é o
intermediador nesse processo.
Complementando, Pinheiro (2004, pA) :
[... ] é necessário enfatizar que as Unidades de Informação devem
atingir a todas as categorias da população e suas necessidades,
oferecendo informações, conhecimento, atendendo as demandas
dos usuários e proporcionando a todos o livre acesso aos registros
do conhecimento.

o advento das Tecnologias de Informação e Comunicação - TIC's
possibilitou condições necessárias para que as pessoas com necessidades
educacionais especiais pudessem contribuir para o desenvolvimento da sociedade.
Com isso, a presença da biblioteca e do bibliotecário no suporte de inclusão é
fundamental.
Ao se fazer um resgate histórico é possível observar a evolução da
qualidade da informação e a disseminação do conhecimento para as pessoas,
principalmente para aquelas com alguma deficiência. No deficiente visual, por
exemplo, o código Braille é um instrumento essencial para sua alfabetização, e com
o avanço das tecnologias esse cenário se modificou. Criaram-se softwares e
hardwares (tecnologias assistivas) que possibilitam a participação das pessoas
deficientes no contexto sócio-educacional.
Para Mazzoni et ai (2001, p.30) :
Os anos 90, com a disseminação do uso da rede Internet, trouxeram
às pessoas portadoras de deficiências novas possibilidades e
expectativas em termos de estudo, trabalho e lazer, assim como um
avanço muito grande na tecnologia assistiva associada à informática,
tais como sintetizadores de voz, reconhecimento de fala, lupas
eletrônicas, linhas Braille, simuladores de mouses e teclados com
controle sensíveis a ações voluntárias tais como sopro, pressão,
movimento da cabeça etc., de forma tal que hoje se pode dizer que
as limitações quanto ao acesso às informações e ao conhecimento a
que uma pessoa está sujeita estão inversamente associadas à
tecnologia que é colocada à sua disposição: quanto mais completa
for essa tecnologia, menores serão as suas limitações.

Por outro lado há dificuldades que fazem com que as pessoas com
necessidades educacionais especiais não busquem esse apoio da biblioteca e de
bibliotecários. Essas dificuldades ocasionam a criação de barreiras de proximidades,
como por exemplo: barreira arquitetônica, dificuldade de compreensão, falta de
preparo e capacitação dos profissionais, falta de tecnologias de ponta adequadas,
dificuldade de integração, dentre outros.
Cabe a gestão da biblioteca fazer o mapeamento dessas dificuldades para
propor mudanças e readequar o ambiente e os serviços de acordo com a demanda.
Para isso é necessário elaborar um planejamento que trace todas as metas a serem
cumpridas e que haja acompanhamento e avaliação das etapas durante a execução,
para fazer as correções adequadas, reajustando-as conforme a necessidade. Com

2157

�Planejamento estratégico e sustentabilidade
Trabalho completo

isso é possível oferecer serviços personalizados e um ambiente adequado com a
necessidade da população acadêmica .
Assim , acredita-se que a missão da biblioteca seja cumprir seu papel social
de forma dinâmica voltada para as necessidades e interesses da população,
contribuindo para a solução de problemas sociais e do bibliotecário como agente
influenciador e apoiador dessa causa social e cultural (PINHEIRO, 2004) .
Diante disso, o ambiente da biblioteca deve estar preparado fisicamente
para receber e acolher sua população, e o profissional bibliotecário deve possuir
habilidades e desenvolver estratégias para atender a demanda desse público
específico . Assim, dentro do universo de informação e conhecimento é possível
propor mecanismos para inserção de pessoas com necessidades educacionais
especiais no ensino superior, permitindo seu crescimento intelectual e cultural a
partir de oportunidades de acesso.

5 Considerações Parciais
Ao se fazer uma reflexão a partir deste estudo fica evidente que a educação
inclusiva constitui-se como um fator importante para a transformação social, ou seja,
serviu de ponte para uma sociedade inclusiva. A inclusão não significa tornar todos
iguais, mas respeitar as diferenças.
A educação inclusiva ainda é vista como um dos maiores desafios do
sistema educacional. No Brasil, por exemplo, com a criação de leis e programas
voltados para essa temática, vem se tornando uma prática constante de debates nas
escolas e instituições de ensino superior para que as pessoas com necessidades
educacionais especiais possam ter os mesmos direitos perante a sociedade, isto é,
a educação como sendo um direito de todos.
Observou-se que a prática de educação inclusiva já é uma realidade nas
instituições de ensino superior, como é o caso da UFRN, que, desde 2000, vem
desenvolvendo estratégias para conseguir atender da melhor maneira possível a
demanda de seus estudantes de acordo com as suas necessidades. Junto com a
CAENE, ela vem buscando mecanismos para proporcionar o suporte educacional
necessário, bem como prestando apoio informacional para que os mesmos não se
evadam da universidade.
O apoio informacional vem sendo oferecido pelo Laboratório de
Acessibilidade desde a ampliação e modernização do Espaço Inclusivo localizado na
BCZM. A importância de se criar um ambiente inclusivo destinado para apoiar e
atender a um público específico favorece o crescimento institucional no que tange
aos serviços oferecidos, e intelectuais por parte dos estudantes quanto ao acesso à
informação.
Ainda assim, a universidade precisa avaliar frequentemente seu sistema de
inclusão com vista a atender as necessidades educacionais especiais de maneira
personalizada e igualitária.
Tanto a biblioteca quanto o bibliotecário possuem papel importante na
inclusão e permanência de pessoas com necessidades educacionais especiais no
ensino superior, por ser o suporte físico e intelectual necessários para atender a
demanda desse público. A biblioteca é o ambiente promissor para a execução dessa
causa na prestação de serviços personalizados e o bibliotecário o agente
influenciador e intermediador nesse processo de inclusão.

2158

�Planejamento estratégico e sustentabilidade
Trabalho completo

°

°

Espaço Inclusivo precisa de parceiros para se manter ativo,
principalmente, do apoio da biblioteca e do bibliotecário .
primeiro dispondo de
condições físicas mínimas consideradas favoráveis para a sua finalidade e o outro,
como um profissional preparado e qualificado para atender ao público específico .
Juntos eles podem proporcionar caminhos de busca e acesso a informação e aos
registros do conhecimento para as pessoas com necessidades educacionais
especiais, e incluí-Ias socialmente a partir das oportunidades de acesso ao
aprendizado intelectual. Com isso é possível oferecer serviços personalizados e
ambientes adequados à necessidade da população acadêmica .

Referências
BRASIL. Ministério da Educação e Cultura . Secretaria de Educação Especial.
Educação inclusiva: a escola . Brasília, DF : MEC/SEESP, 2004. (Série Educação
Inclusiva, v.3). Disponível em :
&lt;http ://portal.mec.gov.br/seesp/arquivos/pdf/aescola .pdf&gt; . Acesso em : 20 jan . 2012.

CARVALHO , Fabíola Rezende de; ALMEIDA, Heloíza Helena Simões Barbosa de;
MELO, Luciana Januzzi de. Espaço Aberto à Inclusão: uma experiência do Centro
de Referência e Apoio à Educação Inclusiva - Rafael Veneroso - CRAEI-RV.
In : Roth , Berenice Weissheimer (Org .). Experiências educacionais inclusivasPrograma Educação Inclusiva: direito à diversidade. Brasília : Ministério da
Educação e Cultura; Secretaria de Educação Especial , 2006 . p. 187-191 .

FÁVERO, Osmar et aI. Tornar a educação inclusiva. Brasília : UNESCO, 2009.

FERREIRA, Maria Elisa Caputo; GUIMARÃES, Marly. Educação inclusiva . Rio de
Janeiro: DP&amp;A, 2003 .

FERREIA, Solange Leme. Ingresso, permanência e competência : uma realidade
possível para universitários com necessidades educacionais especiais. Rev. Bras.
Ed. Esp., Marília, v.13, n.1, p. 43-60, jan .-abr. 2007.

GARCIA, Camila Cristina T. ; ANDRADE, Ronney Soares de ; SILVA, Luzia Guacira
dos S. Espaço inclusivo na BCZM : a quem serve? In. : SEMINÁRIO DE PESQUISA
DO CENTRO DE CIÊNCIAS SOCIAIS APLICADAS , 16., 2010 . Natal. Anais ... Natal:
UFRN, 2010 . p. 1-8.

LOURENÇO, Érika. Conceitos e práticas para refletir sobre a educação
inclusiva. Belo Horizonte, MG: Autêntica ; ouro Preto, MG : UFOP, 2010 . (Série
Cadernos da Diversidade).

2159

�Planejamento estratégico e sustentabilidade
Trabalho completo

MANTOAN, Maria Teresa Eglér. Uma escola de todos, para todos e com todos: o
mote da inclusão. Rev. Educação. Porto Alegre: PUCRS, v. 26 , n. 49 , p. 127-135,
mar. 2003 .

MAZZONI , Alberto Angel et aI. Aspectos que interferem na construção da
acessibilidade de bibliotecas universitárias. Cio Inf., Brasília, v. 30, n. 2, p. 29-34,
maio/ago. 2001 . Disponível em :
&lt;http://www.scielo.br/scielo .php ?script=sci_pdf&amp;pid=SO 10019652001 000200005&amp;lng=en&amp;nrm=iso&amp;tlng=pt&gt;. Acesso em : 10 jan. 2012 .

MITTLER, Peter. Educação inclusiva: contextos sociais. Porto Alegre: Artmed ,
2003.

PINHEIRO, Daniele da Silva . O bibliotecário e o atendimento aos usuários com
necessidades especiais em unidades de informação. Revista de Iniciação
Científica da FFC. São Paulo, vA, n.3, p. 1-7,2004. Disponível em:
&lt;http://www2 .marilia .unesp.br/revistas/index.php/ric/a rticle/viewFile/95/96&gt; . Acesso
em : 10 jan . 2012 .

STAINBACK, Susan ; STAINBACK, William . Inclusão: um guia para educadores.
Porto Alegre: Artes Médicas Sul, 1999.

UNIVERSIDADE Federal do Rio Grande do Norte. Comissão permanente de apoio
a estudantes com necessidades educacionais especiais . Disponível em :
&lt;http ://www.caene.ufrn .br/&gt;. Acesso em : 12 dez. 2011 .

Pró-Reitoria de Graduação. Educação Inclusiva: uma visão diferente. 2.
ed . Natal, RN: EDUFRN, 2004. (Coleção Pedagógica , n.5).

_ _ _ o

2160

�</text>
                  </elementText>
                </elementTextContainer>
              </element>
            </elementContainer>
          </elementSet>
        </elementSetContainer>
      </file>
    </fileContainer>
    <collection collectionId="49">
      <elementSetContainer>
        <elementSet elementSetId="1">
          <name>Dublin Core</name>
          <description>The Dublin Core metadata element set is common to all Omeka records, including items, files, and collections. For more information see, http://dublincore.org/documents/dces/.</description>
          <elementContainer>
            <element elementId="50">
              <name>Title</name>
              <description>A name given to the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51396">
                  <text>SNBU - Edição: 17 - Ano: 2012 (UFRGS - Gramado/RS)</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="49">
              <name>Subject</name>
              <description>The topic of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51397">
                  <text>Biblioteconomia&#13;
Documentação&#13;
Ciência da Informação&#13;
Bibliotecas Universitárias</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="41">
              <name>Description</name>
              <description>An account of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51398">
                  <text>Tema: A biblioteca universitária como laboratório na sociedade da informação.</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="39">
              <name>Creator</name>
              <description>An entity primarily responsible for making the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51399">
                  <text>SNBU - Seminário Nacional de Bibliotecas Universitárias</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="45">
              <name>Publisher</name>
              <description>An entity responsible for making the resource available</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51400">
                  <text>UFRGS</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="40">
              <name>Date</name>
              <description>A point or period of time associated with an event in the lifecycle of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51401">
                  <text>2012</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="44">
              <name>Language</name>
              <description>A language of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51402">
                  <text>Português</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="51">
              <name>Type</name>
              <description>The nature or genre of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51403">
                  <text>Evento</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="38">
              <name>Coverage</name>
              <description>The spatial or temporal topic of the resource, the spatial applicability of the resource, or the jurisdiction under which the resource is relevant</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51404">
                  <text>Gramado (Rio Grande do Sul)</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
          </elementContainer>
        </elementSet>
      </elementSetContainer>
    </collection>
    <itemType itemTypeId="8">
      <name>Event</name>
      <description>A non-persistent, time-based occurrence. Metadata for an event provides descriptive information that is the basis for discovery of the purpose, location, duration, and responsible agents associated with an event. Examples include an exhibition, webcast, conference, workshop, open day, performance, battle, trial, wedding, tea party, conflagration.</description>
    </itemType>
    <elementSetContainer>
      <elementSet elementSetId="1">
        <name>Dublin Core</name>
        <description>The Dublin Core metadata element set is common to all Omeka records, including items, files, and collections. For more information see, http://dublincore.org/documents/dces/.</description>
        <elementContainer>
          <element elementId="50">
            <name>Title</name>
            <description>A name given to the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="64382">
                <text>Necessidades Educacionais Especiais: o papel da biblioteca e do bibliotecário no cenário de inclusão no ensino superior .</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="39">
            <name>Creator</name>
            <description>An entity primarily responsible for making the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="64383">
                <text>Damasceno, Magali Araújo; Costa, Maria Teresa Pires</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="38">
            <name>Coverage</name>
            <description>The spatial or temporal topic of the resource, the spatial applicability of the resource, or the jurisdiction under which the resource is relevant</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="64384">
                <text>Gramado (Rio Grande do Sul)</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="45">
            <name>Publisher</name>
            <description>An entity responsible for making the resource available</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="64385">
                <text>UFRGS</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="40">
            <name>Date</name>
            <description>A point or period of time associated with an event in the lifecycle of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="64386">
                <text>2012</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="51">
            <name>Type</name>
            <description>The nature or genre of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="64388">
                <text>Evento</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="41">
            <name>Description</name>
            <description>An account of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="64389">
                <text>Este artigo tem como tema a educação inclusiva e a sua exigência nas instituições de ensino superior como um processo de inclusão e respeito à diversidade no ambiente escolar. Relata as primeiras práticas de educação inclusiva e a sua chegada ao Brasil. Fala sobre os aspectos de inclusão na Universidade Federal do Rio Grande do Norte – UFRN, bem como ações voltadas para essa temática. Comenta sobre a criação da Comissão Permanente de Apoio ao Estudante com Necessidades Educacionais Especiais – CAENE, que mapeia as deficiências existentes na universidade, a fim de atender à demanda desta instituição. Aponta a ampliação do Espaço Inclusivo na Biblioteca Central Zila Mamede – BCZM como um ambiente moderno, para melhor atender às necessidades da comunidade acadêmica. Analisa o papel da biblioteca e do bibliotecário na inserção de alunos com necessidades especiais na universidade, para que possam desenvolver habilidades, e assim, contribuir para o desenvolvimento da sociedade.</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="44">
            <name>Language</name>
            <description>A language of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="69556">
                <text>pt</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
        </elementContainer>
      </elementSet>
    </elementSetContainer>
  </item>
  <item itemId="6056" public="1" featured="0">
    <fileContainer>
      <file fileId="5120">
        <src>http://repositorio.febab.org.br/files/original/49/6056/SNBU2012_195.pdf</src>
        <authentication>d74e0d2085a6af363cd4264fb797344a</authentication>
        <elementSetContainer>
          <elementSet elementSetId="4">
            <name>PDF Text</name>
            <description/>
            <elementContainer>
              <element elementId="92">
                <name>Text</name>
                <description/>
                <elementTextContainer>
                  <elementText elementTextId="64381">
                    <text>Planejamento estratégico e sustentabilidade
Trabalho completo

BIBLIOTECA UNIVERSITÁRIA E RESPONSABILIDADE
SOCIAL: des(simplificando) uma relação delicada
Edna G. Pinheiro ' , Emília A. A. de Souzti, Ligia M. M.Dumonf
1 Mestre. UFPB, João Pessoa, Paraiba. Doutoranda em Ciência da Informação PPGCI/UFMG.
2 Mestranda. PPGCII UFPB. João Pessoa, Paraiba.
3 Doutora. UFMG. Belo Horizonte, Minas Gerais.

Resumo
Enfatiza que a busca constante, das organizações, por performance e qualidade,
tornou a questão da responsabilidade social, uma discussão imprescindível no
contexto organizacional. Ressalta que para as bibliotecas universitárias
desempenharem com eficiência a função de fomentar produtos e serviços,
informacionais para subsidiar o ensino, a pesquisa e a extensão, nas universidades,
precisam contextualizar a responsabilidade social nas suas ações, a fim de assumir
um comportamento responsável no sentido ético, filtrado nas idéias de coresponsabilidade e de desenvolvimento social. Objetiva compreender a
responsabilidade social no contexto das bibliotecas universitárias; destacar a norma
AS 8000 que dispõe sobre o cumprimento da responsabilidade corporativa nas
organizações, acreditando que todos os lugares de trabalho devem ser geridos de
forma que os direitos humanos básicos sejam assegurados, e que a gerência esteja
preparada a assumir esta responsabilidade. Conclui que compreender as ações
socialmente responsáveis da biblioteca universitária, percebendo as suas nuances,
em face da sua complexidade não nos permite construir um corolário de verdades
absolutas, todavia nos faz debruçar sobre as bordas do papel , a fim de lançarmos
luzes, também, sobre a responsabilidade social no interior de cada um de nós,
bibliotecários!

Palavras-Chave: Biblioteca universitária; responsabilidade social; norma AS 8000.
Abstract
It emphasizes that the constant search, of the organizations, for performance and
quality, beca me the question of the social responsibility, an essential quarrel in the
organizational contexto It highlight out that the university libraries to play with
efficiency the function to foment products and services, informacionais to subsidize
education , the research and the extension , in the universities, need to contextualize
the social responsibility in its actions, in order to assume a responsible behavior in
the ethical direction, filtered in the ideas of co-responsibility and social development.
Objective to understand the social responsibility in the context of the university
libraries; to detach the norm 8000 that it makes use on the fulfillment of the
corporative responsibility in the organizations, believing that ali the work places must
be managed of form that basic the human rights are assured , and that the
management is prepared to assume this responsibility. I concluded that to
understand the socially responsible actions of the university library, perceiving its
nuances, in face of its complexity does not allow in to construct them a corollary of
absolute truths, however makes in them to lean over on the edges of the paper, in
order to launch light, also, on the social responsibility in the interior of each one of us,
librarians!

2135

�Planejamento estratégico e sustentabilidade

=de

I=

IiWitt_

:.

U-,""lIIMbs

Trabalho completo

Keywords: University library; social responsibility; standard AS 8000.

1 Introdução
Partindo de resultados de estudos e pesquisas sobre a responsabilidade
social das empresas, percebemos nos últimos anos, essa questão tem gerado um
crescente interesse, em todas as esferas da sociedade. Embora, muito se tenha
falado e produzido sobre esse assunto, ainda existem contextos nos quais a
responsabilidade social é discutida em uma escala menor do que o necessário, ou o
desejado, como por exemplo, nas bibliotecas universitárias (que doravante poderão
ser chamadas de BUs, no desenrolar desse trabalho) .
Sabedores de que os indivíduos optam por produtos e serviços que gerem
melhoria para o meio ambiente, ou comunidade, valorizando os aspectos ligados à
cidadania, aos direitos e deveres, a prática de vida cidadã compartilhada com as
dimensões que a sociedade impõe, afirmamos que abordar um tema ressaltando a
responsabilidade social no contexto das bibliotecas universitárias, provoca
inquietações, no que diz respeito à promoção de atividades socialmente
responsáveis, mesmo reconhecendo que as empresas incorporaram a
Responsabilidade Social como uma nova forma de comportamento, uma nova
maneira de como fazer diante do mercado, que está mais exigente e competitivo.
Nessa linha de pensamento, este trabalho se propõe refletir sobre a
responsabilidade social , como filosofia para revitalizar as bibliotecas universitárias,
que embora, não sejam exatamente instituições econômicas enfrentam , também,
sérias dificuldades ao lidarem com as chamadas leis da oferta e procura
principalmente, em relação à construção de projetos sociais; as políticas de gestão
de pessoal (ação afirmativa para negros, mulheres, homossexuais, etc.), ou normas
de relacionamento com seus parceiros internos e externos.
Desse modo, uma questão nos prende e nos interroga: Mas, afinal como
surgiu o fenômeno da Responsabilidade social? O que ela significa? Como
dimensioná-Ia no contexto das bibliotecas universitárias?
No que concerne aos nossos interesses, Torres (2003), nos permitiu conhecer
o surgimento desse fenomeno, quando afirmou que a realização de ações de caráter
social não é uma prática tão recente no meio empresarial. Porém, somente no final
dos anos 60 e início da década de 70, tanto nos Estados Unidos da América (EUA),
quanto em parte da Europa, que uma atuação voltada para o social ganhou
destaque, basicamente como respostas às novas reivindicações de alguns setores
da sociedade que levaram para o universo das empresas diversas demandas por
transformação na atuação corporativa tradicional voltada estritamente para o
econômico.
Nessa direção Corrêa et ai (2004) salientou que o despertar da
responsabilidade social das empresas não tem um histórico cronologicamente
definido. Há na verdade, uma evolução da postura das organizações em face da
questão social, provocada por uma série de acontecimentos sócio-políticos

2136

�Planejamento estratégico e sustentabilidade

=de

I=

IiWitt_

:.

U-,""lIIMbs

Trabalho completo

determinantes e, também, por aqueles que foram conseqüência da inovação
tecnológica .
No Brasil , a difusão da idéia de Responsabilidade Social , tomou impulso a
partir da segunda metade dos anos 70, quando mereceram destaque como ponto
central do 2° Encontro Nacional de Dirigentes de Empresas. Um dos princípios da
Associação dos Dirigentes Cristãos de Empresas (ADCE)-Brasil , baseava-se na
aceitação por seus membros de que as empresas, além de produzir bens e serviços,
tinha que possuir função social que se realiza em nome dos trabalhadores e do bemestar da comunidade em geral.
Segundo Corrêa et ai (2004), a consciência de responsabilidade social no
cenário brasileiro, teve certas instituições como protagonistas desta história e como
catalisadores importantes e diretamente responsáveis pelo despertar desta
consciência. A pioneira dessas instituições foi o Grupo de Instituições, Fundações e
Empresas (GIFE) , surgido em 1989, mas somente institucionalizada e formalizada
em 1995.
A construção desses questionamentos nos respalda a revisitar Grajew (1999),
quando define Responsabilidade Social como uma relação ética que tem as
empresas em todas as ações, políticas, e práticas, sejam elas com o seu público
interno ou externo.
Corroborando com esse pensamento Oliveira (2005) , afirma que não existe
uma lista rígida de ações que uma empresa deve fazer para ser socialmente
responsável , ou seja , não existe uma definição consensual. Responsabilidade social
envolve uma gestão empresarial mais transparente e ética e a inserção de
preocupações sociais e ambientais nas decisões e resultados das empresas.
Ao delinearmos conceitos de Responsabilidade Social , referenciamos, ainda,
Ashley (2003 , p.56) por conceituá-Ia como:

o compromisso que uma organização deve ter para com a
sociedade, expresso por meio de atos e atitudes que afetem
positivamente, de modo amplo, ou a alguma comunidade, de modo
específico, agindo proativamente e coerentemente no que tange a
seu papel específico na sociedade e na prestação de contas para
com ela.
Posto essas definições, reconhecemos que a compreensão de
responsabilidade social das bibliotecas universitárias deve ser projetada e
construída por ações que contribuam para a construção de uma sociedade onde os
fluxos de informações sejam mais ágeis, diversificados e desenvolvidos para
satisfazer as necessidades informacionais dos seus usuários.
Assim, enfatizamos que a visão de responsabilidade social nas Bus se
manifesta em ações direcionadas para transformações sociopolíticas e culturais que
afetem sua capacidade de ser uma organização produtiva eficiente, no que diz
respeito ao acesso à informação, demandado pela comunidade universitária que se
torna cada vez mais consciente desse acesso como um direito de todos.
Diante dessa responsabilidade, fica clara a necessidade de uma revisão no
papel e na atuação das bibliotecas Universitárias que lhe possibilite alcançar o
status face às mudanças de conceitos, idéias e de valores incutidas nas relações

2137

�Planejamento estratégico e sustentabilidade

=de

I=

IiWitt_

:.

U-,""lIIMbs

Trabalho completo

universidade x comunidade, haja vista que a necessidade de serviços e produtos
informacionais com maior valor agregado tem se tornado uma condição sine qua
non para as bibliotecas universitárias utilizarem métodos e procedimentos eficazes,
de tratamento, disseminação e transferência da informação, a fim de garantirem a
excelência e a obediência de pré-requisitos sólidos, contidos na sua missão.
Essa é a tônica desse trabalho, articular e redimensionar um olhar, conceituar
e contextualizar responsabilidade social nas ações das bibliotecas universitárias.
Ações que as levam a assumir um comportamento responsável no sentido ético,
filtrado nas idéias de co-responsabilidade e de desenvolvimento social.
Dessa forma, partimos do pressuposto que essa questão merece ser
discutida entre os bibliotecários, estudantes, e professores, nos cursos de
graduação em Biblioteconomia, congressos e encontros da área , haja vista a sua
importância para o desenvolvimento do cidadão e da cidadania individual e coletiva .
É, portanto, uma questão extensiva a todos os que participam da vida em sociedade
- indivíduos, governo, empresas, grupos sociais, movimentos sociais, igreja ,
partidos políticos e outras instituições. (MELO NETO; FROES , 2001) .
Á luz do quinto princípio das leis do pensador indiano Ranganathan (1931)
que preconiza : "uma biblioteca é um organismo em crescimento", a biblioteca
universitária não pode apenas alimentar boas intenções sociais. É preciso agir,
evoluir com a sociedade e transformar-se junto com ela. Empresários, lideranças
sindicais, organizações não-governamentais e outros setores da sociedade já
começaram a se mobilizar para buscar alternativas para os impasses sociais.
Diante de mudanças efervescentes e inovadoras, as bibliotecas universitárias
precisam encontrar uma maneira nova e agir de uma forma renovada, e assim,
pensar o novo de um jeito novo. É necessário , se engajarem nesse processo
integrado e solidário em busca de um mundo melhor, pois precisam ocupar um
lugar nesse processo que a sociedade está a exigir.
Cabe ressaltarmos que falamos de responsabilidade social como o exercício
de cidadania, por meio do qual , as bibliotecas universitárias adquirem o status de
"empresas cidadãs", fortalecem sua imagem , sua confiabilidade e asseguram sua
sobrevivência . Falamos de responsabilidade social e biblioteca universitária, com
uma percepção ampliada de um raciocínio de quem estar insatisfeito com as
mudanças que estão ocorrendo simplesmente com slogans e discursos.
É preciso compreender a responsabilidade social na vlsao entre
biblioteca/universidade/comunidade, no âmbito do ensino/pesquisa e extensão ,
acreditando que todos os lugares de trabalho devem ser geridos de forma que os
direitos humanos básicos sejam assegurados e que a gerência das bibliotecas
universitárias e todo o seu capital humano estejam preparada a assumir esta
responsabilidade, a fim de fortalecer uma das suas funções - transmitir
conhecimento para aqueles que dele necessitam . Isto é responsabilidade social, e
essa função social é considerada o verdadeiro fundamento da Biblioteconomia e da
Ciência da Informação, que extrapola seus limites para chegarem às bibliotecas
universitárias.
Portanto, cabe aqui reafirmarmos que esse trabalho objetiva repensar até que
ponto as bibliotecas universitárias estão incrementando suas ações para se
tornarem socialmente responsáveis , no que diz respeito à sua missão, ao seu
contexto e aos usuários. Edificar ações que contemplem a responsabilidade social é

2138

�Planejamento estratégico e sustentabilidade

=de

I=

IiWitt_

:.

U-,""lIIMbs

Trabalho completo

permear O novo, o desconhecido. É assumir o risco decorrente das organizações
que fazem a diferença entre crescer, desenvolver e desaparecer do mercado.

2 Bibliotecas Universitárias e Responsabilidade Social: uma relação que
constrói sentidos
Não podemos nos deter nessa questão, sem fazermos inicialmente uma
retrospectiva histórica. Numa pertinente análise constatamos que as ações de
caráter social não é uma prática tão recente no meio empresarial. Todavia, essas
ações ganharam destaque no final dos anos 60, como resposta às novas
reivindicações de alguns setores da sociedade que levaram para o universo das
empresas diversas demandas por transformação na atuação corporativa tradicional ,
ou seja, aquelas voltadas estritamente para o econômico. Contudo, os primeiros e
isolados discursos em prol de uma mudança de mentalidade empresarial no Brasil
apontaram em meados da década de 60. (ROBBINS; COULTER, 1998. p.5)
Nesse sentido, a Carta de Princípios do Dirigente Cristão de Empresas,
publicada em 1965, é um marco histórico incontestável do início da utilização
explícita do termo responsabilidade social diretamente associado à ação social
empresarial no país, mesmo que ainda limitado ao mundo das idéias e se efetivando
apenas em discursos e textos. (RICCA, 2004)
A década de 90 destacou-se como o período do surgimento e do crescimento
de diversas organizações, que se cristalizaram para atuar de maneira
Essa nova
institucionalizada no âmbito da chamada responsabilidade social.
postura de tornar-se socialmente responsável também começava de diversas
maneiras a ser praticada pelas próprias organizações. A partir de 1993, sob a
influência da Ação da Cidadania contra a Fome e a Miséria, este duplo movimento
de organizações e fundações, por um lado, e de empresas, por outro se intensificou,
promovendo a aproximação de diversas organizações com o aspecto relevante da
fome . (TREVISAN , 2002)
Reafirmamos que os anos 90 marcaram a consolidação das mudanças do
discurso e do comportamento das empresas no Brasil : nota-se um incremento das
ações sociais e ambientais realizadas pelo setor privado, bem como o surgimento e
o fortalecimento de diversas instituições privadas, de interesse público, ligadas ao
meio empresarial. Contudo, devemos observar que nem tudo são flores: muitos
interesses estão em jogo e a bandeira da chamada responsabilidade social
empresarial é hasteada por muitos, porém com diferentes intenções, díspares
relações de poder e com os objetivos mais diversos.
Os fatores que contribuíram para o amadurecimento da ideia de cidadania
empresarial e de publicação de balanço social na cultura das organizações
brasileiras são múltiplos e complexos. Entre eles destacamos: a Constituição de
1988, que representou um grande avanço tanto em questões sociais quanto
ambientais; o exemplo e o resultado de programas educacionais, esportivos,
ambientais e de apoio cultural de grandes empresas multinacionais, a exemplo da
Xerox, C&amp;A, Coca-Cola, e McDonalds, dentre outras; a pressão por parte das
agências internacionais de fomento de várias instituições de preservação da
natureza para que as empresas privadas e públicas reduzissem o impacto

2139

�Planejamento estratégico e sustentabilidade

=de

I=

IiWitt_

:.

U-,""lIIMbs

Trabalho completo

ambiental ; e, por último, importante, a atuação de empresas nacionais como: Banco
do Brasil, Usiminas, Petrobras, Natura, Azaléia e Boticário.
Contudo, foi a partir de 1997 que diversas organizações passaram a trabalhar
de maneira ostensiva com esse tema , realizando seminários, pesquisas, palestras e
cursos, principalmente sobre balanço social. Algumas poucas obras acadêmicas e
livros começam a aparecer. Ao mesmo tempo, muitas empresas começaram a
desenvolver, de maneira mais sistemática, ações sociais e ambientais concretas e
passaram a divulgar anualmente o Balanço Social.
Dessa forma, a questão da responsabilidade social das empresas e da
publicação anual do balanço social ganhou destaque na mídia e uma intensa
visibilidade nacional quando o sociólogo Herbert de Souza publicou em março de
1997, o artigo: empresa pública e cidadã .
A partir desse debate e da ampla repercussão nacional sobre esse assunto, o
Instituto Brasileiro de Análises Sociais e Econômicas (IBASE, 1998), lançou em 16
de junho de 1997 uma campanha pela divulgação anual do Balanço Social das
Empresas, declarando que este seria o primeiro passo para uma empresa tornar-se
uma verdadeira empresa cidadã.
Ao longo dos anos, a evolução e o enfoque contemporâneo dessa questão na
foi se cristalizando . Mas, continuamos a dizer que nas sociedades que antecederam
a sociedade capitalista, caracterizada pela ocorrência da revolução científica , a
necessidade de conhecimento excedia a oferta e os custos de produção da
informação eram excessivamente altos. Atualmente na propalada "sociedade da
informação," "sociedade em rede" (CASTELLS , 1999) a oferta excede a demanda, e
o desafio é distribuir o conhecimento de modo a fazê-lo chegar a um receptor que
dele necessita como "fundamento para uma ação racional" (WERSIG , 1993).
Nesse sentido, mais do que organizar e processar a informação científica e
tecnológica, como nos primórdios da ciência da informação, é importante prover seu
acesso público, através das mais diversas formas e dos mais diversos canais de
comunicação, de maneira que essa nova força de produção social possa estar ao
alcance dos seus usuários potenciais. E promover, nos usuários, as competências
informacionais necessárias à busca e recuperação da informação relevante para
resolução de problemas, no processo produtivo da sociedade e na vida das
pessoas.
Essas asseverações levam-nos a afirmar que nesse cenário real de
desigualdade, cresce a responsabilidade social das bibliotecas universitárias e dos
seus colaboradores, tanto como produtores de conhecimento no campo científico
quanto como facilitadores na comunicação da informação científica e tecnológica
para usuários que dela necessitem, independentemente dos espaços sociais onde
vivem e dos papéis que desempenham no sistema produtivo .
Nesse direcionamento, Freire (2001) ressalta que, embora a informação
sempre tenha sido uma poderosa força de transformação, o capital, a tecnologia, a
multiplicação dos meios de comunicação de massa e sua influência na socialização
dos indivíduos deram uma nova dimensão a esse potencial. Com isso, crescem as
possibilidades de serem criados instrumentos para transferência efetiva da
informação e do conhecimento, de modo a apoiar as atividades que fazem parte do
próprio núcleo de transformação da sociedade.
Nesse contexto, a comunicação da informação representa não somente a
circulação de mensagens que contêm conhecimento com determinado valor para a

2140

�Planejamento estratégico e sustentabilidade
i
;:li

S!mWrio

/IbooroaIde

=

IiWitt_

:.

U-,""lIIMbs

Trabalho completo

produção de bens e serviços, mas, também, a objetivação das idéias de
racionalização e eficiência dominantes na sociedade moderna. Isto, porque, tendo o
fenômeno da informação adquirido essa nova relevância para o desenvolvimento
das forças produtivas, sua organização e socialização têm, também, adquirido maior
importância e valor social.
Destarte, os bibliotecários também se tornaram relevantes para o
desenvolvimento da sociedade, em decorrência do papel social de facilitar a
comunicação entre usuários de conhecimento e fontes que produzem esse recurso e
o disponibilizam como informação .
Para Freire (2001), esse papel se realiza nas atividades e mecanismos, por
meio dos quais a informação circula no sistema de comunicação social, em especial
nas redes de comunicação, e nesse processo surgem oportunidades para
comunicação efetiva da informação. Nesse cenário, o desafio desses profissionais
será o de produzir conhecimentos que ampliem as possibilidades de acesso à
informação para todos os grupos sociais, ajudando a construir uma sociedade da
globalidade (MORIN, 1991), mais justa e solidária.
Essa visão que fundamenta a práxis dos profissionais da informação ressalta
a importância e relevância das práticas de leitura no processo educacional , tanto
como fundamento para a criação de uma consciência crítica nos indivíduos quanto
para promoção das competências e capacidade de expressão e ação no mundo.
A busca constante, no mercado, por performance/desempenho tornou o
fenômeno responsabilidade social , uma discussão imprescindível dentro das
bibliotecas universitárias. Assim, muito tem sido escrito sobre as ações socialmente
responsáveis dessas bibliotecas. Cremos, portanto, serem essas ações a própria
essência a sintonizar as bibliotecas universitárias, de forma a desenvolverem na sua
administração o exercício inovador de pensar o fenômeno social, diante de
situações concretas e definidas.
Isso nos leva a julgar as afirmações de Grandi (1982 , p.7) quando diz que:
As exigências cientifica e tecnológica levaram os responsáveis pelos
serviços bibliotecários a uma avaliação e revisão dos objetivos,
métodos e desempenhos adotados no sentido de adequarem à nova
situação.

Assim, considerando, ainda, que as bibliotecas universitárias são sistemas
abertos em constante dinamismo interno e amplo intercâmbio com o ambiente
externo, fica visível que as bibliotecas universitárias não poderão sobreviver sem um
mínimo de disciplina, de procedimentos e sentido social que garantam harmonia,
orientem as ações coletivas e dignifiquem a relação biblioteca x universidade x
sociedade, contribuindo positivamente para uma nova ordem social, visualizando e
identificando futuros alternativos para as bibliotecas universitárias.

2141

�Planejamento estratégico e sustentabilidade

=de

I=

IiWitt_

:.

U-,""lIIMbs

Trabalho completo

3 Responsabilidade Social e sua Normalização: abrangências e limites da SA
8000 (SOCIAL ACCOUNTABILlTY)

Quando falamos de responsabilidade social não podemos deixar de discorrer
que os talentos humanos, capital intelectual, capital humano fazem o diferencial
competitivo das organizações, haja vista compartilharem seus conhecimentos com a
organização onde trabalham .
Diante do exposto, as bibliotecas universitárias não devem restringir-se aos
limites do território conquistado, nem tão pouco tornarem-se limitada por não correr
o risco de serem precursoras de novas atitudes e mecanismos que diluam a
marginalidade social e favoreça políticas de acesso a inclusão social. Elas devem
além de investir nas suas ações socialmente responsáveis, favorecer a ampliação
da responsabilidade social dos seus colaboradores, sob a influência da ação da
cidadania, no que diz respeito à estabilidade de vida das camadas excluídas e do
acesso à informação, enquanto uma prática social.
Pensando assim , a Normalização em Responsabilidade Social das
Organizações visa estabelecer um Sistema de Gestão para introduzir valores,
princípios, sustentabilidade, responsabilidade social e corporativa nas organizações.
(D'AZEVEDO, 2009).
Essa normatização representa idéias de responsabilidade, obrigação legal e
de comportamento responsável no sentido ético, haja vista que a normalização em
responsabilidade social é uma forma de desvelar a credibilidade do trabalho de uma
empresa e o compromisso de toda a sua equipe para as questões sociais.
Foi com esse intuito de possibilitar às empresas cumprirem seu papel social
no trabalho que a Organização Americana Social Accountability Intemational criou
em 1997 a SA 8000 (SOCIAL ACCOUNTABILlTY, 2006). Ela é a primeira norma
auditável a nível mundial que certifica organizações com sistemas de gestão da
responsabilidade social implementados.
Essa norma internacional tem seus princípios baseados em estabelecidos a
partir das Convenções da Organização Internacional do Trabalho (1997), da
Convenção das Nações Unidas sobre os Direitos da Criança e da Declaração
Universal dos Direitos Humanos. Assim, a SA 8000 busca o aperfeiçoamento
contínuo das relações de trabalho .
Os requisitos da Responsabilidade Social das Organizações (RSO)
relacionam-se com os princípios inerentes à Igualdade de Oportunidades entre
Homens e Mulheres: Trabalho Infantil, Trabalho Forçado, Saúde e Segurança,
Liberdade de Associação e Direito à Negociação Colectiva, Discriminação, Práticas
Disciplinares, Horário de Trabalho e Remuneração. As Organizações devem
respeitar as leis nacionais e outras aplicáveis em matéria de igualdade de
oportunidades, bem como os seguintes instrumentos internacionais:
As empresas que aderem à SA 8000 reconhecem que a autêntica
implantação dessa norma ao produzir mudanças significativas na sua cultura
organizacional e no seu modus operandi aprimora o bem-estar e as boas condições
do ambiente de trabalho.
Nesse sentido a norma AS 8000 atende a uma necessidade de consumidores
mais esclarecidos que se preocupam com a forma como os produtos são
produzidos, e não apenas com a sua qualidade. A SA 8000 é restrita à relação da

2142

�Planejamento estratégico e sustentabilidade

=de

I=

IiWitt_

:.

U-,""lIIMbs

Trabalho completo

empresa com seus colaboradores interno e as questões de ordem interna. Tem
como objetivo especificar requisitos de responsabilidade social para possibilitar a
uma empresa:
a) desenvolver, manter e executar políticas e procedimentos com o objetivo de
gerenciar aqueles temas os quais ela possa controlar ou influenciar;
b) demonstrar para as partes interessadas que as políticas, procedimentos e
práticas estão em conformidade com os requisitos desta norma;
Em contra partida a empresa deve assegurar que a alta administração defina
a política da empresa quanto à responsabilidade social e ao processo de melhoria
continua . Isso posto nos resta alguns questionamentos, a saber: se a preocupação
das empresas com os colaboradores é um fato concreto na realidade corporativa e
isso pode ser percebido através de ações e programas que refletem diretamente na
qualidade de vida no trabalho, entre outras, para onde estão caminhando as
bibliotecas universitárias no cenário da Norma AS 8000? Onde elas podem chegar?
Elas estão com visão estratégica capaz de voltar sua atenção para além das suas
paredes se isso, na prática, significa interagir bem com fornecedores , clientes
externos e a própria comunidade que a cerca?
Acreditamos que somente com a sensibilização e o conhecimento dos
princípios da AS 8000 as bibliotecas universitárias se voltarão com mais
sensibilidade para desenvolver ações responsavelmente sociais, afinal uma
organização não existe por si só, ela faz parte de um contexto socialmente amplo.

4 (In) Conclusões
Numa sociedade onde subsistem sem constrangimentos o velho e o novo, o
estático e o dinâmico, o atraso e o progresso, as bibliotecas universitárias precisam
remodelar suas ações, desvelá-Ia e reconstruí-Ia em sintonia com a
responsabilidade social , haja vista serem co-responsáveis pelo despertar da
consciência cidadã dos seus usuários e pelas mudanças advindas do rompimento
dos velhos paradigmas bibliotecários.
Para arremate final consideramos, a seguir, alguns pontos básicos que
podem suscitar discussões mais aprofundadas acerca do tema , a saber:
a) o êxito da responsabilidade social das bibliotecas universitárias está diretamente
relacionado com o desenvolvimento do conhecimento, habilidades e atitudes
adequadas dos bibliotecários;
b) todos os profissionais engajados no contexto informacional devem considerar o
fenômeno da responsabilidade social nas decisões gerências, pois a
responsabilidade social pode ajudá-los a tornar o trabalho informacional mais
articulado com a realidade social , política , econômica e cultural da sociedade.
Da mesma forma pontuamos algumas sugestões no que diz respeito ao
compromisso social inerente as bibliotecas que estão preocupadas em encontrar
caminhos alternativos para sobreviverem frente aos desafios do novo século:

2143

�Planejamento estratégico e sustentabilidade

I=
:.

=de

Trabalho completo

IiWitt_
U-,""lIIMbs

a) buscar oportunidades, experimentar e assumir riscos de uma organização-cidadã,
inclusive na prestação de serviços voluntários para a comunidade;
b) compreender que antes de divulgar para o público externo a preocupação com a
responsabilidade social a empresa deve primeiro garantir que está praticando os
princípios da norma AS 8000 ;
c) incentivar seu capital humano na fomentação maciça de projetos sociais.
Salientamos que partimos da concepção de responsabilidade social como um
conjunto de ações que possuem características próprias para revelar a sinuosidade
do caminho da questão do social , enquanto preocupação das organizações, e o
quanto é sutil a linha que a demarca (grifo nosso).
Por mais que saibamos do aparente avanço conseguido no entendimento da
responsabilidade social no cenário das bibliotecas universitárias, admitimos que falta
essas bibliotecas dar um passo importante: acreditar que o seu capital humano,
independentemente do tamanho da biblioteca ou da sua natureza, pode contribuir
para um mundo melhor, quando valorizarem a diferença entre as bibliotecas que são
socialmente responsáveis e as que não têm essa preocupação . Esse é o passo
fundamental ; o que vem depois dessa disposição natural é consequência.
É indispensável, portanto, que os bibliotecários reflitam sobre a questão da
responsabilidade social nos espaços das bibliotecas universitárias, tentando
desvelar seus propósitos e sua realidade. Somente assim , conseguirão contribuir
para alcançar as metas e os objetivos organizacionais, sem constrangimentos,
saindo dos limites imaginários das convenções administrativas que, muitas vezes
bloqueiam as inovações e a criatividade e impõem restrições sobre a sua missão e
seu compromisso.

Referências
ASHLEY, Patrícia Almeida (Coord .). Ética e responsabilidade social. São Paulo:
Saraiva , 2003 .
BALANÇO SOCIAL: poslçao da CVM . In : COMISSÃO DE VALORES
IMOBILIÁRIOS. Disponível em : http://www.cvm .org .br. Acesso em: 15 abro2004
CASTELLS, Manuel. A sociedade em rede . São Paulo: Paz e Terra , 1999.
CORREA, Lindanalva da V. P, et aI. Responsabilidade social : voluntariado na
Alumar - gestão da participação cidadã . FAMA, 2004 (Monografia) Graduação em
administração, habilitação em análise de sistemas - . Universidade Federal do
Maranhão. São Luís:

2144

�Planejamento estratégico e sustentabilidade

I=
:.

=de

Trabalho completo

IiWitt_
U-,""lIIMbs

D'AZEVEDO, Rita Teixeira. Normalização em responsabilidade social das
organizações. Disponível em : &lt;http://www.naturlink.pUhomepage.aspx&gt; Acesso em :
29 .06 .2010 .
FREIRE , Isa Maria. A responsabilidade social da ciência da informação elou O
olhar da consciência possível sobre o campo científico. 2001 . Tese (Dout.
Ciência Inf.). Rio de Janeiro: IBICT: UFRJ, 2001 .
GRANDI , M.E.G. de. Avaliação do serviço de referência : revisão .
Bibliotecon. Doc . v.15, n.112, p7-19 , jan./jun. 1982.

R. Bras.

GRUPO DE INSTITUTOS, FUNDAÇÕES E EMPRESAS. São Paulo, 1998.
INSTITUTO BRASILEIRO DE ANÁLISES SOCIAIS E ECONÔMICAS. Balanço
social : cidadania e transparência pública das empresas. Rio de Janeiro, 1998.
MELO NETO, Francisco Paulo de; FROES, César. Gestão da responsabilidade
social corporativa: o caso brasileiro. Rio de Janeiro: Qualitymark, 2001 .
MORIN , Edgar. Sete saberes necessários à educação do futuro . São Paulo,
Cortez, 2000.
OLIVEIRA, José Antônio Puppim de. Uma avaliação dos balanços sociais das 500
maiores. Revista de Administração de Empresas, v. 4, n. 1, Art. 2, jan./jul.
ORGANIZAÇÃO MUNDIAL DO TRABALHO (OIT). EI trabajo en nel mundo.
Genebra: OIT, 1997
RANGANATHAN , S. R. (1931) The Five Laws of Library Science. Madras, The
Madras Library Association
RICCA, J. L. ; Balanço social. In: IBASE. Disponível em : http://www.ibase.org .br.
Acesso em : 17 mar. 2004 .
ROBBINS, S., COULTER, M. Responsabilidade social e ética da administração. In :
_ _ oAdministração. São Paulo: Prentice-Hall do Brasil, 1998. capo 5.
SOCIAL ACCOUNTABILlTY INTERNATIONAL. Disponível em : &lt;http://www.saintl.org/&gt; Acesso em : 17.05.2006.
SOUZA, Herbert de. Empresa pública e cidadã. Folha de São Paulo, São Paulo, p.
2, 26 mar.1997.
TORRES, Ciro.
Responsabilidade
social
das
empresas.
In : Fórum
Responsabilidade e balanço social : coletânea de textos. São Paulo : SESI , 2003 .
Cap . 2

2145

�Planejamento estratégico e sustentabilidade

=de

I=

IiWitt_

:.

U-,""lIIMbs

Trabalho completo

TREVISAN , A. M.; A empresa e seu papel social. Artigo publicado em : 13 mar. 2002 .
In : Ibase. disponível em : http://www.ibase.org.br. Acesso em : 07 mar. 2004.
WERSIG, G. Information science: the study of postmodern knowledge usage.
Information Processing &amp; Management, v.29 , n.2, p.242-258, 1993.

2146

�</text>
                  </elementText>
                </elementTextContainer>
              </element>
            </elementContainer>
          </elementSet>
        </elementSetContainer>
      </file>
    </fileContainer>
    <collection collectionId="49">
      <elementSetContainer>
        <elementSet elementSetId="1">
          <name>Dublin Core</name>
          <description>The Dublin Core metadata element set is common to all Omeka records, including items, files, and collections. For more information see, http://dublincore.org/documents/dces/.</description>
          <elementContainer>
            <element elementId="50">
              <name>Title</name>
              <description>A name given to the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51396">
                  <text>SNBU - Edição: 17 - Ano: 2012 (UFRGS - Gramado/RS)</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="49">
              <name>Subject</name>
              <description>The topic of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51397">
                  <text>Biblioteconomia&#13;
Documentação&#13;
Ciência da Informação&#13;
Bibliotecas Universitárias</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="41">
              <name>Description</name>
              <description>An account of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51398">
                  <text>Tema: A biblioteca universitária como laboratório na sociedade da informação.</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="39">
              <name>Creator</name>
              <description>An entity primarily responsible for making the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51399">
                  <text>SNBU - Seminário Nacional de Bibliotecas Universitárias</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="45">
              <name>Publisher</name>
              <description>An entity responsible for making the resource available</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51400">
                  <text>UFRGS</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="40">
              <name>Date</name>
              <description>A point or period of time associated with an event in the lifecycle of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51401">
                  <text>2012</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="44">
              <name>Language</name>
              <description>A language of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51402">
                  <text>Português</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="51">
              <name>Type</name>
              <description>The nature or genre of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51403">
                  <text>Evento</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="38">
              <name>Coverage</name>
              <description>The spatial or temporal topic of the resource, the spatial applicability of the resource, or the jurisdiction under which the resource is relevant</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51404">
                  <text>Gramado (Rio Grande do Sul)</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
          </elementContainer>
        </elementSet>
      </elementSetContainer>
    </collection>
    <itemType itemTypeId="8">
      <name>Event</name>
      <description>A non-persistent, time-based occurrence. Metadata for an event provides descriptive information that is the basis for discovery of the purpose, location, duration, and responsible agents associated with an event. Examples include an exhibition, webcast, conference, workshop, open day, performance, battle, trial, wedding, tea party, conflagration.</description>
    </itemType>
    <elementSetContainer>
      <elementSet elementSetId="1">
        <name>Dublin Core</name>
        <description>The Dublin Core metadata element set is common to all Omeka records, including items, files, and collections. For more information see, http://dublincore.org/documents/dces/.</description>
        <elementContainer>
          <element elementId="50">
            <name>Title</name>
            <description>A name given to the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="64373">
                <text>Biblioteca Universitária e Responsabilidade Social: des(simplificando) uma relação delicada.</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="39">
            <name>Creator</name>
            <description>An entity primarily responsible for making the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="64374">
                <text>Pinheiro, Edna G.; Souza, Emília A. A. de; Dumont, Lígia M. M.</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="38">
            <name>Coverage</name>
            <description>The spatial or temporal topic of the resource, the spatial applicability of the resource, or the jurisdiction under which the resource is relevant</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="64375">
                <text>Gramado (Rio Grande do Sul)</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="45">
            <name>Publisher</name>
            <description>An entity responsible for making the resource available</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="64376">
                <text>UFRGS</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="40">
            <name>Date</name>
            <description>A point or period of time associated with an event in the lifecycle of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="64377">
                <text>2012</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="51">
            <name>Type</name>
            <description>The nature or genre of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="64379">
                <text>Evento</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="41">
            <name>Description</name>
            <description>An account of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="64380">
                <text>Enfatiza que a busca constante, das organizações, por performance e qualidade, tornou a questão da responsabilidade social, uma discussão imprescindível no contexto organizacional. Ressalta que para as bibliotecas universitárias desempenharem com eficiência a função de fomentar produtos e serviços, informacionais para subsidiar o ensino, a pesquisa e a extensão, nas universidades, precisam contextualizar a responsabilidade social nas suas ações, a fim de assumir um comportamento responsável no sentido ético, filtrado nas idéias de co- responsabilidade e de desenvolvimento social. Objetiva compreender a responsabilidade social no contexto das bibliotecas universitárias; destacar a norma AS 8000 que dispõe sobre o cumprimento da responsabilidade corporativa nas organizações, acreditando que todos os lugares de trabalho devem ser geridos de forma que os direitos humanos básicos sejam assegurados, e que a gerência esteja preparada a assumir esta responsabilidade. Conclui que compreender as ações socialmente responsáveis da biblioteca universitária, percebendo as suas nuances, em face da sua complexidade não nos permite construir um corolário de verdades absolutas, todavia nos faz debruçar sobre as bordas do papel, a fim de lançarmos luzes, também, sobre a responsabilidade social no interior de cada um de nós, bibliotecários!</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="44">
            <name>Language</name>
            <description>A language of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="69555">
                <text>pt</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
        </elementContainer>
      </elementSet>
    </elementSetContainer>
  </item>
  <item itemId="6055" public="1" featured="0">
    <fileContainer>
      <file fileId="5119">
        <src>http://repositorio.febab.org.br/files/original/49/6055/SNBU2012_194.pdf</src>
        <authentication>c25ab7ae201324ba4a8bedd7e6cbbd6a</authentication>
        <elementSetContainer>
          <elementSet elementSetId="4">
            <name>PDF Text</name>
            <description/>
            <elementContainer>
              <element elementId="92">
                <name>Text</name>
                <description/>
                <elementTextContainer>
                  <elementText elementTextId="64372">
                    <text>i
;:li

Planejamento estratégico e sustentabilidade
S!mWrio

/IbooroaIde

=

IiWitt_

:.

U-,""lIIMbs

Trabalho completo

BIBLIOTECA UNIVERSITÁRIA: ACESSO À INFORMAÇÃO E
CONHECIMENTO
Marivaldina Bulcão dos Santos
Mestre em Ciência da Informação pela Universidade Federal da Bahia ,
Bibliotecária da Universidade do Estado da Bahia , Lauro de Freitas, Bahia
mbreis@uneb.br

Resumo
A biblioteca universitária implanta-se como gestora do conhecimento e
disseminadora da informação que visa realizar atendimentos específicos apoiando
às atividades de ensino, pesquisa e extensão, dando ênfase ao desenvolvimento da
ciência, educação e cultura. É nesse sentido, que a informação apresenta o seu
papel social relevante ao conhecimento e a comunicação que são determinantes no
processo de disseminação e uso da informação, influenciando o ciclo informacional
e operando mudanças. O eixo norteador desse estudo é desvelar a biblioteca
universitária pela excelência de seus serviços prestados à comunidade acadêmica e
reafirmando a sua função social. O objetivo é refletir sobre a biblioteca universitária
como o local adequado para acompanhar os mecanismos estratégicos que ajudam a
capacitar as nações, a suscitar conhecimento e a transformá-lo em vantagem
competitiva , fomentando a riqueza e crescimento . A fundamentação teórica
contempla os conceitos de universidade e biblioteca universitária. A pesquisa
demonstra a visão ampla da biblioteca universitária do ponto de vista dos
bibliotecários e do espaço, além da disseminação da informação. Os resultados
obtidos indicam que para atingir o papel da biblioteca universitária ela tem que estar
preparada administrativamente e tecnicamente, ter uma missão, propósito e
objetivos bem definidos, dispor de acervo bibliográfico de qualidade, ampliando as
possibilidades de acesso remoto na obtenção de informação e poder contar com
profissionais capacitados, ter disponibilidade de equipamento e materiais técnicos
necessários para poder oferecer serviços e produtos de qualidade.

Palavras-Chave:
Biblioteca
Informação.

Universitária;

Universidade;

2123

Conhecimento;

Sociedade

da

�i
;:li

S!mWrio

Planejamento estratégico e sustentabilidade

/IbooroaIde

=

IiWitt_

:.

U-,""lIIMbs

Trabalho completo

Abstract
The university library management deploys as disseminator of knowledge and
information that aims at supporting specific care to teaching, research and extension,
emphasizing the development of science, education and culture. In this sense, it
presents the information relevant to their social knowledge and communication are
crucial in the process of dissemination and use of information, influencing the
information cycle and operating changes. The guiding principie of this study is to
unveil the university library for the excellence of his service to the academic
community and reaffirming their social function . The aim is to reflect on the university
library as the place to follow the strategic mechanisms that help to empower nations
to raise awareness and turn it into competitive advantage by promoting the wealth
and growth. The theoretical framework includes the concepts of college and
university library. The survey demonstrates the broad vision of the university library's
point of view of librarians and space, beyond the dissemination of information. The
results indicate that to achieve the role of the university library it has to be prepared
administratively and technically, have a mission, purpose and clear goals, have
bibliographic quality, expanding the possibilities for remote access to obtain
information and power rely on trained professionals have the availability of technical
equipment and materiais needed to offer quality products and services.

Keywords:
University Library; University; Knowledge ; Information Society.

1 Introdução
A universidade pode ser vista mediante duas vertentes: uma formada pela
comunidade que segundo Chales (1996, p.7) é a universidade com "autonomia de
mestres e alunos reunidos para assegurar o ensino de um determinado número de
disciplinas em um nível superior". Esta modalidade de universidade é criação da
civilização Ocidental, depois disseminada pela Europa, com função unificadora da
cultura medieval privilegiando a pesquisa . (MENDONÇA, 2000, p.131-150).
A outra vertente, é a que mantém o "nome" de universidade; na realidade é a
continuação dos colégios dos jesuítas que defende a idéia de ser a forma ideal ou
natural de organização do ensino superior, sendo a universidade o elemento central
dos sistemas de ensino superior.
Para entender o que significa a universidade é necessário desenvolver
competências para lidar com a universalidade do saber, respeitando o compromisso
histórico e o avanço da ciência, a importância da formação profissional e o
desenvolvimento das sociedades e dos povos, uma vez que a universidade tem
compromissos sociais e deve estar sintonizada com a realidade e as aspirações da
população ao impulsionar as ações e anseios para além dos muros da universidade.
Revitalizar a Universidade e implantar bibliotecas impõe a necessidade de
profissionais da área . Assim , a evolução do papel do bibliotecário mostra a

2124

�i
;:li

Planejamento estratégico e sustentabilidade
S!mWrio

/IbooroaIde

=

IiWitt_

:.

U-,""lIIMbs

Trabalho completo

necessidade de utilizar as técnicas biblioteconômicas, impulsionando um avanço
cada vez maior. O bibliotecário passa a ser o principal colaborador, tanto do cientista
como do pesquisador. (ORTEGA Y GASSET, 1967, p.76) .
Nesse contexto, observa-se que a matéria-prima da universidade é a
informação, e o órgão responsável pelo gerenciamento da informação na
universidade é a biblioteca . Chega-se à conclusão, que é na universidade onde
"tudo começa e termina na biblioteca"; ou seja , a matéria-prima da biblioteca é o
universo bibliográfico que transfere em serviços para a comunidade acadêmica.
(PEREIRA, 2008 , p.5)

2 Revisão de Literatura
As primeiras universidades surgem no interior das ordens religiosas, a partir
dos séculos VII. Entre as mais notáveis, estão a Universidade de Bolonha, na Itália;
posteriormente a Universidade Sorbonne, em Paris, considerada o "Centro filosófico
e teológico do mundo" (Martins, 1996, p.89) .
É na Sorbonne que se instala a Biblioteca que se torna um exemplo de
biblioteca universitária baseada nas ideias de Jean Bonnerot, que em seu livro La
Sorbonne (1927), descreve a biblioteca como local sagrado, referindo-se às
limitações de acesso, com prudência necessária para conhecer o que se pesquisa .
Martins (1996, p.90):
Sim, trata-se de um lugar sagrado e augusto, no qual só se entra de beca e
boné. Quando a leitura termina, é aconselhável refletir e meditar, passeando
devagar ao longo da galeria coberta que rodeia a biblioteca. Depois, quando
as sombras da noite se adensam , cada um se recolhe a sua casa , visto ser
proibido, por prudência trazer lanterna [ ...]

Nessa perspectiva a biblioteca vai se firmando como lugar de leitura, sendo
as escolas leigas substituídas pelas religiosas, único meio de aquisição e
transmissão de cultura e assim , a universidade forma-se pela cooperação de
mestres e discípulos, sendo o pensamento cristão um esforço generalizado para
recuperar, conservar, incorporar e assimilar os valores morais, políticos, jurídicos,
literários e artísticos do mundo criado na Antiguidade. (MENDONÇA, 2000 , p.135)
Entre as universidades que merecem destaque estão a Universidade de
Oxford e Cambridge na Inglaterra, Montpellier na França , Salamanca na Espanha ,
Nápoles na Itália, Heidelberg e Colônia na Alemanha.
O ensino é transmitido na língua litúrgica da cristandade, e o conhecimento
fundamentado na religião, como resultado da iluminação divina; porém, o caráter
canônico nem sempre é do agrado dos alunos e professores que reivindicam
debates mais abertos fundamentados em novas teorias baseadas no pensamento
grego. Assim, a educação superior era disseminada no âmbito do clero, erudito,
visto como guardiã da sabedoria . E a universidade moderna surge e entre outros
motivos, os bispos necessitam de um lugar para prover treinamento clerical e nesse
sentido, a teologia é considerada a "Rainha das ciências" na Universidade.
(MENDONÇA, 2000 p.138)
Registra-se que durante a Idade Média a fé é questionada pela razão e a
ciência passa a atender as necessidades do ser humano em prol da vida cotidiana,

2125

�i
;:li

Planejamento estratégico e sustentabilidade
S!mWrio

/IbooroaIde

=

IiWitt_

:.

U-,""lIIMbs

Trabalho completo

as experiências fundamentam as idéias e as fontes de conhecimento aperfeiçoam as
disciplinas e o pensamento.
A universidade emerge da exigência de vida em comum daqueles que, como
mestres e aprendizes, dedicam-se à vida intelectual e às ciências. Na origem da
universidade ocorre a transição da humanidade, da vida rural para a vida urbana, do
pensamento dogmático para o racionalismo, do mundo eterno e espiritual para o
mundo temporal e terreno, da Idade Média à Renascença .
Por muitos séculos, avanços do conhecimento realizam-se no trabalho
universitário ou em torno dele. (CARVALHO, C., 2007) Assim , as universidades
conseguem entre outras conquistas o monopólio dos exames, diplomas, autonomia
jurídica e possibilidade de apelar diretamente ao Papa .
Nesse sentido, a biblioteca universitária é um dos principais instrumentos de
que a universidade dispõe para atingir suas finalidades. Ferreira, L. (1980, p.7)
afirma :
Se a biblioteca é importante para o ensino geral , no ensino superior seu
papel é proeminente em virtude do valor da própria universidade, pois
nenhuma outra instituição ultrapassa em magnitude a contribuição
universitária, a qual torna possível o formidável avanço tecnológico e
científico que se registra atualmente em todos os campos de conhecimento.

Desse modo, a biblioteca universitária tem como objetivo fornecer infraestrutura bibliográfica e documental aos cursos, pesquisas e serviços vinculados às
ordens religiosas que sustentam o movimento de criação das universidades. A
implantação das universidades no mundo continente americano somente ocorre
muito tempo depois.

3 Bibliotecas Universitárias no Brasil
Descrever a história das universidades no Brasil de forma consistente e
organizada conduz ao eixo norteado r que privilegia as bibliotecas universitárias.
Nesse sentido, revela-se que a partir da transmigração da Família Real portuguesa
para o Brasil o País foi transformado em sede da coroa portuguesa. Essa mudança
impulsiona a implementação de medidas administrativas, econômicas e culturais
para estabelecimento da infra-estrutura necessária ao funcionamento do império.
A criação dos primeiros estabelecimentos de ensino superior busca formar
quadros profissionais para os serviços públicos voltados à administração do País. As
áreas privilegiadas são: medicina, engenharia e direito. Em 1808, são criados os
primeiros estabelecimentos de ensino médico-cirúrgico de Salvador e do Rio de
Janeiro.
A concepção da Universidade no Brasil pode ser vista por duas vertentes: a
primeira visa a instalação da Escola Normal Superior, responsável pela formação
especializada em aperfeiçoar professores de ensino secundário e normal, liderada
pelos católicos que defendem a universidade, segundo Mendonça (2000, p.132)
como uma "agência de homogeneização de uma cultura média, projeto de
recuperação do país de caráter moralizante que passava pelo resgate da tradição
católica na formação da alma nacional". A segunda vertente acredita na
universidade com o objetivo de desenvolver a pesquisa científica e altos estudos
indispensáveis ao progresso do País, que absorve os egressos da Escola

2126

�i
;:li

S!mWrio

Planejamento estratégico e sustentabilidade

/IbooroaIde

=

IiWitt_

:.

U-,""lIIMbs

Trabalho completo

Politécnica e constrói as verdadeiras "usinas mentais, local onde se formam as elites
pensantes do País, local de produzir conhecimento indispensável ao progresso
técnico e científico". (MENDONÇA, 2000, p.131-150).
Ambos as vertentes mostram que a instituição forma as elites que
representam diferentes concepções de educação . Nesse período a biblioteca
universitária passa a ser gestora do conhecimento e disseminadora da informação.
Carvalho, I. (2004, p.81) ressalta que:
Assim, da função de depósito do saber até atingir o status de espaço do
saber, as bibliotecas passaram por etapas que representam o seu
amadurecimento, sem perder de vista sua relação direta com a
socialização do conhecimento [ ... ]

Convém evidenciar que a primeira universidade de caráter oficial brasileira , é
denominada Universidade do Brasil, criada no Rio de Janeiro (1920) , que reúne a
Escola Politécnica (de Medicina e Direito), instituída pelo presidente da República ,
Epitácio Pessoa (1865-1942) ; sete anos depois é criada a Universidade de Minas
Gerais (1927), a Universidade de São Paulo (1934) fundada pelo grupo de
intelectuais que se articula em torno do Jornal O Estado de São Paulo, em 1946 são
implantadas, na Região Nordeste, a Universidade Federal da Bahia e a de
Pernambuco. (COSTA, 2001, p.3) .
A primeira Legislação Universitária Brasileira , é publicada em 1931 , na gestão
do Ministro de Educação Francisco Campos e autoriza os diplomados a exercer
profissões liberais sob a fiscalização ministerial e a profissão de bibliotecário é
beneficiada pela lei. Deste modo, é evidente a valorização da biblioteca e a
necessidade de profissionais com competências e habilidades definidas para a
dinamização e crescimento da Universidade.
Historicamente, o desenvolvimento das universidades pode ser compreendido
em quatro momentos: nos anos 1950, o ensino superior sofre o primeiro impacto de
expansão no País, o número de universidades cresce de forma surpreendente,
nascem do processo de agregação de escolas profissionalizantes à procura de suas
bases; na década seguinte, de 1960, cresce em todos os sentidos, aumentando o
número de instituições, de alunos e de professores.
Durante a década de 1970, a universidade assume o papel de instituição de
pesquisa e o corpo docente passa a ter carreira acadêmica, proliferando os
programas de pós-graduação e, fisicamente modernizam-se os campi universitários
com as construções de prédios adequados a abrigar laboratórios e bibliotecas.
Na década de 1980, o amadurecimento dos programas de pós-graduação
valoriza as bibliotecas estruturadas em forma de sistema, adotando modelo de
centralização ou descentralização.
É nesse âmbito, que a informação na universidade torna-se um insumo básico
e ela passa a ter a missão de produzir e disseminar conhecimento, desenvolvendo
uma visão crítica e buscando soluções práticas para os problemas sociais, através
da pesquisa . Mendonça (2000, p.138) afirma que:
À universidade assim concebida competiria o estudo científico dos grandes
problemas nacionais , gerando um estado de ânimo nacional capaz de dar
força , eficácia e coerência à ação dos homens, independente das suas
divergências e diversidades de ponto de vista . Nessa instituição seriam
formadas as elites de pensadores, sábios, cientistas , técnicos e os
educadores.

2127

�i
;:li

Planejamento estratégico e sustentabilidade
S!mWrio

/IbooroaIde

=

IiWitt_

:.

U-,""lIIMbs

Trabalho completo

Compondo a tríade do ensino, pesquisa e extensão, a universidade desempenha a
missão de liderar um processo de produção do conhecimento, vinculando as
realidades sociais, propondo maneiras de resolver problemas. É aí que a biblioteca
universitária tem participação fundamental , pois é um agente mediador entre o
conhecimento gerado e o usuário.
Paulatinamente surgem as bibliotecas universitárias. Em 1947, cria-se a
primeira Biblioteca Central na Universidade de São Paulo, desenvolvendo o serviço
de catálogo coletivo de livros e periódicos. Em 1953, a Biblioteca da Universidade de
Recife desenvolve o serviço central de bibliotecas (aquisição e processamento
técnico). Em 1960, a Biblioteca da Universidade Federal da Bahia inicia o Serviço
Central de Informação Bibliográfica.
Em 1963, o Conselho Federal de Educação recomenda a existência de
bibliotecas como requisitos para reconhecimento de cursos superiores. Em 1968,
surge a Lei da Reforma Universitária (Lei nO 5.540/68) que propõe o modelo de
biblioteca central para eliminar a duplicidade de meios para fins idênticos e
racionalizar sua organização com a plena utilização de recursos materiais e
humanos. A Superintendência de Desenvolvimento do Nordeste (SUDENE) publica
o trabalho intitulado "Reforma Universitária e as Bibliotecas Universitárias do
Nordeste" (1968) que sugere :
[... ] tendo em vista a reforma, que o planejamento e a reestruturação dessas
bibliotecas fossem feitos paralelamente ao planejamento e à reestruturação
de suas universidades ". . na hora que se tenta implantar, melhorar e
racionalizar todo um sistema universitário de ensino e pesquisa, não
poderiam estar separadas bibliotecas e universidades, ou bibliotecas e
pesquisas.
Já não é possível continuar-se pretendendo que a universidade possa estar
atualizada sem bibliotecas e que as bibliotecas existam, sobrevivam e
cumpram sua finalidade sem terem à sua frente o seu especialista - o
bibliotecário. (BRASIL, 1968, p.3)

Ensino, pesquisa e extensão são palavras chave na concepção de uma
universidade e com a implantação da pós-graduação, as bibliotecas universitárias se
fortalecem ; as autoridades da área passam a investir nos seus setores, melhorando
as condições de funcionamento , equipamento, acervo, equipe e na oferta de
serviços. A partir de 1970, surgem várias discussões a respeito de estudos técnicos,
infra-estrutura, valorização e financiamento dessas bibliotecas. Em 1972 realiza-se
10 Encontro Nacional de Diretores de Bibliotecas Centrais Universitárias e cria-se a
Comissão Nacional de Diretores de Bibliotecas Centrais Universitárias (CNBU) com
objetivo de:
Estudar os problemas relativos ao desenvolvimento das bibliotecas
universitárias brasileiras; desenvolver estudos, projetos e programas de
coordenação de bibliotecas, aquisição centralizada , centralização de
processos técnicos , racionalização de normas; desenvolver programas de
intercâmbio de informações e de material bibliográfico entre as bibliotecas
universitárias do País; desenvolver programas de treinamento e
aperfeiçoamento de pessoal para coordenação de bibliotecas universitárias.
(GRUPO DE IMPLANTAÇAO DA COMISSAO NACIONAL DE
BIBLIOTECAS CENTRAIS UNIVERSITÁRIAS (1973» apud FERREIRA
(1980, p.32)

2128

�i
;:li

Planejamento estratégico e sustentabilidade
S!mWrio

/IbooroaIde

=

IiWitt_

:.

U-,""lIIMbs

Trabalho completo

Em 1974, funda-se a Associação Brasileira de Bibliotecas Universitárias
(ABBU) que apóia as bibliotecas centrais universitárias e todas as bibliotecas
universitárias brasileiras, federais, estaduais ou particulares. Em 1975, é implantado
o Núcleo de Assistência Técnica (NAT-08) criado pelo Ministério de Educação e
Cultura (MEC) com objetivo de oferecer estágios a profissionais bibliotecários e
também prestar consultoria às Instituições de Ensino Superior (IES) .
Em 1978 tem origem a Comissão de Bibliotecas Universitárias (CBU), ligada
à Federação Brasileira de Associações de Bibliotecários (FEBAB) e realiza-se o 1°
Seminário Nacional de Bibliotecas Universitárias (SNBU). Em 1978, no âmbito da
Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (CAPES), é criada a
Assessoria de Planejamento Bibliotecário, que segundo Carvalho, I. (2004 , p.87) tem
como objetivo :
[... ] elaborar e julgar projetos, dar consultorias às bibliotecas e promover
programas, cursos , encontros e subsistemas que garantam uma evolução
mais racional , interdependente e interdisciplinar das bibliotecas
universitárias, em colaboração com outros organismos especializados .

A partir de 1980, a biblioteca universitária abandona o modelo de estrutura
descentralizada e passa a ser órgão coordenador para as bibliotecas setoriais. O
que segundo Aragão (1973, p.43):
A centralização da biblioteca universitária é tema muito discutido nos meios
profissionais, há mais de 20 anos . Até agora , porém conclusões têm sido
postas em prática com relação ao assunto , divergindo as opiniões quanto à
forma de centralização a adotar: - Deve haver uma centralização global de
serviços e acervos nas unidades? - Deve haver centralização por áreas?
Essas questões têm sido levantadas e defendidas por grupos de
interessados, especialmente aqueles que fizeram cursos em universidades
estrangeiras, mas as soluções não são encaminhadas com o mesmo calor e
entusiasmo.

Nesta perspectiva, as bibliotecas universitárias acompanham a dinâmica do
seu macro-ambiente e entram em uma fase de transição, adaptando-se às
mudanças sociais, econômicas e tecnológicas, disponibilizando a informação em
rede e socializando o conhecimento. Nota-se o futuro incerto que aponta para uma
fase de transição entre os artifícios dos exercícios da profissão tradicional e a
constituição de novos exercícios modernos fundamentados no uso das tecnologias
de informação e comunicação.
Nesse sentido, observa-se que a automação proporciona as articulações em
rede e o uso de novas tecnologias reproduz modelos híbridos, digitais e virtuais. Tais
mudanças podem ser explicadas na fala de Felippe Serpa (1935-2003) em palestra
proferida no KM Brasil 2003, quando afirma :

o

conhecimento virou fator de produção, ele se desenvolve graças à
universidade, e esse conhecimento é fundamental para qualquer instituição,
em qualquer nível. A convivência de personalidades , a convergência é que
dá as características à universidade. Todos são necessários mas não são
suficientes. (SERPA, 2003)

2129

�i
;:li

S!mWrio

Planejamento estratégico e sustentabilidade

/IbooroaIde

=

IiWitt_

:.

U-,""lIIMbs

Trabalho completo

A história da união da universidade e biblioteca demonstra um período longo
de obediência e submissão que ilustra, orienta, critica e engrandece as funções
acadêmicas. E essas instituições têm que fornecer qualidade de formação
intelectual, técnica, politicamente competente aos alunos, através da produção
científica, artística , filosófica e tecnológica , promovendo atendimento às
necessidades, aos anseios e expectativas da sociedade e desenvolvendo soluções
para problemas locais e regionais.
José Geraldo Souza Júnior, diretor da Secretária Superior (SESu) acrescenta
que "a universidade tem um novo sentido" e Antunes apud Bahia (1997, p.6) afirma
que "universidade não é mais o único endereço do conhecimento, mas é o local
onde todas as formas do saber podem dialogar".
Por conseguinte, a biblioteca universitária representa o local adequado para
acompanhar os mecanismos estratégicos que ajudam a capacitar as nações, a
suscitar conhecimento e a transformá-lo em vantagem competitiva , fomentando a
riqueza e o crescimento. O que Cunha (2000, p. 87) ressalta:
[... ] à medida que um povo educado e com conhecimento se transforma no
elemento-chave da prosperidade, segurança e bem-estar social , a
universidade, nessa era de transformações rápidas, destaca-se como uma
das mais importantes instituições de nosso tempo.

É evidente o desempenho das universidades em beneficiar a sociedade,
principalmente porque visam formar e capacitar pessoas, incentivar a produção, o
registro do conhecimento, apoiar o desenvolvimento de pesquisas e atividades de
extensão, fortalecendo o país como um todo . Pelo mesmo desempenho, as
bibliotecas universitárias, ao apoiarem as atividades de ensino, pesquisa e extensão,
têm papel preponderante no desenvolvimento da sociedade porque são mediadoras
no processo de geração, produção e organização da informação, que pode
acontecer independente do suporte em que se encontra.
A despeito de um panorama tão complexo é preciso registrar, no âmbito das
universidades públicas, a criação das universidades estaduais, que têm como
referencial a Legislação do Estado da Bahia para as universidades estaduais. A Lei
nO 7.176 de 10 de setembro de 1997, ressalta no art. 3° que:
As Universidades Estaduais tem por finalidade desenvolver a educação
superior, de forma harmônica e planejada, promovendo a formação e o
aperfeiçoamento acadêmico, científico e tecnológico dos recursos humanos,
a pesquisa e a extensão, de modo indissociável, voltada para as questões
do desenvolvimento sócio-econômico, em consonância com as
peculiaridades regionais. (BAHIA, 1997)

As universidades estaduais demonstram sua potencialidade para articular-se
com a problemática de desenvolvimento local e regional evidenciando os cenários
históricos, culturais, sociais, econômicos, étnicos, educacionais, demográficos,
características que reforçam a essência de toda a universidade. Como afirma
Miranda (1978, p.4) "as instituições são as pessoas que dela participam", por isso,
separar a biblioteca da universidade é impossível na prática; os méritos de um são
estendidos ao outro. Ferreira (1980, p.8) reafirma :

2130

�i
;:li

S!mWrio

Planejamento estratégico e sustentabilidade

/IbooroaIde

=

IiWitt_

:.

U-,""lIIMbs

Trabalho completo

Realmente, pode afirmar que, pelo tipo e pela qualidade dos serviços
prestados por sua biblioteca é possível medir-se o grau de desenvolvimento
de uma universidade. Não é menos verdade , que o valor que se dá a
biblioteca depende muito da concepção que se tenha de universidade e do
que ela possa oferecer.

Portanto, a biblioteca universitária reflete o ambiente que desenvolve os
serviços tradicionais da biblioteca e mais os serviços de informação em rede, e os
profissionais da informação estarão envolvidos na produção, coleta, disseminação e
uso da informação, para estarem inseridos na sociedade da informação e do
conhecimento.

4 O Papel da Biblioteca Universitária
As verdadeiras bibliotecas universitárias destacam-se pela excelência de seus
serviços prestados à comunidade acadêmica, reafirmando a sua função social. Na
sociedade contemporânea o conhecimento passa a ser um recurso estratégico nas
instituições e a biblioteca acadêmica se organiza visando a geração, disseminação e
uso da informação. Aliado a isso Miranda (1980, p.5) associa:
Biblioteca e Universidade são fenômenos indissociáveis, vasos
comunicantes , causa e efeito . A biblioteca não pode ser melhor que a
Universidade que a patrocina. A Universidade, conseqüentemente, não é
melhor do que o sistema bibliotecário em que se alicerça .

As bibliotecas são espaços sociais que sempre guardam a memória humana
registrada e com a responsabilidade de prover o acesso às informações
armazenadas, contribuindo para o desenvolvimento de uma sociedade mais humana
e digna. Como afirma Targino (2000 , p.1), [.. .] "a biblioteca é e sempre foi a
instituição social a que compete exercer as funções de preservação e disseminação
das informações, e por conseguinte, o bibliotecário, o profissional encarregado de
concretização de tais objetivos".
Diante do progresso da tecnologia, evoluem as formas de comunicação, a
construção, a classificação e o compartilhamento do conhecimento e da informação
que respaldam novas maneiras de categorizar o mundo, apresentando novas etapas
cognitivas do conhecimento humano. Ao utilizar e incorporar em suas práticas
cotidianas as tecnologias de informação e comunicação, as bibliotecas acadêmicas
alteram as formas de sociabilidade, implicando o redimensionamento do papel social
dos atores que nela atuam .
A biblioteca universitária, conectada às novas tecnologias é responsável pela
integração entre usuários e fontes de informação, reforçando o desenvolvimento dos
cidadãos. As tecnologias permitem o acesso ao conhecimento e as bibliotecas
devem buscar ações e ferramentas que permitam localizar, filtrar, organizar e
resumir informações que sejam úteis ao usuário independente do lugar em que eles
se encontrem .
As bibliotecas são equipamentos sociais de uso coletivo. Neste sentido,
cresce a responsabilidade das bibliotecas de garantir o acesso ao público, sendo

2131

�i
;:li

Planejamento estratégico e sustentabilidade
S!mWrio

/IbooroaIde

=

IiWitt_

:.

U-,""lIIMbs

Trabalho completo

assim , tanto as bibliotecas como as universidades são pontos de convergência de
idéias e distribuição dos saberes, onde todas as formas de conhecimento podem
dialogar, desenvolvendo as peculiaridades de cada região onde estiverem
estabelecidas.
Na estrutura organizacional da biblioteca universitária, verifica-se que há
significativa parcela de tarefas repetitivas e monótonas. A informatização resolve
boa parte dos problemas, realizando de forma rápida e eficiente o trabalho de rotina,
liberando o bibliotecário para desenvolver outros serviços. Mas, quando a biblioteca
é um sistema ou uma rede normalmente gera centralização de processamento ou
controle do acervo, conforme a distribuição das responsabilidades ; uma parte das
bibliotecas reduz as atividades e outras acumulam funções, principalmente as
bibliotecas centrais. Compartilha-se da idéia defendida por Miranda (1980 ,p.20) "A
informatização na biblioteca, se não tiver outros méritos, já vale apenas pela
libertação do bibliotecário das tarefas burocráticas e rotineiras e para que
desenvolva seu potencial como agente disseminador da informação".
Diante desta realidade, percebe-se que as bibliotecas universitárias detêm um
papel essencial nos processos de pesquisa da comunidade acadêmica , uma vez
que a biblioteca tem a posse do conhecimento universitário; sua principal função é
ser intermediária entre o conhecimento científico e o tecnológico em apoio a seus
usuários.
Desse modo, a biblioteca universitária deve estar preparada para atender a
demanda de pesquisas e levantamentos bibliográficos e técnicos, visando suprir os
projetos em desenvolvimento na universidade. É necessário analisar o papel das
bibliotecas universitárias, principalmente na sua inserção nos projetos em
desenvolvimento como um elemento de cooperação técnica e científica. Assim, os
recursos humanos e financeiros devem estar previstos nos projetos, visando
principalmente à melhoria dos acervos, para que possam responder as
necessidades específicas de cada projeto.
Entre as principais funções da biblioteca universitária, podem ser
mencionado, o repositório do acervo, a disseminadora de informação e
conhecimento e o elo de ligação entre o conhecimento e o usuário final; essas
funções continuam importantes
mesmo depois da Internet, tecnologia que
contempla pequena parte do conhecimento especializado.
Nesse contexto, percebe-se que a biblioteca universitária é o principal recurso
para facilitar o acesso à informação. Assim , é visível a necessidade de inserir a
biblioteca como co-participante nos projetos da universidade visando melhorar o
acervo documental, as bases de dados e os demais serviços indispensáveis à
comunidade acadêmica.
É preciso ressaltar, no âmbito das universidades públicas, a necessidade do
aperfeiçoamento da estrutura administrativa que influencia os serviços bibliotecários,
a fim de torná-los mais eficientes e ágeis atendendo as necessidades dos usuários.
Tendo como precursores os autores citados, comprova-se que na sociedade
contemporânea, a satisfação dos usuários é fator fundamental para a sobrevivência
da biblioteca, portanto , identificar as competências, aproximando as habilidades,
conhecimentos e atitudes dos bibliotecários profissionais da informação estabelecem
em englobar a técnica, cognição e os procedimentos relacionados ao trabalho.

5 Considerações Finais

2132

�i
;:li

S!mWrio

Planejamento estratégico e sustentabilidade

/IbooroaIde

=

IiWitt_

:.

U-,""lIIMbs

Trabalho completo

As bibliotecas universitárias, como o próprio nome diz, são as que se inserem
nas Universidades, razão porque se encontram estreitamente vinculadas à pesquisa
acadêmica, de fundamental importância para o exercer a sua função de
disseminadora da informação, levando o resultado dos trabalhos e pesquisas
efetuados no meio acadêmico. Assim, a análise das informações obtidas na
pesquisa leva às seguintes considerações em relação ao eixo do trabalho.
A biblioteca universitária, através do bibliotecário profissional da informação,
acompanha o avanço das tecnologias intelectuais e, com intuito de usufruir da
diversidade dos serviços disponíveis, dinamiza as técnicas, adapta-se às mudanças
propiciando aos profissionais adquirir novas competências e habilidades que levam
a melhor interação com os usuários, participando do processo interativo do
conhecimento compartilhado.
A partir dessas considerações a disseminação da informação na sociedade
atual ganha nova dimensão com o uso de instrumentos que viabilizam a
comunicação da informação redimensionando a disseminação da informação
levando em conta a desterritorialidade, superando a distancia no tempo e no espaço ,
atendendo de forma rápida e precisa à demanda da clientela.
importante é aprofundar uma maior aproximação entre a biblioteca e o
usuário o que possibilita a leitura, o acesso aos conhecimentos e informações
registrados, propósitos que tanto podem fortalecer o sentido social do bibliotecário
profissional da informação, como despertar o profissional humanista retraído no
exercício das suas funções profissionais.
Nesse cenário o profissional volta-se a olhar para a biblioteca como uma
instituição que reconhece o papel da disseminação da informação, levando o usuário
às transformações que ocorrem mediante novos conhecimentos.

°

Referências
BAHIA. Lei 7.176, de 10 de setembro de 1997. Reestrutura das universidades
estaduais da Bahia e dá outras providências. Diário Oficial [do] Estado da Bahia ,
Salvador, Ba, 10 set. 1997.
BRASIL. Lei nO 5.540, de 28 de novembro de 1968. Fixa normas de organização e
funcionamento do ensino superior e sua articulação com a escola média. Diário
Oficial da União, Brasília, 29 nov., 1968.
CARVALHO, Claúdia Maria de Almeida. A origem da universidade. Disponível
em:&lt; http://pt.shvoong .com/humanities/161997 4-origem-da-universidade/&gt; Acesso
em : 25 maio 2007.
CARVALHO, Isabel Cristina Louzada . As bibliotecas universitárias e seu
desenvolvimento no espaço mundo. In.: _ . A socialização do conhecimento no
espaço das bibliotecas universitárias. Rio de Janeiro: Interciência, 2004. p.77153.

2133

�i

Planejamento estratégico e sustentabilidade
S!mWrio

;:li

/IbooroaIde

:.

IiWitt_
U-,""lIIMbs

=

Trabalho completo

CHALES, Christophe ; VERGER, Jacques. História das universidades. São Paulo :
Unesp, 1996.
COSTA, Marcio. Protetor das artes: Edgard Santos criou a universidade que
transformou a Bahia num pólo de vanguarda cultural. Jornal Correio da Bahia,
Salvador, 08 abr. 2001 . Caderno Repórter, p.3-7.
CUNHA, Murilo Bastos da. Construindo o futuro : a biblioteca universitária brasileira
em 2010. Ciência da Informação. Brasília, v. 29, n. 1, p. 71-89, jan./abr. 2000.
FERREIRA, Lusimar Silva. Bibliotecas universitárias brasileiras: analise de
estruturas centralizadas e descentralizadas. São Paulo: Pioneira , 1980.
MARTINS, Wilson . A palavra escrita : a história do livro, da imprensa e da biblioteca .
2 ed . São Paulo: Ática, 1996.
MENDONÇA, Ana Waleska P.C. A Universidade no Brasil. Revista brasileira de
educação. n.14, maio-ago. 2000. p.131-150.
MIRANDA, Antônio. A missão da biblioteca pública no Brasil. Revista de
Biblioteconomia de Brasília, Brasília , v. 6, n. 1, p. 69-75, 1978.
_ . Estrutura de informação e analise conjuntural ensaios . Brasília: Pioneira,
1980.
ORTEGA Y GASSET, José. Misión dei bibliotecario. 2 ed . Madrid: Revista de
Occidente, 1967. 83p.
PEREIRA, Joana D'Arc da Silva. Bibliotecas universitárias: uma abordagem
organizacional. Disponível em :&lt; libdigi.unicamp.br/document/?down=1116&gt; Acesso
em : 27 maio 2008.
SERPA, Felippe. Universidade acadêmica e universidade corporativa . Workshop
brasileiro
de
inteligência
competitiva
&amp;
gestão
do
conhecimento.
Salvador:UFBA,2003 (anotações pessoais) .
TARGINO, Maria das Graças. Quem é o profissional
Transinformação. Campinas, V.12, n.2, p.61-69, jul./dez. 2000.

2134

da

informação?

�</text>
                  </elementText>
                </elementTextContainer>
              </element>
            </elementContainer>
          </elementSet>
        </elementSetContainer>
      </file>
    </fileContainer>
    <collection collectionId="49">
      <elementSetContainer>
        <elementSet elementSetId="1">
          <name>Dublin Core</name>
          <description>The Dublin Core metadata element set is common to all Omeka records, including items, files, and collections. For more information see, http://dublincore.org/documents/dces/.</description>
          <elementContainer>
            <element elementId="50">
              <name>Title</name>
              <description>A name given to the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51396">
                  <text>SNBU - Edição: 17 - Ano: 2012 (UFRGS - Gramado/RS)</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="49">
              <name>Subject</name>
              <description>The topic of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51397">
                  <text>Biblioteconomia&#13;
Documentação&#13;
Ciência da Informação&#13;
Bibliotecas Universitárias</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="41">
              <name>Description</name>
              <description>An account of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51398">
                  <text>Tema: A biblioteca universitária como laboratório na sociedade da informação.</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="39">
              <name>Creator</name>
              <description>An entity primarily responsible for making the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51399">
                  <text>SNBU - Seminário Nacional de Bibliotecas Universitárias</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="45">
              <name>Publisher</name>
              <description>An entity responsible for making the resource available</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51400">
                  <text>UFRGS</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="40">
              <name>Date</name>
              <description>A point or period of time associated with an event in the lifecycle of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51401">
                  <text>2012</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="44">
              <name>Language</name>
              <description>A language of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51402">
                  <text>Português</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="51">
              <name>Type</name>
              <description>The nature or genre of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51403">
                  <text>Evento</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="38">
              <name>Coverage</name>
              <description>The spatial or temporal topic of the resource, the spatial applicability of the resource, or the jurisdiction under which the resource is relevant</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51404">
                  <text>Gramado (Rio Grande do Sul)</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
          </elementContainer>
        </elementSet>
      </elementSetContainer>
    </collection>
    <itemType itemTypeId="8">
      <name>Event</name>
      <description>A non-persistent, time-based occurrence. Metadata for an event provides descriptive information that is the basis for discovery of the purpose, location, duration, and responsible agents associated with an event. Examples include an exhibition, webcast, conference, workshop, open day, performance, battle, trial, wedding, tea party, conflagration.</description>
    </itemType>
    <elementSetContainer>
      <elementSet elementSetId="1">
        <name>Dublin Core</name>
        <description>The Dublin Core metadata element set is common to all Omeka records, including items, files, and collections. For more information see, http://dublincore.org/documents/dces/.</description>
        <elementContainer>
          <element elementId="50">
            <name>Title</name>
            <description>A name given to the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="64364">
                <text>Biblioteca Universitária: acesso à informação e conhecimento.</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="39">
            <name>Creator</name>
            <description>An entity primarily responsible for making the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="64365">
                <text>Santos, Marivaldina Bulcão dos</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="38">
            <name>Coverage</name>
            <description>The spatial or temporal topic of the resource, the spatial applicability of the resource, or the jurisdiction under which the resource is relevant</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="64366">
                <text>Gramado (Rio Grande do Sul)</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="45">
            <name>Publisher</name>
            <description>An entity responsible for making the resource available</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="64367">
                <text>UFRGS</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="40">
            <name>Date</name>
            <description>A point or period of time associated with an event in the lifecycle of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="64368">
                <text>2012</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="51">
            <name>Type</name>
            <description>The nature or genre of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="64370">
                <text>Evento</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="41">
            <name>Description</name>
            <description>An account of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="64371">
                <text>A biblioteca universitária implanta-se como gestora do conhecimento e disseminadora da informação que visa realizar atendimentos específicos apoiando às atividades de ensino, pesquisa e extensão, dando ênfase ao desenvolvimento da ciência, educação e cultura. É nesse sentido, que a informação apresenta o seu papel social relevante ao conhecimento e a comunicação que são determinantes no processo de disseminação e uso da informação, influenciando o ciclo informacional e operando mudanças. O eixo norteador desse estudo é desvelar a biblioteca universitária pela excelência de seus serviços prestados à comunidade acadêmica e reafirmando a sua função social. O objetivo é refletir sobre a biblioteca universitária como o local adequado para acompanhar os mecanismos estratégicos que ajudam a capacitar as nações, a suscitar conhecimento e a transformá-lo em vantagem competitiva, fomentando a riqueza e crescimento. A fundamentação teórica contempla os conceitos de universidade e biblioteca universitária. A pesquisa demonstra a visão ampla da biblioteca universitária do ponto de vista dos bibliotecários e do espaço, além da disseminação da informação. Os resultados obtidos indicam que para atingir o papel da biblioteca universitária ela tem que estar preparada administrativamente e tecnicamente, ter uma missão, propósito e objetivos bem definidos, dispor de acervo bibliográfico de qualidade, ampliando as possibilidades de acesso remoto na obtenção de informação e poder contar co</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="44">
            <name>Language</name>
            <description>A language of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="69554">
                <text>pt</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
        </elementContainer>
      </elementSet>
    </elementSetContainer>
  </item>
  <item itemId="6054" public="1" featured="0">
    <fileContainer>
      <file fileId="5118">
        <src>http://repositorio.febab.org.br/files/original/49/6054/SNBU2012_193.pdf</src>
        <authentication>86859746b847e49920368b39ef9249cd</authentication>
        <elementSetContainer>
          <elementSet elementSetId="4">
            <name>PDF Text</name>
            <description/>
            <elementContainer>
              <element elementId="92">
                <name>Text</name>
                <description/>
                <elementTextContainer>
                  <elementText elementTextId="64363">
                    <text>Planejamento estratégico e sustentabilidade
i! """"'"
MaooNlck

~

=

:,

IiWitt.UJ
1I....111~

Trabalho completo

FIDELlZAÇÃO DOS CLIENTES DE SERViÇOS DE INFORMAÇÃO: O
USO DO CRM COMO ESTRATÉGIA GERENCIAL
Valéria Martin VaI/5 1, Adriana Maria de Souzél, Rosa Maria Andrade
Grillo Beretta Souza3
1

Doutora em Ciências da Comunicação ECAlUSP, FESPSP, São Paulo, SP

2 Mestranda

2

no programa de Pós-graduação em Ciência da Informação ECAlUSP, FESPSP,
São Paulo, SP

Especialista em Gerência de Sistemas e Serviços de Informação FESPSP, FESPSP, São
Paulo, SP

Resumo
Apresenta e discute alguns conceitos amplamente utilizados na gestão de
empresas com o objetivo de aproximá-los da realidade dos serviços de informação,
possibilitando aos seus gestores melhor entendimento desses conceitos, para que
seja possível sua adaptação e incorporação às suas práticas gerenciais. A estratégia
a ser apresentada é a Gestão de Relacionamento com o Cliente (do inglês Customer
Re/ationship Management - CRM) traçando um panorama conceitual e prático para
entender e adaptar os fundamentos dessa estratégia empresarial à realidade dos
serviços de informação. Esse trabalho é baseado no artigo publicado por Valls,
Souza e Beretta (2010) .

Palavras-Chave:
Gestão de Relacionamento com o Cliente; Fidelização de Clientes; Serviços
de Informação.

Abstract
It presents and discusses some concepts widely used in business
management with the aim of bringing them closer to the reality of information
services, enabling its managers to understand these concepts, so that you can adapt
and incorporate their management practices. The strategy is to be presented to
Management Customer Relationship - CRM outlining a conceptual and practical
overview to understand and adapt the fundamentais of business strategy to the
reality of information services. This work is based on article published by Valls, Souza
and Beretta (2010).

Keywords:
Customer Relationship Management; Customer Loyalty; Information Services.

2112

�Planejamento estratégico e sustentabilidade
i! """"'"
MaooNlck

~

=

:,

IiWitt.UJ

1I....111~

Trabalho completo

1 Introdução
Os gestores de serviços de informação, especialmente de bibliotecas,
convivem atualmente com um panorama bem inusitado: a grande quantidade de
informação disponível na internet pode ser considerada como uma forte concorrente
para os produtos e serviços oferecidos pelos serviços tradicionais. Os usuáriosclientes têm acesso direto, por exemplo, a revistas, livros e jornais eletrônicos - uma
infinidade de fontes de informação que há poucas décadas era acessível
basicamente com a consulta a acervos físicos hoje está a apenas alguns cliques.
Essa fácil disponibilidade alterou significativamente a relação cliente-serviço e têm
exigido dos gestores novas estratégias para atrair e manter os seus clientes.
Neste cenário de farto acesso à informação, vários setores e profissionais
estão revendo suas formas de atuação para dar conta das mudanças aceleradas
que a sociedade vem vivenciando. O mercado editorial e a indústria fonográfica
estão se reinventando para manter os produtos tradicionais e se adequar aos novos
suportes; os jornalistas hoje têm como concorrente a própria fonte de notícias, que
pode divulgar nas redes sociais a notícia diretamente, não precisando mais do
jornalista como exclusivo meio para divulgação.
Diante dessas questões, os gestores de serviços de informação também não
podem mais negligenciar esse cenário. Devem planejar e implementar produtos e
serviços cada vez mais adequados às necessidades dos seus clientes, atraindo-os e
mantendo-os para que eles continuem a acioná-los quando tiverem demandas de
informação. Eles o farão apenas quando entenderem que, por meio dos serviços de
informação, terão acesso a informações fidedignas e mais adequadas à sua
necessidade, ao invés de investir um tempo enorme navegando na infinidade de
dados e informações disponíveis na rede. Expressões usuais no mundo corporativo
como fidelização do cliente, valor agregado, customização de produtos e serviços
podem e devem ser contemplados à gestão de serviços de informação, até mesmo
para a sobrevivência desses serviços, em alguns casos.
O objetivo deste trabalho é apresentar e discutir alguns conceitos amplamente
utilizados na gestão de empresas e aproximá-los da realidade dos serviços de
informação, possibilitando aos seus gestores melhor entendimento desses
conceitos, para que seja possível sua adaptação e incorporação às suas práticas
gerenciais. A estratégia a ser apresentada é a Gestão de Relacionamento com o
Cliente (do inglês Customer Re/ationship Management - CRM) traçando um
panorama conceitual e prático para entender e adaptar os fundamentos dessa
estratégia empresarial à realidade dos serviços de informação. Esse trabalho é
baseado no artigo publicado por Valls, Souza e Beretta (2010).

2 Revisão de Literatura
A Gestão de Relacionamento com o Cliente (CRM) é uma estratégia
empresarial que coloca o cliente como elemento central dos processos do negócio,
entendendo e antecipando suas necessidades com o objetivo de atendê-Ias da
melhor forma. A implantação do CRM embora esteja ligada à utilização de soluções
tecnológicas, é muito mais ampla do que isso, pois envolve toda a filosofia e práticas
gerenciais de produtos e serviços voltados ao cliente, objetivando processos e

2113

�Planejamento estratégico e sustentabilidade
i! """"'"
MaooNlck

~

=

:,

IiWitt.UJ

1I....111~

Trabalho completo

padrões bem definidos e mensuráveis.
Como reforçam Anderson e Kerr (2002 , p. 2, tradução nossa), CRM é um
enfoque abrangente para criar, manter e expandir as relações com os clientes, não
pertencendo apenas às áreas de vendas e marketing. Tampouco é uma idéia da
equipe de Tecnologia da Informação. Embora, em qualquer uma destas áreas, possa
ser o campeão interno do modelo na organização, na verdade, ele deve ser uma
forma de se fazer negócios integrando todas as áreas dentro desta. Quando é
delegado a apenas uma área específica , tais como Tecnologia da Informação, o
relacionamento com o cliente será prejudicado. Da mesma forma, quando uma área
é deixada de fora do planejamento do modelo, a organização coloca em risco o
relacionamento com o cliente que ela tanto procura manter e fidelizar.
Os fundamentos do CRM são apresentados na TABELA 1, de forma
panorâmica visando contextualizar essa estratégia e detalhar seus principais
aspectos:
Tabela 1 - Fundamentos do CRM
Fundamento
Dimensão organizacional
Dimensão tecnológica

Acordo de Níveis de
Serviço (do inglês Service
LeveI Agreements)
Metodologia proposta das
estratégias: os 4 pilares

Descrição
Planejamento estratégico e monitoramento, recursos
humanos, mudança na filosofia empresarial.
das
ferramentas
tecnológicas
Identificação
apropriadas à implementação do CRM e o
gerenciamento de dados dos clientes para captura
de informações
Descrição contratual formalizada entre os serviços
prestados e o cliente.
Identificação,
personalização.

diferenciação,

interação

e

Fonte: Adaptado pelas autoras de Anderson e Kerr (2002), Peppers e Rogers (2004) e
Brambilla, Sampaio e Perin (2008).

Para a implementação bem sucedida dessa estratégia é necessário atentar
para todas as etapas reunidas no quadro descritivo acima, não negligenciando
nenhuma delas. A aplicação do modelo deve ser fruto de uma visão estratégia
definida de fora para dentro da organização, ou seja , com base em uma nova cultura
focada no cliente que se quer obter a longo prazo em concordância com as suas
necessidades e expectativas, visando a lucratividade de seu negócio e não centrada
no produto ou serviço que se tem para oferecer, devendo ser concebida e
estimulada primeiramente pela alta cúpula da organização.
Como observa Fisk (2010 , p. 84) , citando o exemplo da Amazon que procura
ser "a empresa mais centrada no cliente em todo o mundo". O objetivo da maior
livraria do planeta e varejista de muitos outros produtos acredita que, em um mundo
em constante mudança, as estratégias mais eficientes são aquelas centradas no
cliente , não na concorrência . A Amazon queria ser um líder no setor para redefinir o
mercado como nenhuma outra empresa fizera antes, então escolheu o cliente como
guia.
Retomando o contexto dos serviços de informação, como afirmam Finger,

2114

�Planejamento estratégico e sustentabilidade
i! """"'"
MaooNlck

~

=

:,

IiWitt.UJ

1I....111~

Trabalho completo

Castro e Costa (2007, p. 50) , de forma alguma se pretende afirmar que os gestores
de bibliotecas não pensam em seus usuários, mas apenas salientar que, na prática ,
dificilmente a biblioteca é gerida com foco no cliente. Entende-se que a gestão dos
serviços de informação deve dar ênfase à ótica do cliente, ou seja, deve considerar,
entender e captar as suas reais expectativas, buscando atendê-Ias e, antes de tudo,
entendê-Ias (VALLS, 2005, p. 77). Um grande equívoco dos gestores é considerar
que sabem o que o cliente precisa, sem estabelecer canais efetivos para que ele - o
próprio cliente - expresse seus anseios e necessidades.
Como definido até agora, o CRM deve ser planejado de forma sistêmica,
envolvendo processos, pessoas e tecnologia em sua estratégia de desenvolvimento,
pelo qual o foco central esteja na experiência do cliente e em suas percepções
quanto aos serviços prestados.
Nos serviços de informação, o caminho a ser percorrido para a tão sonhada
excelência não pode ser diferente e, os gestores deverão estruturar processos,
identificar ferramentas apropriadas à coleta de dados de seus clientes e qualificar
sua equipe, comunicando-se com esta, além de ser fundamental a identificação do
grau de satisfação da equipe, seu comprometimento, motivação e entusiasmo, uma
vez que o CRM cobre uma ampla variedade de atividades a serem desenvolvidas
em benefício do sucesso de sua implementação, no qual uma equipe bem
capacitada, devidamente treinada e satisfeita opera milagres na interação com o
cliente, sendo vital que os seus integrantes estejam engajados em todo o processo
dessa empreitada e, sendo esta, uma iniciativa contínua e incorporada à prática
regular em benefício do cliente.
Como abordam Silva e Rados (2002, p. 202), "a qualidade dos serviços pode
ser percebida pelos clientes através dos seus componentes tangíveis e intangíveis",
no tocante aos produtos e serviços oferecidos. Os componentes tangíveis dizem
respeito aos recursos materiais e palpáveis, já os intangíveis estão diretamente
ligados as emoções e percepções sentidas pelas pessoas, como cordialidade,
cooperação que podem ser traduzidas com a disposição de servir, de cooperar em
benefício de alguém ou de algo. Portanto, estão equiparados com o relacionamento
da equipe com os clientes. Assim, antes de implementar o CRM nos serviços de
informação, primeiramente, os gestores precisam se comunicar com seus clientes
(internos e externos), para saber sobre suas necessidades e obter feedback
espontâneo e apropriado para promover mudanças significativas, até mesmo
continuar desenvolvendo ações que estão dando certo e excluindo aquelas que
estão obsoletas e não trazem retorno satisfatório .
No tocante à prática dos serviços, o Acordo de Níveis de Serviço (SLA) - que
foi apresentado na Tabela 1 - deve ser introduzido visando o acordo definido e
formalizado dos limites entre o que se pode ou não ofertar aos clientes efetivamente,
evitando o comprometimento de um serviço que não se pode entregar e/ou oferecer.
Como ressalta Vergueiro (1996, p. 14), pode-se começar o processo de valorização
do cliente firmando-se compromissos reais e viáveis de atendimento. Em outras
palavras, informando à clientela sobre o serviço oferecido, deixando claro o que
pode esperar obter e como deve agir quando não conseguir fazê-lo . Garantindo que
serão consideradas suas eventuais queixas e reclamações como possibilidades de
melhoria a ser apreciadas e valorizadas, evitando assim a expectativa frustrada do
cliente e consequentemente à perda na credibilidade e fidelização .
Após ter sido aceita a implementação estratégica do CRM pela organização,

2115

�Planejamento estratégico e sustentabilidade
i! """"'"
MaooNlck

~

=

:,

IiWitt.UJ

1I....111~

Trabalho completo

bem como, a escolha da ferramenta tecnológica mais apropriada à sua
aplicabilidade, inicia-se então a identificação do cliente , baseando-se em seu perfil
como citam Neves, Souza e Lucas (2006 , p. 122), o cadastramento deve incluir não
apenas dados básicos sobre este, mas toda e qualquer informação pormenorizada
que complemente as características que o tornam uma pessoa única quanto às suas
necessidades de informação, estando integrado com outros cadastros dentro da
organização, criando assim a base sólida para o relacionamento, mesmo que estas
características estejam relacionadas ao material pendente com este cliente, tal
informação propiciará a familiaridade com os tipos de recursos informacionais de
maior interesse, passando-se assim para o pilar da diferenciação (NEVES, SOUZA
e LUCAS , 2006, p. 123), sendo traçados direitos e políticas destinadas a cada grupo
de clientes identificados com características e necessidades informacionais
específicas na organização, tais clientes podem ser internos, ou seja , diz respeito a
todos os funcionários de dentro da organização, como: Recursos Humanos,
Diretoria, Tecnologia da Informação; ou externos diretamente relacionados com os
clientes de fora da organização: público-alvo dos serviços de informação,
fornecedores , parceiros, entre outros.
É função do gestor identificar quais desses são responsáveis por agregar
valor ao setor de informação, sendo considerados seus "advogados", recomendando
os serviços prestados à sua rede de contatos pelo simples fato de se sentirem
únicos e especiais, diferenciados da grande maioria. Esses clientes, ao utilizar os
serviços, sugerem bibliografias, solicitam informação, fazem pesquisas e usufruem
do espaço. Desta forma, como lembram Finger, Castro e Costa (2007, p. 57),
poderia ser objeto de serviços e atendimentos diferenciados, tais como:
treinamentos ministrados pela equipe para uma melhor utilização dos recursos e
serviços informacionais disponíveis e sobre o seu funcionamento , disseminação
seletiva de informação, workshops , palestras e eventos sobre temas de interesse do
cliente e capacitação dos funcionários (clientes internos), sendo diferenciado por tipo
de necessidade, interesse e expectativas.
Para obter a interação, o gestor pode implementar ações simples e concretas
para capturar informações sobre o cliente e exceder suas expectativas, através de
entrevistas informais com aqueles que já utilizam os serviços e com aqueles que
estão adentrando pela primeira vez; o propósito é entender suas expectativas,
necessidades e desejos, bem como, relatos de suas experiências quanto aos
serviços oferecidos, deixando-o expressar suas opiniões e reações. Tais evidências
propiciarão ao gestor a oportunidade de aprimorar e customizar seu atendimento em
prol da fidelização do cliente. Baseando-se na participação em treinamentos
realizados sobre "Excelência em Serviços ao Cliente" (do inglês Customer Services
Excellence) ministrados pela CalcomGroup 1 em 2007 no escritório do British Council
em Bogotá, algumas ações podem ser implementadas:
a) Capacitação da equipe de informação: propiciar um ambiente de
autodesenvolvimento e aprendizagem contínua , oferecendo treinamentos para
aprimoramento de competências e habilidades necessárias ao sucesso do
atendimento eficiente e diferenciado, clientes satisfeitos são o reflexo de
funcionários satisfeitos e motivados, devendo ser envolvidos em toda a estratégia
1 Empresa britânica , fundada em 1992 por Natalie Calvert, dedicada ao gerenciamento de equipes,
clientes e vendas para aumentar o desempenho, a participação e os resultados dentro de um
organismo empresarial. Disponivel em : http://www.calcomgroup .com .

2116

�Planejamento estratégico e sustentabilidade
i! """"'"
MaooNlck

~

=

:,

IiWitt.UJ

1I....111~

Trabalho completo

organizacional , uma vez que representam a imagem da organização, seus
produtos e serviços;
b) Mapeamento de processos: identificação de todo o serviço oferecido e
também solicitado, ou seja, cada questão, dúvida e pedido de informação,
baseado na experiência do cliente (do inglês Customer Experience Management)
suas características e detalhamento (consulta local, empréstimo, reserva ,
pendências, reclamações , etc) sendo de fácil entendimento tanto pela equipe de
funcionários quanto pelo cliente. Na definição dos procedimentos adotados para
o mapeamento, eliminam-se potenciais duplicações de esforços humanos e
materiais, gerando uniformidade nos processos e estrutura definidos, entretanto,
é uma tarefa em constante avaliação, pois um cliente é único em sua
necessidade informacional;
c) Padronização dos processos: a partir do mapeamento, desenvolvem-se
processos padronizados de interação com o cliente que englobam todos os
canais de comunicação existentes com este, ou seja , todas as formas de acesso
que ele utiliza para interagir com os serviços de informação disponíveis,
referindo-se assim a interação desde o momento em que o cliente procura o
serviço (na solicitação de uma determinada informação) até o momento em que
ele o conclui , satisfazendo ou não a sua necessidade, seja ao telefone,
presencialmente, por e-mail ou online, este momento é crucial na avaliação da
qualidade do serviço oferecido e é conhecido como o "momento da verdade", a
oportunidade de exceder as expectativas;
d) Reclamações, sugestões e comentários: objetiva instituir uma política de
recebimento de feedback, com o desenvolvimento de ações concretas na
resolução do descontentamento, sugestão ou comentário do cliente. Além disso,
cabe-lhe também divulgar a política em todos os canais de comunicação com o
cliente, apresentando a questão como oportunidade de corrigir lacunas e
aprimorar o serviço e atendimento prestados, informando o tempo de duração do
resultado e as ações que foram ou serão tomadas. É de grande importância
identificar na equipe e na própria organização, pessoas que serão responsáveis
por lidar com cada nível de solicitação recebida .
De posse dos dados coletados durante a interação com os clientes, o gestor
poderá personalizar diferentes serviços, desenvolvendo estratégias considerando o
valor da oferta do serviço e o canal para o seu fornecimento ; escolher qual a
tecnologia para o armazenamento e análise dos dados e informações; implantar ou
adequar processos para atender as necessidades do cliente, garantindo a qualidade
do serviço .
E uma etapa complementar e muito relevante é o estabelecimento das
ferramentas de avaliação e medição destes serviços, com foco na melhoria
contínua dos processos e, quando aplicável , na correção dos desvios e falhas
cometidas. Desta forma , o ciclo se completa , desde o planejamento, passando pela
implantação propriamente dita e culminando no estabelecimento de melhorias, que
podem gerar novos produtos e serviços, retroalimentando o processo .
E, para finalizar, personalizar serviços de informação significa desenvolver
ações com foco às necessidades de um cliente ou um "grupo de clientes" com
características específicas. Como exemplo: Não basta que o serviço de informação
desenvolva ações genéricas e padronizadas de orientação ao cliente na busca de

2117

�Planejamento estratégico e sustentabilidade
i! """"'"
MaooNlck

~

=

:,

IiWitt.UJ

1I....111~

Trabalho completo

informação: um estudante da área da saúde possui características e até mesmo
uma dinâmica diferente de um estudante da área da administração ou negócios.
Outro exemplo está ligado aos tradicionais serviços de Disseminação Seletiva da
Informação (DSI), que muitas vezes são implantados de forma automática, através
da coleta de dados do cadastro dos clientes do sistema. Este passa a receber
informativos de atualização de acervo ou até mesmo informações sobre a sua área
de interesse de forma massificada ou generalizada. Ou seja , o planejamento dos
produtos e serviços tende a apresentar o foco interno, do próprio serviço de
informação e não externo, ou seja , de seus clientes!

3 Do CRM para o CRM social 2.0
Contextualizando esta questão, no início deste trabalho foram abordadas as
mudanças no perfil dos clientes dos serviços de informação decorrentes da
facilidade e rapidez na localização de informação via web . As estratégias de gestão
também estão se adaptando à nova lógica social e já se fala em CRM social, com o
qual é possível também desenvolver ações que promovam habilidades e
competências dos clientes com o objetivo de oferecer autonomia na busca e
localização de informações confiáveis. Segundo Greenberg (2010, p. 474, tradução
nossa) em seu sentido mais amplo, o CRM social 2.0 é uma estratégia que está
centrada em torno de um compromisso com o cliente, o que o difere da estratégia do
CRM tradicional, pois a principal preocupação não é a gestão de relações que se
baseiam apenas na compreensão dos comportamentos e transações de um cliente
com a empresa, mas sim, em tratá-lo como um parceiro que, em troca de benefícios
de qualquer espécie, fornecem valor para esta. Para tanto é necessário que a equipe
esteja consciente que seu serviço de informação, além de todas as outras
atividades, também é um ambiente de aprendizagem , seja de forma presencial ou à
distância com foco no desenvolvimento de programas "customizados" sobre
competências informacionais de clientes. Conforme apresenta Belluzzo (2007),
alguns objetivos devem capacitar o cliente para poder determinar a natureza e a
extensão da necessidade de informação, saber acessar a informação necessária
com efetividade; saber avaliar criticamente a informação e suas fontes ; saber usar a
informação apropriadamente para alcançar um objetivo ou obter um resultado; saber
compreender as questões econômicas, legais e sociais da ambiência do uso da
informação, acessando-a de forma ética e legal. Os clientes devem aprender a
utilizar a informação e esse pode e deve ser um objetivo do serviço de informação,
propiciando um ambiente para que essa aprendizagem aconteça .
O recurso a ser considerado sob o ponto de vista do CRM social, portanto,
são as ferramentas web e web 2.0 que praticamente são ilimitadas e estão à
disposição, onde o cliente interage com o serviço em tempo real , contribuindo nos
conteúdos, sendo ao mesmo tempo consumidor e produtor de informações. Os
serviços de informação podem e devem utilizar destes recursos proporcionando
serviços e produtos, atendendo às necessidades de seus clientes e principalmente
coletando informações adicionais para compor os grupos de clientes.
Comprometer-se com clientes por meio de mídia social é algo crítico. O que
precisa acontecer primeiro é uma experiência de cliente "encantadora" e depois um
maior comprometimento com os clientes por meio de novos canais (ARUSSY, 2010 ,
p. 44). Como contribuição para contextualizar essas possibilidades serão

2118

�Planejamento estratégico e sustentabilidade
i! """"'"
MaooNlck

~

=

:,

IiWitt.UJ

1I....111~

Trabalho completo

apresentados alguns exemplos de ações, produtos e serviços possíveis para serem
desenvolvidos nos serviços de informação com foco no perfil baseados nos pilares
do CRM social através dos recursos web 2.0:
Tabela 2 - Ações via web e web 2.0
CRM
Identificar

Identificar
Interagir
Diferenciar
Personalizar

Personalizar

Ações via web e web 2.0
Análise de dados estatísticos identificando freqüência de uso
de serviços e produtos (incluindo dados coletados nos
produtos web 2.0);
Blog de discussão temática: lista de discussão mediada pelo
bibliotecário;
Enguetes via site ou ~ortal do serviQo de informaQão como
coleta de dados sobre o perfil de clientes ou avaliação de
qualidade de serviços e produtos.
Blogs temáticos: serviço de levantamento bibliográfico
colaborativo onde o bibliotecário controla a qualidade e
pertinência das colaborações. Com links para conteúdos na
íntegra;
Wiki temático utilizando o conhecimento coletivo e mediado
pelo serviço de informação;
Twitlers: como meio de comunicação rápida, mantendo o
cliente informado sobre novas publicações inseridas no acervo
e coletando dados para compor o perfil do cliente ;
Facebook: para divulgação de fotos, vídeos, mural de
recados , eventos e interação dos clientes;
ServiQo de referência via chat I Atendimento virtual via chats
para esclarecimentos de dúvidas e informações rápidas;
Twitler de Evento: informar um grupo em tempo real durante
um evento.
Ambiente de A~rendizagem: através de ferramentas de EaD
disponibilizar tutoriais e cursos sobre o uso de bases de dados
específicas e desenvolvimento de competência informacional;
Formulário de ~edido/sugestão de AguisiQão on-line:
disponível no site da biblioteca com serviços de
acompanhamento e retorno da solicitação;
Alertas e comunicados via e-mails informando situação sobre
empréstimos, confirmação de devoluções e atrasos quando a
circulação de materiais;
Re~ositórios temáticos de imagens utilizando ferramentas
como YouTube, Picasa e SlideShare;
Re~ositórios de ProduQão Técnica Científica armazenando e
disponibilizando o acervo gerado pela própria instituição

Fonte: Elaborado pelas autoras

Esses exemplos demonstram que o planejamento de ações concretas por
parte dos gestores podem aproximar os clientes desses serviços, otimizando
recursos e garantindo a eficácia dos produtos e serviços prestados.

2119

�Planejamento estratégico e sustentabilidade
i! """"'"
MaooNlck

~

=

:,

IiWitt.UJ

1I....111~

Trabalho completo

4 Considerações Parciais/Finais
A pretensão ao apresentar este capítulo foi convidar os gestores de serviços
de informação a repensar seu ambiente e sua prática profissional e considerar a
possibilidade de introduzir o CRM como uma proposta de gestão organizacional
tendo como parceiro fundamental : o cliente. Para tanto, todos os setores envolvidos
na organização deverão integrar essa estratégia, uma vez que o modelo proposto é
uma iniciativa corporativa , visando uma mudança cultural de forma holística e
integrada.
O desenvolvimento de uma empresa centrada no cliente requer uma
sistematização bem administrada, ou seja, é uma jornada gradativa que requer
etapas previamente definidas e projetadas para o sucesso de sua implementação,
com base nos benefícios que serão conquistados a longo prazo, sendo utópico
objetivar que esta se torne diferente do dia para noite. Dentro desse contexto, a
iniciativa de introduzir o CRM deve ser conduzida primeiramente pela Diretoria da
organização, embora a ideia e a sua concepção possa advir do gestor dos Serviços
de Informação e essa é a intenção também deste trabalho: apresentá-lo como
precursor da mudança e convidá-lo a ousar e se destacar como líder na tomada de
decisão estratégica da organização. O ponto de partida deve envolver suas
necessidades e seus interesses de negócio, a partir do planejamento estratégico
desta, para então , iniciar o projeto envolvendo todos os pilares aqui apresentados.
Entretanto, para que esta proposta seja concretizada a contendo, há de se observar
e não se esquecer que o ambiente informacional tradicionalmente utilizado pelo
cliente mudou, transformou-se e o fez interagir de forma mais independente e mais
exigente também , essa realidade está presente na revolução das interações, no uso
das redes sociais e meio de comunicação atualmente existentes: Facebook, Twitter,
Orkut, Blogs, Podcasts, entre outros, sendo também apresentadas como
características integrantes das estratégias de CRM , novos desafios ao gestor dos
Serviços de Informação.
Nesse atual e emergente ambiente tecnológico e informacional, o que esse
cliente espera de uma organização é ser surpreendido, encantado e que os
funcionários e a organização estejam preparados e empenhados a propiciar o
melhor dos serviços que dispõem, ou seja , ele espera que aquilo que vê e lê no
ambiente da web esteja também disponível no serviço de informação, por telefone
ou por e-mai!, além de poder ser escutado e recompensado caso algo dê errado no
momento dessa interação. É nessa premissa que foi utilizada a palavra 'fidelizar' e
que deve estar diretamente relacionada a expressão 'comprometer-se'. Ou seja,
para se obter um cliente fiel é preciso antes de tudo comprometer-se com ele e
colocá-lo em primeiro lugar dentro das iniciativas corporativas, deixando para trás
ações obsoletas que tem apresentado, ao longo dos serviços prestados, os mesmos
resultados.

2120

�Planejamento estratégico e sustentabilidade
i! """"'"
MaooNlck

~

=

:,

IiWitt.UJ

1I....111~

Trabalho completo

A proposta é ir além do conhecido, é explorar e vencer os próprios melindres
e inseguranças, é desafiar-se e ter a coragem de surpreender a si mesmo , dando o
primeiro passo para a transformação, entretanto, é notório que para o
desenvolvimento de uma organização centrada no cliente se requer um processo de
mudança estruturado que é muito mais do que uma intenção. Esse processo exige,
antes de qualquer coisa, ação. E - por que não? Emoção.

5 Referências
ANDERSON , K. ; KERR, C. Customer relationship management. New York: McGrawHill, 2002.
ARUSSY, E. CRM social e esperiência do cliente: você está preparado? Consumidor
Moderno, São Paulo, ano 15, p. 44-45, jul. , 2010.
BARRETO, A. de A. A questão da informação. São Paulo, 23 jan . 1999. Disponível
em : http://www.e-iasi.org/cinfor/guest/guest.htm. Acesso em : 09 . set. 2010.
BELLUZO, R C. B. Construção de Mapas: desenvolvendo competências em
informação e comunicação. 2. ed. Bauru : Cá entre nós, 2007 .
BRAMBILLA, F. R ; SAMPAIO, C. H.; PERIN, M. G. Indicadores tecnológicos e
organizacionais do Customer Relationship Management (CRM) : relação entre firma
desenvolvedora , firma usuária e preceitos teóricos. Perspectivas em Ciência da
Informação, Belo Horizonte, v. 13, n. 2, mai./ago. 2008.
COULSON-THOMAS, C. Transforming the company.
2004.

ih

ed . London : Kogan Page,

FINGER, A. B.; CASTRO, G. de; COSTA, M. D. Gestão de bibliotecas universitárias
com a implementação do Customer Relationship Management (CRM) . In : AMARAL,
S. A. do (Org.) . Marketing na ciência da informação. Brasília : Editora da
Universidade de Brasília , 2007 , p. 47-63.
FISK, P. O gênio dos clientes. Porto Alegre: Bookman, 2010 .
GREENBERG, P. CRM at the speed of light: social CRM strategies, tools, and
techniques for engaging your customers. 4 th ed . New York: McGraw Hill, 2010 .
LE COADIC , Yves-François. A ciência da informação. Brasília : Briquet de Lemos,
2003.

LUCAS , E. R de O.; SOUZA, N. A. de. Disseminação seletiva da informação em
bibliotecas universitárias sob o prisma do Customer Relationship Management.
Informação &amp; Informação, Londrina , v. 12, n. 1, jan./jun. 2007.
NEVES, G. L. C.; SOUZA, N. A. de; LUCAS, E. R de O. Aplicativos de gestão de

2121

�Planejamento estratégico e sustentabilidade
i! """"'"
MaooNlck

~

=

:,

IiWitt.UJ

1I....111~

Trabalho completo

bibliotecas e a utilização do Customer Relationship Management. Revista ACB:
Biblioteconomia em Santa Catarina, Florianópolis, v. 11, n. 1, p. 111-127, jan./jul.,
2006.
PEPPERS, D.; ROGERS, M. CRM series: marketing 1 to 1. 3. ed . rev. e ampl. São
Paulo: Carlson Marketing Group, 2004.
SILVA, C. M. da ; RADOS , G. J. V. Gestão de serviços em bibliotecas: melhoria com
foco no cliente. Revista ACB: Biblioteconomia em Santa Catarina , Florianópolis, v. 7,
n. 1, p. 198-217, jan./jul., 2002 .
VALLS , V. M. Gestão da qualidade em Serviços de Informação no Brasil :
estabelecimento de um modelo de referência baseado nas diretrizes da NBR ISO
9001 . 2005 , 247 f. Tese (Doutorado em Ciências da Comunicação) - Escola de
Comunicações e Artes da Universidade de São Paulo, São Paulo , 2005. Disponível
em: &lt;http://www.teses.usp.br/&gt;. Acesso em: 03. out. 2010 .
VALLS, V.M. ; SOUZA, A. M.; BERETTA, R. M. A. G. Fidelização dos clientes de
serviços de informação: o uso do CRM como estratégia gerencial. In : VALLS, V. M.;
VERGUEIRO, W. (Org .). Tendências contemporâneas na gestão da informação. São
Paulo: Editora Sociologia e Política, 2011 , p. 11-27.
VERGUEIRO, W. O fortalecimento do cliente: alternativa para a valorização das
bibliotecas públicas em um ambiente de informação eletrônica. Informação &amp;
Informação, Londrina, v. 1, n. 2, p. 7-18, jul./dez., 1996.

2122

�</text>
                  </elementText>
                </elementTextContainer>
              </element>
            </elementContainer>
          </elementSet>
        </elementSetContainer>
      </file>
    </fileContainer>
    <collection collectionId="49">
      <elementSetContainer>
        <elementSet elementSetId="1">
          <name>Dublin Core</name>
          <description>The Dublin Core metadata element set is common to all Omeka records, including items, files, and collections. For more information see, http://dublincore.org/documents/dces/.</description>
          <elementContainer>
            <element elementId="50">
              <name>Title</name>
              <description>A name given to the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51396">
                  <text>SNBU - Edição: 17 - Ano: 2012 (UFRGS - Gramado/RS)</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="49">
              <name>Subject</name>
              <description>The topic of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51397">
                  <text>Biblioteconomia&#13;
Documentação&#13;
Ciência da Informação&#13;
Bibliotecas Universitárias</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="41">
              <name>Description</name>
              <description>An account of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51398">
                  <text>Tema: A biblioteca universitária como laboratório na sociedade da informação.</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="39">
              <name>Creator</name>
              <description>An entity primarily responsible for making the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51399">
                  <text>SNBU - Seminário Nacional de Bibliotecas Universitárias</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="45">
              <name>Publisher</name>
              <description>An entity responsible for making the resource available</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51400">
                  <text>UFRGS</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="40">
              <name>Date</name>
              <description>A point or period of time associated with an event in the lifecycle of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51401">
                  <text>2012</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="44">
              <name>Language</name>
              <description>A language of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51402">
                  <text>Português</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="51">
              <name>Type</name>
              <description>The nature or genre of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51403">
                  <text>Evento</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="38">
              <name>Coverage</name>
              <description>The spatial or temporal topic of the resource, the spatial applicability of the resource, or the jurisdiction under which the resource is relevant</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51404">
                  <text>Gramado (Rio Grande do Sul)</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
          </elementContainer>
        </elementSet>
      </elementSetContainer>
    </collection>
    <itemType itemTypeId="8">
      <name>Event</name>
      <description>A non-persistent, time-based occurrence. Metadata for an event provides descriptive information that is the basis for discovery of the purpose, location, duration, and responsible agents associated with an event. Examples include an exhibition, webcast, conference, workshop, open day, performance, battle, trial, wedding, tea party, conflagration.</description>
    </itemType>
    <elementSetContainer>
      <elementSet elementSetId="1">
        <name>Dublin Core</name>
        <description>The Dublin Core metadata element set is common to all Omeka records, including items, files, and collections. For more information see, http://dublincore.org/documents/dces/.</description>
        <elementContainer>
          <element elementId="50">
            <name>Title</name>
            <description>A name given to the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="64355">
                <text>Fidelização dos clientes de serviços de informação: o uso do CRM como estratégia gerencial.</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="39">
            <name>Creator</name>
            <description>An entity primarily responsible for making the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="64356">
                <text>Valls, Valéria Martin; Souza, Adriana Maria de; Souza, Rosa Maria Andrade G. Beretta</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="38">
            <name>Coverage</name>
            <description>The spatial or temporal topic of the resource, the spatial applicability of the resource, or the jurisdiction under which the resource is relevant</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="64357">
                <text>Gramado (Rio Grande do Sul)</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="45">
            <name>Publisher</name>
            <description>An entity responsible for making the resource available</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="64358">
                <text>UFRGS</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="40">
            <name>Date</name>
            <description>A point or period of time associated with an event in the lifecycle of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="64359">
                <text>2012</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="51">
            <name>Type</name>
            <description>The nature or genre of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="64361">
                <text>Evento</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="41">
            <name>Description</name>
            <description>An account of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="64362">
                <text>Apresenta e discute alguns conceitos amplamente utilizados na gestão de empresas com o objetivo de aproximá-los da realidade dos serviços de informação, possibilitando aos seus gestores melhor entendimento desses conceitos, para que seja possível sua adaptação e incorporação às suas práticas gerenciais. A estratégia a ser apresentada é a Gestão de Relacionamento com o Cliente (do inglês Customer Relationship Management - CRM) traçando um panorama conceitual e prático para entender e adaptar os fundamentos dessa estratégia empresarial à realidade dos serviços de informação. Esse trabalho é baseado no artigo publicado por Valls, Souza e Beretta (2010).</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="44">
            <name>Language</name>
            <description>A language of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="69553">
                <text>pt</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
        </elementContainer>
      </elementSet>
    </elementSetContainer>
  </item>
  <item itemId="6053" public="1" featured="0">
    <fileContainer>
      <file fileId="5117">
        <src>http://repositorio.febab.org.br/files/original/49/6053/SNBU2012_192.pdf</src>
        <authentication>05d573e37462cb6663ed71671eb9481f</authentication>
        <elementSetContainer>
          <elementSet elementSetId="4">
            <name>PDF Text</name>
            <description/>
            <elementContainer>
              <element elementId="92">
                <name>Text</name>
                <description/>
                <elementTextContainer>
                  <elementText elementTextId="64354">
                    <text>Planejamento estratégico e sustentabilidade
i! """"'"
MaooNlck

~

=

:,

IiWitt.UJ

1I....111~

Trabalho completo

AS BIBLIOTECAS DOS INSTITUTOS FEDERAIS DE
EDUCAÇÃO, CIÊNCIA E TECNOLOGIA - IFs: de escolares à
também universitárias: a necessidade da reestruturação.
Caroline da Rosa Ferreira Becker' , Magda Chaga~
1Mestre em Ciência da Informação, UFSC, Florianópolis - SC e Bibliotecária do Instituto
Federal de Educação, Ciência e Tecnologia Catarinense, Campus Rio do Sul- SC .
2Professora Doutora do Departamento de Ciência da Informação, UFSC, Florianópolis, SC .

Resumo: Este estudo apresenta uma reflexão sobre as bibliotecas dos Institutos
Federais de Educação, Ciência e Tecnologia (IFs), criados no Brasil em 2008. O
estudo foi feito por meio de uma fundamentação teórica sobre os Institutos Federais
e o histórico das suas bibliotecas, que antes eram bibliotecas de Centros Federais
de Educação Tecnológica (CEFETs), de Unidades Descentralizadas de Ensino
(UNEDs), e de Escolas Agrotécnicas e Técnicas Federais. Tem o objetivo de analisar
a reestruturação necessária no ambiente destas bibliotecas, que agora passam a
atender usuários da educação básica , profissional e superior, concomitantemente.
Acredita-se que as investigações que tem como foco de análise as bibliotecas dos
IFs podem contribuir no sentido de melhorar a compreensão da função desse novo
modelo de ensino na sociedade.

Palavras-Chave: Institutos Federais de Educação, Ciência e Tecnologia ; Biblioteca
escolar; Biblioteca Universitária; Gestão de bibliotecas.
Abstract: This study presents a reflection on the libraries of the Institutos Federais
de Educação, Ciência e Tecnologia (IFs), created in Brazil in 2008. The study was
done by means of a theoretical foundation of the Institutos Federais and of history
and their libraries, libraries that were once the Federal Centros Federais de
Educação Tecnológica (CEFETs), of Unidades Descentralizadas de Ensino (UNEDs),
and of the Escolas Afrotécnicas e Técnicas Federais. It aims to analyze the
necessary restructuring in the environment of these libraries, who now serve users of
basic education , vocational and higher concomitantly. It is believed that the
investigations that focus on analysis of IFs libraries can contribute to improve the
understanding of the function of this new model of education in society.
Keywords: Federal Institute of Education, Science and Technology; School library;
University library; Library management.
1 Introdução
Os Institutos Federais de Educação, Ciência e Tecnologia (IFs), criados no
Brasil , têm como característica e proposta a oferta de educação que forma e
qualifica cidadãos com vistas à atuação profissional nos diversos setores da
economia, que desenvolve o espírito crítico e que estimula a pesquisa . Esses
Institutos foram criados pela Lei n.11 .892 , de 29 de dezembro de 2008 , e, na
ocasião, 31 Centros Federais de Educação Tecnológica (CEFETs), 75 Unidades

2103

�Planejamento estratégico e sustentabilidade
i! """"'"
MaooNl ck

~

=

:,

IiWitt.UJ

1I....111~

Trabalho completo

Descentralizadas de Ensino (UNEDs) , 39 Escolas Agrotécnicas, 7 Escolas Técnicas
Federais e 8 Escolas vinculadas à universidades deixaram de existir para formar os
IFs.
Atualmente são 38 IFs presentes em todos os Estados brasileiros, compostos
por 354 câmpus, com outros 208 novos câmpus para serem entregues até o final de
2014. Os IFs fazem parte da Rede Federal de Educação Profissional e Tecnológica .
A rede não se originou com a criação dos IFs, bem pelo contrário, completou no ano
de 2009 seu centenário .
Na cronologia desde a sua criação, esta rede foi composta por instituições
que possuíram outra designação, tais como: Escolas de Aprendizes e Artífices, no
ano de 1909; Liceus Industriais, no ano de 1937; Escolas Industriais e Técnicas, no
ano de 1942; Escolas Técnicas Federais, no ano de 1959; incorpora-se à esta rede
de ensino as Escolas Agrícolas, em 1967; criam-se os primeiros Centros Federais de
Educação Tecnológica, em 1978; e por fim , em 2008 , recebem a atual designação
com a criação dos IFs.
Os IFs são instituições de educação superior, básica e profissional,
pluricurriculares e multicampi, especializadas na oferta de educação profissional e
tecnológica nas diferentes modalidades de ensino, com base na conjugação de
conhecimentos técnicos e tecnológicos com as suas práticas pedagógicas (BRASIL,
2008).
Diante deste contexto, observa-se que a reestruturação desta rede federal de
ensino exigiu mudanças em todo ambiente organizacional dessas antigas Escolas
Técnicas, Agrotécnicas, UNEDs e CEFETs, que possuíam suas particularidades e,
deixando de existir, passaram a integrar uma nova concepção de ensino .
Toda mudança requer um tempo de adaptação, um tempo de reestruturação,
um tempo de entendimento do novo ambiente organizacional, e, passados três anos
da criação dos IFs, este estudo tem o objetivo de analisar a reestruturação
necessária no ambiente de onde partem todas as pesquisas, desde as mais simples
até as científicas, o local aonde se procura , se localiza, se trabalha, se dissemina e
se ensina a usar a informação, as bibliotecas.
Antes da criação dos IFs, cada biblioteca pertencia a uma unidade isolada e
ali atendia seu público, que na maioria era formado por alunos do ensino médiotécnico, ou seja, atendia ao público escolar. Hoje, além do público escolar, as
bibliotecas também possuem como usuário alunos do ensino superior, pois no
desenvolvimento da sua ação acadêmica, o IF deverá garantir o mínimo de 50% de
suas vagas para atender à educação profissional técnica de nível médio,
prioritariamente na forma de cursos integrados, para os concluintes do ensino
fundamental e para o público da educação de jovens e adultos, e o mínimo de 20%
(vinte por cento) de suas vagas para atender cursos superiores de licenciatura
(BRASIL, 2008).
Em virtude dos IFs oferecerem educação superior, básica e profissional, o
ambiente de suas bibliotecas deve estar adequado tanto para estimular novas
descobertas informacionais nos usuários de biblioteca escolar, como também nos
usuários de biblioteca universitária. Pacheco (2009) defende que a infraestrutura
existente na rede federal, com instalações físicas já constituídas dos ambientes de
aprendizagem , como as bibliotecas, são fatores que facilitam um trabalho educativo
de qualidade. Nesse sentido, pergunta-se: será que as bibliotecas dos IFs estão
planejadas e organizadas para atender a um novo público de usuários e, além disso,

2104

�Planejamento estratégico e sustentabilidade
i! """"'"
MaooNlck

~

=

:,

IiWitt.UJ

1I....111~

Trabalho completo

a manterem a qualidade no atendimento ao público antes atendido? Este ensaio
justifica-se em virtude desta reestruturação estar promovendo uma oferta de 400 .000
vagas na educação profissional e tecnológica da rede federal de ensino em todo o
país, e estes 400.000 alunos necessitam de bibliotecas que ofereçam um ambiente
de estudo adequado para atender suas necessidades informacionais de pesquisa,
ensino, extensão e lazer.
Fato preocupante que corrobora com o re-pensar sobre as bibliotecas é que
75% dos brasileiros não costumam usar a biblioteca (Instituto Pró-livro, 2011 , p.101) .
Como os IFs estão localizados das regiões norte a sul, leste a oeste do Brasil,
estando presentes também em cidades do interior (nas quais inexistia oferta de
cursos gratuitos), suas bibliotecas, se bem gerenciadas e integradas ao
planejamento institucional , podem ser um caminho para se melhorar esta estatística.
Além de estatísticas, sabe-se que a leitura oportuniza autonomia , emancipação e por
que não afirmar, a humanização dos indivíduos. E é na biblioteca que estes
indivíduos podem efetivamente descobrir ou re-descobrir os prazeres que a leitura
oportuniza.

2 Revisão de Literatura
A preocupação com a organização das bibliotecas das Instituições que foram
incorporadas aos IFs foi apresentada na literatura brasileira, a partir dos estudos de
José Maria de Araújo Souza , que escreveu , em 1965, o livro "Instalação de
bibliotecas em escolas técnicas industriais". E também de Dóris de Queiroz
Carvalho, que escreveu , em 1966, o livro "Manual de serviços para bibliotecas de
escolas técnicas industriais" e, em 1970, como atualização desta última obra citada,
o livro "Bibliotecas de escolas técnicas industriais: manual de organização e
funcionamento".
Segundo Carvalho (1970), existiam 23 bibliotecas instaladas nas Escolas
Técnicas Federais. Os objetivos dessas bibliotecas também foram apresentados por
Carvalho (1970) que afirmava possuírem elas um ambiente facilitador do ensino, que
fornecesse acervo adequado para uso de professores e alunos; como um ambiente
que desenvolvesse em professores e alunos o gosto pela boa leitura, e o hábito de
utilizar os livros; como um ambiente que desenvolvesse em professores e alunos a
capacidade de pesquisa , enriquecendo suas experiências pessoais e tornando-os
mais preparados para progredirem nas suas profissões. Como competências dessas
bibliotecas, a autora aborda a aquisição de material bibliográfico adequado e a
organização desse material para uso dos alunos e professores; o fornecimento do
acervo para ilustrar e enriquecer os programas escolares; a orientação aos alunos
sobre como usar o acervo; o desenvolvimento nos alunos do prazer de ler e da
capacidade da pesquisa . Ainda segundo Carvalho (1970), a biblioteca também deve
oferecer as seguintes facilidades: acervo atualizado sobre as matérias do currículo;
sala de estudos e pesquisa ; livre acesso à biblioteca, onde o acervo encontra-se
organizado de acordo com o assunto a que se refere; empréstimo do acervo; cursos
de leitura, com sala e projetos de leitura em grupo; orientação de leitura e sala de
vídeo para exibições de filmes educativos.
Há 42 anos já se pensava no que deveriam ser as bibliotecas das Escolas
Técnicas Federais: ambiente aconchegante e organizado , composto por acervo

2105

�Planejamento estratégico e sustentabilidade
i! """"'"
MaooNlck

~

=

:,

IiWitt.UJ

1I....111~

Trabalho completo

qualificado e em diferentes suportes; com profissionais comprometidos com a
formação do leitor dos alunos; o livre acesso à informação; a liberdade de uso; o
incentivo e orientação à leitura e à pesquisa ; os serviços oferecidos. As bibliotecas
que possuem estas características têm condições de atender com qualidade
usuários da educação básica, profissional e universitária.
Sobre a formação de leitor dos alunos nos IFs, Becker (2007) analisou uma
biblioteca de escola Agrotécnica e pesquisou o quanto esta biblioteca influenciava na
formação de leitor dos alunos. Constatou que inexistiam evidências significativas de
que a leitura feita ou mediada por meio das atividades e serviços oferecidos pela
biblioteca favorecesse a formação de leitor dos alunos. Concluiu ainda, por meio
desta análise, que os interesses de leitura dos alunos na biblioteca eram para
realizar suas pesquisas escolares.
Esta pesquisa demonstra a realidade da maioria das bibliotecas escolares
brasileiras: ambientes que não favorecem a formação do leitor dos alunos e que,
somente são procuradas pelos alunos para se "responder" as pesquisas "cobradas"
pelos professores. Mesmo assim , na biblioteca que possui um acervo que oportuniza
aos alunos conseguirem estas respostas, até está havendo uma motivação em
utilizar este local. Ao contrário, ou seja , se o aluno não encontra estas respostas, ele
raramente retornará a esta biblioteca .
Buscou-se por meio da internet localizar outras pesquisas ou informações a
respeito das bibliotecas dos antigos CEFETs, Agrotécnicas e UNEDs para se
entender o histórico desses ambientes, entretanto, não se recuperou informações.
Com a criação dos IFs, várias bibliotecas unem-se para fazerem parte de um
mesmo Instituto, o que faz com que se inicie um diálogo entre os bibliotecários
atuantes nestas bibliotecas e um convergir das ações destes profissionais e dos
encaminhamentos destas bibliotecas. No ano de 2011, foi criada a Comissão
Brasileira das Bibliotecas dos IFs - CBBI (Fórum Nacional ... , 2011), com
representantes de todas as regiões do país, fato que demonstra a necessidade de
se pensar e articular ações em prol destas bibliotecas.
Pacheco (2009, p.8) enfatiza que os IFs "são caracterizados pela ousadia e
inovação, necessárias a uma política e um conceito que buscam antecipar aqui e
agora as bases de uma escola contemporânea do futuro e comprometida com uma
sociedade radicalmente democrática e socialmente justa". Essa ousadia e inovação
também reflete no ambiente das bibliotecas, pois uma Instituição educacional
contemporânea do futuro e comprometida com a sociedade, no mínimo, deve
oferecer por meio das bibliotecas um ambiente informacional atualizado, organizado
e planejado, que oportunize acesso à informação em diferentes suportes, que ensine
os usuários a entender, encontrar, avaliar, usar e disseminar a informação, em
desenvolverem a competência informacional.
A necessidade do re-pensar sobre as bibliotecas dos IFs fica externalizada
nas vozes dos bibliotecários participantes do VI Fórum Nacional dos Bibliotecários
dos IFs, ocorrido na cidade de Petrolina , Estado de Pernambuco, quando sugerem
como tema para o VII Fórum "A identidade das bibliotecas dos IFs" e também "As
habilidades e o perfil dos bibliotecários dos IFs" (Fórum Nacional ... , 2011). Torna-se
importante salientar que houve quatro fóruns nacionais dos bibliotecários dos
CEFETs, e dois fóruns nacionais dos bibliotecários dos IFs, porém , utilizou-se para a
numeração do Fórum dos bibliotecários dos IFs a continuidade dos fóruns já
realizados pelos bibliotecários dos CEFETs. Em pesquisa na Internet sobre estes

2106

�Planejamento estratégico e sustentabilidade
i! """"'"
MaooNlck

~

=

:,

IiWitt.UJ

1I....111~

Trabalho completo

Fóruns, tanto de IFs, como de CEFETs, não se encontra os relatórios finais e
encaminhamentos dos eventos, apenas informações sobre as inscrições e
programação.
Para que se possa analisar as bibliotecas dos IFs, é necessário
primeiramente que se defina o tipo desta biblioteca . Geralmente, as bibliotecas são
classificadas de acordo com algumas características específicas que possuem em
relação aos usuários/acervo, e, em virtude disso, existem vários tipos de bibliotecas:
infantis, universitárias, escolares, especializadas, públicas, mistas, comunitárias,
digitais, entre outras.
Santos, Hoffmann, Boccato (2011 , p.1) enfatizam que as bibliotecas dos IFs
"caminham na busca de sua construção identitária, abarcando uma junção de
tipologias e olhares a serem refinados e construídos. Além disso, as autoras
sugerem que as bibliotecas dos IFs devem ser estudadas a partir da tipologia de
bibliotecas escolares, especializadas e universitárias.
Becker (2010) salienta que estas bibliotecas enquadram-se em quatro
classificações: são públicas, por servirem à coletividade a título gratuito;
especializadas, por atenderem uma necessidade concreta de informação em área
específica do conhecimento, a Rede Federal de Educação Profissional e
Tecnológica; escolares, pois atendem à comunidade escolar do campus onde a
biblioteca está situada ; e mistas, já que possuem características destes três tipos de
biblioteca citados anteriormente. Como a coleta de dados da pesquisa de Becker foi
realizada em meados do ano de 2009, a autora tratou as bibliotecas dos IFs como
escolares, pois não teria características de biblioteca universitária para avaliar, em
virtude da implantação dos IFs ter acontecido naquele ano .
Uma nova classificação é apresentada por Moutinho e Lustosa (2011),
quando classificam as bibliotecas dos IFs como tecnológicas. Estas autoras também
enfatizam que as bibliotecas devem estar preparadas para receber os usuários para
cada modalidade de ensino dos IFs, ou seja, educação básica, superior e
profissional.
Diante destes conceitos que prenunciam um início de discussão a respeito da
tipologia das bibliotecas dos IFs, verifica-se que não há uma única designação para
estas bibliotecas. O público de usuários, neste caso, não é específico, e a biblioteca
tem que ser gerenciada de forma que atenda a diferentes públicos, estes com
diferentes necessidades informacionais. Sendo assim, as bibliotecas dos IFs
possuem como usuários alunos do ensino básico (Educação de Jovens e Adultos),
do ensino médio, do ensino técnico, e do ensino superior.
Mesmo não possuindo uma tipologia definida, ou, inserindo-se num conjunto
de tipologias, observa-se que estas bibliotecas devem ser planejadas
institucionalmente. Em um nível macro devem ter representatividade formada por
bibliotecários na Secretaria de Educação Profissional e Tecnológica (órgão vinculado
ao Ministério da Educação responsável pela criação, implantação e desenvolvimento
dos IFs). Ainda no nível macro, deve-se também ter representatividade de
bibliotecários atuando nas reitorias. Já no nível micro, deve-se nos câmpus ter essa
representatividade formada pelos profissionais bibliotecários.
Luz (2007) enfatiza que normalmente as bibliotecas não são incluídas no
planejamento, no orçamento e nem nas decisões político-institucionais. O
bibliotecário precisa ser capaz de fazer com que a biblioteca e os interesses da
política da informação estejam no mesmo nível do planejamento institucional e das

2107

�Planejamento estratégico e sustentabilidade
i! """"'"
MaooNlck

~

=

:,

IiWitt.UJ

1I....111~

Trabalho completo

atividades político-administrativas. A autora relata ainda, que o bibliotecário deve ser
competente em fazer com que a biblioteca seja um instrumento usado para forçar a
política e os objetivos institucionais.
As bibliotecas dos IFs que já possuem curso superior serão avaliadas pelo
Sistema Nacional de Avaliação da Educação Superior (SINAES). Infelizmente, de
acordo com este documento, as bibliotecas são avaliadas apenas em relação ao seu
acervo, contemplando ou não certa quantidade de bibliografias básicas e
complementares dos cursos, conforme o número de vagas anuais
pretendidas/autorizadas (Ministério da Educação, 2012).
O documento de avaliação deveria investigar mais especificidades em relação
às bibliotecas dos IFs, tais como : espaço físico, acervo, recursos financeiros, equipe,
equipamentos e tecnologia , serviços, acessibilidade, presença no planejamento
institucional (Plano de Desenvolvimento Institucional; Projeto Político-Pedagógico
Institucional; Organograma) .
Becker (2010) pesquisou a gestão das bibliotecas de um IF a partir das quatro
funções gerenciais, a saber: planejamento, organização, direção e controle, e
constatou que não há como se dinamizar o ambiente e a ação das bibliotecas sem a
realização destas quatro funções gerenciais, ou seja , as bibliotecas precisam ser
planejadas, organizadas, dirigidas/lideradas e controladas. A autora enfatiza também
o investimento em dois segmentos: recursos financeiros e equipe formada por
bibliotecários e auxiliares de biblioteca. Nos resultados desta pesquisa, indicou-se
algumas ações para as bibliotecas do IF analisado, e que também serve para os
demais IFs: a) criação da política de desenvolvimento de coleção das bibliotecas do
IF; b) inserção das bibliotecas nos organogramas dos campi; c) maior envolvimento
do bibliotecário no planejamento e implementação dos programas institucionais; d)
informatização dos acervos das bibliotecas; e) adequação dos ambientes das
bibliotecas (acessibilidade, tamanho, temperatura , equipamentos) ; g) oferta de mais
serviços e promoção de atividades de educação de usuários nas bibliotecas; h)
destinação regular de uma porcentagem do valor do orçamento do campus para a
biblioteca; i) contratação de auxiliares de biblioteca e de, pelo menos, mais um
bibliotecário para cada campus; j) realização de treinamentos periódicos com a
equipe de funcionários; k) análise formal dos dados do relatório de atividades, a fim
de avaliar o desempenho da biblioteca.
Como as bibliotecas dos IFs são também escolares, deve-se guiá-Ias pelas
"Diretrizes da IFLAlUNESCO para a biblioteca escolar", documento que também
pode ser pensado para o melhor desenvolvimento da biblioteca universitária. Neste
documento, defende-se que a biblioteca escolar deve ser administrada e que
existem sete elementos que contribuem para a eficiência e satisfação dessa
administração: a) financiamento e orçamento (apresenta alguns meios para garantir
que a biblioteca receba sua justa parte dos recursos financeiros da escola); b)
instalações físicas (relata os espaços, a localização, as instalações, o mobiliário e os
equipamentos necessários para incorporar a função e o uso da biblioteca); c)
recursos (estabelece uma ampla faixa de recursos para atender às necessidades
dos usuários, no que se refere à educação, à informação e ao desenvolvimento
pessoal) ; d) organização (apresenta como a biblioteca escolar deve estar organizada
para atender à comunidade de usuários); e) equipe (aborda a importância de uma
equipe capacitada nesse ambiente e da presença do profissional bibliotecário para
dirigir todas as atividades e serviços oferecidos) ; f) uso da biblioteca (relata

2108

�Planejamento estratégico e sustentabilidade
i! """"'"
MaooNlck

~

=

:,

IiWitt.UJ

1I....111~

Trabalho completo

programas e atividades que devem ser desenvolvidos na biblioteca); g) promoção
(informa que a biblioteca deva ter uma política de marketing e promoção, para que
seus usuários estejam sempre conscientes do papel essencial da biblioteca escolar
na aprendizagem e como porta de acesso a todo tipo de recursos
informativos)(FEDERAÇÃO, 2005).
Estes sete elementos servem de subsídios para um melhor desenvolvimento
das bibliotecas e, se pelo menos três deles fossem potencializados nas bibliotecas
brasileiras, com certeza haveria um salto qualitativo na educação do país.

3 Procedimentos metodológicos

o estudo foi feito por meio de uma pesquisa bibliográfica sobre os Institutos
Federais e o histórico das suas bibliotecas, considerando aspectos do período
anterior e posterior à formação destes Institutos. Segundo Gil (2008), as pesquisas
bibliográficas permitem ao investigador cobrir uma quantidade de fenômenos muito
mais ampla do que poderia pesquisar diretamente. Ainda segundo o autor, a
pesquisa bibliográfica é indispensável nos estudos históricos.
Como os IFs originaram-se da junção de outros tipos de Instituições,
buscaram-se também por meio da internet pesquisas e informações a respeito das
bibliotecas de CEFETs, de UNEDs e de Escolas Agrotécnicas e Técnicas Federais.
Os principais sites pesquisados foram o Portal de Periódicos da CAPES e o
Scientific Electronic Library Online - Scielo.
Tentou-se recuperar também páginas da web que se referissem à CEFETs,
UNEDs e Escolas Agrotécnicas e Técnicas Federais. Entretanto, os antigos sites
dessas instituições já não existem mais e remetem para a página dos IFs.
Na pesquisa realizada na Internet, constatou-se a pouca e quase inexistente
informação ou pesquisas que abordassem as bibliotecas do IFs. O que se encontrou
foi a palavra biblioteca em dois organogramas de Institutos Federais.
Como instrumento de coleta de dados utilizou-se a análise documental e o
método empregado foi o descritivo quali-quantitativo.
4 Considerações Finais e Recomendações
Apesar de terem sido criados há três anos, os IFs ainda estão em fase de
implantação e consolidação de suas ações. Não diferente desta situação estão as
suas bibliotecas, que começam a serem estudadas e pesquisadas para que se
consiga atender ao que está proposto nos objetivos, propostas e características dos
IFs.
Também são muito incipientes os estudos a respeito destas bibliotecas, que
apresentam características bem distintas umas das outras, porque se originaram de
instituições de ensino diferentes. Apesar de incipientes, estes estudos realizados
podem servir de ponto de partida para a realização de ações e discussões que
contribuam para o melhor desenvolvimento das bibliotecas dos IFs. Na literatura já
há alguns ensaios sobre a tipologia das bibliotecas dos IFs, que assumem
características de bibliotecas escolares e universitárias.
Não há evidências de como deveriam ser as bibliotecas dos IFs, até porque

2109

�Planejamento estratégico e sustentabilidade
i! """"'"
MaooNlck

~

=

:,

IiWitt.UJ
1I....111~

Trabalho completo

não estão pensadas no nível político-institucional de SETEC, reitoria e câmpus.
Supõe-se que essas bibliotecas sejam isoladamente pensadas e organizadas pelos
câmpus.
Embora haja uma movimentação dos bibliotecários com a criação da CBBI ,
ainda há muito que se dialogar e se efetivar nos câmpus, reitorias e na SETEC para
que as bibliotecas dos IFs possam planejadas, organizadas, lideradas e controladas,
visando atender as necessidades informacionais dos usuários.
Os bibliotecários tem grande responsabilidade na realização de ações que
sensibilizem os gestores dos IFs sobre o verdadeiro papel da biblioteca neste novo
modelo de ensino e na sociedade em que vivemos, baseada na informação e no
conhecimento. Também os gestores dos IFs devem deixar esclarecido para a
sociedade quais seus entendimentos sobre a biblioteca nesse novo cenário
institucional, e que políticas serão implantadas e desenvolvidas para estas
bibliotecas. Esse pensar coletivamente sobre as bibliotecas entre bibliotecários e
gestores dos IFs só tem a contribuir para o desenvolvimento destas bibliotecas.
Há que se re-pensar e planejar o que se pretende com as bibliotecas dos IFs:
continuarem isoladas em seus campi e com características bem diferentes, sem
identidade, sem registros. Ou , serem planejadas institucionalmente, nos níveis micro
e macro, serem organizadas para atender as diferentes demandas de usuários,
serem lideradas por bibliotecários e se realizar o controle destas ações,
transformando estas bibliotecas no centro do saber dos IFs.
Na literatura observa-se o caráter inovador de educação proposto pelos IFs, e
não há como se promover educação de qualidade, sem bibliotecas de qualidade,
que atendam as necessidades informacionais de ensino, pesquisa , extensão e lazer
dos usuários. Esse estudo apresenta algumas possibilidades.
O dia em que as pessoas e governos se conscientizarem da importância das
bibliotecas, ai sim teremos o tão comentado salto qualitativo no que tange à
educação.

5 Referências
BECKER, Caroline da Rosa Ferreira . Gestão de bibliotecas escolares com foco
nas quatro funções gerenciais: estudo de caso nas bibliotecas do Instituto
Federal de Educação, Ciência e Tecnologia Catarinense. Florianópolis, 2010.
236f. Dissertação (Mestrado em Ciência da Informação) - Universidade Federal de
Santa Catarina . Florianópolis, 2010.
BECKER, Caroline da Rosa Ferreira ; GROSCH , Maria Selma. A biblioteca escolar e
sua influência na formação de leitores na representação dos alunos da Escola
Agrotécnica Federal de Rio do Sul - EAFRS. In : CONGRESSO DE LEITURA DO
BRASIL, 16., julho, 2007 , Campinas. Anais ... Campinas: Associação de Leitura do
Brasil, 2007.
BRASIL. Lei n. 11 .892 , de 29 de dezembro de 2008. Institui a Rede Federal de
Educação Profissional, Científica e Tecnológica, cria os Institutos Federais de
Educação, Ciência e Tecnologia , e dá outras providências. Diário Oficial da União,

2110

�Planejamento estratégico e sustentabilidade
i! """"'"
MaooNlck

~

=

:,

IiWitt.UJ
1I....111~

Trabalho completo

Brasília, 30 dez. 2008. Disponível em : &lt;http://www.in .gov.br&gt; Acesso em : 15 jan .
2009.
CARVALHO, Dóris de Queiroz. Biblioteca de escolas técnicas industriais: manual
de organização e funcionamento. Brasília: Fundação IBGE, 1970.
FEDERAÇÃO INTERNACIONAL DE ASSOCIAÇÕES DE BIBLIOTECAS E
INSTITUiÇÕES (IFLA) . Diretrizes da IFLA/UNESCO para a biblioteca escolar.
Tradução
Neusa
Dias
de
Macedo.
2005.
Disponível
em :
http://archive.ifla.orgNll/s11/pubs/SchooILibraryGuidelines-pt BR.pdf. Acesso em :
29 jun. 2009.
FÓRUM NACIONAL DE BIBLIOTECÁRIOS DOS INSTITUTOS FEDERAIS, VI.
Relatório do VI Fórum Nacional de Bibliotecários dos Institutos Federais de
Educação, Ciência e Tecnologia. Petrolina , Instituto Federal do Sertão
Pernambucano, 2011 .
GIL, Antonio Carlos. Métodos e técnicas de pesquisa social . 6. ed . São Paulo:
Atlas, 2008.
INSTITUTO PRÓ-LIVRO. Retratos da Leitura no Brasil. 3. ed . São Paulo: Insituto
Pró-livro, 2011 .
LUZ, Cláudia. Bibliotecas na agenda : uma questão importante para a sociedade
contemporânea . Revista Brasileira de Biblioteconomia e Documentação, São
Paulo, v.3, n.2, p.14-33, jul. - dez. 2007.
MINISTÉRIO DA EDUCAÇÃO. Instrumento de avaliação de cursos de graduação
presencial e a distância. Brasília , 2012.
MOUTINHO, Sonia Oliveira Matos; LUSTOSA, lanna Torres. As bibliotecas dos
Institutos Federais frente às novas demandas gerenciais e informacionais causadas
pela Lei 11 .892/2008. In: FÓRUM NACIONAL DE BIBLIOTECÁRIOS DOS
INSTITUTOS FEDERAIS, 6., outubro, 2011 , Petrolina . Anais ... Petrolina : Instituto
Federal do Sertão Pernambucano, 2011 .
PACHECO, Eliezer. Os Institutos Federais: uma revolução
profissional e tecnológica . Brasília: Ministério da Educação, 2009.

na educação

SANTOS, Cíntia Almeida da Silva ; HOFFMANN , Wanda Aparecida Machado;
BOCCATO, Vera Regina Casari. Os múltiplos olhares para as bibliotecas dos
Institutos Federais de Educação, Ciência e Tecnologia . In: FÓRUM NACIONAL DE
BIBLIOTECÁRIOS DOS INSTITUTOS FEDERAIS, 6., outubro, 2011 , Petrolina.
Anais ... Petrolina : Instituto Federal do Sertão Pernambucano, 2011 .

2111

�</text>
                  </elementText>
                </elementTextContainer>
              </element>
            </elementContainer>
          </elementSet>
        </elementSetContainer>
      </file>
    </fileContainer>
    <collection collectionId="49">
      <elementSetContainer>
        <elementSet elementSetId="1">
          <name>Dublin Core</name>
          <description>The Dublin Core metadata element set is common to all Omeka records, including items, files, and collections. For more information see, http://dublincore.org/documents/dces/.</description>
          <elementContainer>
            <element elementId="50">
              <name>Title</name>
              <description>A name given to the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51396">
                  <text>SNBU - Edição: 17 - Ano: 2012 (UFRGS - Gramado/RS)</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="49">
              <name>Subject</name>
              <description>The topic of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51397">
                  <text>Biblioteconomia&#13;
Documentação&#13;
Ciência da Informação&#13;
Bibliotecas Universitárias</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="41">
              <name>Description</name>
              <description>An account of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51398">
                  <text>Tema: A biblioteca universitária como laboratório na sociedade da informação.</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="39">
              <name>Creator</name>
              <description>An entity primarily responsible for making the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51399">
                  <text>SNBU - Seminário Nacional de Bibliotecas Universitárias</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="45">
              <name>Publisher</name>
              <description>An entity responsible for making the resource available</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51400">
                  <text>UFRGS</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="40">
              <name>Date</name>
              <description>A point or period of time associated with an event in the lifecycle of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51401">
                  <text>2012</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="44">
              <name>Language</name>
              <description>A language of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51402">
                  <text>Português</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="51">
              <name>Type</name>
              <description>The nature or genre of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51403">
                  <text>Evento</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="38">
              <name>Coverage</name>
              <description>The spatial or temporal topic of the resource, the spatial applicability of the resource, or the jurisdiction under which the resource is relevant</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51404">
                  <text>Gramado (Rio Grande do Sul)</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
          </elementContainer>
        </elementSet>
      </elementSetContainer>
    </collection>
    <itemType itemTypeId="8">
      <name>Event</name>
      <description>A non-persistent, time-based occurrence. Metadata for an event provides descriptive information that is the basis for discovery of the purpose, location, duration, and responsible agents associated with an event. Examples include an exhibition, webcast, conference, workshop, open day, performance, battle, trial, wedding, tea party, conflagration.</description>
    </itemType>
    <elementSetContainer>
      <elementSet elementSetId="1">
        <name>Dublin Core</name>
        <description>The Dublin Core metadata element set is common to all Omeka records, including items, files, and collections. For more information see, http://dublincore.org/documents/dces/.</description>
        <elementContainer>
          <element elementId="50">
            <name>Title</name>
            <description>A name given to the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="64346">
                <text>As Bibliotecas dos Institutos Federais de Educação, Ciência e Tecnologia- IFs: de escolares à também universitárias: a necessidade da reestruturação.</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="39">
            <name>Creator</name>
            <description>An entity primarily responsible for making the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="64347">
                <text>Becker, Caroline da Rosa Ferreira; Chagas, Magda</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="38">
            <name>Coverage</name>
            <description>The spatial or temporal topic of the resource, the spatial applicability of the resource, or the jurisdiction under which the resource is relevant</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="64348">
                <text>Gramado (Rio Grande do Sul)</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="45">
            <name>Publisher</name>
            <description>An entity responsible for making the resource available</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="64349">
                <text>UFRGS</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="40">
            <name>Date</name>
            <description>A point or period of time associated with an event in the lifecycle of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="64350">
                <text>2012</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="51">
            <name>Type</name>
            <description>The nature or genre of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="64352">
                <text>Evento</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="41">
            <name>Description</name>
            <description>An account of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="64353">
                <text>Este estudo apresenta uma reflexão sobre as bibliotecas dos Institutos Federais de Educação, Ciência e Tecnologia (IFs), criados no Brasil em 2008. O estudo foi feito por meio de uma fundamentação teórica sobre os Institutos Federais e o histórico das suas bibliotecas, que antes eram bibliotecas de Centros Federais de Educação Tecnológica (CEFETs), de Unidades Descentralizadas de Ensino (UNEDs), e de Escolas Agrotécnicas e Técnicas Federais. Tem o objetivo de analisar a reestruturação necessária no ambiente destas bibliotecas, que agora passam a atender usuários da educação básica, profissional e superior, concomitantemente. Acredita-se que as investigações que tem como foco de análise as bibliotecas dos IFs podem contribuir no sentido de melhorar a compreensão da função desse novo modelo de ensino na sociedade.</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="44">
            <name>Language</name>
            <description>A language of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="69552">
                <text>pt</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
        </elementContainer>
      </elementSet>
    </elementSetContainer>
  </item>
  <item itemId="6052" public="1" featured="0">
    <fileContainer>
      <file fileId="5116">
        <src>http://repositorio.febab.org.br/files/original/49/6052/SNBU2012_191.pdf</src>
        <authentication>f6fa7b979fdabc8ba171815b995e7d71</authentication>
        <elementSetContainer>
          <elementSet elementSetId="4">
            <name>PDF Text</name>
            <description/>
            <elementContainer>
              <element elementId="92">
                <name>Text</name>
                <description/>
                <elementTextContainer>
                  <elementText elementTextId="64345">
                    <text>Planejamento estratégico e sustentabilidade
i! """"'"
MaooNlck

~

=

:,

IiWitt.UJ

1I....111~

Trabalho completo

ENTENDENDO E ATENDENDO O CLIENTE
Valéria Martin VaI/5 1, Adriana Maria de Souzél
1
2

Doutora em Ciências da Comunicação ECAlUSP, FESPSP, São Paulo, SP

Mestranda no programa de Pós-graduação em Ciências da Informação ECAlUSP, FESPSP,
São Paulo, SP

Resumo
Apresenta uma proposta reflexiva sobre a prática dos princípios da gestão da
qualidade no atendimento ao cliente de bibliotecas universitárias, aliando o ato de
atender em sinergia com a compreensão do sentido de entender o cliente a quem se
destina a prestação de serviços, resultando na construção eficaz do relacionamento
profícuo com este.

Palavras-Chave:
Gestão da Qualidade em Serviços de Informação; Atendimento ao Cliente ;
Serviços de Informação; Excelência em Atendimento ao Cliente.

Abstract
Presents a proposal on the reflective practice of the principies of quality
management in customer service university libraries, combining the act in synergy to
meet with understanding the sense of understanding the customer for whom it is
intended to provide services, resulting in building effective fruitful relationship with
this.

Keywords:
Quality Management in Information Services; Customer Services; Information
Services; Customer Services Excellence.

1 Introdução
Com a expansão das Tecnologias da Informação e de Comunicação - (TIC's)
observa-se um crescimento exponencial da informação, ampliando-se de forma
significativa a necessidade de mediação, para que a informação seja de fato
acessada e utilizada. Diante desse ambiente , o bibliotecário universitário deve
repensar sua forma de atuação, para que seja atuante e para que suas atividades
agreguem valor aos alunos e professores, realizando além de suas atividades
técnicas tradicionais, o atendimento aos usuários com altos padrões de qualidade,
cada vez mais alinhado às suas reais necessidades.

2094

�Planejamento estratégico e sustentabilidade
i! """"'"
MaooNlck

~

=

:,

IiWitt.UJ

1I....111~

Trabalho completo

Nesse contexto, a Special Libraries Association - SLA (2003), organização
americana dinâmica e orientada para a mudança, interessada em saber as
necessidades dos novos profissionais da informação para o mercado de trabalho,
salienta que vivemos uma substancial ruptura de paradigmas quanto às
competências desse profissional , elencando as principais delas: transição do papel
às mídias eletrônicas; crescente demanda por prestação de serviços e; novas
formas de organização do trabalho. Com base nesses novos paradigmas, pode-se
atentar a necessidade de adaptação desses profissionais aos novos ambientes de
trabalho. Assim sendo, no atual cenário mercadológico e social, a busca por um
ambiente com altos padrões de qualidade em serviços de informação tem sido uma
preocupação cada vez mais frequente dos gestores bibliotecários, uma vez que as
oportunidades de acesso irrestrito a todo tipo de informação transformaram o
usuário, antes passivo e dependente, em um cliente exigente e autônomo em suas
necessidades e desejos de pesquisa . Ele não só acessa a informação, mas também
produz informação, tornando-se agente ativo desse processo.
Os serviços de informação, como instituições sem fins lucrativos, precisam
viabilizar a partir da prestação de serviços informacionais um atendimento ao cliente
que propicie não somente satisfação, mas a excelência no tocante aos recursos
humanos e materiais disponíveis, sejam estes presenciais, remotos ou virtuais. Para
tanto, há que se atentar para as novas formas de gerenciamento e cultura
organizacionais orientadas para o benefício das pessoas e não apenas pelas
necessidades do mercado. Pode-se inferir como afirma Vergueiro (2000 , p. 4), que
um dos fatores fundamentais para a gestão da qualidade em serviços de informação
é o foco no cliente.
Dessa forma, o objetivo deste trabalho é apresentar uma proposta reflexiva
sobre a prática dos princípios da gestão da qualidade no atendimento ao cliente de
bibliotecas universitárias, aliando o ato de atender em sinergia com a compreensão
do sentido de entender o cliente a quem se destina a prestação de serviços,
resultando na construção eficaz do relacionamento profícuo com este.

2 Revisão de Literatura
O primeiro princípio da gestão da qualidade, segundo a NBR ISO 9000 é o
foco no cliente , que define: "Organizações dependem de seus clientes e, portanto,
convém que entendam as necessidades atuais e futuras do cliente, os seus
requisitos e procurem exceder as suas expectativas" (ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA
DE NORMAS TÉCNICAS , 2000, p. 2).
Um panorama da aplicação desse princípio em serviços de informação foi
apresentado por Valls (2006 , p. 72) , a partir de uma pesquisa realizada em diversas
comunicações sobre o tema, em literatura nacional e internacional. A autora cita os
seguintes elementos para efetivar a implantação desse princípio, que são :
a) conversão das necessidades subjetivas dos usuários em processos
docu mentados;
b) estabelecimento de processos para recepção e tratamento das manifestações
dos usuários (elogios, críticas e sugestões) ;
c) implantação de comitês de usuários e outras formas de aproximação com os
fornecedores de serviços de informação;

2095

�Planejamento estratégico e sustentabilidade
i! """"'"
MaooNlck

~

=

:,

IiWitt.UJ

1I....111~

Trabalho completo

d) introdução do conceito de cliente interno, gerando mais sinergia e integração
entre as equipes;
e) maior aproximação e interação com os usuários, identificando suas reais
necessidades de informação e expectativas em relação aos serviços
prestados.
O ponto fundamental do foco no cliente, portanto, está alicerçado no real
entendimento das necessidades do cliente. Entendimento que tem como ponto
primário conhecer seu cliente (tipologia e necessidades básicas) para em um
segundo momento buscar uma aproximação efetiva com os vários tipos de clientes
atendidos, visando que o processo de entendimento seja de fato implantado.
Em contrapartida, a qualidade em serviços é bastante singular, principalmente
porque o referencial de qualidade é baseado na percepção do cliente, depende
diretamente de sua expectativa e tem um caráter altamente subjetivo (VALLS , 2005 ,
p. 47). Esse entendimento deve levar em consideração que a percepção do cliente é
bastante singular, dois clientes podem ter percepção completamente diferente em
relação ao mesmo tipo de experiência (e até mesmo a mesma pessoa em situações
diversas) e depende da sua expectativa, pois o atendimento pode ser bom ou ruim
(segundo o seu ponto de vista) , dependendo do que ele espera dele, e isso pode se
traduzir em uma impressão favorável ou não do serviço prestado.
Um serviço de qualidade e de excelência se caracteriza pelo compromisso
com o cliente, ou seja, colocar suas necessidades no centro dos serviços/produtos
oferecidos.
Entender, captar e transformar essa percepção em requisitos não é tarefa
fácil , especialmente porque muitas vezes os bibliotecários "imaginam" o que os
usuários necessitam e desenvolvem seus processos sobre premissas equivocadas.
Identificar o que de fato os clientes esperam é premissa básica para que esses
processos atendam a suas expectativas (VALLS, 2004, p. 178). Reforçando essa
afirmação, como descrevem Behr, Moro e Estabel (2010), o bibliotecário deve
também estar aberto para entender o usuário e não somente despejar materiais
sobre o mesmo. Esta é uma oportunidade muito importante para que o usuário
conheça a biblioteca como sendo um local onde seus problemas são minimizados e
não agravados.
A partir do entendimento, portanto, o atendimento poderá ser implantado de
maneira adequada, visando atingir os objetivos estabelecidos e, em última análise,
de fato encantar o cliente.

3 Entendendo e atendendo o cliente
Para que se possa entender efetivamente o cliente em suas solicitações
informacionais, a instituição mantenedora precisa acompanhar a transformação
tecnológica, cognitiva e social ocorrida nas últimas décadas, uma vez que interfere
substancialmente nas novas práticas gerenciais em serviços de informação. Como
cita Souto (2010, p. 18), a partir de levantamento histórico sobre a evolução dos
elementos do serviço de disseminação seletiva de informações, identificou três
gerações de serviços: a) serviço manual com ênfase na relação entre o profissional
bibliotecário e o usuário; b) serviço automatizado, ênfase na recuperação da
informação, a partir de sistemas automatizados e; c) serviços online, ou seja , na
Internet, com foco na autonomia do usuário.

2096

�Planejamento estratégico e sustentabilidade
i! """"'"
MaooNlck

~

=

:,

IiWitt.UJ

1I....111~

Trabalho completo

Dessa forma, as bibliotecas universitárias (BUs) precisam se reinventar e
propor soluções eficazes e efetivas na condução de suas funcionalidades , uma vez
que o cliente/usuário está mais intuitivo e independente em suas formas de
apropriação do conhecimento e busca de informações, não sendo mais necessário
se dirigir fisicamente às bibliotecas para se ter acesso aos recursos informacionais
disponíveis, bastando para isso, na maioria das vezes, apenas um clique . Nessa
perspectiva , como aponta Vergueiro (2011, p. 72) é crucial à adaptação das BUs aos
novos recursos eletrônicos e do ambiente virtual , sendo a informatização necessária
à gestão bibliotecária, visando atingir um atendimento de qualidade e excelência
tanto aos usuários presenciais quanto aos remotos.
Um ponto importante a ser destacado é o gerenciamento das manifestações
dos usuários. Lembrando que manifestação não é sinônimo de reclamação, é um
conceito mais amplo, com é apresentado abaixo:
a) Reclamações: quando o usuário está descontente;
b) Elogios: quando o usuário quer expressar sua satisfação;
c) Sugestões: quando o usuário quer sugerir pontos de melhoria ou
d) Dúvida : quando o usuário precisa de esclarecimentos.
Muitas vezes o bibliotecário relata que organiza seus processos com foco no
cliente , mas não é possível evidenciar canais formais para que as manifestações
sejam de fato recebidas, gerenciadas e que ações efetivas sejam implantadas a
partir delas. Quando citamos canais, é importante ter em mente vias para que o
usuário possa acionar o serviço de informação de forma isenta e tendo confiança
que sua manifestação será recebida e encaminhada para análise e ação. O quadro
1 apresenta alguns exemplos:

2097

�Planejamento estratégico e sustentabilidade
i! """"'"
MaooNlck

~

=

:,

IiWitt.UJ

1I....111~

Trabalho completo

Tabela 1 - Canais tradicionais de comunicação com o usuário
Canal
Descrição
Caixa de sugestões Espaço para o usuário entregar sua manifestação por
escrito
E-mail da biblioteca Esse e-mail deve ser geral (e não pessoal) e deve ser
acessado pelo gestor ou profissional por ele
designado
O gestor ou profissional por ele designado deve
Contato pessoal
informar horário para atendimento pessoal, de
preferência em local reservado para que o usuário se
sinta á vontade para se manifestar
Telefone
A Biblioteca deve dispor de um canal direto entre os
usuários e o gestor da Biblioteca
Endereço postal
O usuário pode preferir se manifestar por escrito, via
carta . A biblioteca deve informar seu endereço postal
completo, inclusive o nome do gestor
Fonte: Elaborado pelas autoras.

A partir do entendimento do usuário, outro processo relacionado e interligado
é o atendimento (que como pode ser observado tem ligação direta, de
retroalimentação). O bibliotecário pode, por exemplo, adotar em seu planejamento
estratégico uma abordagem gerencial focada em princípios, processos e pessoas,
como instituído pelo British Council1 e relatado em sua publicação bimestral, British
Council Life (CHOONG, 2010, p. 33), na qual há especificações sobre a adoção de
uma política de atendimento ao cliente baseada nos 3Ps, adaptado por Souza
(2011 , p. 3), como apresentado abaixo:
a) Princípios: relacionam-se às metas, comportamentos, filosofia, cultura,
valores, missão e visão organizacionais concebidos pela instituição objetivando
benefícios mútuos tanto ao seu negócio quanto à clientela atendida . Uma vez
empregados tais princípios, a instituição está apta a atingir, manter e aprimorar seus
produtos e serviços de informação.
b) Pessoas: relacionam-se ao conhecimento, comunicação, relacionamento e
compromisso com a clientela do ponto de vista das atividades desenvolvidas nos
serviços de informação com foco em suas necessidades e desejos na valorização
dos clientes, bem como no incentivo e motivação das equipes de "linha de frente"
para a promoção de padrões e políticas de atendimento.
c) Processos: relacionam-se a padronização de normas, procedimentos e
diretrizes em serviços de atendimento. Pode-se exemplificar citando um ambiente
universitário, no qual a instituição irá projetar os diferentes cursos e projetos
pedagógicos para ofertar ao mercado e obter alunos, bem como contratando
professores. Posteriormente, oferecerá seus cursos aos estudantes que, quando
1Órgão oficial do Governo Britânico para educação e cultura . Atua desde 1945 no Brasil , com
representações em Brasília , Recife, Rio de Janeiro e São Paulo, sendo este último responsável pelo
atendimento ao cliente no país e o único que dispõe de uma Biblioteca e Centro de Informação.

2098

�Planejamento estratégico e sustentabilidade
i! """"'"
MaooNlck

~

=

:,

IiWitt.UJ

1I....111~

Trabalho completo

matriculados, iniciarão a etapa da prestação de serviços interna, passando a recebêlos e a interagir com todos os demais serviços periféricos disponíveis na instituição,
ocorrendo assim , a entrega dos serviços. Em relação às bibliotecas universitárias,
como aborda Finger (2007, p. 56), esses espaços visam à prestação de serviços,
voltados ao atendimento, à formatação dos serviços e a busca de soluções em
informação através do contato e do conhecimento dos alunos que usam e interagem
nesses espaços.
A partir das considerações apresentadas neste trabalho, nota-se que mesmo
que os serviços de informação pratiquem diversas técnicas de marketing e que
tenham os melhores produtos e serviços, o contato com o cliente sempre será
determinante para o sucesso das estratégias e táticas utilizadas. Trata-se do
"momento da verdade" (MV) conforme termo popularizado por Jan Carlzon em 1987
que trata sobre o assunto e narra as suas experiências bem-sucedidas como
executiva da SAS , empresa aérea da Escandinávia (LAS CASAS, 2012 , p. 20) . É
uma ocasião em que todo o esforço empregado pela empresa na interação com o
cliente se materializa e se concretiza constituindo-se num "momento da verdade", no
qual uma intervenção, muitas vezes pequena e personalizada, faz a diferença real
para o cliente. Um exemplo disso é um cliente fazendo uma consulta e como este se
sente sobre o serviço que recebe .
Ao pretender alcançar uma melhoria mensurável na qualidade da prestação
de serviços ao cliente, deve-se considerar como o relacionamento com este pode
ser desenvolvido e que seja mutuamente benéfico para aumentar os níveis de
satisfação, refletindo assim , sobre o percurso que deve ser trilhado para a
excelência no serviço de atendimento ao cliente . Ao concentrar-se em construir
relacionamentos com os clientes, cada vez que estes optarem por entrarem em
contato com a instituição começará também a ter impacto sobre a satisfação do
cliente .
Há muitos fatores que podem influenciar este momento da verdade:
a) O tempo de espera por uma resposta ;
b) Saudação ;
c) Estrutura da interação;
d) Empatia ;
e) Conhecimento/Informação;
f) Reconhecimento individualizado das necessidades dos clientes;
g) Fator humano;
h) Resolução de uma questão e/ou pesquisa de busca ;
i) Valor agregado (informações extras/serviços/produtos);
j) Fechamento/Finalização do serviço entregue;
k) Avaliação e construção de relacionamento.
Hoje os clientes têm pouco tempo, energia ou confiança para depositar nas
formas tradicionais de comunicação (como foi apresentado no Quadro 1). É preciso
pensar, trabalhar e se comunicar de maneiras novas: emails e mensagens de texto,
blogs e videoblogs, reviews e comentários dos clientes. A comunicação, nesse
sentido, é conduzida pela experiência de um cliente e suas recomendações a outras
pessoas. Como observa Fisk (2010), embora não possa controlá-lo, a instituição
ainda pode influenciar esse processo : pode facilitar a interação com o cliente e

2099

�Planejamento estratégico e sustentabilidade
i! """"'"
MaooNlck

~

=

:,

IiWitt.UJ

1I....111~

Trabalho completo

encorajar a propaganda boca a boca com fóruns de discussão e eventos especiais,
com estruturas online e comunidades virtuais.
As redes de clientes, como o YouTube, o Facebook, a Wikipédia são muitas
vezes descritos como websites de segunda geração (ou Web 2.0): eles possibilitam
a colaboração e seu conteúdo é, em grande parte, gerado e compartilhado pelos
usuários. Esses sites representam comunidades online que alguns consideram
como redes sociais, mas também formam a base da produção colaborativa.
Ainda como aborda Fisk (2010) , os clientes têm diversas razões para se
conectarem ; suas motivações direcionam as redes que usam e os aplicativos mais
atraentes para eles. Dessa forma , antes de adotar uma rede como parte dos
programas de comunicação ou de relacionamentos dos serviços de informação, o
bibliotecário precisa considerar por que e como seu público-alvo se interessaria em
participar dela, quais ativos são necessários para efetivar essa interação e como
deverem ser avaliados e aprimorados esses serviços.
Entretanto, outros canais de integração com o cliente podem ser também
acessados, e não devem ser negligenciados, tendo em vista as três gerações
citadas neste trabalho, há como se conjugar esses espaços em um único,
equilibrando seus elementos e práticas em prol das necessidades dos clientes.
Assim , a fidelização está vinculada à capacidade de desenvolver, manter e gerenciar
boas relações com o cliente, utilizando-se multicanais de atendimento.

4 Considerações Parciais/Finais
Os serviços de informação sejam estes públicos ou privados, especializados
ou gerais, precisam ser considerados ambientes de aprendizagem e aprimoramento
contínuos, no qual haja um interesse real e profícuo em se estabelecer iniciativas de
capacitação, treinamentos, padronização, políticas de atendimento ao cliente por
parte de seus gestores, buscando na própria equipe de funcionários e na clientela a
manutenção, o compartilhamento e a transferência das informações e
conhecimentos já existentes, bem como propiciar um ambiente fértil para novas
ideias e inovações, construindo dessa maneira, equipes vencedoras e clientes
altamente satisfeitos.
E todo esse processo só se realiza efetivamente com gestores bem
preparados e funcionários motivados. Esse deve ser o foco da gestão de serviços de
informação, para que de fato esses serviços possam entender, atender e ... fidelizar
seus clientes.

2100

�Planejamento estratégico e sustentabilidade
i! """"'"
MaooNlck

~

=

:,

IiWitt.UJ

1I....111~

Trabalho completo

5 Referências
ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE NORMAS TÉCNICAS. NBR ISO 9001 : Sistemas de
gestão da qualidade - requisitos. Rio de Janeiro, 2000 .
BEHR, A ; MORO, E. L. da S.; ESTABEL, L. B. Uma proposta de atendimento às
necessidades de informação dos usuários da biblioteca escolar por meio do
benchmarking e do sensemaking. Informação &amp; Informação, Londrina, v. 15, n. 1, p.
37 -54,
jan.ljun.
2010 .
Disponível
em :
&lt;http://www.brapci.ufpr.br/documento.php?ddO=0000009081 &amp;dd 1=4b1 bd&gt; . Acesso
em 28 abr. 2012.
CHOONG, E. Customer culture shock. British Councillife. London, p. 33-35, apr.ljun.,
2010.
FINGER, A B.; CASTRO, G. de; COSTA, M. D. Gestão de bibliotecas universitárias
com a implementação do Customer Relationship Management (CRM) . In : AMARAL,
S. A do (Org .). Marketing na ciência da informação . Brasília: Editora da
Universidade de Brasília , 2007, p. 47-63.
FISK, P. O gênio dos clientes. Porto Alegre: Bookman, 2010 .
LAS CASAS , A L. Excelência em atendimento ao cliente: atendimento e serviço ao
cliente como fator estratégico e diferencial competitivo. São Paulo: M. Books do
Brasil, 2012 .
SOUZA, Adriana Maria de; MATTOS, Ana Luiza . Capacitação de pessoas em
serviços de informação especializados: relato de experiência . In: CONGRESSO
BRASILEIRO DE BIBLIOTECONOMIA E DOCUMENTAÇÃO, 14., 2011 , Maceió.
Anais
eletrônicos...
Maceió:
FEBAB,
2011 .
Disponível
em :
&lt;http://febab.org .br/congressos/index.php/cbbd/xxiv/paper/view/531 /408&gt;.
Acesso
em : 20 jun . 2012 .
SOUTO, L. F. Informação seletiva, mediação e tecnologia: a evolução dos serviços
de disseminação seletiva da informação. Rio de Janeiro: Interciência, 2010 .
SPECIAL LlBRARIES ASSOCIATION . Competences for information professionals of
the
21st
century,
Virginia,
jun.,
rev.
ed .
2003 .
Disponível
em :
&lt;http://www.sla .org/PDFs/Competencies2003_revised.pdf&gt;. Acesso em : 20 abro
2012 .
VALLS , V. M. O enfoque por processos da NBR ISO 9001 e sua aplicação nos
serviços de informação. Ciência da Informação, Brasília, V. 33, n. 2, p. 172-178,
2004. Disponível em : &lt;http://www.scielo.br/pdf/ci/v33n2/a18v33n2.pdf&gt; . Acesso em
28 abro2012 .
VALLS , V. M. A gestão da qualidade em Serviços de Informação com base na ISO
9000 . Revista Digital de Biblioteconomia e Ciência da Informação, Campinas, V. 3, n.

2101

�Planejamento estratégico e sustentabilidade
i! """"'"
MaooNlck

~

=

:,

IiWitt.UJ

1I....111~

Trabalho completo

2, p. 64-83 , 2006 . Disponível em :
&lt;http ://www.sbu .unicamp.br/seer/ojs/i ndex.ph p/sbu _rci/article/viewFile/333/21 &gt;.
Acesso em : 28 abro2012 .
VALLS, V. M.; SOUZA, A. M. ; BERETTA, R. M. A. G. Fidelização dos clientes de
serviços de informação: o uso do CRM como estratégia gerencial. In : VALLS, V. M.;
VERGUEIRO, W. (Org .). Tendências contemporâneas na gestão da informação. São
Paulo: Editora Sociologia e Política , 2011 , p. 11-27.
VERGUEIRO, W.; CARVALHO, T. Indicadores de qualidade em bibliotecas
universitárias brasileiras: o ponto de vista dos clientes. In: CONGRESSO
BRASILEIRO DE BIBLIOTECONOMIA E DOCUMENTAÇÃO, 19, 2000, Porto Alegre.
Anais ... Porto Alegre: ARB, 2000.
VERGUEIRO, W.; CASTRO FILHO, C. M. de; SILVA, M. R. da. Gestão da
informação em bibliotecas universitárias: novo cenário e novas competências. In :
VALLS, V. M. ; VERGUEIRO, W. (Org.). Tendências contemporâneas na gestão da
informação. São Paulo: Editora Sociologia e Política, 2011, p. 65-77.

2102

�</text>
                  </elementText>
                </elementTextContainer>
              </element>
            </elementContainer>
          </elementSet>
        </elementSetContainer>
      </file>
    </fileContainer>
    <collection collectionId="49">
      <elementSetContainer>
        <elementSet elementSetId="1">
          <name>Dublin Core</name>
          <description>The Dublin Core metadata element set is common to all Omeka records, including items, files, and collections. For more information see, http://dublincore.org/documents/dces/.</description>
          <elementContainer>
            <element elementId="50">
              <name>Title</name>
              <description>A name given to the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51396">
                  <text>SNBU - Edição: 17 - Ano: 2012 (UFRGS - Gramado/RS)</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="49">
              <name>Subject</name>
              <description>The topic of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51397">
                  <text>Biblioteconomia&#13;
Documentação&#13;
Ciência da Informação&#13;
Bibliotecas Universitárias</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="41">
              <name>Description</name>
              <description>An account of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51398">
                  <text>Tema: A biblioteca universitária como laboratório na sociedade da informação.</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="39">
              <name>Creator</name>
              <description>An entity primarily responsible for making the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51399">
                  <text>SNBU - Seminário Nacional de Bibliotecas Universitárias</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="45">
              <name>Publisher</name>
              <description>An entity responsible for making the resource available</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51400">
                  <text>UFRGS</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="40">
              <name>Date</name>
              <description>A point or period of time associated with an event in the lifecycle of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51401">
                  <text>2012</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="44">
              <name>Language</name>
              <description>A language of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51402">
                  <text>Português</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="51">
              <name>Type</name>
              <description>The nature or genre of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51403">
                  <text>Evento</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="38">
              <name>Coverage</name>
              <description>The spatial or temporal topic of the resource, the spatial applicability of the resource, or the jurisdiction under which the resource is relevant</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51404">
                  <text>Gramado (Rio Grande do Sul)</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
          </elementContainer>
        </elementSet>
      </elementSetContainer>
    </collection>
    <itemType itemTypeId="8">
      <name>Event</name>
      <description>A non-persistent, time-based occurrence. Metadata for an event provides descriptive information that is the basis for discovery of the purpose, location, duration, and responsible agents associated with an event. Examples include an exhibition, webcast, conference, workshop, open day, performance, battle, trial, wedding, tea party, conflagration.</description>
    </itemType>
    <elementSetContainer>
      <elementSet elementSetId="1">
        <name>Dublin Core</name>
        <description>The Dublin Core metadata element set is common to all Omeka records, including items, files, and collections. For more information see, http://dublincore.org/documents/dces/.</description>
        <elementContainer>
          <element elementId="50">
            <name>Title</name>
            <description>A name given to the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="64337">
                <text>Entendendo e atendendo o cliente.</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="39">
            <name>Creator</name>
            <description>An entity primarily responsible for making the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="64338">
                <text>Valls, Valéria Martin; Souza, Adriana Maria de</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="38">
            <name>Coverage</name>
            <description>The spatial or temporal topic of the resource, the spatial applicability of the resource, or the jurisdiction under which the resource is relevant</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="64339">
                <text>Gramado (Rio Grande do Sul)</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="45">
            <name>Publisher</name>
            <description>An entity responsible for making the resource available</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="64340">
                <text>UFRGS</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="40">
            <name>Date</name>
            <description>A point or period of time associated with an event in the lifecycle of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="64341">
                <text>2012</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="51">
            <name>Type</name>
            <description>The nature or genre of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="64343">
                <text>Evento</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="41">
            <name>Description</name>
            <description>An account of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="64344">
                <text>Apresenta uma proposta reflexiva sobre a prática dos princípios da gestão da qualidade no atendimento ao cliente de bibliotecas universitárias, aliando o ato de atender em sinergia com a compreensão do sentido de entender o cliente a quem se destina a prestação de serviços, resultando na construção eficaz do relacionamento profícuo com este.</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="44">
            <name>Language</name>
            <description>A language of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="69551">
                <text>pt</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
        </elementContainer>
      </elementSet>
    </elementSetContainer>
  </item>
  <item itemId="6051" public="1" featured="0">
    <fileContainer>
      <file fileId="5115">
        <src>http://repositorio.febab.org.br/files/original/49/6051/SNBU2012_190.pdf</src>
        <authentication>27f547f059f4805daad33e96f959909d</authentication>
        <elementSetContainer>
          <elementSet elementSetId="4">
            <name>PDF Text</name>
            <description/>
            <elementContainer>
              <element elementId="92">
                <name>Text</name>
                <description/>
                <elementTextContainer>
                  <elementText elementTextId="64336">
                    <text>Planejamento estratégico e sustentabilidade
i! """"'"
MaooNlck

~

=

:,

IiWitt.UJ

1I....111~

Trabalho completo

MACROPROCESSOS EM BIBLIOTECAS UNIVERSITÁRIAS:
UMA CONTRIBUiÇÃO NA CONSTRUÇÃO DE INDICADORES DE
DESEMPENHO
Milene Migue/ do Va/e 1, Célia Regina Simonetti Barba/hcf
1

Mestranda em Engenharia da Produção, Universidade Federal do Amazonas - UFAM, Manaus,
Amazonas
2

Doutora, Universidade Federal do Amazonas - UFAM, Manaus, Amazonas

Resumo
Apresenta a Biblioteca Universitária (BU) como um sistema organizacional,
descrevendo seus processos de maneira detalhada com o objetivo de dar suporte na
composição de indicadores de desempenho. A pesquisa , do tipo exploratória , foi
executada por meio de fontes secundárias, em especial, a revisão bibliográfica.
Dessa forma, o detalhamento dos processos proporcionou conhecimento que irá
contribuir na construção de um instrumento de avaliação que possibilite a Biblioteca
avaliar seu desempenho através do uso de indicadores.

Palavras-Chave:
Biblioteca Universitária ; Processos em Biblioteca Universitária; Indicadores de
desempenho.

Abstract
Presents the University Library (BU) as an organizational system, describing in
detail their processes in order to support the composition of performance indicators.
The research, exploratory, was performed by means of secondary sources, in
particular, the literature review. Thus, the detailed processes provided knowledge that
will contribute to building an assessment tool that will to enable the library evaluate
its performance through the use of indicators.

Keywords:
University Library; Processes in University Library; Performance indicators.

1 Introdução
Em face às mudanças ocorridas no cenário mundial as organizações em geral
e as bibliotecas universitárias em particular, têm buscado instrumentos de gestão
para se adequarem a realidade do ambiente externo e interno aos quais estão
inseridas.

2082

�Planejamento estratégico e sustentabilidade
i! """"'"
MaooNlck

~

=

:,

IiWitt.UJ

1I....111~

Trabalho completo

Nesse cenário, o bibliotecário enquanto gestor deverá ser inovador. Maciel
(1997, p.18) aponta esta necessidade quando afirma que "o bibliotecário que não
inova, não cria alternativas para as suas rotinas de trabalho, já se esclerosou , e o
produto do seu trabalho, obviamente, estará também esclerosado"
Dessa forma, introduzir mudanças organizacionais e reordenar a gestão
também é uma necessidade das bibliotecas universitárias.
Em virtude do exposto, o gestor de bibliotecas universitárias precisa definir
critérios que lhe permitam identificar o que realmente é importante para obtenção
dos resultados planejados. Elaborar um grupo de indicadores para avaliar
desempenho, pode se constituir em um desses critérios. A adoção de um grupo de
indicadores que permitam avaliar o desempenho da organização, auxiliará o gestor
na tomada de decisões.
Sendo que, para isto é necessário que o gestor, de fato entenda a biblioteca
como uma organização viva e dinâmica . Portanto, através da revisão bibliográfica
este estudo tem como objetivo descrever a Biblioteca Universitária (BU) como
organização, bem como seus processos de forma detalhada, a fim de dar suporte à
composição de indicadores para avaliação de desempenho.

2 Bibliotecas universitárias como organização
Maximiano (2011) define organização como um sistema composto de
elementos ou componentes interdependentes, revelando-se como um conjunto de
pelo menos dois sistemas ou subsistemas que se influenciam mutuamente: o
sistema técnico e o social, onde segundo o autor:
a) sistema técnico é formado por recursos e componentes físicos e abstratos,
e que até certo ponto, independe das pessoas: objetivos, divisão do trabalho,
tecnologia, instalação, duração das tarefas, procedimentos;
b) sistema social formado por todas as manifestações do comportamento dos
indivíduos e dos grupos: relações sociais, grupos informais, cultura, atitudes e
motivação.
Com base no exposto pode-se afirmar que a biblioteca universitária é um
sistema, pois está constituída de diversos subsistemas, tanto técnico quanto social.
A biblioteca é uma organização formal , tendo como instrumento regulador de
suas ações, documentos oficiais, como : regimento, estatuto, manuais, estrutura
administrativa, organogramas, dentre outros, os quais estão amparados nas normas
que regem as universidades (NEVES, 1999).
Do ponto de vista sistêmico, "[ ... ] a biblioteca universitária é um subsistema da
universidade a qual está vinculada sendo influenciada e interagindo com ela ."
(FLECK, 2004, p. 21). Sua existência e funcionamento devem estar em acordo com
normas, objetivos e finalidades, do sistema ao qual está inserida a universidade,
pois não existe de forma isolada.
Segundo Pinto (1993), as bibliotecas universitárias têm suas estruturas
organizacionais formadas por departamentos denominados de divisões e seções
que, em muitos casos, podem ser designados com outros nomes. Segundo Neves
(1999) essas divisões e seções são agrupadas por áreas, tais como: administração,
desenvolvimento de coleções, serviço de referência, atendimento ao usuário e
controle bibliográfico (catalogação, classificação e planejamento de sistemas de
organização de informação), cabendo a cada departamento a responsabilidade pelo

2083

�Planejamento estratégico e sustentabilidade
i! """"'"
MaooNlck

~

=

:,

IiWitt.UJ

1I....111~

Trabalho completo

desenvolvimento de algum produto e/ou serviço, formando uma cadeia até a sua
execução final.
Segundo BlaUiman (2001) as bibliotecas receberam muitas influências da teoria
geral da administração, tais como:
a) a administração científica do trabalho como chave para a produtividade;
b) a descentralização como um princípio básico de organização;
c) a administração dos recursos humanos como a maneira ordenada de inserir
pessoas nas estruturas organizacionais;
d) preparação das necessidades administrativas de amanhã ;
e) contabilidade administrativa como fundamento do processo decisório;
f) marketing; e,
g) planejamento a longo prazo.
Essas influências têm contribuído na gestão das bibliotecas universitárias, pois
permitem a compreensão do ambiente em que estão inseridas dando-lhes
instrumentos para utilizar os recursos que dispõe na execução de seus produtos e
serviços.
Portanto, conforme expõem Tachizawa e Scaico (1997, p. 36)
[ .. .] enfoque sistêmico possibilita uma visão macroscoplca da
organização, que é o ponto de partida para a criação e gestão de
empresas que respondam eficientemente à nova realidade de
concorrência acirrada e de expectativas em mutação dos clientes.
Esta macrovisão permite visualizar a organização como um
macrossistema que converte diversas entradas de recursos em
saídas de produtos e serviços, que ela fornece para sistemas
receptores, ou mercados.

Ao olhar para a biblioteca como um sistema percebe-se com clareza como
ocorre o fluxo dos seus diversos processos. Para um melhor entendimento deste
enfoque, é necessário conceituar e caracterizar os diferentes processos existentes
para que se possa utilizar como metodologia na elaboração do modelo de gestão em
bibliotecas.
2.1 Processos
Para Gonçalves (2000, p. 7), processo !I[ ... ] é qualquer atividade ou conjunto
de atividades que toma um input, adiciona valor a ele e fornece um output a um
cliente específico". Portanto, o que define um processo é o conjunto de tarefas e
atividades que estão interligadas.
Quando utilizadas na entrada são chamadas de input e quando utilizadas na
saída são output.
A Figura
ilustra como ocorre o processo em qualquer sistema
organizacional.

2084

�Planejamento estratégico e sustentabilidade
i! """"'"
MaooNlck

~

=

:,

IiWitt.UJ

1I....111~

Trabalho completo

Entrada
Recursos

Processos

Saídas

Atividades de

Feedback
Figura 1 - Processo organizacional

Segundo Blatman (2001) tais entradas (inputs) podem ser bens tangíveis, por
meio de materiais, equipamentos entre outros, ou intangíveis, tais como informações
e conhecimento, por exemplo. Além disso, todos os processos precisam de um
retorno de informações para que a viabilização de mudanças seja significativa e
promova resultados efetivos (feedback) . Várias atividades agregadas formam um
macroprocesso, que pode ser dividido em subprocessos, os quais que por sua vez
são Formados por um grupo de atividades.
Reis e Blattman (2004) sintetizam tal questão ao expor:
a) macroprocessos: é um processo que geralmente envolve mais de uma
função da organização, cuja operação tem impactos significativos nas demais
funções. Dependendo da complexidade o processo é dividido em subprocessos;
b) subprocessos: divisões do macroprocesso com objetivos específicos,
organizadas segundo linhas funcionais . Os subprocessos recebem entradas e
geram suas saídas em um único departamento;
c) atividades: os subprocessos podem ser divididos nas diversas atividades
que os compõem , e em um nível mais detalhados de tarefas;
d) tarefa : é a parte específica do trabalho, ou melhor, o menor microenfoque
do processo, podendo ser um único elemento e/ou subconjunto de uma atividade .
Geralmente, está relacionada a como um item e desempenha uma incumbência
específica .
Para Blattman (2001) o termo processo é empregado em diferentes áreas do
conhecimento, sendo que essa ampla abrangência de uso reporta-se à sucessão
sistemática de mudanças em uma direção definida, ou seja , envolve uma série de
ações sistemáticas visando obtenção de resultados positivos.
Segundo Rados et ai. (1999 , p. 11), os ''[. ..] processos podem ser
classificados de acordo com o grau de abrangência na organização, trata-se da
hierarquia do processo." A Figura 2 aponta a representação dessa estrutura.

2085

�Planejamento estratégico e sustentabilidade
i! """"'"
MaooNl ck

~

=

:,

IiWitt.UJ

1I....111~

Trabalho completo

Figura 2: Hierarquia do processo.
Fonte : Rados et ai. (1999)

Ao analisar a Figura 2 percebe-se que um processo é constituído de vários
subprocessos, atividades e tarefas. Iniciando do processo chega-se ao nível de
tarefas consideradas unidades mínimas da organização horizontal. Esta estrutura
possibilita obter uma visão gerencial de todo processo.
2.2 Tipos de processos
Algumas organizações buscam melhorar seu desempenho mudando sua
forma de funcionamento e não suas atividades, ou seja, mudam seus processos.
Segundo Gonçalves (2000) existem três categorias de processos:
a) processos de negócio (ou de cliente) são aqueles que caracterizam a
atuação da empresa e que são suportados por outros processos internos, resultando
no produto ou serviço que é recebido por um cliente externo, são típicos da empresa
em que operam e são muito diferentes de uma organização para outra .
b) processos organizacionais ou de integração organizacional - são
centralizados na organização e viabilizam o funcionamento coordenado dos vários
subsistemas da organização em busca de seu desempenho geral, garantindo o
suporte adequado aos processos de negócio. Geralmente produzem resultados
imperceptíveis para os clientes externos, mas são essenciais para a gestão efetiva
do negócio; e,
c) processos gerenciais - que são focalizados nos gerentes e nas suas
relações e incluem as ações de medição e ajuste do desempenho da organização,
incluem as ações que os gerentes devem realizar para dar suporte aos demais
processos.
Ainda segundo Gonçalves (2000) eles podem ser verticais e horizontais. Os
processos verticais usualmente se referem ao planejamento e ao orçamento
empresarial e se relacionam com a alocação de recursos escassos (fundos e
talentos) . Os processos horizontais são desenhados tendo como base o fluxo do
trabalho.
A estruturação de processos é essencial para a qualquer sistema de gestão,
pois qualquer organização que possuir seus processos bem delineados utilizará
seus recursos com o máximo índice de acertos melhorando seu desempenho.

2086

�Planejamento estratégico e sustentabilidade
i! """"'"
MaooNl ck

~

=

:,

IiWitt.UJ

1I....111~

Trabalho completo

3 Materiais e Métodos
Considerando-se o critério de classificação de pesquisa proposto por Vergara
(2009) , este estudo enquadra-se como exploratório ou pesquisa bibliográfica.
Segundo a autora (2009 , p.43) , 'l .. ] pesquisa bibliográfica é o estudo sistematizado
desenvolvido com base em material publicado em livros, revistas, jornais, redes
eletrônicas, isto é, material acessível ao público em geral".
Visando compor um quadro teórico sobre os processos existentes em
bibliotecas universitárias, a pesquisa para atingir o objetivo apresentado foi
executada por meio de fontes secundárias, em especial, a revisão bibliográfica .

4 Resultados Finais
4.1 Processos em bibliotecas
Como em qualquer sistema, na biblioteca existe uma dependência entre seus
processos, se um falhar afetará o sistema como um todo. Segundo Maximiano
(2011, p. 218) ''[. .. ] qualquer sistema é representado como conjunto de elementos ou
componentes que se organizam em três partes: entradas, processos e saídas".
Na biblioteca universitária, como em qualquer organização, estão presentes
tais elementos. Ainda segundo o autor, as entradas (inputs) compreendem os
elementos ou recursos físicos e abstratos de que o sistema é feito, os processos que
interligam os componentes e transformam os elementos de entrada em resultados e
as saídas (outputs) que são os resultados do sistema, os objetivos que o sistema
pretende atingir ou efetivamente atinge.
Lancaster (1996) identifica dois grupos de atividades dentro da biblioteca: a
organização e controle dos recursos informacionais, normalmente denominados
serviços técnicos e os serviços ao público que envolve busca , recuperação e
disseminação da informação. A Figura 3 ilustra estas atividades.
h~nUtliõ i

BlBLIOTIlD\

~

CO f\of[

RECURllOS

CIO .AIS

[DA DE

DE USUÁRIOS

I NFORMA-

sotJ &lt;k&gt;m.. JMia
",illl&lt;&gt;ga~

fOf1l(oammlo

du

d()ttlIlt~nto.

In",aç~o

~0

I ndC'-1isçil.O
I"&lt;) ~

ode

1In1I~çu," ~

-tIll

.oIIdbcwo J!ré,i~

Figura 3 -As atividades de uma biblioteca.
Fonte : Lancaster, 1996

2087

�Planejamento estratégico e sustentabilidade
i! """"'"
MaooNlck

~

=

:,

IiWitt.UJ

1I....111~

Trabalho completo

Pode-se perceber, na figura 3, que a biblioteca é um sistema dinâmico e seus
processos são agrupados em conformidade com seus objetivos.
Dentro de uma perspectiva dinâmica e sistêmica as funções da biblioteca
universitária, são agrupadas, segundo Maciel e Mendonça (2000) a partir de três
focos :
a) formação, desenvolvimento e organização das coleções - envolvem as
funções operacionais ou serviços meios da biblioteca . Este grupo de funções ,
oferece a base necessária e o suporte informacional para o desenvolvimento dos
serviços fim da pela biblioteca;
b) dinamização do uso das coleções - envolve todas as atividades
relacionadas ao propósito final da biblioteca , ou seja , o atendimento aos usuários;
c) funções gerenciais - responsáveis pela ativação de todas as funções meio
e fim .
Para maior clareza da dinâmica existente em um sistema de bibliotecas faz-se
necessário discorrer sobre cada grupo de funções visando permitir a compreensão
dos elementos que amparam as necessidades de avaliação e, portanto de
constituição de indicadores de desempenho.
4.2 Funções de formação, desenvolvimento e organização de coleções
Segundo Maciel e Mendonça (2000) é nesta esta função que se desenvolvem
as operações relacionadas com a formação , desenvolvimento e organização das
coleções para fins de acesso e utilização. Para serem utilizadas as coleções
existentes em uma biblioteca passam vários processos até que sejam
disponibilizadas aos seus usuários.
4.2.1 Processo de formação e desenvolvimento de coleções
Este processo é composto pelos seguintes subprocessos, planejamento e
elaboração de políticas; seleção; aquisição; avaliação de coleções e debastamento e
descarte de coleções, que envolvem :
a) planejamento e elaboração de políticas - sua tarefa é realizar estudo da
comunidade com o objetivo de elaborar um documento administrativo, que deverá
delinear os princípios que regerão a seleção , aquisição avaliação e debastamento da
coleção;
b) seleção - consiste na escolha dos materiais (bibliográficos e audiovisuais)
que deverão ser adquiridos para fazer parte da coleção. Implementa o que está
formalizado na política de seleção. É a etapa que precede a aquisição, pois, não é
possível adquirir materiais informacionais sem saber primeiramente para que
comunidade será direcionado o acervo e o que será compatível com as
necessidades e interesse deste público (PEGADO, 2004);
c) aquisição - consiste no processo de adquirir todo material bibliográfico e
audiovisuais selecionados, por meio de compra, doação ou permuta para integrar o
acervo da unidade de informação procurando atender às necessidades de seus
usuários. (ROMANI ; BORSZCZ, 2006);
d) avaliação de coleções - processo utilizado para se determinar a adequação
da coleção da biblioteca e tem como objetivo "[. .. ] melhorar as políticas de

2088

�Planejamento estratégico e sustentabilidade
i! """"'"
MaooNlck

~

=

:,

IiWitt.UJ

1I....111~

Trabalho completo

desenvolvimento de coleções" (LANCASTER, 1996, p. 20). Envolve a atividade de
debastamento que avalia os materiais que não mais interessam à unidade,
separando-os da coleção para serem remanejados para um local menos acessível ,
ficando organizados e à disposição dos usuários ou descartados, retirados
definitivamente da coleção . ((ROMANI; BORSZCZ, 2006)
4.2.2 Processo de organização de coleções para disponibilização
Consiste no processamento técnico das coleções por meio da análise
temática e descritiva de todo material bibliográfico adquirido tendo por finalidade
facilitar sua recuperação através de fichas, listagens ou processo on-line. Segundo
Romani e Borszcz (2006, p. 35) este processo "envolve as tarefas de registro,
classificação,
catalogação, indexação, preparo
físico
para
circulação,
armazenamento, exposição, conservação, preservação e atualização das bases de
dados", de modo a facilitar seu acesso.
Romani e Borszcz (2006) descrevem cada etapa deste processo:
a) registro - é a designação de um número de registro ou tombamento para
cada novo exemplar adquirido, seguido da descrição dos dados sobre sua
modalidade de aquisição e de seus elementos de referência ;
b) classificação - determinar os assuntos e os códigos alfanuméricos que
representam o conteúdo expresso em cada obra por meio da utilização de códigos
de classificação e outros mecanismos da área . Tem por finalidade a identificação da
localização física dos documentos, em vista da recuperação por assunto ou tipo.
Os sistemas mais utilizados, são a Classificação Decimal Universal (CDU),
sistema baseado no princípio da divisão dos números em classe de dez algarismos;
a Classificação Decimal de Dewey (CDD) , baseada na classificação das ciências de
Francis Bacon e a Tabela de Cutter a qual define para cada autor um número tendo
por objetivo diferenciar os livros do mesmo assunto por autor.
c) catalogação - representação descritiva de cada material incorporado ao
acervo . Registra os dados resultantes do processo de registro, classificação e
indexação , visando a recuperação de informações relacionadas ao conteúdo e
identificação de obras nas estantes. Os principais instrumentos utilizados para
realização desta atividade são : tesauros e/ou vocabulário controlado, catálogo de
autoridades, Norma de Referência Bibliográfica (NBR 6023), Código de catalogação
Anglo American Cataloging Rules (AACR2) e cabeçalho de assuntos.
d) indexação - é a representação do conteúdo dos documentos por meio de
resumos e/ou termos (palavras-chaves/descritores) . Tem por finalidade identificar o
conteúdo dos mesmos a fim de gerar índices, compilar bibliografias, auxiliar na
recuperação e disseminação da informação.
e) preparo físico - consiste na preparação do material para armazenamento e
empréstimo o que envolve a colocação da etiqueta com o número de chamada,
código de barra ou colocação de bolso de livro contendo cartão de empréstimo .
f) armazenagem - ''[. ..] é a função responsável pela localização física das
coleções no ambiente da biblioteca". (MACIEL; MENDONÇA, 2000, p.31)

2089

�Planejamento estratégico e sustentabilidade
i! """"'"
MaooNlck

~

=

:,

IiWitt.UJ

1I....111~

Trabalho completo

4.3 Funções de dinamização das coleções
Segundo Maciel e Mendonça (2000) é nesta fase que se desenvolvem todas
as atividades relacionadas ao propósito final da biblioteca, ou seja, o atendimento
aos usuários. Romani e Borszcz (2006, p. 67) classificam essas atividades em três
grupos de tarefas, a saber:
a) referência e informação - são todas as atividades voltadas, direta ou
indiretamente à prestação de serviços ao usuário, ou seja , consiste no fornecimento
de informação identificada no formato impresso ou eletrônico.
b) disseminação da informação - consiste na forma de divulgação contínua e
regular das informações ou materiais recebidos e disponíveis na biblioteca , bem
como a divulgação dos serviços e produtos oferecidos a sua clientela , seja por meio
de serviços de alerta, elaboração de boletins informativos e sumários correntes. Tem
a finalidade de dar conhecimento aos usuários sobre as informações de seu
interesse que se encontram disponíveis na biblioteca.
c) circulação - consiste nas atividades relacionadas ao controle da
movimentação das coleções dentro (consulta) e fora da biblioteca (empréstimos
domiciliares).
4.4 Funções gerenciais
Para Maciel e Mendonça (2000, p.40) ''[. ..] as funções gerenciais serão
aquelas responsáveis pela ativação de todas as atividades meio ou fim e pelo seu
direcionamento e ajuste às metas e objetivos do sistema", ou seja são as atividades
relacionadas à gestão da biblioteca.
Segundo a visão clássica da Administração as autoras apresentam as
seguintes fases do processo gerencial: o planejamento, a organização, a direção e o
controle, descritos a seguir:
a) planejamento - preparar bem cada ação, ou organizar adequadamente um
conjunto de ações interdependentes e também acompanhar cada ação. Estão
inseridos nesta fase quatro níveis nesta fase três níveis, análise e reflexão
(reconhecimento da realidade), decisão e montagem (objetivos), ação
(acompanhamento) e revisão ou crítica (avaliação) (MACIEL;MENDONÇA, 2000)
b) organização- estabelece a necessária estrutura organizacional para o
funcionamento de uma empresa, é baseada na função planejar e anterior a de dirigir
e planejar.
c) direção - é a função responsável pelo gerenciamento da organização à
medida que se executam os planos, programas e projetos, procurando convertê-los
em resultados. Esta função envolve grandes decisões, ou seja, as resoluções que
irão nortear a organização ao em direção a seus objetivos e alcance de suas metas.
(MACIEL; MENDONÇA, 2000)
d) controle - verifica se os resultados planejados estão sendo alcançados
permitindo ações corretivas dos desvios detectados durante o processo de
avaliação. (MACIEL;MENDONÇA, 2000)
Para Barbalho e Beraquet (1995) as funções gerenciais são aquelas que se
relacionam às atividades que mantêm as unidades funcionando de forma
satisfatória . As funções de organização, desempenho, controle e revisão estão
estreitamente relacionadas à função planejamento, tendo em vista ser este processo

2090

�Planejamento estratégico e sustentabilidade
i! """"'"
MaooNlck

~

=

:,

IiWitt.UJ

1I....111~

Trabalho completo

o qual permite a constituição organizada dos demais.
Maciel (2000) em concordância , afirma que planejar consiste em preparar e
organizar bem a ação necessária ao alcance dos objetivos fixados, somado ao seu
acompanhamento a revisão para confirmar ou corrigir o que foi planejado.
Como em qualquer sistema organizacional , os processos relacionados às
funções gerenciais da biblioteca universitária são dinâmicos, o que muitas vezes
obriga seu gestor a tomar decisões apressadas.
Baseado no que foi exposto, o Quadro 1 apresenta as atividades básicas
desenvolvidas em uma biblioteca agrupadas nos três grupos de funções adotadas
por Maciel e Mendonça (2000) bem como os processos e subprocessos inseridos
em cada função .
MACROPROCESSOS

PROCESSOS

Formação, desenvolvimento
e organização das coleções

Dinamização
coleções

do

uso

das

SUBPROCESSOS

,/

Formação de
desenvolvimento de
coleções

,/ Planejamento e
elaboração de
políticas
,/ Seleção
,/ Aquisição
,/ Avaliação
,/ Debastamento
,/ Descarte

,/

Organização de coleções

,/
,/
,/
,/
,/
,/
,/
,/
,/
,/

,/

Referência e informação

,/

Disseminação
informação

,/ Circulação

2091

Registro
Classificação
Catalogação
Indexação
Preparo físico
Armazenamento
Exposição
Conservação
Preservação
Atualização das
bases de dados

,/ Atendimento ao
usuário
,/ Levantamento
bibliográfico
,/ Normalização
técnica
,/ Treinamento de
usuários
da

,/ Desenvolvimento de
estratégias
de
marketing
,/ Disseminação
da
informação
,/ Serviços de alerta
,/ Inscrição de usuários
,/ Empréstimo
,/ Consulta

�Planejamento estratégico e sustentabilidade
i! """"'"
MaooNlck

~

=

:,

IiWitt.UJ
1I....111~

Trabalho completo

./ Comutação
Função gerencial

./

Planejamento

./
./
./
./

Análise e reflexão
Decisão e montagem
Ação
Revisão ou crítica

./

Organização

./ Estrutura

./

Direção

./

Controle

./
./
./
./

Decisão
Coordenação
Supervisão
Avaliação

Quadro 1 - Processos da biblioteca de acordo com suas funções

5 Considerações Finais
Em decorrência do aumento do material informacional e as constantes
inovações na tecnologia de informação e comunicação (TIC) , o processo de gestão
de uma BU exige do bibliotecário conhecimento e habilidades diversas, sendo
necessário ao gestor buscar instrumentos que lhe permitam ter amplo conhecimento
do ambiente onde a biblioteca está inserida, de modo que as decisões sejam
tomadas de forma a promover melhorias em todo sistema .
Dessa forma, conhecer processos e rotinas da BU de forma detalhada é vital
para que o gestor seja capaz de construir instrumentos que possibilitem buscar
qualidade e o bom desempenho de suas atuações.

6 Referências
BARBALHO, Célia Regina Simonetti; BERAQUET, Vera Silvia Marão. Planejamento
estratégico: para unidades de informação. São Paulo: Polis / APB , 1995. 69p. (Coleção
Palavra-Chave; 5.)
BLATTMANN, Ursula. Modelo de gestão da informação digital online em bibliotecas
acadêmicas na educação a distância: biblioteca virtual. 2001.181 f. Tese (Doutorado em
Engenharia de Produção) - Universidade Federal de Santa Catarina, Florianópolis, 2001.
BLATMANN, Úrsula; RADOS, Gregório J. V. Bibliotecas acadêmicas na educação a
distância. In: SEMINÁRIO NACIONAL DE BIBLIOTECAS UNIVERSITÁRIAS, 11 . Anais ...
Florianópolis: Ed . da Universidade Federal de Santa Catarina, 2000. CD-ROM.
FLECK, Luiza Kessler. Estudos das condições de trabalho em bibliotecas acadêmicas
de uma universidade pública federal . 2004. 153 f. Dissertação (Mestrado em Engenharia)
- Universidade Federal do Rio Grande do Sul, Porto Alegre, 2004.
GONÇALVES, José Ernesto L. As empresas são grandes coleções de processos. RAE
Revista de Administração de Empresas. São Paulo: v.40. n.1. p.6-19, jan.lmar/2000.
LANCASTER, F. W. Avaliação de serviços de bibliotecas. Brasília: Briquet de Lemos,
1996.

2092

�Planejamento estratégico e sustentabilidade
i! """"'"
MaooNlck

~

=

:,

IiWitt.UJ

1I....111~

Trabalho completo

MACIEL, Alba Costa. Planejamento de bibliotecas: o diagnóstico. 2. ed . Niterói: EDUFF,
1997.
MACIEL, Alba Costa; MENDONÇA, Marília Alvarenga Rocha. Bibliotecas
organizações. Rio de Janeiro: Interciência; Niterói: Intertexto, 2000.

como

MAXIMIANO, Antonio Cesar Amaru. Teoria geral da administração: da revolução urbana à
revolução digital. 6. ed. rev. e atual. São Paulo: Atlas, 2006. 491 p.
NEVES, Lilia Maria Bitar. Planejamento para modernização das estruturas
administrativas das bibliotecas universitárias. 1999. 130 f. (Mestrado em Educação) Pontifícia Universidade Católica do Paraná, Curitiba, 1999.
PEGADO, Francisca Mércia Lucas; Borba, Maria Do Socorro de Azevedo; CARVALHO
Mônica Marques. Desenvolvimento de coleções: análise em instituição privada. In :
Seminário Nacional de Bibliotecas Universitárias, 13.,2004, Natal. Anais ... Natal: UFRN,
2004.
PINTO, Virgínia Bentes. Informação: a chave para a qualidade total. Ciência da
Informação, Brasília, v.22, n.2, p.133 137, maio/ago., 1993.
ROMANI , Claudia e BORSZCZ, Iraci (org .). Unidades de Informação: conceitos e
competências. Florianópolis: Ed. Da UFSC, 2006.
RADOS, Gregório J. Varvakis ; VALERIM, Patrícia; BLATIMANN, Ursula. Valor agregado a
serviços e produtos de informação. Informativo CRB 14 I ACB, Florianópolis, v. 9, n. 1, p.
11-12,
jan./mar.
1999.
Disponível
em:
&lt;http://www.geocities.com/ublattmann/papers/valor.html&gt; Acesso em 05/03/2012.
TACHIZAWA, Takeshy; SCAlCO, Oswaldo. Organização flexível : qualidade na gestão por
processos. São Paulo : Atlas , 1997.
VERGARA, Sylvia Constant Vergara. Projetos
administração. 11. ed. São Paulo: Atlas, 2009.

2093

e

relatórios

de

pesquisa

em

�</text>
                  </elementText>
                </elementTextContainer>
              </element>
            </elementContainer>
          </elementSet>
        </elementSetContainer>
      </file>
    </fileContainer>
    <collection collectionId="49">
      <elementSetContainer>
        <elementSet elementSetId="1">
          <name>Dublin Core</name>
          <description>The Dublin Core metadata element set is common to all Omeka records, including items, files, and collections. For more information see, http://dublincore.org/documents/dces/.</description>
          <elementContainer>
            <element elementId="50">
              <name>Title</name>
              <description>A name given to the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51396">
                  <text>SNBU - Edição: 17 - Ano: 2012 (UFRGS - Gramado/RS)</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="49">
              <name>Subject</name>
              <description>The topic of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51397">
                  <text>Biblioteconomia&#13;
Documentação&#13;
Ciência da Informação&#13;
Bibliotecas Universitárias</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="41">
              <name>Description</name>
              <description>An account of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51398">
                  <text>Tema: A biblioteca universitária como laboratório na sociedade da informação.</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="39">
              <name>Creator</name>
              <description>An entity primarily responsible for making the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51399">
                  <text>SNBU - Seminário Nacional de Bibliotecas Universitárias</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="45">
              <name>Publisher</name>
              <description>An entity responsible for making the resource available</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51400">
                  <text>UFRGS</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="40">
              <name>Date</name>
              <description>A point or period of time associated with an event in the lifecycle of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51401">
                  <text>2012</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="44">
              <name>Language</name>
              <description>A language of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51402">
                  <text>Português</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="51">
              <name>Type</name>
              <description>The nature or genre of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51403">
                  <text>Evento</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="38">
              <name>Coverage</name>
              <description>The spatial or temporal topic of the resource, the spatial applicability of the resource, or the jurisdiction under which the resource is relevant</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51404">
                  <text>Gramado (Rio Grande do Sul)</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
          </elementContainer>
        </elementSet>
      </elementSetContainer>
    </collection>
    <itemType itemTypeId="8">
      <name>Event</name>
      <description>A non-persistent, time-based occurrence. Metadata for an event provides descriptive information that is the basis for discovery of the purpose, location, duration, and responsible agents associated with an event. Examples include an exhibition, webcast, conference, workshop, open day, performance, battle, trial, wedding, tea party, conflagration.</description>
    </itemType>
    <elementSetContainer>
      <elementSet elementSetId="1">
        <name>Dublin Core</name>
        <description>The Dublin Core metadata element set is common to all Omeka records, including items, files, and collections. For more information see, http://dublincore.org/documents/dces/.</description>
        <elementContainer>
          <element elementId="50">
            <name>Title</name>
            <description>A name given to the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="64328">
                <text>Macroprocessos em Bibliotecas Universitárias: uma contribuição na construção de indicadores de desempenho.</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="39">
            <name>Creator</name>
            <description>An entity primarily responsible for making the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="64329">
                <text>Vale, Milene Miguel do; Barbalho, Célia Regina Simonetti</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="38">
            <name>Coverage</name>
            <description>The spatial or temporal topic of the resource, the spatial applicability of the resource, or the jurisdiction under which the resource is relevant</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="64330">
                <text>Gramado (Rio Grande do Sul)</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="45">
            <name>Publisher</name>
            <description>An entity responsible for making the resource available</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="64331">
                <text>UFRGS</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="40">
            <name>Date</name>
            <description>A point or period of time associated with an event in the lifecycle of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="64332">
                <text>2012</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="51">
            <name>Type</name>
            <description>The nature or genre of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="64334">
                <text>Evento</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="41">
            <name>Description</name>
            <description>An account of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="64335">
                <text>Apresenta a Biblioteca Universitária (BU) como um sistema organizacional, descrevendo seus processos de maneira detalhada com o objetivo de dar suporte na composição de indicadores de desempenho. A pesquisa, do tipo exploratória, foi executada por meio de fontes secundárias, em especial, a revisão bibliográfica. Dessa forma, o detalhamento dos processos proporcionou conhecimento que irá contribuir na construção de um instrumento de avaliação que possibilite a Biblioteca avaliar seu desempenho através do uso de indicadores.</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="44">
            <name>Language</name>
            <description>A language of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="69550">
                <text>pt</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
        </elementContainer>
      </elementSet>
    </elementSetContainer>
  </item>
  <item itemId="6050" public="1" featured="0">
    <fileContainer>
      <file fileId="5114">
        <src>http://repositorio.febab.org.br/files/original/49/6050/SNBU2012_189.pdf</src>
        <authentication>945d81ab98b899241e58bd88c0f0a960</authentication>
        <elementSetContainer>
          <elementSet elementSetId="4">
            <name>PDF Text</name>
            <description/>
            <elementContainer>
              <element elementId="92">
                <name>Text</name>
                <description/>
                <elementTextContainer>
                  <elementText elementTextId="64327">
                    <text>Planejamento estratégico e sustentabilidade
i! """"'"
MaooNlck

~

=

:,

IiWitt.UJ
1I....111~

Trabalho completo

MAPEAMENTO DE PROCESSOS EM BIBLIOTECAS: ESTUDO
DE CASO EM UMA BIBLIOTECA DO INSTITUTO FEDERAL DE
EDUCAÇÃO, CIÊNCIA E TECNOLOGIA DE SÃO PAULO

Greissi Gomes Oliveira 1, Roniberto Morato do Amaral2
1Mestranda em Ciência, Tec nologia e Sociedade, UFSCar, São Ca rlos, SP
:lOoutor, UFSCar, São Carlos , SP

Resumo
A principal função das bibliotecas é possibilitar o acesso ao conhecimento por
intermédio de produtos e serviços de qualidade. Inseridas em instituições de ensino,
as bibliotecas são agentes fundamentais do processo educacional. Conhecer os
seus processos de trabalho é fundamental para a melhoria da qualidade. O presente
trabalho tem o objetivo de mapear os processos de trabalho desenvolvidos em
Bibliotecas do Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia de São Paulo
(IFSP) . O método utilizado foi a pesquisa-ação e o objeto de estudo foi a unidade da
Biblioteca do Campus Sertãozinho do IFSP. Como resultados foram alcançados: a)
mapeamento dos processos de trabalho; b) detalhamento dos processos de
trabalho; c) análise dos processos e propostas de melhorias, com base na
ferramenta da qualidade diagrama de causa e efeito. Concluí-se que o trabalho pode
contribuir para as áreas de Gestão Pública e Ciência da Informação ao apresentar
os principais processos de trabalho de uma organização tão importante como é a
Biblioteca do IFSP para as atividades de ensino, pesquisa e extensão da instituição.
Com base nos resultados, recomenda-se que o estudo seja expandido para demais
Bibliotecas do IFSP, buscando a implantação de melhorias e padronização de
serviços chaves.

Palavras-Chave:
Bibliotecas; Gestão; Processos de trabalho; Mapeamento de processos; IFSP.

Abstract
The primary function of libraries is to enable access to knowledge through quality
products and services. Inserted in educational institutions, libraries are key players in
the educational process, know their work processes is criticai to improving quality.
The study aims to map work processes developed in Libraries of the Federal Institute
of Education, Science and Technology of São Paulo. The method used was action
research and study object was the unity of the Campus Library Sertãozinho IFSP. As
results were achieved : a) mapping of work processes, b) detailing the work
processes, c) analysis of processes and proposals for improvements, based on the
quality tool of cause and effect diagramo Based on the results and discussions it is

2067

�Planejamento estratégico e sustentabilidade
i! """"'"
MaooNlck

~

=

:,

IiWitt.UJ
1I....111~

Trabalho completo

recommended that the study be expanded to other libraries of the IFSP, seeking the
implementation of improvements and standardization of key services. We concluded
that the work contributes to the areas of Public Administration and Information
Science to present the main work processes of an organization as important as the
Library of the IFSP for teaching, research and extension of the institution. Based on
the results, it is recommended that the study be expanded to other libraries of the
IFSP, seeking the implementation of improvements and standardization of key
services.

Keywords:
Libraries, Management, Work processes; Process Mapping ; IFSP.

1 Introdução
Os Institutos Federais de Educação, Ciência e Tecnologia, conhecidos como
Institutos Federais (IF), são autarquias federais vinculadas ao Ministério da
Educação e fazem parte da rede federal de educação profissional, científica e
tecnológica (BRASIL, 2008). Os IF estão distribuídos por todo o território brasileiro,
funcionam em estrutura multicampi e oferecem cursos de educação básica,
profissional e de educação superior (BRASIL, 2008b), tendo basicamente 50% de
suas vagas destinadas a cursos técnicos e 20% destinadas a cursos superiores (de
tecnologia, licenciatura, bacharelado, pós-graduação stricto sensu e lato sensu). Os
cursos oferecidos pelos campi procuram adaptar-se às necessidades profissionais,
sociais e culturais das regiões onde estão inseridos
Assim, os IF surgem como parte de políticas públicas para as regiões em que
estão inseridos e nesse sentido, as Bibliotecas dos campi dos IF atuam como
agentes fundamentais na concretização da missão dos IF, fomentando ensino,
pesquisa e extensão, necessitando adequar-se a essa realidade, oferecendo
produtos e serviços de qualidade que contemplem como usuários os alunos,
docentes e servidores técnico-administrativos. A importância das Bibliotecas para os
IF está no seu papel de disseminadora de conhecimento e facilitadora do acesso ao
conhecimento. As Bibliotecas dos IF são responsáveis por dotar cada campus com
recursos informacionais (produtos e serviços) necessários a sua atuação. Para que
cumpram seu objetivo, atendendo aos diversos públicos, as Bibliotecas dos IF
devem preocupar-se com uma administração que permita oferecer serviços e
produtos, baseados em informação, de qualidade.
Nesse sentido, a principal função de unidades de informação, que no âmbito
deste trabalho serão denominadas bibliotecas, é a prestação de produtos e serviços
que possibilitem o acesso ao conhecimento demandado por sua comunidade. Esses
serviços, para atenderem com satisfação aos usuários da unidade, devem estar
pautados em princípios de eficiência , eficácia e efetividade e serem constantemente
avaliados e readequados. Para Ramos (1996, p. 1) "saber gerenciar uma unidade de
informação" garante melhor utilização dos recursos observando-se maior qualidade
e produtividade.
O gerenciamento de unidades de informação exige que bibliotecários tenham
conhecimento não apenas técnico, mas também em diversas áreas, em especial da
área de gestão, exigindo destes profissionais um conjunto de atributos de

2068

�Planejamento estratégico e sustentabilidade
i! """"'"
MaooNlck

~

=

:,

IiWitt.UJ

1I....111~

Trabalho completo

competência - conhecimentos, habilidades e atitudes (AMARAL et ai, 2008).
De acordo com Dziekaniak (2008, p. 2) as bibliotecas são agentes
fundamentais no processo educacional , seja em nível básico, fundamental , médio,
técnico ou superior. Uma estrutura adequada para as bibliotecas é indispensável
para desempenho de sua função. A autora aponta ainda que essa estrutura envolve
recursos de ordem material, humana, financeira e tecnológica adequadas e "uma
administração capacitada", exercida por profissional bibliotecário.
Muitas organizações públicas ainda utilizam o modelo de gestão tradicional ,
baseado em tarefas e hierarquias pouco flexíveis e não adotam o planejamento. O
mesmo ocorre em muitas bibliotecas e conforme aponta Almeida (2005, p. 1), o
planejamento não é utilizado ou é feito de maneira parcial.
Dessa forma , definiu-se como problema para esta pesquisa a necessidade da
implantação de atividades de planejamento em Bibliotecas do Instituto Federal de
Educação, Ciência e Tecnologia de São Paulo (IFSP) . Acreditando-se que para um
bom planejamento é necessário compreender quais são os processos desenvolvidos
(SANTOS, 2007, p. 98) , o objetivo deste trabalho foi mapear os processos
desenvolvidos em Bibliotecas do Instituto Federal de Educação, Ciência e
Tecnologia de São Paulo, em especial na Biblioteca do Campus Sertãozinho, objeto
de estudo deste trabalho .
A motivação para este trabalho surgiu do fato de que, atualmente os
profissionais bibliotecários lotados nos campi do IFSP buscam estruturar uma rede
de Bibliotecas e a identificação e o mapeamento das atividades desenvolvidas na
Biblioteca do Campus Sertãozinho pode servir de base para novos estudos da futura
rede .
O trabalho justifica-se por não haver nenhum estudo deste tipo na Biblioteca
em questão e pelo fato de não terem sido encontrados estudos sobre o mapeamento
ou modelagem de processos em Bibliotecas do IFSP, conforme buscas efetuadas
junto às seguintes fontes de informação: Base de Dados Referenciais de Artigos de
Periódicos em Ciência da Informação (BRAPCI , 2011) - http://www.brapci.ufpr.br.
Scientific Electronic Library Online (SciELO, 2011) - http://www.scielo.org. Banco de
Teses da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (CAPES,
2011) - http://capesdw.capes.gov.br/capesdw/ e Biblioteca Digital Brasileira de Teses
e Dissertações do Instituto Brasileiro de Informação em Ciência e Tecnologia (IBICT,
2011) - http://bdtd .ibict.br/, o que permite concluir, nesse sentido, que os resultados
alcançados no presente trabalho podem contribuir para áreas de Gestão Pública e
Ciência da Informação.

2 GESTÃO POR PROCESSOS EM BIBLIOTECAS
Devido ao atual contexto mundial, as organizações buscam novas tecnologias
visando à melhoria dos seus processos, produtos e serviços. A gestão por processos
é uma forma de organização proativa, voltada para a previsão, focada no
melhoramento das atividades de uma organização e perfeitamente aplicável às
unidades de informação (MOLlNA MOLlNA et. ai , 1999, p. 13; COELHO, 2011).
O objetivo da gestão por processos é "maximizar os resultados dos
processos", aumentando a satisfação dos clientes, otimizando recursos e reduzindo
custos (SANTOS , 2007 , p. 4) . Para tanto , pode-se definir processo como o conjunto
de atividades realizadas em uma sequência , tempo e espaço com o intuito de atingir

2069

�Planejamento estratégico e sustentabilidade
i! """"'"
MaooNlck

~

=

:,

IiWitt.UJ

1I....111~

Trabalho completo

um objetivo. Para Davenport (1994, p. 6), esse objetivo seria um produto para um
cliente ou mercado.
Assim, o processo necessita de entradas (inputs) , que podem ser materiais,
serviços e informações, que sofrem transformação (são processados) gerando um
resultado (saída - outputs), que também pode ser materiais, serviços e informações.
No momento do processamento/transformação são necessários recursos e
orientações (guias/regras) que possibilitem e norteiem o processo (Figura 1)
(SANTOS, 2007).
Para identificar as variáveis de um processo, existem ferramentas originadas
de diversas áreas e assimiladas pela Engenharia de Processo. Essas ferramentas
são utilizadas no mapeamento e modelagem de processos.
O mapeamento de processos, segundo Santos (2007, p. 98) , tem a finalidade
de ajudar a melhorar os processos existentes ou de permitir a implantação de uma
estrutura voltada para processos. O objetivo do mapeamento é permitir visualizar os
processos atuais e futuros de uma organização. Dessa forma , o mapeamento de
processos é o levantamento dos dados necessários à compreensão e modelagem
daqueles. Para o mapeamento podem ser utilizadas várias técnicas de levantamento
de dados como a observação, entrevista, análise de documentação e de softwares
no apoio das atividades de mapeamento.
G u i as f Reg r as

( tra n sfor maç30 )

S a ída
( res u lt ado)

R ecursos

Figura 1 - Modelo genérico de processo.
Fonte: Santos (2007, p. 23).

A modelagem de processos é a descrição gráfica de cada processo e faz
parte da atividade de mapeamento de processos. Para apoiá-Ia , várias ferramentas
ou técnicas podem ser utilizadas, possibilitando elaborar a notação/descrição gráfica
dos processos. Alguns exemplos de ferramentas/técnicas são apontados a seguir,
sintetizados por Pinho (et. ai , 2007 , p. 3) : Fluxograma (SLACK et ai , 1997); mapa de
processo (BARNES, 1982); mapofluxograma (BARNES , 1982); blueprint
(FITZSIMMONS; FITZSIMMONS, 2000); IDEF3 (TSENG; QUINHAI ; SU , 1999); UML
(BOOCH ; RUMBAUGH ; JACOBSONI, 2000) ; DFD (ALTER, 1999). Além de mapear
os processos, algumas ferramentas permitem a análise dos mesmos do ponto de
vista da abordagem da qualidade. Dentre as ferramentas de análise da qualidade
dos processos, citam-se o diagrama de pareto, diagrama de causa e efeito,
histograma e diagrama de dispersão (WERKEMA, 1995):
a) diagrama de Pareto: também chamado de gráfico de Pareto, é a
representação através de barras verticais das freqüências de diversas
ocorrências, em ordem decrescente, permitindo a visualização mais

2070

�Planejamento estratégico e sustentabilidade
i! """"'"
MaooNlck

~

=

:,

IiWitt.UJ

1I....111~

Trabalho completo

evidente dos problemas de um processo, por exemplo (WERKEMA,
1995);
b) diagrama de causa e efeito (diagrama de Ishikawa): possibilita
representar relação entre um resultado do processo e suas causas
(WERKEMA, 1995, p. 43);
c) histograma: também representado através de um gráfico de barras,
permite a visualização de como um conjunto de dados distribui-se de
acordo com as ocorrências (WERKEMA, 1995, p. 44);
d) diagrama de dispersão: é a representação gráfica que permite visualizar
o relacionamento entre duas variáveis (Figura 4), que podem ser duas
causas, uma causa e um efeito ou dois efeitos de um processo
(WERKEMA, 1995, p. 44).
Molina Molina (et. ai , 1999), em um estudo sobre gestão por processos em
unidades de informação identificou que as mesmas são compostas basicamente dos
seguintes processos: desenvolvimento de coleções, organização de informação e
documentação, serviços de informação e documentação, mercado de produtos e
serviços, gestão administrativa , gestão do talento humano, gestão tecnológica ,
gestão financeira , gestão de serviços gerais, conforme pode ser visualizado na
Figura 2. O objetivo do trabalho de Molina Molina (et ai , 1999) foi analisar o
funcionamento padrão das unidades de informação a partir do mapeamento de
processos, visando implantar a gestão por processos como precursora de outras
gestões que poderiam ser perfeitamente aplicadas às unidades de informação, como
a Gestão de Pessoas por Competências e a Gestão do Conhecimento.
Outros estudos aplicados foram desenvolvidos no Brasil , demonstrando que
as bibliotecas são locais onde a gestão por processo pode ser utilizada para
gerenciar seus trabalhos internos e serviços aos usuários, visando a uma melhoria
de seus processos, produtos e serviços.
A seguir são apresentados brevemente três casos de aplicação do
mapeamento de processos como parte do modelo de gestão de unidades de
informação. Um estudo foi aplicado na Biblioteca Universitária da Universidade
Federal de Santa Catarina (SANTOS , FACHIN, VARVAKIS, 2003), outro estudo foi
aplicado no Sistema de Bibliotecas da Universidade de São Paulo (Di FRANCISCO
et. ai, 2010) e, por fim, um estudo aplicado na Rede de Bibliotecas do Serviço
Nacional de Aprendizagem Comercial do Estado de Santa Catarina (COELHO,
2011) .
2.1 Gerenciando processos de serviços em bibliotecas (SANTOS, FACHIN,
VARVAKIS,2003)

O trabalho de Santos, Fachin e Varkis (2003) apresenta uma forma de gestão
de processos em bibliotecas, buscando a melhoria da qualidade, utilizando a técnica
de mapeamento de processos denominada IDEF3. A técnica sofreu algumas
adaptações e foi aplicada na Biblioteca Universitária Central da Universidade
Federal de Santa Catarina (UFSC).

2071

�"'T1

o

::::l

"TI

~

cC'
c

ºS'

I&gt;J

:s:
Dl

:s:
O

§'
Dl

êD
rDl

N
O
O

~

;

:s:

111

...
O
"O...
n

B
B

PROCESOS

SUBPROCESOS

SELECCIÓN Im INFORAMCIÓN Y DOCl.lMENTACIÓN

DESAR
ROLLO S
DE
COLECCIONE

PRODUCCIÓN
DE RECU RSOS
DE INFORMACIÓN
Y DOCUMENT ACIÓN

BVAI. UACIÓN Y DES fARTE DE COLE CClONES

NORMAI.IZACIÓN Y ANÁLISIS DE INFORMACIÓN
ORGANrlACIÓN Y ALMACENAMIHNTO DE COLECCIONES

ORGANIZAqÓN DE
INFORMA CION
Y DOC UMENTACIÓN

ELADORACIÓN DE FUENTES SE CUNDAlUAS

CD

SERVlCIOS DE ALERTA

SERVICIO S DE
INFORMACIÓN
Y DOC UMENTACIÓN

(J)
(J)

O

FORMACIÓN DE USUARlO S

(J)

DlFU SIÓN DE
INFORMA CIÓN
Y DOCUMENT ACIÓN

PROGRAMAS DE EX1ENSIÓN

SERVICIOS
DE EXTENSIÓN

~LICACIONES

O

N

(J)

"

CD

o

N

CD

O

O

GE STIó N
DEL TALENTO
HUMANO

O

GE STló N
TECNOLÓGICA

O

GE STIó N
F1NANCIERA

O

GE STló N
DE SE RVICIO S
GENERALE S

C
O"

"O...
n

CD

GESTIÓN
ADMINISTRATIVA

3

C
:::J

APOYO Y GE STIÓN

C.
CD

(J)

C.
CD

S'

...3

Õ'
111

&lt;t')

111'

O

.!!!.

5'
o
o

::J

Q)

3

&lt;D

"3

Õ

~

!eiil

::J

&lt;D

m·
õ'
o
&lt;D
(J)

c:

*
::J

(J)
(J)
(J)

INVESTlGACIÓN DE MERCADOS
DISBNO Y DIVERSIFICAClÓNDE PRODUCTOS Y SBRVlCmS
DEFINICIÓN DE FRECIO S PARA PRODUCTOS Y SERVlCIOS
PROMOCIÓN Y DISTRlBUCIÓN DE PRODUCTOS Y SERVlClOS

MERCADEO
DE PRODDUCTOS
Y SERVICIO S

o

(J)

c:
111

iij'

Q)

o-

(O

CD

(J)
(J)

'll

iil

'O

~

n

nu

p~
-I

REFERENClA
PRÉ S TANlO DE DO C1JMI!NTOS

n

"O...

I• lYlI SNBU

o
o
o
o
o

íii

g

PLANEACIÓN YDIRE CCIÓN
CONTROL Y EVALUACIÓN DEL DESEMPENO
GE snóN JUJÚDICA Y LE CAL

DISENO DE E STRUCTURAS, FUNCIONES Y PIlRFILES DE CARGOS
CONVOCATORL\, SELECCIÓN, CONTRATACIÓN Y DESVlNCULACIÓN DE EMPLEADOS
ADMIN1S TRACIÓN DE EMPLEAD O S
CAPACITAClÓN~ FORMACIÓNY ENTRENAMIENTO
ADMIN1STRACION DE BIRNES TAR LABORAI. Y SALUD OCUPACIONAL
ADMINlSTRACIÓN DE NÓMINA

INVESTlGACIÓN YPLANEACIÓN DE SOLUCIONES TECNOLÓGICAS
ADMINlS TRAClÓN DE LA PLANTAFORMA TE CNOL ÓGltA EXIS 'lEN'IE

ADMINISTRAClÓN Y CONTROL DEL PRBSUPUESTO
CONTABILrZACIÓN Y ELABORACIÓN DE ESTADOS F1NANCIEROS
GESnÓN DE RECURSOS F1NANCmROS

~~:S~~!~:Ón: :~~~~~S~:~CUMENTOS
CONTROL DE INVENTARlOS YDIENES Y SUMINISTROS
DUPLICACIÓN DE DOClJMHNTOS

ALQUlLER DE RE CURSO S
APOYO L OGÍSTIC O

MAN TENlMlENTO DE BIENES MUEBLES E INM\JI!BLE S
VIGll.ACIA. Y SE GURIDAD

ã:
Q)
c.
&lt;D

�Planejamento estratégico e sustentabilidade
i! """"'"
MaooNlck

~

=

:,

IiWitt.UJ
1I....111~

Trabalho completo

A técnica IDEF3 busca mapear os processos a partir do ponto de vista dos
usuários dos serviços, ou seja , a técnica é aplicada a partir da vivência do usuário.
Segundo os autores (SANTOS , FACHIN , VARVAKIS, 2003 , p. 87), a técnica permite
tanto planejar novos serviços quanto analisar processos existentes. A adaptação da
técnica IDEF3 para mapeamento de processos de serviços recebeu o nome de
Servpro (SANTOS, VARVAKIS , 2002). O Servpro é composto de diagrama e
documento de elaboração . Cada processo mapeado é avaliado do ponto de vista da
qualidade, o que Santos (2000, p. 19) chamou de "determinantes da qualidade" para
os quais existem diversas "medidas de desempenho" que permitem avaliar a
satisfação do usuário com o processo (serviço) em análise.
O Servpro apresentou os seguintes resultados e vantagens com sua
aplicação na Biblioteca Universitária da UFSC:
a) adequação tanto para o planejamento quanto para a análise de
processos de serviços;
b) descrição da experiência de serviço do ponto de vista do usuário;
c) representação gráfica baseada em diagramas;
d) facilidade de uso;
e) suporte para avaliação de desempenho do processo .
No caso da Biblioteca da UFSC, o Servpro mostrou-se aplicável e adequado,
porém os autores (SANTOS , FACHIN , VARVAKIS, 2003, p. 93) recomendam testes
desta técnica em outros tipos de bibliotecas.
2.2 Serviços e produtos do SIBi/USP: descrição dos processos essenciais,
gerenciais e de apoio (Di FRANCISCO et. ai, 2010)

O objetivo do trabalho de Di Francisco (et ai, 2010) foi o mapeamento dos
processos das bibliotecas do Sistema Integrado de Bibliotecas (SIBi) da
Universidade de São Paulo (USP) como modo de identificar e registrar as atividades
das bibliotecas, buscando a padronização dos serviços.
A metodologia aplicada foi a modelagem de processo de negócio (MPN), para
descrever graficamente os processos. Para embasar o trabalho, a modelagem de
processo de negócio seguiu as instruções do método EKD - Enterprise Knowledge
Development, que utiliza uma descrição gráfica parecida com o diagrama de fluxo de
dados (DFD) e permite visualizar os fluxos de informação entre os processos.
Com a aplicação do MPN, buscou-se identificar os processos essenciais,
gerenciais e de apoio que tiveram com indicadores os definidos pela IFLA
(INTERNATIONAL FEDERATION OF LlBRARY ASSOCIATIONS, 1996) e pelo
SIBindica (GRANDI et. ai , 2008). O resultado do mapeamento dos processos foi a
identificação de dois processos essenciais, cinco gerenciais e quatro processos de
apoio. Nesse conjunto de processos foram identificadas ainda cento e quinze
atividades e alguns novos indicadores de desempenho.
2.3 O mapeamento dos processos operacionais na Rede de Bibliotecas
SENAC/SC (COELHO, 2011)

O trabalho de Coellho (2011) descreveu a atividade de mapeamento de
processos operacionais da Rede de Bibliotecas do Serviço Nacional de
Aprendizagem Comercial (SENAC) do Estado de Santa Catarina . O mapeamento

2073

�Planejamento estratégico e sustentabilidade
i! """"'"
MaooNlck

~

=

:,

IiWitt.UJ

1I....111~

Trabalho completo

dos processos da Rede de Bibliotecas faz parte de um projeto maior intitulado
Projeto de Mapeamento de Processos instituído pela alta administração do
SENAC/SC. O objetivo do mapeamento foi otimizar os processos e padronizar as
atividades. A Rede de Bibliotecas do SENAC/SC é composta por 20 bibliotecas.
A metodologia utilizada compreendeu a aplicação do formulário SIPOC abreviação de Supp/y, /nputs, Process, Output and Consumers - que permite
identificar entradas, fornecedores , atividades, saídas e clientes para cada processo.
Após levantamento de dados, foi elaborado o fluxograma de cada processo. O
mapeamento das bibliotecas utilizou uma biblioteca como amostra . Como resultado,
foram identificados 8 processos gerais e suas atividades:
a)
b)
c)
d)
e)
f)
g)

composição do acervo (aquisição, doação e permuta de obras) ;
processamento técnico;
cadastro de usuário e afastamento de usuário;
empréstimo (domiciliar, especial , entre bibliotecas) de obras;
reserva e renovação de obras e regularização de débito;
restauro do material bibliográfico;
orientação sobre fontes de informação e normalização de trabalhos
acadêmicos e elaboração do Sumário Corrente;
h) oficinas de Capacitação e Ações e Campanhas de Incentivo à Leitura .

Com o mapeamento, resultado do trabalho de Coelho (2011) , melhorias e
padronizações de processos foram implantadas em várias bibliotecas e ainda estão
em curso para atingir a rede toda .
Os três casos estudados mostraram que o mapeamento de processos nas
bibliotecas permitiu a implantação de melhorias por intermédio da identificação das
variáveis envolvidas em cada processo.

3 Materiais e Métodos
O objeto de estudo deste trabalho foi a Biblioteca do Campus Sertãozinho do
IFSP. De acordo com Thiollent (1994 , p.14), utilizou-se o método da pesquisa-ação
já que um dos autores do presente trabalho é profissional da unidade em estudo e
está envolvido nos processos estudados. A pesquisa tem caráter exploratório (GIL,
1996) e qualitativo (MARTINS, 1998, p. 128), pois se buscou explicitar os processos
da Biblioteca em estudo. Para tanto, cabe esclarecer que o IFSP é uma autarquia de
ensino, pertencente ao governo federal do Brasil. Sua fundação ocorreu em 1909
como Escola de Aprendizes Artífices (IFSP, 2011) . O IFSP é organizado em estrutra
multicampi e oferece cursos de nível técnico , tecnológico, licenciatura e
bacharelado .
Atualmente o IFSP conta com 28 campi distribuídos na capital (onde também
está localizada a Reitoria) além de diversas cidades do interior do Estado de São
Paulo e há previsão de implantação de mais 9 campi até o ano de 2014 (IFSP,
2011) . O campus localizado na cidade de Sertãozinho teve o início de suas
atividades no ano de 1996 e atualmente oferece os seguintes cursos em nível médio
técnico e superior, constante no Quadro 1:

2074

�Planejamento estratégico e sustentabilidade
i! """"'"
MaooNlck

~

=

:,

IiWitt.UJ
1I....111~

Trabalho completo

Cursos Superiores
- Licenciatura em Química ,
- Tecnologia em Automação Industrial,
- Tecnologia em Fabricação Mecânica,
- Tecnologia em Gestão de Recursos Humanos

.

- Técnico
- Técnico
- Técnico
- Técnico

Cursos Técnicos
Integrado em Automação Industrial
Integrado em Quím ica
em Administração - PROEJA
em Mecânica - PROEJA

-

Quadro 1 - Cursos superiores e tecmcos - Campus Sertaozmho do IFSP
Fonte: Adaptado de IFSP (2011 b)

A Biblioteca do Campus Sertãozinho conta com um acervo em torno de cinco
mil itens, entre multimeios, periódicos, livros, obras de referência, teses e
dissertações. Os usuários da unidade são alunos dos cursos técnicos e superiores,
docentes e servidores técnico-administrativos do Campus. A comunidade externa
pode utilizar os materiais disponíveis no acervo apenas para consulta local.
Atualmente a Biblioteca do Campus Sertãozinho possui em torno de 900 usuários
cadastrados, entre alunos, docentes e servidores técnico-administrativos. A unidade
encontra-se hierarquicamente vinculada à Coordenadoria de Apoio ao Ensino.
O acervo da Biblioteca do Campus Sertãozinho está organizado no sistema
de gerenciamento de acervo PHL, na versão monousuário, por este motivo a
divulgação do acervo na internet ocorre através de um arquivo Portable documenf
File (pdf) disponível na página da unidade (www.ifsp .edu .br/sertaozinho) .
A Biblioteca do Campus Sertãozinho não é divida em setores. As atividades
são executadas por duas bibliotecárias e três servidores técnico-administrativos. O
horário de atendimento é das 8:1O às 21 :45, ininterruptamente. Além dos serviços de
empréstimos, renovações e devoluções entre outros, a unidade disponibiliza acesso
a internet através do Telecentro instalado em suas dependências.
Atualmente a Biblioteca do Campus Sertãozinho possui algumas atividades
pontuais de planejamento. Com base no método de pesquisa-ação (THIOLLENT,
1994, p.14) o mapeamento dos processos atuais objetivou obter uma visão das
atividades e serviços da unidade, possibilitando identificar pontos críticos e a
implantação de melhorias. Assim , os procedimentos para o desenvolvimento do
trabalho, que compreendeu o período de janeiro a agosto de 2011 , foram :
a) revisão bibliográfica sobre mapeamento de processos e sobre aplicação
em unidades de informação.
b) identificação dos processos e subprocessos que fazem parte da
Biblioteca do Campus Sertãozinho.
c) após a identificação dos processos, foram elaborados fluxogramas para
detalhar o processo de aquisição por compra, já que este é um processo
crítico que demanda grande necessidade de tempo e é composto de
várias atividades.
d) depois da modelagem , o processo passou por uma análise, buscando
identificar as causas dos problemas percebidos, através da metodologia
proposta pelo diagrama de causa e efeito.
e) após a identificação dos problemas e suas causas, foram propostas
melhorias que poderão ser implantadas.

2075

�Planejamento estratégico e sustentabilidade
i! """"'"
MaooNlck

~

=

:,

IiWitt.UJ

1I....111~

Trabalho completo

4 RESULTADOS
Na Biblioteca do IFSP localizada no Campus Sertãozinho, foram identificados
9 processos de trabalho:
a) aquisição de obras por compras;
b) aquisição de obras por doação;
c) aquisição de obras enviadas pelo Ministério da Educação;
d) processamento técnico;
e) referência ;
f) circulação;
g) difusão da informação;
h) gerenciamento de livros didáticos do Programa Nacional do Livro
Didático (PNLD) do Ministério da Educação/Fundo Nacional de
Desenvolvimento da Educação (MEC/FNDE) ;
i) gerenciamento administrativo.
A análise dos processos permitiu identificar o total de 54 subprocessos. No
processo de aquisição de obras por compra foram identificados 9 subprocessos no
que tange a Biblioteca, a saber: solicitar lista de prioridades aos coordenadores;
elaborar orçamento; cadastrar requisição; cadastrar orçamento; receber materiais
comprados; conferir páginas; solicitar troca de materiais; solicitar envio de materiais
faltantes; encerrar empenho. Uma visão geral deste processo é apresentada na
Figura 3.

Elaborar

orçamen~o

área curso
Cada~rar orçamen~o

no SIGA

Receber ma~eriais
comprados

solici~ar

requisição
no SIGA

Cada~rar

Conferir páginas

envio de

ma~eriais faltan~es

Figura 3 - Processo aquisição de obras por compras
Fonte: Autores .

Cada subprocesso foi detalhado em um respectivo fluxograma, buscando-se
identificar possíveis gargalos e problemas. Alguns dos problemas identificados foram
os seguintes:
a) compra efetuada apenas uma vez ao ano;

2076

�Planejamento estratégico e sustentabilidade
i! """"'"
MaooNlck

~

=

:,

IiWitt.UJ

1I....111~

Trabalho completo

b) retrabalho;
C) dificuldade para elaborar orçamentos;
d) falta de espaço físico para armazenagem e processamento técnico .
Para análise de cada um dos problemas identificados na organização (objeto
de estudo deste trabalho) , utilizou-se a ferramenta de análise diagrama de causa e
efeito. A aplicação da ferramenta pode ser visualizada de forma sintetizada por
intermédio da Figura 4, que compreendeu a análise do problema do retrabalho na
organização estudada e de suas variáveis de causa e efeito:
a) matéria-prima/insumos: o problema de retrabalho ocorre em diversas
etapas do processo de aquisição de itens para o acervo. A solução no
que tange a variável matéria-prima/insumos seria a implantação de um
sistema integrado que contemple desde a etapa de indicação por parte
dos coordenadores de cursos e área até o processo de encerramento de
empenho;
b) método: a metodologia adotada hoje pelo IFSP para aquisição de acervo
demanda muito tempo por precisar de diversas autorizações e passar
por diversos setores. A revisão do processo por parte dos setores
responsáveis poderá diminuir as etapas e proporcionar a
descentralização do processo. Por exemplo: incorporando a etapa de
cadastro das requisições e lançamento dos orçamentos em uma única
ocasião, seria uma solução imediata enquanto não se tem um sistema
integrado e diminuiria substancialmente a chance de erros de digitação
de preços cotados para cada item;
c) medida: O processo de compra foi dividido em nove subprocessos. São
muitas etapas que poderiam ser diminuídas caso as autorizações e
checagens passassem por menos setores;

Vá rias etapas do processo

Retrabalho
Procedimentos adotados

Figura 4 - Retrabalho
Fonte: Autores .

A análise dos problemas permitiu perceber que as causas relacionadas à
matéria-prima/insumos são mais complexas e não dependem de ações apenas no
âmbito da Biblioteca do Campus Sertãozinho. Com relação à variável método, no
que compete aos procedimentos adotados, sugerir-se-á aos setores responsáveis

2077

�Planejamento estratégico e sustentabilidade
i! """"'"
MaooNlck

~

=

:,

IiWitt.UJ
1I....111~

Trabalho completo

algumas mudanças como, por exemplo, indicar nos editais de licitações prazos e
percentuais para que a entrega de materiais não fique acumulada . Sugerir-se-á
ainda a incorporação de algumas etapas em apenas uma.
Do ponto de vista da Biblioteca do Campus Sertãozinho, algumas atividades
já poderão ser adotadas para o próximo processo de compra. Para as demais
atividades sugerir-se-á aos setores responsáveis possíveis melhorias. O
detalhamento dispensado ao processo de compra deverá ser estendido aos demais
processos do objeto de estudo, tendo em vista a implantação de práticas e
indicadores de qualidade, em especial no processo de referência .

5 Considerações Finais
Inseridas em instituições de ensino as bibliotecas são agentes fundamentais
do processo educacional , sua principal função é possibilitar o acesso ao
conhecimento por intermédio de produtos e serviços. Para a melhoria dos seus
produtos e serviços visando à satisfação no atendimento às demandas da
comunidade , se faz necessário conhecer os seus processos de trabalho. O
mapeamento e a modelagem dos processos fazem parte de métodos para a
implantação de novas tecnologias de gestão, como por exemplo : Gestão por
Processos, Gestão de Pessoas por Competências e Gestão do Conhecimento, além
de amparar as atividades de planejamento das organizações.
Considera-se que este estudo permitiu mapear os processos de trabalho do
objeto de estudo deste trabalho, a Biblioteca do Campus Sertãozinho, e propor
melhorias. Considera-se ainda , que o trabalho poderá motivar outras Bibliotecas do
IFSP a ter uma visão dos processos que podem ser mapeados e utilizados nas suas
ações de melhoria .
O detalhamento dispensado ao processo de aquisição será estendido aos
demais processos do objeto de estudo, tendo em vista a implantação de práticas e
indicadores de qualidade, em especial no processo de referência .
Apesar de o método utilizado neste trabalho não permitir que se façam
generalizações de seus resultados, é possível considerar que ele atendeu as
expectativas ao providenciar uma solução para o mapeamento dos processos da
Biblioteca do IFSP localizada no Campus Sertãozinho, objeto de estudo. Com base
nos resultados e nas discussões recomenda-se que o trabalho seja expandido para
as demais Bibliotecas do IFSP, buscando a implantação de melhorias e
padronização de processos e serviços-chave para as Bibliotecas e para a sua
comunidade .
Concluí-se que o trabalho poderá contribuir para as áreas de Gestão Pública
e Ciência da Informação ao apresentar e analisar, com foco na melhoria da
qualidade, os principais processos de trabalho de uma organização tão importante
como é a Biblioteca do IFSP, em especial para as atividades de ensino, pesquisa e
extensão da instituição.

6 Referências
ALMEIDA, M. C. B. Planejamento de bibliotecas e serviços de informação. 2. ed .
Brasília, DF: Briquet de Lemos, 2005.

2078

�Planejamento estratégico e sustentabilidade
i! """"'"
MaooNlck

~

=

:,

IiWitt.UJ

1I....111~

Trabalho completo

AlTER, S. Information system: a management perspective . 3. ed . Addison Wesley
longman, 1999.
AMARAL, R. M et. aI. Modelo para o mapeamento de competências em equipes de
inteligência competitiva . Ciência da Informação, Brasília, v. 37, n. 2, p. 7-19,
maio/ago. 2008.
BARNES, R. M. Estudo de movimentos e de tempos. 6. ed . São Paulo: Edgard
Blücher, 1982.
BASE DE DADOS REFERENCIAIS DE ARTIGOS DE PERiÓDICOS EM CIÊNCIA
DA INFORMAÇÃO. Disponível em : &lt;http://www.brapci.ufpr.br&gt; . Acesso em: 20 jan .
2011 .
BRASIL. Ministério da Educação. Instituto Federal de Educação, Ciência e
Tecnologia: Concepção e Diretrizes. Brasília , DF: Secretaria de Educação
Profissional e Tecnológica, 2008. Disponível em : &lt;http://redefederal.mec.gov.br/&gt; .
Acesso em : 10 dez. 2011.
BRASIL. lei n° 11.892, de 29 de dezembro de 2008. Institui a Rede Federal de
Educação Profissional, Científica e Tecnológica, cria os Institutos Federais de
Educação, Ciência e Tecnologia , e dá outras providências. Diário Oficial da União,
Brasília,
DF,
30
dez.
2008b.
Disponível
em :
&lt;
http://www.in.gov.br/imprensa/visualiza/index.jsp?jornal=1 &amp;pagina=1 &amp;data=30/12/20
08&gt;. Acesso em : 10 dez. 2011.
COELHO, J. P. O mapeamento dos processos operacionais na rede bibliotecas
SENAC/SC. In : CONGRESSO BRASilEIRO DE BIBLIOTECONOMIA E
DOCUMENTAÇÃO, 24., 2011, Maceió. Anais ... Maceió: FEBAB, 2011 .
COORDENAÇÃO DE APERFEiÇOAMENTO DE PESSOAL DE NíVEL SUPERIOR.
Banco de Teses. Disponível em : &lt;http://capesdw.capes.gov.br/capesdw/&gt;. Acesso
em: 21 jan . 2011 .
Di Francisco, M. H. et aI. Serviços e produtos do SIBi/USP: descrição dos processos
essenciais, gerenciais e de apoio. In : Seminário Nacional de Bibliotecas
Universitárias, 16., 2010, Rio de Janeiro. Anais... Rio de Janeiro: UFRJ, 2010.
Disponível em : &lt;http://www.sibi.ufrj .br/snbu/pdfs/oraisllfinal_200.pdf&gt;. Acesso em :
10 out. 2011 .
DAVENPORT, T. H. Reengenharia de processos: como inovar na empresa através
da tecnologia da informação. Trad. De Waltensir Dutra. Rio de Janeiro: Campus,
1994.
DZIEKANIAK, C. V. Sistema de gestão para biblioteca universitária (SGBU): teoria e
aplicação. Biblios,
n. 31, p.
1-16, abr./jun. 2008. Disponível em :
&lt;http://www.scielo.org.pe/scielo. php?
script=sci_arttext&amp;pid=S 156247302008000200004&amp;lng=es&amp;nrm=iso&gt;. Acesso em : 10 out. 2011.

2079

�Planejamento estratégico e sustentabilidade
i! """"'"
MaooNlck

~

=

:,

IiWitt.UJ

1I....111~

Trabalho completo

GRANDI , M.E.G. et aI. Indicadores de desempenho para bibliotecas universitárias:
In: Seminário Nacional de Bibliotecas
projeto desenvolvido no SIBi/USP.
Universitárias, 15., 2008, São Paulo. Anais ... São Paulo: CRUESP, 2008. Disponível
em: &lt;http://www.sbu.unicamp.br/snbu2008/anais/site/pdfs/3081 .pdf&gt; . Acesso em : 10
out. 2011 .
INSTITUTO BRASILEIRO DE INFORMAÇÃO EM CIÊNCIA E TECNOLOGIA.
Biblioteca Digital Brasileira de Teses e Dissertações. Disponível em :
&lt;http://bdtd .ibict.br/&gt;. Acesso em: 21 jan. 2011 .
INSTITUTO FEDERAL DE EDUCAÇÃO, CIÊNCIA E TECNOLOGIA DE SÃO
PAULO (Brasil). 2011 . Disponível em : &lt;www.ifsp.edu .br&gt; . Acesso em : 21 nov. 2011 .
INSTITUTO FEDERAL DE EDUCAÇÃO, CIÊNCIA E TECNOLOGIA DE SÃO PAULO
(Brasil). Campus Sertãozinho. 2011 b. Disponível em : &lt;www.ifsp.edu .br/sertaozinho&gt; .
Acesso em : 21 nov. 2011 .
INTERNATIONAL FEDERATION OF LlBRARY ASSOCIATIONS. Measuring quality:
international guidelines for performance measurement in academic libraries.
München : K.G . Saur,1996. 172 p. (IFLA Publications, 76).
MOLlNA MOLlNA et aI. Gestión por procesos en las unidades de información .
Revista Interamericana de Bibliotecología, Medelin, v. 22 , n. 2, p. 11-31 , jul.ldic.
1999.
MOLlNA MOLlNA et aI. Investigación procesos y costos en las unidades de
información. Medellín : Universidad de Antioquia , 2004 . Disponível em :
&lt;http://docencia .udea .edu .co/bibliotecologia/procesosycostos/index.html&gt;.
Acesso
em: 09 abro2012 .
MÜLLER, C. J. Modelo de gestão integrando planejamento estratégico, sistemas de
avaliação de desempenho e gerenciamento de processos (MEIO - Modelo de
estratégia, indicadores e operações). 2003 . 291 f. Tese (Doutorado em Engenharia)Engenharia de Produção , Universidade Federal do Rio Grande do Sul , Porto Alegre,
2003.
Disponível
em :
&lt;http://www.producao.ufrgs.br/arquivos/publicacoes/
claudio_muller_tese.pdf&gt; . Acesso em :12 out. 2011 .
PINHO, A. F. et aI. Combinação entre as técnicas de fluxograma e mapa de processo
no mapeamento de um processo produtivo. In: Encontro nacional de engenharia de
produção, 17., 2007 , Foz do Iguaçu . Anais ... Foz do Iguaçu: Abepro , 2007.
Disponível
em :
&lt;http://www.abepro.org .br/biblioteca/ENEGEP2007_
TR570434_9458 .pdf&gt; . Acessoem 10. Out. 2011.
RAMOS , P. B. A gestão na organização de unidades de informação. Ciência da
Informação,
Brasília,
v.
25 ,
n.
1,
1996.
Disponível
em :
&lt;revista. ibict. br/index.php/ciinf/article/download/483/438 &gt;. Acesso em : 10 out. 2011 .

2080

�Planejamento estratégico e sustentabilidade
i! """"'"
MaooNlck

~

=

:,

IiWitt.UJ

1I....111~

Trabalho completo

SANTOS , L. C.; VARVAKIS, G. Servpro: uma técnica para a gestão de operações
de serviços. Revista Produção, São Paulo, v. 12, n. 1, p. 34-45, 2002 . Disponível
em : &lt;http://www.scielo.br/pdf/prod/v12n1/v12n1a03 .pdf&gt; . Acesso em : 12 out. 2011 .
SANTOS, L. C. Projeto e análise de processos de serviços: avaliação de técnicas e
aplicação em uma biblioteca. 2000. 110 f. Dissertação (Mestrado em Engenharia de
Produção)-Engenharia de Produção, Universidade Federal de Santa Catarina ,
Florianópolis, 2000. Disponível em : &lt;http://www.lgti.ufsc.br/public/luciano.pdf&gt; .
Acesso em : 12 out. 2011 .
SANTOS, L. C.; FACHIN , E. R ; VARVAKIS, G. Gerenciando processos de serviços
em bibliotecas. Ciência da informação , v. 32 , n. 2, p. 85-94, 2003 . Disponível em :
&lt;www.scielo .br/pdf/ci/v32n2/17037.pdf&gt;. Acesso em : 12 out. 2011 .
SANTOS, R F. A. Gestão por processos: as melhores práticas para Gestão por
Processos. Versão 2.1. Companyweb, 2007.
SCIENTIFIC
ELECTRONIC
LlBRARY
ONLlNE.
&lt;http://www.scielo.org&gt; . Acesso em : 20 jan. 2011 .

Disponível

em :

SLACK, N; CHAMBERS , S; HARLAND, C; HARRISON, A; JOHNSTON, R
Administração da Produção . São Paulo: Editora Atlas, 1997.
TSENG, M. M.; QUINHAI, M.; SU , C. Mapping Customers' Service Experience for
Operations Improvement. Business Process Management Journal, vol. 5, 1999.
WERKEMA, M. C. C. As ferramentas da qualidade no gerenciamento de processos.
Belo Horizonte: Editora de Desenvolvimento Gerencial. 1995

2081

�</text>
                  </elementText>
                </elementTextContainer>
              </element>
            </elementContainer>
          </elementSet>
        </elementSetContainer>
      </file>
    </fileContainer>
    <collection collectionId="49">
      <elementSetContainer>
        <elementSet elementSetId="1">
          <name>Dublin Core</name>
          <description>The Dublin Core metadata element set is common to all Omeka records, including items, files, and collections. For more information see, http://dublincore.org/documents/dces/.</description>
          <elementContainer>
            <element elementId="50">
              <name>Title</name>
              <description>A name given to the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51396">
                  <text>SNBU - Edição: 17 - Ano: 2012 (UFRGS - Gramado/RS)</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="49">
              <name>Subject</name>
              <description>The topic of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51397">
                  <text>Biblioteconomia&#13;
Documentação&#13;
Ciência da Informação&#13;
Bibliotecas Universitárias</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="41">
              <name>Description</name>
              <description>An account of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51398">
                  <text>Tema: A biblioteca universitária como laboratório na sociedade da informação.</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="39">
              <name>Creator</name>
              <description>An entity primarily responsible for making the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51399">
                  <text>SNBU - Seminário Nacional de Bibliotecas Universitárias</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="45">
              <name>Publisher</name>
              <description>An entity responsible for making the resource available</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51400">
                  <text>UFRGS</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="40">
              <name>Date</name>
              <description>A point or period of time associated with an event in the lifecycle of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51401">
                  <text>2012</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="44">
              <name>Language</name>
              <description>A language of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51402">
                  <text>Português</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="51">
              <name>Type</name>
              <description>The nature or genre of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51403">
                  <text>Evento</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="38">
              <name>Coverage</name>
              <description>The spatial or temporal topic of the resource, the spatial applicability of the resource, or the jurisdiction under which the resource is relevant</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51404">
                  <text>Gramado (Rio Grande do Sul)</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
          </elementContainer>
        </elementSet>
      </elementSetContainer>
    </collection>
    <itemType itemTypeId="8">
      <name>Event</name>
      <description>A non-persistent, time-based occurrence. Metadata for an event provides descriptive information that is the basis for discovery of the purpose, location, duration, and responsible agents associated with an event. Examples include an exhibition, webcast, conference, workshop, open day, performance, battle, trial, wedding, tea party, conflagration.</description>
    </itemType>
    <elementSetContainer>
      <elementSet elementSetId="1">
        <name>Dublin Core</name>
        <description>The Dublin Core metadata element set is common to all Omeka records, including items, files, and collections. For more information see, http://dublincore.org/documents/dces/.</description>
        <elementContainer>
          <element elementId="50">
            <name>Title</name>
            <description>A name given to the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="64319">
                <text>Mapeamento de processo em bibliotecas: estudo de caso em uma Biblioteca do Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia de São Paulo.</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="39">
            <name>Creator</name>
            <description>An entity primarily responsible for making the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="64320">
                <text>Oliveira, Greissi Gomes; Amaral, Roniberto Morato do</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="38">
            <name>Coverage</name>
            <description>The spatial or temporal topic of the resource, the spatial applicability of the resource, or the jurisdiction under which the resource is relevant</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="64321">
                <text>Gramado (Rio Grande do Sul)</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="45">
            <name>Publisher</name>
            <description>An entity responsible for making the resource available</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="64322">
                <text>UFRGS</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="40">
            <name>Date</name>
            <description>A point or period of time associated with an event in the lifecycle of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="64323">
                <text>2012</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="51">
            <name>Type</name>
            <description>The nature or genre of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="64325">
                <text>Evento</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="41">
            <name>Description</name>
            <description>An account of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="64326">
                <text>A principal função das bibliotecas é possibilitar o acesso ao conhecimento por intermédio de produtos e serviços de qualidade. Inseridas em instituições de ensino, as bibliotecas são agentes fundamentais do processo educacional. Conhecer os seus processos de trabalho é fundamental para a melhoria da qualidade. O presente trabalho tem o objetivo de mapear os processos de trabalho desenvolvidos em Bibliotecas do Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia de São Paulo (IFSP). O método utilizado foi a pesquisa-ação e o objeto de estudo foi a unidade da Biblioteca do Campus Sertãozinho do IFSP. Como resultados foram alcançados: a) mapeamento dos processos de trabalho; b) detalhamento dos processos de trabalho; c) análise dos processos e propostas de melhorias, com base na ferramenta da qualidade diagrama de causa e efeito. Concluí-se que o trabalho pode contribuir para as áreas de Gestão Pública e Ciência da Informação ao apresentar os principais processos de trabalho de uma organização tão importante como é a Biblioteca do IFSP para as atividades de ensino, pesquisa e extensão da instituição. Com base nos resultados, recomenda-se que o estudo seja expandido para demais Bibliotecas do IFSP, buscando a implantação de melhorias e padronização de serviços chaves.</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="44">
            <name>Language</name>
            <description>A language of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="69549">
                <text>pt</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
        </elementContainer>
      </elementSet>
    </elementSetContainer>
  </item>
  <item itemId="6049" public="1" featured="0">
    <fileContainer>
      <file fileId="5113">
        <src>http://repositorio.febab.org.br/files/original/49/6049/SNBU2012_188.pdf</src>
        <authentication>c9578a043790597b995a9734dc9fc313</authentication>
        <elementSetContainer>
          <elementSet elementSetId="4">
            <name>PDF Text</name>
            <description/>
            <elementContainer>
              <element elementId="92">
                <name>Text</name>
                <description/>
                <elementTextContainer>
                  <elementText elementTextId="64318">
                    <text>Planejamento estratégico e sustentabilidade
i! """"'"
MaooNlck

~

=

:,

IiWitt.UJ

1I....111~

Trabalho completo

POLlTICAS PUBLICAS PARA BIBLIOTECAS UNIVERSITÁRIAS:
UM OLHAR SOBRE OS RESULTADOS DO PNBu (1986)
Ana Carolina de Souza Caetano 1
1 Mestranda em Biblioteconomia/Unirio, Esp. em Políticas Públicas e Gestão Social ,
Bibliotecária-documentalista , Universidade Federal de Juiz de Fora , Juiz de Fora , Minas Gerais

Resumo
Identifica e analisa quais as principais ações presentes no Plano Nacional de
Bibliotecas Universitárias (PNBu) de 1986 que se concretizaram para o
desenvolvimento de bibliotecas universitárias federais brasileiras. Esboça um breve
histórico da educação superior pública brasileira destacando os fatos de maior
impacto e sinaliza a partir disso as políticas do governo federal para as bibliotecas
universitárias. Observa que poucas ações diretas para estas foram efetivadas ao
longo de sua história. Conclui que mesmo assim o desenvolvimento das bibliotecas
universitárias federais ocorre porque estas procuram aproveitar as oportunidades
que, indiretamente, lhes surgem com as políticas educacionais.

Palavras-Chave:
Bibliotecas universitárias federais ; Educação superior pública; Plano Nacional
de Bibliotecas Universitárias; Políticas públicas.

Abstract
Identifies and analyzes which present the main actions in the National
University Libraries (PNBu) that materialized in the development of the Brazilian
federal university libraries. Outlines a brief history of the Brazilian public higher
education highlighting the facts and points of greatest impact from this policy the
federal government to university libraries. Notes that few direct actions to effect these
have been throughout its history. Nonetheless concludes that the development of
federal university libraries is beca use they know the opportunities that indirectly come
to them with the educational policies.

Keywords:
Federal university libraries; Public higher education ; Plano Nacional de
Bibliotecas Universitárias; Public policy.

2056

�Planejamento estratégico e sustentabilidade
i! """"'"
MaooNlck

~

=

:,

IiWitt.UJ

1I....111~

Trabalho completo

1 Introdução

o presente artigo tem por temática as políticas públicas para o
desenvolvimento das bibliotecas universitárias federais brasileiras. Originalmente, o
tema foi estudado para o trabalho conclusivo da especialização da autora e
atualmente está sendo verticalizado no mestrado. Objetiva-se, neste recorte, expor e
analisar as políticas públicas voltadas ao desenvolvimento de bibliotecas
universitárias brasileiras previstas no Programa Nacional de Bibliotecas
Universitárias (PNBu) promulgado em 1986, observando sucintamente quais os
resultados efetivos das propostas mencionadas neste projeto. Faz-se um
levantamento contextual das políticas de educação superior no país, posteriormente
mencionam-se quais as ações públicas para as bibliotecas universitárias e analisamnas destacando sua pertinência e atualidade frente às inovações globais e
tecnológicas de hoje.
2 Revisão de Literatura
Conceituar políticas públicas não é das tarefas mais simples. A temática
envolve muitos outros fatores , dentre eles o cultural, social, econômico e o político
propriamente.
Afirma Gomes (2011) que compreender essa natureza complexa é ter em
mente que as políticas públicas não são lineares, sequenciais e monocausais, mas
sim produtos histórico-sociais. Os atores envolvidos (Estado e sociedade) no
processo de formulação, aplicação e gestão das políticas públicas não são isentos e
imparciais: "Existe uma relação direta entre o poder e as políticas públicas, as quais
tendem a buscar legitimar e privilegiar a ideologia que existe num determinado
ambiente social." (QUEIROZ, 2011, p.106) Por isso, a "vinculação existente entre
poder social e políticas públicas nas sociedades capitalistas contemporâneas
fundamente o seu caráter disputado e conflituoso" (GOMES, 2011, p.20)
Há várias categorias de políticas públicas: estabilizadoras, reguladoras,
alocativas, distributivas, compensatórias. Não importa de qual tipo, todas são
passíveis de serem acompanhadas pela sociedade e não apenas serem
consideradas como "o Estado fazendo algo que ele deveria fazer por obrigação ou
função" (QUEIROZ, 2011 , p.107). É nesse sentido que serão feitas as análises que
seguem .
Observando a literatura pesquisada, percebeu-se que de 1986 data a primeira
política pública especificamente para as bibliotecas universitárias. Tal iniciativa foi o
Plano Nacional de Bibliotecas Universitárias (PNBu) publicado pela Secretaria de
Ensino Superior (SESu) do Ministério da Educação (MEC). Contudo, os ideais que
deram origem ao PNBu não surgiram no âmbito do governo federal, mas sim na
própria comunidade de bibliotecários universitários. Uma das prováveis explicações
resida no fato de que essa foi a época da instauração do regime democrático
brasileiro. O MEC havia sido criado em 1985. O contexto proporcionava as
possibilidades adequadas para que os diversos setores e movimentos sociais se
articulassem em torno de questões que lhe fossem pertinentes e assim reivindicar e
propor ao Estado avanços e transformações.
Como salienta Chastinet (1990, p.38-43), nas décadas de 1950 a 1970, as

2057

�Planejamento estratégico e sustentabilidade
i! """"'"
MaooNlck

~

=

:,

IiWitt.UJ

1I....111~

Trabalho completo

políticas de incentivo à pós-graduação e à ciência e tecnologia (C&amp;T) construíram
também um contexto de fortalecimento das IFES e por conseqüência suas
bibliotecas. No período citado, destaca-se a criação dos seguintes órgãos de
fomento a C&amp;T: o Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico
(CNPq) em 1951 , o Instituto Brasileiro de Bibliografia e Documentação (IBBD) , em
1975 transformado em o Instituto Brasileiro de Informação em Ciência e Tecnologia
(IBICT), a Financiadora de Estudos e Projetos (FINEP) em 1965, o Fundo Nacional
de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (FNDCT) em 1969, o Sistema Nacional
de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (SNDCT) em 1972 e a partir deste o
Plano Básico de Desenvolvimento Cientifico e Tecnológico - PBDCT, os Planos
Nacionais de Pós-graduação (1975 a 1989),
Neste contexto de atenções voltadas a C&amp; T, surge na Biblioteconomia um
importante evento de profissionais da área : o Seminário Nacional de Bibliotecas
Universitárias (SNBU) . Sob promoção de uma das IFES, a cada dois anos este
encontro é realizado e se torna um importante espaço de discussão e debates sobre
o status quo da área e questões relacionadas ao universo das bibliotecas
universitárias. Este, conforme Ohira (2008, p.138) teve seu primeiro encontro em
1978 na cidade de NiteróilRJ e foi promovido pela Universidade Federal Fluminense.
No quarto encontro do SNBU, na cidade de Campinas/SP em 1985, o IBICT,
representando a comunidade científica biblioteconômica e baseado nas reflexões
feitas pelos profissionais nos SNBUs anteriores, apresentou um documento com
propostas e diretrizes para o otimização do desenvolvimento das bibliotecas
universitárias. Chastinet (1990, p.45) comenta que o texto passou por reformulações
através das contribuições de profissionais de destaque da área, agências de
financiamento de Ciência e Tecnologia, bibliotecas centrais 1 nas diversas regiões do
país e órgãos correlatos, tais como a Biblioteca Nacional, o Conselho dos Reitores
das Universidades Brasileiras (CRUB), a Federação Brasileira de Associações de
Bibliotecários, Cientistas da Informação e Instituições (FEBAB) e o próprio MEC. A
versão final foi entregue a SESu/MEC e oficializou-se por meio da portaria n.287 de
24 de abril de 1986. (BRASIL, 1986a). Na mesma data, a portaria de n.288 aprovava
a criação do Programa Nacional de Bibliotecas Universitárias, um projeto que visava
a coordenação, mediação e integração nos assuntos referentes às bibliotecas
universitárias entre as IFES e a SESu/MEC (BRASIL, 1986b).
O PNBu foi estruturado em seis grandes áreas, com doze diretrizes e suas
respectivas quarenta e seis ações, conforme o quadro abaixo :

EIXO TEMÁTICO
1.
PLANEJAMENTO:
Organizacional,
Financeiro, de Recursos
Humanos e Físicos

DIRETRIZES
I. Estabelecer um sistema de bibliotecas em cada
universidade;
11. Definir padrões de desempenho (metas) para as
bibliotecas;
111. Prover recursos financeiros

1

suficientes à sua

80 IFES receberam o documento para fazer sugestões e alterações no texto.

2058

�Planejamento estratégico e sustentabilidade
i! """"'"
MaooNlck

~

=

:,

IiWitt.UJ
1I....111~

Trabalho completo

prestação de serviços;
IV. Formar e qualificar adequadamente os recursos
humanos;
V. Dotar a biblioteca de estrutura física adequada à
sua coleção, público e funcionários;
2. FORMAÇÃO E VI. Formular políticas de constituição, desenvolvimento
DESENVOLVIMENTO DE
e conservação de coleções;
COLEÇÕES
Estimular programas de aquisição cooperativa e
VII.
planejada ;

3.
PROCESSAMENTO
TÉCNICO
DOS
DOCUMENTOS

VIII. Tratar os documentos de forma padronizada,
racionalizando os procedimentos e favorecendo
intercâmbio entre arquivos;

4.
AUTOMAÇÃO
DE BIBLIOTECAS

IX. Estimular a automação dos procedimentos
técnicos e administrativos da biblioteca ;

5. USUARIOS
SERViÇOS

X. Assegurar métodos e técnicas que identifiquem as
necessidades de informação dos usuários e das
IFES.

E

XI. Assegurar o planejamento e oferecimento dos
serviços de informação de acordo com a
diversidade acadêmica;
6.
ATIVIDADES XII.
COOPERATIVAS

Estimular
bibliotecas
participação
a
de
universitárias em atividades cooperativas.
,

.

Figura 1 - Areas tematlcas do PNBu
Fonte : Própria, adaptado de BRASIL. Ministério da Educação. Portaria n.287 de 24 de abril
Disponível
em:
&lt;
de
1986a.
hUp://www.prolei.inep.gov.br/exibir.do?URI=hUp%3A%2F%2Fwww.ufsm.br%2Fcpd%2Finep
%2Fprolei%2FDocumento%2F-2494772495139594551 &gt;. Acesso em: 03 abr. 2010.

Em 1987, resultante também de um SNBU , é criada como órgão assessor da
Diretoria Executiva da FEBAB a Comissão Brasileira de Bibliotecas Universitárias
(CBBU).
Atualmente, a CBBU ainda é operante e tem por missão o desenvolvimento
das bibliotecas universitárias brasileiras com base nas propostas do PNBu :
[... ] promover a formulação de políticas públicas em áreas de interesse, para
incentivar a cooperação, o compartilhamento de serviços e produtos, a

2059

�Planejamento estratégico e sustentabilidade
i! """"'"
MaooNlck

~

=

:,

IiWitt.UJ

1I....111~

Trabalho completo

realização de projetos e pesquisas, a elaboração e editoração de
documentos técnico-científicos, a organização de eventos, visando à
consolidação da educação continuada e à representação das Bibliotecas
Universitárias junto a órgãos governamentais e a comunidade cientifica
brasileira . (COMISSÂO .. ., 2012)

Surgiu vinculado ao PNBu , em 1988, o Programa de Pesquisa , Estudos
Técnicos e Desenvolvimento de Recursos Humanos para Bibliotecas Universitárias
(PET) pela SESu/MEC criado através da Portaria nO 342, de 29 de julho. Há poucos
registros do desenvolvimento e contribuições efetivas do PET.

3 Materiais e Métodos
A pesquisa caracterizou-se por bibliográfica e histórica, usando-se como
fontes de pesquisa documentos jurídicos, artigos de periódicos, livros e textos
eletrônicos (notícias de sites das bibliotecas universitárias, das próprias
universidades e do Programa de Apoio a Planos de Reestruturação e Expansão das
Universidades Federais - REUNI) .

4 Resultados Parciais
Comparando as diretrizes previstas no texto legislativo da PNBu com a
realidade das bibliotecas brasileiras no cenário pós 1990, julgam-se necessárias
breves considerações para identificar algumas ações concretas de implantação das
propostas e a contrapartida da classe bibliotecária .
No primeiro eixo temático que diz respeito ao planejamento geral, a primeira
diretriz de formação de um sistema de bibliotecas em cada universidade, de fato , foi
alcançada . Conforme Miranda (1978), era preciso que as bibliotecas universitárias
federais fossem estruturadas como um sistema integrado. Porém, como afirma o
autor, a proposta de se ter um órgão do MEC para formular políticas e programas
para as bibliotecas das IFES não teve sucesso 2 , apesar de o assunto ter sido
discutido no VII SNBU (OHIRA, 2008 , p.139). Quanto à definição de metas a serem
alcançadas, hoje algumas universidades contam com programas de avaliação
internos que visam mensurar as atividades realizadas visando melhores
desempenhos e as bibliotecas se incluem nessa avaliação 3 . O aprimoramento e
formação dos recursos humanos tiveram uma iniciativa pública de desenvolvimento
com o PET que realizou cursos de capacitação e especialização itinerantes para
bibliotecários das IFES participantes do PNBu . Cunha (2000 , p.5) ressalta que na
Universidade Federal do Rio de Janeiro, Universidade de Brasília, Universidade
Federal do Rio Grande do Sul, Universidade Federal do Pará, Universidade Federal
2 Entre os anos de 1986-1991 , funcionou o Programa Nacional de Bibliotecas (PROBIB) que por falta
de investimentos não se consolidou .

A Universidade Federal de Juiz de Fora , por exemplo, possui o Programa de Avaliação de
Desempenho (Proades) que visa estabelecer metas de desempenho laboral, conforme o contexto,
aos diversos setores da universidade. (PROADES , 2008)
3

2060

�Planejamento estratégico e sustentabilidade
i! """"'"
MaooNlck

~

=

:,

IiWitt.UJ

1I....111~

Trabalho completo

da Bahia e Universidade Federal de Minas Gerais ofereceram-se tais cursos. O PET
foi bem sucedido, mas vigorou somente até 1991 e não se teve outra política pública
sobre o assunto, afirma a autora . Hoje, a formação profissional cabe ao profissional
bibliotecário que recebe incentivo indireto por promoções salariais, previstas em lei,
e progressão por capacitaçã0 4 .
A formação e o desenvolvimento de coleções é um tema primordial e quase
não explorado pelos bibliotecários brasileiros, afirma Almeida (2005, p.2). O PET
atuou nesse campo, mas por pouco tempo conforme mencionado acima . Por se
tratar de uma atividade de planejamento e trabalhosa, muitos profissionais não se
interessam por ela e acabam deixando que os acervos das bibliotecas cresçam sem
outros parâmetros que não as doações recebidas e as compras solicitadas pelo
corpo docente. Na literatura da área , pouco se produziu sobre o tema , com destaque
para os autores Waldomiro Vergueiro e Nice Menezes de Figueired0 5 . É necessário
que as bibliotecas universitárias tenham uma política de desenvolvimento de
coleções que, conforme Maciel e Mendonça (2006, p.16-17), norteie as diretrizes
para formação e constituição de um acervo de biblioteca, respeitando os interesses
de seu escopo e o tipo da biblioteca. Para as bibliotecas das IFES, o foco dessa
política deve ser as atividades de avaliação e desbastamento. Os materiais precisam
ter sua atualidade e pertinência constantemente verificados, afirma Weitzel (2006) .
O terceiro ponto, descrição técnica dos documentos conquistou avanço com
os incentivos à automação das bibliotecas e suas potencialidades tecnológicas,
quarto eixo temático. Tema do VI SNBU de 1989 (OHIRA, 2008, p.138), os sistemas
de automação de bibliotecas seguiram as regras da descrição dos materiais
presente no Código de Catalogação Anglo-Americano (AACR2r) sendo incorporado
a estes novos parâmetros de cataloga5ão digital e intercâmbio de informações, o
formato MARC21 e protocolo Z39.50 (CUNHA, 2000b, p.80-81). Os principais
softwares? destinados a bibliotecas universitárias seguem estes padrões o que
agiliza a inserção de dados nos sistemas e proporciona cooperação na troca dos
mesmos. Contudo, em breve, seguindo as tendências de descrição técnica dos
Atualmente assegurados na lei 11.784/08. Para os servidores federais técnicos em educação, a
progressão por capacitação é uma das modalidades de aumento de classe num mesmo nível.
(BRASIL, 2008) .

4

5

As obras mais conhecidas:

FIGUEIREDO, Nice Menezes. Desenvolvimento e avaliação de coleções . 2.ed . rev. e atual.
Brasília: Tesauros, 1998.
VERGUEIRO , Waldomiro. Desenvolvimento de coleções. São Paulo: Editora Polis: Associação
Paulista de Bibliotecários, 1989.

"Z39.50 é um protocolo de comunicação entre computadores desenhado para permitir pesquisa e
recuperação de informação - documentos com textos completos, dados bibliográficos, imagens,
multimeios - em redes de computadores distribuídos." (ROSETTO , 1997)
7 Com base em Ramos (1999) , que mesmo sendo um texto mais antigo ainda contém parâmetros
muito atuais, os mais usados no mercado são o Ortodocs, VTLS, Thesaurus, Aleph, Informa
Biblioteca Eletrônica, Caribe, Biblio, Arches Lib e Sysbibli.
6

2061

�Planejamento estratégico e sustentabilidade
i! """"'"
MaooNlck

~

=

:,

IiWitt.UJ

1I....111~

Trabalho completo

documentos, os softwares terão de se adaptar a nova norma de catalogação
substituta do AACR2r: o Resource Description and Acess (RDA) . Construída para
ser aplicada em ambiente virtual, voltada à descrição temática dos itens, com foco
no uso e no usuário, além de procurar atender outros setores que trabalhem com
documentos e registro da informação (arquivos, centros de documentação) e
museus, o RDA promete transformar o trabalho dos profissionais da informação.
(OLlVER, 2011 , p. 1-7)
A identificação das necessidades dos usuários e o planejamento dos serviços
conforme o contexto acadêmico foram questões muito verticalizadas e estudadas
pelos profissionais da informação, entretanto, não se têm registros oficiais de
políticas públicas que a promovessem . A Biblioteconomia, com a contribuição da
Ciência da Informação, passou por grandes transformações com o advento das
tecnologias informacionais que fizeram com que seus profissionais repensassem o
seu foco de trabalho: dos acervos para os usuários, dos documentos para a
informação. Hoje o bibliotecário é chamado de profissional da informação e precisa
acompanhar as tendências da área (AMARAL, 2007).
As atividades cooperativas tiveram grande sucesso na década de 1990. Têm
por exemplo a catalogação cooperativa , destaque para a rede Bibliodata 8 da
Fundação Getúlio Vargas, a Biblioteca Digital de Teses e Dissertações, o Catálogo
Coletivo Nacional, o Serviço de Comutação Bibliográfica, o Sistema Eletrônico de
Editoração de Revistas. Esses quatro últimos, produtos e serviços coordenados pelo
IBICT 9 .
Com o exposto acima , percebe-se que poucas foram as políticas públicas
direcionadas especificamente às bibliotecas das IFES. Transformações significativas
na história destas ocorreram, entretanto, pela descontinuidade nos projetos e
propostas iniciais hoje não se têm ações públicas exclusivas para o desenvolvimento
das bibliotecas universitárias. Entretanto, políticas públicas da educação vêm
interferindo no desenvolvimento destas. Essa é a temática de discussão do texto a
seguir.
Analisando as políticas públicas específicas às bibliotecas universitárias
federais, conclui-se que aquelas foram pontuais e esporádicas na história destas.
Então , questiona-se como estas conseguem se desenvolver e alcançar seus
objetivos e missão sem iniciativas e propostas diretas do Estado? Como as ações
públicas para a educação interferem nesse processo, o que há de promoção
indireta?
Dentre as atuais propostas de educação superior no país, o Programa de
Apoio a Planos de Reestruturação e Expansão das Universidades Federais
(REUNI) 10 é um dos grandes responsáveis hoje pelo desenvolvimento e promoção
das bibliotecas das IFES. O REUNI tem a meta de aumentar o acesso e
permanência nos cursos de graduação. Conforme o decreto que o regulamente,
n.6.096 de 24 de abril de 2007 (BRASIL, 2007), as diretrizes para cumprir a proposta
são a ampliação da mobilidade estudantil , a revisão da estrutura acadêmica, com
8

Mais informações: http://www8.fgv.br/bibliodata/geral/modelos/historico.htm

9

Mais detalhes: http://www.ibict.br/

2062

�Planejamento estratégico e sustentabilidade
i! """"'"
MaooNlck

~

=

:,

IiWitt.UJ

1I....111~

Trabalho completo

reorganização curricular e de metodologias de ensino, a diversificação das
modalidades de graduação, o aumento de políticas de assistência estudantil e a
articulação dos vários níveis da educação (formação básica com graduação e desta
com a pós-graduação) O decreto garante que as IFES terão recursos financeiros
para implementação dos projetos e o ingresso no programa deve ser solicitado pela
própria universidade. Com a possibilidade de crescimento de acervos, contratação
de novos profissionais e expansão das instalações físicas , uma nova e positiva
etapa na história das bibliotecas das IFES se inicia (BRASIL, 2007).
As universidades participantes do Reuni já vem recebendo os resultados dos
projetos de expansão. A Universidade Federal de São João Del Rey em Minas
Gerais que ganhou nova biblioteca (FEDERAL. .. , 2010) e a Universidade Federal do
Rio Grande do Norte teve sua biblioteca central ampliada (RELAÇÂO ... , 2010). A
Universidade Federal do Paraná adquiriu 15 mil novos exemplares de livros
(QUINZE ... , 2010) e a Universidade Federal da Paraíba 10 mil (BIBLlOTECA. .. ,
2010). A Universidade Federal de Juiz de Fora vem recebendo grandes e dentre as
propostas estão a criação de três novas bibliotecas 11 (UFJF. .., 2009b) e a
revitalização do acervo do Centro de Difusão do Conhecimento 12 com mais 3.104
novos títulos, sendo 9.715 novos exemplares (UFJF. .. , 2009a). Além disso, nessa
mesma instituição, desde 2008 foram convocados, via concurso público mais de 150
técnicos administrativos, dentre esses 9 bibliotecários e 4 auxiliares de biblioteca 13 .
No que tange à formação dos recursos humanos, as bibliotecas das IFES
podem investir nos seus bibliotecários através dos cursos de pós-graduação
oferecidos nas mesmas. Somado a isso, têm-se os cursos de educação à distância
que se mostram importantes aliados no desenvolvimento de pessoas com pouca
disponibilidade de horários livres para a capacitação e também aquelas residentes
em localidades distantes dos grandes centros urbanos onde há maior quantidade de
instituições de ensino. Outra possibilidade são os cursos de capacitação
disponibilizados pela própria instituição.
Hoje, o MEC estimula o crescimento das bibliotecas universitárias federais por
ações indiretas na área da educação e estas devem aproveitar as oportunidades
destinadas às IFES e construirem seu desenvolvimento.

5 Considerações Parciais
Este texto teve por proposta identificar brevemente quais as diretrizes do
PNBu que se efetivaram. Concluindo, percebe-se que as políticas públicas para
bibliotecas universitárias iniciaram no período de instauração da democracia
brasileira e foram muito pontuais. O que torna a questão curiosa , conforme
mencionado antes, é que as ações públicas para as bibliotecas das IFES surgiram
Os contemplados foram a Faculdade de Medicina, o Instituto de Artes e Design e o Mestrado em
Saúde Coletiva.

11

O Centro de Difusão do Conhecimento é o orgão da UFJF responsável pelo gerenciamento da
Biblioteca Central e das 12 bibliotecas setoriais (CENTRO DE DIFUSAO DO CONHECIMENTO ,
2010) .
12

13

Informação retirada do site

www .concurso.ufif.br .

2063

�Planejamento estratégico e sustentabilidade
i! """"'"
MaooNlck

~

=

:,

IiWitt.UJ
1I....111~

Trabalho completo

não do cumprimento efetivo do governo em relação às suas obrigações enquanto
gestor público, mas sim das reivindicações dos profissionais da informação sobre o
contexto universitário e o seu ambiente de trabalho.
Quiçá essa seja a saída para a questão: retomar as iniciativas de propostas
ao governo de modo que o estimule a criar novas ações públicas para as bibliotecas
universitárias. Encerra-se com o pensamento de que o bibliotecário deve saber
aproveitar as oportunidades, mesmo que indiretas, para crescimento da unidade de
informação e, constantemente, lutar por melhores condições de trabalho e
visibilidade da profissão.

6 Referências
BIBLIOTECA Central recebe 10 mil exemplares adquiridos através do Reuni. Sextafeira , 23 de abril de 2010 . Disponível em : &lt;
http://www.ufpb.br/reuni/index.php?option=com content&amp;view=article&amp;id=71 :bibliotec
a-central-recebe-1 O-mi I-exemplares-adqu iridos-atraves-do-reu ni&amp;catid= 1:latestnews&amp;ltemid=28 &gt;. Acesso em : 23 maio 2010 .
BRASIL. Ministério da Educação. Decreto n° 6.096 de 24 de abril de 2007. Brasília,
2007. Disponível em : &lt; http://www.planalto .gov.br/ccivil 03/ at020072010/2007/decreto/d6096.htm &gt;. Acesso em : 25 abro2012 .
_ _ _ _ _ _ olei 10.172 de 09 de janeiro de 2001 . Brasília, 2001 a. Disponível
em : &lt; http://www.planalto.gov.br/ccivil 03/leis/leis 2001/110172 .htm &gt;. Acesso em :
25 abro2012 .
lei 10.861 de 14 de abril de 2004. Disponível em : &lt;
http://www.planalto .gov.br/ccivil 03/ at02004-2006/2004/Lei/L 10.861 .htm &gt;. Acesso
em: 25 abr. 2012 .

_ _ _ _ _ _o

:-----:-:-__-----:_. lei 11.096 de 13 de janeiro de 2005. Disponível em : &lt;
http://www.planalto.gov.br/cciviI03/At02004-2006/2005/LEI/L11096.htm &gt;. Acesso
em : 25 abro2012 .
_ _ _ _ _ _o

lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional. Disponível em :

&lt; http://portal.mec.gov.br/arquivos/pdf/ldb.pdf &gt;. Acesso em : 25 abr. 2012 .

_ _-,- _-,-:-_. Plano nacional de educação. Brasília : INEP, 2001 b. Disponível
em : &lt; http://www.inep.gov.br/download/cibec/2001/titulos avulsos/miolo PNE .pdf &gt;.
Acesso em : 25 abro2012 .
Portaria n.287 de 24 de abril de 1986a. Disponível em : &lt;
http://www.prolei .inep.gov.br/exibir.do?URI=http%3A%2F%2Fwww.ufsm.br%2Fcpd%
2Finep%2Fprolei%2FDocumento%2F-2494772495139594551 &gt;. Acesso em : 25 abro
2012 .
:-----:-:-___---,-. Portaria n.288 de 24 de abril de 1986b. Disponível em : &lt;
http://www.prolei.inep.gov.br/exibir.do?URI=http%3A%2F%2Fwww.ufsm.br%2Fcpd%
_ _ _ _ _ _o

2064

�Planejamento estratégico e sustentabilidade
i! """"'"
MaooNlck

~

=

:,

IiWitt.UJ

1I....111~

Trabalho completo

2Finep%2Fprolei%2FDocumento%2F-1630081750154280098 &gt;. Acesso em : 25 abro
2012 .
CENTRO DE DIFUSÃO DO CONHECIMENTO. Apresentação. Disponível em: &lt;
http://www.ufjf.br/biblioteca/apresentacao/ &gt;. Acesso em : 25 abro2012.
COMISSÃO Brasileira de Bibliotecas Universitárias (CBBU) . Missão. Disponível em :
&lt;

http://www.febab .org .br/cbbu/index.php ?option=com content&amp;view=article&amp;id=9&amp;lte
mid=11 &gt;. Acesso em : 10 maio 2012 .
CONSTITUiÇÃO Federal do Brasil. Art. 205 a 214. Disponível em : &lt;
http://www.senado .gov.br/sf/legislacao/constl &gt;. Acesso em: 25 abro2012 .
CUNHA, Miriam Vieira da; SilVA, Edna Lúcia da; MENEZES, Estera Muszkat. Os
Seminários Nacionais de Bibliotecas Universitárias e a temática centrada na
formação profissional. In : SEMINARIO NACIONAL DE BIBLIOTECAS
UNIVERSITÁRIAS, 12, Florianópolis, 2000a . Disponível em : &lt;
http://snbu .bvs.br/snbu2000/parallel.html &gt;. Acesso em : 10 abro2012
CUNHA, Murilo Bastos da. Construindo o futuro : a biblioteca universitária brasileira
em 2010 . Cio Inf., Brasília, V. 29, n. 1, p. 71-89, jan./abr. 2000b . Disponível em : &lt;
http://www.scielo.br/pdf/ci/v29n1/v29n1 a8.pdf &gt;. Acesso em 18 fev. 2012.
FAVERO, Maria de Lourdes de A. Universidade do Brasil : das origens à
construção. Rio de Janeiro: UFRJ/lnep, 2000. v.1.
FEDERAL de São João Del-Rey inaugura Biblioteca no campus de Araras. Quartafeira , 24 de março de 2010 . Disponível em : &lt;
http://reuni.mec.gov.br/index.php?option=com content&amp;task=view&amp;id=130 &gt;. Acesso em :
13 maio 2010.
FUNDAÇÃO COORDENAÇÃO DE APERFEiÇOAMENTO DE PESSOAL DE NíVEL
SUPERIOR (CAPES) . História e missão. Disponível em : &lt;
http://www.capes.gov.br/sobre-a-capes/historia-e-missao &gt;. Acesso em : 11 abro
2012 .
FUNDO DE FINANCIAMENTO AO ESTUDANTE DO ENSINO SUPERIOR (FIES) .
Disponível em : &lt;
http://portal.mec.gov. brlindex.php?option=com content&amp;view=article&amp;id= 198&amp;Itemid=303
&gt;. Acesso em : 11 abr. 2010 .
GOMES, Alfredo Macedo. Políticas públicas, discurso e educação. In: _ __
(Organizador). Políticas públicas e gestão da educação. Campinas, SP: Mercado
de letras, 2011 . p.19-33 (Série Estudos em Políticas Públicas e Educação) .
OLIVEIRA, leila Rabello de. Biblioteca universitária: uma análise sobre os
padrões de qualidade atribuídos pelo Ministério da Educação ao contexto brasileiro.

2065

�Planejamento estratégico e sustentabilidade
i! """"'"
MaooNlck

~

=

:,

IiWitt.UJ

1I....111~

Trabalho completo

2004. Dissertação (Mestrado em Ciência da Informação)-Pontifícia Universidade
Católica de Campinas, Campinas, 2004 . Disponível em : &lt;
http://www.bibliotecadigital.puc-campinas.edu.br/tde busca/arguivo.php?codArguivo= l92 &gt;.
Acesso em: 08 mar. 2012 .
OLlVER , Chris. Introdução à RDA: um guia básico . Brasília : Briquet de
Lemos/Livros, 2011 . p.1-7.
OTRANTO, Célia . A Globalização e a Educação Superior Brasileira . In: SOUZA,
Donaldo B. ; FERREIRA, Rodolfo (Orgs.). Bacharelou professor? O processo de
reestruturação dos cursos de formação de professores no Rio de Janeiro. Rio
de Janeiro: Quartet, 2000. p.41-53. Disponível em : &lt; http://www.celia .naweb.net/pasta1/trabalho2.htm &gt;. Acesso em : 20 abro2012 .
OHIRA, Maria Lourdes Blatt; OHIRA, Masanao. Seminário Nacional de Bibliotecas
Universitárias - SNBU (2000-2004) : análise das citações. Enc. Bibli: R. Eletr.
Bibliotecon. Cio Inf., Florianópolis, n. 25, 1° sem ., 2008. Disponível em : &lt;
www.periodicos.ufsc.br/index.php/eb/article/viewFile/11581886 &gt;. Acesso em : 19 mar.
2012 .
QUINZE mil novos livros chegam à UFPR. Quinta-feira, 01 de abril de 2010.
Disponível em : &lt;
http://reuni.mec.gov.br/index.php?option=com content&amp;task=view&amp;id=162 &gt;. Acesso
em : 13 maio 2010.
RAMOS , Adelaide Côrtes e et. aI. Automação de bibliotecas e centros de
documentação: processo de avaliação e seleção de software. Brasília : Cio Inf., v.28,
n.3, p. 241-256, set.ldez. 1999. Disponível em : &lt;
http://www.scielo.brlscielo.php ?pid=SO 1009651999000300002&amp;script=sci arttext&amp;tln
g=en &gt;. Acesso em : 07 mar. 2012 .
RELAÇÃO das obras de 2007 a 2010 . Reuni. Universidade Federal do Rio Grande
do Norte. Disponível em : &lt; http://www.reuni.ufrn .br/obras/index &gt;. Acesso em : 18
maio 2010 .
ROSETTO, Márcia. Uso do Protocolo Z39.50 para recuperação de informação em
redes eletrônicas. Cio Inf., Brasília, V. 26, n. 2, maiolago . 1997. Disponível em : &lt;
http://www.scielo.brlscielo.php?pid=S01 00-19651997000200004&amp;script=sci arttext
&gt;. Acesso em : 07 abr. 2012 .
UFJF investe mais de R$1 milhão na aquisição de livros para as bibliotecas da
instituição. Quarta-feira, 7 de outubro de 2009a . Disponível em : &lt; www.ufjf.br &gt;.
Acesso em: 16 maio 2010.
UFJF lança maior programa de investimentos dos últimos dez anos. Sexta-feira, 16
de janeiro de 2009b. Disponível em : &lt; www.ufjf.br &gt;. Acesso em : 16 maio de 2010 .

2066

�</text>
                  </elementText>
                </elementTextContainer>
              </element>
            </elementContainer>
          </elementSet>
        </elementSetContainer>
      </file>
    </fileContainer>
    <collection collectionId="49">
      <elementSetContainer>
        <elementSet elementSetId="1">
          <name>Dublin Core</name>
          <description>The Dublin Core metadata element set is common to all Omeka records, including items, files, and collections. For more information see, http://dublincore.org/documents/dces/.</description>
          <elementContainer>
            <element elementId="50">
              <name>Title</name>
              <description>A name given to the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51396">
                  <text>SNBU - Edição: 17 - Ano: 2012 (UFRGS - Gramado/RS)</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="49">
              <name>Subject</name>
              <description>The topic of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51397">
                  <text>Biblioteconomia&#13;
Documentação&#13;
Ciência da Informação&#13;
Bibliotecas Universitárias</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="41">
              <name>Description</name>
              <description>An account of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51398">
                  <text>Tema: A biblioteca universitária como laboratório na sociedade da informação.</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="39">
              <name>Creator</name>
              <description>An entity primarily responsible for making the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51399">
                  <text>SNBU - Seminário Nacional de Bibliotecas Universitárias</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="45">
              <name>Publisher</name>
              <description>An entity responsible for making the resource available</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51400">
                  <text>UFRGS</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="40">
              <name>Date</name>
              <description>A point or period of time associated with an event in the lifecycle of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51401">
                  <text>2012</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="44">
              <name>Language</name>
              <description>A language of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51402">
                  <text>Português</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="51">
              <name>Type</name>
              <description>The nature or genre of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51403">
                  <text>Evento</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="38">
              <name>Coverage</name>
              <description>The spatial or temporal topic of the resource, the spatial applicability of the resource, or the jurisdiction under which the resource is relevant</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51404">
                  <text>Gramado (Rio Grande do Sul)</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
          </elementContainer>
        </elementSet>
      </elementSetContainer>
    </collection>
    <itemType itemTypeId="8">
      <name>Event</name>
      <description>A non-persistent, time-based occurrence. Metadata for an event provides descriptive information that is the basis for discovery of the purpose, location, duration, and responsible agents associated with an event. Examples include an exhibition, webcast, conference, workshop, open day, performance, battle, trial, wedding, tea party, conflagration.</description>
    </itemType>
    <elementSetContainer>
      <elementSet elementSetId="1">
        <name>Dublin Core</name>
        <description>The Dublin Core metadata element set is common to all Omeka records, including items, files, and collections. For more information see, http://dublincore.org/documents/dces/.</description>
        <elementContainer>
          <element elementId="50">
            <name>Title</name>
            <description>A name given to the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="64310">
                <text>Políticas públicas para Bibliotecas Universitárias: um olhar sobre os resultados do PNBu (1986).</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="39">
            <name>Creator</name>
            <description>An entity primarily responsible for making the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="64311">
                <text>Caetano, Ana Carolina de Souza</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="38">
            <name>Coverage</name>
            <description>The spatial or temporal topic of the resource, the spatial applicability of the resource, or the jurisdiction under which the resource is relevant</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="64312">
                <text>Gramado (Rio Grande do Sul)</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="45">
            <name>Publisher</name>
            <description>An entity responsible for making the resource available</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="64313">
                <text>UFRGS</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="40">
            <name>Date</name>
            <description>A point or period of time associated with an event in the lifecycle of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="64314">
                <text>2012</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="51">
            <name>Type</name>
            <description>The nature or genre of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="64316">
                <text>Evento</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="41">
            <name>Description</name>
            <description>An account of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="64317">
                <text>Identifica e analisa quais as principais ações presentes no Plano Nacional de Bibliotecas Universitárias (PNBu) de 1986 que se concretizaram para o desenvolvimento de bibliotecas universitárias federais brasileiras. Esboça um breve histórico da educação superior pública brasileira destacando os fatos de maior impacto e sinaliza a partir disso as políticas do governo federal para as bibliotecas universitárias. Observa que poucas ações diretas para estas foram efetivadas ao longo de sua história. Conclui que mesmo assim o desenvolvimento das bibliotecas universitárias federais ocorre porque estas procuram aproveitar as oportunidades que, indiretamente, lhes surgem com as políticas educacionais.</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="44">
            <name>Language</name>
            <description>A language of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="69548">
                <text>pt</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
        </elementContainer>
      </elementSet>
    </elementSetContainer>
  </item>
  <item itemId="6048" public="1" featured="0">
    <fileContainer>
      <file fileId="5112">
        <src>http://repositorio.febab.org.br/files/original/49/6048/SNBU2012_187.pdf</src>
        <authentication>c1e01680827f8d56fc330f327e42977f</authentication>
        <elementSetContainer>
          <elementSet elementSetId="4">
            <name>PDF Text</name>
            <description/>
            <elementContainer>
              <element elementId="92">
                <name>Text</name>
                <description/>
                <elementTextContainer>
                  <elementText elementTextId="64309">
                    <text>Planejamento estratégico e sustentabilidade
i! """"'"
MaooNlck

~

=

:,

IiWitt.UJ
1I....111~

Trabalho completo

EDUCANDO PARA PRÁTICAS SUSTENTÁVEIS EM UMA
BIBLIOTECA UNIVERSITÁRIA: O CASO DA BIBLIOTECA DO UNIPÊ
Ana Maria Nascimento Henriques e Silva 1, Gesilda Toscano de
Brito2 , Maria Eliane da Silva Correia3, RacheI Abath de Ataide4
1 Mestre

em Ciência da Informação! Bacharel em Biblioteconomia! Bibliotecária Gestora
Unipê, João Pessoa-PB
2Bacharel em Biblioteconomia! Bibliotecária Unipê, João Pessoa- PB
3Bacharel em Biblioteconomia! Bibliotecária Unipê, João Pessoa-PB

4Especialista em Ensino- Aprendizagem mediados por Tecnologias da Informação e
comunicação! Bacharel em Biblioteconomia! Bibliotecária Unipê, João Pessoa - PB

Resumo
Relato de experiência na Biblioteca do Unipê, no que se refere ao
desenvolvimento de ações /práticas para uma possível consciência sustentável
individual e coletiva . Neste foco identificam-se algumas práticas que contribuem para
a compreensão da relação e interação das pessoas com todo o ambiente, além de
fomentar uma ética ambiental a respeito do equilíbrio ecológico e da qualidade de
vida dessas pessoas. Destaca-se o papel das Bibliotecas Universitárias, dos
profissionais da informação e da Universidade na formação de cidadãos com
consciência sustentável.
Palavras-chave : Sustentabilidade; Biblioteca Universitária; Consciência sustentável.
Abstract
Experience report in the Library of Unipê, as regards the development of actions /
practices for possible sustainable individual and collective consciousness. This focus
identifies some practices that contribute to the understanding of the relationship and
interaction of people with the whole environment and foster an environmental ethic
about the ecological balance and quality of their lives. We highlight the role of
university libraries, information profession and the University in the formation of
citizenship with sustainable.

Keywords : Sustainability; University Library; Consciousness sustainable.

2049

�Planejamento estratégico e sustentabilidade
i! """"'"
MaooNlck

~

=

:,

IiWitt.UJ

1I....111~

Trabalho completo

1 Introdução
Atualmente se percebe nas organizações, entendidas aqui como quaisquer
Instituições, sejam bibliotecas, igrejas etc. uma grande preocupação em relação às
questões que envolvem o meio ambiente. Esta preocupação está diretamente
associada a manutenção da própria sustentabilidade dessa organização. O grande
desafio, no entanto, é tornar tangíveis os valores sustentáveis necessários. Diante
disto, algumas iniciativas são tomadas com o intuito de contribuir efetivamente com
um ambiente corporativo que esteja atento a práticas sustentáveis na organização,
juntamente com seus indivíduos e toda a sociedade.
O conceito sustentável nos dias atuais não está ligado apenas às questões
financeiras, mas relacionada principalmente a uma consciência sustentável, em que
cada pessoa pode e deve contribuir. Os esforços são direcionados a questões que
dizem respeito à identificação de recursos necessários para estas contribuições
tornando visível uma consciência sustentável possível através de ações e práticas
diárias dentro das organizações. Ou seja, um novo olhar sobre uma questão
mundial, universal de forma que as empresas possam contribuir efetivamente para a
sustentabilidade do planeta .
Diante deste contexto, as Bibliotecas, em especial a Biblioteca Universitária e
os Profissionais da Informação são percebidos como condutores de informação para
formação de uma consciência sustentável , em uma perspectiva social e uma
dimensão educacional.
Para tanto , este trabalho tem como principal objetivo trazer algumas reflexões
sobre a temática ressaltando algumas iniciativas existentes para o exercício de uma
consciência sustentável possível na Biblioteca do Centro Universitário de João
Pessoa - Unipê.

2 Revisão de Literatura

As organizações estão assumindo um compromisso voltado para a formação
de uma consciência sustentável e educação ambiental , que envolve seus clientes
(usuários) internos e externos. Desta forma, é importante disseminar atitudes e
conceitos relativos às temáticas.

2.1 Sobre sustentabilidade e educação ambiental

Sustentabilidade é a palavra do momento na luta por um planeta melhor. O
termo engloba uma série de práticas, tanto no cotidiano das pessoas quanto nas
organizações, através de um esforço coletivo em prol da natureza e do meio
ambiente no qual vivemos. Segundo Marques e Braga, (2011), a ide ia de
sustentabilidade se apóia em três pilares: ambiental, econômico e social. E toda
ação sustentável deve ter três requisitos básicos: a preservação da biodiversidade
dos ecossistemas naturais; a viabilidade econômica para sua implantação e

2050

�Planejamento estratégico e sustentabilidade
i! """"'"
MaooNlck

~

=

:,

IiWitt.UJ

1I....111~

Trabalho completo

manutenção e a garantia de que as ações atinjam todos os grupos humanos, sem
distinção social e sem agredir valores culturais.
A responsabilidade socioambiental nas organizações não deve ser encarada
como filantropia, mas como uma ação voluntária da organização em prol do
desenvolvimento social e preservação do meio ambiente, com ações que possam
alcançar toda a sociedade ( LIMA, 2010).
Assim, podemos considerar que sustentabilidade é uma qualidade das ações
e empreendimentos humanos que busca a utilização, preservação e manutenção de
todos os recursos disponíveis, possibilitando que tais recursos possam existir
indefinidamente.
O desequilíbrio ecológico provocado pelo modelo econômico de crescimento,
que um lado gera riquezas e de outro, produz a miséria e a degradação ambiental,
fez com que surgisse a ideia do desenvolvimento sustentável , conciliando o
desenvolvimento econômico à preservação ambiental e a busca pelo fim da pobreza
no mundo. A educação ambiental é condição importante para que o desenvolvimento
sustentável aconteça. Dessa forma :
A educação ambiental , um dos pilares do desenvolvimento
sustentável , contribui para a compreensão fundamental da
relação e interação da humanidade com todo o ambiente e
fomenta uma ética ambiental pública a respeito do equilíbrio
ecológico e da qualidade de vida, despertando nos indivíduos e
nos grupos sociais organizados o desejo de participar da
construção de sua cidadania . (ZITKE, 2002 , p.47) .

Segundo Mayor (1998), o surgimento de uma consclencia ambiental vem
ganhando espaço em diferentes setores da sociedade mundial, mas é na educação
que está à chave do desenvolvimento sustentável. Uma educação fornecida a todos
os membros da sociedade, segundo modalidades novas e com a ajuda de
tecnologias novas, de tal maneira que cada um se beneficie de chances reais de se
instruir ao longo da vida.
Devemos estar preparados, em todos os países, para remodelar o ensino, de
forma a promover atitudes e comportamentos que sejam portadores de uma cultura
da sustentabilidade . Essas atitudes serão percebidas em processos de educação
ambiental voltados para valores, e competências que contribuem para a participação
cidadã na construção de sociedades sustentáveis. Promovendo e apoiando a
produção e a disseminação de materiais didático-pedagógicos e institucionais, que
sistematizam e disponibilizam informações sobre experiências exitosas e apóiam
novas iniciativas (PROGRAMA NACIONAL DE EDUCAÇÃO AMBIENTAL, 2005).
Todavia, segundo Jacobi (2003, p.190) :
A reflexão sobre as práticas SOCiaiS, em um contexto marcado pela
degradação permanente do meio ambiente e do seu ecossistema, envolve
uma necessária articulação com a produção de sentidos sobre a educação
ambiental. A dimensão ambiental configura-se crescentemente como uma
questão que envolve um conjunto de atores do universo educativo,
potencializando o engajamento dos diversos sistemas de conhecimento, a
capacitação de profissionais e a comunidade universitária numa
perspectiva interdisciplinar. Nesse sentido, a produção de conhecimento,
deve necessariamente contemplar as inter-relações do meio natural com o
social , incluindo a análise dos determinantes do processo, o papel dos

2051

�Planejamento estratégico e sustentabilidade
i! """"'"
MaooNlck

~

=

:,

IiWitt.UJ

1I....111~

Trabalho completo

diversos atores envolvidos e as formas de organização social que
aumentam o poder das ações alternativas de um novo desenvolvimento,
numa perspectiva que priorize novo perfil de desenvolvimento com ênfase
na sustentabilidade sócio ambiental) .

As Universidades, assim como todos os estabelecimentos de ensino superior
entram como determinantes nesse processo, assumindo uma responsabilidade
essencial na preparação dos jovens para um futuro viável , onde a busca da
felicidade, do bem-estar e da qualidade de vida , possam se tornar realidade de fato ,
visto que desempenham
[.. .] um papel fundamental nesses processos de transformação
do conhecimento vinculados à construção de uma racionalidade
ambiental por sua responsabilidade social na formação de novos
saberes e novos profissionais com uma consciência crítica e
uma capacidade para contribuir com eficácia na resolução de
problemas socioambientais cada vez mais complexos (LEFF,
1995, p.16).

Educar para uma consclencia sustentável possível é necessário e engloba
uma perspectiva ambiental, social e educacional. Essa consciência será construída a
partir de um processo educativo que implica em um saber ambiental materializado
nos valores éticos e nas ações de convívio social , vendo a educação ambiental para
a sustentabilidade como um processo de transformação do meio, que minimize os
excessos e potencialize por meio de uma proposta (re)educativa , conduzindo a uma
contextualização de uma práxis educativa transformadora da realidade ambiental em
que se encontra (SILVA, 2011).

2.2 Projeto Unipê sustentável e seu contexto organizacional

o Unipê sustentável reflete o compromisso que o possui em alavancar seus
ativos e suas capacidades institucionais, objetivando auxiliar a comunidade
paraibana naquilo que for necessário, de modo a se ajustar perante as ameaças e
as oportunidades surgidas pelo fenômeno da mudança climática, realizando um
processo de desenvolvimento sustentável.
O Unipê , começa a buscar esse caminho, promovendo na formação de seus
alunos de graduação, pós-graduação e egressos, uma qualificação voltada para a
prática profissional comprometida com as questões ambientais, implementando
ações que despertem essa consciência . Entretanto, para que o seu papel seja
cumprido, a Universidade deverá contribuir para a resolução da problemática
ambiental , para isso, ela precisa contar com todos os seus órgãos de apoio,
inclusive a Biblioteca.
No momento o processo passa pela transição da fase de organização para
institucionalização, formalizando processos, parcerias junto a todos os órgãos da
Instituição e lançamento oficial do projeto.
2052

�Planejamento estratégico e sustentabilidade
i! """"'"
MaooNlck

~

=

:,

IiWitt.UJ
1I....111~

Trabalho completo

Assim sendo, a Biblioteca Universitária possui responsabilidade ambiental e,
consequentemente, os profissionais da informação, que gerenciam , disseminam ,
recuperam e democratizam a informação ambiental para a comunidade acadêmica ,
pois,
Os profissionais da informação, neste início de milênio, devem
assumir a sua parcela de responsabilidade no processo de
formação do conhecimento para a tomada de decisões na área
ambiental. Faz-se necessário, uma profunda reflexão sobre o
método de transferência da informação, desde sua geração,
organização, recuperação e uso, visando à superação das
dificuldades existentes. (JORNADA SUL-RIO-GRANDENSE DE
BIBLIOTECONOMIA E DOCUMENTAÇAO, 2001 , [s.p.]) .

o desenvolvimento sustentável incentiva a demanda por informações,
tornando-se urgente a formação de uma aprendizagem em que o ser humano possa
construir e aplicar estas informações atendendo as questões ambientais,
sustentáveis (CENTRO UNIVERSITÁRIO DE JOÃO PESSOA [s.d.]). As ferramentas
de recuperação e disseminação da informação vão favorecer a divulgação de
informação sobre a temática sustentabilidade e direcionar esforços em incentivar
atividades direcionadas a educação e consciência sustentável, como parte
integrante das atividades da biblioteca, promovendo uma cultura voltada para a
sustentabilidade.
A Biblioteca e os profissionais da informação que nela trabalham passam a ter
uma responsabilidade social, tanto geradores do conhecimento, como facilitadores e
disseminadores da informação para que dela possam se beneficiar, percebida pela
organização como um instrumento que dispõe para exercer sua função de cidadania
e desenvolvimento social.
3 Resultados Parciais/Finais

o Projeto educando para práticas sustentáveis da Biblioteca do Unipê tem
como proposta viabilizar uma prática educativa que promova o crescimento da
consciência ambiental para a promoção de práticas sustentáveis. O projeto tem
como foco a criação de uma nova cultura no ambiente, voltada para a melhoria da
qualidade de vida da comunidade acadêmica e do seu entorno. Contemplando este
projeto algumas ações já são desenvolvidas:
Inserida neste contexto há mais de cinco anos, a campanha de conservação
e preservação de documentos, com o slogan "Conservar para não restaurar"
acontece de forma permanente no espaço interno da Biblioteca e fora dela, junto à
comunidade acadêmica, conscientizando-os quanto ao uso dos mesmos,
considerada uma prática sustentável.
Em 2010, iniciou-se uma Campanha de Coleta Seletiva de Papel, visando,
além do efeito benéfico da reciclagem, gerar recursos através da venda desse
material, para o Setor de Restauro, além de adquirir todos os materiais necessários
ao seu funcionamento. Os copos descartáveis deixaram de ser usados,
passando a ser substituídos por copos de vidro de uso individual. Em todos os
2053

�Planejamento estratégico e sustentabilidade
i! """"'"
MaooNlck

~

=

:,

IiWitt.UJ
1I....111~

Trabalho completo

setores, a prática da reutilização de papel para rascunho, também já é uma
realidade, reduzindo o consumo excessivo do mesmo.
A partir de 2011 , a Biblioteca participa efetivamente da construção do site
Unipê sustentável, inserindo informações na área ambiental sustentável,
relacionadas às Bibliotecas, com a participação de uma Bibliotecária (web master) ,
que pesquisa, seleciona, e divulga estas informações, inserindo-as no site.
Em 2012, outra iniciativa acontece, com a criação da "Seção verde",
composta de estantes e mural, voltada exclusivamente à disseminação de
informações e de publicações pertinentes aos assuntos relacionados ao meio
ambiente, ecologia e sustentabilidade, nos mais variados suportes. Além disso, a
Biblioteca promove palestras sobre sustentabilidade e contribui efetivamente do
projeto Unipê Sustentável , participando da feira Unipê sustentável com uma
exposição de fotos , denominada Flores no "Campus".
Paralelo a estas ações, em 2012 foi firrmada parceria entre a Biblioteca do
Unipê e o Núcleo de Documentação e Arquivo (NDA). Colaboradores da
Biblioteca e do NDA farão a confecção de produtos com matéria prima fornecida
pelo NDA ( que possui um espaço denominado Galpão Unipê sustentável, em que
são coletados material para reciclagem: papel , vidro, plástico, etc.). Estes produtos
serão expostos e/ou distribuídos à comunidade em oficinas, eventos, etc,
promovidos pela Instituição.

4 Considerações Parciais/Finais

°

caminho que a Biblioteca do vem trilhando em direção a estabelecer ações
práticas sustentáveis, visando construir através das mesmas, uma educação e
consciência ambiental, voltada para a sustentabilidade, vem ganhando contornos
positivos no tocante aos resultados obtidos. Ao pensar no desenvolvimento de uma
consciência sustentável é preciso desenvolver também um sentimento de
solidariedade e sensibilização entre as pessoas.
Os profissionais da informação são agentes ativos na formação de uma
consciência sustentável, utilizando a informação e o conhecimento como
ferramentas para desenvolver ações práticas que contribuem para esta consciência,
alinhada aos objetivos estratégicos institucionais, através de uma conscientização e
responsabilidade compartilhadas que sensibiliza e motiva a mudança.
Consideramos aqui, que esta iniciativa é uma semente plantada para que
novos projetos sejam implementados, novas parcerias firmadas e novas atitudes
aconteçam para construção de uma consciência sustentável.

5 Referências
CARETO, H.; VENDEIRINHO, R. Sistemas de gestão ambiental em
universidades: caso do Instituto Superior Técnico de Portugal. Relatório Final de
Curso, 2003 . Disponível em:

2054

�Planejamento estratégico e sustentabilidade
i! """"'"
MaooNlck

~

=

:,

IiWitt.UJ
1I....111~

Trabalho completo

http://meteo.ist.utl .ptHjdd/LEAMB/LEAmb%20TFC%20site%20v1/20022003/HCaret
RVendeirinho%20artigo.pdf. Acesso em : 20 jan . 2012 .

O

JACOBI , P. Educação ambiental , cidadania e sustentabilidade. Cadernos de
pesquisa, São Paulo, n.118, p.189-205, mar.2003.
JORNADA SUL-RIO-GRANDENSE DE BIBLIOTECONOMIA E DOCUMENTAÇÃO,
2001 , Porto Alegre. Meio ambiente: a dimensão da informação - impresso. Porto
Alegre: Associação Riograndense de Bibliotecários, 2001 .
KRAEMER, MARIA E. P. Gestão ambiental : um enfoque no desenvolvimento
sustentável , 2004. Disponível em : http://www.gestaoambiental.com.br/kraemer.php .
Acesso em : 23 fev. 2012 .
LEFF, Enrique. As universidades e a formação ambiental na América Latina .
Cadernos de desenvolvimento e meio ambiente, Curitiba, n. 2, p. 11-20. 1995.
LIMA, A. M. de . Responsabilidade socioambiental da Biblioteca do Superior
Tribunal de Justiça: realidade x perspectivas. Brasília, DF: BdJur, 2010 .
MARQUES, Daniela ; BRAGA, Daniel. O que é sustentabilidade. [s.d.]. Disponível
em: &lt;http://despertarparahoje.blogspot.com/2011/02/sustentabilidade-conceito .html&gt; .
Acesso em: 20 fev. 2012 . 1 Vídeo.
MAYOR, F. Preparar um futuro viável : ensino superior e desenvolvimento
sustentável. In : CONFERÊNCIA MUNDIAL SOBRE O ENSINO SUPERIOR.
Tendências de educação superior para o século XXI, 3. Anais ... Paris:
UNESCO/CRUB, 1998.
BRASIL. Ministério do Meio Ambiente . Programa nacional de educação ambiental.
3. ed . Brasília , DF: MMA, 2005.
SILVA, Paulo Sérgio. Ações efetivas da educação ambiental na prática escolar. In:
SEABRA, Giovanni. Educação ambiental no mundo globalizado: uma ecologia de
riscos , desafios e resistência . João Pessoa: EU/UFPB , 2011 . Cap o8, p. 113-124.

ZITZKE , V . A. Educação ambiental e ecodesenvolvimento . Revista Eletrônica do
Mestrado em Educação Ambiental. v.9, 2002 . Disponível em :
&lt;http .www.fisicaJurg.br/remea/voI9/a13art16 .pdf.&gt; Acesso em : 19 mar. 2012 .

2055

�</text>
                  </elementText>
                </elementTextContainer>
              </element>
            </elementContainer>
          </elementSet>
        </elementSetContainer>
      </file>
    </fileContainer>
    <collection collectionId="49">
      <elementSetContainer>
        <elementSet elementSetId="1">
          <name>Dublin Core</name>
          <description>The Dublin Core metadata element set is common to all Omeka records, including items, files, and collections. For more information see, http://dublincore.org/documents/dces/.</description>
          <elementContainer>
            <element elementId="50">
              <name>Title</name>
              <description>A name given to the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51396">
                  <text>SNBU - Edição: 17 - Ano: 2012 (UFRGS - Gramado/RS)</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="49">
              <name>Subject</name>
              <description>The topic of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51397">
                  <text>Biblioteconomia&#13;
Documentação&#13;
Ciência da Informação&#13;
Bibliotecas Universitárias</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="41">
              <name>Description</name>
              <description>An account of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51398">
                  <text>Tema: A biblioteca universitária como laboratório na sociedade da informação.</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="39">
              <name>Creator</name>
              <description>An entity primarily responsible for making the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51399">
                  <text>SNBU - Seminário Nacional de Bibliotecas Universitárias</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="45">
              <name>Publisher</name>
              <description>An entity responsible for making the resource available</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51400">
                  <text>UFRGS</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="40">
              <name>Date</name>
              <description>A point or period of time associated with an event in the lifecycle of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51401">
                  <text>2012</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="44">
              <name>Language</name>
              <description>A language of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51402">
                  <text>Português</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="51">
              <name>Type</name>
              <description>The nature or genre of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51403">
                  <text>Evento</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="38">
              <name>Coverage</name>
              <description>The spatial or temporal topic of the resource, the spatial applicability of the resource, or the jurisdiction under which the resource is relevant</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51404">
                  <text>Gramado (Rio Grande do Sul)</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
          </elementContainer>
        </elementSet>
      </elementSetContainer>
    </collection>
    <itemType itemTypeId="8">
      <name>Event</name>
      <description>A non-persistent, time-based occurrence. Metadata for an event provides descriptive information that is the basis for discovery of the purpose, location, duration, and responsible agents associated with an event. Examples include an exhibition, webcast, conference, workshop, open day, performance, battle, trial, wedding, tea party, conflagration.</description>
    </itemType>
    <elementSetContainer>
      <elementSet elementSetId="1">
        <name>Dublin Core</name>
        <description>The Dublin Core metadata element set is common to all Omeka records, including items, files, and collections. For more information see, http://dublincore.org/documents/dces/.</description>
        <elementContainer>
          <element elementId="50">
            <name>Title</name>
            <description>A name given to the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="64301">
                <text>Educando para práticas sustentáveis em uma Biblioteca Universitária: o caso da Biblioteca do UNIPÊ.</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="39">
            <name>Creator</name>
            <description>An entity primarily responsible for making the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="64302">
                <text>Silva, Ana Maria Nascimento Henrique e; Brito, Gesilda Toscano de; Correia, Maria Eliane da Silva; Ataide,Rachel Abath de</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="38">
            <name>Coverage</name>
            <description>The spatial or temporal topic of the resource, the spatial applicability of the resource, or the jurisdiction under which the resource is relevant</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="64303">
                <text>Gramado (Rio Grande do Sul)</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="45">
            <name>Publisher</name>
            <description>An entity responsible for making the resource available</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="64304">
                <text>UFRGS</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="40">
            <name>Date</name>
            <description>A point or period of time associated with an event in the lifecycle of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="64305">
                <text>2012</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="51">
            <name>Type</name>
            <description>The nature or genre of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="64307">
                <text>Evento</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="41">
            <name>Description</name>
            <description>An account of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="64308">
                <text>Relato de experiência na Biblioteca do Unipê, no que se refere ao desenvolvimento de ações/práticas para uma possível consciência sustentável individual e coletiva. Neste foco identificam-se algumas práticas que contribuem para a compreensão da relação e interação das pessoas com todo o ambiente, além de fomentar uma ética ambiental a respeito do equilíbrio ecológico e da qualidade de vida dessas pessoas. Destaca-se o papel das Bibliotecas Universitárias, dos profissionais da informação e da Universidade na formação de cidadãos com consciência sustentável.</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="44">
            <name>Language</name>
            <description>A language of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="69547">
                <text>pt</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
        </elementContainer>
      </elementSet>
    </elementSetContainer>
  </item>
  <item itemId="6047" public="1" featured="0">
    <fileContainer>
      <file fileId="5111">
        <src>http://repositorio.febab.org.br/files/original/49/6047/SNBU2012_186.pdf</src>
        <authentication>d9f62e26cee459edfe70b51870a56b82</authentication>
        <elementSetContainer>
          <elementSet elementSetId="4">
            <name>PDF Text</name>
            <description/>
            <elementContainer>
              <element elementId="92">
                <name>Text</name>
                <description/>
                <elementTextContainer>
                  <elementText elementTextId="64300">
                    <text>i

Planejamento estratégico e sustentabilidade
S!mWrio

;:li

/IbooroaIde

:.

IiWitt_
U-,""lIIMbs

=

Trabalho completo

INFORMAÇÃO E COMUNICAÇÃO NA ADMINISTRAÇÃO DAS
BIBLIOTECAS UNIVERSITÁRIAS:
ENTRE AS METÁFORAS DE MORGAN E A VISÃO DE LUHMANN
Lidiane Carvalho
Professora Assistente da Universidade Federal do Estado Rio de Janeiro. UNIRIO
Mestre em Ciência da Informação pela Universidade Federal de Santa Catarina - UFSC
Doutoranda do Instituto Brasileiro de Informação em Ciência e Tecnologia -IBICT.

Resumo
Este artigo parte da investigação dos usos teórico-metodológicos da teoria de Niklas
Luhmann para a interpretação das bibliotecas universitárias como sistema social ,
com suas estruturas funcionais e suas relações com o entorno. Parte-se da hipótese
de que as estruturas funcionais são componentes do todo sistêmico que se
relacionam de modo autopoiético com o entorno. A leitura reflexiva da realidade
organizacional pela apropriação das metáforas para redução da complexidade de
um sistema social pode ser mais bem compreendida a partir da perspectiva
comunicacional luhmanniana. A teoria luhmanniana pode contribuir para a melhoria
e inovação no processo de gestão das bibliotecas universitárias.

Palavras chave:
Administração de bibliotecas; Teoria de sistemas; Comunicação nas organizações.

Abstract
This article starts with a research of theoretical and methodological uses of the
Niklas Luhmann theory for the interpretation of university libraries as a social system,
its functional structures and their relationships with the environment. He works with
the hypothesis that the functional structures are components of the systemic whole
that are related with the surroundings in an autopoietic way. A reflective reading of
organizational reality by the appropriation of metaphors to reduce the complexity of a
social system can be better understood from the luhmannian communication
perspective. The luhmannian theory can contribute to improvement and innovation in
the management of university libraries.

Keywords:
Management of Libraries; Systems Theory; Communication in organizations.

1 Introdução
Este artigo investiga os usos da teoria de sistemas de Niklas Luhmann como
recurso para interpretar a realidade social das bibliotecas universitárias e desse
modo, orientar a administração, a melhoria de processos, a inovação tanto na sua
dinâmica interna bem como na relação com o entorno.
Parte-se da compreensão da biblioteca universitária como sistema social
produtivo. As estruturas funcionais da biblioteca universitária se organizam de modo

2037

�i
;:li

S!mWrio

Planejamento estratégico e sustentabilidade

/IbooroaIde

=

IiWitt_

:.

U-,""lIIMbs

Trabalho completo

a atender o processo de produção de conhecimento da universidade que se
organiza em torno do ensino, da pesquisa e da extensão. Nesse sentido, as
atividades das bibliotecas universitárias podem ser aprimoradas com a apropriação
das teorias da ciência administrativa para orientar suas ações e desse modo
contribuir sistematicamente para o processo de produção de conhecimento na
universidade.
A ciência da administração tem reunido metodologias para orientar processos
produtivos complexos. A visão clássica da administração parte do pressuposto de
que as ações podem ser agrupadas em torno do planejamento, organização,
execução e controle.
A etapa do planejamento requer entendimento sobre a complexidade do
sistema social e das suas relações como o entorno . O planejamento orienta
processos de modo a articular as ações para obter os melhores resultados. A etapa
da organização relaciona-se como as estruturas do sistema estão desenhadas, pois,
o modo como organizamos, ordenamos as parte de um todo, depende de maior ou
menor comunicação do sistema com o entorno. A etapa da execução requer a
mobilização de competências físicas e intelectuais e na atividade produtiva estão
representadas pelos produtos e serviços prestados. A etapa do controle envolve a
avaliação dos produtos e os resultados do processo produtivo. O controle informa ao
sistema sobre o desempenho de estruturas funcionais e revela pontos fracos e
pontos fortes, orientando adequações quanto ao modo de organizar e executar,
portanto, reorientando a ação.
As relações entre sistema social e administração de bibliotecas podem ser
estabelecidas pelas apropriações dos conceitos elaborados por Luhmann , no
sentido de pensar o fluxo de informações no sistema, instaurado nas ações
comunicativas entre o sistema universidade e o entorno sociedade.
Nesse sentido, investigam-se os usos teórico-práticos da teoria luhmanniana
no campo da ciência da informação, especificamente as relacionadas à
administração de bibliotecas. A pesquisa bibliográfica com o termo "Luhmann",
indexadas nos campos "abstract, títle and reference" retornou quatro registros de
publicações indexados na Library Information Science Abstract (LISA) . Os artigos
recuperados 1 apontam o uso da teoria luhmanniana em torno de três eixos: a) como
apoio a compreensão da gestão de documentos e tecnologias; b) à realidade
complexa das bibliotecas, dos espaços virtuais, e a c) educação de usuários.
Portanto podemos afirmar que a apropriação da teoria luhmanniana para a
interpretação da realidade complexa das bibliotecas universitárias, ainda que
I 1.Brier, S. (2004). Cybersemiotics and the problems of the information-processing paradigm as a
candidate for a unified science of information behind library information science . Library Trends, 52(3),
629-629-657.
2.Kluever, J. (1996) . Sociological discourses in virtual reality. A hybrid system for the reconstruction
and comparison of sociological theories . Social Science Computer Review, 14(3),280-280-292.
doi:10.1177/089443939601400303
3.Leydesdorrf, L. (2010) . The communication of meaning and the structuration of expectations:
Giddens' "structuration theory" and luhmann's "self-organization" . Journal of the American Society for
Information Science and Technology, 61 (1 O) , 2138-2138-2150.
4 .Rojas, M. A. R. (1999) . EI sistema de informacion documental: Un sistema autorreferencial y
autopoietico? the documentary information system : A self-referential , autopoietic system? Revista
Interamericana De Bibliotecologia , 22(2), 51-51-65.

2038

�i
;:li

S!mWrio

Planejamento estratégico e sustentabilidade

/IbooroaIde

=

IiWitt_

:.

U-,""lIIMbs

Trabalho completo

incipiente na literatura internacional no domínio de referência da ciência da
informação e das bibliotecas emerge como recurso para a interpretação deste
sistema social.

2 As bibliotecas universitárias como sistemas complexos
A apropriação da Ciência Administrativa pelos cursos de graduação em
Biblioteconomia no Brasil na última década, de acordo com estudo conduzido por
Dziekaniak (2008, p. 4) constatou que são poucas as bibliografias mencionadas nos
currículos sobre administração. Além de poucas, são fusões da Biblioteconomia e
administração baseadas nas teorias década de 70 e 80 marcadas pelos paradigmas
mecanicista e funcionalista da administração tradicional.
Com a emergência e a generalização dos recursos de informação inovadores
como, por exemplo, as bases de dados online, os portais, e os repositórios, da
ciência colaborativa e dos novos modos de organização do trabalho intelectual dos
cientistas, do acesso aberto, entre outras iniciativas que facilitaram a cooperação e o
compartilhamento de informação. Os novos suportes da informação emergem e
sistemas robustos para operacionalizar e garantir o acesso ao conhecimento
científico tornam as atividades de gestão mais complexas. Esta complexidade
também aumenta na relação com a universidade.
Na década de 70, Miranda (1978, p.2) compreende a complexidade da
biblioteca universitária pela dicotomia aparente entre a abordagem técnica e a visão
política do problema: "as relações da biblioteca com a universidade estão dadas pela
necessidade de desenvolvimento de uma mentalidade científica de planejamento de
serviços, de avaliação de coleções e de formulação de uma política de seleção". A
abordagem tecnicista da profissão para Miranda (1978, p. 6) está representada pelo
''[. .. ] excessivo apego às tarefas técnicas operacionais. Em contrapartida, existe o
problema da qualificação de pessoal". Na perspectiva crítica das relações da
biblioteca com o entorno e da necessidade de ampliação das ações, para além do
fazer tecnicista Miranda (1978, p.6) sugere a criação do Sistema Nacional de
Bibliotecas Universitárias como modo de articular as atividades das bibliotecas
universitárias com as demandas sociais.
A Comissão Brasileira de Bibliotecas Universitárias - CBBU, atualmente
procura incentivar a cooperação entre bibliotecas; propor e participar de projetos e
pesquisas que subsidiem a formulação de políticas públicas em suas áreas de
interesse; propor diretrizes e padrões para ação; promover a educação continuada
dos profissionais; representar e apoiar as bibliotecas universitárias das IES filiadas;
promover o compartilhamento de serviços e produtos; elaborar e editar documentos
técnico-científicos; colaborar na organização do Seminário Nacional de Bibliotecas
Universitárias - SNBU ; promover a realização de encontros regionais e outros
eventos profissionais, entre outras interfaces relacionadas a bibliotecas universitárias
e práticas sociais (CBBU, 1987).
Dziekaniak (2008, p. 3) enfatiza que a prática profissional em Biblioteconomia
requer conhecimentos em Administração, de modo que possam usar e beneficiar-se
dos seus métodos, técnicas e procedimentos. A autora destaca que a administração
da Biblioteca Universitária torna-se um dos pontos críticos para a obtenção de um
bom desempenho e sucesso , tanto da própria biblioteca , como da universidade. A

2039

�i
;:li

S!mWrio

Planejamento estratégico e sustentabilidade

/IbooroaIde

=

IiWitt_

:.

U-,""lIIMbs

Trabalho completo

relação entre biblioteca e universidade é uma relação bem estabelecida pelas
demandas das estruturas funcionais . A biblioteca universitária se auto-organiza para
responder as demandas do entorno.
As bibliotecas universitárias podem ser concebidas como um sistema
complexo. Isto implica em representá-Ia e interpretá-Ia como "unidade de
multiplicidades", ou seja, como uma configuração entre elementos que pode assumir
outras formas possíveis e não previstas. Perceber e interpretar as estruturas e os
modos de funcionamento de uma biblioteca implica principalmente na capacidade do
bibliotecário de dialogar com as teorias organizacionais da Ciência da
Administração. Morgan (1996 , p. 10) sugere como instrumento metodológico para a
análise das organizações o uso das metáforas. As metáforas podem ser pensadas
como recurso para a compreensão das diversas posições que a biblioteca pode
ocupar, tendo como referente o ponto de vista organizacional da estrutura formal da
universidade.

3 A administração de organizações: as metáforas e a comunicação
As organizações, de acordo com Maximiano (2010, p. 4), configuram-se pela
combinação de esforços individuais, que tem por finalidade realizar propósitos
coletivos. Por meio de uma organização torna-se possível perseguir e alcançar
objetivos que seriam inatingíveis para ação de uma única pessoa . A sociedade é
constituída das organizações que fornecem meios para atendimento das
necessidades humanas. A função da administração enquanto ciência está em
buscar modos efetivos de utilizar recursos para atingir os objetivos. Morgan (1996,
p.10) sugere como instrumento metodológico para a análise das organizações o uso
das metáforas. Usar uma metáfora implica um modo de pensar e uma forma de ver
que permeia a maneira pela qual entendemos nosso mundo em geral. O autor utiliza
este recurso para diagnóstico dos problemas organizacionais, bem como de espaço
lingüístico e conceitual para a construção de soluções, a melhoria de processos e a
inovação.
As metáforas sugeridas por Morgan (1996, p.16-17) partem da necessidade
de desenvolver uma administração reflexiva das organizações. As principais
metáforas sugeridas para representar e interpretar as organizações são : a)
máquinas; b) organismos; c) cérebros; d) sistemas psíquicos; e) cultura ; f) fluxo e
transformação; g) instrumentos de dominação, e h) sistemas políticos.
A metáfora das máquinas sugere a leitura da organização como sistema
fechado, burocrático, com apropriações do modo de produção mecanicista e da
administração científica Taylorista, focado em desempenho e marcado pelo poder da
centralidade da autoridade administrativa . A organização mecanicista desconsidera
a comunicação e autonomia dos agentes humanos com o sistema, e deste com o
entorno (Morgan , 1996, 21-26) . Desse modo a comunicação do sistema com o
entorno é reduzida e as possibilidades de ação limitadas a burocracia.
Morgan (1996, p. 44) ainda destaca que muitas organizações abandonaram a
ciência mecânica para inspirar-se na biologia para refletir sobre as organizações. As
organizações quando caracterizadas como organismos, importam complexidade à
medida que, como entidades vivas em constante mutação, interagem
constantemente com o entorno visando sua adaptação. A resolução dos problemas

2040

�i
;:li

S!mWrio

Planejamento estratégico e sustentabilidade

/IbooroaIde

=

IiWitt_

:.

U-,""lIIMbs

Trabalho completo

caracteriza-se por encontrar meios de conciliar às necessidades humanas a
eficiência técnica .
A metáfora dos organismos, segundo Morgan (1996, p. 49) é o contraponto
da organização mecanicista, caracterizada por uma estrutura funcional
extremamente fechada . Os sistemas devem ser administrados considerando o
ambiente (entorno) . Assim , muito tem se destacado a "atividade ambiental" imediata,
definida pelas interações organizacionais diretas (por exemplo, com clientes,
concorrentes, fornecedores, sindicatos e agências governamentais), bem como do
"contexto" mais amplo ou "ambiente em geral". Essa adaptação ao contingente, à
realidade do contexto, constitui a perspectiva dominante na moderna análise
organizacional.
Morgan (1996, p.49) assinala que os indivíduos são sistemas em si mesmos,
estes por sua vez, pertencem a grupos ou departamentos que também pertencem a
organizações maiores e assim sucessivamente . Caso defina-se a organização como
um sistema, então todos os outros níveis podem ser compreendidos como
subsistemas mesmo que sejam complexos e fechados em si mesmos. Pode-se
destacar que na metáfora dos sistemas abertos a comunicação tem uma função de
seleção do que quer importar do entorno. A seleção privilegia as informações
necessárias à sobrevivência do sistema e retorna ao entorno demandas seletivas de
informação.
As organizações, compreendidas a partir da metáfora do cérebro, são
capazes de aprender e recriar-se. O caráter reflexivo da metáfora do cérebro supõe
que só é possível produzir conhecimento à medida que aumenta as interações
comunicativas entre os atores. Essa metáfora, de acordo com Morgan (1996 , p. 8184) compreende as organizações como sistemas de comunicação e sistemas de
tomada de decisão.
Morgan (1996, p. 121 ; 139,141) usa a metáfora da cultura para analisar as
crenças e as idéias em torno das quais as organizações norteiam sua missão e suas
estratégias de ação. O autor defende que cada ator contribui para a construção da
realidade social da organização. As organizações são "minisociedades" que têm os
seus próprios padrões de cultura e subculturas. Padrões de interação, crenças,
linguagem e significados compartilhados fragmentados ou integrados compõem o
fenômeno que conhecido como "cultura organizacional". A metáfora da cultura
permite ampliar a racionalidade organizacional , à medida que considera os aspectos
subjetivos da realidade e possibilita reinterpretar os modos de ação.
A metáfora das organizações como sistemas psíquicos quer destacar as
pessoas que constituem as organizações e as implicações do agir individual nas
configurações do agir coletivo. Morgan (1996, p. 216) sublinha a importância da
sexualidade na formação da personalidade dos indivíduos. O autor destaca que a
sexualidade reprimida pode interferir nas atividades do dia-a-dia, contribuindo para
comportamentos neuróticos e compulsivos, que influenciam o ambiente de trabalho .
A compreensão completa da importância da sexualidade implicará reconhecer que
"as organizações não são condicionadas somente pelos seus respectivos ambientes;
são também moldadas pelos interesses inconscientes dos seus membros e pelas
forças inconscientes que determinam as sociedades nas quais elas existem".
Morgan (1996 , p. 149) sugere que pode se tecer paralelos entre organizações
e sistemas políticos, pois deste modo se "está caracterizando a organização em

2041

�i
;:li

S!mWrio

Planejamento estratégico e sustentabilidade

/IbooroaIde

=

IiWitt_

:.

U-,""lIIMbs

Trabalho completo

termos de um estilo particular de regra política". As formas de governo e de
autoridade podem ser observadas em instrumentos de regulação dos sistemas
sociais em acordos, normas, regimentos e leis. Nesse caso a autopoiesis
organizacional seleciona comunicações específicas relacionadas à arregimentação e
normas de conduta social , de modo que deem continuidade a seu processo
funcional.
Morgan (1996, p. 149; 152) afirma que as seleções para legitimação do poder
acontecem de três modos: a) na burocracia o poder é exercido pelo conhecimento
do uso das regras e com a forma praticamente legal de administração que implica; b)
nos caso das organizações dominadas por tecnocratas o poder e a responsabilidade
está diretamente relacionada ao conhecimento e especialização técnica, c) nas
organizações democráticas o poder é estabelecido a partir de regras que emergem
da maioria .
A política em uma organização manifesta-se nos conflitos e jogos de poder.
Pode-se analisar a política organizacional de maneira sistemática, focalizando as
relações entre interesses, conflito e poder. As relações entre conflito e poder são
estabelecidas, de acordo com Morgan (1996 , p. 150) quando "as pessoas pensam
diferentemente e querem agir também diferentemente. Essa diversidade cria uma
tensão que precisa ser resolvida por meios políticos". Nesse sentido, a comunicação
pode ampliar ou reduzir conflitos.
Morgan (1996 , p. 324-325) indica que também pode se pensar nas
organizações como instrumentos de dominação "à medida que expõe o lado amargo
da vida organizacional , seja em termos das desigualdades estruturais, das doenças
e dos acidentes de trabalho, ou ainda da exploração". O autor considera que o uso
desta metáfora implica em utilizar a teoria das organizações como instrumento de
mudança social. Morgan (1996, p. 324-325) recorda que as organizações
reproduzem e produzem sociedades divididas, que perpetuam a luta de classes no
ambiente de trabalho.
A organização pode ainda ser representada como fluxos de transformação.
Morgan (1996, p. 242-245) recorre ao conceito de autopoiesis de Maturana e Varela
para fundamentar essa metáfora. A autopoiesis corresponde às características dos
sistemas vivos: autonomia , circularidade e autorreferência. Assim a "capacidade de
autorreprodução através de um sistema fechado de relações [...] engaja padrões
circulares de interação, onde a mudança em um dos elementos encontra-se unida
com mudanças em todas as outras partes do sistema, estabelecendo padrões
contínuos de interação que são sempre autorreferentes".
A autorreferência é a capacidade de estabelecer padrões que definem a
organização. A interação de um sistema com o seu ambiente é, um reflexo e parte
da sua própria organização . O sistema interage com seu ambiente de um modo que
facilita a sua própria autorreprodução e, nesse sentido, pode-se observar que o seu
ambiente é, na verdade , uma parte de si mesmo. Os sistemas não são
completamente isolados: confinamento e autonomia são de ordem organizacional.
Os sistemas se fecham neles mesmos para manterem padrões estáveis de relações
(MORGAN , 1996, p. 245) .
A teoria da autopoiesis encoraja a compreensão de como a mudança se
desenvolve através de padrões circulares de interação. Organizações evoluem ou

2042

�i
;:li

S!mWrio

Planejamento estratégico e sustentabilidade

/IbooroaIde

=

IiWitt_

:.

U-,""lIIMbs

Trabalho completo

desaparecem com as mudanças que ocorrem nos seus ambientes e a administração
dessas organizações requer um entendimento deste contexto.
Morgan (1996 , p. 16) assinala que usualmente os estudos referem-se às
organizações como se fossem máquinas desenhadas para atingir fins e objetivos
predeterminados, capazes de funcionar em ciclos repetitivos, tranqüila e
eficientemente. No entanto, os maiores desafios de uma organização são a
administração de sua complexidade interna e de sua relação com o entorno.
Parte-se deste ponto para pensar a organização sob a perspectiva da
comunicação e a relevância de suas funções em qualquer analise interpretativa da
realidade. A comunicação é o elemento fundador dos processos organizacionais,
especialmente pela sua característica recursiva. A recursividade da comunicação
nos sistemas sociais faz parte da sua complexidade. É neste sentido que se faz uso
da teoria de Niklas Luhmann : para romper com a inércia e abrir novas vias de
teorização, que capacitem a enfrentar a crescente complexidade das sociedades
contemporâneas.
Esta revisão das metáforas de Morgan serve como ponto de partida para
perceber que nas diferentes dinâmicas ou abordagens metafóricas para a leitura das
organizações, a comunicação é elemento recursivo. Pode-se afirmar que a
complexidade de uma organização é dada pelo número de interações comunicativas
dentro do sistema e dele com o entorno. Na próxima seção apresentam-se os
fundamentos teóricos da teoria de sistemas de Niklas Luhmann , e como elas podem
contribuir para uma melhor administração de bibliotecas universitárias.

4 A teoria luhmanniana e a comunicação nos sistemas
A teoria de Niklas Luhmann tem sido amplamente apropriada pelas ciências
da administração para uma melhor compreender das dinâmicas comunicacionais
nas organizações. Isto é particularmente relevante porque as teorizações anteriores
parecem ser insuficientes para aquela compreensão, principalmente quando se
opera em organizações com maior complexidade. A complexidade organizacional
evidencia as limitações dos fluxos de informação repetitivos como ferramenta de
administração.
A complexidade no mundo é dada por dois modos, segundo Luhmann (1998,
p.24-27) . O primeiro se baseia na distinção entre elementos e relações. Um sistema
tem dificuldade de se relacionar com outros à medida que seus elementos
aumentam. Mesmo que adotássemos métodos matemáticos para elencar o número
de relações possíveis, a complexidade sempre exige seleções. A necessidade de
seleções qualifica os elementos. A qualidade nesse sentido é determinada pela
capacidade seletiva do sistema , que significa que logicamente todos têm uma
oportunidade igual de realização. O conceito de complexidade se baseia no conceito
de operação.
O segundo modo de construção da complexidade, de acordo com Luhmann
(1998, p. 24-27), é dado como um problema de observação, especialmente porque
se um sistema tem que selecionar com quem estabelecerá relações, é difícil
antecipar que relações serão selecionadas. Nesse sentido o conhecimento dos
elementos é fundamental para eficazes seleções e o modo de fazer isso é reunir
informações pela observação .

2043

�i
;:li

S!mWrio

Planejamento estratégico e sustentabilidade

/IbooroaIde

=

IiWitt_

:.

U-,""lIIMbs

o conceito

Trabalho completo

de operação para Luhmann (1998, p. 26-27) está relacionado à

autopoise do sistema. Os sistemas dinâmicos implicam em um maior número de

operações. A criação de informação no sistema acontece pelo ato de distinguir, dado
pela observação . Desse modo Luhmann (1998 , p. 27) argumenta que as noções de
complexidade estão na seletividade do sistema , fundamentadas na noção de
operação e observação . Esta operação é controlada ou não, selecionada ou não.
Lee (2000 , p. 324) afirma que o sistema luhmanniano produz suas próprias
fronteiras, peças e estruturas significativas: é por isso que a autopoiesis não pode
ser entendida como a produção de uma estrutura específica . A relevância do
processo autopoiético é a criação de diferença entre sistema e entorno. Luhmann
insiste em que as dimensões de significado não podem ser confundidas por serem
interdependentes. A dimensão funcional produz a diferença entre sistema e entorno .
A dimensão temporal produz a diferença entre o passado e o futuro . A dimensão
social produz a diferença entre Ego e Alter. A teoria de Luhmann é "relativamente
flexível", pois um sistema social emerge sempre que a comunicação começa e,
como resultado de autopoiese, continua a construir sobre si mesmo.
Carvalho (2009, p. 47) destaca que toda comunicação pode gerar uma nova
comunicação e assim por diante. As comunicações estão sujeitas a serem aceitas
ou recusadas. Cada evento comunicativo contém uma bifurcação que apresenta as
possibilidades de aceitação ou recusa , abrindo ou fechando o sistema. A autopoiesis
do sistema social se dá na medida em que comunicações conectam-se a novas
comunicações. Se não houvesse a produção sucessiva de comunicações, os
sistemas sociais não existiriam.
Cabe destacar que o procedimento privilegiado de redução da complexidade
dentro das organizações, de acordo com a teoria luhmanniana, é a redução das
interações comunicativas e a estruturação de fluxos informacionais funcionais
(CARVALHO, 2009 , p.47; 122). Este duplo processo de redução e estruturação
acontece porque os sistemas têm finalidades, e racionalmente concentram a
aplicação de recursos e focalizam as suas ações.
Lima e colaboradores (2009, p.02) observam que Luhmann concebe a
comunicação como um processo que sintetiza informação, comunicação e
compreensão. A comunicação, na teoria sistêmica de Luhmann, não pode ser
entendida como uma simples transmissão de informação, pois a informação só pode
ser gerada pelo próprio sistema, tendo em vista que ele é autorreferente , ou seja,
depende de sua contingência (sentido).
A comunicação baseia-se nas dimensões social , temporal e funcional do
significado. A realidade da comunicação é um fenômeno social que encurta a
distância entre os indivíduos e os sistemas de consciência , e entre outros tipos de
sistemas fechados. A comunicação ocorre quando A/ter intencionalmente transmite
informações através de um meio para Ego, pois, Luhmann considera o discurso
como o meio mais básico de comunicação, garantindo a continuidade da sociedade
autopoiética (LEE , 2000, p.235).
Lima e Carvalho (2011, p.02) apontam que Luhmann renova a teoria dos
sistemas à medida que parte de uma mudança paradigmática : passa da distinção do
todo e das partes, para a distinção de sistema e entorno , tendo como referência o
conceito de complexidade. A comunicação não se pode ser vista como transferência
de informação, pois os seres operam fechados um para outro.

2044

�i
;:li

S!mWrio

Planejamento estratégico e sustentabilidade

/IbooroaIde

=

IiWitt_

:.

U-,""lIIMbs

Trabalho completo

A comunicação é um tipo específico de estabelecimento de formas no meio
dos significados, uma realidade emergente que pressupõe seres capazes de
consciência. A comunicação opera com uma seqüência de transformações de
signos, que comparada com a consciência é muito lenta e exige muito tempo. A
comunicação antecipa e retorna mais comunicação, e produz os elementos do
próprio sistema : as comunicações (LUHMANN , 2005, p.24).
A autopoiesis e a evolução dinâmica do sistema podem ser influenciadas pelo
fator tempo . A relação temporal existente no processo comunicativo do sistema com
o entorno pode ser aprimorada, pois se cria uma memória onde ruídos anteriores
passam a ser enfrentados e as adaptações realizadas ampliam os campos de
possibilidades seletivas. O processo de comunicação é o mecanismo pelo qual o
sistema observa seu entorno, e também seleciona entre as inúmeras possibilidades
existentes (LIMA; CARVALHO e LIMA, 2010).
Os sistemas desenvolvem um processo evolucionário dinâmico, pois o ruído
ou irritação origina certa informação para o sistema. Este processo modifica sua
estrutura interna, onde subsistemas podem ser criados, visando ampliar as
expectativas sobre o ambiente e desta forma ampliando sua complexidade
interna (LIMA; CARVALHO e LIMA, 2010 ; LEYDESDORFF , 2010 , p.2139).
Lee (2002 , p.232) sublinha que para Luhmann são quatro as premissas falsas
orientam um pensamento sociológico ao fracasso, cada um contribuindo para a
confusão causada pelos outros, são elas: a) a sociedade é composta de indivíduos
concretos; b) a sociedade é integrada por causa de um consenso compartilhado por
indivíduos sobre seus valores e interesses; c) as fronteiras políticas ou territoriais
diferenciam as sociedades umas das outras, d) a sociedade como grupos de
pessoas que pode ser observado e compreendido a partir do exterior suas próprias
fronteiras.
A teoria luhmanniana apresenta os seres humanos a partir do centro do
sistema social : caracteriza essa nova perspectiva da sociedade como radicalmente
anti-humanista, anti-regional e construtivista. Luhmann rejeita a tradicional visão
europeia de que "os indivíduos participam naturalmente do ordenamento social"
(LEE, 2002, p.323) .
Lee (2002, p.323) ainda afirma que Luhmann considera a comunicação a
unidade fundamental da sociedade, pois, a "sociedade" só existe quando os
indivíduos se comunicam . Os limites da sociedade são estabelecidos pelos limites
de comunicação: o que não é comunicado permanece fora da sociedade .
Luhmann entende as teorias humanistas da sociedade como exemplos de
especulação metafísica. Os humanistas acreditam que os seres humanos possuem
essências valiosas comuns. A racionalidade ou capacidade de raciocinar deve
distinguir os seres humanos dos animais. Os indivíduos estão sempre mais fora da
sociedade do que dentro dela, e só podem se comunicar sobre uma coisa de cada
vez. Na teoria luhmanniana o indivíduo nunca é completamente social ou antissocial ,
pois quando a comunicação ocorre com sucesso à sociedade funciona bem sem
qualquer tipo de abrangente de consenso racional (LEE, 2000, p.325).
Nesse sentido, de acordo com Carvalho (2009 , p. 47) os sistemas de
informação são modos de comunicação reduzida, estruturada e direcionada para a
eficácia . O sistema de informação nas organizações se contrapõe a dinâmica de
comunicação caótica no seu entorno. Esta redução normativa tem conteúdo moral, e

2045

�i
;:li

S!mWrio

Planejamento estratégico e sustentabilidade

/IbooroaIde

=

IiWitt_

:.

U-,""lIIMbs

Trabalho completo

pode ser objeto de indagações éticas e valorativas. Isto é especialmente pertinente
quando os sistemas de informação parecem ser incapazes de responder as
demandas dos próprios atores organizacionais.
A complexidade das comunicações requer um entendimento relacional.
Luhmann (2007, p.101) conceitua complexidade como "unidade de multiplicidades",
ou seja, cada elemento da organização pode assumir outras possibilidades não
previstas. A complexidade interfere na capacidade de auto-organização e de
organizar suas dinâmicas de comunicação.
O enfoque sistêmico de Luhmann aplicado à administração de bibliotecas
universitárias possibilita uma visão inovadora desta atividade. Pois, a partir do
momento que as bibliotecas universitárias passam a ser vistas e pensadas como
sistemas fechados , os desafios da administração são totalmente outros. Os
processos organizacionais são vistos como parte do esforço de autoprodução, a
partir da seleção nas relações com o entorno. Assim , a administração da informação
e da comunicação faz parte da determinação do nível de complexidade dos
sistemas.

5 Considerações Finais
As mudanças sociais trazem desafios para todos os atores do sistema social ,
no âmbito econômico, político ou cultural. A administração de bibliotecas
universitárias baseada somente em processos mecanicistas tende a ser repetitiva e
burocrática, e acaba por ignorar as demandas coletivas desta sociedade . Administrar
bibliotecas universitárias requer compreender as relações entre os procedimentos da
ordem técnica e das demandas coletivas no entorno (universidade, sociedade) .
Nesse sentido, a revisão de literatura conduzida na Library Information
Science Abstract (LISA), identifica apenas quatro registros cujos usos da teoria
luhmanniana é mencionada para referir-se a dinâmica da biblioteca com o entorno.
A ausência da utilização da teoria de sistemas no campo das bibliotecas sofre
a influência de uma herança teórica das abordagens tecnicistas e funcionalista
enraizadas na fundação deste campo científico . Os atores da biblioteca universitária
que pensam criticamente as questões da sociedade contemporânea possuem maior
grau de sucesso e relevância social, especialmente pela condição intelectual de
estabelecer políticas de informação além do domínio da técnica , estabelecendo
deste modo um diálogo com o entorno.
A leitura crítica da realidade organizacional das bibliotecas universitárias situa
a função da comunicação em toda a complexidade do sistema, seja um sistema de
baixa complexidade como os sistemas formais de armazenamento e busca da
informação bem como as questões relativas à fluidez da informação enquanto
elemento da autopoiese do sistema social. À medida que a comunicação tem a
capacidade de produzir uma estrutura , ela também pode ser um recurso para
importar informações do entorno, como nos explica o conceito da autopoiesis
luhmanniana. A comunicação constrói realidades já a informação acaba por ser
submetida a processos de seleção e ordenamento em um processo autopoiético.
Ao bibliotecário na sua prática profissional é posto um desafio constante no
sentido de apropriar-se de informação e conhecimento e desenvolver competências
para atender as especificidades sociais e técnicas que emergem . Estas

2046

�i

Planejamento estratégico e sustentabilidade
S!mWrio

;:li

/IbooroaIde

:.

IiWitt_
U-,""lIIMbs

=

Trabalho completo

competências determinam de modo significativo o grau de inovação e sucesso das
bibliotecas na contemporaneidade. Entre as mudanças sociais que recentemente
colocam desafios à rotina da administração das bibliotecas e ao desenvolvimento de
competências está o controle bibliográfico colaborativo; a divulgação do
conhecimento científico por meio de canais informais como redes sociais; a
hibridização dos modos de organizar o conhecimento, que pode ser exemplificado
pela biblioteca digital e a demanda das normas reguladoras de avaliação das
universidades brasileiras que priorizam o acervo impresso ; a preservação física e
digital de documentos; as demandas informacionais dos usuários presenciais e do
ensino a distância, entre outros recursos de informação emergentes.
Embora a apropriação da teoria luhmanniana para a interpretação da
realidade complexa das bibliotecas universitárias, ainda seja incipiente na literatura
internacional, ela serve de apoio para a compreensão da ação no sistema social sob
uma perspectiva crítica .

Referências
COMISSÃO BRASILEIRA DE BIBLIOTECAS UNIVERSITÁRIAS (CBBU).
Regimento Interno. Disponível em :
www.febab .org .br/cbbu/images/links/regcbbu .pdf. Acesso em : 27 .04 .2012.
CARVALHO , L. S. Informação, comunicação e inovação. (Dissertação) . Programa de
Pós-Graduação em Ciência da Informação. Universidade Federal de Santa Catarina ,
Florianópolis, 2009.126p.
DZIEKANIAK, Cibele Vasconcelos. Sistema de gestão para biblioteca universitária
(SGBU) : teoria e aplicação. BIBLlOS, n.31 , 2008 .
LEE , D. The Society of Society: The Grand Finale of Niklas Luhmann. Sociological
Theory, v.18, p. 320-330, 2000.
LEYDESDORFF, L. The communication of meaning and the structuration of
expectations: Giddens' "structuration theory" and Luhmann's "self-organization".
Journal of the American Society for Information Science and Technology, n. 61 ,
p. 2138-2150. 2010.
LIMA, C. R. M.; Martins, Jacqueline A. ; Silveira, Aline L. ; CARVALHO , Lidiane. Agir
comunicativo, colaboração e complexidade nas organizações. Datagramazero (Rio
de Janeiro), v. 10, p. 01-20, 2009 .
LIMA, C.R. M; CARVALHO, Lidiane ; LIMA, José Rodolfo . Notas para uma
administração discursiva das organizações. DataGramaZero - Revista de Ciência da
Informação , v.11 , n.6 dezl10. Disponível em :
http://www.datagramazero.org .br/dez10/Art_03 .htm. Acesso em : 27.07 .2011
LUHMANN , N. EI arte de la sociedad . México: Herder; Universidad Iberoamericana,
2005. 522p. (Traduzido do original Die Kunst der Gesellschaft)

2047

�i

Planejamento estratégico e sustentabilidade
S!mWrio

;:li

/IbooroaIde

:.

IiWitt_
U-,""lIIMbs

=

Trabalho completo

LUHMANN , N. Complejidad y modernidade: de la unidad a la diferencia. Madrid :
Trotta, 1998. (Coleccion estructuras y procesos - Serie Ciencias Socia/es). 257p.
MORGAN , Gareth . Imagens da organização: São Paulo: Atlas, 1996.
MIRANDA, Antônio. Biblioteca universitária no Brasil: reflexões sobre a problemática .
Disponível em :
http://www.antoniomiranda .com .br/ciencia informacao/BIBLlOTECA UNIVERSITARIA.pdf. Acesso
em : (Texto original apresentado durante o 1° SEMINÁRIO NACIONAL DE
BIBLIOTECAS UNIVERSITARIAS, Niterói, RJ, 23 a 29 julho de 1978.)
SOUZA, R. S. de . Funcionalismo sistêmico nas teorias social e organizacional :
evolução e crítica. Read , Porto Alegre , v. 7, n. 1, p.1-43, jan-fev, 2001 .

2048

�</text>
                  </elementText>
                </elementTextContainer>
              </element>
            </elementContainer>
          </elementSet>
        </elementSetContainer>
      </file>
    </fileContainer>
    <collection collectionId="49">
      <elementSetContainer>
        <elementSet elementSetId="1">
          <name>Dublin Core</name>
          <description>The Dublin Core metadata element set is common to all Omeka records, including items, files, and collections. For more information see, http://dublincore.org/documents/dces/.</description>
          <elementContainer>
            <element elementId="50">
              <name>Title</name>
              <description>A name given to the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51396">
                  <text>SNBU - Edição: 17 - Ano: 2012 (UFRGS - Gramado/RS)</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="49">
              <name>Subject</name>
              <description>The topic of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51397">
                  <text>Biblioteconomia&#13;
Documentação&#13;
Ciência da Informação&#13;
Bibliotecas Universitárias</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="41">
              <name>Description</name>
              <description>An account of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51398">
                  <text>Tema: A biblioteca universitária como laboratório na sociedade da informação.</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="39">
              <name>Creator</name>
              <description>An entity primarily responsible for making the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51399">
                  <text>SNBU - Seminário Nacional de Bibliotecas Universitárias</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="45">
              <name>Publisher</name>
              <description>An entity responsible for making the resource available</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51400">
                  <text>UFRGS</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="40">
              <name>Date</name>
              <description>A point or period of time associated with an event in the lifecycle of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51401">
                  <text>2012</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="44">
              <name>Language</name>
              <description>A language of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51402">
                  <text>Português</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="51">
              <name>Type</name>
              <description>The nature or genre of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51403">
                  <text>Evento</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="38">
              <name>Coverage</name>
              <description>The spatial or temporal topic of the resource, the spatial applicability of the resource, or the jurisdiction under which the resource is relevant</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51404">
                  <text>Gramado (Rio Grande do Sul)</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
          </elementContainer>
        </elementSet>
      </elementSetContainer>
    </collection>
    <itemType itemTypeId="8">
      <name>Event</name>
      <description>A non-persistent, time-based occurrence. Metadata for an event provides descriptive information that is the basis for discovery of the purpose, location, duration, and responsible agents associated with an event. Examples include an exhibition, webcast, conference, workshop, open day, performance, battle, trial, wedding, tea party, conflagration.</description>
    </itemType>
    <elementSetContainer>
      <elementSet elementSetId="1">
        <name>Dublin Core</name>
        <description>The Dublin Core metadata element set is common to all Omeka records, including items, files, and collections. For more information see, http://dublincore.org/documents/dces/.</description>
        <elementContainer>
          <element elementId="50">
            <name>Title</name>
            <description>A name given to the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="64292">
                <text>Informação e comunicação na administração das Bibliotecas Universitárias: entre as metáforas de Morgan e a visão da Luhmann.</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="39">
            <name>Creator</name>
            <description>An entity primarily responsible for making the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="64293">
                <text>Carvalho, Lidiane</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="38">
            <name>Coverage</name>
            <description>The spatial or temporal topic of the resource, the spatial applicability of the resource, or the jurisdiction under which the resource is relevant</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="64294">
                <text>Gramado (Rio Grande do Sul)</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="45">
            <name>Publisher</name>
            <description>An entity responsible for making the resource available</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="64295">
                <text>UFRGS</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="40">
            <name>Date</name>
            <description>A point or period of time associated with an event in the lifecycle of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="64296">
                <text>2012</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="51">
            <name>Type</name>
            <description>The nature or genre of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="64298">
                <text>Evento</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="41">
            <name>Description</name>
            <description>An account of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="64299">
                <text>Este artigo parte da investigação dos usos teórico-metodológicos da teoria de Niklas Luhmann para a interpretação das bibliotecas universitárias como sistema social, com suas estruturas funcionais e suas relações com o entorno. Parte-se da hipótese de que as estruturas funcionais são componentes do todo sistêmico que se relacionam de modo autopoiético com o entorno. A leitura reflexiva da realidade organizacional pela apropriação das metáforas para redução da complexidade de um sistema social pode ser mais bem compreendida a partir da perspectiva comunicacional luhmanniana. A teoria luhmanniana pode contribuir para a melhoria e inovação no processo de gestão das bibliotecas universitárias.</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="44">
            <name>Language</name>
            <description>A language of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="69546">
                <text>pt</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
        </elementContainer>
      </elementSet>
    </elementSetContainer>
  </item>
  <item itemId="6046" public="1" featured="0">
    <fileContainer>
      <file fileId="5110">
        <src>http://repositorio.febab.org.br/files/original/49/6046/SNBU2012_185.pdf</src>
        <authentication>f378e858563e7d4d3ac52066082837ba</authentication>
        <elementSetContainer>
          <elementSet elementSetId="4">
            <name>PDF Text</name>
            <description/>
            <elementContainer>
              <element elementId="92">
                <name>Text</name>
                <description/>
                <elementTextContainer>
                  <elementText elementTextId="64291">
                    <text>i

xmWrio

~

MaooNlck

:,

IiblttKU
1I.no-.li~

=

Planejamento estratégico e sustentabilidade
Trabalho completo

ESTRUTURA ORGANIZACIONAL DE BIBLIOTECAS UNIVERSITÁRIAS:
SUBsíDIO PARA SUA COMPOSiÇÃO
Célia Regina Simonetti Barbalho 1
1 Doutora

em Semiótica , Universidade Federal do Amazonas, Manaus, AM

Resumo
Discute os elementos que corroboram para composição da estrutura organizacional da
biblioteca universitária. Compreende que tais estruturas sofreram amplo impacto com a
inserção das tecnologias de informação nos ambientes das bibliotecas, sobretudo para
favorecer a oferta de serviços. Examina os aspectos teóricos que envolvem o tema
estrutura organizacional , destacando os elementos, a implantação ou avaliação das
estruturas existentes. Fornece subsídios para permitir a analise da estrutura
organizacional de bibliotecas universitárias.
Palavras-Chave:
Estrutura Organizacional ; Biblioteca Universitária; Gestão.

Abstract
Discusses the elements that support for the composition of the organizational structure of
the university library. Understands that such structures suffered extensive impact with the
inclusion of information technology environments of libraries, especially to promote the
availability of services. Examines the theoretical aspects involving the theme of
organizational structure, highlighting the elements, implementation or evaluation of existing
structures. Provides grants to enable the analysis of the organizational structure of
university libraries.
Keywords:
Organizational Structure; University Library; Management.

1 Introdução
Com o crescimento das organizações, cujo ambiente de atuação se vê ampliado
pela globalização e diuturnamente alterado pela sofisticação da tecnologia, a tarefa de
administrar uma instituição tem sofrido pressão no sentido de proporcionar respostas
rápidas e competentes ao contexto, de modo a oportunizar maior visibilidade
organizacional para os produtos e serviços oferecidos e, por conseguinte, promover a
geração de benefícios para ao empreendimento.
O êxito da performance organizacional está pautado na capacidade de articulação
da ação estratégica , o que, para Mintzberg (2003) demanda pela definição de uma
direção que enfoque os esforços para proporcionar consistência nas decisões tomadas.
Indubitavelmente as estruturas organizacionais possuem um importante papel na
prospecção das estratégias e no desempenho das organizações. A despeito disto Motta
(2002) sustenta que na medida em que se alteram as condições sociais, econômicas e

2023

�i

xmWrio

~

MaooNlck

:,

IiblttKU
1I.no-.li~

=

Planejamento estratégico e sustentabilidade
Trabalho completo

políticas, também vão se modificando as maneiras de análise e concepção das
organizações do trabalho e da produção, o que impacta na modelagem das estruturas
organizacionais.
Por certo, a relação dinâmica entre a estrutura organizacional de um
empreendimento e sua estratégia é interdependente, sendo ambas influenciadas pelo
ambiente ainda que qualquer modelo organizacional reflita uma arbitrariedade na divisão
do trabalho e na distribuição da autoridade e da responsabilidade. De certo, para poder
atingir os seus objetivos e qualificar sua performance , a organização necessita de uma
estrutura que estabeleça relações entre indivíduos, para a condução de tarefas coletivas.
A concepção moderna preconiza que se não existe, em princípio, uma melhor
maneira de se estruturar uma organização, a qual como qualquer outro elemento
organizacional , deve ser considerada também um instrumento gerencial dinâmico e
passível de variações, que possui regras e procedimentos para atender as exigências
quanto ao desempenho da estratégia traçada , variando o grau de complexidade em
função do alcance dos processos e decisões.
Decisivamente, uma organização é a coordenação planejada das atividades para a
consecução de algum propósito ou objetivo comum, explícito, por meio da divisão de
trabalho e funções, por meio de uma hierarquia de autoridade e responsabilidade
(SCHEIN, 1982).
A análise do funcionamento das organizações, visando examinar as questões
inerentes ao seu desempenho, é própria a qualquer ambiente produtivo seja qual for a
sua natureza , o que implica em afirmar que o estudo das diferentes estruturas, dinâmicas
e configurações organizacionais tornam possível compreender o funcionamento de
instituições como uma biblioteca, por exemplo, ao mesmo tempo em que permite analisar
os fluxos internos existentes e a forma como tais aspectos poderão contribuir para
identificar problemas com os quais ela atualmente se vê confrontada
Para além de oferecer uma resposta à necessidade de encontrar um modelo
organizacional que melhore o funcionamento das bibliotecas, é importante refletir sobre
como estão sendo operadas às mudanças ambientais que as envolvem e de que forma os
modelos organizacionais estão adaptados a essa nova realidade e as estratégias que elas
prospectam.
Deste modo, este artigo arrola elementos teóricos para o exame da estrutura
organizacional das bibliotecas universitárias, considerando que estas apresentam
elementos constitutivos portadores de maior organicidade ao seu desempenho.

2 Estrutura Organizacional
A estrutura é U[ ... ] um meio complexo de controle continuamente produzido e
recriado na interação e, no entanto, molda essa interação: As estruturas são formadas e
formam " (RANSON; HININGS; GREENWOOD, 1980 apud HALL, 2004 p.48) . Tal
assertiva implica na compreensão prévia de que a estrutura de uma organização não é
imutável. De certo ela molda é moldada pelas mudanças ambientais com as quais uma
organização se vê envolvida .
Sob este ponto de vista , estudos como o de Higa et aI/i (2005) e Younis (1999),
apontam que a estrutura organizacional das bibliotecas sofreu grande impacto com a
inserção das tecnologias de informação e comunicação em suas atividades,
proporcionando uma justaposição de soluções tecnológicas, interações políticas e

2024

�i

xmWrio

~

MaooNlck

:,

IiblttKU
1I.no-.li~

=

Planejamento estratégico e sustentabilidade
Trabalho completo

interpretações sociais em torno delas, o que alterou as relações entre os atores
organizacionais, gerando implicações para a organização de seu processo produtivo e,
por conseguinte, para sua estrutura organizacional.
Considerando que as estruturas organizacionais devem produzir resultados e
atingir metas, minimizar ou, ao menos, regular a influência das variações individuais na
organização, é tácito que elas compõem um cenário no qual o poder exercido, as
decisões tomadas e as atividades executadas são realizadas sob a influência das
variações que seu modelo produtivo sofre.
Diante tais questões cabe considerar que a biblioteca universitária enquanto
organização, se vê envolvida com tais questões tendo em vista que ela possui uma
estrutura complexa a qual carece diuturnamente adequar e repensar suas ações dentro
de uma modernidade que lida com intensas interligações entre as diversas áreas que
compõem uma instituição de ensino superior, considerando seu papel na disseminação de
conhecimento.
A estrutura é o arranjo dos elementos que constituem uma organização. Segundo
Faria (1984, p. 21), a estrutura,
[ ... ] é um conjunto integrado de elementos e suportes que formam as demais
partes componentes de um organismo, sendo representada , em organização,
pelo conjunto de órgãos, suas relações de interdependência e a via hierárquica
existente, assim como as vinculações que devem ser representadas através do
organograma .

Desta forma, pode-se analisar a o sentido do termo estrutura sob duas acepções:
a) em relação as partes físicas da organização relacionada ao espaço e
equipamentos que lhes são pertinentes (localização espacial) ; e
b) em consideração os elementos do trabalho, operações do processo de
produção etc. (sistema organizacional , organização do trabalho, organização da
produção etc.)
Ambas as acepções demandam por inquirições que favoreçam sua eficácia sendo
que, a primeira envolve os aspetos inerentes ao melhor dimensionamento do espaço
físico para maior rendimento dos processos. O segundo entendimento enfoca que a
estrutura organizacional é composta por diversas unidades que precisam interagir
(departamentos, divisões, seções etc.) como também os funcionários e as relações
existentes entre superiores e subordinados.
Para Annes (2005, p. 21), a
Estrutura é um conjunto integrado de elementos suportes que formam as demais
partes componentes de um organismo, sendo representada em organização, pelo
conjunto de órgãos, suas relações de interdependência e via hierárquica
existente, assim como as vinculações que devem ser representadas através do
organograma.

O autor, ao destacar que e estrutura é a integração de diversos elementos, permite
entender que ela envolve uma parte física (edifício, equipamento, espaço e localização) e
elementos de trabalho (processo produtivo, organização do trabalho e da produção) com
a função básica de obter produtos organizacionais e atingir metas; minimizar a influência
de variáveis individuais sobre os processos e estabelecer o posicionamento hierárquico
que envolve a tomada de decisão, o fluxo de informações e a execução das atividades na

2025

�i

xmWrio

~

MaooNlck

:,

IiblttKU
1I.no-.li~

=

Planejamento estratégico e sustentabilidade
Trabalho completo

instituição.
Com efeito, uma estrutura organizacional adequada as estratégias do
empreendimento pode gerar, dentre outros, benefícios como a exata identificação das
tarefas necessárias, organização adequada das funções e responsabilidades, das
informações, dos recursos e do feedback dos funcionários além do estabelecimento de
medidas de desempenho compatível com os objetivos e condições motivadoras.
A estrutura de uma biblioteca universitária não se restringe apenas a diversas
unidades (departamento, setores, etc.) que a compõe, mas abarca os funcionários e as
relações existentes entre superiores e subordinados. De fato, uma organização é
arranjada estruturalmente de modo formal e informal considerando diversos elementos
que a influenciam.

2.1 Elementos da estrutura organizacional
No delineamento de uma estrutura organizacional é imperioso considerar os seus
componentes, condicionantes e níveis de influência, o que implica no entendimento das
influências existentes no contexto , conforme expõe a Figura 1.
FA TOR f-ItJMANO
'R&gt;&lt;Iicrg;nu;ao

._~_

....

-.aOSl'll.l!i~~_

otS8l_

03d'o
InI""""çôes
[):cisões

Ações
Res ..hados

Figura 1 - Componentes, Condicionantes e Níveis de Influência

Analisando a Figura 1 é possível inferir que o Sistema de Responsabilidade está
relacionado atribuição de encargos inerentes àquilo que é dimensionado para que o
colaborador execute, ou seja, às funções do cargo que ocupa. Deste modo, ele se reporta
a da execução dos processos que estão sob sua carga e que é influenciada pelo modo
como a estrutura organizacional arranja a distribuição do trabalho, estabelecendo quem

2026

�i

xmWrio

~

MaooNlck

:,

IiblttKU
1I.no-.li~

=

Planejamento estratégico e sustentabilidade
Trabalho completo

tem que fazer o que.
Quanto ao Sistema de Autoridade é possível entender que ele é revestido do direito
ou poder de se fazer obedecer, de dar ordens, de tomar decisões, em fim , de agir. Oliveira
(1999), citando Jucius e Schelender (1968) , reforça tal colocação, ao afirma que
autoridade é o direito para fazer alguma coisa que pode ser o direito de tomar decisões,
de dar ordens e requerer obediência ou simplesmente o direito de desempenhar um
trabalho que foi designado, podendo ser hierárquica e funcional.
O Sistema de Decisão está na análise das atividades, das decisões e das relações
entre os órgãos da biblioteca. Segundo Drucker (1962) , isto envolve considerar os
seguintes aspectos: (1) Que decisões são necessárias para ser o desempenho
indispensável á realização dos objetivos; (2) De que natureza são essas decisões; (3) Em
que plano da biblioteca deve ser tomado; (4) Qual velocidade elas acarretam ou afetam ;
(4) Qual gestor deve participar dessas decisões, pelo menos até aqueles que devem ser
consultados antecipadamente; e (5) Quais gestores devem ser informados, depois de
tomadas decisões.
O Sistema de Comunicação é resultante do processo pelo quais os membros da
biblioteca trocam as informações pertinentes sobre a instituição e as mudanças que nela
ocorrem . Nesta perspectiva ele desempenha uma função de fonte de informação para os
colaboradores e diz respeito aos procedimentos que caracterizam o entendimento entre
as pessoas no ambiente organizacional.
Assim posto, cabe destacar que tal sistema abrange todas as formas de
comunicação utilizadas pela organização para relacionar-se e interagir com seus públicos
interno e externo. Cleusa Maria Andrade Scroferneker (2005), no texto Perspectivas
teóricas da comunicação organizacional, ao citar Restreppo J. (1995), aponta que a
comunicação pode ser compreendida como um composto que dá forma à organização,
que a informa, fazendo-a ser o que é, e estabelece quatro dimensões do processo como:
a) Informação, ela é vista como configurador das operações próprias de cada
organização. São as transações estáveis que necessitam ocorrer para que o
negócio seja viabilizado, constituindo o sistema normativo (missão, valores,
princípios, políticas) que sustenta as práticas da organização, as formas de
controle;
b) Divulgação, no sentido de dar a conhecer, tornar público ;
c) Gerador de relações voltadas para a formação , a socialização e ou o reforço de
processos culturais. Atividades recreativas, rituais e celebrações são alguns dos
processos de comunicação utilizados nessa dimensão;
d) Participação, como ação de comunicação do outro. Nesse ponto se completa o
ciclo da comunicação, onde explicitamente surge à figura daquele que recebe a
mensagem.
O processo de constituição da estrutura organizacional deve também atentar para
alguns fatores que são essenciais para sua concepção. A literatura, de modo amplo,
especialmente as colocações de Vasconcellos (1972, p. 7 apud PERROTTI, 2004, p.29),
afirma que tais fatores são: tecnológico, ecológico, estrutura , humano e os objetivos
organizacionais.
Oliveira (2005) afirma que tais fatores são quatro, a saber: objetivos e estratégias;
ambiente; tecnologia ; e recursos humanos, e Maximiano (1992) aponta que eles se
constituem pelo grau de diversificação de produtos e serviços, a ênfase nos planos e
objetivos, e a alocação de recursos.

2027

�i

xmWrio

~

MaooNlck

:,

IiblttKU
1I.no-.li~

=

Planejamento estratégico e sustentabilidade
Trabalho completo

Para Robins (2002 , p. 418 apud PERROTTI , 2004, p.30) , tais forças se definem em
tecnologia, tamanho da organização e ambiente. Djalma Oliveira (1999) afirma que elas
são compostas pelo ambiente externo, sistema de objetivos e estratégia , recursos
humanos e tecnologia.
Analisando todos os diversos pontos de vista arrolados na literatura, é possível
afirmar que eles compõem um eixo central composto de:
a) Fator Humano
Toda organização é composta por pessoas que, individualmente ou em grupo,
tornam a estrutura organizacional eficiente através de seus comportamentos e
desempenhos. Fayol (1976 , p.27 apud OLIVEIRA, 2005) enumera que são
necessárias determinadas habilidades humanas cuja importância aumenta à
medida que a pessoa sobe na hierarquia e que podem ser resumidas em :
técnica , de comando, administrativa , de cooperação e de integração.
b) Fator Ambiental ou Ecológico
O ambiente é tudo aquilo que externamente envolve a instituições, ou seja, o
contexto onde ela está inserida, uma vez que ela interage com o ambiente
promovendo trocas que influenciam suas ações. Assim este fator se configura
pela análise do processo de relacionamento entre a empresa e seu ambiente .
c) Fator Sistema de Objetivos e Estratégias
O objetivo traçado pela organização determina a situação que ela pretende
atingir e a estratégia define quais os caminhos mais adequados para alcançar o
objetivo. Deste modo, este fator influência a estrutura organizacional à medida
que, quando os objetivos e estratégias estão bem definidos e claros, é mais fácil
organizar, pois se sabe o que esperar de cada membro do grupo que compõe a
empresa .
d) Fator Tecnológico
Vasconcellos (1982) considera o fator tecnológico como o conjunto de
conhecimentos que são utilizados para operacionalizar as atividades na
empresa para que seus objetivos possam ser alcançados e que influencia as
pessoas e sua interação, a execução das tarefas, o percentual de mudança ,
entre outros.
Os fatores acima descritos se apresentam como condição para a composição da
estrutura organizacional uma vez que são influenciadores do modo como à empresa
pretende operacionalizar seus processos e procedimentos. Perrotti (2004 , p.32) , ao
sintetizar os componentes e condicionantes da estrutura aponta uma representação
gráfica que, adaptada aos conceitos adotados e discutidos anteriormente, permitem a
visualização do que foi exposto .
O exame dos elementos da estrutura organizacional permite compreender o
conjunto de fatores que envolvem seu desenho visando adotar medidas que possam
amparar a decisão quanto a introdução de mudanças.

2028

�i

xmWrio

~

MaooNlck

:,

IiblttKU
1I.no-.li~

=

Planejamento estratégico e sustentabilidade
Trabalho completo

2.2 Implantação ou Avaliação da Estrutura Organizacional
A implantação de uma estrutura organizacional envolve três aspectos básicos que são
determinantes das estratégias a serem adotadas para promover as ações necessárias
com vista a atingir o objetivo pelo qual ela está sendo reformulada. Tais aspectos são:
a) Mudança da estrutura organizacional - este aspecto está relacionado à
necessidade de:
• Ter ciência que a estrutura organizacional mais adequada depende da
atual;
• Atentar para a necessidade de antecipar forças restritivas e propulsoras
que podem ter influência no processo;
• A importância do fator humano;
• A qualidade técnica da nova estrutura organizacional é insuficiente para o
sucesso da mudança;
• A importância do planejamento da mudança, para evitar ou minimizar
possíveis problemas maiores na sua efetivação;
• Antes de mudar a estrutura organizacional , verificar se não há uma
situação alternativa mais adequada ;
• Ter sempre em mente a importância da participação;
• Antes de efetivar a mudança, identificar e analisar o problema, bem como
o que será mudado e quais as variáveis a serem consideradas.
b) Processo de implantação, envolvendo:
• Análise e aprovação pela diretoria da empresa (aspectos conceituais) ;
• Análise e aprovação pelos responsáveis das várias unidades
organizacionais (aspectos conceituais e principalmente descritivos);
• Implantação efetiva ;
• Acompanhamento e avaliação do processo.
c) Resistências que podem ocorrer
Nos aspectos destacados pode-se apontar que eles envolvem não só as questões
inerentes aos processos organizacionais, mas, especialmente, o comportamento da
cultura existente que está relacionada ao modo como as pessoas colaborarão para o
sucesso da implantação desejada. De fato, o fator humano, antes discutido, é ponto
primordial para o sucesso da implantação tendo em vista que a competência, o
desempenho e a motivação podem ser um facilitador ou complicador do processo.
No que diz respeito à avaliação cabe inicialmente destacar que se trata de um
procedimento através do qual se verifica os pontos fortes e fracos da estrutura
organizacional. Para tanto é necessário efetuar um levantamento das condições
existentes com vista a delinear a estrutura idealizada para o desenvolvimento dos
processos na instituição. Este procedimento poderá observar os resultados apresentados,
os problemas evidenciados e o nível de satisfação dos colaboradores com as condições
existentes. Assim, Oliveira (1999) sugere que tal ação envolva :
a) Levantamento
• Identificação dos problemas evidenciados pelos usuários; e

2029

�Planejamento estratégico e sustentabilidade

i

xmWrio

~

MaooNlck

:,

IiblttKU
1I.no-.li~

=

•

Trabalho completo

Entrevista com os elementos-chave da empresa .

b) Análise
• Dos dados levantados anteriormente;
• Interligação dos dados levantados, verificando sua veracidade e
considerando os vários subsistemas da empresa;
• Estabelecimento dos padrões e critérios de avaliação; e
• Identificação do efeito de cada um dos dados levantados na situação
atual da estrutura organizacional da empresa .
c) Avaliação
• Estabelecimento da situação dos componentes da estrutura
organizacional na empresa ;
• Verificação do envolvimento de cada um dos condicionantes sobre a
estrutura organizacional ; e
• Verificação do nível de influência de cada nível da empresa - estratégico,
tático e operacional - para o delineamento da estrutura organizacional.
Toda a avaliação a ser realizada deve ser pautada no um conjunto de políticas e
valores organizacionais que servirão de sustentação para o processo decisório.
O Vitor Colenghi, na obra O &amp; M e qualidade total, apresenta uma metodologia
básica para avaliação de estruturas organizacionais, propõe o fluxo de atividade conforme
exposto na Figura 2.

ri

RESULTADOS

INFORMAÇOES

ESQUEMA

- Suas disponibilidades Internos

DEFINiÇÃO DA MISSÃO
S 00 NEGÓCIÓ DA
EMPRESA

I

I

- Necessidade dos clientes

1 - Estrutura alual

LEVANTAMENTO

I

I .. Produtos e serviços a ofereoer

- Organograma atual
- Dados para processar a análise

- Relação de documenlos
(eSlatutos/reglmenlos etc.)

D~DADOSE

INFORMAÇÕES

I -Comportamento do complexo

ANÁUSE
fUNCIONAL I
ESTRUTURAL

- Patologias existentes

APRESENTAÇÃO
DE
ALTERNATtVAS

I

.. Proposta de uma
organizacional

nOVB

estrutura

I.

y

APROVAÇÃO
E
IM PLANTACÃO

- Conhecimento mais Intimo da
Organização
- Raclonallz.1çAo administrativa
• Funoionogmma
- Visão das varia. propostas
Aproson tadas
- Nova estrutura organizacional

. 1 - Análise das vantagens e IImltaçOes

sEleçÁo
DA ALTEÂNATI VA '
MAI$VIÁVeL

- AprovaçAo da missão ó do
negócio da empresa

do cada proposta

J-

Caracterlzaçilo da molhor nHernallva
- Divulgação do.; oDjetlvos e estimular
B suO aceitação

- Escolha da allernatlva mais vldvel
- Manual de organlzaçêo

- HomologaçAo pela alia direção
da empresa
• Realidade prática

-

Figura 2 - Metodologia baslca para avahaçao de estruturas organizacionais
FONTE: http://www.uniube.br/uniube/cursos/graduacao/administracao/vitor/MAEO.htm

Avaliando a proposta exposta pelo modelo acima é possível destacar que a
avaliação das estruturas perpassa , inicialmente, pela necessidade de entendimento da
missão da instituição tendo em vista que o delineamento do arcabouço organizacional

2030

�i

xmWrio

~

MaooNlck

:,

IiblttKU
1I.no-.li~

=

Planejamento estratégico e sustentabilidade
Trabalho completo

deve estar alinhado com aquilo que o empreendimento busca ser para atuar no marcado
onde se insere.
Para consolidar a análise e futuras propostas de mudanças, faz-se necessário
elencar os tipos de estruturas que as empresas poderão adotar tendo em vista uma
variada gama de condições que lhes são impostas pelo meio e a forma como atua.
2.3 Estrutura Organizacional de Bibliotecas
Reunir, organizar e disponibilizar irrestrita mente a informação registrada de modo a
contribuir para a geração de indivíduos conscientes e críticos, é a função de instituições
culturais denominadas bibliotecas 1 , cujo caráter democrático de dar acesso ao
conhecimento, caracteriza sua ação social.
A biblioteca - cidadela do saber que abriga em seu espaço informações registradas
sob os mais variados suportes, é um organismo vivo que possibilita a fruição do saber, o
prazer da leitura e o usufruto da cidadania, contribuindo para a aprendizagem duradoura,
para o desenvolvimento cultural e para o crescimento intelectual do indivíduo.
Como um organismo ativo e partícipe da vida social, a biblioteca busca , através da
memória coletiva por ela reunida , equacionar as necessidades de informação da
comunidade, mapeando suas demandas informacionais de modo a oferecer ao usuário
um encontro com a cultura e com o conhecimento. De fato , a biblioteca não é
simplesmente uma coleção organizada de livros, ela é um espaço de convívio e de
socialização dinâmicos que promove a formação e o entretenimento.
A rigor, a biblioteca , para assegurar o acesso à informação, necessita:
a) Reconhecer sua intencionalidade política e social que a torna fundamental para
a construção e manutenção de uma sociedade saudável , equilibrada e
dinâmica;
b) Possuir um acervo que responda às demandas informacionais, bem como
meios para mantê-lo atualizado;
c) Estabelecer os mecanismos para sua organização e sistematização de forma a
ser um sistema articulado da representação do conhecimento;
d) Conhecer sua comunidade de usuários, reais ou potenciais, de modo a
contemplar suas necessidades; e
e) Ter um espaço, físico ou virtual, para expor seu acervo, atender a seus usuários
e desenvolver suas atividades.
Por certo, a oferta de serviços varia em graus de sofisticação e eXlgencias
conforme a necessidade da demanda. Desta forma a biblioteca universitária mantém
serviços que integrem a comunidade acadêmica buscado dispor obras recentes ou dando
acesso a coleções de periódicos de áreas específicas.
Assim, as estruturas organizacionais das bibliotecas universitárias devem ser
estabelecidas a partir do entendimento de sua missão e de seus objetivos.
Genericamente, os objetivos de uma biblioteca podem estar relacionados a disseminar
conhecimentos, proporcionar o crescimento do cidadão , promover o acesso informações,
Outros organismos culturais trabalham no sentido de reunir, tratar e disseminar a informação registrada , como os
museus e arquivos, entretanto, estes tratam da organização e preservação de documentos históricos, administrativos e
culturais de uma empresa (pessoa jurídica) ou de um indivíduo (pessoa física) , enquanto que aqueles exibem todo tipo
de objeto que apresente interesse histórico, técnico, científico ou artístico, de modo a conservar e preservar
coleções/acervos permitindo o contato com peças únicas que são, na maioria das vezes, bi ou tridimensionais.
1

2031

�i

xmWrio

~

MaooNlck

:,

IiblttKU
1I.no-.li~

=

Planejamento estratégico e sustentabilidade
Trabalho completo

viabilizar o desenvolvimento científico e contribuir para efetivar os processos de ensino aprendizagem .
Tais objetivos deverão estar consolidados com a função das atividades que a
biblioteca universitária realiza para cumprir sua missão que está relacionada às atividades
técnicas, de tratamento, organização e disseminação da informação; as sociais, ligadas a
sua capacidade de promover a transformação do coletivo que atente; as de preservação e
conservação que buscam a eternização dos artefatos culturais produzidos pela
sociedade, as de apoio à pesquisa e a educação como forma de promover o
desenvolvimento científico e tecnológico.
Para atender a missão, objetivos e funções estabelecidas, a biblioteca necessita,
conforme afirmado anteriormente, possuir uma estrutura física, real ou virtual, recursos
humanos, técnicos e auxiliares, recursos informacionais, oferecer serviços para os
usuários potenciais ou reais. Deste modo, as atividades que ela desenvolve estão
basicamente relacionadas à formação e desenvolvimento da coleção, ao processamento
técnico e a atendimento ao usuário. Para melhor percepção do desdobramento das
atividades apontadas, o quadro a seguir, apresenta uma relação não exaustiva dos
serviços oferecidos.
Atividade
Formação e
Desenvolvimento de
Coleção

Processamento
Técnico

Serviços
Estudo da Comunidade
Estudo do Usuário e do Uso
Seleção
Aquisição
Avaliação
Debastamento e descarte
Registro
Catalogação
Classificação
Indexação

Pesquisa
Política de Seleção
Política de Aquisição
Política de Descarte

Análise descritiva
Análise Temática
Consulta
Empréstimo
Empréstimo entre bibliotecas
Comutação bibliográfica

Circulação

Atendimento ao
Usuário

Tarefas

Treinamento de Usuário

Disseminação

Referência

Uso dos recursos da biblioteca
Métodos e técnicas de pesquisa
Bibliografias e normas da documentação
Serviço de Alerta
D. S. 1.
Publicações e Divulgações
Assistência ao usuário (in loco)
Levantamento bibliográfico
Normalização técnica

Quadro 1 - Atividades e serviços desenvolvidos

O quadro acima pode ser melhor compreendido a partir da seguinte descrição.
Formação e Desenvolvimento de Coleções
a) Objetivo: Elaborar, coordenar e executar a implantação de programas de
formação, desenvolvimento e preservação do acervo informacional; organiza
o serviço de aquisição e registro do acervo.
b) Principais atividades que executa: Aquisição, recebimento e distribuição de
material informacional; tombamento e baixa de material informacional e
intercâmbio de material.

2032

�i

xmWrio

~

MaooNlck

:,

IiblttKU
1I.no-.li~

=

Planejamento estratégico e sustentabilidade
Trabalho completo

c) Principais Serviços que realiza: Serviço de Seleção e Aquisição, registro e
descarte.
Processamento Técnico
a) Objetivo: Executar o processamento técnico dos recursos informacionais
adquiridos, inserindo-os no acervo e as respectivas referencias na base de
dado.
b) Principais atividades que executa : Leitura técnica do recurso informacional;
Descrição, segundo o código de catalogação eleito, do recurso
informacional; Estabelecimento, conforme o sistema de classificação
adotado e a Cutter Sounborn, do número de classificação; Determinação,
por termos livres, dos indexadores dos recursos informacionais; Inserção
dos dados na base de dados; Manutenção das bases de dados;
c) Principais serviços oferecidos: Serviço de Catalogação, Classificação e
Indexação.
Atendimento ao Usuário
a) Objetivo: Prestar serviços de informação aos usuários da biblioteca e demais
membros da comunidade em que está inserida.
b) Principais atividades que realiza : Difusão de informação, através de
diferentes produtos e serviços, como a difusão seletiva de informação, a
pesquisa bibliográfica retrospectiva ou corrente em bases de dados
nacionais ou internacionais, etc.; Interligação do sistema informático dos
serviços com outros sistemas ou redes de informação; Formação e
sensibilização de leitores; Orientação sobre o uso da biblioteca e do acervo
através de treinamentos, visitas orientadas, etc.; Empréstimo-entreBibliotecas; Treinamento de Usuários; Normalização de Documentos;
Elaboração/correção de referências bibliográficas; Disseminação da
Informação; Sumários e Alertas de publicações periódicas correntes;
Boletins Informativos; Jornal Mural; Boletim de Novas Aquisições; Consulta
livre ao material dos acervos (monografias, periódicos, teses, vídeos,
mapas, partituras, guias, etc.); Empréstimo Domiciliar; Comutação
Bibliográfica - obtenção de fotocópias de artigos de publicações periódicas
via Internet, COMUT on line ou outros meios.
c) Principais serviços ofertados: Circulação, Empréstimo e Referência .
Tais atividades poderão ser indicativo da estrutura organizacional que a biblioteca
adotará . Tradicionalmente, em se tratando de departamentalização, as bibliotecas
universitárias estão, na sua grande maioria, organizada por função ou propósito
dominante, com a vantagem de agrupar os especialistas de modo a trabalharem em grupo
tendo em vista que as situações vivenciadas são estáveis, de pouca mudança, tarefas
rotineiras e onde a eficiência técnica e a qualidade são importantes. Contudo, observa-se
que tal opção causa a perda de visão do conjunto impedindo reações em situações de
rápida adaptação - falta de flexibilidade.
A visualização da representação gráfica mais adota pelas bibliotecas, qual seja, a
departamentalização por função ou proposto dominante, mostra que elas adotam o
agrupamento por atividades de acordo com as grandes funções que nela se
desenvolvem, isto é de acordo coma finalidade comum ou contribuição comum à

2033

�i

xmWrio

~

MaooNlck

:,

IiblttKU
1I.no-.li~

=

Planejamento estratégico e sustentabilidade
Trabalho completo

organização. Isso é claro quando do agrupamento os especialistas de modo a
trabalharem em equipe tendo em vista que a biblioteca possui situações estáveis, de
pouca mudança , tarefas rotineiras e onde a eficiência técnica e a qualidade são
importantes, possuem poucas linhas de produtos ou serviços e que permanecem
inalterados ao longo do tempo. Tais fatores não possibilitam a visão do conjunto e dificulta
a reação em situações de rápida adaptação devido à falta de flexibilidade .
Estes aspectos deverão ser os elementos basilares para a constituição da estrutura
organizacional da biblioteca universitária.

3 Resultados Finais
Uma vez determinada à estratégia de uma organização, os gestores devem
desenvolver uma estrutura eficaz que facilite a sua implementação. De fato, a
organização, segunda etapa do processo gerencial , se configura como o processo de
criar a estrutura de uma organização .
A estrutura de uma organização, conforme exposto, pode ser descrita através de
três componentes: a) complexidade, que se refere à diferenciação em uma organização;
b) formalização , a qual define o grau em que uma organização se baseia em regras e
procedimentos para dirigir o comportamento dos colaboradores; e c) centralização ou
descentralização, a qual determina a autoridade que toma a decisão.
Tais questões impactam na biblioteca universitária, a qual deverá definir suas
tarefas, agrupar as semelhantes e coordenar os esforços para melhor efetuar a execução .
É tácito que organização das atividades a serem executadas pela biblioteca de
uma instituição de ensino superior deverá observar as seguintes etapas (Figura 3) :
Dtv lsào do ',abalho·o'iT
Esped alizaç iio

Cadeia ue Comendo
- J\JTp~tuOelCJe1eOOlllldõõil"
MalHem de con!mle

----~~-

Fmm,flzaciio

Figura 3 - Etapas para composição da estrutura organizacional

As etapas acima expressas, fruto das análises apontadas pelos autores visitados
neste estudo teórico, representam a síntese dos seis elementos que os gerentes de
bibliotecas precisam considerar ao projetar as estruturas das organizações que
administram .

2034

�i

xmWrio

~

MaooNlck
IiblttKU
1I.no-.li~

=

:,

Planejamento estratégico e sustentabilidade
Trabalho completo

4 Considerações Finais
A título de conclusão, embora a temática ainda envolva outros aspectos que não
foram abordados como o estágio em que se encontra o trabalho, é possível inferir que
uma estrutura organizacional é dinâmica, principalmente quando são considerados os
seus aspectos informais provenientes da caracterização das pessoas que a integram e
deve ser delineada formalmente considerando as funções de administração como um
instrumento para facilitar o alcance dos objetivos estabelecidos.
A temática é muito complexa considerando que a estrutura da biblioteca
universitária é uma ordenação e agrupamento de atividades e recursos, o que para a
gestão está relacionada à sua organização sendo necessário ainda o planejamento, a
coordenação e o controle dos procedimentos para promover uma eficaz administração.
O estudo da estrutura organizacional envolve elementos como identificação das
tarefas necessárias, a organização das funções e responsabilidades, informações,
recursos e feedback aos colaboradores, medidas de desempenho compatíveis com os
objetivos e condições motivadoras para a competente implantação. Muitos destes
aspectos perpassam pela necessidade de afinar as ações com as estratégias de
instituição de ensino superior.
O delineamento da estrutura pode se configurar em razão da necessidade de criar
uma estrutura para uma biblioteca ou então aprimorar a existente. Ele é resultante da
dinâmica ambiental e deve considerar as funções de administração como um instrumento
para facilitar o alcance dos objetivos estabelecidos bem como a missão da biblioteca.

5 Referências
ANNES,
Ricardo.
Apostila
OSM1 .
Disponível
&lt;http://www.pucrs.campus2 .br/-annes/admosm_1 .ppt&gt;. Acesso em 02 ago.2005.

em :

COLENGHI , Vitor Mature. O&amp;M e qualidade total - uma integração perfeita. Rio de
Janeiro: Qualitymark, 1997.
DRUCKER, P. F. Prática de administração de empresas. Rio de Janeiro: Findo de
Cultura, 1962.
FARIA, Antônio Nogueira. Organização e métodos. Rio de Janeiro: LTC , 1984.
HALL, Richard H. Organizações: estruturas, processos e resultados. São Paulo : Pearson
Prentice Hall, 2004
HIGA, Mori Lou . Redesigning a library's organizational structure 1. College &amp; Research
Libraries. January 2005. p. 41-58
MAXIMIANO, Antônio César A. Introdução à administração. 3. ed ., São Paulo, Editora
Atlas, 1992.
MINTZBERG, H. Criando organizações eficazes : estrutura em cinco configurações. São
Paulo: Ed. Atlas, 2003.

2035

�i

xmWrio

~

MaooNlck
IiblttKU
1I.no-.li~

=

:,

Planejamento estratégico e sustentabilidade
Trabalho completo

MOTTA, Paulo Roberto. Gestão contemporânea : a ciência e a arte de ser dirigente. Rio
de Janeiro: Record , 2002.
César
A.
Estruturas
organizacionais.
Disponível
em:
OLIVEIRA,
&lt;www.professorcezar.adm.br/Textos/Estrutura%200rganizacional.pdf&gt;. Acesso em: 02
ago. 2005.
OLIVEIRA, Djalma de Pinho Rebouças de. Sistemas, organização e método: uma
abordagem gerencial. 3. ed . São Paulo: Atlas, 1999.
PERROTTI, Eduardo. Estruturas organizacionais e gestão do conhecimento. 2004,
206p. Dissertação (Mestrado em Administração) - Curso de Pós-Graduação em
Administração, Universidade de São Paulo, São Paulo.
SCHEIN, Edigar H. Psicologia organizacional . 3. ed . Rio de Janeiro: Prentice-Hall do
Brasil, 1982.
SCROFERNEKER, Cleusa Maria Andrade . Perspectivas teóricas da comunicação
organizacional Disponível em : &lt;http://www.eca .usp.br/alaic/ boletin11/cleusa .htm&gt;.
Acesso em : 09 ago. 2005.
VASCONCELLOS, Eduardo. Estrutura das organizações. 2. ed . São Paulo: Pioneira,
1982.
YOUNIS, Abdul Razeq , The effect of automated systems on Jordanian university libraries
organizational structure. Library Review, v.. 48 , n. 7, 1999, p. 337-339.

2036

�</text>
                  </elementText>
                </elementTextContainer>
              </element>
            </elementContainer>
          </elementSet>
        </elementSetContainer>
      </file>
    </fileContainer>
    <collection collectionId="49">
      <elementSetContainer>
        <elementSet elementSetId="1">
          <name>Dublin Core</name>
          <description>The Dublin Core metadata element set is common to all Omeka records, including items, files, and collections. For more information see, http://dublincore.org/documents/dces/.</description>
          <elementContainer>
            <element elementId="50">
              <name>Title</name>
              <description>A name given to the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51396">
                  <text>SNBU - Edição: 17 - Ano: 2012 (UFRGS - Gramado/RS)</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="49">
              <name>Subject</name>
              <description>The topic of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51397">
                  <text>Biblioteconomia&#13;
Documentação&#13;
Ciência da Informação&#13;
Bibliotecas Universitárias</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="41">
              <name>Description</name>
              <description>An account of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51398">
                  <text>Tema: A biblioteca universitária como laboratório na sociedade da informação.</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="39">
              <name>Creator</name>
              <description>An entity primarily responsible for making the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51399">
                  <text>SNBU - Seminário Nacional de Bibliotecas Universitárias</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="45">
              <name>Publisher</name>
              <description>An entity responsible for making the resource available</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51400">
                  <text>UFRGS</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="40">
              <name>Date</name>
              <description>A point or period of time associated with an event in the lifecycle of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51401">
                  <text>2012</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="44">
              <name>Language</name>
              <description>A language of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51402">
                  <text>Português</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="51">
              <name>Type</name>
              <description>The nature or genre of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51403">
                  <text>Evento</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="38">
              <name>Coverage</name>
              <description>The spatial or temporal topic of the resource, the spatial applicability of the resource, or the jurisdiction under which the resource is relevant</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51404">
                  <text>Gramado (Rio Grande do Sul)</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
          </elementContainer>
        </elementSet>
      </elementSetContainer>
    </collection>
    <itemType itemTypeId="8">
      <name>Event</name>
      <description>A non-persistent, time-based occurrence. Metadata for an event provides descriptive information that is the basis for discovery of the purpose, location, duration, and responsible agents associated with an event. Examples include an exhibition, webcast, conference, workshop, open day, performance, battle, trial, wedding, tea party, conflagration.</description>
    </itemType>
    <elementSetContainer>
      <elementSet elementSetId="1">
        <name>Dublin Core</name>
        <description>The Dublin Core metadata element set is common to all Omeka records, including items, files, and collections. For more information see, http://dublincore.org/documents/dces/.</description>
        <elementContainer>
          <element elementId="50">
            <name>Title</name>
            <description>A name given to the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="64283">
                <text>Estrutura organizacional de bibliotecas universitárias: subsídio para sua composição.</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="39">
            <name>Creator</name>
            <description>An entity primarily responsible for making the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="64284">
                <text>Barbalho, Célia Regina Simonetti</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="38">
            <name>Coverage</name>
            <description>The spatial or temporal topic of the resource, the spatial applicability of the resource, or the jurisdiction under which the resource is relevant</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="64285">
                <text>Gramado (Rio Grande do Sul)</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="45">
            <name>Publisher</name>
            <description>An entity responsible for making the resource available</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="64286">
                <text>UFRGS</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="40">
            <name>Date</name>
            <description>A point or period of time associated with an event in the lifecycle of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="64287">
                <text>2012</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="51">
            <name>Type</name>
            <description>The nature or genre of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="64289">
                <text>Evento</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="41">
            <name>Description</name>
            <description>An account of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="64290">
                <text>Discute os elementos que corroboram para composição da estrutura organizacional da biblioteca universitária. Compreende que tais estruturas sofreram amplo impacto com a inserção das tecnologias de informação nos ambientes das bibliotecas, sobretudo para favorecer a oferta de serviços. Examina os aspectos teóricos que envolvem o tema estrutura organizacional, destacando os elementos, a implantação ou avaliação das estruturas existentes. Fornece subsídios para permitir a analise da estrutura organizacional de bibliotecas universitárias.</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="44">
            <name>Language</name>
            <description>A language of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="69545">
                <text>pt</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
        </elementContainer>
      </elementSet>
    </elementSetContainer>
  </item>
  <item itemId="6045" public="1" featured="0">
    <fileContainer>
      <file fileId="5109">
        <src>http://repositorio.febab.org.br/files/original/49/6045/SNBU2012_184.pdf</src>
        <authentication>31eb5084aaf96bdd94496e7417e353da</authentication>
        <elementSetContainer>
          <elementSet elementSetId="4">
            <name>PDF Text</name>
            <description/>
            <elementContainer>
              <element elementId="92">
                <name>Text</name>
                <description/>
                <elementTextContainer>
                  <elementText elementTextId="64282">
                    <text>Planejamento estratégico e sustentabilidade
Trabalho completo

A PRÁTICA DE VOLUNTARIADO CORPORATIVO EM UMA
UNIDADE DE INFORMAÇÃO
Mírian C. R. Scalabrini 1,Stela C. M. Carvalho 2
'Bibliotecária, Fundação Dom Cabral, Nova Lima , Minas Gerais
2Supervisora/Bibliotecária , Fundação Dom Cabral , Nova Lima , Minas Gerais

Resumo
Este trabalho é um relato de experiência, sobre a prática de voluntariado
exercida por bibliotecárias de uma Unidade de Informação junto a comunidades
carentes. Três aspectos foram abordados: a implantação de bibliotecas comunitárias
em regiões carentes; a inclusão social dessas comunidades, e um formato
diferenciado em relação à disseminação da informação. Relata a atuação e o
envolvimento do bibliotecário no desenvolvimento de projetos para comunidades
carentes e na disseminação da cultura de voluntariado para os funcionários da
organização. O projeto demonstrou com suas aplicabilidades e seus interesses que
é possível proporcionar a possibilidade de geração de valores e um novo olhar para
integração social das comunidades carentes. Percebe-se que o envolvimento do
bibliotecário em atividades de voluntariado é importante, pois ele executa tarefas em
todas as etapas do projeto. A aplicação de suas habilidades e competências estão
de acordo com a teoria dos principais autores citados na revisão de literatura.

Palavras-Chave:
Voluntariado; Bibliotecas Comunitárias; Profissional da Informação; Práticas
Sociais; Bibliotecário (a).

Abstract
This work is an account of experience, on the practice of voluntary work
carried out by librarians of a unit of information to needy communities.
Three aspects were addressed : deployment of community libraries in needy areas;
the social inclusion of these communities, and a differential form in relation to
dissemination of information . Reports the acting and the librarian's involvement in the
development of projects for poor communities and in the dissemination of the culture
of volunteering for organization employees. The project has demonstrated with their
applicabilities and their interests that cannot provide the possibility for generation of
values and a new look for social integration of poor communities. One can see that
the librarian involvement in volunteer activities is important because it performs tasks
in ali phases of the project. The application of their skills and competencies are in
accordance with the theory of the major cited authors in literature review.

Keywords:
Volunteering ;
Community
Practices; Librarian (The).

Libraries;

2014

Information

Worker;

Social

�Planejamento estratégico e sustentabilidade
Trabalho completo

1 Introdução
As organizações estão cada vez mais pressionadas a se conscientizarem da
necessidade de controlar seus recursos, habilidades, explorar suas competências e
direcioná-Ias para um mercado competitivo. A necessidade de inclusão de requisitos
mínimos para essa realidade faz com que as empresas busquem modelos de gestão
que contemplem os recursos tecnológicos como uma de suas estratégias e
procurem fazer uso desses recursos disponíveis de forma inteligente e racional.
Segundo Mendonça (2000), as organizações, no desenvolvimento de suas
ações de marketing, devem observar pelo menos dois objetivos a serem alcançados.
Primeiro vem a melhoria do desempenho organizacional e o segundo a contribuição
com causas sociais. Visualizando esse cenário, observa-se a oportunidade de uma
Unidade de Informação poder adotar práticas sociais que justifiquem as ações
cotidianas interagindo com ações voluntárias.
A responsabilidade social das empresas é uma estratégia implantada que
vem se desenvolvendo e transformando-se em vantagem competitiva , mediante a
aplicação de políticas sociais e ambientais. Seu produto se valoriza, seus
funcionários ficam mais motivados, aumentando o grau de comprometimento com os
programas desenvolvidos pela empresa. Consequentemente, cresce a capacidade
de atração e retenção de recursos humanos e investimentos para a organização
(VILHENA, 2007).
É nesse sentido que, a partir de meados do século XX, a modernidade trouxe
várias discussões sobre a questão da valorização das atividades desenvolvidas pelo
bibliotecário.
Para Matos, Louzada e Maia (1997), a leitura tem sua função definida
conforme a visão de cada indivíduo, considerando o que lhe for mais adequado, seja
para educar, divertir ou informar:
Quem não lê não sabe o que está perdendo, pois a leitura dá um sentido
espiritual à vida , abre horizontes, dá uma visão melhor e mais ampla do
mundo e da sociedade em que vivemos, estimula a imaginação e o sonho, e
cria possibilidades antes impensadas de reivindicar mudanças em nossa
sociedade , corrigindo as injustiças sociais e políticas que nos afligem
(MINDLlN , 2009).

Este foi o conceito motivador que influenciou as bibliotecárias a
desenvolverem projetos de implantação de bibliotecas comunitárias em regiões
carentes. A Biblioteca, com o apoio da Fundação Dom Cabral, desenvolve projetos
de voluntariado para implantação de bibliotecas comunitárias. As bibliotecárias
desempenharam novas atividades, atuando fora das instalações físicas da
organização e desenvolveram atributos interligados aos seus afazeres profissionais.
Considerou-se para essa empreitada a diversidade dos fatores sociais, políticos,
econômicos e culturais que caracterizavam o dia a dia das comunidades carentes
que iriam se beneficiar do projeto.
Segundo Matos, Louzada e Maia apud Cotrim (1997) é indiscutível a
importância da leitura em nossa sociedade. Somente com o desenvolvimento da
escrita e da leitura o ser humano iniciou sua história . O bibliotecário, com sua visão
sistêmica e qualificações, pode contribuir efetivamente para melhorar a
disseminação e utilização da informação. O profissional tem importante papel no
desenvolvimento de projetos do ponto de vista social. Baseando-se em experiências
próprias, constata-se que a qualidade de projetos surge com a participação dos
bibliotecários, o que vem reforçar a transformação no modo como o bibliotecário

2015

�Planejamento estratégico e sustentabilidade
Trabalho completo

pode destacar-se frente à responsabilidade social dentro das organizações.
O profissional da informação no controle de indicadores que podem garantir
vantagem competitiva à organização elabora as ações de prospecção e antecipação
das necessidades das comunidades a serem beneficiadas. Compila estudo com
itens dos serviços que podem ser prestados pela biblioteca . Desta forma a biblioteca
oferece uma vasta cadeia de valores da informação, com produtos informacionais,
voltados às necessidades específicas de cada comunidade.
Este trabalho demonstra a importância do papel do bibliotecário na condução
de ações voluntárias, voltadas para comunidades carentes. A aplicação dos
conhecimentos, habilidades e atitudes foram fundamentais no processo
desenvolvido.

2 Revisão de Literatura
A Fundação Dom Cabral (FDC) é uma instituição autônoma e sem fins
lucrativos, criada em 1976. A FDC concebe soluções educacionais para o
desenvolvimento empresarial, contribuindo para a modernização das estruturas
corporativas, a melhoria do ambiente de negócios, o crescimento econômico sustentável e o desenvolvimento da sociedade. Trata-se de uma instituição brasileira
com atuação internacional. Seus programas capacitam executivos a interagir de
forma crítica e estratégica dentro das organizações, extrapolando conceitos
tradicionais de formação e aperfeiçoamento profissional.
Dom Cabral tem
O Comitê de Sustentabilidade da Fundação
por objetivo promover a sinergia e integrar as várias ações estratégicas
relacionadas aos diversos programas e projetos de ações nesse campo.
Na tentativa de ser cada vez mais relevante para a sociedade, criou-se um
novo modelo operacional do Comitê de Sustentabilidade da FDC , assim desenhado:
Grupos de Trabalho (GT) Voluntariado - desafio 1 = responsabilidade individual; GT
Inovação Social = desafio 2 - Inovação Social; GT Administração - desafio 3 =
Gestão responsável ; GT Desenvolvimento - desafio 4 = Conhecimento; GT Mercado
- Desafio 5 = Empresas e sociedade; GT Institucional - Desafio 6 = Transparência.
Cada um dos GTs trabalha com projetos estruturantes. O grande projeto estruturante
do GT Voluntariado é: Projeto Movimento para Educação.
A Biblioteca, como espaço de suporte à geração de conhecimento, tem
condições de exercer com agilidade e rapidez determinadas atividades: recuperação
das informações para os usuários, dinamismo no atendimento e processamento da
disseminação da informação. Entretanto, em determinados momentos, percebe-se a
necessidade de extrapolar os limites desse espaço e aplicar práticas responsáveis
aos apelos que a sociedade manifesta. Victor Hugo tem um pensamento que diz:
"Chega uma hora em que não basta protestar: após a filosofia, a ação é
indispensável".
Oliveira e Fraz (2011) apresentaram um trabalho de reflexão sobre os valores
que ao longo do tempo se perderam na sociedade atual. Destacou-se que os valores
educação e respeito se interligam a todos os outros dentro do desafio de propagálos em meio à sociedade .
As atividades do bibliotecário lhe permitem um contato constante com dados,
pesquisas e necessidades reais de vários segmentos de nossa sociedade . A ação
voluntária praticada pelos bibliotecários de uma Unidade de Informação vai além da
questão financeira :

o

trabalho voluntário é uma fonte de força comunitária , superação,
solidariedade e coesão social. Ele pode trazer uma mudança social positiva ,

2016

�Planejamento estratégico e sustentabilidade
Trabalho completo

promovendo o respeito à diversidade, à igualdade e à participação de todos .
Está entre os ativos mais importantes da sociedade. (KI-MOON , 2009)

De acordo com pesquisa desenvolvida pelo Instituto para o Desenvolvimento
do Investimento Social, voluntariado é:
Voluntário é o cidadão que, motivado pelos valores de participação e
solidariedade, doa seu tempo, trabalho e talento, de maneira espontânea e
não remunerada, para causas de interesse social e comunitário
(VOLUNTARIADO ... , 2006) .

Segundo pesquisa realizada pela Organização das Nações Unidas em 2003,
42 milhões de brasileiros praticam algum tipo de ação solidária ou trabalho
voluntário, o que representa 23% da população (INSTITUTO VOLUNTÁRIO BRASIL,
2012).
Os resultados da 12a Pesquisa Nacional sobre Responsabilidade Social e
Práticas Sustentáveis nas Empresas, em estudo realizado pela Associação de
Dirigentes de Vendas e Marketing do Brasil (ADVB) , apresentaram, entre seus
principais tópicos:
a) 56% das empresas pesquisadas não têm definido um Programa Interno de
Voluntariado, junto ao seu corpo funcional ;
b) 86% das empresas desenvolveram programas sociais voltados para a
comunidade ;
c) 31 % das empresas alegaram ter outros projetos sociais a serem
desenvolvidos além dos atuais;
d) O investimento social das empresas está alocado em 5 (cinco) principais
áreas, pela ordem : Educação; Cultura; Esporte; Meio Ambiente; e
Qualidade profissional (ASSOCIAÇÃO DE DIRIGENTES DE VENDAS E
MARKETING DO BRASIL, 2012).
Em pesquisa realizada por Knoploch (2006) da Enfoque Pesquisa de
Marketing, numa amostra de 108 empresas, todas elas entre as 500 Maiores e
Melhores 2004, da revista Exame, constatou-se que 52% das empresas estão cada
vez mais permitindo que seus funcionários de dediquem a causas sociais durante o
expediente e 67% incentivam esta prática fora do horário de trabalho.
É nesse ambiente de práticas e ações voluntárias empresariais, com o apoio
formal e organizado da FDC a seus funcionários , que suas bibliotecárias, assim
como vários outros funcionários, também desenvolvem trabalhos vinculados a
instituições religiosas ou comunitárias.

3 Materiais e Métodos
O objetivo desse relato de experiência é expor a metodologia da prática do
trabalho de voluntariado corporativo do profissional especializado em
Biblioteconomia, fazendo uso de seus conhecimentos, habilidades e atitudes.
O trabalho inicial da equipe de bibliotecárias foi conhecer as comunidades
carentes da região metropolitana de Belo Horizonte no período de julho a outubro de
2006. Foi selecionado o bairro Jardim Canadá, no município de Nova Lima, Minas
Gerais como a primeira comunidade a receber a implantação da biblioteca comunitária .
Numa parceria da Fundação Dom Cabral com a Associação dos Condomínios
Horizontais (ACH) e a Prefeitura Municipal de Nova Lima (PMNL), a amostra foi

2017

�Planejamento estratégico e sustentabilidade
Trabalho completo

estimada considerando-se a população do bairro, ou seja 5 (cinco) mil habitantes.
A instalação física da biblioteca foi providenciada pela ACH ; o mobiliário e
equipamentos foram cedidos pela PMNL. A FDC contribuiu com os livros para o
acervo, outros equipamentos e disponibiliza, até a presente data, mão de obra
especializada que trabalha no local. As bibliotecárias dedicaram-se ao projeto durante
o horário de trabalho, dentro e fora das instalações físicas da FDC . Diversas
dificuldades foram encontradas desde o planejamento até a execução do projeto, como
questões financeiras , políticas, divulgação do projeto na comunidade e necessidade de
policiamento reforçado nas proximidades da biblioteca . A divulgação foi realizada
mediante a distribuição de panfletos informativos na região, palestras nas escolas, na
Associação de Moradores do Bairro, na PMNL e no comércio local, com destaque para
o apoio da Associação Industrial e Comercial do Jardim Canadá (AICJC) . A biblioteca
recebeu o nome de Centro de Leitura e Informação e foi inaugurada em 02 de
dezembro de 2006. Analisou-se os resultados de um ano de criação do serviço
(ANEXO A) e constatou-se os bons resultados alcançados com o projeto.
Em decorrência da satisfação da equipe com a repercussão do projeto,
tornou-se oportuna a implantação de um segundo projeto semelhante na zona rural
do distrito de Capão Grosso, município de Jaboticatubas, Minas Gerais.
Em nova parceria com a Prefeitura Municipal de Jaboticatubas, juntamente
com a Escola Municipal Dom Orione, em Capão Grosso, implantou-se a biblioteca
comunitária, para uma população estimada em 2 (duas) mil pessoas. A implantação
dessa biblioteca foi semelhante à do Jardim Canadá. Foi interessante observar a
participação de outros funcionários da organização, que desenvolveram mais
atividades na comunidade e em consequência outro projeto foi gerado e implantado:
criação do Tele Centro Max Miranda, com computadores doados exclusivamente
pela Fundação Dom Cabral.
Em ambos os projetos, a Biblioteca mobilizou-se para ações de voluntariado
corporativo que estivessem identificadas com as necessidades dessas
comunidades, captando recursos não apenas financeiros e humanos, mas que não
fosse algo meramente filantrópico .
Não era intenção que o projeto tivesse conotações de caridade, entregando
livros doados à comunidade sem que houvesse organizado uma estrutura para
manutenção desse material. Eram necessários recursos para que o material doado
promovesse uma real mudança nessa comunidade, agregando valores que viessem
a transformar a filantropia em sustentabilidade. Fez-se um estudo com o apoio das
diretoras e professoras escolares das escolas municipais e estaduais locais, para
uma melhor compreensão da verdadeira necessidade da comunidade para a
produção, organização e disseminação da informação. Nesta fase registra-se a
importância de observar o público que acessaria essas informações, isto é o usuário.
O trabalho foi desenvolvido na prática, após a aprovação do projeto pelas
instituições envolvidas, FDC, Associações, Escolas Municipais e Estaduais e
Prefeituras locais, com a ida diária das bibliotecárias aos espaços físicos, das
bibliotecas implantadas. Um programa de treinamento básico foi aplicado aos
funcionários contratados, sendo estes selecionados dentro das próprias
comunidades. O apoio e condições para contratação de um bibliotecário foram
definidos entre as partes envolvidas. Destaca-se a importância das campanhas que
as bibliotecárias desenvolveram dentro da organização e na conscientização de toda
a sociedade sobre a necessidade de doação de livros, móveis e equipamentos para
a viabilidade dos projetos citados.

2018

�Planejamento estratégico e sustentabilidade
Trabalho completo

4 Resultados Parciais
Pretendeu-se com a instalação das bibliotecas comunitárias que as
comunidades até então totalmente carente de recursos informacionais, pudessem ter
a seu alcance um local no qual estivesse à sua disposição a
informação/conhecimento nos mais variados formatos.
Pode-se constatar o crescimento dos resultados das comunidades
beneficiadas pelos projetos conforme o Quadro I.
Quadro 1: Dados Comparativos de 2007 a 2011
DATA

EMPRESTIMOS DE
LIVROS
JARDIM
CAPA0
CANADÁ
GROSSO

2007
2008
2009
2010
2011

10.962
10.875
11 .629
3.946
13.244

1.365
1.445

USUARIOS

CONSULTAS

JARDIM
CANADÁ

CAPA0
GROSSO

JARDIM
CANADÁ

CAPA0
GROSSO

9.182
9.964
10.706
5.882
12.497

-

1.116
1.217
1.356
904
1.302

-

1.116
1.168

832
867

- B. Jardim Canada , Nova Lima , MG e ArquIvo
Fonte: ArquIvo do Centro de Leitura e Informaçao,
da Biblioteca de Capão Grosso na Escola Municipal Dom Orione , Capão Grosso,
Jaboticatubas, MG.

Analisando os dados obtidos, ressalta-se uma queda no ano de 2010, nos
resultados apresentados pelo Centro de Leitura e Informação do Bairro Jardim
Canadá, Este fato é justificável, mediante obras realizadas ao longo do ano, para
recuperação do telhado do espaço físico , bem como manutenção em todas as
estantes. Nesta oportunidade, houve uma alteração em todo o layout da biblioteca .
O atendimento não foi totalmente suspenso, mas continuou sendo realizado em
condições bem complexas. O usuário que necessitou de consulta , empréstimo foi
recebido e obteve apoio e atendimento de acordo com a disponibilidade do
momento.

5 Considerações Finais
A gratificação de estar desenvolvendo um projeto de serviço voluntário
proporcionou não apenas o fortalecimento da autoestima, mas também atitude de
ajuda ao outro, além do crescimento pessoal. A conscientização sobre a importância
do envolvimento em atividades voluntárias, desperta as potencialidades, aumenta o
circulo de amizades e proporciona oportunidade de descoberta de novas
habilidades.
A atuação das bibliotecárias como voluntárias foi percebida como uma grande
oportunidade de aprendizagem . Contribui para compreender melhor a comunidade
na qual estamos inseridas e o sentido de trabalho em equipe, assim como o valor do
trabalho para nossas vidas. A experiência trouxe a oportunidade de entendimento e
ampliação para a melhoria da qualidade e humanização do trabalho tanto social
como o da própria organização .
Foi surpreendente constatar, que apesar dos recursos precários, o fator
humano foi decisivo para a obtenção dos resultados alcançados.
Observou-se, nas comunidades na qual aconteceram as implantações das
bibliotecas, um princípio de mudança cultural , sobretudo na questão social, quando

2019

�Planejamento estratégico e sustentabilidade
Trabalho completo

notou-se a substituição de uma cultura paternalista e assistencialista por uma cultura
cívica com mais respeito e difusão de seus direitos.
Garantiu-se, com a prática e o treinamento, que vários membros da
comunidade envolvidos tivessem condições básicas de darem continuidade as
ações sociais, se responsabilizando não só pelas questões da sustentabilidade das
mudanças implantadas, mas deixando de serem apenas receptores de benefícios.
Buscou-se evitar a dependência da presença diária de voluntários, considerando
que estes não tinham a intenção de resolver os problemas sociais, mas provocar
uma troca de experiência , de culturas sociais e incentivar no local o desenvolvimento
de suas capacidades criativas.
As bibliotecárias mostraram que, ao transferirem conhecimentos e
metodologias empresariais na área social para a capacitação das pessoas,
tiveram um papel fundamental para o sucesso e manutenção dessas ações.
Comprovou-se ainda que o bibliotecário, na execução de suas atividades
diárias, consegue administrar esta diversidade de funções sem prejuízo para
nenhuma das partes, servindo de incentivo e motivação aos outros funcionários no
engajamento em projetos de causas sociais. Não é fácil , exige-se muito
comprometimento. Ainda temos muito a melhorar, atuar sempre, continuar
aprendendo, promover modificações. Acreditamos que nunca terá fim, pois ainda há
muito a fazer. É o bibliotecário se transformando em agente disseminador da
cidadania ativa, na busca de resultados educacionais com qualidade para a
verdadeira transformação social.

6 Referências
ASSOCIAÇÃO DE DIRIGENTES DE VENDAS E MARKETING DO BRASIL. 12a
pesquisa nacional sobre responsabilidade social e práticas sustentáveis nas
empresas. São Paulo, jan. 2012 .Disponível em : &lt;http://www.advbfbm .org .br/textos/
noticias_01 .php?ide=23&gt; . Acesso em 14 abr. 2012.
COTRIM , G. História global: Brasil e geral. São Paulo: Saraiva , 1997.
INSTITUTO VOLUNTÁRIO BRASIL - FAÇA PARTE . O que é ser voluntário? São
Paulo, 2012. p. 9-12 . Disponível em : &lt;http://www.facaparte.org.br/facaparte/bibliote
ca/JovemVoluntario-EscolaSolidaria .pdf&gt; . Acesso em : 15 abr. 2012 .
KI-MOON, Ban . A ONU e o voluntariado. Brasília, 2009 . Disponível em : &lt;http://www.
onu .org .br/a-onu-em-acao/a-onu-em-acao/a-onu-e-o-voluntariado/&gt;. Acesso em : 10
abr. 2012.
KNOPLOCH , Zilda. Pesquisa investimento social comunitário. São Paulo, ago. 2006.
Disponível em : &lt;http://www.idis.org .br/acontece/noticias/voluntariado-mobiliza-23dos-cidadaos-brasileiros-65-das-empresas-dizem-apoiar-o-voluntariado-de-seusfuncionarios&gt; . Acesso em : 20 abro2012.
MATOS, Carolina Alves; LOUZADA, Susanna ; MAIA, Marcos Felipe Gonçalves.
Distribuir livros ou incentivar a leitura : um estudo de caso da inserção do bibliotecário
em projetos sociais no Distrito Federal. Brasília, 1997. Disponível em : &lt;http://www.
unirio.br/cch/eb/enebd/Comunicacao_Oral/eixo 1/distribuiUivros. pdf&gt;. Acesso em : 23
mar. 2012 .

2020

�Planejamento estratégico e sustentabilidade
Trabalho completo

MENDONÇA, Patrícia Maria de. O marketing e sua relação com o social: dimensões
conceituais e estratégicas. In: ENCONTRO NACIONAL DE PÓS-GRADUAÇÃO E
PESQUISA EM ADMINISTRAÇÃO, 24., 2000, Florianópolis. Anais ... Florianópolis:
ANPAD, 2000.
MINDLlN, José. No mundo dos livros. Rio de Janeiro: Agir, 2009 .
OLIVEIRA, Luiz Carlos de; FRAZ, Joeanne Neves. Educação e respeito social: uma
questão social. Brasília, 2011 . Disponível em : &lt;http://portaldovoluntario.v2v.net/posts
?filter=educa%C3 %A7%C3 %A30+e+respeito+social&amp;categories%5B %5 D= 17&gt;.
Acesso em : 23 mar. 2012.
VILHENA, João Baptista. Responsabilidade social: vale a pena investir. São Paulo,
2007. Disponível em : &lt;http://www.rhportal.com .br/artigos/wmview.php?idc_cad=6g7
bi68gs&gt;. Acesso em : 21 mar. 2012.
VOLUNTARIADO mobiliza 23% dos cidadãos brasileiros; 65% das empresas dizem
apoiar o voluntariado de seus funcionários. São Paulo, ago . 2006. Disponível em :
&lt;http://www.idis.org .br/acontece/noticias/voluntariado-mobiliza-23-dos-cidadaosbrasileiros-65-das-empresas-dizem-apoiar-o-voluntariado-de-seusfuncionarios/view?seUanguage=es&gt; . Acesso em : 22 mar. 2012 .

2021

�Planejamento estratégico e sustentabilidade
Trabalho completo

ANEXO A
QUADRO ESTATíSTICO - 2007

Meses
Janeiro
Fevereiro
Março
Abril
Maio
Junho
Julho
Agosto
Setembro
Outubro
Novembro
Dezembro
TOTAL

Consulta I
Frequência

Visitas programadas
Empréstimos

Usuários
Turmas

-

-

367
1.893
1.284
1.424
543
942
741
614
623
462
289

62
1.670
1.284
1.424
1.285
1.328
936
732
967
861
413

9.182

10.962

Alunos

-

-

07
12
10

187
250
290

-

-

157
213
85
154
99
71
91
74
33

727

1.116

77

-

29

-

Fonte: Arquivo do Centro de Leitura e Informação, Bairro Jardim Canadá , Nova Lima , MG.

2022

62

�</text>
                  </elementText>
                </elementTextContainer>
              </element>
            </elementContainer>
          </elementSet>
        </elementSetContainer>
      </file>
    </fileContainer>
    <collection collectionId="49">
      <elementSetContainer>
        <elementSet elementSetId="1">
          <name>Dublin Core</name>
          <description>The Dublin Core metadata element set is common to all Omeka records, including items, files, and collections. For more information see, http://dublincore.org/documents/dces/.</description>
          <elementContainer>
            <element elementId="50">
              <name>Title</name>
              <description>A name given to the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51396">
                  <text>SNBU - Edição: 17 - Ano: 2012 (UFRGS - Gramado/RS)</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="49">
              <name>Subject</name>
              <description>The topic of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51397">
                  <text>Biblioteconomia&#13;
Documentação&#13;
Ciência da Informação&#13;
Bibliotecas Universitárias</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="41">
              <name>Description</name>
              <description>An account of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51398">
                  <text>Tema: A biblioteca universitária como laboratório na sociedade da informação.</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="39">
              <name>Creator</name>
              <description>An entity primarily responsible for making the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51399">
                  <text>SNBU - Seminário Nacional de Bibliotecas Universitárias</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="45">
              <name>Publisher</name>
              <description>An entity responsible for making the resource available</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51400">
                  <text>UFRGS</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="40">
              <name>Date</name>
              <description>A point or period of time associated with an event in the lifecycle of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51401">
                  <text>2012</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="44">
              <name>Language</name>
              <description>A language of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51402">
                  <text>Português</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="51">
              <name>Type</name>
              <description>The nature or genre of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51403">
                  <text>Evento</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="38">
              <name>Coverage</name>
              <description>The spatial or temporal topic of the resource, the spatial applicability of the resource, or the jurisdiction under which the resource is relevant</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51404">
                  <text>Gramado (Rio Grande do Sul)</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
          </elementContainer>
        </elementSet>
      </elementSetContainer>
    </collection>
    <itemType itemTypeId="8">
      <name>Event</name>
      <description>A non-persistent, time-based occurrence. Metadata for an event provides descriptive information that is the basis for discovery of the purpose, location, duration, and responsible agents associated with an event. Examples include an exhibition, webcast, conference, workshop, open day, performance, battle, trial, wedding, tea party, conflagration.</description>
    </itemType>
    <elementSetContainer>
      <elementSet elementSetId="1">
        <name>Dublin Core</name>
        <description>The Dublin Core metadata element set is common to all Omeka records, including items, files, and collections. For more information see, http://dublincore.org/documents/dces/.</description>
        <elementContainer>
          <element elementId="50">
            <name>Title</name>
            <description>A name given to the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="64274">
                <text>A prática de voluntariado corporativo em uma unidade de informação.</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="39">
            <name>Creator</name>
            <description>An entity primarily responsible for making the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="64275">
                <text>Scalabrini, Mírian C. R.; Carvalho, Stela C. M.</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="38">
            <name>Coverage</name>
            <description>The spatial or temporal topic of the resource, the spatial applicability of the resource, or the jurisdiction under which the resource is relevant</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="64276">
                <text>Gramado (Rio Grande do Sul)</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="45">
            <name>Publisher</name>
            <description>An entity responsible for making the resource available</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="64277">
                <text>UFRGS</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="40">
            <name>Date</name>
            <description>A point or period of time associated with an event in the lifecycle of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="64278">
                <text>2012</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="51">
            <name>Type</name>
            <description>The nature or genre of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="64280">
                <text>Evento</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="41">
            <name>Description</name>
            <description>An account of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="64281">
                <text>Este trabalho é um relato de experiência, sobre a prática de voluntariado exercida por bibliotecárias de uma Unidade de Informação junto a comunidades carentes. Três aspectos foram abordados: a implantação de bibliotecas comunitárias em regiões carentes; a inclusão social dessas comunidades, e um formato diferenciado em relação à disseminação da informação. Relata a atuação e o envolvimento do bibliotecário no desenvolvimento de projetos para comunidades carentes e na disseminação da cultura de voluntariado para os funcionários da organização. O projeto demonstrou com suas aplicabilidades e seus interesses que é possível proporcionar a possibilidade de geração de valores e um novo olhar para integração social das comunidades carentes. Percebe-se que o envolvimento do bibliotecário em atividades de voluntariado é importante, pois ele executa tarefas em todas as etapas do projeto. A aplicação de suas habilidades e competências estão de acordo com a teoria dos principais autores citados na revisão de literatura.</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="44">
            <name>Language</name>
            <description>A language of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="69544">
                <text>pt</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
        </elementContainer>
      </elementSet>
    </elementSetContainer>
  </item>
  <item itemId="6044" public="1" featured="0">
    <fileContainer>
      <file fileId="5108">
        <src>http://repositorio.febab.org.br/files/original/49/6044/SNBU2012_183.pdf</src>
        <authentication>03f3762bdcd26aa866e5713f14d42123</authentication>
        <elementSetContainer>
          <elementSet elementSetId="4">
            <name>PDF Text</name>
            <description/>
            <elementContainer>
              <element elementId="92">
                <name>Text</name>
                <description/>
                <elementTextContainer>
                  <elementText elementTextId="64273">
                    <text>i

~i(I

~

N.IõotI.aIdt

~~ ;~.

Planejamento estratégico e sustentabilidade
Trabalho completo

o PERFIL DOS GESTORES DAS BIBLIOTECAS
UNIVERSITÁRIAS DA UFC NA PERCEPÇÃO DOS USUÁRIOS
Ana Cristina Azevedo Ursulino Melo ' , Virginia Bentes Pinto2
1Mestre em Políticas Públicas e Gestão da Educação Superior e Bibliotecária da
Universidade Federal do Ceará , Fortaleza, Ceará.
2 PhD em Ciências da Informação pela Université du Quebec,e Professora Adjunta do
Departamento de Ciências da Informação da Universidade Federal do Ceará , Fortaleza, Ceará.

Resumo
A pesquisa buscou identificar e analisar a percepção que os usuários das
Bibliotecas Universitárias da Universidade Federal do Ceará possuem sobre o
papel que os gestores desempenham nessa função. Com o objetivo de observar
como essas percepções podem influenciar na melhoria da gestão, sugerindo
mudanças de posturas no desempenho desses gestores. Trata-se de uma
pesquisa exploratória de natureza quantitativa, fazendo-se uso do procedimento
estudo de caso para experimentação do instrumento proposto. A coleta de dados
foi feita por meio de questionários com escala de opinião baseada na medida de
Likert. Como resultado a análise dos dados permitiu diagnosticar que os usuários
pouco percebem o papel desempenhado pelos gestores em suas funções .
Palavras-Chave: Bibliotecas Universitárias; Gestão; Percepção.

Abstract
The research sought to identify and analyze the perception that users of University
Libraries, Federal University of Ceará have about the role that managers play this
role . In order to observe how these perceptions can influence the improvement of
management, suggesting changes in the positions in the performance of these
managers. This is a quantitative research exploratória.de, making use of the
procedure case study for testing the proposed system . Data collection was done
through questionnaires based on the opinion scale Likert measure. As a result
data analysis enabled us to diagnose that some users perceive the role played by
managers in their roles.
Keywords: University Libraries; Management; Perception .

1999

�i

~i(I

~

N.IõotI.aIdt

~~ ;~.

Planejamento estratégico e sustentabilidade
Trabalho completo

1 Introdução
Atualmente já se observam certas preocupações com as mudanças de
atitude por parte dos gestores e, em especial, daqueles que emprestam sua força
de trabalho para servir bem a uma comunidade de usuários que precisa cultivar o
prazer de ler, acessar e utilizar a informação, tanto para a solução de problemas
do cotidiano, como também de pesquisa e outras ações acadêmicas. Atrelados a
esse fato , não podemos esquecer os aspectos referentes às novas tendências da
gestão.
Na tentativa de identificar se o perfil delineado contribuirá para as
melhorias na gestão, buscamos, como objetivo, investigar o modo como os
usuários das bibliotecas universitárias percebem a atuação dos gestores dessas
organizações.

2 Revisão de Literatura
Ponderar acerca do papel e das funções gerenciais atualmente tornase algo complexo, pois o gestor exerce vários papéis, independentemente do tipo
de organização. Precisamente por isso, observamos que existe uma lacuna no
consenso na literatura sobre qual o perfil ideal para se exercer a função gerencial
e quais os desafios impostos aos gerentes perante os novos papéis exigidos em
função das mudanças de caráter social, político, econômico e, sobretudo,
organizacional. Percebe-se que essas abordagens são distintas e, muitas vezes,
contraditórias, no que se refere a como identificar o real papel e a situação dos
gerentes no universo organizacional e social.
Conforme Pelissari, Vanalle e González (2006), para se ter uma boa
formação gerencial, faz-se necessário adquirir habilidades, além de criar opções
em termos de carreira e de vida . Essas habilidades adquiridas pelo gestor
facilitam na execução de suas tarefas, melhorando sua compreensão diante da
vida . Ou seja , as pessoas com mais conhecimentos e com habilidades ampliadas
tornam-se autoconfiantes e coopera na criação de um clima organizacional
seguro.
Para Mattar (2010) , o que importa é ter pessoas que elevem ao
maxlmo o capital das organizações e que consigam produzir, desenvolver e
aplicar seus conhecimentos, métodos e tecnologias, principalmente as que estão
relacionadas com as relações humanas.
Já na visão de Barbosa e Brondai (2005), o perfil gerencial só é
apropriado enquanto funciona como um parâmetro específico no desempenho de
determinada organização . E esse perfil deve ser reavaliado , constantemente , em
virtude das exigências dessas organizações. Ainda segundo os autores, o perfil
gerencial para um gestor do tipo organizacional deve apresentar as seguintes
competências: pessoal ; interpessoal; técnica e administrativa .
Portanto, consoante com Lujasewicz (2007) , para efetivar o exercício
de suas funções , cabe ao gestor comprovar suas habilidades por meio dos papéis
funcionais que deve desempenhar. Essa função de gerenciar, contudo, não
constitui tão somente ter habilidades, delegar afazeres e verificar o seu

2000

�i

~i(I

~

N.IõotI.aIdt

~~ ;~.

Planejamento estratégico e sustentabilidade
Trabalho completo

cumprimento . Existe ainda outro fator de grande importância para uma gestão
apropriada , que é a competência , considerando que, numa representação cada
vez mais competitiva , existe ainda a necessidade de um desenvolvimento
gerencial para acompanhar e produzir as mudanças desejadas no ambiente
organizacional. E isso significa dizer que muitas empresas começam a repensar a
gestão no âmbito das competências.

3 Materiais e Métodos
Optamos pelo estudo quantitativo, considerando, também , que os
resultados da pesquisa de campo implicaram o tratamento de dados estatísticos,
e se caracteriza , segundo Teixeira e Pacheco (2005), pelo emprego de
quantificação, tanto nas modalidades de coleta de informações, quanto no
tratamento dessas informações por meio de técnicas estatísticas.
O foco desse estudo foram as bibliotecas universitárias da
Universidade Federal do Ceará (UFC) que estão situadas na cidade de Fortaleza .
A seleção destas deu-se porque aquelas pertencentes aos Campi da UFC fora da
capital ainda não estão inseridas no organograma da Biblioteca Universitária (BU)
e, oficialmente, não possuem o cargo do gestor. Os participantes da pesquisa
foram selecionados de forma aleatória , com todos os que possuíam e-mails
cadastrados no UFCList (base de dados de alunos, técnicos e professores). A
pesquisa de campo serviu para identificar como os usuários percebem os
gestores das bibliotecas selecionadas.
Considerando que nosso interesse na pesquisa é conhecer a
percepção dos usuários em relação ao papel desempenhado pelos gestores das
bibliotecas da UFC, entendemos ser de fundamental importância distinguir o seu
perfil , a fim de que possamos ter subsídios que contribuam para melhor embasar
nossa interpretação e para isso, entrevistamos um total de 314 usuários.
O instrumento de coleta de dados constituiu-se de um questionário que
serviu para avaliar a percepção dos respondentes com relação ao objetivo
proposto .

4 Resultados Finais

A percepção sobre gestão em bibliotecas pelos usuários é importante
para melhor compreensão dos objetivos e decisões que a Biblioteca Universitária
possa vir a tomar no contexto organizacional.
a) As Características relevantes para ser um bom gestor
As respostas foram bastante variadas; no entanto, o "conhecimento
das necessidades dos usuários", apontado por (88,9%), "tato para lidar com as
pessoas", assinalado por (86%) e "ética profissional", que obteve 78% das
indicações, foram as que mais se destacaram sobre esse aspecto. Em relação ao
conhecimento das necessidades do usuário, era de se esperar que fosse a
resposta que mais se destacaria, pois, afinal , essa opção afeta diretamente a

2001

�i

~i(I

~

N.IõotI.aIdt

~~ ;~.

Planejamento estratégico e sustentabilidade
Trabalho completo

eles, do mesmo modo que o item referente ao tato para lidar com as pessoas.
Gráfico 1 - Características de um bom gestor na visão dos usuários
Visão pró-ativas

\ 2.2

Empreendedor

~ 8.3

~7,6

60,2
61,8

LY,Y
10

Motivação para atualização contínua

4j,b
Oh

Ética profissional

71,3

.íli...

Tato para lidar com as pessoas

55,4
78,0

140

86,0

Capacidade de coordenar e dinamizar reuniões "' h~

66,8

L7,u

~1l,1

Conhecimento das necessidades dos usuários

88,9

_ _ Rq

Conhecimento e compreensão de dinâmica de grupo

59,2

31,8
__ 1.6

Habilidade para comunicar-se com clareza e precisão
Gosto pela leitura
Segurança pessoal

24,2

"' 7~

74,2
53,2

jY,J

~ 10J

66,9

22,9
_

41

Espírito crítico

60,8

30,U

0,0

10,0

20,0

30,0

40,0

50,0

60,0

70,0

80,0

90,0

100,0

%

• Pouco Importante

I

Importante

I

Muito Importante

Fonte: Dados da pesquisa de opinião

Surpresa nossa foi o fato de a "habilidade para comunicar-se com
clareza e precisão" ter sido assinalada por 74,2% e a "segurança pessoal" ter sido
revelada por 66,9% como uma das características de um bom gestor. No nosso
entendimento, esses quesitos levariam vantagem sobre os outros, como, por
exemplo, a ética profissional , pois, afinal, se um gestor não possui essas
qualidades, certamente sua atuação nessa função ficará a desejar, pois, em seu
métier, a questão da habilidade, comunicação e segurança é ímpar. As
percepções observadas pelos usuários com relação a essas características são
de grande valia para que os gestores das BU possam tomar decisões no sentido
de oferecerem oportunidades de capacitação às equipes, a fim de se melhorar a
gestão das bibliotecas e, com isso, naturalmente, oferecer produtos e serviços de
qualidade.
O fato de a "capacidade para coordenar reuniões" ter sido mencionado
por 66,8% causa-nos certa admiração, pois, a nosso ver, essa capacidade está
associada à questão dos gestores e seu corpo de funcionários, mesmo que, em

2002

�i

~i(I

~

N.IõotI.aIdt

~~ ;~.

Planejamento estratégico e sustentabilidade
Trabalho completo

certos momentos, possa também ocorrer alguma reunião com os usuários.
Outro fato que chama a nossa atenção é a característica de
empreendedor ter sido considerada importante somente para 61,8% dos
respondentes, bem como aquela concernente à "visão pró-ativa", revelada por
60,2%, e "espírito crítico", que obteve 60,8% de indicações. Embora esses
aspectos tenham alcançado percentual de mais de 50%, ainda assim , julgamos
que poderiam ter sido mais elevados. Ora , na sociedade atual , ser empreendedor,
pró-ativo e ter espírito crítico é uma exigência para o desempenho de qualquer
profissional e, tratando-se de gestor, é primordial, pela dinamização do próprio
cargo . Possivelmente, esse percentual de respostas tenha se dado em
decorrência de que, na visão dos usuários, essas características não sejam tão
relevantes para um gestor de biblioteca . Isso demonstra falta de entendimento,
tanto de biblioteca como uma organização (empresa) como, por consequência, do
papel desempenhado pelo gestor.
Com relação às peculiaridades referentes à "dinâmica de grupo", ficou
evidente que 59 ,2% consideram uma marca importante para o gestor. No nosso
entendimento, esse percentual elevado , em relação a sua aplicabilidade para os
usuários, embora que respeitante à gestão de pessoas, seja uma prática de
grande valia , principalmente quando no caso de conflitos e de desmotivação.
No que tange à "motivação" ter sido indicada por 55,4% , do mesmo
modo que nos casos anteriores, chama a atenção, pois, no nosso entendimento ,
esses atributos são essenciais para qualquer atividade, pois, se o sujeito não está
motivado, não poderá desenvolver com a devida competência as suas ações;
logo, esperávamos que essa opção obtivesse um grande percentual de respostas.
Parece, entretanto, que, na compreensão dos usuários, a motivação referente ao
cargo de gestor não se faz tão necessária e, mais uma vez, pode ser reflexo da
compreensão do que seja essa atuação nas unidades de informação.
Também nos salta aos olhos o fato de que somente 53,2% dos
respondentes indicaram que o "gosto pela leitura" é considerado importante para
compor a característica de um bom gestor. Esse índice também é baixo, tratando-se de comunidade acadêmica , haja vista que as mudanças de paradigmas em
relação à gestão são dinâmicas, com novas opções e possibilidades.
b) Habilidades inerentes ao perfil de um bom gestor
Do rol de habilidades listadas no questionário, foram apontadas em
maior destaque as seguintes: "habilidades na resolução de conflitos", indicada por
75,2% dos usuários, "habilidade de liderança", com 68,5%, e "habilidade de
processamento de informação", que obteve 63,4%, conforme o gráfico 2. No
tocante à grande porcentagem de "habilidades na resolução de conflitos",
acreditamos que isso pode ter ocorrido porque, no cotidiano dos serviços nas
bibliotecas, os usuários podem já ter enfrentado ou se confrontado com situações
de conflito, por exemplo , no caso de reservas, devoluções e multas de atraso de
materiais e, também, em virtude dos constantes problemas relativos ao sistema
que pode estar "off-line" ou, ainda, em decorrência da quantidade de
equipamentos disponíveis ser deficiente.
Tratando-se da "habilidade de liderança", julgávamos que esse
percentual se sobressairia , pois essa é uma das principais características para

2003

�Planejamento estratégico e sustentabilidade

i

~i(I

~

N.IõotI.aIdt

~~ ;~.

Trabalho completo

que um gestor desempenhe seu papel com maior desenvoltura. Suas atividades
demandam atitudes de cumprimento de ações e, ao mesmo tempo, de mediação
diante das dificuldades do cotidiano de uma organização, como, por exemplo,
fazer com que as pessoas trabalhem com entusiasmo para obterem objetivos
comuns na realização de tarefas envolvendo : equipe, orientação, treinamento e
motivação.
Salta-nos aos olhos também o fato de o percentual de "habilidade para
o processamento de informação" ter sido assinalada por 63,4% dos sujeitos da
pesquisa. Isso pode ser porque, na compreensão desses usuários, tal
peculiaridade está associada ao acesso as informações com eficácia . Esse dado
merece, contudo, ser olhado com atenção. Talvez, haja necessidade de maior
diálogo entre a seção de processos técnicos e os usuários, fato que vem ao
encontro da característica fundamental e também relevante para ser um bom
gestor, apontada na questão anterior.
Gráfico 2 - Habilidades de um bom gestor na visão dos usuários

.......-m_

Habilidades de introspecção

49 ,4

Habilidadesde empreendedor ~~~~~~_ _ _•

60,5

Habilidades de alocação de recursos
Habilidade de tomar decisões em condições de ambigüidade

Habilidade de processamento de informações

Habilidades de resolução de conflitos
Habilidadesde liderança

Habilidades de relacionamento com os colegas

~~~~~~~=========:::::J

'-

75,2

e~~~~~========::::J 68,5
~~~~~~~~~~~:~~5~8,6~--r-_---'

%
I Pouco Importante

I Importante

I Muito Importante

Fonte: Dados da pesquisa de opinião

Apontada como importante para os usuários, a "habilidade
empreendedora" obteve 60 ,5% de indicação. Essa é a habilidade de buscar
oportunidades e mudança organizacional e, portanto, essencial para os gestores
na atualidade , e não poderia ser diferente no caso da gestão de biblioteca
universitária. Pela própria natureza dinâmica da academia, o gestor precisa ter
ações empreendedoras para acompanhar o surgimento de outros cursos, a

2004

�i

~i(I

~

N.IõotI.aIdt

~~ ;~.

Planejamento estratégico e sustentabilidade
Trabalho completo

atualização dos projetos políticos dos cursos, entre outras coisas.
A "habilidade de alocar recursos" estabelece critérios para a definição
de prioridades, a fim de que as escolhas sejam as melhores, tanto no âmbito
financeiro como nos materiais e humanos. Assim , de acordo com 59,9% dos
respondentes, essa habilidade é muito importante. Esse dado revela que os
usuários estão atentos à alocação de recursos que possam atender melhor as
suas necessidades. Desse modo, é necessário que os gestores sejam capazes
de captar esses recursos em outras fontes que não apenas aquelas
disponibilizadas pelo Estado.
Na vlsao dos usuanos, observamos que a "habilidade de
relacionamento com os colegas" teve grande importância para 58,6% deles. Essa
constatação significa dizer que um bom relacionamento entre os colegas reflete
na qualidade do atendimento dos serviços, uma vez que as divergências e
conflitos podem ser eliminados, a equipe atua integrada e cooperativa, e, em
consequência, os usuários serão beneficiados.
Com relação à "habilidade de tomar decisões em condições de
ambiguidade", constatamos que 56 ,4% consideram fundamental para uma boa
atuação dos gestores. Esse atributo diz respeito à capacidade de liderar com
incertezas e sobrecarga de informações, conseguindo resultados satisfatórios.
Isso demonstra que os usuários têm consciência das incertezas que rodeiam o
âmbito da gestão das BU , principalmente no que diz respeito aos conflitos que
podem surgir no cotidiano da oferta de serviços dessas organizações, nas
dificuldades de se obterem recursos para aquisição de materiais, equipamentos,
bibliografias etc.
Por último, referimo-nos aos resultados obtidos na "habilidade de
introspecção", que se relaciona com a capacidade de reflexão e autoanálise. O
gestor deve ser capaz de entender seu grupo e estar atento ao impacto de sua
organização. A esse respeito , 49 ,4% dos usuários consideram que tal habilidade é
pouco importante para um gestor. Não podemos esquecer, entretanto, que, em
muitos casos, o gestor precisa ter essa habilidade aguçada para poder tomar
boas decisões.
A análise dessa categoria nos esclareceu sobre a visão que os
usuários têm acerca das habilidades na gestão, pois pudemos perceber que, em
sua maioria, os usuários, mediante suas percepções, demonstraram ter noção da
importância das habilidades na formação de um bom gestor. Essa constatação se
faz importante, servindo como subsídio para que a Biblioteca Universitária possa
investir na melhoria de sua gestão.
c) Competências essenciais para a formação de um gestor na visão dos usuários
Os itens que mais se destacaram foram : "saber se comunicar", que
obteve 78% de adesão ; "saber aprender", revelado por 72 ,3%; e "ter visão
estratégica", com 58,6% , conforme se pode observar no gráfico 3. Essas três
respostas são interessantes de se observarem . Primeiramente, porque um
gerente necessita, efetivamente, saber se comunicar com sua equipe e com seus
usuários, a fim de gerenciar todo o fluxo de informação e de comunicação na
organização que dirige. Portanto, era de se esperar que 100% dos participantes
apontassem essa competência como imprescindível a esse cargo. O que pode ter

2005

�i

~i(I

~

N.IõotI.aIdt

~~ ;~.

Planejamento estratégico e sustentabilidade
Trabalho completo

influenciado esses achados é que o cargo de gerente de bibliotecas é pouco
visível em relação a outras organizações; então, os usuários se comunicam muito
mais com servidores não gerentes.
No quesito "saber aprender", considerado muito importante por 72 ,3% ,
fica evidente que os usuários se referem à questão do autodesenvolvimento,
absorvida nas práticas do cotidiano, e nas vivências que temos com o mundo
exterior, pois saber aprender é trabalhar o seu conhecimento para se desenvolver.
Atribuímos esse elevado número de respostas positivas para esse item ao fato de
que, nas literaturas da atualidade, a questão da habilidade em saber aprender é
considerada um fator primordial na gestão. E, portanto, os usuários veem com
grande importância a capacidade dos gestores absorverem essa competência.
Percebemos, ainda, na análise dos itens que mais se destacaram, que
58,6% dos respondentes apontaram a competência de "ter visão estratégica"
como muito importante para um gestor. Talvez pela força da palavra estratégia , ou
mesmo por ser uma visão funcional , que olha para como a organização ou
empresa é hoje e determina o que, ou como, será em algum momento no futuro .
Com relação a "saber mobilizar recursos" , notamos que 57,6%
consideram essa competência fundamental para uma boa atuação dos gestores.
Essa propriedade diz respeito à capacidade de criar sinergia e mobilizar recursos
para a organização. Portanto, o conhecimento das competências de saber
mobilizar recursos possibilita aos gestores melhores condições de
desempenharem suas atividades. Podemos dizer, na análise dessa competência,
que, para os usuários, a mobilização de recursos está diretamente ligada aos
seus interesses como melhoria e ampliação do acervo, aquisição de novos
equipamentos, acesso a rede por Wireless Fidelity (WiFi), melhoria nas
instalações físicas etc. Por outro lado, pode ser decorrente do desconhecimento
da estrutura organizacional das bibliotecas. Diante desse fato, seria interessante
que, no ato das visitas orientadas e nos treinamentos, houvesse alguns
esclarecimentos sobre o destino das multas e a demora nas aquisições de
materiais bibliográficos e equipamentos.
A competência relativa à marca "saber engajar e se comprometer"
demandou atenção de 57,3% dos colaboradores da pesquisa , que a consideram
importante em relação às demais. Essas inferências expressam claramente que
os gerentes precisam demonstrar que são engajados e comprometidos com seu
cargo, a fim de que sua equipe também possa ter esse perfil.
"Saber agir" é saber o que fazer e o porquê de fazê-lo. É também saber
julgar, escolher e decidir. Na opinião de 54,1% dos respondentes essa
competência também é importante. Isto se explica porque, se os gestores de
bibliotecas não souberem agir diante das adversidades da gestão, essas
organizações poderão deixar de cumprir com a sua missão e seus objetivos.
Nesse âmbito, faz-se necessário que os gestores levem em conta a opinião dos
usuários, a fim de lhes oferecer produtos e serviços com maior valor agregado.
Além do mais, saber agir implica conhecer e entender o negócio da organização ,
seu ambiente, identificando oportunidades e opções.

2006

�i

~i(I

~

N.IõotI.aIdt

Planejamento estratégico e sustentabilidade

~~ ;~.

Trabalho completo

Gráfico 3 - Competências Gerenciais
0.6

Ter VisãoEstratégica

58,6

0.3

Saber Assumir Responsabilidades

46}..,

53,5

Oh

Saber se Engajar ese Comprometer

57,3

42,0
OJ

Saber Aprender

21,4

0.0

Saber Comunicar
Saber Mobilizar Recurso

40,8

72,3

22,0

78,0

.. 1.9

40,4

57,6

O~

Saber Agir

45,5
0,0

10,0

20,0

30,0

40,0

54,1

50,0

60,0

70,0

80,0

90,0

%
I Pouco Importante

I Importante I Muito Importante

Fonte: Dados da pesquisa de opinião

Por fim , analisamos a competência de "saber assumir
responsabilidades" que 53,3% dos usuários consideraram importante. Esse
resultado demonstra uma preocupação com as questões da gestão nas
bibliotecas. Entendemos que, para o usuário, assumir responsabilidades significa
que o gestor deve ser responsável , assumindo os riscos e as consequências de
suas ações. Talvez porque essa ação reflete no produto final , ou seja , no acesso
à informação, na aquisição de materiais e equipamentos.
d) Percepção dos usuários sobre a atuação dos gestores das bibliotecas da UFC
No gráfico 4, estão apresentadas as respostas a esse quesito. Em
primeiro lugar, 59,6% deles afirmam que pouco percebem se os gerentes "têm
autocontrole", seguida da "capacidade para tomar decisão", mencionada por
56,7%, ter "noção de prioridades", "capacidade de liderança" e "se adaptar a
novas situações", que alcançaram, igualmente, 54,1% de indicação.
O autocontrole é uma verificação técnica voluntária que o gestor realiza
em seu próprio trabalho, para assegurar a conformidade e a qualidade de sua
operação e observar a evolução de seu desejo de melhoria contínua. Sabemos
que não apenas no ambiente da gestão a capacidade de autocontrole é
fundamental , mas também na vida das pessoas, pois sem o domínio das
9
2007

�i

~i(I

~

N.IõotI.aIdt

~~ ;~.

Planejamento estratégico e sustentabilidade
Trabalho completo

emoções, podemos agir impulsivamente e, é natural, os resultados trarão
consequências, muitas vezes, irreparáveis. Nota-se que a maioria dos
respondentes (59 ,6%) pouco percebe o autocontrole na atuação dos gestores das
bibliotecas. A baixa percepção sobre o autocontrole dos gestores pode ser
decorrente de que, normalmente, os usuários resolvem seus problemas e
questões relativas aos serviços, diretamente com os auxiliares administrativos e
não com os gestores, ou ainda porque eles não sabem efetivamente quem são
esses profissionais.
No tocante à "noção de prioridades", esta foi pouco percebida para
54,1% dos participantes. Trata-se uma resposta evidenciando que os gerentes
são pouco atentos aquilo que deve ser priorizado para seus clientes. Tal fato pode
estar associado à aquisição das bibliografias básicas, à deficiência de
computadores para o uso do Portal de Periódicos e de outros serviços oferecidos
por essas bibliotecas. Sabemos que, embora as BU tenham em suas metas o
atendimento às necessidades dos usuários, ainda assim , deparamos certas
dificuldades para a sua efetivação com eficácia , em todas as bibliotecas do
sistema .
Também merece nossa atenção o fato de 54,1% dos sujeitos da
pesquisa destacarem que pouco percebem nos gestores das bibliotecas
estudadas a "capacidade de liderança". Ou seja , os usuários não mostram que os
gestores de bibliotecas atuam com liderança. Atribuímos essa pouca percepção
talvez ao fato de que a questão da liderança torna-se mais visível apenas para os
gestores e sua equipe. Entretanto , sabemos que um líder não é necessariamente
um gerente, porém , um gerente precisa ter e fortalecer a sua capacidade de
liderança a fim contribuir para a promoção e a integração de sua equipe, de modo
que ela seja motivada para desenvolver suas atividades com empenho e
qualidade. De igual modo, julgamos que a causa dessas respostas é explicada
porque essa capacidade está muito mais relacionada ao ambiente interno da
organização.
Ainda se destaca, nos resultados, a pouca percepção da capacidade
de "se adaptar a novas situações", alcançando 54,1% de indicação. Esses dados
são dignos de nossa atenção, pois vêm ao encontro do imaginário simbólico de
que o bibliotecário não é afeito a mudanças. No cotidiano das BU, contudo,
acontece exatamente o oposto, pois, em razão das tecnologias eletrônicas de
informação e de comunicação, faz-se necessário que os bibliotecários se
adaptem a esse novo paradigma .
No que concerne à "facilidade de comunicação", é pouco perceptível,
na opinião de 53,5% dos respondentes. Esse fato nos chama a atenção,
porquanto,a Biblioteca Universitária investe muito na área da comunicação .
Podemos citar como exemplo: o Biblionotícias enviado mensalmente para os emails do UFCListas, o site da biblioteca que diariamente é atualizado, as
mensagens de aviso no boletos de empréstimo etc. faz-se necessária uma
avaliação desses serviços para saber se estão realmente atingindo a comunidade
universitária. Por outro lado, este fato pode ser explicado porque, efetivamente, os
gerentes trabalham muito mais no âmbito interno e pouco se comunicam com os
usuários, tête-à-tête. É sabido, contudo, que essa capacidade é uma das
habilidades que os gestores precisam desenvolver a fim de que possam ser mais
vistos pelos clientes externos.

2008

�i

~i(I

~

N.IõotI.aIdt

~~ ;~.

Planejamento estratégico e sustentabilidade
Trabalho completo

Gráfico 4 - Atuação dos gestores das
usuários

eu,

na UFC, na percepção dos

Tem noção de prioridades

54,1

Tem ca pacidade de trabalhar em eq uipe

52,5

São Flexíveis

52,9

São dinâmicos

53,5

Tem capacidade de organ ização

49,7

Tem capacidade de negociação

52,2

Tem capacidade de lidera nça

54,1

Tem ca pacidade de decisão

56,7

Tem facil idade de comunicação

53,5

Se adapta a novas situações

54,1

Tem autocontrole

59,6
48,7
!ii!~~m~:~~:~~~~_--,--_-----,

Tem senso de responsabilidade

0,0

10,0

20,0

30,0

40,0

50,0

60,0

70,0

%
_ Percebe Muito

• Percebe

• Pouco Percebe

_ Não Percebe

Fonte : Dados da pesquisa de opinião

Outra atividade da gestão refere-se ao dinamismo do gestor. Nota-se
que, segundo a análise do gráfico 4 53,5% dos respondentes afirmaram que
pouco percebem o dinamismo dos gestores. Podemos atribuir essa pouca
percepção ao fato de os gestores estarem sempre em seus gabinetes. E, mais
uma vez, observamos que o usuário precisa conhecer os gestores das
bibliotecas. Talvez uma proposta para reverter esse fato fosse que, a cada
semestre, durante os treinamentos , visitas orientadas e recepção de calouros, os
gestores se apresentassem como gestores.
Na sequência da análise dos dados, de acordo com a opinião de
52 ,9%, é pouco perceptível para os usuários a flexibilidade na atuação dos
gestores. Essa constatação nos causa certo espanto, pois quase toda a

2009

�i

~i(I

~

N.IõotI.aIdt

~~ ;~.

Planejamento estratégico e sustentabilidade
Trabalho completo

negociação, principalmente as questões referentes às multas, perdas de livros,
reservas, horários de funcionamento das bibliotecas etc., são comprováveis,
inclusive em pesquisas anteriores. Talvez a explicação para essa não percepção
decorra do fato de os respondentes terem associado a flexibilidade aos
funcionários.
Com relação a "ter a capacidade de trabalhar em equipe", 52 ,5%
responderam que não percebem essa habilidade nos gestores da biblioteca . Isto
já era de se esperar, pois a questão do trabalho de equipe é muito interna,
embora o reflexo possa ser perceptível na oferta de produtos e serviços.
No item que avalia se o gestor "tem capacidade de negociação", 52,2%
apontam como pouco perceptível. Esse quesito também nos faz refletir e nos
remete a uma indagação: os gestores não se apresentam como tal , ou os
usuários não conseguem enxergá-los como gestores que são. Isso também nos
remete ao quesito flexibilização, pois, constantemente, os gestores estão
negociando com os usuários, principalmente em relação a multas, perdas de
livros, reservas , entre outras coisas.
Com relação à capacidade de organização, 49 ,7% dos usuários
responderam que, do mesmo modo dos itens anteriores, pouco percebem essa
habilidade no gestor. Essa afirmação é uma discrepância, pois a maioria dos
gestores é constituída por bibliotecários e as bibliotecas seguem regiamente as
normas e padrões internacionais de organização . Para nós, resta claro que a
capacidade de organização é pública e notória em uma biblioteca. A questão, no
entanto, é que os usuários não compreendem a organização das bibliotecas,
principalmente no que se refere à estruturação das estantes.
Analisamos, por fim , o último quesito, denominado "tem senso de
responsabilidade", no qual 48,7% responderam que não percebem essa
habilidade nos gestores das bibliotecas. Talvez esses achados sejam o reflexo de
que efetivamente os usuários não conhecem a atuação dos profissionais gestores
e muito menos percebem a biblioteca como uma organização que administra
pessoas, equipamentos, serviços e produtos, portanto , recursos financeiros .
e) Percepção dos usuários em relação à prioridade dos serviços ofertados
Entre os serviços indicados pelos usuários, destacam-se 'treinamento
conveniente aos usuários para uso adequado da biblioteca", com 61,5%, "auxílio
dos bibliotecários na normalização dos trabalhos acadêmicos" que foi apontado
por 61,1 % dos participantes e, "conhecimento técnico dos funcionários para
responder às perguntas dos usuários" marcadas com 54,8%. Vejamos o gráfico 5.

2010

�i

~i(I

~

N.IõotI.aIdt

~~ ;~.

Planejamento estratégico e sustentabilidade
Trabalho completo

Gráfico 5 - Serviços prestados pelas Bibliotecas Universitárias
Treinam ento para uso do Portal de Periód icos e
de ba ses de dados

~

Co nhecimento técnico dos fu ncionários para
"~
responder as perguntas dos usuários

___IIIIIII".

____IIiIi"

53,2

54,8
61,1

Auxílio dos bibliotecários na normaliza çã o dos
traba lhos acad êmicos

50,3
7, 1

Atend im nto rápido nos serv iços de
empréstimo, devolução e renovação

~~_. 6 1, 5

Trei namento conveniente aos usuários pa ra uso
adequado da Bi blioteca

0,0

10,0 20,0 30,0 40,0 50,0 60,0 70,0

%
• Muito Importante (Qtde)

• Impo rtante (Qtde)

• Pouco Im portante (Qtde)

Fonte: Dados da pesquisa de opinião

Como podemos observar no Gráfico 5, na opinião dos respondentes, o
serviço de treinamento dos usuários para o uso adequado das bibliotecas foi
considerado muito importante (61,5%), devendo ser priorizado. Esse fato nos
surpreende, pois é uma prática das bibliotecas oferecer constantemente a visita
orientada, na qual são mostradas aos usuários todas as possibilidades de
serviços disponíveis e como tais serviços devem ser acessados. Temos
consciência, no entanto, de que o serviço de treinamento aos usuários envolve
tempo, esforço e conhecimento. Na sua essência, todo o serviço de treinamento
tem as mesmas funções e objetivos, mas a maneira como é realizado diferenciase em cada unidade de informação. Cada biblioteca possui usuários específicos e
características próprias. Portanto, o bibliotecário de referência precisa organizar e
direcionar os treinamentos para as reais necessidades de seus usuários.
Com relação ao serviço de normalização de trabalhos acadêmicos,
segundo os usuários, é um serviço considerado muito importante por 61,1 % dos
respondentes. Outros 36 ,9% entendem ser esta uma competência importante.
Portanto 98% dos respondentes consideram um serviço de grande importância
para a biblioteca . Essas respostas mostram claramente a necessidade de que
esses serviços sejam priorizados, não apenas do modo como vêm sendo
efetuados, quer dizer, com orientações, tira-dúvidas e treinamentos de
normalização de trabalhos acadêmicos. Nesse sentido, cabe, então, ao gestor
priorizar esse serviço de normalização com o intuito de oferecer serviços de
qualidade que possam , efetivamente, atender às necessidades dos usuários.

2011

�i

~i(I

~

N.IõotI.aIdt

~~ ;~.

Planejamento estratégico e sustentabilidade
Trabalho completo

Ainda segundo o gráfico 5, o conhecimento técnico dos funcionários
para responder e atender aos usuários também é considerado um serviço muito
importante, conforme apontam 54,8% dos respondentes. A percepção da
importância desse conhecimento técnico é fundamental para a melhoria da
qualidade dos serviços oferecidos pelas bibliotecas. É claro que, para o usuário,
os funcionários devem possuir habilidades técnicas e humanas para auxiliá-los a
obterem a informação de que necessitem.
O treinamento para uso do Portal de Periódicos e de bases de dados
foi considerado, por 53,2% dos usuários, como sendo, igualmente, prioritário .
Esse resultado pode ter sido influenciado ao menos por dois motivos. O primeiro é
que, na análise do perfil dos participantes, observamos que a maioria (70%) é de
alunos de graduação. E o segundo é que a maioria dos periódicos do Portal da
CAPES e das bases de dados são em língua inglesa e, presumem-se, esses
estudantes não dominam tal língua. Não podemos, porém , deixar de considerar
essas respostas , embora sejam oferecidos treinamentos durante todo o ano, além
do evento denominado de "Maratona do Conhecimento". Desse modo,
verificamos a necessidade de maior investimento em marketing para que esses
treinamentos possam ter maior alcance junto aos usuários. Outra opção é
oferecer treinamentos personalizados, o que pode ser uma saída para facilitar a
disseminação da informação e do serviço, mas também para ampliar o processo
de busca .
Com relação aos serviços de empréstimo, devolução e renovação , é
possível observar, no gráfico 5, que 51 ,3% dos usuários consideram um serviço
muito importante para uma biblioteca.

5 Considerações Finais

A gestão nas organizações modernas envolve uma rede de
compromissos bem complexos, ou seja , a capacidade de estabelecer um diálogo
com as pessoas que colaboram com a organização, através do qual são
veiculadas as informações - significativas e confiáveis - necessárias para
desempenhar as funções individuais e a integração dos esforços no sentido do
cumprimento dos propósitos dessa organização .
Segundo os resultados obtidos os usuários apontaram como
características necessárias para perfil de um bom gestor ter habilidade e clareza
no processo de comunicação, ter conhecimento das necessidades dos usuários,
ser proativo e ter ética profissional.
De modo geral, podemos perceber que esses usuários tinham
conhecimento sobre quais as características, habilidades e competências
necessárias para ser um bom gestor, mas pouco percebiam essas características
no papel desempenhado pelos gestores das bibliotecas da UFC. Em
consequência dos resultados obtidos, consideramos que os objetivos desta
pesquisa foram alcançados. Acreditamos que ela possa concorrer para o
aprimoramento do conhecimento acerca dos papéis desempenhados por esses
gestores, além de facilitar a compreensão das características fundamentais
inerentes a essa função . O que se faz necessário agora é inferir como essas
percepções podem influenciar na melhoria da gestão, sugerindo mudanças de

2012

�i

~i(I

~

N.IõotI.aIdt

~~ ;~.

Planejamento estratégico e sustentabilidade
Trabalho completo

posturas no desempenho desses gestores. Bem como, buscar junto a diferentes
atores envolvidos com os aspectos teóricos e práticos das bibliotecas
universitárias ações de estímulo a capacitação trabalhando a questão do
marketing interno e externo com o intuito de contribuir para melhoria da qualidade
na gestão das BUs.

6 Referências
BARBOSA, E. R. G.; BRONDAI, G. Planejamento estratégico organizacional.
Revista Eletrônica do Curso de Ciências Contábeis da UFSM, Santa Maria,
RS,
v.
1,
n.
2
dez.
2004
fev.
2005 .
Disponível
em :
&lt;http://w3 .ufsm.br/revistacontabeis/anterior/artigos/vlnO2/a08vln02.pdf&gt;. Acesso
em : 22 mar.. 2012.
LUJASEWICZ, E. A. Liderança e gerência na agência do BB de Tupanciretã .
59 f. 2007 . Monografia (Especialização em Gestão de Negócios Financeiros) Universidade Federal do Rio Grande do Sul, Porto Alegre, 2007 . Disponível em :
&lt;http://www.lume.ufrgs.br/bitstream/handle/1 0183/13991 /000649766.pdf?sequenc
e=1 &gt;. Acesso em : 12 abro2012 .
MATTAR, F. N. Perfil do líder para o ano 2000. Disponível em :
&lt;http://www.fauze .com.br/DOCUMENTOS/Perfil%20do%20Iíder%20para%200%2
Oano% 202000.pdf&gt;. Acesso em : 15 mar. 2012 .
PELlSSARI, A. S.; VANALLE. R. M.; GONZALEZ, I. V. D. P. Gestores de
pequenas empresas: estudo do papel e das funções gerenciais. 2006 .
Disponível em : &lt;http://www.aedb .br/segetlartigos07/1 034Gestores%20de%20
Pequenas%20Empresas%20-%20Estudo%20das%20Funcoes%
20Gerenciais.pdf&gt; Acesso em : 15 mar. 2012 .
TEIXEIRA, R. de F. : PACHECO, M. E. C. Pesquisa social e a valorização da
abordagem qualitativa no curso de administração : a questão de paradigmas
científicos. Cadernos de Pesquisa em Administração, São Paulo: FEAlUSP, v.
12, n. 1, p. 55-68, jan./mar., 2005.

2013

�</text>
                  </elementText>
                </elementTextContainer>
              </element>
            </elementContainer>
          </elementSet>
        </elementSetContainer>
      </file>
    </fileContainer>
    <collection collectionId="49">
      <elementSetContainer>
        <elementSet elementSetId="1">
          <name>Dublin Core</name>
          <description>The Dublin Core metadata element set is common to all Omeka records, including items, files, and collections. For more information see, http://dublincore.org/documents/dces/.</description>
          <elementContainer>
            <element elementId="50">
              <name>Title</name>
              <description>A name given to the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51396">
                  <text>SNBU - Edição: 17 - Ano: 2012 (UFRGS - Gramado/RS)</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="49">
              <name>Subject</name>
              <description>The topic of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51397">
                  <text>Biblioteconomia&#13;
Documentação&#13;
Ciência da Informação&#13;
Bibliotecas Universitárias</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="41">
              <name>Description</name>
              <description>An account of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51398">
                  <text>Tema: A biblioteca universitária como laboratório na sociedade da informação.</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="39">
              <name>Creator</name>
              <description>An entity primarily responsible for making the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51399">
                  <text>SNBU - Seminário Nacional de Bibliotecas Universitárias</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="45">
              <name>Publisher</name>
              <description>An entity responsible for making the resource available</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51400">
                  <text>UFRGS</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="40">
              <name>Date</name>
              <description>A point or period of time associated with an event in the lifecycle of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51401">
                  <text>2012</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="44">
              <name>Language</name>
              <description>A language of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51402">
                  <text>Português</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="51">
              <name>Type</name>
              <description>The nature or genre of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51403">
                  <text>Evento</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="38">
              <name>Coverage</name>
              <description>The spatial or temporal topic of the resource, the spatial applicability of the resource, or the jurisdiction under which the resource is relevant</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51404">
                  <text>Gramado (Rio Grande do Sul)</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
          </elementContainer>
        </elementSet>
      </elementSetContainer>
    </collection>
    <itemType itemTypeId="8">
      <name>Event</name>
      <description>A non-persistent, time-based occurrence. Metadata for an event provides descriptive information that is the basis for discovery of the purpose, location, duration, and responsible agents associated with an event. Examples include an exhibition, webcast, conference, workshop, open day, performance, battle, trial, wedding, tea party, conflagration.</description>
    </itemType>
    <elementSetContainer>
      <elementSet elementSetId="1">
        <name>Dublin Core</name>
        <description>The Dublin Core metadata element set is common to all Omeka records, including items, files, and collections. For more information see, http://dublincore.org/documents/dces/.</description>
        <elementContainer>
          <element elementId="50">
            <name>Title</name>
            <description>A name given to the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="64265">
                <text>O perfil dos gestores das Bibliotecas Universitárias da UFC na percepção dos usuários.</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="39">
            <name>Creator</name>
            <description>An entity primarily responsible for making the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="64266">
                <text>Melo, Ana Cristina Azevedo U. Pinto, Virgínia Bentes</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="38">
            <name>Coverage</name>
            <description>The spatial or temporal topic of the resource, the spatial applicability of the resource, or the jurisdiction under which the resource is relevant</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="64267">
                <text>Gramado (Rio Grande do Sul)</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="45">
            <name>Publisher</name>
            <description>An entity responsible for making the resource available</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="64268">
                <text>UFRGS</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="40">
            <name>Date</name>
            <description>A point or period of time associated with an event in the lifecycle of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="64269">
                <text>2012</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="51">
            <name>Type</name>
            <description>The nature or genre of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="64271">
                <text>Evento</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="41">
            <name>Description</name>
            <description>An account of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="64272">
                <text>A pesquisa buscou identificar e analisar a percepção que os usuários das Bibliotecas Universitárias da Universidade Federal do Ceará possuem sobre o papel que os gestores desempenham nessa função. Com o objetivo de observar como essas percepções podem influenciar na melhoria da gestão, sugerindo mudanças de posturas no desempenho desses gestores. Trata-se de uma pesquisa exploratória de natureza quantitativa, fazendo-se uso do procedimento estudo de caso para experimentação do instrumento proposto. A coleta de dados foi feita por meio de questionários com escala de opinião baseada na medida de Likert. Como resultado a análise dos dados permitiu diagnosticar que os usuários pouco percebem o papel desempenhado pelos gestores em suas funções.</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="44">
            <name>Language</name>
            <description>A language of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="69543">
                <text>pt</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
        </elementContainer>
      </elementSet>
    </elementSetContainer>
  </item>
  <item itemId="6043" public="1" featured="0">
    <fileContainer>
      <file fileId="5107">
        <src>http://repositorio.febab.org.br/files/original/49/6043/SNBU2012_182.pdf</src>
        <authentication>bed536a2e10f30f72f7a67b0534d1920</authentication>
        <elementSetContainer>
          <elementSet elementSetId="4">
            <name>PDF Text</name>
            <description/>
            <elementContainer>
              <element elementId="92">
                <name>Text</name>
                <description/>
                <elementTextContainer>
                  <elementText elementTextId="64264">
                    <text>Planejamento estratégico e sustentabilidade
i! """"'"
MaooNlck

~

=

:,

IiWitt.UJ
1I....111~

Trabalho completo

o BALANCED SCORECARD COMO FERRAMENTA
METODOLÓGICA PARA
DIAGNÓSTICO DE GESTÃO ESTRATÉGICA
Eliene Gomes Vieira Nascimento, 1Fatima Portela Cysne2, Adriana
Nóbrega da Silva, 3 Lucas Almeida Serafim4, Elieny do Nascimento Silva 5
Angela Patrício Bandeira 6
1 Mestra,

Universidade Federal do Ceará,
UFC-CAMPUS-CARIRI, Juazeiro do Norle, Ceará
3 Mestra, UFC-CAMPUS-CARIRI, Juazeiro do Norle,
4 Mestre, UFC-CAMPUS-CARIRI, Juazeiro do Norle Ceará,
5 Mestra, UFC-CAMPUS-CARIRI, Juazeiro do Norle
6Especialista, Universidade da Integração Internacional da Lusofonia Afro-Brasileira
2 Doutora,

Resumo
Metodologia para o uso do 8alanced Scorecard (BSC) como método de
gestão estratégica proposta por Kaplan e Norton (1997), adaptado para bibliotecas
universitárias. A metodologia usada na elaboração 8alanced Scorecard para
biblioteca universitária foi desenvolvida por um grupo de pesquisa interdisciplinar
(UNILAB/UFC/UFCA) propõe o desenvolvimento de nove etapas: definir a unidade
organizacional selecionada ; estabelecer ou definir a visão e a missão da
organização; proceder à análise swot; determinar estratégias globais; definir
perspectivas; selecionar objetivos estratégicos; definir indicadores e metas para
cada objetivo; sugerir ações estratégicas, e elaborar o mapa estratégico. Conclui-se
que o método proposto apontou possibilidades eficazes para a biblioteca
universitária à medida que serve de inspiração e norte para o aprofundamento das
estratégias determinadas como essenciais para a consolidação e o crescimento das
instituições acadêmicas, bem como incentiva a busca contínua de aprendizagem e
de excelência para o cumprimento social da missão da biblioteca universitária.

Palavras-Chave: 8alanced Scored Card (8SC) em Biblioteca Universitária;
8alanced Scored Card (8SC) em Gestão estratégica.
Abstract
Methodology for using the Balanced Scorecard strategic management as a
method proposed by Kaplan and Norton (1997) was adapted for university libraries.
An interdisciplinary research group (UNILAB I UFC I UFCA) developed The BSC
methodology to be used by university library to analyze its strategic management To
apply this method the university library has to following nine steps: set the selected
organizational unit, to establish or define the vision and mission of the organization ;
swot to analyze and determine overall strategies, defining perspectives, selecting
strategic objectives, indicators and targets for each objective and suggest strategic
actions, and develop the strategic map. It is concluded that the proposed method

1984

�Planejamento estratégico e sustentabilidade
i! """"'"
MaooNlck

~

=

:,

IiWitt.UJ

1I....111~

Trabalho completo

showed possibilities for effective university library and serves as an inspiration and
north to the deepening of certain strategies as essential for the consolidation and
growth of academic institutions, and encourages continuous pursuit of learning and
excellence to fulfill the social mission of the university library

Keywords: 8alanced Scorecard (BSC) in University library; 8alanced Scoredcard
(BSC) Strategic Management.

1 Introdução
Este trabalho é um extrato dos estudos de grupo de pesquisa de professores
e bibliotecários, uma parceria entre a Universidade de Integração Internacional da
Lusofonia Afro-Brasileira, a Universidade Federal do Ceará e a Universidade Federal
do Cariri (a ser implantada em 2014 , atualmente Campus Cariri da UFC) e que está
sendo formalizado ainda este ano junto ao CNPq sobre os usos de ferramentas ,
estratégias, modelos e metodologias de Gestão da Informação e do Conhecimento
(GI e GC) e para gestão estratégica em bibliotecas universitárias.
Neste trabalho, indicam-se parte das etapas do percurso metodológico que
vem sendo desenvolvido, principalmente são descritos os caminhos percorridos na
elaboração desta pesquisa de modo a demonstrar sua confiabilidade e o rigor
científico como condições necessárias e perseguidas pelo grupo de pesquisa .
O objetivo principal deste trabalho é apresentar a base teórica dos modelos
utilizados nos estudos do grupo de pesquisa em relação ao 8alacend Scordcard
(BSC) como ferramenta metodológica para diagnóstico de gestão estratégica e as
etapas de construção dessa ferramenta de diagnóstico.
Apresenta-se, neste estudo, um resumo da revisão de literatura e da
pesquisa documental na instituição escolhida para pesquisa de campo e em sites de
divulgação da ferramenta 8alanced Scorecard, a metodologia do estudo de caso,
indicando-se os instrumentos utilizados apara a coleta de dados. O foco do estudo
está na seção 3, a elaboração metodológica de uma ferramenta metodológica para
diagnóstico de gestão estratégica, com base no 8alanced Scorecard, e aplicável a
bibliotecas universitárias. Nessa seção são apresentadas as teorias que
fundamentam o método proposto e os detalhes de cada etapa.

2 Revisão de Literatura
2.1 Etapas do Desenvolvimento da Pesquisa
Dá-se o nome pesquisa bibliográfica ou levantamento bibliográfico aos
primeiros procedimentos metodológicos necessários para se fazer a revisão da
literatura, uma das etapas obrigatórias de qualquer investigação científica. Já em
1926, Strohl indicava as condições para se realizar um trabalho científico profícuo:
formulação clara e exata do problema , observação perspicaz e conhecimento do que
já foi feito sobre o assunto; esta última indicando a condição exigida do pesquisador
de domínio especial da bibliografia.

1985

�Planejamento estratégico e sustentabilidade
i! """"'"
MaooNlck

~

=

:,

IiWitt.UJ
1I....111~

Trabalho completo

Cerca de setenta anos depois Lakatos e Marconi (1991) consideram a
pesquisa bibliográfica como o primeiro passo de toda pesquisa científica , consistindo
no levantamento, estudo e fichamento das fontes de informação sobre um tema de
estudo. Nessa mesma década Campana (1999) explica que na formulação de um
problema científico, há necessidade de levar em conta o conjunto registrado e
publicado de dados que dão o embasamento teórico e as premissas e incógnitas e
cujos resultados da obtenção desses conhecimentos são denominados é chamado
de revisão da literatura.
O grupo de pesquisa, para o estudo do tema de sua investigação adotou a
pesquisa bibliográfica, em sua conceituação mais ampla , buscando primeiro fazer
um mapeamento teórico pesquisando fontes de informação, seguido da pesquisa
documental nas instituições pesquisadas e, por último, pesquisa em sites de
divulgação sobre o tema .

2.1.1 Mapeamento Teórico para a Revisão da Literatura
A primeira ação do grupo de pesquisa consistiu em uma revisão de literatura
em artigos dos principais periódicos da área de Administração e Ciências da
Informação, assim como em dissertações, teses e livros em língua portuguesa sobre
métodos, instrumentos de gestão, e indicadores de desempenho para gestão de
bibliotecas universitárias. Em função da elaboração deste artigo, escolheu-se um
dos métodos e ferramentas de gestão, o 8alanced Scordecard (BSC) , proposto por
Kaplan e Norton (1997 ; 2000; 2004) e complementado com uma visão crítica
apresentada nos trabalhos de Cassol (2006) , Martins; Marquitti (2006), Mâsih (2005;
2002), Ribeiro (2005), Rodrigues (2005), Canavarolo (2004), Freitas (2005) , Norton
(2001) ; Cysne (1998) ; Kallás (2003) , Lima (2003), Pereira (2003) , Figueiredo (2002) ,
Pessoa (2000) , Santos (2002), dentre outros autores;
O levantamento bibliográfico, fundamental na identificação de literatura mais
pertinente à pesquisa proposta , assim como a revisão de literatura necessária à
obtenção de um maior entendimento dos conceitos básicos desta investigação gestão estratégica de bibliotecas universitárias, indicadores de desempenho
organizacionais, métodos, ferramentas e instrumentos de gestão - para a
construção da base teórico-metodológica desta pesquisa.

2.1.2 Pesquisa Documental na Instituição Pesquisada
O segundo passo foi o estudo das fontes de informação, constituído de
uma pesquisa documental acerca do planejamento estratégico do Sistema de
Bibliotecas da UFC, particularmente o planejamento da Biblioteca de Ciências da
Saúde. A pesquisa obteve informações relevantes sobre o sistema como um todo, e
a Biblioteca de Ciências da Saúde em particular, para o desenvolvimento da
pesquisa empírica .
A segunda etapa foi constituída do desenvolvimento da pesquisa de campo,
com base na abordagem do estudo de caso. Seu objetivo foi desenvolver um método
de gestão estratégica, com base no 8alanced Scorecard, que possibilitasse o uso de
métodos estratégicos, instrumentos e indicadores de desempenho nas atividades
desenvolvidas na Biblioteca de Ciências da Saúde da UFC.

1986

�Planejamento estratégico e sustentabilidade
i! """"'"
MaooNlck

~

=

:,

IiWitt.UJ

1I....111~

Trabalho completo

2.1.3 Pesquisa em sites de divulgação da
Scorecard

ferramenta

Balanced

A terceira ação consistiu numa pesquisa em diversos sites da internet voltados
para a divulgação da ferramenta 8alanced Scorecard e estudos sobre bibliotecas
universitárias (ex. banco de teses e dissertações da CAPES). Utilizaram-se os
seguintes descritores de pesquisa: 'o uso do 8alanced Scorecard em biblioteca
universitária', 'uso do 8alanced Scorecard nas organizações', 'balanced scorecard em
BU', gestão estratégica em BU e planejamento estratégico em BU . Ressaltam-se como
resultado de pesquisa os seguintes autores: Chiavegatto (2000), Vergueiro e Carvalho
(2012), Vanderlei Filho et aI. (2002), Oliveira (2002), Maciel (2000), Silva e Rados
(2002), Gomes e Barbosa (2005), Andrade et aI. (2007), Guimarães et aI. (2007),
Coletta e Rozenfeld (2007), entre outros teóricos.

3 Materiais e Métodos
3.1 Abordagem do Estudo de Caso: Estratégia de Pesquisa de Campo
O estudo de caso, como um modo de recorte do objeto de estudo, foi
escolhido por ser um método que permite apresentar detalhes do ambiente, das
pessoas ou de uma situação específica de pesquisa, o que permite que o quadro
teórico seja elaborado na proporção em que os dados vão sendo coletados e
examinados (GODOY, 1995).
A população-alvo escolhida para o estudo foram os profissionais e
colaboradores de bibliotecas universitárias (BU). Para a amostra foram indicados os
técnicos administrativos e colaboradores envolvidos no desenvolvimento das
atividades das bibliotecas universitárias: o diretor e o coordenador do Sistema das
BU , o diretor, coordenador ou chefes de seções, os técnicos administrativos.

3. 1. 1 Instrumentos para Coleta de Dados
Segundo Yin (2001), a coleta de dados em um estudo de caso pode estar
baseada em diversas fontes de evidências. As mais comuns e normalmente
utilizadas são as evidências de fontes documentais, de registros em arquivos, de
entrevistas, de observação direta, de observação participante e de artefatos físicos .
A utilização dessas diversas fontes de evidências é responsável pela significância e
confiabilidade dos resultados do estudo de caso.
Assim, optou-se, para a coleta de dados nesta pesquisa, por reuniões e
entrevistas a serem aplicadas in loco. As reuniões devem ser organizadas com o
propósito de reunir os sujeitos envolvidos na pesquisa para a obtenção de
esclarecimentos sobre a proposta de implantação do 8alanced Scorecard, as
definições dos grupos de trabalhos, e o consenso dos temas discutidos nas reuniões
e abordados nas entrevistas.
O instrumento da entrevista foi selecionado como uma técnica que Yin
(2005) define como fonte essencial para evidenciar os fatos, uma vez que o estudo

1987

�Planejamento estratégico e sustentabilidade
i! """"'"
MaooNlck

~

=

:,

IiWitt.UJ
1I....111~

Trabalho completo

de caso em pesquisa social ou de processos administrativos tem como foco
atividades de pessoas ou grupos.
Desta forma, o uso da entrevista será para coletar dados referentes ao
planejamento estratégico que envolve: missão, visão, estratégia, objetivos e metas
do sistema de BU, enfatizando dados sobre a gestão e os processos desenvolvidos
por essa biblioteca. Essa iniciativa deve levantar informações fundamentais para se
chegar a afirmações sobre a gestão dos processos da biblioteca selecionada para o
estudo. A entrevista deve seguir um roteiro de perguntas semiestruturadas e sem o
uso de gravador, no intuito de criar uma relação espontânea e menos formal entre o
entrevistador e o entrevistado .
Além da entrevista deverá ser utilizada a análise de documentos como :
folders , informativos, estatuto, orçamentos, documentos de planejamento,
regulamentos, relatórios, regimento, manual de procedimentos, normas
administrativas, e relatórios do software de automação das Bibliotecas pesquisadas

3.2 O Balanced Scorecard: Ferramenta metodológica para diagnóstico de
Gestão Estratégia
A tentativa de elaborar um método capaz de desenvolver um elo entre os
aspectos operacionais, táticos e estratégicos da biblioteca universitária foi atividade
deste grupo de pesquisa, a proposta do uso do 8alanced Scorecard como
ferramenta para verificar se a gestão estratégica está condizente com a missão e a
visão da instituição. Considerou-se que a metodologia adotada poderia contribuir
para avanços na avaliação dos processos e serviços de BU , por ultrapassar as
clássicas e muito utilizadas análises de levantamentos estatísticos que enfocam
mais a frequência de usuários, a quantidade de livros emprestados e o
processamento técnico das coleções.
A metodologia do 8alanced Scorecard é uma metodologia que se
diferencia de outras metodologias ou sistemas de avaliação de desempenho por
trabalhar com 4 (quatro) perspectivas: buscar balancear aspectos financeiros , do
cliente, dos processos internos e de aprendizado e crescimento. Ficam evidentes
suas potencialidades e sua viabilidade como ferramenta de gestão estratégica face
às necessidades e aos problemas enfrentados pelas BU .
Em geral, a construção de um 8alanced Scorecard é um processo que
envolve de sete a dez etapas, e sua execução requer um período de 16 a 20
semanas. Kaplan e Norton (1997) apresentam uma sequência de dois tipos de
atividades: a construção do modelo estratégico e a implementação que envolve
várias etapas. Entre as abordagens de construção e de implementação do 8alanced
Scorecard, observou-se que o modelo original de Kaplan e Norton sofre alterações
dependendo da origem , da dimensão e da característica da organização. Por isto,
definiu-se como base teórica o modelo original de Kaplan e Norton (1997) ,
conjugados com os processos definidos por Pessoa (2000) e Freitas (2005),
apresentados no quadro 1 a seguir:
Kaplan e
Norton (1997)

Pessoa
(2000)

1988

Freitas (2005)

�Planejamento estratégico e sustentabilidade
i! """"'"
MaooNlck

~

=

:,

1

2

3
4

5
6

7

8
9
1

O

IiWitt.UJ
1I....111~

Trabalho completo

Selecionar
a
unidade
organizacional
adequada
Identificar as
relações
entre
a
unidade de negócios
e a corporação
Realizar
1a
série de entrevistas
Sessão
de
síntese
de
entrevistas

Primeira etapa
do
workshop
executivo
Reuniões dos
subgrupos

Fase
preparação

de

Definir
os
limites da entidade
onde o modelo será
implementado
Definir
a
Estabelecer
limites
da visão e a missão da
organização onde unidade
modelo
será organizacional
o
selecionada
implementado
Orientar
Definir
a
para processos
estratégia
Definir
os
Definir
missão/visão/estra objetivos estratégicos
tégia
da(s)
unidade(s)
escolhida(s)
Fase
de
Identificar
e
operacionalização selecionar
os
indicadores
Definir
os
Estabelecer as
objetivos
metas
estratégicos
Escolher os
Analisar
os
indicadores
indicadores
Estabelecer
Plano
de
implementação
metas

2a etapa do
workshop executivo
Desenvolver o
plano
de
implementação
Terceira etapa
Racionalizar
do
workshop os
processos
executivo
internoscríticos
Finalizar
o
Analisar os
plano
de indicadores
implementação

Quadro 1 - Base teórica dos modelos utilizados neste trabalho
Fonte: pesquisa própria

o método proposto fundamenta-se no Balanced Scorecard, com algumas
modificações, visando sua utilização em bibliotecas universitárias. Como destacam
Kaplan e Norton (2000), a missão de entidades sem fins lucrativos deve ser avaliada
no nível mais alto do Balanced Scorecard, considerando que o sucesso financeiro
não é o principal objetivo dessas organizações.
Os estudos do grupo de pesquisa na elaboração do Balanced Scorecard
para BU apresenta nove etapas definidas com base no modelo de Kaplan e Norton
(1997). Considerou-se que por meio dessas etapas as BU poderão avaliar se sua
missão está sendo executada com sucesso . A missão da BU foi o passo inicial para
a construção das perspectivas do Balanced Scorecard.
Apresentam-se na figura 1 a seguir, as etapas sequenciais utilizadas na

1989

�Planejamento estratégico e sustentabilidade
i! """"'"
MaooNlck

~

=

:,

IiWitt.UJ

1I....111~

Trabalho completo

construção do 8alanced Scorecard para BU :

.·]3jl~ll.jl!)~II.M.]:C.]*1t*t;[·nME3':e[·]~M.t!.
ESTABELECER OU DEFINIR A VISÃO E A MISSÃO
ANÁLISE SWOT
ESTRATÉGIAS GLOBAIS
DEFINIR AS PERSPECTIVAS
SELECIONAR OBJETIVOS ESTRATEGICOS

AÇÕES ESTRATÉGICAS
MAPA ESTRATÉGICO

Balanced
Scorecard

-

-

I

perspectiva do
cliente

f~erspecll~a'd~~

perspectiva de
;!, processôs .
mtemos

~ aprendizado e
crescImento

Figura 1: Etapas do Método Proposto
Fonte: pesquisa própria?

1990

.

�Planejamento estratégico e sustentabilidade
i! """"'"
MaooNlck

~

=

:,

IiWitt.UJ
1I....111~

Trabalho completo

4 Resultados Parciais
4.1 Etapas do Método Proposto
4. 1. 1 Etapa 1 - Definição da Unidade Organizacional Selecionada
A primeira etapa de elaboração do Balanced Scorecard é constituída da
seleção de uma unidade dentro da organização e a avaliação de suas
características. Como cada organização tem suas particularidades e pode construir
seu próprio modelo de gestão, torna-se essencial a identificação das relações entre
a unidade escolhida e a organização identificando objetivos, temas corporativos,
relações internas.
Para esse levantamento faz-se necessária à realização de entrevistas
com os principais envolvidos nos níveis de divisão e de direção da unidade
organizacional, objetivando conhecer dados relevantes da organização, tais como:
histórico, planejamento estratégico, produto, processos, e clientes.

4. 1.2 Etapa 2 - Definir a Visão e a Missão da Unidade Selecionada
Nesta etapa em que se estabelece a visão e a missão da unidade
organizacional selecionada, deve-se fazer análise criteriosa das declarações
registradas nos diversos documentos já existentes na organização. Verifica-se a
necessidade de esclarecer aos envolvidos, na elaboração do método, que a visão é
a situação pretendida pela unidade por um determinado período de tempo, e no
enunciado da missão deve ser explicitado o campo de ação da organização.
A partir daí, deve-se proceder à coleta de dados com entrevista a
diretores, chefes, funcionários e colaboradores, sempre na tentativa de interpretar
corretamente a visão e a missão da unidade em estudo. Ressalta-se que na
entrevista as perguntas devem ser voltadas ao esclarecimento dos produtos e
serviços prestados pela unidade, à descrição dos processos internos, e à
identificação dos clientes. Com o uso desses dados, a interpretação e a descrição da
missão e da visão da unidade selecionada são discutidas em reuniões com a equipe
responsável com vistas a se obter um consenso sobre a visão e a missão da BU .
Deve-se ressaltar que nessa etapa o apoio da alta administração e de todos os
envolvidos é imprescindível.
4. 1.3 Etapa 3 - Análise Swot (Strengths, Weaknesses, Opportunities, Threats)

A análise SWOT é uma ferramenta utilizada na análise de cenário ou de
ambiente, sendo usada como base para a gestão e o planejamento estratégico de
uma corporação ou empresa. É uma forma simples e sistemática de verificar a
posição da estratégia de um empreendimento, sendo dividida em dois momentos:
a) Análise Interna: observa o microambiente, identificando pontos fortes
e fracos da instituição. As forças e fraquezas são determinadas pela
posição atual da empresa e se relacionam a fatores internos. Essa análise
possibilita aos dirigentes do negócio administrar ações que controlem os
pontos fracos e que ressaltem ao máximo os pontos fortes ;

1991

�Planejamento estratégico e sustentabilidade
i! """"'"
MaooNlck

~

=

:,

IiWitt.UJ

1I....111~

Trabalho completo

b) Análise
Externa: observa
o
macroambiente,
identificando
oportunidades e ameaças mercadológicas, de forma a antecipar o futuro
em função dos fatores externos, que devem ser conhecidos e
monitorados com frequência para evitar as ameaças e usufruir das
oportunidades.
A análise swot deve ser iniciada com o esclarecimento para o grupo
envolvido sobre o que é e como se desenvolve essa análise, e em seguida, ser
distribuído um formulário com exemplos de experiências de empresas que
realizaram a análise swot. Essa atitude serve para tornar clara a análise e facilitar a
definição dos pontos relevantes para sua aplicação.

4.4.4 Etapa 4 - Definir Estratégias Globais
A aplicação da análise swot torna mais clara a elaboração da estratégia , a
partir dos resultados dos fatores-chave de sucesso da instituição investigada. Todos
os pontos relevantes devem ser analisados em reunião, com a participação de toda
a equipe envolvida na implantação do Balanced Scorecard, com o propósito de
formular as estratégias da BU . Após essa análise , devem ser explicitadas e
esclarecidas as estratégias globais a todos os envolvidos na organização para que
sejam compreendidas e vivenciadas no trabalho de cada um, fazendo surgir um
processo continuo. A estratégia tem que se apresentar em ações concretas.
4. 1.5 Etapa 5 - Definir as perspectivas

A definição das perspectivas depende do tipo de organização. Assim, é
importante avaliar se as perspectivas propostas no modelo original do Balanced
Scorecard contemplam as particularidades da organização pesquisada . Pode-se
verificar, por exemplo, a necessidade de substituir a perspectiva financeira pela
perspectiva de responsabilidade social , quando se tratar de organizações públicas
que devem priorizar as questões sociais, e seu êxito não deve ser medido pelos
resultados financeiros , mas, pelo atendimento às necessidades dos cidadãos. Rocha
(2000) afirma que as instituições de ensino superior têm um grande papel social,
cujo principal objetivo é a educação, exigindo maior preocupação com a educação
de qualidade.

4. 1.6 Etapa 6 - Definir os Objetivos Estratégicos
Para obter a definição dos objetivos estratégicos, faz-se necessano
esclarecer a equipe envolvida no projeto sobre a implantação do Balanced
Scorecard. Partindo daí, será preparado o material que facilite o entendimento de
todos sobre o modelo Balanced Scorecard e a divulgação de documentos
elaborados nas fases anteriores sobre visão, missão e estratégia da organização e
da unidade selecionada.
Após a análise desse material, o próximo passo será o das entrevistas,
com o fim de obter informações sobre os objetivos estratégicos que possam estar
alinhados às quatro perspectivas sugeridas no modelo proposto. Os objetivos
estratégicos traduzem a estratégia da organização, passando a ser uma medida
operacional fundamental para o sucesso do Balanced Scorecard.

1992

�Planejamento estratégico e sustentabilidade
i! """"'"
MaooNlck

~

=

:,

IiWitt.UJ

1I....111~

Trabalho completo

4. 1.7 Etapa 7 - Definir os Indicadores e Metas para cada Objetivo
A partir da leitura da produção literária pertinente ao tema , elaborou-se
uma lista de indicadores que deverá ser usada como base para o instrumento de
pesquisa, visando a avaliação e a adequação dos indicadores selecionados:
comunicação, acesso, confiança , cortesia, efetividade/eficiência, qualidade,
resposta , tangíveis, credibilidade, segurança, extensão, intangíveis, garantia,
satisfação do usuário, custo/benefício, e tempo de resposta como utilizados por
Vergueiro e Carvalho (2012).
Os indicadores selecionados tem a função de captar e comunicar melhor
a intenção de cada objetivo definido na fase anterior. Assim, esta etapa deve ser
desenvolvida seguindo as seguintes etapas:
a) primeira reunião: selecionar e explicitar os objetivos estratégicos por
meio das sínteses das reuniões e entrevistas realizadas, identificando-se
o indicador ou indicadores que melhor captam e comunicam a intenção
dos objetivos; avaliando e selecionando os indicadores sugeridos pela
norma 11620/2004 publicada pela ISO, e definindo para cada perspectiva
uma lista de indicadores com objetivos, descrição, e sua quantificação e
comunicação . A síntese dessas definições deve ser apresentada , em um
gráfico, como resultado da seleção dos indicadores para cada perspectiva ,
às equipes envolvidas para maiores análises.
b) segunda reunião: devem ser discutidas de forma mais abrangente,
com os diretores, chefes e subordinados, as declarações da visão, a
estratégia , os objetivos e os indicadores experimentais do Balanced
Scorecard, dando início ao desenvolvimento de um plano de
implementação.
Após a definição dos indicadores, torna-se necessária a proposição de
metas com o propósito de se fixar períodos de tempo para a realização dos objetivos
propostos pela organização. Além disso, o estabelecimento de metas permite que a
organização quantifique os resultados pretendidos, como também possibilita a
identificação de mecanismos para que os resultados sejam atingidos.
Na elaboração das metas é exigido um cuidado especial no entendimento
da missão, da visão e da estratégia da organização, especificamente da unidade
selecionada . Isto pode ser feito em reunião com o grupo envolvido no processo para
se definir metas, em função de todo o entendimento das etapas anteriores.
4. 1.8 Etapa 8 - Definir Ações Estratégicas

Na definição das ações estratégicas a equipe deve utilizar como base os
objetivos estratégicos para a elaboração desta etapa. Para cada objetivo estratégico
devem-se planejar ações com o intuito de efetivar todos os objetivos discutidos e
definidos em cada perspectiva.
A elaboração das ações deve ser realizada por cada setor e que devem
ser apresentadas em reunião com toda a equipe envolvida na aplicação do Balanced
Scorecard. Sua finalidade é obter um consenso sobre todas as ações definidas para
cada perspectiva e explicitadas na aplicação do método proposto.

1993

�Planejamento estratégico e sustentabilidade
i! """"'"
MaooNlck

~

=

:,

IiWitt.UJ
1I....111~

Trabalho completo

4. 1.9 Etapa 9 - Construir o Mapa Estratégico
A elaboração do mapa estratégico visa demonstrar vínculos entre as
medidas das perspectivas definidas no modelo : perspectiva de responsabilidade
social , do cliente, dos processos internos, do aprendizado e crescimento. Nesta
etapa, a equipe responsável pelo projeto de 8a/anced Scorecard se reunirá para
discutir e validar as relações de causa e efeito por meio da medição da correlação
entre duas ou mais medidas propostas. A validação da relação de causa e efeito
será feita após essa reunião que se for de comum acordo, o grupo decidirá sobre a
estrutura dos objetivos estratégicos definidos nas quatro perspectivas, conectados
entre si.
Essas relações são fundamentais para se pensar, sistematicamente, se a
estratégia global da BU está ocorrendo nas correlações do mapa estratégico.

5 Conclusões Parciais
A realização deste trabalho, a partir dos estudos de um grupo emergente
de pesquisa , envolvendo professores e bibliotecários de três universidades, teve
como motivação maior questionamentos que suscitaram a busca de métodos,
ferramentas, indicadores de desempenho e estratégias para mensurar o grau de
eficiência da gestão de bibliotecas universitárias.
Para tanto, alguns objetivos foram estabelecidos, destacando-se para
este artigo a construção de um método de gerenciamento estratégico para
bibliotecas universitárias com base no 8alanced Scorecard. A revisão de literatura
sobre métodos, estratégias e ferramentas de gestão de bibliotecas universitárias foi
fundamental para a escolha e tomada de decisão da equipe de pesquisa para
apresentar as etapas de aplicação do método do 8alanced Scorecard para biblioteca
universitária desenvolvida como ferramenta que já pode ser utilizada em bibliotecas
do ensino superior para diagnosticar o desempenho de sua gestão estratégica.
Considera-se, por fim , que ao se divulgar resultados parciais do grupo de
pesquisa, antecipando as etapas instrucionais da aplicação do método elaborado
pela pesquisa do 8alanced Scorecard para bibliotecas universitárias como
ferramenta que foi testada apenas em uma biblioteca, provocará nos utilizadores
análises e avaliações que com certeza deverão ser divulgados em outros trabalhos e
encontros favorecendo o aperfeiçoamento deste instrumental de diagnóstico de
gestão estratégica por este grupo de pesquisa .

6 Referências
ANDRADE, M. V. M.; SANTOS, A. R. Princípios da gestão estratégica e suas
aplicações na biblioteca universitária. In: CONGRESSO BRASILEIRO DE
BIBLIOTECONOMIA, DOCUMENTAÇÃO E CIÊNCIA DA INFORMAÇÃO, 22 ; 2007,
Brasília, DF. Anais ... Brasília, DF, 2007
CAMPANA, Álvaro Oscar. Metodologia da investigação científica aplicada à área
biomédica . J Pneumol, v. 25, n.1, jan./fev. 1999

1994

�Planejamento estratégico e sustentabilidade
i! """"'"
MaooNlck

~

=

:,

IiWitt.UJ
1I....111~

Trabalho completo

CARNAVAROLO, M. E. A. P. Experiências sobre a implantação de balanced
scorecard em empresas no Brasil: estudo de caso. São Carlos, 2004 . Dissertação
(Mestrado) - Universidade Federal de São Carlos ..
CASSOL, M. Uma proposta de balanced scorecard e mapa estratégico para a
gestão estratégica de uma instituição de ensino superior privada. Porto Alegre ,
2006. Dissertação (Mestrado) - Pontifícia universidade católica do Rio Grande do
Sul faculdade de administração, contabilidade e economia .
CHIAVEGATTO, M. V. As práticas do gerenciamento da informação. 2000 .
Disponível em :
&lt;www.pbh .gov.br/prodabel/cde/publicacoes/2000/chiavegatt02000 .pdf &gt;. Acesso em :
27 de março de 2012 .
COLETTA, T. G.; ROZENFELD, H. Indicadores de desempenho para bibliotecas
universitárias: definições e aplicações sob o ponto de vista da literatura.
Perspectivas em Ciência da Informação, v.12, n.3, p.129-141, set./dez. 2007 .
Dispon ível em : &lt; http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_srttext&amp;pid=S 141399362007000300010&amp;lng=enee&amp;nrm&gt; . Acesso em : 6 março2008.
CYSNE, F. P. Estratégicas metodológicas na transferência de conhecimento em BU
uma prática gerencial. In :
. Knowlegde transfer between university and
industry.: a national analisis uma análise nacional. 1998 Thesis (PhD) - Faculty of
Information Technology. Information Management School.University of Brighton .
Brighton, UK. (capítulo traduzido pela autora) .
FREITAS, M. M. M. O balanced scorecard em entidades sem fins lucrativos: um
estudo de caso no centro de treinamento e desenvolvimento - CETREDE. Fortaleza,
2005. Dissertação (Mestrado Profissional em Controladoria) - Universidade Federal
do Ceará.
FIGUEIREDO, J . R. M. Identificação de indicadores estratégicos de
desempenho a partir do Balanced Scorecard. Florianópolis, 2002. 158 f.
Dissertação (Mestrado) - Universidade Federal de Santa Catarina .
GODOY, A. S. Introdução à pesquisa qualitativa e suas possibilidades. Revista de
Administração de Empresas. São Paulo, V. 35, n. 2, . p. 57-63, mar/abr, 1995.
GOMES, L. C. V.I B.; BARBOSA, M. L. A. Impacto da aplicação das tecnologias da
informação e comunicação (tics) no funcionamento das bibliotecas universitárias. In:
CINFORM . ENCONTRO NACIONAL DE CIENCIA DA INFORMACAO, 6,14-17, jun .,
2005, Salvador. Anais ... Salvador, 2005. Disponível em :
&lt;http ://www.cinform .ufba .br/iv_anais/artigosITEXT011 .HTM&gt;. Acesso em : 14 abro
2008.
GUIMARÃES , M. C. S. et aI. Indicadores de desempenho de bibliotecas no campo
de saúde: um estudo piloto na Fiocruz. Revista Brasileira de Biblioteconomia e
Documentação, Nova Série, São Paulo, v.3, n.1, p. 63-74, jan-jun . 2007 . Disponível

1995

�Planejamento estratégico e sustentabilidade
i! """"'"
MaooNlck

~

=

:,

IiWitt.UJ
1I....111~

Trabalho completo

em : &lt; http://revista.ibict.br/pbcib/index.php/pbcib/article/view/687&gt;. Acesso em : 18
jun . 2008.

LA KATOS, E. M.; MARCONI, M. A Fundamentos de metodologia científica. 3. ed.
São Paulo: Atlas, 1991 .
KALLÁS , David . Balanced Scorecard: aplicação e impactos um estudo com jogos
de empresa . São Paulo, 2003. 217 f. Dissertação (Mestrado) - Universidade de São
Paulo. Faculdade de Economia e Contabilidade.
KAPLAN, R. S.; NORTON, D. P. A Estratégia em ação: balanced scorecard. 4. ed.
Rio de Janeiro: Campus, 1997.
Mapas estratégicos : balanced Scorecard: convertendo ativos intangíveis
em resultados tangíveis. Tradução de Afonso Celso da Cunha Serra . Rio de Janeiro:
Elsevier, 2004

_ _ _o

---:-----:-_. Organização orientada para a estratégia : como as empresas que adotam
o balanced scorecard prosperam no novo ambiente de negócios. Rio de Janeiro:
Campus, 2000 .
LIMA, M. A Uma proposta do Balances Scorecard para a gestão estratégica das
universidades fundacionais de Santa Catarina . Florianópolis, 2003.Tese
(Doutorado) - Universidade Federal de Santa Catarina. Florianópolis,
MACIEL, A C., MENDONÇA, M. A R. A função gerencial na biblioteca universitária.
In : SEMINÁRIO NACIONAL DE BIBLIOTECAS UNIVERSITÁRIAS, 11, Florianópolis,
2000. Anais ... Florianópolis, 2000 . 1 CD .
MARTINS, R. A; MARQUITTI, L. M. D. Desenvolvimento e Implantação de balanced
scorecard numa unidade de uma multinacional da indústria química: estudo de caso.
In : SIMPEP, 13., 2006,Bauru. Anais ... Bauru, 2006.
MÂSIH , R. T O Levantamento da necessidade de treinamento em ambientes
gerenciados pelo Balanced Scorecard. Florianópolis, 1999. Dissertação
(Mestrado) - Universidade Federal de Santa Catarina . Disponível em :
www.teses.eps.ufsc.br/defesa/pdf/4029 .pdf&gt; . Acesso em : 02 de abril. 2012 .
MÂSIH , R. T Um método para modelagem das competências individuais
vinculadas à estratégia empresarial por meio do Balanced Scorecard.
Florianópolis, 2005. Tese (Doutorado) - Universidade Federal de Santa Catarina.
Disponível em : www.teses.eps.ufsc.br/defesa/pdf/4029.pdf -. Acesso em : 12 set.
2005.
MÂSIH , R. T ; MARINHO, S. v. ; SELlG, P. M. A utilização do balanced scorecard em
empresas sem fins luvrativos: um estudo de caso . In : ENCONTRO NACIONAL DE
ENGENHARIA DE PRODUÇÃO, 22 . 2002, Curitiba. Anais ... Curitiba, 2002.

1996

�Planejamento estratégico e sustentabilidade
i! """"'"
MaooNlck

~

=

:,

IiWitt.UJ
1I....111~

Trabalho completo

NORTON , D. P. Medir a criação de um valor, tarefa possível. Revista HSM
Management, v. 24 , p. 88-93, jan./fev. 2001 .
OLIVEIRA; S. M. Gerenciamento organizacional de Bibliotecas universitárias. In :
SEMINÁRIO NACIONAL DE BIBLIOTECAS UNIVERSITÁRIAS, 12. 2002, Recife.
Anais ... Disponível em :&lt;www.ufpe.br/snbu/silas.doc.&gt;. Acesso em: 12 abro2008.
PEREIRA, A. G. O balanced Scorecard acadêmico como sistema de
gerenciamento estratégico em instituições de ensino superior. Rio de Janeiro,
2003. Dissertação (Mestrado) - Faculdade de Administração e Ciências Contábeis,
Universidade Federal do Rio de Janeiro,
PESSOA, M. N. M. Gestão das universidades federais brasileiras: um modelo
fundamentado no balanced Scorecard. Florianópolis, 2000. Tese (Doutorado)Universidade Federal de Santa Catarina .
RIBEIRO, N. A. B. O Balanced Scorecard e a sua aplicação às instituições de
ensino superior público. Braga , Portugal, 2005. Dissertação (Mestrado) Universidade do Minho. Escola de Economia e Gestão em Contabilidade e Auditoria.
RODRIGUES , M. V. Método para determinação da escala de prioridade de
ações estratégicas fundamentado no grau de inter-relacionamento entre os
indicadores das perspectivas do balanced scorecard (bsc) e o valor econômico
adicionado (eva). Santa Catarina , 2005. Tese (Doutorado) - Universidade Federal
de Santa Catarina, 2005.
SANTOS, M. Práticas de Gerenciamento Estratégico da Informação: Como as
Empresas Brasileiras estão Utilizando a Informação para a Competitividade.
2002. Disponível em: &lt;www.mcon.com.br/artig0102 .pdf&gt; . Acesso em: 21 out. 2007.
SILVA, C. C. M.; RADOS , G. J. V. Gestão de serviços em bibliotecas: melhoria com
foco no cliente. Rev. ACB: Biblioteconomia em Santa Catarina, V. 7, n. 1, p.198218,2002.
STROHL, J. The scope of bibliographies. Science,

V.

63, p.218-221 , 1926.

TOFFLER, A. A terceira onda . 4. ed. Rio de Janeiro : Record, 1980.
UNIVERSIDADE FEDERAL DO CEARÁ. Biblioteca de Ciências da Saúde.
Histórico. Disponível em : &lt;http://www.biblioteca .ufc.br/bt saude.html&gt;. Acesso em :
14 abril. 2012.
VANDERLEI FILHO, D. et aI. Uma proposta fuzzy na avaliação de desempenho
de bibliotecas universitárias brasileiras . Dísponível em :
&lt;www.sibi.ufrj.br/snbu/snbu2002/oralpdf/38.a.pdf&gt; . Acesso em : 02 out. 2007.
VERGUEIRO, W. ; CARVALHO, T. Gestão da qualidade em bibliotecas universitárias

1997

�Planejamento estratégico e sustentabilidade
i! """"'"
MaooNlck

~

=

:,

IiWitt.UJ

1I....111~

Trabalho completo

brasileiras: um enfoque na certificação. In: SEMINÁRIO NACIONAL DE
BIBLIOTECAS UNIVERSITÁRIAS, 2002 , Recife. [Anais eletrônicos ... ] Disponível
em : &lt; http://www.ufpe.br/snbu/docs/142 .a.pdf&gt; . Acesso em : fev., 2012 .
YIN , R. K. Estudo de Caso: planejamento de métodos. Tradução de Daniel Grassi .
2. ed . Porto Alegre: Bookman , 2001 .
YIN , R. K. Estudo de Caso: planejamento e métodos. 3. ed . Porto Alegre: Bookman,
2005.

1998

�</text>
                  </elementText>
                </elementTextContainer>
              </element>
            </elementContainer>
          </elementSet>
        </elementSetContainer>
      </file>
    </fileContainer>
    <collection collectionId="49">
      <elementSetContainer>
        <elementSet elementSetId="1">
          <name>Dublin Core</name>
          <description>The Dublin Core metadata element set is common to all Omeka records, including items, files, and collections. For more information see, http://dublincore.org/documents/dces/.</description>
          <elementContainer>
            <element elementId="50">
              <name>Title</name>
              <description>A name given to the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51396">
                  <text>SNBU - Edição: 17 - Ano: 2012 (UFRGS - Gramado/RS)</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="49">
              <name>Subject</name>
              <description>The topic of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51397">
                  <text>Biblioteconomia&#13;
Documentação&#13;
Ciência da Informação&#13;
Bibliotecas Universitárias</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="41">
              <name>Description</name>
              <description>An account of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51398">
                  <text>Tema: A biblioteca universitária como laboratório na sociedade da informação.</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="39">
              <name>Creator</name>
              <description>An entity primarily responsible for making the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51399">
                  <text>SNBU - Seminário Nacional de Bibliotecas Universitárias</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="45">
              <name>Publisher</name>
              <description>An entity responsible for making the resource available</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51400">
                  <text>UFRGS</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="40">
              <name>Date</name>
              <description>A point or period of time associated with an event in the lifecycle of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51401">
                  <text>2012</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="44">
              <name>Language</name>
              <description>A language of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51402">
                  <text>Português</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="51">
              <name>Type</name>
              <description>The nature or genre of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51403">
                  <text>Evento</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="38">
              <name>Coverage</name>
              <description>The spatial or temporal topic of the resource, the spatial applicability of the resource, or the jurisdiction under which the resource is relevant</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51404">
                  <text>Gramado (Rio Grande do Sul)</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
          </elementContainer>
        </elementSet>
      </elementSetContainer>
    </collection>
    <itemType itemTypeId="8">
      <name>Event</name>
      <description>A non-persistent, time-based occurrence. Metadata for an event provides descriptive information that is the basis for discovery of the purpose, location, duration, and responsible agents associated with an event. Examples include an exhibition, webcast, conference, workshop, open day, performance, battle, trial, wedding, tea party, conflagration.</description>
    </itemType>
    <elementSetContainer>
      <elementSet elementSetId="1">
        <name>Dublin Core</name>
        <description>The Dublin Core metadata element set is common to all Omeka records, including items, files, and collections. For more information see, http://dublincore.org/documents/dces/.</description>
        <elementContainer>
          <element elementId="50">
            <name>Title</name>
            <description>A name given to the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="64256">
                <text>O Balanced Scorecard como ferramenta metodológica para diagnóstico de gestão estratégica.</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="39">
            <name>Creator</name>
            <description>An entity primarily responsible for making the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="64257">
                <text>Nascimento, Eliene Gomes. V.; Cysne, Fátima Portela; Silva, Adriana Nóbrega da; Serafim, Lucas Almeida; Silva, Elieny do Nascimento; Bandeira, Angela Patrício</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="38">
            <name>Coverage</name>
            <description>The spatial or temporal topic of the resource, the spatial applicability of the resource, or the jurisdiction under which the resource is relevant</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="64258">
                <text>Gramado (Rio Grande do Sul)</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="45">
            <name>Publisher</name>
            <description>An entity responsible for making the resource available</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="64259">
                <text>UFRGS</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="40">
            <name>Date</name>
            <description>A point or period of time associated with an event in the lifecycle of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="64260">
                <text>2012</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="51">
            <name>Type</name>
            <description>The nature or genre of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="64262">
                <text>Evento</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="41">
            <name>Description</name>
            <description>An account of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="64263">
                <text>Metodologia para o uso do Balanced Scorecard (BSC) como método de gestão estratégica proposta por Kaplan e Norton (1997), adaptado para bibliotecas universitárias. A metodologia usada na elaboração Balanced Scorecard para biblioteca universitária foi desenvolvida por um grupo de pesquisa interdisciplinar (UNILAB/UFC/UFCA) propõe o desenvolvimento de nove etapas: definir a unidade organizacional selecionada; estabelecer ou definir a visão e a missão da organização; proceder à análise swot; determinar estratégias globais; definir perspectivas; selecionar objetivos estratégicos; definir indicadores e metas para cada objetivo; sugerir ações estratégicas, e elaborar o mapa estratégico. Conclui-se que o método proposto apontou possibilidades eficazes para a biblioteca universitária à medida que serve de inspiração e norte para o aprofundamento das estratégias determinadas como essenciais para a consolidação e o crescimento das instituições acadêmicas, bem como incentiva a busca contínua de aprendizagem e de excelência para o cumprimento social da missão da biblioteca universitária.</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="44">
            <name>Language</name>
            <description>A language of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="69542">
                <text>pt</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
        </elementContainer>
      </elementSet>
    </elementSetContainer>
  </item>
  <item itemId="6042" public="1" featured="0">
    <fileContainer>
      <file fileId="5106">
        <src>http://repositorio.febab.org.br/files/original/49/6042/SNBU2012_181.pdf</src>
        <authentication>940fb9237f442ecc6a5dc26ae1d44e1e</authentication>
        <elementSetContainer>
          <elementSet elementSetId="4">
            <name>PDF Text</name>
            <description/>
            <elementContainer>
              <element elementId="92">
                <name>Text</name>
                <description/>
                <elementTextContainer>
                  <elementText elementTextId="64255">
                    <text>Planejamento estratégico e sustentabilidade
i! """"'"
MaooNlck

~

=

:,

IiWitt.UJ
1I....111~

Trabalho completo

DINAMIZAÇÃO E AÇÕES CULTURAIS DOS SERViÇOS E
PRODUTOS INFORMACIONAIS DA BIBLIOTECA CENTRAL PROF.
ANTÔNIO MARTINS FILHO DA UNIVERSIDADE ESTADUAL DO
CEARÁ
Ana Néri Barreto de Amorim 1, Doris Day Eliano Françél, Francisco
Leandro Castro LOfes3, Francisco Welton Silva Rios4, Giordana
Nascimento Freitas, Leila Cava/cante Sátiro6, Lúcia Maria da Silva
Oliveira 7, The/ma Mary/anda Silva de Me/o8
1

Especialista em Planejamento Educacional, Universidade Estadual do Ceará , Fortaleza , Ceará

2

Especialista em Marketing Estratégico em Unidades de Informação, Universidade Estadual do
Ceará, Fortaleza , Ceará
3
4

5

Especialista em Gestão Escolar, Universidade Estadual do Ceará, Fortaleza , Ceará

Especialista em Pesquisa Científica, Universidade Estadual do Ceará, Fortaleza, Ceará

Especializanda em Pesquisa Científica, Universidade Estadual do Ceará, Fortaleza , Ceará
6

Bacharel em Biblioteconomia, Universidade Estadual do Ceará , Fortaleza, Ceará

7

Especialista em Tecnologia e Gestão da Informação, Universidade Estadual do Ceará, Fortaleza ,
Ceará

8

Mestre em Planejamento e Políticas Públicas, Universidade Estadual do Ceará , Fortaleza, Ceará

Resumo
A biblioteca universitária precisa ultrapassar os limites do espaço acadêmico e
evoluir como facilitadora de acesso à informação de qualidade em suportes diversos,
com atuação e ações mais proativas, integrada nos processos de ensino,
aprendizagem e investigação. Neste sentido, pretende-se fortalecer e consolidar o
papel social, as ações e as realizações geridas pela Biblioteca Central Prof. Antônio
Martins Filho da Universidade Estadual do Ceará, no tocante as necessidades,
expectativas e melhoria, para isso apresenta-se a proposta de dinamização dos
serviços informacionais da BC/UECE, por meio de projetos implementados e em
execução, e ações culturais e sociais desenvolvidas. Ressalta-se que essas
iniciativas contribuirão para a melhoria continua da qualidade dos serviços de
informação, através de estratégias, instruídas para a viabilização do acesso a
informação por parte da comunidade ueceana, inserida na sociedade
contemporânea .

Palavras-Chave:
Dinamização de
Programas de extensão.

bibliotecas;

Biblioteca

universitária; Ações

culturais;

Abstract
The university library needs to push the boundaries of academic space and evolve as
a facilitator of access to quality information in various media, with activities and

1972

�Planejamento estratégico e sustentabilidade
i! """"'"
MaooNlck

~

=

:,

IiWitt.UJ

1I....111~

Trabalho completo

actions more proactive, integrated in the teaching , learning and research . We aim to
strengthen and consolidate the social role, actions and achievements managed by
the Central Library Prof. Antonio Martins Filho from the Universidade Estadual do
Ceará (State University of Ceará/UECE) , regarding the needs, expectations and
improvement, for it presents the proposed dynamics of the information services of the
BC/UECE, through projects implemented and running , and cultural and social actions
developed . It is emphasized that these initiatives will contribute to the continuous
improvement of quality of information services, through strategies, educated for
enabling access to information from the community ueceana inserted in
contemporary society.

Keywords:
Stimulation
Programs.

of libraries; University

library; Cultural

actions; Extension

1 Introdução
As bibliotecas universitárias como mediadoras do conhecimento e dos
saberes, precisam estar em consonância com os objetivos das universidades, não
se dissociando do ensino, pesquisa e extensão, mas aproximando-se das ações que
estas poderão desenvolver de forma inovadora para as Instituições de Ensino
Superior (IES), à comunidade de usuários em geral, de forma a dinamizar o acesso
a informação, possibilitando o pleno exercício da cidadania e a inclusão social e
cultural.
Desta forma , a biblioteca universitária deve ultrapassar os limites do espaço
acadêmico e evoluir como facilitadora de acesso à informação de qualidade em
suportes diversos, com atuação e ações mais proativas, integrada nos processos de
ensino, aprendizagem e investigação.
Neste sentido, pretende-se fortalecer e consolidar o papel social , as ações e
as realizações geridas pela Biblioteca Central Prof. Antônio Martins Filho da
Universidade Estadual do Ceará (UECE), no tocante as necessidades, expectativas
e melhoria, para que se possa desenvolver atividades de atendimento social , cultural
e bibliográfica , contribuindo para a melhoria continua da qualidade dos serviços de
informação ora , a dinamizá-los através de estratégias, instruídas para o
conhecimento e para a sociedade da informação.
Vale salientar que através de atividades de extensão sociais e culturais,
objetivamos atrair docentes, discentes e outros, pertencentes ou não a comunidade
acadêmica, assim , a biblioteca tornar-se-á reconhecida com êxito pelos serviços a
estes apoiados pela sociedade em geral.
Daí , a importância e a necessidade de conhecer as demandas dos usuários
para que se possa melhorar, avaliar, formar equipes com os segmentos da
universidade, comunidade interna, e da biblioteca, no que tange a democratização
das esferas do conhecimento, levando em conta, o desafio de interagir as demandas
e solicitações de procura e oferta da comunidade ueceana no universo da
informação.

1973

�Planejamento estratégico e sustentabilidade
i! """"'"
MaooNlck

~

=

:,

IiWitt.UJ
1I....111~

Trabalho completo

2 Revisão de Literatura
2.1 Organização e dinamização da biblioteca
A biblioteca para ser dinamizada, primeiramente, deverá estar organizada em
recursos físicos , humanos e equipamentos, agregando valor aos serviços de
informação com ações que satisfaçam a teoria e a prática acadêmica, envolvendo os
cursos de graduação e de pós-graduação das IES (OLIVEIRA; DA MATA, 2011).
Segundo Lima (2002),
No ensino superior se deve incentivar não apenas o desenvolvimento do
domínio intelectual, mas também o domínio prático, através da reformulação
dos planos pedagógicos e didáticos, favorecendo a criatividade, a reflexão
independente e o trabalho em equipe com contextos multiculturais.

Desta maneira, é indispensável elaborar projetos, programas, propostas e
campanhas, onde estes, quando implementados surtirão efeitos nos serviços
prestados ao usuário, otimizando o acesso às informações e ao mesmo tempo,
oportunizando a leitura, como apoio a pesquisa, seja obtida por meio eletrônico ou
convencional (impresso) .
Baseando-se nesta perspectiva, o bibliotecário irá auxiliar todo o processo de
prestação de serviços, as solicitações, com qualidade e eficácia , no que diz respeito
aos recursos humanos e materiais utilizados pela biblioteca ou universidade como
um todo.

2.2 Acervo digital versus acervo convencional
A universidade possibilita a construção, reconstrução e disseminação do
conhecimento por meio de pesquisas e de sua socialização nas salas de aula,
eventos e nos mais variados projetos de extensão da academia. Todo esse processo
é contínuo e necessário, uma vez que, estimula novas problemáticas oriundas dos
debates e da vivência no meio social. Assim,

o conhecimento construído em pesquisa é difundido e ampliado no ensino
(e vice-versa) e socializado na extensão, contexto em que novamente
receberemos subsídios que impliquem criação de novos conhecimentos .
Tudo isso, de forma contínua, em um contexto dinâmico, onde,
naturalmente, convivemos com os elementos que põem em funcionamento
o processo de construção de conhecimentos: a reflexão e a discussão sobre
os saberes teóricos e metodológicos e a motivação para a busca de
soluções, ainda que parciais e temporárias para problemas existentes em
nosso mundo a cada contribuição da Ciência (FUJITA, 2005, p. 2-3).

O conhecimento gerado na universidade possui seus próprios meios de
comunicação formais e informais para divulgação, bem como, os agentes que
permitem sua ratificação enquanto conhecimento científico. Daí, os cursos de pósgraduação e os docentes que tanto avaliam como orientam a produção dos
trabalhos acadêmicos; os grupos de pesquisas, cujos artigos passam pelo crivo dos
especialistas externos (pares); o ensino da graduação que tem seus programas
elaborados por comissões internas conforme a legislação vigente e pertinente.

1974

�Planejamento estratégico e sustentabilidade
i! """"'"
MaooNlck

~

=

:,

IiWitt.UJ

1I....111~

Trabalho completo

Toda essa produção científica é registrada e difundida por meio de
documentos. Nesse sentido , a biblioteca universitária emerge enquanto mediadora
desse processo, pois armazena e organiza o conhecimento visando otimizar a
recuperação e, sobretudo, o acesso a este, já que "a exigência de informação
transcende o valor, o lugar e a forma e necessita de acesso. Por isso devemos
pensar não só em fornecer a informação, mas possibilitar o acesso simultâneo de
todos" (FUJITA, 2005, p. 4).
Nos dias atuais, os sistemas de informação contextualizado no fenômeno da
globalização, vem se modificando segundo a mudança do paradigma de posse do
material para provimento do acesso, e, portanto, tem disponibilizado documentos
não somente no formato impresso, mas também digital, já que o mesmo propicia o
acesso rápido e multiusuário.
Com isso, no espaço acadêmico, a criação de acervos digitais tem sido
bastante estimulada, já que propicia uma maior economia no espaço físico e de
mobiliário e, por sua vez, maior investimento nas tecnologias da informação e nos
profissionais que lidarão com as mesmas.
Desse modo, é perceptível que as tecnologias da informação e comunicação
apresentam para a biblioteca universitária, novas demandas, e, consequentemente,
um novo cenário tecnológico-documentário que deve ser acompanhado através de
mudanças na sua infraestrutura física , material e "humana". Além disso, é
imprescindível a criação de diretrizes que possam nortear o processo de
recebimento e uso desses novos materiais.
Portanto, a biblioteca universitária, além de permitir o acesso eletrônico (uma
vez que permite o acesso on tine aos dados de localização dos documentos
impressos) poderá admitir também o acesso digital que já nasce virtual para
usuários locais e remotos.
Conforme Cunha (2008), a biblioteca universitária, no momento em que
disponibiliza, além de seu acervo físico, um acervo digital, permitirá uma maior
eficácia na busca, acesso e recuperação da informação, esse é um quesito que tem
atraído cada vez mais usuários a estas bibliotecas, devido à comodidade da
recuperação.
A informação, principal insumo da universidade, estará mais acessível aos
docentes e pesquisadores através da biblioteca digital, já que esta transpõe as
barreiras físicas e permite que muitos usuários consultem um ou vários trabalhos
simultaneamente (FUJITA, 2005).
Contudo, é preciso ressaltar que a criação de bibliotecas digitais não significa
o fim das bibliotecas convencionais, mas o surgimento de uma biblioteca interativa
que disponibiliza informação nos mais variados suportes, conforme as necessidades
dos usuários. Portanto,
[ ... ] sem uma real biblioteca , a digital não será mais do que um punhado de
bits. [ ... ] Aqueles que acreditam que uma pilha de bits é suficiente para uma
biblioteca robusta nunca foram servidos por um bibliotecário - tanto física
como virtualmente. [ ... ] As bibliotecas digitais oferecem muitas coisas, mas
sem os serviços providos por uma biblioteca de tijolos e cimento e os
bibliotecários que fazem com que elas fiquem abertas, elas não serão mais
do que uma pilha de bits (TENNANT, 2007 apud CUNHA, 2008, p. 16).

1975

�Planejamento estratégico e sustentabilidade
i! """"'"
MaooNlck

~

=

:,

IiWitt.UJ

1I....111~

Trabalho completo

A linguagem escrita desenvolve mais o rigor, a organização, a abstração e a
análise lógica, enquanto que a linguagem audiovisual desenvolve múltiplas atitudes
perceptivas, visto que, solicita constantemente a imaginação e reinveste na
afetividade com o papel de mediação importante no mundo. Para tanto vídeo e
outros recursos eletrônicos são capazes de motivar, ilustrar, revisar e mediar o
processo educacional, contribuindo para o ensino-aprendizagem , pois se pode "levar
o aluno a prender mais, melhor e em menos tempo, usando meios audiovisuais de
ensino" (MENDONÇA, 1974, p. 7) .
O vídeo seduz pela linguagem superposta, que interage, interligada, somada
e não separada das expressões sensoriais, da linguagem falada, da linguagem
escrita e da linguagem musical, assim sendo, é uma comunicação sensóriocinestésica poderosa , isto é, uma comunicação de mensagens que alcança a todos
por meio dos sentidos e pela percepção do próprio corpo.
Profissionais de informação e educadores são agentes fundamentais neste
processo de direcionamento e difusão do uso destes recursos audiovisuais tanto a
nível educacional como também informacional e cultural.
Neste âmbito, a BC buscando inovar e em sintonia a missão da
universidade, deve ofertar sempre novos serviços que vão ao encontro dos
interesses da comunidade acadêmica, contribuindo direta ou indiretamente no
crescimento regional e do país . Já que, a finalidade das "Bibliotecas da UECE é
oferecer informações técnico-científicas, armazenada e/ou gerada na
Universidade, à comunidade acadêmica , através de seus acervos e instalações,
como suporte aos programas de Ensino, Pesquisa e Extensão da UECE. "
(REGULAMENTO ..., 2012).

3 Materiais e Métodos
A Proposta de Dinamização dos Serviços e Produtos Informacionais da BC da
UECE foi posposta e aplicada a partir de uma pesquisa descritiva e participativa,
pois os bibliotecários inseridos nos vários setores na BC buscaram observar o nível
de satisfação e as necessidades dos usuários dos serviços informacionais da
biblioteca, pois esse tipo de pesquisa, conforme Gil (1999) propõe conhecer, entre
outras questões o grau de satisfação dos usuários que utilizam os serviços públicos.
O trabalho caracterizou-se como um estudo de caso que, por meio da pesquisa
documental, observação não-participante, pesquisa
participante,
buscou
compreender as necessidades informacionais dos usuários e estabelecer novos
serviços ou reorganização daqueles existentes na biblioteca . Esse procedimento
ocorreu durante os anos de 2010 e 2011 . Os resultados foram distribuídos em três
categorias: 1) projetos executados ou em execução, 2) projetos para implementação
e, 3) propostas e ações socioculturais.

4 Resultados Finais
Para compreender melhor a dinamização ocorrida na BC/UECE, procuramos
descrever de forma sucinta os objetivos, a situação atual de cada projeto executado
ou em execução e para implementação, propostas e ações socioculturais.

1976

�Planejamento estratégico e sustentabilidade
i! """"'"
MaooNlck

~

=

:,

IiWitt.UJ
1I....111~

Trabalho completo

4.1 Projetos em execução
a) Preservação do Acervo de Djacir Menezes da Universidade Estadual do
Ceará-UECE

Trata-se de um rico acervo composto de cerca de 16.000 volumes e uma
quantidade ainda desconhecida de documentos pessoais, anotações de leituras,
correspondências e esboços de textos e livros. O acervo do Prof. Djacir Menezes,
considerável tanto no que diz respeito a sua quantidade, como em qualidade, dispõe
de obras escritas nas mais variadas línguas, abrangendo as diversas áreas do
conhecimento, tendo maior ênfase em Filosofia e Filosofia Jurídica; Sociologia ;
História; Economia Clássica; Literatura Brasileira, Portuguesa, Francesa , Alemã e
Inglesa.
Nesse sentido, o estudo, o tratamento e a preservação do acervo de Djacir
Menezes inserem-se no desafio lançado que busca compreender através da análise
de um conjunto de livros, o itinerário e as práticas de leitura de seu proprietário,
como forma de contribuir para a construção de uma história do livro e da leitura no
Brasil do século XX.
Os objetivos do mesmo foram : preservar o acervo em ambiente próprio
climatizado, desumidificado e seguro; organizar o acervo promovendo sua
identificação, preservação e salvaguarda para recriação e transmissão desse
patrimônio arquivístico e bibliográfico para gerações futuras; catalogar e inserir o
acervo no Plano Nacional de Obras Raras da Biblioteca Nacional (PLANOR),
através de critérios de seleção do próprio PLANOR; promover a restauração,
higienização e limpeza das obras mapeadas como raras; divulgar o acervo através
de catálogo on-line local, remoto e impresso; valorizar o acervo documental como
fonte de conhecimento para o desenvolvimento das ações de preservação do
patrimônio cultural e da memória nacional; realizar investigação histórica e
apropriação simbólica sobre o acervo de Ojacir Menezes para compreender
aspectos do itinerário intelectual do proprietário e de suas práticas de leitura;
democratizar e ampliar o conhecimento, disponibilizando o acervo, suas instalações
e equipamentos diariamente aos seus usuários (acadêmicos pesquisadores e
público em geral); e oferecer cursos, mini-cursos, palestras e seminários para a
comunidade interna da UECE e sociedade em geral.
Atualmente, este projeto encontra-se em fase de conclusão das atividades
administrativas, as quais se referem à aquisição de equipamentos, mobiliários e
serviços.
b) Criação do Setor de Áudio e Vídeo da Biblioteca Central Professor Antonio
Martins Filho da Universidade Estadual do Ceará

O processo de criação e organização do setor de áudio e vídeo na BC/UECE
aponta para o uso do computador, da televisão, do vídeo, do aparelho de OVO e
aparelho de som , equipamentos estes especificamente utilizáveis em conjunto,
sendo neles utilizados os suportes bibliográficos, como CO's, OVO'S, além de fitas
de vídeo existentes na biblioteca , assim não se pode deixar de apontar a suma
importância dos mesmos para o desenvolvimento do processo de
ensino/aprendizagem desta universidade, que já possui um acervo antigo em VHS,

1977

�Planejamento estratégico e sustentabilidade
i! """"'"
MaooNlck

~

=

:,

IiWitt.UJ

1I....111~

Trabalho completo

mas também CD's e DVD's mais atualizados adquiridos por meio de compras e
doações. Podemos ressaltar a doação realizada pela Fundação Dorina Nowill para
Cegos em São Paulo que disponibiliza diversas obras da literatura brasileira
impressas em Braile acompanhadas por mídias de áudio.
Pelas considerações apresentadas, teve como objetivo geral demonstrar a
importância de se ter na BC/UECE um setor que abrigue um acervo considerável de
material audiovisual para estudo, pesquisa e entretenimento de seus usuários. E,
como objetivos específicos: estimular o uso de outros tipos de recursos
informacionais para melhor aprimorar a aprendizagem ; proporcionar ao usuário o
contato com as novas tecnologias e, consequentemente, o uso de recursos
eletrônicos; desenvolver atitudes perceptíveis e inovadoras no desenvolvimento do
ensino-aprendizagem dos alunos; e difundir o uso de recursos audiovisuais tanto a
nível educacional , como também informacional e cultural.
A Biblioteca Central da UECE conta hoje com 1.101 CD's, 199 DVD's e 438
VHS , totalizando 1.738 unidades de material audiovisual , que pelo número do
montante existente, já forma por si só um acervo importante de informação sonora e
visual de grande valia para a comunidade acadêmica desta universidade. O acervo
agrupa em seu conteúdo , assuntos relacionados às áreas de Educação Física,
Administração, Música, Literatura, Anais ... além dos já conhecidos "livros falados".
Resolveu-se utilizar uma sala desativada onde os itens informacionais foram
devidamente catalogados, classificados, registrados e acondicionados em material
apropriado, para uso local e empréstimo domiciliar aos usuários internos e externos
(alunos, professores, servidores e funcionários) . Com isto realizado o Setor de Áudio
e Vídeo ficou mais bem atrativo , procurado e utilizado pelos usuários da BC.
c) Proposta de Reorganização do Espaço Físico e Acervo do Setor de
Periódicos da Biblioteca Central Professor Antônio Martins Filho
O acervo do setor de periódicos da BC/UECE é formado, entre outras, por
doações de revistas científicas, cujas áreas de conhecimento abrangidas
correspondem aos cursos de graduação e pós-graduação que a universidade
possui , bem como áreas afins. É importante ressaltar, que os itens informacionais
desse setor estão disponíveis somente para consulta local e para realização de
fotocópias . Dessa maneira , destacamos ainda que esse acervo não está inserido no
sistema atual da biblioteca , sendo assim a localização dos documentos possível por
meio de pesquisa in loco.
Ficou implícito anteriormente que o setor possui outros tipos de revistas que
são somente de cunho informativo e foram incorporadas anos atrás quando a
realidade do contexto da BC era outra . Contudo, atualmente, é explícita a
necessidade que os pesquisadores têm de informações científicas e técnicas cada
vez mais atualizadas.
Outra problemática verificada se refere ao fato das coleções serem adquiridas
por doações. Isto tem resultado nas incompletudes, pois as instituições doadoras
com o objetivo de divulgar suas publicações, objetivando possíveis assinaturas, não
tornam as doações correntes. Assim , o espaço ainda reduzido do setor de periódicos
e a necessidade cada vez maior da inclusão de publicações científicas neste, tendo
em vista os fatores apontados acima, tem nos feito repensar a permanência dessas
revistas e das publicações apenas de cunho informativo.

1978

�Planejamento estratégico e sustentabilidade
i! """"'"
MaooNlck

~

=

:,

IiWitt.UJ
1I....111~

Trabalho completo

Devido ao quadro apresentado acima, propomos um novo modo de
organização e composição do Setor de periódicos da BC/UECE, por meio das
seguintes ações: a) retirar do acervo alguns itens tendo em vista critérios prédefinidos e específicos para essa atividade; b) listar os títulos retirados; c) divulgar
essa lista na biblioteca e no seu site apresentando as devidas justificativas; d)
realizar doações dos títulos retirados para as bibliotecas setoriais e/ou outras
instituições; e) classificar e organizar as coleções que permaneceram no setor,
conforme a Classificação Decimal de Dewey (CDD) e f) inserir os dados das
coleções no sistema .
A proposta apresentada acima , no decorrer dos anos de 2010 e 2011 o Setor
de Periódicos, visando proporcionar futuramente o acesso a informação científica de
modo eficiente e eficaz, além de suas atividades diárias (agradecimento e processo
técnico de revistas) , executou as seguintes ações: a) ampliação do espaço,
instalação de um computador com acesso à internet, impressora e inserção de uma
nova lâmpada a fim de obtermos uma iluminação mais propícia a realização das
atividades do setor; b) recebimento de novo mobiliário: quadro de avisos, armário e
caixas para acondicionamento das revistas; c) levantamento do acervo de revistas
do setor no Portal de Periódicos da Capes; d) conferência das doações de
periódicos encaixotadas no setor de referência e reincorporação destas ao espaço
do setor; e) apresentação do projeto de organização do acervo para Direção e
equipe de bibliotecários durante a segunda reunião de bibliotecários do Sistema de
Bibliotecas da UECE objetivando a definição coletiva dos critérios de doação e
permanência das coleções; f) início da seleção, acondicionamento e elaboração de
listagens das revistas, não integradas ao acervo, que serão doadas para as
bibliotecas setoriais; g) seleção e elaboração de listagens de periódicos, não
incorporados ao acervo, que serão doados para Biblioteca Pública Governador
Menezes Pimentel; h) 10 Limpeza geral do setor com aspirador de pó e, i) início do
levantamento geral do acervo.
4.2 Projetos para implementação
a) Proposta de uma Política de Formação e Desenvolvimento de Acervo para a
Biblioteca Central Prof. Antônio Martins Filho da Universidade Estadual do
Ceará
A ausência de uma política de formação e desenvolvimento do acervo traz
consequências prejudiciais ao andamento do "fazer" da Biblioteca para o "saber" do
usuário, como duplicidade de material bibliográfico , obras obsoletas em espaços a
serem utilizados, dificuldades de doação e permuta e um crescimento exagerado de
coleções não recuperadas e disseminadas.
Teve-se como objetivo proporcionar e definir procedimentos de acordo com os
objetivos da instituição, estabelecendo critérios para aquisição, seleção e descarte
de material bibliográfico, como também , a avaliação da coleção, propiciando o
crescimento das deficientes áreas do conhecimento, assegurando de forma
padronizada o desenvolvimento de coleções.
A Comissão deverá ser formada pelos seguintes membros: direção da
Biblioteca Central (BC), um docente de cada Centro de Ensino, um representante da
pós-graduação e pesquisa , um representante da graduação e dois bibliotecários da

1979

�Planejamento estratégico e sustentabilidade
i! """"'"
MaooNlck

~

=

:,

IiWitt.UJ

1I....111~

Trabalho completo

BC , sendo um do Processo Técnico e outro da Referência, Folhetos e Periódicos.
Todos os membros da Comissão deverão ser nomeados por portaria, mediante ato
do Magnífico Reitor da UECE, enquanto estiverem no cargo.
Atualmente, a formação do acervo e seleção da BC , se dá por meio de
compra, doação e permuta . Contudo, foram elaborados critérios que nortearão estas
modalidades de aquisição.
A Biblioteca realizará , ainda , avaliação das coleções visando determinar o
valor e a adequação destas, por meio de métodos quantitativos (tamanho e
crescimento) e qualitativos (análise do uso real), a fim de assegurar a
reformulação da Política de Formação e Desenvolvimento do Acervo . Enquanto
que, a Comissão se responsabilizará pelas seguintes atribuições: estatísticas de
uso de materiais bibliográficos; inclusão de novos títulos e/ou edições mais
recentes ; análise das bibliografias básicas e recomendadas; verificação da
quantidade de exemplares por alunos matriculados; e, distribuição percentual do
acervo por área do conhecimento.
Com a finalidade de garantir sua adequação à comunidade usuária, a política
deverá ser revisada a cada 2 (dois) anos, a fim de atingir os objetivos da Biblioteca e
os da Instituição, consistindo na flexibilidade e na dinamicidade, pela qual serão
admitidos adendos quando necessário, em conformidade com a Comissão .
b) Projeto Preservação do Memorial do Acervo Djacir Menezes da Biblioteca
Central prot. Antônio Martins Filho da Universidade Estadual do Ceará

Voltado para formas e mecanismos de resgate, preservação e salvaguarda ,
assim como para a recriação e transmissão desse patrimônio a gerações futuras,
como também a documentação arquivística e pessoal do mestre Djacir Menezes,
objetiva-se a disponibilização do memorial do referido acervo através da produção
de um vídeo documentário sobre o levantamento e catalogação do acervo
bibliográfico do intelectual Djacir Menezes.
Trata-se de um rico acervo composto de 16.000 volumes, aproximadamente,
e, ainda, uma quantidade desconhecida de documentos pessoais, anotações de
leituras, correspondências e esboços de textos e livros. A coleção organizada por
Djacir Menezes seduz pelo seu tamanho e por sua riqueza .
Djacir Menezes faleceu em 1979, no Rio de Janeiro, deixando uma "joia rara"
para deleite de pesquisadores, estudiosos, e demais leitores, sua coleção de livros
acumulada ao longo de toda a sua vida uma extensa produção intelectual que se
traduz na publicação de cerca de 35 obras produzidas desde 1932.
Para alguns estudiosos das suas obras, diz-se que "ocuparia a tarde toda, tão
vasta é sua obra" (REALE , 2011, p. 44) . Nas palavras do Sr. Ministro da Cultura
Celso Furtado, pronunciava : "Antigamente, afirmava-se que Djacir Menezes era um
polígrafo ." Creio que nenhuma outra designação será melhor, porque não houve
campo, no plano das ciências humanas, que não fosse objeto da curiosidade de su::l
inteligência. Ainda, segundo Reale (2011 , p. 44), ele foi "filósofo do Direitc
sociólogo, economista, jornalista, mestre de Direito Administrativo e, assim por
diante, poderíamos alongar a série das atividades, sempre criadoras e originais [... ].
Foi uma inteligência que se [.. .] [acentuou], muito cedo, aos valores da Filosofia [ .. .]."
O acervo, do Prof. Djacir Menezes, dispõe de obras escritas nas mais
variadas línguas, abrangendo diversas áreas do conhecimento, com maior ênfase

1980

�Planejamento estratégico e sustentabilidade
i! """"'"
MaooNlck

~

=

:,

IiWitt.UJ
1I....111~

Trabalho completo

em Filosofia e Filosofia Jurídica; Sociologia ; História; Economia Clássica; Literatura
Brasileira , Portuguesa , Francesa , Alemã , Inglesa.
Pelas questões expostas e analisando a importância do acervo para
pesquisas e estudos de alunos, professores, intelectuais, cientistas, investigadores,
pesquisadores e demais estudiosos; e do próprio mestre Djacir Menezes, intelectual,
erudito, leitor, professor, escritor, crítico literário, entre outras qualidades, sendo uma
das 20 (vinte) personalidades mais marcantes do Ceará , em todos os tempos
(MARTINS FILHO, 1970).
O projeto permitirá a visibilidade da coleção bibliográfica do Djacir Menezes,
assim como de seu colecionador. Por meio do catálogo, os pesquisadores e
estudiosos se deleitarão em saber da existência de obras raras, que não estão mais
disponíveis no mercado. Acredita-se ainda , que haverá um aumento de usuários que
realizarão pesquisas, estudos e investigações no acervo, como também , estudos
sobre o próprio Djacir, que se reverterão na elaboração de publicações na forma de
livros ou artigos.
Este projeto foi aprovado pelo Banco do Nordeste do Brasil (BNB) e será
executado ao longo do ano de 2012 .

c) Especificação dos Requisitos para a Política de Formação do Acervo Digital
(em Suporte Digital) de Trabalhos de Conclusão de Curso de Graduação e PósGraduação, no Setor de Teses e Monografias da Biblioteca Central prof.
Antônio Martins Filho da Universidade Estadual do Ceará
A UECE possui atualmente nos campi de Fortaleza 22 Cursos de Graduação,
78 Cursos de Pós-graduação Lato Sensu, e 19 Cursos e ou Programas de PósGraduação Stricto Sensu. Vale lembrar que, ao final de dois semestres letivos a
BC/UECE recebe em torno de 2.000 produções acadêmicas de graduação e de pósgraduação, que são depositadas no Setor de Teses e Monografias. O referido setor
possui um acervo bibliográfico (trabalhos de conclusão de curso) aproximado de
9.653 trabalhos de graduação e de 14.940 trabalhos de pós-graduação (monografias
de especialização, dissertações de mestrado e teses de doutorado).
Observa-se, então, que, o espaço físico do setor está se tornando limitado,
levando-se em conta o crescimento vertiginoso da produção acadêmica em
consonância com a criação de novos cursos, sobretudo, os de pós-graduação.
O setor destinado ao armazenamento e consulta desse acervo bibliográfico
num futuro próximo, por limite de espaço físico , e por causa das exigências do
próprio mercado bibliográfico, não mais possibilitará a guarda das publicações
acadêmicas em suporte impresso, e sim em suporte digital, ou, então, pela via virtual
(Internet) que desta forma otimiza a recuperação imediata da informação em um
tempo menor do que aquele gasto na pesquisa com o suporte impresso.
Neste contexto, objetiva-se propor a política do depósito legal dos trabalhos
de conclusão de curso de graduação e pós-graduação, em suporte digital, no Setor
de Teses e Monografias da BC/UECE.
Pelo exposto, percebe-se a necessidade de especificar requisitos para a
política de formação de acervo digital (em suporte digital) dos trabalhos de
conclusão de cursos de graduação e pós-graduação, no Setor de Teses e
Monografias da BC , a fim de otimizar a disponibilidade desses publicações e a
consulta por parte dos usuários.

1981

�Planejamento estratégico e sustentabilidade
i! """"'"
MaooNlck

~

=

:,

IiWitt.UJ
1I....111~

Trabalho completo

4.3 Ações desempenhadas
a) Encontro dos Bibliotecários da UECE - EBUECE
Numa universidade pública onde funcionam duas bibliotecas em Fortaleza
(Biblioteca Central Prof. Antônio Martins Filho e Biblioteca Setorial do Centro de
Humanidades), seis no interior (Bibliotecas Setoriais - Cônego Misael Alves de
Sousa da Faculdade de Filosofia Dom Aureliano Matos-FAFIDAM de Limoeiro do
Norte; Rachei de Queiroz da Faculdade de Educação, Ciências e Letras do Sertão
Central-FECLESC de Quixadá; Humberto Teixeira da Faculdade de Educação,
Ciências e Letras de Iguatu-FECLI ; Prof. Paulo de Melo Petrola da Faculdade de
Educação de Itapipoca-FACEDI ; da Faculdade de Educação de Crateús-FAEC e do
Centro de Educação Ciências e Tecnologia da Região dos Inhamuns-CECITEC de
Tauá), com um quadro de profissionais que somam três bibliotecários servidores e
dez terceirizados, fica bastante difícil para a Direção da BC , como sede principal, ter
uma aproximação e uma visão ampla do que estão ocorrendo nas unidades ligadas
a mesma e acompanhar com seus profissionais suas dificuldades por vezes de
ordem financeira , organizacional e até moral.
Por iniciativa da Direção da BC/UECE, além do suporte técnico e
acompanhamento das Bibliotecas Setoriais, esta vem realizando trabalho de
intercâmbio, para tratar sobre assuntos relacionados à gestão de suas unidades,
como também de experiências exitosas, ou seja, qualquer ação desenvolvida pelos
Bibliotecários e Responsáveis pelas unidades do Sistema.
No decorrer dos anos 2011 e 2012, foram realizados 9 (nove) encontros com
os Bibliotecários e demais profissionais responsáveis pelas bibliotecas.
b) Campanha Adote um Livro
A ideia foi inspirada em exemplos dados por algumas crianças (alunos), em
visita à BC , pela qual disseram que "amam e preservam os livros", para que outras
gerações possam deles desfrutar. Neste sentido, a campanha teve como objetivo,
sensibilizar os estudantes dos diferentes cursos da UECE, no intuito de que não só
busquem um livro para ler, mas adote-o, dando-lhe um melhor tratamento, ou seja,
adotar um livro da BC e realizar a encadernação do mesmo. Ainda , por meio desta
campanha , houve a doação de livros infantis à Casa Santa Giana, configurando
uma iniciativa filantrópica , no dinamismo da Biblioteca .

5 Considerações Finais
Uma vez que a universidade é formada pelo tripé do conhecimento: ensino,
pesquisa e extensão e que todos devem estar à disposição do desenvolvimento da
sociedade como um todo , assim, o sistema de bibliotecas da UECE expõe
atividades e conquistas realizadas com esmero, com esforços conjuntos e a
participação de todos os integrantes da comunidade ueceana, desempenhando com
isso, de forma dinâmica e eficaz trabalhos inovadores, entre eles, projetos em
execução e em desenvolvimento e ações socioculturais apresentados anteriormente.
Por tudo isso, podemos considerar que todas as ações expostas representam
grandes aspirações alcançadas, pois permitirão serviços informacionais

1982

�Planejamento estratégico e sustentabilidade
i! """"'"
MaooNlck

~

=

:,

IiWitt.UJ
1I....111~

Trabalho completo

disponibilizados pelas bibliotecas, proporcionando a viabilidade no acesso à
informação, de modo mais direcionado, tendo em vista a especificidade dos
usuanos, o que por sua vez, contribuirá para realização de pesquisas da
comunidade acadêmica e, consequentemente, para o crescimento e reconhecimento
da relevância da UECE pela sociedade .
6 Referências
CUNHA, M. B. da. Das bibliotecas convencionais às digitais: diferenças e
convergências. Perspectivas em Ciências da Informação, São Paulo, v. 13, n. 1,
p.2 -17 , jan./abr. 2008.
FUJITA, M. S. L. A biblioteca digital no contexto da gestão de bibliotecas
universitárias: análise de aspectos conceituais e evolutivos para a organização da
informação. In : ENCONTRO NACIONAL DE CIÊNCIA DA INFORMAÇÃO, 6., 2005 ,
Salvador.
Proceedings... Salvador: UFBA, 2005.
Disponível em :
&lt;http://www.cinform .ufba.br/vi_anais/&gt;. Acesso em : 20 dez. 2010.
GIL, A. C. Métodos e técnicas de pesquisa social. 5. ed . São Paulo: Atlas, 1999.
LIMA, P. G. Texto, contexto e intertexto da autonomia universitária brasileira : do
discurso legal a realidade necessária. Acta Científica: Ciências Humanas, Engenho
Coelho, v. 1, n. 2, p. 20-32 , jan./jun. 2002.
MARTINS FILHO, A. Orelha. In: MENEZES, Djacir. O outro Nordeste: ensaio sôbre
a evolução social e política do Nordeste da "civilização do couro" e suas implicações
históricas nos problemas gerais. Rio de Janeiro: Artenova , 1970.
MENDONÇA, H. M. N. de. Os meios audiovisuais e a aprendizagem. Rio de
Janeiro: J. Olympio, 1974.
OLIVEIRA, M. A. A. de; DA MATA, G. M. F. A dinamização de uma biblioteca setorial
de Instituição de Ensino Superior com a participação de discentes. In: CONGRESSO
BRASILEIRO DE BIBLIOTECONOMIA, DOCUMENTAÇÃO E CIÊNCIA DA
INFORMAÇÃO, 24., 07 a 10 ago. 2011 , Maceió. Anais ... Maceió: FEBAB/AAPB,
2011.
REALE, M. A pesquisa filosófica como reflexão e espírito crítico (Discurso em
homenagem aos 80 anos de Djacir Menezes na sessão especial do Conselho
Federal de Cultura). In: CENTRO DE DOCUMENTAÇÃO DO PENSAMENTO
BRASILEIRO. Djacir Menezes (1907-1996): bibliografia e estudos críticos. p. 42-48 .
Disponível em : &lt;http://www.cdpb.org .br/djacir_menezes.pdf&gt; . Acesso em : 30 out.
2011 .
REGULAMENTO da Biblioteca Prof. Antônio Martins Filho da UECE. Disponível em :
&lt;http://www.uece.br/biblioteca/index.php/regulamento&gt;. Acesso em : 20 dez. 2011 .

1983

�</text>
                  </elementText>
                </elementTextContainer>
              </element>
            </elementContainer>
          </elementSet>
        </elementSetContainer>
      </file>
    </fileContainer>
    <collection collectionId="49">
      <elementSetContainer>
        <elementSet elementSetId="1">
          <name>Dublin Core</name>
          <description>The Dublin Core metadata element set is common to all Omeka records, including items, files, and collections. For more information see, http://dublincore.org/documents/dces/.</description>
          <elementContainer>
            <element elementId="50">
              <name>Title</name>
              <description>A name given to the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51396">
                  <text>SNBU - Edição: 17 - Ano: 2012 (UFRGS - Gramado/RS)</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="49">
              <name>Subject</name>
              <description>The topic of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51397">
                  <text>Biblioteconomia&#13;
Documentação&#13;
Ciência da Informação&#13;
Bibliotecas Universitárias</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="41">
              <name>Description</name>
              <description>An account of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51398">
                  <text>Tema: A biblioteca universitária como laboratório na sociedade da informação.</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="39">
              <name>Creator</name>
              <description>An entity primarily responsible for making the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51399">
                  <text>SNBU - Seminário Nacional de Bibliotecas Universitárias</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="45">
              <name>Publisher</name>
              <description>An entity responsible for making the resource available</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51400">
                  <text>UFRGS</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="40">
              <name>Date</name>
              <description>A point or period of time associated with an event in the lifecycle of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51401">
                  <text>2012</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="44">
              <name>Language</name>
              <description>A language of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51402">
                  <text>Português</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="51">
              <name>Type</name>
              <description>The nature or genre of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51403">
                  <text>Evento</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="38">
              <name>Coverage</name>
              <description>The spatial or temporal topic of the resource, the spatial applicability of the resource, or the jurisdiction under which the resource is relevant</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51404">
                  <text>Gramado (Rio Grande do Sul)</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
          </elementContainer>
        </elementSet>
      </elementSetContainer>
    </collection>
    <itemType itemTypeId="8">
      <name>Event</name>
      <description>A non-persistent, time-based occurrence. Metadata for an event provides descriptive information that is the basis for discovery of the purpose, location, duration, and responsible agents associated with an event. Examples include an exhibition, webcast, conference, workshop, open day, performance, battle, trial, wedding, tea party, conflagration.</description>
    </itemType>
    <elementSetContainer>
      <elementSet elementSetId="1">
        <name>Dublin Core</name>
        <description>The Dublin Core metadata element set is common to all Omeka records, including items, files, and collections. For more information see, http://dublincore.org/documents/dces/.</description>
        <elementContainer>
          <element elementId="50">
            <name>Title</name>
            <description>A name given to the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="64247">
                <text>Dinamização e açoes culturais dos serviços e produtos informacionais da Biblioteca Central Prof. Antônio Martins Filho da Universidade Estadual do Ceará.</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="39">
            <name>Creator</name>
            <description>An entity primarily responsible for making the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="64248">
                <text>Amorim, Ana Néri Barreto de et al.</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="38">
            <name>Coverage</name>
            <description>The spatial or temporal topic of the resource, the spatial applicability of the resource, or the jurisdiction under which the resource is relevant</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="64249">
                <text>Gramado (Rio Grande do Sul)</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="45">
            <name>Publisher</name>
            <description>An entity responsible for making the resource available</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="64250">
                <text>UFRGS</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="40">
            <name>Date</name>
            <description>A point or period of time associated with an event in the lifecycle of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="64251">
                <text>2012</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="51">
            <name>Type</name>
            <description>The nature or genre of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="64253">
                <text>Evento</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="41">
            <name>Description</name>
            <description>An account of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="64254">
                <text>A biblioteca universitária precisa ultrapassar os limites do espaço acadêmico e evoluir como facilitadora de acesso à informação de qualidade em suportes diversos, com atuação e ações mais proativas, integrada nos processos de ensino, aprendizagem e investigação. Neste sentido, pretende-se fortalecer e consolidar o papel social, as ações e as realizações geridas pela Biblioteca Central Prof. Antônio Martins Filho da Universidade Estadual do Ceará, no tocante as necessidades, expectativas e melhoria, para isso apresenta-se a proposta de dinamização dos serviços informacionais da BC/UECE, por meio de projetos implementados e em execução, e ações culturais e sociais desenvolvidas. Ressalta-se que essas iniciativas contribuirão para a melhoria continua da qualidade dos serviços de informação, através de estratégias, instruídas para a viabilização do acesso a informação por parte da comunidade ueceana, inserida na sociedade contemporânea.</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="44">
            <name>Language</name>
            <description>A language of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="69541">
                <text>pt</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
        </elementContainer>
      </elementSet>
    </elementSetContainer>
  </item>
  <item itemId="6041" public="1" featured="0">
    <fileContainer>
      <file fileId="5105">
        <src>http://repositorio.febab.org.br/files/original/49/6041/SNBU2012_180.pdf</src>
        <authentication>c3b34f663fc6211a7aef26aca9be3a92</authentication>
        <elementSetContainer>
          <elementSet elementSetId="4">
            <name>PDF Text</name>
            <description/>
            <elementContainer>
              <element elementId="92">
                <name>Text</name>
                <description/>
                <elementTextContainer>
                  <elementText elementTextId="64246">
                    <text>ii

Planejamento estratégico e sustentabilidade
StmwliO

::!i H.IciotI..Jde

= =::.~

Trabalho completo

BIBLIOTECA 2021: ESTUDO PRELIMINAR DO
PLANEJAMENTO DA GESTÃO DE ACERVOS DA BIBLIOTECA DO
ICMC/USP
Gláucia Maria Saia Cristianini1, Juliana de Souza Morae~
1 Mestre,

Diretora Técnica da Biblioteca Prof. Achille Bassi. ICMC/USP, São Carlos , SP

2Mestre, Supervisora Técnica da Biblioteca Prof. Achille Bassi. ICMC/USP, São Carlos, SP

Resumo
Este trabalho apresenta o estudo proposto para o planejamento da biblioteca
Prof. Achille Bassi , do Instituto de Ciências Matemáticas e de Computação da
Universidade de São Paulo - ICMC/USP - para o ano 2021 . Trata-se de parte do
Plano Diretor da unidade previsto para a próxima década. O estudo foi pautado em
quatro pilares: a seleção, a organização, a preservação e a divulgação do acervo e
pontuados com a apresentação do cenário atual e perspectivas futuras . A proposta
apresentada , conjuntamente com os dados do Arquivo e do Museu do ICMC,
pautará as diretrizes da unidade para o Plano de Gestão de Conhecimento e Acervo .

Palavras-Chave:
Plano de gestão; Planejamento
Desenvolvimento de coleções.

estratégico;

Biblioteca

universitária;

Abstract
This paper presents the proposed study for the planning of the Prof. Achille
Bassi Library, the Institute of Mathematics and Computer Science, University of Sao
Paulo - ICMC / USP - for the year 2021. This is part of the Master Plan of the unit for
the next decade. The study was guided by four pillars: the collection selection,
organization , preservation and dissemination and punctuated with the presentation of
the current scenario and future prospects. The proposal, together with the data file
and the Museum of the ICMC, drive to the guidelines of the Plan of Knowledge
Management and Collection .

Keywords:
Management
development.

Plan ;

Strategic

1960

planning ;

University

library;

Collection

�ii

Planejamento estratégico e sustentabilidade
StmwliO

::!i H.IciotI..Jde

= =::.~

Trabalho completo

1 Introdução

o planejamento estratégico sempre fez parte do gerenciamento das
instituições acadêmicas. Com denominações diferenciadas, a definição de futuras
ações permeia o meio gerencial para auxiliar os planejamentos de curto, médio e
longo prazo.
Silva (2009) afirma que muitos usam a estratégia com o sentido de longo
prazo e que o "planejamento de longo prazo é algo que você começa hoje para
terminar algum tempo, digamos, quatro anos depois, num cenário sem mudanças
que alterem sua decisão". O mesmo autor cita uma afirmação feita por Drucker que
"O planejamento estratégico não trata de decisões futuras. Trata do que haverá no
futuro com base nas decisões do presente".
Uma instituição deve ser capaz de perceber e organizar as expectativas sobre
o futuro integrando o conhecimento, selecionando questões e inserindo ações em
torno de objetivos precisos que orientem as competências, os processos de
produção, as relações e as parcerias. (MARTINEZ SOTO, 2003).
Considerando essa perspectiva é que o Instituto de Ciências Matemáticas e
de Computação da Universidade de São Paulo - ICMC/USP -, assim como muitas
outras unidades acadêmicas, elabora um plano diretor para pautar as ações
previstas nas diversas gestões da unidade.
A gestão mais recente da unidade deu início em 2010 e propôs um plano mais
abrangente para definir as metas da unidade não somente para a gestão atual , de
quatro anos, mas para a próxima década.
Assim, este estudo tem como principal objetivo relatar a experiência da
Biblioteca do ICMC na elaboração de um plano de gestão para o seu acervo ao
longo de dez anos baseado na identificação do que se pretende ter ao final desse
período. Tal experiência integra o plano maior de gestão para os próximos dez anos
e que engloba todos os setores da unidade.
2 Revisão de Literatura
Muitos são os estudos e pesquisas em torno do futuro das bibliotecas, a
rapidez com que as tecnologias avançam faz que muitas expectativas e projeções
se refaçam a cada dia.
De acordo com Ferreira (1997) as discussões sobre as bibliotecas do futuro
surgiram na década de 50 e desde então, no intuito de acompanhar a explosão
tecnológica , muitos foram os estudos teóricos, projetos de pesquisas,
experimentações, práticas e programas institucionais que começaram a ser
desenvolvidos.
No mesmo ano as autoras Drabenstott e Burman (1997) apresentam uma
revisão analítica sobre o assunto apresentando reflexões críticas e as principais
questões acerca das novas tecnologias voltadas para o acervo digital e as
mudanças de paradigmas do acesso à informação.
Em 2000 Cunha (2000) já traçava os possíveis cenários da biblioteca
universitária para os dez anos que se seguiriam no início do novo milênio. O autor
identificou os principais aspectos relativos à estrutura, à evolução tecnológica , com
especial enfoque ao ensino à distância e a biblioteca digital. A adequação das
instalações físicas nas bibliotecas tradicionais para atender às novas e constantes

1961

�ii

Planejamento estratégico e sustentabilidade
StmwliO

::!i H.IciotI..Jde

= =::.~

Trabalho completo

demandas tecnológicas.
De forma simplificada Caruso (2008) discorre sobre as dez melhores
suposições do futuro das bibliotecas acadêmicas e dos bibliotecários apresentadas
no relatório da Association of College and Research Libraries de 2008 e destaca a
ênfase na digitalização das coleções, o desenvolvimento das competências dos
bibliotecários em resposta às mudanças das expectativas e necessidades da
comunidade usuária que atendem , intensificar debates sobre propriedade intelectual,
as mudanças propiciadas por conta da evolução tecnológica , contribuições
diferenciadas da biblioteca para a pesquisa, ensino, e as estratégias de serviços da
instituição, maior participação dos estudantes como clientes da biblioteca ,
investimentos em recursos para aprendizagem online, demanda por acesso livre e
público e o crescimento da proteção da privacidade e o suporte a liberdade
intelectual .
Em todas as previsões analisadas fica evidente a diversidade de
conhecimentos que os profissionais bibliotecários precisam para acompanhar as
tendências biblioteconômicas, tendências essas que têm como base primordial a
evolução tecnológica .
Caracterizado pelo mesmo princípio de base tecnológica , os suportes da
informação fundamentam muitas projeções para os próximos anos. Recentemente
Barros (2009) e Smith (2012) lançam um novo olhar sobre o conteúdo digital, onde a
experiência digital amplia a percepção sobre o conteúdo e a proliferação dos ebooks e e-readers fez com que os livros em grandes formatos venham diminuindo
constantemente. Mudanças de formatos e mudanças de hábitos cada vez mais
presentes nas prospecções acerca da biblioteca do futuro .
A Association of College and Resources Libraries - ACRL -, divisão da
American Library Association - ALA - , reuniu em uma pesquisa o pensamento de
bibliotecários acadêmicos sobre o futuro do ensino superior em 2025 (STALEY &amp;
MALENFANT, 2010) e dentre os diversos cenários analisados apontou como os mais
relevantes a cultura acadêmica , infraestruturas/instalações, clima político, indústria
editorial , valores sociais, alunos/aprendizagem e tecnologia . A mesma associação
publicou no mesmo ano uma revisão da literatura atual com as dez tendências em
bibliotecas universitárias (ACRL, 2010) apresentadas a seguir:
a) o crescimento da coleção acadêmica será direcionado pela
demanda padrão e prevê o crescimento de novos tipos de recursos;
b) os desafios com orçamento continuam e isso resultará em uma
evolução para biblioteca ;
c) as mudanças no ensino superior exigirá habilidades diversas para
os bibliotecários;
d) aumento de exigências nas avaliações;
e) aumento de digitalização de acervos;
f) crescimento de dispositivos móveis;
g) aumento da colaboração irá expandir o papel da biblioteca dentro e
fora da instituição;
h) bibliotecas continuarão a liderar os esforços para desenvolver a
comunicação científica e serviços de propriedade intelectual;
i) a tecnologia continuará a mudar os serviços e as competências
necessárias;

1962

�ii

Planejamento estratégico e sustentabilidade
StmwliO

::!i H.IciotI..Jde

= =::.~
j)

Trabalho completo

a definição da biblioteca vai mudar como o espaço físico é
reaproveitado e espaço virtual se expande .

Todos os estudos apresentados abordam o tema com pouca variabilidade de
resultados, o que faz que seja possível afirmar que o perfil do bibliotecário deve
prever uma gama diferenciada de conhecimentos, os espaços e infraestrutura das
bibliotecas precisam ser readequados , os formatos, formas de armazenamento e
disponibilização/acesso à informação será virtual, o armazenamento em nuvens e o
compartilhamento de informações serão cada vez mais utilizados, assim como a
interação comunidade/biblioteca/instituição um elo mais evidente.

3 Materiais e Métodos
A proposta deste trabalho partiu da solicitação da direção do ICMC/USP para
a elaboração de um plano diretor da instituição para os próximos dez anos. Essa
proposta foi efetuada no início da gestão do Prof. Dr. José Carlos Maldonado em
2010 e previu a criação de comissões que atenderiam o planejamento de todas as
atividades da unidade.
O planejamento apresentado 1 focou as atividades-fim e as atividades de
apoio. Para as atividades-fim foram designadas três comissões: Plano de Ensino e
Pesquisa ; Plano Cultura e Extensão e Plano Cultura e Extensão: Comunicação,
Difusão Científica e Popularização da Ciência . Para as atividades de apoio foram
designadas cinco comissões assim denominadas: Plano de Informática/Inteligência
Corporativa, Plano de Gestão de Conhecimento e Acervos, Plano de Obras e de
Infraestrutura, Plano de Gestão de Competências, Administrativa e Ambiental e o
Plano de Internacionalização.
As composições de cada comissão se deram de forma interativa e
contemplou todos os setores da unidade que apresentassem afinidade ou atividade
com a proposta do plano .
O Plano de Gestão e de Conhecimento e Acervos contou com a participação
de representantes do Serviço de Biblioteca, do Setor de Arquivo e do Museu de
Cálculo Numérico, compondo assim a representação dos diversos acervos da
unidade.
Para o levantamento das questões pertinentes aos setores envolvidos, foram
separados grupos por tipos de acervo e a partir dessa divisão as propostas para a
gestão dos acervos da biblioteca foram delineadas.
Antes da proposição de ações para o acervo da Biblioteca ao longo de dez
anos, baseadas nas pretensões do que deseja ao final desse período, foi realizado
um estudo sobre o perfil desse acervo, levando em consideração os diferentes
objetos que o compõem , as atuais políticas existentes sobre eles e as possibilidades
futuras . Esse estudo foi pautado em quatro pilares: a seleção, a organização, a
preservação e a divulgação do acervo. Para cada pilar foi definido um ou mais
elementos que o formariam ; isso foi pontuado para que o estudo sobre aquele pilar
não ficasse muito abrangente e subjetivo de forma a perder o foco .
Assim, os elementos estudados para cada pilar foram :

1

http://www.icmc.usp.br/-direU?download=PlanoDiretorICMC2011-2021 .pdf

1963

�ii
::!i

Planejamento estratégico e sustentabilidade
StmwliO

H.IciotI..Jde

= =::.~

Trabalho completo

a) Seleção: os critérios de seleção e possíveis questões afins como
consequência;
b) Organização: a descrição do objeto, o armazenamento e a
recuperação da descrição do objeto no sistema de informação e,
por último, o armazenamento do objeto físico ;
c) Preservação: a limpeza do acervo, o acondicionamento correto e
especial (quando necessário), o armazenamento alternativo e a
vigilância ao suporte e à mídia;
d) Divulgação: os produtos e os serviços criados e disponibilizados,
com especial ênfase à questão do acesso.
4 Resultados
A partir da identificação dos quatro pilares as considerações acerca de cada
um deles estão sintetizadas a seguir.
Seleção: cenário atual
Quanto à seleção do acervo, o foco do estudo estava nos critérios de seleção
utilizados pela Biblioteca para o desenvolvimento da sua coleção. Os critérios
identificados foram : área de domínio, currículo acadêmico, linhas de pesquisa,
objetivo do acervo, idioma, atualidade , suporte/mídia . Durante esse estudo dois
outros pontos surgiram como consequência : a questão da relação público-alvo
versus quantidade de exemplares e de títulos, e a questão sobre a existência de
uma política de desenvolvimento de coleções da Biblioteca. A importância de uma
política dessa natureza está no suporte a uma formação de coleção de acordo com
os objetivos da instituição e da sua disponibilidade de recursos financeiros, no
crescimento racional e equilibrado das diferentes áreas do acervo e na obtenção de
um processo de seleção consistente e sistematizado.
Nesse pilar, após o estudo, foram identificados os critérios para a seleção de
seu acervo, assim como uma política de desenvolvimento de coleção, porém , não
atualizada até o momento. Os domínios contemplados são a Matemática, a
Estatística, a Ciência e a Engenharia de Computação.
Considerando os livros, desde 2002 a seleção contempla com especial
atenção os títulos pertencentes às bibliografias de cada disciplina de seus cursos de
graduação e de pós-graduação, fazendo uma distinção quanto à quantidade
adquirida entre livros-texto e bibliografia complementar. Ainda sobre a quantidade,
desde essa data o ICMC tem uma preocupação em estar de acordo com a
proporção sugerida pelo MEC para a relação número de alunos por exemplar. O
suporte/mídia, o idioma e a atualidade dos títulos são abertos, de acordo com a
demanda e necessidade colocadas pela comunidade. Os recursos financeiros são
variados em termos de quantidade e fontes , são obtidos do Sistema Integrado de
Bibliotecas da USP - SIBiUSP, da própria unidade (ICMC) e também das agências
de fomento à pesquisa, em especial da FAPESP. Duas orientações são claras para a
comunidade e para os profissionais da Biblioteca, quais sejam , o maior apoio na
seleção e aquisição de livros é para os cursos de graduação e, tendo recursos
financeiros, todas as demandas são atendidas, sem distinção se pertencem ou não
às bibliografias dos cursos.

1964

�ii
::!i

Planejamento estratégico e sustentabilidade
StmwliO

H.IciotI..Jde

= =::.~

Trabalho completo

Considerando os periódicos técnico-científicos, as orientações variam de
acordo com a fonte do recurso financeiro . Os periódicos adquiridos com os recursos
do SIBiUSP seguem a diretriz do seu departamento técnico, sendo ela: a
manutenção das assinaturas de títulos já existentes; a inserção de novos títulos é
realizada mediante solicitação e aprovação do Conselho Supervisor do SIBiUSP ou,
ainda, em troca de outro título encerrado ou não mais interessante para a Biblioteca.
A quantidade é sempre uma assinatura de cada título para toda a USP, ou seja, não
é mais permitida a duplicidade de títulos entre campi, especialmente agora com a
possibilidade do acesso eletrônico para a maioria dos títulos. A orientação quanto ao
suporte/mídia dos títulos é a priorização ao eletrônico, assim , quando o título estiver
disponível em mais de um suporte a assinatura eletrônica será priorizada, isso
porque toda a universidade se beneficia com esse tipo de acesso remoto. A garantia
de acesso aos conteúdos dos periódicos retrospectivos se dá por meio da aquisição
dos conteúdos e não apenas da renovação das assinaturas e, também , das
coleções retrospectivas em suporte impresso. A orientação para a seleção dos
títulos é que sejam de apoio aos grupos de pesquisa desenvolvidas na unidade. Já
os periódicos adquiridos com recursos financeiros da própria unidade têm maior
flexibilidade na seleção e na inserção de novos títulos a qualquer momento; essa
seleção leva em consideração também os grupos de pesquisa . Geralmente são de
editores menores, muitos universitários, tem menor custo e o suporte/mídia fica à
escolha da comunidade.
Considerando as teses, são obtidas por meio de doação e são consideradas
para o acervo apenas aquelas que estão relacionadas direta ou indiretamente as
áreas de domínio da Biblioteca. Todas as teses produzidas na unidade são
depositadas na Biblioteca, tanto a versão impressa como a digital.
Seleção: possibilidades futuras

Terminado o estudo desse pilar, foi identificada a necessidade de atualização
da política de desenvolvimento de coleções da Biblioteca , mesmo seus critérios já
sendo utilizados na prática .
Outras questões decorreram desse estudo e que deverão ser também
analisadas para comporem essa política , de forma que ela fique ainda mais
consistente, quais sejam : sobre a priorização de uma mídia, é fundamental verificar
a mídia que mais se adeque a cada área de domínio, e não se faça uma opção
generalizada para todas elas, pois ficou evidente que cada área tem um
comportamento de estudo e de pesquisa , e preferência por uma ou outra mídia.
Assim , no âmbito do ICMC, matemáticos e cientistas da computação, por exemplo,
têm formas distintas para ensinar e pesquisar, utilizando também distintos
instrumentos e ferramentas para realizá-los. Além da área de domínio, a seleção da
mídia também envolve o tipo de público-alvo a ser atendido, o tipo de publicação a
ser adquirido e a relação custo versus durabilidade. A política de desenvolvimento de
coleção deve levar todos esses pontos em consideração.
Finalizando a questão da seleção, entende-se que o uso e a demanda devem
nortear as decisões sobre a seleção e a aquisição, registrando que tal política deve
também ser revista com frequência .

1965

�ii
::!i

Planejamento estratégico e sustentabilidade
StmwliO

H.IciotI..Jde

= =::.~

Trabalho completo

Organização: cenário atual
A organização engloba a descrição da informação, isto é, os aspectos
técnicos para a descrição dos acervos nos sistemas de informação, a questão do
armazenamento e da recuperação dessas descrições, ou seja , qual é a
infraestrutura tecnológica da Biblioteca que propicia a recuperação dessas
descrições e, por consequência , do acervo e, por último, a questão do
armazenamento físico do acervo, ou seja , a infraestrutura física da Biblioteca.
Após o estudo e a partir da descrição do acervo pautada em métodos e
técnicas da área de Biblioteconomia e Ciência da Informação, assim como o uso de
instrumentos amplamente conhecidos e usados, como as regras e normas, sendo
muitas delas diretrizes do SIBiUSP para todas as bibliotecas do sistema , como é o
caso do código de catalogação utilizado, do formato de registro do banco de dados
bibliográficos e o vocabulário controlado para a indexação, respectivamente AACR2, MARC e Vocabulário Controlado do SIBiUSP.
Quanto à infraestrutura tecnológica , tem-se o banco de dados bibliográficos
da USP - conhecido como Dedalus - cujo software é o ALEPH 500 versão 20.
Nesse quesito as bibliotecas que integram o SIBiUSP também seguem a diretriz do
sistema, não tendo autonomia para a mudança, o que também impede a
implementação de mudanças para o futuro de forma independente das demais
bibliotecas.
Quanto á infraestrutura física , desde 2008 está em novo prédio, com novas
instalações e novo mobiliário. É importante registrar que há um apoio significativo e
de qualidade do SIBiUSP e da unidade para essa questão de infraestrutura, assim
como há do SIBiUSP para a questão da descrição do acervo.
Organização: possibilidades futuras
Considerando que a decisão sobre a organização do acervo está vinculada
também às decisões dos apoios do SIBiUSP e da unidade, e considerando também
o recém inaugurado prédio da Biblioteca, fica difícil definir algumas ações e objetivos
a serem alcançados isoladamente. Há, na verdade para esse ponto, sugestão de
possibilidades futuras do que se pretende ter daqui a dez anos.
Dessa maneira, após o estudo, entende-se que é fundamental manter os
espaços físicos adequados ao acervo e ao seu uso, prevendo seu crescimento para
os próximos dez anos. Uma possibilidade futura levantada é que um estudo sobre
uso e quantidade de exemplares deverá ser feito para que subsidie uma retirada do
acervo em desuso. Esse acervo seria armazenado em outros locais, com acesso
restrito, porém possível , liberando, por outro lado, espaço para as novas coleções
adquiridas, mais intensamente utilizadas e que sejam de interesse do momento. Da
mesma maneira, acervos eletrônicos precisarão de mais terminais para acesso. Um
elemento que apareceu como ponto muito importante nesse cenário é a
infraestrutura elétrica, uma vez que a maioria dos alunos possui seus próprios
notebooks e os levam para a Biblioteca, necessitando de um maior número de
tomadas disponíveis e corretamente localizadas ao longo das áreas de estudo.
Nesse sentido, um projeto de readequação da rede elétrica já foi proposto pela
urgência do contexto.

1966

�ii

Planejamento estratégico e sustentabilidade
StmwliO

::!i H.IciotI..Jde

= =::.~

Trabalho completo

Preservação: cenário atual

A preservação trata tanto das questões tradicionais envolvidas com a limpeza
e manutenção do acervo, observadas diariamente e trabalhadas ininterruptamente,
com os acondicionamentos corretos, com as condições térmicas e de luminosidade
adequados, como também com aquelas envolvidas com a preservação do conteúdo
das obras através da sua migração para outras mídias. Na migração outros dois
pontos são examinados: a questão da vigilância sobre as novas mídias disponíveis
no mercado e a análise dos impactos, vantagens e desvantagens da migração de
uma mídia para outra .
Após análise desse ponto, a Biblioteca apresenta o seguinte cenário: a
preservação e conservação tradicionais como, por exemplo, a limpeza do acervo é
um processo já sistematizado e com alto grau de qualidade. A limpeza é realizada
por pessoal destinado a essa tarefa e capacitado para tanto e ao final da limpeza do
acervo, o trabalho é recomeçado ininterruptamente, envolvendo a limpeza das
estantes e dos objetos individualmente. A desinsetização é realizada anualmente e
fica sob a responsabilidade da unidade, uma vez que é realizada no mesmo
momento e para todos os setores. O excesso de luminosidade e a ausência de
climatização do novo prédio são pontos frágeis quanto à preservação do acervo da
Biblioteca e, mesmo sendo solicitadas há muito tempo, não foi possível consolidar o
projeto até o momento. A climatização, em especial, acarreta não apenas o impacto
da variância da temperatura , como também a necessidade de manter janelas e
portas abertas para a circulação de ar, potencializando os danos causados pelo
próprio tempo com a entrada de pragas e excesso de sujeiras externas,
demandando um excesso de limpeza do acervo, o que também poderá agilizar a sua
deterioração. Os livros considerados raros e especiais possuem um local ao abrigo
da incidência direta de luz, mas assim como os demais acervos não possuem
sistema de climatização e acondicionamento especial. Não há um planejamento , e
consequente programa , para a migração dos conteúdos do acervo para um
armazenamento alternativo como, por exemplo , seria o armazenamento digital de
algumas obras. Com relação aos recursos financeiros destinados à preservação , a
Biblioteca conta anualmente com verba vinda do SIBiUSP e com esse objetivo
específico, seja ele, implementar melhorias para o acervo com o intuito de preservar
os objetos e seus conteúdos, incluindo a aquisição de mobiliários adequados. A
aplicação desse recurso, na prática , está na realização das tradicionais
encadernações das obras.
Preservação: possibilidades futuras

A questão da preservação foi dividida em outras duas a fim de compreender o
cenário todo da preservação e as diferentes formas de objeto e objetivos envolvidos.
A divisão resultou em :
a) análise e ações para os acervos impressos já existentes na
biblioteca;
b) análise e ações para os acervos originalmente digitais.
Para os acervos existentes e impressos a primeira questão engloba os itens

1967

�ii
::!i

Planejamento estratégico e sustentabilidade
StmwliO

H.IciotI..Jde

= =::.~

Trabalho completo

tradicionais da preservação, tais como climatização, luminosidade, limpeza e
condições gerais do acervo. No âmbito do ICMC, os itens climatização e
luminosidade ainda necessitam sensibilizar a alta administração da unidade para
serem implementados, entretanto, constam como ações futuras essenciais para a
manutenção da vida útil do acervo. Quanto aos objetos impressos em especial, temse como uma das ações futuras a necessidade do acondicionamento diferenciado
para os livros raros e especiais.
Outra ação que se coloca como primordial é a discussão sobre a migração de
determinados conteúdos para o formato digital, onde nessa discussão alguns pontos
devem ser notados com especial atenção, tais como: quais acervos serão migrados;
quais serão os critérios de escolha; serão migrados integralmente ou em partes;
serão migrados na sua totalidade de uma única vez ou conforme a demanda de uso;
quais são as melhores soluções tecnológicas existentes; como fica a questão dos
direitos autorais; se há disponível no mercado seus equivalentes digitais e qual o
custo.
Por último, outra discussão se faz necessária como consequência da anterior:
a urgência na vigilância das novas mídias colocadas no mercado constantemente e
o cuidado com ações baseadas nas promessas comerciais da preservação digital.
Pontos a serem levantados para serem observados: necessidade da migração;
necessidade da manutenção de alguns equipamentos em funcionamento e de
softwares específicos para o acesso às informações contidas em determinados
suportes mais antigos, como é o caso, por exemplo, dos vídeos em VHS , que
necessitam de equipamento próprio para serem vistos, textos em disquetes 1.44
cujos drives necessários para a sua leitura não estão mais disponíveis nos atuais
microcomputadores, acervos de música em discos de vinil ou longplays e tantas
outras mídias antigas ainda presentes em muitos acervos.
Para os acervos originalmente digitais, a maior questão de preservação que
se apresenta é a garantia de acesso eterno ou permanente ao conteúdo pago .
Assim, a ação se direciona na aquisição de tais conteúdos e, na melhor hipótese, na
sua hospedagem em máquinas da própria instituição, o que recai em outros dois
pontos: máquinas de grande capacidade e alta performance e formas de acesso
para os conteúdos, como, por exemplo, a existência de portais de conteúdo.
Importante salientar os estudos para o armazenamento em nuvens (C/oud
Computing) .
Divulgação: cenário atual
A divulgação engloba os produtos e serviços oriundos da organização do
acervo . Na verdade entende-se que a divulgação só é possível se os produtos e
serviços existem em quantidade e com variadas características, em função da
qualidade envolvida na sequência das etapas aqui discutidas. Assim, sem uma
seleção coerente e criteriosa do acervo, sem a organização detalhada e bem
constituída e a sua preservação assegurada, não haveria condições para oferecer
produtos e serviços.
Identificou-se na análise desse ponto a existência de diferentes catálogos
como produtos do acervo, o sistema para geração automática de fichas
catalográficas para as teses e dissertações, os boletins de aquisição, os conteúdos
online na íntegra , além de vários serviços prestados de forma presencial e remota ,

1968

�ii

Planejamento estratégico e sustentabilidade
StmwliO

::!i H.IciotI..Jde

= =::.~

Trabalho completo

treinamentos e cursos para o uso correto dos acervos e das fontes de informação
presentes na Biblioteca .
Divulgação: possibilidades futuras

Com relação à divulgação a principal preocupação recai sobre o acesso à
informação. Entende-se que a maior e melhor divulgação dos produtos e serviços
está na possibilidade de acesso ao maior número de informação e fontes possíveis,
de maneira ininterrupta, de qualidade e aliada aos objetivos do ensino, da pesquisa
e da extensão da unidade. Outras ações futuras também são apontadas quanto à
divulgação como a necessidade de planejamento e elaboração de produtos e
serviços inovadores a partir das possibilidades de acesso à informação e das
funcionalidades de softwares que possam ser implementados ao banco de dados
bibliográficos.

5 Considerações Finais
Primeiramente importa registrar que o relato feito é resultado de um estudo e
análise sobre o cenário atual e as possibilidades futuras vislumbradas para as
questões de seleção, organização, preservação e divulgação dos acervos do ICMC,
aqui, com especial enfoque ao acervo da Biblioteca da unidade. O acervo do Museu
de Instrumento de Cálculo Numérico e o acervo do Setor de Arquivo também
passaram por um estudo semelhante.
Esse estudo trouxe novos elementos para o 'pensar gerencial', trazendo
outros dados que fortalecem o rol de subsídios para a tomada de decisão quanto às
ações futuras a serem programadas. Além disso, elementos não tão novos assim
tornaram-se mais claros e evidentes após esse estudo e análise. Com todos esses
dados, porém, ainda torna-se difícil propor ações de longo prazo e que construirão
um objetivo futuro pela própria dinâmica das mudanças tanto tecnológicas quanto
culturais, pensando aqui nas necessidades de informação futuras da comunidade.
Torna-se uma tarefa árdua fazer um prognóstico de necessidades em meio a um
mundo técnico-científico tão veloz. É certo que, em fase de finalização da
proposição de ações para os acervos para os próximos dez anos, novas direções
serão tomadas a partir desse estudo e algumas ações serão implementadas.
Ainda como considerações, e não menos importantes, outros pontos foram
percebidos como vitais para um plano de gestão para dez anos, quais sejam :
a) a previsão dos recursos humanos necessários, não apenas para
comporem um quadro daqui a dez anos, mas sim e especialmente ao
longo dos anos, gradativamente, para contribuírem com as mudanças e
com os objetivos que se deseja atingir até lá , considerar ainda as
habilidades necessárias ao profissional;
b) a manutenção contínua da infraestrutura física e o planejamento de novos
espaços, espaços diferenciados seguindo a demanda da comunidade
usuária;
c) o planejamento cuidadoso da infraestrutura tecnológica , observando
questões de software e hardware para que determinados produtos e
serviços sejam exequíveis;

1969

�ii
::!i

Planejamento estratégico e sustentabilidade
StmwliO

H.IciotI..Jde

= =::.~

Trabalho completo

d) aquisição e investimentos em mobilidade (tablets, notebooks) ;
e) investimentos diferenciados em armazenamento e segurança dos dados,
tendências de armazenamento em nuvens;
f) controle e observância de varáveis do âmbito administrativo, como a
garantia de priorização das ações não apenas pela administração atual,
mas também e principalmente pelas administrações futuras que estarão
em pleno trabalho ao longo dos dez anos; a disponibilidade de recursos
financeiros ao longo dos dez anos e prever possíveis interferências de
políticas externas nas ações planejadas e suas consequências para o
plano de gestão.
Tendo como base a revisão de literatura apresentada pela ACRL (2010) é
possível constatar que as ações propostas pela biblioteca do ICMC estão alinhadas
com as principais tendências reconhecidas pelas pesquisas mais recentes na área e
toda a discussão acerca das situações atuais e futuras dos pilares, apresentados
como parâmetro para pautar esse estudo, foram embasados nos conceitos
apresentados para direcionarem as ações das bibliotecas do futuro .
6 Referências
ACRL RESEARCH PLANNING AND REVIEW COMMITTEE. 2010 top ten trends in
academic libraries: a review of the current literature. College &amp; Research Libraries
News, vol. 71 no. 6, p. 286-292, 2010 .
BARROS, M. O futuro das bibliotecas e livrarias. 2009. Disponível em :
&lt;http://bsf.org .br/2009/07 /08/0-futuro-das-bibliotecas-e-livrarias/&gt;. Acesso em : 21
abril 2012 .
CARUSO, F. As dez melhores suposições sobre o futuro das bibliotecas
acadêmicas e os bibliotecários. 2008 . Disponível em :
&lt;http://fabianocaruso.com/as-dez-melhores-suposicoes-sobre-o-futuro-dasbibliotecas-academicas-e-os-bibliotecarios/&gt;. Acesso em : 21 Abril 2012.
CUNHA, M.B. Construindo o futuro : a biblioteca universitária brasileira em 2010 . Cio
Inf., v.29, n.1 , p. 71-89, 2000 .
DRABENSTOTT, Karen M. and BURMAN, Celeste M. Revisão analítica da biblioteca
do futuro . Cio Inf. [online], v.26, n.2, 1997.
FERREIRA, S.M.S.P. Biblioteca do futuro : sonho ou realidade? Cio Inf. [online], v.26,
n.2, 1997.
MARTINEZ SOTO, M.J.D.C. Planejamento institucional: capacidade de conduzir
ações. São Paulo em Perspectiva , v.17, n.3-4 , p.198-204, 2003 .
SILVA, w.P. Planejamento estratégico, de curto, médio e longo prazo. 2009,
Dispon ível em : &lt;http://www.artigonal.com/gestao-artigos/planejamento-estrategico-

1970

�ii
::!i

Planejamento estratégico e sustentabilidade
StmwliO

H.IciotI..Jde

= =::.~

Trabalho completo

de-curto-medio-e-longo-prazo-764135.html&gt;. Acesso em : 21 Abril 2012 .
SMITH, R. Libaries of the future! Ebooks are driving momentous changes. In
Vancouver, librarians are inviting the public to help reinvent their mission . The Tyee,
march, 2012 . Disponível em: &lt;http://thetyee.ca/News/2012/03/05/Ebook-Libraries/&gt; .
Acesso em : 21 Abril 2012.
STALEY, D.J., MALENFANT, K. J. Futures thinking for academic librarians:
higher education in 2025. Chicago: ALA, ACRL, 2010 . Disponível em :
&lt;http://www.ala .org/acrl/sites/ala .org .acrl/files/contentlissues/value/futures2025.pdf&gt; .
Acesso em : 21 Abril 2012.

1971

�</text>
                  </elementText>
                </elementTextContainer>
              </element>
            </elementContainer>
          </elementSet>
        </elementSetContainer>
      </file>
    </fileContainer>
    <collection collectionId="49">
      <elementSetContainer>
        <elementSet elementSetId="1">
          <name>Dublin Core</name>
          <description>The Dublin Core metadata element set is common to all Omeka records, including items, files, and collections. For more information see, http://dublincore.org/documents/dces/.</description>
          <elementContainer>
            <element elementId="50">
              <name>Title</name>
              <description>A name given to the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51396">
                  <text>SNBU - Edição: 17 - Ano: 2012 (UFRGS - Gramado/RS)</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="49">
              <name>Subject</name>
              <description>The topic of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51397">
                  <text>Biblioteconomia&#13;
Documentação&#13;
Ciência da Informação&#13;
Bibliotecas Universitárias</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="41">
              <name>Description</name>
              <description>An account of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51398">
                  <text>Tema: A biblioteca universitária como laboratório na sociedade da informação.</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="39">
              <name>Creator</name>
              <description>An entity primarily responsible for making the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51399">
                  <text>SNBU - Seminário Nacional de Bibliotecas Universitárias</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="45">
              <name>Publisher</name>
              <description>An entity responsible for making the resource available</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51400">
                  <text>UFRGS</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="40">
              <name>Date</name>
              <description>A point or period of time associated with an event in the lifecycle of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51401">
                  <text>2012</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="44">
              <name>Language</name>
              <description>A language of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51402">
                  <text>Português</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="51">
              <name>Type</name>
              <description>The nature or genre of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51403">
                  <text>Evento</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="38">
              <name>Coverage</name>
              <description>The spatial or temporal topic of the resource, the spatial applicability of the resource, or the jurisdiction under which the resource is relevant</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51404">
                  <text>Gramado (Rio Grande do Sul)</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
          </elementContainer>
        </elementSet>
      </elementSetContainer>
    </collection>
    <itemType itemTypeId="8">
      <name>Event</name>
      <description>A non-persistent, time-based occurrence. Metadata for an event provides descriptive information that is the basis for discovery of the purpose, location, duration, and responsible agents associated with an event. Examples include an exhibition, webcast, conference, workshop, open day, performance, battle, trial, wedding, tea party, conflagration.</description>
    </itemType>
    <elementSetContainer>
      <elementSet elementSetId="1">
        <name>Dublin Core</name>
        <description>The Dublin Core metadata element set is common to all Omeka records, including items, files, and collections. For more information see, http://dublincore.org/documents/dces/.</description>
        <elementContainer>
          <element elementId="50">
            <name>Title</name>
            <description>A name given to the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="64238">
                <text>Biblioteca 2021: estudo preliminar do planejamento da gestão de acervos da Biblioteca do ICMC/USP.</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="39">
            <name>Creator</name>
            <description>An entity primarily responsible for making the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="64239">
                <text>Cristianini, Gláucia Maria Saia; Moraes, Juliana de Souza </text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="38">
            <name>Coverage</name>
            <description>The spatial or temporal topic of the resource, the spatial applicability of the resource, or the jurisdiction under which the resource is relevant</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="64240">
                <text>Gramado (Rio Grande do Sul)</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="45">
            <name>Publisher</name>
            <description>An entity responsible for making the resource available</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="64241">
                <text>UFRGS</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="40">
            <name>Date</name>
            <description>A point or period of time associated with an event in the lifecycle of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="64242">
                <text>2012</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="51">
            <name>Type</name>
            <description>The nature or genre of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="64244">
                <text>Evento</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="41">
            <name>Description</name>
            <description>An account of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="64245">
                <text>Este trabalho apresenta o estudo proposto para o planejamento da biblioteca Prof. Achille Bassi, do Instituto de Ciências Matemáticas e de Computação da Universidade de São Paulo – ICMC/USP – para o ano 2021. Trata-se de parte do Plano Diretor da unidade previsto para a próxima década. O estudo foi pautado em quatro pilares: a seleção, a organização, a preservação e a divulgação do acervo e pontuados com a apresentação do cenário atual e perspectivas futuras. A proposta apresentada, conjuntamente com os dados do Arquivo e do Museu do ICMC, pautará as diretrizes da unidade para o Plano de Gestão de Conhecimento e Acervo.</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="44">
            <name>Language</name>
            <description>A language of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="69540">
                <text>pt</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
        </elementContainer>
      </elementSet>
    </elementSetContainer>
  </item>
  <item itemId="6040" public="1" featured="0">
    <fileContainer>
      <file fileId="5104">
        <src>http://repositorio.febab.org.br/files/original/49/6040/SNBU2012_179.pdf</src>
        <authentication>ea23cf13c12be9b8b0c4f291bf74be46</authentication>
      </file>
    </fileContainer>
    <collection collectionId="49">
      <elementSetContainer>
        <elementSet elementSetId="1">
          <name>Dublin Core</name>
          <description>The Dublin Core metadata element set is common to all Omeka records, including items, files, and collections. For more information see, http://dublincore.org/documents/dces/.</description>
          <elementContainer>
            <element elementId="50">
              <name>Title</name>
              <description>A name given to the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51396">
                  <text>SNBU - Edição: 17 - Ano: 2012 (UFRGS - Gramado/RS)</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="49">
              <name>Subject</name>
              <description>The topic of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51397">
                  <text>Biblioteconomia&#13;
Documentação&#13;
Ciência da Informação&#13;
Bibliotecas Universitárias</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="41">
              <name>Description</name>
              <description>An account of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51398">
                  <text>Tema: A biblioteca universitária como laboratório na sociedade da informação.</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="39">
              <name>Creator</name>
              <description>An entity primarily responsible for making the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51399">
                  <text>SNBU - Seminário Nacional de Bibliotecas Universitárias</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="45">
              <name>Publisher</name>
              <description>An entity responsible for making the resource available</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51400">
                  <text>UFRGS</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="40">
              <name>Date</name>
              <description>A point or period of time associated with an event in the lifecycle of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51401">
                  <text>2012</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="44">
              <name>Language</name>
              <description>A language of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51402">
                  <text>Português</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="51">
              <name>Type</name>
              <description>The nature or genre of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51403">
                  <text>Evento</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="38">
              <name>Coverage</name>
              <description>The spatial or temporal topic of the resource, the spatial applicability of the resource, or the jurisdiction under which the resource is relevant</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51404">
                  <text>Gramado (Rio Grande do Sul)</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
          </elementContainer>
        </elementSet>
      </elementSetContainer>
    </collection>
    <itemType itemTypeId="8">
      <name>Event</name>
      <description>A non-persistent, time-based occurrence. Metadata for an event provides descriptive information that is the basis for discovery of the purpose, location, duration, and responsible agents associated with an event. Examples include an exhibition, webcast, conference, workshop, open day, performance, battle, trial, wedding, tea party, conflagration.</description>
    </itemType>
    <elementSetContainer>
      <elementSet elementSetId="1">
        <name>Dublin Core</name>
        <description>The Dublin Core metadata element set is common to all Omeka records, including items, files, and collections. For more information see, http://dublincore.org/documents/dces/.</description>
        <elementContainer>
          <element elementId="50">
            <name>Title</name>
            <description>A name given to the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="64230">
                <text>As práticas gestoras na biblioteca universitária.</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="39">
            <name>Creator</name>
            <description>An entity primarily responsible for making the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="64231">
                <text>Gomes, Henriette Ferreira; Lion, Samir Elias Kalil</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="38">
            <name>Coverage</name>
            <description>The spatial or temporal topic of the resource, the spatial applicability of the resource, or the jurisdiction under which the resource is relevant</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="64232">
                <text>Gramado (Rio Grande do Sul)</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="45">
            <name>Publisher</name>
            <description>An entity responsible for making the resource available</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="64233">
                <text>UFRGS</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="40">
            <name>Date</name>
            <description>A point or period of time associated with an event in the lifecycle of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="64234">
                <text>2012</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="51">
            <name>Type</name>
            <description>The nature or genre of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="64236">
                <text>Evento</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="41">
            <name>Description</name>
            <description>An account of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="64237">
                <text>Este artigo tem como objetivo a proposição de uma reflexão sobre as práticas gestoras na biblioteca universitária a partir das perspectivas analíticas da administração. Inicialmente, se consubstancia um entendimento entre as perspectivas da administração e as práticas gestoras na biblioteca universitária, seguido, ao mesmo tempo, da busca de um nexo causal entre essas práticas gestoras e a administração de bibliotecas, tanto sob a ótica da Ciência da Administração quanto sob a ótica da Ciência da Informação. Conclui-se trazendo um possível esquema para se refletir mais aprofundadamente sobre as práticas gestoras na biblioteca universitária.</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="44">
            <name>Language</name>
            <description>A language of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="69539">
                <text>pt</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
        </elementContainer>
      </elementSet>
    </elementSetContainer>
  </item>
  <item itemId="6039" public="1" featured="0">
    <fileContainer>
      <file fileId="5103">
        <src>http://repositorio.febab.org.br/files/original/49/6039/SNBU2012_178.pdf</src>
        <authentication>fb5e8de040c361f251dae8beeceae659</authentication>
        <elementSetContainer>
          <elementSet elementSetId="4">
            <name>PDF Text</name>
            <description/>
            <elementContainer>
              <element elementId="92">
                <name>Text</name>
                <description/>
                <elementTextContainer>
                  <elementText elementTextId="64229">
                    <text>Planejamento estratégico e sustentabilidade

aii

=

:,

"""""
NaooNlck
IiWituqJ

II"'JlI~

Trabalho completo

o QUE É BIBLIOTECA: UM OLHAR DOS ALUNOS DA EDUCAÇÃO
PROFISSIONAL
Mardônio Lacet dos Santos Júnior 1, Beatriz Alves de Sousa 2

2

'Especialista em técnica de arquivo e em Gestão Pública , Instituto Federal de Educação, Ciência e
Tecnologia da Paraíba ;
Doutoranda no Programa de Pós-Graduação Interdisciplinar em Ciências Humanas (UFSC) , Mestra
em Biblioteconomia (UFPB) , Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia da Paraíba

Resumo
Relata uma pesquisa junto aos usuanos da Biblioteca Nilo Peçanha do IFPB\
campus João Pessoa com objetivo de saber qual é a opinião deles sobre o que é
biblioteca. Trata-se de uma pesquisa exploratória que ocorreu em dois momentos
distintos (1996 e 2011). As duas consultas ocorreram no período em que se
comemorava a semana do livro e da biblioteca , ou seja, de 23 a 29 de outubro dos
anos citados. O instrumento de pesquisa foi uma papeleta, com espaço para
resposta, na qual continha a pergunta: Para você o que é biblioteca? Como
resultado, constatou-se que os participantes da pesquisa apontam a biblioteca como
local de conhecimento, estudo e pesquisa .
Palavras-chave : Biblioteca; Biblioteca Nilo Peçanha ; Usuário.

Abstract
It is a research accomplished with the users of the IFPB Nilo Peçanha library,
campus João Pessoa, with the aim to know their opinion about the meaning of
library. It is an exploratory research that occurred in two different periods of time
(1996 and 2011). Both questionings happened during the book and library week
celebration, that is, from October 23 rd to 29th of the mentioned years. The research
instrument was a notice, with a blank for the answer, containing the question: What
does library mean for you? As result, it was realized that the participants pointed out
the library as a place for knowledge, study and research .
Keywords: Library; Nilo Peçanha library; User.

1 A biblioteca e suas concepções
Ao longo dos tempos, ouviu-se dizer que a importância da biblioteca era a
preservação da memória com o seu acervo de obras impressas preservando os
1

Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia da Paraíba.

1934

�Planejamento estratégico e sustentabilidade

aii

"""""
NaooNlck

:,

II"'JlI~

=

IiWituqJ

Trabalho completo

conhecimentos da civilização . Atualmente, esses conhecimentos existem sob muitas
formas: textos, gráficos, sons, imagens, em formato digital podendo
ser distribuídos em redes mundiais acessíveis a qualquer indivíduo o que acaba a
prerrogativa desse conhecimento ser privilégio de poucos que chegam às
academias (CUNHA, 2000).
Sendo assim , qual é a importância da Biblioteca nos dias atuais? Autores
como Drabenstott, Burman e Macedo (1997) entendem que as tecnologias de
informação e comunicação, TICs, não vão suprimir outros meios tradicionais de
organizar, armazenar e disponibilizar o conhecimento e visualizam, ainda, que
documentos impressos podem coexistir perfeitamente com publicações em outros
formatos. Os autores afirmam também que as bibliotecas continuarão a acrescentar
novos processos tecnológicos, sem , entretanto, substituí-los completamente pelos
existentes o princípio norteador para tanto é usar a tecnologia apropriada para cada
propósito particular (DRABENSTOTT, BURMAN e MACEDO, 1997).
Na visão de Fragoso (1994), qualquer que seja o tipo de escola ou instituição
de ensino é imprescindível que, em sua estrutura administrativa, preconize a
existência de uma biblioteca . Para o autor, a biblioteca e seus bibliotecários são
fundamentalmente copartícipes de uma educação integrada, na qual educandos e
educadores, comunidade e família , setores e espaços escolares sejam tratados de
forma que contemplem discussões de conteúdos, de metodologias e de avaliações,
contribuindo para uma formação participativa .
A abordagem trazida pelo autor mostra que a biblioteca, como setor articulado
e participativo no meio escolar, integra-se ao universo da educação, tal como dispõe
a Lei nO 12.244, de 24 de maio de 2010, que trata da universalização das bibliotecas
nas instituições de ensino do País.
Art. 1° As instituições de ensino públicas e privadas de todos os
sistemas de ensino do País contarão com bibliotecas, nos termos
desta Lei. Art. 2° Para os fins desta Lei considera-se biblioteca
escolar a coleção de livros, materiais videográficos e documentos
registrados em qualquer suporte destinados a consulta , pesquisa,
estudo ou leitura (BRASIL, 2010, grifo nosso) .

Na compreensão de Campello (2010, p. 7), para se enquadrar como
produtora de conhecimento, a biblioteca deve se portar como "espaços de
aprendizagem que propiciem e estimulem conexões entre saberes; que são
laboratórios - não de equipamentos e apetrechos - mas de ideia. "Portanto , se a
biblioteca oferecer um padrão de infraestrutura adequada e aparelhamento técnico
compatível com as necessidades de sua instituição mantenedora, além de acervos e
coleções que atendam aos requisitos de educação, formação, capacitação e
qualificação de indivíduos, considerando os objetivos de sua instituição, justifica-se
como local de aprendizagem e necessária a sua existência.
Nesta perspectiva, a biblioteca se estabelece como espaço da disseminação
do saber, no contexto das instituições sociais e para o indivíduo que se relaciona
com esse universo. A biblioteca se diversifica e atende às características que
apresenta à comunidade de usuários a que serve . Por tanto, designam-se como:
pública , escolar, universitária, especializada e nacional. Todas, igualmente, podem
ser "conceituadas, unicamente como uma coleção organizada de livros impressos ou
de quaisquer outros documentos, nomeadamente gráficos e audiovisuais, assim

1935

�Planejamento estratégico e sustentabilidade

aii

"""""
NaooNlck

:,

II"'JlI~

=

IiWituqJ

Trabalho completo

como os serviços do pessoal que facilita a consulta destes documentos" (FREITAS,
1998, p. 149).
A IFLA em sua declaração sobre as bibliotecas e a liberdade intelectual afirma
o seguinte:
As bibliotecas proporcionam acesso à informação, às ideias e às
obras da imaginação. Servem como portas de acesso ao
conhecimento, ao pensamento e à cultura. [00 ']. Têm a
responsabilidade de garantir e facilitar o acesso às expressões do
conhecimento e da atividade intelectual. Com este fim , as bibliotecas
devem adquirir, preservar e disponibilizar a mais ampla variedade de
documentos, refletindo a pluralidade (IFLA, online).

Já Sousa, por sua vez, (2008, p. 19) conceituou biblioteca como :
Unidade de informação que dispõe de uma coleção sistematicamente
organizada, tendo em vista seu efetivo uso; serve de fonte para a
leitura, o estudo e a pesquisa. Seu propósito é contribuir para o
desenvolvimento cultural e intelectual do homem, seja em caráter
individual ou coletivo. Assim sendo, é considerada um meio universal
e permanente de autoeducação. Quanto ao estado físico, a biblioteca
pode ser real ou virtual ; quanto à categoria , depende do seu objetivo
e do público a que assiste; pode ser infantil, escolar, especializada,
comunitária (pública), universitária e em todo país tem a Biblioteca
Nacional; quanto ao órgão mantenedor, pode ser público ou
particular.

Pelo exposto até o momento, biblioteca contextualiza-se no meio educacional
onde suas funções coadunam e exprimem-se em termos e expressões como uma
fonte indispensável à formação intelectual e integral do indivíduo.
Com base nesse entendimento, e procurando saber como essa instituição é
reconhecida no meio acadêmico, foi realizada uma pesquisa junto aos usuários da
Biblioteca Nilo Peçanha do IFPB, campus João Pessoa com objetivo de saber qual é
a opinião deles sobre o significado da biblioteca .

2 Ambiente da pesquisa: Biblioteca Nilo Peçanha
Os primeiros registros da existência da Biblioteca Nilo Peçanha, de que se tem
conhecimento, datam de 1968. No entanto, somente em 1976 na gestão do
professor Itapuan Bôtto de Meneses, a biblioteca adquire sede própria sendo
inaugurada em 03 de dezembro do referido ano. Essa teve como função reunir,
organizar e difundir as informações necessárias ao ensino e à pesquisa exigida nos
cursos ministrados pela instituição.
Com a finalidade de atender às grandes mudanças ocorridas nas áreas da
informação e da documentação, essa biblioteca passou por uma reforma na sua
estrutura física dentro dos mais modernos padrões da arquitetura , com ampliação do
espaço físico e novas instalações elétricas e sistema de climatização. Foi
reinaugurada em 18 de dezembro de 2001 , na gestão do professor Almiro de Sá
Ferreira .
A referida biblioteca não pertence a uma categoria específica em razão do
público a que atende. Funciona como biblioteca escolar porque atende a alunos do

1936

�Planejamento estratégico e sustentabilidade

aii

"""""
NaooNlck

:,

II"'JlI~

=

IiWituqJ

Trabalho completo

ensino médio; pode ser considerada especializada porque atende ao ensino técnico
e é, fundamentalmente, universitária porque faz parte de um instituto de ensino
superior atendendo a um público universitário, que se constitui de aluno, professor e
pesquisador. Isso dificulta não apenas a sua nomenclatura, mas principalmente
cumprir seus objetivos que se referem a atender de forma eficiente às necessidades
de informação dos seus usuários-clientes. Sua função é reunir, organizar, e difundir
as informações necessárias ao ensino, à pesquisa e a extensão. Para tanto, seus
acervos e serviços devem estar em consonância com os programas de ensino
ministrados pelo Instituto.
2.1 Estrutura organizacional
Pavimento térreo : Hall de recepção, sala da coleção especial, sala de
processos técnicos, biblioteca virtual, hall de exposições, sala de estudo
programado, cabines coletivas, coordenação, setor de empréstimos, banheiros.
1.° Pavimento: Acervo geral, salão de estudos, setor de organização e
manutenção do acervo.
2.2 Serviços oferecidos
a) Ambiente favorável ao estudo e à pesquisa;
b) Salão de leitura e cabines coletivas;
c) Livre acesso às estantes do acervo geral com direito à consulta de todos os
documentos registrados na Biblioteca;
d) Orientação técnica para elaboração e apresentação de trabalhos acadêmicos,
com base na ABNT;
e) Sala de estudo programado destinada a reuniões, palestras e cursos, com
reserva antecipada;
f) Programas de ação e extensão cultural realizados pela Biblioteca ;
g) Uso de computadores e outros equipamentos para realização de pesquisas,
digitação de trabalhos e impressão de cópias, permitidos aos servidores e
alunos do IFPB;
h) Levantamento de informação;
i) Empréstimo domiciliar de documentos do acervo geral;
j) Empréstimo especial reservado a documentos considerados especiais p/ esta
Biblioteca;
k) Visita dirigida: indicada para os novos usuários ou solicitada por professores
para grupos de alunos, tendo a finalidade de familiarizar os usuários quanto aos
serviços, normas e uso da Biblioteca. Estas visitas são agendadas previamente;
i) Serviços de alerta: divulgação através de folder, informativos em murais,
catálogos e programas de ação e extensão cultural. (SOUSA, 2005).

3 Metodologia
Trata-se de uma pesquisa exploratória que ocorreu em dois momentos
distintos (1996 e 2011). As duas consultas ocorreram no período em que se

1937

�Planejamento estratégico e sustentabilidade

aii

"""""
NaooNlck

:,

II"'JlI~

=

IiWituqJ

Trabalho completo

comemorava a semana do livro e da biblioteca , ou seja, de 23 a 29 de outubro dos
anos citados.
O instrumento de pesquisa foi uma papeleta contendo a pergunta: Para você
o que é biblioteca? Havia espaço para resposta, sendo que o respondente não
precisava se identificar.
Nos dois momentos, houve a distribuição da mesma quantidade de papeleta,
ou seja, 100 (cem) unidades. Sendo que das 100 papeletas entregues, no ano de
1996, 53 foram devolvidas respondidas. No entanto, em 2011 das 100 papeletas
entregues, foram devolvidas 72 . Em suas respostas, os usuários deixaram suas
impressões, tanto sobre o que é uma biblioteca como acerca da própria Biblioteca
Nilo Peçanha , pois, apesar de não fazerem menção a essa biblioteca , no conteúdo
de suas respostas ficou clara essa relação.
3.1 Procedimentos
Em 1996 as papeletas devolvidas foram afixadas em um mural exposto na
biblioteca. Logo após, foi realizada uma análise dos conteúdos cujos resultados, na
época , serviram de suporte para melhoria dos serviços oferecidos e, agora , quinze
anos depois, serviram de modelo e de inspiração para este gratificante trabalho .
Em 2011 , a devolução foi feita em uma caixa de sugestões posta no recinto
da biblioteca . Para ser feita uma comparação justa com os alunos do período
anterior (1996) , a pesquisa foi realizada somente com os alunos de ensino médio e
do técnico integrado, deixando de fora os alunos do ensino superior em razão de
que em 1996, não ter essa modalidade de ensino na instituição.
Procurou-se extrair das respostas elementos que confirmam possíveis
mudanças emblemáticas e simbólicas do que representa uma biblioteca para os
estudantes de 1996, da ETFPB, e o que representa esse mesmo setor para
estudantes de 2011 , do IFPB.
Todavia , o espaço temporal de quinze anos, que representar uma excepcional
distância para os avanços tecnológicos, no âmbito social e pedagógico, pode
também , revelar uma significativa possibilidade de identificação entre o que é
considerado como "antigo" e o que é visto como "moderno". Principalmente quando
estamos em uma Instituição que preconiza a TIC como formação e atualização de
profissionais, por meio do ensino e da técnica . Neste sentido, qualquer indício das
TICs, nas respostas dos alunos, foi considerado como marcadores de tempo da
moderna sociedade da informação.
Quando se trata de análise de conteúdo, é preciso ponderar sobre as
possíveis respostas. Com o objetivo de atingir uma significação profunda dos textos,
questionamos: O que é passível de interpretação em um texto? Estaremos
habilitados metodologicamente a interpretar mensagens obscuras? Deixar-nosemos levar por uma objetividade excessiva ou por um sentimento de pertencimento
com alguma resposta?
Neste movimento de interpretação pendular da análise de conteúdo entre a
objetividade e a subjetividade, haverá sempre o risco de invalidar a análise, ou pelo
excesso de rigor positivista , herdeiro do ideal Iluminismo, ou pela presença acirrada
da ideologia, que obscurece o olhar e endurece as amarras de novas perspectivas.
Neste sentido, propomos uma aproximação da neutralidade científica possível, ou
seja, delimitaremos no campo de estudo o que a literatura e seus autores

1938

�Planejamento estratégico e sustentabilidade

aii

"""""
NaooNlck

:,

II"'JlI~

=

IiWituqJ

Trabalho completo

preconizam, procurando, desta forma, elementos de identificação com a realidade
científica .

4 Resultados parciais
Para facilitar a compreensão desse estudo foi feita uma divisão por grupos de
temáticas abordadas pelos usuários, os quais são expostos a seguir.
4.1 Estudo, pesquisa
Em 1996, 17 usuários, ou seja32% do total dos respondentes classificaram a
biblioteca como lugar que inspira motivação ao ato de estudar e de pesquisar.
Enquanto que em 2011 , foram 23 respostas, compreendendo cerca de 32% dos
usuários que classificaram a biblioteca dessa maneira. A seguir fragmentos
constatados nas respostas desses usuários que elucidam a especificação desse
grupo.
(1996)
A biblioteca é .. .
"O lugar onde realmente encontramos motivação para estudar".
"Local onde podemos estudar. "
"Onde encontramos melhores condições para estudar".
"O centro de estudo, de pesquisa".
"Espaço onde conseguimos relaxar para estudar".
"Um cantinho que realmente é sossegado e que nós alunos
aproveitamos para estudar".
"Um espaço físico de pesquisa, estudo, consulta de livros".
(2011)
"Local que os estudantes de uma determinada instituição têm, para
estudar, ler, pensar, fazer exercícios, estimular sua inteligência. Nela
podem-se consultar livros e fazer pesquisas para uso educacional ou
próprio".
"Um lugar que conseguimos nos concentrar para resolver exercícios,
praticar a leitura, estudar, fazer pesquisas etc., desde que esse
espaço nos ofereça suporte, conteúdo, silêncio e bom atendimento".
"Ambiente de estudo, pesquisa e de outras atividades relacionadas
com o estudante".
"Um dos poucos lugares onde eu posso estudar com conforto".
"Para mim, biblioteca é um lugar onde você pode completar o ensino
e o estudo. Onde você pode vir para pesquisar e estudar".
"Melhor local para estudar com conforto".
"Um espaço reservado para os estudos, com grande acervo, que
deve ser bem planejado e utilizado".
"Local onde podemos buscar fontes de estudo, realizar atividades
educacionais".
"É um lugar de estudo".

4.2 Conhecimento, aprendizagem, saber

1939

�Planejamento estratégico e sustentabilidade

aii

"""""
NaooNlck

:,

II"'JlI~

=

IiWituqJ

Trabalho completo

17 participantes da pesquisa, cerca de 32% dos pesquisados em 1996,
identificaram a biblioteca como lugar onde se ampliam, aumentam e estão reunidos
o conhecimento e a aprendizagem . Em 2011, esse número aumentou para 41
respondentes, (57%) . Algumas argumentações feitas pelos pesquisados a esse
respeito.
(1996)
"Biblioteca é o melhor lugar para se adquirir conhecimento para que
possamos fluir um pouco de sabedoria".
"Local onde podemos aprimorar os nossos conhecimentos".
"É nela que estão reunidos todos os conhecimentos, dos mais
ínfimos aos mais importantes, isto é biblioteca".
"Biblioteca: local onde se deseja que o conhecimento seja o alicerce".
"Casa da sabedoria".
"Biblioteca é o lar do saber, é o início da sabedoria".
"Biblioteca é uma vasta imensidão de conhecimento, onde se filtra a
ignorância pelo saber".
"Lugar onde nós vamos procurar algo para aprimorar nossos
conhecimentos" .
"É um local de atualização e aquisição de cultura".
"Biblioteca é um local reservado para todos aqueles que querem
elevar o conhecimento".
"Biblioteca é mais uma casa da sabedoria".
"Biblioteca é o lugar onde se encontra parte do saber contido nos
livros".
"Onde aprendemos sobre o mundo através das páginas dos livros".
"Uma porta, uma oportunidade para o conhecimento que se abre
para o leitor, à medida que este abre novos livros".
"Biblioteca é o recanto dos estudantes, um lugar onde adquirimos
cultura e conhecimento".
(2011 )
"Um ambiente de estudo e consulta de acervos, para ampliação dos
conhecimentos" .
"Espaço utilizado por estudantes para ajudar em pesquisas e no
aumento de conhecimento".
"Um lugar onde o objetivo principal é o conhecimento que seus
componentes , como os livros, têm a passar".
"Um universo multicultural, onde o principal objetivo dos que
procuram este universo é o conhecimento".
"Lugar de aprender, conhecer. Lugar de sabedoria e concentração".
"Local de busca do conhecimento e do complemento para o infinito
saber".
"É um espaço reservado e destinado à dedicação do aprendizado,
buscando melhorias e complementos".

4.3 Informação
05 usuários, cerca de 5,5% dos respondentes de 1996, classificaram a
biblioteca como local de tratamento da informação.e apenas, um respondente de
2011 fez referência a essa temática .

1940

�Planejamento estratégico e sustentabilidade

aii

"""""
NaooNlck

:,

II"'JlI~

=

IiWituqJ

Trabalho completo

1996
"Biblioteca é um local que tem como objetivo maior organizar e
disseminar informações de forma democrática".
"Biblioteca, local onde é armazenada, organizada e disseminada a
informação".

2011
"É um lugar onde existe troca de informação, onde as pessoas
encontram aprendizado através dos livros".

4.4 Leitura , lazer
14 respondentes, ou seja , 26% dos participantes da pesquisa de 1996,
fizeram alusão à biblioteca como ambiente de lazer e leitura recreativa.
"A biblioteca é o lugar onde viajamos pelos quatro cantos da terra,
sem sair do lugar".
"Onde podemos viajar na leitura e descobrir que a vida é um eterno
aprendizado".
"A biblioteca existe tanto para o lazer como é uma necessidade vital
para qualquer pesquisador".
"Onde passo tardes prazerosas concentrado na leitura".
"É o lugar do lazer, é um pouco de tudo da nossa vida".

4.5 Uso das TICs
05 participantes da pesquisa de 2011 relacionaram a biblioteca a um local no
qual é imprescindível o uso das TICs como ferramenta de estudo e pesquisa . Nesse
sentido, fizeram um apelo aos gestores da Biblioteca Nilo Peçanha que
disponibilizassem essas tecnologias na referida biblioteca.
"A biblioteca é um ambiente de estudo nele você encontrará vários
instrumentos que te auxiliam, como livros atualizados, internet, além
de tomadas para a utilização de notebooks".
"Para mim é um ambiente de estudo. Porém a biblioteca do IFPB
falta estrutura: exemplo, tomadas para notebooks e para um
ambiente de estudo nada melhor que WI-FI para os notebooks".
"Gostaria que a biblioteca do IFPB tivesse em suas instalações
tomadas, pois para nós o computador é de estrema importância e
não temos como usar na biblioteca".
"Lugar onde é possível adquirir conhecimento para a vida pessoal e
acadêmica, a partir de vários meios (livros, multimídia e acesso à
redes de computadores".

4.6 Fundamental, indispensável
Neste grupo somente dois usuários, dos consultados em 2011, reconheceram
a biblioteca como local indispensável para o educando. "É de fundamental
importância a existência de biblioteca em uma cidade, tanto para facilitar a vida dos
estudantes quanto para conservar livros. "Para mim, a biblioteca é um subsídio
muito importante indispensável na vida do aluno".

1941

�Planejamento estratégico e sustentabilidade

aii

"""""
NaooNlck

:,

II"'JlI~

=

IiWituqJ

Trabalho completo

Apesar de a pesquisa não ter especificado a Biblioteca Nilo Peçanha, dois
usuários referiram-se a essa biblioteca e manifestaram sua opinião acerca dos
serviços por ela oferecidos. Outros seis pesquisados aproveitaram a pesquisa para
reclamar da falta de silêncio nesse ambiente de estudo

5 Considerações finais
O que podemos auferir dos alunos da educação profissional de 1996 e de
2011?
Parece-nos que os alunos de 1996 tinham em mente questões que
relacionavam a biblioteca a lugar de cultura , leitura e lazer. Situação que não se
repete em nenhuma das respostas dadas pelos alunos de 2011 . No nosso entender,
isso pode ser explicado pelo fato de nossas bibliotecas não desempenharem o seu
papel cultural de realizar eventos, divulgar, participar, promover atividades culturais
que envolvam cinema, teatro, arte, literatura, entre outras manifestações que
mostrem a biblioteca como um local de cultura . Da mesma forma ocorre com relação
à leitura, se fala muito acerca da sua importância, mas a biblioteca não desenvolve
programas que estimulem a sua prática . Percebe-se um desligamento entre ler um
texto para realizar uma atividade escolar e ler um texto por prazer, para acrescentar
conhecimentos, aprender para a vida. Sabe-se da importância dessa atividade para
o engrandecimento do indivíduo, mas falta essa preocupação das bibliotecas em ter,
em seus acervos, bons livros de literatura e informação em geral a fim de se
estimular a leitura como fonte de lazer. Por meio das respostas dos participantes da
pesquisa ficou claro que a biblioteca é considerada como o local ideal onde o aluno
pode estudar e realizar suas pesquisas.
Estudo, pesquisa , conhecimento, saber e informação são termos que
representam a biblioteca de ontem e a de hoje de acordo com as respostas dos
alunos. No entanto, a biblioteca como um ambiente fundamental , indispensável só
estão presentes nos discursos dos alunos de 2011 . Também como era de se
esperar, nas respostas dadas pelos usuários de 2011, tivemos a presença de
indicadores da "modernidade". Aliás, respostas estas que cobram da gestão da
biblioteca a atualização da infraestrutura para que se ofereçam oportunidades para
utilização dos novos recursos tecnológicos.
Nas respostas dadas, pelos pesquisados sobre biblioteca , assimilou-se a
conceituação apresentada por Freitas (1998, p.149) que aponta ser uma "coleção
organizada de livros impressos ou de quaisquer outros documentos, nomeadamente
gráficos e audiovisuais, assim como os serviços do pessoal que facilita a consulta
destes documentos". Conceito, sem dúvida, verdadeiro, mas no nosso entender
biblioteca é muito mais do que isso Sousa (2008, p. 19) ressalta que:
A unidade de informação é um espaço que dispõe de uma coleção
sistematicamente organizada, tendo em vista seu efetivo uso; serve
de fonte para a leitura, o estudo e a pesquisa. Seu propósito é
contribuir para o desenvolvimento cultural e intelectual do homem ,
seja em caráter ind ividual ou coletivo. Assim sendo, é considerada
um meio universal e permanente de autoeducação [.. .).

Por fim, as respostas dadas, na pesqu isa , nos levam a refletir sobre a
atuação de nossas bibliotecas, pois pelo exposto o que elas estão transmitindo para
seus usuários não está condizente com seus objetivos, com o seu papel social e

1942

�Planejamento estratégico e sustentabilidade

aii

=

:,

"""""
NaooNlck
IiWituqJ

II"'JlI~

Trabalho completo

cultural de formar cidadãos e cidadãs conscientes com diversidade de ideias e
opiniões, com independência e liberdade intelectual, capazes de exercer os seus
direitos democráticos, de terem um papel ativo na sociedade e de se manterem em
permanente aprendizagem ao longo da vida .

Referências
BRASIL. Lei nO 12.244, de 24 de maio de 2010 . Dispõe sobre a universalização das
bibliotecas nas instituições de ensino do País. Disponível em :
&lt;http ://www.cfb.org .br/projetos.php?codigo=18&gt;. Acesso em : 8 novo2011 .
CAMPELLO, Bernadete (Org .). Biblioteca escolar como espaço de produção do
conhecimento: parâmetros para bibliotecas escolares. Belo Horizonte: UFMG;
Grupo de Estudo em Biblioteca Escolar, 2010 . 36 p. Disponível em:
&lt;http ://www.cfb.org .br/projetos.php? 20&gt; . Acesso em : 8 novo2011 .
CUNHA, Murilo Bastos da. Construindo o futuro : a biblioteca universitária brasileira
em 2010 . Ciência da Informação, Brasília , v.29 , n.1, p.71-89 , jan./abr.2000.
DRABENSTOTT, Karen M., BURMAN, Celeste M., MACEDO, Neuza Dias de.
Revisão analítica da biblioteca do futuro . Ciência da Informação, 1997. Disponível
em: &lt;http://dx.doi.org/10.1590/S0100-19651997000200001 .&gt;. Acesso em 01 abr.
2012 .
FRAGOSO, Graça Maria (Org .). Biblioteca e escola: uma atividade interdisciplinar.
Minas Gerais: Editora Lê, 1994. 68 p.
FREITAS, Eduardo de. As bibliotecas em Portugal : elementos para uma avaliação.
Lisboa : Observatório das Atividades Culturais, 1998.
IFLA [Intematianal Federatian af Library Assaciatians and Institutians]- Declaração
da IFLA sobre as Bibliotecas e a Liberdade Intelectual [online]. .
Dispon ível na Internet: &lt;http://www.ifla .org/faife/policy/iflastaUiflastat_pt.htm&gt; .
SOUSA, Beatriz Alves. Glossário: biblioteconomia - arquivalogia - comunicação e
Ciência da informação. 2. ed . João Pessoa : Universitária, 2008 . 133 p.
SOUSA, Beatriz Alves de. Perfil da biblioteca Nilo Peçanha , 2005 . (Banner).

1943

�</text>
                  </elementText>
                </elementTextContainer>
              </element>
            </elementContainer>
          </elementSet>
        </elementSetContainer>
      </file>
    </fileContainer>
    <collection collectionId="49">
      <elementSetContainer>
        <elementSet elementSetId="1">
          <name>Dublin Core</name>
          <description>The Dublin Core metadata element set is common to all Omeka records, including items, files, and collections. For more information see, http://dublincore.org/documents/dces/.</description>
          <elementContainer>
            <element elementId="50">
              <name>Title</name>
              <description>A name given to the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51396">
                  <text>SNBU - Edição: 17 - Ano: 2012 (UFRGS - Gramado/RS)</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="49">
              <name>Subject</name>
              <description>The topic of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51397">
                  <text>Biblioteconomia&#13;
Documentação&#13;
Ciência da Informação&#13;
Bibliotecas Universitárias</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="41">
              <name>Description</name>
              <description>An account of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51398">
                  <text>Tema: A biblioteca universitária como laboratório na sociedade da informação.</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="39">
              <name>Creator</name>
              <description>An entity primarily responsible for making the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51399">
                  <text>SNBU - Seminário Nacional de Bibliotecas Universitárias</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="45">
              <name>Publisher</name>
              <description>An entity responsible for making the resource available</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51400">
                  <text>UFRGS</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="40">
              <name>Date</name>
              <description>A point or period of time associated with an event in the lifecycle of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51401">
                  <text>2012</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="44">
              <name>Language</name>
              <description>A language of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51402">
                  <text>Português</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="51">
              <name>Type</name>
              <description>The nature or genre of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51403">
                  <text>Evento</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="38">
              <name>Coverage</name>
              <description>The spatial or temporal topic of the resource, the spatial applicability of the resource, or the jurisdiction under which the resource is relevant</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51404">
                  <text>Gramado (Rio Grande do Sul)</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
          </elementContainer>
        </elementSet>
      </elementSetContainer>
    </collection>
    <itemType itemTypeId="8">
      <name>Event</name>
      <description>A non-persistent, time-based occurrence. Metadata for an event provides descriptive information that is the basis for discovery of the purpose, location, duration, and responsible agents associated with an event. Examples include an exhibition, webcast, conference, workshop, open day, performance, battle, trial, wedding, tea party, conflagration.</description>
    </itemType>
    <elementSetContainer>
      <elementSet elementSetId="1">
        <name>Dublin Core</name>
        <description>The Dublin Core metadata element set is common to all Omeka records, including items, files, and collections. For more information see, http://dublincore.org/documents/dces/.</description>
        <elementContainer>
          <element elementId="50">
            <name>Title</name>
            <description>A name given to the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="64221">
                <text>O que é biblioteca: um olhar dos alunos da educação profissional.</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="39">
            <name>Creator</name>
            <description>An entity primarily responsible for making the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="64222">
                <text>Santos Júnior, Mardônio Lacet dos; Sousa, Beatriz Alves de</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="38">
            <name>Coverage</name>
            <description>The spatial or temporal topic of the resource, the spatial applicability of the resource, or the jurisdiction under which the resource is relevant</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="64223">
                <text>Gramado (Rio Grande do Sul)</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="45">
            <name>Publisher</name>
            <description>An entity responsible for making the resource available</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="64224">
                <text>UFRGS</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="40">
            <name>Date</name>
            <description>A point or period of time associated with an event in the lifecycle of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="64225">
                <text>2012</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="51">
            <name>Type</name>
            <description>The nature or genre of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="64227">
                <text>Evento</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="41">
            <name>Description</name>
            <description>An account of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="64228">
                <text>Relata uma pesquisa junto aos usuários da Biblioteca Nilo Peçanha do IFPB1, campus João Pessoa com objetivo de saber qual é a opinião deles sobre o que é biblioteca. Trata-se de uma pesquisa exploratória que ocorreu em dois momentos distintos (1996 e 2011). As duas consultas ocorreram no período em que se comemorava a semana do livro e da biblioteca, ou seja, de 23 a 29 de outubro dos anos citados. O instrumento de pesquisa foi uma papeleta, com espaço para resposta, na qual continha a pergunta: Para você o que é biblioteca? Como resultado, constatou-se que os participantes da pesquisa apontam a biblioteca como local de conhecimento, estudo e pesquisa.</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="44">
            <name>Language</name>
            <description>A language of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="69538">
                <text>pt</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
        </elementContainer>
      </elementSet>
    </elementSetContainer>
  </item>
  <item itemId="6038" public="1" featured="0">
    <fileContainer>
      <file fileId="5102">
        <src>http://repositorio.febab.org.br/files/original/49/6038/SNBU2012_177.pdf</src>
        <authentication>347b39265889e77a1c62c59ae47ac3d8</authentication>
        <elementSetContainer>
          <elementSet elementSetId="4">
            <name>PDF Text</name>
            <description/>
            <elementContainer>
              <element elementId="92">
                <name>Text</name>
                <description/>
                <elementTextContainer>
                  <elementText elementTextId="64220">
                    <text>Planejamento estratégico e sustentabilidade
i! """"'"
MaooNlck

~

=

:,

IiWitt.UJ

1I....111~

Resumo expandido

BIBLIOTECA UNIVERSITÁRIA E ACESSIBILIDADE: uma reflexão
Regycléia Botelho Alves Figueiredo 1
1

Especialista em Leitura e Formação de Leitores, Universidade Federal do Maranhão , São
Luís, Maranhão.

1 Introdução
A questão inclusiva no ensino brasileiro, há anos vem sendo fortalecida.
Observa-se, entretanto que a garantia e o acesso inclusivo ao ensino recebeu
inúmeros instrumentos legais que buscaram nortear o ensino, garantindo o direito
aos portadores de deficiência no Brasil e no mundo.
No Brasil, o atendimento às pessoas com deficiência teve início na época
do Império, com a criação de duas instituições: o Imperial Instituto dos Meninos
Cegos, em 1854, atual Instituto Benjamin Constant (IBC); e do Instituto dos Surdos
Mudos, em 1857, hoje Instituto Nacional da Educação dos Surdos -INES , ambos no
Rio de Janeiro. No início do século XX foi fundado o Instituto Pestalozzi (1926) ,
especializado no atendimento às pessoas com deficiência mental; em 1954, é
fundada a primeira Associação de Pais e Amigos dos Excepcionais (APAE) e, em
1945, é criado o primeiro atendimento educacional especializado às pessoas com
superdotação na Sociedade Pestalozzi, por Helena Antipoff. (BRASIL. Ministério ... ,
2007)
Observa-se que, historicamente, a questão inclusiva recebeu inúmeros
instrumentos normativos nas últimas décadas, a saber:
a) Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional - LDBEN,
Lei nO 4.024/61, que foi alterada por meio da Lei n °
5.692/71 ;
b) As Declarações Mundiais de Educação para Todos (1990)
e a Declaração de Salamanca (1994) ;
c) A Política Nacional de Educação Especial, em 1994;
d) Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional, Lei nO
9.394/96 ;
e) O Decreto nO 3.298/99, que regulamenta a Lei nO 7.853/89,
ao dispor sobre a Política Nacional para a Integração da
Pessoa Portadora de Deficiência ;
f) A Convenção da Guatemala (1999), promulgada no Brasil
pelo Decreto nO 3.956/2001;
g) A Convenção sobre os Direitos das Pessoas com
Deficiência , aprovada pela ONU em 2006 e da qual o Brasil
é signatário no mesmo ano o Plano Nacional de Educação
em Direitos Humanos;
h) A Portaria MEC nO 1.679/99 que dispõe sobre requisitos de
acessibilidade a pessoas portadoras de deficiência, para
instruir os processos de autorização e de reconhecimento
de cursos, e de credenciamento de instituições. (BRASIL.
Ministério ... , 2007).

1931

�Planejamento estratégico e sustentabilidade
i! """"'"
MaooNlck

~

=

:,

IiWitt.UJ

1I....111~

Resumo expandido

Ressaltamos a NBR 9050/2004 da Associação Brasileira de Normas
Técnicas (ABNT), que trata da acessibilidade de edificações, mobiliário, espaços e
equipamentos urbanos, destacando os itens que versam sobre bibliotecas.
A Constituição Federal de 1988 traz como um dos seus objetivos
fundamentais, no art. 3, inciso IV, "promover o bem de todos, sem preconceitos de
origem , raça, sexo, cor, idade e quaisquer outras formas de discriminação".
(BRASIL, Constituição ... , 1988)
E assegura a educação como:
Art. 205 [ ... ] direito de todos, garantindo o pleno desenvolvimento da
pessoa , o exercício da cidadania e a qualificação para o trabalho.
Art.206 I - [... ] igualdade de condições de acesso e permanência na escola
como um dos princípios para o ensino e garante, como dever do Estado, a
oferta do atendimento educacional especializado, preferencialmente na rede
regular de ensino (BRASIL. Constituição ... , 2007, p. 136).

A biblioteca apresenta, ao longo de sua história, evoluções e mudanças
que buscaram atender às necessidades da evolução da humanidade. Hoje, ela
continua adequando-se e atendendo às necessidades que surgem ao longo da
história e da humanidade.
Esta reflexão surge da inquietação de inúmeras situações individuais
presenciadas e vivenciadas pelos profissionais bibliotecários na Biblioteca Central
da Universidade Federal do Maranhão em relação à acessibilidade. Esse,
atualmente, é um ponto estrangulador na arquitetura , metodologias e instrumentos
de acesso à informação.
A problemática que ora se instaura perpassa pelo planejamento
institucional, pois planejar indicará as implicações futuras de decisões presentes,
conduzindo a ações esperadas (DRUCKER, 1981).

2 Materiais e Métodos
A revisão de literatura utilizada na pesquisa busca identificar os
instrumentos legais que estabelecem a questão inclusiva no ensino brasileiro para
garantir aos portadores de deficiência no Brasil o acesso ao direito de educação; e
também aqueles que propõem ações planejadas para o desenvolvimento da
acessibilidade no Núcleo Integrado de Bibliotecas (NIB).

3 Resultados Parciais/Finais
Para efetivação das ações desenvolvidas nos setores da
universidade, conhecer a comunidade de portadores de deficientes (discente,
docente e técnico administrativo) e planejar as ações de maneira articulada
através de uma política institucional que desenvolva ações juntamente com os
setores, a saber, com o NIB:
a) Adequação do espaço físico das bibliotecas do NIB, observando
a Norma 9050 :2004 da ABNT;

1932

�Planejamento estratégico e sustentabilidade
i! """"'"
MaooNlck

~

=

:,

IiWitt.UJ
1I....111~

Resumo expandido

b) Dotar as unidades com equipamentos tecnológicos e mobiliários
de acordo com as formas de deficiências identificadas na
comunidade acadêmica;
c) Capacitar constantemente os bibliotecários para atendimento
aos usuários;
d) Desenvolver e formar a coleção das bibliotecas através de um
acervo básico com livros em Braille, livros falados e áudio livros.
4 Considerações Parciais/Finais
A universidade como uma instituição produtora de conhecimento que promove
a investigação e a reflexão deve adotar uma política institucional que norteie as
ações articuladas e com responsabilidade nos setores acadêmicos levando em
consideração a heterogeneidade e a diversidade que o aluno portador de
necessidade especial traz. Oportunizando, assim, aos portadores de deficiência a
efetivação de ensino, pesquisa e extensão proporcionada pela a universidade.

5 Referências
BRASIL. Ministério da Educação. Secretaria Educação Especial. Política nacional
de educação especial na perspectiva da educação inclusiva. 2007. Disponível
em : &lt;http://portal.mec.gov.brl?ontent&amp;view=article&amp;id=290&amp;ltemid=816&gt;. Acesso
em : 24 mar. 2012.
BRASIL.Constituição (1988). Constituição da República Federativa do Brasil.
Brasília: Senado Federal , Subsecretaria de edições técnicas, 2007.
DRUCKER, Peter. A prática da administração de empresa. São Paulo: Pioneira,
1981 .

1933

�</text>
                  </elementText>
                </elementTextContainer>
              </element>
            </elementContainer>
          </elementSet>
        </elementSetContainer>
      </file>
    </fileContainer>
    <collection collectionId="49">
      <elementSetContainer>
        <elementSet elementSetId="1">
          <name>Dublin Core</name>
          <description>The Dublin Core metadata element set is common to all Omeka records, including items, files, and collections. For more information see, http://dublincore.org/documents/dces/.</description>
          <elementContainer>
            <element elementId="50">
              <name>Title</name>
              <description>A name given to the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51396">
                  <text>SNBU - Edição: 17 - Ano: 2012 (UFRGS - Gramado/RS)</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="49">
              <name>Subject</name>
              <description>The topic of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51397">
                  <text>Biblioteconomia&#13;
Documentação&#13;
Ciência da Informação&#13;
Bibliotecas Universitárias</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="41">
              <name>Description</name>
              <description>An account of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51398">
                  <text>Tema: A biblioteca universitária como laboratório na sociedade da informação.</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="39">
              <name>Creator</name>
              <description>An entity primarily responsible for making the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51399">
                  <text>SNBU - Seminário Nacional de Bibliotecas Universitárias</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="45">
              <name>Publisher</name>
              <description>An entity responsible for making the resource available</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51400">
                  <text>UFRGS</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="40">
              <name>Date</name>
              <description>A point or period of time associated with an event in the lifecycle of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51401">
                  <text>2012</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="44">
              <name>Language</name>
              <description>A language of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51402">
                  <text>Português</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="51">
              <name>Type</name>
              <description>The nature or genre of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51403">
                  <text>Evento</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="38">
              <name>Coverage</name>
              <description>The spatial or temporal topic of the resource, the spatial applicability of the resource, or the jurisdiction under which the resource is relevant</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51404">
                  <text>Gramado (Rio Grande do Sul)</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
          </elementContainer>
        </elementSet>
      </elementSetContainer>
    </collection>
    <itemType itemTypeId="8">
      <name>Event</name>
      <description>A non-persistent, time-based occurrence. Metadata for an event provides descriptive information that is the basis for discovery of the purpose, location, duration, and responsible agents associated with an event. Examples include an exhibition, webcast, conference, workshop, open day, performance, battle, trial, wedding, tea party, conflagration.</description>
    </itemType>
    <elementSetContainer>
      <elementSet elementSetId="1">
        <name>Dublin Core</name>
        <description>The Dublin Core metadata element set is common to all Omeka records, including items, files, and collections. For more information see, http://dublincore.org/documents/dces/.</description>
        <elementContainer>
          <element elementId="50">
            <name>Title</name>
            <description>A name given to the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="64212">
                <text>Biblioteca universitária e acessibilidade: uma reflexão.</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="39">
            <name>Creator</name>
            <description>An entity primarily responsible for making the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="64213">
                <text>Figueiredo, Regycléia Botelho Alves</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="38">
            <name>Coverage</name>
            <description>The spatial or temporal topic of the resource, the spatial applicability of the resource, or the jurisdiction under which the resource is relevant</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="64214">
                <text>Gramado (Rio Grande do Sul)</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="45">
            <name>Publisher</name>
            <description>An entity responsible for making the resource available</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="64215">
                <text>UFRGS</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="40">
            <name>Date</name>
            <description>A point or period of time associated with an event in the lifecycle of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="64216">
                <text>2012</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="51">
            <name>Type</name>
            <description>The nature or genre of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="64218">
                <text>Evento</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="41">
            <name>Description</name>
            <description>An account of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="64219">
                <text>Busca identificar os instrumentos legais que estabelecem a questão inclusiva no ensino brasileiro para garantir aos portadores de deficiência no Brasil o acesso ao direito de educação; e também aqueles que propõem ações planejadas para o desenvolvimento da acessibilidade no Núcleo Integrado de Bibliotecas (NIB).</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="44">
            <name>Language</name>
            <description>A language of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="69537">
                <text>pt</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
        </elementContainer>
      </elementSet>
    </elementSetContainer>
  </item>
  <item itemId="6037" public="1" featured="0">
    <fileContainer>
      <file fileId="5101">
        <src>http://repositorio.febab.org.br/files/original/49/6037/SNBU2012_176.pdf</src>
        <authentication>d1e2d7a7bad6a96c70d8e5c1831a0265</authentication>
        <elementSetContainer>
          <elementSet elementSetId="4">
            <name>PDF Text</name>
            <description/>
            <elementContainer>
              <element elementId="92">
                <name>Text</name>
                <description/>
                <elementTextContainer>
                  <elementText elementTextId="64211">
                    <text>Planejamento estratégico e sustentabilidade
Resumo expandido

ESPAÇO FORMAÇÃO DE LEITORES DA BIBLIOTECA DA
FACULDADE DE FORMAÇÃO DE PROFESSORES DA UERJ

Rejane Rosa do Amara/1, Nadya Maria Deps Miguer
1Bibliotecária especialista em Gestão da Qualidade em Bibliotecas, UERJ ,
São Gonçalo, Rio de Janeiro
2Doutoranda em Memória Social, IBGE, São Paulo, São Paulo

1 Introdução
Tendo em vista a necessidade inadiável de ampliação e organização do
acervo que proporcione suporte teórico e acadêmico aos alunos dos cursos de
graduação e pós-graduação no que se refere aos estudos sobre formação de
leitores bem como de literatura voltada a uma faixa etária da infância e adolescência ,
solicitou-se a construção de um novo espaço multifuncional na Biblioteca da
Faculdade de Formação de Professores da Universidade do Estado do Rio de
Janeiro (FFP/UERJ), que possibilite o trabalho de formação , de extensão e de
pesquisa sobre a formação de leitores, além de garantir um espaço de atendimento
a sua comunidade externa , principalmente, às escolas públicas do entorno.
O objetivo desse projeto, portanto, destaca um aspecto importante e
diretamente relacionado ao livro e aos seus reais e potenciais leitores: constituir um
acervo literário com obras referendadas pela Fundação Nacional do Livro Infantil e
Juvenil e outras instituições que trabalham nesta área , fazendo levantamento
bibliográfico e elaborando catálogos com comentários críticos. Busca-se promover,
com esse acervo, uma real aproximação do professor em formação com as obras
literárias e tornar acessíveis e disponíveis os bens culturais (e econômicos) para que
possamos preencher as lacunas que ainda nos arrastam para uma desoladora
realidade: a de quase leitores ou de não leitores de livros de literatura.
Nesse sentido é que consideramos o livro, como Zilberman (2007, p.266)
propõe : não só como bem cultural, mas como "face material da literatura". É essa a
perspectiva que pretendemos adotar e na qual está fundado o nosso estudo:
compreender a literatura em sua materialidade simbólica e econômica. Isto significa
garantir a inclusão social, tornando o estudo um recurso / via material e econômico
(a) para que possamos garantir sua exeqüibilidade num espaço de formação de
professores.

2 Materiais e Métodos
Numa leitura introdutória do estado da questão leitura~ pode-se afirmar
genericamente - os brasileiros lêem mais (constatação repetida por estudiosos do

1928

�Planejamento estratégico e sustentabilidade
Resumo expandido

assunto desde a década de 90, fins do século 20) - : há mais livros, em quantidade,
mas não se lê melhor.
Nosso método, transformado em cartografia de conceitos e concepções,
reúne razões norteadores deste projeto, a fim de que, com espaço adequado e
acervo de qualidade, possamos enfrentar as estratégias de mercado com propostas
acadêmicas eficazes: é o nosso desafio. A metodologia de trabalho para a
consecução plena das propostas deste estudo propõe garantir interfaces entre as
várias áreas e campos do conhecimento, incluindo a diversidade de nomes que
compõem os novos e antigos desafios no processo de formação de professores e na
formação de leitores. Os procedimentos metodológicos empregados serão divididos
em três etapas, a saber :
a) selecionar e adquirir material bibliográfico específico para o acervo, adquirir
mobiliários e equipamentos adequados (como computadores, estantes, expositores) e selecionar pessoal qualificado para tratamento do material bibliográfico por um período de 3 meses;
b) instalar os novos e equipamentos e processar tecnicamente o material bibliográfico adquirido;
c) estabelecer uma política de seleção e aquisição de material bibliográfico, atuando
em parceria com coordenadores, professores e demais pesquisadores, produzir
um catálogo com o acervo disponível, elaborar e desenvolver projetos e ações de
Ensino, Pesquisa e Extensão, que tenham como centralidade a formação de
leitores e ampliação das políticas de letramento tanto internamente, quanto nas
escolas da rede Pública do Leste Fluminense.

3 Resultados Parciais/Finais:
a) ampliação da Formação de Recursos Humanos: com a infra-estrutura ampliada,
um maior número de alunos poderá participar das atividades de ensino, pesquisa
e extensão . Esta ampliação também repercutirá na qualificação sistemática dos
professores das redes locais e na qualificação de recursos humanos e quadros
técnicos para o trabalho científico e tecnológico na região ;
b) a qualificação dos cursos de Graduação e Pós-graduação Lato e Stricto Sensu
da Unidade: nos cursos de Pós-graduação, atualmente, a FFP atende a um total
de 240 alunos matriculados para 2009/1, já tendo formado mais de 400 alunos no
período de 1994 a 1998, se configurando como uma instituição referência no
Estado do Rio de Janeiro;
c) adequação das condições físicas da Biblioteca aos padrões de modernidade e
padrões de acessibilidade, além de excelência em função das novas tecnologias
de acesso ao conhecimento;
d) otimização dos serviços oferecidos, interna e externamente, sobretudo à
comunidade Escolar da região ;
e) implementação do acervo acadêmico e aquisição de um acervo Infanto-juvenil,
necessários à formação de seus futuros professores, inclusão dos usuários da
rede pública de ensino e da comunidade gonçalense, de uma maneira geral.

1929

�Planejamento estratégico e sustentabilidade
Resumo expandido

4 Considerações Parciais/Finais

°

Espaço formação de Leitores da Biblioteca da Faculdade de formação de
Professores da UERJ recebeu investimentos da Faperj e hoje funciona a pleno
vapor. É um laboratório para os alunos da graduação e pós-graduação da
FFP/UERJ e, também um espaço de leitura para a comunidade externa do município
de São Gonçalo.
Constatou-se que, sem biblioteca adequada/especializada , tornamos
indisponíveis as condições materiais; freamos a mobilidade do conhecimento;
negamos o acesso às condições para a leitura e a escrita; e deixamos abertas as
janelas da exclusão social.
A importância , portanto de bibliotecas públicas, inseridas no contexto de
formação de professores é decisiva no momento atual, contribuindo tanto para a
divulgação da produção cultural, tornada acessível no espaço da biblioteca , como
também para a reunião de textos importantes para a compreensão de questões
relacionadas à infância e à adolescência.

5 Referências
ZILBERMAN , Regina . "Letramento literário: não ao texto, sim ao livro". In: PAIVA, A. ,
MARTINS, A. , PAULlNO, G. VERSIANI , Z. (Org .). Literatura e fetramento : espaços,
suportes e interfaces; o jogo do livro. Belo Horizonte: Autêntica , 2007. p. 245-266.

1930

�</text>
                  </elementText>
                </elementTextContainer>
              </element>
            </elementContainer>
          </elementSet>
        </elementSetContainer>
      </file>
    </fileContainer>
    <collection collectionId="49">
      <elementSetContainer>
        <elementSet elementSetId="1">
          <name>Dublin Core</name>
          <description>The Dublin Core metadata element set is common to all Omeka records, including items, files, and collections. For more information see, http://dublincore.org/documents/dces/.</description>
          <elementContainer>
            <element elementId="50">
              <name>Title</name>
              <description>A name given to the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51396">
                  <text>SNBU - Edição: 17 - Ano: 2012 (UFRGS - Gramado/RS)</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="49">
              <name>Subject</name>
              <description>The topic of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51397">
                  <text>Biblioteconomia&#13;
Documentação&#13;
Ciência da Informação&#13;
Bibliotecas Universitárias</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="41">
              <name>Description</name>
              <description>An account of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51398">
                  <text>Tema: A biblioteca universitária como laboratório na sociedade da informação.</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="39">
              <name>Creator</name>
              <description>An entity primarily responsible for making the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51399">
                  <text>SNBU - Seminário Nacional de Bibliotecas Universitárias</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="45">
              <name>Publisher</name>
              <description>An entity responsible for making the resource available</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51400">
                  <text>UFRGS</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="40">
              <name>Date</name>
              <description>A point or period of time associated with an event in the lifecycle of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51401">
                  <text>2012</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="44">
              <name>Language</name>
              <description>A language of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51402">
                  <text>Português</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="51">
              <name>Type</name>
              <description>The nature or genre of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51403">
                  <text>Evento</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="38">
              <name>Coverage</name>
              <description>The spatial or temporal topic of the resource, the spatial applicability of the resource, or the jurisdiction under which the resource is relevant</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51404">
                  <text>Gramado (Rio Grande do Sul)</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
          </elementContainer>
        </elementSet>
      </elementSetContainer>
    </collection>
    <itemType itemTypeId="8">
      <name>Event</name>
      <description>A non-persistent, time-based occurrence. Metadata for an event provides descriptive information that is the basis for discovery of the purpose, location, duration, and responsible agents associated with an event. Examples include an exhibition, webcast, conference, workshop, open day, performance, battle, trial, wedding, tea party, conflagration.</description>
    </itemType>
    <elementSetContainer>
      <elementSet elementSetId="1">
        <name>Dublin Core</name>
        <description>The Dublin Core metadata element set is common to all Omeka records, including items, files, and collections. For more information see, http://dublincore.org/documents/dces/.</description>
        <elementContainer>
          <element elementId="50">
            <name>Title</name>
            <description>A name given to the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="64203">
                <text>Espaço Formação de Leitores da Biblioteca da Faculdade de Formação de professores da UERJ.</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="39">
            <name>Creator</name>
            <description>An entity primarily responsible for making the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="64204">
                <text>Amaral, Rejane Rosa; Miguel, Nadya Maria Deps</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="38">
            <name>Coverage</name>
            <description>The spatial or temporal topic of the resource, the spatial applicability of the resource, or the jurisdiction under which the resource is relevant</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="64205">
                <text>Gramado (Rio Grande do Sul)</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="45">
            <name>Publisher</name>
            <description>An entity responsible for making the resource available</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="64206">
                <text>UFRGS</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="40">
            <name>Date</name>
            <description>A point or period of time associated with an event in the lifecycle of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="64207">
                <text>2012</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="51">
            <name>Type</name>
            <description>The nature or genre of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="64209">
                <text>Evento</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="41">
            <name>Description</name>
            <description>An account of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="64210">
                <text>O objetivo desse projeto, destaca um aspecto importante e diretamente relacionado ao livro e aos seus reais e potenciais leitores: constituir um acervo literário com obras referendadas pela Fundação Nacional do Livro Infantil e Juvenil e outras instituições que trabalham nesta área, fazendo levantamento bibliográfico e elaborando catálogos com comentários críticos.</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="44">
            <name>Language</name>
            <description>A language of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="69536">
                <text>pt</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
        </elementContainer>
      </elementSet>
    </elementSetContainer>
  </item>
  <item itemId="6036" public="1" featured="0">
    <fileContainer>
      <file fileId="5100">
        <src>http://repositorio.febab.org.br/files/original/49/6036/SNBU2012_175.pdf</src>
        <authentication>0a34f08305a39d97b35c96d4093a88e1</authentication>
        <elementSetContainer>
          <elementSet elementSetId="4">
            <name>PDF Text</name>
            <description/>
            <elementContainer>
              <element elementId="92">
                <name>Text</name>
                <description/>
                <elementTextContainer>
                  <elementText elementTextId="64202">
                    <text>Planejamento estratégico e sustentabilidade
ii!

StmWrio

ai; Hac:iorIIIdt

;; 1iWI'1""
U."lloItMIS

Resumo expandido

..

PLANEJAMENTO EM BIBLIOTECAS UNIVERSITÁRIAS:
TRAÇANDO CAMINHOS PARA SUSTENTABILlDADE
Francisca das Chagas Viana 1, Franceli Mariano de Moura 2, Denizete
Lima de Mesquita 3
1Bacharel em Biblioteconomia , MBA em Administração e Gestão do Conhecimento,
Bibliotecária da Universidade Estadual do Piauí - UESPI, Teresina- PI
2Bacharel em Biblioteconomia , Especialista em Gestão e Estratégia de Marketing ,
Bibliotecária da Universidade Estadual do Piauí - UESPI, Teresina- PI
3Bacharel em Biblioteconomia , Especialista em Políticas Públicas, Docente da Universidade
Estadual do Piauí - UESPI , Teresina - PI

1 INTRODUÇÃO
Trata sobre planejamento em Bibliotecas Universitárias (BUs) e da
necessidade destas serem pensadas como organizações sustentáveis. O
planejamento estratégico elaborado no âmbito da universidade pelas instâncias
superiores, seja a curto, médio e longo prazo devem viabilizar as ações da biblioteca
para concretização de um mundo melhor. Sustentabilidade e planejamento são
elementos atuantes para o surgimento de uma organização da informação imbuída
do sentido original de prestar serviços informacionais, mas preocupada com a
melhoria da qualidade de vida das pessoas e do meio ambiente. Questiona-se a
respeito das práticas sustentáveis em bibliotecas das universidades. As discussões
isoladas a esse respeito seja em artigos de periódicos, livros, e/ou publicações em
eventos, impulsionam essa abordagem inicial que não tem a pretensão de exaurir o
assunto. O objetivo é chamar a atenção para a importância do planejamento na
rotina da BU com o fim de trabalhar pensando no desenvolvimento das gerações
futuras .
1.1 Fundamentação teórica
Compreender a BU como organização e planejar suas ações de maneira
sistêmica é essencial para seu desenvolvimento. Elaborar estratégias que possam
garantir o desenvolvimento da instituição de forma sustentável é necessário no
mundo globalizado, é uma atitude que demanda o respeito ao meio ambiente e aos
seres humanos que dele fazem parte. Sobre planejamento Oliveira (1999 apud
SALLES ; CARVALHO 2008 , p. 2), ressalta "O planejamento estratégico é
conceituado como um processo gerencial que possibilita [ .. .] estabelecer o rumo a
ser seguido pela empresa, com vistas a obter um nível de otimização na relação da
empresa com o seu ambiente". A lógica das BUs sustentáveis pode encontrar
contrapontos na prática e na teoria mas não pode ser desprezada uma vez que
todas as organ izações que oferecem produtos ou serviços, que visam lucro ou não,

1924

�i!:

5flllinirio

~

~dc

;;

BiWIotKU

...

u.i'tI'if1.ll'lu

Planejamento estratégico e sustentabilidade
Resumo expand ido

em suas atividades diárias acabam causando impactos sobre o meio ambiente. A
respeito Lima (2010 , p. 75 ) ressalta:
Dentre as perspectivas que podem ser visualizadas [ .. ,,] as relacionadas
com o desenvolvimento de novas ações socioambientais ,como inclusão
social e digital, a promoção do consumo racional dos recursos e a educação
ambiental podem ser consolidadas em curto, médio e longo prazo, Portanto,
o desafio da Biblioteca é grande e sua missão de colaborar com a
promoção do desenvolvimento sustentável e justiça social é uma realidade.

2 METODOLOGIA
Para a elaboração da pesquisa de cunho bibliográfico foram utilizadas teorias
encontradas em artigos publicados em eventos, trabalhos de conclusão de curso e
página de notícia nas áreas de biblioteconomia e administração, pesquisas essas
essenciais para a compreensão dos conceitos como: sustentabilidade, planejamento
estratégico e BUs. Antes foi feito levantamento em bases de dados como SCIELO
(Scientif Eletronic Library Online) em bases de dados de teses e dissertações do
IBICT (Instituto Brasileiro de Informação em Ciência e Tecnologia) e repositórios de
outras instituições sem que houvesse muito êxito .

3 RESULTADOS PARCIAIS
Embora o objetivo inicial não tenha sido o de realizar estudo de caso, o
desenrolar da pesquisa mostrou que ações isoladas de sustentabilidade
socioambiental podem ser percebidas em bibliotecas, como por exemplo: o Centro
Universitário UNA, que vem trabalhando na perspectiva de redução do papel
produzido quando do empréstimo de livros, onde o comprovante de ao invés de ser
impresso é enviado ao usuário via e-mail . (Figura 1). Outra experiência verificada foi
a do Superior Tribunal de Justiça em parceria com a biblioteca, como: Projeto Livro
Livre, Biblioteca Digital Jurídica - BDJur, Projeto Bib-Inclusão, Coleta seletiva de
lixo, Educação ambiental , Uso racional de água, energia (ver Lima 2010 , p. 55- 66) .
A literatura da área biblioteconômica precisa ser fortalecida com estudos pontuais
sobre o tema em discussão, pelo menos a divulgação de trabalhos em revistas
especializadas ou base de dados que apontem estudos práticos ou teóricos da área.

1925

�1
__
iJi

Planejamento estratégico e sustentabilidade

"_0
"-'aIdc

..... ..

i::
~'"'
101 W ...WUrias

Resumo expand ido

mmos PAPEL.
mAIs SUSTEnTABIlIDADE
c om " U8JU1YD DI&lt; PAOrnon'A li SUSTfn"'.llIDflO~ R PlUmR DE
0 1/10111. fl$o . . .UOllCA S 0111 unA OEIXARlllo IM! 1""""In'1I1I " fIleleo DE
I'm"A "~,mo

II!m '''''(L

11:

HIISSA,.Aa R I'n" U.R o SUl

~~fI~~ :':::'L~:: ~~r:;~t.f.S
eOlR eOAE com o

~J1E10

ctIm~nTl!

tRA E'lIJFlfI " DESl"tROlCIII Df. n miL

f nutnftnH" SEU fmRlL RnJRlIUtoo

Figura 1 - Projeto UNA - Biblioteca sustentável

Fonte: MENOS papel mais sustentabilidade. Disponível em:&lt; http://www.una.br/noticias/menospapel-e-mais-sustentabilidade-nas-bibliotecas-da-una-914 &gt; . Acesso em : 12 Mar. 2012.

4 CONSIDERAÇÕES FINAIS
A priori destaca-se a necessidade de uma discussão voltada para a questão
do planejamento e sustentabilidade em BUs, aliás, é necessário um olhar mais
preocupado do bibliotecário com a elaboração de estratégias que as retirem da
passividade. Compreender que elas são organizações que fazem parte de um
sistema maior que é a universidade que faz parte de um sistema maior ainda que é a
sociedade, faz com que reconheçamos que traçar ações para: redução do lixo
produzido com o uso excessivo de papéis sem o devido reaproveitamento,
diminuição do consumo de recursos naturais finitos, reciclar materiais bibliográficos
descartados, digitalizar de acervos, melhorar a qualidade de vida dos colaboradores
da biblioteca , realizar ações e projetos desenvolvidos pela biblioteca junto a
comunidade universitária (palestras, exposições sobre educação ambiental),
promover a biblioteca acessível e inclusiva, são essenciais. Além das ações
planejadas que edifiquem a BU como uma organização sustentável social e
ambientalmente é fundamental uma produção científica que traga à tona a discussão
do tema nas academias, em eventos científicos e nas bases de pesquisas.

5 REFERÊNCIAS
MENOS papel e mais sustentabilidade nas bibliotecas da UNA. Disponível em :
&lt;http://www.una.br/noticias/menos-papel-e-mais-sustentabilidade-nas-bibliotecas-dauna-914&gt;. Acesso em: 10 mar. 2012.
SALLES, Rosangela Aguiar; CARVALHO, Regina Maria Ribeiro de. Planejamento
estratégico 2005 - 2015: Rede Sirius: Rede de bibliotecas UERJ: relato de

1926

�Planejamento estratégico e sustentabilidade
it

~

SenoWrio
NMJoroalde

= ~t_

'""

U• ••• ,wI..-lM

Resumo expand ido

experiência. Seminário Nacional de Bibliotecas Universitárias,15, São Paulo, 2008 .
Disponível em : &lt;http: www.rsirius.uerj.br/plan_estr_05-15.pdf &gt;. Acesso em : 12 Mar.
2012 .
LIMA, Arlan Morais de. Responsabilidade sócioambiental da biblioteca do
Superior Tribunal de Justiça: realidade X perspectivas. Trabalho de conclusão
(Especialização em Gestão e Administração pública) - Centro Universitário de
Brasília, Instituto CEUB de Pesquisa e Desenvolvimento. 2010. 86 f. Disponível
em :&lt;http://bdjur.stj.jus.br/xmlui/bitstream/handle/2011 /34 773/Responsabilidade_ Soci
oambientaLBiblioteca.pdf?sequence=1&gt; . Acesso em : 10 mar. 2012.

1927

�</text>
                  </elementText>
                </elementTextContainer>
              </element>
            </elementContainer>
          </elementSet>
        </elementSetContainer>
      </file>
    </fileContainer>
    <collection collectionId="49">
      <elementSetContainer>
        <elementSet elementSetId="1">
          <name>Dublin Core</name>
          <description>The Dublin Core metadata element set is common to all Omeka records, including items, files, and collections. For more information see, http://dublincore.org/documents/dces/.</description>
          <elementContainer>
            <element elementId="50">
              <name>Title</name>
              <description>A name given to the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51396">
                  <text>SNBU - Edição: 17 - Ano: 2012 (UFRGS - Gramado/RS)</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="49">
              <name>Subject</name>
              <description>The topic of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51397">
                  <text>Biblioteconomia&#13;
Documentação&#13;
Ciência da Informação&#13;
Bibliotecas Universitárias</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="41">
              <name>Description</name>
              <description>An account of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51398">
                  <text>Tema: A biblioteca universitária como laboratório na sociedade da informação.</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="39">
              <name>Creator</name>
              <description>An entity primarily responsible for making the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51399">
                  <text>SNBU - Seminário Nacional de Bibliotecas Universitárias</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="45">
              <name>Publisher</name>
              <description>An entity responsible for making the resource available</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51400">
                  <text>UFRGS</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="40">
              <name>Date</name>
              <description>A point or period of time associated with an event in the lifecycle of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51401">
                  <text>2012</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="44">
              <name>Language</name>
              <description>A language of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51402">
                  <text>Português</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="51">
              <name>Type</name>
              <description>The nature or genre of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51403">
                  <text>Evento</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="38">
              <name>Coverage</name>
              <description>The spatial or temporal topic of the resource, the spatial applicability of the resource, or the jurisdiction under which the resource is relevant</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51404">
                  <text>Gramado (Rio Grande do Sul)</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
          </elementContainer>
        </elementSet>
      </elementSetContainer>
    </collection>
    <itemType itemTypeId="8">
      <name>Event</name>
      <description>A non-persistent, time-based occurrence. Metadata for an event provides descriptive information that is the basis for discovery of the purpose, location, duration, and responsible agents associated with an event. Examples include an exhibition, webcast, conference, workshop, open day, performance, battle, trial, wedding, tea party, conflagration.</description>
    </itemType>
    <elementSetContainer>
      <elementSet elementSetId="1">
        <name>Dublin Core</name>
        <description>The Dublin Core metadata element set is common to all Omeka records, including items, files, and collections. For more information see, http://dublincore.org/documents/dces/.</description>
        <elementContainer>
          <element elementId="50">
            <name>Title</name>
            <description>A name given to the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="64194">
                <text>Planejamento em bibliotecas universitárias: traçando caminhos para sustentabilidade.</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="39">
            <name>Creator</name>
            <description>An entity primarily responsible for making the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="64195">
                <text>Viana, Francisca das Chagas; Moura, Franceli Mariano de; Mesquita, Denizete Lima de  </text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="38">
            <name>Coverage</name>
            <description>The spatial or temporal topic of the resource, the spatial applicability of the resource, or the jurisdiction under which the resource is relevant</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="64196">
                <text>Gramado (Rio Grande do Sul)</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="45">
            <name>Publisher</name>
            <description>An entity responsible for making the resource available</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="64197">
                <text>UFRGS</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="40">
            <name>Date</name>
            <description>A point or period of time associated with an event in the lifecycle of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="64198">
                <text>2012</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="51">
            <name>Type</name>
            <description>The nature or genre of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="64200">
                <text>Evento</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="41">
            <name>Description</name>
            <description>An account of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="64201">
                <text>Trata sobre planejamento em Bibliotecas Universitárias (BUs) e da necessidade destas serem pensadas como organizações sustentáveis. O planejamento estratégico elaborado no âmbito da universidade pelas instâncias superiores, seja a curto, médio e longo prazo devem viabilizar as ações da biblioteca para concretização de um mundo melhor. Sustentabilidade e planejamento são elementos atuantes para o surgimento de uma organização da informação imbuída do sentido original de prestar serviços informacionais, mas preocupada com a melhoria da qualidade de vida das pessoas e do meio ambiente. Questiona-se a respeito das práticas sustentáveis em bibliotecas das universidades. As discussões isoladas a esse respeito seja em artigos de periódicos, livros, e/ou publicações em eventos, impulsionam essa abordagem inicial que não tem a pretensão de exaurir o assunto. O objetivo é chamar a atenção para a importância do planejamento na rotina da BU com o fim de trabalhar pensando no desenvolvimento das gerações futuras.</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="44">
            <name>Language</name>
            <description>A language of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="69535">
                <text>pt</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
        </elementContainer>
      </elementSet>
    </elementSetContainer>
  </item>
  <item itemId="6035" public="1" featured="0">
    <fileContainer>
      <file fileId="5099">
        <src>http://repositorio.febab.org.br/files/original/49/6035/SNBU2012_174.pdf</src>
        <authentication>24d2542dff54c901d31fe14b7f16d48a</authentication>
        <elementSetContainer>
          <elementSet elementSetId="4">
            <name>PDF Text</name>
            <description/>
            <elementContainer>
              <element elementId="92">
                <name>Text</name>
                <description/>
                <elementTextContainer>
                  <elementText elementTextId="64193">
                    <text>Ferramentas de descoberta e metabuscadores
i! """"'"
MaooNlck

~

= ~::::I~

Trabalho completo

A SELEÇÃO DE UM SERViÇO DE DESCOBERTA NA WEB
A EXPERIÊNCIA DA PUC-RIO
Ana Maria Neves Maranhão
Mestre, PUe-Rio, Rio de Janeiro, RJ

Resumo
A proliferação continua de fontes de informação em meio digital em conjunto com
usuários familiarizados com sistemas de pesquisa como Google contribuem para
que as bibliotecas busquem, constantemente, melhores ferramentas para gerenciar
e disponibilizar seus ricos acervos - tanto digitais, quanto físicos. São apresentadas
as metodologias dos serviços de descoberta na web disponíveis atualmente no
mercado. É apresentada a Divisão de Bibliotecas e Documentação (DBD) , da
Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro (PU C-Rio), infraestrutura, serviços
e público que atende e seu processo para selecionar uma ferramenta de descoberta.
São apresentadas informações gerais sobre as empresas analisadas e algumas
considerações importantes a serem observadas quando em um processo de
avaliação.
Palavras-chave: serviço de descoberta na web; metabusca ; avaliação de serviços;
biblioteca universitária.

Abstract
The continued proliferation of information sources in digital media , in conjunction with
users familiar with search engines like Google, makes libraries look for better tools,
continuously, to manage and make available their rich collections - digital and
physical. Discovery services methodologies are presented . The Division of Libraries
and Documentation (DBD), of the Pontificai Catholic University of Rio de Janeiro
(PUC-Rio), infrastructure and services are also presented and its process to select a
discovery service. General information about the companies analyzed and some
important considerations to be observed are placed .
Keywords: discovery service; metasearch; evaluating services; academic library.

1907

�Ferramentas de descoberta e metabuscadores
i!

StmWrio

~

H.KiorIIIde

;;

~­

...

Trabalho completo

U ~ ,t."t.aóu

1 Introdução

o grande desafio hoje das bibliotecas é descobrir a melhor maneira de disponibilizar,
disseminar e tornar acessível um número crescente de documentos que estão em
formas e meios heterogêneos (PRADHAN, 2011).
Hoje, além de continuarem a adquirir livros e outros materiais em papel ou outro
meio físico, adquirem ebooks, periódicos on-line, assinam bases de dados com
milhares de periódicos e/ou livros eletrônicos com texto completo e/ou de conteúdo
referencial, além de estarem, também, produzindo e desenvolvendo seus próprios
conteúdos em meio eletrônico, disponibilizados em seus repositórios institucionais,
com artigos, teses, dissertações, imagens, entre outros.
A literatura, por outro lado, nos indica que a maneira como os usuários procuram
informação, hoje, é definida pelo "padrão" Google de busca - caixa única, busca em
índice, respostas rápidas.
Nesse contexto, as bibliotecas precisam repensar seus sistemas de consulta ao
catálogo, de navegação complexa, e a dispersão de fontes, que gera informações
fragmentadas, para pensar em formas dinâmicas que reúnam em um só ambiente
informações e recursos de qualidade para o usuário final.
Para Breeding (2010), há uma grande quantidade de provedores de informação e,
se as bibliotecas não se posicionarem, os usuários irão, cada vez mais, utilizar
provedores comerciais para responder a suas necessidades de informação. No
entanto, são as bibliotecas que possuem os melhores recursos no universo de
possibilidades disponível na internet. As bibliotecas precisam de sistemas que deem
conta da complexidade de suas coleções, dos variados formatos e da dispersão das
mesmas.

o surgimento da

busca federada , que prevê a consulta simultânea a várias fontes
através de uma única interface, apresentou um grande avanço nesse sentido, uma
vez que permite uma experiência de pesquisa similar a realizada em ambientes
como Google. Não havia mais a necessidade de se conhecer dezenas de interfaces.
No entanto, a demanda por maior rapidez e maior relevância nos resultados obtidos
levou ao desenvolvimento de novas ferramentas , baseadas em conceitos já
aplicados nos buscadores comerciais, mas agora trabalhando com conteúdo
acadêmico das bibliotecas - surgem os serviços de descoberta na web .

2 Serviços de descoberta na web
De maneira geral, serviços de descoberta utilizam a tecnologia de harvesting,
coletando e reunindo em um índice único metadados e, às vezes, texto completo de
diversas fontes.
Reúne informações dos diversos silos de informação disponibilizados pelas
bibliotecas em um único silo central , permitindo o uso de interface única para

1908

�Ferramentas de descoberta e metabuscadores
i!

StmWrio

~

H.KiorIIIde

;;

~­

...

Trabalho completo

U ~ ,t."t.aóu

pergunta e resposta - reunida e classificada, ranqueada , de acordo com critérios préestabelecidos de relevância, através do uso de algoritmos próprios.
A Figura 1 ilustra esta metodologia:

PERGUNTA

RESPOSTA

r --------------------------------~-----,
CATÁLOGO
(OPAC)

Bases Dados
COMERCIAIS

REPOSITÓRIO
INSTITUCIONAL

Bases Dados
ACESSO LIVRE

Figura 1 - Criação de índice único - serviço de descoberta

A vantagem primeira e inicial em relação à busca federada , que pesquisa
simultaneamente, em tempo real , em várias bases de dados, é que a existência de
uma base de dados com todos os metadados já reunidos assegura que sempre será
oferecida uma resposta ao usuário final , retornando resultados mais rapidamente,
pois não depende de tempo de conexão, nem de possibilidade de acesso às
diversas fontes.
Além de rapidez na recuperação, essa metodologia apresentaria redução na
apresentação de itens duplicados e melhoria considerável na relevância dos
resultados, uma vez que os metadados recuperados podem ser normalizados, préindexados e enriquecidos, além da possibilidade de indexação do texto completo,
oferecido por alguns serviços.
Para Vaughan (2011), os mecanismos por trás dos chamados web scale discovery
services, serviços de descoberta em escala na internet, não são novos, embora a
aplicação comercial dessa abordagem no contexto de bibliotecas seja recente. O
princípio seria o mesmo de serviços como Google.
As interfaces disponibilizam recursos similares aos que os usuários estão
acostumados quando utilizam mecanismos de busca na internet, como caixa única
de pesquisa, tela simples, sem muitas opções iniciais para seleção, sugestão de
grafia (spell checking), entre outros.

1909

�Ferramentas de descoberta e metabuscadores
i!

StmWrio

~

H.KiorIIIde

;;

~­

...

Trabalho completo

U ~ ,t."t.aóu

Os serviços de descoberta disponíveis atualmente no mercado trabalham
basicamente de três formas : com índices únicos - onde reúnem todas as
informações, metadados, texto completo, arquivos multimídia, entre outras
informações de interesse da biblioteca ; com índices e busca federada simultânea ; e
com índices e web services, tecnologia que permite a comunicação entre aplicações,
utilizando XML.
Os modelos que trabalham com índices únicos, como já estão com todos os dados
reunidos em um único banco de dados, possibilitam reorganizar e, até mesmo,
enriquecer as informações, dados, utilizando, por exemplo, recursos de FRBR,
possibilitando que o usuário encontre todas as manifestações de ou sobre um
determinado item ou assunto. Esse modelo retorna resultados de forma rápida,
tendo em vista sua própria filosofia e tecnologia utilizada (BRUBAKER, 2011) .
Os outros dois modelos - busca federada e web services - irão conjugar a busca no
índice único com a busca , em tempo real , em bases e repositórios, o que gera
tempos diferentes de resposta, sendo os resultados disponibilizados conforme o
retorno de cada base ou web service.
Atualmente, no mercado internacional, e, mais recentemente, no Brasil, destacam-se
cinco ferramentas, desenvolvidas por empresas já estabelecidas na área de
informação e serviços para bibliotecas:
a) EBSCO Discovery Servicehttp://www.ebscohost.com/discovery?ad=discovery2 ;
b) ENCORE , da empresa Innovative - http://www.iii.com/products/encore.shtml ;
c) Primo Central da Ex Libris,
http://www.exlibrisgroup.com/category/PrimoCentral;
d) Summon da Seriais Solutions - http://www.serialssolutions.com/summon/.
empresa do grupo ProQuest;
e) WorldCat Local, da OCLC - http://www.oclc.org/worldcatl .
O Quadro 1 a seguir, com informações extraídas de Breeding (2012), mostra a
quantidade de ferramentas instaladas, por produto, no mundo, nos últimos três anos:

1910

�Ferramentas de descoberta e metabuscadores
i!

StmWrio

~

H.KiorIIIde

;;

~­

...

Trabalho completo

U ~ ,t."t.aóu

QUADRO 1
PRODUTO

2009

2010

2011

INSTALADO

-

-

178

1578

Primo

53

506

111

914

Summon

50

164

214

407

109

56

72

326

WorldCat Local

Encore

Fonte: BREEDING, Marshall. Automatlon Marketplace 2012 : Agents of Change.
Library Journal, The Digital Shift, 29 mar. 2012 . Disponível em :
&lt;http://www.thedigitalshift.com/20 12/03/ils/automation-marketplace-2012 -agents-of-change/&gt; .
Acesso em : 09 abro2012.

Não foram apresentadas informações para o EDS , da empresa EBSCO.

3 A Divisão de Bibliotecas e Documentação da PUe-Rio
A Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro (PUC-Rio) é uma instituição de
direito privado sem fins lucrativos que prima pela produção e transmissão do saber,
buscando a excelência na pesquisa, no ensino e na extensão para a formação de
profissionais competentes, habilitados ao pleno desempenho de suas funções .
Atende 41 cursos de graduação e 27 programas de pós-graduação stricto senso,
com 12.600 e 2.280 alunos respectivamente e um corpo docente com 1.320
professores, além de oferecer cursos de especialização e extensão em todas as
áreas do conhecimento.
É considerada uma das principais instituições de excelência em ensino de pósgraduação e pesquisa no país.
Está estruturada em 4 Centros Acadêmicos e seus respectivos departamentos, e
dispõe de unidades complementares e órgãos de apoio como a Divisão de
Bibliotecas e Documentação (DBD) .
A DBD é o órgão coordenador do Sistema de Bibliotecas, composto por uma
biblioteca central e quatro bibliotecas setoriais, voltadas, principalmente, para a pósgraduação. Tem como objetivo fornecer apoio ao ensino e à pesquisa, facilitando o
acesso e a difusão dos recursos de informação e colaborar com os processos de
criação do conhecimento, a fim de contribuir na consecução dos objetivos da
Universidade.
Oferece salões de leitura/estudo individual, salas para estudo em grupo, sala de
treinamento, sala multimídia - equipada com computadores, impressoras, scanners,
televisão , DVD players para uso da comunidade .

1911

�Ferramentas de descoberta e metabuscadores
i!

StmWrio

~

H.KiorIIIde

;;

~­

...

Trabalho completo

U ~ ,t."t.aóu

Disponibiliza OS serviços básicos, como consulta , empréstimo, renovação e reserva,
via web, empréstimos entre bibliotecas em nível nacional e serviço de comutação
em nível internacional.
Oferece ainda serviços de referência virtual, como atendimento via chat, solicitação,
acompanhamento e recebimento de artigos com transação via site, rede wi-fi em
todas as suas dependências e serviço de acesso remoto, permitindo a alunos e
professores acesso a todos os recursos, mesmo estando fora do Campus.
São oferecidas orientações individualizadas para pesquisa e treinamentos nos
recursos disponíveis, com uma programação já estabelecida de capacitação de
usuários.
Disponibiliza recursos de interação e web 2.0 como Twitter, Facebook, blog e um
canal no YouTube.
Conta com um relevante acervo de livros, dissertações/teses e periódicos, com
aproximadamente 450.000 itens físicos. Tem acesso completo ao Portal de
Periódicos CAPES , desde a sua criação, com acesso a mais de 200 bases de dados
referenciais e com texto completo, além de assinar diretamente outras bases de
dados, complementando o conteúdo não disponibilizado no Portal Periódicos.
Atualmente, assina 11 bases, entre referenciais e com texto completo de periódicos
e 2 bases de ebooks. Desde 2011, vem , também, adquirindo títulos individuais de
ebooks, na modalidade de acesso perpétuo .
Toda a coleção de teses e dissertações da Universidade está disponível para
consulta em texto completo na internet, com acesso através do catálogo da
Biblioteca.
Utiliza o Sistema Pergamum para catalogação e gerenciamento.
A necessidade de otimizar a busca em tantas e diversas fontes de informação fez
com que a DBD, já em 2007, começasse a procurar por serviços que viessem suprir
esta necessidade. Em 2008, junto com a Universidade Federal do Rio de Janeiro
(UFRJ), Universidade Federal do Estado do Rio de Janeiro (UNIRIO) e o Laboratório
Nacional de Computação Científica (LNCC) lança a Pesquisa Integrada, utilizando o
serviço de busca federada 360Search, da empresa Seriais Solutions. O serviço,
além de permitir a pesquisa simultânea em centenas de bases de dados, do Portal
CAPES e bases assinadas individualmente pelas instituições, reunia os catálogos
das três instituições.
Em 2009, a CAPES lança seu novo Portal, também utilizando serviço de busca
federada , o MetaLib da empresa Ex Libris. A PU C-Rio, UFRJ e UNIRIO decidem
permanecer utilizando a Pesquisa Integrada em suas instituições, uma vez que os
recursos assinados individualmente (em número crescente ano a ano) não poderiam
ser integrados ao metabuscador do Portal. Desta forma , o serviço oferecido por
essas bibliotecas era mais abrangente que o próprio Portal CAPES.

1912

�Ferramentas de descoberta e metabuscadores
i!

StmWrio

~

H.KiorIIIde

;;

~­

...

Trabalho completo

U ~ ,t."t.aóu

Em 2010 o lNCC sai do grupo, informando não haver interesse em continuar
participando do projeto.
A Pesquisa Integrada foi rapidamente incorporada ao dia a dia da pesquisa na
Universidade, com reflexo no aumento no número de downloads de texto completo
das bases de dados e no empréstimo entre bibliotecas, principalmente entre UFRJ e
PUC-Rio.
No entanto, o crescente número de bases de dados agregadas ao metabuscador, o
que tornava o sistema lento, a incapacidade de realizar pesquisas em determinadas
bases por dificuldades de conexão, além da necessidade de revisão dos conectores,
que permitem a comunicação entre a interface e as bases de dados, demandando
solicitações constantes ao suporte técnico da empresa , fizeram com que a partir de
2010 a PUC-Rio começasse a acompanhar o lançamento dos serviços e
ferramentas que estavam sendo lançados no mercado internacional e que se
propunham exatamente a corrigir as deficiências dos serviços de busca federada .
Em agosto de 2011, decide analisar as ferramentas disponíveis no mercado visando
a substituição do 360Search por uma ferramenta com as características de um
serviço de descoberta.

4 O processo de seleção
Durante o XXIV CBBD - Congresso Brasileiro de Biblioteconomia e Documentação,
realizado em agosto de 2011 , em Maceió, Al, é apresentado um trabalho, pela
PUC-Rio, fruto do acompanhamento das novas tecnologias, mostrando as
diferenças básicas entre a busca federada e os serviços de descoberta e a
necessidade de se partir para novas alternativas - MARANHÃO (2011).
São realizados contatos com os representantes comerciais presentes ao evento e
são agendadas apresentações no Rio de Janeiro, para o grupo formado pelas
bibliotecas da UFRJ , UNIRIO e PUC-Rio, que gostariam de mudar de ferramenta ,
mas mantendo os catálogos reunidos.
Foram apresentados os sistemas:
EBSCO Discovery Service (EDS), EBSCO, http://www.ebscohost.com/discoverv
Encore, Innovative - http://www.iii.com/products/encore.shtml
Primo, Ex-Libris - http://www.exlibrisgroup.com/categorv/PrimoOverview
Summon, Seriais Solutions, http://www.serialssolutions.com/en/services/summon/
WorldCat local, OClC - http://www.oclc.org/americalatina/pttworldcat/default.htm .
via web conference.

1913

�Ferramentas de descoberta e metabuscadores
Trabalho completo

Após vários contatos com os representantes comerciais, verificou-se a necessidade
de se criar um instrumento que permitisse obter de forma uniformizada informações
sobre os sistemas.
Foi elaborado um questionário, com 40 perguntas (Figuras 2 e 3), abrangendo os
pontos que as bibliotecas envolvidas consideravam relevantes, como quantas e
quais bibliotecas já utilizavam o sistema e seus endereços de websites, para que
pudessem ser realizadas pesquisas, a natureza do serviço, se funcionavam somente
com índice ou com índice e busca federada, cobertura em relação ao Portal
Periódicos da CAPES, custo, suporte, carga dos dados do catálogo das bibliotecas,
dos repositórios institucionais, critérios de relevância, customização de interface,
recursos de web 2.0, entre outros. Os dois últimos itens do questionário eram
abertos para que o desenvolvedor, a empresa , ressaltasse os principais
diferenciadores do seu produto no mercado e uma área para as observações que
achassem necessárias.

SERViÇO DE DESCOBE RTA

16 Corro e feila a carga dos meladados da
ooogal"iamenle? Z39.50. ISO 2709?

Nome:

~blioleca?

Que f",malo devem ler

17 No caso de metadaoos du~icados - o qJe é feH o- descreva (são criaoos
supermeladados, são apresenladas looos ()l reg5tros. ele. )

Empresa:

Data:

18 CorrKl se da a cQ01)atialidade co m o si stema local da biblioteca pa-8
visualização 00 registro, disporlbilidade, reserva, etc. Experiências com
pergamum e Aleph?

1 Qua nt as instituições uti lizam? Qual natureza e tamanho?

2Websnes de bitj iotecasque utilizam

19 Quento do corteúdo da CAPES é poS3ÍVel ilclur no índice único?

3 Descreva de forma geral como funcion a o serviço - criação de índice único,
web services. metabusca combinada

20 Corno funciona, fale um pouco, descreva, a relação do serviço com os
edtore s e agegadores que perrntem a coleta dos seus meta dados. Algum
contraio de exclualvllade? Algum edilouageg ador importanle ausenle?

4 Corno é composto o !=teço - número de regs1ros, número de
alUnosJprofessores?

21 Qual o nível de metadaoo que o serviço de descoberta te m acesso ?

5 Pre ço para consórcio? Compra conju nta?

22 Alg uns lens possuem meladados rrínimos, como o serviço de descoberta

6 Ê possível parcelamento no pagamento?

lar para ~e estes itens também sejam re::uperados e não "'deseap-areçam' no

resufiado da pesqJisa?

7 Há clferença entre o custo inicial de implementação e os anos
subseqüentes?

23 É possível a busca no lexlo cOfll)leto? OUal a percenlagem de ilens

8 Quais ~d· on seNices são oferecidos para que a plataforma funcione na sua
melhor performance?

ndexac10s em texto cOrlllleto?

24 O serviço uUiza um serviço de busca federada

sim~laneamente?

9 Tempo para implantação?
25 O serviço illclu bases de daoos de aces!:O aberto sem irtluenciar no preço?

26 É possível ler lens de outras ~bNolecas e reposilórios disponibiizados no

10 Suporte - icloma, horário - (descrever em linhas gerais como funciona e o
que estâ e o que não está incl uído)

meu ínclce?

11 Suporte inicial na implementação

27 O'ilérios de relINãncia
28 Dalalalualdade - é um falor com mai'" lESO para certos lipos de maleriais,

12Treinamenl0
13 Manutenção do sistema - adquiri uma nova base de d3dos, como devo
proceder para inclu í-Ia no serviço de descoberta?
14 Que serviços cabem a biblioteca e quais ao serviço de descoberta na
manutenção?

como notícias de jornais?

29 A bibl~leca pode irfkJendar no crléno de retevânda, podenoo, por
exemplo, atribuir umpeso mai" aos ilens do caiáiogo local ou idioma?
30 CorJ'KJ os itens 00 catalogo permanecem visíve is?
31 De screva o QUe é apresentado Quando nenhum resuR ado é recuperado na

busca

15 Estatíst icas- quais? COUNTER?

Figura 2 - Questionário parte 1

1914

�Ferramentas de descoberta e metabuscadores
i!

StmWrio

~

H.KiorIIIde

;;

~­

...

Trabalho completo

U ~ ,t."t.aóu

32 Como funciona a autenticação do uSLÉ.rio - o que é visto se m autentica ção?
O que é visto com a autenticação?

33 Lin k resower - fun cio na com quais?
34 custornização da interface - come nte sobre to das as possibilidades renome ar o serviço , custornizar cabeçalh o e rodapé, esquema de cores, quais
fa cetas de cluster disponi bi lilar, definir novas facetas, incluir a caixa de busca
em qualquer outra pag ina, defin ir bases de dados como relevantes para um
determinado tóp ico faze ndo com que apareça logo no inicio
35 Descreva quais recursos de we b 2.0 estão disponíveis -t agging e como

recuperá-Ias e se a biblioteca tem algum contro le sobre ela , ratings, reviews,
face boo k, twitter, etc.

36 É po ssível usuário criar uma conta ? Ca&gt;o pOSITivo o que pode ser feIT o descreva - salvar resu~ados de pesquisa, serv iços de alerta, etc.

3? É possível criar algum tipo de serviço de alerta para pesquisa, ou título de
periódcos, et c, qual ?
38 É possível exportar resultados para gerenciadores de referências?
En cf\loteWeb?

39 Principais d ferenciadores do seu proruto no me rcado.

400bseIVações

Figura 3 - Questionário parte 2

O questionário foi enviado as 5 empresas para que fosse respondido e devolvido,
dentro de um prazo estipulado.
Todo o material foi analisado e discutido entre as equipes das três Universidades em
diversas reuniões, possibilitando não só conhecer melhor as ferramentas, mas a
própria tecnologia subjacente,
Após a devolução do questionário, foi criada uma planilha (Figura 4), de forma que
fosse possível visualizar de forma rápida algumas características, consideradas mais
relevantes , como criação somente de índice único, cobertura do Portal CAPES ,
suporte em português, possibilidade da biblioteca interferir no critério de relevância
da ferramenta , entre outras, e diferenças básicas entre os produtos, incluindo custo.

1915

�Ferramentas de descoberta e metabuscadores
i!

StmWrio

~

H.KiorIIIde

;;

~­

...

Trabalho completo

U ~ ,t."t.aóu

ITEM/SERViÇO

ED SIEBSCO

ENCORE

PRI MO

SUMMON

WORLDCAT/OCLC

Cria in dice único

Utiliza busca federada
Utiliza web selVice
' Percentual de co nteúdo do
Portal CAP ES coberto no
índice
Percentual de co nteúdo do
Portal CAP ES coberto por
busca fe de ra dalweb selVice
,Compartilha OPACS
Inclui link resolver
Recursos de web 2.0 (ta gs ,
come ntári os , ran king, etc.)
Possibilidade de alterar
critério de rel evâ ncia

' Criação de conta por parte
do usuário
I Exporta res ultados para
EndNoteWeb
I mp lanta ção~re iname nto em
portugu ês
Suporte em português
Tempo implantação
Custo indMdual
Custo compra em
consó rcioJconjunto

Figura 4 - Modelo de Planilha

Paralelamente, foram postadas mensagens em listas de discussão internacionais,
visando obter feedback de universidades que já utilizam serviços de descoberta, e
realizado acompanhamento da literatura internacional sobre a avaliação dos
serviços e suas evoluções, já que são ferramentas que estão ainda em pleno
desenvolvimento e com pouco tempo de uso nas instituições que já as adotaram .
A seguir, são apresentadas, de forma resumida, características básicas de cada
serviço, extraídas das respostas ao questionário. Ressalta-se que novas
implementações são lançadas em curto espaço de tempo, portanto algumas
ferramentas podem já apresentar novas funcionalidades :
a) EBSCO Discovery Service (EDS), desenvolvido pela EBSCO, utiliza o sistema
de índice central combinado com busca federada; utiliza interface
EBSCOHost já conhecida no mercado; tempo de implantação em torno de 3
meses; suporte em português e inglês; "de-duplica" registros, mostrando o
que reúne mais informações sobre o item; faz pesquisa no texto completo; a
compatibilidade com o OPAC da biblioteca através do Z39.50, MARC21
protocolos OAI para repositórios; cobertura do Portal CAPES feita
parcialmente via índice central e via busca federada ; é possível a biblioteca
influenciar no critério de relevância ; possui recursos para criação de conta,
através do EBSCOHost, para salvar resultados de pesquisa , artigos, etc. e
serviço de alerta ; o principal diferencial apresentado pelo desenvolvedor foi a
relevância dos resultados, uma vez que tem os melhores e mais completos
metadados indexados. A EBSCO foi a única empresa que ofereceu criar um
índice para um período de avaliação;

1916

�Ferramentas de descoberta e metabuscadores
i!

StmWrio

~

H.KiorIIIde

;;

~­

...

Trabalho completo

U ~ ,t."t.aóu

b) ENCORE, desenvolvido pela empresa Innovative, utiliza índice central para
descoberta de itens locais e web services e busca federada para recuperar
artigos; implantação em torno de 3 meses; quanto ao suporte, foi informado
que português é um dos idiomas suportados pela Innovative; de-duplica
registros, mas não cria super metadados; faz pesquisa no texto completo; os
dados do catálogo devem ser compatíveis, preferencialmente, com ISO 2709
e MARC e protocolos OAI; cobertura do Portal CAPES e outras bases - só é
possível fornecer acesso a até 150 recursos; são utilizadas abas diferentes
para apresentar itens do catálogo e itens de bases de dados; grande
possibilidade de customização da interface; vários recursos de Web 2.0, como
tagueamento, ratings, resenhas, entre outros; é possível criar contas e utilizar
serviços de alerta; os principais diferenciadores foram neutralidade em
relação ao conteúdo, destaque para os itens do catálogo local,
funcionalidades de web 2.0, flexibilidade na personalização da interface,
atendimento ao cliente;
c) PRIMO, da Ex Libris, trabalha com índice central e busca federada ;
implantação em torno de 6 meses, variando quanto ao porte e a natureza da
instituição; suporte em português, no Brasil , e, quando necessário, suporte da
matriz, a equipe no Brasil faz a intermediação; de-duplica registros, criando
super registro e utiliza recursos do FRBR; dados dos catálogos em MARC
XMl e UTF-8; cobertura do Portal CAPES via índice central e busca federada ;
é possível influenciar nos critérios de relevância; é possível para o usuário
criar conta, salvar pesquisas, criar tags, entre outros recursos; a empresa
destacou 9 itens como diferenciais, entre eles agrupamento de títulos
utilizando recursos de FRBR, o serviço bX de recomendação de artigos,
classificação (ranking) de resultados;
d) Summon , desenvolvido pela Seriais Solutions, ProQuest, trabalha somente
com índice central ; implantação em 3 meses; de-duplica registros e cria
registros enriquecidos; suporte em português/inglês; carga dos metadados da
biblioteca em MARC21, UTF-8; 93% do conteúdo CAPES coberto no índice
central ; é possível busca no texto completo; não oferece recursos de web 2.0;
é possível criar alertas via RSS ; a empresa destacou 15 itens como
diferenciais, entre eles - ser o único que trabalha somente com índice
único/central, possuindo o maior índice unificado do mercado mundial,
recurso de recomendação de bases de dados, recebeu o prêmio CODiE
2011, como melhor ferramenta de busca, pela Software &amp; Information Industry
Association , nos EUA;
e) WorldCat local, da OClC, combina índice central e busca federada ;
implantação em torno de 3 meses; suporte em português e inglês; para carga
dos metadados da biblioteca - formato MARC; não pesquisa no texto
completo; é possível utilizar tags, rankings e criar conta para gerenciar suas
pesquisas, serviços de alerta ainda não estão disponíveis; como diferenciais
destacou neutralidade em relação ao conteúdo e a oportunidade da biblioteca
fazer parte da rede mundial da OClC.

1917

�Ferramentas de descoberta e metabuscadores
i!

StmWrio

~

H.KiorIIIde

;;

~­

...

Trabalho completo

U ~ ,t."t.aóu

Todos os serviços foram oferecidos dentro do conceito de computação em nuvem
(clouding computing) , onde o acesso a programas, serviços e arquivos é remoto,
através da internet e, portanto, a partir de qualquer lugar, a qualquer hora, não
havendo necessidade de instalação de programas locais.
Na PUC-Rio procurou-se, também, verificar e conhecer o comportamento do usuário
em relação a algumas questões que até então não haviam sido consideradas, como,
por exemplo, quantos usuários da Universidade possuíam contas nas plataformas
das bases de dados para criação de pastas e utilização de recursos adicionais
oferecidos, como salvar expressões de busca, resultados de pesquisa, entre outros.
Foi realizado também um levantamento dos títulos de periódicos com maior número
de downloads para verificar se estariam cobertos pelas ferramentas.
O tempo de implantação da ferramenta - em torno de três meses e a necessidade
da DBD em substituir seu serviço de busca federada no período de sua renovação fez com que o grupo - UFRJ, UNRIO e PUC-Rio, que possuem naturezas jurídicas
distintas, as duas primeiras são universidades públicas federais, e a PUC-Rio uma
instituição privada, seguissem em ritmos diferentes, com a PUC-Rio concluindo seu
processo de seleção já em dezembro de 2011, prevendo a substituição da
ferramenta - 360Search, no início de 2012.
O produto escolhido foi o Summon , da Seriais Solutions, pelas razões apresentadas
de forma resumida a seguir:
- empresa parceira da Instituição - PUC-Rio desde 2007/2008 com a ferramenta
360Search ;
- apontada como uma das melhores soluções, top services, na literatura e por
usuários espalhados pelo mundo;
- única ferramenta que trabalha somente com índice unificado, central, não combina
busca no índice com busca federada ;
- melhor relevância nos resultados em função do item anterior;
- cobre , em dezembro/2011 , 93% do Portal CAPES e conteúdos assinados pela
PUC-Rio individualmente;
- simplicidade da interface - "Google like", como os estudos mostram ser a demanda
dos usuários; as pesquisas realizadas com usuários PUC-Rio mostraram, também ,
baixo uso ou interesse por recursos como criação de pastas, salvar pesquisas,
alertas, etc.
- utiliza o modelo SaaS (software as a service) que soluciona algumas das
dificuldades e problemas do modelo de simples hospedagem, garantindo a
disponibilidade do serviço 99,9% do tempo, utilizando servidores redundantes
(mesmo durante o processo de manutenção do hardware ou atualização do
software , não há interrupção do serviço) ;
- custo.

1918

�Ferramentas de descoberta e metabuscadores
i!

StmWrio

~

H.KiorIIIde

;;

~­

...

Trabalho completo

U ~ ,t."t.aóu

Foi feita assinatura por dois anos, uma vez que a experiência da DBD mostra que o
primeiro ano é utilizado para implantação e divulgação do novo serviço/ferramenta, o
segundo ano passa a ser o ano de uso "real" e efetivo, e, portanto, também, mais
adequado para avaliação.
Em dezembro de 2011 , as Universidades Católica de Brasília, UNB e UNICAMP já
haviam também assinado o serviço da Seriais Solutions.
No momento, abril de 2012, o Summon está em fase de implantação, com as bases
comerciais já reunidas no índice central e em uso interno pela equipe técnica do
Sistema de Bibliotecas. Algumas dificuldades, no entanto, foram encontradas para
incorporação dos dados do catálogo.

5 Algumas considerações
Para selecionar e avaliar produtos e serviços na área de informação, ou mesmo, em
qualquer área , é importante acompanhar o que está sendo dito sobre os mesmos,
ouvir a experiência de quem já utiliza e já passou pelo processo.
As empresas contatadas durante o processo de seleção foram extremamente
profissionais, mostrando que possuem não só interesse em trazer seus produtos
para o Brasil , como apresentam infraestrutura suficiente para atender o mercado. A
questão do suporte em português é muito importante e deve ser colocada como
ponto fundamental durante as negociações.
São apresentadas, a seguir, considerações relevantes de autores que acompanham
esses processos ou relatam suas experiências.
Para Breeding (2010), as ferramentas de descoberta estão ainda em seus estágios
iniciais e, embora o conceito seja bastante atraente, será somente através da
experiência positiva dos usuários que esses produtos irão provar seu valor. A
expectativa é de um contínuo desenvolvimento com o objetivo de melhorar a
cobertura de conteúdo, as possibilidades de refinamentos e as tecnologias de
recuperação.
Becher (2011) apresenta estudo realizado na American University no processo de
avaliação e seleção da ferramenta de descoberta. Eles partiram de um estudo das
preferências dos usuários para estabelecer os critérios necessários e fizeram
algumas constatações como a possibilidade de utilizar tags e fazer revisões como
características opcionais mais do que necessárias ou obrigatórias. Da mesma forma
como observamos o baixo uso pela comunidade PUC-Rio dos recursos de criação
de contas, pastas, etc., em bases de dados, apesar de amplamente divulgados e
apresentados nos treinamentos realizados , i.e., disponibilizar ou não esses recursos
não era um ponto importante na nossa avaliação.
Kenney (2011), comentando a experiência da Universidade de Liverpool e do
gerente de sistemas da biblioteca no processo de escolha de uma ferramenta de
descoberta, diz que não se trata de um produto ser melhor do que outro e sim do
que é mais adequado para sua biblioteca - é necessário observar, considerar, sua

1919

�Ferramentas de descoberta e metabuscadores
i!

StmWrio

~

H.KiorIIIde

;;

~­

...

Trabalho completo

U ~ ,t."t.aóu

comunidade de usuários, sua coleção e sua missão. Cada instituição deverá fazer
sua própria escolha .
Na revisão apresentada por Thornton-Verna (2011), onde quatro bibliotecários falam
sobre quatro diferentes ferramentas adotas em suas instituições, vemos que para os
alunos de graduação das universidades americanas o serviço de descoberta
resolveu muito bem a necessidade de encontrar artigos relevantes sobre
determinado tópico para seus trabalhos acadêmicos, já para os alunos de mestrado,
o serviço de descoberta não funcionou como a solução mágica. Muitas vezes, as
bases de dados específicas em determinado assunto ainda atendem melhor as
necessidades de informação deste grupo. Por outro lado, parece que a ferramenta
atendeu muito bem as necessidades dos alunos de doutorado e professores que
tem familiaridade com pesquisas e tópicos bem específicos, mostrando-se útil para
localização de citações e interdisciplinaridade de temas que extrapolam a experlise
do professor, por exemplo.
Brubaker (2011), por outro lado, afirma que algumas bibliotecas estão coletando
informações do próprio site, como horário de funcionamento, localização, e reunindo
também no índice único, de forma que a ferramenta localize as informações, ou
ainda, todo tipo de informação que o usuário procura no site da biblioteca. Ele
apresenta, também, uma rápida revisão dos cinco sistemas citados nesse trabalho e
um modelo de planilha para ajudar na seleção e avaliação dos serviços.
Hawkins (2011) fornece uma visão geral do mercado dos serviços de descoberta
apresentados durante Simpósio realizado pela National Federation of Advanced
Information Services (NFAIS) , em setembro de 2011, e afirma que os critérios de
seleção de um serviço de descoberta são praticamente os mesmos utilizados para
outros produtos de informação, quais sejam , abrangência e cobertura de conteúdo,
riqueza e consistência de metadados, freqüência das atualizações, facilidade em
incorporar informações do catálogo, simplicidade da interface, suporte para
plataformas móveis e custo .
A NFAIS lançou , em janeiro de 2012 , esboço de um código de boas práticas para
serviços de descoberta, a ser revisto e desenvolvido pelas partes envolvidas. O
documento
pode
ser
consultado
em :
http://info.nfais.org/info/codedraftintroduction .pdf
A criação do índice central, único, com metadados das bases comercias não
apresenta dificuldade, apesar de ser necessário uma configuração precisa para que
o usuário não seja levado erradamente a uma página para acesso ao texto
completo, não tendo, no entanto, acesso ao mesmo.
A incorporação de metadados de sistemas brasileiros (OPACS) está sendo uma
nova experiência para essas empresas e, da mesma forma , para as empresas
nacionais está sendo um aprendizado, com algumas surpresas pelo caminho. O
período de implantação, por sua vez, pode se estender além do previsto .
Por fim , cabe ressaltar às instituições que pretendem oferecer uma ferramenta de
descoberta que as bibliotecas se diferenciam exatamente na prestação de serviços
que envolvem os conteúdos que oferecem , não só visando o acesso, mas auxiliando

1920

�Ferramentas de descoberta e metabuscadores
i!

StmWrio

~

H.KiorIIIde

;;

~­

...

Trabalho completo

U ~ ,t."t.aóu

na pesquina, na indicação de fontes e na consulta a itens que extrapolam os limites
da coleção da biblioteca . A oferta de serviços como empréstimo entre bibliotecas e
comutação bibliográfica, entre vários outros, tornam-se fundamentais, adicionando
ainda mais valor ao serviço de descoberta.
Para Mathews (2012), estamos no momento ideal para lançar novos produtos,
programas e criar novas parcerias; a biblioteca não é um prédio, um site ou uma
pessoa - é uma plataforma para pesquisadores, professores, estudantes,
entusiastas da cultura e do saber que querem aprender e desenvolver novos
conhecimentos.

6 Referências
BECHER, Melissa; SCHMIDT, Kari. Taking Discovery Systems for a Test Drive.
Journal of Web Librarianship, v. 15, p.199-219, 2011 .
BREEDING, Marshall. The state of the Art in Library Discovery 2010. Computer in
Libraries, v.30, n.1, jan/fev 2010. Disponível em : Academic OneFile, Gale. Acesso
em : 07 abro2012.
BREEDING, Marshall. Automation Marketplace 2012: Agents of Change . Library
Journal,
The
Digital
Shift,
29
mar.
2012.
Disponível
em :
&lt;http://www.thedigitalshift.com/20 12/03/i Is/automation-marketplace-20 12-agents-ofchange/&gt; . Acesso em : 09 abr. 2012.
BRUBAKER, Noah et aI. Shapes in the cloud : finding the right discovery layer.
Online, v.35, n.2, mar./abr. 2011.Disponível em : Academic OneFile, Gale. Acesso
em : 06 abro2012.
HAWKINS, Donald. Web Scale Information Discovery: The Opportunity, The Reality,
the Future-An NFAIS Symposium. The Conference Circuit, 4/ outl2011 . Disponível
em :
&lt;http://www.theconferencecircuit.com/2011 /1 0/04/web-scale-informationdiscovery-the-opportunity-the-reality-the-future-an-nfais-symposium/&gt;. Acesso em :
06 abr. 2012
KENNEY, Brian . Liverpool's Discovery. A university library applies a new search tool
to improve the user experience. Library Journal, 15 fev. 2011 . Disponível em :
&lt;http://www.libraryjournal.com/lj/home/888965-264/liverpools_discovery.html.csp&gt; .
Acesso em 07 abr. 2012.
MARANHÃO, Ana Maria Neves. Dos catálogos aos metabuscadores e serviços de
descoberta na Internet - uma visão geral. In: Congresso Brasileiro de
Biblioteconomia, Documentação e Ciência da Informação, 24 , 2011, Maceió.
Disponível
em :
Anais.. .
&lt;http://febab.org .br/congressos/index.php/cbbd/xxiv/paper/view/312&gt;. Acesso em : 14
abr. 2012.

1921

�Ferramentas de descoberta e metabuscadores
i!

StmWrio

~

H.KiorIIIde

;;

~­

...

Trabalho completo

U ~ ,t."t.aóu

MATHEWS, Brian . Think Like A Startup: a white paper to inspire library
entrepreneurialism .
In:
VTechWorks .
Disponível
em :
&lt;http://vtechworks.lib.vt.edu/handle/10919/18649&gt;. Acesso em : 14 abro2012 .

PRADAHAN, Dinesh R. et aI. Searching Online Resources in New Discovery
Environment: A State of the Art Review. In: INTERNATIONAL CALlBER, 8, 2011,
Goa, índia . Proceedings ... Goa, índia, 2011. Disponível em :
&lt;http://ir.inflibnet.ac.in/dxml/handle/1944/1623?show=full&gt;. Acesso em : 20 mar.
2011 .
THORNTON-VERMA, Henrietta. Discovering What Works: Librarians Compare
Discovery Interface Experiences. Library Journal Reviews, 7 dez. 2011 . Disponível
em :
&lt;http://reviews .libraryjournal.com/2011 /12/reference/discovering-what-workslibrarians-compare-discovery-interface-experiences/&gt;. Acesso em : 06 abro2012
VAUGHAN , Jason. Chapter 1: Web Scale Discovery: What and Why? Library
Technology Reports, V. 47, n. 1, p. 5-11 , jan . 2011 . Disponível em : Academic
Search Premier, EBSCOhost. Acesso em : 20 mar. 2011 .

1922

�</text>
                  </elementText>
                </elementTextContainer>
              </element>
            </elementContainer>
          </elementSet>
        </elementSetContainer>
      </file>
    </fileContainer>
    <collection collectionId="49">
      <elementSetContainer>
        <elementSet elementSetId="1">
          <name>Dublin Core</name>
          <description>The Dublin Core metadata element set is common to all Omeka records, including items, files, and collections. For more information see, http://dublincore.org/documents/dces/.</description>
          <elementContainer>
            <element elementId="50">
              <name>Title</name>
              <description>A name given to the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51396">
                  <text>SNBU - Edição: 17 - Ano: 2012 (UFRGS - Gramado/RS)</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="49">
              <name>Subject</name>
              <description>The topic of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51397">
                  <text>Biblioteconomia&#13;
Documentação&#13;
Ciência da Informação&#13;
Bibliotecas Universitárias</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="41">
              <name>Description</name>
              <description>An account of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51398">
                  <text>Tema: A biblioteca universitária como laboratório na sociedade da informação.</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="39">
              <name>Creator</name>
              <description>An entity primarily responsible for making the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51399">
                  <text>SNBU - Seminário Nacional de Bibliotecas Universitárias</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="45">
              <name>Publisher</name>
              <description>An entity responsible for making the resource available</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51400">
                  <text>UFRGS</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="40">
              <name>Date</name>
              <description>A point or period of time associated with an event in the lifecycle of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51401">
                  <text>2012</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="44">
              <name>Language</name>
              <description>A language of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51402">
                  <text>Português</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="51">
              <name>Type</name>
              <description>The nature or genre of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51403">
                  <text>Evento</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="38">
              <name>Coverage</name>
              <description>The spatial or temporal topic of the resource, the spatial applicability of the resource, or the jurisdiction under which the resource is relevant</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51404">
                  <text>Gramado (Rio Grande do Sul)</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
          </elementContainer>
        </elementSet>
      </elementSetContainer>
    </collection>
    <itemType itemTypeId="8">
      <name>Event</name>
      <description>A non-persistent, time-based occurrence. Metadata for an event provides descriptive information that is the basis for discovery of the purpose, location, duration, and responsible agents associated with an event. Examples include an exhibition, webcast, conference, workshop, open day, performance, battle, trial, wedding, tea party, conflagration.</description>
    </itemType>
    <elementSetContainer>
      <elementSet elementSetId="1">
        <name>Dublin Core</name>
        <description>The Dublin Core metadata element set is common to all Omeka records, including items, files, and collections. For more information see, http://dublincore.org/documents/dces/.</description>
        <elementContainer>
          <element elementId="50">
            <name>Title</name>
            <description>A name given to the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="64185">
                <text>A seleção de um serviço de descoberta na web a experiência da PUC-RIO.</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="39">
            <name>Creator</name>
            <description>An entity primarily responsible for making the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="64186">
                <text>Maranhão, Ana Maria Neves</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="38">
            <name>Coverage</name>
            <description>The spatial or temporal topic of the resource, the spatial applicability of the resource, or the jurisdiction under which the resource is relevant</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="64187">
                <text>Gramado (Rio Grande do Sul)</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="45">
            <name>Publisher</name>
            <description>An entity responsible for making the resource available</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="64188">
                <text>UFRGS</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="40">
            <name>Date</name>
            <description>A point or period of time associated with an event in the lifecycle of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="64189">
                <text>2012</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="51">
            <name>Type</name>
            <description>The nature or genre of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="64191">
                <text>Evento</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="41">
            <name>Description</name>
            <description>An account of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="64192">
                <text>A proliferação continua de fontes de informação em meio digital em conjunto com usuários familiarizados com sistemas de pesquisa como Google contribuem para que as bibliotecas busquem, constantemente, melhores ferramentas para gerenciar e disponibilizar seus ricos acervos – tanto digitais, quanto físicos. São apresentadas as metodologias dos serviços de descoberta na web disponíveis atualmente no mercado. É apresentada a Divisão de Bibliotecas e Documentação (DBD), da Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro (PUC-Rio), infraestrutura, serviços e público que atende e seu processo para selecionar uma ferramenta de descoberta. São apresentadas informações gerais sobre as empresas analisadas e algumas considerações importantes a serem observadas quando em um processo de avaliação.</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="44">
            <name>Language</name>
            <description>A language of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="69534">
                <text>pt</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
        </elementContainer>
      </elementSet>
    </elementSetContainer>
  </item>
  <item itemId="6034" public="1" featured="0">
    <fileContainer>
      <file fileId="5098">
        <src>http://repositorio.febab.org.br/files/original/49/6034/SNBU2012_173.pdf</src>
        <authentication>f760ca1caac731c62b224a91119669a3</authentication>
        <elementSetContainer>
          <elementSet elementSetId="4">
            <name>PDF Text</name>
            <description/>
            <elementContainer>
              <element elementId="92">
                <name>Text</name>
                <description/>
                <elementTextContainer>
                  <elementText elementTextId="64184">
                    <text>Ferramentas de descoberta e metabuscadores
i! .....
""""'"
~
,...

=

:,

Trabalho completo

IiWitt.UJ

1I....111~

PORTAL DE BUSCA INTEGRADA DO SIBIUSP: METODOLOGIA DE
IMPLANTAÇÃO

Allan Rodrigo Dias 1, Anderson de Santanél, Carlos Aupusto Conceição3,
Célia Regina de O. Rosa4, Érica Saito5, Jamil A. Vieira, Maria Aparecida
Laer, Patrícia Naomi Tomisawa B, Sérgio Carlos Novaes9, Sueli Mara
Soares Pinto Ferreira 1o , Thais Cristiane Campos de Moraes 11 , Virgínia de
paiva 12
1

Técnico de Documentação e Informação da Faculdade de Odontologia de Bauru (FOB) da
Universidade de São Paulo (USP)

Bibliotecário-Chefe Técnico da Divisão de Gestão de Sistemas de Comunicação e Disseminação de
Produtos e Serviços (DGCD) do Departamento Técnico do Sistema Integrado de Bibliotecas da USP
(DT/SIBiUSP)

2

3

Bibliotecário da Faculdade de Odontologia (FO) da USP
4

Bibliotecária do Instituto de Psicologia (IP) da USP
5

6

Auxiliar de Documentação e Informação da Escola de Enfermagem (EE) da USP
7

8

Bibliotecária da DGCD-DT/SIBiUSP

Bibliotecária do Instituto de Geociências (IGc) da USP

Técnica de Documentação e Informação da Faculdade de Medicina Veterinária e Zootecnia (FMVZ)
da USP
9

Bibliotecário da Faculdade de Direito (FD) da USP
10

11

Diretora Técnica do SIBiUSP

Técnica de Documentação e Informação da Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz
(ESALQ) da USP
12

Bibliotecária do Instituto de Física (IF) da USP

RESUMO
Relata o estudo, a instalação e implantação de ferramenta de descoberta e
entrega do Portal de Busca Integrada, para o Sistema Integrado de Bibliotecas da
Universidade de São Paulo (SIBiUSP). Esta nova interface denominada Portal de
Busca Integrada possibilita uma nova experiência de pesquisa científica ao usuário
final pela recuperação de literatura em diferentes fontes de informação.

Palavras-Chave: Web Scale Discovery System ; Portal de Busca Integrada;
Recuperação da informação.

1898

�Ferramentas de descoberta e metabuscadores
i! """"'"
MaooNlck

~

=

:,

IiWitt.UJ

Trabalho completo

1I....111~

ABSTRACT
The pape r describes study and implementation of Web Scale Discovery
System at the Integrated Library System of University of Sao Paulo (SIBiUSP). This
new interface called as Integrated Search Portal provides a new search experience
to the ending user by retrieving scientific and technical literature in different
information's sources.

Keywords: Web Scale Discovery System ; Integrated Search Portal ; Information
retrieval.

1 Introdução
Em 1996, o Sistema Integrado de Bibliotecas da Universidade de São Paulo
(SIBiUSP), adotou o software Aleph (em sua versão 300), da empresa israelense Ex
Libris, para desenvolvimento e migração do seu banco de dados bibliográficos, em
substituição a um software projetado por uma equipe da Universidade via telnet.
A adoção do Banco de Dados Bibliográficos (batizado de DEDAlUS) trouxe
consigo a necessidade de capacitação técnica à equipe bibliotecária , ao longo dos
anos, para lidar com as novas diretrizes impostas por um sistema automatizado.
Apesar do aprimoramento ocorrido do ponto de vista do processamento
técnico e da atualização do próprio software, a interface de busca do DEDAlUS não
sofreu alterações ao longo desse período, desconsiderando as funcionalidades dos
conceitos da web (por exemplo, a Web 2.0) e, consequentemente, estagnando-se
num modelo de interface de busca que não privilegiava o descobrimento de novos
conteúdos, mas somente daqueles que conhecidamente se buscava .
Estudos realizados e apresentados no Relatório da OClC (Calhoun, 2009)
demonstraram que a principal necessidade dos usuários e bibliotecários no processo
de recuperação da informação está diretamente relacionada à obtenção de
resultados de pesquisas relevantes, links diretos para conteúdo online, acesso fácil
por meio do catálogo da biblioteca , informações de disponibilidade do item e busca
por palavras-chave simples.
Nesse contexto, Breeding (2010) comenta que estamos navegando por uma
imensidão de provedores de informações e se as bibliotecas não fornecerem
sistemas de informações mais modernos os usuários navegarão cada vez mais por
destinos comerciais. Estas plataformas de descobertas acabarão com muitas das
restrições e regras que impomos aos usuários da biblioteca . A capacidade de reunir
em um único índice todos os livros, artigos de revistas e componentes de outra
coleção representa um dos avanços mais significativos em automação de bibliotecas
nas últimas décadas.
No entanto , outra realidade se impôs ao SIBiUSP pela existência de um
número crescente de sistema e bibliotecas digitais com conteúdos de interesse da
comunidade e não cobertos pelo software Aleph, exigindo-se a realização de
extensivos estudos em busca de novas soluções que permitissem a descoberta e
entrega de conteúdos informacionais de forma mais dinâmica, direta e integrada.
Identificou-se uma nova geração de softwares intitulada Web Scale Discovery

1899

�Ferramentas de descoberta e metabuscadores
i! """"'"
MaooNlck

~

=

:,

IiWitt.UJ

1I....111~

Trabalho completo

System, que possuem como principal característica, uma interface única de acesso a
conteúdos informacionais (incorporação de múltiplas fontes e protocolos de
intercâmbio de dados: bases de dados, revistas eletrônicas, e-books, repositórios
etc.), bastante intuitiva, proporcionando uma melhor experiência para o usuário final.
Realizando um comparativo analítico e criterioso de quatro das principais
ferramentas existentes no mercado (EBSCO Discovery Service, Summon , WorldCat
Local e Primo) foi escolhido o software Primo da empresa israelense Ex Libris,
adquirido em conjunto com os softwares agregados: Primo Central, SFX, MetaLib e
bX.
Esta ferramenta foi considerada a mais completa e adequada as demandas
do SIBiUSP, inclusive por ser totalmente compatível com o Aleph . Para validar a
escolha pelo pacote de programas da Ex Libris, a equipe realizou visitas técnicas a
três instituições no exterior (Boston College, Oxford University, e British Library) que
já utilizam o software de modo a adquirir subsídios técnicos.
O sistema Primo/Primo Central é considerado um mega-agregador com
centenas de milhões de recursos eletrônicos de importância global. A principal
vantagem desse sistema de descoberta e entrega se dá pela interface única e
integrada de busca altamente intuitiva, que agrega os mais variados conteúdos
informacionais impressos e digitais (bases de dados, repositórios, bibliotecas digitais
etc.). Permite ainda o uso de variados protocolos de intercâmbio de dados, inserção
de tags e resenhas pelos usuários, além de outros recursos da web 2.0 (inserção de
capas, sumários etc).
Tal sistema permite a separação da experiência do usuário, da infraestrutura
do sistema de bibliotecas. Desta forma , consegue otimizar a descoberta e o
fornecimento de informações de várias fontes , ampliando o uso dos aplicativos da
biblioteca, aumentando a flexibilidade do sistema e reduzindo assim o custo total dos
recursos informacionais. Entre os principais benefícios para as bibliotecas,
destacam-se a solução "End-to-end" , a adaptabilidade, a interoperabilidade e a
customização.
Nesse panorama, Breeding (2010) aponta que "em um bom sistema de
descoberta as telas são intuitivas e fáceis de navegar e úteis na busca". Ao invés de
ter que explicar para um usuário que o catálogo da biblioteca lista livros e títulos de
revistas, mas não artigos de periódicos, os usuários podem simplesmente iniciar a
busca pelo conceito, o autor, ou título de interesse e de imediato começar a ver
resultados em vários formatos dentro da coleção da biblioteca. Uma interface de
descoberta deve operar de forma autoexplicativa , permitindo que os usuários se
concentrem em selecionar, avaliar e escolher registros recuperados ao invés de
brigar com as ferramentas de busca que a biblioteca oferece.
A partir dessa aquisição , o SIBiUSP busca promover o acesso integrado a
fontes de informações impressas e digitais certificadas, independente do formato e
da localização, para melhor atender as necessidades de informação de seus
usuários. Ademais, o uso de tal sistema , analisando-o em termos econômicos,
justifica-se no que tange as altas cifras investidas anualmente em assinaturas e em
serviços, pois torna esses conteúdos muito mais visíveis e disponíveis aos usuários.

2 Metodologia
Após a escolha do sistema adotado, foi necessário definir a metodologia de

1900

�Ferramentas de descoberta e metabuscadores

I

=

:,

=ck

Trabalho completo

IiWitt.UJ

1I....111~

implantação do software. A Ex Libris acompanhou todo processo de instalação e
verificação de funcionamento do software diante da identificação de necessidades
de mudanças. O alinhamento de itens como recursos humanos, equipamentos,
serviços da empresa Ex Libris e apreensão do conhecimento técnico foi
determinante, tendo em vista o ineditismo da proposta e o grau de complexidade
relacionado à implantação de portais desta natureza. Todo o projeto de implantação
foi realizado no prazo de três meses (dezembro de 2011 a março de 2012).
Para a realização de um projeto dessa envergadura (tanto em termos de dados
como em relação à quantidade de ações), em novembro de 2011 , o Departamento
Técnico (DT) do SIBiUSP convidou formalmente bibliotecários, técnicos e auxiliares
de todas as bibliotecas que quisessem participar do Grupo de Trabalho do Projeto
Portal de Busca Integrada. Os candidatos deveriam: informar qual dos cinco
softwares do pacote Primo (Primo, Primo Central , SFX, Metalib e bX) teriam
interesse em se especializar e analisar a documentação técnica existente;
encaminhar justificativa para sua participação no Grupo de Trabalho ; encaminhar
curriculum vitae; possuir no mínimo nível intermediário da língua inglesa para leitura
e fala .
A coordenação do Grupo de Trabalho (GT) analisou as inscrições submetidas e
selecionou 11 pessoas com diferentes perfis e experiências. A constituição do grupo
foi fundamental para o desenvolvimento do projeto, propiciando a identificação de
profissionais de alta competência técnica e comportamental.
O papel do Grupo de Trabalho seria o de estudar e auxiliar a implantação do
sistema em todas as suas etapas, contribuindo com estudos prospectivos, análise de
consistência dos dados, criação de material educativo, técnico e promocional.
Dessa forma , o grupo foi estruturado da seguinte forma :
a. Diretor sistêmico e equipe de coordenação (DT-SIBiUSP): análise e
validação das propostas do GT; indicação de novos projetos para o Portal
de Busca Integrada; intermediação direta com a empresa Ex Libris durante
a implantação e posteriormente durante a manutenção; identificação de
parceiros técnicos em nível nacional e internacional para o fortalecimento e
melhoria constante do sistema.
b. Gerente do projeto: responsável pela gerência do projeto e do GT;
responsável pelo estabelecimento das atividades de estudo e papéis de
cada membro do GT; atualização constante do relatório geral do projeto ;
análise de uso do sistema; atendimento às equipes bibliotecárias quanto à
dúvidas e sugestões ao sistema.
c. Membros convidados do GT: equipe formada por bibliotecários (com
conhecimento exigido em descrição bibliográfica MARC e Dublin Core,
Tecnologias de Informação e Comunicação, gestão de projetos e
experiência com atendimento ao usuário); técnicos e auxiliares (todos com
formação ou experiência em desenvolvimento de sistemas e atendimento
ao usuário).
Durante os três meses de implantação, os membros do GT trabalharam sob o
regime de dedicação exclusiva ao DT/SIBiUSP (com autorização expressa de suas
chefias nas bibliotecas em que trabalham) . O trabalho era realizado remotamente,
dado que cada membro estava localizado em diferentes lugares da cidade de São

1901

�Ferramentas de descoberta e metabuscadores
i! .....
""""'"
~
,...

=

:,

Trabalho completo

IiWitt.UJ

1I....111~

Paulo e alguns em cidades do interior, porém uma vez por semana eram realizadas
reuniões presenciais. Após os três meses, cada membro da equipe passou a se
dedicar uma vez por semana sem prazo determinado para o término do Portal de
Busca Integrada.
Para alcançar o objetivo proposto, algumas atividades foram mapeadas e
desenvolvidas pela equipe que foi dividida em grupos diferentes a cada nova
atividade. As atividades desenvolvidas ao longo dos três meses de dedicação
exclusiva foram:
a. estudo inicial analítico e prospectivo do uso de cada um dos softwares
adquiridos, através da leitura da documentação existente sobre cada um
deles;
b. elaboração de relatório sobre as características e potencialidades de uso
de cada um dos softwares;
c. estudo e desenvolvimento de políticas, como: Declaração de Privacidade
(Privacy Statement) , Termo de Uso, Termo de Acessibilidade e Ajuda ;
d. análise de conteúdo da interface de usuário, layout e customização;
e. testes de implementações;
f. elaboração de treinamento;
g. planejamento da divulgação/marketing.
h. elaboração do tutorial do Portal de Busca Integrada;
i.

capacitação das equipes
treinamento presencial.

bibliotecárias do

SIBiUSP

por meio de

A empresa Ex Libris também possui uma metodologia própria de implantação,
que envolveu as seguintes ações:
a. reuniões semanais de planejamento entre a Ex Libris e a coordenação do
projeto do DT/SIBiUSP
b. instalação dos sistemas (Primo, SFX e Metalib);
c. configuração e implantação do Primo (incluiu migração de dados,
indexação, deduplicação de itens das variadas fontes e ferberização) ;
d. treinamentos via videoconferência para a equipe do DT/SIBiUSP;
e. disponibilização do sistema para realização de testes (incluiu migração de
dados, indexação, deduplicação de itens das variadas fontes e
ferberização);
f.

correções necessárias no sistema ;

1902

�Ferramentas de descoberta e metabuscadores
i! """"'"
MaooNlck

~

=

:,

Trabalho completo

IiWitt.UJ

1I....111~

g. disponibilização do sistema para a comunidade;
h. configuração e implantação das demais fontes de informação da USP.
Graças a um planejamento consistente, cooperação dos membros do GT e Ex
Libris foi possível realizar a implantação do Portal de Busca Integrada no prazo
previamente estabelecido, tendo este ido ao ar definitivamente no dia 12 de março
de 2012 . A metodologia de estabelecimento de um Grupo de Trabalho com
atividades semanais estruturadas, com prazos rígidos e, principalmente, com
dedicação exclusiva, tornou-se um novo modelo para o SIBiUSP, que pretende
adotá-lo em seus próximos projetos.

3 Desenvolvimento
A concepção do Portal de Busca Integrada foi elaborada pelo Departamento
Técnico com o Grupo de Trabalho formado para o projeto. As customizações e
configurações ficaram a cargo da empresa Ex Libris por meio da modalidade
chamada Tota/Care (na qual a empresa vende o software e o serviço de instalação),
contratada para o período de implantação. Passada a implantação, a manutenção,
customizações posteriores e implementações serão de responsabilidade do
DT/SIBiUSP e do Grupo de Trabalho.
No entanto, o DT/SIBiUSP por meio de sua equipe de analistas de sistemas,
preparou o ambiente da infraestrutura formada por cinco servidores: dois servidores
de interface de busca (front-end) do software Primo; um servidor de banco de dados
e interface de gerenciamento (back-office) do sistema Primo; um servidor de testes
(stage) ; e um servidor para os softwares Metalib e SFX.
Quanto ao trabalho do GT, durante o período de dedicação exclusiva , as
atividades desenvolvidas auxiliaram a equipe na compreensão do funcionamento
dos softwares bem como elucidaram as possíveis customizações necessárias para
atender as necessidades das bibliotecas da USP. As duas primeiras atividades do
Grupo tiveram como objetivo descrever as funcionalidades de cada programa
adquirido (Primo, Primo Central, Metalib, SFX e bX), levantando suas
potencialidades em relação às necessidades do sistema de bibliotecas da USP.
Foram realizadas atividades de teste no Portal de Busca Integrada logo após a
instalação no servidor USP.
A equipe do GT também desenvolveu documentos sobre acessibilidade,
termos de uso, políticas de privacidade e um tutorial de ajuda do Portal de Busca
Integrada; procedimentos essenciais e que demonstram a importância da segurança
das informações contidas no Portal.
A Ex Libris ofereceu à coordenação do projeto treinamentos frequentes, em
inglês, via web conferência , que abordavam diferentes temas relativos à
manutenção, funcionalidades e atualizações dos softwares que agregavam o Portal
de Busca Integrada.
Na fase final do projeto, o GT desenvolveu treinamento para uso das
ferramentas do Portal , bem como tutorial que foi disponibilizado na área técnica no
website do SIBIUSP. Desenvolveu-se também um plano de marketing tanto para o
lançamento do Portal, ocorrido em 12 de março de 2012 , quanto para o período
posterior.

1903

�Ferramentas de descoberta e metabuscadores
i! """"'"
MaooNlck

~

= ~::::I~

Trabalho completo

4 Potencialidades do Sistema
O Primo proporciona a integração de todas as bibliotecas físicas ou digitais
existentes na USP e, por meio das ferramentas inclusas no pacote adquirido (Primo
+ MetaLib + SFX + bX + Primo Central), de todos os conteúdos eletrônicos
disponíveis pelo SIBiUSP, Portal CAPES e títulos em acesso aberto , tornando-se
assim um mega-agregador de conteúdos.
As customizações relacionam todas as funcionalidades disponíveis na
Interface do Usuário através de ferramentas específicas, fontes, tabelas, imagens,
ícones, etiquetas e HTML estático. Inclui também normalização do layout e estrutura .
Os registros do Portal de Busca Integrada são agrupados usando princípios
dos Requerimentos Funcionais para Registros Bibliográficos (FRBR) da International
Federation of Library Associations (IFLA).
Dentre os muitos recursos oferecidos, caracterizam-se a filtragem de
resultados por meio de facetas , o ranqueamento e a ajuda pelo recurso " Você quis
dizer?". As facetas facilitam a navegação, por serem uma aplicação eficaz das
terminologias controladas, sendo uma ferramenta indispensável neste tipo de
sistema .
No relatório da OCLC, CALHOUN (2009), identificou que
usuários e bibliotecários encontraram na navegação facetada uma
forma muito compreensiva para refinar seus resultados de busca.
Rever uma lista curta de resultados é viável, as buscas com
palavras-chave muitas vezes retornam centenas de resultados,
tornando a navegação facetada uma ferramenta útil para restringir
rapidamente as escolhas.
O Primo coleta e normaliza registros XML operando como Front End
(Interface do Usuário), onde o usuário poderá consultar e acessar textos online,
realizar downloads, renovar e reservar materiais, além de acompanhar sua conta .
Fornece serviços relacionados que permitem aos usuários salvar consultas, definir
alertas, recuperar registros em vários formatos no sistema ou em outro lugar, definir
preferências e executar outras tarefas que facilitam a pesquisa .
A funcionalidade Real Time Availability (RTA) permite que o Primo exiba a
disponibilidade de status de empréstimo em tempo real para itens físicos
diretamente do sistema de gerenciamento de bibliotecas (no caso do SIBiUSP, o
software Aleph) .
O Portal de Busca Integrada utiliza ainda o software SFX, um resolvedor de
links que entrega aos usuários conexões inteligentes com diversos serviços
definidos. Sua integração ao software Primo oferece texto integral de artigos, verifica
a disponibilidade do material na coleção impressa da biblioteca , por meio de
consulta ao catálogo, e solicita reserva ou empréstimo entre bibliotecas.
O SFX dispõe do recurso KnowledgeBase, mantido pela Ex Libris, no qual
fontes atuais e completas estão previamente cadastradas e são atualizadas
periodicamente. Por fim , a funcionalidade Getlt! fornece link à melhor opção de
entrega ou serviço externo .
O Primo opera também com o MetaLib a fim de permitir a busca em bancos
de dados remotos configurados. O MetaLib é altamente customizável e de fácil
gerenciamento, inclui o módulo X-Server que permite às bibliotecas agregarem a
metabusca em outras aplicações institucionais, tais como sistemas de gestão de

1904

�Ferramentas de descoberta e metabuscadores
Trabalho completo
i! """"'"
MaooNlck

~

=

:,

IiWitt.UJ

1I....111~

cursos, páginas web de disciplinas, departamentos, grupos e portais institucionais.
Possui também ferramentas de administração na Web , geração de estatísticas e
relatórios, permitindo a efetiva localização, configuração e manutenção de
praticamente todas as fontes de informação da instituição.
No pacote adquirido pelo SIBiUSP, o bX da Ex Libris, serviço de
recomendação acadêmica, fornece aos pesquisadores recomendações para artigos
acadêmicos, integrando estas recomendações em cada ambiente de busca . As
recomendações são baseadas em uma análise dos inúmeros cliques em links
executados por alunos e pesquisadores a partir de instituições no mundo todo e
capturados pelos agregadores de links de cada instituição.
O Primo Central é um mega índice e integra-se ao Primo para facilitar a busca
dos conteúdos que não podem ser indexados localmente como, por exemplo,
conteúdos sem licença de posse.

5 Vantagens da nova interface de busca
O Portal de Busca Integrada, em versão beta, foi apresentado à equipe
bibliotecária da USP em 01 de março de 2012 e disponibilizado para o público em 12
de março do mesmo ano. No lançamento, além das funcionalidades já levantadas
anteriormente, ficaram patentes as vantagens em relação à nova interface de busca ,
uma vez que esta oferece maior interatividade com o usuário. Nesse sentido,
algumas características referentes ao Portal de Busca Integrada são apresentadas:
a. interface mais limpa, parecida com as que são utilizadas tanto nos
buscadores da web como nas bases de dados comercializadas;
b. funcionalidade "você quis dizer" e recomendações de leitura que se
aperfeiçoam à medida em que se amplia o uso do Portal pelos usuários;
c. possibilidade de trocar de base de dados e tipo de busca (simples e
avançada) sem necessidade de digitar a expressão de busca novamente;
d. possibilidade de refinar por meio das facetas o número de registros
recuperados a partir de sugestões do próprio sistema de busca;
e. melhor visualização e economia de tempo para o usuário, na medida em
que os registros são ferberizados e deduplicados;
f. maior possibilidade de interação do usuário com o sistema de busca : ele
escolhe como quer ver os resultados (relevância , ordem alfabética de autor
e título, e por data);
g. facilidades nas operações executadas, pelo usuário como: possibilidade de
realizar renovações, reservas e verificar a disponibilidade do item sem ter
que ir à biblioteca;
h. acesso direto ao item que estava sendo buscado, desde que esteja online;

1905

�Ferramentas de descoberta e metabuscadores
Trabalho completo
i! """"'"
MaooNlck

~

=

:,

i.

IiWitt.UJ

1I....111~

possibilidade de gestão da pesquisa com ênfase no armazenamento de
dados (alertas, rss , emails) e da própria conta pelo usuário.

6 Considerações Finais

o Portal de Busca Integrada é um sistema estratégico para a Universidade de
São Paulo, pois permitirá que todas suas bibliotecas digitais desenvolvidas ao longo
dos anos nas mais diversas plataformas sejam indexadas e recuperadas em uma
única interface, de forma simples e rápida . Ademais, espera-se:
a. proporcionar alto valor agregado à busca por informações referentes às
atividades de ensino pesquisa e extensão de interesse da comunidade
USP;
b. por meio do seu potencial de uso, tornar-se-á uma ferramenta de
informações estratégicas para a Universidade, antevendo e atendendo
as demandas da alta administração;
c. permitirá uma nova visão sobre o SIBiUSP, no que concerne à oferta de
serviços, otimização de recursos informacionais e integração das
demais iniciativas disponíveis dentro e fora da USP.
Apesar da satisfação com os resultados do projeto do Portal, percebe-se que
será necessário um trabalho de aperfeiçoamento baseado em sugestões recebidas
dos usuários e dos bibliotecários do SIBiUSP - o Departamento Técnico
disponibilizou para todas as bibliotecas um canal de comunicação (e-mail) e, por
meio deste, recebeu várias sugestões dos funcionários do sistema de bibliotecas.
Tais sugestões serão avaliadas e implantadas caso sejam aprovadas pelo GT; e
serão realizadas no Portal de Busca Integrada na segunda fase do projeto que teve
início em março de 2012 .
Esta nova etapa conta com a inclusão de novas fontes de dados estruturadas
(que muitas vezes não seguem padrões de metadados como Dublin Core, portanto,
demandarão um melhor estudo para serem incluídas).
A instalação e a implantação da primeira fase do projeto ocorreram no prazo
previsto e todas as customizações iniciais foram realizadas.

7 Referências
BREEDING, Marshall. State of the art in library discovery 2010. Computers in
Libraries, Medford, v. 30, n. 1, p. 31-35, Jan./Feb., 2010 . Disponível em:
&lt;http://www.librarvtechnology.org/diglibfulldisplay.pl?ID=201201291 06567382&amp;code=bib&amp;RC=14574&amp;Row=19&amp;&gt;. Acesso
em: 27 jan . 2012 .
CALHOUN , Karen et aI. Online catalogs: what users and librarians want: an OCLC
reporto Dublin : OCLC , c2009. Disponível em :
&lt;http://www.oclc.org/reports/onlinecatalogs/fullreport.pdf&gt;. Acesso em : 27 mar.
2012 .

1906

�</text>
                  </elementText>
                </elementTextContainer>
              </element>
            </elementContainer>
          </elementSet>
        </elementSetContainer>
      </file>
    </fileContainer>
    <collection collectionId="49">
      <elementSetContainer>
        <elementSet elementSetId="1">
          <name>Dublin Core</name>
          <description>The Dublin Core metadata element set is common to all Omeka records, including items, files, and collections. For more information see, http://dublincore.org/documents/dces/.</description>
          <elementContainer>
            <element elementId="50">
              <name>Title</name>
              <description>A name given to the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51396">
                  <text>SNBU - Edição: 17 - Ano: 2012 (UFRGS - Gramado/RS)</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="49">
              <name>Subject</name>
              <description>The topic of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51397">
                  <text>Biblioteconomia&#13;
Documentação&#13;
Ciência da Informação&#13;
Bibliotecas Universitárias</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="41">
              <name>Description</name>
              <description>An account of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51398">
                  <text>Tema: A biblioteca universitária como laboratório na sociedade da informação.</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="39">
              <name>Creator</name>
              <description>An entity primarily responsible for making the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51399">
                  <text>SNBU - Seminário Nacional de Bibliotecas Universitárias</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="45">
              <name>Publisher</name>
              <description>An entity responsible for making the resource available</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51400">
                  <text>UFRGS</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="40">
              <name>Date</name>
              <description>A point or period of time associated with an event in the lifecycle of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51401">
                  <text>2012</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="44">
              <name>Language</name>
              <description>A language of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51402">
                  <text>Português</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="51">
              <name>Type</name>
              <description>The nature or genre of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51403">
                  <text>Evento</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="38">
              <name>Coverage</name>
              <description>The spatial or temporal topic of the resource, the spatial applicability of the resource, or the jurisdiction under which the resource is relevant</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51404">
                  <text>Gramado (Rio Grande do Sul)</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
          </elementContainer>
        </elementSet>
      </elementSetContainer>
    </collection>
    <itemType itemTypeId="8">
      <name>Event</name>
      <description>A non-persistent, time-based occurrence. Metadata for an event provides descriptive information that is the basis for discovery of the purpose, location, duration, and responsible agents associated with an event. Examples include an exhibition, webcast, conference, workshop, open day, performance, battle, trial, wedding, tea party, conflagration.</description>
    </itemType>
    <elementSetContainer>
      <elementSet elementSetId="1">
        <name>Dublin Core</name>
        <description>The Dublin Core metadata element set is common to all Omeka records, including items, files, and collections. For more information see, http://dublincore.org/documents/dces/.</description>
        <elementContainer>
          <element elementId="50">
            <name>Title</name>
            <description>A name given to the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="64176">
                <text>Portal de busca integrada do SIBIUSP: metodologia de implantação.</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="39">
            <name>Creator</name>
            <description>An entity primarily responsible for making the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="64177">
                <text>Dias, Allan Rodrigo et al.</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="38">
            <name>Coverage</name>
            <description>The spatial or temporal topic of the resource, the spatial applicability of the resource, or the jurisdiction under which the resource is relevant</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="64178">
                <text>Gramado (Rio Grande do Sul)</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="45">
            <name>Publisher</name>
            <description>An entity responsible for making the resource available</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="64179">
                <text>UFRGS</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="40">
            <name>Date</name>
            <description>A point or period of time associated with an event in the lifecycle of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="64180">
                <text>2012</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="51">
            <name>Type</name>
            <description>The nature or genre of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="64182">
                <text>Evento</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="41">
            <name>Description</name>
            <description>An account of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="64183">
                <text>Relata o estudo, a instalação e implantação de ferramenta de descoberta e entrega do Portal de Busca Integrada, para o Sistema Integrado de Bibliotecas da Universidade de São Paulo (SIBiUSP). Esta nova interface denominada Portal deBusca Integrada possibilita uma nova experiência de pesquisa científica ao usuário final pela recuperação de literatura em diferentes fontes de informação.</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="44">
            <name>Language</name>
            <description>A language of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="69533">
                <text>pt</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
        </elementContainer>
      </elementSet>
    </elementSetContainer>
  </item>
  <item itemId="6033" public="1" featured="0">
    <fileContainer>
      <file fileId="5097">
        <src>http://repositorio.febab.org.br/files/original/49/6033/SNBU2012_172.pdf</src>
        <authentication>c1890b97cc5db8fce6a0e9b9d8538118</authentication>
        <elementSetContainer>
          <elementSet elementSetId="4">
            <name>PDF Text</name>
            <description/>
            <elementContainer>
              <element elementId="92">
                <name>Text</name>
                <description/>
                <elementTextContainer>
                  <elementText elementTextId="64175">
                    <text>i

Divulgação de produtos e serviços: páginas, blogues e redes sociais
S!mWrio

;:li

/IbooroaIde

:.

IiWitt_
U-,""lIIMbs

=

Trabalho completo

FONTES DE INFORMAÇÃO NA WEB: APROPRIAÇÃO, USO E
DISSEMINAÇÃO DA INFORMAÇÃO ÉTNICO-RACIAL NO
MOVIMENTO NEGRO DA PARAíBA
Leyde Klebia Rodrigues da Silva', Mirian de Albuquerque Aquino2
1Mestranda em Ciência da Informação, UFPB, João Pessoa, Paraíba
20outora em Educação, UFPB, João Pessoa , Paraíba

Resumo
Investigar como o Movimento Negro do Estado da Paraíba se apropria das
fontes de informação na web e usa-as, na perspectiva de disseminação da étnicoracial é o objetivo que norteia este estudo . Entende-se que essas fontes de
informação podem ser utilizadas como um canal de disseminação da informação
étnico-racial para auxiliar os grupos socialmente invisibilizados, na atual sociedade
da informação, do conhecimento e da aprendizagem , onde o preconceito, a
discriminação e o racismo fazem parte do cotidiano dos sujeitos. O universo da
pesquisa foi o Movimento Negro Organizado da Paraíba (MNOPB) , e os
sujeitos/participantes foram quatro ativistas vinculados a duas entidades desse
movimento: o Núcleo de Estudantes Negras e Negros da UFPB (NENN/UFPB) e a
Organização de Mulheres Negras na Paraíba, a BAMIDELÊ. OS resultados
mostraram que a ferramenta mais utilizada pelo MNOPB, para veicular a informação,
é o e-mail , e o uso do blog está associado à disseminação da informação apropriada
pelo grupo. Nas considerações finais, é proposto para a entidade que se aproprie
das fontes de informação na Web já utilizadas por ela , a fim de que sirvam como um
espaço virtual que armazene a informação produzida e apropriada pelo MNOPB.

Palavras-Chave:
Fontes de informação na Web, Uso e Apropriação, Movimento Negro da
Paraíba . Informação étnico-racial , Disseminação da informação.

Abstract
To investigate how the Black Movement of Paraiba State appropriates of
information sources on the web and use them with a view to disseminating
information is the guiding objective of this study, It is understood that these sources
of information can be used as a channel for dissemination of information to help
ethnic-racial socially invisible, in today's information society, knowledge and learning,
where prejudice, discrimination and racism are part of everyday life subjects. The
research was Organized Black Movement of Paraiba (MNOPB) , and the subjects /
participants were linked to four members of this movement two entities: The Center
for Black Students of UFPB (NENN/UFPB) and the Organization of Black Women in
Paraiba - BAMIDELE, The results showed that the most used tool by MNOPB, to
convey the information , e-mail , and use the blog is associated with the dissemination
of appropriate information by the group, In the final considerations, is proposed for
the entity to appropriate sources of information on the Web already used by it in order
to serve as a virtual space that stores the information produced and appropriated by

1884

�i
;:li

S!mWrio

Divulgação de produtos e serviços: páginas, blogues e redes sociais

/IbooroaIde

=

IiWitt_

:.

U-,""lIIMbs

Trabalho completo

MNOPB.

Keywords:
Sources of information on the Web, Usage and Ownership, Black Movement
of Paraiba , Information ethno racial , Dissemination of Information.

1 Introdução
A informação sempre foi escassa e difícil de ser acessada. Sua apropriação
era feita apenas por um pequeno grupo de privilegiados, Em razão disso, no século
XIX os índices de analfabetismo eram bastante elevados em todos os lugares. Com
o advento da imprensa deu-se uma grande revolução e a escrita registrada em
textos começou a ser reproduzido com mais facilidade . Entretanto, a massificação
da informação registrada nesses textos ocorreu só recentemente.
A internet tornou a informação disponível e acessível e, independentemente
das ferramentas, suportes e canais de informação, essa ferramenta aumentou o
interesse dos estudiosos de diferentes campos do saber pela informação. A internet
é hoje considerada uma ferramenta importante para apropriação, uso e
disseminação da informação etnicorracial, em diferentes formatos e campos. Essa
ferramenta vem aumentando a produção de diferentes artefatos culturais e
oferecendo a possibilidade de sua utilização dessa informação para fins
educacionais, sociais e culturais.
A literatura da área de Biblioteconomia/Ciência da Informação pouco discute
sobre a importância, o valor e o uso da informação para grupos sociais etnicamente
vulneráveis (negros, indígenas, deficientes, homossexuais, mulheres dentre outros) .
Em geral, as pesquisas e os estudos abordam a informação para o público como um
todo, mas raramente especifica quais são os grupos a que se destina essa
informação. Daí a necessidade de os pesquisadores da área da Ciência da
Informação preocupar-se com essa informação, principalmente nesse momento em
que se percebe que a informação digital agrega, de forma sutil ou velada ,
determinados estereótipos aos grupos socialmente vulneráveis, sobretudo, que é
duplamente discriminada pela cor e pobreza . Entretanto, a Ciência da Informação
cujo objeto de estudo é a informação ainda não se deu conta da riqueza que a
apropriação dos saberes não é privilégio apenas de um grupo dominante, que
continua detendo o poder na atual sociedade, mas pertencem à humanidade (LEVY,
1998).
Em nossas primeiras vivências acadêmicas, a compreensão sobre a
necessidade de disseminação da informação étnico-racial era, quase imperceptível,
e pouco ajudava a perceber a sólida contribuição de grupos sociais etnicamente
vulneráveis e, sobretudo, dos africanos e afrodescendentes na formação da
sociedade brasileira durante os períodos do colonialismo, imperialismo e
republicano, Foram mais de três séculos de "escravismo criminoso", E, o pósabolição mergulhou negros/negras cada vez mais na pobreza e no abandono, sem
chances de obter informação e educação .
O déficit histórico do escravismo não foi totalmente reconhecido e reparado
pelos diversos setores do nosso país porque permanece ainda o discurso da
cordialidade e das relações harmoniosas, sustentado pelo mito da democracia racial ,
afetando a invisibilidade de negros/negras na sociedade da informação-

1885

�i
;:li

S!mWrio

Divulgação de produtos e serviços: páginas, blogues e redes sociais

/IbooroaIde

=

IiWitt_

:.

U-,""lIIMbs

Trabalho completo

conhecimento-aprendizagem-comunicação. Portanto, o estudo sobre o uso e a
apropriação das ferramentas da web, na perspectiva da disseminação da étnicoracial e memória do Movimento Negro Organizado do Estado da Paraíba - MNOPB
deve partir do princípio de que as Ciências Sociais (e Aplicadas) precisam
desenvolver práticas de pesquisas, efetivas e específicas que possam evidenciar a
invisibilidade de negros/negras (CUNHA JÚNIOR, 2005) .

2 Fontes de Informação: passado e presente
A história da humanidade sempre sobreviveu na dependência das fontes de
informação. Sua existência é datada desde épocas remotas. Elas vão desde as
"paredes das cavernas" que serviram para carregar e armazenar a informação sobre
a civilização primitiva e também para ajudar o patriarca Moisés a construir as "tábuas
da lei" para disseminar os mandamentos de Deus ao seu povo . Na Antiguidade, o
livro sofreu muitas mudanças até alcançar o formato e o modelo conhecido e
utilizado nos dias atuais.
Elas se transformaram , foram se renovando , reatualizando , adquirindo novas
formas e moldando-se em novos espaços. Também são responsáveis por carregar e
armazenar a informação e esta age como formadora e transformadora de opiniões.
Por fonte de informação, entendemos qualquer recurso que responda a uma
demanda de informação por parte dos usuários-aprendentes, e que gere ou veicule
informação, influenciem na geração do conhecimento e do aprendizado . Inclui
produtos e serviços de informação, pessoas ou rede de pessoas, programas de
computador etc.
Vivemos hoje numa sociedade da informação-conhecimento-aprendizagemcomunicação, onde as fontes de informação foram afetadas pelos momentos
significativos do progresso da ciência e da técnica . Essa sociedade é denominada
"sociedade da informação" por alguns estudiosos porque a revolução das
tecnologias intelectuais impactou o mundo com seu volume incontornável de
informação que se tornou objeto de consumo, mercadoria.
A informação é "um instrumento modificador da consciência do indivíduo e de
seu grupo social [que produz conhecimento e] "modifica o estoque mental de saber
do indivíduo e traz benefícios para seu desenvolvimento e para o bem-estar da
sociedade em que ele vive" (BARRETO, 2002, p. 49). Essa "informação deve ser
ordenada, estruturada ou contida de alguma forma , senão permanecerá amorfa e
inutilizável [ ... ]para nós de alguma forma , e transmitida por algum tipo de canal"
(MCGARRY, 1999, p. 11).
Quanto mais informação mais conhecimento. Informação é conhecimento e
conhecimento é poder que se exerce sobre o outro. Burke (2003) afirma que alguns
sociólogos defendem a tese de que estamos numa "sociedade do conhecimento",
por estar havendo uma expansão de ocupações que produzem e disseminam o
conhecimento. Ele afirma que o conhecimento é também uma questão política ,
"centrada no caráter público ou privado de informação, e de sua natureza mercantil e
social (e que) a mercantilização da informação é tão velha quanto o capitalismo"
(BURKE, 2003, p. 11)." O conhecimento não existe se não houver uma fonte de
informação que forneça subsídios para a construção do conhecimento.
É uma sociedade da aprendizagem porque somos pressionados
cotidianamente a aprender e reaprender a usar as ferramentas digitais como "um

1886

�i
;:li

S!mWrio

Divulgação de produtos e serviços: páginas, blogues e redes sociais

/IbooroaIde

=

IiWitt_

:.

U-,""lIIMbs

Trabalho completo

processo fundante para vida inteira" (AQUINO, 2005). Todas as pessoas são
convocadas para transmitir cada vez mais saberes evolutivos e adaptados
(DELORS , 1999). Viver o contexto em que eclodem essas tecnologias é estar
constantemente em "estado de aprendência". Caracteriza-se também como uma
sociedade em que a comunicação
As tecnologias intelectuais potencializaram o surgimento rápido e mutável de
fontes de informação, sobretudo no que se refere à rede web (SALES ; ALMEIDA,
2007). Os modelos ou parâmetros adotados pelas fontes de informação disponíveis
vêm se modificando, ampliando e diversificando, Cada vez estão mais "eficientes,
rápidas e abrangentes, vencendo barreiras geográficas, hierárquicas e financeiras"
(CAMPELLO ; CENDÓN ; KREMER, 2000, p. 23).
Em sua análise sobre a relação tecnologia e profissionais, autores como
Tomaél et ai (2000 , p. 5) afirmam que "nenhuma tecnologia da informação teve
impacto tão forte nos profissionais da informação como a Internet".
Dentre as inúmeras fontes de informação da web, é possível destacar pelo
menos nove mais conhecidas e utilizadas:
a) Sites e websites - são um conjunto de páginas web, isto é, de
hipertextos acessíveis geralmente pelo protocolo de transferência da
internet (GONÇALVES, 2006);
b) Portais - um tipo de sites que congrega conteúdos de diversos tipos
(áudio, vídeo, imagem, texto e etc.). Fornece acesso versátil, baseado
no interesse e preferências de cada indivíduo (GOUVÉIA; OLIVEIRA;
VARAJÃO, 2007) ;
c) Blogs - espécie de diário web que apresenta características como a
personalização. Podem ser desenvolvidos para serem utilizados por
uma única pessoa ou entre diversas pessoas (BARROS, 2006);
d) Microblogs - considerados ferramentas de blogs em formato mais
simples e servem para postagens com limitações de tamanho, na
maioria das vezes, associadas à ideia de mobilidade (Zago, 2008);
e) Youtube - permite que os usuários-aprendentes carreguem e
compartilhem vídeos em formato digital;
f) Redes sociais (Orkut, Facebook, Ning, Linkedin , entre outras) é uma
forma de representar as relações humanas. O crescimento das redes
sociais perpassa as relações pessoais e atinge também os âmbitos
organizacional , social , político e científico;
g) Grupos de Discussão ou Comunidades Virtuais - configura-se
como uma rede eletrônica de comunicação interativa auto-definida ,
organizada em torno de um interesse ou finalidade compartilhadas
(Castells, 1999);
h) Buscadores e Metabuscadores - são motores de busca , programas
feitos para auxiliar a busca de informação armazenada na rede
mundial (WVWJ) ou a Internet.
O potencial de aplicação das ferramentas de busca online é necessário no
contexto dinâmico da sociedade da informação-conhecimento-aprendizagemcomunicação, tendo como função orientar o usuário- aprendente até a fonte
desejada,

1887

�i
;:li

S!mWrio

Divulgação de produtos e serviços: páginas, blogues e redes sociais

/IbooroaIde

=

IiWitt_

:.

U-,""lIIMbs

Trabalho completo

3 Apropriação, Uso e Disseminação das Fontes de Informação
Para Chartier (1999, p. 77) "apropriar-se é transformar o que se recebe em
algo próprio, é produzir um ato de diferenciação que se contrapõe a qualquer
tentativa rígida imposta (... ), é atividade de invenção, produção de significados".
Perrotti e Pierrucini (2007), recuperando a noção de apropriação em Serfaty-Garzon
(2003) expõem:
[... ] veicula duas ideias dominantes. De uma parte a de adaptação de
alguma coisa a um uso definido ou a uma destinação precisa; de outra,
decorrente da primeira , a de ação visando a tornar alguma coisa sua. Nesse
sentido, a apropriação não é possível senão em relação a qualquer coisa
que pode ser atribuída e, enquanto tal pode, ao mesmo tempo , servir de
suporte à intervenção humana e ser possuída . Todavia, a propriedade aqui
é [também] de ordem moral psicológica, afetiva . [ ... ] A apropriação é, desse
modo, ao mesmo tempo, uma tomada do objeto e uma dinâmica de ação
sobre o mundo material e social com uma intenção de construção do
sujeito.

A noção de apropriação, quando utilizada como instrumento de conhecimento,
pode também reintroduzir uma nova ilusão que pressupõe compreender a cultura . O
conceito de cultura, em Chartier, não é apenas um domínio particular de produções e
de práticas supostamente distinto de outros níveis, como o econômico e o social. A
cultura também faz parte também dessas esferas, pois "[ ... ] não existe prática que
não se articule sobre as representações pelas quais os indivíduos constroem o
sentido de sua existência" (CHARTIER, 2003, p. 18).
Na visão de Chartier, a cultura apresenta dois aspectos: 1) os mecanismos da
dominação simbólica , cujo objetivo é tornar aceitável, pelos próprios dominados, as
representações e os modos de consumo que, precisamente, qualificam (ou antes,
desqualificam) sua cultura como inferior e ilegítima e; 2) as lógicas específicas em
funcionamento nos usos e nos modos de se apropriar o que é imposto.
A apropriação remete-se à forma como lemos e interpretamos as fontes de
informação tanto nas fontes escritas como nas fontes digitais. Essa do uso das
fontes de informação se dá a partir do momento em que o usuário-aprendente toma
para si a informação, ler, interpreta e modifica suas estruturas do pensamento,
produz atribuindo novos significados.
Em relação ao uso das fontes de informação na web, que é um dos pontoschave deste estudo, alguns autores estabelecem considerações sobre os espaços
de informação e os usuários - aprendentes:
A tecnologia [ ... ], que objetiva possibilitar o maior e melhor acesso à
informação disponível, e o critério da Ciência da Informação, que intervém
para qualificar este acesso em termos das competências que o receptor da
informação deve ter para assimilar a informação, ou seja , para elaborar a
informação para seu uso, seu desenvolvimento pessoal e dos seus espaços
de convivência. Não é suficiente que a mensagem esteja disponível , ela
deve também poder ser apropriada pelo receptor (SMIT; BARRETO, 2002 ,
p. 15, grifo nosso).

Com base nesse argumento, reafirmamos a importância da apropriação das
fontes de informação pelo usuário-aprendente. Elas não podem ser apenas

1888

�i
;:li

S!mWrio

Divulgação de produtos e serviços: páginas, blogues e redes sociais

/IbooroaIde

=

IiWitt_

:.

U-,""lIIMbs

Trabalho completo

utilizadas porque a cultura , hoje, passa pelo conhecimento teórico-prático, pelo uso
de novos instrumentos de produção e pela comunicação entre os homens.
A disseminação da informação no uso da Internet pode contribuir para uma
sociedade mais informada, mas não garante isso. Além do acesso às tecnologias, a
população necessita de acesso à educação, para que possa utilizar-se dessas
tecnologias de forma eficiente e efetiva . Portanto, o uso efetivo dos estoques
informacionais só será possível se os indivíduos tiverem competência para assimilar
essa informação. Concordamos com Bastos (2005 , p. 20), ao afirmar que,
apesar de toda evolução do acesso à informação, proporcionado pelas
tecnologias de informação e comunicação , continua sendo primordial um
estudo sobre as necessidades de informação do indivíduo na sociedade ,
pois a maioria não possui repertório suficiente e adequado para receptar e
processar o excesso de informações, e atuar como cidadãos na sociedade.

Essa disseminação, segundo Bastos, deve ir além da socialização do
conhecimento, chegar até a produção de conhecimento com base na informação
acumulada . Ao assumir novos papéis (interatividade, agilidade, diminuição de
espaço na armazenagem de informação) frente às fontes tradicionais que
armazenam e disseminam a informação. As fontes de informação da web podem se
tornar um espaço onde o usuário-aprendente também deve explorar as
possibilidades de armazenar e preservar a informação, tanto meio físico para o
virtual (digitalização) quanto pensar e criar estratégias e mecanismos para a
preservação da informação existente apenas no meio virtual.

4 Mapa Metodológico
A abordagem qualitativa é apropriada neste trabalho porque tende a
responder questões particulares nas Ciências Sociais (Aplicadas) e dar ''[. .. ] um novo
sentido aos problemas; ela substitui a pesquisa dos fatores e determinantes pela
compreensão dos significados". Trata-se de uma abordagem que nos incita "a
repensar o estudo das necessidades socioculturais dos meios de vida" (GROULX,
2008, p. 98) e permite ressaltar "a natureza socialmente construída da realidade, a
íntima relação entre o pesquisador e o que é estudado e as limitações situacionais
que influenciam a investigação" (DENZIN ; LlNCOLN , 2006, p. 23). Esses autores
entendem que os pesquisadores qualitativos "buscam soluções para resolver as
questões que realçam o modo como a experiência social é criada e adquire
significados" (DENZIN ; LlNCOLN, 2006, p. 23).
O universo de pesquisa escolhido é o Movimento Negro Organizado da
Paraíba - MNOPB, que é formado por um conjunto de diversas organizações
negras, a saber: a) comunidades descendentes de antigos Quilombos (Caiana dos
Crioulos, Zumbi, etc); b) grupos artísticos (Banda Ylê Odara , Bateria Show da Escola
de Samba Malandros do Morro, Grupo de danças Afroprimitivas, Grupos de Hiphop); c) grupos de formação (alfabetização, reflexão, professores, intelectuais
negros e outros); d) grupos de arte marcial (Badauê dos Palmares, Afronagô e
outros); e) entidades de articulação e luta em defesa dos direitos da etnia negra
(Movimento da Ação Negra e Agentes de Pastoral Negros); f) grupos de gênero
(Mulheres Negras, BAMIDELÊ , etc.); g) comunidade de Religião dos Orixás
(terreiros) ; dentre outras formas de organização (MNOPB , 2010). Escolhemos o

1889

�i

Divulgação de produtos e serviços: páginas, blogues e redes sociais
S!mWrio

;:li

/IbooroaIde

:.

IiWitt_
U-,""lIIMbs

=

Trabalho completo

MNOPB por entender que os grupos ativistas desse movimento se posicionam como
porta-vozes dos(as) afrodescendentes, que obtêm a valorização da identidade de
membros socialmente marginalizados que "construíam suas significações e
manifestavam seu pertencimento" (FERNANDES , 2009) .
Os participantes desta pesquisa são quatro ativistas negros, vinculados ao
Núcleo de Estudantes Negras e Negros da UFPB - NENN/UFPB e a Organização de
Mulheres Negras na Paraíba - BAMIDELÊ. Na escolha dos sujeitos, selecionamos,
principalmente, os líderes dessas organizações, por supor que estariam mais
familiarizados e atualizados acerca dos processos de uso e apropriação das fontes
de informação na web, tendo como finalidade de disseminar a étnico-racial
produzida e apropriada pelo MNOPB.
Para saber como os participantes da pesquisa se apropriam das fontes de
informação na web e fazem uso delas, adotamos a entrevista semiestruturada como
instrumento de coleta de dados. Segundo Minayo (2005) , o sujeito tem uma
participação ativa e o pesquisador pode fazer perguntas adicionais para esclarecer
questões que visem compreender bem mais o contexto.
A transcrição das entrevistas com base na Análise da Conversação
(MARCUSCHI, 1986) foi realizada após o término de cada uma delas, visando
facilitar a identificação dos diálogos, a compreensão do conteúdo e a seleção das
partes mais relevantes para a composição da análise.
4 ,1 DSC : Um modo de ler discursos de ativistas do MNOPB
Para analisar como o MNOPB se apropria , utiliza e dissemina as fontes de
informação na web recorremos ao Discurso do Sujeito Coletivo (DSC) que
pressupõe a apropriação de um conjunto de princípios e conceitos operacionais,
emprestado pela Semiótica de Pierce e pela Teoria das Representações Sociais,
representadas pelo pensador romeno Serge Moscovici (2003) e a pensadora
francesa Denise Jodelet (2001) . Eles consideram os fenômenos sociais como "a
fonte principal da produção de discursos e estes são assimilados como um
fragmento do pensamento social" (ALMEIDA, 2005, p. 61) . As realidades, segundo
Moscovici, são medidas pelas representações, e ''[ ... ] uma de suas funções
principais é de dar significados de aspectos dessa realidade" (ALMEIDA, 2005, p.
71). Essa teoria orienta as ações das pessoas, ligando "sujeito e objeto do
conhecimento" ,
Essa técnica propõe três conceitos operacionais básicos para análise dos
discursos dos sujeitos coletivos, a saber: as expressões-chave (ECH), a ideia central
(IC) e a ancoragem (AC). As ECH são fragmentos extraídos da transcrição literal do
discurso do sujeito na entrevista. A IC é "a descrição, precisa e direta, dos
significados do conjunto dos discursos que foram analisados e destacados nas
expressões-chave [... ] descreve o sentido de cada um dos discursos analisados e de
cada conjunto homogêneo" (ALMEIDA, 2005 , p. 71). E a AC é a "figura metodológica
que indica a teoria, o pressuposto, a corrente de pensamento e o fundo do
conhecimento que o sujeito aceita e compartilha de uma maneira natural para
representar um dado fenômeno da realidade" (ALMEIDA, 2005 , p, 71).
Nesta análise, o sujeito coletivo é a voz dos ativistas do Movimento Negro do
Estado da Paraíba, que se manifesta na primeira pessoa do singular. O entrevistado
(sujeito individual) é aquele que fala em nome do grupo (sujeito coletivo) ao qual

1890

�i

Divulgação de produtos e serviços: páginas, blogues e redes sociais
S!mWrio

;:li

/IbooroaIde

:.

IiWitt_
U-,""lIIMbs

=

Trabalho completo

pertence , O resultado das SUposlçoes, considerações e análises representam o
sujeito individual e o sujeito coletivo, entendidos como "um ser ou entidade empírica
coletiva , opinante na forma de um sujeito de discurso emitido na primeira pessoa do
singular" (LEFEVRE ; LEFEVRE, 2006, p. 518).
O primeiro passo da análise consistiu na leitura dos discursos de cada um dos
sujeitos individuais. Em seguida , recortamos os discursos observando os conceitos
operacionais e legenda mos (Sujeito A, Sujeito B, Sujeito C e Sujeito D). O segundo
passo consistiu em destacarmos, em negrito, as expressões-chave expressas nas
ideias centrais. No terceiro passo, identificamos e escrevemos as ideias centrais. No
quarto passo, estabelecemos as categorias do DSC a partir das ideias centrais.
Finalmente, o quinto passo consistiu no agrupamento das categorias, formadas a
partir de fragmentos dos discursos dos sujeitos. Com a finalidade de construirmos o
DSC de cada um dos discursos.
A primeira interlocução com os sujeitos individuais teve como finalidade
preocupou identificar se o Movimento Negro de João Pessoa utilizava alguma fonte
de informação da web. Se caso utilizava, como se dava o processo de apropriação .
Após essa identificação das ideias centrais (IC) retiramos as ECH e delas extraímos
as categorias "uso de blog e e-mail" e "apropriar para divulgar, disseminar",
referentes ao uso e processo de apropriação das fontes de informação na Web.
Dessa operacionalização, obtivemos o DSC a seguir.
o próprio movimento negro organizado da Paraíba tem um blog , tem um
blog e tem um e-mail , então faz sim [ ... ] Mas, é um grupo de discussão
também que assim como o blog não tá funcionando [ .. .] essas coisas assim ,
usa pra publicar para divulgar, [ ... ] a gente tem feito o uso dessa ferramenta
para se apropriar e para divulgar [ ... ] (DSC1)

Interpretando o DSC com base no discurso dos "sujeitos coletivos", é possível
constatar que o blog e o e-mail são as fontes de informação mais empregadas pelo
MNOPB na web. Na maioria das vezes, o processo de apropriação dessas
ferramentas tem como finalidade disseminar a informação de interesse do grupo. A
apropriação das ferramentas está associada ao uso postagens acerca das questões
levantadas por um grupo de discussão. Essas postagens são coletivas e
espontâneas, e a apropriação das ferramentas efetiva-se por meio delas. Notamos,
entretanto, que, em razão da desorganização do MNOPB, as postagens não têm
sido atualizadas.
Os discursos mostram que o grupo usa o blog como ferramenta de
disseminação da informação mais adequada . Essa ferramenta, segundo eles, serve
para noticiar visões de mundo individuais ou de pequenas coletividades sobre temas
variados. No campo da Ciência da Informação, o blog é visto como mais um
complemento para disseminar a informação e disponibilizar o conhecimento para
usuários - aprendentes que navegam na web.
Hoje, existe um número de empresas consolidadas no mercado que recorrem
a essa ferramenta para construir identidades, aumentar sua credibilidade e divulgar
seus produtos. Há também indivíduos que usam essas ferramentas no formato de
diário e outros, com fins jornalísticos. É uma ferramenta de fácil publicação que o
usuário-aprendente não depende do conhecimento da linguagem de programação e
a maioria delas é gratuita. Por sua vez, o e-mail é a ferramenta de comunicação que
mais evoluiu nas últimas décadas e vem se popularizando à medida que as

1891

�i

Divulgação de produtos e serviços: páginas, blogues e redes sociais
S!mWrio

;:li

/IbooroaIde

:.

IiWitt_
U-,""lIIMbs

=

Trabalho completo

tecnologias intelectuais também se popularizam .
O DSC indica que, mesmo o MNOPB empregando essas ferramentas , elas
não funcionem . Esse distanciamento pode ser atribuído à não funcionalidade da
própria organização. A apropriação do blog e grupo de discussão servem para a
divulgação e disseminação da informação recuperada pelo MNOPB. Porém, não há
uma periodicidade nessa disseminação, perdendo-se, assim, um requisito básico
para que a ferramenta seja utilizada constantemente, que é a atualização da
informação disponibilizada.
A segunda interlocução com os entrevistados referiu-se ao uso do e-mail
como fonte de informação para a apropriação da informação disseminada pelos
ativistas do MNOPB e os tipos que utilizam. Nesse sentido, os posicionamentos
sujeitos individuais e das ideias centrais (IC's), retiradas do segundo bloco de dados
discursivos, serviram para extrair a categoria .. e-mail : veículo de apropriação da
informação no MNOPB", com vistas a disseminação e a memória do MNOPB,
resultando no discurso do sujeito coletivo a seguir.
Utilizo sim , a fonte de informação mais eficaz, ainda é o e-mail , não é o email do Grupo, é o e-mail pessoal (DSC2) .

Os discursos dos sujeitos apontam possibilidades que potencializariam o
poder de comunicação dessas ferramentas, tendo em vista o uso que lhes é
atribuído, mas não são devidamente empregadas. Eles informaram que as questões
de uso restrito dessas ferramentas estão relacionadas a algumas características que
estão agregadas ao manuseio dessas delas, tais como a pouca familiaridade com
essas ferramentas, a falta de articulação dos ativistas, a ausência de mobilização de
pessoas que poderiam orientar os ativistas a usá-Ias.
Essa inabilidade desses ativistas no que concerne ao uso das ferramentas
contrasta com a literatura e as pesquisas, pois tem sido mostrado que as fontes de
informação da Web demandam uma praticidade , que é reconhecida como uma das
características das ferramentas digitais contemporâneas. A demanda pela
usabilidade é tão simples quanto o uso que se faz dela.
No discurso do sujeito coletivo, constatamos que a apropriação da informação
disseminada pelo MNOPB é feita apenas por meio da troca de e-mails pessoais e
não entre os membros. Essa ferramenta é considerada mais acessível ao grupo e
mais fácil de ser operacionalizada . O e-mail é utilizado para disseminar a informação
que os ativistas do MNPB apropriam nas entidades e ativistas ligados ao movimento,
em âmbito local, estadual e federal.
Ao que parece, a apropriação das ferramentas na web pode muito contribuir
para fortalecer o MNPB, vez que esse movimento caracteriza-se como unidade
agregadora de interesses comuns, cujo objetivo maior de suas lutas está voltado
para a visibilidade de suas ações que visem a reversão dos preconceitos,
discriminações e racismos que afetam historicamente o potencial humano e cultural
da população negra, relegando negros e negras a exclusão. Entretanto, a
desarticulação e os conflitos internos inerentes ao MNPB interferem nos efeitos
positivos que o uso dessas ferramentas poderiam trazer.
A voz dos ativistas expressa que o MNPB está preocupado em veicular
informação étnico-racial para fortalecer essa organização. Embora se auto afirme
como "apático", seus ativistas mantêm-se atualizados e atualizando-se, no que
concerne à informação étnico-racial, e continuam disseminando essa informação

1892

�i

Divulgação de produtos e serviços: páginas, blogues e redes sociais
S!mWrio

;:li

/IbooroaIde

:.

IiWitt_
U-,""lIIMbs

=

Trabalho completo

entre si, instigando as discussões e reflexões, principalmente quando se trata de
temas relacionados aos racismos.
À luz das ideias de Correia (1999, p, 114), "o acesso/uso da informação vai
possibilitar a mudança de mentalidade dentro do contexto social do movimento
negro, pois, conhecendo sua condição social, ele buscará ser reconhecido enquanto
indivíduo, sem afastar-se de sua etnicidade e cultura",
Com essa atuação, os ativistas do MNOPB fazem com que a informação
passe a ser "um elemento organizador do processo de comunicação e de apoio da
elaboração do conhecimento do indivíduo" (CORREIA, 1999, p. 114). Isso conduz
esse indivíduo a desenvolver um papel social pautado na liberdade de expressão e
exponha sobre a sua cultura , sem que se sinta reprimido ou até mesmo
discriminado.
Prosseguindo a interlocução com os ativistas entrevistados, perguntamos se
achavam que as fontes de informação na web facilitavam a disseminação da
informação e solicitamos que justificassem suas respostas, Dos discursos de cada
um deles, extraímos as categorias "agilidade e rapidez" e "diminui as fronteiras", as
quais originaram os discursos dos sujeitos coletivos a seguir
Facilita sim , porque encurta as fronteiras. Tanto ampliam a possibilidade de
você se comunicar, quanto elas ampliam a possibilidade de você organizar
a comunicação. Acho que é a rapidez é a agilidade e praticidade. Ela é
importante, ela dissemina a informação, mas, ai gente tem que repassar de
outra forma porque agente não pode entender que a gente vai divulgar uma
ação e que todas as pessoas vão ter acesso, e não vão ter acesso, então
agente faz essa reflexão, porque no acesso a gente tá a traz da população
branca (DSC3) .

Eles disseram que no MNPB a disseminação da informação é agilizada pelas
fontes de informação. Nessa questão, os ativistas entrevistados parecem reconhecer
a importância dessas fontes , considerando que a comunicação é simultânea , produz
agilidade e rapidez e encurtam as fronteiras. Concordando com a facilidade na
disseminação da informação, eles atribuíram sentido ao uso dessas ferramentas . A
eficácia da disseminação perpassa a mecânica da simultaneidade no recebimento
de informação para alcançar resultados no uso que se faz dela.
O DSC explicita que as ferramentas intensificam a capacidade de organizar a
informação e comunicá-Ia , mas cabe ao usuário-aprendente apropriar-se dessas
características para atingir o propósito que intenciona. Caso esses propósitos
inexistam, as possibilidades da democratização informacional podem ser reduzidas.
O uso das ferramentas deve ser perpetuado para a inclusão étnico-racial, a
neutralização das ações direcionadas a preconceitos discriminações e racismos.
Essa iniciativa não é responsabilidade dos meios digitais, mas de questionamentos e
críticas dos sujeitos. Aqueles que dominam essas fontes são responsáveis por
repassar a informação para a população que não tem acesso a ela . Os meios são
apenas suportes facilitadores para que esse fim seja alcançado.
Os ativistas do MNPB como agentes da informação étnico-racial deve
reafirmar seu compromisso de "conscientizar a raça negra para que seja feita uma
releitura dos acontecimentos a partir da compreensão do seu papel na história"
(MNPB , 2010), disseminado a informação étnico-racial para desconstruir o discurso
que a exclui.

1893

�i
;:li

S!mWrio

Divulgação de produtos e serviços: páginas, blogues e redes sociais

/IbooroaIde

=

IiWitt_

:.

U-,""lIIMbs

Trabalho completo

5 CONSIDERAÇÕES FINAIS
Pesquisar temas sobre as relações étnico-raciais e sua relação com a
disseminação de fontes de informação na web implica construir e juntar os
fragmentos da memória coletiva da história da população negra, a fim de possibilitar
uma concepção de um conhecimento que sirva para erradicar as discriminações, os
racismos e os preconceitos que submetem os negros a humilhações e os excluem
dos diversos âmbitos da sociedade (AQUINO, 2009).
É possível constatar que, desde o processamento passando pelo tratamento
da étnico-racial e chegando a sua disseminação e memória, o profissional da
informação deve abandonar o preconceito em relação a qualquer suporte
informacional, sejam eles físicos, digitais e virtuais, e fazer com que o uso das fontes
de étnico-racial da Web possam inovar as práticas de mediação na disseminação da
étnico-racial para os diferentes usuários-aprendentes da grande rede.
Os profissionais da informação, conjuntamente com pesquisadores,
professores e alunos, devem construir uma rede social sobre as fontes de
informação da Web, aliadas às práticas culturais desenvolvidas pelos movimentos
sociais que sirvam para desvelar a realidade e as contradições. Como profissional
da informação, preocupada com o uso e a apropriação dessa informação
disponibilizada na Web pelos grupos socialmente invisibilizados, entendemos que
caberia ao Estado e Conselhos de Educação elaborar políticas de reparações por
meio de programas de ações afirmativas e políticas de informação que orientem a
sociedade, seus representantes e a comunidade científica para corrigir as
desvantagens e a exclusão nessa sociedade excludente e discriminatória , que
invisibiliza seus atores sociais, por meio de preconceitos e diferentes formas de
negação de sua cultura de origem , impondo uma cultura dominante, que impera, dita
normas e valores, exclui e fecha as portas aos menos favorecidos socialmente.
A disseminação da étnico-racial , por meio da Web, faz com que os sujeitos
tenham condições de modificar suas ações e, consequentemente, passem a ter
maior controle e integração com as instituições sociais de forma mais democrática.
Neste estudo, encontramos fontes de informação da Web que servem de
instrumentos para as entidades ligadas ao MNOPB como um canal de disseminação
da informação étnico-racial, e visam o uso e à apropriação da étnico-racial , para dar
possibilidade ao indivíduo de se tornar mais consciente do espaço em que vive e
interagir com ele através de sua cultura e de seus direitos e deveres. Percebemos
que o MNOPB é uma entidade que utiliza as fontes de informação da Web para se
apropriar da informação étnico-racial preservar a memória histórico-cultural desse
grupo.
Essas ferramentas podem contribuir para ajudar os grupos sociais que lutam
por direitos, democracia e justiça. É necessário entender também que a tecnologia ,
por si só, não atende aos propósitos e às demandas da sociedade. Ela é relevante
se resolver e/ou buscar soluções para atender aos problemas que atingem a nossa
sociedade.

6 Referências
ALMEIDA, Carlos Cândido de. Discurso do sujeito coletivo: reconstruindo a fala do
"social". In: VALENTIM, Marta Lígia Pomim (Org .). Métodos qualitativos de

1894

�i

Divulgação de produtos e serviços: páginas. blogues e redes sociais
S!mWrio

;:li

/IbooroaIde

:.

IiWitt_
U-,""lIIMbs

=

Trabalho completo

pesquisa em Ciência da Informação. São Paulo : Polis, 2005 . Cap o3, p. 59-79 .
AQUINO, Mirian de Albuquerque. Informação para educação: construindo
dispositivos de inclusão a partir do uso de objetos multimídia na sociedade da
aprendizagem (Projeto Técnico-Científico). João Pessoa: UFPB, 2005 .
___ oMemória da Ciência : a (in) visibilidade dos (as) negros (as) na produção do
conhecimento da Universidade Federal da Paraíba (Projeto de Pesquisa) . João
Pessoa, 2009.
BARRETO, Aldo de Albuquerque. Transferência da informação para o conhecimento.
In : AQUINO, Mirian de Albuquerque (Org .). O campo da ciência da informação:
gênese, conexões e especificidade. João Pessoa : Editora Universitária da UFPB,
2002 . Cap o3, p. 49-59 .
BARROS, Moreno Albuquerque de. Um blog, uma revista , um repositório e um
portal : experiências discentes na divulgação e comunicação em biblioteconomia . In:
ENCONTRO NACIONAL DOS ESTUDANTES DE BIBLIOTECONOMIA,
DOCUMENTAÇÃO, CIÊNCIA E GESTÃO DA INFORMAÇÃO, 24 ., 2006 , Recife.
Anais ... Recife: [s.n] , 2006 . Disponível em :
&lt;http ://eprints.rclis.org/9330/1/enebd_2006.pdf&gt; Acesso em : 15 novo2010.
BASTOS, Flávia. Maria. Organização do conhecimento em bibliotecas digitais
de teses e dissertações: análise da aplicabilidade das teorias macroestruturais
para categorização de áreas de assunto. 2005. 111 f. Dissertação (Mestrado em
Ciência da Informação)- Faculdade de Filosofia e Ciências, Universidade Estadual
Paulista, Marília, 2005 .
BURKE, Peter. Uma história social do conhecimento: de Gutenberg a Diderot. Rio
de Janeiro: Jorge Zahar, 2003.
CAMPELLO, Bernadete Santos; CENDÓN, Beatriz Valadares; KREMER, Jeannette
Marguerite (Orgs). Fontes de informação para pesquisadores e profissionais.
Belo Horizonte: Editora da UFMG, 2000 .
CASTELLS, Manuel. A era da informação: economia , sociedade e cultura . São
Paulo: Paz e terra, 1999, p. 411-439. V. 3
CHARTIER, Roger. A aventura do livro: do leitor ao navegador, conversações com
Jean Lebrun . São Paulo: Imprensa Oficial/UNESP, 1999.
___ oleituras e leitores na França do antigo regime. Tradução Álvaro
Lorencini. São Paulo: UNESP, 2003.
CORREIA, Tânia Maria da Silva . lemba odu: práticas informacionais no contexto do
Movimento Negro de João Pessoa-PB. 1999. 173 f. Dissertação (Mestrado em
Ciência da Informação)- Universidade Federal da Paraíba , João Pessoa , 1999.
CUNHA JÚNIOR, Henrique. Nós, afro-descendentes: história africana e

1895

�i

Divulgação de produtos e serviços: páginas, blogues e redes sociais
S!mWrio

;:li

/IbooroaIde

:.

IiWitt_
U-,""lIIMbs

=

Trabalho completo

afrodescendente na cultura brasileira , In : ROMÃO , Jeruse (org.). História da
educação do negro e outras histórias. Brasília : MEC/SECAD, 2005 . Capo14, p.
249-273 .
DELORS, Jacques. Educação: um tesouro a descobrir. São Paulo: Cortez, 1999.
DENZIN, Norman K.; LlNCOLN, Yvonna S. Introdução: a disciplina e a prática da
. O planejamento da pesquisa qualitativa: teorias e
pesquisa qualitativa In :
abordagens. Tradução Sandra Regina . Porto Alegre : Artmed , 2006 . Capo 1, p. 15-47.
FERNANDES, Ricardo Luiz da Silva . Movimento negro no Brasil : mobilização social
e educativa afro-brasileira. Revista África e Africanidades , ano 2, n. 6, ago . 2009 .
Disponível em :
&lt;http://www.africaeafricanidades.com/documentos/Movimento_Negro_no_Brasil .pdf&gt;
. Acesso em : 20 out. 2010.
GONÇALVES, Ana Luísa Mendes Barata Rogeiro. Análise crítica de websites
(Relatório explicativo) . novo2006 . Disponível em :
&lt;http://student.dei. uc.pU-aluisa/trabalhos/DM_Relatorio_Trab04.pdf&gt;. Acesso em : 10
novo2010 .
GOUVEIA, António Jorge Gonçalves de; OLIVEIRA, Paula Cristina ; VARAJÃO, João
Eduardo Quintela. Portais Web: enquadramento conceptual. In: CONFERÊNCIA
IADIS IBEROAMERICANA, Anais eletrônicos ... 2007 . p.309 -314 . Disponível em :
&lt;http://www.iadis.netldl/final_uploads/200713C045.pdf&gt;. Acesso em : 15 novo2010 .
GROULX, Lionel-Henri. Contribuição da pesquisa qualitativa à pesquisa social. In:
POUPART, Jean et aI. A pesquisa qualitativa: enfoques epistemológicos e
metodológicos. Tradução Ana Cristina Nasser. Petrópolis: Vozes, 2008. Tradução de:
La recherche qualitative. p. 95-124.
JODELET, Denise. Representações sociais: um domínio de expansão. In :=---:--:--_
As representações sociais. Rio de Janeiro: Editora da UERJ, 2001. p. 17-44.
LEFEVRE , Fernando; LEFEVRE, Ana Maria Cavalcanti. O sujeito coletivo que fala .
Interface: Comunicação, Saúde, Educação, v.10, n.20, p.517-24, jul./dez.2006 .
Disponível em : &lt;http://www.scielo.br/pdf/icse/v10n20/17 .pdf&gt; . Acesso em : 20 novo
2010
LEVY, Pierre. A inteligência coletiva : por uma antropologia do ciberespaço . São
Paulo: Loyola , 1998.
MARCUSCHI, LuizAntônio. Análise da conversação. São Paulo: Ática, 1986.
(Série Princípios, 82) .
MCGARRY, Kevin . O contexto dinâmico da informação: uma análise introdutória.
Brasília : Briquet de Lemos, 1999.
MINAYO, Maria Cecília de Souza . Avaliação por triangulação de métodos:

1896

�i

Divulgação de produtos e serviços: páginas, blogues e redes sociais
S!mWrio

;:li

/IbooroaIde

:.

IiWitt_
U-,""lIIMbs

=

Trabalho completo

abordagem de programas sociais. Rio de Janeiro: Editora Forense, 2005 ,
MNOPB. Blog do movimento negro organizado da Paraíba. Disponível em :
&lt;http ://movimentonegroorganizadodaparaiba.blogspot.com/&gt;. Acesso em : 10 out.
2010.
MNPB , Nossa história , Disponível em :
&lt;http ://movimentonegropb .vilabol.uol.com .br/historico.htm&gt;. Acesso em 10 ago.
2010
MOSCOVICI, Serge. Representações sociais : investigações em psicologia social.
Petrópolis, RJ : Vozes, 2003.
PERROTTI , Edmir; PIERRUCCINI , Ivete, Saberes e fazer na contemporaneidade. In:
LARA, M.; FUJINO , A. ; NORONHA, D. P. (Org .). Informação e
contemporaneidade: perspectivas. Recife: Néctar, 2007. p. 47-96.
SALES Rodrigo; ALMEIDA, Patrícia Pinheiro de. Avaliação de fontes de informação
na internet: avaliando o site do NUPILLlUFSC, Revista Digital de Biblioteconomia
e Ciência da Informação, Campinas, v. 4, n. 2, p. 67-87, jan./jun . 2007
SMIT, Johanna Wilhelmina ; BARRETO Aldo de Albuquerque. Ciência da informação:
base conceitual para a formação do profissional. In : VALENTIM , Marta Pomim (Org.).
Formação do profissional da informação. São Paulo: Polis. 2002 .
TOMAÉL Maria Inês et aI. Fontes de informação na internet: acesso e avaliação das
disponíveis nos sites de universidades. 2000. Anais eletrônicos ... Disponível em :
&lt;snbu .bvs.br/snbu2000/docs/pUdoc/t138.doc&gt;. Acesso em : 13 set. 2010.
ZAGO, Gabriela da Silva . Dos blogs aos microblogs: aspectos históricos, formatos
e características. In : CONGRESSO NACIONAL DE HISTÓRIA DA MíDIA, 6., 2008,
Niterói. Disponível em : &lt;http://www,bocc.ubi.pUpag/zago-gabriela-dos-blogs-aosmicroblogs.pdf&gt; . Acesso em : 15 novo 2010.

1897

�</text>
                  </elementText>
                </elementTextContainer>
              </element>
            </elementContainer>
          </elementSet>
        </elementSetContainer>
      </file>
    </fileContainer>
    <collection collectionId="49">
      <elementSetContainer>
        <elementSet elementSetId="1">
          <name>Dublin Core</name>
          <description>The Dublin Core metadata element set is common to all Omeka records, including items, files, and collections. For more information see, http://dublincore.org/documents/dces/.</description>
          <elementContainer>
            <element elementId="50">
              <name>Title</name>
              <description>A name given to the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51396">
                  <text>SNBU - Edição: 17 - Ano: 2012 (UFRGS - Gramado/RS)</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="49">
              <name>Subject</name>
              <description>The topic of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51397">
                  <text>Biblioteconomia&#13;
Documentação&#13;
Ciência da Informação&#13;
Bibliotecas Universitárias</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="41">
              <name>Description</name>
              <description>An account of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51398">
                  <text>Tema: A biblioteca universitária como laboratório na sociedade da informação.</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="39">
              <name>Creator</name>
              <description>An entity primarily responsible for making the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51399">
                  <text>SNBU - Seminário Nacional de Bibliotecas Universitárias</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="45">
              <name>Publisher</name>
              <description>An entity responsible for making the resource available</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51400">
                  <text>UFRGS</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="40">
              <name>Date</name>
              <description>A point or period of time associated with an event in the lifecycle of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51401">
                  <text>2012</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="44">
              <name>Language</name>
              <description>A language of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51402">
                  <text>Português</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="51">
              <name>Type</name>
              <description>The nature or genre of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51403">
                  <text>Evento</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="38">
              <name>Coverage</name>
              <description>The spatial or temporal topic of the resource, the spatial applicability of the resource, or the jurisdiction under which the resource is relevant</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51404">
                  <text>Gramado (Rio Grande do Sul)</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
          </elementContainer>
        </elementSet>
      </elementSetContainer>
    </collection>
    <itemType itemTypeId="8">
      <name>Event</name>
      <description>A non-persistent, time-based occurrence. Metadata for an event provides descriptive information that is the basis for discovery of the purpose, location, duration, and responsible agents associated with an event. Examples include an exhibition, webcast, conference, workshop, open day, performance, battle, trial, wedding, tea party, conflagration.</description>
    </itemType>
    <elementSetContainer>
      <elementSet elementSetId="1">
        <name>Dublin Core</name>
        <description>The Dublin Core metadata element set is common to all Omeka records, including items, files, and collections. For more information see, http://dublincore.org/documents/dces/.</description>
        <elementContainer>
          <element elementId="50">
            <name>Title</name>
            <description>A name given to the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="64167">
                <text>Fontes de informação na web: apropriação, uso e disseminação da informação étnico-racial no movimento negro da Paraíba.</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="39">
            <name>Creator</name>
            <description>An entity primarily responsible for making the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="64168">
                <text>Silva, Leyde Klebía Rodrigues da; Aquino, Mirian de Albuquerque</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="38">
            <name>Coverage</name>
            <description>The spatial or temporal topic of the resource, the spatial applicability of the resource, or the jurisdiction under which the resource is relevant</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="64169">
                <text>Gramado (Rio Grande do Sul)</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="45">
            <name>Publisher</name>
            <description>An entity responsible for making the resource available</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="64170">
                <text>UFRGS</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="40">
            <name>Date</name>
            <description>A point or period of time associated with an event in the lifecycle of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="64171">
                <text>2012</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="51">
            <name>Type</name>
            <description>The nature or genre of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="64173">
                <text>Evento</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="41">
            <name>Description</name>
            <description>An account of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="64174">
                <text>Investigar como o Movimento Negro do Estado da Paraíba se apropria das fontes de informação na web e usa-as, na perspectiva de disseminação da étnico- racial é o objetivo que norteia este estudo. Entende-se que essas fontes de informação podem ser utilizadas como um canal de disseminação da informação étnico-racial para auxiliar os grupos socialmente invisibilizados, na atual sociedade da informação, do conhecimento e da aprendizagem, onde o preconceito, a discriminação e o racismo fazem parte do cotidiano dos sujeitos. O universo da pesquisa foi o Movimento Negro Organizado da Paraíba (MNOPB), e os sujeitos/participantes foram quatro ativistas vinculados a duas entidades desse movimento: o Núcleo de Estudantes Negras e Negros da UFPB (NENN/UFPB) e a Organização de Mulheres Negras na Paraíba, a BAMIDELÊ. Os resultados mostraram que a ferramenta mais utilizada pelo MNOPB, para veicular a informação, é o e-mail, e o uso do blog está associado à disseminação da informação apropriada pelo grupo. Nas considerações finais, é proposto para a entidade que se aproprie as fontes de informação na Web já utilizadas por ela, a fim de que sirvam como um espaço virtual que armazene a informação produzida e apropriada pelo MNOPB.</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="44">
            <name>Language</name>
            <description>A language of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="69532">
                <text>pt</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
        </elementContainer>
      </elementSet>
    </elementSetContainer>
  </item>
  <item itemId="6032" public="1" featured="0">
    <fileContainer>
      <file fileId="5096">
        <src>http://repositorio.febab.org.br/files/original/49/6032/SNBU2012_171.pdf</src>
        <authentication>2ae533a0e6923ff64eee3523782e4e20</authentication>
        <elementSetContainer>
          <elementSet elementSetId="4">
            <name>PDF Text</name>
            <description/>
            <elementContainer>
              <element elementId="92">
                <name>Text</name>
                <description/>
                <elementTextContainer>
                  <elementText elementTextId="64166">
                    <text>~

Stmôntrio

~

NIoonalde:

~

ItbIitlt .....
•,..-",... Jl IMM

...

Divulgação de produtos e serviços: páginas . blogues e redes sociais
Trabalho completo

o USO DAS FERRAMENTAS DA WEB 2.0 NA DISSEMINAÇÃO DA
INFORMAÇÃO: DO CLlPPING ÀS REDES SOCIAIS
Ester Aparecida Lima de Souza ' , Marcos Antonio Vianna dos Santos 2,
Zélia Maria Pereira da Silva~
2

1 Bacharel em Biblioteconomia e Documentação, Bibliotecária da UERJ, Resende, RJ
Bacharel em Biblioteconomia e Documentação, Bibliotecário da UERJ, Resende, RJ. 3,Bacharel em
Biblioteconomia e Documentação, Bibliotecária da UERJ Resende, RJ

Resumo

o

presente trabalho descreve a evolução de uma atividade de disseminação da
informação - o clipping, desenvolvida pela biblioteca universitária CTC/F da UERJ
(Centro de Tecnologia e Ciência da Universidade do Estado do Rio de Janeiro),
desde o seu estágio impresso, até a utilização das ferramentas Blogger e Facebook
disponíveis na web. Aborda conceitos de blog e sua utilização em unidades de
gestão do conhecimento como uma alternativa de difusão de informação em
biblioteca universitárias na promoção de artigos científicos, eventos e produtos.
Apresenta definições de Web 2.0, identificando possibilidades de criação de serviços
em ambientes virtuais com maior interatividade e compartilhamento de informações,
em diferentes suportes, e a qualquer tempo. Relata os procedimentos de
implantação do blog , a criação do Facebook da CTC/F, uma estratégia de
divulgação da informação, e de outros processos. Apresenta indicadores de acesso
e o grau de satisfação da comunidade acadêmica com a evolução dos meios de
disseminação da informação disponibilizados pela biblioteca . Espera-se que este
artigo possa servir de parâmetro na utilização das Tecnologias da Informação e
Comunicação (TICs) e na possibilidade de aproveitar-se da dinâmica e potencial das
redes sociais na geração e fluxos de informação.

Palavras-Chave:
Blogs. Disseminação Seletiva da Informação. Facebook. (Recursos eletrônicos).
Redes de relações sociais. Serviços da Web

Abstract
. This paper describes the evolution of an information dissemination activity,
developed by the University Library CTC/F UERJ (Science and Techonology Center
the State University of Rio de Janeiro). The study approaches, both printing stage ,
and the use of tools like Blogger and Facebook on the web although it points the
and its
use in
units
of knowledge
management
concepts
of blogging ,
as an alternative information dissemination in university libraries in the promotion of
scientific articles, events and products. The paper provides definitions of Web 2.0,
giving opportunities
for
service
creation in
virtual
environments with
greater interactivity and sharing of information indifferent media , and at any time. It
reports the deployment procedures of the blog, the creation of library CTC/F profile
on Facebook like a strategy for information dissemination and other processes too .

1872

�~

Stmôntrio

~

NIoonal de:

~

ItbIitlt .....
•,..-",... Jl IMM

...

Divulgação de produtos e serviços: páginas , blogues e redes sociais
Trabalho completo

Indicators of access and satisfaction of the academic community are shown with the
evolution of the means of dissemination of information provided by the library. It is
hoped that this paper can serve as a parameter in the use of Information and
Communication Technologies (ICTs) and the possibility to take advantage of the
dynamics and potential of social networks in the generation and flow of information.

Keywords:
Blogs. Selective dissemination of information. Facebook (Eletronic resources) . Social
networking. Web services.

1 Introdução
A Biblioteca de Ciência e Tecnologia - F, pertence a Rede Sirius (Rede de
Bibliotecas da Universidade do Estado do Rio de Janeiro), está localizada no
Campus Regional de Resende e atende aos alunos de graduação e pós-graduação
do curso de Engenharia de Produção da UERJ e dos cursos de Pedagogia e
Ciências Biológicas do CEDERJ (Centro de Educação Superior a Distância do Rio
de Janeiro). A biblioteca desde sua criação em 1994, preocupa-se em disseminar
informações relevantes aos seus usuários, a princípio essa atividade consistia no
processo de seleção de notícias, e artigos de revistas e jornais de interesse da
comunidade universitária recortados e reunidos em formato impresso, e distribuído
pelos diversos setores do Campus, desde a Direção até o Centro Acadêmico. Em
2001 foi criado o Clippingengprod, a evolução para a fase eletrônica , quando o
clipping passou a ser enviado em formato PDF para o e-mail de todos os docentes e
discentes, além de ser disponibilizado no site da Faculdade de Tecnologia
&lt;http://www.fat.uerLbr/&gt;. Em 2011, inicia-se o processo de utilização das
ferramentas da Web 2.0 como o Blogger da Google e o Facebook com o intuito de
continuar divulgando informações (Tecnologia ; Indústria automotiva ; Estágios, etc.)
aos usuários da biblioteca , otimizando o processo e nos aproximando do universo
das redes sociais, permitindo o acesso as várias mídias, disponibilizando artigos,
vídeos, notícias, informações sobre Engenharia de Produção e áreas afins,
veiculadas em jornais on-line, sites da internet, e até mesmo aquelas produzidas
pela própria comunidade , Este trabalho pretende relatar a trajetória do clipping
impresso à utilização da web social , a evolução desse processo de comunicação e
divulgação da informação, as vantagens, dificuldades encontradas e os resultados
obtidos ao longo dessa trajetória .

2 Revisão de Literatura
2.1 810g e Ciência da Informação
A Ciência da Informação tem sua origem em duas questões centrais: a
explosão informacional e a acessibilidade da informação , Bush (1995 apud
SARACEVI , 1996, p.42):
[00 '] identificou o problema da explosão informacional - o irreprimível
crescimento exponencial da informação e de seus registros,
particularmente em ciência e tecnologia. A solução por ele proposta

1873

�~

Stmôntrio

~

NIoonalde:

~

ItbIitlt.....

...

•,..-", ... Jl IMM

Divulgação de produtos e serviços: páginas , blogues e redes sociais
Trabalho completo

era a de usar as incipientes tecnologias de informação para combater
o problema. As bibliotecas universitárias e centros de documentação
vêm sofrendo os efeitos dos impactos produzidos pelas tecnologias da
informação na criação de serviços capazes de se adequar ao mundo
virtual no processo de disseminação da informação.

Blattmann (2007 , p,8) estuda os aspectos da evolução da Web 1.0 à Internet
colaborativa na Web 2.0 para bibliotecas, destacando a descentralização da posição
do sujeito, tornando-o ativo, participante na criação e troca de conteúdos postados
em um determinado site através de plataformas abertas nos quais os arquivos ficam
disponíveis on-line para que possam ser acessados em qualquer tempo. Apresenta
os blogs como uma das ferramentas mais populares representando a evolução da
Web, permitindo aos usuários comuns, que mesmo sem ter conhecimentos
necessários para publicarem conteúdos na internet, com a existência de ferramentas
amigáveis, de uso simplificado, passam a publicar e consumir informação.
As universidades são centros geradores de conhecimento, as bibliotecas
universitárias, no que concerne à divulgação de informações, e de seus serviços
devem refletir a dinâmica de seu tempo e da produção acadêmica. A escolha da
utilização de um blog como meio de comunicação se justifica por diversos fatores ,
um deles é a própria origem , e a evolução dessa ferramenta que conforme Eiras,
(2007, p.76) surgiu em 1992. Tim Berners-Lee criou uma página na Internet com
elementos principais de um blog: apresentação cronológica inversa (do mais atual
para o mais antigo), autoria pessoal e publicação por um browser, tornando-a
disponível a qualquer pessoa com acesso a internet. Em 1999 com a criação do
software 810gger, os blogs tornaram-se mais populares, pois este programa
apresenta maior facilidade para publicar conteúdos na Internet, e não exigem dos
seus usuários grandes conhecimentos técnicos para gerenciá-lo. Essa característica
facilita aos profissionais das bibliotecas universitárias, principalmente as que se
localizam em regiões de difícil acesso e encontram dificuldades na divulgação de
informações, prejudicando a interação e uma comunicação mais eficiente com seus
usuários.
O blog pode ser considerado uma frente equalizadora entre acadêmicos e
não acadêmicos, no que diz respeito ao compartilhamento de informações, pois já
existem vários blogs de autoria de cientistas e acadêmicos, de diversos campos
científicos de acordo com Barros (2007 , p.49) , mais um motivo para os bibliotecários
de instituições universitárias não se excluírem dessa realidade, além de ser um dos
ambientes virtuais mais dinâmicos da Internet, e de produzir, e difundir mais
informações, através de uma publicação de opinião, uma ideia, um acontecimento ,
podendo disponibilizar comentários, fazer ligações com outras páginas, listar
recursos de informação, isto é, transformar informação em conhecimento. (EIRAS ,
2007, p,77).
Trabalhar com informação e difusão do conhecimento exige atualmente do
profissional uma curiosidade constante não somente a novidade, ao efêmero, mas a
tudo o que tenha aplicabilidade e possa ser produtivo, contribuir significativamente
com a qualidade e veiculação da informação pesquisada para usuários de
bibliotecas, o bibliotecário segundo Rodrigues (2009 , p.24):

[...1deve estar preparado para a execução de suas funções tanto em
ambientes físicos quanto virtuais, com novas ferramentas disponíveis

1874

�~

Stmôntrio

~

NIoonal de:

~

ItbIitlt .....
•,..-" ,... Jl IMM

...

Divulgação de produtos e serviços: páginas , blogues e redes sociais
Trabalho completo

na rede, o bibliotecário é um mediador da informação que deve ter
aptidões para recuperar, selecionar, organizar e disseminar a
informação em qualquer ambiente em que trabalhe.

2.2 Clipping e Redes Sociais
Clipping é um vocábulo originário do inglês, to cut, significa clipagem, cortar,
reduzir, é uma atividade que consiste em recortar matérias em jornais, revistas sobre
determinado assunto ou empresa (FERREIRA, 1986, p.483).
A explosão informacional circulante tornou a clipagem relevante e necessária
no atual estágio da humanidade, restrita , que não exige grandes orçamentos. O
c1ipping é um aliado do jornalismo, complementando e completando a imprensa,
torna a informação publicada mais visível e contribui na formação da opinião pública .
(Associação Brasileira de Empresas de Monitoramento de Informação - ABEMO
2012)
Atualmente o Clipping digital baseia-se no webjornalismo e segundo
Pftzenreuter (2010 p. 30):
Pode ser visto como um serviço de disseminação seletiva da
informação (OSI), visto que seleciona conteúdo de webjornalismo de
acordo com o perfil de usuários, algumas bibliotecas oferecem
Serviços de Alerta e tecnologia Rich Site Summary (RSS), para que
cada usuário, em particular, possa escolher os conteúdos que são de
interesse e que deseja receber.

A utilização das tecnologias da Web 2.0 em bibliotecas é conhecida como
Biblioteca 2.0, por isso torna-se necessário entender as suas principais
características como está exemplificado na figura abaixo:

Ênfase nos
usuários e NÃO na
tecnologia

Confiarem
seus usuários

Experiência e
conhecimento
pessoal dos
usuários

~
....

i

Posicionamento
estratégico
(A Web como plataforma)
Competência chave
Arquitetura de
participação

Modelos
leves de
programação

°

comportamento
do usuário não está
predeterminado

d
~

O software
melhora na
m~dida em que
mais pessoas o
utilizam

Fim do ciclo
de liberação
do software

Figura 1 - As características da Web 2.0
Fonte: BLATTMANN, Úrsula; SILVA, Fabiano Couto Corrêa da. Colaboração e interação na
Web 2.0 e biblioteca 2.0. Revista Acb: Biblioteconomia em Santa Catarina, Florianópolis,
v.12, n.2, p.200, jul./dez. 2007. Disponível em:
&lt;http://revista.acbsc.orq.br/index.php/racb/article/viewArticle/530&gt;. Acesso em 14 de abril
2012 ..

1875

�~

Stmôntrio

~

NIoonal de:

~

ItbIitlt.....

...

•,..-", ... Jl IMM

Divulgação de produtos e serviços: páginas . blogues e redes sociais
Trabalho completo

A Biblioteca 2.0 tem características de compartilhamento, de interatividade
das informações, a possibilidade de enriquecer o processo de disseminação seletiva
da informação através das redes sociais em plataformas como o Facebook e outros,
e deveria considerar quatro elementos essenciais, segundo Maness (2007 apud
ALMEIDA ; MÁRDERO, 2008, p. 4-5):
Ser centrada no usuário: o consumo e a criação de conteúdos ocorrem de
modo dinâmico [... ] A possibilidade de oferecer uma experiência multimídia [... ]
Ser socialmente rica: a presença da biblioteca no espaço da Web deve incluir
a presença de seus usuários, que poderão se comunicar entre si e entre os
bibliotecários de forma síncronos (mensagens instantâneas) ou assíncronos
(blogs ou wikis) e ser comunitariamente inovadora: a Biblioteca 2.0 é antes de
tudo, uma comunidade virtual com foco no seu usuário. Isso significa que a
biblioteca deve não somente mudar com seus usuários, mas que permitam
que esses usuários mudem com a biblioteca, constantemente, alterando seus
serviços e suas formas de comunicação.
As redes sociais são anteriores à Internet, e sempre fizeram parte da estrutura
social da humanidade, o mundo sempre esteve conectado em redes de
relacionamentos, linhas telefônicas, rotas aéreas, sistema elétrico, autoestradas,
etc., mas foi no meio digital que encontraram maior expressão, sendo importante
esclarecer que Facebook, blogs, Orkut, não são redes sociais, são plataformas,
ferramentas que facilitam a conectividade, mas são as pessoas que as constroem .
(RECUERO, apud AGUIAR e SILVA 2010, p.3)
Blattmann (2007, p.21) define a Web 2.0 como um espaço novo com
possibilidades de acessar, organizar, gerenciar, tratar e disseminar a informação,
conhecimentos, saberes, e se faz necessário como em toda ferramenta, estudar,
explorar e experimentar tecnologias disponíveis sempre com o propósito de facilitar
o acesso e ampliar o uso da informação.

3 Materiais e Métodos
A ideia de oferecer serviço de clipagem aos usuários da biblioteca CTC/F,
surgiu da dificuldade que alunos e professores vinham encontrando em se
atualizarem diante do grande volume de informações produzidas na área de Ciência
e Tecnologia , com o passar do tempo essa atividade passou a ser em meio
eletrônico, por e-mail e em formato PDF. O Clippingengprod era enviado para a caixa
de correio dos alunos, docentes e discentes. Realizou-se um estudo devido a uma
parte dos usuários terem dificuldades em acessar seus e-mails, a partir da
necessidade de renovar o processo de coleta e difusão das informações do clipping,
Foram contempladas as demandas de informações dos alunos, professores, e
usuários da biblioteca e também as tecnologias disponíveis como o Blog e o
Facebook.. O Blog da Rede Sírius, &lt;http://redesirius.blogspot.com/&gt;, direcionado aos
profissionais que atuam na rede de bibliotecas, serviu de parâmetro para a criação
do Blog da CTC/F, encontramos nessa ferramenta a possibilidade de ampliar a
atuação do clipping aproveitando as características da Web 2.0.
O Clippingengprod foi o alicerce do Blog da Biblioteca CTC/F. O processo de

1876

�~

NIoonalde:

~

ItbIitlt .....
•,..-",... Jl IMM

...

Divulgação de produtos e serviços: páginas , blogues e redes sociais

Stmôntrio

~

Trabalho completo

sua implantação passou por quatro etapas basicamente: a) Definição dos objetivos e
da equipe responsável ; b) Criação do layout e arquitetura de informação; c)
Divulgação e utilização do Blog e d) Avaliação de desempenho da ferramenta , Na
definição de objetivos tentou-se manter as perspectivas iniciais do clipping não
deixando de ampliar a difusão das informações, foram aproveitados os dados de
uma pesquisa realizada com os seus usuários, montamos uma estratégia de busca
na internet e outras fontes como folhetos, informações que alunos e professores nos
traziam com a finalidade de divulgá-Ias. O software escolhido para a construção do
Blog foi o Blogger &lt;https://www.blogger.com/start?hl=pt-BR&gt; oferecido gratuitamente
pela Google por ser de fácil utilização e manutenção, o programa oferece diversos
templates - modelos de layout, de apresentação visual do blog , o que torna fácil a
sua construção, não exigindo nenhum conhecimento técnico de informática,
O Blog da CTCIF prioriza a divulgação de notícias de interesse da
comunidade acadêmica, as fontes são citadas para preservar o direito da
propriedade intelectual, os artigos são indexados através de atribuição de
marcadores (Tags) que permitem recuperar e partilhar a informação, a escolha
desses marcadores é realizada baseando-se na lista de termos autorizados da Rede
Bibliodata - Rede de Catalogação Cooperativa Nacional. Abaixo segue tabela
resumida e explicativa sobre as etapas descritas anteriormente:
Tabela 1 - Implantação do Blog da Biblioteca CTC/F - Resende - RJ - 2011
ETAPAS

DESCRiÇÃO

Definição de objetivos
e da equipe
responsável

Divulgação de artigos, vídeos, notícias de interesse da
comunidade
acadêmica
da
UERJ
de
Resende,
continuidade
do
trabalho
desenvolvido
pelo
Clippingengprod. Equipe: 2 bibliotecários; 1 técnico de
informática e 1 estagiário.
Pesquisa em outros blogs de bibliotecas universitárias;
Escolha de cores e arranjo da forma de apresentação das
notícias divulgadas; Atribuição dos assuntos levando em
conta pesquisa realizada com os usuários do clipping.
Utilização de marcadores (Tags) baseando-se na lista de
termos autorizados pela Rede Bibliodata.
Divulgação do 810g da CTC/F por meio de palestras para
calouros, cartazes, e-mails, link do 810g na página principal
da Faculdade de Tecnologia (UERJ - FAT) .

Criação do layout e
da arquitetura de
informação do blog

Disponibilização
do Blog da CTC/F

Avaliação de
desempenho

Avaliação do índice de acesso e uso do 810g da CTC/F.
Utilização do Facebook como estratégia de divulgação.
Fonte: Tabela elaborada pelos autores

O Blog da Biblioteca CTC-FI foi criado em 2011 e pode ser acessado de
qualquer
ponto
da
internet,
através
do
endereço
&lt;http://bibliotecactcf.blogspot.com/&gt; e especificamente seu link pode ser encontrado no Blog da
Rede Sirius &lt;http://redesirius.blogspot.com/&gt; e na página da FAT - Faculdade de
Tecnologia . A arquitetura de informação foi elaborada levando-se em consideração

1877

�Divulgação de produtos e serviços: páginas , blogues e redes sociais

ii

Stmôntrio

~

Naoon.I~

!;

lõblitltqot

..

U.,....... IJ I~

Trabalho completo

o perfil do Clippinengprod, em pesquisa de opinião realizada na época do envio do
clipping por e-mail aos usuários da biblioteca e de acordo com os resultados obtidos,
foram identificadas as áreas de maior interesse dos alunos e professores:
desenvolvimento industrial, empresas, gestão financeira , montadoras, recursos
humanos, indústria química e siderurgia, essas vêm desde então direcionando a
seleção de informações na Internet, o blog permite também a divulgação de vídeos,
músicas e arquivos escaneados, ampliando as possibilidades de divulgação de
informação em suportes variados, levando-se em conta as fontes confiáveis de
informação que as originaram como sites de revistas científicas e jornais de grande
circulação . Apresenta páginas em destaque: Flashback - espaço para postagem de
informações retrospectivas de acontecimentos marcantes, relacionados ao Campus
Regional de Resende desde a sua criação, com a proposta de resgatar a memória e
manter a identidade cultural da instituição; Novas Aquisições - são apresentados os
novos títulos da biblioteca e Dicas de leitura - sugestão de livros para a leitura que
possam contribuir no laser e nos estudos, Estágios - Divulgação e ofertas de
estágios e oportunidades para os graduandos. A criação do Facebook da biblioteca
foi uma estratégia encontrada para aumentar os acessos ao 810g e de certa forma
tem servido como um meio para ampliar a interação entre a biblioteca e os usuários,
permitindo traçar um perfil de interesses, comportamentos e tendências, auxiliando
na escolha de novos assuntos a serem disseminados, e futuras ofertas de serviços.

I FlRede
_

f_

511()(;$

-"
I KC\I

~c:E!l.l~
IN!~

C."'lCÁl." 9.J

..... d . I - .,&amp;
PSl'~'

BIoId.! " .... $ .....
u:.; .
AIDI - "'~

0.-,,,,,,,,,,,,,.

.•

"' ~&lt;&gt;lo_,.. ~,

""......... .

o c_

*~d~IEÍI:UIiI Im-!lb.u.i..SU~&amp;........,.,. "

.IUPM . h~

"I~.

E'If......... de
I\r~
~&lt;D
L.It~~~

Mo&lt;

MI'!ocra~~

ClDUJ " Ceft. de

~~.
DntJ.x....... út..6:t . .

.... do 1- =

l~tI!pa.:i.uK"l

. . . -...........+I""" .. uIoIIor . . . . . 'I"';,..,,~ ... ~
do D!!H'IJ'I....'aiSItD dIo P.- M bI6lI 4IW4,. e .a&amp;Gn _4*1 do dto II:tR- l~". dia

r..- ... .......,a..w ................ _ ............. fInI:ao.

II&lt;~.
~

F_~:EOG

~!c..!&lt;.)_ü . -../I&lt;_.Co&gt;iIo_b! .... 4f1õoi:

~~."'_~~~'O

!PIf.llel4liml'lf~t:Ii'

,.. __ ",.;,,,,-.-,

pet'~.&amp;Br.1ti(tiS~lI!IM'i~

~""I_.E_1.'''''''.:.-:1: ~oom l~Lànua&amp;......,40&lt;"-No~

_".1

.. _

.c•.s.. _", M .......BiIo_, _ . _

lJ ... ""..-...,....-. ... a.m

• JOO..a..,~ lOOlfd .... lWs... 1OOel

''''''''''.hos!: PriI"6v:::::l

l't ""'ract b~(:St~"~bi_'II'~* __ dt1Q
do c.Dr" do c:&lt;:P~ 91&lt;.1'04&lt; 1'&amp;&gt;- dqpg ~

&lt;b"'_ ..4:.",060;1.0. _ .... coodI&lt;.-,.," '" '!I:"jo

_ _ "si.&gt; • _

"",..,1

. ' ~ ' r&lt;JDos.&amp;

dtt'a"'UJC:n;I~ , ld:e

.C&lt;ID&lt;_ ..

~

9'".
~ ...
S--u,,2,,':serdtitt 1;r CnwO-OHIt:.,,s',,

~ra ...qi.ki~ iIICI'ftloU ~ÍI ~1I(Ynm.a-G.S..aIe

~

c-_!I)

Oe.....o.._

C::r.ma. .

_

Cll

""''lP''W " Rt&gt;mk (
I)
~1n,\ ( l l

Figura 2 - Apresentação do Blog da Biblioteca CTC/F Rede Sirius
Fonte: Página principal do Blog da Biblioteca CTC/F - Disponível em : &lt;http://bibliotecactcf.blogspot.com.br/&gt;. Acesso em : 15 de abril de 2012.

1878

�Divulgação de produtos e serviços: páginas , blogues e redes sociais

ii

Stmôntrio

~

Naoon. I ~

!;

lõblitltqot
U.,....... IJ I~

..

Trabalho completo

o Facebook é O site de relacionamento que está alcançando maior número de
participantes de faixas etárias diversificadas, é uma plataforma de fácil utilização e
para haver comunicação entre os seus membros é preciso que se enviem convites e
que esses sejam aceitos, somente assim seus participantes interagem, é uma
ferramenta bastante eficaz na divulgação de informações, o Facebook da biblioteca
tem recebido muitos convites de alunos que fazem parte dessa rede , foi criado para
divulgar o Blog e também porque facilita o compartilhamento das informações de
forma imediata, pois algumas notícias na web apresentam a opção de divulgação via
Facebook, uma das mídias sociais mais populares dos Estados Unidos, lançada em
2004 com o objetivo de ajudar alunos de escolas e faculdades dos EUA a trocarem
informações e manterem contato com amigos, é gratuito e permite a criação de
perfis com fotos, lista de interesses, troca de mensagens privadas ou públicas, uma
das principais vantagens dessa ferramenta é promover a instituição e a biblioteca. É
capaz de agrupar pessoas com interesses comuns, e essa característica pode ser
utilizada para a formação de grupos de pesquisa ou de leitura,
As redes sociais existem desde os primórdios da organização da vida em
sociedade, entretanto com o mundo virtual estão se tornando cada dia mais
evidente. Maness apud Aguiar e Silva (2010, p.12) destaca que o uso do Facebook
em bibliotecas possui o potencial de criar interação entre usuários e bibliotecários e
de permitir que se compartilhem e se transformem recursos em meio eletrônico de
forma dinâmica, além de possibilitar que usuários criem vínculos com a rede da
biblioteca, que bibliotecários possam observar outros usuários, analisando o que
estes têm em comum, suas necessidades de informação, comparando com outros
perfis similares e tantos outros dados úteis, capazes de ajudar na tomada de decisão
e gestão da informação que podem ser extraídos das redes sociais.
..______....__..______..__..____..

nr
---~~&amp;&amp;

..

co

0 -

'-'=-IJ1::locIo

(I0IlIIII

&amp;&amp;~.

t-

•

6

I"

"

!:)

Figura 3 - Facebook da CTC/F utilizado como meio de divulgação do blog e da
biblioteca
Fonte: Página principal do Facebook da Biblioteca CTC/F
Disponível:
http://www.facebook.com/bibliotecactcf.uerj. Acesso em : 15 de abril de 2012.

1879

�Divulgação de produtos e serviços: páginas , blogues e redes sociais

ii

Stmôntrio

~

Naoon.I~

!;

lõblitltqot
U.,....... IJ I~

..

Trabalho completo

4 Resultados Finais

o Blog da Biblioteca CTC/F foi implantado e disponibilizado em março de
2011 e desde então foram registradas 8.256 visualizações como estão
demonstradas nas estatísticas abaixo:
~

t.'.)

a

o_~~ ~

CIIoY"",,~ .

•

~.~ ••

~
~ ~~-P.

M ~(.tI4jII.~ .....". ~.~~

~

QJl9jt.l!lUGHrDPDV!

..

.

..,. 'o4do ......

"".......

Op'..... "
.. c.mo-um.

c,

ll&amp;"pOr""""'"

""'.

...... q ............a.d . . . . . . . ".

l"JYOiVJQ11..I~~~
.. ..., • .....,.~ .... ~
...... . . . MO-.... .I.;•• ~tm ....... Vf'1I1
t11Qitl!012
t~r-t • .,.~.

Or

L'et.'

r

""""""_otttbP

ti 1.-

. . ~IJI!lI;ti.. ~~._h

"

NIp~A.~IJlH8,boo.eoH

~tllfllhH_'" ~1IHr. . . . . wwn:tt.t\

~,~

'~~"';.Pfr.I.IIlII

U lJ ã 1d.J.Jf' J"APER.II
~i'lGU

1!i'flNilll.!.çr-t .. oer.ll&lt;I!

•

~oJD'oAl"(~1m

'~11

!i~6H.:+~...

.,

Figura 4 - Estatísticas do Blog da Biblioteca CTC/F
Fonte: Página de Estatística do 810g da CTC/F. Disponível em :
&lt;http://www.blogger.com/blogger.g?blog ID= 1006255898267423498#overviewstats&gt;. Acesso
em: 15 de abril de 2012.

De acordo com os dados expostos, pode-se deduzir que o Blog da CTC/F foi
bem aceito pela comunidade universitária. O Facebook foi disponibilizado em 24 de
outubro de 2011 e constata-se que desde a sua utilização as visualizações das
informações postadas no Blog aumentaram significando uma boa estratégia de
divulgação, alguns artigos e informações encontradas na web oferecem a função de
compartilhar via Facebook o que possibilita que essas cheguem aos usuários de
forma mais rápida, nesse aspecto o blog foi uma escolha perfeita para dar
continuidade ao trabalho realizado anteriormente pelo clipping, pois consegue
alcançar um público mais amplo, divulgando ao mesmo tempo a biblioteca e a
instituição, diminuindo as distâncias, a informação chega de forma instantânea e
pode ser acessada de qualquer lugar, potencializa as relações, democratiza a
informação e aumenta a cooperação entre os seus usuários. A questão pedagógica
não deve ser esquecida , fazemos parte de uma universidade, que transmite
conhecimento, trabalha com pesquisas e forma mestres, as ferramentas da Web 2.0
devem ser utilizadas em bibliotecas universitárias por fazerem parte do cotidiano da
vida de jovens e adultos, uma oportunidade de se criar espaços de discussão, onde
alunos e professores possam colocar suas ideias democraticamente e também , por
ser um ambiente mais estimulante e atrativo do que o espaço convencional da sala
de aula.

1880

�~

Stmôntrio

~

NIoonalde:

~

ItbIitlt.....

...

•,..-", ... Jl IMM

Divulgação de produtos e serviços: páginas . blogues e redes sociais
Trabalho completo

5 Considerações Finais
A Web 2.0 possibilitou o trabalho cooperativo, a expansão das redes sociais e
a divulgação de ideias e atividades, essa interação, entre pessoas e ambientes,
alteraram consideravelmente as relações nas organizações, exercendo grande
influência no processo de comunicação e difusão das informações nas bibliotecas
universitárias. Estudos recentes apontam que recursos como: Blogs, Facebook e
outros exemplos de redes sociais, apesar de gratuitos e disponíveis, estão sendo
pouco explorados pelos bibliotecários, faz-se necessário que o profissional da
informação entenda o trabalho em rede e seus benefícios, não só para o usuário
como também para a melhoria do desempenho das suas atividades, principalmente
nas bibliotecas universitárias, e que esteja preparado para dialogar com a geração
da era do conhecimento e da tecnologia, o universitário de hoje não é mais o mesmo
do passado, esse tinha hábitos de leitura e de vida completamente distintos dos
usuários atuais, os de hoje, têm o perfil de compartilharem constantemente seus
sentimentos e emoções em redes sociais usando a tecnologia, pensando nesse
aspecto que o Blog da Biblioteca CTC/F foi criado e também para dar continuidade
ao trabalho desenvolvido pelo clipping pretendendo ser reconhecido nesses espaços
como uma referência de ambiente colaborativo, um fórum dinâmico com integração
entre biblioteca e usuários, resgatando a prática do debate, no mundo virtual, os
alunos ficam mais à vontade para exporem suas ideias, e até mesmo dialogarem, ao
contrário do espaço da biblioteca devido à necessidade do silêncio para o estudo,
entretanto não basta utilizar-se desses recursos sem objetivos definidos e avaliação
periódica das ferramentas utilizadas, é necessário que o espaço virtual reflita o real
expandindo-o no que diz respeito à difusão da informação, é importante que neles as
bibliotecas universitárias possam oferecer suporte à pesquisa científica e que os
usuários destes nele se reconheçam tornando-os usuais e constantes, uma
referência , da mesma forma que se apropriam da biblioteca no espaço físico,
professores e alunos devem ter o papel de construtores e colaboradores, criando
vínculos e a certeza de que lá no virtual , possam obter informações úteis, dessa
forma , poderão ter estímulos na dinamização desses fóruns . O projeto de um blog
ou outra ferramenta interativa da web social tem de ser sempre centrado e orientado
no usuário real e potencial da biblioteca . É essencial que bibliotecários das
universidades conheçam e utilizem as organizações e serviços da Web 2.0, o
presente já aponta para o futuro da Web semântica, um projeto que pretende aplicar
conceitos inteligentes na Web que conhecemos hoje, a organização dos conteúdos,
combinação dos dados com o propósito de dar respostas mais definidas às questões
de pesquisas.
O principal desafio que teremos que enfrentar é o de conceber e criar espaços
virtuais nas instituições onde se possam equilibrar o lúdico com o institucional, ou
seja, que a espontaneidade em utilizá-los não seja perdida, pois a curiosidade e o
prazer podem ser grandes aliados nas mãos de bibliotecários interessados na
formação de novos leitores no caso das bibliotecas públicas e de novos
pesquisadores em bibliotecas universitárias.

1881

�~

Stmôntrio

~

NIoonal de:

~

ItbIitlt .....
•,..-",... Jl IMM

...

Divulgação de produtos e serviços: páginas . blogues e redes sociais
Trabalho completo

6 Referências
AGUIAR, Giseli Adornato de; SILVA, José Fernando Modesto. As bibliotecas
universitárias nas redes sociais: Facebook, Orkut, Myspace e Ning. In : SEMINÁRIO
NACIONAL DE BIBLIOTECAS UNIVERSITÁRIAS, 16., 2010 . Rio de Janeiro. Anais
eletrônicos ... Rio de Janeiro, UFRJ, 2010. Disponível em :
&lt;http://www.gapcongressos.com .br/eventos/z0070/trabalhos/final 168.pdf &gt;. Acesso
em 16 de abril 2012.
ALMEIDA, R. ; MARDERO, Arellano, MA Impacto da tecnologia RSS nos serviços
de disseminação de informação. In : Encontro Nacional de Ensino e Pesquisa e
Informação, 8.,2008., Salvador. Anais eletrônicos ... Salvador, 2008 . Disponível em
&lt; http://eprints.rclis.org/handle/1 0760/11844#.TOzskocgfvO&gt; Acesso em 28/02/2012
ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE MONITORAMENTO DE INFORMAÇÃO. O que é
clippíng? Disponível em : &lt;http://www.abemo.org/index.php/o que e clipping&gt;.
Acesso em : 03 de abril 2012 .
BARROS , Moreno de A. Blogs e bibliotecários. In : Encontro Nacional de Estudantes
de Biblioteconomia , Documentação, Ciência e Gestão da Informação, 27, 2004,
Recife. Anais eletrônicos ... Recjfe, UFPe, 2004. Disponível
em :&lt;http://eprints.rclis.org/handle/1 0760/9300#.T5gfSbNrPvO&gt;. Acesso em 25 de
abril 2012 .
BARROS, Moreno . Esfera pública on-line e o blog bibliotecários sem fronteiras.
2006. 51 f. Trabalho de conclusão de curso. (Graduação em Biblioteconomia e
Documentação) - Universidade Federal Fluminense, Niterói, 2006 . Disponível em :&lt;
http://eprints.rclis .org/archive/00009590/&gt; Acesso em 04 de mar. 2012.

BLATTMANN , Úrsula ; SILVA, Fabiano Couto Corrêa da . Colaboração e interação na
Web 2.0 e biblioteca 2.0. Revista Acb: Biblioteconomia em Santa Catarina ,
Florianópolis, v.12, n.2, p.191-215, jul./dez. 2007. Disponível em :
&lt;http://revista.acbsc.org.br/index.php/racb/article/viewArticle/530&gt;. Acesso em 14 de
abril 2012 .
BUSH , V. As we may may think. Atlantic Monthly, v.176, n.1, p. 101-108, 1995.
EIRAS , Bruno Duarte. Blogs: mais que uma tecnologia , uma atitude. Cadernos Bad
1, p.76-85, 2007 .Disponível
em :&lt;http://redalyc.uaemex.mxlsrc/inicio/ArtPdfRed. jsp?iCve=385701 05&gt;. Acesso em
04 de mar. 2012 .
GOMES , Antônia Albeniza et aI. O manuseio das ferramentas da Web 2.0 usadas
na biblioteca 2.0 : a interação na indexação das tags. In : Encontro Nacional de
Estudantes de Biblioteconomia, Documentação, Gestão e Ciência da Informação,
33 ., 2010, João Pessoa . Anais eletrônicos .. . João Pessoa : UFPb, 2010 .
Disponível em :

1882

�~

Stmôntrio

~

NIoonalde:

~

ItbIitlt.....

...

•,..-", ... Jl IMM

Divulgação de produtos e serviços: páginas , blogues e redes sociais
Trabalho completo

&lt;http://dci.ccsa.ufpb.br/enebd/index.php/enebd/article/viewFile/185/179&gt; Acesso em :
09 abr.2012.
MANESS, Jack M. Teoria da biblioteca 2.0: web 2.0 e suas implicações para as
bibliotecas. Informação &amp; Sociedade: Estudos .,João Pessoa, v. 17, n.1, p. 43-51,
jan./ abr., 2007 . Disponível em :
&lt;http://www.ies.ufpb.br/ojs2/index.php/ies/search/authors/view?firstName=Jack&amp;mid
dleName=M .&amp;lastName=Maness&amp;affiliation=University%20of%20Colorado&gt;. Acesso
em 03 de abril , 2012
PFUTZENREUTER, Ivy Kônig , Clipping digital em bibliotecas: o exemplo do
banco de notícias da Biblioteca Digital do Senado Federal. 2010 . 57 f. Trabalho de
Conclusão de Curso (Graduação) - Faculdade de Biblioteconomia e Comunicação,
Universidade Federal do Rio Grande do Sul , Porto Alegre, 2010 . Disponível em :
&lt;http://www.lume.ufrgs.br/handle/10183/27830&gt;. Acesso em : 03 de abril 2012 .
RODRIGUES, Rodrigo Souza. 810gs no serviço de referência. 2009 . 46 f. Trabalho
de conclusão de curso. (Graduação em Biblioteconomia e Documentação)Universidade Federal Fluminense, Niterói, 2009 . Disponível
em :&lt;http://eprints.rclis.org/handle/1 0760/15497#.T1Tp 4cgfvO&gt; Acesso em : 05 de
mar.2012.
SARACEVIC, Tefko. Ciência da informação; origem , evolução e relações .
Perspectiva em Ciência da Informação, Belo Horizonte, v.1, n.1, p.41-62 , jan./jun.
1996. Disponível em :
&lt;http://portaldeperiodicos.eci. ufmg.br/index.php/pci/article/view/235&gt;. Acesso em : 12
de abril 2012
VIEIRA, David Vernon ; CARVALHO, Eliane Batista de; LAZZARIN, Fabiane
Aparecida . Uma proposta de modelo baseado na Web 2.0 para as bibliotecas das
universidades federais . In: Encontro Nacional de Pesquisa em Ciência da
Informação. 9., 2008, São Paulo. Anais eletrônicos ... São Paulo: USP, 2008.
Disponível em : &lt;http://www.ancib.org .br/media/dissertacao/2053.pdf &gt;. Acesso em :
28 de fev. 2012.

1883

�</text>
                  </elementText>
                </elementTextContainer>
              </element>
            </elementContainer>
          </elementSet>
        </elementSetContainer>
      </file>
    </fileContainer>
    <collection collectionId="49">
      <elementSetContainer>
        <elementSet elementSetId="1">
          <name>Dublin Core</name>
          <description>The Dublin Core metadata element set is common to all Omeka records, including items, files, and collections. For more information see, http://dublincore.org/documents/dces/.</description>
          <elementContainer>
            <element elementId="50">
              <name>Title</name>
              <description>A name given to the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51396">
                  <text>SNBU - Edição: 17 - Ano: 2012 (UFRGS - Gramado/RS)</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="49">
              <name>Subject</name>
              <description>The topic of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51397">
                  <text>Biblioteconomia&#13;
Documentação&#13;
Ciência da Informação&#13;
Bibliotecas Universitárias</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="41">
              <name>Description</name>
              <description>An account of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51398">
                  <text>Tema: A biblioteca universitária como laboratório na sociedade da informação.</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="39">
              <name>Creator</name>
              <description>An entity primarily responsible for making the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51399">
                  <text>SNBU - Seminário Nacional de Bibliotecas Universitárias</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="45">
              <name>Publisher</name>
              <description>An entity responsible for making the resource available</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51400">
                  <text>UFRGS</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="40">
              <name>Date</name>
              <description>A point or period of time associated with an event in the lifecycle of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51401">
                  <text>2012</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="44">
              <name>Language</name>
              <description>A language of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51402">
                  <text>Português</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="51">
              <name>Type</name>
              <description>The nature or genre of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51403">
                  <text>Evento</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="38">
              <name>Coverage</name>
              <description>The spatial or temporal topic of the resource, the spatial applicability of the resource, or the jurisdiction under which the resource is relevant</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51404">
                  <text>Gramado (Rio Grande do Sul)</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
          </elementContainer>
        </elementSet>
      </elementSetContainer>
    </collection>
    <itemType itemTypeId="8">
      <name>Event</name>
      <description>A non-persistent, time-based occurrence. Metadata for an event provides descriptive information that is the basis for discovery of the purpose, location, duration, and responsible agents associated with an event. Examples include an exhibition, webcast, conference, workshop, open day, performance, battle, trial, wedding, tea party, conflagration.</description>
    </itemType>
    <elementSetContainer>
      <elementSet elementSetId="1">
        <name>Dublin Core</name>
        <description>The Dublin Core metadata element set is common to all Omeka records, including items, files, and collections. For more information see, http://dublincore.org/documents/dces/.</description>
        <elementContainer>
          <element elementId="50">
            <name>Title</name>
            <description>A name given to the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="64158">
                <text>O uso das ferramentas da web 2.0 na disseminação da informação: do clipping às redes sociais.</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="39">
            <name>Creator</name>
            <description>An entity primarily responsible for making the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="64159">
                <text>Souza, Ester Aparecida Lima de; Santos, Marcos Antônio Vianna dos; Silva, Zélia Maria Pereira da</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="38">
            <name>Coverage</name>
            <description>The spatial or temporal topic of the resource, the spatial applicability of the resource, or the jurisdiction under which the resource is relevant</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="64160">
                <text>Gramado (Rio Grande do Sul)</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="45">
            <name>Publisher</name>
            <description>An entity responsible for making the resource available</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="64161">
                <text>UFRGS</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="40">
            <name>Date</name>
            <description>A point or period of time associated with an event in the lifecycle of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="64162">
                <text>2012</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="51">
            <name>Type</name>
            <description>The nature or genre of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="64164">
                <text>Evento</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="41">
            <name>Description</name>
            <description>An account of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="64165">
                <text>O presente trabalho descreve a evolução de uma atividade de disseminação da informação – o clipping, desenvolvida pela biblioteca universitária CTC/F da UERJ (Centro de Tecnologia e Ciência da Universidade do Estado do Rio de Janeiro), desde o seu estágio impresso, até a utilização das ferramentas Blogger e Facebook disponíveis na web. Aborda conceitos de blog e sua utilização em unidades de gestão do conhecimento como uma alternativa de difusão de informação em biblioteca universitárias na promoção de artigos científicos, eventos e produtos. Apresenta definições de Web 2.0, identificando possibilidades de criação de serviços em ambientes virtuais com maior interatividade e compartilhamento de informações, em diferentes suportes, e a qualquer tempo. Relata os procedimentos de implantação do blog, a criação do Facebook da CTC/F, uma estratégia de divulgação da informação, e de outros processos. Apresenta indicadores de acesso e o grau de satisfação da comunidade acadêmica com a evolução dos meios de disseminação da informação disponibilizados pela biblioteca. Espera-se que este artigo possa servir de parâmetro na utilização das Tecnologias da Informação e Comunicação (TICs) e na possibilidade de aproveitar-se da dinâmica e potencial das redes sociais na geração e fluxos de informação.</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="44">
            <name>Language</name>
            <description>A language of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="69531">
                <text>pt</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
        </elementContainer>
      </elementSet>
    </elementSetContainer>
  </item>
  <item itemId="6031" public="1" featured="0">
    <fileContainer>
      <file fileId="5095">
        <src>http://repositorio.febab.org.br/files/original/49/6031/SNBU2012_170.pdf</src>
        <authentication>e3f730a679d2ad2fb0c9c46fdeae14de</authentication>
        <elementSetContainer>
          <elementSet elementSetId="4">
            <name>PDF Text</name>
            <description/>
            <elementContainer>
              <element elementId="92">
                <name>Text</name>
                <description/>
                <elementTextContainer>
                  <elementText elementTextId="64157">
                    <text>Divulgação de produtos e serviços: páginas, blogues e redes sociais

11 ........

,,

~dc

~

ItWl'I_

..

1I. . .. 1J1~

Trabalho completo

ESTUDO DO USO DO FACEBOOK NA BIBLIOTECA JOSÉ DE
ALENCAR
Carina Volotão 1, Adriana Ornellas 1, Camila da Silva Antunes 1,
Nádia 8ernuci dos Santos 1
Bibliotecária, Universidade Federal do Rio de Janeiro, Rio de Janeiro, RJ

Resumo
Os sites de redes sociais são ferramentas de interação utilizadas por grande
parte do público universitário. Este fato se dá como um avanço da utilização da
internet, principalmente com a chamada Web 2.0. Essas mudanças criaram
paradigmas para o bibliotecário e para as bibliotecas, disponibilizando novas
ferramentas de trabalho e novos meios de disponibilização da informação. O
bibliotecário de referência , que é ponte de mediação entre o usuário e os
recursos informacionais da biblioteca, precisa se adaptar e saber quais
recursos são necessários para atingir esse novo perfil de usuário. Neste
trabalho, procurou-se avaliar a interação da Biblioteca José de Alencar com seu
público através do site Facebook. Utilizando as estatísticas do próprio site, foi
possível verificar a aceitação deste tipo de ferramenta por seus usuários e nos
trouxe novas questões a ser pensada neste sentido.

Palavras-Chave:
Redes sociais na internet; Serviço de Referência virtual ; Facebook; Web
2.0; Bibliotecário de referência.

Abstract
The social networking sites are interactive tools used by much of the
public university.This fact is given as an advancement of Internet use, especially
with the
so-called Web2 .0. These changes
created paradigms for
librarians and libraries, providing new workand new ways of presenting
information. The reference
librarian,
who is mediating bridgebetween the
user and the information resources of the library, must adapt and learn what
resources are needed to achieve this new user profile. In this study, we sought
toevaluate the interaction of José de Alencar Library with your audience through
theFacebook site. Using the site's own statistics, it was possible to verify the
acceptance of such a tool by its users and has brought new issues to be
considered in this regard
Keywords:
Social
networking
sites;
web 2.0; Reference Librarian .

virtual reference

1 Introdução

1863

service; Facebook;

�Divulgação de produtos e serviços: páginas, blogues e redes sociais
Trabalho completo

o tema rede social parece recente e criado a partir de sites específicos
como Orkut, Facebook etc. No entanto, este conceito é bem mais profundo e
parte de estudos antropológicos desde a década de 50. Foram muitas as
transformações proporcionadas pelas TICs (Tecnologias da informação e
comunicação) que têm permitido novas formas de comunicação e interação. O
surgimento das redes sociais virtuais transformou o modo que ocorrem as
trocas e compartilhamentos da informação. Essa nova fase da internet é
chamada Web 2.0. Neste ambiente, o indivíduo interage com o conteúdo
disponível e assim, pode reelaborá-Io, transformá-lo e aprimorá-lo .
Na maior parte dos setores comerciais, o marketing já captou estas
mudanças e cada dia desenvolve novas abordagens para tratar deste público
de maneira a captar suas necessidades, desejos e aspirações, criando assim,
uma forma de relacionamento bastante eficaz considerando estes novos
padrões de interação.
Estas mudanças também oferecem oportunidade para as bibliotecas em
seus mais variados setores: marketing, gestão, comunicação profissional,
atividades relacionadas ao processamento técnico dos materiais, entre outros.
Em nosso caso, iremos enfocar o Serviço de Referência por ser o setor da
biblioteca que interage diretamente com o usuário e é influenciado pelo que
acontece em todos os outros setores.
2 Revisão de Literatura
A internet ué a espinha dorsal da comunicação global mediada por
computadores (CASTELLS, 2010) . Em um primeiro momento, seu uso foi
confuso e trouxe consigo mudanças conceituais nos serviços oferecidos pelas
bibliotecas, porém se tornou como toda tecnologia baseada na internet, um
instrumento valioso para os bibliotecários quando bem empregada pois como
afirma Castells (2003, p. 8)
A internet é um meio de comunicação que permite, pela primeira vez, a
comunicação de muitos com muitos, num momento escolhido, em escala
global. Assim como a difusão da máquina impressora no Ocidente criou o que
MacLuhan chamou de 'Galáxia de Gutenberg', ingressamos agora num novo
mundo de comunicação: a Galáxia da Internet. O uso da Internet como
sistema de comunicação e forma de organização explodiu nos últimos anos
do segundo milênio. ( ... ) A influência das redes baseadas na Internet vai além
do número de seus usuários: diz respeito também á qualidade do uso.
Atividades econômicas, sociais, políticas, e culturais essenciais por todo o
planeta estão sendo estruturadas pela Internet e em torno dela , como por
outras redes de computadores. De fato, ser excluído dessas redes é sofrer
uma das formas mais danosas de exclusão em nossa economia e em nossa
cultura.

Levacov (1997) frisa a importância da Internet afirmando que
vive-se atualmente uma transição tão importante quanto a que o mundo
assistiu com aquela desencadeada pela convergência do uso de tipos móveis
e de papel barato (comparado com o custo do pergaminho) no processo de
produção de livros, jornais, mapas e, por conseguinte, de conhecimento,
quando da passagem do texto manuscrito para o impresso.

1864

�~

a
=

i:

StnoirIltio

NIàoNlck

"1111"_
i1. . ..stlri«l

Divulgação de produtos e serviços: páginas, blogues e redes sociais
Trabalho completo

Anteriormente, a internet oferecia apenas recursos de forma estática,
uma imitação dos recursos tecnológicos que já possuíamos como o livro
impresso e as mídias analógicas. Essa fase ficou conhecida como Web 1.0
onde a função da internet era criar espaços que reproduzem os recursos já
existentes. A web 2.0 (web social) é a evolução desse período onde a internet
é utilizada para o compartilhamento de informações e a criação colaborativa de
seus usuários e está causando uma verdadeira revolução digital, um admirável
mundo novo 2.0 (KEEN, 2009) .
A web 2.0 é a segunda geração de serviços online e caracteriza-se por
potencializar as formas de publicação, compartilhamento e organização de
informações, além de ampliar os espaços para a interação entre os
participantes do processo. A web 2.0 refere-se não apenas a uma
combinação de técnicas informáticas (serviços web, linguagem Ajax, web
syndication, etc) , mas também a um determinado período tecnológico, a um
conjunto de novas estratégias mercadológicas e a processos de comunicação
mediados pelo computador ( PRIMO, 2008)

o gráfico abaixo exemplifica o crescimento do acesso à

internet no Brasil nos

últimos anos:

801}

II

Figura 1: Evolução do número de pessoas com acesso em qualquer ambiente primeiro trimestre de 2009 a primeiro trimestre de 2012 - Brasil.
Fonte: IBOPE, 2012.

Essas mudanças criaram novos paradigmas para o bibliotecário e para
as bibliotecas, disponibilizando novas ferramentas de trabalho e novos meios
de disponibilização da informação. Sendo, provavelmente, "o mais rico
repositório de informações na história humana" (FEITOSA, 2006) e "vem
evoluindo a cada dia, novas funções e usos são acrescentados aos

1865

�B ....,..,
:l!i

~dc-

;:

IiWitt_
1I........ lt~

=

Divulgação de produtos e serviços: páginas, blogues e redes sociais
Trabalho completo

mecanismos de busca, e são utilizados como fontes de informações,
entretenimento, serviços, educação e comunicação entre pessoas" (ROSA,
2008)
Indubitavelmente, o serviço de referência, que tem como finalidade
"permitir que as informações fluam eficientemente entre as fontes de
informação e quem precisa de informações" (GROGAN, 2001), sendo assim,
justamente o serviço responsável pela interação da biblioteca com o usuário e
que está sendo o serviço que sofre constantemente com essas alterações.
Assim, serviços que antes eram prestados apenas de forma tradicional
pela biblioteca passaram a ser oferecidos de forma virtual pela web, como por
exemplo, consulta ao acervo da biblioteca, solicitação de empréstimo entre
bibliotecas, pedido de cópias, COMUT entre outros serviços (CARVALHO,
LUCAS , 2009).
Siqueira (2010) conceitua o serviço de referência virtual como "aquele
que através da interface da rede virtual permite a interação entre o profissional
da informação e o usuário, disponibilizando recursos a partir da tecnologia
comunicacional da Rede fora do ambiente da biblioteca física ." Portanto, o uso
de redes sociais virtuais faz parte da interação do bibliotecário de referência
com o usuário na plataforma via web.
Além disso, a biblioteca precisa ter uma postura pró-ativa e ir ao
encontro do usuário. Essa filosofia ilustra a função das redes sociais nas
bibliotecas: facilitar o acesso do usuário à informações úteis. Nesse ponto , as
redes sociais virtuais ganham atenção pois dinamizam a capacidade de
interação entre as pessoas e, no contexto da biblioteca, a comunicação com o
usuário. Costa (2008) ao tratar sobre os novos conceitos surgidos com o
advento da internet, enfatiza que
Tal revolução acabou por provocar uma mudança determinante na forma de
interação entre os indivíduos, no modo como cada um poderia interagir e
estar em contato com outros ao seu redor. É isso que vivenciamos hoje, com
o surgimento do ciberespaço, a multiplicação das ferramentas de colaboração
online, as tecnologias de comunicação móvel integrando-se às mídias
tradicionais, etc.

Antes dos sites de redes SOCiaiS, esta forma de interação já era a
denominação de uma teoria e metodologia para o estudo relacional dos
padrões de sociabilidade desde a década de 30, com Jacob Moreno. Uma
definição básica de rede social pode ser "um sistema de nodos ou elos, uma
estrutura sem fronteiras ; uma comunidade geográfica ou não; um sistema de
apoio ou um sistema físico que se pareça com uma árvore ou rede"
(MARTELETTO, 2001). Com a evolução e popularização das TICs, a maneira
de interação também se alterou, principalmente no ambiente virtual e foram
criados novos espaços de comunicação das mais variadas formas e objetivos
de uso (ainda nem tanto conhecidos), os sites de redes sociais representam
um deles.
Para tratar dos sites de redes sociais podemos considerá-los como
agrupamentos virtuais compostos por interações sociais. Recuero (2011)
aponta que este tipo de estudo é capaz de revelar os padrões das conexões

1866

�Divulgação de produtos e serviços: páginas, blogues e redes sociais

li
~ """"'"
IQooft.IJd~

:

Trabalho completo

=::~:-riM

existentes no ciberespaço e os define como" Site que foca a publicização da
rede social dos atores" .
A emergência destes sites aponta novas maneiras de se relacionar nos
ambientes virtuais. Para Recuero (2011) os sites de redes sociais não são
exatamente um elemento novo, e sim as consequências das apropriações das
TICs pelos atores sociais.

3 Materiais e Métodos
Nos últimos anos, o Facebook se popularizou de forma avassaladora,
sendo também a rede social com maior número de usuários do mundo
(BRAGANÇA, 2010) e "o Brasil é um dos países em que as redes sociais são
mais utilizadas e o público é considerado jovem , entre 15 e 29 anos, é líder de
acesso WWW e de aderência aos perfis em sites de relacionamento."
(CANELAS; VALENCIA, 2012). Este site de rede social apresenta recursos de
interação e seus indicadores, por isso, foi utilizado os recursos do próprio site
aliados com a literatura recente que aborda sua evolução.
Percebendo a maior interação com os usuários a partir do uso de redes
sociais virtuais, a Biblioteca José de Alencar criou um perfil na rede social
Facebook. Num primeiro momento, optou-se pela criação de um perfil de
usuário comum, por seu caráter mais ativo e que permitia que os
administradores da conta entrassem em contato com os alunos diretamente,
participando do grupo formado por eles no Facebook da própria faculdade .
Após seis meses utilizando esta forma de contato, o Facebook passou a
oferecer novas ferramentas para páginas institucionais, o que pareceu
interessante a BJA acompanhar. Assim, o perfil foi migrado para uma página, o
que permite maior acesso às estatísticas da interação da rede social com
nosso público alvo .

a

Blbllat_

~ &lt;kIAIe.-~

Unta:;o do t.o;napo ..

~

-

~'aq

__ -

J ..,curtJu

~-..,..""'!

._.

~ ~:~n.:u.• U""I""11_.~"_

-.':J 599

-".J

4 Resultados Parciais
A interação da página alcançou um desempenho muito maior entre os
usuários do que o perfil, como poder ser visto nas estatísticas de crescimento
da página. O indicador "Pessoas falando sobre isso" quantifica as pessoas que
criaram históricos a partir das publicações compartilhadas pela página da

1867

�Divulgação de produtos e serviços: páginas, blogues e redes sociais
~

5f:mlnirio

~

MMIIonIIde:

Trabalho completo

~ ~:':,~7~.

biblioteca, ou seja, sempre que alguém curtir, comentou, compartilhou,
respondeu ou perguntou algo, respondeu à um evento, mencionou a página ou
a marcou em uma foto. O indicador "Alcance total da semana" indica o número
exato de pessoas que visualizaram qualquer conteúdo da página .

l......

ttlSta . . . .

IStJo,_ 1

T. . . . _'"'"""··

599 • • 1

*q,'

174.461 .~,.

--/

- ,. "'" --,..--

.....,~

;'

O Facebook fornece algumas possibilidades de gerar estatísticas, como
quem é o usuário que acessa a página . Isso é uma grande ferramenta para
termos uma idéia de quem é o usuário que acessa a internet e interage nas
redes sociais com a biblioteca e pode ser objeto de estudo para futuras
tomadas de decisões.

....""'1

c.iot&gt;des'

Idl...... '

~ -.-

"D RkI~JMw.

s:I9 ..."'p.&amp;c( ..... t

3 t.w... UnIdo. 11&amp; ....... '"

~

ZII 10Qlõ0 (mil,

de ~ns\J

, _Ufado

20 'r.iadt

I Koo\on4.f

l i ~d.""""'~Jad~_

' l'arbigli

I. ~

9

S501ioolJjo,

...

I'.I04.Joo_

""""' (TI"""'"

lç.lQII.lba""l~

1 ...

, g.~-

~

1_!Nol

l~ l

J. ~ (l/o!1Uf")
41lliano

S50lok do "",... !!Io do
Itaio ·

1868

...

;J

e..anJ.oI

�Divulgação de produtos e serviços: páginas, blogues e redes sociais
i&amp;

Trabalho completo

_ . ._... .
StnIiNrio

a Nadonal dc
= Itllllo'_
=.... \."UMHnl IIlW

o pagina é utilizada como veículo de comunicação de informes da
biblioteca, como mudanças no horário e serviços e produtos oferecidos e para
compartilhamento de assuntos relevantes do escopo da área de Letras como
notícias sobre lançamentos de livros, sobre autores e personalidades do
universo literário. Além disso, a página reproduz os links das publicações do
blog da biblioteca. Na imagem abaixo, a divulgação do texto de uma aluna
publicado no blog que foi replicada na página do Facebook.

o tAl&gt;tQr CI'It ficQollI~1'Il41&gt;O pelo ~)&lt;\5nl ~ 1l1, ~ I ""....krido.."
'..... polbnic.a por CiltlSll do outro. otim...... or,.., "..Ihor
d!u!n&lt;Io. A dwI~D d. um GI~ de RI 17O mil ""ra D I~~r
c..oo.J Q P&lt;!flsadoor P'" wr ~ d. FeIfiI do LM. d&lt;&gt; Demo
GoPa.;......... no !!lo (l:J~n4t &lt;lo gul, ~od... mu !II"lJO,

...

~"",II"""'-w2llU,O'/Q"''''''._

.."_ J

_1I.oiIna_ .........

~JoO;At~MOSCAIHI'*"'da

_Ja&lt;idc"""',",,~,.....

D

O;rt.r

5 Considerações Finais
Na primeira semana de migração do perfil para a página, já aconteceu
automaticamente sua divulgação aos 'amigos' que constavam no perfil. Posts
novos trouxeram novas opções 'Curtir' e ' Pessoas falando sobre isso'. Este
aumento dos indicadores demonstra a aceitação positiva por parte dos
usuários. Por isso, fica evidente que o trabalho de responder comentários,
postar links ou informações relevantes deve ser rotineira para o bibliotecário de
referência. E este constitui o grande desafio para a biblioteca universitária:
incorporar em suas atividades básicas, as novas formas de interação.

1869

�Divulgação de produtos e serviços: páginas, blogues e redes sociais
Trabalho completo

6 Referências
BRAGANÇA, R. Patrício R e V. Facebook: rede
http://bibliotecadigital.ipb.ptlbitstream/l O198/3584/l/l18.pdf

social

e

educativa?

CANELAS, Lygia Luiza Cordon ; VALENCIA, Maria Cristina Palhares. O Twitter
como disseminador de informação e conteúdo digital em bibliotecas públicas.
CRB-8 Digital, São Paulo, v. 5, n. 1, p. 22-32, jan. 2012. Disponível em : &lt;
http://revista .crb8.org .br/index.php/crb8d ig ital/article/viewF ile/67/69&gt; . Acesso em
03 jan . 2012 .
CARVALHO , Lidiane dos Santos; LUCAS, Elaine R. de Oliveira. Serviço de
Referência e informação: do tradicional ao on line. In: CINFORM , 9., Salvador, BA,
2009. Anais. Bahia: UFBA, 2009.
CASTELLS, Manuel. A galáxia da Internet: reflexões sobre a internet, os
negócios e a sociedade. Rio de Janeiro: Zahar, 2003.
CASTELLS, Manuel. A sociedade em rede . 13. ed . São Paulo: Paz e Terra, 2010.
COSTA, Rogério da. Por um novo conceito de comunidade: redes sociais,
comunidades pessoais, inteligência coletiva. In: ANTOUN , Henrique (Org .). Web
2.0: participação e vigilância na era da comunicação distriuída. Rio de Janeiro:
Mauad X, 2008.
FEITOSA, Ailton . Organização da informação na web: das tags à web
semântica . Brasília: Thesaurus, 2006. (Estudos avançados em Ciência da
Informação, v. 2)
GROGAN , Denis. A prática do serviço de referência . Brasília, DF: Briquet de
Lemos 1 Livros, 2001 .
IBOPE. Internet no Brasil supera a marca de 80 milhões de pessoas. Disponível
em:
&lt;htlp://www.ibope.com.br/calandraWeb/servletlCalandraRedirect?temp=5&amp;proj=Portall
BOPE&amp;pub=T&amp;db=caldb&amp;comp=lnternet&amp;docid=DDA7A78D9195CE3483257A 1A0065
07CO&gt; . Acesso em: 11 jun . 2012.
KEEN , Andrew. O culto do amador: como blogs, MySpace, Vou tube e a pirataria
digital estão destruindo nossa economia, cultura e valores. Rio de Janeiro: Zahar,
2009.
LEVACOV, Marília. Bibliotecas virtuais: (r)evolução? Ciência da Informação,
Brasília, v. 26, n. 2, maiolago. 1997.

1870

�Z
~

=

=.

Divulgação de produtos e serviços: páginas, blogues e redes sociais
Stmórltrio
NaooNldc:
IibJitll(..tf.

Trabalho completo

,",iw&lt;'~1MIs

°

PRIMO , Alex.
aspecto relacional das interações na Web 2.0. In: ANTOUN ,
Henrique (Org.). Web 2.0: participação e vigilância na era da comunicação
distriuída . Rio de Janeiro: Mauad X, 2008.
ROSA, Anelise. Biblioteca 2.0: aplicabilidade de ferramentas web 2.0 em
bibliotecas.
2008.
Monografia
(Biblioteconomia)Disponível
em :
&lt;http://rabci.org/rabci/sites/defaul t/files/ROSA Anelise.pdf&gt; . Acesso em 25 mar. 2012.
RECUERO, Raquel. Redes sociais na internet. 2.ed . Porto Alegre: Sulina, 2011 .
SIQUEIRA, Jéssica Camara. Repensando o serviço de referência : a possibilidade
virtual. Ponto de Acesso , Salvador, v. 4, n. 2, set. 2010.

1871

�</text>
                  </elementText>
                </elementTextContainer>
              </element>
            </elementContainer>
          </elementSet>
        </elementSetContainer>
      </file>
    </fileContainer>
    <collection collectionId="49">
      <elementSetContainer>
        <elementSet elementSetId="1">
          <name>Dublin Core</name>
          <description>The Dublin Core metadata element set is common to all Omeka records, including items, files, and collections. For more information see, http://dublincore.org/documents/dces/.</description>
          <elementContainer>
            <element elementId="50">
              <name>Title</name>
              <description>A name given to the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51396">
                  <text>SNBU - Edição: 17 - Ano: 2012 (UFRGS - Gramado/RS)</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="49">
              <name>Subject</name>
              <description>The topic of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51397">
                  <text>Biblioteconomia&#13;
Documentação&#13;
Ciência da Informação&#13;
Bibliotecas Universitárias</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="41">
              <name>Description</name>
              <description>An account of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51398">
                  <text>Tema: A biblioteca universitária como laboratório na sociedade da informação.</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="39">
              <name>Creator</name>
              <description>An entity primarily responsible for making the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51399">
                  <text>SNBU - Seminário Nacional de Bibliotecas Universitárias</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="45">
              <name>Publisher</name>
              <description>An entity responsible for making the resource available</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51400">
                  <text>UFRGS</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="40">
              <name>Date</name>
              <description>A point or period of time associated with an event in the lifecycle of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51401">
                  <text>2012</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="44">
              <name>Language</name>
              <description>A language of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51402">
                  <text>Português</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="51">
              <name>Type</name>
              <description>The nature or genre of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51403">
                  <text>Evento</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="38">
              <name>Coverage</name>
              <description>The spatial or temporal topic of the resource, the spatial applicability of the resource, or the jurisdiction under which the resource is relevant</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51404">
                  <text>Gramado (Rio Grande do Sul)</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
          </elementContainer>
        </elementSet>
      </elementSetContainer>
    </collection>
    <itemType itemTypeId="8">
      <name>Event</name>
      <description>A non-persistent, time-based occurrence. Metadata for an event provides descriptive information that is the basis for discovery of the purpose, location, duration, and responsible agents associated with an event. Examples include an exhibition, webcast, conference, workshop, open day, performance, battle, trial, wedding, tea party, conflagration.</description>
    </itemType>
    <elementSetContainer>
      <elementSet elementSetId="1">
        <name>Dublin Core</name>
        <description>The Dublin Core metadata element set is common to all Omeka records, including items, files, and collections. For more information see, http://dublincore.org/documents/dces/.</description>
        <elementContainer>
          <element elementId="50">
            <name>Title</name>
            <description>A name given to the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="64149">
                <text>Estudo do uso do facebook na Biblioteca José de Alencar.</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="39">
            <name>Creator</name>
            <description>An entity primarily responsible for making the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="64150">
                <text>Volotão, Carina; Ornellas, Adriana; Antunes, Camila da Silva; Santos, Nádia Bernuci dos</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="38">
            <name>Coverage</name>
            <description>The spatial or temporal topic of the resource, the spatial applicability of the resource, or the jurisdiction under which the resource is relevant</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="64151">
                <text>Gramado (Rio Grande do Sul)</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="45">
            <name>Publisher</name>
            <description>An entity responsible for making the resource available</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="64152">
                <text>UFRGS</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="40">
            <name>Date</name>
            <description>A point or period of time associated with an event in the lifecycle of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="64153">
                <text>2012</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="51">
            <name>Type</name>
            <description>The nature or genre of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="64155">
                <text>Evento</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="41">
            <name>Description</name>
            <description>An account of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="64156">
                <text>Os sites de redes sociais são ferramentas de interação utilizadas por grande parte do público universitário. Este fato se dá como um avanço da utilização da internet, principalmente com a chamada Web 2.0. Essas mudanças criaram paradigmas para o bibliotecário e para as bibliotecas, disponibilizando novas ferramentas de trabalho e novos meios de disponibilização da informação. O bibliotecário de referência, que é ponte de mediação entre o usuário e os recursos informacionais da biblioteca, precisa se adaptar e saber quais recursos são necessários para atingir esse novo perfil de usuário. Neste trabalho, procurou-se avaliar a interação da Biblioteca José de Alencar com seu público através do site Facebook. Utilizando as estatísticas do próprio site, foi possível verificar a aceitação deste tipo de ferramenta por seus usuários e nos trouxe novas questões a ser pensada neste sentido.</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="44">
            <name>Language</name>
            <description>A language of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="69530">
                <text>pt</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
        </elementContainer>
      </elementSet>
    </elementSetContainer>
  </item>
  <item itemId="6030" public="1" featured="0">
    <fileContainer>
      <file fileId="5094">
        <src>http://repositorio.febab.org.br/files/original/49/6030/SNBU2012_169.pdf</src>
        <authentication>0aceaba5ff10fbc23915cb73972ef412</authentication>
        <elementSetContainer>
          <elementSet elementSetId="4">
            <name>PDF Text</name>
            <description/>
            <elementContainer>
              <element elementId="92">
                <name>Text</name>
                <description/>
                <elementTextContainer>
                  <elementText elementTextId="64148">
                    <text>Divulgação de produtos e serviços: páginas, blogues e redes sociais
Trabalho completo

@BIBIOBELAS: A EXPERIÊNCIA DA BIBLIOTECA DA ESCOLA DE
BELAS ARTES DA UFMG NO TWITTER
Sabrina Rodrigues Fonseca 1, Carlos Henrique de Magalhãe~
1 Bacharel em Biblioteconomia, bibliotecária da Escola de Belas Artes da UFMG, Belo Horizonte, MG
2

Pós-graduando em Gestão Estratégica de Negócios, bibliotecário da Companhia de Saneamento do
Estado de Minas Gerais, Belo Horizonte MG

Resumo

o presente trabalho mostra a criação do Twitter da Biblioteca de Belas Artes
da UFMG que nasceu da necessidade de atender a demanda da hemeroteca
que não estava sendo atendida no modelo tradicional. Incialmente,
estabeleceu-se uma metodologia de estudo que avaliou o potencial do Twitter
como uma ferramenta de trabalho nas bibliotecas, sendo sua inserção o inicio
das atividades da Biblioteca 2.0 na biblioteca de Belas Artes. Traçam-se e
avaliam-se os potencias de ações das bibliotecas nas redes sociais e
descreve-se o surgimento de um novo tipo de usuário. Mostra-se como é feita
a avaliação e seleção de informações para serem postadas no Twitter. Os
resultados parciais apontam que o Twitter atende de forma satisfatória a
necessidade da biblioteca e da comunidade, pois divulga e agrega
informações para um público mais abrangente interessado nos assuntos
tratados pelo perfil.
Palavras-chaves: Twitter; Biblioteca 2.0; Web 2.0.

Abstract
This paper reports on the Twitter profile that the School of Arts (Federal
University of Minas Gerais) has developed to meet the demand that was not
met by the traditional newspaper archive. A methodology was first developed
to assess the potential of introducing Twitter as a working tool in libraries and
as an initial mechanism to introduce the School of Arts in the Library 2.0
scenario. The analysis focuses on (i) the potential of actions that libraries have
available while operating with social networks (i i) and the new type of users
that emerge from the use of technology. It also shows how information is
assessed and selected to be posted on Twitter. The partial results point out
that Twitter meets both library's and community's demands. It serves to spread
and aggregate information to a more comprehensive audience that is
interested in the School of Arts profile on Twitter.
Keywords: Twitter; Library 2.0; Web 2.0.

1849

�Trabalho completo

1 Introdução
Em nosso mundo cada vez mais integrado, onde os meios de comunicação e,
em especial , a Internet atenuam fronteiras e permitem o acesso a notícias, imagens
e inúmeros conteúdos em tempo real , o volume de informação disponível cresce
vertiginosamente. Para o acesso à informação e o seu uso - pessoal ou profissional
- , é indispensável um cuidadoso trabalho de identificação e seleção de conteúdos
relevantes e adequados à necessidade de informação a ser atendida.
São incontáveis as fontes de informação disponíveis atualmente, sejam elas
impressas ou digitais. Orientar-se em meio a tantos conteúdos e formatos e
encontrar a informação desejada tem se tornado tarefa árdua para indivíduos e
organizações (i.e., "usuários") que nela buscam suporte para o desenvolvimento de
atividades profissionais, acadêmicas e pessoais.
No caso específico da disseminação da informação contemplada pelo acervo
físico e digital de uma biblioteca, verifica-se que essa é uma tarefa de competência
dos profissionais bibliotecários, em especial aqueles envolvidos no serviço de
referência. Tradicionalmente, essa tarefa é desenvolvida via meios impressos e de
forma presencial, ou seja, a seleção e aquisição de fontes, bem como a
disseminação da informação, são planejadas e executadas a partir de materiais
bibliográficos impressos: livros, folhetos , catálogos, obras de referência etc. O
serviço de referência, por sua vez, tem sido realizado através do atendimento
presencial aos usuários. Solução de dúvidas em relação ao uso do acervo e
orientação à pesquisa e normalização de trabalhos científicos, entre outras
questões, são demandas atendidas presencialmente , havendo interação em tempo
real entre usuário e bibliotecário.
Em sua origem , as bibliotecas foram idealizadas como meros repositórios de
conhecimento e materiais bibliográficos, constituindo-se em "símbolos de poder e
acúmulo de conhecimento para uma pequena elite" (RIBEIRO, 2008 , p. 31). As
funções educativas e informativas não constavam do rol de objetivos e papéis a
serem desempenhados por aquelas instituições. No entanto, ao longo de sua
história, as bibliotecas assumiram gradativamente o papel de instituições voltadas à
democratização do acesso à informação e conhecimento, acompanhando a
evolução social de seu meio ambiente e das tecnologias de comunicação e
informação.
Souza (2011, p.25) organizou o papel da biblioteca em três momentos ao longo
da história, sendo que no terceiro período, contemporâneo , a biblioteca utiliza a
informação no suporte digital, pensada como uma nova estratégia para a
recuperação das informações. Os documentos se encontram on-Iine, e a biblioteca
deixa de ser apenas um espaço físico. Surge biblioteca 2.0.
A biblioteca 2.0 muda a forma de interação com o usuário ao criar mecanismos e
produtos dinâmicos por natureza, ação e abrangência (Cunha, Jesus, 2012).
Surgem , assim , novas possibilidades de desenvolvimento de serviços e produtos
para as bibliotecas, não só com vistas à divulgação de seus serviços e de seu
acervo , mas também com vistas à interação com a comunidade usuária e a oferta de

1850

�Divulgação de produtos e serviços: páginas, blogues e redes sociais
Trabalho completo

informações extra-acervo, ou seja, informações que encontram-se além da coleção
física ou digital mantida pela biblioteca.
Em sintonia com as transformações no papel e na atuação das bibliotecas, o
profissional bibliotecário deixou de ser um "guardião de livros" para assumir a função
de provedor de informação, facilitando e intermediando a relação entre usuários e
suas necessidades informacionais.
Ao longo do presente artigo, conceituaremos a Web 2.0, as redes sociais e o
Twitter, bem como descreveremos nossa experiência no Twitter, apresentando os
objetivos, a metodologia e, ainda, os resultados alcançados com a nossa
participação na referida rede social.
1.1A biblioteca da Escola de Belas Artes: um breve histórico
A Biblioteca da Escola de Belas Artes da Universidade Federal de Minas Gerais
(EBA/UFMG), fundada em 1965 e oficialmente nomeada "Biblioteca Prof. Marcelo de
Vasconcellos Coelho", é uma das poucas bibliotecas especializadas em artes
plásticas e visuais em nosso país, sendo referência para pesquisadores, estudantes
e interessados nessas áreas. Seu acervo conta atualmente com cerca de 24 mil
itens catalogados entre livros, obras de referência , monografias, periódicos,
catálogos de exposições, teses, dissertações, reproduções de obras de arte, fitas
VHS, conjunto de peças, OVOs, COs etc.
Os principais assuntos tratados em seu acervo são as artes plásticas e visuais
em suas diversas manifestações, como pintura , desenho, escultura, fotografia,
gravura , cerâmica, cinema , artes gráficas, cinema de animação, artes digitais,
design, moda, dança, teatro e suas áreas correlatas. O acervo da Biblioteca da
EBA/UFMG possui ainda vasto material sobre conservação e restauração de obras
de arte e bens culturais móveis, patrimônio histórico e cultural, artistas plásticos,
cineastas, fotógrafos, estilistas, bailarinos, coreógrafos, designers e atores
brasileiros e estrangeiros.
Além dos suportes informacionais já citados, a Biblioteca da EBA/UFMG possui
uma extensa hemeroteca composta de aproximadamente 1.600 pastas de recortes
de periódicos nacionais, abrigadas em arquivo móvel em sua sala de multimeios e
materiais especiais. Entre as centenas de assuntos que compõem a hemeroteca,
destacamos os seguintes pela sua expressiva demanda de uso:
a. artistas plásticos brasileiros e estrangeiros (e.g ., pintores, escultores,
desenhistas, fotógrafos, ilustradores, artesãos e ceramistas) ;
b. diretores e produtores de cinema brasileiros e estrangeiros;
c. cinema de animação e artes digitais;
d. moda;
e. patrimônio cultural ;
f. patrimônio histórico;
g. festivais de cinema nacionais e internacionais;
h. história e crítica de arte;
i. filmes e documentários nacionais e estrangeiros;
j . diretores e produtores de teatro ;
k. salões e bienais de arte nacionais e estrangeiros;

1851

�Divulgação de produtos e serviços: páginas, blogues e redes sociais
Trabalho completo

I.

festivais de teatro nacionais e estrangeiros.

A hemeroteca da Biblioteca da EBAlUFMG começou a ser formada em 1965,
diante da escassez de materiais e fontes de informação sobre artes disponíveis em
língua portuguesa no mercado livreiro e informacional brasileiro, Atualmente, a
hemeroteca reúne em sua coleção milhares de recortes de jornais com o objetivo de
minimizar as carências de seu acervo em relação a informações atualizadas sobre
artistas e eventos na área de artes plásticas e visuais e áreas correlatas. Essa
coleção de recortes de jornais tem ainda como objetivo suprir as necessidades
informacionais de usuários (i.e., discentes, docentes e pesquisadores) no que diz
respeito a assuntos ou artistas que ainda não se encontrem representados em seu
acervo geral ou que possuam pouca representatividade nesse acervo em relação à
sua demanda de pesquisa .
Os recortes encontram-se organizados em pastas suspensas, devidamente
sinalizadas e dispostas em ordem alfabética de assuntos e suas subdivisões, às
quais os usuários têm acesso mediante a orientação e acompanhamento de
funcionários da Biblioteca da EBA/UFMG, Grande parte desse material apresenta-se
em condições precárias - rasgado, sujo, amassado - devido ao seu constante
manuseio e à forma inadequada de armazenamento. A ausência de climatização
adequada constitui-se em mais um fator da deterioração dos recortes.
Diante das condições precárias de armazenamento e a saturação do espaço
físico destinado à hemeroteca, optou-se pela sua descontinuação e substituição pelo
@bibliobelas. A substituição das pastas de recortes com notícias e conteúdos na
área de artes pela postagem dessas mesmas notícias e conteúdos em formato
digital via Twitter caracterizou-se no objetivo principal da criação do @bibioBelas.
O presente trabalho relata a experiência da Biblioteca da EBA no Twitter,
apresentando uma breve revisão de literatura do universo 2.0, e, ainda , as
aplicações específicas do Twitter para bibliotecas. Em seguida , apresenta-se o
Twitter da Biblioteca da EBA, a metodologia aplicada às postagens, os resultados
alcançados até o momento e a conclusão de tal experiência .

2 O mundo 2.0: Web, biblioteca, bibliotecários e usuários
Para melhor vislumbrarmos as aplicações possíveis do Twitter para bibliotecas, é
necessário conhecermos o contexto maior de seu surgimento, a Web 2.0 e suas
implicações no processo de criação, localização, armazenamento e acesso à
informação.
O termo "Web 2.0" foi primeiro comunicado, conceituado e popularizado por Tim
O'Reilly e Dale Dougherty, da O'Reilly Media, em 2004 para descrever as novas
tendências e os novos modelos de negócios para que as companhias mantivessem
a competividade no cenário econômico. Os criadores do termo Web 2.0 argumentam
que todas as empresas deveriam ter certas características em comum, como: ser
colaborativas por natureza, interativas e dinâmicas.
A Web 2.0 não é uma Web de publicação textual, mas uma Web de
comunicação multissensitiva (MANESS, 2006, p.1). A Web 2.0 é uma matriz de
diálogos, e não uma coleção de monólogos.

1852

�Divulgação de produtos e serviços: páginas, blogues e redes sociais
Trabalho completo

Atualmente, a Web 2.0 configura-se como um canal pelo qual flui uma grande
quantidade de práticas sociais, culturais, políticas e econômicas, Lidamos com um
novo conceito de network ou de rede social : antes as pessoas estavam ligadas pelos
laços de vizinhança, parentesco, espaço social ou de convívio no trabalho ou estudo
(CANELAS; VALÊNCIA, 2012 , p,24) , Hoje o espaço social está reestruturado para
se tornar um espaço interativo, de trocas, de criação e geração de ide ias e
conceitos, além de armazenamento de informações, tornando-se uma importante
ferramenta de colaboração entre os participantes do mundo digital on-line e com
repercussão na vida off-line.
Nesses espaços de expressão e recepção livre de dados, informações,
conhecimentos e saberes, a Web 2,0 agora são multimídias (BLATMAN; SILVA,
2007, p.192) Assim, a Web 2.0 possibilita diversas novas leituras em função de sua
característica não linear. Essa flexibilidade na leitura permite a construção de novos
saberes, bem como a uma maior interação entre parceiros e a criação de novos
parceiros de trabalhos.
Por fim , deve-se considerar a Web 2.0 como uma plataforma aberta, dinâmica e
colaborativa na qual incide total interação entre seus atores (os chamados lautores)
e a rede. Há um estímulo à utilização de inteligência coletiva, a partir das
características interativas dos aplicativos, tornando-os mais ativos na criação, no uso
de links remissivos e nas atividades exercidas pelos internautas.
Diante da nova concepção de Web, tanto as bibliotecas quanto os bibliotecários,
precisam acompanhar essa evolução tecnológica de espaços cada vez mais
interativos, nos quais os usuários, ao lado dos bibliotecários, possam criar e
modificar conteúdos em ambientes digitais.
A Biblioteca 2.0 tem sua natureza dinâmica, centrada no usuário, pratica o
compartilhamento de informações, na construção de saberes múltiplos e no
atendimento on-line.
Para atender a essa nova demanda, as bibliotecas oferecem novos serviços, como
(Vieira , Carvalho,Lazzrin,2008, p.6):
a, mensagens síncronas;
b. streaming media ;
c. blogs e wikis;
d. rede sociais;
e. tagging;
f. RSS feeds ; e
g, Mashups,

Esses novos serviços propiciaram uma quebra de padrões de trabalho nas
bibliotecas, levando Michael Casey (2005, p.1) a cunhar, em seu blog
http://www.librarycrunch .com. a expressão biblioteca 2,0 (Library 2,0)
A biblioteca 2,0 não consiste apenas em uma biblioteca física , com livros nas
estantes, mas também em uma biblioteca que existe no ciberespaço e é formada por
uma rede de pessoas que se agrupam em comunidades com interesses em comum
e com propósito de compartilhar informações, conteúdos, documentos. É nesse

1853

�Divulgação de produtos e serviços: páginas, blogues e redes sociais
Trabalho completo

cenário que o bibliotecário 2.0 atua , fazendo conexões relevantes entre dados e
informações com sua comunidade, além de auxiliar as pessoas na resolução de
seus problemas de informação em ambientes digitais.
As técnicas de trabalho do bibliotecário passam a ser essenciais a partir do
momento em que os serviços e produtos oferecidos por bibliotecários respondem às
reais necessidades das comunidades das quais participam , reinventando outras
relações de trabalho e práxis da profissão. Os serviços do bibliotecário 2.0 têm na
"desordem digital" boas oportunidades para filtrar, organizar e categorizar (taggings ,
RSS feeds) as informações para posterior utilização pelos usuários, além de
estabelecer um vínculo participativo com as comunidades (blogs, wikis , redes
sociais) e com as pessoas no desenvolvimento de novos serviços (mensagens
síncronas, streaming media) .
Enquanto peça fundamental para a divulgação e o acesso ao conhecimento, a
biblioteca deve estar atenta à evolução das tecnologias de informação e às diversas
ferramentas de comunicação e interação disponíveis na Web . Desenvolver
competências e habilidades para lidar com as novas tecnologias passa a ser
questão de sobrevivência para a atuação dos profissionais e instituições
bibliotecárias.
Mais que conhecê-Ias, ou simplesmente saber de sua existência, bibliotecas e
bibliotecários devem acompanhar, conhecer, utilizar, adaptar, avaliar e testar tais
ferramentas no âmbito profissional. Devem enfocá-Ias como novo suporte para
serviços e produtos informacionais já oferecidos em sua instituição e, especialmente,
como possibilidade de criação de novos meios para a disponibilização da informação
e o acesso a ela .
Além da apropriação das novas tecnologias, o entendimento da dinâmica das
redes sociais e o funcionamento da comunidade usuária é essencial para as
bibliotecas. Conhecer a demanda informacional, o comportamento dos usuários e
entendê-los como consumidores e geradores de informação e conteúdos possibilita
maiores chances de corresponder às suas expectativas.
É nesse novo cenário - em que os usuários e leitores interagem com a
informação, deixando de ser apenas receptores passivos de conteúdos - que se cria
o termo lautor, o leitor que se torna autor (Bellei apud Blatman, Silva, 2007, p. 197).
Em outras palavras, o leitor interage, modifica e cria novos conteúdos em contextos
singulares, além de possibilitar o compartilhamento de ideias e ideais na própria
rede para os demais lautores. Dessa forma , crescem e multiplicam-se dados,
informação, conhecimentos e saberes.
Visando acompanhar as novas tecnologias e oferecer serviços atualizados,
bibliotecas públicas, particulares, escolares, universitárias e nacionais possuem
perfis em redes sociais como Facebook e Twitter. No Twitter, as bibliotecas utilizam
suas contas para divulgação dos serviços prestados, avisos relativos a seu
funcionamento , divulgação de novas aquisições, promoção de eventos internos,
entre outros. Trata-se de uma eficiente ferramenta de divulgação de eventos, cursos,
treinamentos, novas aquisições, avisos sobre funcionamento e regras da biblioteca,
informações de interesse da comunidade e ainda de manutenção de um
relacionamento mais próximo entre o bibliotecário e sua comunidade de usuários
(VIGNOLl, TOMAEL, 2011, p.7).

1854

�Divulgação de produtos e serviços: páginas, blogues e redes sociais
Trabalho completo

A utilização de perfis de bibliotecas no Twitter como ferramenta de marketing
caracteriza-se como mais uma funcionalidade do microblog. De acordo com Serafim,
Cunha e Silva (2010 , p. 5) ,
[em) unidades de informação, a aplicação do Twitter pode auxiliar processos como
o marketing bibliotecário. Em um ponto de vista promocional, a veiculação de
notícias, uma das atividades mais comuns no microblog, pode integrar tal
ferramenta ao sítio institucional, ou seja , as informações noticiadas são
anunciadas pelo Twitter com um /ink que direcionará a página na Web da
instituição, promovendo aquele serviço da unidade de informação.

Porém , para além de propósitos institucionais, as bibliotecas têm , ainda, utilizado
o Twitter para comunicação e colaboração interna visando promover a interação
entre sua equipe (FIELDS, 2010, p. 1). A participação da equipe no Twitter permite
aos profissionais compartilhar conteúdos institucionais ou pessoais com os colegas,
estimulando a interação e trocas de ideias.
Para que a biblioteca mantenha ou aumente a atratividade dos seus serviços, é
vital que se adapte aos recursos oferecidos pelas redes sociais. É fundamental que
a biblioteca modele seus serviços de acordo com a demanda e expectativa dos
usuários dessas redes e crie novas aplicações no sentido de interagir com seu
público para melhor compreende-lo enquanto consumidor e gerador de informações.
Enxergar a si mesma como peça atuante na engrenagem da disseminação e
consumo de informação nas redes sociais e explorar as possibilidades de atuação
nessas redes caracteriza-se como mais um recurso para a biblioteca alcançar seu
objetivo na condição de instituição de apoio à criação, disseminação e acesso ao
conhecimento.
Visando à inserção da Biblioteca da Escola de Belas Artes (EBA) da
Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) nas redes sociais, foi criado, em
dezembro de 2010, o perfil no Twitter batizado de @bibliobelas. A escolha do Twitter
como primeira experiência nas redes foi norteada pela própria dinâmica do Twitter,
que, à primeira vista , mostrou-se em sintonia com o objetivo da biblioteca . A
possibilidade de interação extrabiblioteca com os usuários e a postagem de
conteúdos e mensagens breves nos 140 caracteres oferecidos pelo Twitter chamou
a atenção por estar de acordo com uma necessidade da biblioteca . A biblioteca
necessitava substituir as pastas de recortes com notícias e conteúdos na área de
artes, disponibilizada para consulta de alunos, professores, pesquisadores e
usuários em geral, e, após avaliação das possibilidades de substituição das pastas
sem prejudicar atendimento às demandas da comunidade, foi proposta a utilização
do Twitter como meio de trabalho.

3 Twitter
Um minuto é tempo suficiente para derrubar 50 árvores para produzir os
palitinhos usados em refeições orientais. Também é tempo suficiente para tornar
ameaçadas de extinção mais de cinco mil espécies de animais. Mas enquanto parte
do meio ambiente é devastada em pequenas janelas de 60 segundos, milhões de
pessoas por todo o planeta estão ativas nas redes sociais. No Twitter, em um minuto
são publicados 175 mil tuítes. Com 500 milhões de usuários e a impressionante
marca de um bilhão de tuítes a cada cinco dias (RUIC, 2012, p.1), o Twitter caminha
para ser a rede social mais utilizada no mundo. A facilidade em enviar e compartilhar
informações, notícias e links conquistou e conquista usuários pelo mundo.

1855

�Divulgação de produtos e serviços: páginas, blogues e redes sociais
Trabalho completo

o criador do Twitter, Jack Dorsey, tinha uma verdadeira paixão por mensagens
instantâneas. Ele também adorava ler os status de seus amigos no AOL Instant
Messenger e, um belo dia, quis combinar os dois recursos.
A ideia de Jack era que ele gostava de ver as atualizações de status dos amigos,
mas também gostava muito de ter a opção de estar "distante", fazendo algo longe do
teclado. Um software de mensagens instantâneas não permitia isso.
Jack tinha um pager RIM 850, o primeiro dispositivo com e-mail. Ele programou
um sistema no qual poderia mandar um e-mail com seu status para qualquer lugar, o
que, para sua surpresa , funcionou . Ele também podia, em um intervalo regular, ver
sua lista de amigos e obter as atualizações enviadas para o seu endereço de e-mail.
Apesar de a ideia ser inovadora, o número de pessoas em 2001 que tinham
dispositivos móveis do tipo era mínimo. A hora não era certa para tal "revolução". Em
2006, quando ele estava trabalhando para Evan Williams na Odeo, Jack ressuscitou
sua ideia.
Ele combinou os aspectos de cronograma do "Live Journal" com as atualizações
de status dos softwares de mensagem instantânea, mais o conceito de envio geral à
distância.

o Twitter é um microblog, uma rede social mundial, que publica até 140
caracteres por mensagem a partir da pergunta no alto da página "O que está
acontecendo?". A ideia original era "apenas" que as pessoas dessem a essa simples
pergunta uma resposta também (algo trivial como: "Trabalhando", "Vendo filme"). As
mensagens eram incialmente postadas no site Twitter. Logo vieram aplicativos,
sendo essa uma das grandes vantagens do Twitter, pois permite que qualquer
pessoa ou empresa crie seu aplicativo para facilitar seu acesso, Assim , pode-se
atualizar seu status de smartphones, celulares, tablets, notebooks e desktops. Não
demorou muito tempo para aplicativos de fotos , vídeos e geolocalização utilizarem o
Twitter como aplicativo base.
Devido à rápida disseminação dessa ferramenta de comunicação , o Twitter
passou a ser adotado por empresas para a divulgação de suas marcas, por meio de
constantes atualizações, sempre ligando o consumidor em potencial a uma página
em que possa encontrar informações detalhadas sobre o produto ou serviço
oferecido. Ademais, o Twitter tem se mostrado um instrumento eficaz para o
fortalecimento das marcas, uma vez que agrega seguidores que acompanham
diariamente as novidades remetidas pelas empresas.
Os mais diversos meios de comunicação publicam simultaneamente em suas
mídias de origem e no Twitter, apostando na capacidade de repercussão dos
retuites para novos públicos. (RECUERO, ZAGO, 2010, p.76).
Outras instituições também aderiram ao Twitter, como o terceiro setor, partidos
políticos, escolas e faculdades , celebridades e artistas. As bibliotecas, como dito
anteriormente, também estão presentes no Twitter e, a seguir, apresentamos o
Twitter da biblioteca da EBA.

1856

�Divulgação de produtos e serviços: páginas, blogues e redes sociais
Trabalho completo

4 @bibliobelas:

O

Twitter da EBA

A seguir, apresentamos os objetivos, a metodologia e, ainda, os resultados
alcançados de nossa participação na referida rede social.
4.1 Histórico
Criado em dezembro de 2010, o perfil da biblioteca da Escola de Belas Artes da
UFMG foi batizado com o mesmo nome do blog mantido pela biblioteca e, desde o
início, teve como objetivo substituir a pasta de recortes de jornais disponibilizada
pela biblioteca durante vários anos. A substituição visava oferecer conteúdos
atualizados diariamente aos usuários, o que não era possível com o uso da pasta. A
pasta era atualizada duas vezes por semana devido ao tempo necessário para o
trabalho de recorte e colagem dos jornais e, a dimensão própria do jornal impresso maior que a dimensão da pasta - dificultava o manuseio e a leitura dos recortes. O
@bibliobelas visava também atuar como novo canal de comunicação com a
comunidade usuária, através da postagem de avisos e lembretes relativos à
Biblioteca e à Escola.
Durante três décadas, os recortes de jornal foram utilizados pela comunidade
universitária como fonte de pesquisa em assuntos pouco representados ou ausentes
na coleção física da biblioteca e, ainda, como fonte para informações sobre eventos
na área de artes, como exposições, mostras e festivais de cinema e teatro,
lançamentos de livros da área e entrevistas com artistas. Apesar de descontinuada
em meados de 2011, as pastas com os recortes continuam disponíveis na
hemeroteca e somam aproximadamente 1.600 unidades e 250 assuntos.
Atualmente, a hemeroteca é utilizada como fonte de pesquisa histórica,
especialmente por mestrandos, doutorandos e pesquisadores.
4.2 Objetivo
Estabeleceu-se como objetivo do perfil no Twitter funcionar como um agregador
e divulgador de notícias e conteúdos na área de artes, dando visibilidade
especialmente a conteúdos não disponíveis no acervo físico. Buscou-se, assim ,
executar a principal função de uma biblioteca : dar acesso à informação,
independente de sua localização e, especialmente, não se limitando ao seu acervo
físico.
São postados, diariamente, cerca de 10 tuítes, abrangendo notícias da área
publicadas no dia, artigos de periódicos especializados, lançamentos de livros da
área, eventos - exposições, mostras de teatro e cinema, cursos, palestras, oficinas,
festivais - postagens de blogs especializados, avisos e comunicados relativos ao
funcionamento biblioteca e eventos na EBA - defesa de teses e dissertações,
exposições realizadas pelos alunos, entre outros - , além de links para resenhas de
livros adquiridos no mês.
Todos os campos disciplinares da EBA são contemplados com conteúdos
relativos às suas áreas de ensino, pesquisa e extensão . Para facilitar a organização
dos perfis seguidos foram criadas listas incluindo as principais áreas da arte :
cinema , fotografia , artes plásticas, cinema de animação, artes visuais, etc.
As listas reúnem os perfis das áreas de interesse e são acrescidas de novos
perfis à medida que são identificadas e seguidas novas contas. A reunião desses
perfis facilita ao usuário a identificação das contas seguidas pelo @Bibliobelas em

1857

�Divulgação de produtos e serviços: páginas, blogues e redes sociais
Trabalho completo

sua área de interesse. Caso o usuário deseje identificar todos os perfis seguidos da
área de dança, por exemplo , basta acessar a respectiva lista para conhecer, avaliar
e seguir os perfis de seu interesse.
4.3 Metodologia

Após a criação da conta no Twitter, foram pesquisadas contas de bibliotecas na
área de artes visando, além do contato para troca de experiências, ao acesso ao
conteúdo divulgado por elas. Porém , foram localizadas poucas bibliotecas brasileiras
na área, o que reflete o escasso uso do Twitter por essas instituições.
O conteúdo divulgado por essas bibliotecas, ao contrário do Twitter da EBA,
privilegia a disponibilização de informações relativas à própria biblioteca e à
instituição à qual pertence. As informações mais comuns abordam o horário de
funcionamento, normas, eventos gerais da organização em que está inserida e
divulgação de novas aquisições.
Anda com o intuito de aperfeiçoar o acesso aos assuntos de nossa área, foram
pesquisados perfis de escolas, publicações, associações, professores, artistas,
alunos, autores e órgãos governamentais da área , ONGs, coletivos de arte, museus,
galerias de arte, companhias de teatro e de dança, estilistas, editoras, portais, blogs,
festivais e mostras de teatro, cinema e dança, seminários, encontros e congressos
da área. Observa-se que alguns assuntos tradicionalmente pouco representados nos
jornais e publicações impressas, como tipografia , gravura, cinema de animação e
artes digitais, contam com expressiva relevância em perfis do Twitter, sites, blogs e
publicações on-line . Nesse sentido, as fontes de informação digital utilizadas pelo
@bibliobelas abrangem não só a o universo de informações oferecidas pela coleção
física da biblioteca , como também supera a eficácia da pasta de recortes.
Faz-se importante ressaltar, ainda, que a natureza multimídia de tais fontes
oferece ao usuário uma experiência mais interativa e completa com estas, tendo-se
em vista as especificidades de áreas como cinema de animação e artes digitais,
que, por natureza, são mais ricas e eficazes em suportes que permitam a
visualização prática de sua teoria . Lembramos que, obviamente , a mídia impressa
não oferece ao usuário a possibilidade de acessar, visualizar e praticar técnicas de
animação ou, ainda , de criação de trilhas sonoras, entre outras.
Em relação à metodologia para as postagens do @bibliobelas utilizamos os
perfis da área de arte identificados e citados anteriormente como fonte de pesquisa
para identificação de possíveis conteúdos a serem postados em nosso perfil.
Outrossim, jornais locais e nacionais, bem como blogs e periódicos especializados
constituem-se em fontes de pesquisa acessadas diariamente para este mesmo fim .
Visando a postagem diária de links e conteúdos no @bibliobelas estabeleceu-se
a seguinte rotina para localização de conteúdos de interesse:
a. leitura dos tuites mais recentes em nossa timeline ;
b. leitura dos cadernos de arte e cultura de jornais locais e nacionais;
c. leitura do website da UFMG e da EBA/UFMG para identificação de eventos
institucionais;
d. leitura de blogs especializados e atualizados;
e. leitura de convites de eventos e exposições distribuídos a UFMG e na EBA;
f. leitura dos murais de aviso da EBA.

1858

�Divulgação de produtos e serviços: páginas, blogues e redes sociais
Trabalho completo

Os critérios que norteiam a seleção dos conteúdos visam padronizar os posts no
sentido de abranger todas as graduações da EBA e realizar a postagem de, ao
menos, um link diário relacionado com as áreas de conhecimento de tais
graduações,
São eles:
Acesso: apenas conteúdos com acesso livre, ou seja, que não dependam de
assinatura são postados. Quando identificados conteúdos de interesse com acesso
restrito a assinantes buscamos localizar outras fontes de acesso livre que abordem o
mesmo assunto, permitindo, assim, amplo acesso dos seguidores do @bibliobelas
as postagens;
Atualização: apenas conteúdos recentes são postados, atentando-se,
especialmente, para eventos - lançamentos de livros, apresentação de espetáculos
de dança e peças teatrais, palestras, etc. - realizados no dia. Críticas de eventos
recentemente realizados são postadas por agregarem valor aos posts já realizados
sobre os mesmos;
Idioma: privilegiamos conteúdos em português, porém , quando identificados
assuntos de possível interesse em outros idiomas - inglês, espanhol - buscamos
identificar conteúdos em português que abordem tais assuntos;
Suporte: conteúdos que ilustrem teorias das áreas das graduações da EBA, tais
como vídeos, ilustrações, fotografias, animações, etc. - são privilegiados em relação
a conteúdos puramente textuais, uma vez que permitem aos usuários visualizar a
prática de tais teorias;
Ressaltamos que a metodologia aqui exposta não se encontra engessada. A
identificação de novos métodos e critérios que aperfeiçoem a localização e
disseminação de conteúdos serão avaliadas e aplicadas à metodologia ao longo de
tal experiência no Twitter.

6 Resultados parciais
Até o momento, nosso Twitler conta com 401 seguidores, o que poderia ser
considerada uma quantidade pequena dentro da comunidade de usuários da EBA,
constituída, atualmente, por cerca de 1000 pessoas, entre alunos, professores e
funcionários . Porém , como citado anteriormente, na Web 2.0 a comunidade de
usuários de um determinado serviço caracteriza-se como uma comunidade de
interesse, ou seja, reúne pessoas que compartilham interesses comuns, tendo ou
não tais pessoas vínculos locais, educacionais, pessoais ou organizações entre si. O
denominador comum dessas comunidades é o interesse em determinados assuntos
e suas formas de trabalho compartilhado.
A quantidade de retuites - mensagens postadas pelo @bibliobelas e replicadas
pelos seguidores do perfil aos seus próprios seguidores - varia diariamente, sendo
em média 15 retuites diários.
Consideramos os retuites recebidos como
demonstração de que as postagens abordam os interesses informacionais dos

1859

�Divulgação de produtos e serviços: páginas. blogues e redes sociais
Trabalho completo

seguidores. Ressaltamos que os retuites agem como importante instrumento de
divulgação do perfil , uma vez que alcançam potenciais usuários do @bibliobelas.
A interação com os usuários dá-se, ainda , via mentions - ou seja , perguntas e
comentários direcionados especificamente ao perfil da biblioteca da EBA
antecedidos de @bibliobelas. As perguntas mais comuns são sobre o funcionamento
e localização da biblioteca e da EBA e, também , sobre a estrutura dos cursos
oferecidos pela Escola.
Diante disso, pode-se considerar que o objetivo do perfil - oferecer informações
na área de artes além do acervo físico e atuar como um novo canal de comunicação
com a comunidade usuária está sendo cumprido.

7 Conclusão
Nossa sociedade passou por diversas modificações nas mais diversas áreas:
econômicas, trabalhistas, sociais e comportamentais. A informação nunca esteve tão
abrangente e acessível quanto antes. Orientar e mediar pessoas por esse novo meio
é tarefa da biblioteca.
A proposta inicial do uso do Twitter na biblioteca de Belas Artes da UFMG era a
substituição do serviço da hemeroteca. O resultado até o presente momento é
satisfatório, uma vez que o perfil alcançou, até o momento, 401 seguidores,
recebendo retuites diários de suas postagens, além da dinamização do serviço, que
mesmo saiu das estantes e atingiu uma comunidade de interesses real. Os lautores
sobre artes têm no Twitter da biblioteca da EBA um agregador de informações
atualizadas em tempo real , com a vantagem de as informações já terem sido
filtradas por um bibliotecário. Um bom exemplo dessa vantagem é o uso do retuite
pelos seguidores/lautores do perfil , que, ao utilizarem esse recurso do Twitter,
aumentam o alcance das informações e assim multiplicam a utilização do serviço .
A adoção do Twitter está contribuindo para o processo de desterritorialização da
biblioteca. Segundo Castells (2003), a desterritorialização é uma marca da
sociedade pós-moderna , dominada pela mobilidade, pelos fluxos , pelo
desenraizamento e pelo hibridismo cultural. Esse processo faz com que a biblioteca
passe de verdade a atender às comunidades de interesse.
As bibliotecas estão lentamente caminhando para serem Bibliotecas 2.0. Não
são poucas as bibliotecas que se prendem a utilização das redes sociais às
demandas de marketing da biblioteca e de seus serviços. Não se pode ignorar as
inovações e possibilidades de trabalho que a Web 2.0 oferece; portanto, o trabalho
dos bibliotecários deve sempre ser pautado pelo conhecimento e participação em
novas ferramentas e, principalmente, criação de meios cada vez mais eficazes de
comunicação e interação com os usuários.

1860

�Divulgação de produtos e serviços: páginas, blogues e redes sociais
Trabalho completo

Referências
BLATTMANN, Úrsula; SILVA, Fabiano. Couto Corrêa da. Colaboração e interação
na Web 2.0 e biblioteca 2.0. Revista ACB: Biblioteconomia em Santa Catarina ,
Florianópolis, v. 12, n. 2, p. 191-215, jul./dez. 2007. Disponível em : &lt;
http://revista.acbsc.org.br/index.php/racb/article/viewArticle/530 &gt;. Acesso em : 15
fev.2012

CANELAS , Lygia Luzia Cordon ; Valencia , Maria Cristina Palhares. O Twitter como
disseminador de informações e conteúdo digital em bibliotecas públicas. CRB-8
Digital, São Paulo, v, 5, n, 1, p, 22-32, jan , 2012 , Disponível em : &lt;
http://revista.crb8.org .br/index.php/crb8digital/article/view/67 /69 &gt;. Acesso em : 15
fev.2012.

CASEY, Michael. Working Towards a Definition of Library 2,0. Library Crunch , 2005 ,
Disponível em : &lt;
http://www.librarycrunch.com/2005/10/working_towards_a_definition_o.html&gt;.
Acesso em 15. fev. 2012.

CASTELLS, Manuel. A sociedade em rede. 6. ed . rev. ampl. São Paulo: Paz e
Terra, 2002. 698 p. (A era da informação : economia, sociedade e cultura ; v.1)

CUNHA, Murilo Bastos da ; JESUS, Deise Lourenço de. Produtos e serviços da Web
2.0 no setor de referência das bibliotecas. Perspectivas em Ciência da
Informação, v. 1, n. 17, p.110-133, 2012 . Disponível em :
&lt;http://portaldeperiodicos,eci.ufmg .br/index,php/pci/article/view/885&gt;. Acesso em : 01
abr. 2012.

FIELDS , Erin. A unique twitter use for reference services. Library Hi Tech News,
Ann Arbor, v, 6/7 , p. 14-15, 2010. Disponível em : &lt;
http://www.emeraldinsight.com/journals.htm?articleid= 1891645&amp;show=abstract &gt;.
Acesso em : 07 abr, 2012 .

MANESS, Jack M" Teoria da biblioteca 2.0: Web 2,0 e suas implicações para as
bibliotecas. Informação &amp; Sociedade: Estudos, João Pessoa , v. 1, n. 17, p.44-44,
2007. Disponível em : &lt;www.cipedya ,comlWeb/FileDownload ,aspx?IDFile=102055&gt; ,
Acesso em: 15 fev. 2012 .

RUIC , Gabriela. O que acontece nas redes sociais em apenas 60 segundos.
Disponível em : &lt;http://exame,abril ,com ,br/tecnologia/noticias/o-que-acontece-nasredes-sociais-em-apenas-60-segundos&gt; . Acesso em : 28 fev. 2012.

1861

�Divulgação de produtos e serviços: páginas. blogues e redes sociais
Trabalho completo

SOUZA, Larissa Guipson Ferreira de. O uso do Twitter nas bibliotecas
universitárias federais do nordeste brasileiro. 2011 . 64 f. Monografia
(Bacharelado em Biblioteconomia), Departamento de Centro de Ciências Sociais
Aplicadas, Universidade Federal do Rio Grande do Norte, Natal, 2011 .

VIEIRA, David Vernon ; CARVALHO, Eliane Batista de; LAZZARIN , Fabiana
Aparecida . Uma proposta de modelo baseado na Web 2.0 para as Bibliotecas das
Universidades Federais. In : ENANCIB, 9., 2008 , São Paulo. Diversidade cultural e
políticas de informação. São Paulo: Ancib, 2008. p. 1-13. Disponível em :
&lt;http://www.ancib .org .br/media/dissertacao/2053 .pdf&gt; . Acesso em : 15 fev. 2012 .

VIGNOLl , Richele Grenge; TOMAÉL, Maria Inês. Web 2.0: o uso do Flickr,
DeLicio.us, RSS e Twitter em bibliotecas universitárias. In : SEMINÁRIO EM
CIÊNCIA DA INFORMAÇÃO, 4., 2011 , Londrina . p. 1-14. Disponível em : &lt;
http://www.uel.br/eventos/secin/ocs/index.php/secin20 11/secin2011/paper/viewFile/2
1/35&gt;. Acesso em 03 abr. 2012.

RECUERO, Raquel ; ZAGO , Gabriela. "RT, por favor,": considerações sobre a
difusão de informações no Twitter. Revista Fronteiras: estudos midiáticos, Porto
Alegre, v. 2, n. 12, p.69-81 , 2010 . Disponível em:
&lt;http://www.fronteiras.unisinos.br/pdf/88 .pdf&gt; . Acesso em : 01 abr. 2012 .

SERAFIM , Andreza Nadja Freitas; CUNHA, Caio Cesar Delfino da ; SILVA, Marilza
Paulino de Brito. Redes sociais e microblogs em unidades de informação:
explorando o potencial do Twitter, do Ning e do Foursquare como ferramentas para
promoção de serviços de informação. In : ENCONTRO NACIONAL DE
ESTUDANTES DE BIBLIOTECONOMIA, DOCUMENTAÇÃO, GESTÃO, E CIÊNCIA
DA INFORMAÇÃO, 33., 2010, João Pessoa, PB. Anais ... João Pessoa : ENEBD,
2010. Disponível em : &lt;
http://dci. ccsa .ufpb.br/enebd/index.php/enebd/article/view/64&gt; . Acesso em 15 mar.
2012 .

1862

�</text>
                  </elementText>
                </elementTextContainer>
              </element>
            </elementContainer>
          </elementSet>
        </elementSetContainer>
      </file>
    </fileContainer>
    <collection collectionId="49">
      <elementSetContainer>
        <elementSet elementSetId="1">
          <name>Dublin Core</name>
          <description>The Dublin Core metadata element set is common to all Omeka records, including items, files, and collections. For more information see, http://dublincore.org/documents/dces/.</description>
          <elementContainer>
            <element elementId="50">
              <name>Title</name>
              <description>A name given to the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51396">
                  <text>SNBU - Edição: 17 - Ano: 2012 (UFRGS - Gramado/RS)</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="49">
              <name>Subject</name>
              <description>The topic of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51397">
                  <text>Biblioteconomia&#13;
Documentação&#13;
Ciência da Informação&#13;
Bibliotecas Universitárias</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="41">
              <name>Description</name>
              <description>An account of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51398">
                  <text>Tema: A biblioteca universitária como laboratório na sociedade da informação.</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="39">
              <name>Creator</name>
              <description>An entity primarily responsible for making the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51399">
                  <text>SNBU - Seminário Nacional de Bibliotecas Universitárias</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="45">
              <name>Publisher</name>
              <description>An entity responsible for making the resource available</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51400">
                  <text>UFRGS</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="40">
              <name>Date</name>
              <description>A point or period of time associated with an event in the lifecycle of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51401">
                  <text>2012</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="44">
              <name>Language</name>
              <description>A language of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51402">
                  <text>Português</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="51">
              <name>Type</name>
              <description>The nature or genre of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51403">
                  <text>Evento</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="38">
              <name>Coverage</name>
              <description>The spatial or temporal topic of the resource, the spatial applicability of the resource, or the jurisdiction under which the resource is relevant</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51404">
                  <text>Gramado (Rio Grande do Sul)</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
          </elementContainer>
        </elementSet>
      </elementSetContainer>
    </collection>
    <itemType itemTypeId="8">
      <name>Event</name>
      <description>A non-persistent, time-based occurrence. Metadata for an event provides descriptive information that is the basis for discovery of the purpose, location, duration, and responsible agents associated with an event. Examples include an exhibition, webcast, conference, workshop, open day, performance, battle, trial, wedding, tea party, conflagration.</description>
    </itemType>
    <elementSetContainer>
      <elementSet elementSetId="1">
        <name>Dublin Core</name>
        <description>The Dublin Core metadata element set is common to all Omeka records, including items, files, and collections. For more information see, http://dublincore.org/documents/dces/.</description>
        <elementContainer>
          <element elementId="50">
            <name>Title</name>
            <description>A name given to the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="64140">
                <text>@BIBIOBELAS: a experiência da Biblioteca da Escolar de Belas Artes da UFMG no Twiter.</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="39">
            <name>Creator</name>
            <description>An entity primarily responsible for making the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="64141">
                <text>Fonseca, Sabrina Rodrigues; Magalhães, Carlos Henrique de</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="38">
            <name>Coverage</name>
            <description>The spatial or temporal topic of the resource, the spatial applicability of the resource, or the jurisdiction under which the resource is relevant</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="64142">
                <text>Gramado (Rio Grande do Sul)</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="45">
            <name>Publisher</name>
            <description>An entity responsible for making the resource available</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="64143">
                <text>UFRGS</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="40">
            <name>Date</name>
            <description>A point or period of time associated with an event in the lifecycle of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="64144">
                <text>2012</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="51">
            <name>Type</name>
            <description>The nature or genre of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="64146">
                <text>Evento</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="41">
            <name>Description</name>
            <description>An account of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="64147">
                <text>O presente trabalho mostra a criação do Twitter da Biblioteca de Belas Artes da UFMG que nasceu da necessidade de atender a demanda da hemeroteca que não estava sendo atendida no modelo tradicional. Incialmente, estabeleceu-se uma metodologia de estudo que avaliou o potencial do Twitter como uma ferramenta de trabalho nas bibliotecas, sendo sua inserção o inicio das atividades da Biblioteca 2.0 na biblioteca de Belas Artes. Traçam-se e avaliam-se os potencias de ações das bibliotecas nas redes sociais e descreve-se o surgimento de um novo tipo de usuário. Mostra-se como é feita a avaliação e seleção de informações para serem postadas no Twitter. Os resultados parciais apontam que o Twitter atende de forma satisfatória a necessidade da biblioteca e da comunidade, pois divulga e agrega informações para um público mais abrangente interessado nos assuntos tratados pelo perfil.</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="44">
            <name>Language</name>
            <description>A language of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="69529">
                <text>pt</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
        </elementContainer>
      </elementSet>
    </elementSetContainer>
  </item>
  <item itemId="6029" public="1" featured="0">
    <fileContainer>
      <file fileId="5093">
        <src>http://repositorio.febab.org.br/files/original/49/6029/SNBU2012_168.pdf</src>
        <authentication>db14974b9e676624d25a3604ff9d2d0d</authentication>
        <elementSetContainer>
          <elementSet elementSetId="4">
            <name>PDF Text</name>
            <description/>
            <elementContainer>
              <element elementId="92">
                <name>Text</name>
                <description/>
                <elementTextContainer>
                  <elementText elementTextId="64139">
                    <text>Divulgação de produtos e serviços: páginas, blogues e redes sociais
i! """"'"
MaooNlck

~

=

:,

IiWitt.UJ

1I....111~

Trabalho completo

AS MíDIAS SOCIAIS NO SISTEMA DE BIBLIOTECAS DA PUCRIO: UMA EXPERIÊNCIA
Edson Sousa Silva 1
1 Bibliotecário

e Especialista em Gestão da Informação, PUC-Rio, Rio de Janeiro, RJ

Resumo
Apresenta a experiência do Sistema de Bibliotecas da PUe-Rio no uso das
mídias sócias como Blog , Twitter, Facebook e Vou Tube como ferramentas de
comunicação e divulgação de informações com seus usuários. Demonstra como
essas mídias foram utilizadas por seus funcionários e como se deu o processo de
uso nas Bibliotecas da PUe-Rio.

Palavras-Chave:
Mídias sociais; Blog ; Twitter; Facebook; Vou Tube; Sistema de Bibliotecas da
PUe-Rio.

Abstract
It presents the experience of the library system at PUe-Rio in the use
of media partners such
as
Blog , Twitter, Facebook
and YouTube as
tools
for communication and dissemination of information to its users. Demonstrates
how these media were used by its employees and how was the process used in the
Libraries of pue-Rio.

Keywords:
Social Media; Blog ; Twitter; Facebook; Vou Tube; Library System of pue-Rio.

1838

�Divulgação de produtos e serviços: páginas. blogues e redes sociais
i! """"'"
MaooNlck

~

=

:,

IiWitt.UJ
1I....111~

Trabalho completo

1 Introdução
A Internet propiciou a quebra das barreiras de tempo e espaço no que diz
respeito à informação, possibilitando, através da rede mundial de computadores, o
atendimento das demandas informacionais dos usuários de uma biblioteca,
independente do lugar onde ele esteja . Nesse novo ambiente, as bibliotecas
adquirem uma nova dimensão, uma vez que se prioriza o acesso no lugar da posse
e os serviços adquirem uma dimensão muito mais ampla .
Com surgimento da web 2.0 os sites deixaram de ser estáticos e começaram
a interagir com seus usuários/clientes, mudando a forma como as informações são
produzidas e consumidas criando a possibilidade de opinar diretamente sobre o
conteúdo publicado.
A inquietação do pensamento em mídias sociais é algo que pode e/ou precisa
acontecer em qualquer grupo, em qualquer ambiente, seja ele acadêmico, escolar,
corporativo, em clubes, ongs, associações, na insuperável mesa de boteco . Basta
uma provocação, um pouco de noção de realidade, exemplos curiosos e muita
criatividade.

°

Mídias sociais trabalham em ambientes de relacionamentos. Lembrese de todos os relacionamentos perturbados que você teve na vida,
com parentes, com colegas de trabalho, com suas paixões
fulminantes e com seus eternos amores. Você está construindo um
relacionamento com seu público-alvo; serão momentos lindos,
seguidos de brigas épicas, até que a concorrência os separe (.. .).
(SOUZA, 2011 , p. 12)

objetivo desse artigo é apresentar a experiência do Sistema de Bibliotecas
da PUC-Rio no uso das mídias sociais como ferramentas de interação e
comunicação com seus usuários.

2 As mídias sociais e a Web 2.0
São várias as causas para o crescimento da produção intelectual e das
publicações e como consequências podemos apontar o surgimento da sociedade da
informação. Segundo Sardenberg (2000 apud EIRÃO, 2011, p. 8), "esta é uma
sociedade fundamentada em novas formas de organização e de produção de
informações em escala mundial", propiciando uma convergência entre conteúdos,
computação e comunicação.
Para Blattmann e Silva (2007, p. 197) "a construção de espaços para
colaboração, interação e participação comunitária tem sido chamada de Web 2.0",
que pode ser considerada como uma nova concepção, pois passa agora a ser
descentralizada e na qual o sujeito torna-se um ser ativo e participante sobre a
criação, seleção e troca de conteúdo postado em um determinado site por meio de
plataformas abertas.
Se antes a Web era estruturada por meio de sites que colocavam
todo o conteúdo on-line, de maneira estática sem oferecer a
possibilidade de interação aos internautas, agora é possível criar
uma conexão por meio das comunidades de usuários com interesses
em comum, resultado do uso da plataforma mais aberta e dinâmica"
(BLATIMANN ; SILVA, p. 199).

1839

�Divulgação de produtos e serviços: páginas, blogues e redes sociais
i! """"'"
MaooNlck

~

=

:,

IiWitt.UJ

1I....111~

Trabalho completo

Segundo Recuero (2011), o que muitos chamam de mídia social , compreende
um fenômeno complexo, que abarca o conjunto de novas tecnologias de
comunicação mais participativas, mais rápidas e mais populares e as apropriações
sociais que foram e que são geradas em torno dessas ferramentas . É um momento
de hiperconexão em rede , onde estamos não apenas conectados, mas onde
transcrevemos nossos grupos sociais e, através do suporte, geramos novas formas
de circulação, filtragem e difusão de informações.

3 A PUC-Rio e a Divisão de Bibliotecas e Documentação
A Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro (PUC-RIO) é uma
instituição de ensino privado, que oferece cursos de graduação , pós-graduação,
especialização e extensão nas diversas áreas do conhecimento. Na sua estrutura
acadêmica está divida em quatro centros que reúnem , por sua vez, os respectivos
Departamentos e seus cursos: Centro de Ciências Sociais (CCS), Centro de
Teologia e Ciências Humanas (CTCH) , Centro Técnico Científico (CTC) e Centro de
Ciências Biológicas e de Medicina (CCBM).
Atualmente, são 24 departamentos ministrando 41 cursos de graduação, 27
programas de pós-graduação stricto sensu . Contabilizando um total de
aproximadamente 12.600 alunos de graduação, 2.280 alunos de pós-graduação e
1.320 professores - entre efetivos e horistas.
Dentre os órgãos de apoio da Universidade está a Divisão de Bibliotecas e
Documentação (DBD) responsável por fornecer apoio ao ensino e à pesquisa dos
cursos de graduação, pós-graduação e extensão da Universidade.
Tem como missão facilitar o acesso e a difusão de recursos de informação e
colaborar com os processos de criação do conhecimento, a fim de contribuir na
consecução dos objetivos da Universidade. Para isso, conta com um relevante
acervo de livros, dissertações/teses e periódicos, entre outras publicações impressas
e em meio digital , além de disponibilizar acesso a diversas bases de dados online Portal CAPES e outras assinadas pela própria DBD. São, aproximadamente,
160.000 títulos de livros, monografias, e 4 ,000 títulos de periódicos impressos,
15.000 periódicos on-line e 23 .000 e-books, 80 bases de dados com texto completo
e 35 bases referenciais.
A Divisão presta serviços à comunidade PUC-Rio - professores,
pesquisadores, alunos de graduação, pós-graduação, especialização e extensão,
ex-alunos e funcionários, bem como a comunidade externa - visitantes e bibliotecas
de outras instituições, contabilizando um total de, aproximadamente, 20.000 usuários
cadastrados no Sistema de Bibliotecas.
Atualmente, seu quadro de funcionários é formado por 69 colaboradores,
entre bibliotecários, auxiliares e funcionários de apoio. Está estruturada em Seções,
centralizando as atividades técnicas e descentralizando a prestação de serviços
através de suas unidades:
a) Biblioteca Central (BC) - com acervo destinado, prioritariamente, aos cursos
de graduação - aberta ao público de 2a a 6a feira , de 7:30 às 22 :30 e aos
sábados de 9:00 às 13:30.
E

mais

quatro

Bibliotecas

Setoriais,

1840

com

os

acervos

destinados,

�Divulgação de produtos e serviços: páginas, blogues e redes sociais
i! """"'"
MaooNlck

~

=

:,

IiWitt.UJ

1I....111~

Trabalho completo

prioritariamente, a pós-graduação:
a) Biblioteca Setorial dos Centros de Ciências Sociais e Teologia e Ciências
Humanas (BS/CCS-CTCH) - 2a a 6a feira , de 7:30 às 22 :30 e aos sábados
de 9:00 às 13:30;
b) Biblioteca Setorial do Centro Técnico-Científico (BS/CTC) - 2a a 6a feira, de
8:30 às 20:30 ;
c) Biblioteca Setorial de Informática (BS/INF) - 2a a 6a feira, de 8:00 às 17:30;
d) Biblioteca Setorial do Centro de Estudos em Telecomunicação (BS/CETUC) 2a a 6a feira , de 8:00 às 17:30.
As Bibliotecas oferecem salões para estudo individual e em grupo, sala de
treinamento com capacidade para 20 lugares e Sala Multimídia, destinada a
pesquisa em bases de dados e elaboração de trabalhos acadêmicos, equipada com
computadores, impressora, gravador de CD e DVD, scanner colorido, TV e DVD
player, além de disponibilizar os softwares JAWS e DOSVOX, que permitem a
navegação na internet e a leitura de textos por deficientes visuais, para uso de
professores, alunos, ex-alunos, funcionários e comunidade externa. Em todas as
Bibliotecas é possível acessar a rede wireless da Universidade.
São oferecidos, também , os tradicionais serviços de consulta , empréstimo,
empréstimo entre bibliotecas, renovação e reserva de materiais e participam de dois
importantes convênios de comutação bibliográfica : o COMUT e o The Ibero
American Science &amp; Technology Education Consortium (ISTEC-LlGDOC). Oferecem
também o serviço de Acesso Remoto, que possibilita aos usuários da comunidade
PUC-Rio, através da criação de uma conta e configuração de suas máquinas,
acessarem remotamente todos os recursos informacionais disponibilizados, bases
de dados e periódicos eletrônicos, a partir de qualquer lugar fora do campus,
facilitando suas pesquisas nos momentos em que não estão na Universidade.
Oferece serviços remotos como o atendimento on-line, através de formulário
para solicitação de informações e/ou serviços, como localização de referências
bibliográficas, empréstimos entre bibliotecas, busca de material localizado no
depósito externo, entre outros. Outro serviço remoto oferecido pela biblioteca é o
atendimento virtual via chat. A DBD, também, disponibiliza serviços relacionados à
web 2.0 como blog , twitter, facebook e you tube para divulgação de notícias e
assuntos de interesse da comunidade.
Para executar esse trabalho é necessário que o serviço de referência da
biblioteca esteja apto a desenvolver e criar serviços inovadores para seus usuários,
Ranganathan (1961 apud EIRÃO, 2011, p.21) afirma que o serviço de referência ''[. .. ]
é o processo de estabelecer contato entre o leitor e seus documentos de uma
maneira pessoal", sendo que o termo 'seus documentos' sign ifica cada um dos
documentos necessitados pelo leitor." [... ] Dessa forma, a interação entre o
bibliotecário e o leitor, hoje denominado usuário/cliente, constitui o foco central do
serviço de informação (PESSOA; CUNHA, 2007, p. 69) .
Atualmente, o atendimento de referência , da DBD está dividido da seguinte
forma :
a) Biblioteca Central - Centros de Ciências Sociais e Teologia e Ciências
Humanas;
b) Biblioteca Setorial do CTC - Centro Técnico-Científico;
c) Biblioteca Setorial de Informática - Departamento de Informática ;
d) Biblioteca Setorial do Centro de Estudos em Telecomunicações - CETUC.

1841

�Divulgação de produtos e serviços: páginas, blogues e redes sociais
i! """"'"
MaooNlck

~

=

:,

IiWitt.UJ

1I....111~

Trabalho completo

Para realizar esse atendimento o Sistema de Bibliotecas da PUC-Rio conta
com seis bibliotecários, 25 auxiliares e três estagiários.
As seções de atendimento nas Bibliotecas Central e Setoriais são
responsáveis por vários serviços e recursos disponibilizados pelo Sistema de
Bibliotecas, alguns exclusivos para a comunidade PUC - alunos, professores,
funcionários e ex-alunos cadastrados:
a) Acesso a rede wi-fi;
b) Acesso remoto ;
c) Atendimento individualizado;
d) Auxílio na elaboração de trabalhos acadêmicos;
e) Conversão de documentos de doc para o pdf;
f) Empréstimo / devolução;
g) Renovação e reserva , inclusive, on-line;
h) Salas de estudo em grupo.

a)
b)
c)
d)
e)
f)
g)
h)
i)
i)

E outros, também , abertos à comunidade externa em geral :
Atendimento virtual via chat;
Blog , twitter, facebook e you tube;
Consulta ao catálogo;
Empréstimo de lockers;
Formulário on-line para solicitação de serviços;
Programas de comutação bibliográfica 1;
Sala multimídia ;
Espaço individual e em grupo para leitura;
Treinamentos: biblioteca na web; uso de bases de dados;
Visitas guiadas.

4 A experiência do Sistema de Bibliotecas da PUC-Rio no uso das mídias
sociais
As mídias sociais são um canal de comunicação importante e a possibilidade
para bibliotecas, centros de documentação e museus de "conversar" com seus
usuários.
Nesse contexto, conforme Lévy (2000 apud BLATTMANN ; SILVA, 2007 , p.
191), "a existência de uma Internet colaborativa possibilita a disseminação da
inteligência coletiva". Essa evolução da web propicia a criação de espaços cada vez
mais interativos, nos quais os usuários possam modificar conteúdos e criar novos
ambientes hipertextuais.
Com o objetivo de estreitar o relacionamento com nossos usuários utilizando
novas tecnologias de informação/comunicação o Sistema de Bibliotecas da PU C-Rio
decidiu integrar o uso das mídias sociais aos serviços oferecidos a comunidade
acadêmica participando da interação e produção de conteúdos na Web.
Entre 2000 e 2008, o Sistema de Bibliotecas da PU C-Rio, publicou um
Informativo bimestral com notícias para a comunidade acadêmica . Com o objetivo de

1

As solicitações são feitas somente para a comunidade PUC , ao contrário do atendimento

1842

�Divulgação de produtos e serviços: páginas, blogues e redes sociais
i! """"'"
MaooNlck

~

=

:,

IiWitt.UJ

1I....111~

Trabalho completo

tornar a comunicação com os usuários da biblioteca mais interativa e dinâmica , em
2009, começamos a buscar uma plataforma que possibilitasse essa troca . Decidiuse, então, criar um Blog. E foram para a analisados os seguintes programas
disponíveis: Blogger e Wordpress. Optamos pelo Wordpress, pois a plataforma
permite salvar o conteúdo postado em nossos servidores, o que nos proporcionou
mais segurança.
A partir da escolha da plataforma , o próximo passo foi identificar na Biblioteca
quem seriam os autores. Sendo assim , foram convidados alguns Bibliotecários para
publicar no Blog e tivemos alguns voluntários, totalizando num primeiro momento
cinco bibliotecários e um analista de sistemas.
Foi realizada uma reunião com os "autores" cujo objetivo foi estabelecer as
categorias que seriam tratadas em futuros posts e definir o fluxo das postagens.
As categorias definidas pelos "autores" do blog são :
a) - Bases de dados
b) - Bibliotecas
c) - Curiosidades
d) - Dicas de pesquisa
e) - Dicas do Sistema
f) - Ferramentas
g) - Internet
h) - Links interessantes
i) - Notícias
j) - Serviços
k) - Sites interessantes
I) - Tecnologia
m) - Trials (bases de dados para testes)

a)
b)
c)
d)

Fluxo para publicação dos posts:
- Publicação do post como rascunho
- Avaliação do conteúdo e formato
-Ajustes
- Publicação no blog

Ainda em 2009, decidimos buscar uma plataforma de comunicação que nos
permitisse divulgar com mais agilidade e rapidez nossos serviços/produtos e as
novidades da biblioteca . Por sugestão de uma bibliotecária resolvemos testar o
Twitter. Criamos, então, um perfil e começamos a publicar conteúdos no microblog .
Para possibilitar que várias pessoas pudessem tuitar ao mesmo tempo
optamos num primeiro momento pelo uso do "TwittDeck" que também permitia
monitorar as informações publicadas sobre nosso perfil em colunas numa única tela .
Como o Twitter possibilita acompanhar as menções que são feitas ao nosso
perfil, bem como enviar e receber mensagens diretas, também pensamos em como
"monitorar" o que estava sendo publicado na web:
a) - O que está sendo publicado por quem seguimos?
b) - O que publicamos?
c) - O que publicam sobre a Biblioteca da PUC-Rio?
d) - Mensagens recebidas e enviadas.
É importante ressaltar que nesse primeiro momento não havia na Biblioteca

1843

�Divulgação de produtos e serviços: páginas, blogues e redes sociais
i! """"'"
MaooNlck

~

=

:,

IiWitt.UJ

1I....111~

Trabalho completo

uma política sobre "o que publicar", "com qual periodicidade" e "quem deveria
publicar" devidamente registrada, mas que estava devidamente registrada e
consolidada através de reuniões e encontros constantes entre os participantes das
mídias sociais do Sistema de Bibliotecas. Nessas reuniões também foi possível
definir os objetivos que gostaríamos de atingir:
a) Estreitar os laços de relacionamento ;
b) Melhorar a comunicação;
c) Divulgar serviços e novidades;
d) Otimizar nossa presença na Web;
e) Estar mais acessível aos usuários,
f) Prover informações e notícias relevantes para nossa comunidade
Acreditamos que a partir do surgimento de novas mídias é importante que as
Bibliotecas possam se tornar atuantes e participar de novas interações com seus
usuários - seja através de novos softwares, hardwares ou movimentos culturais .
Após as experiências com a criação de um blog e com o perfil no Twitter, entre os
anos de 2010 e 2011 o Sistema de Bibliotecas da PUC-Rio decidiu atuar em mais
duas mídias sociais: o Vou Tube e o Facebook. Os objetivos permaneceram os
mesmos, mas aumentando nossa presença na web e oferecendo mais
acessibilidade aos nossos usuários com mais canais para comunicação e para
divulgação de nossos serviços e produtos.
Com relação ao Vou Tube, foi elaborado um vídeo em parceria com o Núcleo
de Animação do Departamento de Artes e Design da PUC-Rio que apresenta a
infraestrutura física das bibliotecas, bem como, os serviços/produtos oferecidos. A
ideia é que a equipe de bibliotecários possa produzir vídeos amadores e postar para
os usuários.
No Facebook foi criada uma Fanpage para o Sistema de Bibliotecas da PUCRio com o intuito de divulgar em mais um canal as atividades, serviços e produtos do
Sistema de Bibliotecas, além de ser mais um canal de interação com a comunidade
acadêmica e usuários externos.
Após adotar essas ferramentas de comunicação - as mídias sociais - , foi
possível ter uma visão mais sistêmica do seu funcionamento e desempenho diante
da comunidade acadêmica, parceiros e a própria equipe da biblioteca. Nesse
momento os ajustes sobre os conteúdos eram realizados entre os próprios
bibliotecários, com críticas e comentários internos sobre os posts,
Dentro desse contexto, em 2011, foi constatada a necessidade de alinhar a
equipe com relação ao "que" e "quando" publicar nas mídias sociais, Para tanto foi
realizado um curso sobre a importância de cada mídia social em uso no Sistema de
Bibliotecas, enfatizando o perfil de cada uma e a melhor forma de alcançar os
usuários. Esse curso foi ministrado pela equipe de informática da biblioteca . A partir
dele foi possível estabelecer, entre os responsáveis pela publicação nas mídias
sociais, uma visão mais clara dos uso dessas mídias.
Durante a realização do curso, por sugestão da equipe de informática,
começamos a testar o HootSuite, um agregador de mídias sociais que permite o
agendamento de postagens. Esse programa passou a ser utilizado no segundo
semestre de 2011 ,
O uso desse novo software permitiu ao Sistema de Bibliotecas da PUC-Rio
elaborar uma rotina para publicação de conteúdos. O monitoramento das menções e

1844

�Divulgação de produtos e serviços: páginas, blogues e redes sociais
i! """"'"
MaooNlck

~

=

:,

IiWitt.UJ
1I....111~

Trabalho completo

das informações postadas pelos perfis seguidos pelas Bibliotecas forneceu subsídios
para nossas próprias postagens.
4.1810g
É um site cuja estrutura permite a atualização rápida a partir de acréscimos
dos chamados posts, Estes são, em geral , organizados de forma cronológica
inversa , tendo como foco a temática proposta pela instituição, podendo ser escritos
por um número variável de pessoas, de acordo com a política estabelecida. O Blog
do Sistema de Bibliotecas da PUC-Rio foi criado em 2009.
Posts publicados: 106
Comentários recebidos: 98
Sistema de Bibliotecas - PUC-Rlo

Ulhmn PubUcaç:~s

Birth ofa 800k
lin_aVlJlowWDeocD"lnllhil

KlnDr.iIIeYl!'~8lt~_.iI ~looquaw

ôIIIeW~óOWro Pn"'~cYltlúnelJ$ot'Sleoopeto~Jl(oe~

........

a

opc&gt;t'Il"I~~(OII~efO";M1IICop.aj M(C&gt;I(I~e"'DJ,"(lO'Hoem!ll"flO!

...... .....
""'

-~

OUIIO~·,.~~

-...

OU'dJI~

r...:XISot......
~

"s..",,...._
""
,.~

"""'_ftUl\llO'

__

h",~

. 1n!_1_....,....~

f•

•

~1'"

.

Figura 1 - Blog do Sistema de Bibliotecas da PUC-Rio

4.2 Twitter
"Descubra o que está acontecendo, agora mesmo, com as pessoas e
organizações que lhe interessam". (TWITTER, 2012). A premissa principal do
microblog é a interação e compartilhamento de informações de forma rápida, ágil e
objetiva (a comunicação deve ser feita utilizando no máximo 140 caracteres). O perfil
do Sistema de Bibliotecas da PUC-Rio no Twitter foi criado em 2009 ,
Seguidores: 1.636
Twittes: 4.913
Seguindo: 178

1845

�Divulgação de produtos e serviços: páginas, blogues e redes sociais
Trabalho completo

Bibliotecas PUC-Rio
Blbllo_PUCRJO

&amp;1~I&amp;t.U'

PUC-RIO

~MRh'IIü\log.&amp;(_kl~.an;a)O!MNIOb(Ic",·

edl(Y!

HIIII~~JI(ISI~~~ ~.1(1$

.....

• •U'l PM4t! 1." ~
1IiM . F........ ~""
PM. ... -P\orKIllill:oon;oo&lt;)nU'm) .. I.~".-.. A1''''i'I!w$,~ .....ce(''''

8IbfI0'!,clIIPtJc:·

1"~_lSIff"l~I&lt;!Pfl~on~truW"\IIIPili~~

~M"~
BltII,ot.u. "-Ic-ltlo
IlIMIlen,..,_d.!pf!!5QtIlSI!Ienll&amp;W'dI!lIQpIaI..... o1kI~'
Et\.~'llJit~porcmlllOfl '8) .r\.

.,OIIOt.eU

P1JC.ftjo

~eom~"-"'1I6l!fI'M;lI5lJ.~tI(aol105-~~""

Bio6oI«ôlf'Uc..RlO'I o. ,., IIIYKi,V

BIIMIOtt't.nP'\Jc-RJo
~lQltoll;rn..b.lb/lkIIootII.Ht.I..,'-hool1ddr.SOII),I,.OIIm

-~1i1D410tH1I P\IC.fIIO
E$iMn;I$~I'IO'I(I~nonDMQl;IIog'InhOlI)oQk Vq.,-o~f,.

tKIrLaç.1oQliiHeant'Sõltl.1ld3M'o 00II "'"''''''''L

Figura 2 - Twitter do Sistema de Bibliotecas da PUC-Rio

4.3 Facebook
No Facebook você pode se conectar e compartilhar o que quiser com quem é
importante em sua vida. (FACEBOOK, 2012). O perfil do Sistema de Bibliotecas da
PUC-Rio foi criado em 2011 .
Número de fans : 364

_ _ .. IIIoIIo4ta.NC -IIOII

...................... ,.

PN..l · ftafIO~~I"'".L-.-..."'~BMdoMln( • •
'~OH_Nl1,. ........."'"_,... ....itIor.,..

~:/I~IIr .'"
~r_ _
~,.._"s.-..

..

~I'I,I;

_ _ ...

"".0'

. ...
Figura 3 - Facebook do Sistema de Bibliotecas da PUC-Rio
.. '.

1846

rIc.
_I_ Pret..-~

�Divulgação de produtos e serviços: páginas, blogues e redes sociais
i! """"'"
MaooNl ck

~

=

:,

IiWitt.UJ

1I....111~

Trabalho completo

4.4 YouTube
É um site que permite que seus usuários carreguem e compartilhem vídeos
em formato digital. O perfil do Sistema de Bibliotecas no YouTube foi criado em

2010.
Exibições: 523
YDU(D

I;l
,

Bibliotecas
1

PU~Rlo ~
.~,

-

iII-

111

_

·-

t "

Figura 4 - Página do

VOU

't.,. llIHi

.

Tube do Sistema de Bibliotecas da PUC-Rio

5 Considerações Finais
É importante ressaltar que a equipe responsável pela publicação nas mídias
sociais deve representar a instituição. As postagens devem estar de acordo com a
missão e a visão da empresa e focando no público que se deseja atingir. A equipe
que trabalha com o uso de mídias sociais precisa estar bem alinhada para não
postar conteúdos que fujam aos interesses pré-definidos pela instituição. O Sistema
de Biblioteca da PUC-Rio tem alguma experiência nesse sentido .
Outra iniciativa que consideramos importante ressaltar foi o incentivo aos
bibliotecários para que fizessem uso das mídias sociais de forma pessoal. A ideia foi
bem aceita e todos os participantes têm contas criadas ao menos no Facebook e no
Twitter o que facilitou seu entendimento de seu uso na Biblioteca .
O custo também é outro fator que facilita muito: custo zero para a instituição
criar e manter um perfil nessas mídias sociais. Qualquer pessoa pode criar um perfil
nesses sites e configurá-lo adequadamente não sendo necessário ser um usuário
avançado de informática. Outra questão que deve ser lembrada é o nome do perfil :
criar um único nome para todos os perfis nas mídias sociais é um fator que propicia
a criação de uma identidade da instituição na rede mundial de computadores.
Pode-se inclusive sugerir alguns passos para criação de perfis nas mídias
sociais:
a) Criação dos perfis nas redes sociais;
b) Seleção e treinamento dos funcionários;
c) Seleção das fontes de conteúdo;
d) 4Políticas de postagens e comportamento;

1847

�Divulgação de produtos e serviços: páginas, blogues e redes sociais
i! """"'"
MaooNlck

~

=

:,

IiWitt.UJ
1I....111~

Trabalho completo

e) Monitoramento das mídias sociais;
f) Postagens periódicas para os seguidores.

o uso dessas ferramentas de comunicação em bibliotecas é um diferencial ,
mas vemos que propagar a informação é importante, mas responder e criar uma
relação de confiança com os usuários é ainda mais. Entender as mídias sociais é
aprender com elas - e para aprender é preciso fazer.
6 Referências
BLATTMAN, Ursula; SILVA, Fabiano Couto Corrêa da. Colaboração e interação na
Web 2.0 e Biblioteca 2.0. Revista ACB: Biblioteconomia em Santa Catarina ,
Florianópolis, v. 12, n. 2, p.191-215, jul./dez., 2007 .
EIRÃO , Thiago Gomes. A disseminação seletiva da informação e a tecnologia RSS
nas bibliotecas de tribunais em Brasília. Brasília, DF: [s.n.], 2011 . 116f.Dissertação
(Mestrado) - Universidade de Brasília, Faculdade de Ciência da Informação,
Brasília, DF, 2011. p. 21 .
FACEBOOK. Califórnia (EUA), 2012 . Disponível em : &lt;http://pt-br.facebook.com/&gt; .
Acesso em : 09 abro2012 .
PESSOA, Patrícia ; CUNHA, Murilo Bastos da. Perspectivas dos serviços de
referência digital. Informação &amp; Sociedade, V. 17, n. 3, p. 69-82, set./dez. 2007 .
Disponível em : &lt;http://www.ies.ufpb.br/ojs2/index.php/ies/article/view/836/1587&gt; .
Acesso em : 09 abro2012 .
PONTIFíCIA UNIVERSIDADE CATÓLICA DO RIO DE JANEIRO. Rio de Janeiro,
2010. Disponível em : &lt;http://www.puc-rio.br&gt; . Acesso em : 09 abro2012 .
RECUERO, Raquel. A nova revolução : as redes são as mensagens. In :
BRAMBILLA, Ana . Para entender as mídias sociais. [S .I. : s.n.: 2011] .
SOUZA, Edney. Para quebrar a cabeça com as mídias sociais. In : BRAMBILLA, Ana .
Para entender as mídias sociais . [S .I. : s.n.: 2011].
TWITTER. Califórnia (EUA), 2012 . Disponível em : &lt;https://twitter.com/&gt; . Acesso em :
09 abro2012 .

1848

�</text>
                  </elementText>
                </elementTextContainer>
              </element>
            </elementContainer>
          </elementSet>
        </elementSetContainer>
      </file>
    </fileContainer>
    <collection collectionId="49">
      <elementSetContainer>
        <elementSet elementSetId="1">
          <name>Dublin Core</name>
          <description>The Dublin Core metadata element set is common to all Omeka records, including items, files, and collections. For more information see, http://dublincore.org/documents/dces/.</description>
          <elementContainer>
            <element elementId="50">
              <name>Title</name>
              <description>A name given to the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51396">
                  <text>SNBU - Edição: 17 - Ano: 2012 (UFRGS - Gramado/RS)</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="49">
              <name>Subject</name>
              <description>The topic of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51397">
                  <text>Biblioteconomia&#13;
Documentação&#13;
Ciência da Informação&#13;
Bibliotecas Universitárias</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="41">
              <name>Description</name>
              <description>An account of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51398">
                  <text>Tema: A biblioteca universitária como laboratório na sociedade da informação.</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="39">
              <name>Creator</name>
              <description>An entity primarily responsible for making the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51399">
                  <text>SNBU - Seminário Nacional de Bibliotecas Universitárias</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="45">
              <name>Publisher</name>
              <description>An entity responsible for making the resource available</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51400">
                  <text>UFRGS</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="40">
              <name>Date</name>
              <description>A point or period of time associated with an event in the lifecycle of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51401">
                  <text>2012</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="44">
              <name>Language</name>
              <description>A language of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51402">
                  <text>Português</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="51">
              <name>Type</name>
              <description>The nature or genre of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51403">
                  <text>Evento</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="38">
              <name>Coverage</name>
              <description>The spatial or temporal topic of the resource, the spatial applicability of the resource, or the jurisdiction under which the resource is relevant</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51404">
                  <text>Gramado (Rio Grande do Sul)</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
          </elementContainer>
        </elementSet>
      </elementSetContainer>
    </collection>
    <itemType itemTypeId="8">
      <name>Event</name>
      <description>A non-persistent, time-based occurrence. Metadata for an event provides descriptive information that is the basis for discovery of the purpose, location, duration, and responsible agents associated with an event. Examples include an exhibition, webcast, conference, workshop, open day, performance, battle, trial, wedding, tea party, conflagration.</description>
    </itemType>
    <elementSetContainer>
      <elementSet elementSetId="1">
        <name>Dublin Core</name>
        <description>The Dublin Core metadata element set is common to all Omeka records, including items, files, and collections. For more information see, http://dublincore.org/documents/dces/.</description>
        <elementContainer>
          <element elementId="50">
            <name>Title</name>
            <description>A name given to the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="64131">
                <text>As mídias sociais no Sistema de Bibliotecas da PUC-RIO: uma experiência.</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="39">
            <name>Creator</name>
            <description>An entity primarily responsible for making the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="64132">
                <text>Silva, Edson Sousa</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="38">
            <name>Coverage</name>
            <description>The spatial or temporal topic of the resource, the spatial applicability of the resource, or the jurisdiction under which the resource is relevant</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="64133">
                <text>Gramado (Rio Grande do Sul)</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="45">
            <name>Publisher</name>
            <description>An entity responsible for making the resource available</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="64134">
                <text>UFRGS</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="40">
            <name>Date</name>
            <description>A point or period of time associated with an event in the lifecycle of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="64135">
                <text>2012</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="51">
            <name>Type</name>
            <description>The nature or genre of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="64137">
                <text>Evento</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="41">
            <name>Description</name>
            <description>An account of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="64138">
                <text>Apresenta a experiência do Sistema de Bibliotecas da PUC-Rio no uso das mídias sócias como Blog, Twitter, Facebook e You Tube como ferramentas de comunicação e divulgação de informações com seus usuários. Demonstra como essas mídias foram utilizadas por seus funcionários e como se deu o processo de uso nas Bibliotecas da PUC-Rio.</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="44">
            <name>Language</name>
            <description>A language of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="69528">
                <text>pt</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
        </elementContainer>
      </elementSet>
    </elementSetContainer>
  </item>
  <item itemId="6028" public="1" featured="0">
    <fileContainer>
      <file fileId="5092">
        <src>http://repositorio.febab.org.br/files/original/49/6028/SNBU2012_167.pdf</src>
        <authentication>7877e3669bf0a17dd20ece07444c92dc</authentication>
        <elementSetContainer>
          <elementSet elementSetId="4">
            <name>PDF Text</name>
            <description/>
            <elementContainer>
              <element elementId="92">
                <name>Text</name>
                <description/>
                <elementTextContainer>
                  <elementText elementTextId="64130">
                    <text>Divulgação de produtos e serviços: páginas, blogues e redes sociais
i! """"'"
MaooNlck

~

=

:,

IiWitt.UJ
1I....111~

Trabalho completo

MíDIAS SOCIAIS EM BIBLIOTECAS UNIVERSITÁRIAS:
ESTUDO DE CASO NA BIBLIOTECA DA UNESP DO CAMPUS DE
BAURU
Breno Luiz Ottoni1, Lucilene Cordeiro da Silva Messias2, Camila
Fernandes de Oliveira3, Silvia Natha/y Yassuda4
1Bibliotecário, Universidade Estadual Paulista, Bauru , São Paulo
2Bibliotecária, Mestre em Ciência da Informação e Especialista em Comunicação nas
Organizações, Universidade Estadual Paulista, Bauru, São Paulo
3Assistente de Serviços de Documentação, Informação e Pesquisa e Graduanda em
Comunicação Social - Jornalismo, Universidade Estadual Paulista, Bauru , São Paulo
4Bibliotecária, Mestre em Ciência da Informação, Universidade Estadual Paulista,
Bauru , São Paulo

Resumo
A evolução das bibliotecas está diretamente atrelada às inovações
tecnológicas incorporadas à sociedade . Os investimentos em tecnologias da
informação instituíram uma nova dinâmica na produção, organização e distribuição
de produtos e serviços informacionais. A internet propiciou mudanças nos processos
de interação social e ampliou as possibilidades de colaboração e compartilhamento
entre indivíduos e organizações. A participação das bibliotecas nas mídias sociais
tem sido estimulada devido às potencialidades que essas plataformas oferecem na
otimização dos processos de marketing e comunicação. Entretanto, diante de tantas
opções disponíveis na web, é preciso prudência na seleção daquelas pertinentes
aos objetivos institucionais, Sendo inviável conectar-se a todas as mídias e explorar
adequadamente todos os recursos disponíveis, relatamos a experiência da Divisão
Técnica de Biblioteca e Documentação da Unesp/Bauru na condução de uma
pesquisa que objetivou identificar a participação da comunidade acadêmica nessas
plataformas de comunicação, bem como a motivação para o uso e as expectativas
em relação à participação da biblioteca , Os resultados subsidiaram as decisões
quanto aos conteúdos publicados no blog e no Twitter da unidade, além de motivar a
participação também no Facebook, apontada como uma das mídias mais acessadas
pelos nossos usuários. A pesquisa também apontou a necessidade de investimentos
na divulgação do perfil institucional, de modo a despertar a participação dos seus
usuários.

Palavras-chave:

Redes

sociais; Mídias

sociais; Bibliotecas

Universitárias;

Biblioteca 2.0.

Abstract
The evolution of libraries is directly linked to technological innovations
incorporated into the society. Investments in information technology have introduced
a new dynamic in the production and distribution of products and informational
services. The Internet facilitated changes in the processes of social interaction and

1828

�Divulgação de produtos e serviços: páginas, blogues e redes sociais
i! """"'"
MaooNlck

~

=

:,

IiWitt.UJ

1I....111~

Trabalho completo

increased the possibilities of collaboration and sharing between individuais and
organizations. The participation of libraries in social networks has been stimulated
due to the potential these platforms offer for the optimization of marketing and
communications. However, faced with so many options available on the web,
prudence is necessary when the selection of those tools that is relevant to the
institutional goals. Accepting that connecting to ali media and properly exploit ali
available resources is impracticable, we report the experience of the Technical
Library and Documentation Technical Division of Unesp / Bauru in the conduct of a
research aimed to identify the role of the academic community in social networks, as
well as the motivation for the use and expectations regarding the involvement of the
library. The results have allowed decisions about the content published on the weblog
and the Twitter profile of the unit, while pointing out the need for investment in the
dissemination of the institutional profile , so as to arouse the participation of its users
and develop a Facebook page , as pointed out by users one of the most accessed
media.

Keywords: Social network; Social Media; University Libraries; Library 2.0.
1 Introdução
As bibliotecas estão em constante processo de evolução resultante das
transformações paradigmáticas vivenciadas em sociedade. Em suma, produtos,
serviços e processos refletem o contexto social , cultural e tecnológico do momento.
Atualmente presenciamos a expansão do que se denomina Web 2.0, o termo
cunhado por Tim O'Reilly sintetiza o conjunto de tendências econômicas, sociais e
tecnológicas que coletivamente fundam a próxima geração da internet - uma mídia
mais madura e distintiva, caracterizada pela participação ativa dos usuários.
(MUSSER apud CAMPOS , 2007).
A web 2.0 tem sua estrutura pautada no compartilhamento, na colaboração e
na conectividade entre usuários. Essas potencialidades interativas instituíram uma
nova dinâmica entre produtores e consumidores de conteúdos informacionais. Se
outrora , os primeiros gozavam de absoluto controle sobre suas publicações,
atualmente dividem a responsabilidade com os consumidores, que assumiram uma
postura mais dinâmica e ativa no direcionamento de conteúdos, dificultando a
delimitação precisa de papéis.
As mídias sociais como plataformas de comunicação representam uma
alternativa econômica e abrangente de marketing informacional. Obviamente, as
bibliotecas cientes de tais oportunidades vêm aos poucos incorporando novas
linguagens e mecanismos de comunicação à sua realidade, modificando
sensivelmente a produção, oferta e a divulgação de produtos e serviços de
informação. O diálogo com o público também é ampliado, tornando o espaço das
bibliotecas mais dinâmico e rico na promoção e produção de conhecimento.
Em referência a Web 2.0 surge uma nova tendência no universo
informacional, denominado Biblioteca 2.0, que, em linhas gerais, significa maior
participação e interação do usuário na definição de serviços e produtos
informacionais disponibilizados pelas bibliotecas na web. Maness (apud
BLATTMANN ; SILVA, 2007) define Biblioteca 2.0 como uma aplicação das
tecnologias baseadas na web para interatividade, centrada no usuário, na

1829

�Divulgação de produtos e serviços: páginas. blogues e redes sociais
i! """"'"
MaooNlck

~

=

:,

IiWitt.UJ

1I....111~

Trabalho completo

colaboração e na multimídia para os serviços e coleções ofertados pela biblioteca via
web.
Casey e Savastinuk (apud CAMPOS, 2007) corroboram com o conceito , ao
afirmarem que a base da Biblioteca 2.0 é a mudança com foco no usuário. Trata-se
de um modelo que encoraja os usuários a participarem da criação dos serviços
físicos ou virtuais que desejam com base em uma avaliação constante e consistente
dos serviços.
Como canais que agregam perfis de interesses comuns e parcerias no mundo
virtual, as novas mídias de comunicação promovem o diálogo e as redes
interacionais entre indivíduos e comunidades, eliminando barreiras temporais,
espaciais, lingüísticas e culturais. Sendo assim, as bibliotecas utilizam esses canais
no intuito de efetivar a aproximação com o seu público, adequando produtos e
serviços às necessidades e expectativas da comunidade.
O desafio que se apresenta às bibliotecas na utilização das mídias sociais
está na infinidade de opções disponíveis na rede e a dificuldade em identificar
aquelas que efetivamente possam cumprir com os objetivos comunicacionais da
instituição. Considerando o tempo previsto diariamente no planejamento e no
gerenciamento das informações e a impossibilidade de administrar o perfil
institucional de modo abrangente, considera-se de suma importância identificar
aquelas pertinentes ao tipo de comunicação e público que se pretenda abranger.
Diante dessas considerações, surgiu o questionamento, será que os usuários
da Biblioteca Universitária da Unesp de Bauru utilizam as ferramentas da web 2.0?
Em caso afirmativo, quais suas expectativas?
Nesse sentido, relatamos a experiência da Divisão Técnica de Biblioteca e
Documentação da Universidade Estadual Paulista "Júlio de Mesquita Filho" (Unesp),
câmpus de Bauru, que há pouco mais de um ano tem empenhado esforços no intuito
de melhorar a comunicação com a comunidade acadêmica utilizando as redes
sociais online . Para tanto, foi realizada uma pesquisa entre a comunidade
acadêmica, objetivando identificar a participação dos usuários nas redes sociais,
além da motivação para o uso e as expectativas em relação à participação da
Biblioteca, validando a utilízação das ferramentas de comunicação da web 2.0 pela
Biblioteca de Bauru, a partir da percepção do usuário.
A realização da pesquisa justifica-se pela possibilidade de direcionar o uso
assertivo das mídias sociais pela Biblioteca, concentrando esforços em ferramentas
que efetivamente representem um diferencial positivo à unidade, evitando o
desperdício de tempo e investimento em mecanismos pouco representativos ao
público e a instituição.
Os resultados subsidiaram as decisões quanto aos conteúdos
disponibilizados na internet e a adequação do perfil às expectativas da comunidade,
propondo melhorias e/ou mudanças para as ferramentas a partir dos indicativos dos
usuários, optando também pela manutenção, exclusão ou inserção da participação
em mídias sociais.

1830

�Divulgação de produtos e serviços: páginas, blogues e redes sociais
i! """"'"
MaooNlck

~

=

:,

IiWitt.UJ

1I....111~

Trabalho completo

2 Revisão de Literatura
As bibliotecas universitárias como espaços projetados para apoiar as
atividades de pesquisa, ensino e extensão representam um núcleo de agregação e
disseminação de informações, dependentes das mais diversas ferramentas de
comunicação para cumprir com os objetivos institucionais.
Tradicionalmente, o papel das bibliotecas limitava-se à preservação da
memória cultural e intelectual das civilizações. Atualmente elas representam
espaços dinâmicos de comunicação, promovendo e estimulando a produção de
conhecimento. Nos espaços acadêmicos, atua enquanto extensão da sala da aula,
estabelecendo vínculos efetivos com os discentes, docentes e funcionários da
universidade no intuito de promover o diálogo, a troca de experiências e a profusão
do conhecimento técnico e científico.
Com o advento das novas tecnologias, as possibilidades de comunicação
foram ampliadas. Se antes o contato direto e pessoal predominava, atualmente é o
contato virtual que estimula a maior parte das interações sociais,
No espaço virtual , tempo e distância adquirem um novo significado: as
palavras de ordem são velocidade e colaboração. A conexão 24/7, ou seja, 24 horas
por dia, sete dias por semana , proporciona aos usuários da rede participação e
atualização constantes.
Presenciamos na internet o fenômeno das chamadas redes sociais, sites em
que usuários interagem entre si, discutindo algum tema , alimentando o conteúdo ou
colaborando para o desenvolvimento de um site. As redes sociais são chamadas de
redes, pois os internautas estão interligados em uma rede mundial de computadores
e compartilhando informações. Os usuários estabelecem relações sociais por meio
de conversas, produção e troca de informações na internet. (SILVA; BACALGINI,
2009).
É muito comum a utilização dos termos redes sociais e mídias sociais como
sinônimos, entretanto Telles (2011 , p. 17) afirma que eles não significam a mesma
coisa. O primeiro é uma categoria do outro.
Sites de relacionamento ou redes sociais são ambientes cujo foco é
reunir pessoas, os chamados membros, que, uma vez inscritos,
podem expor seu perfil com dados fotos pessoais, textos,
mensagens e vídeos, além de interagir com outros membros, criando
listas de amigos e comunidades . [.. .] As mídias sociais são sites na
internet construídos para permitir a criação colaborativa de conteúdo,
a interação social e o compartilhamento em diversos formatos.

Sendo assim: Facebook, Orkut, Myspace, entre outros são consideradas
redes sociais, enquanto o Twitter (microblogging , Youtube, SlideShare, Digg e Flickr
podem ser classificadas como mídias sociais. (TELLES, 2011).
Sites de redes sociais na internet foram definidos por Boyd e Ellison (apud
RECUERO, 2009, p.102) "como aqueles sistemas que permitem a construção de
uma persona através de um perfilou página pessoal; a interação através de
comentários; e a exposição pública da rede social de cada ator".
A grande diferença entre sites de redes sociais e outras formas de

1831

�Divulgação de produtos e serviços: páginas, blogues e redes sociais
i! """"'"
MaooNlck

~

=

:,

IiWitt.UJ

1I....111~

Trabalho completo

comunicação mediada pelo computador é o modo como permitem a visibilidade e a
articulação na manutenção dos laços sociais estabelecidos no espaço off-line .
As redes possibilitam o estudo em grupo, a troca de informações, a
divulgação dos mais diversos conteúdos informacionais, por meio de mecanismos
para comunicação com outros usuários, tais como blogs, microblogs, wikis, fóruns,
chats, e-mails ou mensagens instantâneas, além de identificar e agrupar pessoas
que possuem interesses comuns e assim criar uma rede de aprendizado, de
transmissão de conhecimento, divulgação de conteúdos das mais diversas áreas.
No âmbito econômico, as empresas vislumbram nas redes e mídias sociais
um meio de construção e fortalecimento do networking, servindo como um amplo
espaço para negociação de produtos e serviços, além de um canal econômico para
marketing e divulgação e a possibilidade de estabelecer e estreitar relacionamentos
com clientes e parceiros.
As instituições públicas vislumbram as mesmas oportunidades suscitadas
pelo setor privado com a utilização das mídias sociais, possibilitando a adoção de
uma atitude transparente diante de seu público, divulgando informações oficiais,
prestando contas e oferecendo um canal ágil e dinâmico de comunicação. Sendo a
acesso à informação direito do cidadão e dever do Estado, é imprescindível que a
máquina pública invista na utilização assertiva dos canais virtuais, divulgando as
informações de interesse coletivo com maior rapidez e confiabilidade.
Mas se por um lado a adoção das mídias sociais potencializa o marketing e a
comunicação nas organizações, por outro, pode oferecer riscos se não for bem
administrado. O perfil institucional deve estar alinhado aos objetivos
comunicacionais da empresa, às peculiaridades da mídia e às expectativas do
público alvo . Os conteúdos divulgados devem ser atualizados, confiáveis e precisos,
caso contrário, a imagem da instituição estará seriamente comprometida, e o que é
pior, os aspectos negativos ampliados pela superexposição da rede,
Para que se possa implementar ações de comunicação organizacional nas
mídias sociais, Sousa e Azevedo (2010) apontam a necessidade de sincronia entre
cultura, identidade e públicos da empresa . A correta utilização da mídia social na
comunicação organizacional deve estar embasada no conhecimento da dinâmica de
cada site de rede social.
Ao escolher o Twitter, a empresa deve se organizar para respeitar as
características específicas dele: as mensagens devem ser curtas,
indicar links, esclarecer dúvidas, divulgar promoções de maneira
objetiva e com no máximo 140 caracteres. Mas se a empresa quer
usar os blogs como meio de comunicação, então ela pode oferecer
mais informação sobre seu produto ou serviço de maneira mais
detalhada e criativa, nele os recursos visuais e de áudio podem ser
mais explorados. Há também as redes de relacionamento, como é o
caso de um perfil no Orkut que permite a criação de comunidades da
empresa para divulgar eventos, promoções ou simplesmente ampliar
a rede de amigos. É importante que as mídias se encaixem na
cultura , identidade e públicos da empresa, para que assim as
pessoas sintam a empresa próxima a elas. (SOUSA; AZEVEDO,
2010, p. 7)

1832

�Divulgação de produtos e serviços: páginas, blogues e redes sociais
i! """"'"
MaooNlck

~

=

:,

IiWitt.UJ

1I....111~

Trabalho completo

A decisão quanto à adoção de uma mídia social em uma organização não
pode ser baseada em modismos, pois pressupõe a realização de um planejamento
prévio, que dentre outros aspectos, deve considerar os objetivos organizacionais
com a implantação da mídia, as necessidades e expectativas do público alvo, a
natureza dos conteúdos postados, a equipe de gestão, etc. Sousa e Azevedo (2010,
p. 7 ) compartilha da reflexão ao afirmar que:
Certos procedimentos devem ser incluídos no planejamento de uso
das mídias sociais nas empresas. Antes de qualquer tomada de
decisão é preciso entender como a empresa encontra-se no
ciberespaço, questões do tipo o que falam , quem fala e onde falam
devem ser respondidas para então pensar nas ações adequadas
para atuar nas mídias sociais. Em seguida, é preciso definir a equipe
responsável que gerenciará as mídias sociais (profissionais de
marketing, comunicação devem estar entre eles). A partir disso, é
escolher a linha de comunicação que será utilizada o que engloba
linguagem (formal ou informal); o público de interesse; a abordagem
(pessoal ou institucional) ; a periodicidade das atualizações das
informações e o tempo de resposta aos comentários, a linha de
comunicação define também as ações que serão tomadas em casos
de crises e a postura tomada diante de críticas. Resolvidos esses
passos, é escolher qual tecnologia, Twitter, blog , Orkut etc. será
usada.

Partindo desse princípio, a Biblioteca realizou um estudo junto à comunidade
unespiana no intuito de identificar a participação em relação ao nosso perfil
institucional nas mídias sociais, bem como as suas necessidades e expectativas. Os
resultados subsidiaram o direcionamento de conteúdos prestados, alinhando os
objetivos comunicacionais da Biblioteca às necessidades dos usuários.

3 Materiais e Métodos
O desenvolvimento da pesquisa com os usuanos estruturou-se em duas
etapas. A primeira constitui-se da revisão bibliográfica com o intuito de obter
embasamento teórico sobre o assunto abordado e possivelmente encontrar alguma
ação similar em outro centro de informação. A revisão subsidiou de maneira eficiente
a pesquisa realizada com os usuários da Biblioteca da Unesp de Bauru. Na segunda
etapa, foi utilizado o conhecimento adquirido para o planejamento da coleta de
dados, a realização do que foi planejado e o estudo baseado nos resultados.
Para a coleta de dados, utilizou-se o instrumento denominado questionário.
Segundo Sampieri, Collado e Lúcio (2006 , p. 325), o questionário "consiste em um
conjunto de questões com relação a uma ou mais variáveis a serem medidas".
Quanto à forma do questionário, optou-se por incluir perguntas abertas e perguntas
fechadas de múltipla escolha . Marconi e Lakatos (2010) esclarecem que as
perguntas abertas possibilitam ao respondente explicitar em linguagem própria suas
opiniões e expectativas, além de investigações aprofundadas sobre o assunto a ser
pesquisado. Segundo Marconi e Lakatos (2010, p. 189), as perguntas de múltipla
escolha "são perguntas fechadas, mas que apresentam uma série de possíveis
respostas, abrangendo várias facetas do mesmo assunto".

1833

�Divulgação de produtos e serviços: páginas, blogues e redes sociais
i! """"'"
MaooNlck

~

=

:,

IiWitt.UJ

1I....111~

Trabalho completo

Procurou-se obter informações sobre a efetiva utilização das ferramentas de
comunicação online, possibilitando ao usuário escolher uma ou várias dentre
inúmeras opções disponíveis. Entre as informações solicitadas nas questões de
múltipla escolha estavam:
a) freqüência de utilização dessas ferramentas;
b) local mais utilizado para acessá-Ias;
c) teor das informações acessadas pelos usuários nas redes sociais;
d) conhecimento e a interação com os perfis e as mídias
disponibilizadas pela Biblioteca .
Já as questões abertas possibilitaram o reconhecimento e o direcionamento
dos conteúdos almejados pelos usuários.
Para atingir o maior número possível de usuários, o questionário foi
disponibilizado de duas formas : virtual e impresso. O virtual foi elaborado utilizando
a ferramenta Google Docs 1. A escolha foi motivada pela possibilidade do
questionário ser respondido pela internet e das respostas serem armazenadas em
uma planilha , configurando uma facilidade para exportação dos dados e posterior
análise.
Realizou-se um teste do questionário com oito usuários de redes sociais, que
fizeram uma avaliação satisfatória e sugeriram melhorias, a partir das quais
ocorreram algumas alterações para a finalização da estrutura do questionário.
A aplicação do questionário foi realizada em dois momentos, no início de cada
semestre letivo de 2011 . Inicialmente foram tabuladas as questões de múltipla
escolha e posteriormente foram realizadas as interpretações das questões abertas. A
união dos dados coletados proporcionaram as avaliações apresentadas a seguir.

4 Resultados parciais I finais
A análise dos resultados possibilitou a definição de algumas estratégias de
ação referentes às ferramentas de comunicação web 2.0. O questionário foi
disponibilizado a um universo de aproximadamente 5.500 usuários da Biblioteca,
obteve-se o retorno de 653 respostas.
A maior porcentagem de respondentes pertencem à categoria dos alunos
(graduação e pós-graduação), em torno de 96% . Apenas 3% correspondem à
categoria dos docentes. Atribui-se essa diferença ao provável perfil de interesse em
relação à participação nas ferramentas web 2.0.
As quatro ferramentas de comunicação online mais utilizadas no momento da
realização da pesquisa podem ser observadas no quadro a seguir:

-

Q ua d ro 1 Ferramentas W eb20 mais utllza
T d as pe os respon d entes
MSN
84%
77%
Orkut
68%
Facebook
49%
Twitter
Fonte : Elaborado pelo autor

1

https://docs.google.com/

1834

�Divulgação de produtos e serviços: páginas. blogues e redes sociais
i! """"'"
MaooNlck

~

=

:,

IiWitt.UJ

1I....111~

Trabalho completo

Percebe-se o interesse dos usuanos pelas ferramentas web 2.0 que
possibilitam muitas opções de compartilhamento de informações e conectividade
entre grupos que possuem o mesmo interesse por um determinado assunto.
Ressalta-se o avanço de utilização da ferramenta Facebook e a possível diminuição
de utilização da ferramenta Orkut no momento de desenvolvimento do artigo .
Questionou-se sobre a freqüência de acesso as ferramentas web 2.0. Em
torno de 77% dos usuários responderam que acessam diariamente. Essa análise
validou a expectativa sobre a importância em gerenciar periodicamente os
conteúdos veiculados pela Biblioteca da Unesp.
Sobre o questionamento em relação às informações e conteúdos mais
procurados nas redes sociais, a variável "Manter contato com amigos" obteve em
torno de 93% das respostas. Contudo, a variável "Pesquisa e Estudo" obteve em
torno de 63% enquanto "Informações sobre Empresas/Instituições" obteve em torno
de 37% . É importante destacar que essa questão permitia a escolha em mais de
uma opção de resposta. O resultado das questões abertas demonstrou a
importância em divulgar informações sobre a Biblioteca, como novas aquisições,
informar sobre palestras e treinamentos e também divulgar informações sobre as
atividades que ocorrem no câmpus. Evidencia-se que as ferramentas web 2.0
cumprem a finalidade de buscas de informações relacionadas a interesses
profissionais e educacionais.
O aspecto mais preocupante das análises realizadas, e que suscitou
alterações imediatas nas estratégias da Biblioteca em relação às ferramentas web
2.0, foi que 61 % dos usuários que responderam ao questionário desconheciam as
ferramentas da Web 2.0 disponibilizadas pela Biblioteca.

5 Considerações Parciais/Finais
Após a análise das respostas foram definidas algumas ações relacionadas às
ferramentas de comunicação web 2.0 da Biblioteca. Decidiu-se por intensificar a
atualização do blog da Biblioteca, definindo periodicidades, conteúdos postados e
responsáveis por cada atualização. Incorporou-se a participação efetiva dos usuários
nos conteúdos, divulgando entrevistas com os usuários sobre a Biblioteca, bem
como seus interesses de leituras. Optou-se também pela divulgação mensal de
resenhas literárias, com o objetivo de divulgar o acervo de literatura da Biblioteca .
Foram mantidas as atualizações mensais das aquisições recentes da Biblioteca,
bem como a divulgação e orientação de ferramentas disponibilizadas pela Biblioteca
e informações de cunho geral relacionados a livros, leitura, à Biblioteca e à
Universidade.
Optou-se também pela manutenção do perfil no Twitter, que basicamente
divulga textos curtos com novidades institucionais, bem como notícias e informações
de interesse acadêmico. Essa ferramenta possibilita atualizações em tempo real e
sem necessidade de formatações mais sofisticadas, o que permite agilidade na
divulgação das informações e diálogos rápidos e precisos com os usuários. O Twitter
mantem sua função na divulgação de: informações postadas no blog da Biblioteca;
notícias de destaque relativas a Unesp, ao câmpus de Bauru , e a leitura; informes
instantâneos como lembretes aos usuários e avisos de indisponibilidade do sistema .
O desenvolvimento institucional da página da Biblioteca no Facebook foi

1835

�Divulgação de produtos e serviços: páginas, blogues e redes sociais
i! """"'"
MaooNlck

~

=

:,

IiWitt.UJ
1I....111~

Trabalho completo

motivado por uma constatação, a de que parte dos usuários estava migrando do
Orkut para essa mídia, que em termos gerais possibilita um maior compartilhamento
e conectividade entre os usuários. A utilização do Facebook tem papel semelhante
ao Twitter, com dois diferenciais de destaque: a participação dos usuários - a
ferramenta foi apontada na pesquisa como mais utilizada que o Twitter e as
possibilidades de interação são maiores que o microblog; e o fato do Facebook ter
mais recursos que o Twitter, permitindo postagens mais longas e a utilização de
vídeos e imagens.
É importante ressaltar que todas as ações foram pautadas pelas preferências
e sugestões dos usuários, O resultado também apontou a necessidade de
intensificar a divulgação das ferramentas web 2.0 e mídias sociais da Biblioteca no
sentido de motivar a participação efetiva dos usuários Em uma avaliação preliminar,
consideramos razoável o envolvimento dos usuários com as nossas mídias sociais e
ferramentas web 2,0, com perspectivas animadoras em atingir uma parte expressiva
da comunidade acadêmica de Bauru . Obviamente ainda necessita de investimentos
e atividades de promoção e divulgação mais abrangentes, entretanto essas ações já
estão previstas no planejamento anual da Biblioteca.

6 Referências
BLATTMANN , U.; SILVA, F C. C. da. Colaboração e interação na web 2.0 e
biblioteca 2.0. Revista ABC, Santa Catarina, v. 12, n. 2, 2007. Disponível em : &lt;
http://revista .acbsc.org .br/index.php/racb/article/view/530/664 &gt;. Acesso em : 01 mar.
2012 .
CAMPOS, L. F de B. Web 2.0, biblioteca 2,0 e ciência da informação: um protótipo
para disseminação seletiva de informação na Web utilizando mashups e feeds RSS .
In : ENCONTRO NACIONAL DE PESQUISA EM CIÊNCIA DA INFORMAÇÃO, 8.,
2007, Salvador, Anais eletrônicos". Salvador: UFBA, 2007 , Disponível em :
&lt;http ://www.enancib .ppgci.ufba .br/artigos/GT2--232 .pdf&gt; . Acesso em : 11 novo2011 .
MARCONI, M. de A ; LAKATOS , E. M. Fundamentos de metodologia científica . 7.
ed . São Paulo : Atlas, 2010.
RECUERO, R. Redes sociais na Internet. Porto Alegre: Sulinas, 2009 .
SAMPIERI , R. H.; COLLADO, C. F ; LUCIO, P. B. Metodologia de pesquisa. 3. ed .
São Paulo: McGraw-Hill , 2006,
SILVA, A A O. R. da; BACALGINI , B. A biblioteca pública, a sociedade e os sites de
redes sociais : orkut, blog e twitter : comunicação na rede. In: SIMPÓSIO NACIONAL
ABCIBER, 3., 2009, São Paulo . Anais eletrônicos" . São Paulo: ESPM, 2009.
Disponível em : &lt; http://www.abciber.com .br/simposi02009/trabalhos/anais/eix0101.html&gt; . Acesso em 03 mar. 2012 .
SOUSA, L. M. M. de.; AZEVEDO, L. E. O uso de mídias sociais nas empresas:
adequação para cultura, identidade e públicos. In : CONGRESSO DE CIÊNCIAS DA

1836

�Divulgação de produtos e serviços: páginas. blogues e redes sociais
i! """"'"
MaooNlck

~

=

:,

IiWitt.UJ

1I....111~

Trabalho completo

COMUNICAÇÃO NA REGIÃO NORTE, 9., 2010, Rio Branco. Anais eletrônicos ...
Rio Branco: Intercom, 2010 . Disponível em : &lt;
http://www.intercom.org .br/papers/regionais/norte20 10/resumos/R22-0015-1 .pdf&gt;
Acesso em: 12 mar. 2012.
TELLES, A. A revolução das mídias sociais: estratégias de marketing digital para
você e sua empresa terem sucesso nas mídias sociais: cases, conceitos, dicas e
ferramentas . 2. ed . São Paulo: MBooks do Brasil , 2011 .

1837

�</text>
                  </elementText>
                </elementTextContainer>
              </element>
            </elementContainer>
          </elementSet>
        </elementSetContainer>
      </file>
    </fileContainer>
    <collection collectionId="49">
      <elementSetContainer>
        <elementSet elementSetId="1">
          <name>Dublin Core</name>
          <description>The Dublin Core metadata element set is common to all Omeka records, including items, files, and collections. For more information see, http://dublincore.org/documents/dces/.</description>
          <elementContainer>
            <element elementId="50">
              <name>Title</name>
              <description>A name given to the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51396">
                  <text>SNBU - Edição: 17 - Ano: 2012 (UFRGS - Gramado/RS)</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="49">
              <name>Subject</name>
              <description>The topic of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51397">
                  <text>Biblioteconomia&#13;
Documentação&#13;
Ciência da Informação&#13;
Bibliotecas Universitárias</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="41">
              <name>Description</name>
              <description>An account of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51398">
                  <text>Tema: A biblioteca universitária como laboratório na sociedade da informação.</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="39">
              <name>Creator</name>
              <description>An entity primarily responsible for making the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51399">
                  <text>SNBU - Seminário Nacional de Bibliotecas Universitárias</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="45">
              <name>Publisher</name>
              <description>An entity responsible for making the resource available</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51400">
                  <text>UFRGS</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="40">
              <name>Date</name>
              <description>A point or period of time associated with an event in the lifecycle of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51401">
                  <text>2012</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="44">
              <name>Language</name>
              <description>A language of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51402">
                  <text>Português</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="51">
              <name>Type</name>
              <description>The nature or genre of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51403">
                  <text>Evento</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="38">
              <name>Coverage</name>
              <description>The spatial or temporal topic of the resource, the spatial applicability of the resource, or the jurisdiction under which the resource is relevant</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51404">
                  <text>Gramado (Rio Grande do Sul)</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
          </elementContainer>
        </elementSet>
      </elementSetContainer>
    </collection>
    <itemType itemTypeId="8">
      <name>Event</name>
      <description>A non-persistent, time-based occurrence. Metadata for an event provides descriptive information that is the basis for discovery of the purpose, location, duration, and responsible agents associated with an event. Examples include an exhibition, webcast, conference, workshop, open day, performance, battle, trial, wedding, tea party, conflagration.</description>
    </itemType>
    <elementSetContainer>
      <elementSet elementSetId="1">
        <name>Dublin Core</name>
        <description>The Dublin Core metadata element set is common to all Omeka records, including items, files, and collections. For more information see, http://dublincore.org/documents/dces/.</description>
        <elementContainer>
          <element elementId="50">
            <name>Title</name>
            <description>A name given to the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="64122">
                <text>Mídias sociais em Bibliotecas Universitárias: estudo de caso na Biblioteca da UNESP do Campus de Bauru.</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="39">
            <name>Creator</name>
            <description>An entity primarily responsible for making the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="64123">
                <text>Ottoni, Breno Luiz; Messias, Lucilene Cordeiro da S.; Oliveira, Camila Fernandes de; Yassuda, Silvia Nathaly</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="38">
            <name>Coverage</name>
            <description>The spatial or temporal topic of the resource, the spatial applicability of the resource, or the jurisdiction under which the resource is relevant</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="64124">
                <text>Gramado (Rio Grande do Sul)</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="45">
            <name>Publisher</name>
            <description>An entity responsible for making the resource available</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="64125">
                <text>UFRGS</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="40">
            <name>Date</name>
            <description>A point or period of time associated with an event in the lifecycle of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="64126">
                <text>2012</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="51">
            <name>Type</name>
            <description>The nature or genre of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="64128">
                <text>Evento</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="41">
            <name>Description</name>
            <description>An account of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="64129">
                <text>A evolução das bibliotecas está diretamente atrelada às inovações tecnológicas incorporadas à sociedade. Os investimentos em tecnologias da informação instituíram uma nova dinâmica na produção, organização e distribuição de produtos e serviços informacionais. A internet propiciou mudanças nos processos de interação social e ampliou as possibilidades de colaboração e compartilhamento entre indivíduos e organizações. A participação das bibliotecas nas mídias sociais tem sido estimulada devido às potencialidades que essas plataformas oferecem na otimização dos processos de marketing e comunicação. Entretanto, diante de tantas opções disponíveis na web, é preciso prudência na seleção daquelas pertinentes aos objetivos institucionais. Sendo inviável conectar-se a todas as mídias e explorar adequadamente todos os recursos disponíveis, relatamos a experiência da Divisão Técnica de Biblioteca e Documentação da Unesp/Bauru na condução de uma pesquisa que objetivou identificar a participação da comunidade acadêmica nessas plataformas de comunicação, bem como a motivação para o uso e as expectativas em relação à participação da biblioteca. Os resultados subsidiaram as decisões quanto aos conteúdos publicados no blog e no Twitter da unidade, além de motivar a participação também no Facebook, apontada como uma das mídias mais acessadas pelos nossos usuários. A pesquisa também apontou a necessidade de investimentos na divulgação do perfil institucional, de modo a despertar a participação dos seus usuários.</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="44">
            <name>Language</name>
            <description>A language of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="69527">
                <text>pt</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
        </elementContainer>
      </elementSet>
    </elementSetContainer>
  </item>
  <item itemId="6027" public="1" featured="0">
    <fileContainer>
      <file fileId="5091">
        <src>http://repositorio.febab.org.br/files/original/49/6027/SNBU2012_166.pdf</src>
        <authentication>8ddb52ffff8594a827c904e40330a542</authentication>
        <elementSetContainer>
          <elementSet elementSetId="4">
            <name>PDF Text</name>
            <description/>
            <elementContainer>
              <element elementId="92">
                <name>Text</name>
                <description/>
                <elementTextContainer>
                  <elementText elementTextId="64121">
                    <text>Divulgação de produtos e serviços: páginas, blogues e redes sociais
i! """"'"
MaooNlck

~

=

:,

IiWitt.UJ
1I....111~

Trabalho completo

AS REDES SOCIAIS COMO FERRAMENTA DE
MARKETING E COMUNICAÇÃO COM O USUÁRIO
Cibele Araújo Camargo Marques dos Santos 1, Maria Fazanelli
Crestana 2, Fabíola Rizzo Sanchez 3, José Carlos Balbino Rosa 4,
1Doutora pela ECAlUSP, Divisão de Biblioteca e Documentação da FMUSP, São Paulo,
SP
2Doutora pela FSP/USP, Divisão de Biblioteca e Documentação da FMUSP, São Paulo,
SP
3Pós-Graduanda em Gestão de Comunicação em Hipermídia e Redes Sociais, Divisão
de Biblioteca e Documentação da FMUSP, São Paulo, SP
4Graduando em Tecnologia de Banco de Dados, Divisão de Biblioteca e Documentação
da FMUSP, São Paulo, SP

Resumo
Relata a utilização de canais da web 2.0 por uma biblioteca universitária
da área médica, como ferramentas visando à aproximação com seus usuários
e a divulgação de eventos, notícias, produtos e serviços da biblioteca. Aborda
conceitos relacionados às redes sociais que atuam como mídias sociais para
as iniciativas de marketing. Descreve as ações praticadas, e relaciona as
diretrizes adotadas na capacitação da equipe de editores das redes sociais na
biblioteca, apresenta a política de comunicação institucional e o
desenvolvimento da política de governança destas redes , além dos resultados
alcançados para o marketing dos serviços.

Palavras-Chave:
Bibliotecas Universitárias; Redes Sociais; Marketing

Abstract
We report the use of web 2.0 channels by a medicai university library, as
tools aimed at rapprochement with its users and dissemination of events, news,
products and services of the library. Discusses concepts related to social
networks that act as social media for marketing initiatives. Describes the actions
taken, and lists the guidelines adopted in training the team of editors of social
networks in the library, it presents the communication policy and institutional
development of political governance of these networks, and the results
achieved for the marketing of services.

Keywords:
Academic Libraries; Social Networking ; Marketing.

1819

�Divulgação de produtos e serviços: páginas, blogues e redes sociais
i! """"'"
MaooNlck

~

=

:,

IiWitt.UJ

1I....111~

Trabalho completo

1 Introdução
As redes sociais são especialmente populares entre os jovens e
estudantes universitários e sua ascensão está enraizada na emergência da
web 2.0 como rede interativa que dá oportunidade a todos de participar
segundo Dickson e Holley (2010). Assim, quando utilizadas pelas bibliotecas
universitárias representam um método potencialmente eficaz de comunicação
com os estudantes e uma forma de divulgação e marketing de seus produtos e
serviços.
Nas redes sociais existe a valorização dos elos informais e das relações,
em oposição às estruturas hierárquicas; a rede é uma forma de organização
presente na vida das pessoas e mesmo nascendo na esfera informal de
relações sociais, seus efeitos podem ser percebidos fora de seu espaço em
diversas formas de interação social (MARTELETO, 2001).
Este trabalho apresenta conceitos referentes às redes sociais como
ferramentas de marketing e divulgação de serviços e recursos para os
estudantes, incluindo as mudanças no relacionamento entre biblioteca e
usuário, Relata a experiência com estas redes em uma biblioteca universitária
da área médica, abordando habilidades desenvolvidas, as diretrizes de
comunicação e a política de governança na biblioteca como estratégia para a
edição descentralizada dos conteúdos. Apresenta o desenvolvimento de perfis
como Twilter, Facebook, YouTube e Flickr, inclui a arquitetura do Blog da
Biblioteca e seu processo de revisão.

2 As redes sociais: aspectos relacionados à comunicação
As redes sociais trouxeram uma nova maneira de comunicação com os
usuários e também entre os pares, assim segundo Recuero (2007), para existir
uma rede social é necessário que existam as pessoas e as conexões,
formando uma estrutura de grupo, com objetivos comuns.
As mais populares são Facebook (focada a estudantes e empresas),
Twifter (microblog onde é possível postar mensagens curtas), Linkedin (focada
na área profissional), Youtube (espaço para publicação de vídeos), Flickr e
Picasa (onde é possível armazenar fotos) e Blogs (onde são noticiadas
informações cronologicamente) .
Atualmente empresas, instituições, organizações e pessoas em geral
têm a possibilidade de expressar opiniões, oferecer serviços, esclarecer
dúvidas e manter um relacionamento mais próximo com o grupo que interagem
através destas redes, que estabeleceram um marco nos processos de
comunicação.
Nos últimos 5 anos aconteceu uma revolução digital, comparada por
muitos com a era da Revolução Industrial, houve uma mudança de paradigma .
Na área de comunicação, na década de 90, o ambiente digital era utilizado
para informações estáticas da empresa ou instituição, não havia feedback com
o internauta, era o início da web 1.0.
Hoje com a web 2.0, existe a interatividade com o usuário e todos

1820

�Divulgação de produtos e serviços: páginas, blogues e redes sociais
i! """"'"
MaooNlck

~

=

:,

IiWitt.UJ

1I....111~

Trabalho completo

podem ser os protagonistas de opiniões, disseminando notícias e informações,
A comunicação acontece em todos os níveis e o próprio internauta produz,
consome e tem a possibilidade de moderar conteúdos,
Notícias, serviços e produtos podem ser disponibilizados por meio
destas mídias, oferecendo grande troca de informações entre todos. As
empresas estão atentas a isto e escutam o seu usuário para desenvolver
políticas de relacionamento adequadas para este perfil.
Antes da era digital, o usuário que desejava uma informação precisava
deslocar-se até uma biblioteca que possuía o assunto desejado, agora com
apenas um clique pode pesquisar online nas mais diversas bibliotecas do
mundo, economizando tempo e de maneira prática e rápida .
As redes sociais criaram um relacionamento mais pessoal e próximo
com o usuário/cliente. Estratégias de comunicação online passaram a ser um
item essencial para trazer a informação que o usuário deseja de forma simples
e rápida .
Para Marteleto (2001, p.72 citado por Tomaél, 2005, p.93), as redes
representam "um conjunto de participantes autônomos, unindo ide ias e
recursos em torno de valores e interesses compartilhados". Pessoas
interconectadas formam este novo grupo de usuários que buscam informações
diversas, geram , transmitem e compartilham tudo por todo o mundo.
Na interação social mediada pelo computador existe um locus onde esta
ocorre de forma efetiva e relaciona-se às redes geradas pelas ferramentas web
2.0, de acordo com Recuero (2005) . Desta forma, podemos confirmar a
utilidade destas ferramentas de rede social para melhorar a interação das
bibliotecas com seus usuários, o que gerou diversas iniciativas no Brasil e no
mundo, principalmente nas bibliotecas universitárias.
A biblioteca sendo uma rica fonte de informação procura através das
mídias, ficar mais próxima do seu usuário levando informação com
credibilidade e confiança .
Segundo Tomaél (2005 , p.93) apenas nas últimas décadas é que as
empresas perceberam que as redes servem como um instrumento
organizacional , uma vez que são descentralizadas, flexíveis, dinâmicas, sem
limites definidos e estabelecem-se por relações horizontais de cooperação.
Esta horizontalidade de cooperação é uma característica importante nas redes,
já que não existe hierarquia definida.
As redes sociais são utilizadas como ferramenta de marketing, inclusive
nas bibliotecas, sendo uma maneira de impactar o usuário de forma rápida ,
direcionada e com custo relativamente baixo. Uma biblioteca jamais poderia
fazer uso de uma propaganda na TV para divulgar conhecimento, já na
Internet, pode atingir pessoas que tenham o interesse na área de atuação da
mesma , isto é, o target é atingido diretamente.
Instituições, organizações e empresas em geral , sejam elas de pequeno ,
médio ou grande porte, tem a possibilidade de atingir seu público e até se
sobressair no mercado competitivo.
É possível enviar e transmitir dados a milhares de usuários
simultaneamente e ainda gerar conteúdos relevantes, criar diálogos entre esse
grupo de usuários. A conexão online, em conjunto com as mídias sociais,
conecta indivíduos, grupos, regiões e organizações, criando formas de

1821

�Divulgação de produtos e serviços: páginas. blogues e redes sociais
i! """"'"
MaooNlck

~

=

:,

IiWitt.UJ

1I....111~

Trabalho completo

convivência onde é possível disponibilizar e compartilhar saberes distintos a
serviço do coletivo .
Busca-se nas redes o contato mais próximo, através de informações
relevantes e atualizadas de maneira dinâmica e, principalmente interativa,
fazendo com que os usuários tenham a sensação de participar da instituição.
No momento da interação ele é único, um indivíduo sendo atendido com
presteza , respeito e dedicação.
As redes possibilitam a análise da visibilidade da biblioteca através das
conexões com o público que participa delas, é possível mapear
comportamentos dos usuários, horários de acesso, o que acessam etc. Através
da análise destes dados existe a possibilidade de manter contatos online com
informações e conteúdos de interesse.
Dourado (2010, p. 146) afirma que a comunicação nos meios digitais
possibilita que o usuário participe de etapas e processos relacionados a algum
tipo de atividade, através da colaboração .
A análise das redes sociais no ambiente corporativo colabora para que
exista a possibilidade de inovação nos produtos e serviços oferecidos.
O usuário que está nas redes sociais conversa , divulga e se relaciona
por meio delas e age como um propagador da notícia/serviço que a instituição
oferece. As redes sociais na web oferecem um caminho para chegar aos
universitários através de seus próprios ambientes. Além disso, segundo
Dickson e Holley (2010) , para as bibliotecas universitárias o objetivo é permitir
o acesso à informação em um ambiente que é mais familiar aos seus usuários.
Os sites de redes sociais são uma oferta de tecnologias promissoras e boas
opções de divulgação para as bibliotecas universitárias. Elas fornecem uma
nova plataforma para alcance dos alunos além do edifício da biblioteca
tradicional e do website , permitindo que tenham acesso a recursos de
informação sem sair do conforto dos sites que mais utilizam .

3 Métodos
Em 2009, a Biblioteca Central da Divisão de Biblioteca e Documentação
da Faculdade de Medicina da USP - DBD/FMUSP instituiu o Grupo de
Inovação para a aplicação das ferramentas web 2.0, que optou inicialmente
pela criação de um blog e um Twitter.
A escolha ocorreu porque os blogs são considerados ferramentas de
fácil criação e manutenção, devido à simplicidade de uso e de publicação
(MARGAIX-ARNAL, 2008). Quanto ao Twitter, foi selecionado por ser uma
ferramenta destinada a informações rápidas, o que atendia à expectativa de
aumentar a interatividade com o usuário.
O 810g foi desenvolvido utilizando o modelo descentralizado de gestão
de conteúdo, implantado com critérios para inserção de posts pelas diversas
áreas da Biblioteca visando atingir maior dinâmica nas informações
apresentadas. Para isso, desenvolveu-se uma política de governança que,
segundo Viberti (2009), permite o alinhamento do grupo de manutenção.
Realizou-se treinamento para os participantes do grupo; complementado
periodicamente na medida em que surgem necessidades de capacitação.
Todas as ferramentas de redes sociais na web desenvolvidas na

1822

�Divulgação de produtos e serviços: páginas, blogues e redes sociais
i! """"'"
MaooNlck

~

=

:,

IiWitt.UJ

1I....111~

Trabalho completo

Biblioteca da FMUSP têm design e arquitetura personalizados, na medida do
permitido pelo aplicativo para reforçar a identidade visual da biblioteca .
Como o Facebook tem uma base forte de usuários nas universidades,
tornou-se uma opção para as bibliotecas universitárias. Um dos usos do
Facebook nestas bibliotecas, relaciona-se com a divulgação, além da criação
de convites para eventos, atividades e fóruns para promover serviços. Trata-se
de uma ferramenta de marketing sobre os serviços disponíveis para a
comunidade de usuários (DICKSON e HOLLEY, 2010).
Em 2011 , foi desenvolvido o Facebook da Biblioteca da FMUSP com o
objetivo de ser um endereço na rede social que retrate as características
institucionais. A inserção de conteúdo ocorre de acordo com a política de
governança, é realizada por funcionários treinados, sendo que os blogs e o
Twifter da biblioteca são conectados diretamente por compartilhamento
oferecido por estas redes, tornando as atualizações automáticas, e
centralizadas, incluindo também o Youtube e o Flickr.
Quanto à política de governança das redes sociais são apontadas, por
Tripathi e Kumar (2007), boas práticas para a integração de ferramentas de
web 2.0 em serviços de biblioteca como: uso com fins bem definidos e
normalizados para melhorar a confiabilidade e a participação, uso de recursos
audio-visuais reforçam o marketing e a credibilidade, criação de blogs para
atender grupos específicos, mas não muitos para evitar a dispersão dos
usuários, sendo importante publicar diretrizes para o uso das ferramentas e
respeitar os direitos de propriedade intelectual.
Os autores sugerem a criação de clips visuais explicando procedimentos
e funções da biblioteca com duração de 3 a 5 minutos, o fornecimento de
palestras em podcast ou vídeos, o treinamento de alunos e dos professores
nas ferramentas de web 2.0 através de pequenos módulos de formação , com
reforço na participação nas redes para formar uma comunidade virtual. Além
disso, as bibliotecas e centros de informação devem criar folhetos e
marcadores sobre os recursos utilizados e distribuí-los durante as aulas de
orientação e visitas informais. A biblioteca deve incluir links para as ferramentas
nas homepages da universidade e da biblioteca, prática desenvolvida pela
Biblioteca da FMUSP.
A política de governança é um conjunto de diretrizes e normas criadas
para padronizar a comunicação online de conteúdos de portais corporativos. A
governança consiste em estabelecer critérios para o material a ser publicado
pelo grupo de editores e apresenta as diretrizes para esta publicação, sendo
que na Biblioteca da FMUSP foi desenvolvida para estabelecer critérios e
permitir o alinhamento do grupo designado para a manutenção dos canais de
comunicação e divulgação da biblioteca em redes sociais.
O trabalho de atualização nas redes sociais exige manutenção, cuidado,
profissionalismo e continuidade. A utilização destas ferramentas e outros
recursos de comunicação são temas de workshops internos semanais na
biblioteca. Novos treinamentos são propostos e desenvolvidos quando são
identificadas necessidades.
O Twitter da biblioteca utiliza modelo descentralizado, é alimentado por
funcionários treinados das diversas áreas e publica links, novidades, fotos,
eventos, notícias e qualquer informação de interesse aos usuários visando a

1823

�Divulgação de produtos e serviços: páginas, blogues e redes sociais
i! """"'"
MaooNlck

~

=

:,

IiWitt.UJ
1I....111~

Trabalho completo

comunicação e compartilhamento.

4 Resultados Parciais
A equipe do Grupo de Inovação criou o blog para a Biblioteca da FMUSP
com identidade visual própria, atendendo a premissa de modelo
descentralizado de inserção de conteúdos pelas áreas da biblioteca , com
política de governança especifica, capacitação e treinamento das equipes. Este
blog foi inicialmente gerenciado de forma indireta pelos responsáveis de blogs
especificos desenvolvidos pelas áreas com a apresentação de produtos e
serviços da biblioteca .
Na Tabela 1 são apresentados os acessos aos 810gs da Administração ,
Atendimento, Divulgação, Periódicos e Livros. Esta análise identificou que
alguns blogs são mais acessados como o caso dos posts do blog da
Divulgação que totalizou 11 .877 acessos no período de novo2009 a abro2012.
Os blogs do Atendimento e Livros foram os segundos mais acessados, com
7885 e 5505 acessos respectivamente.
Tabela 1 - Acesso aos blogs da Biblioteca FMUSP - novo 2009 a abro 2012

Blog
Divulgação
Atendimento
Livros
Periódicos
Ad m in istração
Total

2009
39
54
19
37
84
233

2010
4106
2155
813
849
658
8581

2011
5570
4340
3137
599
311
12.988

2012
2166
1336
1536
50
6
3558

Total

11877
7885
5505
1535
1059
27861

Fonte: Estatística dos acessos nos blogs da Biblioteca da FMUSP no Wordpress

A partir desta análise, a Biblioteca da FMUSP optou por remodelar seu
blog, mantendo os blogs do Atendimento e da Divulgação, e passando as
exposições de novas aquisições de Livros e Periódicos para o site da Biblioteca
com a implantação de novos recursos de exposição virtual. As informações do
blog da Administração, mais voltadas para temas como missão, funcionamento
e avisos administrativos também foram remanejadas para o site.
A seguir, na Figura 1 é apresentado o gerenciamento das redes sociais
da Biblioteca de acordo com a opção de compartilhamento entre as
ferramentas .

1824

�Divulgação de produtos e serviços: páginas. blogues e redes sociais
i! """"'"
MaooNlck

~

=

:,

IiWitt.UJ
1I....111~

Trabalho completo

Bl09 da Divisão de
Biblioteca e
Documentação

~1

Bl09
Atendimento

~

=~ ~=:=.JU

!::
-

~

Figura 1 - Gerenciamento das redes sociais da Biblioteca FMUSP

Os posts dos blogs alimentam automaticamente o blog da Biblioteca, o
Twitter, o Facebook e o site da biblioteca através de ferramenta agregadora O
Youtube e o Flickr também utilizam este recurso. Assim é possível
descentralizar o conteúdo, mas centralizar o gerenciamento. Os tweets e os
posts podem ser curtidos individualmente, permitindo que através da análise
destes itens, seja possível reforçar os conteúdos de maior interesse.
O Twitter da Biblioteca FMUSP até abril de 2012 divulgou 1893 micro
mensagens (tweets) , segue 56 Twitters de bibliotecas e instituições
universitárias, bibliotecas públicas nacionais e internacionais e organizações da
área da saúde . Entre os 911 seguidores do Twitter da Biblioteca estão alunos,
profissionais da área, bibliotecas, instituições de saúde e bibliotecários.
O Facebook da Biblioteca da FMUSP foi desenvolvido com a
preocupação de ser um endereço que retrate as características institucionais.
De acordo com a política de governança a alimentação pode ser realizada por
funcionários treinados. Em 2012, deu-se início a criação da Fan Page da
biblioteca visando direcionamento adequado das informações e melhoria do
marketing institucional, desta forma pretende-se manter o público conquistado
e fazer a passagem paulatinamente, mantendo o espaço de participação do
usuário.
Na biblioteca , o Youtube é um canal experimental onde são
disponibilizados pequenos eventos e treinamentos pertinentes à área . A
proposta é tornar-se um canal com vídeos de curta duração para explicar, de
forma rápida, recursos e informações disponíveis na biblioteca . A produção de
vídeos é realizada por pequena equipe que recebe as demandas de toda a
Biblioteca. Utiliza-se o software Camtasia para a criação e edição dos vídeos

1825

�Divulgação de produtos e serviços: páginas, blogues e redes sociais
i! """"'"
MaooNlck

~

=

:,

IiWitt.UJ

1I....111~

Trabalho completo

produzidos,

5 Considerações Finais
As bibliotecas, atentas ao novo perfil de usuário, jovem e conectado 24
horas por dia , pretendem atingi-lo levando os seus conteúdos onde eles estão,
e as redes sociais são estes novos canais. A inovação tecnológica trouxe
mudanças rápidas causando impactos na comunicação com o usuário.
Novos modelos de bibliotecas estão se formando, padrões estão sendo
seguidos e novas maneiras de comunicação online estão sendo criadas.
Bibliotecários e profissionais especialistas na área de Marketing e
Comunicação hoje trabalham em parceria, criando estratégias de comunicação
e buscando a interação junto ao seu público.
Uma das premissas da biblioteca no ambiente online é impactar o maior
número de pessoas, ganhar relevância, credibilidade e gerar novos
relacionamentos, sempre pensando no público-alvo .
A biblioteca criou um vínculo de relacionamento nas redes e através
delas recebe elogios, críticas e comentários instantaneamente. O usuário é
sempre tratado de maneira atenciosa e com respeito por todos os
colaboradores. Respostas, dúvidas e questionamentos são sanados
rapidamente por funcionários amplamente treinados e preparados para essa
interação.
Existe a preocupação e atenção com os conteúdos que são
disponibilizados nas redes, pois se sabe que conteúdos relevantes fazem
grande diferença quando se trata de informação online. A ética está presente e
a comunicação responsável é um dos pilares dessa comunicação digital.
A Biblioteca da FMUSP tem comprovado a eficiência destas plataformas
para divulgação de informações para sua comunidade, teve oportunidade de
avaliar seus blogs e melhorar a divulgação de notícias e outras informações,
inclusive com o uso de ferramenta agregadora para o gerenciamento de suas
redes sociais. Devido à gestão descentralizada do Blog da Biblioteca, com
posts alimentados em blogs separados foi possível a análise de acesso aos
blogs individualmente.
O Facebook da biblioteca foi analisado pela equipe gestora e está em
fase de implantação da Fan Page.
O grupo de editores das redes sociais na web está consolidado e
capacitando-se continuamente e para a política de governança busca-se
sempre identificar novas demandas de forma que a Biblioteca da FMUSP
permanece avaliando as rede sociais que disponibiliza mantendo-se atenta às
inovações que surgem para atingir melhorias no marketing e na comunicação
com seus usuários.

6 Referências
DICKSON, A. ; HOLLEY, R. P. Social networking in academic libraries: the
possibilities and the concerns. New library world, Bradford (UK), v.111, n.

1826

�Divulgação de produtos e serviços: páginas. blogues e redes sociais
i! """"'"
MaooNlck

~

=

:,

IiWitt.UJ
1I....111~

Trabalho completo

11/12, 2010 . p. 468-479 .
DOURADO, D. (org). Mídias Sociais: perspectivas, tendências e reflexões. In :
Terra, C. Comunicação organizacional em tempos de mídias sociais. EBook coletivo. PaperCliq . 2010.
MARGAIX-ARNAL, D. Informe APEI sobre web social. Gijón : Asociación
Profesional de Especialistas emn Información, 2008 . Disponível em :
&lt;http://eprints.rclis.org/151 06/1 /informeapeiwebsocial.pdf&gt; . Acesso em : 8 abr.
2010.
MARTELETO, R M. Análise de redes sociais: aplicação nos estudos de
transferência da informação. Ciência da Informação, Brasília, v.30, n.1, p.7181 , jan.labr. 2001 .
RECUERO, R Considerações sobre a difusão de informações em redes
sociais na Internet. Intercom - Sociedade Brasileira de Estudos
Interdisciplinares da Comunicação. VIII Congresso Brasileiro de Ciências da
Comunicação da Região Sul, Passo Fundo, RS . 2007 . p. 1-16.
RECUERO, R da C. Redes sociais na Internet: considerações iniciais. ECompós, v.2, 2005 . Disponível em : &lt;
http://www6 .ufrgs.br/limc/PDFs/redes_sociais.pdf&gt; . Acesso em 24 abro2012 .
TOMAÉL, M. 1. ; ALCARÁ, A. R ; Di CHIARA, I. G. Das redes sociais à inovação.
Ciência da Informação, Brasília , v.34, n.2 , p. 93-104 , maio/ago. 2005.
TRIPATHI, M. ; KUMAR, S. Use ofWeb 2.0 tools in academic libraries: a
reconnaissance of the international landscape. The international information
and library review, v. 42 , p. 195-207, 2010.
VIBERTI , F. Conteúdo: centralizar ou descentralizar, eis a questão. Intranet
Portal, 2009. Disponível em :
&lt;http://www.intranetportal.com.br/comunicacao/cc_1 &gt;. Acesso em : 8 abro2010 .

1827

�</text>
                  </elementText>
                </elementTextContainer>
              </element>
            </elementContainer>
          </elementSet>
        </elementSetContainer>
      </file>
    </fileContainer>
    <collection collectionId="49">
      <elementSetContainer>
        <elementSet elementSetId="1">
          <name>Dublin Core</name>
          <description>The Dublin Core metadata element set is common to all Omeka records, including items, files, and collections. For more information see, http://dublincore.org/documents/dces/.</description>
          <elementContainer>
            <element elementId="50">
              <name>Title</name>
              <description>A name given to the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51396">
                  <text>SNBU - Edição: 17 - Ano: 2012 (UFRGS - Gramado/RS)</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="49">
              <name>Subject</name>
              <description>The topic of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51397">
                  <text>Biblioteconomia&#13;
Documentação&#13;
Ciência da Informação&#13;
Bibliotecas Universitárias</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="41">
              <name>Description</name>
              <description>An account of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51398">
                  <text>Tema: A biblioteca universitária como laboratório na sociedade da informação.</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="39">
              <name>Creator</name>
              <description>An entity primarily responsible for making the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51399">
                  <text>SNBU - Seminário Nacional de Bibliotecas Universitárias</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="45">
              <name>Publisher</name>
              <description>An entity responsible for making the resource available</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51400">
                  <text>UFRGS</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="40">
              <name>Date</name>
              <description>A point or period of time associated with an event in the lifecycle of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51401">
                  <text>2012</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="44">
              <name>Language</name>
              <description>A language of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51402">
                  <text>Português</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="51">
              <name>Type</name>
              <description>The nature or genre of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51403">
                  <text>Evento</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="38">
              <name>Coverage</name>
              <description>The spatial or temporal topic of the resource, the spatial applicability of the resource, or the jurisdiction under which the resource is relevant</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51404">
                  <text>Gramado (Rio Grande do Sul)</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
          </elementContainer>
        </elementSet>
      </elementSetContainer>
    </collection>
    <itemType itemTypeId="8">
      <name>Event</name>
      <description>A non-persistent, time-based occurrence. Metadata for an event provides descriptive information that is the basis for discovery of the purpose, location, duration, and responsible agents associated with an event. Examples include an exhibition, webcast, conference, workshop, open day, performance, battle, trial, wedding, tea party, conflagration.</description>
    </itemType>
    <elementSetContainer>
      <elementSet elementSetId="1">
        <name>Dublin Core</name>
        <description>The Dublin Core metadata element set is common to all Omeka records, including items, files, and collections. For more information see, http://dublincore.org/documents/dces/.</description>
        <elementContainer>
          <element elementId="50">
            <name>Title</name>
            <description>A name given to the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="64113">
                <text>As redes sociais como ferramenta de marketing e comunicação com o usuário.</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="39">
            <name>Creator</name>
            <description>An entity primarily responsible for making the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="64114">
                <text>Santos, Cibele Araújo C.M. dos; Crestana, Maria Fazanelli; Sanchez, Fabíola Rizzo; Rosa, José Carlos Balbino</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="38">
            <name>Coverage</name>
            <description>The spatial or temporal topic of the resource, the spatial applicability of the resource, or the jurisdiction under which the resource is relevant</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="64115">
                <text>Gramado (Rio Grande do Sul)</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="45">
            <name>Publisher</name>
            <description>An entity responsible for making the resource available</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="64116">
                <text>UFRGS</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="40">
            <name>Date</name>
            <description>A point or period of time associated with an event in the lifecycle of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="64117">
                <text>2012</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="51">
            <name>Type</name>
            <description>The nature or genre of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="64119">
                <text>Evento</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="41">
            <name>Description</name>
            <description>An account of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="64120">
                <text>Relata a utilização de canais da web 2.0 por uma biblioteca universitária da área médica, como ferramentas visando à aproximação com seus usuários e a divulgação de eventos, notícias, produtos e serviços da biblioteca. Aborda conceitos relacionados às redes sociais que atuam como mídias sociais para as iniciativas de marketing. Descreve as ações praticadas, e relaciona as diretrizes adotadas na capacitação da equipe de editores das redes sociais na biblioteca, apresenta a política de comunicação institucional e o desenvolvimento da política de governança destas redes, além dos resultados alcançados para o marketing dos serviços.</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="44">
            <name>Language</name>
            <description>A language of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="69526">
                <text>pt</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
        </elementContainer>
      </elementSet>
    </elementSetContainer>
  </item>
  <item itemId="6026" public="1" featured="0">
    <fileContainer>
      <file fileId="5090">
        <src>http://repositorio.febab.org.br/files/original/49/6026/SNBU2012_165.pdf</src>
        <authentication>a22f3f91ea63ddab5ea01c9bba718d7f</authentication>
        <elementSetContainer>
          <elementSet elementSetId="4">
            <name>PDF Text</name>
            <description/>
            <elementContainer>
              <element elementId="92">
                <name>Text</name>
                <description/>
                <elementTextContainer>
                  <elementText elementTextId="64112">
                    <text>Divulgação de produtos e serviços: páginas, blogues e redes sociais
i! """"'"
MaooNlck

~

=

:,

IiWitt.UJ

1I....111~

Trabalho completo

MODELO DE CONSTRUÇÃO E INTEGRAÇÃO DO
CONHECIMENTO ATRAVÉS DAS REDES SOCIAIS PARA O
APRIMORAMENTO DE PLATAFORMAS DE GOVERNO ELETRÔNICO
Gisele Dziekaniak1
1Mestre, Universidade Federal do Rio Grande, Rio Grande, RS

Resumo
Este trabalho é derivado do estudo de doutorado em andamento da autora e
visa demonstrar, através de um modelo teórico-conceitual , um método desenvolvido
para extrair conhecimento das redes sociais, a fim de propor melhorias nas
plataformas de governo eletrônico (e-gov). Este método é baseado no mapeamento,
modelagem e elicitação de conhecimento e culmina na construção de requisitos
desenvolvidos a partir do capital social mapeado das redes sociais, a fim de
aprimorar as plataformas governamentais. Para tanto se utilizou a pesquisa
bibliográfica sobre modelos de governo eletrônico, redes sociais e modelagem de
conhecimento, bem como se fez uso da observação direta não participativa nos sites
de redes sociais como Facebook, Orkut, Twifter, blogs, nings e OpenBook em busca
do conhecimento compartilhado pelos usuários da Plataforma Lattes - plataforma
que serviu como análise de viabilidade ao estudo. A técnica utilizada para análise
dos posts foi o Discurso do Sujeito Coletivo em Lefévre, Lefévre e Teixeira (2000) .
Constatou-se que, apesar dos usuários manifestarem descontentamento e
apresentarem dúvidas e sugestões ao sistema Lattes, através das redes sociais que
participam , estes elementos não chegam até as agências governamentais. No
entanto , quando mapeado, modelado e elicitado, o conhecimento referido pode
auxiliar as agências governamentais a aprimorarem suas plataformas, tornando-as
mais acessíveis aos cidadãos, tanto na contribuição para o desenvolvimento de
sistemas que se baseiam no compartilhamento de conhecimento, como na sua
construção coletiva . Sendo a proposição final deste estudo, um modo de realizar
esta integração tão necessária entre cidadão (usuário) e governo (desenvolvedor do
sistema) .

Palavras-Chave:
Modelos e-gov; Governo eletrônico;
Modelagem do conhecimento.

Redes sociais; Plataforma e-gov;

Abstract
This paper derives from a doctoral study in progress and the author seeks to
demonstrate, through a theoretical-conceptual model, a method developed to extract
knowledge of social networks in order to propose improvements in e-government
platforms and identify how it is possible to extract knowledge from the social
networks. This method is based on the mapping , modeling and knowledge elicitation

1806

�Divulgação de produtos e serviços: páginas. blogues e redes sociais
i! """"'"
MaooNlck

~

=

:,

IiWitt.UJ

1I....111~

Trabalho completo

and culminates in the construction of requirements developed from the data mapped
from the social networks. For this purpose, it is used the literature on models of egovernment, social networks and modeling knowledge, besides making use of direct
non-participatory observations in social networking sites such as Facebook, Orkut,
Twitter, blogs, nings and OpenBook, in search of knowledge shared by users on
Lattes Platform - the platform that served as a feasibility analysis to the study. The
technique used for analysis of the posts was the Collective Subject Discourse on
Lefevre Lefevre and Teixeira (2000).lt seems that despite the fact that users express
dissatisfaction and submit questions and suggestions to the Lattes system through
the social networks involved, this knowledge does not reach government agencies.
However, when mapped, modeled and elicited, the knowledge that can assist
government agencies to improve their platforms, could make them more accessible
to citizens, contributing to the development of systems that rely on knowledge
sharing and construction conference. As the final proposition of this study, it is
presented a method to accomplish this much needed integration between citizen
(user) and government (system developer).

Keywords:
Models e-gov; Electronic Government; Social networks; E-gov platform;
Modeling of knowledge.

1 Introdução
As mídias sociais 1 oportunizam e possibilitam novos formatos de
comunicação e desenvolvimento de capital social 2 entre indivíduos, organizações e
comunidades. A utilização massiva e efetiva da Internet reflete na produção e
desenvolvimento de novos formatos de comunicação e no compartilhamento de
conhecimento.
Diante desta realidade, se percebe a capacidade que existe, e que
comportaria, dos países e seus governos melhorarem a oferta de canais de
comunicação com o cidadão, via Internet, já que o crescimento do uso das
tecnologias é bastante significativo por estes, o que oportunizaria um espaço maior
de comunicação da sociedade com o Estado (G2C) e geraria canais efetivos de
compartilhamento entre os próprios cidadãos (C2C).
Isto, porém, não acontece com a devida intensidade, deixando de responder a
um dos novos modus operandi de comunicação entre as pessoas no âmbito
governamental: a comunicação virtual baseada no uso de redes sociais on-line .
Neste sentido, torna-se clara a importância da realização de análises a
respeito do desenvolvimento de mecanismos que redimensionem na esfera da
1 De acordo com Recuero (2008) mídia social é uma "ferramenta de comunicação que
permite a emergência das redes sociais. I... ) permite a apropriação para a sociabilidade, a
partir da construção do espaço social e da interação com outros atores."
2 Para Putnam (1996, p. 177): "o capital social diz respeito a características da organização
social, como confiança, normas e sistemas, que contribuam para aumentar a eficiência da
sociedade, facilitando as ações coordenadas." Este autor também considera capital social
como elemento facilitador da cooperação voluntária, decisiva para a instauração de círculos
virtuosos favorecedores de um bom desempenho institucional.

1807

�Divulgação de produtos e serviços: páginas, blogues e redes sociais
i! """"'"
MaooNlck

~

=

:,

IiWitt.UJ

1I....111~

Trabalho completo

gestão governamental, o que já ocorre na esfera social, qual seja , a utilização de
ferramentas tecnológicas para o desenvolvimento de uma nova visão de
comunicação entre pares através da Internet; espaço onde a filosofia da busca por
respostas a problemas ou necessidades informacionais, bem como a busca pela
construção e compartilhamento de conhecimento parece se efetivar cada dia mais.
Esta realidade prima pela importância coletiva na construção do
conhecimento, onde "a responsabilidade social é distribuída por diferentes agentes e
instâncias e, embora o peso de sua contribuição oscile, há uma forte
interdependência que converge para o capital humano e o valor coletivo do
conhecimento". (PINHEIRO, 2009, p. 1-2). Tendo seu ápice no desenvolvimento da
Sociedade do Conhecimento.
Entende-se que é importante para o desenvolvimento desta nova sociedade caracterizada pela busca do conhecimento e pela equanimidade de acesso ao
conhecimento, abrir espaço para o cidadão comum participar de forma mais efetiva
na construção e melhorias de plataformas e-gov. Assim como é primordial que o
governo valorize e participe dos espaços criados espontaneamente pelos cidadãos,
através do acompanhamento do que é discutido e proposto nestes espaços e do
compartilhamento de conhecimento: para que haja integração deste conhecimento e
uma gestão pública mais interativa e participativa junto do cidadão.
Esta interação on-line via mídias sociais pode ser considerada mais um
elemento a auxiliar os técnicos e gestores públicos no desenvolvimento de
plataformas e projetos e-gov, através da identificação de demandas, necessidades e
sugestões dos cidadãos sobre estas plataformas; auxiliando no crescimento de
know how com base no conhecimento empírico adquirido através destes espaços
comunicacionais, baseados nas mídias sociais ao utilizar o conteúdo - criado
coletivamente, de baixo para cima (partindo do cidadão) , através das redes sociais e
transformando-o em conhecimento explicitado e documentado, para posterior reuso
pelos gestores visando à promoção de modelos de maturidade em e-gov mais
interativos e comunicativos para desenvolver a sociedade do conhecimento em
conjunto com os cidadãos, através de projetos e-gov com a participação cidadã .
O capital social, e principalmente , os insumos de conhecimento e o seu
mapeamento no âmbito do governo eletrônico, contextualizados às redes sociais,
bem como ao modo como os governos avaliam e validam seus projetos e-gov e
ainda, o diagnóstico de como estas redes podem servir de instrumento de integração
de conhecimento, através da construção de requisitos aos sistemas e-gov são
objetos de estudo desta pesquisa.
Sobre a participação do governo em redes sociais espontâneas, não há a
identificação em nenhum dos modelos e-gov analisados do estímulo à possibilidade
prática destes cidadãos participarem ativamente de seu governo, provendo este com
informação e capital social, baseado no conhecimento prático das necessidades e
realidades da sociedade, inclusive propondo melhores práticas na resolução de
problemas, a partir das redes sociais. Ou ainda , o estímulo à promoção de espaços
compartilhados de conhecimento para que haja a proposição de projetos onde a
comunicação ocorra todos-para-todos, através das redes sociais ou mídias sociais e
Web 2.0; esta última tendo por filosofia o compartilhamento de conteúdos e a
construção interativa e coletiva de conhecimento.
Ao mesmo tempo em que é difícil para o governo motivar os cidadãos a
participarem de canais de comunicação governo-cidadão e a desenvolverem
conjuntamente conhecimento, seja porque o governo está desacreditado pelos
cidadãos - 87% dos entrevistados na Pesquisa TIC - Governo eletrônico disseram

1808

�Divulgação de produtos e serviços: páginas, blogues e redes sociais
i! """"'"
MaooNlck

~

=

:,

IiWitt.UJ
1I....111~

Trabalho completo

confiar pouco ou não confiar nada na instituição "Governo" (CGI BRASIL, 2010) ,
quer porque as transações são de difícil conclusão, 23% dos entrevistados na
mesma pesquisa disseram que apesar de os serviços que necessitam estarem
disponíveis na Internet, não conseguem concluir as transações (CGI BRASIL, 2010).
Existem iniciativas de comunidades criadas espontaneamente dentro de redes
sociais como, por exemplo, no Orkut3 , as quais surgem não por uma sugestão ou
imposição governamental, mas que, ainda assim - ou justamente por isto, se
propõem a contribuir, discutir e propor melhorias a plataformas e-gov como é o caso
das Comunidades "Currículo Lattes - o Orkut nerd", com 11 .036 membros, "Eu tenho
currículo Lattes - CNPq", com aproximadamente 3.340 membros, "Eu odeio atualizar
o Lattes", com 493 membros e "Plataforma Lattes", com 404 membros, monitoradas
por este estudo.
O conhecimento prático e empírico, resultante das trocas simbólicas dentro
destas redes sociais espontâneas, ao não ser mapeado, tratado , modelado,
incorporado, compartilhado, classificado, recuperado e reutilizado pelo governo,
deixa de ser compreendido e aproveitado por este, o que ocasiona falhas nos meios
de aquisição de requisitos para desenvolver projetos e-gov. Ou seja, posto que se
encontra somente no foro das redes e desintegra-se à medida que não é analisado
pelo governo, o conhecimento surgido das comunicações entre cidadãos nos
espaços de comunicação nas redes sociais não acompanhadas pelo governo, deixa
de servir como matéria-prima para a gestão governamental e para a proposição de
melhorias nas plataformas e-gov existentes.
Logo, o objetivo do trabalho é propor um método para extração e modelagem
de requisitos, baseado no conhecimento presente nas redes sociais espontâneas
sobre plataformas e-gov, gerados pelos cidadãos membros destas redes sociais.

2 Modelos de governo eletrônico e redes sociais
Com o desenvolvimento e expansão da Internet e das tecnologias de
informação e comunicação, inclusive nos países ditos periféricos, os governos
começam a interessar-se por um novo formato de comunicação e oferta de serviços
e produtos de modo eletrônico.
Neste contexto, surgem os modelos e-gov, considerados a base teórica para o
desenvolvimento de projetos e plataformas de governo eletrônico. Eles surgem da
perspectiva de planejar sobre a implantação das TICs no governo, e visam que esta
reunião de tecnologias aplicadas na gestão pública e na prestação de e-serviços
auxiliem no desenvolvimento de melhores práticas no âmbito governamental.
Dentre as categorias que podem ser consideradas tendências atuais no
âmbito do desenvolvimento dos modelos e-gov, encontram-se:
Quadro 1: Principais características dos modelos e-gov
Principais categorias
Desenvolvimento da
e-democracia

Modelos e-gov
Riley (2001)
Siau e Long (2005)
UN/ASPA (2008)
Hiller e BélanQer (2001)

e-participação

3

Disponível em: www.orkut.com

1809

�Divulgação de produtos e serviços: páginas, blogues e redes sociais
i! """"'"
MaooNlck

~

=

:,

IiWitt.UJ

1I....111~

Trabalho completo

UN/ASPA (2008)
Andersen e Henriksen (2006)

Valorização do
accountabilitv
Customização no
atendimento ao cidadão
Portal único na Web

Modelo NEC3 Holmes (2001)
Modelo NEC3 Holmes (2001)
Wimmer (2002)
Olivares (2005)
Baum e Di Maio (2000)
Barbosa, Faria e Pinto (2004)
Siau e Long (2005)
Andersen e Henriksen (2006)
Olivares (2005)
Modelo NEC 3 Holmes (2001)
World Bank (2001)
Hiller e Bélanger (2001)
Layne e Lee (2001)
Barbosa, Faria e Pinto (2004)
Andersen e Henriksen (2006)
UN/ASPA (2008)
Jayasrhee e Marthandan (2010)
Barbosa, Faria e Pinto (2004)
Modelo NEC3 Holmes (2001)
Siau e Long (2005)

Transformação das
práticas de
gestão pública

Integração entre
sistemas e
agências públicas

Centrado no cidadão

..

Fonte: Dados oriundos da pesquisa blbhograflca

A proposta dos modelos e-gov, embora importante e imprescindível para o
desenvolvimento das sociedades que almejam tornarem-se "Sociedades do
Conhecimento" não deve levar em conta que será a implantação das TICs que
promoverá sozinha a e-participação, mas sim, a proposição de uma releitura a
respeito de antigas práticas de gestão pública baseadas na centralização das
decisões.
A própria UN/ASPA (2008) aponta em seu modelo de maturidade [de
governo eletrônico) que um grau avançado de e-governo deve ser
chamado de integração em rede, marcado pela sinergia generalizada
entre órgãos e entidades responsáveis pelo fornecimento de
informações ao cidadão. (LAIA, 2009, p. 295) .

o saber-fazer no âmbito do desenvolvimento dos modelos e-gov ainda possui
carências e necessita de maiores estudos. Para Gupta e Jana (2003) a literatura
oferece poucas abordagens úteis de avaliação de projetos e-gov.
Segundo Dodebei (2002 , p. 20) : 'l .. ] os modelos são, sempre , aproximações
seletivas que, eliminando aspectos acidentais, permitem o aparecimento dos
aspectos fundamentais, relevantes ou interessantes, do mundo real , sob alguma
forma generalizada".
Deste modo, para este estudo, entende-se que um modelo é a reunião teórica
de princípios, conceitos e elementos que devem ser formalizados para serem
inteligíveis, quer por indivíduos ou por máquinas, através de uma lógica sistêmica
que conceba a indissociação de qualquer uma das partes presentes neste modelo,
1810

�Divulgação de produtos e serviços: páginas, blogues e redes sociais
i! """"'"
MaooNlck

~

=

:,

IiWitt.UJ

1I....111~

Trabalho completo

enquanto um sistema dinâmico, interativo, interdependente, superordenado e
passível de sofrer atualizações, dada a dinamicidade que o contexto para o qual este
modelo é criado exige.
Carbo e Williams (2004) afirmam que não se tem ainda um bom modelo para
governo e cidadãos, que lhes ofereça um contexto de compreensão e implantação
de sistemas e serviços que usam tecnologias de informação diferentes. Para estes
autores, um modelo adequado necessita: a) entender as necessidades
dos funcionários
do
governo
e
cidadãos,
b) encorajar
a adoção
de soluções existentes, sempre que possível ; c) tratar as questões éticas e
políticas; d) escalabilidade de apoio; e) assegurar a proteção da privacidade
e segurança ; e f) prever para aferir e estabelecer métricas.
A seguir aborda-se as redes sociais, espaço social adotado por este estudo
como fonte de coleta de insumos que representam o desenvolvimento de capital
social e o conhecimento desenvolvidos pelos cidadãos usuários de plataformas egov.

2.1 Redes sociais
Para Recuero (2009, p, 24) a rede ué uma metáfora para observar os padrões
de conexão de um grupo social, a partir das conexões estabelecidas entre os
diversos atores. A abordagem da rede tem, assim, seu foco na estrutura social, onde
não é possível isolar os atores sociais e nem suas conexões". Independentemente
desta rede ser on-line ou off-line.
Este estudo não se aprofunda nos tipos de relações existentes em tais
comunidades, por conta de que, através da observação direta não participativa foi
possível identificar pelas postagens dos membros das redes, a existência de capital
social e de troca e compartilhamento de conhecimento sobre a Plataforma Lattes e
quais foram elas. O que foi suficiente elaborar novos requisitos a serem
incorporados à Plataforma analisada, de acordo com os seus usuários.
No entanto, segue-se a classificação que Recuero (2009) aponta sobre os
elementos das redes sociais virtuais se constituírem em atores e conexões. Sendo
os atores - pessoas envolvidas na rede analisada cuja representação nas redes se
dá pelas suas manifestações nos fóruns, gerando laços sociais, através de suas
interações com os demais atores; enquanto que as conexões são os próprios laços
sociais criados por meio da interatividade social entre estes atores, cujas variações
alteram a estrutura das redes e só podem ser percebidos através do rastro que um
ator deixa nas redes por meio de seus comentários, seja em blogs, sites de redes
sociais, Twifter, etc. No entanto, as conexões consideradas para fins deste estudo
são aquelas desenvolvidas dentro do ambiente das comunidades estudadas nos
sites sobre a Plataforma Lattes como plataforma e-gov.
Um dos objetivos das redes sociais pode vir a ser a promoção da relação
cidadão-cidadão. Porém, percebe-se grande descompasso com relação ao que é
possível ser feito no âmbito do modelo cultural, social e tecnológico de comunicação
contemporâneo - sobretudo através das redes sociais, com o que se mantém quase
imutável , que são os formatos de interação e integração do conhecimento, no campo
dos modelos e-gov.

1811

�Divulgação de produtos e serviços: páginas, blogues e redes sociais
i! """"'"
MaooNlck

~

=

:,

IiWitt.UJ

1I....111~

Trabalho completo

3 Materiais e Métodos
Os principais métodos adotados para a realização deste estudo foram a
pesquisa bibliográfica sobre a temática dos modelos de governo eletrônico, redes
sociais e plataformas e-gov, bem como a observação direta não participativa em
sites de redes sociais como Orkut, Facebook, Twitter, OpenBook, nings e blogs que
abordavam as expressões "plataforma latles" ou "currículo latles" na busca realizada
nas bases dos referidos sites, bem como no Google, durante os meses de maio de
2001 até fevereiro de 2012 .
A análise de viabilidade feita na Plataforma Lattes foi o meio de investigação
adotado para verificar a existência de capital social nas redes sociais espontâneas
sobre plataformas e-gov, a fim de identificar se estas comunidades poderiam
fornecer capital social significativo sobre plataformas e-gov, para que os modelos egov pudessem se embasar nesta interação social e aproveitar o conteúdo nelas
disponibilizados, para desenvolverem e aperfeiçoarem seus projetos e-gov.
Os conhecimentos obtidos através da observação direta não participativa nas
redes sociais são tratados através da técnica de levantamento de requisitos da
Engenharia do Conhecimento para servirem de insumo na proposição de melhorias
na Plataforma Latles - plataforma adotada como análise de viabilidade por este
estudo.

4 Resultados Parciais/Finais
Os resultados obtidos até o momento correspondem à identificação de que
existe sim o desenvolvimento de capital social e de conhecimento entre os cidadãos
membros das redes sociais sobre a Plataforma Lattes, uma vez que foi possível , até
o momento, gerar 60 novos requisitos a incorporarem a Plataforma, os quais foram
retirados das discussões, sugestões e dúvidas dos usuários das redes sociais sobre
a Plataforma Lattes.
Com base nesta constatação desenvolveu-se um modelo conceitual
representado pelas figuras 1, 2 e 3 a seguir, as quais apresentam um modelo
baseado, primeiramente, na avaliação dos modelos de maturidade existentes, que
evidencia a importância de categorias vinculadas à integração, elicitação ,
modelagem e extração de conhecimento das redes sociais sobre modelos e projetos
e-gov e após esta análise utiliza-se o conhecimento elicitado destas redes,
transformando-os em requisitos para o desenvolvimento de projetos e-gov
interativos, baseados na visão dos usuários.
Busca-se com o modelo e o método propostos, a geração de um círculo
virtuoso de compartilhamento e integração de conhecimento governo-sociedade, o
qual deve estar sempre em movimento e refazer seus passos constantemente , posto
que o conhecimento necessita ser mantido e atualizado.
As etapas do modelo podem ser representadas através da seguinte estrutura
(figura 1) que resume as fases do modelo referencial.

1812

�Divulgação de produtos e serviços: páginas, blogues e redes sociais
i! """"'"
MaooNlck

~

=

:,

IiWitt.UJ
1I....111~

Trabalho completo

FASE 1
Mapeamento da presença de eom\midades c

redes sociais sobre aplicações e-Gov
Participação e inserção do govcmo nas mídias
sociais
Tratamento do conhecimento c eOll1cúdo
gerado no àmbilo das midias sociais
Integração c disponibilização de conhecimento
gerados alravés da~ midias sociais: repositório

Governo 2.0 Companilhamcnto de
pUbliCJ

Figura 1 - Etapas conceituais do modelo proposto
FONTE: dados da pesquisa

A figura 2, cujo processo inicia com a etapa de Identificação do conhecimento
na web, identifica e representa as fases conceituais pelas quais o governo precisaria
passar para aproveitar o conhecimento oriundo das redes sociais, como fonte de
melhorias nas plataformas e-gov e integração do conhecimento gerado pelas trocas
simbólicas via redes sociais.

Identificação
Conhecímento
Web2.0

Inclusão ambientes
colaborativos

Tratamento conhecimento
Governo - cidadão

Governo 2.0

Conhecimento
Figura 2: fases conceituais do modelo de compartilhamento e integração de
conhecimento entre governo-sociedade
Fonte: dados da pesquisa

1813

�Divulgação de produtos e serviços: páginas, blogues e redes sociais
i! """"'"
MaooNlck

~

=

:,

IiWitt.UJ
1I....111~

Trabalho completo

A figura 3 a seguir identifica os processos e tarefas que devem ser seguidos
para implantação do modelo referencial proposto nas figuras 1 e 2.

Partlclp

Mapear
Capital Social

aU'Iame nte das
discuss õ es nas redes

(redes sociais)

Utilizar

Tratar

conhecimento
com partilhado

palavras-chave
adotadas pelos cidadãos
por Folksonomia

na gestão
pública
acesso públic

conheciment
mapeado
(integração)

Figura 3: fluxo de ações de compartilhamento e integração do conhecimento entre
governo-sociedade
Fonte: dados da pesquisa

Com base no método proposto, o estudo até o momento desenvolveu cerca
de 60 novos requisitos a serem incorporados à Plataforma Lattes, sendo que todos
eles foram criados pela pesquisa baseado nas manifestações e trocas simbólicas
realizadas entre os membros das comunidades e redes sociais observadas durante
o estudo. A totalidade destes novos requisitos não se encontram disponíveis neste
trabalho por conta de que a tese exige originalidade e ineditismo no ato de sua
defesa e a mesma ainda não ocorreu .
No entanto, a seguir (quadro 2) é apresentado um grupo com alguns dos
requisitos criados para a Plataforma Latles e compilados em especial para este
trabalho para demonstrar sua criação .

QUADRO 2 - Grupo de requisitos criados através da observação direta nos
sites de redes sociais sobre a Plataforma Lattes

N°

Tema
Dúvida de
conteúdo
Resumo

Comentários usuários
"Alguém sabe a diferença
entre resumo e resumo
expandido em anais de
evento?"

Dúvida de
conteúdo

"Minha mãe tem nome
duplo, quando entro de

1814

Requisito
Conter caixas de texto com
explicações sobre o
conteúdo dos campos,
disponível ao passar do
mouse sobre o campo
Informar ao usuário o(s)
problema(s) detectado(s) que

�Divulgação de produtos e serviços: páginas, blogues e redes sociais
i! """"'"
MaooNlck

~

=

:,

IiWitt.UJ

1I....111~

Trabalho completo

Divergência
dados Receita

Dúvida de
campo
Co-orientador
Dúvida de
campo
Tutorial
Construção de
tutorial interativo
no site
Construção de
umaWiki

Curso de Lattes/
Multiplicadores
para ensinar a
usar a
plataforma

novo na minha conta , o 2°
nome dela tá no
sobrenome e já tentei por
só um nome, os 2 juntos,
mas nada dá jeito, alguém
passou por isso?"
"Não há opção para
cadastrar co-orientador de
mestrado e doutorado?"
"Coloca (sic) um tutorial
no lattes, dizendo onde
vai cada coisa . Tipo uma
seção Help."
"O meu mesmo [currículo]
deve ter um monte de
coisas no lugar errado.
Rsss"
"Aonde colocar os
dados?"
"Cara de Face [Facebook]
e interatividade de Orkut. "
"Queria muito fazer um
manual para facilitar
nossas vidas e diminuir
esse tempo né ... "
[referindo-se ao tempo de
preenchimento]"

impedem
cadastro/atualização

Oferecer opção para
cadastro de co-orientador de
mestrado e doutorado
Conter tutorial explicando as
possibilidades de dados a
serem inseridos em cada
campo
Realizar consultas públicas
com usuários da Plataforma
para coletar melhorias e
sugestões para a plataforma
Oferecer aplicativo Wiki para
usuários desenvolverem
coletivamente um manual
Buscar multiplicadores no
ensino da Plataforma dentre
os usuários do sistema

Fonte: dados coletados na pesquisa

5 Considerações Parciais/Finais
Os modelos e-gov necessitam considerar o cenário em que a nova Sociedade
do Conhecimento começa a florescer e nela inserirem-se; passando a considerá-Ia
como uma sociedade que é habituada a se mover, através de espaços
compartilhados na promoção de redes sociais, blogs e nings, bem como através de
espaços de negócios digitais baseados nas possibilidades tecnológicas.
Os governos precisam focar na valorização das demandas da sociedade
contemporânea, declaradas nestes espaços comunicacionais on-line, no sentido de
alcançar o desenvolvimento e adquirir a base necessária para chegar a uma
sociedade que dissemine, estimule, troque e reuse informação e conhecimento ,
como matérias-primas para seu desenvolvimento e de seus membros, auxiliando,
dentre outras facetas , na instrumentalização do cidadão e no desenvolvimento da
sociedade e da gestão pública, através de plataformas e-gov mais interativas e que
compartilhem conhecimento entre governo e sociedade.
Uma das formas de se estimular esta evolução é através da valorização dos
conteúdos presentes nas redes sociais on-line sobre plataformas e-gov criadas de
modo espontâneo pelos cidadãos. Esta valorização deve ser feita pelos governos e
seus modelos e-gov, partilhando com os cidadãos seu interesse e disponibilidade em
compartilhar conhecimento, capital social, expertises e repertórios pessoais através

1815

�Divulgação de produtos e serviços: páginas, blogues e redes sociais
i! """"'"
MaooNlck

~

=

:,

IiWitt.UJ

1I....111~

Trabalho completo

de ações conjuntas para : TRANSFORMAR '* DESENVOLVER'* INOVAR a
sociedade.
Seria interessante e oportuno que o governo revisse suas práticas de busca
por requisitos que desenvolvam e aperfeiçoem suas plataformas e-gov, através do
acesso ao conteúdo que os cidadãos compartilham nas redes sociais sobre estas
plataformas, a fim de que passe a basear-se também no capital social presente nas
trocas ocorridas através de redes sociais, como uma condição a ser objetivada para
o desenvolvimento de um e-gov de sucesso, atendendo tanto aos requisitos
governamentais, quanto aos requisitos da participação cidadã a contribuir de forma
conjunta com seu governo, ao invés do que ocorre hoje na relação e na tomada de
decisão na esfera pública, que é na, maioria das vezes, centralizada nas agências
governamentais.
Com base no estudo realizado percebe-se que existem muitas insatisfações
dos usuários da Plataforma Lattes que são ao mesmo tempo membros de
comunidades e redes sociais. E, caso essas insatisfações fossem rastreadas
continuamente pelo governo e corrigidas no sistema Lattes, elas trariam
aprimoramento a mesma e, com isso maior satisfação dos seus usuários.
Um dos maiores problemas no desenvolvimento de sistemas computacionais
é a etapa de levantamento de requisitos. Contudo, caso este método desenvolvido
seja aplicado, os próprios usuários das plataformas e-gov contribuirão na
identificação destes requisitos , tornando os sistemas de governo eletrônico
personalizados de acordo com suas necessidades e demandas específicas.

6 Referências
ANDERSEN, K.v.; HENRIKSEN, H.Z. E-government maturity models: Extension of
the Layne and Lee model, Government Information Quarterly, v, 23, n, 2, p. 236-248 ,
2006.
BARROS, F. L. de. Redes sociais em campos políticos internacionais-globais para o
desenvolvimento: perspectivas a partir da experiência brasileira , In: SEMINÁRIO
NACIONAL MOVIMENTOS SOCIAIS , PARTICIPAÇÃO E DEMOCRACIA, 2., 2007 .
Anais ... Florianópolis: Núcleo de Pesquisa em Movimentos Sociais, 2007 .
BARBOSA, A. F. FARIA; F. I. de; PINTO, S. L. ; Governo Eletrônico: Um modelo de
referencia para a sua implementação, In : CONGRESSO ANUAL DE TECNOLOGIA
DE INFORMAÇÃO - CATI 2004 - FGVEAESP. Anais ... São Paulo: 2004. Disponível
em :
http://www.buscalegis.ufsc.br/revistas/index.php/buscalegis/article/viewFile/19564/19
128 Acesso em : 11 de mar. 2012 .
BAUM, C.; DI MAIO, A. . Gartners four phases of e-Government mode!. Gartner
Group, 2000 . http://www.gartner.com/DisplayDocument?id=317292 Acesso em : 21
mar. 2012 .
CARBO, T. ; WILLlAMS, J.G. Models and Metrics for Evaluating Local Electronic
Government Systems and Services, Electronic Joumal of e-Govemment, v, 2, n. 2
2004(95-104) . Disponível em : www.ejeg .com Acesso em: 02 abro2012 .

1816

�Divulgação de produtos e serviços: páginas, blogues e redes sociais
i! """"'"
MaooNl ck

~

=

:,

IiWitt.UJ

1I....111~

Trabalho completo

CGI BRASIL. Pesquisa sobre o uso das tecnologias da informação e comunicação
TIC
Governo
Eletrônico
-2010.
Disponível
em :
no
Brasil:
http://www.cetic.br/tic/egov/2010/index.htm Acesso: 12 mar. 2012.
DODEBEI , V, L. D. Tesauro : linguagem de representação da memória documentária.
Niterói; Rio de Janeiro: Intertexto; Ed . Interciência, 2002 .
ESTEVES, J.; JOSEPH, R.C . A comprehensive framework for the assessment of eGovernment projects. Government Information Ouarterly, 25, 2008, p.118-132.
Disponível em : www.sciencedirect.com Acesso em : 07 mar. 2012 .
GARTNER GROUP. Key Issues in e-Government Strategy and Management,
Research notes, maio, 2000 .
GUPTA, M.P. ; JANA, D. E-government evaluation : a framework and case study.
Government Information Ouarterly, 20, p. 365-387, 2003 .
HILLER, J. S.; BELANGER, F. Privacy stratgies for electronic government. Rowman
and Littlefield Publishiers, Lahan, Maryland, North America, p. 162-198, 2001 .
HOLMES, D. E-gov: ebusiness strategies for government. London : Nicholas Brealey
Publishing , 2001 .
JAYASHREE, S.; MARTHANDAN, G. Government to e-Government to e-society.
Journal of Applied Sciences, v. 10, n. 19, 2010 . p. 2205-2210 .
KRISHNA, A. Enhancing political participation in democracies.: what is role of social
capital? Comparative Political Studies, v. 35, n. 4 , p. 437-460, may 2002 .
LAIA, M. M. de. Políticas de Governo eletrônico em estados da federação brasileira:
uma contribuição para análise segundo a perspectiva institucional. Belo Horizonte,
2009. Tese (Doutorado em Ciência da Informação) - Universidade Federal de Minas
Gerais, 2009. Disponível em : http://dspace.lcc.ufmg.br/dspace/bitstream/1843/ECID7V2JEZ/1/052510 revis o final marconi 3.0.pdf Acesso em : 25 mar. 2012 .
LAYNE, K.; LEE, J. Developing fully functional E-government: A four stage model,
Government Information Ouarterly, v. 18, n. 2, 2001 .
LEFEVRE, F. ; LEFEVRE, A. M. C; TEIXEIRA, J. J. V. O discurso do sujeito coletivo:
uma nova abordagem metodológica em pesquisa qualitativa. Caxias do Sul : EDUCS,
2000.
OLlVARES, J. L'Administració Oberta de Catalunya (AOC): Institucions de govern en
xarxa . Barcelona , Spain : Catalonia e-Governance Forum , 2005. Disponível em :
http://www.gencat.caUforum-egovernance/2005/doc/olivares.pdf Acesso em : 26 mar.
2012 .
PEW RESEARCH CENTER. Social networking sites and our lives, Jun . 2011 .

1817

�Divulgação de produtos e serviços: páginas, blogues e redes sociais
i! """"'"
MaooNlck

~

=

:,

IiWitt.UJ

1I....111~

Trabalho completo

Disponível em : http://pewinternet.org/-/media//Files/Reports/2011/PIP%20%20Social%20networking%20sites%20and%20our%20Iives.pdf Acesso em : 22 fev.
2012 .
PINHEIRO, L. V. R. Ciência da informação e sociedade: uma relação delicada entre
a fome de saber e de viver, In : ENCONTRO NACIONAL DE PESQUISA E PÓSGRADUAÇÃO EM CIÊNCIA DA INFORMAÇÃO, 10, João Pessoa , 2009 . Anais
eletrônicos.. . João Pessoa, 2009. Disponível em :
http://ibict.phlnet.com .br/anexos/LenaResponsabilidadeSocia12009ENANCIB .pdf
Acesso em : 15 mar, 2012.
PUTNAM , R. Comunidade e democracia: a experiência na Itália moderna. Rio de
Janeiro: FGV, 1996.

°

RECUERO, R. da C. que é mídia social? Social Media, 02 out. 2008. [post] .
Disponível em :
http://www.pontomidia .com .br/raquel/arquivos/oqueemidiasocial.htmI Acesso
em : 06 abr. 2012 .
RECUERO, R. C. Redes sociais na Internet. Porto Alegre: Sulina, 2009 . Disponível
em : http://www.redessociais.netlcubocc redessociais.pdf Acesso em : 13 mar. 2012 .
RILEY, T. Electronic governance and electronic democracy: Living and working in the
connected world, Brisbane, Australia : Commonwealth Heads of Government
Meeting , c 2000.
SIAU, K.; LONG, Y. Synthesizing e-government stage models - a meta-synthesis
based on meta-ethnography approach , Industrial Management + Data Systems, v,
105, n. 3/4, p. 443-458, 2005 . Disponível em : www.emeraldinsight.com/02635577.htm Acesso: 10 mar. 2012.
UN/ASPA. UNITED NATIONS. United Nations e-government survey 2008: from egovernment to connected governance. New York: UN, 2008.
WIMMER, M. A. A European perspective towards online one-stop government: the
eGOV project. Electronic Commerce Research and Applications, v. 1, n. 1, p. 92-103,
Spring 2002 , Disponível em :
http://www.sciencedirect.com/science/article/pii/S 156742230200008X Acesso em : 09
de mar. 2012 .

1818

�</text>
                  </elementText>
                </elementTextContainer>
              </element>
            </elementContainer>
          </elementSet>
        </elementSetContainer>
      </file>
    </fileContainer>
    <collection collectionId="49">
      <elementSetContainer>
        <elementSet elementSetId="1">
          <name>Dublin Core</name>
          <description>The Dublin Core metadata element set is common to all Omeka records, including items, files, and collections. For more information see, http://dublincore.org/documents/dces/.</description>
          <elementContainer>
            <element elementId="50">
              <name>Title</name>
              <description>A name given to the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51396">
                  <text>SNBU - Edição: 17 - Ano: 2012 (UFRGS - Gramado/RS)</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="49">
              <name>Subject</name>
              <description>The topic of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51397">
                  <text>Biblioteconomia&#13;
Documentação&#13;
Ciência da Informação&#13;
Bibliotecas Universitárias</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="41">
              <name>Description</name>
              <description>An account of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51398">
                  <text>Tema: A biblioteca universitária como laboratório na sociedade da informação.</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="39">
              <name>Creator</name>
              <description>An entity primarily responsible for making the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51399">
                  <text>SNBU - Seminário Nacional de Bibliotecas Universitárias</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="45">
              <name>Publisher</name>
              <description>An entity responsible for making the resource available</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51400">
                  <text>UFRGS</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="40">
              <name>Date</name>
              <description>A point or period of time associated with an event in the lifecycle of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51401">
                  <text>2012</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="44">
              <name>Language</name>
              <description>A language of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51402">
                  <text>Português</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="51">
              <name>Type</name>
              <description>The nature or genre of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51403">
                  <text>Evento</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="38">
              <name>Coverage</name>
              <description>The spatial or temporal topic of the resource, the spatial applicability of the resource, or the jurisdiction under which the resource is relevant</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51404">
                  <text>Gramado (Rio Grande do Sul)</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
          </elementContainer>
        </elementSet>
      </elementSetContainer>
    </collection>
    <itemType itemTypeId="8">
      <name>Event</name>
      <description>A non-persistent, time-based occurrence. Metadata for an event provides descriptive information that is the basis for discovery of the purpose, location, duration, and responsible agents associated with an event. Examples include an exhibition, webcast, conference, workshop, open day, performance, battle, trial, wedding, tea party, conflagration.</description>
    </itemType>
    <elementSetContainer>
      <elementSet elementSetId="1">
        <name>Dublin Core</name>
        <description>The Dublin Core metadata element set is common to all Omeka records, including items, files, and collections. For more information see, http://dublincore.org/documents/dces/.</description>
        <elementContainer>
          <element elementId="50">
            <name>Title</name>
            <description>A name given to the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="64104">
                <text>Modelo de construção e integração do conhecimento através das redes sociais para o aprimoramento de plataformas de governo eletrônico.</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="39">
            <name>Creator</name>
            <description>An entity primarily responsible for making the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="64105">
                <text>Dziekaniak, Gisele</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="38">
            <name>Coverage</name>
            <description>The spatial or temporal topic of the resource, the spatial applicability of the resource, or the jurisdiction under which the resource is relevant</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="64106">
                <text>Gramado (Rio Grande do Sul)</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="45">
            <name>Publisher</name>
            <description>An entity responsible for making the resource available</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="64107">
                <text>UFRGS</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="40">
            <name>Date</name>
            <description>A point or period of time associated with an event in the lifecycle of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="64108">
                <text>2012</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="51">
            <name>Type</name>
            <description>The nature or genre of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="64110">
                <text>Evento</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="41">
            <name>Description</name>
            <description>An account of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="64111">
                <text>Este trabalho é derivado do estudo de doutorado em andamento da autora e visa demonstrar, através de um modelo teórico-conceitual, um método desenvolvido para extrair conhecimento das redes sociais, a fim de propor melhorias nas plataformas de governo eletrônico (e-gov). Este método é baseado no mapeamento, modelagem e elicitação de conhecimento e culmina na construção de requisitos desenvolvidos a partir do capital social mapeado das redes sociais, a fim de aprimorar as plataformas governamentais. Para tanto se utilizou a pesquisa bibliográfica sobre modelos de governo eletrônico, redes sociais e modelagem de conhecimento, bem como se fez uso da observação direta não participativa nos sites de redes sociais como Facebook, Orkut, Twifter, blogs, nings e OpenBook em busca do conhecimento compartilhado pelos usuários da Plataforma Lattes - plataforma que serviu como análise de viabilidade ao estudo. A técnica utilizada para análise dos posts foi o Discurso do Sujeito Coletivo em Lefévre, Lefévre e Teixeira (2000). Constatou-se que, apesar dos usuários manifestarem descontentamento e apresentarem dúvidas e sugestões ao sistema Lattes, através das redes sociais que participam, estes elementos não chegam até as agências governamentais. No entanto, quando mapeado, modelado e elicitado, o conhecimento referido pode auxiliar as agências governamentais a aprimorarem suas plataformas, tornando-as mais acessíveis aos cidadãos, tanto na contribuição para o desenvolvimento de sistemas que se baseiam no compartilhamento de conhecimento, como na sua construção coletiva. Sendo a proposição final deste estudo, um modo de realizar esta integração.</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="44">
            <name>Language</name>
            <description>A language of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="69525">
                <text>pt</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
        </elementContainer>
      </elementSet>
    </elementSetContainer>
  </item>
  <item itemId="6025" public="1" featured="0">
    <fileContainer>
      <file fileId="5089">
        <src>http://repositorio.febab.org.br/files/original/49/6025/SNBU2012_164.pdf</src>
        <authentication>db8ce8528b7dd47f3a51d7673adee51d</authentication>
        <elementSetContainer>
          <elementSet elementSetId="4">
            <name>PDF Text</name>
            <description/>
            <elementContainer>
              <element elementId="92">
                <name>Text</name>
                <description/>
                <elementTextContainer>
                  <elementText elementTextId="64103">
                    <text>Divulgação de produtos e serviços: páginas, blogues e redes sociais
ii -

~

NtOo,naldc

E =~~

Trabalho completo

MAPEAMENTO DO USO DAS FERRAMENTAS
COLABORATIVAS PELAS BIBLIOTECAS DAS UNIVERSIDADES
FEDERAIS DAS REGiÕES SUDESTE, SUL E CENTRO-OESTE DO
BRASIL.
Alberto Calil Elias Junior1, Soraia Santana Capello2, Rick Santos3
10outor, UNIRIO, Rio de Janeiro, RJ
2Graduanda em Biblioteconomia, Bolsista IC - UNIRIO, Rio de Janeiro, RJ
3Graduando em Biblioteconomia , Bolsista IC - UNIRIO, Rio de Janeiro, RJ

Resumo
Tendo por base a reflexão sobre os conceitos de web 2,0, biblioteca 2,0 apresenta
os resultados da primeira etapa da pesquisa sobre o uso e as apropriações das
ferramentas colaborativas pelas bibliotecas brasileiras, que consistiu no
mapeamento dos ambientes virtuais das bibliotecas das universidades federais do
país. Apresentando o mapeamento relativo as regiões sudeste, sul e centro-oeste
discute a presença das bibliotecas universitárias no ciberespaço , Verifica e analisa
os ambientes virtuais dessas bibliotecas, bem como o lugar ocupado por estas nas
páginas das universidades. Identifica as ferramentas colaborativas utilizadas por
estas bibliotecas e apresenta analise quantitativa em torno da presença dessas
ferramentas nos ambientes virtuais das bibliotecas. Conclui que o uso das
ferramentas colaborativas nas bibliotecas analisadas ainda é percentualmente baixo,
mas que há a necessidade de estudos qualitativos sobre a construção de ambientes
virtuais pelas bibliotecas universitárias e sobre os usos e apropriações das
ferramentas colaborativas por parte dessas mesmas bibliotecas.

Palavras-Chave:
Ferramentas Colaborativas; Biblioteca 2,0; Web 2,0, Ciberespaço.

Abstract
This paper presents the results of the first stage of the research on the
use and appropriation of Library 2.0 tools for Brazilian libraries, which consisted in
mapping the virtual websites of the libraries of Brazilian public universities. Based on
the identification of the brazilian libraries universities websites from the southeast,
libraries in
south
and
midwest
discusses
the
presence of university
cyberspace. Verifies and analyzes these virtual websites and its visibility in the
universities websites, Identify the Library 2.0 tools used by thesel ibraries
and presents quantitative analysis about the presence of these tools in libraries
websites. Concludes
that the
use
of social
tools in
libraries analyzed is
still low percentage, but there is a need for qualitative studies on the construction
of virtual websites by university libraries and on the uses and appropriations

1791

�Divulgação de produtos e serviços: páginas, blogues e redes sociais
ii -

~

NtOo,naldc

E =~~

Trabalho completo

of Library 2.0 tools by these libraries.

Keywords:
Library 2.0 tools; Library 2.0; Web 2.0; Cyberspace.

1 Introdução
Na passagem do século XX para o século XXI temos assistido a
penetração das tecnologias da informação e da comunicação em nosso
cotidiano. A internet, a cibercultura e o ciberespaço - tecnologias que
favorecem um estado quase permanente de conexão - podem ser tomados
como alguns dos símbolos desse início de século. No interior deste contexto,
a chamada Web 2.0, bem como as ferramentas colaborativas tornam-se
categorias cada vez mais nomeadas e conhecidas por bibliotecas,
bibliotecários e demais atores ligados ao universo das bibliotecas e da
informação.
Dados apresentados pelo Comitê Gestor da Internet no Brasil - CGl.br
(PESQUISA, 2011) assinalam que entre os anos de 2009 e 2010 houve um
aumento na proporção de domicílios brasileiros com computador de 32 para
35% e que no mesmo período, a proporção de lares conectados à internet
passou de 24% para 27%. A mesma pesquisa aponta na direção de uma
pequena mudança no perfil dos brasileiros que utilizam computadores e que
acessam à internet. Segundo a análise realizada
há maior presença na rede de brasileiros com menor grau de escolaridade e
de classes sociais mais baixas, possivelmente em função da mobilidade
social e do crescimento significativo da classe C no país. (PESQUISA, 2011 ,
p. 138)

Neste contexto, alguns dos atores do mundo acadêmico estão entre
aqueles que mais circulam no ciberespaço, que vem se tornando um dos
mais importantes, se não o principal, lócus de produção, circulação e
disseminação da informação. E, acompanhando essa ocupação do
ciberespaço, as bibliotecas universitárias vêm se destacando no uso das
ferramentas colaborativas entre as bibliotecas no cenário brasileiro.
Dessa forma, a investigação em torno dos usos e apropriações que tais
bibliotecas vêm fazendo das ferramentas colaborativas, também conhecidas
como ferramentas 2.0, e da noção de Biblioteca 2.0 surge como importante
para compreensão do atual momento. Nesta perspectiva a presente
comunicação tem por objetivo apresentar o mapeamento do uso de tais
ferramentas pelas bibliotecas das universidades federais das regiões
sudestes, sul e centro-oeste do país, como parte integrante da primeira etapa
do projeto de pesquisa "Bibliotecas e bibliotecários no ciberespaço: a
construção da Biblioteca 2.0" que visa investigar os usos e apropriações das
ferramentas colaborativas por parte das bibliotecas brasileiras .
1 A comunicação aqui apresentada é resultado de uma pesquisa que visou mapear as bibliotecas das
universidades federais de todo o país . A apresentação do resultado da pesquisa foi dividida em duas

1792

�Divulgação de produtos e serviços: páginas, blogues e redes sociais
ii -

~

NtOo,naldc

E =~~

Trabalho completo

2 Revisão de Literatura
Nos últimos anos, os debates sobre a Web 2.0, a Biblioteca 2.0 e o uso
das ferramentas colaborativas pelas bibliotecas têm sido recorrentes entre
bibliotecários e demais profissionais da informação, apesar da relativa
novidade do tema . A noção de web 2.0 emerge na virada do século no interior
do debate sobre mudanças promovidas pela internet nos modelos de
comunicação e negócios (ANTOUN , 2008, O' REILLY, 2005a , CAMPOS ,
2007, MANESS, 2007, PELTIER-DAVIS, 2009). Para Tim O'Reilly, a quem se
atribui a paternidade do termo, Web 2.0 seria a utilização da rede como
plataforma de conexão entre diversos dispositivos e "aplicações web 2.0 são
aquelas que aproveitam ao máximo as vantagens da plataforma como ligação
entre esses dispositivos" (O'REILLY, 2005b) .
A noção de Biblioteca 2.0 surge no interior desse contexto . O termo foi
veiculado pela primeira vez por Michael Casey em seu blog intitulado Library
Crunch no ano de 2005. Casey foi o primeiro a falar em Biblioteca 2.0 e seu
"post" ultrapassou os limites da biblioblogoesfera, passando a ser objeto dos
debates acadêmicos, de artigos e livros da área de biblioteconomia, mas
também do universo de funcionários e usuários de bibliotecas.
Segundo Elizabeth Black (2007) o termo foi criado para permitir a
aplicação das noções e consequentes modificações promovidas pela web 2,0
ao universo das bibliotecas. Desde então, o que se tem observado é a
crescente presença tanto das bibliotecas no ciberespaço , quanto da utilização
das ferramentas da web 2.0 por parte destas bibliotecas.
No que se refere a literatura, uma análise das primeiras definições que
surgiram do termo nos leva a corroborar as afirmações de Black (CALlL
JUNIOR, 2010) . Conforme Maness (2007) logo após a formulação de Michael
Casey estabeleceu-se uma controvérsia , tanto na biblioblogosfera quanto na
literatura especializada , sobre a noção de Biblioteca 2.0. Porém , apesar
dessa controvérsia inicial pode-se afirmar que o entendimento da biblioteca
2.0 como "um modelo para os serviços de bibliotecas que incentiva mudanças
constantes e intencionais e que convida o usuário a colaborar ativamente com
a biblioteca (... )" (CASEY; SAVASTINUK, 2006) passou a ser predominante
nos artigos que versavam sobre o tema na literatura internacional da área.
Na continuidade do debate Ken Chad e Paul Miller (2005) irão
estabelecer quatro princípios na tentativa de compreender a questão, a saber:
a) - A Biblioteca 2.0 está em todos os lugares, ou seja, pode ser
acessada de qualquer lugar do planeta ;
b) - A Biblioteca 2.0 não possui fronteiras . Para os autores a biblioteca
deve estar no centro dos processos de democratização da informação,
possibilitando o livre acesso;
c) - A Biblioteca 2.0 possibilita a criação de uma cultura da
participação, é essencialmente colaborativa;
d) - A Biblioteca 2.0 estabelece novas formas de relação entre as
comunicações: uma apresentada nesse texto e a outra abrangendo o mapeamento bibliotecas das
universidades federais das regiões norte e nordestedo país.

1793

�Divulgação de produtos e serviços: páginas, blogues e redes sociais
ii -

~

NtOo,naldc

E =~~

Trabalho completo

bibliotecas e seus parceiros, no que se refere ao uso das tecnologias.
Em geral relacionado diretamente a noção de web 2.0 ou web social, o
debate sobre a biblioteca 2.0 e sua realidade para aqueles que orbitam em
torno das bibliotecas quer sejam usuários, bibliotecários, staff de
bibliotecas, professores e estudantes dos cursos de graduação em
biblioteconomia , e pesquisadores da área - tem ganhado espaço entre
pesquisadores do campo da biblioteconomia desde a formulação de Michael
Casey, particularmente em pesquisas realizadas na América do Norte e na
Europa Ocidental.
No Brasil, o debate sobre web 2.0, biblioteca 2.0 e ferramentas
colaborativas aos poucos vem sendo objeto dos periódicos científicos da área
e também de bibliotecários e demais profissionais da informação. O uso de
determinadas ferramentas colaborativas, como por exemplo o twitter e o
facebook , vêm crescendo entre os brasileiros, dentre os quais estão incluídos
bibliotecários e usuários de bibliotecas e centros de informação. A noção da
web como plataforma e as ferramentas da Web 2.0 têm surgido, nos últimos
três anos, como a grande novidade para bibliotecas e bibliotecários que, aos
poucos, se aproximam e se apropriam destas ferramentas. Nesse particular,
conforme já colocado, as bibliotecas universitárias se destacam . Diante desse
quadro algumas questões se colocam : As bibliotecas universitárias brasileiras
vêm utilizando as ferramentas colaborativas? Em que medida esse uso
ocorre? Quais bibliotecas as utilizam? Que ferramentas são utilizadas? E, de
que forma?

3 Materiais e Métodos
Levantamento bibliográfico realizado em dezembro de 2011 nos
periódicos da área de Biblioteconomia e Ciência da informação que possuem
Qualis - totalizando 15 títulos - aponta para um crescimento no número de
artigos publicados sobre o tema nos anos de 2010 e 2011 . Enquanto que de
2005 até 2008 foram publicados 12 artigos, esse número cresce para 29 se
considerarmos os anos de 2009 a 2011 . Apesar do baixo número de reflexões
sobre o tema é possível afirmar que no âmbito das bibliotecas universitárias
brasileiras o interesse pelas ferramentas colaborativas e pela biblioteca 2.0 é
crescente.
Dessa forma, como primeira etapa do projeto de pesquisa que visa
investigar o uso e as apropriações das ferramentas colaborativas pelas
bibliotecas brasileiras optou-se por trabalhar com as bibliotecas universitárias.
Inicialmente realizou-se o mapeamento do uso das ferramentas colaborativas
por parte das bibliotecas das universidades federais brasileiras. Na realização
do mapeamento tomamos por base a metodologia e os resultados da
pesquisa "Mediação para leitura e escrita nas atividades das bibliotecas das
universidades públicas brasileiras" que realizou "um levantamento exaustivo
das universidades públicas federais e estaduais, dos seus sites e dos demais
dispositivos de comunicação direta utilizados pelas bibliotecas universitárias

1794

�Divulgação de produtos e serviços: páginas, blogues e redes sociais
ii -

~

NtOo,naldc

E =~~

Trabalho completo

dessas IES brasileiras."( GOMES, PRUDENCIO, CONCEiÇÃO , 2010, p. 147).
Após um primeiro recorte do universo a ser investigado procedeu-se a
identificação das universidades do país. Para tal, foram realizadas visitas ao
ambiente virtual do Ministério da Educação onde obteve-se acesso as
informações sobre o quantitativo de instituições de ensino superior no país,
separadas por regiões. Dentre estas, optou-se por selecionar as
universidades públicas federais 2 ,
A partir da identificação das universidades foram localizados, visitados
e analisados os seus ambientes virtuais visando verificar o lugar ocupado
pelas bibliotecas nesses ambientes. Ato contínuo realizou-se a visita aos
ambientes virtuais das bibliotecas universitárias visando o atendimento aos
objetivos dessa primeira etapa da pesquisa: o mapeamento do uso das
ferramentas colaborativas por parte dessas bibliotecas.
A cada visita realizada foram capturadas as páginas dos ambientes
virtuais das universidades e respectivas bibliotecas, e armazenadas para
futuras análises, tanto quantitativas quanto qualitativas. Em se tratando de
uma pesquisa em ambientes virtuais ressalta-se a importância da captura das
páginas visitadas, tendo em vista a característica dinâmica desses ambientes,
ou seja, um ambiente virtual visitado em um determinado momento pode ser
parcial ou totalmente modificado no momento seguinte

4 Resultados Obtidos
O Mapeamento aqui apresentado se refere as universidades federais e
bibliotecas das universidades federais localizadas nas regiões sul, centrooeste e sudeste do país, O levantamento de dados foi guiado por alguns
questionamentos que acabaram por balizar a análise e a apresentação dos
dados. Em primeiro lugar considerou-se necessário saber a quantidade de
universidades federais em cada uma das regiões Nesse particular o
mapeamento praticamente confirmou os dados apresentados pela pesquisa
supracitada de Gomes, Prudencio e Conceição; apresentando uma pequena
diferença em relação ao número de universidades federais na Região sul,
onde foram criadas duas novas universidades federais a partir do projeto
REUNI - a Universidade Federal da Fronteira do Sul (UFFS) e a Universidade
Federal de Integração Latino-Americana (UNILA).

Tabela 1: Bibliotecas Universitárias por região
2 O Ministério da Educação estabelece uma classificação para as Instituições de Ensino
Superior. Além das Universidades Federais podemos encontrar: Centros Universitários,
Faculdades, dentre outros; cada classe sendo subdivida por públicas (federais, estaduais
e municipais) e privada. (MEC, 2009; MEC, 2010)

1795

�Divulgação de produtos e serviços: páginas, blogues e redes sociais
ii -

~

NtOo,naldc

E =~~

Trabalho completo

Região
Sudeste
Sul
Centro-oeste

Universidades
Federais
19
11

5

Bibliotecas
169
116
26

Na unanimidade dos ambientes virtuais das universidades visitadas
observou-se a presença de links para os ambientes virtuais das respectivas
bibliotecas. No entanto, essa unanimidade não garante a visibilidade das
bibliotecas nesses ambientes. O ciberespaço se apresenta como um dos
principais locus de circulação da informação na atualidade e torna-se
necessário que as bibliotecas estejam atentas para garantir a centralidade na
principal porta de entrada das universidades. Essa centralidade pôde ser
na
observada em algumas das universidades, como por exemplo,
Universidade Federal do ABC
Figura 1: Portal da UFABC

Docentes

Biblioteca

Informes Legais

Home

Destaques

Sobre a UFABC

Conselho Universltãrio homenageia professor
Salinas

... Adminilltrllçio

liii~~

S íI~lo

GraduaçJo

o Conselho Universitário (ConsUni) da UFABC aprovou , no
dia 27 de março, moçlrlo de congratulação ao professor Silvio
Roberto de Azevedo Salinas, por sua contribuição à ciência e
em comemoração eo seu ,enlversãrlo de 70 anos.
Leia mais...

P6s-graduação
Pesquisa

ExtenUo

Fonte: http://www.ufabc.edu .br

Após a identificação da presença das bibliotecas nas pagmas das
universidades verificou-se a existência dos ambientes virtuais das referidas
bibliotecas. Constatou-se nas três regiões analisadas que o número de
ambientes virtuais não correspondia ao número de bibliotecas. Na região
sudeste, de um total de 169 bibliotecas foram encontrados 85 ambientes
virtuais, 50,2%
Tabela 2: Ambientes virtuais de bibliotecas - região sudeste

1796

�Divulgação de produtos e serviços: páginas, blogues e redes sociais
ii -

~

NtOo,naldc

E =~~

Trabalho completo

Universidades

Bibliotecas

Existência
ambientes virtuais

UFABC -Universidade
Federal do ABC

UFSCar

02

1

03

1

07

1

05

2

01

1

09

1

25

1

43

44

07

1

26

21

12

2

01

1

13

1

01

1

03

2

06

1

03

1

01

1

-

Universidade Federal de São
Carlos

UFU - Universidade
Federal de Uberlândia
Unifesp
Universidade Federal de São
Paulo
UFRRJ - Universidade
Federal Rural do Rio de
Janeiro
UNIRIO
Universidade
Federal
do
Estado do Rio de Janeiro
UFF - Universidade
Federal
Fluminense
UFRJ - Universidade
Federal do Rio de Janeiro
UFES - Universidade
Federal do Espiríto Santo

UFMG - Universidade
Federal de Minas Gerais

UFOP - Universidade
Federal de Ouro Preto
UFV - Universidade
Federal
de Viçosa
UFJF - Universidade
Federal de Juiz
de Fora
UFLA - Univesidade
Federal
de Lavras
UNI FEl - Universidade
Federal de Itajubá

UFSJ - Universidade
Federal de São João del-Rei
UFVJM - Universidade
Federal
dos
Vales
do
Jequitinhonha e Mucuri
UNIFAL
Universidade
Federal
de
Alfenas

1797

de

�Divulgação de produtos e serviços: páginas, blogues e redes sociais
ii -

~

NtOo,naldc

E =~~

Trabalho completo

UFTM - Universidade
Federal do Triângulo Mineiro
TOTAL

01

1

169

85

No caso da região sul , de um total de 116 bibliotecas encontrou-se 107
ambientes virtuais, 92,2%
' de b'br
"'[;abea
I 3 A m b'len es VI'rt uals
I 10tecas - reglao su
Bibliotecas
Existência
Universidades
ambientes virtuais
Universidade
Federal do Rio Grande
9
9
(FURG)
Universidade
Federal
de
Pelotas
(UFPEL)

8

9

Universidade
Federal
do
Paraná
(UFPR)

15

15

Universidade
Federal do Rio Grande
do Sul (UFRGS)

33

36

9

9

13

13

Universidade
tecnológica Federal do
Paraná (UTFPR)

12

12

Universidade
Federal da Fronteira do
Sul (UFFS)

5

1

Universidade
Federal da integração
Latino-americana
(UNILA)

1

1

Universidade
Federal
de
Santa
Catarina (UFSC)
Universidade
Federal de Santa Maria
(UFSM)

1798

de

�Divulgação de produtos e serviços: páginas, blogues e redes sociais
ii -

~

NtOo,naldc

E =~~

Trabalho completo

Universidade
Federal de ciências da
saúde de Porto Alegre
(UFCSPA
Universidade
Federal
do
Pampa
(UNIPAMPA)

TOTAL

1

1

10

1

116

107

Em relação as universidades localizadas na região centro-oeste, para
as 31 bibliotecas foram encontrados apenas 5 ambientes virtuais, 16,1%
Tabela 4: Ambientes virtuais de bibliotecas - região centro-oeste
Bibliotecas
Existência
Universidades
ambientes virtuais
Universidade de
Brasília (UNB)
5
1
Universidade
Federal de Goiás (UFG)
7
1
Universidade
Grande
1
Federal
de
3
Dourados (UFGP)
Universidade
Federal de Mato Grosso
(UFMT)
Universidade
Federal do Mato Grosso
do Sul (UFMS)
Total

5

1

11

1

31

5

de

A discrepância entre o número de bibliotecas e a quantidade de
ambientes virtuais ocorre devido ao fato de que no caso de algumas redes ou
sistemas de bibliotecas, compostos de várias bibliotecas setorais, todas as
bibliotecas que fazem parte do sistema / rede são reunidas em apenas um
ambiente virtual. Nesse sentido, duas situações se configuraram ao visitarmos
as bibliotecas no ciberespaço:
a) - Ambientes virtuais que trazem informações factuais sobre a
biblioteca contendo informações sobre o sistema / rede de bibliotecas e as
respectivas bibliotecas setoriais;
b) - Ambientes virtuais que além de informações sobre a biblioteca
e/ou a rede de bibliotecas oferecem outros recursos , tais como a
possibilidade de utilização de algumas ferramentas colaborativas.

1799

�Divulgação de produtos e serviços: páginas, blogues e redes sociais
ii -

~

NtOo,naldc

E =~~

Trabalho completo

No que se refere ao uso de ferramentas colaborativas pelas bibliotecas
foi possível verificar que, paulatinamente as bibliotecas das universidades
federais incorporam algumas dessas ferramentas aos seus ambientes
virtuais. Na região sudeste, das 169 bibliotecas, 83 utilizam ferramentas
colaborativas, um percentual de 49,1 %.
Tabela 5' Uso de Ferramentas Colaborativas - região sudeste
Bibliotecas
Uso
Universidades
ferramentas
colaborativas
UFABC -Universidade
Federal do ABC
UFSCar
Universidade Federal de São
Carlos

UFU - Universidade
Federal de Uberlândia
Unifesp
Universidade Federal de São
Paulo
UFRRJ - Universidade
Federal Rural do Rio de
Janeiro
UNIRIO
Universidade
Federal
do
Estado do Rio de Janeiro
UFF - Universidade
Federal
Fluminense

02

02

03
01
07

07

05
02
01
01
09
09
25
16

UFRJ - Universidade
Federal do Rio de Janeiro

43

11

UFES - Universidade
Federal do Espiríto Santo

07

07

UFMG - Universidade
Federal de Minas Gerais

26

08

12

O

UFOP - Universidade
Federal de Ouro Preto
UFV - Universidade
Federal
de Viçosa
UFJF - Universidade
Federal de Juiz
de Fora
UFLA - Univesidade
Federal
de Lavras
UNIFEI - Universidade
Federal de Itajubá

01
O
13
13

01
01
03

1800

01

de

�Divulgação de produtos e serviços: páginas, blogues e redes sociais
ii -

~

NtOo,naldc

E =~~

Trabalho completo

UFSJ - Universidade
Federal de São João del-Rei
UFVJM
Universidade Federal dos
Vales do Jequitinhonha e
Mucuri
UNIFAL
Universidade
Federal
de
Alfenas
UFTM - Universidade
Federal do Triângulo Mineiro
TOTAL

06

O

03
03
01
01
01

O

169

83

Já na reglao sul nas 116 bibliotecas, 39 delas utilizam ferramentas
colaborativas, 33,6%
Tabela 6: Uso de Ferramentas Colaborativas - região sul
Universidades
Bibliotecas
Uso
ferramentas
colaborativas
Universidade
Federal do Rio Grande
09
07
(FURG)
Universidade
Federal
de
Pelotas
08
03
(UFPEL)
Universidade
Federal
Paraná
15
02
do
(UFPR)
Universidade
Federal do Rio Grande
36
02
do Sul (UFRGS)
Universidade
Federal
Santa
09
03
de
Catarina (UFSC)
Universidade
Federal de Santa Maria
13
04
(UFSM)
Universidade
Tecnológica Federal do
12
06
Paraná (UTFPR)
Universidade
Federal da Fronteira do
05
06
Sul (UFFS)
Universidade
Federal da integração
01
00

1801

de

�Divulgação de produtos e serviços: páginas, blogues e redes sociais
ii -

~

NtOo,naldc

E =~~

Trabalho completo

Latino-americana
(UNILA)
Universidade
Federal de ciências da
saúde de Porto Alegre
(UFCSPA)
Universidade
Federal
Pampa
do
(UNIPAMPA)
Total

01

01

10

05

116

39

Em relação ao centro - oeste, das 31 bibliotecas apenas em 08 foram
encontradas ferramentas colaborativas, o equivalente a 25,8%
Tabela 7: Uso de Ferramentas Colaborativas - região centro-oeste
Universidades
Bibliotecas
Uso
ferramentas
colaborativas
Universidade de
05
05
Brasília (UNB)
Universidade
07
01
Federal de Goiás (UFG)
Universidade
03
00
de
Grande
Federal
Dourados (UFGD)
05
00
Universidade
Federal de Mato Grosso
(UFMT)
11
02
Universidade
Federal do Mato Grosso
do Sul (UFMS)
Total
31
8

de

Tal como ocorre nos ambientes virtuais, uma vez mais as bibliotecas da
região sudeste se destacam na presença de ferramentas colaborativas no
ciberespaço . A constatação de que parte das bibliotecas estão utilizando tais
ferramentas aponta para a necessidade da realização de análises sobre os
referidos usos. Nesse sentido, surge outro questionamento: quais ferramentas
vem sendo utilizadas por estas bibliotecas?
Para o caso do mapeamento realizado nas bibliotecas da região
sudeste constatou-se a existência de uma diversificação maior das
ferramentas.

Tabela 8: Ferramentas Colaborativas - região sudeste

1802

�Divulgação de produtos e serviços: páginas, blogues e redes sociais
ii -

~

NtOo,naldc

E =~~

Trabalho completo

Ferramentas Colaborativas
Twitter
Facebook
Blogs
Delicious
Issu
RSS
Mensagens Síncronas
Youtube
Streaming Media
Google +
Linkedin
Flickr

Quantidade de Bibliotecas que
utilizam
30
24
18
14
13
06
04
03
02
02
01
01

Para o caso das regloes sul e centro-oeste optamos por reunião
determinadas ferramentas e apresentar os dados em conjunto das duas
regiões

"'[;abea
I 9 Ferramen as Clb
o a oratlvas - regiões su e cen ro-oes e
Ferramentas colaborativas
Quantidade de Bibliotecas que
utilizam
Ferramentas de Redes Sociais
12
na internet
Blogs
5
Streaming Media
2
RSS
2
Delicious
1
Formspring
2
Da mesma forma que ocorre na população mais ampla, as ferramentas
de redes sociais na internet, com destaque para o Facebook e para o Twitter,
são as mais utilizadas pelas bibliotecas das universidades federais nas
regiões investigadas. Um outro destaque a ser dado é a quase inexistência de
ferramentas de mensagens síncronas e de chats nas bibliotecas investigadas,
o que sinaliza para o status das bibliotecas universitárias brasileiras em
relação ao serviço de referencia virtual.

5 Considerações Parciais/Finais
Os dados aqui apresentados são parte do projeto de pesquisa que visa
investigar a noção de Biblioteca 2.0, bem como os usos e apropriações que
as bibliotecas brasileiras vêm fazendo das ferramentas colaborativas. Nessa
primeira etapa da pesquisa foram realizados os mapeamentos dos ambientes
virtuais das bibliotecas das universidades federais brasileiras separados por
região geográfica (os dados relativos as bibliotecas das regiões nordeste e

1803

�Divulgação de produtos e serviços: páginas, blogues e redes sociais
ii -

~

NtOo,naldc

E =~~

Trabalho completo

norte são apresentados em outra comunicação). A partir desses
mapeamentos constata-se que a construção de ambientes virtuais por parte
das bibliotecas universitárias das regiões analisadas já é uma realidade . A
internet e o ciberespaço já são parte do cotidiano dos brasileiros, e
consequentemente vem se tornando o principal lócus para a busca e
recuperação da informação. Segundo dados do Comitê Gestor da Internet
para o Brasil (CGI-Br) , relativos ao ano de 2010, 41 % dos brasileiros
possuíam acesso a internet (PESQUISA, 2010) ; dados que não podem ser
ignorados pelas bibliotecas.
Em relação às ferramentas colaborativas constata-se também que
estas começam a fazer parte da paisagem das bibliotecas investigadas.
Contudo, tanto no que se refere à construção dos ambientes virtuais, quanto
aos efeitos da presença das ferramentas colaborativas nas bibliotecas para
os serviços realizados por estas - quer sejam voltados para a organização da
informação quer para o atendimento das demandas informacionais dos
usuários - aponta-se para a necessidade de estudos qualitativos. Nesse
sentido, para além de saber se as bibliotecas universitárias estão presentes
no ciberespaço ou se utilizam as ferramentas colaborativas é preciso
investigar quais tem sido os usos e as apropriações que as bibliotecas vem
fazendo dessas ferramentas e dos ambientes virtuais.
6 Referências
ANTOUN, Henrique. De uma teia à outra : a explosão do comum e o
surgimento da vigilância participativa . In:
(Org.) Web 2.0:
participação e vigilância na era da comunicação distribuída. Rio de
Janeiro : Maud, 2008 .
BLACK, Elizabeth L. Web 2.0 and Library 2.0: what librarians need to know?
In: COURTNEY, Nancy (Ed.) Library 2.0 and Beyond : innovative
technologies and tomorrow's user. Westport : Libraries Unlimited, 2007 .
CALlL JUNIOR, Alberto. Bibliotecas universitárias e ciberespaço : olhares
sobre uma relação em construção. In: Seminário Nacional de Bibliotecas
Universitárias, XVI, 2010, Rio de Janeiro. Anais ... . Rio de Janeiro, 2010 .
CAMPOS , Luiz Fernando de Barros. Web 2.0, Biblioteca 2.0 e Ciência da
Informação (I) : um protótipo para disseminação seletiva de informação na
Web utilizando mashups e feeds RSS. In: Encontro Nacional de Pesquisa
em Ciência da Informação, 8, 2007, Salvador. Salvador : PPGCI-UFBA,
2007. Disponível em: &lt;http://www.enancib.ppgci.ufba.br/artigos/GT2--232.pdf&gt;
. Acesso em : 23 fev. 2011 .
CASEY, Michael; SAVASTINUK, Laura C. Library 2.0. Library Journal, v.13,
n.14, pAO - 42, 2006.
CHAD, Ken; MILLER, Paul. Do library matters? The rise of Library 2.0.
Birminghan : Talis, 2005. Disponível em : &lt;http://www.talis.com&gt;. Acesso em :

1804

�Divulgação de produtos e serviços: páginas, blogues e redes sociais
ii -

~

NtOo,naldc

E =~~

Trabalho completo

01 Mar. 2010.
GOMES, Henriette Ferreira ; PRUDÊNCIO, Deise Sueira ; CONCEiÇÃO,
Adriana Vasconcelos da. A mediação da informação pelas bibliotecas
universitárias: um mapeamento sobre o uso de dispositivos de comunicação
na web. Informação &amp; Sociedade: Estudos, João Pessoa, v.20, n.3, p.145156, seU dez. 2010 ,
MANESS, Jack M, Teoria da biblioteca 2.0: web 2,0 e suas implicações para
as bibliotecas. Informação &amp; Sociedade, João Pessoa , v. 17, n.1, p.43 - 51 ,
jan./abr. 2007
O'REILLY, Tim . What's Web 2.0: design patterns and business models for the
2005a.
Disponível
em :
next
generation
of
software.
&lt;http://oreilly.com/pub/a/web2/archive/what-is-web-20 .html?page= 1&gt;. Acesso
em : 12 abro2011.
Web
2.0: compact definition? 2005b. Disponível
http://radar.oreilly.com/archives/2005/10/web-20-compact-definition .html
Acesso em : 20 de abril de 2012.

em :

PORTAL UFC. Disponível em : http://www.ufc.br Acesso em: 19 de abril de
2012.
PELTIER-DAVIS, Cheryl. Web 2.0, Library 2.0, Library user 2.0, Librarian 2.0:
innovative services for sustainable libraries, Computers in Library, p.16 - 21,
nov./ dez. 2009.
PESQUISA sobre o uso das tecnologias de informação e de comunicação no
Brasil : TIC domicílios e TIC empresas 2010. São Paulo : Comitê Gestor da
Internet no Brasil, 2011 .

1805

�</text>
                  </elementText>
                </elementTextContainer>
              </element>
            </elementContainer>
          </elementSet>
        </elementSetContainer>
      </file>
    </fileContainer>
    <collection collectionId="49">
      <elementSetContainer>
        <elementSet elementSetId="1">
          <name>Dublin Core</name>
          <description>The Dublin Core metadata element set is common to all Omeka records, including items, files, and collections. For more information see, http://dublincore.org/documents/dces/.</description>
          <elementContainer>
            <element elementId="50">
              <name>Title</name>
              <description>A name given to the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51396">
                  <text>SNBU - Edição: 17 - Ano: 2012 (UFRGS - Gramado/RS)</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="49">
              <name>Subject</name>
              <description>The topic of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51397">
                  <text>Biblioteconomia&#13;
Documentação&#13;
Ciência da Informação&#13;
Bibliotecas Universitárias</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="41">
              <name>Description</name>
              <description>An account of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51398">
                  <text>Tema: A biblioteca universitária como laboratório na sociedade da informação.</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="39">
              <name>Creator</name>
              <description>An entity primarily responsible for making the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51399">
                  <text>SNBU - Seminário Nacional de Bibliotecas Universitárias</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="45">
              <name>Publisher</name>
              <description>An entity responsible for making the resource available</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51400">
                  <text>UFRGS</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="40">
              <name>Date</name>
              <description>A point or period of time associated with an event in the lifecycle of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51401">
                  <text>2012</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="44">
              <name>Language</name>
              <description>A language of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51402">
                  <text>Português</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="51">
              <name>Type</name>
              <description>The nature or genre of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51403">
                  <text>Evento</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="38">
              <name>Coverage</name>
              <description>The spatial or temporal topic of the resource, the spatial applicability of the resource, or the jurisdiction under which the resource is relevant</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51404">
                  <text>Gramado (Rio Grande do Sul)</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
          </elementContainer>
        </elementSet>
      </elementSetContainer>
    </collection>
    <itemType itemTypeId="8">
      <name>Event</name>
      <description>A non-persistent, time-based occurrence. Metadata for an event provides descriptive information that is the basis for discovery of the purpose, location, duration, and responsible agents associated with an event. Examples include an exhibition, webcast, conference, workshop, open day, performance, battle, trial, wedding, tea party, conflagration.</description>
    </itemType>
    <elementSetContainer>
      <elementSet elementSetId="1">
        <name>Dublin Core</name>
        <description>The Dublin Core metadata element set is common to all Omeka records, including items, files, and collections. For more information see, http://dublincore.org/documents/dces/.</description>
        <elementContainer>
          <element elementId="50">
            <name>Title</name>
            <description>A name given to the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="64095">
                <text>Mapeamento do uso das ferramentas colaborativas pelas Bibliotecas das Universidades Federais das Regiões Sudeste, Sul e Centro-Oeste do Brasil.</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="39">
            <name>Creator</name>
            <description>An entity primarily responsible for making the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="64096">
                <text>Elias Junior , Aberto Calil; Capello, Soraia Santana; Santos, Rick</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="38">
            <name>Coverage</name>
            <description>The spatial or temporal topic of the resource, the spatial applicability of the resource, or the jurisdiction under which the resource is relevant</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="64097">
                <text>Gramado (Rio Grande do Sul)</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="45">
            <name>Publisher</name>
            <description>An entity responsible for making the resource available</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="64098">
                <text>UFRGS</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="40">
            <name>Date</name>
            <description>A point or period of time associated with an event in the lifecycle of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="64099">
                <text>2012</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="51">
            <name>Type</name>
            <description>The nature or genre of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="64101">
                <text>Evento</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="41">
            <name>Description</name>
            <description>An account of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="64102">
                <text>Tendo por base a reflexão sobre os conceitos de web 2.0, biblioteca 2.0 apresenta os resultados da primeira etapa da pesquisa sobre o uso e as apropriações das ferramentas colaborativas pelas bibliotecas brasileiras, que consistiu no mapeamento dos ambientes virtuais das bibliotecas das universidades federais do país. Apresentando o mapeamento relativo as regiões sudeste, sul e centro-oeste discute a presença das bibliotecas universitárias no ciberespaço. Verifica e analisa os ambientes virtuais dessas bibliotecas, bem como o lugar ocupado por estas nas páginas das universidades. Identifica as ferramentas colaborativas utilizadas por estas bibliotecas e apresenta analise quantitativa em torno da presença dessas ferramentas nos ambientes virtuais das bibliotecas. Conclui que o uso das ferramentas colaborativas nas bibliotecas analisadas ainda é percentualmente baixo, mas que há a necessidade de estudos qualitativos sobre a construção de ambientes virtuais pelas bibliotecas universitárias e sobre os usos e apropriações das ferramentas colaborativas por parte dessas mesmas bibliotecas.</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="44">
            <name>Language</name>
            <description>A language of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="69524">
                <text>pt</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
        </elementContainer>
      </elementSet>
    </elementSetContainer>
  </item>
  <item itemId="6024" public="1" featured="0">
    <fileContainer>
      <file fileId="5088">
        <src>http://repositorio.febab.org.br/files/original/49/6024/SNBU2012_163.pdf</src>
        <authentication>8b4f8ffd0eceb17edb89f892ebebb81b</authentication>
        <elementSetContainer>
          <elementSet elementSetId="4">
            <name>PDF Text</name>
            <description/>
            <elementContainer>
              <element elementId="92">
                <name>Text</name>
                <description/>
                <elementTextContainer>
                  <elementText elementTextId="64094">
                    <text>i

5eminlrio

~

NacioI\;J,Ide

= "lIwiot_

-~ ~~~~. ~

Divulgação de produtos e serviços: páginas, blogues e redes sociais
Trabalho completo

GESTÃO DA INFORMAÇÃO NA REDE SOCIAL VIRTUAL DA
BIBLIOTECA DA UNIVERSIDADE FEDERAL DO MARANHÃO DE
IMPERATRIZ
Alesandra Saraiva de Sousa 1, Sheila de Sousa Monteiro2
1 Mestranda
2

em Administração, UFMA, Imperatriz, Maranhão
Mestranda em Administração, UFMA, Imperatriz, Maranhão

Resumo
Este estudo visa destacar a relevância da gestão da informação nas redes sociais
virtuais como forma de subsidiar as tomadas de decisões nas organizações, Foi
realizado um estudo de caso da rede social virtual da biblioteca da Universidade
Federal do Maranhão de Imperatriz, a qual utiliza a rede social virtual, facebook, e
que atualmente possui 510 "amigos". Como instrumento de pesquisa foi utilizado a
entrevista semi-estrutura com 1 gestores de biblioteca, 2 técnicos administrativos, 1
discente e 1 docentes, A pesquisa mostrou que a gestão da informação na Bca
Ccsst Ufma, é positiva para os discentes que tem informações precisas e
transparentes remotamente, para os técnicos administrativos que com a informação
na rede leva a uma situação confortável e tranquila de relacionamento com os
usuários, para os gestores, pois proporciona pilares para processos decisórios e
para os docentes que recebem informações sobre novas aquisições. Logo, diante
dessa realidade é fundamental que a função da rede social virtual esteja alinhada às
necessidades dos usuários, pois uma depende da outra para o sucesso da gestão
da biblioteca universitária.

Palavras-Chave: Gestão da Informação; Redes Sociais Virtuais; Tomadas de
Decisão; Serviço de Atendimento ao Cliente (SAC); Serviços de Biblioteca.

Abstract
This study aims to highlight the importance of information management in social
networks as a way to support decision making in organizations, We conducted a
case study of the social network's library of the Federal University of Maranhão
Empress, which uses social networking, facebook, and currently has 430 "friends" ,
The research instrument used was a semi structure with two library managers, two
administrative staff, six students and six teachers. Research has shown that the
management of information in Bca Ccsst Ufma is positive for the student who has
remotely accurate and transparent for the administrative staff with the information
that the network leads to a comfortable and peaceful relationship with library users to
the manager, it provides building blocks for decision making processes, the teacher
who receives information about new acquisitions. Therefore it is important that the
function of the social network is aligned to the needs of users as a dependent on
another for the successful management of the university library.

Keywords: Information Management; Social Networks; Decision Making; Customer
Service (CAS); Library Services.

1778

�i

5eminlrio

~

NacioI\;J,Ide

= "lIwiot_

-~ ~~~~. ~

Divulgação de produtos e serviços: páginas, blogues e redes sociais
Trabalho completo

1 Introdução
As organizações encaram atualmente diversos desafios para guardar e
controlar a grande quantidade de informações geradas continuamente, tanto interna
como externamente. A informação é considerada bem de valor da sociedade e
matéria prima em todas as atividades.
Diante disto, visto que as redes sociais virtuais contribuem para a
produção dessas informações, cabe propor a organização das informações com o
objetivo de subsidiar decisões nas organizações, bem como, outros processos. As
iniciativas de gestão da informação em redes sociais virtuais ainda são poucas.
Existem algumas organizações que estão utilizando as redes sociais virtuais para
substituir o Serviço de Atendimento ao Consumidor (SAC) convencional.
No Brasil as redes sociais passam a ser vistas como um meio importante
para quem deseja reclamar, tirar dúvidas ou fazer sugestões. Muitas empresas usam
as redes sociais virtuais para buscar fortalecer o relacionamento com seus clientes.
Dessa forma, surge a necessidade de se implantar estratégias de comunicação
integrada, usando internet.
Além disso, as empresas entendem a necessidade de não apenas
interagir com o cliente, mas também de monitorar o que estar sendo escrito na web,
com o objetivo atender e orientar os clientes, evitando sua imagem afetada por
críticas negativas.
Para tanto, faz-se necessário responder a seguinte questão: quais os
indicadores de desempenho da gestão das informações na rede social virtual da
biblioteca da Universidade Federal do Maranhão em Imperatriz? A utilização das
redes sociais virtuais amplia o relacionamento da biblioteca com o usuário (SILVA,
BACALGINI, 2009) . E com monitoramento da rede social é possível organizar
dúvidas de várias áreas de interesse para embasamento de decisões futuras;
aumentar a confiança do usuário na biblioteca; responder dúvidas instantaneamente
e fazer com que o próprio usuário seja um co-criador das informações.
Contudo, esse estudo pretende identificar a importância da gestão da
informação na rede social virtual da biblioteca da Universidade Federal do Maranhão
(UFMA) em Imperatriz.

2 Revisão de Literatura

°

conceito de redes sociais pode ser explicado recorrendo à comparação
com uma rede de pescadores, formada por diversos nós interconectados, sendo que
nessa comparação os nós são as pessoas em relacionamento (REINO, 2011 , p.99).
Castells (1999, pA98) apresenta o conceito de rede e parte de uma
definição bastante simples - "rede é um conjunto de nós interconectados", mas que
por sua maleabilidade e flexibilidade oferece uma ferramenta de grande utilidade
para dar conta da complexidade da configuração das sociedades contemporâneas
sob o cinco paradigmas informacionais. E, definindo ao mesmo tempo o conceito e
as estruturas sociais empíricas que podem ser analisadas por ele, os cinco aspectos
centrais do novo paradigma, segundo Castells (1999, p.78) são: a informação é
matéria-prima; as novas tecnologias penetram em todas as atividades humanas; a
lógica de redes em qualquer sistema ou conjunto de relações usando essas novas
tecnologias; a flexibilidade de organização e reorganização de processos,

1779

�i

5eminlrio

~

NacioI\;J,Ide

= "lIwiot_

-~ ~~~~. ~

Divulgação de produtos e serviços: páginas. blogues e redes sociais
Trabalho completo

organizações e instituições; e, por fim, a crescente convergência de tecnologias
específicas para um sistema altamente integrado, conduzindo a uma
interdependência entre biologia e microeletrônica.
De acordo com Castells (1999, p.46) uma característica importante da
sociedade informacional, ainda que não esgote todo o seu significado é, "a lógica de
sua estrutura básica em redes, o que explica o uso do conceito de sociedade em
rede". O surgimento da sociedade em rede torna-se possível com o desenvolvimento
das novas tecnologias da informação que, no processo, "agruparam-se em torno de
redes de empresas, organizações e instituições para formar um novo paradigma
sociotécnico" cujos aspectos centrais, representam a base material da sociedade da
informação (CASTELLS, 1999, p. 77) .
As redes são estruturas abertas capazes de expandir de forma ilimitada,
integrando novos nós desde que consigam comunicar-se dentro da rede , ou
seja, desde que compartilhem os mesmos códigos de comunicação (por
exemplo, valores ou objetivos de desempenho). Uma estrutura social com
base em redes é um sistema aberto altamente dinâmico suscetivel de
inovação sem ameaças ao seu equilíbrio (CASTELLS, 1999, p. 499) .

Esta definição dá ao autor uma ferramenta poderosa para suas análises e
observações e lhe permite apresentar algumas conclusões provisórias sobre os
processos e funções dominantes na era da informação indicando que "os processos
de transformação social sintetizados no tipo ideal de sociedade em rede ultrapassam
a esfera das relações sociais e técnicas de produção: afetam a cultura e o poder de
forma profunda" (CASTELLS, 1999, p. 504) .
Dessa forma , o facebook como ferramenta das redes sociais virtuais,
representam a nova sociedade da informação que utilizam essa ferramenta para
comunicar, compartilhar, integrar e inovar em uma grande velocidade as
informações. As redes sociais virtuais causam grande efeito sobre a cultura
informacional digital, e proporciona a participação das pessoas em decisões
importantes das organizações, pois a informação é um produto de grande relevância
nas tomadas de decisões.
A informação e o conhecimento estão em todas as esferas e áreas, são
considerados essenciais tanto do ponto de vista acadêmico quanto profissional e,
quando transformados pelas ações dos indivíduos, tornam-se competências
valorizadas, gerando benefícios sociais e econômicos que estimulam o
desenvolvimento e são, ainda, recursos fundamentais para formação e manutenção
das redes sociais. As redes sociais constituem uma das estratégias subjacentes
utilizadas pela sociedade para o compartilhamento da informação e do
conhecimento, mediante as relações entre atores que as integram (TOMAÉL;
ALCARÁ; DI CHIARA, 2005 , p.93).
A informação é um produto de grande relevância nas tomadas de
decisões, ''[. .. ] cada vez mais, constitui-se em matéria prima básica em qualquer
ramo de atividade , um dos bens de maior valor para o funcionamento da própria
sociedade" (MASSON, 2012, p.2) . A informação produzida pelas organizações e por
seus clientes precisa ser gerenciada, pois se esta for explorada pode contribuir para
a geração de novas ideias, o que faz as organizações diferenciem-se das outras que
ainda não perceberam esse novo paradigma .
"A gestão da informação consiste na gestão de processos, sistemas,

1780

�i

5eminlrio

~

NacioI\;J,Ide

= "lIwiot_

-~ ~~~~. ~

Divulgação de produtos e serviços: páginas, blogues e redes sociais
Trabalho completo

tecnologias, conteúdos, envolvendo o mapeamento das necessidades de
informação, a produção da informação, sua coleta, organização; disseminação e uso
da informação." (PAULA; CIANCONI , 2007, p.54). Neste sentido, a disseminação de
informações nas redes sociais é importante para a construção do conhecimento nas
organizações, e com isso ter função estratégica que favorecem a otimização de
produtos e serviços.
Para que a gestão [de informação) seja eficaz é necessano que se
estabeleça um conjunto de políticas coerentes que possibilitem o
fornecimento de informações relevantes com qualidade suficiente , precisa ,
transmitida para o local certo, no tempo correto, com um custo apropriado e
facilidades de acesso por parte dos utilizadores (BRAGA, apud PAULA;
CIANCONI , 2007, p.55).

Segundo Dias e Belluzzo (2003, p.47) apud Cavalcante e Valentim (2010,
p.247), "a gestão da informação é conjunto de conceitos, princípios, métodos e
técnicas utilizados na prática administrativa colocados em execução pela liderança
[.. .1para atingir a missão e os objetivos fixados".
Bergeron (1996) apud Alvarenga Neto (2002, p.60) sugere que há um
reconhecimento crescente de que a informação, como qualquer outro recurso
organizacional - financeiro , material e humano - é um recurso que necessita ser
gerenciado para ajudar as organizações a melhorar sua produtividade,
competitividade e performance geral.
O fenômeno das tecnologias, especificamente da internet, desencadeou
várias mudanças no comportamento de consumo e, naturalmente, no cotidiano
empresarial. Um novo ambiente de interação, onde as informações ficam disponíveis
todo o tempo e as pessoas podem interagir e comentá-Ias.
Pesquisa feita em 2010 pelo Cerias (sigla em inglês para Centro de
Educação e Pesquisas de Garantia e Seguranças de Informação), em 17
países, aponta que no Brasil mais de 90% das empresas usam aplicativos
de redes sociais da Internet como ferramentas de negócios. De acordo com
dados levantados pelo Centro, nove de cada dez empresas brasileiras
pesquisadas afirmam ganhar dinheiro com aplicativos (REINO , 2011 , p.93) .

Nesse sentido, a utilização dessa ferramenta na biblioteca propiciará
maior valorização dos serviços, visto que o usuário poderá opinar e assim participar
das melhorias aplicadas à biblioteca .

3 Materiais e Métodos
Este estudo é considerado quanto aos fins um estudo descritivo, pois tem
como objetivo descrever os indicadores de desempenho da gestão da informação na
rede social virtual , facebook. Segundo Cervo e Bervian (2002, p 66) , a pesquisa
descritiva "observa, registra, analisa e correlaciona fatos ou fenômenos (variáveis)
sem manipulá-los".
É ainda um estudo de caso, visto que, estuda o caso da Biblioteca da
Universidade Federal do Maranhão de Imperatriz. A rede social virtual da biblioteca
da UFMA em Imperatriz (Figura 1) possui atualmente 510 "amigos", dentre estes
estão docente, discente e técnicos administrativos. A biblioteca entrou no facebook
em 16 de fevereiro de 2011 .

1781

�i

5eminlrio

~

NacioI\;J,Ide

= "lIwiot_

-~ ~~~~. ~

Divulgação de produtos e serviços: páginas, blogues e redes sociais
Trabalho completo

Na UFMA existem 21 bibliotecas, formando o Núcleo Integrado de
Bibliotecas (NIB). Estas bibliotecas estão distribuídas nas cidades de, São Luis,
Chapadinha , Grajaú, São Bernardo, Pinheiro, Imperatriz, Bacabal e Codó, mas será
considerada apenas a biblioteca de Imperatriz, visto que atualmente esta é a única
que faz uso da rede social virtual.

Figura 1 - Página inicial da rede social virtual da biblioteca .
Fonte : bcaccsstufma/facebook .com

A pesquisa é qualitativa e usou como instrumento para coleta de dados a
entrevista semi-estrutura, com os gestores, técnicos administrativos, docentes e
discentes que utilizam o facebook. Os roteiros de entrevista estão nos Apêndices A,
B, C. A análise dos dados foi realizada mediante a técnica de análise de conteúdo
das respostas dos entrevistados. Essa técnica pode ser aplicada a qualquer forma
de comunicação.
Sendo assim, neste estudo, os resultados da análise das perspectivas
dos entrevistados, quanto à rede social virtual da biblioteca, são apresentados em
tópicos redigidos, com observações do campo e citações literais (falas), não
separados da discussão.
As entrevistas foram realizadas na biblioteca da UFMA de Imperatriz,
pessoalmente com o informante. Antes de se iniciar a entrevista foi apresentado o
objetivo da pesquisa. As perguntas foram feitas diretamente ao informante com base
em um roteiro. As respostas foram gravadas para que o pesquisador não perdesse
nenhuma informação importante. As entrevistas foram realizadas nos três turnos,
pois os informantes estão distribuídos em diferentes horários no intervalo de 8h às
21h.
Participaram da entrevista, 2 técnicos administrativos que são atendes na
biblioteca e que utilizam a rede social virtual. Foi entrevistados 1 docente e 1
discente 1 um gestor da biblioteca , Dentre todos perfazem 5 entrevistados.

4 Resultados Parciais/Finais
O caso relatado trouxe, na perspectiva dos discentes, informações mais
precisas e transparentes, pois se evita idas à biblioteca em dias que não há

1782

�i

5eminlrio

~

NacioI\;J,Ide

= "lIwiot_

-~ ~~~~. ~

Divulgação de produtos e serviços: páginas, blogues e redes sociais
Trabalho completo

expediente por motivos de greve ou reforma. Isso faz com que os discentes também
não paguem multas por atraso na devolução por não saber que na biblioteca não
havia expediente . As informações disponibilizadas quando e onde necessário, pois o
usuário pode verificar remotamente se seu livro está reservado. Os trechos
destacados correspondem aos comentários realizados pelos entrevistados que são
identificados por R1, R2, R3, R4, R5, para preservar sua identidade.
R1 - Discente
1 Você iá acessou Bca Ccsst Ufma para tirar dúvidas, sugerir ou criticar a biblioteca?
Sim
2 Qual a sua opinião quanto ao uso do facebook como ferramenta da biblioteca?
Otimo. Porque evita as vezes da gente sair de casa só pra ver se UM livro já chegou ou coisa
parecida.
3 Em que situação você foi mencionado no facebook pela Bca Ccsst Ufma?
Em diversos. Desde chegada de livros a sugestão para novo acervo
4 Você tem alguma sugestão para melhorar ou substituir o uso dessa ferramenta?
"Assim tá muito bom"
5 Quais informações você gostaria que fossem postadas por Bca Ccsst Ufma no facebook?
A Posse de novos livros, com imagem da capa toda vez que chegasse um livro novo ... se bem que
daria um trabalho
6 Em aspetos gerais, o que mudou depois que a biblioteca adotou o facebook?
Tá melhor, mais rápido e diria até mais humano, já que geralmente a pessoa que digita por tras do
Bca Ccsst Ufma é cortez em todas as respostas.
Quadro 1: Resposta do R1 - Discente.
Fonte: Pesquisa

Na oplnlao dos técnicos administrativos, a gestão da informação na
rede social minimiza a insatisfação do usuário, o que leva a uma situação mais
confortável e tranqüila de relacionamento para com esses, ou seja, um clima de
trabalho mais saudável. Isso poderá contribuir para um maior nível de motivação e
comprometimento dos técnicos administrativos.
R2 - Técnico administrativo
1 Você já acessou Bca Ccsst Ufma para obter informações sobre a biblioteca?
"Sim "
2 Qual a sua opinião quanto ao uso do facebook como ferramenta da biblioteca?
"Acho uma ferramenta importantíssima. Porque o ambiente virtual atrai muito os jovens universitários
e encontrar no facebook informações sobre algo que nos interessa é sempre bom. Informar por
exemplo a reserva de um livro, ou alteração no funcionamento da biblioteca pela internet é muito
cômodo para os usuários porque evita deslocamentos desnecessários e é isso que as pessoas
buscam cada vez mais."
3 Em alguma situação de resolução de problema entre usuário e atendente, você utilizou o facebook
da Bca Ccsst Ufma?
"Não"
4 Qual sua sugestão para melhorar o desempenho do uso dessa ferramenta?
"Essa ferramenta deve ser mais divulgada, assim como a sua importância. Porque muitos
acadêmicos ainda não estão participando desse ambiente. Mas também é bom divulgar mais
informações sobre as normas da biblioteca, opções de empréstimos, livros novos, etc."
5 Em sua opinião o uso da ferramenta contribui para a satisfação do usuário da biblioteca levando
você a ter uma relação mais tranqüila com o usuário?
"Sim. Porque esclarecendo algumas dúvidas e divulgando algumas informações essenciais os
usuários já chegam mais preparados e esclarecidos . Mas poucos usuários acompanham esse
serviço diariamente."
6 Com a adoção do facebook pela biblioteca, o que mudou no desempenho de sua atividade como

1783

�i

5eminlrio

~

NacioI\;J,Ide

= "lIwiot_

-~ ~~~~. ~

Divulgação de produtos e serviços: páginas, blogues e redes sociais
Trabalho completo

técnico administrativo?
"O empréstimo de livros reservados ficou mais rápido. Algumas informações (sobre multas, por
exemplo) não são mais necessárias para os usuários que acompanham o facebook da Bca Ccsst
diariamente."
Quadro 2: Resposta do R2 - Técnico administrativo.
Fonte: Pesquisa
R3 - Técnico administrativo
1 Você iá acessou Bca Ccsst Ufma para obter informações sobre a biblioteca?
Sim
2 Qual a sua opinião quanto ao uso do facebook como ferramenta da biblioteca?
É prático e de grande utilidade, visto que o facebook é hoje um instrumento de comunicação social
que facilita a interação de informações entre seus usuários.
3 Em alguma situação de resolução de problema entre usuário e atendente , você utilizou o facebook
da Bca Ccsst Ufma?
Sim .. .uma reserva que estava disponível na biblioteca foi comunicada ao usuário via facebook."
4 Qual sua sugestão para melhorar o desempenho do uso dessa ferramenta?
Divulgação através de cartazes na UFMA e parceria com a ASCOM para divulga-lo nos informativos
periódicos veiculados na universidade.
5 Em sua opinião o uso da ferramenta contribui para a satisfação do usuário da biblioteca levando
você a ter uma relação mais tranquila com o usuário?
Sim, pois no caso da reserva o usuário fica sabendo virtualmente se o livro desejado já está
disponível, fica ciente de novas aquisições e de muitas outras informações úteis, sem
necessariamente está presente na BBC. Isso gera no usuário um senso de presteza na comunicação
o que torna o atendimento mais tranquilo e eficiente. Além de divulgar a idéia de que a BBC está
adequada aos modernos e diferentes tipos de comunicação, como a virtual, através do facebook.
6 Com a adoção do facebook pela biblioteca, o que mudou no desempenho de sua atividade como
técnico administrativo?
Facilitou a comunicação entre servidor-usuário, visto que as informações são repassadas com maior
agilidade antecipadamente.
. .
Quadro 3: Resposta do R3 - Tecnlco administrativo.
Fonte: Pesquisa

As vantagens e benefícios advindos do uso do facebook na biblioteca, na
perspectivas dos gestores ajudaram a melhorar a interatividade com usuário
eliminando a distância entre usuário e gestor. As informações postadas na rede
proporcionaram pilares para o processo decisório, como mudança no layout do
espaço físico da biblioteca e novas aquisições.
R4 - Gestor
1 Quais os motivos que o leva a gerenciar a informação na rede social virtual da biblioteca?
Com o gerenciamento da informação postada pelos usuários na rede, é possível atender as
necessidades de serviços dos mesmos. É possível ainda tomas decisões nas compras de livros e
inserir novos serviços.
2 Como acontece a interação, bibliotecário e usuário, depois do uso do facebook?
O facebook trouxe maior proximidade e cordialidade entre bibliotecário e usuário, pois com essa
ferramenta é permitido uma comunicação mais constante.
3 Em que setores da biblioteca as informações postadas pelos usuários são utilizadas?
Principalmente no setor de referências .
4 Você usa as informações do facebook para tomar decisões?
Sim . Até na mudança de um móvel da biblioteca. No descarte ou desbastamento do acervo, dentre
outras decisões.
5 Quais as ações realizadas para disseminação seletiva da informação e marketing?
Divulgação de novas aquisições, de existência da internet sem fio, de link de interesse de
pesquisadores, de eventos da UFMA.

1784

�i

5eminlrio

~

NacioI\;J,Ide

= "lIwiot_

-~ ~~~~. ~

Divulgação de produtos e serviços: páginas, blogues e redes sociais
Trabalho completo

6 Como que as informações postadas no facebook, pelos usuários da biblioteca , contribuem para a
gestão da mesma?
Se um usuário critica determinado serviço da biblioteca , analisamos essa informação, ou pedimos
sUÇlestões de melhoria para o problema .
7 Em aspetos gerais, o que mudou com a gestão da informação na rede social virtual?
A proximidade entre biblioteca e comunidade acadêmica , a cordialidade entre atendente e usuário, e
a agilidade nos serviço.
Quadro 4: Resposta do R4 - Gestor.
Fonte : Pesquisa

Para os docentes o uso da ferramenta proporcionou alguns pontos
positivos, tais como redução de tempo às respostas das perguntas, sobretudo
informação sobre as novas aquisições, que são fortemente apreciados por estes.
Cabe ressaltar que as novas aquisições são postadas gradativamente.
R5 - Docente
1 Você iá acessou Bca Ccsst Ufma para tirar dúvidas, sUÇlerir ou criticar a biblioteca?
Poucas vezes
2 Qual a sua opinião quanto ao uso do facebook como ferramenta da biblioteca?
É bem atual , visto que acompanha às exigência tecnológicas.
3 Em que situação você foi mencionado no facebook pela Bca Ccsst Ufma?
Em uma nova aquisição. Chegou um livro novo sobre Comunicação e a biblioteca me avisou.
4 Você tem alguma sugestão para melhorar ou substituir o uso dessa ferramenta?
Deve ser mais divulgada , em congresso, em reun iões de coleg iado, em jornadas, simpósios e aulas
inaugurais.
5 Quais informações você gostaria que fossem postadas por Bca Ccsst Ufma?
Artigo cientificos da comunidade acadêm ica
6 Em aspetos gerais, o que mudou depois que a biblioteca adotou o facebook?
A comunicação com os professores ficou mais frequente ,mas ainda precisa melhorar.
Quadro 5: Resposta do R5 - Docente.
Fonte : Pesquisa

A forma mais freqüente de interação com usuano é a divulgação de
reservas de livros. Quando um livro é devolvido e fica disponível para empréstimo ao
usuário o qual reservou, é realizada uma postagem direcionada com a imagem do
livro.
Ainda , são divulgados horários de funcionamento ; eventos da UFMA;
novas aquisições; lançamento de livros de professores da UFMA; período de
solicitações de compras de livro, novos serviços e site relevantes aos cursos.
As redes sociais ou sites de relacionamentos são ferramentas que fazem
parte da vida das pessoas. "Essas ferramentas permitem que pessoas, mesmo com
baixo conhecimento de tecnologia, tenham veículos para expressar suas opiniões
sem ter que passar pelos meios tradicionais de comunicação" (ALMEIDA; KATO ,
2010).
facebook da biblioteca tem como função receber dúvidas, e sugestões
dos internautas, bem como promover a biblioteca por meio da interação e
aproximação com o usuário. As redes sociais passam a ser vistas como um meio
importante de comunicação entre bibliotecários e usuários. Há diálogos entre o
usuário e a bibliotecária . Com essa postura é possível construir uma boa reputação
da biblioteca e gerar relacionamento para conquistar os internautas que defendem a
biblioteca e trocam informações com outros usuários.
Através do monitoramento do que é escrito sobre a biblioteca na rede é

°

1785

�Divulgação de produtos e serviços: páginas, blogues e redes sociais

i

5eminlrio

~

NacioI\;J,Ide

= "lIwiot_

-~ ~~~~. ~

Trabalho completo

possível orientar os usuanos sobre suas reclamações, dúvidas e sugestões,
evitando críticas negativas, solucionando problemas, buscando informações e
interagindo com os usuários de forma que supra o déficit de informações.
Le Coadic (1994) apud Alvarenga Neto (2002 , p.15) observa que o que
leva uma pessoa a buscar informação é a existência de um problema a resolver, de
um objetivo a se alcançar e a constatação de um estado anômalo do conhecimento,
insuficiente ou inadequado. Kuhlthau (1991) apud Alvarenga Neto (2002, p.15)
acrescenta que o hiato existente entre o conhecimento do usuário a respeito do
problema ou tópico e aquilo que o usuário precisa saber para resolver o problema é
uma necessidade de informação, Ainda segundo Kuhlthau (1991) apud Alvarenga
Neto (2002, p.15), o estado de conhecimento daquele que busca uma informação
não é estático, mas sim dinâmico e gradualmente mutante à medida que o usuário
progride no processo.
Sendo assim, as informações que são postadas pelo usuário da biblioteca
na rede são analisadas. Quando se tratam de dúvidas estas são respondidas
imediatamente, se possível. Quando não há resposta imediata, há um processo de
busca da informação mais pertinente e em seguida é respondida no intervalo de 72
horas.

5 Considerações Parciais/Finais
Considerado o que foi exposto, a circulação da informação, de forma
rápida fornece às organizações respaldo diante de seus clientes, pois uma vez que
os gestores estão monitorando o que é escrito sobre suas organizações estes terão
maior parâmetro do que deve otimizar em seus processos para sanar as
necessidades das pessoas envolvidas nesses processos e terão maior
entendimento do que fazer para atender essas pessoas.
Nas redes sociais das bibliotecas universitárias o importante é produzir
conteúdos relevantes, postar respostas rápidas, caso contrário, gerará frustração
aos usuários.
importante é lembrar que a biblioteca não a única que tem rede
social , e que se for postada informações demais podem torná-Ia um incomodo.
Portanto, as expectativas dos usuários devem ser atingidas ou superadas
pelos serviços oferecidos pela biblioteca , caso contrário os usuários provavelmente
irão desenvolver uma imagem negativa do serviço prestado.
Logo, é fundamental que a função da rede social esteja alinhada às
necessidades dos usuários, pois uma depende da outra para o sucesso da gestão
da biblioteca universitária.

°

6 Referências
ALMEIDA, Carolina; KATO, David. Como posso usar as redes sociais ao meu
favor? Disponível em :
http://biblioteca.terraforum .com ,br/Paginas/ComopossousarasRedesSociaisaomeufa
vor.aspx. Acesso em : 12 de abrode 2012.
ALVARENGA NETO, Rivadávia Correa Drummond de. Gestão da informação e do
conhecimento nas organizações: analise de casos relatados em organizações
públicas e privadas, 2002. 235f. Dissertação (Mestrado) - Programa de Pós-

1786

�i

5eminlrio

~

NacioI\;J,Ide

= "lIwiot_

-~ ~~~~. ~

Divulgação de produtos e serviços: páginas. blogues e redes sociais
Trabalho completo

Graduação em Ciências da Informação, Universidade Federal de Minas Gerais
(UFMG) . 2002 .
BARDIN, Laurence. Análise de Conteúdos . 3.ed . Lisboa : Edições 70, 2004 .
CAVALCANTE, Luciane de Fátima Beckman ; VALENTIM, Marta Lígia Pomim .
Informação e conhecimento no contexto de ambientes organizacionais. In:
VALENTIM, Marta Lígia Pomim (Org.). Gestão, mediação e uso da informação.
São Paulo: Cultura Acadêmica , 2010.
CASTELLS, Manuel. A sociedade em rede. São Paulo: Paz e Terra , 1999.
CERVO, Amado L. ; BERVIAN , Pedro A. Metodologia cientifica . 5.ed. São Paulo:
Prentice Hall, 2002 .
SILVA, Adaci A. O. Rosa da; BACALGINI, Bruna. A Biblioteca Pública, a Sociedade
e os Sites de Redes Sociais -- Orkut, Blog e Twitter -- Comunicação na rede. 111
Simpósio Nacional ABCiber , novembro de 2009 - ESPM/SP - Campus Prof.
Francisco Gracioso
MASSON, Walter. Gerenciar a informação implica em conhecer e aperfeiçoar o
processo.
Disponível
em :
http://www.aei .com .br/userfiles/fi le/5_ Ensaio%20T%C3 %A9cn ico_ Gerenciar%20a%2
0Informa%C3%A7%C3%A30%20implica%20em%20Conhecer%20e%20Aperfei%C
3%A70ar%200%20Processo.pdf. Acesso em : 2 maio 2012 .
PAULA, Danúzia da Rocha de; CIANCONI , Regina de Barros. Práticas de gestão do
conhecimento: caso dos sítios associados ao portal corporativo da FIOOCRUZ,
Perspectivas em Ciência da Informação, v. 12, n. 2, p. 49-63 , maio/ago. 2007.
REINO, Lucas Santiago Arraes. Mídias sociais como ferramentas de marketing
digital. In: MATOS, Marcos Fábio Belo; GEHLEN, Marco Antonio (Orgs.).
Comunicação, Jornalismo e fronteiras acadêmicas. São Luis: EDUFMA, 2011 .
p.91-102 .
TOMAÉL, Maria Inês; ALCARÁ, Adriana Rosecler; DI CHIARA, Ivone Guerreiro. Das
redes sociais à inovação. Cio Inf., Brasília, v. 34, n. 2, p. 93-104, maio/ago. 2005 .
Disponível em : http://www.scielo.br/pdf/ci/v34n2/28559 .pdf. Acesso em : 12 maio
2012 .

1787

�i

5eminlrio

~

NacioI\;J,Ide

= "lIwiot_

-~ ~~~~. ~

Divulgação de produtos e serviços: páginas, blogues e redes sociais
Trabalho completo

APÊNDICES

APENDICE A - ROTEIRO DE ENTREVISTA: GESTOR (A) DA BIBLIOTECA

GESTAO DA INFORMÇAO NA REDE SOCIAL VIRTUAL DA BIBLIOTECA DA
UNIVERSIDADE FEDERAL DO MARANHÃO DE IMPERATRIZ
Identificar os indicadores de desempenho da gestão da informação na rede social
virtual da Biblioteca da Universidade Federal do Maranhão (UFMA) de Imperatriz.
1
Quais os motivos que o leva a gerenciar a informação na rede social virtual da
biblioteca?
2 Como acontece a interação , bibliotecário e usuário, depois do uso do
facebook?
3 Em que setores da biblioteca as informações postadas pelos usuários são
utilizadas?
4 Você usa as informações do facebook para tomar decisões?
5 Quais as ações realizadas para disseminação seletiva da informação e
marketing?
6 Como que as informações postadas no facebook, pelos usuários da biblioteca,
contribuem para a gestão da mesma?
Em aspetos gerais, o que mudou com a gestão da informação na rede social
7
virtual?

1788

�i

5eminlrio

~

NacioI\;J,Ide

= "lIwiot_

-~ ~~~~. ~

Divulgação de produtos e serviços: páginas, blogues e redes sociais
Trabalho completo

APENDICE B - ROTEIRO DE ENTREVISTA: DOCENTES E DISCENTES DA
UFMA/IMPERATRIZ

GESTAO DA INFORMAÇAO NA REDE SOCIAL VIRTUAL DA BIBLIOTECA DA
UNIVERSIDADE FEDERAL DO MARANHÃO DE IMPERATRIZ
Avaliar a necessidade de informação dos usuários da rede social virtual da
biblioteca e
Identificar o valor agregado aos serviços da biblioteca com o gerenciamento da
informação na rede social virtual.
1 Você já acessou Bca Ccsst Ufma para tirar dúvidas, sugerir ou criticar a
biblioteca?
2 Qual a sua opinião quanto ao uso do facebook como ferramenta da biblioteca?
3 Em que situação você foi mencionado no facebook pela Bca Ccsst Ufma?
4 Você tem alguma sugestão para melhorar ou substituir o uso dessa
ferramenta?
5 Quais informações você gostaria que fossem postadas por Bca Ccsst Ufma?
Em aspetos gerais, o que mudou depois que a biblioteca adotou o facebook?
6

1789

�i

5eminlrio

~

NacioI\;J,Ide

= "lIwiot_

-~ ~~~~. ~

Divulgação de produtos e serviços: páginas, blogues e redes sociais
Trabalho completo

APENDICE C - ROTEIRO DE ENTREVISTA: TÉCNICO ADMINISTRATIVO DA
UFMA/IMPERATRIZ LOTADO NA BIBLIOTECA

GESTAO DA INFORMAÇAO NA REDE SOCIAL VIRTUAL DA BIBLIOTECA DA
UNIVERSIDADE FEDERAL DO MARANHÃO DE IMPERATRIZ
Identificar o valor agregado aos serviços da biblioteca com o gerenciamento da
informação na rede social virtual.
1
Você já acessou Bca Ccsst Ufma para obter informações sobre a biblioteca?
2 Qual a sua opinião quanto ao uso do facebook como ferramenta da biblioteca?
3 Em alguma situação de resolução de problema entre usuário e atendente,
você utilizou o facebook da Bca Ccsst Ufma?
4
Qual sua sugestão para melhorar o desempenho do uso dessa ferramenta?
5 Em sua opinião o uso da ferramenta contribui para a satisfação do usuário da
biblioteca levando você a ter uma relação mais tranqüila com o usuário?
Com a adoção do facebook pela biblioteca, o que mudou no desempenho de
6
sua atividade como técnico administrativo?

1790

�</text>
                  </elementText>
                </elementTextContainer>
              </element>
            </elementContainer>
          </elementSet>
        </elementSetContainer>
      </file>
    </fileContainer>
    <collection collectionId="49">
      <elementSetContainer>
        <elementSet elementSetId="1">
          <name>Dublin Core</name>
          <description>The Dublin Core metadata element set is common to all Omeka records, including items, files, and collections. For more information see, http://dublincore.org/documents/dces/.</description>
          <elementContainer>
            <element elementId="50">
              <name>Title</name>
              <description>A name given to the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51396">
                  <text>SNBU - Edição: 17 - Ano: 2012 (UFRGS - Gramado/RS)</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="49">
              <name>Subject</name>
              <description>The topic of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51397">
                  <text>Biblioteconomia&#13;
Documentação&#13;
Ciência da Informação&#13;
Bibliotecas Universitárias</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="41">
              <name>Description</name>
              <description>An account of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51398">
                  <text>Tema: A biblioteca universitária como laboratório na sociedade da informação.</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="39">
              <name>Creator</name>
              <description>An entity primarily responsible for making the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51399">
                  <text>SNBU - Seminário Nacional de Bibliotecas Universitárias</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="45">
              <name>Publisher</name>
              <description>An entity responsible for making the resource available</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51400">
                  <text>UFRGS</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="40">
              <name>Date</name>
              <description>A point or period of time associated with an event in the lifecycle of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51401">
                  <text>2012</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="44">
              <name>Language</name>
              <description>A language of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51402">
                  <text>Português</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="51">
              <name>Type</name>
              <description>The nature or genre of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51403">
                  <text>Evento</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="38">
              <name>Coverage</name>
              <description>The spatial or temporal topic of the resource, the spatial applicability of the resource, or the jurisdiction under which the resource is relevant</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51404">
                  <text>Gramado (Rio Grande do Sul)</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
          </elementContainer>
        </elementSet>
      </elementSetContainer>
    </collection>
    <itemType itemTypeId="8">
      <name>Event</name>
      <description>A non-persistent, time-based occurrence. Metadata for an event provides descriptive information that is the basis for discovery of the purpose, location, duration, and responsible agents associated with an event. Examples include an exhibition, webcast, conference, workshop, open day, performance, battle, trial, wedding, tea party, conflagration.</description>
    </itemType>
    <elementSetContainer>
      <elementSet elementSetId="1">
        <name>Dublin Core</name>
        <description>The Dublin Core metadata element set is common to all Omeka records, including items, files, and collections. For more information see, http://dublincore.org/documents/dces/.</description>
        <elementContainer>
          <element elementId="50">
            <name>Title</name>
            <description>A name given to the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="64086">
                <text>Gestão da informação na Rede Social Virtual da Biblioteca da Universidade Federal do Maranhão de Imperatriz.</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="39">
            <name>Creator</name>
            <description>An entity primarily responsible for making the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="64087">
                <text>Sousa, Alesandra Saraiva de; Monteiro, Sheila de Sousa</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="38">
            <name>Coverage</name>
            <description>The spatial or temporal topic of the resource, the spatial applicability of the resource, or the jurisdiction under which the resource is relevant</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="64088">
                <text>Gramado (Rio Grande do Sul)</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="45">
            <name>Publisher</name>
            <description>An entity responsible for making the resource available</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="64089">
                <text>UFRGS</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="40">
            <name>Date</name>
            <description>A point or period of time associated with an event in the lifecycle of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="64090">
                <text>2012</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="51">
            <name>Type</name>
            <description>The nature or genre of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="64092">
                <text>Evento</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="41">
            <name>Description</name>
            <description>An account of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="64093">
                <text>Este estudo visa destacar a relevância da gestão da informação nas redes sociais virtuais como forma de subsidiar as tomadas de decisões nas organizações. Foi realizado um estudo de caso da rede social virtual da biblioteca da Universidade Federal do Maranhão de Imperatriz, a qual utiliza a rede social virtual, facebook, e que atualmente possui 510 “amigos”. Como instrumento de pesquisa foi utilizado a entrevista semi-estrutura com 1 gestores de biblioteca, 2 técnicos administrativos, 1 discente e 1 docentes. A pesquisa mostrou que a gestão da informação na Bca Ccsst Ufma, é positiva para os discentes que tem informações precisas e transparentes remotamente, para os técnicos administrativos que com a informação na rede leva a uma situação confortável e tranquila de relacionamento com os usuários, para os gestores, pois proporciona pilares para processos decisórios e para os docentes que recebem informações sobre novas aquisições. Logo, diante dessa realidade é fundamental que a função da rede social virtual esteja alinhada às necessidades dos usuários, pois uma depende da outra para o sucesso da gestão da biblioteca universitária.</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="44">
            <name>Language</name>
            <description>A language of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="69523">
                <text>pt</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
        </elementContainer>
      </elementSet>
    </elementSetContainer>
  </item>
  <item itemId="6023" public="1" featured="0">
    <fileContainer>
      <file fileId="5087">
        <src>http://repositorio.febab.org.br/files/original/49/6023/SNBU2012_162.pdf</src>
        <authentication>5171e6aed0181908f26a123699cd45ed</authentication>
        <elementSetContainer>
          <elementSet elementSetId="4">
            <name>PDF Text</name>
            <description/>
            <elementContainer>
              <element elementId="92">
                <name>Text</name>
                <description/>
                <elementTextContainer>
                  <elementText elementTextId="64085">
                    <text>Divulgação de produtos e serviços: páginas. blogues e redes sociais
i! """"'"
MaooNlck

~

=

:,

IiWitt.UJ

1I....111~

Trabalho completo

o USO DO TWITTER EM UNIVERSIDADES PÚBLICAS
BRASILEIRAS PARA A DISSEMINAÇÃO DA INFORMAÇÃO
Maria Irene da Fonseca e Sá 1, Nathalia Fernandes da Costél
1

M. Sc. Engenharia de Sistemas e Computação, Universidade Federal do Rio de Janeiro, Rio
de Janeiro, Rio de Janeiro

2Graduação em Biblioteconomia , Universidade Federal do Rio de Janeiro, Rio de Janeiro, Rio
de Janeiro

Resumo
A Web 2.0 surge como uma rede colaborativa, que através das ferramentas
disponíveis possibilita o compartilhamento e a divulgação da informação de maneira
interativa, onde produtor e consumidor se confundem . Entre tais ferramentas
encontra-se o Twitter, uma rede social , em grande expansão no Brasil, que tem por
objetivo disseminar informação em tempo real. O presente estudo busca apresentar
o uso da rede social Twitter para a disseminação da informação, por meio de uma
pesquisa em Universidades Públicas Brasileiras e seus perfis institucionais. Exibe
conceitos de Web 2.0 e sua evolução, assim como de sociedade da informação.
Explica o que são redes sociais e conceitua o objeto de estudo: Twitter. Por fim,
apresenta o tópico Arquitetura da Informação e sua importância para se estruturar
informações na Web, por meio do conceito de usabilidade. Através de um
levantamento quantitativo e qualitativo, este trabalho tem por objetivo mostrar a
importância e a facilidade em usar as ferramentas colaborativas gratuitas disponíveis
na web 2.0 para disseminar e organizar a informação.

Palavras-Chave:
Twitter; Web 2.0; Redes Sociais; Arquitetura da informação; Usabilidade.

Abstract
Web 2.0 appears as a collaborative network, using the tools available that
enables the sharing and dissemination of information in an interactive manner, where
producers and consumers are confused . Among these tools is Twitter, a social
network, a large expansion in Brazil , which aims to disseminate information in real
time. This study discusses the use of social network Twitter to spread information
through a survey in Brazilian public universities and their institutional profiles.
Displays of Web 2.0 concepts and their evolution , as well as the information society.
Explains what are social networks and conceptualizes the object of study: Twitter.
Finally, it introduces the topic of Information Architecture and its importance to
structure information on the Web, through the concept of usability. Through a
quantitative and qualitative survey, this paper aims to show the importance and ease
of use collaborative tools available free on the Web 2.0 to spread and organize

1763

�Divulgação de produtos e serviços: páginas, blogues e redes sociais
i! """"'"
MaooNlck

~

=

:,

IiWitt.UJ

1I....111~

Trabalho completo

information .

Keywords:
Twitter; Web 2.0; Social networks; Information architecture; Usability.

1 Introdução
Nos EUA, onde a internet teve sua origem, na década de cinquenta, a
necessidade de superar tecnologicamente a União Soviética levou a pesados
investimentos em tecnologia . Assim foi criada a Advanced Research Projects Agency
(ARPA), cujo objetivo era engajar recursos de pesquisa, principalmente, do mundo
universitário , a fim de fomentar a pesquisa em computação interativa . A criação da
rede de computadores Arpanet, "permitia aos vários centros de computadores e
grupos de pesquisa que trabalhavam para a agência compartilhar online tempo de
computação" (CASTELLS , 2006, p. 14).
Segundo Cunha (2003, p. 71) "A revolução trazida pelo computador leva a
reflexão de que o desenvolvimento do conhecimento há que sempre causar
impactos e promover rupturas". O conceito de sociedade da informação nasce da
transformação causada por essa revolução, tendo como finalidade ser a "etapa do
desenvolvimento da sociedade que se caracteriza pela abundância de informação
organizada" (OLIVEIRA, 2005 , p. 113). Essa rede, em sua evolução, se tornou mais
do que um ambiente de acesso e uso da informação, mas também de
compartilhamento e disseminação de conhecimento, e assim surge um novo espaço
visto como colaborativo, chamado de Web 2.0 .
Devido ao grande número de informação que circula todos os dias é preciso
encontrar meios de filtrar, replicar e administrar o fluxo da informação. Castells
(2006, p.8) afirma que a Internet "é um meio de comunicação que permite, pela
primeira vez, a comunicação de muitos com muitos, num momento escolhido, em
escala global". E Neste cenário, assistimos a um crescimento exponencial das
ferramentas para World Wide Web (WWW), na medida em que com sua tamanha
repercussão temos:
[ ... la criação de espaços cada vez mais interativos, nos quais os usuários
possam modificar conteúdos e criar novos ambientes hipertextuais. Estes
recursos são possíveis devido a uma nova concepção de Internet, chamada
Internet 2.0, Web 2.0 ou Web Social. (BLATTMANN; SILVA, 2007 , p.192).

É nesse novo espaço que nascem as ferramentas colaborativas, que neste
estudo estão representadas pelas redes sociais, onde os usuários criam contas, ou
perfis pessoais ou institucionais e compartilham informações com os demais
usuários. O objeto de estudo desta pesquisa é a rede social conhecida como Twitter,
que funciona como uma ferramenta gratuita, de alcance mundial onde milhares de
pessoas postam informações, a todo segundo, e essas informações percorrem a
rede em tempo real, possibilitando uma disseminação instantânea de informação.
As redes sociais podem ser definidas como : "[ ... ] um conjunto de participantes

1764

�Divulgação de produtos e serviços: páginas. blogues e redes sociais
i! """"'"
MaooNlck

~

=

:,

IiWitt.UJ

1I....111~

Trabalho completo

autônomos, unindo idéias e recursos em torno de valores e interesses
compartilhados" . (MARTELETO, 2001 , p.72 apud TOMAÉL; ALCARÁ; DI CHIARA,
2005, p. 93)
Essas ferramentas que possibilitam tamanha divulgação de informação são
hoje usadas por milhares de pessoas e organizações do mundo todo e já não são
mais uma simples tendência , representam uma prática valiosa que deve ser usada
no contexto atual , onde temos uma grande concentração de informação exposta na
rede mundial e frente a isso necessitamos de ferramentas que possam filtrar e
administrar tamanho fluxo .
A partir disso , e da necessidade de disseminação encontrada nas
Universidades Públicas Brasileiras (UPBs) , temos tais ferramentas como grandes
aliadas dessas instituições, seja para fins educativos, informativos ou interativos,
uma vez que possuem alcance mundial e são gratuitas.
Neste contexto, o espaço virtual em que vivemos hoje
[.. .]provocou várias alterações, principalmente nas concepções de espaço e
tempo, na possibilidade de compartilhamento de tudo o tempo todo, na
abstração dos limites físicos , no conceito de consumo da informação e do
conhecimento. Não há mais distância, território, domínio e espera: vive-se o
aqui e o agora (BORGES , 2004 , p. 58) .

Frente à Web 2.0, com suas ferramentas e o homem como um ser social ,
temos a necessidade de interação e comunicação entre as pessoas e,
consequentemente, nas organizações.
As redes sociais favorecem a estruturação da informação de forma coletiva ,
colaborativa, onde todos podem fazer parte da disseminação e o Twitter é visto
como uma nova ferramenta de trabalho disponível no ambiente 2.0, onde existe a
criação e divulgação mútua de conhecimento entre usuário e produtor.
Qualquer pessoa pode fazer parte do Twitter, é só criar um perfil e começar a
divulgar suas informações. É vista como uma ferramenta totalmente colaborativa e
de comunicação instantânea. processo de criação de um perfil é muito simples e
fácil de executar, no entanto manter o perfil atuante e interessante, de forma a tornálo útil para uma determinada comunidade usuária é complexo e trabalhoso.

°

De acordo com Lévy (2000, apud BLATMANN ; SILVA, 2007), a existência de
uma Internet colaborativa possibilita a disseminação da inteligência coletiva . Dessa
forma , é ressaltada a importância da utilização da ferramenta Twitter para a
divulgação de informação de forma interativa.
Segundo Pavão Júnior e Sbarai (2010 , p. 84), "atualmente, há 105 milhões de
usuários do Twitter espalhados pelo mundo. E todos os dias, 600 milhões de buscas
e 65 milhões de mensagens movimentam a rede".
Com toda a expansão e inovação disponibilizada pelas redes SOCiaiS,
assistimos ao crescente uso de tais redes pelas UPBs, como fonte de disseminação

1765

�Divulgação de produtos e serviços: páginas, blogues e redes sociais
i! """"'"
MaooNlck

~

=

:,

IiWitt.UJ

1I....111~

Trabalho completo

e administração da informação.
Assim, verificados alguns aspectos encontrados na ferramenta chamada
Twitter, como sua simples interface, sua gratuidade, seu alcance mundial, sua
possibilidade de utilização em dispositivos móveis e a ausência de necessidade de
treinamento, pode-se dizer que qualquer pessoa é capaz de atualizar e gerir as
informações,
Desta forma, este trabalho pretende mostrar que o Twitter pode ser uma
valiosa ferramenta, a fim de funcionar como canal entre universidade e comunidade,
devido a sua utilidade na disponibilização da informação em um ambiente interativo.

o objetivo geral visou investigar o uso que as UPSs fazem do Twitter, a fim de
demonstrar que tal ferramenta pode e deve ser usada para a disseminação de
informação no meio acadêmico. Quanto aos objetivos específicos buscou-se:
mostrar a importância da rede social, Twitter, como disseminadora de informação,
sua repercussão e expansão; identificar aspectos de usabilidade encontrados no
Twitter, através da aplicação da heurísticas de Nielsen, e identificar a natureza e a
importância do material informacional distribuído pelo Twitter em UPSs.
2 Revisão de Literatura
2.1 Web 2.0
A web vem sofrendo modificações ao longo do tempo; antes era vista como
um ambiente digital estático, e estava nas mãos de poucas pessoas, aquelas que
dominavam as linguagens de programação, e essa é a característica denominada,
por Tim O"Reilly (2005), como Web 1.0. Mas, com o passar do tempo, foi percebida
uma modificação no conceito de web, e O'Reilly notou que haviam surgido novas
características: as empresas que haviam chegado até ali, eram todas colaborativas,
e nelas os usuários eram consumidores, mas também produtores de informação. O
ambiente anteriormente chamado de estático, agora era interativo e foi denominado
de Web 2.0, termo surgido em uma conferência em 2004 , pela MediaLive e OReilly
Media, realizada em São Francisco (Califórnia , EUA),
Assim, a Web 2.0 passa a ser descentralizada. Neste ambiente, o sujeito se
torna um ser ativo, participando da criação, seleção e troca de conteúdo, Neste novo
cenário, os arquivos ficam disponíveis on-line, e dessa forma são acessados em
qualquer lugar e momento, sendo que qualquer alteração é realizada
automaticamente na própria web. De acordo com este novo cenário, observamos a
existência de uma organização social chamada de sociedade da informação. Tal
sociedade participa da Internet de forma ativa , vendo essa rede como um ambiente
não apenas de compartilhamento, mas de produção e disseminação de
conhecimentos acontecendo de forma mútua, (SLATTMANN ; SILVA, 2007, p, 198),
Essa nova concepção de Web, chamada de 2.0, acaba alterando a vida dos
profissionais e modificando suas atuações em suas áreas. Com a grande produção
de informação e as novas tecnologias, é possível participar desse ambiente 2.0 de
qualquer lugar e a qualquer hora, e isso pode ser observado nos sites de redes

1766

�Divulgação de produtos e serviços: páginas, blogues e redes sociais
i! """"'"
MaooNlck

~

=

:,

IiWitt.UJ

1I....111~

Trabalho completo

sociais, que explodiram nos últimos anos, rompendo barreiras e mostrando que a
interatividade no ambiente digital acontece de forma colaborativa , onde receptor e
produtor se misturam e se confundem ,
2.2 Rede Social
As pessoas sempre estiveram ligadas por relações SOCiaiS, seja com a
família, com os colegas de trabalho ou com os amigos. Com a expansão da internet,
essas relações ficaram mais fortes, e sólidas e foram ganhando uma dimensão
maior, devido aos sites de redes sociais na web , que funcionam como redes de
relações , estreitando os laços, e permitindo que as pessoas mantenham contato,
independente de distâncias culturais, físicas, econômicas ou sociais.
Entende-se por rede social : "quando uma rede de computadores conecta uma
rede de pessoas e organizações [ ... ]" (GARTON ; HAYTHORNTHWAITE; WELLMAN ;
1997 apud RECUERO , 2009, p.15).
Os sites de rede social possuem enorme destaque no contexto atual, com
uma expansão veloz e significativa . Como resultado , é possível se conectar com o
mundo todo, gerar conteúdo e lançá-lo na rede em tempo real , trocar e disseminar
informações através de qualquer dispositivo móvel ou não, conectado à internet.
As redes sociais virtuais, devido a sua grande repercussão , são utilizadas
para diversos fins como: diversão, divulgação de notícias, aproximação de pessoas,
acesso à informação, socialização de grupos, discussão de idéias, entre outros. Sua
funcionalidade se estende desde pessoas comuns a grandes empresas e
instituições de governo, onde cada uma utiliza tal ferramenta para os fins desejados
e determinados, como os já citados acima .
De acordo com estudo de Boyd e Ellison , podem-se definir os sites de redes
sociais como: serviços baseados na rede , que permitem aos indivíduos construir um
perfil público ou semipúblico dentro de um sistema limitado, articular uma lista de
outros usuários com quem compartilham uma conexão, e ver e percorrer a sua lista
de conexões e aquelas feitas por outros dentro do sistema (BOYD ; ELLlSON , 2007,
tradução nossa).
2.3 Twitter
O Twitter foi criado em 2006, por Jack Dorsey, Evan Williams e Biz Stone e
teve seu auge no início do ano de 2009 , chegando até o Brasil e se tornando uma
das ferramentas mais utilizadas por aqui, mas só em 2011 começou a falar nossa
língua, em sua nova versão em português. É uma rede social que segue a estrutura
dos blogs, sendo classificado como um microblogging por cada post só poder conter
até 140 caracteres, sendo que post é uma publicação de autoria pessoal , que por
meio da rede é visualizada por diversas pessoas.
No site do Twitter temos a seguinte conceituação: ''Twitter é uma rede de
informação em tempo real , alimentada por pessoas ao redor do mundo , que permite
a você compartilhar e descobrir agora o que está acontecendo." (TWITTER, 2010 ,

1767

�Divulgação de produtos e serviços: páginas, blogues e redes sociais
i! """"'"
MaooNlck

~

=

:,

IiWitt.UJ

1I....111~

Trabalho completo

tradução nossa).

o Twitter perguntava em sua página principal "O que você está fazendo" , hoje
mudou a pergunta para "O que está acontecendo?", pois devido à abrangência que
alcançou , as pessoas não só diziam o que estavam fazendo, como dizem tudo o que
querem "e dissemina a resposta ao redor do globo para milhões, imediatamente"
(TWITTER, 2010, tradução nossa).
No ambiente atual, com novas tecnologias sendo lançadas a todo momento e
a necessidade de estar conectado 24 horas ao mundo virtual, "Diferentemente da
maioria dos produtos de rede social, o Twitter foi claramente desenvolvido com o
usuário móvel em mente" (CUDDY, 2009 , p. 170). Essa forma móvel acaba
transformando o comportamento dos usuários, o que causa uma alteração em seu
cotidiano. A versão chamada mobile , de diversos sites, pode ser acessada de
qualquer dispositivo móvel, expandindo assim a disseminação da informação.
O Twitter possui características bem marcantes: tem uma página inicial
simples, uma interface voltada para o usuário, onde os membros da rede se sentem
à vontade para postar suas informações e seguir as informações expostas por outras
pessoas. Dessa forma, as informações são trocadas, quem produz e quem utiliza
trabalham juntos, com um objetivo em comum : fazer com que a informação percorra
o mundo em segundos.
2.4 Arquitetura da Informação
O termo Arquitetura da informação (AI) foi cunhado por Wurman nos anos
1970, e segundo Agner (2009 p. 78), envolve o design , a análise e a implementação
de espaços informacionais. A viabilidade deste termo, a partir da segunda metade
dos anos 1990, coincidiu com o momento em que a internet atingiu sua massa
crítica , em que as novas tecnologias e os meios de comunicação alteraram o modo
como a informação é organizada e disponibilizada e, justamente, a arquitetura da
informação lida com esses aspectos.
A AI surge como uma disciplina que tem por objetivo avaliar e direcionar os
recursos digitais para as necessidades do usuário, de forma que a navegação e o
uso possibilitem melhor interação entre os espaços informacionais e o ser humano.
Essa nova metadisciplina concorre para que se transforme a necessidade dos
usuários em ação e se atinja assim seus objetivos com sucesso. A importância da AI
está ligada ao crescimento das conexões aos espaço informacionais, principalmente
por pessoas comuns, sem conhecimentos específicos acerca do meio digital.
De nada adianta existirem websites que disponibilizem diversas informações,
se as mesmas não estiverem organizadas, e estruturadas de forma correta , da
melhor forma possível para sua recuperação; o usuário precisa encontrar o que
deseja, e seu tempo não deve ser desperdiçado. Nesse momento, entra o trabalho
do arquiteto da informação, para estruturar e categorizar cada informação disponível,
a fim de tornar a busca do usuário mais eficaz.
Para tal , é preciso estudar e conhecer as necessidades de seus usuários,

1768

�Divulgação de produtos e serviços: páginas. blogues e redes sociais
i! """"'"
MaooNlck

~

=

:,

IiWitt.UJ

1I....111~

Trabalho completo

saber o que precisam e o que buscam nos websites. Alguns buscam clareza ,
simplicidade ; outros possuem necessidades mais específicas e o profissional da AI
precisa estar preparado para construir websites de acordo com as necessidades de
seus usuários. Assim "Aos que projetam sites devem considerar os padrões
estéticos em voga e adequá-los às expectativas do usuário e as restrições do meio."
(Agner, 2009, p. 62) . Sendo assim, há que se buscar a perfeita integração entre
aparência , organização e perfil do usuário.
Um dos motivos que torna as redes sociais tão populares e atraentes é sua
fácil utilização e a simplicidade de sua interface, voltada exclusivamente para o
usuário.
Segundo Agner (2009), existem alguns princípios que podem ser usados em
qualquer interface; dentre eles, vale ressaltar o que diz respeito ao controle, que
deve ser do usuário, e que, segundo o autor, representa a essência da usabilidade.
Os usuários precisam ter a sensação de controlar o sistema e nunca o contrário.
Algumas facilidades foram possibilitadas pelo objeto de estudo, o
microblogging, como - "A comunicação instantânea" (Agner, 2009, p. 60). E como
exemplo disso temos os posts utilizados pelos usuários do Twitter, e sua divulgação
em tempo real para toda uma rede universal. O autor argumenta também que "A
homepage deve conter informações que interessem ao usuário" (Agner, 2009, p. 62) ,
e no caso do Twitter a sua página principal apresenta uma lista de interesses
escolhidos pelo próprio usuário. Outra característica encontrada no Twitter é o uso
de hipertexto, que permite a liberdade de navegação.
Aspectos de usabilidade, que serão explorados neste estudo, são: a Autoexplicação que se refere ao produto, que se é bem formulado, o usuário aprende a
trabalhar com ele à medida que vai usando; a transferência de tecnologia em que
um produto, uma vez criado e após demonstrado, sua eficiência e eficácia podem
ser apropriadas por outros usuários, além daqueles considerados público-alvo;
consideração dos recursos do usuário que diz respeito a evitar sobrecargas
sensoriais, pois quando existe muita informação junta deve-se destacar o mais
importante; e por último, o controle do usuário pois deve existir o máximo controle
possível do usuário na sua interação com o produto.
De acordo com Nielsen (2000, p. 49) temos suas heurísticas que são 10 itens
para a avaliação da usabilidade de um site, listados abaixo:
A) Feedback - O sistema deve informar ao usuário sobre o que ele está
fazendo e o tempo de 10 segundos é o limite para manter a atenção do
usuário;
B) Falar a linguagem do usuano - A terminologia deve ser baseada na
linguagem do usuário e não orientada ao sistema;
C) Saídas claras - O usuário controla o sistema , podendo abortar uma tarefa
ou desfazer alguma operação e retornar ao estado anterior;

1769

�Divulgação de produtos e serviços: páginas, blogues e redes sociais
i! """"'"
MaooNlck

~

=

:,

IiWitt.UJ

1I....111~

Trabalho completo

D) Consistência - Um mesmo comando ou ação deve ter sempre o mesmo
efeito e a mesma operação ou ação deve ser apresentada na mesma
localização e da mesma maneira para facilitar o reconhecimento;
E) Prevenir erros - Evitar situações de erro e conhecer as situações que mais
provocam erros, modificando a interface para que os mesmos não
ocorram ;
F) Minimizar a sobrecarga de memória do usuário - O sistema deve mostrar
os elementos de diálogo e permitir que o usuário faça suas escolhas, sem
a necessidade de ter de lembrar-se de comandos específicos;
G) Atalho - Importante para usuários experientes executarem operações mais
rapidamente e função de "volta" em sistemas de hipertext;
H) Diálogos simples - Apresentar exatamente a informação que o usuano
necessita e o sistema deve conter somente informações relevantes à
realização de tarefas;
I) Boas mensagens de erro - Linguagem clara e sem códigos que deve ajudar
o usuário a entender e resolver o problema e não deve culpar ou intimidar o
usuário;
J) Ajuda e documentação - o ideal é que a ferramenta seja tão fácil de usar
que não necessite de ajuda ou documentação e se esta for necessária, a
ajuda deve estar acessível on-line.

3 Materiais e Métodos
A metodologia consistiu de pesquisa bibliográfica e de pesquisa no próprio
instrumento de pesquisa, o Twitter, tanto em língua portuguesa como inglesa e
espanhola, realizando buscas com as palavras chaves rede social, Twifter,
ferramentas colaborativas, Web 2.O e usabilidade.
Na parte prática, foi realizada pesquisa exploratória no serviço de
microblogging Twitter, no perfil de UPBs (estaduais e federais) e, para uma melhor
assimilação, foram feitas pesquisas quantitativas e qualitativas nessas instituições,
de forma a selecionar aquelas que fazem uso da rede Twitter.
Das UPBs pesquisadas, as que mais fazem uso da ferramenta são : a
Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) , a Universidade Federal de Minas
Gerais (UFMG), a Universidade Federal Fluminense (UFF), a Universidade de São
Paulo (USP), a Universidade Estadual de Campinas (UNICAMP) e a Universidade
Federal da Paraíba (UFPB) . Portanto, a pesquisa se restringiu a estas universidades
públicas brasileiras.
Estas UPBs foram pesquisadas na ferramenta Twitter e também em sites de

1770

�Divulgação de produtos e serviços: páginas, blogues e redes sociais
i! """"'"
MaooNlck

~

=

:,

IiWitt.UJ

1I....111~

Trabalho completo

buscas, e em seguida foi feito um levantamento de seus perfis e posteriormente seu
monitoramento.
Na pesquisa foi levantado que a UFMG possui 27 perfis, a UFRJ 25 , a UFPB
16, a USP 14, a UNICAMP 13 e a UFF 12, Lembrando que a quantidade de perfis
não está relacionada ao uso que as UPBs fazem da ferramenta , uma vez que
existem perfis abandonados sem atualização. O estudo pretendeu ainda levantar
quem controla tais perfis, se são docentes ou estudantes, a fim de demonstrar a
facilidade no uso da ferramenta , a simplicidade em sua interface possibilitando que
qualquer pessoa possa utilizá-Ia. Para isso, foram enviadas Direct Messages (DM),
para todos os perfis perguntando quem os controlam .
Assim, foram pesquisados no total 107 perfis, dentre os quais nem todos são
institucionais, mas divulgam informações pertinentes às UPBs. Seus perfis foram
monitorados por cerca de dois meses, a fim de levantar a natureza das informações
divulgadas e sua periodicidade.
As informações divulgadas dizem respeito a concursos, como vestibular, a
eventos, como palestras e congressos, informações a respeito do dia a dia da
universidade, e cada perfil possui informações específicas do seu curso ou
departamento.

4 Resultados Parciais/Finais
Quanto à usabilidade, os pontos positivos da ferramenta Twitter observados
foram : o feedback, o sistema do Twitter em todos os seus processos informa o
usuário do que está acontecendo e o que o usuário está fazendo ; sobre as saídas
claras, os usuários podem a qualquer momento abortar uma ação, inclusive a ação
de postar algo pode ser revertida , uma vez que aconteça arrependimento ou erro; no
ponto consistência , temos o site se comportando e se apresentando da mesma
maneira em todas as suas páginas, facilitando o entendimento e evitando surpresas
e possíveis novidades negativas para o usuário; quanto ao item prevenir erros, no
início a interface do Twitter continha alguns erros, mas com o tempo e experiência o
sistema foi modificado para prevenir os erros passados e alguns futuros ; os atalhos
são visivelmente apresentados para os mais experientes e os iniciantes possuem
suas ações bem marcadas e definidas; sobre diálogos simples, o sistema apresenta
apenas o que o usuário precisa, e ainda , em cada página pessoal, temos as
informações pertinentes e escolhidas por cada usuário, apenas o que lhe interessa ,
tendo essa característica como uma das mais importantes e positivas; o sistema
ainda apresenta boas mensagens de erros, a toda ação errada o sistema responde
prontamente, explicando o erro e como se deve consertá-lo; por último, no item
ajuda e documentação, o Twitter possui como característica marcante sua
simplicidade , excluindo a necessidade de conter página de ajuda ou de
documentação. Todo o sistema é óbvio .
O Quadro 1 mostra as características fortes do Twitter, de acordo com as
heurísticas de Nielsen.

1771

�Divulgação de produtos e serviços: páginas, blogues e redes sociais
i! """"'"
MaooNlck

~

=

:,

IiWitt.UJ

1I....111~

Trabalho completo

Quadro 1 - Heurísticas e o Twitter

Heurísticas:

Twitter
possui
positiva:

como

característica

A) Feedback

X
B) Falar a linguagem do usuário

C) Saídas claras

X
D) Consistência

X
E) Prevenir erros

X
F) Minimizar a sobrecarga
memória

de

G)Atalhos

X
H) Diálogos simples

X
I) Boas mensagens de erro

X
J) Ajuda e documentação

X

Sobre os pontos negativos, podemos dizer que o sistema do Twitter não fala
necessariamente a linguagem do usuário, uma vez que a linguagem já é prédeterminada , é própria da rede social , usada universalmente , mas já existem
traduções e gírias próprias de alguns países, mudando um pouco a linguagem
exigida pelo sistema , mas lembrando que existe apenas na fala , na página da rede a
linguagem permanece a mesma . Sobre minimizar a sobrecarga de memória , o
usuário precisa ficar decorando alguns comandos, lembrar de determinados
caminhos e passos.
Entre as 10 heurísticas apresentadas, vimos que apenas duas são negativas,
demonstrando assim que o sistema do Twitter possui muitos pontos positivos. A
usabilidade deste se configura de forma eficiente e eficaz, tornando a visita do
usuário simples, e agregando cada vez mais usuários pela sua simples interface e a

1772

�Divulgação de produtos e serviços: páginas, blogues e redes sociais
i! """"'"
MaooNlck

~

=

:,

IiWitt.UJ

1I....111~

Trabalho completo

facilidade de seus comandos.
Foram pesquisados 107 perfis de UPBs no Twitter, e entre esses foi
observado que muitos deles são atualizados diariamente, com informações
específicas de acordo com o perfil (64% na UFMG, 46% na UFRJ, 72% na UFPB,
80% na USP, 26% na UNICAMP, 31% na UFF),
Os perfis abandonados (11 % na UFMG, 8% na UFRJ , 9% na UFPB, 8% na
UNICAMP, 10% na UFF e 0% na USP) em sua maioria divulgavam informações
rotineiras e outras apresentavam apenas informações de boas vindas e
apresentações, uma vez que estes foram abandonados logo no início. Não foram
encontrados perfis atualizados por muito tempo e depois abandonados, todos foram
abandonados em pouco tempo de uso.
Em muitos perfis foi percebida uma intensa relação entre o perfil e seus
seguidores, onde as perguntas e sugestões são respondidas, existe troca de
informação e retwets constantes, o que permite uma grande circulação de
informação.
Os perfis que estão entre os mais atualizados são controlados por estudantes
e centros acadêmicos, mostrando uma maior dedicação e preocupação com essa
ferramenta . Poucos controlados por docentes estão entre os atualizados
diariamente, mas ainda existem alguns que servem como ferramenta de divulgações
específicas por parte de professores e coordenadores, geralmente divulgando
inscrições, aulas e novidades. Foi visto ainda , que estes docentes utilizam o Twitter
como ferramenta administrativa e de comunicação, para se relacionarem melhor
tanto com alunos quanto com centros dentro e fora da instituição.
Foram encontrados na pesquisa alguns perfis de bibliotecas universitárias, e
estes se encontram entre os mais atualizados e os que mais possuem troca de
informação com seus Followers (seguidores) .
Os perfis de bibliotecas divulgam informação sobre eventos relacionados a
bibliotecas internas e também externas. Trabalham ainda como serviço de
referência, uma vez que divulgam novas aquisições, empréstimos, cadastros, prazos
e multas.
Diante dos objetivos propostos na pesquisa, temos o geral que pretende
investigar o uso que as UPBs fazem do Twitter, e frente a esse objetivo foi possível
chegar aos resultados citados acima , pois entre os 107 perfis pesquisados cerca de
85% utilizam a ferramenta diariamente ou eventualmente, para divulgar suas
informações, fazendo uso do Twitter como ferramenta de administração,
comunicação e marketing dentro das universidades. A fim de integrar os centros
acadêmicos, os cursos, professores e alunos, realizar trocas de informações no
ambiente virtual de forma colaborativa , como a proposta pela rede social.
Entre um dos objetivos específicos temos, identificar a natureza e a
importância do material informacional distribuído pelo Twitter em UPBs. Nesse ponto
foi possível verificar que a grande maioria das informações divulgadas diz respeito a

1773

�Divulgação de produtos e serviços: páginas. blogues e redes sociais
i! """"'"
MaooNlck

~

=

:,

IiWitt.UJ

1I....111~

Trabalho completo

assuntos referentes aos perfis, como por exemplo, o perfil do Instituto de Matemática
da UFF que divulga informações a respeito de horários, disciplinas, professores e
eventos. Os perfis mais gerais como o da UFMG, divulgam informações sobre toda a
universidade, como congressos, palestras, ingressos, vestibular, greves etc. E ainda
temos os perfis de professores, que passam conhecimentos, através de links, a
respeito de suas respectivas disciplinas ministradas na universidade, divulgam datas
de provas e trabalhos e propõem discussões sobre as aulas, uma vez que a
ferramenta é colaborativa e possibilita uma troca instantânea de informação.
A importância das informações divulgadas diz respeito a uma ampla
disseminação, que acontece a qualquer hora e qualquer lugar, tendo em vista a
possibilidade de utilizar a ferramenta mobile, de qualquer dispositivo que esteja
conectado à rede. Tal importância também pode ser vista a partir da natureza das
informações, além de qualquer um ter acesso, de qualquer lugar, temos informações
importante como datas de provas, matérias, concursos e palestras sendo divulgadas
por muitos e em segundos chegando a muitos outros, pela possibilidade de replicar
a informação que a ferramenta oferece .

5 Considerações Parciais/Finais
Em princípio, este estudo pretendeu abordar a Web 2.0 e suas ferramentas
gratuitas colaborativas, que se expandiram na conjuntura atual , explicando o que é
rede social , conceituando o objeto de estudo Twitter, e realizando pesquisas
quantitativas e qualitativas acerca do uso que as UPBs escolhidas fazem de tal
ferramenta.
Outro ponto que se pretendeu abordar e comprovar foi a usabilidade da rede
social , sua interface simples, e voltada para o usuário, e a importância de alguns
aspectos, que tornam a navegação na Web menos complexa . O Twitter surgiu como
uma das redes sociais mais simples, desde sua interface até seu sistema ,
possibilitando que qualquer pessoa consiga navegar. Dessa forma, logo ganhou
espaço e passou a ser utilizado também como ferramenta de trabalho, já que possui
muitas vantagens.
As universidades públicas brasileiras estudadas foram : UFRJ, UFMG, UFF,
UNICAMP, USP e UFPB, pois estas foram as que mais fazem uso da rede social,
alguns de seus perfis foram acompanhados por um tempo, a fim de analisar a sua
atualização e a natureza de suas informações.
Pretendeu-se obter informações sobre o material disponível nos perfis
institucionais das universidades brasileiras sobre o Twitter, sua importância e
relevância no mundo acadêmico, mostrando como a rede social escolhida se
configura como um importante instrumento de disseminação da informação, inserida
em um cenário onde cada vez mais se buscam ferramentas colaborativas e
interativas, que tenham grande alcance, repercussão e possam ser acessadas de
qualquer lugar, a partir da disponibilidade de acesso a rede Internet.

1774

�Divulgação de produtos e serviços: páginas, blogues e redes sociais
i! """"'"
MaooNlck

~

=

:,

IiWitt.UJ

1I....111~

Trabalho completo

Tivemos como resultado que muitos dos perfis pesquisados são atualizados
diariamente, com informações específicas de acordo com seu perfil, e os perfis mais
gerais divulgam informações rotineiras, a respeito de toda a universidade, como
eventos, concursos e novidades.
Foi possível também concluir que as UPSs estão fazendo uso da rede social,
Twitter, como ferramenta de comunicação e até mesmo de administração , na
divulgação e organização de atividades dentro das universidades. O uso de redes
sociais vem crescendo e além de facilitar a divulgação de informação, permite
também a troca de informação e permite que usuário e produtor se confundam e
possam trabalhar juntos, promovendo maior interação e participação .
Entre os perfis pesquisados, chegamos também aos perfis de bibliotecas
universitárias, que ainda são poucos, mas acredita-se que a tendência seja crescer,
uma vez que o uso da ferramenta permite que as bibliotecas disseminem
informações relevantes aos seus usuários, e que estes possam também interagir
junto com a biblioteca. Podemos citar que a maioria dos perfis de bibliotecas
analisados utiliza a rede social como ferramenta do serviço de referência, que vem
ganhando muito espaço no ambiente 2.0 .
Acredita-se que o uso das redes sociais como ferramenta de trabalho ainda
seja pequeno, por conta da falta de conhecimento de alguns, pelo preconceito de
levar algo pouco formal para dentro do ambiente de trabalho, e pela falta de vontade
em se conhecer novas ferramentas e o medo de algo novo, medo de não saber lidar
com a rede, o que afasta e intimida as pessoas a fazerem o uso intensivo dessas
ferramentas que estão na moda.
Com as facilidades de interação que as redes sociais oferecem , os
bibliotecários tendem a expandir seus serviços para a rede , e por mais que o Twitter
permita apenas 140 caracteres, pode-se fazer o uso de hipertexto, fazendo com que
o usuário siga o caminho sugerido pelos bibliotecários e dessa forma consiga
alcançar seu objetivo, de forma colaborativa , interativa e podendo também ser
móvel, aproximando bibliotecas e usuários e facilitando sua relação, uma vez que
cada vez mais as bibliotecas se preocupam em atender o usuário com mais rapidez.
No momento em que nos encontramos nada é mais dinâmico e rápido que o
bibliotecário levar seu serviço até seus usuários, através das redes sociais,
encontrar seu público e realizar seu trabalho com mais eficiência , compartilhando
conhecimentos e trabalhando de forma colaborativa .

6 Referências
AGNER, L. Ergodesign e arquitetura de informação: trabalhando com o usuário.
2.ed . Rio de. Janeiro: Quartet, 2009 . 196 p.

1775

�Divulgação de produtos e serviços: páginas, blogues e redes sociais
i! """"'"
MaooNlck

~

=

:,

IiWitt.UJ
1I....111~

Trabalho completo

BLATTMANN , U.; SILVA, F. C. C. da Colaboração e interação na web 2,0 e biblioteca
2.0. Revista ACB, Florianópolis, v.12, n.2, p. 191-215, jul./dez., 2007 .

BORGES, Maria Alice Guimarães. O profissional da informação: somatório de
formações, competências e habilidades. In: BAPTISTA, Sofia Galvão; MUELLER,
Suzana Pinheiro Machado. Profissional da informação: o espaço de trabalho.
Brasília, DF : Thesaurus, 2004 . p. 55-69. (Estudos Avançados em Ciência da
Informação v,3) ,

BOYD, Danah M. ; ELLlSON, Nicole B. Social network sites: definition, history and
scholarship. Journal of Computer-Mediated Communication, Bloomington , v. 13,
n. 1, 2007. Disponível em : &lt;http://jcmc.indiana.edu/voI13/issue1/boyd .ellison.html&gt; .
Acesso em : 27 maio 2011 .
CASTELLS, Manuel. A galáxia da Internet: reflexões sobre a internet, os negócios
e a sociedade. Rio de Janeiro: J. Zahar, 2006 . 316 p.
CUDDY, Colleen . Twittering in Health Sciences libraries. Jornal of Electronic
Resources in Medicai Libraries, Abington, n. 6, p. 169-173, 2009 . Disponível em:
&lt;http ://web.ebscohost.com/ehostldetail?vid=7 &amp;h id= 107 &amp;sid=693c89aO-5576-49be9960b30b8172ef91 %40sessionmgr11 0&amp;bdata=Jmxhbmc9ZXMmc210ZT1IaG9zdC 1s
aXZI# db=lih&amp;AN=40627945&gt;, Acesso em : 01 jun. 2011 .

CUNHA, Vanda Angélica da. A biblioteca pública no cenário da sociedade da
informação. Biblos, ano 4, n.15, p, 67-76, abr/jun, 2003 ,

NIELSEN, Jakob, Projetando Websites. Editora Campus, Rio de Janeiro, 2000. 416
p.
OLIVEIRA, M. (Coord .) Ciência da Informação e Biblioteconomia : novos
conteúdos e espaços de atuação. Belo Horizonte: Editora UFMG, 2005 . 143 p.
O"REILLY, Tim. What Is Web 2.0: design patterns and business models for the next
generation of software. 2005 . Disponível em : &lt;http://oreilly.com/web2/archive/whatis- web-20 .html&gt;. Acesso em : 01 jun. 2011 .
PAVÃO JÚNIOR, Jadyr; SBARAI, Rafael. O pássaro que ruge. Veja, São Paulo, ano
43 , n. 25, p. 82-88, jun. 2010 .

RECUERO, Raquel. Redes Sociais na Internet. Porto Alegre: Sulina,

1776

�Divulgação de produtos e serviços: páginas, blogues e redes sociais
i! """"'"
MaooNlck

~

=

:,

IiWitt.UJ

1I....111~

Trabalho completo

2009.Dispon ível em : &lt;http://www.redessociais .netlcubocc_redessociais.pdf&gt; . Acesso
em : 23 maio 2011 .

TOMAÉL, Maria Inês; ALCARÁ, Adriana Rosecler; DI CHIARA, Ivone Guerreiro. Das
redes sociais à inovação. Ciência da Informação., Brasília, DF, v. 34, n. 2, p. 93,
maio/ago. 2005. Disponível em:
&lt;http ://revista .ibict.br/index.php/ciinf/article/view/642/566&gt; . Acesso em : 18 de maio
2011 .

TWITTER. About US o 2010 . Disponível em : &lt;http://twitter.com/about&gt;. Acesso em:
18 maio 2011 .

1777

�</text>
                  </elementText>
                </elementTextContainer>
              </element>
            </elementContainer>
          </elementSet>
        </elementSetContainer>
      </file>
    </fileContainer>
    <collection collectionId="49">
      <elementSetContainer>
        <elementSet elementSetId="1">
          <name>Dublin Core</name>
          <description>The Dublin Core metadata element set is common to all Omeka records, including items, files, and collections. For more information see, http://dublincore.org/documents/dces/.</description>
          <elementContainer>
            <element elementId="50">
              <name>Title</name>
              <description>A name given to the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51396">
                  <text>SNBU - Edição: 17 - Ano: 2012 (UFRGS - Gramado/RS)</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="49">
              <name>Subject</name>
              <description>The topic of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51397">
                  <text>Biblioteconomia&#13;
Documentação&#13;
Ciência da Informação&#13;
Bibliotecas Universitárias</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="41">
              <name>Description</name>
              <description>An account of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51398">
                  <text>Tema: A biblioteca universitária como laboratório na sociedade da informação.</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="39">
              <name>Creator</name>
              <description>An entity primarily responsible for making the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51399">
                  <text>SNBU - Seminário Nacional de Bibliotecas Universitárias</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="45">
              <name>Publisher</name>
              <description>An entity responsible for making the resource available</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51400">
                  <text>UFRGS</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="40">
              <name>Date</name>
              <description>A point or period of time associated with an event in the lifecycle of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51401">
                  <text>2012</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="44">
              <name>Language</name>
              <description>A language of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51402">
                  <text>Português</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="51">
              <name>Type</name>
              <description>The nature or genre of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51403">
                  <text>Evento</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="38">
              <name>Coverage</name>
              <description>The spatial or temporal topic of the resource, the spatial applicability of the resource, or the jurisdiction under which the resource is relevant</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51404">
                  <text>Gramado (Rio Grande do Sul)</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
          </elementContainer>
        </elementSet>
      </elementSetContainer>
    </collection>
    <itemType itemTypeId="8">
      <name>Event</name>
      <description>A non-persistent, time-based occurrence. Metadata for an event provides descriptive information that is the basis for discovery of the purpose, location, duration, and responsible agents associated with an event. Examples include an exhibition, webcast, conference, workshop, open day, performance, battle, trial, wedding, tea party, conflagration.</description>
    </itemType>
    <elementSetContainer>
      <elementSet elementSetId="1">
        <name>Dublin Core</name>
        <description>The Dublin Core metadata element set is common to all Omeka records, including items, files, and collections. For more information see, http://dublincore.org/documents/dces/.</description>
        <elementContainer>
          <element elementId="50">
            <name>Title</name>
            <description>A name given to the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="64077">
                <text>O uso do Twiter em Universidades Públicas Brasileiras para a disseminação da informação.</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="39">
            <name>Creator</name>
            <description>An entity primarily responsible for making the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="64078">
                <text>Sá, Maria Irene da Fonseca e; Costa, Nathalia Fernandes da</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="38">
            <name>Coverage</name>
            <description>The spatial or temporal topic of the resource, the spatial applicability of the resource, or the jurisdiction under which the resource is relevant</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="64079">
                <text>Gramado (Rio Grande do Sul)</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="45">
            <name>Publisher</name>
            <description>An entity responsible for making the resource available</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="64080">
                <text>UFRGS</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="40">
            <name>Date</name>
            <description>A point or period of time associated with an event in the lifecycle of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="64081">
                <text>2012</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="51">
            <name>Type</name>
            <description>The nature or genre of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="64083">
                <text>Evento</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="41">
            <name>Description</name>
            <description>An account of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="64084">
                <text>A Web 2.0 surge como uma rede colaborativa, que através das ferramentas disponíveis possibilita o compartilhamento e a divulgação da informação de maneira interativa, onde produtor e consumidor se confundem. Entre tais ferramentas encontra-se o Twitter, uma rede social, em grande expansão no Brasil, que tem por objetivo disseminar informação em tempo real. O presente estudo busca apresentar o uso da rede social Twitter para a disseminação da informação, por meio de uma pesquisa em Universidades Públicas Brasileiras e seus perfis institucionais. Exibe conceitos de Web 2.0 e sua evolução, assim como de sociedade da informação. Explica o que são redes sociais e conceitua o objeto de estudo: Twitter. Por fim, apresenta o tópico Arquitetura da Informação e sua importância para se estruturar informações na Web, por meio do conceito de usabilidade. Através de um levantamento quantitativo e qualitativo, este trabalho tem por objetivo mostrar a importância e a facilidade em usar as ferramentas colaborativas gratuitas disponíveis na web 2.0 para disseminar e organizar a informação.</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="44">
            <name>Language</name>
            <description>A language of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="69522">
                <text>pt</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
        </elementContainer>
      </elementSet>
    </elementSetContainer>
  </item>
  <item itemId="6022" public="1" featured="0">
    <fileContainer>
      <file fileId="5086">
        <src>http://repositorio.febab.org.br/files/original/49/6022/SNBU2012_161.pdf</src>
        <authentication>2842195b74a2d29a57f5175a45816072</authentication>
        <elementSetContainer>
          <elementSet elementSetId="4">
            <name>PDF Text</name>
            <description/>
            <elementContainer>
              <element elementId="92">
                <name>Text</name>
                <description/>
                <elementTextContainer>
                  <elementText elementTextId="64076">
                    <text>i
;:li

Divulgação de produtos e serviços: páginas, blogues e redes sociais

S!mWrio

/IbooroaIde

=

IiWitt_

:.

U-,""lIIMbs

Trabalho completo

o BLOGCOMO FERRAMENTA PARA DINAMIZAR O USO DAS
FONTES DE INFORMAÇÃO NA BIBLIOTECA UNIVERSITÁRIA
Eliane Bezerra paiva 1, Edilene Toscano Galdino dos Santo~
10outoranda em Linguística, UFPB, João Pessoa , Paraíba
2Mestra em Biblioteconomia , UFPB, João Pessoa, Paraíba

Resumo
Considerando que as coleções da biblioteca universitária devem ser
divulgadas para facilitar o acesso às fontes de informação, o trabalho consiste na
apresentação de uma ferramenta visando divulgar as fontes de informação que
integram as coleções da biblioteca . O campo de atuação é a Biblioteca Central (BC)
da Universidade Federal da Paraíba (UFPB), que visa dar suporte informacional aos
programas de ensino, pesquisa e extensão da universidade, A partir do
entendimento de que a comunidade universitária não tem conhecimento da
totalidade das coleções que a BC abriga e disponibiliza ao seu público, as autoras
apresentam uma proposta de criação de um blog informacional visando divulgar as
fontes de informação que integram as coleções da BC para dar-lhes maior
visibilidade, a fim de que possam ser conhecidas pelo público e ampliar o seu uso. A
fundamentação teórica abrange as temáticas: Sociedade da Informação, Fontes de
Informação, Biblioteca Universitária e Blogs. Essa fundamentação possibilitou
ampliar noções sobre blogs e apresentar alguns pontos que se configuram como
diretrizes para a construção do blog da BC, que será gerenciado pela Seção de
Referência da BC , em parceria com a Seção de Tecnologia da Informação e as
demais seções da biblioteca . A efetivação da proposta de implantação do blog
incorporado à página da BC abre um canal de comunicação com a comunidade
acadêmica que pode realizar postagens emitindo suas opiniões e sugestões a
respeito das exposições das fontes de informação que sejam de seu interesse.

Palavras-chave: Blog ; Fonte
Sociedade da Informação.

de

Informação;

Biblioteca

Universitária;

Abstract
Whereas the university library collections should be published to facilitate
access to information sources, the work is to present a tool aimed to promote the
sources of information that comprise the collections of the library. The playing field is
the Central Library (BC) of the Federal University of Paraíba (UFPB), aimed at
providing informational support to university education , research and extension
programs. Based on the knowledge that the university community is not aware of ali
the collections that the Central Library holds available to its public, the authors
present a proposal to create an informational blog to disseminate the information

1753

�i
;:li

S!mWrio

Divulgação de produtos e serviços: páginas, blogues e redes sociais

/IbooroaIde

=

IiWitt_

:.

U-,""lIIMbs

Trabalho completo

sources that are part of the Central Library collections and to give them greater
visibility, so that they may be known by the public and to expand its use. The
theoretical framework includes the following themes: the Information Society,
Information Sources, University Library and Blogs. This foundation allowed to expand
notions about blogging and to make some points that constitute guidelines for the
construction of the Central Library's blog, which will be managed by its Reference
Section , in partnership with the Information Technology Section and other library
sections. The effectiveness of the proposal to implement the blog incorporated to The
Central Library webpage opens a channel of communication with the academic
community that can make posts issuing their opinions and suggestions regarding the
exposure of information sources of their interest.

Keywords: 810g ; Information Source ; University Library; Information Society.

1 Introdução
Os blogs são importantes instrumentos para agilizar a difusão de informações
e ideias no ambiente da web . Por isso , consideramos pertinente utilizar essa
tecnologia para dinamizar o uso das fontes de informação na biblioteca universitária.
Para desempenhar a sua função primordial que é dar suporte informacional
às atividades de ensino, pesquisa e extensão da universidade, a biblioteca
universitária necessita de coleções que incluam um número considerável de fontes
de informação destinadas a suprir as necessidades de informação de seus usuários.
Estudos desenvolvidos sobre a biblioteca universitária brasileira , como o de
Mattos (2001), têm apontado que as coleções dessas bibliotecas são desatualizadas
e pobres e revelam que o excesso de zelo dos responsáveis por essas instituições
limita o acesso dos usuários às coleções das bibliotecas. A ênfase na preservação
em detrimento do acesso concorre para um desconhecimento, por parte dos
usuários, das fontes de informação existentes nas bibliotecas.
Estamos cientes das carências de que dispõem as coleções da biblioteca
universitária, entretanto a nossa atuação como bibliotecárias, trabalhando por vários
anos, na Biblioteca Central da Universidade Federal da Paraíba , nos alertou para a
existência de um número significativo de fontes de informação que compõem as
coleções dessa biblioteca e que a comunidade acadêmica desconhece tais fontes .
Partimos do pressuposto de que o que não é conhecido não é usado.
Portanto, é preciso que a comunidade universitária tenha conhecimento dos
recursos informacionais disponíveis na biblioteca para que possa utilizá-los.
Formulamos, então, uma questão para nortear o nosso estudo : Como tornar
conhecidas as fontes de informação disponíveis na biblioteca universitária?
Em busca de responder a esse questionamento e, compartilhando com
Cunha (2000) a ideia de que a biblioteca universitária deve se adequar às
tecnologias da informação e comunicação, estabelecemos como objetivo deste
trabalho apresentar uma proposta de criação de um blog visando divulgar as fontes
de informação que integram as coleções da Biblioteca Central da Universidade

1754

�i
;:li

S!mWrio

Divulgação de produtos e serviços: páginas, blogues e redes sociais

/IbooroaIde

=

IiWitt_

:.

U-,""lIIMbs

Trabalho completo

Federal da Paraíba para dar-lhes maior visibilidade, a fim de que possam ser
conhecidas pelo público e ampliar o seu uso.

2 Sociedade da Informação
É a partir da Terceira Revolução Industrial que, no século XX, após a
Segunda Guerra Mundial, ocorre a explosão informacional e o desenvolvimento fica
atrelado à tecnologia e à ciência , tornando-se campo fértil para o surgimento da
Sociedade da Informação (SANTOS; CARVALHO, 2009).
Esta revolução transforma a sociedade antes fundamentada na
industrialização, passando a ter como matéria prima a informação, insumo para o
desenvolvimento da criatividade e inovação tecnológica largamente difundida em
países industrializados que mudavam suas plataformas para uma sociedade voltada
para novos princípios de vida e de visão de mundo.
Manuel Castells em seu livro Sociedade em Rede, afirma que a revolução
tecnológica da informação promoveu atitudes libertá rias ensaiadas nos movimentos
da década de 1960, ocorrendo à propagação
[.. .] por diferentes países, várias culturas, organizações diversas e
diferentes objetivos , as novas tecnologias da informação explodiram em
todos os tipos de aplicações e usos que, por sua vez produziram inovação
tecnológica , acelerando a velocidade e ampliando o escopo das
transformações tecnológicas , bem como diversificando suas fontes.

(CASTELLS, 2006, p. 44)
Tais transformações passam a figurar como paradigmas numa nova
conjuntura de sociedade estabelecida na produção, disseminação e uso de
informação, acarretando um desenvolvimento veloz com uso de tecnologia , mais
produção, mais acesso, e, portanto maior consumo de informação. Com sua base de
informação estabelecida os países desenvolvidos passam a exigir dos países em
desenvolvimento investimento em infra-estrutura para o estabelecimento das novas
tecnologias de informação e comunicação como forma de ampliação de mercado.
É neste contexto que no Brasil é lançado o Livro Verde, que prioriza a
base tecnológica de desenvolvimento de novas tecnologias de informação e
comunicação através de estruturação de infra-estrutura para acesso em rede de
uma plataforma digital de informação. Entretanto, "mais do que ligar pontos e abrir
um canal de comunicação entre milhares de pessoas, a preocupação deve chegar à
questão de conteúdo" (SANTOS; CARVALHO, 2009 , p, 47).
Dado ao sentido libertá rio da rede internacional de computadores
conhecida como Internet, a criação de fontes confiáveis de informação, está muito
mais a cargo de instituições, do que de um novo paradigma de publicismo na rede.
As instituições passam a atuar como produtoras e, ao mesmo tempo,
disseminadoras de informação, através de repositórios e bases de dados, cujos
conteúdos passaram por um rigor metodológico na sua construção, o que lhes
confere a designação de informação científica .

1755

�i
;:li

S!mWrio

Divulgação de produtos e serviços: páginas, blogues e redes sociais

/IbooroaIde

=

IiWitt_

:.

U-,""lIIMbs

Trabalho completo

3 As Fontes de Informação: inovação na difusão informacional
A explosão documental vem passando por ciclos. Primeiro , foi a invenção da
escrita, que se constituiu com o início de uma produção de informação sem
precedentes para a história da humanidade, com a característica principal de que a
partir de então se podia registrar em suportes o conteúdo da oralidade e armazenar,
o que provocou um acúmulo de experiência a ser transmitido de geração a geração.
As invenções tão pródigas do ser humano tiveram após a escrita , o
surgimento da imprensa na Idade Média , que provocou um fluxo informacional de
grandes proporções, facilitando o acesso ao conhecimento com abrangência
geográfica sem precedentes.
O aparecimento dos periódicos, no século XVII, na Europa, provocou uma
grande mudança no campo científico, ao alterar a forma de comunicação científica,
pois, promoveu uma divulgação formal e mais ampla das pesquisas científicas. A
proliferação de periódicos contribuiu para ampliar os registros do conhecimento e
gerar o acúmulo de informações (MUELLER, 2003) .
A comunicação científica que se iniciou com a publicação dos primeiros
periódicos científicos, tem hoje na Internet seu grande veículo de comunicação,
como afirma Tomaél et aI. (2001, p.3) "Internet representa uma verdadeira revolução
nos métodos de geração, armazenagem , processamento e transmissão da
informação ".
Com a invenção das Tecnologias de Informação e Comunicação, iniciada na
segunda metade do século XX, ocorreu de fato à explosão informacional como é
declamada nos dias atuais. "De fato, a Internet abriu um leque amplo na tipologia de
fontes de informação, pois, além das convencionais, vão surgindo novas fontes até
agora não caracterizadas e reconhecidas totalmente na literatura" (TOMAÉL et aI.,
2001, p.3).
E as possibilidades de visibilidade da informação não param de ser
ampliadas, desde os sites, blogs, chats, twitter, facebook, icloud, entre outras que
ainda serão criadas para comunicação da produção de informação que não pára de
crescer.
Com todo este universo de novas formas de comunicação da informação a
Biblioteca como um modelo milenar de fonte de informação se reinventa, adotando
em seus processos de organização e recuperação da informação as novas
tecnologias de comunicação como forma de modernizar seu princípio de
democratização da informação, voltado para sua finalidade de atendimento ao
usuário. Neste contexto, insere-se também a Biblioteca Universitária que atualiza
seus processos para cumprir sua função social na sociedade.

4 As Bibliotecas Universitárias como fonte de informação nos dias
atuais

1756

�i
;:li

S!mWrio

Divulgação de produtos e serviços: páginas, blogues e redes sociais

/IbooroaIde

=

IiWitt_

:.

U-,""lIIMbs

Trabalho completo

Os dias atuais em contexto já mencionado de sociedade da informação e
novos modelos de comunicação científica e fontes de informação a partir da Internet,
além dos avanços nos segmento econômico, político, social e cultural, propiciaram
uma reflexão sobre a Universidade com reflexos para Biblioteca Universitária.
No que diz respeito às bibliotecas universitárias, é notório que elas passam
por um processo de adaptação de seus profissionais aos suportes da
informação gerados pelas novas tecnologias, tornando-as disponíveis aos
integrantes dos novos ambientes organizacionais voltados para o
aprendizado, para a criação do conhecimento e para a inovação (MIGUEL;
AMARAL, [2004?]) .

No tocante à função que desempenha, a biblioteca universitária no contexto
da sociedade atual, Santo Domingo (2005, p. 67) afirma que
[... ] es evidente que la biblioteca universitaria está iniciando un camino de
futuro que le lIeva a participar más estrechamente en la sociedad en la que
está inmersa. La cuestión que debería plantearse sería, entonces,
desarrollar los conceptos tradicionales de "extensión bibliotecaria" y
"cooperación" bajo el prisma de las necesidades que exige en la actualidad
la pertenencia a una comunidad a la que hay que ofrecer servicios que
posibiliten, no sólo el acceso de la información para La formación y la
investigación, sino la gestión de servicios bibliotecarios para el desarrollo
integrado dei conjunto de la sociedad ; dicho de otra forma , desarrollar um
modelo de biblioteca universitaria capaz de crear capital social en
sociedades democráticas.

Dessa forma , inferimos que é preciso, no âmbito dos serviços bibliotecários
ofertados pela Biblioteca Universitária, uma atualização nos processos de
organização da informação para possibilitar o acesso aos conteúdos abrigados no
ambiente da Biblioteca. Este transcender fronteiras se concretiza com os
procedimentos propiciados pelas Tecnologias de Informação e Comunicação,
capitaneados pela Internet e pela World Wide Web .
Neste contexto, onde a Biblioteca Universitária se atualiza para estar pari e
pasu com as inovações contemporâneas de comunicação e divulgação da
informação científica, as coleções que a biblioteca abriga configuram-se como a
principal fonte de informação da Biblioteca Universitária. Assim, a alternativa de
construção de blog se constitui em uma ferramenta possível de divulgação das
fontes de informação da Biblioteca Universitária.

5 B/og5 como ferramentas de difusão da informação em Bibliotecas
Universitárias
O mundo atual se ve Imerso em um estado que Lévy (1999, p. 113)
denominou cibercultura, em que "o desenvolvimento do digital é, portanto,
sistematizante e universalizante não apenas em si mesmo, mas também , em
segundo plano, a serviço de outros fenômenos tecno-sociais que tendem a
integração mundial". Neste sentido, a prerrogativa de universalidade, com suas

1757

�i
;:li

S!mWrio

Divulgação de produtos e serviços: páginas, blogues e redes sociais

/IbooroaIde

=

IiWitt_

:.

U-,""lIIMbs

Trabalho completo

interconexões gerais das informações, passa por uma virtualização dos conteúdos
informacionais.
Neste contexto da cibercultura encontra-se a Web que atende a essa
universalização quando, entendida por Lévy (1999) é um fluxo no qual se pode
encontrar o que se busca, mesmo que este ambiente virtual se pareça um caos.
Com a segunda geração de serviços on tine, a chamada Web 2.0, o
compartilhamento de informações tornou-se possível, sendo difundida a criação de
novas ferramentas que viabilizassem a divulgação de informações neste novo
formato do ciberespaço, foi o caso dos blogs que segundo Bitencourt (2012), "é uma
ferramenta colaborativa onde pessoas trocam informações e conhecimentos
cooperativamente", atuando, portanto, como uma estrutura participativa ,
Primo (2008) mapeia os gêneros de blogs em quatro tipos: Blog profissional ;
Blog pessoal ; Blog grupal; e Blog organizacional. Este subsídio situa a criação de
um blog para dar visibilidade às fontes de informação da Biblioteca Universitária com
uma tipologia profissional informativa cujos
[... ] posts deste blog individual voltam-se principalmente para a divulgação
de textos sobre a área de atuação do profissional e/ou para a
reprodução/reescrita de notícias sobre tal tema encontradas em outros
lugares. Dependendo da freqüência de publicação e das novidades
relatadas, estes blogs podem se tornar material de referência e atualização
para um determinado segmento . (PRIMO, 2008, p. 6)

Dessa forma , o blog pode ser uma ferramenta a mais na reinvenção da
Biblioteca Universitária enquanto depositária de informação e cuja função é
disseminar suas fontes para que venham a ser construídos novos conteúdos
informacionais. Dá-se, portanto , visibilidade às coleções presenciais, quando
passam a figurar em um espaço virtual e mais acessível ao usuário, embora esta
ferramenta não impeça a presença do usuário no ambiente da Biblioteca. Contudo,
os usuários podem contar com uma ferramenta que lhe possibilita o conhecimento
do acervo que consta da Biblioteca.
Barros (2004) aponta que, os bibliotecários dos Estados Unidos são pioneiros
na utilização de blogs para dar apoio ao serviço de referência das bibliotecas.
Grande parte das bibliotecas americanas tem utilizado essa tecnologia , para ampliar
seus serviços de informação e para que os usuários tomem conhecimento de web
sites importantes. Nessas bibliotecas os blogs têm sido utilizados, incorporados aos
seus websites, como um quadro de avisos ou para indicar as novidades de interesse
dos usuários.
No Brasil, tem crescido o número de blogs gerenciados por bibliotecários,
sendo o principal deles o blog "Bibliotecários sem fronteiras", disponível em
www.bsf.org .br (BARROS, 2004).
A nossa proposta redunda na construção de um blog que será gerenciado
pela Seção de Referência da Biblioteca Central (BC) da Universidade Federal da
Paraíba (UFPB), em parceria com a Seção de Tecnologia da Informação e as
demais seções da biblioteca . A Seção de Referência se encarregará de criar um
calendário com propostas de exposição de fontes a serem realizadas e no blog
seriam postadas a propostas de exposição das fontes. O blog funcionará como um
canal de compartilhamento de informações, onde os usuários poderão ter acesso ao

1758

�i
;:li

S!mWrio

Divulgação de produtos e serviços: páginas, blogues e redes sociais

/IbooroaIde

=

IiWitt_

:.

U-,""lIIMbs

Trabalho completo

calendário dos eventos propostos e postar suas oplnloes acerca dos temas
abordados nas exposições e das fontes, incluídas e/ou não nas exposições.

6 Materiais e Métodos

o nosso campo de estudo é a Biblioteca Central (BC) da Universidade
Federal da Paraíba (UFPB), que visa dar suporte informacional aos programas de
ensino, pesquisa e extensão da universidade. Ela é a maior biblioteca do Estado da
Paraíba , tanto por sua estrutura administrativa, quanto por sua dimensão, número de
coleções que comporta e comunidade de usuários. A BC tem um modelo de gestão
centralizado, pois coordena o SISTEMOTECA (conjunto todas as bibliotecas que
integram os quatro campi da UFPB), sob os aspectos funcional e operacional. A sua
estrutura administrativa comporta três divisões: Divisão de Desenvolvimento de
Coleções (DDC), Divisão de Processos Técnicos (DPT) e Divisão de Serviços aos
Usuários (DSU). Essa última divisão, a DSU , é formada por seções, onde se
encontram disponíveis coleções que incluem diversos tipos de fontes de informação.
As coleções da Seção de Referência abrangem dicionários, glossários,
enciclopédias, bibliografias, anuários estatísticos, manuais, tabelas, dentre outras
fontes de informação. A Seção de Coleções Especiais disponibiliza aos usuários da
BC, monografias, dissertações, teses, livros de arte e a Coleção Paraibana , que é
composta por obras sobre a Paraíba e de autores paraibanos. A Seção de
Periódicos abrange revistas de divulgação e periódicos científicos das diversas
áreas do conhecimento. A coleção da Seção de Circulação é composta por livros
dos diversos campos do saber e a Seção de Multimeios inclui coleções de áudiovisuais, como CDs e DVDs.
Como a UFPB abrange cursos das diversas áreas do conhecimento (Ciências
da Saúde, Tecnologia, Ciências Exatas e da Natureza, Ciências Agrárias, Ciências
Humanas, Letras, Artes e Ciências Sociais), a BC possui coleções que pertencem a
diversas áreas do conhecimento, e visam atender às necessidades informacionais
de seus usuários,
Embora a BC disponha de um acervo muito grande, os usuários não têm
conhecimento da totalidade das coleções que a biblioteca abriga e disponibiliza ao
seu público.
Entendemos que as coleções da BC devem ser divulgadas para facilitar o
acesso às fontes de informação. As coleções necessitam adquirir visibilidade para
que as fontes de informação se tornem conhecidas pelos usuários, para que estes
possam acessá-Ias.
Para apresentar a proposta de construção do blog da Seção de Referência da
BC realizamos uma pesquisa bibliográfica na Internet sobre a construção e utilização
de blogs em bibliotecas. Identificamos vários trabalhos sobre a temática blog, como :
teses, trabalhos emanados de eventos, artigos de periódicos dentre outras
publicações. No item a seguir apresentaremos algumas diretrizes para a construção
do blog da BC .

1759

�i
;:li

S!mWrio

Divulgação de produtos e serviços: páginas, blogues e redes sociais

/IbooroaIde

=

IiWitt_

:.

U-,""lIIMbs

Trabalho completo

7 Resultados Parciais da Pesquisa: as diretrizes para a construção do
8/0g
A leitura de publicações sobre blogs, especialmente dos trabalhos de Máximo
(2006), Barros (2004), Primo e Smaniotto (2006) e Rodrigues (2012) nos possibilitou
ampliar o nosso conhecimento sobre blogs e apresentar alguns pontos que se
configuram como diretrizes para a construção do blog da BC :
a) Identificar os tipos de fontes de informação disponíveis na BC ;
b) Criar um calendário com as propostas de exposição de fontes a serem
realizadas;
c) Solicitar das diversas seções da BC a relação das fontes disponíveis sobre
as temáticas das exposições propostas;
d) Disponibilizar no blog as exposições sobre as fontes a serem realizadas.
e) Realizar atualizações frequentes (diárias) no blog;
f) Atentar para as postagens dos usuários e avaliar a pertinência/ou não de
suas reivindicações;
g) Incorporar as sugestões dos usuários ao calendário de eventos da Seção
de Referência da BC .
Construir um blog é um processo simples, que consiste na assinatura de um
dos muitos serviços disponíveis on fine . O software Blogger é o de maior projeção e
trata-se de um serviço gratuito, que possui versões em português e inglês. Basta
assinar um termo de compromisso para iniciar a edição (BARROS, 2004).
Antes de iniciar a edição do blog é importante definir os seus propósitos, o
público alvo e as mensagens-chave.

8 Considerações Finais
A efetivação da proposta de implantação de um blog incorporado à página da
BC abre um canal de comunicação da Seção de Referência com as demais seções
que disponibilizam as fontes de informação e, também , com a comunidade
acadêmica que pode realizar postagens emitindo suas opiniões e sugestões a
respeito das exposições das fontes de informação que sejam de seu interesse.
O blog é uma ferramenta prática e útil para dinamizar o serviço de referência
da biblioteca universitária. Essa ferramenta está sendo utilizada pelas bibliotecas
americanas há algum tempo e no Brasil, o número de blogs gerenciados por
bibliotecàrios tem crescido bastante.
O blog não é apenas um texto, mas um programa e um espaço que possibilita
o compartilhamento de informações. Além de texto, um blog pode incluir fotos,
ilustrações, áudio e vídeo (PRIMO; SMANIOTTO, 2006) .
A construção do blog abre uma possibilidade para dar vez e voz aos usuários
da biblioteca, pois, através dos comentários incluídos nos posts, ou seja , das

1760

�i

Divulgação de produtos e serviços: páginas, blogues e redes sociais
S!mWrio

;:li

/IbooroaIde

:.

IiWitt_
U-,""lIIMbs

=

Trabalho completo

postagens, os usuários podem expressar suas necessidades de informação, e,
conhecendo as opiniões dos seus usuários, a BC poderá oferecer serviços e
produtos, cada vez mais adequados aos anseios da comunidade universitária.
Além de aproximar os usuários à biblioteca , o blog pode servir de palco para
aproximar usuários para compartilhar conhecimento . O blog se constitui uma
ferramenta veloz, eficiente e eficaz para dinamizar o uso das fontes de informação
na biblioteca universitária.

Referências

BARROS, Moreno Albuquerque de. Blogs e bibliotecários . In: ENCONTRO
NACIONAL DOS ESTUDANTES DE BIBLIOTECONOMIA, DOCUMENTAÇÃO,
CIÊNCIA E GESTÃO DA INFORMAÇÃO, 27, Recife, jul. 2004 . Disponível em:
&lt; http://eprints.rclis.org/bitstream/1 0760/9300/1 /blogs_e_bibliotec%C3%A 1rios.pdf &gt;
Acesso em : 24 abro2012 .
BITENCOURT, Jossiane Boyen . O que são Blogs? Disponível em :
&lt; http://penta3.ufrgs.br/PEAD/Semana01/blogs_conceitos.pdf&gt;. Acesso em : 20 abro
2012 .
CASTELLS, Manuel. A sociedade em rede . Tradução Roneide Venâncio Majer. 9.
ed . São Paulo : Paz e Terra, 2006. 698 p. (A era da informação: economia,
sociedade e cultura, V. 1).
CUNHA, Murilo Bastos da. Construindo o futuro : a biblioteca universitária brasileira
em 2010 . Ciência da Informação, Brasília , DF, v.29, n. 1, p.71-89, jan./mar. 2000.
LÉVY, Pierre . Cibercultura. Tradução de Carlos Irineu da Costa . São Paulo: Editora
34 , 1999. 260 p.
MATTOS, Suzete Moeda. O desejo de saber. Niterói: EdUFF, 2001 .
MÁXIMO, Maria Elisa. O eu encena, o eu em rede: um estudo etnográfico nos
blogs. 2006 . 283f. Tese (Doutorado em Antropologia Social) - Universidade Federal
de Santa Catarina , Florianópolis, 2006. Disponível em :
&lt;http://www.tede.ufsc.br/teses/PAS00197-T.pdf&gt; . Acesso em ; 24 abro2012 .
MIGUEL, Nadya Maria Deps; AMARAL, Rejane Rosa do. A Biblioteca
Universitária e as Novas Tecnologias . [2004?] Disponível em :
&lt;http://www2 .uerj.br/abibliotecaartigo.pdf&gt; . Acesso em : 20 abro2012 .
MUELLER, Suzana Pinheiro Machado. O periódico científico. In : CAMPELLO ,
Bernadete Santos; CENDÓN , Beatriz Valadares; KREMER, Jeannette Marguerite
(Orgs.) Fontes de Informação para pesquisadores e profissionais. Belo
Horizonte: UFMG, 2003.

1761

�i

Divulgação de produtos e serviços: páginas, blogues e redes sociais
S!mWrio

;:li

/IbooroaIde

:.

IiWitt_
U-,""lIIMbs

=

Trabalho completo

PRIMO, Alex. Blogs e seus gêneros: Avaliação estatística dos 50 blogs mais
populares em língua portuguesa . In : CONGRESSO BRASILEIRO DE CIÊNCIAS DA
COMUNICAÇÃO, 33 ., 2008, Natal. Anais ... , Natal: Intercom, 2008 .
PRIMO, Alex; SMANIOTTO, Ana Maria Reczek. Comunidades de blogs e espaços
conversacionais. Prisma.com , revista de Ciências da Informação e da Comunicação
do CETAC , Porto, v.3, p. 230-272 , 2006 . Disponível em :
&lt;http ://prisma.cetac.up.pUartigospdf/14_alex_primo_e_ana_smaniotto_prisma .pdf&gt; .
Acesso em 24 abro2012 .
RODRIGUES , Catarina . Blogs : uma ágora na net. Disponível em :
&lt;http ://www.labcom.ubi.ptlfiles/agoraneU04/rodrigues-catarina-blogs-agora-nanet.pdf&gt;. Acesso em : 24 abro2012 .
SANTO DOMINGO, Marta Torres. La función social de las bibliotecas universitárias.
Boletín de la Asociación Andaluza de Bibliotecarios, n. 80 , p. 43-70, sept, 2005.
Dispon ível em : &lt;http://www.ucm .es/BUCM/servicios/doc8628 .pdf&gt; .
&lt;HTTP/IWWW.google.com .br&gt; . Acesso em : 20 abr. 2012 .
SANTOS, Plácida Leopoldina Ventura Amorim da Costa ; CARVALHO, Angela Maria
Grossi de. Sociedade da Informação: avanços e retrocessos no acesso e no uso da
informação. Informação &amp; Sociedade: Estudos, João Pessoa, v.19 , n.1, p. 45-55,
jan./abr. 2009.
TOMAÉL, Maria Inês et aI. Avaliação de Fontes de Informação na Internet: critérios
de qualidade. Informação &amp; Sociedade: Estudos, v.11 n.2, 2001 . Disponível em :
&lt;HTTP//www.google.com .br&gt;. Acesso em : 20 abro2012 ,

1762

�</text>
                  </elementText>
                </elementTextContainer>
              </element>
            </elementContainer>
          </elementSet>
        </elementSetContainer>
      </file>
    </fileContainer>
    <collection collectionId="49">
      <elementSetContainer>
        <elementSet elementSetId="1">
          <name>Dublin Core</name>
          <description>The Dublin Core metadata element set is common to all Omeka records, including items, files, and collections. For more information see, http://dublincore.org/documents/dces/.</description>
          <elementContainer>
            <element elementId="50">
              <name>Title</name>
              <description>A name given to the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51396">
                  <text>SNBU - Edição: 17 - Ano: 2012 (UFRGS - Gramado/RS)</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="49">
              <name>Subject</name>
              <description>The topic of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51397">
                  <text>Biblioteconomia&#13;
Documentação&#13;
Ciência da Informação&#13;
Bibliotecas Universitárias</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="41">
              <name>Description</name>
              <description>An account of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51398">
                  <text>Tema: A biblioteca universitária como laboratório na sociedade da informação.</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="39">
              <name>Creator</name>
              <description>An entity primarily responsible for making the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51399">
                  <text>SNBU - Seminário Nacional de Bibliotecas Universitárias</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="45">
              <name>Publisher</name>
              <description>An entity responsible for making the resource available</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51400">
                  <text>UFRGS</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="40">
              <name>Date</name>
              <description>A point or period of time associated with an event in the lifecycle of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51401">
                  <text>2012</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="44">
              <name>Language</name>
              <description>A language of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51402">
                  <text>Português</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="51">
              <name>Type</name>
              <description>The nature or genre of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51403">
                  <text>Evento</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="38">
              <name>Coverage</name>
              <description>The spatial or temporal topic of the resource, the spatial applicability of the resource, or the jurisdiction under which the resource is relevant</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51404">
                  <text>Gramado (Rio Grande do Sul)</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
          </elementContainer>
        </elementSet>
      </elementSetContainer>
    </collection>
    <itemType itemTypeId="8">
      <name>Event</name>
      <description>A non-persistent, time-based occurrence. Metadata for an event provides descriptive information that is the basis for discovery of the purpose, location, duration, and responsible agents associated with an event. Examples include an exhibition, webcast, conference, workshop, open day, performance, battle, trial, wedding, tea party, conflagration.</description>
    </itemType>
    <elementSetContainer>
      <elementSet elementSetId="1">
        <name>Dublin Core</name>
        <description>The Dublin Core metadata element set is common to all Omeka records, including items, files, and collections. For more information see, http://dublincore.org/documents/dces/.</description>
        <elementContainer>
          <element elementId="50">
            <name>Title</name>
            <description>A name given to the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="64068">
                <text>O Blog como ferramenta para dinamizar o uso das fontes de informação na Biblioteca Universitária.</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="39">
            <name>Creator</name>
            <description>An entity primarily responsible for making the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="64069">
                <text>Paiva, Eliane Bezerra; Santos, Toscano Galdino dos</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="38">
            <name>Coverage</name>
            <description>The spatial or temporal topic of the resource, the spatial applicability of the resource, or the jurisdiction under which the resource is relevant</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="64070">
                <text>Gramado (Rio Grande do Sul)</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="45">
            <name>Publisher</name>
            <description>An entity responsible for making the resource available</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="64071">
                <text>UFRGS</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="40">
            <name>Date</name>
            <description>A point or period of time associated with an event in the lifecycle of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="64072">
                <text>2012</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="51">
            <name>Type</name>
            <description>The nature or genre of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="64074">
                <text>Evento</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="41">
            <name>Description</name>
            <description>An account of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="64075">
                <text>Considerando que as coleções da biblioteca universitária devem ser divulgadas para facilitar o acesso às fontes de informação, o trabalho consiste na apresentação de uma ferramenta visando divulgar as fontes de informação que integram as coleções da biblioteca. O campo de atuação é a Biblioteca Central (BC) da Universidade Federal da Paraíba (UFPB), que visa dar suporte informacional aos programas de ensino, pesquisa e extensão da universidade. A partir do entendimento de que a comunidade universitária não tem conhecimento da totalidade das coleções que a BC abriga e disponibiliza ao seu público, as autoras apresentam uma proposta de criação de um blog informacional visando divulgar as fontes de informação que integram as coleções da BC para dar-lhes maior visibilidade, a fim de que possam ser conhecidas pelo público e ampliar o seu uso. A fundamentação teórica abrange as temáticas: Sociedade da Informação, Fontes de Informação, Biblioteca Universitária e Blogs. Essa fundamentação possibilitou ampliar noções sobre blogs e apresentar alguns pontos que se configuram como diretrizes para a construção do blog da BC, que será gerenciado pela Seção de Referência da BC, em parceria com a Seção de Tecnologia da Informação e as demais seções da biblioteca. A efetivação da proposta de implantação do blog incorporado à página da BC abre um canal de comunicação com a comunidade acadêmica que pode realizar postagens emitindo suas opiniões e sugestões a respeito das exposições das fontes de informação que sejam de seu interesse.</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="44">
            <name>Language</name>
            <description>A language of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="69521">
                <text>pt</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
        </elementContainer>
      </elementSet>
    </elementSetContainer>
  </item>
  <item itemId="6021" public="1" featured="0">
    <fileContainer>
      <file fileId="5085">
        <src>http://repositorio.febab.org.br/files/original/49/6021/SNBU2012_160.pdf</src>
        <authentication>7a26047fa190e2311b6a77a28f8518c6</authentication>
        <elementSetContainer>
          <elementSet elementSetId="4">
            <name>PDF Text</name>
            <description/>
            <elementContainer>
              <element elementId="92">
                <name>Text</name>
                <description/>
                <elementTextContainer>
                  <elementText elementTextId="64067">
                    <text>i

Seminlrio

~

~ÕI!

= ..~-

~-~ ~~~

Divulgação de produtos e serviços: páginas , blogues e redes sociais
Trabalho completo

POLíTICA PARA A MANUTENÇÃO DE CONTEÚDOS NAS REDES
SOCIAIS E NO PORTAL DO SISTEMA DE BIBLIOTECAS DA UEL
Maria Elisabete Catarino 1, Marcia Marques da Silva Carvalhcf, Neide
Maria Jardinette Zaninellf
1

Doutora em Tecnologias e Sistemas de Informação, Universidade Estadual de Londrina, Londrina,
Paraná.
2 Especialista em Administração de Unidades de Informação, Universidade Estadual de Londrina ,
Londrina , Paraná.
3 Especialista em Sistemas Automatizados de Informação em C&amp;T, Universidade Estadual de
Londrina , Londrina , Paraná.

Resumo A proposta deste trabalho consiste em publicar as orientações para a
manutenção de conteúdos das Redes Sociais (Twitter, Blog , Flickr, Facebook,
Youtube, SlideShare, Delícious, entre outras) e das notícias publicadas no site do
SB/UEL, tais orientações servirão para nortear os responsáveis pela manutenção
das postagens. Realizou-se uma pesquisa exploratória nos sites das principais
Bibliotecas Universitárias (Bus) brasileiras para identificar quais fazem uso das redes
sociais, qual o tipo de informações as BUs disponibilizam nessas ferramentas e que
tipo de interatividade estabelecem com os usuários. Os resultados mostraram
tendência a notícias sobre a biblioteca ; informações sobre o funcionamento;
divulgação de eventos da instituição e da biblioteca; dicas de leituras especializadas;
informações sobre a instituição e informação sobre o acervo. Conclui-se que são
poucas as BUs que estão fazendo uso dessas ferramentas e que não há
documentos formais que possa ser considerado uma política ou algo do gênero, no
entanto faz-se necessário verificar se, realmente, todas as redes sociais são
adequadas para o uso das BUs, buscando definir qual rede servirá como ferramenta
de comunicação, informação e interação com os seus usuários.
Palavras-Chave: Redes Sociais; Bibliotecas Universitárias.
Abstract The purpose of this paper is to publish guidelines for maintaining the
content of social networks (Twitter, Blog , Flickr, Facebook, YouTube, SlideShare,
Delicious, etc.) and the news published on the SB/UEL's site for serving as a guiding
for the responsibles for posting . 11 was conducted an exploratory search of the main
sites of the University Libraries from Brazil to identify which make use of social
networks tools, what kind of information these tools provide the University Libraries,
and establish what sort of interactivity with the user exist. The results showed a
tendency of news about the library; information on the operation; dissemination about
events of the institution and the library; tips of specializing reading; information about
the institution and about the collection . It was conclude that there are few university
libraries that are using these tools, and there is no formal document that can be
considered a policy or something , however it is necessary to determine whether,
indeed, ali social networks are suitable for the use of Bibliotecas Universitárias, trying
to define which network will serve as a tool for communication , information and
interaction with its users.
Keywords: Social Networks; University Library.

1742

�Divulgação de produtos e serviços: páginas , blogues e redes sociais
~

SealiMOo

~

N&amp;:ionaI6t

~ ~~:

..

Trabalho completo

1 Introdução
Com a evolução das tecnologais da informação, em especial a World Wide
Web 0/I!WW) ou simplesmente Web como é popularmente denominada , as
bibliotecas têm tido a oportunidade de adaptar os serviços oferecidos e de propor
novas ações aos seus usuários.
Um dos fenômenos que ocorre com a popularização da Web são as redes
sociais virtuais, um importante meio de comunicação entre indivíduos e/ou
organizações diversas. Atualmente, cada vez mais, as pessoas e as organizações
utilizam os recursos destas redes para recuperar e disseminar variadas informações,
desde as de entretenimento até aquelas voltadas para atividades científicas e
laborais.
Associando o contexto da Web ao ambiente das bibliotecas universitárias, é
fácil visualizar a importância das redes sociais, principalmente no sentido de
aproximar a biblioteca da comunidade onde está inserida , respeitando a cultura
virtual predominante.
Nesse sentido, o Sistema de Bibliotecas da UEL (SB/UEL), por considerar
que as ferramentas de redes sociais são imprescindíveis para ir ao encontro dos
usuários que fazem das mesmas um caminho para acesso à informação, vem
desenvolvendo ações para a atualização do seu Portal na Internet.
As redes sociais surgem para a comunicação de vários tipos de recursos da
Web: textos, notícias, vídeos, áudio, mensagens (posts e comentários), que têm
diferentes funções , desde o entretenimento até a comunicação científica.
A administração do SB/UEL, preocupada em definir adequadamente os
conteúdos a serem postados, formou uma comissão designada pelo conselho de
chefias, tal comissão elaborou algumas orientações.
O objetivo deste artigo é publicar as orientações para a manutenção de
conteúdos das Redes Sociais (Twitter, Blog , Flickr, Facebook, Youtube, SlideShare,
Delícious, entre outras) e das notícias publicadas no site do SB/UEL, tais
orientações servirão para nortear os responsáveis pela manutenção das postagens.

2 Revisão da Literatura
O referencial teórico que fundamentou esta pesquisa refere-se ao tema
redes sociais e a outros relacionados: informação digital, web, web 2.0, biblioteca
colaborativa (2.0), mediação da informação, redes, redes sociais, geração de
usuários das redes sociais e as finalidades das redes sociais nas bibliotecas
universitárias.
A evolução das tecnologias da informação e de comunicação (TI) , que
culminou nas redes de computadores , propiciou a migração da informação
registrada do analógico para o digital , conforme afirma Ramos (1996) , "a natureza da
própria informação está sendo rapidamente alterada, deixando de ser física e
analógica para ser eletrônica e digital". Nesse formato digital a informação passa a
ter uma natureza mais perene e a sua organização deixa de ter o foco na
armazenagem física , passando para o acesso à informação, seja ela analógica ou
digital.
Um outro aspecto da evolução das TI para o contexto das redes sociais é o
surgimento da rede mundial de computadores, a Internet, que surge como Arpanet
na década de 1960. A rede evolui e na década de 1990 cria-se o hipertexto,
surgindo dessa forma a World Wide Web (WWW) ou simplesmente Web, como é

1743

�Divulgação de produtos e serviços: páginas , blogues e redes sociais

i

Semin4rio

~

llioliot_

:a

~de

-~ ~~':'~..'!.

Trabalho completo

conhecida; há ainda os que a classificam em gerações , a Web 1.0. A primeira
geração da Web tinha o foco no documento em si, com base no seu protocolo de
hipertexto (HTTP). Também é importante destacar que a Web evoluiu da sua
proposta inicial, que era voltada à comunicação científica entre universidades e
instituições de pesquisa , e passou a ser aberta a todos. A Web continuou evoluindo
e passa a disseminar tecnologias interativas, participativas e cooperativas
(WATANABE; PALETTA; YAMASHITA, 2010).
Com esse desenvolvimento, determina-se que a Web entre numa nova
geração, a Web 2.0, termo criado por Tim O'Reilly para representar uma Web como
plataforma . A web 2.0 reforça o conceito da Internet de propiciar que os seus
utilizadores colaborem efetivamente para a disponibilização de serviços virtuais e
organização dos conteúdos. Para Tim O'Reilly, trata-se de uma Web que funciona
como uma plataforma. As aplicações Web 2.0 são aquelas que fazem : distribuição
de software com atualização constante para melhor uso; utilização e reorganização
de dados de múltiplas fontes por utilizadores individuais que, por sua vez, fornecem
seus próprios dados e serviços para que sejam reorganizados por outros, assim
criando uma "arquitetura da participação", indo além da metáfora da página da Web
1.0 para permitir a efetiva colaboração dos utilizadores (O'REILL Y, 2005) .
Nesse cenário, surge o conceito de Biblioteca 2.0, ou seja, a biblioteca que
se utiliza dos recursos colaborativos da Web 2.0, ou , conforme define Maness
(2007) , "a aplicação de interação, colaboração, e tecnologias multimídia baseadas
em web para serviços e coleções de bibliotecas baseados em web". A biblioteca 2.0
"é a oportunidade de ouro para a biblioteca estar mais próxima de seus usuários".
Um usuário de biblioteca 2.0 não será apenas "usuário" dos catálogos e recursos
informacionais, o usuário da biblioteca 2.0 será colaborativo, podendo ter canais de
comunicação com o sistema da biblioteca local, com outras bibliotecas e entre ele e
outros usuários "recomendando livros e recursos, descrevendo e compartilhando
informações" (GONÇALVES, CONCEiÇÃO, LUCHETTI , 2010). Para destacar essa
ideia, citam-se ainda Conti e Pinto (2010, p.18) , os autores consideram que "na
biblioteca colaborativa os usuários de informação serão também criadores e
colaboradores de conteúdo".
Observa-se que o usuário é foco central neste contexto, afinal, é para ele
que a BU desenvolve todas as atividades e serviços. Os usuários têm convivido num
ambiente extremamente tecnológico, onde o acesso às Tis está cada vez mais
facilitado. Fala-se em usuário 3.0, uma geração de usuários que se caracteriza por
"ser um público digital , multicanal e global com um mecanismo de processo de uso
informacional mais racional e pragmático, em que participam recursos como Internet,
celular e televisão interativa" (PENA; PINOL, 2010). Os autores citam a classificação
de gerações de usuários proposta por Sousa (2010 apud PENA; PINO L, 2010):
"Usuário 1.0" é aquele que "apresenta absoluta dependência do bibliotecário"; o
"Usuário 2.0" "surge com o advento da Internet na década de 1990, possui certa
independência informacional"; e o "Usuário 3.0" é aquele que incorpora a Internet
como fonte de informação. Pode-se ainda afirmar que o usuário 3.0 está totalmente
conectado às redes sociais.
Portanto, o que são redes sociais?
Primeiramente será definido Rede. Rede, segundo Castells (2009) , é um
conjunto de nós conectados entre si. Essa definição não implica ter a base
tecnológica, os nós podem ser representados por quaisquer pontos que compõe a
rede. Já as redes sociais podem ser definidas como

1744

�Divulgação de produtos e serviços: páginas , blogues e redes sociais
Trabalho completo

um conjunto de pessoas (ou organizações ou outras entidades
sociais) conectadas por relacionamentos sociais, motivados pela
amizade e por relações de trabalho ou compartilhamento de
informações e, por meio dessas ligações, vão construindo e
reconstruindo a estrutura social (TOMAÉL; MARTELETO, 2006)
De acordo com Aguiar e Silva (2010) , as redes sociais já existiam antes
mesmo das redes de computadores. O advento das redes de computadores veio a
agregar-se ás redes sociais , segundo Recuero (2009) , "as redes sociais na internet
ampliam as possibilidades de conexões e a capacidade de difusão que as redes
sociais tinham ; e permitem a visualização das ligações que estão ocultas no mundo
offline".
A importância das redes sociais é evitente como um fenômeno de
relacionamentos, principalmente aquelas que utilizam a Web, pois são praticamente
ilimitadas na sua abrangência. Segundo Tomaél e Marteleto (2006) a
disposição em compartilhar e o compartilhamento eficiente de
informação entre atores de uma rede asseguram ganhos, porque
cada participante melhora , valendo-se das informações às quais
passam a ter acesso e que poderão reduzir as incertezas e promover
o cresicmento mútuo.
Nas bibliotecas, as redes sociais podem ampliar os espaços de debates e de
compartilhamento de informações entre seus usuários e também possibilitar que
este compartilhamento vá além dos muros que delimitam a comunidade local.
Segundo Gomes, Prudêncio e Santos (2010) ,
ao identificar as redes ou ainda ao contribuir para a formação delas,
a biblioteca poderá aproximar indivíduos com interesse temáticos em
comum, realizando não apenas a disseminação da informação,
proporcionando seu acesso e uso, mas também ampliando o
crescimento da qualidade das interlocuções e discussões entre os
leitores, potencializando as condições de apropriação da informação
por parte deles.
O uso das redes sociais nas BUs é evidentemente uma ferramenta que pode
tornar-se um espaço intensificador do processo de comunicação entre os usuários e
da própria biblioteca com os mesmos (GOMES; PRUDÊNCIO ; SANTOS, 2010).
Na Web existem várias ferramentas de redes sociais, nas quais é possível o
compartilhamento de diversos tipos de recursos da Web, dentre elas citam-se
Facebook, Youtube, Delicious, Twitter, Blog , Slideshare e Flickr. As definições de
cada uma dessas ferramentas estão citadas na seção 4 (resultados).

3 Materiais e Métodos
Inicialmente procurou-se identificar Bibliotecas Universitárias (BUs) no Brasil
que fazem uso das redes sociais. Na sequência averiguou-se qual o tipo de
informações as BUs disponibilizam nessas ferramentas e que tipo de interatividade
estabelecem com os usuários. Para isso, realizou-se uma pesquisa exploratória nos
sites das principais Bus.

1745

�Divulgação de produtos e serviços: páginas , blogues e redes sociais
Trabalho completo

Outro procedimento foi verificar, dentre as BUs identificadas como usuárias
das redes sociais, se essas possuíam algum tipo de política para a postagem de
conteúdos nas redes. Finalmente, para validar as informações levantadas nos sites,
realizou-se contatos diretos com várias BUs.
Como resultado desta pesquisa observou-se que, até a data da
investigação, não existia nenhum tipo de documento formal que pudesse ser
considerado uma política ou diretrizes para a inserção de conteúdos nas redes
socias.
A partir dessas informações, optou-se por elaborar um documento que
traçasse as diretrizes para a manutenção dos conteúdos postados nas ferramentas
de redes sociais a serem usadas pelo SB/UEL, documento esse denominado
"Política para Manutenção de Conteúdos nas Redes Sociais e no Portal do Sistema
de Bibliotecas da UEL".
Ao elaborar o documento, a equipe procurou, sobretudo, respeitar as
características de cada rede, com o objetivo de apresentar as orientações
adequadas para os conteúdos a serem postados. Ressalta-se, aqui, a importância
dos bibliotecários conhecerem os princípios e fundamentos que norteiam as redes
sociais para o bom uso de suas ferramentas.
Em princípio foram elencadas algumas ferramentas dentre as várias
possibilidades existentes. O critério de escolha foi eleger aquelas que atualmente
são as mais utilizadas pelos usuários e, consequentemente, as que seriam mais
adequadas para o uso do SB/UEL como instrumento de comunicação, informação e
interação com os seus usuários.

4 Resultados
Pôde-se averiguar, como resultado da pesquisa, quais os tipos de
informação estão sendo postados pelas BUs nas redes sociais. Os conteúdos mais
comuns encontrados são:
• Notícias sobre a biblioteca ;
• Informações sobre o funcionamento;
• Divulgação de eventos da instituição e da biblioteca;
• Dicas de leituras especializadas;
• Informações sobre a instituição;
• Informação sobre o acervo.
A política para manutenção de conteúdos nas redes sociais e no portal do
Sistema de Bibliotecas da UEL foi estruturada da seguinte forma:
a)DAS RESPONSABILIDADES - estabelece a competência das tarefas, que
compreende desde a captação de conteúdos até a avaliação e revisão para
postagem.
As ferramentas das Redes Sociais serão gerenciadas de forma
compartilhada. Cada divisão proporá conteúdos a serem postados, de acordo
com as orientações, para cada uma das ferramentas , conforme definido nas
próximas seções.
Aos servidores do SB/UEL compete sugerir e/ou encaminhar aos chefes de
Divisão os textos a serem postados, de acordo com as orientações para cada
ferramenta da rede social , conforme explicitado neste documento.

1746

�Divulgação de produtos e serviços: páginas , blogues e redes sociais
Trabalho completo

Ao chefe da divisão compete instruir sua equipe para a correta manutenção
das postagens, captar os textos e encaminhá-los á direção ou aos
responsáveis pela manutenção de cada ferramenta.
À direção compete avaliar o conteúdo propondo, se necessário, alterações,
podendo, inclusive, recorrer a especialistas.
b)DOS CONTEÚDOS - estabelece o tipo de informação a ser abrangido.
Determinou-se que o objetivo do SBfUEL com as redes sociais é de postar
conteúdos relativos ás atividades desenvolvidas nas suas bibliotecas, bem
como temas relacionados e de interesse de bibliotecas universitárias efou da
área de Ciência da Informação em geral.
Os textos propostos poderão ser redigidos pelos servidores do SBfUEL, bem
como por outros profissionais externos ao sistema a convite.
Propõe-se ainda que preferencialmente sejam postados conteúdos inéditos
ou , se já postados em redes sociais de outros, que contenham comentários
que agreguem valor ao assunto em pauta.
c)DAS REGRAS GERAIS - estabelece alguns critérios aplicáveis a todas as
ferramentas.
•
•
•
•

Certificar que a informação é de fonte confiável;
Certificar que os links indicados estejam ativos;
Notícias extraídas de outros sites devem ser mencionadas as fontes ;
Para divulgação de eventos devem ser mencionados: DATA, HORA,
LOCAL, LlNK e, se possível, incluir folder ou cartaz do evento.

d)DAS ORIENTAÇÕES PARA CADA FERRAMENTA (Twitter, Flickr, Blog,
Facebook, You Tube, SlideShare, Delicious, Site do Sistema de Bibliotecas da UEL:
Nas seções Noticias e Destaques) - apresenta uma breve descrição de cada
ferramenta , e seguindo a característica de cada uma , exemplifica as informações
que podem conter.
Twítter - O Twitler é uma ferramenta de rede social e serviço de
microblogging que permite o compartilhamento de breves informações com
no máximo 140 caracteres. A principal proposta do Twitler é aumentar a
velocidade e o fluxo de informação em tempo real e abrir linhas de
comunicação através de uma rede (GIUSTINI ; WRIGHT, 2009).
Por essas características, o SBfUEL orienta postar:
• Divulgação de eventos e exposições do SBfUEL;
• Informação sobre congressos, seminários e palestras da área de
Ciência da Informação;
• Divulgações e informação de novidades sobre os serviços do SB;
• Replicações (retweets) de informações que sejam interessantes para a
comunidade a qual o SB se insere;
• Horários de funcionamento do SB;
• Informações de cunho administrativo;
• Divulgação de treinamentos;
• Informações sobre o Portal Capes;
• Divulgação de livros, de bibliotecas virtuais e de artigos de periódicos.

O SBfUEL deverá seguir outros twitlers de bibliotecas.

1747

�Divulgação de produtos e serviços: páginas , blogues e redes sociais
Trabalho completo

Flickr - O Flickr é um site da web de hospedagem e partilha de imagens
fotográficas e de outros tipos de documentos gráficos. Permite que seus
usuários criem álbuns para armazenamento de fotografias. Organiza e
classifica as fotos predominantemente por meio de categorias - apelidadas de
tags (ou etiquetas) (WIKIPÉDIA, 2012a).
Por essas características, o SB/UEL orienta postar:
• Fotos de eventos realizados pelo SB;
• Fotos de exposições;
• Fotos de divulgação de doações;
• Fotos do SB .
8109 - Os blogs são os serviços mais populares da Web 2.0. Blogs ou
Weblogs são páginas com pequenos artigos postados cronologicamente, de
modo individual ou coletivo, e que podem ser comentados pelos demais
usuários (BRITO , 2010, p. 24)
Por essas características, o SB/UEL orienta postar:
• Textos elaborados pelas Divisões do SB/UEL para divulgação e
informação sobre serviços oferecidos;
• Recomendações de leitura;
• Recentes aquisições;
• Divulgação de novidades na área de Bibliotecas Universitárias e/ou
Ciência da Informação;
• Divulgação de livros, de bibliotecas virtuais e de artigos de periódicos.
Facebook - O Facebook é uma rede social que reúne pessoas a seus amigos
e àqueles com quem trabalham, estudam e convivem. Facebook permite que
as pessoas mantenham contato com seus pares, amigos, carreguem um
número ilimitado de fotos , compartilhem links e vídeos e aprendam mais
sobre as pessoas e/ou instituições que conhecem (WIKIPÉDIA, 2012b).
Por essas características, o SB/UEL orienta postar:
• Informações do dia a dia do SB ;
• Informações sobre o Portal da Capes;
• Divulgação de livros, de bibliotecas virtuais e de artigos de periódicos;
• Divulgação de sites de interesse da comunidade universitária ;
• Compartilhamento de notícias, vídeos, links de interesse da comunidade
universitária.
YouTube - O YouTube é uma ferramenta que permite que os seus usuários

localizem, vizualizem e compartilhem vídeos criados originalmente. Oferece
um fórum para que as pessoas postem vídeos e comentários sobre os vídeos
assistidos. Trata-se de uma plataforma de distribuição para criadores
(grandes ou pequenos) e anunciantes de conteúdo original (WIKIPÉDIA,
2012c).
Por essas características, o SB/UEL orienta postar:
• Tutoriais de serviços oferecidos pelo SB;
• Tutoriais de serviços prestados ao SB por intermédio de outras
instituições;
• Vídeos institucionais;
• Vídeos comemorativos e de eventos promovidos pelo SB.
SlideShare - o Slideshare é mais uma aplicação típica da "web 2.0 "; é
gratuito para os usuàrios, seu conteúdo é disponibilizado pelos próprios
participantes, que também se encarregam de classificar (através de um

1748

�Divulgação de produtos e serviços: páginas , blogues e redes sociais

~

Semin4rlo

~

NWoraI6e

_.
=

Iaj;o.,._

~ IHttNnlunu

".....

- .....

Trabalho completo

sistema de tags , no estilo do Technorati) e complementar (com comentários)
o material disponível (CAMPOS, 2012). Podem ser compartilhados no
Slideshare arquivos como , por exemplo, PowerPoint, arquivos.doc do Word e
arquivos em PDF , vídeos.
Por essas características, o SB/UEL orienta postar:
• Arquivos de palestras sobre serviços do SB;
• Arquivos gerados de eventos do SB ou do Departamento de Ciência da
Informação;
• Roteiros de aulas e treinamentos realizados pelo SB;
• Tutoriais de serviços oferecidos pelo SB;
• Tutoriais de serviços prestados ao SB por intermédio de outras
instituições;
• Arquivos de outras instituições que sejam de interesse da comunidade
acadêmica.
Delicious - O Delicious oferece um serviço on-line que permite adicionar e
pesquisar bookmarks sobre qualquer assunto. Mais do que um mecanismo de
buscas para encontrar o que se quer na web , é uma ferramenta para arquivar
e catalogar os sites preferidos para acessá-los de qualquer lugar. Portanto, é
possível compartilhar bookmarks com outros usuários e visualizar os favoritos
públicos de vários membros da comunidade (WIKIPÉDIA, 2012d).
Por essas características, o SB/UEL orienta postar links:
De periódicos com conteúdos na íntegra e gratuitos;
•
•
De portais de pesquisa;
•
De catálogos online de bibliotecas;
De Bibliotecas Digitais e Repositórios;
•
De artigos de interesse do profissional bibliotecário;
De interesse da comunidade universitária a qual o SB está inserido.
Portal do SB/UEL: Destaque e Notícias - No Portal do SB/UEL, existem
espaços para a postagem de conteúdos informacionais nas seções
Destaques e Noticias. Destaques são textos breves e de curta duração,
relativos ao Sistema de Bibliotecas; e Notícias são conteúdos de bibliotecas
universitárias e /ou da área de Ciência da Informação.
Por estas características, o SB/UEL orienta postar:
Seção Destaques:
• Divulgação de eventos e exposições do SB/UEL;
• Informações sobre congressos , seminários e palestras da área de
bibliotecas;
• Divulgação dos serviços do SB ;
• Informações de cunho administrativo;
• Divulgação de treinamentos.
Seção Notícias:
• Lançamentos de novas Bases de Dados; Portais, etc;
• Divulgação de novos serviços oferecidos (Capes, CnPQ, Ibict, Bireme,
etc);
• Conteúdos de interesse da Comunidade científica/acadêmica da UEL.

1749

�Divulgação de produtos e serviços: páginas , blogues e redes sociais
Trabalho completo

Deve-se ressaltar que algumas das ferramentas abrangidas pela política
ainda não foram disponibilizadas no site do SB/UEL pelo motivo de estarem em fase
de criação e testes.
Espera-se, com este trabalho, contribuir com outras instituições congêneres,
para que essas possam traçar suas próprias políticas ou diretrizes de manutenção
de conteúdos nas redes sociais.
O SB/UEL está em fase de implantação, tanto das redes sociais quanto da
própria política, no entanto, apesar de ser um serviço recente, já se pode perceber a
importância da aplicação das ferramentas de redes sociais, para tanto, é
imprescindivel ter parâmetros bem definidos para a manutenção das mesmas.

4 Considerações Parciais/Finais
A pesquisa mostrou que, no âmbito das BUs brasileiras , as redes sociais
ainda são ferramentas pouco exploradas como forma de interagir com os seus
usuários, permitindo-nos afirmar que quantitativamente ainda é pequeno o número
de BUs que fazem uso das redes sociais.
Observou-se que a utilização das redes sociais no ambiente das BUs
brasileiras está relacionada à função de ferramenta de trabalho para divulgação da
informação ou como canal de comunicação.
Como abordado anteriormente, na seção de materiais e métodos, para a
elaboração desta política, procurou-se identificar quais BUs do Brasil estão fazendo
uso das redes sociais.
Pôde-se averiguar que são poucas as BUs que estão fazendo uso dessas
ferramentas. Com os resultados da pesquisa verificou-se, ainda, que nos sites das
BUs geralmente não existem indicações de quais redes a biblioteca participa devido
à inexistência de links explicitados.
Com esses resultados, pode-se afirmar que nada adianta estar nas redes
sociais se não houver uma nítida divulgação dessa informação para os usuários.
Também é imprescindível que os links estejam apostos no site (ou portal) da
biblioteca, para que fique claro, tanto para a equipe da biblioteca quanto para seus
usuários e para a instituição de ensino, qual o tipo de informação a ser veiculada.
Ocorre que a instituição na qual a biblioteca está inserida pode ter ela própria as
suas redes sociais, porém , nesse caso, as informações serão mais amplas e
referentes a todas as atividades da universidade.
A política aqui apresentada foi pensada para redes sociais criadas
especificamente para estarem lincadas ao site ou portal da biblioteca e, por isso, a
especialidade propostas para a postagem dos conteúdos.
Sugere-se que as BUs utilizem as redes sociais de forma mais atrativa,
usando as potencialidades que cada uma das ferramentas disponibilizam e que as
divulguem de forma mais intensa entre seus usuários.
Buscou-se também identificar a existência de políticas ou diretrizes de
postagem de conteúdos nas redes sociais. Constatou-se que não existia , até a data
de encerramento da coleta de dados para esta pesquisa, nenhum documento formal
que pudesse ser considerado uma política formal ou algo do gênero. Portanto,
acreditamos que esta "Política para a Manutenção De Conteúdos Nas Redes Sociais
e Site do Sistema de Bibliotecas da UEL" virá contribuir muito como parâmetro para
área da Ciência da Informação e especialmente para as bibliotecas.
Ressalta-se a importância dos bibliotecários responsáveis pelas redes
sociais conhecerem os principios e fundamentos que norteiam as redes sociais, para

1750

�I " "_'
~

tbcionaIlfe

=
&gt;

~­
IMtfttJJI~1tII

--

".,. .

. ...

Divulgação de produtos e serviços: páginas , blogues e redes sociais
Trabalho completo

que façam uso consciente dessas ferramentas . É necessário verificar se realmente
todas as redes sociais são adequadas para o uso das BUs, buscando definir qual
rede servirá como ferramenta de comunicação, informação e interação com os seus
usuários.
Para isso, é imprescindível que o bibliotecário conheça as tendências
tecnológicas e acompanhe as mudanças, conhecendo assim novas ferramentas de
informação e novos meios de comunicação e, ainda , quais serviços podem ser
inseridos nesse contexto de redes sociais. Aprender e conhecer para que possa
extrair todos os benefícios das tecnologias e usar mais as mídias sociais para
executar tarefas profissionais, fazendo dessas mídias uma forma de aproximação
com os usuários da comunidade a qual está inserida.
5 Referências
AGUIAR, G. A. de; SILVA, J. F. M. da. As bibliotecas universitárias nas redes
sociais: FAcebook, Orkut, Myspace e Ning. In: SEMINÁRIO NACIONAL DE
BIBLIOTECAS UNIVERSITÁRIAS, 16. , Rio de Janeiro, 2010. Anaís ... Rio de
Janeiro : SNBU , 2010.
BRITO, Jorgivania Lopes; SILVA, Patrícia Maria da. Ferramentas da Web 2.0 em
bibliotecas universitárias: um estudo de caso. In: ENCONTRO NACIONAL DE
ESTUDANTES DE BIBLIOTECONOMIA, DOCUMENTAÇAo, GESTAO , E CI~NCIA
DA INFORMAÇAO, 33. , 2010, João Pessoa. Anais ... João Pessoa: Enebd , 2010.
CAMPOS, Augusto. Slideshare: compartilhando suas apresentações, estilo
YouTube. Disponivel em :&lt; http://www.efetividade.neU2006/11/05/slidesharecompartilhando-suas-apresentacoes-estilo-youtube/&gt; . Acesso em: 28 jan . 2012.
CASTELLS, M. A sociedade em rede. São Paulo : Paz e Terra, 2009.
CONTI, D. L. ; PINTO, M. C. C. Ferramentas colaborativas para bibliotecas. Revista
ACB: Biblioteconomia em Santa Catarina, Florianópolis, v.15, n.1, 2010. Disponível
em: &lt;http://revista.acbsc.org .br/index.php/racb/article/view/684&gt; . A cesso em: 6 abr.
2012.
GIUSTINI , Dean ; WRIGHT, Mary-Doug. Twitter: an introduction to microblogging for
health librarians. Journal of the Canadian Health Libraries Association , v. 30,
p.11-17, 2009.
GOMES , H. F.; PRUD~NCIO , D. S.; SANTOS, R. R. Bibliotecas das IES na Web:
inserção e uso na mediação da informação. In: SEMINÁRIO NACIONAL DE
BIBLIOTECAS UNIVERSITÁRIAS, 16., Rio de Janeiro, 2010. Anais ... Rio de
Janeiro : SNBU , 2010.
GONÇALVES, A. L. ; CONCEIÇAO, M. I. da; LUCHETTI , S. M. Web 2.0 e o caso da
biblioteca Florestan Fernandes. In: SEMINÁRIO NACIONAL DE BIBLIOTECAS
UNIVERSITÁRIAS, 16., Rio de Janeiro, 2010. Anais ... Rio de Janeiro : SNBU ,
2010.
MANESS, Jack M. Teoria da biblioteca 2.0: Web 2.0 e suas implicações para as
bibliotecas. Informação &amp; Sociedade: Estudos, João Pessoa, v. 17, n. 1, p. 44-55,
2007.

1751

�Divulgação de produtos e serviços: páginas , blogues e redes sociais

i

Semin4rio

~

llioliot_

:a

~de

-~ ~~':'~..'!.

Trabalho completo

.o'REILLY, T.. What Is Web 2.0?: design patterns and business models for the next
generation of software. Disponível em:
&lt;http://oreilly.com/pub/a/oreilly/tim/news/2005/09/30/what-is-web-20.html&gt;. Acesso
em: 06 novo2006.
PENA, A. de S.; PINOL, S. T. Aceitabilidade de serviços agregados para o usuário
3.0. In: SEMINARIO NACIONAL DE BIBLIOTECAS UNIVERSITARIAS, 16., Rio de
Janeiro, 2010. Anaís ... Rio de Janeiro : SNBU, 2010.
RAMOS, P.B. A gestão na organização de unidades de informação. Cíência da
Informação, v.25, n. 1, 1996. Disponível em:
&lt;http://revista.ibict.br/ciinf/index.php/ciinf/article/view/483/438&gt;. Acesso em: 06 abr.
2012.
RECUERO, R. Redes Sociais na Internet. Porto Alegre SULINA, 2009
TOMAÉL, M. 1.; MARTELETO, R. M. Redes Sociais : posiçáo dos atores no fluxo da
informação. Encontros Bibli.: Revista Eletrônica de Biblioteconomia e Ciência da
Informação, Florianópolis, n. Esp., 1. sem. 2006. Disponível em :
&lt;http://www.periodicos.ufsc.brlindex.php/eb/article/view/15182924.2006v11 nesp1p75&gt;. Acesso em: 6 abro 2012.
WATANABE, E. T. Y. ; PALETTA, F. A. C.; YAMASHITA, M. M. Análise do uso das
ferramentas Web 2.0 aplicadas às bibliotecas da Universidade de São Paulo (USP).
In: SEMINARIO NACIONAL DE BIBLIOTECAS UNIVERSITARIAS, 16. , Rio de
Janeiro, 2010. Anais ... Rio de Janeiro : SNBU, 2010.
WIKIPÉDIA. Delicious. Disponível em :&lt;http://pt.wikipedia.org/wikilDelicious&gt; .
Acesso em: 22 fev. 2012d.
WIKIPÉDIA. Facebook. Disponível em :&lt;http://pt.wikipedia.org/wiki/Facebook&gt;.
Acesso em: 22 fev. 2012b.
WIKIPÉDIA. Flickr. Disponível em:&lt;http://pt.wikipedia.org/wiki/Flickr&gt;. Acesso em:
22 fev. 2012a.
WIKIPÉDIA. Youtube. Disponível em:&lt;http://pt.wikipedia.org/wikilYouTube&gt;. Acesso
em: 22 fev . 2012c.

1752

�</text>
                  </elementText>
                </elementTextContainer>
              </element>
            </elementContainer>
          </elementSet>
        </elementSetContainer>
      </file>
    </fileContainer>
    <collection collectionId="49">
      <elementSetContainer>
        <elementSet elementSetId="1">
          <name>Dublin Core</name>
          <description>The Dublin Core metadata element set is common to all Omeka records, including items, files, and collections. For more information see, http://dublincore.org/documents/dces/.</description>
          <elementContainer>
            <element elementId="50">
              <name>Title</name>
              <description>A name given to the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51396">
                  <text>SNBU - Edição: 17 - Ano: 2012 (UFRGS - Gramado/RS)</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="49">
              <name>Subject</name>
              <description>The topic of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51397">
                  <text>Biblioteconomia&#13;
Documentação&#13;
Ciência da Informação&#13;
Bibliotecas Universitárias</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="41">
              <name>Description</name>
              <description>An account of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51398">
                  <text>Tema: A biblioteca universitária como laboratório na sociedade da informação.</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="39">
              <name>Creator</name>
              <description>An entity primarily responsible for making the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51399">
                  <text>SNBU - Seminário Nacional de Bibliotecas Universitárias</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="45">
              <name>Publisher</name>
              <description>An entity responsible for making the resource available</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51400">
                  <text>UFRGS</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="40">
              <name>Date</name>
              <description>A point or period of time associated with an event in the lifecycle of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51401">
                  <text>2012</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="44">
              <name>Language</name>
              <description>A language of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51402">
                  <text>Português</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="51">
              <name>Type</name>
              <description>The nature or genre of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51403">
                  <text>Evento</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="38">
              <name>Coverage</name>
              <description>The spatial or temporal topic of the resource, the spatial applicability of the resource, or the jurisdiction under which the resource is relevant</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51404">
                  <text>Gramado (Rio Grande do Sul)</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
          </elementContainer>
        </elementSet>
      </elementSetContainer>
    </collection>
    <itemType itemTypeId="8">
      <name>Event</name>
      <description>A non-persistent, time-based occurrence. Metadata for an event provides descriptive information that is the basis for discovery of the purpose, location, duration, and responsible agents associated with an event. Examples include an exhibition, webcast, conference, workshop, open day, performance, battle, trial, wedding, tea party, conflagration.</description>
    </itemType>
    <elementSetContainer>
      <elementSet elementSetId="1">
        <name>Dublin Core</name>
        <description>The Dublin Core metadata element set is common to all Omeka records, including items, files, and collections. For more information see, http://dublincore.org/documents/dces/.</description>
        <elementContainer>
          <element elementId="50">
            <name>Title</name>
            <description>A name given to the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="64059">
                <text>Política para a manutenção de conteúdos nas redes sociais e no Portal do Sistema de Bibliotecas da UEL .</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="39">
            <name>Creator</name>
            <description>An entity primarily responsible for making the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="64060">
                <text>Catarino, Maria Elisabete; Carvalho, Marcia Marques da Silva; Zaninelli, Neide Maria Jardinette</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="38">
            <name>Coverage</name>
            <description>The spatial or temporal topic of the resource, the spatial applicability of the resource, or the jurisdiction under which the resource is relevant</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="64061">
                <text>Gramado (Rio Grande do Sul)</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="45">
            <name>Publisher</name>
            <description>An entity responsible for making the resource available</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="64062">
                <text>UFRGS</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="40">
            <name>Date</name>
            <description>A point or period of time associated with an event in the lifecycle of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="64063">
                <text>2012</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="51">
            <name>Type</name>
            <description>The nature or genre of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="64065">
                <text>Evento</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="41">
            <name>Description</name>
            <description>An account of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="64066">
                <text>A proposta deste trabalho consiste em publicar as orientações para a manutenção de conteúdos das Redes Sociais (Twitter, Blog, Flickr, Facebook, Youtube, SlideShare, Delícious, entre outras) e das notícias publicadas no site do SB/UEL, tais orientações servirão para nortear os responsáveis pela manutenção das postagens. Realizou-se uma pesquisa exploratória nos sites das principais Bibliotecas Universitárias (Bus) brasileiras para identificar quais fazem uso das redes sociais, qual o tipo de informações as BUs disponibilizam nessas ferramentas e que tipo de interatividade estabelecem com os usuários. Os resultados mostraram tendência a notícias sobre a biblioteca; informações sobre o funcionamento; divulgação de eventos da instituição e da biblioteca; dicas de leituras especializadas; informações sobre a instituição e informação sobre o acervo. Conclui-se que são poucas as BUs que estão fazendo uso dessas ferramentas e que não há documentos formais que possa ser considerado uma política ou algo do gênero, no entanto faz-se necessário verificar se, realmente, todas as redes sociais são adequadas para o uso das BUs, buscando definir q</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="44">
            <name>Language</name>
            <description>A language of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="69520">
                <text>pt</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
        </elementContainer>
      </elementSet>
    </elementSetContainer>
  </item>
  <item itemId="6020" public="1" featured="0">
    <fileContainer>
      <file fileId="5084">
        <src>http://repositorio.febab.org.br/files/original/49/6020/SNBU2012_159.pdf</src>
        <authentication>10a52befe8300c06bddba74a69172c05</authentication>
        <elementSetContainer>
          <elementSet elementSetId="4">
            <name>PDF Text</name>
            <description/>
            <elementContainer>
              <element elementId="92">
                <name>Text</name>
                <description/>
                <elementTextContainer>
                  <elementText elementTextId="64058">
                    <text>~

Se.ftiNrio

~

~MII6e

._~ ;;~~

Divulgação de produtos e serviços: páginas. blogues e redes sociais
Trabalho completo

FERRAMENTAS COLABORATIVAS PARA MEDIAÇÃO DE
FONTES DE INFORMAÇÃO: AVALIAÇÃO SOBRE SEUS USOS EM
BIBLIOTECAS UNIVERSITÁRIAS NACIONAIS E INTERNACIONAIS
Valéria Aparecida Moreira Novelli1, Wanda Aparecida Machado
HOffmanrf, Luciana de Souza Gracioso3
Mestre em Ciência , Tecnologia e Sociedade, UNESP/lnstituto de Química, Araraquara , São
Paulo
Pós-Doutora em Prospecção de Informação Tecnológica, Universidade Federal de São Carlos,
São Carlos , São Paulo
3 Doutora em Ciência da Informação, Universidade Federal de São Carlos, São Carlos, São
Paulo
1

2

Resumo

o crescente desenvolvimento da internet, a proliferação na quantidade e tipologia de
fontes de informação eletrônicas disponíveis, a mudança no comportamento dos
usuários, o decréscimo no atendimento presencial impulsionam as bibliotecas
universitárias a trabalharem mais virtualmente e focadas no acesso à informação;
demandam a implementação de mecanismos para que os usuários identifiquem,
localizem e utilizem potencialmente as fontes de informação mais pertinentes às
suas necessidades informacionais. Os objetivos são investigar e identificar a
aplicação de ferramentas colaborativas para facilitar o processo de mediação de
fontes de informação, especialmente das bases de dados bibliográficas, em
bibliotecas universitárias. A metodologia utilizada foi a pesquisa exploratória , tendo
como método, a análise de conteúdo de websites de bibliotecas universitárias. A
amostra foi composta por 24 bibliotecas universitárias selecionadas de melhores
universidades internacionais e nacionais ("Webometrics Ranking of World's
Universities 2011 ", "World University Rankings 2011-2012" e "índice Geral de Cursos
- IGC 2009"). Constatou-se que as bibliotecas universitárias pesquisadas utilizam
ferramentas colaborativas para mediação de fontes de informação, especialmente
das bases de dados bibliográficas, com menores índices percentuais de grande
parte das ferramentas nas bibliotecas nacionais. Conclui-se que o bibliotecário deve
analisar e discutir o potencial dessas ferramentas colaborativas, estabelecer
estratégias para sua gestão e implementação, levando-se em conta a realidade de
cada biblioteca , e investir na sua função de mediador da informação, buscando o
diálogo presencial e/ou virtual com o usuário para lhe interpretar os meios e formas
de acesso à informação, diálogo este que diferenciará e marcará a qualidade dos
serviços/produtos disponibilizados pela biblioteca.
Palavras-Chave: Bases de dados bibliográficas; Bibliotecas universitárias;
Ferramentas colaborativas; Fontes de informação; Mediação da informação.

1733

�~

Se.ftiNrio

~

~MII6e

._~ ;;~~

Divulgação de produtos e serviços: páginas, blogues e redes sociais
Trabalho completo

Abstract
The increasing development of internet, the proliferation in the amount and type of
electronic information sources available, the change in the behavior of users, the
decrease in contact hours drive university libraries to work virtually and more focused
on access to information; demand the implementation of mechanisms for users to
identify, locate and use information sources potentially more relevant to their
informational needs. The objectives are to investigate and identify the application of
collaborative tools to facilitate the mediation of information sources, especially of
bibliographic databases in academic libraries. The methodology used was
exploratory, with the method, content analysis of websites of university libraries. The
sample consisted of 24 university libraries selected for best international and national
universities ("Webometrics Ranking of World Universities 2011 's", "World University
Rankings 2011-2012" and "índice Geral de Cursos - IGC 2009"). It was found that
the university libraries surveyed use collaborative tools for mediation of information
sources, especially of bibliographic databases, with lower percentages of most of the
tools in national libraries. It is concluded that librarians should analyze and discuss
the potential of collaborative tools, establish strategies for their management and
implementation, taking into account the reality of each library, and invest in its role as
mediator of information seeking dialogue face and/or virtual with the user to you to
interpret the ways and means of access to information, dialogue and mark that will
differentiate the quality of services/products provided by the library.

Keywords: Bibliographic databases; University libraries; Collaborative tools;
Sources of information; Mediation of information .
1 Introdução
Através dos séculos, as bibliotecas tem sido o ponto focal das universidades,
com suas coleções impressas, preservando o conhecimento da humanidade.
Atualmente, o conhecimento está disponível em diferentes formatos, como texto,
gráfico, som, algoritmo, simulação da realidade virtual, distribuído em redes
computacionais, representado digitalmente e acessível a um número maior de
pessoas, além dos "muros" internos (CUNHA, 2000).
Assim, a essência das bibliotecas universitárias está em possibilitar acesso ao
conhecimento, o que contribuirá para que os alunos, os docentes e os
pesquisadores possam efetuar suas aprendizagens ao longo da vida (CUNHA,
2010), e levando-as a serem participantes, como mediadoras, na construção do
conhecimento.
Diante do desenvolvimento cada vez mais crescente da internet e da
proliferação na quantidade e tipologia de fontes de informação eletrônicas
disponíveis, as bibliotecas universitárias trabalharão mais virtualmente e focadas no
acesso à informação, considerando-se também a tendência do decréscimo no
atendimento presencial decorrente da intensa utilização das várias ferramentas
disponibilizadas pela web 2.0 (CUNHA, 2010).
Portanto, diante desse contexto, indaga-se, como os profissionais da
informação podem efetuar a mediação da informação?

1734

�~

Se.ftiNrio

~

~MII6e

._~ ;;~~

Divulgação de produtos e serviços: páginas, blogues e redes sociais
Trabalho completo

o problema apontado é como as bibliotecas universitárias podem criar novas
formas de mediação da informação para proporcionar orientação, autonomia e
estímulo de competências dos usuários em relação às fontes de informação, Como
justificativa tem-se que a grande facilidade de acesso à informação acarretou
mudanças significativas no comportamento dos usuários que estão cada vez mais
virtuais e independentes nas realizações de suas atividades de busca e uso da
informação, assim, esta realidade demanda que as bibliotecas implementem novos
mecanismos para que os usuários desenvolvam a habilidade de identificar, localizar
e utilizar potencialmente as fontes de informação mais pertinentes às suas
necessidades informacionais. Os objetivos são investigar e identificar a aplicação de
ferramentas colaborativas para facilitar o processo de mediação de fontes de
informação, especialmente das bases de dados bibliográficas, em bibliotecas
universitárias.
2 Revisão de Literatura
A atualização de novos conhecimentos é de fundamental importância para os
usuários das universidades desenvolverem suas atividades de ensino e pesquisa.
Para isto, torna-se necessário acompanhar a crescente produção científica mundial,
evitando-se a duplicação de esforços e gerando-se novos conhecimentos.
Esse acompanhamento no período anterior à internet, era geralmente
realizado através de fontes impressas ou fontes eletrônicas, de uso restrito local
àquelas instituições com condições de assiná-Ias ou adquiri-Ias, o que gerava
desigualdades e demora no acesso às informações e aos textos completos dos
documentos.
Com o advento da internet, a disponibilização das fontes de informação,
principalmente as bases de dados, periódicos, dissertações, teses, livros, etc. foi
facilitada, possibilitando o acesso equitativo e simultâneo da comunidade
acadêmica, ampliando-o além das bibliotecas, beneficiando os usuários na
localização e obtenção de informações e documentos de seus interesses.
A utilização eficaz e eficiente dessas fontes de informação, principalmente as
bases de dados bibliográficas, requer que os usuários as conheçam e saibam
manipulá-Ias adequadamente. Neste processo, torna-se fundamental o papel de
mediador do bibliotecário, no sentido de guiar, orientar e educar o usuário,
capacitando-o a se tornar autônomo para realizar estes acessos (ALVES; FAQUETI,
2002 ; MACEDO; MODESTO, 1999).
A internet, especialmente através de seu serviço web exerce a função de
facilitar e disseminar o acesso à informação (SANTOS; ANDRADE, 2010). A
primeira geração da web caracteriza-se pela disponibilização de grande quantidade
de informações, websites estáticos, visão do usuário como um simples receptor de
informações e ausência da possibilidade de interação (BLATTMANN ; SILVA, 2007 ;
VIEIRA; CARVALHO; LAZZARIN, 2008) . Com a evolução da web, houve a
descentralização, a criação de espaços cada vez mais ativos e participativos, com
os usuários podendo criar, selecionar e alterar conteúdos postados em websites
específicos através de plataformas abertas. Dessa forma , chega-se a uma nova
concepção de internet, denominada "Internet 2.0, Web 2.0 ou Web Social"
(BLATTMANN ; SILVA, 2007, p. 192). O surgimento, conceituação e popularização
do termo "web 2.0" ocorreram em 2004, graças a Tim O'Reilly e Dale Dougherty. A

1735

�~

Se.ftiNrio

~

~MII6e

._~ ;;~~

Divulgação de produtos e serviços: páginas, blogues e redes sociais
Trabalho completo

partir disso, inicia-se a discussão sobre a ideia da web ser mais dinâmica, interativa
e focada na colaboração dos usuários (BLATTMANN; SILVA, 2007 ; MANESS,
2007). Assim , evolui-se da concepção de recursos exclusivamente centrados em
leitura para ferramentas de leitura e escrita, com a possibilidade da contribuição
coletiva de ideias e produtos (RICHARDSON , 2006, p. 15 apud SANTOS;
ANDRADE, 2010).
A subutilização da web para mediação foi apontada por dois estudos
realizados em bibliotecas universitárias públicas (GOMES; SANTOS, 2009; GOMES;
PRUDÊNCIO; CONCEiÇÃO 2010) , nos quais sugerem-se que ela seja explorada
mais intensamente para as atividades de disseminação, acesso e uso da
informação, possibilitando atrair a atenção dos usuários reais e potenciais.
Assim, a web pode ser utilizada como ferramenta para o acesso à informação
como também para a disseminação de atividades, produtos/serviços das bibliotecas
universitárias (CUNHA, 2002). Ademais, proporcionar o desenvolvimento de
mecanismos que permitam a participação e contribuição dos usuários nos serviços
das bibliotecas, o que lhes propiciaria assumir uma postura mais pró-ativa em
relação às ações mediadoras da informação, atraindo os usuários potenciais para o
seu espaço e consequentemente aumentar o número de usuários reais que
explorem seus recursos, acessem e se apropriem de informações (GOMES ;
SANTOS, 2009).
Desse modo, o ambiente virtual das bibliotecas universitárias pode ser visto
como um meio favorecedor de ações mediadoras do acesso e apropriação da
informação, retratando um espaço que propicia a intensificação do processo de
comunicação entre os usuários e da biblioteca com os usuários (GOMES ;
PRUDÊNCIO; CONCEiÇÃO, 2010).
Nessa perspectiva , as bibliotecas universitárias poderiam divulgar mais
intensamente suas atividades, orientarem sobre recursos disponíveis e
estabelecerem um processo de comunicação mais efetivo, ágil e personalizado,
focado nas dúvidas individuais de seus usuários, levando-se em conta a ampliação
da satisfação dos usuários, independente de onde eles estejam.
Sendo assim, torna-se um desafio para as bibliotecas explorarem esse
universo para mediação, de forma a descobrirem as aplicações mais pertinentes a
cada realidade, pois além da tecnologia disponível, deve-se considerar também a
visão estratégica da instituição, as novas políticas de comunicação para os usuários
mais jovens, a capacidade de inovar ao planejar novos serviços e novas formas de
acolhimento dos usuários (SANTOS ; ANDRADE, 2010).

3 Materiais e Métodos
A metodologia utilizada foi a pesquisa exploratória , tendo como método, a
análise de conteúdo, com abordagem quantitativa e qualitativa, para coletar dados
específicos referentes à disponibilização de ferramentas colaborativas para
mediação de fontes de informação em websites de bibliotecas universitárias,
Nessa pesquisa , ferramentas colaborativas são definidas como instrumentos
disponibilizados pelas bibliotecas universitárias para fornecerem algum tipo de
informação relacionada às fontes de informação, especialmente as bases de dados
bibliográficas on-line, através dos quais os usuários podem interagir e colaborar. As
descrições dessas ferramentas estão ilustradas no Quadro 1.

1736

�~

Se.ftiNrio

~

~MII6e

._~ ;;~~

Divulgação de produtos e serviços: páginas, blogues e redes sociais
Trabalho completo

Quadro 1 - Definições das ferramentas colaborativas para mediação de fontes de
informação
Ferramentas colaborativas
810g para as bases

Chat
Feedback do usuário - Especifico

Redes sociais para bases de dados

RSS para bases de dados

Twilter

Definições
Página
contém
pequenos
organizados
que
textos,
atualizados
frequentemente ,
que
cronologicamente,
e
apresentem algum tipo de informação sobre as bases de dados
bibliográficas
Serviço que possibilita a comunicação pessoal , em tempo real ,
entre bibliotecário e usuário
Instrumento disponibilizado pela biblioteca para possibilitar a
interação do usuário (dúvidas, comentários, sugestões, críticas)
em assuntos relacionados especificamente as bases de dados
Participação da biblioteca em redes formadas por pessoas que
trocam informações entre si , onde especificamente apresentem
algum tipo de informação sobre as bases de dados bibliográficas
Tecnologia que permite aos usuários se inscreverem em itens
especificos do websile e receberem informações atualizadas
sobre bases de dados bibliográficas
Ferramenta que permite o envio aos usuários de textos curtos,
com até 140 caracteres, com informações referentes as bases de
dados bibliográficas

Fonte: Novelli (2012) adaptado de Cunha; Cavalcanti (2008); Reitz (2011); Santos; Ribeiro

(2003).

A amostra, não probabilística intencional, foi composta por 24 bibliotecas
universitárias selecionadas de melhores universidades internacionais (17 bibliotecas)
e nacionais (7 bibliotecas), através das listas de classificações: "Webometrics
Ranking of World's Universities 2011", "World University Rankings 2011-2012" e
"índice Geral de Cursos - IGC 2009".
As 17 bibliotecas internacionais investigadas foram das seguintes
universidades: University of Cape Town, University of Toronto, Massachusetts
Institute of Technology, California Institute of Technology, Universidad Nacional
Autónoma de México, Peking University, University of Tokyo, National Taiwan
University, Freie Universitat Berlin, Ludwig-Maximilians-Universitat München, Utrecht
University, Universitá di Bologna University of Cambridge, Swiss Federal Institute of
Technology Zurich , King Saud University, Australian National Universitye University
of Melbourne.
As 7 bibliotecas nacionais estudadas foram das universidades: Universidade
de Brasília, Universidade Federal da Bahia, Universidade Federal de Pernambuco,
Universidade Federal do Pará, Universidade de São Paulo, Universidade Federal de
São Paulo, Universidade Federal do Rio Grande do Sul.
O instrumento desenvolvido para a coleta dos dados da pesquisa foi uma lista
de verificação e como complementação efetuou-se a gravação em Microsoft Word
das telas de cada um dos websites , referentes aos itens investigados.
Os dados dos websites foram coletados no período de 02 a 15/01/2012, em
seguida eles foram quantificados e tabulados através do cálculo de percentuais

1737

�~

Se.ftiNrio

~

~MII6e

._~ ;;~~

Divulgação de produtos e serviços: páginas, blogues e redes sociais
Trabalho completo

simples e médias baseadas sobre o número total de websites das bibliotecas
universitárias internacionais (17) e das bibliotecas universitárias nacionais (7),
separadamente, que continham as informações pré-estabelecidas na lista de
verificação.

4 Resultados Finais
De acordo com os dados coletados dos 24 websites de bibliotecas
universitárias (17 internacionais e 7 nacionais), considerados nessa pesquisa, as
ferramentas colaborativas para o processo de mediação de fontes de informação,
especialmente das bases de dados bibliográficas, foram quantificadas e analisadas
para identificação de como essas estão sendo aplicadas pelas bibliotecas.
Entre as 24 bibliotecas investigadas (Gráfico 1), são primeiramente adotadas:
Feedback específico (70%) pelas bibliotecas internacionais; Twitter (71 %) pelas
bibliotecas nacionais. A seguir estão RSS (59%) pelas bibliotecas internacionais,
onde parece existir uma cultura desta utilização, com mais da metade das
bibliotecas, ao contrário das bibliotecas nacionais que não o disponibilizam; Blog é
mais utilizado pelas bibliotecas nacionais (43%), talvez pela maior facilidade na
adoção; Redes sociais e Chat são implementados por poucas bibliotecas
internacionais (35%) . Nenhuma das bibliotecas brasileiras disponibilizam Chat,
provavelmente porque esta aplicação requer bibliotecário sempre presente para dar
suporte on-line aos usuários, e nem sempre há pessoal disponível para isto; bem
como talvez pelo desconhecimento da ferramenta , falta de suporte na área de
informática, e pelos princípios éticos advindos de sua institucionalização, suscitando
questões com aparatos legais.
Assim, as ferramentas Blog para bases de dados e Twitter são mais utilizadas
no Brasil que no exterior. Enquanto que Chat, RSS e o item Outra não são adotados
pelas bibliotecas nacionais, diferentemente das bibliotecas internacionais.

Gráfico 1 - Ferramentas colaborativas para mediação de fontes de informação

1738

�~

Se.ftiNrio

~

~MII6e

Divulgação de produtos e serviços: páginas, blogues e redes sociais

._~ ;;~~

Trabalho completo

80

...
VI

til

C
IV

E

t

IV

li Bibliotecas internacion ais

Bibliotecas nacionais

70
60
50

VI

til

"ti

40

til

'0

c

30

o

20

'~
u

O

'*'

10
O

Blog

Chat

Feedback Redes sociais
específico

RSS

Twitter

Outra

Ferramentas colaborativas

Fonte: Novelli (2012).

A aplicação dessas ferramentas colaborativas é importante por elas
possibilitarem a interatividade do usuário, fator primordial no processo de mediação,
estendendo assim os limites dos serviços/produtos oferecidos pelas bibliotecas.
Constatou-se haver menores índices percentuais de implementação de grande parte
das ferramentas nas bibliotecas nacionais, em relação às bibliotecas internacionais,
o que é corroborado por dois estudos, de Gomes e Santos (2009) e de Gomes,
Prudêncio e Conceição (2010), nos quais a subutilização da web para mediação em
bibliotecas nacionais foi identificada.

5 Considerações Finais
As bibliotecas universitárias pesquisadas, de um modo geral, utilizam
ferramentas colaborativas para mediação de fontes de informação, especialmente
das bases de dados bibliográficas. Constata-se que existe a aplicação dessas
opções, embora em índices percentuais não tão elevados, o que deve ser
considerado, pois as bibliotecas convivem atualmente com várias gerações de
usuários, desde os docentes mais velhos até os jovens alunos de 18 anos, com
características bem diferenciadas, comportamentos e necessidades informacionais
distintos.
Diante do panorama observado, compete ao bibliotecário analisar e discutir o
potencial dessas ferramentas colaborativas, e estabelecer estratégias para sua
gestão e implementação, levando-se em conta a realidade de cada biblioteca , ou
seja, os recursos humanos, materiais, financeiros e tecnológicos disponíveis.
Assim, as bibliotecas devem oferecer, além dos serviços locais e tradicionais,
outros tipos de serviços que facilitem a vida do usuário, propiciando-lhe autosuficiência e interação, visto que muitos recursos informacionais estão disponíveis

1739

�~

Se.ftiNrio

~

~MII6e

._~ ;;~~

Divulgação de produtos e serviços: páginas, blogues e redes sociais
Trabalho completo

on-line. Portanto, o bibliotecário deve investir na sua função de mediador da
informação, buscando o diálogo presencial e/ou virtual com o usuário para
interpretar-lhe os meios e formas de acesso à informação, diálogo este que
diferenciará e marcará a qualidade dos serviços/produtos disponibilizados pela
biblioteca.
6 Referências
ALVES, M. B, M,; FAQUETI , M. F. Mudanças no serviço de referência , em
bibliotecas universitárias, sob o impacto das novas tecnologias. In: SEMINÁRIO
NACIONAL DE BIBLIOTECAS UNIVERSITÁRIAS, 12.,2002, Recife. Anais ...
Recife: UFPe, 2002 . 15 p. 1 CD-ROM .
BLATTMANN, U.; SILVA, F. C. C. Colaboração e interação na web 2.0 e Biblioteca
2.0. Revista ACB: Biblioteconomia em Santa Catarina , Florianópolis, v. 12, n. 2,
p. 191-215, jul./dez. 2007. Disponível em :
&lt;http ://revista .acbsc.org.br/index.php/racb/article/view/530/664&gt; . Acesso em : 6 fev.
2011 .
CUNHA, M. B. da. Construindo o futuro : a biblioteca universitária brasileira em 2010.
Ciência da Informação, Brasília , v. 29, n. 1, p. 71-89 , jan./abr. 2000 .
CUNHA, M. B. da. Produtos e serviços da biblioteca universitária na Internet. In:
SEMINÁRIO NACIONAL DE BIBLIOTECAS UNIVERSITÁRIAS, 12., 2002 , Recife.
[Palestra] . Disponível em : &lt;http://www.ufpe.br/snbu/muriI01.ppt.&gt;. Acesso em : 14
dez. 2009 .
CUNHA, M. B. da. A biblioteca universitária na encruzilhada. DataGramaZero:
Revista de Ciência da Informação, Rio de Janeiro, v. 11 , n. 6, dez. 2010 , Disponível
em : &lt; http://www.datagramazero.org .br/dez10/Art_07 .htm&gt;. Acesso em: 21 abro
2011 .
CUNHA, M. B. da.; CAVALCANTI , C. R. de. Dicionário de biblioteconomia e
arquivologia , Brasília, DF: Briquet de Lemos Livros, 2008.
GOMES, H. F,; SANTOS, R. do R. Bibliotecas universitárias e a mediação da
informação no ambiente virtual : informações, atividades e recursos de comunicação
disponíveis em sites. In: ENCONTRO NACIONAL DE PESQUISA EM CIÊNCIA DA
INFORMAÇÃO, 10,, 2009 , João Pessoa. [Anais .. .]. Disponível em :
&lt;http://dci2.ccsa. ufpb. br:8080/jspui/bitstream/123456789/432/1 /GT%203 %20Txt%20
2-%20Henriette_Raquel_corrigido.pdf&gt; . Acesso em : 15 dez. 2009 .

GOMES, H. F. ; PRUDÊNCIO, D. S.; CONCEiÇÃO, A. V . da . A mediação da
informação pelas bibliotecas universitárias: um mapeamento sobre o uso dos
dispositivos de comunicação na web. Informação &amp; Sociedade: Estudos, João
Pessoa, v. 20, n.3, p. 145-156, set./dez. 2010.

1740

�iI SenliMno
~

Divulgação de produtos e serviços: páginas, blogues e redes sociais

N~de

_~ ;r;~~

Trabalho completo

MACEDO, N. D. de; MODESTO, F. Equivalências: do serviço de referência
convencional a novos ambientes de redes digitais em bibliotecas: parte I. Revista
Brasileira de Biblioteconomia e Documentação: Nova Série , São Paulo, v. 1, n. 1,
p. 38-54, 1999.
MANESS, J. M. Teoria da biblioteca 2,0: web 2.0 e suas implicações para as
bibliotecas. Informação &amp; Sociedade, João Pessoa, v. 17, n. 1, p. 43-51 , jan./abr.
2007.
NOVELLI , V. A M. Ferramentas aplicáveis à mediação do acesso, busca e
aprendizagem do uso de fontes de informação em bibliotecas universitárias.
2012 . 165 p. Dissertação (Mestrado em Ciência, Tecnologia e Sociedade)Universidade Federal de São Carlos, Centro de Educação e Ciências Humanas, São
Carlos, 2012 .
REITZ, J. M. OOUS: online dictionary for library and information science. 2011 .
Disponível em : &lt;http://www.abc-clio.com/ODLlS/about.aspx&gt;. Acesso em : 3 jul.
2011 .
SANTOS, A ; ANDRADE , A Bibliotecas universitárias portuguesas no universo da
web 2.0. Encontros Bibli : Revista Eletrônica de Biblioteconomia e Ciência da
Informação, Florianópolis, v.15, p.116-131 , 2. sem. 2010. Número especial.
SANTOS, G. C.; RIBEIRO, C. M. Acrônimos, siglas e termos técnicos:
arquivística, biblioteconomia, documentação, informática. Campinas: Átomo, 2003.
VIEIRA, D. V .; CARVALHO, E. B. de; LAZZARIN , F. A Uma proposta de modelo
baseado na web 2.0 para as bibliotecas das universidades federais. In: ENCONTRO
NACIONAL DE PESQUISA EM CIÊNCIA DA INFORMAÇÃO, 9., 2008, São Paulo.
Anais .. . Disponível em : &lt;http://www.ancib.org .br/media/dissertacao/2053 .pdf&gt; .
Acesso em : 22 set. 2011 .

1741

�</text>
                  </elementText>
                </elementTextContainer>
              </element>
            </elementContainer>
          </elementSet>
        </elementSetContainer>
      </file>
    </fileContainer>
    <collection collectionId="49">
      <elementSetContainer>
        <elementSet elementSetId="1">
          <name>Dublin Core</name>
          <description>The Dublin Core metadata element set is common to all Omeka records, including items, files, and collections. For more information see, http://dublincore.org/documents/dces/.</description>
          <elementContainer>
            <element elementId="50">
              <name>Title</name>
              <description>A name given to the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51396">
                  <text>SNBU - Edição: 17 - Ano: 2012 (UFRGS - Gramado/RS)</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="49">
              <name>Subject</name>
              <description>The topic of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51397">
                  <text>Biblioteconomia&#13;
Documentação&#13;
Ciência da Informação&#13;
Bibliotecas Universitárias</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="41">
              <name>Description</name>
              <description>An account of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51398">
                  <text>Tema: A biblioteca universitária como laboratório na sociedade da informação.</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="39">
              <name>Creator</name>
              <description>An entity primarily responsible for making the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51399">
                  <text>SNBU - Seminário Nacional de Bibliotecas Universitárias</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="45">
              <name>Publisher</name>
              <description>An entity responsible for making the resource available</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51400">
                  <text>UFRGS</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="40">
              <name>Date</name>
              <description>A point or period of time associated with an event in the lifecycle of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51401">
                  <text>2012</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="44">
              <name>Language</name>
              <description>A language of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51402">
                  <text>Português</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="51">
              <name>Type</name>
              <description>The nature or genre of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51403">
                  <text>Evento</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="38">
              <name>Coverage</name>
              <description>The spatial or temporal topic of the resource, the spatial applicability of the resource, or the jurisdiction under which the resource is relevant</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51404">
                  <text>Gramado (Rio Grande do Sul)</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
          </elementContainer>
        </elementSet>
      </elementSetContainer>
    </collection>
    <itemType itemTypeId="8">
      <name>Event</name>
      <description>A non-persistent, time-based occurrence. Metadata for an event provides descriptive information that is the basis for discovery of the purpose, location, duration, and responsible agents associated with an event. Examples include an exhibition, webcast, conference, workshop, open day, performance, battle, trial, wedding, tea party, conflagration.</description>
    </itemType>
    <elementSetContainer>
      <elementSet elementSetId="1">
        <name>Dublin Core</name>
        <description>The Dublin Core metadata element set is common to all Omeka records, including items, files, and collections. For more information see, http://dublincore.org/documents/dces/.</description>
        <elementContainer>
          <element elementId="50">
            <name>Title</name>
            <description>A name given to the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="64050">
                <text>Ferramentas colaborativas para mediação de fontes de informação: avaliação sobre seus usos em Bibliotecas Universitárias Nacionais e Internacionais.</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="39">
            <name>Creator</name>
            <description>An entity primarily responsible for making the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="64051">
                <text>Novelli, Valéria Aparecida M.; Hoffmann, Wanda Aparecida M.; Gracioso, Luciana de Souza</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="38">
            <name>Coverage</name>
            <description>The spatial or temporal topic of the resource, the spatial applicability of the resource, or the jurisdiction under which the resource is relevant</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="64052">
                <text>Gramado (Rio Grande do Sul)</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="45">
            <name>Publisher</name>
            <description>An entity responsible for making the resource available</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="64053">
                <text>UFRGS</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="40">
            <name>Date</name>
            <description>A point or period of time associated with an event in the lifecycle of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="64054">
                <text>2012</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="51">
            <name>Type</name>
            <description>The nature or genre of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="64056">
                <text>Evento</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="41">
            <name>Description</name>
            <description>An account of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="64057">
                <text>O crescente desenvolvimento da internet, a proliferação na quantidade e tipologia de fontes de informação eletrônicas disponíveis, a mudança no comportamento dos usuários, o decréscimo no atendimento presencial impulsionam as bibliotecas universitárias a trabalharem mais virtualmente e focadas no acesso à informação; demandam a implementação de mecanismos para que os usuários identifiquem, localizem e utilizem potencialmente as fontes de informação mais pertinentes às suas necessidades informacionais. Os objetivos são investigar e identificar a aplicação de ferramentas colaborativas para facilitar o processo de mediação de fontes de informação, especialmente das bases de dados bibliográficas, em bibliotecas universitárias. A metodologia utilizada foi a pesquisa exploratória, tendo como método, a análise de conteúdo de websites de bibliotecas universitárias. A amostra foi composta por 24 bibliotecas universitárias selecionadas de melhores universidades internacionais e nacionais (“Webometrics Ranking of World’s Universities 2011”, “World University Rankings 2011-2012” e “Índice Geral de Cursos - IGC 2009”). Constatou-se que as bibliotecas universitárias pesquisadas utilizam ferramentas colaborativas para mediação de fontes de informação, especialmente das bases de dados bibliográficas, com menores índices percentuais de grande parte das ferramentas nas bibliotecas nacionais. Conclui-se que o bibliotecário deve analisar e discutir o potencial dessas ferramentas colaborativas, estabelecer estratégias para sua gestão e implementação, levando-se em conta a realidade de cada biblioteca, e investir na sua função de mediador da informação, buscando o diálogo presencial e/ou virtual com o usuário para lhe interpretar os meios e formas de acesso à informação, diálogo este que diferenciará e marcará a qualidade dos serviços/produtos disponibilizados pela biblioteca.</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="44">
            <name>Language</name>
            <description>A language of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="69519">
                <text>pt</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
        </elementContainer>
      </elementSet>
    </elementSetContainer>
  </item>
  <item itemId="6019" public="1" featured="0">
    <fileContainer>
      <file fileId="5083">
        <src>http://repositorio.febab.org.br/files/original/49/6019/SNBU2012_158.pdf</src>
        <authentication>39d36a3618989bf4f3967d6f1f799056</authentication>
        <elementSetContainer>
          <elementSet elementSetId="4">
            <name>PDF Text</name>
            <description/>
            <elementContainer>
              <element elementId="92">
                <name>Text</name>
                <description/>
                <elementTextContainer>
                  <elementText elementTextId="64049">
                    <text>Divulgação de produtos e serviços: páginas, blogues e redes sociais
ii -

~

NtOo,naldc

E =~~

Trabalho completo

MAPEAMENTO DO USO DAS FERRAMENTAS
COLABORATIVAS PELAS BIBLIOTECAS DAS UNIVERSIDADES
FEDERAIS DAS REGiÕES NORDESTE E NORTE DO BRASIL.
Alberto Calil Elias Junior', Gabriela Almendra2, Priscila Vaz1
10outor, UNIRIO, Rio de Janeiro, RJ
2Graduanda em Biblioteconomia, Bolsista IC - UNIRIO, Rio de Janeiro, RJ
3Graduanda em Biblioteconomia, Bolsista IC - UNIRIO, Rio de Janeiro, RJ

Resumo
Tendo por base a reflexão sobre os conceitos de web 2.0, biblioteca 2.0
apresenta os resultados da primeira etapa da pesquisa sobre o uso e as
apropriações das ferramentas colaborativas pelas bibliotecas brasileiras, que
consistiu no mapeamento dos ambientes virtuais das bibliotecas das universidades
federais do país. Apresentando o mapeamento relativo as regiões norte e nordeste
discute a presença das bibliotecas universitárias no ciberespaço , Verifica e analisa
os ambientes virtuais dessas bibliotecas, bem como o lugar ocupado por estas nas
páginas das universidades. Identifica as ferramentas colaborativas utilizadas por
estas bibliotecas e apresenta analise quantitativa em torno da presença dessas
ferramentas nos ambientes virtuais das bibliotecas. Conclui que o uso das
ferramentas colaborativas nas bibliotecas analisadas ainda é percentualmente baixo,
mas que há a necessidade de estudos qualitativos sobre a construção de ambientes
virtuais pelas bibliotecas universitárias e sobre os usos e apropriações das
ferramentas colaborativas por parte dessas mesmas bibliotecas.

Palavras-Chave:
Ferramentas Colaborativas; Biblioteca 2.0 ; Web 2.0, Ciberespaço.

Abstract
This paper presents the results of the first stage of the research on the
use and appropriation of Library 2,0 tools for Brazilian libraries, which consisted in
mapping the virtual websites of the libraries of Brazilian public universities. Based on
the identification of the brazilian libraries universities websites from the north
and northeast discusses the presence of university libraries in cyberspace. Verifies
and analyzes these virtual websites and its visibility in the universities websites.
Identify the Library 2,0 tools used by thesel ibraries and presents quantitative
analysis about the presence of these tools in libraries websites. Concludes that the
use of social tools in libraries analyzed is still low percentage, but there is a need
for qualitative studies on the construction of virtual websites by university libraries
and on the uses and appropriations of Library 2.0 tools by these libraries.

1721

�Divulgação de produtos e serviços: páginas, blogues e redes sociais
ii -

~

NtOo,nal dc

E =~~

Trabalho completo

Keywords:
Library 2,0 tools; Library 2.0; Web 2.0; Cyberspace,
1 Introdução
Na passagem do século XX para o século XXI temos assistido a penetração
das tecnologias da informação e da comunicação em nosso cotidiano. A internet, a
cibercultura e o ciberespaço - tecnologias que favorecem um estado quase
permanente de conexão - podem ser tomados como alguns dos símbolos desse
início de século. No interior deste contexto, a chamada Web 2.0, bem como as
ferramentas colaborativas tornam-se categorias cada vez mais nomeadas e
conhecidas por bibliotecas, bibliotecários e demais atores ligados ao universo das
bibliotecas e da informação.
Dados apresentados pelo Comitê Gestor da Internet no Brasil - CGl,br
(PESQUISA, 2011) assinalam que entre os anos de 2009 e 2010 houve um aumento
na proporção de domicílios brasileiros com computador de 32 para 35% e que no
mesmo período, a proporção de lares conectados à internet passou de 24% para
27%. A mesma pesquisa aponta na direção de uma pequena mudança no perfil dos
brasileiros que utilizam computadores e que acessam à internet. Segundo a análise
realizada
há maior presença na rede de brasileiros com menor grau de escolaridade e
de classes sociais mais baixas, possivelmente em função da mobilidade
social e do crescimento significativo da classe C no país. (PESQUISA, 2011 ,
p. 138)

Neste contexto, alguns dos atores do mundo acadêmico estão entre aqueles
que mais circulam no ciberespaço, que vem se tornando um dos mais importantes,
se não o principal, lócus de produção, circulação e disseminação da informação. E,
acompanhando essa ocupação do ciberespaço, as bibliotecas universitárias vêm
se destacando no uso das ferramentas colaborativas entre as bibliotecas no
cenário brasileiro .
Dessa forma, a investigação em torno dos usos e apropriações que tais
bibliotecas vêm fazendo das ferramentas colaborativas, também conhecidas como
ferramentas 2.0, e da noção de Biblioteca 2.0 surge como importante para
compreensão do atual momento. Nesta perspectiva a presente comunicação tem
por objetivo apresentar o mapeamento do uso de tais ferramentas pelas
bibliotecas das universidades federais das regiões nordeste e norte do país, como
parte integrante da primeira etapa do projeto de pesquisa "Bibliotecas e
bibliotecários no ciberespaço: a construção da Biblioteca 2.0" que visa investigar os
usos e apropriações das ferramentas colaborativas por parte das bibliotecas
brasileiras 1 ,

2 Revisão de Literatura
A comunicação aqui apresentada é resultado de uma pesquisa que visou mapear as bibliotecas das
universidades federais de todo o país. A apresentação do resultado da pesquisa foi dividida em duas
comunicações: uma apresentada nesse texto e a outra abrangendo o mapeamento bibliotecas das
universidades federais das regiões sudeste , sul e centro-oeste do país.
1

1722

�Divulgação de produtos e serviços: páginas, blogues e redes sociais
ii -

~

NtOo,naldc

E =~~

Trabalho completo

Nos últimos anos, os debates sobre a Web 2.0, a Biblioteca 2.0 e o uso das
ferramentas colaborativas pelas bibliotecas têm sido recorrentes entre bibliotecários
e demais profissionais da informação, apesar da relativa novidade do tema . A noção
de web 2.0 emerge na virada do século no interior do debate sobre mudanças
promovidas pela internet nos modelos de comunicação e negócios (ANTOUN , 2008,
O'REILLY, 2005a, CAMPOS, 2007 , MANESS, 2007, PELTIER-DAVIS, 2009). Para
Tim O'Reilly, a quem se atribui a paternidade do termo, Web 2.0 seria a utilização
da rede como plataforma de conexão entre diversos dispositivos e "aplicações web
2.0 são aquelas que aproveitam ao máximo as vantagens da plataforma como
ligação entre esses dispositivos" (O'REILLY, 2005b).
A noção de Biblioteca 2.0 surge no interior desse contexto. O termo foi
veiculado pela primeira vez por Michael Casey em seu blog intitulado Library Crunch
no ano de 2005. Casey foi o primeiro a falar em Biblioteca 2,0 e seu "post"
ultrapassou os limites da biblioblogoesfera, passando a ser objeto dos debates
acadêmicos, de artigos e livros da área de biblioteconomia , mas também do
universo de funcionários e usuários de bibliotecas.
Segundo Elizabeth Black (2007) o termo foi criado para permitir a aplicação
das noções e consequentes modificações promovidas pela web 2.0 ao universo das
bibliotecas. Desde então, o que se tem observado é a crescente presença tanto das
bibliotecas no ciberespaço, quanto da utilização das ferramentas da web 2.0 por
parte destas bibliotecas.
No que se refere a literatura, uma análise das primeiras definições que
surgiram do termo nos leva a corroborar as afirmações de Black (CALlL JUNIOR,
2010). Conforme Maness (2007) logo após a formulação de Michael Casey
estabeleceu-se uma controvérsia, tanto na biblioblogosfera quanto na literatura
especializada, sobre a noção de Biblioteca 2.0. Porém , apesar dessa controvérsia
inicial pode-se afirmar que o entendimento da biblioteca 2,0 como "um modelo para
os serviços de bibliotecas que incentiva mudanças constantes e intencionais e que
(CASEY;
convida o usuário a colaborar ativamente com a biblioteca ( ... )"
SAVASTINUK, 2006) passou a ser predominante nos artigos que versavam sobre o
tema na literatura internacional da área .
Na continuidade do debate Ken Chad e Paul Miller (2005) irão estabelecer
quatro princípios na tentativa de compreender a questão, a saber:
a) a Biblioteca 2.0 está em todos os lugares, ou seja, pode ser acessada de
qualquer lugar do planeta ;
b) a Biblioteca 2.0 não possui fronteiras. Para os autores a biblioteca deve
estar no centro dos processos de democratização da informação,
possibilitando o livre acesso;
c) a Biblioteca 2.0 possibilita a criação de uma cultura da participação, é
essencialmente colaborativa ;
d) a Biblioteca 2.0 estabelece novas formas de relação entre as bibliotecas e
seus parceiros, no que se refere ao uso das tecnologias.
Em geral relacionado diretamente a noção de web 2.0 ou web social , o
debate sobre a biblioteca 2.0 e sua realidade para aqueles que orbitam em torno das
bibliotecas - quer sejam usuários, bibliotecários, staff de bibliotecas, professores e
estudantes dos cursos de graduação em biblioteconomia, e pesquisadores da área -

1723

�Divulgação de produtos e serviços: páginas, blogues e redes sociais
ii -

~

NtOo,naldc

E =~~

Trabalho completo

tem ganhado espaço entre pesquisadores do campo da biblioteconomia desde a
formulação de Michael Casey, particularmente em pesquisas realizadas na América
do Norte e na Europa Ocidental.
No Brasil , o debate sobre web 2.0, biblioteca 2.0 e ferramentas colaborativas
aos poucos vem sendo objeto dos periódicos científicos da área e também de
bibliotecários e demais profissionais da informação. O uso de determinadas
ferramentas colaborativas, como por exemplo o twitter e o facebook , vêm crescendo
entre os brasileiros, dentre os quais estão incluídos bibliotecários e usuários de
bibliotecas e centros de informação. A noção da web como plataforma e as
ferramentas da Web 2.0 têm surgido , nos últimos três anos, como a grande novidade
para bibliotecas e bibliotecários que, aos poucos, se aproximam e se apropriam
destas ferramentas. Nesse particular, conforme já colocado, as bibliotecas
universitárias se destacam. Diante desse quadro algumas questões se colocam : As
bibliotecas universitárias brasileiras vêm utilizando as ferramentas colaborativas?
Em que medida esse uso ocorre? Quais bibliotecas as utilizam? Que ferramentas
são utilizadas? E, de que forma?

3 Materiais e Métodos
Levantamento bibliográfico realizado em dezembro de 2011 nos periódicos
da área de Biblioteconomia e Ciência da informação que possuem Qualis totalizando 15 títulos - aponta para um crescimento no número de artigos
publicados sobre o tema nos anos de 2010 e 2011 . Enquanto que de 2005 até 2008
foram publicados 12 artigos, esse número cresce para 29 se considerarmos os anos
de 2009 a 2011 . Apesar do baixo número de reflexões sobre o tema é possível
afirmar que no âmbito das bibliotecas universitárias brasileiras o interesse pelas
ferramentas colaborativas e pela biblioteca 2.0 é crescente.
Dessa forma , como primeira etapa do projeto de pesquisa que visa
investigar o uso e as apropriações das ferramentas colaborativas pelas bibliotecas
brasileiras optou-se por trabalhar com as bibliotecas un iversitárias. Inicialmente
realizou-se o mapeamento do uso das ferramentas colaborativas por parte das
bibliotecas das universidades federais brasileiras. Na realização do mapeamento
tomamos por base a metodologia e os resultados da pesquisa "Mediação para
leitura e escrita nas atividades das bibliotecas das universidades públicas
brasileiras" que realizou "um levantamento exaustivo das universidades públicas
federais e estaduais, dos seus sites e dos demais dispositivos de comunicação
direta utilizados pelas bibliotecas universitárias dessas IES brasileiras."( GOMES,
PRUDENCIO, CONCEiÇÃO, 2010 , p. 147).
Após um primeiro recorte do universo a ser investigado procedeu-se a
identificação das universidades do país. Para tal, foram realizadas visitas ao
ambiente virtual do Ministério da Educação onde obteve-se acesso as informações
sobre o quantitativo de instituições de ensino superior no país, separadas por
regiões. Dentre estas, optou-se por selecionar as universidades públicas federais 2 .
2 o Ministério da Educação estabelece uma classificação para as Instituições de Ensino Superior.
Além das Universidades Federais podemos encontrar: Centros Universitários, Faculdades, dentre
outros; cada classe sendo subdivida por públicas (federais, estaduais e municipais) e privada . (MEC ,
2009 ; MEC, 2010)

1724

�Divulgação de produtos e serviços: páginas. blogues e redes sociais
ii -

~

NtOo,nal dc

E =~~

Trabalho completo

A partir da identificação das universidades foram localizados, visitados e
analisados os seus ambientes virtuais visando verificar o lugar ocupado pelas
bibliotecas nesses ambientes. Ato contínuo realizou-se a visita aos ambientes
virtuais das bibliotecas universitárias visando o atendimento aos objetivos dessa
primeira etapa da pesquisa : o mapeamento do uso das ferramentas colaborativas
por parte dessas bibliotecas.
A cada visita realizada foram capturadas as páginas dos ambientes virtuais
das universidades e respectivas bibliotecas, e armazenadas para futuras análises,
tanto quantitativas quanto qualitativas. Em se tratando de uma pesquisa em
ambientes virtuais ressalta-se a importância da captura das páginas visitadas, tendo
em vista a característica dinâmica desses ambientes, ou seja, um ambiente virtual
visitado em um determinado momento pode ser parcial ou totalmente modificado no
momento seguinte.

4 Resultados Obtidos

o Mapeamento aqui apresentado se refere as universidades federais e
bibliotecas das universidades federais localizadas nas regiões nordeste e norte do
país. O levantamento de dados foi guiado por alguns questionamentos que
acabaram por balizar a análise e a apresentação dos dados. Em primeiro lugar
considerou-se necessário saber a quantidade de universidades federais em cada
uma das regiões. Nesse particular o mapeamento confirmou os dados apresentados
pela pesquisa supracitada de Gomes, Prudêncio e Conceição (2010).3
Tabela 1 - Bibliotecas Universitárias por região
Região
Universidades
Federais
14
Nordeste
Norte
8

Bibliotecas
103
66

Na unanimidade dos ambientes virtuais das universidades visitadas observouse a presença de links para os ambientes virtuais das respectivas bibliotecas. No
entanto, essa unanimidade não garante a visibilidade das bibliotecas nesses
ambientes. O ciberespaço se apresenta como um dos principais lócus de circulação
da informação na atualidade e torna-se necessário que as bibliotecas estejam
atentas para garantir a centralidade na principal porta de entrada das universidades.
Essa centralidade pôde ser observada em algumas das universidades, como por
exemplo, na Universidade Federal do Ceará.

Os dados levantados nesse mapeamento diferem dos dados da pesquisa de Gomes (GOMES,
PRUDENCIO , CONCEiÇÃO, 2010) em relação ao número de bibliotecas .

3

1725

�Divulgação de produtos e serviços: páginas, blogues e redes sociais
Trabalho completo

UNIVERSIDADE
FEDERAL DO CEARÁ
Prsqu lsar•••

o.

Página Il'Ik iol

CEC

aprova Inac:r1clO de chapa elellbera sob,.. debabta o a. loc.I!!w de Votado

issão Ele:l1;on.1 CentT~' (C'EC) que comandDn5 o pl'"Oces.so de consu lte à cem\.lnioade unl ..... e:,.5irári~
m ",Istas ã elaboração da lista b"rpllce para R.eitor e Vlce-Reltor da Un.versida de Federal do Cearc1J

Blbl!OfleCa.JII

reuniu-se pel8 segunda '1e:2. n.a man":! de quarta-reln! (25) . sob li! p,..esld~nc:la do Pra". Maurfao Feljó
B.enevlde!!õ do Magalh.5e~ .. e apl"OYcu I!!I In.$CI'~llo da c.hapa rarmad a pelos prorol!!"s!õore.s Jasu!!Ildo Pereira
Fari as e H "~dC'l Hclonda c.rnpos pc,. 05tiJr de acordo com o d ispollw no ilrtiSilo ]Df da ~csc l uçio na 1,

do Con.se!ho UI'\I\lers ltá r-lo. de .13 de abril de 2012 .
Le.r rnDI5 •••

5'''''""

p6.-Gn.duudo em Edu ClIca0 BrasUelra abre
InPCJ'lc6eJI.b&amp; 5 de maio

P6s-'G raduac:Ao e:.rn Zoatecnl.
EscQI. M Attoa Estudos

Até 5 de meio, c.stio abcrtz!,s i nsc,.lç.õe'5 panl 05

A J:Jartir de miBrC ~ c Programa de P6s-Gr-a-duadio
I

Dr'OD10Ve

Figura 1 - Portal da UFCE
Fonte: PORTAL DA UFC. Disponível em : http://www.ufc.br Acesso em 19 de abril de 2012

Após a identificação da presença das bibliotecas nas páginas das
universidades verificou-se a existência dos ambientes virtuais das referidas
bibliotecas. Constatou-se nas duas regiões analisadas que o número de ambientes
virtuais não correspondia ao número de bibliotecas. Na região nordeste, de um total
de 103 bibliotecas foram encontrados 19 ambientes virtuais, 18,4%.

1abea
I 2 - A mb'lentes virtuais e I lotecas - região nordeste
Universidades
Bibliotecas
Existência
ambientes virtuais
Fundação Universidade
1
O
Federal do Vale do São
Francisco - UNIVASF
1
Universidade Federal do
5
Recôncavo da Bahia - UFRB
Universidade Federal de
14
1
Alagoas - UFAL
Universidade Federal da
14
1
Bahia- UFBA
Universidade Federal do
17
4
Ceará - UFC
Universidade Federal do
1
1
Maranhão - UFMA
Universidade Federal da
1
1
Paraiba - UFPB
Universidade Federal de
13
2
Pernambuco - UFPE
Universidade Federal Rural de
3
1
Pernambuco - UFRPE

1726

de

�Divulgação de produtos e serviços: páginas, blogues e redes sociais
ii -

~

NtOo,naldc

E =~~

Trabalho completo

Universidades

Bibliotecas

Universidade Federal do Piauí
-UFPI
Universidade Federal do Rio
Gande do Norte - UFRN
Fundação
Universidade
Federal de Sergipe - UFS
Universidade
Federal
de
Campinas Grande - UFCG
Universidade Federal Rural do
Semi-Árido - UFERSA

TOTAL

5

Existência
ambientes virtuais
1

20

3

6

1

10

1

2

1

103

19

de

No caso da reglao norte, de um total de 66 bibliotecas encontrou-se 10
ambientes virtuais, 15,15%,
Tabela 3 - Ambientes virtuais de bibliotecas - região norte
Universidades
Bibliotecas
Existência
ambientes virtuais
Universidade Federal do
2
Amapá (Unifap)
1
Universidade Rural
Amazônia (Ufra)

da

1

2

Universidade Federal de
Tocantins (UFT) :

8

1

Universidade
Amazônia (UNAMA)

5

1

8

1

da

Universidade Federal do
Acre (UFAC)

Universidade Federal de
Roraima [UFRR)
Universidade Federal do
Amazonas (UFAM)

2

1

8

1

Universidade Federal do
Pará (UFPA)

33

1

66

10

TOTAL

1727

de

�Divulgação de produtos e serviços: páginas, blogues e redes sociais
ii -

~

NtOo,naldc

E =~~

Trabalho completo

A discrepância entre o número de bibliotecas e a quantidade de ambientes
virtuais ocorre devido ao fato de que no caso de algumas redes ou sistemas de
bibliotecas, compostos de várias bibliotecas setorais, todas as bibliotecas que fazem
parte do sistema / rede são reunidas em apenas um ambiente virtual. Nesse sentido,
duas situações se configuraram ao visitarmos as bibliotecas no ciberespaço:
a) Ambientes virtuais que trazem informações factuais sobre a biblioteca
contendo informações sobre o sistema / rede de bibliotecas e as respectivas
bibliotecas setoriais;
b) Ambientes virtuais que além de informações sobre a biblioteca e/ou a rede
de bibliotecas oferecem outros recursos, tais como a possibilidade de
utilização de algumas ferramentas colaborativas.
No que se refere ao uso de ferramentas colaborativas pelas bibliotecas foi
possível verificar que a incorporação dessas ferramentas pelas bibliotecas das
universidades federais analisadas ainda deixa a desejar. Na região nordeste, das
103 bibliotecas, apenas 7 utilizam ferramentas colaborativas, um percentual de

6,7% .
o a oratlvas - região nord este
1
ab
ea
l5U
- so dF
e erramentas Clb
Universidades
Bibliotecas
ferramentas
Uso
de
colaborativas
Fundação
universidade
1
O
Federal do Vale do São
Francisco - UNIVASF
Universidade Federal do
1
5
Recôncavo da Bahia - UFRB
Universidade Federal de
14
1
Alagoas - UFAL
Universidade Federal da
14
1
Bahia- UFBA
Universidade Federal do
17
O
Ceará - UFC
Universidade Federal do
1
O
Maranhão - UFMA
Universidade Federal da
1
1
Paraíba - UFPB
Universidade Federal de
13
1
Pernambuco - UFPE
Universidade Federal Rural
3
O
de Pernambuco - UFRPE
Universidade Federal do Piauí
5
O
-UFPI
Universidade Federal do Rio
20
1
Gande do Norte - UFRN
Fundação
Universidade
6
1
Federal de Sergipe - UFS

1728

�Divulgação de produtos e serviços: páginas, blogues e redes sociais
ii -

~

NtOo,naldc

E =~~

Trabalho completo

Universidades

Bibliotecas

Universidade Federal de
Campinas Grande - UFCG
Universidade Federal Rural
do Semi-Árido - UFERSA

TOTAL

ferramentas
Uso
de
colaborativas

10

O

2

O

103

7

Já na reglao norte das 66 bibliotecas,
colaborativas, 4 ,54%

3 delas utilizam ferramentas

Tabela 6 - Uso de Ferramentas Colaborativas - região norte
Universidades
Bibliotecas
Uso
de
ferramentas
colaborativas
Universidade Federal do
1
Amapá (Unifap)
1
Universidade Rural
Amazônia (Ufra)

da
1

O

Universidade Federal de
Tocantins (UFT) :

8

O

Universidade
Amazônia (UNAMA)

5

1

Universidade Federal do
Acre (UFAC)

8

O

Universidade Federal de
Roraima (UFRR)

2

O

Universidade Federal do
Amazonas (UFAM)

8

1

Universidade Federal do
Pará (UFPA)

33

O

66

3

TOTAL

da

Apesar da presença no ambiente virtual das bibliotecas universitárias das
regiões analisadas, poucas delas fazem uso das ferramentas colaborativas.

1729

�Divulgação de produtos e serviços: páginas, blogues e redes sociais
ii -

~

NtOo,naldc

E =~~

Trabalho completo

Tabela 8 - Ferramentas Colaborativas - região nordeste
Quantidade de Bibliotecas que
Ferramentas Colaborativas
utilizam
Ferramentas de Redes Sociais
7
na internet
Blogs
Streaming Media
2
Serviços de Alerta / RSS
Outras
o

o

Para o caso das região norte o mapeamento apontou .
Tabela 9 - Ferramentas Colaborativas - regiões sul e centro-oeste
Ferramentas colaborativas
Quantidade de
Bibliotecas
utilizam
Ferramentas de Redes Sociais na
2
internet
Blogs
1
Streaming Media
1
RSS
1
Outras
o

que

Da mesma forma que ocorre na população mais ampla, as ferramentas de
redes sociais na internet, com destaque para o Facebook e para o Twitter, são as
mais utilizadas pelas bibliotecas das universidades federais nas regiões
investigadas. Um outro destaque a ser dado é a quase inexistência de ferramentas
de mensagens síncronas e de chats nas bibliotecas investigadas, o que sinaliza para
o status do serviço de referência virtual nas bibliotecas universitárias brasileiras.

5 Considerações Parciais/Finais
Os dados aqui apresentados são parte do projeto de pesquisa que visa
investigar a noção de Biblioteca 2.0, bem como os usos e apropriações que as
bibliotecas brasileiras vêm fazendo das ferramentas colaborativas. Nessa primeira
etapa da pesquisa foram realizados os mapeamentos dos ambientes virtuais das
bibliotecas das universidades federais brasileiras separados por região geográfica
(os dados relativos as bibliotecas das regiões sul, sudeste e centro-oeste são
apresentados em outra comunicação). A partir desses mapeamentos constata-se
que a construção de ambientes virtuais por parte das bibliotecas universitárias das
regiões analisadas já é uma realidade . A internet e o ciberespaço já são parte do
cotidiano dos brasileiros, e consequentemente vem se tornando o principal lócus
para a busca e recuperação da informação. Segundo dados do Comitê Gestor da
Internet para o Brasil (CGI-Br), relativos ao ano de 2010, 41 % dos brasileiros
possuíam acesso a internet (PESQUISA, 2010); dados que não podem ser
ignorados pelas bibliotecas.
Em relação às ferramentas colaborativas constata-se que nas regiões
analisadas estas ainda não fazem parte da paisagem das bibliotecas, considerando-

1730

�Divulgação de produtos e serviços: páginas. blogues e redes sociais
ii -

~

NtOo,naldc

E =~~

Trabalho completo

se o baixo percentual de bibliotecas que utilizam . Contudo, tanto no que se refere à
construção dos ambientes virtuais, quanto aos efeitos da presença das ferramentas
colaborativas nas bibliotecas para os serviços realizados por estas - quer sejam
voltados para a organização da informação quer para o atendimento das demandas
informacionais dos usuários - aponta-se para a necessidade de estudos qualitativos.
Nesse sentido, para além de saber se as bibliotecas universitárias estão presentes
no ciberespaço ou se utilizam as ferramentas colaborativas é preciso investigar
quais tem sido os usos e as apropriações que as bibliotecas vem fazendo dessas
ferramentas e dos ambientes virtuais.

6 Referências
ANTOUN, Henrique. De uma teia à outra : a explosão do comum e o surgimento da
vigilância participativa. In :
(Org .) Web 2.0: participação e vigilância na era da
comunicação distribuída. Rio de Janeiro : Maud, 2008.
BLACK, Elizabeth L. Web 2.0 and Library 2.0: what librarians need to know? In :
COURTNEY, Nancy (Ed.). Library 2.0 and Beyond: innovative technologies and
tomorrow's user. Westport : Libraries Unlimited, 2007.
CALlL JUNIOR, Alberto. Bibliotecas universitárias e ciberespaço: olhares sobre uma
relação em construção. In: SEMINÁRIO NACIONAL DE BIBLIOTECAS
UNIVERSITÁRIAS, XVI , 2010 , Rio de Janeiro. Anais "" Rio de Janeiro, 2010.
CAMPOS, Luiz Fernando de Barros. Web 2.0, Biblioteca 2.0 e Ciência da
Informação (I) : um protótipo para disseminação seletiva de informação na Web
utilizando mashups e feeds RSS. In: ENCONTRO NACIONAL DE PESQUISA EM
CIÊNCIA DA INFORMAÇÃO, 8, 2007. Anais ... Salvador. Salvador : PPGCI-UFBA,
2007. Disponível em : &lt;http://www.enancib.ppgci.ufba .br/artigos/GT2--232.pdf&gt;
Acesso em: 23 fev. 2011 .
CASEY, Michael; SAVASTINUK, Laura C. Library 2.0. Library Journal, v.13, n.14,
p.40 - 42, 2006.
CHAD, Ken ; MILLER, Paul. Do library matters? The rise of Library 2.0. Birminghan
: Talis, 2005. Disponível em : &lt;http://www.talis.com&gt; . Acesso em : 01 Mar. 2010.
GOMES, Henriette Ferreira ; PRUDÊNCIO, Deise Sueira; CONCEiÇÃO, Adriana
Vasconcelos da. A mediação da informação pelas bibliotecas universitárias: um
mapeamento sobre o uso de dispositivos de comunicação na web. Informação &amp;
Sociedade: Estudos, João Pessoa, v.20 , n.3, p.145-156, seU dez. 2010.
MANESS, Jack M. Teoria da biblioteca 2.0: web 2.0 e suas implicações para as
bibliotecas. Informação &amp; Sociedade, João Pessoa, v. 17, n.1 , p.43 - 51, jan./abr.
2007
O'REILLY, Tim . What's Web 2.0: design patterns and business models for the next

1731

�Divulgação de produtos e serviços: páginas, blogues e redes sociais
ii -

~

NtOo,naldc

E =~~

Trabalho completo

generation
of
software.
2005a .
Disponível
em :
&lt;http://oreilly.com/pub/a/web2/archive/what-is-web-20 .html?page=1 &gt;. Acesso em : 12
abr. 2011 .
Web
2.0:
compact
definition?
2005b.
Disponível
em :
http://radar.oreilly.com/archives/2005/10/web-20-compact-definition .htmI Acesso em:
20 de abril de 2012 ,

PORTAL UFC. Disponível em : http://www,ufc.br Acesso em : 19 de abril de 2012 ,
PELTIER-DAVIS, Cheryl. Web 2.0, Library 2.0, Library user 2.0, Librarian 2.0:
innovative services for sustainable libraries. Computers in Library, p.16 - 21, nov./
dez. 2009.
PESQUISA sobre o uso das tecnologias de informação e de comunicação no Brasil :
TIC domicílios e TIC empresas 2010. São Paulo : Comitê Gestor da Internet no
Brasil , 2011 .

1732

�</text>
                  </elementText>
                </elementTextContainer>
              </element>
            </elementContainer>
          </elementSet>
        </elementSetContainer>
      </file>
    </fileContainer>
    <collection collectionId="49">
      <elementSetContainer>
        <elementSet elementSetId="1">
          <name>Dublin Core</name>
          <description>The Dublin Core metadata element set is common to all Omeka records, including items, files, and collections. For more information see, http://dublincore.org/documents/dces/.</description>
          <elementContainer>
            <element elementId="50">
              <name>Title</name>
              <description>A name given to the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51396">
                  <text>SNBU - Edição: 17 - Ano: 2012 (UFRGS - Gramado/RS)</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="49">
              <name>Subject</name>
              <description>The topic of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51397">
                  <text>Biblioteconomia&#13;
Documentação&#13;
Ciência da Informação&#13;
Bibliotecas Universitárias</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="41">
              <name>Description</name>
              <description>An account of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51398">
                  <text>Tema: A biblioteca universitária como laboratório na sociedade da informação.</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="39">
              <name>Creator</name>
              <description>An entity primarily responsible for making the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51399">
                  <text>SNBU - Seminário Nacional de Bibliotecas Universitárias</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="45">
              <name>Publisher</name>
              <description>An entity responsible for making the resource available</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51400">
                  <text>UFRGS</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="40">
              <name>Date</name>
              <description>A point or period of time associated with an event in the lifecycle of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51401">
                  <text>2012</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="44">
              <name>Language</name>
              <description>A language of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51402">
                  <text>Português</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="51">
              <name>Type</name>
              <description>The nature or genre of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51403">
                  <text>Evento</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="38">
              <name>Coverage</name>
              <description>The spatial or temporal topic of the resource, the spatial applicability of the resource, or the jurisdiction under which the resource is relevant</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51404">
                  <text>Gramado (Rio Grande do Sul)</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
          </elementContainer>
        </elementSet>
      </elementSetContainer>
    </collection>
    <itemType itemTypeId="8">
      <name>Event</name>
      <description>A non-persistent, time-based occurrence. Metadata for an event provides descriptive information that is the basis for discovery of the purpose, location, duration, and responsible agents associated with an event. Examples include an exhibition, webcast, conference, workshop, open day, performance, battle, trial, wedding, tea party, conflagration.</description>
    </itemType>
    <elementSetContainer>
      <elementSet elementSetId="1">
        <name>Dublin Core</name>
        <description>The Dublin Core metadata element set is common to all Omeka records, including items, files, and collections. For more information see, http://dublincore.org/documents/dces/.</description>
        <elementContainer>
          <element elementId="50">
            <name>Title</name>
            <description>A name given to the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="64041">
                <text>Mapeamento do uso das ferramentas colaborativas pelas Bibliotecas das Universidades Federais das Regiões Nordeste e Norte do Brasil.</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="39">
            <name>Creator</name>
            <description>An entity primarily responsible for making the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="64042">
                <text>Elias Junior, Aberto Calil; Almendra, Gabriela; Vaz, Priscila</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="38">
            <name>Coverage</name>
            <description>The spatial or temporal topic of the resource, the spatial applicability of the resource, or the jurisdiction under which the resource is relevant</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="64043">
                <text>Gramado (Rio Grande do Sul)</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="45">
            <name>Publisher</name>
            <description>An entity responsible for making the resource available</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="64044">
                <text>UFRGS</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="40">
            <name>Date</name>
            <description>A point or period of time associated with an event in the lifecycle of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="64045">
                <text>2012</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="51">
            <name>Type</name>
            <description>The nature or genre of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="64047">
                <text>Evento</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="41">
            <name>Description</name>
            <description>An account of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="64048">
                <text>Tendo por base a reflexão sobre os conceitos de web 2.0, biblioteca 2.0 apresenta os resultados da primeira etapa da pesquisa sobre o uso e as apropriações das ferramentas colaborativas pelas bibliotecas brasileiras, que consistiu no mapeamento dos ambientes virtuais das bibliotecas das universidades federais do país. Apresentando o mapeamento relativo as regiões norte e nordeste discute a presença das bibliotecas universitárias no ciberespaço. Verifica e analisa os ambientes virtuais dessas bibliotecas, bem como o lugar ocupado por estas nas páginas das universidades. Identifica as ferramentas colaborativas </text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="44">
            <name>Language</name>
            <description>A language of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="69518">
                <text>pt</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
        </elementContainer>
      </elementSet>
    </elementSetContainer>
  </item>
  <item itemId="6018" public="1" featured="0">
    <fileContainer>
      <file fileId="5082">
        <src>http://repositorio.febab.org.br/files/original/49/6018/SNBU2012_157.pdf</src>
        <authentication>3079e361ae0f7e6d870c23f5a3a218cc</authentication>
        <elementSetContainer>
          <elementSet elementSetId="4">
            <name>PDF Text</name>
            <description/>
            <elementContainer>
              <element elementId="92">
                <name>Text</name>
                <description/>
                <elementTextContainer>
                  <elementText elementTextId="64040">
                    <text>Divulgação de produtos e serviços: páginas, blogues e redes sociais
i! """"'"
NaooNlck

~

=

IiWIttt",

:,

U.....IIMm

Trabalho completo

BIBLIOTECA 2.0: UM RELATO DA IMPLEMENTAÇÃO DE
FERRAMENTAS 2.0 NA BIBLIOTECA DA UNESP DE ILHA SOLTEIRA

Raiane da Silva Santos 1, Sandra Maria Clemente de Souza2 , João
Josué Barbosa3
1Assistente de Serviços de Documentação, Informação e Pesquisa ,Universidade Estadual
Paulista - UNESP, Ilha Solteira , São Paulo
2Bibliotecária, Universidade Estadual Paulista - UNESP, Ilha Solteira , São Paulo
3Bibliotecário, Universidade Estadual Paulista - UNESP, Ilha Solteira , São Paulo

RESUMO
Descreve a implementação do Blog na Biblioteca da Faculdade de
Engenharia de Ilha Solteira (FE/IS) como principal ferramenta de disseminação da
informação. Relata a importância da Web 2.0 para os profissionais da informação e
discorre sobre a chamada Biblioteca 2.0. Apresenta as características das
ferramentas facebook, orkut, twitter, flickr, youtube e issuu, aplicadas à Biblioteca da
FE/IS e demonstra os procedimentos adotados para a inserção destas no ambiente
da Biblioteca. Expõe, como metodologias utilizadas, a escolha das ferramentas 2.0,
as definições de conteúdos, o desenvolvimento estrutural e a divulgação das
ferramentas. Aponta a interação, a independência dos usuários e a quantidade de
acessos ao Blog como resultados obtidos e conclui como indispensável a
incorporação das ferramentas 2.0 no ambiente de trabalho para que os profissionais
da informação atinjam seus objetivos.

PALAVRAS-CHAVES:
Biblioteca 2.0; Web 2.0; Ferramentas 2.0; Blog ; Informação.

ABSTRACT
Describes the implementation of Blog of the Library of the Faculty of
Engineering of Ilha Solteira (FE/IS) as a primary tool of information dissemination.
Relates the importance of Web 2.0 for information professionals and discusses the
call Library 2.0. Presents the characteristics of the tools facebook, orkut, twitter, flickr,
youtube and issuu applied to the Library of FE/IS and demonstrates the procedures
adopted for the inclusion of these in the environment of the Library. Exhibits such as
methodologies used, the choice of 2.0 tools, definitions of content, the structural
development and dissemination of tools. Interaction points, the independence of
users and number of accesses to the Blog as results and concludes with the
incorporation of essential tools 2.0 on the desktop so that information workers
achieve their goals.
KEYWORDS:
Library 2.0; Web 2.0; Tools 2.0; Blog ; Information.

1708

�Divulgação de produtos e serviços: páginas, blogues e redes sociais
i! """"'"
NaooNlck

~

=

IiWIttt",

:,

U.....IIMm

Trabalho completo

1 INTRODUÇÃO
A Biblioteca da Faculdade de Engenharia de Ilha Solteira - FE/IS é uma
unidade integrante da Rede de Bibliotecas da Universidade Estadual Paulista UNESP, cuja missão é disponibilizar a informação, apoiando as atividades de ensino ,
pesquisa e extensão, contribuindo para a melhoria de vida do cidadão . O público
usuário da Biblioteca é composto, em sua maioria , por alunos de graduação e pósgraduação, cujas gerações predominantes compreendem as chamadas Y e Z. Tais
gerações apresentam perfis que denotam o alto uso de recursos eletrônicos como
principal meio de acesso às informações. Desse modo, cabe aos profissionais da
informação a adaptação a esse novo contexto, valendo-se das vantagens advindas
do surgimento das ferramentas 2.0, tais como blog, facebook, twitter, orkut, flicker,
youtube e Issuu, que possuem características interativas e participativas, além de
possibilitar a disponibilização de informações em formato dinâmico, acelerado e
eficaz, permitindo a participação dos usuários na construção do conhecimento.

2 REVISÃO DE LITERATURA
2.1 O público alvo - Gerações Y e Z
A Geração Y - referente aos nascidos após 1980 - foi desenvolvida em uma
época de grandes avanços tecnológicos e ficou conhecida como geração da
internet. Segundo Lombardia (2008), nasceram na era das inovações tecnológicas,
da Internet, do excesso de segurança e do recebimento de estímulos constantes por
parte dos pais. Sua sucessora , a Geração Z - referente aos nascidos em meados da
década de 1990 - são conhecidos como nativos digitais, desenvolvidos praticamente
juntos com a World Wide Web (www) , criada em 1990 por Tim Berners-Lee.
(GERAÇÃO .. ., 2012) .
Ambas possuem como característica o alto uso das tecnologia para o acesso
às informações. Costumam se relacionar em ambiente virtual através das
ferramentas de redes sociais, proporcionadas pelas propriedades da web 2.O. A
disponibilização da informação para este público se torna eficaz utilizando as
ferramentas da web 2.0, que surge como facilitadora do compartilhamento de
informação e construção do conhecimento.

2.2 Web 2.0 e Biblioteca 2.0
O termo web 2.0 surgiu em 2004, comunicado e contextualizado por Tim
O'Reilly para descrever as tendências e os modelos de negócios que sobreviveram
ao "crash " do setor de tecnologia nos anos 90 . De acordo com O'Reilly (2005), a
web 2.0 é a mudança para uma internet como plataforma . A característica mais
importante é desenvolver aplicativos que aproveitem os efeitos de rede para se
tornarem melhores quanto mais são usados pelas pessoas, aproveitando a
inteligência coletiva .
Segundo Lévy (2000 apud BLATMANN ; SILVA, 2007 , p. 191):
A existência de uma Internet colaborativa possibilita a disseminação da

1709

�Divulgação de produtos e serviços: páginas, blogues e redes sociais
i! """"'"
NaooNlck

~

=

:,

IiWIttt",

U.....IIMm

Trabalho completo

inteligência coletiva. Seu pensamento nos conduz à reflexão de que a
Internet é um canal pelo qual flui uma grande quantidade de práticas
sociais , culturais , políticas e econômicas. Trata-se de um espaço interativo,
de trocas, de criação e geração, além de armazenamento de informações,
tornando-se uma importante ferramenta de colaboração entre participantes
do mundo digital on-line[ ... ]

Pestana, Funaro e Ramos (2010) consideram importante o uso das
ferramentas colaborativas por proporcionar a descentralização do ambiente físico da
organização, utilizando plataformas que dinamiza os serviços e produtos, agregando
valor ao trabalho e potencializando o poder de disseminar informação.
Neste contexto, as bibliotecas podem se utilizar de ferramentas colaborativas
para desenvolver produtos e serviços atualizados em um ambiente interativo,
permitido pela web 2.0. Dessa forma , tornam-se Bibliotecas 2.0, que, segundo
Maness (2007 , p. 44) se define como na aplicação de interação, colaboração , e
tecnologias multimídia baseadas em web para serviços e coleções de bibliotecas
baseados em web".
Maness (2007 , p. 44-45 , grifo do autor) ainda cita que as Bibliotecas 2.0 são
focadas em quatro elementos essenciais:
É centrada no usuário: Usuários participam na criação de conteúdos e
serviços que eles vêem na presença da biblioteca na web, OPAC , etc. O
consumo e a criação do conteúdo é dinâmica, e por isso as funções do
bibliotecário e do usuário nem sempre são claras. Oferece uma
experiência multimídia: Ambos, coleções e serviços de Biblioteca 2.0,
contêm componentes de áudio e vídeo. Embora isso nem sempre seja
citado como uma função de Biblioteca 2.0, é aqui sugerido que deveria ser.
É socialmente rica: A presença da biblioteca na web inclui a presença dos
usuários. Há tanto formas síncronas (e.g. MI) e assíncrona (e.g. wikis) para
os usuários se comunicarem entre si e com os bibliotecários. É
comunitariamente inovadora: Este é talvez o aspecto mais importante e
singular da Biblioteca 2.0. Baseia-se no fundamento das bibliotecas como
serviço comunitário, mas entende que as comunidades mudam , e as
bibliotecas não devem apenas mudar com elas, elas devem permitir que os
usuários mudem a biblioteca. Ela busca continuamente mudar seus
serviços, achar novas formas de permitir que as comunidades, não somente
indivíduos, busquem , achem e utilizem informação.

o autor esclarece que a Biblioteca 2.0 é uma comunidade virtual voltada para
o usuário, enquanto que o Bibliotecário 2.0 é o facilitador e o primeiro responsável
pela criação do conteúdo, onde os usuários podem interagir com outros usuários e
com os bibliotecários na construção de novos conteúdos.
O dinamismo e a interatividade vistos na Biblioteca 2.0 substituem a
característica estática da Biblioteca 1.0, o que é perceptível no quadro comparativo
desenvolvido por Blattmann e Silva (2007, p. 196):
Quadro 1: Evolução da Biblioteca 1.0 para Biblioteca 2.0.

Biblioteca 1.0 (Library 1.0)

Biblioteca 2.0 (Library 2.0)

Correio eletrônico e páginas de questões
mais frequentes (FAQ)
Tutorial baseado em texto

Serviço de referência via bate papo (Chat)
Mídia interativa (Streaming media) em

1710

�Divulgação de produtos e serviços: páginas, blogues e redes sociais
i! """"'"
NaooNlck

~

=

:,

IiWIttt",

U.....IIMm

Trabalho completo

Listas de correio eletrônicos, webmasters
Esquemas de classificação controlada
Catálogo impresso

base de dados
8109S, wikis, leitoras de RSS
Indexação com base em esquemas
controlados
Catálogo com agregadores blogs, wikis e
páginas Web

Fonte: BLATTMANN, U.; SILVA, F. C. C. Colaboração e interação na web 2.0 e biblioteca
2.0. Revista ABC: Biblioteconomia em Santa Catarina, Florianópolis, v. 12, n. 2, p. 191215, jul.ldez., 2007. Disponível em:
&lt;http://revista .acbsc.org .br/index.php/racb/article/view/530/664&gt; . Acesso em: 24 abr. 2012.

"Define-se, então, 'Biblioteca 2.0' como uma assembléia de usuários que
usam de aplicativos tecnológicos da Web 2.0 para criarem, localizarem e
compartilharem informações voltadas para bibliotecas em um ambiente virtual."
(VIEIRA; CARVALHO; LAZZARIN , 2008 , p. 5)

2.3 Ferramentas 2.0 - Blog, Facebook, Orkut, Twitter, Flickr, YouTube e
Issuu
Entre as ferramentas 2.0 encontradas na literatura, o Blog é a que mais se
destaca. Alvim (2007 apud ARAÚJO, 2010, p. 203) faz a seguinte definição:

o blogue é uma página

na Web , com um endereço atribuído, suportado por
um software de acesso livre e que pode ser gratuito ou não, com ou sem
fins lucrativos, em que o seu criador/autor (individual , grupo de pessoas ou
uma instituição) coloca entradas individuais, escreve um post, com
freqüência variada , sobre um tema do seu interesse, de forma livre e
independente. O blogue, como ferramenta da Web , permite uma facilidade
de utilização, desde a sua criação, gestão e manutenção, até à facilidade de
o aceder através de qualquer computador com ligação à rede. Possui
ferramentas de publicação que permitem entradas freqüentes , não só de
texto, mas de vídeo, de fotografias, de áudio, de Webcomics, etc.

Segundo Barros (2004), ele é parte de uma crescente conjunção de
comunicação pessoal e ferramentas de gerenciamento de informação, fornece um
mar infinito de histórias e links. Isso ajuda a trazer informação, novidades e web
sites de uma maneira muito eficiente, para leitores que, compartilham dos mesmos
interesses. O conteúdo é organizado em entradas (posts) ordenadas
cronologicamente, podendo conter textos, imagens e links a outras páginas. Além do
autor, outras pessoas também podem deixar comentários. (BOTTENTUIT JUNIOR;
IAHN ; BENTES, 2007).
Sua estrutura é simples. O título do blog é inserido no cabeçalho, com uma
breve descrição. No centro localizam-se as postagens (posts) , que é composta de
título, conteúdo , data e hora das postagens e os comentários. Podem ser inseridas
outras páginas com conteúdos fixos , dividas por menus. Na lateral do blog, são
colocadas as widgets , que são as ferramentas inseridas pelo autor, como: contador
de visitas, arquivos de postagens, perfil do autor, listas de blogs, etc. Contudo, toda
a sua estrutura é personalizável. O autor pode utilizar as ferramentas mais
adequadas as suas necessidades.

1711

�Divulgação de produtos e serviços: páginas, blogues e redes sociais
i! """"'"
NaooNlck

~

=

IiWIttt",

:,

U.....IIMm

Trabalho completo

Para Araújo (2010, p. 205 , grifo do autor) alguns fatores devem ser
observados para a criação e manutenção de um blog:
É preciso tomar cuidado com a aparência , prestar atenção às cores,
imagens e organização dos elementos que farão parte do layout. A
periodicidade também é um fator muito importante, principalmente para
conquistar leitores. A confiabilidade das informações apresentadas é
primordial para o sucesso de um blog. Com o advento da internet há grande
preocupação dos profissionais da informação com relação às fontes de
informações disponíveis e o blog também é considerado uma delas. Clareza
e objetividade são fundamentais para que a informação chegue ao seu
receptor de forma dinâmica como objetivam os blogs. Deve-se sempre
pensar para quem aquele conteúdo está sendo produzido, evitando assim ,
que se seja apenas mais uma informação disponível na internet.

Outra ferramenta bastante difundida é o Orkut, criado em janeiro de 2004 . É
uma rede social filiada ao Google que, inicialmente, pretendia atingir somente os
Estados Unidos, porém , a maioria dos seus usuários é do Brasil e da índia. Sua
sede era na Califórnia e após agosto de 2008 foi transferida para o Brasil devido à
grande quantidade de usuários brasileiros. (ORKUT.. ., 2012). Esta rede tem a função
de inter-relacionar pessoas e agrupá-Ias nas chamadas comunidades (onde
discutem objetivos comuns) além de compartilhar fotos , vídeos e comentários.
Através do espaço "minhas atualizações", permite a postagem de informações que
podem ser comentadas. Tem a possibilidade também de se comunicarem via scraps,
que é o recado deixado no perfil de outro usuário.
Atualmente, a ferramenta que mais vem ganhando espaço na internet é o
Facebook. Esta rede foi criada em fevereiro de 2004 por Mark Zuckerberg e seus
colegas de quarto da faculdade , Eduardo Saverin , Dustin Moskovitz e Chris Hughes.
No início, a rede de relacionamento era limitada aos estudantes da Universidade de
Harvard. Oito anos depois conta com 845 milhões de usuários ativos de todas as
partes do mundo . (FACEBOOK ... , 2012).
Dentre as suas funcionalidades, ela agrega pessoas e permite o
compartilhamento de informações. Possibilita a divulgação de fotos e vídeos e
comentários sobre eles. Uma particularidade da ferramenta é o botão curtir, que
demonstra o interesse de um usuário por determinada postagem , tornando-a visível
para a sua rede de amigos.
No último ano, o Facebook triplicou de tamanho e recentemente, superou a
liderança de sete anos do Orkut, se tornando a rede de relacionamento mais popular
no Brasil. Pesquisas mostram que a cada 100 brasileiros conectados, 75 estão no
Facebook e seguem uma tendência mundial. (SBARAI ; SAKATE, 2012).
Já o Twitter, criado em 2006 por Jack Dorsey, é uma rede social com uma
característica diferente. Sua principal funcionalidade é o compartilhamento de textos
curtos com , no máximo, 140 caracteres. As postagens são conhecidas como tweets.
Há também o retweets, que é a função de replicar uma determinada mensagem,
dando crédito ao autor original. (TWITTER .. ., 2012) .
Quanto ao Flickr, trata-se de "um site de hospedagem e compartilhamento
gratuito de imagens fotográficas [ ... l. É uma das plataformas de armazenamento,
que disponibiliza e partilha fotografias aos internautas, mais conceituadas
atualmente." (ANDRADE, 2011, p. 50) . No Flickr, o autor agrupa suas fotos em
álbuns e tem a opção de torná-Ias públicas ou não. Suas fotos públicas podem ser

1712

�Divulgação de produtos e serviços: páginas, blogues e redes sociais
i! """"'"
NaooNlck

~

=

IiWIttt",

:,

U.....IIMm

Trabalho completo

comentadas e incorporadas em sites ou blogs. Também é possível a disponibilização
de links que redirecionam para uma visualização de um determinado álbum em
formato dinâmico.
O YouTube é uma ferramenta própria para armazenar vídeos. Foi fundado em
fevereiro de 2005 por três pioneiros do PayPal, um famoso site da Internet ligado a
gerenciamento de transferência de fundos, Ultiliza o formato Adobe Flash para
disponibilizar o conteúdo . Possibilita a hospedagem de quaisquer vídeos (exceto
materiais protegidos por copyright) e por isso, é o mais popular site do tipo (com
mais de 50% do mercado em 2006) . São hospedados filmes , videoclipes e materiais
caseiros. O material encontrado no YouTube pode ser disponibilizado em blogs e
sites pessoais através de mecanismos (APls) desenvolvidos pelo site . (YOUTUBE .. .,
2012).
Outra ferramenta muito interessante é o Issuu. Ela possui um recurso que
transforma arquivos em pdf em uma publicação virtual , mantendo as características
da ação de "folhear", possíveis em documentos impressos, apenas utilizando o
mouse. Os arquivos em formato pdf são passados para flash (swf) . A partir de um
cadastro gratuito, o Issuu permite compartilhar, comentar, publicar e utilizar o código
embutido (embed code) para colocar em sites e blogs. Tudo isso bem no estilo da
Web 2.0. (FANTAUZZI, 2010).
Existem diversas ferramentas 2.0, cada qual com sua característica e
peculiaridade. É essencial a observação destas especificidades para a escolha das
ferramentas a serem desenvolvidas, para que os objetivos almejados sejam
alcançados ao máximo.

3 MATERIAIS E MÉTODOS
Para a realização deste trabalho, houve um planejamento estabelecendo a
escolha das ferramentas 2.0, as definições de conteúdos, o desenvolvimento
estrutural e a divulgação das ferramentas .

3.1 Escolha das ferramentas 2.0
O 810g foi escolhido como ferramenta primordial de disseminação da
informação por permitir a postagem de informações que possibilita a interação dos
leitores por meio de comentários e o compartilhamento em redes sociais, o que
conduz a uma aproximação da Biblioteca com os usuários através de uma
comunicação informal.
Para a criação do 810g, foram analisados dois ambientes gratuitos - o 810gger
(pertencente ao Google) e o WordPress - em seus aspectos relativos a: simplicidade
de uso, opções de layout, possibilidade de inserção de menus e links para outras
páginas. A opção foi pela criação via 810gger, passando a dispor do endereço
eletrônico: http://bibliotecafe-ilhasolteira .blogspot.com
Devido à necessidade do compartilhamento das informações postadas no
810g com o maior número de usuários e a divulgação de informações com caráter
efêmero, que dispensa o armazenamento nos arquivos do 810g por sua
característica sucinta e passageira, surgiu a urgência da criação de outras redes de
relacionamentos, capazes de atender a esses anseios. Para a escolha destas redes
sociais, diante da diversidade existente, foram verificadas quais as mais utilizadas

1713

�Divulgação de produtos e serviços: páginas, blogues e redes sociais
i! """"'"
NaooNl ck

~

=

:,

IiWIttt",

U..... IIMm

Trabalho completo

pelo público da Biblioteca. Para tanto, realizou-se um levantamento, conforme
apresentado na Figura 1, em fevereiro de 2011 , com uma amostra de 146 usuários,
cujos resultados obtidos foram : 57,9% o orkut; 18,95% o facebook; 18,95% o twitter,
e 4,2% outras redes de relacionamento .
A partir desses dados, definiu-se a imediata criação do perfil da Biblioteca no
orkut, facebook e twitter.

e_.. ...

Obsooo .... '"'f::lio:: .. ~~ 05 ..".... po:. - ..... _oi.1 ... -Voce "" i " ~
'"Q..... I1'- ...... _
q ..

"_"'9&lt;'

146

'''' D~

SO Cl .... S 1'~ _ _ que _

tt........""'... ooch . r

T OTAL
Q UE

......~ .......... ".~ .... ~ j ..... , já o

.....:. '" .~ .

M ~D LA DE

R EOES

U TlLlZAOAS

1 , 3 0 137

Figura 1 - Levantamento
Fonte: Elaborado pelo autor.

Para a divulgação de fotos , vídeos e documentos, houve a necessidade da
criação de perfis da Biblioteca em sites armazenadores destes tipos de conteúdos,
para que assim , pudessem ser incorporados ao Blog e compartilhados nas redes
sociais. Definiu-se, então, a criação do perfil da Biblioteca também no flickr, youtube
e issuu.
3.2 Definições de conteúdos

Foram analisadas a tipologia e a quantidade de informação a serem postadas.
Definiu-se que os conteúdos inseridos no B/og da Biblioteca fossem informações
relacionadas à Biblioteca, à UNESP, às áreas de concentração dos cursos
oferecidos pela FE/lS e a outras de interesse relevante à comunidade acadêmica .
Tais informações passaram por uma seleção para a verificação da importância para
o usuário e foram atualizadas semanalmente e/ou à medida que se verificou uma
informação valiosa para o público leitor.
Os conteúdos postados nas redes de relacionamento orkut, facebook e twitter
foram os compartilhamentos das informações postadas no B/og, informações
sucintas referentes a avisos acerca de cursos, eventos, lançamentos de livros, entre
outros. Também tiveram (exceto o twitter) a divulgação das obras literárias
adquiridas pela Biblioteca , através do campo 'fotos' - com comentários sobre as
obras - bem como do ambiente da Biblioteca e os espaços disponibilizados aos
usuários.
O Flicker armazenou fotos do ambiente, da equipe e dos eventos promovidos
pela Biblioteca e pela FE/IS. O YouTube arquivou os tutoriais em vídeoaulas de
diversos serviços oferecidos, todos produzidos pela Biblioteca, bem como de

1714

�Divulgação de produtos e serviços: páginas, blogues e redes sociais
i! """"'"
NaooNlck

~

=

IiWIttt",

:,

U.....IIMm

Trabalho completo

eventos promovidos por ela . Contou também com indicações de vídeos que julgou
importante para o público acadêmico . Já o issuu hospedou os documentos em
formato pdf pertencente à Biblioteca. Dentre eles estão o regulamento da Biblioteca,
os manuais de serviços e os arquivos de treinamentos oferecidos pela Biblioteca.

3.3 Desenvolvimento estrutural

o 810g da Biblioteca foi organizado estruturalmente com 12 (doze) menus
principais relativos à:
a) notícias: local onde são inseridas as postagens;
b) administração: apresenta a estrutura em que a Biblioteca está
instituída, sua divisão administrativa e os servidores de cada seção,
com suas respectivas funções , e-mails e telefones;
c) comissão de Biblioteca: apresenta a Comissão de Biblioteca instituída;
d) Informações: disponibiliza o regulamento da Biblioteca, o endereço e
horário de funcionamento ;
e) serviços oferecidos: compreende da listagem de todos os serviços
oferecidos pela Biblioteca, juntamente com as instruções de uso
através de links para manuais e vídeoaulas;
f) consulta ao acervo: divulga as bases de dados bibliográficos da
UNESP, USP e UNICAMP;
g) bibliotecas digitais: consiste na divulgação dos links das principais
bibliotecas digitais conceituadas mundialmente;
h) treinamento de usuários: contêm vídeoaulas dos serviços oferecidos,
slides de treinamentos ministrados pela equipe da Biblioteca e slides e
vídeos de ferramentas de uso acadêmico;
i) turnitin : apresenta a ferramenta de verificação de originalidade,
chamada Turnitin, adquirida pela UNESP, com suas instruções de uso;
j) sugestões: espaço que permite aos usuários dar sugestões para
compra de obras literárias e para melhoria dos serviços da Biblioteca,
por meio de formulários ;
k) treinamento de usuários: disponibiliza tutoriais em vídeoaulas dos
principais serviços oferecidos pela Biblioteca ;
I) fotos e vídeos: apresenta fotos e vídeos do ambiente, da equipe e de
eventos da Biblioteca e da UNESP;
m) reserva do anfiteatro : oferece a reserva de um espaço da Biblioteca
(anfiteatro) para fins de defesa, reunião, evento cultural, aula e outros,
através de um formulário disponibilizado;
n) dicas de leitura: espaço desenvolvido com as dicas de leituras dos
usuários, enviadas por meio de um formulário disponível neste espaço.

o layout foi desenvolvido em formato dinâmico, o qual possui : relógio
digital atualizado com o horário de Brasília; contador de visitas online mundial e chat
para comunicação online com a Biblioteca, denominado "pergunte ao bibliotecário".
Apresenta também todos arquivos postados no 810g, divididos por data de
atualizações, e possibilidade de inscrição nos feeds (RSS).
O perfil do orkut, facebook, twitter, flicker, youtube e issuu foram configurados

1715

�Divulgação de produtos e serviços: páginas, blogues e redes sociais
i! """"'"
NaooNlck

~

=

:,

IiWIttt",

U..... IIMm

Trabalho completo

com informações relativas à localização e contatos, e seus layouts foram
desenvolvidos com o fundo de imagem relacionados à biblioteca . Os dois primeiros
ainda possuem espaço de compartilhamento de imagens, onde foram inseridas as
fotos dos títulos de literatura recentemente adquiridas, juntamente com suas
respectivas resenhas. A figura 2 apresenta o layout do 810g.

Pesquisadores da Unesp organizam livro sobre
literatura fantástica

oop.ú;
UNES? oisponilitr.! '20
&amp;\lros a cadêmico5 pala

Obfa lanç:adll hoj e (5) no Riod@J a neifo Hd. apraentsda n8 ~psn h8

""",,",,,

o

li",o. Verlentes do Fantástico na Uferctura (E-ditoca

Annablume ), OIgan izado poc

pccfes.;,or~

de Unesp.

-SetS lançado hoje {oe.roe), no Institlrto -o e Lel18.5 da
.soft~eaePfev~~Vf'

Un ivenidad e do Eitado do Rio de J a ne iro (UEfU).

pláiVO na UNESf'

.otg e niz5IâDCB:&gt;- da o!:Ka

Herrera A lvBrez, ambas do CâmpL/'S de Sào JO'Sé da Rio

pl.3Intil com
Cõipacida.:le,da~cão

PrEto.

dilpclE'eprodu~oe •

•

~

Karin V alobuef. de Câmpus

ti!! AtBl SqUB1B.. e Norma Wi mmef e ROISn8 Guadal upe

PêSq"lS&amp;dDt!13 Ur.es.p
~ESOOOre

tx'Jt.!-JoEf'&gt;O

sio

UVROSI NTERATIVOS DE

o lançamento de IMO ocoas em m eio ao. I CongrSS$o
Internacional Vert entes do In!oÔl ito Ficciona.l "'Verte nte!&gt; r eófiC8!o e Fia:;ioll.Sis

ENGENHARIA aITRICA

do In~ lito· d a UERJ. Em novEembro, e obra SEIS I B n ~ d B te m!J.E,m na
Un iv~ideó~ Autônoma &lt;le Bstoelone, ne Espanha, durante o t Congre;o

ClfrslIlbo da FEIS ~lla

Inlemadonal :sobfe lo Fa ntÉn,tiao en Narrat ill'B, Tea tro, Cine , Televisiõ-n ,

Cômicy Vid e oj uegCti
Furcão Esuat~ 00:-

An iaten es de Se''''iyos de
Doct.mert3ç.~,

Ir,fOllT'l3y30

e F~d.J E ibliOt~de

IIUI Soltei,.. - UNES?

L E!I"mai ~»

t

poI'

Biblioteca FE - IBla SottetrCl.

n~ I

",,~es~'.R_llI:I~

PublH:ada

M [)

Em

12:32

UfUC,õI,mp e Ur.espsãourcas.
blas.rleirasernlistade

meIt:oreslIDi'lersd.rles

Figura 2 - BLOG da Biblioteca UNESP/FE/IS
Fonte: BLOG da biblioteca FE. Ilha Solteira, 2012. Disponível em: &lt; http://www.bibliotecafeilhasolteira.blogspot.com&gt; Acesso em: 20 jun. 2012.

3.4 Divulgação das ferramentas
O processo de divulgação iniCiOU-se com a reformulação da pagina da
Biblioteca no site da FE/IS, em agosto de 2011, conforme apresentada na figura 3.
Desenvolveu-se uma página com ícones das redes sociais e informações as quais
redirecionam os usuários para o Blog da Biblioteca.
Posteriormente, difundiu-se por meio de palestras aos alunos do campus
sobre as funcionalidades do 810g e das redes sociais e através de e-mail na lista de
alunos de graduação, pós-graduação, docentes e funcionários . Publicou-se também
uma matéria no jornal do campus e confeccionou-se produtos informativos como
folders, panfletos, marca páginas e cartões com os endereços eletrônicos.

1716

�Divulgação de produtos e serviços: páginas, blogues e redes sociais
i! """"'"
NaooNlck

~

=

:,

IiWIttt",

U.....IIMm

Trabalho completo

SERVIÇO TÉCNICO DE BIBUOTECA E DOCUMENTAÇÃO

o 8109 da Biblioteca foi desen .... o lvido a Fim de proporcionar conteúdos
atua lizados. d in âmicos. que permitam iI parti ci pação inlerativa dos
usuári os na construção da informação e na me l horia dos nossos serv iços .

Vo&lt;: ê en&lt;:ontrar" :

• Informas':; .. ,. .... I.. danada .... atua li zada'5:
• Todos os se ..... isos oferecidos pe l a B iblioteca,
...1.

Tutoriais manuais

· B!Q8osfsrii! 59m
• Ac eSSe&gt;

â

i!

materiais de trei nam entos'

piHtis ipRSão dE' t gdos

95

cursOS'

Bases de Dados e Bib li otecas Dig ita i s'

Notícias Pona l Une.sp
Fungo I!! s&lt;I!!lu los&lt;!!
detectam me t ais
impróprios ao meio

ambiente

Figura 3 - Página da Biblioteca UNESP/FE
Fonte: SERViÇO TÉCNICO DE BIBLIOTECA E DOCUMENTAÇÃO. Ilha Solteira, 2012.
Disponível em : &lt; http://www.feis .unesp.br/index.php/biblioteca&gt; Acesso em : 20 jun. 2012.

4 RESULTADOS PARCIAIS/FINAIS
Observou-se a interação dos usuários diante das informações disseminadas
pela biblioteca , notadas a partir de comentários e compartilhamentos das
informações com outros usuários. Dentre as redes sociais utilizadas, verificou-se que
a participação maior dos usuários foi via facebook. Percebeu-se também a
aproximação dos usuários com a Biblioteca através do chat "pergunte ao
bibliotecário", disponível no blog, onde os usuários solicitaram serviços e tiraram
dúvidas com os funcionários da Biblioteca.
Evidenciou-se uma maior independência dos usuários calouros diante dos
serviços oferecidos pela Biblioteca. Em cada início de semestre, era nítida a
dificuldade que os usuários ingressantes nos cursos da FE/lS apresentavam diante
de serviços essenciais, como pesquisas na base de dados bibliográficos local e
localização de livros no acervo. Anteriormente, para sanar essa dificuldade, era feito
um trabalho onde os funcionários da Biblioteca demonstravam o serviço a cada
usuário, o que se tornava inviável devido ao grande tempo gasto e ao
constrangimento do usuário em procurar auxílio. Entendeu-se que o resultado
positivo após a implementação das ferramentas 2.0 foi motivado pelos tutoriais em
vídeoaulas e manuais dos serviços disponibilizados no YouTube e Blog da Biblioteca
e pela divulgação destes feita no início das aulas.
Após uma avaliação qualitativa sobre a quantidade de acessos ao Blog da
Biblioteca, utilizando como ferramenta, o contador de visitas do Blogger e
considerando o período compreendido entre agosto de 2011 (mês de divulgação da
ferramenta) e março de 2012 , obteve como resultado 778 visitas mensais. Como a

1717

�Divulgação de produtos e serviços: páginas, blogues e redes sociais
i! """"'"
NaooNlck

~

=

:,

IiWIttt",

U.....IIMm

Trabalho completo

implementação das ferramentas 2.0 é um trabalho relativamente recente na
Biblioteca da FE/IS, ainda demanda a aplicação de novas ferramentas avaliativas, as
quais demonstrarão com maior clareza a usabilidade e eficiência do serviço.

5 CONSIDERAÇÕES PARCIAIS/FINAIS
Cada ferramenta 2.0 apresentada neste trabalho possui características
peculiares que possibilitam uma interação diferente com os leitores. Desde que
estudadas e criadas com objetivos específicos, podem favorecer o contato
autor/leitor, gerando interação e compartilhamento de informações entre eles. Mas
não podemos esquecer que estas ferramentas estão em constantes mudanças.
Surgem novas e os usuários migram de uma para outra, como ficou visível através
do levantamento feito no início trabalho , onde a maioria dos usuários utilizavam o
orkut, e hoje, a ferramenta mais explorada pelos usuários da FE/IS, para interagir
com a Biblioteca, é o facebook. Por isso, os profissionais da informação devem se
adaptar a estas mudanças e se manterem atualizados, para que as ferramentas
utilizadas para a promoção dos produtos e informações não se tornem obsoletos.
É fato que as redes sociais têm a capacidade de atingir uma grande
quantidade de usuários em um curto período de tempo. A Biblioteca deve explorar
esse ambiente interativo para que os usuários contribuam na construção do
conhecimento e na melhoria da qualidade dos serviços.
Conclui-se, portanto, que as Bibliotecas Universitárias, enquanto mediadoras
da informação, não podem estar alheias a essa nova realidade , já que, a maioria do
público usuário utiliza de ferramentas da web 2.0 para se relacionar e para acessar
as informações de que necessitam . Elas devem aproveitar ao máximo dos recursos
disponíveis na web para orientar os usuários na construção e desenvolvimento de
capacidades que lhes permitirão um futuro qualificado.

6 REFERÊNCIAS
ANDRADE, R. L. O .. A biblioteca 2.0 sob a ótica da gestão da segurança da
informação: um estudo de caso com a Biblioteca Nacional de Brasília. 2011 . 85
f . Monografia (Bacharelado em Biblioteconomia) - Centro de Ciências Sociais
Aplicadas, Universidade Federal do Rio Grande do Norte, Natal , 2011 .
ARAÚJO, P. C. O blog "na era da informação" como ferramenta de compartilhamento
de informação, conhecimento e para a promoção profissional. Revista ACB:
Biblioteconomia em Santa Catarina , Florianópolis, v. 15, n. 1, p. 201-213 jan./jun .,
2010. Disponível em :
&lt;http ://revista .acbsc.org.br/index.php/racb/article/view/676/pdf_26&gt; . Acesso em : 20
fev.2012.
BARROS, M. A. Blogs e bibliotecários. In: ENCONTRO NACIONAL DOS
ESTUDANTES DE BIBLIOTECONOMIA, DOCUMENTAÇÃO,
CIÊNCIA E GESTÃO DA INFORMAÇÃO, 27., 2004, Recife. Anais ... Recife: [s.n] ,
2004.
BLATTMANN , U.; SILVA, F. C. C. Colaboração e interação na web 2.0 e biblioteca

1718

�Divulgação de produtos e serviços: páginas, blogues e redes sociais
i! """"'"
NaooNlck

~

=

:,

IiWIttt",

U.....IIMm

Trabalho completo

2.0. Revista ABC: Biblioteconomia em Santa Catarina , Florianópolis, v. 12, n. 2, p.
191-215, jul./dez., 2007 . Disponível em :
&lt;http ://revista .acbsc.org.br/index.php/racb/article/view/530/664&gt; . Acesso em : 24 abro
2012 .
BLOG da biblioteca FE. Ilha Solteira , 2012 . Disponível em : &lt; http://www.bibliotecafeilhasolteira .blogspot.com&gt; Acesso em : 20 jun . 2012 .
BOTTENTUIT JUNIOR, J. B., IAHN, L. F. ; BENTES, R. F. As ferramentas da web 2.0
nas organizações: vantagens e contextos de utilização. Revista Negócios e
Tecnologia da Informação, Curitiba , V. 2, p. 18-33, 2007.
FACEBOOK. In: WIKIPÉDIA, a enciclopédia livre . Flórida: Wikimedia Foundation ,
2012 . Disponível em:
&lt;http ://pt.wikipedia.org/w/index.php?title=Facebook&amp;oldid=29896837&gt; . Acesso em :
20 abro2012 .
FANTAUZZI , E. O que é Issuu? [S .1.]: Blog e-professor: educação, comunicação,
arte, tecnologia, 18 set. 2010 . Disponível em : &lt;http://eprofessor.blogspot.com .br/2010/09/0-que-e-issuu .html&gt; . Acesso em : 19 abro2012 .
GERAÇÃO Z. In : WIKIPÉDIA, a enciclopédia livre. Flórida : Wikimedia Foundation,
2012 . Disponível em :
&lt;http ://pt.wikipedia.org/w/index.php?title=Gera%C3%A7%C3%A30_Z&amp;0Idid=298968
39&gt; . Acesso em : 19 abro2012 .
LOMBARDIA, P. G. Quem é a geração Y? HSM Management, Barueri , n.70, p.1-7.
set.lout. 2008.
MANESS, J. M. Teoria da biblioteca 2.0: web 2.0 e sua implicações para as
bibliotecas. Tradução de Geysa Câmara de Lima Nascimento. Informação e
Sociedade: estudos, João Pessoa , V. 17, n. 1, p. 44-55, jan./abr., 2007. Disponível
em : &lt;http://www.ies.ufpb.br/ojs2/index.php/ies/article/view/831 /1464&gt;. Acesso em : 2
abr. 2012.
ORKUT. In: WIKIPÉDIA, a enciclopédia livre. Flórida : Wikimedia Foundation, 2012 .
Dispon ível em : &lt;http://pt.wikipedia .org/w/index.php?title=Orkut&amp;0Idid=29889129&gt; .
Acesso em : 20 abro2012 .
O'REILLY, T. What is web 2.0: design patterns and business models for the next
generation of software. [S.I]: O'Reilly, 30 set. 2005 . Disponível em :
&lt;http ://oreilly.com/web2/archive/what-is-web-20 .html&gt; Acesso em : 25 abro2012 .
PESTANA, M. C.; FUNARO, V. M. B. ; RAMOS, L. M. S. V. C. Análise das
ferramentas web disponibilizadas pelas bibliotecas da USP, UNESP E UNICAMP. In :
SEMINÁRIO NACIONAL DE BIBLIOTECAS UNIVERSITÁRIAS, 16., 2010 , Rio de
Janeiro. Anais eletrônicos ... Rio de Janeiro: Gap Congressos, 2010 . Disponível em :
&lt;http ://www.gapcongressos.com .br/eventos/z0070/trabalhos/final_043.pdf &gt;. Acesso

1719

�Divulgação de produtos e serviços: páginas, blogues e redes sociais
i! """"'"
NaooNlck

~

=

:,

IiWIttt",

U.....IIMm

Trabalho completo

em : 7 abro2012 .
SBARAI , R. ; SAKATE , M. O facebook engole o mundo. Veja, São Paulo, ano 45 , n.
6, p. 76-87 , fev. 2012.
SERViÇO TÉCNICO DE BIBLIOTECA E DOCUMENTAÇÃO. Ilha Solteira , 2012 .
Disponível em : &lt; http://www.feis.unesp.br/index.php/biblioteca&gt; Acesso em : 20 jun .
2012 .
TWITTER. In : WIKIPÉDIA, a enciclopédia livre. Flórida : Wikimedia Foundation , 2012 .
Disponível em : &lt;http://pt.wikipedia.org/w/index.php?title=Twitter&amp;oldid=29867779&gt;.
Acesso em : 19 abro2012 .
VIEIRA, D. V ; CARVALHO, E. B.; LAZZARIN , F. A. Uma proposta de modelo
baseado na web 2.0 para as bibliotecas das universidades federais. In .: ENCONTRO
NACIONAL DE PESQUISA EM CIÊNCIA DA INFORMAÇÃO - ENANCIB , 9., 2008,
São Paulo. Anais eletrônicos ... São Paulo: USP, 2008 . Disponível em :
&lt;http ://www.ancib.org .br/media/dissertacao/2053 .pdf&gt; Acesso em : 29 mar. 2012 .
YOUTUBE. In : WIKIPÉDIA, a enciclopédia livre. Flórida : Wikimedia Foundation ,
2011. Disponível em :
&lt;http ://pt.wikipedia .org/w/index.php?title=Youtube&amp;oldid=26173174&gt; . Acesso em: 20
abr. 2012.

1720

�</text>
                  </elementText>
                </elementTextContainer>
              </element>
            </elementContainer>
          </elementSet>
        </elementSetContainer>
      </file>
    </fileContainer>
    <collection collectionId="49">
      <elementSetContainer>
        <elementSet elementSetId="1">
          <name>Dublin Core</name>
          <description>The Dublin Core metadata element set is common to all Omeka records, including items, files, and collections. For more information see, http://dublincore.org/documents/dces/.</description>
          <elementContainer>
            <element elementId="50">
              <name>Title</name>
              <description>A name given to the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51396">
                  <text>SNBU - Edição: 17 - Ano: 2012 (UFRGS - Gramado/RS)</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="49">
              <name>Subject</name>
              <description>The topic of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51397">
                  <text>Biblioteconomia&#13;
Documentação&#13;
Ciência da Informação&#13;
Bibliotecas Universitárias</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="41">
              <name>Description</name>
              <description>An account of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51398">
                  <text>Tema: A biblioteca universitária como laboratório na sociedade da informação.</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="39">
              <name>Creator</name>
              <description>An entity primarily responsible for making the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51399">
                  <text>SNBU - Seminário Nacional de Bibliotecas Universitárias</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="45">
              <name>Publisher</name>
              <description>An entity responsible for making the resource available</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51400">
                  <text>UFRGS</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="40">
              <name>Date</name>
              <description>A point or period of time associated with an event in the lifecycle of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51401">
                  <text>2012</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="44">
              <name>Language</name>
              <description>A language of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51402">
                  <text>Português</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="51">
              <name>Type</name>
              <description>The nature or genre of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51403">
                  <text>Evento</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="38">
              <name>Coverage</name>
              <description>The spatial or temporal topic of the resource, the spatial applicability of the resource, or the jurisdiction under which the resource is relevant</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51404">
                  <text>Gramado (Rio Grande do Sul)</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
          </elementContainer>
        </elementSet>
      </elementSetContainer>
    </collection>
    <itemType itemTypeId="8">
      <name>Event</name>
      <description>A non-persistent, time-based occurrence. Metadata for an event provides descriptive information that is the basis for discovery of the purpose, location, duration, and responsible agents associated with an event. Examples include an exhibition, webcast, conference, workshop, open day, performance, battle, trial, wedding, tea party, conflagration.</description>
    </itemType>
    <elementSetContainer>
      <elementSet elementSetId="1">
        <name>Dublin Core</name>
        <description>The Dublin Core metadata element set is common to all Omeka records, including items, files, and collections. For more information see, http://dublincore.org/documents/dces/.</description>
        <elementContainer>
          <element elementId="50">
            <name>Title</name>
            <description>A name given to the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="64032">
                <text>Biblioteca 2.0: um relato da implementação de ferramentas 2.0 na Biblioteca da UNESP de Ilha Solteira.</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="39">
            <name>Creator</name>
            <description>An entity primarily responsible for making the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="64033">
                <text>Santos, Raiane da Silva; Souza, Sandra Maria C. de; Barbosa, João Josué</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="38">
            <name>Coverage</name>
            <description>The spatial or temporal topic of the resource, the spatial applicability of the resource, or the jurisdiction under which the resource is relevant</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="64034">
                <text>Gramado (Rio Grande do Sul)</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="45">
            <name>Publisher</name>
            <description>An entity responsible for making the resource available</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="64035">
                <text>UFRGS</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="40">
            <name>Date</name>
            <description>A point or period of time associated with an event in the lifecycle of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="64036">
                <text>2012</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="51">
            <name>Type</name>
            <description>The nature or genre of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="64038">
                <text>Evento</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="41">
            <name>Description</name>
            <description>An account of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="64039">
                <text>Descreve a implementação do Blog na Biblioteca da Faculdade de Engenharia de Ilha Solteira (FE/IS) como principal ferramenta de disseminação da informação. Relata a importância da Web 2.0 para os profissionais da informação e discorre sobre a chamada Biblioteca 2.0. Apresenta as características das ferramentas facebook, orkut, twitter, flickr, youtube e issuu, aplicadas à Biblioteca da FE/IS e demonstra os procedimentos adotados para a inserção destas no ambiente da Biblioteca. Expõe, como metodologias utilizadas, a escolha das ferramentas 2.0, as definições de conteúdos, o desenvolvimento estrutural e a divulgação das ferramentas. Aponta a interação, a independência dos usuários e a quantidade de acessos ao Blog como resultados obtidos e conclui como indispensável a incorporação das ferramentas 2.0 no ambiente de trabalho para que os profissionais da informação atinjam seus objetivos.</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="44">
            <name>Language</name>
            <description>A language of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="69517">
                <text>pt</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
        </elementContainer>
      </elementSet>
    </elementSetContainer>
  </item>
  <item itemId="6017" public="1" featured="0">
    <fileContainer>
      <file fileId="5081">
        <src>http://repositorio.febab.org.br/files/original/49/6017/SNBU2012_156.pdf</src>
        <authentication>e5a1b6212039dcc11216c4e2b23f558e</authentication>
        <elementSetContainer>
          <elementSet elementSetId="4">
            <name>PDF Text</name>
            <description/>
            <elementContainer>
              <element elementId="92">
                <name>Text</name>
                <description/>
                <elementTextContainer>
                  <elementText elementTextId="64031">
                    <text>Divulgação de produtos e serviços: páginas, blogues e redes sociais

i

_ Jr.M\oo

:i

=

~

~de

lI"kllnu

Ualftr,kMI.u

Resumo expandido

PROJETO, ELABORAÇÃO E GESTÃO DE WEBSITES PARA
BIBLIOTECAS UNIVERSITÁRIAS
Alexandre Ribas Semeler1, Veleida Ana Blan~, Márcia Maria de Miranda
Martins da Costa3, Anderson Biers, Diego Fernandes Silva
1Mestre em Comunicação e Informação, Biblioteca do Instituto de Geociências , Universidade
Federal do Rio Grande do Sul , Porto Alegre, RS
2Mestre em Memória Social e Bens Culturais, Biblioteca do Instituto de Geociências,
Universidade Federal do Rio Grande do Sul , Porto Alegre, RS
3Bacharel em Ciências Contábeis, Biblioteca do Instituto de Geociências, Universidade
Federal do Rio Grande do Sul , Porto Alegre , RS
4Graduando em História, Biblioteca do Instituto de Geociências , Universidade Federal do Rio
Grande do Sul , Porto Alegre , RS
5Graduando em Engenharia Física, Biblioteca do Instituto de Geociências, Universidade
Federal do Rio Grande do Sul , Porto Alegre , RS

1 Introdução
O desenvolvimento das tecnologias digitais e da web viabilizam novas
práticas bibliotecárias ligadas ao tratamento e a organização de informações digitais
em bibliotecas universitárias. Através de um website estendem-se as possibilidades
de oferta de serviços e produtos à comunidade usuária. A elevação na visibilidade
das bibliotecas ressalta a necessidade de investigar as transformações ocorridas no
campo da tecnologia e suas influências sob a Ciência da Informação. As
metodologias de análise métrica da informação originam o conceito de webometria,
explica Vanti (2010, p. 56) atua como ''[. .. ] uma perspectiva da Ciência da
Informação para os estudos quantitativos da web. " Assim, considera-se a aplicação
de métodos webométricos no processo de gerenciamento de conteúdo e elaboração
da estrutura de websites. A webometria permite a análise métrica e visual do
website , facilita a compreensão de seu funcionamento, conteúdo e estrutura. Nesse
contexto, a questão de pesquisa deste estudo busca identificar as tecnologias, as
técnicas e as metodologias necessárias para o projeto , a elaboração e a gestão de
websites para bibliotecas universitárias? O objetivo geral é aplicar a webometria
como método orientador à prática do desenvolvimento web . A aplicação de técnicas
webométricas na gestão de um website possibilita a de identificação de indicadores
métricos necessários ao processo de gerenciamento da estrutura e do conteúdo de
um website de biblioteca universitária. Acredita-se que a sistematização de
informações em ambiente web defina novos modos de organização e recuperação
da informação e que esta prática exige know how específico e caracteriza-se por
meio de abordagens multidisciplinares entre a Ciência da Informação e as novas
tecnologias web.

2 Materiais e Métodos
A metodologia aplicada é de caráter exploratório e busca compreender as
esferas quali-quantitativas do trabalho com websites para bibliotecas universitárias.
Desse modo, pretende-se a criação de indicadores alternativos que auxiliem nos

1705

�i
:i

=

~

Divulgação de produtos e serviços: páginas, blogues e redes sociais
_ Jr.M\oo
~de

lI"kllnu

Ualftr,kMI.u

Resumo expandido

processos de atualização, migração, preservação e segurança do website. As
etapas metodológicas compreendem a tríade (projeto, elaboração e gestão). Sendo
a primeira um momento de planejamento do website que se fundamenta em áreas
do design de interface e de informação, consolidando-se através da concepção de
projetos de navegação, identidade visual, e arquitetura da informação. A elaboração
resulta no desenvolvimento tecnológico do website baseado nos projetos já
realizados. Esta etapa de pesquisa caracteriza-se pela implantação e customização
de sistemas de gerenciamento de conteúdo através do uso de ferramentas
tecnológicas, linguagens de programação e gerenciamento de banco de dados. A
gestão preocupa-se com o processo de gerenciamento, ou seja, mede e avalia os
fluxos da informação e da comunicação no website. Por meio de ferramentas
estatísticas é possível preparar o website para que o mesmo seja focado em atender
determinados indicadores web. Estes tipos de indicadores, segundo Vanti (2010,
p.189), ''[. .. ] constituem valioso subsídio para avaliação das atividades desenvolvidas
por diferentes instituições no espaço da internet. " A mesma autora os classifica em
três categorias: descritivos (contabilizam o tamanho ou o número de objetos que um
espaço web apresenta), de conectividade (tem por finalidade o exame das conexões
entre sites, enfocando os links externos que um espaço recebe quanto os links que o
espaço aponta) e os de popularidade (a utilização da informação, mensurada por
meio de números e de características das visitas ao website) (VANTI , 2010). Seguese o modelo de coleta de dados proposto por Ferreira e Targino (2010 , p.306) para a
análise de logs das variáveis de acesso: "a) visitas e visitantes - número total de
visitas e de visitantes [... ]; b) perfil do usuário - procedência geográfica de origem
[ ... ] e perfil técnico do visitante [... ]; c) padrões de uso - exibições, tempo de conexão
e download [ ... ]." O lócus de investigação é a Biblioteca do Instituto de Geociências
da Universidade Federal do Rio Grande do Sul. O corpus é composto através da
análise de softwares e linguagens utilizadas para o desenvolvimento web.

3 Resultados Parciais/Finais
Obtiveram-se os seguintes resultados desde 2011 : a elaboração do Memorial
Virtual dos 50 anos de produção científica do curso de Geologia do IGEO/UFRGS; o
site da Biblioteca do Instituto; as revistas Pesquisas em Geociências e a ParaOnde!?
publicações editadas pelo Instituto.

4 Considerações Parciais/Finais
O projeto ainda encontra-se em fase de desenvolvimento. Entretanto, para a
concretização efetiva será necessário aplicar os indicadores webométricos no
processo de gestão do website. Isso irá garantir o processo de desenvolvimento
apontando os erros e as funcionalidades que devem ser aprimoradas. Por fim ,
ressalta-se a adoção da metodologia por todos os setores do Instituto de
Geociências da UFRGS, sendo a Biblioteca responsável pela coordenação de todos
os projetos de websites.

1706

�i
:i

=

~

Divulgação de produtos e serviços : páginas, blogues e redes sociais
_ Jr.M\oo
~de

lI"kllnu

Ualftr,kMI.u

Resumo expandido

5 Referências
FERREIRA, Sueli Mara S.P.; TARGINO, Maria das Graças. Métricas alternativas de
avaliação do impacto e do uso de revistas eletrônicas:estudos em Ciências da
Comunicação. In: FERREIRA, Sueli Mara S.P. ; TARGINO, Maria das Graças (Org.).
Acessibilidade e visibilidade de revistas científicas eletrônicas. São Paulo: Editora
Senac São Paulo, 2010.

VANTI, Nádia. Mapeamento das instituições federais de ensino superior.
Informação &amp; Informação, Londrina, v.15, n.1, 2010 . p. 55-67 . Disponível em :
&lt;http://www.uel.br/revistas/uel/index.php/informacao/article/view/4 704/587 8&gt; .
Acesso em : 23 mar. de 2012 .
VANTI, Nádia. Indicadores web e sua aplicação á produção científica disponibilizada em
revistas eletrônicas. In: FERREIRA, Sueli Mara S.P.; TARGINO, Maria das Graças (Org .).
Acessibilidade e visibilidade de revistas científicas eletrônicas. São Paulo: Editora
Senac São Paulo, 2010.

1707

�</text>
                  </elementText>
                </elementTextContainer>
              </element>
            </elementContainer>
          </elementSet>
        </elementSetContainer>
      </file>
    </fileContainer>
    <collection collectionId="49">
      <elementSetContainer>
        <elementSet elementSetId="1">
          <name>Dublin Core</name>
          <description>The Dublin Core metadata element set is common to all Omeka records, including items, files, and collections. For more information see, http://dublincore.org/documents/dces/.</description>
          <elementContainer>
            <element elementId="50">
              <name>Title</name>
              <description>A name given to the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51396">
                  <text>SNBU - Edição: 17 - Ano: 2012 (UFRGS - Gramado/RS)</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="49">
              <name>Subject</name>
              <description>The topic of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51397">
                  <text>Biblioteconomia&#13;
Documentação&#13;
Ciência da Informação&#13;
Bibliotecas Universitárias</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="41">
              <name>Description</name>
              <description>An account of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51398">
                  <text>Tema: A biblioteca universitária como laboratório na sociedade da informação.</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="39">
              <name>Creator</name>
              <description>An entity primarily responsible for making the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51399">
                  <text>SNBU - Seminário Nacional de Bibliotecas Universitárias</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="45">
              <name>Publisher</name>
              <description>An entity responsible for making the resource available</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51400">
                  <text>UFRGS</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="40">
              <name>Date</name>
              <description>A point or period of time associated with an event in the lifecycle of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51401">
                  <text>2012</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="44">
              <name>Language</name>
              <description>A language of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51402">
                  <text>Português</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="51">
              <name>Type</name>
              <description>The nature or genre of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51403">
                  <text>Evento</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="38">
              <name>Coverage</name>
              <description>The spatial or temporal topic of the resource, the spatial applicability of the resource, or the jurisdiction under which the resource is relevant</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51404">
                  <text>Gramado (Rio Grande do Sul)</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
          </elementContainer>
        </elementSet>
      </elementSetContainer>
    </collection>
    <itemType itemTypeId="8">
      <name>Event</name>
      <description>A non-persistent, time-based occurrence. Metadata for an event provides descriptive information that is the basis for discovery of the purpose, location, duration, and responsible agents associated with an event. Examples include an exhibition, webcast, conference, workshop, open day, performance, battle, trial, wedding, tea party, conflagration.</description>
    </itemType>
    <elementSetContainer>
      <elementSet elementSetId="1">
        <name>Dublin Core</name>
        <description>The Dublin Core metadata element set is common to all Omeka records, including items, files, and collections. For more information see, http://dublincore.org/documents/dces/.</description>
        <elementContainer>
          <element elementId="50">
            <name>Title</name>
            <description>A name given to the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="64023">
                <text>Projeto, elaboração e gestão de websites para bibliotecas universitárias.</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="39">
            <name>Creator</name>
            <description>An entity primarily responsible for making the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="64024">
                <text>Semeler, Alexandre Ribas; Blank, Veleida Ana; Costa, Márcia Maria de Miranda. M. da; Biers, Anderson; Silva, Diego Fernandes</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="38">
            <name>Coverage</name>
            <description>The spatial or temporal topic of the resource, the spatial applicability of the resource, or the jurisdiction under which the resource is relevant</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="64025">
                <text>Gramado (Rio Grande do Sul)</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="45">
            <name>Publisher</name>
            <description>An entity responsible for making the resource available</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="64026">
                <text>UFRGS</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="40">
            <name>Date</name>
            <description>A point or period of time associated with an event in the lifecycle of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="64027">
                <text>2012</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="51">
            <name>Type</name>
            <description>The nature or genre of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="64029">
                <text>Evento</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="41">
            <name>Description</name>
            <description>An account of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="64030">
                <text>A webometria permite a análise métrica e visual do website, facilita a compreensão de seu funcionamento, conteúdo e estrutura. Nesse contexto, a questão de pesquisa deste estudo busca identificar as tecnologias, as técnicas e as metodologias necessárias para o projeto, a elaboração e a gestão de websites para bibliotecas universitárias? O objetivo geral é aplicar a webometria como método orientador à prática do desenvolvimento web.</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="44">
            <name>Language</name>
            <description>A language of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="69516">
                <text>pt</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
        </elementContainer>
      </elementSet>
    </elementSetContainer>
  </item>
  <item itemId="6016" public="1" featured="0">
    <fileContainer>
      <file fileId="5080">
        <src>http://repositorio.febab.org.br/files/original/49/6016/SNBU2012_155.pdf</src>
        <authentication>c373312cae5a50fda05694aa3af90103</authentication>
        <elementSetContainer>
          <elementSet elementSetId="4">
            <name>PDF Text</name>
            <description/>
            <elementContainer>
              <element elementId="92">
                <name>Text</name>
                <description/>
                <elementTextContainer>
                  <elementText elementTextId="64022">
                    <text>Divulgação de produtos e serviços: páginas, blogues e redes sociais
il
""""'"
~
JbciMIlOe
= IiWiIttIUI
i: U"*"nIIMi",
,. ..

_. . . _...

Resumo expandido

ESTUDO COMPARATIVO ENTRE O BLOG E O TWITTER DA
BIBLIOTECA FEAUSP: UM RELATO DE EXPERIÊNCIA
Ivone RObles ' , Sheyla Mazzeo2 , Giseli Adornato de Aguiar1
1 Bibliotecária,

Biblioteca FEAUSP, São Paulo, SP
2Técnica, Biblioteca FEAUSP, São Paulo, SP
3Bibliotecária, Biblioteca FEAUSP, São Paulo, SP

1 Introdução
As bibliotecas foram construídas pelos homens, portanto, refletem as
mudanças históricas, sociais, políticas, culturais e tecnológicas de cada época e,
dessa forma , inserem-se também no universo das redes sociais da internet.
Delineia-se a biblioteca do século XXI conhecida como Biblioteca 2.0 1 e se
caracteriza como um espaço com serviços e produtos, simultaneamente, físicos,
digitais e virtuais, em que as tecnologias da informação e comunicação passam a
ser a base da relação com o usuário.
Atualmente 63,1 milhões de pessoas no Brasil estão conectadas às redes
sociais (considerando o total de 79,9 milhões de brasileiros com acesso a internet).
(IBOPE MEDIA, 2011 , 2012).
A partir do dado acima, é natural imaginar as bibliotecas universitárias se
apropriando desses espaços como ferramentas de comunicação, acesso à
informação e interação com os usuários.
Diante dessa realidade, como a Biblioteca da Faculdade de Economia,
Administração e Contabilidade (FEA) da Universidade de São Paulo (USP) está
utilizando
o
Blog
(http://bibliotecafea.com/)
e
o
Twitter
(http://twitter.com/bibliotecafea) para se comunicar com seus usuários?
Este trabalho pretende fazer um relato e tecer uma comparação da utilização
das ferramentas de redes sociais Blog e Twitter na Biblioteca FEAUSP.
Embora a utilização dessas ferramentas seja, frequentemente , abordada no
contexto das bibliotecas universitárias, percebe-se na literatura nacional uma
carência de um estudo comparativo entre os dois canais considerando suas
características.

2 Materiais e Métodos
Este estudo consiste em um relato de experiência do Blog e Twitter da
Biblioteca FEAUSP no período de maio de 2011 a abril de 2012.
Primeiramente, implantou-se o Twitter por ser uma ferramenta de fácil
manuseio. Posteriormente, para a criação do Blog , optou-se pela ferramenta

o

termo "Biblioteca 2.0" foi cunhado, pela primeira vez, em 2005, por Michael Casey em seu blog
LibraryCrunch (http://www.librarycrunch .com/) e basicamente significa o uso das tecnologias da Web
2.0 nas bibliotecas .
1

1696

�Divulgação de produtos e serviços: páginas, blogues e redes sociais
il
""""'"
~
JbciMIlOe

_. . . _...
=

i:

IiWiIttIUI

U"*"nIIMi",

,. ..

Resumo expandido

Wordpress por, inicialmente, ser gratuita e possuir uma interface amigável associado
ao conhecimento da equipe adquirido em treinamento de linguagem Cascading Style
Sheets (CSS) para as customizações desejadas.
Conforme Martins e Theóphilo (2007) , a metodologia utilizada foi a da
observação por meio da própria ferramenta estatística disponibilizada no Blog na
qual se verificou o conteúdo que alcançou maior aceitação pelo público. Já para o
Twitter, que não possui uma ferramenta de estatística própria e não há um histórico
que registre dados a longo prazo, utilizou-se os programas Memolane 2 e Kloue.

3 Resultados Parciais

o Twitter, implantado em maio de 2009, conta, atualmente, com 2595
seguidores. O Blog , disponibilizado dois anos depois, registra 32 .003 acessos aos
seus 52 posts distribuídos entre as 19 categorias criadas,
A equipe do Blog optou por priorizar as notícias e informes (tabela 1). Porém,
os conteúdos mais acessados pelos usuários foram sobre capacitações e
treinamentos (tabela 2).
Tabela 1 - Conteúdos mais publicados do 810g
Conteúdo
Notícias e informes
Base de dados e fontes de informação
Espaço do especialista
Produtos e serviços
Capacitação e treinamento
Entrevistas
Informações institucionais

NQ de posts

19
10
10
10
10
6
3

Fonte: Tabela elaborada com base nos dados estatísticos disponíveis no Wordpress .
Nota: Os conteúdos são classificados em mais de uma categoria.

2É um serviço que obtêm as informações publicadas em diferentes de redes sociais e as organizam
de forma cronológica, como uma linha do tempo (http://memolane.com/)
3 Analisa a influência que o usuário tem nas redes sociais. Para isso, a ferramenta calcula a interação
das pessoas e não quantos seguidores ou amigos ela possui na internet (http://klout.com/home)

1697

�il
~

~

""""'"
......,'"
IiWiIttIUI

U"*"nIIMi",

Divulgação de produtos e serviços: páginas, blogues e redes sociais
Resumo expandido

Tabela 2 - Conteúdos mais acessados do 810g
Todo o Tempo
Titulo

Visua lizações

Home page I A.rdlives

Como obter o levantamento de citações.

Goo~le

Acadêmico

Soare a Biblioteca da FEA
Acompanhe a reforma
Contatos

Acesso às Bases de Dados e ReVistas Eletrõnicas da Rede SIBiNetYia VPN (Rede Privada Virtual )
Com o chegar

NO't'3S aquisições Biblioteca FE.A,USP - QR-Code (como usar)
Como obter o indice h: Google Ac:adêmiCO
Entenda as diferenças básicas entre as gerações Y, X e b a!Jy b oomers

Inauguração da Casa da Cultura Carlos e Diva Pinho
Del anir Henrique da Sil\l8, aluno de mestrado da FEAUSP aprovado recentemente no programa de doutorado do Mil

Como obter o indice h e o levantamento de dtações: SciELO
Como o1:&gt;ter o índice h e o levantamento de citações: SCOPUS
Como obter o Indice h e o levantamento de citações : 131 Web af Knowledge

rl'lendeley - organizador de tra balhos acadêmicos, referências e dtações
Normas para Elaboração de Trabalhos A.cadêmicos (teses. dissertações e outros )
Procedimentos p.ara a elaboração da Ficha Catalográfica de teses e dissertações defendidas na FEAUSP
Convite para homenagem ao aluno Felipe Ramos de Palva
Ferias

que tal um best-seller acadêmico? (parte 1)

®..
®..
®..
®..
®..
®..
®..
®..
®..
®..
®..
®..
®..
®..
®..
®..
®..
®..
®..
®..

23.957
1.145
892
795
433
394
349
343
245
224
223
202
189
177
129
122
121
117
115
112

Fonte: WORDPRESS. Biblioteca FEAUSP: estatísticas do site. Dados coletados em: 17 abr.
2012. Acesso restrito.

No Twitter, privilegiou-se conteúdos relacionados à Biblioteca, contudo, foi
observado uma preferência por notícias e informações gerais (tabela 3).
Tabela 3 - Twitter
Informações mais retweeteds

Informações mais divulgadas
Novas aquisições da Biblioteca
Produção científica docente FEA
Relacionadas às áreas dos cursos FEA
Relacionadas à USP
Sobre download e disponibilização de
obras gratuitas
Relacionadas à Biblioteca
Assuntos de interesse acadêmico em
geral

Sobre download e disponibilização de
obras gratuitas
Relacionadas às áreas dos cursos FEA
Relacionadas à USP
Assuntos de interesse acadêmico em
geral
Tutoriais publicados no Blog
Produção científica docente FEA
Sobre TI

Fonte: Tabela elaborada com base nos dados disponíveis no Memolane e no Twitter.
Nota: Conteúdos postados e retweeteds em ordem sequencial.

1698

�Divulgação de produtos e serviços: páginas, blogues e redes sociais
il
""""'"
~
JbciMIlOe

_. . . _...
=

i:

IiWiIttIUI

U"*"nIIMi",

,. ..

Resumo expandido

YourTrue Reach:

HlS

105

100

I~ Tweet IIlBll!.

&amp;5

True Reach is lhe numtJer af
people you inftuence , bolh wilhin
your immediale nelwork and
across Iheir exlended nelworks.

90

Figura 1 - Levantamento de influência do Twitter

Fonte: KLOUT. Biblioteca FEAUSP: your true reach. Dados coletados em: 17 abr. 2012.
Acesso restrito.

A Biblioteca FEAUSP promove a divulgação tanto do Twitter como do Blog
indistintamente, porém , o segundo, frequentemente, é indicado aos usuanos no
atendimento on-line quando de questões sobre os serviços e recursos
informacionais disponíveis e já "postados" no Blog.
Tudo que é publicado no Blog é divulgado no Twitter, já com o conteúdo do
Twitter não é possível fazer o mesmo, porém seu link está disponível no Blog para
que as últimas três postagens possam ser visualizadas.
Trabalha-se em conjunto as duas ferramentas, o Twitter referência e o Blog
desenvolve.

4 Considerações Parciais
De acordo com a análise dos dados, observou-se a necessidade de
redirecionamento do conteúdo entre as duas ferramentas para atender a expectativa
do usuário.
Recomenda-se que o Blog passe a desenvolver mais conteúdos e tutoriais e
que informes e notícias sejam, prioritariamente, veiculados no Twitter.
Da mesma forma , as novas aquisições devem figurar no Blog por ser um
conteúdo institucional que precisa ficar reunido e disponível para acesso.
Ao Twitter, por sua popularidade e pela agilidade operacional, são
encaminhadas as informações ocasionais e imediatas, não necessariamente
acadêmicas, mas de visível interesse para o público da área, gerando um
compartilhamento rápido e informal. Ao Blog, destinado para conteúdos mais
elaborados, são direcionadas informações relativas à estrutura da Biblioteca e sobre
o uso de produtos e serviços oferecidos.
Tendo em vista o conceito de Biblioteca 2.0 e o perfil do novo usuário, o uso
das redes sociais é fundamental para disseminação da informação com rapidez e
eficiência. Assim, as ferramentas utilizadas pela Biblioteca FEAUSP têm contribuído
para a atualização e produção do conhecimento de seus usuários de forma dinâmica
e interativa.

1699

�Divulgação de produtos e serviços: páginas, blogues e redes sociais
il
""""'"
~
JbciMIlOe

_. . . _...
=

i:

IiWiIttIUI

U"*"nIIMi",

,. ..

Resumo expandido

5 Referências
CASEY, M. Library 2.0, Beta . LibraryCrunch . [S .I.], 11 Oct. 2005 . Disponível em :
&lt;http://www.librarvcrunch .com/2005/10/librarv20beta .html&gt;. Acesso em : 22 jun .
2012 .
ISOPE MEDIA. As diversas idades nas redes sociais. São Paulo: ISOPE, 2011.
Disponível em :
http://www.ibope.com.br/calandraWeb/servletlCalandraRedirect?temp=6&amp;proj=Portal
ISOPE&amp;pub= T &amp;nome=home materia&amp;db=caldb&amp;docid=87FF2A009 DAE8D8983257
95100554C9E&gt;. Acesso em : 19 abro2012 .
___ oNúmero de brasileiros com acesso a internet chega a 79, 9 milhões. São
Paulo: ISOPE, 2012 . Disponível em :
&lt;http://www.ibope.com .br/calandraWeb/servletlCalandraRedirect?temp=6&amp;proj=Port
aIISOPE&amp;pub=T&amp;db=caldb&amp;comp=pesguisa leitura&amp;nivel=null&amp;docid=9725S59EOC
D6FC43832579DC005A03D9&gt;. Acesso em : 19 abro2012 .
KLOUT. Biblioteca FEAUSP: your true reach . Disponível em :
&lt;http://klout.com/home&gt;. Acesso em : 17 abro2012.
MARTINS, G. A. ; THEÓPHILO, C. R. Metodologia da investigação científica para
ciências sociais aplicadas. São Paulo : Atlas, 2007 .
MEMOLANE. Biblioteca FEAUSP. Disponível em : &lt;http://memolane.com/&gt;. Acesso
em : 17 abr. 2012.
TWITTER. Biblioteca FEAUSP. Disponível em : &lt;http://twitter.com/bibliotecafea &gt;.
Acesso em : 17 abro2012 .
WORDPRESS. Biblioteca FEAUSP: estatísticas do site . Disponível em : &lt;http://ptbr.wordpress.com/&gt;. Acesso em : 17 abr. 2012 .

1700

�</text>
                  </elementText>
                </elementTextContainer>
              </element>
            </elementContainer>
          </elementSet>
        </elementSetContainer>
      </file>
    </fileContainer>
    <collection collectionId="49">
      <elementSetContainer>
        <elementSet elementSetId="1">
          <name>Dublin Core</name>
          <description>The Dublin Core metadata element set is common to all Omeka records, including items, files, and collections. For more information see, http://dublincore.org/documents/dces/.</description>
          <elementContainer>
            <element elementId="50">
              <name>Title</name>
              <description>A name given to the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51396">
                  <text>SNBU - Edição: 17 - Ano: 2012 (UFRGS - Gramado/RS)</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="49">
              <name>Subject</name>
              <description>The topic of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51397">
                  <text>Biblioteconomia&#13;
Documentação&#13;
Ciência da Informação&#13;
Bibliotecas Universitárias</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="41">
              <name>Description</name>
              <description>An account of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51398">
                  <text>Tema: A biblioteca universitária como laboratório na sociedade da informação.</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="39">
              <name>Creator</name>
              <description>An entity primarily responsible for making the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51399">
                  <text>SNBU - Seminário Nacional de Bibliotecas Universitárias</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="45">
              <name>Publisher</name>
              <description>An entity responsible for making the resource available</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51400">
                  <text>UFRGS</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="40">
              <name>Date</name>
              <description>A point or period of time associated with an event in the lifecycle of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51401">
                  <text>2012</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="44">
              <name>Language</name>
              <description>A language of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51402">
                  <text>Português</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="51">
              <name>Type</name>
              <description>The nature or genre of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51403">
                  <text>Evento</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="38">
              <name>Coverage</name>
              <description>The spatial or temporal topic of the resource, the spatial applicability of the resource, or the jurisdiction under which the resource is relevant</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51404">
                  <text>Gramado (Rio Grande do Sul)</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
          </elementContainer>
        </elementSet>
      </elementSetContainer>
    </collection>
    <itemType itemTypeId="8">
      <name>Event</name>
      <description>A non-persistent, time-based occurrence. Metadata for an event provides descriptive information that is the basis for discovery of the purpose, location, duration, and responsible agents associated with an event. Examples include an exhibition, webcast, conference, workshop, open day, performance, battle, trial, wedding, tea party, conflagration.</description>
    </itemType>
    <elementSetContainer>
      <elementSet elementSetId="1">
        <name>Dublin Core</name>
        <description>The Dublin Core metadata element set is common to all Omeka records, including items, files, and collections. For more information see, http://dublincore.org/documents/dces/.</description>
        <elementContainer>
          <element elementId="50">
            <name>Title</name>
            <description>A name given to the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="64014">
                <text>Estudo comparativo entre o Blog e o Twiter da Biblioteca FEAUSP: um relato de experiência.</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="39">
            <name>Creator</name>
            <description>An entity primarily responsible for making the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="64015">
                <text>Robles, Ivone; Mazzeo, Sheyla; Aguiar, Giseli Adornato de</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="38">
            <name>Coverage</name>
            <description>The spatial or temporal topic of the resource, the spatial applicability of the resource, or the jurisdiction under which the resource is relevant</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="64016">
                <text>Gramado (Rio Grande do Sul)</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="45">
            <name>Publisher</name>
            <description>An entity responsible for making the resource available</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="64017">
                <text>UFRGS</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="40">
            <name>Date</name>
            <description>A point or period of time associated with an event in the lifecycle of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="64018">
                <text>2012</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="51">
            <name>Type</name>
            <description>The nature or genre of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="64020">
                <text>Evento</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="41">
            <name>Description</name>
            <description>An account of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="64021">
                <text>Este trabalho pretende fazer um relato e tecer uma comparação da utilização das ferramentas de redes sociais Blog e Twitter na Biblioteca FEAUSP. De acordo com a análise dos dados, observou-se a necessidade de redirecionamento do conteúdo entre as duas ferramentas para atender a expectativa do usuário. Recomenda-se que o Blog passe a desenvolver mais conteúdos e tutoriais e que informes e notícias sejam, prioritariamente, veiculados no Twitter. Da mesma forma, as novas aquisições devem figurar no Blog por ser um conteúdo institucional que precisa ficar reunido e disponível para acesso.</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="44">
            <name>Language</name>
            <description>A language of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="69515">
                <text>pt</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
        </elementContainer>
      </elementSet>
    </elementSetContainer>
  </item>
  <item itemId="6015" public="1" featured="0">
    <fileContainer>
      <file fileId="5079">
        <src>http://repositorio.febab.org.br/files/original/49/6015/SNBU2012_154.pdf</src>
        <authentication>f8b056c1150b4328dca997860ffa120a</authentication>
        <elementSetContainer>
          <elementSet elementSetId="4">
            <name>PDF Text</name>
            <description/>
            <elementContainer>
              <element elementId="92">
                <name>Text</name>
                <description/>
                <elementTextContainer>
                  <elementText elementTextId="64013">
                    <text>Divulgação de produtos e serviços: páginas, blogues e redes sociais
i! """"'"
MaooNlck

~

=

:,

IiWitt.UJ
1I....111~

Resumo expandido

A BIBLIOTECA CENTRAL DO GRAGOATÁ NO CONTEXTO DA
WEB 2.0: UM ENFOQUE SOBRE A REDE SOCIAL FACEBOOK
Josimara Brumatti1, Geisa Drumond1
1Bibliotecária, Universidade Federal Fluminense, Niterói, Rio de Janeiro

1 Introdução
As redes sociais apresentam um amplo e flexível conjunto de recursos que
facilitam e ampliam a interação de pessoas, ao mesmo tempo em que favorecem a
divulgação de produtos e serviços na internet.
As bibliotecas têm se voltado para o uso das redes sociais para se comunicar
com os usuários e divulgar serviços, produtos e informações. Algumas experiências
têm sido apresentadas em eventos, demonstrando como essas ferramentas podem
servir de estratégia para facilitar a interação e promover a biblioteca , dando-lhe mais
visibilidade, bem como inovando nos produtos e serviços oferecidos.
Watanabe ; Paletta e Yamashita (2010) citam, em seu trabalho, o Facebook
como uma das redes mais populares da Web 2.0, lançada em 2004 nos Estados
Unidos. Dentre os seus recursos, o Facebook permite o compartilhamento de perfis
e interesses comuns e a troca de mensagens ou informações, além de ser gratuito.
A preferência dos usuários por um tipo de rede social deve ser levada em
conta na seleção da rede que seja mais adequada para a biblioteca . Outros critérios
de seleção referem-se aos objetivos da rede social e às expectativas dos usuários
(MARGAIX-ARNAL, 2008).
Maness 1 , ao tratar das implicações da web 2,0 para as bibliotecas, discute
que a Biblioteca 2.0 deve ser centrada no usuário e oferecer serviços e coleções
multimídia, contendo áudio e vídeo. Destaca a rica interação entre usuários e
bibliotecários, sinalizando que o aspecto mais importante e singular da Biblioteca 2,0
é ser comunitariamente inovadora, o que implica em mudar continuamente os seus
serviços, além de prover meios para que as comunidades e os usuários busquem ,
achem e utilizem informação.
O objetivo do trabalho é relatar a experiência da Biblioteca Central do
Gragoatá - BCG, que é uma das unidades de informação da Superintendência de
Documentação - SDC da Universidade Federal Fluminense - UFF, no uso das redes
sociais, em especial o Facebook, tendo em vista que as tecnologias web 2,0 têm
trazido mais interatividade e dinamismo no fazer profissional.

2 Materiais e Métodos
O presente trabalho tem como objeto de estudo a Biblioteca Central do
Gragoatá, que é uma das bibliotecas da SDC da Universidade, A BCG atende a
todos os cursos das áreas de Humanas.
A metodologia utilizada para este trabalho compreende:
1 apud

CONTI ; PINTO , 2010 , p. 11 .

1693

�Divulgação de produtos e serviços: páginas, blogues e redes sociais
i! """"'"
MaooNlck

~

=

:,

IiWitt.UJ
1I....111~

Resumo expandido

a) um estudo de caráter exploratório sobre as iniciativas da BCG no
uso das Redes Sociais;
b) descrição dos tipos de informações divulgadas nas redes;
c) análise das redes sociais no período de agosto de 2011 a abril de
2012.

3 Resultados Parciais/Finais
Constatamos que houve, anteriormente, algumas iniciativas no uso de redes
sociais na BCG, contudo não tiveram continuidade. A elaboração do projeto sobre
redes sociais, intitulado BCG 2.0, em 2011, teve como objetivos definir as redes
sociais utilizadas na BCG e estruturar as ações a serem desenvolvidas no âmbito
das redes sociais; aperfeiçoá-Ias e corrigir os problemas detectados;
Dentre as redes sociais 2 analisadas, o Facebook é a ferramenta que teve
maior impacto, levando-se em conta os pedidos de usuários para fazer parte da
rede ; postagens e as formas de interação.
Tabela - Dados das Redes Sociais no período de AGO 2011 - ABR 2012
Rede Social

Postagem

Participante

810g

18

5

Twitter

113

12

Facebook

310

163

Fonte: O autor (2012)

Consideramos que a disparidade entre as redes sociais deve-se ao fato de
que o Facebook recebeu maior investimento da biblioteca. As ferramentas do Blog e
Twitter foram criadas posteriormente ao Facebook, principalmente o Blog que foi
publicado em 2012 .
No contato com os usuários, observamos que o Twitter não é uma ferramenta
tão popular como o Facebook. Por outro lado, a estratégia de integrar as
ferramentas do Blog e Twitter ao Facebook tem possibilitado à BCG divulgar os seus
serviços/produtos e informações, de forma rápida e dinâmica.
Buscamos, através do Twitter, divulgar, de forma objetiva , informações atuais,
serviços da biblioteca e conteúdos digitais.
O conteúdo disponibilizado nas redes sociais da BCG se constitui de eventos,
cursos e reportagens que estão diretamente ligados à UFF e aos cursos que a BCG
atende .
Dentre as formas de interação, destacamos a manifestação dos usuários com
relação às fotos postadas na página do Facebook sobre as visitas guiadas, as
exposições, os eventos, as visitas ilustres e os treinamentos realizados na BCG.

2

Facebook - http://www.facebook.com/Bibliotecacentraldogragoata
Twitter - https://twitter.com/bcguff
Blog - http://bibliotecacentraldogragoata.blogspot.com .br

1694

�Divulgação de produtos e serviços: páginas. blogues e redes sociais
i! """"'"
MaooNlck

~

=

:,

IiWitt.UJ
1I....111~

Resumo expandido

4 Considerações Parciais/Finais
As potencialidades oferecidas pelas redes sociais dão mais visibilidade à
BCG. No chat interno do Facebook, os usuários buscam informação sobre o acervo,
serviços e horário de funcionamento da biblioteca .
Um dos maiores ganhos obtidos foi , sem dúvida, a maior interação entre
usuários e a BCG, através dos comentários e "curtição" de matérias postadas;
compartilhamento dos links e sugestão de matérias a serem postadas.
A difusão das redes sociais através dos materiais de divulgação da BCG e
das apresentações para grupos de usuários são estratégias adotadas para estimular
o uso das redes e promovê-Ias como mais um canal de comunicação da biblioteca .

5 Referências
CONTI, Daiana Lindaura; PINTO, Maria Carolina Carlos. Ferramentas colaborativas
para bibliotecas. Revista ACB: Biblioteconomia em Santa Catarina, Florianópolis, v.
15, n. 1, p. 7-21, jan./jun, 2010.
MARGAIX-ARNAL, Didac. Las bibliotecas universitárias y Facebook: cómo y por qué
estar presentes. EI profesional de la información, v. 17, n. 6, p. 589-601, nov./dic.
2008.
Disponível
em :
&lt;
http://www.elprofesionaldelainformacion .com/contenidos/2008/noviembre/02 .pdf&gt;.
Acesso em: 3 abro2012.
WATANABE, Edna Tiemi Yokoti; PALETTA, Fátima Aparecida Colombo;
YAMASHITA, Marina Mayumi. Análise do uso das ferramentas web 2.0 aplicadas às
bibliotecas da Universidade de São Paulo (USP) . In: SEMINÁRIO NACIONAL DE
BIBLIOTECAS UNIVERSITÁRIAS, 16.; SEMINÁRIO INTERNACIONAL DE
BIBLIOTECAS DIGITAIS - BRASIL, 2., 2010 , Rio de Janeiro. Anais ... Rio de
Janeiro: UFRJ, 2010.

1695

�</text>
                  </elementText>
                </elementTextContainer>
              </element>
            </elementContainer>
          </elementSet>
        </elementSetContainer>
      </file>
    </fileContainer>
    <collection collectionId="49">
      <elementSetContainer>
        <elementSet elementSetId="1">
          <name>Dublin Core</name>
          <description>The Dublin Core metadata element set is common to all Omeka records, including items, files, and collections. For more information see, http://dublincore.org/documents/dces/.</description>
          <elementContainer>
            <element elementId="50">
              <name>Title</name>
              <description>A name given to the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51396">
                  <text>SNBU - Edição: 17 - Ano: 2012 (UFRGS - Gramado/RS)</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="49">
              <name>Subject</name>
              <description>The topic of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51397">
                  <text>Biblioteconomia&#13;
Documentação&#13;
Ciência da Informação&#13;
Bibliotecas Universitárias</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="41">
              <name>Description</name>
              <description>An account of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51398">
                  <text>Tema: A biblioteca universitária como laboratório na sociedade da informação.</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="39">
              <name>Creator</name>
              <description>An entity primarily responsible for making the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51399">
                  <text>SNBU - Seminário Nacional de Bibliotecas Universitárias</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="45">
              <name>Publisher</name>
              <description>An entity responsible for making the resource available</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51400">
                  <text>UFRGS</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="40">
              <name>Date</name>
              <description>A point or period of time associated with an event in the lifecycle of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51401">
                  <text>2012</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="44">
              <name>Language</name>
              <description>A language of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51402">
                  <text>Português</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="51">
              <name>Type</name>
              <description>The nature or genre of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51403">
                  <text>Evento</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="38">
              <name>Coverage</name>
              <description>The spatial or temporal topic of the resource, the spatial applicability of the resource, or the jurisdiction under which the resource is relevant</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51404">
                  <text>Gramado (Rio Grande do Sul)</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
          </elementContainer>
        </elementSet>
      </elementSetContainer>
    </collection>
    <itemType itemTypeId="8">
      <name>Event</name>
      <description>A non-persistent, time-based occurrence. Metadata for an event provides descriptive information that is the basis for discovery of the purpose, location, duration, and responsible agents associated with an event. Examples include an exhibition, webcast, conference, workshop, open day, performance, battle, trial, wedding, tea party, conflagration.</description>
    </itemType>
    <elementSetContainer>
      <elementSet elementSetId="1">
        <name>Dublin Core</name>
        <description>The Dublin Core metadata element set is common to all Omeka records, including items, files, and collections. For more information see, http://dublincore.org/documents/dces/.</description>
        <elementContainer>
          <element elementId="50">
            <name>Title</name>
            <description>A name given to the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="64005">
                <text>A Biblioteca Central do Gragoatá no contexto da web 2.0: um enfoque sobre a rede social fecebook.</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="39">
            <name>Creator</name>
            <description>An entity primarily responsible for making the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="64006">
                <text>Brumatti, Josimara; Drumond, Geisa</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="38">
            <name>Coverage</name>
            <description>The spatial or temporal topic of the resource, the spatial applicability of the resource, or the jurisdiction under which the resource is relevant</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="64007">
                <text>Gramado (Rio Grande do Sul)</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="45">
            <name>Publisher</name>
            <description>An entity responsible for making the resource available</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="64008">
                <text>UFRGS</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="40">
            <name>Date</name>
            <description>A point or period of time associated with an event in the lifecycle of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="64009">
                <text>2012</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="51">
            <name>Type</name>
            <description>The nature or genre of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="64011">
                <text>Evento</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="41">
            <name>Description</name>
            <description>An account of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="64012">
                <text>Relata a experiência da Biblioteca Central do Gragoatá - BCG, que é uma das unidades de informação da Superintendência de Documentação - SDC da Universidade Federal Fluminense - UFF, no uso das redes sociais, em especial o Facebook, tendo em vista que as tecnologias web 2.0 têm trazido mais interatividade e dinamismo no fazer profissional.</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="44">
            <name>Language</name>
            <description>A language of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="69514">
                <text>pt</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
        </elementContainer>
      </elementSet>
    </elementSetContainer>
  </item>
  <item itemId="6014" public="1" featured="0">
    <fileContainer>
      <file fileId="5078">
        <src>http://repositorio.febab.org.br/files/original/49/6014/SNBU2012_153.pdf</src>
        <authentication>1070573d89d1a4af8a99ad88af631016</authentication>
        <elementSetContainer>
          <elementSet elementSetId="4">
            <name>PDF Text</name>
            <description/>
            <elementContainer>
              <element elementId="92">
                <name>Text</name>
                <description/>
                <elementTextContainer>
                  <elementText elementTextId="64004">
                    <text>Divulgação de produtos e serviços: páginas, blogues e redes sociais
i! """"'"
MaooNlck

~

=

:,

IiWitt.UJ

1I....111~

Resumo expandido

LITERATURA DE LAZER EM
BIBLIOTECA DE ASSUNTOS ESPECíFICOS

Ana Cristina de Freitas Griebler1,
1

Bibliotecária , Mestre em Gerência da Informação pela North Carolina Central University.
ESEF/UFRGS , RS

1 Introdução
É senso comum que uma das funções de uma biblioteca universitária seja
atender às necessidades de ensino, pesquisa e extensão da comunidade em que
ela está inserida , No caso de uma biblioteca setorial, geralmente seu acervo está
limitado aos assuntos dos cursos ministrados naquela unidade, com poucas
exceções. Mas será que é necessário a biblioteca estar limitada na oferta de
assuntos? Por outro lado, é possível os alunos terem tempo para outras leituras que
não as acadêmicas? E neste caso, a biblioteca não poderia proporcionar uma
literatura diferenciada? É incontestável a importância da leitura como elemento de
formação cognitiva e lúdica do indivíduo e, muitas vezes a universidade pode ser a
última oportunidade formal [ ... ] para o desenvolvimento do hábito de leitura e de
compreensão de textos, "indispensáveis ao profissional que ela se propõe a formar"
(Santos, et aI, 2002, p. 550) .
Neste trabalho, a biblioteca apresentada atende às áreas de Educação Física ,
Fisioterapia e Dança com o acervo direcionado a estes assuntos, salvo uma dezena
de títulos recebidos por doação. Com o ingresso de nova bibliotecária questionou-se
o porquê da não existência de literatura de lazer, uma vez que proporcionar o prazer
da leitura seja uma das mais completas formas de inserção do indivíduo no contexto
cultural.
Foi criado então projeto experimental com o objetivo de oferecer à
comunidade usuária, literatura de lazer (entendida aqui por ficção), ou seja , aquela
fora do escopo acadêmico. Com este mote, a ideia foi desenvolvida e lançada entre
os pares com sua consequente aprovação. Para dar mais afinidade com um dos
cursos, criou-se o slogan "LazER na ESEF" contextualizando o prazer de "ler" como
uma atividade de "lazer", um dos assuntos trabalhados em Educação Física .
De acordo com Melo e Alves Jr. (2003 apud QUEIROZ; SOUZA, 2009) são
atribuídas ao lazer as funções de descanso, divertimento e desenvolvimento. A
leitura pertence à função de desenvolvimento e esta é, geralmente, carregada de
dificuldades para sua prática plena . Entretanto, no estudo realizado por Queiroz e
Souza (2009) a leitura é destacada como a segunda forma de lazer mais citada
entre estudantes universitários em Porto Alegre , atrás apenas da categoria música .
Assim , justificada pela sintonia entre leitura como atividade de lazer, este
projeto se insere nas atividades desenvolvidas pela biblioteca da Escola de
Educação Física da Universidade Federal do Rio Grande do Sul.

1690

�Divulgação de produtos e serviços: páginas, blogues e redes sociais
i! """"'"
MaooNlck

~

=

:,

IiWitt.UJ

1I....111~

Resumo expandido

2 Materiais e Métodos

o projeto iniciou com cinco livros doados em estante próxima ao local de
exposição das novas aquisições. Estes títulos não são inseridos no sistema da
biblioteca e seguem a política da troca, ou seja, o usuário traz um livro em bom
estado físico e de literatura trocando por outro disponível na estante reservada para
esse fim . O único controle existente é o cadastro dos títulos doados na página
LibraryThing 1, conhecida por ser uma rede de catalogação social existente na web
onde é possível organizar os livros utilizando informações inseridos por outros
usuários. O livro então recebe uma etiqueta para uma visualização fácil de que ele
não pertence ao acervo, bem como um marcador de página, e depois colocado em
estante própria.
Até o momento (14 abril de 2012), 100 livros já foram cadastrados e destes,
mais da metade já foram renovados durante os 6 primeiros meses de existência do
projeto . Alguns participantes doaram vários livros. A divulgação (figura 1) é pequena,
restrita apenas dentro da biblioteca e poucas chamadas no twitter ou no blog do
setor. Vários usuários ficam surpresos com o projeto e a simplicidade da ideia e
parabenizam a iniciativa.
~

~

(/)

~

·Encanto ~
D lversão
~

Recreacão ~P razer
o'
~

~LazER
E Leitura

~

Figura 1 - Logomarca de divulgação do projeto "LazER na ESEF"

3 Considerações
Após este período experimental , podemos pensar na maior divulgação ao
projeto ou , talvez, inserir o "LazER na ESEF como um ponto de Bookcrossing 2 , É
importante salientar que este é um serviço que a biblioteca oferece, de forma
gratuita e de baixa manutenção em termos de custo ou trabalho envolvido .
Finalmente, merece destaque as recompensas que ocorrem, pois estas não
são planejadas. Uma delas é a de que alunos de outras unidades também têm vindo
1

2

Página da BIBESEF: http://www.librarything.com/profile/BIBESEF
Comunidade virtual e mundial de troca de livros. Informações em : www.bookcrossing .com .

1691

�Divulgação de produtos e serviços: páginas, blogues e redes sociais
i! """"'"
MaooNlck

~

=

:,

IiWitt.UJ

1I....111~

Resumo expandido

à ESEF para olhar os livros disponíveis e se engajar na proposta. E a outra é a
receptividade e participação dos funcionários terceirizados da unidade fazendo
inclusive pedidos específicos de títulos e estilos de literatura, Para nós, isso reflete o
poder de inserção da leitura em todas as camadas sociais e sua importância no
resgate da cidadania. Como já dizia Almeida :

A

medida que adentramos o universo da leitura, descortinando autores, e
temas os mais variados, percebemos que vamos nos familiarizando cada vez
mais com a palavra , que, com intimidade passeia, rodopia , baila suavemente
em nossa mente ávida pelo conhecimento, porque "o prazer da leitura de um
texto não pode ser avaliado. É coisa subjetiva ; quem ama ler tem nas mãos
as chaves do mundo"a

4 Referências
ALMEIDA, I. M. O ato de ler. São Paulo: Amigos do Livro, 2001 . Disponível em :
http://www.amigosdolivro.com .br/lermais materias,php?cd materias=3523. Acesso
em : 16 abro2012 .
QUEIROZ, M. N. G.; SOUZA, L. K. Atividades de Lazer em Jovens e Adultos: Um
Estudo Descritivo. 2009 . Licere, Belo Horizonte, v.12, n.3, set.l2009. Disponível em :
http://www.anima .eefd .ufrj.br/licere/pdf/licerev12n03 a2 .pdf. Acesso em : 15 abro
2012 .
SANTOS , A. A. A. et aI. O Teste de Cloze na avaliação da compreensão em leitura.
Psicologia: reflexão e crítica, V. 15, n. 3, p, 549-560, 2002. Disponível em :
http://www.scielo.br.ez45 .periodicos.capes.gov.br/pdf/prc/v15n3/a09v15n3 .pdf.
Acesso em : 15, abr. 2012.

3

Citação no parágrafo de ALVES, Rubem - Dígrafos. (Internet http:www.ofaj.com.br) .

1692

�</text>
                  </elementText>
                </elementTextContainer>
              </element>
            </elementContainer>
          </elementSet>
        </elementSetContainer>
      </file>
    </fileContainer>
    <collection collectionId="49">
      <elementSetContainer>
        <elementSet elementSetId="1">
          <name>Dublin Core</name>
          <description>The Dublin Core metadata element set is common to all Omeka records, including items, files, and collections. For more information see, http://dublincore.org/documents/dces/.</description>
          <elementContainer>
            <element elementId="50">
              <name>Title</name>
              <description>A name given to the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51396">
                  <text>SNBU - Edição: 17 - Ano: 2012 (UFRGS - Gramado/RS)</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="49">
              <name>Subject</name>
              <description>The topic of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51397">
                  <text>Biblioteconomia&#13;
Documentação&#13;
Ciência da Informação&#13;
Bibliotecas Universitárias</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="41">
              <name>Description</name>
              <description>An account of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51398">
                  <text>Tema: A biblioteca universitária como laboratório na sociedade da informação.</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="39">
              <name>Creator</name>
              <description>An entity primarily responsible for making the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51399">
                  <text>SNBU - Seminário Nacional de Bibliotecas Universitárias</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="45">
              <name>Publisher</name>
              <description>An entity responsible for making the resource available</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51400">
                  <text>UFRGS</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="40">
              <name>Date</name>
              <description>A point or period of time associated with an event in the lifecycle of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51401">
                  <text>2012</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="44">
              <name>Language</name>
              <description>A language of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51402">
                  <text>Português</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="51">
              <name>Type</name>
              <description>The nature or genre of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51403">
                  <text>Evento</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="38">
              <name>Coverage</name>
              <description>The spatial or temporal topic of the resource, the spatial applicability of the resource, or the jurisdiction under which the resource is relevant</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51404">
                  <text>Gramado (Rio Grande do Sul)</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
          </elementContainer>
        </elementSet>
      </elementSetContainer>
    </collection>
    <itemType itemTypeId="8">
      <name>Event</name>
      <description>A non-persistent, time-based occurrence. Metadata for an event provides descriptive information that is the basis for discovery of the purpose, location, duration, and responsible agents associated with an event. Examples include an exhibition, webcast, conference, workshop, open day, performance, battle, trial, wedding, tea party, conflagration.</description>
    </itemType>
    <elementSetContainer>
      <elementSet elementSetId="1">
        <name>Dublin Core</name>
        <description>The Dublin Core metadata element set is common to all Omeka records, including items, files, and collections. For more information see, http://dublincore.org/documents/dces/.</description>
        <elementContainer>
          <element elementId="50">
            <name>Title</name>
            <description>A name given to the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="63996">
                <text>Literatura de lazer em biblioteca de assuntos específicos.</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="39">
            <name>Creator</name>
            <description>An entity primarily responsible for making the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="63997">
                <text>Griebler, Ana Cristina de Freitas</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="38">
            <name>Coverage</name>
            <description>The spatial or temporal topic of the resource, the spatial applicability of the resource, or the jurisdiction under which the resource is relevant</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="63998">
                <text>Gramado (Rio Grande do Sul)</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="45">
            <name>Publisher</name>
            <description>An entity responsible for making the resource available</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="63999">
                <text>UFRGS</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="40">
            <name>Date</name>
            <description>A point or period of time associated with an event in the lifecycle of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="64000">
                <text>2012</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="51">
            <name>Type</name>
            <description>The nature or genre of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="64002">
                <text>Evento</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="41">
            <name>Description</name>
            <description>An account of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="64003">
                <text>Discorre sobre o projeto experimental que foi criado com o objetivo de oferecer à comunidade usuária, literatura de lazer (entendida aqui por ficção), ou seja, aquela fora do escopo acadêmico. Com este mote, a ideia foi desenvolvida e lançada entre os pares com sua consequente aprovação. Para dar mais afinidade com um dos cursos, criou-se o slogan “LazER na ESEF” contextualizando o prazer de “ler” como uma atividade de “lazer”, um dos assuntos trabalhados em Educação Física.</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="44">
            <name>Language</name>
            <description>A language of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="69513">
                <text>pt</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
        </elementContainer>
      </elementSet>
    </elementSetContainer>
  </item>
  <item itemId="6013" public="1" featured="0">
    <fileContainer>
      <file fileId="5077">
        <src>http://repositorio.febab.org.br/files/original/49/6013/SNBU2012_152.pdf</src>
        <authentication>c26d46f61d149ba7180d9d68127baeba</authentication>
        <elementSetContainer>
          <elementSet elementSetId="4">
            <name>PDF Text</name>
            <description/>
            <elementContainer>
              <element elementId="92">
                <name>Text</name>
                <description/>
                <elementTextContainer>
                  <elementText elementTextId="63995">
                    <text>Divulgação de produtos e serviços: páginas, blogues e redes sociais
i! """"'"
MaooNlck

~

=

:,

IiWitt.UJ
1I....111~

Resumo expandido

PROPOSTA DE IMPLANTAÇÃO DE REDES SOCIAIS NA BIBLIOTECA DA
ESCOLA DE FILOSOFIA, LETRAS E CIÊNCIAS HUMANAS DA
UNIVERSIDADE FEDERAL DE SÃO PAULO

Cristiane de Melo Shirayama 1, Mariana Marquiorf
1Especialista em Gestão de Bens Culturais , Unifesp, Guarulhos, São Paulo
2Especialista em Jornalismo Científico, CTC-Centro de Tecnologia Canavieira, Piracicaba, São Paulo

1 Introdução
Em vista do crescente uso das redes sociais por empresas e instituições de
diferentes segmentos como um veículo de comunicação estratégica , foi identificada
a possibilidade de desenvolver e implantar esta ferramenta na biblioteca da EFLCH
para solucionar algumas dificuldades identificadas.
O problema verificado consiste no fato dos usuários desconhecerem os
serviços oferecidos pela biblioteca e não possuírem meios de interatividade com a
mesma.
Assim, este trabalho tem como objetivo propor um estudo para implantação
de redes sociais que veiculem informações e estabeleçam um canal efetivo de
comunicação com o usuário, criando vínculos e divulgando os serviços oferecidos
pela biblioteca.
Acredita-se que a biblioteca deve acompanhar o desenvolvimento de novas
tecnologias, inovando e oferecendo outros serviços que possam ser utilizados a
qualquer hora e lugar, trazendo informações pertinentes ao usuário. Para tanto, é
preciso analisar quais tipos de serviços estão sendo disponibilizados pela biblioteca
e quais as novas demandas dos usuários, numa tentativa de aproximação,
proporcionando novas experiências de interatividade.
Desta forma , temos como justificativa o avanço tecnológico que trouxe uma
mudança cultural estabelecendo novos hábitos de adquirir o conhecimento e de
buscar informações. Destaca-se, assim, a necessidade de inserção das bibliotecas
nesses novos ambientes de informação e pesquisa, de forma a se adaptar às novas
tendências,
Por meio de observação do Setor de Referência da EFLCH , constatou-se
que a maioria dos alunos e, inclusive, alguns professores desconheciam muitos dos
serviços oferecidos pela biblioteca , como por exemplo, o Empréstimo entre
Bibliotecas, orientações à pesquisa bibliográfica, entre outros. Este fato pode ser
justificado pelo fato da biblioteca da EFLCH ser relativamente nova, pois foi criada
em 2007 , estando ainda em fase de implantação de diversos serviços,
principalmente no Setor de Referência.
Atualmente há um único canal de comunicação da biblioteca que é um site
gerenciado pelo departamento de Tecnologia da Informação da instituição. Essa
página é pouco amigável , pouco dinâmica e possui poucas ferramentas de
gerenciamento de conteúdo. Assim, identificou-se a necessidade de disponibilizar
recursos mais abrangentes que atendam os usuários de maneira rápida e efetiva.
De acordo com Aguiar e Silva (2010) "Os usuários universitários fazem uso
dos sites de redes sociais no seu dia-a-dia. A internet e as redes sociais são,
portanto, parte da realidade da comunidade acadêmica". Dessa forma , entende-se
que esse modo de conexão permite a relação da biblioteca com o cotidiano dos

1685

�Divulgação de produtos e serviços: páginas, blogues e redes sociais
i! """"'"
MaooNlck

~

=

:,

IiWitt.UJ
1I....111~

Resumo expandido

usuários e é ainda uma abertura de divulgação e oferecimento de serviços por meio
do ambiente virtual.

2 Materiais e Métodos
Foi realizado um levantamento bibliográfico (estado da arte) sobre a
conceituação e importância do uso de redes sociais em bibliotecas.
Fez-se ainda um levantamento dos serviços oferecidos pela biblioteca da
EFLCH e também dos serviços que poderiam ser oferecidos pela instituição,
identificados através da literatura existente sobre serviços de referências virtuais.
Por fim , foi elaborada uma estruturação de um plano efetivo de implantação
de redes sociais na biblioteca da EFLCH, identificando-se os objetivos dessas
ferramentas dentro da instituição.

3 Resultados
Como parte dos resultados pretendidos está a criação de uma página
institucional da biblioteca da EFLCH na rede social Facebook. Consolidando a
ideia de estabelecer um canal de comunicação e interação do setor de
Referência da instituição com seus usuários, contando para isso com uma
política de gerenciamento da ferramenta e um fluxo de trabalho.
3.1 Objetivos

Objetivos de implantação das redes

Formação e capacitação dos usuários
Interatividade com o usuário
Divulgação dos serviços da biblioteca
Ferramenta de estudo de usuários
Criação de relacionamento com o usuário
Melhoria da imagem da Biblioteca
Divulgar informações sobre serviços de informação de
modo dinâmico
Divulgar informações sobre a biblioteca
Fonte: Autores.

1686

�Divulgação de produtos e serviços: páginas, blogues e redes sociais
i! """"'"
MaooNl ck

~

= ~::::I~

Resumo expandido

3.2 Fluxo de trabalho para implantação do Facebook

1

8 Criacão de estudos de
usuários através do
...
desenvolvimento das
mídias

7 Avaliação e
acompanhamento do
desempenho

r

6 Criação canal[
e l
alimen tação para
colaboração dos
membros da biblioteca

1 Levantamento de
informçôes sobre os
serviços da biblioteca

[

2 Levantamento sobre
informações sobre os
usuários em potencial

Fluxo de
implantação

5 Criação de uma
rotina de postagem

~~=-----------~~/

Fonte: Autores.

1687

3 Criar perfil da
Biblioteca no Face book

r

-4 Adicionar páginas
relevantes e pesso~s ~a
cOlul1nidacle acadenuca

�Divulgação de produtos e serviços: páginas, blogues e redes sociais
i!
""""""
~
HaooNlck

= ::::I~

Resumo expandido

3.3 Política de postagem
Para evidenciar de forma clara os objetivos dessa rede social, e para que se
norteie a rotina do fluxo de trabalho, percebeu-se a necessidade de criação de uma
política de postagem .

Eventos da
I, Biblioteca
=

Informaçôes sobre
recursos de pesquisa
gratuitos na internet

"-

Serviços da
Biblioteca

Eventos das áreas
de Ciências
,Humanas

[

'~

li

Política de
posta gem
~

Informaçôes
sobre recursos de
pesquisa da
Biblioteca

.t

Informações sobre
fontes. pesquisas e
assuntos
correia cio nados

Fonte: Autores.

1688

Incentivo a leitura
e uso das
bibliotecas
Noticias das áreas
de Ciências
Humanas
Notícias da
Biblioteca

�Divulgação de produtos e serviços: páginas, blogues e redes sociais
i! """"'"
MaooNlck

~

=

:,

IiWitt.UJ
1I....111~

Resumo expandido

4 Considerações
A partir do estudo realizado, com base na bibliografia relacionada a esta
temática , espera-se que a implantação das redes sociais na biblioteca da EFLCH
possa melhorar a divulgação e a utilização dos serviços oferecidos pela instituição.
Espera-se obter uma maior interação entre a biblioteca, seus usuários e
usuários potenciais. Bem como, propiciar novos estudos sobre satisfação e serviços
oferecidos pela biblioteca para constante atualização.
Neste sentido, tem-se a intenção de que a biblioteca consiga atualizar seus
serviços e políticas permanentemente, frente à nova configuração de um mundo
interligado pelo ambiente virtual.

5 Referências
AGUIAR, Giseli Adornato de; SILVA, José Fernando Modesto da. As bibliotecas
universitárias nas redes sociais: Facebook, Orkut, MySpace e Ning. In : XVI
Seminário Nacional de Bibliotecas Universitárias SNBU 111 Seminário
Internacional de Bibliotecas Digitais SIBDB, 2010, Rio de Janeiro, RJ . Onde
estamos, aonde vamos. Rio de Janeiro, RJ : UFRJ/Sibi : CRUESP, 2010.

1689

�</text>
                  </elementText>
                </elementTextContainer>
              </element>
            </elementContainer>
          </elementSet>
        </elementSetContainer>
      </file>
    </fileContainer>
    <collection collectionId="49">
      <elementSetContainer>
        <elementSet elementSetId="1">
          <name>Dublin Core</name>
          <description>The Dublin Core metadata element set is common to all Omeka records, including items, files, and collections. For more information see, http://dublincore.org/documents/dces/.</description>
          <elementContainer>
            <element elementId="50">
              <name>Title</name>
              <description>A name given to the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51396">
                  <text>SNBU - Edição: 17 - Ano: 2012 (UFRGS - Gramado/RS)</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="49">
              <name>Subject</name>
              <description>The topic of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51397">
                  <text>Biblioteconomia&#13;
Documentação&#13;
Ciência da Informação&#13;
Bibliotecas Universitárias</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="41">
              <name>Description</name>
              <description>An account of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51398">
                  <text>Tema: A biblioteca universitária como laboratório na sociedade da informação.</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="39">
              <name>Creator</name>
              <description>An entity primarily responsible for making the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51399">
                  <text>SNBU - Seminário Nacional de Bibliotecas Universitárias</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="45">
              <name>Publisher</name>
              <description>An entity responsible for making the resource available</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51400">
                  <text>UFRGS</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="40">
              <name>Date</name>
              <description>A point or period of time associated with an event in the lifecycle of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51401">
                  <text>2012</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="44">
              <name>Language</name>
              <description>A language of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51402">
                  <text>Português</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="51">
              <name>Type</name>
              <description>The nature or genre of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51403">
                  <text>Evento</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="38">
              <name>Coverage</name>
              <description>The spatial or temporal topic of the resource, the spatial applicability of the resource, or the jurisdiction under which the resource is relevant</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51404">
                  <text>Gramado (Rio Grande do Sul)</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
          </elementContainer>
        </elementSet>
      </elementSetContainer>
    </collection>
    <itemType itemTypeId="8">
      <name>Event</name>
      <description>A non-persistent, time-based occurrence. Metadata for an event provides descriptive information that is the basis for discovery of the purpose, location, duration, and responsible agents associated with an event. Examples include an exhibition, webcast, conference, workshop, open day, performance, battle, trial, wedding, tea party, conflagration.</description>
    </itemType>
    <elementSetContainer>
      <elementSet elementSetId="1">
        <name>Dublin Core</name>
        <description>The Dublin Core metadata element set is common to all Omeka records, including items, files, and collections. For more information see, http://dublincore.org/documents/dces/.</description>
        <elementContainer>
          <element elementId="50">
            <name>Title</name>
            <description>A name given to the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="63987">
                <text>Proposta de implantação de redes sociais na Biblioteca Escolar de Filosofia, Letras e Ciências Humanas da Universidade Federal de São Paulo.</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="39">
            <name>Creator</name>
            <description>An entity primarily responsible for making the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="63988">
                <text>Shirayama, Cristiane de Melo; Marquiori, Mariana</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="38">
            <name>Coverage</name>
            <description>The spatial or temporal topic of the resource, the spatial applicability of the resource, or the jurisdiction under which the resource is relevant</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="63989">
                <text>Gramado (Rio Grande do Sul)</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="45">
            <name>Publisher</name>
            <description>An entity responsible for making the resource available</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="63990">
                <text>UFRGS</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="40">
            <name>Date</name>
            <description>A point or period of time associated with an event in the lifecycle of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="63991">
                <text>2012</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="51">
            <name>Type</name>
            <description>The nature or genre of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="63993">
                <text>Evento</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="41">
            <name>Description</name>
            <description>An account of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="63994">
                <text>Este trabalho tem como objetivo propor um estudo para implantação de redes sociais que veiculem informações e estabeleçam um canal efetivo de comunicação com o usuário, criando vínculos e divulgando os serviços oferecido pela biblioteca.</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="44">
            <name>Language</name>
            <description>A language of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="69512">
                <text>pt</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
        </elementContainer>
      </elementSet>
    </elementSetContainer>
  </item>
  <item itemId="6012" public="1" featured="0">
    <fileContainer>
      <file fileId="5076">
        <src>http://repositorio.febab.org.br/files/original/49/6012/SNBU2012_151.pdf</src>
        <authentication>2804be3d78f56354604583ef51a3e183</authentication>
        <elementSetContainer>
          <elementSet elementSetId="4">
            <name>PDF Text</name>
            <description/>
            <elementContainer>
              <element elementId="92">
                <name>Text</name>
                <description/>
                <elementTextContainer>
                  <elementText elementTextId="63986">
                    <text>Divulgação de produtos e serviços: páginas, blogues e redes sociais
i! """"'"
MaooNlck

~

=

:,

IiWitt.UJ

1I....111~

Resumo expandido

FERRAMENTAS PARA INTERAÇÃO E COMUNICAÇÃO COM O
USUÁRIO DA BIBLIOTECA DO HOSPITAL UNIVERSITÁRIO
CLEMENTINO FRAGA FILHO/UFRJ
Vanessa Souza Mendonça 1, Eliana Rosa da Fonsectl
1Especialista em Biblioteconomia , Bibliotecária da Universidade Federal do Rio de Janeiro,
Rio de Janeiro, RJ
2Mestranda em Ciência da Informação (PPGCI/UFF) , Bibliotecária da Universidade Federal
do Rio de Janeiro, Rio de Janeiro, RJ

1 Introdução
A internet é um dos principais meios de comunicação da sociedade
contemporânea. De acordo com Yamashita e Fausto (2009, p.3), "a evolução
derivada do próprio desenvolvimento da Web e dos softwares livres propiciou maior
democratização das ferramentas e funcionalidades de interatividade e participação
do público". Segundo Blattmann e Silva (2007 , p. 30), "essa evolução da web
possibilitou a criação de espaços cada vez mais interativos, [ ... ] surge assim uma
nova concepção de internet, chamada internet 2.0 , web 2.0 ou web social."
Nesse contexto, a Biblioteca do Hospital Universitário Clementino Fraga Filho
(HUCFF) e Instituto de Doenças do Tórax (IDT) da Universidade Federal do Rio de
Janeiro (UFRJ), no ano de 2011 , desenvolveu um Blog e criou um perfil no Twitler,
com a intenção de promover a unidade e, principalmente, estabelecer um canal de
comunicação e interação com seus usuários.
Segundo Machado (2010, p. 49), o blog :
É um site cuja estrutura permite a atualização rápida a partir de novos
artigos, popularmente conhecidos na ferramenta como 'posts'. Estes
são em geral organizados de forma cronológica , temática ou ambos,
tendo como foco a proposta do blog .

Rufino, Tabosa e Nunes (2010, p.1O) definem:
Os mícro-bloggíngs compõem uma nova modalidade de comunicação
na internet. Consistem na publicação de postagens de tamanho
limitado a 140 caracteres. Por isso recebem o prefixo micro em sua
denominação, pois se caracterizam por sua forma reduzida se
comparado ao modelo tradicional de blog .

o objetivo deste trabalho é apresentar como estas ferramentas de
comunicação foram desenvolvidas, que tipo de informação é disponibilizada e como
foi definida a freqüência das postagens no blog e Twitlerda Biblioteca HUCFF/IDT.
2 Materiais e Métodos

o Blog foi desenvolvido, em setembro de 2011 , com informações sobre a
Unidade, seus serviços e produtos. Utilizou-se o software Wordpress para
1679

�Divulgação de produtos e serviços: páginas, blogues e redes sociais
Resumo expandido

desenvolvimento da página por ser gratuito e ter uma interface de fácil manuseio ,

GWORDPRESS

Brasil

I

Bem-vindo!
o Word Press é uma pla t afo rma se mân tica de

~I

v anguarda para publicação pessoal, com foco na

.,

rd F'

c-

Era';ll

úi Painel

estética, nos Padrões Web e na usablltdadc . O

0'

n

1

+

~ 1

N

.0

Arlidon'lr Nova Página

WordPress é ao mesmo tempo um sof tware livre e
gra tuito . Em outras pala v ras, o WordPress é o que

P&gt; Posts

você usa quando você quer trabalhar e n::lo lutar com

~ M idi &lt;l

~:iIC~~:~~~OVO ~ ; é demais!1

'

Tags

seu so ftware de public a ç ã o de blogs

Unks

o WordPress é umprojero muito especial para.
mim. Todo desenvo/uedor e colaborador

acrescenta algo único nessa mistura, ejuntQ~ nós
criamos algo bonito do qual me orgulho de fazer

parte. Milhares dI! horasforam inuE'stidas no
~" ordPressJ e nOs nos dedicamos para me&gt;Ihorá-lo

Todos os Posls

.//iIvp-bra sil orgicomece·a-usar

u pload/l nserlr ~

Todas as Pá ginas

AdjciouilI Nova

80 - := E "
Pará grafo

...

!1:

~ ~

*' ~ ,

~

... CêIJ lã Q

~CO lll e "' ;l li os D
fiji On w :'nria

Comece a usar hoje o novo Wo rdPress.

Figura 1 - Site do Wordpress Brasil
Fonte: WORDPRESS BRASIL. Site. 2012. Disponível em: &lt;http://pt-br.wordpress.com&gt;.
Acesso em: 22 abr. 2012.

o layout foi concebido com base nos blogs de outras bibliotecas da UFRJ e
seu conteúdo adaptado do regulamento da biblioteca. Estabeleceu-se o nome
Biblioteca HUCFF/IDT, endereço: www.bibliotecahucff.wordpress.com e o tema no
Wordpress - Twenty Ten .
B ibli oteca HUCFF IIDT

.I~

""

H~

__

L&gt;

c~' _ "'"9"' R'rD

- 1JFfU

SciELO Brasi l lança pona l de livros eletrônicos
Foi l ançadoemsode março] du.ran tee\&gt;ento na Uni ve r sidade Estadual
Pa ul ista (U ne.sp)J em São Paulo) o portal SciE.LOL:i vros.
Integra.nte do programa Sc ie ntific Eletron ic Libr a ry Onl i.ne Sci ELO Brasil resultado de u _m proj4l:to financiado pe.l a FapespE:m parceria com o CEntro
Latino-Americano edo caribe de In formaçao em Ciên.c:ias da Saú de (Si re.me) - ,
o portal v isa à publica.çàoon·l i ne de oole9i&gt;es dE: l iv rosde carátercie.ntifioo
editado.5.J prioritar iamente: por i nstitu ições acadêmicas.

A i nici ati v a pretende aumenh.r a v is ib ilidade; o acesso, o usoe o i m p aclode
pesqui5.a..s.; eru;.aios e estudos reiil izado~; principalme.nte, na á rea de h Unlanõü;
-cuj a maior parle dOI. p["oduçâo a-cadêmic:a é publ icada na forma dê li\' l"Os .

Ac~., http,J books." i. lo.o,"'

LI LACS

O

Figura 2 - Blog da Biblioteca HUCFF/IDT
Fonte: UNIVERSIDADE FEDERAL DO RIO DE JANEIRO. Sistema de Bibliotecas e
Informação. Blog Biblioteca HUCFF/IDT. Rio de Janeiro, 2011 . Disponível em :
&lt;http://bibliotecahucff.wordpress.com/&gt; . Acesso em: 09 mar. 2012.

1680

�Divulgação de produtos e serviços: páginas, blogues e redes sociais
i! """"'"
MaooNlck

~

=

:,

IiWitt.UJ

1I....111~

Resumo expandido

A barra horizontal apresenta o título de cada uma das subpáginas.
a) Início: disponibiliza notícias e atualidades;
b) Conheça a biblioteca : informações administrativas da unidade;
c) Acervo : expõe a quantidade de obras, relaciona os títulos de periódicos
com links para acesso;
d) Serviços: disponibiliza informações sobre os serviços oferecidos:
consulta e empréstimo; comutação bibliográfica ; treinamento em base
de dados; impressão; acesso remoto ao Portal Capes; nada consta ;
e) Produtos: Regulamento; Catálogo de cd-roms e dvd's e, as Novas
Aquisições;
f)

Uso da biblioteca: informações sobre o uso dos espaços de informação
- laboratório de informática , sala de vídeo, salão de estudo individual e
em grupo e salão de acervo;

g) Ficha catalográfica : orientação de como solicitar o serviço;
h) Links: relacionam hospitais universitários brasileiros, associações e
conselhos, bases de dados e bibliotecas virtuais em saúde;
i)

Como chegar: fornece as linhas de ônibus que circulam no campus
passando próximo do hospital ;

j)

Contato: telefones, e-mail,
funcionamento;

endereço

do

Twitfer e

horário

de

Na área central do blog, encontram-se as informações contidas em cada
subpágina . Já na barra lateral ficam disponíveis ícones para acesso ao catálogo
online institucional e as principais bases de dados na Área de Saúde.
As postagens ocorrem uma vez por semana e versam sobre atualidades das
áreas. As fontes escolhidas foram os sites do Ministério da Saúde, Jornal O Globo Caderno Saúde, Conselho Federal de Medicina e Portal de Periódicos Capes, dentre
outras. São priorizadas notícias sobre pesquisas e estudos publicados em periódicos
científicos.
A criação de um perfil no Twifter é importante pela popularidade e agilidade
operacional da ferramenta . Atualmente, segue 23 de bibliotecas, editoras e
instituições. Pelo menos uma vez por dia a unidade posta ou re-posta (retwitter)
alguma mensagem no microblog .

1681

�Divulgação de produtos e serviços: páginas, blogues e redes sociais
i! """"'"
MaooNl ck

~

=

:,

IiWitt.UJ
1I....11 1~

Resumo expandido

~witter1t

o,

Biblioteca do HUCFF
blbhucff
Tu:irrer do Biblioteca do Hospital Cniversitcirio CJefTIentiJlo
Fraga filho - HCCFF/1JfRJ
Rio de Janei ro, RJ

htlpl/lIihliotlcahuc1J.wordpr8ss com

Mantenha c ontato com

1\ve ets

Biblioteca do HUCFF
Bi bliot e ca do HUC FF

Paru:Jpe hOje do Tl\'llteT

tNOhuc1l

2 Atl

Cientistas lanç am a primeira enciclopédia sobre o câncer - O Globo
oglobo globo com/s audelcJentist v ia @JomalOGlobo

Nome Completo

Errai
Senha

Inscreva.se

Tweet 5

Figura 3 - Perfil no Twitter da Biblioteca HUCFF/IDT
Fonte: UNIVERSIDADE FEDERAL DO RIO DE JANEIRO. Sistema de Bibliotecas e
Informação.
Perfil
@bibhucff.
Rio
de
Janeiro,
2011 .
Disponível
em :
&lt;https://twitter.com/#!lbibhucff&gt;. Acesso em: 22 abr. 2012.

3 Resultados Parciais/Finais

o 810g esta disponível desde setembro de 2011 . Os dados estatísticos
demonstram que a ferramenta está sendo utilizada, porém, ainda não atingiu o
potencial de uso e interatividade que é característico desse ambiente. Pretende-se,
com ações de divulgação, aumentar a quantidade de acesso,
At A Glance

Dias

Semanas

Meses

Sep2011

Apr2012

1.000

17

37

vis ifasemtodoperiodo

Vl stlas de hoje

"";sualirações no ciia mais mollimenlacJo, September 2, 2011

Tabelas resumllíVas

Figura 4 - Estatísticas de acesso do blog
Fonte: UNIVERSIDADE FEDERAL DO RIO DE JANEIRO. Sistema de Bibliotecas e
Informação. Blog Biblioteca HUCFF/IDT. Rio de Janeiro, 2011 . Disponível em :
&lt;http://bibliotecahucff.wordpress.com/&gt; . Acesso em: 09 mar. 2012.

1682

�Divulgação de produtos e serviços: páginas, blogues e redes sociais
i! """"'"
MaooNl ck

~

=

:,

IiWitt.UJ
1I....111~

Resumo expandido

Meses e Anos
Jan

jun

aOr

fev

jul

2 011

2012

ago

sei

oul
121

151

98

168

dez.
39

81

Tolal

177

164

41.

581

Figura 5 - Estatísticas de acesso do blog

Fonte: UNIVERSIDADE FEDERAL DO RIO DE JANEIRO. Sistema de Bibliotecas e
Informação. Blog Biblioteca HUCFF/IDT. Rio de Janeiro, 2011 . Disponível em :
&lt;http://bibliotecahucff.wordpress.com/&gt; . Acesso em: 09 mar. 2012.

4 Considerações Parciais/Finais
Não há dúvida, da importância das redes SOCiaiS, estas são aliadas da
biblioteca pela oportunidade que oferecem para a comunicação e interação com o
usuário, Sua adoção constitui-se como uma postura proativa , frente a esse cenário
de mudanças e inovações tecnológicas, buscando integrar aos processos
desenvolvidos na unidade, novas ferramentas de comunicação e transferência de
informação.

5 Referências
BLATTMANN , Ursula; SILVA, Fabiano C. C. Colaboração e interação na Web 2.0 e
biblioteca 2.0. Revista ACB: biblioteconomia em Santa Catarina, v.12, n.2, p. 191215, jul.ldez., 2007.
MACHADO, Guilherme Lourenço. Uso das ferramentas de web 2.0 pelos
usuários da Biblioteca Central de Brasília. Disponível em :
&lt;http://bdm.bce .unb.br/handle/10483/1115&gt;.Acesso em : 20 mar. 2012.
RUFINO , Airtiane; TABOSA, Hamilton Rodrigues; NUNES, Jefferson Veras, Redes
sociais: surgimento e desenvolvimento dos micro-bloggins. Disponível em :
&lt;http ·://www.infobrasil.inf.br/userfiles/26-05-51-3-68061Redes%20Sociais%281%29.pdf&gt; Acesso em: 12 mar. 2012 .
UNIVERSIDADE FEDERAL DO RIO DE JANEIRO. Sistema de Bibliotecas e
Informação. Blog Biblioteca HUCFF/IDT. Rio de Janeiro, 2011 . Disponível em :
&lt;http://bibliotecahucff.wordpress,com/&gt; , Acesso em : 09 mar. 2012,
Sistema de Bibliotecas e Informação, Perfil @bibhucff, Rio de Janeiro,
2011 . Disponível em : &lt;https://twitter.com/#!lbibhucff&gt;. Acesso em : 22 abr. 2012 .

_ _ _o

YAMASHITA, Marina Mayumi; FAUSTO, Sibele S. Serviços de informação:
tecnologias Web 2.0 aplicadas às bibliotecas. In: Congresso Brasileiro de
Biblioteconomia e Documentação e Ciência da Informação, 23. Anais ... Bonito,
2009. CD-ROM

1683

�Divulgação de produtos e serviços: páginas, blogues e redes sociais
i! """"'"
MaooNlck

~

=

:,

IiWitt.UJ

1I....111~

Resumo expandido

WORDPRESS BRASIL. Site, 2012 . Disponível em: &lt;http://pt-br.wordpress.com&gt; .
Acesso em : 22 abro2012 .

1684

�</text>
                  </elementText>
                </elementTextContainer>
              </element>
            </elementContainer>
          </elementSet>
        </elementSetContainer>
      </file>
    </fileContainer>
    <collection collectionId="49">
      <elementSetContainer>
        <elementSet elementSetId="1">
          <name>Dublin Core</name>
          <description>The Dublin Core metadata element set is common to all Omeka records, including items, files, and collections. For more information see, http://dublincore.org/documents/dces/.</description>
          <elementContainer>
            <element elementId="50">
              <name>Title</name>
              <description>A name given to the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51396">
                  <text>SNBU - Edição: 17 - Ano: 2012 (UFRGS - Gramado/RS)</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="49">
              <name>Subject</name>
              <description>The topic of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51397">
                  <text>Biblioteconomia&#13;
Documentação&#13;
Ciência da Informação&#13;
Bibliotecas Universitárias</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="41">
              <name>Description</name>
              <description>An account of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51398">
                  <text>Tema: A biblioteca universitária como laboratório na sociedade da informação.</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="39">
              <name>Creator</name>
              <description>An entity primarily responsible for making the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51399">
                  <text>SNBU - Seminário Nacional de Bibliotecas Universitárias</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="45">
              <name>Publisher</name>
              <description>An entity responsible for making the resource available</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51400">
                  <text>UFRGS</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="40">
              <name>Date</name>
              <description>A point or period of time associated with an event in the lifecycle of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51401">
                  <text>2012</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="44">
              <name>Language</name>
              <description>A language of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51402">
                  <text>Português</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="51">
              <name>Type</name>
              <description>The nature or genre of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51403">
                  <text>Evento</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="38">
              <name>Coverage</name>
              <description>The spatial or temporal topic of the resource, the spatial applicability of the resource, or the jurisdiction under which the resource is relevant</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51404">
                  <text>Gramado (Rio Grande do Sul)</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
          </elementContainer>
        </elementSet>
      </elementSetContainer>
    </collection>
    <itemType itemTypeId="8">
      <name>Event</name>
      <description>A non-persistent, time-based occurrence. Metadata for an event provides descriptive information that is the basis for discovery of the purpose, location, duration, and responsible agents associated with an event. Examples include an exhibition, webcast, conference, workshop, open day, performance, battle, trial, wedding, tea party, conflagration.</description>
    </itemType>
    <elementSetContainer>
      <elementSet elementSetId="1">
        <name>Dublin Core</name>
        <description>The Dublin Core metadata element set is common to all Omeka records, including items, files, and collections. For more information see, http://dublincore.org/documents/dces/.</description>
        <elementContainer>
          <element elementId="50">
            <name>Title</name>
            <description>A name given to the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="63978">
                <text>Ferramentas para interação e comunicação com o usuário da Biblioteca do Hospital Universitário Clementino Fraga Filho/UFRJ.</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="39">
            <name>Creator</name>
            <description>An entity primarily responsible for making the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="63979">
                <text>Mendonça, Vanessa Souza; Fonseca, Eliana Rosa da</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="38">
            <name>Coverage</name>
            <description>The spatial or temporal topic of the resource, the spatial applicability of the resource, or the jurisdiction under which the resource is relevant</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="63980">
                <text>Gramado (Rio Grande do Sul)</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="45">
            <name>Publisher</name>
            <description>An entity responsible for making the resource available</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="63981">
                <text>UFRGS</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="40">
            <name>Date</name>
            <description>A point or period of time associated with an event in the lifecycle of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="63982">
                <text>2012</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="51">
            <name>Type</name>
            <description>The nature or genre of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="63984">
                <text>Evento</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="41">
            <name>Description</name>
            <description>An account of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="63985">
                <text>O objetivo deste trabalho é apresentar como estas ferramentas de comunicação foram desenvolvidas, que tipo de informação é disponibilizada e como foi definida a freqüência das postagens no blog e Twitter da Biblioteca HUCFF/IDT.</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="44">
            <name>Language</name>
            <description>A language of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="69511">
                <text>pt</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
        </elementContainer>
      </elementSet>
    </elementSetContainer>
  </item>
  <item itemId="6011" public="1" featured="0">
    <fileContainer>
      <file fileId="5075">
        <src>http://repositorio.febab.org.br/files/original/49/6011/SNBU2012_150.pdf</src>
        <authentication>0df84c76d9007c177e87597f2d0ca8b3</authentication>
        <elementSetContainer>
          <elementSet elementSetId="4">
            <name>PDF Text</name>
            <description/>
            <elementContainer>
              <element elementId="92">
                <name>Text</name>
                <description/>
                <elementTextContainer>
                  <elementText elementTextId="63977">
                    <text>Educação de usuários e competências informacionais
i! """"'"
MaooNlck

~

=

:,

IiWitt.UJ
1I....111~

Trabalho completo

DESENVOLVIMENTO DA COMPETÊNCIA EM INFORMAÇÃO:
UMA PROPOSTA PARA FORMAÇÃO DE LEITORES
Daniela Spudeit 1, Mairla Pereira P. Costa 2, Jorge Moisés Kroll do Prado 3
'Mestre em Ciência da Informação. Professora colaboradora no curso de Biblioteconomia na
Universidade do Estado de Santa Catarina e bibliotecária na Faculdade de Tecnologia Senac
Florianópolis. Florianópolis/SC. E-mail: danielaspudeit@gmaiLcom
2Graduada em Biblioteconomia com habilitação em Gestão da Informação, Universidade do Estado
de Santa Catarina, Florianópolis, Santa Catarina . Florianópolis/SC. E-mail : mairlapp@hotmaiLcom
3Graduando em Biblioteconomia com habilitação em Gestão da Informação, Universidade do Estado
de Santa Catarina , Florianópolis, Santa Catarina. Florianópolis/SC . E-mail: jorge.exlibris@gmaiLcom

Resumo
Relata a experiência de um projeto voltado ao desenvolvimento de competências em
informação com foco na formação de leitores. Discorre sobre um programa de
estímulo à leitura, direcionado aos jovens do Programa Jovem Aprendiz na
Faculdade de Tecnologia Senac Florianópolis. Aborda aspectos teóricos
relacionados à importância da leitura e à competência em informação, tais como o
senso crítico, a reflexão e a oralidade. Conclui-se que estas atividades enaltecem o
papel das bibliotecas no incentivo à leitura e no desenvolvimento de competências
em informação, na oralidade, na escrita e na aproximação dos alunos com os
escritores, com a literatura e, principalmente, com a biblioteca enquanto espaço de
informação, cultura e lazer.

Palavras-chave: Leitura; Formação de Leitores; Competência em informação;
Senac.

Abstract
It states the experience of a project about the development of abilities in information,
in order to focus on reader's formation . It discuss about a reading stimulating
program aimed at the group that belongs to The Young Apprentice Program, at
Faculdade de Tecnologia - Senac (Florianópolis) . It talks about theoretical aspects
about the importance of reading, information competence, such as criticai sense,
reflection and oral skills. It concludes that these activities praise the role of libraries
concerning reading encouragement, information competence development, oral and
written skills, and also in the students-writers approach with literature and especially
with the library as a place of information, culture and leisure time.

Keywords: Reading ; Readers Formation ; Information Literacy; Senac.

1664

�Educação de usuários e competências informacionais
i! """"'"
MaooNlck

~

=

:,

IiWitt.UJ

1I....111~

Trabalho completo

1 Introdução
A leitura vem sendo discutida no Brasil , de forma intensiva, em diversos
meios de comunicação, tanto em ambientes acadêmicos quanto jornalísticos,
ambientes interativos (blogs e redes sociais), bem como em publicações diversas.
Neste contexto, torna-se imprescindível que, além da discussão teórica e a definição
de políticas, exista a aplicação prática e enfática de resoluções e a execução de
ações que de fato promovam a leitura e a literatura no país.
Bernardes (2003), Rosa e Oddone (2006), Fleck e Pereira (2007), Silva e
Lendengue (2010), entre outros pesquisadores, já abordaram a importância da
leitura para formação de alunos, de cidadãos, e ainda sobre o papel do bibliotecário
enquanto formador de leitores, o que enfatiza a valiosa missão desse profissional
neste contexto.
Questões importantes permeiam a afirmativa anterior pois, para colaborar
com o incremento da leitura no Brasil e a formação de leitores, seria suficiente
oferecer o material solicitado pelo cliente? Bastaria a realização de campanhas de
incentivo em bibliotecas ou a indicação de uma obra para o consulente?
Efetivamente não. O bibliotecário deve ser, antes de tudo, um leitor assíduo. Referese à prática constante do ato de ler e das reflexões causadas por essa atividade.
As pessoas lêem com dedicação os assuntos que lhes dão prazer, que lhes
proporcionam momentos de entretenimento. O bibliotecário, além de conhecer essa
faceta da leitura, deve, por sua vez, ser uma vitrine de informações, um direcionador
de leituras, contudo não pode ser "formador de leitores". O leitor forma-se ao longo
de sua vida, começando na infância, a cada etapa escolar, a cada personagem lido
e imaginado, a cada emoção vivenciada .
As ações que objetivam o estímulo à leitura precisam de planejamento e
devem ser pensadas no público-alvo e na sua satisfação. Cada ação realizada deve
ser exclusiva e direcionada para atendê-los. Oferecer possibilidades ao leitor é o
papel do bibliotecário ; mostrar os caminhos de encontrar a informação por meio de
uma postura própria e pessoal de vivência do "ler" e de indicações de como o
possível leitor pode encontrar o que lhe dá prazer.
Desta forma , este trabalho retrata a importância da leitura, não somente como
forma de pesquisa , de busca de conhecimento, de atualização, mas como fonte de
lazer e de cultura. A leitura para o entretenimento, desvinculada de imediato
propósito acadêmico ou científico.
Neste contexto, apresenta-se a proposta de formação de leitores focada nos
alunos matriculados no Programa Jovem Aprendiz do Serviço Nacional de
Aprendizagem Comercial (Senac) em Santa Catarina . Por meio de metodologia
detalhada e análise dos resultados apresentados durante a execução deste projeto,
será discutido neste trabalho o papel das bibliotecas no desenvolvimento de
competências em informação.

1665

�Educação de usuários e competências informacionais
i! """"'"
MaooNlck

~

=

:,

IiWitt.UJ

1I....111~

Trabalho completo

2 O Ato de Ler
Conhecida como uma atividade solitária por parte do leitor, mas muito mais
coletiva enquanto envolvimento com autor e personagens, a leitura pode propiciar ao
indivíduo experiências que podem até provir de "práticas físicas", como conhecer o
sabor de alguma comida pela narração, em detalhes, do paladar de um
personagem . Há muito tempo se considera a importância da leitura para a realização
pessoal e profissional, pois abre horizontes, fornece acesso a novos conhecimentos,
novas culturas e saberes. Entretanto, ler antes de tudo, é compreender, segundo
Lajolo (1986, p. 59):
Ler não é decifrar, como um jogo de adivinhações , o sentido de um texto. É,
a partir do texto , ser capaz de atribuir-lhe significação, conseguir relacionálo a todos os outros textos significativos para cada um , reconhecer nele o
tipo de leitura que seu autor pretendia e, dono da própria vontade, entregarse a esta leitura, ou rebelar-se contra ela propondo outra não prevista.

Por outro lado, Caldin (2010) explica que quando se fala em leitura também
se remete à ideia de decifrar o escrito (decodificar as palavras) , mas sobretudo
entender o conteúdo (compreender o que o autor disse), interpretar o assunto
(revelar o texto) , informar-se (apropriar-se do acervo de conhecimentos da
humanidade). Assim , associa-se a leitura sempre à escrita, pois ela tem múltiplos
aspectos e interfaces enquanto objeto de estudo e, por isso , apresenta uma
abordagem multidisciplinar.
É com a leitura que o indivíduo pode desenvolver um importante verbo, o
"interpretar", não somente as linhas escritas, mas exteriorizar o que está nas
páginas. Conforme Campello (2009, p. 71) , "a capacidade de ler e interpretar textos
é necessária numa sociedade letrada. E o letramento informacional, que envolve a
ideia de aprendizagem pelo uso de informações, pressupõe leitores competentes".
Ou seja , o leitor deve compreender o que lê e, acima de tudo, saber refletir,
questionar e interpretar o que está lendo. Por isso, os programas de letramento
devem incluir textos informativos, leitura literária, textos ficcionais, entre outros.
Dentro deste contexto, as bibliotecas têm papel fundamental no incentivo ao
gosto pela leitura, sobretudo, as bibliotecas escolares que estão inseridas num
ambiente educacional e que podem contribuir plenamente com o processo de ensino
e de aprendizagem, usando recursos e fazendo parcerias com outros educadores
para desenvolver estratégias que despertem o gosto pela leitura nos estudantes.
2.1 Competências em informação: desenvolvendo o senso crítico, a reflexão e a
oralidade
Atividades de incentivo à leitura devem ser planejadas de forma que estejam
alinhadas ao nível de escolaridade, à proposta curricular do curso, bem como à
metodologia da instituição de ensino. Neste projeto, foi enfocado o desenvolvimento
das competências em informação que estão centradas na autonomia enquanto
leitor, no despertar do senso crítico e no exercício da oralidade dos alunos

1666

�Educação de usuários e competências informacionais
~
~

~
~I de

~ ::::-~

Trabalho completo

o projeto foi direcionado para que a leitura torne-se uma "prática interativa
[que] consiste no processo [ ... ] em que a construção do significado do texto se
realiza pela interação entre leitor e texto" (SOUZA; SOUZA, 2007, p. 106).
Pesquisas como as apresentadas no documento "Retratos da Leitura no
Brasil" mostram que está havendo uma evolução no país no que diz respeito à
prática de leitura (INSTITUTO PRÓ-LIVRO, 2008) . No entanto, evidencia-se também
que há uma enorme fatia da população que não conhece os materiais de leitura, ou
os conhece muito mal.
Souza e Souza (2007) representam a concepção deste projeto, em que a
leitura é uma atividade "interativa que supera a [ ... ] decodificação de letras, palavras
e sentenças. É, sobretudo, [ ... ] construção do significado, numa perspectiva de
interação entre estes dois mundos: o leitor e o autor do texto".
Dentro deste objetivo, de aproximar potenciais leitores e textos, sejam
literários ou informativos, a biblioteca dá uma contribuição valiosa ao desenvolver
atividades interativas para despertar o gosto pela leitura, conforme será tratado na
próxima seção.
2.2 O papel das bibliotecas no incentivo à leitura
Com o crescente volume de informações à disposição da sociedade, o
bibliotecário tem desenvolvido metodologias para organização e disseminação que
visam contribuir para o acesso à informação e desenvolvam habilidades para usálas. Quando o bibliotecário traça estratégias e planeja serviços visando a contribuir
para o acesso à informação e para que os usuários possam desenvolver habilidades
para usá-Ias. Na literatura, essa prática é chamada de competência em informação
ou letramento informacional. Ou seja, uma oportunidade para o bibliotecário exercer
seu papel educativo, programar ações para o desenvolvimento de habilidades
informacionais, contribuindo diretamente para a melhoria das capacidades de leitura,
de interpretação e de pesquisa dos alunos.

°

conceito de letramento informacional foi construído em torno de diversas
noções, uma das qual a de sociedade da informação, ( ... ) onde os
participantes dessa sociedade têm uma abundância de informações e de
variedade de formatos, justificando a necessidade de novas habilidades
para lidar com a situação. ( ... ) Implica que as pessoas tivessem a
capacidade de entender suas necessidades de informação e de localizar,
selecionar e interpretar informações para utilizar de forma crítica e
responsável (CAMPELLO , 2009, p. 12).

Dentro desta mesma linha, Belluzzo (2005) cita que
As pessoas competentes em informação definem suas necessidades
informacionais e sabem como buscar e acessar efetivamente a informação
necessária, sabem avaliar a informação acessada em relação à sua
pertinência e relevância, organizam a informação e a transformam em
conhecimento, aprendem a aprender de forma contínua e autônoma . A
"competência em informação" deve ser reconhecida como requisito à
formação básica/inicial e à formação contínua das pessoas a fim de que

1667

�Educação de usuários e competências informacionais
i! """"'"
MaooNlck

~

=

:,

IiWitt.UJ

1I....111~

Trabalho completo

possam ser mais reflexivas e investigativas e consigam
interagir
verdadeiramente com os ambientes de expressão e construção do
conhecimento.

Para tanto, é necessano criar programas de incentivo à leitura para
desenvolver habilidades cognitivas como análise crítica e reflexiva, interpretação,
autonomia, para que a pessoa possa interpretar e buscar novas fontes de
informação.
Entretanto, conforme explica Demo (1990, p. 10), "predomina entre nós a
atitude do imitador, que copia , reproduz e faz prova . Deveria impor-se a atitude pela
elaboração própria , substituindo a curiosidade de escutar pela de produzir". A
pesquisa é uma forma de construir uma consciência crítica a partir da reflexão, pois
para descobrir e criar é preciso, primeiro, questionar, dialogar, comunicar.
O hábito de leitura é fundamental para despertar o gosto pela pesquisa . A
leitura abre horizontes, quebra paradigmas, possibilita novas abordagens, constrói
conhecimentos, problematiza, questiona, e principalmente, instiga na busca por
novos saberes, como uma estrada de mão dupla.
A pesquisa possibilita um avanço científico, porém não cabem leituras pela
metade ou mera reprodução de dados neste desafio. É preciso saber descobrir o
que ler, quanto ler, como ler, para formar o seu próprio juízo (DEMO, 1990).
O bibliotecário tem a tarefa incessante de buscar ferramentas e meios para
desenvolver o hábito da leitura nos frequentadores das bibliotecas. Uma forma
eficaz é trabalhar com os demais profissionais do local onde a biblioteca está
inseridaJ. buscando desenvolver ações que despertem o senso crítico e criativo dos
alunos por meio da leitura. Porém, Silva (1998, p. 26) alerta que:
Ainda que muitas escolas brasileiras explicitem objetivos educacionais
voltados à formação do cidadão, são raras aquelas que organizam e
programam ações diferenciadas ao aguçamento da criticidade dos
estudantes. Daí a necessidade de uma discussão coletiva escolar,
principalmente no que se refere ao tipo de cidadão que ela deseja promover
via atividades ensino-aprendizagem e, dentre elas, as atividades de leitura.

O trabalho do bibliotecário com os docentes e junto à coordenação
pedagógica deve ser feito no início do planejamento dos períodos letivos, de forma
que as atividades possam ser interligadas umas às outras, trazendo qualidade a
todo o processo educacional. Esse tipo de trabalho tem sido desenvolvido pelas
bibliotecas do Senac em Santa Catarina , que buscam ter um espaço de informação
para subsidiar os docentes e alunos no processo de ensino e de aprendizagem .
Desta forma , busca-se estimular a produção do conhecimento por meio de ações de
incentivo à leitura e busca de informação pelos alunos de cursos de qualificação
básica, cursos técnicos, de graduação e pós-graduação, presenciais e à distância
nas unidades do Senac. Estas ações serão relatadas no próximo capítulo, cuja
ênfase recairá sobre as estratégias de incentivo à leitura.

1668

�Educação de usuários e competências informacionais
i! """"'"
MaooNlck

~

=

:,

IiWitt.UJ

1I....111~

Trabalho completo

3 Diagnóstico da Instituição
Neste capítulo será apresentada a descrição da instituição no qual foi
aplicado o projeto de formação de leitores para uma melhor compreensão de como
ocorreu o processo e o contexto em que as atividades foram realizadas.
3.1 Senac

o Senac é uma Instituição de Ensino privada, criada em 10/01/1946, pelos
decretos-lei 8621 e 8622 , que autorizam a Confederação Nacional do Comércio a
instalar e administrar, em todo o Brasil, escolas de aprendizagem comercial hoje
com abrangência em todo o território nacional, totalizando mais de 1850 municípios,
participando da formação profissional de 1,7 milhões de pessoas a cada ano. Sua
administração está localizada no Rio de Janeiro (SENAC/SC, 2011).
O Senac oferece programação de cursos nas diferentes etapas de formação
profissional , desde cursos livres de formação inicial e continuada de trabalhadores,
cursos técnicos de nível médio, graduação tecnológica e pós-graduação,
reconhecidos pela Secretaria Estadual de Educação ou pelo Ministério da Educação
(SENAC/SC , 2011) .
O Senac de Santa Catarina vem continuamente investindo em produtos e
serviços para consolidar suas ações pautadas na excelência em qualidade e
fortalecer suas redes de informação e inclusão social , como a implantação da Rede
de Bibliotecas. Em 2000 , começaram a ser estruturadas as bibliotecas no Senac/SC
para atender as exigências do Conselho Estadual de Educação, com base na nova
Lei de Diretrizes e Bases da Educação (LDB) n.9394/96 e Decreto n.2208/97, que
dispõe sobre a educação profissional e exige a implantação de Biblioteca Escolar
para professores e alunos nas instituições de ensino que oferecem cursos técnicos.
A partir 2006, as bibliotecas dessas unidades receberam investimentos na
estrutura física, em recursos humanos, mobiliários, além da aquisição de acervo,
equipamentos e no software para gerenciamento de bibliotecas para que fosse
compatível com as exigências do MEC, além de atender à demanda dos alunos e
das necessidades das unidades.
3.2 Biblioteca da Faculdade de Tecnologia Senac Florianópolis
A biblioteca do Senac de Florianópolis foi criada em 29/10/2000 e está
instalada numa área climatizada . Oferece salas para trabalhos em grupo, ambiente
para estudo individual, acesso à internet sem fio e possui computadores para
pesquisa . O acervo é composto por obras em suporte impresso e eletrônico, com
foco em livros e um amplo acervo de periódicos, abrangendo assinaturas de jornais
e revistas comerciais, técnicas e científicas impressas e eletrônicas, além da
assinatura de bases de dados.
A biblioteca tem como missão: "Disponibilizar, de maneira ética, eficiente e
eficaz, as informações especializadas nos mais diversos suportes para a
comunidade acadêmica da Faculdade Senac Florianópolis". Sua visão é: "Ser um

1669

�Educação de usuários e competências informacionais
i! """"'"
MaooNlck

~

=

:,

IiWitt.UJ
1I....111~

Trabalho completo

centro de excelência em informação especializada em comércio e serviços"
(SENAC, 2011).
A biblioteca tem como objetivo ser um espaço de informação para subsidiar
os docentes e alunos no processo de ensino e de aprendizagem, possibilita e
estimula a produção do conhecimento por meio da pesquisa, possui uma extensa
programação de serviços e produtos de informação oferecidos gratuitamente para a
comunidade acadêmica formada principalmente por alunos de cursos de
qualificação básica, cursos técnicos, de graduação e pós-graduação, tanto na
modalidade presencial quanto à distância.
Dentre o público-alvo, os clientes potenciais da biblioteca são alunos dos
cursos presenciais técnicos e da graduação. Apesar de ter uma quantidade grande
de jovens matriculados no Programa Jovem Aprendiz no Senac, poucos usavam a
biblioteca como suporte à pesquisa e aprendizagem durante o curso, sendo este um
dos principais motivos para se escolher este público a fim de desenvolver o projeto
de formação de leitores, conforme será tratado no próximo capítulo.

4 Programa Jovem Aprendiz

o Programa Jovem Aprendiz, voltado à qualificação de jovens para o
mercado de trabalho, é resultante da Lei 10.097 de 19/10/2000, que sanciona os
aspectos legais de contratação de jovens de 14 a 18 anos e estabelece os direitos
desses trabalhadores. Além disto, determina as condições da contratação,
descrevendo as regras que os estabelecimentos participantes devem cumprir.
Segundo o Ministério do Trabalho e Emprego (2003), a Lei define que o jovem
aprendiz é considerado
aquele contratado diretamente pelo empregador ou por intermédio de
entidades sem fins lucrativos; que tenha entre 14 e 24 anos; esteja
matriculado e freqüentando a escola, caso não tenha concluído o Ensino
Fundamental ; e esteja inscrito em curso ou programa de aprendizagem
desenvolvido por instituições de aprendizagem (BRASIL, 2003) .

No Senac, O Programa Jovem Aprendiz disponibiliza formação para jovens
profissionais com conhecimentos que vão além do caráter funcional e que saibam
explorar o mundo, tendo ainda o intuito de estimular o crescimento profissional
diante das situações e desafios do mercado de trabalho.
De acordo com o Decreto nO 5.598, de 10 de dezembro de 2005 , que
regulamenta a contratação de aprendizes e da Portaria 615/070 , que é responsável
pela criação do Cadastro Nacional de Aprendizagem, a Faculdade Senac
Florianópolis, oferece serviços de educação profissional ao Programa, por meio de
aulas distribuídas em dois dias da semana . Essas aulas prestam
"formação profissional [ ... ] que garante ao jovem algumas possibilidades de
cursos: Aprendizagem em Vendas e Aprendizagem em Serviços de
Supermercado. Pretende-se que ao término destes cursos o aprendiz seja
capaz de desempenhar atividades profissionais e ter capacidade de

1670

�Educação de usuários e competências informacionais
i! """"'"
MaooNlck

~

=

:,

IiWitt.UJ

1I....111~

Trabalho completo

discernimento para lidar com diferentes situações no mundo do trabalho"
(SENAC/SC, 2009) .

Nesse contexto, surge a preocupação com a formação literária desse jovem ,
no aspecto relativo à leitura crítica e social, no que diz respeito a sua constituição
como leitor. O Projeto realizado no Programa Jovem Aprendiz oferece a
oportunidade de intermediação da Biblioteca Universitária da Faculdade Senac
Florianópolis, como figura ativa no estímulo a prática da leitura e em uma atuação
focada no desenvolvimento do "ser" leitor.
Para incentivar os jovens aprendizes a uma leitura livre, este projeto busca
incitar a leitura literária, utilizando textos jornalísticos, crônicas, contos, blogs, filmes ,
dentre outros, com o intuito de desenvolver a percepção crítica do mundo, a
ampliação do exercício da leitura e da reflexão por meio dela. Outro grande fator que
impulsionou a realização deste projeto foi a aproximação do jovem com a biblioteca,
enquanto local de acesso a informação, e consequentemente favorecendo seu
contato com o livro e com as diversas fontes de informações disponíveis, sejam
impressas ou eletrônicas. Sabe-se que "a simples indicação de leitura, feita por
agentes como bibliotecários, é fator que promove a aproximação do livro"
(BARBOSA, 2009, p.7) .
Araújo e Casimiro (1996 , p. 9) afirmam que "a ação de ler caracteriza toda a
relação racional entre o indivíduo e o mundo que o cerca". Caldin declara que a
leitura "é entendida como ato social, linguístico, pedagógico, terapêutico,
psicológico, cognitivo, neurológico, fenomenológico, entre outros (CALDIN, 2010, p.
13), que exerce influência direta nas diversas relações vividas pelo ser humano, seja
consigo mesmo, seja com um familiar ou colega de trabalho. O homem, enquanto
ser social, utiliza-se da leitura para compreender o mundo e também para exercitar a
interação com outros e desenvolver a percepção do que está a sua volta .

5 Metodologia
A biblioteca da Faculdade de Tecnologia Senac Florianópolis implantou em
março de 2011 o programa de formação de leitores, com foco nos alunos do
Programa Jovem Aprendiz, visando a propor ações de incentivo à leitura, porque se
percebia que o acervo de literatura era pouco usado. Além disso, percebia-se que
esses alunos frequentavam pouco a biblioteca, liam pouco, expressavam-se e
escreviam muito mal, além de terem dificuldades em sala de aula na interpretação e
na redação durante as disciplinas.
Desta forma, numa parceria entre a biblioteca e docentes desse curso, o
projeto "Jovem Aprendiz, Jovem Leitor" foi desenvolvido visando aos seguintes
objetivos: desenvolver as competências em informação tais como a autonomia, o
senso crítico, a reflexão e a oralidade dos alunos por meio da leitura, despertar o
interesse por literatura e o gosto pela leitura, aproximar os alunos dos escritores, da
literatura e da biblioteca.
Para desenvolver o programa , foi criado o projeto em parceria com alguns
professores e com as pedagogas do Programa, cuja metodologia e resultados serão
apresentados a seguir. O Projeto foi concebido em três etapas: planejamento,

1671

�Educação de usuários e competências informacionais
i! """"'"
MaooNlck

~

=

:,

IiWitt.UJ

1I....111~

Trabalho completo

execução e avaliação. Na realização de cada etapa houve necessidade de
adaptações, em especial nos planos de aula para ajustar a necessidade da turma e
também em relação ao acompanhamento dado nas atividades por cada professor.
5.1 Público-alvo
Por ser um projeto pioneiro , o curso de Jovem Aprendiz foi selecionado como
público-alvo para a implantação dessa proposta porque esses alunos estão na faixa
etária de 15 a 24 anos, estão ainda matriculados no Ensino Médio e no início da
carreira profissional. Acredita-se que, quanto mais cedo desenvolverem o gosto pela
leitura, mais cedo poderiam desenvolver-se profissionalmente e estarem melhor
preparados para o mercado de trabalho. Optou-se também por escolher esses
jovens principalmente porque se percebia que usavam o espaço da biblioteca
somente para acessar os computadores e pouco usufruíam dos diversos serviços de
informação disponibilizados. Sendo assim, após reuniões com a equipe da
biblioteca, com docentes e pedagogos, profissionais que estão diretamente em
contato com estes alunos, foram definidas as etapas abaixo.
5.2 Etapas
Para realização do projeto foi necessária uma etapa inicial de planejamento
das atividades a serem desenvolvidas no Programa Jovem Aprendiz, proposta pela
Biblioteca Universitária da Faculdade Senac Florianópolis, em parceria com a
coordenação pedagógica e o corpo docente do Programa .
Na segunda etapa do Projeto ocorreu a execução das atividades pela equipe
da Biblioteca Universitária, que foram acompanhadas pelo professor e pela
coordenação pedagógica do Programa , supervisionadas ainda pela bibliotecária
responsável.
Durante esta etapa , as atividades desenvolvidas foram escolhidas com foco
nos objetivos do projeto e ainda, direcionadas na promoção da leitura como prática
voltada ao entretenimento. Para tal , foram utilizados instrumentos lúdicos, que
inspirassem o uso sem restrições do livro ou de outros suportes de informação,
como filmes e artigos de jornais. Esses instrumentos foram selecionados com o
objetivo de despertar a atenção e estimular o contato dos jovens com esses objetos.
Como exemplo, cita-se a exibição de filmes de curta e longa duração, apresentados
em locais diferenciados. Exercícios aplicados com o apoio de dinâmicas e
discussões em grupo incentivaram a oralidade e a criticidade dos participantes.
A terceira e última etapa se deu pela avaliação dos impactos gerados pelas
atividades aplicadas, na intervenção realizada pela Biblioteca. A Coordenação
pedagógica, os jovens do programa e os orientadores que acompanharam a
execução das atividades participaram da avaliação que contou com dois
instrumentos de pesquisa : questionário e entrevista semiestruturada . O questionário
construído com perguntas abertas foi aplicado no último encontro com cada turma
participante, momento em que os jovens avaliaram aspectos discutidos no decorrer
das ações. A entrevista semiestruturada foi realizada com os docentes e

1672

�Educação de usuários e competências informacionais
i! """"'"
MaooNlck

~

=

:,

IiWitt.UJ

1I....111~

Trabalho completo

coordenação pedagógica que coletou informações sobre o impacto das ações na
aprendizagem dos alunos.
Para respaldar todas as atividades, era necessário atualizar o acervo de
literatura da biblioteca para dar suporte às atividades e aos interesses dos alunos na
leitura. Assim , como forma de desenvolver a coleção de obras literárias e atualizar o
acervo , foram definidas estratégias que estimulassem as doações voluntàrias e a
permuta de literatura de lazer. Além disso, por meio da negociação com os clientes
que tinham multas pendentes, os mesmos doaram livros de lazer sugeridos pela
equipe da biblioteca como forma de pagamento .
5.3 Atividades
Todas as atividades foram promovidas no primeiro semestre de 2011
conforme a disponibilidade e parceria dos professores do curso e com total apoio da
direção da instituição e coordenação do curso. As atividades realizadas foram :
a) Apresentação do Projeto Jovem Aprendiz, Jovem leitor;
b) Palestra sobre leitura e apresentação de vídeo: explanação de conteúdos
sobre o que é leitura, práticas e experiências/vivências de leitura, utilizando
projetor de slides e apresentação do vídeo "O livro que marcou sua vida ";
c) Visita orientada à Biblioteca: funcionários do setor apresentaram todo o
espaço e as fontes de informação disponíveis;
d) Sessão de filmes: apresentação de filmes que abordassem a temática
"leitura";
e) Exercícios de leitura: aplicação de dinâmicas de leitura em sala de aula ,
utilizando recortes de jornais;
f) Palestra(s) e debate(s) com autor(es) : palestra com um ou mais autores
convidados, que compartilharam sua experiência de produção textual.
Ao longo das ações, o projeto foi sendo ampliado e as atividades foram
aprimoradas, pois todas foram bem avaliadas pelos alunos e docentes, sendo que
os próprios professores perceberam as mudanças no comportamento dos mesmos
em relação à oralidade e à escrita . Além dessas atividades, foram desenvolvidas
outras ações, tais como: apresentação de vídeos curtos de contos brasileiros,
encenações teatrais a partir da leitura de crônicas e contos, exercícios utilizando
computadores conectados à internet, ciclo de leitura e gincana literária.
O projeto teve boa repercussão e atingiu os objetivos propostos conforme
será apresentado no próximo capítulo , principalmente o de despertar o interesse por
literatura, o gosto pela leitura e a aproximação dos alunos com a biblioteca.

6 Resultados
Para observar e medir o alcance dos objetivos propostos foram avaliados
determinados aspectos em relação ao que o projeto tinha como objetivo. Para
compor o aspecto quantitativo dos resultados, foi levantado o total de empréstimos
realizados no período de janeiro a dezembro de 2010 em relação ao total de

1673

�Educação de usuários e competências informacionais
i! """"'"
MaooNlck

~

=

:,

IiWitt.UJ

1I....111~

Trabalho completo

empréstimos realizados de janeiro a julho de 2011 . Essa análise foi realizada
somente em relação às obras de literatura. De forma comparativa , analisando os
totais levantados, foram 1.826 empréstimos no período de 12 meses, referente ao
ano de 2010; já no período de seis meses Uaneiro a julho de 2011) houve 2.049
empréstimos, representando um aumento de 12% do total de empréstimos desse
tipo de obra . Esse é um dos indicativos do alcance dos objetivos propostos neste
projeto , demonstrando quantitativamente a aproximação que os participantes
tiveram dos livros, decorrente do estímulo gerado pelas atividades.
De março a junho de 2011 , participaram 115 jovens, de quatro turmas do
curso de Jovem Aprendiz, matriculados regulamente na Faculdade de Tecnologia
Senac Florianópolis. Após a realização do projeto nessas turmas, para avaliar o
aspecto qualitativo, buscou-se pesquisar a amostra de 30% das pessoas que
participaram . Para tanto, aplicou-se um questionário com 43 alunos para identificar
sua opinião em relação às atividades desenvolvidas.
Na turma número 395, havia 24 alunos matriculados, porém apenas quinze
responderam a ficha de avaliação onde foi perguntado: Houve alguma mudança na
sua relação com a leitura? Qual? Nesta questão, apenas um informou que nada
mudara. Os demais informaram que começaram a se interessar mais pela leitura,
principalmente das obras indicadas no vídeo apresentado e comentaram que
conheceram mais opções de leitura e que tiveram despertado o interesse em criar
um blog .
Nas turmas números 150, 151 e 152, com 91 alunos matriculados no total,
nesta mesma pergunta , todos responderam que começaram a ler mais, pois o
projeto despertou um interesse maior pela leitura. Além disso, em decorrência das
atividades, aprenderam mais sobre vários aspectos e que as atividades
desenvolvidas foram criativas e produtivas, além de proporcionar troca de ideias e a
discussão de temas atuais.
Para que os docentes e pedagogos envolvidos pudessem avaliar o projeto, foi
elaborada uma entrevista para ser aplicada em cinco profissionais do Senac,
envolvidos diretamente com o projeto. A entrevista foi aplicada com dois professores
que cederam suas aulas para o desenvolvimento das atividades, com a
coordenadora do curso e com duas pedagogas que trabalham diretamente com o
Programa Jovem Aprendiz.
Em relação à avaliação sobre a forma como o projeto foi desenvolvido,
obtiveram-se as seguintes informações:

o projeto é criativo, dinâmico e lúdico. A metodologia utilizada aproximou os
jovens de variados tipos de textos, promoveu o contato com diversos
suportes Oornais, livros etc.) e ainda mudou a visão que a maioria tinha de
que a leitura é algo chato, monótono (ENTREVISTA 3) .
Excelente projeto , porque ele teve início, meio e fim , envolvendo diversas
atividades com vídeos , com recortes de jornais e revistas, indo ao encontro
da leitura de livros da própria biblioteca e estou estimulando a usar o acervo
da biblioteca mesmo. Por eu ter uma filosofia de acreditar no trabalho em
equipe, este projeto foi feito com bastante parceria com outras áreas e os
docentes e por isso teve um resultado inigualável (ENTREVISTA 1).

1674

�Educação de usuários e competências informacionais
i! """"'"
MaooNlck

~

=

:,

IiWitt.UJ

1I....111~

Trabalho completo

Também foi questionada a mudança na percepção do próprio professor em
relação ao ato de ler enquanto leitor, para perceber se eles, enquanto participantes
do projeto, também tiveram despertado o gosto pela leitura.
Eu já tinha uma prática de leitura, mas sempre agrega e surgem novas
sugestões, novas idéias sobre livros e filmes , embora já tivesse o hábito da
leitura (ENTREVISTA 1).
Sim, depois de participar do projeto comecei a encontrar mais tempo para a
leitura e ter a disciplina de ler ao menos quinze minutos por dia. Além de
levar para sala de aula , os livros que uso na preparação das aulas,
incentivando-os a fazer pesquisas na biblioteca e aprofundar seus
conhecimentos (ENTREVISTA 5) .

Foi questionado aos pedagogos e docentes quais as principais mudanças
percebidas nos alunos, após a realização das atividades do projeto:
Eles mudaram muito em relação a se comunicar, venho notando que eles
estão indo mais na biblioteca , estão se expressando melhor, se envolvendo
mais nos projetos , tendo mais iniciativa e mais idéias, enfim melhorou
bastante o desempenho deles em sala de aula (ENTREVISTA 2) .
Percebi que antes a atividade que envolvia leitura os alunos demonstravam
preguiça e desinteresse, hoje percebe que a grande maioria gosta de ler
dentro de sala e fora dela (ENTREVISTA 3) .
Houve mudanças quanto ao interesse dos alunos pela leitura e em
conhecer as obras de literatura bem como despertou o diálogo sobre o que
os alunos leram no durante a execução do projeto (ENTREVISTA 5) .

Percebeu-se que, as atividades desenvolvidas no projeto focaram no
progresso das competências desses jovens, aproximando-os dos suportes
informacionais, dos autores e da biblioteca. Esses elementos, empregados
paralelamente, conduzem leitores iniciantes e despertam o verdadeiro e espontâneo
prazer pela leitura.
Observou-se ainda que, não somente o público-alvo do projeto foi afetado; a
relação dos jovens aprendizes com a equipe participante (bibliotecária , auxiliares de
biblioteca, estagiários, professores e coordenador de curso) foi influenciada e o
envolvimento com a prática da leitura literária tornou-se parte da rotina de todos.

7 Considerações Finais
O projeto 'Jovem aprendiz jovem leitor' procurou despertar no jovem o gosto
pela leitura e aproximá-lo da biblioteca em todas as ações executadas. Para obter
sucesso, o projeto teve que ser bem planejado e monitorado ao longo do
desenvolvimento das ações para que atingisse os objetivos propostos. Para tal, foi
intencionado promover um envolvimento estruturado. Este público tem por tendência
o aceite de atividades lúdicas e que fujam à rotina . Decorrente dessa observação, o

1675

�Educação de usuários e competências informacionais
i! """"'"
MaooNlck

~

=

:,

IiWitt.UJ

1I....111~

Trabalho completo

planejamento foi pensado e voltado a dar prazer e tornar agradáveis os ambientes
onde as atividades eram desenvolvidas.
A equipe participante esteve empenhada em organizar o trabalho para que o
jovem estivesse envolvido com as atividades, permitindo a ambientação nos
espaços da biblioteca e para servir também de referência como leitor atuante. Muitos
jovens, ao procurar obras para leitura, solicitavam aos atendentes uma indicação de
obra , o que impeliu a manter o acervo atualizado e a observar os títulos mais
procurados.
Os pedagogos e professores participantes demonstraram total compromisso
com o projeto , atuando não somente no momento da realização das atividades,
como no decorrer das demais aulas do Programa Jovem Aprendiz. Essa questão foi
identificada e elogiada pela equipe envolvida , já que a manutenção desse trabalho
só poderia ser feita com a dedicação de todos.
Ficou evidente que o uso de filme para tratar determinadas temáticas, bem
como a abordagem lúdica utilizada nos encontros, em muito favoreceu para que os
objetivos fossem atingidos. Além disto, a escolha de espaços diferenciados, como o
auditório e de recursos físicos como as almofadas e pufes, causou conforto e
ofereceu um clima favorável aos participantes.
Antes da aplicação do projeto, percebiam-se dificuldades no uso e acesso às
informações disponíveis na biblioteca quando eram usadas, tais como apresentação
do tema sem delimitação, dificuldades na busca de informação no catálogo online ou
mesmo nos espaços da biblioteca. Os jovens desconheciam outras fontes de
informação que não fossem os livros, informavam o título de forma incompleta, havia
grande dependência deles em relação aos atendentes da biblioteca em relação às
buscas, dificuldades para selecionar os documentos recuperados ou mesmo para
usar os instrumentos que facilitam a consulta aos documentos impressos e
eletrônicos.
Entretanto, após aplicação do projeto, verificou-se que essas dificuldades
foram amenizadas nas turmas que participaram das ações. Observou-se nas
avaliações que os objetivos propostos foram alcançados. Não somente a leitura por
prazer, mas também despertou a atenção dos alunos para outras fontes de
informação disponíveis na biblioteca , que foram apresentadas por meio das visitas
orientadas e ações desenvolvidas dentro do espaço físico da biblioteca. Essas
visitas além de orientar como o acervo era organizado, como proceder para
encontrar a informação por meio do catálogo da biblioteca , quais tipos de recursos
tinham à disposição para o desenvolvimento de trabalhos, abarcando todas as
dimensões envolvidas necessárias para obter competência em informação.
Por fim , pode-se afirmar que este projeto poderá e deverá ser mantido, para
que outros alunos do Programa Jovem Aprendiz possam ser beneficiados na
instituição. O mesmo projeto pode ser readequado para outros tipos de público-alvo
e em outras realidades escolares, já que o mais importante é promover e despertar o
gosto pela leitura, gosto este que auxilia as pessoas na construção de uma
identidade, na sua relação com o mundo e com a sociedade em que estes
indivíduos estão inseridos, propiciando que os mesmos tornem-se seres ativos e
cidadãos conscientes e participativos.

1676

�Educação de usuários e competências informacionais
i! """"'"
MaooNlck

~

=

:,

IiWitt.UJ
1I....111~

Trabalho completo

Referências
ARAÚJO, Francisco de Paula; CASIMIRO, Lilian Cristina da S. R. A importância dos
projetos de extensão universitária na formação de cidadãos leitores. In : Encontro
Nacional de Estudantes de Biblioteconomia, Documentação, Ciência e Gestão da
Informação, 32 , 2009 . Anais eletrônicos ... Rio de Janeiro, 2009. Disponível em : &lt;
http://www.unirio.br/cch/eb/enebd/Comunicacao_Oral/eix01/AIMPORTANCIADOS.pd
f &gt;. Acesso em: 06 jan. 2011.

BARBOSA, Begma Tavares. Letramento literário: escolhas de jovens leitores.
REUNIÃO ANUAL DA ANPED, 32, 2009, Caxambu . Anais eletrônico ... Disponível
em &lt;http://www.anped.org .br/reunioes/32ra/arquivos/trabalhos/GT1 0-5527 --I nt. pdf&gt; .
Acesso em : 15 jan . 2011 .

BELLUZZO, Regina C. B. Competência em informação: um diferencial
das pessoas no século XXI. São Paulo, 2005 . Disponível em :
http://www.fe .unicamp.br/getic/arquivos/Oficina_Regina.pdf. Acesso em : 10 abro
2012 .
BERNARDES, Alessandra Sexto . Do texto pelas mãos do escritor ao texto nas mãos
do leitor: pensando a leitura e a escrita na biblioteca. Rev. Bras. Educ. [online].
2003, n.22, p. 77-88.

BRASIL. Ministério do Trabalho e Emprego. Lei no. 10.0097 de 19 de dezembro de
2000. Disponível em: &lt; http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/L10097 .htm&gt;.
Acesso em: 26 jul. 2011.

CALDIN , Clarice F. Leitura e literatura infanto-juvenil. Florianópolis: CIN/UFSC ,
2010.

CAMPELLO, Bernadete Santos. Letramento informacional no Brasil : práticas
educativas de Bibliotecários em escolas de ensino básico. Minas Gerais: UFMG,
2009. Disponível em
&lt;http://gebe .eci .ufmg.br/downloads/tese%20campelio%202009 .pdf&gt; .Acesso em 25
jul. 2011 .

1677

�Educação de usuários e competências informacionais
i! """"'"
MaooNlck

~

=

:,

IiWitt.UJ
1I....111~

Trabalho completo

DEMO, Pedro. Pesquisa : princípio científico e educativo. São Paulo: Cortez, 1990.
FLECK, Felícia ; PEREIRA, Magda Chagas. O bibliotecário escolar de Florianópolis e
sua relação com a leitura. Revista ACB: Biblioteconomia em Santa Catarina,
Florianópolis, v.12, n.2, p. 286-302, jul./dez., 2007 . Disponível em :
http://www.brapci.ufpr.br/download .php?ddO=11234. Acesso em : 25 jul. 2011 .
INSTITUTO PRÓ-LIVRO. Retratos da leitura no Brasil. 3. ed . São Paulo: Imprensa
oficial , 2008 . Disponível em :
&lt;http://www.prolivro .org .br/ipl/publier4 .0/dados/anexos/1815.pdf &gt;. Acesso em : 11
abr. 2012.

LAJOLO, Marisa. Leitura em crise na escola : alternativas do professor. São Paulo,
Mercado Aberto, 1986.

ROSA, Flávia Goullart Mota Garcia; ODDONE, Nanei. Políticas públicas para o livro,
leitura e biblioteca . Cio Inf., Brasília , v. 35, n. 3, dez. 2006 . Disponível em
&lt;http://www.scielo.brlscielo .php ?script=sci_arttext&amp;pid=SO 10019652006000300017&amp;lng=pt&amp;nrm=iso&gt;. Acesso em : 28 jul. 2011 .

SENAC/SC. Programa Jovem Aprendiz: Orientação aos Empresários.
Florianópolis: SENAC/SC , 2009 .

SENAC/SC. História. Disponível em&lt;http://intra .sc.senac.br/principal/estrutura.php&gt; .
Acesso em : 09 jun . 2011 .

SILVA, Ezequiel Theodoro da. Criticidade e leitura: ensaios. Campinas: Mercado
das Letras, 1998.

SILVA, Keina Maria Guedes da; LENDENGUE, Maria do Livramento de C.
Bibliotecário na formação de leitores em potencial. Biblionline, João Pessoa, n.
esp., p. 92-98, 2010. Disponível em :
&lt;http ://www.brapci.ufpr.br/download .php?ddO=15283&gt;. Acesso em 27 jul. 2011 .

SOUZA, Rita Rodrigues de; SOUZA, Maria Aparecida Rodrigues de. Práticas de
leitura na biblioteca : nos caminhos da linguística aplicada. Solta A Voz, Goiânia, v.
18, n. 1, p.109-125, 2007 . Semestral. Disponível em :
&lt;http://www.revistas.ufg.br/index.php/sv/article/view/2517&gt;. Acesso em 25 jul. 2011.

1678

�</text>
                  </elementText>
                </elementTextContainer>
              </element>
            </elementContainer>
          </elementSet>
        </elementSetContainer>
      </file>
    </fileContainer>
    <collection collectionId="49">
      <elementSetContainer>
        <elementSet elementSetId="1">
          <name>Dublin Core</name>
          <description>The Dublin Core metadata element set is common to all Omeka records, including items, files, and collections. For more information see, http://dublincore.org/documents/dces/.</description>
          <elementContainer>
            <element elementId="50">
              <name>Title</name>
              <description>A name given to the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51396">
                  <text>SNBU - Edição: 17 - Ano: 2012 (UFRGS - Gramado/RS)</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="49">
              <name>Subject</name>
              <description>The topic of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51397">
                  <text>Biblioteconomia&#13;
Documentação&#13;
Ciência da Informação&#13;
Bibliotecas Universitárias</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="41">
              <name>Description</name>
              <description>An account of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51398">
                  <text>Tema: A biblioteca universitária como laboratório na sociedade da informação.</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="39">
              <name>Creator</name>
              <description>An entity primarily responsible for making the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51399">
                  <text>SNBU - Seminário Nacional de Bibliotecas Universitárias</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="45">
              <name>Publisher</name>
              <description>An entity responsible for making the resource available</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51400">
                  <text>UFRGS</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="40">
              <name>Date</name>
              <description>A point or period of time associated with an event in the lifecycle of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51401">
                  <text>2012</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="44">
              <name>Language</name>
              <description>A language of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51402">
                  <text>Português</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="51">
              <name>Type</name>
              <description>The nature or genre of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51403">
                  <text>Evento</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="38">
              <name>Coverage</name>
              <description>The spatial or temporal topic of the resource, the spatial applicability of the resource, or the jurisdiction under which the resource is relevant</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51404">
                  <text>Gramado (Rio Grande do Sul)</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
          </elementContainer>
        </elementSet>
      </elementSetContainer>
    </collection>
    <itemType itemTypeId="8">
      <name>Event</name>
      <description>A non-persistent, time-based occurrence. Metadata for an event provides descriptive information that is the basis for discovery of the purpose, location, duration, and responsible agents associated with an event. Examples include an exhibition, webcast, conference, workshop, open day, performance, battle, trial, wedding, tea party, conflagration.</description>
    </itemType>
    <elementSetContainer>
      <elementSet elementSetId="1">
        <name>Dublin Core</name>
        <description>The Dublin Core metadata element set is common to all Omeka records, including items, files, and collections. For more information see, http://dublincore.org/documents/dces/.</description>
        <elementContainer>
          <element elementId="50">
            <name>Title</name>
            <description>A name given to the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="63969">
                <text>Desenvolvimento da competência em informação: uma proposta para formação de leitores.</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="39">
            <name>Creator</name>
            <description>An entity primarily responsible for making the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="63970">
                <text>Spudeit, Daniela; Costa, Mairla Pereira P.; Prado, Jorge Moisés Kroll do</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="38">
            <name>Coverage</name>
            <description>The spatial or temporal topic of the resource, the spatial applicability of the resource, or the jurisdiction under which the resource is relevant</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="63971">
                <text>Gramado (Rio Grande do Sul)</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="45">
            <name>Publisher</name>
            <description>An entity responsible for making the resource available</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="63972">
                <text>UFRGS</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="40">
            <name>Date</name>
            <description>A point or period of time associated with an event in the lifecycle of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="63973">
                <text>2012</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="51">
            <name>Type</name>
            <description>The nature or genre of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="63975">
                <text>Evento</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="41">
            <name>Description</name>
            <description>An account of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="63976">
                <text>Relata a experiência de um projeto voltado ao desenvolvimento de competências em informação com foco na formação de leitores. Discorre sobre um programa de estímulo à leitura, direcionado aos jovens do Programa Jovem Aprendiz na Faculdade de Tecnologia Senac Florianópolis. Aborda aspectos teóricos relacionados à importância da leitura e à competência em informação, tais como o senso crítico, a reflexão e a oralidade. Conclui-se que estas atividades enaltecem o papel das bibliotecas no incentivo à leitura e no desenvolvimento de competências em informação, na oralidade, na escrita e na aproximação dos alunos com os escritores, com a literatura e, principalmente, com a biblioteca enquanto espaço de informação, cultura e lazer.</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="44">
            <name>Language</name>
            <description>A language of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="69510">
                <text>pt</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
        </elementContainer>
      </elementSet>
    </elementSetContainer>
  </item>
  <item itemId="6010" public="1" featured="0">
    <fileContainer>
      <file fileId="5074">
        <src>http://repositorio.febab.org.br/files/original/49/6010/SNBU2012_149.pdf</src>
        <authentication>b68f8fd59008f4e6294c108a954f59b2</authentication>
        <elementSetContainer>
          <elementSet elementSetId="4">
            <name>PDF Text</name>
            <description/>
            <elementContainer>
              <element elementId="92">
                <name>Text</name>
                <description/>
                <elementTextContainer>
                  <elementText elementTextId="63968">
                    <text>Educação de usuários e competências informacionais
i! """"'"
MaooNlck

~

=

:,

IiWitt.UJ
1I....111~

Trabalho completo

EAD E A PARTICIPAÇÃO DA BIBLIOTECA NAS ATIVIDADES
DE ENSINO E PESQUISA
Maria Fazanelli Crestana 1, Cibele A. C. Marques dos Santo~,
Suely Campos Cardoso3, Valeria de Vilhena Lombardí4 ,
Fabiola Rizzo Sanchez5, José Carlos 8albino Rosa6
Doutora pela FSP/USP, Divisão de Biblioteca e Documentação da FMUSP, São Paulo, SP.
Doutora pela ECAlUSP, Divisão de Biblioteca e Documentação da FMUSP, São Paulo, SP.
3 Mestre pela FMUSP, Divisão de Biblioteca e Documentação da FMUSP, São Paulo, SP.
4 Pós-Graduada no Curso de Especialização em Sistemas Automatizados de Informação Científica e
Tecnológica do SIBi/USP/PUCamp, Divisão de Biblioteca e Documentação da FMUSP, São Paulo,
SP.
5 Pós-Graduanda em Gestão de Comunicação em Hipermídia e Redes Sociais pela UNICID, Divisão
de Biblioteca e Documentação da FMUSP, São Paulo, SP.
6Graduando em Tecnologia de Banco de Dados - Faculdade Impacta, Divisão de Biblioteca e
Documentação da FMUSP, São Paulo, SP.
1

2

Resumo
Relata a experiência de uma biblioteca universitária na utilização da plataforma
Moodle, para a educação a distância em fontes de informação e pesquisa
bibliográfica na área médica, em parceria com uma disciplina de graduação.
Ministrada como um dos módulos da disciplina de Introdução à Medicina e suas
Especialidades em 2010 e 2011 para alunos ingressantes, sendo que a partir de
agosto de 2011 tornou-se também uma disciplina a distância oferecida a alunos de
outros anos do curso, principalmente em programas de iniciação científica . Este
trabalho aborda a experiência de avaliação presencial do aluno através da
plataforma, a utilização de recursos de Web 2.0 como fóruns para discussões de
caso propostos pela responsável pela disciplina, o desenvolvimento do material para
o curso e o acompanhamento dos alunos pela participação e a execução das
tarefas. Apresenta a evolução desta atividade para um projeto aprovado pelo
Programa Ensinar com Pesquisa , do escopo da Pró-Reitoria de Graduação da
Universidade.

Palavras-Chave:
Educação a Distância; Biblioteca Universitária; Estudantes Universitários; Educação
Médica; Pesquisa Bibliográfica.

Abstract
Reports the experience of a academic library in the use of the Moodle platform for
distance education in information sources and literature in the medicai field in
partnership with an undergraduate course. Presented as one of the modules of the
course: Introduction to Medicine and its specialties in 2010 and 2011 for new

1654

�Educação de usuários e competências informacionais
i! """"'"
MaooNlck

~

=

:,

IiWitt.UJ

1I....111~

Trabalho completo

students, and from August 2011 also became a distance course offered to students in
other years of the course especially in programs of scientific initiation . This paper
discusses the experience of assessing student attendance through the platform, the
use of Web 2.0 features such as forums for discussion proposed by the case
responsible for the discipline, the development of material for the course and
monitoring of students for participation and performance of tasks. Shows the
evolution of this activity for a project approved by the Program Teaching with
Research , the scope of the Dean of the Graduate University.

Keywords:
Distance Education; Academic Library; Undergraduate Students; Medicai Education;
Library Research.
1 Introdução
Com as tecnologias de comunicação e informação e as mudanças
decorrentes destas na sociedade contemporânea, as bibliotecas universitárias
buscaram oportunidades de adequação de atividades passando a utilizar as
ferramentas da Web 2.0 e os ambientes virtuais de aprendizagem . Passaram a
oferecer cursos nestas ferramentas , para os treinamentos de busca e pesquisa
bibliográfica dos seus usuários, principalmente para os alunos de graduação, mais
familiarizados com as ferramentas, modernizando assim o seu papel educacional.
Este formato de cursos nas bibliotecas universitárias tem sido apresentado na
literatura internacional, mas ainda são pouco estudados no Brasil e as experiências
existentes podem trazer embasamento e dados importantes para o aprimoramento
dos recursos utilizados.
Este trabalho relata a experiência da Biblioteca Central da Divisão de
Biblioteca e Documentação na utilização de um Ambiente Virtual de Aprendizagem AVA, neste caso a plataforma Moodle (software livre para cursos à distância ou para
apoiar cursos presenciais ou semi-presenciais) .
O curso desenvolvido nesta plataforma para educação a distância (EAD) em
fontes de informação na área médica, partiu de uma experiência de muitos anos no
atendimento a alunos e em cursos presenciais de treinamento em bases de dados,
pesquisa bibliográfica, orientação para acesso e recuperação da informação, e
elaboração de trabalhos científicos.

2 Revisão de Literatura
O Moodle é um Sistema Open Source de Gerenciamento de Cursos - Course
Management System (CMS), também conhecido como Learning Management
System (LMS) ou um Ambiente Virtual de Aprendizagem (AVA). Tornou-se popular
entre os educadores de todo o mundo como uma ferramenta de criação de websites
dinâmicos para alunos de cursos presenciais, semi-presenciais ou à distância. Para
funcionar, o software precisa ser instalado em um servidor web , em um computador
pessoal ou numa empresa de hospedagem. (MOODLE, 2012).
A Plataforma Moodle foi criada por Martin Dougiamas, é um software livre
desenvolvido continuamente por uma comunidade de colaboradores em todo o

1655

�Educação de usuários e competências informacionais
i! """"'"
MaooNlck

~

=

:,

IiWitt.UJ

1I....111~

Trabalho completo

mundo e é um recurso educacional baseado no sócio-construtivismo. (DIGITAL SK,
2012).
Possibilita a criação de cursos na web que podem ser liberados a usuários
específicos através de login e senha, com facilidade para a inserção de recursos
como páginas, multimídia, atividades, questionários, fóruns e chats, entre outros,
servindo de apoio ao ensino e aprendizado. Os acessos podem ser liberados para
visitantes também . Além disso, os participantes, após o login podem interagir por
meio de fóruns de discussão e cada usuário pode ter acesso ao seu blog específico,
com definição de perfil e foto .
O programa encontra-se na versão 2.2, é bastante utilizado pelas
universidades e permite a criação de um ou vários cursos em módulos com datas
previamente agendadas, com textos, imagens, links externos, internos e lições para
serem aplicadas aos estudantes.
Na plataforma é possível analisar dias de acesso de cada usuário, isto é
pode-se verificar toda a trajetória de interação do o usuário e o curso. Os módulos
podem ser liberados simultaneamente ou de forma progressiva .
O Moodle permite a customização de toda a área de aprendizado. A interface
visual pode ser alterada pelos autores ou administradores do curso, de acordo com
definições pré-estabelecidas.
Com todas estas facilidades , a ferramenta mostra-se adequada para as
bibliotecas no desenvolvimento de cursos para treinamento de usuários. Assim como
relatado em Gruca (2010) , o desenvolvimento das tecnologias de informação mudou
vários aspectos da vida humana, principalmente os relacionados com o ciberespaço.
As bibliotecas tem se adaptado com sucesso a estas atividades buscando
oportunidades de atender as demandas e necessidades dos usuários, utilizando
recursos e dispositivos remotos para estender no formato digital seus prédios,
coleções e serviços.
Estes recursos em ambiente virtual, muitas vezes não têm equivalência no
mundo real e requerem atividades online que complementem as tarefas da biblioteca
tradicional e ofereçam condições para uma pesquisa eficiente. Neste sentido, entre
as mais importantes tarefas da biblioteca acadêmica encontra-se sua função
educacional.
Ainda segundo Gruca (2010) os usuários da biblioteca acadêmica constituemse em um grupo diferenciado. São estudantes, pesquisadores, professores e
profissionais com níveis diversos de treinamento no uso das ferramentas de
pesquisa online . O papel da biblioteca neste treinamento, principalmente para os
alunos no início da graduação é fundamental para torná-los competentes no acesso
à informação eletrônica existente . O desenvolvimento de tutoriais e guias, introdução
a informação em bases de dados especializadas, serviços eletrônicos, catálogos e
outros recursos, auxiliam na compreensão e realização das atividades.
Nesse sentido, o oferecimento de um curso na plataforma Moodle, é de
grande ajuda para os alunos, principalmente na modalidade de EAD (educação a
distância), considerando que as grades curriculares no ensino superior são
compostas por um grande número de disciplinas.
Byrne e Bates (2009) realizaram estudo sobre o uso da biblioteca física e
virtual , do ambiente virtual de aprendizagem e sobre outras fontes de informação em
cursos à distância para alunos de uma universidade e as implicações na biblioteca
universitária. Neste trabalho reforçam a importância de um papel ativo por parte dos
bibliotecários no comportamento informacional dos estudantes sendo importante que

1656

�Educação de usuários e competências informacionais
i! """"'"
MaooNlck

~

=

:,

IiWitt.UJ

1I....111~

Trabalho completo

possam criar oportunidades para que os alunos sejam instruídos na busca e
recuperação da informação bem como nas ferramentas dos recursos informacionais
validados. Os autores consideram necessária a organização de palestras e
treinamentos presenciais e à distância para garantia de que todos os estudantes
aprendam a usar estes recursos.
Em outra pesquisa que avalia a integração das ferramentas de Web 2.0 com
as orientações de competência informacional e a educação do usuário em
bibliotecas verificou-se o uso efetivo destas ferramentas pelos bibliotecários nos
treinamentos para usuários em três níveis: engajamento dos estudantes, facilitação
da entrega de conteúdos e no terceiro nível, a publicação de conteúdos de acesso
para estudantes e cursos realizados de forma colaborativa ou para melhoria da
interação dos cursos. (LUO, 2010).
A plataforma Moodle utiliza as ferramentas de web 2.0, permitindo que os
cursos de pesquisa bibliográfica e acesso às fontes de informação sejam realizados
de forma interativa, o que aumenta a adesão dos estudantes.

3 Métodos
A Plataforma Moodle foi escolhida pela biblioteca por ser uma plataforma de
acesso livre, gratuita e de interface amigável.
Inicialmente o curso foi oferecido no Moodle da Biblioteca, e desde 2011
também é oferecida uma disciplina através do Moodle do Stoa da USP, que é uma
rede social para estudantes, professores e funcionários .
No Moodle da Biblioteca, o curso Acesso e Recuperação da Informação em
Prática Médica apresenta algumas customizações como um vídeo com explicações
de como fazer o primeiro acesso, os canais de comunicação através das redes
sociais, um calendário e um box com notícias (Figura 1).

Cursos dispolÚn~is

M EDI C I NA

"'"'

Acesso
2012

e Recuperaç:!"o da Informaç.:lo em Prática Médica -

TlItor: Gi~h.i"" Op&lt;f~ld"r
Tl/Ior:Sua1vGamp.o.&amp;GardoEo
TlIIor: cibo.ll! 11.. cam"r~" l1a rQUe5 do. Santos
TlIIo r: D"n",I.!!Am~r"IRI!Ig.o
Tutor: QUlntln&lt;l T" IXI!Ir~
TllIor: Mlln .. F.. "",nelll C rl!~"n"

TlItO r: V"léna Lomtnllll i
Moderador : Joi;"O!rl05 BII'bor.o
Modl!r .. dor : fab,oI .. RlzzoSandtt!z

• CaJ,mdário
ilbra2012

• Canais Web 2.0

0o ,",

DBDFMUSP

I

5
I~

Canais deinformaçilo e
rnteração:acesse,a:mhl!çaa§
novldades , participeedê

Se, , .".
:&gt;:

l

Qu Qui
4

5

s....
6

Sáb
7

910

11

1213

14

16

lB

19

21

17

20

~232"2 52r;272B
2'

sUQestões.

30

Figura 1 - Página inicial do curso Acesso e Recuperação da Informação em Prática
Médica

Esta versão do curso constitui-se uma parte da disciplina "MCM1674 Introdução a Medicina e suas Especialidades" e foi ministrada para os 180 alunos do
primeiro ano do curso de medicina nos primeiros semestres de 2010 e 2011 .
(LOMBARDI et aI. , 2010).

1657

�Educação de usuários e competências informacionais
i! """"'"
MaooNlck

~

=

:,

IiWitt.UJ

1I....111~

Trabalho completo

Ao fazer o login neste curso,
(Figura 2) , que traz na área central os
existe a Introdução, que apresenta o
material didático e acompanha os
biblioteca.

I MUSV

~

InformaÇi1o em "r&lt;JtlCil Medlcil

• Atlvtdades

o estudante tem acesso à página do curso
conteúdos desenvolvidos. Nesta área também
curso ao aluno, a equipe que desenvolveu o
alunos, e uma pequena apresentação da

2U12

Retomar &lt;I minha fUllÇâo nOlmal

Programa ..ilo

A'~al

ed;ção

• Partlclprultes
-!8Parttapantes

g' Fô ruos
~ Glossários

QJ Recursos

•

•

Próximos Eventos
N50Mncnhumcvcnto

~

p róximo

Tutorlais

Biblioteca Codlrane

Capes
Oedalus

• M@Dudo Dlo!
Acrescentilrnovo texto

Embase

Vefos rneustli!ld:oli

Livroseletrónicos

Conflguraçãodo Blog

Veftextos do ctJrso

PubMed

EI
I NlROOUÇÃO

RevlstaseletrónlCds

• tJltlmas NotieWi

Q] ... ~nl"çào doCu,""o
Seopus

VI':ro5textos do slte

(Nenhuma nctiaa

Q] EQUIPe

p ublicilda)

Web ofSderlCe.

Oivisiiode Bi bl iotecjJ e Ot)[:umentaçiio

Figura 2-Página do curso no Moodle da Biblioteca

No segundo semestre de 2011, o curso passou a ser oferecido, também,
como uma disciplina optativa "MCM0784 - Acesso e Recuperação da Informação na
Prática Médica", em parceria docente/biblioteca, e é desenvolvida em EAD para
todos os alunos dos cursos de graduação da Faculdade de Medicina da USP
(Medicina , Fisioterapia, Fonoaudiologia e Terapia Ocupacional) .
Na equipe destes cursos estão envolvidos uma docente, seis bibliotecários
como tutores e criadores do conteúdo e três técnicos de documentação como tutores
e responsáveis pela inserção dos conteúdos criados. O atendimento às dúvidas dos
alunos pode ser realizado através de telefone, e-mail ou pessoalmente . Todos os
membros da equipe podem interagir com os alunos, de maneira a tornar a
plataforma um meio de aprendizado e reciclagem.
O conteúdo desenvolvido incluiu os seguintes módulos: os bancos de dados
institucionais (DEDALUS e Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da USP, a
Biblioteca Virtual de Saúde (BVS) ; bases de dados LlLACS , PubMed , Web of
Science, Scopus, Embase, portais de revistas científicas, acesso a e-books, entre
outras fontes de informação.
Foram utilizados recursos de aprendizagem do Moodle como a criação de um
glossário contendo os termos que aparecem nos módulos do curso, indicação de
links de tutoriais das bases de dados, exercícios para os alunos, e a inclusão de
discussão de caso clínico disponibilizada pela docente responsável. Para a
avaliação dos alunos foi criado um exercício com perguntas sobre bases de dados.
Foi desenvolvido um questionário para avaliação do curso pelos alunos que
são convidados a responder perguntas sobre o curso em geral, que é utilizado para
melhorias dos próximos cursos.

1658

�Educação de usuários e competências informacionais
i! """"'"
MaooNlck

~

=

:,

IiWitt.UJ

1I....111~

Trabalho completo

Após O término do curso realizam-se estatísticas de uso pelos alunos e
quando há detecção de falhas , discute-se e modifica-se o que não está de acordo
com as metas/objetivos do curso.

4 Resultados
A avaliação do conteúdo assimilado pelo aluno no curso ministrado no
primeiro semestre de 2011 na disciplina de "Introdução à Medicina e suas
Especialidades", ocorreu durante a prova presencial e prática que reuniu todos os
módulos desta disciplina; foi aplicada em sete "estações" para avaliar habilidades.
A parte referente à biblioteca foi realizada na plataforma Moodle com a
realização de exercícios em micro-computadores disponibilizados no Hospital das
Clínicas da FMUSP onde aconteceu
__a rova
~~~T=cr~~--

Figura 3 - Fotos da prova no Hospital das Clínicas da FMUSP

o curso em EAD ministrado como parte de disciplina em 2010 e 2011 para
alunos ingressantes, a partir de agosto de 2011 tornou-se também uma disciplina
optativa "MCM0784 - Acesso e Recuperação da Informação em Prática Médica",
também EAD, oferecida a alunos de outros anos do curso de Medicina
principalmente em programas de Iniciação Científica.
Os três cursos (2010, 2011 e a disciplina no segundo semestre de 2011)
foram analisados quanto à quantidade de acessos pelos alunos, como forma de
acompanhamento da participação e a execução das tarefas.
No Gráfico 1, percebemos que o maior número de acesso refere-se ao
módulo explicativo "Arquitetura da Pesquisa Científica", fundamental para a
compreensão de como deve ser realizada uma busca em bases de dados.
Considerando que a duração da disciplina é de quatro meses, podemos considerar
significativa a quantidade de acesso aos diversos módulos.

1659

�Educação de usuários e competências informacionais
i! """"'"
MaooNlck

~

=

:,

IiWitt.UJ

1I....111~

Trabalho completo

Curso Acesso e Recuperação da Informação em Prática
Médica - 2010
~
Base de dados em Sa Lid e - Web of... _ _ •
Deda lu s
Acesso eletrô nico a textos ..
Base d e Dados em Saúde - PU BMED

~=::t:~

t=::t::.
t====

• Acessos aos módu los

Acesso eletrônico a textos .. -'"'"_..._ ....
Base de Dados em Saúde: LI LACS E...

~====~

Arq ui tet u ra da Pesquisa Ci entífi ca
Apresen tação do Curso ~IIIIIIIIII~IIIIIIIIII~~~+-_--+_~

o

200

400

600

800

1000

Gráfico 1 - Acessos ao curso Acesso e Recuperação da Informação em Prática Médica 2010

Apresentamos também alguns dados relativos à utilização de recursos de web
2.0 como fóruns para discussões de caso propostos pela responsável pela disciplina ,
fóruns de atividades das bases de dados específicas e tutoriais (Gráfico 2) .
Curso Acesso e Recuperação da Informação em Prática
Médica - 2010
Acessos aos fóruns e tutoriais

Tutorial Twitter
Tutoria l - E-books
Tuto ri al Dedalus
Fó ru m de at iv idades - SCOP US

~

'"

""
~

.

~

~=3===

Acessos aos fóru ns e tutoriais

Fórum de atividades - EMBASE
Fórum de ativ id ades dO"'~IIIIIIIIII~IIIIIIIIIIIIIIIIIIII~IIIIIIIIII~~_~

o

500

1000

1500

2000

Gráfico 2 - Acessos aos fóruns e tutorais no curso Acesso e Recuperação da Informação em
Prática Médica 2010

No primeiro semestre de 2011 , a análise dos acessos mostrou-se mais
equilibrada e com grande número para acesso aos módulos referentes às bases de
dados (Gráfico 3).

1660

�Educação de usuários e competências informacionais
i! """"'"
MaooNlck

~

=

:,

IiWitt.UJ

1I....111~

Trabalho completo

Curso Acesso e Recuperação da Informação em Prática
Médica - 2011
Eq uipe

~=:E=:l.

Acesso eletrônico a text os ... ~-....-

....

Of"l~~§~~~J~

Base de dados em Saúde - Web
Acesso eletrônico a text os ...
Base de Dados em Saúde - EM BASE

• Acessos aos mód ulos

textOS" 1~~§~~~~~~:.

Acesso
a BMED
Base de Dados
emeletrônico
Saúde - PU

Acesso eletrônico a textos .. .

o

100

200

300

400

500

Gráfico 3 - Acessos no curso Acesso e Recuperação da Informação em Prática Médica 2011

Em relação aos acessos aos Fóruns e Tutoriais (Gráfico 4) pode-se perceber
o pequeno número de acesso aos Tutoriais em contrapartida ao grande número de
acessos às orientações quanto ao uso das bases de dados.

Curso Acesso e Recuperação da Informação em Prática
Médica - 2011
Acessos aos fóruns e tutoriais
Tutoria l Web of Science

~

Tuto ri al Tw it ter

/li
/li
~

Tuto ria l - E-books
Fóru m de atividades -"

~

)---+--1-

• Acessos aos fóruns e t utoriais

Fórum de at ividades - EMBASE
Fó ru m de ativ idades do .. ~IIIIIIIIII~IIIIIIIIIIIIIIIIIIII~IIIIIIIIII~IIIIIIIIII'----~

o

500

1000

1500

2000

Gráfico 4 - Acessos aos fóruns e tutorais no curso Acesso e Recuperação da Informação em
Prática Médica 2011

Na disciplina "MCM0784 - Acesso e Recuperação da Informação em Prática
Médica", ministrada no segundo semestre de 2011 , tivemos por volta de 60 alunos
com perfil diferenciado, ou seja , alunos cursando do segundo ao sexto ano do curso
de Medicina e demais cursos da Faculdade. Além disso, alunos bolsistas e em
projetos de Iniciação Científica foram encorajados a participar da disciplina, o que

1661

�Educação de usuários e competências informacionais
i! """"'"
MaooNlck

~

=

:,

IiWitt.UJ

1I....111~

Trabalho completo

exigiu que o curso fosse mais completo em termos de conteúdo.
Quanto aos acessos dos alunos no curso, podemos destacar o PubMed e a
Biblioteca Virtual em Saúde, que tiveram um número maior de acessos (Gráfico 5) .
Curso MCM0784-Acesso e Recuperação da Informação
em Prática Médica (Moodle Stoa) - 2011
Deda lu s e busca Integrada
Apresentando a Biblioteca
Acesso eletrôn ico a textos .. .
Base de Dados em Saúde - SciVerse .. .
Bib lioteca Digi tal de Teses e ..

--r:::::=r.

Bib lioteca Virt ual de Educação em .. . -c:==L.
Prima i Pictures
• Acessos aos mód ul os

Acesso eletrôn ico a textos ...
Aprese ntação do Curso
Acesso eletrôn ico a textos ..
Dedalus
Ba se de Dados em Ci ênc ia s de ..
Pesq ui sa Pubmed

o

50

100

150

200

250

300

Gráfico 5 - Acessos na Disciplina MCM0784 - Acesso e Recuperação da Informação em Prática
Médica 2011

No Gráfico 6 apresentamos os números de acesso aos fóruns e tutoriais na
disciplina, destacando que este grupo dedicou-se mais aos tutoriais, o que reforça o
perfil destes alunos, já mais adiantados em seus cursos de graduação e envolvidos
com atividades de iniciação científica, portanto com maior necessidade de aprender
como pesquisar nas bases de dados científicas.
Curso MCM0784-Acesso e Recuperação da Informação
em Prática Médica (Moodle Stoa) - 2011- Acesso aos
fóruns e tutoriais
Tutoria l - Rev ista s científi cas

~
~

Tutorial Tw itter
Tutori al- E-books
• Acesso aos fóru ns e tutoriais

Tu torial - Prim ai Pictu res

~;~;~;;~~J-J

Tutori al Dedalu s
Tutoria l Biblioteca Di gita l de...~

O

10

20

30

40

50

Gráfico 6 - Acessos aos fóruns e tutoriais na Disciplina MCM0784 - Acesso e Recuperação da
Informação em Prática Médica 2011

1662

�Educação de usuários e competências informacionais
i! """"'"
MaooNlck

~

=

:,

IiWitt.UJ
1I....111~

Trabalho completo

5 Considerações Finais
As diversas fases desta experiência que integra em vanas frentes as
atividades da Biblioteca com as de ensino e pesquisa na FMUSP, demonstram a
necessidade das bibliotecas acadêmicas ocuparem seu espaço, na oferta de
serviços do seu escopo de especialização como o desenvolvimento de competência
em informação, dos usuários.
Fica evidente que após as primeiras iniciativas, outras propostas acontecem
naturalmente, quando a equipe docente responsável pelas atividades de ensino e
pesquisa passa a ter a biblioteca acadêmica , como uma parceira importante para o
alcance dos seus objetivos, na formação de qualidade destes profissionais da
saúde.
A experiência destes cursos em EAD permitiu a evolução desta atividade para
um projeto aprovado pelo Programa Ensinar com Pesquisa , da Pró-Reitoria de
Graduação da Universidade. Este Projeto encontra-se em andamento, com a
concessão de uma bolsa e seu escopo é a avaliação das atividades de EAD na
interação com as atividades de ensino da FMUSP.

6 Referências
BYRNE, S.; BATTES, J. Use of the university library, elibrary, VLE, and other
information sources by distance learning students in University College Dublin :
implications for academic librarianship. New Review of Academic Librarianship, v.
15, n. 1, p. 120-141,2009.
DIGITAL SK. Moodle. 2012 . Disponível em :
&lt;http://www.digitalsk.com .br/v5/tecnologias/moodle&gt; . Acesso em: 04 abro2012.
GRUCA, A. N. E-Iearning in academic libraries. New Review of Information Networking, V.
15, n. 1, p.16-28, 2010.
LOMBARDI, V V ; ARAGÃO , M. S.; SANTOS, C. A. C. M.; CRESTANA, M. F. EAD como
ferramenta de acesso à informação biomédica através da pesquisa bibliográfica. In:
SEMINÁRIO NACIONAL DE BIBLIOTECAS UNIVERSITÁRIAS, 16., SEMINÁRIO
INTERNACIONAL DE BIBLIOTECAS DIGITAIS, 2., out. 2010.
LUO, L. Web 2.0 integration in information literacy instruction: na overview. Journal of the
Academic Librarianship, V. 36, n. 1, p. 32-40, 2010.

MOODLE. About Moodle. 2012. Disponível em : &lt;
http://docs.moodle.org/22/en/About_Moodle&gt;. Acesso em 03 abro2012 .

1663

�</text>
                  </elementText>
                </elementTextContainer>
              </element>
            </elementContainer>
          </elementSet>
        </elementSetContainer>
      </file>
    </fileContainer>
    <collection collectionId="49">
      <elementSetContainer>
        <elementSet elementSetId="1">
          <name>Dublin Core</name>
          <description>The Dublin Core metadata element set is common to all Omeka records, including items, files, and collections. For more information see, http://dublincore.org/documents/dces/.</description>
          <elementContainer>
            <element elementId="50">
              <name>Title</name>
              <description>A name given to the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51396">
                  <text>SNBU - Edição: 17 - Ano: 2012 (UFRGS - Gramado/RS)</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="49">
              <name>Subject</name>
              <description>The topic of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51397">
                  <text>Biblioteconomia&#13;
Documentação&#13;
Ciência da Informação&#13;
Bibliotecas Universitárias</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="41">
              <name>Description</name>
              <description>An account of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51398">
                  <text>Tema: A biblioteca universitária como laboratório na sociedade da informação.</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="39">
              <name>Creator</name>
              <description>An entity primarily responsible for making the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51399">
                  <text>SNBU - Seminário Nacional de Bibliotecas Universitárias</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="45">
              <name>Publisher</name>
              <description>An entity responsible for making the resource available</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51400">
                  <text>UFRGS</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="40">
              <name>Date</name>
              <description>A point or period of time associated with an event in the lifecycle of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51401">
                  <text>2012</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="44">
              <name>Language</name>
              <description>A language of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51402">
                  <text>Português</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="51">
              <name>Type</name>
              <description>The nature or genre of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51403">
                  <text>Evento</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="38">
              <name>Coverage</name>
              <description>The spatial or temporal topic of the resource, the spatial applicability of the resource, or the jurisdiction under which the resource is relevant</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51404">
                  <text>Gramado (Rio Grande do Sul)</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
          </elementContainer>
        </elementSet>
      </elementSetContainer>
    </collection>
    <itemType itemTypeId="8">
      <name>Event</name>
      <description>A non-persistent, time-based occurrence. Metadata for an event provides descriptive information that is the basis for discovery of the purpose, location, duration, and responsible agents associated with an event. Examples include an exhibition, webcast, conference, workshop, open day, performance, battle, trial, wedding, tea party, conflagration.</description>
    </itemType>
    <elementSetContainer>
      <elementSet elementSetId="1">
        <name>Dublin Core</name>
        <description>The Dublin Core metadata element set is common to all Omeka records, including items, files, and collections. For more information see, http://dublincore.org/documents/dces/.</description>
        <elementContainer>
          <element elementId="50">
            <name>Title</name>
            <description>A name given to the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="63960">
                <text>EAD e a participação da biblioteca nas atividade de ensino e pesquisa.</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="39">
            <name>Creator</name>
            <description>An entity primarily responsible for making the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="63961">
                <text>Crestana, Maria Fazanelli et al.</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="38">
            <name>Coverage</name>
            <description>The spatial or temporal topic of the resource, the spatial applicability of the resource, or the jurisdiction under which the resource is relevant</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="63962">
                <text>Gramado (Rio Grande do Sul)</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="45">
            <name>Publisher</name>
            <description>An entity responsible for making the resource available</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="63963">
                <text>UFRGS</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="40">
            <name>Date</name>
            <description>A point or period of time associated with an event in the lifecycle of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="63964">
                <text>2012</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="51">
            <name>Type</name>
            <description>The nature or genre of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="63966">
                <text>Evento</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="41">
            <name>Description</name>
            <description>An account of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="63967">
                <text>Relata a experiência de uma biblioteca universitária na utilização da plataforma Moodle, para a educação a distância em fontes de informação e pesquisa bibliográfica na área médica, em parceria com uma disciplina de graduação. Ministrada como um dos módulos da disciplina de Introdução à Medicina e suas Especialidades em 2010 e 2011 para alunos ingressantes, sendo que a partir de agosto de 2011 tornou-se também uma disciplina a distância oferecida a alunos de outros anos do curso, principalmente em programas de iniciação científica. Este trabalho aborda a experiência de avaliação presencial do aluno através da plataforma, a utilização de recursos de Web 2.0 como fóruns para discussões de caso propostos pela responsável pela disciplina, o desenvolvimento do material para o curso e o acompanhamento dos alunos pela participação e a execução das tarefas. Apresenta a evolução desta atividade para um projeto aprovado pelo Programa Ensinar com Pesquisa, do escopo da Pró-Reitoria de Graduação da Universidade.</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="44">
            <name>Language</name>
            <description>A language of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="69509">
                <text>pt</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
        </elementContainer>
      </elementSet>
    </elementSetContainer>
  </item>
  <item itemId="6009" public="1" featured="0">
    <fileContainer>
      <file fileId="5073">
        <src>http://repositorio.febab.org.br/files/original/49/6009/SNBU2012_148.pdf</src>
        <authentication>83dba6e9d8b58812ce0ecf6a733a0fc3</authentication>
        <elementSetContainer>
          <elementSet elementSetId="4">
            <name>PDF Text</name>
            <description/>
            <elementContainer>
              <element elementId="92">
                <name>Text</name>
                <description/>
                <elementTextContainer>
                  <elementText elementTextId="63959">
                    <text>Educação de usuários e competências informacionais
Trabalho completo

DESENVOLVIMENTO DE COMPETÊNCIAS EM USUÁRIOS DE
BIBLIOTECAS UNIVERSITÁRIAS: POTENCIALlZANDO A ATITUDE
CIENTíFICA
Aida Varela Varela 1, Marilene Lobo Abreu Barbosa 2, Joilma Maltez Silva 3,
Ana Paula Santos Souza Teixeira 3, Ana Valéria de Jesus Moura 3
'Doutora em Ciência da Informação, Instituto de Ciência da Informação, UFBA, Salvador-BA.
2Mestre em Ciência da Informação, Instituto de Ciência da Informação, UFBA, Salvador-BA.
3Graduanda do Curso de Biblioteconomia, bolsista PIBIC , Instituto de Ciência da Informação, UFBA,
Salvador-BA

Resumo
Reflete-se sobre o grau de compreensão e interpretação da informação pelo
indivíduo, sobre as competências e habilidades necessárias, ao usuário, para
alcançar, apropriar-se do conhecimento científico e sobre a responsabilidade da
biblioteca universitária, como propulsora da pesquisa e do ensino e potencializadora
do desenvolvimento da atitude científica do usuário. Apresentam-se resultados de
pesquisa experimental, com coleta de dados nos sites das bibliotecas universitárias,
sobre a promoção de capacitação para o usuário com foco no desenvolvimento de
competências informacionais e de atitude científica . Conclui-se que ainda é
incipiente a aplicação de conceitos e práticas sobre competência informacional, à luz
de instituições promotoras deste movimento.
Palavras-chave :
Bibliotecas universitárias; conhecimento científico; competências informacionais;
competências científicas.

Abstract
It reflects about the human degrees in understanding and to interpret
information. It also reflects about skills and abilities that are necessary for the student
to achieve and to appropriate scientific knowledge, and it reflects about the
responsibility of the university library, as a promoter of research and teaching , in
order to increase the development of scientific attitude of the user. We present
results of an experimental research , collecting data on the websites of federal
university libraries, to observe the promotion of training for the user, focusing on the
development of information literacy and scientific attitude. It is concluded that the
application of concepts and practices in information literacy is still incipient in
according to institutions that are promoting this movement.

Keywords:
University libraries; scientific knowledge ; informational skills; scientific skills.

1641

�Educação de usuários e competências informacionais
Trabalho completo

1 Introdução
Numa perspectiva contemporânea, pode-se dizer que o fim último da
educação é atuar no sentido de possibilitar o desenvolvimento pleno do sujeito em
todos os aspectos da vida, e de modo contínuo , tornando-o competente para viver
socialmente. Isto leva ao pressuposto de que todo o segmento educacional está
imbuído desta responsabilidade , inclusive a Universidade, ou seja , não basta formar
profissionalmente, mas formar para a vida .
De fato , nesta sociedade, que privilegia o conhecimento como meio de
desenvolvimento, é fundamental que o sistema educativo esteja engajado no
propósito de capacitar os aprendentes, desenvolvendo competências básicas que os
tornem aptos a atuar neste modelo socioeconômico, bem como os levem a aprender
por toda a vida . Referindo-se a esta questão, a Organização para Cooperação e
Desenvolvimento Econômico (OCDE, 2006) chega a afirmar que "No mundo atual ,
em muitos casos, a divisão entre riqueza e pobreza passa pela quantidade e
qualidade de conhecimento possuído e o modo com que estes conhecimentos se
traduzem em competências utilizáveis e desenvolvidas nos diversos âmbitos da
vida ".
Constata-se , assim, que a integração do sujeito a esta sociedade que se abre
a todas as possibilidades do conhecimento só se efetiva mediante o
desenvolvimento de um conjunto de competências essenciais, que o leva, de fato , a
compreender fatos e fenômenos, a estabelecer relações interpessoais e a analisar e
refletir sobre a realidade complexa que envolve a nova organização mundial.
Acompanhando as demandas deste tecido social e de mercado, a
universidade contemporânea, para estimular o processo de criação e renovação do
conhecimento, adota como estratégia investir em pesquisa, tendo em vista a
atualização e qualificação do ensino, na expectativa de formação de massa crítica
competente, para exercer funções cada vez mais complexas e diversificadas.
Por sua vez, a biblioteca universitária, entendida como um lastro de
conhecimento subjacente e estimulante ao ensino e ao acesso á ciência,
acompanha as políticas e concepções da universidade, mediando o processo
dinâmico de aprendizagem e o desenvolvimento cognitivo do sujeito na direção da
apreensão do conhecimento científico. É mister esclarecer, no entanto, que a função
da biblioteca universitária, neste movimento de ensinar, aprender, pesquisar, inovar
e criar, transcende ao apoio à sala de aula, às atividades laboratoriais e
extensionistas, à pesquisa de campo etc., pois que, suas ações e serviços
potencializam a formação do habitus de aprendizagem contínua e de internalização
da atitude científica .
Nesta linha de pensamento, as bibliotecas historicamente desenvolveram
ações ditas de educação do usuário, porém , diante dos contornos que a informação
ganhou, como indutora do conhecimento, nos novos modelos de produção, e diante
da adoção da noção de competência no mundo do trabalho e nos sistemas
educativos, as bibliotecas, em boa parte do mundo, têm-se engajado num
movimento identificado como information literacy, termo, no Brasil , denominado
Competência Informacional. No âmbito mundial e de modo particular, imbuídas da
responsabilidade de contribuir para o desenvolvimento das potencialidades
cognitivas e da atitude científica no sujeito, as bibliotecas universitárias mostram-se
empenhadas em desenvolver as competências informacionais no sujeito, entendidas
como a capacidade para buscar, avaliar e usar a informação, transformando-a em

1642

�Educação de usuários e competências informacionais
Trabalho completo

conhecimento útil, à produção de bens e serviços, à tomada de decisão nos
negócios, à inovação tecnológica e à renovação do conhecimento e da cultura.
Diante do exposto, neste trabalho apresentam-se os resultados de uma
pesquisa exploratória, que objetivou evidenciar, nas bibliotecas universitárias
brasileiras, a oferta de serviços que apresentem algum indício ou intenção de
desenvolver competências e habilidades informacionais e científicas em sua
comunidade-usuária .
Esclarece-se, no entanto, que este estudo integra e se expande numa
investigação mais abrangente, que vem sendo executada pelo Grupo de Pesquisa
Ciência da Informação: mediação e construção do conhecimento (COGNIC), com
foco no desenvolvimento de competências informacionais e científicas no usuário
pelas bibliotecas universitárias, como potenciais incrementadoras das atividades
acadêmicas, que, dentre os objetivos, apontam-se aqui os seguintes: a) - destacar e
analisar as competências e habilidades necessárias, ao aluno-usuário, para
alcançar, apropriar-se e explicitar o conhecimento científico; b) identificar as
competências e habilidades inerentes ao bibliotecário na função de apoio à pesquisa
e ao ensino.
Justifica-se a preocupação com a abordagem da competência informacional
pelas bibliotecas universitárias, pelo fato de que estas devem alinhar-se aos
propósitos da universidade, ocupando o espaço acadêmico que gerencia o entorno
educação-informação, com foco na formação profissional, que contempla a
aprendizagem contínua, baseada na capacidade de aprender com as múltiplas
informações recebidas e de contextualizá-Ias e aplicá-Ias, criando novo
conhecimento.
2 Competência Informacional

A adoção do modelo de competência na gestão do trabalho e nos sistemas
educacionais pautou-se na justificativa de que esta categoria de avaliação responde
com mais efetividade ao cenário de inconstância econômica e de intensividade e
mutações científicas e técnicas que agitam o mercado globalizado e impactam a
produção, exigindo pessoal mais qualificado e polivalente, preparado para mobilizar
suas potencialidades cognitivas e atitudinais para solucionar os problemas surgidos
em situações de emergência e crise.
Na década de 50 do século passado, Peter Drucker enunciava a teoria da
Economia do Saber em seu livro Fronteiras do Amanhã registrando que a força de
trabalho e a produção em série de bens materiais deixavam de ser o eixo central da
economia e que o epicentro passou a ser ocupado pelos bens simbólicos, como a
informação e o conhecimento (DRUCKER, 1964).
Este fato explica o modelo produtivo contemporâneo, intensivo em
conhecimento e dependente de informação de toda natureza: científica, técnica,
econômica, de negócio etc. Desde então, a informação vem assumindo
característica estratégica, que se estendeu à vida do cidadão, tendo em vista que,
nos dias de hoje, até os divertimentos são intensivos em tecnologia . Esta foi a razão
que levou os países avançados a revisarem seus sistemas educativos, focando as
bases cultural e científica e promovendo a instalação de estruturas abrangentes de
informação, capazes de propiciar a difusão do conhecimento.
Embora o uso da informação para solucionar problemas e adaptar-se,
integrando-se ao ambiente, pareça ser uma atividade natural e corriqueira na vida do
ser humano, no contexto contemporâneo, buscar e usar a informação passou a ser

1643

�Educação de usuários e competências informacionais
Trabalho completo

uma atividade intelectual muito mais complexa, tendo em vista que o universo
informacional aumentou exponencialmente, bem como se diversificaram os meios
que registram , armazenam e divulgam a informação.
Assim, o acesso à informação - que leva o sujeito do estado de
desconhecimento ao de conhecimento - deixou de ser um percurso meramente
intuitivo e passou a exigir estratégias mentais mais elaboradas e, na maioria das
vezes, dependente de conhecimentos prévios que leve o indivíduo a identificar,
comparar, analisar, sintetizar e gerar novo conhecimento.
Desde então, o desenvolvimento de competências de informação no sujeito,
mediado por metodologias sistematizadas, passou a ser valorizado pelos sistemas
educacionais e pelas organizações. Afinal, as várias atividades e procedimentos que
integram o processo de busca e uso da informação constitui-se em conteúdos de
aprendizagem, que permitem a expansão da consciência e a obtenção de resultados
mais eficazes.
Churchland (2004), em seus estudos, ressalta que o desenvolvimento da
consciência e a autoconsciência dão condições para superar a lacuna entre o senso
comum e o domínio de uma base conceitual consolidada e articulada . Infere-se que,
consequentemente, a reflexão aumenta a consciência do sujeito diante do processo
de busca e uso da informação, levando ao reconhecimento dos elementos
constitutivos deste processo e de suas relações mútuas.
A Association of College and Research Library (2000, p. 8) pondera que o
sujeito informacionalmente competente demonstra habilidade para definir a
dimensão das informações de que necessita, bem como é capaz de acessá-Ias e
avaliá-Ias com criticidade, o que pressupõe a verificação da credibilidade das fontes
de onde se originam o estabelecimento de relações entre as informações
selecionadas e os conhecimentos prévios, a compreensão dos entornos políticos,
econômicos sociais etc., que lhe possibilitem fazer uso destas informações, quando
oportuno e de modo abalizado, para alcançar objetivos traçados.
Em 1974, surgiu a expressão "Information Skill", cunhada por Paul
Zurkowisky, para se referir a pessoas capazes de resolver problemas informacionais,
usando fontes relevantes, com a utilização de tecnologia (MELO; ARAÚJO, 2007).
No Brasil , os estudos da área da ciência da informação firmaram a terminologia
competência informacional para se referir a este campo.
Neste ínterim, a competência informacional ganhou corpo internacionalmente,
sob variadas denominações e, desde 1985, vem-se firmando as bases de um
programa de abrangência internacional ALFIN (Alfabetização Informacional) com o
propósito de teorizar, esclarecer e delimitar o alcance desta área, diferenciando-a,
inclusive, dos processos educativos anteriores desenvolvidos pela biblioteca instrução bibliográfica e formação de usuários - e de outras ações recentes,
meramente voltadas para a alfabetização digital (URIBE TIRADO, 2009) .
letramento informacional é considerado um processo de aprendizagem,
que promove a produção do conhecimento, em especial do científico, desde que
realizado de forma consciente, reflexiva e contextualizada. A aprendizagem, como
ato inerente ao ser humano, está intrinsecamente relacionado com a aquisição do
conhecimento, e, como tal, perpassa as várias atividades do comportamento
informacional. É o aprender a pensar, que abrange conceitos, procedimentos,
atitudes e valores, consistindo em mudanças cognitivas, relativamente,
permanentes, resultantes das inter-relações entre a nova informação, a reflexão e a
experiência prévia .
A ALFIN-EEES classifica as competências em :

°

1644

�Educação de usuários e competências informacionais
Trabalho completo

a) competência tecnológica - ocupa-se da teoria e da prática do formato,
desenvolvimento, seleção e utilização, avaliação e gestão dos recursos
tecnológicos, atendendo' aos seguintes aspectos: conhecimentos científicos teóricos
das TICs e meios de comunicação; habilidades de manejo; alfabetização
audiovisual; alfabetização informática e telemática ; valorização do impacto das TICs
e dos meios de comunicação de massa na sociedade e na educação; conhecimento
dos materiais disponíveis no mercado: meios de comunicação de massa, vídeos,
software, espaços web e avaliação da qualidade técnica, pedagógica e funcional ;
conhecimento das possíveis aplicações em educação; planejamento, gestão e
avaliação de atividades educativas com apoio tecnológico ; delineamento de
desenvolvimento de materiais educativos em suporte tecnológico; organização dos
recursos pedagógicos centrais (PINTO MOLlNA, 2005).
b) competência informacional , chamada também de educação em
informação ou alfabetização informacional é um processo de aprendizagem, que se
centra em três momentos: busca da informação - habilidades de localizar e
recuperar documentos e de manejar equipamentos tecnológicos; Uso da
informação - habilidades de pensar, de estudar e investigar; Disseminação da
informação - habilidades de produzir e de representar (PINTO MOLlNA, 2005).
As competências tecnológica e informacional exigem um mínimo de
habilidades para o pleno sucesso educativo no uso da Internet: utilizar as principais
ferramentas de Internet; conhecer as características básicas de equipamentos e
infraestruturas informáticas necessários para acessar a Internet; diagnosticar a
informação da qual se necessita; encontrar a informação que se busca e recuperá-Ia
com agilidade; avaliar a qualidade, autenticidade e atualidade da informação que se
queira, considerando alguns indicadores; avaliar a idoneidade da informação obtida
para ser utilizada em cada situação concreta; aproveitar as possibilidades de
comunicação que a Internet oferece; avaliar a eficácia e eficiência da metodologia
empregada na busca de informação e na comunicação através da Internet. (PINTO
MOLlNA, 2005).
Nesta perspectiva de desenvolvimento de competências informacionais, a
ALFIN-EEES apresenta em seu portal (http ://www.mariapinto.es/alfineees) o
movimento da Pedagogia Informacional: ensinar a aprender na Sociedade da
Informação, centrado na hipótese educativa - ensinar a aprender, e, sobretudo,
utilizar adequadamente a informação no processo ensino e aprendizagem , o que
demanda nova arquitetura de estratégias, focada na aprendizagem para a vida .
No Brasil, a Biblioteca Nacional de Brasília vem liderando a implantação do
programa ALFINBRASIL, com o apoio de especialistas da Universidade de Brasília e
da Universidade Complutense de Madri. Trata-se de um projeto piloto, que começou
em 2010 , com a finalidade "promover competências informacionais e digitais", além
de procurar "estimular a capacitação em informação, a valorização do contexto e das
técnicas bibliotecárias, estimulando a aprendizagem contínua no espaço da
biblioteca" (SIMEÃO et aI., 2011, p. 61-62). Ainda segundo os autores, os programas
de alfabetização informacional, por sua natureza, fazem parte da essência do
trabalho do bibliotecário e devem ser uma atividade permanente nas bibliotecas.

1645

�Educação de usuários e competências informacionais
Trabalho completo

2.1 Competências para buscar e usar a informação
Nos anos 80, a concepção de competência em informação teve ênfase
instrumental, voltando-se para a capacitação dos profissionais, para o uso de
tecnologias, em especial, o computador. Em 1987, destaca-se o trabalho da Karol
Kuhlthau sobre busca e uso da informação, sugerindo a integração de competências
informacionais ao currículo escolar, no intuito da apropriação das tecnologias pelos
estudantes, para acessar informações. Kuhlthau (1996) definiu a competência em
informação como um modo de aprender, enfatizando a noção de processo cognitivo,
construindo o que se convencionou chamar de modelo alternativo centrado no
usuário. A competência em informação abrange o aprendizado ao longo da vida e a
aplicação das habilidades informacionais no dia a dia.
Em 1989, o Presidential Committee on Information Literacy, da American
Library Association (ALA) observou que o desenvolvimento de competências
informacionais, pelo sujeito, está associado às habilidades de localizar, avaliar e
usar efetivamente a informação a partir de uma necessidade. Na verdade, a
competência informacional se concretiza na internalização da trajetória do 'saber
como aprender, como o conhecimento é organizado, como encontrar a informação e
como usá-Ia' de modo claro, para que outros aprendam a partir dela.
Neste sentido, a ALA define como postulado: fortalecer competências nos
usuários de modo a que tenha condições para identificar sua necessidade
informacional; conhecer e dominar os métodos e as estratégias de busca e
recuperação da informação utilizando tecnologias; adquirir o controle sobre recursos
e fontes de informação ao desenvolver suas habilidades e conhecimentos na gestão
da informação; reconheça a informação pertinente e adequada para a necessidade
detectada, transformando o conhecimento e ferramentas para a tomada de
decisões; ou seja, que o usuário internalize atitude crítica , analítica e reflexiva,
indispensável para a investigação e para a aplicação em sua vida pessoal e social,
bem como na geração de conhecimento.
Diante da recorrência desta temática, outras instituições veem buscando
definir uma série de princípios gerais, critérios e normas que permitam identificar o
usuário alfabetizado em informação. Destaca-se, dentre elas, a Associação
Americana de Bibliotecários Escolares (American Association of School LibrariansAASL), que estabelece três categorias e dentro de cada uma delas, critérios com
alguns indicadores, isto é, aspectos do domínio de cada competência , para sua
valorização. Para promover a cooperação internacional entre todo tipo de bibliotecas
e desenvolver programas, a ALFIN e a IFLA (International Federation of Library
Associations) apresentam normas para a alfabetização informacional, apontando
três aspectos básicos inter-relacionados - acesso, avaliação e uso - para que os
usuários possam constituir-se em aprendizes de fato da informação.
A alfabetização informacional, de acordo com os padrões da AASL, engloba
três tipos de conhecimento e habilidades: para encontrar a informação (localização e
recuperação documental e bibliográfica; manejo de ferramentas tecnológicas e
manejo de fontes de informação); para usar a informação (habilidades de
pensamento, estudo e investigação, produção e apresentação); para partilhar e
atuar eticamente com respeito à informação.
De maneira similar, as normas de alfabetização profissional da IFLA,
baseadas em experiências e contribuições internacionais, indicam os seguintes
aspectos básicos, que inter-relacionados permitem aos usuários constituir-se em
aprendizes efetivos da informação: acesso (o usuário acesa a informação de forma

1646

�Educação de usuários e competências informacionais
Trabalho completo

efetiva e eficiente) ; avaliação (o usuano avalia a informação crítica e
competentemente) ; uso (o usuário aplica/usa informação de forma precisa e
criativa).
Diante da complexidade do cenário mundial, também a OCDE apresenta sua
preocupação, concebendo alguns projetos, a exemplo de Programa Internacional
para Avaliação de estudantes (PISA) e a Definição e Seleção de Competências. O
PISA, voltado para o ensino fundamental , avalia competências curriculares,
transversais, motivação para aprender, crenças e estratégias de aprendizagem e é
concebido segundo um conceito inovador de alfabetização, que toma como base a
capacidade dos alunos de aplicarem seu conhecimento e habilidades de conteúdo e
de analisar, raciocinar e de se comunicar efetivamente à medida que levantam,
resolvem e interpretam problemas de diferentes situações.
O glossário Cedefop da Comissão Européia (CEDEFOP - European Centre
for the Development of Vocational , 2008) define habilidades como capacidade de
realizar tarefas e de solucionar problemas e competência, como a capacidade de
aplicar os resultados de aprendizagem em um determinado contexto (educação,
trabalho, desenvolvimento pessoa ou profissional). Uma competência integra
elementos cognitivos (uso de teoria conceitos ou conhecimentos implícitos) e
aspectos funcionais (habilidades técnicas), atributos interpessoais (habilidades
sociais e organizacionais) e valores éticos.
A OECD agrupa as habilidades e competências nas seguintes categorias:
habilidades funcionais TIC (relevantes para uso em diferentes aplicações) ;
habilidades TIC para aprender (combinação de atividades cognitivas de ordem
superior com habilidades funcionais para o uso e manejo destas aplicações);
habilidades próprias do século XXI - focadas no uso das TIC , condição necessária
para atuar na sociedade do conhecimento .
Segundo a OCDE as competências podem ser ensinadas a) na dimensão
informação, b) na dimensão comunicação e c) na dimensão impacto ético social.
a) A dimensão da informação refere-se à explosão informativa
desencadeada pelas TIC , que requerem novas habilidades de acesso, avaliação e
organização da informação em contextos digitais. As habilidades desta dimensão
são as de investigar e resolver problemas, que integram: definir, buscar, avaliar,
selecionar, organizar, analisar, e interpretar informação. Os pesquisadores ainda
sugerem que as aplicações das TIC criam um entorno apropriado para habilidades
de ordem superior como a gestão, organização, análise crítica, resolução de
problemas e criação de informação.
Os processos de informação e conhecimento incluem a informação como
fonte e a informação como produto. A informação como fonte significa : busca,
seleção, avaliação e organização da informação. A grande massa de informação
disponível na internet e a proliferação de banco de dados exigem que se encontre e
se organize rapidamente a informação e o desenvolvimento de certa habilidade de
discriminação da informação.
A Informação como produto consiste na transformação da informação, pelo
usuário, desde que esta seja compilada e organizada . As habilidades que pertencem
a esta dimensão são: a criatividade, a inovação, a resolução de problema e a
tomada de decisões.
b) A dimensão da comunicação, que pode se concretizar pela comunicação
efetiva e pela colaboração e interação virtual. A comunicação efetiva necessita da

1647

�Educação de usuários e competências informacionais
Trabalho completo

alfabetização em meios, o pensamento crítico e a comunicação. A colaboração e
interação virtuais dependem da capacidade para interagir dentro de grupo de amigos
virtuais ou de grupos que partilham de um mesmo interesse e a colaboração ou o
trabalho em equipe, além da flexibilidade e adaptabilidade .
c) A dimensão ética e impacto social. As habilidades e competências
relacionadas com a ética e o impacto social se constituem em responsabilidade
social e no impacto social , que pressupõem a habilidade de aplicar critérios para seu
uso responsável tanto em nível pessoal quanto ao nível social.
Mantilla Quintero, Morales Godoy, Gómez Flórez (2011) enriquecem a noção
de competência, acrescentando o conceito de competências científicas, referindo-se
à capacidade, do sujeito, de estabelecer relações com as ciências, a exemplo de: a)
conceber as ciências como sistemas de conhecimentos úteis para a vida e como
mapas para a ação (compreender linguagens abstratas e construção de
representações ou modelos para a explicação de fenômenos ; usar adequadamente
instrumentos, tecnologias e fontes de informação); b) conceber as ciências como
escolas de racionalidade ou práticas paradigmáticas (argumentar racionalmente
pontos de vista e consultar fontes primárias para resolver problemas; reconhecer
pontos de vista válidos e comunicar seu pensamento de forma clara e coerente).
Enfim , o conceito de competência científica supõe a apreensão do
conhecimento cientifico, pelo sujeito, que passa a compreender e explicar os
fenômenos e resolver os problemas sociais à luz da ciência .

3 Materiais e Métodos
Para alcançar os objetivos optou-se por um estudo exploratório, com o fim de
coletar os dados nos sítios de bibliotecas universitárias, identificando a existência de
serviços que, em tese, venham a promover o desenvolvimento de competências
informaciona is e científicas, utilizando critérios apontados pela literatura, a exemplo
de instituições internacionais como a OCDE, a ALA, a ALFIN, que permitam antever
a possibilidade do desenvolvimento de competências por estes serviços e possível
delineamento das habilidades inerentes às competências. Os resultados, deste
estudo, serão objeto de observação direta, numa fase posterior da pesquisa.

4 Resultados
Dos sites das bibliotecas visitadas foram obtidos os seguintes serviços
disponibilizados para os usuários considerando o conceito de information literacy.
UFRGS - orientação ao usuário, constituída de treinamentos e visita
orientada, orientação bibliográfica, na redação de trabalhos científicos, com
aplicação de normas da ABNT, apresentação de tutorial sobre circulação e
empréstimo do material bibliográfico e orientação à consulta no recinto da biblioteca .
UFPR - Orientações e/ou Treinamentos: proporciona orientação sobre a
organização e funcionamento das bibliotecas, uso do catálogo automatizado ,
utilização das obras de referência e outras fontes de informação, orientação para a
apresentação e normalização de trabalho acadêmico, orienta e realiza pesquisa

1648

�Educação de usuários e competências informacionais
Trabalho completo

bibliográfica sob demanda e disponibiliza tutoriais sobre alguns serviços prestados
pela biblioteca.
UFMG - visita orientada em duas modalidades: a) comunidade interna,
fornecendo informações gerais sobre o horário de atendimento, o regulamento da
biblioteca, a disposição do acervo nas estantes, os direitos e deveres dos usuários,
entre outras informações; b) comunidade externa : apresenta a biblioteca
universitária para alunos do ensino médio e fundamental , em que são apresentados
os serviços de referência, as obras raras , as obras de circulação, os periódicos;
orientação na normalização de trabalhos científicos.
UFMGS - treinamento de usuário: capacitação no uso de fontes de
informações online, em Bases de Dados do Portal de Periódicos da CAPES e Ebooks, orientação na normalização de trabalhos acadêmicos, capacitação em
recursos de pesquisa bibliográfica e realização de pesquisa bibliográfica sob
demanda, tutorial orientando sobre o manuseio do sistema de gerenciamento da
base de dados (Pergamum)
UFMT - Orientação ao usuário na localização do material bibliográfico e nas
consultas ao catálogo online; instrução quanto ao uso da biblioteca. Visita orientada,
visando capacitar o usuário quanto ao funcionamento e os produtos e serviços
oferecidos. Tutorial sobre o manuseio do sistema de gerenciamento de banco de
dados (Pergamum) e sobre a localização do material bibliográfico.
UFG - Visitas orientadas; treinamento aos usuários, objetivando orientar
quanto ao uso da biblioteca e das coleções, aos serviços prestados e às normas,
direitos e deveres e acesso ao Portal da CAPES . É obrigatório para estudantes da
UFG de cursos presencial ou EAD . Pode ser realizado na modalidade presencial ou
online. Orientação para normalização de trabalhos científicos; pesquisa bibliográfica.
Acesso ao Portal de Informação, constituído de: Biblioteca Digital de Teses e
Dissertações da UFG (BDTD/UFG); Portal de Periódicos UFG; Repositório
Institucional UFG. Tutoriais sobre serviços e produtos.
UnB - orientação para acesso ao Pergamum, sistema de gerenciamento do
banco de dados bibliográfico e de outros serviços oferecidos pela biblioteca, tais
como empréstimo de livro e localização de publicações na estante, com tutorial ;
orientação sobre o uso das normas na apresentação do trabalho científico, aplicando
normas da ABNT.
UFAC - treinamento de usuano, com orientação na consulta ao sistema
informatizado de gerenciamento do acervo e de outros serviços a ele associado, tal
como empréstimo bibliográfico e localização do material na estante, inclusive com
tutorial ; orientação quanto ao uso de obras de referência e à normalização de
trabalhos acadêmicos, com aplicação da ABNT.
Unifap - treinamento de usuário, inclusive com tutorial, para capacitação em
pesquisas em bases de dados, a exemplo do Portal de Periódicos da Capes, Scielo,
Biblioteca Virtual de Saúde - BIREME e Biblioteca Digital de Teses e Dissertações IBICT.

1649

�Educação de usuários e competências informacionais
Trabalho completo

UFPA - guia de usuário, com tutorial, composto de todos os serviços
disponíveis na biblioteca e como utilizá-los; e serviço de apoio ao usuário (SAU),
com orientação ao usuário quanto à consulta ao catálogo online, localização de
material bibliográfico e esclarecimentos quanto à utilização dos serviços oferecidos;
atendimento presencial e/ou por meio de telefone, fax e correio eletrônico .
Orientação na normalização técnica de trabalhos acadêmicos.
UFSC - visita orientada sobre produtos e serviços da biblioteca ; orientação
quanto aos recursos do Portal da BU, orientação, com tutorial, quanto ao acesso ao
Sistema de bibliotecas (Pergamum) treinamento para acesso ao Portal Capes, com
tutorial e videoaulas e para fontes de informação online; apresenta as principais
ferramentas existentes como recurso para revisões sistemáticas, integrativas e
análises bibliométricas: Journal Citation Reports (JCR) , índice H, etc.; Gerenciadores
bibliográficos: apresentam , de forma geral, os gerenciadores bibliográficos
disponíveis e exemplifica com a utilização do Endnote Web.
UFPE - orientação à pesquisa no Pergamum e no uso das coleções; visitas
dirigidas e treinamentos de usuários; estação da pesquisa : serviço de orientação de
pesquisa bibliográfica em bases de dados on-line, disponíveis no Portal Periódicos
CAPES. Orientação a elaboração de Monografias, Dissertações e Teses; tutoriais
sobre os manuais de serviços.
UFPI - treinamento de usuano: capacitação na utilização dos recursos
informacionais disponíveis para a comunidade acadêmica, a exemplo do Portal da
CAPES. Sala de xadrez, objetivando o desenvolvimento das capacidades cognitivas.
Orientação, inclusive com realização de curso para normalização de trabalhos
acadêmicos.
UFRN - visitas programadas, com apresentação da videoaula "Biblioteca:
espaço cultural", dando aos usuários uma visão global dos serviços oferecidos em
suas respectivas seções e de toda a estrutura física da biblioteca ; orientação para a
normalização de trabalhos acadêmicos; orientação quanto ao acesso e ao uso de
fontes bibliográficas.
UFS - visita com orientação sobre os serviços, setores e bases de dados que
as bibliotecas disponibilizam; serviço com recursos técnicos Braille para alunos
portadores de deficiência visual.
UNIRIO - visita orientada , visando apresentar a biblioteca e demonstrar os
serviços oferecidos ao usuário; treinamento no uso do Portal de Periódicos da
CAPES e curso de capacitação em pesquisa bibliográfica ; orientação e atualização
na aplicação de normas bibliográficas na elaboração de trabalhos acadêmicos;

Nos sites da UNIR, UFRR, UFT, UFGD, UFGC, UFPB não há oferecimento
de serviços que denotem competência informacional. Quanto ao Sistema de
Bibliotecas da UFBA, apesar de ter conhecimento de que o Sistema realiza visita
guiada para orientação sobre serviços e produtos oferecidos pelo Sistema e
treinamento em bases de dados, inclusive com orientação sobre o Portal CAPES ,
não há divulgação destas atividades no Portal da instituição.

1650

�Educação de usuários e competências informacionais
Trabalho completo

5 Conclusões

o planejamento de um programa de formação de usuários deve objetivar
projetar ações e medir resultados quanto à formação de usuários, no que tange ao
conhecimento e uso da biblioteca ; conhecimento dos serviços da biblioteca ;
formação de usuários no manejo de fontes , coleções e recursos; formação de
atitudes cívicas, científicas, culturais e sociais; promoção da leitura.
Já os conteúdos do programa de capacitação do usuário devem estar
correlacionados com os objetivos, tratando, portanto de assuntos próprios do
funcionamento interno das bibliotecas, como serviços, normas, regulamentos etc.;
manejo de fontes e recursos de informação, a exemplo de fontes e coleções; tipos
de unidade de informação; informação institucional (serviços, objetivos, funções,
regulamentos); formato de leitura; estratégias de busca e recuperação da
informação; formação da cidadania ; avaliação das atividades.
Como estratégias e meios didáticos utilizados para oferecer a formação de
usuários apresentam-se: visitas às áreas da biblioteca ; curso teórico e prático;
demonstração, além de entrevista coletiva . Como meios didáticos usam-se os
impressos, os audiovisuais, os visuais e os computacionais.
Quanto à avaliação, devem ser avaliados os conteúdos, metodologia,
facilitadores , objetivos, tempo, participantes, recursos, entre outros.
Isto posto, as informações obtidas diretamente dos sites analisados, permitem
concluir que os programas de formação de usuários das bibliotecas universitárias,
com poucas exceções, apresentam desenvolvimento incipiente. Das 22 bibliotecas
visitadas, 15 apresentam indícios de oferecimento de algum tipo de orientação ao
usuário. Sete, portanto, não divulgam a realização de serviços desta natureza.
Um programa de desenvolvimento de competências informacionais pressupõe
a existência de profissionais pesquisadores para propor um projeto que contemple o
estudo de contexto, análise de características e peculiaridades dos usuários, assim
como o comportamento informacional, especialmente suas necessidades de
informação, com o propósito de verificar o nível de competência e comportamento
informacional, para a concepção e preparação do programa, inclusive com bases
pedagógicas.
Tomando como parâmetro os critérios elencados por várias instituições e
estudioso da temática da competência informacional, infere-se que a biblioteca
universitária brasileira , apresenta tímidas e fragmentadas ações no que se refere á
formação do usuário, em decorrência, provavelmente, da falta de políticas
ministeriais e acadêmicas que contemplem a biblioteca como mola propulsora da
atividade acadêmico-científica, essencial à inovação e criação e valorização do
conhecimento. Isto pressupõe também a instalação de infraestrutura adequada, de
recursos financeiros e de equipe profissional interdisciplinar, capacitada para
desenvolver programas desta natureza.
Vale ressaltar que já existem alguns modelos de formação de usuários da
informação na América Latina. Estes modelos apóiam-se em teorias e situações
concretas, subsidiadas por estratégias cognitivas, que orientem as ações com o
propósito de atuar sobre a realidade e mudar ou modificar e facilitar a explicação de
situações.

1651

�Educação de usuários e competências informacionais
Trabalho completo

6 Referências
AMERICAN ASSOCIATION OF SCHOOL LlBRARIANS . Standards for the 21 stcentury learner. Disponível em :&lt;
http://www.ala .org/aasl/sites/ala.org .aasl/files/contentlguidelinesandstandards/learnin
gstandards/AASL_LearningStandards.pdf&gt; Acesso em : 18 abr. 2012.
AMERICAN LlBRARY ASSOCIATION. Report of the presídential Committee on
information literacy: final report. Jan . 1989. Disponivel em :
&lt;http://www.ala .org/ala/mgrps//divs/acrl/publications/wittepapersreports.cfm&gt; .
Acesso em : 18 abro2012 .
ASSOCIATION OF COLLEGE AND RESEARCH LlBRARY. Information literacy
competency for higher education . Chicago: ALA, 2000. Disponível
em :&lt;http://www.ala.org/acrl/&gt;. Acesso em : 10 abril 2012 .
CEDEFOP. Future skill needs in Europe Medium-term forecast: synthesis reporto
Luxembourg : Office for Official Publications of the European Communities, 2008 .
Disponível em :&lt; http://www.cedefop .europa .eu/EN/Files/4078_en .pdf&gt; Acesso em :
10 abril 2012 .
CHURCHLAND, P. M. Matéria e consciência: Uma introdução
contemporânea à filosofia da mente. São Paulo : Editora da Universidade Estadual
Paulista , 2004.
DRUCKER, Peter Ferdinand . Fronteiras do amanhã. Rio de Janeiro: Fundo de
Cultura , 1964. 234p. (Biblioteca do dirigente moderno)
KUHL THAU , C. C. The concept of a zone of intervention for identifying the role of
intermediaries in the information search processoIn Global Complexity; Information,
Chaos and Control, Proceedings of the 59th American Society for Information
Science Annual Meeting , Baltimore, MD., October 21-24 , 1996; Hardin , S, Eds.;
Information Today, Medford NJ , 1996, 91 -94 .
MANTILLA QUINTERO, Diego ; MORALES GODOY, Karen ; GÓMEZ FLÓREZ, Luis
Carlos. Diser'ío de un sistema de formación de competencias, a propósito de la
apropiación de la noción de propiedad intelectual, apoyado en tecnología de la
información (TI). Zona próxima, Colombia , n. 15, p. 22-39, jul./dez. 2011 . Disponível
em : &lt; rcientificas.uninorte.edu .co/index .. ./zona/.. ./2357&gt;. Acesso em : 02 abro2012 .
MELO, Ana Virgínia Chaves; ARAÚJO , Eliany Alvarenga de. Competência
informacional e gestão do conhecimento: uma relação necessária no contexto da
sociedade da informação. Perspect. ciênc. inf., Belo Horizonte, v.12 n.2, p. 185201 , maio/ago. 2007 . Disponível em
&lt; http://www.scielo.org/cgi-bin/wxis.exe/applications/scieloorg/iahl?lsisScript=iah/iah .xis&amp;base=article%5Edart.org&amp;nextAction=lnk&amp;lang=p&amp;ind
exSearch=&amp;exprSearch=COMPETENCIA %201 NFORMACIONAL&gt;
Acesso em : 20 de abril de 2012 .

1652

�Educação de usuários e competências informacionais
Trabalho completo

OCDE. Habilidades y competencias dei siglo XXI para los aprendices dei neuvo
milenio en los países de la OCDE. Espana . Ministerio de Educación, Cultura y
Deporte. Instituto de Tecnologías Educativas. 2006. Disponível em :
&lt;www.ite.educación.es&gt; . Acesso em : 21 de fev 2012 .
PINTO MOLlNA, María. Habilidades y competencias de gestión de información
para aprender a aprender en el Marco dei Espacio Europeo de Enseíianza
Superior. Universidad de Granada , 2005. (Portal ALFIN - EEES). Disponível em :
&lt;http ://www.um.es/dp-Iengua-espa/documentos/habilidades-competencias.pdf&gt;
Acesso em : 20 abril 2012.
SIMEÃO , Elmira et aI. Direito e acesso à informação para inclusão social no
ALFINBRASIL. IN: CUEVAS, Aurora; SIMEÃO, Elmira (Org.). Biblioteca Nacional
de Brasília: pesquisa e inovação. Brasília : Thesaurus, 2011 .
URIBE TIRADO , Alejandro . Interrelaciones entre veinte definiciones-descripciones
dei concepto de alfabetización informacional: propuesta de macro-definición .
ACIMED, La Habana, v.20 nA, oct. 2009. Disponível em :
&lt;http ://bvs.sld .cu/revistas/aci/voI20_4_09/aci011009.htm&gt; Acesso em : 20 abril 2012 .

1653

�</text>
                  </elementText>
                </elementTextContainer>
              </element>
            </elementContainer>
          </elementSet>
        </elementSetContainer>
      </file>
    </fileContainer>
    <collection collectionId="49">
      <elementSetContainer>
        <elementSet elementSetId="1">
          <name>Dublin Core</name>
          <description>The Dublin Core metadata element set is common to all Omeka records, including items, files, and collections. For more information see, http://dublincore.org/documents/dces/.</description>
          <elementContainer>
            <element elementId="50">
              <name>Title</name>
              <description>A name given to the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51396">
                  <text>SNBU - Edição: 17 - Ano: 2012 (UFRGS - Gramado/RS)</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="49">
              <name>Subject</name>
              <description>The topic of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51397">
                  <text>Biblioteconomia&#13;
Documentação&#13;
Ciência da Informação&#13;
Bibliotecas Universitárias</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="41">
              <name>Description</name>
              <description>An account of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51398">
                  <text>Tema: A biblioteca universitária como laboratório na sociedade da informação.</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="39">
              <name>Creator</name>
              <description>An entity primarily responsible for making the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51399">
                  <text>SNBU - Seminário Nacional de Bibliotecas Universitárias</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="45">
              <name>Publisher</name>
              <description>An entity responsible for making the resource available</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51400">
                  <text>UFRGS</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="40">
              <name>Date</name>
              <description>A point or period of time associated with an event in the lifecycle of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51401">
                  <text>2012</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="44">
              <name>Language</name>
              <description>A language of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51402">
                  <text>Português</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="51">
              <name>Type</name>
              <description>The nature or genre of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51403">
                  <text>Evento</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="38">
              <name>Coverage</name>
              <description>The spatial or temporal topic of the resource, the spatial applicability of the resource, or the jurisdiction under which the resource is relevant</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51404">
                  <text>Gramado (Rio Grande do Sul)</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
          </elementContainer>
        </elementSet>
      </elementSetContainer>
    </collection>
    <itemType itemTypeId="8">
      <name>Event</name>
      <description>A non-persistent, time-based occurrence. Metadata for an event provides descriptive information that is the basis for discovery of the purpose, location, duration, and responsible agents associated with an event. Examples include an exhibition, webcast, conference, workshop, open day, performance, battle, trial, wedding, tea party, conflagration.</description>
    </itemType>
    <elementSetContainer>
      <elementSet elementSetId="1">
        <name>Dublin Core</name>
        <description>The Dublin Core metadata element set is common to all Omeka records, including items, files, and collections. For more information see, http://dublincore.org/documents/dces/.</description>
        <elementContainer>
          <element elementId="50">
            <name>Title</name>
            <description>A name given to the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="63951">
                <text>Desenvolvimento de competências em usuários de bibliotecas universitárias: petencializando a atitude científica.</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="39">
            <name>Creator</name>
            <description>An entity primarily responsible for making the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="63952">
                <text>Varela, Aida Varela; Barbosa, Marilene Lobo A.; Silva, Joilma Maltez; Teixeira, Ana Paula Santos S.; Moura, Ana Valéria de Jesus</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="38">
            <name>Coverage</name>
            <description>The spatial or temporal topic of the resource, the spatial applicability of the resource, or the jurisdiction under which the resource is relevant</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="63953">
                <text>Gramado (Rio Grande do Sul)</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="45">
            <name>Publisher</name>
            <description>An entity responsible for making the resource available</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="63954">
                <text>UFRGS</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="40">
            <name>Date</name>
            <description>A point or period of time associated with an event in the lifecycle of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="63955">
                <text>2012</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="51">
            <name>Type</name>
            <description>The nature or genre of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="63957">
                <text>Evento</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="41">
            <name>Description</name>
            <description>An account of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="63958">
                <text>Reflete-se sobre o grau de compreensão e interpretação da informação pelo indivíduo, sobre as competências e habilidades necessárias, ao usuário, para alcançar, apropriar-se do conhecimento científico e sobre a responsabilidade da biblioteca universitária, como propulsora da pesquisa e do ensino e potencializadora do desenvolvimento da atitude científica do usuário. Apresentam-se resultados de pesquisa experimental, com coleta de dados nos sites das bibliotecas universitárias, sobre a promoção de capacitação para o usuário com foco no desenvolvimento de competências informacionais e de atitude científica. Conclui-se que ainda é incipiente a aplicação de conceitos e práticas sobre competência informacional, à luz de instituições promotoras deste movimento.</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="44">
            <name>Language</name>
            <description>A language of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="69508">
                <text>pt</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
        </elementContainer>
      </elementSet>
    </elementSetContainer>
  </item>
  <item itemId="6008" public="1" featured="0">
    <fileContainer>
      <file fileId="5072">
        <src>http://repositorio.febab.org.br/files/original/49/6008/SNBU2012_147.pdf</src>
        <authentication>b9988a0b4530ba5b918fc1a87e473275</authentication>
        <elementSetContainer>
          <elementSet elementSetId="4">
            <name>PDF Text</name>
            <description/>
            <elementContainer>
              <element elementId="92">
                <name>Text</name>
                <description/>
                <elementTextContainer>
                  <elementText elementTextId="63950">
                    <text>Educação de usuários e competências informacionais
i! """"'"
MaooNlck

~

=

:,

IiWitt.UJ

1I....111~

Trabalho completo

CAPACITAÇÃO DE USUÁRIOS
Experiência como projeto de extensão da Biblioteca da Unesp, Câmpus
de Rio Claro
Cristina Marchetti Maia 1, Renan Carvalho Ramo~' Vivian Rosa
Storti1
1Bibliotecária, Instituto de Biociências, Universidade Estadual Paulista , Rio Claro, São Paulo
2Supervisor Técnico de Seção, Instituto de Biociências, Universidade Estadual Paulista , Rio
Claro, São Paulo

Resumo

o presente trabalho visa apresentar a metodologia adotada pela Biblioteca da
Universidade Estadual Paulista (Unesp) - Câmpus de Rio Claro para capacitação de
seus usuários em 2011. Esta atividade foi desenvolvida pela Seção Técnica de
Referência e Atendimento ao Usuário e Documentação (STRAUD) como parte de
um projeto de extensão, no qual foram realizados treinamentos promovendo a
capacitação dos usuários quanto ao uso das normas da Associação Brasileira de
Normas Técnicas (ABNT) para normalização de trabalhos acadêmicos e ferramentas
do editor de texto Microsoft Word . O desenvolvimento dos treinamentos justifica-se
pela necessidade apresentada pelos alunos quanto à manipulação dos recursos
apresentados, sua vital importância para o meio acadêmico, assim como ser
constituída de uma meta a ser cumprida no plano de gestão de bibliotecas da rede
Unesp proposta pela Coordenadoria Geral de Bibliotecas (CGB). Os treinamentos
foram oferecidos em sete turmas ao longo do período letivo e avaliadas a partir da
tabulação das respostas obtidas com a entrega de um questionário composto por
sete perguntas. Com base na análise dos questionários, na facilidade com relação
ao atendimento e na constante procura pelas capacitações, considera-se essa
experiência positiva e importante para a instituição no que diz respeito ao incentivo
quanto ao uso de recursos para padronização de trabalhos acadêmicos resultando
em uma maior visibilidade da Universidade.
Palavras-Chave:
Competência informacional; Capacitação de usuários; Treinamento; Serviço
de Referência e Informação; Normalização.

Abstract
The present paper presents the methodology used by the library of the
Universidade Estadual Paulista (Unesp) - Campus de Rio Claro to train their users in
2011 . This activity was developed by the Technical Section of the Reference and
User Services and Documentation (STRAUD) as a part of an extension project, in
which was held workshops and training programs, promoting the training of users on

1630

�Educação de usuários e competências informacionais
i! """"'"
MaooNlck

~

=

:,

IiWitt.UJ

1I....111~

Trabalho completo

the use of rules of the Brazilian Association of Technical Standards (ABNT) for
standardization of academic works and Microsoft Word tools of text editor. The
development of the workshops is justified by the need presented by the students
regarding the handling of appeals, it's vital importance to the academic, as well as
being a goal to be fulfilled in the library management plan of the Unesp, proposed by
the Libraries General Coordinator (CGB) . The offered workshops were done in seven
classes throughout the semester and evaluated from the tabulation of the answers
obtained with the delivery of a questionnaire composed of seven questions. Based on
the analysis of the questionnaires, at easy about the care and the constant demand
for skills, this experience is considered positive and important to the institution as a
concern to incentive for the use of the resources for standardization of academics
works resulting in a greater visibility of the university.

Keywords:
Information Literacy; Training of users; Training ; Reference and Information
Service ; Standardisation .

1 Introdução
Nos últimos anos, a revolução digital tem demonstrado ter força suficiente
para transformar os padrões de comportamento da sociedade, refletindo em um
público cada vez mais exigente. Inserida nesse contexto, as bibliotecas
universitárias, que tem como compromisso, disseminar informação e educação para
uma comunidade científica , devem ficar atentas para essa transformação e propor
novos produtos e serviços que atendam as atuais necessidades de seus usuários.
A Biblioteca da Universidade Estadual Paulista (Unesp), Câmpus de Rio Claro
surgiu juntamente com a Faculdade de Filosofia , Ciências e Letras de Rio Claro em
1957, passando a funcionar efetivamente a partir de 1958 (SILVA, RIBEIRO,
GERARDI, 2002) . Atualmente a Biblioteca atende a um total de dez cursos de
graduação e dezesseis programas de pós-graduação, ocupa uma área de 1800
metros quadrados, sendo que esse espaço é dividido entre acervo, salas de estudo,
mesas de estudo, anfiteatro, salas de trabalho e salas de pesquisa com
computadores para elaboração de trabalhos e acesso a bases de dados. O acervo é
composto por 86.937 itens de materiais bibliográficos, 182.703 fascículos de
periódicos, além de outros materiais como mapas, DVDs, entre outros. O horário de
funcionamento da biblioteca é de segunda a sexta-feira, das 8h às 22h e aos
sábados das 9h à 13h.
O Serviço Técnico de Biblioteca e Documentação (STBD) é subordinado
tecnicamente a uma central com sede na cidade de São Paulo e com um escritório
na cidade de Marília, denominada Coordenadoria Geral de Bibliotecas (CGB) , cujo
objetivo é "gerenciar o funcionamento sistêmico da Rede de Bibliotecas da Unesp,
aprimorar e promover a política informacional da Universidade" (UNIVERSIDADE. .. ,
[20--]b). O STBD possui em seu organograma, além da diretoria de serviço, duas
seções técnicas, a saber: Seção Técnica de Aquisição e Tratamento da Informação
(STATI) , que conta , atualmente, com quatro bibliotecários, quatro assistentes de
serviços de documentação, informação e pesquisa e um supervisor técnico, esta
seção é responsável pela compra e tratamento dos itens da biblioteca ; e a Seção
Técnica de Referência, Atendimento ao Usuário e Documentação (STRAUD).

1631

�Educação de usuários e competências informacionais
i! """"'"
MaooNlck

~

=

:,

IiWitt.UJ

1I....111~

Trabalho completo

A STRAUD, atualmente, possui em seu quadro uma equipe de três
bibliotecários, nove assistentes de serviços de documentação, informação e
pesquisa, um supervisor, além do apoio de dois assistentes administrativos. Dentre
as atribuições dessa seção estão à realização de orientações e treinamentos sobre
normalização documentária, fontes de informação em ciência e tecnologia, além de
orientação sobre o uso de ferramentas para a elaboração e organização da
documentação científica . Dentre os treinamentos ofertados, estão os individuais ou
em grupos; treinamentos diários, assim como orientações em grupos agendados
previamente por docentes.
Diante do papel que a biblioteca deve representar em um ambiente
acadêmico, sendo "disponibilizar a informação, apoiando as atividades de ensino,
pesquisa e extensão, contribuindo para a melhoria de vida do cidadão"
(UNIVERSIDADE ... , [20--]a) do número de alunos no câmpus e da importância de
que possuam conhecimento adequado na realização de trabalhos científicos,
possibilitando o aprimoramento de suas atividades, a biblioteca buscou formas de
melhor preparar os usuários para a realização de pesquisas acadêmicas, logo, nos
dois últimos anos, foram organizados e executados cursos, que desde 2011 fazem
parte do projeto de extensão da Universidade, cujo objetivo é capacitar e orientar
pesquisadores no uso das normas da ABNT sobre informação e documentação, de
ferramentas computacionais para organização da pesquisa científica , referências
bibliográficas e citações.
A STRAUD tem concentrado seus esforços em promover a capacitação dos
usuários no uso das fontes e normas promovendo sua competência informacional,
sendo assim, esse trabalho tem por objetivo apresentar a metodologia adotada por
uma biblioteca universitária no desenvolvimento de treinamentos de um curso de
extensão para capacitar seus usuários para o uso das normas da ABNT e
ferramentas do Word, bem como objetiva apresentar dados estatísticos desses
treinamentos e os resultados obtidos, refletindo em trabalhos e publicações com
qualidade para a Universidade. Esse trabalho justifica-se, pois, como é previsto no
Plano de Gestão desenvolvido pela CGB, é pertinente à biblioteca:
Promover treinamentos e capacitações dos usuários/alunos de
graduação, para o acesso e uso de materiais bibliográficos
impressos, eletrônicos e digitais, visando desenvolver no aluno a
competência
e
autonomia
informacional. [.. .] Promover treinamentos e capacitações dos
usuários/alunos de pós-graduação, para o acesso e uso de materiais
bibliográficos impressos, eletrônicos e digitais, visando desenvolver
no aluno a competência e autonomia informacional. [.. .] Colaborar
com a melhoria da qualidade das revistas científicas produzidas nos
programas de pós-graduação da Unesp, no que tange aos aspectos
de transição do formato impresso para o formato eletrônico,
normalização e indexação em bases de dados nacionais e
[... ]
internacionais
[ .. .].
Implantar serviços e produtos especializados para os grupos de
pesquisa, de forma a oferecer um diferencial para este público [... ]
(UNIVERSIDADE ESTADUAL PAULISTA, 2009, p. 11-22).

Logo, é de responsabilidade da biblioteca a capacitação dos alunos do
câmpus, no qual essas atividades servem de aprimoramento ao aluno na busca por

1632

�Educação de usuários e competências informacionais
i! """"'"
MaooNlck

~

=

:,

IiWitt.UJ

1I....111~

Trabalho completo

informações que lhe diz respeito, proporcionando respostas rápidas e pertinentes à
pesquisa .
2 Revisão da Literatura
As bibliotecas universitárias baseiam seus objetivos no suporte às atividades
de ensino, pesquisa e extensão da universidade ao qual estão inseridas. Dentre os
serviços que a biblioteca oferece está o Serviço de Referência e Informação (SRI)
que "serve como um mediador entre o conhecimento disponibilizado e o usuário que
fará uso desse conhecimento" (JESUS ; CUNHA, 2012, p. 113). O SRI concentra
suas atividades em tarefas de atendimento ao usuário, como balcão de empréstimo
e devolução de obras, cadastro de usuários, empréstimo entre bibliotecas (EEB),
comutação bibliográfica (Comut), capacitação para uso de recursos informacionais,
bem como elaboração de instruções com relação aos serviços e produtos da
biblioteca e materiais para auxílio à pesquisa e normalização acadêmica .
A qualidade dos serviços oferecidos na biblioteca universitária pode
ser um fator de determinação da qualidade dos serviços oferecidos
na universidade como um todo. Assim, para fazer jus ao seu papel de
espelho da universidade, a biblioteca deve estar sempre atenta para
responder com qualidade as demandas informacionais de seus
clientes além de, muitas vezes, se adiantar e prover essa demanda.
(RAPOSO; EspíRITO SANTO, 2006, p. 90).
Com as mudanças advindas das tecnologias de informação e comunicação
(TIC) e a incorporação de tais tecnologias em suas atividades, a biblioteca
tradicional tem passado por constantes transformações. Nesse cenário de
mudanças, é fundamental que os bibliotecários de adaptem a esse contexto e
passem a utilizar outras ferramentas denominadas de biblioteca 2.0 visando facilitar
a criação de conteúdo de forma colaborativa e que apresentam maior visibilidade na
internet, auxiliando no processo de orientação e divulgação de produtos e serviços.
Dentre esses recursos estão vídeos, slides, bookmarks (favoritos), redes sociais,
twiter, blog, RSS feeds e comunicação instantânea.
O intenso volume de publicações online e a facilidade no acesso à internet
têm reafirmado o papel da biblioteca no auxílio e apoio ao processo educacional, ou
seja, como acessar e fazer uso da informação, o que implica diretamente no trabalho
educativo, capacitando a comunidade usuária quanto ao uso dos recursos
informacionais disponíveis para eles.
Posto isso, cada vez mais programas de divulgação e treinamento
são fundamentais para otimizar o uso das TICs, não só para facilitar
o acesso ao manancial de informações disponibilizadas pela Internet,
mas, sobretudo, para tornar os indivíduos competentes em
informação. A função da biblioteca, juntamente com seus
profissionais, é de criar novas formas de mediação, no sentido de
orientar e estimular as competências dos usuários na identificação de
seus problemas/necessidades de informação, no acesso, na
avaliação e no uso das informações disponíveis na Internet. (LOPES;

1633

�Educação de usuários e competências informacionais
i! """"'"
MaooNlck

~

=

:,

IiWitt.UJ
1I....111~

Trabalho completo

SILVA, 2007, p. 37).

Ainda relacionado ao atual papel do bibliotecário, Grogan (1995, p. 34)
reafirma que "Mesmo os bibliotecários que se ocupam de outras atividades
geralmente estão de acordo que o serviço de referência é matéria que jamais deverá
ser omitida da formação profissional dos bibliotecários". Ele destaca a importância
com a educação dos usuários das bibliotecas, ou instrução bibliográfica e coloca o
serviço de referência em seu sentido mais amplo incluindo tanto as funções
informacionais quanto às instrucionais. É importante que o profissional bibliotecário
reflita sobre esse seu papel que está cada vez mais evidente, tendo em vista o
grande número de repositórios, bases de dados e bibliotecas digitais existentes
atualmente.

3 Materiais e Métodos
Considerando a importância da capacitação de usuanos pela STRAUD,
atualmente, na Biblioteca do câmpus de Rio Claro, são ofertados treinamentos
individuais e em grupos, a fim de suprir com as exigências informacionais da
comunidade acadêmica. Há oferta de treinamentos diariamente, ou seja, de
segunda-feira a sexta-feira , que podem ser agendados previamente pelo site em
dois horários, a saber: às 13h ou às 18h. Para este treinamento, o aluno deve
preencher, em um formulário online, a data e o horário preferido, bem como seus
dados pessoais e o assunto que deseja que seja abordado (bases de dados, normas
da ABNT, gerenciador bibliográfico e outros).

Figura 1 - Formulário de agendamento

unesp•

U~IVERSlDADEeSTADUALPAUUSTA
"JUUO DE MESQUITA FIUiO·
Câmpus de Rio Claro

Página inicial
lnstitucionlll

Horá rio
LocatizlIçiio

TREINAMENTO DE USUÁRIOS EM BASES DE DADOS
Agendamento

U~uArlo

Acervo

Serviços
Fontes de Infor mação
( Mapa da mina)

o treinamento é realizado na Sala de Pesquisa 2, da Bibl ioteca do Càmpus Bela Vista.
Número mâximo de usuários por turma : 6 (SEIS).
• Data{Hora:
- Nome:

Norm1l5 ABNT

- Cursa

Tutoriais

'" Telefone ou e-mail:
.. Bases de dados:

BRCdigit@/

~

---------=:::J==;

Eventos

OPções:

CG.

ou VPN)

ContDto

- Porta! da c.~pes e Portal da Pes4uisa (Bdses referenciais e de texto compkto de acesso restrito Ufl€SP
-

&amp;is@sd@ t@xtocomp{@tv grtltuiti'is

Bdses de teses e dJssertaçôes efetrónlcas gratlJltas
UVros eletrônicos gratuitos e de acesso resmto Un€Sp OIJ VPN
Gerenciador de Referências - EndNote Web
SeNlços oferecidos pela Bib(iotecà
Ferramenta de detecçJo de pláOIO Tumltin (para docenres e pós-Draduandos)

[S,"',, [

Fonte: (UNIVERSIDADE ... , [20--]c) .

1634

�Educação de usuários e competências informacionais
i! """"'"
MaooNlck

~

=

:,

IiWitt.UJ

1I....111~

Trabalho completo

Com relação aos treinamentos em grupos, são realizados mediante
solicitação do docente durante o ano letivo, onde o conteúdo e a duração são
discutidos entre o professor e os funcionários da biblioteca , verificando qual a opção
que melhor se adequa ao cronograma da disciplina. Nos dois últimos anos, a
Biblioteca inseriu este programa de treinamento como projeto de extensão junto a
Pró-Reitoria de Extensão Universitária (proex).
A vantagem dos treinamentos pertencerem a um projeto de extensão reside
no fato de que este tipo de atividade, além de emitir certificados de participação,
oferece maior visibilidade no meio acadêmico, uma vez que está institucionalizado e
conta com o apoio de um docente.
A iniciativa do projeto partiu da diretoria do STBD, que realizou convite para
um docente ser o responsável, após aceitação do docente, foi elaborado um projeto
com o plano do curso, indicando o conteúdo e sua duração, este projeto foi avaliado
e aprovado pelo conselho departamental ao qual o docente está alocado, ficando
então cadastrado junto à Proex.
O planejamento, sendo: dias, horários e conteúdo foram decididos mediante
discussão entre os bibliotecários da STRAUD e por eventuais sugestões dos alunos.
Entretanto, os tópicos mais abordados foram conceitos de normalização e
formatação de trabalhos acadêmicos.
Os treinamentos foram ofertados durante o período letivo de 2011 , seguindo
cronograma previamente elaborado no início de cada semestre. Após cada curso,
foram distribuídos questionários composto por sete questões relacionadas aos
conhecimentos prévios do usuário em relação à temática e opinião sobre à
apresentação, duração, conteúdo abordado e importância. Posteriormente, as
respostas foram organizadas estatisticamente a fim de obter dados para melhoria
constante dos treinamentos. Periodicamente, o conteúdo é reformulado e são
analisadas as respostas obtidas como forma de acompanhamento dos resultados
dos cursos. Os questionários foram entregues para todos os participantes, sendo
coletadas 88 respostas.
Os treinamentos foram ofertados no anfiteatro da biblioteca, os bibliotecários
da STRAUD se intercalaram para realizar as apresentações que foram elaboradas
no software Microsoft Power Point.
Para divulgação do projeto de extensão foi elaborado um banner contendo os
dados do evento (datas, duração, horários realizados e conteúdo) e das inscrições,
este banner foi exposto nos lugares com maior fluxo de pessoas como o
Restaurante Universitário (RU). Folhetos impressos em papel A4 também foram
fixados nos murais espalhados pelo câmpus. Outra forma de divulgação foi à
elaboração de um e-mail convidando toda a comunidade acadêmica a inscrever-se
no curso. Além disso, as informações do treinamento foram disponibilizadas em uma
TV localizada no interior da biblioteca .
Como material de apoio, os participantes do curso contam com apostilas,
vídeos tutoriais disponíveis no canal da Biblioteca no YouTube, apresentações
disponíveis no SlideShare e no site da Biblioteca, e outros links como, tutoriais e
fontes de informação pertinentes à realização de pesquisas científicas e trabalhos
acadêmicos. Todos estes recursos podem ser acessados pelo site da Biblioteca.

1635

�Educação de usuários e competências informacionais
i! """"'"
MaooNlck

~

=

:,

IiWitt.UJ
1I....111~

Trabalho completo

4 Resultados
Houve no total sete treinamentos somando 88 participantes, uma média de
um pouco mais de doze participantes por treinamento. Dos 88 participantes 47 eram
alunos de graduação, 33 da pós-graduação, um docente e um funcionário técnicoadministrativo . A Tabela 1 apresenta detalhadamente os dados de cada um dos
treinamentos com o número de participantes de cada categoria .
Tabela 1 - Público dos treinamentos

I SEME STRE
1° sem .

FUNC~
4

DATA
12 e 13/04
27 e 28/04
11 e 12/05

PERioDO
Diurno
Diurno
Diurno
Diurn o -

PARTICIPANTES
11

GRAD

PG

DOC

5

4
28

1
14

2
3
14

O
O
O

4

04~ un

Sa b.

21

14

7

O

O

5

30/08 e
01 /09

Noturno
Diurno -

9

4

3

O

2

Sab.

11

O

O

4
88

7
2
47

4

Diurno

O

1
1

1
7

ORDEM
1
2
3

2° se m .

6
7

10/s et.
14 e 15/09

Tota l

33

O
O

I

Fonte: Elaborado pelos autores.

Quando os participantes foram questionados sobre a compreensão do assunto
tratado em cada um dos treinamentos, 100% deles responderam "Sim", que conseguiram
compreender o assunto, conforme é apresentado no Gráfico 1.

Gráfico 1 - Compreensão dos participantes
Compre ensão do assunto

0%
C Sim

. Não
Clndiferente

100%

Fonte: Elaborado pelos autores.

Em relação a clareza na exposlçao do assunto pelos bibliotecários, 100% dos
participantes consideraram que a apresentação foi clara. O Gráfico 2 ilustra essa situação.

1636

�Educação de usuários e competências informacionais
i! """"'"
MaooNlck

~

=

:,

IiWitt.UJ

1I....111~

Trabalho completo

Gráfico 2 - Clareza na exposição do assunto
Clareza na exposição do assunto

0%
C Sim

. Não
D lndiferente
100%

Fonte: Elaborado pelos autores.

Em relação ao conteúdo apresentado, 36% dos participantes consideraram
"Excelente", enquanto 64% consideram "Bom". Nenhum participante considerou o conteúdo
apresentado "Regular" ou "Ruim" o que pode demostrar que e os assuntos tratados foram
pertinentes.

Gráfico 3 - Avaliação do conteúdo apresentado
Conteúdo da Apresentaçã o

c Ruim
D Regular
C Bom

. Excelente

Fonte: Elaborado pelos autores.

o Gráfico 4 apresenta as respostas sobre a didática da apresentação dos
treinamentos em que 64% dos participantes consideram "bom" e 36% "excelente",
nenhum dos participantes considerou a didática ruim ou regular, sugerido que a
didática utilizada pelos bibliotecários foi eficaz.

1637

�Educação de usuários e competências informacionais
i! """"'"
MaooNlck

~

=

:,

IiWitt.UJ

1I....111~

Trabalho completo

Gráfico 4 - Avaliação da didática da apresentação
Didática na apresentação

0%

0%
DRu im
DRegular
DBom
. Excelente

Fonte: Elaborado pelos autores.

Quando questionados sobre os conhecimentos prévios em relação a temática
que seria abordada nos treinamentos, nenhum dos participantes respodeu que
possuía conhecimentos "amplos" sobre o tema, enquanto 9% possuiam
conhecimentos "razoáveis", 45% reponderam que tinham "poucos" conhecimentos e
46% disseram que não possuiam nenhum conhecimento sobre assunto. O Gráfico 5
apresenta a reposta dos participantes em relação aos conhecimentos prévios sobre
o tema .
Gráfico 5 - Avaliação dos conhecimentos prévios
Conhecimentos prévios

0%
CNenhum

CRazoáveis
CAmplos

Fonte: Elaborado pelos autores.

5 Considerações Finais
Nota-se ao longo deste período em que os treinamentos foram ofertados,
houve uma diminuição no atendimento de dúvidas ligadas à normalização e
formatação de trabalhos acadêmicos assim como grande interesse por parte dos
usuários pelo assunto. Este trabalho de capacitação tem como finalidade aprimorar

1638

�Educação de usuários e competências informacionais
i! """"'"
MaooNlck

~

=

:,

IiWitt.UJ

1I....111~

Trabalho completo

as publicações científicas da Universidade que refletirá no desenvolvimento de
trabalhos padronizados e com qualidade na Unesp.
Com a realização dos treinamentos pretende-se, reafirmar o papel e a
importância da biblioteca no contexto acadêmico, cumprir com as metas propostas
no plano de gestão da CGB , e aproximar cada vez mais os usuários da biblioteca,
tendo em vista o foco da STRAUD que é o atendimento ao usuário e a divulgação de
produtos e serviços. Essas atividades, como parte de um projeto de extensão da
Universidade, também garantem maior visibilidade e reconhecimento dentro da
instituição.
Devido à aceitação e constante demanda pela comunidade acadêmica, temse investido no desenvolvimento da competência informacional e neste ano foram
propostos novos cursos para capacitação em continuidade ao programa de
treinamentos da Proex.
Está em andamento o Projeto de Extensão 2012, cuja duração é de um total
de 6 horas divididas em quatro dias, com um total de 55 pessoas inscritas no
primeiro curso, sendo que as inscrições foram realizadas no próprio site da
Biblioteca; o conteúdo a ser apresentado é normalização, editores de texto,
gerenciadores bibliográficos, fontes de informação e bases de dados. As normas
apresentadas serão Norma ABNT de citação 10520:2005 , Norma ABNT de
referência 6023 :2003, Norma ABNT formatação de trabalhos acadêmicos
14724:2011, o gerenciador utilizado é o EndNoteWeb, software online fornecido pela
empresa Thomson Reuters e as bases de dados escolhidas são as mais solicitadas
pelos alunos, fazendo uso também do Portal de Periódicos da Capes e do
Parthenon , novo catálogo da rede de bibliotecas da Unesp.
6 Referências
GROGAN , D. A prática do serviço de referência . Brasília, DF : Briquet de Lemos,
1995.
JESUS, D. L. de; CUNHA, M. B. d. Produtos e serviços da web 2.0 no setor de
referência das bibliotecas. Perspectivas em Ciência da Informação, Belo
Horizonte, v.17, n.1, p.11 0-133, jan./mar. 2012 . Disponível em :
&lt;http ://www.scielo.br/scielo.php?script=scLarttext&amp;pid=S 141399362012000100007&amp;lng=pt&amp;nrm=iso&amp;tlng=pt&gt; . Acesso em 20 abro2012 .
LOPES, M. 1.; SILVA, E. L. da. A internet e a busca da informação e comunidades
científicas: um estudo focado nos pesquisadores da UFSC. Perspectivas em
Ciência da Informação, Belo Horizonte, v.12, n.3, p.21-40, set./dez.2007.
Dispon ível em : &lt; http://dx.doi.org/1 O.1590/S 1413-99362007000300003&gt;. Acesso em :
25 mar. 2012 .
RAPOSO, M. de F. P; ESPíRITO SANTO, C. do. Biblioteca universitária proativa.
Revista Digital de Biblioteconomia e Ciência da Informação, Campinas, vA, n.1,
p. 87-101, jul./dez. 2006. Disponível em : &lt;
http://www.sbu.unicamp.br/seer/ojs/index.php/sbu_rci/article/viewFile/350/232&gt;
Acesso em: 20 mar. 2012.

1639

�Educação de usuários e competências informacionais
i! """"'"
MaooNlck

~

=

:,

IiWitt.UJ
1I....111~

Trabalho completo

SILVA, O. A. da ; RIBEIRO, M. A. H. W.; GERARDI, L. H. O. Mosaico iconográfico
do Instituto de Biociências da UNESP Câmpus de Rio Claro. Rio Claro: Unesp,
2002 .
UNIVERSIDADE ESTADUAL PAULISTA (UNESP) . Coordenadoria Geral
deBibliotecas. Plano de desenvolvimento para rede de bibliotecas da Unesp
(PDB) 2009-2012. 2009. Disponível em : &lt;
http://www.biblioteca .unesp.br/portal/arquivos/20090528_135837.pdf&gt; . Acesso em :
10 abro2012 .
UNIVERSIDADE ESTADUAL PAULISTA (UNESP) . Coordenadoria Geral de
Bibliotecas. Sobre a CGB. [20--]a. Disponível em :
&lt;http ://unesp.br/cgb/conteudo .php?conteudo=484&gt; . Acesso em : 27 mar. 2012 .
UNIVERSIDADE ESTADUAL PAULISTA (UNESP) . Serviço Técnico de Biblioteca e
Documentação. Nossa missão. [20--]b. Disponível em : &lt;
http://www.rc.unesp.br/biblioteca/interna_geral.php?cod=OO3&gt; . Acesso em : 23 mar.
2012 .
UNIVERSIDADE ESTADUAL PAULISTA (UNESP) . Treinamento de usuários em
bases de dados. [20--]c. Disponível em : &lt;
http://www.rc.unesp.br/biblioteca/interna_treinamento.php&gt; . Acesso em : 24 mar.
2012 .
UNIVERSIDADE ESTADUAL PAULISTA (UNESP) . Campus Rio Claro. 2012 .
Disponível : &lt;http://www.rc.unesp.br/&gt; . Acesso em : 23 mar. 2012 .

1640

�</text>
                  </elementText>
                </elementTextContainer>
              </element>
            </elementContainer>
          </elementSet>
        </elementSetContainer>
      </file>
    </fileContainer>
    <collection collectionId="49">
      <elementSetContainer>
        <elementSet elementSetId="1">
          <name>Dublin Core</name>
          <description>The Dublin Core metadata element set is common to all Omeka records, including items, files, and collections. For more information see, http://dublincore.org/documents/dces/.</description>
          <elementContainer>
            <element elementId="50">
              <name>Title</name>
              <description>A name given to the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51396">
                  <text>SNBU - Edição: 17 - Ano: 2012 (UFRGS - Gramado/RS)</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="49">
              <name>Subject</name>
              <description>The topic of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51397">
                  <text>Biblioteconomia&#13;
Documentação&#13;
Ciência da Informação&#13;
Bibliotecas Universitárias</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="41">
              <name>Description</name>
              <description>An account of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51398">
                  <text>Tema: A biblioteca universitária como laboratório na sociedade da informação.</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="39">
              <name>Creator</name>
              <description>An entity primarily responsible for making the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51399">
                  <text>SNBU - Seminário Nacional de Bibliotecas Universitárias</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="45">
              <name>Publisher</name>
              <description>An entity responsible for making the resource available</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51400">
                  <text>UFRGS</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="40">
              <name>Date</name>
              <description>A point or period of time associated with an event in the lifecycle of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51401">
                  <text>2012</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="44">
              <name>Language</name>
              <description>A language of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51402">
                  <text>Português</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="51">
              <name>Type</name>
              <description>The nature or genre of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51403">
                  <text>Evento</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="38">
              <name>Coverage</name>
              <description>The spatial or temporal topic of the resource, the spatial applicability of the resource, or the jurisdiction under which the resource is relevant</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51404">
                  <text>Gramado (Rio Grande do Sul)</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
          </elementContainer>
        </elementSet>
      </elementSetContainer>
    </collection>
    <itemType itemTypeId="8">
      <name>Event</name>
      <description>A non-persistent, time-based occurrence. Metadata for an event provides descriptive information that is the basis for discovery of the purpose, location, duration, and responsible agents associated with an event. Examples include an exhibition, webcast, conference, workshop, open day, performance, battle, trial, wedding, tea party, conflagration.</description>
    </itemType>
    <elementSetContainer>
      <elementSet elementSetId="1">
        <name>Dublin Core</name>
        <description>The Dublin Core metadata element set is common to all Omeka records, including items, files, and collections. For more information see, http://dublincore.org/documents/dces/.</description>
        <elementContainer>
          <element elementId="50">
            <name>Title</name>
            <description>A name given to the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="63942">
                <text>Capacitação de usuários.</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="39">
            <name>Creator</name>
            <description>An entity primarily responsible for making the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="63943">
                <text>Maia, Cristina Marchetti; Ramos, Renan Carvalho; Storti, Vivian Rosa</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="38">
            <name>Coverage</name>
            <description>The spatial or temporal topic of the resource, the spatial applicability of the resource, or the jurisdiction under which the resource is relevant</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="63944">
                <text>Gramado (Rio Grande do Sul)</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="45">
            <name>Publisher</name>
            <description>An entity responsible for making the resource available</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="63945">
                <text>UFRGS</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="40">
            <name>Date</name>
            <description>A point or period of time associated with an event in the lifecycle of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="63946">
                <text>2012</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="51">
            <name>Type</name>
            <description>The nature or genre of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="63948">
                <text>Evento</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="41">
            <name>Description</name>
            <description>An account of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="63949">
                <text>O presente trabalho visa apresentar a metodologia adotada pela Biblioteca da Universidade Estadual Paulista (Unesp) - Câmpus de Rio Claro para capacitação de seus usuários em 2011. Esta atividade foi desenvolvida pela Seção Técnica de Referência e Atendimento ao Usuário e Documentação (STRAUD) como parte de um projeto de extensão, no qual foram realizados treinamentos promovendo a capacitação dos usuários quanto ao uso das normas da Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT) para normalização de trabalhos acadêmicos e ferramentas do editor de texto Microsoft Word. O desenvolvimento dos treinamentos justifica-se pela necessidade apresentada pelos alunos quanto à manipulação dos recursos apresentados, sua vital importância para o meio acadêmico, assim como ser constituída de uma meta a ser cumprida no plano de gestão de bibliotecas da rede Unesp proposta pela Coordenadoria Geral de Bibliotecas (CGB). Os treinamentos foram oferecidos em sete turmas ao longo do período letivo e avaliadas a partir da tabulação das respostas obtidas com a entrega de um questionário composto por sete perguntas. Com base na análise dos questionários, na facilidade com relação ao atendimento e na constante procura pelas capacitações, considera-se essa experiência positiva e importante para a instituição no que diz respeito ao incentivo quanto ao uso de recursos para padronização de trabalhos acadêmicos resultando em uma maior visibilidade da Universidade.</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="44">
            <name>Language</name>
            <description>A language of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="69507">
                <text>pt</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
        </elementContainer>
      </elementSet>
    </elementSetContainer>
  </item>
  <item itemId="6007" public="1" featured="0">
    <fileContainer>
      <file fileId="5071">
        <src>http://repositorio.febab.org.br/files/original/49/6007/SNBU2012_146.pdf</src>
        <authentication>586113e7e9a7473c25eec69eafba932d</authentication>
        <elementSetContainer>
          <elementSet elementSetId="4">
            <name>PDF Text</name>
            <description/>
            <elementContainer>
              <element elementId="92">
                <name>Text</name>
                <description/>
                <elementTextContainer>
                  <elementText elementTextId="63941">
                    <text>Educação de usuários e competências informacionais
i! """"'"
MaooNlck

~

=

:,

IiWitt.UJ
1I....111~

Trabalho completo

BIBLIOTECA UNIVERSITÁRIA E TREINAMENTOS À
DISTÂNCIA: RELATOS DE UMA EXPERIÊNCIA
Luciana Pizzani1, Rosemary Cristina da Silva 1, Lucas Frederico
Arante2, Denise de Cássia Moreira Zornoff3
1Mestre em Educação Especial pela Universidade Federal de São Carlos , Bibliotecária da
Universidade Estadual Paulista, Botucatu, SP
2Núcleo de Educação á Distância e Tecnologias da Informação em Saúde, Universidade
Estadual Paulista , Botucatu , SP
3Coordenadora do Núcleo de Educação à Distância e Tecnologias da Informação em Saúde,
Universidade Estadual Paulista, Botucatu , SP

Resumo
O presente trabalho tem como objetivo apresentar a opinião dos acadêmicos em
relação ao primeiro curso à distância sobre normalização de trabalhos científicos e
pesquisas em bases de dados desenvolvidas pela Divisão Técnica de Biblioteca e
Documentação da UNESP-Campus Botucatu-Rubião Junior e o Núcleo de Educação
a Distância e Tecnologias da Informação em Saúde da Faculdade de Medicina de
Botucatu. O curso ocorreu no período de agosto a novembro de 2009 , distribuído em
10 aulas. Para a coleta de opiniões foi elaborado um questionário semiestruturado
onde foi possível verificar que todos os alunos já possuíam experiência com a
metodologia adotada ; os funcionários da Faculdade de Medicina e os alunos de pósgraduação são os que mais participaram do curso; elevado grau de satisfação com
relação à metodologia e ao material didático oferecido. O relato dessa experiência
demonstra que a educação a distância pode contribuir fortemente para a educação e
o treinamento de usuários de bibliotecas universitárias.

Palavras-Chave:
Educação à distância; Biblioteca universitária; Educação de usuários; Metodologia
de ensino; Ensino superior.

Abstract
This paper aims to present the views of academics in relation to the first distance
learning course on standardization of scientific papers and research databases
developed by the Technical Division of the Library and Documentation UNESPBotucatu-Rubião Junior and the Center for Education Distance and Information
Technology in Health, Faculty of Medicine of Botucatu . The course took place from
August to November 2009 , distributed in 10 classes . For the collection of opinions
was drafted a semi structured where it was possible to verify that ali students
already had experience with the methodology adopted, the staff of the Faculty of
Medicine and graduate students are the ones who attended the course ; high degree
of satisfaction with the methodology and educational materiais offered . The account
of this experience shows that distance education can contribute greatly to the
education and training of users of university libraries.

Keywords:
Distance education; University library; Education of users; Teaching methodology;

1621

�Educação de usuários e competências informacionais
i! """"'"
MaooNlck

~

=

:,

IiWitt.UJ

1I....111~

Trabalho completo

Higher education .

1 Introdução
Com os avanços tecnológicos e sociais ocorridos nos últimos anos, foi
possível observar uma mudança de comportamento dos usuários de bibliotecas
universitárias no que se refere à autonomia na busca e obtenção da informação.
Diante dessa nova realidade, as bibliotecas encontraram, na educação à distância,
uma aliada na capacitação de seus usuários, promovendo a autoaprendizagem por
intermédio do uso de tecnologias de informação e comunicação (RONCHESEL;
PACHECO, 2008).
No Brasil , as bases legais da Educação à Distância têm sua origem na
LDBEN 9.394 de 20 de dezembro de 1996, pelo Decreto 2494 de 10 de fevereiro de
1998, Decreto n. 2561 de 27.04 .1998 e na portaria ministerial n. 301, de 07 de abril
de 1998, que definiu educação à distância:
Como uma forma de ensino que possibilita a autoaprendizagem, com
a mediação de recursos didáticos sistematicamente organizados,
apresentando diferentes suportes de informação, utilizados
isoladamente ou combinados e veiculados pelos diversos meios de
comunicação (BRASIL, 1998).

Dessa forma fica designado que o ensino a distância passou a ser uma forma
de ensino em que professor e o estudante não precisam estar no mesmo lugar e ao
mesmo tempo para que a aprendizagem ocorra .
Seguindo em direção ao ensino à distância a Universidade Estadual Paulista
Julio de Mesquita Filho (UNESP), Campus Botucatu Rubião Junior, criou , em
setembro de 2001, o Núcleo de Educação à Distância e Tecnologias da Informação
em Saúde (Nead.Tis) com o objetivo de promover a implantação e divulgação de
novas tecnologias em EaD na Faculdade de Medicina de Botucatu (FMB).
A Divisão Técnica de Biblioteca e Documentação estabeleceu uma parceria
com o Nead.Tis e juntos elaboraram um curso de extensão universitária sobre
normalização de trabalhos científicos e pesquisa em bases de dados para
capacitação de seus usuários.
O curso recebeu o nome de "orientação à elaboração de trabalhos científicos
e pesquisa em bases de dados", com carga horária de 60hs, ministrado no período
de agosto a novembro de 2009. Foi composto por 10 aulas que abordaram as
seguintes temáticas: ABNT 14724; ABNT 6023; Normas de Vancouver para
elaboração de referências; ABNT 6028; ABNT: 10520; Técnicas para elaboração de
revisão de literatura; Levantamento bibliográfico e elaboração de um projeto de
pesquisa como Trabalho de Conclusão de Curso (TCC) .
A realização do curso justificou-se pela crescente demanda de treinamentos
solicitados aos bibliotecários de referência pelos docentes da Universidade Estadual
Paulista Julio de Mesquita Filho-Campus Botucatu-Rubião Junior.
A implantação do curso foi desenvolvida em quatro etapas: 1) contato com a
direção do Nead.Tis para verificar a viabilidade do projeto; 2) elaboração da ementa,
plano de ensino, das atividades práticas e o sistema de avaliação do curso; 3)
Regularização do curso de extensão junto à Pró-Reitoria de Extensão (Proex), da
Faculdade de Medicina de Botucatu.

1622

�Educação de usuários e competências informacionais
i! """"'"
MaooNlck

~

=

:,

IiWitt.UJ

1I....111~

Trabalho completo

Foram inscritos 128 acadêmicos sendo que 79 alunos (63%) concluíram o
curso e 48 (37%) desistiram em diferentes pontos do aprendizado.
Portanto, este trabalho tem como objetivo relatar a opinião dos usuários de
biblioteca universitária que participaram da experiência da educação à distância,
apontando seus pontos fortes e fracos, vantagens e desvantagens em relação à
metodologia tradicional do ensino presencial.

2 Materiais e Métodos
Foi elaborado um questionário com perguntas semiestruturadas onde foi
possível avaliar a percepção dos usuários bem como suas críticas e sugestões para
melhorias em relação ao curso . Os questionários foram respondidos por 30 alunos
(38%) e, devido a esse número, não foi utilizada nenhuma técnica de amostragem .

3 Resultados e Discussão
Com relação à identificação dos usuários que responderam ao questionário
sobre a avaliação do curso, 33% são funcionários técnico-administrativos da
Faculdade de Medicina de Botucatu, seguido pelos alunos de graduação (27%),
enfermeiros (20%), médicos (7%), residentes (7%), outros (3%) , conforme
demonstrados no Gráfico 1.
Categoria dos usuários
12 -

o

Categoria

Gráfico 1 - Categoria dos usuários
Fonte: Os autores

Esses dados revelam que os funcionários e os alunos de pós-graduação
foram os mais interessados no curso sobre normalização de trabalhos científicos e
pesquisas em bases de dados. Isso porque os produtos gerados pelos alunos de
graduação e pós-graduação são os trabalhos de conclusão de curso , dissertações
de mestrado e teses de doutorado sendo que estes necessitam ser elaborados
segundo normas específicas para elaboração de trabalhos científicos. Na Faculdade
de Medicina de Botucatu as mais utilizadas são as normas de documentação da

1623

�Educação de usuários e competências informacionais
i! """"'"
MaooNlck

~

=

:,

IiWitt.UJ
1I....111~

Trabalho completo

ABNT e Vancouver, abordadas no curso.
A presença dos funcionários pode ser explicada pela possibilidade de dar
continuidade aos estudos e também investir na capacitação profissional. Assimilando
o conteúdo ministrado no curso eles próprios podem repassá-lo aos alunos de
graduação e pós-graduação da Faculdade de Medicina de Botucatu.
A questão número dois foi elaborada para verificar a experiência dos alunos
com relação ao ensino a distância. Identificamos que 57% dos respondentes já
haviam participado de pelo menos um curso utilizando a metodologia EaD, 33%
participaram de 2 a 5 cursos e 10% frequentaram mais de 5 cursos à distância.
Número de cursos de EAD que já participou

o:i

' (3

,,,'"
;::l

CT

~

u.

18
16 14 12 -

17

10

10 86 4 2 O

..
3

I curso

2 - 5 cursos

Mais de 5
cursos

Número de cursos

Gráfico 2 - Número de cursos de EAD que já participou
Fonte: Os autores

Esses dados revelaram que o trabalho realizado em parceria com o Nead.Tis
e a comunidade acadêmica da Faculdade de Medicina de Botucatu estão refletindo
em ações que utilizam a metodologia do ensino à distância como um complemento
de suas atividades de ensino, pesquisa e extensão, ampliando assim, seu campo de
atuação.
Para saber de qual computador os alunos acessavam o curso, foi elaborada a
seguinte questão: qual o tipo de computador que você utilizou para acessar a
plataforma Moodle: pessoal , institucional ou do seu local de trabalho? O aluno
poderia assinalar mais de uma alternativa .
Assim, verificou-se que 28 (93%), utilizaram seu computador pessoal para os
estudos e 16% o computador do seu local de trabalho. O laboratório de informática
da Faculdade de Medicina de Botucatu foi utilizado por 2% dos alunos. O Gráfico 4
ilustra esses achados.

1624

�Educação de usuários e competências informacionais
i! """"'"
MaooNlck

~

=

:,

IiWitt.UJ

1I....111~

Trabalho completo

Tipo de computador utilizado para acesso
30 -

28

o
Computador
pess oal

Computador do Computador
local de trabalho laboratório de
informática
Tipo

Gráfico 4 - Tipo de computador utilizado para acesso à plataforma Moodle
Fonte: Os autores

Segundo Arieira et aI. (2009) e Maio e Ferreira (2001), os achados da
pesquisa referentes à experiência prévia dos alunos, a frequência de acesso e o fato
dos alunos possuírem computador em suas residências e em seus locais de trabalho
revelam um excelente potencial para o uso da metodologia à distância, pois são
fatores essenciais que facilitam a implantação do processo de EaD.
Para compreender como ocorreu a participação do aluno do início ao término
do curso, foi questionado se os mesmos participaram até o final ou se desistiram
durante o percurso e os fatores que os levaram a permanência ou desistência.
Dos 128 alunos inicialmente matriculados, 79 alunos (63%) concluíram o
curso e 48 (37%) desistiram em diferentes pontos do aprendizado. Dos 79 alunos
cursantes, 30 responderam ao questionário, verificando-se que 93% chegaram até o
final e apenas 3% não concluíram o curso , pois não enviaram o trabalho final.
Sobre a evasão no ensino à distância, autores como Almeida (2010), Moore e
Kearsley (2007) e Carvalho (2003) relatam que nos cursos oferecidos pelo Serviço
Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (SEBRAE) o índice de
desistência encontra-se em torno 50% e nos cursos de graduação e pós-graduação
em 30% . Os resultados encontrados apontam que os índices de evasão no curso em
questão estão dentro dos padrões das demais instituições relatados na literatura.
Os alunos revelaram os fatores que contribuíram para permanência no curso
como a facilidade do uso da plataforma Moodle, o conteúdo programático
contemplando aulas explicativas e exercícios de fixação e também pela flexibilidade
dos horários.
O programa do curso foi elaborado com ênfase nas normas de documentação
da ABNT e Vancouver. Estas normas são as mais utilizadas pelos alunos da
Faculdade de Medicina de Botucatu para a realização dos trabalhos científicos,
atendendo as necessidades informacionais de normalização dos usuários.
Os exercícios propostos foram elaborados de forma a estimular a fixação do
conteúdo das aulas, utilizando-se para isso, leitura de textos científicos,
questionários com perguntas fechadas , testes de múltipla escolha , jogos de palavras
cruzadas, jogos de ligação e caça palavras.
Essas atividades lúdicas foram utilizadas como estratégias dos professores

1625

�Educação de usuários e competências informacionais
i! """"'"
MaooNlck

~

=

:,

IiWitt.UJ

1I....111~

Trabalho completo

que buscaram trabalhar o conteúdo de maneira prazerosa e eficaz com seus
discentes. Para Leite (2005) e Moreira e Schawartz (2009), as brincadeiras e os
jogos são de suma importância, pois estimulam a concentração, a curiosidade, o
raciocínio lógico, incentivando e motivando o aluno cada vez mais. O ser humano
(em especial, o adulto) aprende mais e melhor quando é exposto a diferentes
estímulos no processo de assimilação de conhecimento.
Isso ficou constatado no aproveitamento dos alunos durante o curso, onde
todos os concluintes foram aprovados.
Com relação à flexibilidade de horários, Maio e Ferreira (2001) relatam que
um dos principais fatores que influenciam na tomada de decisão de se fazer um
curso à distância é a liberdade de escolha de horário e local para estudar. Esse fato
também pode ser constatado em nosso curso, facilitando o aluno a concluí-lo com
maior êxito, o que nos remete ao pensamento de Moran (1998) sobre a importância
de se educar para a autonomia, para que cada um encontre seu próprio ritmo de
aprendizagem .
Para avaliar a opinião dos acadêmicos com relação à organização do curso
utilizando o formato em EAD, o acesso à plataforma Moodle, a presença do tutor, o
conteúdo programático das aulas, as tarefas propostas e o trabalho de conclusão de
curso foi elaborada uma escala para o diagnóstico da percepção dos alunos em
relação a esses fatores .
A escala era composta de 1 a 5 sendo: 1: discorda totalmente; 2: discorda
parcialmente; 3: não concorda e nem discorda; 4: concorda parcialmente e 5:
concorda totalmente.
No Quadro 1, podemos verificar a opinião dos alunos com relação a vários
aspectos do curso.
.
- d os aca dAemlcos
Qua d ro 1 - Percepçao
em re açao ao curso
Média de classificação
I
2
3
4
5
O curso foi adequadamente organizado no formato de EAD
O formato de EAD favoreceu a participação neste curso
Fácil acesso à plataforma do curso (Moodle-FMB)
O conteúdo do curso atendeu às minhas expectativas
A presença do tutor foi importante para o meu
acompanhamento reeular do curso
A participação do tutor foi importante para compreensão do
conteúdo do curso
As tarefas propostas favoreceram a compreensão dos conteúdos
O curso trouxe mudanças ao meu entendimento prévio do tema
O trabalho de conclusão de curso foi fundamental para minha
compreensão dos conteúdos
Recomendaria favoravelmente quanto à participação nas
próximas edições do curso

••
•••
•
•
•
•
•

Fonte: Os autores

Verifica-se que os alunos manifestaram um grau de satisfação elevado com
relação à metodologia adotada . Isso demonstra que o curso conseguiu atingir os
objetivos propostos, ou seja, capacitar os usuários em relação ao uso da biblioteca
universitária e das fontes informacionais disponíveis, conseguindo assim,
desenvolver competências e habilidades que são importantes no processo de

1626

�Educação de usuários e competências informacionais
i! """"'"
MaooNlck

~

=

:,

IiWitt.UJ

1I....111~

Trabalho completo

aprendizagem e também contribuem para construção de novos conhecimentos.
Ficou constatada também a importância do tutor para o sucesso do processo
de ensino e aprendizagem no ambiente virtual. Segundo Silveira (2005), o tutor é
aquele que instiga a participação do aluno evitando a desistência, o desalento, o
desencanto pelo saber. Por meio de sua atuação possibilita a construção coletiva e
percorre uma trajetória metodológica de forma participativa com os alunos,
construindo novo saberes, novos olhares sobre o real.
Como sugestões os alunos indicaram: aulas mais aprofundadas sobre
pesquisa em bases de dados nacionais e internacionais e a realização de chats com
maior frequência. Todos foram unânimes em solicitar novos cursos utilizando a
metodologia do ensino à distância.
As sugestões apontadas pelos alunos direcionam os novos caminhos que o
curso poderá seguir, sendo importante estabelecer maior número de aulas e
exercícios práticos sobre pesquisa bibliográfica .

5 Considerações Finais
Com o surgimento das novas tecnologias nas áreas de informação e
comunicação, novos mecanismos de trabalho foram introduzidos nas bibliotecas
universitárias, exigindo tanto do profissional bibliotecário quanto dos usuários, novas
competências para a recuperação da informação, favorecendo , assim , a produção
de novos conhecimentos.
Seguindo nessa direção é notável que a metodologia do ensino a distância
possa contribuir sobremaneira para a educação e o treinamento dos usuários com
relação à adequação dos produtos e serviços oferecidos pelas bibliotecas
universitárias.
Na experiência do treinamento à distância de usuários oferecido pela Divisão
Técnica de Biblioteca e Documentação ficou constatado que todos os alunos já
possuíam alguma familiaridade com a EaD; que os funcionários da Faculdade de
Medicina e os alunos de pós-graduação são os que mais participaram do curso; 60%
dos alunos acessavam a plataforma de duas a três vezes por semana usando tanto
os computadores pessoais como os existentes em seus locais de trabalho e que o
grau de satisfação foi elevado em relação à metodologia adotada (aulas, exercícios
e prazos para entrega dos trabalhos).
As sugestões apontadas pelos alunos demonstram que os mesmos estão
abertos às novas metodologias de aprendizagem motivando a reoferta e a criação
de novos cursos para a comunidade acadêmica do campus Botucatu-Rubião Junior.
A percepção desses resultados indica que partimos para uma fase de grande
desenvolvimento da educação pela Internet, onde na educação à distância
encontramos inúmeras possibilidades de combinar soluções pedagógicas adaptadas
a cada tipo de aluno, as peculiaridades da organização e às necessidades de cada
momento (MORAM , 2005), sendo que para isso se torne necessária à capacitação
de um maior número de bibliotecários interessados em percorrer os novos caminhos
que a educação à distância permite trilhar.
Para isso, na visão de Garcez e Rados (2002), é preciso que as bibliotecas
acadêmicas extrapolem os limites da estratégia convencional , procurem visualizar o
futuro e criem mecanismos para alcançar o propósito de atender às necessidades e
expectativas de seus usuários. Cabe a elas estabelecer uma estrutura adequada à
nova filosofia e dar os primeiros passos em busca da melhoria continuada ,

1627

�Educação de usuários e competências informacionais
i! """"'"
MaooNl ck

~

=

:,

IiWitt.UJ
1I....111~

Trabalho completo

planejando adequadamente seus bens e serviços dentro de uma nova ótica, ou seja ,
prevendo, tendo uma visão holística, redesenhando suas atividades e seus
processos, simplificando-os e tornando-os mais eficazes e flexíveis.
Conforme Nascimento (2010) para que todas essas inovações sejam
assimiladas com eficácia , é necessária a qualificação, flexibilidade, mobilidade e
criatividade dos bibliotecários, profissionais que acima de tudo tenham o
compromisso, o entusiasmo e a capacidade de querer fazer um novo conceito de
biblioteca.
6 Referências
ALMEIDA, O. C. S. Investigando os fatores influenciadores da desistência de
cursos à distância. 2010 . Disponível em : &lt;http://www.abed .prg .br/congresso2010/
cdl 252010162044.pdf&gt; . Acesso em : 11 abr. 2011 .
ARIEIRA, J. O. et aI. Avaliação do aprendizado via educação a distância: a visão dos
discentes. Ensaio Avaliação e Políticas Públicas em Educação, Rio de Janeiro, v.
17, n. 63, p. 313-340, 2009 .
BRASIL. Ministério da Educação e Cultura . Decreto n. 2.494 , de 10 de fevereiro de
1998. Regulamenta o Art. 80 da LDB (Lei n.9.394/96) . Diário Oficial da União,
Brasília, DF, 10 fev. 1998.
CARVALHO, R. S. Avaliação de treinamento à distância: reação, suporte a
transferência e impacto do treinamento no trabalho. 2003 . Dissertação (Mestrado)Instituto de Psicologia, Universidade de Brasília, Brasilia, 2003.
GARCEZ, E. M. S.; RADOS, G. J. V. Biblioteca híbrida: um novo enfoque no suporte
à educação a distância. Ciência da Informação, Brasília, v. 31, n. 2, p. 44-51,2002 .
LEITE, L. O. O lúdico na educação à distância. Novas Tecnologias na Educação,
São Paulo, v. 3, n. 1, p. 1-8,2005. Disponível em :
&lt;http ://www.cinted .ufrgs.br/renote/maio2005/artigos/ a64-' ud icoead.pdf&gt; . Acesso
em : 7 Jun . 2010.
MAIO, M. ; FERREIRA, M. C. Experience with the first Internet - base course at the
Faculty of Medicine, University of São Paulo . Revista do Hospital das Clínicas, São
Paulo, v. 56 , n. 3, p. 69-74 , 2001 .
MOORE, M. G. K.; KEARSLEY, K. J. Educação à distância: uma visão integrada.
São Paulo: Thomson Learning , 2007.
MORAN, J. M. Internet no ensino universitário: pesquisa e comunicação na sala de
aula . Interface - Comunicação, Saúde, Educação, Botucatu, v. 3, p.125-129,
1998.
MORAN, J.M. Tendências na educação online no Brasil. In : RICARDO, E.J. (Org .).
Educação corporativa e Educação a Distância . Rio de Janeiro: Qualitymark, 2005.

1628

�Educação de usuários e competências informacionais
i! """"'"
MaooNlck

~

=

:,

IiWitt.UJ
1I....111~

Trabalho completo

p.1-19.
MOREIRA, J . C. C.; SCHWARTZ, G. G. M. Conteúdos lúdicos, expressivos e
artísticos na educação formal. Educar em Revista , Curitiba, n. 33, p. 205-220, 2009.
NASCIMENTO, A. V. A biblioteca universitária diante do avanço do ensino superior à
distância no Brasil. In: SEMINÁRIO NACIONAL DE BIBLIOTECAS
UNIVERSITÁRIAS, 15., 2010 , São Paulo . Anais ... São Paulo, 2010 . p. 1-12.
RONCHESEL, M. H. S.; PACHECO, L. K. Diretrizes para cursos a distância de
capacitação de usuários em bibliotecas universitárias. Revista Brasileira de
Biblioteconomia e Documentação, São Paulo, v. 4, n. 2, p. 233-243 , 2008.
SILVEIRA, R. B. L. A importância do tutor no processo de aprendizagem à distância.
Revista Iberoamericana de Educación, México, p.1-6, 2005. Disponível em :
&lt;http ://www.rieoie.org/ deloslectores/947.pdf&gt;. Acesso em : 24 mar. 2011 .

1629

�</text>
                  </elementText>
                </elementTextContainer>
              </element>
            </elementContainer>
          </elementSet>
        </elementSetContainer>
      </file>
    </fileContainer>
    <collection collectionId="49">
      <elementSetContainer>
        <elementSet elementSetId="1">
          <name>Dublin Core</name>
          <description>The Dublin Core metadata element set is common to all Omeka records, including items, files, and collections. For more information see, http://dublincore.org/documents/dces/.</description>
          <elementContainer>
            <element elementId="50">
              <name>Title</name>
              <description>A name given to the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51396">
                  <text>SNBU - Edição: 17 - Ano: 2012 (UFRGS - Gramado/RS)</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="49">
              <name>Subject</name>
              <description>The topic of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51397">
                  <text>Biblioteconomia&#13;
Documentação&#13;
Ciência da Informação&#13;
Bibliotecas Universitárias</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="41">
              <name>Description</name>
              <description>An account of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51398">
                  <text>Tema: A biblioteca universitária como laboratório na sociedade da informação.</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="39">
              <name>Creator</name>
              <description>An entity primarily responsible for making the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51399">
                  <text>SNBU - Seminário Nacional de Bibliotecas Universitárias</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="45">
              <name>Publisher</name>
              <description>An entity responsible for making the resource available</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51400">
                  <text>UFRGS</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="40">
              <name>Date</name>
              <description>A point or period of time associated with an event in the lifecycle of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51401">
                  <text>2012</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="44">
              <name>Language</name>
              <description>A language of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51402">
                  <text>Português</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="51">
              <name>Type</name>
              <description>The nature or genre of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51403">
                  <text>Evento</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="38">
              <name>Coverage</name>
              <description>The spatial or temporal topic of the resource, the spatial applicability of the resource, or the jurisdiction under which the resource is relevant</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51404">
                  <text>Gramado (Rio Grande do Sul)</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
          </elementContainer>
        </elementSet>
      </elementSetContainer>
    </collection>
    <itemType itemTypeId="8">
      <name>Event</name>
      <description>A non-persistent, time-based occurrence. Metadata for an event provides descriptive information that is the basis for discovery of the purpose, location, duration, and responsible agents associated with an event. Examples include an exhibition, webcast, conference, workshop, open day, performance, battle, trial, wedding, tea party, conflagration.</description>
    </itemType>
    <elementSetContainer>
      <elementSet elementSetId="1">
        <name>Dublin Core</name>
        <description>The Dublin Core metadata element set is common to all Omeka records, including items, files, and collections. For more information see, http://dublincore.org/documents/dces/.</description>
        <elementContainer>
          <element elementId="50">
            <name>Title</name>
            <description>A name given to the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="63933">
                <text>Biblioteca Universitária e treinamentos à distância: relatos de uma experiência.</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="39">
            <name>Creator</name>
            <description>An entity primarily responsible for making the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="63934">
                <text>Pizzani, Luciana; Silva, Rosemary Cristina da; Arante, Lucas Frederico; Zornoff, Denise de Cássia Moreira </text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="38">
            <name>Coverage</name>
            <description>The spatial or temporal topic of the resource, the spatial applicability of the resource, or the jurisdiction under which the resource is relevant</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="63935">
                <text>Gramado (Rio Grande do Sul)</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="45">
            <name>Publisher</name>
            <description>An entity responsible for making the resource available</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="63936">
                <text>UFRGS</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="40">
            <name>Date</name>
            <description>A point or period of time associated with an event in the lifecycle of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="63937">
                <text>2012</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="51">
            <name>Type</name>
            <description>The nature or genre of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="63939">
                <text>Evento</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="41">
            <name>Description</name>
            <description>An account of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="63940">
                <text>O presente trabalho tem como objetivo apresentar a opinião dos acadêmicos em relação ao primeiro curso à distância sobre normalização de trabalhos científicos e pesquisas em bases de dados desenvolvidas pela Divisão Técnica de Biblioteca e Documentação da UNESP-Campus Botucatu-Rubião Junior e o Núcleo de Educação a Distância e Tecnologias da Informação em Saúde da Faculdade de Medicina de Botucatu. O curso ocorreu no período de agosto a novembro de 2009, distribuído em 10 aulas. Para a coleta de opiniões foi elaborado um questionário semiestruturado onde foi possível verificar que todos os alunos já possuíam experiência com a metodologia adotada; os funcionários da Faculdade de Medicina e os alunos de pós- graduação são os que mais participaram do curso; elevado grau de satisfação com relação à metodologia e ao material didático oferecido. O relato dessa experiência demonstra que a educação a distância pode contribuir fortemente para a educação e o treinamento de usuários de bibliotecas universitárias.</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="44">
            <name>Language</name>
            <description>A language of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="69506">
                <text>pt</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
        </elementContainer>
      </elementSet>
    </elementSetContainer>
  </item>
  <item itemId="6006" public="1" featured="0">
    <fileContainer>
      <file fileId="5070">
        <src>http://repositorio.febab.org.br/files/original/49/6006/SNBU2012_145.pdf</src>
        <authentication>48a605d594686ac9a25129edc60dc8f7</authentication>
        <elementSetContainer>
          <elementSet elementSetId="4">
            <name>PDF Text</name>
            <description/>
            <elementContainer>
              <element elementId="92">
                <name>Text</name>
                <description/>
                <elementTextContainer>
                  <elementText elementTextId="63932">
                    <text>Educação de usuários e competências informacionais

2:
~
=

S!mWrio
/Ibooroalde

:.

Ulll".lIi....

m.u.ltuI

Trabalho completo

CARACTERíSTICAS, DEMANDAS E PROCESSO DE BUSCA
INFORMACIONAL DO USUÁRIO DA ÁREA DA SAÚDE QUE
UTILIZA O SERViÇO DE PESQUISA BIBLIOGRÁFICA DA
BIBLIOTECA DO CAMPUS SAÚDE DA UFMG
Mariza Talim 1
1Especialista, Universidade Federal de Minas Gerais, Belo Horizonte, MG

Isabel Buccini 2
2Bibliotecária , Universidade Federal de Minas Gerais , Belo Horizonte, MG

Resumo
Os avanços tecnológicos têm gerado e disponibilizado um volume cada
vez maior de informações nas diversas áreas do conhecimento, exigindo dos
usuários o desenvolvimento de habilidades para facilitar a busca , recuperação,
seleção e uso da informação disponível. Isso torna-se ainda mais necessário
para os usuários da área da saúde, cujas bases de dados crescem
significativamente. No entanto, esses usuários apresentam dificuldades
percebidas pelo profissional da informação que os recebe no serviço de
pesquisa bibliográfica das bibliotecas. O objetivo deste trabalho é identificar as
demandas e dificuldades no processo de busca bibliográfica dos usuários da
área da saúde, que utilizam o serviço de pesquisa bibliográfica da biblioteca do
Campus Saúde da Universidade Federal de Minas Gerais, percebidas pela
bibliotecária do serviço de pesquisa bibliográfica dessa biblioteca. A
metodologia utilizou entrevistas semiestruturadas com uma bibliotecária , que
atendeu a esses usuários durante o ano de 2011, sobre a sua percepção das
demandas e processos de busca informacional desses usuários. As principais
demandas e dificuldades percebidas foram identificadas. Finalmente foram
apresentados recomendações para o profissional da informação para um
melhor atendimento das demandas dos usuários que utilizam o serviço de
pesquisa bibliográfica das bibliotecas universitárias.

Palavras-Chave:

Estudo de usuanos; Comportamento
Necessidades informacionais de usuários.

1611

informacional;

�Educação de usuários e competências informacionais

2:
~
=

S!mWrio
/Ibooroalde

:.

Ulll".lIi....

m.u.ltuI

Trabalho completo

Abstract
Technological advances have generated and made available an
increasing amount of information in various areas of knowledge, requiring users
to develop skills to facilitate search, retrieval, selection and use of information
available . This becomes even more necessary for users of health, whose
databases are growing significantly. However, these users have difficulties
perceived by information professionals that work in the bibliographic search
service of library. The objective of this study is to identify the demands and the
process of bibliographic search of health users, who use the bibliographic
search service of library of Campus Health in Federal University of Minas
Gerais, perceived by a librarian who works in this service. The methodology
used semi-structured interviews with a librarian, who attended these users
during the year 2011 , on her perception of the demands and processes of
information searching of these users. The main demands and perceived
difficulties were identified . Finally recommendations were presented for
information professionals to beUer meet the demands of users who use the
bibliographic search service of library.

Keywords: Information behavior; Information needs of users; User
studies.

1 Introdução
Os avanços tecnológicos têm gerado e disponibilizado rapidamente um
volume cada vez maior de informações nas diversas áreas do conhecimento.
Parte dessa produção, publicada em periódicos científicos nacionais e
internacionais, tem sua referência e resumo indexados e divulgados através de
bases de dados bibliográficas ou referenciais. Os usuários têm acesso à
produção científica utilizando várias tecnologias de recuperação eletrônica de
dados. No entanto, o alcance e a qualidade da informação recuperada requer o
planejamento de estratégias de busca específicas para cada base de dados.
Deste modo, entende-se que as habilidades na recuperação, seleção e uso das
informações destacam-se cada vez mais como necessárias para todos os
profissionais, particularmente para os profissionais da saúde.
Os estudos relacionados à saúde são imprescindíveis em toda e
qualquer sociedade. Sendo assim, ter informações atualizadas sobre seus
progressos é fundamental para a tomada de decisões de governantes e
profissionais ligados a essa área. Tendo em vista a popularização da Internet,
onde é possível encontrar uma gama enorme de informações acessíveis a
todos, é preciso ressaltar que nem todas são sempre confiáveis, pois muitas
vezes não passam pelo crivo de um profissional , de uma academia, de uma
pesquisa.

1612

�Educação de usuários e competências informacionais

2:
~
=

S!mWrio
/Ibooroalde

:.

Ulll".lIi....

m.u.ltuI

Trabalho completo

A confiabilidade é, portanto, uma das características mais importantes
de ciência , pois a distingue do conhecimento popular, não científico.
Para obter confiabilidade, além da utilização de uma rigorosa
metodologia científica para a geração do conhecimento, é importante
que os resultados obtidos pelas pesquisas de um cientista sejam
divulgados e submetidos ao julgamento de outros cientistas, seus
pares (MUELLER, 2000 , p.21) .

As bases de dados em saúde crescem significativamente. Além das
disponíveis gratuitamente via web temos também as disponíveis no Portal de
Periódicos CAPES. A sobrecarga informacional e a publicação de resultados
conflitantes de pesquisa em saúde podem até mesmo levar a dúvidas sobre
uma questão clínica.
Para Dias (2002) a realização da busca está diretamente relacionada ao
conhecimento dos usuários e, especialmente , no caso da informação
especializada, às complexas fontes de informação e seu acesso. A busca
presume conhecimento das estruturas, linguagens e outros elementos
essenciais da organização da informação. O domínio dessas habilidades em
níveis mais altos de eficiência pressupõe treinamento especializado e
experiência substancial. O volume de informação constante na literatura da
área da saúde exige habilidades de busca bastante complexas e o profissional,
não encontrando resposta satisfatória para sua pergunta, normalmente atribui o
fato à inexistência da mesma, quando a razão pode estar nos erros em sua
estratégia de busca . Vale ressaltar também que a estratégia de busca de
informação e a falta de tempo e de habilidades podem fazer com que
encontrem dados pouco relevantes para suas ações.
O profissional da informação pode ser visto como um mediador entre os
usuários e as fontes de conhecimento que eles utilizam, devendo atualizar-se
no uso dessas fontes durante o seu processo de trabalho (BARRETO, 1994;
CRESTANA, 2003; MARTiNEZ-SILVEIRA; ODDONE, 2007). Ele deve
acompanhar as mudanças no perfil dos usuários, que se tornam cada dia mais
exigentes quanto às necessidades informacionais. Com isso, pesquisar o
comportamento informacional dos usuários da área da saúde torna-se uma
prioridade para o profissional da informação que deseja contribuir para a
satisfação das expectativas da população por melhores programas de saúde.
Esse tem sido o objetivo do trabalho realizado a 16 anos junto aos
usuários da área da saúde que procuram o serviço de pesquisa bibliográfica da
Biblioteca do Campus Saúde da Universidade Federal de Minas Gerais. Para
isso, o profissional da informação deve manter-se atualizado sobre os recursos
de busca oferecidos nas interfaces das bases de dados da área da saúde.
Essa preparação, quase totalmente baseada na autoaprendizagem, tanto no
campo da Ciência da Informação quanto da Medicina, está de acordo com o
proposto por Florance, Giuse e Ketchell (2002 apud MARTiNEZ-SILVEIRA,
2005) para qualificar o profissional de informação que trabalha na área da
saúde . Os usuários atendidos apresentam demandas por informações que não
conseguiram obter por conta própria , ou que conseguiram, mas não têm
certeza de sua relevância ou abrangência. O atendimento nesses casos iniciase com uma entrevista informal para conhecer as características, as
necessidades e os processos já utilizados, para posteriormente ser montada
uma ou mais estratégias de busca para futura seleção das referências

1613

�Educação de usuários e competências informacionais

2:
~
=

S!mWrio
/Ibooroalde

:.

Ulll".lIi....

m.u.ltuI

Trabalho completo

recuperadas pelos usuários. Esse procedimento está de acordo com o que é
apresentado na literatura para o profissional da informação que trabalha com a
busca bibliográfica . Ele deve estar adequadamente preparado para trabalhar
em conjunto com o usuário solicitante da busca, dedicando a maior parte do
tempo e esforço na estruturação da estratégia de busca, antes da conexão com
o banco/base de dados (LOPES, 2002). Essa experiência mostra a importância
de se conhecer o comportamento informacional dos usuários a fim de atendêlos de maneira satisfatória.
Este trabalho pretende, portanto , sistematizar as observações feitas na
prática, através de uma pesquisa para identificar o comportamento
informacional dos usuários da área da saúde que procuram o serviço de
levantamento bibliográfico da Biblioteca do Campus Saúde da Universidade
Federal de Minas Gerais. O objetivo, primeiramente, foi identificar e
caracterizar esses usuários e, posteriormente, através de entrevistas com uma
bibliotecária que trabalha nesse serviço, foi identificar quais as principais
demandas e dificuldades na busca por informações.
Os resultados deste trabalho poderão trazer contribuições importantes,
tanto para a compreensão teórica da pesquisa sobre usuários, quanto para a
prática mais eficiente dos profissionais que atuam na mediação entre os
usuários e a informação.

3 Materiais e Métodos
No levantamento bibliográfico feito sobre o comportamento informacional
foram encontradas uma tese e três dissertações relacionadas a esse tema.
Elas foram utilizadas como referência básica para a elaboração deste trabalho
(FRANÇA, 2002; MAFRA-PEREIRA, 2011 ; MARTíNEZ-SILVEIRA, 2005 ;
RIBEIRO, 2002).
Desde a década de 80 houve uma mudança na ênfase das pesquisas no
campo da ciência da informação, que colocou o usuário no centro das
atenções, como o principal beneficiário dos recursos de automação na busca
de informação (FIGUEIREDO, 1994). A interação do usuário com as máquinas
e as bases de dados, as suas demandas por informações e dificuldades em
obtê-Ias e outras características e competências relacionadas à busca de
informações começaram a despertar o interesse e as pesquisas dos
profissionais da área . Os usuários, e não mais os artefatos, passaram a ser o
objeto de pesquisa, dando origem a uma série de estudos relacionados a eles
e às suas necessidades de informação.
O estudo de usuários caracteriza uma linha de pesquisa da ciência da
informação e pode ser assim definido:
Investigações que se fazem para saber o que os indivíduos precisam
em matéria de informação, ou então , para saber se as necessidades
de informação por parte dos usuários de uma biblioteca ou de centro
de informação estão sendo satisfeitas de maneira adequada
(FIGUEIREDO , 1994, p.7) .

O conceito de necessidade informacional definido por Wilson (1981 ,
apud MARTíNEZ-SILVEIRA; ODDONE, 2007) descreve uma experiência

1614

�Educação de usuários e competências informacionais

2:
~
=

S!mWrio
/Ibooroalde

:.

Ulll".lIi....

m.u.ltuI

Trabalho completo

subjetiva que ocorre apenas na mente de cada indivíduo, não sendo, portanto,
diretamente acessível ao observador. A necessidade só pode ser descoberta
por dedução, através do comportamento, ou por um ato de enunciação da
pessoa que a detém . Conforme o autor, a associação das palavras
"necessidade" e "informação" atribui à expressão resultante um significado de
necessidade básica, qualitativamente similar a outras necessidades humanas,
com as quais pode ser confundida. Entretanto, a literatura apresenta a seguinte
categorização das necessidades humanas, sob o enfoque da psicologia :
necessidades fisiológicas (como comer ou dormir), afetivas ou emocionais
(como dominar ou conquistar) e cognitivas (como planejar ou tomar decisões).
As necessidades fisiológicas correspondem às necessidades humanas
básicas. As necessidades afetivas são criadas a partir da estrutura da
personalidade, como por exemplo, as necessidades de aprovação ou
reconhecimento pelas pessoas com quem se convive. Já as necessidades
cognitivas são geradas, fundamentalmente, durante os processos de
planejamento, tomada de decisão e atuação na consecução de determinadas
tarefas e são satisfeitas por informações que reduzem a incerteza ou
modificam o estado do conhecimento do indivíduo. Na tentativa de satisfação
das necessidades cognitivas ou afetivas um indivíduo pode iniciar um processo
de busca informacional, não necessariamente de imediato, após a percepção
dessas necessidades.
As necessidades informacionais geralmente se originam de situações
relacionadas às atividades profissionais de cada indivíduo. Mas essas
necessidades não são constantes e podem ser influenciadas por vários fatores .
Algumas das variáveis que determinam ou dimensionam a necessidade de
informação são, por exemplo, (a) as relacionadas com fatores demográficos idade, profissão, especialização, estágio na carreira, localização geográfica; (b)
as relacionadas com o contexto - situação de necessidade específica,
premência interna ou externa; (c) as relacionadas com a frequência necessidade recorrente ou nova; (d) as relacionadas com a capacidade de
prevê-Ia - necessidade antecipada ou inesperada; (e) as relacionadas com a
importância - grau de urgência e (f) as relacionadas com a complexidade - de
fácil ou de difícil solução (LECKIE ; PETTIGREW; SYLVAIN , 1996 apud
MARTíNEZ-SILVEIRA; ODDONE, 2007).
Diferentemente das necessidades humanas básicas (como comer,
dormir, etc.) bem definidas e sentidas por todas as pessoas consideradas
biologicamente normais, as necessidades de informação são derivadas, isto é,
servem à realização de outras necessidades fundamentais. Nem sempre o
indivíduo está apto a reconhecer suas próprias necessidades de informação,
ou se as reconhece, pode não ser capaz de expressá-Ias. O conhecimento de
necessidades de informação permite compreender porque as pessoas se
envolvem num processo de busca por informação, ou seja, permite
compreender o seu comportamento informacional.
Comportamento informacional é todo comportamento humano
relacionado às fontes e canais de informação, incluindo a busca ativa e passiva
de informação e a sua utilização. Isso inclui a comunicação pessoal e
presencial, assim como a recepção passiva de informação, como a que é
transmitida ao público quando se assiste aos comerciais da televisão sem

1615

�2:
~

=

:.

Educação de usuários e competências informacionais
S!mWrio
/Ibooroalde
m.u.ltuI

Ulll".lIi....

Trabalho completo

qualquer intenção específica em relação à informação fornecida (WILSON,
2000 apud MARTíNEZ-SILVEIRA; ODDONE, 2007).
Embora o estudo de um grupo de usuários permita estabelecer certos
padrões quanto ao tipo de necessidades e comportamentos informacionais
daquele grupo, a busca de informação, no entanto, é influenciada por uma
série de fatores. Realizando uma revisão do processo de busca informacional
dos médicos, Gruppen (1990 , apud MARTíNEZ-SILVEIRA; ODDONE, 2007)
elencou os fatores que influenciam nessa busca : (a) características do médico;
(b) características da prática médica, ou seja , do trabalho ou especialidade e
(c) possibilidade de contato com colegas. Em relação às características do
médico, que podem ser idade, experiência e nível de especialização, percebese que os médicos mais jovens parecem fazer maior uso da literatura médica
que os mais velhos. Mais que os jovens, porém , os mais velhos utilizam mais
frequentemente informações de representantes da indústria farmacêutica e
preferem os cursos de educação continuada. Tais diferenças entre médicos
jovens e mais velhos, contudo, não parecem estar relacionadas à experiência ,
e sim ao treinamento, à realidade diferenciada de acesso, assim como à
familiaridade com vários tipos de fontes de informação. Essa familiaridade
refere-se mais especificamente aos recursos eletrônicos. Existe a expectativa
de que essas conclusões também se apliquem a outros profissionais da área
da saúde.

3 Revisão da Literatura
O trabalho realizado consiste na pesquisa de uma amostra de 416
usuários que utilizaram o serviço de pesquisa bibliográfica da Biblioteca do
Campus Saúde da Universidade Federal de Minas Gerais em 2011 . A
Biblioteca possui um acervo de mais de 50 mil títulos e é CENTRO
COOPERANTE do Sistema BIREME - Centro Latino Americano e do Caribe de
Informação em Ciências da Saúde/Rede Brasileira de Informação em Ciências
da Saúde, com a responsabilidade de coletar, analisar e processar a produção
científica da área de saúde, gerada em âmbito institucional, para alimentar as
bases de dados LlLACS - Literatura Latino Americana em Ciências da Saúde,
de responsabilidade da BIREME, e BDENF - Base de Dados em Enfermagem,
coordenada pela Escola de Enfermagem da UFMG e Centros Cooperantes
REDE BVS ENFERMAGEM. Está instalada em prédio próprio, com área de
3.182 m2 distribuídos em quatro andares, e atende, além do público externo à
universidade, os profissionais do Hospital das Clínicas da UFMG e os usuários
ligados aos cursos do campus saúde : medicina, enfermagem , fonoaudiologia ,
gestão de serviço de saúde, nutrição e tecnologia em radiologia.
No decorrer de 2011 o serviço de pesquisa bibliográfica atendeu 434
usuários, sendo 118 usuários externos à universidade. Entre os pertencentes
aos quadros da UFMG, 15 são professores, 39 alunos de doutorado, 118
alunos de mestrado, 45 alunos de especialização, 43 alunos de graduação e 56
funcionários e residentes.
No serviço de pesquisa bibliográfica trabalham duas bibliotecárias que
fazem o acesso às bases de dados da área da saúde com o intuito de buscar
as referências bibliográficas requeridas pelos usuários. O atendimento

1616

�Educação de usuários e competências informacionais

2:
~
=

S!mWrio
/Ibooroalde

:.

Ulll".lIi....

m.u.ltuI

Trabalho completo

geralmente é agendado e tem duração de uma a duas horas. Uma dessas
bibliotecárias é autora deste trabalho e sua experiência no atendimento aos
usuários será usada na análise e interpretação dos dados obtidos nas
entrevistas efetuadas com a outra bibliotecária do setor.
Foram feitas duas entrevistas, em dois dias, com duração média de uma
hora. Foi utilizada uma metodologia de entrevista semiestruturada com
algumas questões pré-determinadas, propostas para explicitar as respostas às
seguintes questões: "quais são as principais demandas informacionais dos
usuários percebidas por você durante o seu atendimento", e "quais são as
principais dificuldades percebidas por você e relatadas pelos usuários nos
processos de busca bibliográfica demandadas pelos usuários?".
Durante as entrevistas as pesquisadoras tomaram notas, resumindo as
falas que estavam relacionadas às questões propostas neste trabalho. A
escolha desse método de coleta de dados se deve à sua brevidade nos
procedimentos e facilidade da análise. Como uma das pesquisadoras também
trabalha no setor de pesquisa bibliográfica e conhece bem a rotina , as
demandas e as dificuldades dos usuários, essa experiência foi utilizada para
analisar e interpretar de maneira rápida as falas da entrevistada durante a
entrevista e anotar as conclusões assim obtidas, sempre conferindo com a
entrevistada o resultado dessas conclusões, a fim de certificar-se de estarem
corretas.

4 Resultados Parciais
A realização das entrevistas possibilitou a obtenção de informações
valiosas, ainda que parciais, para a compreensão das competências
informacionais dos usuários do serviço de pesquisa bibliográfica da Biblioteca
do Campus Saúde da Universidade Federal de Minas Gerais.
As demandas dos usuários percebidas pela bibliotecária entrevistada se
relacionam com a busca da informação e a segurança na abrangência dessa
busca . Eles se sentem mais seguros com o auxílio de uma profissional da
informação para elaborar uma estratégia de busca que recupere todos os
artigos relevantes ao seu tema. Alguns usuários têm interesse em aprender a
usar a interface de pesquisa , mas a maioria tem apenas conhecimentos
básicos e não faz a leitura do tutorial por falta de interesse ou tempo . Estes
demandam apenas o resultado da pesquisa e não o desenvolvimento de
habilidades para a busca de informação, como aqueles. Uma das autoras deste
trabalho, que também atende esses usuários, compartilha a mesma percepção.
Quanto às dificuldades no processo de busca bibliográfica a bibliotecária
entrevistada salientou que os usuários não utilizam uma estratégia elaborada
com descritores específicos, mas sim palavras-chave ou linguagem natural que
recuperam uma quantidade muito grande de referências que não são
relevantes ao seu tema. Muitos usuários, principalmente os da área de
enfermagem, têm pouco domínio da língua inglesa, o que dificulta a utilização
das bases de dados. Outra dificuldade mencionada está relacionada à falta de
tempo livre para realizar essas pesquisas. Uma das autoras deste trabalho
corrobora essas falas com a sua experiência no atendimento desses usuários.
Esses resultados estão de acordo com outros trabalhos que
pesquisaram a competência informacional de usuários e profissionais da

1617

�Educação de usuários e competências informacionais

2:
~
=

S!mWrio
/Ibooroalde

:.

Ulll".lIi....

m.u.ltuI

Trabalho completo

informação (BERAQUET; CIOL, 2010; FRANÇA, 2002 ; MALERBO, 2011;
RIBEIRO, 2002). Esses trabalhos, no entanto, não tiveram a mesma
abrangência desta pesquisa, que incluiu profissionais de várias áreas da
saúde .

5 Considerações Finais
Os usuários que utilizam o serviço de pesquisa bibliográfica da
Biblioteca do Campus Saúde da UFMG demandam um atendimento individual ,
o que exige do profissional de informação uma atualização constante no uso
das bases de dados da área da saúde . Esse tipo de formação não é suprido
normalmente pelos cursos de Biblioteconomia ou de Ciência de Informação. Os
profissionais que não têm essa formação devem obtê-Ia por sua própria
iniciativa através do estudo de tutoriais e da participação em cursos específicos
para cada base. Esse foi o caminho realizado pelas autoras deste artigo.
Recomenda-se a inclusão de disciplinas específicas sobre pesquisa
bibliográfica nas várias bases de dados nos cursos de formação dos
profissionais de informação.
Alguns usuários manifestaram interesse na aprendizagem do uso das
bases de dados da área da saúde. A inclusão de disciplinas optativas ou de
minicursos sobre o uso dessas bases poderia suprir essa necessidade.
Uma das principais dificuldades percebidas no processo de busca da
informação pelos usuários foi o uso de palavras-chave ou de linguagem
natural. Isso exige do profissional de informação o uso de estratégias
específicas, tais como uma entrevista cuidadosa com os usuários a fim de
identificar quais suas reais necessidades informacionais, para assim
transcrevê-Ias em descritores apropriados e autorizados para a montagem de
estratégias de buscas eficientes e eficazes. O profissional da informação que
atende esses usuários deve ter uma capacitação para realizar essa atividade
com competência . Isso implica em uma formação profissional obtida durante a
sua prática com a ajuda de profissionais da área de informação experientes
nesse trabalho e também na obtenção de conhecimento dos conteúdos da área
da saúde, de acordo com a proposta de Florance, Giuse e Ketchell (2002, apud
MARTíNEZ-SILVEIRA, 2005).
Este trabalho deixa algumas perguntas sem respostas, que precisariam
de novas pesquisas. As dificuldades e demandas dos usuários foram obtidas
através da percepção das bibliotecárias que os atende no serviço de busca
bibliográfica . Uma possível extensão deste trabalho seria realizar uma pesquisa
de survey, através de questionários construídos para obter diretamente dos
próprios usuários as informações requeridas, e uma entrevista com uma
amostra pequena, mas representativa desses usuários.

1618

�2:
~

=

:.

Educação de usuários e competências informacionais
S!mWrio
/Ibooroalde
m.u.ltuI

Ulll".lIi....

Trabalho completo

6 Referências
BARRETO, AA A questão da informação. São Paulo em Perspectiva, São
Paulo, v.8, n.4, p.3-8, 1994.
BERAQUET, V.S.M.; CIOL, R. Atuação do bibliotecário em ambientes não
tradicionais: o campo da saúde. Pesquisa Brasileira em Ciência da
Informação, Brasília , v.3, n.1, p.127-137, 2010.
CRESTANA, M.F. Bibliotecários da área médica: o discurso a respeito da
profissão. Perspectiva em Ciência da Informação, Belo Horizonte, v.8, n.2,
p.134-149,2003.
DIAS, E.W. Ensino e pesquisa em Ciência da Informação. DataGramaZero Revista de Ciência da Informação, Rio de Janeiro, v.3, n.5, 2002. Disponível
em : &lt;http://www.dgz.org .br/out02/F_I_art.htm&gt;. Acesso em: 20 mar. 2012.
FIGUEIREDO, N.M. Estudo de uso e usuários da informação. Brasília :
IBICT, 1994. 154p.
FRANÇA, L.D.B. O comportamento informacional dos profissionais
médicos e enfermeiros do Programa Saúde da Família (PSF) - Sistema
Único de Saúde (SUS). 2002. 160f. Dissertação (Mestrado em Ciência da
Informação) - Escola de Ciência da Informação, Universidade Federal de Minas
Gerais, Belo Horizonte, 2002.
LOPES, I.L. Estratégia de busca na recuperação da informação: revisão da
literatura. Ciência da Informação, Brasília , v.31, n.2, p.60-71 , 2002.
MAFRA-PEREIRA, F.C. Comportamento informacional na tomada de
decisão: proposta de modelo integrativo. 2011 . 231f. Tese (Doutorado em
Ciência da Informação) - Escola de Ciência da Informação, Universidade
Federal de Minas Gerais, Belo Horizonte, 2011 .
MALERBO, M.B. A aprendizagem da busca bibliográfica pelo estudante de
graduação em enfermagem . 2011. Dissertação (Mestrado em Enfermagem
Fundamental) - Escola de Enfermagem de Ribeirão Preto, Universidade de São
Paulo, Ribeirão Preto, 2011. Disponível em : &lt;http://www.teses.usp.br/teses/
disponiveis/22/22132/tde-30112011-084113/&gt;. Acesso em: 2012-04-29.
MARTíNEZ-SILVEIRA, M.S. A informação científica na prática médica:
estudo do comportamento do médico-residente. 2005. 184f. Dissertação
(Mestrado em Ciência da Informação) - Instituto de Ciência da Informação,
Universidade Federal da Bahia, Salvador, 2005.

1619

�Educação de usuários e competências informacionais

2:
~
=

S!mWrio
/Ibooroalde

:.

Ulll".lIi....

m.u.ltuI

Trabalho completo

MARTíNEZ-SILVEIRA, M.; ODDONE , N. Necessidades e comportamento
informacional: conceituação e modelos. Ciência da Informação, Brasília, v.36,
n.1, p.118-127, 2007.
MUELLER, S.P.M . A ciência, o sistema de comunicação científica e a literatura
científica. In: CAMPELLO, B.; CENDÓN, BV. ; KREMER, J.M. Fontes de
informação para pesquisadores e profissionais. Belo Horizonte: Ed. UFMG,
2000. cap.1, p.21-34.
RIBEIRO, J.LV. O usuano do sistema de informação hospitalar:
necessidades e usos no contexto da informação. 2002. 134f. Dissertação
(Mestrado em Ciência da Informação) - Escola de Ciência da Informação,
Universidade Federal de Minas Gerais, Belo Horizonte, 2002.

1620

�</text>
                  </elementText>
                </elementTextContainer>
              </element>
            </elementContainer>
          </elementSet>
        </elementSetContainer>
      </file>
    </fileContainer>
    <collection collectionId="49">
      <elementSetContainer>
        <elementSet elementSetId="1">
          <name>Dublin Core</name>
          <description>The Dublin Core metadata element set is common to all Omeka records, including items, files, and collections. For more information see, http://dublincore.org/documents/dces/.</description>
          <elementContainer>
            <element elementId="50">
              <name>Title</name>
              <description>A name given to the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51396">
                  <text>SNBU - Edição: 17 - Ano: 2012 (UFRGS - Gramado/RS)</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="49">
              <name>Subject</name>
              <description>The topic of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51397">
                  <text>Biblioteconomia&#13;
Documentação&#13;
Ciência da Informação&#13;
Bibliotecas Universitárias</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="41">
              <name>Description</name>
              <description>An account of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51398">
                  <text>Tema: A biblioteca universitária como laboratório na sociedade da informação.</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="39">
              <name>Creator</name>
              <description>An entity primarily responsible for making the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51399">
                  <text>SNBU - Seminário Nacional de Bibliotecas Universitárias</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="45">
              <name>Publisher</name>
              <description>An entity responsible for making the resource available</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51400">
                  <text>UFRGS</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="40">
              <name>Date</name>
              <description>A point or period of time associated with an event in the lifecycle of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51401">
                  <text>2012</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="44">
              <name>Language</name>
              <description>A language of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51402">
                  <text>Português</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="51">
              <name>Type</name>
              <description>The nature or genre of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51403">
                  <text>Evento</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="38">
              <name>Coverage</name>
              <description>The spatial or temporal topic of the resource, the spatial applicability of the resource, or the jurisdiction under which the resource is relevant</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51404">
                  <text>Gramado (Rio Grande do Sul)</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
          </elementContainer>
        </elementSet>
      </elementSetContainer>
    </collection>
    <itemType itemTypeId="8">
      <name>Event</name>
      <description>A non-persistent, time-based occurrence. Metadata for an event provides descriptive information that is the basis for discovery of the purpose, location, duration, and responsible agents associated with an event. Examples include an exhibition, webcast, conference, workshop, open day, performance, battle, trial, wedding, tea party, conflagration.</description>
    </itemType>
    <elementSetContainer>
      <elementSet elementSetId="1">
        <name>Dublin Core</name>
        <description>The Dublin Core metadata element set is common to all Omeka records, including items, files, and collections. For more information see, http://dublincore.org/documents/dces/.</description>
        <elementContainer>
          <element elementId="50">
            <name>Title</name>
            <description>A name given to the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="63924">
                <text>Características, demandas e processo de busca informacional do usuário da área da saúde que utiliza o serviço de pesquisa bibliográfica da Biblioteca do Campus Saúde da UFMG.</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="39">
            <name>Creator</name>
            <description>An entity primarily responsible for making the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="63925">
                <text>Tallim, Mariza; Buccini, Isabel</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="38">
            <name>Coverage</name>
            <description>The spatial or temporal topic of the resource, the spatial applicability of the resource, or the jurisdiction under which the resource is relevant</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="63926">
                <text>Gramado (Rio Grande do Sul)</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="45">
            <name>Publisher</name>
            <description>An entity responsible for making the resource available</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="63927">
                <text>UFRGS</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="40">
            <name>Date</name>
            <description>A point or period of time associated with an event in the lifecycle of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="63928">
                <text>2012</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="51">
            <name>Type</name>
            <description>The nature or genre of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="63930">
                <text>Evento</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="41">
            <name>Description</name>
            <description>An account of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="63931">
                <text>Os avanços tecnológicos têm gerado e disponibilizado um volume cada vez maior de informações nas diversas áreas do conhecimento, exigindo dos usuários o desenvolvimento de habilidades para facilitar a busca, recuperação, seleção e uso da informação disponível. Isso torna-se ainda mais necessário para os usuários da área da saúde, cujas bases de dados crescem significativamente. No entanto, esses usuários apresentam dificuldades percebidas pelo profissional da informação que os recebe no serviço de pesquisa bibliográfica das bibliotecas. O objetivo deste trabalho é identificar as demandas e dificuldades no processo de busca bibliográfica dos usuários da área da saúde, que utilizam o serviço de pesquisa bibliográfica da biblioteca do Campus Saúde da Universidade Federal de Minas Gerais, percebidas pela bibliotecária do serviço de pesquisa bibliográfica dessa biblioteca. A metodologia utilizou entrevistas semiestruturadas com uma bibliotecária, que atendeu a esses usuários durante o ano de 2011, sobre a sua percepção das demandas e processos de busca informacional desses usuários. As principais demandas e dificuldades percebidas foram identificadas. Finalmente foram apresentados recomendações para o profissional da informação para um melhor atendimento das demandas dos usuários que utilizam o serviço de pesquisa bibliográfica das bibliotecas universitárias.</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="44">
            <name>Language</name>
            <description>A language of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="69505">
                <text>pt</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
        </elementContainer>
      </elementSet>
    </elementSetContainer>
  </item>
  <item itemId="6005" public="1" featured="0">
    <fileContainer>
      <file fileId="5069">
        <src>http://repositorio.febab.org.br/files/original/49/6005/SNBU2012_144.pdf</src>
        <authentication>36bdc7fd57bf8a0487cac9a94f51a266</authentication>
        <elementSetContainer>
          <elementSet elementSetId="4">
            <name>PDF Text</name>
            <description/>
            <elementContainer>
              <element elementId="92">
                <name>Text</name>
                <description/>
                <elementTextContainer>
                  <elementText elementTextId="63923">
                    <text>51
~

=

Stminlrio

Educação de usuários e competências informacionais

~.

==.s

Trabalho completo

SERViÇOS DA BIBLIOTECA NA WEB 2.0 : UM ESTUDO DE CASO
DOS TUTORIAIS EM VíDEO DA UNIVERSIDADE DE CAXIAS DO SUL
NO SITE YOUTUBE.COM
Diego Fabrízio Kroth" Marcelo Votto Teixeira2, Marcos Leandro Freitas
Hübner3
1 Bacharel

em Biblioteconomia pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul - UFRGS,
Universidade de Caxias do Sul, Rio Grande do Sul.
2Bacharel em Biblioteconomia pela Fundação Universidade do Rio Grande - FURG, Especialista em
Didática e Metodologia para o Ensino Superior pela Universidade Anhanguera Educacional,
Universidade de Caxias do Sul, Rio Grande do Sul.
3Bacharel em Biblioteconomia pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul - UFRGS,
Especialista em Gestão de Recursos Humanos pela Universidade de Caxias do Sul, Mestrando em
Educação pela Universidade de Caxias do Sul, Universidade de Caxias do Sul , Rio Grande do Sul.

Resumo
Neste estudo de caso são apresentados os principais processos envolvidos na
disponibilização de tutoriais em formato de vídeo pelo Sistema de Bibliotecas da
Universidade de Caxias do Sul. Apresentam-se os contrastes existentes entre
tutoriais estáticos e tutoriais em vídeo, a autonomia fornecida por estes tutoriais aos
usuários e as decorrentes alterações nos treinamentos realizados pela biblioteca .
Valendo-se de embasamentos teóricos, são discutidos os detalhes envolvidos no
processo de formulação dos tutoriais, edição dos vídeos e a disponibilização na web.
Os autores elucidam os motivos que os levaram a escolha do software Camtasia
Studio para a edição dos tutoriais, bem como, a decisão de disponibilizá-los no site
de compartilhamento de vídeos Youtube. São listados os tutoriais já disponibilizados
na web e relatado os impactos e a reformulação da imagem da biblioteca, perante a
comunidade acadêmica, obtidos a partir deste novo serviço.

Palavras-Chave:
Tutoriais em vídeo; Web. 2.0; Youtube; Biblioteca universitária; Sistema de
Bibliotecas da Universidade de Caxias do Sul.

Abstract
In this case of study the main processes involved in videos tutoriais available through
Libraries System of Caxias do Sul University are presented . Presents contrasts
between statics tutoriais and video tutorial , the autonomy given by these tutoriais to
users and the resulting changes in training conducted by the library. Drawing on the
theoretical basis, details involving in the process of formulation of tutoriais, videos

1596

�ã

_

Educação de usuários e competências informacionais

S\!rMniriQ

~

~dc

~

IibIIot_
U""l'I'lru,ri.

...."'._....

'"

Trabalho completo

editing and availability on the web are debated. The authors elucidate the reasons
why they have chosen Camtasia Studio software to tutorial edition , as well as the
decision to make them available on the website Youtube. Tutoriais already available
on the web are listed and it is reported their impact and the reformulation of library's
image before the academic community obtained after this new service.

Keywords:
Video tutoriais; Web. 2.0; Youtube; University Library; Libraries System of
Caxias do Sul University.

1 Introdução
Atualmente, é muito comum aos bibliotecários ministrarem oficinas e/ou
treinamentos sobre os principais serviços oferecidos nas bibliotecas universitárias. O
treinamento de usuários ocorre, geralmente, no próprio espaço físico das bibliotecas
que, por vezes, não possuem recursos humanos e estrutura física para uma alta
demanda de usuários.
Por esse motivo, a escolha por mídias que permitam o acesso às informações
ministradas nas oficinas torna-se necessária. Muitas vezes, ao apresentar os
serviços oferecidos pela biblioteca, os bibliotecários geram novas dúvidas e deixam
de sanar o desconhecimento sobre a biblioteca. A utilização de tutorais é um
complemento na tentativa de prestar esclarecimentos e facilitar o acesso de toda a
comunidade acadêmica aos serviços prestados pelas bibliotecas universitárias.
O Sistema de Bibliotecas da Universidade de Caxias do Sul (UCS) vem
desenvolvendo, desde 2011, seus tutoriais em formato de vídeo. A escolha pelo
suporte para os tutoriais ser em vídeo ocorreu a partir das dificuldades cotidianas
encontradas pelos usuários nos tutoriais estáticos disponibilizados pelo sistema de
biblioteca. Para Daniela Oliveira (2009) os tutoriais auxiliados por computador
possuem as seguintes vantagens:
a) os tutoriais ficam disponíveis o tempo todo, permitindo mais flexibilidade
ao aluno, que pode cursá-los no local que achar conveniente e a
qualquer hora;
b) os tutoriais podem ser seguidos no ritmo adequado a cada aluno em
função, por exemplo, de sua capacidade, experiência anterior e nível de
profundidade desejado;
c) os profissionais encarregados do treinamento ficam com mais tempo
disponível para outras tarefas, como por exemplo o atendimento
personalizado aos usuários.
Outra vantagem percebida é a reformulação da imagem da biblioteca perante
a comunidade, que passa a ver esta instituição como um centro de informação
atualizada e que está constantemente se renovando e disponibilizando novos

1597

�Educação de usuários e competências informacionais

~ NIooNIdc
~

=
=
u..ioo ...

IibIIttecu

Trabalho completo

,11MIs

serviços e não como um depósito de livros e pessoas, estática e falecida de vigor
para atender a demanda universitária. Conforme a UNESCO (1999, p. 647),
Uma Biblioteca não é mais simplesmente um lugar onde se coletam ,
catalogam e conservam permanentemente obras e outros impressos que
interessam ao ensino e à pesquisa . Ela é, cada vez mais, um centro
nervoso que assegura , entre os provedores e os usuários da informação,
interações que condicionam amplamente a aprendizagem , a pesquisa e o
ensino modernos.

Além disso, a imagem em vídeo é uma ferramenta dinâmica que permite uma
fácil assimilação pelo perfil de usuários existentes nas universidades, uma vez que
estes usuários estão, na sua grande maioria, habituados com a utilização e
interação com os serviços da Web 2.0.
Sendo assim, o presente trabalho visa apresentar os caminhos adotados pela
equipe de bibliotecários da Universidade de Caxias do Sul no desenvolvimento,
aplicação e disponibilização de tutoriais em vídeo na web dos serviços oferecidos
pelo Sistema de Bibliotecas. Também será abordado o impacto e as reformulações
na visão dos usuários sobre a instituição biblioteca.

2 Revisão de Literatura

o embasamento teórico para o desenvolvimento do projeto e também deste
artigo deu-se sobre quatro pilares estruturais, sendo eles:
a) Bibliotecas universitárias;
b) Serviços de referência em bibliotecas;
c) Web 2.0;
d) Sites de compartilhamento de vídeos.
A Biblioteca Universitária constitui-se em um ambiente de apoio às atividades
de ensino, pesquisa e extensão e apresenta um relevante papel na formação
acadêmica ao contribuir para a inserção do estudante no universo da pesquisa,
através do desenvolvimento de atividades de mediação junto aos usuários na busca
pela informação e na transformação desta em conhecimento.
A pesquisa acadêmica encontra na biblioteca o seu alicerce. Não há pesquisa
sem consulta exaustiva às mais variadas fontes de informação as quais são
disponibilizadas, na sua maioria, pelas bibliotecas. Para que uma pesquisa obtenha
êxito, é necessário o acesso a fontes confiáveis de informação. Atualmente, ter
acesso a informações é relativamente fácil, entretanto, nem todas as fontes são
verídicas e de cunho científico. As Bibliotecas dão garantia ao pesquisador de que
as informações disponibilizadas por elas provêm de fontes seguras. Sendo assim,
Pérez Rodrígues (2008, tradução nossa) afirma que a Biblioteca é o motor propulsor
da produção científico-universitária .
Um grande desafio que se impôs às bibliotecas universitárias nas últimas
décadas foi adequar-se às novas tecnologias da informação. Nos dias de hoje, não

1598

�Educação de usuários e competências informacionais

ail

-

=:

1iI......r~

=

NaootIIl ck

IiWiot_

Trabalho completo

se concebe uma Biblioteca sem acesso ao universo digital. Conforme Almada e
Blattmann (2006), a Biblioteca Universitária deve desenvolver e aprimorar as
competências necessárias para sobreviver na sociedade da informação, na qual o
uso intensificado de tecnologias da informação e comunicação são uma constante.
A segunda geração da web, amplamente conhecida como web 2.0, surgiu no
início do século XXI e trouxe, juntamente com a já difundida Internet, uma revolução
na interação usuário-web. É interessante a posição de Jesus e Cunha (2012 , p. 112113) ao apresentarem a denominação da web 2.0:
Desde a sua eclosão, em meados de 2004, a segunda geração de
aplicações da web ou web 2.0 , tem se consolidado como algo presente
constantemente na vida das pessoas. Muitos ainda acreditam que essa
denominação seja algo apenas comercial , que web 2.0 é apenas a evolução
natural da web e que classificá-Ias em fases ou gerações nada mais é do
que estratégias de marketing . Porém , estrategicamente ou não, e no
cotidiano de todos , mesmo daqueles que ainda não se deram conta disso.

Quanto à interação usuário-web, ainda em Jesus e Cunha (2012, p. 113), os
mesmos a definem precisamente ao citarem que as ações de um usuário na web 2.0
são basicamente criar, participar e compartilhar materiais na rede. Sendo assim, a
existência da web 2.0 é fundamental para interação entre bibliotecas e seus usuários
através da rede mundial de computadores.
Dessa forma, nas ações de criar e compartilhar é que estão as possibilidades
das bibliotecas disponibilizarem seus serviços de referência na web. Destacamos a
análise histórica de Piccolo (2006, p. 59) sobre o desenvolvimento, por parte das
bibliotecas, de tutoriais via web:
No final da década de 1990 foram várias as universidades americanas que
desenvolveram e implementaram seus próprios tutoriais via web . Nos
últimos anos da década de 1990 e nos primeiros da década de 2000, foram
publicados muitos artigos apresentando estes tutoriais. Nos anos mais
recentes têm sido publicados vários artigos avaliando o impacto dos tutoriais
nos alunos e tentando medir a eficácia desse tipo de treinamento.

Outro ponto pertinente sobre a relação usuário-web, e neste caso
especificamente o usuário universitário, é descrito por Calheiros (2009, p. 53):
A utilização da internet como recurso ou ferramenta educacional tem
avançado de forma significativa na realidade das instituições de ensino
superior, sejam elas públicas ou privadas. As TIC têm sido utilizadas nas
mais variadas formas nas IES. Todavia, esses recursos não podem ser
introduzidos no processo educacional como mais um recurso da nova
tecnologia , sem que façam estudos mais aprofundados considerando as
características próprias e as mudanças que sua utilização poderia estar
provocando nas IES.

Todavia, ao partir para um novo suporte para a prática do serviço de
referência , devemos fazer uma breve reflexão acerca desta prática. Para isso,
citamos Grogan (2001, p.16) ao afirmar que "naturalmente, o serviço de referência

1599

�Educação de usuários e competências informacionais
i

XmWrig

aIi

~de

~ =::~

Trabalho completo

em seu sentido mais amplo geralmente inclui tanto as funções informacionais (isto é,
trabalho de referência) quanto as funções instrucionais".
Esta reflexão nos leva ao pressuposto de que a instrução sobre a utilização
de ferramentas e serviços de uma biblioteca está sim alocada ao setor de referência .
E, como é impossível termos um bibliotecário para cada usuário, 24 horas por dia,
torna-se necessário mecanismos para atendimento em outros suportes.

3 Materiais e Métodos
Inicialmente teve-se a proposta de proporcionar aos usuanos uma maior
autonomia no uso dos recursos online disponibilizados pela universidade, que se
resumiam a disponibilizar à comunidade acadêmica tutoriais em vídeo, de fácil
compreensão, nos quais poder-se-ia prestar, em horário integral, serviço de
referência ao nosso usuário.
O pressuposto de oferecer os tutoriais em formato de vídeo ganhou
embasamento a partir das palavras de Mestre (2012) ao citar que os usuários
preferem os tutoriais em vídeo por, diferentemente dos tutoriais em imagens,
oferecerem vários modos de apresentação (visual, texto e sonora).
Além disso, os tutoriais em vídeo, disponibilizados em uma plataforma de
compartilhamento de vídeo, permitem ao usuário interatividade para elogiar, criticar,
sugerir ou até mesmo compartilhar o tutorial com outros colegas. Com os tutoriais
em vídeo, o usuário não está mais limitado a acessar unicamente o site da
biblioteca , o que é muito comum entre os tutoriais disponibilizados pelas bibliotecas
universitárias brasileiras.
A fim de efetivar o oferecimento dos tutoriais em vídeo e em uma plataforma
de compartilhamento online, percebeu-se a necessidade das seguintes ferramentas:
a) software para edição de vídeos;
b) conhecimento sobre elaboração de tutoriais;
c) ferramenta online para hospedagem de vídeos.
3.1 Edição de vídeos
Inicialmente, notou-se a dificuldade, por parte da equipe de bibliotecários,
devido à falta de conhecimento técnico para a edição dos vídeos. A solução foi
buscar na literatura e em fóruns na internet, alternativas viáveis para a instituição e
que tivessem interfaces amigáveis para a edição.
Sendo assim, em uma primeira etapa foram realizados testes com alguns
softwares de edição de vídeo, escolhidos com base na opinião de profissionais
familiarizados com edição de vídeo e também em listas e rankings na internet, onde
destacamos os seguintes softwares:

1600

�i!

Stmórlirio

~

H.oot'IIIdC'

= ::::=..

Educação de usuários e competências informacionais
Trabalho completo

a) Camtasia Studio (software pago);
b) Windows MoveMaker (gratuito);
c) Adobe Premiere (software pago) ;
d) Vegas Movie Studio (software pago) .
A avaliação do software foi feito a partir da relação custo x benefício oferecido
pelos editores analisados. Ao verificar os benefícios do software, foram analisados
os seguintes serviços:
a) Qualidade na captura de tela;
b) Possibilidade de inserção de textos (legendas);
c) Utilização de elementos gráficos para apontamentos (destaques de texto
ou áreas no vídeo);
d) Movimento da tela (zoom);
e)Áudio (narração) ;
f) Exportação em um formato de vídeo de comum uso (.wma, .mp4 ou
.avi).

o software escolhido para o desenvolvimento dos tutoriais foi o Camtasia
Studio, de propriedade da empresa TechSmith Corporation. O motivo da escolha
deu-se pela qualidade da captura de tela (sendo o Windows Move Maker o único,
dos avaliados, a não realizar este serviço), interface amigável e o valor da licença de
uso mais acessível em relação aos concorrentes.

Figura 1 - Tela de abertura do software Camtasia Studio
Fonte: TechSmith Corporation

1601

�~

Sefnirlitio

~

~de

= :::::..

Educação de usuários e competências informacionais
Trabalho completo

3.2 Elaboração de tutoriais
Os tutoriais foram elaborados com o objetivo de serem intuitivos e seguirem a
lógica racional de navegabilidade por parte de um usuário não familiarizado com a
web. De acordo com Zhang (2006, p.297), a estruturação do tutorial dentro de uma
lógica baseia-se no princípio de que "planejamento adequado e organização lógica
dos fatores acabará por ajudar os estudantes a compreender melhor as
informações". (tradução nossa)
Desta forma , após a seleção do tema abordado no tutorial, a primeira etapa
da criação é a elaboração de um roteiro com a atividade que será gravada na tela.
Os tutoriais em vídeo possuem uma estrutura divida em três partes:
a) a abertura e apresentação institucional que padroniza os tutoriais (em
torno de 20 segundos) ;
b) o tutorial propriamente dito, com o conteúdo a ser apresentado (o tempo
varia conforme o serviço);
c) um encerramento padrão com os créditos pela edição e o logo da
instituição (10 segundos);
Nos primeiros vídeos a abertura utilizada era elaborada pela equipe da
biblioteca, mas a partir do terceiro tutorial, o Sistema de Bibliotecas em parceria com
a equipe de edição e produção do canal de televisão da universidade, elaborou uma
vinheta padrão para as aberturas dos tutoriais. Esta vinheta colaborou para a
"profissionalização" do tutorial perante a comunidade universitária.
Na elaboração houve a preocupação com acessibilidade, pois todos os
tutoriais são audio-visuais, incluindo legendas. As legendas estão localizadas na
base do vídeo, destacadas em fonte sem serifa, com corpo equivalente a arial 14, na
cor branca em um fundo preto, nunca se sobrepondo ao conteúdo. Cada segmento
de legendas contém, no máximo, três linhas de texto que podem ocupar toda a
largura da tela, ficando visível durante o tempo da narração do mesmo trecho de
texto .
A parte informativa do tutorial possui uma introdução na qual é feita uma
breve abordagem do assunto que será tratado no vídeo, informando pré requisitos
para a utilização do recurso ou serviço, como tutoriais anteriores que devem ser
assistidos. Essa introdução tem a função de indicar ao usuário onde ele deve
começar, que recursos/ferramentas utilizar e outros temas relacionados.
Alguns detalhes foram levados em consideração na apresentação do
conteúdo do tutorial , como a preocupação com o tempo de duração e a qualidade do
vídeo (resolução da imagem) .
A qualidade do vídeo é importante porque o tutorial deverá ter a mesma
proporção em telas de tamanhos diferentes. Por esse motivo a resolução escolhida
foi de 720 pixel de altura ou HO (High Oefinition) .
No que se refere ao tempo do vídeo, o tutorial deve manter uma relação entre
velocidade e compreensão do conteúdo, evitando ser cansativo por ser longo e

1602

�Educação de usuários e competências informacionais
;!:
~

=
i:i

_OI

Setnônirio
~dC'

JiWiM_
Ullift' 5!1j,!a

Trabalho completo

"'~ ._"'"

incompreensível por ser muito rápido e denso de um ponto de vista da quantidade
de informação.
Durante o vídeo são utilizados diversos recursos para atrair a atenção do
usuário:
a) realce do ponteiro do mouse com uma cor em contraste com a imagem
na tela (Figura 2) ;

['

Sd.a._fo......

Figura 2 - Realce no ponteiro do mouse.
Fonte: material elaborado pelos autores

b) Call outs, que são intervenções animadas para destacar algum ponto da
tela , com setas, círculos, retângulos, entre outros (Figura 3) ;

Seção
Emprestado

Emprestado

19/ 06/ 2011
1 :5 :13

Figura 3 - Utilização de Call outs em um tutorial em vídeo.
Fonte: material elaborado pelos autores

c) Picture-to-picture, que consiste da inserção de uma imagem ou vídeo em
destaque sobre uma imagem ou vídeo de fundo;
d) Zoom e Panorâmica, que permitem mostrar em destaque uma área
específica do vídeo, sem necessidade de cortes, podendo gerar
movimentos laterias do vídeo .
Para que os tutoriais fossem sonoramente atrativos foi incluído uma trilha
sonora padrão do software como som ambiente, com apenas 12 % do volume total
da narração. Esta trilha serve para preencher o tempo do vídeo onde não existe
narração, evitando o silêncio e, desta forma, estimulando o usuário a assistir o
tutorial completamente, ao invés de ir diretamente a partes específicas, o que
poderia fazer com que informações importantes do tutorial passassem
despercebidas.
3.3 Hospedagem de vídeos na internet
Após a escolha do suporte e formato para os tutoriais, a definição dos passos
e atributos para cada tutorial, precisou-se definir a plataforma onde seriam
disponibilizados os tutoriais.
Inicialmente, tratou-se da possibilidade de disponibilizar os tutoriais em um
formato transmitido diretamente do site da biblioteca . Contudo, este serviço

1603

�I_" "_,
~

NacionIIdc

~

Ii~Kü

...

.,...... li .... 1OI

Educação de usuários e competências informacionais

. .... ..

Trabalho completo

restringiria o acesso e não permitiria o compartilhamento de informações entre os
nossos usuários.
Por isso, definiu-se que os tutoriais seriam disponibilizados em um site de
compartilhamento de vídeos. Este site deveria ser amplamente conhecido pela
comunidade acadêmica, além de possuir um imagem confiável e segura, para
agregar valor a imagem da Universidade de Caxias do Sul.
Quanto aos sites de compartilhamento de vídeo, percebeu-se a existência de
diversos serviços, mas para otimização do tempo de avaliação, analisamos os
seguintes:
a)

Dailymotion &lt;http://www.dailymotion.com&gt;: site francês , online desde
2005. Possui interface em português e permite o armazenamento de
vídeos com no máximo 2 GB (gigabytes) de tamanho, além do limite de
resolução ser de 720p . O Dailymotion trabalha com grupos de
compartilhamento, ou seja , é possível seguir grupos que postam vídeos
sobre assuntos específicos, como no caso a biblioteca .
b)

YouTube &lt;http://www.youtube.com&gt; : o maior site de compartilhamento
de vídeo do mundo. Foi desenvolvido por três funcionários da empresa
norteamericana de pagamento online PayPal , em fevereiro de 2005 .
Em 2006 foi comprado pela Google Inc. por 1,65 bilhões dólares e
agora opera como uma das subsidiárias.
Sobre o Youtube cabe aqui uma citação de Oliveira (2009, p.38-39) que diz:
Dados sobre o Youtube provocam reflexão: desde seu início, mais de 78
milhões de vídeos foram disponibilizados em seus domínios. Ao fazer as
contas, cerca de nove mil horas de conteúdo são publicadas no site
diariamente - são 240 mil vídeos, de em média três minutos , publicados
todos os dias. Ao pensarmos novamente na televisão , seria o equivalente a
ter quase 400 canais de TV com programação 24 horas por dia, nos sete
dias da semana . Por conta de todo esse volume, o Youtube é líder no
segmento.

Quanto aos serviços, o Youtube permite a criação de canais, onde o
administrador do canal poderá inserir os seus vídeos conforme sua vontade . Aos
usuários, há possibilidade de assinar o canal e receber informativos via email de
novos vídeos publicados.
c) Vimeo &lt;http://www.vimeo.com&gt; : O Vimeo foi desenvolvido em 2004,
nos Estados Unidos. Tornou-se mundialmente conhecido a partir da
sua política de compartilhamento de vídeos, que não permite ao
usuano
publicar vídeos comerciais, de jogos eletrônicos ou
conteúdo que não seja de autoria do próprio usuário.
Por mais interessante que a proposta de limitar as inserções de vídeos possa
parecer, ela torna o site pouco atrativo aos usuários da web 2.0, que não somente
desejam compartilhar seus arquivos, mas também assistir a vídeos diversos. O que
não é muito útil no Vimeo.

1604

�Ii -

:!li IboonaI dc:
= IObIIOIKU

ti

UIltol.uIUotW

Educação de usuários e competências informacionais
Trabalho completo

o YouTube foi selecionado por sua popularidade e integração com outras
ferramentas utilizadas pela biblioteca , como Blog (Wordpress), Twitter e Facebook.
Além disso, a permissão de upload de vídeos HD, em vários formatos, contribuiu
para a escolha deste portal. O mesmo possui uma restrição em relação à duração do
vídeo, pois, por padrão, permite apenas vídeos com até 15 minutos, mas como o
foco da biblioteca são vídeos curtos, com no máximo 10 minutos, este aspecto não
influenciou na seleção do serviço .
4 Resultados Parciais/Finais
A disponibilização dos tutoriais em vídeo permitiu aos bibliotecários do
Sistema de Bibliotecas da UCS reformularem os conteúdos ministrados nas oficinas,
tornando-as mais dinâmicas e interessantes aos usuários. Com a otimização das
oficinas, percebeu-se um aumento na procura deste serviço pela comunidade
acadêmica . Além disso, com a disponibilização dos tutoriais em vídeos, os usuários
da biblioteca podem, agora, conseguir informações sobre os serviços oferecidos
acessando qualquer computador, nos locais e horários que forem mais
convenientes.
Atualmente o canal no Youtube "Bibliotecas UCS" (Figura 4), com endereço
eletrônico WWw.youtube.com/bibliotecasucs. possui 9 (nove) vídeos inseridos, sendo
eles:
a) Como adquirir impressões de e-books na BVU (online desde
22/09/2011 );
b) Configuração do proxy no navegador Internet Explorer (online desde
14/05/2011 );
c) Configuração do proxy no navegador Mozilla Firefox (online desde
17/05/2011 );
d) Configuração do proxy no navegador Safari da Apple (online desde
24/10/2011 );
e) Empréstimo Interbibliotecas (30/09/2011);
f) Pesquisa de e-books/Livros digitais na BVU 3.0 (elaborado pela
Pearson Brasil e editado pelo Sistema de Bibliotecas da UCS) (online
desde 18/04/2012);
g) Pesquisa no catálogo do Sistema de Bibliotecas da UCS (online
desde 09/07/2011);
h) Renovação no catálogo do Sistema de Bibliotecas através do UCS
Virtual (online desde 25/08/2011);
i) Reserva o catálogo do Sistema de Bibliotecas através do UCS
Virtual (online desde 03/08/2011).

1605

�Educação de usuários e competências informacionais
ii
:!li """""
H-...aldc
= liWIo'l'(.IIt

=

Trabalho completo

UllMnlu,tlu

11

~

Sistema de Bibliotecas da UCS

Em dest.aqlle

Feed

",

Vldeos

Vid eos enviados (9)
F:g. ~ H;';!f

..•

Biblioteca UCS - PesqlrislI de e-oo...

&amp;bliotec8 UCS - COI1figurllçtio do p...

Emprestimo Imerbibliotecas: Com •..

4&amp;Yi ..... I~ t-"_"D

478 .....liaç6e e-.-.....

1C4vnu.liuoções"" _

I O-' .
_

= __1
_. __-_
.=

__
RD

Biblioteca UC 5 . Como adqulr1r Imp...

_ ___

....

o '&gt;

'

~ '"

-

-fin

Biblioteca UC S . Reserva no clltálo ...

T

~nm

Biblioteca UCS· PesqUisa 00 catál...

Biblioteca UCS· cont'lguraçi!lo do p...

Biblioteca UCS . connguraçJo do p...

2"1""'liZ8ÇÕBo &lt;:l

103'._~'1"

"5:&gt;_h.. ~·,,,,

U.

Figura 4 - Canal de vídeos do Sistema de Bibliotecas da UCS no Youtube, online
desde 10/05/2011.
Fonte: material elaborado pelos autores

Pela proposta apresentada por este artigo, torna-se difícil mensurar um
resultado final para o projeto, tendo em vista continuarmos com atualizações dos
vídeos, bem como , o ingresso de novos acadêmicos à universidade sempre renova
o perfil de usuários deste serviço.
Mesmo assim , passado um ano da publicação do primeiro tutorial em vídeo ,
possuímos hoje alguns dados expressivos, que comprovam o impacto positivo desta
nova ferramenta, que são:
a) Mais de 5.400 (cinco mil e quatrocentos) acessos ao canal da biblioteca;
b) 48 usuários inscritos no canal ;
c) O vídeo mais acessado é o tutorial "Configuração do proxy no navegador
Internet Explorer", com mais de 1.100 (mil e cem) visualizações.
Ao mensurarmos os tutoriais mais visualizados, tivemos a oportunidade de
focar nossas oficinas nas reais necessidades do usuário quanto ao uso dos nossos
serviços.
É notório, entre a equipe de bibliotecários da UCS, que o Youtube não
somente agregou um novo serviço aos nossos usuários, mas também forneceu ao
Sistema de Bibliotecas um real estudo de usuário, onde através do número de
acesso podemos verificar quais são as principais dúvidas e serviços usados pela
comunidade acadêmica.
O princípio da web 2.0 é criar e compartilhar, e partindo desta premissa ,
atualmente o Sistema de Bibliotecas da UCS já integra os seus tutoriais em vídeo
em sua página institucional no site Facebook (www.facebook.com/bibliotecaucs) .
Além de hoje já estar sendo desenvolvido uma nova versão do seu aplicativo para

1606

�I_" "_,
~

NacionIIdc

~

Ii~Kü

...

.,...... li .... 1OI

. .... ..

Educação de usuários e competências informacionais
Trabalho completo

aparelhos móveis, com sistema operacional Android, que conterá uma aba destinada
aos tutoriais em vídeo.
Como mencionamos anteriormente , não há como medir o resultado final deste
projeto, mas é altamente perceptível que a vinculação da imagem da biblioteca à
serviços da web 2.0 agrega valor e remodela a imagem das bibliotecas perante a
comunidade acadêmica . O Youtube faz parte de um projeto maior, que envolve a
aquisição de e-books, informações através de um blog , novo site e entre outros
serviços - que visou a inserção do Sistema de Bibliotecas da UCS aos serviços
compreendidos por uma Biblioteca 2.0.

5 Considerações Parciais/Finais
Tornar a biblioteca mais próxima de seu usuário é uma das premissas do
Sistema de Bibliotecas da UCS, o qual, gradativamente, tem alcançado seu objetivo
com relativo sucesso.
A disponibilização de tutoriais dos serviços da Biblioteca foi algo inovador e
ousado em termos de Brasil, e o retorno constatado junto a sua comunidade
acadêmica tem sido gratificante.
Inúmeros membros desta comunidade acadêmica (funcionários, professores e
alunos) tem encaminhado mensagens através dos canais de comunicação da
biblioteca, parabenizando a iniciativa, as facilidades proporcionadas através do uso
dos tutoriais em vídeo, bem como a melhor utilização dos serviços disponibilizados
pela biblioteca .
Entre as surpresas ocorridas com a disponibilização dos tutoriais em vídeo,
está o fato de que serviços que até então nenhum usuário apresentava dúvidas, tais
como reservas e renovações , atingirem um número elevado de visualizações.
Esta ferramenta além de cumprir sua funcionalidade inicial de orientar o
usuário quanto à utilização dos serviços da Biblioteca , tem colaborado na divulgação
dos serviços da mesma. O destaque que esta ferramenta obteve junto ao meio
acadêmico foi tão impactante que a Universidade de Caxias do Sul está ampliando a
implantação dos tutorias em vídeo em outros setores da instituição.
O Sistema de Bibliotecas está elaborando novos vídeos com serviços ainda
não contemplados (pesquisa em bases de dados e normalização de trabalhos
acadêmicos) , visando auxiliar seus usuários na utilização e conhecimento de todos
os serviços disponibilizados pela Biblioteca.

6 Referências

ALMADA, Magda; BLATTMANN , Ursula. Biblioteca no ambiente educacional e a
sociedade da informação. Apresentação oral apresentada pela Magda Alamada no
XIV SNBU , Salvador (Bahia) dia 24 de outubro de 2006 , às 17h30min. Eixo temático:
As redes e virtual idades da pesquisa acadêmcia - Sala Violeta - Disponível em :

1607

�.......,
......
'"
=:
~

~

= 1I~.....1oIUt11r:1

Educação de usuários e competências informacionais
Trabalho completo

&lt;http://www.ced .ufsc.br/-ursula/papers/Magda Ursula SNBU .pdf&gt; . Acesso em : 17
set. 2011 .
BUIGUES-GARCíA, Mar; GIMÉNEZ-CHORNETB, Vicent. Impact of Web 2.0 on
nationallibraries. International. Journal Of Information Management, [s.I.], v. 32 , n.
1, p.3-10, fev. 2011 . Disponível em :
&lt;http://www.sciencedirect.com/science/article/pii/S0268401211 000740 &gt;. Acesso em :
10 abro2012 .
CALHEIROS, Dawson da Silva . Utilização das tecnologias da informação e
comunicação, no contexto da web 2.0, na prática docente na educação
superior. 2009. 168 f. Dissertação (Mestre) - Programa de Pós-Graduação em
Educação da Universidade Federal de Alagoas, Maceió, 2009. Disponível em :
&lt;http://www.bdtd .ufal.br/tde arquivos/11ITDE-2012-03-16T175008Z617 /Publico/Dissertacao %20Dawson%20da%20Silva%20Calheiros 2009 .pdf &gt;.
Acesso em: 14 abro2012 .
CHARTIER, Roger. O poder das Bibliotecas: Ensaios. Rio de Janeiro: UFRJ , 2001 .
GROGAN , Denis. A prática do serviço de referência. Tradução de Antônio Agenor
Briquet de Lemos. Brasília: Briquet de Lemos, 1995.
JESUS, Deise Lourenço de; CUNHA, Murilo Bastos da. Produtos e serviços da web
2.0 no setor de referência das bibliotecas. Perspect. ciênc. inf., Belo Horizonte, V.
17, n. 1, mar. 2012 . Disponível em:
&lt;http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&amp;pid=S 141399362012000100007 &amp;Ing=en&amp;nrm=iso&gt; . Acesso em 24 abro2012 .
LlTTLE , Geoffrey. The Revolution Will be Streamed Online: Academic Libraries and
Video. Managing Technology, [s.I.], V. 37 , n. 1, p.70-72 , jan . 2011 . Disponível em :
&lt;http://www.sciencedirect.com/science/article/pii/S009913331 0002600 &gt;. Acesso
em : 12 abr. 2012.
LUBISCO, N. M. L. La evaluación en la Biblioteca universitaria brasilena :
evolución y propuesta de mejora. 2007. 405 p. Tese (Doctorado en Documentación)
- Universidad Carlos 111 de Madrid. Disponível em : &lt;http://earchivo.uc3m.es/bitstream/10016/2535/1/tesisnidia.pdf&gt; . Acesso em : 17 set. 2011 .
MILANESI , Luis. O que é Biblioteca . 8. ed . São Paulo: Brasiliense, 1994.
MESTRE, Lori S. Student preference and results after comparing screencast and
static tutoriais: a usability study. Reference Services Review , vAO , n.2, fev. 2012 .
Disponível em : &lt;http://www.emeraldinsight.com/journals.htm?issn=0090-

1608

�Educação de usuários e competências informacionais
i!:

~4rio

~

===.

~

Naoor\aIde

Trabalho completo

7324&amp;volume=40&amp;issue=2&amp;articleid=17021313&amp;show=pdf&gt;. Acesso em 26 mar.
2012 .
OLIVEIRA, Daniela Fernandes de. Navegando pelo tubo: a comunicação individual
de massa e os vídeos transmitidos pelo usuário comum . 2009. 122 f. Dissertação
(Mestre) - Programa de Pós-graduação em Comunicação Social na Puc-rio, Rio de
Janeiro, 2009. Disponível em : &lt;http://www.maxwell.lambda .ele.pucrio .br/Busca etds.php?strSecao=resultado&amp;nrSeg=14700@1 &gt;. Acesso em 15 jun .
2011 .
PELA, Mary Arlete Payão. A Biblioteca universitária, espaços formativos e
inclusão: a perspectiva de graduandos com deficiência visual. 2006 . 93 f.
Dissertação (Mestrado) - Universidade Cidade de São Paulo, 2006. Disponível em :
&lt;http ://www.cidadesp.edu .br/old/mestrado_educacao/dissertacoes/2006/mary_arlete
_payao.pdf&gt; . Acesso em : 17 set. 2011 .
PEREZ SALAZAR, Gabriel. La Web 2.0 y la sociedad de la información . Rev. mexo
cienc. polít. soc, México, v. 56, n. 212, ago. 2011 . Disponível em
&lt;http ://www.scielo.org .mxtscielo.php?script=sci_arttext&amp;pid=SO18519182011000200004&amp;lng=es&amp;nrm=iso&gt;. Acesso em : 03 abr. 2012.
PEREZ RODRIGUEZ, Yudit; MILANES GUISADO, Yusnelkis. La Biblioteca
universitaria: reflexiones desde una perspectiva actual. ACIMED, Ciudad de La
Habana, v. 18, n. 3, sept. 2008 . Disponível em :
&lt;http ://scielo .sld .cu/scielo .php ?script=sci_arttext&amp;pid=S 102494352008000900004&amp;lng=es&amp;nrm=iso&gt; . Acesso em : 17 set. 2011 .
PICCOLO, Homero Luiz. Tutorial dotado de inteligência para orientação de
alunos novatos em uma biblioteca universitária: o caso da Universidade de
Brasília . 2006. 196 f. Tese (Doutor) - Universidade de Brasília, Brasília, 2006.
Disponível em :
&lt;http ://bdtd.bce.unb.br/tedesimplificado/tde busca/arguivo.php?codArguivo= 1033 &gt;.
Acesso em: 12 abro2012 .
TRIPATHI, Manorama ; KUMAR, Sunil. Use of Web 2.0 tools in academic libraries: A
reconnaissance of the international landscape. The International Information &amp;
Library Review, [s.I.], V. 42, n. 3, p.195-207, set. 2010. Disponível em :
&lt;http ://www.sciencedirect.com/science/article/pii/S1 05723171 0000445&gt;. Acesso em :
12 abro2012 .
UNESCO. Tendências da Educação Superior para o século XXI. In: CONFERÊNCIA
MUNDIAL SOBRE O ENSINO SUPERIOR, 1., 1998, Paris. Anais ... Brasília , 1999.

1609

�l
~

=

"mInIrio
~dt
1iWIo1_

_OIi:i .,u.i......,.iI;iriu
_ .....

Educação de usuários e competências informacionais
Trabalho completo

WIKIPÉDIA. Vimeo. [s.l.], 2012. Disponível em : &lt;http://pt.wikipedia.org/wikiNimeo&gt; .
Acesso em: 20 abr. 2012 .
WIKIPÉDIA. Dailymotion. [s.I.], 2012 . Disponível em :
&lt;http://pt.wikipedia.org/wiki/Dailymotion&gt; . Acesso em : 20 abr. 2012 .
WIKIPÉDIA. Youlube. [s.I.], 2012 . Disponível em:
&lt;http://pt.wikipedia.org/wikilYoutube&gt;. Acesso em: 20 abr. 2012 .
ZHANG, Li . Effectively incorporating instructional media into web-based information
literacy., Electronic Library, lhe, v. 24, n. 3, 2006, p.294 - 306. Disponível em:
&lt;http://www.emeraldinsight.com/journals.htm?issn=02640473&amp;volume=24&amp;issue=3&amp;articleid=1558889&amp;show=pdf&gt;. Acesso em: 20 abr.
2012 .

1610

�</text>
                  </elementText>
                </elementTextContainer>
              </element>
            </elementContainer>
          </elementSet>
        </elementSetContainer>
      </file>
    </fileContainer>
    <collection collectionId="49">
      <elementSetContainer>
        <elementSet elementSetId="1">
          <name>Dublin Core</name>
          <description>The Dublin Core metadata element set is common to all Omeka records, including items, files, and collections. For more information see, http://dublincore.org/documents/dces/.</description>
          <elementContainer>
            <element elementId="50">
              <name>Title</name>
              <description>A name given to the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51396">
                  <text>SNBU - Edição: 17 - Ano: 2012 (UFRGS - Gramado/RS)</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="49">
              <name>Subject</name>
              <description>The topic of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51397">
                  <text>Biblioteconomia&#13;
Documentação&#13;
Ciência da Informação&#13;
Bibliotecas Universitárias</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="41">
              <name>Description</name>
              <description>An account of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51398">
                  <text>Tema: A biblioteca universitária como laboratório na sociedade da informação.</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="39">
              <name>Creator</name>
              <description>An entity primarily responsible for making the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51399">
                  <text>SNBU - Seminário Nacional de Bibliotecas Universitárias</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="45">
              <name>Publisher</name>
              <description>An entity responsible for making the resource available</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51400">
                  <text>UFRGS</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="40">
              <name>Date</name>
              <description>A point or period of time associated with an event in the lifecycle of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51401">
                  <text>2012</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="44">
              <name>Language</name>
              <description>A language of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51402">
                  <text>Português</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="51">
              <name>Type</name>
              <description>The nature or genre of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51403">
                  <text>Evento</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="38">
              <name>Coverage</name>
              <description>The spatial or temporal topic of the resource, the spatial applicability of the resource, or the jurisdiction under which the resource is relevant</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51404">
                  <text>Gramado (Rio Grande do Sul)</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
          </elementContainer>
        </elementSet>
      </elementSetContainer>
    </collection>
    <itemType itemTypeId="8">
      <name>Event</name>
      <description>A non-persistent, time-based occurrence. Metadata for an event provides descriptive information that is the basis for discovery of the purpose, location, duration, and responsible agents associated with an event. Examples include an exhibition, webcast, conference, workshop, open day, performance, battle, trial, wedding, tea party, conflagration.</description>
    </itemType>
    <elementSetContainer>
      <elementSet elementSetId="1">
        <name>Dublin Core</name>
        <description>The Dublin Core metadata element set is common to all Omeka records, including items, files, and collections. For more information see, http://dublincore.org/documents/dces/.</description>
        <elementContainer>
          <element elementId="50">
            <name>Title</name>
            <description>A name given to the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="63915">
                <text>Serviços da biblioteca na web 2.0: um estudo de caso dos tutoriais em vídeo da Universidade de Caxia do Sul no site youtube.com.</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="39">
            <name>Creator</name>
            <description>An entity primarily responsible for making the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="63916">
                <text>Kroth, Diego Fabrízio; Teixeira, Marcelo Votto; Hubner, Marcos Leandro F.    </text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="38">
            <name>Coverage</name>
            <description>The spatial or temporal topic of the resource, the spatial applicability of the resource, or the jurisdiction under which the resource is relevant</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="63917">
                <text>Gramado (Rio Grande do Sul)</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="45">
            <name>Publisher</name>
            <description>An entity responsible for making the resource available</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="63918">
                <text>UFRGS</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="40">
            <name>Date</name>
            <description>A point or period of time associated with an event in the lifecycle of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="63919">
                <text>2012</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="51">
            <name>Type</name>
            <description>The nature or genre of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="63921">
                <text>Evento</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="41">
            <name>Description</name>
            <description>An account of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="63922">
                <text>Neste estudo de caso são apresentados os principais processos envolvidos na disponibilização de tutoriais em formato de vídeo pelo Sistema de Bibliotecas da Universidade de Caxias do Sul. Apresentam-se os contrastes existentes entre tutoriais estáticos e tutoriais em vídeo, a autonomia fornecida por estes tutoriais aos usuários e as decorrentes alterações nos treinamentos realizados pela biblioteca. Valendo-se de embasamentos teóricos, são discutidos os detalhes envolvidos no processo de formulação dos tutoriais, edição dos vídeos e a disponibilização na web. Os autores elucidam os motivos que os levaram a escolha do software Camtasia Studio para a edição dos tutoriais, bem como, a decisão de disponibilizá-los no sitede compartilhamento de vídeos Youtube. São listados os tutoriais já disponibilizados na web e relatado os impactos e a reformulação da imagem da biblioteca, perante a comunidade acadêmica, obtidos a partir deste novo serviço.</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="44">
            <name>Language</name>
            <description>A language of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="69504">
                <text>pt</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
        </elementContainer>
      </elementSet>
    </elementSetContainer>
  </item>
  <item itemId="6004" public="1" featured="0">
    <fileContainer>
      <file fileId="5068">
        <src>http://repositorio.febab.org.br/files/original/49/6004/SNBU2012_143.pdf</src>
        <authentication>8f5046dc5fb3f87b82ca80d38ba50dcc</authentication>
        <elementSetContainer>
          <elementSet elementSetId="4">
            <name>PDF Text</name>
            <description/>
            <elementContainer>
              <element elementId="92">
                <name>Text</name>
                <description/>
                <elementTextContainer>
                  <elementText elementTextId="63914">
                    <text>Educação de usuários e competências informacionais
Trabalho completo

COMPETÊNCIA INFORMACIONAL: A CAPACITAÇÃO DE
USUÁRIOS NA UTILIZAÇÃO DE FERRAMENTAS DE BUSCAS

ONLlNE
Ana Cristina Azevedo Ursulino Me/o 1, The/ma Mary/anda Silva
de Me/o2
1

Mestre em Políticas Públicas e Gestão da Educação Superior, Universidade Federal
do Ceará , Fortaleza , Ceará
2 Mestre em Planejamento e Políticas Públicas, Universidade Estadual do Ceará ,
Fortaleza , Ceará

Resumo
A presente pesquisa objetivou identificar o comportamento de busca de
informação, na Internet, de usuários de duas bibliotecas universitárias públicas
da cidade de Fortaleza , Estado do Ceará . Este estudo entende que o desafio
para os bibliotecários é oferecer aos seus usuários a possibilidade de
aprendere a obter a informação a partir das inúmeras ferramentas de buscas
disponíveis on line. Nesse sentido, o objetivo foi analisar como os usuários
compreendem o processo de busca de informação na Internet. Utilizou-se a
pesquisa empírica, com abordagem qualitativa e análise de conteúdo, e como
instrumento de coleta de dados um questionário aplicado a 45 usuários. As
análises dos dados permitiram inferir que os usuários buscam as informações
de forma aleatória, que não têm dificuldade em obterem essas informações,
mas que não percebem se os resultados obtidos são ou não válidos.

Palavras-chave: Competência informacional; Capacitação de usuários.
Abstract
This research aimed to identify the information seeking behavior of users
on the Internet of two public university libraries in the city of Fortaleza, Ceará
State. This study considers that the challenge for librarians is to offer its users
the opportunity to learn how to get the information from the numerous search
engines available online. In this sense, the objective was to analyze how users
understand the process of finding information on the Internet. We used the
empirical research with a qualitative approach and content analysis, and as an
instrument of data collection a questionnaire administered to 45 users. The data
analysis allowed us to infer that users seek information on a random basis,
which has no difficulty in obtaining this information, but do not realize that the
results are valid or not.

Keywords: Information literacy; Training of users.

1585

�Educação de usuários e competências informacionais
Trabalho completo

1 Introdução
Na atual conjuntura, vive-se um constante processo de mudanças de
paradigmas em que mercados, produtos, tecnologias, concorrência e
organizações lidam invariavelmente com modificações, fazendo-se necessária
a obtenção de estratégias que nos permite a manutenção de vantagens
competitivas e sustentáveis.
Essas transformações exigem que as bibliotecas universitárias
incorporem aos seus serviços a capacitação dos usuários, com o objetivo de
melhorar seus conhecimentos e, consequentemente, obter competências em
informação.
Acreditamos que esta pesquisa irá contribuir para aprimorar o
conhecimento acerca da competência informacional dos usuários, além de
tentar compreender a sua importância para melhoria na qualidade dos serviços
nas bibliotecas .
Diante do exposto, levantamos o seguinte questionamento: Como a
biblioteca pode contribuir para tornar seu usuário competente em informação?
Nosso objetivo foi analisar a partir da observação das dificuldades
apresentadas os usuários em obter a informação de qualidade na utilização de
ferramentas de busca on line. E observar se, através das capacitações e
treinamentos nas bibliotecas, esses usuários compreende a importância da
utilização dessas ferramentas para a produção científica de trabalhos
acadêmicos.
Vemos como relevante a concretização desta pesquisa no âmbito das
bibliotecas universitárias, pois, por meio deste estudo, pode-se observar e
ampliar a discussão acerca dos treinamentos dos usuanos e
consequentemente melhorar a qualidade dos serviços nas bibliotecas.

2 Revisão da Literatura
Sabemos que atualmente vivemos no que chamamos de "Bum
tecnológico", em que as tecnologias e o conhecimento andam lado a lado. O
fato é que desde que nascemos buscamos sempre estar sempre prontos para
aprender.
E essa facilidade de acesso à Internet permite que cada vez mais,
instituições e indivíduos tenham acesso a esse veículo informacional,
resultando em uma distribuição mais democrática dos conhecimentos da
humanidade, oportunizando mercados e negócios a quem possuir competência
informacional.
Coaduna-se com essas reflexões a American Library Association - ALA
(2000), quando ressalta que, uma pessoa competente em informação
consegue distinguir que a informação precisa e completa é a base para uma
tomada de decisões inteligente, reconhece quando há necessidade de
informação, formula questões baseadas nas necessidades informacionais,
identifica as potenciais fontes de informação, desenvolve estratégias eficientes
de busca, acessa com sucesso a informação, sabe avaliar a informação
recuperada , sabe organizar a informação recuperada para aplicação prática e
é capaz de integrar a nova informação ao corpo de conhecimentos já

1586

�Educação de usuários e competências informacionais
Trabalho completo

existentes.
Nesta perspectiva , é por meio das Tecnologias da Informática e
Telecomunicação que dispomos de acesso à informação nas bibliotecas
acadêmicas ou outras unidades de informação para melhor atendimento ao
usuário, introduzindo em seus serviços, a capacitação dos mesmos, com o
desejo, que estas tecnologias sejam rapidamente aceitas e utilizadas de modo
eficiente, produtivo, explorando os recursos colocados a sua disposição.
Diante destes recursos, ocorrem mudanças no papel do bibliotecário, o
de educador. Para Rodrigues e Crespo (2006), o bibliotecário deve dominar
estes recursos de modo satisfatório, visando obter informações de qualidade e
tirando proveito da amplitude proporcionada por este meio, já que recupera o
conteúdo de milhares de páginas disponíveis na Web.
Em função disso, corroboramos com Cavalcante (2006, p. 60) quando
ressalta que:
[... ] os futuros profissionais necessitam aprender a lidar com o
universo informacional para saber o que fazer com ela , de modo
crítico e criativo buscando compreender, além do uso das
tecnologias , a lidar com questões éticas, socioculturais , econômicas e
políticas relativas ao desenvolvimento do meio em que ele está
inserido, de modo a contribuir com um projeto de democratização da
sociedade.

A busca e a recuperação da informação pode compreender como tarefa
indispensável a localizar os recursos informacionais de acordo com as
necessidades e propósitos do usuário, como a produzem e a disseminam. No
entanto, partindo dessa premissa, a busca deve ser planejada para consentir a
praticidade de tarefas mais "complexas, tais como identificação, seleção, e não
apenas localização" (CAMPELLO; ABREU , 2005 , p. 190).
A Internet como ferramenta importante ao acesso à informação tem que
se adequar às necessidades do usuário, permitindo que sua estratégia seja
direcionada ou moldada de forma como esses procuram e recuperam à
informação no momento da busca .
Entretanto essa falta de consciência nas etapas do processo de
pesquisa informacional tem um impacto negativo no desempenho dos dos
usuários para buscar e recuperar a informação necessária (MITTERMEYER;
QUIRION, 2003) .
Assim entendemos que, é importante saber elaborar uma boa estratégia
de busca e utilizar de forma correta os operadores booleanos, além de
conhecer bem as etapas da pesquisa informacional.
Portanto , podemos compreender que é com a utilização das tecnologias,
que se pode traçar ações para desenvolver habilidades a suprir e responder às
necessidades informacionais, mesmo que essas possam ser relevantes ou não
exigindo indivíduos competentes, em espaços tecnológicos.
Neste sentido com base em Araújo (2009) podemos dizer que, a
competência informacional pode ser compreendida como uma aprendizagem e
uma capacitação onde as pessoas podem aplicar essas habilidades
informacionais possibilitando sua independência como usuários da informação,
no que se refere, à localização , interpretação, análise, sintetização, avaliação
e comunicação da informação.

1587

�Educação de usuários e competências informacionais
Trabalho completo

3 Materiais e Métodos
A pesquisa empírica foi realizada tendo como universo em estudo os
usuários de duas bibliotecas universitárias: a da Universidade Federal do
Ceará e a da Universidade Estadual do Ceará. As duas bibliotecas, foram
escolhidas por estarem inseridas nas duas maiores universidades públicas do
Estado do Ceará. Nosso objetivo, no entanto, não foi o de comparação, mas
sim o de constatação da visão de seus usuários, o que poderia nos dar
resultados que viessem a enriquecer a análise.
Com a finalidade de contribuir para o aprimoramento do conhecimento
acerca das competências informacionais, visando a compreender quais as
dificuldades dos usuários na busca de informações através de ferramentas on
line . Nesse sentido, o universo da pesquisa constitui-se dos usuários das duas
bibliotecas e os participantes foram selecionados de modo aleatório, de acordo
com suas disponibilidades, para responderem aos questionamentos.
Lançamos os questionários entre os dias 27/02/2012 a 02/03/2012, a fim
de obter uma população . Durante esse período obtivemos uma amostra de 45
respondentes, que consideramos válida por ser tratar de uma pesquisa
baseado na vivência cotidiana das bibliotecas.

3 Resultados Finais
Foram respondidos 45 questionários por usuanos das duas
universidades. Na ocasião da aplicação desses questionários, eles estavam
procurando informações para elaborar trabalhos acadêmicos.
Descobriu-se que, quando os usuários iniciam suas buscas na Internet,
sentem , muitas vezes, dificuldade de encontrar o que procuram , mas
frequentemente permanecem fazendo pesquisas até localizarem o que
procuram .
Esclarecemos que nossa pesquisa não teve como objeto de estudo o
estágio final desses trabalhos. Ou seja , não procuramos saber desses usuários
se, ao concluírem suas buscas, os resultados encontrados foram incluídos na
elaboração de seus trabalhos finais , pois almejamos avaliar somente o período
em que tais usuários apresentam uma finalidade de uma pesquisa, seja para
trabalhos a serem apresentados em eventos ou para monografias, e depois
passam a buscar informações na Internet, especificamente. Assim, o foco da
investigação tem início em uma necessidade identificada pelos usuários.
a) O que geralmente ocorre quando se precisa buscar um assunto na
internet
Podemos observar que, quando indagados sobre o que geralmente
ocorre quando necessitam obter algum assunto na Internet, as respostas foram
bem surpreendentes, pois 70% responderam que insistem em procurar o
assunto até encontrarem sobre ele alguma coisa . Achamos que isso se deva
ao fato de, geralmente, os sites de busca - como o Google - colocarem os

1588

�Educação de usuários e competências informacionais
Trabalho completo

sites de mais fácil usabilidade em primeiro lugar, e isso abrange muito as
possibilidades. Por isso, o conteúdo e as palavras chaves corretas são
requisitos importantíssimos para se obter as informações necessárias.
Gráfico 1 - O que ocorre no início da busca

80,00%
70,00%
60,00%
50,00%
40,00%
30,00%
20,00%
10,00%
0,00%

~----.-------r-------.------('

Insisto até
encontrar

Peço ajuda aos Procuro em
bibliotecários outros lugares

deisto

Fonte: Dados da pesquisa de opinião.

Por outro lado, pudemos perceber, nas análises dos dados, que apenas
1,56% dos usuários responderam que pedem ajuda aos bibliotecários. No
nosso entender, esse baixo percentual pode ser justificado porque, geralmente,
quando se está na Internet, existe uma tendência à independência, além do
baixo custo e da rapidez. Outra explicação que pode justificar esse percentual
se deve ao fato de que os bibliotecários precisam estar mais atentos às
necessidades dos usuários, impetrando competências informacionais para
oferecerem metodologias para se obterem as informações que os usuários
necessitam. Essa competência pode ser expressa pela qualificação em lidar
com o ciclo informacional, com as tecnologias da informação e com os
contextos informacionais.
Um dado que nos chamou a atenção foi o fato de que 15,56% dos
respondentes assinalaram que desistem da busca. Mais uma vez podemos
perceber a falta do bibliotecário em capacitar esses usuários na obtenção
dessa informação.
b) Avaliação do grau de dificuldade - ou ausência dela - de se obter a
informação

1589

�Educação de usuários e competências informacionais
Trabalho completo

Gráfico 2 - Grau de dificuldade - ou não - de se obter informação
40,00%
35,00%
30,00%
25,00%
20,00%
15,00%
10,00%
5,00%
0,00%
Fácil

De média
dificuldade

Difícil

Fonte: Dados da pesquisa de opinião.

c) Os sentimentos que ocorrem durante as etapas de uma busca de
informação on line
Para tentar entender como os usuários se sentiam quando faziam uma
busca na Internet, solicitamos que assinalassem os sentimentos que os
acompanhavam em diferentes etapas: no início da busca , na seleção de
informações, no momento de avaliar a relevância da informação. E de acordo
com as respostas podemos perceber que, quando os usuários iniciam uma
busca na Internet e têm dificuldades para encontrar o que realmente procuram ,
pedem ajuda, principalmente, aos amigos. E que somente quando não
encontram o que procuram, recorrem aos livros nas bibliotecas. Os usuários
ainda afirmaram que, apesar de sentirem dificuldades nas pesquisas, os
persistem na busca da informação até encontrá-Ia .
c.1) Sentimentos no início da busca
Podemos observar que, no início da busca, os usuários apontaram como
o sentimento mais relevante o otimismo, o que atingiu um índice de 45,10%.
Acreditamos que esse índice elevado se deva ao fato de que, inicialmente,
quando ainda se está buscando um determinado assunto num site, o
sentimento que mais ocorra seja realmente o de otimismo, pois assim que um
internauta faz uma busca por algumas palavras-chave em algum mecanismo
de busca desse tipo, em poucos segundos ele obtém como resposta milhares
de sites que atendam às suas buscas, muito embora também apareçam
pesquisas irrelevantes.
Outro sentimento que se evidencia é a confiança. Os 25,50% obtidos
como resposta a esse item dão-nos uma ideia de que, inicialmente, quando
uma pesquisa é feita na internet, a confiança é um sentimento que nos conduz,
orienta e nos assegura que vamos obter algo positivo .

1590

�Educação de usuários e competências informacionais
Trabalho completo

Gráfico 3 - Sentimentos no inicio da busca
50,00%

• Dúvida

45,00%

• Incerteza

40,00%
• Clareza

35,00%

• Otimismo

30,00%
25,00%

. Satisfasção

20,00%

• Confusão

15,00%

• Desapontamento

10,00%

• Confiança

5,00%
• Frustação

0,00%

• alegria

1

Fonte: Dados da pesquisa de opinião.

Na análise do Gráfico 3, um outro índice que nos chamou a atenção foi o
da dúvida, que atingiu um percentual de 16,50%. Ao observarmos esse índice,
concluímos que, no inicio de uma busca, o sentimento que sempre está
presente é o da dúvida, pois não sabemos o que realmente iremos encontrar,
e, se encontramos, não sabemos se realmente nos servirá para alguma coisa .
E isso se confirma quando o sentimento de incerteza vem logo a seguir com
12,10%.
Por outro lado, o sentimento de alegria atingiu apenas 10,68%. Esse
índice nos chamou a atenção, porque imaginávamos que, no inicio de uma
busca , a maioria dos pesquisadores munia-se de um sentimento de alegria por
estar na internet.
Outro índice que nos chamou a atenção foi o sentimento de clareza,
apontado por 6,80% . Associamos esse baixo índice ao fato de que, no inicio da
busca, o usuário não leva em conta a clareza dos itens que se lhe apresentam .
Para eles, o que mais importa inicialmente é a quantidade e não a clareza dos
assuntos encontrados.

1591

�Educação de usuários e competências informacionais
Trabalho completo

c.2) Sentimentos na seleção de informações
Quando analisamos os sentimentos, na hora de selecionar as
informações, observamos que os índices mais relevantes foram o da dúvida,
com 30,58% e o da incerteza, com 29,12%, que apontam para uma análise
confirmando nossas suspeitas de que, na hora de selecionar o que realmente é
relevante ou não para sua pesquisa, os usuários se acometem desses
sentimentos. Talvez porque não saibam analisar a qualidade das informações
encontradas e filtrar o que realmente é relevante .
Gráfico 4 - Sentimento na seleção das informações
0,35
• Dúvida

0,3

• Incerteza

0,25

• Clareza
• Otimismo

0,2

. Satisfasção

0,15

• Confu são

0,1

• Desapontamento
• Confiança

0,05

• Frusta ção

°

1

2

3

4

5

• alegria

Fonte: Dados da pesquisa de opinião.

Outro sentimento que nos chama atenção é o otimismo, que obteve um
percentual de apenas 8,00% . Avaliamos que esse baixo índice se deve ao fato
de que, quando se tem dúvida ou incerteza do que selecionar, fatalmente
nosso sentimento de otimismo baixa .
Percebemos também que, durante a seleção das informações mais
relevantes, alguns sentimentos quase se equiparam, embora sejam
antagônicos, como é o caso da satisfação, com 5,40% , e a confusão, com
5,50% . Talvez isso ocorra porque, quando os usuários se engajam em uma
busca , o conhecimento prévio, que já possuem usualmente em seus estoques
informacionais, e a satisfação surgem quase que instantaneamente. Entretanto,
se o resultado não for o esperado, um sentimento de confusão mental se
manifesta quase ao mesmo tempo.
Também podemos refletir sobre os sentimentos de frustração e
desapontamento que obtiveram os percentuais de 3,00 e 3,50% ,
respectivamente . Atribuímos esses baixos índices ao fato de que a maioria dos
respondentes já tivesse assinalado ter dúvidas e incertezas sobre a seleção
dos conteúdos obtidos nas pesquisas.

1592

�Educação de usuários e competências informacionais
Trabalho completo

c.3) Sentimentos na hora de avaliar a relevância do assunto
Observe-se que, quando indagados sobre o que sentiam na hora de
avaliar se o que encontraram na internet era relevante para sua pesquisa ou
não, obtivemos dados bem significativos.
32,5% dos respondentes disseram que o sentimento de dúvida era o que
mais se sobressaía . Podemos atribuir esse índice elevado ao fato de que,
quando se faz uma busca sobre um assunto na internet, na maioria das vezes,
o número de respostas é muito elevado, e isso requer que refinemos essa
busca para chegarmos a algum lugar. E esse elevado número de respostas
provoca no indivíduo um sentimento de dúvida sobre o que fazer.
Gráfico 5 - Sentimentos que ocorrem na avaliação da relevância do
assunto

~------------------------------------~
35,00% , - - - - - - - - - - - - - - - • Incerteza

30,00%
• Clareza

25,00%

• Otimismo
. Satisfasção

20,00%

• Confusão

15,00%

• Desapontamento

10,00%

• Confiança
• Frustação

5,00%

• alegria

0,00%
1

2

3

4

Fonte: Dados da pesquisa de opinião.

Ainda com relação ao Gráfico 5, observamos que o sentimento de
incerteza também ocorre com frequência . Assinalado por 26,4% dos usuários,
esse sentimento pode ser justificado porque, quando não se sabe o que
escolher, normalmente ocorre um sentimento de incerteza. Podemos dizer que
geralmente esses sentimentos caminham juntos, pois são sentimentos de
conflitos humanos.
Por outro lado, chamou-nos a atenção o sentimento de desapontamento,
que atingiu apenas 11 ,1%. No nosso entender, esse sentimento deveria ter
obtido um percentual mais elevado, por se tratar, também, de um sentimento
conflitante.
No entanto, atribuímos esse baixo índice ao fato de que, embora
desapontados, os usuários ainda persistem num maior refinamento da busca,
com o objetivo de melhorar o escopo de sua pesquisa .
Outro sentimento que nos chamou a atenção foi o de frustração, que
atingiu um percentual de 3,2%. Esse índice nos surpreendeu por ter sido mais
baixo do que o sentimento de satisfação, que obteve 3,30% . Ou seja , mesmo
com as dificuldades apresentadas, os usuários ficaram otimistas, satisfeitos em

1593

�Educação de usuários e competências informacionais
Trabalho completo

conseguir realizar a pesquisa com êxito.

4 Considerações Finais
Os resultados sugerem que os usuários têm muita dificuldade em filtrar
suas buscas. Observamos que eles acreditam na abordagem do "menos é
mais" para gerenciar e controlar suas pesquisas e as informações disponíveis.
Percebemos que, embora a maioria desses resultados da pesquisa
tenha sugerido certa homogeneidade, sugiram algumas diferenças que não
consideramos significativas.
Também podemos compreender que os usuários, embora se percebam
como aptos a buscar informações na Internet fica claro que necessitam de
competências informacionais para filtrarem suas buscas e absorverem o que é
realmente importante.
O fato é que esses usuários analisados encontravam-se em bibliotecas
públicas de grande porte na cidade de Fortaleza , com facilidade de acesso à
rede e, portanto, com grandes possibilidades de obterem as informações
desejadas.
No entanto, infere-se que os bibliotecários não foram reconhecidos pelos
usuários como facilitadores para auxiliarem em suas pesquisas. Isso significa
dizer que cabe aos bibliotecários absorverem essa tarefa de auxiliar os
usuários nos estágios que antecedem as buscas dessas informações,
oferecendo-lhes treinamentos no planejamento, na localização das fontes e nas
etapas do uso e organização dessas informações, assumindo novas
responsabilidades que os qualifiquem cada vez mais. O bibliotecário será, pois,
agora , o educador, mediador entre o usuário e a informação, redefinindo sua
missão quanto ao trabalho e relevância de seus conhecimentos.
Podemos esperar, portanto, uma constante interação do bibliotecário
com o usuário, possibilitando um melhor atendimento às necessidades
informacionais e, consequentemente, ampliando a competência na busca de
informação, considerando um porto seguro no apoio ao desenvolvimento, na
utilização de ferramentas.
São importantes as avaliações sistemáticas tanto para avaliar o
desempenho do usuário quanto para detectar possíveis dificuldades no uso das
tecnologias, e o bibliotecário será este canal de interação permanente e,
sobretudo, eficaz do usuário com as informações acessadas.

5 Referências
AMERICAN LlBRARY ASSOCIATION . Association of College and Research
Libraries. Information literacy competency standards for higher education .
Chicago,2000. 17 f. Disponível em : &lt; http://www.ala .org/ala/mgrps/divs/acrl/
standards.pdf&gt; . Acesso em : 14 jun . 2012.
ARAÚJO, D. D. N. Estudo da compentência informacional dos professores
da 4a série do ensino fundamental das escolas municipais da cidade de
Garça-SP. 77f. 2009. Monografia (graduação em Biblioteconomia) -

1594

�1_
ii

Sem.Y,jo

Z.

~de

~ ......
::=~
.....

.-."

Educação de usuários e competências informacionais
Trabalho completo

Universidade Estadual Paulista , Marília, 2009 . Disponível em :
http://www.unirio.br/cch/eb/enebd/Poster/competencia _informaciona I.pdf
Disponível em : 16 jun . 2012 .

&lt;
&gt;

CAMPELLO, B.; ABREU , V. L. F. G. Competência informacional e formação do
bibliotecário. Perspect. Ciênc. Inf., Belo Horizonte, v. 10, n. 2, p. 178-193,
jul.ldez. 2005.
CAVALCANTE, L. E. Políticas de formação para a competência informacional : o
papel das universidades. Revista Brasileira de Biblioteconomia e
Documentação, São Paulo, v. 2, n. 2, p. 47-62, dez. 2006 . Disponível em :
&lt;http ://www.febab .org .br/rbbd/ojs-2 .1.1/index.php/rbbd/article/view/17 /5&gt; .
Acesso em : 20 fev. 2009 .
MITTERMEYER, D.; OUIRION , D. Information literacy: study of incoming firstyear undergraduates in Ouebec. Montreal : Ouebec Universities, 2003 . 107 p.
RODRIGUES, A. V. ; CRESPO, I. Fontes de informação eletrônica : o papel do
bibliotecário de bibliotecas universitárias. Revista Digital de Biblioteconomia
e Ciência da Informação, Campinas v. 4, n. 1, p. 1-18, jul.l.dez. 2006 .
Disponível
em :
&lt;
http://143 .106.108. 14/seer/ojs/index.php/sbu_rci/
article/viewFile/348/230 &gt; Acesso em : 12 jun . 2012 .

1595

�</text>
                  </elementText>
                </elementTextContainer>
              </element>
            </elementContainer>
          </elementSet>
        </elementSetContainer>
      </file>
    </fileContainer>
    <collection collectionId="49">
      <elementSetContainer>
        <elementSet elementSetId="1">
          <name>Dublin Core</name>
          <description>The Dublin Core metadata element set is common to all Omeka records, including items, files, and collections. For more information see, http://dublincore.org/documents/dces/.</description>
          <elementContainer>
            <element elementId="50">
              <name>Title</name>
              <description>A name given to the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51396">
                  <text>SNBU - Edição: 17 - Ano: 2012 (UFRGS - Gramado/RS)</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="49">
              <name>Subject</name>
              <description>The topic of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51397">
                  <text>Biblioteconomia&#13;
Documentação&#13;
Ciência da Informação&#13;
Bibliotecas Universitárias</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="41">
              <name>Description</name>
              <description>An account of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51398">
                  <text>Tema: A biblioteca universitária como laboratório na sociedade da informação.</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="39">
              <name>Creator</name>
              <description>An entity primarily responsible for making the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51399">
                  <text>SNBU - Seminário Nacional de Bibliotecas Universitárias</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="45">
              <name>Publisher</name>
              <description>An entity responsible for making the resource available</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51400">
                  <text>UFRGS</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="40">
              <name>Date</name>
              <description>A point or period of time associated with an event in the lifecycle of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51401">
                  <text>2012</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="44">
              <name>Language</name>
              <description>A language of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51402">
                  <text>Português</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="51">
              <name>Type</name>
              <description>The nature or genre of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51403">
                  <text>Evento</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="38">
              <name>Coverage</name>
              <description>The spatial or temporal topic of the resource, the spatial applicability of the resource, or the jurisdiction under which the resource is relevant</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51404">
                  <text>Gramado (Rio Grande do Sul)</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
          </elementContainer>
        </elementSet>
      </elementSetContainer>
    </collection>
    <itemType itemTypeId="8">
      <name>Event</name>
      <description>A non-persistent, time-based occurrence. Metadata for an event provides descriptive information that is the basis for discovery of the purpose, location, duration, and responsible agents associated with an event. Examples include an exhibition, webcast, conference, workshop, open day, performance, battle, trial, wedding, tea party, conflagration.</description>
    </itemType>
    <elementSetContainer>
      <elementSet elementSetId="1">
        <name>Dublin Core</name>
        <description>The Dublin Core metadata element set is common to all Omeka records, including items, files, and collections. For more information see, http://dublincore.org/documents/dces/.</description>
        <elementContainer>
          <element elementId="50">
            <name>Title</name>
            <description>A name given to the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="63906">
                <text>Competência informacional: a capacitação de usuários na utilização de ferramentas de buscas on line.</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="39">
            <name>Creator</name>
            <description>An entity primarily responsible for making the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="63907">
                <text>Melo, Ana Cristina Azevedo; Melo, Thelma Marylanda Silva de  </text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="38">
            <name>Coverage</name>
            <description>The spatial or temporal topic of the resource, the spatial applicability of the resource, or the jurisdiction under which the resource is relevant</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="63908">
                <text>Gramado (Rio Grande do Sul)</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="45">
            <name>Publisher</name>
            <description>An entity responsible for making the resource available</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="63909">
                <text>UFRGS</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="40">
            <name>Date</name>
            <description>A point or period of time associated with an event in the lifecycle of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="63910">
                <text>2012</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="51">
            <name>Type</name>
            <description>The nature or genre of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="63912">
                <text>Evento</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="41">
            <name>Description</name>
            <description>An account of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="63913">
                <text>A presente pesquisa objetivou identificar o comportamento de busca de informação, na Internet, de usuários de duas bibliotecas universitárias públicas da cidade de Fortaleza, Estado do Ceará. Este estudo entende que o desafio para os bibliotecários é oferecer aos seus usuários a possibilidade de aprendere a obter a informação a partir das inúmeras ferramentas de buscas disponíveis on line. Nesse sentido, o objetivo foi analisar como os usuários compreendem o processo de busca de informação na Internet. Utilizou-se a pesquisa empírica, com abordagem qualitativa e análise de conteúdo, e como instrumento de coleta de dados um questionário aplicado a 45 usuários. As análises dos dados permitiram inferir que os usuários buscam as informações de forma aleatória, que não têm dificuldade em obterem essas informações, mas que não percebem se os resultados obtidos são ou não válidos.</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="44">
            <name>Language</name>
            <description>A language of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="69503">
                <text>pt</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
        </elementContainer>
      </elementSet>
    </elementSetContainer>
  </item>
  <item itemId="6003" public="1" featured="0">
    <fileContainer>
      <file fileId="5067">
        <src>http://repositorio.febab.org.br/files/original/49/6003/SNBU2012_142.pdf</src>
        <authentication>39a1981bf85c2fc4633bf6416415b44d</authentication>
        <elementSetContainer>
          <elementSet elementSetId="4">
            <name>PDF Text</name>
            <description/>
            <elementContainer>
              <element elementId="92">
                <name>Text</name>
                <description/>
                <elementTextContainer>
                  <elementText elementTextId="63905">
                    <text>ii
::!i

Educação de usuários e competências informacionais
StmwliO

H.IciotI..Jde

= =::.~

Trabalho completo

COMPETÊNCIA INFORMACIONAL E EDUCAÇÃO DE
USUÁRIOS: um estudo com alunos da Educação de Jovens e
Adultos (EJA) do Colégio de Aplicação da Universidade Federal do
Rio Grande do Sul (CAp/UFRGS)
Leonise Verzoni Gonzalez
Bacharel em Biblioteconomia , UFRGS, Porto Alegre , RS

Resumo
Este artigo é o resultado de uma pesquisa realizada na Biblioteca Graciema
Pacheco (BibApl), com alunos da Educação de Jovens e Adultos (EJA) do
Colégio de Aplicação da Universidade Federal do Rio Grande do Sul
(CAp/UFRGS). Analisa a importância da biblioteca e a necessidade de sua
participação ativa e permanente do processo educacional e de construção da
cidadania , assim como a atuação do bibliotecário como mediador neste
processo . Apresenta a Educação de Jovens e Adultos como meio de preparar
os indivíduos para as complexas condições de trabalho oferecidas pela atual
Sociedade da Informação cada vez mais exigente. Define, discute e caracteriza
competência informacional como elemento essencial ao acesso à informação,
fundamental para construção da cidadania. Propõe a introdução de uma nova
disciplina no currículo da Educação de Jovens e Adultos que possibilite o
desenvolvimento de habilidades em relação à localização e interpretação da
informação de forma autônoma e independente. Conclui que o combate a todas
as formas de analfabetismo pessoal, digital e informacional é o objetivo da
educação voltada para a informação.
Palavras-Chave: Competência Informacional; Cidadania; Educação de Jovens
e Adultos.

Abstract
This article is the result of a survey conducted in the Library Graciema Pacheco
(BibApl), with students of Youth and Adults Education of the College of the
Federal University of Rio Grande do Sul. It analyzes the importance of the
library and the necessity of their active and permanent participation in the
educational process and the construction of citizenship, as also the
performance of the librarian as mediator in this processo It shows Youth and
Adults education as a means of preparing individuais for the complex working
conditions offered by the information society increasingly demanding. It defines,
discusses and characterizes the information literacy as an essential element to
access to information, which is fundamental to build the citizenship. It proposes
the introduction of a new discipline in the educational program of Youth and
Adults Education, that enables the development of skills in relation to the

1569

�ii

Educação de usuários e competências informacionais
StmwliO

::!i H.IciotI..Jde

= =::.~

Trabalho completo

location and interpretation of information in an autonomous and independent. It
concludes that the combat ali forms of illiteracy personal, digital informational is
the goal of education for the information .

Keywords: Information Literacy; Citizenship; Youth and Adults education .

1 Introdução
Ao decidir retornar à escola na idade adulta , o indivíduo busca subsídios
para (sobre)viver dignamente na sociedade do século XXI, a atual Sociedade
da Informação, pois acredita que a escola irá lhe proporcionar a chance de
crescimento e oportunidade de capacitação profissional, melhorando suas
condições de vida e promovendo seu desenvolvimento pessoal e social.
Com a aquisição de sua autoconfiança , ele vai modificando sua visão de
mundo e através da consciência crítica , começa a adquirir capacidade para
transformar a realidade na qual está inserido. Ao mesmo tempo em que
desenvolve sua autonomia cidadã e seu senso crítico, torna-se um indivíduo
hábil e competente . É neste contexto que se faz essencial a atuação do
bibliotecário, agente responsável pelo incentivo dos usuários, facilitador do
acesso à informação e coadjuvante no processo de desenvolvimento da
competência informacional do indivíduo.
Ainda não se tem conhecimento de um programa de capacitação
informacional incluído no currículo escolar, fator que contribui para que os
alunos, especialmente da EJA, foco principal deste estudo, se mantenham
aquém de suas capacidades e possibilidades de conhecimento. Desta forma,
julgou-se relevante conhecer as características, a eficiência e o conhecimento
na busca da informação, além de identificar as necessidades de informação e
demandas deste grupo.
Em um sistema de informação, é necessário que o bibliotecário tenha
consciência da finalidade de sua profissão, principalmente no que tange aos
serviços oferecidos, pois a partir do conhecimento das necessidades de seus
usuários e da tradução em demandas é que estes serviços serão adaptados
para melhor atendimento. Este estudo, portanto, se propôs a elucidar a
seguinte questão: de que forma a educação de usuários pode auxiliar os
alunos da EJA na construção da cidadania?
Esta pesquisa teve como objetivo investigar o papel da educação de
usuários na formação da competência informacional, junto aos alunos da EJA,
que utilizam a Biblioteca Professora Graciema Pacheco do Colégio de
Aplicação da UFRGS (BibApl) , auxiliando-os na construção e no exercício da
cidadania .

2 Materiais e Métodos
Este estudo configurou-se em
abordagem qualitativa que utilizou
apresentando como objeto de estudo a
aos alunos da EJA e à formação da

uma pesquisa social descritiva com
a estratégia de estudo de caso,
competência informacional relacionada
cidadania. Em se tratando de uma

1570

�ii
::!i

Educação de usuários e competências informacionais
StmwliO

H.IciotI..Jde

= =::.~

Trabalho completo

pesquisa de natureza social e cultural , portanto complexa , a escolha desta
metodologia foi feita em função do tipo de problema a ser estudado.
Por interpretar as realidades sociais, o estudo qualitativo é desenvolvido,
conforme Lüdke e André (1986, p.18) "[... ] numa situação natural, é rico em
dados descritivos, tem um plano aberto e flexível e focaliza a realidade de
forma complexa e contextualizada." o que pareceu bastante adequado a essa
pesquisa que apresenta, como personagens principais, os alunos da EJA.
Sob outro aspecto , o método do estudo de caso tem preferência quando
as questões colocadas são do tipo "como" e "por que" e o problema está
focalizado em uma situação contemporânea inserida em um contexto da
realidade (YIN , 2005). Os estudos de caso apresentam ainda , de acordo com
Lüdke e André (1986) algumas características fundamentais que motivaram
sua escolha : eles visam à descoberta, revelam experiência vicária e permitem
generalizações, buscam retratar a realidade de forma completa e procuram
representar os diferentes pontos de vista de uma situação social.
A amostra deste estudo foi composta por seis alunos da EJA do Colégio
de Aplicação da Universidade Federal do Rio Grande do Sul , selecionados
aleatoriamente entre o total de 167 alunos do 2° semestre de 2009.
O levantamento das informações necessárias ao estudo foi realizado por
meio de entrevista individual com roteiro pré-estabelecido. As questões foram
formuladas de forma que a entrevista permitiu a compreensão das motivações
destes sujeitos e de seus comportamentos dentro deste contexto social.
A entrevista , do tipo semi-estruturada 1, possibilitou a interação entre o
entrevistador e o entrevistado facilitando assim , o esclarecimento imediato de
dúvidas tanto por parte do entrevistado como do entrevistador.

3 Revisão de Literatura
3.1 Biblioteca: espaço de sociabilidade
Mais do que organizar e preservar a informação, a biblioteca contribui
para o desenvolvimento da consciência crítica , promovendo o desenvolvimento
global do ser humano em parceria com a escola . Oferecer informação de
suporte ao programa pedagógico da escola, incentivar a leitura, facil itar a
busca da informação nas várias fontes , proporcionar um espaço ideal para o
desenvolvimento do senso crítico, de respeito à difusão das idéias e da
socialização, são algumas ações educativas da biblioteca .
Segundo Silva, E. (1985, p.141), a biblioteca é um espaço "[.. .]
construído através do 'fazer' coletivo [ .. .]" e tem como função "[. . . ] a
transmissão da herança cultural às novas gerações de modo que elas tenham
condições de reapropriar-se do passado, enfrentar os desafios do presente e
projetar-se no futuro ."
De acordo com o manifesto indicado pela IFLA 2 , juntamente com a
UNESC0 3 , para que ocorra o desenvolvimento da competência informacional,
1,,[... ] que se desenrola a partir de um esquema básico, porém não aplicado rigidamente, permitindo que
o entrevistador faça as necessárias ad aptações." (LÜDKE e AN DRÉ, 1986, p.34)
2

IFLA : Internati onal Federati on of Library Associati ons

1571

�ii
::!i

Educação de usuários e competências informacionais
StmwliO

H.IciotI..Jde

= =::.~

Trabalho completo

no processo de educação, é essencial que a biblioteca cumpra os seguintes
objetivos:
a) apoiar e promover os objetivos educacionais definidos na missão e de
acordo com o currículo da escola;
b) apoiar os alunos na aprendizagem e na prática de habilidades para
avaliação e utilização da informação, independentemente da natureza e
do suporte , incluindo a sensibilidade para o uso adequado das formas
de comunicação com a sua comunidade;
c) defender a idéia de que a liberdade intelectual e o acesso à informação
são essenciais à construção de uma cidadania plena e responsável e ao
exercício da democracia;
d) desenvolver e manter nas crianças o hábito e o prazer da leitura, da
aprendizagem e da utilização das bibliotecas ao longo da vida ;
e) oferecer oportunidades de utilização, produção e uso da informação
voltadas para a aquisição do conhecimento, à compreensão, ao
desenvolvimento da imaginação e ao lazer;
f) organizar atividades que incentivem a consciência e a sensibilização
para as questões de ordem cultural e social;
g) promover a leitura, disponibilizar os recursos e serviços da biblioteca
escolar à comunidade escolar e fora dela;
h) prover acesso aos recursos locais, regionais, nacionais e globais e às
oportunidades que exponham os alunos às idéias, experiências e
opiniões diversificadas;
i) trabalhar em conjunto com alunos, professores, administradores e pais
de modo a cumprir a missão e objetivos da escola.

o ideal da biblioteca é, portanto , participar de forma ativa e permanente
do processo educacional e de construção da cidadania, é também promover o
acesso à informação de forma autônoma para formar indivíduos críticos e
hábeis que consolidem sua voz no espaço público.
3.2 Educação de Jovens e Adultos (EJA): o resgate da cidadania
A educação é direito social fundamental garantido no artigo 6° da
Constituição Brasileira de 1988 4 e pressupõe o desenvolvimento integral do ser
humano, ou seja, a formação de sua capacidade física , intelectual e moral.
Consiste em um processo de interação entre seres sociais onde ocorre a
transmissão de conhecimentos de um agente ao educando e vice-versa ,
visando à formação de habilidades, do caráter moral e da personalidade social
do indivíduo. Cita-se também, o art. 205 5 desta Constituição que garante,
UNESCO: United Nations Educational, Scientific and Cultural Organization
Art. 6° (CF: 1988) : São direitos sociais a educação, a saúde, o trabalho, a moradia, o lazer, a segurança,
a previdência social, a proteção à maternidade e à infância, a assistência aos desamparados, na forma
desta Constituição
5 Art. 205°(CF: 1988): A educação, direito de todos e dever do Estado e da família, será promovida e
incentivada com a co laboração da sociedade, visando ao pleno desenvo lvimento da pessoa, se u preparo
3

4

1572

�ii

Educação de usuários e competências informacionais
StmwliO

::!i H.IciotI..Jde

= =::.~

Trabalho completo

através do ensino gratuito, o pleno desenvolvimento do individuo, o preparo
deste para o exercício da cidadania e a sua qualificação para o trabalho.
Segundo Targino (1991 , p.155), o objetivo da Carta Magna ao
estabelecer a educação obrigatória no período da infância é formar o adulto
pleno, ou seja , não se trata de garantir os direitos da criança de frequentar a
escola, ''[. . .] mas do direito do cidadão de ter sido educado e informado" e
transformado em indivíduo capaz de participar democraticamente das decisões
da sociedade. Trata-se, portanto, de uma educação calcada no respeito, ao
mesmo tempo libertadora que desenvolve a consciência crítica e incentiva a
reflexão, a discussão e o debate.
A educação precisa ser compreendida como parte de um contexto
histórico e social, como um instrumento para entendimento, reflexão e crítica
dos valores herdados e dos novos que estão sendo propostos, não é, portanto,
um processo fechado, acabado e definitivo. Contudo, no Brasil , assim como
nas sociedades em geral , é praticamente impossível ensaiar algum conceito de
educação ou de cidadania , sem remeter às desigualdades sociais imbricadas
nestes temas.
Na maioria dos relatos obtidos através desta pesquisa , as pessoas
lamentam a não conclusão de seus estudos porque precisaram optar por
trabalhar, então abandonaram a escola pela necessidade de somar à renda
familiar. Este é o perfil dos alunos da EJA do CAp/UFRGS: com idade entre 31
e 50 anos, parecem ter combinado a resposta quando questionados do motivo
de não haver concluído seus estudos na idade regulamentar: "não concluí
porque tive que trabalhar para ajudar em casa".
Importante destacar a necessidade de preparar os alunos da EJA para
as complexas condições de trabalho oferecidas pela sociedade atual cada vez
mais exigente de forma que possam desenvolver autonomia para buscar
conhecimento e capacidade de aprender continuamente, percebendo suas
necessidades e sabendo como acessar e avaliar a informação, ou seja , como
diz Le Coadic (2004, p.112): "[ . .. ] aprender a se informar e aprender a informar
[ ... )" e ainda onde e como se informar. É através do acesso consciente à
informação que o cidadão adquire conhecimento de seus direitos e deveres e a
partir daí toma decisões nas situações concretas do seu dia-a-dia.
A atuação do bibliotecário, como mediador neste processo de
construção do conhecimento é fundamental , e é assim que se alcança o
objetivo principal do processo: a formalização legal da escolarização, mesmo
que não na idade regular, contudo, a tempo de resgatar a identidade do
indivíduo assim como sua autonomia cidadã neste processo de "pertencimento"
ao grupo social.

3.3 Competência Informacional + Autonomia = Emancipação
A partir das grandes mudanças e necessidades advindas das
tecnologias da informação e comunicação (TIC) deste século , o termo
competência foi assimilado pelos bibliotecários que passaram a falar em
para o exercício da cidadania e sua quali ficação para o trabalho.

1573

�ii

Educação de usuários e competências informacionais
StmwliO

::!i H.IciotI..Jde

= =::.~

Trabalho completo

competência informacional (uma das traduções do termo inglês information
literacy) . O termo Information literacy foi utilizado inicialmente nos Estados
Unidos da América e traduzido pela primeira vez no Brasil como "Alfabetização
Informacional" por Caregnato (2000) e muito ainda se discute, a respeito da
utilização dos termos e do conceito propriamente dito.
De acordo com o documento Information Literacy Competency
Standards for Higher Education (2000) da American Library Association (ALA),
information literacy é um conjunto de habilidades que as pessoas possuem
para reconhecer suas necessidades informacionais e ter a capacidade de
localizar, avaliar e utilizar eficazmente a informação de que precisa, entre as
diversas possibilidades de escolha que, em meio à abundante informação
disponível , provocam dúvidas sobre a autenticidade, validade e confiabilidade
destas informações. O documento afirma que information literacy é a base para
a aprendizagem ao longo da vida, é comum a todas as disciplinas, a todos os
ambientes educacionais e a todos os níveis de ensino .
A fim de escolher a tradução mais adequada do termo inglês
information literacy, buscou-se caracterizar o sentido do termo "competência".
Para isso, representou-se "competência " através da inter-relação dos conceitos
dispostos no esquema mostrado a seguir:

.--_ _ _ _ _ _..;..F~igura 1: Características da Competência

Conhecimento

Atitude

Fonte: da autora

1574

�ii
::!i

Educação de usuários e competências informacionais
StmwliO

H.IciotI..Jde

= =::.~

Trabalho completo

Sobre esse aspecto, competência implica:
a)
b)
c)
d)

Atitude: ter iniciativa, ou seja, inteligência prática;
Conhecimento: experiência pessoal anterior adquirida no assunto;
Habilidade: capacidade de produzir algo;
Liberdade para decidir.
A partir desta caracterização, portanto, optou-se utilizar, no decorrer
deste estudo, a expressão "competência informacional" para tradução do termo
inglês information literacy em detrimento dos termos "alfabetização" ou
"Ietramento", traduções equivalentes à palavra literacy.
O uso da informação para os indivíduos, de forma competente, traduz
uma relação de emancipação na medida em que conseguem perceber a sua
necessidade de informação, usar de suas próprias habilidades na localização,
interpretação, análise e avaliação da informação de modo que esta lhe traga
soluções cabíveis nas situações concretas de suas vidas. O relatório da
American Library Association - ALA, em 1989, apud 6 Campello e Abreu (2005,
p.179) atinente, descreve competência informacional da seguinte maneira:

Para ser competente em informação a pessoa deve ser capaz
de reconhecer quando precisa de informação e possuir
habilidade para localizar, avaliar e usar efetivamente a
informação. Para produzir esse tipo de cidadania é necessário
que escolas e faculdades compreendam o conceito de
competência informacional e o integrem em seus programas de
ensino e que desempenhem um papel de liderança preparando
indivíduos e instituições para aproveitarem as oportunidades
inerentes à sociedade da informação. Em última análise,
pessoas que têm competência informacional são aquelas que
aprenderam a aprender.

Quase nenhuma formação relativa à educação de usuários é oferecida
aos alunos da EJA na biblioteca do CAp/UFRGS e a ação neste sentido se faz
necessária e urgente. O processo de educação de usuários envolve
principalmente, o dever social de formar o indivíduo competente informacional.
Segundo a ALA (2000) 7, o indivíduo competente informacional é capaz de:
a) Acessar a informação necessária de forma eficaz e eficiente;
b) Avaliar criticamente a informação e suas fontes;
c) Compreender as questões econômicas legais e sociais relacionada ao
uso da informação, assim como acessar e usar a informação de maneira
ética e legal;
6

7

American Library Associafion - ALA,1989 apud CAMPELLO e ABREU , 2005, p.179
Tradução da autora

1575

�ii

Educação de usuários e competências informacionais
StmwliO

::!i H.IciotI..Jde

= =::.~

Trabalho completo

d) Determinar a extensão e abrangência da informação necessária ;
e) Incorporar a informação selecionada a sua base de conhecimento;
f) Usar as informações de forma eficaz para atingir objetivos específicos.
É necessário, portanto, o planejamento e avaliação da ação pedagógica
em busca dos meios de oferecer desafios e oportunidades aos alunos em um
programa de educação de usuários que cumpra com seus objetivos de forma
permanente e eficaz.

3.4 Cidadania e Acessibilidade: uma relação necessária
Para ser considerado cidadão pleno e ter condições de exercer a
democracia é necessário que o indivíduo possua direitos civis, políticos e
sociais. São considerados direitos civis, o direito de ir e vir, à vida , à liberdade,
à propriedade e à igualdade; os direitos políticos se referem à participação do
indivíduo nas decisões da sociedade em que vive, votar e ser votado, e os
direitos sociais dizem respeito ao direito à educação, ao trabalho, ao salário
justo, ao lazer, à cultura e à saúde. Segundo Morigi, Vanz e Galdino (2003) ,
dos direitos fundamentais do cidadão (civis, políticos e sociais) derivam outros
direitos, entre eles, o direito às novas tecnologias, direito à informação, direito
do consumidor, ou seja , direitos referentes à sociedade contemporânea. A
construção da cidadania no século XXI passa , necessariamente , pelo acesso e
uso da informação. A informação, hoje, é um bem social e também direito de
todos, é através da informação que se estrutura a ligação entre os indivíduos e
destes com a sociedade.
O conceito de cidadania , no entanto, é um conceito histórico , que vai se
transformando com o passar dos tempos. Desde sempre se relacionou com as
desigualdades sociais e com o sistema capitalista, mas no curso da história, vai
incorporando características relativas às transformações das sociedades que
alteram as relações sociais, econômicas e políticas. Em relação a um modelo
de cidadania ideal , Morigi e Rhoden (2006, p.180) comentam :

o sentido de cidadania sofreu modificações e continua até hoje
a ser constantemente alterado. Uma cidadania acessível a
todos , com igualdade de direitos , sem exclusões ou
discriminações, fornecendo igualdade de direito à informação,
fator fundamental na formação de cidadãos conscientes em
uma sociedade democrática, ainda está por vir.
Para que o indivíduo possa participar da vida política e social é
imprescindível que tenha acesso aos vários tipos de informação e,
evidentemente, tenha condições de entendimento e reflexão acerca da
informação recebida. O acesso à informação é a única maneira de se combater
a alienação social e cultural, possibilitando ao sujeito a capacidade de
interação nas formações sociais a partir de posicionamentos criticos para
discussão sobre os direitos básicos do cidadão, tais como habitação,
saneamento básico, educação, saúde e segurança pública exercendo assim
sua capacidade cidadã .

1576

�ii

Educação de usuários e competências informacionais
StmwliO

::!i H.IciotI..Jde

= =::.~

Trabalho completo

Ladeira e Amaral (1999) apud Passerino e Montardo (2007, pA)
conceituam inclusão social "[ ... ] como um processo que se prolonga ao longo
da vida de um indivíduo e que tem por finalidade a melhoria da qualidade de
vida do mesmo."
Para que este processo de conscientização se efetive e o exercício da
cidadania se desenvolva plenamente é preciso fortalecer as bases que estão
consolidadas na educação. De acordo com Morigi, Vanz e Galdino (2002,
p.141), "O direito à educação pressupõe de imediato o direito ao acesso à
informação, uma vez que a informação é parte do processo educativo." Por
conseguinte, o acesso à informação é fundamental na construção da cidadania
e é somente através da socialização da informação que se chegará ao ideal de
cidadania para toda a sociedade.
Considera-se o profissional bibliotecário, neste processo, agente
importante na democratização da informação, tanto no papel de educador
como no de "[ ... ] catalisador e difusor da informação [... ]" (TARGINO,1991,
p.157).
Com base nas idéias propostas, para fins de ilustração, apresentamos
um círculo cujos elementos se complementam e se relacionam no resgate ou
construção da cidadania , representado na figura 2.
Figura 2: Relações entre informação, educação e cidadania

1577

�Educação de usuários e competências informacionais
Trabalho completo

Educação

Informação

CIdadania

Fonte: da autora

O acesso à informação é condição básica para que a educação se
efetive e parte fundamental na construção da cidadania . A educação por sua
vez, é elemento chave no desenvolvimento da cidadania, formando o ciclo
representado na figura acima . O símbolo (raio) representa o catalisador das
etapas, ou seja, o profissional bibliotecário atuante em todas as transformações
do processo de construção da cidadania .
Desta forma , ressalta-se, a importância do papel do bibliotecário e sua
atuação como profissional da informação no processo de construção da
cidadania dos alunos da EJA. Este deve assumir a postura de cidadão membro
da sua comunidade e de agente disseminador, facilitando o acesso à
informação que esses usuários necessitam, ou seja, informação objetiva,
atualizada e em linguagem acessível. Ao ser questionada de que forma
avaliava a informação a que tinha acesso, uma das alunas da EJA, respondeu :
"escolho a informação que oferece melhor entendimento no sentido de ter a
escrita mais acessível para mim "
Em meio a tantas desigualdades, é dever do bibliotecário estar atento à
necessidade de promover a inclusão social e cultural, assumindo o
compromisso de participar ativamente no desenvolvimento do indivíduo, na sua

1578

�ii
::!i

Educação de usuários e competências informacionais
StmwliO

H.IciotI..Jde

= =::.~

Trabalho completo

melhoria pessoal, na sua qualificação profissional e na formação da sua
cidadania plena.
3.5 Formação, Informação e Acesso: aquisição de competência para uma
cidadania competente
A competência informacional está ligada ao desenvolvimento de uma
sene de habilidades relacionadas à busca, acesso e uso da informação e
precisam ser desenvolvidas, ensinadas/apreendidas para a formação do
indivíduo competente informacional. Dudziak (2003, p.26) comenta que o
relatório da American Library Association (ALA) ressalta a importância da
competência informacional para todos os indivíduos, trabalhadores e cidadãos.
Diz a autora :
As recomendações se concentram na implantação de um novo
modelo de aprendizado, com diminuição da lacuna existente
entre a sala de aula e biblioteca. Esse novo modelo de
aprendizado só é possível a partir de uma reestruturação
curricular na qual seja privilegiado o uso dos recursos
informacionais disponíveis, para a aprendizagem e resolução
de problemas, de forma contextualizada, a fim de incutir nos
aprendizes o hábito de buscar e utilizar criticamente a
informação (e a biblioteca) .

A idéia resultante desta pesquisa com os alunos da EJA, é a proposição
de uma reestruturação no currículo da EJA, pretende-se não apenas diminuir a
lacuna existente entre a sala de aula e a biblioteca, mas integrá-Ias.
Considerando a evolução constante das tecnologias da informação
(TIC), a grande quantidade de informação disponível atualmente e a necessária
educação para um posicionamento crítico e reflexivo perante à sociedade,
acredita-se que essa nova proposta, a introdução da "informação" no currículo
da EJA, garantiria o aprendizado e acesso consciente destes indivíduos à
informação. Le Coadic (2004, p.113) afirma :
A introdução no ensino da disciplina 'informação', com um
quadro de professores especializados, seria a garantia de
ingresso dos alunos na sociedade da informação. Permitiria
lutar contra esse considerável analfabetismo informacional, e,
portanto, suprimir a distância que hoje separa os inforricos dos
infopobres.

Para Guinchat e Menou (1994) qualquer ação de formação deve ser
realizada de acordo com um plano que responda as questões: Para quem?
Como? Por quanto tempo? De que forma? Onde?

1579

�ii

Educação de usuários e competências informacionais
StmwliO

::!i H.IciotI..Jde

= =::.~

Trabalho completo

A partir das entrevistas realizadas para este estudo, pode-se levantar
informações a serem utilizadas quando da decisão e preparação das atividades
a serem propostas. Ao serem inquiridos a respeito de como localizam o
material que procuram na biblioteca , como aprenderam a procurar e, se a
biblioteca supre suas necessidades de informação, as respostas obtidas foram
unânimes: "Localizo o material que preciso com a bibliotecária"; "Não aprendi a
procurar, sempre peço ajuda no balcão"; "Sim, sempre que precisei, a
biblioteca supriu minhas necessidades" .
A análise das respostas pressupõe que os alunos da EJA são
dependentes e incapazes de buscar informação básica por si só e
desconhecem que a biblioteca pode oferecer vários assuntos relacionados à
vida cotidiana . A maioria não utiliza a biblioteca porque não sabe como fazer
isso. Respondem que a "biblioteca supre totalmente suas necessidades" por
ser essa , a única realidade que conhecem . "O serviço da biblioteca é
satisfatório, não percebo se falta alguma coisa".
É necessário incluir no programa de educação dos alunos da EJA, a
princípio, as habilidades mais simples de educação para acesso à informação.
Caregnato (2000, p. 51) ao falar na tarefa fundamental para as bibliotecas
universitárias, se refere ao desenvolvimento de "[ . .. ] habilidades relacionadas
à localização, seleção, acesso e utilização da informação [... ] de uma forma
independente, criteriosa e produtiva ."
A discussão em torno das atividades práticas e teóricas que deverão ser
desenvolvidas, assim como os conteúdos, temas e objetivos que deverão ser
adaptados para esse novo programa para a educação dos alunos da EJA, são
assuntos a serem debatidos em reuniões futuras com os departamentos de
ensino e coordenação pedagógica . No momento, serão apresentadas algumas
sugestões, sempre levando em consideração que o foco é o estudante da EJA
e como tal , devem ser consideradas também as diferenças sociais, políticas,
religiosas e econômicas do público-objeto deste estudo.
A proposta deste trabalho é a implantação de uma disciplina ao
currículo da EJA que prepare esses indivíduos para o uso eficiente da
informação de forma autônoma e permanente de maneira que sejam incluídos
na Sociedade da Informação. Esta disciplina, que deverá estabelecer conexões
entre saberes e conteúdos, deverá também relacionar os saberes gerais e
profissionais, uma vez que um dos motivos de retomada dos estudos deste
público, está relacionado à formação profissional.
Ao serem questionados a respeito do motivo de terem retomado seus
estudos, os alunos entrevistados indicaram a qualificação profissional.
"Retomei meus estudos porque vi esperança de uma mudança profissional e
financeira "; "Voltei a estudar para conseguir serviço" e ainda: "Voltei a estudar
porque achava falta de entendimento, me sentia diminuída e excluída da
sociedade de participação. Até meu contra cheque eu tinha que pedir para
alguém ver, agora tenho autonomia. Tinha vergonha de não saber, de não falar
direito ... "
Em função disso, é preciso planejar esta disciplina de forma a buscar
meios de oferecer desafios e oportunidades aos alunos em um programa de
educação de usuários que cumpra com seus objetivos na capacitação pessoal

1580

�ii

Educação de usuários e competências informacionais
StmwliO

::!i H.IciotI..Jde

= =::.~

Trabalho completo

e profissional destas pessoas. Poderíamos nomeá-Ia: Formação, Informação,
Acesso e Cidadania.
A tabela a seguir tem a pretensão de organizar respostas para as
perguntas de Guinchat e Menou (1994):

Tabela 1: Perguntas e respostas: plano de ação de formação

PERGUNTAS

RESPOSTAS

Para Quem?

Alunos da EJA

Como?

Teoria e Prática

Por quanto tempo?
De que forma?
Onde?

2 h pl semana durante a
formação
50% teoria
50 % atividades práticas
Sala de aula e biblioteca

Fonte: da autora

Kuhlthau (2006) em seu programa de atividades sugere o
desenvolvimento de algumas habilidades a serem incorporadas como disciplina
na proposta curricular do ensino fundamental que podem ser adaptadas à EJA.
São habilidades de localização e interpretação para usar os recursos
informacionais e a biblioteca, que irão enriquecer o conhecimento e deverão
ser significativas para a vida . Envolvem três aspectos principais:
a) Aprender a reagir ao que viram e ouviram ;
b) Conhecer as fontes de informação disponíveis;
c) Conviver com a Internet e lidar com grande quantidade de informação.
Sugere-se a inclusão no programa pedagógico da disciplina, conteúdo
e atividades que possibilitem ao aluno da EJA:
Acessar links ;
Aprender a citar fontes e fazer referências ;
Buscar informações em revista e jornais;
Buscar informações na Internet;
Comparar as informações de várias fontes ;
Conhecer o arranjo do acervo e como está disposta a informação na
biblioteca ;
g) Desenvolver técnicas de busca por autor, título e assunto;

a)
b)
c)
d)
e)
f)

1581

�ii

Educação de usuários e competências informacionais
StmwliO

::!i H.IciotI..Jde

= =::.~

Trabalho completo

h) Identificar e caracterizar a coleção de referência, juvenil, infantil, de
periódicos, de folhetos , CO's, OVO's e o acervo geral ;
i) Identificar biografias;
j) Interpretar as informações;
k) Manusear enciclopédia e dicionários e aprender como está distribuída a
informação nestes suportes;
I) Procurar assuntos no catálogo e identificar o número de chamada ;
m) Produzir texto a partir de informações recebidas;
n) Saber avaliar criticamente as informações;
o) Saber buscar informações em almanaques e Atlas;
p) Saber pesquisar nos índices.
A partir da formação e desenvolvimento destas e de outras habilidades
que venham a ser incluídas no programa pedagógico da EJA, o indivíduo
deverá adquirir competência para acessar a informação de forma eficiente e
eficaz, com criatividade e exatidão.

4 Considerações Finais

o estudo de caso realizado neste trabalho possibilitou a oportunidade
de conhecer um pouco do perfil dos alunos da EJA do CAp/UFRGS, verificar
suas capacidades e analisar algumas de suas particularidades.
Constatou-se a necessidade de promover uma educação diferenciada
que integre a teoria e a prática , cultura e trabalho com autonomia no acesso à
informação, de maneira a formar indivíduos críticos e hábeis para que
consolidem sua voz e sejam capazes de exercer a democracia na atual
Sociedade da Informação e do Conhecimento. A formação educacional cidadã
visa, portanto, desenvolver uma consciência individual e coletiva das condições
modernas de informação.
O bibliotecário exerce papel fundamental enquanto mediador no acesso
à informação e na formação das habilidades necessárias ao indivíduo neste
processo . Em conjunto com os professores, participa ativamente na formação
intelectual dos alunos auxiliando-os na construção e no exercício da cidadania .
Para produzir esse tipo de cidadania , é necessário o entendimento do
conceito de competência informacional e a integração deste nos programas de
ensino. A competência informacional é fundamental para desenvolver qualquer
atividade pessoal ou profissional , pois define e norteia a melhor escolha na
resolução de problemas. Pode-se afirmar que, quanto mais aprimoradas as
competências mais chances de alcançar os objetivos pessoais e profissionais.
"A minha vida continua a mesma, mas as expectativas de melhorar de vida me
estão mais próximas"s.
Verificou-se, a partir deste estudo, a necessidade de uma educação
permanente e constante aos alunos da EJA em relação aos saberes
8 Co mentário de wn dos alunos entrevistados.

1582

�ii
::!i

Educação de usuários e competências informacionais
StmwliO

H.IciotI..Jde

= =::.~

Trabalho completo

informacionais por parte da biblioteca e da escola . Observou-se o desejo e
necessidades dos alunos da EJA.
Em função dos resultados , a sugestão deste trabalho é a implantação
de uma disciplina ao currículo da EJA que prepare esses indivíduos para o uso
eficiente da informação de forma autônoma . O indivíduo irá adquirir
competência informacional não só para o uso da informação como também
para transformar, comunicar e produzir.
Combater todas as formas de analfabetismo pessoal , digital e
informacional que dificultam o desenvolvimento econômico-social de nosso
país, é o objetivo-fim da educação voltada para a informação.

Referências

BRASIL. Congresso Nacional. Constituição Federal da República Federativa
do Brasil (1988). Brasília, DF: Ministério da Educação, 1988.
CAMPELLO, Bernadete; ABREU, Vera Lúcia Furst Gonçalves. Competência
Informacional e formação do bibliotecário. Perspectivas em Ciências da
Informação, Belo Horizonte, v.10, n.2, p.178-193, jul./dez.2005.
CAREGNATO, Sônia E. O Desenvolvimento de Habilidades Informacionais: o
papel das bibliotecas universitárias no contexto da informação digital em rede.
Revista de Biblioteconomia &amp; Comunicação, Porto Alegre, v.8, p.47-55 ,
jan./dez. 2000 .
DUDZIAK, Elisabeth Adriana . Information literacy: princípios, filosofia e prática .
Ciência da Informação, Brasília , DF, v.32, n.1, p. 23-35, jan./abr.2003 .
GUINCHAT, Claire; MENOU, Michel. Introdução Geral às Ciências e
Técnicas da Informação. Brasília, DF: IBICT,1994.
INFORMATION LlTERACY COMPETENCY STANDARDS FOR HIGHER
EDUCATION . Chicago, IIlinois: American Library Association, 2000. Disponível
em : http://www.ala .org/acrl/standards/informationliteracycompetency#ilhed .
Acesso em : 03 novo2000 .
INTERNATIONAL FEDERATION OF LlBRARY ASSOCIATIONS AND
INSTITUTIONS. School Library Manifesto. Disponível em :
&lt;http ://archive.ifla.orgNII/s11/pubs/manifest.htm &gt;. Acesso em 20 maio 2009 .
KUHLTHAU, Carol. Como usar a biblioteca na escola : um programa de
atividades para o ensino fundamental. 2.ed . Belo Horizonte: Autêntica, 2006.
LE COADIC , Yves-François. A Ciência da informação. 2.ed . Brasília , DF:
Briquet de Lemos/livros, 2004.

1583

�ii
::!i

Educação de usuários e competências informacionais
StmwliO

H.IciotI..Jde

= =::.~

Trabalho completo

LÜDKE, Menga; ANDRÉ, Marli E.D. Pesquisa em Educação: abordagens
qualitativas. São Paulo: EPU , 1986.
MORIGI , Valdir José; VANZ, Samile Andréia de Souza ; GALDINO, Karina . O
Bibliotecário e suas práticas na construção da cidadania . Revista ACB:
Biblioteconomia em Santa Catarina , v.7, n.1, 2002 .
MORIGI , Valdir José; VANZ, Samile Andréia de Souza ; GALDINO, Karina .
Cidadania, Novos Tempos, Novas Aprendizagens: novos profissionais? Em
Questão: revista da faculdade de Biblioteconomia e Comunicação da UFRGS,
Porto Alegre , v.9, n.1, p.69-78, jan./jun. 2003 .
MORIGI , Valdir José; RHODEN , Alvanir Maria. Cidadania e Comunicação:
estratégias comunicacionais na veiculação de informações públicas em
embalagens de cigarro. ECOS Revista , Pelotas, v. 10, n.2, jul./dez. 2006.
PASSERINO, Liliana Maria; MONTARDO,Sandra Portella. Inclusão social via
acessibilidade digital: proposta de inclusão digital para Pessoas com
Necessidades Especiais. Revista da Associação Nacional dos Programas de
Pós-Graduação em Comunicação. Trabalho apresentado ao Grupo de
Trabalho "Tecnologias de Informação e de Comunicação", do XI Colóquio
Internacional sobre a Escola Latino Americana de Comunicação, na
Universidade Católica de Pelotas. 2007, Pelotas. Disponível em : &lt;
http://encipecom.metodista.br/mediawiki/index.php/lnclus%C3%A30 social via
acessibilidade digital: proposta de inclus%C3%A30 digital para pessoas c
om necessidades especiais» . Acesso em : 10 dez. 2009.
SILVA, Ezequiel Theodoro da. Biblioteca Escolar: da gênese à gestão. In :
AGUIAR, Vera Teixeira de et aI. Leitura em crise na escola : as alternativas do
professor. 5. ed . Porto Alegre : Mercado Aberto, 1985. p. 134-145.
TARGINO, Maria das Graças. Biblioteconomia , Informação e Cidadania .
Revista da Escola de Biblioteconomia, UFMG, Belo Horizonte, v. 20 , n.2,
p.149-160, jul./dez. 1991 .
YIN , Robert K. Estudo de Caso: Planejamento e Métodos. 3.ed . Porto Alegre:
Bookman , 2005.

1584

�</text>
                  </elementText>
                </elementTextContainer>
              </element>
            </elementContainer>
          </elementSet>
        </elementSetContainer>
      </file>
    </fileContainer>
    <collection collectionId="49">
      <elementSetContainer>
        <elementSet elementSetId="1">
          <name>Dublin Core</name>
          <description>The Dublin Core metadata element set is common to all Omeka records, including items, files, and collections. For more information see, http://dublincore.org/documents/dces/.</description>
          <elementContainer>
            <element elementId="50">
              <name>Title</name>
              <description>A name given to the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51396">
                  <text>SNBU - Edição: 17 - Ano: 2012 (UFRGS - Gramado/RS)</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="49">
              <name>Subject</name>
              <description>The topic of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51397">
                  <text>Biblioteconomia&#13;
Documentação&#13;
Ciência da Informação&#13;
Bibliotecas Universitárias</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="41">
              <name>Description</name>
              <description>An account of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51398">
                  <text>Tema: A biblioteca universitária como laboratório na sociedade da informação.</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="39">
              <name>Creator</name>
              <description>An entity primarily responsible for making the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51399">
                  <text>SNBU - Seminário Nacional de Bibliotecas Universitárias</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="45">
              <name>Publisher</name>
              <description>An entity responsible for making the resource available</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51400">
                  <text>UFRGS</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="40">
              <name>Date</name>
              <description>A point or period of time associated with an event in the lifecycle of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51401">
                  <text>2012</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="44">
              <name>Language</name>
              <description>A language of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51402">
                  <text>Português</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="51">
              <name>Type</name>
              <description>The nature or genre of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51403">
                  <text>Evento</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="38">
              <name>Coverage</name>
              <description>The spatial or temporal topic of the resource, the spatial applicability of the resource, or the jurisdiction under which the resource is relevant</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51404">
                  <text>Gramado (Rio Grande do Sul)</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
          </elementContainer>
        </elementSet>
      </elementSetContainer>
    </collection>
    <itemType itemTypeId="8">
      <name>Event</name>
      <description>A non-persistent, time-based occurrence. Metadata for an event provides descriptive information that is the basis for discovery of the purpose, location, duration, and responsible agents associated with an event. Examples include an exhibition, webcast, conference, workshop, open day, performance, battle, trial, wedding, tea party, conflagration.</description>
    </itemType>
    <elementSetContainer>
      <elementSet elementSetId="1">
        <name>Dublin Core</name>
        <description>The Dublin Core metadata element set is common to all Omeka records, including items, files, and collections. For more information see, http://dublincore.org/documents/dces/.</description>
        <elementContainer>
          <element elementId="50">
            <name>Title</name>
            <description>A name given to the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="63897">
                <text>Competência informacional e educação de usuários: um estudo com alunos da Educação de Jovens e Adultos (EJA) do Colégio de Aplicação da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (CAp/UFRGS).</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="39">
            <name>Creator</name>
            <description>An entity primarily responsible for making the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="63898">
                <text>Gonzalez, Leonise Verzoni  </text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="38">
            <name>Coverage</name>
            <description>The spatial or temporal topic of the resource, the spatial applicability of the resource, or the jurisdiction under which the resource is relevant</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="63899">
                <text>Gramado (Rio Grande do Sul)</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="45">
            <name>Publisher</name>
            <description>An entity responsible for making the resource available</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="63900">
                <text>UFRGS</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="40">
            <name>Date</name>
            <description>A point or period of time associated with an event in the lifecycle of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="63901">
                <text>2012</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="51">
            <name>Type</name>
            <description>The nature or genre of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="63903">
                <text>Evento</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="41">
            <name>Description</name>
            <description>An account of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="63904">
                <text>Este artigo é o resultado de uma pesquisa realizada na Biblioteca Graciema Pacheco (BibApl), com alunos da Educação de Jovens e Adultos (EJA) do Colégio de Aplicação da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (CAp/UFRGS). Analisa a importância da biblioteca e a necessidade de sua participação ativa e permanente do processo educacional e de construção da cidadania, assim como a atuação do bibliotecário como mediador neste processo. Apresenta a Educação de Jovens e Adultos como meio de preparar os indivíduos para as complexas condições de trabalho oferecidas pela atual Sociedade da Informação cada vez mais exigente. Define, discute e caracteriza competência informacional como elemento essencial ao acesso à informação, fundamental para construção da cidadania. Propõe a introdução de uma nova disciplina no currículo da Educação de Jovens e Adultos que possibilite o desenvolvimento de habilidades em relação à localização e interpretação da informação de forma autônoma e independente. Conclui que o combate a todas as formas de analfabetismo pessoal, digital e informacional é o objetivo da educação voltada para a informação.</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="44">
            <name>Language</name>
            <description>A language of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="69502">
                <text>pt</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
        </elementContainer>
      </elementSet>
    </elementSetContainer>
  </item>
  <item itemId="6002" public="1" featured="0">
    <fileContainer>
      <file fileId="5066">
        <src>http://repositorio.febab.org.br/files/original/49/6002/SNBU2012_141.pdf</src>
        <authentication>a46a3e5300aae7dbfc927550da82d9bc</authentication>
        <elementSetContainer>
          <elementSet elementSetId="4">
            <name>PDF Text</name>
            <description/>
            <elementContainer>
              <element elementId="92">
                <name>Text</name>
                <description/>
                <elementTextContainer>
                  <elementText elementTextId="63896">
                    <text>i

Educação de usuários e competências informacionais

Sr!mWrio

;:!i

=

.:

IolaoooroaIde
IiWittKU

U...... ~I-..m

Trabalho completo

AÇÕES DE EXTENSÃO EM UMA BIBLIOTECA UNIVERSITÁRIA:
PROMOVENDO A COMPETÊNCIA EM INFORMAÇÃO E A PESQUISA
ESCOLAR EM ESCOLAS PÚBLICAS

Cristiane Beserra Andrade ' , Kleber Lima dos Santo~, Maria do
Livramento Ribeiro3, Marina Alves Mendonça4, Raimundo Nonato Ribeiro
dos Santos5
1Graduanda em Biblioteconomia , Universidade Federal do Ceará , Fortaleza , Ceará.
2Bibliotecário, Universidade Federal do Ceará , Fortaleza, Ceará .
3Graduanda em Biblioteconomia , Universidade Federal do Ceará , Fortaleza, Ceará.
4Especialista em Teorias da Comunicação e da Imagem , Bibliotecária , Universidade Federal
do Ceará , Fortaleza , Ceará.
5Mestrando em Ciência da Informação (UFPB), Bibliotecário, Universidade Federal do Ceará,
Fortaleza, Ceará.

Resumo
Apresenta o Projeto de Extensão Literacia: competência informacional nas
escolas, que está sendo desenvolvido pelo Sistema de Bibliotecas da Universidade
Federal do Ceará , com o foco na ação de extensão desenvolvida em 2011 : Curso de
Pesquisa Escolar. O Projeto Literacia objetiva demonstrar como o desenvolvimento
educacional está relacionado com os processos de criação, coleta , disseminação e
gestão da informação, contribuindo para a autonomia e a construção do sentido de
investigação científica inerente ao processo de aprendizado ao longo da vida .
Aborda a importância e o papel da competência em informação dentro do contexto
escolar, ratificando que a biblioteca é um ambiente peculiar de conhecimento e
aprendizado . Ressalta a extensão universitária como fator importante para o
desenvolvimento da sociedade e como linha de ação que as bibliotecas
universitárias devem se inserir para promover e estender seus serviços.

Palavras-chave:
Competências em informação; Extensão Universitária; Biblioteca escolar.

Abstract
Presents the Extension Project Literacy: Information Literacy in schools, which
it's been developed by the Library System of the Federal University of Ceará , with the
focus on the extension action developed in 2011 : School Research Course. The
Literacy Project aims to demonstrate how the educational development is related to
the processes of creation , collection , dissemination and information management,
contributing to autonomy and the construction of meaning of scientific research
inherent in the process of lifelong learning. Discusses the importance and the
information literacy role within the school context, confirming that the library is a
peculiar environment of knowledge and learning. Emphasizes the university
extension as an important factor for the development of society and as a line of

1558

�i
;:!i

=
.:

Sr!mWrio

Educação de usuários e competências informacionais

IolaoooroaIde
IiWittKU

U...... ~I-..m

Trabalho completo

action that university libraries should insert themselves for to promote and extend
their services.

Keywords:
Information literacy. University extension . Schoollibrary.

1 Introdução
A biblioteca é um espaço peculiar de aprendizagem, diferente da sala de aula .
Deve ser pensado como um lócus estratégico, de ações correlatas e
complementares desenvolvidas em sala de aula . A experiência com a leitura e com
o comportamento investigativo, tão importante para o avanço educacional , podem
ser ampliados no espaço de uma biblioteca, desde que minimamente estruturada
para tal.
As bibliotecas escolares, como agentes envolvidos nos processos de
geração, gestão e disseminação da informação necessitam desempenhar
habilidades de uso da informação, ou seja , ensinar os alunos a: definir suas
necessidades, acessar, selecionar, avaliar, organizar e usar informações visando
gerar seu próprio conhecimento. Milanesi ([20--]) apud Belluzzo (2005, p. 33), afirma
que

[...1uma prática de ensino, para incluir a leitura e a discussão, exige
transformações na escola, mudando a cena, alterando a sala de
aula, mudando o papel do professor de mero transferidor de
conteúdo, incrementando a biblioteca e incentivando todas as formas
de acesso à informação registrada e a produção de novas
informações.
A educação hoje deve estar voltada para os processos de construção , gestão
e disseminação do conhecimento, com ênfase no aprendizado ao longo da vida,
necessitando dos indivíduos que desenvolvam competências em informação.
Pessoas que tem competências em informação são capazes de aprender com a
informação, de pesquisar corretamente, de serem aprendizes autônomos. É preciso
aprender a aprender; aprender a ler criticamente; aprender a manusear informações
em diversos suportes, em virtude do excesso de informações e da oferta constante
das tecnologias presentes no nosso dia-a-dia .
Considerando-se que a competência em informação se caracteriza pela
ênfase na aprendizagem pela pesquisa orientada, verifica-se que, nesse sentido, a
ação da escola (direção, professores, biblioteca) é incipiente. Embora reconheça-se
a importância da questão e sua responsabilidade com relação a ela, observa-se que
falta sistematizar ações coletivas e permanentes que distinguem a noção de
competência em informação.
No contexto educacional, a competência em informação é de suma
importância para as funções pedagógicas, apoiando no processo de aprendizagem ,
e desenvolvendo as capacidades dos alunos.
De acordo com Belluzo (2005), entende-se que a competência em informação
deve ser compreendida como uma das áreas em que o processo de ensino e
aprendizagem esteja centrado. Segundo a American Library Association (ALA)
(1989) , os requisitos básicos para o indivíduo ser competente em informação são :
saber buscar, avaliar, filtrar e usar a informação, ou seja, aquelas pessoas que
aprenderam a aprender.

1559

�i
;:!i

=
.:

Sr!mWrio

Educação de usuários e competências informacionais

IolaoooroaIde
IiWittKU

U...... ~I-..m

Trabalho completo

Contudo antes de tornarem seus alunos competentes em informação, é
necessário que os professores dominem tal competência . Com a competência em
informação, o professor será capaz de reconhecer quando tem necessidades de
informação, selecionar fontes de informação, utilizar estratégias de busca , avaliar a
qualidade e relevância das informações e aplicá-Ias na resolução de problemas.
Baseado no exposto foi criado no Sistema de Bibliotecas da Universidade
Federal do Ceará (UFC) o Projeto de Extensão intitulado "Literacia : competência
informacional nas escolas". Seu objetivo geral é implementar programas de
competência em informação em escolas de Fortaleza . Para tal , seguirá os seguintes
objetivos específicos:
a) discutir o conceito de pesquisa na escola, com professores e alunos;
b) apresentar exemplos de fontes de pesquisa ;
c) orientar o acesso às informações contidas nas fontes de pesquisa ;
d) mostrar as etapas para a elaboração de um trabalho de pesquisa ;
e) conscientizar o aluno sobre a importância da leitura para a elaboração do
trabalho escolar;
f) oportunizar a realização de pesquisas para colocar em prática os
conhecimentos teóricos apresentados em sala de aula;
g) promover a biblioteca escolar;
h) colaborar para a uniformização e a padronização da apresentação dos
trabalhos escolares através da normalização.

2 Revisão de Literatura
2.1 Competência em informação
A sociedade da informação, vista como ambiente de abastança informacional,
se utiliza da tecnologia como instrumento para potencializar o acesso à informação.
Essa fluência na tecnologia é considerada como "estrutura intelectual para
compreender, encontrar, avaliar e usar informação - atividades que podem ser
realizadas em parte através da fluência em tecnologia, em parte através de métodos
de pesquisa sólidos, mas principalmente através de discernimento e raciocínio ."
(ASSOCIATION OF COLLEGE AND RESEARCH LlBRARIES , 2000). Percebe-se
também , que este contexto atual da sociedade reforça a necessidade de formar
indivíduos capazes de utilizar informação com os mais variados fins, desde o já
tradicional e importante campo educacional ao campo utilitário, o social.
Ter competência em informação é ser capaz de buscar, selecionar, localizar
informação e utilizar informações que respondam a uma necessidade. Surgiu com o
crescimento significativo de informação disponibilizada, visando promover seu
controle
e
acesso .
A
competência
em
informação
seria:

o processo contínuo de internalização de fundamentos conce itua is,
atitudinais e de habilidades necessário à compreensão e interação
permanente com o universo informacional e sua dinâmica de modo a
proporcionar um aprendizado ao longo da vida. (DUDZIAK, 2003 p.
28)

Segundo Dudziak (2003), a meta primordial da competência em informação é
o aprendizado independente e ao longo da vida . Portanto, o bibliotecário como
profissional de informação deve buscar desenvolver em si esta competência , bem

1560

�i
;:!i

=
.:

Sr!mWrio

Educação de usuários e competências informacionais

IolaoooroaIde
IiWittKU

U...... ~I-..m

Trabalho completo

como suscitar sua comunidade de usuários para isto. Para isso, deve assumir sua
função de educador, onde suas tarefas vão além de procurar, orientar e localizar a
informação, mas desenvolver em seus usuários habilidades de ler, ouvir, obter um
pensamento lógico, pensar criticamente, ensinando-o a aprender a aprender. Esse
processo envolve uma relação afetiva onde o bibliotecário respeita o modo de
aprendizado de cada um, e o auxilia em suas necessidades específicas, de modo
que estimule sua aprendizagem .
Isso é possibilitado através dos programas de educação de usuários, com
ações como realização de treinamentos, palestras ou no próprio atendimento
referencial, onde é importante orientar quanto ao uso de fontes e ferramentas para
acesso à informação e sensibilizar os usuários para compreender o quanto isto é
importante para a aprendizagem, geração de conhecimento, desenvolvimento
pessoal e científico, etc.
Assim como o projeto em destaque neste trabalho, outras práticas
desenvolvidas no ambiente escolar e acadêmico, trazem resultados bastante
positivos ao utilizar em suas abordagens o desenvolvimento da competência em
informação, como na experiência da Califomia State University. É o que destacam
Sonntag e Ohr (1996 apud HUNT; BIRKS, 2004, p. 32), quando descrevem o
programa desenvolvido na Universidade. A biblioteca foi tomada como laboratório de
aprendizagem, tendo como missão habilitar para seu uso bem sucedido e dando
acesso às ferramentas relevantes. O modelo adotado é impulsionado pela
aprendizagem ativa e estimula a integração de competências em informação, de tal
forma que os alunos possam aplicá-Ias na busca de solução de problemas em seu
dia-a-dia. De tal forma que:
Para desempenhar as atividades investigativas, requer-se a
aprendizagem de competências específicas, denominadas letramento
informacional, alicerce fundamental para a gestão da informação e
para a aprendizagem permanente que deverá ocorrer ao longo da vida
das pessoas, abrangendo as disciplinas, ambientes de aprendizagem
e níveis de ensino. (GASQUE, 2012, p. 111)
Percebe-se então que endossar a perspectiva do aprender a aprender em
consonância com o desenvolvimento de habilidades informacionais, em qualquer
ambiente educacional, exige que a apresentação das fontes de informação, assim
como os procedimentos de busca e uso da informação estejam intimamente
relacionados, de modo que a visão dos estudantes seja ampliada no que tange à
construção ética do conhecimento .
Apoiando-se nas palavras de Hunt e Birks (2004, p. 32) , quando afirmam que,
"today we are /ooking at a much more dynamic and diverse approach to /eaming,
incorporating a variety of teaching techniques in response to the varied /eaming
sty/es we find in our c/assrooms.", corrobora-se para o entendimento de que ações
da biblioteca que estejam alinhadas aos conceitos de competência em informação
são mais efetivas e eficazes para seus usuários, sejam alunos ou professores. Haja
vista, que estas constituem-se em meios colaborativos para dinamização do ensino .

2.2 Extensão universitária
As atividades extensionistas dentro da Universidade são de suma importância
para o desenvolvimento político, social e cultural, aprimorando competências
profissionais e contribuindo para o progresso social.

1561

�i
;:!i

=
.:

Sr!mWrio

Educação de usuários e competências informacionais

IolaoooroaIde
IiWittKU

U...... ~I-..m

Trabalho completo

Segundo Garrafa (1989 , p. 109) "extensão é conceituada como um processo
educativo cultural e cientifico que articula o ensino e a pesquisa de forma
indissociável e viabiliza a relação transformadora entre universidade e sociedade".
Sob uma ótica político-metodológica , o meio social é o objeto da extensão e o
principal beneficiado, exercendo assim uma ferramenta articuladora do ensino e da
pesquisa , considerados assim os três pilares da Universidade pública brasileira .
Estes não podem ser tratados de modo isolado, mas sim de forma integrada e em
consonância com os anseios e necessidades da sociedade.
Não obstante, esta relação dá-se de forma recíproca, haja vista a
Universidade também beneficiar-se neste processo, pois a partir da extensão esta
possibilita a interação entre o "pensar" e o "fazer" universitário, conforme indica
Serrano (2001) . Dessa forma é possível a Universidade atingir funções de cunho:
acadêmico (que se fundamenta nas bases teórico-metodológicas), social (em que
busca promover a organização social e a construção da cidadania) e articulador (do
saber e do fazer e da universidade com a sociedade).
Nogueira (2000, p. 63 apud OLIVEIRA, 2004, p. 2) ressalta que a
Universidade deve "induzir" programas e projetos que visem enfrentar os problemas
específicos produzidos pela situação da exclusão. Partindo disto, compreende-se
que a Universidade, especialmente a pública , tem a responsabilidade de aliar
educação e cultura, e contribuir para o fortalecimento da cidadania .
De acordo com Tavares (1997) , a extensão universitária aparece para uma
pequena fração da comunidade acadêmica como a possibilidade de dar suporte a
um novo paradigma de produção de conhecimento no âmbito da Universidade,
tendo uma relação próxima com a sociedade em um processo de troca e
complementaridade, constituindo um objeto catalisador das bases sociais.
Nesta perspectiva , nota-se que as bibliotecas universitárias, têm privilegiado
em suas práticas informacionais o compromisso com a comunidade acadêmica. As
evidências desta escolha são perceptíveis pelos produtos e serviços orientados para
docentes, discentes, funcionários e pesquisadores, como se as bibliotecas
universitárias não fossem sensíveis à comunidade do seu entorno. Faz-se
necessário situar as bibliotecas universitárias como um espaço de cidadania,
construído por meio de experiências de extensão planejadas para e com os grupos e
sujeitos sem vínculos formais com a Academia , mas que moram no entorno e por
vezes possuem acesso precário à informação, sobretudo em função das condições
socioeconômicas que marcam a vida cotidiana de parte significativa da população
brasileira.
Começa-se a notar na literatura da área , as possibilidades de engajamento
dos profissionais da informação que atuam nessas organizações em atividades de
promoção da leitura, palestras e oficinas para a comunidade externa aos camp i.
(VICENTINI et aI., 2007; COSTA et aI. 2008) .
Ferreira (2012 , p. 86) destaca
[ ... ) os projetos de extensão também viabilizam formas de ação mais
direcionadas às necessidades sociais de informação dos segmentos
populares da sociedade. São empreendimentos desse tipo que
permitem situar os(as) bibliotecários(as) como agentes de
intervenção numa realidade nacional ainda tão desigual em termos
de oportunidades de acesso às llC, de educação de qualidade, de
ampliação do conhecimento e de condições mínimas para uma vida
mais cidadã para homens, mulheres e crianças .

1562

�i
;:!i

=
.:

Sr!mWrio

Educação de usuários e competências informacionais

IolaoooroaIde
IiWittKU

U...... ~I-..m

Trabalho completo

Portanto, é neste sentido que o projeto do qual trata este trabalho, busca
estimular a sociedade (a parcela representada por seus participantes) para a
importância da competência em informação como meio de inclusão informacional e
esta última como instrumento de conscientização, mobilização e transformação
social.

3 Materiais e Métodos
A sociedade atual caracteriza-se pela multiplicidade de informações, pela
aceleração dos seus processos de produção e de disseminação, tornando-se
necessário preparar cidadãos capazes de selecionar, avaliar, interpretar e utilizar as
fontes de informação habilmente, conhecendo seus mais variados suportes e
formatos . A busca pela formação de cidadãos competentes no uso da informação
deve ser iniciada na escola , fase introdutória dos indivíduos ao ambiente da
biblioteca escolar e às fontes de informação, sendo o período propício para a
realização da instrução da competência em informação.
A educadora norte-americana Carol C. Kuhlthau desenvolveu a obra Como
usar a biblioteca na escola , que se fundamenta nos estágios cognitivos de Jean
Piaget e consiste em um programa de atividades progressivo, visando capacitar
crianças e jovens para acessar, avaliar e utilizar os diversos recursos informacionais,
em suportes impressos ou eletrônicos (KUHLTHAU , 2002). A obra foi adaptada por
um grupo de pesquisadores da Escola de Ciência da Informação da Universidade
Federal de Minas Gerais (UFMG) . As atividades abordam os diferentes recursos
informacionais da biblioteca escolar. A proposta de Kuhlthau serviu como base para
o desenvolvimento do Projeto de Extensão Literacia : competência informacional nas
escolas.
O Projeto Literacia está em fase de implantação na rede pública de ensino de
Fortaleza. Sua equipe é composta por 02 (dois) bibliotecários do Sistema de
Bibliotecas da UFC e 02 (duas) bolsistas de Extensão, graduandos em
Biblioteconomia. O Projeto seguirá as seguintes etapas:
a) Identificação e caracterização das escolas em que serão desenvolvidas o
Projeto (escola, alunos, professores e biblioteca escolar);
b) Desenvolvimento de um programa de instrução de competência em
informação (cursos, oficinas, seminários, folders), abordando os seguintes
módulos:
- Fontes de informação (identificar, caracterizar e diferenciar os diversos
tipos de fontes de informação para a realização de pesquisas escolares e
de interesse pessoal ; fontes de informação online etc.)
- Pesquisa escolar (definição; etapas; divulgação; normalização)
O desenvolvimento de projetos de competência em informação na
comunidade escolar, por meio da biblioteca, possibilita que o aluno seja formado
como usuário da informação em passos gradativos para buscar, entender, organizar,
interpretar, avaliar, utilizar e comunicar a informação. Não significa que seja um
processo de aquisição somente de habilidades formais de busca em catálogos e
ferramentas eletrônicas, mas também sirva de mola propulsora para mudança de
atitude a respeito da informação, do conhecimento, da preparação do escolar para a
resolução de problemas e tomada de decisões. O que se espera é o
desenvolvimento do desejado espírito crítico e criativo do estudante no decorrer da
vida toda (MACEDO, 2005) .

1563

�i
;:!i

=

.:

Sr!mWrio

Educação de usuários e competências informacionais

IolaoooroaIde
IiWittKU

U...... ~I-..m

Trabalho completo

4 Resultados Parciais/Finais
A principal ação de extensão desenvolvida no Projeto é o Curso de Pesquisa
Escolar. A primeira edição do Curso aconteceu em dezembro de 2011 , com 40
participantes inscritos, entre professores, alunos dos cursos de licenciatura de
diversas universidades cearenses, e alunos de outros cursos de graduação, que
demonstraram interesse pela temática desenvolvida.
O Quadro 1 apresenta o conteúdo abordado pelo Curso, de 30 horas aula ,
dividido em 3 módulos:
Q ua d ro 1 - Con t eu'd o d o C urso d e P esqUlsa Esco ar

Tipologia de fontes de informação;
Fontes de referência gerais e bibliográficas;
1:
Fontes
de Fontes de informação científica ;
Módulo
Informação
Fontes de Informação online (Google Acadêmico,
Scirus etc.)
Fontes de referência.
Orientações gerais para o estudo;
Módulo
2:
Introdução
a Competência Informacional;
Teoria e prática científica ;
Metodologia da Pesquisa
O trabalho científico.
Importância de Pad ron ização Nacional e
Internacional: breves considerações (ISO e ABNT);
Normas Brasileiras de Documentação (NBR's) :
- NBR 14724 - Informação e Documentação Módulo 3: Normalização de Trabalhos
Acadêmicos
Trabalhos Acadêmicos
Apresentação;
- NBR 10520 - Informação e Documentação Apresentação de Citações em documentos;
- NBR 6023 - Informação e Documentação Referencias - Elaboração.
A Pesquisa na Escola
Etapas da Pesquisa na Escola
Modúlo 4: Pesquisa Escolar
A biblioteca na Escola
Fonte: Elaborado pelos autores (2012).

Ao final do curso foi feita uma avaliação com os participantes, utilizando como
instrumento um questionário, que continha vários indicadores acerca do curso :
inscrição, instrutores, aulas, infra-estrutura. Dentre os indicadores dispostos no
questionário de avaliação, destacamos dois: Conteúdo abordado e Satisfação com o
curso. Os resultados estão dispostos nos Gráficos 1 e 2, a seguir:

1564

�i
;:!i

=
.:

Sr!mWrio

Educação de usuários e competências informacionais

IolaoooroaI de
IiWittKU

U...... ~I-..m

Trabalho completo

Gráfico 1 - Conteúdo abordado

• Reg ular

• Péss imo

Fonte: Elaborado pelos autores (2012) .

Percebemos a avaliação positiva dos participantes quanto ao conteúdo e sua
importância para a sala de aula . Nenhum dos participantes assinalou como Regular,
Ruim ou Péssimo o conteúdo abordado, revelando que o público alvo do curso,
formado por educadores e/ou futuros educadores confirmam a importância dos
assuntos elencados na grade do Curso de Pesquisa Escolar.
Gráfico 2 - Satisfação com o curso

~ Ótimo
~ Bo m

• Reg ular
~ Rui m

• Péss imo

Fonte: Elaborado pelos autores (2012) .

Ao final do curso, quando perguntados sobre sua satisfação, os participantes
classificaram o curso como Ótimo (64%) , Bom (28%) e Regular (apenas 8%) , não
havendo nenhuma indicação de Ruim ou Péssimo.
O questionário de avaliação continha ainda espaço para considerações livres
dos participantes sobre o curso. A seguir, transcrevemos algumas das falas :

1565

�i
;:!i

=
.:

Sr!mWrio

Educação de usuários e competências informacionais

IolaoooroaIde
IiWittKU

U...... ~I-..m

Trabalho completo

o curso é muito interessante. É capaz de ampliar nossos horizontes,
[ ... ) podendo trazer um sentido de buscar mais sobre o assunto para
os alunos, no sentido de despertar o interesse. Creio que no meu
caso o objetivo do curso foi alcançado, por que despertou um
interesse em buscar mais sobre os aspectos educacionais abordados
no curso. (Participante 1 - Professor)
o curso é muito bom e contribui sobremaneira a ampliação do nosso
conhecimento nessa área, onde carecemos de iniciativas como essa.
[ ... ) Gostaria de sugerir que o curso continuasse a acontecer muitas e
muitas vezes e que a sociedade tivesse conhecimento e
aproveitasse da melhor maneira possível. (Participante 2 Professor)
o conteúdo do curso foi bastante importante para a formação do
estudante de um curso de licenciatura. Com o curso foi possível
compreender melhor e auxiliar o estudante na busca por
conhecimentos, principalmente no ambiente da biblioteca, havendo a
contribuição e trabalho conjunto entre bibliotecários e licenciados na
compreensão de metodologia científica e pesquisa escolar.
(Participante 3 - Estudante de licenciatura)
A proposta e o tema do curso de extensão são importantíssimos
principalmente para os educadores que pretendem familiarizar seus
alunos e alunas para a pesquisa escolar. Focar a biblioteca e o
bibliotecário dentro da aprendizagem significativa no contexto escolar
é uma velha necessidade e um novo desafio para o nosso tempo .
(Participante 4 - Professora)
Certamente sairei do curso com informações importantes para minha
prática docente, sem deixar que o individualismo comprometa meus
objetivos. Aprendi muito, em especial trabalhar em parceria com a
biblioteca e o bibliotecário. (Participante 5 - Estudante de
licenciatura)

A compreensão da relevância do conteúdo sobre pesquisa escolar indica que
professores e graduandos reconhecem a necessidade de se efetivar uma
aprendizagem autônoma e pro positiva dentro do âmbito escolar, exigindo que o
processo educacional , substancialmente o viés didático, seja repensando a partir da
complexidade que a pesquisa propõe. Nesse contexto, a apresentação das fontes
de informação, os procedimentos de busca e uso da informação devem estar
intimamente relacionados, de modo que o processo educacional seja ampliado no
que tange a construção ética do conhecimento.

5 Considerações Parciais/Finais
A competência em informação é um processo de aprendizagem que, quando
realizado de forma consciente, reflexiva e contextualizada, favorece a produção do
conhecimento, em especial do científico. Torna-se um instrumento pedagógico
enriquecedor de atitude investigativa, fomentando posturas ativas e participativas
por parte dos indivíduos além de incutir nos alunos a necessidade de coletar

1566

�i
;:!i

=

.:

Sr!mWrio

Educação de usuários e competências informacionais

IolaoooroaIde
IiWittKU

U...... ~I-..m

Trabalho completo

informações, organizá-Ias de maneira coerente e apresentá-Ias com clareza. E essa
é uma lacuna percebida em todo o ensino básico do país.
Buscar e usar a informação parecem ser atividades naturais do ser humano.
Desde os primórdios, o homem, diante de conflitos ou desequilíbrios de qualquer
natureza, utiliza a informação para resolver problemas e, consequentemente ,
adaptar-se e integrar-se ao ambiente. Contudo, nem sempre as pessoas possuem
conhecimento sistematizado e competências para realizar essas atividades, agindo
de forma quase sempre intuitiva e sem consciência do processo como um todo
integrado.
Portanto, o Projeto Literacia aguarda formar, dentre do conjunto de escolas
públicas de Fortaleza, indivíduos capazes de determinar a extensão das
informações necessárias, acessá-Ias efetiva e eficientemente, avaliar criticamente a
informação e as suas fontes , relacionar a informação selecionada com os
conhecimentos prévios, usá-Ia efetivamente para acompanhar um objetivo
específico , compreender os aspectos econômicos, legais e sociais do contexto do
uso da informação e usá-Ia ética e legalmente.
Estamos nos inícios dos trabalhos a serem desenvolvidos, mas o modelo aqui
adotado, enquanto Projeto de Extensão, pode servir de modelo para que outras
bibliotecas universitárias despertem para a importância da extensão e também para
o desenvolvimento de competências em informação de seus futuros usuários, tanto
a comunidade acadêmica, quanto o restante da sociedade .
6 Referências
AMERICAN LlBRARY ASSOCIATION . Presential Comittee on Information Literacy.
Final reporto Chicago, 1989. Disponível em : &lt;http://www.ala.org/ala/acrl/acrlpubs/
whitepapers/presential.htm#importance&gt; . Acesso em : 18 fev. 2007.
ASSOCIATION OF COLLEGE AND RESEARCH LlBRARIES. Information literacy
competency for higher education . Chicago: ALA, 2000. Disponível em :
&lt;http://www.ala .org/acrl/ilcomstan .html&gt;. Acesso em: 03 jan . 2002.
BELLUZZO, R. C. B. Competências na era digital: desafios tangíveis para
bibliotecários e educadores. Educação Temática Digital , Campinas, v. 6, n. 2, p.
27 - 42, jun. 2005.
COSTA, M. E. O. et aI. Proposta de criação de um Centro de Extensão
Universitária/Sistema de Bibliotecas UFMG. In : SEMINÁRIO NACIONAL DE
BIBLlTOECAS UNIVERSITÁRIAS, 15., São Paulo. Anais .. . São Paulo : USP, 2008.
DUDZIAK, E. A. Information literacy: princípios, filosofia e prática . Ciência da
Informação, Brasília , v. 32 , n. 1, p. 23-35 , 2003.
FERREIRA, R. S. Transpondo muros, construindo relações: uma reflexão sobre
bibliotecas universitárias e extensão no Brasil. Revista Digital de Biblioteconomia
e Ciência da Informação, Campinas, v. 9, n. 2, p. 75-88, jan./jun. 2012.
GARRAFA, V. (Org .). Extensão: a universidade construindo saber e cidadania :
relatório de atividades 1987/1988. Brasília: UNB, 1989.

1567

�i
;:!i

=

.:

Sr!mWrio

Educação de usuários e competências informacionais

IolaoooroaIde
IiWittKU

U...... ~I-..m

Trabalho completo

GASQUE, Kelley Cristine Gonçalves Dias. Letramento informacional : pesquisa,
reflexão e aprendizagem . Brasília : Universidade de Brasília , 2012 . Disponível em :
&lt;http://Ieunb.bce.unb .br/bitstream/hand le/123456789/22/Letramento_I nformacional.p
df?sequence=3&gt;. Acesso em : 2 abr. 2012 .
HUNT, Fiona; BIRKS, Jane. Best practices in information literacy. Portal: libraries
and the academy, v. 4, n. 1, p. 27-39, 2004. Disponível em : &lt;http://muse .jhu .edu .
ez11 .periodicos.capes.gov.br/journals/portaUibraries_and_the_academy/v004/4 .1hu
nt.pdf&gt; . Acesso em : 28 mar. 2012 .
KUHL THAU , C. C. Como usar a biblioteca na escola : um programa de atividades
para o ensino fundamental. Belo Horizonte: Autentica, 2002 .
MACEDO, N. D. (Org .). Biblioteca escolar brasileira em debate: da memória
profissional a um fórum virtual. São Paulo: Senac, 2005 .
OLIVEIRA, C. H. Qual é o papel da extensão universitária?: algumas reflexões
acerca da relação entre universidade, políticas públicas e sociedade. In :
CONGRESSO BRASILEIRO DE EXTENSÃO UNIVERSITÁRIA, 2., 2004, Belo
Horizonte. Anais ... Belo Horizonte: UFMG, 2004 .
SERRANO, R. M. S. M. Extensão universitária: um projeto político e pedagógico em
construção nas universidades públicas. Participação, Brasília, ano 5, n. 10, 2001 .
TAVARES, M. G. M. Extensão universitária: novo paradigma de universidade?
Maceió: UFAL, 1997.
VICENTINI , L. A. et aI. O papel da biblioteca universitária no incentivo à leitura e
promoção da cidadania. Biblos : Revista de Bibliotecología y Ciências de la
Información, Lima, n. 27, v. 8, p. 1-9, enero-marzo, 2007. Disponível em :
&lt;http://redalyc.uaemex.mxlredalyc/pdf/161/161 02706 .pdf&gt;. Acesso: 12 jun. 2010.

1568

�</text>
                  </elementText>
                </elementTextContainer>
              </element>
            </elementContainer>
          </elementSet>
        </elementSetContainer>
      </file>
    </fileContainer>
    <collection collectionId="49">
      <elementSetContainer>
        <elementSet elementSetId="1">
          <name>Dublin Core</name>
          <description>The Dublin Core metadata element set is common to all Omeka records, including items, files, and collections. For more information see, http://dublincore.org/documents/dces/.</description>
          <elementContainer>
            <element elementId="50">
              <name>Title</name>
              <description>A name given to the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51396">
                  <text>SNBU - Edição: 17 - Ano: 2012 (UFRGS - Gramado/RS)</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="49">
              <name>Subject</name>
              <description>The topic of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51397">
                  <text>Biblioteconomia&#13;
Documentação&#13;
Ciência da Informação&#13;
Bibliotecas Universitárias</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="41">
              <name>Description</name>
              <description>An account of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51398">
                  <text>Tema: A biblioteca universitária como laboratório na sociedade da informação.</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="39">
              <name>Creator</name>
              <description>An entity primarily responsible for making the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51399">
                  <text>SNBU - Seminário Nacional de Bibliotecas Universitárias</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="45">
              <name>Publisher</name>
              <description>An entity responsible for making the resource available</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51400">
                  <text>UFRGS</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="40">
              <name>Date</name>
              <description>A point or period of time associated with an event in the lifecycle of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51401">
                  <text>2012</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="44">
              <name>Language</name>
              <description>A language of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51402">
                  <text>Português</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="51">
              <name>Type</name>
              <description>The nature or genre of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51403">
                  <text>Evento</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="38">
              <name>Coverage</name>
              <description>The spatial or temporal topic of the resource, the spatial applicability of the resource, or the jurisdiction under which the resource is relevant</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51404">
                  <text>Gramado (Rio Grande do Sul)</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
          </elementContainer>
        </elementSet>
      </elementSetContainer>
    </collection>
    <itemType itemTypeId="8">
      <name>Event</name>
      <description>A non-persistent, time-based occurrence. Metadata for an event provides descriptive information that is the basis for discovery of the purpose, location, duration, and responsible agents associated with an event. Examples include an exhibition, webcast, conference, workshop, open day, performance, battle, trial, wedding, tea party, conflagration.</description>
    </itemType>
    <elementSetContainer>
      <elementSet elementSetId="1">
        <name>Dublin Core</name>
        <description>The Dublin Core metadata element set is common to all Omeka records, including items, files, and collections. For more information see, http://dublincore.org/documents/dces/.</description>
        <elementContainer>
          <element elementId="50">
            <name>Title</name>
            <description>A name given to the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="63888">
                <text>Ações de extensão em uma Biblioteca Universitária: promovendo a competência em informação e a pesquisa escolar em escolas públicas.</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="39">
            <name>Creator</name>
            <description>An entity primarily responsible for making the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="63889">
                <text>Andrade, Cristiane Beserra; Santos, Kleber Lima dos; Ribeiro, Maria do Livramento; Mendonça, Marina Alves; Santos, Raimundo Nonato R. dos</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="38">
            <name>Coverage</name>
            <description>The spatial or temporal topic of the resource, the spatial applicability of the resource, or the jurisdiction under which the resource is relevant</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="63890">
                <text>Gramado (Rio Grande do Sul)</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="45">
            <name>Publisher</name>
            <description>An entity responsible for making the resource available</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="63891">
                <text>UFRGS</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="40">
            <name>Date</name>
            <description>A point or period of time associated with an event in the lifecycle of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="63892">
                <text>2012</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="51">
            <name>Type</name>
            <description>The nature or genre of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="63894">
                <text>Evento</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="41">
            <name>Description</name>
            <description>An account of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="63895">
                <text>Apresenta o Projeto de Extensão Literacia: competência informacional nas escolas, que está sendo desenvolvido pelo Sistema de Bibliotecas da Universidade Federal do Ceará, com o foco na ação de extensão desenvolvida em 2011: Curso de Pesquisa Escolar. O Projeto Literacia objetiva demonstrar como o desenvolvimento educacional está relacionado com os processos de criação, coleta, disseminação e gestão da informação, contribuindo para a autonomia e a construção do sentido de investigação científica inerente ao processo de aprendizado ao longo da vida. Aborda a importância e o papel da competência em informação dentro do contexto escolar, ratificando que a biblioteca é um ambiente peculiar de conhecimento e aprendizado. Ressalta a extensão universitária como fator importante para o desenvolvimento da sociedade e como linha de ação que as bibliotecas universitárias devem se inserir para promover e estender seus serviços.</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="44">
            <name>Language</name>
            <description>A language of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="69501">
                <text>pt</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
        </elementContainer>
      </elementSet>
    </elementSetContainer>
  </item>
  <item itemId="6001" public="1" featured="0">
    <fileContainer>
      <file fileId="5065">
        <src>http://repositorio.febab.org.br/files/original/49/6001/SNBU2012_140.pdf</src>
        <authentication>483f5986adad8cad5d48958ec75afd03</authentication>
        <elementSetContainer>
          <elementSet elementSetId="4">
            <name>PDF Text</name>
            <description/>
            <elementContainer>
              <element elementId="92">
                <name>Text</name>
                <description/>
                <elementTextContainer>
                  <elementText elementTextId="63887">
                    <text>Educação de usuários e competências informacionais
i! """"'"
MaooNlck

~

=

:,

IiWitt.UJ
1I....111~

Trabalho completo

o USO DE TECNOLOGIAS DA INFORMAÇÃO E COMUNICAÇÃO
APLICADAS NA BIBLIOTECA DE CIÊNCIAS FARMACÊUTICAS
UNESP
Maria Irani Coito 1, Rodrigo Gustavo Silvestre 2
1

Especialista em Gestão Estratégica de Pessoas, Faculdade de Ciências Farmacêuticas
UNESP, Araraquara , SP, Brasil. irani@fcfar.unesp.br

2 Mestrando em Engenharia de Software, UFSCAR, São Carlos, SP, Brasil. Técnico de
Informática, Faculdade de Ciências Farmacêuticas UNESP, Araraquara , SP, Brasil.
rodrigos@fcfar.unesp.br

Resumo
Este trabalho tem como objetivo fornecer subsídios para promoção de
serviços que atendam as expectativas de seus usuários. A avaliação da satisfação
dos usuários visa orientar a biblioteca para reestruturar serviços de qualidade com
ênfase em resultados. Em pouco mais de 15 anos, as transformações ocorridas na
sociedade e à maneira como tratamos as informações foi completamente alterada
em vista dos novos recursos tecnológicos dos quais dispomos. Um dos locais que
mais sofreu o impacto dessas mudanças é a biblioteca. É muito comum , hoje em dia,
o catálogo de materiais das bibliotecas estarem disponíveis de forma digital com
acesso livre pela internet. Os usuários já se acostumaram a reservar livros e outros
materiais que necessitam diretamente de suas casas, sem a necessidade de irem
até a biblioteca para isso. Mas as mudanças não param por aí, mesmo entre as
bibliotecas, a internet está alterando o jeito de como os processos funcionam . Um
exemplo é o uso cada vez mais frequente das ferramentas de tecnologia de
informação e comunicação alterando drasticamente a forma como os usuários
interagem com as bibliotecas, e como essas estão respondendo às novas demandas
de serviços. Os resultados apresentados mostraram que os serviços bibliotecários
devem ser avaliados constantemente .

Palavras-Chave:
Biblioteca, Satisfação dos Usuários, Sistema de Informação, Usos de
Tecnologia de Informação e Comunicação .

Abstract
This work aims to provide subsidies to promote services that meet the
expectations of its users. The assessment of user satisfaction aims to guide the
library to restructure quality services with emphasis on results. In just over 15 years,
the changes occurring in society and how we treat the information was completely
changed in light of new technological resources of which we have. One of the places
that suffered the impact of these changes is the library. It is very common nowadays,
the catalog of the library materiais are available in digital form with free access to the
Internet. Users have beco me accustomed to reserve books and other materiais they
need from their homes, without having to go to the library for this. But the changes do

1544

�Educação de usuários e competências informacionais
i! """"'"
MaooNlck

~

=

:,

IiWitt.UJ

1I....111~

Trabalho completo

not stop there, even among the libraries; the Internet is changing the way how the
processes work. An example is the increasingly frequent use of the tools of
information technology and communication dramatically changing the way users
interact with libraries, and how these are responding to new demands for services.
The results showed that library services should be evaluated constantly.

Keywords:
Library, User's satisfaction,
Technology and Communication .

Information

system,

Uses

of

Information

1 Introdução
A internet passou a ser utilizada comercialmente no Brasil a partir de 1995,
com a criação do Comitê Gestor da Internet no Brasil (CGI.BR, 2012). De lá para cá
se passaram pouco mais de 15 anos, entretanto, é praticamente impossível
conseguirmos imaginar nossas vidas sem esse meio de comunicação.
É estimado que no Brasil cerca de 80% da população tenha acesso à internet.
Isso causa um profundo impacto na forma como esses usuários interagem com os
produtos e serviços que já existiam antes da internet (IBGE, 2009). As Bibliotecas
Universitárias não ficaram isentas dos impactos sociais, culturais e tecnológicos.
Pelo contrário, ela tornou-se um ambiente em constante mudança tendo para isso, a
necessidade de reestruturar seus espaços, sua missão visando atender as
necessidades de seus usuários (ALVES &amp; ALVES, 2011) . Dessa forma , os usuários
passaram a se acostumar com certas comodidades, fazendo com que sejam mais
exigentes no uso de outros serviços, como por exemplo, na utilização da biblioteca .

o Século 21 trouxe consigo usuários com novos olhares a respeito das
Tecnologias de Comunicação e Informação - TIC . Novos serviços foram criados
baseados na velocidade da troca de informações que a internet possibilita . De forma
geral , passamos a utilizar cada vez mais a internet para nos comunicarmos com
quem está distante, como por exemplo, em nossa vida social para conhecer lugares
que jamais fomos para acessar informações que estejam em outros continentes,
pois as tecnologias estão integrando o mundo em redes globais de comunicação
interagindo com tudo e com todos (SILVA &amp; LOPES, 2011) .
Com o acesso à informação em tempo real e o aumento da conectividade
diminui a distância e o espaço entre os indivíduos com as tecnologias de
comunicações proporcionando o acesso de qualquer lugar e a qualquer hora de
forma instantânea (SILVA &amp; LOPES, 2011).
Entretanto, justifica-se avaliar a Biblioteca enquanto organização prestadora
de serviços para compreender melhor como se dá seu funcionamento e, como este,
influi nas decisões dos usuários em desenvolverem competências e habilidades para
o uso dos recursos bibliográficos em apoio ao ensino e pesquisa . Nesse sentido,

1545

�Educação de usuários e competências informacionais
i! """"'"
MaooNlck

~

=

:,

IiWitt.UJ

1I....111~

Trabalho completo

avaliar os serviços da biblioteca sob os olhares de seus usuários pode-se obter um
diagnóstico da biblioteca e com isso, problematizar melhor uma metodologia na
execução de suas atividades em função dos interesses de seus usuários e, dessa
forma , estabelecer projetos de serviços em apoio ao ensino e pesquisa em uma
relação Biblioteca e Faculdade de Ciências Farmacêuticas.
A questão e o problema desta pesquisa apontam para a necessidade dos
profissionais bibliotecários e os assistentes de bibliotecas estarem preparados para
a sociedade globalizada. Temos por um lado, a ciência buscando respostas para os
problemas sociais, culturais e científicos através de pesquisas com a produção de
trabalhos, inovações e desenvolvimento de ferramentas tecnológicas aumentando
com isso, o volume de informações e documentos. Por outro, o lançamento de um
grande volume de publicações em todas as áreas do conhecimento humano com a
inserção de ferramentas tecnológicas em benefício do uso e operacionalização da
organização do conhecimento requerendo aprendizagem e competências dos
profissionais de informação (BORGES, 2000; COl &amp; BEllUZZO, 2011).
Nesse artigo, são relatados alguns serviços que foram profundamente
alterados por causa do uso da internet e outras Tecnologias de Informação e
Comunicação com o objetivo de tornar a biblioteca mais assertiva em seu
planejamento. Por fim é feita uma discussão do impacto dessas tecnologias no diaa-dia da biblioteca e na forma com a qual ela responde a essas novas exigências de
seus usuários.

2 Revisão de Literatura
A introdução do virtual no processo educacional com a aplicação e utilização
adequada das TIC proporcionam um ambiente de interação em que o usuário além
de ser instruído e motivado a construir seu próprio conhecimento, ele torna-se de
certa forma , produtor e consumidor de conteúdos interativos. Este novo perfil de
usuário pode influir no processo de comunicação com a participação em ambientes
colaborativos e nos de relacionamentos, compartilhando com outros indivíduos os
mesmos interesses e necessidades (BORGES , 2000; COl &amp; BEllUZZO, 2011 ;
MANESS, 2007).
Além dos serviços tradicionais consolidados no formato online como o Comut,
EEB, acervo informatizado, biblioteca digital de teses, dissertações, acesso aos
Bancos de dados Bibliográficos de resumos e textos completos, serviços de
reservas e renovação de livros online, empréstimos de netbooks para os alunos, a
biblioteca também foi impactada com a inserção de novas tecnologias de informação
e comunicação . Ceynowa (2011), afirma que as bibliotecas devem produzir serviços
e produtos de qualidade visando atingir os interesses e necessidades de sua
comunidade acadêmica, realizando a cada dia, serviços de acesso e de entrega de
informação e documentos utilizando diversas plataformas de serviços de acordo com
tipos e categorias de usuários.

1546

�Educação de usuários e competências informacionais
i! """"'"
MaooNlck

~

=

:,

IiWitt.UJ
1I....111~

Trabalho completo

Além da mídia de comunicação TV indoor e TV digital, a biblioteca deve
também oferecer serviços de alertas utilizando plataforma móvel na distribuição de
serviços de informação considerando que grande quantidade de usuários aderiram a
esses elementos entrantes no espaço da Internet móvel, como os Iphone,
Smartphone, Tablet, entre outros. (COl &amp; BEllUZZO, 2011 ; PEllANDA, 2010 ;
ROSSETO, 2008).

3 Materiais e Métodos
Para cumprir com os objetivos de atender uma demanda de serviços e
produtos para os usuários da Biblioteca foi realizada uma pesquisa com aplicação de
entrevista com os alunos que adentraram a biblioteca da Faculdade de Ciências
Farmacêuticas, UNESP, no mês de março de 2011 .

°

objetivo principal foi saber quais os interesses dos alunos em utilizar as
ferramentas de tecnologias aplicadas nos serviços e produtos que a biblioteca
oferece. Não foram estudadas neste trabalho, as características distintas referentes
à Instituição e aos alunos.
Como instrumento de pesquisa e coleta de dados foi elaborado um
questionário com aplicação na forma de entrevista contendo dois tópicos: o primeiro
contendo subitens sobre Treinamentos em recursos informacionais Bases de Dados;
Normalização; Softwares Aplicativos; Tutoriais de acesso à Informação; Informativo
da Biblioteca; e Eventos na Biblioteca, e o segundo contendo Interesse no uso de
Redes Sociais Blog ; Twitter; Facebook; Orkut; Linkedin (ANEXO 1).
De acordo com os que adentraram a biblioteca , com o esquema de aplicação
da entrevista, obteve-se 48 alunos do curso de Farmácia-Bioquímica no qual
responderam ao questionário. Assim, este trabalho apresenta um estudo sobre os
interesses dos usuários em utilizar os serviços e produtos de informação oferecidos
pela Biblioteca.

4 Resultados Parciais/Finais
4.1 Treinamentos Serviços e Recursos Informacionais
Em análise aos resultados, constatou-se que dos 48 usuários entrevistados,
40% (19) dos alunos responderam que tinham maior interesse nos treinamentos
destacando as seguintes bases de dados: PUBMED (Medline) , o PUBMED
CENTRAL da NlM de como encontrar os artigos com textos completos, a BIREME,
o SCIElO, o Portal de Periódicos CAPES em que muitas vezes encontravam
dificuldades em baixar o texto completo dos periódicos por eles selecionados, o
Scifinder, a base Reaxys e os índices de impactos.

1547

�Educação de usuários e competências informacionais
i! """"'"
MaooNlck

~

=

:,

IiWitt.UJ

1I....111~

Trabalho completo

A segunda questão normalização, 38% (18) dos alunos mostraram interesse
em resolver suas dúvidas na elaboração dos seus trabalhos acadêmicos uma vez,
que cada Instituição, mesmo se orientado pela ABNT, há sempre algum tipo de
divergência na normalização quando da elaboração de seus trabalhos acadêmicos e
normalização de originais para publicação em periódicos científicos.
A questão sobre o uso dos softwares aplicativos não despertou muito
interesse nos usuários entrevistados, no qual apenas 12% (6) dos alunos mostraram
interesse em aprender como configurar o "ENDNOTE", o "VPN", a utilizar o "Turnitin"
e o software "Publish or Perish" para encontrar o índice de impacto no Google
Acadêmico na Internet.
A última questão "tutoriais de acesso aos serviços e bases de dados", também
não despertou interesse nos usuários entrevistados. Apenas 10% (5) dos alunos
mostraram interesse nesses arquivos para consulta e resolver problemas de dúvidas
em seus estudos. Os entrevistados reportaram que quando encontram dificuldades
com suas pesquisas, procuram no Google a solução para suas dúvidas.
Referentes às questões: "Informativo Biblioteca" e "Eventos Biblioteca", estas
foram descaracterizadas por conterem valores nulos conforme demonstrado na
Figura 1.
No momento da entrevista, os usuanos consideraram importantes, porém ,
justificaram que estas questões possuíam caráter cultural e informativo e que
naquele momento estavam considerando apenas as questões pertinentes às
atividades acadêmicas do curso.
Após um pouco mais de um ano em que realizamos esta pesquisa de
satisfação dos usuários observamos mudanças em seus comportamentos em
relação à Biblioteca. Os métodos de prestação de serviços foram reestruturados com
a aquisição de equipamentos novos, aquisição de mais exemplares de livros da
bibliografia básica, aumento na quantidade de empréstimo de itens para as
categorias graduação e pós-graduação e divulgação de serviços e produtos através
da mídia indoor.
A Biblioteca adquiriu em projeto com a Coordenadoria de Bibliotecas, cinco
Netbooks para empréstimo aos usuários com uso exclusivo na Biblioteca e uma TV
mídia indoor disponibilizando diariamente informações pertinentes aos interesses
dos usuários. Com essas ações os alunos no qual frequentam a Biblioteca passaram
a observar as informações e a se interessarem pelos informativos utilizando mais os
serviços da biblioteca .

1548

�Educação de usuários e competências informacionais
i! """"'"
MaooNlck

~

=

:,

IiWitt.UJ
1I....111~

Trabalho completo

Treina mentos
• Bases de dados

19

• soft ap licativos

6

• Informativo biblioteca O

• normal ização

18

• tut oriais acesso

5

eventos da biblioteca

O

Figura 1 - Interesse no uso dos recursos informacionais
Fonte: Dados da pesquisa elaborada pelos autores

4.2 Interesses quanto ao Uso de Redes de Relacionamentos

Dentre os usuários abordados na entrevista, a maioria optou pelos serviços
das tecnologias aplicadas a biblioteca como recurso de apoio ao ensino de
graduação e de pós-graduação.
Quanto ao usarem sites de relacionamento na socialização entre biblioteca e
usuários, naquele momento consideraram não oportuno pelo fato do curso de
Farmácia-Bioquímica ser oferecido em período integral e noturno. Com isso, exige
grande parte do tempo dos alunos em salas de aula, em laboratórios, participação
em projetos com os Docentes como iniciação científica , trabalhos de campo, estudos
das disciplinas e uso de material da e na Biblioteca como mostra a Figura 2.
Os entrevistados no qual manifestaram interesse no uso de Redes de
Relacionamento foram 13% (6) dos alunos preferiam o "Blog", 8% (4) alunos
preferiam o "Twitter", 8% (4) dos alunos preferiam o "Facebook". O subitem
"Linkedin" foi descaracterizado por não conter adesão dos alunos. Em forma de teste
a Biblioteca configurou uma conta no Twitter e divulgou aos seus alunos.
A única adesão e uma única vez, o acesso foi referente o Centro Acadêmico ,
porém, em nossas contas particulares "Facebook" e "Linkedin" temos contatos
diretos com alguns de nossos usuários. Preferiram ficar com o uso das redes sociais
das quais participam para relacionamento entre suas próprias comunidades.

1549

�Educação de usuários e competências informacionais
i! """"'"
MaooNlck

~

=

:,

IiWitt.UJ
1I....111~

Trabalho completo

Redes Socia is
• Não

32 • Sim - Blog

• Sim - Fac ebook

4 • Sim - Orkut

6 • Sim - Tw itter
2 • Sim - Li nkedin

4
O

Figura 2 - Interesse no uso de Redes Sociais
Fonte: Dados da pesquisa elaborada pelos autores

4.3 Treinamentos com os Usuários: Serviços Utilizados Através da Internet
Durante todo o ano é oferecido treinamentos aos usuários sobre as mais
diversas tecnologias e serviços que possam ser úteis para ajudá-los em suas
respectivas pesquisas como o acesso ao P@rthenon UNESP, EndNote, Turnitin,
Boletim Informativo e Bases de dados Científicas online e também alguns sites de
relacionamentos como Blog, Twitter, Facebook e Linkedln.
Alguns dos treinamentos utilizando as ferramentas tecnológicas ministradas
na Biblioteca da Faculdade de Ciências Farmacêuticas da UNESP de Araraquara
são:
a) Acessando as bases de dados científicas em casa pelo VPN ;
b) Google Academic e Google Books;
c) Turn It In - detectando plágio em trabalhos científicos;
d) Nova ortografia e erros comuns em artigos científicos;
e) Regras ABNT;
f) Períodicos Científicos, Fatores de Impacto e índice H;
g) Software Publish or Perish ;
h) Ferramenta Scirus;
i) EndNote Web;
k) SciFinder;
I) Scielo;

1550

�Educação de usuários e competências informacionais
i! """"'"
MaooNlck

~

=

:,

IiWitt.UJ
1I....111~

Trabalho completo

m)DOAJ : (Directory of Open Access Journals - Diretório de Revistas
Científicas de Acesso Livre) .
Todos os materiais gerados são distribuídos livremente para a comunidade
através do site da biblioteca em http://www2.fcfar.unesp.br/#14.14.
4.3.1 O PLUS como suporte à competência informacional
Desenvolvido por James Herring, o modelo PLUS divide as habilidades de
pesquisa em 4 partes principais: Purpose (Proposta), Location (Localização), Use
(Uso) , Self-evaluation (Auto-avaliação) (HERRING, 2012).

o PLUS foi escolhido por ter breve descrição e ser de fácil entendimento
pelos alunos. É utilizado para treinar os alunos de graduação e os de iniciação
científica a adquirirem as competências e habilidades para realizar pesquisa
bibliográfica tanto no acervo da biblioteca quanto nas bases de dados científicas da
área .
Purpose
Identificar a informação necessária
Formular perguntas de pesquisa realistas
Identificar palavras-chave
Location
Selecionar os tipos de informações adequadas
Localizar as informações utilizando catálogos de biblioteca ,
índices, base de dados, CD-ROMs ou mecanismos de buscas
Use
Avaliar a relevância das informações obtidas
Tomar notas
Apresentar e comunicar as informações
Escrever a bibliografia
Self-Evaluation
Refletir sobre o que foi encontrado e ser capaz de chegar a uma
conclusão baseada nas informações encontradas
Se autoavaliar nas habilidades de pesquisa
Identificar estratégias de sucesso ao pesquisar
Além deste, existem vários modelos teóricos que apresentam grupos de
habilidades e competências no manejo da informação, como por exemplo, os
descritos no site de "Eduteka :
http://www.eduteka.org/modulos.php?catx=1 &amp;idSubX=149",
Como segue:
a) EI de la Asociación de Bibliotecas Escolares de Ontario , Canadá: (OSLA) ;
b) "Big 6" creado por Eisenberg and Berkowitz (1990) ;
c) "Ciclo de Investigación" creado por Jaime Mckenzie;
d) "Modelo de Proceso para Búsqueda de Información (ISP)" creado por Carol
Kuhlthau;

1551

�Educação de usuários e competências informacionais
i! """"'"
MaooNlck

~

=

:,

IiWitt.UJ
1I....111~

Trabalho completo

e) EI Modelo de Irving para Competencias para el Manejo de la Información
(Reino Unido- UK);
f) EI Modelo de Stripling y Pitts dei Proceso de Investigación (Estados Unidos);
g) EI Modelo Gavilán de la Fundación Gabriel Piedrahita Uribe (Colombia)".
4.3.2 P@rthenon UNESP

o P@arthenon é um projeto da Coordenadoria de Bibliotecas da rede UNESP
que visa integrar diversas bases de dados em um único hub digital de informações
(UNESP INFORMA, 2011).
Ele é composto de bases de dados já existentes dentro da própria UNESP,
como o Athena, C@thedra e C@pelo, juntando em um único lugar livros, artigos,
bases científicas, dissertações, teses e TCCs.
Uma vantagem dessa ferramenta é a utilização de um sistema de
ranqueamento que prioriza os resultados mais importantes para a pesquisa do
usuário. Outra vantagem é que o usuário pode fazer a reserva de materiais pelo
próprio P@arthenon, sem a necessidade de acessar outros sistemas.
4.3.3 Turnitln
O Turnitin é uma ferramenta que confere a originalidade de um documento
para a identificação de plágios. Além disso, ele conta com outras ferramentas que
visam auxiliar estudantes no processo de escrita de textos científicos. É também
considerado como uma Tecnologia inovadora no qual identifica a reutilização de
material original traduzido do inglês (TURNITIN, 2012).
Para checar a originalidade de um texto, o Turnitin compara o documento a
ser verificado com outros trabalhos armazenados em sua base de dados.
Além do português e do inglês, o Turnitin também está disponível em outras
línguas, como: o espanhol , alemão, francês , chinês, japonês, coreano, turco e
holandês (TURNITIN, 2012).
Na biblioteca da Faculdade de Ciências Farmacêuticas, além dos docentes e
alunos que usam o Turnitin, bibliotecários e o Técnico de Informática oferecem
instrução sobre cadastro e uso da ferramenta . A biblioteca também oferece
instruções de como utilizar o software para os docentes e alunos.
4.3.4 Publish or Perish
O Publish or Perish é um software que obtém e analisa citações acadêmicas.
Ele usa o Google Scholar como fonte de citações, então analisa e calcula uma série
de indicadores de citações (HARZING, 2007) . Os resultados são mostrados na tela,
mas também podem ser copiados para outros programas ou ser salvo em arquivos
texto.
Analisa as citações acadêmicas e o impacto do autor e das revistas

1552

�Educação de usuários e competências informacionais
i! """"'"
MaooNlck

~

=

:,

IiWitt.UJ

1I....111~

Trabalho completo

«hUp://www.harzing.com/pop.htm&gt;;
&lt;http://www.fcfar.unesp .br/portalbiblioteca/br/pop .pdf&gt;).
A biblioteca oferece treinamento para todos os usuanos interessados na
pesquisa de impactos nas citações de autores com seus índices H, utilizando este
software.

4.3.5 Google Acadêmico

o Google Acadêmico permite a pesquisa em diversas fontes de dados em um
único lugar. Ele é capaz de pesquisar informações em artigos, revistas, livros, teses
e websites (GOOGLE SCHOLAR, 2011).
Ele possui um poderoso sistema de ranqueamento de artigos, baseado em 3
grandes pilares: aonde o artigo foi publicado , a influência e importância do autor, e
se o artigo teve citações recentes. O uso concomitante do software Publish or Perish
com o Google Acadêmico fornece indicadores Bibliométrico com vários índices de
impacto como, por exemplo, índice H, índice G, etc.

4.3.6 Display's Informativos
O uso de cartazes para dar algum aviso aos usuários é uma prática comum e
que já é feita há muito tempo na biblioteca de Ciências Farmacêuticas de forma
impressa e pelo correio eletrônico (e-mail). Entretanto, a elaboração do material e a
impressão dos mesmos são dispendiosas tanto em tempo quanto em dinheiro, além
de não ser mais um método atrativo para motivar e despertar a atenção dos usuários
para as informações da biblioteca.
Nos últimos anos, as bibliotecas da rede UNESP estão utilizando a mídia
indoor: televisores para alertar e informar os usuários sobre os serviços oferecidos,
tutoriais para usos das principais ferramentas tecnológicas de pesquisa em bases de
dados, mudanças no horário de funcionamento da biblioteca , divulgação de eventos
da biblioteca e da própria instituição Uornadas, meeting), fotos de eventos da
biblioteca, Festa Junina da biblioteca para os alunos, entre outras aplicações.
Uma das vantagens da utilização desses televisores é que não existe mais a
necessidade da impressão do material e, em geral, eles chamam mais a atenção
dos usuários do que cartazes tradicionais.

1553

�Educação de usuários e competências informacionais
i! """"'"
MaooNlck

~

=

:,

IiWitt.UJ

1I....111~

Trabalho completo

Figura 3 - Televisor sendo usado para instruir usuários
Fonte: Dados da pesquisa elaborada pelos autores.

5 Considerações Finais
Com base nos resultados obtidos constata-se que os estudos de usuários são
primordiais para o bom funcionamento da biblioteca . Eles demonstram a visão que
os usuários têm da biblioteca e como eles percebem a qualidade e a eficácia dos
serviços que lhes são oferecidos.
Esta pesquisa possibilitou o conhecimento de aspectos inerentes às
necessidades de informação que os afligia naquele momento da pesquisa . As
necessidades por eles expressa em determinados serviços da biblioteca permitiu
maior interação entre suas dúvidas e o sistema de informação. É fundamental que a
biblioteca esteja atenta para as inquietudes de seus usuários em suas questões
acadêmicas, especialmente, averiguando se os serviços oferecidos atendem à
satisfação dos alunos (ALBUQUERQUE et aI., 2009; CARMO et aI., 2011) .
O atendimento a este quesito faz surtir efeitos significativos e valiosos para o
desenvolvimento de atividades ou para a vida dos indivíduos. Assim, os resultados
deste estudo sugere uma nova pesquisa para avaliação dos serviços que estão
sendo oferecidos e quais as necessidades de se propor novos métodos de trabalho
para desenvolver um instrumento de gestão da biblioteca com decisões mais
assertivas.

1554

�Educação de usuários e competências informacionais
i! """"'"
MaooNlck

~

=

:,

IiWitt.UJ
1I....111~

Trabalho completo

6 Referências

ALBUQUERQUE, E. M.; OLIVEIRA, D. F. S.; RAMALHO, F. A. Necessidades e usos
de informação: um estudo com os médicos das Unidades de Saúde da Família, do
Distrito Sanitário V, da cidade de João Pessoa - PB. Inf. &amp; Soc.:Est., João Pessoa,
v.19, n.2, p. 119-134, maio/ago. 2009.
ALVES, T. L. ; ALVES, S. M. R. A. Como se encontra o nível de satisfação dos
usuários na biblioteca do Campus Petrolina , Zona Rural do IF Sertão
Pernambucano? In : CONGRESSO BRASILEIRO DE BIBLIOTECONOMIA,
DOCUMENTAÇÃO E CIÊNCIA DA INFORMAÇÃO, 24., 2011, Maceió, Anais .. .
Maceió: Universidade Federal do Ceará, 2011 .
BORGES, M. A. G. A compreensão da sociedade da informação. Cio Inf., Brasília, v.
29, n. 3, p. 25-32, set.ldez. 2000.
CARMO, N. L. et aI. Estudo de usuários: visão sobre a Biblioteca Comunitária
Professora Cícera Germano Correia - CEJA em Juazeiro do Norte - CE. In :
ENCONTRO
REGIONAL
DE
ESTUDANTES
DE
BIBLIOTECONOMIA,
DOCUMENTAÇÃO, CIÊNCIA DA INFORMAÇÃO E GESTÃO DA INFORMAÇÃO,
14., 2011, Maranhão. Anais eletrônicos ... Maranhão: Universidade Federal do
Maranhão, 2011.
CEYNOWA, K. "Parsifal" no smartphone: as bibliotecas e a internet móvel.
Tradução
de
Renata
Ribeiro
da
Silva.
2011 .
Disponível
em :
&lt;http://www.goethe.de/ins/br/lp/kul/dub/bib/pt7918021 .htm&gt;. Acesso em : 28 fev.
2012 .
CGI,BR - Comitê Gestor da Internet no Brasil. Quem somos . 2012 . Disponível em :
http://www.cgi.br/sobre-cg/definicao.htm. Acesso em : 11 fev. 2012.
COL, A. F. S.; BELLUZZO, R. B. Competências em informação: um fator crítico para
a comunicação na atualidade. Inf. &amp; Soc.:Est. , João Pessoa , v.21 , n.1, p. 13-25,
jan.labr. 2011.
GOOGLE
Scholar.
About
Google
Scholar.
2011 .
Disponível
http://scholar.google.com/intl/en/scholar/about.html. Acesso em: 10 mar. 2012.

em :

HARZING,
A.
W.
Publish
or
Perish.
2007.
http://www.harzing.com/pop.htm . Acesso em: 16 mar. 2012 .

em :

Disponível

HERRING, J. James Herring's PLUS Model: Purpose , Location , Use, Selfevaluation. Disponível em : http://farrer.csu.edu .au/PLUS/. Acesso em : 16 mar. 2012 .
IBGE. INSTITUTO BRASILEIRO DE GEOGRAFIA E ESTATíSTICA. De 2005 para
2008,
acesso
à Internet aumenta 75,3% . 2009. Disponível em :
http://www.ibge.gov.br/home/presidencia/noticias/noticia_ visualiza.php ?id _ noticia= 15

1555

�Educação de usuários e competências informacionais
i! """"'"
MaooNlck

~

=

:,

IiWitt.UJ
1I....111~

Trabalho completo

17. Acesso em : 09 fev. 2012 .
MANESS, J. M. Teoria da biblioteca 2.0: Web 2.0 e suas implicações para as
bibliotecas. Inf. &amp; Soc.: Est., João Pessoa, v. 17, n.1 , pA3-51, jan./ abr., 2007.
PELLANDA, E. C., (Org .). Locast civic media: Internet móvel, cidadania e
informação hiperlocal. Porto Alegre: EDIPUCRS , 2010. Disponível em :
&lt;http ://ebooks.pucrs.br/edipucrs/locastcivicmedia .pdf&gt;. Acesso em : 28 fev. 2012.
ROSSETO, M. Bibliotecas digitais: cenários e perspectivas. Rev. Bras. Bibliotecon.
Doc. , Nova Série, São Paulo, vA , n.1, p. 101-130, jan./jun .. 2008.
SILVA, E. L. ; LOPES , M. I. A Internet, a mediação e a desintermediação da
informação. DataGramaZero, v. 12, n. 2, abro 2011 . Disponível em :
&lt;http://www.brapci.ufpr.br/documento.php&gt; . Acesso em : 15 mar. 2012 .
About
Us:
Our
Company.
2012 .
Disponível
TURNITIN .
http://turnitin .com/en_us/about-us/our-company. Acesso em : 11 fev. 2012.

em :

UNESP Informa. Unesp lança novo sistema de busca bibliográfica. 2011 .
Dispon ível em : http://www.unesp.br/aci_ses/u nespinforma/acervo/21 /novo-sistemade-busca-bibliografica. Acesso em : 15 mar. 2012.

1556

�Educação de usuários e competências informacionais
i! """"'"
MaooNlck

~

=

:,

IiWitt.UJ
1I....111~

Trabalho completo

ANEXO 1
QUESTIONÁRIO
Este questionário com aplicação na forma de entrevista tem como objetivo
levantar e estudar o interesse dos alunos da FCF no uso Tecnologias de Informação
Aplicadas a Biblioteca no acesso a informação e quanto ao uso das Redes Sociais
na Biblioteca .

Tecnologias de Informação Aplicadas a Biblioteca
Sim coloque (S) e para Não (N)
Tipos de informações e Treinamentos
Bases de dados científicas () Normalização ( )
Informativo da Biblioteca () Softwares aplicativos ( )
Tutoriais de uso dos recursos da Biblioteca ( )
Novidades na biblioteca () Eventos biblioteca ( )
Funcionamento da biblioteca ( )

Gostaria de se relacionar com a Biblioteca
relacionamentos?
Não ()
Sim ()
Se Sim quais?
Blog ( ) Twitter () Facebook () Orkut () Linkedln ()

1557

por

sites

de

�</text>
                  </elementText>
                </elementTextContainer>
              </element>
            </elementContainer>
          </elementSet>
        </elementSetContainer>
      </file>
    </fileContainer>
    <collection collectionId="49">
      <elementSetContainer>
        <elementSet elementSetId="1">
          <name>Dublin Core</name>
          <description>The Dublin Core metadata element set is common to all Omeka records, including items, files, and collections. For more information see, http://dublincore.org/documents/dces/.</description>
          <elementContainer>
            <element elementId="50">
              <name>Title</name>
              <description>A name given to the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51396">
                  <text>SNBU - Edição: 17 - Ano: 2012 (UFRGS - Gramado/RS)</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="49">
              <name>Subject</name>
              <description>The topic of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51397">
                  <text>Biblioteconomia&#13;
Documentação&#13;
Ciência da Informação&#13;
Bibliotecas Universitárias</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="41">
              <name>Description</name>
              <description>An account of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51398">
                  <text>Tema: A biblioteca universitária como laboratório na sociedade da informação.</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="39">
              <name>Creator</name>
              <description>An entity primarily responsible for making the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51399">
                  <text>SNBU - Seminário Nacional de Bibliotecas Universitárias</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="45">
              <name>Publisher</name>
              <description>An entity responsible for making the resource available</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51400">
                  <text>UFRGS</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="40">
              <name>Date</name>
              <description>A point or period of time associated with an event in the lifecycle of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51401">
                  <text>2012</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="44">
              <name>Language</name>
              <description>A language of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51402">
                  <text>Português</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="51">
              <name>Type</name>
              <description>The nature or genre of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51403">
                  <text>Evento</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="38">
              <name>Coverage</name>
              <description>The spatial or temporal topic of the resource, the spatial applicability of the resource, or the jurisdiction under which the resource is relevant</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51404">
                  <text>Gramado (Rio Grande do Sul)</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
          </elementContainer>
        </elementSet>
      </elementSetContainer>
    </collection>
    <itemType itemTypeId="8">
      <name>Event</name>
      <description>A non-persistent, time-based occurrence. Metadata for an event provides descriptive information that is the basis for discovery of the purpose, location, duration, and responsible agents associated with an event. Examples include an exhibition, webcast, conference, workshop, open day, performance, battle, trial, wedding, tea party, conflagration.</description>
    </itemType>
    <elementSetContainer>
      <elementSet elementSetId="1">
        <name>Dublin Core</name>
        <description>The Dublin Core metadata element set is common to all Omeka records, including items, files, and collections. For more information see, http://dublincore.org/documents/dces/.</description>
        <elementContainer>
          <element elementId="50">
            <name>Title</name>
            <description>A name given to the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="63879">
                <text>O uso de tecnologias da informação e comunicação aplicadas na Biblioteca de Ciências Farmacêuticas UNESP.</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="39">
            <name>Creator</name>
            <description>An entity primarily responsible for making the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="63880">
                <text>Coito, Maria Irani; Silvestre, Rodrigo Gustavo </text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="38">
            <name>Coverage</name>
            <description>The spatial or temporal topic of the resource, the spatial applicability of the resource, or the jurisdiction under which the resource is relevant</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="63881">
                <text>Gramado (Rio Grande do Sul)</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="45">
            <name>Publisher</name>
            <description>An entity responsible for making the resource available</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="63882">
                <text>UFRGS</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="40">
            <name>Date</name>
            <description>A point or period of time associated with an event in the lifecycle of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="63883">
                <text>2012</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="51">
            <name>Type</name>
            <description>The nature or genre of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="63885">
                <text>Evento</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="41">
            <name>Description</name>
            <description>An account of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="63886">
                <text>Este trabalho tem como objetivo fornecer subsídios para promoção de serviços que atendam as expectativas de seus usuários. A avaliação da satisfação dos usuários visa orientar a biblioteca para reestruturar serviços de qualidade com ênfase em resultados. Em pouco mais de 15 anos, as transformações ocorridas na sociedade e à maneira como tratamos as informações foi completamente alterada em vista dos novos recursos tecnológicos dos quais dispomos. Um dos locais que mais sofreu o impacto dessas mudanças é a biblioteca. É muito comum, hoje em dia, o catálogo de materiais das bibliotecas estarem disponíveis de forma digital com acesso livre pela internet. Os usuários já se acostumaram a reservar livros e outros materiais que necessitam diretamente de suas casas, sem a necessidade de irem até a biblioteca para isso. Mas as mudanças não param por aí, mesmo entre as bibliotecas, a internet está alterando o jeito de como os processos funcionam. Um exemplo é o uso cada vez mais frequente das ferramentas de tecnologia de informação e comunicação alterando drasticamente a forma como os usuários interagem com as bibliotecas, e como essas estão respondendo às novas demandas de serviços. Os resultados apresentados mostraram que os serviços bibliotecários devem ser avaliados constantemente.</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="44">
            <name>Language</name>
            <description>A language of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="69500">
                <text>pt</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
        </elementContainer>
      </elementSet>
    </elementSetContainer>
  </item>
  <item itemId="6000" public="1" featured="0">
    <fileContainer>
      <file fileId="5064">
        <src>http://repositorio.febab.org.br/files/original/49/6000/SNBU2012_139.pdf</src>
        <authentication>f41a53613d404f99e19e2791ef5dd5e8</authentication>
        <elementSetContainer>
          <elementSet elementSetId="4">
            <name>PDF Text</name>
            <description/>
            <elementContainer>
              <element elementId="92">
                <name>Text</name>
                <description/>
                <elementTextContainer>
                  <elementText elementTextId="63878">
                    <text>i
;:li

Educação de usuários e competências informacionais

S!mWrio

/IbooroaIde

=

IiWitt_

:.

U-,""lIIMbs

Trabalho completo

A SUSTENTABILlDADE NO SISTEMA INTEGRADO DE
BIBLIOTECAS DA UNIVALI
Cristiani Regina Andretti 1, Edina Maria Calegaro 2, Marli Machado 3
1 Bibliotecária, UNIVALI, Itajaí, se
2Auxiliar de Biblioteca, UNIVALI , Itajaí, se
3Bibliotecária, UNIVALI , Balneário eamboriú , se

Resumo
A sustentabilidade diz respeito as relação das pessoas com o meio onde
estão inseridas e com a capacidade de não impactar violentamente esse meio. Por
isso a necessidade da adoção de práticas sustentáveis em todos os setores das
atividades humanas, envolvendo aspectos econômicos, sociais, culturais e
ambientais da sociedade. Diante desse cenário, o presente artigo tem como objetivo
divulgar o projeto Sustentabiblio que visa conscientizar colaboradores e usuários das
bibliotecas do SIBIUN a mudar seus comportamentos em relação ao desperdício e
consumo excessivos, desenvolvendo ações que incentivam a economizar água,
papel, energia elétrica, promover palestras e workshops sobre o assunto além de
apresentar a Biblioteca Sustentável da UNIVALI Balneário Camboriu, um dos
primeiros edifícios do Brasil a ter um projeto certificado pelo INMETRO-PROCEL,
com nível de classificação A, recebendo etiqueta nacional de conservação de
energia para edifícios. Conclui-se que a sustentabilidade é de fundamental
importância em uma sociedade , podendo qualquer nível de organização, como:
famílias, escolas, universidades, empresas, indústrias, fábricas, hospitais, incluindo
também as bibliotecas e o profissional bibliotecário, que tem à sua disposição
diferentes caminhos que apoiam práticas de sustentabilidade .

Palavras chave:
Sistema Integrado de Bibliotecas da UNIVALI (SIBIUN); Sustentabilidade Bibliotecas; Encanto dos jogos; Biblioteca Sustentável.

Abstract
Sustainability concerns the relationship between people and the environment
where they operate and the ability to not violently impact the environment. Hence the
need to adopt sustainable practices in ali sectors of human activities, involving
economic, social, cultural and environmental society. Against this backdrop, this
paper aims to disseminate the project which aims to raise awareness Sustentabiblio
developers and users of libraries SIBIUN to change their behavior in relation to waste
and excessive consumption, developing activities that encourage water conservation,
paper, electricity, promote lectures and workshops on the subject and presents the
Library's Sustainable UNIVALI Balneário Camboriu , one of the first buildings in Brazil
to have a design-certified by INMETRO PROCEL with the classification levei A,
receiving label national energy conservation for buildings._lt is concluded that
sustainability is of paramount importance in a society, can any levei of organization ,
such as families, schools, universities, businesses, industries, factories , hospitais,

1529

�i
;:li

S!mWrio

Educação de usuários e competências informacionais

/IbooroaIde

=

IiWitt_

:.

U-,""lIIMbs

Trabalho completo

libraries, and also including librarians, who have at their disposal different ways that
support sustainable practices.

Keywords :
Integrated Library System UNIVALI (SIBIUN); Sustainability Charming games; Sustainable library.

Libraries;

1 Introdução
A sustentabilidade como conceito é recente e diz respeito às relações que as
pessoas têm com o meio onde estão inseridas. É compreendida como a habilidade
de manter-se inserido em um ambiente sendo capaz de não impactar violentamente
esse meio. A adoção de práticas sustentáveis é necessária em todos os setores das
atividades humanas, pois envolve os aspectos econômicos, sociais, culturais e
ambientais da sociedade .
As discussões sobre sustentabilidade e desenvolvimento sustentável tem
chamado atenção nos últimos anos de vários órgãos, como governos, empresas e
universidades. Essas organizações estão percebendo que a sustentabilidade não é
um modismo empresarial ou um conjunto de ações isoladas que tem como objetivo
melhor sua reputação. Ao contrário, estão tomando consciência de que a
sustentabilidade é uma necessidade imposta pela sociedade, e vêm incorporando os
seus conceitos e princípios na gestão de suas operações, permeando a maioria dos
seus processos de negócios (PEDROSO, 2012) .
Através da sustentabilidade é possível uma sociedade de qualquer nível de
organização, seja ela uma pequena ou um planeta inteiro, produzir economicamente
atendendo às necessidades do presente, preservando a biodiversidade e
ecossistemas naturais, permitindo que as gerações futuras também possam produzir
e usufruir os mesmos recursos presentes.
A sustentabilidade possui três fatores básicos: o primeiro, ecológico, diz
respeito à manutenção do ecossistema em longo prazo . O segundo, econômico,
trata da obtenção de renda suficiente para o custeio da vida em sociedade. E o
terceiro, social, aborda o respeito aos valores sociais e culturais e a justiça na
distribuição de custos e benefícios. Esses três fatores, em equilíbrio , como num
triângulo compondo cada um dos três lados, formam o ideal de sustentabilidade para
uma população, manifestando preocupação tanto com questões ambientais, como
econômicas e sociais. Ou seja, as ações das pessoas e a vida em sociedade, para
serem sustentáveis, devem atender igualmente aos três lados do triângulo da
sustentabilidade. Sem essa mudança de consciência nosso futuro estará
comprometido.
A questão ambiental é, talvez, uma das esferas da vida social que hoje mais
reúne esperanças e apostas na possibilidade de mudanças tanto em termos
coletivos - sociais e até planetários - quanto em termos de estilo de vida e
de transformações na vida pessoal (CARVALHO, 2006 , p. 69) .

A conservação ambiental envolve a harmonização do desenvolvimento
econômico, o planejamento e reconhecimento de que os recursos naturais são
finitos, sugere qualidade em vez de quantidade, apontando para a redução de uso

1530

�i

Educação de usuários e competências informacionais
S!mWrio

;:li

/IbooroaIde

:.

IiWitt_
U-,""lIIMbs

=

Trabalho completo

da matéria-prima e produtos da reutilização e da reciclagem. É necessário discutir a
sustentabilidade nos aspectos: econômico, social, cultural e educação ambiental.
Que esta educação ambiental possa promover mudanças na forma de pensar e agir
do ser humano aos problemas ambientais existentes.
Outro passo é reconhecer a interdependência que há entre o ato de pensar
e o agir humano. Num ato concomitante, o ser humano pensa, planeja ,
administra e age. A ação é uma decorrência do que foi pensado, planejado
e administrado, tanto melhor será a qualidade da ação praticada . Isso indica
a necessidade de o pensamento manter-se num estado de permanente
movimento, reorganizando-se continuamente e determinado a qualidade
das ações praticadas (JUNGLAUS , 2003, p.63) .

Para uma empresa ser classificada como sustentável , a mesma deve ser
capaz de manter sua lucratividade e sua saúde financeira mesmo atuando
positivamente em prol da comunidade e preocupando-se em eliminar, reduzir ou
minimizar os danos que possa estar provocando no meio ambiente durante o seu
processo de produção ou de prestação de serviços. Ser uma empresa sustentável
significa aplicar uma série de ações ou planejar novas formas de agir que
enquadrem a empresa como sustentável. E isso é plenamente acessível a qualquer
instituição; por menor que seja o seu porte (APARTAMENTOS, 2010) .
As bibliotecas, mais do que nunca, estão desafiadas a vincular-se a este
assunto tão expressivo e que provoca inquietação em sua gestão, pois requer uma
nova leitura, transformação e mudança. Sabemos que mudança é uma palavra
muito constante nas Bibliotecas, habituadas a lidarem com uma variedade de
informações, tecnologias e inovação em tão pouco tempo. Mas atualmente novos
papéis são assumidos por elas incluindo a sustentabilidade, direcionando-as para
um processo de transformação, do qual se prevê o compromisso com o usuário
como leitor; leitor de produtos escritos e do mundo e da realidade , atuando na
promoção e na construção da cidadania, evidenciando a possibilidade de viver
melhor e com bem-estar.
Desse ponto de partida, poderíamos dizer que o ambiente que nos cerca
está sendo constantemente lido e relido por nós. Essa leitura é determinada
em grande parte pelas condições históricas e culturais, ou seja, pelo
contexto, que vai situar o sujeito e ao mesmo tempo disponibilizar sentidos
para que a leitura se torne possível e plausível. Se examinarmos
atentamente, constataremos que lemos e interpretamos o mundo e a nós
mesmos todo o tempo, seja quando observamos o nosso entorno já
conhecido, seja quando deparamos com uma nova paisagem , seja ainda
quando algo se altera em nosso ambiente (CARVALHO, 2006, p.75)

E para o Sistema Integrado de Bibliotecas da UNIVALI - SIBIUN isto não foi
diferente, a sustentabilidade faz parte de sua gestão, incluída no planejamento
estratégico. O SIBIUN é composto por 11 bibliotecas: uma central, uma setorial ,
duas de núcleo e sete bibliotecas de campi distribuídas pelos municípios onde a
UNIVALI possui suas unidades: Itajaí, Piçarras, Balneário Camboriú , Tijucas,
Biguaçu, São José e Florianópolis.
Com essa estrutura, o SIBIUN tem a preocupação de proporcionar maior
cooperação entre as suas bibliotecas, unindo competências e recursos , a fim de
prestar serviços de qualidade com apoio ao ensino, pesquisa e extensão; facilitando
a busca e recuperação da informação a toda comunidade universitária.

1531

�i
;:li

S!mWrio

Educação de usuários e competências informacionais

/IbooroaIde

=

IiWitt_

:.

U-,""lIIMbs

Trabalho completo

Todas as Bibliotecas do SIBIUN estão abertas à comunidade universitária e a
comunidade em geral. Alunos, professores, funcionários, da Univali bem como,
professores e servidores da Prefeitura do Município de Itajaí e professores da Rede
Municipal de Balneário Camboriú , podem retirar para empréstimos as obras do
acervo .
Este trabalho apresenta ações referentes ao Programa de Sustentabilidade
implantado em 2006 e que se estende até a presente data, tendo como objetivo
principal conscientizar os colaboradores e usuários das bibliotecas do SIBIUN para a
necessidade de mudanças de comportamento com relação aos efeitos do consumo
e desperdício excessivos de materiais e recursos, estimulando a prática dos 4Rs
(reduzir, reutilizar, reciclar e repensar), como também a construção de uma
Biblioteca Sustentável no campus de Balneário Camboriú , no intuito de tornar o
espaço mais humanizado, agregando outros valores, promovendo a melhoria na
qualidade de vida e de trabalho, visando à construção de relações mais
harmoniosas, focalizando o desenvolvimento e o crescimento das pessoas e
buscando a eliminação de desequilíbrios ecológicos, e apoio a atividades
comunitárias.

2 Materiais e Métodos
A fim de obter resultados sobre a promoção do desenvolvimento de uma
consciência ambiental e cidadania responsável com os colaboradores do SIBIUN
pensou-se em várias ações a serem planejadas e implantadas em suas bibliotecas,
desde ações simples, passando por projetos ligados a Ação Cultural , até a
construção de uma biblioteca sustentável.
No planejamento foram previstas iniciativas de conscientização dos
colaboradores e mudanças no comportamento cultural sobre a importância da
preservação ambiental e gestão sustentável. Despertando neles necessidade de
contribuir e participar ativamente em ações cujas finalidades sejam a de preservar o
meio ambiente e melhorar a qualidade de vida.
Outros objetivos foram pensados como seguem :
a) Elaborar um diagnóstico situacional primeiramente na Biblioteca Central e
seguidamente nas demais bibliotecas;
b) Desenvolver postura de atenção permanente com relação ao desperdício;
c) Pensamento voltado para a aplicação dos 4R: reduzir, reutilizar, reciclar e
repensar;
d) Implantar o programa de 5S ;
e) Promover o desenvolvimento de uma consciência ambiental e de
cidadania responsável,
f) Construção de uma biblioteca sustentável.
Desta forma, entendemos que mudar a consciência de colaboradores e
usuários sobre a utilização de recursos é o primeiro passo para colaborar com a
construção de uma vida mais saudável e de melhor qualidade.
As metodologias adotadas para a implantação do programa de
sustentabilidade e destinadas principalmente aos colaboradores do SIBIUN foram as
seguintes:

1532

�i
;:li

S!mWrio

Educação de usuários e competências informacionais

/IbooroaIde

=

IiWitt_

:.

U-,""lIIMbs

a)
b)
c)
d)
e)
f)
g)

Trabalho completo

Campanhas de esclarecimento com utilização de material escrito ;
Vivências e dinâmicas de grupos;
Benchmarking de empresas que praticam a sustentabilidade;
Trilhas ecológicas e educacionais;
Exposições temáticas;
Atividades interativas sobre o tema;
Promoção de ações que incentivam as pessoas a economizar e não
desperdiçar água, energia elétrica, papel, produtos de limpeza e demais
materiais de consumo.

3 Resultados Parciais/Finais
Abaixo apresentamos os resultados do programa de sustentabilidade ao
longo dos anos desde a sua concepção em 2006 até o presente momento:
a)
b)

c)
d)
e)
f)
g)
h)
i)

j)
k)
I)
m)

Incentivo do uso de canecas em substituição ao uso de copos plásticos;
Realização de campanhas para a promoção de economia de energia
elétrica (desligamento de lâmpadas, computadores e ar-condicionado,
limpeza de lâmpadas fluorescentes e filtro de ar-cond icionado em
intervalos programados, retirada das tomadas de micro-ondas, bebedouro
entre outros eletrodomésticos da Biblioteca quando não usados;
Arrecadação de papéis para reciclagem . O valor acumulado é destinado
para compra de jogos educativos e pufes;
Uso da ecofont, fonte para impressão de documentos, visando economia
de tinta e tempo ;
Uso frente e verso de papel para impressão;
Utilização de papéis que não servem mais como rascunho ;
Utilização de folhetos, guias, folders e convites eletrônicos em arquivo
PDF;
Troca de pilhas comuns pelas recarregáveis;
Incentivo a economia de ligações telefônicas, adotando o máximo de emails;
Incentivo a participação de ações ambientais ligadas a UNIVALI e a
comunidade;
Implantação do Programa 5S;
Implantação do Encanto dos Jogos;
Biblioteca Comunitária de Balneário Camboriú .

Os projetos abaixo estão vinculados ao programa de sustentabilidade, e como
exigiram maiores complexidades, como leituras, estudos e uma série de reuniões ;
procuramos relatá-los separadamente.

3.1 Encanto dos Jogos
O Encanto dos Jogos é uma ação que agrega lazer, responsabilidade social e
ambiental , aproximando a biblioteca e os usuários, enriquecendo seu capital cultural
e intelectual. Teve início em julho de 2009 , com o lançamento primeiramente na
Biblioteca Central, em Itajaí, a partir de uma campanha de arrecadação de papéis

1533

�i
;:li

S!mWrio

Educação de usuários e competências informacionais

/IbooroaIde

=

IiWitt_

:.

U-,""lIIMbs

Trabalho completo

usados para doação em troca da compra de jogos educativos em madeira
reaproveitáveis. No mesmo ano, o Encanto dos Jogos passou a estar presente na
Biblioteca do campus de Biguaçu , outro município de Santa Catarina , na qual a
UNIVALI também está inserida. Atualmente está presente nas bibliotecas em
Florianópolis e Tijucas. Nas demais bibliotecas do SIBIUN o Encanto dos Jogos
ocorre de forma itinerante.
A Biblioteca continua com a campanha de venda de papéis usados para a
compra dos jogos educativos, ação esta vinculada a gestão sustentável da
Biblioteca Central , local onde o posto de arrecadação recebe diariamente, doações
que são encaminhados para triagem para futura venda e consequentemente compra
de novos jogos educativos.
Destacamos a evolução do projeto com a parceria dos cursos de Educação
Física de Itajaí e de Biguaçu, havendo uma integração entre professores e alunos,
valorizando ainda mais o projeto, contribuindo com a função pedagógica , social ,
comunitária e formadora dos jogos. Estes ambientes estão inseridos nas bibliotecas
com livre acesso , tanto em grupo como individual, com tapetes, almofadas e pufes a
disposição dos usuários, tornando o espaço descontraído e confortável.
Objetivando um melhor atendimento do usuário, quanto ao uso dos jogos, os
colaboradores das bibliotecas foram capacitados por professor do Curso de
Educação Física , numa ação facilitadora de compreensão das regras de cada jogo.
Enquanto que em Biguaçu , a proposta encontrada foi diferente, o professor realizou
a capacitação para alunos e a Biblioteca possui o apoio de um acadêmico do Curso
de Educação Física, diariamente, no espaço do Encanto dos Jogos, para auxiliar os
usuários no que for preciso.
A parceria firmada com o curso de Educação Física, de Biguaçu , por
exemplo, tomou uma nova proporção. Atualmente, o Encanto dos Jogos é levado,
por alunos e professores do Curso, para praças públicas, eventos, empresas e
organizações, divulgando ações do Curso de Educação Física e da Biblioteca, bem
como, novas possibilidades de acesso a informação.
O Encanto dos Jogos deseja incentivar o uso do espaço da biblioteca e tê-lo
também como espaço de lazer, com busca no incentivo da leitura, revitalizando ou
criando um novo conceito de biblioteca universitária, mais dinâmico e interativo
oportunizando diálogo com a comunidade. O Encanto dos Jogos iniciou com 13
jogos educativos e ultrapassa hoje uma coleção de 100 jogos, selecionados
conforme interesses dos usuários.
Atualmente contamos em nossas bibliotecas com os seguintes jogos
educativos: Resta 01 , Raposa e os Gansos, Assalto , GNU, Problema Móvel, X,
Cruzeta pinada, Cubo, Tangran, Tomada , Elo, Haste, Pirâmide, Torre de Hannoi,
Dama , Trilha , Ludo , Xadrez, Queóps, Equilíbrio, Paradoxo , Senet, Quarto, Capitão
Cook, Caixa de Pandora, Oware, Vikings, Xo Dou Qi , Mancala, Zohn Ahl , Arranha
Céu, Bagha Chall , Floresta Amazônica , Bezette, Pub, Bloqueio, Chung Toi , Cidade
Medieval, Dama Chinesa , Faraó, Da Onça , Tic Tac Joe 3d, Tio Peixe, Quadro T,
Piramide Filandesa , Chung Toi , Vikings, Inversão, Pirâmide e Reversi.
O Encanto dos Jogos apresenta também um link na homepage da biblioteca,
onde a história dos jogos é narrada, a sua evolução pelo mundo, uma apresentação
dos jogos educativos que as bibliotecas do SIBIUN possuem, bem como uma
relação de livros e artigos de periódicos sobre o tema, servindo como apoio e fonte
de pesquisa e leitura para alunos e professores.

1534

�i
;:li

S!mWrio

Educação de usuários e competências informacionais

/IbooroaIde

=

IiWitt_

:.

U-,""lIIMbs

Trabalho completo

Figura 1 - Alunos da comunidade jogando
Fonte: Imagens do arquivo da Biblioteca da UNIVALI Campus Biguaçu

Figura 2 - Espaço do encanto dos jogos na biblioteca de Biguaçu
Fonte: Imagens do arquivo da Biblioteca da UNIVALI Campus Biguaçu

1535

�i
;:li

S!mWrio

Educação de usuários e competências informacionais

/IbooroaIde

=

IiWitt_

:.

U-,""lIIMbs

Trabalho completo

Figura 3 - Jogo de Dama e Xadrez
Fonte: Imagens do arquivo da Biblioteca da UNIVALI Campus Biguaçu

Figura 4 - Jogo Quarto
Fonte: Imagens do arquivo da Biblioteca da UNIVALI Campus Biguaçu

1536

�i

Educação de usuários e competências informacionais
S!mWrio

;:li

/IbooroaIde

:.

IiWitt_
U-,""lIIMbs

=

Trabalho completo

Figura 5 - Alunos jogando
Fonte: Imagens do arquivo da Biblioteca Central da UNIVALI Campus Itajaí

Figura 6- Espaço do Encanto dos Jogos na Biblioteca Central de Itajaí
Fonte: Imagens do arquivo da Biblioteca Central da UNIVALI Campus Itajaí

1537

�i
;:li

Educação de usuários e competências informacionais

S!mWrio

/IbooroaIde

=

IiWitt_

:.

U-,""lIIMbs

Trabalho completo

Figura 7 - Jogo de Equilíbrio
Fonte: Imagens do arquivo da Biblioteca Central da UNIVALI Campus Itajaí

Figura 8 - Jogo de Oware
Fonte: Imagens do arquivo da Biblioteca Central da UNIVALI Campus Itajaí

3.1

Biblioteca Sustentável

Alicerçada em avançar na qualidade da prestação de serviços, adotando a
sustentabilidade foi possível sonhar com o projeto de uma biblioteca sustentável,
com um conceito novo desde a sua construção, sua instalação e mobiliário,
empenhando-se em encontrar melhores resultados também em sua comunicação
visual, visando qualidade na prestação de serviço. Inaugurada em agosto de 2011,
seguindo critérios de sustentabilidade e eficiência energética . É um dos primeiros

1538

�i

Educação de usuários e competências informacionais
S!mWrio

;:li

/IbooroaIde

:.

IiWitt_
U-,""lIIMbs

=

Trabalho completo

edifícios do Brasil a ter um projeto certificado pelo INMETRO-PROCEL, com nível de
classificação A, recebendo etiqueta nacional de conservação de energia para
edifícios. Mudanças conscientes foram implantadas nesta biblioteca como : emprego
de dispositivos de proteção solar, uso de cores claras nas paredes e pilares,
paredes com isolamento térmico, aproveitamento da água de chuva atendendo 75%
do consumo, iluminação natural, sistemas eficientes de climatização, processos de
construção industrializados causando pouco impacto ambiental, sistema envoltório
que separa a construção do meio externo, como a fachada e cobertura .
A Biblioteca Comunitária Balneário Camboriú, é uma biblioteca integrante do
SIBIUN e atua em conjunto com as demais bibliotecas do Sistema, servindo
principalmente como fonte de referência especializada em assuntos ligados a
Arquitetura e Urbanismo, Turismo e Hotelaria, Gastronomia, Relações
Internacionais, Direito, Administração, Design de Interiores, Industrial, Gráfico, Jogos
e entretenimento Digital e Moda, atendendo diretamente aos cursos de graduação,
pós-graduação, extensão, comunidade interna e externa a Universidade.
O prédio da biblioteca é composto por dois pavimentos, compreendendo
900m2 . A biblioteca também possui uma Modateca em seu espaço, promovendo e
apoiando estudos e pesquisas na área de moda.

Figura 9 - Vista externa da Biblioteca
Fonte: Arquivo de imagens da Biblioteca Comunitária Balneário Camboriú

1539

�i
;:li

S!mWrio

Educação de usuários e competências informacionais

/IbooroaIde

=

IiWitt_

:.

U-,""lIIMbs

Trabalho completo

Figura 10 - Estar no 2° pavimento
Fonte: Arquivo de imagens da Biblioteca Comunitária Balneário Camboriú

Figura 10 - Salas de Estudos em Grupo
Fonte: Arquivo de imagens da Biblioteca Comunitária Balneário Camboriú

1540

�i
;:li

Educação de usuários e competências informacionais

S!mWrio

/IbooroaIde

=

IiWitt_

:.

U-,""lIIMbs

Trabalho completo

Figura 11 - Terminal de Consulta e acervo
Fonte: Arquivo de imagens da Biblioteca Comunitária Balneário Camboriú

Figura 12 - Modateca
Fonte: Arquivo de imagens da Biblioteca Comunitária Balneário Camboriú

1541

�i

Educação de usuários e competências informacionais
S!mWrio

;:li

/IbooroaIde

:.

IiWitt_
U-,""lIIMbs

=

Trabalho completo

Figura 13 - Estar 1° Pavimento
Fonte: Arquivo de imagens da Biblioteca Comunitária Balneário Camboriú

Com esta nova estrutura registrou-se um aumento no número de usuários
frequentadores, tanto da comunidade interna quanto externa, pois o ambiente
agradável, aconchegante, confortável, e o acervo atualizado são fatores atrativos.
4 Considerações Parciais/Finais
Considera-se que a sustentabilidade é de fundamental importância numa
sociedade e nela atingindo qualquer nível de organização, como: famílias, escolas,
universidades, empresas, indústrias, fábricas , hospitais, incluindo também as
bibliotecas e o profissional bibliotecário, que tem à sua disposição diferentes
caminhos que apoiam práticas de sustentabilidade.
A biblioteca universitária deve ser o local onde o novo é apresentado ,
oportunizando a comunidade a pensar, a criar acessos com a realidade e
estabelecer novas relações com o mundo.
A sustentabilidade trouxe um novo desafio para as bibliotecas, que requer
transformação e mudança. Mudança no pensar e no conviver, saindo do
convencional e elevando a biblioteca a um espaço destinado fortemente à relação
humana bem como estabelecer compromisso social com a comunidade na qual está
inserida.
O SIBIUN é prova de que as práticas relacionadas à sustentabilidade são
possíveis de serem aplicadas e continuadas; tendo compromisso com o programa ,
planejamento estratégico, educação e conscientização de seus colaboradores.
Percebemos que nestes seis anos do Programa de Sustentabilidade mudanças de
comportamento com relação aos efeitos do consumo e desperdício excessivos de
materiais e recursos, foram percebidos colaborando também com a sustentabilidade
financeira da Universidade. O estímulo a prática dos 4Rs (reduzir, reutilizar, reciclar
e repensar) , o Programa de 5S são imprescindíveis para que a sustentabilidade se
mantenha, pois estão agregados a melhoria na qualidade de vida e de trabalho .
A construção de uma Biblioteca Sustentável no campus de Balneário
Camboriú amplia a importância do respeito aos valores ambientais, sociais e
culturais. A biblioteca com o seu espaço humanizado, garante a melhoria na

1542

�i

Educação de usuários e competências informacionais
S!mWrio

;:li

/IbooroaIde

:.

IiWitt_
U-,""lIIMbs

=

Trabalho completo

qualidade de vida e de trabalho, visando uma convivialidade harmoniosa entre
colaboradores e usuários.

5 Referências

APARTAMENTOS Sustentáveis. Ser uma empresa sustentável não é só para
grandes corporações . 20 jan. 2010. Disponível em :
&lt;http://www.apartamentossustentaveis.com .br/empresas-sustentaveis/empresasustentavel-nao-so-para-grandes-corporacoes/&gt; . Acesso em : 20 jun. 2012 .
CARVALHO, Isabel Cristina de Moura. Educação ambiental: a formação do sujeito
ecológico. São Paulo: Cortez, 2006. 256 p.
JUNGLHAUS, José Mauro. Sustentabilidade: desenvolvimento econômico
sustentável e educação ambiental. Contrapontos. Itajaí, v. 3, n. 1, p. 55-68 , jan./abr.
2003.
PEDROSO, Marcelo Caldeira . Casos sustentáveis. Disponível em : &lt;
http://biblioteca.terraforu m .com. br/BibliotecaArtigo/Casos_ Sustentaveis. pdf&gt;. Acesso
em: 19 jun . 2012 .

1543

�</text>
                  </elementText>
                </elementTextContainer>
              </element>
            </elementContainer>
          </elementSet>
        </elementSetContainer>
      </file>
    </fileContainer>
    <collection collectionId="49">
      <elementSetContainer>
        <elementSet elementSetId="1">
          <name>Dublin Core</name>
          <description>The Dublin Core metadata element set is common to all Omeka records, including items, files, and collections. For more information see, http://dublincore.org/documents/dces/.</description>
          <elementContainer>
            <element elementId="50">
              <name>Title</name>
              <description>A name given to the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51396">
                  <text>SNBU - Edição: 17 - Ano: 2012 (UFRGS - Gramado/RS)</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="49">
              <name>Subject</name>
              <description>The topic of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51397">
                  <text>Biblioteconomia&#13;
Documentação&#13;
Ciência da Informação&#13;
Bibliotecas Universitárias</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="41">
              <name>Description</name>
              <description>An account of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51398">
                  <text>Tema: A biblioteca universitária como laboratório na sociedade da informação.</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="39">
              <name>Creator</name>
              <description>An entity primarily responsible for making the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51399">
                  <text>SNBU - Seminário Nacional de Bibliotecas Universitárias</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="45">
              <name>Publisher</name>
              <description>An entity responsible for making the resource available</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51400">
                  <text>UFRGS</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="40">
              <name>Date</name>
              <description>A point or period of time associated with an event in the lifecycle of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51401">
                  <text>2012</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="44">
              <name>Language</name>
              <description>A language of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51402">
                  <text>Português</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="51">
              <name>Type</name>
              <description>The nature or genre of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51403">
                  <text>Evento</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="38">
              <name>Coverage</name>
              <description>The spatial or temporal topic of the resource, the spatial applicability of the resource, or the jurisdiction under which the resource is relevant</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51404">
                  <text>Gramado (Rio Grande do Sul)</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
          </elementContainer>
        </elementSet>
      </elementSetContainer>
    </collection>
    <itemType itemTypeId="8">
      <name>Event</name>
      <description>A non-persistent, time-based occurrence. Metadata for an event provides descriptive information that is the basis for discovery of the purpose, location, duration, and responsible agents associated with an event. Examples include an exhibition, webcast, conference, workshop, open day, performance, battle, trial, wedding, tea party, conflagration.</description>
    </itemType>
    <elementSetContainer>
      <elementSet elementSetId="1">
        <name>Dublin Core</name>
        <description>The Dublin Core metadata element set is common to all Omeka records, including items, files, and collections. For more information see, http://dublincore.org/documents/dces/.</description>
        <elementContainer>
          <element elementId="50">
            <name>Title</name>
            <description>A name given to the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="63870">
                <text>A sustentabilidade no Sistema Integrado de Bibliotecas da UNIVALI.</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="39">
            <name>Creator</name>
            <description>An entity primarily responsible for making the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="63871">
                <text>Andretti, Cristiani Regina; Calegaro, Edina Maria; Machado, Marli </text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="38">
            <name>Coverage</name>
            <description>The spatial or temporal topic of the resource, the spatial applicability of the resource, or the jurisdiction under which the resource is relevant</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="63872">
                <text>Gramado (Rio Grande do Sul)</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="45">
            <name>Publisher</name>
            <description>An entity responsible for making the resource available</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="63873">
                <text>UFRGS</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="40">
            <name>Date</name>
            <description>A point or period of time associated with an event in the lifecycle of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="63874">
                <text>2012</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="51">
            <name>Type</name>
            <description>The nature or genre of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="63876">
                <text>Evento</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="41">
            <name>Description</name>
            <description>An account of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="63877">
                <text>A sustentabilidade diz respeito as relação das pessoas com o meio onde estão inseridas e com a capacidade de não impactar violentamente esse meio. Por isso a necessidade da adoção de práticas sustentáveis em todos os setores das atividades humanas, envolvendo aspectos econômicos, sociais, culturais e ambientais da sociedade. Diante desse cenário, o presente artigo tem como objetivo divulgar o projeto Sustentabiblio que visa conscientizar colaboradores e usuários das bibliotecas do SIBIUN a mudar seus comportamentos em relação ao desperdício e consumo excessivos, desenvolvendo ações que incentivam a economizar água, papel, energia elétrica, promover palestras e workshops sobre o assunto além de apresentar a Biblioteca Sustentável da UNIVALI Balneário Camboriu, um dos primeiros edifícios do Brasil a ter um projeto certificado pelo INMETRO-PROCEL, com nível de classificação A, recebendo etiqueta nacional de conservação de energia para edifícios. Conclui-se que a sustentabilidade é de fundamental importância em uma sociedade, podendo qualquer nível de organização, como: famílias, escolas, universidades, empresas, indústrias, fábricas, hospitais, incluindo também as bibliotecas e o profissional bibliotecário, que tem à sua disposição diferentes caminhos que apoiam práticas de sustentabilidade.</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="44">
            <name>Language</name>
            <description>A language of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="69499">
                <text>pt</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
        </elementContainer>
      </elementSet>
    </elementSetContainer>
  </item>
  <item itemId="5999" public="1" featured="0">
    <fileContainer>
      <file fileId="5063">
        <src>http://repositorio.febab.org.br/files/original/49/5999/SNBU2012_138.pdf</src>
        <authentication>2460e62c95cd6dace832f01f2dce12b0</authentication>
        <elementSetContainer>
          <elementSet elementSetId="4">
            <name>PDF Text</name>
            <description/>
            <elementContainer>
              <element elementId="92">
                <name>Text</name>
                <description/>
                <elementTextContainer>
                  <elementText elementTextId="63869">
                    <text>Educação de usuários e competências informacionais
i! """"'"
MaooNlck

~

=

:,

IiWitt.UJ

1I....111~

Trabalho completo

RECURSOS DE INFORMAÇÃO NA ÁREA DE SAÚDE:
CONHECIMENTO DE RESIDENTES SOBRE FONTES NO MOMENTO
DE INGRESSO NO HOSPITAL UNIVERSITÁRIO CLEMENTINO
FRAGA FILHO/UFRJ
Eliana Rosa da Fonseca1 , Vanessa Souza Mendonçéf
lMestranda em Ciência da Informação (PPGCI/UFF) , Universidade Federal do Rio de Janeiro,
Rio de Janeiro, RJ
2Especialista em Biblioteconomia , Universidade Federal do Rio de Janeiro, Rio de Janeiro, RJ

Resumo
Este trabalho pretende identificar o conhecimento de residentes de medicina e
áreas multiprofissionais da saúde sobre fontes de informação especializada no
momento de ingresso, ano de 2012, nos programas de residência da Universidade
Federal do Rio de Janeiro. Caracterizando-se como um estudo empírico e
quantitativo elaborado pela Biblioteca em parceria com a Coordenação Geral de
Residência Médica da Coordenação de Atividades Educacionais (CAE) do Hospital
Universitário Clementino Fraga Filho (HUCFF) . Para o levantamento aplicou-se um
questionário com 5 (cinco) perguntas, cujas respostas indicaram os principais
recursos que utilizam, bem como a necessidade de esclarecimentos sobre as fontes,
seus conceitos e métodos de busca . Os resultados nortearão a elaboração de
produtos e serviços de informação e, sobretudo o desenvolvimento de cursos para
capacitação em pesquisa bibliográfica na Internet.

Palavras-Chave:
Acesso à Informação; Serviços de Informação; Internato e Residência ;
Hospitais Universitários; Serviços de Biblioteca ; Bibliotecas Hospitalares.

Abstract
This work aims to identify the knowledge of medicai residents and multidisciplinary
areas of health on sources of specialized information at the time of entry, 2012 , in
residency programs at the Federal University of Rio de Janeiro. Characterized as an
empirical and quantitative review prepared by the Library in partnership with the
General Coordination of Medicai Residency of Coordination of Medicai Education
(CAE) of the Universitary Hospital Clementino Fraga Filho (HUCFF) . For the survey
was applied to the freshmen a questionnaire with 5 (five) questions whose answers
indicated the key features they use, and the need for explanation on the sources,
concepts and methods of search . The results will guide the development of products
and information services, and especially the development of courses for training in
literature search on the Internet.

Keywords:
Access to Information ; Information Services; Internship and Residency;
Hospitais, University; Library Services; Libraries, Hospital.

1 Introdução
A Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) oferece anualmente , por

1516

�Educação de usuários e competências informacionais
i! """"'"
MaooNlck

~

=

:,

IiWitt.UJ

1I....111~

Trabalho completo

meio de suas unidades de saúde, processo seletivo para preenchimento das vagas
oferecidas nos Programas de Residência. Estes devem ser credenciados pela
Comissão Nacional de Residência Médica (CNRM) e a instituição deve dispor de
infraestrutura necessária para o cumprimento do seu objetivo de formação
especializada e qualificada.
Existem dois tipos de Programa : o de Residência Médica "curso de pósgraduação, em nível de especialização, destinado a médicos, utilizando como
principal procedimento de ensino o treinamento em serviço" (BRASIL, 1977). E em
Áreas Multiprofissionais de Saúde, que abrange profissionais de Biomedicina,
Ciências Biológicas, Educação Física , Enfermagem, Farmácia , Fisioterapia,
Fonoaudiologia, Medicina Veterinária , Nutrição, Odontologia, Psicologia, Serviço
Social e Terapia Ocupacional , são dirigidas pelos princípios e diretrizes do Sistema
Único de Saúde (SUS) (BRASILa, 2012) .
A existência de uma biblioteca é uma das obrigatoriedades para o
credenciamento de hospitais de ensino. Os Ministérios da Saúde (MS) e Educação
(MEC) preconizam orientações e requisitos para avaliação da biblioteca. Dentre os
itens para julgamento, está a existência de um "programa de educação e
treinamento continuado, voltado para a melhoria de processos e prevenção de
acidentes" (BRASIL, 2002) .
A Biblioteca do Hospital Universitário Clementino Fraga Filho (HUCFF) e
Instituto de Doenças do Tórax (IDT) é uma unidade do Sistema de Bibliotecas e
Informação (SIBI) da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) e está
administrativamente vinculada a Coordenação de Atividades Educacionais (CAE) do
Hospital.
De acordo, com as diretrizes de avaliação do MS e do MEC, a Coordenação
Geral de Residência Médica (CGRM), departamento da CAE, institui a participação
da Biblioteca no Programa para recepção dos novos residentes médicos e
multiprofissionais do Hospital Universitário. Anualmente, no ingresso dos alunos, sob
a coordenação da CGRM, as seções e serviços do Hospital se apresentam aos
ingressantes com objetivo de expor suas unidades, serviços e rotinas.
Considerando o papel fundamental que a Biblioteca exerce para a formação
profissional e especializada destes estudantes, a Coordenação disponibiliza o seu
maior tempo de exposição para este setor. Esta parceria é essencial para a
Biblioteca, que além de dar suporte às atividades de ensino, pesquisa e extensão,
consolida-se como um recurso que colabora tanto para a formação do aluno quanto
para a qualificação dos programas de residência oferecidos pela Universidade.
Sabe-se que a oferta de múltiplas fontes especializadas, disponíveis na
internet, é uma característica da área de saúde . Por isso, cabe aos profissionais da
informação, principalmente ao bibliotecário, promover atividades que colaborem para
a facilitação do acesso. Esta não é uma tarefa simples, pois implica em desenvolver
nos interessados suas habilidades para realizar pesquisa bibliográfica na Internet.
Conceituada como "busca sistemática, e muitas vezes exaustiva , das informações
bibliográficas que se relacionam com um tema" (CUNHA, 2008, p.281) .
A busca sistemática das informações na Internet envolve um conjunto de
operações, cuja escolha definirá o resultado . A escolha das bases de dados, das
palavras-chave, ou termos de busca ; a utilização de operadores lógicos para
cruzamento dos termos, e a seleção do material são alguns dos fatores que podem
afetar um resultado final satisfatório ou não.

1517

�Educação de usuários e competências informacionais
i! """"'"
MaooNlck

~

=

:,

IiWitt.UJ

1I....111~

Trabalho completo

A interação com o profissional da saúde e a oferta de cursos de capacitação é
uma forma de contribuição da biblioteca , pois as novas tecnologias e o
desenvolvimento dos recursos, emergiu com grande oferta de bases de dados e
portais de acesso público e controlado. Esta pesquisa pretende identificar quais
fontes de informação, especializadas em saúde, os residentes ingressantes no ano
de 2012 conhecem, e qual o impacto da participação da Biblioteca do Hospital
Universitário, na sua recepção.
Segundo Maranhão (2010 , p.3) na Biblioteca Universitária, a seção de
referência caberia a função de mediadora :
de um aprendizado ao longo da vida, capacitando seus usuários, no período
em que estão em formação, não só profissional , a aprender a aprender, a
ser capaz de reconhecer a necessidade de informação, saber onde buscála , identificar fontes de informação potenciais , desenvolver estratégias para
pesquisa, acessar essas fontes, avaliar essas informações, organizá-Ias e
integrá-Ias em um corpo de conhecimento previamente existente .

Dessa forma, este trabalho expõe como a Biblioteca HUCFF/IDT idealizou sua
participação no Programa para Recepção da Residência Médica e Multiprofissional
do Hospital Universitário, em 2012, visando aplicar seus resultados tanto no
planejamento e aperfeiçoamento de seus serviços e produtos, quanto na
constituição e oferta de um Curso de Pesquisa Bibliográfica na Internet, favorecendo
a divulgação e o conhecimento dos principais recursos de informação da área de
saúde, que atendam efetivamente as necessidades informacionais dos residentes,
docentes e funcionários da instituição.

2 Revisão de Literatura
A Internet e as tecnologias de comunicação e informação alteraram
significativamente os serviços de bibliotecas, tanto pelo aumento de dados, quanto
pelo surgimento de novos e complexos serviços de recuperação da informação. Os
papéis do profissional de informação e do usuário final foram afetados, por isso
ambos devem desenvolver novas habilidades e competências.
Como conseqüência dessas mudanças, o usuário passa a ter maior grau de
dificuldade para manipular fontes e recuperar informações. Segundo Mueller (2000)
as fontes de informação podem ser:
Primárias que disseminam informações originais, exatamente na forma como
são produzidas ; Secundárias apresentam a informação filtrada e organizada
de acordo com um arranjo definido, facilitam o uso do conhecimento disperso
nas fontes primárias ; Terciárias organizam e facilitam o acesso à literatura
primária e secundária.

As autoras Tomaél , Alcará e Silva (2008, p.6) sinalizam que a qualidade de
uma fonte de informação "está relacionada ao seu uso, ou seja, ao usuário que dela
necessita. Para que uma fonte seja de qualidade, deve atender a propósitos
específicos de uma comunidade de usuários e isso requer avaliação", atividade
concernente ao profissional bibliotecário e que se antecede a indicação e orientação
das fontes.

1518

�Educação de usuários e competências informacionais
i! """"'"
MaooNlck

~

=

:,

IiWitt.UJ

1I....111~

Trabalho completo

Cabe colocar também o conceito de recursos informacionais, "conjunto dos
meios utilizados na transferência de documentos, informações, ou dados científicos
e técnicos, dos produtores aos utilizadores ou , usuários desses documentos,
informações e dados" (CUNHA, 2008, p.308).
A Área de Ciências da Saúde é caracterizada pela existência de grande
volume de informações, sendo boa parte, descrita e indexada em recursos
informacionais reconhecidos e consolidados. Destacam-se alguns dos principais
recursos utilizados na Universidade.
Portal de Periódicos da Capes - oferece acesso a artigos científicos, bases
referenciais e de resumos, bibliotecas digitais de teses e dissertações e outras
fontes, em todas as áreas do conhecimento . É um recurso essencial para a pesquisa
científica no Brasil , somente instituições participantes utilizam o Portal. É de
responsabilidade da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior
- CAPES (BRASILb, 2012) .

.............,.

.lt..Ol..U.:..UuREUWoILfrkI~~1I

t,,,,,,.WP.""'ftP.rijoll'''''' (.,ur••tarl
"'QMiI.~IIfIM""_""'''''''''

__,

..,tQ, l~

.lrntll"õ_a.l.4er..

""" •• h~w.Iu.""k"'O"""',KlIIG:lM.H""'''

.,ftn.. w.

,"~IIoot ...

e."b" u....P " - '

~~oI"1io; ... ~ ............... P~~""'f""

Figura 1 - Página do Portal de Periódicos da Capes
Fonte: PORTAL DE PERiÓDICOS DA CAPES. Site.
&lt;www.periodicos.capes .gov.br&gt; . Acesso em: 23 mar. 2012.

2012.

Disponivel

em:

A utilização do Portal é complexa , pois integra bases de dados nacionais e
internacionais com diferentes interfaces de busca, formas de recuperação , por
descritores ou indexação automática . A disponibilidade das coleções também deve
ser observada, já que nem todo o acervo está acessível para recuperação do texto
completo, se não for observado pelo pesquisador, este poderá considerar que
existem falhas no portal ou na estratégia .
Biblioteca Virtual em Saúde (BVS) - desenvolvida pelo Centro LatinoAmericano e do Caribe de Informação em Ciências da Saúde (BIREME) , instituição
componente da Organização Pan-americana da Saúde (OPAS).

1519

�Educação de usuários e competências informacionais
i! """"'"
MaooNlck

~

=

:,

IiWitt.UJ
1I....111~

Trabalho completo

,--

' ~IW IYI

_."f'"

~* .l~UiI

-

........
."

... _

.... o.-..,'"-.... ~--- •. _ _ .........

yl ....... ~SIo#~~~CI'otfI
_, l~
1:lt&lt;~ ... t&amp;""f!I._,~ll:tl.IIIIt&gt;"...IM.1Umo:.l

1It_.fIoo:_
!arU..w;:"CI'QI._~&lt;9I"

::~~~.;:~...!.
::.:!'::._.
__

__

'-'"h

Figura 2 - Página inicial da Biblioteca Virtual em Saúde
Fonte:
BIBLIOTECA
VIRTUAL
EM
SAÚDE.
Site.
2012.
&lt;htlp://regional.bvsalud.org/php/index.php&gt; . Acesso em : 23 mar. 2012.

Disponível

em :

A BVS é um serviço cooperativo e disponibiliza bibliotecas virtuais temáticas,
fontes especializadas diversas, terminologia em saúde e outros serviços. Tem como
missão "contribuir para o desenvolvimento da saúde nos países da América Latina e
Caribe por meio da democratização do acesso, publicação e uso de informação,
conhecimento e evidência científica" (BIREME, 2012) .
Pode-se destacar dentre as BVS temáticas, a BVS de Saúde Pública Brasil,
de responsabilidade do Ministério da Saúde e desenvolvida em parceria com
diversos órgãos do próprio Ministério e de instituições afins. Outros recursos
especializados estão acessíveis na BVS, cabendo ao usuário sua exploração e
acesso.

(1) •• -

_....... - ...
.-,._....... __
..

_......

.. ·)I_X,)"" ......

...........,....

~(=~~cx:.-:..,'!.m:-""-.tI,
~

'_ .no....... I.... ' .... ......
..,_ ..........It_ ..._
I....

' ~ I....,

..

~

........ _

..

~_

~

4"" .....

.. ti.CI ..... I'.Dk.. t;~

__ lt"",."_"'_I."''''__ .''',_",",".
_

·~

e...., .. ...... _
~

...}- l(•.,. '."", .. .. (o,I .... P_ _ _

.. , _. - : -

§~~:

--__".

......., ,"...-.

b-a_%QI"r-.
~

""._-

.... .........

. " _ • • IJt1õ'_1It

Figura 3 - Página inicial da BVS temática em Saúde Pública Brasil
Fonte: BIBLIOTECA VIRTUAL EM SAÚDE. Site. 2012. Disponível em:
&lt;htlp://regional.bvsalud .org/php/index.php&gt; . Acesso em : 23 mar. 2012.

Estão disponíveis também, os Descritores em Ciências da Saúde (DECS) terminologia em saúde, traduzida do MedicaI Subject Headings (MESH), com
acréscimo das áreas específicas: Saúde Pública, Homeopatia, Ciência e Saúde e
Vigilância Sanitária (BIREME, 2012).

1520

�Educação de usuários e competências informacionais
i! """"'"
MaooNlck

~

=

:,

IiWitt.UJ

1I....11 1 ~

Trabalho completo

É O principal vocabulário controlado utilizado para indexação de documentos
na área de saúde, tanto para o bibliotecário na padronização dos assuntos, na
entrada de documentos nas bases de dados, quanto para o usuário na recuperação
da informação, no momento da elaboração de estratégias de busca , sua utilização
significa a obtenção de resultados mais precisos.

blblloleca

vl,lull em .. Ode Descrirores em Çiências ~b S ,lUde
• Sobre o DeCS
• Consulta ao DeCS
• Novidades do DeCS
De CS edi ção 2012
DeCS edições ante riore s
• Serviço de Apoio ao Usuário DeCS
• Serviços DeCS

Figura 5 - Página principal do DECS
Fonte: DESCRITORES EM CIÊNCIA DA SAÚDE. Site. 2012. Disponível em:
&lt;http://decs.bvs.br&gt; . Acesso em: 23 mar. 2012.

o MedicaI Subject Headings (MESH), que deu origem ao DeCS, representa
termos médicos originais, sendo de responsabilidade da U.S. National Library of
Medicine (NLM). Podem ser utilizados nas estratégias realizadas no Pubmed.
Llmrt s

Using MeSH

A dvanced

More Resources
E-UtilitiAs
NLM MeSH HQmepage

Figura 6 - Página principal do MESH
Fonte: MEDICAL SUBJECT HEADINGS. Site. 2012. Disponível em :
&lt;http://www.ncbi.nlm .nih.gov/mesh &gt; . Acesso em: 23 mar. 2012.

Outro recurso consagrado é o Medline - desenvolvido pela National Center for
Biotechnology Information (NCBI) e mantido pela National Library of Medicine (NLM) .
É o maior componente do Pubmed e está acessível também pela Biblioteca Virtual
em Saúde da BIREME.

1521

�Educação de usuários e competências informacionais
i! """"'"
MaooNlck

~

=

:,

IiWitt.UJ

Trabalho completo

1I....111 ~

__

B &lt;lSQ de d -id o:i : MEOLlNE

Pesquisar

no campo

I
I I~p~
al~
av~
ra~
s ------------'
TI
TI
2li1i.&lt;C3)=
1=========:1 1Palavras
3~ 1
I I~p=al=
av=
ra=
s ======~
TI
1

(,..diee

índic: ...
índic:e

Se.a rch engine: iA" ... 2 .6 po we re d by WWW1SIS
BIR EM E/O P AS/O MS - Centro Latino -A me ricano

li!

do Ca ri be de Info rmação em Ciências da Sa úd e

Figura 7 - Página da base de dados Medline na BVS
Fonte: BIBLIOTECA VIRTUAL EM SAÚDE. Site. 2012. Disponível em:
&lt;htlp://bases .bireme.br/cgibin/wxislind.exe/iah/online/?lsisScript=iah/iah.xis&amp;base=MEDLlNE
&amp;Iang=p&gt; . Acesso em: 23 mar. 2012.

Pubmed - base de dados, de acesso público, da literatura internacional
especializada em ciências biológicas, medicina , enfermagem, odontologia , medicina
veterinária e saúde pública . Compõe-se de diversos índices e bancos de dados
especializados. (PUBMED, 2012)
8

:-.Jc.::BI

M, NC81 S ~

Resources [9 '"iow To El
PulJM ed

mits

Adv&gt;1nc9d

~ ~,~,:,~:,~ """'" "",O, ' ' ' ' '
~

I~ J'~

IH ,,,I

I , rrr 1 ..-.1

Using PubMed

illl

OI

t~ 1

PubMed Tools

P ubM; d Qud SIj! rt G yrde

~
SrnglB CÜation

M~! çh8r

111,.,1", h

Arh

",,,,,,,, ,""" ",.""" ,,,,,,,,,,.-,"

11 ro ~I '~yll

IHI~I,

"t.

Jllt~ &gt; t

rt~

I I JBF 11\1,.,

tr&gt;

More Resources
~
Joy rn;;l lsjn N CBlo al iibí! s!! s

Bi lc hCjtat looM;;;tch e r

Ne.... andNQl eWQ r1h t

D

Top lc. Spec lfic Q ye rjE! S

--------------------------- ~ ~------------------------

Figura 8 - Página do Pubmed
Fonte: PUBMED Site. 2012. Disponível em: &lt;www.ncbi.nlm.nih.qov&gt; . Acesso em: 23 mar.
2012.

Outro recurso informacional é a Uptodate - fonte de informação na área da
saúde que responde a questões básicas da prática clínica , de acordo com os
princípios da Medicina baseada em Evidência . Abrange as especialidades de Clínica
Médica, Obstetrícia e Ginecologia, Cardiologia, Nefrologia, Pediatria, Oncologia ,
Pneumologia, dentre outras (UPTODATE, 2012) .

1522

�Educação de usuários e competências informacionais
Trabalho completo

•Wolters Kluwer

I ~ToDate.
Hosp ita l adoptio n af UpToDate - d irectly
associated with savi ng lives,

rilr

ftll! !jU.~

Subscnbe Now

Speci"lties includedwith your

Helping Clinicians Provide the Sest Patient Care

subscriptioll

AdLlI' andPed i:'ilric

U pTuDale®i s " chnlc al dSGis ion 8 lJ p p ort s~stB m Ihal he lps d in icl ans throu ghout lhe world prmi de th e b esl pali en! Gare We us e

Emer )en ~y!ledic i r

AIIul! Pn mar'\' Care and Interna i Medici ,

curre..,1e'l'iaence to answer cl ln I c~ 1 quesuon s qUlckl\' an[] e8sIIy 31 lhe POIn! of care. Thls sa....e s cllniclans time, imp roves
outcome s::&lt;n d lol'/li! rs healthcóHecDsts

A1 erçwa nd lmm.Jn ology

S@lIrch over 9,500 topi cs now
, Al ITOP!cS""

W'

End o crinol og~

and DiaoE tes

Familyl\1 edicine
Gaslroentero lng f andHeoato loflV

Figura 9 - Página da Uptodate

Fonte: UPTODATE. 2012. Disponível em : &lt;http://www.uptodate.com/contents/search&gt; .
Acesso em: 23 mar. 2012
Segundo Le Coadic (2004, p.138), "utilizar um produto de informação é
empregar tal objeto para obter, igualmente, um efeito que satisfaça a uma
necessidade de informação".

o

objetivo final de um produto de informação ou de um sistema de
informação deve ser pensado em termos dos usos dados à informação
e dos efeitos resultantes desses usos nas atividades dos usuários. A
função mais importante do produto ou do sistema é, portanto, a forma
como a informação modifica a realização dessas atividades. Por causa
disso, devem ser "orientadas para o usuário".
Como condição fundamental para promover o acesso, o bibliotecário tem que
valer-se das características de seus usuários e de seu perfil. A residência prepara o
médico para a prática especializada , e as áreas multiprofissionais para cumprir com
os princípios e diretrizes do SUS . A biblioteca deve atender as diferentes
necessidades dos residentes, promovendo treinamentos que favorecerão o
conhecimento, o aperfeiçoamento e o uso dos recursos de informação na área de
saúde disponíveis na Internet. Assim , atuará de forma mais participativa na formação
dos residentes e staff hospitalar, bem como na fundamentação teórica das questões
e decisões clínicas.

3. Materiais e Métodos

o Programa para Recepção da Residência Médica e de Áreas
Multiprofissionais da Saúde do HUCFF tem inicio, no mês de Janeiro de cada ano. A
apresentação para participação da Biblioteca foi preparada pelas bibliotecárias da
unidade e finalizada com o Coordenador Geral da Residência Médica.
Constaram dos slides, as seguintes informações: recursos institucionais da
UFRJ, da Biblioteca do HUCFF, recursos eletrônicos e orientação para acesso
remoto ao Portal de Periódicos Capes. Foram listados alguns endereços eletrônicos,
organizados por categoria e para finalizar orientou-se sobre a oferta e solicitação de

1523

�Educação de usuários e competências informacionais
i! """"'"
MaooNlck

~

=

:,

IiWitt.UJ
1I....111~

Trabalho completo

treinamento para pesquisa bibliográfica individual e/ou em grupo. No último slide,
foram registrados os dados da equipe e contatos. O material constitui-se como um
recurso didático, e foi enviado por e-mail para os participantes. O tempo destinado
foi de quarenta e cinco minutos, sendo o maior tempo destinado aos setores
envolvidos.

RECURSOS DE INFORMAÇÃO PARA
RESIDÊNCIA MÉDICA E
MUL TIPROFISSIONAL NA UFRJ

----- ----

ULACS O

- =:-:==_. Pub

ed

Bibliotecárias:
Eliana Rosa
Vanessa Mendonça

Figura 10 - Slide 1 da apresentação da Biblioteca do HUCFF
Fonte: BIBLIOTECA DO HOSPITAL UNIVERSITÁRIO CLEMENTINO FRAGA FILHO E DO
INSTITUTO DE DOENÇAS DO TÓRAX, 2012.

Para o levantamento de informações, utilizou-se um questionário com uma
pergunta aberta e quatro fechadas. Estas questões tinham como objetivo identificar
as fontes de informação que os residentes ingressantes utilizavam; se conheciam o
Portal de Periódicos Capes; recuperavam os artigos na íntegra com facilidade ;
empregavam os operadores booleanos (ANO, OR, NOT) durante a pesquisa e, se
registram os termos pesquisados nas estratégias de busca.
O questionário requeria o preenchimento dos dados pessoais e a autorização
para o envio de e-mails informativos.
Como forma de avaliar o impacto da apresentação foi levantado o número
total, até o momento, de novos cadastrados, fluxo de usuários, solicitação de
treinamentos e serviço de pesquisa bibliográficas. Os pedidos encaminhados por email também foram considerados.

4 Resultados Parciais/Finais
Após a tabulação dos dados, foi possível perceber que na Residência Médica
predominou a área de Clínica Médica e na Multiprofissional, a área de Enfermagem .
Está é uma constatação que se relaciona com o total de vagas e ingressantes para
estas áreas. A totalidade dos resultados representa igualmente está distribuição.

1524

�Educação de usuários e competências informacionais
i! """"'"
MaooNlck

~

=

:,

IiWitt.UJ
1I....111~

Trabalho completo

•

~tm .. t OI09ill

• F!:;ld,oiogl.l
• Ano.:-st eslologl ;'i

• Mcdkina d3 13mll,;'!

• Endocrinologiíl

•

G.u t rocnt~rol08l')

. G~ro .... l ri.:)

a ll1lcclOl0&amp;13

• Onca logl" Cliniüt

. Ortopedlil
a Otomnolarillgologiol

_ DIP

a Ginccologi"
• OltollmolOSl.,

Gráfico 1 - Residência Médica
Fonte: BIBLIOTECA DO HOSPITAL UNIVERSITÁRIO CLEMENTINO FRAGA FILHO E DO
INSTITUTO DE DOENÇAS DO TÓRAX, 2012.

• Enferm agem
• Farmácia
• Fonoa udiol ogia
• Nutrição
• Psicologia
• Serviço social
. Terapi a ocupacional

Gráfico 2 - Residência Multiprofissional
Fonte: BIBLIOTECA DO HOSPITAL UNIVERSITÁRIO CLEMENTINO FRAGA FILHO E DO
INSTITUTO DE DOENÇAS DO TÓRAX, 2012.

Com relação à primeira pergunta "Quais bases de dados você utiliza para
fazer pesquisas?". As maiores indicações foram respectivamente: Pubmed ,
Uptodate, LlLACS e, BVS.
Tabela 1 - Quais bases de dados você utiliza para fazer pesquisa?
Bases de dados
Pubmed
UptoDate
Lilacs

Total

47
36
26

1525

�Educação de usuários e competências informacionais
i! """"'"
MaooNlck

~

=

:,

IiWitt.UJ

1I....111~

Trabalho completo

22

Biblioteca Virtual
Portal Capes
Periódicos
Catálogo
Outros

9
6
6
5

Fonte: BIBLIOTECA DO HOSPITAL UNIVERSITÁRIO CLEMENTINO FRAGA FILHO E DO
INSTITUTO DE DOENÇAS DO TÓRAX, 2012.

A indicação da BVS sugere o desconhecimento com relação ao que é base de
dados e biblioteca virtual. Provavelmente, a citação da BVS seria para sinalizar o
uso do MEDLlNE, da LlLACS ou da SCIELO. Ou ainda , a pesquisa pelo método
integrado disponível na página principal do portal.
A pouca sinalização do Portal de Periódicos da Capes se deve a natureza da
pergunta , aberta para enumeração do respondente. Na pergunta de número 3: "Você
conhece o Portal de Periódicos Capes?", a maioria respondeu que, sim, conhece . O
Portal é uma fonte presente em todas as universidades públicas brasileiras, e, inclui
algumas universidades particulares. Atualmente é o maior portal de fontes de
informações técnicas e científicas disponível, sendo um recurso pago pelo Ministério
da Educação para apoio ao ensino e a pesquisa no Brasil.
Tabela 2 - Perguntas fechadas - número 2 ao 5
Perguntas
Utiliza operadores booleanos (ANO, OR e
NOT)
Conhece o Portal de Periódicos Capes
Tem dificuldade para recuperar artigos na
íntegra
Costuma anotar os termos utilizados nas
buscas em bases de dados

Sim

Não

25

61

70
68

25
24

20

72

Fonte: BIBLIOTECA DO HOSPITAL UNIVERSITÁRIO CLEMENTINO FRAGA FILHO E DO
INSTITUTO DE DOENÇAS DO TÓRAX, 2012.

As perguntas de dois a cinco intencionavam identificar o conhecimento com
relação à elaboração de estratégias de busca, utilizando operadores booleanos ou
lógicos de pesquisa . Questionamos também sobre os registros dos termos, a fim de
perceber se evitam a repetição das estratégias. Foi possível constatar que grande
parte dos respondentes não realizavam estratégias de busca e de uma forma geral
conseguiam o documento na íntegra para leitura.
A maioria dos participantes autorizou o envio da apresentação e de notícias
por e-mail.
5 Considerações Parciais/Finais
Os dados levantados constituem-se indicadores concretos de uma realidade
observada nos usuários da Biblioteca HUCFF/IDT. É um primeiro estudo e deve ser

1526

�Educação de usuários e competências informacionais
i! """"'"
MaooNlck

~

=

:,

IiWitt.UJ
1I....111~

Trabalho completo

continuado com mais profundidade. Estes resultados já dão conta de subsidiar
ações futuras, como o desenvolvimento de novos produtos de informação. E a
consolidação de cursos de capacitação para conhecimento dos recursos
informacionais, bem como a promoção de seu acesso e uso.
O Portal de Periódicos da Capes, por exemplo, é um recurso que precisa de
incentivo para maximizar o uso das fontes que disponibiliza . Os programas de
graduação, pós-graduação, pesquisadores e toda comunidade de funcionários das
universidades devem se apropriar do Portal, como forma de qualificação e
fundamentação de suas atividades de pesquisa .
Foi possível verificar, por meio dos dados estatísticos, que a participação da
biblioteca na recepção dos residentes ingressantes em 2012 , impactou
positivamente aumentando o fluxo de acesso e uso dos serviços.
6 Referências
BRASIL. Ministério da Educação. Decreto nO 80.281/77, de 05 de setembro de 1977.
Regulamenta a Residência Médica, cria a Comissão Nacional de Residência Médica
e dá outras providências. Diário Oficial da República Federativa do Brasil.
Brasília, 06 set. 1977. Seção 1, p. 11787.
BRASIL. Ministério da Saúde. Secretaria de Assistência à Saúde. Manual brasileiro
de acreditação hospitalar. Brasília: MS, 2002 . 108 p. (Série A. Normas e Manuais
Técnicos, n. 117).
BRASILa. Ministério da Educação. Residência médica I Residência
multiprofissional. Disponível em :
&lt;http://portal.mec.gov.br/index.php?option=com_content&amp;view=article&amp;id=12263&amp;lte
mid=507&gt;. Acesso em : 26 mar. 2012 .
BRASILb. Ministério de Ciência e Tecnologia. Portal de periódicos CAPES.
Disponível em : &lt;www.periodicos.capes.gov.br&gt; . Acesso em 10 abro2012 .
CENTRO LATINO-AMERICANO E DO CARIBE DE INFORMAÇÃO EM CIÊNCIAS
DA SAÚDE (BIREME). Biblioteca Virtual em Saúde. Disponível em : &lt;www.bvs.br&gt; .
Acesso em : 25 mar. 2012.
CUNHA, Murilo Bastos da; CAVALCANTI , Cordélia Robalinho de Oliveira .
Dicionário de biblioteconomia e arquivologia. Brasília: Briquet Lemos, 2008.
LE COADIC , Yves-François. A ciência da informação. 2.ed . Brasília: Briquet de
Lemos, 2004 . 124p.
MARANHÃO, Ana M. N. et. aI. A capacitação de usuário no Sistema de Biblioteca da
PUC-RIO. In: Seminário Nacional de Bibliotecas Universitárias, 16., 2010 , Rio de
Janeiro. Anais eletrônicos. Disponível em :
&lt;http://www.gapcongressos.com .br/eventos/z0070/traba&gt;. Acesso em : 23 mar. 2012.

1527

�Educação de usuários e competências informacionais
i! """"'"
MaooNlck

~

=

:,

IiWitt.UJ
1I....111~

Trabalho completo

MUELLER, Suzana Pinheiro Machado. Ciência , o sistema de comunicação científica
e a literatura científica. In: CAMPELLO , Bernadete Santos; CENDÓN, Beatriz
Valadares; KREMER, Jeannette Marguerite. (Org .) Fontes de Informação para
Pesquisadores e Profissionais. Belo Horizonte: UFMG, 2000 . p. 21-34.
PUBMED . Disponível em : &lt; http://www.pubmed .com/index&gt; . Acesso em : 30 mar.
2012 .
TOMAÉL, Maria Inês, ALCARÁ, Adriana Rosecler, SILVA, Terezinha , Elizabeth da
Silva. Fontes de informação na Internet: critérios de qualidade. In : TOMAÉL, Maria
Inês (org .). Fontes de Informação na Internet. Londrina : EDUEL, 2008 . p.3-28.
UPTODATE. Disponível em : &lt; http://www.uptodate.com/index&gt; . Acesso em : 30 mar.
2012 .

1528

�</text>
                  </elementText>
                </elementTextContainer>
              </element>
            </elementContainer>
          </elementSet>
        </elementSetContainer>
      </file>
    </fileContainer>
    <collection collectionId="49">
      <elementSetContainer>
        <elementSet elementSetId="1">
          <name>Dublin Core</name>
          <description>The Dublin Core metadata element set is common to all Omeka records, including items, files, and collections. For more information see, http://dublincore.org/documents/dces/.</description>
          <elementContainer>
            <element elementId="50">
              <name>Title</name>
              <description>A name given to the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51396">
                  <text>SNBU - Edição: 17 - Ano: 2012 (UFRGS - Gramado/RS)</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="49">
              <name>Subject</name>
              <description>The topic of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51397">
                  <text>Biblioteconomia&#13;
Documentação&#13;
Ciência da Informação&#13;
Bibliotecas Universitárias</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="41">
              <name>Description</name>
              <description>An account of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51398">
                  <text>Tema: A biblioteca universitária como laboratório na sociedade da informação.</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="39">
              <name>Creator</name>
              <description>An entity primarily responsible for making the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51399">
                  <text>SNBU - Seminário Nacional de Bibliotecas Universitárias</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="45">
              <name>Publisher</name>
              <description>An entity responsible for making the resource available</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51400">
                  <text>UFRGS</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="40">
              <name>Date</name>
              <description>A point or period of time associated with an event in the lifecycle of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51401">
                  <text>2012</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="44">
              <name>Language</name>
              <description>A language of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51402">
                  <text>Português</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="51">
              <name>Type</name>
              <description>The nature or genre of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51403">
                  <text>Evento</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="38">
              <name>Coverage</name>
              <description>The spatial or temporal topic of the resource, the spatial applicability of the resource, or the jurisdiction under which the resource is relevant</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51404">
                  <text>Gramado (Rio Grande do Sul)</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
          </elementContainer>
        </elementSet>
      </elementSetContainer>
    </collection>
    <itemType itemTypeId="8">
      <name>Event</name>
      <description>A non-persistent, time-based occurrence. Metadata for an event provides descriptive information that is the basis for discovery of the purpose, location, duration, and responsible agents associated with an event. Examples include an exhibition, webcast, conference, workshop, open day, performance, battle, trial, wedding, tea party, conflagration.</description>
    </itemType>
    <elementSetContainer>
      <elementSet elementSetId="1">
        <name>Dublin Core</name>
        <description>The Dublin Core metadata element set is common to all Omeka records, including items, files, and collections. For more information see, http://dublincore.org/documents/dces/.</description>
        <elementContainer>
          <element elementId="50">
            <name>Title</name>
            <description>A name given to the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="63861">
                <text>Recursos de informação na área de saúde: conhecimento de residentes sobre fontes no momento de ingresso no Hospital Universitário Clementino Fraga Filho/UFRJ.</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="39">
            <name>Creator</name>
            <description>An entity primarily responsible for making the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="63862">
                <text>Fonseca, Eliana Rosa da; Mendonça, Vanessa Souza </text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="38">
            <name>Coverage</name>
            <description>The spatial or temporal topic of the resource, the spatial applicability of the resource, or the jurisdiction under which the resource is relevant</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="63863">
                <text>Gramado (Rio Grande do Sul)</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="45">
            <name>Publisher</name>
            <description>An entity responsible for making the resource available</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="63864">
                <text>UFRGS</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="40">
            <name>Date</name>
            <description>A point or period of time associated with an event in the lifecycle of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="63865">
                <text>2012</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="51">
            <name>Type</name>
            <description>The nature or genre of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="63867">
                <text>Evento</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="41">
            <name>Description</name>
            <description>An account of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="63868">
                <text>Este trabalho pretende identificar o conhecimento de residentes de medicina e áreas multiprofissionais da saúde sobre fontes de informação especializada no momento de ingresso, ano de 2012, nos programas de residência da Universidade Federal do Rio de Janeiro. Caracterizando-se como um estudo empírico e quantitativo elaborado pela Biblioteca em parceria com a Coordenação Geral de Residência Médica da Coordenação de Atividades Educacionais (CAE) do Hospital Universitário Clementino Fraga Filho (HUCFF). Para o levantamento aplicou-se um questionário com 5 (cinco) perguntas, cujas respostas indicaram os principais recursos que utilizam, bem como a necessidade de esclarecimentos sobre as fontes, seus conceitos e métodos de busca. Os resultados nortearão a elaboração de produtos e serviços de informação e, sobretudo o desenvolvimento de cursos para capacitação em pesquisa bibliográfica na Internet.</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="44">
            <name>Language</name>
            <description>A language of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="69498">
                <text>pt</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
        </elementContainer>
      </elementSet>
    </elementSetContainer>
  </item>
  <item itemId="5998" public="1" featured="0">
    <fileContainer>
      <file fileId="5062">
        <src>http://repositorio.febab.org.br/files/original/49/5998/SNBU2012_137.pdf</src>
        <authentication>2501158e1ca473a2f3fc9656715b6bb9</authentication>
        <elementSetContainer>
          <elementSet elementSetId="4">
            <name>PDF Text</name>
            <description/>
            <elementContainer>
              <element elementId="92">
                <name>Text</name>
                <description/>
                <elementTextContainer>
                  <elementText elementTextId="63860">
                    <text>Educação de usuários e competências informacionais
~

~

Trabalho completo

Sf'*ilio
MaooNIde

: =;1:.

PRODUÇÃO DE CONHECIMENTO NA BIBLIOTECA:
PROJETO BIBLIOTECÁRIO DO INSTITUTO
FEDERAL DE EDUCAÇÃO, CIÊNCIA E TECNOLOGIA
DO PIAuí - CAMPUS FLORIANO.
Andreina Alves de Sousa Ozório
Bibliotecária e Coordenadora da Biblioteca do IFPI - Campus Floriano

Resumo
Produção de Conhecimento na Biblioteca é um projeto bibliotecário anual realizado
no IFPI - Campus Floriano. Tendo como principal objetivo incentivar a pesquisa e a
construção de textos, sob o viés de temas transversais. A biblioteca nesta
perspectiva funciona como o centro de pesquisa que integra alunos, dos três níveis
de ensino da instituição (médio, técnico e superior) ; professores e outros
profissionais do campus. O projeto também visa fomentar uma postura mais crítica
dos envolvidos frente à realidade que os circundam . Proporcionando uma visão
transformadora e discursiva no contexto social e cultural daqueles que desenvolvem
e efetivam as produções realizadas.
Palavras-chave: Biblioteca e Pesquisa ; Biblioteca - Temas transversais; Biblioteca
- Aspectos sociais; Construção de conhecimentos.

Abstract
Production of Knowledge at the Library is an annual library project that takes place at
IFPI - Campus Floriano. It has as a main objective to encourage research and
writing, under transversal themes. The library, in this perspective, works as a
research center which gathers students of the three leveis of the institution (high
school , technical, and college), teachers and other professionals of the campus. The
project aims to foment a better criticai stand of the people involved when facing their
reality, proposing a discursive and transforming view of the cultural and social context
of those who develop and actualize the productions.
Keywords: Library and Research ; Library - Transversal Themes; Library - Social
aspects; Construction of knowledge.

1504

�Educação de usuários e competências informacionais
ii
:!li """"'"
"'-'rol de

~

:::=.

Trabalho completo

1 Introdução
Um dos maiores desafios do contexto educacional é possibilitar um ambiente
que facilite a produção de conhecimento, e consequentemente uma postura crítica
do discente frente a sua realidade. Pensando nisto, a biblioteca do Instituto Federal
de Educação, Ciência e Tecnologia do Piauí (IFPI) - Campus Floriano formulou um
programa anual de pesquisa intitulado "Produção de conhecimento na Biblioteca",
cujo objetivo é fomentar a pesquisa, a criatividade, a originalidade e a
conscientização das problemáticas indicadas nos editais lançados anualmente,
culminando na seleção e premiação das melhores produções de conhecimento
inscritas no programa.
Neste contexto, a biblioteca é extremamente necessana para instigar as
competências informacionais, assim como transformar estas competências em
instrumentos e/ou ferramentas para mudar a realidade social , a qual a instituição de
ensino está inserida. O incentivo à pesquisa, neste sentido, funciona como uma
aprendizagem reconstrutiva, com gestão autônoma do sujeito, levando em
consideração este sujeito que reproduz o conhecimento no qual é referência central ,
sem que haja a necessidade de usar a metodologia de cópia, aquela na qual a
tendência é reproduzir os termos dispostos no referencial bibliogriti co, deixando de
acrescentar o fruto de seu entendimento (HILLEBRAND, 2004).
O trabalho com temáticas transversais possibilita uma abertura para discursos
no ambiente acadêmico. Dispondo de ferramentas que rompem com as propostas
fragmentadas da pedagogia tradicional, levando os envolvidos a participarem de
uma interdisciplinaridade que colabore para que todos se tornem coparticipadores
das mudanças sociais da realidade que os circundam .
Olhando por este viés, infere-se a quebra de paradigmas que envolvem a
biblioteca. Um destes paradigmas é a visão inerte do espaço bibliotecário, ou seja,
muitos veem a biblioteca apenas como um local de guarda de livros, afastam com
isso o caráter social e educativo deste centro de informação. Mais do que romper os
paradigmas que estigmatizam a biblioteca, o programa de produção de
conhecimento visa conectar: acervo e o espaço biblioteconômico às múltiplas
possibilidades de investigação que circundam o ato de pesquisar. Quebrando com
isso, a tendência de caracterizar a biblioteca como guardiã do conhecimento, e
(re)vê-Ia como espaço extensivo ao ensino e pesquisa no âmbito educacional.
Assim sendo, o Programa anual de Produção de Conhecimento na Biblioteca ,
surge como uma ferramenta que articula pesquisa às possibilidades de mudanças
na realidade e no modo de pensar dos indivíduos envolvidos, direta ou indiretamente
neste processo .

1505

�Ed ucação de usuários e competências informacionais
ii
:!li """"'"
"'-'rol de

~

:::=.

Trabalho completo

2 Revisão de Literatura
No contexto atual , submetido aos parâmetros da Sociedade da Informação e
do Conhecimento, a pesquisa funciona como catalisadora de saberes,
impulsionando descobertas e mudanças no contexto social, econômico, político e
intelectual de uma realidade. A este respeito Campello (2010, p. 29) menciona que
"o processo de pesquisa consiste na concepção de ideias por meio de informações à
medida que elas são localizadas, lidas e compreendidas".
Neste cenário, onde a busca por saberes caracteriza a tipologia social
vigente, a biblioteca deve ser um espaço de aprendizagem que proporciona e
estimula conexões entre conhecimentos, funcionando como laboratório - não de
equipamentos, mas de ide ias. Esta perspectiva traz à tona a relevância da mediação
da informação como ferramenta bibliotecária. Sobre isso Almeida Junior (2008, p.46)
conceitua esta mediação como:
toda a ação de interferência - realizada pelo profissional da informação -,
direta ou indireta; consciente ou inconsciente; singular ou plural ; individual
ou coletiva; que propicia a apropriação de informação que satisfaça, plena
ou parcialmente, uma necessidade informacional. 1.. .1 a mediação não
estaria restrita apenas a atividades relacionadas diretamente ao público
atendido, mas em todas as ações do profissional bibliotecário , em todo fazer
desse profissional.

Esta amplitude conceitual submete o espaço biblioteconômico, e o
profissional que nele atua, a instâncias cada vez mais transversais do ensinoaprendizagem, e sobre isto, vale salientar que a proposta do programa no espaço da
Biblioteca do IFPI - Campus Floriano, contempla as nuances transversais do ensino,
anexando a este o parâmetro construtivista na aprendizagem, onde "o aluno constrói
seu conhecimento e não mais é reconhecido como o sujeito passivo da educação;
ou seja , aquele que só recebe o conhecimento" (CASAGRANDE; SANTOS;
MORELLI, 2004. p. 185). A transversalidade, neste sentido, denota não só
conhecimentos especificados, mas também cria cidadãos ativos na vida social. Por
isso busca também educar o individuo para que ele seja capaz de eleger critérios de
ação, assim adaptando-se a qualquer situação . A importância dos Temas
Transversais é essencial, já que estes possibilitam discussões sobre assuntos que
embora sejam tidos como rotineiros, fundamentam toda a sociedade.
(CASAGRANDE ; SANTOS; MORELLI , 2004).

1506

�Ed ucação de usuários e competências informacionais
ii
:!li """"'"
"'-'rol de

~

:::=.

Trabalho completo

3 Aspectos Metodológicos

o programa "Produção de conhecimento na Biblioteca" é proposto
anualmente na Biblioteca, e contempla assuntos transversais da educação . O
público a qual a atividade é direcionada contempla os mais diferentes níveis de
ensino, haja vista o caráter vertical de ensino dos Institutos Federais. Isto significa a
adesão de alunos do ensino médio, técnico e superior.
Outro aspecto importante para a implementação do projeto é a formação da
equipe interdisciplinar de avaliação. Dependendo do tema a ser proposto via edital,
formam-se as comissões de implementação e avaliação das produções de
conhecimento. O último tema abordado , no ano de 2011 , foi "Sexualidade", para isso
as implementações ocorreram de acordo com o quadro abaixo :

Quadro 1 - Ações de implementação do Programa

Produção de Conhecimento na Biblioteca 2011 - Tema "Sexualidade"
Formato escolhido para a Produção de Conhecimento: Informativo (Folder)
IMPLEMENTAÇOES
COMISSOES
Elaboração do Edital
Avaliação do conteúdo
Avaliação dos parâmetros da língua portuguesa
Aval iação didática do assunto abordado nos
folders
Acompanhamento tutorial (para as equipes
formadas por alunos do ensino médio)
Fonte direta

Bibliotecária
Equipe Médica (Médica, Enfermeira,
Assistente Social e Psicóloga).
Professores de Língua Portuguesa
Pedagogos
Alunos dos cursos superiores

Os prazos para elaboração, entrega e avaliação dos folders foram indicados
através do Edital, assim como as premiações para as melhores produções em cada
linha de pesquisa .
Os alunos puderam optar por seis linhas de pesquisa :
LINHA 1: Puberdade precoce;
LINHA 2: Orientação sexual ;
LINHA 3: Métodos anticonceptivos;
LINHA 4: Gravidez na Adolescência;
LINHA 5: Aborto
LINHA 6: Doenças Sexualmente Transmissíveis.
A inscrição foi feita a partir de um grupo de cinco integrantes, sendo
obrigatória a inclusão de um tutor do curso de Licenciatura em Biologia. Dias antes
do período estipulado para prem iação foi feita uma pesquisa de campo pelos alunos

1507

�Ed ucação de usuários e competências informacionais
ii
:!li """"'"
"'-'rol de

~

:::=.

Trabalho completo

de Licenciatura em Matemática com objetivo de coletar e tabular dados sobre o
conhecimento da temática entre o corpo discente do IFPI - Campus Floriano. Estes
dados foram mostrados e discutidos por uma equipe multidisciplinar no dia da
premiação .
A biblioteca neste panorama serve como ponte de apoio informacional junto
às equipes inscritas no programa, disponibilizando os seguintes serviços: ajuda
Bibliotecária (Serviço de Referência) ; Empréstimo de materiais de multimídia;
Acesso a internet; Impressões para correções; Sala exclusiva para debates da
equipe sobre a produção de conhecimento.

1508

�Ed ucação de usuários e competências informacionais
ii
:!li """"'"
"'-'rol de

~

:::=.

Trabalho completo

4 Resultados parciais
A ação interventiva e educativa da biblioteca do IFPI - Campus Floriano
viabilizou uma série de mudanças, dentre elas podemos citar:
•

•

•
•
•
•

Espaço bibliotecário visto como extensivo à sala de aula , viabilizando uma
interferência positiva para o aproveitamento do ambiente biblioteconômico e
de seus serviços;
Maturidade científica aos envolvidos no processo de construção de
conhecimento na biblioteca. Cada grupo de pesquisa vivenciou as etapas
para viabilizar um produto informativo e científico;
Parcerias estreitadas entre biblioteca e outros setores do IFPI, quebrando o
paradigma de "isolamento" da biblioteca dos outros setores da instituição;
Envolvimento proativo dos alunos na construção do conhecimento proposto
pela temática "Sexualidade";
Postura crítica
Devido à repercussão do programa, os alunos foram convidados para
relatarem suas experiências no I Simpósio de Educação e Saúde da
Universidade Estadual do Piauí (UESPI) - Campus Ora . Josefina Demes.

Para que mudanças como estas ocorram fez-se necessárias ações, que na
perspectiva de Kuhlthau (1999, p. 12), são:
1. Colaboração - os estudantes podem ser distribuídos em pequenos grupos
e reunirem-se várias vezes durante o processo de pesquisa para trocar
ide ias e levantar questões. É útil para eles pensar na pesquisa como algo
que fazem em colaboração com outros e não isoladamente.
2. Continuidade - o estudante pode ser conscientizado dos estágios do
processo de pesquisa e saber o que esperar e o que trabalhar em cada um
deles. É útil para ele pensar na continuidade da pesquisa como um período
de tempo durante o qual a sua forma de pensar modificar-se-á
consideravelmente.
3. Escolha - pode-se mostrar ao estudante que a pesquisa envolve escolha
de temas, de fontes , de informação: o que enfatizar, o que abandonar e o
que é suficiente . É útil para ele pensar na pesquisa como uma série de
escolhas a serem feitas e decisões a serem tomadas.
4. Diálogo - em cada estágio de sua pesquisa , pode-se dar ao estudante a
oportunidade de falar sobre seu progresso em seu grupo de trabalho. É útil
para ele pensar no diálogo como uma forma de desenvolver suas ideias.
5. Esquematização - pode-se levar o estudante a ilustrar suas ideias em
forma de desenhos, gráficos ou tabelas . É útil para ele pensar em desenhar
figuras e elaborar tabelas como uma forma de clarear seu pensamento, bem
como de apresentar ideias.
6. Redação - durante o processo de pesquisa pode-se solicitar ao estudante
que formule suas ideias, escrevendo pequenos textos, bem como redigindo
uma narrativa mais longa ao final do projeto. É útil que ele pense na
redação como um instrumento de reflexão e como um relatório final da
pesquisa .

1509

�Ed ucação de usuários e competências informacionais
ii
:!li """"'"
"'-'rol de

~

:::=.

Trabalho completo

Assim, cabe visualizar aqui , algumas imagens do programa em seus vários
momentos.

Figura 1 - Troféus aos melhores grupos de cada Linha de Pesquisa

I Concurso de Produção do Conhecimento
na BlbUoteca
PARABÉNS AOS GRUPOS VENCEDORES!

Fonte Direta

Figura 2 - Premiação para as melhores produções (Troféu e Certificados)

Fonte Direta

1510

�Ed ucação de usuários e competências informacionais
Trabalho completo

Figura 3 - Licenciatura em Matemática com objetivo de averiguar as informações
que os discentes tinham a respeito do tema sexualidade

Fonte Direta

Figura 4 - Exposição dos resultados da Pesquisa de Campo

Fonte Direta

1511

�Ed ucação de usuários e competências informacionais
Trabalho completo

Figura 5 - Estande dos alunos de Licenciatura em Biologia

Fonte Direta

Figura 6 - Teatro sobre sexualidade

n·· · · ,
,

,

I

:'

Fonte Direta

1512

�Ed ucação de usuários e competências informacionais
ii
:!li """"'"
"'-'rol de

~

:::=.

Trabalho completo

Figura 7 - Palestras, vídeos e teatro no auditório.

Fonte Direta

Figura 8 - Alunos convidados para compartilharem suas experiências durante a
produção de conhecimento no I Simpósio de Educação e Saúde da UESPI Campus Dra. Josefina Demes em Floriano - PI.

Fonte Direta

1513

�Ed ucação de usuários e competências informacionais
ii
:!li """"'"
"'-'rol de

~

:::=.

Trabalho completo

5 Considerações Finais

o programa "Produção de conhecimento na biblioteca" viabiliza uma nova
postura dos envolvidos frente às temáticas propostas. A biblioteca proporciona com
isso, intercâmbio de ideias, valores, conhecimento e saberes, integrando alunos,
professores e demais profissionais em um ciclo de investigação que instiga-os para
valorizar a pesquisa .
Neste intento, pode-se inferir que diante do cenário que se forma, mediante
a atuação proativa do setor bibliotecário, o papel da biblioteca e dos profissionais
que nela atuam , modifica-se de maneira positiva frente às necessidades
informacionais dos usuários, viabilizando uma visão criativa , social e educativa deste
setor tão importante para uma instituição de ensino.
No entanto, esta dimensão positiva da biblioteca, acima mencionada, só é
viável mediante integração com outros setores que agreguem valor a cada edição do
programa. Ou seja, o setor de saúde do IFPI - Campus Floriano, cujas integrantes
são: médica, enfermeira , assistente social e psicóloga , funcionou com suporte para
que, além das avaliações das produções dos alunos, pudesse também disponibilizar
palestras, rodas de diálogos e orientações sobre a temática "Sexualidade" proposta
pelo edital de 2011 . Isto significa que o programa bibliotecário "Produção de
Conhecimento na Biblioteca" fundamenta-se em paradigmas interdisciplinares,
paradigmas estes, que ressaltam ainda mais a implementação de temas
transversais no programa.
Vale ressaltar que as edições previstas para 2013 e outros anos seguintes,
já estão sendo articuladas. E os temas propostos são: DROGAS, EDUCAÇÃO NO
TRÂNSITO, EDUCAÇÃO AMBIENTAL, dentre outros. Cada temática será
trabalhada em parceria com outros setores do IFPI e/ou fora dele, como: ONGs,
Departamento de Trânsito, Secretaria de Meio ambiente, e outros.

Por esta dimensão articuladora , social e educativa da biblioteca , podemos
compreender que seu papel deve ir além de disponibilizar suportes informacionais,
ou seja, a biblioteca e seus profissionais devem articular programas sócioeducativos; encorajar seus usuários a obterem posturas mais críticas e participativas
frente à realidade que os circundam ; educá-los para que os mesmos desenvolvam
habilidades de encontrar fatos , a fim de criar seu próprio entendimento em nível
mais profundo, ou seja , para educar esse estudante, é necessária uma abordagem
diferente, que não se baseie no tradicional livro texto, mas em programas que
ajudem a desenvolver uma aprendizagem baseada em questionamentos.

1514

�Ed ucação de usuários e competências informacionais
ii
:!li """"'"
"'-'rol de

~

:::=.

Trabalho completo

Referências
ALMEIDA JUNIOR, O. F. Mediação da informação: ampliando o conceito de
disseminação. In. VALENTIM, M. L. P. Gestão da informação e do conhecimento
no âmbito da Ciência da Informação. São Paulo: Polis: Cultura Acadêmica, 2008 .
p. 41-54 .
CAMPELLO, Bernadete S. (Coord .). Como orientar a pesquisa escolar:
estratégias para o processo de aprendizagem . Belo Horizonte: Autêntica, 2010 .
CASAGRANDE , Eliane; SANTOS , Rogério S. dos; MORELLI, Sonia M. Dornellas.
Transversalidade na escola . Revista de Ciências Humanas da UNIPAR.
Umuarama, v. 12, n. 3, jul./set., 2004.
HILLEBRAND, Raquel. Chiara . Pesquisa Escolar, uma motivação ao ensino de
qualidade. Educere. Umuarama. v. 4, n. 1, p.65-72 , 2004.
KUHL THAU , Carol Collier. O papel da biblioteca escolar no processo de
aprendizagem . In : VIANNA, Márcia Milton ; CAMPELLO , Bernadete; MOURA, Victor
Hugo Vieira . Biblioteca escolar: espaço de ação pedagógica. Belo Horizonte:
EB/UFMG, 1999. p. 9-14 . Seminário promovido pela Escola de Biblioteconomia da
Universidade Federal de Minas Gerais e Associação dos Bibliotecários de Minas
Gerais, 1998, Belo Horizonte.

1515

�</text>
                  </elementText>
                </elementTextContainer>
              </element>
            </elementContainer>
          </elementSet>
        </elementSetContainer>
      </file>
    </fileContainer>
    <collection collectionId="49">
      <elementSetContainer>
        <elementSet elementSetId="1">
          <name>Dublin Core</name>
          <description>The Dublin Core metadata element set is common to all Omeka records, including items, files, and collections. For more information see, http://dublincore.org/documents/dces/.</description>
          <elementContainer>
            <element elementId="50">
              <name>Title</name>
              <description>A name given to the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51396">
                  <text>SNBU - Edição: 17 - Ano: 2012 (UFRGS - Gramado/RS)</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="49">
              <name>Subject</name>
              <description>The topic of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51397">
                  <text>Biblioteconomia&#13;
Documentação&#13;
Ciência da Informação&#13;
Bibliotecas Universitárias</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="41">
              <name>Description</name>
              <description>An account of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51398">
                  <text>Tema: A biblioteca universitária como laboratório na sociedade da informação.</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="39">
              <name>Creator</name>
              <description>An entity primarily responsible for making the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51399">
                  <text>SNBU - Seminário Nacional de Bibliotecas Universitárias</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="45">
              <name>Publisher</name>
              <description>An entity responsible for making the resource available</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51400">
                  <text>UFRGS</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="40">
              <name>Date</name>
              <description>A point or period of time associated with an event in the lifecycle of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51401">
                  <text>2012</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="44">
              <name>Language</name>
              <description>A language of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51402">
                  <text>Português</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="51">
              <name>Type</name>
              <description>The nature or genre of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51403">
                  <text>Evento</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="38">
              <name>Coverage</name>
              <description>The spatial or temporal topic of the resource, the spatial applicability of the resource, or the jurisdiction under which the resource is relevant</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51404">
                  <text>Gramado (Rio Grande do Sul)</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
          </elementContainer>
        </elementSet>
      </elementSetContainer>
    </collection>
    <itemType itemTypeId="8">
      <name>Event</name>
      <description>A non-persistent, time-based occurrence. Metadata for an event provides descriptive information that is the basis for discovery of the purpose, location, duration, and responsible agents associated with an event. Examples include an exhibition, webcast, conference, workshop, open day, performance, battle, trial, wedding, tea party, conflagration.</description>
    </itemType>
    <elementSetContainer>
      <elementSet elementSetId="1">
        <name>Dublin Core</name>
        <description>The Dublin Core metadata element set is common to all Omeka records, including items, files, and collections. For more information see, http://dublincore.org/documents/dces/.</description>
        <elementContainer>
          <element elementId="50">
            <name>Title</name>
            <description>A name given to the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="63852">
                <text>Produção de conhecimento na biblioteca: Projeto Bibliotecário do Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Piauí- Campus Floriano.</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="39">
            <name>Creator</name>
            <description>An entity primarily responsible for making the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="63853">
                <text>Ozório, Andreina Alves de Sousa </text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="38">
            <name>Coverage</name>
            <description>The spatial or temporal topic of the resource, the spatial applicability of the resource, or the jurisdiction under which the resource is relevant</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="63854">
                <text>Gramado (Rio Grande do Sul)</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="45">
            <name>Publisher</name>
            <description>An entity responsible for making the resource available</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="63855">
                <text>UFRGS</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="40">
            <name>Date</name>
            <description>A point or period of time associated with an event in the lifecycle of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="63856">
                <text>2012</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="51">
            <name>Type</name>
            <description>The nature or genre of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="63858">
                <text>Evento</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="41">
            <name>Description</name>
            <description>An account of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="63859">
                <text>Produção de Conhecimento na Biblioteca é um projeto bibliotecário anual realizado no IFPI – Campus Floriano. Tendo como principal objetivo incentivar a pesquisa e a construção de textos, sob o viés de temas transversais. A biblioteca nesta perspectiva funciona como o centro de pesquisa que integra alunos, dos três níveis de ensino da instituição (médio, técnico e superior); professores e outros profissionais do campus. O projeto também visa fomentar uma postura mais crítica dos envolvidos frente à realidade que os circundam. Proporcionando uma visão transformadora e discursiva no contexto social e cultural daqueles que desenvolvem e efetivam as produções realizadas.</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="44">
            <name>Language</name>
            <description>A language of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="69497">
                <text>pt</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
        </elementContainer>
      </elementSet>
    </elementSetContainer>
  </item>
  <item itemId="5997" public="1" featured="0">
    <fileContainer>
      <file fileId="5061">
        <src>http://repositorio.febab.org.br/files/original/49/5997/SNBU2012_136.pdf</src>
        <authentication>121e36385b6b2174820943f1d6f3a7de</authentication>
        <elementSetContainer>
          <elementSet elementSetId="4">
            <name>PDF Text</name>
            <description/>
            <elementContainer>
              <element elementId="92">
                <name>Text</name>
                <description/>
                <elementTextContainer>
                  <elementText elementTextId="63851">
                    <text>Educação de usuários e competências informacionais
i! """"'"
MaooNlck

~

=

:,

IiWitt.UJ
1I....111~

Trabalho completo

PORTAL DE PERiÓDICOS DA CAPES:
EXPERIÊNCIA DE TREINAMENTO EM AMBIENTE SíNCRONO
Jane Rodrigues Guirado 1, Rejane Raffo Klae~
1 Bibliotecária

2

Especialista em Gestão Estratégica da Informação, UFMG, Belo
Horizonte, MG

Bibliotecária Mestre em Biblioteconomia, UFRGS, Porto Alegre, RS

Resumo

o

trabalho relata a expenencia referente a uma modalidade de treinamento, em
ambiente síncrono, sobre o Portal de Periódicos da Capes, oferecido nos anos 20102011 para usuários das instituições participantes do Portal , em parceria com a
Editora Thomson Reuters e a Capes (Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal
de Nível Superior). Essa experiência demonstrou ser um processo interativo de
aprendizagem inovador, por permitir romper as barreiras geográficas, facilitar a
oferta de treinamentos sistemáticos durante todo o ano, democratizar o acesso à
informação, divulgar os recursos informacionais disponíveis na coleção do Portal e
capacitar um maior número de usuários. Os resultados dessa experiência irão
aprimorar os conhecimentos com relação às funcionalidades da interface e ao
conteúdo do Portal.

Palavras-chave: Portal de Periódicos da Capes; Programa de Capacitação;
Treinamento em ambiente síncrono.

Abstract
The paper reports the experience with a training mode, in a synchronous
environment on the Portal de Periódicos da Capes offered in 2010-2011 for the users
of the institutions participating in the Portal, in partnership with publisher Thomson
Reuters and Capes (Coordination of Improvement of Higher Levei Personnel). This
experience proved to be an interactive process of innovative learning by allowing
break geographical barriers and facilitate the provision of systematic training
throughout the year, democratizing access to information and disseminate the
information resources available in the collection of the Portal and enable a larger
number of users. The results of this experience will enhance the knowledge
regarding the Portal's interface and content.

Keywords: Portal de Periódicos da Capes; Training Program ; Training synchronous
environment.

1495

�Educação de usuários e competências informacionais
i! """"'"
MaooNlck

~

=

:,

IiWitt.UJ

1I....111~

Trabalho completo

1 Introdução

o período atual é considerado por Castells (2006) como a era da informação,
caracterizada por uma revolução fundamentada nas tecnologias digitais da
informação e comunicação. Com o advento da Internet e das Tecnologias da
Informação e Comunicação ocorreu uma mudança de paradigma com relação ao
acesso às fontes de informação científico-tecnológica .
Segundo Coutinho e Bottentuit Jr. (2010) a primeira geração da Internet abriu
os horizontes para a aprendizagem eletrônica, por permitir acesso a uma variedade
de fontes de informação. A rede também permitiu o rompimento das barreiras
geográfica e temporal. Esses fatores trouxeram vários benefícios, principalmente
para área da educação. Nesse contexto, a Internet tornou-se uma fonte de
informação para todos os segmentos envolvidos com o ensino e aprendizagem ,
como também para toda a sociedade.
No Brasil, esta primeira fase da Internet, contou com a participação
significativa do Governo Federal no final da década de 80, por meio da Rede
Nacional de Pesquisa (RNP) , que possibilitou aos pesquisadores brasileiros
compartilharem informações com outros pesquisadores estrangeiros nessa nova
modalidade de comunicação.
Segundo Almeida (2006 , p.28)
a comunicação científica é vital para o avanço e o desenvolvimento da
ciência , pois é por seu intermédio que ocorre a disseminação, a interação
da comunidade cientifica e a legitimização pelos pares, consolidando assim
a geração de novos conhecimentos.

o objetivo deste trabalho é descrever a experiência de treinamento no Portal
de Periódicos da Capes, no formato online, em ambiente síncrono, oferecido nos
anos de 2010 e 2011 para usuários das instituições participantes do Portal,
realizado em parceria da Editora Thomson Reuters com a Coordenação Geral do
Portal de Periódicos da Capes.
2 O Portal de Periódicos da Capes
Em novembro de 2000 a Capes lançou um projeto inovador: a implantação do
Portal de Periódicos, proporcionando acesso à informação científica e tecnológica
disponível em formato eletrônico às instituições de ensino e pesquisa no País. O
Portal de Periódicos da Capes é uma biblioteca virtual que disponibiliza acesso às
principais publicações nacionais e estrangeiras, incluindo revistas, bases de dados
referenciais, livros, patentes, estatísticas, em todas as áreas do conhecimento .
A utilização do Portal, por seus usuários, além de possibilitar sua permanente
atualização, serviu como estímulo ao aumento da produção científica nacional e à
promoção do crescimento da inclusão de trabalhos científicos brasileiros no cenário
internacional, aumentando sua visibilidade .

1496

�Educação de usuários e competências informacionais
i! """"'"
MaooNlck

~

=

:,

IiWitt.UJ

1I....111~

Trabalho completo

A disponibilização deste Portal para as instituições participantes significou
uma mudança de paradigma com relação ao acesso à informação técnico-científica ,
uma vez que essa informação encontra-se disponível no formato eletrônico e não
apenas no formato impresso, ampliando não só a quantidade das coleções
disponíveis, mas a quantidade das instituições com direito de acesso.
Diante dessa nova realidade , os usuários necessariamente tiveram que
desenvolver novas habilidades que interferem nos seus processos cognitivos e
criam novas demandas nas atividades ensino-aprendizagem . Os mediadores da
informação, incluindo os bibliotecários das instituições, também precisaram adquirir
novas habilidades e capacitação para alcançar objetivos de ensino-aprendizagem
em ambientes virtuais. Neste sentido , Silva (2004 , p.2) reforça que
as transformações que estão ocorrendo proporcionam uma profunda
mudança no desenvolvimento das atividades e no modo de agir dos indivíduos; o uso
do computador está incorporado aos processos e sendo-lhes imprescindível. Com
isso, passam a demandar maiores qualificações e competências dos profissionais. As
tecnologias de informação reclamam mais especialização e melhor capacitação do
indivíduo, transformando a educação convencional e exigindo novas habilidades para
o bom desempenho no mercado de trabalho.

A implantação do Portal de Periódicos da Capes promoveu uma mudança
significativa com relação à utilização das fontes de informação técnico-científica e a
Capes, desde então, vem investindo na capacitação dos seus usuários por meio de
Programas de Treinamentos. Durante os onze anos de sua existência foram
oferecidos vários formatos de treinamentos presenciais aos usuários das instituições
participantes.

3 A Evolução dos Treinamentos no Portal de Periódicos da Capes
Em 2001 a CAPES iniciou um programa de treinamentos, denominado
Jornadas de Treinamento, direcionadas para os bibliotecários vinculados às
instituições participantes do Portal em todas as regiões brasileiras. Esses
treinamentos foram realizados em laboratórios de informática e eram ministrados por
um técnico da Capes e representantes das Editoras, com o objetivo de capacitar
principalmente os profissionais da área da Ciência de Informação, para que
atuassem como multiplicadores em suas instituições. Como esses treinamentos
eram realizados nos laboratórios de informática o número de vagas era limitado por
instituição, de acordo com a quantidade de máquinas disponíveis. Esse formato de
treinamento permaneceu até a VI Jornada, que ocorreu em 2004.
Neste ano a Capes realizou várias reuniões internas com o objetivo de avaliar
esses treinamentos, as quais contaram com a participação de representantes de
algumas das Editoras. Decidiu-se pela adoção de uma nova política referente à
capacitação dos usuários, resultando em um novo formato com redefinição da
carga-horária , disponibilização de tutoriais utilizados nos treinamentos no site do
Portal e com destaque para uma apresentação da estrutura do Portal por um técnico
da Capes.

1497

�Educação de usuários e competências informacionais
i! """"'"
MaooNlck

~

=

:,

IiWitt.UJ

1I....111~

Trabalho completo

No ano de 2005 a então Coordenação de Acesso à Informação Científica e
Tecnológica (CAC), ampliou a oferta dos treinamentos, passando a atender
demandas pontuais para treinamentos institucionais, o que motivou uma nova
alteração no formato dos treinamentos, possibilitando a participação não só de
profissionais das bibliotecas, mas também dos demais usuários interessados.
Em 2006, novamente foi alterado o formato dos treinamentos institucionais,
que deixaram de ser realizados em laboratórios de informática e passaram para
locais mais amplos, alcançando um maior número de pessoas, com objetivo de
possibilitar a integração entre bibliotecários e usuários das instituições,
oportunizando aos bibliotecários interagirem e conhecerem dúvidas e expectativas
dos usuários com relação ao Portal.
A experiência sobre as atividades de treinamento presencial e sua
importância para a consolidação do Portal no meio acadêmico foram apresentadas
ao 14° SNBU pela equipe do Portal de Periódicos da Capes (KLAES et ai, 2006).
No ano de 2008 a Capes lança o Projeto de Formação de Multiplicadores do
Portal de Periódicos - Pró-Multiplicar, voltado a um público específico, tendo como
objetivo capacitar alunos bolsistas de mestrado e doutorado da Capes para atuarem
como multiplicadores e monitores na instrução do Portal de Periódicos, em suas
instituições. Esta modalidade de treinamento consiste em uma apresentação do
Portal de Periódicos, por um técnico da Coordenação Geral do Portal de Periódicos
da Capes (CGPP/DPB/Capes), seguida pela instrução de bases de dados préselecionadas, agrupadas por área do conhecimento, ministrada por representantes
dos Editores.
Em dezembro de 2009, a Capes comemora o 90 aniversário do Portal com o
lançamento de uma nova interface do Portal de Periódicos. O Novo Portal, como foi
chamado, ofereceu todos os recursos da versão anterior e passou a disponibilizar
novas funcionalidades, dentre elas, um metabuscador, e a possibilidade de criação
um espaço virtual personalizado . Essa nova interface promoveu, novamente,
mudança significativa com relação ao uso do Portal , como também alterou a
metodologia utilizada nos treinamentos oferecidos.

4 Treinamentos online
Muito embora alguns editores já utilizassem a oferta de treinamentos via
Internet de forma isolada, somente em 2010, o Portal de Periódicos da Capes foi
apresentado neste tipo de ambiente.
Em janeiro de 2010, a instrutora da Editora Thomson Reuters, Mirta
Guglielmoni, consultou bibliotecárias de instituições participantes do Portal, com
experiência em treinamento em suas instituições, oferecendo um espaço para
apresentarem um módulo referente ao Portal de Periódicos da Capes, atuando como
instrutoras nos treinamentos online oferecido por essa Editora.

1498

�Educação de usuários e competências informacionais
i! """"'"
MaooNlck

~

=

:,

IiWitt.UJ

1I....111~

Trabalho completo

Com a aprovação da Coordenadora Geral do Portal de Periódicos, foi iniciada
uma parceria que possibilitou , pela primeira vez, a oferta de treinamento no Portal de
Periódicos da Capes, neste formato , a usuários de todo o Brasil , iniciando-se assim
uma parceria com a Thomson Reuters.
A organização, coordenação e a divulgação desses treinamentos estão sob a
responsabilidade da instrutora da Thomson Reuters. Como instrutoras do Portal
atuaram inicialmente três bibliotecárias, também help desks do Portal, pertencentes
a UFMG e a UFRGS.
Nesta modalidade de treinamento, foi disponibilizado, inicialmente, um
período de trinta minutos para as instrutoras da Capes, com objetivo de realizar uma
breve demonstração da então nova interface do Portal , seguindo-se a apresentação
das bases de dados da Thomson Reuters.

5 Procedimentos Metodológicos
5.1 A Organização do Treinamento
O ambiente virtual utilizado é a plataforma WebEx da Cisco, a qual possibilita
a realização de treinamentos em ambiente síncrono . Essa ferramenta permite não
apenas o compartilhamento de informações em tempo real com todos os
participantes, como também a interação direta entre o instrutor e os treinandos via
chat ou microfone.
A programação e a divulgação do treinamento para as instituições
participantes do Portal são feitas pela instrutora da Thomson Reuters, após a
organização dos conteúdos terem sido discutidos em conjunto com as instrutoras da
Capes.
Os usuários do Portal interessados no treinamento e as instrutoras da Capes
realizam suas inscrições através de um link informado na divulgação. Após a
realização das inscrições, automaticamente recebem via correio eletrônico a
confirmação da inscrição com as orientações para o acesso ao treinamento nas
datas e horários programados.
No início das sessões de treinamentos a instrutora da Thomson Reuters faz
uma breve introdução aos conteúdos a serem abordados e passa o comando para
as instrutoras da Capes, que compartilham seu desktop com todos os demais
participantes. No decorrer da apresentação são realizadas pausas sistemáticas para
esclarecimento das dúvidas.
Após o término da apresentação as instrutoras da Capes orientam os
participantes quanto ao encaminhamento de dúvidas, informando que podem ser
direcionadas aos help desks regionais, diretamente para a Capes, ou para o e-mail
da instrutora do Portal. Dando continuidade, a instrutora da Thomson Reuters
prossegue o treinamento apresentando os conteúdos das bases de dados desta
editora .

1499

�Educação de usuários e competências informacionais
i! """"'"
MaooNlck

~

=

:,

IiWitt.UJ

1I....111~

Trabalho completo

5.2 Os Conteúdos Abordados
A elaboração da apresentação sobre o Portal é realizada em conjunto pelas
instrutoras da Capes, com o objetivo de padronizar o conteúdo a ser abordado. Foi
definido que o conteúdo dessa apresentação seria uma breve introdução ao Portal
de Periódicos da Capes, justificada pela limitação de tempo. Devido a essa
limitação, a apresentação não era realizada online no Portal e as instrutoras
utilizaram, em um primeiro momento, o recurso do PowerPoint nas apresentações. O
conteúdo abordado contemplou :
a) o (então) novo Portal , com ênfase nas novas funcionalidades ;
b) a organização da Página Inicial com ênfase na Busca Integrada e na
identificação do usuário;
c) a modalidade de Busca Integrada da Página Inicial;
d) as modalidades de Busca Avançada, Busca por Periódico e Busca por Base;
e) as funcionalidades e as vantagens do uso do Meu Espaço.
A avaliação dos treinamentos oferecidos no primeiro semestre de 2010 foi
realizada a partir dos comentários e sugestões recebidos dos participantes, formal e
informalmente.
Notou-se que o conteúdo abordado atendeu em parte às
expectativas dos usuários do Portal , uma vez que as funcionalidades nova interface
do Portal, disponibilizada para as instituições participantes em janeiro de 2010, ainda
não eram conhecidas em sua plenitude pelos usuários.
No segundo semestre de 2010, após avaliação das instrutoras, foram
promovidas algumas modificações na forma e no conteúdo do treinamento no
módulo do Portal de Periódicos da Capes:
a) o uso do PowerPoint ficou restrito à parte introdutória do Portal, e a
apresentação das novas funcionalidades e da pesquisa passou a ser
realizada online;
b) houve ampliação do tempo disponibilizado para a apresentação do Módulo
do Portal, que passou para quarenta minutos.
Com o decorrer das apresentações, e em função dos questionamentos
recebidos, observou-se que os participantes tinham necessidade de obter
informações mais detalhadas do Portal. Optou-se, então, pela divisão dos conteúdos
do treinamento em quatro módulos, o que foi adotado nos meses de junho e julho de
2010. Esses módulos foram divididos da seguinte forma :
a)
b)
c)
d)

Módulo
Módulo
Módulo
Módulo

I - Busca Integrada da Página Inicial/Simplificada;
11 - Busca Integrada/Avançada;
111 - Busca por Base;
IV - Busca Periódico/Meu Espaço.

A divisão em módulos, apresentados em turnos e dias alternados, possibilitou
a exploração com maior detalhamento todos os recursos oferecidos na nova

1500

�Educação de usuários e competências informacionais
i! """"'"
MaooNlck

~

=

:,

IiWitt.UJ

1I....111~

Trabalho completo

interface do Portal. Ao mesmo tempo, a avaliação relativa aos conteúdos abordados
era realizada, continuamente, pelas instrutoras do Portal de acordo com as
demandas dos participantes.
Percebeu-se que a funcionalidade do Meu Espaço demandava um tempo
maior para mostrar todo o recurso adequadamente . Assim, o Módulo IV foi
modificado, criando-se um novo módulo exclusivo para o Meu Espaço, delineando
uma nova estrutura:
a)
b)
c)
d)
e)

Módulo I - Busca Integrada da Página Inicial/Simplificada;
Módulo 11 - Busca Integrada/Avançada;
Módulo 111 - Busca por Base;
Módulo IV - Busca Periódico ;
Módulo V - Meu Espaço.

Neste momento foi dispensado o uso do PowerPoint durante as
apresentações, demonstrando-se o Portal de Periódicos da Capes online. Este
formato passou a ser utilizado desde então.

6 Avaliação
No segundo semestre de 2010 foi elaborado, pelas instrutoras da Capes, um
questionário de avaliação em formato eletrônico, encaminhado por e-mail aos
participantes dos treinamentos, o que possibilitou identificar e mapear suas
categorias, suas expectativas e obter sugestões para ações futuras.
A análise de resultados mostrou que os treinamentos contaram com a
participação de representantes de vários segmentos (bibliotecários, professores,
alunos), sendo grande parte composta por bibliotecários. A maioria dos participantes
relatou que os treinamentos atenderam suas expectativas e deixaram registradas
sugestões como : ampliação do tempo, oferecimento de mais treinamentos em
intervalos menores e gravação dos treinamentos para serem disponibilizados como
tutoriais no sítio do Portal.
Embora as apresentações estejam estruturadas em módulos específicos,
sempre é feita uma introdução ao Portal de Periódicos, bem como fornecidas
orientações referentes a programas que devem estar instalados nos computadores
para o perfeito desempenho das funcionalidades oferecidas pelo Portal.
Considerando as avaliações recebidas e a dinâmica do Portal, a apresentação
voltou à estrutura de quatro módulos:
a)
b)
c)
d)

Módulo
Módulo
Módulo
Módulo

I - Buscar Assunto;
11 - Buscar Base;
111 - Buscar Periódicos;
IV - Meu Espaço.

A interação, em tempo real, das instrutoras com os usuários tem possibilitado

1501

�Educação de usuários e competências informacionais
i! """"'"
MaooNlck

~

=

:,

IiWitt.UJ

1I....111~

Trabalho completo

a coleta de questionamentos importantes sobre o funcionamento do Portal e a
mediação junto a Capes no sentido de fornecer subsídios e sugestões para futuras
melhorias na sua interface.
Essa atividade representou uma inovação, com relação às modalidades de
treinamentos oferecidos pela Capes e possibilitou romper as barreiras geográficas,
tanto para os participantes quanto para os instrutores. Os treinamentos online
permitiram ampliar a oferta de treinamentos sistemáticos no decorrer do ano,
colaborando para democratizar o acesso à informação e divulgar os recursos
disponíveis na coleção do Portal de Periódicos da Capes. Para além de capacitar
um grande número de usuários (1838 em 2010-2011), essa experiência contribui, de
modo significativo, para aprimorar as habilidades das instrutoras.
Esse tipo de treinamento veio complementar os treinamentos oferecidos pela
Capes. Ele mostrou-se bastante funcional e flexível, na medida em que permite ser
estruturado em vários módulos atendendo a demandas pontuais. Permite, em um
curto espaço de tempo, e sem os custos inerentes aos treinamentos presenciais,
alcançar uma quantidade significativa de usuários dispersos geograficamente.
A modalidade de treinamento em ambiente síncrono demonstrou ser um
valioso processo interativo de aprendizagem, além de representar uma inovação em
relação aos treinamentos convencionais.
Do ponto de vista do usuário, os resultados dessa experiência aprimoram
seus conhecimentos com relação aos conteúdos e ao funcionamento do Portal. Do
ponto de vista das instrutoras, acredita-se que esses resultados podem subsidiar a
Coordenação Geral do Portal de Periódicos da Capes no desenvolvimento de
coleções e no aprimoramento das funcionalidades do Portal.

7 Considerações finais
Os treinamentos realizados em ambiente síncrono, facilitados pelo uso das
tecnologias da informação e comunicação, levaram para os usuários do Portal ,
independente da sua localização geográfica, a capacitação na utilização das fontes
de informação disponíveis nas coleções do Portal , sem a necessidade de
deslocamentos físicos, e a oportunidade de interagirem com as instrutoras,
recebendo atendimento personalizado com relação às funcionalidades do Portal.
Para as instrutoras da Capes esta experiência foi única, por permitir a
interação com os usuários, o desenvolvimento de novas habilidades e o
compartilhamento de informações em diferentes níveis, atendendo simultaneamente
usuários pertencentes a vários segmentos e de várias instituições participantes do
Portal.
Considerando que esta modalidade de treinamento, testada e aprovada, pode
contribuir para propiciar um serviço de excelência a todos os usuários do Portal de
Periódicos e um avanço no Programa de Treinamentos, as autoras propõem à
Coordenação Geral do Portal de Periódicos da Capes que passe a oferecer, em

1502

�Educação de usuários e competências informacionais
i! """"'"
MaooNlck

~

=

:,

IiWitt.UJ
1I....111~

Trabalho completo

paralelo à agenda de treinamentos presenciais, treinamentos on-line de curta
duração, utilizando recursos disponibilizados pela parceria com a Rede Nacional de
Ensino e Pesquisa (RNP), como forma de ampliar a oferta e atender solicitações e
demandas recebidas de várias instituições, agregando valor aos treinamentos
oferecidos aos seus usuários.

Referências
ALMEIDA, Elenara Chaves Edler de. O Portal de Periódicos da CAPES : estudo
sobre a sua evolução e utilização. 2006 . 175 f. Dissertação (Mestrado) - Centro de
Desenvolvimento Sustentável, Universidade de Brasília, Brasília , 2006 .
CASTELLS, M. Inovação, liberdade e poder na era da informação. In: MORAES, D.
(Org.) . Sociedade midiatizada . Rio de Janeiro: Mauad X, 2006. p. 225-231.
COUTINHO, Clara P.; BOTTENTUIT JUNIOR, João B. From Web to Web 2.0 and ELearning 2.0. In : YANG, H. H. ; YUEN , S. H. (Ed .). Handbook of research and
practices in E-Iearning : issues and trends. Hershey, New York: IGI - Global , 2009.
Chapter 2, p. 19-37. Disponível em :
&lt; http://repositorium .sdum .uminho.ptlbitstream/1822/9982/1 /Cap2.pdf&gt; . Acesso em :
14 set. 2010 .
KLAES, Rejane Raffo et alo A contribuição das atividades de treinamento na
consolidação do Portal.periodicos.Capes. In : Seminário Nacional de Bibliotecas
Universitárias, 14.,2006. Anais ... Salvador: UFBA, 2006. 19 f. Disponível em :
&lt;http://hdl.handle .net/10183/7966 &gt; Acesso em : 11 mar. 2012 .
SILVA, T. E.; TOMAÉ, M. I. Fontes de informação na internet: a literatura em
evidência. In: TOMAÉ, M. 1.; VALENTIM, M. L. P. (Org.) . Avaliação de fontes de
informação na internet. Londrina: Eduel, 2004 .

Agradecimentos
As autoras agradecem a Thomson Reuters e à instrutora Mirta Guglielmoni pela oportunidade desta
experiência e à Coordenação Geral do Portal de Periódicos da Capes pela anuência na participação
nestes treinamentos compartilhados.
Contatos:
Jane Guirado: guiradojr@hotmail.com
Rejane Raffo Klaes: klaes@ufrgs.br

1503

�</text>
                  </elementText>
                </elementTextContainer>
              </element>
            </elementContainer>
          </elementSet>
        </elementSetContainer>
      </file>
    </fileContainer>
    <collection collectionId="49">
      <elementSetContainer>
        <elementSet elementSetId="1">
          <name>Dublin Core</name>
          <description>The Dublin Core metadata element set is common to all Omeka records, including items, files, and collections. For more information see, http://dublincore.org/documents/dces/.</description>
          <elementContainer>
            <element elementId="50">
              <name>Title</name>
              <description>A name given to the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51396">
                  <text>SNBU - Edição: 17 - Ano: 2012 (UFRGS - Gramado/RS)</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="49">
              <name>Subject</name>
              <description>The topic of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51397">
                  <text>Biblioteconomia&#13;
Documentação&#13;
Ciência da Informação&#13;
Bibliotecas Universitárias</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="41">
              <name>Description</name>
              <description>An account of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51398">
                  <text>Tema: A biblioteca universitária como laboratório na sociedade da informação.</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="39">
              <name>Creator</name>
              <description>An entity primarily responsible for making the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51399">
                  <text>SNBU - Seminário Nacional de Bibliotecas Universitárias</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="45">
              <name>Publisher</name>
              <description>An entity responsible for making the resource available</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51400">
                  <text>UFRGS</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="40">
              <name>Date</name>
              <description>A point or period of time associated with an event in the lifecycle of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51401">
                  <text>2012</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="44">
              <name>Language</name>
              <description>A language of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51402">
                  <text>Português</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="51">
              <name>Type</name>
              <description>The nature or genre of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51403">
                  <text>Evento</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="38">
              <name>Coverage</name>
              <description>The spatial or temporal topic of the resource, the spatial applicability of the resource, or the jurisdiction under which the resource is relevant</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51404">
                  <text>Gramado (Rio Grande do Sul)</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
          </elementContainer>
        </elementSet>
      </elementSetContainer>
    </collection>
    <itemType itemTypeId="8">
      <name>Event</name>
      <description>A non-persistent, time-based occurrence. Metadata for an event provides descriptive information that is the basis for discovery of the purpose, location, duration, and responsible agents associated with an event. Examples include an exhibition, webcast, conference, workshop, open day, performance, battle, trial, wedding, tea party, conflagration.</description>
    </itemType>
    <elementSetContainer>
      <elementSet elementSetId="1">
        <name>Dublin Core</name>
        <description>The Dublin Core metadata element set is common to all Omeka records, including items, files, and collections. For more information see, http://dublincore.org/documents/dces/.</description>
        <elementContainer>
          <element elementId="50">
            <name>Title</name>
            <description>A name given to the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="63843">
                <text>Portal de Periódicos da CAPES: experiência de treinamento em ambiente síncrono.</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="39">
            <name>Creator</name>
            <description>An entity primarily responsible for making the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="63844">
                <text>Guirado, Jane Rodrigues; Klaes, Rejana Raffo  </text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="38">
            <name>Coverage</name>
            <description>The spatial or temporal topic of the resource, the spatial applicability of the resource, or the jurisdiction under which the resource is relevant</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="63845">
                <text>Gramado (Rio Grande do Sul)</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="45">
            <name>Publisher</name>
            <description>An entity responsible for making the resource available</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="63846">
                <text>UFRGS</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="40">
            <name>Date</name>
            <description>A point or period of time associated with an event in the lifecycle of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="63847">
                <text>2012</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="51">
            <name>Type</name>
            <description>The nature or genre of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="63849">
                <text>Evento</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="41">
            <name>Description</name>
            <description>An account of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="63850">
                <text>O trabalho relata a experiência referente a uma modalidade de treinamento, em ambiente síncrono, sobre o Portal de Periódicos da Capes, oferecido nos anos 2010- 2011 para usuários das instituições participantes do Portal, em parceria com a Editora Thomson Reuters e a Capes (Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior). Essa experiência demonstrou ser um processo interativo de aprendizagem inovador, por permitir romper as barreiras geográficas, facilitar a oferta de treinamentos sistemáticos durante todo o ano, democratizar o acesso à informação, divulgar os recursos informacionais disponíveis na coleção do Portal e capacitar um maior número de usuários. Os resultados dessa experiência irão aprimorar os conhecimentos com relação às funcionalidades da interface e ao conteúdo do Portal.</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="44">
            <name>Language</name>
            <description>A language of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="69496">
                <text>pt</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
        </elementContainer>
      </elementSet>
    </elementSetContainer>
  </item>
  <item itemId="5996" public="1" featured="0">
    <fileContainer>
      <file fileId="5060">
        <src>http://repositorio.febab.org.br/files/original/49/5996/SNBU2012_135.pdf</src>
        <authentication>8e5e3dc27f0644082cea908abaa04091</authentication>
        <elementSetContainer>
          <elementSet elementSetId="4">
            <name>PDF Text</name>
            <description/>
            <elementContainer>
              <element elementId="92">
                <name>Text</name>
                <description/>
                <elementTextContainer>
                  <elementText elementTextId="63842">
                    <text>Educação de usuários e competências informacionais
i! """"'"
MaooNlck

~

=

:,

IiWitt.UJ
1I....111~

Trabalho completo

o USO DE FILMETES NO TREINAMENTO DE EQUIPES DE
BIBLIOTECAS UNIVERSITÁRIAS
Denise Ramires Machado 1, Janise Silva Borges da Costa 1
1Bibliotecária, Comissão de Automação, UFRGS, Porto Alegre, RS

Resumo
Apresenta a elaboração de filmetes (screencastings) sobre a utilização do
Sistema de Automação de Bibliotecas (SABi) versão 20 e sua disponibilização para o
Sistema de Bibliotecas da UFRGS como uma forma de reforço à distância do
treinamento na operação do sistema, principalmente em um momento de troca de
versão e interface do software. Comenta sobre o uso da educação a distância em
treinamentos e capacitações de pessoal das instituições, citando exemplos relativos
aos profissionais de bibliotecas. Detalha os passos utilizados na elaboração dos
filmetes . Conclui que o filmete é uma ferramenta adequada para complementar os
conhecimentos sobre o funcionamento dos softwares, principalmente em momentos
de mudanças, e como subsídio para capacitação de pessoal temporário nas
bibliotecas.

Palavras-Chave:
Treinamento de equipes de bibliotecas; Filmetes; Educação a distância.

Abstract
This paper presents the development of screencastings about the use of
Sistema de Automação de Bibliotecas (SABi) version 20 and their availability for the
UFRGS' Libraries System staff as a way to improve training in the operation of the
system , in a time of change version and interface software. It comments the use of
distance education in training of staff, citing examples related to library professionals.
It details the steps of preparation of screencastings. It concludes that the
screencasting is an appropriate tool to complement the knowledge about a software,
especially in times of change, and as support for training of temporary staff in
libraries.

Keywords:
Training of library staff; Screencastings; Distance education .

1 Introdução
As habilidades necessárias para o desenvolvimento das atividades
profissionais são responsabilidades tanto dos funcionários, que devem buscar
aprimoramento constante, como também da instituição, que deve possibilitar a
capacitação da equipe de trabalho. Quando as habilidades são relacionadas a
particularidades da instituição, torna-se necessária uma atitude pró-ativa por parte
da mesma, ao promover cursos, treinamentos e atividades de capacitação.

1482

�Educação de usuários e competências informacionais
i! """"'"
MaooNlck

~

=

:,

IiWitt.UJ

1I....111~

Trabalho completo

No momento em que as pessoas a serem treinadas e/ou capacitadas estão
em grande número e dispersas geograficamente, o uso de recursos ligados à
educação a distância pode ser uma alternativa para reforçar o aprendizado
presencial, inclusive em situações de mudanças de interfaces de software .
Este trabalho se propõe a apresentar uma das estratégias utilizadas para o
treinamento das equipes das unidades integrantes do Sistema de Bibliotecas da
Universidade Federal do Rio Grande do Sul (SBUFRGS) durante o processo de
conversão da base de dados para a versão 20 do software Aleph .

2 Contextualização
A capacitação dos funcionários da Universidade Federal do Rio Grande do Sul
(UFRGS) tem sido uma responsabilidade assumida pela Instituição, a qual conta
com um Programa de Capacitação e Aperfeiçoamento que tem como objetivo geral:
Promover, de forma continuada e vinculada ao planejamento
institucional o desenvolvimento integral dos servidores da UFRGS,
seu aperfeiçoamento e qualificação, visando à melhoria dos serviços
prestados e o atendimento às necessidades dos usuários e
possibilitar a realização pessoal e profissional dos servidores e o
cumprimento de seu papel. (UNIVERSIDADE FEDERAL DO RIO
GRANDE DO SUL. PRÓ-REITORIA DE RECURSOS HUMANOS,
2007, p. 4) .

o Programa prevê atividades em sete linhas de desenvolvimento, a fim de
atingir esse objetivo. Dentre elas, destaca-se a linha VI - Específica, que está
relacionada à capacitação do servidor para as atividades vinculadas ao ambiente e
ao cargo que ele desempenha. Nessa linha, as temáticas estratégicas
compreendem , entre outras, as questões ligadas à atualização e aquisição de novas
tecnologias para ambientes, atividades e cargos específicos, justificadas pelo
levantamento de necessidades de capacitação ou pelos interesses institucionais. Os
ministrantes devem ser capacitados tecnicamente e, prioritariamente, terem vínculo
com a instituição (UNIVERSIDADE FEDERAL DO RIO GRANDE DO SUL. PRÓREITORIA DE RECURSOS HUMANOS, 2007).
A Universidade tem mais de 120 bibliotecários distribuídos em 32 bibliotecas
nos quatro campi de Porto Alegre (Saúde, Centro, Vale e Olímpico) e no Ceclimar,
em Imbé. Se forem somados os auxiliares e bolsistas, são mais de 300 pessoas
envolvidas nas atividades das bibliotecas. Neste contexto, módulos de treinamento
e/ou capacitação oferecidos a distância podem contribuir para minimizar a
necessidade de deslocamento e de afastamento do local de trabalho das equipes.
A automação das bibliotecas do SBUFRGS foi um passo importante na
melhoria dos serviços oferecidos aos usuários. Apesar de o processo de automação
das bibliotecas ter iniciado com o uso de um software desenvolvido na Universidade,
com o passar do tempo foi necessário substituí-lo por um sistema comercial, a fim de
atender as demandas profissionais e dos usuários. Em 1999 foi adquirido o sistema
Aleph 500 , do Grupo Ex Libris, cujos módulos foram implantados gradativamente,
acompanhados da realização de treinamentos oferecidos aos bibliotecários,
auxiliares e bolsistas que atuavam nas bibliotecas (SAATKAMP et aI., 2000; PAVÃO
et a/., 2002; COSTA et aI., 2004) .

1483

�Educação de usuários e competências informacionais
i! """"'"
MaooNlck

~

=

:,

IiWitt.UJ

1I....111~

Trabalho completo

Quando necessárias, foram realizadas conversões para novas versões do
sistema. A última delas, implantada em dezembro de 2010, apresenta diferenças na
interface com relação à anteriormente utilizada.

3 Revisão de Literatura
A necessidade das empresas de treinar e/ou capacitar seus funcionários é
constante. Muitos fatores contribuem para isso, por exemplo: novos funcionários são
incorporados às equipes, as atividades mudam em razão da criação e da inserção
de diferentes tecnologias e continuamente surgem novos desafios. Enfim , em um
cenário de constante mudança, geralmente são exigidos novos conhecimentos e
habilidades dos funcionários para que a empresa consiga atingir seus objetivos e
cumprir sua missão.
Amaral (c2008) ressalta a importância de acolher os novos funcionários com
um treinamento de adaptação/introdução à empresa. Além dessa razão, ele destaca
que os principais motivos para promover um treinamento são :
a) avaliação de desempenho;
b) por solicitações dos colegas, gerentes ou reuniões;
c) modificação do trabalho;
d) relatórios periódicos;
e) entrevistas de desligamento;
f) resultados não satisfatórios.
Alguns autores costumam apresentar diferenças entre treinamento e
capacitação e/ou desenvolvimento. Ao analisar as definições de treinamento e
capacitação, Souza (2006, p.177) relaciona o treinamento com ''[. .. ] um
condicionamento conseguido através de repetições", enquanto a capacitação estaria
ligada ao desenvolvimento de competências do indivíduo. Amaral (c2008, p. 31)
coloca o treinamento como uma ação de "[ ... ] aperfeiçoamento de curto prazo,
voltada para o condicionamento da pessoa e para execução de tarefas", enquanto o
desenvolvimento seria um "[ ...] conjunto de ações que requerem continuidade de
longo prazo, visando a um aproveitamento futuro do treinando".
Apesar de o texto de Souza ser mais ligado à área da educação, dando um
enfoque especial à capacitação e o manual de Amaral ser mais "empresarial",
enfocando o treinamento, ambos ressaltam que os cursos não devem ser realizados
para cumprir formalidades do setor de recursos humanos: é importante que eles
efetivamente contribuam para o desenvolvimento dos participantes e da empresa .
Assim , os cursos devem trazer benefícios e resultados, não importando se são
chamados de treinamentos ou capacitações.
3.1 A Educação a Distância pela Internet para Treinamentos e/ou Capacitações
Com a redução dos custos dos equipamentos de informática e a instalação de
computadores nos mais diversos postos de trabalho, cursos de educação a distância
via internet têm cada vez mais conquistado a preferência das instituições para a
capacitação de seus funcionários . Ghedine, Testa e Freitas (2008) ao realizarem
uma pesquisa sobre a educação a distância via internet em grandes empresas
brasileiras, perceberam que muitas vezes não era enfatizada a interação entre os
participantes e a educação a distância (EAD) pela internet costumava ser vista

1484

�Educação de usuários e competências informacionais
i! """"'"
MaooNlck

~

=

:,

IiWitt.UJ

1I....111~

Trabalho completo

apenas como um recurso para reduzir custos, sem usar das propriedades das
ferramentas para o aprimoramento dos cursos.
Joia e Costa (2007) realizaram um estudo em busca dos fatores mais
importantes para o sucesso de um treinamento corporativo a distância via web . Os
autores concluíram que os fatores-chave eram:
a) a definição clara do conteúdo, público-alvo e objetivos do
programa de treinamento ;
b) a motivação dos usuários;
c) a implementação no ambiente web de um nível adequado de
suporte metacognitivo. (JOIA; COSTA, 2007, p. 633)

Para Moore e Kearsley (c2007), o que influencia no sucesso da EAD é o
quanto a instituição e o instrutor (ou tutor) conseguem proporcionar a estrutura e a
quantidade e qualidade do diálogo, levando em conta a autonomia do aluno. Os
autores destacam também que é importante o equilíbrio entre a apresentação dos
conteúdos e a interação: os materiais devem ser bem planejados e produzidos,
estando em sintonia com as atividades propostas. Não é recomendável prejudicar
uma dessas dimensões em detrimento da outra .
A partir desses estudos, pode-se perceber a importância do planejamento (por
exemplo, os objetivos e a estrutura) e também do trabalho dos tutores, que dão o
suporte e o retorno aos alunos e podem ajudar na motivação dos participantes do
curso.
Bucci e Meneghel (2008) fizeram uma pesquisa sobre tecnologias e
ferramentas gratuitas da internet que pudessem ser utilizadas em programas de
aprimoramento profissional de equipes de bibliotecas universitárias, pois consideram
que conhecer as maneiras adequadas de utilizá-Ias permitirá garantir o sucesso dos
programas de aprimoramento a distância .
A preparação de materiais didáticos para a educação a distância não deveria
ocorrer sem ter uma base pedagógica . Behar (2009, p. 24), afirma que um modelo
pedagógico para a educação a distância consiste em : ''[. .. ] um sistema de premissas
teóricas que representa , explica e orienta a forma como se aborda o currículo e que
se concretiza nas práticas pedagógicas e nas interações professor/alun%bjeto de
estudo". É de conhecimento geral que as ferramentas e as tecnologias têm grande
importância no desenrolar de um curso a distância, pois são o meio no qual o curso
irá se desenvolver, através do qual as interações entre professor/alun%bjeto de
estudo terão espaço, porém a autora alerta que é necessário tomar cuidado para
não confundir a tecnologia com o modelo pedagógico subjacente ao planejamento e
implementação do curso . De acordo com a mesma autora, apesar de se basear em
teorias pedagógicas, um modelo pedagógico pode ter por base mais de uma teoria
de aprendizagem , visto que os modelos são criados através de "reinterpretações"
das teorias com base nas concepções de cada professor.
As abordagens pedagógicas são variadas, mas a maioria dos autores coloca
que se pode resumir, em linhas gerais, que as abordagens normalmente se dividem
entre as behavioristas, geralmente indicadas para tarefas mais automatizadas e as
abordagens construtivistas, que têm o foco na construção do conhecimento pelos
alunos.

1485

�Educação de usuários e competências informacionais
i! """"'"
MaooNlck

~

=

:,

IiWitt.UJ

1I....111~

Trabalho completo

3.2 A Educação a Distância nos Treinamentos e na Capacitação de Profissionais de
Bibliotecas
A modalidade de educação a distância tem sido utilizada por muitas empresas
para facilitar o treinamento e a capacitação de seus funcionários, inclusive na área
da Biblioteconomia. As empresas provedoras de serviços e produtos também têm se
utilizado da educação a distância para promover um melhor uso e aproveitamento
dos seus serviços e produtos.
Com relação à capacitação de bibliotecários, a educação a distância está se
fortalecendo cada vez mais. Prova disso é que, no Brasil, a Federação Brasileira de
Associações de Bibliotecários, Cientistas da Informação e Instituições (FEBAB)
desde 2009 tem oferecido cursos de capacitação a distância em temáticas ligadas a
bibliotecas, para atingir os objetivos de seu Programa de Capacitação Técnica e
Gerencial para Equipes Bibliotecárias: 2008-2011 . Já foram e estão sendo
oferecidos muitos cursos como, por exemplo, Pesquisas acadêmicas na web,
Competência em informação para bibliotecários, AACR2, Gestão de pessoas e o
impacto nos resultados. (FEDERAÇÃO BRASilEIRA DE ASSOCIAÇÕES DE
BIBLIOTECÁRIOS, CIENTISTAS DA INFORMAÇÃO E INSTITUiÇÕES, 2010) . A
Universidade Federal de Minas Gerais ([2011]) também promove atividades à
distância, como o curso Atualização em AACR2 2002 e MARC 21 : formato para
dados bibliográficos, uma atividade de extensão, que foi disponibilizada a
bibliotecários de todo o país (UNIVERSIDADE FEDERAL DE MINAS GERAIS,
[2011 ]).
A equipe do blog ExtraLibris Biblioteconomia para concursos, formada por
jovens bibliotecários, também tem procurado utilizar a educação a distância como
forma de ampliar a capacitação dos bibliotecários, com o foco em conteúdos da área
de biblioteconomia abordados nos concursos. Vêm fazendo testes desde 2006,
porém a implementação de fato ocorreu em 2008 . (HENN, 2008). Em 2010 já
estavam sendo oferecidos quatro cursos pelo ExtraLibris, quais sejam : Informação
2.0: redes colaborativas e serviços de informação; Biblioteconomia para concursos:
test drive ; Biblioteconomia para concursos - curso completo; e Curso para o MPU
biblioteconomia (EXTRALlBRIS, 2010).
Empresas gaúchas da área de biblioteconomia e gestão de acervos também
estão ampliando a oferta de seus cursos no formato on-line, como o curso Gestão de
pessoas e o impacto nos resultados, oferecido pela Control Informação e
Documentação e o Curso de catalogação em MARC21 , na prática, oferecido pela
empresa Informar Gerência de Documentos e Informações. (CONTROl, 2012 ;
INFORMAR, 2012) .
Jovanovich e Jesuz (2010) estudaram a adesão dos bibliotecários do Sistema
de Bibliotecas da Universidade Estadual de londrina a cursos de capacitação na
modalidade a distância . A maioria deles participou de cursos a distância oferecidos
pela Escola de Governo do Estado do Paraná , das áreas gerencial e educacional ,
porém sugerem a realização de cursos específicos da área biblioteconômica . As
autoras são bem otimistas com relação ao uso da educação a distância para a
aprendizagem continuada dos servidores públicos, mostrando que as vantagens
existem tanto para os servidores que participam dos cursos quanto para os órgãos
públicos, que obtêm servidores desempenhando suas atividades com mais
qualidade.

1486

�Educação de usuários e competências informacionais
i! """"'"
MaooNlck

~

=

:,

IiWitt.UJ

1I....111~

Trabalho completo

Todas as capacitações apresentadas anteriormente possuem a vantagem de
ser em língua portuguesa , facilitando a educação continuada dos profissionais
bibliotecários brasileiros.
No exterior a educação a distância para as equipes de bibliotecas é mais do
que uma tendência: é uma realidade nos diversos níveis de educação.
No México existem cursos a distância de graduação em Biblioteconomia,
oferecidos pela Escuela Nacional de Biblioteconomía y Archivonomía e pela
Universidad de Guadalajara. (ZURITA SÁNCHÉZ, 2009) . Este último curso existe
desde 2006 , tendo sido criado como uma forma de permitir que os profissionais
mexicanos que desempenham suas atividades em bibliotecas pudessem obter sua
graduação em Biblioteconomia, com mais liberdade para os horários de estudo.
(UNIVERSIDAD DE GUADALAJARA, 2009) .
Destaca-se no México também a existência de uma Maestria em
Bibliotecología (equivalente a um mestrado em Biblioteconomia) que é oferecida nas
modalidades presencial e a distância pelo Centro Universitario de Investigaciones
Bibliotecologicas (CUIB) da Universidad Nacional Autónoma de Mexico (UNAM) . O
mestrado a distância tem os mesmos professores, currículo, calendário e tutores da
modalidade presencial. (UNIVERSIDAD NACIONAL AUTÓNOMA DE MÉXICO.
CENTRO UNIVERSITARIO DE INVESTIGACIONES BIBLlOTECOLOGICAS, 2008).
A American Library Association (ALA) tem programas de aprendizagem online muito bem estruturados, contemplando assuntos de toda a Biblioteconomia , em
vários níveis, sejam eles fundamentos, avanços, e tendências da área . (AMERICAN
LlBRARY ASSOCIATION , c2010).
O Grupo Ex Libris, produtor do Aleph , mantém o Ex Libris Learning Center 1 .
Nesse espaço, os clientes que assinarem esse serviço podem compartilhar
informações, encontrar e aprender mais sobre os produtos da empresa. O ambiente
virtual de aprendizagem utilizado é o Moodle, e são disponibilizados cursos dos
diferentes produtos nos níveis Inicial, Avançado, Como fazer... , O que há de novo? e
Geral. São apresentadas como vantagens do uso do Ex Libris Learning Center para
os usuários do sistema o fácil acesso ao treinamento, a aprendizagem com os
colegas que também usam o mesmo sistema e a interface intuitiva do Moodle. Para
a biblioteca , as vantagens seriam a redução dos investimentos em treinamentos ao
complementar os treinamentos presenciais, melhorar a eficácia no uso dos softwares
e a possibilidade de aprender mais sobre todos os produtos da Ex Libris, inclusive os
que a biblioteca não adquiriu (EX LlBRIS, 2009) .
Essa é uma abordagem bastante interessante, mas existem alguns
inconvenientes para o uso dos cursos on-line da Ex Libris na capacitação dos
bibliotecários da UFRGS. Um deles é que os treinamentos da empresa contemplam
o padrão do sistema , e não as especificidades implementadas na UFRGS, nem as
particularidades das políticas do Sistema de Bibliotecas. Outro inconveniente a ser
apontado é o de que, apesar de o software Aleph estar traduzido para a língua
portuguesa, os cursos do Ex Libris Learning Center estão todos em língua inglesa,
não existindo uma tradução para o português brasileiro.

1

Disponível em : http://learn .exlibrisgroup .com/.

1487

�Educação de usuários e competências informacionais
i! """"'"
MaooNlck

~

=

:,

IiWitt.UJ

1I....111~

Trabalho completo

3.3 Outras Considerações sobre Educação a Distância nas Instituições
As instituições devem aplicar a educação a distância de maneira estratégica,
propondo e implementando cursos e treinamentos que realmente contribuam para o
crescimento profissional dos funcionários e o cumprimento da sua missão . É
necessário se ter mais do que cursos, é preciso um projeto educacional.
Podemos ter, segundo Schreiber (1998) quatro estágios do uso da educação
a distância em uma instituição:
a) eventos de educação a distância separados e/ou esporádicos;
b) instituição experiente em educação a distância (replica os cursos já
realizados) ;
c) definição de uma política institucional de educação a distância;
d) institucionalização da educação a distância.
Conforme Schreiber (1998), as instituições no último estágio têm uma
probabilidade maior de sucesso na implementação dos treinamentos a distância.
Essas instituições estariam mais organizadas, com práticas bem estabelecidas e
planejadas de acordo com seus interesses maiores.
Relacionando com o contexto apresentado, a UFRGS tem muita experiência
em Educação a Distância , principalmente em nível de graduação. Entretanto , em
nível de aperfeiçoamento e capacitação dos servidores, ainda está em um estágio
inicial , tendo alguns cursos oferecidos na modalidade semi-presencial, como o
Programa de Capacitação em Gestão Documental em EAD (CAPADOC) .
A Secretaria de Educação a Distância (SEAD) da UFRGS também tem
oferecido cursos na modalidade semi-presencial, normalmente com conteúdos
relacionados à educação a distância, e o público-alvo da maioria dessas
capacitações são os docentes, monitores e tutores vinculados a cursos e disciplinas
ministrados a distância e, mais atualmente, os servidores técnico-administrativos,
por meio de parcerias com a Pró-Reitoria de Gestão de Pessoas (PROGESP) .
A institucionalização da educação a distância para a capacitação de
servidores de ambientes organizacionais específicos (como os servidores que
desempenham suas atividades no SBUFRGS) contribuiria para a integração e
desenvolvimento desses profissionais, bem como para que a Universidade
melhorasse a qualidade de seus serviços.

4 Criação de Filmetes (screencastings)
Tendo em vista o contexto apresentado, a complementação do treinamento
por meio de recursos de educação a distância pretendeu ser um reforço das novas
funcionalidades e da mudança de interface, visto que muitas atividades que são
realizadas em uma biblioteca requerem segurança e familiaridade com o uso do
sistema , por parte dos operadores, principalmente para as atividades de
atendimento direto ao usuário Circulação de Coleções (empréstimo, devolução,
reservas, renovações e transações de caixa) .
Seguindo a ideia apresentada por Bucci e Meneghel (2008, p. 62), de que "[ ...]
pesquisar e identificar tecnologias e ferramentas gratuitas na Internet são atividades
significativas para o planejamento de programas de aprimoramento profissional para
equipes de bibliotecas universitárias", foram pesquisados diferentes recursos que
poderiam facilitar a aprendizagem dos elementos e do comportamento do sistema

1488

�Educação de usuários e competências informacionais
i! """"'"
MaooNlck

~

=

:,

IiWitt.UJ

1I....111~

Trabalho completo

nessa fase de transição para uma interface muito diferente da qual os operadores
estavam familiarizados .
Ao analisar essa situação, foi definido que a criação de tutoriais obtidos
mediante a captura de telas e sua disponibilização na internet seria um recurso
interessante para uso dos bibliotecários, auxiliares e bolsistas do SBUFRGS, os
quais poderiam acessar esses tutoriais para complementar seus conhecimentos da
nova interface e das funcionalidades do SABi versão 20, após a apresentação
presencial que seria realizada . Brown-Sica, Sobel e Pan (2009) apresentam a
captura de telas em movimento como uma ferramenta que pode ser utilizada para o
treinamento tanto das equipes de biblioteca quanto dos professores e alunos
(usuários finais), citando que as vantagens desse recurso aumentam quando eles
são colocados em um site, ficando acessíveis 24 horas por dia, atendendo às
necessidades de aprendizado no momento em que as pessoas precisam . A captura
(screencasting) traria uma visualização mais próxima da realidade a partir da
implantação. Esses tutoriais com captura dos movimentos das atividades na tela
foram chamados de filmetes.
O software escolhido para a criação dos filmetes foi o Wink, desenvolvido pela
Debugmode 2 , o qual é um software para criação de tutoriais e apresentações,
principalmente para tutoriais do tipo "Como Usar" determinado software (KUMAR,
c2010), por ser um freeware, permitir fácil edição das telas e acréscimos de textos
explicativos, bem como a exportação em formato flash . Assim, não haveria custo
financeiro com sua instalação em diferentes computadores, e essa ocorreria de
forma legalizada. O Wink também permite a customização dos elementos como
balões de texto explicativo, botões e barras de controle a serem utilizadas no vídeo.
A metodologia de trabalho adotada foi a seguinte:
a) estudo da função e elaboração de um roteiro de passos a serem
apresentados no filmete, de acordo com as instruções já existentes nos
Manuais do SABi;
b) definição dos parâmetros técnicos (tamanho da tela, reduções de tamanho
necessárias, cores dos balões, fontes) ;
c) utilização do programa de captura de telas (neste caso, o Wink),
realizando a captura, seguindo o roteiro;
d) exclusão de telas desnecessárias (normalmente as primeiras e as últimas,
quando o cursor está saindo ou voltando para a barra de tarefas, com
captura de imagens de transição) ;
e) acréscimo de tela inicial, com dados gerais como o nome do filmete, por
exemplo;
f) ajustes na posição dos cursores, caso necessário, para os movimentos
ficarem mais claros;
g) inserção dos textos explicativos (balões) nas telas de acordo com o
roteiro, lembrando de colocar os botões de voltar (para a última tela com
balões) e seguir (para a tela seguinte, mesmo que não tenha balões) ou o
período de tempo no qual o filmete deve ficar naquela tela ;
h) inclusão, na última tela, de um botão com a opção de reiniciar o filmete ;
i) configuração do preloader e da barra de controle, bem como do formato
do arquivo final;

2

Disponível em: http://www.debugmode.com/wink/.

1489

�Educação de usuários e competências informacionais
i! """"'"
MaooNlck

~

=

:,

IiWitt.UJ

1I....111~

Trabalho completo

salvamento do arquivo (.wnk) e "renderização" do filmete , para gerar os
arquivos .js, .htm e .swf;
k) visualização do filmete para verificar possíveis aprimoramentos e ajustes
posteriores;
I) novos salvamentos, "renderizações" e visualizações, até que o filmete
seja considerado adequado e concluído ;
m) cópia dos arquivos .js, .htm e .swf para o servidor onde seriam
disponibilizados.

j)

o link disponibilizado deve ser para o arquivo .htm, o qual permite uma
exibição adequada do arquivo swf.
Ao realizar todas essas etapas no processo de criação dos filmetes, foram
identificadas as seguintes possibilidades de aprimoramentos dos mesmos, um
pouco mais avançadas, mas que podem qualificá-los:
a) após a finalização (e antes de salvar os arquivos no servidor) , editar o
arquivo .htm para incluir no cabeçalho (tag head) o título do filmete
(usando a tag title) ;
b) usar estatísticas de acesso web, colocando o código fornecido pela
ferramenta no cabeçalho do arquivo .htm ;
c) ter outras formas de disponibilizar as informações além do filmete , pois ele
é um modo a mais de disponibilizar o conteúdo desejado, no entanto não
deve ser o único, tendo em vista as necessidades diferenciadas de cada
pessoa.
5 Considerações Finais
A partir da apresentação presencial da nova versão do SABi, em dezembro de
2010, os filmetes das funções mais utilizadas foram disponibilizados para os
bibliotecários, auxiliares e bolsistas do SBUFRGS, conforme o Quadro 1.

1490

�Educação de usuários e competências informacionais
i! """"'"
MaooNlck

~

=

:,

IiWitt.UJ

1I....111~

Trabalho completo

Função
Circulação de Coleções

Filmetes
- Empréstimo
- Estatística de consulta
- Devolução
- Renovação
- Troca de data na função - Catalogação rápida
Devolução
- Pagamentos: ícone Devolução
Caixa
- Pagamentos: ícone Empréstimo
- Pagamentos: ícone Usuários
- Abonos : ícone Usuários
- Exclusão de Reservas: ícone Itens
Reservas
- Exclusão de Reservas: ícone Usuários
- Ativar Reservas
Usuários
- Habilitação de usuários
- Impedimentos
Aquisição
- Criação de pedido de compra de monografia
- Registro de nota fiscal
- Finalização de pedido
- Doação de monografia sem nota fiscal
Catalogação
- Criar registro
- Ajuda do campo
- Duplicar registro
- Visualizar na web
(CTRL+O)
- Formulário do campo 008
- Visualizar no OPAC
- Navegador do Aleph
- Tela inteira
(Campo 856)
- Mensagens de erro
- Editor múltiplo
Navegação
- Catalogação para Aquisição
- Pesquisa do Módulo de Catalogação para Aquisição
- Pesquisa do Módulo de Aquisição &amp; Periódicos para
Aquisição
- Catalogação para Itens
Quadro 1 - Filmetes preparados no período da atualização de versão do SABi

A receptividade do SBUFRGS aos filmetes foi muito boa , desde o momento
em que foram apresentados. Além de terem sido utilizados como material de apoio
no momento da implantação da versão 20 do Aleph , ficaram disponíveis para que as
bibliotecas pudessem utilizá-los como suporte ao treinamento de pessoal temporário
(bolsistas, por exemplo), além de servir para dirimir dúvidas dos operadores sobre
determinadas rotinas nas bibliotecas.
Nos últimos anos foram criados outros filmetes, relacionados ao SABi web
(OPAC), como: Instruções para inserir caixa de Busca no SABi em um site
desenvolvido em Plone, Disseminação Seletiva da Informação (DSI) e Instruções
para pagamento de débito nas bibliotecas da UFRGS (Emissão da GRU). Os dois
últimos foram disponibilizados também para os usuários finais (alunos, docentes e
outros) , ou seja, não estão restritos às equipes das bibliotecas. Podem ser
acessados na página inicial do SABi 3 , na opção Tutoriais.

3

Disponível em : &lt;http://sabi.ufrgs.br&gt;.

1491

�Educação de usuários e competências informacionais
i! """"'"
MaooNlck

~

=

:,

IiWitt.UJ
1I....111~

Trabalho completo

Considera-se que houve uma economia de tempo para as equipes das
bibliotecas, no que diz respeito à flexibilidade para consulta dos recursos didáticos,
permitindo que cada um pudesse complementar seu aprendizado em horário e ritmo
próprios, preparando-se melhor para as mudanças.
Como atividades futuras propõem-se a criação de cursos institucionais de
capacitação a distância na área de biblioteconomia , utilizando os filmetes como um
dos recursos didáticos, a elaboração de novos filmetes abrangendo outras funções
e/ou novos serviços a serem disponibilizados, entre outras tantas possibilidades para
o uso dessa ferramenta .

6 Referências
AMARAL, Willer Ferreira. Como elaborar um planejamento de recursos humanos. [Belo
Horizonte]: SEBRAE-MG, c2008.
AMERICAN LlBRARY ASSOCIATION . About ALA online learning. c2010 . Disponível em:
&lt;http://www.ala.org/ala/onlinelearning/aboutlindex.cfm &gt;. Acesso em: 08 novo2010.
BEHAR, Patrícia Alejandra . Modelos pedagógicos em educação a distância. In: _ _
(Org .). Modelos pedagógicos em educação a distância. Porto Alegre: Artmed , 2009.
BROWN-SICA, Margaret; SOBEL, Karen ; PAN, Denise. Learning for ali: teaching students,
faculty, and staff with screencasting . Public Services Quarterly, Philadelphia, V. 5, p. 81-97,
2009. Disponível em :
&lt;http://web.ebscohost.com.ez45.periodicos.capes.gov.br/ehostlpdfviewer/pdfviewer?vid=3&amp;h
id= 112&amp;sid=bba876b5-f92c-4c1 0-998a-76bc63601 Ode%40sessionmgr115&gt;. Acesso em: 20
abr. 2012.
BUCCI, Monica Alves Moreira; MENEGHEL, Patrícia da Silva. Tecnologias e ferramentas
gratuitas da Internet e sua aplicação aos programas de aprimoramento profissional à
distância de equipes em bibliotecas universitárias. Revista Brasileira de Biblioteconomia e
Documentação, Nova Série, São Paulo, V. 4, n. 2, p. 52-63, jul./dez. 2008. Disponível em:
&lt;http://www.febab .org .br/rbbd/ojs-2.1.1/index.php/rbbd/article/view/1 06/122 &gt;. Acesso em: 21
set. 2010.
CONTROL. Curso gestão de pessoas e o impacto nos resultados. Blog Control
Informação e Documentação. 19 jan. 2012. Disponível em :
&lt; http://blog .control. com .br/20 12/0 1/ cu rso-gestao-de-pessoas-e-o-im pacto-nos-resu Itados/&gt;.
Acesso em: 26 abr. 2012.
COSTA, Janise Silva Borges da et aI. Circulação automatizada no Sistema de Bibliotecas da
UFRGS: gerência da implantação. In: Seminário Nacional de Bibliotecas Universitárias, 13.,
2004, Natal. Anais ... Natal: UFRN, 2004. Disponível em :
&lt;http://hdl.handle.netl10183/6147&gt; . Acesso em: 02 ago. 2010.
EX LlBRIS. Ex Libris Learning Center [Learning Center fact sheet]. 2009. Disponível em :
&lt;http://www.exlibrisgroup.com/files/Customer Center/LearningCenter/LearningCenterFactSh
eetDec2009.pdf&gt;. Acesso em: 01 nov. 2010.
EXTRALlBRIS. ExtraLibris: capacitação para profissionais da informação. 2010. Disponível
em: &lt;http://extralibris.netl&gt;. Acesso em: 03 novo 2010.

1492

�Educação de usuários e competências informacionais
i! """"'"
MaooNlck

~

=

:,

IiWitt.UJ
1I....111~

Trabalho completo

FEDERAÇÃO BRASILEIRA DE ASSOCIAÇÕES DE BIBLIOTECÁRIOS, CIENTISTAS DA
INFORMAÇÃO E INSTITUiÇÕES. Programa de capacitação de equipes bibliotecárias.
2010. Disponível em : &lt;http://www.febab.org .br/&gt;. Acesso em : 29 out. 2010.
GHEDINE, Tatiana; TESTA, Maurício Gregianin; FREITAS, Henrique Mello Rodrigues de.
Educação a distância via internet em grandes empresas brasileiras. Revista de
Administração de Empresas. São Paulo, v. 48, n. 4, p. 49-63, out.ldez. 2008. Disponível
em: http://hdl.handle.net/10183/20691 . Acesso em: 09 set. 2010.
HENN, Gustavo. EAD ExtraLibris: pré-lançamento. In: EXTRALlBRIS. ExtraLibris
concursos [blog]. 28 jun . 2008. Disponível em:
&lt;http://extralibris.org/concursos/2008/06/28/ead-extralibris-pre-Iancamento/&gt;. Acesso em: 03
nov. 2010.
INFORMAR. Curso de catalogação em MARC21, na prática. 30 jan. 2012. Disponível em :
&lt; http://informarrs.dominiotemporario .com/mood le/mod/resource/view.php ?id = 57&gt;. Acesso
em: 26 abr. 2012.
JOIA, Luiz Antonio; COSTA, Mário de Figueiredo Cunha da. Fatores-chave de sucesso no
treinamento corporativo a distância via web . Revista de Administração Pública, Rio de
Janeiro, v. 41, n. 4, p. 607-637, jul./ago. 2007. Disponível
em:http://www.scielo.br/pdf/rap/v41 n4/a02v41 n4.pdf. Acesso em: 09 set. 2010.
JOVANOVICH, Eliane M. S.; JESUZ, Vilma A. F. de. Novas competências e habilidades:
EAD na formação continuada dos bibliotecários. In: Seminário Nacional de Bibliotecas
Universitárias,16., 2010, Rio de Janeiro. Trabalhos aprovados. Rio de Janeiro: UFRJ,
2010. Disponível em :
&lt;http://www.gapcongressos.com .br/eventos/z0070/trabalhos/final 008.pdf&gt;. Acesso em: 10
nov. 2010.
KUMAR, Satish. DebugMode Wink. c2010. Disponível em:
&lt;http://www.debugmode.com/wink/&gt;. Acesso em: 23 abr. 2012.
MOORE, Michel; KEARSLEY, Greg . Educação a distância: uma visão integrada. São
Paulo: Cengage Learning, c2007.
PAVÃO, Caterina Marta Groposo et aI. Treinamento da equipe do SBU decorrente da
migração de sistema de automação na UFRGS. In: Seminário Nacional de Bibliotecas
Universitárias, 12.,2002, Recife . Anais ... Recife : UFPE, 2002. Disponível em:
&lt;http://hdl.handle.net/10183/1411 &gt;. Acesso em: 02 ago. 2010.
SAATKAMP, Carla Metzler et aI. Modernização do sistema de automação de bibliotecas da
Universidade Federal do Rio Grande do Sul. In: Seminário Nacional de Bibliotecas
Universitárias, 11 .,2000, Florianópolis. Anais ... Florianópolis: UFSC , 2000. Disponível em :
&lt;http://www.lume.ufrgs.br/handle/10183/445&gt;. Acesso em : 16 out. 2010.
SCHREIBER, Deborah A. How to maximize use of technology and institutionalize distance
learning efforts. In: DISTANCE LEARNING '98,14.,1998, Madison, WI. Proceedings ...
Madison : University of Wisconsin-Madison, 1998. Disponível em:
&lt;http://www.eric.ed .gov/ERICWebPortal/contentdelivery/servlet/ERICServlet?accno=ED4228
72&gt;. Acesso em: 05 novo2010.

1493

�Educação de usuários e competências informacionais
i! """"'"
MaooNlck

~

=

:,

IiWitt.UJ
1I....111~

Trabalho completo

SOUZA, Giandra Oliveira de. Um novo pedagogo na capacitação de profissionais em
empresas. In: FARIA, Elaine Turk (Org.). Educação presencial e virtual : espaços
complementares essenciais na escola e na empresa. Porto Alegre : EDIPUCRS, 2006.
UNIVERSIDAD DE GUADALAJARA. Noticias: la licenciatura en bibliotecología de UDG
Virtual es a nivel nacional la que registra a más estudiantes por ciclo. 26 Enero 2009.
Disponível em : &lt;htlp ://www.udgvirtual.udg .mx/articulo.php?id=494&gt;. Acesso em: 05 novo
2010.
UNIVERSIDAD NACIONAL AUTÓNOMA DE MÉXICO. Centro Universitario de
Investigaciones Bibliotecologicas. Maestria a distancia. 2008. Disponível em:
&lt;htlp://cuib.unam.mx/posgrado/diseno/lisa.htm&gt;. Acesso em : 05 novo2010.
UNIVERSIDADE FEDERAL DE MINAS GERAIS. Atualização em AACR2 2002 e MARC
21: formato para dados bibliográficos - modalidade a distância. [2011). Disponível em:
&lt;htlp://www.cursoseeventos.ufmg .br/CAE/DetalharCae.aspx?CAE =4967&gt;. Acesso em : 26
abr. 2012.
UNIVERSIDADE FEDERAL DO RIO GRANDE DO SUL. Pró-Reitoria de Recursos
Humanos. Programa de capacitação e aperfeiçoamento: anexo à Decisão n° 047/2007 CONSUN . Jan. 2007. Disponível em :
&lt;htlp://www.ufrgs.br/prorh/capacitacao/capacitação/Programa Capacitação e
Aperfeiçoamento CONSUN.doc&gt;. Acesso em: 13 out. 2010.
ZURITA SÁNCHEZ, Juan Manuel. Bibliotecología en línea y a distancia. In : EI falso letrado
[blog]. 25 feb. 2009. Disponível em:
http://juanzurita.wordpress. com/2009/02/25/bibl ioteco log ia-en-I inea-y-a-d istancia/&gt;. Acesso
em: 05 novo2010.

1494

�</text>
                  </elementText>
                </elementTextContainer>
              </element>
            </elementContainer>
          </elementSet>
        </elementSetContainer>
      </file>
    </fileContainer>
    <collection collectionId="49">
      <elementSetContainer>
        <elementSet elementSetId="1">
          <name>Dublin Core</name>
          <description>The Dublin Core metadata element set is common to all Omeka records, including items, files, and collections. For more information see, http://dublincore.org/documents/dces/.</description>
          <elementContainer>
            <element elementId="50">
              <name>Title</name>
              <description>A name given to the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51396">
                  <text>SNBU - Edição: 17 - Ano: 2012 (UFRGS - Gramado/RS)</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="49">
              <name>Subject</name>
              <description>The topic of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51397">
                  <text>Biblioteconomia&#13;
Documentação&#13;
Ciência da Informação&#13;
Bibliotecas Universitárias</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="41">
              <name>Description</name>
              <description>An account of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51398">
                  <text>Tema: A biblioteca universitária como laboratório na sociedade da informação.</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="39">
              <name>Creator</name>
              <description>An entity primarily responsible for making the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51399">
                  <text>SNBU - Seminário Nacional de Bibliotecas Universitárias</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="45">
              <name>Publisher</name>
              <description>An entity responsible for making the resource available</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51400">
                  <text>UFRGS</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="40">
              <name>Date</name>
              <description>A point or period of time associated with an event in the lifecycle of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51401">
                  <text>2012</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="44">
              <name>Language</name>
              <description>A language of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51402">
                  <text>Português</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="51">
              <name>Type</name>
              <description>The nature or genre of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51403">
                  <text>Evento</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="38">
              <name>Coverage</name>
              <description>The spatial or temporal topic of the resource, the spatial applicability of the resource, or the jurisdiction under which the resource is relevant</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51404">
                  <text>Gramado (Rio Grande do Sul)</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
          </elementContainer>
        </elementSet>
      </elementSetContainer>
    </collection>
    <itemType itemTypeId="8">
      <name>Event</name>
      <description>A non-persistent, time-based occurrence. Metadata for an event provides descriptive information that is the basis for discovery of the purpose, location, duration, and responsible agents associated with an event. Examples include an exhibition, webcast, conference, workshop, open day, performance, battle, trial, wedding, tea party, conflagration.</description>
    </itemType>
    <elementSetContainer>
      <elementSet elementSetId="1">
        <name>Dublin Core</name>
        <description>The Dublin Core metadata element set is common to all Omeka records, including items, files, and collections. For more information see, http://dublincore.org/documents/dces/.</description>
        <elementContainer>
          <element elementId="50">
            <name>Title</name>
            <description>A name given to the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="63834">
                <text>O uso de filmetes no treinamento de equipes de Bibliotecas Universitárias.</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="39">
            <name>Creator</name>
            <description>An entity primarily responsible for making the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="63835">
                <text>Machado, Denise Ramires; Costa, Janise Silva Borges da   </text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="38">
            <name>Coverage</name>
            <description>The spatial or temporal topic of the resource, the spatial applicability of the resource, or the jurisdiction under which the resource is relevant</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="63836">
                <text>Gramado (Rio Grande do Sul)</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="45">
            <name>Publisher</name>
            <description>An entity responsible for making the resource available</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="63837">
                <text>UFRGS</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="40">
            <name>Date</name>
            <description>A point or period of time associated with an event in the lifecycle of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="63838">
                <text>2012</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="51">
            <name>Type</name>
            <description>The nature or genre of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="63840">
                <text>Evento</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="41">
            <name>Description</name>
            <description>An account of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="63841">
                <text>Apresenta a elaboração de filmetes (screencastings) sobre a utilização do Sistema de Automação de Bibliotecas (SABi) versão 20 e sua disponibilização para o Sistema de Bibliotecas da UFRGS como uma forma de reforço à distância do treinamento na operação do sistema, principalmente em um momento de troca de versão e interface do software. Comenta sobre o uso da educação a distância em treinamentos e capacitações de pessoal das instituições, citando exemplos relativos aos profissionais de bibliotecas. Detalha os passos utilizados na elaboração dos filmetes. Conclui que o filmete é uma ferramenta adequada para complementar os conhecimentos sobre o funcionamento dos softwares, principalmente em momentos de mudanças, e como subsídio para capacitação de pessoal temporário nas bibliotecas.</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="44">
            <name>Language</name>
            <description>A language of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="69495">
                <text>pt</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
        </elementContainer>
      </elementSet>
    </elementSetContainer>
  </item>
  <item itemId="5995" public="1" featured="0">
    <fileContainer>
      <file fileId="5059">
        <src>http://repositorio.febab.org.br/files/original/49/5995/SNBU2012_134.pdf</src>
        <authentication>86a5bf587464bf28ca9ec69fc4ff2254</authentication>
        <elementSetContainer>
          <elementSet elementSetId="4">
            <name>PDF Text</name>
            <description/>
            <elementContainer>
              <element elementId="92">
                <name>Text</name>
                <description/>
                <elementTextContainer>
                  <elementText elementTextId="63833">
                    <text>Educação de usuários e competências informacionais
i! """"'"
MaooNlck

~

=

:,

IiWitt.UJ

1I....111~

Trabalho completo

OS BIBLIOTECÁRIOS DO SISTEMA INTEGRADO DE
BIBLIOTECAS DA UNIVERSIDADE FEDERAL DE PERNAMBUCO
FACE À EDUCAÇÃO DE USUÁRIOS
Sandra Maria Neri Santiago 1
1 Mestre em Ciência da Informação, Especialista em Gestão em Unidades de Informação

pela UFPB. Bibliotecária da UFPE, Recife, PE .

Resumo
Trata-se de um estudo de caso, de cunho exploratório e descritivo, com abordagem
quali-quantitativa que delineou como objetivo geral analisar as práticas de educação
de usuários existentes nas Bibliotecas que compõem o SIB/UFPE. A população
pesquisada foi composta por 12 bibliotecários com cargo de direção e coordenação
das Bibliotecas do SIB/UFPE. Os resultados demonstraram que a representatividade
de atividades de educação de usuários nas Bibliotecas do SIB/UFPE está voltada
para a informalidade, carecendo de ajustes para alcançar os desejos informacionais
dos seus usuários bem como ratifica a necessidade de implantar uma política de
educação de usuários, para direcionar o serviço.
Palavras-Chave:
Biblioteca universitária; Estudo de usuários; Educação de usuários.;Programas de
educação de usuários.
Abstract
This work is an exploratory, descriptive, quali-quantitative case study whose aim was
to analyze the user education practices existing in the Libraries of the SIB/UFPE. The
research population was composed of 12 librarians in charge of direction and
coordination of the SIB/UFPB Libraries. The results of the study showed that the
representativeness of user education activities in the SIB/UFPE Libraries is geared
towards informality, requiring adjustments in order to reach the users' informational
desires. The results also confirmed the need to implement a user education policy to
direct the service.
Keywords:
University library; User study; User education ; User education program o
1 Introdução
O usuário é considerado um elemento essencial e fundamental na concepção,
avaliação, enriquecimento, adaptação, estímulo e funcionamento de qualquer
unidade de informação, no caso específico a biblioteca universitária . Esse indivíduo
tem se constituído na razão de ser da unidade. Nos dias atuais, os usuários
possuem diferentes necessidades e adotam novos comportamentos frente aos
modernos recursos para obtenção da informação. Destarte, é primordial que a
biblioteca organize, planeje e desenvolva ações que visem à interação e a

1471

�Educação de usuários e competências informacionais
i! """"'"
MaooNlck

~

=

:,

IiWitt.UJ

1I....111~

Trabalho completo

capacitação de seus usuários para o devido uso das ferramentas e/ou recursos
disponibilizados.
Educação de usuários de bibliotecas deve ser compreendida de um modo
geral, como um conjunto de atividades que proporcionam ao usuário um novo
modelo de comportamento frente ao uso da biblioteca e que revela aptidões para
interagir continuamente com o sistema de informação. Assim, entendemos que cabe
aos bibliotecários a responsabilidade de desenvolver atividades no âmbito da
educação de usuário, tendo em vista que estas são consideradas elementos
essenciais na atuação desses profissionais conscientes do papel de agente social
que lhes é atribuído na atual era da informação.
Atuando como profissional da informação, em uma das Bibliotecas do
Sistema Integrado de Bibliotecas da Universidade Federal de Pernambuco
(SIB/UFPE), a Biblioteca Central (BC) , sentimos a importância de realizar uma
pesquisa (SANTIAGO, 2010) que traçou como objetivo analisar as práticas de
educação de usuários existentes nas Bibliotecas que compõem o SIB/UFPE.

2 Educação de usuários
No Brasil, a temática educação de usuanos é abordada sob diferentes
expressões ou terminologias, a saber: educação de usuários, orientação de
usuários, orientação bibliográfica , pesquisa bibliográfica, instrução e/ou treinamento
de usuários (BELLUZZO, 1989; CÓRDOBA GOZÃLEZ, 1998; DIAS; PIRES, 2004;
MENDES; PEREIRA, 2008; SILVA, 1996).
Dias e Pires (2004, p. 38) conceituam a educação de usuários como o ''[. .. ]
processo pelo qual o usuário interioriza comportamentos adequados em relação ao
uso da biblioteca e desenvolve habilidades de interação permanente com sistemas
de informação". Esse processo de educação pode ser visto como algo permanente,
amplo e duradouro, onde nós o traduzimos como uma significante autonomia do
usuário em relação a qualquer tipo de unidade de informação, em questão, a
biblioteca universitária. Desta forma, a educação de usuários propicia uma relação
de interação entre a biblioteca e os usuários, com a finalidade de projetar esforços
para possivelmente atingir um número considerável de indivíduos que possam
utilizar de forma efetiva e eficaz os serviços e produtos oferecidos pela biblioteca .
Na perspectiva de Belluzzo (1989), a educação de usuário consiste numa das
funções em evidência da moderna biblioteca universitária. Independente da forma de
educação que é realizada seja de modo direto ou indireto, formal ou informal; o
importante nesse processo é atentar para os cuidados especiais que devem ser
direcionados a cada caso, tendo em vista o nível e propósitos dos usuários
envolvidos.
Para Mello (2010), a sensibilização e a educação formal e informal no âmbito
de uma biblioteca, bem como em outros segmentos que lidam com a informação,
têm sido apontada, como uma linha de atuação cada vez mais necessária no
atendimento ao usuário. Para o autor, este segmento, realizado na maioria das
vezes de maneira informal e não institucional, tem procurado levar ao usuário a
importância da biblioteca, do seu espaço, acervo e uso, o acesso à informação,
formas de obtenção dos documentos, normalização de referências, diretrizes para
elaboração de trabalhos científicos e tantos outros tópicos que variam de acordo
com as características da instituição, serviços e/ou produtos oferecidos pelas
bibliotecas à comunidade de usuários. Diante desse contexto, o bibliotecário assume

1472

�Educação de usuários e competências informacionais
i! """"'"
MaooNlck

~

=

:,

IiWitt.UJ

1I....111~

Trabalho completo

um novo papel , o de educador, não aquele que tradicionalmente cumpre o seu
legado, ensinando nos cursos de graduação ou pós-graduação, mas conforme
Cuenca, Noronha e Alvarez (2008 , p. 46) , "aquele que capacita os usuários a se
tornarem permanentemente autônomos para fazer suas buscas nos sistemas de
informação de forma eficiente e, sobretudo, eficaz".
Segundo Oliveira (2010), a formação de usuários trata de processos
educativos que propiciam um melhor conhecimento e desenvolvimento de atitudes e
habilidades na utilização dos recursos, dos serviços e das fontes informacionais
constantes nas bibliotecas e centros de informação, integrando-os para empregá-los
tanto no desenvolvimento pessoal como na vida profissional desses. No momento
em que os usuários desenvolvem suas habilidades de uso dos instrumentos de
referência, conhecem os recursos, serviços e fontes informacionais constantes nas
bibliotecas e centro de informação, podem usufruí-los de forma mais eficaz.
Conseqüentemente, eles serão os grandes beneficiados, pois estarão melhor
preparados para tomar decisões, solucionar problemas e, até mesmo alocar
recursos de forma mais vantajosa.
Conforme os ensinamentos de Naranjo Vélez (2005), a educação ou formação
de usuários compreende um processo em que os indivíduos permanecem em
constante desenvolvimento e que sua formação ocorre tanto no campo intelectual,
como no espiritual e afetivo. Essa formação se manifesta desde o interior do sujeito ,
que se mostra como um ser autônomo e livre, cultivando a razão e sensibilidade,
influenciado pela cultura , aprendizagem e sociedade. Assim , entendemos a
educação de usuários como uma atividade de suma importância nas unidades de
informação, no caso específico a biblioteca universitária, bem como também relatam
os trabalhos de Almeida (2000) , Bidart Escobar, Gamarra Castro e Cortellezzi
(2005), Canchota e García (2010), Carvalho (2008), Costa (2000), Silva (1996),
Souto (2004) entre outros.
Na ótica de Monfasani e Cruzei (2006, p. 35), a formação de usuário se
constitui em : "todo esforço para orientar o leitor, individual ou coletivamente, para
que use de maneira eficaz os recurso e serviços que oferece a biblioteca e utilize de
forma adequada a informação". Esse esforço se efetiva em ações nas quais a
biblioteca desempenha um papel educacional e o bibliotecário atua como educador,
preparando e capacitando os usuários para um processo qualificado de busca ,
acesso e uso da informação.
Naranjo Vélez (2005, p. 48) afirma que: "quando o usuário recebe uma
formação que tem significado para ele, é mais factível obter na unidade de
informação, um uso ótimo dos serviços e recursos como também da informação em
geral". No processo de formação de usuários, é de suma importância capacitar os
indivíduos para que melhorem suas habilidades básicas e tenham uso proveitoso
das ferramentas de busca da informação, de maneira que possam através desse
reconhecer suas necessidades, e realizarem uma busca completa, definindo o tema
e formulando devidamente a demanda informativa.
A literatura nos aponta que é oportuno lembrar sempre da necessidade de se
oferecer ao usuário algum tipo de treinamento, tendo em vista a subutilização das
bibliotecas e de seus recursos que é motivada pelo despreparo e pouca experiência
quanto ao uso da informação, pela falta de hábito em freqüentá-Ia e pelo
desconhecimento dos serviços que ela oferece. Nesse contexto, Dias e Pires (2004)
e Oliveira (2010) mencionam treinamento de usuários como um elemento integrante
do processo de educação , abrange ações e/ou estratégias para o desenvolvimento

1473

�Educação de usuários e competências informacionais
i! """"'"
MaooNlck

~

=

:,

IiWitt.UJ

1I....111~

Trabalho completo

de determinadas habilidades dos usuários que, por desconhecimento de situações
específicas ou recursos informacionais de uso da biblioteca, necessitam ser
envolvidos no conjunto de meios necessários. Assim , reconhecemos ser de
fundamental importância, que as bibliotecas devam se organizar e planejar
programas com a finalidade de educar e treinar os seus usuários para o
desenvolvimento do processo de acesso e uso dos diferentes tipos de suportes
informacionais disponibilizados. Esses programas devem proporcionar ao usuário
alcançar liberdade no uso dos recursos e serviços, utilizando-os sempre de maneira
eficiente, satisfatória e acima de tudo com autoconfiança .
2.1 Programas de educação de usuários
A fim de que o usuário possa conhecer ou buscar a biblioteca universitária, com
o intuito de resolver suas necessidades de informação, independente de quais
forem , o mesmo precisa ser conquistado e estimulado para tal. As bibliotecas devem
através da promoção de seus serviços e produtos chamar a atenção de seus
usuários sobre as inúmeras possibilidades que oferecem com o objetivo de
solucionar seus problemas informacionais. Nessa perspectiva, é imprescindível
planejar um programa de usuários, buscando que esses usufruam de todos os
benefícios que a biblioteca apresenta . As ações voltadas para promoção e/ou
incentivo devem ser sucedidas de oportunidades de aprendizado no processo de
busca e uso da informação disponibilizada.
De acordo com Belluzzo (1989), os programas de educação de usuários
correspondem ao conjunto de ações, planejadas e desenvolvidas continuamente de
acordo com as características e necessidades do usuário, para que a biblioteca seja
um instrumento educativo, facilitador da interiorização de comportamentos
adequados ao uso eficiente de seus recursos informacionais e da interação
permanente com os sistemas de informação.
Corroboramos com Souto (2004) que a implantação de programas de
educação de usuários no ambiente acadêmico é uma necessidade e não uma
sugestão; em virtude dos benefícios que tal iniciativa proporciona aos diferentes
grupos de usuários (discentes, docentes, pesquisadores e funcionários) . Convém
ressaltar que, como os novos suportes e recursos passaram a ser utilizados como
meio para a disseminação/divulgação de informações e muitos usuários ainda não
dominam os mesmos, é urgente a necessidade de investir esforços no sentido de
educar e capacitar o leitor universitário quanto ao uso das várias ferramentas
informacionais disponíveis no ambiente acadêmico, de modo a permitir sua
compreensão teórica/conceitual e prática .
Os programas de educação de usuários baseiam-se no pressuposto de que, as
pessoas necessitam de informações armazenadas e organizadas em bibliotecas
segundo técnicas complexas e até sofisticadas, o que dificulta e muitas vezes
chegam a impedir que o usuário obtenha êxito em suas tentativas de localizar o
material que necessita. Em nossa concepção é no ambiente da biblioteca
universitária que esses programas se desenvolvem com mais solidez e efetividade,
certamente pelo fato de que os discentes são os seus freqüentadores de maior
assiduidade e regularidade , permanecendo no recinto da biblioteca por um período
de tempo bastante extenso.
No âmbito da biblioteca universitária, quando o bibliotecário se dispõe a realizar
uma atividade, ou seja, um programa de educação de usuários, o mesmo busca

1474

�Educação de usuários e competências informacionais
i! """"'"
MaooNlck

~

=

:,

IiWitt.UJ

1I....111~

Trabalho completo

racionalizá-Ia através de uma metodologia que permita alcançar o desejado pelo
indivíduo. Através dessa metodologia, busca-se a formação dos usuários com vistas
à sua autonomia no uso eficiente dos sistemas de informação.
Segundo Dias e Pires (2004) e Silva (1996), os programas de educação de
usuários podem ser classificados em formais e informais. Os formais dizem respeito
às atividades que são organizadas de forma sistemática e integradas ao processo
ensino aprendizagem, podendo ser incluída ou não no currículo . Já os informais,
tratam das orientações oferecidas que surgem das situações de dificuldades
emergentes dos usuários.
Concluímos então que, independente do tipo e característica da atividade de
educação de usuário adotada, cabe à biblioteca realizar de forma consciente e
responsável, possibilitando dotar os indivíduos de conhecimentos para obterem êxito
no processo de busca e uso da informação e, sobretudo efetivar a interação com o
sistema de informação.

3 Materiais e Métodos
A pesquisa compreende um estudo de caso, de cunho exploratório e
descritivo realizada nas bibliotecas caracterizadas como universitárias que compõem
o SIB/UFPE, onde foi traçado como objetivo geral analisar as práticas de educação
de usuários existentes nas Bibliotecas que compõem o SIB/UFPE.
A população da pesquisa foi composta por 12 bibliotecários, sendo 1 com
cargo de direção e 11 com cargo de coordenação das respectivas bibliotecas que
integram o SIB/UFPE. A escolha por esse universo se justifica em virtude da
inexistência de um profissional bibliotecário responsável pelo setor de referência nas
bibliotecas.
A amostra caracterizou-se como aleatória , e foi formada pelo número de
questionários devolvidos/respondidos de cada categoria pesquisada. Na categoria
bibliotecários, ou seja, o primeiro universo da pesquisa, não houve amostra uma vez
que, todos os informantes responderam ao questionário.
Escolhemos o questionário, contendo perguntas abertas e fechadas, como
instrumento de coleta de dados. Segundo Barros e Lehfeld (2008, p. 109), "o
questionário permite ao pesquisador abranger um maior número de pessoas e de
informações em espaço de tempo mais curto do que outras técnicas de pesquisa" e
de perceber que "o pesquisado tem tempo suficiente para refletir sobre as questões
e respondê-Ias mais adequadamente".
Para a coleta de dados, os questionários foram aplicados pela
pesquisadora tanto nas bibliotecas que fazem parte do Campus de Recife,
como nos demais Campus (Vitória de Santo Antão e Caruaru), bem como
enviados pelo correio eletrônico (e-mail) para os respectivos pesquisados. Em
se tratando dos programas e relatórios, esses foram anexados aos
questionários pelos pesquisados, conforme solicitação contida no questionário
específico.
Os questionários foram estruturados com perguntas abertas e fechadas .
Objetivando a validação dos instrumentos de coleta de dados escolhidos, foi
aplicado um pré-teste no dia 30/03/2010, com 5 bibliotecários, escolhidos
aleatoriamente, do Sistema de Bibliotecas (Sistemoteca) da Universidade Federal da

1475

�Educação de usuários e competências informacionais
i! """"'"
MaooNlck

~

=

:,

IiWitt.UJ

1I....111~

Trabalho completo

Paraíba (UFPB). Após a aplicação do pré-teste, realizamos modificação em apenas
uma questão.
Estabelecemos o período de 1 a 26/04/2010, nos turnos da manhã e tarde para
a coleta de dados.
Na pesquisa desenvolvida, utilizamos também a observação simples, onde a
pesquisadora permaneceu alheia aos grupos em estudo, observando e examinando
de maneira espontânea os fatos que ali ocorriam e que se desejavam estudar.
Após coletar os dados, iniciamos a pré-análise, codificando os questionários
respondidos da seguinte forma : os questionários receberam o código (B) acrescido
de uma numeração seqüencial que abrangeu de 1 a 12. Essa codificação foi
realizada com a intenção de observarmos a existência de algumas diferenças de
comportamento dos pesquisados.
Depois de codificados os questionários, os dados foram tabulados e os
resultados obtidos originaram gráficos e tabelas, visando dar uma maior visibilidade
aos resultados da pesquisa . À medida que os resultados foram apresentados,
realizamos correlações entre algumas questões, sendo criadas categorias que foram
analisadas e confrontadas com o referencial teórico .
Para a realização da análise, optamos por uma abordagem que inclui os
métodos quantitativo e qualitativo. O primeiro, objetiva destacar dados quantificáveis,
que podem ser demonstrados através de tabelas e gráficos; e o segundo, com base
em Minayo (2009), pela possibilidade que o método qualitativo permite de analisar
atitudes como: pensamentos, ações, opiniões e informações livres dos pesquisados.
Utilizamos também para o processo de análise dos dados, alguns elementos
da técnica de análise de conteúdo, que se constitui em uma técnica de tratamento
de informações, e que, segundo Bardin (2009, p. 16), "é uma técnica de investigação
que tem por finalidade a descrição objectiva, sistemática e quantitativa do conteúdo
manifesto da comunicação".
Ainda como metodologia para análise dos dados, adotamos o procedimento de
analisar a documentação (programas e relatórios) relativa às atividades de educação
de usuários, de acordo com alguns critérios previamente estabelecidos como :
objetivos do programa e/ou plano, público a que se destina, conteúdo programático,
métodos de ensino, material de apoio (instrucional) , carga horária, número de vagas,
período/época de realização, freqüência das ações, formas de avaliação entre
outros. Após a avaliação dos documentos (programas e relatórios), também foi
realizado uma apreciação seguida de comentários que a pesquisadora julgou
pertinentes, quanto à adequação entre os resultados das ações e as propostas dos
programas. Esse processo foi prejudicado em virtude de apenas 2 dos pesquisados
disponibilizarem documentos que tratavam como plano ou programas, mas que ao
analisarmos observamos que nessa documentação não constavam se quer os
elementos mínimos, como objetivos ou estratégias a serem alcançadas para serem
classificadas como tal.

4 Resultados Finais
O processo de análise dos resultados da pesquisa se refere aos dados obtidos
através do questionário aplicado aos bibliotecários que exercem cargo de direção e
coordenação das Bibliotecas do SIB/UFPE.
Inicialmente, optamos por caracterizar as Bibliotecas que integram o
SIB/UFPE. Para tanto, elaboramos questões em torno das variáveis: nome, centro,

1476

�Educação de usuários e competências informacionais
i! """"'"
MaooNlck

~

=

:,

IiWitt.UJ

1I....111~

Trabalho completo

data de criação, alunos cadastrados e quadro de funcionários .
Os dados demonstraram que 12 bibliotecas universitárias integram o
SIB/UFPE: Biblioteca Central (BC), Biblioteca do Centro Acadêmico de Vitória (CAV) ,
Biblioteca do Centro Acadêmico do Agreste (CAA), Biblioteca do Centro de Ciências
Biológicas (CCB), Biblioteca do Centro de Ciências Exatas e da Natureza (CCEN) ,
Biblioteca do Centro de Ciências Jurídicas (CCJ) , Biblioteca do Centro de Ciências
da Saúde (CCS), Biblioteca do Centro de Tecnologia e Geociências (CTG) ,
Biblioteca Joaquim Cardoso do Centro de Artes e Comunicação (CAC) , Biblioteca
Professor Roberto Amorim do Centro de Filosofia e Ciências Humanas (CFCH),
Biblioteca Reitor Edinaldo Bastos do Centro de Ciências Sociais e Aplicadas (CCSA)
e a Biblioteca Yves Marie Gilles de Maupeou do Centro de Educação (CE) . Dentre
as quais, 11 estão localizadas em centros acadêmicos e subordinadas
administrativamente a sua direção, com exceção da BC , que não possui vínculo com
centro algum e administra tecnicamente todas as bibliotecas setoriais. Foram criadas
em diferentes épocas, a mais antiga inicia suas atividades no ano de 1830, as
demais perpassam os anos de 1968, 1974, 1976, 1983, 1986, 1988, 1992, 1997,
1994 e 2006. Os números de usuários cadastrados revelados são da Biblioteca do
CAV com um total de 1.084, do CCJ 1.707, do CTG 2.963, da Biblioteca Reitor
Ednaldo Bastos 4.446, e da Biblioteca Yves Marie Gilles de Maupeou 2.499
perfazendo um total de 12.699 usuários cadastrados nas respectivas bibliotecas
mencionadas; total esse que não corresponde ao número real de usuários
cadastrados nessas bibliotecas, em virtude da inconsistência de dados do relatório
gerado pelo Sistema Pergamum. O quadro de funcionários é composto por um
número de 257 , sendo 72 bibliotecários, 80 assistentes administrativos e 105
bolsistas que se distribuem nas 12 Bibliotecas Universitárias do SIB/UFPE nos
diferentes horários de funcionamento ; acrescentando-se a esse um número de 10
outros funcionários, dentre eles: servente, serviços gerais, provisórios, servente com
desvio de função .
Em se tratando de ações e práticas de educação de usuário, identificamos
através dos dados da Tabela 1, que as Bibliotecas do SIB/UFPE realizam atividades
de educação de usuários tanto do tipo formal como informal. É pertinente afirmar
que a maior incidência foi para as atividades informais, especificamente à orientação
bibliográfica e a orientação sobre normalização de trabalhos acadêmicos (20%) ;
evidenciando assim a prática dessas atividades de forma eventual, ou seja,
mediante as necessidades emergenciais dos usuários. Constatamos que, as
atividades do tipo formal estão direcionadas para o treinamento (18%), que por sua
vez, se restringe ao Portal de Periódicos da Capes.

1477

�Educação de usuários e competências informacionais
i! """"'"
MaooNlck

~

=

:,

IiWitt.UJ

1I....111~

Trabalho completo

Tabela 1- Atividades desenvolvidas
Atividade

Orientaçãobibliográfica
Orientação sobre normalização de
trabalhos acadêmicos
Treinamento
Visita diri~da
Outras
Palestra
Tutorial na Intemet
Oficina
Curso
Tolal

Número
12

Percentual (%)
20%

12
11
8
6

20%
18%
13%
10%
7%
7%
3%
2%
100%

4

±
.2

1
60*

Fonte: Dados da pesquisa, abril de 2010
·Os pesquisados responderama mais de uma opção

Quanto à avaliação das atividades desenvolvidas nas bibliotecas, os dados do
Gráfico 1 nos revelaram a sua existência (92%) e que o instrumento utilizado com
ênfase é o questionário, sendo este direcionado apenas para o treinamento do Portal
de Periódicos da Capes.
Gráfico I - Existência de avaliação

8%

IO
Slm l
. Não
92%

Fonte: Dados da pesquisa, ablil de 20 10

No que se trata das dificuldades das bibliotecas quanto à realização das
atividades de educação de usuários, a maior significação foi para a barreira
institucional (50%), que se constitui na ausência de infra-estrutura, ou seja, espaço e
equipamentos inadequados para que as atividades sejam realizadas a contento. Os
resultados nos evidenciaram que a presença da barreira institucional está voltada
para o treinamento do Portal de Periódicos da Capes, quando ao nosso entender, os
outros tipos de atividades citadas pelos pesquisados, como : orientação bibliográfica ,
orientação sobre normalização de trabalhos acadêmicos, visita dirigida, palestra,
tutorial na Internet, oficina e curso, não dependem unicamente de infra-estrutura
para serem realizadas.
Quanto às possibilidades das bibliotecas realizarem atividades de educação de
usuários, foram entendidas na pesquisa como propostas de melhorias, em virtude de
nenhum dos pesquisados informarem não realizar tais atividades. Destarte, os

1478

�Educação de usuários e competências informacionais
i! """"'"
MaooNlck

~

=

:,

IiWitt.UJ

1I....111~

Trabalho completo

pesquisados revelaram ter consciência da importância de buscar melhorias na
qualidade e efetividade das atividades desenvolvidas em prol de seus usuários.
Diante desse contexto, inferimos que em linhas gerais, os coordenadores e/ou
diretor das bibliotecas reconheceram como sendo fundamental desenvolver
atividades de educação de usuários no âmbito das bibliotecas universitárias bem
como os benefícios que proporcionam aos usuários, porém nas Bibliotecas do
SIB/UFPE, a prática de atividades nesse segmento é considerada de forma discreta ,
quase que imperceptível. As atividades estão voltadas efetivamente apenas para o
treinamento do Portal de Periódicos da Capes, caracterizando assim, uma ruptura do
discurso com a prática desses profissionais.

5 Considerações Finais
Nos dias atuais, as Bibliotecas do SIB/UFPE devem adotar uma postura próativa em relação à comunidade acadêmica , não ficar à espera da mesma, buscar e
atrair aqueles usuários que por algum motivo ainda desconhecem e não utilizam os
serviços e/ou produtos oferecidos, estabelecendo desta maneira , um canal de
interação permanente e, sobretudo eficaz entre o usuário e a biblioteca .
O bibliotecário deve utilizar metodologias adequadas para instruir e capacitar
os indivíduos no uso dos diferentes recursos informacionais disponibilizados.
Destarte, o profissional aqui mencionado promove o seu duplo papel de bibliotecário
educador, contribuindo para o desenvolvimento e reconhecimento da classe
bibliotecária , assim como para o contentamento da comunidade à qual está inserida.
Silva (1996) corrobora com esse pensamento ao considerar como essencial ,
desenvolver no usuário, habilidades para o uso e satisfação de suas necessidades
informacionais, conseqüentemente ampliando os seus conhecimentos e
proporcionando o desenvolvimento pessoal do mesmo.
As orientações apresentadas nesse trabalho representam um passo inicial para
a sistematização de um programa de educação de usuários. Para nós, a inclusão da
opinião dos usuários na elaboração das diretrizes da política de atividades de
educação de usuários é de suma importância, tendo em vista que, para um serviço
de informação possa colaborar com o desenvolvimento de uma sociedade, carece
ser planejado com vistas às características, atitudes, necessidades e pretensões
daqueles que o utilizam.
É indiscutível a importância de considerar os elementos citados para que o
planejamento e implementação de um programa de atividades de educação de
usuários obtenha êxito, pois através do mesmo será obtido mudança de atitudes dos
usuários frente aos serviços oferecidos e recursos informacionais disponibilizados
pelas Bibliotecas do SIB/UFPE.
O presente estudo que se refere ao diagnóstico das práticas de educação de
usuários existentes nas Bibliotecas que compõem o SIB/UFPE possui característica
avaliativa e preliminar, viabilizando , assim , a abertura de um leque de possibilidades
para dar origem a outros estudos, uma vez que, para funcionar a contento, as
Bibliotecas do SIB/UFPE devem realizar avaliações periódicas, principalmente no
segmento voltado para os usuários.

1479

�Educação de usuários e competências informacionais
i! """"'"
MaooNlck

~

=

:,

IiWitt.UJ
1I....111~

Trabalho completo

Referências
ALMEIDA, J. G. de . Educação de usuário: o ponto de vista do bibliotecário. 2000.
35 f. Monografia (Graduação em Biblioteconomia) - Universidade Federal da
Paraíba , João Pessoa , 2000.
BARDIN, L. Análise de conteúdo. 4. ed . rev. e atual. Lisboa: Edições 70, 2009.
BARROS, A. J. P. de; LEHFELD, N. A. de S. Fundamentos de metodologia: um
guia para a iniciação científica . 3. ed . São Paulo: Pearson Prentice Hall, 2008.
BELLUZZO, R. C. B. Educação de usuários de bibliotecas universitárias: da
conceituação e sistematização ao estabelecimento de diretrizes. 1989. 210 f.
Dissertação (Mestrado em Ciências da Comunicação) - Escola de Comunicação e
Artes, Universidade de São Paulo, São Paulo, 1989.
BIDART ESCOBAR, C.; GAMARRA CASTRO, N.; CORTELLEZZI , P. K. Formación
de usuários en bibliotecas universitarias dei Uruguai. Revista ACB, Santa Catarina,
v. 10, n. 1, p. 145-157, jan./dez. 2005.
CANCHOTA, I. L. ; GARCíA, M. A. A. Curso de formación de usuarios para
bibliotecas universitárias. Disponível em :
&lt;http ://www.uag.mxleci/formaciondeusuarios.pdf&gt; . Acesso em: 12 mar. 2010 .
CARVALHO, F. C. de. Educação e estudos de usuários em bibliotecas
universitárias brasileiras: abordagem centrada nas competências em informação .
145 f. 2008. Dissertação (Mestrado em Ciência da Informação) - Universidade de
Brasília, Brasilia, DF, 2008.
CÓRDOBA GONZÁLEZ, S. La formación de usuarios con metodos
participativos para estudiantes universitários. Ciência da Informação, Brasília ,
DF, v. 27 , n. 1, p. 61-65 , 1998.
COSTA, M. A. da . Diagnóstico sobre a necessidade de educação de usuários da
Biblioteca Nilo Peçanha do Centro Federal de Educação Tecnológica da
Paraíba . 2000. 35 f. Monografia (Graduação em Biblioteconomia) - Universidade
Federal da Paraíba, João Pessoa, 2000.
CUENCA, A. M. B.; NORONHA, D. P.; ALVAREZ, M. do C. A. Avaliação da
capacitação de usuários para a recuperação da informação: o caso de uma
biblioteca acadêmica . Revista Brasileira de Biblioteconomia e Documentação:
nova série, São Paulo, v. 4, n. 1, p. 46-58, jan./jun . 2008 .
DIAS, M. M. K.; PIRES, D. Usos e usuários da informação. São Carlos:
EDUFSCAR, 2004 . (Série Apontamentos) .
MELLO, R. F. de . Educação do usuário à distância. Disponível em :
&lt;http://www.libdigi.unicamp.br/documentl?down=1121&gt;. Acesso em: 10 abr. 2010.

1480

�Educação de usuários e competências informacionais
i! """"'"
MaooNlck

~

=

:,

IiWitt.UJ
1I....111~

Trabalho completo

MENDES , S. O.; PEREIRA, M. R. da S. Formação de usuários em bibliotecas
universitárias. In : SEMINÁRIO NACIONAL DE BIBLIOTECAS UNIVERSITÁRIAS,
15., 2008, São Paulo. Anais ... São Paulo: CRUESP, 2008 . 1 CD-ROM .
MINAVO, M. C. de S. Pesquisa social : teoria, método e criatividade. 28 . ed .
Petrópolis, RJ : Vozes, 2009.
MONFASANI , R. E.; CURZEL, M. F. Usuários de la información : formación e
desafios. Buenos Aires: Alfagrama, 2006.
NARANJO VÉLEZ, E. Formación de usuarios de la información y procesos
formativos : hacia una conceptuación . Investigación Bibliotecológica, México, v. 19,
n. 38, enero/jun . 2005.
OLIVEIRA, S. F. J. de. A contribuição dos esforços de educação de usuários
para a formação dos usuários de informação tecnológica . Disponível em :
&lt;http ://dici.ibict.br/archive/00000818/011T166 .pdf&gt; . Acesso em : 18 fev. 2010 .
SANTIAGO, S. M. N. Um olhar para a educação de usuários do Sistema de
Bibliotecas da Universidade Federal de Pernambuco. 2010 . 162 f. Dissertação
(Mestrado em Ciência da Informação) - Universidade Federal da Paraíba, João
Pessoa , 2010.
SILVA, R. Z. L. da . Educação de usuários de bibliotecas públicas estaduais
brasileiras: um diagnóstico e análise de programas. 1996. 107 f. Dissertação
(Mestrado em Biblioteconomia) - Universidade Federal da Paraíba, João Pessoa ,
1996.
SOUTO, L. F. O leitor universitário e sua formação quanto ao uso de recursos
informacionais. Biblios: Revista de Bibliotecología y Ciências de La Información,
Lima , v. 5, n. 17, p. 1 6-24 , enero/marzo, 2004.

1481

�</text>
                  </elementText>
                </elementTextContainer>
              </element>
            </elementContainer>
          </elementSet>
        </elementSetContainer>
      </file>
    </fileContainer>
    <collection collectionId="49">
      <elementSetContainer>
        <elementSet elementSetId="1">
          <name>Dublin Core</name>
          <description>The Dublin Core metadata element set is common to all Omeka records, including items, files, and collections. For more information see, http://dublincore.org/documents/dces/.</description>
          <elementContainer>
            <element elementId="50">
              <name>Title</name>
              <description>A name given to the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51396">
                  <text>SNBU - Edição: 17 - Ano: 2012 (UFRGS - Gramado/RS)</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="49">
              <name>Subject</name>
              <description>The topic of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51397">
                  <text>Biblioteconomia&#13;
Documentação&#13;
Ciência da Informação&#13;
Bibliotecas Universitárias</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="41">
              <name>Description</name>
              <description>An account of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51398">
                  <text>Tema: A biblioteca universitária como laboratório na sociedade da informação.</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="39">
              <name>Creator</name>
              <description>An entity primarily responsible for making the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51399">
                  <text>SNBU - Seminário Nacional de Bibliotecas Universitárias</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="45">
              <name>Publisher</name>
              <description>An entity responsible for making the resource available</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51400">
                  <text>UFRGS</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="40">
              <name>Date</name>
              <description>A point or period of time associated with an event in the lifecycle of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51401">
                  <text>2012</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="44">
              <name>Language</name>
              <description>A language of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51402">
                  <text>Português</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="51">
              <name>Type</name>
              <description>The nature or genre of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51403">
                  <text>Evento</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="38">
              <name>Coverage</name>
              <description>The spatial or temporal topic of the resource, the spatial applicability of the resource, or the jurisdiction under which the resource is relevant</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51404">
                  <text>Gramado (Rio Grande do Sul)</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
          </elementContainer>
        </elementSet>
      </elementSetContainer>
    </collection>
    <itemType itemTypeId="8">
      <name>Event</name>
      <description>A non-persistent, time-based occurrence. Metadata for an event provides descriptive information that is the basis for discovery of the purpose, location, duration, and responsible agents associated with an event. Examples include an exhibition, webcast, conference, workshop, open day, performance, battle, trial, wedding, tea party, conflagration.</description>
    </itemType>
    <elementSetContainer>
      <elementSet elementSetId="1">
        <name>Dublin Core</name>
        <description>The Dublin Core metadata element set is common to all Omeka records, including items, files, and collections. For more information see, http://dublincore.org/documents/dces/.</description>
        <elementContainer>
          <element elementId="50">
            <name>Title</name>
            <description>A name given to the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="63825">
                <text>Os bibliotecários do Sistema Integrado de Bibliotecas da Universidade Federal de Pernambuco face à educação de usuários.</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="39">
            <name>Creator</name>
            <description>An entity primarily responsible for making the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="63826">
                <text>Santiago, Sandra Maria Neri</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="38">
            <name>Coverage</name>
            <description>The spatial or temporal topic of the resource, the spatial applicability of the resource, or the jurisdiction under which the resource is relevant</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="63827">
                <text>Gramado (Rio Grande do Sul)</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="45">
            <name>Publisher</name>
            <description>An entity responsible for making the resource available</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="63828">
                <text>UFRGS</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="40">
            <name>Date</name>
            <description>A point or period of time associated with an event in the lifecycle of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="63829">
                <text>2012</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="51">
            <name>Type</name>
            <description>The nature or genre of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="63831">
                <text>Evento</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="41">
            <name>Description</name>
            <description>An account of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="63832">
                <text>Trata-se de um estudo de caso, de cunho exploratório e descritivo, com abordagem quali-quantitativa que delineou como objetivo geral analisar as práticas de educação de usuários existentes nas Bibliotecas que compõem o SIB/UFPE. A população pesquisada foi composta por 12 bibliotecários com cargo de direção e coordenação das Bibliotecas do SIB/UFPE. Os resultados demonstraram que a representatividade de atividades de educação de usuários nas Bibliotecas do SIB/UFPE está voltada para a informalidade, carecendo de ajustes para alcançar os desejos informacionais dos seus usuários bem como ratifica a necessidade de implantar uma política de educação de usuários, para direcionar o serviço.</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="44">
            <name>Language</name>
            <description>A language of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="69494">
                <text>pt</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
        </elementContainer>
      </elementSet>
    </elementSetContainer>
  </item>
  <item itemId="5994" public="1" featured="0">
    <fileContainer>
      <file fileId="5058">
        <src>http://repositorio.febab.org.br/files/original/49/5994/SNBU2012_133.pdf</src>
        <authentication>7dceb0183c157f5b2c8496c808215abe</authentication>
        <elementSetContainer>
          <elementSet elementSetId="4">
            <name>PDF Text</name>
            <description/>
            <elementContainer>
              <element elementId="92">
                <name>Text</name>
                <description/>
                <elementTextContainer>
                  <elementText elementTextId="63824">
                    <text>i

SeminArio

~

~6e

=

1l1W'ot_

_~ ~:~r~':..

Educação de usuários e competências informacionais
Trabalho completo

A NORMALIZAÇÃO DE TRABALHOS ACADÊMICOS NA
UNIVERSIDADE FEDERAL DO CEARÁ
Ana Cristina Azevedo Ursulino Me/o 1, Eliene Maria Vieira de Mourél,
/sabe/a da Rocha Nascimento3, /s/ânia Castro Teixeira da Silva4, K/eber
Lima dos Santos5, Margareth de Figueiredo Nogueira Mes~uita6, Mônica
Correia Aquino7, Raimundo Nonato Ribeiro dos Santos, Vanessa
Pimenta Rodrigues 9
Mestre em Políticas Públicas e Gestão da Educação Superior, Bibliotecária , Universidade Federal do
Ceará, Fortaleza , Ceará
2 Mestre em Políticas Públicas e Gestão da Educação Superior, Bibliotecária , Universidade Federal do
Ceará , Fortaleza , Ceará
3 Bibliotecária , Universidade Federal do Ceará , Fortaleza , Ceará
4 Especialista em Pesquisa Científica, Bibliotecária, Universidade Federal do Ceará , Fortaleza , Ceará
5 Bibliotecário, Universidade Federal do Ceará, Fortaleza, Ceará
6Especialista em Tecnologias da Informação e Comunicação para o Gerenciamento da Informação
Bibliotecária , Universidade Federal do Ceará , Fortaleza, Ceará
7 Especialista em Tecnologia Aplicada ao Gerenciamento da Informação, Bibliotecária , Universidade
Federal do Ceará , Fortaleza, Ceará
8 Mestrando em Ciência da Informação, Bibliotecário , Universidade Federal do Ceará, Fortaleza ,
Ceará
9 Especialista em Gestão Universitária, Bibliotecária, Universidade Federal do Ceará, Fortaleza,
Ceará
1

Resumo
A Pesquisa aborda a importância da normalização de trabalhos acadêmicos visando
à qualidade da produção científica na Universidade Federal do Ceará . Através da
elaboração do Guia de Normalização de Trabalhos Acadêmicos e da realização de
treinamentos sobre normalização buscou-se capacitar a comunidade universitária no
que tange à padronização de seus trabalhos. A metodologia utilizada foi pesquisa
bibliográfica e a aplicação de questionários. Observou-se que a normalização de
trabalhos científicos mostra-se relevante e que os 218 participantes dos
treinamentos de normalização que responderam ao questionário consideram que
tais ações são importantes e necessárias para que a comunidade acadêmica
compreenda e utilize as normas de documentação da Associação Brasileira de
Normas Técnicas.

Palavras-Chave:
Normalização; Trabalhos acadêmicos; Universidade Federal do Ceará .
Abstract
This research approaches the importance of standardization of academic work
aiming the quality of the scientific production at the Federal University of Ceará. The
elaboration of the Manual of Academic Writing Standards and Norms and the
promotion of training programs aimed at qualifying the university community as to the
standardization of their academic production. The methodology used in the present
study consisted of bibliographical research and questionnaire administration .

1461

�i

SeminArio

~

~6e

= 1l1W'ot_
_~ ~:~r~':..

Educação de usuários e competências informacionais
Trabalho completo

Through the data collected , it was observed that the standardization of scientific work
is relevant, and the 218 participants who took part both in the training programs and
the questionnaire administration believe that such actions are essential so that the
academic community is able to understand and make use of the documentation
Brazilian National Standards Organization norms.

Keywords:
Standardization ; Academic work; Universidade Federal do Ceará.

1 Introdução
A elaboração de um trabalho científico provoca em seu autor um
brainstorminq 1 que posteriormente torna necessário uma análise, reflexão crítica ,
síntese e por fim um aprofundamento de ideias, a partir de determinado objeto de
estudo. A elaboração de trabalhos acadêmicos deve seguir normas apropriadas para
sua apresentação, de modo que se padronizem os elementos pré-textuais, textuais e
pós-textuais, conforme normas técnicas que estabelecem prescrições para a
elaboração dos vários tipos de trabalhos acadêmicos e bibliográficos, tais como :
monografias, trabalhos de conclusão de curso (TCCs) , dissertações, teses, artigos e
livros.
Visando orientar alunos, professores e pesquisadores a utilizar as normas da
Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT) referente a trabalhos
acadêmicos, a Comissão de Normalização da Biblioteca Universitária da
Universidade Federal do Ceará (UFC) elaborou o Guia de Normalização de
Trabalhos Acadêmicos. Através do Guia oferece-se uma interface mais amigável do
que a norma, ampliando suas aplicações de modo mais didático.
Além da elaboração do Guia de Normalização foram realizadas capacitações
sistemáticas para os usuários, com a finalidade de instruí-los a usar corretamente as
normas e dirimir as demais dúvidas provenientes da aplicação das normas da ABNT
e do Guia de Normalização de Trabalhos Acadêmicos.
O objetivo da produção deste artigo é elaborar uma análise tendo em vista a
percepção das dificuldades apresentadas pelos alunos de graduação e pósgraduação em normalizar seus trabalhos acadêmicos, além de observar se através
dessas capacitações a comunidade acadêmica compreende a importância dessa
padronização para melhorar a qualidade da produção científica de trabalhos
acadêmicos apresentados na UFC.

2 A Padronização dos Trabalhos Acadêmicos
No mundo contemporâneo competitivo, de produção em larga escala e de
amplitude produtiva global , torna-se necessário criar mecanismos internacionais
normativos que subsidiarão serviços e produtos a atingirem a máxima utilização e
qualidade. Para isso, existem padrões internacionais bem conhecidos, tais como os
padrões ISO 9000. Esses padrões internacionais possuem como objetivo principal o

1

Brainstorming ou "tempestade ideias" é uma técnica ligada a área de Administração de Pessoas e
que faz menção ao fomento expressivo de várias ideias sobre determinado tema até que se
encontre uma variável comum.

1462

�i

SeminArio

~

~6e

= 1l1W'ot_
_~ ~:~r~':..

Educação de usuários e competências informacionais
Trabalho completo

intercâmbio e a cooperação mundial, de modo que a qualidade seja condição para a
execução de todas as atividades organizacionais.
No campo informacional da produção científica não é diferente, pois já sendo
um campo com um discurso instaurado, com suas próprias normas que o justificam
e o identificam , torna-se necessário, dentro de um contexto mundial de otimização e
compartilhamento de informações via web, que haja mecanismos de padronização
inerentes à produção científica .
Em nível mundial, é possível identificar vários órgãos devidamente habilitados
para a padronização de produtos e serviços, como a Association Française de
Normalisation (AFNOR), American Psychological Association (APA), Vancouver 2 ,
dentre outros. No Brasil , o órgão responsável pela produção de normas técnicas é a
Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT), que foi fundada em 1940 no
intuito de contribuir para o desenvolvimento tecnológico brasileiro.
A importância da normalização de trabalhos acadêmicos recai em premissas
básicas relacionadas à produção e disseminação do conhecimento, tais como:
garantir a veracidade e segurança das informações; facilitar a circulação de
informações (dados) em diversas fontes de informação (primárias, secundárias ou
terciárias) ; e evitar a duplicidade de fontes .
Segundo Mendonça, Andrade e Sampaio (2012), para dar credibilidade aos
trabalhos desenvolvidos no ambiente acadêmico, os autores devem obedecer a
diretrizes e normas de apresentação que, no Brasil , como já dito acima , são editadas
pela ABNT e adotadas pelas instituições de ensino superior (IES) através de
manuais publicados e adaptados para realidade dos cursos por elas oferecidos.
O padrão de apresentação de trabalhos acadêmicos na visão de Rampazzo
(2002), necessariamente deve apresentar uma sequência lógica rigorosa
determinada pela estrutura do discurso. Segundo o supracitado autor, a
fundamentação lógica de qualquer estudo deve ser exposta de forma a explicar,
discutir e demonstrar o problema levantado. Por isso, deve obedecer às orientações
das técnicas de redação: a) estrutura do trabalho acadêmico; b) a forma gráfica do
texto; c) as citações; d) as notas de rodapé; d) as referências utilizadas no corpo do
trabalho.
Corroboramos com Braga e Roitman (2001) quando afirmam que não existe
uma forma universalmente aceita de padronização de trabalhos. As instituições e até
mesmo seus orientadores têm suas próprias preferências, utilizando-se de diferentes
normas. Acredita-se que tal fato persiste pela pluralidade de normas, como as que
foram citadas acima, e pela possibilidade de cada instituição de ensino superior,
mesmo optando por admitir as normas da ABNT como padrão para seus trabalhos
acadêmicos, persistirem em elaborar suas próprias normas muitas vezes baseadas
em orientações desatualizadas de edições da ABNT. Há ainda instituições que
elaboram seus próprios manuais desconsiderando os padrões sugeridos pela ABNT.
O fato é que a padronização prima pela qualidade e as universidades buscam
por esse objetivo . Recomendar as regras da ABNT na realização dos trabalhos
acadêmicos é um dos fatores importantes na universidade para obtenção da
qualidade na sua produção científica. Além do que, quando se impõe uma regra para
formatar, unificar e obedecer a conceitos facilita-se para o aluno e para o professor
na correção do trabalho.
Podemos inferir com Dias (2003) que normalizar é uma das principais

2

A norma de VANCOUVER é utilizada com muita frequência na área da Saúde.

1463

�i

SeminArio

~

~6e

= 1l1W'ot_
_~ ~:~r~':..

Educação de usuários e competências informacionais
Trabalho completo

características da atividade humana desde o inicio da civilização. Essa padronização
facilita as barreiras de comunicação como diversidade de línguas, culturas e
realidades sócio-históricas e requer que se estabeleçam normas para facilitar a
disseminação, o acesso, a leitura e a compreensão de textos científicos tornando
possível a materialização do conhecimento , que registrado fora da memória
biológica do homem , pode ultrapassar os limites geográficos e de tempo fazendo
com que a interlocução se dê entre sujeitos de contextos sociais e históricos
distintos (GOMES, 1999).
Na visão de Rodrigues, Lima e Garcia (1998) todo esse processo de criação
desenvolvido na universidade requer uma padronização. Para as autoras o uso das
normas é de fundamental importância para os cientistas que precisam comunicar
adequada e amplamente o produto de seu trabalho possibilitando assim a
comunicação, a circulação e o intercâmbio de ideias.
Vale ainda ressaltar que, de acordo com Rocha (2006) , a normalização de
trabalhos acadêmicos é recomendada pelo Ministério da Educação e Cultura (MEC)
na questão da avaliação de IES que atravessam por processos de autorização ,
reconhecimento de cursos, credenciamento, recredenciamento e avaliação das
condições de ensino.
Portanto, podemos compreender que a normalização não só agrega valor e
qualidade aos documentos produzidos como "[... ] facilita as operações documentais
e diminui o custo e o tempo necessário para realizá-Ias, viabilizando o intercâmbio e
a recuperação de informações." (CURTY; BOCATTO, 2005, p. 96) . Além disso, reduz
esforços quanto ao tratamento informacional, ao ponto de facilitar sua troca ,
reduzindo dificuldades econômicas e técnicas inerentes à livre circulação de
informações. (FERNANDES; SANTOS, 2006).

3 Materiais e Métodos
Para a elaboração do presente estudo foram utilizados dados pnmanos.
Trata-se de uma pesquisa de cunho quantitativo, muito embora utilize ferramentas
como dados numéricos e percentuais obtidos na avaliação. Os dados primários
foram obtidos mediante aplicação de questionários durante os treinamentos sobre
normalização que ocorreram nas seguintes bibliotecas: Biblioteca de Ciências e
Tecnologia (BCT) , Biblioteca de Ciências Humanas (BCH) e Biblioteca da Faculdade
de Economia, Administração , Atuaria e Contabilidade (BFEAAC).
A população analisada foram alunos de graduação, alunos de pós-graduação,
professores e servidores técnicos administrativos da UFC durante os treinamentos
de normalização ministrados nas referidas bibliotecas. Dos 320 presentes ao
treinamento, 218 responderam ao questionário, resultando em uma amostra de
68 ,1% dos participantes.

4 Análise dos Dados
Considerando que o interesse na pesquisa foi analisar a importância da
padronização dos trabalhos acadêmicos para comunidade acadêmica da UFC,
entende-se ser importante saber quais as categorias de usuários tinham mais
interesse em aprender como normalizar a produção cientifica da instituição, a fim de
que possamos ter subsídios que contribuam para melhor embasar a interpretação
aqui proposta.

1464

�i

SeminArio

~

~6e

= 1l1W'ot_
_~ ~:~r~':..

Educação de usuários e competências informacionais
Trabalho completo

a) Caracterização dos respondentes
Na primeira questão proposta, relativa ao questionário aplicado, busca-se
identificar essa categoria de usuários. Assim, obteve-se um total de 218
respondentes , sendo 91 alunos de graduação, 109 alunos de pós-graduação, 4
professores, 6 servidores técnico-administrativos e 8 usuários de outras instituições
(Gráfico 1).

Gráfico 1 - Caracterização dos respondentes

Ca racterização dos res p o n de n tes
6 ; 2, 8%

8 ; 3 ,7%

~I A l un 05

d e gradu a.ç ão

~ A l uno5

d e pós--g r ad u açã o

• Doce n t es.
~! Té c n i c 05

a,d m i nsit r"at ivos

• Outros

Fonte: Dados da pesquisa de opinião.

Como se pode observar, mais de 50% dos participantes são estudantes de
pós-graduação, e isso pode ser explicado porque, efetivamente, essa categoria de
usuários preocupa-se muito com a elaboração de seus trabalhos devido à exigência
das coordenações da pós-graduação. Por outro lado, um dado que também merece
atenção é a pouca participação dos docentes que contribuindo com apenas 2,8% de
respostas. Acredita-se que esse baixo percentual se deve ao fato dessa categoria
considerar já possuir uma intensa prática e conhecimento das normas em questão.
Observa-se ainda um número expressivo de alunos de graduação, que somaram
41 % dos respondentes. Pode-se atribuir a esse percentual elevado ao aumento nos
números de treinamentos sobre normalização ocorridos no ano de 2011 , na qual os
bibliotecários enfatizaram a importância da utilização do Guia de Normalização da
UFC. Além disso, acredita-se que alunos de graduação sejam o público que carrega
deficiências em relação ao uso de normas para padronização de trabalhos
acadêmicos, e acreditamos que eles já trazem essa deficiência do ensino
fundamental e médio.
b) Atribuições para o grau de importância para normalização dos trabalhos
acadêmicos.
Inicia-se a análise dessa categoria procurando analisar o grau de importância

1465

�i

SeminArio

~

~6e

= 1l1W'ot_
_~ ~:~r~':..

Educação de usuários e competências informacionais
Trabalho completo

da normalização dos trabalhos acadêmicos para os respondentes. Entende-se que
isso se faz necessário porque, conhecendo esses atributos, é possível se perceber
se os usuários consideram essa padronização como fator importante para a
qualidade dos seus trabalhos. Assim, listam-se no questionário as atribuições ditas
importantes para essa padronização, solicitando-lhes que as indicassem, por ordem
de importância. O que mais chama atenção é o percentual. 97,7% dos respondentes
acharem muito importante a normalização dos trabalhos acadêmicos, conforme
podemos observar no Gráfico 2.
Gráfico 2 - Atribuições para o grau
normalização dos Trabalhos acadêmicos.

de

importância

para

Qu alo grau d e importância atribue m a no rmalização d e
traba lhos acadêmicos?

~ Mu ito

important e

! I Po uco impo rtant e

• Sem nenhuma
impo rtância

Fonte: Dados da pesquisa de opinião.

Esse percentual elevado permite acreditar que os treinamentos de usuários
estão surtindo efeito, pois, afinal , essa opção demonstra que os usuários da
Biblioteca Universitária da UFC compreendem a importância da normalização para a
confecção de seus trabalhos acadêmicos. Por outro lado, percebe-se que 2,3% dos
respondentes ainda não compreendem que a padronização eleva a qualidade da
produção intelectual de uma instituição. Isso significa dizer que se precisa trabalhar
mais com essa população através de treinamentos, ou formulando outras atividades
que explicitem de forma instrutiva e educativa o uso das normas.
Sabe-se, eventualmente, que a não compreensão do uso de padrões em
trabalhos acadêmicos deriva fortemente da ausência do uso de padrões de
apresentação de trabalhos no ensino fundamental e médio, algo que é enfocado
principalmente quando se discute competência informacional em escolas.
Dessa forma , acredita-se que a elaboração de um bom programa em
competência informacional por parte da biblioteca , perpassando os treinamentos em
normalização, é de primordial relevância para a conscientização de alunos,
professores e pesquisadores
c) Avaliação dos conhecimentos antes do treinamento de normalização
Buscamos observar se os usuários já tinham alguma noção de normalização
antes dos treinamentos com o objetivo de comparar o antes e o depois. Percebe-se,

1466

�i

SeminArio

~

~6e

=

1l1W'ot_

_~ ~:~r~':..

Educação de usuários e competências informacionais
Trabalho completo

no entanto que, na analise do Gráfico 3 as respostas são conflitantes pois 47,2%
dos usuários informaram que já possuíam conhecimentos acerca de normalização
antes do treinamento é médio.
Gráfico 3 - Avaliação dos conhecimentos antes do treinamento
Co m o av ali a m seu s c on h ec i ment ossob r e no rm aliza çã o
ant es ,d o t re in a m e nto ?
5 ; 2 ,3%

~I Rui m

~ I M é d io

- Som
~I Ex ce le nt e

Fonte: Dados da pesquisa de opinião

Isto significa dizer que, somando-se os 30,3% com os 47,2% das respostas
percebemos que 77, 5% dos avaliados consideraram que já conheciam as normas
antes dos treinamentos.
No entanto, podemos compreender com base nessas respostas e na nossa
experiência como bibliotecários que os respondentes se acham aptos para
normalizar suas produções acadêmicas tendo em vista os conhecimentos obtidos ao
longo de sua vida acadêmica .
d) Avaliação dos conhecimentos após o treinamento de normalização
As bibliotecas universitárias buscam a eficácia no atendimento e devem
conhecer estratégias para melhorar a qualidade dos seus serviços; portanto torna-se
necessário oferecer a seus usuários noções de elaboração dos trabalhos
acadêmicos. Buscou-se avaliar se os usuários, após receber esses treinamentos,
conseguiram ampliar os seus conhecimentos a respeito do assunto .
Nessa análise, podemos observar que 59,6% informaram que o treinamento
foi positivo . Conforme o Gráfico 4:

1467

�i

SeminArio

~

~6e

= 1l1W'ot_
_~ ~:~r~':..

Educação de usuários e competências informacionais
Trabalho completo

Gráfico 4 - Avaliação dos conhecimentos sobre normalização após
os treinamentos

Como ava li am seus conhec im.e ntos so bre no rma lização
a pós o t rein a mento?
3 ; 1,4%

~

Ruim

! IM édio
• Bo m
.! !J Exc elent e

Fonte: Dados da pesquisa de opinião

Observa-se ainda na análise do gráfico, que essa atribuição de 59,6% dos
respondentes que optaram pelo item "bom" deve-se ao fato de que os treinamentos
estão atingindo seus objetivos. Somando-se 24,3% que selecionaram a opção de
"excelente", pode-se perceber que a grande maioria dos respondentes considera
que, após a realização dos treinamentos melhoraram seus conhecimentos acerca de
normalização.
Salientamos que, para se publicar artigos em revistas científicas é necessário
que se conheça e saiba utilizar as normas da ABNT. Sendo assim, esses
treinamentos contribuem para que os alunos e pesquisadores pouco a pouco
diminuam qualquer resistência em relação a normalização de trabalhos acadêmicos.
Por outro lado confirma-se a interpretação positiva em relação aos
treinamentos pelo fato de que apenas 1,4% consideraram que seus conhecimentos
não melhoraram em nada com os mesmos.
e) A adoção de um formato único de normalização de trabalhos acadêmicos
No que se refere ao questionamento sobre a apreciação dos respondentes
acerca da adoção de um formato único de normalização de trabalhos acadêmicos na
UFC, podemos perceber que 91 ,7% dos respondentes opinaram que é muito
importante para a padronização da produção intelectual da instituição.

1468

�i

SeminArio

~

~6e

= 1l1W'ot_
_~ ~:~r~':..

Educação de usuários e competências informacionais
Trabalho completo

Gráfico 5 - Adoção de um formato único para apresentação dos
trabalhos academicos

Op in ião so bre a ado ção ,d e um fo rm at o ú nico pa ra
a pre.s entaç ão dos tra ba lhos aca dê mic os na UFC
10; 4 ,6%

!!!IM uito important e

I JP O Ul:O important e
• Sem nenhuma
importância

Fonte: Dados da pesquisa de opinião.

Na análise do Gráfico 5 pode-se inferir que a maio na dos respondentes
percebem que a padronização dos trabalhos acadêmicos é muito importante para
apresentação dos trabalhos. Atribui-se a esse elevado percentual à percepção de
que normalizar é extremamente importante para se produzir um trabalho intelectual
de qualidade.
Pode-se inferir também que essa percepção apresentada nesse item, motiva
a equipe de bibliotecários para que continuem a reiterar treinamentos de
normalização, além de abrir espaços para a elaboração de outras atividades que
contribuam para alunos, professores e pesquisadores conheçam os recursos
informacionais disponíveis nas bibliotecas da UFC.

5 Considerações Finais
No decorrer deste estudo, foi exposta a importância da normalização dos
trabalhos acadêmicos para padronização da produção intelectual na UFC.
Percebeu-se que os usuários reconhecem essa importância e que a metodologia
dos treinamentos de normalização é capaz de melhorar o rendimento de alunos,
professores e pesquisadores no que tange à aplicação das normas da ABNT.
A confecção de um guia de normalização de trabalhos acadêmicos, numa
linguagem clara e objetiva , com complementos ilustrativos, é importante para que as
normas sejam compreendidas e melhor assimiladas, diminuindo resistências e
fazendo constante a utilização de um instrumento informacional criado pelos
bibliotecários para auxiliar seus usuários.
Com essas análises, conclui-se que de um modo geral os treinamentos
agregam valor e qualidade ao trabalho científico, permitindo ainda que a
comunidade acadêmica exponha suas dúvidas que persistem mesmo após a leitura
das normas da ABNT e do Guia de Normalização. Essas ações permitem um feedback com os usuários, possibilitando aos bibliotecários perceberem quais os
conteúdos das normas que precisam ser mais enfaticamente abordados e
esclarecidos. Além disso, pode-se concluir que , ao seguir as normas da ABNT

1469

�i

SeminArio

~

~6e

= 1l1W'ot_
_~ ~:~r~':..

Educação de usuários e competências informacionais
Trabalho completo

melhora-se o processo de produção e comunicação científica .

6 Referências
BRAGA, R N.; ROITMAN, R Monografia jurídica: graduação em direito. Rio de
Janeiro: Esplanada: ADCOAS, 2001 . 163 p.
CURTY, M. G.; BOCCATO, V R C. O artigo científico como forma de comunicação
do conhecimento na área de ciência da informação. Perspectiva da Ciência da
Informação, Belo Horizonte, v. 10, n. 1, p. 94-107, jan.ljun. 2005.
DIAS, M. M. K. Normas técnicas. In: CAMPELLO, B. S.; CENDÓN , B. V ; KREMER,
J. M. (Org .). Fontes de informação para pesquisadores e profissionais . Belo
Horizonte: UFMG, 2003.
FERNANDES, P. V N. D.; SANTOS, J. O. A normalização como insumo da
documentação científica . In: SEMINÁRIO NACIONAL DE BIBLIOTECAS
UNIVERSITÁRIAS, 14.,2006, Salvador. Anais ... Salvador: UFBA, 2006. 1 CD-ROM .
GOMES, H. F. A normalização do trabalho científico: algumas reflexões sobre a
indicação das fontes na documentação pessoal do autor e no texto final. In : MATOS,
M. T. N. B. Saúde e informação. Salvador: EDUFBA, 1999. p. 97-105 .
MENDONÇA, G. M. ; ANDRADE, R; SAMPAIO, E. M. Padronizador de trabalhos
acadêmicos: um instrumento de apoio a normalização. Disponível em :
&lt;http://www.cinform .ufba.br/7cinform/soac/papers/adicionais/Gismalia.pdf&gt; . Acesso
em: 20 fev. 2012.
RAMPAZZO, L. Metodologia científica para alunos dos cursos de graduação e
pós-graduação. São Paulo : Loyola, 2002. 139 p.
ROCHA, M. Q. Programa de apoio à elaboração de trabalhos acadêmicos: a
contribuição da biblioteca universitária na produção do conhecimento (experiência
In :
SEMINÁRIO
NACIONAL
DE
do
centro
universitário).
BIBLlOTECASUNIVERSITÁRIAS, 14., 2006, Salvador. Anais ... Salvador: UFBA,
2006. 1CD-ROM.
RODRIGUES, M. E. F. ; LIMA, M. H. T. ; GARCIA, M. J. O. A normalização no
contexto da comunicação científica. Perspectivas em Ciência da Informação, Belo
Horizonte, v. 3, n. 2, p. 147-156, jul.ldez. , 1998.

1470

�</text>
                  </elementText>
                </elementTextContainer>
              </element>
            </elementContainer>
          </elementSet>
        </elementSetContainer>
      </file>
    </fileContainer>
    <collection collectionId="49">
      <elementSetContainer>
        <elementSet elementSetId="1">
          <name>Dublin Core</name>
          <description>The Dublin Core metadata element set is common to all Omeka records, including items, files, and collections. For more information see, http://dublincore.org/documents/dces/.</description>
          <elementContainer>
            <element elementId="50">
              <name>Title</name>
              <description>A name given to the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51396">
                  <text>SNBU - Edição: 17 - Ano: 2012 (UFRGS - Gramado/RS)</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="49">
              <name>Subject</name>
              <description>The topic of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51397">
                  <text>Biblioteconomia&#13;
Documentação&#13;
Ciência da Informação&#13;
Bibliotecas Universitárias</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="41">
              <name>Description</name>
              <description>An account of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51398">
                  <text>Tema: A biblioteca universitária como laboratório na sociedade da informação.</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="39">
              <name>Creator</name>
              <description>An entity primarily responsible for making the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51399">
                  <text>SNBU - Seminário Nacional de Bibliotecas Universitárias</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="45">
              <name>Publisher</name>
              <description>An entity responsible for making the resource available</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51400">
                  <text>UFRGS</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="40">
              <name>Date</name>
              <description>A point or period of time associated with an event in the lifecycle of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51401">
                  <text>2012</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="44">
              <name>Language</name>
              <description>A language of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51402">
                  <text>Português</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="51">
              <name>Type</name>
              <description>The nature or genre of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51403">
                  <text>Evento</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="38">
              <name>Coverage</name>
              <description>The spatial or temporal topic of the resource, the spatial applicability of the resource, or the jurisdiction under which the resource is relevant</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51404">
                  <text>Gramado (Rio Grande do Sul)</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
          </elementContainer>
        </elementSet>
      </elementSetContainer>
    </collection>
    <itemType itemTypeId="8">
      <name>Event</name>
      <description>A non-persistent, time-based occurrence. Metadata for an event provides descriptive information that is the basis for discovery of the purpose, location, duration, and responsible agents associated with an event. Examples include an exhibition, webcast, conference, workshop, open day, performance, battle, trial, wedding, tea party, conflagration.</description>
    </itemType>
    <elementSetContainer>
      <elementSet elementSetId="1">
        <name>Dublin Core</name>
        <description>The Dublin Core metadata element set is common to all Omeka records, including items, files, and collections. For more information see, http://dublincore.org/documents/dces/.</description>
        <elementContainer>
          <element elementId="50">
            <name>Title</name>
            <description>A name given to the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="63816">
                <text>A normalização de trabalhos acadêmicos na Universidade Federal do Ceará.</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="39">
            <name>Creator</name>
            <description>An entity primarily responsible for making the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="63817">
                <text>Melo, Ana Cristina Azevedo Ursulino et al.</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="38">
            <name>Coverage</name>
            <description>The spatial or temporal topic of the resource, the spatial applicability of the resource, or the jurisdiction under which the resource is relevant</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="63818">
                <text>Gramado (Rio Grande do Sul)</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="45">
            <name>Publisher</name>
            <description>An entity responsible for making the resource available</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="63819">
                <text>UFRGS</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="40">
            <name>Date</name>
            <description>A point or period of time associated with an event in the lifecycle of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="63820">
                <text>2012</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="51">
            <name>Type</name>
            <description>The nature or genre of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="63822">
                <text>Evento</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="41">
            <name>Description</name>
            <description>An account of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="63823">
                <text>A Pesquisa aborda a importância da normalização de trabalhos acadêmicos visando à qualidade da produção científica na Universidade Federal do Ceará. Através da elaboração do Guia de Normalização de Trabalhos Acadêmicos e da realização de treinamentos sobre normalização buscou-se capacitar a comunidade universitária no que tange à padronização de seus trabalhos. A metodologia utilizada foi pesquisa bibliográfica e a aplicação de questionários. Observou-se que a normalização de trabalhos científicos mostra-se relevante e que os 218 participantes dos treinamentos de normalização que responderam ao questionário consideram que tais ações são importantes e necessárias para que a comunidade acadêmica compreenda e utilize as normas de documentação da Associação Brasileira de Normas Técnicas.</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="44">
            <name>Language</name>
            <description>A language of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="69493">
                <text>pt</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
        </elementContainer>
      </elementSet>
    </elementSetContainer>
  </item>
  <item itemId="5993" public="1" featured="0">
    <fileContainer>
      <file fileId="5057">
        <src>http://repositorio.febab.org.br/files/original/49/5993/SNBU2012_132.pdf</src>
        <authentication>2bc8e0206b0aad2b062201d687662612</authentication>
        <elementSetContainer>
          <elementSet elementSetId="4">
            <name>PDF Text</name>
            <description/>
            <elementContainer>
              <element elementId="92">
                <name>Text</name>
                <description/>
                <elementTextContainer>
                  <elementText elementTextId="63815">
                    <text>Educação de usuários e competências informacionais
i! """"'"
MaooNlck

~

=

:,

IiWitt.UJ
1I....111~

Trabalho completo

CULTURA INFORMACIONAL NA UNIVERSIDADE FEDERAL DE JUIZ
DE FORA (UFJF): EDUCAÇÃO DE USUÁRIOS NO USO DAS NOVAS
FONTES DE INFORMAÇÃO ELETRÔNICAS
Ana Carolina de Souza Caetano 1, Elton Ferreira de Matto~
Geraldina Antonia Evangelina de Oliveira3
1Mestranda em Biblioteconomia , Esp , em Políticas Públicas e Gestão Social , Bibliotecáriadocumentalista, Universidade Federal de Juiz de Fora, Juiz de Fora, Minas Gerais 2 Esp, em
Ciências Humanas: Brasil , Estado e Sociedade, Bibliotecário-documentalista , Universidade Federal
de Juiz de Fora , Juiz de Fora , Minas Gerais 3 Mestranda em Literatura , Bibliotecária-documentalista ,
Universidade Federal de Juiz de Fora , Juiz de Fora , Minas Gerais

Resumo

o presente artigo relata a reestruturação do acervo da UFJF através da
aquisição de novos produtos informacionais e as estratégias utilizadas na divulgação
e principalmente na capacitação de usuários visando uma melhor otimização do uso
dessas novas ferramentas e de suas funcionalidades. Para obter sucesso, foram
implementadas algumas ações no sentido de mostrar para comunidade acadêmica
quais são as fontes de informação eletrônicas adquiridas e suas respectivas áreas
de abrangência . Além disso, o trabalho em questão pretende demonstrar também a
importância da capacitação dos colaboradores da biblioteca , bolsistas dos
infocentros, pois em pouco tempo eles passaram a lidar com as dificuldades dos
usuários em utilizar as novas fontes de informação.
Palavras-Chave:
Competência informacional; Cultura informacional; Capacitação de usuários;
Tecnologias da informação (TIC's) .

Abstract
This paper reports on the restructuring of the acquis UFJF through the
acquisition of new information products and strategies used in disclosure and
particularly in the training of users to better optimize the use of these new tools and
functionalities. To succeed , some actions have been implemented in order to show
the academic community which are the acquired electronic information sources and
their respective coverage areas. Moreover, the work in question is intended to
demonstrate the importance of training employees of the library, the infocenter
fellows , beca use soon they started to deal with the difficulties of making use of new
information sources.

Keywords:
Information literacy. Information culture , Training of users. Information technologies.

1452

�Educação de usuários e competências informacionais
i! """"'"
MaooNlck

~

=

:,

IiWitt.UJ

1I....111~

Trabalho completo

1 Introdução
As novas tecnologias, chamadas tecnologias da informação e comunicação
(TIC's), estão transformando a vida da sociedade no âmbito social, político,
econômico e cultural. Mas, saber receber, utilizar e posteriormente disseminar as
informações nelas encontradas de forma adequada, torna-se um fator fundamental
para a inserção e sobrevivência na sociedade da informação.
Ao atuar como um mediador da informação, o bibliotecário pode contribuir
para o sucesso de uma determinada pesquisa . Vale ressaltar que, além do acesso
aos equipamentos e conteúdos, as pessoas precisam do auxílio de um profissional
que possa realmente capacitá-Ias. Neste contexto, entra em cena a competência
informacional. Que pode ser entendida da seguinte forma :
Um cidadão competente, seja um estudante , um profissional ou um
trabalhador, é capaz de reconhecer suas necessidades de informação, sabe
como localizar a informação necessária, identificar o acesso, recuperá-Ia ,
avaliá-Ia, organizá-Ia e utilizá-Ia. Para ser uma pessoa competente em
informação, deve saber como se beneficiar do mundo de conhecimentos e
incorporar a experiência de outros em seu próprio acervo de
conhecimentos. (LAU, 2008, p. 8).

Então, o bibliotecário tem como desafio possibilitar a independência das
pessoas na busca das informações e do conhecimento. Para que isso ocorra
efetivamente, estratégias como os programas de capacitação e o uso de
ferramentas como os tutoriais devem ser implementados.
As seis bases adquiridas pela UFJF foram 1:
a) Biblioteca Virtual Pearson 3.0
A Pearson é a maior empresa do mundo dedicada a soluções educacionais.
Estão entre suas marcas os jornais FinanciaI Times, a revista The Economist, e os
prestigiados selos editoriais Longman, Penguin, Prentice Hall e Addison Wesley
No ano de 2004 a empresa lançou a Biblioteca Virtual Universitária (BVU),
uma iniciativa arrojada que disponibilizava livros em formato digital em português.
Hoje a Biblioteca Virtual Pearson 3.0 é um dos mais completos acervos digitais em
língua portuguesa abrangendo áreas como administração, marketing, engenharia,
economia, direito, letras, história, geografia, jornalismo, computação, educação,
medicina, enfermagem, psicologia, psiquiatria, gastronomia , turismo entre outras.
O caráter multidisciplinar a Biblioteca Virtual Pearson 3.0 oferece importante
apoio bibliográfico a todos os cursos de graduação. São 1.400 títulos de editoras de
referência como Artmed, Manole, Contexto, IBPEX, Papirus, Casa do Psicólogo,
Ática e Scipione com atualização mensal de novas edições e lançamentos.
A BVU é utilizada por 30 instituições espalhadas pelo mundo e 190 mil
estudantes a acessam diariamente, oferecendo o recurso de anotações e impressão
de páginas personalizadas.
É possível imprimir até 50% de cada livro. A impressão deve ser feita na
Biblioteca Universitária. Nesta plataforma os downloads não são permitidos.

o texto sobre as seis bases de dados mencionadas foi feito pelo bolsista da Secretaria de
Comunicação (SECOM) da UFJF, José Renato Nascimento Lima , graduando da Faculdade de
Comunicação Social da mesma instituição.

1

1453

�Educação de usuários e competências informacionais
i! """"'"
MaooNlck

~

=

:,

IiWitt.UJ
1I....111~

Trabalho completo

b) Atheneu Livros Eletrônicos
A tradicional editora especializada na área de Medicina e Saúde é o maior
selo de autores brasileiros especializada em todas as áreas da saúde. Mensalmente
são publicados em média cinco novos títulos de autores nacionais que se somam a
um catálogo que ultrapassa as 600 publicações. A Editora recebeu por oito vezes o
Prêmio Jabuti na área de Ciências Naturais e o prêmio Integración Latinoamericano
oferecido pela Camara Internacional de Pesquisas e Integración Social , considerado
na área como o "oscar" do livro.
AAtheneu Livros Eletrônicos está ligada a empresa DotLib, que é distribuidora
exclusiva das principais editoras brasileiras e internacionais, oferecendo um dos
maiores panoramas de referências bibliográficas no mundo.
A Atheneu Livros Eletrônicos reúne um acervo com 361 títulos em formato
eletrônico de autores renomados nas áreas de Educação Física , Enfermagem ,
Farmácia, Fisioterapia e Terapia Ocupacional, Fonoaudiologia , Medicina ,
Odontologia , Saúde Coletiva, Nutrição, Biofísica, Biologia Geral, Bioquímica,
Farmacologia, Fisiologia , Genética, Imunologia, Morfologia, Parasitologia, Zoologia .
Entre os títulos disponíveis na plataforma estão os livros Microbiologia para o
Estudante de Odontologia de Luiz de Lorenzo ; Genômica, organizado por Luís Mir;
Embriologia Humana de Romário de Araújo Mello, entre outros. Os usuários da
UFJF têm acesso ao conteúdo completo dos capítulos, com permissão para
download e impressão das obras.
c) ABNT Coleção (Normas ABNT e Mercosul)
Na Plataforma ABNT Coleção constam as normas técnicas de todos os
comitês da ABNT e Mercosul, universalizando a consulta rápida a qualquer uma
dessas informações. Criada com o propósito de disseminar institucionalmente o uso
das normas técnicas, a base de dados oferece acesso prático a uma coleção de
normas ABNT, ISO e AMN-Mercosul.
Desenvolvida para que os critérios possam ser consultados com agilidade e
conforto, a coleção ABNT está instalada em mais de 500 escritórios e em mais de
300 escolas técnicas em todo Brasil.
Entre as vantagens do sistema está o recurso que permite o acesso
simultâneo pelos funcionários nos vários departamentos e unidades a uma coleção
atualizada automaticamente, mantendo sempre a confiabilidade das informações.
A plataforma ABNT Coleção requer alguns procedimentos para o acesso
como a utilização do navegador Internet Explorer 6 ou versão superior, a instalação
de um software que permite a visualização integral da norma e com a utilização de
login e senha .
Ela não permite download e a impressão de cada folha , que deve ser feita na
Biblioteca Universitária, tem o custo de R$ 0,82. Em alguns casos, pode ser
necessária a instalação do Net Framework 1.1, 2.0 e 3.5.
d) Vlex
A plataforma Vlex é o mais completo banco de dados sobre assuntos ligados
ao Direito. O seu conteúdo total alcança a soma de mais de 45 milhões de
documentos em e-books e periódicos de direito, legislação, doutrina, jurisprudência,
revistas, fomulários e contratos de 134 países em 13 idiomas. O banco de dados da

1454

�Educação de usuários e competências informacionais
i! """"'"
MaooNlck

~

=

:,

IiWitt.UJ

1I....111~

Trabalho completo

Vlex inclui mais de 130 jurisdições de diferentes países.
Seu banco de dados é ideal para centros de estudos jurídicos que necessitam
do acesso a regulações legais e outros documentos de todo o mundo para sua
formação acadêmica . A VI ex possui mais de 3.500 fontes de livros e periódicos
atreladas às mais bem reputadas marcas editoriais com os textos na íntegra . São
inseridas semanalmente à coleção de jurisprudência decisões de diferentes cortes.
Os recursos de busca da plataforma são direcionados para que o pesquisador
encontre com a maior praticidade possível o título de seu interesse no acervo que é
atualizado diariamente com milhares de novos documentos. Para isso, um sistema
de alertas pode ser configurado enviando para o usuário documentos relevantes
sobre assuntos do seu interesse. A plataforma Vlex permite livremente o download e
a impressão dos documentos.
e) Heinonline
São mais de 40 bibliotecas integradas com grande acervo de fontes raras e
com cerca de 100 mil imagens em PDF de documentos oficiais, incluindo tabelas,
gráficos, fotos, notas escritas à mão, fotografias e notas de rodapé. O seu conteúdo
é voltado principalmente para as áreas de Direito e Ciências Sociais.
Com mais de 1.700 assinantes espalhados pelo mundo, a plataforma
Heinonline é uma forte base de dados de fontes primárias. Em 2007 figurou na lista
das 100 companhias com conteúdo digital mais relevante. No seu pacote de
pesquisa de Ciência Política constam cerca de 49 milhões de páginas e 6 mil títulos
de pesquisa, com clássicos dos estudos das instituições políticas e história
econômica.
Para o campo dos estudos jurídicos, a Heinonline oferece entre as suas
bibliotecas conteúdos pertinentes à história do direito internacional, coleções de leis
de propriedade intelectual e relatórios da Suprema Corte do Canadá, de Israel e
coletâneas de periódicos especializados na área. O acervo no campo do direito é
composto de 24 milhões de páginas e aproximadamente um milhão de artigos
oriundos de 29 países sobre mais de 90 áreas de estudo.
A plataforma Heinonline permite o download e a impressão do seu material.

f) JSTOR
São poucas instituições no país que tem a assinatura da plataforma JSTOR A UFJF assinou o acesso ao conteúdo completo que compreende mais de mil
periódicos acadêmicos e mais de um milhão de imagens, correspondências e outras
fontes primárias. A JSTOR é uma das bibliotecas virtuais mais completas do mundo
com amplo conteúdo multidisciplinar que compreende mais de 50 diferentes
disciplinas.
JSTOR é uma das mais confiáveis fontes de conteúdo acadêmico que vão
desde antropologia, paleontologia e estudos populacionais até zoologia, biologia
evolutiva e história da ciência e tecnologia.
A ferramenta ainda contém um acervo de 500 publicações acadêmicas e
outros materiais de pesquisa científica organizados sob os critérios de significância
histórica dos títulos, recomendação de especialistas, número de citações e
relevância para a comunidade científica .
A JSTOR concede permissão para download e impressão completa dos

1455

�Educação de usuários e competências informacionais
i! """"'"
MaooNlck

~

=

:,

IiWitt.UJ

1I....111~

Trabalho completo

conteúdos.
1.1 A questão
Ler, estudar, pesquisar! Necessidades que podem e devem associar-se ao
prazer. Os alunos adoram tecnologia e passam grande parte do tempo na internet
baixando ou ouvindo músicas, jogando, acessando as redes sociais, etc. Estas, não
são características somente de alunos. A comunidade acadêmica, em geral
compartilha desse novo segmento aderindo às novas tecnologias da informação e
comunicação. Não basta adquirir e disponibilizar, mas prover meios e recursos para
uma perfeita e ampla utilização das atuais fontes informacionais.

1.2 O problema
A comunidade acadêmica da UFJF desconhece quais são e como usar as
novas fontes adquiridas pela instituição. Cabe aos bibliotecários fornecer-lhes
subsídios para a aprendizagem em pesquisas nessas bases de dados, capacitandoa com intuito de alcançar o maior número de usuários e sensibilizá-los quanto à
relevância das fontes de informação eletrônica para suas pesquisas.

1.3 Justificativa
Como a UFJF adquiriu várias bases de dados recentemente, vimos a
necessidade e importância de divulgá-Ias para toda comunidade acadêmica . E
também capacitar os usuários na utilização das mesmas. Portanto, torna-se
necessário articular diversas ações no sentido de explicitar a relevância e os
conteúdos que as fontes de informação eletrônicas oferecem . Com isso, pretende-se
atingir o maior número de usuários, pois foi feito um grande investimento para
adquirir e disponibilizar mais fontes de informação aumentando a qualidade do
acervo .
1.4 Objetivos
Têm-se por objetivos, divulgar para os usuanos as fontes de informação
adquiridas, explicitar a importância e os diversos recursos oferecidos pelas fontes de
informação e capacitar os usuários no uso das fontes de informação.

2 Revisão de Literatura
Quando se fala em cultura informacional, muitos são os sinônimos usados
para se definir tal expressão. Originalmente do inglês "informafion literacy", o
Dicionário de Biblioteconomia e Arquivologia traduz para o português como
"Ietramento
informacional",
"competência
informacional",
" alfabetização
informacional", "fluência informacional" "Iiterácia informacional" ou "cultura
informacional" (CUNHA; CAVALCANTI , 2008, p.10) . Por acreditar que essa
expressão conceito carrega consigo a idéia de continuidade, de formação pessoal,

1456

�Educação de usuários e competências informacionais
i! """"'"
MaooNlck

~

=

:,

IiWitt.UJ
1I....111~

Trabalho completo

aprendizagem e educação de pessoas a longo prazo, neste artigo usa-se o termo
cultura informacional.
Credita-se a Paul Zurkowski o início do uso dessa temática na era industrial
na década de 1970. (HATSCHBACH, 2002, p.16) Nesse contexto, era necessano
que as pessoas começassem a se adaptar às novas fontes eletrônicas de
informação, buscando um "novo letramento":

°

letramento informacional constituiria uma capacidade essencial,
necessária aos cidadãos para se adaptar à cultura digital, à globalização e à
emergente
sociedade
baseada
no
conhecimento.
Implicaria
fundamentalmente que as pessoas tivessem a capacidade de entender suas
necessidades de informação e de localizar, selecionar e interpretar
informações, utilizando-as de forma crítica e responsável. [ ... ) no século XXI ,
a pessoa letrada precisa entender de informação eletrônica , que, por sua
característica de multimídia, apela para os vários sentidos, permite a
comunicação a distância e envolve aspectos emocionais, multiculturais,
colaborativos, artísticos e interativos. (CAMPELLO, 2009, p.12-13)

No início da era da informação, cujo panorama é esboçado na citação acima,
Castells (2007, p.91-99) afirma que grandes foram os impactos nas relações sociais
sendo uma época de divisão tecnológica . Novas formas de difusão da informação e
comunicação entre instituições e pessoas geraram redes sociais que se constituiam
a partir de interesses comuns. O saber-fazer, a informação, passaram a ser vistos
como um diferencial e um fator de maior produtividade e lucratividade na chamada
sociedade da informação. (CASTELLS, 2007, p.136-140)
A seguir um esquema elucidativo da competência informacional:

- -,-- -- ............

f '_ ' _+_I_ ,_, _,_t

i

Saber-,a gir

i

Ambie:ote d e

InfOrInlllçaO

I.J _ __

... - ------O:"o!el:roo

J _ .J _

....

J .. J

I

....

Jn~l;iQmUl&gt;
.,. :::~~---

...

.... ___ .... -

_ .,..;a "~

,

OlUbecl.

.------11...,0le.1lms:
Saber

----

Fonte: Miranda, 2006 .

1457

i

_J_ J _ J I

-- -- --

I
I
I
I
I
I
J

�Educação de usuários e competências informacionais
i! """"'"
MaooNlck

~

=

:,

IiWitt.UJ

1I....111~

Trabalho completo

Cunha e Cavalcanti (2008 , p.10) traduzem por escrito a imagem anterior: "[... ]
conjunto de competências que uma pessoa possui para identificar a informação,
manipular fontes de informação, elaborar estratégias de busca e localizar a
informação, bem como avaliar as fontes de informação."
Nesse contexto, a information literacy trata , sucintamente, da capacidade que
os indivíduos tem em aprender a aprender, sendo autônomos na busca de
informaçôes para resolver ou compreender diversas situações em todos os âmbitos
de sua vida . (HATSCHBACH, 2002, p.13).
Mas, onde buscar? Com quais parâmetros? Jesse Shera (1903-1982),
pesquisador e pioneiro na fundamentação teórica e epistemológica da
Biblioteconomia, ressalta a importante função educativa e de mediação do
profissional bibliotecário. Seu pensamento era bem simples: de um lado os registros
de informação e conhecimento e de outro os usuários em busca de informação que
lhe supra suas necessidades. O bibliotecário atua como facilitador de ambos para
que as perguntas encontrem suas respostas (SHERA, 1972 apud CAMPELLO,
2009, p.32-33)

3 Materiais e Métodos
De acordo com a natureza do tema e os objetivos a serem alcançados,
realizou-se uma reunião da coordenação e bibliotecários 2 . Primeiramente, os
funcionários do CDC/Biblioteca devem estar aptos a dar esclarecimentos. A
coordenação apresentou os novos produtos e a equipe foi dividida de modo que
cada dupla ficasse responsável não só pela apresentação, mas também por instruir
a navegar e a explorar os recursos disponíveis da base de dados que lhes foi
confiada . Definimos que a capacitação seria em duas manhãs. Os funcionários
foram listados e divididos em dois grupos. Este procedimento permitiu a participação
de todos e o pleno funcionamento das Bibliotecas. Utilizando-se do PowerPoint, e
das próprias bases de dados em tempo real, o treinamento ocorreu no Infocentro do
prédio com amplo envolvimento de todos.
Em um segundo momento, determinados bibliotecários ficaram encarregados
da elaboração de tutoriais sobre as novas fontes de informações. Após aprovação,
os tutoriais foram disponibilizados no ISSUU 3 do CDC/Biblioteca da UFJF. Estes
encontram-se também na página 4 da biblioteca . Desde então , nos cursos de
capacitação de calouros, as bases de dados foram e continuarão sendo
apresentadas para os alunos que estão ingressando na Universidade. Portanto, o
estudante já inicia a graduação conhecendo os novos serviços e produtos oferecidos
pelo CDC.
Os bibliotecários da UFJF ministrarão cursos de capacitação no uso das
bases para os bolsistas dos Infocentros. Depois de capacitados, eles poderão
auxiliar os usuários na criação de uma conta em determinada base , informar as
áreas do conhecimento de que tratam o conteúdo, etc.
Além do exposto acima , o CDC/Biblioteca em parceria com a Secretaria de
Esse projeto de cultura informacional na UFJF é fruto do esforço e dedicação de todos os
bibliotecários da instituição.
3 http://issuu.com/ufjfbibliotecas
4 http://www.ufjf.br/biblioteca
2

1458

�Educação de usuários e competências informacionais
i! """"'"
MaooNlck

~

=

:,

IiWitt.UJ
1I....111~

Trabalho completo

Comunicação (SECOM) da UFJF, está elaborando estratégias de divulgação das
novas bases adquiridas. Dentre elas, há confecção de um livreto informativo e
notícias lançadas periodicamente 5 no site da universidade.

4 Resultados Parciais
Pretende-se alcançar os usuanos efetivos e em potencial das bibliotecas
através da divulgação das fontes eletrônicas de informação pelo portal da UFJF, site
do CDC, redes sociais, cursos de capacitação de usuários, folders, banners, entre
outros.

5 Considerações Parciais
Não se forma uma cultura com imposlçao ou em curto prazo de tempo .
Cultura está relacionada a hábitos, aceitação e senso comum. Para que algo se
torne cultural, é preciso estar incutido nas pessoas e ser-lhes normal, rotineiro.
A aprendizagem no ambiente universitário vem ganhando novas interfaces e
possibilidades com os avanços das tecnologias no mundo científico. É um processo
que não se pode parar, apenas acompanhar (ou não, mas quem assim o desejar
está de alguma forma excluído) . Para se acompanhar, tem que se buscar
habilidades para o uso das recentes fontes de informação.
As bibliotecas universitárias são importantes aliadas para a construção
dessas habilidades e os bibliotecários que nelas atuam são grandes parceiros da
sociedade enquanto mediadores da informação nesse processo construtivo.

6 Referências
CAMPELLO, Bernadete Santos. Letramento informacional : função educativa do
bibliotecário na escola. Belo Horizonte: Autêntica Editora, 2009.
CASTELLS, Manuel. A sociedade em rede. São Paulo: Paz e Terra , 2007 . v.1. p.91
CUNHA, Murilo Bastos da; CAVALCANTI , Cordélia Robalinho de Oliveira.
Dicionário de Biblioteconomia e Arquivologia . Brasília : Briquet de Lemos/Livros,
2008. p.10
HATSCHBACH , Maria Helena de Lima. Information Literacy: aspectos conceituais
http://www.ufif.br/secom/20 12/04/2 3/estudantes-da-ufjf-tem-acesso-ao-acervo-virtual-de-g randeeditora-da-area-de-saude/
http://www.ufif.br/secom/2012/04/19/bibl iotecas-virtuais-de-ponta-voltadas-para-as-areas-do-d ireito-eciencias-sociais-estao-disponiveis-para-uso
http://www.ufif.br/secom/2012/04/11/ufif-d ispon ibil iza-tres-servicos-de-bi bl iotecas-virtuais-com-vastoacervo-multidisciplinar/
5

1459

�Educação de usuários e competências informacionais
i! """"'"
MaooNl ck

~

=

:,

IiWitt.UJ
1I....111~

Trabalho completo

e iniciativas em ambiente digital para o estudante de nível superior. 2002 .
Dissertação (Mestrado em Ciência da Informação) - UFRJ/ECO-MCT/IBICT, Rio de
Janeiro. Disponível em : &lt;http://ibict.phlnet.com .br/anexos/mariahelena2002 .pdf &gt;
Acesso em: 23 abro2012 .

LAU, J. Diretrizes sobre desenvolvimento de habilidades de informação para a

aprendizagem permanente. Tradução de Regina Célia Baptista Belluzzo. Bauru,
2008. Disponível em : &lt;http://www.febab.org .br/jesusJau_tradJivro_comp_vJdoc&gt; .
Acesso em: 16 abro2012 .
MIRANDA, Silvânia. Como as necessidades de informação podem se relacionar com
as competências informacionais. Cio Inf., Brasília , 2006, v.35, n.3, p. 99-114.
Disponível em : &lt; http://www.scielo.br/pdf/ci/v35n3/v35n3a10.pdf &gt;. Acesso em : 24 abro
2012 .
SHERA, Jesse H. The foundations of education for librarianship. New York: Becker
and Hayes, 1972 apud CAMPELLO, Bernadete Santos. Letramento informacional :
função educativa do bibliotecário na escola . Belo Horizonte: Autêntica Editora , 2009 .
p.32-33

1460

�</text>
                  </elementText>
                </elementTextContainer>
              </element>
            </elementContainer>
          </elementSet>
        </elementSetContainer>
      </file>
    </fileContainer>
    <collection collectionId="49">
      <elementSetContainer>
        <elementSet elementSetId="1">
          <name>Dublin Core</name>
          <description>The Dublin Core metadata element set is common to all Omeka records, including items, files, and collections. For more information see, http://dublincore.org/documents/dces/.</description>
          <elementContainer>
            <element elementId="50">
              <name>Title</name>
              <description>A name given to the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51396">
                  <text>SNBU - Edição: 17 - Ano: 2012 (UFRGS - Gramado/RS)</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="49">
              <name>Subject</name>
              <description>The topic of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51397">
                  <text>Biblioteconomia&#13;
Documentação&#13;
Ciência da Informação&#13;
Bibliotecas Universitárias</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="41">
              <name>Description</name>
              <description>An account of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51398">
                  <text>Tema: A biblioteca universitária como laboratório na sociedade da informação.</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="39">
              <name>Creator</name>
              <description>An entity primarily responsible for making the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51399">
                  <text>SNBU - Seminário Nacional de Bibliotecas Universitárias</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="45">
              <name>Publisher</name>
              <description>An entity responsible for making the resource available</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51400">
                  <text>UFRGS</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="40">
              <name>Date</name>
              <description>A point or period of time associated with an event in the lifecycle of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51401">
                  <text>2012</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="44">
              <name>Language</name>
              <description>A language of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51402">
                  <text>Português</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="51">
              <name>Type</name>
              <description>The nature or genre of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51403">
                  <text>Evento</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="38">
              <name>Coverage</name>
              <description>The spatial or temporal topic of the resource, the spatial applicability of the resource, or the jurisdiction under which the resource is relevant</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51404">
                  <text>Gramado (Rio Grande do Sul)</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
          </elementContainer>
        </elementSet>
      </elementSetContainer>
    </collection>
    <itemType itemTypeId="8">
      <name>Event</name>
      <description>A non-persistent, time-based occurrence. Metadata for an event provides descriptive information that is the basis for discovery of the purpose, location, duration, and responsible agents associated with an event. Examples include an exhibition, webcast, conference, workshop, open day, performance, battle, trial, wedding, tea party, conflagration.</description>
    </itemType>
    <elementSetContainer>
      <elementSet elementSetId="1">
        <name>Dublin Core</name>
        <description>The Dublin Core metadata element set is common to all Omeka records, including items, files, and collections. For more information see, http://dublincore.org/documents/dces/.</description>
        <elementContainer>
          <element elementId="50">
            <name>Title</name>
            <description>A name given to the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="63807">
                <text>Cultura informacional na Universidade Federal de Juiz de Fora (UFJF): educação de usuários no uso das novas fontes de informação eletrônicas.</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="39">
            <name>Creator</name>
            <description>An entity primarily responsible for making the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="63808">
                <text>Caetano, Ana Carolina de Souza; Mattos, Elton Ferreira de; Oliveira, Geraldina Antonia Evangelina de </text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="38">
            <name>Coverage</name>
            <description>The spatial or temporal topic of the resource, the spatial applicability of the resource, or the jurisdiction under which the resource is relevant</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="63809">
                <text>Gramado (Rio Grande do Sul)</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="45">
            <name>Publisher</name>
            <description>An entity responsible for making the resource available</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="63810">
                <text>UFRGS</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="40">
            <name>Date</name>
            <description>A point or period of time associated with an event in the lifecycle of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="63811">
                <text>2012</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="51">
            <name>Type</name>
            <description>The nature or genre of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="63813">
                <text>Evento</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="41">
            <name>Description</name>
            <description>An account of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="63814">
                <text>O presente artigo relata a reestruturação do acervo da UFJF através da aquisição de novos produtos informacionais e as estratégias utilizadas na divulgação e principalmente na capacitação de usuários visando uma melhor otimização do uso dessas novas ferramentas e de suas funcionalidades. Para obter sucesso, foram implementadas algumas ações no sentido de mostrar para comunidade acadêmica quais são as fontes de informação eletrônicas adquiridas e suas respectivas áreas de abrangência. Além disso, o trabalho em questão pretende demonstrar também a importância da capacitação dos colaboradores da biblioteca, bolsistas dos infocentros, pois em pouco tempo eles passaram a lidar com as dificuldades dos usuários em utilizar as novas fontes de informação.</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="44">
            <name>Language</name>
            <description>A language of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="69492">
                <text>pt</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
        </elementContainer>
      </elementSet>
    </elementSetContainer>
  </item>
  <item itemId="5992" public="1" featured="0">
    <fileContainer>
      <file fileId="5056">
        <src>http://repositorio.febab.org.br/files/original/49/5992/SNBU2012_131.pdf</src>
        <authentication>e8c1f0914833c310b6ccaccb6a7f437b</authentication>
        <elementSetContainer>
          <elementSet elementSetId="4">
            <name>PDF Text</name>
            <description/>
            <elementContainer>
              <element elementId="92">
                <name>Text</name>
                <description/>
                <elementTextContainer>
                  <elementText elementTextId="63806">
                    <text>Educação de usuários e competências informacionais
i

xmlnirio

~

IbooNlck

= =:::1:-'"

Resumo expandido

A CONTRIBUiÇÃO DO BIBLIOTECÁRIO NO PROCESSO DE
REVISÃO SISTEMÁTICA: SUGESTÃO DE UM PROTOCOLO DE
PESQUISA
Roberta Moraes de Bem 1, Maria Bernardete Martins Alve~
1Bibliotecária, Mestre e doutoranda em Engenharia e Gestão do Conhecimento, Universidade
Federal de Santa Catarina , Florianópolis, Santa Catarina
2Bibliotecária , Mestre em Engenharia de Produção , Universidade Federal de Santa Catarina ,
Florianópolis, Santa Catarina

1 Introdução

o desenvolvimento das tecnologias de informação e, a crescente oferta de
informações e bases de dados, alterou significativamente a relação do usuário com
as fontes de informação, exigindo novas competências no processo de busca e
seleção de informações.
Os chamados "Data Smog" termo cunhado por Shenk (1997) , refere-se ao
exagero na oferta de informações, causando certa ojeriza na transposição das
barreiras na localização das informações e conhecimentos. Um dos principais atores
neste processo, o bibliotecário, tem importante papel no desenvolvimento de
competências informacionais que contribuam para a otimização e sistematização do
processo de busca , seleção das fontes e design das estratégias de busca .
Por conhecer as bases de dados e os diferentes recursos por elas oferecidos,
tais como tesauros, sintaxes, operadores, entre outros, o bibliotecário tem papel
determinante na sistematização do processo de busca, e por consequência nos
processos de revisões sistemáticas ou integrativas.
A qualidade final de um texto, seja ele um resumo , um relatório ou trabalhos
acadêmicos de forma geral , está diretamente relacionado à seleção das fontes de
informação que servirão como base para a construção do texto . (BEHRENS ;
ROSEN , 2010) .
Em resposta a esta demanda, a Biblioteca Universitária da Universidade
Federal de Santa Catarina, (BU-UFSC) colocou à disposição dos usuários um novo
módulo de capacitação : "Fontes de informação online : nível avançado" que utiliza o
processo de revisão integrativa, de cinco estágios/fases, como modelo para otimizar
a busca na literatura, com enfoque no segundo estágio do processo.
a)

Formulação do problema ;
Coleta de dados (competência informacional);
Avaliação dos dados/informação;
Análise e interpretação da informação/dados;
e) Apresentação dos resultados (COOPER, 1984, p. 12, grifo nosso).
b)
c)
d)

Nas últimas décadas a expansão do universo da informação científica [ ... ], o
aumento na oferta de bases de dados bem como as facilidades de acesso à
informação vem favorecendo a adoção das chamadas revisões metodológicas.
(MUNOZ et aI. 2002).

1448

�". .
1
_ _
1l!i

~dc:

..... ..

=
i:i

1iWio1_

u.i.,.,.!I.nu

Educação de usuários e competências informacionais
Resumo expandido

Além do modelo de revlsao integrativa proposto por Cooper (1984), as
revisões sistemáticas e meta-análises (quando utilizam análises estatísticas) muito
utilizadas na área da saúde, compreendem as assim chamadas revisões
metodológicas, ou seja , um modelo de revisão que segue métodos rigorosos e
explícitos de revisão da literatura . (CORDEIRO et tal.,2007) .
Para Cordeiro et aI. (2007), a Meta-análise pode ser descrita como uma
revisão sistemática quantitativa.
Por permitir incluir estudos com diferentes abordagens metodológicas, tanto a
literatura teórica quanto estudos empíricos, a revisão integrativa torna-se um modelo
de revisão mais amplo quando comparado à revisão sistemática . (POMPEO; ROSSI ;
GALVÃO, 2009)
Comparada à revisão de literatura tradicional ou narrativa, a revisão
integrativa segue um protocolo ou plano pré-estabelecido, que deve guiar todo o
processo de revisão, da identificação do problema passando pela busca na literatura
ao relatório final.
Entre outras razões, a participação do bibliotecário no processo de revisão
integrativa é relevante até mesmo para dar mais confiabilidade ao trabalho. Behrens
e Rosen (2010) reafirmam esta importância quando após a definição do tema, da
área, da terminologia , está na hora de desenvolver a estratégia de busca .
"A estratégia de busca pode ser definida como uma técnica ou conjunto de
regras para tornar possível o encontro entre uma pergunta formulada e a informação
armazenada em uma base de dados.". (LOPEZ, 2002 , p. 41). Em seguida pode-se
partir para a busca em bases de dados, preferencialmente indicados por algum
professor ou bibliotecário .
Embora não seja uma tarefa simples, a formulação da pergunta ou questão da
pesquisa, definida como uma das etapas da revisão de literatura irá influenciar
definitivamente na escolha de uma adequada estratégia de busca.
Pesquisas demonstram que, estratégias de busca mal planejadas, seja por
questões mal definidas ou por desconhecimento dos recursos oferecidos pelas
fontes, dentre outras, resultam em resultados frustrantes e usuários desmotivados.
Em uma pesquisa realizada na UNESP (Marilia) a elaboração da estratégia de
busca foi apontada como a principal dificuldade enfrentada pelos sujeitos da
pesquisa . Essas dificuldades sugerem ações junto aos usuários para o
desenvolvimento de habilidades para corrigir essas dificuldades. (GARCIA, 2005).

2 Materiais e Métodos

O presente trabalho apresenta o módulo de capacitação "Fontes de
informação online: nível avançado" criado a partir das demandas da comunidade
acadêmica . Baseado no modelo de revisão integrativa de Cooper (1984), um
conteúdo programático mínimo foi desenvolvido.
O objetivo é desenvolver competências na busca planejada e uso das fontes
de informação.
A construção de um modelo de protocolo padrão, baseado nas cinco etapas,
que possa ser aplicado às diversas áreas do conhecimento emerge como resultado
deste trabalho.

1449

�,:,;

~

NaooNIdc

:::::w

Educação de usuários e competências informacionais
Resumo expandido

o protocolo de pesquisa ou "projeto de pesquisa da pesquisa" explicita as
etapas e as ações que serão implementadas para embasar a revisão integrativa.
3 Resultados Parciais/Finais
Implementado há cerca de um ano, a demanda por este módulo vem
crescendo. Neste primeiro trimestre de 2012 foram capacitadas três turmas, apesar
da participação no curso ter como pré-requisito a realização dos módulos: "fontes
de informação on tine: nível básico e/ou "Portal Capes", caso o usuário não tenha
uma experiência significativa com busca de informações em bases de dados.
A participação efetiva do bibliotecário neste processo mostrou-se altamente
positiva tanto para o usuário, cujo desempenho nas buscas e uso das ferramentas
de pesquisa melhorou, quanto para o bibliotecário que, vivenciando esta
experiência , pode perceber a importância do seu trabalho não apenas na etapa de
busca mas, em todo o processo de revisão da literatura.
4 Considerações Finais
Por ter um sólido conhecimento das bases de dados e estratégias de busca,
além de experiência no Serviço de Referência como um todo, a atuação do
bibliotecário no processo de revisão é fundamental. Além dos resultados alcançados
pela oferta de um novo módulo de capacitação, o esforço implementado para a
definição de um modelo de protocolo/roteiro para a revisão será apresentado. Essa
ferramenta facilita o processo de revisão sistemática/integrativa , na medida em que
explicita as etapas e o caminho a seguir para um processo de revisão da literatura
bem sucedido.
Este trabalho vislumbra uma área de atuação para o profissional da
informação ampliando os múltiplos papéis e o reconhecimento de suas
competências cada vez mais necessárias.

5 Referências
BEHRENS, Laurence; ROSEN , Leonard J. Locating, mining and . In: _ __
Academic writing . 4 th. Pearson : Estados Unidos, 2010 . p. 261 - 288, cap o7.
COOPER, Harris M. The integrative research review: a systematic approach .
Berverly Hills : Sage, 1984. 143 p. (Applied Social Research Methods Series, v. 2).
CORDEIRO, Alexander Magno et aI. Revisão sistemática: uma revisão narrativa.
Revista do Colégio Brasileiro de Cirurgiões, Rio de Janeiro, v. 34, n. 5, p. 428431, nov./dez. , 2007 . Disponível em: &lt;http://dx.doi .org/1 0.1590/S01 0069912007000600012&gt;. Acesso em : 12 jun. 2012.
GARCIA, R. Necessidades de otimização dos processos de planejamento e

1450

�Educação de usuários e competências informacionais
~
:!!il

=
~

""""""

~de

IiWIot_

U'""'..,,""""

Resumo expandido

operacionalização das estratégias de busca em bases de dados: um estudo com
pós-graduandos da UNESP de Marília, 2005. In: SIMPÓSIO INTERNACIONAL DE
BIBLIOTECAS DIGITAIS, 3., São Paulo, 2005. Anais ... São Paulo : SIBi ; IBICT. p.
305-324 .
LOPES, IIza Leite. Uso das linguagens controlada e natural em bases de dados:
revisão da literatura . Cio Inf., Brasília , v. 31 , n. 1, p. 41-52, jan./abr. 2002 . Disponível
em : &lt;http://www.scielo.br/pdf/ci/v31 n1 /a05v31 n 1.pdf&gt;. Acesso em : 26 abro 2012.
MENDES, K. D. S.; SILVEIRA, R. C. C. p. ; GALVÃO, C. M. Revisão integrativa :
método de pesquisa para a incorporação de evidências na saúde e na enfermagem :
integrative literature. Texto &amp; Contexto Enferm., Florianópolis, v. 17, n. 4 , p. 758764, outldez, 2008.
MUNOZ, S. I. S. et aI. Revisão sistemática de literatura e metanálise: noções
básicas sobre seu desenho, interpretação e aplicação na área da saúde.
Dispon ível em : &lt;http://www.proceedings.scielo.br/pdf/sibracen/n8v2/v2a074 .pdf&gt; .
Acesso em : 15 maio 2011 .
POMPEO, Daniele Alcalá ; ROSSI , Lídia Aparecida ; GALVAO , Cristina Maria .
Revisão integrativa : etapa inicial do processo de validação de diagnóstico de
enfermagem .Actapaul. enferm. ,São Paulo,v. 22,n. 4 , 2009 . Disponível em :
&lt;http ://www.scielo.br/pdf/ape/v22n4/a14v22n4 .pdf&gt;. Acesso em : 12 maio 2011 .
SHENK, David . Data Smog : surviving in info glut. Technology Review. v. 100, n. 4
p. 18-26, may/june, 1997. Disponível em :
&lt;http ://davidshenk.com/webimages/dsmogTECHREVIEW.PDF&gt;. Acesso em : 2 fev.
2012 .

1451

�</text>
                  </elementText>
                </elementTextContainer>
              </element>
            </elementContainer>
          </elementSet>
        </elementSetContainer>
      </file>
    </fileContainer>
    <collection collectionId="49">
      <elementSetContainer>
        <elementSet elementSetId="1">
          <name>Dublin Core</name>
          <description>The Dublin Core metadata element set is common to all Omeka records, including items, files, and collections. For more information see, http://dublincore.org/documents/dces/.</description>
          <elementContainer>
            <element elementId="50">
              <name>Title</name>
              <description>A name given to the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51396">
                  <text>SNBU - Edição: 17 - Ano: 2012 (UFRGS - Gramado/RS)</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="49">
              <name>Subject</name>
              <description>The topic of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51397">
                  <text>Biblioteconomia&#13;
Documentação&#13;
Ciência da Informação&#13;
Bibliotecas Universitárias</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="41">
              <name>Description</name>
              <description>An account of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51398">
                  <text>Tema: A biblioteca universitária como laboratório na sociedade da informação.</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="39">
              <name>Creator</name>
              <description>An entity primarily responsible for making the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51399">
                  <text>SNBU - Seminário Nacional de Bibliotecas Universitárias</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="45">
              <name>Publisher</name>
              <description>An entity responsible for making the resource available</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51400">
                  <text>UFRGS</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="40">
              <name>Date</name>
              <description>A point or period of time associated with an event in the lifecycle of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51401">
                  <text>2012</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="44">
              <name>Language</name>
              <description>A language of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51402">
                  <text>Português</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="51">
              <name>Type</name>
              <description>The nature or genre of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51403">
                  <text>Evento</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="38">
              <name>Coverage</name>
              <description>The spatial or temporal topic of the resource, the spatial applicability of the resource, or the jurisdiction under which the resource is relevant</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51404">
                  <text>Gramado (Rio Grande do Sul)</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
          </elementContainer>
        </elementSet>
      </elementSetContainer>
    </collection>
    <itemType itemTypeId="8">
      <name>Event</name>
      <description>A non-persistent, time-based occurrence. Metadata for an event provides descriptive information that is the basis for discovery of the purpose, location, duration, and responsible agents associated with an event. Examples include an exhibition, webcast, conference, workshop, open day, performance, battle, trial, wedding, tea party, conflagration.</description>
    </itemType>
    <elementSetContainer>
      <elementSet elementSetId="1">
        <name>Dublin Core</name>
        <description>The Dublin Core metadata element set is common to all Omeka records, including items, files, and collections. For more information see, http://dublincore.org/documents/dces/.</description>
        <elementContainer>
          <element elementId="50">
            <name>Title</name>
            <description>A name given to the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="63798">
                <text>A contribuição do bibliotecário no processo de revisão sistemática: sugestão de um protocolo de pesquisa.</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="39">
            <name>Creator</name>
            <description>An entity primarily responsible for making the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="63799">
                <text>Bem, Roberta Moraes de; Alves, Maria Bernardete Martins</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="38">
            <name>Coverage</name>
            <description>The spatial or temporal topic of the resource, the spatial applicability of the resource, or the jurisdiction under which the resource is relevant</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="63800">
                <text>Gramado (Rio Grande do Sul)</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="45">
            <name>Publisher</name>
            <description>An entity responsible for making the resource available</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="63801">
                <text>UFRGS</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="40">
            <name>Date</name>
            <description>A point or period of time associated with an event in the lifecycle of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="63802">
                <text>2012</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="51">
            <name>Type</name>
            <description>The nature or genre of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="63804">
                <text>Evento</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="41">
            <name>Description</name>
            <description>An account of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="63805">
                <text>O presente trabalho apresenta o módulo de capacitação "Fontes de informação online: nível avançado" criado a partir das demandas da comunidade acadêmica. Baseado no modelo de revisão integrativa de Cooper (1984), um conteúdo programático mínimo foi desenvolvido. O objetivo é desenvolver competências na busca planejada e uso das fontes de informação. A construção de um modelo de protocolo padrão, baseado nas cinco etapas, que possa ser aplicado às diversas áreas do conhecimento emerge como resultado deste trabalho.</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="44">
            <name>Language</name>
            <description>A language of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="69491">
                <text>pt</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
        </elementContainer>
      </elementSet>
    </elementSetContainer>
  </item>
  <item itemId="5991" public="1" featured="0">
    <fileContainer>
      <file fileId="5055">
        <src>http://repositorio.febab.org.br/files/original/49/5991/SNBU2012_130.pdf</src>
        <authentication>b8723988c1bb8778becd1bec9644923a</authentication>
        <elementSetContainer>
          <elementSet elementSetId="4">
            <name>PDF Text</name>
            <description/>
            <elementContainer>
              <element elementId="92">
                <name>Text</name>
                <description/>
                <elementTextContainer>
                  <elementText elementTextId="63797">
                    <text>Educação de usuários e competências informacionais
i! """"'"
MaooNlck

~

=

:,

IiWitt.UJ
1I....111~

Resumo expandido

MENDELEY E ENDNOTE: A EXPERIÊNCIA DA FMVZlUSP NA
CAPACITAÇÃO E O IMPACTO NA NORMALIZAÇÃO DOS
TRABALHOS ACADÊMICOS
Rosa Maria Fischi1, Elza Maria Rosa Bernardo Faquim 1, Solange Alves
Santanél,3
1Bibliotecária, Faculdade de Medicina Veterinária e Zootecnia - Universidade de São Paulo
(FMVZ/USP) , São Paulo, SP.
2Técnica em Documentação e Informação, Faculdade de Medicina Veterinária e Zootecnia Universidade de São Paulo (FMVZ/USP) , São Paulo, SP.
3Graduanda de Biblioteconomia, Escola de Comunicações e Artes - Universidade de São Paulo
(ECAlUSP) , São Paulo, SP.

1 Introdução
A normalização de documentos ainda hoje se constitui como uma das etapas
mais complexas no processo de elaboração do texto acadêmico e/ou científico,
dadas as especificidades das normas. Com o desenvolvimento de ferramentas para
gerenciamento de referências, como Mendeley, Endnote, Zotero, entre outros, a
normalização assume uma nova dinâmica, agregando recursos ao processo de
estruturação dos trabalhos. Nos últimos anos, o uso de gerenciadores de referências
tem aumentado significativamente no meio acadêmico, uma vez que reduzem
sensivelmente o tempo dedicado à coleta, à compilação e à organização de
referências, atividades que exigem do pesquisador uma atenção meticulosa
(MULDROW; YODER, 2009). De acordo com East (2001), as bibliotecas
acadêmicas, no intuito de atender às demandas informacionais de seus usuários,
promovem cursos de capacitação para o uso de gerenciadores. Siegler e Simboli
(2002) ressaltam que este tipo de capacitação exige apresentações bem
estruturadas e detalhadas para que os usuários conheçam os diversos recursos
oferecidos.
A Biblioteca Virginie Buff D'Ápice da Faculdade de Medicina Veterinária e
Zootecnia da Universidade de São Paulo (FMVZ/USP) tem como um dos seus
principais objetivos capacitar alunos, docentes e pesquisadores na busca à
informação, fornecendo cursos sobre metodologia científica, pesquisa em bases de
dados, redação científica, normalização de documentos e uso de gerenciadores de
referências.
Este trabalho relata a experiência da Biblioteca da FMVZ/USP nos cursos de
capacitação para o uso dos gerenciadores de referências Endnote e Mendeley, bem
como analisa seu impacto no serviço de normalização de documentos acadêmicos.

2 Materiais e Métodos
Desde 2009, é ministrado o curso de capacitação Endnote e, a partir da
identificação de uma nova demanda, em 2011, iniciou-se o curso Mendeley. Os
cursos presenciais, com carga horária de 3 horas, são teórico-práticos e têm como

1444

�Educação de usuários e competências informacionais
i! """"'"
MaooNlck

~

=

:,

IiWitt.UJ
1I....111~

Resumo expandido

objetivo apresentar as funcionalidades dos gerenciadores, contextualizando-os na
área de pesquisa , a fim de promover o uso eficiente .
Desenvolvido pela Thomson Reuters, o software EndNote é uma ferramenta
que permite a busca em bases de dados e a organização de referências. Possui
duas versões - desktop e web (Endnote Web), que funcionam de modo
independente. (THOMSON REUTERS, 2012).
O Mendeley é um gerenciador gratuito de referências. Possui duas versões
integradas, desktop e web, que permitem a pesquisa, o compartilhamento de
arquivos, a organização de referências de acordo com normas nacionais e
internacionais. (MENDELEY, 2012) .
Para a avaliação dos cursos, foi criado um formulário eletrônico, em que são
avaliadas: abordagem dada pelo ministrante, apresentação do tema , adequação de
local, data e carga-horária , e a contribuição do treinamento para a estruturação do
trabalho, além de espaço para a realização de sugestões e comentários.

3 Resultados Parciais/Finais
Entre Janeiro de 2009 e Dezembro de 2011 , foram ministrados 15 cursos de
capacitação, com total de 196 participantes, assim distribuídos (Quadro 1):

Quadro 1 - Distribuição dos artici antes
Gerenciador
Capacitações

Participantes

Endnote I Endnote Web

9

105

Mendeley

6

91

Total

15
Fonte: Pesquisa de campo, 2009-2011

196

Em 2010, iniciou-se a coleta de dados sobre do uso dos gerenciadores pelos
pós-graduandos da instituição. Os dados são obtidos através do formulário
eletrônico de solicitação de Ficha Catalográfica para teses e dissertações.
Analisando os dados obtidos, verifica-se que, dos pesquisadores capacitados
entre 2009 e 2011 e que finalizaram seus trabalhos até Dezembro de 2011 , dez
utilizaram os gerenciadores, sendo que seis utilizaram o Endnote e quatro utilizaram
o Mendeley. Sete pesquisadores capacitados não utilizaram os gerenciadores em
seus trabalhos. O principal motivo apontado por esses pesquisadores para a não
utilização dos gerenciadores foram problemas de configuração nos navegadores e
programas utilizados em seus computadores (Gráfico 1).

1445

�Educação de usuários e competências informacionais
i! """"'"
MaooNl ck

~

=

:,

Resumo expandido

IiWitt.UJ
1I....111~

Gráfico 1 - Uso dos gerenciadores de referências - São Paulo - 2009-2011
7
6

5
4

3
2
1

o
Endnote

M end eley

Não ut ili zou

Fonte: Pesquisa de campo, 2009-2011
4 Considerações Parciais/Finais
A Biblioteca da FMVZ/USP disponibiliza aos seus usuanos o serviço de
normalização, que tem como função realizar a correção normativa, baseada nas
Diretrizes para apresentação de dissertações e teses (FMVZlUSP) , "visando nortear
os pesquisadores na normalização de seus trabalhos, tornando, desta forma ,
possível a padronização das informações" (ZANI ; PESTANA, 2003) . A necessidade
desse serviço se deve à obrigatoriedade, estabelecida pela Comissão de PósGraduação da FMVZ/USP, da revisão de todos os trabalhos pela biblioteca antes de
serem depositados.
Com base nos dados obtidos, verificou-se que o uso dos gerenciadores
ocasionou um aumento significativo no índice de acertos na normalização dos
trabalhos. Constatou-se ainda que o uso adequado e efetivo dos gerenciadores
promoveu a otimização do tempo, permitindo ao pesquisador, concentrar seus
esforços na pesquisa, bem como à biblioteca dinamizar o serviço de normalização
dos documentos acadêmicos.
5 Referências
EAST, J. W. Academic libraries and the provision of support for users of personal
bibliographic software: a survey of australian experience with EndNote. LASIE :
Library Automated Systems Information Exchange , v. 32, n. 1, p. 64-70, 2001 .
Disponível em :
&lt;http://search .informit.com.au/documentSummary;dn=750746137901774 ;res=1 ELHS
S&gt;. Acesso em : 2 fev. 2012 .
MENDELEY. Mendeley. 2012 . Disponível em : &lt;http://www.mendeley.com&gt; . Acesso
em : 4 mar. 2012 .
MULDROW, J.; YODER, S. Out of cite: how reference managers are taking research
to the next leveI. PS : Political Science and Politics, v. 42, n. 1, p. 167-172, 2009 .

1446

�Educação de usuários e competências informacionais
i! """"'"
MaooNlck

~

=

:,

IiWitt.UJ
1I....111~

Resumo expandido

Disponível em : &lt;http://dx.doi.org/1 0.1017 /S 1049096509090337&gt;. Acesso em : 15 abro
2012 .
SIEGLER, S.; SIMBOLl, B. EndNote at Lehigh . Issues in Science and Technology
Librarianship, n. 34, 2002 . Disponível em : &lt;http://www.istl.org/02spring/article4 .html&gt;. Acesso em : 9 mar. 2012 .
THOMSON REUTERS . EndNote: product info. Disponível em :
&lt;http ://www.endnote.com/eninfo.asp&gt; . Acesso em : 15 abro2012 .
ZANI , R. M. F. ; PESTANA, M. C. (coord .) Diretrizes para apresentação de
dissertações e teses na Faculdade de Medicina Veterinária e Zootecnia da
Universidade de São Paulo. 4. ed . São Paulo: SBD - FMVZ/USP, 2003 . 84 f.
Disponível em :
&lt;http ://www.fmvz.usp .br/index.php/site/contentldown load/6034/26390/file/DI RETR IZ
ES.pdf&gt;. Acesso em: 10 mar. 2012 .

1447

�</text>
                  </elementText>
                </elementTextContainer>
              </element>
            </elementContainer>
          </elementSet>
        </elementSetContainer>
      </file>
    </fileContainer>
    <collection collectionId="49">
      <elementSetContainer>
        <elementSet elementSetId="1">
          <name>Dublin Core</name>
          <description>The Dublin Core metadata element set is common to all Omeka records, including items, files, and collections. For more information see, http://dublincore.org/documents/dces/.</description>
          <elementContainer>
            <element elementId="50">
              <name>Title</name>
              <description>A name given to the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51396">
                  <text>SNBU - Edição: 17 - Ano: 2012 (UFRGS - Gramado/RS)</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="49">
              <name>Subject</name>
              <description>The topic of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51397">
                  <text>Biblioteconomia&#13;
Documentação&#13;
Ciência da Informação&#13;
Bibliotecas Universitárias</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="41">
              <name>Description</name>
              <description>An account of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51398">
                  <text>Tema: A biblioteca universitária como laboratório na sociedade da informação.</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="39">
              <name>Creator</name>
              <description>An entity primarily responsible for making the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51399">
                  <text>SNBU - Seminário Nacional de Bibliotecas Universitárias</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="45">
              <name>Publisher</name>
              <description>An entity responsible for making the resource available</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51400">
                  <text>UFRGS</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="40">
              <name>Date</name>
              <description>A point or period of time associated with an event in the lifecycle of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51401">
                  <text>2012</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="44">
              <name>Language</name>
              <description>A language of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51402">
                  <text>Português</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="51">
              <name>Type</name>
              <description>The nature or genre of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51403">
                  <text>Evento</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="38">
              <name>Coverage</name>
              <description>The spatial or temporal topic of the resource, the spatial applicability of the resource, or the jurisdiction under which the resource is relevant</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51404">
                  <text>Gramado (Rio Grande do Sul)</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
          </elementContainer>
        </elementSet>
      </elementSetContainer>
    </collection>
    <itemType itemTypeId="8">
      <name>Event</name>
      <description>A non-persistent, time-based occurrence. Metadata for an event provides descriptive information that is the basis for discovery of the purpose, location, duration, and responsible agents associated with an event. Examples include an exhibition, webcast, conference, workshop, open day, performance, battle, trial, wedding, tea party, conflagration.</description>
    </itemType>
    <elementSetContainer>
      <elementSet elementSetId="1">
        <name>Dublin Core</name>
        <description>The Dublin Core metadata element set is common to all Omeka records, including items, files, and collections. For more information see, http://dublincore.org/documents/dces/.</description>
        <elementContainer>
          <element elementId="50">
            <name>Title</name>
            <description>A name given to the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="63789">
                <text>Mendeley e Endnote: a experiência da FMVZ/USP na capacitação e o impacto na normalização dos trabalhos acadêmicos.</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="39">
            <name>Creator</name>
            <description>An entity primarily responsible for making the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="63790">
                <text>Fichi, Rosa Maria; Faquim, Elza Maria Rosa Bernardo; Santana, Solange Alves</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="38">
            <name>Coverage</name>
            <description>The spatial or temporal topic of the resource, the spatial applicability of the resource, or the jurisdiction under which the resource is relevant</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="63791">
                <text>Gramado (Rio Grande do Sul)</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="45">
            <name>Publisher</name>
            <description>An entity responsible for making the resource available</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="63792">
                <text>UFRGS</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="40">
            <name>Date</name>
            <description>A point or period of time associated with an event in the lifecycle of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="63793">
                <text>2012</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="51">
            <name>Type</name>
            <description>The nature or genre of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="63795">
                <text>Evento</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="41">
            <name>Description</name>
            <description>An account of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="63796">
                <text>Este trabalho relata a experiência da Biblioteca da FMVZ/USP nos cursos de capacitação para o uso dos gerenciadores de referências Endnote e Mendeley, bem como analisa seu impacto no serviço de normalização de documentos acadêmicos.</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="44">
            <name>Language</name>
            <description>A language of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="69490">
                <text>pt</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
        </elementContainer>
      </elementSet>
    </elementSetContainer>
  </item>
  <item itemId="5990" public="1" featured="0">
    <fileContainer>
      <file fileId="5054">
        <src>http://repositorio.febab.org.br/files/original/49/5990/SNBU2012_129.pdf</src>
        <authentication>522f8c79b377aa6f545a817e95ff78be</authentication>
        <elementSetContainer>
          <elementSet elementSetId="4">
            <name>PDF Text</name>
            <description/>
            <elementContainer>
              <element elementId="92">
                <name>Text</name>
                <description/>
                <elementTextContainer>
                  <elementText elementTextId="63788">
                    <text>ã

Educação de usuários e competências informacionais
StrIIinirio

~

s;

N.aoonIId~
1ibtI.IKtf

""

U1riff11f1~Ns

Resumo expandido

PRÁTICAS QUE TRANSFORMAM: IMPLANTAÇÃO DE
MEDIDAS EDUCATIVAS NAS BIBLIOTECAS DA FUNDAÇÃO SÃO
FRANCISCO XAVIER -IPATINGA - MG

Paulo Vitor Oliveira 1, Márcia Maria Palhares2 Mônica Geralda Palhares3
1Especialista. Fundação São Francisco Xavier, Ipatinga, Minas Gerais
2Especialista. @cervus.doc, Uberaba, Minas Gerais
3Especialista. Instituto Presidente Tancredo Almeida Neves, São João Del Rei, Minas Gerais

1 Introdução
As bibliotecas não são apenas um reduto do saber, do conhecimento e da
cultura em geral. São principalmente templos da essência humana e da transmissão
da informação representada por meios bibliográficos, não-bibliográficos e sociais (.
As bibliotecas servem para perpetuar a sabedoria mais pura e salutar dos
seus usuários (AMORIM , 2008).
É um relato que informa as melhorias ocorridas nas bibliotecas da Fundação
São Francisco Xavier.
Após a informatização com o sistema integrado de bibliotecas , notou-se a
necessidade de alterar uma medida administrativa: encerrar com a suspensão dos
usuários e implantar uma medida educativa mais eficiente, que revela o foco
principal da biblioteca , ou seja , educar os usuários para saber como utilizar os
recursos da biblioteca adequadamente, sem causar prejuízos aos demais usuários
e aplicar o conhecimento.
A biblioteca escolar se caracteriza como função pedagógica e abrange
ampla "clientela" e de diversos níveis de escolaridade, pois seus usuários
pertencem à faixa etária dos dois aos oitenta anos, desde a educação
infantil ao pós-médio, incluindo a educação de jovens e adultos, o corpo
docente, funcionários e comunidade escolar (BEHR; MORO; ESTABEL,
2008, p. 32).

O bibliotecário escolar acumula funções de gestor e de educador, e diante da
realidade de cada biblioteca, por meio de uma avaliação no uso de ferramentas de
gestão e qualidade, faz com que inove na realização dos serviços bem como o
acesso e uso correto dos produtos da mesma.
Baseado nisso, ele deve saber como promover a educação dos usuários,
conforme Oliveira (2000, p. 3) afirmou:
"A educação de usuários de biblioteca , é o processo pelo qual o usuário
interioriza comportamentos adequados com relação ao uso da biblioteca e
desenvolve habilidades de interação permanente com sistema de informação".

2 Materiais e Método
Até novembro de 2011 , era aplicada como penalidade, a suspensão
temporária do aluno nas bibliotecas Fundação São Francisco Xavier, quando o

1441

�ã

Educação de usuários e competências informacionais
StrIIinirio

~

s;

N.aoonIId~
1ibtI.IKtf

""

U1riff11f1~Ns

Resumo expandido

mesmo atrasava a devolução de algum material. Essa suspensão estava
relacionada aos dias em atraso do material em questão, ou seja, o tempo de atraso
era correspondente ao tempo que o usuário ficaria sem poder usufruir dos serviços
prestados pela biblioteca .
Percebeu-se que essa medida não era eficaz de acordo com a realidade da
biblioteca, pois os alunos não tinham compromisso com a devolução e não
respeitavam o prazo de entrega adotado no Regulamento Interno da Biblioteca.
Os alunos não se importavam de serem afastados dos serviços da biblioteca,
pois solicitavam a outro colega que fizesse o empréstimo por eles da obra
interessada. Infelizmente esse empréstimo a "terceiros" era comum e constante na
biblioteca da Fundação São Francisco Xavier.
Na maioria das bibliotecas escolares brasileiras, a MULTA é aplicada como
uma medida educativa, pois os usuários precisam entender que o material de uma
biblioteca é um bem público.
A fim de aperfeiçoar os serviços de informação da Biblioteca, manter seu
acervo atualizado e em dia com as devoluções, sugeriu-se a cobrança de um valor
financeiro simbólico. Portanto a multa sugerida foi de R$1,00 (um real) por dia, por
obra e por dias corridos, incluindo finais de semana e feriados. Outra maneira de
liquidar a multa da biblioteca seria a doação de obras literárias. Entretanto, essa
doação passa pela análise do bibliotecário para avaliar se o valor da multa
corresponde ao da obra doada e, se, também, essa obra será de utilidade para a
biblioteca e seu acervo.
A partir da implantação da medida educativa, os usuários tiveram o prazo de
trinta (30) dias, para se adequarem a nova política da biblioteca e fazer as
devoluções dos materiais que estavam em seu poder sem nenhum ônus.
Para a comunidade da Fundação São Francisco Xavier ter consciência a
respeito da aplicabilidade da nova política, a equipe da biblioteca passou em todas
as salas informando sobre as mudanças. Foram feitos cartazes em forma de avisos
e espalhados por todo colégio e na Biblioteca, além de a informação ter sido
divulgada na agenda eletrônica do aluno e do professor.
Com isso, foi possível diminuir o índice de materiais não devolvidos e/ou em
atraso nas devoluções e conscientizar os usuários que a MULTA é aplicada como
uma medida educativa, pois os mesmos precisam entender que o material de uma
biblioteca é um bem público e deve ser acessível a toda comunidade da Fundação
São Francisco Xavier.
O bibliotecário utiliza de várias ferramentas que avaliam o trabalho para a
qualidade dos produtos e serviços, essas são instrumentos para identificar
oportunidades de melhoria e auxiliar na mensuração e apresentação de resultados,
e visa apoiar à tomada de decisão por parte do gestor do processo ((BEHR; MORO;
ESTABEL, 2008).
Baseado nisso, ele deve saber como promover a educação dos usuários,
conforme Oliveira (2000, p. 3) afirmou:
"A educação de usuários de biblioteca, é o processo pelo qual o usuário
interioriza comportamentos adequados com relação ao uso da biblioteca e
desenvolve habilidades de interação permanente com sistema de informação".

3 Resultados Parciais/Finais

1442

�ã

Educação de usuários e competências informacionais
StrIIinirio

~

s;

N.aoonIId~
1ibtI.IKtf

""

U1riff11f1~Ns

Resumo expandido

Por meio das estatísticas do software gerenciador do acervo comparou-se os
resultados 4 meses antes e 4 meses após a implantação da medida educativa na
Biblioteca.
O volume de materiais doados surpreendeu a expectativa da equipe da
Biblioteca. Além de os usuários possuírem um maior número de livros à disposição,
percebeu-se que a medida educativa solucionou um grande problema enfrentado na
Biblioteca: gerar senso de responsabilidade nos usuários e adquirir recursos
financeiros para as Bibliotecas da Fundação São Francisco Xavier.

4 Considerações Parciais/Finais
Ao analisar os resultados parciais, percebeu-se que são nítidas as melhorias
em prol do pleno funcionamento das bibliotecas da Fundação São Francisco Xavier,
após a implantação da medida educativa, pois teve um retorno financeiro que é
investido no acervo da biblioteca ; tais como a aquisição de livros solicitados e
indicados pelos próprios alunos. Nota-se que caiu o índice de atraso na devolução
dos livros significativamente, pois os alunos agora são conscientes que o atraso na
devolução da obra prejudica outros alunos que querem ter acesso à mesma, além
de ficarem em débito com a biblioteca e impossibilitados de fazerem novos
empréstimos até quitação do mesmo.
Outro grande fator relaciona-se às doações de obras literárias que os
usuários fizeram para quitar o débito. Foram doados excelentes livros que já
compõem o acervo , fortalecendo o desenvolvimento da coleção da biblioteca.
Diante dos dados apresentados, verifica-se que as Bibliotecas da Fundação
São Francisco Xavier, sempre atuante, serve de instrumento de apoio ao processo
de educação, estimula o prazer e o gosto pela leitura, a formação do juízo crítico de
seus usuários, possibilita a socialização entre os mesmos e, é pensando na plena
satisfação deles e nas suas necessidades informacionais que a Biblioteca se
preocupa em se aperfeiçoar e melhorar seus serviços prestados cada dia mais.

4 Referências
AMORIM , G. (Org.). Retratos da leitura no Brasil. São Paulo: Imprensa Oficial:
Instituto Pró-livro, 2008. Disponível em :
&lt;hUp://www.prolivro.org .br/ipl/publier4.0/dados/anexos/1815.pdf&gt;. Acesso em : 15
out. 2010.
BERH , A. ; MORO, E. L. S.; ESTABEL, L. B. Gestão da biblioteca escolar:
metodologias, enfoques e aplicação de ferramentas de gestão e serviços de
biblioteca. Ciência da Informação, Brasília, v. 37, n. 2, p. 32-42, maio/ago. 2008
Disponível em :&lt;http://www.scielo .br/pdf/ci/v37n2/a03v37n2.pdf&gt; . Acesso em : 20 jun.
2012.
OLIVEIRA, S. F. J . A contribuição dos esforços de educação de usuário para a
formação dos usuários de informação tecnológica . In: CONGRESSO BRASILEIRO
DE BIBLIOTECONOMIA E DOCUMENTAÇÃO, 19., 2000., Porto Alegre. Anais ...
Porto Alegre : ARGB, 2000. 1 CD-Rom.

1443

�</text>
                  </elementText>
                </elementTextContainer>
              </element>
            </elementContainer>
          </elementSet>
        </elementSetContainer>
      </file>
    </fileContainer>
    <collection collectionId="49">
      <elementSetContainer>
        <elementSet elementSetId="1">
          <name>Dublin Core</name>
          <description>The Dublin Core metadata element set is common to all Omeka records, including items, files, and collections. For more information see, http://dublincore.org/documents/dces/.</description>
          <elementContainer>
            <element elementId="50">
              <name>Title</name>
              <description>A name given to the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51396">
                  <text>SNBU - Edição: 17 - Ano: 2012 (UFRGS - Gramado/RS)</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="49">
              <name>Subject</name>
              <description>The topic of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51397">
                  <text>Biblioteconomia&#13;
Documentação&#13;
Ciência da Informação&#13;
Bibliotecas Universitárias</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="41">
              <name>Description</name>
              <description>An account of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51398">
                  <text>Tema: A biblioteca universitária como laboratório na sociedade da informação.</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="39">
              <name>Creator</name>
              <description>An entity primarily responsible for making the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51399">
                  <text>SNBU - Seminário Nacional de Bibliotecas Universitárias</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="45">
              <name>Publisher</name>
              <description>An entity responsible for making the resource available</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51400">
                  <text>UFRGS</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="40">
              <name>Date</name>
              <description>A point or period of time associated with an event in the lifecycle of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51401">
                  <text>2012</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="44">
              <name>Language</name>
              <description>A language of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51402">
                  <text>Português</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="51">
              <name>Type</name>
              <description>The nature or genre of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51403">
                  <text>Evento</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="38">
              <name>Coverage</name>
              <description>The spatial or temporal topic of the resource, the spatial applicability of the resource, or the jurisdiction under which the resource is relevant</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51404">
                  <text>Gramado (Rio Grande do Sul)</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
          </elementContainer>
        </elementSet>
      </elementSetContainer>
    </collection>
    <itemType itemTypeId="8">
      <name>Event</name>
      <description>A non-persistent, time-based occurrence. Metadata for an event provides descriptive information that is the basis for discovery of the purpose, location, duration, and responsible agents associated with an event. Examples include an exhibition, webcast, conference, workshop, open day, performance, battle, trial, wedding, tea party, conflagration.</description>
    </itemType>
    <elementSetContainer>
      <elementSet elementSetId="1">
        <name>Dublin Core</name>
        <description>The Dublin Core metadata element set is common to all Omeka records, including items, files, and collections. For more information see, http://dublincore.org/documents/dces/.</description>
        <elementContainer>
          <element elementId="50">
            <name>Title</name>
            <description>A name given to the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="63780">
                <text>Práticas que transformam: implantação de medidas educativas nas Bibliotecas da Fundação São Francisco Xavier- Ipatinga- MG.</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="39">
            <name>Creator</name>
            <description>An entity primarily responsible for making the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="63781">
                <text>Oliveira, Paulo Vitor; Palhares, Márcia Maria; Palhares, Mônica Geralda</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="38">
            <name>Coverage</name>
            <description>The spatial or temporal topic of the resource, the spatial applicability of the resource, or the jurisdiction under which the resource is relevant</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="63782">
                <text>Gramado (Rio Grande do Sul)</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="45">
            <name>Publisher</name>
            <description>An entity responsible for making the resource available</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="63783">
                <text>UFRGS</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="40">
            <name>Date</name>
            <description>A point or period of time associated with an event in the lifecycle of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="63784">
                <text>2012</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="51">
            <name>Type</name>
            <description>The nature or genre of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="63786">
                <text>Evento</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="41">
            <name>Description</name>
            <description>An account of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="63787">
                <text>Relata a experiência da Fundação São Francisco Xavier na implantação de medidas educativas, visando o compromisso dos alunos de devolução dos materiais emprestados pela biblioteca. Após a informatização com o sistema integrado de bibliotecas, notou-se a necessidade de alterar uma medida administrativa: encerrar com a suspensão dos usuários e implantar uma medida educativa mais eficiente, que revela o foco principal da biblioteca, ou seja, educar os usuários para saber como utilizar os recursos da biblioteca adequadamente.</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="44">
            <name>Language</name>
            <description>A language of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="69489">
                <text>pt</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
        </elementContainer>
      </elementSet>
    </elementSetContainer>
  </item>
  <item itemId="5989" public="1" featured="0">
    <fileContainer>
      <file fileId="5053">
        <src>http://repositorio.febab.org.br/files/original/49/5989/SNBU2012_128.pdf</src>
        <authentication>db11f814c9fb1c6524c1fcff98dc8345</authentication>
        <elementSetContainer>
          <elementSet elementSetId="4">
            <name>PDF Text</name>
            <description/>
            <elementContainer>
              <element elementId="92">
                <name>Text</name>
                <description/>
                <elementTextContainer>
                  <elementText elementTextId="63779">
                    <text>i

Educação de usuários e competências informacionais
S!mWrio

;:li

/IbooroaIde

:.

IiWitt_
U-,""lIIMbs

=

Resumo expandido

o BIBLIOTECÁRIO NA COMUNICAÇÃO DA INFORMAÇÃO
PRESENTE NOS PORTAIS E BASES DE DADOS CIENTíFICOS:
OPORTUNIDADES E DESAFIOS
Fabiana de Melo Amaral G. Pinto
Bibliotecária, Universidade Federal Fluminense, RJ, Brasil
Especialista em Gestão da Informação e Inteligência Competitiva

1 Introdução
Hoje, vivemos em uma sociedade que possui diversas denominações no meio
acadêmico e científico: sociedade do conhecimento, da informação, do conteúdo,
entre outras ... Vivenciar este contexto, enquanto profissionais da informação, nos
leva a pensar e a repensar nossa atuação enquanto mediadores, educadores,
orientadores e inúmeras outras denominações que venham a expressar nossa
participação na comunicação da informação técnico-científica.
A existência de uma ferramenta que disponibilize a produção técnico-científica por si
só não basta para que aconteça uma utilização eficiente (emprego dos meios) e
eficaz (alcance dos objetivos) da mesma . É necessário que existam profissionais
capacitados, que aceitem o desafio e aproveitem as oportunidades de atuar neste
ambiente tão fértil e promissor para o profissional da informação.
Saber comunicar a informação disponível nos repositórios informacionais presentes
na web, tais como os portais e base de dados científicos, por exemplo, para
pesquisadores e estudantes, de uma maneira geral, é condição para o sucesso e
reconhecimento profissional tão sonhado pelos bibliotecários.
Para reforçar este estudo, escolhemos alguns autores da área de Ciência da
Informação para corroborar nossa hipótese sobre a importância da atuação do
bibliotecário enquanto comunicador e mediador da informação presentes nos portais
e bases de dados científicos na web.
Para Freire (FREIRE, 2006, p.35) "a importância dos profissionais da informação
para o desenvolvimento das forças produtivas na sociedade contemporânea é
decorrente do seu papel de mediador de estoques e usuários de informação."
Acrescenta, ainda, neste mesmo texto, que "... na sociedade do conhecimento
caberá aos trabalhadores da informação o papel de facilitadores da comunicação da
informação, aproximando produtores/emissores e usuários/receptores da
informação, de modo que os recursos disponíveis sejam utilizados por todos aqueles
que dele necessitam ." (2006, p. 43)
Aprender a lidar com atualizações constantes neste ambiente virtual é um desafio,
mas acima de tudo, uma oportunidade para mostrarmos o potencial existente na
formação e atuação do profissional da informação. As diversas formas de
apresentação e acesso às informações presente nestes ambientes fazem com que
busquemos aprender para poder ensinar, orientar, mediar, comunicar, seja qual for a
aplicação utilizada.
Le Coadic reforça este entendimento, ao afirmar que os profissionais de informação
devem buscar "as habilidades necessárias para aprender a se informar e aprender a
informar e sobre onde adquiri-Ias." (2004, p.112)

1436

�i
;:li

S!mWrio

Educação de usuários e competências informacionais

/IbooroaIde

=

IiWitt_

:.

U-,""lIIMbs

Resumo expandido

Almeida Júnior (2009, p. 92) , define de maneira bastante completa o que é a
mediação da informação aplicada ao fazer do profissional da informação. Para ele, o
processo de mediação envolve "toda ação de interferência - realizada pelo
profissional da informação - direta ou indireta, consciente ou inconsciente, singular
ou plural, individual ou coletiva, que propicia a apropriação de informação que
satisfaça, plena ou parcialmente, uma necessidade informacional."
Mas para ser capaz de mediar ou comunicar a informação presente nestes
ambientes é preciso saber lidar e acompanhar as atualizações e mutações
frequentemente ocorridas nas fontes de informações presentes na web. Neste
sentido, a literatura em ciência da Informação vem apontando para uma
necessidade e tendência do profissional da informação em atualizar-se, o que vem
sendo chamado de competência informacional.
Muitos pesquisadores brasileiros que tratam deste assunto encontram, na definição
da ALA (American Library Association) sobre competência informacional, uma
definição satisfatória e que se aplica ao estudo aqui desenvolvido. Para a ALA
(1989)
Para ser competente em informação a pessoa deve ser capaz
de reconhecer quando precisa de informação e possuir
habilidade para localizar, avaliar e usar efetivamente a
informação. Para produzir esse tipo de cidadania é necessário
que escolas e faculdades compreendam o conceito de
competência informacional e o integrem em seus programas de
ensino e que desempenhem um papel de liderança preparando
indivíduos e instituições para aproveitarem as oportunidades
inerentes à sociedade da informação. Em última análise,
pessoas que têm competência informacional são aquelas que
aprenderam a aprender. Essas pessoas sabem como aprender
porque sabem como a informação está organizada, como
encontrar informação e como usar informação, de tal forma que
outros possam aprender com elas.
Neste sentido, respaldados por tais teorias, buscamos, através deste estudo, ainda
em desenvolvimento, verificar a ação mediadora promovida pelo profissional
competente em informação nos portais e base de dados científicos na área da
saúde.

2 Materiais e métodos

o presente estudo vem

sendo desenvolvido no âmbito da Biblioteca da Escola de
Enfermagem Aurora de Afonso Costa (BENF), que é parte integrante da
Superintendência de Documentação (SDC) da Universidade Federal Fluminense . O
método empregado é o questionário fechado, aplicado aos usuários que participam
dos treinamentos oferecidos pela Biblioteca. O universo amostrai, contou com a
participação de 50 pessoas, dentre eles alunos de graduação, e pós-graduação (lato
e strictu sensu), professores e técnicos administrativos. A análise dos dados,

1437

�i
;:li

S!mWrio

Educação de usuários e competências informacionais

/IbooroaIde

=

IiWitt_

:.

U-,""lIIMbs

Resumo expandido

extraídos dos questionários, já apontam para questões em voga na literatura de
Ciência da Informação, o que nos tem dado estímulo para cada vez mais nos
aprofundarmos na temática sobre o bibliotecário enquanto mediador e sua constante
capacitação informacional.
A prática associada à literatura sobre este tema nos tem nos fornecido dados
necessários para análise sobre o impacto causado por bibliotecas e bibliotecários
que atuam efetivamente no âmbito de treinamento, orientação, mediação das bases
de dados e o comportamento dos usuários que deles participam . Verificamos, dentre
outros aspectos, a mudança da concepção e relação, por parte da comunidade
acadêmica, do profissional da informação e suas competências.

3 Resultados parciais
Os dados extraídos dos questionários que foram aplicados aos usuanos
participantes dos treinamentos promovidos pela biblioteca permitiu-nos visualizar de
maneira objetiva que, mesmo aqueles que já tinham tido alguma experiência na
utilização dos recursos informacionais presentes na web, consideram importante ou
fundamental a intervenção do bibliotecário como mediador nestes ambientes.
A maioria dos usuários pesquisados (60%) tinha pouco conhecimento sobre a
existência das fontes de informação presentes na web, bem como a forma de
localizar e acessar a informação.

Antes do curso, qual era o seu conhecimento
sobre os recursos informacionais presentes na
web
3% 4%

• nenhum
• pouco
• satisfatório
• amp lo conhecimento

Fig . 1 - Recursos informacionais

1438

�i
;:li

S!mWrio

Educação de usuários e competências informacionais

/IbooroaIde

=

IiWitt_

:.

U-,""lIIMbs

Resumo expandido

Intermediação do bibliotecá rio na pesquisas em
portais e base de dados científicos

0%

• indifel"en te
• impol"tanle
fundamental

Fig . 2 -Intermediação do bibliotecário

COht ribuição desse curso para sua vída
acadêmica e profissional

• nenhum
• pouco
muito
• fundam ental

Fig . 3 - Contribuição dos cursos

A importância de comunicar e tornar acessível a informação presente nos portais e
bases de dados científicos pode ser verificada na fig o 3. Todos os participantes da
pesquisa reconhecem a contribuição deste tipo de treinamento, corroborando com a
hipótese do estudo em andamento"

4 Considerações parciais
Queremos endossar nossa prática com a teoria já produzida até o momento sobre a
participação do bibliotecário enquanto mediador e comunicador da informação
presentes em fontes de informação online e tentar contribuir, de alguma forma, com
os resultados ainda parciais deste estudo" Entendemos que estas e outras análises
no âmbito do oferecimento de serviços em bibliotecas universitárias deve ser
abraçada pelo profissional da informação no sentido de modificar uma figura
estereotipada do bibliotecário enquanto guardião do saber. É o momento de fazer a

1439

�i

Educação de usuários e competências informacionais
S!mWrio

;:li

/IbooroaIde

:.

IiWitt_
U-,""lIIMbs

=

Resumo expandido

diferença no meio profissional, e ainda, de fazer com que sua prática profissional
seja provedora de informação pertinente e adequada ao público que dela necessita.

5 Referências
ALMEIDA JÚNIOR, Oswaldo Francisco de. Mediação da informação e múltiplas
linguagens. Tendências da Pesquisa Brasileira em Ciência da Informação, v. 2,
n. 1, 2009. Disponível em :
&lt;http://inseer.ibict.br/ancib/index.php/tpbci/article/viewFile/17/39&gt; . Acesso em: 28
mar. 2012 .
AMERICAN LlBRARY ASSOCIATION . Presidential Committee on Information
Literacy. Final report oChicago, 1989.
FREIRE , Isa Maria. Barreiras na comunicação da informação. In: STAREC, Claudio;
GOMES, Elisabeth; BEZERRA, Jorge. Gestão estratégica da informação e
inteligência competitiva. São Paulo : Saraiva , 2006 .
LE COADIC , Ives-François. A ciência da informação. Brasília, DF : Briquet de
Lemos, 2004 .

1440

�</text>
                  </elementText>
                </elementTextContainer>
              </element>
            </elementContainer>
          </elementSet>
        </elementSetContainer>
      </file>
    </fileContainer>
    <collection collectionId="49">
      <elementSetContainer>
        <elementSet elementSetId="1">
          <name>Dublin Core</name>
          <description>The Dublin Core metadata element set is common to all Omeka records, including items, files, and collections. For more information see, http://dublincore.org/documents/dces/.</description>
          <elementContainer>
            <element elementId="50">
              <name>Title</name>
              <description>A name given to the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51396">
                  <text>SNBU - Edição: 17 - Ano: 2012 (UFRGS - Gramado/RS)</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="49">
              <name>Subject</name>
              <description>The topic of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51397">
                  <text>Biblioteconomia&#13;
Documentação&#13;
Ciência da Informação&#13;
Bibliotecas Universitárias</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="41">
              <name>Description</name>
              <description>An account of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51398">
                  <text>Tema: A biblioteca universitária como laboratório na sociedade da informação.</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="39">
              <name>Creator</name>
              <description>An entity primarily responsible for making the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51399">
                  <text>SNBU - Seminário Nacional de Bibliotecas Universitárias</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="45">
              <name>Publisher</name>
              <description>An entity responsible for making the resource available</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51400">
                  <text>UFRGS</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="40">
              <name>Date</name>
              <description>A point or period of time associated with an event in the lifecycle of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51401">
                  <text>2012</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="44">
              <name>Language</name>
              <description>A language of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51402">
                  <text>Português</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="51">
              <name>Type</name>
              <description>The nature or genre of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51403">
                  <text>Evento</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="38">
              <name>Coverage</name>
              <description>The spatial or temporal topic of the resource, the spatial applicability of the resource, or the jurisdiction under which the resource is relevant</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51404">
                  <text>Gramado (Rio Grande do Sul)</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
          </elementContainer>
        </elementSet>
      </elementSetContainer>
    </collection>
    <itemType itemTypeId="8">
      <name>Event</name>
      <description>A non-persistent, time-based occurrence. Metadata for an event provides descriptive information that is the basis for discovery of the purpose, location, duration, and responsible agents associated with an event. Examples include an exhibition, webcast, conference, workshop, open day, performance, battle, trial, wedding, tea party, conflagration.</description>
    </itemType>
    <elementSetContainer>
      <elementSet elementSetId="1">
        <name>Dublin Core</name>
        <description>The Dublin Core metadata element set is common to all Omeka records, including items, files, and collections. For more information see, http://dublincore.org/documents/dces/.</description>
        <elementContainer>
          <element elementId="50">
            <name>Title</name>
            <description>A name given to the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="63771">
                <text>O bibliotecário na comunicação da informação presente nos portais e bases de dados científicos: oportunidades e desafios.</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="39">
            <name>Creator</name>
            <description>An entity primarily responsible for making the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="63772">
                <text>Pinto, Fabiana de Melo Amaral G.</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="38">
            <name>Coverage</name>
            <description>The spatial or temporal topic of the resource, the spatial applicability of the resource, or the jurisdiction under which the resource is relevant</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="63773">
                <text>Gramado (Rio Grande do Sul)</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="45">
            <name>Publisher</name>
            <description>An entity responsible for making the resource available</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="63774">
                <text>UFRGS</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="40">
            <name>Date</name>
            <description>A point or period of time associated with an event in the lifecycle of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="63775">
                <text>2012</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="51">
            <name>Type</name>
            <description>The nature or genre of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="63777">
                <text>Evento</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="41">
            <name>Description</name>
            <description>An account of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="63778">
                <text>Trata-se de um estudo que vem sendo desenvolvido no âmbito da Biblioteca da Escola de Enfermagem Aurora de Afonso Costa (BENF), que pretende endossar nossa prática com a teoria já produzida até o momento sobre a participação do bibliotecário enquanto mediador e comunicador da informação presentes em fontes de informação online e tentar contribuir, de alguma forma, com os resultados ainda parciais deste estudo" Entendemos que estas e outras análises no âmbito do oferecimento de serviços em bibliotecas universitárias deve ser abraçada pelo profissional da informação no sentido de modificar uma figura estereotipada do bibliotecário enquanto guardião do saber.</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="44">
            <name>Language</name>
            <description>A language of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="69488">
                <text>pt</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
        </elementContainer>
      </elementSet>
    </elementSetContainer>
  </item>
  <item itemId="5988" public="1" featured="0">
    <fileContainer>
      <file fileId="5052">
        <src>http://repositorio.febab.org.br/files/original/49/5988/SNBU2012_127.pdf</src>
        <authentication>e33ac6ca864016df7b4ec0c78a8985f0</authentication>
        <elementSetContainer>
          <elementSet elementSetId="4">
            <name>PDF Text</name>
            <description/>
            <elementContainer>
              <element elementId="92">
                <name>Text</name>
                <description/>
                <elementTextContainer>
                  <elementText elementTextId="63770">
                    <text>ii
""""'"
:!li ""-Ide

= ~,:,I:-....

Educação de usuários e competências informacionais
Resumo expandido

DIMENSÕES SOCIAIS DA BIBLIOTECA UNIVERSITÁRIA: PROJETO
DE DESENVOLVIMENTO DE HABILIDADES INFORMACIONAIS.

Aryanna da Costa Amorin 1, Bárbara Costa Fernande~, Gabriela Belmont
de Farias3, Kleber Lima dos Santos4, Raimundo Nonato Ribeiro dos
Santos5, Rebecca Maria de Freitas Sousa6, Yohrranna Kel/y Almeida de
A raújo 7
1,2,697

Discente do Curso de Biblioteconomia , UFC , Fortaleza , CE
3Mestre, UFC, Fortaleza, CE
4Bacharel em Biblioteconomia , UFC , Fortaleza , CE
SMestrando, UFC , Fortaleza , CE

1 Introdução
A sociedade contemporânea caracteriza-se por ser global e tecnológica, onde
seus membros têm a capacidade de acessar, organizar e compartilhar informações a
qualquer hora e em qualquer lugar, A sobrevivência nesse cenário requer indivíduos
que dominem as ferramentas tecnológicas de forma inteligente, pois as exigências
são cada vez maiores em todas as esferas da sociedade. Portanto, as escolas instituições ou redes sociais formadoras de sujeitos- devem estar inseridas nesse
ambiente e responder todas as demandas dessa sociedade.
Para oferecer um ensino de qualidade, é necessário que as escolas levem em
consideração o "desenvolvimento cognitivo do sujeito e o desenvolvimento de
atitudes e valores relacionados com a conduta cívica, e oferecer condições propícias
para o desenvolvimento afetivo e criativo" (UNESCO, 1999, p,18) utilizando os
benefícios trazidos por todos os recursos disponíveis, dentre eles uma instituição
milenar: A BIBLIOTECA! Para tornar esse espaço atraente e frequentado, faz-se
necessário desenvolver habilidades em competência informacional, assim como
realizar ações didático-pedagógicas, naqueles que lidam diretamente com a
biblioteca escolar, sejam bibliotecários ou professores,
termo competência informacional de uma forma mais ampla, significa "um
conjunto de habilidades para localizar, interpretar, analisar, sintetizar, avaliar e

°

Grupo de Pesquisa Cultura,
Gestão da Informação e Sociedade do DCI/UFC,

1 As ações do grupo de estudo GECI é parte integrante do

1429

�ii -

Educação de usuários e competências informacionais

= ::':'1
=.

Resumo expandido

~

"'-Ide

comunicar informação, esteja ela em fontes impressas ou eletrônicas." (CAMPELLO,
2005, p. 9-10) . Fontes estas disponíveis em abundância em recursos informacionais,
nos diversos formatos , como materiais impressos de vários tipos, recursos
audiovisuais e eletrônicos, tais como CD-ROMs, DVDs, internet, bases de dados,
banco de dados, nas redes sociais (chats, facebook, MSN, blogs, twiter, e-mails),
onde o aluno tenha oportunidade de usá-los para localizar e selecionar informações
desejadas. A biblioteca escolar pode fazer a diferença. Uma pesquisa realizada na
Universidade de Denver, nos Estados Unidos assevera que, "um bom programa de
biblioteca, contando com profissional especializado, equipe de apoio treinada,
acervo atualizado e constituído por diversos tipos de materiais informacionais [ ... ]
resultou no melhor aproveitamento escolar dos estudantes [ .. .]" (ANDRADE, 2005, p.
13-14).
O Grupo de Estudo: Competência em informação - dimensões sociais da
universidade (GECI) 1, da Universidade Federal do Ceará (UFC), tem como missão
promover estudos e ações acerca da competência informacional (CI) no âmbito
universitário e escolar. Para tanto, algumas ações foram determinadas para o estudo
da temática CI ; desenvolver ações de promoção da CI ; e, produzir conteúdos
relativos a CI. Ressalta-se ainda que, a preocupação do grupo de estudo é como os
bibliotecários e/ou profissionais que atuam no ambiente biblioteca , desempenham
suas competências e habilidades informacionais, assim como ações pedagógicas,
voltadas ao incentivo à pesquisa e à leitura para alunos de escolas do ensino
fundamental e médio. Pois o que verifica-se é que os alunos ao chegarem à
universidade se deparam com a realidade acadêmica, referente a estudo, leitura e
escrita crítico-reflexiva, e a biblioteca formando um elo, na disponibilização de
informações, por meio de seus múltiplos serviços, como pesquisa em banco e bases
de dados confiáveis, treinamentos, orientações sobre normalização de trabalhos
acadêmicos, entre outros.
Mediante o exposto, o sub-grupo biblioteca escolar (GECI-BE) elaborou o
projeto competência informacional destinado para estudantes do ensino
fundamental , tendo como intuito a capacitação de alunos da Escola de Ensino
Fundamental Centro das Retalhistas com a finalidade de incentivar a leitura e a
pesquisa, promovendo o desenvolvimento de competência informacional e
indivíduos críticos e atuantes na sociedade. O projeto tem como foco as fontes de
informação; fomentar a utilização de variados recursos e fontes informacionais e a
capacidade de avalia- la; Incentivar a compreensão de aspectos éticos e legais
relacionados ao uso da informação; instruir os alunos sobre os procedimentos da
pesquisa escolar; sensibilizar gestores e professores a respeito do uso estratégico
da biblioteca para suas atividades pedagógicas. O projeto justifica-se por
percebermos que o ensino fundamental faz parte de uma etapa inicial de instrução e

Grupo de Pesquisa Cultura,
Gestão da Informação e Sociedade do DCI/UFC.

1 As ações do grupo de estudo GECI é parte integrante do

1430

�li "'""""

--..."
;:~ IM.,_
..

UIIiM,.tliriu

Educação de usuários e competências informacionais
Resumo expandido

mediação do uso correto dos recursos informacionais existentes, permitindo que o
aluno avance nas séries da educação formal e, por conseguinte, endosse a
perspectiva do aprender a aprender em sua trajetória existencial , chegando no
ambiente universitário com base suficiente para o uso dos recursos informacionais
que as bibliotecas universitárias tem a oferecer.

2 Materiais e métodos

o projeto caracteriza-se por ser uma pesquisa-ação na qual permite ao
pesquisador testar hipóteses sobre o fenômeno de interesse implementando e
acessando as mudanças no cenário real. Em relação ao tipo da análise dos dados
será qualitativa.
Adotar-se-á um programa em módulos, focando especificamente a
necessidade observada no ambiente escolar e observando, sempre que possível,
propostas didáticas interativas que incentivem a participação de alunos.
Serão realizados também , à medida que os módulos forem sendo
ministrados, palestras para professores sobre competência informacional e sua
importância para o desenvolvimento educacional dos alunos e o melhoramento do
processo didático em geral. Todas as atividades, sempre que possível , utilizarão o
espaço da biblioteca escolar.
As atividades serão agrupados em quatro módulos, a saber: Módulo
Biblioteca, Módulo Pesquisa e trabalho escolar, Módulo Leitura e Módulo Internet e
Fontes de Informação Web. Os módulos serão ministrados para o 6° e o 9° ano do
ensino fundamental da referida escola , sendo aplicado, no início e fim de cada
módulo, questionários com o objetivo de identificar o conhecimento prévio dos
alunos e o conteúdo retido depois de findado cada módulo.
Através da análise destes questionários, as reflexões suscitadas possibilitarão
produções teóricas, tais como artigos, que conterão os relatos a cerca do
desenvolvimento das ações do grupo de estudo.
3 Resultados parciais/finais
As propostas das ações do grupo de estudo exigiram vários esforços até o
momento, desde discussões entre os membros da célula "biblioteca escolar", a
respeito dos módulos, consultando vários referenciais teóricos à visita e
apresentação do projeto a direção pedagógica da escola.

Grupo de Pesquisa Cultura,
Gestão da Informação e Sociedade do DCI/UFC.

1 As ações do grupo de estudo GECI é parte integrante do

1431

�i!:

StIllÕtltriO

~

NaooNJdc

;;

1iWi ..,",

101

U..... lli,...:w

Educação de usuários e competências informacionais
Resumo expandido

4 Considerações parciaislfinais
A competência informacional no âmbito no ensino público brasileiro
elenca um conjunto de tópicos complexos, dificuldades e problemáticas que
suplanta a própria temática e diz respeito à re-estruturação da Educação no
Brasil e a reformulação de papéis de todos os agentes envolvidos no
processo educacional.
A competência informacional defende a autonomia do aluno e com o
aprender a aprender, propagadas em várias teorias educacionais ditas
contemporâneas.

Referências
ANDRADE, M. E. A. A biblioteca faz a diferença. In. : CAMPELLO, B. S. (et ai). A
biblioteca escolar: temas para uma prática pedagógica. Belo Horizonte: Autêntica,
2005.
CAMPELLO, B. S. (et ai). A biblioteca escolar: temas para uma prática
pedagógica. Belo Horizonte: Autêntica, 2005.
UNESCO. Manifesto da Biblioteca Escolar. UNESCO, 1999.

Grupo de Pesquisa Cultura,
Gestão da Informação e Sociedade do DCI/UFC.

1 As ações do grupo de estudo GECI é parte integrante do

1432

�</text>
                  </elementText>
                </elementTextContainer>
              </element>
            </elementContainer>
          </elementSet>
        </elementSetContainer>
      </file>
    </fileContainer>
    <collection collectionId="49">
      <elementSetContainer>
        <elementSet elementSetId="1">
          <name>Dublin Core</name>
          <description>The Dublin Core metadata element set is common to all Omeka records, including items, files, and collections. For more information see, http://dublincore.org/documents/dces/.</description>
          <elementContainer>
            <element elementId="50">
              <name>Title</name>
              <description>A name given to the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51396">
                  <text>SNBU - Edição: 17 - Ano: 2012 (UFRGS - Gramado/RS)</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="49">
              <name>Subject</name>
              <description>The topic of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51397">
                  <text>Biblioteconomia&#13;
Documentação&#13;
Ciência da Informação&#13;
Bibliotecas Universitárias</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="41">
              <name>Description</name>
              <description>An account of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51398">
                  <text>Tema: A biblioteca universitária como laboratório na sociedade da informação.</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="39">
              <name>Creator</name>
              <description>An entity primarily responsible for making the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51399">
                  <text>SNBU - Seminário Nacional de Bibliotecas Universitárias</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="45">
              <name>Publisher</name>
              <description>An entity responsible for making the resource available</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51400">
                  <text>UFRGS</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="40">
              <name>Date</name>
              <description>A point or period of time associated with an event in the lifecycle of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51401">
                  <text>2012</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="44">
              <name>Language</name>
              <description>A language of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51402">
                  <text>Português</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="51">
              <name>Type</name>
              <description>The nature or genre of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51403">
                  <text>Evento</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="38">
              <name>Coverage</name>
              <description>The spatial or temporal topic of the resource, the spatial applicability of the resource, or the jurisdiction under which the resource is relevant</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51404">
                  <text>Gramado (Rio Grande do Sul)</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
          </elementContainer>
        </elementSet>
      </elementSetContainer>
    </collection>
    <itemType itemTypeId="8">
      <name>Event</name>
      <description>A non-persistent, time-based occurrence. Metadata for an event provides descriptive information that is the basis for discovery of the purpose, location, duration, and responsible agents associated with an event. Examples include an exhibition, webcast, conference, workshop, open day, performance, battle, trial, wedding, tea party, conflagration.</description>
    </itemType>
    <elementSetContainer>
      <elementSet elementSetId="1">
        <name>Dublin Core</name>
        <description>The Dublin Core metadata element set is common to all Omeka records, including items, files, and collections. For more information see, http://dublincore.org/documents/dces/.</description>
        <elementContainer>
          <element elementId="50">
            <name>Title</name>
            <description>A name given to the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="63762">
                <text>Dimensões sociais da Biblioteca Universitária: projeto de desenvolvimento de habilidades informacionais.</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="39">
            <name>Creator</name>
            <description>An entity primarily responsible for making the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="63763">
                <text>Amorin, Aryanna da Costa et al.</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="38">
            <name>Coverage</name>
            <description>The spatial or temporal topic of the resource, the spatial applicability of the resource, or the jurisdiction under which the resource is relevant</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="63764">
                <text>Gramado (Rio Grande do Sul)</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="45">
            <name>Publisher</name>
            <description>An entity responsible for making the resource available</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="63765">
                <text>UFRGS</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="40">
            <name>Date</name>
            <description>A point or period of time associated with an event in the lifecycle of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="63766">
                <text>2012</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="51">
            <name>Type</name>
            <description>The nature or genre of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="63768">
                <text>Evento</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="41">
            <name>Description</name>
            <description>An account of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="63769">
                <text>Disserta sobre o projeto competência informacional destinado para estudantes do ensino fundamental, tendo como intuito a capacitação de alunos da Escola de Ensino Fundamental Centro das Retalhistas com a finalidade de incentivar a leitura e a pesquisa promovendo o desenvolvimento de competência informacional e indivíduos críticos e atuantes na sociedade</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="44">
            <name>Language</name>
            <description>A language of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="69487">
                <text>pt</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
        </elementContainer>
      </elementSet>
    </elementSetContainer>
  </item>
  <item itemId="5987" public="1" featured="0">
    <fileContainer>
      <file fileId="5051">
        <src>http://repositorio.febab.org.br/files/original/49/5987/SNBU2012_126.pdf</src>
        <authentication>c0948db38882e7bcdfc369fabacc8ab9</authentication>
        <elementSetContainer>
          <elementSet elementSetId="4">
            <name>PDF Text</name>
            <description/>
            <elementContainer>
              <element elementId="92">
                <name>Text</name>
                <description/>
                <elementTextContainer>
                  <elementText elementTextId="63761">
                    <text>~

~

"

MtoonaIdC'

Educação de usuários e competências informacionais

= ::::w

Resumo expandido

BOOKCROSSING: A EXPERIÊNCIA DA FUNDAÇÃO SÃO
FRANCISCO XAVIER EM IPATINGA (MG)

Paulo Vitor Oliveira 1, Márcia Maria Palhare~ Mônica Geralda Palhares3
1Especialista. Fundação São Francisco Xavier, Ipatinga, Minas Gerais
2Especialista . @cervus.doc, Uberaba, Minas Gerais
3Especialista. Instituto Presidente Tancredo Almeida Neves, São João Del Rei , Minas Gerais

1 Introdução

o BookCrossing é uma atividade de leitura que está sendo realizada pela
Fundação São Francisco Xavier em Ipatinga (MG) é um movimento global no qual a
ideia é deixar livros em locais públicos para que eles possam ser encontrados pelo
público leitor (BOOKCROSSING, c2009a).
O BookCrossing visa a democratização e o acesso à leitura, em um mundo
tão cheio de informação e tão pouca difusão livre, oferecer um livro guardado no
armário é uma socialização de conhecimento (WIKIPEDIA, 2012)
Além disso, contribui para o desenvolvimento do país. Quanto mais cultura,
mais desenvolvimento civil, acadêmico e político do Brasil.
2 Materiais e Métodos
Organizar o acervo de forma que ele possa ser disponibilizado em locais
públicos seguindo as etapas:
a) Registrar e etiquetar seu livro gratuitamente e obtenha uma ID única
do BookCrossing .
b) Libertar o livro, dando de presente, deixando em lugares públicos ou
criando maneiras próprias de passa-los adiante.
c) Depois de libertar o livro, acompanhar sua viagem pelo mundo por
meio do registro dos usuários do livro no site BookCrossing .com .
Essa atividade foi implantada na Fundação São Francisco Xavier, para que os
alunos participem efetivamente do processo de disseminação do conhecimento e da
leitura (BOOKCROSSING, c2009b) .
Qualquer pessoa pode participar do movimento. Não há regras prédeterminadas e nada é cobrado. É esperado, no entanto, que todas as pessoas que
peguem esses livros acessem o site e digam que estão com ele. Dessa forma, é
possível rastrear o exemplar (BOOKCROSSING, c2009b) .
Imagine o mundo de oportunidades que seu livro terá assim que você
registrá-lo, etiquetá-lo e libertá-lo.
Você etiquetou seu livro, e ele está pronto para viajar o mundo.

1433

�~

a

5fflnirio
Naoonalde

=.

IttIIOtlt......

=

UIlt&lt;rt&lt;'Jl IWW

Educação de usuários e competências informacionais
Resumo expandido

2.1 Etapas de realização do BookCrossing
Para se colocar em prática o BookCrossing algumas etapas devem ser
seguidas de acordo com (BOOKCROSSING, c2009b).
a) Registre seu livro gratuitamente e obtenha uma ID única do BookCrossing .
Este BCID (Book Crossing IDentificação) lhe permite seguir seu livro onde
quer que vá . Imagine-o como um passaporte que permite seu livro viajar pelo
mundo sem se perder!
b) Liberte. Agora é hora de passá-lo adiante!
c) Siga . Veja em que lugar do mundo seu livro anda , e quem o lê! Após ter
etiquetado e libertado seu livro, siga suas aventuras pela internet.
Quando outro leitor encontra o seu livro, ele pode introduzir o BCID no
BookCrossing .com e informar que o livro foi capturado. Pelos comentários em seu
livro você pode ver onde ele está; quem o está lendo agora, e segui-lo para onde for
(BOOKCROSSING, c2009b).
Alguns livros tendem a permanecer em uma região, enquanto outros
realmente se movimentam!
Um livro pode tocar a vida de um leitor que nunca o teria conhecido de outra
maneira, ou pode apenas circular entre seus amigos.
BookCrossers ativos já registraram coletivamente quase oito milhões de
livros que estão viajando para cerca de 132 países (BOOKCROSSING, c2009b) .

3 Resultados Parciais
Para o sucesso completo do trabalho é necessano o envolvimento e
participação dos usuários, o que incentiva a equipe da Biblioteca a continuar
realizando a atividade.
É importante destacar que atividade de leitura dessa natureza começa
pequena e tende a se ampliar no decorrer do tempo.
A atividade possibilita a participação de usuários internos (alunos, servidores
e docentes) e também pessoas da comunidade externa que se interessarem e
tiverem a possibilidade de participar do movimento "libertando" algum livro.
Ainda não se pode falar sobre os resultados visto que o projeto está em
andamento e não tem uma data para finalizar, mas no decorrer dos anos os dados
são contabilizados e os resultados serão avaliados ao final de cada ano; nesse caso
são verificados se a proposta é válida no que diz respeito aos objetivos propostos e
ou seja, motivar e incentivar os alunos, professores e funcionários, a ter o hábito e
prática da leitura, pois, muitos são os livros que só se lêem uma vez.
BookCrossers do mundo todo e ativos já registraram coletivamente quase
oito milhões de livros que estão viajando para cerca de 132 países!
Imagine o mundo de oportunidades que seu livro terá assim que você
registrá-lo, etiquetá-lo e libertá-lo. Você etiquetou seu livro, e ele está pronto para
viajar o mundo .

1434

�Educação de usuários e competências informacionais
il

~

ai; NMJonaIdC'

=

=

IMtl_
1I....'rtww

Resumo expandido

4 Considerações Parciais

Anualmente as atividades de incentivo à leitura são aguardadas com carinho
pela comunidade da Fundação São Francisco Xavier. Isto, somado ao gosto que os
colaboradores da Biblioteca tem pela leitura e a vontade de repartir o prazer do
hábito de leitura aos usuários. O Bookcrossing é uma das atividades importantes e
agradáveis com a troca de experiências entre profissionais e usuários da Biblioteca .
A Biblioteca nesse momento percebe que tem assumido seu papel, procura
desenvolver as atividades sob sua responsabilidade de incentivo à leitura, exemplo
disso é o BookCrossing que está em andamento e que embora ainda não se possa
mensurar, mas de acordo com o acontecimentos decorrentes dessa atividade, com
certeza ao final desse ano os objetivos e os resultados serão positivos ..
5 Referências

BOOKCROSSING Brasil : leia, registre e liberte. Na imprensa. c2009b . Disponível
em: &lt;http://www.bookcrossing .com .br/wp-contentluploads/Jorna I-da-USP_Bemvindo-ao-BookCrossingjan .07.pdf&gt; . Acesso em : 16 mar. 2012 .
BOOKCROSSING Brasil : leia, registre e liberte. O que é bookcrossing? c2009a .
Disponível em : &lt; http://www.bookcrossing .com .br/o-que-e-o-bookcrossing/&gt;. Acesso
em: 16 mar. 2012 .
WIKIPÉDIA: a enciclopédia livre. BookCrossing . 2012 . Disponível
em :&lt;http://pt.wikipedia.org/wiki/BookCrossing&gt; . Acesso em : 12 abro2012 .

1435

�</text>
                  </elementText>
                </elementTextContainer>
              </element>
            </elementContainer>
          </elementSet>
        </elementSetContainer>
      </file>
    </fileContainer>
    <collection collectionId="49">
      <elementSetContainer>
        <elementSet elementSetId="1">
          <name>Dublin Core</name>
          <description>The Dublin Core metadata element set is common to all Omeka records, including items, files, and collections. For more information see, http://dublincore.org/documents/dces/.</description>
          <elementContainer>
            <element elementId="50">
              <name>Title</name>
              <description>A name given to the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51396">
                  <text>SNBU - Edição: 17 - Ano: 2012 (UFRGS - Gramado/RS)</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="49">
              <name>Subject</name>
              <description>The topic of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51397">
                  <text>Biblioteconomia&#13;
Documentação&#13;
Ciência da Informação&#13;
Bibliotecas Universitárias</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="41">
              <name>Description</name>
              <description>An account of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51398">
                  <text>Tema: A biblioteca universitária como laboratório na sociedade da informação.</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="39">
              <name>Creator</name>
              <description>An entity primarily responsible for making the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51399">
                  <text>SNBU - Seminário Nacional de Bibliotecas Universitárias</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="45">
              <name>Publisher</name>
              <description>An entity responsible for making the resource available</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51400">
                  <text>UFRGS</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="40">
              <name>Date</name>
              <description>A point or period of time associated with an event in the lifecycle of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51401">
                  <text>2012</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="44">
              <name>Language</name>
              <description>A language of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51402">
                  <text>Português</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="51">
              <name>Type</name>
              <description>The nature or genre of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51403">
                  <text>Evento</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="38">
              <name>Coverage</name>
              <description>The spatial or temporal topic of the resource, the spatial applicability of the resource, or the jurisdiction under which the resource is relevant</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51404">
                  <text>Gramado (Rio Grande do Sul)</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
          </elementContainer>
        </elementSet>
      </elementSetContainer>
    </collection>
    <itemType itemTypeId="8">
      <name>Event</name>
      <description>A non-persistent, time-based occurrence. Metadata for an event provides descriptive information that is the basis for discovery of the purpose, location, duration, and responsible agents associated with an event. Examples include an exhibition, webcast, conference, workshop, open day, performance, battle, trial, wedding, tea party, conflagration.</description>
    </itemType>
    <elementSetContainer>
      <elementSet elementSetId="1">
        <name>Dublin Core</name>
        <description>The Dublin Core metadata element set is common to all Omeka records, including items, files, and collections. For more information see, http://dublincore.org/documents/dces/.</description>
        <elementContainer>
          <element elementId="50">
            <name>Title</name>
            <description>A name given to the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="63753">
                <text>Bookcrossing: a experiência da Fundação São Francisco Xavier em Ipatinga (MG).</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="39">
            <name>Creator</name>
            <description>An entity primarily responsible for making the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="63754">
                <text>Oliveira, Paulo Vitor; Palhares, Márcia Maria; Palhares, Mônica Geralda</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="38">
            <name>Coverage</name>
            <description>The spatial or temporal topic of the resource, the spatial applicability of the resource, or the jurisdiction under which the resource is relevant</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="63755">
                <text>Gramado (Rio Grande do Sul)</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="45">
            <name>Publisher</name>
            <description>An entity responsible for making the resource available</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="63756">
                <text>UFRGS</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="40">
            <name>Date</name>
            <description>A point or period of time associated with an event in the lifecycle of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="63757">
                <text>2012</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="51">
            <name>Type</name>
            <description>The nature or genre of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="63759">
                <text>Evento</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="41">
            <name>Description</name>
            <description>An account of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="63760">
                <text>Discorre sobre o Bookcrossing, atividade de leitura realizada na Fundação São Francisco Xavier, é um movimento global no qual a ideia é deixar livros em locais públicos e que possam ser encontrados pelo público leitor, essa atividade foi implantada para que os alunos participem do processo de disseminação do conhecimento e da leitura</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="44">
            <name>Language</name>
            <description>A language of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="69486">
                <text>pt</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
        </elementContainer>
      </elementSet>
    </elementSetContainer>
  </item>
  <item itemId="5986" public="1" featured="0">
    <fileContainer>
      <file fileId="5050">
        <src>http://repositorio.febab.org.br/files/original/49/5986/SNBU2012_125.pdf</src>
        <authentication>f4295ffac4c7eb9377f9725a0b328e12</authentication>
        <elementSetContainer>
          <elementSet elementSetId="4">
            <name>PDF Text</name>
            <description/>
            <elementContainer>
              <element elementId="92">
                <name>Text</name>
                <description/>
                <elementTextContainer>
                  <elementText elementTextId="63752">
                    <text>i! """"'"
MaooNlck

~

=

:,

IiWitt.UJ
1I....111~

Educação de usuários e competências informacionais
Resumo expandido

A IMPORTÂNCIA DO TREINAMENTO DE USUÁRIOS NA
UNIVERSIDADE DE FORTALEZA: UTILIZAÇÃO DE FONTES DE
INFORMAÇÃO DISPONIBILIZADAS ATRAVÉS DA INTERNET

Mírian Cristina de Lima 1
1Especialista em Pesquisa Científica, Universidade de Fortaleza , Fortaleza, Ceará

1 Introdução
A comunidade acadêmica enfrenta no desempenho das atividades,
constantes desafios representados pelos rápidos avanços e mudanças no campo
das tecnologias da informação/ comunicação. Recebemos com grande expectativa
as novas tecnologias como solução para algumas questões vivenciadas na
disponibilização e desenvolvimento de serviços.
A Internet tornou possível novas formas de transferência de informação para
fins educacionais. Este dinamismo representa uma nova possibilidade ou um novo
caminho como canal de divulgação científica.
Com o crescimento exponencial da informação o bibliotecário tem um papel
mais ativo no processo de ensino e aprendizagem, pois atua como educador. Não
basta disponibilizar as fontes de informação, o bibliotecário deve aproximar a fonte
do usuário e capacitá-lo.
Segundo Dudziak (2003, p. 30): "A biblioteca é concebida como espaço de
aprendizado, e o profissional da informação aparece ora como gestor do
conhecimento, ora como mediador nos processos de busca da informação."
Neste sentido a biblioteca universitária através do seu serviço de referência
assume uma nova função relacionada à capacitação, através dos treinamentos para
utilização das bases de dados digitais. Podendo assim , auxiliar os usuários a
desenvolver suas competências informacionais através da identificação das fontes
de informação e das estratégias para pesquisa .
Souto (2004, p. 23) relata que: "[ .. .] é urgente à necessidade de investimento
de esforços no sentido de educar e capacitar o 'leitor universitário' quanto ao uso das
várias ferramentas informacionais disponíveis no ambiente acadêmico [...)".
Buscamos mostrar a realidade da Universidade de Fortaleza- UNIFOR com
relação ao treinamento de usuários e as iniciativas para conscientizar a comunidade
acadêmica sobre o serviço.

1425

�i! """"'"
MaooNlck

~

=

:,

IiWitt.UJ
1I....111~

Educação de usuários e competências informacionais
Resumo expandido

2 Materiais e Métodos
A Universidade de Fortaleza (2012 , p. 1) oferece 32 cursos de graduação
divididos em 5 centros, 48 cursos de especialização, 5 cursos de mestrado e 6
cursos de doutorado. Contabilizando um total de aproximadamente 25.317 alunos de
graduação, 2.027 alunos de pós-graduação, 1.204 professores entre efetivos e
horistas e 1.384 funcionários .
Contamos com uma Biblioteca Central que tem como missão disponibilizar
informações de qualidade, em qualquer suporte, para o desenvolvimento intelectual,
científico e cultural da Comunidade Universitária da Unifor e ex-alunos.
Este trabalho apresenta um estudo comparativo entre 2010 e 2011 do número
de usuários treinados na Universidade de Fortaleza - UNIFOR nas fontes de
informação disponíveis na Internet. Trata-se de uma pesquisa descritiva com um
cunho indutivo, pois parte de dados particulares, cujas causas se deseja conhecer.

3 Resultados Parciais/Finais
A Biblioteca Central da Universidade de Fortaleza sempre tem o objetivo de
capacitar os usuários, através da apresentação dos serviços oferecidos pela
Biblioteca e do treinamento "Uso de Bases de Dados Digitais". A divulgação dos
treinamentos é feita através do envio de e-mail para os alunos, comunicação interna
para os professores e avisos no site da Universidade.

o Gráfico 1 apresenta o total de usuários que participaram dos treinamentos
em grupo realizados em 2010 , dividimos em 3 categorias: graduação, pósgraduação e professores/funcionários .

• Graduação
• Pós - Graduação
Professores! Funcionários

Gráfico 1 - Número de usuários treinados em 2010
Fonte: Listas de frequência do treinamento "Uso de bases de dados digitais" do ano de
2010.

1426

�i! """"'"
MaooNlck

~

=

:,

IiWitt.UJ
1I....111~

Educação de usuários e competências informacionais
Resumo expandido

Percebemos que o nosso maior público são os alunos da graduação, o que
consideramos positivo, afinal podemos auxiliar significativamente no processo de
ensino e aprendizagem, despertando no discente o interesse pelas fontes de
informação adequadas.
Comparando o número de usuanos que participaram dos treinamentos em
2010 e 2011, conforme apresentado no Gráfico 2 tivemos um crescimento de 71 ,8% .
Um dos fatores que está sendo percebido é a conscientização por parte dos
docentes com relação à importância da capacitação, isto é fruto não só das
divulgações, mas da análise do docente com relação ao feedback dos alunos .

• Graduação
• Pós - G radu ação
O Pro fessoresl Fun cioná ri os

Gráfico 2 - Número de usuários treinados em 2011
Fonte: Listas de frequência do treinamento "Uso de bases de dados digitais" do ano de
2011.

Antunes (2006, p. 22) relata que: "Na linha de pensamento apresentada , o
serviço de referência acaba por resultar num processo dinâmico e interactivo, em
que as bibliotecas se tornam parceiros integrais das universidades [ .. T. O
bibliotecário deve assumir o papel de instrutor e mediador, tradicionalmente a
biblioteca sempre focou no relacionamento com o discente, hoje percebemos que a
relação deve ser docente - bibliotecário - discente.

4 Considerações Parciais/Finais

Conforme os dados apresentados através da expenencia real izada na
Universidade de Fortaleza percebemos, a cada dia, a evolução das tecnologias e o
aumento do fluxo de informações no meio digital, neste momento o bibliotecário
deve assumir o papel de agente transformador e mediador, podendo demonstrar
sua capacidade e sua importância no processo de ensino e aprendizagem.

1427

�i!

SfN!ilir;.

~

"-nll de:

[;'

MIItol_

...

u.I....lbri...

Educação de usuários e competências informacionais
Resumo expandido

Podemos citar vários aspectos positivos advindos da capacitação, dentre eles
o desenvolvimento de competências informacionais, profissionais mais qualificados,
maior domínio dos recursos digitais.
Conforme os dados apresentados através da experiência realizada na
Universidade de Fortaleza , verifica-se que o trabalho de capacitação é continuo, esta
pesquisa evoluirá com o foco no estudo de usuários, para avaliar o comportamento
informacional dos discentes que utilizam este serviço .

5 Referências
ANTUNES , Maria da Luz M. Serviço de referência na área da saúde em contexto
universitário: o papel de mediador do bibliotecário de referência.2006 . 162 f. Tese.
(Mestrado em Ciências Documentais) - Departamento de Ciências Documentais,
Universidade Autónoma de Lisboa , Lisboa , 2006 . Disponível
em :&lt;http://eprints.rclis.org/bitstream/1 0760/15994/1/TeseMLA.pdf &gt;. Acesso em : 30
mar. 2012 .

DUDZIAK, Elisabeth Adriana. Information literacy: princípios, filosofia e prática.
Ciência da Informação, v. 32, n. 1, p. 23-35, jan./abr. 2003 . Disponível em :
&lt;http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&amp;pid=S010019652003000100003&amp;lng=en&amp;nrm=iso&gt;. Acesso em : 20 mar. 2012.

SOUTO, Leonardo Fernandes. O leitor universitário e sua formação quanto ao uso
de recursos informacionais. Biblios, v. 5, n. 17, jan./mar., 2004 .

UNIVERSIDADE DE FORTALEZA. Biblioteca: dados estatísticos. Fortaleza , 2012 .
Disponível em :&lt;http://www.unifor.br/index.phpoption=com_content&amp;vie w=article
&amp;id=637&amp;ltemid=1137 &gt;. Acesso em: 24 mar. 2012 .

1428

�</text>
                  </elementText>
                </elementTextContainer>
              </element>
            </elementContainer>
          </elementSet>
        </elementSetContainer>
      </file>
    </fileContainer>
    <collection collectionId="49">
      <elementSetContainer>
        <elementSet elementSetId="1">
          <name>Dublin Core</name>
          <description>The Dublin Core metadata element set is common to all Omeka records, including items, files, and collections. For more information see, http://dublincore.org/documents/dces/.</description>
          <elementContainer>
            <element elementId="50">
              <name>Title</name>
              <description>A name given to the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51396">
                  <text>SNBU - Edição: 17 - Ano: 2012 (UFRGS - Gramado/RS)</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="49">
              <name>Subject</name>
              <description>The topic of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51397">
                  <text>Biblioteconomia&#13;
Documentação&#13;
Ciência da Informação&#13;
Bibliotecas Universitárias</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="41">
              <name>Description</name>
              <description>An account of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51398">
                  <text>Tema: A biblioteca universitária como laboratório na sociedade da informação.</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="39">
              <name>Creator</name>
              <description>An entity primarily responsible for making the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51399">
                  <text>SNBU - Seminário Nacional de Bibliotecas Universitárias</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="45">
              <name>Publisher</name>
              <description>An entity responsible for making the resource available</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51400">
                  <text>UFRGS</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="40">
              <name>Date</name>
              <description>A point or period of time associated with an event in the lifecycle of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51401">
                  <text>2012</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="44">
              <name>Language</name>
              <description>A language of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51402">
                  <text>Português</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="51">
              <name>Type</name>
              <description>The nature or genre of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51403">
                  <text>Evento</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="38">
              <name>Coverage</name>
              <description>The spatial or temporal topic of the resource, the spatial applicability of the resource, or the jurisdiction under which the resource is relevant</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51404">
                  <text>Gramado (Rio Grande do Sul)</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
          </elementContainer>
        </elementSet>
      </elementSetContainer>
    </collection>
    <itemType itemTypeId="8">
      <name>Event</name>
      <description>A non-persistent, time-based occurrence. Metadata for an event provides descriptive information that is the basis for discovery of the purpose, location, duration, and responsible agents associated with an event. Examples include an exhibition, webcast, conference, workshop, open day, performance, battle, trial, wedding, tea party, conflagration.</description>
    </itemType>
    <elementSetContainer>
      <elementSet elementSetId="1">
        <name>Dublin Core</name>
        <description>The Dublin Core metadata element set is common to all Omeka records, including items, files, and collections. For more information see, http://dublincore.org/documents/dces/.</description>
        <elementContainer>
          <element elementId="50">
            <name>Title</name>
            <description>A name given to the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="63744">
                <text>A importância do treinamento de usuários na Universidade de Fortaleza: utilização de fontes de informação disponibilizadas através da internet.</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="39">
            <name>Creator</name>
            <description>An entity primarily responsible for making the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="63745">
                <text>Lima, Mírian Cristina de</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="38">
            <name>Coverage</name>
            <description>The spatial or temporal topic of the resource, the spatial applicability of the resource, or the jurisdiction under which the resource is relevant</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="63746">
                <text>Gramado (Rio Grande do Sul)</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="45">
            <name>Publisher</name>
            <description>An entity responsible for making the resource available</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="63747">
                <text>UFRGS</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="40">
            <name>Date</name>
            <description>A point or period of time associated with an event in the lifecycle of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="63748">
                <text>2012</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="51">
            <name>Type</name>
            <description>The nature or genre of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="63750">
                <text>Evento</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="41">
            <name>Description</name>
            <description>An account of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="63751">
                <text>Apresenta um estudo comparativo entre 2010 e 2011 do número de usuários treinados na Universidade de Fortaleza nas fontes de informação disponíveis na internet</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="44">
            <name>Language</name>
            <description>A language of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="69485">
                <text>pt</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
        </elementContainer>
      </elementSet>
    </elementSetContainer>
  </item>
  <item itemId="5985" public="1" featured="0">
    <fileContainer>
      <file fileId="5049">
        <src>http://repositorio.febab.org.br/files/original/49/5985/SNBU2012_124.pdf</src>
        <authentication>855807272a1d8f9e29720e0036a4912e</authentication>
        <elementSetContainer>
          <elementSet elementSetId="4">
            <name>PDF Text</name>
            <description/>
            <elementContainer>
              <element elementId="92">
                <name>Text</name>
                <description/>
                <elementTextContainer>
                  <elementText elementTextId="63743">
                    <text>Educação de usuários e competências informacionais
il

Stminirio

--= _
~

MaooNJdc:

Resumo expandido

~.::~~
.......
.....

PEGUE &amp; LEVE: UMA EXPERIÊNCIA QUE DEU CERTO
Andréia Dutra Fraguas 1, Bruna C. M. Cajé 1, Cila VS Borges 1, Camila da
Silva Antunes 1, Carina Volotão 1; Rosângela Silva Coutinho Val, Maria
Aparecida Pinto Motta 1
'Bibliotecária. Universidade Federal do Rio de Janeiro. Rio de Janeiro. RJ.

1 Introdução
A Biblioteca José de Alencar (BJA), da Faculdade de Letras da UFRJ, em
seus mais de 40 anos de existência construiu credibilidade para ser considerada
uma das melhores e maiores bibliotecas de área de Letras da América Latina , tanto
em relação a seu acervo, com exemplares únicos, às vezes não encontrados nem
em seus países de origem, como em relação ao seu espaço físico.
Por ser uma biblioteca de línguas, atende praticamente toda a comunidade
interna da Universidade Federal do Rio de Janeiro, além de outras instituições de
ensino, pesquisa e comunidade, dentro e fora do estado do Rio de Janeiro. Fornece
cópias de materiais para o Brasil e exterior, e recebe diversas doações oriundas de
alunos, docente, servidores, ex-alunos, pesquisadores, instituições nacionais e
internacionais, públicas e privadas.
No segundo semestre de 2007, após análise e levantamento da quantidade e
qualidade do acervo, detectou-se um número excessivo de duplicatas não
requisitadas por mais de quatro anos. Avaliou-se também as obras doadas ao longo
dos últimos anos, algumas já tratadas e constantes do acervo e, outras, ainda
separadas para receber tratamento técnico . Verificou-se que esse material era em
grande parte de áreas diversas aos cursos da Faculdade de Letras, porém em
língua estrangeira . Havia livros de medicina, zoologia, botânica, escultura, física,
direito, esportes, música, entre outros.
Deduziu-se desse levantamento que haviam sido incorporados ao acervo, ou
estavam separados para esse fim, devido à língua em que foram escritos e não ao
seu conteúdo. Os materiais que já constavam do acervo foram retirados por não
terem sido utilizados por anos e ocupavam espaço nas prateleiras, porém não foram
repassados a outras unidades e/ou instituições.
A BJA começou a contatar bibliotecas de outras unidades do Sistema de
Bibliotecas da UFRJ, a fim de verificar o interesse em receber essas publicações.
Muitas caixas foram encaminhadas ao Museu Nacional, ao Centro de Ciências da
Saúde, à Escola de Música, Centro de Ciências Matemáticas e Naturais, entre
outras unidades.
Após esse processo e com obras ainda excedentes na BJA devido à
quantidade de exemplares, iniciou-se contatos com instituições universitárias
públicas e privadas do município do Rio de Janeiro e algumas doações foram feitas.
Encerrado esses contatos e doações, novas análises e seleções foram sendo feitas
e aqueles exemplares que não tinham mais procura ou utilidade em nossa
biblioteca, por motivos diversos foram sendo separados dentro dos critérios
biblioteconômicos para descarte.

1421

�;! Semlnirio
~

Educação de usuários e competências informacionais

HaôorIIIde

= :::::.:w

Resumo expandido

2 Materiais e Métodos
De acordo com Vergueiro (1989) o desbastamento (retirada do material do
acervo seja para descarte, remanejamento ou conservação) é necessário para a
plenitude do desenvolvimento da coleção. No momento de avaliar o que poderia ou
não ser retirado do acervo da BJA definitivamente foram considerados o número de
exemplares disponíveis no acervo e a procura pelo material.
O descarte em si de acordo com Vergueiro (1989 , p. 76) "representa uma
decisão final de análise da situação de cada item, a definição de que o mesmo já
não preenche aquelas condições que justificaram sua aquisição".
Lancaster ressalta que as "cinco leis da Biblioteconomia" elaboradas por
Ranganathan em 1931 servem como parâmetros para a avaliação do acervo e dos
serviços da biblioteca .
A primeira lei, "Os Livros São Para Usar", mesmo parecendo lógica nem
sempre se faz presente . Como ressalta Lancaster (2004) a implicação mais óbvia
desta lei é que a avaliação de acervos e serviços deve ser feita em função das
necessidades dos usuários.
A segunda lei "A Cada Leitor Seu Livro" pode ser considerada um rótulo
genérico que significa , na verdade, 'a cada leitor sua necessidade'. O acervo aberto
possibilita que o usuário possa olhar na estante e talvez, encontrar algo do seu
interesse mesmo que não seja o livro que procurava inicialmente. O leitor não gosta
apenas do ato simples de decifrar a palavra escrita, mas de todo o processo : a
escolha do livro através da avaliação da capa , do reconhecimento ou não do nome
do autor, da leitura da sinopse, das pequenas descobertas que só são possíveis
com o contato com o material. Com o "Pegue e Leve" colocamos à disposição de
qualquer pessoa os livros descartados pela biblioteca, e proporciona-se ao usuário a
oportunidade de pegar e avaliar o livro de acordo com seus próprios critérios e suas
necessidades. De acordo com Lancaster (2004), a importância da terceira lei está
concentrada em que os livros tem achar seus leitores potenciais, assim como os
usuários precisam achar os livros de que necessitam.
A disposição da mesa do P&amp;L no hall de entrada da biblioteca deixa os livros
ao alcance não só dos alunos e professores da faculdade, mas também dos
auxiliares, serventes e outras pessoas que nem sempre fazem parte do quadro de
usuários reais da biblioteca, e às vezes não tem o costume de frequentá-Ia , mas
acabam se interessando pelos livros e levando-os.
A retirada do acervo dos livros não consultados otimiza o aproveitamento
do espaço físico para o material bibliográfico de maior relevância a comunidade a
qual a biblioteca está inserida . A quinta lei proposta por Ranganathan , "A biblioteca é
um organismo em crescimento" envolve a avaliação do acervo e dos serviços
prestados. Com a retirada do acervo desses livros poderá ocorrer um melhora na
qualidade do acervo e facilitar a procura dos livros mais novos e populares,
aumentando, assim, a circulação.
Decidiu-se então começar um processo comum em bibliotecas, que é o de
colocar alguns exemplares à disposição dos usuários. Implantamos em abril de 2008
o "Pegue &amp; Leve", num expositor de madeira colocado no hall de entrada da BJA.
Essa ação foi inaugurada sem pompas, mas com uma campanha educativa para
preservação das obras da biblioteca de Letras. O mote de divulgação era "Pegue &amp;

1422

�i!

SfN!ilir;.

~

MIoonIIde

Educação de usuários e competências informacionais

~ ~.::::.
Resumo expandido

Leve: o que não é útil para nós, pode ser útil para alguém" e "Pegue &amp; Leve: mas
pegue leve com os livros da Biblioteca, não furte ou danifique as obras que são
importantes para todos".
Inicialmente os usuários ficavam espantados, surpresos e até incrédulos com
a disponibilização gratuita de algumas obras que foram dispensadas por outras
unidades, por desinteresse na língua ou falta de espaço. Essas mesmas obras eram
de interesse dos alunos da Faculdade de Letras, por estarem na língua de seus
cursos e de interesse de alunos de outras áreas, pelo conteúdo: hidráulica, direito,
engenharia, matemática , geologia , medicina , agricultura , filosofia, química, física,
botânica , antropologia, história, política, nutrição, odontologia . Comunicação,
fotografia , além de enciclopédias Britannica em inglês, enciclopédia Conhecer.
Nas primeiras semanas os interessados nesses materiais perguntavam se
podiam levar e se não precisavam pagar.

3 Resultados Parciais/Finais
Vários pontos positivos surgiram dessa ação; a BJA criou um espaço de
interação onde os usuários podem tanto retirar materiais disponíveis na mesa do
P&amp;L, como também podem colocar os materiais que quiserem doar.
Seguidamente, foram observadas apostilas de disciplinas, revistas e livros
trazidos pelos próprios usuários da Biblioteca José de Alencar.
Outra iniciativa de alguns alunos foi a de requisitar doações que fossem ser
colocadas no P&amp;L, para instituições de suas comunidades, como uma associação do
Morro do Alemão, uma biblioteca comunitária de Volta Redonda/RJ , uma biblioteca
escolar da Ilha do Governador/RJ, uma biblioteca comunitária em Queimados/RJ,
entre outras solicitações.

4 Considerações Parciais/Finais
Após a implantação do P&amp;L, recebemos várias visitas de alunos da UFRJ ,
que são professores em algumas escolas que vieram com seus alunos para
conhecerem a Biblioteca e principalmente esse espaço de acesso a todos, além de
sermos abordados nos corredores perguntando se há coisa nova no P&amp;L e
promessas de engordá-Ia .
Dessa forma, acreditamos que a Biblioteca José de Alencar está cumprindo
seu papel de incentivadora da leitura e da cultura , além de promover a interação
com a comunidade para qual presta seus serviços. Por isso, podemos afirmar que o
"Pegue e Leve" foi uma ideia que deu certo. E continua a dar.

5 Referências
LANCASTER, F. W . Avaliação de serviços de biblioteca. Briquet de Lemos:
Brasília, 2004.

1423

�i&amp;

5f:minitio

~

NIooNIdc:

_

=. ....~WI'::=M
'._....

Educação de usuários e competências informacionais
Resumo expandido

VERGUEIRO, Waldomiro. Desbastamento: a hora da decisão. In:
Desenvolvimento de coleções . São Paulo: Polis, 1989. p. 74 - 79.

1424

�</text>
                  </elementText>
                </elementTextContainer>
              </element>
            </elementContainer>
          </elementSet>
        </elementSetContainer>
      </file>
    </fileContainer>
    <collection collectionId="49">
      <elementSetContainer>
        <elementSet elementSetId="1">
          <name>Dublin Core</name>
          <description>The Dublin Core metadata element set is common to all Omeka records, including items, files, and collections. For more information see, http://dublincore.org/documents/dces/.</description>
          <elementContainer>
            <element elementId="50">
              <name>Title</name>
              <description>A name given to the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51396">
                  <text>SNBU - Edição: 17 - Ano: 2012 (UFRGS - Gramado/RS)</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="49">
              <name>Subject</name>
              <description>The topic of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51397">
                  <text>Biblioteconomia&#13;
Documentação&#13;
Ciência da Informação&#13;
Bibliotecas Universitárias</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="41">
              <name>Description</name>
              <description>An account of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51398">
                  <text>Tema: A biblioteca universitária como laboratório na sociedade da informação.</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="39">
              <name>Creator</name>
              <description>An entity primarily responsible for making the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51399">
                  <text>SNBU - Seminário Nacional de Bibliotecas Universitárias</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="45">
              <name>Publisher</name>
              <description>An entity responsible for making the resource available</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51400">
                  <text>UFRGS</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="40">
              <name>Date</name>
              <description>A point or period of time associated with an event in the lifecycle of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51401">
                  <text>2012</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="44">
              <name>Language</name>
              <description>A language of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51402">
                  <text>Português</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="51">
              <name>Type</name>
              <description>The nature or genre of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51403">
                  <text>Evento</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="38">
              <name>Coverage</name>
              <description>The spatial or temporal topic of the resource, the spatial applicability of the resource, or the jurisdiction under which the resource is relevant</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51404">
                  <text>Gramado (Rio Grande do Sul)</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
          </elementContainer>
        </elementSet>
      </elementSetContainer>
    </collection>
    <itemType itemTypeId="8">
      <name>Event</name>
      <description>A non-persistent, time-based occurrence. Metadata for an event provides descriptive information that is the basis for discovery of the purpose, location, duration, and responsible agents associated with an event. Examples include an exhibition, webcast, conference, workshop, open day, performance, battle, trial, wedding, tea party, conflagration.</description>
    </itemType>
    <elementSetContainer>
      <elementSet elementSetId="1">
        <name>Dublin Core</name>
        <description>The Dublin Core metadata element set is common to all Omeka records, including items, files, and collections. For more information see, http://dublincore.org/documents/dces/.</description>
        <elementContainer>
          <element elementId="50">
            <name>Title</name>
            <description>A name given to the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="63735">
                <text>Pegue &amp; Leve: uma experiência que deu certo.</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="39">
            <name>Creator</name>
            <description>An entity primarily responsible for making the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="63736">
                <text>Fraguas, Andréia Dutra et al. </text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="38">
            <name>Coverage</name>
            <description>The spatial or temporal topic of the resource, the spatial applicability of the resource, or the jurisdiction under which the resource is relevant</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="63737">
                <text>Gramado (Rio Grande do Sul)</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="45">
            <name>Publisher</name>
            <description>An entity responsible for making the resource available</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="63738">
                <text>UFRGS</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="40">
            <name>Date</name>
            <description>A point or period of time associated with an event in the lifecycle of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="63739">
                <text>2012</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="51">
            <name>Type</name>
            <description>The nature or genre of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="63741">
                <text>Evento</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="41">
            <name>Description</name>
            <description>An account of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="63742">
                <text>Relata a experiência da Biblioteca José de Alencar , após análise e levantamento da quantidade e qualidade do acervo, iniciou-se contatos com insituições universitárias, algumas doações foram feitas e a decisão de colocar alguns exemplares à disposição dos usuários </text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="44">
            <name>Language</name>
            <description>A language of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="69484">
                <text>pt</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
        </elementContainer>
      </elementSet>
    </elementSetContainer>
  </item>
  <item itemId="5984" public="1" featured="0">
    <fileContainer>
      <file fileId="5048">
        <src>http://repositorio.febab.org.br/files/original/49/5984/SNBU2012_123.pdf</src>
        <authentication>225b87af2793395749a73d97d0ca8ea3</authentication>
        <elementSetContainer>
          <elementSet elementSetId="4">
            <name>PDF Text</name>
            <description/>
            <elementContainer>
              <element elementId="92">
                <name>Text</name>
                <description/>
                <elementTextContainer>
                  <elementText elementTextId="63734">
                    <text>i! """"'"
MaooNlck

~

=

:,

IiWitt.UJ
1I....111~

Educação de usuários e competências informacionais
Resumo expandido

OS IMPACTOS DA TECNOLOGIA DE INFORMAÇÃO NO ÂMBITO
DAS BIBLIOTECAS UNIVERSITÁRIAS
Ana Paula Teixeira Alves 1, Elisângela de Mour;!,
Gisel/y da Silva Soares3, Regina de Moura4
1 UFRJ , Especialista em Mídias Digitais , Universidade Estácio de Sá , Rio de Janeiro, RJ
UNICAMP, Bacharel em Biblioteconomia , Pontifícia Universidade Católica de Campinas, Campinas,
SP
3 UFRJ, Especialista em Tecnologia Educacional , Universidade Cândido Mendes, Rio de Janeiro, RJ
4 UFRJ , Especialista em Gestão Pública , Universidade Cândido Mendes, Rio de Janeiro-RJ

2

1 Introdução
Segundo Morigi &amp; Pavan (2004) as bibliotecas como instituições sociais são
partes integrantes da sociedade . Como tais, também acompanham os processos de
desenvolvimento econômico, social e tecnológico. Devemos considerar que a
biblioteca não é um ente isolado, pois está inserida em um contexto maior e por isso
deve acompanhar o desenvolvimento da Universidade.
O processo de ensino aprendizagem na universidade passa por várias
mudanças e o desenvolvimento das bibliotecas deve estar inserido neste contexto,
de forma a agilizar e propiciar acesso a informação.
O presente artigo procurou analisar os impactos da tecnologia da informação
no âmbito das bibliotecas universitárias, tendo em vista a implantação dos sistemas
de gerenciamento nas Unidades de Informação.
O processo de implantação da tecnologia da informação nas Bibliotecas
Universitárias ocorre devido a necessidade de facilitar rapidez no acesso e
transferência de informação para os usuários e pelo fato, que o mercado exige que o
profissional da informação se atualize e dinamize os produtos e serviços da Unidade
Informacional. Na concepção de Rowley (1994) os sistemas de informação precisam
ser gerenciados de modo eficaz, a fim de prestar serviços confiáveis e úteis.

2 Materiais e Métodos
A metodologia empregada foi a análise de conteúdo realizada através da
pesquisa bibliográfica. Buscou-se referências de autores de Biblioteconomia,
Educação e Administração. Foram utilizados textos de livros, artigos e teses sobre o
assunto estudado (impactos da tecnologia da informação em bibliotecas
universitárias). O usuário e o profissional da informação também foram incluídos
como objeto de estudo. As fontes de informação utilizadas foram: BRAPCI - Base de
dados Referencial de Artigos de Periódicos em Ciência da Informação; BDTD Biblioteca Digital Brasileira de Teses e Dissertações; e SCIELO - Scientific
Electronic Library Online .

1417

�i! """"'"
MaooNlck

~

=

:,

IiWitt.UJ

Educação de usuários e competências informacionais
Resumo expandido

1I....111~

3 Resultados Parciais/Finais
3.1 O impacto da tecnologia da informação nas bibliotecas universitárias
Para Chiavenato (1999) a Tecnologia da Informação trouxe novas
características: menor espaço, menor tempo e maior contato entre pessoas, povos e
instituições.
Para Gomes e Barbosa (2007) :
A biblioteca universitária já nasce subordinada a uma instituição de
ensino superior, com a função específica de apoiar as atividades
desta instituição. Seu papel é contribuir decisivamente para o ensino,
a pesquisa e a extensão, assumindo, assim, a função social de
prover a infraestrutura documental e promover a disseminação da
informação, em prol do desenvolvimento da educação, da ciência e
da cultura.

Segundo Marchionini (1995) , reconhecer os conhecimentos e as habilidades
dos usuários na busca de informação contribui para o desenvolvimento de um
modelo mais adequado para a educação deles.
Neste sentido, existem duas abordagens distintas sobre estudo do usuário na
literatura: a abordagem tradicional ou demográfica e a abordagem alternativa ou
cognitiva.
Os estudos que se inserem na abordagem tradicional, denominada por
Kuhlthau (1994) de paradigma bibliográfico, têm como foco principal o sistema de
informação, o qual compreende o acervo , as bases de dados, os bibliotecários, bem
como os problemas, as barreiras, a satisfação ou insatisfação que envolve a relação
usuário e sistema de Informação/biblioteca.
Já os estudos que se inserem no paradigma centrado no usuário se
preocupam com a percepção, com os sentimentos, com o modo como as pessoas
aprendem , enfim , com aspectos que interferem no comportamento de busca e de
uso de informação. Neste sentido foi utilizada a abordagem cognitiva .
Conforme Taylor (1968), quando o usuário formula uma questão ou pergunta
de referência, ele não pede, de fato , o que necessita, por não ter consciência do que
precisa e por acreditar que o sistema de informação usado exige que ele explicite
sua necessidade em uma linguagem apropriada do sistema.
Não podemos esquecer que na rotina de uma implantação de uma tecnologia
da informação há resistência de usuários que não estavam acostumados a essa
nova realidade. Por isso, sugerimos que na aplicação de uma tecnologia seja
adotada a abordagem cognitiva .
A unidade informacional ao implantar a tecnologia de informação cria novos
serviços e aperfeiçoa os já oferecidos. O usuário consegue construir conhecimento
com o profissional da informação sendo o mediador.

3.2 O novo papel do profissional da informação, do usuário e da
Biblioteca Universitária

1418

�i! """"'"
MaooNlck

~

=

:,

IiWitt.UJ

Educação de usuários e competências informacionais
Resumo expandido

1I....111~

o profissional da informação passa a ser o mediador, no qual o bibliotecário
assume uma postura proativa, cria e estimula situações no processo de busca e de
uso da informação a qual deverá gerar o conhecimento. Fazendo com que os
bibliotecários participem do processo do ensino aprendizagem dos consulentes.
Neste sentido, os profissionais da informação das Bibliotecas Universitárias
percebem que o usuário é quem gerencia e constrói o seu conhecimento quando
reflete sobre o que conhece e o que deve conhecer. Desse modo, os bibliotecários
constatam a necessidade de desenvolver competências e habilidades em seus
usuários à identificação de seus problemas/necessidade de informação, ao acesso,
à avaliação e ao uso das informações disponíveis.
As habilidades tornam indivíduos críticos, reflexivos e com senso critico,
frutos de um novo modelo de educação. E para desenvolver essas competências
nos usuários, é preciso entender para que serve o conhecimento, quando e como
aplicá-lo .
O novo profissional da informação deverá ter sua capacitação orientada para
o diálogo com o usuário e com seus pares, os quais, por sua vez, advirão de áreas
acadêmicas diversificadas e atuarão em atividades especializadas no setor.
4 Considerações Parciais/Finais
Baseada na pesquisa realizada nas bibliografias sobre Bibliotecas
Universitárias constatou-se que a essência do serviço em Bibliotecas é a interação
usuário bibliotecário, os bibliotecários devem investir fundamentalmente na
mediação. As tecnologias da informação não substituem o bibliotecário, ao contrário,
elas são ferramentas que complementam o trabalho deles, tendo em vista que
possibilitam o acesso remoto aos recursos antes disponível apenas aos usuários
presenciais. A principal competência do bibliotecário deve deslocar-se no sentido de
incentivar a aprendizagem e a construção do conhecimento.
Essa mudança de postura não é só do profissional da informação. O usuário
também mudou, se tornando questionador, crítico e reflexivo no processo da
aprendizagem . Neste sentido a tecnologia transformou o comportamento e o papel
das figuras envolvidas: usuário, profissional da informação e Bibliotecas
Universitárias.

5 Referências
CHIAVENATO, I. Administração nos novos tempos. Rio de Janeiro: Campus,
1999.
FERREIRA, S. M. S. P. Redes eletrônicas e necessidades de informação:
abordagem do "sense-making" para estudo de comportamento de usuários do
Instituto de Física da USP. 1995. Tese (Doutorado) - Escola de Comunicação e Arte,
Universidade de São Paulo, São Paulo, 1995.
GOMES, L.CVB.; BARBOSA, M.LA Impacto da aplicação das tecnologias da

1419

�i! """"'"
MaooNlck

~

=

:,

IiWitt.UJ
1I....111~

Educação de usuários e competências informacionais
Resumo expandido

informação e comunicação (TICs) no funcionamento das bibliotecas universitárias.
In : ENCONTRO NACIONAL DE ENSINO E PESQUISA EM INFORMAÇÃO, 4.,
2003, Salvador. Anais ... Salvador: UFBA, 2003. Disponível em :
&lt;http ://www.cinform .ufba .br/iv_anais/artigosITEXT011 .HTM&gt;. Acesso em : 16 jun .
2011.
GUSMÃO, A. O. de M.; MENDES, A. de M. Impacto da
Automação sobre os funcionários das Bibliotecas da Universidade Federal de
Pernambuco. Informação &amp; Sociedade, João Pessoa, v. 2, n. 10, 2000 .
KUHLTHAU, C. C. Students and the information search process: zones of
intervention for librarians. Advances in librarianship, v.18, 1994.
MARCHIONINI , G. Information seeking in eletronic environments. Cambridge:
University Press, 1995.
MORIGI , v.J .; PAVAN, C. Tecnologia de informação e comunicação: novas
sociabilidades nas bibliotecas universitárias. Ciência da Informação, Brasília , DF, v.
33, n. 1, p. 117-125, jan./abriI2004.
ROWLEY, J. Informática para bibliotecas. Brasília : Briquet de Lemos, 1994.
TAYLOR, R. S. Questions negociation and information seeking in libraries. College
&amp; Research Libraries, Chicago, v. 29, p.178-194, 1968.

1420

�</text>
                  </elementText>
                </elementTextContainer>
              </element>
            </elementContainer>
          </elementSet>
        </elementSetContainer>
      </file>
    </fileContainer>
    <collection collectionId="49">
      <elementSetContainer>
        <elementSet elementSetId="1">
          <name>Dublin Core</name>
          <description>The Dublin Core metadata element set is common to all Omeka records, including items, files, and collections. For more information see, http://dublincore.org/documents/dces/.</description>
          <elementContainer>
            <element elementId="50">
              <name>Title</name>
              <description>A name given to the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51396">
                  <text>SNBU - Edição: 17 - Ano: 2012 (UFRGS - Gramado/RS)</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="49">
              <name>Subject</name>
              <description>The topic of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51397">
                  <text>Biblioteconomia&#13;
Documentação&#13;
Ciência da Informação&#13;
Bibliotecas Universitárias</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="41">
              <name>Description</name>
              <description>An account of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51398">
                  <text>Tema: A biblioteca universitária como laboratório na sociedade da informação.</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="39">
              <name>Creator</name>
              <description>An entity primarily responsible for making the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51399">
                  <text>SNBU - Seminário Nacional de Bibliotecas Universitárias</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="45">
              <name>Publisher</name>
              <description>An entity responsible for making the resource available</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51400">
                  <text>UFRGS</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="40">
              <name>Date</name>
              <description>A point or period of time associated with an event in the lifecycle of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51401">
                  <text>2012</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="44">
              <name>Language</name>
              <description>A language of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51402">
                  <text>Português</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="51">
              <name>Type</name>
              <description>The nature or genre of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51403">
                  <text>Evento</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="38">
              <name>Coverage</name>
              <description>The spatial or temporal topic of the resource, the spatial applicability of the resource, or the jurisdiction under which the resource is relevant</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51404">
                  <text>Gramado (Rio Grande do Sul)</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
          </elementContainer>
        </elementSet>
      </elementSetContainer>
    </collection>
    <itemType itemTypeId="8">
      <name>Event</name>
      <description>A non-persistent, time-based occurrence. Metadata for an event provides descriptive information that is the basis for discovery of the purpose, location, duration, and responsible agents associated with an event. Examples include an exhibition, webcast, conference, workshop, open day, performance, battle, trial, wedding, tea party, conflagration.</description>
    </itemType>
    <elementSetContainer>
      <elementSet elementSetId="1">
        <name>Dublin Core</name>
        <description>The Dublin Core metadata element set is common to all Omeka records, including items, files, and collections. For more information see, http://dublincore.org/documents/dces/.</description>
        <elementContainer>
          <element elementId="50">
            <name>Title</name>
            <description>A name given to the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="63726">
                <text>Os impactos da Tecnologia de Informação no âmbito das Bibliotecas Universitárias.</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="39">
            <name>Creator</name>
            <description>An entity primarily responsible for making the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="63727">
                <text>Alves, Ana Paula Teixeira; Moura, Elisângela de; Soares, Giselly da Silva; Moura, Regina de</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="38">
            <name>Coverage</name>
            <description>The spatial or temporal topic of the resource, the spatial applicability of the resource, or the jurisdiction under which the resource is relevant</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="63728">
                <text>Gramado (Rio Grande do Sul)</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="45">
            <name>Publisher</name>
            <description>An entity responsible for making the resource available</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="63729">
                <text>UFRGS</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="40">
            <name>Date</name>
            <description>A point or period of time associated with an event in the lifecycle of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="63730">
                <text>2012</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="51">
            <name>Type</name>
            <description>The nature or genre of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="63732">
                <text>Evento</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="41">
            <name>Description</name>
            <description>An account of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="63733">
                <text>Disserta sobre os impactos da tecnologia da informação no âmbito das bibliotecas universitárias, tendo em vista a implantação dos sistemas de gerenciamento da Unidades de Informação</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="44">
            <name>Language</name>
            <description>A language of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="69483">
                <text>pt</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
        </elementContainer>
      </elementSet>
    </elementSetContainer>
  </item>
  <item itemId="5983" public="1" featured="0">
    <fileContainer>
      <file fileId="5047">
        <src>http://repositorio.febab.org.br/files/original/49/5983/SNBU2012_122.pdf</src>
        <authentication>515407566ddee051ea4079747f7379fa</authentication>
        <elementSetContainer>
          <elementSet elementSetId="4">
            <name>PDF Text</name>
            <description/>
            <elementContainer>
              <element elementId="92">
                <name>Text</name>
                <description/>
                <elementTextContainer>
                  <elementText elementTextId="63725">
                    <text>Educação de usuários e competências informacionais
i! """"'"
MaooNlck

~

=

:,

IiWitt.UJ

1I....111~

Resumo expandido

ENDNOTE WEB: UMA EXPERIÊNCIA BEM-SUCEDIDA NA
BIBLIOTECA DA FACULDADE SAÚDE PÚBLICA - USP

José Estorniolo Filho, Maria do Carmo Avamilano Alvarez
Bibliotecários , USP/FSP - Faculdade de Saúde Pública, São Paulo, SP

1 Introdução
As últimas décadas têm se caracterizado pelo acelerado processo de
produção e disseminação da informação, sobretudo a científica . Isso demanda dos
pesquisadores maior rigor na seleção e maior habilidade no gerenciamento da
informação a ser utilizada.
O simples acesso à informação não é mais suficiente diante do crescente
aumento de fontes e recursos informacionais, sendo necessários processos que
permitam filtrar a informação disponível e coletada - avaliação crítica , critérios de
relevância, pertinência, interpretação, organização etc. (VARELA, 2006).
Além disso, com o aumento das publicações digitais e possibilidade de
importação de metadados, muitos pesquisadores optam por formar suas próprias
bibliotecas digitais (HULL; PETTIFER; KELL, 2008) .
O papel do bibliotecário tem mudado para acompanhar a necessidade desse
novo usuário. Uma tendência observada , principalmente nas bibliotecas acadêmicas,
é a do bibliotecário atuar como educador, capacitando os usuários a desenvolverem
competência em informação (CUENCA; NORONHA; ALVAREZ, 2008).
Outro aspecto importante é a organização das informações coletadas nas
buscas em bases de dados da área, para utilização individual ou em parceria com
outros pesquisadores. Atualmente estão disponíveis vários softwares gerenciadores
de referências, como o EndNote, EndNote Web, Mendeley, Reference Manager,
RefWorks e Zotero.
Em 2008 o Serviço de Acesso à Informação da Biblioteca da Faculdade de
Saúde Pública da Universidade de São Paulo (FSP/USP) começou a perceber uma
demanda em relação aos gerenciadores de referências e decidiu oferecer esse
serviço aos seus usuários. O objetivo era oferecer capacitação em um software a ser
escolhido, como parte do Programa Educativo da Biblioteca , existente desde 1992.
Nessa época foi oferecido, pelo Sistema Integrado de Bibliotecas da USP
(SIBiUSP) , demonstração do EndNote Web e apresentação do EndNote (versão
fum , patrocinado pela Comissão de Pesquisa da FSP.
Optou-se pelo EndNote Web por não ser necessário investimento financeiro ,
pois o software está incluído no Portal ISI , assinado pela Capes. Outro motivo foi
garantir acesso mais democrático aos usuários, pois, por ser um software on-line, o
uso pode ser feito diretamente pela web de qualquer microcomputador, após registro
do usuário na rede USP.
O EndNote Web é um gerenciador de referências bibliográficas que permite o

1413

�i! """"'"
MaooNlck

~

=

:,

IiWitt.UJ

Educação de usuários e competências informacionais
Resumo expandido

1I....111~

armazenamento e a organização de referências obtidas nas buscas em bases de
dados, a inclusão automática de citações e referências durante a elaboração de um
texto e a mudança para diversos estilos de normalização, além de outras
funcionalidades (ESTORNIOLO FILHO, 2012).

2 Método
Após a escolha do EndNote Web, e pensando nas necessidades reais dos
usuários a partir de um enfoque prático e não comercial , adotamos os seguintes
procedimentos para a estruturação do treinamento a ser oferecido no Programa
Educativo da Biblioteca da FSP/USP:
a) aprendizado do software : cursos, troca de experiências, leitura de manuais
etc.;
b) elaboração de material didático de apoio ao usuário (EndNote Web: guia
de uso), com informações detalhadas de uso das diversas ferramentas do
software e disponível no site da biblioteca;
c) treinamento piloto para os bibliotecários da FSP/USP;
d) treinamento para convidados - alunos de graduação, pós-graduação e
docentes da FSP/USP.
O curso aborda, de forma teórica e prática, as principais funcionalidades do
software: Coleta de registros (alimentação da base de dados); Armazenamento e
gerenciamento de referências; Compartilhamento de referências; Geração de
citações e referências. A ênfase é na importação dos resultados de buscas
efetuadas diretamente nas bases de dados, pois pela interface do software somente
é possível acessar algumas bases de livre acesso .
Os cursos são oferecidos durante o período letivo, com as seguintes
especificações:
a) público-alvo: docentes, pós-doutorandos e alunos de doutorado da FSP;
b) número de vagas: 10 alunos por turma;
c) carga horária: 4 horas;
d) pré-requisito: conhecimento de buscas em bases de dados.

3 Resultados
Além dos cursos regulares do Programa Educativo, a Biblioteca também
ministrou cursos sobre o software em :
a) Programas de Verão, em 2010 e 2011 ;
b) Cursos SIBiUSP, juntamente com outras unidades da USP, na capacitação
de alunos de pós-graduação em evento da Escola de Engenharia de São
Carlos e de bibliotecários da Universidade para a formação de
multiplicadores.
A Tabela 1 apresenta um panorama dos treinamentos no uso do EndNote
Web oferecidos no período 2009-2011 .

1414

�i! """"'"
MaooNl ck

~

=

:,

IiWitt.UJ
1I....111~

Educação de usuários e competências informacionais
Resumo expandido

Tabela 1 - Cursos oferecidos no período 2009-2011
N° de Cursos
Cursos regulares - Biblioteca

Carga Horária

Usuários
Capacitados

16

4

108

Programa de Verão - FSP

2

24

46

Cursos SIBiUSP

2

8

62

20

36

216

TOTAL

4 Considerações
A participação das bibliotecas, oferecendo capacitação nas novas ferramentas
disponíveis na web, promove a competência em informação e contribui para o
enriquecimento do conhecimento e desenvolvimento de ações (LAU , 2006) , além do
desenvolvimento e compartilhamento de conhecimento.
Os treinamentos oferecidos foram avaliados de forma positiva pelos usuários
(alunos de pós-graduação , docentes, pesquisadores e profissionais da informação) ,
que também atuam como multiplicadores nos seus grupos de pesquisa.
A Biblioteca da FSP/USP está inserida no contexto educativo , disseminando
uma ferramenta que auxilia o pesquisador na elaboração de seus trabalhos
científicos e acadêmicos.

5 Referências
CUENCA, Angela Maria Belloni ; NORONHA, Daisy Pires; ALVAREZ, Maria do
Carmo Avamilano. Avaliação da capacitação de usuários para a recuperação da
informação: o caso de uma biblioteca acadêmica . Revista Brasileira de
Biblioteconomia e Documentação, São Paulo, v. 4, n. 1, p. 46-58, 2008.
ESTORNIOLO FILHO , José. EndNote Web: guia de uso. São Paulo: Faculdade de
Saúde Pública , 2012 . Disponível em : &lt;http://www.bvssp .fsp .usp.br:8080/image/ptlinternas/man uais/end noteweb.pdf&gt; . Acesso em : 28 fev.
2012 .
HULL, Duncan ; PETTIFER, Steve R.; KELL, Douglas B. Defrosting the digitallibrary:
bibliographic tools for the next generation Web. PLoS Computational Biology, San
Francisco, v. 4, n. 10, p. e1000204, 2008 . Disponível em :
&lt;http://www.ploscompbiol.org/article/info:doi/1 0.1371 /journal.pcbi.1 000204&gt; . Acesso
em : 2 mar. 2012 .
LAU , Jesús. Guidelines on information literacy for lifelong learning. The Hague:
IFLA, 2006 . Disponível em : &lt;http ://archive.ifla.orgNII/s42/pub/ILGuidelines2006 .pdf&gt; . Acesso em : 3 mar. 2012 .

1415

�i! """"'"
MaooNlck

~

=

:,

IiWitt.UJ

Educação de usuários e competências informacionais
Resumo expandido

1I....111~

VARELA, Aida Varela . A explosão informacional e a mediação na construção do
conhecimento. In: MIRANDA, Antônio; SIMEÃO, Elmira (Org .). Alfabetização digital
e acesso ao conhecimento. Brasília , DF: UnB, 2006 . p. 15-32.

1416

�</text>
                  </elementText>
                </elementTextContainer>
              </element>
            </elementContainer>
          </elementSet>
        </elementSetContainer>
      </file>
    </fileContainer>
    <collection collectionId="49">
      <elementSetContainer>
        <elementSet elementSetId="1">
          <name>Dublin Core</name>
          <description>The Dublin Core metadata element set is common to all Omeka records, including items, files, and collections. For more information see, http://dublincore.org/documents/dces/.</description>
          <elementContainer>
            <element elementId="50">
              <name>Title</name>
              <description>A name given to the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51396">
                  <text>SNBU - Edição: 17 - Ano: 2012 (UFRGS - Gramado/RS)</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="49">
              <name>Subject</name>
              <description>The topic of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51397">
                  <text>Biblioteconomia&#13;
Documentação&#13;
Ciência da Informação&#13;
Bibliotecas Universitárias</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="41">
              <name>Description</name>
              <description>An account of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51398">
                  <text>Tema: A biblioteca universitária como laboratório na sociedade da informação.</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="39">
              <name>Creator</name>
              <description>An entity primarily responsible for making the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51399">
                  <text>SNBU - Seminário Nacional de Bibliotecas Universitárias</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="45">
              <name>Publisher</name>
              <description>An entity responsible for making the resource available</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51400">
                  <text>UFRGS</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="40">
              <name>Date</name>
              <description>A point or period of time associated with an event in the lifecycle of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51401">
                  <text>2012</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="44">
              <name>Language</name>
              <description>A language of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51402">
                  <text>Português</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="51">
              <name>Type</name>
              <description>The nature or genre of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51403">
                  <text>Evento</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="38">
              <name>Coverage</name>
              <description>The spatial or temporal topic of the resource, the spatial applicability of the resource, or the jurisdiction under which the resource is relevant</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51404">
                  <text>Gramado (Rio Grande do Sul)</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
          </elementContainer>
        </elementSet>
      </elementSetContainer>
    </collection>
    <itemType itemTypeId="8">
      <name>Event</name>
      <description>A non-persistent, time-based occurrence. Metadata for an event provides descriptive information that is the basis for discovery of the purpose, location, duration, and responsible agents associated with an event. Examples include an exhibition, webcast, conference, workshop, open day, performance, battle, trial, wedding, tea party, conflagration.</description>
    </itemType>
    <elementSetContainer>
      <elementSet elementSetId="1">
        <name>Dublin Core</name>
        <description>The Dublin Core metadata element set is common to all Omeka records, including items, files, and collections. For more information see, http://dublincore.org/documents/dces/.</description>
        <elementContainer>
          <element elementId="50">
            <name>Title</name>
            <description>A name given to the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="63717">
                <text>Endnote web: uma experiência bem-sucedida na Biblioteca da Faculdade Saúde Pública- USP.</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="39">
            <name>Creator</name>
            <description>An entity primarily responsible for making the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="63718">
                <text>Estorniolo Filho, José; Alvarez, Maria do Carmo Avamilano</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="38">
            <name>Coverage</name>
            <description>The spatial or temporal topic of the resource, the spatial applicability of the resource, or the jurisdiction under which the resource is relevant</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="63719">
                <text>Gramado (Rio Grande do Sul)</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="45">
            <name>Publisher</name>
            <description>An entity responsible for making the resource available</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="63720">
                <text>UFRGS</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="40">
            <name>Date</name>
            <description>A point or period of time associated with an event in the lifecycle of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="63721">
                <text>2012</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="51">
            <name>Type</name>
            <description>The nature or genre of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="63723">
                <text>Evento</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="41">
            <name>Description</name>
            <description>An account of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="63724">
                <text>Relata a experiência da Biblioteca da Faculdade de Saúde Pública de São Paulo na demanda em relação aos gerenciadores de referências e decidiu oferecer esse serviço aos seus usuários</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="44">
            <name>Language</name>
            <description>A language of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="69482">
                <text>pt</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
        </elementContainer>
      </elementSet>
    </elementSetContainer>
  </item>
  <item itemId="5982" public="1" featured="0">
    <fileContainer>
      <file fileId="5046">
        <src>http://repositorio.febab.org.br/files/original/49/5982/SNBU2012_121.pdf</src>
        <authentication>b51f00591b2df67654d6d628cda4d174</authentication>
        <elementSetContainer>
          <elementSet elementSetId="4">
            <name>PDF Text</name>
            <description/>
            <elementContainer>
              <element elementId="92">
                <name>Text</name>
                <description/>
                <elementTextContainer>
                  <elementText elementTextId="63716">
                    <text>Educação de usuários e competências informacionais
Resumo expandido

A SEMANA DA BIBLIOTECA DO COLÉGIO DE APLICAÇÃO DA UFRJ
Ana Lúcia Ferreira Gonçalves ', Leni Rodriguez Perez Fulco 2, Tatyanne
Christina G. Ferreira Valdez 3
1 Bibliotecária, Mestre em Ciência da Informação, UFRJ , Rio de Janeiro, RJ
2 Bibliotecária, Bacharel em Biblioteconomia e Documentação, UFRJ , Rio de Janeiro, RJ
3 Bibliotecária, Especialista em Formação de Leitores, UFRJ, Rio de Janeiro, RJ

1 Introdução
A Biblioteca do Colégio de Aplicação da Universidade Federal do Rio de Janeiro
tem um importante papel no processo de ensino-aprendizagem, pois disponibiliza
diversas fontes de conhecimento e cultura para a comunidade acadêmica. Segundo
Lanzi e Ferneda (2011, p. 1058) a biblioteca escolar "pode e deve ser um elo entre o
aluno e o que ele deve saber e conhecer para o seu processo de aprendizado". De
acordo com Petit (2009, p. 58) "a capacidade de estabelecer com os livros uma relação
afetiva, emotiva e sensorial, e não simplesmente cognitiva" parece ser de fato uma
escolha decisiva no trabalho de encontro com a oralidade. Ainda conforme a autora a
biblioteca se constitui de um ambiente propício para a contação de histórias. É neste
contexto que os mediadores reconhecem o seu papel na formação do gosto pela
leitura, através da escolha bastante refletida de obras que possam alavancar o
processo de apropriação e interpretação dos textos.
O projeto Semana da Biblioteca se caracteriza como um evento que contribui
para a formação do leitor, a partir do estabelecimento de um relacionamento estreito e
prazeroso com a biblioteca. Espera-se mais uma vez verificar de que modo os alunos
estão se apropriando das atividades promovidas ao longo da Semana da Biblioteca
incorporando-as no seu fazer literário junto à disciplina Oficina da Palavra. Pretende-se
indagar se este grupo tem familiaridade com as fontes disponíveis no acervo.

2 Materiais e Métodos
Este trabalho consistiu de um estudo de caso, abrangendo uma pesquisa de
observação direta com um grupo de ensino fundamental, do primeiro ao quinto ano,
compreendido por estudantes dos seis aos onze anos, perfazendo uma população de
246 alunos.
A proposta para as séries iniciais do ensino fundamental foi pautada no estudo
da literatura como algo experimentado e sentido, propiciando uma assimilação de
novos saberes, através da oralidade.
Com o propósito de integrar os alunos do ensino fundamental no espaço da
biblioteca, foram elaboradas atividades culturais e informacionais, tais como: oficina de

1410

�Educação de usuários e competências informacionais
Resumo expandido

contação de histórias; apresentação do histórico da Biblioteca seguido de um jogo que
aborda e enfatiza de maneira lúdica e pedagógica as regras de funcionamento da
Biblioteca; apresentação de um filme selecionado no Youtube que trata dos cuidados
na preservação dos livros.
Com a intenção de despertar nos alunos o fluxo de pensamento através da
construção de múltiplos sentidos do diálogo e do compartilhamento de reflexões acerca
dos textos apresentados foram utilizadas as seguintes obras: Antenor Tapir, O mais
fantástico ovo do mundo, Atrás da porta , A arca de Noé (livro e CO), Dewey: um gato
entre livros e Felinos.
A metodologia consistiu das seguintes etapas: a primeira realizou um
levantamento documental junto aos professores da disciplina Oficina da Palavra para
que se pudesse chegar a um consenso sobre as obras mais adequadas em função da
série e da faixa etária dos alunos. A segunda foi efetuada a partir do planejamento das
ações culturais. A terceira compreendeu o preparo do material a ser utilizado no evento,
tais como, confecção de banner, preparo de um kit educativo de boas vindas. A última
etapa consistiu na divulgação do evento.

3 Resultados Parciais/Finais
Após a realização do evento , verificou-se um aumento expressivo da frequência
dos alunos à biblioteca , antes do horário de início das aulas, como também no horário
do recreio. No que se refere ao empréstimo das obras, houve um aumento quantitativo
na consulta de publicações com empréstimo restrito, na consulta das obras contadas no
evento e nas demais relacionadas à literatura infanto-juvenil.
Ao final deste evento foi feito um relatório geral, descrevendo a participação dos
membros envolvidos, sinalizando os resultados atingidos e estabelecendo novos tipos
de vínculos.

4 Considerações Parciais/Finais
O projeto Semana da Biblioteca proporcionou uma interação maior entre
biblioteca e a sala de aula , enriquecendo o currículo escolar bem como o acervo da
biblioteca, através de novas aquisições sugeridas pelos próprios alunos.
Dentre as atividades promovidas no evento verificou-se que a apresentação do
filme, de caráter educativo, no sentido de preservação do acervo, despertou um
cuidado todo especial nos alunos de primeiro ano, recém ingressos no colégio. Já para
os alunos do segundo ano foi realizada a contação de história do livro O mais fantástico
ovo do mundo. Após a exposição, foi solicitado aos alunos que os mesmos
desenhassem o seu próprio ovo fantástico. Para o terceiro ano, foi feita a contação do
livro Antenor Tapir. Foi solicitado ao grupo que fizessem através de desenho ou poesia
uma declaração de amor aos livros. Para o quarto ano, após a contação do livro Atrás
da porta , foram realizadas perguntas sobre o histórico e o conteúdo da biblioteca do
CApo A atividade promovida para o quinto ano pós apresentação do livro Dewey, fez

1411

�Educação de usuários e competências informacionais
Resumo expandido

com que estes alunos tivessem conhecimento sobre a forma de organização do acervo
dentro de grandes áreas do saber humano, propiciando uma desenvoltura na busca de
fontes na biblioteca. Foi solicitado ao grupo que descrevesse os seus próprios acervos
pessoais, relatando características físicas de ordenamento e de preferências literárias.
Através desta atividade, foi possível realizar um trabalho de aprendizagem no uso do
acervo a partir de uma contextualização e classificação das áreas de formação do
conhecimento.
Deste modo torna-se indispensável que a Biblioteca do CAp ultrapasse as
fronteiras de disponibilizar tecnicamente o acervo, evidenciando a importância dos
bibliotecários que nela atuam de desempenharem um papel voltado para o despertar do
incentivo pela leitura. Cabe a este profissional a flexibilidade no sentido de atuar
dinamicamente através da elaboração de oficinas, contações de histórias, saraus
literários, exposições com propósito de atrair cada vez mais a curiosidade e atenção de
seus leitores, destacando a responsabilidade social, cultural e pedagógica do
profissional que atua nesta área.

Referências
LANZI, Lucirene Catini ; FERNEDA, Edberto. As tecnologias de informação e
comunicação como facilitadoras do processo de ensino-aprendizagem em uma
biblioteca escolar. In: ENCONTRO NACIONAL DE PESQUISA EM CIÊNCIA DA
INFORMAÇÃO, 12., Brasília. Anais ... Brasília, DF: UNB, 2011 . (pôster)

PETIT, Michéle. A arte de ler ou como resistir à adversidade. São Paulo: Ed. 34,
2009.

Bibliografia
Baronian, Jean-Baptiste. Antenor Tapir. São Paulo: Martins Fontes, 1997.
Clutton-Brock, Juliet. Felinos. São Paulo: Globo, 1997. (Coleção Aventura Visual).
Heine, Helme. O mais fantástico ovo do mundo. Rio de Janeiro: Autores
Agentes&amp;Associados, 1998.
Moraes, Vinícius. A arca de Noé. São Paulo: Companhia das Letrinhas, 2010.
Myron, Vicki. Dewey: um gato entre livros. São Paulo: Globo, 2008.
A PORTA. A arca de Noé. São Paulo: Polygram, 1993. CD ROM .
Rocha, Ruth . Atrás da porta. Rio de Janeiro: Salamandra, 1997.

1412

�</text>
                  </elementText>
                </elementTextContainer>
              </element>
            </elementContainer>
          </elementSet>
        </elementSetContainer>
      </file>
    </fileContainer>
    <collection collectionId="49">
      <elementSetContainer>
        <elementSet elementSetId="1">
          <name>Dublin Core</name>
          <description>The Dublin Core metadata element set is common to all Omeka records, including items, files, and collections. For more information see, http://dublincore.org/documents/dces/.</description>
          <elementContainer>
            <element elementId="50">
              <name>Title</name>
              <description>A name given to the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51396">
                  <text>SNBU - Edição: 17 - Ano: 2012 (UFRGS - Gramado/RS)</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="49">
              <name>Subject</name>
              <description>The topic of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51397">
                  <text>Biblioteconomia&#13;
Documentação&#13;
Ciência da Informação&#13;
Bibliotecas Universitárias</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="41">
              <name>Description</name>
              <description>An account of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51398">
                  <text>Tema: A biblioteca universitária como laboratório na sociedade da informação.</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="39">
              <name>Creator</name>
              <description>An entity primarily responsible for making the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51399">
                  <text>SNBU - Seminário Nacional de Bibliotecas Universitárias</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="45">
              <name>Publisher</name>
              <description>An entity responsible for making the resource available</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51400">
                  <text>UFRGS</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="40">
              <name>Date</name>
              <description>A point or period of time associated with an event in the lifecycle of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51401">
                  <text>2012</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="44">
              <name>Language</name>
              <description>A language of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51402">
                  <text>Português</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="51">
              <name>Type</name>
              <description>The nature or genre of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51403">
                  <text>Evento</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="38">
              <name>Coverage</name>
              <description>The spatial or temporal topic of the resource, the spatial applicability of the resource, or the jurisdiction under which the resource is relevant</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51404">
                  <text>Gramado (Rio Grande do Sul)</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
          </elementContainer>
        </elementSet>
      </elementSetContainer>
    </collection>
    <itemType itemTypeId="8">
      <name>Event</name>
      <description>A non-persistent, time-based occurrence. Metadata for an event provides descriptive information that is the basis for discovery of the purpose, location, duration, and responsible agents associated with an event. Examples include an exhibition, webcast, conference, workshop, open day, performance, battle, trial, wedding, tea party, conflagration.</description>
    </itemType>
    <elementSetContainer>
      <elementSet elementSetId="1">
        <name>Dublin Core</name>
        <description>The Dublin Core metadata element set is common to all Omeka records, including items, files, and collections. For more information see, http://dublincore.org/documents/dces/.</description>
        <elementContainer>
          <element elementId="50">
            <name>Title</name>
            <description>A name given to the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="63708">
                <text>A semana da Biblioteca do Colégio de Aplicação da UFRJ.</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="39">
            <name>Creator</name>
            <description>An entity primarily responsible for making the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="63709">
                <text>Gonçalves, Ana Lúcia F.; Fulco, Leni Rodrigues P.; Valdez, Tatyanne Christina G. Ferreira</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="38">
            <name>Coverage</name>
            <description>The spatial or temporal topic of the resource, the spatial applicability of the resource, or the jurisdiction under which the resource is relevant</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="63710">
                <text>Gramado (Rio Grande do Sul)</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="45">
            <name>Publisher</name>
            <description>An entity responsible for making the resource available</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="63711">
                <text>UFRGS</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="40">
            <name>Date</name>
            <description>A point or period of time associated with an event in the lifecycle of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="63712">
                <text>2012</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="51">
            <name>Type</name>
            <description>The nature or genre of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="63714">
                <text>Evento</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="41">
            <name>Description</name>
            <description>An account of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="63715">
                <text>Discorre sobre o projeto Semana da Biblioteca e se caracteriza como um evento que contribui para a formação do leitor, a partir do estabelecimento de um relacionamento estreito e prazeroso com a biblioteca</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="44">
            <name>Language</name>
            <description>A language of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="69481">
                <text>pt</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
        </elementContainer>
      </elementSet>
    </elementSetContainer>
  </item>
  <item itemId="5981" public="1" featured="0">
    <fileContainer>
      <file fileId="5045">
        <src>http://repositorio.febab.org.br/files/original/49/5981/SNBU2012_120.pdf</src>
        <authentication>36ca3a7b071233f53f26eab11ba3ba09</authentication>
        <elementSetContainer>
          <elementSet elementSetId="4">
            <name>PDF Text</name>
            <description/>
            <elementContainer>
              <element elementId="92">
                <name>Text</name>
                <description/>
                <elementTextContainer>
                  <elementText elementTextId="63707">
                    <text>Serviços de referência presencial e virtual
Trabalho completo

SERViÇO DE REFERÊNCIA NA BIBLIOTECA DE OBRAS RARAS DA
ESCOLA DE MINAS - UFOP: A EXPERIÊNCIA DA VISITA
MONITORADA DOS CURSOS DE EDUCAÇÃO FíSICA
Renata Ferreira dos Santos 1, Maria Cristina Rosa 2,
Bibliotecária , Universidade Federal de Ouro Preto, Ouro Preto, Minas Gerais
Doutora em Educação, Universidade Federal de Ouro Preto, Ouro Preto, Minas Gerais
1

2

Resumo
Este trabalho relata a experiência da Biblioteca de Obras Raras da Escola de Minas
da Universidade Federal de Ouro Preto na prestação do serviço de referência de
visita monitorada às turmas da disciplina História e Educação Física , ofertada nos
cursos de graduação em Educação Física da UFOP. Esta prática visa estimular os
estudantes a conhecer e a identificar fontes de informação relevantes sobre
mudanças e permanências nos estudos de higiene, anatomia humana, práticas
esportivas, entre outros, através do acervo desta Biblioteca, ao mesmo tempo em
que contribui para divulgá-lo perante a comunidade acadêmica .

Palavras-Chave:
Serviço de Referência ; Biblioteca Universitária; Livros Raros; Educação Física Ensino.

Abstract
This paper describes the Rare Books School of Mines Library of the Federal
University of Ouro Preto experience in the reference service of visit groups of the
disciplines History and Physical Education, offered by the graduation courses of
Physical Education at this institution. It instructs the students how to identify
information on the changes and continuity of the researches in hygiene, human
anatomy and sports, using the library collection as a resource, and at the same time
making it public into the academic community.

Keywords:
Reference Service ; University Library; Rare Books; Physical Education - Learning.

1401

�Serviços de referência presencial e virtual
Trabalho completo

1 Introdução
Uma biblioteca é um universo de possibilidades. Na verdade uma biblioteca
não é única, mas multifacetada, porque se desdobra em si mesma, basta um olhar
atento e um pouco de estudo, para perceber que um acervo pode ultrapassar sua
própria área de cobertura. Um acervo de obras raras de Engenharia , como é o caso
da Biblioteca de Obras Raras da Escola de Minas da Universidade Federal de Ouro
Preto (UFOP), pode também guardar fontes de informação de interesse para a
História, a Biologia e, porque não, para a Saúde.
A Biblioteca de Obras Raras da Escola de Minas (BIBORAR/EM) é uma
unidade do Sistema de Bibliotecas e Informação (SISBIN) , que integra o circuito de
visitação do Museu de Ciência e Técnica (MCT), localizado na sede da EM, no
centro histórico de Ouro Preto (MG).
A BIBORAR guarda o acervo original da primeira biblioteca da Escola de
Minas, criada em 1876. A coleção bibliográfica que começou a ser formada a partir
das doações do professor de ciências francês Claude Henri Gorceix (1842-1919),
fundador e primeiro diretor da instituição, recebeu ainda doações da École des
Mines de Paris e a aquisição de novos títulos pelo convênio com a editora GauthierVillars.
O acervo técnico-científico nas áreas das ciências puras, naturais e aplicadas,
reúne cerca de 22.000 volumes, entre livros e periódicos raros , enciclopédias,
dicionários, legislação, guias e manuais, editados entre os séculos XVII ao XX, com
predominância de obras do século XIX, em língua francesa . A Biblioteca conta com
coleções de obras raras e preciosas, obras de referência , periódicos e obras antigas.
Atualmente a coleção de obras antigas, isto é, as publicações editadas após
1900, estão em processo de inventário e catalogação. Os dados do acervo
catalogado estão disponíveis, para consultas, no Catálogo online do SISBIN 1 , que
utiliza o software Virtua, versão 2010.4.1.
A BIBORAR possui site própri0 2 , que inclui informações sobre a formação e o
desenvolvimento do acervo, as práticas de conservação preventiva , os serviços
oferecidos aos consulentes e as formas de contatos. A Biblioteca oferece os
serviços de consulta local , orientação a pesquisas, exposições temáticas
temporárias, comutação bibliográfica e visitas monitoradas.
A visita monitorada atende demandas individuais e coletivas, mediante
agendamento. Entre os grupos atendidos pelo serviço estão os calouros dos cursos
de Licenciatura e Bacharelado em Educação Física da UFOP. Essa atividade é parte
das ações desenvolvidas na disciplina História e Educação Física , ministrada no
primeiro período dos cursos, especialmente na unidade de estudo sobre História,
Linguagens, Fontes e Narrativas, que tem como objetivo conhecer um acervo e o
seu potencial para realização de estudos historiográficos sobre educação física e
esportes; os diferentes tipos de fontes de informação existentes, bem como as
formas de organização, preservação e conservação.
Neste trabalho abordaremos a experiência da BIBORAR na prestação do
serviço de visita monitorada a esse público específico, realizada nos últimos seis
semestres letivos.

1
2

www.sisbin.ufop.br
www.obrasraras.em .ufop.br

1402

�Serviços de referência presencial e virtual
Trabalho completo

2 Revisão de Literatura

o conceito de sociedade da informação ou sociedade do conhecimento foi
elaborado em 1962, por Fritz Machlup, o qual se refere à produção do conhecimento,
através da apropriação de fontes de informação e de Tecnologias de Informação e
Comunicação (TICs), pelo qual o saber passa a ocupar papel central na vida
cotidiana .
Carvalho e Kaniski (2000, p.38) alertam que:
Agora, atrelado ao processo revolucionário das novas tecnologias,
entramos em uma fase mais avançada, que traz como potencial a
aceleração da integração entre usuários e fontes de informação,
reforçando o desenvolvimento de cidadãos. Entretanto, para
ingressar nessa fase, é preciso ter uma sólida base educacional e
cultural. Caso contrário, estaremos desperdiçando a capacidade e o
potencial dessas tecnolog ias, que nos permitem não só ter acesso ao
conhecimento, mas também construir o conhecimento que nos é
necessário.

Neste cenário, as universidades não são só responsáveis pela formação
profissional de seus estudantes, mas também incumbidas de formar produtores de
conhecimento. Dessa forma , a biblioteca universitária deve exercer com maior
plenitude a sua função educativa . Porém , os discentes precisam estar dispostos a
aprender, porque segundo Costa (1987, p. 98), "a maioria dos alunos que ingressam
na universidade desconhece os princípios básicos de utilização dos recursos
bibliográficos. Isto porque a formação oferecida ao discente, no 10 e 2 graus, de
modo geral, não inclui qualquer espécie de treinamento ou orientação nesta área."
A falta de preparo dos discentes de graduação no uso dos serviços e
produtos das bibliotecas resulta no baixo número de fontes utilizadas na elaboração
de trabalhos acadêmicos, somado às dificuldades de normalização dos mesmos, e
no total desconhecimento das demais unidades de informação vinculadas à própria
universidade, como acervos de obras raras, arquivos, museus e centros de memória.
A alternativa comumente adotada nas bibliotecas universitárias para reduzir
esse déficit, e para aproximarem bibliotecários e estudantes, é o treinamento de
usuários, tarefa do serviço de referência aplicada principalmente nas atividades de
recepção de calouros.
O serviço de referência engloba todas as atividades da biblioteca com objetivo
de atender às dúvidas e questões dos usuários. Mangas (2007) defende que as
principais funções do serviço de referência na biblioteca são acolher, informar,
formar e orientar os usuários. Já Curty, Rodrigues e Miranda (2010) afirmam que,
"tradicionalmente, a relação da biblioteca dá-se diretamente com o aluno, entretanto,
e, especialmente em bibliotecas universitárias, torna-se necessário investir no
relacionamento professor-biblioteca-aluno [...]". Sendo assim, a participação do
corpo docente nas atividades de utilização dos serviços das bibliotecas colabora
para o processo educacional, porque estimula os discentes a querer e a buscar
novas informações, além de justificar e valorizar o trabalho do bibliotecário. A troca
entre estes três agentes resulta no planejamento e na execução de serviços de
informação como "preparo de tutoriais, divulgação de novas bases de dados através

1403

�Serviços de referência presencial e virtual
Trabalho completo

da promoção de eventos, visitas guiadas físicas e virtuais, organização de manuais
e publicação de livros." (CURTY; RODRIGUES ; MIRANDA, 2010) .
Nas universidades detentoras de coleções especiais, a interação entre
docentes, discentes e bibliotecários é essencial também para maior compreensão do
que são obras raras e o potencial de pesquisa destes acervos. Greenhalgh (2011 , p.
160) esclarece que:
Diversos aspectos podem caracterizar um livro como obra rara. Os
principais fatores são aqueles que levam em consideração seu valor
histórico-cultural, como o período em que foi publicado, a escassez
de exemplares conhecidos, primeiras edições de autores
consagrados, primeira vez em que surge um determinado assunto,
edição com tiragem limitada, presença de gravuras originais, possuir
dedicatória de pessoa ilustre ou ter pertencido a alguém importante.
O conhecimento sobre a existência e a abrangência de acervos de livros raros
permite entender o processo de evolução de diferentes campos da ciência , além de
auxiliar na compreensão da sociedade atual. Contudo, ainda são poucos os relatos
de experiência ou os estudos de caso sobre o planejamento e à gestão de serviços
de referência em bibliotecas de obras raras vinculadas às universidades. A
bibliografia disponível privilegia a adoção de critérios de raridade, a catalogação e a
digitalização de livros raros , especialmente em bibliotecas especializadas, públicas e
nacionais, com pouco enfoque na estrutura dos serviços de referência voltados para
os usuários reais e remotos.
A biblioteca universitária depositária de acervos raros cumpre dupla função: a
primeira de salvaguarda e preservação de suas coleções especiais, o que quase
sempre representa limitações de acesso físico ; e a segunda de prestação de
serviços de orientação e atendimento aos usuários, familiarizados apenas com o
pleno acesso às estantes e o empréstimo de itens nas bibliotecas de acervos
circulantes.
Para Siqueira (2010, p. 121), "[ ...] as atividades de referência devem refletir os
objetivos da instituição em que fazem parte, estando, portanto integradas aos
demais setores do sistema de informação, funcionando até como uma peça-chave,
já que lida com a base do sistema , o usuário."
A biblioteca de obras raras na universidade deve buscar equacionar as
atividades do serviço de referência , com as medidas de acesso e preservação do
acervo, mas sem perder de vista a necessidade de integração entre docentes e
discentes, de modo a garantir a disseminação da informação e a geração de novos
conhecimentos, através destas coleções.

3 Materiais e Métodos
A visita monitorada na Biblioteca de Obras Raras da Escola de Minas consiste
em um breve resumo sobre a fundação da EM e a formação de suas coleções
bibliográficas; alguns esclarecimentos sobre os critérios de raridade adotados; a
distinção entre as bibliotecas de acervos raros e as bibliotecas de acervos
circulantes; um panorama da evolução da produção editorial de obras técnicocientíficas; a apresentação de destaques do acervo e de obras da área de interesse
do grupo atendido.

1404

�Serviços de referência presencial e virtual
Trabalho completo

o pedido de visitação é iniciativa do corpo docente do Centro Desportivo da
UFOP (CEDUFOP) , o que, à primeira vista , surpreende inclusive os próprios
visitantes, devido ao fato desse acervo bibliográfico ser proveniente de uma escola
de Engenharia . Contudo, vale frisar que a proposta de criação da Escola de Minas
visava fornecer ao estudante ampla cultura geral, o que explica, em parte, a riqueza
e a diversidade do acervo da BIBORAR. Além disso, devem-se considerar ainda as
diferentes divisões do saber científico até o final do século XIX, que estabeleciam
limites mais amplos aos campos de conhecimento, a exemplo da História Natural.
Assim , desde 2009 , as visitas monitoradas das turmas da disciplina História e
Educação Física ocorrem uma vez a cada semestre (FIG.1). O grupo é recebido nas
dependências da Biblioteca destinadas ao atendimento a pesquisadores e as
exposições temporárias. A principio buscaram-se no acervo obras que
possibilitassem aos estudantes um panorama geral sobre as coleções de livros
raros , suas características, a forma de organização, os procedimentos de
conservação e o acesso.

Figura 1 - Visita monitorada dos cursos de Educação Física na BIBORAR - UFOP, no
segundo semestre letivo de 2011 .
Fonte: Arquivo Fotográfico da Bíblioteca de Obras Raras da Escola de Minas - UFOP

No caso desse grupo, são apresentados alguns dos livros mais antigos da
coleção para mostrar o trabalho desenvolvido pela equipe do Laboratório de
Conservação Preventiva de Material Gráfico Engenheiro Cássio E. L. Damásio, setor
vinculado à BIBORAR, responsável pela higienização, obturação, pintura,
faceamento de folhas com papel japonês e confecção de embalagens de papel
alcalino. Durante a visita , a equipe da Biblioteca utiliza os equipamentos de proteção
individual, como luvas, máscaras e jalecos, para demostrar os cuidados necessários
para preservação das obras, no intuito de prolongar a vida útil destes materiais. São
selecionados também livros curiosos, seja pela forma ou conteúdo abordado.

1405

�Serviços de referência presencial e virtual
Trabalho completo

As buscas por fontes de pesquisa específicas para o ensino da Educação
Física e do Esporte partem da análise de obras de ciências naturais, pelas quais é
possível identificar temas relacionados à anatomia humana, às técnicas esportivas,
à saúde e à higiene. Esses temas produziram estudos raros, a exemplo dos
métodos ginásticas europeus no século XIX, os quais tiveram como um dos
argumentos principais para a sua divulgação, a sua base científica, que compreende
conhecimentos provenientes da Biologia, Anatomia e Fisiologia, bem como a sua
fundamentação nos preceitos da higiene. 3 Entre os livros apresentados estão: La
machine animale, do cronofotógrafo francês Étienne-Jules Marey; O novo methodo
de curar, tradução da obra do higienista alemão M. Platen ; e Le homem criminel, do
médico italiano Cesare Lombroso, precursor dos estudos da antropologia criminal.
Outra fonte de pesquisa importante são as revistas científicas, como La
Nature (Paris, 1873-1960); Nature (Londres, 1869-); Scientific American (New York,
1846-); e as revistas de viagens, como Le Tour Ou Monde (Paris, 1860-1914), em
que são encontrados artigos sobre os estudos do movimento, inaugurados no século
XIX, especialmente pelos fisiologistas (FIG .2) ; o ensino do esporte; os métodos
ginásticas europeus; os corpos, hábitos e costumes de populações de diferentes
lugares do mundo; o uso de aparelhos de ginástica (FIG .3), e etc.

Figura 2 - Estudo dos movimentos na prática esportiva
Fonte: DEMENY, Georges. Étude expérimentale dês exercices physiques: la vitesse du
coup de canne. La Nature, Paris, v. 19, n. 932, p. 296, 11 avr. 1891 .

3

Ver os estudos de Carmem Lúcia Soares .

1406

�Serviços de referência presencial e virtual
Trabalho completo

Figura 3 - Aparelho para ensino da natação
Fonte: THE teaching of swimming . Scientific American, New York, v. 69, n. 18, p. 276, 28
oct. 1893.

Todas as informações apresentadas pela bibliotecária sobre as fontes
selecionadas são acrescidas com comentários da docente que ministra a disciplina,
de modo a contextualizar o material apresentado na Biblioteca ao programa do
curso, estabelecendo relações com outros conteúdos, como: educação do corpo e
história; origens da educação física brasileira; os sistemas ginásticos europeus e o
esporte.
A equipe da BIBORAR procura a cada semestre apresentar uma nova fonte
de informação relacionada à Educação Física, como capítulo de livro ou artigo de
periódico, além de disponibilizar ao grupo todas as referências bibliográficas das
obras apresentadas, para subsidiar posteriores pesquisas ao acervo.
Ao final da apresentação ocorre o sorteio de um exemplar da publicação
Coleção Especial da Biblioteca de Obras Raras da Escola de Minas, catálogo que
arrola os principais destaques do acervo, para que o grupo possa conhecer outras
obras não apresentadas ao longo da visita.
Paralela à recepção dos visitantes, busca-se montar uma mostra com livros
sobre temas pertinentes ao campo de estudo da disciplina, de modo a divulgar
também o serviço de exposições temporárias e exibir itens do acervo, mais sensíveis
ao manuseio ou de maior raridade.

4 Resultados Finais
A oferta do serviço de visita monitorada estimula à equipe da BIBORAR a
estudar o acervo e a identificar novas fontes de pesquisa, além de constituir uma
estratégia de divulgação da biblioteca entre membros da universidade,
pesquisadores oriundos de outras instituições e, principalmente, à comunidade em
geral, que ainda desconhece o potencial informativo dessa coleção de obras raras.
A visita monitorada possibilita aos calouros da UFOP, especialmente àqueles
naturais das cidades de Ouro Preto, Mariana e Itabirito, conhecerem um pouco mais
sobre a história de sua região e a influência da Escola de Minas, no

1407

�Serviços de referência presencial e virtual
Trabalho completo

desenvolvimento do setor minero-metalúrgico brasileiro, através de sua coleção
bibliográfica inicial.
A visita propicia aos estudantes, em sua maioria, com pouca ou nenhuma
vivência no uso de bibliotecas, uma forma de orientação ao distinguir os serviços
prestados, as modalidades de acesso, as normas de funcionamento e o
comportamento que se espera dos usuários em diferentes tipos de bibliotecas,
especialmente àquelas detentoras de acervos raros.
O contato com os trabalhos de importantes autores relacionados ao campo de
conhecimento da Educação Física , publicados em livros e periódicos raros, auxilia
os alunos a compreender as mudanças e permanências de certos estudos da área ,
bem como os processos de comunicação científica no final do século XIX e início do
século XX. Assim, os estudantes passam a dar novos sentidos e significados aos
conteúdos e conhecimentos desenvolvidos ao longo do semestre na disciplina
História e Educação Física, tornando algo inicialmente abstrato e distante, em algo
concreto e passível de ser pensado e repensado a partir do fazer historiográfico.
Estimular os discentes a conhecer outras unidades de informação da
universidade, além das bibliotecas setoriais de suas unidades acadêmicas, favorece
os esforços de preservação da memória institucional, à medida que capacita os
futuros profissionais e pesquisadores a procurar novas informações em instituições
externas.

5 Considerações Finais
O serviço de visita monitorada da Biblioteca de Obras Raras da Escola de
Minas colabora para as atividades de recepção e orientação de usuários oferecidos
pelo SISBIN , principalmente aos estudantes recém-ingressos na un iversidade.
Em bibliotecas de obras raras é necessário complementar as informações
sobre os títulos catalogados e descritos no catálogo online ou nos registros dos
livros digitalizados. Há contextos históricos, editoriais e científicos que atribuem o
status de raridade à obra , os quais precisam ser destacados por bibliotecários e
especialistas, de modo a chamar a atenção do público para as coleções e, ao
mesmo tempo, desmistificar as bibliotecas.
Nota-se que o acesso remoto ao livro digitalizado é uma ferramenta
importante no processo de difusão e democratização de acervos de obras raras,
mas o contato visual e presencial às obras impressas permite perceber os aspectos
que se referem à materialidade do livro (tamanho, ilustrações, gramatura das
páginas e etc.) e os aspectos implícitos à divulgação da ciência, como o custo e a
forma das publicações.
A possibilidade do acesso direto dos discentes a estas obras representa ,
ainda, o contato com outras temporalidades sobre Educação Física e Esporte, o que
enriquece a disciplina, bem como as possibilidades de desenvolvimento dos
conteúdos, qualificando o processo ensino aprendizagem .
Incentivar os estudantes a buscar o conhecimento além da sala de aula e a
estabelecer o contato com outros profissionais, especialmente àqueles dedicados a
organização e ao uso da informação, favorece o desenvolvimento de novas
competências, além de prepará-los para atuar e vivenciar, realmente, a sociedade
da informação.

1408

�Serviços de referência presencial e virtual
Trabalho completo

6 Referências
CARVALHO, Isabel Cristina Louzada ; KANISKI, Ana Lúcia. A sociedade do
conhecimento e o acesso à informação: para que e para quem? Ciência da
Informação, Brasília , v. 29, n. 3, p. 33-39, set./dez. 2000. Disponível em :
&lt;http://revista.ibict.br/ciinf/index.php/ciinf/article/view/215&gt;. Acesso em : 11 abro2012.
COSTA, Maria Cristina Malta de Almeida . Considerações sobre a necessidade de
implantação de treinamento de discentes da Universidade Federal de Pernambuco.
Revista da Escola de Biblioteconomia da UFMG, Belo Horizonte, v. 16, n. 1, p. 97113, mar. 1987.
CURTY, Marlene Gonçalves; RODRIGUES, Ana Vera Finardi ; MIRANDA, Celina
Leite. O bibliotecário de referência como mediador entre docente e discente. In :
SEMINÁRIO NACIONAL DE BIBLIOTECAS UNIVERSITÁRIAS, 16., 2010 , Rio de
Janeiro. [Anais eletrônicos .. .]. Rio de Janeiro: UFRJ, 2010. 1 pendrive.
DEMENY, Georges. Étude expérimentale dês exercices physiques: la vitesse du
coup de canne . La Nature, Paris, v. 19, n. 932 , p. 296-298, 11 avr. 1891 .
GREENHALGH, Raphael Diego. Digitalização de obras raras: algumas
considerações. Perspectivas em Ciência da Informação, Belo Horizonte, v. 16, n. 3,
p. 159-167, jul./set. 2011 . Disponível em : &lt;www.eci.ufmg .br/pci&gt; . Acesso em: 14 abro
2012.
MANGAS, Sérgio Filipe Agostinho. Como planificar e gerir um serviço de referência.
Biblios,
Lima ,
n.
28,
p.
1-37,
abr./jun.
2007.
Disponível
em:
&lt;http://www.scielo.org.pe/pdf/biblios/n28/a02n28.pdf&gt;. Acesso em : 8 abr. 2012.
SIQUEIRA, Jéssica Camara. Repensando o serviço de referência : a possibilidade
virtual. Ponto de Acesso, Salvador, v. 4, n. 2, p.116-130, set. 2010. Disponível em :
http://www.portalseer.ufba.br/index.php/revistaici/article/view/4238/3408&gt;.
Acesso
em: 4 abr. 2012.
THE teaching of swimming. Scientific American, New York, v. 69, n. 18, p. 276, 28
oct. 1893.

Acervo consultado
Arquivo Fotográfico da Biblioteca de Obras Raras da Escola de Minas - UFOP

1409

�</text>
                  </elementText>
                </elementTextContainer>
              </element>
            </elementContainer>
          </elementSet>
        </elementSetContainer>
      </file>
    </fileContainer>
    <collection collectionId="49">
      <elementSetContainer>
        <elementSet elementSetId="1">
          <name>Dublin Core</name>
          <description>The Dublin Core metadata element set is common to all Omeka records, including items, files, and collections. For more information see, http://dublincore.org/documents/dces/.</description>
          <elementContainer>
            <element elementId="50">
              <name>Title</name>
              <description>A name given to the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51396">
                  <text>SNBU - Edição: 17 - Ano: 2012 (UFRGS - Gramado/RS)</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="49">
              <name>Subject</name>
              <description>The topic of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51397">
                  <text>Biblioteconomia&#13;
Documentação&#13;
Ciência da Informação&#13;
Bibliotecas Universitárias</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="41">
              <name>Description</name>
              <description>An account of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51398">
                  <text>Tema: A biblioteca universitária como laboratório na sociedade da informação.</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="39">
              <name>Creator</name>
              <description>An entity primarily responsible for making the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51399">
                  <text>SNBU - Seminário Nacional de Bibliotecas Universitárias</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="45">
              <name>Publisher</name>
              <description>An entity responsible for making the resource available</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51400">
                  <text>UFRGS</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="40">
              <name>Date</name>
              <description>A point or period of time associated with an event in the lifecycle of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51401">
                  <text>2012</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="44">
              <name>Language</name>
              <description>A language of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51402">
                  <text>Português</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="51">
              <name>Type</name>
              <description>The nature or genre of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51403">
                  <text>Evento</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="38">
              <name>Coverage</name>
              <description>The spatial or temporal topic of the resource, the spatial applicability of the resource, or the jurisdiction under which the resource is relevant</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51404">
                  <text>Gramado (Rio Grande do Sul)</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
          </elementContainer>
        </elementSet>
      </elementSetContainer>
    </collection>
    <itemType itemTypeId="8">
      <name>Event</name>
      <description>A non-persistent, time-based occurrence. Metadata for an event provides descriptive information that is the basis for discovery of the purpose, location, duration, and responsible agents associated with an event. Examples include an exhibition, webcast, conference, workshop, open day, performance, battle, trial, wedding, tea party, conflagration.</description>
    </itemType>
    <elementSetContainer>
      <elementSet elementSetId="1">
        <name>Dublin Core</name>
        <description>The Dublin Core metadata element set is common to all Omeka records, including items, files, and collections. For more information see, http://dublincore.org/documents/dces/.</description>
        <elementContainer>
          <element elementId="50">
            <name>Title</name>
            <description>A name given to the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="63699">
                <text>Serviço de Referência na Biblioteca de Obras Raras da Escola de Minas- UFOP: a experiência da visita monitorada dos cursos de educação física.</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="39">
            <name>Creator</name>
            <description>An entity primarily responsible for making the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="63700">
                <text>Santos, Renata Ferreira dos; Rosa, Maria Cristina</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="38">
            <name>Coverage</name>
            <description>The spatial or temporal topic of the resource, the spatial applicability of the resource, or the jurisdiction under which the resource is relevant</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="63701">
                <text>Gramado (Rio Grande do Sul)</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="45">
            <name>Publisher</name>
            <description>An entity responsible for making the resource available</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="63702">
                <text>UFRGS</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="40">
            <name>Date</name>
            <description>A point or period of time associated with an event in the lifecycle of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="63703">
                <text>2012</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="51">
            <name>Type</name>
            <description>The nature or genre of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="63705">
                <text>Evento</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="41">
            <name>Description</name>
            <description>An account of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="63706">
                <text>Relata a experiência da Biblioteca de Obras Raras da Escola da Minas na prestação do serviço de referência de visita monitorada às turmas da disciplina história e educação física, ofertada nos cursos de graduação em educação física da UFOP. Esta prática visa estimular os estudantes a conhecer e a identificar fontes de informação relevantes sobre mudanças e permanências nos estudos de higiene, anatomia humana, práticas esportivas, entre outros, através do acervo desta Biblioteca, ao mesmo tempo em que contribui para divulgá-lo perante a comunidade acadêmica.</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="44">
            <name>Language</name>
            <description>A language of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="69480">
                <text>pt</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
        </elementContainer>
      </elementSet>
    </elementSetContainer>
  </item>
  <item itemId="5980" public="1" featured="0">
    <fileContainer>
      <file fileId="5044">
        <src>http://repositorio.febab.org.br/files/original/49/5980/SNBU2012_119.pdf</src>
        <authentication>cb9f4f77d54ce29f1736e24cbf96960d</authentication>
        <elementSetContainer>
          <elementSet elementSetId="4">
            <name>PDF Text</name>
            <description/>
            <elementContainer>
              <element elementId="92">
                <name>Text</name>
                <description/>
                <elementTextContainer>
                  <elementText elementTextId="63698">
                    <text>Serviços de referência presencial e virtual
i! """"'"
MaooNlck

~

=

:,

IiWitt.UJ

1I....111~

Trabalho completo

PRODUTOS E SERViÇOS DE REFERÊNCIA VIRTUAL:
PROPOSTA DE IMPLANTAÇÃO NO WEBSITE DO SISTEMA DE
BIBLIOTECAS DO SENAC-RN
Bruna Laís Campos do Nascimento 1, Gerlany Galvíncio Rodrigue~,
Márcia Valéria Alves3, Meire Emanuela da Silva Melo4, Samya Maria
Queiroz Maia 5, Thiago Rodrigues Dantas 6
1 Acadêmica do Curso de Biblioteconomia, UFRN , Natal, RN
Bibliotecária do SENAC/RN , Bacharel em Biblioteconomia , UFRN, Natal, RN
Bibliotecária da UFRN , Especialista em Gestão Estratégica de Pessoas , UNI RN ,Natal, RN
4 Bibliotecária do SENAC/RN , Bacharel em Biblioteconomia , UFRN, Natal, RN
5 Bibliotecária do SENAC/RN, Especialista em GestãoAmbientallFRN, Natal, RN
6 Bibliotecário do SENAC/RN , Bacharel em Biblioteconomia, UFRN, Natal, RN
2

3

Resumo
Relata sobre o serviço de referência virtual, sua importância e aplicabilidade
em websites de bibliotecas e centros de informação. Apresenta a importância da
disponibilização de produtos e serviços de informação via internet, onde os mesmos
se configuram em ambientes virtuais de aprendizagem (AVAs) encontrados no
ciberespaço como ferramenta para concretização dos objetivos a que se propõe tal
atividade. Conceitua o Ensino à Distância (EaD) através do Decreto 5.622 de 2005
onde o mesmo é regulamentado por bases legais da Educação à Distância no Brasil,
através da Lei nO 9.394 de 20 de Dezembro de 1996. Objetiva desenvolver a
proposta de reestruturação de produtos e serviços de referência on-line no website
do Sistema de Bibliotecas SENAC-RN com propósito de padronizar e aumentar a
qualidade das produções acadêmicas. Enfoca o SENAC como instituição que
promove cursos profissionalizantes, técnicos, livres, educação à distância, além de
cursos de graduação e pós-graduação. Delineia brevemente sobre a Pós-Graduação
a distância do SENAC Nacional e sua atuação no Rio Grande do Norte. Analisa a
necessidade mais ativa das bibliotecas nesse processo para facilitar a vida do
usuário no que diz respeito a serviços e produtos oferecidos via Internet. Conceitua
o Serviço de Referência Virtual (SRV), enfatizando suas vantagens e ressaltando
alguns produtos e serviços de referência on-line que poderão ser oferecidos no
website do sistema de Bibliotecas SENAC/RN. Utilizou-se como metodologia a
revisão de literatura acerca das temáticas em questão. Ao final , considera-se a
contextualidade dos fatos, e a realidade a qual estão inseridas as Bibliotecas do
SENAC/RN, uma mola propulsora para a implementação de serviços virtuais,
visando a satisfação do usuário e sanando necessidades informacionais da
comunidade acadêmica em foco .

Palavras-Chave:
Biblioteca ; Serviço de Referência Virtual ; Website.

1389

�Serviços de referência presencial e virtual
i! """"'"
MaooNlck

~

=

:,

IiWitt.UJ

1I....111~

Trabalho completo

Abstract
Reports on the virtual reference service, its importance and applicability in
websites of libraries and information centers. Presents the importance of providing
products and information services via the Internet, where they are configured in
virtual learning environments (VLEs) found in cyberspace as a tool for achieving the
goals that are proposed by this activity. Conceptualizes the Distance Learning (DL)
through Decree 5622 of 2005 where it is regulated by the legal foundations of
distance education in Brazil , through the Law No. 9394 of December 20 , 1996. Aims
to develop the proposed restructuring of products and services online reference on
the website of the Library System SENAC-RN with purpose to standardize and
improve the quality of academic productions. Focuses SENAC as an institution that
promotes professional courses, technical, free, distance education, and
undergraduate and postgraduate. Outlines briefly the Graduate distance SENAC
National and its performance in Rio Grande do Norte. Analyzes the need libraries
most active in this process to facilitate the user's life with regard to services and
products offered via the Internet. Conceptualizes the Virtual Reference Service
(SRV), emphasizing their advantages and highlighting some products and services
online reference that may be offered on the website of the system libraries SENAC/
RN. Methodology was used as a literature review about the theme in question oAt
the end , it is the contextuality of the facts, and reality which are inserted Libraries
SENAC/RN, a springboard for the implementation of virtual services in order to
satisfy user information needs and remedying the academic community in focus.

Keywords:
Library; Virtual Reference Service; Website.

1390

�Serviços de referência presencial e virtual
i! """"'"
MaooNlck

~

=

:,

IiWitt.UJ

1I....111~

Trabalho completo

1 Introdução
É notório perceber a transformação e diversificação de serviços de referência
oferecidos por centros de documentação em todo o mundo . Isto se dá graças ao
constante desenvolvimento de Tecnologias de Informação e Comunicação (TIC 's),
assim como a crescente proliferação de Ambientes Virtuais de Aprendizagem
(AVA's), oferecendo aos profissionais da informação, um leque de opções no
trabalho desenvolvido junto aos usuários. É neste contexto que se torna oportuno
desenvolver e estruturar produtos e serviços de informação virtuais, com o objetivo
de otimizar o serviço de referência tradicionalmente ofertado por instituições de
ensino.
As bibliotecas do Serviço Nacional de Aprendizagem Comercial SENAC/RN
estão inseridas em uma nova realidade, ao deparar-se com uma demanda de alunos
do Programa de Pós-Graduação à Distância (EAD). Este novo perfil de usuário
instiga uma mudança na estrutura dos serviços oferecidos pelas bibliotecas, que
atualmente atendem apenas alunos dos cursos profissionalizantes da instituição.
Estas mudanças se referem a atender a demanda de informação e serviços
solicitados às Bibliotecas do SENAC/RN por parte do corpo acadêmico dos cursos
de Pós-Graduação à Distância , como também, ampliar serviços e produtos
oferecidos pelas bibliotecas contextualizando-as a realidade vigente .
O foco da presente proposta faz um paralelo entre o SENAC, a realidade do
Sistema de Bibliotecas do SENAC Nacional, e a Pós Graduação à Distância do
SENAC, com ênfase no Pólo do Rio Grande do Norte, conceituando os Ambientes
Virtuais de Aprendizagem (AVA) encontrados no ciberespaço, e necessários a
configuração desta realidade, onde os mesmos auxiliam o processo ensinoaprendizagem à Distância . O Ensino à Distância (EaD) que amplamente vem sendo
utilizado como forma de popularizar a educação no Brasil é abordado e conceituado
através do Decreto 5.622 de 2005 e regulamentada por bases legais da Educação à
Distância no Brasil, sob a responsabilidade da Lei nO 9.394 de 20 de Dezembro de
1996.
Subsequentemente a essa abordagem , é possível discorrer sobre a
conceituação do Serviço de Referência Virtual (SRV), abordando produtos e serviços
de referência on-line. E por fim, apresentar a proposta de implantação dos produtos
e serviços de referência virtual que podem ser oferecidos através do website do
Sistema de Bibliotecas do SENAC-RN.
Traçado este perfil, há embasamento teórico no intuito de descrever o objetivo
foco deste estudo que se apresenta como uma proposta de reestruturação de
produtos e serviços de referência online no website do sistema de bibliotecas
SENAC/RN , visando padronizar e aumentar a qualidade das produções acadêmicas.
A metodologia utilizada para o desenvolvimento desta pesquisa está baseada
na revisão de literatura acerca da temática em questão.

1391

�Serviços de referência presencial e virtual
i! """"'"
MaooNlck

~

=

:,

IiWitt.UJ

1I....111~

Trabalho completo

2 Serviço Nacional de Aprendizagem Comercial (Senac)

o SENAC é uma instituição de educação profissional, cujo direito é privado .
Foi criado em 1946, ''[. .. ] é financiado pelos empresários dos Setores do Comércio
de Bens, Serviços e Turismo, que contribuem com 1% de sua folha de pagamento .
Sua administração está delegada à Confederação Nacional do Comércio (CNC) [ .. .]"
(SERViÇO NACIONAL DE APRENDIZAGEM COMERCIAL, 2005) .
O SENAC encontra-se nos vinte e seis estados brasileiros e no Distrito
Federal, totalizando cerca de 450 unidades de ensino dispersas por todo o Brasil. O
SENAC oferece cursos técnicos, cursos livres, educação à distância, além de curso
de graduação e pós-graduação . No Brasil , de acordo com Denise Lopes, chefe do
Centro de Documentação e Informação do SENAC Departamento Nacional, são 50
bibliotecas integradas ao Centro de Documentação do Departamento Nacional
(CEDOC/DN) e mais 50 que compõem a base do SENAC São Paulo. Deste número,
há outras bibliotecas não contabilizadas nos estados de Minas Gerais, Paraná, Rio
Grande do Sul e Santa Catarina onde empiricamente chegaremos a um total de 150
Bibliotecas do Sistema SENAC no Brasil.
É evidente portanto a complexidade deste sistema e o grande número de
profissionais Bibliotecários que trabalham junto à rede SENAC. Desta realidade,
muitas bibliotecas possuem caráter universitário, e outras em sua maioria, são
bibliotecas especializadas. Isto se dá visto o grande e genérico número de cursos
oferecidos pela instituição. No Rio Grande do Norte, o Sistema de Bibliotecas é
formado por 04 (quatro) bibliotecas especializadas, que atendem a demanda de
alunos dos cursos profissionalizantes em diversas áreas, e atualmente, dos cursos
de pós-graduação à distância.
Será objeto de estudo a rede de pós-graduação à distância do SENAC, assim
como, a nova realidade das Bibliotecas do SENAC/RN e a proposta de
reestruturação de seus serviços, através da implantação do serviço de referência
virtual (SRV) e produtos de informação. O SRV deverá estar alocado no Ambiente
Virtual de Aprendizagem (AVA) dos cursos de pós graduação à distância do SENAC .
Esta mídia utiliza ''[. .. ] o ciberespaço para veicular conteúdos e permitir interação
entre os atores do processo educativo." (PEREIRA; SCHMITT; DIAS , 2007, p. 4) .
Os autores ainda afirmam :
[... ] que os AVAs utilizam a Internet para possibilitar de maneira integrada e
virtual o acesso à informação por meio de materiais didáticos, assim como o
armazenamento e disponibilização de documentos (arquivos) ; a
comunicação síncrona e assíncrona ; o gerenciamento dos processos
administrativos e pedagógicos; a produção de atividades individuais ou em
grupo. (PEREIRA; SCHMITT; DIAS, 2007, p. 7) .

Sabendo que o AVA trata-se de uma mídia que proporciona o processo
denominado ensino-aprendizagem à distância, falar-se-á um pouco sobre o EaD.
De acordo com o Decreto 5.622 de 19 de Dezembro de 2005:

1392

�Serviços de referência presencial e virtual
i! """"'"
MaooNlck

~

=

:,

IiWitt.UJ

1I....111~

Trabalho completo

[... ] caracteriza-se a educação à distância como modalidade educacional na
qual a mediação didático-pedagógica nos processos de ensino e
aprendizagem ocorre com a utilização de meios e tecnologias de
informação e comunicação , com estudantes e professores desenvolvendo
atividades educativos em lugares ou tempos diversos (BRASIL, 2005)'.

Esta modalidade de ensino é hoje, amplamente utilizada via internet, sendo a
mesma, regulamentada por bases legais da Educação à Distância no Brasil, através
da Lei nO 9.394 de 20 de Dezembro de 1996. No ano de 2001 , "[ ... ] a resolução nO 1,
do Conselho Nacional da Educação estabeleceu as normas para a pós graduação
lato e stricto sensu ." (EDUCAÇÃO ... , 2008)2.
Dada as devidas legalidades registradas em lei, a Educação à Distância do
SENAC iniciou suas atividades oferecendo um ambiente virtual de aprendizagem
concernente às atividades de formação profissional e pós graduação à distância.

2.1 Pós-Graduação à Distância do SENAC

A Rede de Pós-Graduação à Distância do SENAC é credenciada pelo
Ministério da Educação (MEC) . O SENAC Nacional recebeu, nos termos do art. 6°
da Resolução CES/CNE 1/2001, o credenciamento para ofertar cursos e programas
de pós-graduação lato sensu à distância, nas suas áreas de competência
acadêmica, a serem oferecidos nos pólos com infraestrutura adequada mediante as
Portarias nO 554, de 12/3/2004, o Parecer CNE/CES nO 0024/2004, de 28/1/2004 e a
portaria 838 , de 3/4/2006.
A pós-graduação a distância do SENAC atualmente possui 25 pólos
espalhados por 21 estados brasileiros. Estes por sua vez oferecem a mesma
programação, independentemente da localização geográfica. As atividades dos
cursos, no entanto, podem variar de acordo com características locais. Desse modo,
a Rede mantém a qualidade SENAC em todo Brasil, respeitando as peculiaridades
de cada curso . (SERViÇO NACIONAL DE APRENDIZAGEM COMERCIAL, 2005).
No Rio Grande do Norte, o pólo da Pós-Graduação a Distância funciona no
Departamento Regional , situado na capital Natal. Teve início no ano de 2010 e
possui aproximadamente sete turmas em andamento e uma em formação. O corpo
discente possui em torno de 150 pessoas de diversas áreas do conhecimento. 95%
das atividades são realizadas em ambiente virtual, e apenas 5% são resumidos em
encontros presenciais entre alunos, coordenadores e orientadores de trabalhos
acadêmicos. Este é o panorama geral das atividades da Pós-Graduação à Distância
no SENAC/RN. Através deste, e das solicitações feitas junto ao Sistema de
Bibliotecas é que conseguimos traçar um perfil do aluno e suas necessidades de
informação.
Este contexto possibilitou a percepção da necessidade de participação mais
ativa da Biblioteca neste processo de ensino, com também, foi possível retratar-se à
hodierna realidade das bibliotecas no oferecimento de produtos e serviços on-line,
com vistas à satisfação das necessidades informacionais de seus usuários.
, Documento eletrônico sem paginação.
Documento eletrônico sem paginação.

2

1393

�Serviços de referência presencial e virtual
i! """"'"
MaooNlck

~

=

:,

IiWitt.UJ

1I....111~

Trabalho completo

Averiguou-se a necessidade de ofertar produtos e serviços de referência virtual no
website da biblioteca , com a finalidade de auxiliar e assessorar os usuários no
momento da pesquisa, construção e normalização dos trabalhos acadêmicos.
A conseqüente abordagem sobre o Serviço de Referência Virtual (SRV),
conceituando-o e ressaltando como este pode ser desenvolvido será o foco do
desenrolar deste projeto.

3 Serviço de Referência Virtual (SRV)
No atual contexto do desenvolvimento tecnológico e conseqüentemente a
rápida disseminação da informação, percebe-se a necessidade de serviços que
direcionem o usuário a encontrar a informação necessária, em momento oportuno ,
suprindo assim suas necessidades informacionais. De acordo com Fujino, (2007), os
serviços de informação e comunicação, desde o final dos anos 60, estão em
crescimento substancial e transformando a relação com o usuário, tendo como
mediação as tecnologias modernas, acrescentando assim , uma variedade de
serviços disponíveis de busca.
Desta maneira, o bibliotecário como profissional disseminador da informação,
atua no serviço de referência com a finalidade de auxiliar e assessorar os usuários
na realização de pesquisa . Entretanto, devido à nova realidade em que as
bibliotecas estão vivendo no hodierno contexto e o crescente desenvolvimento das
Tecnologias de Informação e Comunicação (TICs), o serviço de referência deixou de
restringir-se apenas ao atendimento pessoal e passou a ser oferecido também no
ambiente virtual, passando agora a ser chamado de Serviço de Referência Virtual
(SRV).
Devido às mudanças no Serviço de Referência frente às novas tecnologias ,
a intermediação entre usuário e bibliotecário já não é mais necessária, pois
o usuário conduz suas buscas na web sozinho, sem o auxílio do
bibliotecário. Todavia , ele necessita de orientação para a condução de sua
busca, como selecionar a informação relevante para atender suas
necessidades. Nesta perspectiva , o bibliotecário tem um papel fundamental
na orientação dos usuários na condução de suas pesquisas no ambiente
virtual. (ALVES; FAQUETI, 2002 apud BRATKOWSKI , 2009, p. 23)

Compreende-se o serviço de referência virtual como aquele que auxilia o
usuário no momento da pesquisa, sem necessariamente estar no espaço físico da
biblioteca. Esta orientação se torna possível graças à assistência dos recursos
digitais, os quais apresentam muitas vantagens, dentre elas: proporciona facilidade
de acesso, fornece uma opção a mais para a comunicação usuário-biblioteca, é
conveniente àqueles que não têm tempo disponível para vir à espaço físico , assim
como, permite a ampliação dos serviços oferecidos pelas bibliotecas.

1394

�Serviços de referência presencial e virtual
i! """"'"
MaooNlck

~

=

:,

IiWitt.UJ

1I....111~

Trabalho completo

Nesse cenário tecnológico o SRV exercerá um papel fundamental no
processo de mediação e disseminação da informação, de maneira remota,
utilizando a Internet como um meio de fazer com que recursos e esforços
sejam unidos, para que acervos sejam facilmente acessados e totalmente
compartilhados . A personalização da informação é um ponto importante,
proporcionando ao usuário a sensação de estar sendo atendido
pessoalmente , mesmo sem a presença fisica de um profissional da
informação. (NASCIMENTO JÚNIOR et ai, 2010, p. 4)

Portanto, é possível considerar que o Serviço de Referência Virtual passou a
ser mais um serviço atrativo para as bibliotecas, permitindo assim uma maior
satisfação dos usuários, inserindo as unidades de informação no atual contexto
tecnológico. Com base nisto, é possível falar sobre os produtos e serviços de
referência on-line que podem ser oferecidos pelas unidades de informação em geral.

3.1 Produtos e Serviços de Referência On-Line
As Bibliotecas e os Centros de Informação trabalham com produtos e
serviços informacionais, decorrente de um conjunto de atividades, que devem existir
a fim de agregar valor a estes produtos/serviços, tendo como principal objetivo a
satisfação continuada do cliente. Conforme Kotler (2000) produto é tudo aquilo que
pode ser oferecido a um mercado para apreciação, aquisição, uso ou consumo e
para satisfazer um desejo ou uma necessidade do consumidor. Em outras palavras
produto pode ser conceituado como algo que é oferecido com vistas a proporcionar
satisfação a quem os adquire.
Com relação à definição de serviços Meirelles (2006) afirma que, serviço é o
trabalho em processo, e não o resultado da ação do trabalho ; por esta razão
elementar, não se produz um serviço, e sim se presta um serviço . Ou seja , serviços
são ações e/ou processos com vistas a servir, oferecer. Os produtos diferenciam-se
dos serviços por serem bens tangíveis, aqueles que apresentam aspecto físico ; já os
serviços são considerados como bens intangíveis, ou seja, são aqueles imateriais,
que não podem ser tocados.
As bibliotecas como organizações que trabalham principalmente com
produtos e serviços informacionais, devem oferecê-los com qualidade objetivando
satisfazer as necessidades de seus usuários. Os suportes tecnológicos estão
possibilitando oferecer produtos e serviços cada vez mais atrativos. Desta forma , os
produtos e serviços de referência on-line estão sendo disponibilizado nos websites
das bibliotecas, o que facilita o acesso ao usuário que poderá utilizá-lo apenas ao
estar conectado à internet.
A título de exemplificação, os catálogos de acesso público on-Iine (OPAC)
estão entre os primeiros serviços virtuais, sua utilização possibilita ao usuário
pesquisar sobre uma determinada publicação, independente de sua localização
física (GALVÃO NETO; SILVA, 2010). Este tipo de produto virtual vem sendo
utilizado com frequência em bibliotecas, pois muitas delas já disponibilizam em seu
website o catálogo on-line, onde é possível o usuário acessar e verificar as
publicações que existem em determinada unidade de informação.
Dentre os serviços que podem ser oferecidos virtualmente estão:

1395

�Serviços de referência presencial e virtual
i! """"'"
MaooNlck

~

=

:,

IiWitt.UJ

1I....111~

Trabalho completo

normalização de trabalhos acadêmicos, levantamento informacional via e-mail,
orientação a pesquisa, como também os catálogos on-line como dito anteriormente.
Esses serviços são disponibilizados a usuários tanto presenciais como remotos que
utilizam o Websife de uma biblioteca .
Com relação aos produtos online que podem ser oferecidos virtualmente, são
exemplos os catálogos online, livros eletrônicos, repositórios institucionais,
elaboração de ficha cata log ráfica , ou seja, a catalogação na fonte , como também a
disponibilização de links de bases de dados de acesso público ou de acesso privado
que a instituição tenha adquirido.
A disponibilização do SRV, através de uma página na Internet, tem gerado
uma nova demanda para as bibliotecas , que a partir de então , independente
da localização geográfica de seus usuários, permite o contato direto,
facilitando o acesso à informação de forma rápida , com baixo custo, abrindo
novos horizontes para a pesquisa, ou seja, a busca e obtenção de
informações de qualquer tipo. (GALVAO NETO; SILVA, 2010 , p. 75) .

A partir das premissas anteriores, é possível entender que as tecnologias de
informação e comunicação podem ser eficazes ferramentas para o desenvolvimento
de produtos e serviços virtuais em bibliotecas.
A atual realidade das Bibliotecas do SENAC/RN desafia a implantação de
produtos e serviços virtuais que possam ser oferecidos no website do SISBSENAC/RN.

4 Proposta de Implantação de Serviços e Produtos de Referência Virtual
no Website do Sistema de Bibliotecas SENAC-RN
A partir das percepções anteriormente descritas, foi possível traçar
recomendações a título de proposta, para a implantação de Serviços de Referência
Virtual no website das Bibliotecas do SENAC/RN, visto ser esta realidade, uma
ferramenta riquíssima , que pode agregar valor as atividades desenvolvidas junto ao
corpo acadêmico da Pós-Graduação à Distância do Regional.
Geralmente, produtos e serviços de referência on-line são oferecidos na
página da biblioteca, a qual está vinculada ao site oficial da instituição mantenedora.
Exemplificando, para se ter acesso ao website do Sistema de Bibliotecas
SENAC/RN é necessário entrar na página oficial da instituição e clicar na aba
"Biblioteca Online". O acesso fácil e rápido instiga os usuários a conhecerem quais
serviços e produtos são oferecidos no website .
Sendo assim , a partir desta concepção recomenda-se que se faça um melhor
aproveitamento do website do Sistema de Bibliotecas SENAC-RN , utilizando-se para
isto, uma proposta de implementação de serviços e produtos de referência via web,
mobilizando a re-estruturação de processos e oferecendo serviços que atendam a
demanda de acadêmicos dos cursos de Pós-Graduação à Distância no website das
Bibliotecas do SENAC/RN .

1396

�Serviços de referência presencial e virtual
i! """"'"
MaooNlck

~

=

:,

IiWitt.UJ
1I....111~

Trabalho completo

Sugere-se o oferecimento dos seguintes serviços no website:
a) Orientação à elaboração de trabalhos acadêmicos - Aqui o bibliotecário irá dar
orientações ao usuário com relação à forma dele elaborar seus trabalhos
acadêmicos segundo as normas da Associação Brasileira de Normas Técnicas
(ABNT), fontes de informações que possa ser consultada, entre outros. A
comunicação com o usuário será realizada via e-mail , podendo o mesmo enviar
diversas perguntas e/ou solicitações. Além disso, este meio de comunicação pode
ser utilizado para que os usuários dêem sugestões e/ou façam críticas. Este serviço
é vantajoso, pois o atendimento é realizado de maneira contínua .
b) Levantamento informacional - Este serviço consiste em realizar um
levantamento de documentos informacionais relacionados às necessidades do
usuário quanto a determinados assuntos, uma vez que nem sempre os usuários têm
facilidade em encontrar documentos que sejam relevantes para a sua pesquisa .
Sendo o bibliotecário um profissional da informação que apresenta competências
específicas para o desenvolvimento de tal atividade, o mesmo poderá orientar o
usuários dentre as seguintes premissas: indicação de base de dados virtuais em
diversas áreas do conhecimento, títulos de periódicos online, links de sites que
remetem ao conteúdo original , como por exemplo o Google Books.
c) Normalização de trabalhos acadêmicos - Este serviço trata-se de normalizar
os trabalhos acadêmicos enviados pelos usuários, de acordo com as normas
técnicas da ABNT.
d) Comutação bibliográfica - O Programa de Comutação Bibliográfica (COMUT) é
um serviço oferecido pelo Instituto Brasileiro de Informação em Ciência e Tecnologia
(IBICT). Através deste serviço é possível a obtenção de cópias de documentos
técnico-científicos disponíveis nos acervos das principais bibliotecas brasileiras e em
(INSTITUTO
BRASILEIRO
DE
serviços
de
informação
internacionais.
INFORMAÇÃO EM CIÊNCIA E TECNOLOGIA, c2012) . No caso do SENAC-Rn, a
unidade de informação poderá orientar o usuário a fazer uso desse serviço;
Assim como o oferecimento de serviços é possível também oferecer produtos,
sendo assim sugerem-se os seguintes produtos que podem ser disponibilizados no
website do Sistema de Bibliotecas do SENAC-RN:
a) Catálogo Online - O catálogo online é um produto que já se encontra em
funcionamento como produto virtual. Através do sistema "em nuvem" a
clientela de usuários utiliza-se de pesquisa, avaliação e até indicação de
material informacional. É possível fazer reservas e renovações , bem como
comentar as obras e os produtos oferecidos pelas bibliotecas.
b) Elaboração de ficha catalográfica - Trata-se da elaboração de uma ficha ,
fazendo a representação descritiva de algum documento, de acordo com as
regras do Código de Catalogação Anglo-Americano (CÓDIGO ... , 2004) . O
usuário solicitaria sua ficha catalográfica através de contato pelo website, e
receberia sua ficha via e-mail, com muito mais comodidade.
c) Links de base de dados de acesso público - Aqui seriam disponibilizados
links que levariam a base de dados, as quais são fontes de fundamental
importância, pois os usuários são levados a conteúdos nunca antes
consultados. Abrindo dessa maneira , novas fontes para sua busca
informacional.
d) Repositório institucional digital - Através de um projeto estruturado, poderá
ser realizado com o auxílio de profissionais de Tecnologia da Informação, e a

1397

�Serviços de referência presencial e virtual
i! """"'"
MaooNlck

~

=

:,

IiWitt.UJ

1I....111~

Trabalho completo

exemplo de outras unidades do SENAC no Brasil, utilizando a submissão de
trabalhos de conclusão de curso em repositório específico, disponibilizando o
documento na íntegra, para que pesquisadores das mais diversas linhas de
pesquisa tenham acesso ao documento, sem que necessariamente,
obtenham o modelo impresso.
Todo o conjunto de produtos e serviços de informação virtual descritos nesta
proposta possui caráter de renovação e reestruturação das atividades hoje
desenvolvidas nas Bibliotecas do SENAC/RN . É permissível relatar que a
implantação destes serviços, será imprescindível para conectar usuários reais e
potenciais à Biblioteca, satisfazendo suas necessidades, sendo uma ferramenta de
uso e compartilhamento entre a comunidade acadêmica , obtendo êxito junto aos
objetivos a que se destina o programa de Pós-Graduação à Distância do
SENAC/RN.

5 Considerações Finais

o cenano contemporâneo mostra que as Unidades de informação vem
adequando-se as transformações da tecnologia , revendo conceitos e repaginando
processos e serviços. Tais serviços são necessários para atender novas demandas
advindas do universo virtual, sanando a necessidade de informações de cunho
acadêmico por meio de produtos e serviços oferecidos pela web.
O SENAC Rio Grande do Norte por meio do Sistema de Bibliotecas, percebe
a necessidade de adequação e reestruturação de seus produtos e serviços, visto a
carência destes pelo meio virtual destinados à população de usuários do Programa
de Pós-Graduação à Distância da instituição.
Dentre as diversas possibilidades utilizadas através das TIC's, os AVA's
tornam realidade o processo denominado ensino-aprendizagem à distância, onde
oferece aos profissionais da informação várias opções no trabalho desenvolvido
junto aos usuários de sua unidade de informação. Entre as opções aqui destaca-se o
Serviço de Referência Virtual (SRV), que trata-se de uma ferramenta eficaz no que
diz respeito a suprir esta demanda de novos usuários. Assim, delinea-se sua
importância, a forma de trabalho e os produtos advindos deste processo. A proposta
de implantação de SRV nas Bibliotecas do SENAC/RN possui caráter sugestivo,
refletindo a possibilidade de melhoria e agregação de valor aos serviços oferecidos
pelas bibliotecas do SENAC no Rio Grande do Norte. É evidente afirmar que os
bibliotecários estejam preparados para atender tais usuários, que como na posição
de mediadores, devem possuir, dentre outras competências, o domínio sobre a
tecnologia para prestar bons serviços e produtos aos seus usuários.
Ao final, é notório embasar as inúmeras praticidades advindas desta nova
metodologia de trabalho, somando tal atividade às anteriores, facilitando a vida
acadêmica do usuário e conectando a biblioteca à sua realidade .

1398

�Serviços de referência presencial e virtual
i! """"'"
MaooNlck

~

=

:,

IiWitt.UJ
1I....111~

Trabalho completo

6 Referências

BRASIL. Decreto nO 5.622 , de 19 de dezembro de 2005 . Regulamenta o art. 80 da
Lei nO 9.394, de 20 de dezembro de 1996, que estabelece as diretrizes e bases da
educação nacional. Diário Oficial da União, 20 dez. 2005 . Disponível em:
&lt;http://www.planalto .gov.br/ccivil_03/_Ato2004-2006/2005/Decreto/D5622.htm&gt; .
Acesso em : 21 jun . 2012 .

BRATKOWSKI , Rosangela Haide. Proposta de implantação do serviço de
referência virtual assíncrono na Biblioteca da Escola de Engenharia da UFRGS.
2009. Trabalho de conclusão (Especialização) - Universidade Federal do Rio
Grande do Sul, Faculdade de Biblioteconomia e Comunicação, Porto Alegre, 2009. 1
CD-ROM .

CÓDIGO de Catalogação Anglo Americano. 2. ed . São Paulo: Imprensa Oficial do
Estado de São Paulo, 2004.

EDUCAÇÃO à distância no Brasil. Portal NEaD/UFRR. 2008 . Disponível em :
&lt;http://www.uab.ufrr.br/index.php/sobre-a-ead&gt; . Acesso em : 21 jun. 2012 .

FUJINO , Asa; JACOMINI , Dulcinéia Dilva . Produtos e serviços de informação na
sociedade do conhecimento: da identificação ao uso. In : GIANNASI-KAIMEN, Maria
Júlia; CARELLI, Ana Esmeralda (Org .). Recursos informacionais para
compartilhamento da informação: redesenhando acesso, disponibilidade e uso.
Rio de Janeiro: E-papers, 2007 . cap o3. p. 77-78 .

GALVÃO NETO, Sebastião Lopes; SILVA, Eliane Ferreira da. Serviço de referência
virtual : uma análise nas bibliotecas universitárias de Natal. Biblioonline, João
Pessoa, V. 6, n. 1, p. 72-81,2010 . Disponível em :
&lt;http ://periodicos.ufpb.br/ojs2/index.php/biblio/article/viewFile/4904/3709&gt;. Acesso
em : 10 abr. 2012.

INSTITUTO BRASILEIRO DE INFORMAÇÃO EM CIÊNCIA E TECNOLOGIA.
Programa de Comutação Bibliográfica (Comut). c2012. Disponível em :
&lt;http ://www.ibict.br/informacao-para-ciencia-tecnologia-e-inovacao%20/programade-comutacao-bibliografica-%28comut%29/apresentacao&gt;. Acesso em : 24 abro
2012 .

1399

�Serviços de referência presencial e virtual
i! """"'"
MaooNlck

~

=

:,

IiWitt.UJ
1I....111~

Trabalho completo

KOTLER, P. Administração de Marketing: a edição do novo milênio. São Paulo:
Phb, 2000 . Disponível em :
&lt;http ://www.optisol.com .br/supera/apostila1_produto.pdf&gt; . Acesso em : 28 ago. 2011 .

MEIRELLES, Dimária Silva e. O conceito de serviço. Rev. Econ. Polit. v. 26 n.
1, São Paulo, jan./mar. 2006. Disponível em :
&lt;http ://www.scielo.br/scielo.php ?script=sci_arttext&amp;pid=SO 10131572006000100007&gt;. Acesso em : 05 set. 2011 .

NASCIMENTO JÚNIOR, José Carlos Nóbrega do et aI. Serviço de referência nas
bibliotecas universitárias na cidade de João Pessoa/PB: a prática do bibliotecário
diante das tecnologias. In : ENCONTRO NACIONAL DE ESTUDANTES DE
BIBLIOTECONOMIA, DOCUMENTAÇÃO, GESTÃO E CIÊNCIA DA INFORMAÇÃO,
33,2010, João Pessoa. Anais ... João Pessoa: UFPB, 2010. Disponível em:
&lt;http ://dci.ccsa.ufpb.br/enebd/index.php/enebd/article/viewFile/134/164&gt; . Acesso
em : 18 abr. 2012 .

PEREIRA, Alice Theresinha Cybis; SCHMITT, Valdenise; DIAS, Maria Regina
Álvares C. Ambientes virtuais de aprendizagem . In: PEREIRA, Alice Theresinha
Cybis. AVA: Ambientes virtuais de aprendizagem em diferentes contextos. Rio de
Janeiro: Ciência Moderna, 2007.

SERViÇO NACIONAL DE APRENDIZAGEM COMERCIAL. Serviço Nacional de
Aprendizagem Comercial : institucional. 2005. Disponível em :
&lt;http ://www.senac.br/cursos/faq .html&gt;. Acesso em : 01 mar. 2012 .

1400

�</text>
                  </elementText>
                </elementTextContainer>
              </element>
            </elementContainer>
          </elementSet>
        </elementSetContainer>
      </file>
    </fileContainer>
    <collection collectionId="49">
      <elementSetContainer>
        <elementSet elementSetId="1">
          <name>Dublin Core</name>
          <description>The Dublin Core metadata element set is common to all Omeka records, including items, files, and collections. For more information see, http://dublincore.org/documents/dces/.</description>
          <elementContainer>
            <element elementId="50">
              <name>Title</name>
              <description>A name given to the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51396">
                  <text>SNBU - Edição: 17 - Ano: 2012 (UFRGS - Gramado/RS)</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="49">
              <name>Subject</name>
              <description>The topic of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51397">
                  <text>Biblioteconomia&#13;
Documentação&#13;
Ciência da Informação&#13;
Bibliotecas Universitárias</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="41">
              <name>Description</name>
              <description>An account of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51398">
                  <text>Tema: A biblioteca universitária como laboratório na sociedade da informação.</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="39">
              <name>Creator</name>
              <description>An entity primarily responsible for making the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51399">
                  <text>SNBU - Seminário Nacional de Bibliotecas Universitárias</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="45">
              <name>Publisher</name>
              <description>An entity responsible for making the resource available</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51400">
                  <text>UFRGS</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="40">
              <name>Date</name>
              <description>A point or period of time associated with an event in the lifecycle of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51401">
                  <text>2012</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="44">
              <name>Language</name>
              <description>A language of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51402">
                  <text>Português</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="51">
              <name>Type</name>
              <description>The nature or genre of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51403">
                  <text>Evento</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="38">
              <name>Coverage</name>
              <description>The spatial or temporal topic of the resource, the spatial applicability of the resource, or the jurisdiction under which the resource is relevant</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51404">
                  <text>Gramado (Rio Grande do Sul)</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
          </elementContainer>
        </elementSet>
      </elementSetContainer>
    </collection>
    <itemType itemTypeId="8">
      <name>Event</name>
      <description>A non-persistent, time-based occurrence. Metadata for an event provides descriptive information that is the basis for discovery of the purpose, location, duration, and responsible agents associated with an event. Examples include an exhibition, webcast, conference, workshop, open day, performance, battle, trial, wedding, tea party, conflagration.</description>
    </itemType>
    <elementSetContainer>
      <elementSet elementSetId="1">
        <name>Dublin Core</name>
        <description>The Dublin Core metadata element set is common to all Omeka records, including items, files, and collections. For more information see, http://dublincore.org/documents/dces/.</description>
        <elementContainer>
          <element elementId="50">
            <name>Title</name>
            <description>A name given to the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="63690">
                <text>Produtos e serviços de referência virtual: proposta de implantação no website do Sistema de Bibliotecas do SENAC-RN.</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="39">
            <name>Creator</name>
            <description>An entity primarily responsible for making the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="63691">
                <text>Nascimento, Bruna Laís C. do et al.</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="38">
            <name>Coverage</name>
            <description>The spatial or temporal topic of the resource, the spatial applicability of the resource, or the jurisdiction under which the resource is relevant</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="63692">
                <text>Gramado (Rio Grande do Sul)</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="45">
            <name>Publisher</name>
            <description>An entity responsible for making the resource available</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="63693">
                <text>UFRGS</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="40">
            <name>Date</name>
            <description>A point or period of time associated with an event in the lifecycle of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="63694">
                <text>2012</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="51">
            <name>Type</name>
            <description>The nature or genre of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="63696">
                <text>Evento</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="41">
            <name>Description</name>
            <description>An account of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="63697">
                <text>Relata sobre o serviço de referência virtual, sua importância e aplicabilidade em websites de bibliotecas e centros de informação. Apresenta a importância da disponibilização de produtos e serviços de informação via internet, onde os mesmos se configuram em ambientes virtuais de aprendizagem (AVAs) encontrados no ciberespaço como ferramenta para concretização dos objetivos a que se propõe tal atividade. Conceitua o Ensino à Distância (EaD) através do Decreto 5.622 de 2005 onde o mesmo é regulamentado por bases legais da Educação à Distância no Brasil, através da Lei no 9.394 de 20 de Dezembro de 1996. Objetiva desenvolver a proposta de reestruturação de produtos e serviços de referência on-line no website do Sistema de Bibliotecas SENAC-RN com propósito de padronizar e aumentar a qualidade das produções acadêmicas. Enfoca o SENAC como instituição que promove cursos profissionalizantes, técnicos, livres, educação à distância, além de cursos de graduação e pós-graduação. Delineia brevemente sobre a Pós-Graduação a distância do SENAC Nacional e sua atuação no Rio Grande do Norte. Analisa a necessidade mais ativa das bibliotecas nesse processo para facilitar a vida do usuário no que diz respeito a serviços e produtos oferecidos via Internet. Conceitua o Serviço de Referência Virtual (SRV), enfatizando suas vantagens e ressaltando alguns produtos e serviços de referência on-line que poderão ser oferecidos no website do sistema de Bibliotecas SENAC/RN. Utilizou-se como metodologia a revisão de literatura acerca das temáticas em questão. Ao final, considera-se a contextualidade dos fatos, e a realidade a qual estão inseridas as Bibliotecas do SENAC/RN, uma mola propulsora para a implementação de serviços virtuais, visando a satisfação do usuário e sanando necessidades informacionais da comunidade acadêmica em foco.</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="44">
            <name>Language</name>
            <description>A language of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="69479">
                <text>pt</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
        </elementContainer>
      </elementSet>
    </elementSetContainer>
  </item>
  <item itemId="5979" public="1" featured="0">
    <fileContainer>
      <file fileId="5043">
        <src>http://repositorio.febab.org.br/files/original/49/5979/SNBU2012_118.pdf</src>
        <authentication>e6ef45bc0cfc2aa050cb43a02e0ce754</authentication>
        <elementSetContainer>
          <elementSet elementSetId="4">
            <name>PDF Text</name>
            <description/>
            <elementContainer>
              <element elementId="92">
                <name>Text</name>
                <description/>
                <elementTextContainer>
                  <elementText elementTextId="63689">
                    <text>Serviços de referência presencial e virtual
Trabalho completo

SERViÇO DE ATENDIMENTO ON-LlNE POR CHAT:
EXPERIÊNCIA DA BIBLIOTECA DA ÁREA DE ENGENHARIA E
ARQUITETURA DA UNICAMP
Danielle Thiago Ferreira 1, Daniela Feijó Simõe~, Juliana Ravaschio
Franco de Camargo3, Márcia Regina Garbelini Sevillano4, Marisa Cristina
Pereira Loboschf, Otoniel Feliciano6
Doutora em Ciência da Informação; Diretora da Biblioteca da Área de Engenharia e
Arquitetura da Unicamp, Campinas, SP
2 Analista de Desenvolvimento de Sistemas do Sistema de Biblioteca da Unicamp, Campinas,
SP
3 Mestre em Ciência , Tecnologia e Sociedade ; Bibliotecária da Seção de Serviços ao Público
da Biblioteca da Área de Engenharia e Arquitetura da Unicamp, Campinas, SP
4 Mestranda FEM; Bibliotecária Supervisora da Seção de Serviços ao Público da Biblioteca da
Área de Engenharia e Arquitetura da Unicamp, Campinas, SP
5 Especialista em Gestão; Bibliotecária da Seção de Serviços ao Público da Biblioteca da
Área de Engenharia e Arquitetura da Unicamp, Campinas, SP
6 Analista de Desenvolvimento de Sistemas do Sistema de Biblioteca da Unicamp, Campinas,
SP
1

Resumo

o presente trabalho descreve a experiência da implantação do atendimento on-line
por chat na Biblioteca da Área de Engenharia e Arquitetura - BAE da Unicamp. A
implantação dessa ferramenta pioneira no Sistema de Bibliotecas da Unicamp - SBU
teve como principal objetivo atender ao usuário de forma on-line nas questões de
pesquisa da Biblioteca . Os resultados apresentados foram baseados na
categorização de questões de referência idealizados por Grogan . Nota-se que a
maioria do atendimento realizado pela BAE foi referente a questões de caráter
administrativo (80%), seguido pelas de localização de materiais (13,3%) e por último,
questões relativas a autor e título (6,7%). Pode-se perceber que ainda existe a
necessidade de ampla divulgação desse novo serviço já que o mesmo foi implantado
há pouco tempo. Além disso, espera-se que essa iniciativa possa servir de modelo
para a implantação da ferramenta de atendimento on-Iine por outras bibliotecas do
Sistema de Bibliotecas da Unicamp - SBU .
Palavras-Chave: Serviço de referência ; Serviço de referência virtual; Atendimento
on-Iine; Chat.

Abstract
This paper describes the experience of the implementation of on-line chat service in
the Engineering and Architecture Area Library (BAE) at Unicamp. The implementation
of this pioneer tool aimed to communicate on-line with the user about the research
issues of the Library. The results were based on the categorization of reference

1379

�Serviços de referência presencial e virtual
Trabalho completo

questions idealized by Grogan . We observed that most of the services offered by
BAE were related to administrative matters (80%), followed by the location of
materiais (13 ,3%) and finally, issues related to authors and titles (67%) . There is still
a need for wide dissemination of this new service since it was introduced recently.
Moreover, we expect that this initiative can serve as a model for the implementation
of on line service tool at other libraries of the Library System of Unicamp.

Keywords: Reference service; Virtual reference service; On-line customer service ;
On-line chat.

1 Introdução
Atualmente, existe a preocupação por parte das bibliotecas em atualizar-se e
utilizar novas ferramentas disponíveis na rede que promovam um maior contato com
o usuário; seja para atendimento à distância ou simplesmente para disponibilizar
informações sobre a biblioteca, seus serviços e novidades. No Sistema de
Bibliotecas da Unicamp - SBU , pelo menos 8 das bibliotecas já utilizam algumas
dessas ferramentas : facebook, blog e twitter, entretanto o atendimento via chat foi
uma iniciativa pioneira da Biblioteca da Área de Engenharia e Arquitetura - BAE
integrante do SBU .
O lançamento do serviço resultou de uma parceria entre a Diretoria de
Tecnologia da Informação - DTI e a BAE para a implantação do atendimento on-line
por chat, tendo como principal objetivo atender ao usuário de forma on-line nas
questões de pesquisa da Biblioteca. Com este serviço, pretende-se atender não
apenas os usuários da BAE, mas quando necessário, a comunidade interna e
externa da universidade.
Muitas vezes este usuário precisa apenas de informação rápida , que pode ser
resolvido com essa ferramenta, como por exemplo : como fazer uma reserva, como
acessar as bases de dados de sua casa, receber informações referentes a
elaboração da sua ficha catalográfica ou ainda recuperar seu login e senha para
executar alguns serviços disponíveis no sistema .
Assim, com o lançamento deste serviço é possível otimizar o atendimento,
independente do local onde eles se encontram .
Este relato vem contribuir tanto para o compartilhamento do conhecimento
adquirido acerca de uma ferramenta gratuita, de fácil instalação e utilização,
incentivando o uso de software-livre, quanto para a divulgação de mais uma
prestação de serviço pioneira no SBU. Desta forma a biblioteca fortalece o Serviço
de Referência Virtual - SRV e contempla algumas vantagens, como melhoria no
atendimento ; interação com a comunidade remota; aplicação das tecnologias da
informação e da comunicação no processo de atendimento virtual e na prontidão e
rapidez no atendimento, ampliando as ações da biblioteca no meio social.
(CARVALHO; MILMAN, 2008).

2
1389

�Serviços de referência presencial e virtual
Trabalho completo

2 Revisão de Literatura
Tendo em vista que o SR é o foco deste trabalho, temos a seguir algumas
considerações que se fazem necessárias para embasá-lo, principalmente tratandose deste serviço em Bibliotecas Universitárias.
De um modo geral , podemos caracterizar um SR como um serviço que:
[.. .) tem como finalidade proporcionar assistência aos usuários na
busca por informações, identificando suas necessidades, definindo
suas estratégias de busca e favorecendo o acesso as fontes
informacionais. A sua qualidade está atrelada à avaliação e melhoria
contínua de suas políticas, procedimentos, capacitação de pessoal e
infraestrutura operacional que devem estar em consonância com a
demanda dos usuários (SANTANA et ai., 2010).

o SR, segundo Silva e BeuUenmuller (2005) é um serviço de informação ou
campo de atividades bibliotecária bastante abrangente e está relacionado , direta ou
indiretamente, com todas as outras atividades desenvolvidas na biblioteca.
O conceito de SR segundo Grogan (1995) também pode ser entendido como
"processo de referência", ou seja, uma sequência lógica das seguintes etapas: o
problema, a necessidade de informação, a questão inicial, a questão negociada, a
estratégia de busca, o processo de busca , a resposta , a solução e a avaliação .
Com o advento da tecnologia da informação e comunicação, o SR passou por
mudanças, e para que a biblioteca desempenhe com eficiência e eficácia seu papel
no processo de disseminação e mediação da informação surge outra nomenclatura
para caracterizar esse serviço: o Serviço de Referencia Virtual - SRV, que nada mais
é que desenvolver produtos e serviços utilizando-se dessas tecnologias
Complementando com BoUari e Silva (2005) , o SRV é aquele que oferece
serviços dinâmicos, interativos e personalizados com a finalidade de otimizar e
aperfeiçoar a relação entre usuários, bibliotecários e fontes informacionais em
ambiente virtual e em tempo real.
Este serviço vem atender aos mesmos objetivos do serviço de referência
tradicional, porém o que o diferencia é o uso de ferramentas virtuais, ou seja , é mais
um meio de contato, entre o usuário e o bibliotecário.
O importante também é o planejamento do serviço. Mardero-Arellano (2001)
descreve muito bem dizendo que:
[.. .) iniciar um serviço de referência virtual requer levar em
consideração como ele se enquadra dentro da missão da biblioteca e
na cultura institucional, especificamente sua aceitação tanto pela
gerência como pelo pessoal, e a possibilidade de contar com a infraestrutura tecnológica apropriada. Pode-se concluir que um primeiro
exame das novas tecnologias aplicadas ao serviço de referência
aponta para uma futura reprodução, quase idêntica em tempo real, da
relação bibliotecário-usuário nas bibliotecas tradicionais. (MARDEROARELLANO , 2001 , p.12).

Nesse ambiente virtual, Pimenta (2002) afirma que a relação com o usuário se
amplia, e nos coloca que acumular fontes e ficar esperando pelos usuários não é

1381

�Serviços de referência presencial e virtual
Trabalho completo

mais a realidade das bibliotecas.
Hoje devemos ter a clareza de que o SR da biblioteca, principalmente a
Universitária, deve expandir suas fronteiras para além do seu balcão de atendimento
e da sua coleção de referência. Deve atingir ao máximo o público potencial da
biblioteca, mesmo que não presencialmente.
A literatura aponta relatos de experiências, que demonstram que os serviços
de referência virtual são bem aceitos pela comunidade e atendem as expectativas
dos usuários, dando destaque aos atendimentos on-Iine por chat, cursos à distância
e outros. (CARVALHO; MILMAN , 2008 ; Santana, et a/. , 2010; SILVA;
BEUTTENMÜLLER, 2005) .

3 Método

Este tópico apresenta as características da Biblioteca da Área de Engenharia
e Arquitetura - BAE, integrante do Sistema de Bibliotecas da Unicamp - SBU ;
descreve o processo de escolha de um software que atenda às especificações para
implementação do serviço de atendimento on-Iine e os procedimentos de análise dos
resultados deste serviço, já disponível para a comunidade acadêmica .

3.1 Caracterização Institucional

O Sistema de Bibliotecas da Unicamp - SBU compreende 28 bibliotecas nas
áreas de biomédicas; artes e humanidades; exatas; tecnológicas e interdisciplinares.
A Biblioteca da Área de Engenharia e Arquitetura - BAE surgiu em 1991 como
a primeira biblioteca de área do SBU reunindo os acervos das respectivas unidades
de ensino: Faculdade de Engenharia Agrícola ; Faculdade de Engenharia Civil,
Arquitetura e Urbanismo; Faculdade de Engenharia Elétrica e de Computação;
Faculdade de Engenharia Mecânica; Faculdade de Engenharia Química .
A BAE está situada no prédio da Biblioteca Central Cesar Lattes e distante de
suas respectivas unidades acadêmicas.
O espaço físico da BAE compreende 2.200 m2 e seu acervo conta com 49 .733
livros, 6.119 dissertações e teses, 755 títulos de periódicos correntes e 1.073 títulos
de periódicos não correntes.
Pioneira na Unicamp, na transmissão de documentos eletrônicos desde 1994,
por meio do consórcio The Ibero-American Science and Technology Education
Consortium ISTEC/LigDoc, a BAE também é membro integrante de programas
cooperativos entre bibliotecas de Instituições brasileiras, Instituições da América
Latina e Estados Unidos proporcionando rapidez e qualidade no atendimento de
solicitações de seus usuários.
Um amplo Programa de Capacitação de Usuários e palestras de recepção
aos calouros são serviços oferecidos pela BAE com o objetivo de orientar e
promover o acesso eletrônico das bases de dados, patentes, periódicos, normas, ebooks. A BAE também participa em disciplinas de Metodologia da Pesquisa e
Redação Científica nos cursos de pós-graduação das Unidades de Ensino

1382

�Serviços de referência presencial e virtual
Trabalho completo

semestralmente.
Dentre os serviços de referência destacamos: orientações à pesquisa
bibliográfica, levantamento bibliográfico, normalização bibliográfica , estruturação de
trabalhos acadêmicos, e apoio às publicações científicas.
Com o intuito de atender um potencial de 6373 usuários da comunidade
interna dentre os quais, docentes, alunos de graduação e pós-graduação e
pesquisadores das unidades acadêmicas e também os usuários externos, a BAE
conta com uma home-page e essa disponibiliza alguns serviços como: formulário de
solicitação eletrônico de documentos, formulário de ficha catalográfica online e o fale
conosco .
Face à influência das tecnologias da informação e comunicação e com o
intuito de possibilitar mais um meio de interação com os seus usuários, a BAE teve a
iniciativa de oferecer o atendimento on-line por meio de chat.
Após essa constatação, iniciou-se o processo de verificação, estudo e escolha
da ferramenta de atendimento on-Iine que seria utilizada pela Biblioteca. Assim ,
destacamos a seguir, as características do software.

3.2 O processo de escolha do Software

Segundo aponta Santana et aI. (2010), a disponibilização de softwares livres
que atendem algumas especificidades é mais um forte estímulo para a disseminação
dos SRV.
Santana et aI. (2010) continua :
Software livre é o nome dado para programas registrados sob uma das
licenças copy/eft (código-fonte aberto), contraposição do copyright
(código-fonte proprietário), e que, por ter seu código-fonte aberto (texto
que contém a inteligência do software), permite que qualquer pessoa
execute o programa, conheça sua estrutura tecnológica, modifique e
distribua livremente cópias da versão adaptada.

E com essa idéia da iniciativa de software-livre e após analisar vanos
aplicativos para autoatendimento verificou-se que o Mibew Messenger, seria o ideal
para atender as necessidades da BAE, por ser um aplicativo open source, já
traduzido para o português e de fácil manuseio para os atendentes e os usuários do
sistema .
Mibew Messenger é um aplicativo que tem como finalidade disponibilizar,
diretamente nos sites, o autoatendimento, ou seja , um bate-papo em tempo real. Foi
desenvolvido na linguagem de programação PHP e é integrado com o banco de
dados MYSQL. Como é um aplicativo de código aberto, a sua customização é
facilitada .
A instalação também é simples, e se configura em colocar o código do botão,
gerado na área administrativa do aplicativo, na home-page. A partir de então, os
visitantes irão clicar no botão e inicializar a conversa com os atendentes que
estiverem ONLlNE (FIG. 1). Antes de gerar o botão, customizações específicas

1383

�Serviços de referência presencial e virtual
Trabalho completo

foram implementadas, adaptando os lagos da BAE e UNICAMP, assim como
mensagens, personalizando o sistema para a unidade, como indicam as Figuras 2 e
3.

ONLlNE

OFFlINE
De ixa

SU:3.

ma nsagam..:_

Faça sua pergunta

r

-=~_

Figura 1 - Visualizando o sistema ONLlNE ou OFFLlNE.
Fonte: Mibew Messenger, 2011 .

Figura 2 - Caixa de conversa do sistema ONLlNE: usuário atendido em
tempo real.
Fonte: Mibew Messenger, 2011 .

Deixe .sua mensagem

Desculpe o opc'Tador não esta on-ft no
tardt ou prel'flCÀa. o furrnIâário J.bai:to

Seu e-mail

Seunome.
"'",'g,m
+.,53_

o Por

====='---------,

~IDan=;=
DTI=-T=
'''=
'

-

]

L I _ _ _ _ _ _ _- - - '

Figura 3 - Caixa de conversa do sistema OFFLlNE: usuário poderá
encaminhar mensagens para um email configurado no sistema .
Fonte: Mibew Messenger, 2011 .

1384

�Serviços de referência presencial e virtual
Trabalho completo

Na interface administrativa do Mibew Messenger é possível gerar o botão de
acesso ao chat para incluir no site, extrair relatórios e estatísticas por data ou por
atendente, recuperar histórico de conversas, criar perfil para atendentes, deixar
mensagens gravadas para facilitar e padronizar o atendimento, entre outras opções,
como demonstra a Figura 4.

EII

Administração

.-

"""lo&gt;
~
tdit.~qur,ddlEf\.lllollf~~de

"",
"

""'"

~1oU,drr~~d.iCIIIII'~" ..

PftmhlWs.

-

opções

Ntsti~ni.'WOCepodtlet.l,JJIit~1M

.rtoiladministrativl

r.Ir.. ~
M.

"'""

lI"llE\Il1\

l~~,""lor·WI'llor..u,ioI!N!·a
l'!ItI'IfIIY~fDerrntlntil~klf'll,)

outros

Figura 4 - Interface administrativa do sistema
Fonte: Mibew Messenger, 2011 .

3.3 Procedimentos para Análise dos Resultados

A partir da instalação e início do atendimento on-Iine na BAE , apresenta-se a
seguir uma análise desses atendimentos em um período de 2 meses.
Os resultados apresentados nesse artigo baseiam-se na obra de Grogan
(1995), que trabalha com categorização das possíveis questões de referência .
Segundo o autor, essas categorias podem ser divididas conforme os 9 tópicos a
seguir: consulta de caráter administrativo e orientação espacial ; consultas sobre
autor/título; consultas de localização de fatos ; consultas de localização de material ;
consultas mutáveis; consultas de pesquisas; consultas residuais ; questões
irrespondíveis; taxonomia e análise das perguntas.
Para a demonstração dos resultados , o histórico das conversas foi recuperado
para verificar os assuntos abordados e quantificar o número de atendimentos
realizados no período estipulado para o teste. Após essa etapa, os assuntos foram
analisados e enquadrados conforme as 9 categorias citadas acima.

4 Resultados Finais

Conforme citado acima, as questões levantadas pelos usuários foram

1385

�Serviços de referência presencial e virtual
Trabalho completo

enquadradas nas 9 categorias de Grogan (1995) e desta forma os resultados estão
representados na tabela 1.

TABELA 1 - Categorias de atendimento de referência X Quantidade de
atendimento BAE

Categorias proposta por Grogan

Atendimento BAE

Consulta de caráter administrativo
orientação espacial
Consultas sobre autor/título
Consultas de localização de fatos

e

80%
6,7%
O

Consultas de localização de material

13,3%

Consultas mutáveis

O

Consultas de pesquisas

O

Consultas residuais

O

Questões irrespondíveis

O

Taxonomia e análise das perguntas

O

Fonte: Elaborada pelos autores.

Pode-se observar que grande porcentagem do atendimento foi referente a
questões de caráter administrativo (80%), seguido pelas de localização de materiais
(13,3%) e por último, de questões relativas a autor e título (6,7%) .
As questões atendidas foram enquadradas em apenas 3 categorias, mas
acredita-se que, com o passar do tempo e com a maior divulgação deste serviço, o
número de atendimentos e consequentemente das categorias tende a crescer.
Torna-se interessante que essa análise seja repetida após um período maior
de tempo de uso da ferramenta , a fim de verificar se houve mudança na
categorização dos atendimentos. Além de que brevemente, também será necessário
realizar uma avaliação de satisfação do serviço.

5 Considerações Finais

1386

�Serviços de referência presencial e virtual
Trabalho completo

Pode-se perceber que a implantação do atendimento on-line, atingiu a
expectativa tanto dos profissionais quanto dos usuários deste serviço na biblioteca e
podemos dizer que com este serviço de referência virtual a biblioteca está aos
poucos se aproximando mais de seus usuários, mesmo que virtualmente.
Por outro lado, essa ferramenta aproxima o profissional bibliotecário do uso
das novas tecnologias acarretando maior familiaridade com o software adotado e
assim, se torna um profissional atento às mudanças comportamentais de seus
usuários e suas respectivas demandas. (BOTTARI ; SILVA, 2005).
Em paralelo, esta ferramenta estimula o profissional bibliotecário a prestar um
atendimento com qualidade, além de estar atento as novidades, serviços e recursos
oferecidos pela biblioteca ou estar atualizado para responder ou saber direcionar a
resposta das questões gerais de referência.
Por ser um serviço implantando há pouco tempo, ainda demanda mais
divulgação na comunidade. E essa divulgação se tornará uma tarefa constante,
podendo ser introduzida nos programas de capacitação oferecidos pela Biblioteca,
além da divulgação na própria biblioteca e site.
Por fim, espera-se que a experiência adquirida pela BAE sirva de estímulo
para que mais iniciativas como essa sejam concretizadas em nosso Sistema de
Bibliotecas, garantindo qualidade e visibilidade ao acesso a informação para a
comunidade.

6 Referências

BOTTARI , C. T. R.; SILVA, N. C. Serviços de referência virtual: subsídios para
implantação em bibliotecas brasileiras. In : SIMPÓSIO INTERNACIONAL DE
BIBLIOTECAS DIGITAIS, 3., 2005, São Paulo. Anais ... São Paulo: Universidade de
São Paulo, 2005 . Disponivel em : &lt;http://bibliotecascruesp.
usp.br/3sibd/docs/bottari193.pdf&gt; . Acesso em: 21 jun. 2010 .
CARVALHO, P. L. ; MILMAN, S. M. Atendimento ao usuário através de chat: a
experiência da biblioteca da PUC-RIO. In: SEMINARIO NACIONAL DE
BIBLIOTECAS UNIVERSITÁRIAS, 15.,2008, São Paulo . Anais ... São Paulo, 2008 .
Disponível em : &lt;http://www.sbu .unicamp.br/snbu2008/anais/site/pdfs/2841 .pdf&gt;.
Acesso em : 20 abro2012 .
GROGAN, Denis. A prática do serviço de referência . Brasília : Briquet de Lemos,
1995.
MÁRDERO-ARELLANO, M. A. Serviço de referência virtual. Ciência da
Informação, Brasília , v.30, n.2, p.7-15, maio/ago. 2001 . Disponível em :
&lt; http://www.scielo.br/pdf/ci/v30n2/6206 .pdf&gt; . Acesso em : 22 abro2012.
MIBEW Messenger: open-source live support software. S.I. : Trilex Labs , 2011 .
Disponível em : &lt; http://mibew.org/ &gt; Acesso em : 15 fev. 2012 .
PIMENTA, M. T. R. Internet: fator de apoio ou promessa de enfraquecimento do

1387

�Serviços de referência presencial e virtual
Trabalho completo

serviço de referência em bibliotecas? In : CONGRESSO BRASILEIRO DE
BIBLIOTECONOMIA, DOCUMENTAÇÃO E CIÊNCIA DA INFORMAÇÃO, 20., 2002,
Fortaleza . Anais ... Fortaleza, 2002 .
SANTANA, A et aI. Atendimento online em bibliotecas: a experiência da
Universidade de São Paulo. In: SEMINÁRIO NACIONAL DE BIBLIOTECAS
UNIVERSITÁRIAS, 16.,2010, Rio de Janeiro. Anais .. .Rio de Janeiro, 2010.
SILVA, A K. A ; BEUTTENMÜLLER, Z. F. Serviço de referência online nas
bibliotecas virtuais da Região Nordeste. Encontros Bibli : revista eletrônica de
biblioteconomia e ciência da informação, Florianópolis, v.1O, n.20, p.75-91 , 2005 .
Disponivel em : &lt;http://www.periodicos.ufsc.br/index.php/eb/ .../15182924.2005v10n20p75&gt; . Acesso em : 26 abr. 2012.

1388

�</text>
                  </elementText>
                </elementTextContainer>
              </element>
            </elementContainer>
          </elementSet>
        </elementSetContainer>
      </file>
    </fileContainer>
    <collection collectionId="49">
      <elementSetContainer>
        <elementSet elementSetId="1">
          <name>Dublin Core</name>
          <description>The Dublin Core metadata element set is common to all Omeka records, including items, files, and collections. For more information see, http://dublincore.org/documents/dces/.</description>
          <elementContainer>
            <element elementId="50">
              <name>Title</name>
              <description>A name given to the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51396">
                  <text>SNBU - Edição: 17 - Ano: 2012 (UFRGS - Gramado/RS)</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="49">
              <name>Subject</name>
              <description>The topic of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51397">
                  <text>Biblioteconomia&#13;
Documentação&#13;
Ciência da Informação&#13;
Bibliotecas Universitárias</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="41">
              <name>Description</name>
              <description>An account of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51398">
                  <text>Tema: A biblioteca universitária como laboratório na sociedade da informação.</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="39">
              <name>Creator</name>
              <description>An entity primarily responsible for making the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51399">
                  <text>SNBU - Seminário Nacional de Bibliotecas Universitárias</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="45">
              <name>Publisher</name>
              <description>An entity responsible for making the resource available</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51400">
                  <text>UFRGS</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="40">
              <name>Date</name>
              <description>A point or period of time associated with an event in the lifecycle of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51401">
                  <text>2012</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="44">
              <name>Language</name>
              <description>A language of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51402">
                  <text>Português</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="51">
              <name>Type</name>
              <description>The nature or genre of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51403">
                  <text>Evento</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="38">
              <name>Coverage</name>
              <description>The spatial or temporal topic of the resource, the spatial applicability of the resource, or the jurisdiction under which the resource is relevant</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51404">
                  <text>Gramado (Rio Grande do Sul)</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
          </elementContainer>
        </elementSet>
      </elementSetContainer>
    </collection>
    <itemType itemTypeId="8">
      <name>Event</name>
      <description>A non-persistent, time-based occurrence. Metadata for an event provides descriptive information that is the basis for discovery of the purpose, location, duration, and responsible agents associated with an event. Examples include an exhibition, webcast, conference, workshop, open day, performance, battle, trial, wedding, tea party, conflagration.</description>
    </itemType>
    <elementSetContainer>
      <elementSet elementSetId="1">
        <name>Dublin Core</name>
        <description>The Dublin Core metadata element set is common to all Omeka records, including items, files, and collections. For more information see, http://dublincore.org/documents/dces/.</description>
        <elementContainer>
          <element elementId="50">
            <name>Title</name>
            <description>A name given to the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="63681">
                <text>Serviço de atendimento on-line por chat: experiência da Biblioteca da área de Engenharia e Arquitetura da UNICAMP.</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="39">
            <name>Creator</name>
            <description>An entity primarily responsible for making the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="63682">
                <text>Ferreira, Danielle Thiago et al.</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="38">
            <name>Coverage</name>
            <description>The spatial or temporal topic of the resource, the spatial applicability of the resource, or the jurisdiction under which the resource is relevant</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="63683">
                <text>Gramado (Rio Grande do Sul)</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="45">
            <name>Publisher</name>
            <description>An entity responsible for making the resource available</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="63684">
                <text>UFRGS</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="40">
            <name>Date</name>
            <description>A point or period of time associated with an event in the lifecycle of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="63685">
                <text>2012</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="51">
            <name>Type</name>
            <description>The nature or genre of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="63687">
                <text>Evento</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="41">
            <name>Description</name>
            <description>An account of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="63688">
                <text>O presente trabalho descreve a experiência da implantação do atendimento on-line por chat na Biblioteca da Área de Engenharia e Arquitetura - BAE da Unicamp. A implantação dessa ferramenta pioneira no Sistema de Bibliotecas da Unicamp - SBU teve como principal objetivo atender ao usuário de forma on-line nas questões de pesquisa da Biblioteca. Os resultados apresentados foram baseados na ategorização de questões de referência idealizados por Grogan. Nota-se que a maioria do atendimento realizado pela BAE foi referente a questões de caráter administrativo (80%), seguido pelas de localização de materiais (13,3%) e por último, questões relativas a autor e título (6,7%). Pode-se perceber que ainda existe a necessidade de ampla divulgação desse novo serviço já que o mesmo foi implantado há pouco tempo. Além disso, espera-se que essa iniciativa possa servir de modelo para a implantação da ferramenta de atendimento on-line por outras bibliotecas do Sistema de Bibliotecas da Unicamp - SBU.</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="44">
            <name>Language</name>
            <description>A language of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="69478">
                <text>pt</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
        </elementContainer>
      </elementSet>
    </elementSetContainer>
  </item>
  <item itemId="5978" public="1" featured="0">
    <fileContainer>
      <file fileId="5042">
        <src>http://repositorio.febab.org.br/files/original/49/5978/SNBU2012_117.pdf</src>
        <authentication>f8f5e3bb9af38dc8654de243b1f86860</authentication>
        <elementSetContainer>
          <elementSet elementSetId="4">
            <name>PDF Text</name>
            <description/>
            <elementContainer>
              <element elementId="92">
                <name>Text</name>
                <description/>
                <elementTextContainer>
                  <elementText elementTextId="63680">
                    <text>Serviços de referência presencial e virtual

i

Soe!mWrio

,,

=

~ I ck

=

lifllttuu
lI........tltMla

Trabalho completo

PRESSÕES E REAÇÕES DE MERCADO COMO FATORES
MOTIVACIONAIS NA PROJEÇÃO DO SERViÇO DE REFERÊNCIA
VIRTUAL DA BIBLIOTECA DA UFLA: ESTUDO DE CASO
Tatiana Alves de Oliveira e Si/vaI, Nivaldo Oliveira 2
1 Especialista em Administração de Sistemas de Informação pela Universidade Federal de Lavras,
UFLA, Graduada em Biblioteconomia pela Universidade Federal de Minas Gerais, Bibliotecária da
Universidade Federal de Lavras, MG E-mail: tatianasilva@biblioteca .ufla .br

Mestrando em Administração pela Universidade Federal de Lavras, UFLA, Especialista em Gestão
do Conhecimento e Tecnologia da Informação e graduado em Biblioteconomia pela Centro
Universitário de Formiga - UNIFOR, Bibliotecário da Universidade Federal de Lavras, MG. E-mai/:
nivaldo@biblioteca .ufla .br

2

Resumo
A globalização trouxe instabilidade e mudanças para o mundo dos negócios, o que
levou à necessidade de se reinventar a maneira de tratar o cliente, cuja exigência é
cada vez maior. O atendimento é um quesito importante no Serviço de Referência
em bibliotecas, portanto é necessário que as práticas desse serviço sejam
aprimoradas com a utilização cada vez mais constante da Tecnologia de Informação.
O presente trabalho apresenta uma análise das pressões e reações de mercado
como fatores motivacionais na projeção do Serviço de Referência Virtual (SRV) na
Biblioteca da Universidade Federal de Lavras com o uso do chat, que poderá ser
implantado como forma de melhorar o atendimento ao usuário e para aperfeiçoar o
feedback dos funcionários do Setor de Referência às dúvidas do público que faz uso
da biblioteca .

Palavras-Chave: Bibliotecas Universitárias; Tecnologia da Informação;
Serviço de Referência Virtual.
Abstract
Globalization has brought instability and changes to the business world , prompting
the need to reinvent the way they treat the customer whose demand is increasing .
The service is an important item in the Reference Service for libraries, so it is
necessary that the practices of this service are improved with the constantly
increasing use of information technology. In this paper, was presented an analysis of
pressures and market reactions as motivational factors in the projection of the Virtual
Reference Service (VRS) at the Library of the Federal University of Lavras using the
chat, which can be deployed in order to improve the customer service and optimize
employee feedback Sector Reference to any questions the public who use the library.

Keywords: University Libraries; Information Technology; Virtual Reference
Service.

1367

�Serviços de referência presencial e virtual

i

Soe!mWrio

,,

=

~ I ck

=

lifllttuu
lI........tltMla

Trabalho completo

1 Introdução

o presente trabalho é fruto da vivência prática e acadêmica que envolveu o
pesquisador na análise inicial de um projeto a ser implantado na Biblioteca da
Universidade Federal de Lavras (BU/UFLA) . Ele reflete o interesse em alinhar as
práticas biblioteconômicas às da Tecnologia da Informação (TI) , no que condiz à
compreensão do processo na adoção de novas tecnologias de forma holística. De
caráter prospectivo, o estudo pretende servir de subsídio ao gestor e inspiração para
a implantação do mecanismo de chat a ser instaurado no site da BU/UFLA como
forma de Serviço de Referência Virtual (SRV), diante da análise das pressões e
reações de mercado como fator motivacional a essa atividade.
Historicamente, a década de 90 foi o marco do que hoje se entende por
globalização, cenário de mudanças econômicas, sociais, culturais e políticas, a partir
da qual o ambiente organizacional se tornaria altamente mutante e instável.
A busca pela competitividade e pela produtividade imediatas com vista a uma
certificação de qualidade tornou as empresas vulneráveis ao fator tempo. A
produção de bens e serviços passou a sofrer variações constantes, causando a
obsolescência dos processos produtivos, sendo que o ganho substancial era de
quem previa mudanças e se resguardava dos prejuízos com o planejamento .
Transformações aconteciam abruptamente como válvula de escape, atropelando um
ciclo gradativo de adaptação das práticas cotidianas a essa nova realidade .
No mundo hodierno, as empresas investem em conhecimento para se
capacitarem frente às evoluções no mundo do trabalho, principalmente após o
surgimento da Internet, que tem sido, de fato , uma oportunidade de bons negócios.
Não há quem escape a essa tendência emergente do e-business, e a biblioteca,
como prestadora de serviços, tem procurado explorar essa ferramenta da melhor
forma possível.
Tendo em vista as atividades desenvolvidas nos grandes centros de
informação modernos e o uso das Tecnologias de Informação e Comunicação
(TIC's) para o e-commerce, o Serviço de Referência Virtual (SRV) em bibliotecas
universitárias, através das experiências relatadas e registradas na literatura científica
tem-se mostrado tendência em modalidade de atendimento, ao oferecer um canal de
contato via Internet, podendo-se tirar dúvidas dos usuários via chat (ao vivo) , em
tempo real ou não (via e-mails e formulários eletrônicos).
Para entender e planejar suas ações mediante as transformações oriundas da
globalização e que hoje se instauram como a economia digital, os gestores de
informação, dentre estes o bibliotecário, devem estar atentos às pressões de
mercado e a reagir a elas com ações que demandem o melhor uso da tecnologia , de
forma a adotar esses recursos com o intuito de melhor atender aos seus usuários.
A investigação teve como objetivo geral a análise de pressões e reações de
mercado, tendo em vista o uso do chat para aprimorar o relacionamento com o
usuário do serviço de atendimento da Biblioteca da UFLA. Os objetivos específicos
foram :
- Ampliar a visão dos profissionais da informação quanto ao futuro do Serviço
de Referência;
- Esclarecer a complexidade dos Sistemas de Informação quanto à sua
compreensão no ambiente organizacional face às pressões e reações de mercado;

1368

�Serviços de referência presencial e virtual

i

Soe!mWrio

,,

=

~ I ck

=

lifllttuu
lI........tltMla

Trabalho completo

- Dar conhecimento da importância do uso da Tecnologia de Informação na
melhoria do atendimento aos usuários da Biblioteca da UFLA face às suas
necessidades de informação.

2 Bibliotecas como organizações de serviços
As bibliotecas na atualidade têm se posicionado frente aos avanços da
informática para aprimorar seus serviços.
No contexto de organizações, a biblioteca é uma instituição que não visa o
lucro financeiro . É uma organização formal, presta serviços e atende a usuários, cujo
produto é a informação. Seus insumos são as fontes de informação em suporte
físico e eletrônico. Os funcionários trabalham com esses insumos para satisfação do
usuário, agregando-lhes valor. Nas bibliotecas, o "lucro" é a satisfação dos usuários,
e advém de um bom atendimento.
Para contextualizar o serviço de atendimento ao usuário, é necessário antes
dar o conceito do que possa ser uma biblioteca tradicional.
Pode-se dizer que uma biblioteca tradicional é uma organização aberta , pois
se acha inserida no meio ambiente que a cerca , influenciando-o e, ao
mesmo tempo, sendo influenciada por ele , composta de funções e
atividades relacionadas com a formação , desenvolvimento e organização de
coleções (funções meio) , produzindo produtos e serviços que satisfaçam às
necessidades informacionais de seus usuários (MENDONÇA, 2006 , p. 225).

O serviço oferecido nas bibliotecas como apoio na resposta às dúvidas dos
usuários caracteriza-se como Serviço de Referência , SR, e tem à frente o
bibliotecário de referência .
O especialista do SR , bibliotecário de referência, apareceu e ganhou
destaque na metade do século XIX , com a expansão da educação e o
incremento da indústria editorial. A esse advento os bibliotecários
responderam com mais catálogos de assuntos, sistemas de classificação e
ajuda pessoal. Ao mesmo tempo, mudanças nas práticas educacionais
exigiam que mais estudantes usassem as bibliotecas das faculdades para
realizar suas pesquisas. Como o nivel educacional geral da população
subiu , mais pessoas vieram para as bibliotecas públicas locais para usar as
coleções. Porém , estas pessoas não estavam habituadas com o uso de
bibliotecas, havia necessidade de um intermediário entre os usuários e as
coleções das bibliotecas. Este intermediário era o bibliotecário [ ...] (SILVA,
2000) .

Para o bibliotecário, o Serviço de Referência pode ser concebido como um
processo de tomada de decisão e um processo clínico de informação, em que
bibliotecário e consulente são colocados frente a frente , "englobando desde a
análise da natureza dos problemas do usuário até o fornecimento de informações
capazes de solucionar estes problemas" (MENDONÇA, 2006, p. 232), constituído de
três etapas decisórias: a compreensão da questão de referência, a busca e o
fornecimento da resposta (MARTUCCI, 1998).
Conhecida em grande parte das bibliotecas como serviço de atendimento ao
usuário, essa atividade veio a se transformar, assim como tantas outras, devido ao

1369

�Serviços de referência presencial e virtual

i

Soe!mWrio

,,

=

~ I ck

=

lifllttuu
lI........tltMla

Trabalho completo

fenômeno da globalização.
As mudanças advindas com a sociedade da informação provocaram
substanciais alterações nos hábitos de uso da informação no dia-a-dia do
cidadão brasileiro, quer na sua vida pessoal, quer no desenvolvimento de
sua carreira profissional , impulsionando as organizações para a busca de
um processo de modernização de suas estruturas e maior agilidade na
prestação de serviços à comunidade usuária (CÔRTE , 1999, p. 241).

Nesse ambiente de transformação, houve a evolução das bibliotecas
tradicionais para as bibliotecas híbridas. Além do acervo físico, disponibilizam
também o acesso a documentos eletrônicos. O conceito de hibridismo surge pela
demanda dos usuários de acesso presencial e virtual às informações.
Os usuários das bibliotecas acadêmicas brasileiras, categorizados em "off
campus, os remotos e os presenciais", precisam ter acesso a fontes não
convencionais, para satisfazer às necessidades específicas de informação,
ao mesmo tempo em que '[. .. ] têm necessidade do contato com as
bibliotecas convencionais e seus recursos para facilitar e concretizar suas
pesquisas locais". Surge o conceito de biblioteca híbrida, que reflete o
estado de transição de uma biblioteca que não é totalmente tradicional ,
apresentando, também , características de uma biblioteca dígital,
considerado 'I... ] o mais adequado para satisfazer as atuais necessidades
informacionais de transição pelas quais as bibliotecas convencionais vêm
passando (MENDONÇA, 2006, p. 228).

Em um período de estabelecimento das redes no setor comercial, com o
surgimento dos serviços eletrônicos, a biblioteca também foi tomando dimensões
semelhantes para designar a prática da disseminação da informação eletrônica :
bibliotecas sem paredes, bibliotecas em rede, bibliotecas virtuais. Dispararam-se
então os serviços em rede, colaborativos, cooperativos. Bastava usar a Internet para
maximizar o cadastro de itens informacionais na decorrência da interação de dados
online.
Em decorrência deste meio ambiente que se transforma cada dia com
rapidez cada vez maior e com o propósito de atender às necessidades dos
usuários, acompanhando a mutação ocorrida na sociedade , imposta pelos
avanços científicos e tecnológicos, a biblioteca tradicional convive com o
surgimento de outro tipo de biblioteca, a biblioteca virtual, conectada à rede
e atendendo a uma gama de usuários superior à da biblioteca tradicional,
haja vista não se prender a limitações impostas pelo tempo e espaço.
(MENDONÇA, 2006, p. 225).

O processo de transferência de conhecimento e de informações tem
direcionado, também, as bibliotecas a um novo desempenho e ao estabelecimento
de interfaces compatíveis com a dinâmica das organizações e dos indivíduos. Ao
longo dessas transformações, as funções das bibliotecas têm passado por
mudanças significativas, em sua estrutura e na utilização dos recursos
informacionais.
Na busca pela qualidade, pela redução de tempo e pela precisão dos
serviços, através de uma atuação dinâmica, como organismos prestadores de
serviços de informação, as bibliotecas procuram atender de forma rápida e precisa à

1370

�Serviços de referência presencial e virtual

i

Soe!mWrio

,,

=

~ I ck

=

lifllttuu
lI........tltMla

Trabalho completo

demanda de sua clientela . Dentre as urgências das modificações, uma tendência
para agilizar o atendimento é o uso do mecanismo de conversa em tempo real
(Internet Relay Chat) já colocado em prática em várias bibliotecas pelo Brasil , com
boas experiências registradas na literatura científica.

3 Metodologia
A instituição pesquisada foi a Biblioteca da Universidade Federal de Lavras,
localizada no sul de Minas Gerais, e fundamentou-se nas seguintes características:
Em consonância com as teorias de Vergara (2006), de Yin (2010) e de Cervo,
Bervian e Silva (2007), esta pesquisa caracteriza-se quanto ao tipo (qualitativa),
quanto aos fins (exploratória) e quanto aos meios de investigação (estudo de caso) .
A pesquisa é qualitativa ao passo que procura investigar os fenômenos
organizacionais pela perspectiva do conhecimento intersubjetivo e compreensivo .
Isto é, da análise das experiências e das necessidades sociais (SILVA; GODOI ;
BANDEIRA-DE-MELLO, 2006), da visão ampla e complexa da realidade social e de
ter o ambiente e o pesquisador como fonte e instrumento chave na pesquisa
(SOUZA, 2002, p. 42).
A investigação é exploratória, quando se tem pouco conhecimento sobre o
problema a ser pesquisado, isto é, na concepção de Cervo, Bervian e Silva (2007, p.
63), não pretende testar hipóteses, mas restringe-se à definição de objetivos para se
ter uma nova percepção de certo fenômeno ou descobrir novas idéias sobre ele, é o
estudo feito pela experiência e pressupõe posteriores pesquisas.
O estudo de caso é o tipo de análise mais utilizada nos estudos
organizacionais, algo que gera polêmica quanto à sua cientificidade. Segundo
Vergara , 2006, p. 49, "estudo de caso é o circunscrito a uma ou poucas unidades,
entendidas essa como pessoa, família , produto, empresa , órgão público,
comunidade ou mesmo país. Tem caráter de profundidade e detalhamento. Pode ou
não ser realizado em campo. "
Quanto aos procedimentos adotados para a realização deste estudo de caso,
foram o levantamento bibliográfico e a observação assistemática .
O levantamento bibliográfico ou pesquisa bibliográfica procura explicar um
problema a partir de referenciais teóricos publicados em documentos (artigos, livros,
dissertações, teses, avulsos, boletins, jornais, revistas, pesquisas, material
cartográfico), materiais audiovisuais (filmes, fitas, cd's e dvd's) e em meios de
comunicação (Internet, rádio, televisão) .
A observação é usada em grande parte das pesquisas comporta mentais e de
marketing, caracterizada nesse estudo como assistemática : "também chamada
espontânea, informal, simples, livre ou ocasional , caracteriza a observação sem o
emprego de qualquer técnica ou instrumento, sem planejamento, sem controle e
sem quesitos observacionais previamente elaborados" (CERVO; BERVIAN; SILVA,
2007, p. 31) .
O estudo é de caráter prospectivo . Fez-se uma análise dos fatores
motivacionais que são influentes na dinâmica interna do "modus vivendt
organizacional da instituição foco do estudo. Não pretende ser avaliativo, muito
menos estratégico, mas parte de um processo de planejamento a ser estruturado.

1371

�Serviços de referência presencial e virtual

i

Soe!mWrio

,,

=

~ I ck

=

lifllttuu
lI........tltMla

Trabalho completo

4 Resultados e discussões
As bibliotecas universitárias, como organizações que agregam pessoas e
tecnologias num ambiente acadêmico voltado para suprir as necessidades de seus
usuários, tende a mudanças cada vez mais próximas de sua realidade, advindas de
pressões e reações impostas pelo ambiente empresarial , ocorridas pela
globalização.
A necessidade de planejar-se para amenizar os erros advindos de uma
proposta de adequação de novas tecnologias em um processo construído e estático,
no caso do Serviço de Referência tradicional, tem sido visto na literatura científica e
registrada como uma espécie de contingência, de "antecipação de movimentos de
mercado e de tendências tecnológicas", como uma forma estratégica de encarar os
problemas empresariais, "de uma perspectiva futura de sobrevida da instituição, sua
possível sobrevivência no futuro , sua capacidade de adaptação a um meio ambiente
em constante mutação, que oferece desafios a cada instante, impondo
comportamentos e ditando novas regras gerenciais" (TARAPANOFF, 1995, p. 26).
Nesse sentido, a análise dos resultados dessa pesquisa baseia-se na teoria
de Turban , Rainer e Potter (2003 , p.10) dentre várias abordagens do que venha a
ser essas pressões e reações como forma de análise do ambiente interno, levando
em conta pontos importantes para que se possam tomar as decisões futuras quanto
a uma adoção de tecnologia no propósito para o estudo em questão.

4.1 Pressões
A visão atual de organização segue os princlplos da empresa de alto
desempenho, em que a TI pode ter um papel fundamental na resolução dos
problemas da vida real desses ambientes. Nesse contexto de potencialidades e
limitações impostas por um mercado repleto de desafios, torna-se necessário a
identificação dos pontos de pressão e as reações organizacionais a eles. No caso da
Biblioteca da UFLA, como um órgão público e que está vivendo um momento de
investimentos por parte do Governo Federal na área de educação, torna-se
indispensável esses apontamentos com vistas ao planejamento a curto e longo
prazos. Seguindo essa linha de raciocínio, é interessante a análise à luz dos estudos
organizacionais e dos impactos advindos do uso da TI nos negócios, situar o atual
estado da biblioteca e as propensões ambientais através de inferências que,
adaptadas para o caso em discussão, podem subsidiar a administração na tomada
de decisão futura de implantação do Serviço de Referência Virtual (SRV) .
No site da Biblioteca da UFLA existem várias formas de interação (redes
sociais e outras), com o objetivo de informar e de atender os usuários nas suas
necessidades de informação. O relacionamento com o usuário, no caso, com a
comunidade acadêmica que faz uso da biblioteca, tende a ser ampliado quanto à
sua natureza e ao seu domínio, que passa a ser não apenas físico , mas também
virtual. A pressa do dia-a-dia e a utilização da Internet na resolução de problemas
finance iros, domésticos e profissionais faz com que o seu uso na biblioteca seja
essencial, facilitando a vida do usuário, que não precisa de "estar lá", "ir lá" no prédio
da biblioteca e receber as instruções no balcão de atendimento.

1372

�Serviços de referência presencial e virtual

i

Soe!mWrio

,,

=

~ I ck

=

lifllttuu
lI........tltMla

Trabalho completo

A força de trabalho tem se tornado diversificada, não mais especializada .
Esse fator é visto no ambiente da biblioteca universitária, onde servidores,
funcionários e estagiários interagem para a solução de vários problemas numa
amplitude de atividades das mais diversas. Onde há deficiência de mão-de-obra e
grande demanda por tal serviço, há um remanejamento temporário de pessoal que
aprendem a convivência em grupo e a ter independência na execução de tarefas,
que noutro tempo poderia estar segregada a um pequeno contingente de pessoas.
Com a escassez de servidores para reposição das vagas advindas de
aposentadorias, substituição dos terceirizados e da insuficiência de contratação de
novos técnicos administrativos nas universidades públicas, a situação não favorável
permite que, pela necessidade a inovação organizacional seja colocada em prática.
A cultura da informação a tempo e a hora que os clientes estão implantando
nas políticas de e-commerce parece atingir os patamares do setor de serviços,
independentemente dos fins para os quais foram criados (financeiros ou não),
principalmente os setores que atendem ao público . Nessa situação , o setor
educacional inclusive, que tem recebido jovens de todos os tipos e classes (no caso
das universidades federais mais ainda , por causa do REUNI) tem se preparado para
atender à demanda de seu alunado, cada vez mais exigente por um serviço de
qualidade e que atenda às suas expectativas de atendimento. Na biblioteca da
UFLA, o que se nota é que o perfil dos atendentes tem mudado de acordo com as
perspectivas do seu público interno, apesar da falta de pessoal suficiente que supra
a demanda pelo serviço de atendimento. Infelizmente, essa maratona de
atendimento para suprir o pouco contingente de pessoal trabalhando no Serviço de
Referência pode não trazer boas consequências ao bem-estar dos atendentes, pelo
fato de aumentar a ocorrência de stress e de doenças psíquicas.
Os avanços da TI têm oferecido aos clientes uma gama de informações que
lhes possibilitam saber das novidades tecnológicas com mais rapidez e dar
preferência ao que há de mais novo em termos de facilitar a vida , em todos os
aspectos. No caso da biblioteca universitária, o estudante está sempre aguardando
máquinas novas, softwares interativos. Porém , nem sempre a instituição está apta a
suprir essa necessidade de imediato, pois, os padrões de qualidade se elevam e os
custos mais ainda . A resposta a essas questões não acompanha a velocidade das
mudanças, e grande parte dos órgãos públicos existentes no país não possuem
aparatos de hardware nem de software que sejam compatíveis com o volume de
serviço que demanda a população. Com o surgimento do REUNI , as bibliotecas
públicas federais receberam do governo incentivos financeiros com investimentos
em equipamentos eletrônicos para as universidades participantes do programa. Na
biblioteca da UFLA existe uma quantidade expressiva de computadores no
laboratório de informática e de terminais de busca informatizada ao acervo, mas,
com o tempo, ficam defasados pelo uso.
A Internet tem aumentado exponencialmente a quantidade de informações
circulantes em todos os lugares, nos níveis pessoais e profissionais, e os dirigentes
se vêm confrontados por essa nova premissa . Além de ter que desempenhar uma
liderança eficaz ou pelo menos plausível , deve possuir o conhecimento adequado
para a tomada de decisões em situações muitas vezes antagônicas, o que o leva a
um nível de obrigatoriedade de saber além do que lhe é de praxe . Ou seja, a
situação os obriga a ser coerentes e lógicos, algo muito difícil de aplicar no setor

1373

�Serviços de referência presencial e virtual

i

Soe!mWrio

,,

=

~ I ck

=

lifllttuu
lI........tltMla

Trabalho completo

público, pois, a administração desse tipo de instituição envolve questões externas
(políticas, econômicas e sociais) que muitas vezes fogem ao controle do que está à
frente, num patamar bem mais amplo de sua atuação.
As empresas modernas se preocupam com as questões sociais que envolvem
seus funcionários , que vão desde o esclarecimento quanto à sua saúde física e
mental até ao estímulo de práticas de empregabilidade democráticas e inclusivas.
No caso genérico das bibliotecas, há a manipulação de materiais que são
prejudiciais e que ao longo do tempo podem comprometer a integridade física de
grande parte de seus funcionários, tais como dores localizadas, LER, problemas de
articulação (varizes), respiratórios (alérgicos) dentre outros. Há essa preocupação na
biblioteca da UFLA, apesar do caráter insalubre de um ambiente rodeado de papéis
e de livros conglomerados, o que é natural à atividade biblioteconômica . Os
servidores e funcionários são orientados à circulação física de tempos em tempos e
a manifestarem algum incômodo na inadequação de mobiliário, instalações e
aparatos tecnológicos ineficientes.
O acesso livre à Internet tem feito com que empresas no mundo todo revisem
suas formas de segurança contra ameaças externas advindas do mau uso das
ferramentas de TI. Alguns dilemas éticos como o monitoramento pelas empresas aos
e-mails privativos dos funcionários e a sites visitados, a substituição da mão-de-obra
por sistemas automatizados para fins de aumento na produtividade e de economia
com gastos de pessoal , o uso do MSN ao invés do telefone para realizar pequenas
tarefas, estabelecimento de regras e políticas de controle para minimizar os erros e
esperdícios em informática (padrões para aquisição de sistemas e equipamentos de
informática) podem ser citados como exemplos da amplitude que envolve a questão
da ética dos Sistemas de Informação. Exemplo prático do que tem acontecido no
ambiente geral da UFLA e também da biblioteca é por ocasião da aquisição de
dispositivos de informática (hardware e software), o setor de compras faz exigências
formais como requisitos para prevenção de erros, uma justificativa registrada
relatando os motivos da solicitação, definições técnicas de padrão do produto e
pesquisa dos preços junto a fornecedores de tudo o que será adquirido.

4.2 Reações
O uso dos Sistemas de Informação nas organizações tem sido relacionado
com a otimização de atividades que se interrelacionam para maximizar os ganhos e
eficiência na realização das tarefas cotidianas. Estrategicamente, podem ser usados
para obter vantagem competitiva e para melhorar o negócio. Ao se pensar na
implantação do SRV, a biblioteca está agindo como uma empresa que quer melhor
atender a seus clientes. Serviços de CRM (Customer Relationship Management)
comercializados na Internet incluem o atendimento online via chatoAplicações de SI
(Business Inteligence) com o Benchmarking poderão ser usadas como base de
investigação para viabilidade estratégica , ao passo que subsidiará um aparato de
informações sobre os usuários da biblioteca, as quais poderão servir de insumos
para adoção de estratégias de marketing. Também será uma medida de contenção
de riscos, através da qual a biblioteca poderá basear-se nas experiências de outras
bibliotecas para avaliar o empreendimento e fazer previsões. "As organizações
procuram implementar sistemas que possam impactar positivamente suas

1374

�Serviços de referência presencial e virtual

i

Soe!mWrio

,,

=

~ Ick

=

lifllttuu
lI........tltMla

Trabalho completo

operações, garantir seu sucesso ou sobrevivência" (TURBAN; RAINER; PORTER,
2003). Com a adoção da TI na implementação do Serviço de Referência , a biblioteca
da UFLA contará com a experiência de colocar em funcionamento o atendimento
virtual, com a instalação de um software de comunicação via chat em seu site.
A introdução da TI implica mudança organizacional , abrangendo a cultura e a
forma de realização das atividades de uma biblioteca. Essa adoção pode exigir
pequenas modificações e ajustes na instituição ou até mesmo uma reelaboração dos
processos já existentes para a obtenção de uma melhor qualidade do atendimento. A
melhoria contínua e a reengenharia do trabalho, no caso da aplicação da TI para a
implementação de um serviço consolidado de atendimento são essenciais para a
inovação, seja na estrutura ou na forma de administrar de uma empresa. Como parte
do redesenho dos processos de negócios, os gerentes tem oferecido autonomia
para suas equipes na execução das tarefas e para tomar decisões, e desta forma
estabelecendo a cooperação entre os funcionários . A cultura das "/eaming
organizations" tem feito com que muitas empresas, pela própria dinâmica do serviço
acabem por estimular esse tipo de conduta , o caso verificado na Biblioteca da UFLA.
A aprendizagem se constrói no dia-a-dia pela curiosidade de saber algo novo. A
biblioteca , além de pertencer a uma universidade, que pela natureza institucional
requer renovação constante, na administração atual (gestão 2008-2012) tem
recebido incentivo de revisão contínua das rotinas e feito modificações com vista à
reestruturação de divisões e setores, numa espécie de rodízio funcional, onde
servidores e funcionários acabam por ter ciência de um pouco de cada área no todo
institucional (ex.: serviços técnicos, atendimento ao usuário, desenvolvimento de
coleções).
Como característica da Administração participativa , que é considerada uma
forma emergente de gestão, a biblioteca tem como base das decisões e da
resolução de problemas uma Comissão Técnica consultiva para debater questões no
entorno da organização. Cada chefe de setor apresenta suas sugestões, que por vez
foram adquiridas por meio de consulta aos próprios servidores de sua equipe, pelas
exigências que cada coordenadoria de serviços tem das demandas por parte dos
usuários e também do sistema de informação local. Reuniões periódicas são feitas a
fim de dar orientações aos servidores nas situações emergenciais, na falta de
direção para soluções imediatas. Há colaboração entre os setores, de forma
sistemática, em que cada serviço a ser executado depende das ações preconizadas
no setor de ligação ao qual está relacionado . Essas atitudes são vistas como
emancipatórias, dando certa autonomia para a realização das tarefas de forma a
atender os requisitos de qualidade e de bom atendimento . A postura das
organizações que aprendem se faz jus também nesse tipo de atitude: "todos os
membros da empresa moderna devem ter espírito crítico, ganhar espaço e
necessitam atuar em prol da equipe, com conhecimento específico e compartilhado
[... ]" (OLIVEIRA, 2006, p. 22).
A Biblioteca da UFLA possui para automatização do acervo o Sistema
Pergamum feito pela PUCPR, que é integrado nas suas várias tarefas e também no
intercâmbio de dados via Internet da catalogação de informações descritivas dos
documentos a serem incorporados no acervo. As instituições participantes desse
compartilhamento fazem parte da Rede Pergamum, como um grande repositório de
dados, e mediante senha, deles fazem uso ao exportar os dados da rede para a

1375

�Serviços de referência presencial e virtual

i

Soe!mWrio

,,

=

~ I ck

=

lifllttuu
lI........tltMla

Trabalho completo

planilha do sistema local. Esse software é considerado atualmente um dos melhores
em termos de qualidade e de objetividade específicos para as bibliotecas nas
complexidades de cada serviço de informação que compõe o todo organizacional,
inclusive para o usuário com a utilização de uma interface de fácil manuseio na
busca automatizada do acervo .

5 Conclusão
Apesar do recente avanço em termos de crescimento das universidades
públicas no país, é notória da sociedade brasileira a falta de incentivos por parte do
governo a projetos no tocante à implantação e desenvolvimento de centros culturais
e bibliotecas públicas. No serviço público federal, há uma tendência de satisfazer o
provedor dos recursos (governo) na realização das ações de atendimento à
população de forma generalizada para atender à exigência de cumprimento de
metas de gestão e de registrar indicadores de desempenho. É conhecida do público
a burocracia que envolve esse setor, principalmente no que se refere a serviços. A
morosidade dos processos e a demora no feedback aos clientes são marcas
intrínsecas desse tipo de atividade, que existe para satisfazer as necessidades
sociais básicas. Em detrimento disso, as empresas públicas de serviços tem por
objetivo principal atender o que lhe é de dever por solicitação, ao invés de aproveitar
a oportunidade de crescimento de mercado de marketing para se estabelecer como
organização diversificada, que acompanha as modernas estruturas de negócios.
A biblioteca universitária e pública, como parte de uma instituição de pesquisa
que visa à inovação produtiva e de conhecimentos, vê-se rodeada de fatores que
impulsionam o seu constante crescimento ou a sua permanência como órgão de
apoio estável. Algumas características pontuais de gestão e de políticas públicas,
como rotatividade de diretoria (e de projetos), insuficiência de capacitação e de
treinamento, falta de equipamentos e de pessoal , racionamento de recursos
financeiros, dentre outros, tem colocado o serviço de informação como uma
necessidade de trajeto no ambiente universitário. Com as modificações no mundo
dos negócios pela agregação de um conjunto de ações que visam à competitividade
e à satisfação do cliente, a visão holística de biblioteca reúne um composto de
organização inovativa de equipes colaborativas que interagem com tecnologias
emergentes para oferecer todo um aparato de modernidade a seu usuário, com a
adoção de sistemas integrados e de redes cooperativas de informação, do
estabelecimento de mídias sociais, blogs e sites corporativos, que podem ampliar a
visão dos profissionais da informação quanto ao futuro do Serviço de Referência e
exemplificar o que há de mais novo aplicado à área de Biblioteconomia e Ciência da
Informação.
A perspectiva para a biblioteca da UFLA é de se adaptar à tecnologia de
forma consciente, e não abster-se ao risco da mudança em um novo
empreendimento.
Nas bibliotecas universitárias, o uso das novas tecnologias deve ser feito para
atender às demandas de seus usuários e da comunidade universitária, que
necessitam de serviços que melhorem o dia-a-dia acadêmico na busca de
informações de forma rápida e eficaz. Como se tem visto na BU/UFLA, no
atendimento físico ou na participação dos usuários nas mídias sociais, o caminho é

1376

�Serviços de referência presencial e virtual

i

Soe!mWrio

,,

=

~ I ck

=

lifllttuu
lI........tltMla

Trabalho completo

para frente , não se pode ficar à margem das mudanças tecnológicas, perante as
pressões e reações de mercado. Espera-se que o trabalho em questão venha
desenvolver o senso crítico dos gestores que estiverem à diante da organização
Biblioteca da UFLA em qualquer tempo e que venha apontar um projeto de
efetivação do que possa ser um passo inicial para a implantação na prática do
Serviço de Referência Virtual pela Coordenadoria de Recursos Tecnológicos em
parceria com a Coordenadoria de Serviços aos Usuários.
6 Referências
CERVO, A L. ; BERVIAN, P. A ; SILVA, R. da . Metodologia científica . 6. ed. São
Paulo: Pearson Prentice Hall, 2007. 162 p.
CÔRTE , A R. et aI. Automação de biblioteca e centros de documentação: o
processo de avaliação e seleção de softwares. Ciência da Informação, Brasília, v.
28 , n. 3, p. 241-256 , set./deL 1999.
MARTUCCI , E. M. O conhecimento prático do bibliotecário de referência . 1998.
187 f. Tese (Doutorado em Educação) - Centro de Educação e Ciências Humanas,
Universidade Federal de São Carlos, São Carlos, 1998.
MENDONÇA, M. A R. Serviço de referência digital. In: MARCONDES, C. H. et aI.
(Org .). Bibliotecas digitais. 2. ed . Salvador: UFBA, 2006. p. 225-238 .
OLIVEIRA, F. B. de. Tecnologia da informação e da comunicação: desafios e
propostas estratégicas para o desenvolvimento dos negócios. São Paulo : Pearson
Prentice Hall , 2006 . 240 p.
SILVA, A B. da ; GODOI, C. K.; BANDEIRA-DE-MELLO, R. (Org.) . Pesquisa
qualitativa em estudos organizacionais: paradigmas, estratégias e métodos. São
Paulo: Saraiva , 2006 . 460 p.
SILVA, V. de Sá . Reflexões sobre o processo de comunicação em um serviço de
referência : interação bibliotecários e usuários. In: CONGRESSO BRASILEIRO DE
BIBLIOTECONOMIA E DOCUMENTAÇÃO, 19.,2000, Porto Alegre. Anais ... Porto
Alegre: PUCRS , 2000. 1 CD-ROM .
SOUZA, R. F. de. Sistemas de informação na administração universitária: uma
análise do processo de gestão do ensino de graduação na Universidade Federal de
Lavras. 2002 . 96 p. Dissertação (Mestrado em Administração) - Universidade
Federal de Lavras, Lavras, 2002 .
TARAPANOFF, K. Técnicas para tomada de decisão nos sistemas de
informação. 2. ed . Brasília : Thesaurus, 1995. 163 p.
TURBAN , E.; RAINER, R. K. ; POTTER, R. E. Administração de tecnologia da
informação: teoria e prática . Rio de Janeiro: Elsevier, 2003. 598 p.

1377

�Serviços de referência presencial e virtual

i

Soe!mWrio

,,

=

~ I ck

=

lifllttuu
lI........tltMla

Trabalho completo

VERGARA, S. C. Projetos e relatórios de pesquisa em administração. 2. ed . São
Paulo: Atlas, 2006. 90 p.
YIN , R. K. Estudo de caso: planejamento e métodos. 4. ed. Porto Alegre: Bookman,
2010. 248 p.

1378

�</text>
                  </elementText>
                </elementTextContainer>
              </element>
            </elementContainer>
          </elementSet>
        </elementSetContainer>
      </file>
    </fileContainer>
    <collection collectionId="49">
      <elementSetContainer>
        <elementSet elementSetId="1">
          <name>Dublin Core</name>
          <description>The Dublin Core metadata element set is common to all Omeka records, including items, files, and collections. For more information see, http://dublincore.org/documents/dces/.</description>
          <elementContainer>
            <element elementId="50">
              <name>Title</name>
              <description>A name given to the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51396">
                  <text>SNBU - Edição: 17 - Ano: 2012 (UFRGS - Gramado/RS)</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="49">
              <name>Subject</name>
              <description>The topic of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51397">
                  <text>Biblioteconomia&#13;
Documentação&#13;
Ciência da Informação&#13;
Bibliotecas Universitárias</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="41">
              <name>Description</name>
              <description>An account of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51398">
                  <text>Tema: A biblioteca universitária como laboratório na sociedade da informação.</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="39">
              <name>Creator</name>
              <description>An entity primarily responsible for making the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51399">
                  <text>SNBU - Seminário Nacional de Bibliotecas Universitárias</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="45">
              <name>Publisher</name>
              <description>An entity responsible for making the resource available</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51400">
                  <text>UFRGS</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="40">
              <name>Date</name>
              <description>A point or period of time associated with an event in the lifecycle of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51401">
                  <text>2012</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="44">
              <name>Language</name>
              <description>A language of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51402">
                  <text>Português</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="51">
              <name>Type</name>
              <description>The nature or genre of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51403">
                  <text>Evento</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="38">
              <name>Coverage</name>
              <description>The spatial or temporal topic of the resource, the spatial applicability of the resource, or the jurisdiction under which the resource is relevant</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51404">
                  <text>Gramado (Rio Grande do Sul)</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
          </elementContainer>
        </elementSet>
      </elementSetContainer>
    </collection>
    <itemType itemTypeId="8">
      <name>Event</name>
      <description>A non-persistent, time-based occurrence. Metadata for an event provides descriptive information that is the basis for discovery of the purpose, location, duration, and responsible agents associated with an event. Examples include an exhibition, webcast, conference, workshop, open day, performance, battle, trial, wedding, tea party, conflagration.</description>
    </itemType>
    <elementSetContainer>
      <elementSet elementSetId="1">
        <name>Dublin Core</name>
        <description>The Dublin Core metadata element set is common to all Omeka records, including items, files, and collections. For more information see, http://dublincore.org/documents/dces/.</description>
        <elementContainer>
          <element elementId="50">
            <name>Title</name>
            <description>A name given to the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="63672">
                <text>Pressões e reações de mercado como fatores motivacionais na projeção do Serviço de Referência Virtual da Biblioteca da UFLA: estudo de caso.</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="39">
            <name>Creator</name>
            <description>An entity primarily responsible for making the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="63673">
                <text>Silva, Tatiana Alves de Oliveira e; Oliveira, Nivaldo</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="38">
            <name>Coverage</name>
            <description>The spatial or temporal topic of the resource, the spatial applicability of the resource, or the jurisdiction under which the resource is relevant</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="63674">
                <text>Gramado (Rio Grande do Sul)</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="45">
            <name>Publisher</name>
            <description>An entity responsible for making the resource available</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="63675">
                <text>UFRGS</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="40">
            <name>Date</name>
            <description>A point or period of time associated with an event in the lifecycle of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="63676">
                <text>2012</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="51">
            <name>Type</name>
            <description>The nature or genre of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="63678">
                <text>Evento</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="41">
            <name>Description</name>
            <description>An account of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="63679">
                <text>A globalização trouxe instabilidade e mudanças para o mundo dos negócios, o que levou à necessidade de se reinventar a maneira de tratar o cliente, cuja exigência é cada vez maior. O atendimento é um quesito importante no Serviço de Referência em bibliotecas, portanto é necessário que as práticas desse serviço sejam aprimoradas com a utilização cada vez mais constante da Tecnologia de Informação. O presente trabalho apresenta uma análise das pressões e reações de mercado como fatores motivacionais na projeção do Serviço de Referência Virtual (SRV) na Biblioteca da Universidade Federal de Lavras com o uso do chat, que poderá ser implantado como forma de melhorar o atendimento ao usuário e para aperfeiçoar o feedback dos funcionários do Setor de Referência às dúvidas do público que faz uso da biblioteca.</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="44">
            <name>Language</name>
            <description>A language of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="69477">
                <text>pt</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
        </elementContainer>
      </elementSet>
    </elementSetContainer>
  </item>
  <item itemId="5977" public="1" featured="0">
    <fileContainer>
      <file fileId="5041">
        <src>http://repositorio.febab.org.br/files/original/49/5977/SNBU2012_116.pdf</src>
        <authentication>256d6b8ac451220781844f6989fe374b</authentication>
        <elementSetContainer>
          <elementSet elementSetId="4">
            <name>PDF Text</name>
            <description/>
            <elementContainer>
              <element elementId="92">
                <name>Text</name>
                <description/>
                <elementTextContainer>
                  <elementText elementTextId="63671">
                    <text>i

SeminArio

~

~6e

= 1l1W'ot_
_~ ~:~r~':..

Serviços de referência presencial e virtual
Trabalho completo

AVALIAÇÃO DA QUALIDADE NOS SERViÇOS DE REFERÊNCIA DA
BIBLIOTECA CENTRAL DA UECE 1
Thelma Marylanda Silva de Melo 1, Virgínia Bentes Pinto2
1Mestre em Planejamento e Políticas Públicas , Universidade Estadual do Ceará (UECE), Fortaleza ,
Ceará
Pós-Doutorado em Filosofia-Tratamento cognitivo da informação, Doutorado em Sciences de
Ilnformation et de la Communication , Universidade Federal do Ceará (UFC) , Fortaleza , Ceará

2

Resumo
A Biblioteca Universitária (BU), também conhecida como acadêmica, é responsável
pelo armazenamento, tratamento, organização e gestão das informações e dos
materiais que registram o conhecimento das áreas vinculadas ao universo
acadêmico, sendo o serviço de referência o setor principal da biblioteca, que pode
ser visto como um conjunto de atividades ofertadas, com o objetivo de dar apoio ao
usuário em consultas locais e/ou remotas no uso dos recursos informacionais da BU
e ao bibliotecário de referência como mediador assertivo/pró-ativo e crítico, para a
construção do conhecimento científico. Tem-se como objetivo avaliar a qualidade
dos serviços disponibilizados pelo setor de referência da Biblioteca Central da
Universidade Estadual do Ceará (UECE), aos estudantes dos cursos de pósgraduação strictu sensu. Trata-se de uma pesquisa de caráter exploratório,
bibliográfico e documental, de natureza quantiqualitativa, utilizando como
procedimento de abordagem o método funcionalista. A coleta de dados foi feita,
mediante questionário semiestruturado. Diagnosticou-se que os estudantes
desconhecem os serviços oferecidos pelo setor. No referente ao incentivo dos
professores na procura dos serviços, é de vital importância a pesquisa . No que
tange à satisfação do usuário quanto ao acervo houve discrepância nas respostas.
Quanto ao atendimento dos bibliotecários em relação às demandas e orientações ao
usuário, não existe ainda a qualidade preconizada , apesar da presteza e
responsabilidade do profissional setorizado. Acredita-se que o serviço de referência
das bibliotecas, em especial as universitárias, seja a porta de entrada para os
usuários, pois iria direcioná-los em suas consultas locais ou remotas e no uso dos
recursos informacionais.

Palavras-Chaves:
Biblioteca universitária ; Serviço de referência ; Avaliação de serviços.

Abstract
The University Library (UL), also known as academic, is responsible for the
information storage, processing , organization and management and the material that
are used to record the knowledge of areas related to the academic world . The
reference service is the main sector in the library, which can be seen as a set of
activities offered, aiming to support the user in local and/or remote queries on the use
1 Trabalho (parte) retirado da dissertação de Mestrado Profissional em Planejamento e Políticas
Públicas da Universidade Estadual do Ceará (2012) .

1352

�i

SeminArio

~

~6e

= 1l1W'ot_
_~ ~:~r~':..

Serviços de referência presencial e virtual
Trabalho completo

of information resources of the UL and the reference librarian as an
assertive/proactive criticai mediator to the construction of scientific knowledge. Thus,
this research aims to evaluate the quality of the services provided by the reference
sector of the Central Library from the Universidade Estadual do Ceará (State
University of Ceara/UECE), to the strict sensu. This is an exploratory, bibliographic
and documentary search, and also qualitative and quantitative, using the functionalist
method as the approach procedure. Data collection was done through a semistructured questionnaire. It was diagnosed in the results that the students do not
know the services offered in the sector. Regarding the teachers' encouragement in
demand for services is of vital importance to the research . On the user's satisfaction
concerning the collection there was discrepancies in the answers. Concerning the
librarian service related to demands and orientations to the user, the quality is not yet
recommended , despite the readiness and the professional responsibility in the sector.
It is believed that the reference service in libraries, especially university, is the
gateway for users, beca use it would direct them in their local or remote consultations
and use of information resources.

Keywords:
University library; reference services; services evaluation .

1 Introdução
Culturalmente, nas bibliotecas, armazena-se e preserva-se grande quantidade
de acervo de conhecimentos humanos, registrado sob diversidade de formas e
suportes, que, ao longo da evolução dos aparatos tecnológicos e comunicacionais,
foram concebidos pelo Homem. Como paradigmas 2 iniciais, ainda em voga, a
preservação e a conservação, bem como a ordem e a técnica. Na realidade, estes
paradigmas permanecem essenciais para o entendimento em como as gerações
passadas gestaram e deram continuidade a tudo o que as gerações hodiernas
compreendem, conhecem e produzem , em termos de novos conhecimentos que, por
sua vez, sinalizam com realizações que garantem a continuidade das gerações futuras.
As bibliotecas têm, pois, um papel social e educacional de visibilidade notória,
suplantando, a organização de atividades diversas e díspares, que só a elas podem ser
atribuídas; isto no sentido mais abrangente em que possa ser compreendida a
afirmação. Em sendo lugares de memória e democratização da Informação, as
bibliotecas continuam com a primazia de serem ambientes cujos elos l .. ] ligam os
acontecimentos, os personagens e os lugares [... ]" (ARARIPE, 2001 , p. 1), confirmando,
assim, sua condição de elementos construtores, aglutinadores da significação de um
tempo e de um lugar, sendo, esta sua característica mais marcante, como lugar de
memória e, portanto, de garantia da identidade de um povo, sem descurar da sua
condição de lugar de formação para a vida, dentre outras possíveis leituras que se
possa extrair dessa instituição fundamental para a descoberta de si e do outro; da
continuação e transformação do meio social que a retém.
As Bibliotecas Universitárias (BUs) são conceituadas tradicionalmente, como
bibliotecas de Instituições de Ensino Superior (IES), destinadas a suprir as
2 Paradigmas são realizações científicas reconhecidas universalmente, e que durante algum tempo
fornecem modelos de problemas e soluções para a comunidade de praticantes de uma determinada
ciência (KUHN, 1962, p. 13).

1353

�i

SeminArio

~

~6e

= 1l1W'ot_
_~ ~:~r~':..

Serviços de referência presencial e virtual
Trabalho completo

necessidades informacionais da comunidade acadêmica, no desempenho de suas
atividades de ensino, pesquisa e extensão, tanto na graduação como na pósgraduação. Sob o olhar de Bentes Pinto (1993), as Bibliotecas Universitárias são
instituições e, como tal, constituídas por um conjunto de funções responsáveis, que vão
desde o planejamento, a organização, até a recuperação da Informação. Portanto, sua
estrutura organizacional é formada por "departamentos, denominados de divisões e
seções, que, em muitos casos, são designados com outros nomes. A cada
departamento cabe a responsabilidade pelo desenvolvimento de algum produto e/ou
serviço formando uma cadeia até a execução final."
As BUs, pela própria natureza são essencialmente dinâmicas. É nesse
sentido que Silva (2009, p. 14) argumenta serem as bibliotecas
[... ] espaços transdisciplinares que atuam como agentes de produção,
circulação e uso de formas particulares de capital cultural e simbólico.
Enquanto unidade do campo científico-universitário, também contribui para
o fortalecimento da produção e da educação cientifica e tecnológica, através
das suas práticas voltadas para a prestação de serviços de informação e de
socialização do conhecimento.

Com esse entendimento, a biblioteca deve desenvolver suas atividades de forma
a poder disponibilizar a informação na quantidade e qualidade desejadas pelo usuário,
ou seja, tornar possível e viável um atendimento que atinja às demandas de sua
clientela, em termos de qualidade. A qualidade no atendimento deve ser entendida de
maneira completa, abrangendo uma série de atividades planejadas e executadas de
acordo com o perfil da clientela . Essas atividades também fazem parte dos propósitos
do bibliotecário em julgar o que acredita ser importante para o usuário. Para atingir essa
qualidade, as instituições mantenedoras das bibliotecas devem investir em informação
científica e tecnológica na diversidade dos seus suportes, via serviços e produtos que
venham satisfazer às necessidades competitivas de mercado ou não (BAPTISTA, [199D. Isto torna evidente que as bibliotecas podem e devem cumprir seu papel social, no
que diz respeito a facilitar o acesso à informação, desde que a infraestrutura física ,
humana, informacional, material e financeira, venha ao encontro da melhoria do seu
funcionamento, como um todo. Em outras palavras, urge que as BUs, de modo geral, e
aquelas de instituições públicas em particular, empenhem-se no sentido de criar
políticas públicas de modo a contemplar a elaboração de produtos e a execução de
serviços pautados pela qualidade.
Assim, a intenção da pesquisa em questão se insere, tendo como tema
central a avaliação da qualidade nos serviços de referência da Biblioteca Central
Prof. Antônio Martins Filho, da Universidade Estadual do Ceará (UECE): uma
proposta de política de informação. Efetivamente, nosso intuito é buscar soluções ao
seguinte problema : a) De que modo está sendo avaliada a qualidade dos serviços
oferecidos pelo Setor de Referência da Biblioteca Central da UECE, aos estudantes
dos seus Cursos de Pós-Graduação?
Ao enfatizar a qualidade nos serviços de referência da Biblioteca Central da
UECE, nosso intuito foi avaliar os serviços inerentes ao setor de
referência/informação, com que se realiza a transferência de informação necessária
ao usuário para seu estudo/pesquisa . Desta maneira , expõe Guinchat e Menou
(1994, p. 347): "A difusão da informação é a razão de ser das unidades de
informação e deve ser sua preocupação principal."

1354

�i

SeminArio

~

~6e

= 1l1W'ot_
_~ ~:~r~':..

Serviços de referência presencial e virtual
Trabalho completo

Acredita-se, assim , que esta pesquisa venha a contribuir para o
aprimoramento do serviço de referência , uma vez que as BUs são destinadas a
atender às necessidades de estudo, consulta e pesquisa de professores e
estudantes universitários e, que elas possam acentuar melhorias sobre o serviço de
referência da Biblioteca Central da UECE, assim como trazer à baila a importância
de que este serviço seja conduzido através de um planejamento e ou políticas
públicas de formação de acervo.
Como justificativa do ponto de vista prático, destaca-se a importância deste
trabalho pelo fato de perceber que as mudanças que vêem ocorrendo na sociedade
contemporânea exigem o atender os usuários com qualidade, visando à satisfação e
avaliação dos serviços prestados, em busca de uma política de informação. Do ponto
de vista pessoal, a pesquisa justifica-se em função de seu interesse particular, que se
deu a partir de observações feitas no setor de referência, daí, o intuito de conhecer e
contribuir para a melhoria do setor.
Conforme as considerações expostas, o objetivo geral desta pesquisa é
avaliar a qualidade dos serviços oferecidos pelo setor de referência da Biblioteca
Central Prof. Antônio Martins Filho, da Universidade Estadual do Ceará (UECE), aos
estudantes dos Cursos de Pós-Graduação desta universidade, a partir de uma
política pública de informação para o setor.

2 Revisão de Literatura
Como objeto de estudo desta pesquisa, o serviço de referencia é o processo
de comunicação tendo como principal objetivo, satisfazer às necessidades de
informação de determinado grupo de usuários em uma unidade de informação
(bibliotecas). Na biblioteca universitária, como em qualquer outra, todos os serviços
de tratamento e organização da informação devem ser destinados ao usuário,
visando a atender suas necessidades de modo eficiente e eficaz.
Onde encontrar informações? Como saber o que é conhecido? Será que
houve alguém que dominou todo o saber do conhecimento humano? Talvez tenha
havido, segundo Grogan (1995, p. 7), Leibniz teria sido este alguém, pois era
considerado um célebre universal, o "maior bibliotecário do seu tempo". Com o
passar do tempo e o advento da explosão documental, as informações foram
intensificadas e tornou-se difícil encontrá-Ias, para aqueles que faziam delas seus
estudos, suas experiências e pesquisas, surgindo então o serviço de referência nas
bibliotecas, beneficiando a sociedade em geral com total confiança , com a
participação dos bibliotecários na composição do uso do acervo, justificando o que
diz Ranganathan (2009) sobre a primeira lei da biblioteconomia : "os livros são para
usar".
Na concepção de Silva (2002), o serviço de referência, é entendido como um
serviço de informação; é um campo de atividade que o bibliotecário exerce com
abrangência . Conceituá-lo pode tornar-se complexo, uma vez que o mesmo está
direta ou indiretamente relacionado a outras atividades desenvolvidas na biblioteca ,
tendo em vista que todas se referem ao tratamento e recuperação da informação.
Várias são as definições mostradas por renomados estudiosos acerca do
serviço de referência , dentre eles, Shera (apud FIGUEIREDO, 1992, p. 9) , quando
diz que o serviço de referência abrange todos os aspectos, incluindo desde uma
vaga noção de auxílio aos leitores até um serviço de informação esotérico, abstrato

1355

�i

SeminArio

~

~6e

= 1l1W'ot_
_~ ~:~r~':..

Serviços de referência presencial e virtual
Trabalho completo

e altamente especializado, isto é, torna-se complexo porque os objetivos do serviço
de referência mudam à medida em que as bibliotecas diferem em tipo ,
características e finalidades inseridas na realidade de cada uma. Na mesma linha de
pensamento, Pessoa e Cunha (2007) dizem existir várias formas utilizadas para
definir o Serviço de Referência. Mesmo assim , quando se busca observar tais
diferenças, em cada uma delas se constata que estas são poucas, e que todos os
estudos buscam investigar a interação bibliotecário versus usuário como foco
central.
O serviço de referência das bibliotecas universitárias veio a se desenvolver
com o impulso da nova tendência do ensino superior, nos primórdios do século XX,
nos EUA, tornando essencial a pesquisa, em que se lê e produz conhecimento
caracterizando o serviço.
Conforme o entendimento de Figueiredo (1992, p. 108), no serviço de
referência é indispensável que sejam levadas em conta às políticas a adotadas no
sistema, no planejamento da coleta de dados e do quadro de pessoal, o ambiente
físico e a coleção a ser constituída , especificações, definições das atividades a serem
desenvolvidas pelo setor e os métodos de avaliação continuada para replanejamento.
Considerando estes elementos, pode-se atender uma maior demanda, adequando os
serviços à qualidade de informações ao usuário. Nas bibliotecas universitárias, não
basta somente haver uma boa coleção de referência para suprir a necessidade do
usuário; é desejável que haja um "entendimento que possibilite a ação integrada e o
intercâmbio de informações ou mesmo o remanejamento de partes da coleção ou de
fontes de informação onde for mais adequada."
Muitas são as atividades prestadas pelo serviço de referência que cerca o
usuário na busca pela informação, muito embora sejam elas simples, como por
exemplo, informar a quantidade de habitantes de uma cidade ou ainda um serviço
mais complexo, como é o caso de uma resposta técnica em forma de um dossiê
especializado em plantas medicinais, tendo em vista atender às necessidades dos
usuários. Desse modo, Figueiredo (1992, p. 9) expressa que o serviço de referência
"pode variar quanto aos seus objetivos e quanto à sua profundidade, dependendo do
tipo de biblioteca onde se realiza, ou seja, de acordo com as características e as
finalidades da biblioteca" e que eles não podem estar atentos somente aos métodos
de proporcionar serviços de referência aos usuários. "Dependem também de
circunstâncias individuais e das diretrizes de cada biblioteca específica, as quais
certamente não se enquadram em padrões preestabelecidos".
Dentro desse contexto, podemos citar como serviços de referência :
empréstimo de material, consulta, comutação bibliográfica, normalização de
trabalhos acadêmicos, pesquisa em bases de dados, reprografia, Disseminação
Seletiva da Informação (DSI), serviço de alerta , intercâmbio de informações,
orientação ao usuário (local e remoto) quanto aos serviços de busca , recuperação e
localização do material bibliográfico, orientação de trabalhos acadêmicos,
levantamento bibliográfico on-line e impresso e sumários correntes. Entretanto, é
inegável que, com o avanço tecnológico às informações, ocorrem mudanças, tanto
na sociedade como no meio acadêmico, principalmente pela rapidez e precisão no
acesso. Para isso, é de suma importância trabalhar com o serviço de referência
virtual, que, segundo Garcia e Robledo (2008, p. 3), é definido nos seguintes termos:
Servivio de referência iniciado eletrónicamente a menudo en tiempo real ,
donde los usuários emplean computadoras u outra tecnologia da Internet para

1356

�i

SeminArio

~

~6e

= 1l1W'ot_
_~ ~:~r~':..

Serviços de referência presencial e virtual
Trabalho completo

comunicar-se com los bibliotecários , sin estar fisicamente presentes. Los
canales de comunicación , usados frecuentemente em referencia virtual
incluyen videoconferência, servicios de voz en Internet, corre0 eletrônico y
mensajería instantânea.

Além dos serviços de referência convencionais, existem também os virtuais,
cada vez mais utilizados, tendo em vista o novo cenário tecnológico em que os mesmos
estão inseridos, como: acesso à base de dados on-line, bibliotecas digitais, periódicos
digitais, livros digitais, entre outros.
O Serviço de Referência é uma atividade altamente cognitiva, que exige
conhecimento da questão de referência ou da situação-problema, a seleção e
implementação de uma estratégia de busca e a obtenção da informação que
responde a questão.

3 Materiais e Métodos
Neste trabalho, foi adotada a pesquisa de caráter exploratório, que
proporciona uma visão geral de determinado fato. Utilizou-se a pesquisa bibliográfica
e documental, cuja finalidade é colocar o pesquisador em contato com o que já se
produziu e registrou a respeito do tema investigado. Na estratégia de pesquisa,
adotou-se a postura metodológica do estudo de caso, que se caracteriza por abordar
um caso particular. Quanto ao método de procedimento, foi utilizado o método
funcionalista .
O campo de realização do estudo empírico foi a Biblioteca Central (BC)
Professor Antônio Martins Filho, da Universidade Estadual do Ceará .
O instrumento de coleta de dados constituiu-se de um questionário. Este
questionário, com questões abertas e fechadas, foi elaborado conforme os objetivos
da pesquisa e embasado pela revisão bibliográfica. A utilização do questionário
serviu para avaliar a opinião dos respondentes com relação ao objetivo proposto. A
estrutura desses questionários consistiu de um conjunto de questões
sistematicamente articuladas com o objetivo proposto pela pesquisa . Compõe-se de
25 questões, sendo 13 delas abertas, para conhecer a opinião dos participantes, sua
visão pessoal do serviço de referência, tecendo comentários adicionais. As outras 12
fechadas .
A pesquisa empírica foi realizada com os estudantes dos Cursos de PósGraduação Stricto Sensu, do Campus do Itaperi da UECE, selecionados de modo
intencional, em função dos cursos presentes no Campus do Itaperi e por meio de
dados fornecidos pela Pró-Reitoria de Pós-Graduação e Pesquisa da UECE. A
coleta de dados foi realizada com a aplicação, por meio eletrônico, de 414
questionários, de acordo com o número ofertado de vagas dos mestrados e
doutorados do Campus do Itaperi da UECE, com um total de 22 cursos: 13
mestrados acadêmicos, quatro mestrados profissionais e cinco doutorados. Desse
total , a pesquisadora recebeu 50 questionários, dos quais foi possível realizar
análises estatísticas cabíveis. Esses questionários foram enviados durante os meses
de novembro e dezembro de 2011 .
Após o levantamento dos dados, foram estes organizados em tabelas e
gráficos, quando foi realizada uma análise quantitativa. Fez-se ainda , uma análise
qualitativa, compreendendo uma realidade específica e investigando um fenômeno
atual dentro do seu real contexto .

1357

�i

SeminArio

~

~6e

=

1l1W'ot_

_~ ~:~r~':..

Serviços de referência presencial e virtual
Trabalho completo

4 Resultados Finais
De posse dos dados coletados, passou-se à análise e interpretação dos
mesmos. As identidades dos pesquisados foram protegidas, por uma questão ética,
não sendo registradas no relatório final de pesquisa. Visando a uma melhor
compreensão dos resultados, adotou-se, para cada fala dos sujeitos da pesquisa,
letras maiúsculas seguidas de algarismos arábicos, conforme ilustrado a seguir:
Mestrandos (M1 a M43) e Doutorandos (01 a 050).
Os dados foram estruturados 04 (quatro) categorias: a) perfil dos
respondentes; b) conhecimento do potencial do setor de referência da BC; c) papel
dos professores no incentivo ao uso dos serviços de referencia da BC ; d) avaliação
do setor de referência da BC .
a) Perfil dos respondentes

A maioria dos respondentes estava matriculada no Curso de Mestrado
Acadêmico em Educação (24,00%) , seguido do Mestrado Profissional em Saúde da
Criança e do Adolescente, com (12%), conforme tabela abaixo .
Tabela 1 - Perfil dos Respondentes
Cursos de Pós-Graduação Strictu Sensu

Mestrados
Acadêmicos

Mestrados
Profissionais
Doutorados

Educação
Saúde Pública
Cuidados Clinicos em Saúde
Computação
Geografia
Ciências Físicas Aplicadas
História
Administração
Politicas Públicas e Sociedade
Planejamento e Políticas Públicas
Planejamento e Politicas Públicas
Saúde da Criança e do Adolescente
Saúde Coletiva
Biotecnologia

Area

N° Respondentes

Educação
Ciências da Saúde
Ciências da Saúde
Ciências e Tecnologia
Ciências e Tecnologia
Ciências e Tecnologia
Humanas
Ciências Sociais Aplicados
Ciências Sociais Aplicados
Ciências Sociais Aplicados
Ciências Sociais Aplicados
Ciências da Saúde
Ciências da Saúde
Biotecnologia
TOTAL

12
02
04
01

05
01
02
01

03
05
05
06

03
05
50

%
24 ,00
4,00
8,00
2,00
10,00
2,00
4,00
2,00
6,00
10,00
10,00
12,00
6,00
10,00

100,00

Fonte: Pesquisa da autora.

Conforme se pode observar, embora que a malona dos respondentes
pertença ao Curso de Mestrado em Educação, o maior número de respostas foi na
área de Ciências da Saúde. Isto pode ser decorrente de que os estudantes dos
Cursos de Mestrado, nessa área, têm a cultura de consultar os acervos das
bibliotecas. Inclusive, nos treinamentos de usuários, esses estudantes são os que
mais participam.
b) Conhecimento do potencial do setor de referência da BC

No setor de referencia da BC são oferecidos inúmeros produtos e serviços
para os usuários, destacando-se, entre eles: treinamento ao uso das bases de
dados, serviço de alerta, catalogação na fonte das teses e dissertações, comutação
bibliográfica, normalização, acesso ao Portal de Periódicos da CAPES. Contudo, no
regime cotidiano de trabalho, tem-se a impressão de que muitos desses serviços
não são realmente utilizados, inclusive pelos estudantes da pós-graduação .
Diante disso, buscou-se saber se esses estudantes conhecem os referidos
serviços, quais deles utilizam, qual é o objetivo e a frequência de uso de serviços.

1358

�i

SeminArio

~

~6e

Serviços de referência presencial e virtual

= 1l1W'ot_
_~ ~:~r~':..

Trabalho completo

Em relação ao conhecimento dos serviços, 46% dos participantes apontaram a
Pesquisa no "Portal de periódicos da CAPES", seguido da normalização de
trabalhos acadêmicos com 24%, conforme pode ser observado no Gráfico 1.
Levantamento Bibliográfico
Obras de Referência
Seoviço de Alerta
Pesquisa Periódicos Impressos
Catalogação
Comut
Pesquisa em Teses e Monografias

F""""~'"

""""'+ _....""""..........

Normalização .....
Nenhum
Pesquisa Portal de Periódicos Capes

"'-"'-"'-"-1IfI I i
o

5

10

15

20

46 ,

25

30

35

40

45

50

Gráfico 1 - Conhecimento dos Serviços Oferecidos pelo Setor de Referência da BC
Fonte: Dados diretos da pesquisa.

As respostas, de certa forma , surpreendem, pois se supunha que a maiOria
deles apontasse um maior percentual de indicação desses serviços, haja vista que,
em cada início dos cursos de pós-graduação, são feitas visitas orientadas e
treinamento no Portal , que abriga inúmeras bases de dados, inclusive, BVS, Web of
Science, Scielo, entre outras, fontes de pesquisa fundamentais para qualquer
pesquisa acadêmica, seja na graduação ou pós-graduação. Contudo, os dados se
revelam positivos, mesmo que, em certos casos, a porcentagem seja muito
pequena, no uso desses serviços, pois, na questão, não listamos os serviços,
solicitamos apenas que eles apontassem os que conheciam .
Os serviços que os estudantes conhecem e mais utilizam são as pesquisas
no Portal de Periódicos da CAPES (30%), Pesquisa (consulta) nas teses e
dissertações (14%) e normalização (10%) . Veja-se o Gráfico 2.
0%

Serviço de Alerta
Comut
Levantamento Bibliogrãfico
Obras de Referência

4,0%

~
~
~

4,0%
4,0%
6,0 0

Catalogação

6,0 o

Pesquisa Periódicos Impressos

10,0%

Normalização

14,0%

Pesquisa em Teses e Monografias

30,0 fio

Pesquisa Portal de Periódicos Capes

38 ~ %

Nenhum

o

5

10

15

20

25

30

35

40

Gráfico 2 - Dos Serviços Oferecidos pelo Setor de Referência da BC quais utilizam
Fonte: Dados diretos da pesquisa.

1359

�i

SeminArio

~

~6e

= 1l1W'ot_
_~ ~:~r~':..

Serviços de referência presencial e virtual
Trabalho completo

Na realidade, essas respostas, na surpreendem . Afinal, como já mencionado
anteriormente, o Portal é uma das maiores fontes de informação para a pósgraduação. Com relação às teses e dissertações, pode ser porque essas fontes
disponibilizam registros correspondentes a textos completos, impressos,
proporcionando ao usuário comodidade, agilidade e eficiência na recuperação da
informação, além de que trazem resultados novos de pesquisas e, normalmente,
uma boa bibliografia. Já no aspecto da normalização, utilizam o serviço, devido à
orientação de trabalhos tecnocientíficos, baseados nas normas da Associação
Brasileira de Normas Técnicas (ABNT), estabelecendo também regras para outros
assuntos relacionados à documentação, tais como abreviação, numeração e
ordenação, entre outros. E, ainda, por se tratar de um serviço gratuito.
c) Papel dos professores no incentivo ao uso dos serviços de referência da BC
No Gráfico 3, 74% afirmaram eles que "sim", que existe incentivo por parte
dos professores a procurar os serviços do setor. Dos 24% restantes, observou-se um
eco, um grito clamando por melhores condições de material bibliográfico no setor,
professores mais atentos e informados com o que se passa a sua volta e não
somente na sala de aula . Outras dependências da universidade são importantes
para o bom convívio e aproveitamento intelectual do aluno e, a biblioteca , faz
muitíssimo parte deste universo. A biblioteca poderia trabalhar com os diretores e
coordenadores de cursos e, juntos, incentivarem os usuários na busca dos serviços
com qualidade. Apenas 2% dos usuários não responderam à questão.

CSim
. Não
CNão Responderam

Gráfico 3 -Incentivo dos Professores aos Usuários a Procurarem os Serviços do
Setor de Referência da BC
Fonte: Dados diretos da pesquisa.

d) Avaliação do setor de referência da BC
Esta categoria foi subdividida nas seguintes subcategorias: avaliação dos
tipos de produtos e de serviços, conhecimento e uso dos serviços da BC, avaliação
do atendimento às necessidades dos usuários e espaço físico.
Notamos, no Gráfico 4, que 48% dos respondentes disseram "sim", ou seja,
consideram os serviços relevantes às suas necessidades acadêmicas, isto é, o que
eles conhecem, satisfaz o que é procurado para suas atividades. Os 46% restantes
responderam "não", afirmando que alguns dos serviços são limitados e
desatualizados, longe do desejável em relação à quantidade, qualidade e variedade .
Estes fatores são observados nos relatos abaixo:

1360

�i

SeminArio

~

~6e

Serviços de referência presencial e virtual

= 1l1W'ot_
_~ ~:~r~':..

Trabalho completo

"o pouco acesso às bases de dados." (M6)
"falta de organização e planejamento da biblioteca em geral , inclusive, esse setor."
(MS)

"periódico impresso, desatualizado e não corrente para pesquisa." (M4)
"demora na abertura dos setores, áud io, vídeo e no levantamento bibliográfico."
(M2)

Outros participantes apontaram desconhecer os produtos e serviços
oferecidos pela BC , como pode ser observado nos depoimentos
"desconheço os serviços do setor." (M27)
"não sei só visitei" (M34)
"pouco utilizei a biblioteca da UECE" (M46)

Essas respostas nos dão uma pista da necessidade de se pensar em um
planejamento de marketing, de modo a visibilizar as ações da BC junto à comunidade
acadêmica da UECE. Reconhecemos que os treinamentos de usuários, feitos sempre
no inicio de cada semestre, são uma forma de divulgação. No entanto, devido a não
continuidade deles ao longo do semestre, em razão da deficiência de pessoal para esta
atividade, é de se esperar que os usuários nem se deem conta de que esses serviços
existem, continuamente, na BC.

6,0%

aSim
. Não
aNão Responderam

Gráfico 4 - Os Serviços Oferecidos no Atendimento pelo Setor de Referência da BC
Fonte: Dados diretos da pesquisa.

Em relação ao espaço físico , solicitamos aos participantes que fizessem uma
avaliação a esse respeito . Por se tratar de uma questão aberta, as respostas foram
estruturadas levando-se em consideração o número de vezes que apareciam os
conceitos (excelente, ótimo, bom , regular e ruim) na fala dos sujeitos. Assim, ficou
evidente que 50% consideram o espaço bom , enquanto que os demais o avaliaram
como sendo regular ou ruim (30%) . Contudo, constatamos que 12% consideram tal
espaço excelente e ótimo. O restante, (8%) não respondeu, conforme indica o
Gráfico 5.

1361

�i

SeminArio

~

~6e

Serviços de referência presencial e virtual

= 1l1W'ot_
_~ ~:~r~':..

Trabalho completo

50
45
40

35
30
25
20
15
10
5
O
Ótimo

Ruim Não responderanExcelente

Regular

Bom

Gráfico 5 - Avaliação do espaço físico do Setor de Referência da BC
Fonte: Dados diretos da pesquisa.

Nos discursos dos participantes que consideram o espaço do setor de
referência bom , excelente ou ótimo, percebe-se:
"Bom claro e arejado ." (M23)
"Adequado. Com disponibilidade de acesso remoto (via proxy) da UECE aos
portais periódicos, Ibict, etc ., facilitou a disponibilidade presencial." (047)
"o ambiente é propício para meu objetivo." (M8)
"Acredito que está satisfatório." (047)
"Considero logisticamente adequado." (M30)
"A estrutura física teve muita melhora. Dispomos de um ambiente amplo limpo e
agradável. " (M4)

Outros participantes, embora tenham apontado que o espaço é bom,
chamaram a atenção para a necessidade de sua ampliação, mais mobiliário e outros
recursos.
"[. .. ] Falta cadeira para as pesquisas com o computador" (M38)
"Bom . Mas às vezes o espaço fica pequeno pela quantidade de usuário que se
utiliza do espaço" (M21).
"Considero um espaço adequado [ ... ] falta uma maior disponibilidade de tomadas
de energia para facilitar a utilização de notebooks" (M20) .

No tocante aos respondentes que avaliaram o espaço como regular e ruim,
fica expresso em sua fala que há precariedade de instalações e equipamentos,
sUJeira, deficiência de material bibliográfico e de funcionários , além da
desorganização, como enunciado nos seguintes depoimentos.
"Desorganizado, insuficiente e inadequado." (M5)
"Apertado, pouco conforto." (M27)
"Precário, instalações antigas, pouco espaço, poucos
atendimento, poucos equipamentos dentre outros. " (M28)
"Precisaria de uma melhor infra-estrutura ." (M9)

1362

profissionais

para

�i

SeminArio

~

~6e

=

1l1W'ot_

Serviços de referência presencial e virtual

_~ ~:~r~':..

Trabalho completo

Diante dessas respostas, não podemos negar que, esta situação, ainda é a
realidade do serviço de referência da BC. Efetivamente, o quadro de profissionais
ainda deixa a desejar, haja vista que existem apenas quatro bibliotecários e dois
bolsistas de biblioteconomia, pela manhã, e dois da UECE, no turno da noite.
Lembramos que esse setor funciona de 8 horas da manhã às 21 horas, sem
interrupção de horário. Portanto, os resultados desta pesquisa demonstram a
necessidade de investimentos em pessoal, espaço e equipamentos. Afinal, a UECE
está crescendo cada vez mais. Isso faz com que se conclua ser impossível resistir às
mudanças. Deve-se moldar a conjuntura segundo as sugestões e clamores dos
estudantes, como também utilizar os padrões inerentes às bibliotecas.
No aspecto concernente ao atendimento prestado pelo bibliotecário de
referência , solicitou-se aos participantes que avaliassem tal atendimento e
justificassem suas respostas. 58% das respostas consideram o serviço de
atendimento bom ; 16% acham regular; 14% excelente, 4% ótimo e 8% não
responderam à pergunta . Veja-se o Gráfico 6.
Com isso, constatou-se ser o atendimento do profissional de biblioteconomia
de grande valia para o usuário. A maioria dos participantes indicou presteza,
agilidade, conhecimento, rapidez nas respostas, solicitude e boa vontade dos
profissionais bibliotecários desta unidade de ensino. Abaixo seguem algumas falas :
"Precisaria de mais livros" (M1)
"Nem o acervo, nem o atendimento são satisfatórios ainda. " (M4)
"Deixa muito a desejar." (MS)
"Porque não são atualizadas." (M6)

A respeito daqueles que apontaram "regular" como resposta, as justificativas
foram várias, destacando-se:
"Bom . Acho que pode sempre pode melhorar. " (045)
"Não. A quantidade e qualidade das obras são ainda deficientes." (M28)
"Não. Às vezes, só tem 1 ou 2 exemplares e geralmente estão emprestados."
(M21)

60
50
40
30
20
10
0%

O
Ruim

Ótimo

Não
Excelente
responderam

Regular

Bom

Gráfico 6 - Atendimento Prestado pelos Bibliotecários no Setor de Referência da BC
Fonte: Dados diretos da pesquisa.

1363

�i

SeminArio

~

~6e

= 1l1W'ot_
_~ ~:~r~':..

Serviços de referência presencial e virtual
Trabalho completo

É importante que os bibliotecários do setor de referência assumam cada vez
mais seu papel de educador/mediador, agilizando o uso dos recursos informacionais.
Em sendo assim , o bibliotecário de referência, cuja atribuição no espaço
informacional é o atendimento ao público, deverá conscientizar-se de que seu fazer
cotidiano é a interação com os usuários. Sua prática profissional é educativa, ao
vivenciar com usuários situações de troca, ao informar e ser informado, ao orientar o
uso do espaço e recursos de informação, ao formar habilidades, valores e atitudes
para o acesso , detenção e uso da informação.
Tanto o staff do setor de referência quanto qualquer dos setores da biblioteca
deverá treinar e capacitar todo o pessoal da biblioteca , para acolher, informar, formar
e orientar os usuários nas fontes de recursos de informação e nos instrumentos de
pesquisa . Todos os funcionários , e não somente os bibliotecários, devem atender
satisfatoriamente os usuários, o corpo docente e discente, pesquisadores que
almejam o enriquecimento de seus saberes com eficiência, eficácia e qualidade.

5 Considerações Finais
Entendemos que os serviços de referência , nas em bibliotecas, possibilitam o
acesso e a recuperação das informações que, em algum lugar e sob alguma forma,
foram preservadas.
Da maneira em que progride na chamada Era da Informação e do
Conhecimento, novas mudanças nascem nas bibliotecas, na formação dos
bibliotecários e em suas atividades, no setor de referência , principalmente ,
ocasionando uma melhoria na oferta de produtos e serviços de informação, dando
responsabilidade ao cidadão, na medida em que ele deve filtrar a informação que lhe
é disponibilizada pelas tecnologias da informação e da comunicação e aprender que
este processo é interminável. Dentro desta realidade , é necessário introduzir
mudanças no perfil original das necessidades informacionais do usuário.
Nesta perspectiva e ainda como resultado da pesquisa, recomenda-se :
• aumento e atualização do acervo bibliográfico pertinente as obras de
referência;
• envolvimento da administração superior com a biblioteca no processo de
aplicação da qualidade e avaliação dos serviços/produtos;
• melhoria na infraestrutura física e equipamentos para atender a demanda
com qualidade;
• estabelecimento de melhorias contínuas dos produtos e serviços a serem
prestados;
• investimento
na
competência
e
habilidades
dos
profissionais
tecnoadministrativos, valorizando seu lado profissional.
Espera-se que o futuro do bibliotecário de referência faça valer sua
competência e habilidade para projetar uma nova imagem do seu trabalho,
envidando sua reprofissionalização , particularmente numa sociedade em que
precisamente se deve formar indivíduos com senso crítico, disponíveis a um
paradigma centrado no aprender a aprender.
Espera-se ainda, que este trabalho possa fornecer contribuições para todos
aqueles que se interessam pelo tema "serviço de referência" e, também, para que a
UECE utilize esses resultados a fim de proporcionar alternativas com relação à

1364

�i

SeminArio

~

~6e

= 1l1W'ot_
_~ ~:~r~':..

Serviços de referência presencial e virtual
Trabalho completo

biblioteca central, de modo geral, pois, com a expansão dos novos cursos de
graduação e pós-graduação , é de se esperar que nas ações de planejamento da
universidade a biblioteca seja efetivamente contemplada .
Não se pode deixar de falar nas dificuldades e obstáculos enfrentados na
realização desta dissertação, que foram inúmeros, desde a orientação e até a
concretização do estudo empírico, o que, em muitos momentos, provocou o estresse
que sempre acompanha quem está fazendo um trabalho dessa natureza . Contudo, a
vontade da autora foi maior e cada obstáculo se tornou um desafio, com resultados
gratificantes, além de necessário e imperativo perante os dilemas inerentes à própria
biblioteca, à universidade e à sociedade da Informação e do Conhecimento. Em
nenhum momento pensou-se em desistir e sim em continuar enfrentando os
problemas, as dificuldades e os obstáculos antepostos. Por isso, pode-se dizer que
parte do caminho foi trilhada, apesar de que essa viagem deve ser itinerante e
centrada .
6 Referências
ARARIPE , F. M. A. Biblioteca: lugar de memona. In: VASCONCELOS, J. G.;
MAGALHÃES JÚNIOR, A. G. (Orgs.). Memórias no plural . Fortaleza : LCR, 2001 . p.
71-76. (Coleção Diálogos Intempestivos).
BAPTISTA, I. Diagnóstico do nível de satisfação do cliente da Biblioteca Central da
Universidade Estadual de Maringá com vistas à qualidade. Maringá, PR: UEM,
[199-]. 12 p.
BENTES PINTO, V. Informação: a chave para a qualidade total. Cio Inf., Brasília, v.
22, n. 2, p. 133-137, maio/ago. 1993.
BRATKOWSKI, R. H. ; OLIVA, A. C. Proposta de uma política para o serviço de
referência virtual assíncrono nas bibliotecas universitárias brasileiras. In :
SEMINÁRIO NACIONAL DE BIBLIOTECAS UNIVERSITÁRIAS, 16., 2010 . Rio de
Janeiro, RJ . Anais ... Rio de Janeiro: UFRJ, 2010 . 12 p.
FIGUEIREDO, N. M. Serviço de referência e informação. São Paulo: Polis/APB,
1992. 167 p. (Coleção Palavra Chave, 3) .
GARCíA, C. S.; ROBLEDO, V. B. La evolución de los servicios de referencia digitales
en la Web 2.0. In: CONGRESSO DE ANABAD MEMORIA Y TECNOLOGíA, 8., 2008,
Madrid.
Anais...
Madrid : Anabad ,
2008 .
p.
1-18.
Disponível
em :
&lt;http ://www.deakialli.com/wp-contenttuploads/2008/02/serviciosde-referencia-en-Iaweb-20.pdf&gt; Acesso em : 11 mar. 2009.
GROGAN , D. A prática do serviço de referência . Brasília : Briquet de Lemos, 1995.
196 p.
GUINCHAT, C.; MENOU, M. J. Introdução geral as ciências e técnicas da
informação e documentação. 2. ed . Brasília : IBICT, 1994.
KUHN , T. A estrutura das revoluções científicas. São Paulo: Perspectiva, 1962.
NEVES, F. ; MELO, M. O "Status Quo" dos serviços de referência em bibliotecas
brasileiras. Cio Inf., Brasília, v. 15, n. 1, p. 39-44, jan.ljun . 1986. Disponível em : &lt;http:
//revista.ibict.br/cienttindex.php/ciinf/article/view/1413/1 036&gt;. Acesso em : 28 jun . 2010.

1365

�i

SeminArio

~

~6e

= 1l1W'ot_
_~ ~:~r~':..

Serviços de referência presencial e virtual
Trabalho completo

PESSOA, P.; CUNHA, M. B. Perspectivas dos serviços de referência digital.
Informação &amp; Sociedade, João Pessoa, v. 17, n. 3, p. 69-82 , set./dez. 2007.
RANGANATHAN, S. R. As cinco leis da biblioteconomia . Tradução de Tarcísio
Zandonade. Brasília: Briquet de Lemos/Livros, 2009 . p. 180-183.
SILVA, A. M. M. Bibliotecas universitárias federais da Amazônia: desbravando
fronteiras, administrando improvisos. 159 f. 2009. Dissertação (Programa de PósGraduação em Políticas Públicas) - Universidade Federal do Maranhão, São Luís,
2009.
SILVA, D. A. da. Política de formação e desenvolvimento de acervo para o sistema
de bibliotecas da UFMG. In: SEMINÁRIO NACIONAL DE BIBLIOTECAS
UNIVERSITÁRIAS, 12., 2002, Recife, PE. Anais ... Recife, PE : UFPE, 2002 . 1 CDROM .

1366

�</text>
                  </elementText>
                </elementTextContainer>
              </element>
            </elementContainer>
          </elementSet>
        </elementSetContainer>
      </file>
    </fileContainer>
    <collection collectionId="49">
      <elementSetContainer>
        <elementSet elementSetId="1">
          <name>Dublin Core</name>
          <description>The Dublin Core metadata element set is common to all Omeka records, including items, files, and collections. For more information see, http://dublincore.org/documents/dces/.</description>
          <elementContainer>
            <element elementId="50">
              <name>Title</name>
              <description>A name given to the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51396">
                  <text>SNBU - Edição: 17 - Ano: 2012 (UFRGS - Gramado/RS)</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="49">
              <name>Subject</name>
              <description>The topic of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51397">
                  <text>Biblioteconomia&#13;
Documentação&#13;
Ciência da Informação&#13;
Bibliotecas Universitárias</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="41">
              <name>Description</name>
              <description>An account of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51398">
                  <text>Tema: A biblioteca universitária como laboratório na sociedade da informação.</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="39">
              <name>Creator</name>
              <description>An entity primarily responsible for making the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51399">
                  <text>SNBU - Seminário Nacional de Bibliotecas Universitárias</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="45">
              <name>Publisher</name>
              <description>An entity responsible for making the resource available</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51400">
                  <text>UFRGS</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="40">
              <name>Date</name>
              <description>A point or period of time associated with an event in the lifecycle of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51401">
                  <text>2012</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="44">
              <name>Language</name>
              <description>A language of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51402">
                  <text>Português</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="51">
              <name>Type</name>
              <description>The nature or genre of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51403">
                  <text>Evento</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="38">
              <name>Coverage</name>
              <description>The spatial or temporal topic of the resource, the spatial applicability of the resource, or the jurisdiction under which the resource is relevant</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51404">
                  <text>Gramado (Rio Grande do Sul)</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
          </elementContainer>
        </elementSet>
      </elementSetContainer>
    </collection>
    <itemType itemTypeId="8">
      <name>Event</name>
      <description>A non-persistent, time-based occurrence. Metadata for an event provides descriptive information that is the basis for discovery of the purpose, location, duration, and responsible agents associated with an event. Examples include an exhibition, webcast, conference, workshop, open day, performance, battle, trial, wedding, tea party, conflagration.</description>
    </itemType>
    <elementSetContainer>
      <elementSet elementSetId="1">
        <name>Dublin Core</name>
        <description>The Dublin Core metadata element set is common to all Omeka records, including items, files, and collections. For more information see, http://dublincore.org/documents/dces/.</description>
        <elementContainer>
          <element elementId="50">
            <name>Title</name>
            <description>A name given to the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="63663">
                <text>Avaliação da qualidadenos serviços de referência da Biblioteca Central da UECE.</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="39">
            <name>Creator</name>
            <description>An entity primarily responsible for making the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="63664">
                <text>Melo, Thelma Marylanda S. de; Pinto, Virgínia Bentes</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="38">
            <name>Coverage</name>
            <description>The spatial or temporal topic of the resource, the spatial applicability of the resource, or the jurisdiction under which the resource is relevant</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="63665">
                <text>Gramado (Rio Grande do Sul)</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="45">
            <name>Publisher</name>
            <description>An entity responsible for making the resource available</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="63666">
                <text>UFRGS</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="40">
            <name>Date</name>
            <description>A point or period of time associated with an event in the lifecycle of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="63667">
                <text>2012</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="51">
            <name>Type</name>
            <description>The nature or genre of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="63669">
                <text>Evento</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="41">
            <name>Description</name>
            <description>An account of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="63670">
                <text>A Biblioteca Universitária (BU), também conhecida como acadêmica, é responsável pelo armazenamento, tratamento, organização e gestão das informações e dos materiais que registram o conhecimento das áreas vinculadas ao universo acadêmico, sendo o serviço de referência o setor principal da biblioteca, que pode ser visto como um conjunto de atividades ofertadas, com o objetivo de dar apoio ao usuário em consultas locais e/ou remotas no uso dos recursos informacionais da BU e ao bibliotecário de referência como mediador assertivo/pró-ativo e crítico, para a construção do conhecimento científico. Tem-se como objetivo avaliar a qualidade dos serviços disponibilizados pelo setor de referência da Biblioteca Central da Universidade Estadual do Ceará (UECE), aos estudantes dos cursos de pós- graduação strictu sensu. Trata-se de uma pesquisa de caráter exploratório, bibliográfico e documental, de natureza quantiqualitativa, utilizando como procedimento de abordagem o método funcionalista. A coleta de dados foi feita, mediante questionário semiestruturado. Diagnosticou-se que os estudantes desconhecem os serviços oferecidos pelo setor. No referente ao incentivo dos professores na procura dos serviços, é de vital importância a pesquisa. No que tange à satisfação do usuário quanto ao acervo houve discrepância nas respostas. Quanto ao atendimento dos bibliotecários em relação às demandas e orientações ao usuário, não existe ainda a qualidade preconizada, apesar da presteza e responsabilidade do profissional setorizado. Acredita-se que o serviço de referência das bibliotecas, em especial as universitárias, seja a porta de entrada para os usuários, pois iria direcioná-los em suas consultas locais ou remotas e no uso dos recursos informacionais.</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="44">
            <name>Language</name>
            <description>A language of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="69476">
                <text>pt</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
        </elementContainer>
      </elementSet>
    </elementSetContainer>
  </item>
  <item itemId="5976" public="1" featured="0">
    <fileContainer>
      <file fileId="5040">
        <src>http://repositorio.febab.org.br/files/original/49/5976/SNBU2012_115.pdf</src>
        <authentication>3a2df01d43a6a7e46b20d2424ee6568d</authentication>
        <elementSetContainer>
          <elementSet elementSetId="4">
            <name>PDF Text</name>
            <description/>
            <elementContainer>
              <element elementId="92">
                <name>Text</name>
                <description/>
                <elementTextContainer>
                  <elementText elementTextId="63662">
                    <text>Serviços de referência presencial e virtual
i! """"'"
MaooNlck

~

=

:,

IiWitt.UJ
1I....111~

Trabalho completo

IDENTIFICAÇÃO DE SERViÇOS DE REFERÊNCIA NA WEB EM
BIBLIOTECAS UNIVERSITÁRIAS FEDERAIS BRASILEIRAS DOS
CURSOS DE MEDICINA 1
Suzana Zulpo Pereirti
2Especialista em Gestão Estratégica (UFPR) , Bibliotecária - Hab. Gestão da Informação (UDESC) ,
Universidade Federal do Paraná, Curitiba, PR

Resumo

o

objetivo do Serviço de Referência e Informação (SRI) é dar assistência aos
usuários na busca por informações, independente do suporte em que ela se
encontra e não se atendo a uma coleção específica de materiais. Os serviços
prestados na forma presencial também são oferecidos virtualmente sendo que a
Web proporcionou a ampliação e criação de novos serviços. A pesquisa exploratória
foi usada para conduzir o estudo e o método utilizado foi o comparativo por se tratar
de um estudo no qual foram analisadas as páginas Web das bibliotecas. A coleta de
dados aconteceu por meio de análise dessas páginas utilizando uma lista dos itens a
serem verificados e o universo da pesquisa foram as bibliotecas das Universidades
Federais brasileiras que oferecem cursos presenciais de medicina, e, o objetivo foi
Identificar os Serviços de Referência e Informação disponibilizados via Web pelas
bibliotecas levantadas. Constatou-se que o uso da Web para a prestação de
serviços aos usuários ainda é baixo e as ferramentas da Web ainda são pouco
exploradas pelas bibliotecas.

Palavras-chave: Serviços de Referência e Informação; Bibliotecas Universitárias;
Ferramentas da Web .
Abstract
The objective of the Reference and Information Service is to give assistance to the
users in the search for information regardless of the support it uses and without
relying in a specific collection of materiais. The presential services are also offered in
the virtual form today, being the internet a great way to expand and create new kinds
of services. The exploratory search was used to conduct the study and the
comparative method was used where web pages of the libraries were analyzed . The
data collection was made by the analysis of these pages using a list of the items yet
to be verified and the research universe was the Brazilian Federal University
Librariea which offer presential courses of medicine, being the objective to identify
the Reference and Information Services offered through the internet by the
mentioned libraries. It was found that the use of the internet to serve the users is still
low and the web tools are still little explored by libraries.

lTexto baseado em Trabalho de Conclusão de Curso. MBA em Gestão Estratégica da Universidade Federal do
Paraná - UFPR.

1339

�Serviços de referência presencial e virtual
i! """"'"
MaooNlck

~

=

:,

IiWitt.UJ

1I....111~

Trabalho completo

Keywords: Reference and Information Services; University libraries; Web tools.
1 Introdução
As novas tecnologias propiciaram às bibliotecas melhor interação tanto com o
usuário como com outras instituições. Com o computador e a Internet novos canais
de comunicação foram criados e o acesso à informação tornou-se mais rápido,
entretanto, a quantidade de informações disponíveis ficou muito maior e filtrá-Ias
tornou-se um desafio.
As organizações vêm percebendo que as unidades de informações são
entidades prestadoras de serviços e podem contribuir consideravelmente para
alcançar o êxito nos negócios, pois trabalham com o bem mais precioso desta era: a
informação.
Informação e conhecimento são as bases para o crescimento de um país e a
educação tem papel importante no desenvolvimento econômico destes. Além disso,
as universidades devem estar bem preparadas para atuarem como agentes positivos
nessas transformações. Nesse contexto , as bibliotecas dão o suporte necessário ao
processo de ensino e aprendizagem, visando possibilitar o acesso à informação e
favorece o desenvolvimento potencial de cada indivíduo. (FERREIRA, 1980).
O papel da biblioteca no ensino superior é de suma importância e, segundo
Ferreira (1980, p. 12), "para atingir de fato suas finalidades e responder às reais
necessidades da universidade, a biblioteca precisa [ .. .] possuir todas as condições
para um funcionamento perfeito e eficaz." Para que a biblioteca atinja seus objetivos
é necessário que a universidade apoie-a, dando-lhe recursos suficientes para sua
infra-estrutura básica . Hoje as bibliotecas são mais que depósitos de livros ou
agentes passivos que entregam e recebem o livro, atuam como centros de
documentação, não só conservando , mas também difundindo os documentos.
(PRADO, 2003).
Segundo Russo (1998 apud CASTRO, 2005) a biblioteca universitária pode
ser vista como um sistema que recebe influências do ambiente onde está inserida
(sociais, culturais, políticas, econômicas), os quais são fatores determinantes para o
seu funcionamento. É considerada como um segmento de vital importância na
estrutura da instituição visto o seu caráter de promover o acesso e a disseminação
da informação para que os objetivos da universidade sejam plenamente atingidos.
As mudanças no ambiente organizacional acontecem de forma rápida devido
às inovações nas áreas de Tecnologia da Informação e às novas maneiras que as
pessoas buscam , tratam e utilizam a informação. Cabe às bibliotecas se
anteciparem e se prepararem para atender novas demandas para atingir o objetivo
de sua existência : informar. Isso deve acontecer independente do suporte da
informação, do tipo de usuário, da forma ou ambiente de atendimento, por exemplo,
presencial ou virtual.
O monitoramento do ambiente externo à organização oferece subsídios para
a melhoria de serviços e produtos para detecção de ameaças e visualização de
oportunidades. Sendo assim , para que seja possível às bibliotecas manterem-se à
frente de seus concorrentes, oferecendo o melhor para seus usuários é necessário
análise
do
monitoramento
ambiental
externo
para
fazer
uso
da
lTexto baseado em Tra ba lho de Conclusão de Curso. MBA em Gestão Estratégica da Univers idade Federal do
Pa ra ná - UFPR.

1338

�Serviços de referência presencial e virtual
i! """"'"
MaooNlck

~

=

:,

IiWitt.UJ

1I....111~

Trabalho completo

criar/modificar/justificar investimentos, mudanças e oportunidades nas unidades de
informação.
objetivo geral da pesquisa foi identificar os Serviços de Referência e
Informação (SRI) disponibilizados via Web pelas bibliotecas dos cursos de medicina
das Universidades Federais brasileiras.
Definiram-se como objetivos específicos:
a) identificar as Universidades Federais brasileiras que oferecem cursos
presenciais de medicina ;
b) identificar as bibliotecas dos cursos de medicina das Universidades Federais
brasileiras;
c) mapear os Serviços de Referência e Informação disponibilizados via Web
pelas bibliotecas levantadas;
d) verificar quais ferramentas da Web são utilizadas pelas bibliotecas analisadas.
Buscou-se identificar melhores práticas que possam servir como padrão para
as bibliotecas universitárias brasileiras e também criar um mapa da situação atual
das bibliotecas pesquisadas.
Levando-se em conta a importância do SRI em uma biblioteca, e, devido a
atuação da autora em uma biblioteca universitária que atende a um curso de
medicina, tornou-se genuíno o interesse em monitorar o ambiente e investigar como
esse serviço está sendo disponibilizado na Web por outras instituições.

°

2 Produtos e Serviços
A forma como os produtos e serviços são produzidos vêm se modificando ao
longo dos tempos. Na Idade Média, até certo ponto, o consumidor determinava as
características do produto criado pelo artesão. Com a produção em linha, o objetivo
era redução de custos, produtividade e retorno imediato. A abertura das exportações
aumentou a competitividade e com isso mais ofertas para o consumidor. Surge
então um novo conceito baseado na qualidade e atendimento às necessidades do
cliente. (CHIAVENATO, 2005).
mesmo autor classifica produtos e serviços em bens (produtos) ou serviços
ou produtos/serviços concretos ou abstratos. É proposta ainda uma outra divisão:
a)bens ou mercadorias: são produtos físicos tangíveis, visíveis que podem ser
tocados, vistos, ouvidos ou degustados e podem ser destinados ao consumo
ou à produção de outros bens ou serviços;
b)bens de consumo: são destinados direta ou indiretamente ao consumidor ou
usuário final e podem ser desdobrados em duráveis, semiduráveis e
perecíveis;
c)bens de produção: quando são destinados à produção de outros bens ou
serviços.
Para Fitzsimmons e Fitzsimmons (2005 , p. 47) "os serviços são criados e
consumidos simultaneamente e, portanto, não podem ser estocados [ ... ] e se não
forem usados, estão perdidos para sempre".

°

lTexto baseado em Tra ba lho de Conclusão de Curso. MBA em Gestão Estratégica da Univers idade Federal do
Pa raná - UFPR.

1339

�Serviços de referência presencial e virtual
i! """"'"
MaooNlck

~

=

:,

IiWitt.UJ
1I....111~

Trabalho completo

Basicamente, a diferença é que produtos são tangíveis, podem ser vistos,
tocados e muitas vezes avaliados antes de sua aquisição . Os serviços não são
físicos, são intangíveis e seu consumo é simultâneo à sua prestação.
Em uma biblioteca, como exemplo de produto tem-se FAQs e tutoriais e de
serviços a orientação para normalização de documentos e o levantamento
bibliográfico. Esses exemplos constituem-se nos denominados serviços de
referência e informação de uma biblioteca, os quais serão explicitados no capítulo
seguinte.

3 Serviços de Referência e Informação
Para definir em que consiste o Serviço de Referência e Informação (SRI) é
importante citar Grogan (2001, p. 29) que diz que "a substância do serviço de
referência é a informação e não determinado artefato físico ." Ou seja, o objetivo do
SRI é dar assistência aos usuários na busca das informações, independente do
suporte em que ela se encontra e não se atendo a uma coleção específica de
materiais.
Macedo e Modesto (1999 , p. 43) colocam que as Diretrizes Básicas para o
Serviço de Referência e Informação emitidas pela American Library Association
(ALA) em 1979 contribuíram para atualização da definição do SRI, pois levaram em
conta as inovações tecnológicas sendo que "no SRI recaem ainda funções de
maximizar o uso dos recursos informacionais da biblioteca, por meio de uma
interação substancial , entre diferentes grupos de usuários, em vários níveis".
Inicialmente, o SRI era voltado para a função educativa da biblioteca . Na
primeira Conferência da ALA, em 1876, foi levantada pelo bibliotecário Samuel Swett
Green a questão do auxílio ao leitor, pois percebeu-se que o usuário necessitava de
auxilio para utilizar a coleção de referência . Aos poucos o serviço evoluiu para
respostas imediatas a uma consulta e, embora inicialmente não houvesse
planejamento, se desdobrou em serviço de informações imediatas. (FIGUEIREDO ,
1992).
Figueiredo (1992) sugere as seguintes atividades do serviço de referência:
a)provisão de documentos;
b)provisão de informações;
c)provisão de auxílio bibliográfico;
d)serviços de alerta;
e)orientação ao usuário e
f)auxílio editorial.
Esses serviços, prestados na forma presencial se encontram hoje também na
forma virtual, sendo que a Internet proporcionou a ampliação destes e criação de
novos serviços.
primeiro projeto de automação de SRI data de dezembro de 1968 pelo
Institute for Computer Research da Universidade de Chicago no qual um programa
de computador selecionava até cinco das 243 obras classificadas que mais
atendiam a pergunta formulada pelo usuário. (FIGUEIREDO, 1992).

°

lTexto bas eado em Trabalho de Conclusão de Curso. MBA em Gestão Estratégica da Universidade Federal do
Paraná - UFPR.

1340

�Serviços de referência presencial e virtual
i! """"'"
MaooNlck

~

=

:,

IiWitt.UJ

1I....111~

Trabalho completo

Márdero Arellano (2001 , p. 9) fez uma análise dos Serviços de Referência no
exterior, com destaque para os Estados Unidos, identificando vários softwares e
projetos para o SRI virtual e uma das características que o autor aponta para os
projetos "é a dos bibliotecários de referência on-line que estão se especializando no
uso das tecnologias e das obras de referência existentes na rede.
No mesmo artigo o autor destaca a primeira iniciativa de um SRI on-line 24
horas por dia: o da North Carolina State University's Virtual Reference Service com
adesão de outras instituições americanas por acreditarem que os usuários devem ter
acesso ao SRI com qualidade, 24 horas por dia, sete dias da semana independente
do lugar que se encontrem . (MÁRDERO ARELLANO, 2001) .
Outro item importante que o autor traz é a criação de redes cooperativas entre
bibliotecas como a Collaborative Digital Reference Service (CDRS) com o objetivo
de "prover um serviço especializado de referência para usuários em qualquer lugar,
a qualquer hora e através de uma rede internacional de bibliotecas digitais" e os
consórcios de bibliotecas como o "EARL (UK Public Library E-ref consortium) no qual
qualquer usuário "nos Estados Unidos que envia uma consulta às três horas da
madrugada , quando a biblioteca mais próxima está fechada , pode ter sua pergunta
respondida por algum membro do consórcio na Austrália no tempo real".
(MÁRDERO ARELLANO, 2001, p. 10-11).
O projeto Virtual Reference Desk (VRD) patrocinado pela ERIC Clearinghouse
on Information &amp; Technology e United States Departament of Education, apoiado
pela WhiteHouse Office of Science and Technology Policy vai além das barreiras da
biblioteca, pois encaminha questões formuladas que não puderam ser respondidas
por um participante da rede para outros serviços. Trata-se de um serviço
colaborativo que dá suporte aos serviços Ask-an-expert ou AskA:
quando um serviço específico recebe uma pergunta que está fora da
sua área de cobertura , ele a encaminha ao VRD Network para
assistência. Se a pergunta não puder ser respondida por outro
participante da rede, ela poderá ser respondida por um dos
especialistas do VRD Nefwork, ou, ainda, ser enviada para um
bibliotecário voluntário para que o mesmo responda ou dê sugestões
para a resposta . (PESSOA; CUNHA, 2007, p. 76).

Desde que começou a ser oferecido em bibliotecas, o SRI passou por
grandes transformações. A introdução de novas tecnologias, principalmente o
advento da Internet, trouxe inúmeras modificações para a área . Segundo Figueiredo
(1992 , p. 108) é "[ ... ] através de estruturação formal de um Serviço de Referência
para Rede/Sistema que as Bibliotecas podem atuar como suporte para atividades de
Ensino/Pesquisa/Extensão na Universidade". Os serviços anteriormente prestados
por meio de telefone ou fax hoje podem ser realizados pelo correio eletrônico,
formulários eletrônicos entre outros. Embora alguns sejam executados de forma
assíncrona, muitas bibliotecas já estão oferecendo serviços síncronos onde usuário
e bibliotecário interagem ao mesmo tempo, tais como os chats.
Em 2000, o prof. Murilo Bastos da Cunha escreveu um artigo onde traçava
um panorama para as bibliotecas em 2010:
As tecnologias da informação afetarão tanto as atividades
acadêmicas quanto a natureza do empreendimento em educação
lTexto baseado em Trabalho de Conclusão de Curso. MBA em Gestão Estratégica da Universidade Federal do
Paraná - UFP R.

1341

�Serviços de referência presencial e virtual
i! """"'"
MaooNlck

~

=

:,

IiWitt.UJ

1I....111~

Trabalho completo

superior, que, além de assimilar essas tecnologias, necessitará
atender aos requisitos da globalização dos mercados e,
conseqüentemente, tais mudanças refletirão na biblioteca
universitária. Entre outras, prenunciam-se mudanças estruturais
(ênfase no atendimento, terceirização dos outros serviços), no
financiamento (consórcios visando à redução de custos), nos
serviços (balcão de referência eletrônico, suporte a programas de
ensino à distância, agentes inteligentes), quanto aos públicos (o
atendimento à demanda reprimida por ensino superior implicará
diversidade de clientela). (CUNHA, 2000, p. 71).

Ainda citando o autor "em 2010 , quase a totalidade, se não a totalidade das
bibliotecas universitárias brasileiras, estará automatizada , e muitas delas serão
bibliotecas totalmente digitais." (CUNHA, 2000. p. 75).
A automatização das BUs é uma realidade, mas falta muito para que o
formato digital supere o impresso. Os periódicos científicos são os que mais
mudaram de suporte em algumas áreas. Isso se deve pelo aumento das bases de
dados em formato eletrônico e também o alto custo de manutenção das publicações
impressas.
Em outubro de 2010 o Rio de Janeiro foi palco para a discussão das grandes
e rápidas transformações que ocorreram nestes últimos anos geradas pelas novas
tecnologias. No XVI Seminário Nacional de Bibliotecas Universitárias (SNBU) e 11
Seminário de Bibliotecas Digitais-Brasil (SIBD-B) , diversos profissionais da
informação reuniram-se para discutir as mudanças que ocorreram nas bibliotecas e
unidades de informação, compartilhando melhores práticas e conhecendo os
avanços científicos na área .
Como convidado para a palestra de abertura do XVI SNBU , o prof. Murilo
levantou a questão de como as Tecnologias da Informação estão mudando a forma
dos suportes físicos e isso também altera a maneira como as pessoas buscam ,
acessam e processam a informação e coloca a necessidade das bibliotecas cada
vez mais utilizarem as ferramentas da Web 2 .0 .

4 Materiais e métodos
Para alcançar os objetivos traçados foi utilizada a pesquisa exploratória e o
método foi o comparativo por se tratar de um estudo no qual foram analisadas as
páginas Web das bibliotecas, dessa forma buscou-se identificar as semelhanças
e/ou diferenças entre elas.
A coleta de dados foi feita por meio de análise dessas páginas utilizando uma
lista dos itens a serem verificados.
O universo da pesquisa são as bibliotecas das Universidades Federais
brasileiras que oferecem cursos presenciais de medicina.
Para mapear quais Universidades Federais brasileiras oferecem cursos de
medicina foi efetuada consulta ao portal do Ministério da Educação (MEC),
acessando o link Cadastro da Educação Superior e-MEC (http ://emec.mec.gov.br/) .
No link consulta ao cadastro é possível selecionar a região e em seguida o curso a
lTexto baseado em Tra ba lho de Conclusão de Curso. MBA em Gestão Estratégica da Univers idade Federal do
Pa raná - UFPR.

1342

�Serviços de referência presencial e virtual
i! """"'"
MaooNlck

~

=

:,

IiWitt.UJ

1I....111~

Trabalho completo

ser pesquisado. Foram selecionados somente os cursos presenciais. O total de
Universidades Federais encontrado foi 38.
Após o levantamento das universidades, acessando o endereço eletrônico
destas, chegou-se aos sites das bibliotecas para verificar se a biblioteca responsável
pelo curso de medicina possuía página própria ou era uma geral para todas as
bibliotecas setoriais, caso houvesse mais de uma biblioteca por campus.
Por meio de checklist (quadro 1) montado a partir de leituras sobre SRI e
estudos sobre o tema, foi analisado o site de cada biblioteca para verificar quais
produtos e serviços cada uma oferecia via Web e quais ferramentas da Web são
utilizadas. Foram incluídos na categoria "outros" os itens que não constavam na
lista.
PRODUTOS

SERViÇOS

FERRAMENTAS DA

WEB
Bases de dados on-line (Iink)
Biblioteca Digital de Teses e
Dissertações (BOTO)
Catálogo do acervo on-line

FAQ
Informativo da Biblioteca

Normas para apresentação de
trabalhos
Novas aquisições
Portal
Opção de idioma
Portal de Periódicos (SEER)
Repositórios institucionais
Sugestão de aquisição
Sumário de periódicos
Tutoriais

Atendimento 24h
Atendimento on-line por chat

810g
Facebook

Comutação bibliográfica: COMUT e/ou SCAO
Via e-mail
Formulário eletrônico
Disseminação Seletiva da Informação (OSI)
Ficha catalográfica
Via e-mail
Formulário eletrônico
Levantamento bibliográfico
Via e-mail
Formulário eletrônico
Orientação para normalização bibliográfica
Reserva on-line

Flickr

Renovação on-line

RSS (feeds)
Skoob
Skype
Tagging
Twitter
Youtube

Formspring
Foto/og

Messenger

Orkut
Podcasts

QUADRO 1. CHECKLlSTPARA VERIFICAÇAO NOS S/TES DAS BIBLIOTECAS
FONTE: A AUTORA

5 Resultados: análise e discussão
A análise dos dados foi feita a partir do exame dos resultados obtidos com o
checklist. Conforme a metodologia, o número de Universidades Federais com curso
de graduação em medicina são 38 sendo que todas as universidades possuem
biblioteca.
Para a apresentação dos dados foram elaboradas três tabelas: produtos,
serviços e ferramentas da Web . Cada tabela indica a quantidade e o percentual dos
itens do checklist encontrados em cada biblioteca . Os itens encontrados na análise
que não constavam do checklist foram descritos na categoria "outros".
Das cinco regiões pesquisas, a que apresenta maior número de bibliotecas é
a Sudeste, com 10 bibliotecas, sendo também a região com maior número de
lTexto bas eado em Trabalho de Conclusão de Curso. MBA em Gestão Estratégica da Universidade Federal do
Paraná - UFPR.

1343

�Serviços de referência presencial e virtual
i! """"'"
MaooNlck

~

=

:,

IiWitt.UJ

1I....111~

Trabalho completo

universidades. Na região Nordeste, nove bibliotecas. Norte e Sul com sete e a região
Centro-oeste com cinco bibliotecas. Das 38 bibliotecas analisadas, somente quatro
não possuem site. Nas bibliotecas setoriais que não possuíam site próprio, foi
analisada a página principal.
5.1
Produtos
Apresentamos abaixo a compilação dos dados obtidos com os produtos
analisados
PRODUTOS

Bases de dados onfine (fink)
Biblioteca Digital de
Teses e Dissertações
(BDTO)
Catálogo do acervo
on-fine
FAQ
Informativo da
Biblioteca
Normas para
apresentação de
trabalhos
Novas aquisições
Portal
Opção de idioma
Portal de Periódicos
(SEER)
Repositórios
institucionais
Sugestão de
aquisição
Sumário de
periódicos
Tutoriais
OUTROS
Biblioteca digital de
monografias
CAPESWEBTV
Conversor para PDF
Directory of open
access journals
(DOAJ)
Lista de duplicatas
Mecanismo on-fine
para referência
bibliográfica
Ouvidoria
Tradutor on-fine

SUDESTE

SUL

N
4

%
57,1

N
8

%
88,8

N
9

%
90

N
5

%
71,4

4

80

2

28,5

7

77,7

8

80

4

57,1

5

100

6

85,7

9

100

10

100

7

100

1
3

20
60

3

42,8

1
4

11 ,1
44,4

2
4

20
40

3
2

42,8
28,5

1

20

1

14,2

1

11 ,1

1

10

3

42,8

3
5

60
100

1
5

14,2
71,3

2
8

22,2
88,8

7
10

70
100

3
6

42,8
85,7

3

60

2

22,2

1

10

2

28,5

3

60

2

22,2

2

28,5

3

60

2

28,5

5

55,5

3

30

1

14,2

1

20

1

14,2

2

22,2

3

30

3

42,8

1

20

1

20

1
1

20
20

2

40

NORTE

REGIOES
NORDESTE

CENTROOESTE
N
%
3
60

1

11 ,1

1

11 ,1

2

20

2

20

1
1

14,2
14,2

2

28,5

TABELA - CHECKLlST DE PRODUTOS VERIFICADOS NOS S/TES DAS BIBLIOTECAS
FONTE: A AUTORA

Ao analisar quais produtos (quadro 2) são oferecidos via Web, observa-se
que todas as bibliotecas das regiões centro-oeste, nordeste, sudeste e sul possuem
lTexto baseado em Trabalho de Conclusão de Curso. MBA em Gestão Estratégica da Universidade Federal do
Paraná - UFPR.

1344

�Serviços de referência presencial e virtual
i! """"'"
MaooNlck

~

=

:,

IiWitt.UJ

1I....111~

Trabalho completo

catálogo on-line em virtude da automação das bibliotecas nos últimos anos.
Entretanto, somente as bibliotecas das regiões centro-oeste e sudeste possuem
portal , porém não há opção de idioma em nenhum deles. Nas universidades existem
programas de intercâmbio com outros países e esses usuários frequentam e utilizam
os serviços que as bibliotecas oferecem . Ter no portal opção de idioma seria um
ponto positivo, pois demonstra o interesse em atender esse público.
A automação de procedimentos técnicos de bibliotecas iniciou na década de
60 , mas somente nos anos 90 softwares para gerenciamento foram disponibilizados
permitindo a integração e controle de atividades essenciais de uma biblioteca . Com
isso foi possível que usuário consultasse o acervo da biblioteca pela Internet
independente de localização física . Essa é uma das vantagens da automação de
bibliotecas e hoje existem no mercado inúmeros softwares proprietários e livres para
o gerenciamento de bibliotecas. Cabe a cada instituição avaliar suas necessidades e
verificar qual software preenche os requisitos necessários. (ROCHA; SOUSA, 2010).
As bases de dados eletrônicas são fontes de informação importantes para as
instituições de ensino, pois na sua grande maioria disponibilizam os periódicos
nacionais e internacionais retroativos e atuais permitindo acesso mais rápido que
aos impressos. No resultado obtido observa-se que em nenhuma região esse item é
disponibilizado por todas as bibliotecas.
A WebTV da CAPES é oferecido gratuitamente às instituições participantes
do Portal sendo um sistema de televisão pela Internet com vídeos com treinamento
no uso do Portal e notícias de interesse da comunidade acadêmica. (CAPES , 2011).
No levantamento, observa-se que somente uma biblioteca dispõe esse produto a
seus usuários e como colocado acima , a WebTV permite que o usuário busque
informações de seu interesse e treinamentos de como utilizar o Portal.
As bibliotecas precisam evoluir sempre com o objetivo de melhorar seus
produtos e serviços levando ao usuário o que há de melhor. Com a Internet
começou um longo caminho a ser percorrido iniciando com a disponibilização do
catálogo do acervo antes em ficha , agora on-line . Muitas ferramentas surgiram para
auxiliar que produtos e serviços ofertados de forma presencial possam ser ofertados
no ambiente virtual. Isso possibilita que barreiras físicas sejam superadas,
possibilitando ao usuário se conectar e encontrar o que necessita de qualquer lugar
e a qualquer tempo .
Para Grogan (2001) , a substância do SRI é a informação independente do
suporte em que ela se encontre e pode-se completar que também não importa como
a informação será entregue ao usuário, mas sim que o usuário receberá o que
necessita em tempo hábil e da melhor forma possível.

5.2

Serviços
A seguir expõem-se os dados referentes aos serviços analisados.
SERViÇOS

CENTROOESTE
N I %

NORTE
N

I

%

REGIOES
NORDESTE
N

I

%

SUDESTE
N

I

%

SUL
N

I

%

lTexto baseado em Tra ba lho de Conclusão de Curso. MBA em Gestão Estratégica da Univers idade Federal do
Pa ra ná - UFPR.

1345

�Serviços de referência presencial e virtual
i! """"'"
MaooNlck

~

=

:,

IiWitt.UJ

1I....111~

Trabalho completo

Atendimento 24h
Atendimento on-line por chat
Comutação bibliográfica
(COMUT e/ou SCAD)
Via e-mail
Formulário
eletrônico
Disseminação Seletiva da
Informação (DSI)
Ficha catalográfica
Via e-mail
Formulário
eletrônico
Levantamento bibliográfico
Via e-mail
Formulário
eletrônico
Orientação para
normalização bibliográfica
Reserva on-line
Renovação on-line
Outros
Help Desk
CAPES

do

Portal

da

I
2

I

40

2

40

1

20

5
4

I

I

I

I
1

14,2

1

14,2

I

I

100
80

1

11 ,1

4

44,4

4
5
1

I

I

44,4
55,5

I

I

1

10

1

10

2

20

3

30

1

10

8
7

80
70

I
2

I

28,5

1

14,2

2

28,5

1

14,2

3
5

42,8
71,4

14,2

QUADRO 3 - CHECKLlST DE SERViÇOS VERIFICADOS NOS SITES DAS BIBLIOTECAS
FONTE : A AUTORA

Na verificação dos serviços avaliados (quadro 3), constatou-se que a reserva
on-line, presente em todas as bibliotecas da região centro-oeste, é o serviço mais

ofertado . Em contrapartida não foi identificado em nenhuma biblioteca a
Disseminação Seletiva da Informação. Em grande parte dos softwares de
gerenciamento de bibliotecas é possível que o usuário preencha seu perfil ,
colocando quais as áreas temáticas tem interesse e que informações deseja
receber.
Embora o e-mail seja amplamente utilizado para a troca de informação
atualmente, o chat ainda é pouco explorado para a comunicação entre a biblioteca e
seus usuários. Apesar da existência de softwares gratuitos que possibilitam a
implantação do atendimento on-Iine via chat, somente uma biblioteca oferece esse
serviço. O atendimento em tempo real possibilita que o usuário obtenha respostas a
questões variadas relacionadas à consulta a fontes de informação, dados sobre a
biblioteca, consulta ao acervo, normalização de documentos entre outros. Essa
ferramenta possibilita que o usuário sane dúvidas sem precisar se deslocar até a
biblioteca.
O Help Desk do Portal da CAPES foi criado pela CAPES em conjunto com as
bibliotecas participantes com o objetivo de divulgar as atualizações do Portal ,
esclarecer dúvidas e receber sugestões. A Capes coloca a disposição do usuário
uma equipe de bibliotecárias que atuam como help-desks para prestar informações
sobre o uso do Portal e o acesso às bases de dados e aos recursos de pesquisa que
ele oferece. (PORTAL DE PERiÓDICOS CAPES, 2011).
Na pesquisa não foi encontrada redes cooperativas entre bibliotecas
semelhantes as citadas no referencial teórico como a CDRS e o EARL. Nas
bibliotecas das universidades brasileiras existe a cooperação na troca de
lTexto baseado em Trabalho de Conclusão de Curso. MBA em Gestão Estratégica da Universidade Federal do
Paraná - UFPR.

1346

�Serviços de referência presencial e virtual
i! """"'"
MaooNlck

~

=

:,

IiWitt.UJ

1I....111~

Trabalho completo

documentos como o Serviço Cooperativo de Acesso a Documentos (SCAD) que tem
como objetivo o fornecimento de documentos especializados em ciências da saúde.
É coordenado pela BIREME com a cooperação das bibliotecas da América Latina e
Caribe integrantes da rede da Biblioteca Virtual em Saúde (BVS). (BIBLIOTECA
VIRTUAL EM SAÚDE) .
Outro serviço oferecido pelas bibliotecas é a Comutação Bibliográfica
(COMUT) o qual é disponibilizado pelo Instituto Brasileiro de Informação em Ciência
e Tecnologia (IBICT) para a obtenção de cópias de documentos técnico-científicos
disponíveis nos acervos das principais bibliotecas brasileiras e em serviços de
informação internacionais. Entre os documentos acessíveis, encontram-se
periódicos, teses, anais de congressos, relatórios técnicos e partes de documentos.
(INSTITUTO BRASILEIRO DE INFORMAÇÃO EM CIÊNCIA E TECNOLOGIA) .

5.3

Ferramentas da WEB
REGiÕES
FERRAMENTAS
DA WEB

Blog
Facebook
Flickr
Formspring
Fotolog
Messenger
Orkut
Podcasts
RSS(feeds)
Skoob
Skype
Tagging
Twitter
Youtube

CENTROOESTE
N
%
1
20
1
20
1

NORTE
N
2

%
28,5

NORDESTE
N
2

%
22,2

SUDESTE
N

%

1

10

1

10

3

30

SUL
N
3

%
42,8

2
1

28,5
14,2

20

1

20

1

20

2

28,5

1

11 ,1

3

33,3

QUADRO 4 - CHECKLlST DE FERRAMENTAS DA WEB VERIFICADAS NOS SITES DAS BIBLIOTECAS
FONTE : A AUTORA

A utilização das redes sociais por usuários de bibliotecas é comum, e são,
portanto realidade na comunidade acadêmica, mas como mostra a tabela acima, as
bibliotecas ainda não estão explorando as ferramentas da Web para a troca de
informação.
Para Maness as
redes sociais permitiriam que bibliotecários e usuários não somente
interagissem, mas compartilhassem e transformassem recursos
dinamicamente em um meio eletrônico. Usuários podem criar
vínculos com a rede da biblioteca, ver o que os outros usuários têm
em comum com suas necessidades de informação, baseado em
perfis similares, demografias, fontes previamente acessadas, e um
grande número de dados que os usuários fornecem . (2007, p. 48) .

lTexto baseado em Tra ba lho de Conclusão de Curso. MBA em Gestão Estratégica da Univers idade Federal do
Paraná - UFPR.

1347

�Serviços de referência presencial e virtual
i! """"'"
MaooNlck

~

=

:,

IiWitt.UJ

1I....111~

Trabalho completo

o USO das ferramentas da Web possibilita a participação e interação entre
BUs e usuários e devem ser exploradas tanto para divulgação como fornecimento de
produtos e serviços,
Das ferramentas da Web pesquisadas a mais utilizada é o twitter, conforme a
quadro 4, na qual onze bibliotecas possuem twitter, que é um miniblog com limite de
caracteres por texto: 140. Os textos do perfil do usuário também são entregues às
pessoas que fazem uso do twitter e tenham feito assinatura do conteúdo gerado.
Essa ferramenta possibilita que a biblioteca envie noticias, comunicados sobre
algum tipo de ocorrência, alertas, divulgação de serviços entre outros.
Em segundo vem o blog, utilizado por oito bibliotecas sendo que somente a
região sudeste não faz uso desta ferramenta . 810g é um diário on-line que pode ser
atualizado rapidamente a qualquer momento. O conteúdo está organizado em
entradas (posts) ordenadas cronologicamente, podendo conter textos, imagens e
links a outras páginas. Além do autor, outras pessoas também podem deixar
comentários. (BOTTENTUIT JUNIOR; IAHN; BENTES, [200?]).
O Real/y Simple Syndication (RSS) é uma ferramenta utilizada somente por
duas bibliotecas. Essa tecnologia permite que o usuário, ao se inscrever num site
que fornece feed, receba automaticamente mensagem comunicando que foi feita
alguma atualização no conteúdo sem precisar acessar a página .
Várias ferramentas são disponibilizadas na Web de forma gratuita. A escolha
de uma ou outra ou várias ao mesmo tempo irá depender do uso que a biblioteca irá
fazer. De início a biblioteca pode fazer um levantamento de quais ferramentas estão
disponíveis e quais suas aplicações. Após, traçar um plano de como usar essas
ferramentas , capacitar pessoas e definir quais benefícios trarão para a biblioteca.
6

Considerações parciais

A literatura apresentada sobre o tema mostra que o SRI passou por grandes
mudanças influenciadas pela Internet, globalização e inovações nas Tis as quais
alteraram a relação homem-máquina e a comunicação entre as pessoas.
Um serviço de referência adequado é aquele que visa, e que consegue
prestar um atendimento de qualidade disponibilizando ao usuário a informação
correta no menor tempo possível, além de dar suporte a pesquisa dos usuários de
forma satisfatória, ou seja , proporcionar facilidades na localização de informações e
de documentos, tanto em meio convencional quanto em meio eletrônico priorizando
a disseminação da informação.
O objetivo principal que norteou esta pesquisa foi Identificar os SRI
disponibilizados via Web pelas bibliotecas dos cursos de medicina das
Universidades Federais brasileiras. Para atingir este objetivo, primeiramente foi
necessário identificar as Universidades Federais brasileiras que oferecem cursos
presenciais de medicina, o que foi alcançado mediante consulta ao site do e-MEC .
Na sequência, identificou-se as bibliotecas dos cursos de medicina
consultando as páginas das Universidades Federais. Em alguns sites foi difícil
localizar o link da biblioteca por este não estar na página principal da Universidade.
Provavelmente outros usuários também têm esta dificuldade, por desconhecerem o
lTexto baseado em Tra ba lho de Conclusão de Curso. MBA em Gestão Estratégica da Univers idade Federal do
Paraná - UFPR.

1348

�Serviços de referência presencial e virtual
i! """"'"
MaooNlck

~

=

:,

IiWitt.UJ

1I....111~

Trabalho completo

endereço eletrônico da biblioteca , o que os leva a procurarem na página principal da
Universidade.
Em primeira análise, constatou-se que a maioria das páginas traz informações
sobre a biblioteca , serviços oferecidos, horário de funcionamento , contato e
endereço. Das 38 bibliotecas levantadas, quatro não possuem site . Esse dado
chama atenção por se tratarem de bibliotecas de instituições federais as quais
oferecem cursos em várias áreas e as bibliotecas poderiam fazer parcerias com os
setores das universidades para montar a página e capacitar de pessoal.
Analisando os sites das bibliotecas foi possível mapear os Serviços de
Referência e Informação disponibilizados pela Internet e verificar quais ferramentas
da Web são utilizadas pelas bibliotecas levantadas. Via Web, o produto mais
oferecido é o catálogo on-line e os serviços são a reserva e renovação. Entretanto o
atendimento por chat, das 38 bibliotecas levantadas, somente uma oferece esse
serviço, mostrando um forte descompasso com o crescente número de usuários da
Internet. Segundo dados recentes o número de usuários de computador até 2012 vai
duplicar, chegando a dois bilhões. A cada dia, 500 mil pessoas entram pela primeira
vez na Internet, a cada minuto são disponibilizadas 35 horas de vídeo no YouTube e
cada segundo um novo blog é criado. Atualmente, 70% das pessoas consideram a
Internet indispensável. (TO BE GUARANY, 2011).
As ferramentas da Web mais usadas são o blog e o twitter, embora existam
muitas outras que podem ser exploradas e utilizadas pelas bibliotecas para
divulgação e prestação de serviços aos usuários.
Computadores e Internet estão cada vez mais presentes no dia a dia da
maioria das pessoas, seja no trabalho ou em casa , portanto cabe as bibliotecas
adaptarem-se aderirem a essas tecnologias para oferecerem mais e melhores
produtos e serviços a seus usuários.
A busca pela excelência na prestação de serviços é o objetivo da Biblioteca
Universitária, para alcançá-lo é necessário desenvolver padrões para o
aperfeiçoamento constante e otimização dos recursos de que ela dispõe e,
principalmente, conhecer quem são seus usuários e suas necessidades. Diante
disso, o Serviço de Referência e Informação virtual deve ser tão ou mais eficiente
que o presencial.
Como vantagens na utilização da Web pode-se citar a atualização rápida de
conteúdo e por não existirem barreiras físicas, tudo pode ser acessado a qualquer
hora de qualquer lugar e com aumento dos cursos de Ensino a Distância (EAD) o
atendimento virtual faz-se necessário.
Para trabalhos futuros sugere-se avaliar quais informações são
disponibilizadas pelas bibliotecas por meio das ferramentas da Web, pois nesta
pesquisa foi efetuado somente o levantamento destas sem analisar o que é
divulgado.
As Bibliotecas Universitárias são parte integrante das instituições onde estão
inseridas devendo suas políticas, missão, visão estarem em acordo com a instituição
maior que é a Universidade. Ou seja, gerar receitas, reduzir custos, otimizar o
tempo, bem como capacitar pessoas para as novas demandas em informação.

lTexto baseado em Tra ba lho de Conclusão de Curso. MBA em Gestão Estratégica da Univers idade Federal do
Pa ra ná - UFPR.

1349

�Serviços de referência presencial e virtual
i! """"'"
MaooNlck

~

=

:,

IiWitt.UJ
1I....111~

Trabalho completo

7 Referências
BIBLIOTECA VIRTUAL EM SAÚDE. Serviço cooperativo de acesso a
documentos. São Paulo, 2010. Disponível em :
&lt;http ://scad .bvs.br/php/level. php?lang=pt&amp;component= 17 &amp;item= 107&gt;. Acesso em :
08 abr. 2011.
BOTTENTUIT JUNIOR, João Batista , IAHN, Luciene Ferreira, BENTES, Roberto de
Fino. As ferramentas da web 2.0 nas organizações: vantagens e contextos de
utilização. 2007 . Disponível em :
&lt;http://74.125.47.132/search?q=cache:5LnLe9jy6_kJ:rnti.fesppr.br/inc
lude/getdoc.php%3Fid%3D340%26article%3D78%26mode%3Dpdf+ferramentas+da+WEB+
2.0&amp;cd=1&amp;hl=pt-BR&amp;ct=clnk&amp;gl=br&amp;lr=lang_pt&gt;. Acesso em : 19 fev. 2011 .
CASTRO, Gardenia de. Gestão do conhecimento em bibliotecas universitárias:
um instrumento de diagnóstico . 160 f. Dissertação (Mestrado em Ciência da
Informação) - Universidade Federal de Santa Catarina , Florianópolis, 2005.
Disponível em :
&lt;http ://www.tede.ufsc.br/teses/PCIN0010.pdf &gt;. Acesso em 15 jan . 2005 .
CHIAVENATO , Idalberto. Administração da produção: uma abordagem
introdutória. Rio de Janeiro: Elsevier: Campus, 2005 .
CUNHA, Murilo Bastos da . Construindo o futuro : a biblioteca brasileira em 2010 .
Ciência e Informação. Brasília, v. 29, n. 1, p. 71-89, jan./abr. 2000 . Disponível em :
&lt;http://www.scielo.br/pdf/ci/v29n1/v29n1a8.pdf&gt; . Acesso em 12 novo2010 .
FERREIRA, Lusimar Silva . Bibliotecas universitárias brasileiras: análise e
estruturas centralizadas e descentralizadas. São Paulo: Pioneira ; Brasília : INL,
1980.
FIGUEIREDO, Nice Menezes de. Metodologias para promoção do uso da
informação: técnicas aplicadas particularmente em bibliotecas universitárias e
especializadas. São Paulo: Nobel , 1991 .
_ _ _ _ Serviços de referência &amp; informação. São Paulo: Polis; APB , 1992.
FITZSIMMONS, James A. ; FITZSIMMONS, Mona J. Administração de serviços:
operações, estratégia e tecnologia da informação. 4 . ed . Porto Alegre: Bookman ,
2005.
GROGAN , Denis. A prática do serviço de referência. Brasília : Briquet Lemos,
2001 .

lTexto baseado em Tra ba lho de Conclusão de Curso. MBA em Gestão Estratégica da Univers idade Federal do
Pa ra ná - UFPR.

1350

�Serviços de referência presencial e virtual
i! """"'"
MaooNlck

~

=

:,

IiWitt.UJ
1I....111~

Trabalho completo

INSTITUTO BRASILEIRO DE INFORMAÇÃO EM CIÊNCIA E TECNOLOGIA.
Programa de comutação bibliográfica. Rio de Janeiro, 2011 . Disponível em :
&lt;http://www.ibict.br/secao.php?cat=COMUT&gt; . Acesso em : 08 abro2011 .
MACEDO, Neusa Dias de; MODESTO, Fernando. Equivalências: do serviço de
referência convencional a novos ambientes de redes digitais em bibliotecas. Revista
Brasileira de Biblioteconomia e Documentação. São Paulo, V. 1, n. 1, p. 38-72,
1999.
MANESS, Jack M. Teoria da biblioteca 2.0: web 2.0 e suas implicações para as
bibliotecas. Informação &amp; Sociedade: estudos. João Pessoa , v. 17, n. 1, p. 43-51,
jan./abr. 2007. Disponível em :
&lt;http://periodicos.ufpb.br/ojs2/index.php/ies/article/view/831/1464&gt; . Acesso em : 08 fev.
2011 .
MÁRDERO ARELLANO, Miguel Ángel. Serviços de referência virtual. Ciência da
Informação. Brasilia , V. 30, n. 2, p. 7-15, maio/ago., 2001 .
MINISTÉRIO DA EDUCAÇÃO. Instituições de educação superior e cursos
cadastrados. Brasília , 2011 . Disponível em : &lt;http ://emec.mec.gov.br/&gt; . Acesso em:
11 jan. 2011 .
PESSOA, Patrícia ; CUNHA, Murilo Bastos d. Perspectivas dos serviços de
referência digital. Informação &amp; Sociedade: estudos. João Pessoa, v.17, n.3, p.
69-82 , set.ldez. 2007.
PORTAL DE PERiÓDICOS CAPES , Suporte. Brasília, 2010 . Disponível em :
&lt;http://www.periodicos.capes.gov.br/index.php?option=com_phelpdesk&amp;controller=Show&amp;vi
ew=phelpdeskshow&amp;mn=72&gt; . Acesso em : 28 fev. 2011 .
PRADO, Heloisa de Almeida . Organização e administração de bibliotecas. 2. ed.
Rio de Janeiro: Livros Técnicos e Científicos, 2003.
ROCHA, Eliane da Conceição; SOUSA, Márcia de Figueiredo Evaristo de.
Metodologia para avaliação de produtos e serviços de informação. Brasília:
IBICT, 2010 .
TO BE GUARANY. Estatísticas, dados e projeções atuais sobre a Internet no
Brasil. Disponível em: &lt;http://www.tobeguarany.com/internet_no_brasil.php&gt; . Acesso
em : 03 mar. 2011 .

lTexto baseado em Trabalho de Conclusão de Curso. MBA em Gestão Estratégica da Universidade Federal do
Paraná - UFPR.

1351

�</text>
                  </elementText>
                </elementTextContainer>
              </element>
            </elementContainer>
          </elementSet>
        </elementSetContainer>
      </file>
    </fileContainer>
    <collection collectionId="49">
      <elementSetContainer>
        <elementSet elementSetId="1">
          <name>Dublin Core</name>
          <description>The Dublin Core metadata element set is common to all Omeka records, including items, files, and collections. For more information see, http://dublincore.org/documents/dces/.</description>
          <elementContainer>
            <element elementId="50">
              <name>Title</name>
              <description>A name given to the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51396">
                  <text>SNBU - Edição: 17 - Ano: 2012 (UFRGS - Gramado/RS)</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="49">
              <name>Subject</name>
              <description>The topic of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51397">
                  <text>Biblioteconomia&#13;
Documentação&#13;
Ciência da Informação&#13;
Bibliotecas Universitárias</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="41">
              <name>Description</name>
              <description>An account of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51398">
                  <text>Tema: A biblioteca universitária como laboratório na sociedade da informação.</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="39">
              <name>Creator</name>
              <description>An entity primarily responsible for making the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51399">
                  <text>SNBU - Seminário Nacional de Bibliotecas Universitárias</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="45">
              <name>Publisher</name>
              <description>An entity responsible for making the resource available</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51400">
                  <text>UFRGS</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="40">
              <name>Date</name>
              <description>A point or period of time associated with an event in the lifecycle of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51401">
                  <text>2012</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="44">
              <name>Language</name>
              <description>A language of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51402">
                  <text>Português</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="51">
              <name>Type</name>
              <description>The nature or genre of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51403">
                  <text>Evento</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="38">
              <name>Coverage</name>
              <description>The spatial or temporal topic of the resource, the spatial applicability of the resource, or the jurisdiction under which the resource is relevant</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51404">
                  <text>Gramado (Rio Grande do Sul)</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
          </elementContainer>
        </elementSet>
      </elementSetContainer>
    </collection>
    <itemType itemTypeId="8">
      <name>Event</name>
      <description>A non-persistent, time-based occurrence. Metadata for an event provides descriptive information that is the basis for discovery of the purpose, location, duration, and responsible agents associated with an event. Examples include an exhibition, webcast, conference, workshop, open day, performance, battle, trial, wedding, tea party, conflagration.</description>
    </itemType>
    <elementSetContainer>
      <elementSet elementSetId="1">
        <name>Dublin Core</name>
        <description>The Dublin Core metadata element set is common to all Omeka records, including items, files, and collections. For more information see, http://dublincore.org/documents/dces/.</description>
        <elementContainer>
          <element elementId="50">
            <name>Title</name>
            <description>A name given to the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="63654">
                <text>Identificação de serviçode referência da web em Bibliotecas Universitárias Federais Brasileiras dos curso de medicina.</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="39">
            <name>Creator</name>
            <description>An entity primarily responsible for making the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="63655">
                <text>Pereira,Suzana Zulpo</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="38">
            <name>Coverage</name>
            <description>The spatial or temporal topic of the resource, the spatial applicability of the resource, or the jurisdiction under which the resource is relevant</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="63656">
                <text>Gramado (Rio Grande do Sul)</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="45">
            <name>Publisher</name>
            <description>An entity responsible for making the resource available</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="63657">
                <text>UFRGS</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="40">
            <name>Date</name>
            <description>A point or period of time associated with an event in the lifecycle of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="63658">
                <text>2012</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="51">
            <name>Type</name>
            <description>The nature or genre of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="63660">
                <text>Evento</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="41">
            <name>Description</name>
            <description>An account of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="63661">
                <text>O objetivo do Serviço de Referência e Informação (SRI) é dar assistência aos usuários na busca por informações, independente do suporte em que ela se encontra e não se atendo a uma coleção específica de materiais. Os serviços prestados na forma presencial também são oferecidos virtualmente sendo que a Web proporcionou a ampliação e criação de novos serviços. A pesquisa exploratória foi usada para conduzir o estudo e o método utilizado foi o comparativo por se tratar de um estudo no qual foram analisadas as páginas Web das bibliotecas. A coleta de dados aconteceu por meio de análise dessas páginas utilizando uma lista dos itens a serem verificados e o universo da pesquisa foram as bibliotecas das Universidades Federais brasileiras que oferecem cursos presenciais de medicina, e, o objetivo foi Identificar os Serviços de Referência e Informação disponibilizados via Web pelas bibliotecas levantadas. Constatou-se que o uso da Web para a prestação de serviços aos usuários ainda é baixo e as ferramentas da Web ainda são pouco exploradas pelas bibliotecas. </text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="44">
            <name>Language</name>
            <description>A language of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="69475">
                <text>pt</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
        </elementContainer>
      </elementSet>
    </elementSetContainer>
  </item>
  <item itemId="5975" public="1" featured="0">
    <fileContainer>
      <file fileId="5039">
        <src>http://repositorio.febab.org.br/files/original/49/5975/SNBU2012_114.pdf</src>
        <authentication>244493cd07dec1bce63cab9ff705a0bd</authentication>
        <elementSetContainer>
          <elementSet elementSetId="4">
            <name>PDF Text</name>
            <description/>
            <elementContainer>
              <element elementId="92">
                <name>Text</name>
                <description/>
                <elementTextContainer>
                  <elementText elementTextId="63653">
                    <text>i

Serviços de referência presencial e virtual
S!mWrio

;:li

/IbooroaIde

:.

IiWitt_
U-,""lIIMbs

=

Trabalho completo

ATENDIMENTO ONLlNE POR MEIO DO CHAT:
UM SERViÇO DE REFERÊNCIA 2.0 DA BIBLIOTECA CENTRAL DA UEL

Maria Aparecida dos Santos Letrari' , Natali Silvana Zwaretch 2 , Neide
Maria Jardinette Zaninellf
1 Especialista em Elaboração de Projetos Governamentais (UEL) e Empreendimentos Educacionais
(UCB) . Bibliotecária e Chefe de Divisão de Referência da Biblioteca Central da UEL.
2 Especialista em Informação, Conhecimento e Sociedade (UEL) e Gestão Pública (INSEP) .
Bibliotecária da Divisão de Referência da Biblioteca Central da UEL
3 Especialista em Serviços Automatizados de Informação em C&amp;T (UFPE) e Gestão Publica (INSEP) .
Bibliotecária da Divisão de Referência da Biblioteca Central da UEL.

Resumo

o presente trabalho relata a experiência do Sistema de Bibliotecas da Universidade
Estadual de Londrina (UEL) na implantação do serviço de atendimento online via
Chat. Mostra a aplicação das tecnologias da informação e da comunicação no
processo de atendimento virtual, e o quanto o uso das tecnologias facilita a
comunicação e interação em tempo real , entre usuários. Destaca o diferencial do
serviço virtual , necessário ao atendimento das necessidades informacionais de
usuários remotos. Apresenta avaliação realizada para verificar as questões mais
solicitadas e quais os tipos de dúvidas dos usuários.
Palavras-chave: Serviço de referência virtual ; SRV; Chat; Biblioteca Universitária;
Atendimento online.

Abstract
This article reports the experience of the UEL Library Central in the implementation
of a virtual reference service via online Chato Shows the application of information
technology and communication in the virtual call, and how the use of technology
facilitates communication and real-time interaction between users. Highlights the
differential of the virtual service necessary to meet the informational needs of remote
users. Presents evaluation to determine the issues most requested and what types of
users of the doubt.
Keywords: Virtual reference service; VRS; Chat; Universitary library; Online service.

1 Introdução

o serviço de referência de uma biblioteca sempre foi muito
importante e para desempenhar com eficiência e eficácia seu papel no processo de
1329

�i
;:li

S!mWrio

Serviços de referência presencial e virtual

/IbooroaIde

=

IiWitt_

:.

U-,""lIIMbs

Trabalho completo

mediação e disseminação da informação, é necessano o uso de tecnologias da
informação e comunicação no desenvolvimento de produtos e serviços cada vez
mais dinâmico e interativo com a comunidade em que a biblioteca está inserida.
Atualmente, a análise dos serviços de referência e informação,
disponibilizados através dos sites das bibliotecas universitárias, demonstra um
crescimento significativo entre os ambientes tradicionais e os ambientes virtuais. O
modelo de referência virtual permite que ao usuário mais uma forma de estabelecer
comunicação ou contato com a biblioteca e bibliotecário a um custo mais reduzido,
especialmente os usuários remotos (CARVALHO; MILMAN , 2008) .
A forma tradicional de disponibilizar produtos e serviços de
referência e informação ainda é a mais usual. No entanto, o uso da informação no
suporte digital atende melhor às necessidades de informação do usuário, de forma
dinâmica e mais efetiva, como destaca Reis (2008, p. 64) :
A biblioteca universitária, conectada às novas tecnologias é
responsável pela integração entre usuários e fontes de informação,
contribuindo para o desenvolvimento dos cidadãos em perspectiva
acadêmica.

O objetivo deste trabalho é relatar a experiência da implantação de
um serviço de referência virtual no atendimento online por meio do Chat, bem como
descrever o sistema utilizado, suas etapas e avaliação. Acredita-se que, ao expor
esta experiência, há o compartilhamento e contribuição de informações e
conhecimentos aos profissionais da área que tenham interesse em implantar novos
serviços Web 2.0 .

2 Serviços de Referência Virtual
O Setor de Referência presta orientação aos usuários, na busca e
recuperação da informação, no oferecimento de produtos e serviços, buscando
suprir as suas necessidades informacionais. Assim, o bibliotecário é o profissional
que realiza essa mediação, passando a ser a interface entre a informação e o
usuário.
Com o surgimento das tecnologias da informação, nas últimas
décadas, os conceitos sobre o tema têm mudado muito para conseguir acompanhar
a evolução tecnológica. Como exemplo dessa mudança , Hutchins (1973, p. 4)
descreve Serviço de Referência como: "A assistência direta e pessoal dentro da
biblioteca a pessoas que buscam informações para qualquer finalidade [... ]. " Sendo
assim, as informações eram restritas aos acervos das bibliotecas.
Na década de 90 surgem estudos sobre as bibliotecas digitais, onde
as coleções de materiais digitais podem ser acessadas por usuários remotos, e,
estudiosos como Meola e Stormont (1999 apud MARDERO ARELLANO, 2001)
mostram que o conceito pode ser estendido para acesso a serviços virtuais. A partir
de 2000, as definições de serviços de referência das bibliotecas passam a incluir
terminologias como: referência virtual, referência digital, referência online, e outros.
Horn (2001 , p. 1) atribui que,
As tecnologias da informação e da comunicação influenciaram
diretamente o serviço de referência virtual , ampliando as
possibilidades do serviço de referência das bibliotecas, permitindo

1330

�i
;:li

S!mWrio

Serviços de referência presencial e virtual

/IbooroaIde

=

IiWitt_

:.

U-,""lIIMbs

Trabalho completo

um melhor atendimento das necessidades informacionais dos
usuários.

Nesse contexto, as tecnologias favorecem o crescimento da
disseminação da informação, de forma mais rápida , atualizada e segura e os
profissionais devem estar prontos para assumir esse novo modelo informacional.
Reis (2008, p. 64) analisa que:
As tecnologias permitem o acesso ao conhecimento e as bibliotecas
devem buscar ações e ferramentas que permitam localizar, filtrar,
organizar e resumir informações que sejam úteis ao usuário
independente do lugar em que eles se encontrem.

A plataforma Web, atualmente, é considerada um dos suportes mais
utilizados e crescentes que dinamiza, sociabiliza, e inova informações ao usuário,
onde quer que ele esteja. Também permite inovar, criando produtos e serviços de
informação.
Com o advento tecnológico, o Serviço de Referência passou a
adequar-se às novas demandas de informação. São vários os serviços online
prestados e disponibilizados pelos bibliotecários por meio de uma interação direta à
distância.
A evolução das tecnologias de informação e comunicação trouxeram
mudanças significativas tanto no tratamento quanto na disseminação
da informação. Seu uso proporciona cada vez mais a facilidade da
disseminação das informações, tornando possível integrar usuários
da rede e novas fontes, possibilitando assim a geração de novos
conhecimentos (FERNANDES et aI. , 2006, p. 15).

As tecnologias de informação e comunicação permitem a viabilidade
de prestação de serviços de biblioteca por meio do acesso remoto, tal como o
serviço de referência virtual, contribuindo para ampliar as ações da biblioteca no
meio social (CARVALHO ; MILMAN, 2008) .
As bibliotecas universitárias informatizadas oferecem uma expansão
de seus serviços, com maior qualidade. A integração entre usuário e biblioteca
passa a ter um novo suporte informacional, oportunizando diferentes públicos.
Para Soares e Alves (2009) todos esses serviços oferecidos são
possíveis pelo fato de que,
A internet fez surgir um novo espaço de interação: o hipertexto
digital, que possibilita a alteração, a transformação e a
personalização da mensagem pelo usuário. Nada mais é que um
conjunto de páginas que podem ser alteradas a qualquer momento,
em qualquer lugar por qualquer usuário que facilitam pesquisas, a
troca de informações, a construção, a disseminação, a busca e a
atualização do conhecimento.

Porém , e talvez o mais importante, é que o profissional bibliotecário
está inserido nessas discussões e se apresenta apto a usar e avaliar as ferramentas
e os recursos da rede para a otimização dos serviços até então oferecidos, e

1331

�i
;:li

S!mWrio

Serviços de referência presencial e virtual

/IbooroaIde

=

IiWitt_

:.

U-,""lIIMbs

Trabalho completo

acompanhar a tecnologia faz parte do processo de evolução de qualquer profissional
e instituição.

2.1 Atendimento por Chat
Buscando abrangência e disseminação da informação de forma mais
dinâmica, o Setor de Referência da Biblioteca Central da Universidade Estadual de
Londrina (UEL) implantou mais um serviço de atendimento ao usuário: o Chat. Este
recurso permite que haja uma conversa em tempo real, onde o usuário apresenta a
sua questão e o bibliotecário responde instantaneamente.
Para Jesus e Cunha (2012), os serviços de mensagens instantâneas
dentro da web é uma das ferramentas que mais evoluíram, ajudando a consolidar o
termo web 2.0, devido a certas características que começaram a apresentar
conforme evoluíam .
As bibliotecas e bibliotecárias, principalmente no que diz respeito ao
serviço de referência, logo mostraram interesse por esse tipo de ferramenta ,
entendendo que poderia ser acrescentado outro tipo de atendimento, fora os já
tradicionais do balcão. Para Maness (2006) :
Esta tecnologia tem sido rapidamente adotada pela comunidade
bibliotecária. Mais comumente conhecida como instant messaging
(IM), permite uma comunicação textual em tempo real entre
indivíduos. As bibliotecas têm começado a empregar e promover
serviços de "Chat reference", onde usuários podem sincronicamente
se comunicar com bibliotecários muito mais do que o fariam em um
atendimento cara a cara.

o atendimento ao usuário por meio do Chat amplia as possibilidades
de benefícios oferecidos através da aplicação das tecnologias da informação e da
comunicação no processo de atendimento virtual. Destaca o diferencial do serviço
online, ao atendimento das necessidades informacionais de usuários remotos.
Barbosa-Paiva (2010, p. 49) descreve Chat como uma:
Conversação escrita mediada por computador, que reflete as
condições de produção ligadas ao tempo real ou on-line, um novo
gênero (digital), que apresenta características próprias que o
singulariza e que está submetido às condições de produção da
informática e da conexão em rede , entre outros aspectos
relacionados à tecnologia digital.

Já para Donaire (2007), "Chat é um ambiente virtual , sendo a forma
mais rápida de se ter o acesso a um indivíduo visando obter uma comunicação em
tempo reaL"
Nos últimos anos, o interesse dos gestores por novos produtos de
software, possibilitaram às bibliotecas oferecer assistência aos usuários online via
Chat, com uma interatividade de mensagens instantâneas, simplificadas, diretas e
personalizadas, e uma conectividade pontual no atendimento ás perguntas
solicitadas. Esse método facilita a finalização do atendimento, já que por correio
eletrônico, muitas vezes, as dúvidas não são resolvidas na primeira conversa ,
prolongando o processo e desmotivando o usuário, o que prejudica o atendimento.

1332

�i

Serviços de referência presencial e virtual
S!mWrio

;:li

/IbooroaIde

:.

IiWitt_
U-,""lIIMbs

=

Trabalho completo

2.2 Implantação do Sistema
Inicialmente, foi realizado um estudo e contato com vanas
instituições no intuito de verificar o software utilizado e suas qualificações. Em
conjunto com os analistas de sistema da Assessoria de Tecnologia da Informação
(ATI) da UEL foi pesquisado softwares livres e gratuitos, visando o atendimento às
necessidades da biblioteca, considerando a adequação das condições de rede,
conexão, etc. Fatores como o empenho dos profissionais da ATI, dos bibliotecários e
técnicos envolvidos no processo e treinamento específico com o pessoal de
atendimento fez com que a implantação fosse possível e sem problemas durante os
testes. Este serviço iniciou-se de forma centralizada na Divisão de Referência do
Sistema de Bibliotecas da UEL, o qual pretende se expandir aos demais setores e
bibliotecas do sistema .
Após a ATI realizar os testes com vários softwares e em conjunto
com a biblioteca, optou-se pelo LiveZilla , um software gratuito com interface de
atendimento web (para o usuário) e desktop (para o atendente/operador). Seus
principais diferenciais são a interface Administrador/Cliente (Admin-Server/Client), o
registro de todas as conversas e mensagens recebidas, o monitoramento em tempo
real dos visitantes, a permissão de conversa entre operadores e repasse de
atendimento.
Em setembro de 2011 foi instalado o serviço de Chat, com
atendimento compartilhado de duas técnicas de biblioteca e duas bibliotecárias, em
quatro computadores. Para informar aos usuários sobre esse novo serviço de
referência virtual realizou-se uma divulgação na comunidade universitária através
dos meios de comunicação disponíveis, como: Jornal Noticia, Rádio FM/UEL, emai/,
twitter, b/og e na home page do Sistema de Bibliotecas da UEL.

3 Análise
Realizou-se um levantamento estatístico das conversas arquivadas
desde o período da instalação do sistema: setembro de 2011 a fevereiro de 2012. A
análise dos atendimentos recebidos pelo Chat totalizou 79 atendimentos, os quais
foram avaliados para um melhor direcionamento no atendimento, considerando os
diversos tipos de perguntas.
O Chat é um serviço de referência virtual e o sistema foi instalado
em um primeiro momento na Divisão de Referência do Sistema de Bibliotecas da
UEL, sendo que o levantamento e a análise das perguntas constataram que grande
número das dúvidas estava relacionado a outros setores.
O gráfico 1 apresenta a distribuição dos questionamentos por
assunto.

1333

�i

Serviços de referência presencial e virtual
S!mWrio

;:li

/IbooroaIde

:.

IiWitt_
U-,""lIIMbs

=

Trabalho completo

Gráfico 1 - Atendimento online por Chat
• cata logo o n l in e
• Referê n c ias No rmas
• r enovação on l in e
• I nform ação a tendim e n to BC

. com ut

12

.

e v e nto

• Ci rcu laç ã o livro -a t rasado

_ I nformações e mprés t i mo
I nform ações P RO GRAD
• P rocessam e nto tec n ico / fi cha
catalog r áfica

Fonte: Autoras

Observou-se que uma das solicitações mais atendidas pelo Chat foi
sobre dúvidas quanto ao Catálogo online, reserva e renovação e livros em atraso.
Entretanto, existe a proposta de se instalar na Divisão de Circulação o sistema de
atendimento por Chat direcionando questões específicas de cada atividade .
Como o Chat está centralizado na Divisão de Referência, os
questionamentos sobre normas de trabalhos científicos, comutação bibliográfica,
possuem uma qualidade total nas respostas, visto que são realizados por
profissionais que desenvolvem essa tarefa.
Outra questão interessante está relacionada às solicitações de
informações referentes à universidade como um todo, onde foi possível perceber
que o usuário utiliza-se do Chat para questionamentos gerais relacionados a
instituição e vê a biblioteca como geradora de informação.
Portanto, analisa-se a possibilidade de descentralizar o sistema ,
passando a direcionar questões pertinentes ao setor responsável pelo serviço,
visando melhor qualidade na prestação das respostas aos usuários.

4 Considerações Finais
Oferecer um serviço de referência virtual por Chat em uma biblioteca
universitária é um desafio, mas que vale a pena o empenho e o investimento,
principalmente pelas vantagens que apresentam, tanto para o usuário como para a
biblioteca, como a imediatez da resposta , evitando a demora de informação para o
usuário e atendimento na hora de sua necessidade. Para a biblioteca o Chat oferece
as vantagens de captar novos usuários e poder contar com um serviço de última
geração, ou seja, serviços virtuais de web 2.0. e, para os bibliotecários, possibilita a

1334

�i

Serviços de referência presencial e virtual
S!mWrio

;:li

/IbooroaIde

:.

IiWitt_
U-,""lIIMbs

=

Trabalho completo

realização de uma nova atividade, de desenvolver competências para um novo
serviço e forma diferente de interagir com os usuários.
Com a implantação do atendimento online, por meio do Chat, o
Sistema de Bibliotecas da UEL acrescentou mais uma forma de comunicação em
ambiente virtual, que permite a interação dos usuários com a Biblioteca, porém , por
meio da análise realizada, considera-se que ainda são poucos os que o utilizam
como meio de comunicação, não é o meio mais utilizado. Portanto, percebe-se que
a forma habitual de solicitar informações ainda é por telefone ou email, conforme
dados estatísticos de atendimento do Setor.
A biblioteca pretende realizar uma reavaliação desse serviço, pois
acredita-se que com o tempo e com a continuidade na divulgação, os usuários
venham conhecer melhor este serviço e o utilizem com mais frequência, pois não
estão acostumados com essa ferramenta de tecnologia nas bibliotecas, dando
preferência aos meios formais já consagrados.
Nesse sentido espera-se que, cada vez mais, as bibliotecas venham
a utilizar as tecnologias da web em seu favor e de seus usuários para desenvolver
novos serviços para complementar os já existentes, buscando sempre novas formas
para um atendimento de qualidade.

Referências
BARBOSA-PAIVA, C. L. Estratégias de construção textual do Chat escrito em
espanhol como língua estrangeira. 238 f. Dissertação (Mestrado em Linguística e
Língua Portuguesa) - Faculdade de Ciências e Letras, Universidade Estadual
Paulista Júlio de Mesquita Filho, Araraquara, 2010 .
CARVALHO, P. L. ; MILMAN, S. M. Atendimento ao usuário através de Chat: a
experiência da biblioteca da PUC-RIO. In: SEMINARIO NACIONAL DE
BIBLIOTECAS UNIVERSITÁRIAS, 15., 2008, São Paulo . Disponível em :
&lt;http://www.sbu .unicamp.br/snbu2008/anais/site/pdfs/2841 .pdf&gt;. Acesso em : 15
dez. 2011.
DONAIRE, Denis; GASPAR, Marcos Antonio. O atendimento virtual nas
universidades paulistanas. Revista BSP, São Paulo, n. 2, jan./fev., 2007. Disponível
em: &lt;http://www.revistabsp.com .br/0701/artig02.pdf&gt; Acesso em : 20 jan. 2012 .
FERNANDES, Luciano Lazzaris et aI. Tecnologias de informação e comunicação
facilitando o acesso ao mundo da informação. In: SEMINÁRIO NACIONAL DE
BIBLIOTECAS UNIVERSITÁRIAS, 14., 2006, Salvador. Anais ... Salvador: UFBA,
2006. v. 1.
HORN, Judy. The future is now: reference service for the electronic era . In: ACRL
NATIONAL CONFERENCE MATERIALS, 10., 2001 , Colorado . Proceedings .. .
Colorado : ACRL, 2001 . Disponível em : &lt;http://www.ala .org/acrl/sites/
ala.org .acrl/files/contentlconferences/pdf/horn.pdf&gt; Acesso em : 28 mar. 2012.
HUTCHINS, Margareth. Introdução ao trabalho de referências em bibliotecas. Rio de
Janeiro: FGV, 1973.

1335

�i
;:li

S!mWrio

Serviços de referência presencial e virtual

/IbooroaIde

=

IiWitt_

:.

U-,""lIIMbs

Trabalho completo

JESUS, Deise Lourenço de; CUNHA, Murilo Bastos. Produtos e serviços da web 2.0
no setor de referência das Bibliotecas. Perspectivas em Ciência da Informação, v.17,
n.1, p.11 0-133 , jan./mar. 2012.
MANESS, J. M. Library 2.0 theory: web 2.0 and its implications for libraries.
Webo/ogy, v. 3, n. 2, jun . 2006. Disponível em: &lt;http://webology.ir/2006/
v3n2/a25.html&gt;. Acesso em : 21 fev. 2012 .
MARDERO ARELLANO, Miguel Ángel. Serviços de referência virtual. Ciência da
Informação, Brasília, v. 30, n. 2, p. 7-15, 2001.
REIS, Marivaldina Bulcão. A Biblioteca universitária pública e a disseminação da
informação. 2008. Dissertação (Mestrado em Ciência da Informação) - Universidade
Federal da Bahia, Salvador. 2008 .
SOARES, Cristiane da Silva ; ALVES, Thays de Souza . Sociedade da informação no
Brasil: inclusão digital e a importância do profissional de TI. 2009 . Disponível
em: &lt;http://monografias.brasilescola.com/computacao/socied ade-informacao-nobrasil-inclusao-digital-a .htm&gt;. Acesso em: 12 mar. 2012.

8
1336

�</text>
                  </elementText>
                </elementTextContainer>
              </element>
            </elementContainer>
          </elementSet>
        </elementSetContainer>
      </file>
    </fileContainer>
    <collection collectionId="49">
      <elementSetContainer>
        <elementSet elementSetId="1">
          <name>Dublin Core</name>
          <description>The Dublin Core metadata element set is common to all Omeka records, including items, files, and collections. For more information see, http://dublincore.org/documents/dces/.</description>
          <elementContainer>
            <element elementId="50">
              <name>Title</name>
              <description>A name given to the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51396">
                  <text>SNBU - Edição: 17 - Ano: 2012 (UFRGS - Gramado/RS)</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="49">
              <name>Subject</name>
              <description>The topic of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51397">
                  <text>Biblioteconomia&#13;
Documentação&#13;
Ciência da Informação&#13;
Bibliotecas Universitárias</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="41">
              <name>Description</name>
              <description>An account of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51398">
                  <text>Tema: A biblioteca universitária como laboratório na sociedade da informação.</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="39">
              <name>Creator</name>
              <description>An entity primarily responsible for making the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51399">
                  <text>SNBU - Seminário Nacional de Bibliotecas Universitárias</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="45">
              <name>Publisher</name>
              <description>An entity responsible for making the resource available</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51400">
                  <text>UFRGS</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="40">
              <name>Date</name>
              <description>A point or period of time associated with an event in the lifecycle of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51401">
                  <text>2012</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="44">
              <name>Language</name>
              <description>A language of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51402">
                  <text>Português</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="51">
              <name>Type</name>
              <description>The nature or genre of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51403">
                  <text>Evento</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="38">
              <name>Coverage</name>
              <description>The spatial or temporal topic of the resource, the spatial applicability of the resource, or the jurisdiction under which the resource is relevant</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51404">
                  <text>Gramado (Rio Grande do Sul)</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
          </elementContainer>
        </elementSet>
      </elementSetContainer>
    </collection>
    <itemType itemTypeId="8">
      <name>Event</name>
      <description>A non-persistent, time-based occurrence. Metadata for an event provides descriptive information that is the basis for discovery of the purpose, location, duration, and responsible agents associated with an event. Examples include an exhibition, webcast, conference, workshop, open day, performance, battle, trial, wedding, tea party, conflagration.</description>
    </itemType>
    <elementSetContainer>
      <elementSet elementSetId="1">
        <name>Dublin Core</name>
        <description>The Dublin Core metadata element set is common to all Omeka records, including items, files, and collections. For more information see, http://dublincore.org/documents/dces/.</description>
        <elementContainer>
          <element elementId="50">
            <name>Title</name>
            <description>A name given to the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="63645">
                <text>Atendimento online por meio de chat: um serviço de referência 2.0 da Biblioteca Central da UEL.</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="39">
            <name>Creator</name>
            <description>An entity primarily responsible for making the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="63646">
                <text>Letrari,Maria Aparecida dos S.; Zwaretch, Natali Silvana; Zaninelli, Maria Jardinette</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="38">
            <name>Coverage</name>
            <description>The spatial or temporal topic of the resource, the spatial applicability of the resource, or the jurisdiction under which the resource is relevant</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="63647">
                <text>Gramado (Rio Grande do Sul)</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="45">
            <name>Publisher</name>
            <description>An entity responsible for making the resource available</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="63648">
                <text>UFRGS</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="40">
            <name>Date</name>
            <description>A point or period of time associated with an event in the lifecycle of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="63649">
                <text>2012</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="51">
            <name>Type</name>
            <description>The nature or genre of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="63651">
                <text>Evento</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="41">
            <name>Description</name>
            <description>An account of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="63652">
                <text>O presente trabalho relata a experiência do Sistema de Bibliotecas da Universidade Estadual de Londrina (UEL) na implantação do serviço de atendimento online via Chat. Mostra a aplicação das tecnologias da informação e da comunicação no processo de atendimento virtual, e o quanto o uso das tecnologias facilita a comunicação e interação em tempo real, entre usuários. Destaca o diferencial do serviço virtual, necessário ao atendimento das necessidades informacionais de usuários remotos. Apresenta avaliação realizada para verificar as questões mais solicitadas e quais os tipos de dúvidas dos usuários.</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="44">
            <name>Language</name>
            <description>A language of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="69474">
                <text>pt</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
        </elementContainer>
      </elementSet>
    </elementSetContainer>
  </item>
  <item itemId="5974" public="1" featured="0">
    <fileContainer>
      <file fileId="5038">
        <src>http://repositorio.febab.org.br/files/original/49/5974/SNBU2012_113.pdf</src>
        <authentication>b4642dad0f0a74a56d4a4ce2c2f6fcda</authentication>
        <elementSetContainer>
          <elementSet elementSetId="4">
            <name>PDF Text</name>
            <description/>
            <elementContainer>
              <element elementId="92">
                <name>Text</name>
                <description/>
                <elementTextContainer>
                  <elementText elementTextId="63644">
                    <text>i

S!mWrio

;,;

Itr.ooNIde

=

:.

Serviços de referência presencial e virtual

IitlhIKal

Resumo expandido

U"!"',lIi.n.

ESTUDO DESCRITIVO DOS SERViÇOS DE REFERÊNCIA
PRESENCIAL E VIRTUAL SOLICITADOS À BIBLIOTECA SÃO
LEOPOLDO MANDIC
Fabiana Menezes Messias de Andrade1, Luciana Butini Oliveiréi, Cecilia
Pedroso Turssf
1Bibliotecária, Faculdade São Leopoldo Mandic, Campinas, São Paulo
2Coordenadora do Programa de Pós Graduação Lafu sensu , Faculdade São Leopoldo
Mandic, Campinas, São Paulo
3Professora da Faculdade São Leopoldo Mandic, Campinas, São Paulo

1 Introdução
O Serviço de Referência online ou virtual possibilita ao usuário conectar-se
remotamente com um sistema de informação, utilizando-se dos meios de
comunicação, com destaque para rede de computadores (internet) . Neste serviço,
que visa atender os mesmos objetivos do serviço de referência presencial, é
fundamental a boa comunicação entre o usuário do serviço e o bibliotecário de
referência. Além disso, formas de atendimento rápido a todos os usuários da
biblioteca devem ser desenvolvidas sem que necessariamente exija sua presença
física na biblioteca (SERAFIM, 2010).
Bratkowski e Oliva (2010) relataram que a grande maioria das bibliotecas
universitárias se utiliza do e-mail como um novo canal de comunicação entre a
biblioteca e o usuário, promovendo de forma ampla e eficaz os serviços por ela
oferecidos.
O objetivo deste trabalho será apresentar dados comparativos dos serviços
de levantamento bibliográfico e pesquisa de referências solicitadas de forma
presencial e virtualmente à Biblioteca São Leopoldo Mandic, no período de 2008 a
2011 .

2 Materiais e Métodos
A Biblioteca São Leopoldo Mandic disponibiliza em sua pagina na internet
(www.slmandic.edu.br) formulários para as solicitações dos usuários, sendo :
levantamento e pesquisa bibliográfica . Para sanar eventuais dúvidas, são
disponibilizados também nesta página os e-mails de todos os colaboradores da
Biblioteca.
Foram coletados dados provenientes de 5229 solicitações, entre os anos de
2008 a 2011, de serviços de levantamento bibliográfico e de pesquisa de referências
presencial e virtual, considerando as seguintes variáveis: tempo de resposta aos
alunos e quantidade de listas solicitadas. Os dados referentes aos dois serviços
foram analisados de forma descritiva, apresentados em gráficos e tabelas e
aplicados testes de associação (Teste Qui-quadrado - Programa BIOEST 5.0®),
considerando o nível de significância p&lt;0,05 .

1323

�i
;,;

=

:.

Serviços de referência presencial e virtual
S!mWrio
Itr.ooNIde
IitlhIKal

Resumo expandido

U"!"',lIi.n.

3 Resultados
Na presente pesquisa, relacionada ao serviço de levantamento bibliográfico,
verificou-se que houve diferenças significativas entre o numero de solicitações
presenciais e virtuais. Houve um numero significativamente superior de solicitações
no âmbito presencial (qui-quadrado: p=0,0029), embora seja disponibilizado um
formulário online (tabela 1, gráfico 1).
Tabela 1 - Solicitações de levantamento bibliográfico entre 2008 a 2011 .
Solicitação
2008
presencial
291
66,9%
virtual
144
33,1%
Total
435
100%
qui-quadrado: p=O,OO29

2009

2010

2011

357
147

70,1%
29,9%

387
160

70,7%
29,3%

349
217

61 ,7%
38,3%

502

100%

547

100%

566

100%

450
400
350
300

387

357

349

291

250
200

217

o presencial
. l.irtual

150
100
50
O

2008

2009

2010

2011

Gráfico 1 - Solicitações de levantamento bibliográfico.

Nos dados referentes ao numero de solicitações e os respectivos prazos de
atendimento, em dias, para levantamento bibliográfico, ainda que o número de
solicitações tenha se alterado em função dos anos (2008 a 2011), manteve-se o
tempo hábil de resposta (qui-quadrado: p=0,8011) (tabela 2, gráficos 2 e 3).

1324

�Serviços de referência presencial e virtual

i

S!mWrio

;,;

Itr.ooNIde

_. ...
=

:.

IitlhIKal

Resumo expandido

....

U"!"',lIi.n.
~._

Tabela 2 - Solicitaltões de levantamento bibliográfico e os ~razos de atendimento em dias.
2008
2009
2010
2011
Solicitações

Prazos I
dias

Solicitações

Prazos I
dias

Solicitações

Prazos I
dias

Solicitações

Prazos I
dias

71
46
39
16
36
42
30
41
52
25
21
16
435

6
6
8
6
7
9
9
9
8
6
5
6
7,1

71
48
33
27
43
44
45
58
41
42
50
O
502

7
6
5
4
6
7
8
7
5
6
5
2
5,7

69
56
65
61
29
46
50
48
30
40
43
O
537

7
5
8
9
6
7
8
8
5
7
7
O
6,42

54
79
80
29
32
49
35
44
141
97
O
O
640

8
7
8
8
7
6
7
7
6
7
O
O
5,9

qui-quadrado: p=O,8011

160
VI

2c:

140

E

120

~

c:

100

~

'"&gt;

.

80

"o
Oi
,"zE

60

.

•

40

• •
t-

•t

•

20

o
o

1

2

3

4

-.

5

6

7

+ 2008

•

. 2009

~~

•

••

8

9

"- 2010
. 2011

10

Tempo de resposta (dias)

Gráfico 2 - Resposta em dias das solicitações de levantamento bibliográfico no período de
2008 a 2011 .

1325

�Serviços de referência presencial e virtual

i
;,;

=

:.

S!mWrio
Itr.ooNIde
IitlhIKal

Resumo expandido

U"!"',lIi.n.

160
140

'"
E
c

120

E

100

'"&gt;
.SI

80

&lt;11

!l
c

..,
&lt;11

60

e

40

E

20

&lt;11

-'z"

- - 2008
- - 2009
- - 2010
- - 2011

o
-20 ~o

,'?!':'i

éO

&lt;?

~-§

e~

,&lt;é

i..'::::-

~

·0

~~

~o

,.:;,&lt;:-

.s-'&lt;:-O
')

Gráfico 3 - Solicitações de levantamento bibliográfico no período de 2008 a 2011 .

Os dados referentes à pesquisa bibliográfica revelaram diferença
estatisticamente significante entre o número de solicitações presenciais e virtuais.
Verificou-se um número significativamente superior de solicitações no âmbito virtual
(qui-quadrado: p=&lt;O,0001) (tabela 3, gráfico 4) .

Tabela 3 - Solicitações de pesquisa bibliográfica entre 2008 a 2011 .
Solicitação
2008
347
39,9%
presencial
60,1%
virtual
523
Total
870
100%
qui-quadrado: p-&lt;O, 0001

271
388
659

2009
41 ,1%
58 ,9%
100%

283
602
885

2010
32 ,0%
68,0%
100%

167
598
765

700 r----------------------------------,
602

598

600
500
400

o Presencial

300

• Virtual

200

100

o
2008

2009

2010

2011

Gráfico 4 - Solicitações de pesquisa bibliográfica.

1326

2011
21 ,8%
78,2%
100%

�Serviços de referência presencial e virtual

i
;,;

=

:.

S!mWrio
Itr.ooNIde
IitlhIKal

Resumo expandido

U"!"',lIi.n.

Os dados referentes à pesquisa bibliográfica revelou diferença
estatisticamente significante entre o número de solicitações presenciais e virtuais.
Verificou-se um número significativamente superior de solicitações no âmbito virtual
(qui-quadrado: p=&lt;O,0001) (tabela 3, gráfico 4) .
Tabela 4 - Solicitações de pesquisa bibliográfica e prazos de atendimento em dias.
2008

2009

2010

2011

Solicitações

Prazos

Solicitações

Prazos

Solicitações

Prazos

Solicitações

Prazos

78
72
70
43
64
76
65
82
82
65
61
26
784

4,6
6,3
5,5
3,7
4,2
5,5
6,6
6,9
6,5
6
7,4
4,9
5,7

71
43
67
64
59
50
52
59
46
65
59
11
646

7
8
8
5
6
7
7
6
6
7
6
6
6,58

72
76
84
83
94
79
68
91
79
61
80
4
871

10
8
7
6
5
7
6
4
5
5
5
5
6,1

67
75
58
61
66
45
55
72
56
86
85

5
7
6
7
5
5
5
5
4
8

O

O
O

726

4,75

qui-quadrado: p=O,8241

100

~-

----Â-

90

'"&lt;11

80

:º'"

70

'o
U&gt;

õ

'"&lt;11

60
40

E

30

Z

20

&lt;11

'::&gt;

Á. .

_

•

·• ••••
·1 · •. . ·
• • •
•
•

50

"e

Á.
• • _

+ 2008
. 2009
A 2010
. 2011

•

10

Á. _~_

O
O

2

4

6

8

10

12

Tempo de resposta (dias)

Gráfico 5 - Resposta em dias das solicitações de pesquisa bibliográfica no período de 2008
a 2011.

1327

�i
;,;

=

:.

&lt;1\

...
&lt;li

.0
lO

:º

"ã
&lt;li

"o

~

.'zE"

Serviços de referência presencial e virtual
S!mWrio
Itr.ooNIde
IitlhIKal

Resumo expandido

U"!"',lIi.n.

100
90
80
70
60
50
40
30
20
10

-

2008

-

2009

-

2010

-

2011

O

ê-~O
,,'?l&lt;:'

é:~O

,;."'~
,&lt;'"

~

~-§-

~~

~

·0

~~

'!':-O

",;:,&lt;:'

~,&lt;:-O
')

Gráfico 6 - Solicitações de pesquisa bibliográfica no período de 2008 a 2011 .

4 Considerações Finais
Conclui-se que o serviço de levantamento bibliográfico, embora seja
disponibilizado um formulário online, a grande demanda desta solicitação é
presencial. Já com relação à pesquisa bibliográfica, verificou-se que a grande
demanda desta solicitação é virtual.
Isto se deve ao fato de, o aluno receber junto com o levantamento
bibliográfico, uma explicação via e-mail do serviço de pesquisa bibliográfica
juntamente com o link para o envio da solicitação. O e-mail é uma ferramenta
facilitadora e um canal de comunicação entre a biblioteca e o usuário, promovendo
de forma ampla e eficaz os serviços por ela oferecidos.

Referências
BRATKOWSKI , R. H.; OLIVA, A. C. Proposta de uma política para o serviço de
referência virtual assíncrono nas bibliotecas universitárias brasileiras. In :
SEMINÁRIO NACIONAL DE BIBLIOTECAS UNIVERSITÁRIAS, 16., 2010, Rio de
Janeiro. Anais ... Rio de Janeiro: UFRJ, 2010.

SERAFIM , J. G. Serviço de referência online e a semiótica. Revista Anagrama :
revista científica interdisciplinar da graduação online, São Paulo, v. 3, n. 3, p. 1-8,
mar./maio, 2010.

1328

�</text>
                  </elementText>
                </elementTextContainer>
              </element>
            </elementContainer>
          </elementSet>
        </elementSetContainer>
      </file>
    </fileContainer>
    <collection collectionId="49">
      <elementSetContainer>
        <elementSet elementSetId="1">
          <name>Dublin Core</name>
          <description>The Dublin Core metadata element set is common to all Omeka records, including items, files, and collections. For more information see, http://dublincore.org/documents/dces/.</description>
          <elementContainer>
            <element elementId="50">
              <name>Title</name>
              <description>A name given to the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51396">
                  <text>SNBU - Edição: 17 - Ano: 2012 (UFRGS - Gramado/RS)</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="49">
              <name>Subject</name>
              <description>The topic of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51397">
                  <text>Biblioteconomia&#13;
Documentação&#13;
Ciência da Informação&#13;
Bibliotecas Universitárias</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="41">
              <name>Description</name>
              <description>An account of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51398">
                  <text>Tema: A biblioteca universitária como laboratório na sociedade da informação.</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="39">
              <name>Creator</name>
              <description>An entity primarily responsible for making the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51399">
                  <text>SNBU - Seminário Nacional de Bibliotecas Universitárias</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="45">
              <name>Publisher</name>
              <description>An entity responsible for making the resource available</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51400">
                  <text>UFRGS</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="40">
              <name>Date</name>
              <description>A point or period of time associated with an event in the lifecycle of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51401">
                  <text>2012</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="44">
              <name>Language</name>
              <description>A language of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51402">
                  <text>Português</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="51">
              <name>Type</name>
              <description>The nature or genre of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51403">
                  <text>Evento</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="38">
              <name>Coverage</name>
              <description>The spatial or temporal topic of the resource, the spatial applicability of the resource, or the jurisdiction under which the resource is relevant</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51404">
                  <text>Gramado (Rio Grande do Sul)</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
          </elementContainer>
        </elementSet>
      </elementSetContainer>
    </collection>
    <itemType itemTypeId="8">
      <name>Event</name>
      <description>A non-persistent, time-based occurrence. Metadata for an event provides descriptive information that is the basis for discovery of the purpose, location, duration, and responsible agents associated with an event. Examples include an exhibition, webcast, conference, workshop, open day, performance, battle, trial, wedding, tea party, conflagration.</description>
    </itemType>
    <elementSetContainer>
      <elementSet elementSetId="1">
        <name>Dublin Core</name>
        <description>The Dublin Core metadata element set is common to all Omeka records, including items, files, and collections. For more information see, http://dublincore.org/documents/dces/.</description>
        <elementContainer>
          <element elementId="50">
            <name>Title</name>
            <description>A name given to the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="63636">
                <text>Estudo descritivo dos serviços de referência presencial e virtual solicitados à Biblioteca São Leopoldo Mandic.</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="39">
            <name>Creator</name>
            <description>An entity primarily responsible for making the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="63637">
                <text>Andrade, Fabaiana Menezes M. de; Oliveira, Luciana Butini; Turssi, Cecília Pedroso</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="38">
            <name>Coverage</name>
            <description>The spatial or temporal topic of the resource, the spatial applicability of the resource, or the jurisdiction under which the resource is relevant</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="63638">
                <text>Gramado (Rio Grande do Sul)</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="45">
            <name>Publisher</name>
            <description>An entity responsible for making the resource available</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="63639">
                <text>UFRGS</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="40">
            <name>Date</name>
            <description>A point or period of time associated with an event in the lifecycle of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="63640">
                <text>2012</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="51">
            <name>Type</name>
            <description>The nature or genre of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="63642">
                <text>Evento</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="41">
            <name>Description</name>
            <description>An account of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="63643">
                <text>Apresenta dados comparativos dos serviços de levantamento bibliográfico e pesquisa de referências solicitadas de forma presencial e virtualmente à Biblioteca São Leopoldo Mandic, no período de 2008 a 2011</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="44">
            <name>Language</name>
            <description>A language of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="69473">
                <text>pt</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
        </elementContainer>
      </elementSet>
    </elementSetContainer>
  </item>
  <item itemId="5973" public="1" featured="0">
    <fileContainer>
      <file fileId="5037">
        <src>http://repositorio.febab.org.br/files/original/49/5973/SNBU2012_112.pdf</src>
        <authentication>38807d97ec8496c22b1324beb69bf9c7</authentication>
        <elementSetContainer>
          <elementSet elementSetId="4">
            <name>PDF Text</name>
            <description/>
            <elementContainer>
              <element elementId="92">
                <name>Text</name>
                <description/>
                <elementTextContainer>
                  <elementText elementTextId="63635">
                    <text>Serviços de referência presencial e virtual
li
a """'"
HIàoNJdc
= JiWj.. -

_.. ..._....
~

"",",JJI.n.:.

Resumo expandido

\."

A BIBLIOTECA UNIVERSITÁRIA GERANDO SERViÇOS PARA A
COPA DE 2014: INFORMAÇÃO DE UTILIDADE PÚBLICA, TURíSTICA
E CULTURAL

Antônia Francinete França de Albuquerque', Eliene Gomes Vieira do
Nascimento2 , Fabíola Maria Pereira Bezerra3, Francisco Welton Silva
Rios4, Gabriela Belmont de Farias5, Irlana Mendes de Araújo6, Neliane
Alves Bezerra 7
1 Discente
2e

do curso de Biblioteconomia, UFC, Fortaleza , Ceará

5Mestre , Universidade Federal do Ceará , Fortaleza, Ceará

3Doutora , Universidade Federal do Ceará, Fortaleza, Ceará
4Especialista , Universidade Federal do Ceará, Fortaleza, Ceará
6e 7

Bacharel em Biblioteconomia , UFC, Fortaleza , Ceará

1 Introdução
No Brasil e fora dele, o futebol tem representado um ícone de festa , alegria e
muita garra, principalmente em período de campeonatos mundiais. No momento
atual , o entusiasmo dos brasileiros já pode ser sentido, haja vista que o Brasil será
palco do maior evento esportivo mundial: a Copa do Mundo da FIFA. Em Fortaleza ,
capital do Ceará , escolhida como uma das sedes para receber os jogos da Copa de
2014, diversos dirigentes das esferas governamentais e esportivas abrem debates
sobre a preparação do país para esse grande evento . Dentre os pontos de estratégia
para recebermos visitantes do mundo todo, destaca-se o grande desafio de logística
informacional.
Diante de tal realidade, qual é o papel da Biblioteca Universitária nesse
contexto? Nós acreditamos que organizar, planejar e executar com maestria ações
relacionadas à infraestrutura informacional, necessária para garantir o sucesso
desse grande evento, é uma boa iniciativa. Para tanto, propõe-se a elaboração de
um guia de informação utilitária, pública, turística e cultural para atender às
demandas informacionais do público que virá à cidade de Fortaleza no período da
Copa de 2014.
Nesse contexto, o Grupo de Estudo: Competência em Informação dimensões sociais da universidade (GECI) 1, da Universidade Federal do Ceará
(UFC), tem como missão promover estudos e ações acerca da competência
1 As ações do grupo de estudo GECI é parte integrante do Grupo de Pesquisa Cultura , Gestão da
Informação e Sociedade do DCI/UFC .

1320

�i

~

Sem&amp;nirio

Serviços de referência presencial e virtual

~dc

==::w

Resumo expandido

informacional (CI) no âmbito universitário e escolar. Para tanto, algumas ações foram
determinadas, tais como: estudar a temática CI ; desenvolver ações de promoção da
CI e produzir conteúdos relativos a CI. Ressalta-se ainda que a preocupação do
grupo de estudo seja como os bibliotecários e/ou profissionais, que atuam no
ambiente da biblioteca , desempenham suas competências e habilidades
informacionais, assim como suas ações pedagógicas, voltadas ao incentivo à
pesquisa e à leitura. Tal preocupação se fundamenta na verificação das dificuldades
que os alunos têm , ao chegarem ao último ano de sua formação acadêmica , para
desenvolver o trabalho de conclusão de curso, sendo uma delas o mau uso do
ambiente e dos recursos da Biblioteca Universitária.
Mediante o exposto, o subgrupo Capacitação e Projetos (GECI-CP) tem como
objetivo geral elaborar um programa de desenvolvimento informacional com foco na
utilização do guia de informação de utilidade pública, cultura , lazer e transporte, a
fim de atender às necessidades informacionais da comunidade fortalezense e
visitantes. Esse programa tem como objetivos específicos: a) capacitar alunos de
nível médio da escola pública para o reconhecimento de fontes de informação de
utilidade pública, cultura , lazer e transporte, em relação à localização, identificação e
sua interligação em variados canais de comunicação; b) explorar os recursos das
referidas fontes para informar o público de maneira eficiente ; c) verificar a
necessidade de atualização de dados e até acréscimos das fontes de informação
supracitadas. O projeto se justifica pela oportunidade que o sistema de bibliotecas
da UFC está tendo de atender às demandas da comunidade externa e interna da
Universidade.

2 Materiais e Métodos
O projeto em questão se caracteriza por ser exploratório e de natureza
aplicada . Portanto, será adotado um roteiro semiestruturado, com o objetivo de
mapear as fontes de utilidade pública, cultura, lazer e transporte, além de verificar as
deficiências informacionais em relação aos assuntos correlatos às fontes citadas.
Após a análise dos dados, será elaborado um guia de fontes indicando sites,
publicações impressas e contatos dos responsáveis pela elaboração.

3 Resultados Parciais I Finais
Mediante a execução do projeto supracitado, esperamos desenvolver
habilidades informacionais em alunos do ensino médio das escolas públicas de
Fortaleza , que serão os facilitadores/mediadores entre o guia informacional e o
usuário.
A concretização de um produto informacional público eletrônico que
contemple dados utilitários, culturais, de lazer e de transporte , no que se refere à
1 As ações do grupo de estudo GECI é parte integrante do Grupo de Pesquisa Cultura , Gestão da
Informação e Sociedade do DCI/UFC .

1321

�Serviços de referência presencial e virtual
~

Sflllirlirio

~

KaoonaIdr
libllot_

=
~

Resumo expandido

U,"".u IUriM

localização e identificação, contribuirá significativamente para a locomoção do
público aos locais desejados, sobretudo se houver a inserção desse produto nos
diversos meios de comunicação .

4 Considerações Parciais I Finais
A realidade é que todos os segmentos da sociedade tendem a se adaptar às
suas atividades para garantir maior competitividade. Dentro dessa perspectiva, o
projeto é um serviço que procura acompanhar as mudanças ocorrentes na copa e
pós-evento . Através da criação de uma home page, as informações sobre Fortaleza
passarão a fazer parte do cenário mundial, acompanhando o desenvolvimento
crescente na área da informação, ao mesmo tempo que procura atender às
necessidades do usuário, estando este próximo do local ou distante. Espera-se que,
no decorrer do desenvolvimento do guia de informação e da capacitação dos alunos,
haja uma agregação de valores entre os envolvidos e que tal ação seja um legado
para os alunos.

1 As ações do grupo de estudo GECI é parte integrante do Grupo de Pesquisa Cultura , Gestão da
Informação e Sociedade do DCI/UFC .

1322

�</text>
                  </elementText>
                </elementTextContainer>
              </element>
            </elementContainer>
          </elementSet>
        </elementSetContainer>
      </file>
    </fileContainer>
    <collection collectionId="49">
      <elementSetContainer>
        <elementSet elementSetId="1">
          <name>Dublin Core</name>
          <description>The Dublin Core metadata element set is common to all Omeka records, including items, files, and collections. For more information see, http://dublincore.org/documents/dces/.</description>
          <elementContainer>
            <element elementId="50">
              <name>Title</name>
              <description>A name given to the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51396">
                  <text>SNBU - Edição: 17 - Ano: 2012 (UFRGS - Gramado/RS)</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="49">
              <name>Subject</name>
              <description>The topic of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51397">
                  <text>Biblioteconomia&#13;
Documentação&#13;
Ciência da Informação&#13;
Bibliotecas Universitárias</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="41">
              <name>Description</name>
              <description>An account of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51398">
                  <text>Tema: A biblioteca universitária como laboratório na sociedade da informação.</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="39">
              <name>Creator</name>
              <description>An entity primarily responsible for making the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51399">
                  <text>SNBU - Seminário Nacional de Bibliotecas Universitárias</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="45">
              <name>Publisher</name>
              <description>An entity responsible for making the resource available</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51400">
                  <text>UFRGS</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="40">
              <name>Date</name>
              <description>A point or period of time associated with an event in the lifecycle of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51401">
                  <text>2012</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="44">
              <name>Language</name>
              <description>A language of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51402">
                  <text>Português</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="51">
              <name>Type</name>
              <description>The nature or genre of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51403">
                  <text>Evento</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="38">
              <name>Coverage</name>
              <description>The spatial or temporal topic of the resource, the spatial applicability of the resource, or the jurisdiction under which the resource is relevant</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51404">
                  <text>Gramado (Rio Grande do Sul)</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
          </elementContainer>
        </elementSet>
      </elementSetContainer>
    </collection>
    <itemType itemTypeId="8">
      <name>Event</name>
      <description>A non-persistent, time-based occurrence. Metadata for an event provides descriptive information that is the basis for discovery of the purpose, location, duration, and responsible agents associated with an event. Examples include an exhibition, webcast, conference, workshop, open day, performance, battle, trial, wedding, tea party, conflagration.</description>
    </itemType>
    <elementSetContainer>
      <elementSet elementSetId="1">
        <name>Dublin Core</name>
        <description>The Dublin Core metadata element set is common to all Omeka records, including items, files, and collections. For more information see, http://dublincore.org/documents/dces/.</description>
        <elementContainer>
          <element elementId="50">
            <name>Title</name>
            <description>A name given to the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="63627">
                <text>A Biblioteca Universitária gerando serviços para a copa de 2014: informação de utilidade pública, turística e cultural.</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="39">
            <name>Creator</name>
            <description>An entity primarily responsible for making the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="63628">
                <text>Albuquerque, Antônia Francinete F. de et al.</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="38">
            <name>Coverage</name>
            <description>The spatial or temporal topic of the resource, the spatial applicability of the resource, or the jurisdiction under which the resource is relevant</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="63629">
                <text>Gramado (Rio Grande do Sul)</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="45">
            <name>Publisher</name>
            <description>An entity responsible for making the resource available</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="63630">
                <text>UFRGS</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="40">
            <name>Date</name>
            <description>A point or period of time associated with an event in the lifecycle of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="63631">
                <text>2012</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="51">
            <name>Type</name>
            <description>The nature or genre of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="63633">
                <text>Evento</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="41">
            <name>Description</name>
            <description>An account of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="63634">
                <text>Ressalta a importância de um programa de desenvolvimento informacional com foco na utilização do guia de informação de utilidade pública, cultura, lazer e transporte, a fim de atender às necessidade informacionais da comunidade e visitantes </text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="44">
            <name>Language</name>
            <description>A language of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="69472">
                <text>pt</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
        </elementContainer>
      </elementSet>
    </elementSetContainer>
  </item>
  <item itemId="5972" public="1" featured="0">
    <fileContainer>
      <file fileId="5036">
        <src>http://repositorio.febab.org.br/files/original/49/5972/SNBU2012_111.pdf</src>
        <authentication>68cfb90448f36d8d0ba3bbb846f5a45e</authentication>
        <elementSetContainer>
          <elementSet elementSetId="4">
            <name>PDF Text</name>
            <description/>
            <elementContainer>
              <element elementId="92">
                <name>Text</name>
                <description/>
                <elementTextContainer>
                  <elementText elementTextId="63626">
                    <text>Arquitetura da informação: usabilidade. ergonomia . entre outros
i! """"'"
MaooNlck

~

=

:,

IiWitt.UJ
1I....111~

Trabalho completo

TESTE DE USABILlDADE DA BIBLIOTECA VIRTUAL EM SAÚDE:
avaliação da eficácia, eficiência e satisfação
Izabel França de Lima ' , Renato Rocha Souzél, Guilherme Ataíde Dias3
10outoranda em Ciência da Informação pela UFMG, Bibliotecária da UFPB, João Pessoa/PB
20outor em Ciência da Informação, Fundação Getúlio Vargas, Rio de Janeiro/RJ
30outor em Ciência da Informação, Universidade Federal da Paraíba , João Pessoa/PB

Resumo
Aborda aspectos relativos à avaliação de bibliotecas digitais, consideradas como
dispositivos informacionais que podem auxiliar na democratização da informação
mediada pelas tecnologias digitais. Tais bibliotecas podem ser compreendidas como
um espaço de organização, armazenamento, disseminação e acesso a informação
por meio de uma rede de comunicação. Discute a importância da avaliação dessas
bibliotecas, observando a ausência de normas internacionais destinadas à
mensuração dessas. Objetiva avaliar a usabilidade da Biblioteca Virtual em Saúde
(BVS) . Metodologicamente caracteriza-se como um teste formal de usabilidade, com
a finalidade de medir a eficiência , a eficácia e a satisfação de usuários de bibliotecas
digitais. O teste foi composto por três instrumentos de coleta de dados, um
questionário de perfil/experiência ; uma lista de dez tarefas a serem realizadas,
utilizando o site da BVS ; e um questionário com oito perguntas abertas que extraía
percepções sobre o uso da biblioteca e seus recursos. O modelo metodológico foi
aplicado entre os dias 05 e 21 de dezembro de 2011 no laboratório de informática do
Centro de Ciências da Saúde da Universidade Federal da Paraíba. Os resultados do
teste de usabilidade possibilitam inferir que a BVS apresenta um bom nível de
eficácia e boa eficiência, tendo o quesito satisfação atingido o nível satisfatório,
conforme as respostas apresentadas nas questões abertas pelos participantes da
pesquisa . Foram detectados alguns problemas de usabilidade e apresentadas
sugestões para melhorar a interface e, consequentemente, a interação
usuário/biblioteca digital.

Palavras-chave: Bibliotecas digitais; Avaliação de bibliotecas digitais; avaliação de
usabilidade de bibliotecas digitais; Metodologia para avaliação de usabilidade.

Abstract
This study discusses aspects of the evaluation of digital libraries, considered as
information devices that assist in the democratization of information mediated by
digital technologies. Such libraries can be understood as environments for
organization , storage, dissemination and access to information by means of a
communication network. The study discusses the importance of evaluating these
libraries, noting the absence of international standards for measuring these libraries.
Aims to evaluate the usability of the Virtual Health Library (BVS). Methodologically
characterized as a formal usability test, the study aims to measure efficiency,
effectiveness and user satisfaction in digital libraries. The test consisted of three
instruments for data collection : one profile/experience questionnaire, one list of ten
tasks to be performed using the BVS's website, and one questionnaire with eight

1305

�Arquitetura da informação: usabilidade. ergonomia . entre outros
i! """"'"
MaooNlck

~

=

:,

IiWitt.UJ

1I....111~

Trabalho completo

open questions designed to elicit perceptions about the library and its resources. The
methodological model was implemented between December 5th and 21 st, 2011 at
the computer lab of the Health Sciences Center of Federal University of Paraíba .
From the results of the usability test it is possible to infer that the BVS shows a good
levei of effectiveness and efficiency, and the satisfaction item reached a satisfactory
levei, according to the answers provided by the participants in the open questions.
The study found some usability problems and presented suggestions for improving
the digital library's interface and , consequently, the user-digital library interaction.

Keywords: Digital libraries; Digital library evaluation ; Usability evaluation of digital
libraries; Methodology for usability evaluation .

1 Introdução
Com o advento da sociedade da informação, essa nova sociedade
reconfigurada pelas TIC ganha destaque no mundo globalizado, tendo a Internet
como a principal mola propulsora , interligando países, nações, indivíduos
(TAKAHASHI , 2000). Essas tecnologias propiciam o surgimento de ambientes
informacionais, onde as bibliotecas digitais podem ser compreendidas como um
espaço de organização, armazenamento, disseminação e acesso à informação por
meio de uma rede de comunicação , proporcionando condições para que os
indivíduos possam acessar, criar e recriar textos, produzindo não apenas seus
próprios meios, mas também interagindo com um potencial de recuperação da
informação nunca dantes visto.
A relação entre as bibliotecas digitais e os usuários instou-nos a pensar,
sistematicamente, sobre a usabilidade como uma "medida na qual um produto pode
ser usado por usuários específicos para alcançar objetivos específicos com eficácia ,
eficiência e satisfação em um contexto específico de uso" (ASSOCIAÇÃO
BRASILEIRA DE NORMAS TÉCNICAS , 2002 , p. 3). Assim sendo , entendemos a
usabilidade como a capacidade apresentada por um sistema interativo para operar,
de modo eficaz, eficiente e agradável, em um determinado contexto de realização
das tarefas de seus usuários.
A usabilidade consiste em propriedades da interface de um sistema , no que
diz respeito à sua adequação às necessidades dos usuários, permitindo verificar o
desempenho da interação homem-máquina e conhecer a satisfação desse usuário
quanto às tarefas realizadas e sua aplicação (DIAS, 2003).
Para Saracevic (2004) , as discussões sobre bibliotecas digitais são
abundantes, exceto quando se trata de avaliação. Afirma, ainda, que na literatura
sobre avaliação dessas bibliotecas podem ser encontrados dois tipos distintos de
relatos de pesquisas: a) trabalhos que sugerem conceitos de avaliação , modelos,
abordagens, metodologias ou discutem avaliação; e b) trabalhos que relatam
avaliação real , ou seja, aplicação de metodologias as quais contêm dados
quantitativos (estatísticos) ou dados qualitativos (impressões).
Pareceu-nos relevante e avaliar a usabilidade da Biblioteca Virtual em Saúde
(BVS), já que são, no contexto hodierno, mais do que instrumentos importantes no
acesso à informação. Assim, definimos que gostaríamos de saber qual o nível de
eficácia e eficiência da BVS, e saber a opinião dos usuários ao realizarem atividades
comuns quando se busca informação em uma biblioteca digital.

1306

�Arquitetura da informação: usabilidade. ergonomia . entre outros
i! """"'"
MaooNlck

~

=

:,

IiWitt.UJ
1I....111~

Trabalho completo

A pesquisa objetivou avaliar a usabilidade da BVS. Adotamos as seguintes
etapas: a) Aplicar o teste formal de usabilidade na BVS; b) Conhecer o nível de
usabilidade da BVS, com base na eficiência, na eficácia e na satisfação ; c) saber a
opinião dos usuários ao realizarem atividades comuns quando se busca informação
na BVS.

2 Bibliotecas Digitais
Para autores como Silva e Garcia (2005) e Sayão (2008), as bibliotecas
digitais tiveram sua gênese com as ide ias de Paul Otlet, com o sonho de biblioteca
universal, Vanevar Bush, com sua máquina amplificadora da memória, e Theodore
Holm Nelson, com o projeto Xanadu e sua representação do pensamento
associativo, e posteriormente com Tim Berners Lee idealizando e criando o sistema
world wide web para reunir virtualmente informações.
Para Sayão (2008, p. 8) "desde o início da computação ficou claro que a
automação das bibliotecas traria um extraordinário ganho de produtividade aos
processos biblioteconômicos por conta da natureza e do volume de dados tratados
pelas bibliotecas". Assim , o uso da informática nas bibliotecas origina uma prática
biblioteconômica que substitui a criação de catálogos por portais de acesso,
integrando armazenagem, consulta e suprimento em formato dos próprios
documentos legível em sua diversidade.
Le Crosnier, (2005,p .1) afirma que para a Association of Research Libraries
"as coleções de bibliotecas digitais não se contentam com referências, mas se
interessam por todos os artefatos digitais que não podem ser apresentados ou
representados em forma impressa". Nos conceitos encontrados na Ciência da
Informação o entendimento "biblioteca digital", contém representações digitais dos
objetos, ser acessível através da internet, embora não para todos. Mas a ide ia da
digitalização é talvez a única característica de uma biblioteca digital em que há um
consenso.
Compreendemos uma biblioteca digital como uma biblioteca , então ela deve
incluir serviços de referências com serviços de alerta, manter banco de dados com
perfil de busca dos usuários, auxiliá-los com as ferramentas de busca , acesso e
assistência aos serviços de busca comerciais, etc. A informação nela armazenada
precisa ser de alta qualidade, passar pelo processo de seleção, indexado,
catalogado e classificado . Checar a exatidão e integridade das fontes de informação
nela disponibilizada, ter em conta a preocupação com a correta identificação
também . Enfim , oferecer produtos e serviços relevantes para seus usuários,
mantendo uma equipe multidisciplinar de especialistas (LIMA; SOUZA, 2010).

2.1 Avaliação de Bibliotecas Digitais
Essa necessidade de avaliação coaduna com o pensamento de Cunha (2009)
e Saracevic (2004) afirmam que as bibliotecas digitais ainda são pouco avaliadas e
apresentam reflexões acerca de como avaliar, bem como se referem à possibilidade
de usar as mesmas metodologias aplicadas nas bibliotecas tradicionais. Entretanto,
Cunha (2009) afirma que, essas indagações ainda não obtiveram respostas
definitivas. Assim sendo , podemos evidenciar a necessidade de desenvolvermos
metodologias especificas para avaliar essas bibliotecas.

1307

�Arquitetura da informação: usabilidade. ergonomia . entre outros
i! """"'"
MaooNlck

~

=

:,

IiWitt.UJ

1I....111~

Trabalho completo

Para Saracevic (2004) as discussões sobre bibliotecas digitais são
abundantes, exceto quando se trata de avaliação. Este autor afirma ainda que na
literatura sobre avaliação dessas bibliotecas podem ser encontrados dois tipos
distintos de relatos de pesquisas: a) trabalhos que sugerem conceitos de avaliação,
modelos, abordagens, metodologias ou discutem avaliação; e b) trabalhos que
relatam avaliação real, ou seja , aplicação de metodologias as quais contêm dados
quantitativos (estatísticos) ou dados qualitativos (impressões).
Temos ainda uma pesquisa sobre avaliação de bibliotecas digitais
apresentada no Workshop, na qual Saracevic (2004) relata que não existem muitos
esforços em aplicar avaliação . Na verdade, existem mais trabalhos que discutem
avaliação do que relatam sobre avaliação. Tal afirmação tem base em dados
extraídos de duas grandes conferências sobre bibliotecas digitais, a saber: a
Conferência Européia sobre Bibliotecas Digitais (ECDL) e a Conferência Conjunta
ACM/IEEE sobre Bibliotecas Digitais (JCDL), as quais anualmente contêm não mais
de 5% de artigos ou põsteres que têm dados relativos à avaliação de quaisquer
aspectos de bibliotecas digitais.
Segundo Saracevic (2004) , as bibliotecas digitais são complexas,
constituindo-se em muito mais do que sistemas tecnológicos e a avaliação de
sistemas complexos é igualmente complexa . O autor afirma que não há interesse na
avaliação, e acrescenta "aqueles que fazem ou pesquisam bibliotecas digitais estão
interessados em fazer, construir, implementar, abrir novos caminhos, operar [... ] a
avaliação é de pouco ou nenhum interesse, além de não haver tempo para isto"
(SARACEVIC, 2004, p. 10).
Tammaro e Salarelli (2008) observam que um dos problemas da avaliação de
bibliotecas digitais encontra-se na coleta dos dados: faltam dados de uso que sejam
exatos, bem como a falta de normas internacionais de uso comum destinadas à
mensuração das bibliotecas digitais, problemas relativos às coleções digitais e à
medição de seu uso.
Para Blandford et aI. (2008) muitos estudos publicados sobre avaliação de
bibliotecas digitais são relatos de avaliações de sistemas específicos, envolvendo
testes com usuários ou avaliação de especialistas. Esses estudos de avaliação
podem ser baseados em análise quantitativa, como os que envolvem o uso de logs
de transação, e qualitativos, como as técnicas de entrevista, observação ou o think
a/oud (pensar em voz alta) . Tais estudos ilustram a diversidade de abordagens
possíveis quando se avalia bibliotecas digitais, e a variedade de questões possíveis.
Zhang (2007) considera que a avaliação de bibliotecas digitais pode pedir
abordagens e critérios também utilizados nas avaliações do sistema de recuperação
de informação das bibliotecas tradicionais, mas que é essencial desenvolver
modelos de avaliação específicos para esse tipo de bibliotecas. Até porque, segundo
o autor, com um enorme consumo de recursos técnicos, financeiros e de pessoal
empregados em cada projeto de implantação de uma biblioteca digital, este deve ser
avaliado para garantir o resultado de seu desenvolvimento.

2.2 Usabilidade em Bibliotecas Digitais
O termo usabilidade começou a ser usado na década de 1980, principalmente
nas áreas de Psicologia e de Ergonomia. Veio substituir a expressão "user-friend/y",
referente à interface amistosa e fácil de ser usada e entendida, porém considerada
vaga e subjetiva . Para evitar que o termo usabilidade sofresse o mesmo desgaste,

1308

�Arquitetura da informação: usabilidade. ergonomia . entre outros
i! """"'"
MaooNlck

~

=

:,

IiWitt.UJ

1I....111~

Trabalho completo

vários são os autores que tentaram defini-lo utilizando abordagens diferentes (DIAS ,
2003).
A International Organization for Standardization (IS0 1 ) foi pioneira em criar
parâmetros normalizados sobre a usabilidade, e esses estudos tiveram como
resultado a norma ISO/IEC 9126. Na busca de contemplar a necessidade de novos
padrões para usabilidade, em 1998 foi publicada uma nova norma, a ISO 9241 , que
estabeleceu um novo conceito de usabilidade, passando a levar em consideração as
necessidades do usuário. Nessa norma são definidas características de qualidade
de software como: funcionalidade , confiabilidade, eficiência , portabilidade e
possibilidade de manutenção (ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE NORMAS
TÉCNICAS, 2002).
De acordo com a ISO 9241-11 , de 1998, (ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE
NORMAS TÉCNICAS, 2002 , p. 3) usabilidade pode ser entendida como a
capacidade de um produto ser ''[. .. ] usado por usuários específicos para alcançar
objetivos específicos com eficácia, eficiência e satisfação em um contexto específico
de uso".

3 Metodologia

o presente estudo para avaliação da BVS, com foco na usabilidade, constituise em um teste formal de usabilidade para medir a eficiência, a eficácia e a
satisfação, conforme a NBR 9241-11 (ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE NORMAS
TÉCNICAS, 2002, anexo B, p.11).
Dentre as abordagens que podem auxiliar na delimitação da trajetória de
estudo que se preocupa com a investigação da usabilidade nas bibliotecas digitais,
adotamos a abordagem qualitativa que, segundo Minayo (1994, p.22) ressalta que a
pesquisa qualitativa "trabalha com o universo de significados, motivos, aspirações,
crenças, valores e atitudes, o que corresponde a um espaço mais profundo das
relações, dos processos e dos fenômenos".
Esse direcionamento metodológico não descarta a possibilidade de, em
determinados momentos, quando, por exemplo, na apresentação dos níveis de
usabilidade e medidas, adotar-se a abordagem quantitativa . Para Minayo e Souza
(2005) a abordagem quantitativa é usada na apresentação de resultados que podem
ser contados e ressaltam, ainda, que esse tipo de abordagem é importante para
avaliar objetivos bastante específicos e estabelecer relações significativas entre
variáveis.
Nesta perspectiva , compreendemos que nosso objeto nos direciona a uma
metodologia quali-quanti, recorrendo às duas abordagens e ancorados em Minayo e
Souza (2005, p.99) quando afirmam que "As aproximações quantitativas e
qualitativas não devem ser consideradas antagônicas e sim linguagens
complementares, embora de natureza diferente".
Para conhecer o nível de usabilidade de bibliotecas digitais, definimos que os
dados resultantes do teste de usabilidade referentes às categorias eficácia ,
eficiência e satisfação seriam analisados estatisticamente adotando a séries
numéricas as quais, segundo Levin e Fox (2004 , p. 9), "podem ser usadas para : a)
1 A ISO é uma organização não-governamental estabelecida em Londres desde sua criação , em
fevereiro de 1946. Sua missão é promover e facilitar a coordenação internacional e a unificação de
padrões industriais.

1309

�Arquitetura da informação: usabilidade. ergonomia . entre outros
i! """"'"
MaooNlck

~

=

:,

IiWitt.UJ

1I....111~

Trabalho completo

classificar ou categorizar no nível nominal de mensuração; b: ordenar por posto no
nível de mensuração; e c) atribuir um escore no nível intervalar de mensuração".
Nesse estudo a série numérica foi usada para mensuração dos níveis de
usabilidade, e constitui como medida de:
a) Eficácia - nível nominal de mensuração que consiste em nomear ou
rotular, ou seja, criar categorias e contar sua frequência de ocorrência
(LEVIN ; FOX, 2004). Nesse estudo usamos as categorias concluídas e
não concluídas e contamos, utilizando o software TextStat versão 2.7 para
saber o número de tarefas concluídas com êxito e poder mensurar o nível
de eficácia. O resultado foi apresentado em números percentual.
b) Eficiência - nível intervalar de mensuração que indica a distância exata
entre as categorias. A mensuração intervalar utiliza unidades constantes
de mensuração, nesse estudo a unidade foi o tempo em minutos que
concluiu a tarefa. O intervalo das categorias foi determinado pelo tempo
mínimo e máximo usado para realização das tarefas e organizados em
quatro níveis, eficiência péssima, satisfatória, boa e ótima, apresentado
em gráfico no qual o escore foi evidenciado (LEVIN; FOX, 2004).
c) Satisfação - nível ordinal de mensuração busca ordenar as categorias em
termos de graus em que possuem determinadas características. Adotamos
as categorias satisfação péssima, satisfatória, boa e ótima para conhecer
o nível de satisfação dos usuários. Para uma melhor visualização, os
níveis foram apresentados em gráfico (LEVIN; FOX, 2004) .
O parâmetro para saber se uma biblioteca digital é eficaz será mensurado
pelo percentual de usuários que concluíram as tarefas aplicadas no teste de
usabilidade. O resultado será representante da eficácia da biblioteca, quanto mais
afastar-se da unidade e aproximar-se dos 100%, mais eficaz será sua usabilidade.
A eficiência é calculada no intervalo do maior tempo usado para concluir a
tarefa e o menor tempo usado para o mesmo fim . Nesse intervalo de tempo será
calculado o tempo médio utilizado na realização da tarefa, e quanto mais essa média
se aproximar do menor tempo gasto na realização da tarefa mais eficiente será a
usabilidade da biblioteca digital. E a satisfação será definida pelo número de
usuários que respondem ao maior nível de satisfação apresentado na escala.
O ambiente de realização do teste de usabilidade foi o site da BVS que se
constitui em um espaço virtual da Internet formado pela coleção ou rede de fontes
de informação em saúde da Americana-Latina e do Caribe. As fontes de informação
são geradas, atualizadas, armazenadas e operadas na Internet por produtores,
integradores e intermediários, de modo descentralizado e obedecendo metodologias
comuns para sua integração.A BVS está disponível na internet com acesso livre
(BIBLIOTECA VIRTUAL EM SAÚDE , 2012) .
O universo da pesquisa constituiu de quatro programas de pós-graduação do
CSS, a saber: Programa de Pós-graduação em Odontologia ; Programa de Pósgraduação em Produtos Naturais e Sintéticos Bioativos; Programa de Pósgraduação em Enfermagem e Programa de Pós-graduação em Ciências da
Nutrição. Os participantes da pesquisa são docentes e discentes dos citados cursos
de Pós-graduação. A amostra representativa foi constituída por quinze sujeitos,
quatro docentes e onze discentes dos referidos programas de pós-graduação
composto pelos que aceitaram participar da pesquisa realizando os testes de
usabilidade. O número de participantes da pesquisa foi definido com base em

1310

�Arquitetura da informação: usabilidade. ergonomia . entre outros
i! """"'"
MaooNlck

~

=

:,

IiWitt.UJ

1I....111~

Trabalho completo

Nielsen e Landauer (1993) que constatou a partir de vários estudos realizados, que
em média 31 % dos problemas de usabilidade são encontrados por um único
usuário. Com base nesse valor o autor conclui que cinco usuários são suficientes
para encontrar 85% dos problemas de usabilidade e que com quinze usuários
podem ser encontrados 100% dos problemas.
A aplicação do teste de usabilidade na BVS aconteceu em momentos
distintos, pois os dias e horários dependeu da disponibilidade dos sujeitos da
pesquisa, assim , foram seis momentos no laboratório de informática do CCS da
UFPB com diferentes grupos de usuários (entre os dias 5 e 21 de dezembro de
2011) .
Os participantes completaram três tarefas: Um questionário de
perfil/experiência que incluía tanto informações demográficas como informações
sobre utilização de computadores, recursos da internet e site de biblioteca ;
Realizaram dez tarefas utilizando o site da BVS. (As tarefas foram desenvolvidas
pela pesquisadora a partir das funções básicas do site da biblioteca .) e completaram
um questionário com oito perguntas abertas que extraía percepções sobre o uso da
biblioteca e seus recursos.

4 Resultados
Três tipos de dados foram coletados para conhecer o desempenho do usuário
e as suas percepções ao utilizarem o site, como segue: a) A eficácia foi medida pelo
número de tarefas completadas com êxito. b) A eficiência foi medida pela quantidade
de tempo usado para completar cada tarefa ; c) A satisfação foi medida por uma
escala de classificação com quatro níveis de satisfação.
Os participantes concluíram 79%das tarefas, levando em média 4min por
tarefa , e, em geral, ficaram satisfeitos com sua capacidade [como usuários] de
realizar as tarefas.
Quando solicitados para apresentar algum comentário sobre a BVS no fim das
tarefas, alguns participantes responderam : "A BVS sem dúvidas é um instrumento
bastante rico no que se refere à pesquisa cientifica , porém , sua navegabilidade não
é clara causando insegurança naqueles que não a usam com tanta frequência",
"Acho difícil utilizar a BVS , prefiro utilizar a Pubmed", "Conheci várias ferramentas da
BVS que estavam todo tempo à disposição, mas não são dialogadas"; "Seria
interessante haver uma melhora no cruzamento de palavras chaves ou a BVS
disponibilizar um tutorial referente aos links", "O instrumento é interessante e
algumas das tarefas me levaram a usar espaços do site onde normalmente não
ando". Eles também comentaram sobre as dificuldades para concluir alguma tarefa :
"Não consegui completar a última tarefa, pois, o site afirmava que a senha estava
incorreta. Solicitei nova senha por duas vezes e mesmo assim não tive acesso ao
sistema", "Fiz o cadastro, mas não consegui fazer o login, deu erro!" , "Não consegui
achar alguns atalhos, daí não ter concluído as tarefas", Alguns participantes
sugeriram que seria mais útil que a BVS disponibilizasse um sistema de tutorial geral
do site para os usuários inexperientes.

TABELA 1 - Resultados das tarefas concluídas

1311

�Arquitetura da informação: usabilidade. ergonomia . entre outros
i! """"'"
MaooNlck

~

=

:,

IiWitt.UJ

1I....111~

Trabalho completo

N° Tarefas
Concluídas
(Eficácia)

TAREFAS

1. Realizar uma busca livre no site da BVS
(www.bvs.br) sobre um tema de seu interesse de
pesquisa .
2. Buscar em áreas especializada na base
Cid/saúde artigos que tratam da qualidade da saúde
em João Pessoa ;
3. Buscar como solicitar os serviços de fotocópias
da BVS e o custo por artigo recuperado;
4. Verificar no catálogo de revistas científicas se a
BVS tem Revista de Administração Pública ;
5. Verificar quais são os eventos programados para
o período de março a junho de 2012 da área de
saúde
6. Localizar na LlLACs o tutorial como pesquisar
7. Localizar textos que tratam dos seguintes temas:
saúde pública ; políticas públicas de saúde no Brasil
8. Verificar quantos trabalhos existe na base
LlLACS do pesquisador: Paim , Jairnilson Silva
9. Para fazer o levantamento bibliográfico no
MEDLlNE com termos em inglês localizados no
DeCS;
10.Fazer o cadastro nos serviços personalizados em
seguida efetuar o login para conhecer e listar os
serviços oferecidos .
TOTAUMEDIA
FONTE: Dados da pesquisa (2012)

Facilidade de
Realização
(Satisfação)

12 (80%)

Tempo
Médio em
Minutos
(Eficiência)
10.77

13 (87%)

4.08

9 (60%)

12 (80%)

3.63

11 (73,3%)

11 (73%)

5.09

6(40%)

13 (87%)

3.46

7 (46,7%)

13 (87%)
11 (73%)

3.38
3.36

8 (53,3%)
10 (66,7%)

14 (93%)

2.79

7 (46,7%)

12 (80%)

3.50

11 (73,3%)

8 (53%)

3.13

4 (26,7%)

11,9 (79%)

4.36

83 (55,3%)

10 (66,7%)

A Tabela 1 apresenta a coluna com o nível de eficácia representada pelo
número de tarefas concluídas pelos participantes do teste de usabilidade aplicado e
entre parêntese o equivalente em percentual. Na outra coluna , temos o nível
eficiência da BVS medido pelo tempo médio em minutos utilizado para conclusão
das tarefas e na última coluna a satisfação dos usuários em realizar as tarefas. A
satisfação foi obtida pelas indicações feitas na escala de satisfação respondida após
a realização de cada tarefa, para o calculo dos valores apresentados usamos a
soma dos usuários que consideram satisfatória e boa à realização da atividade,
nesse calculo não contamos com os extremos, ou seja , péssima e ótima . Com os
dados apresentados podemos fazer inferências importantes para análise da
usabilidade da BVS

4.1 Eficácia
Para analisar os dados obtidos com aplicação do teste de usabilidade na BVS
definimos como parâmetro para a eficácia o percentual de usuários que concluíram
as tarefas realizadas. Esse resultado será quanto mais indicador de eficácia à
medida que o percentual aproximar-se dos 100%. Nesse estudo , a eficácia foi
avaliada dentro dos seguintes parâmetros: menor que 50% péssima, de 51 % a 70%
satisfatória, de 71 % a 90% boa e acima de 91 % como ótima .
Observemos que a taxa percentual resultante dos dados obtidos no teste de
usabilidade foi 79%, um valor que representa mais da metade dos usuários

1312

�Arquitetura da informação: usabilidade. ergonomia . entre outros
i! """"'"
MaooNlck

~

=

:,

IiWitt.UJ
1I....111~

Trabalho completo

concluíram as tarefas. Trata-se de um percentual significante, com base no qual
podemos inferir que a BVS tem uma eficácia que pode ser classificada como boa .
Dos textos analisados, doze abordam questões como eficácia, eficiência e
satisfação, sendo que dois apresentam dados referentes à aplicação de testes de
usabilidade que objetivaram conhecer a eficácia dos sites testados. Os dados do
estudo de Jeng (2004) , que avaliou dois sites distintos, apresentam que a taxa
global de eficácia para todos os sujeitos no site da Rutgers é de 81 % e no site da
Queens é 83% e na pesquisa de McGillis e Toms (2001) os resultados apontaram
que 75% das tarefas foram concluídas pelos sujeitos da pesquisa .
Observando os dados apresentados em outros testes de usabilidade em
bibliotecas digitais, sugerimos que sejam usados como benchmark para a eficácia da
usabilidade em bibliotecas digitais os parâmetros apresentados nessa pesquisa .

4.2 Eficiência
A eficiência da BVS foi calculada no intervalo do maior tempo usado para
concluir a tarefa e o menor tempo usado para o mesmo fim . Nessa pesquisa,
tivemos o menor tempo de 3 um minuto gasto para realização de tarefa e o maior
tempo de 28 minutos, e obtivemos como tempo médio gasto na realização das
tarefas de quatro minutos e 36 segundos, seguindo os parâmetros definidos na
metodologia proposta que quanto mais essa média se aproximar do menor tempo
gasto na realização das tarefas mais eficiente será a usabilidade da biblioteca digital
avaliada .
Atendendo aos objetivos do teste de usabilidade na BVS, apresentamos que
o tempo entre 28 minutos e 14 minutos e 49 segundos pode ser considerado como
eficiência péssima; entre 14 minutos e 50 minutos e sete minutos e 74 segundos
como eficiência satisfatória ; entre sete minutos e setenta e cinco segundos e um
minuto como eficiência boa e com menos de um minuto como eficiência ótima
Nos dados obtidos, temos que o tempo médio gasto para realização de cada
tarefa de 4,36 minutos evidenciado na tebela 1 como o tempo médio em minutos. Ou
seja, podemos inferir que a pesquisa aponta a BVS como uma biblioteca digital
avaliada com uma eficiência próxima de ótima .
Comparada com a literatura, dos dois textos que apresentam elementos que
possibilitam confirmar os resultados obtidos na nossa pesquisa temos que no
trabalho de Jeng (2004) a taxa global de eficiência , para todos os sujeitos,
correspondente ao tempo médio usado na realização das tarefas, temos que no site
da Rutgers 3 min o 26 seg o e no site da Queens 2 min o 10 sego e no estudo de
McGillis e Toms (2001) o tempo médio para realização das tarefas foi de dois
minutos.
4.3 Satisfação
A satisfação como medida de usabilidade da BVS foi analisada pelo
percentual de participantes que apontaram na escala de satisfação aplicada após
cada tarefa como satisfatória e boa, o calculo se deu com a soma do número de
participantes que apontaram na escala como satisfatória e ótima, a referida escala
contou com quatro níveis de satisfação (péssima , satisfatória, boa e ótima). Os
resultados da pesquisa foram obtidos com quinze participantes realizando dez
tarefas e indicando o grau de satisfação relacionada a cada uma das tarefas.

1313

�Arquitetura da informação: usabilidade. ergonomia . entre outros
i! """"'"
MaooNlck

~

=

:,

IiWitt.UJ

1I....111~

Trabalho completo

Os indicadores de satisfação mostram que, das 150 respostas obtidas (quinze
participantes indicando o grau nas dez tarefas realizadas) cinquenta foram indicadas
como satisfatória , trinta e oito como péssima , trinta e três como boa e vinte e nove
como ótima. Desses dados, excluímos os extremos (péssimo e ótimo) e obtivemos
oitenta e três respostas como satisfatória e boa, correspondendo a 55 ,3% das
tarefas consideradas satisfatórias. Além das questões referentes às tarefas, ou seja,
a parte quantitativa da pesquisa , por ser a satisfação uma questão subjetiva . Foi
aplicado ao término do teste questionário com perguntas abertas, para coletar a
opinião dos participantes sobre o processo de avaliação da BVS, destacando pontos
importantes da usabilidade das bibliotecas digitais.
As respostas das oito questões do questionário pós-teste, aplicado com o
objetivo de possibilitar maiores elementos para analise qualitativa do teste de
usabilidade em questão, foram agrupadas de acordo com as categoria e
subcategiras de análise extraidas do corpus analisado, quais seja : Satisfação facilidade de uso, organização da informação, rotulagem , aparência visual, interface,
conteúdo e correção de erros - Aprendizibilidade.
A categoria satisfação é avaliada na questão "qual a sua opinião a respeito
da página inicial da página inicial da BVS?" E nela podemos observar também as
subcategorias organização da informação, aparência visual e interface. Essa
preocupação com a aparência da BVS encontra suporte teórico em Ferreira e Souto
(2006, p.185) quando afirmam ser interface da biblioteca digital "condição sine qua
non", para analisar a qualidade dessas bibliotecas.
Na opinião dos participantes da avaliação obtivemos posicionamentos como:
"A página apesar de apresentar todos os itens necessários para seu uso, não é
amistosa . Os links são apresentados em sua maioria com letras pequenas e exigem
certa curiosidade por parte de quem pesquisa". Temos mais dois participantes que
consideram que a página "Deveria melhorar a forma de apresentação das
informações" e "Seria interessante que ela fosse mais fácil de manusear".
Mas, temos também opiniões como: "É autoexplicativa e indica de forma
objetiva onde encontra o que se procura". Outras opiniões são enriquecedoras para
avaliação, ao mesmo tempo em que elogiam a BVS apresentam elementos que
podem ser considerados como problemas de usabilidade, a saber, "A página inicial
da BVS é clara e facilita a localização de alguns recursos, enquanto outros têm uma
série de janelas para chegar ao destino final, dificultando a pesquisa".
Por ser a interface elemento importante da interação do usuário com a
biblioteca digital, foi apresentada mais de uma questão que possibilita avaliação
desse ponto, como quando questiona "O que você acha da parte visual da BVS
(cores, formatação do texto, posição do conteúdo)?" Nessa questão, podemos
analisar as subcategorias aparência visual, conteúdo e interface. Segundo
Ferreira e Souto (2006, p. 187), "a interface passa a ser percebida tanto como o
meio para a interação usuário-sistema, quanto como uma ferramenta que oferece os
instrumentos para esse processo comunicativo".
Na opinião de alguns participantes, o visual da BVS apresenta problemas de
interação e visualização como se constata a seguir "É boa, mais acredito que pode
ser criado recursos para melhorar a posição do conteúdo", "Não é atrativo, tamanho
da letra pequena e organização de forma muito confusa ".
No entanto , outros usuários consideram que o visual da BVS é simples e
adequado como se observa nas palavras a seguir. "Acho perfeitos! As cores são

1314

�Arquitetura da informação: usabilidade, ergonomia , entre outros
i! """"'"
MaooNlck

~

=

:,

IiWitt.UJ

1I....111~

Trabalho completo

claras e diferenciadas", "Boa formatação da página, com boa escolha de cores, não
cansando a vista do usuário" "Excelente" e "satisfatória"
Outro ponto solicitado à opinião dos usuários foi quanto ao sistema de busca
com as seguintes perguntas: O que você achou do sistema de busca da BVS (tanto
a busca integrada quanto a busca avançada)?" e "Você achou fácil pesquisar no
sistema BVS? Justifique?"
Nas questões, observamos as subcategorias: facilidade de uso,
organização da informação e rotulagem. Cardoso (2000) afirma que estudos
realizados considerando a interação com os Sistemas de Recuperação de
Informação confirmam que quando o usuário tem mais informação e controle sobre
suas buscas, sua performance e satisfação aumentam . Nessa perspectiva, é
necessário apresentar ao usuário uma interface de busca onde tenha a possibilidade
de conhecer todas as opções de busca para assim escolher aquelas que prefere
utilizar,
A opinião dos participantes da pesquisa confirma o relatado na literatura como
pode ser conferido nas respostas dos usuários. "O sistema é satisfatório e
apresenta-se como outros por mim utilizados", "É um sistema de busca de fácil
manuseio, ágil e que atende as necessidades do pesquisador", e "Gosto do sistema
de busca avançada, da opção de ordenar por preferências, ano de publicação, o
número de textos completos".
Outros usuários tiveram dificuldades em interagir com o sistema busca. Isso é
visível nas opiniões a seguir. "Deixou a desejar, poderia ser mais didático e mais
direto", "A busca integrada não é especifica , enquanto a busca avançada restringe
demais a temática ".
Quanto a facilidade de busca no sistema observa-se que a opinião depende
da experiência de pesquisa na BVS como justificativa mais frequente. Constatado
nas opiniões a seguir, "Considero fácil. Já utilizo a BVS há muitos anos e considero
fácil se familiarizar com o sistema". Já os com pouca experiência no usa da
biblioteca apresentaram alguma dificuldade como se pode ver nas seguintes
palavras, ''Tive um pouco de dificuldade. Não sei se isso é devido ao fato de não ter
o hábito de pesquisar na BVS", "A falta de prática torna um pouco complicado,
fazia algum tempo que eu não pesquisava na BVS" e outros consideraram difícil
justificando que "É a terceira vez que pesquiso no sistema BVS e encontro muitos
obstáculos nas pesquisas", "A informação está presente no sistema, mas é
necessário abrir muitas "abas" até encontrá-Ia" e "bastante complexo. Utilizar outros
buscadores é bem melhor, pois são muito mais rápidos e objetivos".
Objetivando saber a satisfação quanto à aprendizibilidade da BVS foi
elaborada a questão "O que você achou do tutorial como pesquisar (ajuda) da
LlLACS?" Segundo Jeng (2005) , a aprendizibilidade mede o esforço de
aprendizagem e leva em consideração o quão rápido o sujeito aprende como
realizar as tarefas.
Na opinião dos participantes fica evidente a importância dos tutoriais no
processo de aprendizibilidade do site. Ele apresenta o passo a passo da busca e
ajuda a localizar informações relevantes para boa interação com a biblioteca , Os
usuários consideraram o tutorial da base LlLACS como : "Muito bom , eu não
conhecia ", "Interessante e muito explicativo", "Muito bom, dinâmico, facilitando a
pesquisa", "Excelente" e "O caminho apontado no tutorial é fácil para os iniciantes,
mesmo para aqueles com pouca familiaridade na pesquisa em portais" .
Mas outros apesar de reconhecerem a importância desse recurso

1315

�Arquitetura da informação: usabilidade, ergonomia , entre outros
i! """"'"
MaooNlck

~

=

:,

IiWitt.UJ

1I....111~

Trabalho completo

informacional apresentam pontos importantes a serem considerados pelos gestores
da BVS, tais como, "Gostei muito! Deveria ser mais destacado no site para aqueles
alunos que sentem dificuldades ou usam poucas vezes" e "Muito bom , eu não
conhecia " percebe-se que o recurso que objetiva orientar o usuário não é facilmente
localizado na página principal da biblioteca .
Visando contribuir para melhoria da biblioteca avaliada , foi solicitado
apresetação dos pontos fortes e fracos nas questões: "Quais são os pontos positivos
da BVS?" e "Quais são os pontos negativos da BVS?" As respostas serão
apresentadas pela ordem das perguntas, ou seja, primeiro os pontos positivos
seguidos dos pontos negativos.
Das respostas obtidas apareceram termos como: "ser em português" "sistema
simples de busca" "acesso livre", "bases temáticas", "base de dados brasileiras"
"quantidade expressiva de informação sobre a produção do conhecimento na área
da saúde" "Facilidade de acesso aos documentos", "agrega um banco de dados para
divulgação de informações técnico-científicas da America Latina" "acesso a base
LlLACS e vocabulário trilíngue DeCS". "pesquisa gratuita", "grande número de
artigos completos",
E como pontos negativos, mencionaram que: "os termos do DeCS , em sua
maioria , estão desatualizados", "Necessita melhorar a forma de busca por nome e
sobrenome, "Confuso, difícil achar a informação, muitos passos para se chegar no
objetivo da pesquisa", "buscas lenta"e "muito conteúdo na página inicial"
Na questão final , "Qual a sua avaliação geral a respeito da facilidade de uso
da BVS?", objetivando obter elementos que reforcem os pontos anteriores quanto à
satisfação do usuário que pesquisa na BVS, de modo geral, foi considerada como de
fácil uso e conteúdo relevante para área de saúde, mas ficaram evidentes alguns
problemas que precisam ser avaliados e sanados pelos gestores.
Na avaliação geral da BVS dos quinze participantes da pesquisa, sete
avaliaram positivamente o uso da biblioteca como constatam em algumas opiniões a
seguir: "Acredito que, de forma geral, a BVS tem uso simples, podendo ser operada
mesmo por usuários sem muita experiência", "Avalio o uso da BVS como ótimo, pois
a grande maioria das necessidades do pesquisador é atendida", "Avaliação positiva .
O fato da existência do tutorial que explica como usar o portal e de suma importância
pelo os iniciantes", "É uma biblioteca de fácil manuseio, só precisa de prática, como
qualquer outra ferramenta .", e "É uma ferramenta bastante necessária na vida
acadêmica",
Na opinião de outros sujeitos, a biblioteca é um dispositivo informacional
importante, mas apresenta problemas que dificultam a interação com o usuário,
como expressam a seguir, "Considero uma ferramenta usual mas que ainda pode
melhorar em alguns aspectos" e "A partir da realização da pesquisa, identifiquei
algumas dificuldades, como encontrar uma revista especializada , no entanto , em
uma avaliação geral o site se mostrou dinâmico e de fácil utilização".
No entanto, tive usuários que apresentaram uma avaliação negativa e
consideraram como difícil o uso da BVS : "O que não existe na BVS é facilidade" ,
"Não há facilidades de uso! Este é o problema. Acho muito confuso e prefiro utilizar
outras fontes" e "Não achei tão fácil. Prefiro usar o PUBMED".
Como análise geral do teste de usabilidade aplicado no site da BVS , os dados
nos possibilitam inferir que a mesma apresenta um bom nível de eficácia e uma boa
eficiência. Entretanto, a satisfação, ficou no nível satisfatório, conforme as respostas
apresentadas pelos participantes da pesquisa nas questões abertas. Com isso ,

1316

�Arquitetura da informação: usabilidade. ergonomia . entre outros
i! """"'"
MaooNlck

~

=

:,

IiWitt.UJ

1I....111~

Trabalho completo

temos que a boa usabilidade de uma biblioteca digital não pode ser medida apenas
pela sua eficácia e eficiência . O usuário não se contenta apenas em localizar a
informação desejada no menor tempo possível, mas deseja também um sistema de
busca que seja fácil de usar, bem como um conteúdo relevante para sua área de
pesquisa . Essa questão ficou evidente quando um dos participantes da pesquisa
argumenta: "O portal BVS sem dúvidas é um instrumento bastante rico no que se
refere a pesquisa cientifica, porém , sua navegabilidade não é tão clara causando
insegurança naqueles que não a usam com tanta frequência" .
Os problemas de usabilidade, detectados com esta pesquisa, foram
observados principalmente nas questões abertas de satisfação. Mais da metade dos
usuários (oito) encontram dificuldade em usar o sistema de busca da biblioteca .
Outra questão de usabilidade apontada pelos participantes da pesquisa é o visual da
página principal, identificada com de visualização difícil com letra muito pequenas.
Outra questão é o número de novas janelas que são abertas sempre que um link é
acionado e isso deixa o usuário perdido na navegação.
Apesar de avaliarem como satisfatória a BVS, alguns usuários apresentaram
sugestões para melhorar a interação do sistema, tais como: criação de um tutorial,
aos modo do apresentado para base LlLACS, que contemple a BVS como um todo e
o dispor de forma mais vísivel na página principal.
5 Considerações Finais
O teste formal de usabilidade aplicado na BVS apresentou resultados
relevantes que nos leva a considerações conclusivas de que os resultados obtidos
com aplicação do teste de usabilidade na BVS apresenta a eficácia como boa , a
taxa percentual foi de 79%, valor representativo de que mais da metade dos
usuários concluíram as tarefas. Para definirmos que a BVS tem um nível de eficácia
considerada boa , baseada nos parâmetros indicados. Quanto à eficiência, o tempo
médio gasto para realização de cada tarefa foi de 4min36s identificado pelos
parâmetros adotados na pesquisa, como um ponto próximo a eficiência ótima . Ou
seja, a pesquisa aponta a BVS como uma biblioteca digital com uma eficiência boa.
No tocante à satisfação, os indicadores mostram que com 55,3% as tarefas foram
consideradas satisfatórias, excluídos os extremos péssimo e ótimo.
Sobre a satisfação dos usuários em usar a BVS, dos quinze participantes da
pesquisa, sete avaliaram positivamente, quatro sujeitos, consideram a biblioteca
como um dispositivo informacional importante, mas apresentando problemas
relativos à interação com o usuário e os quatro últimos apresentaram uma avaliação
negativa, considerando difícil o uso da BVS.
Em conclusão, o teste de usabilidade aplicado na BVS constata que a
usabilidade de uma biblioteca digital não pode ser medida apenas pela sua eficácia
e eficiência . Evidencia que o usuário quer além do acesso à informação, interação
fácil e amigável com a interface da biblioteca digital. Esse ponto foi especialmente
evidenciado por um dos participantes da pesquisa ao expressar sua opinião
declarando a BVS um instrumento bastante rico para atender à pesquisa cientifica,
porém, a navegabilidade causa insegurança naqueles que a usam eventualmente.
Os problemas se constituem em : letra muito pequena na página inicial da
biblioteca; dificuldades para encontrar os links relacionados aos portais de
informação especializada ; também foi considerado como fator que dificulta a
recuperação da informação o excessivo número de janelas que abrem para se

1317

�Arquitetura da informação: usabilidade. ergonomia . entre outros
i! """"'"
MaooNlck

~

=

:,

IiWitt.UJ
1I....111~

Trabalho completo

chegar ao ponto desejado. Esse fator maxlmlza o número de usuanos que
abandonam a pesquisa . Com base nos dados e na literatura estudada, fica evidente
que a BVS apresenta também problemas de arquitetura da informação, ao se
observar que existe muito conteúdo na página inicial , ensejando melhor organização
visual da página principal.
Mesmo avaliando a BVS como satisfatória , há sugestões para melhorar a
interação com o sistema , tais como: melhoria no cruzamento de palavras chaves e
disponibilização de um tutorial referente ao uso das bases de dados.
6 Referências
ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE NORMAS TÉCNICAS . NBR 9241-11 : requisitos
ergonômicos para trabalho de escritório com computador - Parte 11 - orientações
sobre usabilidade. Rio de Janeiro, 2002 . Esta Norma é equivalente a ISO 9241 - 11 :
1998.
BIBLIOTECA VIRTUAL EM SAÚDE. O que é a BVS? Disponível em :
&lt;http://www.bireme.br/php/level.php?lang=pt&amp;component=112&gt; . Acesso em: 20 jan.
2012 .
BLANDFORD , A. et aI. The PRET a rapporter framework : evaluating digitallibraries
from the perspective of information work. Information Processing and
Management, St. Louis, v. 44, n. 1, p. 4-21, Jan. 2008
CARDOSO, J. C. IUB: uma Proposta de interface de consulta personalizável para
bibliotecas digitais. 2000 . 112 f. Dissertação (Mestrado em Ciência da Computação)
- Faculdade de Informática, Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul ,
Porto Alegre , 2000 .
CUNHA, M. B. Bibliografia sobre o fluxo do documento na biblioteca digital.
DataGramaZero - Revista de Ciência da Informação. Rio de Janeiro, v. 10, n. 5, out.
2009. Disponível em : &lt;http://www.dgz.org .br/out09/Art_01.htm&gt;. Acesso em : 20 out.
2011 .
DIAS, C. Usabilidade na web: criando portais mais acessíveis. Rio de Janeiro: Alta
Books, 2003 .
FERREIRA, S. M. S. P. ; SOUTO, P. C. N. A Interface do usuário e as bibliotecas
digitais. In: MARCONDES, C. H. et aI. (Orgs.). Bibliotecas digitais: saberes e
práticas. 2. ed . Salvador: UFBA; Brasília, DF: IBICT, 2006 . p. 187-204
JENG, J. Usability evaluation of academic digitallibraries: From the perspectives of
effectiveness, efficiency, satisfaction, and learnability. In : ANNUAL MEETING OF
THE AMERICAN SOCIETY FOR INFORMATION SCIENCE AND TECHNOLOGY,
67 .,2004. Proceedings ... p. 13-18. Disponível em:
&lt;http ://www.asis.org/Conferences/AM04/posters/180.doc&gt;. Acesso em : 03 jan. 2011.
JENG, J. What is usability in the context of the digitallibrary and how can it be
measured?" Information Technology and Libraries, v. 24, n. 2, p. 47-56,2005.
LE CROSNIER, H. Bibliotecas digitais. In: AMBROSI, A. ; PEUGEOT,

1318

v.; PIMIENTA,

�Arquitetura da informação: usabilidade. ergonomia . entre outros
i! """"'"
MaooNlck

~

=

:,

IiWitt.UJ
1I....111~

Trabalho completo

D. (Coord .). Desafios de Palavras: enfoques multiculturais sobre as sociedades da
informação. Caen : C &amp; F Éditions, 2005 . Disponível em :
&lt;http ://www.vecam.org/article628.html&gt;. Acesso em : 26 out. 2011.
LEVIN, J.; FOX, J. A Estatística para ciências humanas. São Paulo: Prentice Hall,
2004.
LIMA, I. F. ; SOUZA, R. R. A Concepção de biblioteca digital na literatura brasileira de
periódicos em Ciência da Informação. In: ENCONTRO NACIONAL DE PESQUISA
EM CIÊNCIA DA INFORMAÇÃO, 11 .,2010. Rio de Janeiro. Anais eletrônicos ... Rio
de Janeiro. ANCIB ; UNIRIO, 2010 . Disponível em :
&lt;http ://enancib .ibict. br/index.php/xi/enancibXI/paper/viewFile/50 1/294&gt;. Acesso em :
02 novo 2011 .
MCGILLlS, L. ; TOMS, E. G. Usability of the academic library web site: Implications
for design oCollege &amp; Research Libraries, V. 62, n. 4, 355-367, 2001 .
MINAYO, M. C. S. Ciência, técnica e arte : o desafio da pesquisa social. In : _ __
(org .). Pesquisa social : teoria , método e criatividades. Petrópolis, RJ : Vozes, 1994.
Cap o1, p. 9-29 .
MINAYO; M. C. S.; SOUZA, E. R. Métodos, técnicas e relações em triangulação. In:
MINAYO; M. C. S.; ASSIS, S. G. ; SOUZA, E. R. (Org .) Avaliação por triangulação
de métodos. Rio de Janeiro: Fiocruz, 2005 . Cap o2, p. 71-103.
NIELSEN , J.; LANDAUER, T. K. A mathematical model of the finding of usability
problems. In : INTERACT '93 AND CHI'93 CONFERENCE ON HUMAN FACTORS
IN COMPUTING SYSTEMS, 1993, Amsterdam , the Netherlands. Proceedings ...
New York: ACM , 1993. p. 24-29 .
SARACEVIC, T. Evaluation of digitallibraries: An overview. In: DELOS WORKSHOP
ON THE EVALUATION OF DIGITAL LlBRARIES, 2004, Padova . Proceedings ...
Padova : University of Padua, 2004 .
SAYÃO, L. F. Bibliotecas digitais e suas utopias. Ponto de Acesso, Salvador,
2, p. 2-36, ago./set. 2008 . Disponível em : &lt;http://www.portalseer.ufba .br/
index.php/revistaici/article/view/2661/2166&gt;. Acesso em : 30 out. 2011.

V.

2, n.

SILVA, A K. A ; GARCIA, J. C. R. Do hipertexto ao portal de periódicos. Informação
&amp; Sociedade. Estudos, João Pessoa , v.15, n.1, p. 87-97 , set./dez. 2005 .
TAKAHASHI , T. Sociedade da Informação no Brasil : o livro verde . Brasília , DF :
Ministério da Ciência e Tecnologia , 2000.
TAMMARO , A M.; SALARELLI , A Medição e avaliação da biblioteca digital. In:
___ oA biblioteca digital. Brasília, DF : Briquet Lemos, 2008b. Cap o 13, p. 309339 .
ZHANG, Ving oDeveloping a holistic model for digitallibrary evaluation. 2007.
248 f. Dissertation (Doctor of Philosophy)- Graduate Program in Communication,
Information, and Library Studies, State University of New Jersey, New Brunswick,
2007.

1319

�</text>
                  </elementText>
                </elementTextContainer>
              </element>
            </elementContainer>
          </elementSet>
        </elementSetContainer>
      </file>
    </fileContainer>
    <collection collectionId="49">
      <elementSetContainer>
        <elementSet elementSetId="1">
          <name>Dublin Core</name>
          <description>The Dublin Core metadata element set is common to all Omeka records, including items, files, and collections. For more information see, http://dublincore.org/documents/dces/.</description>
          <elementContainer>
            <element elementId="50">
              <name>Title</name>
              <description>A name given to the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51396">
                  <text>SNBU - Edição: 17 - Ano: 2012 (UFRGS - Gramado/RS)</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="49">
              <name>Subject</name>
              <description>The topic of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51397">
                  <text>Biblioteconomia&#13;
Documentação&#13;
Ciência da Informação&#13;
Bibliotecas Universitárias</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="41">
              <name>Description</name>
              <description>An account of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51398">
                  <text>Tema: A biblioteca universitária como laboratório na sociedade da informação.</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="39">
              <name>Creator</name>
              <description>An entity primarily responsible for making the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51399">
                  <text>SNBU - Seminário Nacional de Bibliotecas Universitárias</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="45">
              <name>Publisher</name>
              <description>An entity responsible for making the resource available</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51400">
                  <text>UFRGS</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="40">
              <name>Date</name>
              <description>A point or period of time associated with an event in the lifecycle of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51401">
                  <text>2012</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="44">
              <name>Language</name>
              <description>A language of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51402">
                  <text>Português</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="51">
              <name>Type</name>
              <description>The nature or genre of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51403">
                  <text>Evento</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="38">
              <name>Coverage</name>
              <description>The spatial or temporal topic of the resource, the spatial applicability of the resource, or the jurisdiction under which the resource is relevant</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51404">
                  <text>Gramado (Rio Grande do Sul)</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
          </elementContainer>
        </elementSet>
      </elementSetContainer>
    </collection>
    <itemType itemTypeId="8">
      <name>Event</name>
      <description>A non-persistent, time-based occurrence. Metadata for an event provides descriptive information that is the basis for discovery of the purpose, location, duration, and responsible agents associated with an event. Examples include an exhibition, webcast, conference, workshop, open day, performance, battle, trial, wedding, tea party, conflagration.</description>
    </itemType>
    <elementSetContainer>
      <elementSet elementSetId="1">
        <name>Dublin Core</name>
        <description>The Dublin Core metadata element set is common to all Omeka records, including items, files, and collections. For more information see, http://dublincore.org/documents/dces/.</description>
        <elementContainer>
          <element elementId="50">
            <name>Title</name>
            <description>A name given to the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="63618">
                <text>Teste de usabilidade da Biblioteca Virtual em Saúde: avaliação da eficácia, eficiência e satifação.</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="39">
            <name>Creator</name>
            <description>An entity primarily responsible for making the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="63619">
                <text>Lima, Izabel França de; Souza, Renato Rocha; Dias, Guilherme Ataíde</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="38">
            <name>Coverage</name>
            <description>The spatial or temporal topic of the resource, the spatial applicability of the resource, or the jurisdiction under which the resource is relevant</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="63620">
                <text>Gramado (Rio Grande do Sul)</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="45">
            <name>Publisher</name>
            <description>An entity responsible for making the resource available</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="63621">
                <text>UFRGS</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="40">
            <name>Date</name>
            <description>A point or period of time associated with an event in the lifecycle of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="63622">
                <text>2012</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="51">
            <name>Type</name>
            <description>The nature or genre of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="63624">
                <text>Evento</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="41">
            <name>Description</name>
            <description>An account of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="63625">
                <text>Aborda aspectos relativos à avaliação de bibliotecas digitais, consideradas como dispositivos informacionais que podem auxiliar na democratização da informação mediada pelas tecnologias digitais. Tais bibliotecas podem ser compreendidas como um espaço de organização, armazenamento, disseminação e acesso a informação por meio de uma rede de comunicação. Discute a importância da avaliação dessas bibliotecas, observando a ausência de normas internacionais destinadas à mensuração dessas. Objetiva avaliar a usabilidade da Biblioteca Virtual em Saúde (BVS). Metodologicamente caracteriza-se como um teste formal de usabilidade, com a finalidade de medir a eficiência, a eficácia e a satisfação de usuários de bibliotecas digitais. O teste foi composto por três instrumentos de coleta de dados, um questionário de perfil/experiência; uma lista de dez tarefas a serem realizadas, utilizando o site da BVS; e um questionário com oito perguntas abertas que extraía percepções sobre o uso da biblioteca e seus recursos. O modelo metodológico foi aplicado entre os dias 05 e 21 de dezembro de 2011 no laboratório de informática do Centro de Ciências da Saúde da Universidade Federal da Paraíba. Os resultados do teste de usabilidade possibilitam inferir que a BVS apresenta um bom nível de eficácia e boa eficiência, tendo o quesito satisfação atingido o nível satisfatório, conforme as respostas apresentadas nas questões abertas pelos participantes da pesquisa. Foram detectados alguns problemas de usabilidade e apresentadas sugestões para melhorar a interface e, consequentemente, a interação usuário/biblioteca digital. </text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="44">
            <name>Language</name>
            <description>A language of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="69471">
                <text>pt</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
        </elementContainer>
      </elementSet>
    </elementSetContainer>
  </item>
  <item itemId="5971" public="1" featured="0">
    <fileContainer>
      <file fileId="5035">
        <src>http://repositorio.febab.org.br/files/original/49/5971/SNBU2012_110.pdf</src>
        <authentication>1504f754f5c4aaa373b5b0a0085054f7</authentication>
        <elementSetContainer>
          <elementSet elementSetId="4">
            <name>PDF Text</name>
            <description/>
            <elementContainer>
              <element elementId="92">
                <name>Text</name>
                <description/>
                <elementTextContainer>
                  <elementText elementTextId="63617">
                    <text>Arquitetura da informação: usabilidade, ergonomia , entre outros
i

St!n.w;o

~

IUoonaI d~

=
IiW!ot_
~ u.... .rl:iln.

Trabalho completo

RECOMENDAÇÕES DE ACESSIBILIDADE DA IFLA/UNESCO
PARA DEFICIENTES VISUAIS: O CASO DA BIBLIOTECA
JUAREZ DA GAMA BATISTA

Raquel Veloso da Costa', Gustavo César Nogueira da Costa',
Geysa Flávia Câmara de Lima Nascimento2
1Bacharel em Biblioteconomia, UFPB, João Pessoa , PB
2Mestre em Ciência da Informação, UFPB, João Pessoa, PB

Resumo

o

estudo tem como objetivo principal analisar os serviços oferecidos pela
Biblioteca Juarez da Gama Batista aos portadores de deficiência visual ,
verificando se esses serviços são desenvolvidos a partir das recomendações
da IFLA/UNESCO. Seu referencial teórico busca concatenar informações a
respeito da Biblioteca pública universitária ou não, Acessibilidade, Deficiência
Visual , inclusão e recursos para acesso á informação por invisuais. Para esse
último, são elencadas as principais tecnologias assistivas utilizadas atualmente.
A metodologia utilizada é a qualitativa, que tem como instrumento de pesquisa
a entrevista semi-estruturada e, foi aplicada com os gestores da Biblioteca em
estudo. A pesquisa constata que, o processo de inclusão no ambiente da
Biblioteca Juarez da Gama Batista, é pouco favorável aos deficientes visuais,
pois não existem serviços específicos para esses usuários, nem ferramentas,
suportes que facilitem o acesso a informação.

Palavras-Chave:
Acessibilidade ; Deficiente visual; IFLA/UNESCO-Manifesto; Biblioteca Pública ;
Tecnologias Assistivas.
Abstract
The study aims to analyze the main services offered by the Library Juarez
Batista da Gama to the blind , making sure that these services are developed
from the recommendations of the IFLA/UNESCO. Its approach seeks to
concatenate information about the Public Library, Accessibility, Visual
Impairment, and resources to include access to information by the blind. For the
latter, are listed the main assistive technologies used today. The methodology
used is qualitative, which is a research tool and semi-structured interview was
applied to the managers of the Library in the study. The report notes that the
process of inclusion in the library environment Juarez Batista da Gama, is
unfavorable to the visually impaired, because there are no specific services for
these users, or tools, supports that facilitate access to information.

1288

�i

xmWrio

~

MaooNIdc

_= _

........
=::~....

Arquitetura da informação: usabilidade, ergonomia , entre outros
Trabalho completo

Keywords:
Accessibility; Visually Impaired ; IFLA / UNESCO Assistive Technologies.

Manifest; Public

Library;

1 Introdução
A construção de identidade das pessoas deficientes visuais na realidade
da sociedade do conhecimento tem sido considerada um valor antes
impensado, Esses sujeitos recebem do ponto de vista social , algum respeito às
suas individualidades. As políticas públicas começam a dá espaço a eles,
reconhecidos como Portadores de Necessidade Especiais, Assim, é possível
perceber que as mudanças nas sociedades humanas ocorrem e que, à medida
que pessoas que compõem estas sociedade também se modificam , gera-se
uma relação dialética entre mudanças individuais e sociais. Uma influencia
outra . Concomitantemente, mudam as pessoas e muda a configuração social :
mudam as tecnologias.
Tendo em vista as necessidades informacionais por parte de indivíduos
invisuais (deficiente visual) e a possibilidade do uso de tecnologias de
informação e comunicação, ferramentas mediadoras do acesso, que
potencializam os diferentes suportes de sistemas de escrita e leitura, existe um
conjunto de políticas que garantem os direitos dessas pessoas, incluindo-se o
direito ao acesso à informação por meio dos serviços e produtos de bibliotecas
públicas.
Podemos justificar a escolha do tema pela pluralidade de assuntos
possíveis na área, a partir de uma inferência que nos permitimos fazer no
momento, qual seja: o atual estágio em que se encontra a Humanidade é
conhecido como Era da informação. Esta passa a ser o capital mais importante,
conhecer é ter poder. Mas a quantidade de informação produzida atualmente é
tanta que se torna impossível absorvê-Ia toda . O que precisamos, na verdade,
é saber localizá-Ia, sintetizá-Ia e utilizá-Ia de forma inteligente. Torna-se então,
imprescindível que qualquer sujeito, seja ele deficiente ou não, tenha acesso
aos recursos informacionais e computacionais.
Gerir informação requer, ainda, uma cultura participativa e colaborativa, o
comprometimento de cada indivíduo no processo, a partilha de ações e
responsabilidades.
Face, ao exposto, a Biblioteca Pública deve empenhar-se para não ser
apenas depósito de livros, mas interagir com a sociedade por meio das áreas
de informação, cultura, lazer e educação, cujos serviços devem ser oferecidos
a um público-alvo com características bem diversas. É por atender a um
público tão diversificado que as bibliotecas públicas assumem um caráter de
agente democrático.
Diante do quadro exposto, visando a contribuir com uma sistematização
das leis, decretos, resoluções , etc. que tratam da garantia de acesso à
informação aos deficientes visuais, a presente pesquisa delineou os seguintes
objetivos:
Analisar os serviços oferecidos pela Biblioteca Juarez da Gama Batista JGB, na cidade de João Pessoa/PB, tomando por foco o processo de

1289

�i

xmWrio

~

MaooNIdc

_= _

........
=::~....

Arquitetura da informação: usabilidade, ergonomia , entre outros
Trabalho completo

disponibilização de informações e serviços especializados aos portadores de
deficiência visual , verificando se esses serviços são desenvolvidos a partir das
recomendações da IFLA/UNESCO.

2 Revisão de Literatura
Na literatura especializada a biblioteca é vista como uma instituição, um
instrumento socializador e que tem como objetivo principal atender as
necessidades informacionais da comunidade em que está inserida e ainda tem
a função educacional e social como também o importante papel de
transformação do ser humano,
Ferreira (1980 , p.5) coloca que
A biblioteca é um dos instrumentos essenciais ao processo
ensino/aprendizagem . Em nossos dias não se pode mesmo conceber
ensino sem utilização de bibliotecas, as quais, além de possibilitarem
acesso à informação, têm um papel da maior relevância, enquanto
favorecem o desenvolvimento de potenciais, capacitado pessoas a
formarem suas próprias idéias e tomarem suas próprias decisões.

Miranda (1978) vê a biblioteca como "um fenômeno histórico em regime
de mútua e permanente influência (interação) com o meio-ambiente [... l".
Sendo assim "a biblioteca é, [ ... ] uma célula viva, única".
O manifesto da IFLAlUNESCO (2006) define biblioteca pública como
Porta de acesso local ao conhecimento - fornece as condições
bàsicas para uma aprendizagem contínua, para uma tomada de
decisão independente e para o desenvolvimento cultural dos
indivíduos e dos grupos sociais .

E ainda que "a biblioteca pública é o centro local de informação,
tornando prontamente acessíveis aos seus utilizadores o conhecimento e a
informação de todos os gêneros"(IFLA/UNESCO, 2006) .
Segundo IFLA/UNESCO (2006) todas as pessoas têm que encontrar as
informações nos formatos ideais para as suas necessidades. O acervo e os
serviços devem estar em todos os tipos de suportes e a na mais recente
tecnologia . E que sejam adequadas às necessidades e condições locais.
Dessa forma diminuindo as barreiras enfrentadas por pessoas em situação de
deficiência, promovendo a possibilidade de evolução de seus conhecimentos,
com vistas a atender as necessidades informacionais, promovendo também
cidadania.
A missão de uma biblioteca pública, seja ela universitária ou não, deve
ser voltada para comunidade em que está inserida. O manifesto da
IFLA/UNESCO (2006) para bibliotecas públicas indica pontos essenciais que
devem compor as missões das bibliotecas públicas, universitárias, escolares,
os quais são apresentados abaixo
a)

Criar e fortalecer os hábitos de leitura nas crianças, desde a
primeira infância;

1290

�i

xmWrio

~

MaooNIdc

_= _

........
=::~....

Arquitetura da informação: usabilidade, ergonomia , entre outros
Trabalho completo

b) Apoiar a educação individual e a auto-formação, assim como a
educação formal a todos os níveis;
c) Assegurar a cada pessoa os meios para evoluir de forma criativa ;
d) Estimular a imaginação e criatividade das crianças e dos jovens;
e) Promover o conhecimento sobre a herança cultural , o apreço
pelas artes e pelas realizações e inovações científicas ;
f) Possibilitar o acesso a todas as formas de expressão cultural das
artes do espetáculo;
g) Fomentar o diálogo intercultural e a diversidade cultural;
h) Apoiar a tradição oral ;
i) Assegurar o acesso dos cidadãos a todos os tipos de informação
da comunidade local;
j) Proporcionar serviços de informação adequados às empresas
locais, associações e grupos de interesse ;
k) Facilitar o desenvolvimento da capacidade de utilizar a informação
e a informática;
I) Apoiar, participar e, se necessário, criar programas e atividades de
alfabetização para os diferentes grupos etários ,

A biblioteca pública tem grande importância, pois muitas vezes ela é o
meio que as pessoas utilizam para seu desenvolvimento intelectual e
social. Quando é bem estruturada e, os gestores estão atentos para
desenvolver todas as atividades que nelas podem ser expostas para a
comunidade, ela possivelmente tornará uma criança em um adulto bem
informado, e este, será capaz de tomar as suas próprias decisões,
As bibliotecas públicas devem disponibilizar a informação em um acervo
diversificado, uma vez que existem diversas formas de se obter uma
determinada informação, esteja ela em um jornal, ou em um livro, Sendo assim
atrai usuários, e supri suas necessidades. Esse acervo deve atender também,
pessoas em situação de deficiência, pois é através dele que muitos saem da
solidão, e buscam fazer parte da sociedade, por meio dos estudos.
Nesse contexto de usuários em situação de deficiência, surge o termo
biblioteca acessível , que Pupo (2006) define como sendo
UnlCO

[.,,] um espaço que permite a presença e proveito de todos , e está
preparada para acolher a maior variedade de público possível para as
suas atividades, com instalações adequadas às diferentes
necessidades e em conformidade com as diferenças físicas ,
antropométricas e sensoriais da população, Assim , junto com a
acessibilidade digital, tecnologias assistivas e uma correta
organização e sensibilização dos funcionários , a acessibilidade física
- urbana, arquitetônica e de produtos - representa um dos pilares
centrais no planejamento de uma biblioteca acessível ,[.,,],

Assim, percebemos que a expressão designa não apenas uma biblioteca
acessível a deficientes visuais, mas que também propicie acesso a pessoas em
situação de deficiência como um todo. Lira (2007) aponta que as Nações
Unidas estão adotando Políticas e incluindo em seus documentos, as
oportunidades sejam iguais, tanto para pessoas com deficiências, quanto para
idosos, Ainda segunda a Organização das Nações Unidas - ONU, indica que o
Estado deve propiciar o acesso de forma universal à informação e aos serviços
para todos os cidadãos, através da disponibilidade de instrumentos específicos,

1291

�i

xmWrio

~

MaooNIdc

_= _

........
=::~....

Arquitetura da informação: usabilidade, ergonomia , entre outros
Trabalho completo

No Brasil , o decreto federal 5.296 de 02/12/2004 define acessibilidade
como condição para utilização, com segurança e autonomia , total ou
assistida, dos espaços, mobiliários e equipamentos urbanos, das
edificações, dos serviços de transporte e dos dispositivos, sistemas e
meios de comunicação e informação, por pessoa portadora de
deficiência ou com mobilidade reduzida (LIRA, 2007) .

Nessa definição percebe-se, o quanto a acessibilidade significa na vida
de pessoas que necessitam dela para realizar atividades do cotidiano, diferente
de pessoas que não possuem um determinado tipo de deficiência. Seja na
convivência doméstica, na rua , nas escolas, universidades, local de trabalho ,
centros culturais entre outros, a acessibilidade é fundamental , para que
tenhamos uma sociedade onde todos os cidadãos tenham suas necessidades
atendidas, tornando o mundo um lugar igualitário.
Segundo Lira (2007) o decreto federal 5,296 de 2 de Dezembro de 2004
diz que é obrigatório no prazo de um ano, contando da data de publicação, os
portais e sítios públicos brasileiros da rede mundial de computadores (Internet) ,
garantir o acesso livre das informações disponíveis para pessoas com
deficiência visual. Sendo que seu artigo 24 cita que Instituições de ensino, em
qualquer nível , públicas ou privadas, devem atender requisitos de
acessibilidade à pessoas em situação de deficiência, onde cita-se a biblioteca .
Entendendo que as bibliotecas públicas estão diretamente ligadas ao processo
educacional e ao ensino público, entende-se que ela também deve atender aos
requisitos e prazos estabelecidos no decreto.
A Associação dos Portadores de Necessidades Especiais Nova Odessa
- SP recomenda os quatro pontos a serem seguidos por bibliotecas que
desejam ser acessíveis:
a) Escaner para leitura de livros e publicações em geral , com emissão
imediata de voz e possibilidade de gravação em áudio ou em
diferentes formatos. Dispõe de OCR (sigla em inglês para
reconhecimento de caractere óptico) e quando acoplado ao
computador, permite também a ampliação das fontes do texto
escaneado. Ideal para pessoas cegas, idosas, disléxicas e até
iletradas, que poderão ouvir textos emitidos por voz agradável ,
com controle de velocidade e recursos como a soletração das
palavras, ou ainda daquelas com baixa visão, que poderão ampliar
os caracteres na tela do computador.
b) Linha Braille, que consiste em uma régua perfurada por pequenos
pinos que, quando levantados, formam um texto em braille a partir
da sua conexão ao computador ou ao escâner. Destinada às
pessoas que preferem o Braille (cerca de 10% das pessoas cegas)
ou surdocegos, que não tem outra opção de leitura além do
Braille.
c) Software leitor de tela para computador. Permite a audição de
todos os textos contidos em formato digital incluindo Internet,
arquivos de texto e planilhas, desde que não tenham sido
gravados em "formatos fotográficos". Há no mercado até softwares
gratuitos, mas sem tantos recursos.
d) Ampliador de Imagem , dispondo de diversos recursos para que
uma pessoa com baixa visão possa ler os textos .

As unidades de informação, em especial seus gestores, devem ter
conhecimento dessas leis e decretos para melhor planejar e preparar suas

1292

�i

xmWrio

~

MaooNIdc

_=........_...
=::~

Arquitetura da informação: usabilidade, ergonomia , entre outros
Trabalho completo

unidades para atender usuários com deficiência visual, pois é através desses
equipamentos, suportes, e instalações adequadas, que eles poderão adquirir
conhecimento, auxiliando-os de forma substancial na formação de cidadãos.

2.1 Tecnologia Assistiva para Deficiente Visual
Desde a invenção da escrita Braille em 1824, nada teve tanto impacto
nos programa de educação, reabilitação e habilidades profissionalizantes
quanto ao recente desenvolvimento da tecnologia para deficientes visuais.
A velocidade com que as tecnologias vêm avançando nas últimas
décadas, é perceptível há todo momento em nossas vidas e, tem avançado
também no sentido de atender as necessidades específicas das pessoas com
deficiência, fazendo com que seja possível o aprendizado e o desenvolvimento.
Essas opções tecnológicas desenvolvidas para pessoas em situação de
deficiência são chamadas de Tecnologias Assistivas - Ta's, que Cook e
Hussey (1995 apud PEREIRA, 2010, p. 5), define como "uma ampla gama de
equipamentos, serviços, estratégias e práticas concebidas aplicadas para
minorar os problemas funcionais encontrados pelos indivíduos com
deficiências".
No hall desses avanços incluem-se os softwares para computadores que
tem trazido inúmeras facilidades de acesso à informação para os deficientes
visuais. Nesse contexto, muitos programas tem sido criados como instrumentos
auxiliares nas atividades de acesso à informação, entre os quais destacamos:
Dosvox, Virtual Vision e Jaws , que poderão ser adquiridos por bibliotecas e
centros de informação e documentação, colaborando com o trabalho do
profissional bibliotecário. Citamos ainda, o recurso de ampliação que pode ser
utilizado por pessoas acometidas pela baixa visão, que também sofrem com a
falta de adaptações e/ou existência de materiais informacionais voltados para
tal necessidade.
O Dosvox foi desenvolvido pelo Núcleo de computação eletrônica da
Universidade Federal do Rio de Janeiro - UFRJ é
destinado a auxiliar os deficientes visuais a usar o computador,
executando tarefas como edição de textos (com impressão
comum ou Braille) leitura/audição de textos anteriormente
transcritos, utilização de ferramentas de produtividade faladas
(calculadora, agenda, etc), além de diversos jogos. O sistema
fala através de um sintetizador de som de baixo custo, que é
acoplado a um microcomputador tipo IBM-PC (BORGES,
2009) .

Assim, percebemos que o Dosvox é um sistema e não simplesmente um
programa , funcionando em paralelo ao sistema operacional instalado no
computador em que esteja sendo executado, ou seja, todas as suas funções
são independentes das funções do sistema operacional instalado originalmente
na máquina
De acordo com Borges (2009) o sucesso do DOSVOX está no seu
a) custo muito baixo - o sistema foi industrializado e hoje é
vendido por menos de 100 dólares;

1293

�i

xmWrio

~

MaooNIdc

_= _

........
=::~....

Arquitetura da informação: usabilidade, ergonomia , entre outros
Trabalho completo

b) a tecnologia de produção é muito simples, e viável para as
indústrias nacionais;
c) o sistema fala e lê em português;
d) o diálogo homem-máquina é feito de forma simples,
removendo-se ao máximo os jargões do "computês";
e) o sistema obedece às restrições e características da
maioria das pessoas cegas leigas;
f) o sistema utiliza padrões internacionais de computação , e
assim, o DOSVOX pode ser lido e pode ler dados e textos
gerados por programas e sistemas de uso comum em
informática.

Com esses pontos, o sistema DOSVOX se torna acessível para as
pessoas com deficiência visual, possibilitando assim o manuseio de
computadores, seja para uso doméstico, profissional, acadêmico ou qualquer
outra necessidade apresentada, assim se apresenta como uma opção viável e
possível de utilização em bibliotecas já que é de fácil instalação e utilização.
Por seguir padrões internacionais de computação, ele pode ser utilizado em
todos oS sistemas operacionais de uso comum na informática, o que facilita a
padronização de programas e no seu processo de fabricação .
Outra opção de recurso aplicado à informática para deficientes visuais é
o Virtual Vision , Sonza e Santarosa (2011) apresentam o software indicando
que
É uma aplicação da tecnologia de síntese de voz, um "leitor de telas"
capaz de informar aos usuários quais os controles (botão , lista,
menu ,... ) estão ativos em determinado momento. Pode ser utilizado
inclusive para navegar na Internet. Segundo informações de seu
fabricante, o Virtual Vision é atualmente acessado por
aproximadamente 4.500 pessoas .

Este software difere do Dosvox por ser um programa que aplica suas
funções junto a elementos comuns dos computadores que utilizam o sistema
operacional Windows, pois se trata de um leitor de tela.
Leitores de tela são sistemas que capturam os dados textuais
diretamente da memória de vídeo do computador, podendo trabalhar
com uma grande variedade de aplicações (PORTO , 2001 apud
SOUZA, 2008, p. 46) .

Assim oS leitores de tela são programas que auxiliam oS deficientes
visuais com programas de computador. Passando o conteúdo que está na tela
em voz sintetizada , tanto para as pessoas cegas quando as de baixa visão,
que tenham dificuldades no acesso a informação. Existem no mercado muitos
leitores de tela , contudo seu custo é sempre elevado, por normalmente se
tratar de programas importados, ou seja, sofrem adições ao seu valor como
impostos e ajustes cambiais.
Dentre as principais características do virtual Vision, Sonza e Santa rosa
(2011) destacam
Pronuncia as palavras digitadas letra por letra, palavra por palavra ,
linha por linha, parágrafo por parágrafo ou todo o texto . O próprio

1294

�i

xmWrio

~

MaooNIdc

_= _

........
=::~....

Arquitetura da informação: usabilidade, ergonomia , entre outros
Trabalho completo

usuário pode determinar suas preferências . Ao teclar a barra de
espaço, o software lê a palavra inteira digitada;
[... ]
Permite o rastreamento do mouse ou, em outras palavras, digitaliza o
que está em baixo do cursor do mouse em movimento (pode-se ligar
e desligar esta opção);
[... ]
Seu sintetizador de voz é muito bom , além de ser, é claro, em
português.
[... ]
Permite a fácil localização do cursor na tela através de teclas de
atalho;
[... ]
Pronuncia detalhes sobre a fonte de texto (nome, tamanho, cor,
estilo, etc.), bem como as mensagens emitidas pelos aplicativos ;
[... ]
Através de uma impressora Braille e um software como o Braille
Creator o usuário pode imprimir qualquer página da internet, de
documentos, de e-mail , etc ;
Através do Virtual Vision, é possível digitalizar um texto para posterior
impressão em braille, desde que o scanner utilizado possua o
programa OCR ;
[... ]
Permite a leitura de páginas da Internet citando, inclusive, os links
para outras páginas, embora não seja tão eficiente em sites com
frames e tabelas.

Uma das grandes diferenças entre o Dosvox e Virtual Vision , está na sua
disponibilização, pois o Dosvox pode ser adquirido gratuitamente por download
no websife do núcleo de computação gráfica da UFRJ, enquanto o Virtual
Vision é comercializado, contudo uma instituição financeira particular o
disponibiliza de forma gratuita para seus correntistas com versões para
Windows XP, NT e 2000.
O Virtual Vision também atende de forma aparentemente satisfatória as
necessidades de pessoas com baixa visão e sendo difícil de ser usado por
pessoas com cegueira total , como fala Borges (2009)
O Virtual Vision é muito bem aceito por pessoas com vlsao
subnormal , mas é bem mais difícil de ser usado por pessoas com
cegueira total (em particular aquelas com baixa cultura
computacional) , especialmente porque é necessário se ter um
conhecimento bem razoável das teclas de atalho (que substituem o
mouse) e da organização das informações (bidimensionais) na tela
para poder usar um leitor de telas.

Outro software bastante utilizado pelas pessoas com deficiência visual
no Brasil é o Jaws, que Sonza e Santa rosa (2011) apresentam como sendo um
um leitor de telas que permite facilmente o acesso ao computador a
pessoas cegas ou amblíopes . Com o Jaws, qualquer usuário
deficiente visual pode trabalhar tão ou mais rapidamente do que uma
pessoa que veja normalmente, utilizando teclas de atalho. Estima-se
que atualmente a quantidade de usuários deste programa esteja em
torno de 50 .000, espalhados por vários países.

1295

�i

xmWrio

~

MaooNIdc

_= _

........
=::~....

Arquitetura da informação: usabilidade, ergonomia , entre outros
Trabalho completo

o Jaws é um programa leitor de tela, que facilita o manuseio de
computadores para que se tenha acesso às informações, desenvolvido para as
pessoas com deficiência visual , semelhante ao virtual vision
Com o Jaws, é possível acessar programas com um simulador de
mouse, no teclado, o que não é fácil com outros programas leitores de tela .
A disponibilização do Dosvox, Virtual Vision e do Jaws para download
via Internet, por incrível que pareça, não facilita seu acesso aos deficientes
visuais em vista de que o acesso à Internet no Brasil ainda é pouco difundida
entre os deficientes visuais como também a pouca ou quase inexistência de
pontos de acesso à Internet que estejam preparados com algum tipo de
software que permita a navegação na web para estes.
Esta constatação se dá com base na observação e na vivencia de uso
de pontos de acesso público, sejam gratuitos como em bibliotecas públicas, ou
em pontos de acesso privado como as chamadas lan houses.
Além das pessoas que não possuem a visão, existe ainda outro tipo de
deficiente visual , as pessoas acometidas pela baixa visão, que também sofrem
com a falta de adaptações e/ou existência de materiais informacionais voltados
para tal necessidade (TORRES; MAZZONI; MELLO, 2007).
A possibilidade de ampliação dos textos impressos é uma das principais
alternativas para suprir a necessidade de acesso a esse tipo de material por
pessoas que tenham baixa visão . Outra alternativa, que se apresenta por
algumas vezes e, a mais prática , dependendo do grau de baixa visão que a
pessoa apresente, é o uso da lupa manual como alternativa para ampliação no
ato da leitura, Existem ainda as chamadas lupas eletrõnicas, que funcionam
dentro da mesma ideia de uma câmera fotográfica digital. Contudo a exibição é
ampliada, em vista da proximidade em que a lente se encontra do text%bjeto
em que esteja sendo utilizada para ampliar a imagem. Este, como a grande
maioria dos produtos de tecnologia assistiva, também não é fabricado no
Brasil , sendo assim de difícil aquisição.
No caso do uso de computadores existem ainda softwares que fazem
com que as imagens sejam ampliadas na tela , e ainda opções próprias dos
sistemas operacionais, a exemplo da função Lente de Aumento do Windows,
que possui este recurso em todas as suas versões desde a versão XP .
Outro recurso que vem sendo notadamente útil às pessoas com baixa
visão, no tocante ao uso dos navegadores de Internet são os comandos de
ampliação, presentes nos principais browsers, como o Internet Explorer, Fire
Fox e Google Chrome. Os comandos são:
Para ampliar: Pressionar a tecla control (CTRL) e segurar, em seguida
pressionar a tecla + (sinal de adição) . Quantas vezes o sinal de adição for
pressionado mais a imagem em exibição no browser será ampliada;
Para diminuir: Pressionar a tecla control (CTRL) e segurar, em seguida
pressionar a tecla - (ífem ou menos). Quantas vezes o sinal de ífem for
pressionado mais a imagem em exibição no browser será diminuirá;
Para retornar à posição inicial de exibição do browser: Pressionar a tecla
control (CTRL) e segurar, em seguida pressionar a tecla O (zero).
Essas informações são extremamente úteis aos bibliotecários e a todos
que trabalhem em bibliotecas, em especial as equipes de bibliotecas públicas,
pois é nestas em que a possibilidade de usuários deficientes e provavelmente
com pouco conhecimento dos recursos padrões dos softwares correntes como

1296

�i

xmWrio

~

MaooNIdc

_= _

........
=::~....

Arquitetura da informação: usabilidade, ergonomia , entre outros
Trabalho completo

ainda possível o desconhecimento da existência dos softwares específicos que
o auxiliem a ter independência na utilização dos recursos de informáticas
disponíveis,
A IFLA aponta que esses exemplos de solução que incluem software
para leitura de tela , software de ampliação da fonte na tela , display atualizável
ou perceptível ao tato de Braille devem se fazer presentes nas bibliotecas
públicas (IFLA, 2009) em vista de seu caráter sócio/inclusivo. Com o uso das
TA's, e a criação de softwares facilitam tanto o acesso a informação, como
consequentemente ajuda no processo de aprendizagem e nos momentos de
laser da pessoa em situação de deficiência.
Almeida et ai (2011) cita dois softwares que foram desenvolvidos para as
pessoas com baixa visão "Softwares conhecidos como "tecnologias
específicas" que englobam ampliadores de telas como o Magic da Freedom
Scientific e o LentePro para usuários de baixa visão". Outros softwares que
podem ajudar as pessoas com baixa visão, nesse caso os ampliadores que
ajudam essas a visualizar os elementos gráficos e textuais apresentados como
a Lente Pro do NCE/UFRJ e o Zoom da Ai Squared ; entre outros, além de
equipamentos como impressora Braille e lupa eletrônica de ampliação
(ALMEIDA et ai, 2011) ,
Apesar de toda a tecnologia voltada para atender as pessoas com
deficiência, nem sempre essas tecnologias são aceitas por essas pessoas.
Pelo fato de não aceitarem essa situação em que se encontram
consequentemente as pessoas com deficiência não querem fazer uso de
tecnologias no seu dia a dia, Isso pode ocorrer também , por não saberem
manusear essas tecnologias ou por vergonha de necessitar aprender.

3 Materiais e Métodos
Quanto aos objetivos propostos, esta pesquisa se caracteriza como
exploratória cuja finalidade consiste em "[... ) levantar informações sobre um
determinado objeto, delimitando assim um campo de trabalho, mapeando as
condições de manifestação desse objeto." (SEVERINO, 2007. p. 123).
A abordagem aplicada é de cunho quali-quantitativa, em função de
responder as perguntas "o que, como, em que circunstâncias diferentes variam
e por quê?". Queremos conhecer se a biblioteca segue as recomendações da
IFLA/UNESCO para Bibliotecas Públicas, visando à disponibilização de
serviços, acervo e suportes para pessoas em situação de deficiência visual.
O universo da pesquisa constituiu-se de 4 (quatro) bibliotecários, dos
quais 1(um) é o gestor e sujeito do nosso estudo.
Optou-se por utilizar enquanto técnica de abordagem, a entrevista semiestruturada aberta e o questionário.

4 Análise dos dados
Para preservar o anonimato dos entrevistados estes foram identificados
apenas pela consoante 'B' e números. Este cuidado ajuda o processo de
interpretação e análise dos dados.

1297

�i

xmWrio

~

MaooNIdc

_= _

........
=::~....

Arquitetura da informação: usabilidade, ergonomia , entre outros
Trabalho completo

Inicialmente, para ancorar a formulação dos objetivos norteadores do
estudo, buscou-se conhecer quais os serviços oferecidos pela Biblioteca
Juarez da Gama Batista.
De acordo com a entrevista realizada com B1 , obtivemos os seguintes
resultados:
"O processo de aquisição é feito unicamente por meio de doações e,
o acervo em Braille também é composto por obras doadas, contudo
há um canal "doador" específico, a Secretaria de Cultura e este
acervo não é passivo de empréstimo domiciliar. A Biblioteca não
oferece o serviço de transcrição de obras impressas em tinta para o
Braille e atualmente estão funcionando os setores de referência,
empréstimo, processos técnicos e Internet. A missão institucional da
Biblioteca , ainda encontra-se em construção e o processo de
formação e desenvolvimento de coleções inexiste."

Diante da representação sobre os serviços e produtos oferecidos pela
biblioteca JGB, percebe-se que as doações feitas pela Secretaria de Cultura
que abastecem o acervo em Braille, endossam o que discutimos no referencial
teórico a respeito do alto valor das obras transcritas para o sistema Braille.
Logo, inexistindo doações feitas por pessoas físicas ou outros
Órgãos/Instituições, impedindo que estas obras sejam emprestadas,
possivelmente visando sua conservação.
O fato da biblioteca não oferecer o serviço de transcrição é um ponto
negativo quanto à oferta de serviços informacionais aos deficientes visuais,
pois sem esse serviço os usuários que utilizam o Braille como forma de leitura,
ficam totalmente dependentes das únicas obras que foram doadas ao acervo
da biblioteca JGB e, ainda ficam impossibilitados de terem acesso aos
conteúdos das obras em tinta que existem no acervo.
O fato da Missão da biblioteca JGB não estar concluída, foi algo que
chamou atenção durante a análise dos dados, pois se trata de um documento
que norteia os serviços e os processos de uma biblioteca, embora exista um
roteiro de atividades que são seguidos na biblioteca .
Uma grande surpresa é a inexistência de uma definição no processo de
formação e desenvolvimento de coleções, uma vez que visa à atualização e
ampliação do acervo como ainda sua conservação. Acreditamos que esse
aspecto apresenta uma urgência eminente , merecendo uma atenção especial
por parte da Biblioteca.
Ao perguntarmos sobre o acervo Braille da biblioteca JGB, B1 informa
que:
"Não existe o empréstimo das obras , pois os poucos exemplares da
coleção foram doados e não há profissionais qualificados para o
Setor de Braille."

A IFLA/UNESCO recomenda que serviços e materiais devam estar à
disposição para todas as pessoas, mesmo aquelas que não possam utilizar os
serviços e materiais convencionais, inclusive os deficientes.
Ao perguntarmos quais serviços são oferecidos pela biblioteca JGB
obtivemos as seguintes respostas:

1298

�i

xmWrio

~

MaooNIdc

_= _

........
=::~....

Arquitetura da informação: usabilidade, ergonomia , entre outros
Trabalho completo

"Não existem serviços direcionados a esse público específico.
Não existe nem registro de usuários deficientes visuais que
utilizem esse acervo" (B1)
"Existe a consulta ao acervo Braille" (B2)
"O usuário tem o acervo disponibilizado para consulta" (B4)

Podemos verificar que o resultado dessa questão revela que a Biblioteca
JGB segue, parcialmente, o que a IFLA/UNESCO recomenda a respeito da
oferta de acervo que ofereça suporte para o acesso às informações por
pessoas deficientes visuais, mesmo sendo esse o único serviço destinado aos
usuários com esse tipo de deficiência .
Com a existência do serviço, procurou-se saber se a equipe que atua na
biblioteca possui alguma preparação específica para atender os usuários com
deficiência visual, onde foi unânime as respostas afirmando que não existe
nenhum tipo de capacitação voltada para essa temática . Assim , percebemos
uma contradição nas práticas da biblioteca, pois afirma possuir serviço
específico para pessoas deficientes visuais, contudo não dispõe de nenhum
profissional habilitado para atuar junto ao serviço.
Na questão sobre transcrição de materiais impressos em tinta para
suportes que possibilitem sua utilização por deficientes visuais, obtivemos um
percentual de 100% dos respondentes afirmando a inexistência de tal prática
na Biblioteca JGB.
Quando se produz as transcrições de materiais impressos em tinta para
suportes que os deficientes possam fazer uso, se está seguindo o que a
IFLA/UNESCO propõe, quando se trata de disponibilizar materiais para todos,
sem distinção.
Ao questionarmos a respeito da existência de uma Política de aquisição
de coleções que contemplem os usuários com deficiência visual , 75%
afirmaram não existir, e 25% não souberam responder. O resultado desta
questão já tinha sido contemplado ao se ter tomado conhecimento da
inexistência de uma política de formação e desenvolvimento de coleções,
Com um planejamento e a criação de uma Política de aquisição, pode-se
adquirir suportes que atendam as necessidades de todos os usuários, sem
distinção e discriminação.
Ao se perguntar sobre a divulgação do acervo Braille, mais uma vez
75% disseram não haver divulgação do setor Braille para a comunidade onde a
biblioteca JGB está inserida e 25% não souberam opinar.
A semelhança nos resultados das duas últimas questões pode ser
explicado pelo fato de que no universo entrevistado, nem todas os
bibliotecários desenvolvem as mesmas atribuições, existindo assim a
possibilidade de que algumas informações não sejam de conhecimento de toda
a equipe por completo, assim sendo de domínio maior por uma parcela do que
de outra ,
Para que os serviços sejam utilizados pela comunidade, ela precisa
saber que esses serviços existem e que estão disponiveis para uso, dessa
forma é necessário que se faça divulgação em diversas formas.
No questionamento sobre como a biblioteca JGB se adapta as
necessidades de informação dos usuários com deficiência visual através do

1299

�i

xmWrio

~

MaooNIdc

_= _

........
=::~....

Arquitetura da informação: usabilidade, ergonomia , entre outros
Trabalho completo

acervo Braille, 100% dos entrevistados responderam que ela faz isso apenas
através do acervo Braille.
Existem outros meios para que a biblioteca se adapte as necessidades
informacionais, como os softwares leitores de tela, livros em áudio entre outros,
que foram abordados no referencial teórico desse trabalho.
Ao perguntar se a biblioteca JGB segue as recomendações da
IFLA/UNESCO para bibliotecas públicas, 100% afirmaram que sim .
Todas as bibliotecas públicas devem ter o manifesto da IFLA/UNESCO
como um norte para desenvolver serviços que atendam a comunidade onde ela
está inserida, contribuindo com o desenvolvimento de todos.
Embora, afirmem que seguem as recomendações propostas pela
IFLA/UNESCO, percebemos nas respostas dos entrevistados e análise dos
gráficos das questões discutidas anteriormente, que os itens abaixo
[... ]
9. Assegurar o acesso dos cidadãos a todos os tipos de informação
da comunidade local;
11 . Facilitar o desenvolvimento da capacidade de utilizar a
informação e a informática;
[.. .]

Não são atendidos pela Biblioteca JGB, pois não existem serviços,
recursos , ferramentas, profissional qualificado entre outros, que disponibilizem
a informação de maneira acessível e igualitária à todos que dela precisem .
Sabendo da importância das tecnologias, que tem avançado no sentido
de atender as necessidades específicas das pessoas com deficiência visual ,
perguntamos se os bibliotecários entrevistados conheciam o termo
"Tecnologias Assistivas". Todos informaram desconhecer a expressão . Diante
do fato , foi feita uma pequena explicação sobre conceitos, objetivos e tipos de
tecnologias assistivas.
Após explicação obtivemos as seguintes respostas:
"Não conhecia o termo e não pensei que o termo estivesse voltado
para deficientes visuais"(B4)
"Eu conhecia , mas por essa terminologia não. Conhecia por
acessibilidade ."(B5)
"Estou desatualizada"(B3)

Pereira (2010) em pesquisa realizada em bibliotecas na cidade de João
Pessoa constatou que
o termo Tecnologia Assistiva ainda é um estranho ao vocabulário dos
bibliotecários, pois após a sua explicação, um número elevado de
entrevistados mudaram sua resposta quanto a existência desse tipo
de recurso em seus locais de trabalho.

É imprescindível que os bibliotecários, estejam sempre atualizados com
os novos temas da área, para que desenvolvam melhor o seu papel enquanto
profissional mediador entre a informação e o usuário.
Diante dos fatos analisados, acreditamos que para atender as
necessidades informacionais dos deficientes visuais, é necessário que a
biblioteca pública disponibilize todos os recursos que ajudem na aquisição de

1300

�i

xmWrio

~

MaooNIdc

_= _

........
=::~....

Arquitetura da informação: usabilidade, ergonomia , entre outros
Trabalho completo

novos conhecimentos, tornando o deficiente visual parte integrante da
sociedade.
Assim, entedemos que apenas o acervo em Braille existente na
Biblioteca JGB, não contempla a existência de recursos que facilitem o uso da
biblioteca pelos deficientes, principalmente pelo fato de que dentre os quatro
serviços ofertados, eles apenas tem acesso parcial ao uso do acervo, pois não
há a possibilidade de empréstimo.
A inexistência de outros recursos que possibilitem a transcrição, que
podemos entender como a possibilidade de fazer cópias do material, ou a
oferta de equipamentos que permitam fazer uso dos computadores, também
comprometem a biblioteca quanto às possibilidades de seu uso por pessoas
com deficiência visual.

5 Considerações Finais
A deficiência visual pode ser uma barreira em um primeiro momento e
em alguns casos até de difícil aceitação tanto por parte da pessoa deficiente
como das pessoas com quem ele convive, contudo, a valorização do ser tem
que ser superior à valorização da deficiência onde essa deve ser encarada
como um desafio e não como um ponto final no processo educacional,
intelectual, como também na perspectiva de vida do indivíduo.
O uso das bibliotecas por pessoas com deficiência visual vem ajudando
a promover mudanças não apenas na constituição de seus acervos, mas
também no comportamento e na consciência dos profissionais que nela atuam .
Percebe-se uma maior necessidade de interação da biblioteca com esses
usuários, nas bibliotecas públicas, pois essas são de indispensável importância
tanto no processo de aprendizagem como opção pública e gratuita de acesso
a informação, cultura e lazer pelas pessoas com deficiência visual.
Antes de qualquer ação efetiva na oferta de serviços à pessoa com
deficiência visual nas bibliotecas públicas universitárias ou não, se fez
necessário compreender em que cenário da sociedade esses se encontram ,
como também saber escolher que tipos de recursos que os usuários
possivelmente estejam aptos a utilizarem e ainda os funcionários que irão
atendê-los, evitando dessa forma investimentos desnecessários e a subutilização de equipamentos e recursos públicos, possibilitando às pessoas com
deficiência serem atendidas nessas bibliotecas de forma digna, sem distinção
entre deficientes ou não, sem discriminação e com a possibilidade de terem
suas necessidades informacionais atendidas.
Em resposta ao objetivo principal desse trabalho, observou-se que o
processo de inclusão no ambiente da biblioteca JGB, é pouco favorável para as
pessoas com deficiência visual , especificamente na inexistência de um serviço
voltado à esses usuários. Outro fator observado é a ineficiência da biblioteca
no atendimento aos usuários deficientes visuais, no que tange a inexistência de
ferramentas e equipamentos adequados, ou seja , suportes que facilitem tanto o
uso da biblioteca como o acesso a informação.
A existência do acervo em Braille se apresenta positivamente, porém, a
inexistência de uma política de formação e desenvolvimento de coleções que
contemplem sua manutenção e ampliação , é um fator que compromete a

1301

�i

xmWrio

~

MaooNIdc

_= _

........
=::~....

Arquitetura da informação: usabilidade, ergonomia , entre outros
Trabalho completo

eficácia e qualidade desse acervo. Mesmo com a existência do acervo em
Braille não há uma equipe ou profissional devidamente capacitado a lidar com
esse tipo de usuário.
Outro ponto grave é a inexistência de acervo ampliado ou a
disponibilidade de lupas manuais ou eletrônicas aos usuários com baixa visão,
fazendo com que esses também tenham que estar de posse de lupas próprias,
que utilizem o Braille ou que dependam de terceiros para leitura oral.
Um aspecto que chamou atenção durante a realização desse trabalho é
o fato da biblioteca não possuir registro/cadastro dos usuários deficientes
visuais. Essa ferramenta poderia ser utilizada para gerar dados que
auxiliassem na aquisição de equipamentos, oferta de cursos ou capacitações
de aprimoramento aos profissionais, em vista da demanda existente, a qual
não foi possível mensurar, contudo ela é observada pelas pessoas que atuam
na biblioteca.
A falta de conhecimento do termo "Tecnologia Assistiva " não implica na
inexistência dessa tecnologia nos ambientes, entretanto sua aplicação deve ser
feita com o devido conhecimento do profissional bibliotecário, pois este deve ter
conhecimento aguçado do perfil dos seus usuários, assim auxiliando de forma
direta na escolha dos tipos de TA's a serem aplicadas na unidade de
informação.
A falta de debate sobre essa temática durante o período acadêmico se
reflete diretamente na prática profissional, seja no tocante à acessibilidade
como em qualquer outro aspecto que diga respeito ao acesso a informação,
sendo assim necessário que o profissional tenha que adquirir esse
conhecimento fora da academia, sem que o foco temático seja debatido com
vistas específicas à Biblioteconomia, muito menos à Ciência da Informação,
dependendo do bom senso e nível de capacidade profissional para fazer as
devidas adaptações à sua realidade na atuação profissional.
Observou-se que por mais que a Biblioteca JGB conheça o manifesto da
IFLA/UNESCO para bibliotecas públicas, pouco é posto em prática , para
atender de maneira satisfatória as necessidades informacionais dos usuários
deficientes visuais.
Vistas sob a ótica que bibliotecas são organizações sociais dinâmicas e
que, independentemente de sua classificação ou tipologia, devem centrar sua
missão na sua utilidade social e na sua capacidade de contribuir efetivamente
para o crescimento de seres humanos, cabe a elas promover transformações
necessárias ao cumprimento adequado de sua missão perante a sociedade
que lhe destinaram servir. Cabe-lhes ainda o dever de denunciar e impedir que
contradições e injustiças sociais aconteçam ou se reproduzam em seu espaço
mais próximo de atuação.
Não adianta discursar a respeito de democratização de informação,
direitos civis e políticos, cidadania, infinidade de recursos tecnológicos para
usuários de bibliotecas, redes de informação, se na realidade o que vimos
acontecer são possibilidades de acesso injustas, discriminatórias e desiguais.

6 Referências

1302

�i

xmWrio

~

MaooNIdc

_=........_...
=::~

Arquitetura da informação: usabilidade, ergonomia , entre outros
Trabalho completo

ALMEIDA, Sandra Manzano de et aI. Acessibilidade aos deficientes visuais
e auditivos às Bibliotecas da rede UNESP. 2011 .Disponível em :
&lt;http://www.sibLufrj .br/snbu/pdfs/posters//final_372.pdf&gt; . Acesso em: 6 Jun ,
2011 .
BORGES, José Antonio dos Santos. Do braille ao dosvox : diferenças nas
vidas dos cegos Brasileiros. Rio de Janeiro-RJ, UFRJ/COPPE 2009. Disponível
em : &lt;http://teses2 ,ufrj,brlTeses/COPPE_D/JoseAntonioDosSantosBorges.pdf&gt;.
Acesso em : 22 Jun. 2011 .
FERREIRA, Mary. Informação e desigualdade social: desafios para pensar o
Estado democrático a partir das bibliotecas públicas maranhenses. 1980.
Disponível em :
&lt;http://www.repositorio.ufma.br:8080/jspuilbitstream/1 /272/1 /1 nformacaoDesigualdade-Ferreira .pdf&gt; . Acesso em : 6 Jun. 2011 .
IFLA. Bibliotecas para cegos na era da informação: diretrizes de
desenvolvimento. São Paulo: Imprensa Oficial do Estado de São Paulo, 2009 .
Disponível em : &lt; http://www.ifla ,org/files/libraries-for-printdisabilities/publications/86-pt.pdf&gt;. Acesso em : 7 maio 2011 .
IFLA. Manifesto da IFLA/UNESCO para bibliotecas públicas. 2006.
Disponível em : &lt; http://extralibris.org/revista/manifesto-da-iflaunesco-parabibliotecas-publicas/&gt; , Acesso em 1 maio de 2011 ,

LIRA, Guilherme de Azambuja Lira. Biblioteca Nacional: desenvolvimento
do modelo brasileiro de biblioteca acessível para pessoas com deficiência
e idosos. Revista Inclusão Social, Brasília, v. 2, n. 2, p. 10-13, abr.lset. 2007.
Dispon ível em : &lt;http://revista.ibict.br/incl usao/index. php/inclusao/article/view/
93/100&gt;. Acesso em: 6 Jun. 2011 .
MIRANDA, Antonio. A missão da biblioteca pública no Brasil. 1978.
Disponível em :
http://repositorio.bce.un b.br/bitstream/1 0482/594/1/ARTI GO_ m iss %C3%A3o_
biblioteca_p%C3%BAblica_Brasil.pdf&gt; . Acesso em : 2 maio 2011 .
PEREIRA, Giulianne Monteiro, Tecnologias Assistivas: um desafio na
formação e atuação do profissional bibliotecário nas bibliotecas universitárias
de João Pessoa/PB. 2010. Disponível em :
&lt;http ://gustavonogueira .files .wordpress.com/20 10 /09/tecnologiasassistivas_textocompleto.pdf&gt;. Acesso em 20 maio 2011 .
PUPO, D.T. Cumprindo a legislação. In: PUPO, D. T. ; MELO, A. M. ; PÉRESFERRÉS, S. (org .) Acessibilidade: discurso e prática no cotidianodas
bibliotecas. 2006. p. 30-50. Disponível em :
&lt;http ://apnendenovaodessa .blogspot. com/20 11/04 d icas-para-bibliotecasacessiveis.html&gt;. Acesso em : 7 maio. 2011 .
16

1309

�i

xmWrio

~

MaooNIdc

_=........_...
=::~

Arquitetura da informação: usabilidade, ergonomia , entre outros
Trabalho completo

SEVERINO, Antônio Joaquim, Metodologia do trabalho cientifico, 23. ed .
São Paulo: Cortez, 2007 .
SONZA, Andréa Poletlo; SANTAROSA, Lucila Maria Costi. Ambientes digitais
virtuais: acessibilidade aos deficientes visuais. 2003. Disponível em :
&lt;htlp://www.cinted .ufrgs.br/eventos/cicloartigosfev2003/andrea.pdf&gt;. Acesso
em: 7 maio 2011 .
SOUZA, Edson Rufino de. Avaliação de usabilidade do sistema Dosvox na
interação de cegos com a web. 2008. Disponível em :
&lt;htlp://www.bdtd .uerj.br/tde_busca/arquivo.php?codArquiv0=1313&gt; . Acesso
em : 6 jun . 2011 .
TORRES, Elisabeth Fátima Torres; MAZZONI , Alberto Angel ; MELLO, Anahi
Guedes de. Nem toda pessoa cega lê em Braille nem toda pessoa surda se
comunica em língua de sinais. Educação e Pesquisa , São Paulo, v.33 , n.2, p.
369-385, maio/ago. 2007 . Disponível em :
&lt;http://www.scielo.br/pdf/ep/v33n2/a13v33n2.pdf&gt; . Acesso em : 6 jun. 2011 .

1304

�</text>
                  </elementText>
                </elementTextContainer>
              </element>
            </elementContainer>
          </elementSet>
        </elementSetContainer>
      </file>
    </fileContainer>
    <collection collectionId="49">
      <elementSetContainer>
        <elementSet elementSetId="1">
          <name>Dublin Core</name>
          <description>The Dublin Core metadata element set is common to all Omeka records, including items, files, and collections. For more information see, http://dublincore.org/documents/dces/.</description>
          <elementContainer>
            <element elementId="50">
              <name>Title</name>
              <description>A name given to the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51396">
                  <text>SNBU - Edição: 17 - Ano: 2012 (UFRGS - Gramado/RS)</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="49">
              <name>Subject</name>
              <description>The topic of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51397">
                  <text>Biblioteconomia&#13;
Documentação&#13;
Ciência da Informação&#13;
Bibliotecas Universitárias</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="41">
              <name>Description</name>
              <description>An account of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51398">
                  <text>Tema: A biblioteca universitária como laboratório na sociedade da informação.</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="39">
              <name>Creator</name>
              <description>An entity primarily responsible for making the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51399">
                  <text>SNBU - Seminário Nacional de Bibliotecas Universitárias</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="45">
              <name>Publisher</name>
              <description>An entity responsible for making the resource available</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51400">
                  <text>UFRGS</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="40">
              <name>Date</name>
              <description>A point or period of time associated with an event in the lifecycle of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51401">
                  <text>2012</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="44">
              <name>Language</name>
              <description>A language of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51402">
                  <text>Português</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="51">
              <name>Type</name>
              <description>The nature or genre of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51403">
                  <text>Evento</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="38">
              <name>Coverage</name>
              <description>The spatial or temporal topic of the resource, the spatial applicability of the resource, or the jurisdiction under which the resource is relevant</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51404">
                  <text>Gramado (Rio Grande do Sul)</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
          </elementContainer>
        </elementSet>
      </elementSetContainer>
    </collection>
    <itemType itemTypeId="8">
      <name>Event</name>
      <description>A non-persistent, time-based occurrence. Metadata for an event provides descriptive information that is the basis for discovery of the purpose, location, duration, and responsible agents associated with an event. Examples include an exhibition, webcast, conference, workshop, open day, performance, battle, trial, wedding, tea party, conflagration.</description>
    </itemType>
    <elementSetContainer>
      <elementSet elementSetId="1">
        <name>Dublin Core</name>
        <description>The Dublin Core metadata element set is common to all Omeka records, including items, files, and collections. For more information see, http://dublincore.org/documents/dces/.</description>
        <elementContainer>
          <element elementId="50">
            <name>Title</name>
            <description>A name given to the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="63609">
                <text>Recomendações de acessibilidade da IFLA/UNESCO para deficientes visuais: o caso da Biblioteca Juarez da Gama Batista.</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="39">
            <name>Creator</name>
            <description>An entity primarily responsible for making the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="63610">
                <text>Costa, Raquel Veloso da; Costa, César Nogueira da; Nascimento, Geysa Flávia C. de Lima</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="38">
            <name>Coverage</name>
            <description>The spatial or temporal topic of the resource, the spatial applicability of the resource, or the jurisdiction under which the resource is relevant</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="63611">
                <text>Gramado (Rio Grande do Sul)</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="45">
            <name>Publisher</name>
            <description>An entity responsible for making the resource available</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="63612">
                <text>UFRGS</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="40">
            <name>Date</name>
            <description>A point or period of time associated with an event in the lifecycle of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="63613">
                <text>2012</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="51">
            <name>Type</name>
            <description>The nature or genre of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="63615">
                <text>Evento</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="41">
            <name>Description</name>
            <description>An account of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="63616">
                <text>O estudo tem como objetivo principal analisar os serviços oferecidos pela Biblioteca Juarez da Gama Batista aos portadores de deficiência visual, verificando se esses serviços são desenvolvidos a partir das recomendações da IFLA/UNESCO. Seu referencial teórico busca concatenar informações a respeito da Biblioteca pública universitária ou não, Acessibilidade, Deficiência Visual, inclusão e recursos para acesso á informação por invisuais. Para esse último, são elencadas as principais tecnologias assistivas utilizadas atualmente. A metodologia utilizada é a qualitativa, que tem como instrumento de pesquisa a entrevista semi-estruturada e, foi aplicada com os gestores da Biblioteca em estudo. A pesquisa constata que, o processo de inclusão no ambiente da Biblioteca Juarez da Gama Batista, é pouco favorável aos deficientes visuais, pois não existem serviços específicos para esses usuários, nem ferramentas, suportes que facilitem o acesso a informação.</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="44">
            <name>Language</name>
            <description>A language of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="69470">
                <text>pt</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
        </elementContainer>
      </elementSet>
    </elementSetContainer>
  </item>
  <item itemId="5970" public="1" featured="0">
    <fileContainer>
      <file fileId="5034">
        <src>http://repositorio.febab.org.br/files/original/49/5970/SNBU2012_109.pdf</src>
        <authentication>a3e929a804510853a75144938c9f85b8</authentication>
        <elementSetContainer>
          <elementSet elementSetId="4">
            <name>PDF Text</name>
            <description/>
            <elementContainer>
              <element elementId="92">
                <name>Text</name>
                <description/>
                <elementTextContainer>
                  <elementText elementTextId="63608">
                    <text>Arquitetura da informação: usabilidade, ergonomia, entre outros
i! """"'"
MaooNlck

~

=

:,

IiWitt.UJ

1I....111~

Trabalho completo

o BIBLIOTECÁRIO COMO ARQUITETO DE INFORMAÇÃO
Bárbara Uehara
Bibliotecária, BIREME/OPAS/OMS, São Paulo, SP

Resumo
A constante evolução da Internet permitiu a manifestação de muitos desafios
e oportunidades para a Biblioteconomia e o bibliotecário de modo geral. Muitos
desses desafios se apresentam aos profissionais bibliotecários quanto às
habilidades e características requeridas pelo mercado de trabalho atual ,
principalmente com relação às novas áreas de atuação como a Arquitetura de
Informação (AI) . Desta forma , esta pesquisa tem por objetivos apresentar os
conceitos de Arquitetura de Informação e usabilidade e de que forma estes conceitos
auxiliam na organização de websites ; investigar como se dá a inserção do
bibliotecário nesse mercado e a importância da sua atuação. Para alcançar esses
objetivos, foi realizado um levantamento bibliográfico, dos últimos dez anos (20002010) em literatura técnico-científica da área de Biblioteconomia, Arquitetura de
Informação e Ciência da Informação. Este levantamento possibilitou apresentar os
principais conceitos de AI e como o bibliotecário pode se engajar nessa área .
Também verificou-se que a sua contribuição na AI gira em torno do conhecimento de
princípios de seleção, acesso à informação, conhecimento de busca, catalogação e
classificação aplicados em ambientes Web. Em paralelo a este artigo está em
andamento pesquisa qualitativa com profissionais que atuam na área de Arquitetura
de Informação no Brasil como Trabalho de Conclusão de Curso. Esta análise
posterior permitirá levantamento do perfil desse profissional e lançará luzes para os
bibliotecários que desejarem atuar nesse nicho do mercado.

Palavras-Chave:
Arquitetura de Informação; Bibliotecário; Websites; Arquiteto de Informação;
Internet.

Abstract
The continuous evolution of the Internet in the past recent years has allowed
the expression of both challenges and opportunities to Librarianship and librarians in
general. Many of those challenges faced by the librarians are related to the demand
of specific skills and characteristics by the current job market, especially when it
comes to new areas, such as Information Architecture (IA) , which is the main object
of this study. Thus, this research aims to introduce notions of Information Architecture
and Usability and how these concepts may help organize websites; investigate how
librarians are being included in this market and how important their achievements
are. In order to achieve these objectives, a literature review on scientific and
technical literature in Librarianship, Information Architecture, and Information Science

1273

�Arquitetura da informação: usabilidade, ergonomia, entre outros
i! """"'"
MaooNlck

~

=

:,

IiWitt.UJ

1I....111~

Trabalho completo

from the past ten years (2000-2010) has been performed . This survey made it
possible to present the main conceptions of Architecture Information and show how
librarians may start working in this area . In addition to the literature review, a
qualitative research was by interviewing expert professionals in the area of
Information Architecture in Brazil. This analysis made it easier to profile these
professionals, which helps showing to librarians interested in working in this area the
requirements they are supposed to fulfill. It has also been possible to realize that their
contribution to AI is based on knowing the principies of selection , access to
information, knowledge searching, cataloging and classification that are applied in
Web environments.

Keywords:
Information Architecture; Librarian ; Websites, Information Architect; Internet.
1 Introdução
A contínua evolução da Internet tem permitido o surgimento de muitos
desafios e oportunidades para a Biblioteconomia e a Ciência da Informação de modo
geral. A crescente quantidade de informação, conteúdos, sites e portais que são
desenvolvidos dia-a-dia são alguns desses desafios que fizeram com que a área de
Biblioteconomia não se restringisse aos materiais impressos, mas ampliasse suas
atividades e capacidades além dos acervos físicos.
Sendo a Internet um espaço mutável, dinâmico e democrático, é grande a
busca por soluções que permitam uma melhor organização de páginas Web e,
justamente por apresentar essas características, é possível perceber que muitos
websites sofrem de uma série de problemas crônicos. Entre esses problemas estão
a obsolência , má organização da informação, estruturas ruins, o que resultam em
uma série de espaços informacionais abandonados após o seu lançamento ou a sua
finalização, além de acarretar em uma enorme quantidade de sites desatualizados,
provocando a perda de tempo do usuário e frustração na busca. A evolução da Web,
e a própria Web 2.0 com seu cunho colaborativo, ampliaram a participação e a
interferência dos usuários na Internet, muitas vezes causando um caos
informacional.
Profissionais das mais diversas áreas têm dedicado tempo e esforços no
aprimoramento de websites com o intuito de melhorar o acesso e as informações
destes espaços digitais, pois há a preocupação de que as mensagens transmitidas
sejam compreendidas pelo receptor.
Da mesma forma, os bibliotecários têm por objetivo prover o fácil e rápido
acesso à informação de forma criteriosa e qualitativa, sendo assim, torna-se
crescente a demanda de conhecimentos sobre Usabilidade e Arquitetura de
Informação (AI) para acesso e recuperação de informação na Web .
Muitos desafios se apresentam a estes profissionais no que diz respeito às
habilidades e características requeridas pelo mercado de trabalho atual,
principalmente ao se depararem com gaps em que eles poderão se inserir. Além
desse excesso informacional, o bibliotecário precisa se preparar para demandas
menos convencionais envolvendo a organização e a manutenção de websites.
Sendo assim, essa pesquisa visa conceituar a Arquitetura de Informação,
suas principais definições e características. Além de delinear como se dá a inserção

1274

�Arquitetura da informação: usabilidade, ergonomia, entre outros
i! """"'"
MaooNlck

~

=

:,

IiWitt.UJ

1I....111~

Trabalho completo

e atuação do bibliotecário na organização da informação em websites, ao identificar:
Os principais conceitos de Arquitetura de Informação, Usabilidade e suas
particularidades; Mapear o papel do bibliotecário na disponibilização de conteúdos
em Web sites, concernente às novas demandas de usabilidade e Arquitetura de
Informação; Realizar um diagnóstico que identifique as fortalezas e as debilidades
da inserção do bibliotecário neste novo nicho de mercado; Estudar as competências
requeridas ao profissional da informação para atuar na organização da informação
disponível na Internet.
A seguir serão mencionados de que forma atuam os arquitetos de informação,
como o seu trabalho pode contribuir para uma melhor organização da informação
disponível na Internet e principalmente como os profissionais bibliotecários poderão
atuar nesse nicho de mercado.

2 Revisão de Literatura
A partir do crescente número de paginas que são criadas, modificadas e
extintas a cada dia na Web, requer-se cada vez mais habilidades e características
multidisciplinares dos profissionais que trabalham diretamente com a Internet. O
mesmo ocorre com os bibliotecários que têm como responsabilidade prover
informação rápida, precisa e com qualidade ao público que atende.
No intuito de minimizar esse caos na Internet, diversas metodologias e
ferramentas estão sendo desenvolvidas para melhorar o acesso à informação e
alcançar, dentro do possível, padrões e modelos standards de sucesso na web .
Voltando aos primórdios, assim como houve uma passagem da cultura oral para a
escrita (LEVY, 1999, p.113), poderá haver também uma passagem da cultura escrita
para a digital/virtual. Para Milanesi (2002, p.77) esse fenômeno foi indicado como a
"transferência do real para o virtual", pois a "virtualidade" diminui os limites de tempo
e espaço, "ampliando as potencialidades humanas", (BAPTISTA; MUELLER, 2004,
p.58) barreiras de comunicação e transmissão de informação antes existentes, com
o avanço da Internet se modificaram, o que gera mudanças também no mercado e
no perfil dos profissionais.
Sendo assim, muitos estudos são feitos com o intuito de tentar organizar os
conteúdos de websites e portais de forma a melhorar a organização dos mesmos e
fazer com que a informação seja transmitida e absorvida em sua totalidade.
Portanto, nesta pesquisa considera-se como objeto de estudo, websites e
portais da Internet. Por website, site ou portal entende-se "uma coleção estruturada
de páginas Web, representando uma entidade (empresa , organização, grupo) ou
alguém (pessoa)", cujo acesso necessita de um explorador, também chamado de
navegador ou browser, conforme Carvalho, Simões e Silva (2005, p.21).
Sendo assim , analisaremos a seguir de que forma os conceitos e
características da Arquitetura de Informação podem colaborar com a organização da
informação na Internet.
A Arquitetura de Informação, "é uma nova disciplina, cunhada por Richard
Saul Wurman em 1976, em resposta a ansiedade do homem moderno frente ao
excesso de informação do nosso mundo contemporâneo". (FERREIRA e REIS ,
2008)
Porém não há uma única definição que resuma e englobe os principais
conceitos de Arquitetura de Informação, sendo assim , Morville e Rosenfeld (2006 ,
p.13) apresentam algumas definições sobre AI :

1275

�Arquitetura da informação: usabilidade, ergonomia, entre outros
i! """"'"
MaooNlck

~

=

:,

IiWitt.UJ

1I....111~

Trabalho completo

1. O design estrutural de ambientes de informação compartilhada. 2.
A combinação de organização, rotulagem, pesquisa e sistemas de
navegação em sites e intranets. 3. A arte e a ciência de dar forma a
produtos de informação e experiências para apoiar a usabilidade e
encontrabilidade. 4. Uma disciplina emergente e uma comunidade de
prática focada em trazer princípios do design e da arquitetura com o
cenário digital. (MORVILLE; ROSENFELD 2006, p.13)

Como pode-se observar, é uma nova disciplina, que engloba princípios da
usabilidade, design e arquitetura inseridos em ambientes Web, visando uma boa
organização, navegação, e pesquisa em websites.
Ferreira e Reis (2008, p.286) acrescentam que a função da AI é "tratar a
informação para torná-Ia clara" possuindo também o poder de "transformar as ideias
e conceitos do planejamento estratégico na organização da informação, na estrutura
sobre a qual todas as demais partes do design de um website - projeto gráfico,
redação, programação, etc. - irão apoiar-se".
Uma página bem arquitetada resulta em uma home page com boa
performance, organizada e com boa navegação. Segundo Nielsen e Loranger (2007,
p.129) os principais problemas dos usuários são: dificuldades ao "Pesquisar",
problemas causados por uma "Arquitetura de Informação" ruim , "Legibilidade",
"Conteúdo", etc. Isso significa que envolvem dificuldades com os objetivos básicos
do usuário ao utilizar um website: localizar, ler e entender as informações
disponibilizadas, como apontam Nielsen e Loranger (2007, p.130). Sendo a AI
quando mal estruturada uma das principais causas de dificuldades na interação dos
usuários, é necessário que se dê importância ao trabalho do arquiteto de
informação.
A AI visa antever as necessidades de informação do usuário e ao mesmo
tempo, deve cumprir o seu papel de forma objetiva e discreta, facilitando a
localização da informação.
Assim como um iceberg, deve ser a AI, ela deve estar presente no site,
embora não necessariamente precise ser observada pelo usuário. Conforme
defende Morville e Rosenfeld (2006 , p.432), os arquitetos de informação podem
utilizar a invisibilidade de seu trabalho como uma vantagem , pois por baixo da
interface de websites, há uma estrutura subjacente e semântica muito bem
trabalhada . Aqueles profissionais que sabem construir estruturas de baixo para cima ,
com o uso de wireframes e outros mecanismos de planejamento de interface, terão
uma grande vantagem sobre outros.
Qualquer que seja a sua aplicação, a AI busca diminuir a dispersão de
informação, pois para Siqueira (2005, p.69) a AI possui três enfoques com relação
ao tratamento da informação, são eles: Estruturar; Disponibilizar e Conectar fontes
de informação. Porque, segundo ele, também cabe à AI "planejar esse fluxo,
implementá-lo e maximizar seus resultados" . Desta maneira, para que possa haver
uma boa AI , será necessário empregar esses três enfoques citados, nos elementos:
Contexto, Usuários e Conteúdo . É a harmonia entre esses três elementos que
garantirá uma interface bem arquitetada, veja Figura 1:

1276

�Arquitetura da informação: usabilidade, ergonomia, entre outros
i! """"'"
MaooNlck

~

=

:,

IiWitt.UJ

1I....111~

Trabalho completo

Objetivo, do negócio,

IDocumento/tipos de dados, objetos

i
tarefas, necessildades~
comportamento de busca de
informação, experiência

Figura 1 - Os três círculos da Arquitetura de Informação
Fonte: Morville e Rosenfeld (2006, p.38, tradução nossa)

Segundo Morville e Rosenfeld (2006, p.38), ao equilibrar esses três
elementos, o arquiteto leva em consideração:
a) Contexto: os objetivos de negócio, financiamento , política e cultura envolvida,
tecnologia empregada , recursos e restrições do projeto. Buscar compreender o
negócio, onde ele está hoje e onde quer chegar. Além disso, o contexto muitas vezes
envolve conhecimento tácito, por isso é necessário extraí-lo e organizá-lo de
maneira estratégica;
b)Usuários: conhecer o público alvo, as tarefas, necessidades, antever o
comportamento de busca de informação e experiência do usuário que irá utilizar o
site ;
c)Conteúdo: tipos de documentos, metadados, propriedade do conteúdo, volume,
estrutura e dinamismo.
Ao aplicar a AI na organização de websites, Espantoso (2006, p.135),
complementa que:
a Arquitetura de Informação envolve a elaboração de sistemas de
navegação e organização da informação para auxiliar usuários na
busca e gerenciamento de suas necessidades de informação. Ela
pode ser caracterizada, também, como a estruturação e organização
de conteúdos (texto, gráficos, plug-ins, etc.) de um sítio em
categorias definidas e auxiliadas por um sistema de navegação
intuitivo e confiável.

Uma maneira de minimizar os problemas decorrentes do caos na Internet
seria por aplicar conceitos de usabilidade e AI nos projetos empregados na Internet
que visassem à qualidade de websites e portais. Porém , segundo Carvalho, Simões
e Silva (2005, p. 20) "um problema atual é que ainda não existe nenhuma norma
internacional de qualidade especificamente destinada à avaliação de um site." Na
maioria dos casos isso faz com que não haja, por parte dos desenvolvedores de
sites, a preocupação com o fácil acesso à informação.

1277

�Arquitetura da informação: usabilidade, ergonomia, entre outros
i! """"'"
MaooNlck

~

=

:,

IiWitt.UJ
1I....111~

Trabalho completo

Fases de um projeto Web de Arquitetura de Informação
Os projetos de AI são compostos por cinco fases , conforme pesquisado por Ferreira
e Reis (2008, p.287), sendo :
a) Fase de pesquisa: Momento em que são pesquisadas e analisadas as
informações sobre os usuários, suas necessidades e o seu ambiente, visando definir
o escopo e os requisitos do projeto;
b) Fase de concepção: Esta fase é criativa, na qual se concebe a visão macro da
solução, pois visa conceber a solução do problema de design por meio da
inventividade do projetista ;
c) Fase de Especificação: Fase em que a visão macro da solução é detalhada em
documentos e diagramas que explicam como construir o website ;
d) Fase de Implementação: Fase em que o website é construído conforme
especificado. Nessa fase atuam fortemente os demais profissionais envolvidos com
o projeto do website (designer gráfico, redator, programador, etc.) sob o
acompanhamento do arquiteto de informação;
e) Fase de Avaliação: Nesta fase o resultado do projeto é avaliado em função dos
seus objetivos iniciais para se registrarem os acertos e erros. A existência dessa fase
em projetos de websites vem do fato de que "os designers frequentemente terminam
seu envolvimento com o projeto antes que os problemas apareçam e os contratantes
normalmente não retornam ao designe r original para reparar o trabalho", afirma
Friedman (2003 , p. 514 apud Ferreira e Reis, 2008, p.287). Isto pode ser
considerado uma falha, pois é após a implementação do projeto, com a utilização do
portal pelos usuários que as necessidades de reparos são notadas.
Sistemas da Arquitetura de Informação
Para que as etapas apresentadas anteriormente caminhem bem, Morville e
Rosenfeld (2006, p.25) afirmam que os arquitetos de informação precisam
demonstrar as interligações entre as pessoas e conteúdos que
sustentam as redes de conhecimento e explicar como esses
conceitos podem ser aplicados para transformar websites estáticos
em sistemas adaptativos complexos.

Para que isso aconteça Rosenfeld e Morville (2002 apud REIS, 2006) acrescentam
que a Arquitetura de Informação de um website se divide em quatro grandes
sistemas interdependentes de organização:
a) Sistema de Organização (Organization System): Prevê o agrupamento e a
categorização do conteúdo informacional;
b) Sistema de Navegação (Navigation System): Disponibiliza as maneiras de
navegar, de se mover pelo espaço informacional e hipertextual;

1278

�Arquitetura da informação: usabilidade, ergonomia, entre outros
i! """"'"
MaooNl ck

~

=

:,

IiWitt.UJ
1I....111 ~

Trabalho completo

c) Sistema de Rotulação (Labeling System): Estabelece as formas de
representação e apresentação da informação, definindo símbolos para cada
elemento informativo;
d) Sistemas de Busca (Search System): Determina as perguntas que o usuário
pode fazer e o conjunto de respostas que irá obter.
Esses quatro sistemas englobam todos os aspectos organizacionais de websites .
Tal abrangência é importante porque na Internet há uma enorme quantidade de
variáveis que dificultam a organização da informação, por exemplo : ambiguidade,
heterogeneidade, diferentes linguagens entre usuários e clientes, excessiva
preocupação com a estética, etc. Para lidar com essas características, Reis (2006)
sugere a aplicação de diferentes esquemas de organização, para diferentes
finalidades , conforme apresentado na Figura 2:
Esquemas de Organização da Informação
Alfabeto

Indlada PN" orMd., CClnjunto, di InforTNÇJo. pdbk:o

lI'Iul(Qdlvw'~o.
Eroo:~l3os.

&amp;: DlClOro.Irlos.
rCI1ll'Q
IndlUdo~.
[xiltil

~:,~:~~~~ c:)(~~~~~
rf:9t"M cL.vM p.'Irll InCkIIr
I~,hc"do QU(III'odo

noVC6

l ens.

o OWáno ""be

4:xat\lfno.:lll.o:" o qut' ot6 procurando.

Ust3S T~\efônK:as

mostrar a ordêm aOl'\oOlogIC:.I de i-Vi1\tos.

Ex: UvrM Ik': HIStON. GulitS de TV. ArqUIVl:! !je ItOOcm
luÇolllz.:.çlIo

~~~~=~~=;SIU~~~natClmI3
S&lt;eQO-lnda
Olganaa It.ells por Oft...."IlIdt' grandaa. lJ1d1c.ado pata

coiIf-trlr \I.1of' ou PHlI ..

II'If~lo.

Ex; Lbôta dlt pn."ÇOli. Top

In~

~~Ull to

Olvide a tnfOlmaç.Jo l:fT1 dlftl...nlt.-s tiO(I'.,. dlfeu.-nttS modtlOs

EsllUCUId~ d t:

ou cmtrtntH ptrgl.rlta. I Jet't-m rupotI(IiClas

Orgi'ln lzôloç:lio

f-::

da I lIfonnaçAo

P~ln.::ls

Amarelas. 1!:(lItorlas do JOIllill

~n'M!r~do

T-"~'a

O'Waniu • fnIom1&lt;tÇ"o
~

'OOj'olfltn d .. IÇOu. lJM.Oo multo

Rarõ1mf:f11.t.

b: Menu olplkatlvO$ VAlIJows

~:~."s!n~~~~~M~~~al),=S.

P\l bllco "1'1"0

• na f,utJJt.tJyJdfdt liut'l'laOl. NIo possui rt9f'1!IS
OOIas de ('(lffIO flckllr novos llt1ls.

udll»Ubllco-&amp;lvo.

Indado quando

t;1TI

( r.,nsac::IOr~.

'5Ott.,.,.;Jre

utri(l/tQo

SOZt100 lia

WEb.

AlI1bflJUol

I)

usuJrio n30 sabt:

v:&amp;t1Iminte o que esta proc!SatlCSO.

(Ed~i:ll.

!JI1bot.

lndlado QI,Io)ndo se deseja çustomllar

I)

f4)rll»t .... )

cont~ódo

PiU71

eX;LOJasde~to

u p'r.if nr ill
~~Q,r.H~ ~\ill Q \lS~I h;t\..",.a1'lO rlQYO

al9G f~.I~.
I:X:Desk1011

N OI"I'n;)lrnent~

tlmn"

cte um (OOlp!UUlÓOf"

ITM,If{Q

wwaclo

11m

a OflJinlzaç.ltl.

Hlbrido
Ri;f,)1Wi .1 ou IT\fIII eJllllEm:,1 Ar\tenoret.. Norm.Wn."te auu
tOf'otu~f)ótC)\6u~.

Figura 2 - Representação de esquemas de organização da informação
Fonte: (REIS, 2006)

Além disso, um bom projeto Web deve sempre levar em consideração o seu público
(o
usuário)
e
seus
interesses.
Starec
esclarece
que:
alvo
ao estudar o perfil e as necessidades de seus usuários, bem como a
disponibilidade de mecanismos de busca, o mediador pode criar
condições para uma comunicação efetiva da informação, utilizandose dos instrumentos de planejamento, análise e avaliação de
necessidades de informação disponíveis na literatura sobre estudos
de usuários. (S TA REC, 2005, p.43)

Estas ações permitirão buscar melhores resultados na mediação da informação o
que resultará em conhecer melhor o usuário deixando-os mais satisfeitos.
Além disso, o arquiteto de informação leva em conta convenções da Web com
respeito a usabilidade, navegabilidade, acessibilidade e localizabilidade, pois quando
bem empregados facilitam a transmissão da informação (KRUG , 2006).

1279

�Arquitetura da informação: usabilidade, ergonomia, entre outros
i! """"'"
MaooNlck

~

=

:,

IiWitt.UJ

1I....111~

Trabalho completo

o Arquiteto de Informação
A atividade de organizar sites e portais pressupõe uma sene de
conhecimentos e o domínio de ferramentas que serão úteis no planejamento do fluxo
de informação de websites projetados.
Projetos de websites requerem além de um designer, analistas e
programadores, um profissional qualificado exercendo o papel de Arquiteto de
Informação. A presença deste profissional na equipe garantirá a navegabilidade do
portal, que ele seja bem estruturado, que cresça de maneira organizada, planejada e
que a sua manutenção ocorra sem demais problemas. Segundo Franco (2007, p.2),
"é dever do arquiteto de informação ser a ponte entre o que está sendo
estrategicamente desejado pela empresa/cliente e o que será desenvolvido pela
equipe alocada para tal projeto." Além disso, o autor salienta que é o arquiteto de
informação que garantirá que o conteúdo seja bem organizado, apresentado de
maneira simples e de acordo com o projeto específico.
Este profissional ocupa uma posição estratégica entre as equipes envolvidas
no projeto, muitas vezes agindo como gerente do projeto e traduzindo as demandas
solicitadas pelo cliente até os profissionais envolvidos. Conforme comenta Milanesi
(2002 , p. 80) o atual mercado profissional "oferece oportunidades para os
estrategistas da informação". Este tipo de trabalho envolve conhecimento
multidisciplinar e exige que o arquiteto de informação tenha um embasamento das
áreas de design , programação e gestão de conteúdo, conforme comentam Franco
(2007) e Santos (2006?) .
Para atender estas demandas informacionais, atualmente "têm ocorrido
grandes mudanças no mercado de trabalho, resultando no surgimento de novas
formas de atuação profissional" (SILVA; SILVA; FRANKENSTEIN, 2009, P.41).
Reafirmando essa ideia, Baptista e Mueller (2004, p. 57) acrescentam que estas
novas formas de atuação também requerem habilidades e competências desses
profissionais, exigindo que sejam capazes de utilizar processos e instrumentos
tecnológicos e se envolvam em automação informacional. Pois a crescente
quantidade de informação e a complexidade das tecnologias emergentes, "gera a
necessidade de mudar e ampliar as habilidades essenciais do profissional em
questão" (VERGUEIRO; MIRANDA, 2007, p.44), mas além dessas habilidades e
competências, o mercado também apresenta outros títulos e nomes para os
profissionais da informação. O título de Arquiteto de Informação pode gravitar entre
outros termos correlatos. Por ser uma área multidisciplinar, os profissionais que
começaram como arquitetos de informação podem se deslocar em direção a nichos
especializados que correspondem às necessidades da empresa em que atuam .
Segue alguns dos títulos que já existem designados por Morville e Rosenfeld (2006 ,
p.36) : Designer de Thesaurus; Especialista em Metadados; Gerente de Conteúdo ;
Estrategista de Arquitetura de Informação; Gerente de Arquitetura de Informação;
Editor de Conteúdo e Pesquisa ; Especialista em Experiência do Usuário. Porém ,
"não serão mudanças de rótulos que farão o profissional bibliotecário competitivo,
mas, sim as habilidades e as competências por ele desenvolvidas na constante
busca do desempenho de suas funções" (BLATTMANN ; FRAGOSO, 2003, p.79) .
Mais importante que as denominações são as funções e as habilidades que o
profissional desenvolve à medida que adquire novas competências, devendo alterar
o seu perfil passivo para pró-ativo.
Visão de futuro , foco estratégico , criatividade e características de liderança se

1280

�Arquitetura da informação: usabilidade, ergonomia, entre outros
i! """"'"
MaooNlck

~

=

:,

IiWitt.UJ

1I....111~

Trabalho completo

tornam cada vez mais importantes a esses profissionais, conforme afirmam Baptista
e Mueller, (2004 , p.58) Vergueiro e Miranda (2007, p.44) . Essas qualidades
apresentam-se como um diferencial dos profissionais da informação requeridos no
mercado.
Quanto às habilidades desejáveis para os bibliotecários que desejam atuar
como arquitetos de informação, Blattmann et aI. (2000, p.5) lista que é desejável que
estes profissionais sejam pessoas dinâmicas, de boa comunicação e com visão de
futuro . Além disso, que busquem se informar sobre o uso de tecnologias emergentes
em seu ambiente de trabalho. Para os autores, para que se possa construir boas
profissional
deverá:
páginas
Web,
o
obter embasamento e conhecer a utilização de critérios de
usabilidade para páginas web, conhecimento dos princípios da
arquitetura Web, elementos de design gráfico, gerenciamento de
projetos centrados no usuário em ambiente de rede, e, conhecer as
implicações de ser um provedor de informações na Web.
(BLATTMANN et aI. , 2000, p.2)

Complementando a atuação do arquiteto de informação, entende-se que o
bibliotecário possa ser inserido nessas atividades, desde que se aproprie dos
conhecimentos dos princípios de arquitetura Web, necessários ao desenvolvimento
dessas atividades, conforme listados por Blattmann et aI. (2000 , p.6) :
é imprescindível que conheça as ferramentas de trabalho em rede de
computadores, ou seja, domine os recursos da Internet, desde os
browsers de navegação, transferência de arquivos (FTP), acesso
remoto (Telnet), correio eletrônico (e-mai/) , listas de discussões,
publicações eletrônicas, mecanismos de busca, diretórios de
pesquisa, e saiba utilizar editores para criação de documentos
hipermídia. Igualmente conheça e utilize os recursos para
digitalização de documentos, tais como: scanners, câmeras digitais,
vídeos digitais, entre outros.

Para atender as diversas demandas do mercado, a biblioteconomia "deixou
de ensinar unicamente as tradicionais formas de organização de acervos e passou a
responder por ações de gerência da informação". Alterou a identidade da área, ao
criar competências que o profissional bibliotecário "pudesse se abrir para novas
categorias de atuação profissional" (MILANESI, 2002, p. 79) .
Um desafio verificado pelo referencial teórico desta pesquisa são as
diferenças existentes entre os suportes utilizados na Biblioteconomia e no ambiente
da Web . Conforme mostra a Figura 3:

1281

�Arquitetura da informação : usabilidade, ergonomia, entre outros
i! """"'"
MaooNlck

~

=

:,

IiWitt.UJ

1I....111~

Trabalho completo

Diferenças entre Livros e Websites
Conceitos de AI

Liv ros

Websites

Componentes

Capa, t ít ulo, au t or, cap ít ulos, seções,
páginas, números de página do
sumário, índ ice

Página principal, barra de navegação,
links, páginas de co nteúdo, sitemap,
índice de sít io, pesqu isa

Dimensões

Páginas bidim ensionais ap resentados
em uma ordem linear e sequencial

Espaço de informação
mult idimensional co m navegação
hi pertextual

Li mites

Tangível e f init o com um claro início e
f im

Bastant e int angíveis com fronteiras
difusas entre ou t ros sites

Figura 3 - Diferenças entre livros e websites
Fonte: Rosenfeld e Morville (2006, p.16, tradução nossa)

Percebe-se, portanto, as particularidades do trabalho de AI, a partir das
diferenças entre os documentos de suporte físico , entre livros e websites. Também é
importante diferenciar as características de organização de uma biblioteca
convencional e de um website , conforme mostra a Figura 4:
Diferenças entre as Bibliotecas Convencionais e Websites
Conceit os de AI

Bibliotecas

Websites

Finali dade

Proporcio nar o acesso a um co njunt o
bem definido de co nteúdo p ub licado
forma lmen t e

Fornecer acesso aos co nteúdos,
vender produ tos, perm item
t ransações, fac ilitar a co laboração, etc

Het erogene idade

Diversas coleções com livros, revistas,
músicas, softwares, bases de dados e
arq uivos

Diversas co leções com livros, revist as,
músicas, softwares, bases de dados e
arqu ivos

Ce ntra lização

Operações alt amen t e centra li zad a,
mu it as vezes dentro de um ou alguns
ed ifícios

Em geral, as operações são mu ito
descen trali zadas, com su bsites
mant idos de forma indepe ndente

Figura 4 - Diferenças entre bibliotecas e websites
Fonte: Rosenfeld e Morville (2006, p.17, tradução nossa)

Como observado , as diferenças vão desde a finalidade , a variedade de
estoques informacionais até a forma de operação das bibliotecas em contraste com
websites.
Neste cenário, outro desafio a ser encarado refere-se à formação desses
profissionais, pois segundo pesquisa realizada por Silva; Silva e Frankenstein (2009 ,
p.74) atualmente no Brasil existem apenas três cursos de especialização em AI ,
porém nenhum deles é reconhecido pelo Min istério da Educação, o que faz com que
os profissionais que desejam atuar nessa área sejam estudiosos diligentes, com
facilidade de aprend izado (autodidata) para se manterem atualizados quanto às
novas demandas e ferramentas da área.
Este pensamento é confirmado por Ferreira e Reis (2008 , p.289) ao comentar
que em estudo apresentado que "a maioria dos profissionais mencionou que
desenvolveu seus conhecimentos de AI de forma autodidata", o que justifica o
interesse e empenho desses profissionais pelo tema e "aponta uma carência de
cursos no Brasil, o que pode acarretar uma má formação dos profissionais".
Para Baptista e Mueller (2004, p.65) frente a esse desafio, somente uma
educação continuada poderá suprir as exigências de habilidades e competências

1282

�Arquitetura da informação: usabilidade, ergonomia, entre outros
i! """"'"
MaooNlck

~

=

:,

IiWitt.UJ

1I....111~

específicas

Trabalho completo

exigidas

pelo

mercado.

Além

disso,

elas

discorrem

que

o bibliotecário, objetivando ser um profissional da informação exigido
pelo mercado, {. ..] precisa ser capaz de interagir com o mundo do
trabalho atual, com uma especialização e qualificação adequadas,
uma integração organizacional, uma capacidade de trabalhar em
equipe, com atitudes comporlamentais, somando a formação com a
educação continuada e o aprendizado autônomo. (BAPTISTA;
MUELLER, 2004, P67)
Uma das maneiras de obter êxito nesse aspecto é manter-se atualizado em
relação às tendências do mercado, participando de eventos, cursos, etc e
principalmente ser um profissional curioso, empreendedor e autossuficiente.
Entende-se, portanto que o bibliotecário que deseja ingressar nessa área de
atuação, deverá se preparar para o desafio do autoaprendizado e possuir uma boa
dose determinação. Sendo as tecnologias Web um ponto central da vida do homem
contemporâneo, o profissional bibliotecário precisa adaptar-se à utilização desses
novos recursos. Espantoso (1999/2000 , p.139) afirma sobre o bibliotecário que "sua
contribuição na AI gravita em torno do conhecimento de princípios de seleção,
acesso à informação, conhecimento de busca, catalogação e classificação"
aplicados em ambientes Web, e não necessariamente que ele se transforme em um
designer gráfico, programador ou analista de computação. Mas sim que ele utilize
seus conhecimentos na organização de ambientes Web .

3 Materiais e Métodos
Este trabalho foi desenvolvido dentro do Programa Institucional de Bolsas de
Iniciação Científica - PIBIC da Fundação Escola de Sociologia e Política de São
Paulo do Curso de Biblioteconomia e Ciência da Informação. Para a concretização
dos objetivos propostos, esta pesquisa procura conhecer e analisar Arquitetura de
Informação, usabilidade e suas características, além de conhecer de que forma a
aplicação desses princípios de gestão da informação exercem impacto na
organização de websites. Foi realizado por meio de levantamento bibliográfico dos
últimos dez anos (2000-2010) em literatura técnico-científica da área de
Biblioteconomia, Ciência da Informação e Arquitetura de Informação. Nas estratégias
de busca foram utilizados os termos: Arquitetura de Informação, Bibliotecário,
Websites, Arquiteto de Informação, Internet. Esses termos foram buscados no
catálogo on-line da biblioteca da FESPSP, na base de dados SciELO e no Google
Acadêmico.
Também foi realizada uma pesquisa de campo do tipo qualitativa, com o
objetivo de coletar informações de profissionais que atuam na área de Arquitetura de
Informação, no intuito de colher dados significativos sobre a atuação desse
profissional e suas competências básicas. O método qualitativo favoreceu o
mapeamento de valores, características, particularidades específicas e sociais do
grupo analisado.
Além disso, a pesquisa qualitativa foi realizada por meio de questionário
estruturado, ou seja, padronizado em que as perguntas foram apresentadas a todas
as pessoas exatamente com as mesmas palavras e na mesma ordem , de modo a

1283

�Arquitetura da informação: usabilidade, ergonomia, entre outros
i! """"'"
MaooNlck

~

=

:,

IiWitt.UJ

1I....111~

Trabalho completo

assegurar que todos os entrevistados respondam às mesmas perguntas, sendo as
respostas mais facilmente comparáveis (GOLDENBERG, 2005, p.35) .
Para uma primeira identificação dos profissionais, foram feitos contatos com
especialistas da área (a exemplo dos docentes da FESPSP) que indicaram
profissionais que atendiam aos critérios estabelecidos. Também foram realizadas
buscas nas redes sociais e comunidades virtuais de AI. O formulário on-line
(Apêndice A) enviado aos profissionais selecionados foi respondido por apenas três
Arquitetos de Informação, por ser esta uma nova área de formação . Desta forma ,
este número restrito de participantes está atrelado ao fato de não possuírem
organismos profissionais que os representem, o acesso a esses especialistas é
restrito. Os questionários foram respondidos entre os dias 05 e 20 de novembro de
2010.
As respostas concedidas por esses profissionais permitiram o mapeamento
de competências exigidas na área, ferramentas utilizadas atualmente por eles, etc.
A análise dos dados buscou aprofundar a investigação dos assuntos
abordados por meio das respostas concedidas e buscou-se também alcançar uma
análise exploratória a respeito da prática da AI, por meio da convergência ou
discrepância das opiniões expressas pelos arquitetos.
Muitos dos termos adotados nesta pesquisa se apresentam em inglês ao
invés de traduzidos por se mostrarem não apenas recorrentes à área de Arquitetura
de Informação, mas da Internet como um todo.

4 Resultados Finais
As respostas obtidas confirmam os conceitos apresentados por meio do
levantamento bibliográfico, pois indicam que na prática a atuação em AI exige que os
profissionais sejam autodidatas, conforme salientam Ferreira e Reis (2008, p.289) e
Baptista e Mueller (2004 , p.67) .
Foi confirmado de maneira unânime pelos arquitetos entrevistados que as
ferramentas que mais utilizam na prática de AI são o wireframe e protótipos em
papel. Esta informação está de acordo com a pesquisa realizada pelos autores Reis
(2006) e Winkler e Pimenta (2002) e exposto no capítulo 4 (Quadro 1).
Também foi possível observar pelas respostas dos arquitetos que o referencial
teórico desta pesquisa está de acordo com os autores considerados por eles como
referência na área : Morville e Rosenfeld (2007) também conhecido como o livro do
urso polar e Nielsen (2007). E para a maioria deles, o autor Steve Krug (2006)
também é um autor importante da área .

1284

�Arquitetura da informação: usabilidade, ergonomia, entre outros
i! """"'"
MaooNlck

~

=

:,

IiWitt.UJ

1I....111~

Trabalho completo

Stcve K."ug ~
JBkob Nlelsen

Hoa loranger

' -,

... ,

NÃO
ME
FAÇA

,.\',

~

Figura 5 - Livros considerados pelos arquitetos como referência na área de AI e usabilidade,
utilizados nessa pesquisa

Embora os três arquitetos tenham diferentes formações acadêmicas e atuem
em áreas distintas, suas ideias convergem e há uma uniformidade em suas
respostas. Sendo assim, podemos considerar que indiferente da área de formação,
os arquitetos de informação precisam estar atentos a determinadas temáticas, como :
inovações da área , competências e conhecimentos específicos que a AI exige . Tais
conhecimentos tornam-se mais importantes do que a área de formação acadêmica
em si.

5 Considerações Finais
Ao partir do pressuposto que as tecnologias Web sejam um ponto decisivo na
construção da Internet, é possível dizer que hoje, em um contexto de Sociedade em
Rede, existe uma demanda que pode ser suprida pelo bibliotecário ao adaptar seu
expertise na organização de ambientes Web .
Sendo a Arquitetura de Informação uma nova disciplina que permite a
combinação de organização, rotulagem , pesquisa e sistemas de navegação em
websites, é possível reconhecer sua importância e aplicabilidade em projetos Web .
Da mesma forma, tal disciplina engloba principios da usabilidade, design e
arquitetura buscando tornar os espaços informativos da Internet mais agradáveis e
fáceis de usar.
Com base no levantamento desenvolvido ao longo deste estudo, considera-se
que o bibliotecário pode atuar também como arquiteto de informação se possuir os
conhecimentos específicos para esta atividade ao se apropriar dos conceitos e
principais características da área.
Portanto, as competências de um arquiteto de informação relacionam-se ao
planejamento, armazenamento, recuperação, disseminação e acesso da informação.
Sua função é dialogar e, de forma complementar, atuar com equipes de
desenvolvimento, programação (TI) e Web designers.
Sua atuação pode concentrar-se no projeto de elaboração de websites por
meio de estudo de conteúdos, na hierarquia em que os mesmos serão apresentados
na home page, na disposição e adequação ao público a que se destina, na
preparação de taxonomias, catálogos, menus etc.
Desta forma, há possibilidades latentes para os bibliotecários atuarem como
Arquitetos de Informação. Para os que desejarem entrar nesse nicho de mercado,
será necessário conhecimento específico em AI, estar familiarizado com ferramentas
Web, recursos tecnológicos e da Internet. Além disso, será de ajuda dedicação no

1285

�Arquitetura da informação: usabilidade, ergonomia, entre outros
i! """"'"
MaooNlck

~

=

:,

IiWitt.UJ
1I....111~

Trabalho completo

autoaprendizado e possuir uma boa dose de criatividade.

6 Referências

BAPTISTA, Sofia Galvão; MUELLER, Suzana Pinheiro Machado (org .). Profissional
da informação: o espaço de trabalho. Brasília, DF: Thesaurus, 2004 .
BLATTMANN, Úrsula et aI. Bibliotecário na posição do arquiteto da informação
em ambiente web. 2000 . Disponível em :
&lt;http://www.ced .ufsc.br/-ursula/papers/arquinfo .html&gt;. Acesso em : 5 jun . 2009.
BLATTMANN , Ursula; FRAGOSO, Graça Maria (org .). O zapear a informação em
bibliotecas e na Internet. Belo Horizonte: Autêntica , 2003.
CARVALHO, Ana Amélia A. ; SIMÕES , Alcino ; SILVA, J. Paulo. Indicadores de
qualidade e de confiança de um site. 2005? Disponível em :
&lt;http://repositorium .sdum .uminho.pUbitstream/1822/7774/1 /05AnaAmelia.pdf&gt;.
Acesso em: 20 maio de 2009 .

°

ESPANTOSO, J. J. Péon . arquiteto da informação e o bibliotecário do futuro .
Revista de Biblioteconomia de Brasília, v. 23/24, n. 2, p. 135-146, 1999/2000.
Disponível em : &lt;http://164.41 .105.3/portalnesp/ojs2.1.1 /index.php/RBB/article/viewFile/586/584&gt;. Acesso em : 15 jun. 2009.
FERREIRA, Sueli Mara Soares Pinto; REIS, Guilhermo. A prática de Arquitetura de
Informação de websites no Brasil . TRANSINFORMAÇÃO, Brasília, DF, 20 .3, 27 01
2009. Disponível em : &lt;http://revistas.puccampinas.edu .br/transinfo/viewarticle.php?id=260&gt; . Acesso em: 26 jun. 2010.
FRANCO, Carlos Eduardo. O arquiteto da informação. Biblioteca Terra Forum
Consultores, 2007. Disponível em :
&lt;http://www.terraforum.com .br/biblioteca/Documents/libdoc00000212vOO 1O%20arqu
iteto%20da%20informacao%20-%20Carlos%20Franco.pdf&gt;. Acesso em : 20 abr.
2010.
KRUG , Steve. Não me faça pensar!: uma abordagem de bom senso à usabilidade
na web. 2. ed. Rio de Janeiro, RJ : Alta Books, 2006 .
LEVY, Pierre . Cibercultura. São Paulo, SP : Editora 34, 1999.264 p.
MILANESI, Luís. Biblioteca. São Paulo, SP : Ateliê Editorial , 2002 .
MORVILLE, Peter; ROSENFELD, Louis. Information Architecture for the World
Wide Web. 3 ed . USA, California : O'Reilly Media. 2006.
MUELLER, Suzana Pinheiro Machado (org .). Métodos para a pesquisa em Ciência
da Informação. Brasília : Thesauros, 2007.

1286

�Arquitetura da informação: usabilidade, ergonomia, entre outros
i! """"'"
MaooNlck

~

=

:,

IiWitt.UJ

1I....111~

Trabalho completo

NIELSEN, Jakob; LORANGER, Hoa. Usabilidade na web: projetando websites com
qualidade. Rio de Janeiro, RJ : Elsevier, 2007 .
REIS, Guilhermo. Arquitetura da informação: tratando a informação de forma
estratégica . 2. ed . São Paulo: Jump, 2006 . DVD .
SANTOS, Marcelo Luis B. dos. Arquitetura e Informação. Biblioteca Terra Forum
Consultores, 2006? Disponível em :
&lt;http://www.terraforum.com .br/biblioteca/Documents/arquitetura%20e%20informa%
C3%A7%C3%A30.pdf&gt; . Acesso em : 20 abro2010.
SILVA, Patrícia Madalena da; SILVA, Sandra Regina da; FRANKENSTEIN, Victor;
CORRÊA, Andréa Silva (orient.). Competências necessárias à atuação do
profissional de arquitetura da informação. 2009. Trabalho de conclusão de curso
(bacharelado) - Faculdade de Biblioteconomia e Ciência da Informação da Fundação
Escola de Sociologia e Política de São Paulo.
SIQUEIRA, Marcelo Costa . Gestão estratégica da informação. Rio de Janeiro:
Brasport, 2005 .
STAREC, Claudio. et aI. Gestão estratégica da informação e inteligência
competitiva. São Paulo, SP: Saraiva, 2005 .
VERGUEIRO, Waldomiro; MIRANDA, Angélica C. D. (org .). Administração de
unidades de informação. Rio Grande, RS: FURG , 2007.

1287

�</text>
                  </elementText>
                </elementTextContainer>
              </element>
            </elementContainer>
          </elementSet>
        </elementSetContainer>
      </file>
    </fileContainer>
    <collection collectionId="49">
      <elementSetContainer>
        <elementSet elementSetId="1">
          <name>Dublin Core</name>
          <description>The Dublin Core metadata element set is common to all Omeka records, including items, files, and collections. For more information see, http://dublincore.org/documents/dces/.</description>
          <elementContainer>
            <element elementId="50">
              <name>Title</name>
              <description>A name given to the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51396">
                  <text>SNBU - Edição: 17 - Ano: 2012 (UFRGS - Gramado/RS)</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="49">
              <name>Subject</name>
              <description>The topic of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51397">
                  <text>Biblioteconomia&#13;
Documentação&#13;
Ciência da Informação&#13;
Bibliotecas Universitárias</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="41">
              <name>Description</name>
              <description>An account of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51398">
                  <text>Tema: A biblioteca universitária como laboratório na sociedade da informação.</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="39">
              <name>Creator</name>
              <description>An entity primarily responsible for making the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51399">
                  <text>SNBU - Seminário Nacional de Bibliotecas Universitárias</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="45">
              <name>Publisher</name>
              <description>An entity responsible for making the resource available</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51400">
                  <text>UFRGS</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="40">
              <name>Date</name>
              <description>A point or period of time associated with an event in the lifecycle of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51401">
                  <text>2012</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="44">
              <name>Language</name>
              <description>A language of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51402">
                  <text>Português</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="51">
              <name>Type</name>
              <description>The nature or genre of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51403">
                  <text>Evento</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="38">
              <name>Coverage</name>
              <description>The spatial or temporal topic of the resource, the spatial applicability of the resource, or the jurisdiction under which the resource is relevant</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51404">
                  <text>Gramado (Rio Grande do Sul)</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
          </elementContainer>
        </elementSet>
      </elementSetContainer>
    </collection>
    <itemType itemTypeId="8">
      <name>Event</name>
      <description>A non-persistent, time-based occurrence. Metadata for an event provides descriptive information that is the basis for discovery of the purpose, location, duration, and responsible agents associated with an event. Examples include an exhibition, webcast, conference, workshop, open day, performance, battle, trial, wedding, tea party, conflagration.</description>
    </itemType>
    <elementSetContainer>
      <elementSet elementSetId="1">
        <name>Dublin Core</name>
        <description>The Dublin Core metadata element set is common to all Omeka records, including items, files, and collections. For more information see, http://dublincore.org/documents/dces/.</description>
        <elementContainer>
          <element elementId="50">
            <name>Title</name>
            <description>A name given to the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="63600">
                <text>O bibliotecário como arquiteto de informação.</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="39">
            <name>Creator</name>
            <description>An entity primarily responsible for making the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="63601">
                <text>Uehara, Bárbara</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="38">
            <name>Coverage</name>
            <description>The spatial or temporal topic of the resource, the spatial applicability of the resource, or the jurisdiction under which the resource is relevant</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="63602">
                <text>Gramado (Rio Grande do Sul)</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="45">
            <name>Publisher</name>
            <description>An entity responsible for making the resource available</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="63603">
                <text>UFRGS</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="40">
            <name>Date</name>
            <description>A point or period of time associated with an event in the lifecycle of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="63604">
                <text>2012</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="51">
            <name>Type</name>
            <description>The nature or genre of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="63606">
                <text>Evento</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="41">
            <name>Description</name>
            <description>An account of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="63607">
                <text>A constante evolução da Internet permitiu a manifestação de muitos desafios e oportunidades para a Biblioteconomia e o bibliotecário de modo geral. Muitos desses desafios se apresentam aos profissionais bibliotecários quanto às habilidades e características requeridas pelo mercado de trabalho atual, principalmente com relação às novas áreas de atuação como a Arquitetura de Informação (AI). Desta forma, esta pesquisa tem por objetivos apresentar os conceitos de Arquitetura de Informação e usabilidade e de que forma estes conceitos auxiliam na organização de websites; investigar como se dá a inserção do bibliotecário nesse mercado e a importância da sua atuação. Para alcançar esses objetivos, foi realizado um levantamento bibliográfico, dos últimos dez anos (2000- 2010) em literatura técnico-científica da área de Biblioteconomia, Arquitetura de Informação e Ciência da Informação. Este levantamento possibilitou apresentar os principais conceitos de AI e como o bibliotecário pode se engajar nessa área. Também verificou-se que a sua contribuição na AI gira em torno do conhecimento de princípios de seleção, acesso à informação, conhecimento de busca, catalogação e classificação aplicados em ambientes Web. Em paralelo a este artigo está em andamento pesquisa qualitativa com profissionais que atuam na área de Arquitetura de Informação no Brasil como Trabalho de Conclusão de Curso. Esta análise posterior permitirá levantamento do perfil desse profissional e lançará luzes para os bibliotecários que desejarem atuar nesse nicho do mercado.</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="44">
            <name>Language</name>
            <description>A language of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="69469">
                <text>pt</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
        </elementContainer>
      </elementSet>
    </elementSetContainer>
  </item>
  <item itemId="5969" public="1" featured="0">
    <fileContainer>
      <file fileId="5033">
        <src>http://repositorio.febab.org.br/files/original/49/5969/SNBU2012_108.pdf</src>
        <authentication>e3445486ae8802163b62e109842b8041</authentication>
        <elementSetContainer>
          <elementSet elementSetId="4">
            <name>PDF Text</name>
            <description/>
            <elementContainer>
              <element elementId="92">
                <name>Text</name>
                <description/>
                <elementTextContainer>
                  <elementText elementTextId="63599">
                    <text>Arquitetura da informação: usabilidade. ergonomia . entre outros
i! """"'"
MaooNlck

~

=

:,

IiWitt.UJ

1I....111~

Trabalho completo

OBRAS RARAS DO ACERVO INEP NA UFRJ: BLOG COMO
FERRAMENTA DE DISSEMINAÇÃO DA COLEÇÃO
Camila da Silva Teixeira 1, Sueli Palma Borges Paranho~, Maria
Adelaide Pinto Queiror
1Bibliotecária, Especialista em Administração e Sistemas de Informação, UFRJ, Rio de
Janeiro, RJ
2Bibliotecária , UFRJ, Rio de Janeiro, RJ
3Bibliotecária , UFRJ, Rio de Janeiro, RJ

Resumo
Este artigo pretende mostrar o uso do blog como recurso estratégico da
Coleção INEP na Biblioteca do Centro de Filosofia e Ciências Humanas da
Universidade Federal do Rio de Janeiro, numa proposta de disseminação do seu
acervo raro e especial. A nossa abordagem explora a ferramenta blog e apresenta a
sua estrutura , ao longo do texto, como um espaço de acesso à informação
especializada e de integração. Descreve passo a passo a construção de sua
arquitetura , especificamente da página Obras Raras, auxiliado pelo wireframe ,
permitindo a inserção de imagens digitalizadas e hiperlinks para sites de interesse e
o novo design possibilita a interatividade com o usuário.
Palavras-Chave:
INEP; Blog; Arquitetura da Informação; Wireframe; Livro Raro.

Abstract
This article purports to demonstrate the usage of the blog as a strategic
resource of the INEP Collection at the Biblioteca do Centro de Filosofia e Ciências
Humanas da Universidade Federal do Rio de Janeiro, as a proposition of
dissemination of its rare and special collection . Our approach exploits the blog tool
and presents its structure, along the article, as a space of access to specialized
information, as well as of integration . It describes, step by step, the construction of
the blog's architecture, specially of the page Rare Books, assisted by the wireframe,
allowing the inclusion of scanned images ans of hyperlinks to sites of interest and the
new design allows for the interactivity with the user.
Keywords:
INEP, Blog, Information Architecture , Usability, Wireframe, Rare Book.
1 Introdução
A coleção de obras raras e especiais da Biblioteca do Centro de Filosofia e

1258

�Arquitetura da informação: usabilidade. ergonomia . entre outros
i! """"'"
MaooNlck

~

=

:,

IiWitt.UJ

1I....111~

Trabalho completo

Ciências Humanas (BT. CFCH) da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) é
originária da antiga Biblioteca do Centro Brasileiro de Pesquisas Educacionais do
Instituto de Estudos Pedagógicos (CBPE/INEP), doada para a UFRJ em 1977.
Em face à relevância deste acervo no contexto acadêmico, a equipe vem se
esforçando no sentido de aumentar sua visibilidade, inserindo as obras na Base
Minerva 1 da UFRJ e utilizando a ferramenta blog que oferece maior flexibilidade para
a inserção das obras raras e/ou especiais identificadas nesta emblemática coleção.
Neste contexto, denominamos flexibilidade a possibilidade de se poder ilustrar a
página inserindo imagens dos livros com detalhes de raridade (ex-libris 2 ,
assinaturas, dedicatórias, etc.)
O blog criado em 2010, surge da necessidade de uma ferramenta que
"falasse" a língua do estudante universitário, com informações disponibilizadas na
íntegra e que permitisse ao nosso usuário expor seu ponto de vista . A priori , as
páginas do blog surgiram com um conteúdo mais generalizado, apresentando os
setores da biblioteca e os serviços por eles disponibilizados. Esta ideia ficou
alinhada com a nossa realidade, pois fisicamente o acervo da biblioteca, encontra-se
distribuído em três prédios no campus da Praia Vermelha (Urca, RJ) : Periódicos, BT.
Central e Espaço Anísio Teixeira onde está localizada a Coleção INEP. De modo
estratégico, a equipe responsável por esta coleção, viu na ferramenta blog, a
oportunidade de apresentar aos estudantes de graduação e pós-graduação da
universidade, além de pesquisadores na área de educação, o trabalho desenvolvido
com o acervo de obras raras e/ou especiais, difundindo assim suas atividades com a
coleção e dialogar com nossos pesquisadores.
A página Obras Raras já estava criada no blog, tornando-se necessário a sua
reformulação para dar destaque ao acervo e mostrar-se atrativa ao nosso público
alvo. Mas como viabilizar este projeto?
Pensando na organização e navegação do conteúdo, baseadas em um
design de acesso intuitivo, fomos buscar a solução na arquitetura da informação.

2 Revisão de Literatura
Desde os primórdios da humanidade os indivíduos se preocupam
com o registro e a transmissão de informações. Os seres humanos
mais primitivos recorreram às pinturas rupestres como forma de
registrar seu cotidiano. Na Antiguidade, diante do conhecimento
existente (consideravelmente em menor quantidade, se comparado
com a atualidade) , um único filósofo podia ser o veiculo para seu
registro e disseminação a partir de palestras e debates. Nesse
período, surgiram as primeiras bibliotecas. (SOUTO, 2008, p. 2).
A Base Minerva é o sistema de documentação bibliográfica da UFRJ que abrange o acervo das
bibliotecas , centros de documentação, entre outras unidades de informação. (UNIVERSIDADE
FEDERAL DO RIO DE JANEIRO, 2012) .

1

2 Ex libris "é um indicativo de posse bibliográfica , artisticamente. Confeccionada ou não , estampado
ou impresso em papel e que se cola na contracapa de cada [ .. .]" (BIBLIOTECA PUBLICA DO PARÁ,
[200- ?)) .

1259

�Arquitetura da informação: usabilidade. ergonomia . entre outros
i! """"'"
MaooNlck

~

=

:,

IiWitt.UJ

1I....111~

Trabalho completo

Ao pensar em reformular a pagina de Obras Raras, dois conceitos se
tornaram imprescindíveis: 810g e Arquitetura da Informação. A princípio, para projetar
as mudanças, precisávamos conhecer a ferramenta que iriamos utilizar - sua
história, limitações e possibilidades de uso. Já o segundo, foi o recurso utilizado para
definirmos o layout do conteúdo, padronizar os hiperlinks e assim garantir uma
navegação satisfatória para o nosso usuário.
Com o crescimento da Internet e adesão cada vez maior de usuários, esta se
mostrou o ambiente ideal para disseminação do trabalho desenvolvido com o acervo
de obras raras elou especiais da Coleção INEP. Mas como surgiu este fenômeno?
Castells (1999, p.44) em seu livro "A sociedade em rede" faz um relato
detalhado do surgimento da Internet, desde a criação da APARNET até o surgimento
do protocolo TCP/lp 3 :

[...1 a Internet originou-se de um esquema ousado, imaginado na
década de 1960 pelos guerreiros tecnológicos da Agencia de
Projetos de Pesquisa Avançada do Departamento de Defesa dos
Estados Unidos (a mítica DARPA) para impedir a tomada ou
destruição do sistema norte-americano de comunicações pelos
soviéticos, em caso de guerra nuclear. [... 1 O resultado foi uma
arquitetura de rede que, como queriam seus inventores, não pode
ser controlada partir de nenhum centro e é composta por milhares de
redes de computadores autônomos com inúmeras maneiras de
conexão, contornando barreiras eletrônicas.
Os autores Rosini e Palmisano (2012, p. 107, grifo dos autores) citam que
O nome Infernet vem de internefworking (ligação entre redes) .
Embora seja geralmente pensada como uma rede, a Internet é na
verdade o conjunto de todas as redes e gateways que usam os
protocolos TCPIIP. Ela é o conjunto dos de meios físicos (linhas
digitais de alta capacidade, computadores, roteadores) e programas
(protocolo TCP/IP) usadas para o transporte da informação. A Web
(WWW) é apenas um dos diversos serviços disponíveis através da
Internet.
O'Brien (2010 , p. 169) argumenta que a Internet é um fenômeno
revolucionário em computação e telecomunicações. Segundo o autor, esta se tornou
a maior e mais importante rede de redes e está evoluindo para a supervia de
informações de amanhã . Sua expansão é uma constante, onde milhares de redes
comerciais, educacionais e de pesquisa agora conectam entre si milhões de
sistemas e usuários de computadores em mais de 200 países.
Cabe ressaltar que
Surgida no início dos anos 90, a World Wide Web, ou simplesmente
Web, é hoje tão popular e ubíqua, que, não raro , no imaginário dos
usuários, confunde-se com a própria e balzaquiana Internet - a infra3 Protocolo de comunicação usado por todos os tipos de redes . Em 1978, Vinton Cerf, Jon Postei e
Stephen Cohen dividiram o protocolo em duas partes: servidor-a-servidor (TCP) e protocolo interredes(IP) , que tornou-se padrão de comunicação entre computadores nos EUA em 1980.
(CASTELLS , 1999, p. 84) .

1260

�Arquitetura da informação: usabilidade. ergonomia . entre outros
i! """"'"
MaooNl ck

~

=

:,

IiWitt.UJ

1I....111~

Trabalho completo

estrutura de redes, servidores e canais de comunicação que lhe dá
sustentação. [... ] o projeto da Web, ao implantar de forma magistral o
conceito de hipertexto imaginado por Ted Nelson &amp; Douglas
Engelbart (1962), buscava oferecer interfaces mais amigáveis e
intuitivas para a organização e o acesso ao crescente repositório de
documentos que se tornava a Internet. (SOUZA; ALVARENGA,
2004, p. 132).

Para Sabino (apud SANTOS; ALVES, 2009, p.2) a primeira geração da Web
se caracterizou "pela preocupação com sua própria construção, com o acesso aos
recursos informacionais e com a questão comercializável por meio dos sites".
Porém, com o desenvolvimento das tecnologias de informação e comunicação a
Web evoluiu e nela nasceram novos tipos de ambientes informacionais, mais
interativos e colaborativos para a troca , a criação, a geração e o armazenamento de
informações. Blattmann e Silva (2007 apud SANTOS; ALVES, 2009, p. 2-3)
esclarecem que essa nova concepção vem sendo denominada de Web 2.0 ou ainda
Web Social, segundo eles
"Se antes a web era estruturada por meio de sites que colocavam
todo o conteúdo on-line, de maneira estática, sem oferecer a
possibilidade de interação aos internautas, agora é possível criar
uma conexão por meio das comunidades de usuários com interesses
em comum, resultado do uso da plataforma mais aberta e dinâmica."

A web vem passando por uma evolução desde sua a criação: do início
marcado pelos primeiros serviços via rede: FTP (File Transfer Protocol) , ao
desenvolvimento do correio eletrônico; para posterior criação da World Wide Web:
marcada pelo desenvolvimento das bases de dados, ferramentas de busca e Web
sites, período denominado como Web 1.0; e a criação de novas ferramentas
tecnológicas e o surgimento de novos ambientes colaborativos, como os blogs,
passando a ser denominada de Web 2.0 (SANTOS ; ALVES, 2009, p. 5).
É importante destacar que
a expressão Web 2.0 foi utilizada pela primeira vez por Tim O'Reilly,
com o objetivo de dar nome a um evento em São Francisco (EUA),
sobre serviços online. Em seguida, o nome passou a ser utilizado
para descrever os websites que tinham como aspectos principais a
colaboração e a participação coletiva, o dinamismo e a interação, em
contraste com os sites 1.0 (estáticos, com conteúdo produzido
unicamente pelos construtores do site (ALVES, 2011, p.96-97).

Todavia , com o surgimento da web 2.0
Houve uma democratização e evolução de instrumentos e
funcionalidades que resultaram em interatividade e participação dos
usuários da internet. Tornou-se dispensável a utilização de
profissionais especializados para a publicação de conteúdo digital na
grande rede mundial. Desde então, pessoas comuns, com
conhecimentos básicos de informática, tiveram seu espaço no mundo
digital, podendo expressar seus pensamentos, conhecimentos e

1261

�Arquitetura da informação: usabilidade. ergonomia . entre outros
i! """"'"
MaooNlck

~

=

:,

IiWitt.UJ

1I....111~

Trabalho completo

oplnloes livremente e gratuitamente. Os internautas ganharam o
poder de criar e modificar conteúdo na web, produzindo novos
ambientes hipertextuais. Com as novas tecnologias, ocorreu a
redução dos custos de produção e distribuição, resultando na
apropriação dos conteúdos de mídia digital por todos os tipos de
pessoas. (ALVES, 2011 , p. 97).

Pedro (2010, p. 94-95) cita como exemplos de ferramentas da Web 2.0:
810gs; Ferramentas de criação de redes sociais on-line (permitem a comunicação
entre amigos e familiares) ; Ferramentas de partilha de conteúdo ; Wikis (uma página
ou conjunto de páginas Web que podem ser facilmente editadas por qualquer
pessoa que a elas tenha acesso); Social tagging (prática de atribuir tags ou
palavras-chave pessoais a recursos digitais; Podcasts (ficheiros de áudio ou vídeo
gravados em qualquer formato digital e distribuídos on-line num formato RSS); RSS
feeds (listas atualizadas de conteúdos Web); Licenças Creative Commons (licenças
gratuitas que permitem a um autor publicar conteúdos na Web especificando as
condições de utilização desses conteúdos.
Lemos (2008, p. 6 apud ALVES, 2011 , p. 97) escreveu que "especialistas da
área avaliam que nessa 'nova onda' das tecnologias: a Web é a plataforma ; o que
vale é o conteúdo (que é texto, vídeo, áudio, perfis) - é o direito de opinar; a
comunidade produz junto; a experiência do usuário é o que importa; o usuário tem o
poder - que é dissipado entre muitos usuários". Destacando assim o novo perfil da
Web, que deixa o seu passado estático dos anos 1980 e passa a ser interativa.
Deste modo a Web, através da ferramenta blog, mostrou-se o ambiente ideal
para divulgação do nosso acervo, uma vez que permite o acesso de inúmeros
usuários, simultaneamente, as informações postadas.
O termo blog, segundo Gomes (2005, p. 311) é originário de weblog e foi
utilizado pela primeira vez em 1997,
[... ] weblog é uma página na Web que se pressupõe ser actualizada
com grande frequência através da colocação de mensagens - que se
designam "posts" - constituídas por imagens e/ou textos
normalmente de pequenas dimensões (muitas vezes incluindo links
para sites de interesse e/ou comentários e pensamentos pessoais do
autor) e apresentadas de forma cronológica, sendo as mensagens
mais recentes normalmente apresentadas em primeiro lugar. A
estrutura natural de um blog segue, portanto uma linha cronológica
ascendente.

Os primeiros blogs foram desenvolvidos por pessoas com
[... ] conhecimentos informáticos suficientes para gerarem paginas
WWW uma vez que não existiam ainda disponíveis serviços
automáticos de criação, gestão e alojamento de blogs com as
características que hoje lhes conhecemos. Para alguns, Tim BernersLee, o inventor da World Wide Web e criador do primeiro website é
também considerado o criador do primeiro weblog . (GOMES, 2005,
p. 312) .

Sampaio (2011, p.245-246) cita que o blog foi concebido, inicialmente, para

1262

�Arquitetura da informação: usabilidade. ergonomia . entre outros
i! """"'"
MaooNlck

~

=

:,

IiWitt.UJ

1I....111~

Trabalho completo

ser um diário digital, nele as pessoas poderiam tornar público - de forma cronológica
- pensamentos, ideias e intimidades, vindo a ser popular em 1999 com o software
Blogger, criado pelo o norte-americano Evan Williams. Lembrando, que o programa
era uma alternativa na publicação de textos online, pois além de dispensar o
conhecimento especializado em informática, se destacava pela facilidade de edição
e atualização dos textos em rede e pela gratuidade, bastando que o usuário
possuísse um computador com acesso à internet.
Na sua evolução, encontramos o blogue-agenda (registra pensamentos,
ideias, atividades, apontamentos de livros) e o blogue-mural (expõe artigos de
opinião, noticias, imagens ou qualquer acontecimento importante), este, inicialmente,
considerado uma ferramenta de trabalho para jornalistas e indivíduos produzirem
relatos de suas atividades. (SOUSA, et aI. , 2007 , p. 89) . Porém ,
o conceito de blog tem vindo a expandir-se, sendo a sua definição
cada vez menos consensual em resultado da diversidade de formas,
objetivos e contextos de criação bem como da diversidade e distinta
natureza dos seus criadores . Dos blogs pessoais, adoptando a
formula do "diário electrónico" aos blogs visando a difusão da
informação com intuitos comerciais, de tudo se pode encontrar na
web . Do autor individual que conosco partilha a sua intimidade ou os
seus interesses, a autoria institucional formalmente assumida,
passando pelos blogs criados e mantidos por grupos de pessoas,
existe todo um leque de possibilidades de autoria." (GOMES, 2005,
p. 312) .

Recuero (2003 apud PEREIRA, 2009, p. 46 ) propõe uma classificação para
os blogs, deixando claro que as categorias são mutáveis e passam por revisões de
tempos em tempos: weblogs diários - faz referência a vida do autor, seu dia-a-dia;
weblogs de publicações - apresentam a visão do autor sobre algum assunto
específico ; weblogs literários - são utilizados para a publicação de historias de
ficção; weblog clipping - colagens de outros sites/blogs considerados interessantes;
weblogs mistos - não há predominancia de um conteúdo específico, pode misturar a
vida do autor, dicas culturais, comentários variados, etc.
O uso desta ferramenta na gestão de conteúdo, neste caso a coleção de
obras raras e/ou especiais da BT. CFCH da UFRJ, é mais uma das possiblidades do
blog, aproveitando sua facilidade e a rapidez para disseminar informações - em
detrimento da construção de um site tradicional. Atuando assim, como um facilitador
do "acesso à informação e aos serviços prestados pelas Bibliotecas [ ... l, podendo
até, potencializar a intervenção do utilizador no desenvolvimento e gestão de
conteúdos e novos serviços" (SOUSA, et aI. , 2007, p. 102). A publicação de notícias
ou novidades bibliográficas e a utilização para pesquisa no catálogo associado a
comentários das obras consultadas são outras aplicações possíveis na biblioteca,
embora , ainda persista seu uso como diário digital.
Assim como na Internet, no blog o hipertexto é uma tecnologia usada para
apresentação em multimídias, o termo foi

[...1 criado

e usado pela primeira vez na década de 60 por Theodor
Nelson. Os suportes em papel, diz ele, têm limitações no que toca à
sua organ ização e apresentação das u idéias. Por outro lado, com o

1263

�Arquitetura da informação: usabilidade. ergonomia . entre outros
i! """"'"
MaooNlck

~

=

:,

IiWitt.UJ

1I....111~

Trabalho completo

computador pode-se construir novos tipos de leitura onde o leitor irá
encontrar aquilo que lhe interessa [... ]. Propõe então uma forma de
organização de textos e imagens que opere de forma mais próxima
ao pensamento: "o pensamento opera de forma não-linear, na
maioria da vezes de forma caótica, como um turbilhão". É neste
contexto que ele usa pela primeira vez o termo "hyper-text" (depois
"hypertext", sem o hífem) para definir essa forma flexível e não-linear
(nonsequential) de apresentar o material relativo a um assunto: um
conjunto de textos e imagens interconectados a outros documentos e
que permitiriam inúmeros percursos e leituras. (LARA FILHO, 2003).

Os documentos (imagens, textos, etc.) no ambiente digital, são
interconectados através de hiperlinks para dinamizar o acesso ao conteúdo,
garantido assim esta característica não-linear de leitura e navegação na Internet.
Essa característica é a grande diferença do hipertexto com relação a
outras mídias, como livros, revista e televisão. Na Internet os
usuários estão no comando e não precisam necessariamente
consumir o conteúdo em uma sequência pré-determinada. Daí a
vocação de ser um meio orientado aos usuários. E para que as
pessoas consigam achar o conteúdo que procuram, o projeto de uma
navegação eficiente, fácil e intuitiva torna-se fundamental.
(MEMÓRIA, 2005, p. 50).

Navegação para Agner (2009 , p. 17-18), em seu sentido comum, quer dizer
movimentar-se através do espaço, já no sentindo amplo "inclui o movimento virtual
através de espaços cognitivos - que são espaços formados por dados, informações
e pelo conhecimento que daí emerge".
Segundo Sheneiderman (1998 apud AGNER, 2009, p. 19) a navegação para
busca de informações em hipertextos pode assumir as seguintes características:
navegação para busca de informação específica ; navegação para busca de
informações relacionadas; navegação com destino em aberto; navegação para
verificar a disponibilidade. Na página Obras Raras foram dadas ênfase às duas
primeiras. Para garantir que o nosso pesquisador encontre a informação desejada,
adotamos as normas e boas práticas defendidas por Nielsen (2000 apud MEMÓRIA,
2005, p. 52) - a necessidade de resposta para as três principais questões dos
usuários: Onde estou? Onde estive? Onde posso ir?
O projeto da nova página Obras Raras foi idealizado como um espaço de
acesso à informação especializada para "facilitar o debate e a interação com
pesquisadores [... ], permitindo a discussão, aceitação, questionamento e refutação
de L idéias" (cf. CHRISTOFOLETTI, 2009 apud LOPEZ, 2011 , p. 88) . A intenção era
arrolar as obras deste acervo, apresentando os critérios adotados na seleção, além
de disponibilizar as páginas de rosto e detalhes de alguns itens raros e/ou especiais,
incluir textos e sites sobre o tema, e mapear as bibliotecas na UFRJ com acervo
similar.
Baseada em uma navegação de acesso intuitivo, utilizou-se hiperlinks "textos destacados ou gráficos em documento da web que, quando clicado, abre
uma nova página da web ou seção da mesma pagina apresentado conteúdo
relacionado." (STAIR; REYNOLDS , 2011 , p. 256) - para garantir a navegação do
usuário na página e conteúdos relacionados.

1264

�Arquitetura da informação: usabilidade. ergonomia . entre outros
i! """"'"
MaooNlck

~

=

:,

IiWitt.UJ

1I....111~

Trabalho completo

A arquitetura da informação, auxiliou então a organizar padrões de dados,
tornando mais claro o processo de arranjo do conteúdo na página Obras Raras do
blog.
Foi o arquiteto Richard Saul Wurman "que cunhou o termo arquitetura da
informação nos idos de 70 . O arquiteto da informação seria o individuo com a
missão de organizar padrões dos dados e de transformar o que é complexo e
confuso em algo mais claro" (AGNER, 2009 , P 78) . Este "deve se preparar para ser
um profissional polivalente [.. .] deve sacar muito de interação humano-computador
(lHe), de análise de tarefas, de impacto organizacional, de ergodesigner, de
sistemas, de testes com usuários, de comunicação, de pensamento crítico ... "
(AGNER, 2009 , p.83-84) .
Ficou evidente para a equipe, a preocupação com o projeto, a implementação
e a manutenção do espaço informacional digital para o acesso humano, a
navegação e o uso. Para Agner (2009, p. 97), a arquitetura de informação pode ser
compreendida como quatro sistemas interdependentes, composto por regras
próprias: organização, navegação, rotulação e busca , também evidenciados no
projeto de criação da nova página .

3 Materiais e Métodos
Iniciamos por falar dos critérios adotados para identificar as obras como raras
e/ou especiais. Baseados no Plano Nacional de Recuperação de Obras Raras 4
(PLANOR) identificamos como requisitos para que a obra fosse selecionada :
Impressões dos séculos XV, XVI , XVII, XVIII ; Obras editadas no Brasil até 1900;
Primeiras edições até o final do século XIX; Edições com tiragens reduzidas com
aproximadamente 300 exemplares; Edições de luxo; Edições clandestinas; Obras
esgotadas, especiais e fac-similares , personalizadas, criticas, definitivas e
diplomáticas; Obras autografadas por autores renomados; Obras de personalidades
de projeção política , científica , literária, religiosa ; Exemplares de coleções especiais
(regra geral com belas encadernações e "ex libris"); Exemplares de anotações
manuscritas de importância (incluindo dedicatórias); Obras científicas que datam do
período inicial da ascensão de cada ciência ; Edições censuradas; Obras
desaparecidas, face a contingência do tempo; Originais manuscritos de autores
renomados; Edições populares, especialmente romances e folhetos literários (cordel,
panfletos) ; Edições de artífices renomados; Edições de clássicos, assim
considerados nas historias das literaturas específicas.
Face à especificidade da coleção, foi adotado também como critério, a
importância da obra para a História da Educação no Brasil, sobretudo nos anos 30,
quando surgiu o movimento que deu início a "Escola Nova" criando o INEp 5 .
BIBLIOTECA NACIONAL. Plano Nacional de Recuperação de Obras Raras . Critérios de raridade
empregados
para
a
qualificação
de
obras
raras.
Disponível
em :
&lt;http://www.bn.br/planor/documentos/criterioraridadedioraplanor.doc&gt;. Acesso em: 27.07.2011.

4

5 O INEP foi criado em 1937, quando o Ministério da Educação e Saúde Pública era dirigido por
Gustavo Capanema , que pretendia criar "um aparelhamento central destinado a inquéritos, estudos ,
pesquisas e demonstrações, sobre os problemas do ensino, nos seus diferentes aspectos" - como
consta em mensagem enviada ao legislativo federal. Nos anos 50 , o INEP foi dirig ido pelo educador
Anísio Teixeira. (MENEZES , SANTOS, 2002)

1265

�Arquitetura da informação: usabilidade. ergonomia . entre outros
i! """"'"
MaooNl ck

~

=

:,

IiWitt.UJ
1I....111~

Trabalho completo

A ide ia de reformular a página Obras Raras surgiu no ano de 2011, a partir de
um inventário do acervo raro e/ou especial da Coleção INEP. Este inventário teve
como base um catálogo preliminar feito por Paranhos 6 e totalizou 584 itens. A partir
daí identificou-se a necessidade de destacar este material tão particular, com itens
datados a partir de 1747, encadernações especiais, dedicatórias, desenhos
manuscritos e diversos outros detalhes de destaque para a história do livro
impresso.
Pensando na organização, navegação, rotulação e busca , baseado em um
design estrutural de acesso intuitivo que a nova página começou a ser elaborada .
Logo as etapas descritas por Memória (2005, p.11) - levantamento dos dados,
criação, refinamento, produção, implementação e manutenção - enquadraram-se
perfeitamente no nosso projeto.

o
Criação

o

(mplement;1çâo

Figura 1 - O processo genérico de desenvolvimento de website baseado em
avaliações de usuário
Fonte: MEMÓRIA, Felipe. Design para a internet: projetando a experiência perfeita. Rio de
Janeiro: Elsevier, 2005.

As etapas do projeto foram separadas em fases - Concepção, Implantação e
Monitoramento - para facilitar sua aplicação:
A) Concepção:
O primeiro passo foi entender os recursos e as limitações da ferramenta que
seria utilizada: layout, upload 7 de arquivos, utilização de tags B de conteúdo, recursos

PARANHOS , Sueli Palma Borges. Catálogo preliminar de obras raras elou especiais da
biblioteca do INEP. Rio de Janeiro: UNIRIO, 1993. 89 p.

6

7

Enviar dados ou arquivos de seu computador para outro computador. (MELO , 2010, p. 105).

8

Palavras-chaves utilizadas como marcações para recuperar um texto no blog .

1266

�Arquitetura da informação: usabilidade. ergonomia . entre outros
i! """"'"
MaooNlck

~

=

:,

IiWitt.UJ
1I....111~

Trabalho completo

de imagem, edição de páginas e postagens, arquivamento, versão para celular e
estatísticas de uso. Após verificar se atendiam (ou não) as demandas que
imaginamos para o projeto, passamos para as seguintes etapas:
Levantamento de dados - definição dos tipos de usuários que visitariam a
página e suas necessidades, arrolando o conteúdo que seria exibido.
Agner (2009, p. 24) defende que os "usuários de documentos eletrônicos não
olham ou simplesmente leem as informações, mas interagem com elas - de modo
sem precedentes no design impresso". Logo deveríamos estar preparados para
usuários iniciantes, intermediários e avançados, garantindo que independente de
seu nível conseguiriam acessar as informações disponibilizadas.
Criação - geração das ideias que poderiam ser ou não aproveitadas para
desenvolvimento futuro .
Refinamento - aperfeiçoamento da navegação, do fluxo e do layout. Neste
ponto do projeto adotamos o wireframe
[... ] um rascunho de uma tela especifica que posiciona a informação
e a navegação, incluindo-se aí agrupamento, ordem e hierarquia do
conteúdo. É um esqueleto que organiza os elementos de interface,
sem a interferência do projeto visual. (MEMÓRIA, 2005, p. 36).

Fruto de toda a pesquisa e análise feita anteriormente e desenhado através
de um programa específico, nosso wireframe foi com foco no usuário, pensando na
sua satisfação, facilidade de uso, conteúdo, performance e valor da marca (neste
caso a UFRJ).

Fadli~
de uso

1
Design centrado

Valor
da marca

Figura 2 - Aréas-chave para a metodologia de projeto centrada nos usuários

Fonte: MEMÓRIA, Felipe. Design para a internet: projetando a experiência perfeita. Rio de
Janeiro: Elsevier, 2005.

Foi definido um estilo simples para redação dos textos - estes não deveriam
ser longos - priorizando o mesmo padrão estético do Blog da BT. CFCH/UFRJ . A
hierarquização do conteúdo foi realizada pensando sempre no "por que, para quem

1267

�Arquitetura da informação: usabilidade. ergonomia . entre outros
i! """"'"
MaooNlck

~

=

:,

IiWitt.UJ

1I....111~

Trabalho completo

e em nome de quem são realizadas as ações [... ]" (Agner, 2009, p. 191). Pois caso
apresentasse algum problema futuro , a equipe tinha em mente que "um produto bem
projetado envolve muito mais do que apenas um conteúdo de qualidade. Questões
como facilidade de uso, desempenho e designer gráfico também são importantes."
(Memoria, 2006, p. 10). Logo, dificuldades na utilização da página não seriam culpa
do nosso usuário e sim de falhas no projeto, que não teria então, esgotado os
prováveis erros derivados das diversas situações de uso.
Chamadas para outros conteúdos (mostrando-os um pouco) , tamanhos prédefinidos para imagens, layout de PDFs 9 e padronização de cores para título, texto,
hiperlinks ativos e hiperlinks visitados foram adotados.
Produção - desenvolvimento de um protótipo. Uma área de teste foi criada e
nela gerada um protótipo funcional. Ele foi baseado no wireframe desenhado e
pensando na interação humano-computador citada por Agner (2009 , p.29-30):
sempre consistente; com atalhos para os mais experientes; permitindo a
retroalimentação, apresentando diálogos com início, meio e fim ; prevendo erros;
possibilitando a reversão para o estado inicial; dando ao usuário a sensação de
controle ao navegar na página; e , conhecendo bem o usuário.
Paralelamente, os arquivos em PDF foram gerados, os detalhes das obras
selecionadas foram fotografados, as imagens formatadas e tratadas. Mapearam-se
as bibliotecas da UFRJ que também davam destaque para suas coleções de obras
raras na Internet e os textos de autores renomados, levantados no intuito de
enriquecer a experiência do nosso usuário.
B) Implantação:
Desenvolvemos o conteúdo e imagens finais , inserindo na versão de teste do
blog, para posteriormente fazer o download deste material e em seguida upload para
o Blog da BT. CFCH/UFRJ . Em seguida, foi feito o lançamento da nova pagina
Obras Raras, disponibilizando-a para o uso real.
C) Manutenção:
Centrada na preocupação com a atualização da página no blog e análise das
estatísticas de acesso. Então, como medir os resultados? A solução estava na
própria ferramenta que nos permitia este controle .
Segundo Memória (2005, p. 43) alguns dos dados considerados mais
importantes são: acessos do site durante dias e meses; de onde as pessoas vieram ;
diferenças do número de visitas após redesenho . Logo após o lançamento da página
Obras Raras, percebeu-se um aumento considerável no acesso, originário
principalmente de usuário dos navegadores Internet Explore, Safári e Chrome no
Brasil, o que se justifica pela divulgação realizada no meio acadêmico através de e-

9 o formato Portable Document Format (PDF) foi criado pela Adobe Systems e tornou-se o padrão
global para captura e a revisão de informação de mídia rica de quase todos os aplicativos ou
sistemas operacionais e para o compartilhamento com quase qualquer pessoa, em qualquer lugar
(ADOBE, [200-?])

1268

�Arquitetura da informação: usabilidade. ergonomia . entre outros
i! """"'"
MaooNlck

~

=

:,

IiWitt.UJ
1I....111~

Trabalho completo

mails e Twitter 10 .

4 Resultados Finais
A nova página foi lançada em 14 de setembro de 2011, a partir daí notou-se
um aumento considerável no acesso ao blog.
Tabela 1 - Visualizações do 8109 por País
País
Brasil
Estados Unidos
Portugal
Argentina
Canadá
Alemanha
Reino Unido

Antes de

Depois de

14.09.2011

14.09.2011

91
4

728
16
4
2
1
1
1

O
O
O
O
O

Fonte:. UNIVERSIDADE FEDERAL DO RIO DE JANEIRO. Biblioteca do Centro de Filosofia
e
Ciências
Humanas.
[8109
da
biblioteca].
2010.
Disponivel
em:
&lt;http://btcfchufrjbr.blogspot.com.br/&gt;. Acesso em: 20 mar. 2012.

As estratégias de divulgação adotadas - publicação em listas de discussão
especializadas, encaminhamento de e-mails para usuários cadastrados na biblioteca
e disseminação no Twitter - foram as grandes responsáveis por este aumento no
acesso. Constatamos, que o usuário ao visitar a página Obras Rara, acabava por
acessar as outras páginas do blog, aumentando assim a rede de usuários on-line da
biblioteca.
Outro ponto interessante foi o crescimento no índice de atendimento da Col.
INEP na UFRJ, que no último ano teve um aumento em torno de 25%.
Pesquisadores oriundos, principalmente pós-graduandos e de outros estados. Cabe
sinalizar também que a divulgação do acervo raro e/ou especial promoveu o restante
da coleção, obras não identificadas nos critérios de raridade também tiveram sua
procura aumentada , o que se revelou uma grata surpresa.
A Internet confirmou então, sua vocação de rede de muitos para muitos,
atingindo usuário em países onde não realizamos sequer divulgação, como Portugal
e Estados Unidos. Logo, o destaque para a coleção que idealizamos no início do
10 Twitter é uma rede de informação em tempo real que conecta os usuários a histórias, ideias,
opiniões e notícias. É composto por pequenas textos chamadas Tweets, escritos em até 140
caracteres . (TWITTER , [201-7))

1269

�Arquitetura da informação: usabilidade. ergonomia . entre outros
i! """"'"
MaooNlck

~

=

:,

IiWitt.UJ
1I....111~

Trabalho completo

projeto foi obtido. A navegação intuitiva do usuário, sem a necessidade de inúmeros
cliques para acessar o conteúdo e uma página com design simples, porém funcional ,
também foram alcançados.

5 Considerações Finais
A arquitetura da informação, através de seu wireframe, foi a nossa maior
aliada na reformulação da página Obras Raras. Este esboço inicial norteou nosso
projeto, ajudando a definir parâmetros para a construção da nova página .
O inventário e hierarquização do conteúdo, padronização de hiperlinks,
tipificação dos usuários e mapeamento de possíveis erros na navegação, feitos a
partir de testes antes da implantação, foram definitivos para o sucesso da página e
alcance da satisfação do usuário.
A partir dos resultados levantados, percebemos que a fase de manutenção do
blog será inacabável. Por se tratar de uma ferramenta com textos curtos,
disponibilizados em ordem cronológica , permitindo a interação do usuário através de
comentários, a atualização das informações e a criação de estratégias para garantir
a visitação do conteúdo exposto deverá ser uma constante. Uma vez que este
usuário, oriundo da Internet, precisa ser sempre "reconquistado", pois é atraído por
inovações. Ele sempre acessará Obras Raras, almejando encontrar a página
atualizada.

6 Referências
ADOBE Acrobat. História do pdf adobe. [200-?] . Disponível em :
&lt;http://www.adobe.com/br/products/acrobat/adobepdf.html&gt; . Acesso em : 12 abro
2012 .
AGNER, Ergodesign e arquitetura da informação: trabalhando com o usuário. 2.
ed . Rio de Janeiro: Quartet, 2009 .
ALVES, Cláudio Diniz. Informação na twittosfera. Rev. Dig. Bibl. Cio Inf., Campinas,
V. 9, n. 1, p. 92-105, jul./dez. 2011 . Disponível em:
&lt;http://143.1 06.108.14/seer/ojs/index.php/sbu_rci/article/viewFile/497/pdC4&gt;.
Acesso em: 19 jun . 2012 .
BIBLIOTECA NACIONAL. Plano Nacional de Recuperação de Obras Raras.
Critérios de raridade empregados para a qualificação de obras raras. Disponível
em : &lt;http://www.bn .br/planor/documentos/criterioraridadedioraplanor.doc&gt;. Acesso
em: 27 .07.2011 .
BIBLIOTECA PUBLICA DO PARÁ. O que é ex libris? [200-?] . Disponível em :
&lt;http://www.bpp.pr.gov.br/modu les/conteudo/conteudo.php ?conteudo=28&gt;. Acesso
em : 12 abro2012.

1270

�Arquitetura da informação: usabilidade. ergonomia . entre outros
i! """"'"
MaooNlck

~

=

:,

IiWitt.UJ
1I....111~

Trabalho completo

CASTELLS, Manuel. A sociedade em rede: a era da informação: economia,
sociedade e cultura . São Paulo : Paz e Terra , 1999. v. 1.
GOMES, Maria João. Blogs: um recurso e uma estratégia pedagógica. In :
SIMPÓSIO INTERNACIONAL DE INFORMÁTICA EDUCATIVA, 7., 2005, Leiria,
Portugal. Actas ... Leiria , 2005 . Disponível em :
&lt;http://creazeitao.googlepages.com/BlogsUtiIEducUNIVMINHO.pdf &gt;. Acesso em : 10
abr. 2012.
LARA FILHO, Durval de. O fio de Ariadne e a arquitetura da informação na WWW.
DataGramaZero: Revista de Ciência da Informação, Rio de Janeiro, v. 4, n. 6,
dez. 2003 . Disponível em : &lt;http://www.dgz.org .br/dez03/Art_02 .htm&gt;. Acesso em : 10
abr. 2012.
LOPEZ, André Porto Ancona . Blogs como ferramenta de ensino-apredizagem de
diplomática e tipologia documental: uma estratégia didática para construção do
conhecimento. Perspectivas em Gestão &amp; Conhecimento, João Pessoa, v. 1, n.
especial , p. 86-99 , out. 2011 . Disponível em :
&lt;http://periodicos.ufpb.br/ojs2/index.php/pgc/article/download/1 0790/6098&gt;. Acesso
em : 10 abro2012
MEMÓRIA, Felipe. Design para a Internet: projetando a experiência perfeita . Rio de
Janeiro: Elsevier, 2005 .
MENEZES, Ebenezer Takuno de; SANTOS, Thais Helena dos. Dicionário
Interativo da Educação Brasileira : EducaBrasil. São Paulo: Midiamix Ed ., 2002.
Disponível em : &lt;http://www.educabrasil.com .br/eb/dic/dicionario.asp?id=373&gt; .
Acesso em 28 abr. 2012 .
O'BRIEN , James. Sistema de informação e as decisões gerenciais na era da
Internet. 3. ed . Rio de Janeiro: Saraiva , 2010 .
PARANHOS, Sueli Palma Borges. Catálogo preliminar de obras raras e/ou
especiais da biblioteca do INEP. Rio de Janeiro: UNIRIO, 1993. 89 p.
PEDRO, Alexandra Raquel. Os museus portugueses e a web 2.0. Cio Inf. ,Brasília,
DF, v. 39, n. 2, p. 92-100, maio/ago. 2010 . Disponível em :
&lt;http://revista .ibict.br/ciinf/index.php/ciinf/article/view/1735/1370&gt;. Acesso em : 19 jun.
2012 .
PEREIRA, Letícia Casanova ; SOUSA, Jorge Pedro. Análise de weblogs enquanto
forma de jornalismo online . 2009. 141 f. Dissertação (Mestrado em Ciência da
Comunicação)-Universidade Fernando Pessoa, Porto, Portugal , 2009. Disponível
em : &lt;http://bdigital.ufp.ptlbitstream/1 0284/1366/1 /dm_leticiapereira.pdf&gt; . Acesso em :
19 jun. 2012 .

1271

�Arquitetura da informação: usabilidade. ergonomia . entre outros
i! """"'"
MaooNlck

~

=

:,

IiWitt.UJ
1I....111~

Trabalho completo

ROSINI , Alessandro Marco; PALMISANO, Ângelo. Administração de sistemas de
informação e gestão do conhecimento. 2. ed . rev. e ampl. São Paulo: Cengage
Learning, 2012 .
SAMPAIO, Débora Adriano. A experiência da utilização de blogs na disciplina teoria
e prática da leitura: construindo o portfólio eletrônico. Rev. Dig. Bibl. Cio
Inf.,Campinas, v. 9, n. 1, p. 243-251 , jul./dez. 2011 . Disponível em :
&lt;http://www.sbu .unicamp.brlseer/ojs/index.ph p/sbu _rcilarticle/download/496/pdC 12&gt;
Acesso em : 10 abro2012 .
SANTOS, Plácida Leopoldina Ventura Amorim da Costa ; ALVES , Rachei Cristina
Vesú . Metadados e web semântica para estruturação da web 2.0 e web 3.0.
DataGramaZero: Revista de Ciência da Informação, Rio de Janeiro, V. 10, n. 6,
dez. 2009 . Disponível em : &lt;http://www.dgz.org .br/dez09/Art_04 .htm#R1&gt;. Acesso
em: 19 jun . 2012 .
SOUSA, Paulo Jorge et aI. A blogosfera : perspectivas e desafios no campo da
ciência da informação. Cadernos BAD, Lisboa, n. 1, p. 88-106, 2007 . Disponível
em :
&lt;http://repositorium .sdum .uminho.pUbitstream/1822/779711 IA%20Blogosfera%20%20perspectivas%20e%20desafios%20no%20campo%20da%20Ci%c3%aancia%2
Oda%20Informacao .pdf&gt; . Acesso em : 19 jun . 2012 .
SOUTO, Leonardo Medeiros. Mediação em serviços de disseminação seletiva de
informações no ambiente de bibliotecas digitais federadas . 2008 . 238 f. Tese
(Doutorado em Ciência da Informação) - Escola de Comunicação e Artes da
Universidade de São Paulo, São Paulo, 2008.
SOUZA, Renato Rocha ; ALVARENGA, Lídia . A Web Semântica e suas contribuições
para a ciência da informação. Cio Inf. ,Brasília, DF, V. 33, n. 1, p. 132-141, jan./abril
2004. Disponível em : &lt;http://www.scielo.brlscielo.php?pid=S010019652004000100016&amp;script=scLarttext&gt;. Acesso em : 10 abr. 2012 .
STAIR, Ralph M.; REYNOLDS, George W. Princípios de sistemas de informação.
São Paulo: Cengage Learning , 2011 .
TWITTER. Sobre o twitter. [200-?] . Disponível em: &lt;https://twitter.com/about&gt; .
Acesso em : 12 abro2012 .
UNIVERSIDADE FEDERAL DO RIO DE JANEIRO. Biblioteca do Centro de Filosofia
e Ciências Humanas. [Blog da biblioteca]. 2010. Disponível em :
&lt;http://btcfchufrjbr.blogspot.com .br/&gt; . Acesso em : 20 mar. 2012 .
Sistema de Bibliotecas e Informação. Suporte a base Minerva. 2012 .
Disponível em : &lt;http://www.siglinux.nce.ufrj.br/infominerval&gt; . Acesso em : 12 abro
2012 .

_ _o

1272

�</text>
                  </elementText>
                </elementTextContainer>
              </element>
            </elementContainer>
          </elementSet>
        </elementSetContainer>
      </file>
    </fileContainer>
    <collection collectionId="49">
      <elementSetContainer>
        <elementSet elementSetId="1">
          <name>Dublin Core</name>
          <description>The Dublin Core metadata element set is common to all Omeka records, including items, files, and collections. For more information see, http://dublincore.org/documents/dces/.</description>
          <elementContainer>
            <element elementId="50">
              <name>Title</name>
              <description>A name given to the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51396">
                  <text>SNBU - Edição: 17 - Ano: 2012 (UFRGS - Gramado/RS)</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="49">
              <name>Subject</name>
              <description>The topic of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51397">
                  <text>Biblioteconomia&#13;
Documentação&#13;
Ciência da Informação&#13;
Bibliotecas Universitárias</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="41">
              <name>Description</name>
              <description>An account of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51398">
                  <text>Tema: A biblioteca universitária como laboratório na sociedade da informação.</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="39">
              <name>Creator</name>
              <description>An entity primarily responsible for making the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51399">
                  <text>SNBU - Seminário Nacional de Bibliotecas Universitárias</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="45">
              <name>Publisher</name>
              <description>An entity responsible for making the resource available</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51400">
                  <text>UFRGS</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="40">
              <name>Date</name>
              <description>A point or period of time associated with an event in the lifecycle of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51401">
                  <text>2012</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="44">
              <name>Language</name>
              <description>A language of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51402">
                  <text>Português</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="51">
              <name>Type</name>
              <description>The nature or genre of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51403">
                  <text>Evento</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="38">
              <name>Coverage</name>
              <description>The spatial or temporal topic of the resource, the spatial applicability of the resource, or the jurisdiction under which the resource is relevant</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51404">
                  <text>Gramado (Rio Grande do Sul)</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
          </elementContainer>
        </elementSet>
      </elementSetContainer>
    </collection>
    <itemType itemTypeId="8">
      <name>Event</name>
      <description>A non-persistent, time-based occurrence. Metadata for an event provides descriptive information that is the basis for discovery of the purpose, location, duration, and responsible agents associated with an event. Examples include an exhibition, webcast, conference, workshop, open day, performance, battle, trial, wedding, tea party, conflagration.</description>
    </itemType>
    <elementSetContainer>
      <elementSet elementSetId="1">
        <name>Dublin Core</name>
        <description>The Dublin Core metadata element set is common to all Omeka records, including items, files, and collections. For more information see, http://dublincore.org/documents/dces/.</description>
        <elementContainer>
          <element elementId="50">
            <name>Title</name>
            <description>A name given to the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="63591">
                <text>Obras raras do acervo INEP na UFRJ: blog como ferramenta de disseminação da coleção.</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="39">
            <name>Creator</name>
            <description>An entity primarily responsible for making the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="63592">
                <text>Teixeira, Camila da Silva; Paranhos, Sueli Palma Borges; Queiroz, Maria Adelaide Pinto</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="38">
            <name>Coverage</name>
            <description>The spatial or temporal topic of the resource, the spatial applicability of the resource, or the jurisdiction under which the resource is relevant</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="63593">
                <text>Gramado (Rio Grande do Sul)</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="45">
            <name>Publisher</name>
            <description>An entity responsible for making the resource available</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="63594">
                <text>UFRGS</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="40">
            <name>Date</name>
            <description>A point or period of time associated with an event in the lifecycle of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="63595">
                <text>2012</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="51">
            <name>Type</name>
            <description>The nature or genre of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="63597">
                <text>Evento</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="41">
            <name>Description</name>
            <description>An account of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="63598">
                <text>Este artigo pretende mostrar o uso do blog como recurso estratégico da Coleção INEP na Biblioteca do Centro de Filosofia e Ciências Humanas da Universidade Federal do Rio de Janeiro, numa proposta de disseminação do seu acervo raro e especial. A nossa abordagem explora a ferramenta blog e apresenta a sua estrutura, ao longo do texto, como um espaço de acesso à informação especializada e de integração. Descreve passo a passo a construção de sua arquitetura, especificamente da página Obras Raras, auxiliado pelo wireframe, permitindo a inserção de imagens digitalizadas e hiperlinks para sites de interesse e o novo design possibilita a interatividade com o usuário.</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="44">
            <name>Language</name>
            <description>A language of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="69468">
                <text>pt</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
        </elementContainer>
      </elementSet>
    </elementSetContainer>
  </item>
  <item itemId="5968" public="1" featured="0">
    <fileContainer>
      <file fileId="5032">
        <src>http://repositorio.febab.org.br/files/original/49/5968/SNBU2012_107.pdf</src>
        <authentication>f3c80b7ca63625c0bc5272b307a8682b</authentication>
        <elementSetContainer>
          <elementSet elementSetId="4">
            <name>PDF Text</name>
            <description/>
            <elementContainer>
              <element elementId="92">
                <name>Text</name>
                <description/>
                <elementTextContainer>
                  <elementText elementTextId="63590">
                    <text>Arquitetura da informação: usabilidade. ergonomia . entre outros
i! """"'"
MaooNlck

~

=

:,

IiWitt.UJ

1I....111~

Trabalho completo

ARQUITETURA DE INFORMAÇÃO APLICADA A PORTAIS
EDUCACIONAIS: ANÁLISE DO PORTAL DE PERiÓDICOS DA CAPES
Cíntia Santos 1, Maria Irene da Fonseca e Sá 2
1Graduanda em Biblioteconomia e Gestão de Unidades de Informação, na Universidade
Federal do Rio de Janeiro, Rio de Janeiro, Rio de Janeiro
2 M.

Sc. Engenharia de Sistemas e Computação, Universidade Federal do Rio de Janeiro, Rio
de Janeiro, Rio de Janeiro

Resumo

o Portal de Periódicos da CAPES, assim como outros portais educacionais, é
uma importante fonte de informação na Internet e requisita avaliação constante para
que atinja seus objetivos e as expectativas de seus usuários. Através da análise
heurística do portal e com a utilização de dez heurísticas de usabilidade
consagradas de Jakob Nielsen, observam-se a importância da métrica de
usabilidade para o desenvolvimento de portais, a relação com a acessibilidade, outra
métrica importante dentro de um projeto de arquitetura de informação, e identificamse pontos fortes do portal bem como pontos fracos , aos quais podem se implementar
melhorias que reforcem a missão e os objetivos do mesmo.
Palavras-Chave:
Arquitetura de informação; Usabilidade; Heurísticas; Portais educacionais;
Portal de Periódicos da CAPES.

Abstract
The Portal de Periódicos da CAPES, alike other educational portais, it's an
important source of information on the Internet and as such requires constant
evaluation to fulfill its users's expectations and goals. Through heuristic analysis of
the portal and with the use of ten usability heuristics by Jakob Nielsen, the
importance of usability for portal's development and its relation with accessibility is
noted ; and the strongest and weakest points of the portal - which can be improved to
reinforce the educational portal's mission and goals - are identified.

Keywords:
Information Architecture; Usability; Heuristics; Educational Portais; Portal de
Periódicos da CAPES.
1 Introdução
As fontes de informação na internet figuram como um meio rápido e dinâmico
para difusão da produção científico, e também como uma fonte de pesquisa para os

1243

�Arquitetura da informação: usabilidade. ergonomia . entre outros
i! """"'"
MaooNlck

~

=

:,

IiWitt.UJ

1I....111~

Trabalho completo

acadêmicos e discentes de quaisquer níveis, bem como indivíduos que buscam por
informações pontuais ou mesmo mais específicas. A disponibilização de publicações
eletrônicas permite "o acesso, produção e disseminação de informação em larga
escala, por um único indivíduo ou por organizações, revolucionando toda a estrutura
(00 ') que estava em vigor antes do advento da Internet" (LOPES, 2004, p. 81). As
bases de dados, os portais educacionais e sites de instituições de ensino são
requisitados por tal motivo e, na intenção de atender ao público-alvo e potencial ,
convém a adoção de critérios básicos para o desenvolvimento de tais produtos.
O campo de pesquisa da Arquitetura de Informação e outros a ela
relacionados, dentre eles a Ciência da Informação e o Ergodesign, possuem carga
teórico-prática para servir de ferramenta no auxílio à construção de portais e bases
de dados educacionais. O Ergodesign - que tem por objetivo entender a utilização
dos computadores, os graus de dificuldade e facilidade, auxiliando no desenho de
produtos voltados para o modelo mental do usuário (AGNER, 2009) - e a Arquitetura
de Informação - que é o design estrutural de ambientes de informação
compartilhada, ou a combinação de organização, categorização, busca e sistemas
de navegação dentro de web sites e intranets (MORVILLE ; ROSENFELD , 2007) se aliam na disponibilização do conteúdo digital através de tecnologia habilitada de
maneira inteligível, interativa e atrativa ao usuário.
Tal problemática também é objeto de estudo da Ciência da Informação,
definida como "o campo mais amplo, de propósitos investigativos e analíticos,
interdisciplinar por natureza, que tem por objetivo o estudo de fenômenos ligados à
produção, organização, difusão e utilização de informações em todos os campos do
saber" (CNPq . AVALIAÇÃO PERSPECTIVA, 1983 apud OLIVEIRA, 2005, p. 17).
O desenvolvimento de portais educacionais, assim como outros projetos de
arquitetura de informação, tenta equilibrar diferentes variáveis para atingir os
objetivos do produtor e divulgar o conteúdo de maneira a privilegiar também a
usabilidade, métrica de grande importância, englobando conhecimentos destes dois
campos de pesquisa e também de outros, visto que é uma área multidisciplinar.
A usabilidade - alavancada pela aplicação das técnicas de
ergodesign - assumiu um novo caráter estratégico para as empresas
e organizações em geral. O usuário hoje quer a melhor perfomance
(seja das empresas privadas, ongs ou do próprio governo) e o
concorrente está a uma googlada de distância. Por isso, o
ergodesign e a arquitetura de informação são áreas realmente
estratégicas na configuração de sistemas interativos na web (e fora
dela) (AGNER, 2009, p. 12).
A Internet, "uma rede global de computadores ou , mais exatamente, uma rede
que interconecta outras redes locais, regionais e internacionais" (CAMPELLO;
CENDÓN ; KREMER, 2000, p. 276), tornou-se a forma de transmissão da
informação, consagrada nas últimas décadas do século XX e início do século XXI. A
primeira rede experimental foi criada pelo Oepartment Df Oefense dos Estados
Unidos no final da década de 60, e chamada de Advanced Research Projects
Agency Network (ARPANET), e funcionou no período de 1975 a 1989. AARPANET

1244

�Arquitetura da informação: usabilidade. ergonomia . entre outros
i! """"'"
MaooNlck

~

=

:,

IiWitt.UJ

1I....111~

Trabalho completo

foi crucial por ser estímulo para outras tecnologias de comunicação e para a rede
como a conhecemos hoje (CAMPELLO ; CENDÓN ; KREMER, 2000).
As formas de transmitir informação foram evoluindo e passando por
diversas fases, desde o papiro, os livros, as revistas e jornais, até
chegarmos ao dias actuais, onde é possível publicar uma série de
recursos através dos inúmeros ambientes disponíveis na Internet, de
fácil e rápido acesso (BOTTENTUIT JUNIOR; COUTINHO, 2009, p.
1).

A velocidade em que se dá a transmissão e se faz possível o acesso à
informação provém do avanço das tecnologias de informação e comunicação, que
experimentam uma evolução contínua, a exemplo da evolução das redes e da
integração de funções a equipamentos eletrônicos e digitais, e marcam o passo e a
dinamicidade esperada pelos usuários das tecnologias e dos serviços oferecidos
através delas.
A expansão dos volumes de dados suportados pelas redes, a variedade de
formatos de documentos e mesmo a possibilidade de digitalização de livros e
revistas científicas, por exemplo, para documentos eletrônicos, viabilizou o acesso a
fontes de informação na Internet de maneira mais eficaz. A área científica se
beneficia diretamente destes avanços desde os primórdios da Internet.
Aproximadamente até o final da década de 80, a nível internacional, seu uso era
mais expressivo pela comunidade científica e acadêmica, e no Brasil , quase todas
as 500 instituições brasileiras com presença na internet até 1995 - ano em que foi
liberado seu uso comercial no país - eram universidades ou instituições de pesquisa
(CAMPELLO ; CENDÓN ; KREMER, 2000) .
Se antes a oferta de serviços e recursos de informação na Internet era
considerada modesta e a literatura publicada sobre a importância das redes como
fonte de informação um exagero retórico (LYNCH ; PRESTON , 1990 apud
CAMPELLO; CENDÓN ; KREMER, 2000) , a realidade atual não deixa dúvidas de
que é necessário que se discuta e pesquise formas de não só disponibilizar o acesso
pela rede a fontes de informação, mas, no caso do Portal de Periódicos da CAPES ,
justificar os esforços para o melhoramento dos portais e a sua importância e
contribuição para a comunidade científica brasileira .
Este trabalho dedica-se a analisar o Portal de Periódicos da Coordenação de
Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (CAPES) para determinar se ele
submete-se aos critérios de análise heurística de usabilidade, segundo as
heurísticas escolhidas e a literatura disponível sobre o assunto, apresentar os
resultados desta análise e considerações pertinentes. O objetivo geral do trabalho foi
investigar a usabilidade do Portal de Periódicos CAPES. E os objetivos consistem
em : expor o conceito de arquitetura de informação e usabilidade; analisar o Portal de
Periódicos da CAPES a partir de heurísticas eleitas entre autores da área de
arquitetura da informação; e identificar a importância de um projeto de arquitetura de
informação em portais educacionais a partir dos resultados obtidos.

1245

�Arquitetura da informação: usabilidade. ergonomia . entre outros
i! """"'"
MaooNlck

~

=

:,

IiWitt.UJ

1I....111~

Trabalho completo

2 Revisão de Literatura
A arquitetura de informação tem como uma de suas definições o design
estrutural de ambientes compartilhados de informação, ou a combinação de
organização, rotulação, busca, e sistemas de navegação para dar suporte a web
sites e intranets (MORVILLE; ROSENFELD, 2007). O termo "arquitetura de
informação" foi cunhado por Wurman nos anos 70, e se pensou na missão do
profissional da área como a de "organizar padrões dos dados e de transformar o que
é complexo e confuso em algo mais claro" (AGNER, 2009, p. 78) .
A partir da definição de Morville e Rosenfeld (2007), Agner (2009) entende
que a arquitetura de informação é composta por quatro sistemas interdependentes:
sistema de organização, que dita a apresentação da organização e da categorização
do conteúdo; sistema de rotulação, que define a terminologia e os signos visuais
para os elementos informativos e de suporte à navegação do usuário; sistema de
navegação, o qual especifica formas de se mover através dos espaços
informacionais; e sistema de busca , que determina quais perguntas o usuário pode
fazer e que respostas obterá no banco de dados.
Ao desenvolver um projeto para um web site, é imprescindível que se
conheça o contexto da organização, o conteúdo com o qual irá se trabalhar e a
quem se destina o web site, ou seja , quem são os usuários. Morville e Rosenfeld
(2007) destacam que esta é a base na criação de um projeto de arquitetura de
informação eficiente.
A usabilidade deve ser observada nas várias etapas do projeto, para evitar
problemas como, por exemplo, de navegação, em que "os usuários têm dificuldade
para encontrar a informação desejada no site ou não sabem como retornar a uma
página anteriormente visitada" (PIMENTA; WINCKLER, 2002, p. 4).
2.1 Usabilidade
A usabilidade é um fator subjetivo que concerne à satisfação do usuário, um
indicador de qualidade da interação dos usuários com determinada interface
(BEVAN, 1995 apud PIMENTA; WINCKLER, 2002), e de acordo com a ABNT definese como "a medida na qual um produto pode ser usado por usuários específicos
para alcançar objetivos específicos com eficácia , eficiência e satisfação em
contextos específicos de uso" (ABNT, 2002 apud MACHADO; MEIRELLES, 2007 , p.
57).
Os métodos de avaliação de um web site diferem quanto à sua aplicação, e
devem ser escolhidos levando em conta sua viabilidade (tempo, custo, participação
de usuários ou especialistas) e adequação aos objetivos da análise. Para investigar
a usabilidade do Portal de Periódicos CAPES serão utilizadas as heurísticas de
Nielsen (1993 apud PIMENTA; WINCKLER, 2002).
2.2 Heurísticas
A análise heurística de um web site é o método pelo qual um avaliador

1246

�Arquitetura da informação: usabilidade. ergonomia . entre outros
i! """"'"
MaooNlck

~

=

:,

IiWitt.UJ

1I....111~

Trabalho completo

interage com a interface e julga sua adequação segundo princípios de usabilidade
reconhecidos , denominadas heurísticas (WINCKLER; PIMENTA, 2002). Esta análise
pode ser utilizada tanto no início do projeto como para avaliá-lo depois de sua
implementação, e dela resulta um documento com os pontos fortes e fracos do web
site , além de recomendações para melhorias (CHANDLER; UNGER, 2009).

o trabalho utilizará as 10 recomendações heurísticas de Nielsen , listadas por
Pimenta e Winckler (2002 , p. 29) , que são resumidamente :
A) Diálogos simples e naturais - esta recomendação diz que as interfaces
devem ser simples, e combinar tarefas para também simplificar o
mapeamento entre os conceitos computacionais e os do usuário, e de certa
forma , permitir que o usuário controle o diálogo, para que a sequência de
tarefas se ajuste às suas preferências;
B) Falar a linguagem do usuário - através de verificação de termos mais
utilizados pelos usuários e de seu modelo mental, deve-se construir a
terminologia e organizar as informações;
C) Minimizar a sobrecarga de memória do usuário - com comandos genéricos
e permitindo que o usuário faça suas escolhas, deve-se tornar a interface
de fácil aprendizado ao usuário para que ele, com poucos comandos,
trabalhe com vários tipos de dados;
D) Consistência - os comandos e operações devem ser consistentes, para
facilitar o reconhecimento ;
E) Feedback - de acordo com o tempo de resposta , o sistema deve prover ao
usuário feedback sobre uma tarefa em andamento, e informar
continuamente ao usuário o que está fazendo de modo a situá-lo;
F) Saídas claramente marcadas - deve-se oferecer aos usuários opções para
desfazer ações ou abortá-Ias, preferencialmente com comandos genéricos
e de fácil apreensão;
G) Atalhos - os atalhos devem servir tanto a usuanos mais experientes
quanto a iniciantes, tornando possível executar ações com rapidez, por
exemplo, através de botões para funções especiais ou mesmo para a
função de volta em sistema de hipertexto;
H) Boas mensagens de erro - as mensagens devem ser claras e ajudar o
usuário a resolver o problema , e não intimidá-lo;
I) Prevenir erros - a partir do momento que se identifique uma situação de
erro, deve-se prevenir que aconteçam através da modificação da interface;
J) Ajuda e documentação - estes recursos devem estar facilmente acessíveis

on-line.

1247

�Arquitetura da informação: usabilidade. ergonomia . entre outros
i! """"'"
MaooNlck

~

=

:,

IiWitt.UJ

1I....111~

Trabalho completo

2.3 Portais educacionais

o volume informacional publicado na Internet cresce exponencialmente e, na
maioria das vezes, de forma desordenada. A multiplicidade de informação, de
formatos de documentos e tecnologias envolvidas demanda uma maneira de reunir
estas informações, dispor e facilitar o acesso ao conteúdo num único ambiente, o
portal (BOTTENTUIT; COUTINHO, 2009) .
O portal é por definição um web site, uma forma original de sistema
hipermídia distribuído, criado por Tim Bernes-Lee, para permitir a pesquisa e o
acesso direto a documentos e informações publicadas em computadores que
formam a rede Internet, através de um browser e do protocolo de comunicação
Hypertext Text Transfer Protocol (HTTP) (WINCKLER; PIMENTA, 2002). Em nível
mais específico, um web site pode ser classificado como portal com a identificação
de alguns elementos diferenciais, e entende-se, para fundamentação desta
pesquisa, que:
Um portal é um endereço na Internet que pode funcionar também
como apontador para uma infinidade de outros sites ou subsites
dentro do próprio portal ou para páginas exteriores. Na sua estrutura,
podem identificar-se elementos como: um motor de busca, um
conjunto considerável de áreas subordinadas com conteúdos
próprios, uma área de notícias, um ou mais tópicos num fórum ,
outros serviços de geração de comunidades e um directório,
podendo incluir ainda outros tipos de conteúdos de acordo com a
temática que aborda (BOTTENTUIT JUNIOR; COUTINHO, 2009, p.
1).

A temática do portal escolhido como objeto de estudo, o Portal de Periódicos
da CAPES, é educacional , e apesar de em sua missão ser dito que é uma biblioteca
virtual, percebe-se que ele possui características que o identificam como um portal
educacional.
Um portal educacional deve ser capaz de proporcionar um ambiente
colaborativo para o desenvolvimento, a avaliação e a partilha de
materiais e recursos educativos, o que levanta de imediato a questão
de qualidade dos conteúdos disponibilizados e das funcionalidades
técnicas do sistema (JAFARI; SHEEHAN, 2003 apud BOTTENTUIT
JUNIOR; COUTINHO, 2009, p. 2)
As funcionalidades técnicas serão investigadas a fim de verificar se o conceito
de usabilidade foi aplicado na construção do Portal de Periódicos da CAPES , o qual
é de responsabilidade da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível
Superior (CAPES) . A CAPES atua na "expansão e consolidação da pós-graduação
stricto sensu (mestrado e doutorado) em todos os estados da Federação". Algumas
de suas linhas de ação são o "acesso e divulgação da produção científica " e a
"promoção da cooperação científica internacional", e estas se relacionam
diretamente com a existência do portal de periódicos.
O portal de periódicos foi lançado em 2000, segundo informações do próprio
portal , e fornece acesso livre a bases referenciais e de texto completo para

1248

�Arquitetura da informação: usabilidade, ergonomia , entre outros
i!
""""""
~
HaooNlck

= ::::I~

Trabalho completo

instituições de ensino e pesquisa do Brasil. Sua coleção reúne textos selecionados
de 26.446 mil publicações periódicas internacionais e nacionais, nove bases
dedicadas a patentes, livros, enciclopédias e obras de referência , normas técnicas,
estatísticas e conteúdo audiovisual.
Seu surgimento está ligado a iniciativas anteriores da CAPES , como o
Programa de Apoio À Aquisição de Periódicos (PAAP) e o Programa de Biblioteca
Eletrônica (ProBe) . Ambos foram criados após a extinção do Programa de Aquisição
Planificada de Periódicos (PAP), que financiava a renovação de assinaturas de
publicações periódicas nas Instituições de Ensino Superior (IES) do Brasil, e ao ser
extinto, prejudicou estas instituições que contavam com o programa para completar
suas coleções (MACHADO; MEl RELES, 2007) .
São duas as tipologias de portais: vertical ou horizontal, diferenciando-se da
seguinte maneira:
Para o autor, "um portal horizontal pode ser entendido como um site
com informações e serviços destinados a um público genérico, com o
objectivo de atender às necessidades do maior número de pessoas
possível, nos mais diversos assuntos". Já o portal vertical "é
especializado em determinado seguimento específico", ou seja,
procura "atender às necessidades de um determinado grupo de
usuários relacionado a um único assunto ou uma área de interesse"
(GRANDE, 2003 apud BOTTENTUIT JUNIOR; COUTINHO, 2009, p.
1).

O Portal de Periódicos CAPES encaixa-se melhor na definição de portal
vertical, apesar de seu conteúdo se dedicar a diferentes áreas científicas, pois as
informações contidas nele são dedicadas a um grupo específico de interesse, um
público-alvo definido - alunos, professores, pesquisadores e funcionários das
instituições de ensino e pesquisa participantes - e o acesso ao conteúdo
integralmente é restrito a estes.
O reconhecimento da importância do portal para a comunidade científica
brasileira se reflete em estatísticas. Em 2001, participavam do portal 72 instituições,
e em 2010 já eram 311 (ver Gráfico 1). E há um feedback destas instituições, visto
que os usuários podem sugerir publicações ao portal através de um formulário de
contato e avaliar títulos temporariamente disponíveis.
Nümlõ'fo de IES com Acesso ao Portal de Periôdicos · 2001 ·20 10

350

311

311

300

2001

2002

2003

2004

200S

2006

2007

fOn~: CAPf:5/C(;I'P

Gráfico 1

1249

2008

2009

"2010

�Arquitetura da informação: usabilidade, ergonomia , entre outros
i!
""""""
~
HaooNlck

= ::::I~

Trabalho completo

Fonte: CAPES. Disponível em: &lt;
http://www.periodicos.capes.gov.br/index.php ?option=com pestatistics&amp;m n=69&amp;sm n=7

1&gt;. Acesso em 20 abr. 2011 .

3 Materiais e Métodos
A metodologia consistiu em uma pesquisa exploratória, devido ao seu caráter
flexível, e de revisão de literatura da área de Ciência da Informação e de Tecnologia
da Comunicação e Informação e de Arquitetura de Informação para construir a base
teórica, a qual forneceu os conceitos e a terminologia utilizada ao longo deste
trabalho.
Na parte prática, foi analisada a usabilidade do Portal de Periódicos da
CAPES, que seguiu o processo proposto por Chandler e Unger (2009) para a análise
heurística de sites, com as seguintes ações: reunir o conhecimento sobre a origem
do produto e do projeto; escolha da heurística utilizada; inspeção de áreas de
prioridade do site, identificando se as heurísticas são aplicadas ou não;
apresentação das observações e recomendações.
As primeiras ações foram contempladas com a investigação do portal , sua
missão, visão e objetivos, que são descritos no corpo do trabalho junto a um
histórico. As heurísticas eleitas para analisar as áreas do portal , tanto as que abertas
ao público geral quanto as que requerem acesso permitido às instituições
participantes, são de Nielsen (1993 apud PIMENTA; WINCKLER, 2002). Foram
utilizados, como critério de validação para observar como se comporta o portal , três
navegadores distintos na análise dos aspectos pré-definidos do Portal Periódicos
CAPES: o Internet Explorer, o Mozilla Firefox e o Google Chrome, em suas versões
mais atuais no momento da análise. Segundo dados do StatCounter Global Stats
visualizados no gráfico 2, no período entre maio de 2010 e maio de 2011 , estes três
navegadores foram os mais utilizados por usuários de vários locais (ver Gráfico 2).
StatCounter Global Stals
Top:5 Brow!õers from Ma.,. 10 to l"Ia.,. 11

o'tôo,····· ··········· ······················· ············ ... ....... . __ ...... . .

Gráfico 2
Fonte: http://gs.statcounter.com/

1250

�Arquitetura da informação: usabilidade. ergonomia . entre outros
i! """"'"
MaooNlck

~

=

:,

IiWitt.UJ

1I....111~

Trabalho completo

A utilização de diferentes navegadores parte do principio de que a
acessibilidade e a usabilidade são métricas interrelacionadas quando se analisa um
conteúdo digital, pois um web site, e qualquer produto ou conteúdo digital, que
considere estas duas métricas em seu desenvolvimento está agregando qualidade. A
usabilidade tratará de atender a um público específico em suas peculiaridades,
enquanto a acessibilidade permitirá que os usuários consigam acessar e usufruir das
funcionalidades do produto (MAZZONI ; TORRES, 2004). E, apesar das métricas de
usabilidade e acessibilidade serem aplicadas a outros contextos, aqui serão
aplicadas como vistas dentro da disciplina de Arquitetura de Informação.
Não é propósito deste trabalho a análise da qualidade dos periódicos, bases e
outros materiais disponibilizados no Portal da CAPES, cada um em sua
especificidade, uma vez que o foco é a avaliação heurística da usabilidade, aplicada
ao portal. Ressalta-se também que a pesquisa é realizada através de observação,
sem produzir qualquer violação do conteúdo do portal ou de seu conteúdo ,
observadas as Normas para uso das publicações eletrônicas.
Após a familiarização com a interface e o conteúdo do portal , seguiram-se as
etapas de avaliação heurística do mesmo. Esta contou com a participação de 1 (um)
avaliador, com o auxílio de um quadro para análise do grau dos problemas
encontrados. Levou-se em conta a adaptação do sistema aos 3 (três) navegadores
previamente mencionados. As etapas da análise estão descritas a seguir:
A) Acesso ao site em cada navegador separadamente;
B) Análise de cada seção por vez;
C) Anotação breve de problemas e/ou dificuldades encontrados;
D) Atribuição de nota quanto ao grau de severidade do problema/dificuldade,
ou a inexistência do mesmo. No caso de inexistência de problema, também
é feita observação sobre o porquê de atender a heurística;
E) Reunião dos dados;
F) Apresentação dos resultados.
A classificação quanto ao grau de severidade dos problemas encontrados
segue as recomendações de Nielsen (2005), considerando a freqüência em que os
problemas ocorrem , o impacto que eles têm e sua persistência . A partir disso,
Nielsen (2005) elege uma escala de valores de O a 4 para classificar os problemas
de usabilidade:
A) O: não é um problema de usabilidade;
B) 1: é um problema cosmético, em que só é necessária correção se houver
tempo disponível;
C) 2: problema menor de usabilidade, com prioridade baixa de correção;
D) 3: problema maior de usabilidade, com prioridade alta de correção;
E) 4: grande problema de usabilidade, que precisa de correção imediata.

4 Resultados Parciais/Finais

1251

�Arquitetura da informação: usabilidade. ergonomia . entre outros
i! """"'"
MaooNlck

~

=

:,

IiWitt.UJ

1I....111~

Trabalho completo

A
análise
heurística
do
Portal
de
Periódicos
da
CAPES
(http ://www.periodicos.capes.gov.br/) de acordo com as heurísticas de Nielsen (1993
apud PIMENTA; WINCKLER, 2002) com o auxílio de um quadro (ver Quadro 1).
Quadro 1. Análise heurística de usabilidade
Heurísticas de
Nielsenl Avaliação
Diálogos simples e
naturais
Falar a linguagem do
usuário
Minimizar a
sobrecarga de
memória do usuário

O

1

2

3

4

X
X

x
x

Consistência
Feedback

X

Saídas claramente
marcadas

X

Atalhos

X

Boas mensagens de
erros

X

Prevenir erros

X

Ajuda e
documentação

X

Uma preocupação preliminar ao início da análise heurística era se o portal se
comportaria da mesma maneira com os três navegadores selecionados. Assim , foi
realizada a comparação dos resultados na utilização dos três navegadores e a
conclusão é que o portal se comporta da mesma forma no uso dos três navegadores
escolhidos.

4.1 Pontos fortes
A localização do usuário dentro do portal é mostrada durante a navegação por
todas as seções e subseções, com o indicativo "Você está aqui" seguido pelos links
os quais são uma representação do sistema de navegação global, que "fornece links
para áreas-chave do site, a partir de qualquer página e está geralmente disposta no
topo ou no rodapé das páginas" (WODTKE , 2002 apud AGNER, 2009) .
Na seção de Busca, ao Buscar por assunto, conforme o termo inserido pelo
usuário é pesquisado nas bases, aparece uma barra animada mostrando que a
solicitação está em progresso. Também é indicada em quais bases a pesquisa está
finalizada e em quais ainda está em progresso com os rótulos "FINALIZADO" e

1252

�Arquitetura da informação: usabilidade. ergonomia . entre outros
i! """"'"
MaooNlck

~

=

:,

IiWitt.UJ

1I....111~

Trabalho completo

"PESQUISANDO", além de haver a opção de cancelar a busca . Tais recursos
satisfazem às heurísticas de Feedback e Saídas claramente marcadas, bem como a
de Falar a Linguagem do Usuário, com a utilização de termos comuns nos rótulos.
A busca fornece filtros de assunto, datas, títulos de periódicos e bases, e
apresenta resultados em ordem de relevância , ano, título, autor ou base. As opções
dos filtros e na visualização de resultados, com registro completo ou individual de
artigos encontrados, satisfazem a heurística de Diálogos simples e naturais, pois
proporciona ao usuário controle sob a tarefa de busca , e também a de Minimizar a
Sobrecarga de Memória do Usuário, ao fornecer diversas visualizações para que
este escolha a que melhor lhe convier.
Os botões tem símbolos familiares, como o botão para adicionar um registro
da busca à sessão privada do usuário cadastrado "Meu espaço", que é um sinal de
adição, e as mensagens de erro existem , e são instrutivas, correspondendo às
heurísticas de Boas mensagens de erro e Atalhos, além da Prevenção de Erros.
O recurso de ajuda está no cabeçalho fixo a todas as páginas, e também há
uma seção de Suporte que reúne treinamentos, material didático para uso das fontes
informacionais disponibilizadas pelo portal , dúvidas freqüentes a usuários e um help
desk que conta com bibliotecários de várias regiões para auxiliar no uso do portal ,
motivo pelo qual não se encontrou problema na heurística de Ajuda e
Documentação. Está presente também no cabeçalho fixo um link para o "Fale
Conosco", que segundo Nielsen (2002) estimula o contato dos visitantes, e deve
incluir informações de contato local e eletrônico .
4.2 Pontos fracos
Dentre os problemas encontrados no portal estão o excesso de informação na
Página Inicial (ver Figura 1). Apesar de contar como ponto positivo o destaque para
a busca, que é uma das tarefas principais senão a mais importante, seguindo a
recomendação de Nielsen (2002, p. 10) para "enfatizar as tarefas de mais alta
prioridade, para que os usuários tenham um ponto de partida definido na
homepage", alguns problemas que vão de encontro a diretrizes de usabilidade para
a homepage (página inicial do web site) definidas pelo autor são encontrados, como:
A) "Não usar links genéricos como 'Mais' no final de uma lista de itens"
(NIELSEN , 2002, p. 18) - É utilizado "Veja mais" no final das áreas de
Notícias, Coleções e Treinamentos. Nielsen (2002) coloca que links
genéricos confundem o usuário quanto a que conteúdo ou página levarão,
e isso se agrava com a presença de mais de um na mesma página . Este foi
considerado um problema de Consistência de grau 2;
B) "Jamais animar elementos críticos da página , como logotipo, slogan ou
título principal" (NIELSEN , 2002 , p. 22) - Há uma área de destaque para
artigos de pesquisadores brasileiros que contém texto animado, o que
dificulta a leitura, além do que a animação produz efeito hipnótico, e apesar
de atraírem a atenção dos usuários, é menos provável que ocorra a
assimilação das informações do que se estas estivessem em formato

1253

�Arquitetura da informação: usabilidade. ergonomia . entre outros
i! """"'"
MaooNlck

~

=

:,

IiWitt.UJ

1I....111~

Trabalho completo

simples (Nielsen, 2002). Isto vai de encontro à heurística de Minimizar a
sobrecarga de memória do usuário, classificado como um problema de
grau 3.

4.3 Acessibilidade
A acessibilidade é outro critério que denota qualidade da fonte de informação
em meio digital, ou mais especificamente, ao conteúdo digital. Entende-se como
conteúdo digital o conteúdo que tem suas informações codificadas em binário e
processadas através de sistemas informáticos digitais (MAZZONI ; TORRES, 2004).
A acessibilidade no espaço digital consiste em tornar disponível ao
usuário, de forma autônoma, toda a informação que lhe for
franqueável (informação para a qual o usuário tenha código de
acesso ou, então, esteja liberada para todos os usuários),
independente de suas características corporais , sem prejuízos
quanto ao conteúdo da informação (ALVES; TORRES; MAZZONI ,
2002, p. 85).

A acessibilidade é regulamentada pela legislação brasileira, com a lei 10.098,
de 19 de dezembro de 2000, e no caso específico dos web sites, o World Wide Web
Consortium (W3C) é responsável pelas diretivas de acessibilidade para a Internet
(ALVES ; TORRES ; MAZZONI, 2002).
Se a usabilidade atenta para a satisfação de usuanos específicos, a
acessibilidade aponta para as necessidades de todos. Mazzoni e Torres (2004)
atentam que não se pode considerar que um produto é acessível levando em conta
que apenas algumas pessoas consigam interagir com ele . Isto também é válido para
web sites, e ao analisar o Portal de Periódicos da CAPES, notou-se que alguns
recursos de acessibilidade eram disponibilizados ao topo da página : opções para
aumentar e diminuir a fonte e para modificar o contraste do web site.
Ao testar a funcionalidade de tais ferramentas, concluiu-se que a utilização
delas produzia prejuízos no acesso ao conteúdo. Na Página Inicial, com a mudança
de contraste para um fundo escuro, a leitura das informações era prejudicada - a cor
da fonte não acompanha a mudança de contraste - e a imagem que aparece
normalmente na versão de contraste claro (ver Figura 2) , some com a mudança (ver
Figura 3).

1254

�Arquitetura da informação: usabilidade. ergonomia . entre outros
i! """"'"
MaooNlck

~

=

:,

IiWitt.UJ

1I....111~

Trabalho completo

Figura 2 - Contraste escuro

Figura 3 - Contraste claro

Outro problema é que o aumento da fonte faz com que o conteúdo de
algumas partes do layout extravase as áreas para ele delimitadas e que a leitura dos
rótulos fique prejudicada ou ilegível.
Da mesma forma , na seção de Notícias, assim como nas outras seções e
subseções, o cabeçalho da página com o rótulo da seção ou subseção não se
adéqua à mudança de contraste no fundo, bem como os botões. E, nota-se mais
uma vez a dificuldade de leitura pela cor da fonte em algumas partes do conteúdo da
página .

5 Considerações Parciais/Finais
O Portal de Periódicos CAPES é uma fonte de informação na Internet de
grande importância para a comunidade científica brasileira , visto que democratiza o
acesso ao conteúdo de publicações científicas e materiais a todas as instituições
brasileiras participantes, possibilitando assim o melhor aproveitamento destes
recursos. Além disso, a reunião de assinaturas num único portal reduz os custos
com assinaturas de periódicos e bases científicas, que tem um grande impacto no
orçamento das bibliotecas e unidades de informação, além de reduzir o espaço físico
ocupado pelas coleções.
Os estudos sobre os web sites, dentre eles os portais educacionais, a
exemplo do Portal de Periódicos da CAPES , e sua avaliação constante são
necessários. Apesar de existirem várias recomendações, conjuntos de requisitos e
técnicas para construção deles, as necessidades dos usuários diferem e mudam,

1255

�Arquitetura da informação: usabilidade. ergonomia . entre outros
i! """"'"
MaooNlck

~

=

:,

IiWitt.UJ
1I....111~

Trabalho completo

bem como a tecnologia avança e os padrões que a norteiam acompanham este
desenvolvimento.
A análise heurística é apenas uma das formas de avaliar web sites, e não
cobre todos os aspectos que devem ser observados, por isso deve ser
complementada com a aplicação de outras técnicas, como o teste de usabilidade
utilizando a técnica de card-sorting. Para este trabalho, que pretendia mostrar a
situação atual do site e a partir da análise, apontar a importância de um projeto de
arquitetura de informação em portais educacionais, a análise heurística mostrou-se
contributiva.
A usabilidade como parte do projeto de arquitetura de informação atribui
qualidade aos portais educacionais e não deve ser desprezada como métrica
constituinte no desenvolvimento dos projetos. A partir da análise, pode se entender
que é possível corrigir erros muitas vezes imperceptíveis à primeira vista , e que
dificultam o acesso e compreensão do conteúdo do Portal de Periódicos CAPES por
seus usuários. Da mesma forma, a acessibilidade deve ser observada,
principalmente no caso do Portal de Periódicos CAPES que é de responsabilidade
de um órgão governamental, visto que a promoção da acessibilidade é garantida
pela legislação brasileira .

6 Referências
AGNER, Luiz. Ergodesign e arquitetura de informação: trabalhando com o
usuário. 2. ed . Rio de Janeiro: Quartet, 2009. 196 p.
BOTTENTUIT JUNIOR, João Batista; COUTINHO, Clara Pereira . Um estudo sobre
os portais educacionais disponíveis em língua portuguesa . In: Simpósio Internacional
de Informática Educativa, 11, 2009 , Coimbra. Anais eletrônicos ... Braga:
Universidade de Minho, 2009. Disponível em : &lt;http://hdl.handle.net/1822/9828&gt;.
Acesso em : 12 maio 2011 .
CAMPELLO, Bernadete Santos; CENDÓN , Beatriz Valadares; KREMER, Jeannette
Marguerite (Org .). Fontes de informação para pesquisadores e profissionais.
Belo Horizonte: Ed . UFMG, 2000. 319 p.
CHANDLER, Carolyn ; UNGER, Russ. O guia para projetar UX. Rio de Janeiro: Alta
Books Editora, 2009. 268 p.
LOPES, IIza Leite. Novos paradigmas para avaliação da qualidade de informação
em saúde recuperada na Web. Ciência da Informação, Brasília, DF, v. 33, n.1, p.
81-90, jan./abril 2004.
MACHADO, Raymundo das Neves; MEIRELLES, Rodrigo França . A funcionalidade
e o desempenho do Portal de Periódicos da CAPES entre os pesquisadores das
áreas de Comunicação e Ciência da Informação da Universidade Federal da Bahia.
Perspectivas em Ciência da Informação, Belo Horizonte, v. 12, n. 3, p. 54-64,
set./dez. 2007. Disponível em : &lt;http://www.scielo .br/pdf/pci/v12n3/a05v12n3.pdf&gt; .
Acesso em: 31 mar. 2011 .

1256

�Arquitetura da informação: usabilidade. ergonomia . entre outros
i! """"'"
MaooNlck

~

=

:,

IiWitt.UJ
1I....111~

Trabalho completo

MAZZONI , Alberto Angel; TORRES, Elisabeth Fátima . Conteúdos digitais multimídia:
o foco na usabilidade e acessibilidade. Ciência da Informação, Brasília, DF, v. 33 , n.
2, p. 152-160, maio/ago. 2004. Disponível em :
&lt;http://revista .ibict.br/index.php/ciinf/article/viewArticle/282&gt;. Acesso em : 05 out.
2011.
MAZZONI , Alberto Angel; ALVES, João Bosco da Mota; TORRES , Elisabeth Fátima.
A acessibilidade à informação no espaço digital. Ciência da Informação, Brasília,
DF, v. 31 , n.3, p. 83-91, set.ldez. 2002 . Disponível em : &lt;
http://revista .ibict.br/index.php/ciinf/article/view/153&gt; . Acesso em : 05 out. 2011.
MORVILLE, Peter; ROSENFELD, Louis. Information architecture for the world
wide web. 3. ed . Sebastopol: O'Reilly Media Inc, 2007. 504 p.
NIELSEN, Jakob; TAHIR, Marie. Homepage: 50 sites desconstruídos. Rio de
Janeiro: Campus, 2002 . 315 p.
NIELSEN , Jakob. Severity ratings for usability problems , 2005 . Disponível em :
&lt;http ://www.useit.com/papers/heuristic/severityrating.html&gt;. Acesso em : 24 out.
2011.
OLIVEIRA, Marlene de (Coord .). Ciência da Informação e Biblioteconomia: novos
conteúdos e espaços de atuação. Belo Horizonte: Editora UFMG, 2005 . 143 p.
PIMENTA, M.; WINCKLER, M. Avaliação de Usabilidade de Sites Web. In : NEDEL,
Luciana (Org .). X Escola de Informática da SBC-Sul. Porto Alegre: Sociedade
Brasileira de Computação, 2002 . p. 85-137. Disponível em :
&lt;http ://www.irit.fr/-Marco .Winckler/2002-winckler-pimenta-ERI-2002-cap3 .pdf&gt; .
Acesso em : 31 mar. 2011 .

1257

�</text>
                  </elementText>
                </elementTextContainer>
              </element>
            </elementContainer>
          </elementSet>
        </elementSetContainer>
      </file>
    </fileContainer>
    <collection collectionId="49">
      <elementSetContainer>
        <elementSet elementSetId="1">
          <name>Dublin Core</name>
          <description>The Dublin Core metadata element set is common to all Omeka records, including items, files, and collections. For more information see, http://dublincore.org/documents/dces/.</description>
          <elementContainer>
            <element elementId="50">
              <name>Title</name>
              <description>A name given to the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51396">
                  <text>SNBU - Edição: 17 - Ano: 2012 (UFRGS - Gramado/RS)</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="49">
              <name>Subject</name>
              <description>The topic of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51397">
                  <text>Biblioteconomia&#13;
Documentação&#13;
Ciência da Informação&#13;
Bibliotecas Universitárias</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="41">
              <name>Description</name>
              <description>An account of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51398">
                  <text>Tema: A biblioteca universitária como laboratório na sociedade da informação.</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="39">
              <name>Creator</name>
              <description>An entity primarily responsible for making the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51399">
                  <text>SNBU - Seminário Nacional de Bibliotecas Universitárias</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="45">
              <name>Publisher</name>
              <description>An entity responsible for making the resource available</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51400">
                  <text>UFRGS</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="40">
              <name>Date</name>
              <description>A point or period of time associated with an event in the lifecycle of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51401">
                  <text>2012</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="44">
              <name>Language</name>
              <description>A language of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51402">
                  <text>Português</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="51">
              <name>Type</name>
              <description>The nature or genre of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51403">
                  <text>Evento</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="38">
              <name>Coverage</name>
              <description>The spatial or temporal topic of the resource, the spatial applicability of the resource, or the jurisdiction under which the resource is relevant</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51404">
                  <text>Gramado (Rio Grande do Sul)</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
          </elementContainer>
        </elementSet>
      </elementSetContainer>
    </collection>
    <itemType itemTypeId="8">
      <name>Event</name>
      <description>A non-persistent, time-based occurrence. Metadata for an event provides descriptive information that is the basis for discovery of the purpose, location, duration, and responsible agents associated with an event. Examples include an exhibition, webcast, conference, workshop, open day, performance, battle, trial, wedding, tea party, conflagration.</description>
    </itemType>
    <elementSetContainer>
      <elementSet elementSetId="1">
        <name>Dublin Core</name>
        <description>The Dublin Core metadata element set is common to all Omeka records, including items, files, and collections. For more information see, http://dublincore.org/documents/dces/.</description>
        <elementContainer>
          <element elementId="50">
            <name>Title</name>
            <description>A name given to the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="63582">
                <text>Arquitetura de informação aplicada a portais educacionais: análise do Portal de Periódicos da CAPES.</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="39">
            <name>Creator</name>
            <description>An entity primarily responsible for making the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="63583">
                <text>Santos, Cíntia; Sá, Maria Irene da Fonseca e</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="38">
            <name>Coverage</name>
            <description>The spatial or temporal topic of the resource, the spatial applicability of the resource, or the jurisdiction under which the resource is relevant</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="63584">
                <text>Gramado (Rio Grande do Sul)</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="45">
            <name>Publisher</name>
            <description>An entity responsible for making the resource available</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="63585">
                <text>UFRGS</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="40">
            <name>Date</name>
            <description>A point or period of time associated with an event in the lifecycle of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="63586">
                <text>2012</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="51">
            <name>Type</name>
            <description>The nature or genre of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="63588">
                <text>Evento</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="41">
            <name>Description</name>
            <description>An account of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="63589">
                <text>O Portal de Periódicos da CAPES, assim como outros portais educacionais, é uma importante fonte de informação na Internet e requisita avaliação constante para que atinja seus objetivos e as expectativas de seus usuários. Através da análise heurística do portal e com a utilização de dez heurísticas de usabilidade consagradas de Jakob Nielsen, observam-se a importância da métrica de usabilidade para o desenvolvimento de portais, a relação com a acessibilidade, outra métrica importante dentro de um projeto de arquitetura de informação, e identificam- se pontos fortes do portal bem como pontos fracos, aos quais podem se implementar melhorias que reforcem a missão e os objetivos do mesmo.</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="44">
            <name>Language</name>
            <description>A language of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="69467">
                <text>pt</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
        </elementContainer>
      </elementSet>
    </elementSetContainer>
  </item>
  <item itemId="5967" public="1" featured="0">
    <fileContainer>
      <file fileId="5031">
        <src>http://repositorio.febab.org.br/files/original/49/5967/SNBU2012_106.pdf</src>
        <authentication>ece9ea54a0ecd8c5005d124f6fa2874e</authentication>
        <elementSetContainer>
          <elementSet elementSetId="4">
            <name>PDF Text</name>
            <description/>
            <elementContainer>
              <element elementId="92">
                <name>Text</name>
                <description/>
                <elementTextContainer>
                  <elementText elementTextId="63581">
                    <text>Arquitetura da informação: usabilidade. ergonomia . entre outros
i! """"'"
MaooNlck

~

=

:,

IiWitt.UJ
1I....111~

Trabalho completo

o USO DE PROTOCOLO VERBAL COMO METODOLOGIA
QUALITATIVA-COGNITIVA DE AVALIAÇÃO DE USABILlDADE EM
BIBLIOTECAS DIGITAIS UNIVERSITÁRIAS
Roberta Cristina Dal' Evedove Tartarotti 1, Vera Regina Casari
Boccato2, Milena Polsinelli RubF
3Mestranda do Programa de Pós-Graduação em Ciência, Tecnologia e Sociedade,
Universidade Federal de São Carlos - UFSCar, São Carlos, SP. Bibliotecária da Biblioteca do Instituto
de Biologia da UNICAMP, Campinas, SP
2 profa .

Ora . do Departamento de Ciência da Informação, Universidade Federal de São Carlos
(UFSCar) , campus de São Carlos , São Carlos , SP

3Bibliotecária Ora. da Universidade Federal de São Carlos (UFSCar) , campus de Sorocaba ,
Sorocaba, SP

Resumo
A tendência mundial das bibliotecas universitárias é dispor seus acervos de forma
eletrônica/digital , visando à conservação e/ou disponibilização de seus conteúdos,
alterando as formas de produção, armazenamento, processamento e disseminação
da informação. Neste cenário, destaca-se a importância das Bibliotecas Digitais no
contexto acadêmico. A pesquisa objetivou avaliar a usabilidade da Biblioteca Digital
da Unicamp utilizando a metodologia do Protocolo Verbal. Foram selecionados três
sujeitos para a realização dos testes: estudante de graduação, estudante de pósgraduação e bibliotecário . Os resultados apontaram dificuldades dos sujeitos em
realizar determinadas tarefas pré-determinadas no site. Entretanto, acredita-se que
alguns dos problemas de usabilidade detectados foram resolvidos pela nova versão
no site da Biblioteca Digital da Unicamp. Como considerações finais , ressalta-se que
testes de usabilidade são essenciais para que problemas sejam detectados e
melhorias sejam planejadas e implantadas para uma eficiente recuperação da
informação.
Palavras-Chave: Bibliotecas universitárias; Bibliotecas digitais; Protocolo verbal ;
Usabilidade; Design de interação.
Abstract
The global trend is the university libraries have their collections in an electronic/digital
form, for conservation and/or availability of their contents, changing forms of
production, storage, processing and dissemination of information. In this scenario, we
highlight the importance of digital libraries in the academic context. The research
aimed to evaluate the usability of the Digital Library of UNICAMP using the
methodology of Verbal Protocol. Three individuais were selected for the tests:
graduate student, graduate student and librarian. Results showed subjects' difficulties
in performing pre-determined tasks in site . However, it is believed that some of the
usability problems identified were solved by the new version on the website of the
Digital Library of UNICAMP. As conclusion, we emphasize that usability testing is
essential if problems are detected and improvements are planned and implemented

1228

�Arquitetura da informação: usabilidade. ergonomia . entre outros
i! """"'"
MaooNlck

~

=

:,

IiWitt.UJ

1I....111~

Trabalho completo

for efficient information retrieval.

Keywords: University libraries; Digital
Interaction design o

libraries; Verbal

protocol;

Usability;

1 Introdução
Há dez anos a Web era algo diferente para as pessoas. Hoje ela é
uma rotina, é uma ferramenta. Se for de fácil acesso, elas a
utilizarão, do contrário, não. [...]. Os usuários estão menos tolerantes
a sites complexos. Portanto um projeto falho significa negócios
perdidos. Nunca a usabilidade foi tão importante. (NIELSEN e
LORANGER, 2007, Prefácio)

A biblioteca universitária é um sistema de informação inserida em um contexto
maior, acadêmico, cujos objetivos maiores são o desenvolvimento educacional ,
social , político e econômico da sociedade humana (FUJITA, 2005, p.2,4).
A introdução das novas tecnologias da informação nas bibliotecas
universitárias alterou significativamente as formas de produção, armazenamento,
processamento e disseminação da informação, possibilitando a utilização de
recursos eletrônicos que favorecem o aprimoramento e a agilização do processo de
transferência de informação. Neste cenário, a tendência mundial das bibliotecas
universitárias é dispor seus acervos de forma eletrônica/digital , visando à
conservação e/ou disponibilização de seus conteúdos.
Entretanto, para viabilizar o compartilhamento de seus recursos
informacionais no ambiente web, torna-se necessário que as bibliotecas
universitárias estabeleçam metodologias de avaliação de seus produtos e serviços.
Portanto, com o intuito de avaliar a usabilidade em bibliotecas digitais pautando-se
na metodologia qualitativa-cognitiva do Protocolo Verbal , realizou-se um estudo de
caso do site da Biblioteca Digital da Unicamp.

2 Revisão de Literatura
Diversas são as definições na literatura sobre bibliotecas digitais. Na opinião
de Tammaro (2008, p.120), a mais relevante e difundida no âmbito bibliotecário por
identificar a extensão do serviço da biblioteca digital é a da Digital Library Federation
(DLF) :
Bibliotecas digitais são organizações que fornecem os recursos ,
inclusive o pessoal especializado, para selecionar, estruturar,
oferecer acesso intelectual, interpretar, distribuir, preservar a
integridade e garantir a permanência no tempo de coleções de obras
digitais, de modo que estejam acessíveis, pronta e economicamente,
para serem usadas por uma comunidade determinada ou por um
conjunto de comun idades.

Nesse contexto, o documento é originalmente criado em formato digital, por
ex. uma tese em pdf ou um livro digitalizado para compor esse acervo virtual.

1229

�Arquitetura da informação: usabilidade. ergonomia . entre outros
i! """"'"
MaooNlck

~

=

:,

IiWitt.UJ

1I....111~

Trabalho completo

Ressalta-se as características intrínsecas que definem essa biblioteca : acesso
remoto pelo usuário (o acesso ao documento pode ser feito de qualquer computador
que esteja conectado à Internet); utilização simultânea do mesmo documento por
mais de um usuário (o que não ocorre com o documento impresso); inclusão de
produtos ou serviços (redes sociais) ; acesso ao texto completo; links para outras
instituições ligadas ao contexto da área do conhecimento que é abrangida pela
biblioteca digital; não necessidade de propriedade do documento; possibilidade de
uso de vários suportes diferentes; existência de unidade de gerenciamento que
auxilie na recuperação da informação. Os elementos essenciais que compõem as
bibliotecas digitais são:

o usuário, entendido como o público em geral ou como usuário
individualizado, do qual a biblioteca precisa conhecer as
necessidades específicas e as diversas atividades. Devem estar
aptos a fazerem uso dos serviços disponíveis;
Os conteúdos, isto é, os objetos digitais, organizados e estruturados
nas coleções digitais segundo normas próprias e distribuídos em
rede;
Os serviços de acesso, caracterizados por interfaces ou serviços
mediados pelo pessoal bibliotecário. (TAMMARO, 2008, 123)
Sendo assim , os principais atores envolvidos nesse contexto são: produtores
de conhecimento, gerenciadores - profissionais de informação e analistas de
sistemas - e os usuários (SILVA, SÁ e FURTADO, p.3) .
Criada em 2001, a Biblioteca Digital da Unicamp utiliza o software livre NouRau e tem como objetivo disponibilizar em formato digital a produção científica da
Universidade na Internet ao mundo todo em formato eletrônico de artigos,
fotografias, ilustrações, teses, obras de arte, registros sonoros, periódicos, vídeos e
outros documentos de interesse ao desenvolvimento científico, tecnológico e
sociocultura . Entretanto, segundo Cunha (1999, p.264) "apesar dos enormes
esforços de pesquisa na área de inteligência artificial, ainda estamos longe de
sistemas que sejam imunes a dificuldades de aprendizagem por parte de quem os
utiliza". Por isso a importância de se pensar em design de interação e usabilidade
aplicados ás bibliotecas digitais.
Para Preece, Rogers e Sharp (2005 , p.28), o design de interação pode ser
entendido como o "design de produtos interativos que fornecem suporte às
atividades cotidianas das pessoas, seja no lar ou no trabalho", para "identificar as
necessidades do usuário e, a partir desse entendimento, projetar sistemas usáveis,
úteis e agradáveis". Além disso, a avaliação é essencial e "está no centro do design
de interação. É preciso assegurar que o produto é usável" (PREECE, ROGERS e
SHARP, 2005 , p.34) .
As metas do design de interação em uma biblioteca digital podem ser
divididas em metas de usabilidade: ser eficaz e eficiente no uso, segura , útil, fácil de
aprender (Iearnability) e fácil de lembrar como se usa (memorability) - e metas
decorrentes da experiência do usuano (satisfatória, agradável, divertida,
interessante, útil, motivadora , esteticamente apreciável , incentivadora da
criatividade, compensadora e emocionalmente adequada). O desafio então para o
designer de interação em uma biblioteca digital é reunir tanto as metas de
usabilidade quanto as advindas da experiência do usuário. No entanto, no projeto

1230

�Arquitetura da informação: usabilidade, ergonomia , entre outros
i! """"'"
MaooNlck

~

=

:,

IiWitt.UJ

1I....111~

Trabalho completo

não é necessano reunir todas as metas do design de interação, pois segundo
Preece, Rogers e Sharp (2005 , p.41) "o que é importante depende do contexto de
uso, da tarefa a ser realizada e de quem são os usuários pretendidos",
Para Cusin e Vidotti (2009), um dos conceitos sobre a Ciência da Informação
que vem sendo utilizado no contexto das tecnologias da informação é o de Shera e
Cleveland (1977), que a definem como a "ciência que investiga as propriedades e o
comportamento da informação, as forças que regem o fluxo de informação, bem
como os meios de tratamento da informação para otimizar a acessibilidade e a
usabilidade". No prefácio do livro "Usabilidade na web: projetando websites com
qualidade", Nielsen e Loranger (2007) conceituam o termo:

o que é usabilidade? A usabilidade é um atributo de qualidade
relacionado à facilidade do uso de algo. Mais especificamente,
refere-se à rapidez com que usuários podem aprender a usar alguma
coisa, a eficiência deles ao usá-Ia, o quanto lembram daquilo, seu
grau de propensão a erros e o quanto gostam de utilizá-Ia. Se as
pessoas não puderem ou não utilizarem um recurso , ele pode muito
bem não existir.
Autores como Costa e Ramalho (2010) e Dervin (1986) citados por Camargo,
Vidotti e Camargo (2004) apontam duas vertentes na necessidade informacional: a
abordagem tradicional que apresenta um estudo direcionado pelo/para o sistema de
informação ou biblioteca, e a abordagem alternativa, conhecida como abordagem
centrada no usuário, cujo foco é a interação dos usuários com produtos e serviços
na web , buscando a satisfação das necessidades e avaliação da usabilidade.

3 Materiais e Métodos
Para avaliação da usabilidade da Biblioteca Digital da Unicamp, utilizou-se
como metodologia qualitativa-cognitiva a técnica do Protocolo Verbal ou "Pensar
Alto", com o objetivo de obter dados cognitivos de usuários durante a execução de
tarefas pré-determinadas no site, auxiliando na avaliação da usabilidade sob o ponto
de vista dos usuários, como também na sugestão de melhorias. A técnica do
Protocolo Verbal 1 se constitui em :

[...1uma metodologia de coleta de dados introspectiva, a qual propõe
o acesso ao processo de pensamento do indivíduo que executa uma
determinada atividade com objetivo pré-determinado. Enquanto
executa a tarefa, o indivíduo verbaliza "tudo o que lhe passa pela
cabeça" e, após a transcrição de seu Protocolo Verbal , é possível
observar
os
conhecimentos
declarativo,
procedimental
e
metacognitivo sobre a atividade realizada . (FUJITA e RUBI, 2007,
p.143).
Segundo Rubi (2004), a metodologia do Protocolo Verbal na Ciência da
1 Ericsson e Simon (1987) foram os precursores da metodologia de Protocolo Verbal, que consiste na
gravação da exteriorização verbal de pensamento durante a atividade de leitura . O "pensar alto" do
sujeito é gravado e transcrito literalmente, produzindo protocolos verbais.

1231

�Arquitetura da informação: usabilidade. ergonomia . entre outros
i! """"'"
MaooNlck

~

=

:,

IiWitt.UJ

1I....111~

Trabalho completo

Informação vem sendo utilizada desde a década de 1970 em pesquisas sobre busca
e recuperação da informação interativas e tem sido usado na Ciência da Informação
para observação das estratégias de leitura utilizadas por indexadores durante a
leitura documentária. Na opinião da autora , as principais críticas ao Protocolo Verbal
se referem ao risco da técnica modificar os processos mentais, fazendo com que as
informações dos sujeitos não sejam precisas, completas e confiáveis. Entretanto:

[...1 a questão da

confiabilidade dos dados provenientes de técnicas
introspectivas é um problema de outras técnicas também . Além
disso, é o único instrumento de coleta que revela a introspecção do
leitor de forma natural, com vantagens sobre outros tipos de técnicas
tais como diários, questionários ou entrevistas; fornece acesso direto
ao processo mental de leitura enquanto está sendo realizado pelo
leitor, diferente das outras que revelam apenas a reflexão após o
processo de leitura; e pode ser considerada propriamente
introspectiva enquanto as outras são de natureza retrospectiva .
(RUBI , 2004).

Há dois tipos de Protocolos Verbais: Protocolo verbal Individual ou em
Grupo/Leitura como evento social. O Protocolo verbal Individual subdivide-se em :
Protocolo Verbal com Interação (o pesquisador pode auxiliar o participante no
momento da realização da tarefa) e Protocolo Verbal Sem Interação (durante a
realização da tarefa não pode haver interação entre o sujeito participante e o
pesquisador) .
A proposta nesta pesquisa foi utilizar o Protocolo Verbal Individual Sem
Interação, para observação do comportamento dos sujeitos durante a realização de
tarefas pré-determinadas na Biblioteca Digital da Unicamp, em busca de parâmetros
para analisar a usabilidade do site, pois o objetivo principal foi fazer o sujeito "pensar
em voz alta" sobre suas próprias estratégias e execução das tarefas prédeterminadas, mas sem interferência do pesquisador.
Cabe ressaltar que este instrumento de coleta de dados será aplicado em um
universo de pesquisa maior, visando realizar um estudo comparativo da atuação
bibliotecária no tratamento temático da informação em sistemas de recuperação de
unidades de informação, com foco em bibliotecas universitárias. Tal temática está
sendo abordada em pesquisa de mestrado no Programa de Pós-Graduação em
Ciência , Tecnologia e Sociedade (CTS) da Universidade Federal de São Carlos
(UFSCar).
Para a realização dos testes nesta pesquisa, foram selecionados 3 usuários:
estudante de graduação, estudante de pós-graduação e bibliotecário, por serem as
categorias mais recorrentes que utilizam o site. Primeiramente, foi aplicado um Script
de orientação, para familiarização dos sujeitos com o objetivo da pesquisa e com os
conceitos de usabilidade em bibliotecas digitais. A gravação dos testes foi realizada
com um aparelho de MP3 player.
Na literatura, verificou-se que o Protocolo Verbal tem sido usado na avaliação
da usabilidade de softwares. Roberts e Fels (2006), por exemplo, aplicaram a
metodologia em surdos gravando em vídeo a linguagem de sinais dos sujeitos
durante a aplicação . Dessa forma , o olhar da usabilidade deve ir além do software : é
preciso mais pesquisas sobre metodologia inclusivas de avaliação, que possibilitem
uma avaliação de usabilidade na web por todos os tipos de usuários. Já na pesquisa

1232

�Arquitetura da informação: usabilidade. ergonomia . entre outros
i! """"'"
MaooNlck

~

=

:,

IiWitt.UJ

Trabalho completo

1I....111~

de Wu (2008), procurou-se avaliar a implantação de um protótipo de um prontuário
eletrônico em um hospital, onde os médicos deveriam "pensar alto" em uma
simulação de tarefas rotineiras. O autor afirma que a aplicação do Protocolo Verbal
tem contribuído para uma base teórica na engenharia de software. Além disso,
Hughes e Parkes (2003) verificaram as vantagens de uso: facilidade de aplicação,
baixo custo e ainda possibilidade de captura em tempo real da opinião do usuário
sobre um site , o que não ocorre com questionários e entrevistas. Relatam ainda o
fato de que durante a aplicação da metodologia, alguns sujeitos ficaram algum
tempo em silêncio (como em nossa pesquisa) , sem verbalizar nada; que o processo
mais demorado da metodologa é a transcrição e análise dos dados; mas concluem
que é uma boa ferramenta de apoio no desenvolvimento de softwares.

4 Resultados Finais
Os testes foram realizados utilizando-se a versão anterior do site da Biblioteca
Digital da Unicamp: http://cutter.unicamp.br (Figura 1), sendo posteriormente
substituída
por
uma
nova
versão
em
fevereiro
de
2011 :
http://www.bibliotecadigital.unicamp.br (Figura 2) :

~

~~~~ e.to"...."oa 1. ,tI"lf(; a P 'l lC! l tI1I~n'a&gt;f1 p '1JIl'ItI\'J)IIRI!,,~ trOl"R" IJ, ""01t'rw'IUI~ "''''P:!''''WOQlT I I''i! ,a l 'lfI"ur:~o.er\klfI!lI~l'''i.)o o:ll:!«ICI'''l'rM IttI"'!"W
«lI::«Il;l;If!RItj tkle"~rf.Jlv.IH·~':or~N~tJ~.

Tol,.,1s

Tõplc:O" prlnelpu

fI~)11ln l ~.~:; . !3'&amp;IQ
(IIIIQõ-e
illliDS\C õlSIII.lLlril:~p
__
1IilWfWQC1
1O~~

W~I!'IQ · ",..wW:ll

..... A:'))cBXI

Figura 1 - Página inicial da versão anterior do site da Biblioteca Digital da Unicamp
Biblioteca Digital da UNICAMP
It! •

Im 111 !L

, .I.

oi

~qlll,... r
fntr"'OO&lt;n'-/lU~"'~·,t'.)f,:
~~r::

IJSt iH JOiH NU,

'_ '0"" '-'
~US6n.

O:IITOID: - bMOttul dlQIÜ8• TOI,J~ .. çp~ (AHD, ( ~qJ.~J\O'rH (O.J

Uv"UD\IoCfotc..:

-....-.r.e .....
Q ........

~NtGnK,"

nrnl.me!.D'kc . . . . . .

O...............

"""""""-

",o.3u:;~I~~~

~"""

~~IUo';'~ç~

. .mllmm..... ~~~q~"~~~~'~lfld~a~========================;

U""H

......

h"'!twl4.od"~I"p"""""!Q'"
~

=::;'''''",",,''''''''''

p,,~

,.,.q.... "

O..,,·ÕZ1""'R"'''.......
-..........

q u u... '''

=.--""'-""""
Q"'qtnw . . . . -

... r?:tme

""""'W"'9s'k J a'W't!SZ'.u n

...........

• e,

q M'U ~ N '''F M'II'

Figura 2 - Página inicial

atua~2~~

site da Biblioteca Digital da Unicamp

�Arquitetura da informação: usabilidade. ergonomia . entre outros
i! """"'"
MaooNlck

~

=

:,

IiWitt.UJ

1I....111~

Trabalho completo

a) recepção do participante;
b) entrega ao participante do Questionário para identificação do perfil do
participante;
c) após o preenchimento do questionário, o participante recebeu um Script de
Orientação do teste , que foi lido com o avaliador, explicando-se a metodologia a
ser usada no teste (Protocolo Verbal) e esclarecimentos de dúvidas;
d) navegação livre pelo participante no site por cerca de 5 minutos, para
familiarização;
e) entrega da Lista de tarefas para execução do teste;
f) início da gravação e da execução das tarefas pelo participante;
g) após o término das tarefas e da gravação, foi entregue ao participante o
Questionário de avaliação do site pelo participante, para ser completado;
h) agradecimento ao participante pela contribuição.

Já para a aplicação do Protocolo Verbal, foram utilizados os seguintes
procedimentos metodológicos, adaptados de NARDI (1999) :
Procedimentos anteriores à aplicação do Grupo Focal utilizando o Protocolo Verbal
a) Aplicação do Script de Orientação;
b) Seleção dos sujeitos participantes: estudante de graduação, estudante de pósgraduação e bibliotecário.
c) Familiarização dos participantes com a metodologia de Protocolo Verbal e
usabilidade.

Procedimentos durante a aplicação do Protocolo Verbal
a) Gravação do "pensar alto" dos sujeitos, que realizaram a navegação no site e as
tarefas previamente definidas;
b) Entrevista retrospectiva com os sujeitos, com aplicação de questionário de
questões abertas e fechadas .

Procedimentos após o término das sessões de coleta de dados
a) Leitura detalhada dos dados em busca de fenômenos significativos e recorrentes
para construir categorias de análise;
b) Construção das categorias de análise;
c) Retorno aos dados para retirar trechos da discussão que exemplifiquem cada
categoria de análise.

Após a aplicação dos Protocolos Verbais Individuais, foi realizada a análise
dos dados para em busca de elementos de usabilidade da Biblioteca Digital da
Unicamp. Como os dados coletados são de natureza qualitativa, buscou-se pontuar
as citações textuais dos sujeitos, que ilustraram os achados principais da análise,
em busca de fenômenos que não seriam captados e analisados por meio do uso de
técnicas que abordem exclusivamente métodos quantitativos. Os resultados foram
divididos nos seguintes subtópicos: Tarefas previamente definidas as serem
executadas no site pelos participantes; Avaliação do site pelos participantes com a
aplicação do Protocolo Verbal e Avaliação do site pelos participantes com a
aplicação de questionário.

1234

�Arquitetura da informação: usabilidade. ergonomia . entre outros
i! """"'"
MaooNlck

~

=

:,

IiWitt.UJ

1I....111~

Trabalho completo

4.1 Tarefas previamente definidas executadas no site pelos participantes
Explicando sobre testes de usabilidade na web, Nielsen e Loranger (2007,
p.395) mostraram que "os usuários foram informados aonde ir e que deveriam
permanecer lá ao realizarem suas tarefas." E complementam que "essa é a maneira
como a maioria dos estudos de usabilidade é conduzida e é excelente se você
quiser descobrir como funcionam os elementos de design de um site particular."
A única maneira de saber do que os usuários gostam é ouvindo-os.
Não deixe de testar seu sistema com usuários reais. Dê-lhes tarefas,
observe seu comportamento e feedback., Não tenha receio de
modificar seu projeto e testá-lo novamente. Ninguém pode criar o site
fácil de usar, perfeito, especialmente na primeira tentativa. O teste
com usuários é o mais simples de todos os métodos de engenharia
de usabilidade, tão rápido e barato que não há nenhuma desculpa
para lançar um site sem testá-lo. (NIELSEN, 2007, p.395)

Considerando tais orientações, definiu-se previamente 9 tarefas mais
relevantes a serem realizadas pelos sujeitos no site da Biblioteca Digital da
Unicamp, assim como definiu-se uma sugestão de roteiro (não entregue aos
participantes), como aponta o Quadro 1:
Número
da
tarefa

Categoria

Periódicos
Eletrônicos

2

3

4

Hemeroteca

Descrição da tarefa

Roteiro sugerido para a execução da tarefa

Inicie o navegador Internet
Explorer e entre no site da
Biblioteca Digital da Unicamp.
Pesquise e faça o download do
texto completo do Relato de
Experiência
no
periódico
Revista
Digital
de
Biblioteconomia e Ciência da
Informação, v.a, n.1 , 2010
e
intitulado
"Educação
bibliotecas digitais", de Cássia
Furtado.

Dissertaçôes Pesquise e faça o download da
"Mostra
de
e teses
Reportagem
botânico alemão prossegue ate
o final do mês: trabalho de Karl
Martius é apresentado através
de livros e pinturas", Correio
Popular, Campinas, 27 jul. 1994
Dissertações Pesquise e faça o download da
e teses
tese intitulada "Design da
interação em ambientes virtuais:
urna abordagem semiótica", de
Osvaldo Luiz de Oliveira.

-

-

1235

Acessar na Área de Trabalho o icone do Internet Explorer;
Digitar na barra de endereços : hllp:l/www.sbu.unicamp.br.
Clicar no link: "Biblioteca digitar .
Na página inicial, em " Tópicos principais", clicar em
"Periódicos eletrônicos", "Subtópicos";
Clicar em "Revista Digital de Biblioteconomia e Ciência da
Informação";
Na próxima página, clicar no link:
hllp:l/polaris.bc.unicamp.br/seer/o;slíndex.php;
Na próxima página, procurar o artigo do periódico;
Clicar ern "Relato de experiência";
Clicar ern "Resumo";
Na próxima página, clicar em "Texto completo".
Retornar à página inicial ;
Em "Tópicos principais", clicar em "Hemeroteca - CMU
Campinas";
Clicar em "Subtópicos";
Clicar em "Ciências";
Pesquisar a reportagem (que estará na página 9);
Clicar na reportagem ;
Clicar ern "Visualizar/Download".
Na página inicial, em " Tópicos principais", clicar ern
"Dissertações e teses";
Na próxima página, clicar em "Subtópicos";
Clicar em "Matemática, Estatística e Computação
Científica";
Na próxima página, procurar a tese (que está ordenada por
ordem alfabética por titulo);
Na próxima página (que trará as inforrnações adicionais
sobre a dissertação de mestrado como resumo , área de
concentração, orientador, etc.), fazer o download da tese ,
clicando no final da página em "Visualizar/Download";
Obs. É necessário fazer o cadastro na Biblioteca Digital

�Arquitetura da informação: usabilidade. ergonomia . entre outros
Trabalho completo

5

Dissertações Pesquise todas as dissertações
e teses
e teses que tenham como
assunto "Interação homemmáquina" e faça o download da
tese intitulada "Design da
interação em ambientes virtuais:
uma abordagem semiótica", de
Osvaldo Luiz de Oliveira.

6

Estatística
do site

Pesquise a dissertação ou tese
com mais downloads e a mais
visitada da área de Matemática,
Estatística
e
Computação
científica.

7

Contato com
o
responsável
Envio
de
dissertação
para o site

Simule o envio de um e-mail
para a equipe responsável pelo
site.
Você precisa saber como enviar
sua dissertação para o site.

a

Encerrar
sistema

9

o Encerre a execução do site da
Biblioteca Digital da Unicamp.

para fazer o download de dissertações e teses.
- Na página inicial, colocar o cursor na caixa de pesquisa
"Procurar por' ;
- Digitar o assunto "Interação homem-máquina" na caixa de
pesquisa;
- Clicar em "Procurar';
- Na próxima página, localizar o título da tese (que não
estará em ordem alfabética);
- Na próxima página, aparecerão as informações adicionais
sobre a dissertação de mestrado como resumo , área de
concentração, orientador, etc. Fazer o download da tese,
clicando no final da página em "VisualizarIDownload".
- Na página inicial, clicar no link "Indicadores 2004-2010" no
menu superior á esquerda;
- Na próxima página, clicar em "Indicadores de acesso e
downloads - Unidade de Ensino e Pesquisa";
- Selecionar a opção "Matemática, Estatística e Computação
Científica";
- Clicar em "ConsultaI" ;
- Na próxima página, aparecerá uma tabela com os
indicadores por período 2004-2009 (a opção downloads já
está selecionada e a primeira dissertação que aparece na
tabela é a mais baixada);
- Para verificar a mais visitada , clicar na tabela em "Total
visitas" 2 vezes , para que a mais visitada apareça primeiro
na tabela .
- Na página inicial, menu superior à esquerda, clicar no link
"Fale conosco";
- Preencher os dados necessários.
- Na página inicial, menu superior à esquerda, clicar no link
"Instruções para autores";
- Na próxima página, fazer o download do arquivo "Instrução
para encaminhamento de dissertações e teses em meio
eletrônico" e verificar as instruções.
- Fechar o site clicando no "X" na tela, canto superior direito.
,

.

Quadro 1 - Lista de tarefas pre-defmldas a serem realizadas pelos usuanos durante a
aplicação do Protocolo Verbal.
Fonte: Elaborado pelas autoras .

4.3 Realização das tarefas no site pelos participantes
Número Descrição da tarefa
da
tarefa
navegador
Inicie
o
1
Internet Explorer e entre
no site da Biblioteca
Digital da Unicamp.

2

Pesquise e faça o
download
do
texto
completo do Relato de
Experiência no periódico
Digital
Revista
de
Biblioteconomia
e
Ciência da Informação,
v.a, n.1, 2010 intitulado
"Educação e bibliotecas
Cássia
digitais",
de
Furtado.

Ações dos sujeitos e observações do avaliador durante a aplicação do Protocolo
Verbal
Sujeito 1 - Entrou no link do SBU . Clicou no link da Biblioteca Digital. Tempo: 22
segundos.
Sujeito 2 - Digitou "Biblíoteca Digital Unicamp" no Google, entrou na página do SBU,
clicou no link para a Biblioteca Digital da Unicamp. Tempo: 1 minuto e10 segundos.
Sujeito 3 - Entrou no link do SBU (página inicial do Internet Explorer) . Clicou no link
da Biblioteca Digital. Tempo: 15 segundos .
Sujeito 1 - Na página inicial , digitou na caixa de pesquisa "Procurar por" todo o título .
Depois, percebeu que na caixa de pesquisa não coube todo o caractere. Retornou à
página principal e clicou em "Periódicos eletrônicos". Encontrou o relato e fez o
download. Tempo: 5 minutos e 35 segundos .
Sujeito 2 - Na página inicial , digitou na caixa de pesquisa "Educação e biblíotecas".
Observou que o campo de busca é pequeno e limitado, não conseguiu digitar a
expressão toda de busca. Sugeriu que a caixa de busca não deve estar à esquerda e
que a busca trouxe muitos resultados . Refez a pesquisa pelo nome da autora, "Cássia
Furtado". Voltou à página principal e clicou em "Tópicos". Clicou em "Periódicos
eletrônicos". Entrou no site do periódico e procurou pelo volume. Fez o download.
Tempo: 4 minutos e 27 segundos,
Sujeito 3 - Na página inicial, foi na caixa de pesquisa "Procurar por", usou a pesquisa

1236

�Arquitetura da informação: usabilidade, ergonomia , entre outros
Trabalho completo

3

Pesquise e faça o
download
da
Reportagem "Mostra de
botânico
alemão
prossegue ate o final do
mês: trabalho de Karl
Martius é apresentado
através de livros e
pinturas",
Correio
Popular, Campinas, 27
jul. 1994

4

Pesquise e faça o
download
da
tese
intitulada "Design da
interação em ambientes
virtuais: uma abordagem
semiótica", de Osvaldo
Luiz de Oliveira.

5

Pesquise
todas
as
dissertações e teses
que
tenham
como
"Interação
assunto
homem-máquina" e faça
o download da tese
intitulada "Design da
interação em ambientes
virtuais: uma abordagem
semiótica", de Osvaldo
Luiz de Oliveira.

6

Pesquise a dissertação
ou tese com mais
downloads e a mais
visitada da área de
Matemática, Estatística
e Computação científica.

avançada, opção "Procurar por todos os tópicos" e digitou "Educação e bibliotecas
digitais". Não localizou. Voltou para a página inicial, clicou em "Periódicos eletrônicos".
Procurou o titulo do periódico, localizou e clicou no link. Na próxima página, digitou o
título do relato na caixa de pesquisa e encontrou o relato. Fez o download. Tempo: 4
minutos e 15 seÇiundos.
Sujeito 1 - Voltou à página inicial , "Hemeroteca", clicou no subtópico "Ciências".
Procurou em ordem alfabética e localizou. Fez o download. Tempo: 2 minutos e 18
segundos.
Sujeito 2 - Voltou á página inicial e digitou na caixa de pesquisa "Procurar por' o
nome do autor. Não trouxe resultados. Retornou à página inicial, buscou em
"Hemeroteca" (supôs que era uma reportagem). Em subtópicos, pensou em procurar
em "Cultura". Observou que não há nenhum filtro que poderia ajudar a encontrar a
reportagem de forma mais rápida . Entrou em "Artes". Não localizou . Explicou que para
não ficar procurando em cada subtópico, foi no Google e digitou o título da
reportagem . Encontrou no primeiro resultado de busca, que trouxe o site da Biblioteca
Digital da Unicamp, no subtópico "Ciências". Acredita que se não tivesse usado o
Google, não teria recuperado, já que nada indicava que a reportagem estava em
"Ciências". Fez o download. Tempo: 4 minutos e 25 segundos
Sujeito 3 - Voltou à página inicial. Observou que a reportagem é de Campinas, então
que estaria em "Hemeroteca". Foi em "Pesquisa simples", digitou o título da
reportagem "Mostra de botânico alemão prosse", mas como não coube na caixa de
pesquisa, refez a busca retirando a palavra "prosse") e localizou . Fez o download.
Tempo: 2 minutos.
Sujeíto 1 - Voltou à página inicial clicando no botão voltar do navegador. Entrou em
"Dissertaçôes e teses", área de "Artes" (observou que pelo assunto ser design , a tese
estaria lá). Não usou novamente as opçôes de pesquisa da caixa de busca. Não
localizou. Depois, encontrou pelo nome do autor no índice. Tentou fazer o download,
mas o sistema pediu o login e senha. Fez o cadastro. Tempo: 3 minutos e 15
segundos.
Sujeito 2 - Voltou à página inicial e usou a caixa de pesquisa "Procurar por', Digitou o
título. Nos resultados , encontrou a tese. Fez o cadastro no site e o download. Tempo:
2 minutos e 84 segundos.
Sujeito 3 - Voltou à página inicial e usou a caixa de pesquisa "Procurar por', Digitou o
título incompleto. Localizou, fez o cadastro no site e o download. Tempo: 2 minutos e
20 seÇiundos.
Sujeito 1 - Pulou esta tarefa.
Sujeito 2 - Voltou à página inicial e clicou em "Dissertações e teses". Nas opções de
busca de índices (pelo nome do autor ou por palavras-chave), clicou no índice de
palavras-chave", na letra I. Encontrou o assunto depois de vários cliques. Observou
que trouxe 36 resultados , mas que não havia ordenação desses resultados por título .
Varreu a lista procurando a tese. Localizou e fez o download. Tempo: 3 minutos e 10
segundos.
Sujeito 3 - Voltou à página inicial e clicou em "Dissertações e teses". Nas opções de
busca de índices (pelo nome do autor ou por palavras-chave) , clicou no índice de
palavras-chave, na letra I. Encontrou o assunto depois de vários cliques. Observou
que clicando no assunto de interesse, os resultados não estão em ordem alfabética .
Tempo: 5 minutos e 36 seÇiundos.
Sujeito 1 - Voltou à página inicial. Tentou localizar no menu algo que falasse sobre
estatísticas. Clicou em "Dissertações e teses", depois "Exibir estatísticas" no lado
esquerdo da página. Não localizou , já que neste link não é possível filtrar por área do
conhecimento. Varreu a lista tentando identificar o assunto das teses. Não conseguiu
completar a tarefa. Tempo: 6 minutos e 25 segundos.
Sujeito 2 - Voltou à página inicial. Tentou localizar no menu algo que falasse sobre
estatísticas. Clicou em "Dissertações e teses". Clicou em "Matemática, Estatística e
Computação Científica". Clicou no link "Exibir estatísticas", que informa o número de
downloads , mas só tem uma página. Tentou procurar no menu à esquerda superior,
mas observou que era difícil de ler. Não conseguiu completar a tarefa. Tempo: 2
minutos.
Sujeito 3 - Voltou à página inicial e clicou em "Dissertações e teses", depois "Exibir
estatisticas" no lado esquerdo da página. Não localizou. Observou que esta opção
mostra os documentos mais acessados. Clicou no menu "Indicadores 2004-2010", no
canto esquerdo e superior da página. Procurou a opção por "Unidades de ensino e
pesquisa", "Matemática, Estatística e Computação científica. " Observou que não é
possível fazer o download da tese nesta página. Tempo: 3 minutos e 18 segundos.

1237

�Arquitetura da informação: usabilidade. ergonomia . entre outros
i! """"'"
MaooNlck

~

=

:,

7

8

9

IiWitt.UJ
1I....111~

Trabalho completo

Simule o envio de um e- Sujeito 1 - Clicou em "Fale conosco" e simulou o envio. Tempo: 3 minutos e 10
mail para a equipe segundos.
responsável pelo site.
Sujeito 2 - Clicou em "Fale conosco". Observou que redireciona direto para o Outlook
e que é necessário se cadastrar no Outlook para enviar email ao site. que não há
como saber qual é o email se não tem um Outlook cadastrado e que o ideal seria ter
um formulário no site, onde se poderia preencher o nome, assunto, etc. Tempo: 1
minuto e 85 segundos.
Sujeito 3 - Clicou em "Fale conosco". Abriu o Outlook. Na simulação, sugeriu
melhorias na busca por palavras-chave. Tempo:2 minutos e 27 segundos.
Você
precisa
saber Sujeito 1 - Clicou em "Fale conosco" novamente e simulou outro email perguntando
enviar
como
sua sobre o assunto. Tempo: 41 segundos.
dissertação para o site. Sujeito 2 - Voltou à página inicial e clicou em "Manuaf'. Observou que o manual não
mostra como enviar uma dissertação, apenas como consultar. Retornou à página
inicial. Clicou em "Indicadores 2004-2010", voltou para a tarefa 7 e percebeu que ali
conseguiria fazer a estatística. Observou que não há botão de voltar no site e é
preciso usar o do navegador. Colocou o mouse sobre "Instruções para autores" e
sugeriu um menu com melhor visualização, onde aparecessem as opções dentro do
menu apenas colocando o mouse sobre o menu. Clicou e localizou. Tempo: 5 minutos.
Sujeito 3 - Clicou em "Instruções para autores", no menu á esquerda superior. Leu
um pouco as instruções. Tempo: 2 minutos e 20 seQundos.
Encerre a execução do Sujeito 1 - Tempo: 2 segundos.
site da Biblioteca Digital Sujeito 2 - Observou que não existe em nenhum lugar do site uma opção para fazer
logout. Pensou em fazer um teste, saindo da Biblioteca Digital e entrando novamente
da Unicamp .
para baixar uma tese. Observou que não é pedido novamente o login e senha.
Ressaltou que isso não é seguro. Tempo: 1 minuto e 43 segundos.
Suieito 3 - Tempo: 3 seQundos.

-

-

- do
Quadro 2 - Açoes dos sUjeitos e observaçoes do avaliador durante a apllcaçao
Protocolo Verbal.
Fonte: Elaborado pelas autoras .

Os resultados da execução das tarefas pelos sujeitos (Quadro 2) apontam
algumas dificuldades em comum, principalmente entre os sujeitos 1 e 2 que não tem
familiaridade com o site da Biblioteca Digital da Unicamp. O tempo total gasto na
execução das tarefas foi assim levantado: Sujeito 1: 19 minutos e 56 segundos;
Sujeito 2: 25 minutos e 43 segundos e Sujeito 3: 20 minutos e 9 segundos.

4.4 Avaliação do site pelos participantes com a aplicação de questionário
Para complementar a avaliação da usabilidade do site, após o término das
sessões de coleta de dados com a técnica do Protocolo Verbal foi aplicado um
questionário aos sujeitos com perguntas abertas e fechadas e destinado um espaço
para sugestões e comentários sobre o site. A primeira questão abordou as seguintes
categorias de análise :
grau de facilidade do uso do site- De O (Difícil) a 5 (Fácil);
organização das informações - De O (Ruim) a 5 (Boa) ;
layout das telas - De O (Confuso) a 5 (Claro);
nomenclatura utilizada nas telas - De O (Confusa) a 5 (Clara) ;
mensagens do sistema - De O (Confusas) a 5 (Claras);
f) assimilação das informações - De O (Difícil) a 5 (Fácil);
g) no geral, a realização do teste foi - De O (Difícil) a 5 (Fácil) .
a)
b)
c)
d)
e)

1238

�Arquitetura da informação: usabilidade, ergonomia , entre outros
i! """"'"
MaooNlck

~

=

:,

IiWitt.UJ

1I....111~

Trabalho completo

3,5

3
2,5

2
1 ,5
1
0 ,5

o
. 5UJE ITOOl
. 5UJE IT002
. 5 UJEIT003

Figura 3 - AvallaçaO do slte pelos participantes por categorias de analise.
Fonte: Elaborado pelas autoras.

Assim apresentado na Figura 3, o sujeito que melhor realizou as tarefas e
melhor avaliou o site da Biblioteca Digital da Unicamp foi o sujeito 3, possivelmente
devido a uma maior familiaridade com o site . A característica melhor avaliada foi
"Mensagens do sistema", enquanto que a que obteve menor pontuação foi a "Layout
das telas". As demais questões aplicadas aos sujeitos são demonstradas no Quadro

3:
Perguntas do
Respostas dos sujeitos
Questionário
Aponte situações em Sujeito 1 - [Foi fácil encontrar a reportagem do botânico alemão. Foi fácil fazer
que você achou fácil o download da tese.]
Sujeito 2 - Questão não respondida .
utilizar o sistema
Sujeito 3 - [Foi fácil localizar e visualizar os tipos de documentos, por exemplo:
Dissertações e Teses; Hemeroteca, etc.]
Aponte situações que Sujeito 1 - [Entrar em contato com o sistema. Buscar informações sobre o
você sentiu dificuldades envio de teses. Pesquisar obras mais acessadas.]
Sujeito 2 - [Encontrar estatísticas, buscar resultados pelo sistema de busca.]
Sujeito 3 - [Achei difícil e demorado chegar na palavra-chave interação
homem-máquina. Poderia existir uma busca específica por palavra-chave.]
Você tentou utilizar o Sujeito 1 - [Não .]
menu "Ajuda" do site em Sujeito 2 - [Sim . Para encontrar como enviar teses, mas o manual era
algum momento?
somente para pesquisar teses.]
Sujeito 3 - [Não.]
Diante do teste realizado, Sujeito 1 - [E útil, mas não tão eficiente devido á falta de clareza em algumas
você acha que o site questões como acessar as estatísticas.]
atingiu o objetivo para o Sujeito 2 - [Sim, dá pra fazer o download e ler teses .]
qual foi desenvolvido? Sujeito 3 - [É super útil, mas as buscas precisam ser melhoradas no sentido
Explique.
de se cheÇJar mais rápido ao material desejado.]
o espaço abaixo é Sujeito 1 - [E um sistema muito útil, mas necessita de algumas melhorias
reservado para que você quanto à clareza em alguns pontos.]
exponha sua opinião e Sujeito 2 - [O sistema tem que ter acessibilidade, um novo menu e um sistema
sugira
melhorias
no de busca eficiente.]
sistema.
Sujeito 3 - [Melhorar a busca por palavra-chave. Colocar as informações do
menu com mais destaque, letras maiores e menu que aparece quando passa o
mouse.]
Quadro 3 - Aplicação do questionário aos sujeitos.
Fonte: Elaborado pelas autoras. Questões baseadas em FERREIRA (2002) .

1239

�Arquitetura da informação: usabilidade. ergonomia . entre outros
i! """"'"
MaooNlck

~

=

:,

IiWitt.UJ

1I....111~

Trabalho completo

5 Considerações Finais
Verificou-se que a nova versão do site vem resolver as principais dificuldades
apontadas pelos sujeitos (localização das informações, navegação, acesso a dados
estatísticos, etc.) durante a aplicação do Protocolo Verbal , melhorando, por ex. a
busca, agilidade na recuperação de documentos e melhor usabilidade,
proporcionada pela mudança de layout e distribuição de informações na página
inicial da Biblioteca Digital.
Ao se pensar em design de interação aplicado no contexto de bibliotecas
digitais, para cada usuário haverá uma necessidade diferente de produtos interativos
que satisfaçam essas necessidades. Na opinião de Karat, Campbell e Fiegel (1992)
citados por Caldeira (2003), "a identificação dos problemas da usabilidade não é um
fim em si mesmo. Pelo contrário, é um meio de eliminar problemas e de melhorar a
interface". Constatou-se então que testes de usabilidade são essenciais para que
problemas sejam detectados e melhorias sejam planejadas e implantadas para uma
eficiente recuperação da informação na web .
Em geral é relativamente fácil avaliar o uso real que é feito dos produtos e
serviços de informação oferecidos pela internet; entretanto, é muito mais difícil
avaliar as necessidades dos usuários, pois nem chegam a ser percebidas por eles.
"É uma experiência comum o usuário reconhecer uma necessidade de informação
somente quando os meios para satisfazê-Ia estão acessíveis" (FIGUEIREDO, 1999,
p.18).
A despeito da metodologia do Protocolo Verbal, considerou-se adequada para
o objetivo ao qual a pesquisa se propôs. Entretanto, a continuidade da investigação
em outras bibliotecas digitais é relevante , visto que os dados coletados são
característicos de uma comunidade em especial e não podem ser generalizados,
uma vez que não se pretendeu realizar uma análise extensiva .
Assim , um dos desafios é estimular os usuários a explorarem suas
potencialidades e tirarem maior proveito do site da Biblioteca Digital da Unicamp,
para que a interação homem-computador se processe de forma eficaz, eficiente,
segura e confortável.
A inserção da biblioteca no mundo virtual exige, a despeito da sua
complexidade, uma atitude distinta, bem como formas de pensar e
agir diferenciadas. Esse novo cenário demanda aprendizagem
contínua , ousadia e perspicácia dos profissionais da informação,
além do desenvolvimento de estudos interdisciplinares que
contemplem a diversidade exigida para implantação desse tipo de
biblioteca (SILVA, SÁ e FURTADO, 2004).

Ademais, confirma-se a necessidade de mais pesquisas utilizando-se a
metodologia do Protocolo Verbal , devido a poucos estudos de seu potencial de
aplicação no estudo de usabilidade e design de bibliotecas digitais, sendo que
estudos sobre a acessibilidade também poderão ser delineados nesse contexto .
Portanto, sugere-se realizar testes de avaliação de usabilidade mais completos,
como também de acessibilidade, visando ao oferecimento de serviços eletrônicos
também aos portadores de necessidades especiais. Para Cusin e Vidotti (2009) , a
aplicação da acessibilidade digital tem como objetivo melhorar a usabilidade das
interfaces e "atender às exigências legislativas, padrões e recomendações nacionais

1240

�Arquitetura da informação: usabilidade. ergonomia . entre outros
i! """"'"
MaooNlck

~

=

:,

IiWitt.UJ
1I....111~

Trabalho completo

e internacionais que envolvem as condições de acesso e de uso adequados em
ambientes informacionais".
Na visão de Linhaus e Oliveira (2010) , as bibliotecas digitais podem (e devem)
ser inseridas nesse novo contexto de interação da produção e do conhecimento,
conceituado por Pierre Levy como a "inteligência coletiva", onde os próprios usuários
constroem as informações de maneira participativa (Web 2.0) . Essas tendências irão
alterar ainda mais as relações sociais dos usuários com a biblioteca . É preciso
também conhecer como esse novo usuário cada vez mais exigente se comporta
diante da transformação digital.
Finalmente, como aponta Caldeira (2003), o weblibrarian (ou gerente da
biblioteca digital) deve possuir um conhecimento profundo do tipo de usuários e das
diferentes tarefas por eles desempenhadas para que adaptações necessárias
possam ser realizadas, pois é a ferramenta e sua interface que direcionarão o
sucesso ou insucesso da biblioteca digital.

6 Referências
CALDEIRA, P. Z. A usabilidade das bibliotecas digitais: a perspectiva dos leitores/utilizadores.
Cadernos de Biblioteconomia Arquivística e Documentação Cadernos BAD, n.2, p.18-35,
2003. Disponível em: &lt;redalyc.uaemex.mx/pdf/385/38505003.pdf&gt;. Acesso em: 01 dez. 2010.
CAMARGO, L. S. A de; VIDOTTI , S. A. B. G. ; CAMARGO, V. V. de. Arquitetura da informação
para bibliotecas digitais: uma abordagem centrada no usuário. In: 11 SIMPÓSIO
INTERNACIONAL DE BIBLIOTECAS DIGITAIS, 2004, Campinas. Anais ... Campinas, 2004.
Disponível em: &lt;http://cutter.unicamp .br/documenU?code=8285&gt; . Acesso em: 27 novo2010.
COSTA, L. F. ; RAMALHO, F. A A usabilidade nos estudos de uso da informação. Perspectivas
em Ciência da Informação, v.15,n.1, p.92-117 , jan./abr. 2010. Disponível em:
&lt;http://portaldeperiodicos.eci.ufmg.br/index.php/pci/article/view/887 /713&gt; . Acesso em : 24 novo
2010.
CUNHA, M. B. da. Desafios na construção de uma biblioteca digital. Ciência da Informação,
Brasília, v.28, n.3, p.257-268, 1999.
CUSIN , C. A ; VIDOTTI , S. A B. G. Acessibilidade web: aspectos epistemológicos e
tecnológicos. 2009. Disponível em:
&lt;http://www.cibersociedad .neUcongres2009/es/coms/acessibilidade-web-aspectosepistemologicos-e-tecnologicos/1035/&gt;. Acesso em : 18 novo2010.
ERICSSON , K. A ; SIMON , H. A. Verbal reports on thinking . In: FAERCH , C. ; KASPER , G. (Ed .).
Introspection in second language research . Cleverdon: Multilingual Matters, 1987. p. 24-53.
FERREIRA, K. G. Teste de usabilidade. 2002. 60f. Monografia (Especialização em Informática)
- Universidade Federal de Minas Gerais, Belo Horizonte, 2002.
FIGUEIREDO, N. M. de. Paradigmas modernos da Ciência da Informação. São Paulo: Polis:
APB,1999 .
FUJITA, M. S. L. A biblioteca digital no contexto da gestão de bibliotecas universitárias: análise
de aspectos conceituais e evolutivos para a organização da informação. In : ENCONTRO
NACIONAL DE CIÊNCIA DA INFORMAÇÃO, 6., 2005, Salvador. Anais ... Salvador: UFBA, 2005.
Disponível em: &lt;http://www.cinform .ufba.br&gt; . Acesso em : 19 novo2010.

1241

�Arquitetura da informação: usabilidade. ergonomia . entre outros
i! """"'"
MaooNlck

~

=

:,

IiWitt.UJ

1I....111~

Trabalho completo

FUJITA, M. S. L. ; RUBI , M. P. Protocolo Verbal como metodologia sociocognitiva para coleta de
dados e recurso pedagógico em sala de aula. In: Machado, Lourdes Marcelino; Maia, Graziela
Zambão Abdian ; Labegalini , Andréia Cristina Fregate Baraldi. (Org .). Pesquisa em educação:
passo a passo. Marília: Edições M3TTecnologia e Educação, 2007, v.2, p.143-156.
HUGHES, J.; PARKES, S. Trends in the use of verbal protocol analysis in software engineering
research. 8ehaviour&amp; Information Technology , v.22, n.2, p.127-140, 2003.
LlNHAUS , M.; OLIVEIRA, E. de. Design em bibliotecas digitais: um novo paradigma de
informação e conhecimento na web 2.0. In: XVI SEMINÁRIO NACIONAL DE BIBLIOTECAS
UNIVERSITÁRIAS, 2010, Rio de Janeiro. Anais ... Rio de Janeiro, p.1-16, 2008. Disponível em:
&lt;http://www.gapcongressos.com.br/eventos/z0070/trabalhos_pesquisa&gt; . Acesso em: 23 novo
2010.
NARDI , M. I. A. As expressões metafóricas na compreensão de texto escrito em língua
estrangeira. 1993. 260f. Dissertação (Mestrado em Lingüística Aplicada ao Ensino de Línguas)
- Pontifícia Universidade Católica , São Paulo.
NIELSEN , J.; LORANGER, H. Usabilidade na web: projetando websites com qualidade. Rio de
Janeiro: Elsevier, 2007.
PREECE, J. ; ROGERS , Y. ; SHARP, H. Design de interação: além da interação homemcomputador, Porto Alegre : Bookman, 2005.
ROBERTS, V. L. ; FELS, D. I. Methods for inclusion: employing think aloud protocols in software
usability studies with individuais who are deaf. International Journal of Human-Computer
Studies, v.64 , p.489-501 , 2006.
RUBI , M. P. A política de indexação na perspectiva do conhecimento organizacional . 2004.
135f. Dissertação (Mestrado em Ciência da Informação). Faculdade de Filosofia e Ciências,
Universidade Estadual Paulista; CAPES, Marília, 2004.
SILVA, N. C. ; sÁ, N. O. ; FURTADO, S. R. S. Bibliotecas Digitais: do conceito as práticas. 2004.
In: 11 SIMPÓSIO INTERNACIONAL DE BIBLIOTECAS DIGITAIS. Anais ... Disponível em
&lt;http://www.cutter.unicamp.br/documentl?down=8304&gt;. Acesso em : 24 novo 2010.
TAMMARO, A. M. ; SALARELLI , A. A biblioteca digital. Tradução de Antonio Agenor Briquet de
Lemos. Brasilia: Briquet de Lemos, 2008.
WU , R. C. et aI. Usability of a mobile electronic medicai record prototype: a verbal protocol
analysis. Informatics for Health &amp; Social Care, v.33, n.2, p.139-149 , jun. 2008.

1242

�</text>
                  </elementText>
                </elementTextContainer>
              </element>
            </elementContainer>
          </elementSet>
        </elementSetContainer>
      </file>
    </fileContainer>
    <collection collectionId="49">
      <elementSetContainer>
        <elementSet elementSetId="1">
          <name>Dublin Core</name>
          <description>The Dublin Core metadata element set is common to all Omeka records, including items, files, and collections. For more information see, http://dublincore.org/documents/dces/.</description>
          <elementContainer>
            <element elementId="50">
              <name>Title</name>
              <description>A name given to the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51396">
                  <text>SNBU - Edição: 17 - Ano: 2012 (UFRGS - Gramado/RS)</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="49">
              <name>Subject</name>
              <description>The topic of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51397">
                  <text>Biblioteconomia&#13;
Documentação&#13;
Ciência da Informação&#13;
Bibliotecas Universitárias</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="41">
              <name>Description</name>
              <description>An account of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51398">
                  <text>Tema: A biblioteca universitária como laboratório na sociedade da informação.</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="39">
              <name>Creator</name>
              <description>An entity primarily responsible for making the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51399">
                  <text>SNBU - Seminário Nacional de Bibliotecas Universitárias</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="45">
              <name>Publisher</name>
              <description>An entity responsible for making the resource available</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51400">
                  <text>UFRGS</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="40">
              <name>Date</name>
              <description>A point or period of time associated with an event in the lifecycle of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51401">
                  <text>2012</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="44">
              <name>Language</name>
              <description>A language of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51402">
                  <text>Português</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="51">
              <name>Type</name>
              <description>The nature or genre of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51403">
                  <text>Evento</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="38">
              <name>Coverage</name>
              <description>The spatial or temporal topic of the resource, the spatial applicability of the resource, or the jurisdiction under which the resource is relevant</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51404">
                  <text>Gramado (Rio Grande do Sul)</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
          </elementContainer>
        </elementSet>
      </elementSetContainer>
    </collection>
    <itemType itemTypeId="8">
      <name>Event</name>
      <description>A non-persistent, time-based occurrence. Metadata for an event provides descriptive information that is the basis for discovery of the purpose, location, duration, and responsible agents associated with an event. Examples include an exhibition, webcast, conference, workshop, open day, performance, battle, trial, wedding, tea party, conflagration.</description>
    </itemType>
    <elementSetContainer>
      <elementSet elementSetId="1">
        <name>Dublin Core</name>
        <description>The Dublin Core metadata element set is common to all Omeka records, including items, files, and collections. For more information see, http://dublincore.org/documents/dces/.</description>
        <elementContainer>
          <element elementId="50">
            <name>Title</name>
            <description>A name given to the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="63573">
                <text>O uso de protocolo verbal como metodologia qualitativa-cognitiva de avaliação de usabilidade em Bibliotecas Digitais Universitárias.</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="39">
            <name>Creator</name>
            <description>An entity primarily responsible for making the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="63574">
                <text>Dal, Roberta Cristina; Tartarotti, Evedove; Boccato, Vera Regina Casari; Rubi, Milena Polsinelli</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="38">
            <name>Coverage</name>
            <description>The spatial or temporal topic of the resource, the spatial applicability of the resource, or the jurisdiction under which the resource is relevant</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="63575">
                <text>Gramado (Rio Grande do Sul)</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="45">
            <name>Publisher</name>
            <description>An entity responsible for making the resource available</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="63576">
                <text>UFRGS</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="40">
            <name>Date</name>
            <description>A point or period of time associated with an event in the lifecycle of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="63577">
                <text>2012</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="51">
            <name>Type</name>
            <description>The nature or genre of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="63579">
                <text>Evento</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="41">
            <name>Description</name>
            <description>An account of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="63580">
                <text>A tendência mundial das bibliotecas universitárias é dispor seus acervos de forma eletrônica/digital, visando à conservação e/ou disponibilização de seus conteúdos, alterando as formas de produção, armazenamento, processamento e disseminação da informação. Neste cenário, destaca-se a importância das Bibliotecas Digitais no contexto acadêmico. A pesquisa objetivou avaliar a usabilidade da Biblioteca Digital da Unicamp utilizando a metodologia do Protocolo Verbal. Foram selecionados três sujeitos para a realização dos testes: estudante de graduação, estudante de pós- graduação e bibliotecário. Os resultados apontaram dificuldades dos sujeitos em realizar determinadas tarefas pré-determinadas no site. Entretanto, acredita-se que alguns dos problemas de usabilidade detectados foram resolvidos pela nova versão no site da Biblioteca Digital da Unicamp. Como considerações finais, ressalta-se que testes de usabilidade são essenciais para que problemas sejam detectados e melhorias sejam planejadas e implantadas para uma eficiente recuperação da informação.</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="44">
            <name>Language</name>
            <description>A language of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="69466">
                <text>pt</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
        </elementContainer>
      </elementSet>
    </elementSetContainer>
  </item>
  <item itemId="5966" public="1" featured="0">
    <fileContainer>
      <file fileId="5030">
        <src>http://repositorio.febab.org.br/files/original/49/5966/SNBU2012_105.pdf</src>
        <authentication>4e85bcb226dd08b4f3b4e1a22325d7c9</authentication>
        <elementSetContainer>
          <elementSet elementSetId="4">
            <name>PDF Text</name>
            <description/>
            <elementContainer>
              <element elementId="92">
                <name>Text</name>
                <description/>
                <elementTextContainer>
                  <elementText elementTextId="63572">
                    <text>i
;:li

Arquitetura da informação: usabilidade. ergonomia . entre outros

S!mWrio

/IbooroaIde

=

IiWitt_

:.

U-,""lIIMbs

Trabalho completo

ESTUDO DA USABILlDADE E AVALIAÇÃO DA QUALIDADE DO
BLOG BIBLlOJURíDICA, DA BIBLIOTECA DA FACULDADE DE
DIREITO DA UNIVERSIDADE FEDERAL DE MINAS GERAIS
Ester Laodiceia Santos 1, Sue/y Margareth da Rocha 2
' Mestre em Ciência da Informação, UFMG, Belo Horizonte, MG
2Bacharel em Biblioteconomia , UFMG, Belo Horizonte, MG

RESUMO
Reconhecendo o papel importante dos blogs no processo de comunicação entre a
biblioteca e seus usuários, o trabalho analisa a usabilidade e a qualidade do blog
Bibliojurídica, da Biblioteca da Faculdade de Direito da Universidade Federal de
Minas Gerais. Na análise foram utilizados os atributos de usabilidade de Jakob
Nielsen e os parâmetros de avaliação de blogs de Luisa Alvim . Constatou-se que
alguns indicadores de usabilidade e qualidade não estão presentes no blog
estudado ou necessitam ser aperfeiçoados, sendo relevante a sua adoção com
vistas a melhorar a navegação e a organização das informações. Conclui-se que
estudos de usabilidade e avaliação aplicados a blogs são importantes para
aprimorar a interação entre o blog e os seus leitores.

Palavras-Chave: Avaliação ; Biblioteca ; Blog; Usabilidade; Web 2.0.
ABSTRACT
Acknowledging the important role played by blogs in the communication process
between the library and its users, the study examines the usability and quality of
UFMG's Law School Library's blog Bibliojurídica . Jakob Nielsen's usability attributes
and Luisa Alvim 's blog evaluation parameters were used in the analysis. Some
quality and usability indicators were found to be either absent from the studied blog
or in need of being perfected, and their implementation would be instrumental in the
enhancement of navigation and information organization . One concludes that
usability and evaluation studies applied to blogs are important to improve the
interaction between the blog and its readers.

Keywords: Evaluation ; Library; Blog ; Usability; Web 2.0.

1213

�i

Arquitetura da informação: usabilidade. ergonomia . entre outros
S!mWrio

;:li

/IbooroaIde

:.

IiWitt_
U-,""lIIMbs

=

Trabalho completo

1 Introdução
Uma das características mais acentuadas da atual sociedade da informação e
do conhecimento é a tecnologia de comunicação em rede, especialmente a Internet.
Trata-se de uma poderosa ferramenta de disponibilização de informações, de
maneira rápida e para um grande número de indivíduos. Além disso, com o
desenvolvimento da Web 2.0 os usuários passaram a ser também produtores de
conteúdo em ambientes cada vez mais colaborativos e dinâmicos.
A variedade de sistemas e fontes de informação é grande: site, biblioteca
digital, blog, portal, entre outros, mas nem sempre existe a preocupação com a sua
organização e interação com os usuários, ocasionando problemas na recuperação e
frustração nas pessoas. Por isso os estudos de usabilidade são muito importantes,
pois se preocupam com a melhor interação dos usuários com o sistema, adequandoo às necessidades dos usuários e proporcionando a sua satisfação.
Nesse contexto, os blogs - ambientes que permitem a publicação de
conteúdos e comentários dos usuários - também necessitam de avaliação de
usabilidade e de qualidade. Alvim (2007a, p.3) ressalta que uma área emergente
dentro dos sítios Web são os blogues, que necessitam de estudo e avaliação
qualitativa que permita aos leitores/profissionais reconhecer aqueles blogues que se
destacam no infinito da Internet.
Na literatura são encontrados muitos estudos sobre diretrizes, critérios e
parâmetros para avaliação de fontes de informação na Internet. Mas, conforme
ressalta Alvim (2007a, p.5) algumas propostas não se aplicam, na totalidade, aos
blogs. Para a autora este novo sistema de comunicação e informação exige outros
parâmetros e indicadores que convém definir e determinar. Na mesma linha de
pensamento, Nielsen (2005) destaca que os blogs são um gênero especial de site,
uma vez que possuem características únicas e problemas de usabilidade distintos.
Sendo assim, o trabalho tem como objetivo realizar um estudo de usabilidade
e avaliar a qualidade do blog Bibliojurídica da Biblioteca da Faculdade de Direito da
Universidade Federal de Minas Gerais (FD-UFMG) baseado dos atributos de
usabilidade de Jakob Nielsen e nos parâmetros de avaliação da qualidade de blogs
de Luisa Alvim .

2 Revisão de Literatura
2.1 Blogs: de diários eletrônicos a ferramentas de compartilhamento de
informações
Inicialmente faz-se necessário apresentar o conceito de Web 2.0, pois foi
graças ao seu surgimento que ferramentas como o blog puderam ser aperfeiçoadas,
deixando de ser apenas diários pessoais para se tornarem fontes de informação em
várias áreas do conhecimento.
Para Alvim (2007b, p.2) o conceito Web 2.0 "surge em 2004, promovido por
Tim O' Reilly, que não o limita a criação de conteúdos". O conceito está firmado em
mais princípios, que revolucionaram a forma de estar na Web e, consequentemente
a forma de estar de determinados serviços que utilizam a plataforma Web . A autora
detalha tais princípios:

1214

�i

Arquitetura da informação: usabilidade. ergonomia . entre outros
S!mWrio

;:li

/IbooroaIde

:.

IiWitt_
U-,""lIIMbs

=

Trabalho completo

"O aproveitamento da inteligência coletiva, o reconhecimento de que as experiências
dos utilizadores são enriquecedoras para o desenvolvimento das interfaces, o fim do
ciclo das atualizações de versões dos softwares comerciais, a procura da
simplicidade na utilização de interfaces gráficos e na arquitetura da informação, o
confirmar que a gestão de dados é uma competência de todos, que os softwares
podem e devem ser de utilização gratuita e melhoram com o crescimento de uma
comunidade que os utiliza, que as ferramentas e os conteúdos estão na Web e não
nos computadores do utilizador, que a atualização e a criação de conteúdos é
realizada de forma dinâmica por todos os interessados, dando um sentido igualitário e
colocando a confiança entre os pares" (ALVIM, 2007b, p.2) .

Além dos blogs existem no ambiente da Web 2. O outras ferramentas
importantes tais como o Facebook, Twitler, feeds, entre outros. Os blogs são
conteúdos digitais onde se publicam textos (posts) sobre assuntos variados em
ordem cronológica . Podem apresentar outros recursos de multimídia como vídeos,
áudio, fotografias e músicas.
O "termo Weblog foi empregado pela primeira vez em 1997 pelo norteamericano Jorn Barger para se referir ao seu jornal online Robot Wisdom e era um
acrônimo derivado das palavras web e log (diário ou bloco de anotações)". MALlNI
(2008, p.2). Em 1999 passou a ser conhecido apenas como blog e na prática era
uma coleção de links com comentários breves.
Inicialmente os blogs eram utilizados apenas para relatos de ordem pessoal ,
sendo conhecidos como diários eletrônicos. No Brasil, de acordo com Schittine
(2004, p.12), "o fenômeno começou a se desenrolar no início do ano 2000, embora
já tivesse surgido em outros países".
Ainda segundo Schittine (2004, p.13) "o fato de ser um diário íntimo escrito
dentro de um meio de comunicação (a Internet) e voltado para um público
transformou uma questão que, a princípio, seria literária numa questão relativa ,
também, à disciplina da comunicação".
Em 2001 os blogs deixam de ser caracterizados somente como pessoais e
passaram a ter um caráter informativo. E os fatos históricos que permitiram tal
mudança foram os atentados terroristas ocorridos em Nova Iorque, em 11 de
setembro de 2001 . Para Malini (2008, p.8) "este foi o primeiro acontecimento que
mostrou inicialmente o poder da Internet como fonte de informação", pois no dia os
portais de informação das agências de notícias internacionais não conseguiram ficar
estáveis devido ao excesso de tráfego nos seus servidores.
Verifica-se que desde a sua criação e popularização, o blog vem sendo
aperfeiçoado, ou seja, novos recursos tecnológicos estão sendo utilizados pelos
seus criadores e leitores. E o fator que mais contribuiu para que os blogs se
tornassem um dos ambientes digitais mais populares foi a sua fácil utilização, não
exigindo conhecimento muito aprofundado de programação. Conforme reforça
Nielsen (2005) um dos grandes benefícios de um blog é a "facilidade de publicação,
pois é possível escrever um parágrafo, clicar em um botão e já ser publicado, sem a
necessidade de design visual ou qualquer tipo de manutenção ou de programação
de servidor".
Para criar um blog não é preciso possuir conta em um servidor, pois ele pode
ser hospedado em páginas gratuitas. Existem vários softwares que permitem a
automática e gratuita criação de blogs. Segundo Malini (2008 , pA) "o primeiro deles
foi o Pitas, criado em julho de 1999 e o 810gger, que surgiu um mês depois, sendo o
mais popular sistema de publicação online até hoje". O autor também destaca outros
sistemas de publicação como o Movable Type e o Wordpress.

1215

�i

Arquitetura da informação: usabilidade. ergonomia . entre outros
S!mWrio

;:li

/IbooroaIde

:.

IiWitt_
U-,""lIIMbs

=

Trabalho completo

Os blogs podem também ter diferentes aplicações ou funções, além de
classificados de diversas maneiras: corporativos, profissionais, educacionais e mais
recentemente também estão sendo usados como espaços de produção científica.
Nesse último caso, Batista e Costa (2010 , p.[3]) afirmam que os blogs "permitem a
dialogicidade do autor com outros pesquisadores e com colaboradores que se
interessam pelo objeto de estudo colocado em discussão". Mas para Alcara e Curty
(2008, p.89) "tratar os blogs como fontes de informação científica pode parecer
prematuro, pois tal afirmação pressupõe uma densa discussão prévia acerca da
qualidade da informação veiculada nesses espaços".
Já "elevar o blog ao status de canal de comunicação informal em ambiente
Web no processo de discussão da ciência já não pode ser questionado". ALCARA e
CURTY (2008, p.89).
2.2 Os blogs em bibliotecas
Como já exposto, os blogs são ferramentas de compartilhamento e
comunicação de informações, tendo como diferencial a possibilidade de interação
entre produtores e leitores por meio dos comentários. Por causa disso, estão sendo
utilizados por várias instituições, entre elas as unidades de informação de vários
tipos (escolares, públicas, especializadas e universitárias). Os recursos da Web 2.0
estão sendo aproveitados por bibliotecas para criar ambientes de colaboração com
os seus usuários.
Nesse contexto, tem-se o conceito de Biblioteca 2.0 que, de forma
simplificada, trata da aplicação das tecnologias Web 2.0 nos serviços das
bibliotecas. Segundo Casey e Savastinuk (2006) a Biblioteca 2.0 é um "novo modelo
de serviço da biblioteca centrado no usuário que encoraja as mudanças nos serviços
físicos e virtuais que a biblioteca oferece".
Kwanya et aI (2009) apresentam os princípios da Biblioteca 2.0:
a) A biblioteca está em todo lugar. O usuário espera usufruir dos serviços da biblioteca
como e quando ele necessita. Entretanto com o desenvolvimento dos serviços da
biblioteca eletrônica como, por exemplo, os de referência via chat e outras tecnologias via
web, a biblioteca pode transpor o espaço físico
b) A biblioteca não tem barreiras. Este princípio é básico da Biblioteconomia. Os
bibliotecários devem tentar tornar a informação disponível sem muitas barreiras de
acesso.
c) A biblioteca convida todos a participar. Aqui é onde as redes sociais devem atuar. O uso
de RSS, wikis, blogs, tags e outras informações criadas pelo usuário que deveriam ser
introduzidas nos serviços das bibliotecas.
d) A biblioteca usa um sistema flexível e reprodutor. Sistemas excelentes são o resultado
da participação de vários grupos diferentes, todos trabalhando juntos através da
cooperação.

Oguz e Holt (2011) ressaltam que embora as mídias sociais de forma geral
tenham ganhado destaque nas bibliotecas os blogs ainda permanecem como o
modo mais popular de promover os seus recursos e atualizar os eventos junto aos
usuários.
Por serem desenvolvidos em softwares gratuitos e serem de fácil uso, os
blogs são excelentes ferramentas para promover os serviços e dialogar com os
usuários da biblioteca, pois se sabe que são instituições sem fins lucrativos, ou seja,
não possuem recursos para aquisição de tecnologias ou pagamento de empresas
para desenvolver ferramentas de comunicação mais sofisticadas. Para criar um blog

1216

�i
;:li

S!mWrio

Arquitetura da informação: usabilidade. ergonomia . entre outros

/IbooroaIde

=

IiWitt_

:.

U-,""lIIMbs

Trabalho completo

basta ter na instituição pessoas com conhecimentos técnicos suficientes para a
criação e atualização do blog e acima de tudo , com disponibilidade e gosto pela
escrita .
Vários autores pesquisados destacam que o blog é uma excelente ferramenta
para divulgar os produtos e serviços prestados pela biblioteca e contribui para a
aproximação entre usuários e a instituição. (ALVIM, 2007b) ; (DUARTE EIRAS,
2007); (ANDRÉ, 2006), entre outros.
Outro benefício importante é a utilização do blog como instrumento para
divulgar a marca da biblioteca . André (2006, p.[8]) destaca que a imagem da
instituição fica mais transparente, além de ser uma excelente ferramenta de
marketing de comunicação e informação à comunidade dos serviços e produtos
documentais que a biblioteca produz. Pode ser utilizado para melhorar os serviços
de referência , difundir novas aquisições da biblioteca, entre outros.
Conforme destacado pelos autores, as vantagens do blog no contexto das
bibliotecas são grandes, mas os profissionais da informação precisam explorar
melhor as tecnologias de comunicação e informação proporcionadas pela Web 2.0
para que o blog cumpra com eficiência o seu papel na instituição.
Um dos diferenciais dos blogs é a possibilidade de se comentar os assuntos
postados, mas tal recurso precisa ser mais explorado . Para Nesta e Mi (2011) é
importante "considerar os comentários dos usuários nos blogs e a sua participação
nas páginas das redes sociais para melhorar e direcionar os serviços de
informação." Os autores fizeram um estudo para medir a efetividade da
implementação das mídias sociais em bibliotecas universitárias de Nova Jersey, nos
EUA e em Hong Kong . Eles observaram que havia mais fornecimento de notícias,
novos serviços e normas da biblioteca do que comentários de usuários dos blogs
pesquisados.
Para Stuart (2009) os comentários são uma das "mais importantes
características em blogs, pois permitem aos usuários não somente interagir como
compartilhar opiniões com a biblioteca, mas também servem para engajar em
discussões com outros usuários ao mesmo tempo". Ele finaliza afirmando que o
nível de comentários é o mais importante indicador para medir o sucesso de um
blog.
A equipe responsável pelo blog deve incentivar os usuários a fazer
comentários. Vale destacar que tal atitude contribuirá para conhecer melhor os
pontos fracos dos serviços e produtos da biblioteca e do próprio blog, para que eles
possam ser aprimorados. Ou seja, a autocrítica e o reconhecimento que é preciso
melhorar continuamente tornam as atividades mais dinâmicas e contribui para
diminuir o comodismo.
Foxley (2009) lista treze maneiras de incentivar os leitores a comentarem os
assuntos do blog . Aqui se destacam as seguintes: a)disponibilizar espaço para
comentários; b)remover qualquer barreira para o usuário comentar (retirar registro do
usuário no sítio web caso a segurança não seja afetada) ; c)simplesmente ao
terminar de escrever um post perguntar! (promover respostas/comentários) ; d) fazer
uma mistura de textos que englobem relatos de advertência, informativos,
instrucionais ou uma breve lista; e) escrever um post sobre os benefícios de
comentar um blog, entre outros.
E finalmente é preciso salientar que a equipe editorial deve conhecer o seu
público-alvo . O conteúdo do blog deve ser elaborado de acordo com as

1217

�i

Arquitetura da informação: usabilidade. ergonomia . entre outros
S!mWrio

;:li

/IbooroaIde

:.

IiWitt_
U-,""lIIMbs

=

Trabalho completo

características dos usuários, ou seja, deve ser criado e adaptado para atender e
conquistar os seus leitores.
2.3 O blog Bibliojurídica

o blog Bibliojurídica foi criado em agosto de 2010 para ser uma ferramenta de
comunicação entre a Biblioteca da FD-UFMG e seus usuários.
Na época da criação do b/og o site da FD-UFMG encontrava-se desatualizado
e com problemas de navegação. Atualmente ele foi reestruturado e no link Biblioteca
há um link para o Bibliojurídica. Aqui é importante ressaltar que o b/og não deve
substituir o site tradicional já utilizado porque é uma "vitrine da empresa" e é onde o
cliente consulta e acessa o seu conteúdo (CIPRIANI , 2006). Ou seja , o projeto do
blog deve ser conduzido juntamente com o site já existente.
Após alguns testes para a escolha do software de hospedagem do b/og,
optou-se pelo Wordpress 1 , por ele apresentar mais recursos para a organização e a
navegação das informações. O Bibliojurídica pode ser acessado pelo endereço
eletrônico: http://bibliotecadireit02010.wordpress.com .
Quase dois anos após a sua criação pode-se afirmar que o b/og está
consolidado na biblioteca como um canal de comunicação entre a mesma e a
comunidade da FD-UFMG. Isso pode ser comprovado pelos 139 posts publicados e
pelas 10.408 visitas até a data de 13 de abril de 2012 , além dos comentários dos
usuários sugerindo e cobrando melhorias nos serviços da biblioteca e também pelas
solicitações de alunos e professores para divulgar eventos da faculdade no b/og,
entre outros. Os comentários com sugestões e críticas ao Bibliojurídica reforçaram a
necessidade do estudo. Além disso, sabe-se que qualquer ferramenta necessita ser
aperfeiçoada com o objetivo de atender bem às necessidades dos seus usuários.
Daí a importância de realizar um estudo para avaliar a usabilidade e a qualidade do
blog.
2.4 A importância dos estudos de usabilidade

Do mesmo modo que existem critérios para avaliar as fontes de informação
disponibilizadas no universo desorganizado da Internet, já existem estudos que
propõe diretrizes para avaliação de b/ogs e elas são baseadas em estudos de
usabilidade. Sendo assim , é importante contextualizar a origem e as propostas dos
estudos de usabilidade.
De acordo com Dias (2003 , p.25) em sua essência a usabilidade "tem raízes
na Ciência Cognitiva, mas o termo começou a ser usado no início da década de 80 ,
nas áreas de Psicologia e Ergonomia, como substituto da expressão "user-friend/y"
(amigável)". Ainda segundo a autora a mudança ocorreu porque as máquinas não
precisam ser amigáveis, basta que elas não interfiram nas tarefas que os usuários
desejam realizar.
Já para Cybis, Betiol e Faust (2010 , p.19) "os estudos de usabilidade
emergem de um esforço sistemático das empresas e organizações para desenvolver
programas de software interativo com usabilidade". Tais estudos constituíam o
núcleo da engenharia de usabilidade, disciplina que surgiu no final dos anos 80 e
1 Plataforma semântica de vanguarda para publicação pessoal , com foco na estética, nos padrões
Web e na usabilidade. É ao mesmo tempo um software livre e gratuito. Disponível em
http://&lt;wordpress.com &gt;. Acesso em 10 mar. 2012 .

1218

�i
;:li

S!mWrio

Arquitetura da informação: usabilidade. ergonomia . entre outros

/IbooroaIde

=

IiWitt_

:.

U-,""lIIMbs

Trabalho completo

que, durante a década seguinte saiu dos laboratórios das universidades e institutos
de pesquisa para ser implementada como departamento ou função nas empresas
desenvolvedoras de software interativo.
A primeira norma internacional que definiu o termo usabilidade foi a
International Organization for Standardization (ISO) 9126, publicada em 1991 .
Segundo a norma, usabilidade é: "um conjunto de atributos de software relacionado
ao esforço necessário para seu uso e para julgamento individual de tal uso por
determinado conjunto de usuários".
No Brasil existe uma norma específica sobre a usabilidade. É a NBR 9241,
publicada pela Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT) . Ela segue as
determinações da ISO 9241, uma vez que a ABNT é associada à instituição
internacional. Na ABNT, a usabilidade é definida como a "medida na qual um
produto pode ser usado por usuários específicos para alcançar objetivos específicos
com eficácia, eficiência e satisfação em contextos específicos de uso"
(ASSOCIAÇÃO .. ., 2002, p.3).
De acordo com Cybis, Betiol e Faust (2010, p.16) usabilidade é a qualidade
que caracteriza o uso dos programas e aplicações. Mas os autores reiteram que ela
não é uma qualidade intrínseca de um sistema , mas depende de um acordo entre as
características de sua interface e as características de seus usuários ao buscarem
determinados objetivos em determinadas situações de uso.
Um dos maiores estudiosos na área de usabilidade é Jakob Nielsen . Para o
pesquisador americano, "usabilidade é um conceito que busca definir as
características de utilização, do desempenho e da satisfação dos usuários, na
interação e na leitura das e nas interfaces computacionais, na perspectiva de um
bom sistema interativo". NIELSEN (1994) . Ele entende a usabilidade como a
qualidade que caracteriza o uso de um sistema interativo. Em sua obra Usability
engineering, publicada em 1994 o pesquisador propõe um conjunto de dez fatores
de base para qualquer interface. São elas: a) visibilidade do estado do sistema ; b)
mapeamento entre o sistema e o mundo real ; c) liberdade e controle ao usuário; d)
consistência e padrões; e) prevenção de erros; f) reconhecer em vez de relembrar;
g) flexibilidade e eficiência de uso; h) design estético e minimalista ; i) suporte para o
usuário reconhecer, diagnosticar e recuperar erros; j) ajuda e documentação.
Os estudos de Nielsen foram utilizados em muitos trabalhos sobre a
usabilidade, tornando-se referência para os pesquisadores da área . (CYBIS , 2010;
SHNEIDERMAN e PLAISANT, 2004; BASTIEN e SCAPIN , 2007, entre outros).
Verifica-se que a usabilidade é essencial a qualquer sistema e isso é
corroborado por vários autores. Bohmerwald (2005, p.95) afirma que o teste de
usabilidade é responsável por revelar como se estabelece a interação entre o
usuário e o sistema, sendo muito importante, pois identifica pontos que devem ser
alterados e assim garante que ele está atendendo bem aos seus usuários.
Para Nielsen e Loranger (2007, p.xxiv) a usabilidade fortalece os humanos e
torna mais fácil e mais agradável tratar a tecnologia que impregna cada aspecto da
vida moderna .
E segundo Kafure e Cunha (2006, p.280) : "se a informação existe para servir
ao seu público-alvo, seria primordial aumentar cada vez mais a usabilidade das

1219

�i
;:li

S!mWrio

Arquitetura da informação: usabilidade. ergonomia . entre outros

/IbooroaIde

=

IiWitt_

:.

U-,""lIIMbs

Trabalho completo

interfaces das ferramentas tecnológicas permitindo que os usuários recuperem a
informação de maneira eficaz, eficiente e satisfatória".
Com o crescente desenvolvimento das tecnologias, especialmente com o
aprimoramento da Web, faz-se necessário uma atualização das diretrizes de
usabilidade propostas por Nielsen na década de 90 . Sabe-se que desde 1994 muitas
mudanças ocorreram no contexto das tecnologias de informação, pois houve
alterações nos níveis das habilidades, sofisticação e expectativas dos usuários em
relação à Web .
O próprio autor, em um trabalho mais recente de 2007, reforça essa questão:
"o que mudou foi: a tecnologia na Web é mais confiável , e conexões discadas
extremamente lentas são cada vez mais raras, portanto, várias diretrizes cujo objetivo
era atenuar as restrições técnicas iniciais estão sendo substituídas por diretrizes
equivalentes (mas diferentes) que abordam as restrições humanas correspondentes.
[... ] Mas, no geral , a Web melhorou. Agora somos capazes de incluir muitas capturas
de tela de designs que funcionam bem . Além disso, a usabilidade medida aumentou
substancialmente em termos da rapidez e da maneira como os usuários podem fazer
coisas nos Websites. [ ... ] Em outras palavras, o movimento da usabilidade teve
resultados mensuráveis em termos da aprimorada experiência do usuário (NIELSEN
e LORANGER, 2007, p.xviii-xix) .

Atualmente, como ressaltam Cybis, Betiol e Faust (2010 , p.254) "o uso de
equipamentos portáteis que utilizam tecnologias de comunicação sem fio vem
alterando a maneira como as pessoas interagem com informações e serviços".
Nesse sentido, os estudos de usabilidade estão sendo aplicados a esse novo
segmento de computação, exemplificado aqui pelos computadores de mão,
telefones celulares, TV digital, videogames, jogos de computador, entre outros.
Já a questão da usabilidade e qualidade em blogs é apontada por Nielsen
(2005) e Alvim (2007), respectivamente. Em seu trabalho Webblog usability: the top
tem design mistakes, Nielsen aponta os dez maiores erros existentes na construção
de blogs. E no estudo A avaliação da qualidade de blogues, Alvim (2007a) propõe
critérios de avaliação adaptados ao contexto dos blogs e suas características. É
importante destacar que os pressupostos dos autores escolhidos se complementam,
tornando a análise mais completa.

3 Materiais e métodos
A fim de verificar se as diretrizes de usabilidade propostas por Nielsen (2005)
e os parâmetros de qualidade de blogs descritos por Alvim (2007a) estão presentes
no blog Bibliojurídica, serão elaborados quadros de análise e posteriormente serão
feitos comentários sobre os aspectos principais das diretrizes dos autores.
Ressalta-se que entre as dez diretrizes de Nielsen (2005), apenas oito serão
consideradas, pois duas delas não se aplicam a blog institucional, que é o caso do
Bibliojurídica. E referente aos indicadores de qualidade na avaliação de blogs, foram
escolhidos os principais, devido a limitação de páginas do trabalho .
Alguns comentários pertinentes ao tema qualidade e usabilidade do blog
também serão utilizados para complementar a análise, uma vez que ainda não foi
realizado um estudo de usuários do blog .

1220

�i

Arquitetura da informação: usabilidade. ergonomia . entre outros
S!mWrio

;:li

/IbooroaIde

:.

IiWitt_
U-,""lIIMbs

=

Trabalho completo

4 Resultados Finais
O Quadro 1 demonstra a análise do blog Bibliojurídica a partir das diretrizes
de usabilidade.

Quadro 1- Diretrizes de usabilidade

DIRETRIZES

DESCRIÇAO

BLOG BIBLlOJURIDICA

Sobre nós

É importante que os usuários saibam
sobre a experiência dos responsáveis
pelo blog na área temática tratada, pois
isso atestará credibilidade às informações
postadas.

o

Foto dos autores

A foto dos autores oferece uma
impressão mais pessoal e contribui para
melhorar a sua credibilidade junto aos
leitores.

Não possuem fotos dos editores do
blog, nem dos profissionais da
biblioteca , apenas imagens da
instituição.

Títulos
postagem
descritivos

de

Os usuários devem ser capazes de
compreender a essência de um post ao
ler o seu título, ou seja, o título deve fazer
sentido e ser significativo ao conteúdo
postado. Além disso, os títulos descritivos
são importantes para a recuperação da
informação nos motores de busca e
feeds.

Os títulos dos posts síntetizam o
conteúdo de forma clara.

Clareza dos links

E importante que os links direcionem os
usuários ao endereço correto ou
desejado. Deve-se fornecer a indicação
no próprio link e usar títulos de links para
informações complementares.

Os links possuem clareza quanto
aos seus rótulos e remetem para
sites ou blogs de maneira eficiente,
evitando muitos cliques .

Postagens
anteriores
para
novos leitores

Deve haver a preocupação em conquistar
novos leitores, pois não se pode inferir
que eles acompanham o blog desde a
sua criação. É necessário vincular posts
antigos em postagens mais recentes
sobre temas correlatos.

Não há vinculação entre
atuais e posts anteriores.

Navegação

A navegação cronológica não deve ser a
única forma de organização do conteúdo.
Devem-se utilizar categorias para listar
postagens e recursos sobre determinado
tema .

A navegação pode ser feita das
duas
maneiras :
organização
cronológica e categorias de posts.

Regularidade na
publicação
de
posts

Os leitores precisam ser capazes de
identificar a frequência da publicação de
posts, seja ela diária, semanal , quinzenal
ou mensal. O importante é a manutenção
da regularidade de postagens.

A frequência das postagens é
regular, pois verifica-se que ela varia
de 1 a 5 dias.

Especificidade
dos
assuntos
abordados

Para manter os usuários fiéis ao blog,
faz-se necessário focar no conteúdo do
blog, evitando abordar assuntos muito
variados. É importante não fugir da
temática principal do blog.

Os principais assuntos tratados no
blog são: divulgação de produtos,
serviços e normas da biblioteca ,
dicas de pesquisa , novos tutoriais,
avisos de treinamentos, cursos,
disponibilização de novos links de
acesso a fontes de informação e

1221

blog possui apenas informações
sobre a equipe técnica da biblioteca.
Não
existem
informações
biográficas sobre os editores do
blog.

posts

�Arquitetura da informação: usabilidade. ergonomia . entre outros

i

S!mWrio

;:li

/IbooroaIde

:.

IiWitt_
U-,""lIIMbs

=

Trabalho completo

outras informações relacionadas à
instituição a qual a biblioteca é
vinculada.
Fonte: Autoras, baseado em Nlelsen (2005)

Na avaliação da usabilidade do blog Bibliojurídica, constatou-se que não há
informações curriculares e nem fotos sobre os editores do blog, o que contribui para
a falta de credibilidade das informações postadas. Recomenda-se a inclusão de
informações sobre a formação e experiência profissional dos responsáveis, além de
fotos para estreitar os vínculos de confiança com os leitores. Quanto à organização
das informações, verificou-se que está adequada, sendo possível a navegação por
ordem cronológica e pelas categorias de assunto. Fica a sugestão de efetuar a
vinculação entre os posts mais antigos e os mais recentes, principalmente quando
estes abordarem temas correlatos, com o objetivo de conquistar os leitores mais
recentes. Ressalta-se que no próprio software Wordpress é possível cumprir a
diretriz, sendo necessário explorar mais os recursos da plataforma na qual o blog
está hospedado.
Verifica-se que alguns itens estão de acordo com a opinião dos usuários do
Bibliojurídica. De modo geral, os leitores do blog elogiam bastante o seu conteúdo,
como os tutoriais e as dicas de pesquisa, mas alguns sentem necessidade de
conhecer quem posta as informações. Na opinião deles, colocar a foto dos editores
do blog e da equipe da biblioteca tornaria a relação biblioteca-usuário menos
"rígida", nas palavras de um leitor.

a Quadro 2 apresenta a análise do blog Bibliojurídica a partir dos critérios
para avaliação da qualidade de blogs.
Quadro 2- Critérios para avaliação da qualidade de blogs
CRITERIOS/PARAMETROS
Tema

•
•

amplitude
profundidade

II INDICADORES PRINCIPAIS II
-o tema tratado é demasiado
específico?
-o tema principal é implícito
no título ou noutro local?
-existe uma linha editorial?
-até que ponto o tema é
aprofundado?

BLOG BIBLlOJURIDICA

o

conteúdo disponibilizado é
direcionado a comunidade da FDUFMG, sendo específico da área
do Direito (fontes de informação
jurídica, eventos na área , etc) e
contempla também produtos e
serviços de todos os setores da
biblioteca.
Em
menor
profundidade pode atender a
comunidade
externa
por
disponibilizar, por exemplo, link de
acesso e dicas de pesquisa no
DOU-Diário Oficial da União.
O nome do blog já indica que ele
trata de temas relacionados à
biblioteca e informação jurídica.
A linha editorial não está muito
clara.
Alguns temas são aprofundados
por meio de tutoriais, passo- a-

1222

I

�Arquitetura da informação: usabilidade. ergonomia . entre outros

i

S!mWrio

;:li

/IbooroaIde

:.

IiWitt_
U-,""lIIMbs

=

Trabalho completo

passo e dicas de utilização.
Conteúdos
•
•
•
•

autoridade
atualidade
originalidade
qualidade da escrita

-identidade do autor/editor
está identificada?
-o autor é alguém reputado
na área a que se refere o
tema do blogue?
-é possivel comunicar com
os responsáveis pelo blog?
-os posts estão atualizados?
-os posts são originais ou
uma reimpressão de outros
blogs?
-o conteúdo das entradas
está bem escrito?

O editor é bibliotecário da
instituição e realiza a edição do
b/og com a colaboração da equipe
biblioteca.
Não
existem
da
informações sobre o curriculo dos
editores . Existe contato (telefone)
de toda a equipe técnica, mas
apenas o e-mail geral da
Biblioteca.
Os posts são atualizados , em
média, de 1 a 5 dias. São mistos:
há reprodução de notícias, por
exemplo, do site da UFMG e
Biblioteca Universitária e posts
originais .
O texto é curto e escrito em uma
linguagem
clara , simples
e
objetiva.
Quando se deseja
chamar a atenção do leitor, alguns
trechos do texto são destacados
em negrito. Em descrição de
passos de pesquisa , por exemplo,
há utilização de listas com
facilitar
o
marcadores
para
entendimento. Os parágrafos são
curtos , o que também facilita a
leitura.

Acesso e facilidade de uso

•
•
•
•
•
•

pesquisa
organização
estabilidade
ligações hipermédia
língua
acessibilidade

-contém
interno?

motor

de

busca

-contém motor
para o exterior?

de

busca

atualização
-permite
dinâmica das entradas pelo
formato RSS ou outro?
-utiliza a pesquisa por nuvem
de etiquetas?
-permite
pesquisar
conteúdos das entradas por
categorias/marcadores?
-é de leitura clara, fácil de
interpretar?
-está bem organizado?
-os comentários estão livres
de spam?
-possui lista
comentários?

dos

últimos

-tem o arquivo de entradas
visível?
-muda
URL?

frequentemente

1223

de

Possui somente motor de busca
interno e não permite atualização
dinâmica pelo RSS ou outro
formato.
Não possui pesquisa por nuvem
de etiquetas , somente pelas
categorias de assunto e ordem
cronológica.
É fácil de ler, as siglas estão por
extenso e as abreviaturas, quando
utilizadas, são conhecidas dos
usuários.

De modo geral é bem organizado
e os comentários não estão livres
de spam e não existe lista dos
últimos comentários . O arquivo de
entradas está bem visível e desde
a sua criação a URL do b/og é a
mesma.
A data de criação do b/og é
informada no link "Apresentação".
Integra imagens e slides, mas de
modo geral os recursos multimídia
são pouco utilizados.
Não possui b/ogroll ~ista de blogs
seguidos ou relacionados) e os
posts possuem ligação para

�i

S!mWrio

;:li

Arquitetura da informação: usabilidade. ergonomia . entre outros

/IbooroaIde

=

IiWitt_

:.

U-,""lIIMbs

Trabalho completo

-qual a data de inicio do
blog?
-integram
vídeos,
som ,
gráficos, slides, imagens, e
outros?
- possui blogroll?
-os posts tem ligação para
outros blogs e/ou sites Web?

outros sites , para blogs não. Não
utiliza a estrutura de comunicação
TrackBack
(mecanismo
para
comunicação entre blogs) e não
permite
guardar
posts
em
marcadores sociais
Não pode ser lido em outra língua
e não possui legendas para
OCR 's.

-a estrutura de comunicação
TrackBack (Backlink, Ping) é
utilizada?
-permite
guardar
os
posts/blogs favoritos
em
algum
marcador
social ,
Delicious, Furl, Blogmark,
outro.
-pode ser
língua?

lido

em

outra

-a informação tem legendas
para possibilitar a leitura
através de OCR's?
Desenho gráfico

-os
elementos
valorizam o blog?

gráficos

-tem aspecto agradável?

Existe harmonia no layout do blog.
A combinação de cores (texto
preto contra um fundo branco)
proporciona um alto nível de
legibilidade das informações.
O estilo, tamanho e cor das fontes
utilizadas estão equilibrados (ex.
cor azul para informar que há links
para os periódicos eletrônicos).
Há listas coesas com o mesmo
tipo e cor de fonte. Ex : periódicos
eletrônicos.

-os objetivos são claramente
apresentados?

Público e objetivos
•
•
•

objetivos
público
interatividade
público

com

o

os
-cumpre
propostos?

objetivos

-percebe-se qual é o públicoalvo?
-possui visível o contador de
entradas dos leitores?
-possui visível o número de
comentários?
-existem respostas , do autor,
aos comentários?

Os objetivos do blog estão
descritos no item "Apresentação".
O conteúdo dos posts e os links
permanentes são direcionados ao
público-alvo (comunidade da FDUFMG).
A opção de deixar visiveis os
comentários e as visitas está
desativada. As estatísticas de
acesso ao blog estão disponíveis
apenas
para
a
equipe
responsável.

dos
mais

Existem
respostas
aos
comentários, mas estes não ficam
visíveis para todos e não existe
ranking de leitor mais participativo.

-permite saber o número de
leituras para cada post?

A opção de visualizar as leituras
de cada post só está disponível
para os editores.

-possui
um
comentaristas
participativos?

1224

top

�i
;:li

S!mWrio

Arquitetura da informação: usabilidade. ergonomia . entre outros

/IbooroaIde

=

IiWitt_

:.

U-,""lIIMbs

Trabalho completo

Divulgação

-possui publicidade incluída?
-os posts são patrocinados?

Custos

-existem
custos
hospedagem do blog?

de

Não possui posts patrocinados. A
divulgação é feita somente por
meios institucionais.
Não existem custos, pois ele foi
criado
em
uma
ferramenta
gratuita.

Fonte: Autoras, baseado em Alvlm (2007, p.7-9)

Na avaliação da qualidade do blog Bibliojurídica , verificou-se que, de modo
geral, seu conteúdo é bom , atualizado e abrangente na área temática abordada .
Recomenda-se que haja informações sobre a formação e a experiência profissional
dos seus editores, além de um contato (e-mail, telefone) mais direto com eles. O
texto é adequado ao contexto de um blog, sendo curto, claro e objetivo . No que se
refere ao acesso e facilidade de uso, faz-se necessário incluir a atualização pelo
formato RSS (Real/y Simple Syndication), retirar os spams dos comentários e tornálos visíveis para todos os leitores, além de permitir que os posts sejam guardados
em marcadores sociais. Faz-se necessário também a inclusão de outros itens
multimídia tais como vídeos, som e slides. Sugere-se também incluir uma lista de
blogs relacionados. O desenho gráfico do blog está adequado, mas recomenda-se
alterar a imagem da página principal , colocando uma foto da biblioteca ou da FDUFMG, com vistas a vincular o blog à instituição. No item público e objetivos, sugerese fazer um ranking dos usuários que mais comentam no blog e deixar visíveis o
número de leituras de cada post e as estatísticas de acesso ao blog. Um post com
alto número de visitas e comentários demonstra que este chamou a atenção dos
leitores. E finalmente , recomenda-se também deixar visíveis as respostas aos
comentários dos usuários, como forma de auxiliar outros que, por ventura, podem ter
tido o mesmo tipo de dúvida ou fizeram uma sugestão parecida .
Destaca-se que alguns aspectos avaliados estão em consonância com a
opinião dos usuários do blog . Segundo comentários postados, os leitores preferem
uma imagem da FD-UFMG na página principal do blog . Já outro leitor escreveu que
gostaria de ler os comentários de outros usuários , assim como acontece em alguns
sites de notícias, o que, na opinião dele, contribuiria para promover a interação com
outros usuários.

5 Considerações Finais
Conforme visto os blogs são ferramentas fáceis de criar e editar. Mas isto não
significa que não se deve seguir parâmetros de qualidade, pois os eles são fontes de
informação e tal qual devem se pautar pela confiabilidade e credibilidade.
Verificou-se no trabalho que alguns aspectos do blog precisam ser
aprimorados para que ele possa cumprir seus objetivos, especialmente no que se
refere a: incentivar os leitores a fazer mais comentários no blog, utilizar mais os
recursos de Web 2.0 agregados ao Bibliojurídica e explorar mais os recursos da
própria ferramenta Wordpress e inserir mais recursos multidimídia tais como vídeos,
músicas, entre outros.
O estudo de usabilidade e avaliação da qualidade do Bibliojurídica será
encaminhado à equipe responsável pelo blog para que esta implemente as
modificações necessárias. Acredita-se que o trabalho poderá contribuir para o
levantamento de elementos coerentes com as necessidades dos usuários do blog e

1225

�i

Arquitetura da informação: usabilidade. ergonomia . entre outros
S!mWrio

;:li

/IbooroaIde

:.

IiWitt_
U-,""lIIMbs

=

Trabalho completo

consequentemente para uma melhor navegabilidade e recuperação de informações
relevantes aos leitores do mesmo.
Com a disponibilização cada vez maior de serviços da Biblioteca da FDUFMG no b/og Bibliojurídica , recomenda-se como trabalho futuro estudos de
usuários para permitir o conhecimento das necessidades particulares dos
utilizadores do b/og, a partir de entrevistas, questionários e também dos comentários
postados por eles. Bohmerwald (2005, p.95) reforça a questão, pois aponta a
possibilidade de se conseguir uma análise mais completa de um sistema
desenvolvido para Web , se a pesquisa abordar características tanto do estudo de
usuários quanto do estudo de usabilidade. Outros autores também ressaltam a
importância de conhecer o usuário. Nielsen e Loranger (2007, p.395) afirmam que a
única maneira de saber do que os usuários gostam é ouvindo-os, testando seu
sistema com usuários reais, dando-lhes tarefas e observando seu comportamento e
feedback.
Outro possível desdobramento que pode fundamentar a continuidade dessa
pesquisa é a utilização da ferramenta Goog/e Ana/ytics para verificar a quantidade e
a origem de acessos ao b/og Bibliojurídica , além de visualizar as páginas e posts
mais visitados.
E, finalmente , é preciso destacar o papel do profissional da informação na
mediação e avaliação de novas ferramentas de comunicação com os seus usuários.
Conforme destaca Alvim (2007a , p.8) :
"enquanto profissionais da informação, somos mediadores de novos conteúdos e
temos a possibilidade de intervir na disseminação das novidades do domínio científico
em
que
trabalhamos
e estudamos. Acredito
e
defendo
que
os
leitores/utilizadores/editores de blogues ficarão a ganhar se existirem estudos que
credibilizem a qualidade dos blogues temáticos e profissionais, e que tornem público
a avaliação qualitativa dos mesmos" (ALVIM , 2007a , p.8) .

6 Referências
ALCARÁ, Adriana Rosecler; CURTY, Renata Gonçalves. B109S: dos diários egocentristas a
espaços de comunicação científica. In : TOMAÉL, Maria Inês (org .) Fontes de informação na
internet. Londrina: EDUEL, 2008. capo4, p.81-96.
ALVIM , Luísa. A avaliação da qualidade de blogues. CONGRESSO NACIONAL DE
BIBLIOTECÁRIOS, ARQUIVISTAS E DOCUMENTALlSTAS, 9, 2007, Açores . Anais
eletrônicos...
Açores :
Universidade
dos
Açores ,
2007a.
Disponível
em
&lt;http://badinfo.apbad.ptlCongresso9/COM105.pdf&gt;. Acesso em: 28 set. 2011 .
Blogues e bibliotecas: construir redes na Web 2.0. Cadernos de
Biblioteconomia Arquivística e Documentação - Cadernos BAD Lisboa, n.1, 2007b, p.
38-74.

=-:-:--:-:---,----_ _--:-.

ANDRÉ, Mônica; CARDOSO, Margarida. Blog swot organizacional. Prisma.com: revista de
Ciências da Informação e Comunicação do CETAC, n.3, out. 2006. Disponível em
&lt;http://prisma.cetac.up&gt; . Acesso em: 15 jul. 2011 .

1226

�i

Arquitetura da informação: usabilidade. ergonomia . entre outros
S!mWrio

;:li

/IbooroaIde

:.

IiWitt_
U-,""lIIMbs

=

Trabalho completo

BATISTA, Ana Lúcia de Medeiros; COSTA, Antonio Marcos Nogueira da. A ferramenta blog
no processo de produção científica: uma experiência positiva. Interin, n.8, fev. 2010, p.1-14.
Disponível em &lt;http://www.utp.br/interin/revista_interin.htm&gt; . Acesso em: 25 set. 2011 .

BOHMERWAlD, Paula. Uma proposta metodológica para avaliação de bibliotecas digitais:
usabilidade e comportamento de busca por informação na Biblioteca Digital da PUC-MG.
Ciência da Informação, Brasília, v.34, n.1, p.95-103, jan.labr.2005.

CIPRIANI , F. Blog corporativo. 2.ed. São Paulo: Novatec, 2006.
CYBIS, Walter; BETIOl, Adriana Holtz; FAUST, Richard . Ergonomia e usabilidade:
conhecimentos, métodos e aplicações. 2. ed . São Paulo: Novatec, 2010. 422 p.
DIAS, Cláudia. Usabilidade na web: criando portais mais acessíveis. Rio de Janeiro: Alta
Books, 2003. 296p.
DUARTE EIRAS, Bruno. Blogs: mais que uma tecnologia , uma atitude. Cadernos de
Biblioteconomia Arquivística e Documentação- Cadernos BAD, Lisboa, n.1, p.75-86,
2007.
FOXlEY, Kelly. 13 ways to encourage blog comments. FMS SEO Internet Marketing
Simplified. 24 novo 2009. Disponível em : &lt;http:www.fmsseo.com/561/13-ways-toencourage-blog-coments/&gt;. Acesso em: 25 fev. 2012.
KAFURE, Ivette; CUNHA, Murilo Bastos da. Usabilidade de ferramentas tecnológicas para
acesso à informação. Revista ACB, Florianópolis, v.11 , p.273-282, 2006. Disponível em:
&lt;http://revistaacbsc.org .br/index.php/racb/article/view/483/619&gt; .Acesso em: 15 fev. 2012.
KWANYA, Tom; STll WEll, C.; UNDERWOOD, Peter G. Library 2.0: revolution or
evolution? South African Journal of Library &amp; Information Science, v.75, n.1, p.70-75,
2009.
MALlNI, Fábio. Por uma genealogia da blogosfera: considerações históricas (1997 a 2001) .
In: CONGRESSO DE CIÊNCIAS DA COMUNICAÇÃO NA REGIÃO SUDESTE, 13.2008,
São Paulo, Anais ... , São Paulo, 2008.
NESTA, Frederick; MI , Jia. Library 2.0 or library 111 : return ing to leadership. Library
Management, v.32, n.1/2, p.85-97, 2011 .

NIElSEN , Jakob. Usability engineering. Boston: Academic Press, 1994, 362 p.
_ _ _ _ _ _ ;lORANGER, Hoa.; FURMANKIEWICZ, Edson. Usabilidade na Web:
projetando websites com qualidade. Rio de Janeiro: Campus, 2007. 406 p.
OGUZ, Fatih; HOlT, Michael. Library blogs and ser participation: a survey about comment
spam in library blogs. Library Hi Tech, v.29, n.1, p. 173-188, 2011 .
SCHITTINE, Denise. Blog: comunicação e escrita íntima na Internet. Rio de Janeiro:
Civilização Brasileira, 2004. 235p.

1227

�</text>
                  </elementText>
                </elementTextContainer>
              </element>
            </elementContainer>
          </elementSet>
        </elementSetContainer>
      </file>
    </fileContainer>
    <collection collectionId="49">
      <elementSetContainer>
        <elementSet elementSetId="1">
          <name>Dublin Core</name>
          <description>The Dublin Core metadata element set is common to all Omeka records, including items, files, and collections. For more information see, http://dublincore.org/documents/dces/.</description>
          <elementContainer>
            <element elementId="50">
              <name>Title</name>
              <description>A name given to the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51396">
                  <text>SNBU - Edição: 17 - Ano: 2012 (UFRGS - Gramado/RS)</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="49">
              <name>Subject</name>
              <description>The topic of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51397">
                  <text>Biblioteconomia&#13;
Documentação&#13;
Ciência da Informação&#13;
Bibliotecas Universitárias</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="41">
              <name>Description</name>
              <description>An account of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51398">
                  <text>Tema: A biblioteca universitária como laboratório na sociedade da informação.</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="39">
              <name>Creator</name>
              <description>An entity primarily responsible for making the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51399">
                  <text>SNBU - Seminário Nacional de Bibliotecas Universitárias</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="45">
              <name>Publisher</name>
              <description>An entity responsible for making the resource available</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51400">
                  <text>UFRGS</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="40">
              <name>Date</name>
              <description>A point or period of time associated with an event in the lifecycle of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51401">
                  <text>2012</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="44">
              <name>Language</name>
              <description>A language of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51402">
                  <text>Português</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="51">
              <name>Type</name>
              <description>The nature or genre of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51403">
                  <text>Evento</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="38">
              <name>Coverage</name>
              <description>The spatial or temporal topic of the resource, the spatial applicability of the resource, or the jurisdiction under which the resource is relevant</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51404">
                  <text>Gramado (Rio Grande do Sul)</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
          </elementContainer>
        </elementSet>
      </elementSetContainer>
    </collection>
    <itemType itemTypeId="8">
      <name>Event</name>
      <description>A non-persistent, time-based occurrence. Metadata for an event provides descriptive information that is the basis for discovery of the purpose, location, duration, and responsible agents associated with an event. Examples include an exhibition, webcast, conference, workshop, open day, performance, battle, trial, wedding, tea party, conflagration.</description>
    </itemType>
    <elementSetContainer>
      <elementSet elementSetId="1">
        <name>Dublin Core</name>
        <description>The Dublin Core metadata element set is common to all Omeka records, including items, files, and collections. For more information see, http://dublincore.org/documents/dces/.</description>
        <elementContainer>
          <element elementId="50">
            <name>Title</name>
            <description>A name given to the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="63564">
                <text>Estudo da usabilidade e avaliação da qualidade do blog Bibliojurídica, da Biblioteca da Faculdade de Direito da Universidade Federal de Minas Gerais.</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="39">
            <name>Creator</name>
            <description>An entity primarily responsible for making the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="63565">
                <text>Santos, Ester Laodiceia; Rocha, Suely Margareth da</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="38">
            <name>Coverage</name>
            <description>The spatial or temporal topic of the resource, the spatial applicability of the resource, or the jurisdiction under which the resource is relevant</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="63566">
                <text>Gramado (Rio Grande do Sul)</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="45">
            <name>Publisher</name>
            <description>An entity responsible for making the resource available</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="63567">
                <text>UFRGS</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="40">
            <name>Date</name>
            <description>A point or period of time associated with an event in the lifecycle of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="63568">
                <text>2012</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="51">
            <name>Type</name>
            <description>The nature or genre of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="63570">
                <text>Evento</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="41">
            <name>Description</name>
            <description>An account of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="63571">
                <text>Reconhecendo o papel importante dos blogs no processo de comunicação entre a biblioteca e seus usuários, o trabalho analisa a usabilidade e a qualidade do blog Bibliojurídica, da Biblioteca da Faculdade de Direito da Universidade Federal de Minas Gerais. Na análise foram utilizados os atributos de usabilidade de Jakob Nielsen e os parâmetros de avaliação de blogs de Luisa Alvim. Constatou-se que alguns indicadores de usabilidade e qualidade não estão presentes no blog estudado ou necessitam ser aperfeiçoados, sendo relevante a sua adoção com vistas a melhorar a navegação e a organização das informações. Conclui-se que estudos de usabilidade e avaliação aplicados a blogs são importantes para aprimorar a interação entre o blog e os seus leitores. </text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="44">
            <name>Language</name>
            <description>A language of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="69465">
                <text>pt</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
        </elementContainer>
      </elementSet>
    </elementSetContainer>
  </item>
  <item itemId="5965" public="1" featured="0">
    <fileContainer>
      <file fileId="5029">
        <src>http://repositorio.febab.org.br/files/original/49/5965/SNBU2012_104.pdf</src>
        <authentication>b2a8f4acd149f3bcf236b287f62a5b75</authentication>
        <elementSetContainer>
          <elementSet elementSetId="4">
            <name>PDF Text</name>
            <description/>
            <elementContainer>
              <element elementId="92">
                <name>Text</name>
                <description/>
                <elementTextContainer>
                  <elementText elementTextId="63563">
                    <text>Arquitetura da informação: usabilidade. ergonomia . entre outros
i! """"'"
MaooNlck

~

=

:,

IiWitt.UJ
1I....111~

Resumo expandido

AVALIAÇÃO DE USABILlDADE APLICADA NA BIBLIOTECA
VIRTUAL EM SAÚDE

Izabel França de Lima ' , Renato Rocha Souz;l, Guilherme Ataíde Dias3
10outoranda em Ciência da Informação pela UFMG, Bibliotecária da UFPB, João Pessoa/PB
20outor em Ciência da Informação, Fundação Getúlio Vargas, Rio de Janeiro/RJ
30outor em Ciência da Informação, Universidade Federal da Paraíba, João Pessoa/PB

1 Introdução
As bibliotecas digitais, como organização social, são constituídas por serviços
e produtos diferenciados, têm a função de selecionar, organizar, indexar,
disponibilizar, dissseminar e democratizar a informação, sendo concebidas como
redutoras das barreiras físicas e das distâncias, aspectos que sempre limitaram os
serviços das bibliotecas físicas . Apesar das facilidades que as bibliotecas digitais
oferecem , uma grande parte dos usuários demonstra ter dificuldades quanto ao
acesso e ao uso, o que nos leva a suspeitar que os dispositivos são afetados por
limitações de ordem técnica . Muitas vezes, ao interagirem com esses dispositivos, os
usuários se deparam com empecilhos informacionais, técnicos e de acesso
(GOMES, 1983).
A biblioteca digital se caracteriza por serviços e objetos de informação,
disponíveis no meio digital, dotados de organização, estrutura e interface com vistas
a suportar a interação dos usuários. Estudos sobre avaliação dessas bibliotecas são
fundamentais para conhecer suas limitações e potencialidades, consideradas fatores
relevantes no ambiente informacional, visto que por meio delas o usuário acessa o
sistema com o qual interage.
Cunha (2009) e Saracevic (2004) afirmam que as bibliotecas digitais ainda
são pouco avaliadas. Enquanto Saracevic (2004) relata que as discussões sobre
bibliotecas digitais são abundantes, exceto quando tratam de avaliação .
A pesquisa objetiva avaliar a usabilidade da Biblioteca Virtual em Saúde
(BVS) . Adotamos as seguintes etapas: a) Aplicar o teste formal de usabilidade na
BVS ; b) conhecer o nível de usabilidade da BVS, com base na eficiência , na eficácia
e na satisfação.
A BVS 1 é compreendida como uma coleção descentralizada e dinâmica
de fontes de informação, com o objetivo de proporcionar o acesso equitativo à
produção científica na área de saúde. Distingue-se de outras de fontes de
informação disponíveis na Internet, por ser uma biblioteca pautada em critérios de
seleção e de controle de qualidade. É simulada em um espaço virtual da Internet
formado pela coleção ou rede de fontes de informação em saúde da AmericanaLatina e do Caribe. As fontes de informação são geradas, atualizadas, armazenadas
1 http://regional.bvsalud.org/php/index.php

1209

�Arquitetura da informação: usabilidade. ergonomia . entre outros
i! """"'"
MaooNlck

~

=

:,

IiWitt.UJ

1I....111~

Resumo expandido

e operadas na Internet por produtores, integradores e intermediários, de modo
descentralizado e obedecendo metodologias comuns para sua integração
(BIBLIOTECA VIRTUAL EM SAÚDE, 2012) .

2 Metodologia
O presente estudo para avaliação da BVS, com foco na usabilidade, propõe
um teste formal de usabilidade para medir a eficiência , a eficácia e a satisfação,
conforme a NBR 9241-11 (ASSOCIAÇÃO ... , 2002, anexo B, p.11). Este modelo
constitui como medida de:
a) Eficácia - o número de usuários que completarem a tarefa com
sucesso;
b) Eficiência - o tempo necessário para completar a tarefa com êxito; e
c) Satisfação - número de usuários que respondem ao maior nível da
escala de satisfação respondida ao final de cada tarefa.
O teste de usabilidade foi composto por três instrumentos de coleta de dados,
um questionário de perfil/experiência; uma lista de dez tarefas a serem realizadas,
utilizando o site da BVS ; e um questionário com oito perguntas abertas que extraía
percepções sobre o uso da biblioteca e seus recursos. A pesquisa foi realizada entre
os dias 05 e 21 de dezembro de 2011 no laboratório de informática do Centro de
Ciências da Saúde (CCS) da Universidade Federal da Paraíba (UFPB) . Os sujeitos
da pesquisa foram docentes e discentes de quatro programas de pós-graduação do
CCS . A amostra foi composta por quinze sujeitos, quatro docentes e onze discentes,
que concordaram em realizar o teste de usabilidade no site da BVS.

3 Resultados
Três tipos de dados foram coletados para conhecer o desempenho do usuário
e as suas percepções ao utilizar o site que apresentamos a seguir em quadros e
gráficos.
O primeiro instrumento de pesquisa retratou o perfil e experiência dos usuários
da BVS, apresentado a seguir.
Sexo
5110m em
10 mulher

Grad uaçã o
6 odontologia
5 Nutri çã o
2 Farmácia
1 enfer'111agem
1 Psicologia

Fa ixa etária
9 - 10 a 30 allos
3 -3 1 a 40 anos
2-41a50anos
1 mai s 51 anos

Horas se manais
LI SO PC
1 de 2 a 5h
4 de 5 a 10h
10 Mais 10h

t empo que usa
a BVS em anos
6 até 1
2 de 2 a 3
6+ de 4
1 nunca

Quadro 1 - Perfil/experiência dos sujeitos da pesquisa
Fonte: Dados da pesquisa (2011)

1210

rec ursos da Internet
usa dos
15 e-mai l
15 portais periódicos
12 si tes de busca
11 bibl iotecas digitais
10 redes socia is
4 cu rsos a di st ância

�Arquitetura da informação: usabilidade. ergonomia . entre outros
i! """"'"
MaooNlck

~

=

:,

IiWitt.UJ

1I....111~

Resumo expandido

o segundo instrumento da pesquisa uma relação de tarefas realizadas no site
da biblioteca para conhecer o nível de eficácia, eficiência e satisfação da BVS,
apresentados nos gráficos a seguir.
Eficácia de usabilidade da BVS

" Uc H

::

Usuários que

concluí ram as ta re fas
" UnI! =Usuários que
não con cl uíram as
ta re fas

GRÁFICO 1 - Dados da conclusão das tarefas em percentuais
Fonte: Dados da pesquisa (2011)

30

25

20

15

-

Tempo

10

o
Efi Péssima

Efi S.tisf

Efi Bo.

Efi Óti ma

GRÁFICO 2 - Resultado da avaliação da eficiência da BVS
Fonte: Dados da pesquisa (2011)

50
4S
40
3S
30
25

10
15
10
5

0 -1"'-----,..-----,-----,..-----('

GRÁFICO 3 - Resultado da avaliação da satisfação da BVS
Fonte: Dados da pesquisa (2011)

1211

�Arquitetura da informação: usabilidade. ergonomia . entre outros
i! """"'"
MaooNlck

~

=

:,

IiWitt.UJ
1I....111~

Resumo expandido

Como resultado do teste de usabilidade na BVS , obtivemos que os
participantes concluíram 79% das tarefas, levando em média 4min para realizar cada
tarefa .
Na avaliação da satisfação dos participantes da pesquisa, sete avaliaram
positivamente o uso da biblioteca . Na opinião de quatro sujeitos, a biblioteca é um
dispositivo informacional importante, mas apresenta problemas que dificultam a
interação com o usuário. Entretanto, quatro usuários apresentaram uma avaliação
negativa e consideraram como difícil o uso da BVS

4 Considerações Finais
Como análise geral do teste de usabilidade aplicado no site da BVS, os dados
nos possibilitam inferir que a mesma apresenta um bom nível de eficácia e uma
boa eficiência . Entretanto, a satisfação, ficou no nível satisfatório, conforme as
respostas apresentadas pelos participantes da pesquisa nas questões abertas. Com
isso, temos que a BVS tem uma boa usabilidade quanto sua eficácia e eficiência,
mas no item satisfação do usuário ela não atingiu o nível mínimo desejado.

Referências
ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE NORMAS TÉCNICAS . NBR 9241-11: requisitos
ergonômicos para trabalho de escritório com computador - Parte 11 - orientações
sobre usabilidade. Rio de Janeiro, 2002 .
BIBLIOTECA VIRTUAL EM SAÚDE. O que é a BVS? Disponível em :
&lt;http://www.bireme.br/php/level.php?lang=pt&amp;component=112&gt;. Acesso em : 20 jan .
2012 .
GOMES, Sônia de Conti. Bibliotecas e sociedade na primeira república. São
Paulo: Pioneira, 1983.
CUNHA, Murilo Bastos. Biblioteca digital: bibliografia internacional anotada. Ciência
da Informação, v. 26, n. 2, p. 195-213, 1997.
SARACEVIC, Tefko. Evaluation of digital libraries: An overview. In: DELOS
WORKSHOP ON THE EVALUATION OF DIGITAL LlBRARIES , 2004, Padova.
Proceedings ... Padova: University of Padua, 2004. Disponível em :
&lt;http://www.scils.rutgers.edu/-tefko/DL_evaluation_Delos.pdf&gt;. Acesso em : 20 jun.
2011.

1212

�</text>
                  </elementText>
                </elementTextContainer>
              </element>
            </elementContainer>
          </elementSet>
        </elementSetContainer>
      </file>
    </fileContainer>
    <collection collectionId="49">
      <elementSetContainer>
        <elementSet elementSetId="1">
          <name>Dublin Core</name>
          <description>The Dublin Core metadata element set is common to all Omeka records, including items, files, and collections. For more information see, http://dublincore.org/documents/dces/.</description>
          <elementContainer>
            <element elementId="50">
              <name>Title</name>
              <description>A name given to the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51396">
                  <text>SNBU - Edição: 17 - Ano: 2012 (UFRGS - Gramado/RS)</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="49">
              <name>Subject</name>
              <description>The topic of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51397">
                  <text>Biblioteconomia&#13;
Documentação&#13;
Ciência da Informação&#13;
Bibliotecas Universitárias</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="41">
              <name>Description</name>
              <description>An account of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51398">
                  <text>Tema: A biblioteca universitária como laboratório na sociedade da informação.</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="39">
              <name>Creator</name>
              <description>An entity primarily responsible for making the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51399">
                  <text>SNBU - Seminário Nacional de Bibliotecas Universitárias</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="45">
              <name>Publisher</name>
              <description>An entity responsible for making the resource available</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51400">
                  <text>UFRGS</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="40">
              <name>Date</name>
              <description>A point or period of time associated with an event in the lifecycle of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51401">
                  <text>2012</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="44">
              <name>Language</name>
              <description>A language of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51402">
                  <text>Português</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="51">
              <name>Type</name>
              <description>The nature or genre of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51403">
                  <text>Evento</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="38">
              <name>Coverage</name>
              <description>The spatial or temporal topic of the resource, the spatial applicability of the resource, or the jurisdiction under which the resource is relevant</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51404">
                  <text>Gramado (Rio Grande do Sul)</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
          </elementContainer>
        </elementSet>
      </elementSetContainer>
    </collection>
    <itemType itemTypeId="8">
      <name>Event</name>
      <description>A non-persistent, time-based occurrence. Metadata for an event provides descriptive information that is the basis for discovery of the purpose, location, duration, and responsible agents associated with an event. Examples include an exhibition, webcast, conference, workshop, open day, performance, battle, trial, wedding, tea party, conflagration.</description>
    </itemType>
    <elementSetContainer>
      <elementSet elementSetId="1">
        <name>Dublin Core</name>
        <description>The Dublin Core metadata element set is common to all Omeka records, including items, files, and collections. For more information see, http://dublincore.org/documents/dces/.</description>
        <elementContainer>
          <element elementId="50">
            <name>Title</name>
            <description>A name given to the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="63555">
                <text>Avaliação de usabilidade aplicada na Biblioteca Virtual em Saúde.</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="39">
            <name>Creator</name>
            <description>An entity primarily responsible for making the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="63556">
                <text>Lima, Izabel França de; Souza, Renato Rocha; Dias, Guilherme Ataíde</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="38">
            <name>Coverage</name>
            <description>The spatial or temporal topic of the resource, the spatial applicability of the resource, or the jurisdiction under which the resource is relevant</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="63557">
                <text>Gramado (Rio Grande do Sul)</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="45">
            <name>Publisher</name>
            <description>An entity responsible for making the resource available</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="63558">
                <text>UFRGS</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="40">
            <name>Date</name>
            <description>A point or period of time associated with an event in the lifecycle of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="63559">
                <text>2012</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="51">
            <name>Type</name>
            <description>The nature or genre of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="63561">
                <text>Evento</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="41">
            <name>Description</name>
            <description>An account of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="63562">
                <text>Estudo sobre a usabilidade da Biblioteca Virtual em Saúde, a avaliação das bibliotecas são fundamentais para conhecer suas limitações e potencialidade, consideradas fatores relevantes no ambiente informacional</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="44">
            <name>Language</name>
            <description>A language of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="69464">
                <text>pt</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
        </elementContainer>
      </elementSet>
    </elementSetContainer>
  </item>
  <item itemId="5964" public="1" featured="0">
    <fileContainer>
      <file fileId="5028">
        <src>http://repositorio.febab.org.br/files/original/49/5964/SNBU2012_103.pdf</src>
        <authentication>87e9681d04415e289058ed188078fdd8</authentication>
        <elementSetContainer>
          <elementSet elementSetId="4">
            <name>PDF Text</name>
            <description/>
            <elementContainer>
              <element elementId="92">
                <name>Text</name>
                <description/>
                <elementTextContainer>
                  <elementText elementTextId="63554">
                    <text>i
;:li

Recursos de recuperação da informação

S!mWrio

/IbooroaIde

=

IiWitt_

:.

U-,""lIIMbs

Trabalho completo

PARALELO ENTRE AS BIBLIOTECAS VIRTUAIS E OS
REPOSITÓRIOS INSTITUCIONAIS
Ana Paula de Oliveira Villalobos 1, Andréa Rita Silveira 2, Cátia Santana 3
2
3

1 Professora Doutora, Universidade Federal da Bahia, Salvador,
Mestranda em Ciência da Informação, Universidade Federal da Bahia , Salvador, Bahia
Mestranda em Ciência da Informação, Universidade Federal da Bahia, Salvador, Bahia

Resumo
Este artigo apresenta uma reflexão conceitual sobre dois tipos de sistemas virtuais
de informação, a biblioteca virtual e os repositórios institucionais. Pretende
caracterizar e apontar as diferenças conceituais existentes entre esses ambientes
virtuais. As principais características desses ambientes são identificadas através de
revisão bibliográfica sobre o tema. Essa analise busca identificar a relevância
desses ambientes como fonte de pesquisa, as vantagens e desvantagens de cada
um destes ambientes e a importância desses sistemas para a disseminação da
informação. Este artigo visa também contribuir para estimular a utilização das
bibliotecas virtuais e dos repositórios, descrevendo a relevância do
compartilhamento de recursos informacionais digitais em um novo paradigma
tecnológico na sociedade contemporânea.

Palavras-chave:
Biblioteca Virtual; Repositório Institucional; Informação.

Abstract
This article presents a conceptual reflection on two types of virtual information
systems, the virtual library and institutional repositories. To characterize and to point
out the conceptual differences between these virtual environments. The ma in
features of these environments are identified through a literature review on the
subject. This analysis seeks to identify the relevance of these environments as a
research resource , the advantages and disadvantages of each of these
environments and the importance of these systems for the dissemination of
information. This article also aims to help stimulate the use of virtual libraries and
institutional repositories, describing the importance of sharing digital information
resources in a new technological paradigm in contemporary society.

Keywords:
Virtual Library; Institutional Repository; Information.
1 Introdução
As bibliotecas virtuais e os repositórios institucionais surgem da evolução das
Tecnologias da Informação e Comunicação (TICs) . Estes sistemas informacionais e
digitais trazem consigo uma nova perspectiva de representação e de gerenciamento

1198

�Recursos de recuperação da informação
~
~

~

IttoonIl dc

~ ::::=~

..

Trabalho completo

do conhecimento científico. Desta forma, no âmbito acadêmico-científico é relevante
o entendimento acerca dos conceitos que envolvem a biblioteca virtual e o
repositório institucional, a título de entender e disseminar o acesso e utilização
desses dois ambientes virtuais implantados especialmente no contexto das
universidades.
Este artigo surgiu da necessidade de entender os conceitos que abrangem as
bibliotecas virtuais e os repositórios, na medida em que essas duas fontes de
informação vêm sendo utilizadas nos ambientes acadêmicos, para atender as
demandas das pesquisas. A metodologia utilizada foi uma revisão de literatura sobre
biblioteca virtual, repositórios e um estudo comparativo entre algumas das
características desses dois sistemas de informação.
Segundo Santos e Almeida Filho (2008), a universidade para ter legitimidade
e eficácia tem que promover a justiça social, a democracia e contribuir para a
globalização solidária do conhecimento universitário. A universidade aponta para
transdisciplinaridade,
reorganização dos saberes, pensamento crítico e
compromisso social do acesso ao saber.
A universidade é uma instituição social e espaço de ensino, pesquisa e
extensão do conhecimento, espaço este dinâmico e de compartilhamento de idéias.
Nesse espaço estão incorporadas as novas TICs na concepção das bibliotecas
virtuais e dos repositórios institucionais, os quais desempenham um papel
fundamental na disseminação da informação.
As TICs são sistemas que ampliam e dinamizam as formas de comunicação
disponíveis, tornando-as cada vez mais eficientes, rápidas, abrangentes e capazes
de vencer barreiras geográficas, hierárquicas e financeiras, uma vez que qualquer
cidadão em qualquer parte do mundo, desde que conectado a uma rede tem a
possibilidade de se comunicar. Essas interfaces potencializam a comunicação
interpessoal e também as formas de produção, armazenamento, acesso e difusão
d1ia I1lf8fffl'á'~~0 possibilitando maior eficiência e eficácia no processo de tomada de
decisões estratégicas (PINHEIRO, 2002).
Este novo cenário representado pelos Sistemas de Informação (Sls)
automatizados apresenta desafios em relação à capacitação dos usuários e dos
profissionais da informação na recuperação da informação. Como conseqüência, ao
conhecer os Sls, os usuários desenvolvem a autonomia na utilização dessas fontes
digitais para suas pesquisas.
No caso específico dos repositórios, os acadêmicos deverão ser capazes de
manusear e inserir suas próprias produções científicas no portal institucional. As
bibliotecas virtuais necessitam da colaboração e integração dos pesquisadores
neste espaço virtual para que sua missão seja otimizada , qual seja essa a de
indexar, armazenar, recuperar e disseminar informações em forma eletrônica ,
imprescindíveis à evolução do conhecimento e ao desenvolvimento social. Em
outras palavras, a utilização desses ambientes virtuais depende da inserção do
usuário na cibercultura , cultura relacionada ao ciberespaço.
Conforme Levy (1996, p.48):

o ciberespaço é o mais novo local de "disponibilização" de
informações possibilitado pelas novas tecnologias. Uma nova mídia
que absorve todas as outras e oferece recursos inimagináveis, há
algumas décadas. Trata-se de um espaço que ainda não se conhece
completamente, cheio de desafios e incertezas, tanto na sua práxis,
quanto em suas formulações filosófico e teóricas. Um espaço aberto,

1199

�Recursos de recuperação da informação
~
~

~

IttoonIldc

~ ::::=~

..

Trabalho completo

virtual, fluido, navegável. Um espaço que se constrói em cima de
sistemas, e, por esse mesmo fato, é também o sistema do caos.

Levy (1996, p.129) afirma, ainda, que o ciberespaço, representa o espaço
virtual que interliga as redes de computadores, memórias compartilhadas,
hipertextos comunitários para a construção de coletivos inteligentes. Ainda segundo
o mesmo autor, a internet é a infraestrutura do ciberespaço, novo espaço de
comunicação, de sociabilidade, de organização e de transação, mas também novo
mercado da informação e de conhecimentos.
A internet, rede que interconecta os computadores, possui características
marcantes, como meio onde os usuários não são apenas consumidores de
informação, mas também autores de suas publicações. A internet possibilita, assim ,
não só o acesso à informação, mas também a interatividade, onde o usuário deixa
de ser um ator passivo e passa a interagir com o sistema . Como exemplo da
interatividade propiciada pela internet, pode-se citar as Mensagens Instantâneas
(MI) que proporcionam uma comunicação textual em tempo real , através de serviços
de referência por chat, onde os usuários podem se comunicar sincronicamente com
profissionais da área de informação, assim como fariam em um contexto de
referência face a face (MANNES , 2007) .
A internet possibilita também a comunicação através das redes sociais.
Alterman (2010) define redes sociais on-line como ambientes que objetivam reunir
pessoas, os chamados membros, que uma vez inscritos, podem expor seu perfil com
dados como fotos pessoais, textos, mensagens e vídeos, além de interagir com
outros membros, criando listas de amigos e comunidades.
O twitter é uma rede social fundada em março de 2006 pela Obvious Corp em
São Francisco e consiste num servidor para microblogging, ou seja , é um micro blog
que permite que os usuários enviem atualizações pessoais contendo apenas textos
com menos de 140 caracteres via Short Message Service (SMS), as mensagens
estão disponíveis no momento da postagem no site, e-mail, site oficial ou programa
especializado. Uma ferramenta de fácil uso cujo objetivo é a troca coletiva de
informações, que altera completamente a maneira de pensar, organizar e assistir a
eventos (NEPOMUCENO, 2010).
O Facebook é um web site de relacionamento social , com perfis detalhados
dos usuários, que permite que o compartilhamento de informações. Assim, os
usuários podem criar vínculos com a rede de seus interesses. Já, o YouTube é uma
ferramenta que possibilita a interação entre os usuários, permitindo postar
comentários, porém não é considerado uma rede social apesar de ser o mais
famoso repositório para compartilhamento de vídeos.
A comunicação através das redes sociais e das interfaces de comunicação no
ambiente das bibliotecas virtuais e repositórios podem proporcionar uma interação
maior entre os usuários e os sistemas de informação. Essas ferramentas citadas
podem atuar no acompanhamento e melhoria dos serviços oferecidos pelas
bibliotecas virtuais.

2 As bibliotecas virtuais
As bibliotecas virtuais foram criadas a partir do Comitê Gestor da
Internet/Brasil em 1996, onde vários grupos de trabalho atuaram em diferentes áreas
de aplicações dos serviços de Internet de interesse da sociedade. O grupo de
trabalho das bibliotecas virtuais é um serviço coordenado pelo Instituto Brasileiro de

1200

�Recursos de recuperação da informação
~
~

~

IttoonIldc

~ ::::=~

..

Trabalho completo

Informação em Ciência e Tecnologia (IBICT) e até hoje continua acompanhando o
crescimento das mesmas na rede .
O governo brasileiro, visando à criação das bibliotecas virtuais, implantou o
Prossiga em 1995, programa que tem por objetivos promover a criação e o uso de
serviços de informação na internet voltados para áreas prioritárias do Ministério da
Ciência e Tecnologia e estimular o uso das bibliotecas virtuais pelas comunidades
dessas áreas. Para incentivar a criação das diversas bibliotecas temáticas criou-se o
projeto de bibliotecas virtuais PROSSIGA/REI (www.prossiga .br) do CNPq, pelo qual
as referidas bibliotecas são constituídas de acordo com a pesquisa no país, além
daquelas baseadas em grandes pesquisadores.
A biblioteca virtual surge do gerenciamento da informação e como forma de
reunir, organizar e disseminar as informações, oferecendo serviços que possibilitam
aos pesquisadores utilizarem as tecnologias da informação e comunicação para as
suas pesquisas. Basicamente, refere-se à ideia de uma biblioteca intangível, ou seja ,
um serviço de informação on-line, que oferece informações exclusivamente em
formato digital.
Conforme Levy (1996), a palavra virtual vem do latim medieval virtualis,
derivado, por sua vez de virtus, que significa força, potência . O virtual não se opõe
ao real e tende a atualizar-se, sem ter passado, no entanto, à concretização efetiva
ou formal , ou seja , é algo que não existe na forma física . O virtual é mediado de uma
forma sistêmica envolvendo as novas tecnologias, através de construções mentais
em espaços de interação cibernética . Pode-se afirmar que essa nova tecnologia é
uma realidade que veio facilitar a vida humana, pois através da interação do homem
com o computador e novos suportes de informações ocorre a comunicação de forma
instantânea entre emissor e receptor, proporcionando a construção de redes sociais
que possibilitam a interação virtual entre as pessoas. A biblioteca virtual neste
contexto propicia a interação através da comunicação no ambiente das redes
eletrônicas.
A biblioteca virtual é uma fonte de informação que integra pesquisadores e
organizadores na promoção e disseminação das pesquisas, podendo ser definida
como uma forma de acesso à informação e documentação viabilizada pela Internet,
sendo vista também como uma biblioteca de realidade virtual , criada no meio virtual
e dependente do espaço virtual e de tecnologia para existir.
Para os precursores e idealizadores da biblioteca virtual, Theodore Nelson e
Vannevar Bush , a biblioteca virtual pode ser considerada uma grande rede mundial
depositária de documentos em formato de hipertextos. Esses documentos são
arquivados em uma estrutura universal de dados, possibilitando acesso e
associação para outros documentos através de links (LEVACOV, 1997). A
informação não está presente no servidor onde se encontra a biblioteca , mas em
outros servidores remotos, valendo-se a biblioteca de um conjunto de links e
hipertextos encontrados no ambiente virtual.
Segundo Rebel et aI. (1996) , hipertextos são tecnologias que utilizam textos,
imagens, animações e sons, unidos e uma teia de relações não seqüenciais,
abrangendo incontáveis elementos. O hipertexto permite ao criador de um
documento baseado nesta tecnologia definir novas relações entre os diversos
trechos que compõe o documento. É também um sistema de escrita e leitura não
linear aplicado à informática, principalmente, à multimídia e a home page na world
wide web . Neste contexto as bibliotecas virtuais utilizam o hipertexto para
disponibilizar as informações que estão organizadas de forma não hierarquizada e
espalhadas em uma rede com inúmeras conexões, denominados links ou hiperlinks.

1201

�Recursos de recuperação da informação
~
~

~

IttoonIldc

~ ::::=~

..

Trabalho completo

De acordo com Cunha (1999) a biblioteca virtual implica um novo conceito
para armazenagem da informação na forma eletrônica e para sua disseminação,
independente de sua localização física ou horário de funcionamento da biblioteca .
Assim , de acordo com este contexto, o enfoque se diferencia da biblioteca
tradicional em vista da criação, aquisição, distribuição e armazenamento de
documentos sob a forma digital.
A biblioteca digital é também conhecida como biblioteca eletrônica , o termo
preferido dos britânicos, biblioteca virtual quando utiliza os recursos da realidade
virtual, biblioteca sem paredes e biblioteca conectada a uma rede. Observa-se que a
expressão 'Biblioteca virtual' tem várias acepções, e em alguns casos sinônimos ou
termos que possuem especificidades, embora estes conceitos representem
conceitos semelhantes.
Os termos eletrônicos, virtuais ou digitais podem ser diferenciados, a
biblioteca eletrônica refere-se aos acervos registrados em meio eletrônico, a
biblioteca digital enfatiza a informação codificada em base digital e a biblioteca
virtual é aquela que utiliza a tecnologia de realidade virtual.
Segundo Tammaro (2008) existem várias definições sobre biblioteca virtual ou
digital e ainda não se chegou a um consenso. Outras expressões como biblioteca
eletrônica, virtual , híbrida e multimídia são utilizadas como sinônimos para o
conceito de biblioteca virtual.
Durante anos em lugar de biblioteca digital foi dada a preferência à expressão
biblioteca virtual para definir o conceito de uma nova biblioteca . O primeiro a usar a
expressão biblioteca virtual (virtuallibrary) foi o criador da web, Tim Bernes-Lee, na
perspectiva de uma coleção de documentos ligados em rede e constituídos por
objetos digitais e páginas web produzidas por vários autores. O usuário tem a
possibilidade de pesquisar simultaneamente em inúmeros catálogos e páginas na
internet. Outro conceito de biblioteca virtual é o de uma coleção de repertórios, que
possibilita o acesso à informação (TAMMARO , 2008).
Conforme Toutain (2005 , p. 16), a definição de biblioteca virtual,

[...1biblioteca que tem como base informacional conteúdos em texto
completo em formatos digitais - livros, periódicos, teses, imagens,
vídeos e outros - que estão armazenados e disponíveis para acesso,
segundo processos padronizados, em servidores próprios ou
distribuídos e acessados via rede de computadores em outras
bibliotecas ou redes de bibliotecas da mesma natureza.
A biblioteca virtual inserida na realidade virtual reproduz o ambiente de uma
biblioteca em duas ou três dimensões, criando um ambiente de total imersão e
interação. É então possível , ao entrar em uma biblioteca virtual , circular entre as
salas, selecionar um livro nas estantes, "tocar", "abrir" e ler. Obviamente, o único
local onde o livro realmente existe é no computador e dentro da cabeça do leitor
(MARCHIORI, 1997).
Neste artigo optou-se por seguir o entendimento sobre o conceito de
biblioteca virtual apresentado por Toutain (2005), o qual reflete de forma bastante
clara e abrangente o conceito de biblioteca virtual , como aquela na qual a
participação da comunidade ocorre em rede, no espaço virtual, instantânea e livre.
Reafirmando essa característica o Budapest Initiative Open Access descreve a BV
como o SI que possibilita ,

1202

�Recursos de recuperação da informação
~
~

~

IttoonIl dc

~ ::::=~

..

Trabalho completo

[... ) disponibilidade gratuita da informação na Internet pública, para
que qualquer usuário a possa ler, baixar, copiar, distribuir, imprimir,
com a possibilidade de buscar ou relacionar todos os textos destes
artigos. Revisar a informação, indexá-Ia, usá-Ia como dado para
software, ou utilizá-Ia com qualquer outro propósito legal, sem
empecilhos financeiros , legais ou técnicos, diferentes do fundamental
de ter acesso à própria Internet (BUDAPEST INITIATIVE OPEN
ACCESS, 2002).

A internet pode ser vista enquanto uma biblioteca virtual complexa , embora
ela se diferencie de uma biblioteca convencional por não atender a alguns dos
critérios exigidos por uma biblioteca . Esses critérios estão relacionados à uma
população definida de usuários e recursos auxiliares de busca tradicionais, como o
serviço de referência personalizado, onde o usuário tem contato face a face com o
bibliotecário.
Alguns serviços oferecidos pelas bibliotecas virtuais são : bases de dados
bibliográficas, bases de dados referenciais, bases de textos completos, diretórios de
instituições, projetos, biografias, eventos e empregos, enquetes, fórum de discussão,
glossários, notícias, pesquisa integrada das diversas fontes de informação, serviço
de disseminação seletiva da informação e serviço de fotocópia de material.
Além dos serviços convencionais das bibliotecas citados, a inclusão de outros
serviços: chats, serviços de respostas on-line, twitter, facebook e blogs compatíveis
com as necessidades informacionais dos usuários contribuem para acompanhar o
desenvolvimento científico e tecnológico, além de promover a interação
comunicacional entre os seus usuários.
A organização de uma biblioteca virtual demanda uma equipe multidisciplinar
integrada e que trabalhe colaborativamente . A automatização das bibliotecas
transforma as relações de trabalho, pois passa a existir entre os profissionais da
informação uma cooperação em rede. Em conseqüência dessa cooperação, novas
formas de produtos e serviços da informação são oferecidos para os usuários.

3 Os repositórios
A idéia inicial de repositório associada à informação e à documentação surge
em 1908 com Paul Otlet e Henri La Fontaine. Estes pesquisadores tinham o objetivo
de registrar em fichas a produção mundial de impressos. As fichas deram início ao
Repertório Bibliográfico Universal, criado em Bruxelas no Instituto Internacional de
Bibliografia. Atualmente, com a evolução das tecnologias os repositórios
representam a memória das instituições, sendo um ambiente a mais para a
pesquisa .
Nos repositórios encontram-se recursos que possibilitam o acesso a produção
acadêmica da própria instituição. Este arquivo de pesquisa é alimentado pelos
pesquisadores da instituição, permitindo o acesso on-line às produções acadêmicas
e garantindo a preservação desta produção para gerações futuras . Conforme Rosa
(2009) os repositórios ampliam a visibilidade da produção cientifica de uma
instituição além de permitir a inserção e o fácil acesso à informação.
O repositório é uma base de dados digital e virtual de caráter coletivo e
cumulativo de acesso aberto que coleta , armazena, dissemina e preserva a
produção intelectual, científica da instituição acadêmica .

1203

�Recursos de recuperação da informação
~
~

~

IttoonIldc

~ ::::=~

..

Trabalho completo

Repositório institucional foi o termo utilizado para apresentar um novo serviço
bibliotecário cuja ênfase é constituir, gerenciar e, principalmente, disseminar
amplamente coleções digitais de informação científica, de modo que a comunicação,
acesso e uso de resultados de pesquisa fossem disseminados.
Conforme Crow (2002 , p. 10),
[... ) repositório institucional é um arquivo digital da produção
intelectual criada pelos acadêmicos, investigadores e alunos de uma
instituição, e acessíveis a utilizadores finais , quer internos quer
externos à instituição, com poucas ou nenhumas barreiras de
acesso.

o repositório institucional (RI) representa a memória eletrônica de uma
instituição. O RI foi criado a partir da concepção do programa de computador
DSpace, um software de acesso livre que disponibiliza ferramentas para gestão de
recursos eletrônicos e utilizado como plataforma para os Ris. Segundo Ferreira
(2009, p.63) "[ ... ] o repositório tem uma importante função institucional a partir do
momento em que passa a gerenciar a documentação produzida , além da
preocupação com seu acesso, disseminação e preservação".
As TICs possibilitaram a criação dos repositórios como forma de disseminar o
livre acesso à produção científica de uma instituição, constituindo um "conjunto de
serviços que a universidade oferece para os membros de sua comunidade para
gerenciamento e disseminação de conteúdos digitais criados pela instituição e
membros da sua comunidade" (CLlFFORD LYNCH, 2003, p.2) .
Os usuários de repositórios institucionais são divididos em três principais
grupos: autores; usuários finais , os leitores e os criadores, aqueles que criam
metadados, carregam arquivos e geralmente zelam pelas coleções do repositório
(SAYÃO, 2009).
Os repositórios digitais podem ser temáticos, institucionais e centrais. Os
repositórios temáticos cobrem determinada área do conhecimento. Os institucionais
são sistemas de informação que armazenam, preservam, divulgam e dão acesso à
produção intelectual de instituições e comunidades científicas, em formato digital. Os
repositórios centrais são provedores de serviços nacionais e internacionais, que
permitem a reunião de dados coletados tanto de bibliotecas digitais, quanto de
repositórios temáticos e institucionais.
De acordo com Ferreira (2007), os repositórios temáticos podem ser
organizados pelo governo, por instituições de pesquisa ou por autônomos. Um
exemplo de repositório temático em Ciência da Informação é o E-Lis, repositório
temático digital para a Biblioteconomia e Ciência da Informação no Brasil. Esta base
apóia os repositórios digitais e sua função na comunicação científica é a de
organização, disseminação e acesso internacional à produção científica brasileira
em Biblioteconomia e Ciência da Informação.
O primeiro repositório foi o arXiv, no qual são inseridos documentos de
Física , Ciências da Computação e Matemática. Existe também o PubMed Central, o
qual está direcionado para a Medicina. No Brasil , temos o Diálogo Científico criado
pelo IBICT e o Arena Científica, repositório de área das Ciências da Comunicação
que promovem o acesso livre e favorecem o desenvolvimento científico.
Em 2005 o IBICT lançou um Manifesto Brasileiro de Apoio ao Acesso livre à
informação científica, no sentido de facilitar a posse de documentos produzidos nas
instituições acadêmicas, sociedades científicas, organismos governamentais e
instituições que objetivam promover o acesso livre à produção científica do país.
1204

�Recursos de recuperação da informação
~
~

~

IttoonIldc

~ ::::=~

..

Trabalho completo

Através desse manifesto o IBICT incentivou a preservação da produção cientifica e o
acesso livre à mesma. Este documento, inserido na política informacional do país,
vem dar apoio ao movimento internacional em prol da democratização da
informação científica .

4 Comparação entre as características da biblioteca virtual e o repositório
institucional
A fim de apresentar algumas das características dos sistemas de informação,
elaborou-se um quadro comparativo para o entendimento conceitual. Ressalta-se
que o principal objetivo desses sistemas é a organização, armazenamento,
disseminação, gerenciamento e preservação das informações produzidas pela
sociedade, conforme demonstra o Quadro 1.

Quadro 1 - Características dos Sistemas de Informação
Biblioteca Virtual

Repositório Institucional

Gerencia , reúne , organiza documentos de
diferentes suportes;
A inserção de dados no sistema ocorre por meio
da cooperação dos profissionais da informação;
Atende um número ilimitado de usuários;

Gerencia , reúne , organiza documentos de
diferentes suportes produzidos pela instituição;
A inserção de dados no sistema ocorre por meio
do autoarquivamento (o próprio autor insere seus
dados) ;
Atende um número ilimitado de usuários;

Dissemina o conteúdo disponível no sistema;

Dissemina a produção acadêmica da instituição;

A organização dos conteúdos pode ser
estruturada por temas (biblioteca virtual
temática) ;

A organização dos conteúdos pode ser
estruturada por temas e por áreas especificas de
acordo com a instituição (repositório temático);

Necessita de treinamento para capacitar e
habilitar os pesquisadores na busca por
informações ;

Necessita de treinamento para capacitar e
habilitar os pesquisadores na busca por
informações e autoarquivamento da sua
produção;

Apresenta instruções de uso na home page ;

Apresenta instruções de uso na home page ;

Gerenciamento do sistema ocorre por meio de
cooperação entre diversas instituições ou pela
instituição a qual pertence ;

Gerenciamento ocorre pela própria instituição a
qual pertence;

Possibilita a interação entre os usuários;

Possibilita a interação entre os usuários ;

Atributos: digital e hipertextual na qual são feitos
acessos através de links e metapesquisa
(pesquisa integrada das diversas fontes de
informações);

Atributos: digital e hipertextual na qual o acesso
ocorre por categorias pré-estabelecidas, como
autor, título, assunto e membros da comunidade;

Objetivo principal organização e disseminação
de informações;

Objetivo principal preservação da memória
institucional ;

Documentos disponíveis em diversos formatos :
livros, periódicos, teses, imagens, vídeos .

Documentos disponíveis em diversos formatos :
livros , periódicos , teses, imagens , vídeos,

1205

�Recursos de recupera ção da informação
~
~

~

IttoonIl dc

~ ::::=~

..

Trabalho completo

Como pode ser visto no Quadro 1, os dois ambientes apresentam
características semelhantes, tais como : gerenciamento, reunião, organização dos
documentos; atendimento aos usuários; disseminação de informação; organização
e estruturação dos conteúdos; necessidade de treinamento para sua utilização e
apresentação de instruções de uso; interação entre os usuários; nos atributos: digital
e hipertextual e disponibilização de documentos em diversos suportes.
Os ambientes informacionais observados no Quadro 1 divergem nos
seguintes aspectos: no repositório a inserção de dados é realizada pelo próprio autor
enquanto que na biblioteca virtual é realizada através de profissionais da
informação; o gerenciamento do sistema da BV é através da cooperação e no caso
do RI é viabilizado pela própria instituição. Embora ambos os sistemas de
informação tenham como objetivo a disseminação da informação, o repositório visa
também à preservação da memória institucional.

5 Conclusão
As novas TICs permitiram o avanço da ciência e do seu fluxo informacional,
ampliando o conhecimento dos cientistas e contribuindo para a evolução da
sociedade. As formas de tratamento e disseminação da informação evoluíram ,
inclusive com o surgimento das bibliotecas virtuais e dos repositórios. Essas
interfaces incentivaram a interação, pois os produtores de informação passaram a
poder se comunicar facilmente através das redes.
A evolução tecnológica trouxe novos conceitos sobre a produção, indexação,
armazenamento, recuperação e disseminação da informação. Neste contexto estão
inseridas as bibliotecas virtuais e os repositórios, que são ambientes organizados
através de inteligências coletivas capazes de gerenciar a informação em todas as
áreas do conhecimento. Essas fontes de informação são administradas por uma
quantidade pequena de pessoas capazes de atender às necessidades de um
número ilimitado de usuários. Deste modo, várias pessoas podem consultar a base
ao mesmo tempo. O compartilhamento dos serviços e recursos é a base para a troca
de informações e para a comunicação entre os usuários e os sistemas, que ocorre
em tempo real.
A disseminação das fontes informacionais no ambiente acadêmico é
fundamental para que os usuários utilizem e acessem essas fontes em suas
pesquisas. Programas de divulgação e capacitação devem ser implementados para
incentivar aos autores a autoarquivar suas produções nos repositórios institucionais.
Percebe-se, assim , a necessidade da disseminação desses ambientes virtuais, a fim
de estimular a utilização por parte dos usuários por meio do conhecimento de
métodos de pesquisa on-line que deem suporte para suas pesquisas.
As bibliotecas virtuais e os repositórios exercem papéis semelhantes no
armazenamento e disseminação das informações. É importante destacar a função
dos repositórios como ambiente de preservação da memória institucional. O papel
do cientista da informação, envolvido nesses sistemas de informação, é importante
como ator no processo de mediação e capacitação para a utilização dos diferentes
ferramentas disponíveis nos portais de pesquisa , provendo informações e
favorecendo o acesso à informação.
É relevante que as políticas governamentais promovam o acesso às
informações disponíveis em rede, favorecendo a comunicação, a interação e a
possibilidade de fazer circular diferentes discursos e entendimentos diante da
diversidade das culturas existentes. Para a atuação e desenvolvimento das novas

1206

�Recursos de recuperação da informação
~
~

~

IttoonIldc

~ ::::=~

..

Trabalho completo

habilidades requeridas para a utilização das BVs e dos RIS tornam-se necessárias
uma fluência tecnológica e conexão em rede, buscando soluções que atendam às
necessidades informacionais dos pesquisadores, de forma a promover a utilização
das bibliotecas virtuais e dos repositórios como um novo paradigma de
compartilhamento de informações na sociedade.

5 Referências

ALTERMANN, Dennis. Definição de Rede Social e Mídia Social, [2010). Disponível
em : &lt;http://www.midiatismo.com .br/2010/04/definição de rede social e
mídiasocial.html&gt; Acesso em : 06 mar. 2012 .
BUDAPEST OPEN ACCESS INITIATIVE 2002 . Disponível em :
&lt;http ://www.soros.org/openaccess/read.shtml&gt; Acesso em : 23 abro 2012.
CLlFFORD LYNCH, A. Institutional Repositories: Essentiallnfrastructure for
Scholarship in the Digital Age. 2003. Disponível em :
&lt;http://www.arl .o rg/resou rces/pu bs/br/br226/b r226 ir. shtm I? refere r= http%3A %2 F%2 F
works.bepress.com%2Fir_research%2F27%2F&gt; . Acesso em: 10 novo2011.
CRO W, R. The case for institutional repositories : a SPAR C position paper.[S .I.]:
The Scholarly Publishing and Academic Resources Coalition , 2002 . 37 p. Disponível
em : &lt;http://www.arl.org/sparc/IR/ir.html&gt;. Acesso em : 10 novo2011 .
CUNHA, Murilo Bastos da. Desafios na construção de uma biblioteca digital. Cio Inf.,
Brasília , v.28, n.3, p.257-268 , set./dez.1999.
FERREIRA, Sueli Mara Soares Pinto. Repositório institucional em comunicação: o
projeto Reposcom implementado junto à Federação de Bibliotecas Digitais em
Ciências da Comunicação. Encontros Bibli: Revista Eletrônica de Biblioteconomia e
Ciência da Informação, Florianópolis, 2007. Disponível em:
&lt;www.periodicos.ufsc.br/index.php/eb/article/download/459/453&gt; . Acesso em : 24
nov. 2011.
FERREIRA, Valdinéia B. Acesso e uso dos repositórios digitais: comportamento
informacional dos pesquisadores da ciência da informação no Brasil. Dissertação
(Mestrado em Ciência da Informação) - Instituto de Ciência da Informação.
Universidade Federal da Bahia, 2009 .
LEVACOV, Marília. Bibliotecas virtuais: revoluções. Cio Inf. , v.26 , n.2 , 1997.
Dispon ível em : &lt;http://dici .ibict.br/archive/00000628/01 /bibliotecas_ virrtuais.pdf.&gt;
Acesso em 19 jul. 2011 .
LÉVY, Pierre . O que é o virtual? São Paulo, SP: Ed . 34,1996.157 p.

1207

�Recursos de recuperação da informação
~
~

~

IttoonIldc

~ ::::=~

..

Trabalho completo

MACHIORI, Patricia Zeni. "Ciberteca" ou biblioteca virtual : uma perspectiva de
gerenciamento de recursos de informação. 1997. Disponivel em :
&lt;http://www.scielo.br/scielo.php?pid=S01 0019651997000200002&amp;script=scLarttext.&gt; Acesso em : 10 jul. 2011.
MANESS, Jack M. Teoria da Biblioteca 2.0: web 2.0 e suas implicações para as
bibliotecas. lnf. &amp; Soc., João Pessoa , v. 17, n. 1, p. 44-55, jan./abr. 2007. Disponível
em : http://www.cipedya.com/web/FileDownload,aspx?IDFile=102055 . Acesso em :
06 mar. 2012 .
NEPOMUCENO, Carlos. Twitter: comunicação, informação ou distração? [2008] .
Disponível em :
http://imasters.com .br/artigo/1 0948/mid iasociaLcomu nicaçãojnformação_ ou _d istra
ção. Acesso em : 07 mar. 2012 .
PINHEIRO, L. V. R. Impactos das redes eletrônicas na comunicação científica e
novos territórios coletivos para práticas coletivas interativas interdisciplinares.
Rio de Janeiro, IBICT, 2002 . Relatório final do projeto integrado de pesquisa : julho
de 2000 a julho de 2012 .
REBEL, Sandra Lúcia et aI. Bibliotecas virtuais na Internet: a experiência do
PROSSIGA. In .: Ciência da Informação, v. 25, n. 3, 1996. Relatos de experiência .
ROSA, Flavia . Implantação do repositório institucional da Universidade Federal da
Bahia: uma política de acesso à produção científica . In .: SAYÃO, Luís at aI. (Orgs.).
Implantação e gestão de repositórios institucionais: políticas, memória, livre
acesso e preservação. Salvador: EDUFBA, 2009.
SANTOS, Boaventura de Sousa ; ALMEIDA FILHO, Naomar de. A Universidade no
Século XXI: para uma Universidade Nova Coimbra, 2008 . Disponível em :
&lt;http://www.boaventuradesousasantos.ptlmedia/A%20Universidade%20no%20Secul
o%20XXl.pdf&gt; . Acesso em : 07 mar. 2012 .
SAYÃO, Luís et aI. (Org .). Implantação e gestão dos repositórios : políticas,
memória, livre acesso e preservação. Salvador: EDUFBA, 2009 .
TAMMARO, Anna Maria ; SALARELLI, Alberto. A biblioteca digital. Brasília: Briquet
de Lemos, 2008.
TOUTAIN , Lídia Brandão. Biblioteca digital: definição de termos. In: MARCONDES,
Carlos H.; Kuramoto, Hélio; TOUTAIN, Lídia Brandão; SAYÃO, Luís (Orgs.).
Bibliotecas digitais: saberes e práticas. Salvador: EDUFBA, 2005.

1208

�</text>
                  </elementText>
                </elementTextContainer>
              </element>
            </elementContainer>
          </elementSet>
        </elementSetContainer>
      </file>
    </fileContainer>
    <collection collectionId="49">
      <elementSetContainer>
        <elementSet elementSetId="1">
          <name>Dublin Core</name>
          <description>The Dublin Core metadata element set is common to all Omeka records, including items, files, and collections. For more information see, http://dublincore.org/documents/dces/.</description>
          <elementContainer>
            <element elementId="50">
              <name>Title</name>
              <description>A name given to the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51396">
                  <text>SNBU - Edição: 17 - Ano: 2012 (UFRGS - Gramado/RS)</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="49">
              <name>Subject</name>
              <description>The topic of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51397">
                  <text>Biblioteconomia&#13;
Documentação&#13;
Ciência da Informação&#13;
Bibliotecas Universitárias</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="41">
              <name>Description</name>
              <description>An account of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51398">
                  <text>Tema: A biblioteca universitária como laboratório na sociedade da informação.</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="39">
              <name>Creator</name>
              <description>An entity primarily responsible for making the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51399">
                  <text>SNBU - Seminário Nacional de Bibliotecas Universitárias</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="45">
              <name>Publisher</name>
              <description>An entity responsible for making the resource available</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51400">
                  <text>UFRGS</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="40">
              <name>Date</name>
              <description>A point or period of time associated with an event in the lifecycle of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51401">
                  <text>2012</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="44">
              <name>Language</name>
              <description>A language of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51402">
                  <text>Português</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="51">
              <name>Type</name>
              <description>The nature or genre of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51403">
                  <text>Evento</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="38">
              <name>Coverage</name>
              <description>The spatial or temporal topic of the resource, the spatial applicability of the resource, or the jurisdiction under which the resource is relevant</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51404">
                  <text>Gramado (Rio Grande do Sul)</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
          </elementContainer>
        </elementSet>
      </elementSetContainer>
    </collection>
    <itemType itemTypeId="8">
      <name>Event</name>
      <description>A non-persistent, time-based occurrence. Metadata for an event provides descriptive information that is the basis for discovery of the purpose, location, duration, and responsible agents associated with an event. Examples include an exhibition, webcast, conference, workshop, open day, performance, battle, trial, wedding, tea party, conflagration.</description>
    </itemType>
    <elementSetContainer>
      <elementSet elementSetId="1">
        <name>Dublin Core</name>
        <description>The Dublin Core metadata element set is common to all Omeka records, including items, files, and collections. For more information see, http://dublincore.org/documents/dces/.</description>
        <elementContainer>
          <element elementId="50">
            <name>Title</name>
            <description>A name given to the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="63546">
                <text>Paralelo entre as Bibliotecas Virtuais e Repositórios Institucionais.</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="39">
            <name>Creator</name>
            <description>An entity primarily responsible for making the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="63547">
                <text>Villalobos, Ana Paula de Oliveira; Silveira, Andréa Rita; Santana, Cátia</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="38">
            <name>Coverage</name>
            <description>The spatial or temporal topic of the resource, the spatial applicability of the resource, or the jurisdiction under which the resource is relevant</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="63548">
                <text>Gramado (Rio Grande do Sul)</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="45">
            <name>Publisher</name>
            <description>An entity responsible for making the resource available</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="63549">
                <text>UFRGS</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="40">
            <name>Date</name>
            <description>A point or period of time associated with an event in the lifecycle of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="63550">
                <text>2012</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="51">
            <name>Type</name>
            <description>The nature or genre of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="63552">
                <text>Evento</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="41">
            <name>Description</name>
            <description>An account of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="63553">
                <text>Este artigo apresenta uma reflexão conceitual sobre dois tipos de sistemas virtuais de informação, a biblioteca virtual e os repositórios institucionais. Pretende caracterizar e apontar as diferenças conceituais existentes entre esses ambientes virtuais. As principais características desses ambientes são identificadas através de revisão bibliográfica sobre o tema. Essa analise busca identificar a relevância desses ambientes como fonte de pesquisa, as vantagens e desvantagens de cada um destes ambientes e a importância desses sistemas para a disseminação da informação. Este artigo visa também contribuir para estimular a utilização das bibliotecas virtuais e dos repositórios, descrevendo a relevância do compartilhamento de recursos informacionais digitais em um novo paradigma tecnológico na sociedade contemporânea.</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="44">
            <name>Language</name>
            <description>A language of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="69463">
                <text>pt</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
        </elementContainer>
      </elementSet>
    </elementSetContainer>
  </item>
  <item itemId="5963" public="1" featured="0">
    <fileContainer>
      <file fileId="5027">
        <src>http://repositorio.febab.org.br/files/original/49/5963/SNBU2012_102.pdf</src>
        <authentication>69357f9a16abed69acd8c1d26baad0a5</authentication>
        <elementSetContainer>
          <elementSet elementSetId="4">
            <name>PDF Text</name>
            <description/>
            <elementContainer>
              <element elementId="92">
                <name>Text</name>
                <description/>
                <elementTextContainer>
                  <elementText elementTextId="63545">
                    <text>Recursos de recuperação da informação
i! """"'"
MaooNlck

~

=

:,

IiWitt.UJ

1I....111~

Trabalho completo

AUTOMAÇÃO DO NÚCLEO DE DOCUMENTAÇÃO DA FGV
ATRAVÉS DE SOFTWARE LIVRE - O ABCD
Edwin HÜbner1, Maria Leonilda Reis da silvél
1Consultor em Automação de Bibliotecas e Sistemas de Informação, Analista de Sistemas ,
Mestrado em Psicologia Aplicada, Pós-Graduação em Indexação e Recuperação da
informação, Data Coop, Rio de Janeiro, RJ
2Arquivista - Supervisora de Documentação da FGV, Mestre em Bens Culturais e Projetos
Sociais, Fundação Getulio Vargas, Rio de Janeiro, RJ

Resumo
Mostra as influências das novas tecnologias nas atividades da Arquivologia.
Destaca os benefícios trazidos pela informática, proporcionando maior rapidez na
localização dos documentos. Ressalta que novos desafios surgem em decorrência
do avanço tecnológico. Relata a solução encontrada pelo NDoc/FGV com a adoção
de um software livre, baseado na Web, e a norma NOBRADE. Relaciona as
principais funcionalidades

e

vantagens

do

novo

sistema,

em

termos

de

administração, controle e recuperação da informação, tanto para o pessoal técnico,
como para o usuário final.

Palavras-chave:
Software livre; NOBRADE; NDoc-FGV; novas tecnologias; recuperação da
informação.

Abstract:
It shows the influence of the new technologies in the Archival activities.
Highlights the benefits brought by IT, providing faster location of documents. It points
out that new challenges arise as a result of technological advancement. Reports the
solution found by NDoc/FGV with the adoption of a web based Open Source
Software and the NOBRADE standards. It lists the key features and advantages of
the new system, in terms of administration, control and retrieval of information, for

1187

�Recursos de recuperação da informação
i! """"'"
MaooNlck

~

=

:,

IiWitt.UJ

1I....111~

Trabalho completo

technical staff and also for the end users.

Keywords:
Open Source Software; NOBRADE; NDoc-FGV; new technologies; information
retrieval.

1. Introdução
A revolução tecnológica trouxe para o mundo contemporâneo uma série de
novas descobertas e a Arquivologia não ficou imune a essas influências. Os
computadores e os softwares agilizaram a localização dos documentos nos acervos,
no entanto, esses benefícios foram acompanhados de novos desafios, como a
obsolescência dos softwares e hardwares, exigindo a adoção de novas tecnologias,
que associadas às técnicas arquivísticas, facilitassem o acesso e a preservação das
informações.
Inserido nesse contexto, o presente trabalho toma parte nos questionamentos
recentemente lançados, no meio acadêmico, sobre o papel dos arquivos e dos
arquivistas. Ou seja, os arquivos precisam atender às necessidades de seus
usuários que são cada vez mais exigentes, em relação ao tempo de pesquisa, assim
como quanto à utilização das novas tecnologias.
A solução encontrada pelo Núcleo de Documentação da FGV foi a migração
das informações para uma nova base de dados, denominada FGVdoc, usando para
isto um novo software: o ABCD - Automação de Bibliotecas e Centros de
Documentação,

contemplando,

entre

outras,

as

seguintes

funcionalidades :

armazenamento e recuperação de documentos digitalizados, disponibilização dos
dados na intranet para consulta pelos arquivistas, tanto do NDoc como das unidades
setoriais, emissão de relatórios e estatísticas, e controle de empréstimos dos
documentos. Neste processo de modernização optou-se pela adoção da estrutura e
nomenclatura dos campos da nova base de dados, baseando-se na Norma
Brasileira de Descrição Arquivística - NOBRADE, que é uma adaptação das normas
internacionais de arquivo - ISAD (G) à realidade brasileira , elaborada pelo Conselho

1188

�Recursos de recuperação da informação
i! """"'"
MaooNlck

~

=

:,

IiWitt.UJ

1I....111~

Trabalho completo

Nacional de Arquivos - Conarq .

2. Aspectos históricos
Na FGV, o Sistema de Arquivos foi criado em 1973, por Marilena Leite Paes e
teve posição pioneira no cenário arquivístico brasileiro. Desde 2009, passou a
denominar-se Núcleo de Documentação, mantendo a coordenação técnica dos
arquivos setoriais e a responsabilidade pela administração do acervo de documentos
da FGV, através da utilização de tecnologia e procedimentos adequados para
garantir a segurança, a integridade e o acesso aos documentos.
A principal finalidade do Núcleo de Documentação é servir à administração,
tornando disponível para a instituição as informações contidas em seu acervo
documental, que é constituído de documentos textuais (contratos, projetos, etc.),
especiais (fotografias, plantas, CDs, disquetes, folhetos, certificados, cartazes etc.) e
documentos biográficos.
Para desenvolver as suas atividades utiliza os seguintes instrumentos de
trabalho: Temporalidade de Documentos: critérios e tabela e o Código de

Classificação de Assuntos.
Em princípio, os empréstimos e consultas aos documentos só é permitido ao
público interno (funcionários e estagiários). O público externo poderá ter acesso,
mediante autorização expressa do Gerente Jurídico ou da Direção Superior da

FGV.

3. Informatização do NDoc/FGV
O Núcleo de Documentação da FGV (antes chamado de Arquivo Central),
desde o início de sua informatização, em 1991 , vem utilizando software CDS/ISIS .
Inicialmente MicrolSIS (DOS), passando depois para IsisMarc e WinISIS, isto é,
interfaces gráficas em ambiente Windows para entrada de dados e pesquisa , com
estrutura da base da dados baseada no formato MARC.
Com o lançamento do ASCD - software livre e inteiramente baseado na Web,
decidiu-se migrar para este novo sistema integrado, visando acompanhar e se

1189

�Recursos de recuperação da informação
i! """"'"
MaooNlck

~

=

:,

IiWitt.UJ
1I....111~

Trabalho completo

manter atualizado em relação às tendências tecnológicas atuais de software, sendo
a primeira instituição no Rio de Janeiro a utilizar este novo sistema. Atualmente,
além do NDoc central, estão integradas no mesmo sistema as bases de dados de
outros três NDocs setoriais, permitindo uma metapesquisa simultânea em todas as
bases de dados.

4. Estrutura da base de dados FGVDoc
Ao migrar para o novo sistema , aproveitou-se a oportunidade para mudar a
metodologia de descrição dos documentos, adotando os padrões da NOSRADE,
conforme já informado acima, para a estruturação da base de dados, visto que o
ASCD não "impõe" qualquer formato de estrutura de base de dados. Assim a
estrutura da base de dados FGVDoc tem seus campos baseados em conceitos
MARC 21, visto que a NOSRADE não preceitua formatos de entrada e saída ,
organizados de acordo com as áreas previstas na NOSRADE, ou seja :
a) Área de identificação
b) Área de contextualização
c) Área de conteúdo e estrutura
d) Área de condições de acesso e uso
e) Área de fontes relacionadas
f) Área de notas
g) Área de controle da descrição
h) Área de pontos de acesso e indexação de assuntos
Internamente os registros são identificados por fundo , série e sub-série,
podendo ser agrupados por estes critérios através de recursos indexação e
recuperação.

5. Documentos digitais e acesso aos mesmos
Tendo em vista que hoje a maioria dos documentos é produzida em meio
digital, foi utilizada uma funcionalidade do ASCD que permite incorporar os arquivos

1190

�Recursos de recuperação da informação
i! """"'"
MaooNlck

~

=

:,

IiWitt.UJ

1I....111~

Trabalho completo

digitais que podem,

assim ,

ser recuperados diretamente pelos usuários

interessados na Intranet, sem a necessidade de busca e localização dos
documentos em papel, pois geralmente estão sob a guarda de terceiros. Oesta
forma , além de agilizar o processo de recuperação , diminui as tarefas do pessoal
técnico do NOoc e confere maior satisfação aos usuários.

o

caso de documentos de acesso restrito foi solucionado, usando recursos

oferecidos pelo ASCO, isto é, através de definição de perfis de login e linguagem de
formatação, permitindo, assim, o acesso aos documentos digitais apenas aos
usuários cadastrados e com restrições de acesso aos documentos digitais.

6. Visão geral do sistema ABCO

o

ASCO pode ser visto como dois subsistemas integrados: ASCO Central

(administração, entrada de dados, pesquisa, relatórios, estatística, empréstimo e
aquisição) e ASCO Site (portal da unidade de informação e pesquisa para o usuário
final) tendo ainda dois módulos opcionais:

EmpWeb - empréstimo avançado e

SeCS-Web - controle de periódicos. A seguir as principais telas de interface e
respectivas funcionalidades.

. .. """""

Entrar

e

Figura 1 - Tela de login

A figura 1 apresente a tela de login do usuário, onde o nome/código e senha
estão relacionados a um perfil que determina a quais módulos e funções cada
usuário específico tem acesso e quais as permissões de acesso, isto é, permissão
de administração do sistema e ou de entrada de dados, somente pesquisa, etc.

1191

�Recursos de recuperação da informação
i!
""""""
~
HaooNlck

= ::::I~

Trabalho completo

Base de
dados

="=oar:'--_ _ _-:"'v.

"""'r:"

~ E;t.tm ic,;,~

..J

~

[ntraüde dldc-,

Ro?l3.tlÍ r iltS

oI,tu!l imd ~l\ içõ ê5-d ê b ;.; e-

Ul ilitârios

de d~dos

lU

(onfiglIrarc-ctient e 1l9.S0

Administração

criõ! Bii;ed ~ dacf~

Administraçic-del/Wirios

Reiniciar último núm ero d..
reai;tro Ibi!.l' copiesl

Tr!duzirm enUlt'I\; i'

p!'linndeljlldl

ABCD 1.1betal

Figura 2 - Menu geral

A figura 2 mostra a interface principal do ASCD Central. As opções disponíveis
nesta tela variam de acordo com os direitos de acesso do usuário que estiver
logado, sendo que o usuário com perfil de administrador tem acesso a todas as
funcionalidades e serviços. Além disto, esta também é a interface do sistema que,
além do módulo de catalogação, dá acesso aos demais módulos: Empréstimo e
Aquisição, bem como a todas as funcionalidades de cada módulo.

ASCO'

~V1t\ Hllbner
f(JI· «Udeo de Oorunentação

ad

~ 00'1'"
",.~-

VÓ_'

1.4

~ ~ ,4 Y~JNmgã~

lo

)t

I I ; IFld.I~~,,.:::;..",
"l~ ~' J
11

I

ItI Áredde i~tificlçào

ÁreadecontE'xtualizaçào
Área de conteúdo e eslfuturcl
Área de condições dt'acessoe uso

~
'"

'"

C

Co'!Cij\Õtldt.owo

""'.... a

G1 -~~
~

.....

...
,~ rn -~
_~

Oflttlti'.!I

O,l,t:ri:.;i=

Ou.... OUjCJll~h""

O El4lrin,OCI

r~

'----;c=:=E==
"'., - - - - - - - - - - -

.L

8 FecMr Ârea decondiçõe5deacessoeuso

Figura 3 - Tela de entrada de dados

1192

�Recursos de recuperação da informação
i! """"'"
MaooNlck

~

=

:,

IiWitt.UJ
1I....111~

Trabalho completo

A figura 3 apresenta um exemplo de planilha para entrada de dados. Mostra
que os campos de cada área opcionalmente podem ficar colapsados, que serão
expandidos à medida que forem acessados para entrada de dados. A planilha de
entrada dados pode ser configurada, tanto em termos de aparência, como quanto ao
tipo de dado e forma de entrada, isto é, se o dado será capturado a partir de uma
tabela com códigos padronizados, do tipo botão de rádio ou checkbox com seleção
múltipla ou simples. A entrada de uma data pode ser capturada a partir de um
calendário,

disponibilizado

através

de

uma

função

JavaScript,

gerando

automaticamente, além da data no padrão configurado, a data no formato ISO.
Nomes e assuntos podem ser capturados a partir de bases de autoridades, visando
a padronização da terminologia, o que por sua vez irá se refletir na recuperação das
informações. Permite ainda a captura de registros prontos da própria base de dados,
de outra base de dados ABCO ou de fontes externas via protocolo Z39 .50 . Portanto,
o ABCO oferece muitos recursos para agilizar e padronizar o processo de entrada de
dados para descrição dos documentos, objetos, livros, etc.

Viplllo

~ 1~

~l!icioar por v

l :1

StI'O~ IJf'I'I CIfIIPOPt~ u iW ...l t r~fotrN ljI'I'•• ou lI\JiIP.I'YI'.Ilct1.Vtdofd.d~ qLltptl:t1l6t~QJ~1I

t anlPQ
Palaravra

Exoressão
v

Unidade/Área
Procedênda

v

Data ilicial

v

Titulo

V

Assunto principal

v

Outros assuntos

v

Nomes

v

I~~
a [~[~3

Códigodereferlnda v
v

Cliq utl1'l\

J~ I
J~ I
U~I
I J~ I
J~ I
I J~ I
J~ I

J~

Número decontrole v

Figura 4 - Formulário de pesquisa

A figura 4 mostra o formulário de pesquisa avançada do ABCO Central que
permite recuperar os documentos pelo índice de cada campo indexado no todo, ou
por uma ou mais palavras-chaves. O ABCO permite que sejam criados tantos índices
para recuperação quantos forem necessários e com o detalhamento desejado para
cada base de dados.

1193

�Recursos de recuperação da informação
i! """"'"
MaooNlck

~

=

:,

IiWitt.UJ
1I....111~

Trabalho completo

(OI/ITÚDO

",.r:tnr.ItI I3765
Al~,~ ~

1íllb Eólicio Ltiz SimOeslopes
RiodeJaneiro,(entJe199Se2000J.

~r':$

"""', 510l P~ , 18x2' an e 12&gt;18an.: 2610l "1. (3 OOp.I.13121an. 22&gt;15an e 20l29oo: 18neg. (15 1~ 1532r. e
Scfcr:t lconogrãlco
A-o, C(I!f Escolade Pós·Gladuaçào em Economia. localizada no 10' p~melllo.
,i"'tJ~ Permanef1te

j:i:w Por\iguês
NlCu9f!lj1 Ind ui IoIOdONJd~Ório EugênjoGtiOincomaJunos.

JanuanoGardaeMarcoRodJigues
Fcto:.l~OtKf~Y Es cola

de Pós-Graduaçâo em Economia·EPGE

~dilório e3nco 803'oista
!did ~6rio e anooBozanoSlmonsen

hldrtõrio EugênioCudin
hldrtórios
Edlfldo-sede(RJ)
Hall

ti

Figura 5 - Tela de apresentação de resultados

A forma de apresentação dos resultados, conforme mostra a figura 5, é
igualmente configurável, tanto na forma de apresentação como quanto ao
detalhamento dos resultados. No caso do NOoc-FGV, o título do documento foi
negritado e para assunto principal foi criado um hiperlink, de forma que, a partir de
um resultado de pesquisa, clicando no link, recupera todos os registros daquele
assunto. O mesmo tipo de hiperlink pode ser criado para qualquer campo indexado
na base de dados.

7. ABCO Site

O sistema ASCO dispõe ainda de uma interface especial para o usuário final,
acessada diretamente através do Srowser, não necessitando de login . O ASCO site
é um tipo de Portal que, alem do acesso às bases de dados locais, pode
disponibilizar outras fontes de informação, notícias, etc.
Além de uma interface de pesquisa simultânea em mais de uma base de
dados (meta busca), oferece duas opções de formulário para pesquisa : o formulário
simples e o formulário avançado

1194

�Recursos de recuperação da informação
Trabalho completo

,. Links úteis

Entre com uma ou mais pa lavras

"'~ SciELO
Arq uivo Público do
RJ

I

[ PeSQuisar

Arq uivo Geral da
Cidade do Rio de
Janeiro

,. Fontes de Informações

Associação dos
Arq uivistas do
Estado do Rio de
Janeiro - AAERJ

Base de dados FGVDOC

Associação dos

Base de dados FGVDOCJ

I

Filtra r

Bases de dados da Institui ção

• Bras il é eleito Ba r
Bresidir a Associe
Latino-americ ana
Arqu ivos
• Próximos Cursos
• Arqu ivo Público di
• I nst~ u ições Fedel
Ens ino S u ~ rior

• Sinarguivo
• CNJ cria regras ~
destuir Brocessos
1 - Feliz Dia dos
Arqu ivi stas
• 2 - f eliz Dia dos
Ara uivistas

Base de dados IDE_Doe
Base de dados NOOCSP

Arq uivistas de São
P" ulo _ARQ.SP

,. Notícias

,. Pesquisa nas bases de dados do ABCO

Base de dados da Editora FGV

Figura 6 - Portal com metapesquisa

A figura 6 apresenta um exemplo simples de portal. Observa-se uma caixa de
pesquisa por uma ou mais palavras que será realizada simultaneamente em todas
as bases de dados configuradas (metapesquisa) . Existe uma opção de Filtro que
permite selecionar as bases de dados às quais a pesquisa será aplicada, caso
queira restringir a pesquisa a algumas bases de dados. Além da metapesquisa nas
bases de dados, o portal permite organizar e disponibilizar uma rede de instituições
ou bases de dados de interesse da unidade, bem como a divulgação de notícias e
destaques.

Pesquisa em bases de dados

(] aJuda ~FDfffiuJánD

Base d. dados fGVDOC : formulirioli,,,
EntreumaDU malspalalliS

oTodasaspall\l3s(AlIO)

OQualquer palua (ORI

Figura 7 - Formulário de pesquisa simples

O formulário de pesquisa simples, conforme mostra a figura 7, é um dos
formulários para pesquisa em uma base de dados específica de cada vez e que
permite uma pesquisa tipo Google, bastando digitar palavras significativas do

1195

�Recursos de recuperação da informação
i! """"'"
MaooNlck

~

=

:,

IiWitt.UJ
1I....111~

Trabalho completo

documento/livro a ser encontrado, separadas por espaço, e a pesquisa será
realizada em todos os campos indexados. É, portanto, um método de pesquisa muito
simples e fácil, que atende, na maioria dos casos, as necessidades do usuário final.

IJ
~

Pesquisa em bases de dados

de dados fGVOOC: f orrnulãrio avarn;ado

no campo:

Pesquisar.

:Plllvru

v]

Il'Idie.

::31

Indlc.

vi

Indl c.

Figura 8 - Formulário de pesquisa avançada

No caso de a pesquisa pelo formulário simples não alcançar o resultado
desejado, ou recuperar um número de documentos muito grande e havendo
necessidade de restringir a pesquisa , o usuário dispõe de um Formulário
avançado, conforme mostra a figura 8. Este formulário permite fazer pesquisas,
tanto por palavra , como pelos índices previstos, podendo combinar dois ou mais
campos através dos operadores lógicos "and"/"or".

8. Considerações finais
A automação da documentação do Núcleo de Documentação da Fundação
Getulio Vargas ocorreu, de início, em decorrência das limitações da recuperação
manual das informações e, atualmente, da própria evolução tecnológica que exigiu a
migração dos dados, devido à obsolescência dos softwares anteriores, assim como
das novas exigências impostas pelos documentos eletrônicos e pelas demandas dos
usuários.
O sistema ASCD veio atender as nossas necessidades por suportar um
volume de dados que aumenta muito rapidamente e que precisa ser disponibilizado
na web, em nosso caso, na intranet da FGV, com restrições de acesso aos

1196

�Recursos de recuperação da informação
i! """"'"
MaooNlck

~

=

:,

IiWitt.UJ
1I....111~

Trabalho completo

documentos digitais. Além disto, por ser um software livre e flexível, podendo ser
adaptado às necessidades do FGV/NDoc, podemos considerar que atende
satisfatoriamente as necessidades do Núcleo de Documentação central, bem como
os diversos serviços de documentação setoriais já incorporados ao sistema.

8. Referências
ARQUIVO NACIONAL (Brasil). Dicionário brasileiro de terminologia arquivística.
Rio de Janeiro: Arquivo Nacional, 2005. Disponível em :
http://www.portalan .arquivonacional .gov.br/Media/Dicion%20Term%20Arquiv.pdf
Acesso em : 15/03/2012.
FONSECA, Maria Odila. Arquivologia e ciência da informação. Rio de Janeiro:
Editora FGV, 2005. 124 p.
PAES, Marilena Leite . Arquivo: teoria e prática. 2 ed . revista e ampliada . Rio de
Janeiro: Editora da FGV, 1997. 162 p.
SANTOS, Vanderlei Batista dos. Gestão de documentos eletrônicos: uma visão
arquivística. Brasília: ABARQ, 2005. 223 p.
SANTOS, Vanderlei Batista dos; INNARELLI , Humberto Celeste; SOUSA, Renato
Tarciso Barbosa de. Arquivística - temas contemporâneos: classificação,
preservação digital, gestão do conhecimento. Brasília: SENAC, 2007. 224 P
SILVA, Maria Leonilda Reis da. História e memória do Arquivo Central da FGV I
Maria leonilda Reis da Silva. - 2010. 161 f. Dissertação (mestrado) - Centro de
Pesquisa e Documentação de História Contemporânea do Brasil, Programa de PósGraduação em História Política e Bens Culturais.
SMET, Egbert de: SPINAK, Ernesto. Manual de introdução geral ao ABCD.
Disponível em :
http://bvsmodelo .bvsalud .org/php/level .php ?lang=pt&amp;component=27 &amp;item= 13#.
Acesso em 02/04/2012

1197

�</text>
                  </elementText>
                </elementTextContainer>
              </element>
            </elementContainer>
          </elementSet>
        </elementSetContainer>
      </file>
    </fileContainer>
    <collection collectionId="49">
      <elementSetContainer>
        <elementSet elementSetId="1">
          <name>Dublin Core</name>
          <description>The Dublin Core metadata element set is common to all Omeka records, including items, files, and collections. For more information see, http://dublincore.org/documents/dces/.</description>
          <elementContainer>
            <element elementId="50">
              <name>Title</name>
              <description>A name given to the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51396">
                  <text>SNBU - Edição: 17 - Ano: 2012 (UFRGS - Gramado/RS)</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="49">
              <name>Subject</name>
              <description>The topic of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51397">
                  <text>Biblioteconomia&#13;
Documentação&#13;
Ciência da Informação&#13;
Bibliotecas Universitárias</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="41">
              <name>Description</name>
              <description>An account of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51398">
                  <text>Tema: A biblioteca universitária como laboratório na sociedade da informação.</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="39">
              <name>Creator</name>
              <description>An entity primarily responsible for making the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51399">
                  <text>SNBU - Seminário Nacional de Bibliotecas Universitárias</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="45">
              <name>Publisher</name>
              <description>An entity responsible for making the resource available</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51400">
                  <text>UFRGS</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="40">
              <name>Date</name>
              <description>A point or period of time associated with an event in the lifecycle of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51401">
                  <text>2012</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="44">
              <name>Language</name>
              <description>A language of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51402">
                  <text>Português</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="51">
              <name>Type</name>
              <description>The nature or genre of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51403">
                  <text>Evento</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="38">
              <name>Coverage</name>
              <description>The spatial or temporal topic of the resource, the spatial applicability of the resource, or the jurisdiction under which the resource is relevant</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51404">
                  <text>Gramado (Rio Grande do Sul)</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
          </elementContainer>
        </elementSet>
      </elementSetContainer>
    </collection>
    <itemType itemTypeId="8">
      <name>Event</name>
      <description>A non-persistent, time-based occurrence. Metadata for an event provides descriptive information that is the basis for discovery of the purpose, location, duration, and responsible agents associated with an event. Examples include an exhibition, webcast, conference, workshop, open day, performance, battle, trial, wedding, tea party, conflagration.</description>
    </itemType>
    <elementSetContainer>
      <elementSet elementSetId="1">
        <name>Dublin Core</name>
        <description>The Dublin Core metadata element set is common to all Omeka records, including items, files, and collections. For more information see, http://dublincore.org/documents/dces/.</description>
        <elementContainer>
          <element elementId="50">
            <name>Title</name>
            <description>A name given to the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="63537">
                <text>Automação do Núcleo de Documentação da FGV através de software livre- o ABCD.</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="39">
            <name>Creator</name>
            <description>An entity primarily responsible for making the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="63538">
                <text>Hubner, Edwin; Silva, Maria Leonilda Reis da</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="38">
            <name>Coverage</name>
            <description>The spatial or temporal topic of the resource, the spatial applicability of the resource, or the jurisdiction under which the resource is relevant</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="63539">
                <text>Gramado (Rio Grande do Sul)</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="45">
            <name>Publisher</name>
            <description>An entity responsible for making the resource available</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="63540">
                <text>UFRGS</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="40">
            <name>Date</name>
            <description>A point or period of time associated with an event in the lifecycle of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="63541">
                <text>2012</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="51">
            <name>Type</name>
            <description>The nature or genre of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="63543">
                <text>Evento</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="41">
            <name>Description</name>
            <description>An account of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="63544">
                <text>Evidencia as influências das novas tecnologias nas atividades da arquivologia. Destaca os benefícios trazidos pela informática, proporcionando maior rapidez na localização de documentos. Relata a solução encontrada pelo NDoc/FGV com a adoção de um software livre, baseado na web, e a norma NOBRADE. Relaciona as principais funcionalidades e vantagens do novo sistema, em termos de administração, controle e recuperação da informação, tanto para o pessoal técnico, como para o usuário final.</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="44">
            <name>Language</name>
            <description>A language of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="69462">
                <text>pt</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
        </elementContainer>
      </elementSet>
    </elementSetContainer>
  </item>
  <item itemId="5962" public="1" featured="0">
    <fileContainer>
      <file fileId="5026">
        <src>http://repositorio.febab.org.br/files/original/49/5962/SNBU2012_101.pdf</src>
        <authentication>d03beee5ed3318091aba253912e41250</authentication>
        <elementSetContainer>
          <elementSet elementSetId="4">
            <name>PDF Text</name>
            <description/>
            <elementContainer>
              <element elementId="92">
                <name>Text</name>
                <description/>
                <elementTextContainer>
                  <elementText elementTextId="63536">
                    <text>i

5I!mWrio

~

IbôonaIdr

~ :"~t=.

Recursos de recuperação da informação
Trabalho completo

A BIBLIOTECA DIGITAL DE TESES E DISSERTAÇÕES (BOTO) E
WEB-USERS: CASOS DE INTEGRAÇÃO NO CONTEXTO DE
SOCIEDADE DA APRENDIZAGEM

Jônatas Souza de Abreu1, Renato Fernandes Corrê;l'
1 Bacharel em Biblioteconomia pela Universidade Federal do Rio Grande do Norte; Mestre em
Ciência da Informação pela Universidade Federal de Pernambuco e Bibliotecário da Autarquia de
Ensino Superior de Garanhuns.
2 Bacharel em Mestre em Ciências da Computação, pela Universidade Federal de Minas Gerais e
Universidade Federal de Pernambuco, respectivamente ; Doutor em Ciência da Computação pela
última. Docente no mestrado em Ciência da Informação da UFPE

Resumo
Trata das bibliotecas digitais, problematizando a questão da adequação da
biblioteca digital de teses e dissertações à realidade social das redes. Objetiva
discutir a necessidade de legitimação de conhecimento e relacionamentos sob o uso
das redes sociais (RS) através da biblioteca digital (BD) . Parte do pressuposto que
a RS é potencializadora do acesso à informação através da disseminação seletiva
da mesma, e da socialização dos saberes através da interação entre leitores e
leitores/ leitores e autores em ambiente de biblioteca digital. Quanto à realização do
trabalho, optou-se pelo uso da pesquisa documental e do estudo de caso, neste
último analisando bibliotecas digitais ou repositórios que integram redes sociais à
sua estrutura, no período que compreende os anos de 2002 a 2012. Verificou-se
através dos casos expostos que a possibilidade e necessidade de integração entre
redes sociais e a BDTD por se apresentar uma opção para maior socialização de
saberes entre os usuários da biblioteca e outras bibliotecas digitais, dentre as quais
as analisadas, já fazem uso dessa ferramenta para consecução de seus objetivos.
Palavras-chave:
Redes sociais; Bibliotecas Digitais; BDTD; Colaboratividade.

Abstract
Discusses the question of the adequacy of the digital library of theses and
dissertations to the reality of social networks. Discusses the need for legitimacy of
knowledge and relationships in the use of social networks (RS) through the digital
library (BD). Assumes that the RS is potentiated access to information through the
selective dissemination of same, and the socialization of knowledge through the
interaction between readers and viewers / readers and authors in the digital library
environment. For the work done, we chose to use archival research and case study
in the latter analyzing digital libraries or repositories that integrate social networking
to its structure, the period covers the years 2002 to 2012. Was found through the
cases exposed to the possibility and necessity of integration between social networks
and BDTD by presenting an option for greater socialization of knowledge among

1174

�i

5I!mWrio

~

IbôonaIdr

~ :"~t=.

Recursos de recuperação da informação
Trabalho completo

users of the library and other digital libraries, among which those analyzed , already
use this tool to achieve its objectives.
Keywords :
Social Networks; Digital Libraries; BDTD; Collaboration on network.

1 Introdução
A educação, enquanto prática de liberdade propicia às pessoas novas
maneiras e novas perspectivas de vivenciar a realidade, e mesmo de construí-Ias.
Nesse sentido, abordamos a Biblioteca Digital (BD) como propiciadora de
conhecimentos em rede, não somente pelo fato de ser biblioteca, mas também por
sua peculiaridade de agregar conteúdos digitais, pois em tese, ela proporciona maior
acesso aos seus conteúdos. Observamos também a biblioteca digital como meio de
satisfação das demandas de colaboratividade e aprendizado em rede, oriundas da
visão econômica denominada "Sociedade da Aprendizagem 1".
Ao analisar o caso das bibliotecas digitais, nos detivemos em um campo
visual na qual privilegiamos o Brasil e a sua Biblioteca Digital de Teses e
Dissertações - BDTD -, cuja proposta de disseminação de conhecimentos advindos
da pesquisa acadêmica em nível mestre e doutoral é demonstrada tanto na sua
home page, quanto na sua inserção na vida acadêmica dos discentes de pósgraduação e respectivas coordenações.
Contudo, baseados nos eixos paradigmáticos da Sociedade da Aprendizagem
estudados, bem como conjecturando os ganhos que o contexto brasileiro em
Ciência, Tecnologia e Inovação (CT &amp; I) pode obter a partir da socialização da
informação em RS, notamos que a referida biblioteca não dispõe de suporte a tal,
bem como notamos também, a possibilidade de analisar a inserção de RS à BDTD,
em resposta ao contexto econômico, social e político da sociedade da
aprendizagem .
Tencionamos nesse movimento, observar a BDTD em contexto global
(missão, objetivos e demandas); identificar experiências de integração entre BD e
RS; mapear as RS de colaboração acadêmica no Brasil e no exterior; elaborar
proposições à BDTD em termos de adoção das RS .
Procuramos relevar este ensaio como uma centelha de resposta ao contexto
social expostos nos últimos dez (10) anos, no qual tanto a educação em rede quanto
as reformas universitárias que visam o fortalecimento das fileiras do mercado
através da subsunção do trabalho intelectual desenvolvido na universidade.
Segundo Jean Lojikine (1995) , em seu livro "revolução informacional", a ideia
de uma revolução "informacional", sucessora de uma revolução "industrial", pode
hoje, parecer banal. Na verdade, o discurso da sociedade da informação ainda
continua vivo no Brasil. Contudo, o contexto norte-americano e europeu aponta para

1 Nominamos "sociedade da aprendizagem" ou "sociedade aprendente" aVisa0 economlca que
define como seu paradigma a aprendizagem contínua para o desenvolvimento de competências e
reflexividade .

1175

�i

5I!mWrio

~

IbôonaIdr

~ :"~t=.

Recursos de recuperação da informação
Trabalho completo

uma "nova" realidade economlca , na qual a revolução informacional precede a
evolução da visão econômica da aprendizagem.
No novo contexto sucedâneo, à guisa da implicação e aplicação de uma
infraestrutura internacional de informaçã0 2 onde a economia possa ter um maior
escoamento e o trabalho possa ir alem do "piso da fabrica", é natural que haja uma
corrida para a qualificação industrial e trabalhista, o que resulta em uma série de
investimentos na pesquisa em CT&amp;I.
Nessa perspectiva, a universidade, em contexto mundial, tem se tornado
palco de uma serie de grandes mudanças. A educação para o trabalho parece ser o
último grande insight da economia mundial, como pode ser visto na Europa, com o
acordo de Bolonha 3 . Entretanto, as consequências de tal insight tendem a oferecer
um quadro dúbio da situação da educação superior nos países que aderem ao
acordo; infelizmente, não e este o objeto de analise deste trabalho .
Ainda nesse quadro, desenvolve-se a chamada rede social de aprendizagem ,
na qual educandos de varias localidades se reúnem em ambiente virtual de
educação a distância, buscando conhecimentos e ascensão no que diz respeito às
chances de empregabilidade . Grosso modo, desenvolve-se assim , uma perspectiva
de educação em rede, que tornaria o aluno autossuficiente na busca pelo
conhecimento necessário ao seu encaixe no mundo do trabalho e na economia
como um todo; uma peça de movimentos próprios no jogo contextual proposto.

2 Biblioteca digital ou repositório digital BOTO: retas e tangentes
Asunka (2010, p. 80) define repositório digital como "a Web-based database
of scholarly material which is institutionally defined, cumulative and perpetuai, and
openly accessible to members of the institution's community,,4 (Ware, 2004) . Nesse
contexto, temos a experiência de um banco de dados que serve a uma comunidade
acadêmica com dados acessíveis de caráter cumulativo.
De acordo com Leite (2009), a expressão 'repositórios digitais', no contexto do
acesso aberto, é empregada para denominar os vários tipos de aplicações de
provedores de dados que são destinados ao gerenciamento de informação científica
constituindo-se, necessariamente, em vias alternativas de comunicação da ciência .
Ainda de acordo com o autor, os repositórios digitais podem ser tipologicamente
identificados mediante três características principais: institucionais; temáticos ou
disciplinares; de teses e dissertações 5 .
Como é exemplo a Globallnformation Infrastructure.
Com acordo de Bolonha ou a Declaração da Sorbonne , em 1998, teve início um processo de
convergência dos sistemas nacionais de Educação superior com o objetivo da criação do Espaço
Europeu de Ensino superior (EEEs). Esta Declaração "Destaca-se o protagonismo das universidades
no desenvolvimento da dimensão cultural europeia. Inicia então um processo cujo objetivo é construir
um espaço de educação superior como instrumento chave da mobilidade dos cidadãos e da
construção de um mercado laboral unificado." (Moscoso Castro, 2006, p. 11).
4 "Base de dados web-based com material acadêmico o qual é definido institucionalmente como
cumulativo, perpétuo, aberto, acessível aos membros da comunidade da instituição". (Tradução do
autor)
5 Sobre cada um estes, destacamos: 1)Repositórios institucionais: voltados à produção intelectual
de uma instituição, especialmente universidades e institutos de pesquisa. Exemplo: e-PrintsSoton repositório de Pesquisa da Universidade de Southampton (http ://eprints .soton .ac.uk/); 2) Repositórios
temáticos ou disciplinares: voltados a comunidades cHmts específicas. Tratam , portanto, da
produção intelectual de áreas do conhecimento em particular. Exemplo: E-LlS - EPrints in Library and
2

3

1176

�i

5I!mWrio

~

IbôonaIdr

~ :"~t=.

Recursos de recuperação da informação
Trabalho completo

Um conjunto de repositórios de uma instituição é chamado de repositório
institucional (RI) , e, segundo Crow e Lynch, citados por Asunka (ibid .) concorrem
como:
Described as an essential infrastructure for scholarship in the digital age
institutional repositories provide a set of digital collections and services that
the institution offers to members of its community for the management and
dissemination of digital materiais created by the institution and its community
members (Crow, 2002 ; Lynch , 2003 apud ASUNKA, ).

A guisa de exemplo, no Brasil, uma das últimas investidas do IBICT em
matéria de disponibilização de acessibilidade à produção acadêmica foi o projeto de
Repositórios Institucionais nas IES brasileiras, com objetivo de acessibilizar e
disseminar o conhecimento produzido dentro das mesmas ao publico acadêmico e
ao usuário comum .
Segundo Leite (2009), em sua apologia aos Repositórios Institucionais, várias
instituições no mundo inteiro utilizam o sistema de RI para gerenciar a informação
científica advindas das atividades de ensino e pesquisa intrauniversitárias,
oferecendo um output de em modo de acesso aberto e, à título de feedback, dando
suporte às atividade de ensino e pesquisa da universidade.
Em uma série de benefícios, Leite (ibid .) ainda destaca os RI como
responsáveis por:
a) melhorar a comunicação científica interna e externa à instituição;
b) maxim izar a acessibilidade, o uso, a visibilidade e o impacto da produção
científica da instituição;
c) retroalimentar a atividade de pesquisa científica e apoiar os processos de
ensino e aprendizagem ;
d) apoiar as publicações científicas eletrônicas da instituição;
e) contribuir para a preservação dos conteúdos digitais científicos ou
acadêmicos produzidos pela instituição ou seus membros;
f) contribuir para o aumento do prestígio da instituição e do pesquisador;
g) oferecer insumo para a avaliação e monitoramento da produção científica;
h) reunir, armazenar, organizar, recuperar e disseminar a produção científica da
instituição. (LEITE, 2009 , p.20) .

Neste raciocínio, o encaixe na tipologia , bem como atual comportamento da
BOTO em termos de apresentação enquanto
RI , apresentam-na como um
repositório digital especializado em teses e dissertações, cujos conteúdos se
reportam à subdivisão temática dentro da divisão proposta por programas de pósgraduação da Instituições de Ensino Superior colaboradoras, cujas produções
podem ser acessadas em uma divisão específica. Ainda em relação à Biblioteca
Digital de Teses e Dissertações, a busca dentro dos parâmetros estabelecidos pode
ocorrer por uma série de injunções e ser auxiliada por operadores booleanos, o que
muito facilita a pesquisa de trabalhos dentro do sistema.
A grande preocupação, nesse caso, seria com a disseminação de tal
informação, já que a biblioteca em debate não possui ferramentas/aplicações de
compartilhamento, ou de envio de material por e-mail , o que faz com que o usuário
Information Science (http ://eprints .rclis.orgl) e arXiv .org (http://arxiv.org/) ; 3)
Repositórios de teses
e dissertações (Electronic Thesis and Dissertation - ETDs) : repositórios que lidam exclusivamente
com teses e dissertações. Muitas vezes a coleta das muitas ETDs é centralizada por um agregador.
Exemplo: BDTD/UnB - Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da Universidade de Brasília
(http://bdtd.bce.unb.brltedesimplificado/) e BDTD (http://bdtd.ibict.brl).

1177

�i

5I!mWrio

~

IbôonaIdr

~ :"~t=.

Recursos de recuperação da informação
Trabalho completo

perca tempo em salvar uma cópia no seu computador/dispositivo móvel para uma
pesquisa posterior.
A exemplo de mecanismos de busca de conteúdo acadêmico, contata-se que
não há uma completa interação entre usuário-biblioteca a fim de fazer com que o
interesse deste possa ir além da pesquisa bibliográfica para fundamentação de seu
trabalho.
Se analisarmos as características apontadas por Tammaro e Salarelli (2008),
que demonstram tanto os obejtivos-fim da biblioteca, quanto à tipologia e métodos
de construção, vemos que as bibliotecas deveriam inspirar autonomia nos usuários.
No entanto, a BDTD não o consegue fazer completamente, seja por sua interface
não dinâmica do ponto de vista tecnológico, pelo seu isolamento em relação ao
compartilhamento de conteúdo que poderia ocorrer de um modo mais simples.
Diz-se o mesmo pela publicidade que ocorre de modo pífio entre muitos
estudantes do ensino superior (OLIVEIRA, 2009), que talvez, sequer saibam usar
uma base de dados como a Biblioteca Digital de Teses e Dissertações. Caminhando
por essa análise, detectamos um problema de ordem estrutural da BDT que, apesar
do grande porte, ainda apresenta falhas na socialização de saberes.
Nesse sentido, podemos recorrer a Tammaro e Salarelli (2008), cujos
argumentos para a formação da biblioteca digital são convincentes e respondem à
necessidade de geração de bibliotecas digitais, tal como é a proposta adequação da
BDTD.
A argumentação utilizada pelos autores se compõe de cinco pontos basais
seguindo a linha de benefícios trazidos pela implantação da biblioteca digital.
Segundo eles, os benefícios principais são o melhoramento da pesquisa, onde as
bibliotecas representam um aperfeiçoamento e evolução nos sistemas de buscas em
base de dados, o que possibilita pesquisas integradas, tornando disponíveis ao
usuário vários serviços web.
Outro argumento utilizado, e um dos que mais chamam atenção nesse âmbito
de colaboratividade em bibliotecas, é de que o ambiente de biblioteca digital
favorece a colaboração entre usuários, que podem se utilizar do mesmo
documento ou recurso digital ao mesmo tempo e criar outros de forma cooperativa .
A argumentação seguinte dispõe da atualização dos recursos da biblioteca e
adição rápida à coleção, compensando o tempo que um documento possa levar
para ser publicado. Logo em seguida, temos o argumento das melhores práticas
no uso da informação, onde além de se haver uma ampliação no numero de
usuários potenciais, os recursos podem ser reutilizados e serviços podem ser
personalizados com relação a usuários de diferentes faixas de idade e competência .
Nesse sentido , buscamos afirmar que a Rede Social é uma potencializadora
do acesso à informação e da socialização de saberes através da interação
estabelecida entre leitores/autor ou leitor/leitor, bem como da colaboração entre
usuários, baseado nas argumentações de Marteleto (2001), Capra (2008) e Recuero
(2010), bem como nos cases analisados neste trabalho.
Com o surgimento das grandes aplicações de RS na internet, pode haver uma
grande possibilidade de se atrelar à biblioteca digital a uma aplicação que torne
atrativa a pesquisa e o relacionamento entre usuários tanto na consciência da
necessidade de informação, quanto na etapa de mineração e crítica da mesma .
Nesse sentido a rede social funcionaria como mecanismo de relacionamento entre
usuários do sistema de biblioteca digital de teses e dissertações, estudantes de

1178

�i

5I!mWrio

~

IbôonaIdr

~ :"~t=.

Recursos de recuperação da informação
Trabalho completo

graduação e pós-graduação, entre si e com autores dos trabalhos presentes,
contribuindo para o desenvolvimento da ciência e o exercício da pesquisa e da
criticidade entre leitores e criadores de conteúdo incluídos no sistema.
Visando maior publicidade não só da metodologia que envolve a biblioteca
digital, como forma de atenção às demandas da sociedade da informação e do
contexto nascente de sociedade da aprendizagem, há a necessidade da exploração
de novas alternativas de contato entre o publico pesquisador e a pesquisa publicada,
bem como com entre pares. Isso pode se dar de forma satisfatória se relacionarmos
à plataforma de BOTO a um sistema de RS tal , que possa promover suficientemente
o contato entre pesquisadores, gerando conhecimento e troca de saberes entre
pares e interessados nas temáticas de pesquisa elencadas na biblioteca digital.
Há uma série de constatações e implicações a serem feitas com relação ao
uso da rede social na biblioteca digital, contudo, gostaríamos de destacar algumas:
a) Interação entre acadêmicos, sociedade e pesquisadores de diversos níveis no
intercâmbio de informação;
b) Socialização do conhecimento e exposição de resultados de pesquisa
contidos nas teses e dissertações a um amplo colegiado, bem como à
sociedade como um todo;
c) Interação direta de pesquisadores com autores dos trabalhos constantes no
repositório.
Retaliando o senso comum de que RS como twitter e facebook não são
compatíveis com os objetivos acadêmicos da pesquisa e do aprendizado, várias
bibliotecas digitais ganharam fama e acesso após a publicidade de suas obras
dentro das RS . Um dos casos mais famosos é o da Bibliothéque Nationalle
Française, a BNF, cujo blog Gallica 6 em pelo menos 3 línguas e perfil homônimo no
twitter e facebook disponibilizam para o público obras de variado alcance, e tem
como resultado a visualização e acesso de um grande número de usuários em todo
o mundo.

3 Perspectivas metodológicas
Para a fundamentação deste estudo, utilizamos a pesquisa documental, e a
metodologia do estudo de caso. Analisamos documentos referentes à BOTO e
artigos sobre bibliotecas digitais bem como fizemos visitas à outros portais de BO.
Para a busca e seleção dos dados tanto do referencial teórico, quanto dos estudos
de caso, foram utilizados o buscador Google acadêmico (Scholar.Google), o portal
Scielo, a própria BOTO, a Base de Oados Referencial de Artigos de Periódicos em
Ciência da Informação, o BRAPCI , além do metabuscador do Portal Periódicos
CAPES (em sua versão antiga e nova).
No percurso da seleção dos estudos de caso, escolhemos "digital library" e
"social network" como palavras-chave de assunto para guiar a busca inicial, que
pairava sob a interseção entre as duas palavras, o que geraria, em tese, algum
resumo que tratasse da inserção de RS em bibliotecas digitais. Além destas
6

http://gallica.bnf.fr/

1179

�i

5I!mWrio

~

IbôonaIdr

~ :"~t=.

Recursos de recuperação da informação
Trabalho completo

principais, selecionamos "digital libraries","institutional repositories", "open access
initiative" e "self archiving". Os levantamentos forma efetuados no período
compreendido entre abril e novembro de 2011 .
Na primeira busca efetuada no portal de periódicos chegou-se a alguns
resultados nítidos da produção que envolvia estas palavras chave: um número
reduzido de produções que tratavam direta ou indiretamente sobre a questão
principal do trabalho.
Para salvaguardar os resultados das interseções feitas, salvamos os
resultados em formato de documento de texto (*.txt). Em uma primeira análise, as
bases que continham algum resultado e, consequentemente, retornaram resumos,
foram a ISI web of knowledge , com 6 (seis) registros e a CSA ProQuest, com 11
(onze).
Para a busca detalhada e análise de conteúdo, optou-se pelos resultados
colhidos na CSA, pelo motivo de haver maior identificação temática com a nossa
abordagem, o que possibilitou , consequentemente, uma leitura mais concisa e
consistente tanto dos resumos quanto dos textos completos, o que não ocorreu de
igual forma nos arquivo da ISI.
A título de análise secundária, mais detalhada, dos 11 registros, 10 continham
em suas palavras-chave "social network" seguida ou precedida de "digital library",
que constava em todos os outros registros; 1O artigos coletados estavam em língua
inglesa, sendo o décimo primeiro em turco; 1 artigo focando a analise de RS, outros
9 advogando que a biblioteca digital deveria ser tão presente quanto uma rede
social , do tipo facebook , na vida do usuário, ou de associação às RS tendo como
resultado o incremento de serviços de referencia da biblioteca ou analisando atual
situação do serviço de referencia virtual disponível em bibliotecas digitais; um
registro de uma coluna de revista sobre a relação entre bibliotecas digitais e RS que,
ao parecer do autor, abordava o assunto superficialmente, não tocando nos pontos
centrais da pesquisa .
Por fim , dos 11 registros, foram apenas selecionados 2, cujas experiências de
uma biblioteca que se conectou ao twitter e um Repositório Institucional que agrega
uma interface de colaboratividade entre atores da rede são registradas como casos
de estudo neste trabalho .
Tais experiências tratam da implementação de RS a projetos de biblioteca e
repositórios digitais. Reportaremos-nos ao caso da biblioteca digital da Califórnia e
do Pocket Knowledge da Columbia University, ambas nos Estados Unidos e à
proposta da Europa no que diz respeito ao apoio às bibliotecas digitais em seu
espaço e política de ensino.

3.1 ASSOCIAÇÃO DE BIBLIOTECAS DIGITAIS ÀS REDES SOCIAIS - O
CASO DA "CALlFORNIA DIGITAL LlBRARY - @CALDIGLlB"
A experiência que mais se assemelha à proposição desse trabalho ocorreu na
Califórnia Digital Library, nos Estados Unidos, na qual a mesma se valeu do twitter
para publicizar as informações da newsletter com produtos e serviços já existentes
da biblioteca digital e aumentar o numero de acessos e consumo dos produtos e
serviços digitais produzidos pela biblioteca.
Num contexto de busca de maior número de acessos e consumo de
conteúdos, a gerencia de marketing começa a questionar os programadores da
biblioteca acerca da possibilidade de comunicação com o público via twitter; de início

1180

�i

5I!mWrio

~

IbôonaIdr

~ :"~t=.

Recursos de recuperação da informação
Trabalho completo

uma ideia tímida , um ano depois já computava um aumento significativo no numero
de seguidores dos conteúdos publicados pela biblioteca, sob o perfil "@CaIDigLib".
Nesse ínterim, houve um recondicionamento não só da biblioteca a fim de atender a
essa nova demanda de publico e conteúdo, como também uma nova compreensão
da atuação favorável das RS , no caso o twitter, na existência da biblioteca digital.
Os custos da nova publicidade foram nulos, se comparados aos resultados
gerados em relação ao acesso via tweets; a estratégia de divulgação consistia de
distribuir conteúdo disponível na newsletter, previamente pronta em formato XML
legível por alimentadores feed , automaticamente através de um aplicativo específico
que convertia essa newsletter em tweets com formatos estruturados (tweethopper),
como pode ser observado logo abaixo:
The real-time investment associated with a Twitler account is the generation
of content, or tweets. Our intention, as noted previously, was to use the
content COL staff members already created for the COLlNFO newsleUer.
The newsletler had already been made available as an RSS feed , so we did
some research and found a tool (Tweethopper) that automates the
conversion of the RSS feed of COLlNFO articles into tweets. This means
that anyone following @CalOigLib is able to read the COLlNFO news items
as they are published . Each tweet includes a link to the full article. This
represents a delivery improvement over our email model , which is monthly.
(STARR, 2010, p.25) .

Desde a implantação em 10 de Janeiro de 2009 , até a última verificação de
seguidores (followers) , houve um crescimento de quase 180% no numero de
assinantes das noticias da biblioteca digital, e consequentemente um incremento no
numero de acessos à biblioteca, o que pode ser considerado um grande feito no que
diz respeito à divulgação de conteúdo de uma biblioteca digital.
Como resultado do aumento no numero de acessos, a página da biblioteca foi
remodelada , tendo agora , também como conteúdo, marcadores sociais para twitter e
facebook, os quais compartilhavam conteúdos da biblioteca nos perfis dos usuários
que desejassem receber noticias recentes da biblioteca .

3.2

UTILIZAÇÃO DE REDES SOCIAIS EM AMBIENTES DIGITAIS DE
TRABALHO - O CASO "POCKET KNOWLEDGE - PK"

O Pocket knowledge, também referido como PK, segundo ASUNKA (2010), é
um repositório digital criado para Teachers College da Columbia University,
desenvolvido na própria universidade para atender as necessidades da biblioteca do
Teachers College . Lançado em 2006, no mês de setembro, armazena as obras
históricas digitalizadas da comunidade, que vão desde publicações da faculdade até
dissertações dos alunos.
Diferentemente de outros repositórios, o Pk é fruto de um esforço de
divulgação dos bibliotecários, sendo que ultimamente tem se tornado tão popular
que toda a comunidade acadêmica , entre alunos e funcionários e até ex-alunos, o
utiliza para arquivamento e compartilhamento do conteúdo digital. A fim de facilitar a
colaboração, construção de comunidades, e compartilhamento de material
intelectual através da plataforma PK, envio de tags, comentários, assinatura de RSS ,
formação de grupos de discussão, os desenvolvedores do sistema criaram-no com
características web 2.0.
Segundo Asunka (2010, p.81),

1181

�i

5I!mWrio

~

IbôonaIdr

~ :"~t=.

Recursos de recuperação da informação
Trabalho completo

PK é único como um repositório institucional na medida em que não só
facilita o arquivamento de conteúdo , mas também oferece aos usuários uma
plataforma para compartilhar ide ias na forma de comentários. Além disso,
[ele] facilita esta partilha de conhecimento através de uma funcionalidade
RSS , que alerta os usuários (que subscreverem o feed) por e-mail sempre
que um comentário é feito em seus respectivos posts. Isto, aliado ao fato de
que os usuários podem formar grupos em torno de questões de interesse
comum , faz PK um meio social rico que dá aos usuários acesso a trabalhos
publicados de pesquisa dentro da faculdade e uma oportunidade de
compartilhar conhecimentos em um ambiente colaborativo

Nesse sentido, apesar de termos uma aplicação específica para um
repositório digital, vemos a robustez que o sistema toma a partir da incorporação de
RS, possibilitando, entre outras, a formação de grupos de discussão e o
compartilhamento de material intelectual entre usuários.
O estudo realizado em 2010 por Asunka define bem o perfil e o uso do PK no
ambiente acadêmico. Através de pesquisas sobre utilização desse repositório , ele
demonstrou não só que tipo de usuários utiliza o repositório , como também, quais
são os tipos de arquivo que mais são armazenados, dentro de uma enorme tipologia
de materiais, além de quais os materiais disponíveis que são mais "baixados" do
repositório .
Não só o numero de usuários, como também as comunidades criadas no
ambiente PK, os itens no arquivo, os usuários ativos com uploads de materiais, os
números específicos de materiais postados pelos usuários, pela biblioteca , os itens
acessíveis ao publico e as coleções privadas. Chama atenção que o número de
usuários registrados da Teachers College supera a marca de quatro mil (4 .000), bem
como o numero de materiais arquivados e a quantidade de comunidades criadas no
ambiente, que superam o numero de setenta e sete mil (77 mil) e dois mil (2 .000),
respectivamente. Como a BDTD, na PK há um grande incentivo às políticas de Open
Access e de auto arquivamento, sendo também oferecidas funções de
armazenamento privativo de materiais e coleções, além do oferecimento livre de
materiais ao publico.

3.3

REDES SOCIAIS DE COLABORAÇÃO ACADÊMICA.

A fim de reproduzir neste ensaio um pouco do movimento de RS de colaboração
científica existente atualmente, citamos rapidamente como exemplos 3 (três) redes
que prezam pela colaboração e interação entre leitores e pesquisadores. A seguir,
são apresentados os casos do Research Gafe, EBAH e MENDELEY.

3.3.1 Researchgate.net
Alvo de uma reportagem interessante no portal de notícias G1, da rede Globo de
comunicação, o Research Gate tem se tornado uma das grandes ferramentas de
colaboratividade entre cientistas do mundo inteiro. Cerca de 1,3 milhões de
cientistas estão cadastrados nesta rede, sendo que cerca de 40 mil são brasileiros,
segundo dados fornecidos por Lalita Balz, assessora de comunicação da rede, em
entrevista ao G1 (2011).
A ideia do portal, segundo informações próprias, é conectar cientistas ao
redor do mundo, bem como compartilhar pesquisas, reunir publicações e ser fórum
de discussões, além de conectar por interesse de pesquisa pessoas e congressos.

1182

�i

5I!mWrio

~

IbôonaIdr

~ :"~t=.

Recursos de recuperação da informação
Trabalho completo

Surgiu como uma espécie de "facebook" para cientistas em 2010 , fundado por Ijad
Madisch, que conversando com um colega seu na Alemanha, na busca de uma
fórmula, teve a ideia de uma rede social de cientistas. Segundo o jornal The New
York Times (2010), mais de 1.000 subgrupos se formaram por disciplinas especificas
e 60.000 documentos de pesquisa já foram enviados para compartilhamento com
outros usuários do site.
3.3.2 Ebah.com.br

Ao exemplo brasileiro, há a rede social Ebah , criada em 2006 por dois
estudantes da escola politécnica da USP, com o objetivo de economizar em
fotocópias , segundo a página do grupo na enciclopédia colaborativa Wikipédia . O
em matéria de colaboratividade e criação de novos conhecimentos, o sistema de
pesquisa do site ao fazer pesquisas de documentos, não somente busca-o, mas
relaciona-o a outros arquivos, usuários e comunidades.
Atualmente, o site possui mais de 1 milhão de cadastrados, sendo
diariamente registradas uma média de 3 mil cadastros.discentes e docentes de
várias Instituições de ensino superior estão registrados na rede social e algumas,
subtende-se, apoiam a criação da rede.
3.3.3 Mendeley.com

Um gerenciador de referencias que pode dar acesso a uma rede social : esse
é o Mendeley.Basicamente pode ser um software desktop utilizado para gerenciar
referencias e pesquisas, dispõe também de uma sitio onde é formada uma rede
social de pesquisadores que podem compartilhar referencias e pesquisas
acadêmicas, além de conectá-los como um Orkut ou facebook. A aplicação de rede
é um pouco mais rudimentar que os dois sítios anteriores, contudo, mostra boa
aderência por parte de pesquisadores e acadêmicos.

4

CONSIDERAÇÕES FINAIS
Em primeiro lugar, dada à urgência da implantação de um modelo econômico

sustentável que abarque as transformações sociais e tecnológicas, pensou-se em
estudar um construto que pudesse idealmente servir a esse novo modelo econômico
de Sociedade da Aprendizagem, que viria a suplantar a Sociedade da Informação; a
partir deste ponto , delineamos a BOTO como um possível modelo de disseminação
democrática da informação para formação de "novos societários" dentro do
paradigma estudado .
Nesse percurso de encontro com o desenvolvimento, vemos que a Biblioteca
digital de Teses e Dissertações continua com as mesmas metas desenvolvimentistas
de alguns anos atrás; para esse requerido desenvolvimento, contudo, seu
ferramental pode chegar a se obsoletizar, se não houver um recondicionamento ou
revisão de interesses e de público, sobre os quais pesarão os resultados de
tamanho investimento em tecnologia resultantes de um projeto robusto de biblioteca
digital.

1183

�i

5I!mWrio

~

IbôonaIdr

~ :"~t=.

Recursos de recuperação da informação
Trabalho completo

Não se exclui aqui o fato de haverem RS especificas para acadêmicos, mas
questiona-se o fato de um dos maiores repositórios de informação científica do
Brasil, se não o maior, ainda não ser conectado.
No caso especifico da BOTO, a flexibilização da arquitetura do sistema , bem
como da arquitetura da página inicial de acesso tanto dos repositórios digitais das
IES colaboradoras como da interface do agregador, poderia facilitar o
desenvolvimento de mecanismos (botões) de compartilhamento de resultados de
pesquisa em RS (Google plus, facebook, twitter, mail, etc), exportação de resultados
em formato BibTex para uso em plataformas de gestão de referencias como o
JabRef e o Mendley Oesktop , sem falar na possibilidade de agregação de um
sistema de RS que concorreriam nos benefícios mostrados anteriormente.
Não obstante tantos outros benefícios da agregação rede social à biblioteca
digital, teremos principalmente:
a)

Maior popularização e desenvolvimento de canal de acesso à pesquisa
dentro da BOTO;
b)
Maior canal de comunicação e geração de conhecimento entre usuários do
sistema ;
c)
Maior nível de criticidade desenvolvida nos atores através das novas
possibilidades de acesso e julgamento da informação.
Nesse sentido, a grande ideia representada aqui é a da remodelagem da
BOTO, onde os serviços disponíveis possam ser mediados de forma que o usuário
possa interagir com o ambiente de pesquisa de forma satisfatória no atendimento de
suas necessidades. A possibilidade de modificação de objetivos e de padrões de
usabilidade torna-se uma necessidade, portanto, para que haja um melhor uso dos
recursos informacionais existentes no atual formato BOTO, cuja criação foi uma
resposta às demandas de uma economia que ansiava à inglória e utópica meta de
desenvolvimento econômico-social através de publicização da informação, muitas
vezes sem as devidas condições e contexto para acesso que como no caso de
blocos econômicos emergentes, a exemplo do MERCOSUL e países, também
considerados emergentes como é o caso do Brasil.
As vantagens de se ter uma maior aderência entre o publico acadêmico
através das RS, pelo menos as principais, foram demonstradas não só com
argumentação, mas com casos reais de bibliotecas e repositórios que souberam
não somente se aproveitar dos grandes veículos de informação em massa para se
introduzir nelas, mas criar mecanismos de ação entre usuários, para que eles
possam criar novos conhecimentos.
A inovação nesse sentido, é a educação vindo através desses mecanismos
de RS, que se mostram cada dia mais moldáveis aos apelos da publicidade e da
propaganda , alem de representarem um mecanismo de alta aderência de pessoas
de variadas faixas etárias e de competências.
Enquanto resultado temos que o desafio se mostra nesse momento: a
necessidade de remodelar o projeto da BOTO e dentro dele, criar um mecanismochave para a sua popularização no século XXI, na perspectiva da colaboratividade
em rede , sob o qual atrevemo-nos a pensar nesse trabalho, um sistema de rede
social que abarque desde o estudante até o pesquisador, atingindo também o
publico comum. Nesse sentido, as perspectivas de atuação dentro da Sociedade da

1184

�i

5I!mWrio

~

IbôonaIdr

~ :"~t=.

Recursos de recuperação da informação
Trabalho completo

Aprendizagem evoluem não somente para a disseminação da informação, mas para
a geração de conhecimentos e de competências pelos usuários, independentemente
do seu nível de graduação.
Contudo, seria um julgamento alienado julgar que essa tecnologia de RS
libertaria as pessoas de sua ignomínia comum e as traria aos seus espaços de
direito. A defesa de uma estratégia como a nossa, da informação através das RS, se
compatibiliza com os pressupostos gramscianos da educação popular através dos
seus próprios mecanismos.
que é oriundo disso, a educação, a criticidade, a
constatação e apreensão da realidade só virão depois de um processo no qual
estarão envolvidas técnicas e pensamento, bem como a crítica dessas mesmas
técnicas e pensamentos. Somente a partir da conscientização da sua realidade, o
ser social pode alçar voos para modificá-Ia.
Assim, esperamos que a iniciativa da rede não seja um fim em si mesma
(com os tantos danos que isso provocaria), antes, que seja o passo inicial dentro das
atuais possibilidades de geração e disseminação de conhecimentos, para a
contemplação e construção de uma nova perspectiva de futuro na academia
brasileira, em suas pesquisas e desenvolvimento socioeconômico e tecnológico ,
bem como novos (bons) rumos para a sociedade brasileira.

°

Referências
ASUNKA, Stephen; CHAE , Hui Soo; NATRIELLO, Gary. Towards an understanding
of the use of an institutional repository with integrated social networking tools: A case
study of Pocket Knowledge. Library &amp; Information Science Research , v. 33 , n. 1,
p. 80-88, Jan 2011 .
BEARMAN , David. Digital Libraries. Annual review of information science and
technology, [s.I.], 2006.
BENNET, Douglas C. New Connection for Scholars: The changing Missions of a
Learned Society in a Era of Digital Networks. American Council of learned
Societies,
New
York,
n.
36,
1997.
Disponível
em
:&lt;
http://archives.acls.org/op/36_New_Connections_for_Scholars.htm&gt;. Acesso em 16
abr 2011 .
CAPRA, Fritjof. Vivendo Redes. in: DUARTE, Fábio; OUANDT, Carlos; SOUZA,
Oueila . O tempo das redes. São Paulo: Perspectiva, 2008.
CUNHA, Murilo Bastos da. Desafios na construção de uma biblioteca digital. Ciência
da Informação, Brasília, n. 28, v. 3, p. 255-266.
LEITE , Fernando Cesar Lima . Como gerenciar e ampliar a visibilidade da
informação científica brasileira: repositórios institucionais de acesso aberto.
Brasília: IBICT, 2009
RECUERO, Raquel da Cunha. Redes sociais na Internet: Considerações iniciais.
2004. Disponivel em : &lt;http://www.bocc.ubi .ptlpag/recuero-raquel-redes-sociais-nainternet.pdf&gt;. Acesso em 27 Nov.2010.

1185

�i

5I!mWrio

~

IbôonaIdr

~ :"~t=.

Recursos de recuperação da informação
Trabalho completo

RIBEIRO, lida C.; MENDES, Laurinda . Biblioteca digital. Beira do Interior: UBI,
[200-]. Disponível em &lt; http://www.di.ubi.ptl-api/digitaUibrary.pdf&gt; .
ROMANí, Cristobal Cobo; KUKLlNSKI , Hugo Pardo. Planeta web 2.0: inteligencia
colectiva o medios fast-food? Barcelona: UVIC; FLACSO: Mexico, DF. 2007. 162 p.
RONDELLI, Elizabeth; SARTI , Ingrid. Informação científica virtual. In .: MIALLE,
Michel; MORAN , José Manuel; GRABOSKY, Peter; Et. AI. Cadernos Adenauer:
Mundo virtual. Rio De Janeiro: Fundação Konrad Adenauer, 2004. p.123-132.
SETZER, Waldemar. Dado, Informação, Conhecimento e
Disponível em:&lt; http://www.ime.usp.br/-vwsetzer/dado-info.html&gt;.

Competência.

SILVA, Regina Helena Alves da. Sociedade em rede: cultura, globalização e
formas colaborativas. [s.d.]. Disponível em : &lt;http://www.bocc.ubi.ptlpag/silvaregina-sociedade-em-rede.pdf&gt; . Acesso em 17 maio 2011 .
SPANIER, Graham et aI. Returning to Our Roots a learning society. Kellogg
commission on the future of state and land-grant universities, set, 1999.
Disponível
em :
&lt;http://www.aplu .org/NetCommunity/Document.Doc?id=184&gt;.
Acesso em 15 abr 2011 .
STARR, Joan . California digitallibrary in twitter-Iand. Computers in Libraries, v. 30,
n. 7, p. 23-27, Set 2010
TAMMARO, SALARELLI. A Biblioteca digital. Brasilia: Briquet de Lemos, 2008.
VECHIATTO , Fernando L. ; VIDOTTI , Silvana Aparecida B.G. Repositório digital da
unati-unesp: o olhar da arquitetura da informação para a inclusão digital e social de
idosos. XI Encontro Nacional de Pesquisa em Ciência da Informação. Anais. 12
p.
WERTHEIN, Jorge. A sociedade da informação e seus desafios. Ciência da
Informação. Brasília , vo1.29, n.2, pp. 71-77, 2000.

1186

�</text>
                  </elementText>
                </elementTextContainer>
              </element>
            </elementContainer>
          </elementSet>
        </elementSetContainer>
      </file>
    </fileContainer>
    <collection collectionId="49">
      <elementSetContainer>
        <elementSet elementSetId="1">
          <name>Dublin Core</name>
          <description>The Dublin Core metadata element set is common to all Omeka records, including items, files, and collections. For more information see, http://dublincore.org/documents/dces/.</description>
          <elementContainer>
            <element elementId="50">
              <name>Title</name>
              <description>A name given to the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51396">
                  <text>SNBU - Edição: 17 - Ano: 2012 (UFRGS - Gramado/RS)</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="49">
              <name>Subject</name>
              <description>The topic of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51397">
                  <text>Biblioteconomia&#13;
Documentação&#13;
Ciência da Informação&#13;
Bibliotecas Universitárias</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="41">
              <name>Description</name>
              <description>An account of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51398">
                  <text>Tema: A biblioteca universitária como laboratório na sociedade da informação.</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="39">
              <name>Creator</name>
              <description>An entity primarily responsible for making the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51399">
                  <text>SNBU - Seminário Nacional de Bibliotecas Universitárias</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="45">
              <name>Publisher</name>
              <description>An entity responsible for making the resource available</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51400">
                  <text>UFRGS</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="40">
              <name>Date</name>
              <description>A point or period of time associated with an event in the lifecycle of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51401">
                  <text>2012</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="44">
              <name>Language</name>
              <description>A language of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51402">
                  <text>Português</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="51">
              <name>Type</name>
              <description>The nature or genre of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51403">
                  <text>Evento</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="38">
              <name>Coverage</name>
              <description>The spatial or temporal topic of the resource, the spatial applicability of the resource, or the jurisdiction under which the resource is relevant</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51404">
                  <text>Gramado (Rio Grande do Sul)</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
          </elementContainer>
        </elementSet>
      </elementSetContainer>
    </collection>
    <itemType itemTypeId="8">
      <name>Event</name>
      <description>A non-persistent, time-based occurrence. Metadata for an event provides descriptive information that is the basis for discovery of the purpose, location, duration, and responsible agents associated with an event. Examples include an exhibition, webcast, conference, workshop, open day, performance, battle, trial, wedding, tea party, conflagration.</description>
    </itemType>
    <elementSetContainer>
      <elementSet elementSetId="1">
        <name>Dublin Core</name>
        <description>The Dublin Core metadata element set is common to all Omeka records, including items, files, and collections. For more information see, http://dublincore.org/documents/dces/.</description>
        <elementContainer>
          <element elementId="50">
            <name>Title</name>
            <description>A name given to the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="63528">
                <text>A Biblioteca Digital de Teses e Dissertações (BDTD)  e Web-Users: casos de integração no contexto de sociedade da aprendizagem.</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="39">
            <name>Creator</name>
            <description>An entity primarily responsible for making the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="63529">
                <text>Abreu, Jônatas Souza de; Corrêa, Renato Fernandes</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="38">
            <name>Coverage</name>
            <description>The spatial or temporal topic of the resource, the spatial applicability of the resource, or the jurisdiction under which the resource is relevant</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="63530">
                <text>Gramado (Rio Grande do Sul)</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="45">
            <name>Publisher</name>
            <description>An entity responsible for making the resource available</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="63531">
                <text>UFRGS</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="40">
            <name>Date</name>
            <description>A point or period of time associated with an event in the lifecycle of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="63532">
                <text>2012</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="51">
            <name>Type</name>
            <description>The nature or genre of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="63534">
                <text>Evento</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="41">
            <name>Description</name>
            <description>An account of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="63535">
                <text>Trata das bibliotecas digitais, problematizando a questão da adequação da biblioteca digital de teses e dissertações à realidade social das redes. Objetiva discutir a necessidade de legitimação de conhecimento e relacionamentos sob o uso das redes sociais (RS) através da biblioteca digital (BD). Parte do pressuposto quea RS é potencializadora do acesso à informação através da disseminação seletiva da mesma, e da socialização dos saberes através da interação entre leitores e leitores/ leitores e autores em ambiente de biblioteca digital. Quanto à realização do trabalho, optou-se pelo uso da pesquisa documental e do estudo de caso, neste último analisando bibliotecas digitais ou repositórios que integram redes sociais à sua estrutura, no período que compreende os anos de 2002 a 2012. Verificou-se através dos casos expostos que a possibilidade e necessidade de integração entre redes sociais e a BDTD por se apresentar uma opção para maior socialização de saberes entre os usuários da biblioteca e outras bibliotecas digitais, dentre as quais as analisadas, já fazem uso dessa ferramenta para consecução de seus objetivos.</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="44">
            <name>Language</name>
            <description>A language of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="69461">
                <text>pt</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
        </elementContainer>
      </elementSet>
    </elementSetContainer>
  </item>
  <item itemId="5961" public="1" featured="0">
    <fileContainer>
      <file fileId="5025">
        <src>http://repositorio.febab.org.br/files/original/49/5961/SNBU2012_100.pdf</src>
        <authentication>d25a0075fa03e6d61e3e913186dfa5d3</authentication>
        <elementSetContainer>
          <elementSet elementSetId="4">
            <name>PDF Text</name>
            <description/>
            <elementContainer>
              <element elementId="92">
                <name>Text</name>
                <description/>
                <elementTextContainer>
                  <elementText elementTextId="63527">
                    <text>Recursos de recuperação da informação
i! """"'"
MaooNlck

~

=

:,

IiWitt.UJ
1I....111~

Resumo expandido

ESTUDO DE USO DO PORTAL DE PERiÓDICOS DA CAPES NA
UNIVERSIDADE DE PERNAMBUCO
Manoel Paranhos 1, Jemima Rodrigue~, Libania Ferreira3, Roseane
Almeida4
1Especialista, Faculdade de Odontologia de Pernambuco, FOP/UPE, Camaragibe - PE
2Especialista , Faculdade de Formação de Professores de Nazaré da Mata , FFPNM/UPE,
Nazaré da Mata - PE
3Especialista , Pronto Atendimento Cardiológico de Pernambuco, PROCAPE/UPE, Recife - PE
4Especialista, Faculdade de Enfermagem Nossa Senhora das Graças , FENSG/UPE , Recife PE

1 Introdução
No mundo contemporâneo, a geração, a transmissão e a construção de
conhecimentos, essência da universidade, dependem de recursos informacionais,
recursos estes geridos pela biblioteca . Com razão afirma Dutra (2005, p. 13, apud
RUSSO, 1991) 1 que "há perfeita simbiose entre a biblioteca e a universidade", uma
produzindo conhecimento e outra registrando e divulgando a produção acadêmica.
Sendo as bibliotecas universitárias "importante instrumento de que dispõe a
universidade para exercer sua função social e de cidadania e oferecer uma formação
global", sua responsabilidade cresce com o seu próprio desenvolvimento,
aperfeiçoamento e melhoria dos serviços prestados à sociedade (DZIEKANIAK,
2009, p. 34) .
As tecnologias de informação e comunicação (TIC's) contribuem
decisivamente nos processos de registro, armazenamento, disseminação e
recuperação da informação no âmbito da biblioteca. Saracevic (1995, p. 37, tradução
nossa) aponta que
isso é o problema da 'explosão da informação', associado com a
necessidade de prover disponibilidade e acessibilidade para a
informação relevante , aspecto crucial em nossos dias. Motivo e razão
para a evolução das bibliotecas digitais.

°

Portal de Periódicos da Capes reúne e disponibiliza o melhor da produção
científica nacional e internacional para as instituições públicas de ensino e pesquisa
no Brasil, possibilita o acesso democrático da informação científica e tecnológica ,
como também agrega valor ao desenvolvimento da sociedade atual.
Sendo assim, é essencial ao processo de produção e transferência do
conhecimento dinamizar o uso da memória científica e tecnológica mediada pelas
TIC's. objetivo desse estudo é analisar o uso do Portal da Capes, realizado pela
Universidade de Pernambuco (UPE) , através das ações desenvolvidas no período
de 2009 a 2011, bem como observar características peculiares de uso e acesso da
informação por parte desse público.

°

1DUTRA, S. K. W. Portal de Periódicos da CAPES: análise do uso na Universidade Federal
de Santa Catarina . 2005. 105 f. Dissertação (Mestrado em Engenharia de Produção)Universidade Federal de Santa Catarina , Florianopólis , 2005.
1170

�Recursos de recuperação da informação
i! """"'"
MaooNlck

~

=

:,

IiWitt.UJ
1I....111~

Resumo expandido

2 Materiais e Métodos

o uso do Portal e o aproveitamento de seus estoques de informação
interferem diretamente na produção científica da UPE. A Pró-Reitoria de PósGraduação e Pesquisa (PROPEGE), juntamente com os bibliotecários, desenvolvem
ações que divulgam os recursos do Portal através do Programa Pró-Multiplicar
dentro da Universidade. Da importância de estudos de uso da informação, Duarte
(2010, p. 101) destaca "o objetivo de mapear possíveis problemas que possam
impedir o uso efetivo da informação e de buscar melhorias no que concerne ao uso
dessas tecnologias informacionais."
Esse estudo caracteriza-se por uma pesquisa exploratória , objetivando
"proporcionar maior familiaridade com o problema, com vistas a torná-lo mais
explícito ou a construir hipóteses." (GIL, 2010, p. 27). A análise dos dados
quantitativos de uso do Portal irá subsidiar uma abordagem qualitativa do estudo,
através das considerações observadas no âmbito da UPE.
3 Resultados Parciais/Finais
Os dados desse estudo foram retirados do aplicativo estatístico GEOCAPES e
das frequências das capacitações realizadas pela Universidade, no período de 2009
a 2011 .
Tabela 1 - Acessos ao Portal da CAPES na UPE (2001-2010)

Ano
2010
2009
2008
2007
2006
2005
2004
2003
2002
2001

Bases de Dados
Referenciais

Bases de Dados
de Texto
Completo

139.657
83.398
79.217
38.158
18.106
8.118
323
596
O
89

135.177
153.451
111 .060
70.663
35.966
28.053
13.716
7.240
2.333
1.311

Total
274.834
236.849
190.277
108.821
54.072
36.171
14.039
7.836
2.333
1.400

Fonte: Dados extraídos do aplicativo estatístico Geocapes, atualizados em fev. 2012
(hUp://geocapes .capes.gov.br/geocapesds/#).

De acordo com a Tabela 1, em 2010, o total de acessos ao Portal na UPE
chegou ao número de 274.834. Entre os anos de 2001 a 2009, predomina maior uso
de bases de texto completo, já em 2010 o maior uso de bases referenciais. Percebese um aumento bastante considerável ao longo dos anos, comprovando o uso
efetivo do Portal através dos cursos de graduação e pós-graduação em toda
Universidade.

1171

�Recursos de recuperação da informação
i! """"'"
MaooNlck

~

=

:,

IiWitt.UJ
1I....111~

Resumo expandido

Tabela 2 - Quantitativo de treinamentos e participantes da UPE

Ano

Número de
treinamentos

Número de
participantes

2011

19

544

2010

23

272

2009

20

423

Perfil dos
participantes
275 graduandos
269 pósgraduandos
86 graduandos
186 pósgraduandos
168 graduandos
255 pósgraduandos

Fonte: Dados extraídos das frequências das capacitações realizadas na UPE entre 2009 e
2011 .

A Tabela 2 mostra o quantitativo de alunos capacitados através do Programa
Pró-Multiplicar, entre os anos de 2009 e 2011, de acordo com as ações conduzidas
pela Pró-Reitoria de Pós-Graduação e Pesquisa (PROPEGE) junto aos bibliotecários
da UPE. Observa-se também o perfil desse público, em sua maioria alunos dos
Programas de Pós-Graduação Stricto Sensu da Universidade, demonstrando
novamente o uso efetivo dessa ferramenta de pesquisa por esse público. Também
há um grande interesse dos alunos de graduação no uso do Portal da Capes.

4 Considerações Parciais/Finais
Esperam-se através desse estudo não somente a possibilidade de
estabelecer indicadores de acesso e uso do Portal da Capes dentro da Universidade
de Pernambuco, mas também a necessidade de desenvolver atividades que
promovam visibilidade, melhorias e que direcionem cada vez mais à utilização
desses estoques de informação pelos alunos e professores, contribuindo na
qualidade da produção científica da UPE.
Este estudo ainda apresenta como proposta motivar a comunidade acadêmica
no uso dessa ferramenta de pesquisa, através de seu protagonismo pela busca da
informação, desenvolvendo suas competências informacionais mediadas pelas
tecnologias de comunicação e informação.

5 Referências
DUARTE, J. S. Uso do Portal de Periódicos da CAPES pelos alunos do
Programa de Pós-Graduação em Produtos Naturais e Sintéticos Bioativos.
2010. 122f. Dissertação (Mestrado em Ciência da Informação) - Universidade
Federal da Paraíba , João Pessoa, 2010.

DZIEKANIAK, C. V. Sistema de gestão para biblioteca universitária (SGBU).
Translnformação, Campinas, v. 21 , n. 1, p. 33-54 , jan./abr. 2009.

1172

�Recursos de recuperação da informação
i! """"'"
MaooNlck

~

=

:,

IiWitt.UJ

1I....111~

Resumo expandido

GIL, A. C. Como classificar as pesquisas? In:
. Como elaborar projetos de
pesquisa. 5.ed . São Paulo: Atlas, 2010. cap o4, p. 25-43 .
SARACEVIC, T. Interdisciplinary nature of information science.
Informação, Brasília , v.24, n.1, p. 36-41 , 1995.

1173

Ciência da

�</text>
                  </elementText>
                </elementTextContainer>
              </element>
            </elementContainer>
          </elementSet>
        </elementSetContainer>
      </file>
    </fileContainer>
    <collection collectionId="49">
      <elementSetContainer>
        <elementSet elementSetId="1">
          <name>Dublin Core</name>
          <description>The Dublin Core metadata element set is common to all Omeka records, including items, files, and collections. For more information see, http://dublincore.org/documents/dces/.</description>
          <elementContainer>
            <element elementId="50">
              <name>Title</name>
              <description>A name given to the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51396">
                  <text>SNBU - Edição: 17 - Ano: 2012 (UFRGS - Gramado/RS)</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="49">
              <name>Subject</name>
              <description>The topic of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51397">
                  <text>Biblioteconomia&#13;
Documentação&#13;
Ciência da Informação&#13;
Bibliotecas Universitárias</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="41">
              <name>Description</name>
              <description>An account of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51398">
                  <text>Tema: A biblioteca universitária como laboratório na sociedade da informação.</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="39">
              <name>Creator</name>
              <description>An entity primarily responsible for making the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51399">
                  <text>SNBU - Seminário Nacional de Bibliotecas Universitárias</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="45">
              <name>Publisher</name>
              <description>An entity responsible for making the resource available</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51400">
                  <text>UFRGS</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="40">
              <name>Date</name>
              <description>A point or period of time associated with an event in the lifecycle of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51401">
                  <text>2012</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="44">
              <name>Language</name>
              <description>A language of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51402">
                  <text>Português</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="51">
              <name>Type</name>
              <description>The nature or genre of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51403">
                  <text>Evento</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="38">
              <name>Coverage</name>
              <description>The spatial or temporal topic of the resource, the spatial applicability of the resource, or the jurisdiction under which the resource is relevant</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51404">
                  <text>Gramado (Rio Grande do Sul)</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
          </elementContainer>
        </elementSet>
      </elementSetContainer>
    </collection>
    <itemType itemTypeId="8">
      <name>Event</name>
      <description>A non-persistent, time-based occurrence. Metadata for an event provides descriptive information that is the basis for discovery of the purpose, location, duration, and responsible agents associated with an event. Examples include an exhibition, webcast, conference, workshop, open day, performance, battle, trial, wedding, tea party, conflagration.</description>
    </itemType>
    <elementSetContainer>
      <elementSet elementSetId="1">
        <name>Dublin Core</name>
        <description>The Dublin Core metadata element set is common to all Omeka records, including items, files, and collections. For more information see, http://dublincore.org/documents/dces/.</description>
        <elementContainer>
          <element elementId="50">
            <name>Title</name>
            <description>A name given to the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="63519">
                <text>Estudo de uso do Portal de Periódicos da CAPES na Universidade de Pernambuco.</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="39">
            <name>Creator</name>
            <description>An entity primarily responsible for making the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="63520">
                <text>Paranhos, Manoel; Rodrigues, Jemima; Ferreira, Libania; Almeida, Roseane</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="38">
            <name>Coverage</name>
            <description>The spatial or temporal topic of the resource, the spatial applicability of the resource, or the jurisdiction under which the resource is relevant</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="63521">
                <text>Gramado (Rio Grande do Sul)</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="45">
            <name>Publisher</name>
            <description>An entity responsible for making the resource available</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="63522">
                <text>UFRGS</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="40">
            <name>Date</name>
            <description>A point or period of time associated with an event in the lifecycle of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="63523">
                <text>2012</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="51">
            <name>Type</name>
            <description>The nature or genre of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="63525">
                <text>Evento</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="41">
            <name>Description</name>
            <description>An account of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="63526">
                <text>Estudo sobre o uso do Porta CAPES na Universidade de Pernambuco, através das ações desenvolvidas no período de 2009 a 2011, bem como observar características peculiares de uso e acesso da informação por parte desse público</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="44">
            <name>Language</name>
            <description>A language of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="69460">
                <text>pt</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
        </elementContainer>
      </elementSet>
    </elementSetContainer>
  </item>
  <item itemId="5960" public="1" featured="0">
    <fileContainer>
      <file fileId="5024">
        <src>http://repositorio.febab.org.br/files/original/49/5960/SNBU2012_099.pdf</src>
        <authentication>ef480938bb31757f41e9e4ccb0d0b4cf</authentication>
        <elementSetContainer>
          <elementSet elementSetId="4">
            <name>PDF Text</name>
            <description/>
            <elementContainer>
              <element elementId="92">
                <name>Text</name>
                <description/>
                <elementTextContainer>
                  <elementText elementTextId="63518">
                    <text>Recursos de recuperação da informação
i! """"'"
MaooNl ck

~

=

:,

IiWitt.UJ
1I....111~

Resumo expandido

USABILlDADE DO PORTAL CAPES EM DUAS
UNIVERSIDADES BRASILEIRAS
Manoel Paranhos 1, Nilce Santo~,
Renata Valeriano3
1Especialista, Universidade de Pernambuco, Recife, Pernambuco
2Especialista , Universidade Federal de Mato Grosso, Cuiabá , Mato Grosso
3Especialista, Universidade Federal de Mato Grosso, Rondonópolis, Mato Grosso

1 Introdução
A evolução tecnológica a partir do século XX "permitiu a comunicação de
grandes volumes de dados entre as mais remotas localidades do planeta ." (VIEIRA,
2000, p. 194). Atualmente, o desafio a ser enfrentado pela sociedade do
conhecimento diz respeito ao fluxo informacional impulsionado pela velocidade no
acesso e no uso da informação. Sendo o escopo da ciência da informação
"conhecer e fazer acontecer o sutil fenômeno de percepção da informação pela
consciência, percepção esta que direciona ao conhecimento do objeto percebido."
(BARRETO, 1998, p. 122).
A informação científica produzida nas universidades é responsável em grande
parte pelo desenvolvimento da ciência , que de forma dinâmica e contínua contribui
para a consolidação do conhecimento . Assim, o Portal CAPES é um meio
indispensável para a consolidação desse conhecimento, e um dos elementos que
norteiam sua dinâmica é o periódico, o qual permite ao usuário maior rapidez no
acesso aos resultados de pesquisas científicas. Professores e estudantes podem
contar com 518 bases de dados, 30 .901 periódicos científicos, além de e-books,
com conteúdo informacional avaliado por pares e, além disso, atualizado.
Universidades Públicas Federais e Estaduais, bem como instituições privadas
e centros de pesquisa em todo Brasil, através do Portal CAPES, têm acesso às
informações científicas e tecnológicas. A UFMT (Universidade Federal de Mato
Grosso) e a UPE (Universidade de Pernambuco) , através dos seus cursos de
graduação e pós-graduação, utilizam esse imenso universo de informação presente
no Portal da CAPES. Dessa forma , este estudo analisa a usabilidade do Portal da
CAPES pela comunidade acadêmica destas instituições e demonstra a relevância
desta ferramenta para o desenvolvimento intelectual dos estudantes e o
aprimoramento dos seus profissionais.

2 Materiais e Métodos
No estudo, observa-se a adoção das políticas referentes ao Portal da CAPES
pela UFMT e pela UPE. Em ambos os casos, a Pró-Reitoria de Pós-Graduação
(PROPG) da UFMT e a Pró-Reitoria de Pós-Graduação e Pesquisa (PROPEGE) da
UPE estão à frente das políticas relacionadas ao Portal da CAPES, por exemplo, o
Programa de Multiplicadores do Portal. As bibliotecas destas instituições, através de
seus bibliotecários, possuem papel significativo no desenvolvimento das ações

1167

�Recursos de recuperação da informação
i! """"'"
MaooNlck

~

=

:,

IiWitt.UJ

1I....111~

Resumo expandido

inerentes ao uso desse instrumento de pesquisa .
Nesse sentido, este estudo utiliza os critérios da pesquisa exploratória e uma
abordagem qualitativa. Para Gil (1999 , p. 43), as "pesquisas exploratórias são
desenvolvidas com o objetivo de proporcionar visão geral , de tipo aproximativo ,
acerca de determinado fato."

3 Resultados Parciais
Os dados avaliados nesta pesquisa constituem-se em indicadores de uso e
acesso do Portal da CAPES pela comunidade acadêmica da UFMT e da UPE,
respectivamente . Os dados foram extraídos do aplicativo estatístico GEOCAPES.
Tabela 1 - Acessos ao Portal de Periódicos da CAPES na UFMT (2001-2010)
Ano
2010
2009
2008
2007
2006
2005
2004
2003
2002
2001

Bases de Dados
Referenciais
246.781
213.467
151.460
130.201
99.305
34.747
6.664
16.627
1. 326
5.879

Fonte: Dados extraidos do aplicativo
(hUp:/Igeocapes.capes.gov.br/geocapesds/#) .

Bases de Dados de
Texto Completo
111 .279
70.988
62 .294
57.595
33.706
29.444
26.386
15.399
5.199
3.051

estatistico

GEOCAPES,

atualizados

Total
358060
284.455
213.754
187.796
133.011
64.191
33.050
32 .026
6.525
8.930
em

fev.

2012

Através de uma análise qualitativa, pode-se afirmar que, de acordo com o
último ano mensurado pelo aplicativo estatístico do Portal, a UFMT obteve 358 .060
acessos.
Tabela 2 - Acessos ao Portal de Periódicos da CAPES na UPE (2001-2010)

Ano
2010
2009
2008
2007
2006
2005
2004
2003
2002
2001

Bases de Dados
Referenciais
139.657
83.398
79.217
38.158
18.106
8.118
323
596
O
89

Bases de Dados de
Texto Completo
135.177
153.451
111 .060
70.663
35.966
28.053
13.716
7.240
2.333
1.311

Total
274.834
236.849
190.277
108.821
54.072
36.171
14.039
7.836
2.333
1.400

Fonte: Dados extraidos do aplicativo estatistico Geocapes, atualizados em fev. 2012
(hUp:/Igeocapes .capes.gov.br/geocapesds/#) .

Observa-se que, na UPE em 2010, os acessos realizados em bases de dados
referenciais e de texto completo chegaram ao número de 274.834. Um fato que
chama atenção é que na UPE o maior acesso é realizado em bases de texto

1168

�Recursos de recuperação da informação
i! """"'"
MaooNlck

~

=

:,

IiWitt.UJ
1I....111~

Resumo expandido

completo, enquanto na UFMT o maior acesso se dá em bases de dados referenciais.
Percebe-se também um aumento considerável a partir de 2008, quando a
UFMT e a UPE implantaram o Programa Pró-Multiplicar, objetivando a divulgação
intensa do Portal e a realização de treinamentos voltados para toda comunidade
acadêmica. Acredita-se que este número pode crescer ainda mais com a
continuidade do Programa, capacitando os profissionais bibliotecários e
proporcionando a eles um aprendizado constante para esclarecer quaisquer dúvidas
dos usuários em relação ao Portal e às bases de dados que o integram.

4 Considerações Finais
Através deste estudo, observa-se que a comunidade acadêmica da UFMT e
da UPE esforçam-se na produção e disseminação do conhecimento científico e
tecnológico, buscando atender as necessidades sociais, econômicas, culturais,
políticas e educacionais, mediante o universo de informação presente e atual do
Portal da CAPES, bem como o constante envolvimento dos profissionais aptos a
divulgarem com maior ênfase os recursos disponíveis nesse imenso ambiente virtual
de informação.

5 Referências
BARRETO, Aldo Albuquerque. Mudança estrutural no fluxo do conhecimento: a
comunicação eletrônica . Revista de Ciência da Informação. Brasília , v. 27, n.2,
1998.
Disponível
em :
&lt;
http://www.scielo.br/scielo.php?pid=S010019651998000200003&amp;script=scLarttext&amp;tlng=pt&gt; Acesso em : 15 setembro 2008.
GIL, Antonio Carlos. Métodos e técnicas de pesquisa social. 5. ed . São Paulo:
Atlas, 1999. 206 p.

°

VIEIRA, Job Lucio G.
cientista e a comunicação eletrônica: estudo de caso da
Embrapa. In: PINHEIRO, Lena Vânia Ribeiro; PEREIRA, Maria de Nazaré Freitas
(Orgs.). O sonho de Otlet: aventura em tecnologia da informação e comunicação.
Rio de Janeiro: IBICT, Dep. de Ensino e Pesquisa ; Brasília: IBICT, Dep. de
Disseminação de ICT, 2000. p. 193-215.

1169

�</text>
                  </elementText>
                </elementTextContainer>
              </element>
            </elementContainer>
          </elementSet>
        </elementSetContainer>
      </file>
    </fileContainer>
    <collection collectionId="49">
      <elementSetContainer>
        <elementSet elementSetId="1">
          <name>Dublin Core</name>
          <description>The Dublin Core metadata element set is common to all Omeka records, including items, files, and collections. For more information see, http://dublincore.org/documents/dces/.</description>
          <elementContainer>
            <element elementId="50">
              <name>Title</name>
              <description>A name given to the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51396">
                  <text>SNBU - Edição: 17 - Ano: 2012 (UFRGS - Gramado/RS)</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="49">
              <name>Subject</name>
              <description>The topic of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51397">
                  <text>Biblioteconomia&#13;
Documentação&#13;
Ciência da Informação&#13;
Bibliotecas Universitárias</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="41">
              <name>Description</name>
              <description>An account of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51398">
                  <text>Tema: A biblioteca universitária como laboratório na sociedade da informação.</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="39">
              <name>Creator</name>
              <description>An entity primarily responsible for making the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51399">
                  <text>SNBU - Seminário Nacional de Bibliotecas Universitárias</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="45">
              <name>Publisher</name>
              <description>An entity responsible for making the resource available</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51400">
                  <text>UFRGS</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="40">
              <name>Date</name>
              <description>A point or period of time associated with an event in the lifecycle of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51401">
                  <text>2012</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="44">
              <name>Language</name>
              <description>A language of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51402">
                  <text>Português</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="51">
              <name>Type</name>
              <description>The nature or genre of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51403">
                  <text>Evento</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="38">
              <name>Coverage</name>
              <description>The spatial or temporal topic of the resource, the spatial applicability of the resource, or the jurisdiction under which the resource is relevant</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51404">
                  <text>Gramado (Rio Grande do Sul)</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
          </elementContainer>
        </elementSet>
      </elementSetContainer>
    </collection>
    <itemType itemTypeId="8">
      <name>Event</name>
      <description>A non-persistent, time-based occurrence. Metadata for an event provides descriptive information that is the basis for discovery of the purpose, location, duration, and responsible agents associated with an event. Examples include an exhibition, webcast, conference, workshop, open day, performance, battle, trial, wedding, tea party, conflagration.</description>
    </itemType>
    <elementSetContainer>
      <elementSet elementSetId="1">
        <name>Dublin Core</name>
        <description>The Dublin Core metadata element set is common to all Omeka records, including items, files, and collections. For more information see, http://dublincore.org/documents/dces/.</description>
        <elementContainer>
          <element elementId="50">
            <name>Title</name>
            <description>A name given to the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="63510">
                <text>Usabilidade do Portal CAPES em duas Universidades Brasileiras.</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="39">
            <name>Creator</name>
            <description>An entity primarily responsible for making the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="63511">
                <text>Paranhos, Manoel; Santos, Nilce; Valeriano, Renata</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="38">
            <name>Coverage</name>
            <description>The spatial or temporal topic of the resource, the spatial applicability of the resource, or the jurisdiction under which the resource is relevant</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="63512">
                <text>Gramado (Rio Grande do Sul)</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="45">
            <name>Publisher</name>
            <description>An entity responsible for making the resource available</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="63513">
                <text>UFRGS</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="40">
            <name>Date</name>
            <description>A point or period of time associated with an event in the lifecycle of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="63514">
                <text>2012</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="51">
            <name>Type</name>
            <description>The nature or genre of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="63516">
                <text>Evento</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="41">
            <name>Description</name>
            <description>An account of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="63517">
                <text>Analisa a  usabilidade do Portal da CAPES pela comunidade acadêmica destas instituições e demostra a relevância desta ferramenta para o desenvolvimento intelectual dos estudantes e o aprimoramento ods seus profissionais</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="44">
            <name>Language</name>
            <description>A language of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="69459">
                <text>pt</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
        </elementContainer>
      </elementSet>
    </elementSetContainer>
  </item>
  <item itemId="5959" public="1" featured="0">
    <fileContainer>
      <file fileId="5023">
        <src>http://repositorio.febab.org.br/files/original/49/5959/SNBU2012_098.pdf</src>
        <authentication>3b1a67eb147929bfb537bcd21b238ad2</authentication>
        <elementSetContainer>
          <elementSet elementSetId="4">
            <name>PDF Text</name>
            <description/>
            <elementContainer>
              <element elementId="92">
                <name>Text</name>
                <description/>
                <elementTextContainer>
                  <elementText elementTextId="63509">
                    <text>Comportamento informacional humano
i
~
=

SeminArio

Trabalho completo

~6e

1l1W'ot_

_ ~ ~:~r~':..

ESTUDO DO COMPORTAMENTO INFORMACIONAL DOS
PROFESSORES DA UNIVERSIDADE FEDERAL DE GOIÁS
Janaina F. Fialho 1, Lívia F. de Carvalho2, Rubem Borges T. Ramos3, Suely
Henrique de A. Gomes4
'Doutora em Ciência da Informação, UFG,Goiânia , Goiás
2Doutoranda em Ciência da Informação, UFG, Goiânia , Goiás
'Mestre em Ciência da Informação, UFG, Goiânia , Goiás
4Doutora em Ciência da Informação, UFG, Goiânia , Goiás

Resumo

o estudo objetivou estudar o comportamento informacional dos professores
da Universidade Federal de Goiás, no tocante às necessidades de informação,
identificação de fontes , barreiras no acesso, critérios de seleção, fontes de
informação utilizadas, obtenção do material e avaliação do sistema de bibliotecas da
universidade. O método utilizado foi o questionário estruturado, enviado
exclusivamente pela Internet, construído e analisado através do software Lime
Survey. Obteve-se o retorno de 20.59% dos professores de todos os cursos. Os
resultados demonstraram a dependência da comunidade de buscas no meio
eletrônico, exigindo melhorias nos processos de marketing e na promoção de
produtos e serviços de informação. Ressalta-se também a importância da biblioteca
universitária para o desenvolvimento do letramento informacional.
Palavras-chave:
Comportamento informacional; Bibliotecas-UFG; Bibliotecas universitárias gestão; Bibliotecas universitárias - avaliação; Letramento informacional.

Abstract
The present study had the goal of studying the informational behaviour of the
professors of the Federal University of Goias, as to their information needs, access
barriers, selection criteria, information sources used, gathering of material and
evaluation of the library system of the university. The method used was the
structured questionnaire, sent exclusively through the internet, built and analyzed
with the Lime Survey software. Approximately 20% of the professors (20.59%
exactly) of ali courses and disciplines have contributed with the questionnaire . The
results show the reliance of the community on searches among electronic ways,
demanding improvements on the marketing and promotion of the processes of
informational products and services. It is also focused the relevance of the university
library for the development of information literacy.

Keywords:
Information behaviour; Libraries-UFG; University
University libraries - evaluation; Information literacy.

1152

libraries-management;

�Comportamento informacional humano
i
~
=

SeminArio
~6e

1l1W'ot_

Trabalho completo

_ ~ ~:~r~':..

1 Introdução

Vivemos em uma era conhecida e abordada por muitos autores como a era
da informação e do conhecimento. A sociedade da informação, caracterizada pelo
uso em larga escala da tecnologia da informação e a preponderância da informação
e do conhecimento nos processos sociais e produtivos, tomou corpo ao longo da
segunda metade do século XX. Segundo Moore (1999), a sociedade da informação
possui três características principais: o uso da informação como um recurso
econômico, um maior uso da mesma pelo público em geral e o desenvolvimento da
informação na economia com a finalidade de satisfazer a demanda geral de meios e
serviços informacionais.
O campo de estudos conhecido como comportamento informacional é um
campo bastante relevante das áreas de Biblioteconomia e Ciência da Informação,
que tem se desenvolvido, sobretudo, a partir da década de 80, principalmente nos
Estados Unidos. O comportamento de busca de informação acontece nos mais
diversos contextos de vida dos indivíduos, em relação à pesquisa e aos estudos, ao
desenvolvimento profissional, ao lazer e informações relacionadas às suas
necessidades cotidianas.
Percebe-se, na literatura, uma sene de relatos de pesquisa e
compartilhamento de experiências profissionais no Brasil e no exterior, dedicando-se
à temática do comportamento informacional. Em relação ao universo acadêmico, o
comportamento informacional pode ser considerado um aspecto crítico, as questões
referentes à busca e uso de informações se tornam fundamentais , em função da
relevância da informação para a atividade científica.
A pesquisa sobre o comportamento informacional dos docentes da
Universidade Federal de Goiás (UFG) surgiu como parte do planejamento do
Sistema de Bibliotecas (Sibi) e dos professores do curso de Biblioteconomia da
universidade, ao projetarem uma estrutura moderna e de alta relevância para as
atividades acadêmicas, que deverá estar implementada no ano de 2015 . A reitoria,
os diretores dos campi , os coordenadores de curso e bibliotecários da universidade
tiveram participação ativa e decisiva em toda a condução da pesquisa.
O estudo 1 foi composto pelas fases de elaboração do diagnóstico
organizacional e subsequente estudo do comportamento informacional. O objetivo
principal do diagnóstico foi identificar a situação de elementos do Sibi como
administração,
contexto
acadêmico,
formação,
processamento
técnico,
desenvolvimento de coleções, serviços aos usuários e recursos humanos; tendo
como referente o modelo de Lubisco (2009) para avaliação de bibliotecas
universitárias.
O problema de pesquisa pode ser expresso da seguinte forma : Qual o
comportamento informacional dos professores da UFG? Os professores recorrem ao
Sibi para atender às suas necessidades de informações? Os objetivos do estudo do
comportamento informacional foram : a) identificar o comportamento informacional
dos professores da UFG; b) identificar os tipos de fontes de informação utilizadas; c)
identificar as barreiras experimentadas em seus processos de busca de informação;
1

Denominado "SIBI2015+ Preparando o Futuro".

1153

�Comportamento informacional humano
i

SeminArio

~

~6e

=

1l1W'ot_

Trabalho completo

_ ~ ~:~r~':..

d) verificar as estratégias de busca utilizadas nos processos de busca de
informação; e) situar o Sibi no processo de busca de informações dos professores; f)
levantar sugestões para melhorar a efetividade do Sibi no apoio à busca de
informações pelos professores.

2 Revisão de Literatura

o comportamento de busca da informação se refere à atividade ou ação de
buscar informação em virtude de uma necessidade para se atingir algum objetivo
específico. Byron e Young (2000, p. 257) definem o comportamento de busca de
informação como "( ... ) características complexas da ação e interação nas quais as
pessoas se engajam quando procurando por informação de qualquer tipo e para
qualquer propósito". Gasque e Costa (2003) especificam a busca da informação
como um conjunto de atividades que inclui competências que possibilitam aos
indivíduos identificar as necessidades informacionais e sua natureza, elaborar
planejamentos de busca, determinar tipos e formatos de fontes potenciais e
estratégias para utilização das tecnologias da informação e comunicação. Essas
atividades requerem visão crítica, responsabilidade e ética por parte das pessoas. O
conceito de letramento informacional é subjacente a esse paradigma informacional e
tem ocupado uma relevância muito grande nas pesquisas, o qual pode ser definido
como aprender a aprender, saber localizar e fazer uso da informação de maneira
que outras pessoas aprendam a partir dela (ALA, 1989, p. 1)
Ao se observar a busca como atividade influenciada por diversas variáveis,
faz-se necessário identificar o contexto de estudo. Courtright (2007) identifica quatro
sentidos usados para contexto. Primeiro, a noção de 'container', em que os
elementos existem objetivamente em torno dos atores. Segundo, a construção de
significado, em que se analisa o ponto de vista do autor. Terceiro, o conceito de
construção social, em que os atores elaboram a informação por meio da interação
social. Finalmente, a questão relacional , em que o conceito de ator social e contexto
estão vinculados entre si.
À noção de contexto, subentendem-se outros conceitos inter-relacionados,
como situação, complexidade das tarefas, problemas, contornos, normas, cultura ,
capital social e redes sociais, entre outros, ampliando a estrutura conceitual da área .
Apesar de se observar, na literatura da ciência da informação, uma estrutura
conceitual básica sobre os estudos de comportamento informacional humano, pode
haver variações em relação aos conceitos e proposições, dependendo da
abordagem empregada , seja comportamentalista , cognitivista, social ou
multifacetada.
A abordagem comportamentalista possui foco na ação observável do sujeito
em reação aos estímulos externos. A cognitivista examina o comportamento
individual a partir do conhecimento, convicções e crenças que medeiam as
percepções de mundo. A abordagem social se baseia nos significados e valores que
as pessoas atribuem aos vários contextos. Finalmente, a abordagem multifacetada
integra múltiplos pontos de vista para a compreensão do comportamento
informacional, ressaltando a complexidade dos elementos e fatores envolvidos na
pesquisa .
1154

�Comportamento informacional humano
i

SeminArio

~

~6e

=

1l1W'ot_

Trabalho completo

_ ~ ~:~r~':..

Courtright (2007) observou que os fatores e elementos mais citados que
influenciam o contexto são: papel desempenhado; recursos de informação
(bibliotecas, livrarias, agências de informação); meio cultural ; fatores sociais como
rede e capital social, normas e colaboração no trabalho; aspectos relacionados às
tarefas, problemas, situações e tecnologias; e, por fim , papel no trabalho e atividade
humana. Segundo Courtright (2007), o desafio contemporâneo é o de conceituar as
formas de influência no contexto sem retornar à visão centrada nos sistemas, na
qual as ações de informação são vistas como previsíveis de acordo com o conjunto
de variáveis ambientais.
Existe um grande número de modelos e tendências teóricas que engloba a
complexidade do contexto e percebe os indivíduos incluídos em um contexto
complexo, múltiplo, sobreposto e dinâmico. Elementos como sociabilidade, cultura,
normas organizacionais e recursos, assim como mudanças tecnológicas e relação
de forças , não podem ser excluídos do processo de pesquisa . Essas novas
tendências de pesquisas implicam novas metodologias e uso de múltiplos métodos
como etnografia , observação e entrevistas.
O Modelo de Wilson (1999) integrado ao de Ellis (1989) pode servir como
referência para a compreensão do comportamento de busca de informação humano.
Um dos mais referenciados na literatura internacional, o Modelo de Wilson (1999)
enfatiza a busca ativa da informação a partir da percepção da necessidade de
informação, baseada em duas proposições: a) a informação é uma necessidade
secundária que surge dos tipos mais básicos de necessidades, ditas primárias,
como a necessidade de procriação, de alimentação e outros; b) ao buscar
informações, as pessoas, normalmente, se deparam com barreiras que podem
impedi-Ias de encontrar a informação desejada.
No Modelo de Wilson (1999), as necessidades de informação podem ser
definidas como psicológicas, afetivas ou cognitivas, as quais se relacionam com três
questões básicas. A primeira diz respeito à personalidade do indivíduo. A segunda,
com os papéis que ele desempenha na sociedade , e a terceira, com os vários
contextos ambientais (econômicos, tecnológicos, educacionais, políticos ... ) que
influenciam os diferentes papéis sociais que ele exerce. A partir da percepção da
necessidade de informação, o indivíduo, provavelmente, engajar-se-á em atividades
de busca de informação, nas quais poderão surgir barreiras relacionadas com as
questões descritas. Nessa perspectiva , os mesmos elementos que estimulam a
busca de informação podem dificultar o processo. A necessidade de informação é
uma categoria encontrada na maioria dos modelos disponíveis na literatura, como o
de Dervin (1983) , Kuhlthau (2004) e Todd (2005).
Integrada ao modelo de Wilson (1999), a proposta de Ellis (1989), centrada
nos aspectos cognitivos, foi desenvolvida com o objetivo de subsidiar sistemas de
informação. O modelo possui seis características, nomeadamente: Iniciar (atividades
de início da busca); Encadear (prosseguimento da busca) ; Navegar (busca semidirecionada em locais potenciais) ; Diferenciar (filtrar e comparar materiais); Monitorar
(monitorar determinada área , consultando suas fontes específicas) e Extrair
(trabalhar para obter material de interesse).
Percebe-se também na literatura a evidência de algumas categorias que
demonstram as falhas do comportamento de busca de informação, assim
consideradas "situações em que um usuário foi incapaz de acessar a um material
que, em sua visão, seria adequado para a satisfação de sua necessidade"

1155

�Comportamento informacional humano
i

SeminArio

~

~6e

=

1l1W'ot_

Trabalho completo

_ ~ ~:~r~':..

(CHEL TON , COOL, 2007, p. 320). Chelton e Cool (2007) apontam cinco dimensões
que podem propiciar o insucesso num processo de busca de informação: fonte de
informação, conhecimento, habilidades, social e psicológica ou individual. Em
relação à fonte de informação propriamente dita, trabalha-se com cinco hipóteses: a
fonte não é congruente com o assunto de pesquisa procurado pelo usuário; a fonte
não atinge o nível de especialização condizente com a necessidade de informação
do usuário (ela é muito geral) ; a fonte não está alinhada com as perspectivas do
usuário; a fonte possui falhas intrínsecas como imprecisão, ilegibilidade e
desatualização; a fonte é restrita , como nos casos em que o acesso a determinados
conteúdos é restringido e o caso de fonte indisponível, como acontece com sites que
saem do ar ou se tornam indisponíveis.
A dimensão conhecimento diz respeito às questões de terminologia,
principalmente a falta de conhecimento do assunto por parte do usuário que o
possibilite utilizar uma terminologia adequada no momento da busca e obter um
resultado de pesquisa satisfatório , uma recuperação da informação produtiva . Outro
aspecto demonstrado diz respeito aos percursos de pesquisa , a falta de
conhecimento de muitos usuários sobre onde e como buscar informação, onde
encontrar caminhos alternativos. A falta de conhecimento em relação aos recursos
disponibilizados pelas fontes eletrônicas foi outro aspecto considerado,
principalmente em relação ao planejamento da busca , ao uso dos operadores
booleanos (e/ou/não) e ao refinamento da pesquisa . Por fim , dentro da dimensão
conhecimento, aborda-se a questão da organização da informação em bibliotecas e
a falta de compreensão dos usuários em relação aos sistemas adotados nessas
instituições.
A dimensão habilidades aborda as limitações dos usuários no trato com as
fontes de informação, como aquelas relativas ao pouco conhecimento da tecnologia,
por exemplo. A dimensão social retrata a interferência de terceiros no processo de
busca de informação, em como essa participação pode ser, muitas vezes,
desestimulante e até mesmo nociva. E ainda , os aspectos psicológicos podem influir
decisivamente para o insucesso da busca de informação, como a insegurança em
relação à disponibilidade de fontes sobre determinado assunto e as demandas do
processo de busca de informação, como um processo que requer um filtro e uma
avaliação crítica da quantidade e qualidade das informações disponíveis, sobretudo
no meio eletrônico .
É importante salientar, por último, a questão da superabundância
informacional, premente na sociedade da informação e que tem sido bastante
explorada em diversos estudos da literatura nacional e internacional sobre
comportamento de busca de informação. Dois aspectos importantes são
ressaltados: os tipos de fontes utilizadas e os mecanismos ou critérios de seleção e
avaliação utilizados pelos usuários. Ou seja: que critérios os usuários adotam para
selecionar as fontes de informação no momento da busca? A qualidade da
informação é um dos aspectos mais importantes a serem considerados no processo
de busca de informação. Nesse aspecto, Tómael et ai (2004) apontam em seu
estudo dez indicadores para avaliação de fontes de informação eletrônica : 1)
informações de identificação; 2) consistência das informações; 3) confiabilidade das
informações; 4) adequação da fonte ; 5) links internos e externos; 6) facilidade de
uso; 7) layout da fonte ; 8) restrições percebidas; 9) suporte ao usuário; 10) outras
observações percebidas.

1156

�Comportamento informacional humano
i

SeminArio

~

~6e

=

1l1W'ot_

Trabalho completo

_ ~ ~:~r~':..

Os registros na literatura sobre avaliação de fontes eletrônicas constituem-se
predominantemente dos cinco critérios de avaliação de fontes impressas: acuidade,
autoridade, objetividade, atualização e cobertura da fonte . Grande parte dos critérios
obedece a um consenso sobre os questionamentos básicos relacionados com o
processo da comunicação científica. A Internet definitivamente ocupou o espaço no
universo informacional, enquanto ferramenta de armazenamento, recuperação e
disseminação da informação. Ressalta-se, portanto, a importância de se avaliar a
informação disponível e perceber a inconstância da qualidade das informações
encontradas na rede.

3 Materiais e Métodos
A presente proposta pode ser definida como uma pesquisa descritivoexploratória , quantitativa, composta de amostra estratificada aleatória . Segundo
Vergara (1998), a pesquisa descritiva tem como objetivo principal a elucidação das
características de determinada população ou fenômeno, podendo estabelecer
correlações entre variáveis e definir sua natureza. A pesquisa descritiva visa
observar, registrar, analisar, classificar e interpretar os fatos, sem que o pesquisador
interfira sobre eles. A pesquisa é exploratória , uma vez que busca proporcionar
maior familiaridade com o problema e torná-lo mais explícito (GIL, 1991).
A execução do projeto de pesquisa se deu de maio a dezembro do ano de
2010 e foi composta pelas seguintes etapas: elaboração do projeto pelos
professores de Biblioteconomia, incluindo a construção do instrumento de coleta de
dados; aprovação do mesmo pela Pró-Reitoria de Pesquisa e Graduação (PRPPG) ;
apreciação do comitê de ética em pesquisa; campanha de divulgação da pesquisa ;
apresentação do projeto nos cinco campi da UFG; seleção de bolsistas de pesquisa,
pré-teste do questionário; organização da coleta de dados; coleta de dados;
organização e análise dos dados; elaboração do relatório final e apresentação do
relatório final (versão gerencial). Os instrumentos de divulgação utilizados foram
material eletrônico, cartaz e flyer.
A população envolvida no estudo foi de 25 .336 sujeitos, incluindo toda a
comunidade acadêmica da universidade à época da pesquisa : 2.078 professores
efetivos em exercício, 16.233 alunos de graduação presencial ; 2.510 alunos de
graduação à distância; 2.091 alunos de pós-graduação (mestrado e doutorado);
2.244 servidores técnico-administrativos e 180 alunos do Centro de Ensino e
Pesquisa Aplicada à Educação (CEPAE). No entanto, devido à amplitude da
pesquisa e características diferenciadas dos sujeitos, optou-se por apresentar nesse
artigo apenas os resultados alcançados com os docentes.
O instrumento de coleta de dados utilizado foi o questionário estruturado, com
questões fechadas e obrigatórias. No entanto, para cada questão o respondente
tinha a opção "Outros", caso sua resposta não estivesse contemplada nas
alternativas oferecidas, bem como havia a possibilidade de marcar mais de uma
opção de resposta . O questionário foi construído com os seguintes elementos,
retirados da literatura da área: dados de caracterização do professor (titulação,
atuação nos cursos da UFG, regime de trabalho, faixa etária, sexo); necessidades
de informação; identificação de fontes de informação; estratégias de busca
adotadas; barreiras no acesso à informação; critérios de seleção de fontes de

1157

�Comportamento informacional humano
i

SeminArio

~

~6e

=

1l1W'ot_

Trabalho completo

_ ~ ~:~r~':..

informação; fontes de informação utilizadas; obtenção de material e uso da
biblioteca. Não se optou nesse estudo pela adoção de um modelo de
comportamento informacional específico, mas pelas categorias presentes em
diversos modelos que atendessem aos objetivos da pesquisa.
O acesso ao questionário foi unicamente por meio eletrônico, por um período
de 60 dias, disparado para o e-mail dos professores e disponível também no portal
do servidor da UFG. A plataforma de construção do questionário foi o software
LimeSurvey versão 1.92 . O termo de consentimento livre consistia na primeira etapa
do questionário e, a partir do mesmo, o respondente era direcionado para as
questões propriamente ditas, garantindo o anonimato e a isenção de riscos.

4 Resultados Parciais/Finais

A pesquisa obteve a participação de 20.59% dos professores da
universidade 2 , totalizando 428 respondentes presentes nos cinco campi: Catalão
(14%) ; Cidade de Goiás (1 %), Jataí (15%), Praça Universitária (25%) e Samambaia
(44%); a qual pode ser considerada uma porcentagem válida para a pesquisa
quantitativa em ciências sociais (RICHARDSON, 1996). Dentre os participantes,
pode-se informar: graduados (1 %) , especialistas (4%), mestres (38%), doutores
(48%) e pós-doutores (10%). Dentre os professores, 80% trabalhavam em regime de
40h/dedicação exclusiva e a maioria estava na faixa etária entre 31 e 50 anos de
idade. E ainda, 52% eram do sexo masculino e 48% do sexo feminino.
Os resultados apresentados referem-se ao comportamento informacional dos
professores da UFG através das seguintes categorias de análise: necessidades de
informação, mecanismos para identificação de fontes de informação, barreiras no
acesso à informação, critérios de seleção de fontes de informação, fontes de
informação utilizadas, obtenção do material e recorrência ao Sibi. Para cada uma
delas, optou-se metodologicamente por apresentar as quatro alternativas mais
recorrentes, o que significa que outras foram indicadas em menor proporção.
Na questão sobre necessidades de informação mais de uma opção poderia
ser marcada, e as necessidades mais recorrentes foram o preparo das aulas
(77.57%), o desenvolvimento de projetos de pesquisa (74.77%), a confecção de
material didático (71 .96%) e a submissão de trabalhos científicos (61 .92%) .
Dos seguintes cursos de graduação: Administração, Agronomia, Arquitetura e Urbanismo, Artes
Cênicas, Artes Visuais, Biblioteconomia, Biomedicina , Ciências Biológicas , Ciências Contábeis,
Ciências da Computação, Ciências Econômicas, Ciências Geoambientais, Ciências Sociais,
Comunicação Social , Design de Moda, Direito, Ecologia e Análise Ambiental , Educação Física ,
Educação Musical, Enfermagem , Engenharia Ambiental , Engenharia Civil, Engenharia de Alimentos,
Engenharia de Computação, Engenharia de Minas, Engenharia de Produção, Engenharia Elétrica,
Engenharia Florestal , Engenharia Mecânica, Engenharia Química, Estatística, Farmácia, Filosofia ,
Física, Fisioterapia , Geografia, Gestão da Informação, História, Letras, Letras-Libras, Matemática,
Matemática Industrial, Medicina, Medicina Veterinária, Museologia, Música, Musicoterapia, Nutrição,
Odontologia , Pedagogia , Psicologia , Química , Serviço Social , Sistemas de Informação e Zootecnia .
Participaram da pesquisa também professores que atuavam em cursos de especialização (19,29%),
mestrado (29,7%) e doutorado (14,97%).

2

1158

�Comportamento informacional humano
i

SeminArio

~

~6e

=

1l1W'ot_

Trabalho completo

_ ~ ~:~r~':..

Em relação aos mecanismos de identificação de fontes de informação, os
professores informaram que utilizavam os mecanismos de busca da Internet
(76.40%), as pesquisas em bases de dados de referências (73 .60%) , o exame de
lista de referências de publicações relevantes (72.59%) e a pesquisa em catálogos
online de livrarias (41.12%).
Foi solicitado aos professores que informassem suas estratégias de busca de
informação, como faziam as pesquisas: apenas por um termo, por combinação de
termos ou pontos de acesso ou por termos controlados, retirados de algum
vocabulário controlado. Em relação a essa questão, houve preponderância de busca
por termos livres e de forma só ou combinados, mas o uso de estratégias de busca
utilizando vocabulários controlados foi mencionado apenas por 25% dos
professores.
Os professores informaram enfrentarem as seguintes dificuldades para
atenderem suas necessidades de informações: restrições no acesso, como pedido
de senha (50.47%); custos da informação (32 .94%) ; indisponibilidade, por exemplo
quebra de link e mudança de endereço (31 .31 %) e o modo como a informação é
organizada (21 .96%).
Dentre os critérios indicados pelos professores para selecionarem material e
fontes de informação, os mais recorrentes foram : a possibilidade de ter acesso
completo à informação e não apenas a algumas partes (68 .22%) , o autor ou a
instituição são reconhecidos na área de atuação (62 .15%), a fonte apresenta bons
recursos de pesquisa (46 .96%) e a presença de resumos ou informações
complementares (42.52%) .
Em relação às fontes de informação utilizadas, foram citadas como as mais
utilizadas para o desempenho das atividades acadêmicas os livros impressos
(84.35%), as revistas científicas eletrônicas (67 .52%), o Portal de Periódicos Capes
(65.42%) e o Portal de Periódicos Scielo (60 .28%) .
Os professores sinalizaram que adquiriam o material de que necessitavam da
seguinte forma : busca em arquivos pessoais (75 .38%) ; download do arquivo na
Internet (73.35%), compra do material (54 .57%) e cópia do material (29.69%).
O último bloco de questões do questionário dizia respeito ao uso da
biblioteca, bem como continha uma questão aberta e optativa na qual o professor
poderia sugerir melhorias para o Sibi. Dentre os professores, 26% afirmaram que
usavam a biblioteca frequentemente (sempre e na maioria das vezes) e 64%
informaram utilizá-Ia esporadicamente (algumas vezes e raramente) . As finalidades
de uso mais citadas por eles foram : empréstimo de material (65 .65%), levantamento
bibliográfico (41 .12%), novas aquisições (22 .66%) e estudo com material da
biblioteca (16 .12%).
Em relação à avaliação das bibliotecas do Sibi , os quatro elementos mais
bem avaliados (excelentes e bons) pelos professores foram o atendimento ao
usuário (73.11 %), o horário de funcionamento (68.91 %), o empréstimo domiciliar
(62.47%) e a confecção da ficha catalográfica (55.46%) . Além desses, foram
considerados os quatro piores (regulares e ruins) na visão dos professores: acervo
(57.43%), espaço físico (45 .10%), horário de funcionamento (26.61%) e COMUT
(25.77%).

1159

�Comportamento informacional humano
i

SeminArio

~
=

~6e

1l1W'ot _

Trabalho completo

_ ~ ~:~r~':..

4.1 Discussão dos resultados

Em relação à primeira categoria, denominada necessidades de informação, o
comportamento informacional se sobressaiu como apoio às atividades de ensino e
pesquisa . Em relação ao ensino, os docentes buscavam informações para a
atividade de sala de aula da graduação, como preparação de aulas e material
didático. Considerando-se a importância do tripé de atuação da universidade
ensino/pesquisa/extensão, nota-se pouca participação dos professores na busca de
informação para substanciar os programas de extensão, o que requer um olhar mais
atento da universidade sobre essa área , bem como motivo de investigação da
pesquisa de comportamento informacional na segunda fase . Outro ponto que
sobressaiu na análise foi a presença maciça dos professores doutores atuando na
graduação. A princípio, esse fato poderia indicar que a universidade possui um
corpo docente altamente qualificado que está sendo pouco utilizado nos programas
de pós-graduação.
Os mecanismos mais utilizados para identificação de fontes de informação
foram os meios eletrônicos, como os mecanismos de busca da Internet, as bases de
dados de referências e os catálogos online de livrarias. Tal resultado vem ao
encontro do que tem sido apresentado em diversos estudos de comportamento
informacional, que apontam os meios eletrônicos como os principais para a busca de
informação, nos mais diversificados contextos (ABDALA, 2009; ABE , 2009;
KUHL THAU , 1990). Embora não explicitado nos resultados descritos neste artigo, o
catálogo online do Sibi apareceu em proporção muito pequena como mecanismo
para identificação de fontes de informação, confirmando a pouca relevância da
biblioteca na busca de informações dos professores.
Em relação às dificuldades encontradas para o acesso à informação,
sobressaíram aquelas relacionadas à informação eletrônica, como pedido de senha
e mudança de endereço eletrônico . Tais barreiras no acesso à informação foram
discutidas por Chelton e Cool (2007) e apresentadas nos modelos de Dervin (1983),
Kuhlthau (2004) e Todd (2005). Isso reforça os resultados obtidos nas questões
relativas aos mecanismos de identificação e de uso de fontes de informação, que
demonstraram os meios eletrônicos como os mais utilizados, bem como uso intenso
das fontes eletrônicas, dentre elas as revistas científicas e os portais CAPES e
SCIELO. Apesar dos livros impressos aparecerem ainda como a principal fonte de
informação utilizada pelos professores da UFG, as nuances relacionadas à
informação eletrônica ficaram muito evidentes nas questões de mecanismos de
identificação de fontes, barreiras no acesso à informação, fontes de informação
utilizadas e meios para obtenção dos materiais.
O predomínio do uso da informação eletrônica é uma realidade em estudos
de comportamento informacional, tal proposição foi reiterada quando os professores
indicaram os critérios de seleção de fontes de informação, que foram ,
predominantemente, relacionados à informação eletrônica . Foram esses: a
possibilidade de ter acesso completo à informação e não apenas a algumas partes;
o autor ou a instituição reconhecidos na área de atuação; apresentação de bons
recursos de pesquisa e presença de resumos ou informações complementares.
Corroborando com esse resultado, o critério da autoria é apontado em diversos
estudos de comportamento informacional, como o de Tomaél et ai (2004), que

1160

�Comportamento informacional humano
i

SeminArio

~

~6e

=

1l1W'ot_

Trabalho completo

_ ~ ~:~r~':..

sugerem a credibilidade do autor como um dos critérios mais relevantes para a
seleção de fontes de informação.
Sobre o uso de fontes de informação, vislumbra-se o potencial do Sibi para a
capacitação dos usuários no uso das fontes eletrônicas. Os dados confirmam as
tendências, estudos e pesquisas atuais de comportamento informacional quanto à
identificação de fontes de informação nos meios eletrônicos. No entanto, deve-se
observar que nem sempre os diretórios e mecanismos de buscas são confiáveis e
seguros. Muitas fontes de informação localizadas nos buscadores (Google, Yahoo,
etc.) não possuem um refinamento apurado nem restrição aplicada (FAVARETO ,
2010).
Entende-se que, com o advento da Internet, o número de fontes de
informação disponibilizadas eletronicamente é cada vez maior, e é função da
biblioteca universitária capacitar seus usuários no uso de tais fontes. Tal importância
foi evidenciada na pesquisa de Schweitzer (2008), que apontou o serviço de
capacitação para o uso de fontes de informação on-line como fundamental na
universidade. Tomaél et ai (2004, p. 19) afirmam que "a importância de avaliar-se a
informação disponível na Internet é bastante significativa para quem a utiliza com a
finalidade de pesquisa, e é de extrema relevância para enfatizar a inconstância da
qualidade das informações encontradas". Por isto se faz necessário que o Sibi possa
realizar uma política de capacitação para buscas de fontes de informações
eletrônicas, para que os usuários possam acessá-Ias e explorá-Ias em todo seu
potencial.
Dentre os professores, 26% deles utilizavam a biblioteca frequentemente
(sempre e na maioria das vezes) e 64% deles afirmaram a utilizarem
esporadicamente (algumas vezes e raramente). Quase 10% dos professores
entrevistados nunca utilizaram as bibliotecas da universidade. Esses dados
revelaram uma faceta importante do estudo: existem muitos professores a serem
conquistados na comunidade acadêmica, os chamados usuários potenciais
(FIGUEIREDO, 1991). Duas questões emergem nesse ponto: por que existe um
número elevado de usuários esporádicos e até mesmo de não-usuários do Sibi? Os
serviços ofertados são aqueles almejados pelos usuários?
O desconhecimento dos serviços prestados pela biblioteca pode ser citado
como uma das causas prováveis da situação. Os serviços com maior índice de
desconhecimento por parte dos professores foram : reserva do espaço cultural
(73.67%); reserva do auditório (71.43%) ; reserva das salas de aula, reunião e
projeção (68 .35%); videoteca (61 .62%) e salas didáticas de informática (60 .78%) .
Outra possibilidade é a oferta de serviços que podem não ser tão relevantes para a
comunidade acadêmica docente.
O problema do desconhecimento dos serviços prestados pode estar
relacionado à ausência de mecanismos para a promoção dos mesmos, o que requer
uma atenção especial da biblioteca com o marketing. O marketing é responsável por
promover o que a biblioteca desenvolve, e com isso permite que os usuários tomem
conhecimento da existência dos serviços oferecidos. De acordo com Baptista , Costa
e Viana Neta (2009) o marketing por meio da promoção poderá promover um maior
uso dos serviços e produtos da biblioteca , bem como atrair mais investimentos para
o aperfeiçoamento e oferta de novos serviços e produtos.
Dentre os professores que indicaram utilizar a biblioteca , a utilizavam com
propósitos de empréstimo de material (65 .65%), levantamento bibliográfico

1161

�Comportamento informacional humano
i

SeminArio

~

~6e

=

1l1W'ot_

Trabalho completo

_ ~ ~:~r~':..

(41 .12%), conhecimento das novas aquisições (22.66%) e estudo com material da
biblioteca (16 .12%). É tradição dos estudos da Biblioteconomia investigar as
necessidades de informação e a percepção dos usuários quanto aos serviços
prestados pelas bibliotecas. A literatura brasileira tem avançado na temática,
integrando estudos práticos e teóricos, sobretudo na gestão de bibliotecas
universitárias (VALLS, VERGUEIRO, 2006) .
O serviço mais bem avaliado pelos professores foi o atendimento ao usuário e
a maior insatisfação dos professores foi relativa ao acervo da biblioteca . Esse
resultado indica que a política de formação e desenvolvimento de coleções do Sibi
deve ser repensada , a qual é composta pelas fases de seleção, aquisição, avaliação
e descarte do acervo. Sugere-se uma abordagem sistêmica , ou seja, de se pensar o
processo com detalhes, como a atividade é desenvolvida ao longo de todas as
etapas, não apenas o seu resultado final (LANCASTER, 1996). Então, seria
necessária uma revisão das políticas de seleção e aquisição do Sibi e dos
instrumentos de avaliação do acervo, incluindo o descarte do mesmo .
Os professores manifestaram , através de questão aberta, suas insatisfações
com a biblioteca e fizeram sugestões de melhorias, que devem ser levadas em conta
no planejamento dos serviços pelos gestores do Sibi , considerando-se a
comunidade de usuários como pilar para o planejamento de serviços de biblioteca .
Em linhas gerais, os resultados apresentados indicaram uma dependência dos
professores em relação à busca de informações e domínio de tecnologias para
satisfazerem suas necessidades informacionais na academia .
Em congruência com o resultado colocado anteriormente, o acervo foi o
elemento mais demandado de melhorias na biblioteca (57 .65%) . As melhorias
sugeridas foram ampliação em número e diversidade, atualização, maior agilidade
no processo de aquisição , facilitação do processo de seleção dos professores,
estruturação de uma política eficiente de doação e busca de parcerias para doação
das obras especializadas. Em relação ao treinamento de usuários, 72 .34%
afirmaram não terem realizado o treinamento de usuários da biblioteca , o que
certamente influenciou no desconhecimento dos serviços prestados.
Objetivando que os professores da UFG desenvolvam o letramento
informacional para lidar da melhor maneira com as fontes e demais recursos de
informação, é primordial que a biblioteca e os bibliotecários do Sibi estejam
preparados para oferecer produtos e serviços adequados. De posse dos dados,
pode-se sugerir: reestruturação dos serviços de referência oferecidos pelo sistema,
com foco na utilização de tecnologias; elaboração de serviços de disseminação
seletiva de informação, oferecendo ao usuário informação selecionada ; elaboração
de tutoriais sobre o uso do sistema de busca da biblioteca ; capacitação para o uso
do Portal Capes e demais bases de dados; utilização de estratégias de marketing
adequadas ao público-alvo para promover os produtos e serviços oferecidos.

5 Considerações Parciais/Finais
Diversos estudos no Brasil e no exterior indicam que as bibliotecas
universitárias podem ajudar a desenvolver o letramento informacional em seus

1162

�Comportamento informacional humano
i

SeminArio

~

~6e

=

1l1W'ot_

Trabalho completo

_ ~ ~:~r~':..

usuários e contribuir positivamente para o comportamento informacional, através dos
programas de letramento informacional (information literacy programs) . O objetivo
desses programas é ajudar os usuários a identificar, selecionar e usar a informação
de forma adequada para os mais diversos fins . O modelo norte-americano de
educação demonstra que tais competências devem ser desenvolvidas desde a
educação básica, numa perspectiva de trabalho integrado entre professores e
bibliotecários escolares.
Ao responder o problema de pesquisa, pode-se afirmar sumariamente que o
comportamento informacional dos professores da UFG é predominantemente
eletrônico, sem deixar de considerar que utilizam bastante os livros impressos,
comprando os materiais de que necessitam. É possível concluir também que o Sibi
tem sido pouco utilizado pelos professores e que ocorre a subutilização de serviços,
que precisam ser reformulados; bem como carece urgentemente de reestruturação
do espaço físico , principalmente as bibliotecas dos campi do interior. Nesse sentido ,
foi possível apreender muitas insatisfações do professores com o sistema , quando
tiveram a oportunidade de sugerir melhorias para o mesmo.
Pela análise detalhada dos dados, além daqueles mais recorrentes ora
apresentados neste artigo, é possível elencar alguns aspectos do comportamento
informacional dos professores que merecem um estudo mais detalhado: a pequena
expressividade de busca de informações para projetos de extensão, a eficiência do
catálogo do Sibi como instrumento de identificação de fontes, a forte presença das
fontes de informação informais na prática acadêmica, a preponderância dos
mecanismos de busca da Internet no contexto acadêmico e a capacitação dos
professores para o uso das fontes eletrônicas; bem como os pontos candentes de
reestruturação do Sibi.
Outro ponto emergente do estudo do comportamento informacional dos
docentes é o aprofundamento do estudo de usuários como alternativa para se
pensar novos serviços que estejam mais adequados à realidade e comportamento
de uma comunidade cada vez mais autônoma e adepta de mecanismos de buscas
da Internet. Adicionalmente, em um contexto de independência do usuário, o Sibi
deveria se concentrar em ações que promovam o letramento informacional. Nesse
aspecto, o uso de ambientes virtuais de aprendizagem a distância para a
capacitação continuada dos professores parece promissor.
É importante apontar que o estudo realizado na universidade forneceu
indicadores importantes para o aprofundamento de questões e maior conhecimento
das necessidades específicas dos professores do Sibi/UFG, o qual pode convergir
para estudos qualitativos. Considerando isso, sugere-se que estudos de
comportamento informacional são instrumentos importantes para a gestão e
avaliação de bibliotecas universitárias dentro do contexto de desenvolvimento da
sociedade da informação, como parte do ambiente de ensino, pesquisa e extensão
da universidade. Ressalta-se , ainda , o pioneirismo da pesquisa realizada no
contexto da educação superior brasileira , pela sua amplitude de cobertura e
metodologia adotada , exclusivamente através da Internet.
Recomenda-se o software livre utilizado para estudos de tal natureza, o qual
permite inúmeros cruzamentos e relacionamentos de quaisquer variáveis que se
pretenda , como do comportamento informacional por faixa etária, por grandes áreas
do conhecimento , por sexo e condições sócio-econômicas. O projeto prossegue com
os professores do curso de Biblioteconomia da UFG, que buscam maior refinamento

1163

�Comportamento informacional humano
i

SeminArio

~

~6e

=

1l1W'ot_

Trabalho completo

_ ~ ~:~r~':..

estatístico da pesquisa e um mapeamento do comportamento informacional por
áreas do conhecimento, a saber: Ciências Exatas e da Terra; Ciências Biológicas;
Ciências da Saúde, Ciências Agrárias, Ciências Sociais Aplicadas, Ciências
Humanas; Engenharias; Linguística, Letras e Artes e Multidisciplinar.

6 Referências
ABDALA, Carmen Verônica Mendes; ANDRADE, Vinícus Antônio de. Recuperação
de informação baseada em clusters. Revista USP, São Paulo, n.80, p. 54-61 ,
dez./fev. 2008-2009 .
ABE, Veridiana . A busca de informação na Internet: bibliotecários e estudantes de
Ensino Médio de escolas particulares de Itajaí e Florianópolis. 2009. 144f.
Dissertação (Mestrado em Ciência da Informação) - Programa de Pós-Graduação
em Ciência da Informação, Universidade Federal de Santa Catarina, Florianópolis,
2009.
AMERICAN LlBRARY ASSOCIATION . Presidential Committee on information
Literacy: Final reporto Chicago: Association of College &amp; Research Libraries, 1989.
Disponível em :
&lt;http ://www.ala .org/ala/mgrps/divs/acrl/publications/whitepapers/ALA_prinUayout_1
126315 126315.cfm&gt;. Acesso em : 13 maio 2007.
BAPTISTA, Sofia Galvão ; COSTA, Maíra Murrieta; VIANA NETA, Maria Altair
Vilanova . Marketing para promoção de produtos e serviços de informação: estudo de
caso da Biblioteca da Presidência da Republica . Revista Digital de Biblioteconomia e
Ciência da Informação, Campinas, v.6, n.2, p. 83-104, jan./jun . 2009.
BYRON , Suzanne M.; YOUNG , John I. Information Seeking in a Virtual Learning
Environment. Research Strategies, New York, V. 17, p. 257-267, 2000.
CHELTON , Mary K.; COOL, Colleen . Youth information-seeking behavior 11: context,
theories, models, and issues. Maryland : The Scarecrow Press, 2007 .
COURTRIGHT, Christina . Context in Information Behavior Research . Annual Review
of Information Science and Technology, V. 41 , p. 273-306, 2007.
DERVIN, B. An overview of sense-making research : concepts, methods and results
to date. International Communications Association Annual Meeting, Dallas, Texas,
1983.
ELLlS , David . A Behavioral Approach to Information Retrieval System Design .
JournalofDocumentation, London , V. 45, n. 3, p. 171-212, Sept. 1989.

1164

�Comportamento informacional humano
i

SeminArio

~

~6e

=

1l1W'ot_

Trabalho completo

_ ~ ~:~r~':..

FAVARETO, E. Os diferentes tipos de buscadores. Disponível em :
&lt;htt://imasters.uol .com .br/artigo/707/mercadores/os_diferentes_tipos_de_buscadres
&gt;. Acesso : 18 Maio 2010.
FIGUEIREDO, Nice Menezes de. Metodologias para promoção do uso da
informação: técnicas aplicadas particularmente em bibliotecas universitárias e
especializadas. São Paulo: Nobel, 1991 . 143 p.
GASQUE, Kelley Cristine Gonçalves Dias; COSTA, Sely Maria de Souza .
Comportamento dos professores da educação básica na busca da informação para
formação continuada . Ciência da Informação, Brasília , v. 32 , p. 54-61 , 2003 .
GIL, Antonio Carlos. Como elaborar projetos de pesquisa. São Paulo : Atlas, 1991 .
KUHL THAU , C. C. Inside the search process: information seeking from the user's
perspective. Journal ofthe American Society for Information Science, Washington, v.
42 , n. 5, p. 361-371 , 1990.
KUHL THAU , Carol C. Seeking meaning: A process approach to library and
information services. 2. ed . Norwood : Ablex Publishing Corporation , 2004 . 247 p.
LANCASTER, F. W . Avaliação de serviços de bibliotecas. Brasília : Briquet de
Lemos, 1996.
LUBISCO, Nídia M. L. ; VIEIRA, Sônia Chagas. Biblioteca universitária
brasileira: instrumento para seu planejamento e gestão, visando à avaliação do
seu desempenho. Salvador: Edufba, 2009 .
MOORE , Nick. A sociedade da informação. In: INSTITUTO BRASILEIRO DE
INFORMAÇÃO EM CIÊNCIA E TECNOLOGIA. A informação : tendências para o
novo milênio. Brasília, 1999. p. 94-108.
RICHARDSON , R. J. Pesquisa social. São Paulo: Atlas , 1996.
SCHWEITZER, Fernanda . O serviço de referência da biblioteca central da UFSC e o
programa de capacitação do usuário: desenvolvimento de uma ferramenta
colaborativa com base na tecnologia wiki. Revista Brasileira de Biblioteconomia e
Documentação, Nova Série , São Paulo, v. 4 , n.1, p. 6-19, jan./jun . 2008.
TODD, Ross J. Information Intents. In: FISHER, K. E. ; ERDELEZ, S. ; McKECHNIE,
L. Theories of information behavior. Medford : Information Today, 2005. 431 p.
TOMAÉL, Maria Inês et alo Critérios de qualidade para avaliar fontes na Internet. In :
TOMAÉL, M. 1. ; VALETIN , M. L. P. (Org .). Avaliação de fontes de informação na
Internet. Londrina : Eduel, 2004, p. 19-40.

1165

�Comportamento informacional humano
i

SeminArio

~

~6e

=

1l1W'ot_

Trabalho completo

_ ~ ~:~r~':..

VALLS, Valéria Martin; VERGUEIRO, Valdomiro de Castro Santos. A gestão da
qualidade em serviços de informação no Brasil. Perspectivas em Ciência da
Informação, Belo Horizonte, v. 11 , n. 1, p. 118-137, jan./abr. 2006.
VERGARA, S. C. Projetos e Relatórios de Pesquisa em Administração. 2. ed . São
Paulo: Atlas, 1998.
WILSON, T. D. Models in Information Behavior Research . Journalof
Documentation, London , v. 55, n. 3, p. 249-271 , jun . 1999.

1166

�</text>
                  </elementText>
                </elementTextContainer>
              </element>
            </elementContainer>
          </elementSet>
        </elementSetContainer>
      </file>
    </fileContainer>
    <collection collectionId="49">
      <elementSetContainer>
        <elementSet elementSetId="1">
          <name>Dublin Core</name>
          <description>The Dublin Core metadata element set is common to all Omeka records, including items, files, and collections. For more information see, http://dublincore.org/documents/dces/.</description>
          <elementContainer>
            <element elementId="50">
              <name>Title</name>
              <description>A name given to the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51396">
                  <text>SNBU - Edição: 17 - Ano: 2012 (UFRGS - Gramado/RS)</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="49">
              <name>Subject</name>
              <description>The topic of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51397">
                  <text>Biblioteconomia&#13;
Documentação&#13;
Ciência da Informação&#13;
Bibliotecas Universitárias</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="41">
              <name>Description</name>
              <description>An account of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51398">
                  <text>Tema: A biblioteca universitária como laboratório na sociedade da informação.</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="39">
              <name>Creator</name>
              <description>An entity primarily responsible for making the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51399">
                  <text>SNBU - Seminário Nacional de Bibliotecas Universitárias</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="45">
              <name>Publisher</name>
              <description>An entity responsible for making the resource available</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51400">
                  <text>UFRGS</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="40">
              <name>Date</name>
              <description>A point or period of time associated with an event in the lifecycle of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51401">
                  <text>2012</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="44">
              <name>Language</name>
              <description>A language of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51402">
                  <text>Português</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="51">
              <name>Type</name>
              <description>The nature or genre of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51403">
                  <text>Evento</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="38">
              <name>Coverage</name>
              <description>The spatial or temporal topic of the resource, the spatial applicability of the resource, or the jurisdiction under which the resource is relevant</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51404">
                  <text>Gramado (Rio Grande do Sul)</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
          </elementContainer>
        </elementSet>
      </elementSetContainer>
    </collection>
    <itemType itemTypeId="8">
      <name>Event</name>
      <description>A non-persistent, time-based occurrence. Metadata for an event provides descriptive information that is the basis for discovery of the purpose, location, duration, and responsible agents associated with an event. Examples include an exhibition, webcast, conference, workshop, open day, performance, battle, trial, wedding, tea party, conflagration.</description>
    </itemType>
    <elementSetContainer>
      <elementSet elementSetId="1">
        <name>Dublin Core</name>
        <description>The Dublin Core metadata element set is common to all Omeka records, including items, files, and collections. For more information see, http://dublincore.org/documents/dces/.</description>
        <elementContainer>
          <element elementId="50">
            <name>Title</name>
            <description>A name given to the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="63501">
                <text>Estudo do comportamento informacional dos professores da Universidade Federal de Goiás.</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="39">
            <name>Creator</name>
            <description>An entity primarily responsible for making the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="63502">
                <text>Fialho, Janaina F.; Carvalho, Lívia F. de; Ramos, Rubem Borges T.; Gomes, Suely Henrique de A.</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="38">
            <name>Coverage</name>
            <description>The spatial or temporal topic of the resource, the spatial applicability of the resource, or the jurisdiction under which the resource is relevant</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="63503">
                <text>Gramado (Rio Grande do Sul)</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="45">
            <name>Publisher</name>
            <description>An entity responsible for making the resource available</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="63504">
                <text>UFRGS</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="40">
            <name>Date</name>
            <description>A point or period of time associated with an event in the lifecycle of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="63505">
                <text>2012</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="51">
            <name>Type</name>
            <description>The nature or genre of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="63507">
                <text>Evento</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="41">
            <name>Description</name>
            <description>An account of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="63508">
                <text>Estuda o comportamento informacional dos professores da Universidade Federal de Goiás, no tocante às necessidades de informação, identificação de fontes, barreiras no acesso, critérios de seleção, fontes de informação utilizadas, obtenção do material e avaliação do sistema de bibliotecas da universidade. O método utilizado foi o questionário estruturado, enviado exclusivamente pela Internet, construído e analisado através do software Lime Survey. Obteve-se o retorno de 20.59% dos professores de todos os cursos. Os resultados demonstraram a dependência da comunidade de buscas no meio eletrônico, exigindo melhorias nos processos de marketing e na promoção de produtos e serviços de informação. Ressalta-se também a importância da biblioteca universitária para o desenvolvimento do letramento informacional.</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="44">
            <name>Language</name>
            <description>A language of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="69458">
                <text>pt</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
        </elementContainer>
      </elementSet>
    </elementSetContainer>
  </item>
  <item itemId="5958" public="1" featured="0">
    <fileContainer>
      <file fileId="5022">
        <src>http://repositorio.febab.org.br/files/original/49/5958/SNBU2012_097.pdf</src>
        <authentication>de194c6913108e50c115cd55b8a03354</authentication>
        <elementSetContainer>
          <elementSet elementSetId="4">
            <name>PDF Text</name>
            <description/>
            <elementContainer>
              <element elementId="92">
                <name>Text</name>
                <description/>
                <elementTextContainer>
                  <elementText elementTextId="63500">
                    <text>Comportamento informacional humano
li ......"

a
=

HIdonild l
~WIo4_

Trabalho completo

_.1 ...... _ .....
S:

~lltã&lt;l",

FONTES DE INFORMAÇÃO EM CIÊNCIAS: UM ESTUDO DE
USO A PARTIR DA METODOLOGIA DE ANÁLISE DE REDES
SOCIAIS
Maria do Rocio F. Teixeira 1 e Diogo Onofre Gomes de Souza 2
'Professora Doutora , UFRGS, Porto Alegre, RS.
2Professor Doutor, UFRGS, Porto Alegre, RS .

Resumo
Esta pesquisa tem por propósito estudar as redes de conhecimento,
consideradas espaços de interação entre diferentes segmentos da sociedade,
no âmbito das ciências e suas relações de uso das fontes de informação em
três grupos de alunos de uma mesma disciplina do Curso de Medicina da
Universidade Federal do Rio Grande do Sul (Brasil), em três semestres
consecutivos. Objetiva contribuir para a produção de indicadores relacionais
entre as redes, as fontes de informação e o estudo das Ciências. Utiliza a
abordagem teórico-metodológica Análise de Redes Sociais (ARS) e as etapas
de desenvolvimento da pesquisa incluem uma revisão de literatura sobre a
ARS e a construção e análise de grafos gerados a partir da caracterização das
três redes e de suas relações de uso com as fontes de informação.
Brevemente apresenta : a metodologia utilizada; os resultados; e as conclusões
do estudo.

Palavras-Chave
Redes de conhecimento; Fontes de informação; Análise de Redes
Sociais (ARS); Educação em Ciências.

Abstract
The present study have the propose to study the knowledge networks,
interacion spaces between differents society segments, in the science Field and
the relationship between ours members and the use of diferents information
sources available. The networks in analysis are three students groups of the
same matter of the Medicine course of the University Federal of Rio Grande do
Sul (Brasil), in three consecutive semesters. The aim is to contribute for the
production of indicators linked between networks, the information sources and
the science studies. The theoric-methodologic approach used was a Social
Netwoks Analysis (SNA) and the steps of the development research including a
revision about the SNA literature and the construction and analysis of graphs,

1136

�Comportamento informacional humano
~
~

~

HJÓOtIIllIlc

~ ==~

Trabalho completo

produced from the characterization of these three netwoks and yours relations
in the use of the sources of information. Briefly, this study shows: the used
methodology, the results and the study conclusions.

Keywords
Knowledge Networks; Information Sources; Social Netwoks Analysis
(SNA) ; Sciences Education .

1 Introdução
O âmbito de estudos em redes abrange uma amplitude de campos de
pesquisa e unidades de análise . Atualmente, tem crescido o interesse científico
e prático em compreender como atores estabelecem articulações e interagem
configurando redes. Tais unidades de análise inserem-se, em um campo de
pesquisa, dotado de ferramentas conceituais e metodológicas que permitem a
análise de elementos estruturais e da dinâmica relacional dos atores,
rompendo níveis de análises isolados, exclusivamente centrados no indivíduo,
ou em uma estrutura social independente e soberana . Assim, o mapeamento
de redes de relações entre atores (indivíduos ou entidades coletivas) , as
posições ocupadas por esses, a quantidade, a natureza e os sentidos dos
fluxos de informação disponíveis são eixos centrais de análise de muitos
fenômenos.
Este trabalho mostra a relação das redes de conhecimento no campo
científico com as fontes de informação (pessoais e bibliográficas) , com o
objetivo de contribuir para a produção de indicadores relacionais entre o estudo
das Ciências e as fontes de informação. O objetivo geral é estudar as redes de
conhecimento, espaços de interação entre os diversos segmentos da
sociedade, no âmbito das ciências e seu relacionamento com as fontes de
informação, no compartilhamento do conhecimento. E, ainda é objetivo do
estudo avançar no entendimento de como melhor explorar tais fontes de
informação no incentivo ao compartilhamento do conhecimento.

2 Revisão da Literatura
2.1 Análise de Redes Sociais (ARS)
O termo "rede" é adotado para designar um conjunto de unidades (ou
nós) de algum tipo e as relações de tipos específicos que acontecem entre elas
(ALBA, 1982). A expressão rede social se refere a um tipo específico de rede
em que os nós ou atores são pessoas ou grupos em uma população. Nos
estudos nas Ciências Sociais, as redes sociais são um instrumento de análise
que permite a reconstrução dos processos interativos dos indivíduos e suas
afiliações a grupos, a partir das conexões interpessoais construídas
cotidianamente (FONTES; EICHNER, 2004).
A noção de rede vem sendo utilizada, nas ciências sociais e nos
estudos sobre o desenvolvimento, de múltiplas formas , tornando-se difícil, por
vezes, precisar seu real significado e sua contribuição como ferramenta de
análise. A imagem de um sistema composto por nós e fluxos é freqüentemente

1137

�Comportamento informacional humano
~
~

~

HJÓOtIIllIlc

~ ==~

Trabalho completo

evocada como metáfora, no esforço por construir representações capazes de
dar conta da complexidade do social (SCHMITT, 2011).
Autores como Castells (1999) falam da emergência, na
contemporaneidade, de uma sociedade em rede, capitalista, globalizada,
regida por núcleos de poder descentralizados, e estruturada com base nas
tecnologias da informação. As redes, sua arquitetura e suas dinâmicas de
inclusão/exclusão, estariam na base dos processos e funções predominantes
em nossa sociedade, dando origem a uma nova morfologia do social
(CASTELLS, 1999, p. 498) .
Para além da rede como metáfora ou como matriz técnica , é possível
identificar na literatura um conjunto de trabalhos que utilizam a noção de rede
como uma ferramenta analítica ou , como no caso da Teoria do Ator Rede ,
como base para a construção de uma nova ontologia do social. Uma detalhada
discussão envolvendo a desconstrução da chamada "dimensão social" como
um domínio da realidade, definido a priori, pode ser encontrada em Latour
(2007) .
As redes sociais constituem um espaço, no qual a interação entre as
pessoas permite a construção coletiva , a mútua colaboração, a transformação
e o compartilhamento de ide ias em torno de interesses mútuos dos atores
sociais que as compõem . A Internet potencializa o poder dessas redes, devido
à velocidade e à capilaridade com as quais a divulgação e a absorção de ideias
acontecem .
A Análise de Redes Sociais (ARS) é uma abordagem estrutural que
estuda a interação entre atores sociais, ou seja , a unidade de observação é
composta pelo conjunto de atores e seus laços (FREEMAN , 2004) .
Representa uma perspectiva inovadora por ser relacional , mostrando que os
vínculos ou relações entre entidades, nós, são a unidade básica de análise,
contrariamente ao que é habitual na perspectiva atributiva das análises
estruturais empíricas (LOZARES , 2007) .

2.2 Fontes de Informação
Fonte de informação, segundo Martin Veja (1995), é todo vestígio ou
fenômeno que forneça uma notícia, informação ou dados. Comumente
interpretam-se como fontes de informação todo o tipo de fontes, em geral, que
contenham ou produzam informação em um suporte estável.
Uma fonte de informação não se fixa unicamente em documentos,
mas também contempla e reconhece a informação procedente de instituições,
pessoas e, inclusive, dos próprios acontecimentos sociais.

°

2.3 Redes de Conhecimento
conceito de rede, segundo Minarelli (2001) , refere-se à
configuração do canal pelo qual os indivíduos captam , integram e distribuem
informações, bens e serviços com maior eficiência .
Uma rede social é conceituada como o conjunto de indivíduos
autônomos que unem recursos e ideias em prol de interesses comuns
(MARTELETO, 2001). Velázquez e Aguilar (2005) entendem rede social como
um grupo de indivíduos que se relaciona com um fim específico, caracterizando

1138

�Comportamento informacional humano
~
~

~

HJÓOtIIllIlc

~ ==~

Trabalho completo

a existência de um fluxo de informações. As redes sociais são mecanismos que
possibilitam a construção de imaginário coletivo, dessa forma podem ser
ferramenta imprescindível para a criação e manutenção das empresas na
sociedade em rede (MEIRA, 2009) .
As redes de conhecimento são redes com o propósito de criar e
disseminar conhecimento, podendo corporificar-se de diversas formas : equipes
de projetos, grupos de pesquisa , redes de consultoria, comunidades
profissionais, comunidades de prática, grupos de apoio e outros tantos.
O principal propósito dessas redes é tornar públicos e estimular a
aplicação de novos conhecimentos a favor do desenvolvimento. Também
podemos considerar como redes de conhecimento, aquelas redes formadas
por pessoas que tem como objetivo comum a promoção de seu conhecimento
e de outrem. Então, novamente, uma turma de uma escola ou de uma
universidade, um grupo de pesquisa ou de um laboratório são exemplos de
redes de conhecimento.
Nas redes de conhecimento, a informação carece de interpretação.
Normalmente é subjetiva e provém de um ator que coopera na rede com sua
bagagem intelectual, cultural e organizacional. É essa informação, e seu
compartilhamento, o foco do estudo das redes de conhecimento e é por meio
dela que o conhecimento individual pode ser o mote para parcerias que tragam
benefícios recíprocos, menciona Tomaél (2008).
Castells (1999) diz que rede é um conjunto de nós interconectados e,
nó é o ponto no qual uma curva se entrecorta . O que um nó representa
depende do tipo de redes concretas. Assim , as redes de conhecimento são os
espaços onde ocorre a troca de informações e experiências entre profissionais,
pesquisadores e estudiosos de diversas áreas.
As redes de conhecimento tornaram-se uma ferramenta de
sobrevivência essencial para o indivíduo, facilitando a gestão da incerteza, o
apoio social e, finalmente , a ascensão na carreira (JOHNSON, 2011).

3 Materiais e Métodos
A rede construída conta com um total de 100 atores, alunos de três
semestres, diferentes e consecutivos, da disciplina de Bioquímica Médica I, do
Curso de Medicina da UFRGS.
A estes alunos foi perguntado: "Eu uso esta(s) fonte(s) de informação
com que freqüência para obter informações sobre tópicos relativos aos meus
estudos/pesquisas na disciplina de Bioquímica Médica I. O=Eu não conheço
essa fonte ; 1=Nunca ; 2=Raramente; 3=Às vezes; 4=Frequentemente; 5=Muito
frequentemente" .
As fontes de informação relacionadas foram : 1. Livros; 2. Parentes; 3.
Professores; 4. Artigos Científicos; 5. Monitores; 6. Anotações de aula ; 7.
Colegas; 8. Vídeos; 9. Profissionais da área; 10. Apostilas; 11 . Bibliotecas; 12.
Amigos; 13. Internet; 14. Pacientes; 15. Outras.
Foi utilizada a abordagem teórico-metodológica Análise de Redes
Sociais (ARS) e as etapas de desenvolvimento da pesquisa incluíram uma

1139

�Comportamento informacional humano
~
~

~

NadotIIllIlc

:: '1l1li104_
~ ~Iitiri""

Trabalho completo

revisão de literatura sobre a ARS e as fontes de informação, a construção e
análise de grafos gerados a partir da caracterização das três redes e de suas
relações. A aplicação da ARS nesse contexto deu-se por meio de um conjunto
de procedimentos metodológicos de caráter longitudinal e documental, através
do qual se pretendeu analisar a evolução estrutural das redes dos alunos, nos
três semestres.
Como forma de abarcar a totalidade das redes, optou-se por adotar
como corpus nesta pesquisa todos os alunos das três turmas, no intervalo de
três semestres, 2009/2 , 2010/1 e 2010/2, num total de 100 atores (pessoas que
compõem cada grupo).
Os procedimentos metodológicos utilizados foram : 1°) aplicação de
um questionário, no primeiro e no último dia letivo da disciplina de Bioquímica
Médica I, solicitando ao respondente (identificado numericamente) que
assinalasse a freqüência de uso de 14 fontes de informação (pessoais e
bibliográficas) sobre tópicos relativos ao estudo da referida disciplina; 2°)
organização e sistematização dos dados coletados para inserção no software
UCINET 6 para Windows (BORGATTI ; EVERETT; FREEMAN, 2002); 3°)
estudos comparativos das respostas das três turmas, no primeiro e no último
dia letivo da disciplina; 4°) análise dos resultados com a construção de grafos e
o mapeamento das relações invisíveis entre os atores investigados e as fontes
de informação, com base na literatura sobre ARS e fontes de informação.

4 Resultados
A partir da sistematização, pelo software UCINET 6 para Windows
(BORGATTI ; EVERETT; FREEMAN , 2002), dos dados coletados, construíramse grafos que permitiram mapear e visualizar, de forma mais contundente, as
relações estabelecidas entre os atores e as diferentes fontes de informação.
A análise da primeira turma, 2009/2, com 31 alunos, mostrou que, em
agosto - no primeiro dia letivo, os respondentes tinham a seguinte percepção:
livros (31), professores (30), biblioteca (29), internet (28) e anotações de aula
(27) como as fontes de informação que os respondentes julgam de uso mais
na
disciplina.
freqüente

1140

�Comportamento informacional humano
~
~

~

HJÓOtIIllIlc

~ ==~

Trabalho completo

Grafo 1 : Alunos e as fontes de informação no primeiro dia letivo
do semestre 2009/2. Fonte : dados da pesquisa.
A análise da segunda turma, com 34 alunos, do semestre 2010/1, nos
mostra: livros (34), professores (34) , anotações de aula (34) despontando na
preferência dos respondentes como fontes de informação de uso para a
disciplina, seguidas da internet (33), colegas (32) e apostilas (32), quando
perguntados no primeiro dia letivo. O grafo 2 apresenta as relações entre as
diferentes fontes de informação e os alunos da turma 2010/1 no primeiro dia
letivo do semestre.

Grafo 2: Alunos e as fontes de informação no primeiro dia letivo do
semestre 2010/1.
Fonte: Dados da pesquisa .
A terceira turma analisada , de 2010/2, com 38 atores (alunos), no
primeiro dia letivo, aponta, de forma unânime, os livros, as anotações de aula e
os colegas (38) como a fonte de informação preferencial, seguidos da internet
(37) e dos professores (36). O grafo 3 nos mostra as relações entre os alunos e
as fontes de informação no primeiro dia letivo do semestre 2010/2 .

Grafo 3: Alunos e as fontes de informação no primeiro dia letivo do
semestre 2010/2.
Fonte: Dados da pesquisa .

1141

�Comportamento informacional humano
ii ........
~

H.xioovlde

= =~

Trabalho completo

A partir da identificação das três redes, a partir dos três grafos, foram
elaborados comparativos como forma de visualizar numericamente os
resultados. O primeiro comparativo foi das três turmas e de suas freqüências
de uso de fontes de informação, no primeiro dia letivo, desta vez separando as
fontes de informação pessoais das fontes bibliográficas.
Tabela 1 - Comparativo das três turmas em relação às fontes de
.m f ormaçao
- b
r ' fIcas no primeiro
. . d'la Ief IVO d e ca d a semes t re.
I 'b
10 )ra
Turma 2010/1
Turma 2010/2
Fontes
Turma 2009/2
Bibliográficas
31 alunos
34 alunos
38 alunos
Livros
31
34
38
Artigos
19
23
23
Científicos
Anotações de
27
34
38
aula
Vídeos
10
16
09
Apostilas
20
32
34
Biblioteca
29
34
35
Internet
28
33
37
Outras
02
O
O
Fonte: Dados da Pesquisa .
Tabela 2. - Comparativo das três turmas em relação às fontes de
informação pessoais no primeiro dia letivo de cada semestre.
Turma 2010/1
Turma 2010/2
Fontes
Turma 2009/2
Pessoais
31 alunos
34 alunos
38 alunos
Parentes
07
11
08
Professores
30
34
36
Monitores
22
31
30
Colegas
25
32
38
Profis. da área
13
17
06
Amigos
12
15
20
Pacientes
O
08
08
Fonte: Dados da Pesquisa .
Novamente trazemos os grafos que se apresentam como o primeiro
passo para poder-se analisar uma rede. Os grafos permitem visualizar-se as
interações entre os nós, reunindo, ao centro, o maior número de interações.
Saindo do centro, em direção à periferia da rede, é possível identificar-se os
nós que pouco ou nada interagem com os demais.
A seguir mostramos os grafos das três turmas e suas relações com as
fontes de informação nos três períodos consecutivamente .

1142

�Comportamento informacional humano
~
~

~

HJÓOtIIllIlc

~ ==~

Trabalho completo

.' ;".,.:==----~

Grafo 4: Turma 2009/2 - último dia letivo.
Fonte: Dados da pesquisa .

Grafo 5: Turma 2010/1 - último dia letivo.

Fonte: Dados da pesquisa.

1143

�Comportamento informacional humano
2

~

~

~Id l

;:

a!WIo4_
UMMnltm.

=

Trabalho completo

Grafo 6: Turma 2010/2 - último dia letivo,
Fonte: Dados da pesquisa.
Em continuidade mostramos os quadros comparativos dos
resultados nos primeiro e último dia letivos, das três turmas.

,,.

Ta b e Ia 3 - Compara f IVO d as Fon tes B'bl'
I logra ICOS,
Turma 2009/2
Turma 2010/1
Turma 2010/2
Fontes
31 alunos
34 alunos
38 alunos
Bibliográficas Agosto Novembro Março Julho Agosto Novembro
2009
2009
2010
2010
2010
2010
Livros
31
34
34
30
38
38
Artigos
19
25
23
17
23
30
Científicos
Anotações de
27
20
34
29
38
28
aula
Vídeos
10
16
08
09
08
08
Apostilas
20
18
32
24
34
22
Biblioteca
29
24
34
32
35
28
Internet
28
29
31
37
34
33
Outras
02
04
O
08
O
O
Fonte: Dados da pesqUisa.
Os livros, as bibliotecas, as anotações de aula e a internet, nas três
turmas, apresentam-se como as fontes de informação bibliográficas mais
representativas para os alunos, ao longo de todo o semestre. Os livros e as
bibliotecas são fontes de informação tradicionais e, por isso mesmo, reafirmam
sua importância no contexto acadêmico, quando os professores, em sua
grande maioria, recomendam o uso de determinados títulos e/ou autores.
Especificamente na disciplina pesquisada, o professor recomenda dois ou três

1144

�Comportamento informacional humano
ij

SoemiIYria

a
-,.= .::.r,::~
.... .....

_

H~dt

Trabalho completo

autores para que os alunos realizem as leituras pertinentes aos conteúdos
discutidos em sala de aula , reforçando assim o uso dessa fonte de informação.
As bibliotecas decrescem no interesse dos alunos, ao final do
semestre, talvez porque a grande maioria deles adquire os livros necessários e,
com a autonomia oferecida pela internet e seus locais de acesso, os artigos
científicos sejam encontrados sem a ajuda dos bibliotecários. Da mesma forma,
as anotações de aula decrescem de uso ao correr do semestre.
A internet é mencionada, no primeiro dia letivo, talvez mais pela
familiaridade dos alunos com o ambiente virtual e, continua bem cotada , ao
final do semestre, porque estes alunos são apresentados a bases de dados,
especificamente à PubMed e ao Portal CAPES, e aos artigos científicos, que
apresentam um crescimento de interesse ao correr do semestre, pelo menos
em duas turmas.
E, por fim , os vídeos e as apostilas perdem na preferência dos alunos
ao final do semestre.
Tabela 4. - Fontes Pessoais.

Fontes
Pessoais

Turma 2009/2
31 alunos
Agosto Novembro
2009
2009
07
03
30
30
22
25
25
29
06
16

Parentes
Professores
Monitores
Colegas
Profis. da
área
Amigos
12
10
Pacientes
O
O
Fonte : Dados da pesquisa .

Turma 2010/1
34 alunos
Março Julho
2010
2010
11
08
34
30
31
24
32
34
13
11
15
08

22
11

Turma 2010/2
38 alunos
Agosto Novembro
2010
2010
07
08
36
36
30
30
38
37
17
09
20
08

20
21

Os professores, os colegas e os monitores são as fontes de
informação pessoais que despontam na escolha dos alunos e, assim se
mantém ao longo do semestre. Novamente, os professores são identificados,
na literatura pertinente, como uma fonte de informação tradicional. Já, com
relação aos monitores e colegas é possível entender porque constam na
preferência dos alunos, em função da metodologia de ensino utilizada pelo
professor das turmas.
A metodologia adotada pelo professor da disciplina, divide a turma em
grupos de seis alunos e, cada grupo é, a partir dali, acompanhado por um ou
dois monitores, estabelecendo-se um vínculo entre eles. Os monitores
acompanham os alunos em aulas no laboratório de informática, onde estes
aprendem a usar as bases de dados médicas e a ler corretamente um artigo
científico, entendendo as abreviaturas, as referências e os demais detalhes
técnicos que envolvem tais publicações, além de acompanhá-los ao Hospital
de Clínicas de Porto Alegre (HCPA), para entrevistas orientadas a pacientes
internados.

1145

�Comportamento informacional humano
~
~

~
~I dc

~ =:-~

Trabalho completo

5 Considerações Finais
As redes de conhecimento das três turmas são fortemente
conectadas em relação às fontes de informação mais tradicionais, como livros
e professores. A internet surge como uma fonte de informação, possivelmente
pela intimidade com que os alunos, em sua maioria jovens, têm com as
tecnologias de informação e comunicação.
A não identificação, por uma das turmas, da fonte pacientes, reforça o
entendimento de que, ao serem perguntados, os alunos pouco reconhecem
fontes pessoais fora do âmbito da universidade.

5.1 Fontes de informação pessoais: Pacientes
Os alunos, das três turmas analisadas, têm como uma de suas
atividades, no decorrer da disciplina, algumas visitas a pacientes internados.
Trata-se do primeiro contato que o aluno tem com o paciente, ou seja , o início
de sua prática clínica . Na prática diária do médico, as decisões tomadas para
resolver o problema do paciente são, usualmente, baseadas na aplicação
consciente da informação avaliável por regras explicitamente definidas. Na
constituição do futuro profissional aliam-se elementos explícitos, ensinados
formalmente , e tácitos, adquiridos durante a observação e a prática, de acordo
com Epstein (1999) .
Toda informação compreendida , independentemente da sua
veracidade, costuma ser aplicada na prática clínica. Aquelas que são explícitas
podem ser criticamente avaliadas pela medicina baseada em evidências, no
entanto, esta metodologia não é suficiente para descrever e incluir o processo
tácito do julgamento clínico (NOBRE, BERNARDO e JATENE, 2003) . No
processo tácito , apontam os autores, os fatores relacionados ao médico, como
emoções, vícios de observação, percepção de prejuízos, aversão ao risco,
tolerância quanto à incerteza e relacionamento pessoal com o paciente
também influenciam, em menor ou maior grau, o julgamento clínico, muitas
vezes de forma inconsciente.
O paciente, neste contexto de aprendizagem , torna-se uma fonte de
informação importantíssima para a atuação de qualquer profissional da saúde,
começando ainda em sua formação acadêmica .

5.2 Os alunos e os professores
O Relatório Delors, documento publicado no Brasil em 1998, com o
título Educação: Um Tesouro a Descobrir. Relatório da Comissão Internacional
sobre a Educação para o século XXI, coordenado por Jacques Delors,
apresenta propostas que oferecem caminhos, visando à melhoria das práticas
pedagógicas dos educadores no cotidiano da sala de aula.
Um dos quatro pilares da educação, mencionados no Relatório, é
aprender a conhecer. Devemos, contudo, considerar que o aprender a
conhecer ou, educar a mente, é um tipo de aprendizagem que visa não tanto a
aquisição de um repertório de saberes codificados, mas antes o domínio dos
próprios instrumentos do conhecimento e pode ser considerado,
simultaneamente, como um meio e como uma finalidade da vida humana.
Finalmente é o prazer de compreender, de conhecer, de descobrir (DELORS,

1146

�Comportamento informacional humano
~

a

=

SeIIIin4rio
~Wontlde

1I'l101_

Trabalho completo

ti ",t""l~

2003, pp. 90-91). Saber quais as fontes de informação que podem nos
fornecer a informação necessária e nos conduzir à construção do
conhecimento é basear-se no pilar aprender a conhecer.
Outro pilar, apontado por Delors (2003), é aprender a fazer, quando
se reconhece a necessidade de uma reflexão em torno desse distanciamento
entre os conhecimentos teóricos e a vivência prática desses conhecimentos,
afirmando que "aprender a conhecer e aprender a fazer são, em larga medida ,
indissociáveis. Em sequência , aprender a conviver, o terceiro pilar, refere-se à
educação como tendo por missão, por um lado, transmitir conhecimentos sobre
a diversidade da espécie humana e, por outro, levar as pessoas a tomar
consciência das semelhanças e da interdependência entre todos os seres
humanos do planeta (DELORS, 2003, p. 97) . Isto significa conhecerem-se ,
onde o educando busca integrar-se com as pessoas que o cercam através da
interação das energias que envolvem as relações de corporeidade entre os
seres, por exemplo, a integração entre alunos e pacientes. E, por último,
aprender a ser, quando todo o ser humano deve ser preparado, especialmente
graças à educação que recebe na juventude, para elaborar pensamentos
autônomos e críticos e para formular os seus próprios juízos de valor, de modo
a poder decidir, por si mesmo, como agir nas diferentes circunstâncias da vida .
Se a educação deve repousar sobre esses quatro pilares, são de
competência dos professores a formação e a instrução, com o intuito de
possibilitar o desenvolvimento do pensamento, da ação, do sentimento e das
atitudes. Assim, conforme Delors (2003, p. 152), os professores "[ ... ] devem
despertar a curiosidade, desenvolver a autonomia, estimular o rigor intelectual
e criar condições necessárias para o sucesso da educação formal e da
educação permanente."
Por sua vez, os alunos de hoje possuem competências e
conhecimentos diferentes dos alunos da geração anterior, visto que têm acesso
a variadas fontes de informação e comunicação, existentes em casa e/ou na
escola, possuindo uma cultura diferente e vivendo segundo novos valores e
padrões sociais. Assim , cada aluno que chega à sala de aula, a cada ano, é
muito diferente do aluno do ano anterior, ou mesmo do semestre anterior, e isto
configura um importante elemento na difusão e no compartilhamento do
conhecimento que deve ser reconhecido pelo professor.

5.3 Fontes de Informação Bibliográficas
A busca pela melhor informação pode ser realizada em bases
primárias, que disponibilizam os trabalhos originais, cabendo ao usuário o
trabalho de selecionar e analisar criticamente a validade de seus resultados, ou
ainda, em bases secundárias, que economizam o tempo do usuário na seleção
metodológica e avaliação crítica. Entre as bases primárias, Bernardo, Nobre e
Jatene (2004) recomendam o Medline e o SciELO, onde a busca pode ter início
com a utilização das palavras-chaves, obtidas na construção da pergunta . Os
autores ainda fazem outra distinção ao se referirem às revisões narrativas, ou
tradicionais, e as revisões sistemáticas.
As revisões tradicionais incluem artigos de revisão e livros de texto,
que geralmente são narrativas de natureza opinativa , considerados com força
de evidência científica precária , já que não podem ser reproduzidos por outros

1147

�Comportamento informacional humano
~

~

SePIWio
~de-

_.1~ =~itI
. . . _....

Trabalho completo

autores. Por sua vez, as revlsoes sistemáticas, com ou sem meta-análise,
utilizam-se de metodologia reprodutível , explícita, critérios de pesquisa e
seleção de informação, de tal forma que outros autores que queiram reproduzir
a mesma metodologia podem chegar aos mesmos conteúdos e conclusões.
Tais revisões encontram-se disponíveis em bases de dados secundárias ou
pré-selecionadas.
Outra classificação mostra as fontes de informação primárias, quando
os trabalhos são publicados de forma integral ou resumida, encontrando-se na
sua forma original, como no MedLine, no Lilacs e na maioria dos periódicos
médicos, como os nacionais reunidos no portal SciELO.

5.4 Internet
Atualmente, a internet é bem aceita e frequentemente utilizada por
todas as pessoas como fonte de informação para os mais diversos fins .
Especificamente na área da saúde, Vitória da Silva e Cardozo de Castro (2008)
referem-se à internet como um recurso mais conveniente e de baixo custo para
o uso por pacientes, quando comparada aos provedores de cuidados em
saúde. A facilidade de acesso à informação pode ser útil ao paciente, por
permitir-lhe compreender melhor seu estado de saúde, tomar decisões
conscientes sobre o tratamento e contribuir para a melhora da sua condição.
As autoras ainda mencionam dados da União Européia que mostram que 70%
dos pacientes foram influenciados pela informação que encontraram na internet
e, assim, adaptaram alguma decisão relacionada à saúde.
A qualidade da informação sobre saúde, disponível na internet,
mostra-se incompleta, imprecisa em relação às diretrizes clínicas, não
fundamentada em evidências e não adequadamente balanceada (VITÓRIA DA
SILVA e CARDOZO DE CASTRO, 2008). Além disso, a internet se constitui
num veículo no qual conflitos de interesse podem levar à substituição da
evidência científica por estratégias de marketing (JYANG YL, 2000).
5.5 Bibliotecas
As bibliotecas universitárias são organizações complexas, com
múltiplas funções e uma série de procedimentos, produtos e serviços que
foram desenvolvidos ao longo de décadas. No entanto, o seu propósito
fundamental permaneceu o mesmo, isto é: proporcionar acesso ao
conhecimento. Esse acesso ao conhecimento é que irá permitir que o
estudante, o professor e o pesquisador possam realizar suas aprendizagens ao
longo da vida (CUNHA, 2010).

Nos dias de hoje, a biblioteca universitária está deixando o seu lugar
como a principal fonte de busca , perdendo a sua supremacia na realização
deste papel fundamental em função do impacto da tecnologia digital. O uso da
internet está cada vez mais onipresente e continua crescendo ainda mais pela
introdução de novos e melhores algoritmos nos mecanismos de busca . A World
Wide Web (web) se tornou o maior depósito de informação do mundo.
Muitos autores, conforme Cunha (2010) acreditam que o problema da
qualidade da informação armazenada na Web pode preservar o papel da
biblioteca universitária como vital, mesmo que, ocasionalmente, ela se torne

1148

�Comportamento informacional humano
Trabalho completo

uma fonte secundária de informação, porque no contexto do ensino superior, a
integridade e confiabilidade do conhecimento são fatores primordiais.
Mesmo antes de a Web ter sido criada em 1994, as bibliotecas
universitárias começaram a desenvolver bibliotecas digitais com conteúdos
informacionais confiáveis. Após 1994, muitas destas coleções digitais foram
disponibilizadas na Web e seu crescimento foi acentuado. Como o volume de
informações digitais cresceu e com o amadurecimento da Web, autores
importantes como Deanna Marcum passaram a difundir a idéia de uma
biblioteca totalmente digital. Estes visionários previam que num futuro próximo,
o conhecimento acumulado de alta qualidade e em todos os suportes estarão
disponíveis em formato digital na internet. Em poucos anos, essas análises
mostraram que, na verdade, esta visão tornou-se uma realidade.
6 Conclusões
A constante mutação dos modelos de aprendizagem centra-se cada
vez mais nas novas tecnologias, ao mesmo tempo em que, cada vez mais, a
ação dos ambientes de ensino converge na gestão da informação e não
apenas e só na sua transmissão. As Tecnologias de Informação e
Comunicação (TICs) existentes, e as que vão emergindo, incidem na
elaboração, preparação e apresentação de conteúdos didáticos para o aluno .
Convém salientar que, por exemplo, o computador pode ser importante na
medida em que é portador de aspetos culturais que agem na promoção de
movimentos sociais culturais e intelectuais. Porém , não elimina nem substitui a
atividade construtiva , podendo sim auxiliar no processo de aprendizagem, ao
estabelecer relações entre as estruturas que o aluno deve possuir e o
desenvolvimento de novas estruturas mais complexas (Vanti , Loebens &amp; Ferro,
2004).

"As pessoas estão sempre a querer que os professores mudem"
(Hargreaves, 1998, p. 5) . Cada vez mais esta citação se enquadra na realidade
do mundo. Estas novas ferramentas para o ensino e aprendizagem podem
promover alterações nas práticas de ensino e no modo como a aprendizagem é
conseguida. A sua inclusão na prática pedagógica , poderá ser uma mais-valia
melhorando as condições e enriquecendo as estruturas mentais de alunos e
professores o que se evidenciará , certamente, nos resultados finais .
No ambiente das redes, o compartilhamento de informação e de
conhecimento entre as pessoas é constante, pois as pessoas freqüentemente
gostam de compartilhar o que sabem. A disposição em compartilhar e o
compartilhamento eficiente de informação entre os atores de uma rede,
asseguram ganhos, porque cada participante melhora, valendo-se das
informações às quais passa a ter acesso e que poderão reduzir as incertezas e
promover o crescimento mútuo.
De uma forma geral, cada ator tem muita informação sobre sua
situação, mas não tem informação sobre outras situações. Para reduzir a
incerteza e consolidar a parceria, os atores precisam ter mais informações
confiáveis de seus parceiros. Assim todos ganham, porque cada ator vai
construir alicerces e desenvolver novas ações tendo como base as
informações compartilhadas.

1149

�Comportamento informacional humano
Trabalho completo

Aliar os estudos das redes e o crescente uso das tecnologias de
informação e comunicação é imprescindível para o compartilhamento do
conhecimento no ambiente educacional.

7 Referências
ALBA, RD. Taking stock of network analysis: a decade's results. In :
BORGATTI , S.P.; EVERETT, M.G.; FREEMAN , L.C . Ucinet for Windows :
software for social network analysis. Harvard, MA: Analytic Technologies, 2002 .
CASTELLS, M. A era da informação: economia, sociedade e cultura - A
sociedade em rede. vol. 1. São Paulo : Campus, 1999.
CUNHA, M. B. A biblioteca universitária na encruzilhada . OataGramaZero Revista de Ciência da Informação. São Paulo, v.11 n.6 dez. 2010 .
DELORS, J. (org) Educação um tesouro a descobrir. Relatório para a UNESCO
da Comissão Internacional sobre Educação para o Século XXI. Lisboa: Edições
ASA,2003 .
FONTES, BAS.; EICHNER, K. A formação do capital social em uma
comunidade de baixa renda . Redes - Revista Hispana para EI Análisis de
Redes Sociales, v.7, n.2, out./Nov. 2004. Em :http://revistaredes.rediris.es
Acesso em : 12 mar. 2011 .
EPSTEIN, R M. Mindful practice. JAMA - The Journal of the American Medicai
Association : New York, v. 282, n.9, p.833-9, 1999.
FREEMAN , L. The Oevelopment of Social Network Analysis. Vancouver:
Empirical Press, 2004.
HARGREAVES, A. Os professores em tempos de mudança: o trabalho e a
cultura dos professores na idade pós-moderna . São Paulo: McGraw-Hill, 1998.
JOHNSON, J.D. Gestão de redes de conhecimento . São Paulo: Ed. SENAC,
2011 .
JYANG YI. Quality evaluation of orthodontic information on the World Wide
Web. Am. J. Orthod. Oentofacial Orthop., v.118, n.1, p.4-9, Ju1.2000.
LATOUR, B. Reassembling the social: an introduction to Actor-Network-Theory.
Oxford / New York: Oxford University Press, 2007 .
LOZARES COLlMA, C. La Teoria de las Redes Sociales. Papers: Universidad
Autonoma de Barcelona, 1996. n.48.
MARTELETO, R M. Análise de redes sociais: Aplicação nos estudos de
transferência de informação. Ciência da Informação : Brasília , v. 30, n. 1, p. 7181 , jan./abr. 2001 .

1150

�Comportamento informacional humano
i&amp;
:li

=
e'i

SNlinÃricI

N.oon.Jdc
Il'-l~_

Trabalho completo

lMI..nltMiill:l

MARTIN VEJA, A Fuentes de información general. Gijón: Ediciones TREA,
1995. (Biblioteconomia y Administración Cultural, 7).
MEIRA, S. Mesa de Bar online 3.0. HSM Management. HSM do Brasil: São
Paulo, n.77, ano 13, v.6, nov-dez.2009.
MINARELLI , J. A Networking: como utilizar a rede de relacionamentos na sua
vida e na sua carreira. São Paulo: Editora Gente, 2001 .
NOBRE, M.R.C .; BERNARDO, W.M.; JATENE, F.B. A prática clínica baseada
em evidências. Parte I - questões clínicas bem construídas. Ver. Assoc. Med .
Bras.: São Paulo, v.49, n.4, 1993.
SCHMITT, C. J. Redes, atores e desenvolvimento rural : perspectivas na
construção de uma abordagem relacional. Sociologias: Porto Alegre, v.13, n.27 ,
maio/ago. 2011 .
TOMAÉL, M.I. Redes de Conhecimento. Datagramazero: revista de Ciência da
Informação: Rio de Janeiro, v.9, n.2, abr. 2008.
VANTI, AA ; LOEBENS , J.C.; FERRO, C. Tecnologia de Informação e
Comunicação (TIC) no Ensino Superior: Um Estudo no Auxílio à Formação do
Administrador de Recursos Humanos (RH). Revista Eletrônica FCE:
Montevideo, ano 2, n.2, Feb.2004.
VELÁZQUEZ, AAO. ; AGUILAR, N.G. Manual introductorio aI análisis de
redes sociales. Mexico: Universidad Autónoma dei Estado de México y
Universidad
Autónoma
Chapingo,
2005.
Em :http://www.4shared.com/get/193944459/b3763187/Manualintrodutorio
ex ucinet. html. Acesso em 31/03/2011 .
VITÓRIA DA SILVA, M. &amp; CARDOZO DE CASTRO, L.L. A internet como
forma interativa de busca de informação sobre saúde pelo paciente. Revista
TEXTOS de La CiberSociedad, n.16, 2008. Monográfico: Internet, sistemas
interativos e saúde. Disponível em hUp://www.cibersociedad.net. Acesso em
28/ago.l2011 .

1151

�</text>
                  </elementText>
                </elementTextContainer>
              </element>
            </elementContainer>
          </elementSet>
        </elementSetContainer>
      </file>
    </fileContainer>
    <collection collectionId="49">
      <elementSetContainer>
        <elementSet elementSetId="1">
          <name>Dublin Core</name>
          <description>The Dublin Core metadata element set is common to all Omeka records, including items, files, and collections. For more information see, http://dublincore.org/documents/dces/.</description>
          <elementContainer>
            <element elementId="50">
              <name>Title</name>
              <description>A name given to the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51396">
                  <text>SNBU - Edição: 17 - Ano: 2012 (UFRGS - Gramado/RS)</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="49">
              <name>Subject</name>
              <description>The topic of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51397">
                  <text>Biblioteconomia&#13;
Documentação&#13;
Ciência da Informação&#13;
Bibliotecas Universitárias</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="41">
              <name>Description</name>
              <description>An account of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51398">
                  <text>Tema: A biblioteca universitária como laboratório na sociedade da informação.</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="39">
              <name>Creator</name>
              <description>An entity primarily responsible for making the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51399">
                  <text>SNBU - Seminário Nacional de Bibliotecas Universitárias</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="45">
              <name>Publisher</name>
              <description>An entity responsible for making the resource available</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51400">
                  <text>UFRGS</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="40">
              <name>Date</name>
              <description>A point or period of time associated with an event in the lifecycle of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51401">
                  <text>2012</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="44">
              <name>Language</name>
              <description>A language of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51402">
                  <text>Português</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="51">
              <name>Type</name>
              <description>The nature or genre of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51403">
                  <text>Evento</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="38">
              <name>Coverage</name>
              <description>The spatial or temporal topic of the resource, the spatial applicability of the resource, or the jurisdiction under which the resource is relevant</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51404">
                  <text>Gramado (Rio Grande do Sul)</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
          </elementContainer>
        </elementSet>
      </elementSetContainer>
    </collection>
    <itemType itemTypeId="8">
      <name>Event</name>
      <description>A non-persistent, time-based occurrence. Metadata for an event provides descriptive information that is the basis for discovery of the purpose, location, duration, and responsible agents associated with an event. Examples include an exhibition, webcast, conference, workshop, open day, performance, battle, trial, wedding, tea party, conflagration.</description>
    </itemType>
    <elementSetContainer>
      <elementSet elementSetId="1">
        <name>Dublin Core</name>
        <description>The Dublin Core metadata element set is common to all Omeka records, including items, files, and collections. For more information see, http://dublincore.org/documents/dces/.</description>
        <elementContainer>
          <element elementId="50">
            <name>Title</name>
            <description>A name given to the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="63492">
                <text>Fontes de informação em ciências: um estudo de uso a partir da metodologia de análise de redes sociais.</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="39">
            <name>Creator</name>
            <description>An entity primarily responsible for making the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="63493">
                <text>Teixeira, Maria do Rocio F,; Souza, Diogo Onofre Gomes de</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="38">
            <name>Coverage</name>
            <description>The spatial or temporal topic of the resource, the spatial applicability of the resource, or the jurisdiction under which the resource is relevant</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="63494">
                <text>Gramado (Rio Grande do Sul)</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="45">
            <name>Publisher</name>
            <description>An entity responsible for making the resource available</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="63495">
                <text>UFRGS</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="40">
            <name>Date</name>
            <description>A point or period of time associated with an event in the lifecycle of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="63496">
                <text>2012</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="51">
            <name>Type</name>
            <description>The nature or genre of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="63498">
                <text>Evento</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="41">
            <name>Description</name>
            <description>An account of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="63499">
                <text>Esta pesquisa tem por propósito estudar as redes de conhecimento, consideradas espaços de interação entre diferentes segmentos da sociedade, no âmbito das ciências e suas relações de uso das fontes de informação em três grupos de alunos de uma mesma disciplina do Curso de Medicina da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (Brasil), em três semestres consecutivos. Objetiva contribuir para a produção de indicadores relacionais entre as redes, as fontes de informação e o estudo das Ciências. Utiliza a abordagem teórico-metodológica Análise de Redes Sociais (ARS) e as etapas de desenvolvimento da pesquisa incluem uma revisão de literatura sobre a ARS e a construção e análise de grafos gerados a partir da caracterização das três redes e de suas relações de uso com as fontes de informação. Brevemente apresenta: a metodologia utilizada; os resultados; e as conclusões do estudo.</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="44">
            <name>Language</name>
            <description>A language of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="69457">
                <text>pt</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
        </elementContainer>
      </elementSet>
    </elementSetContainer>
  </item>
  <item itemId="5957" public="1" featured="0">
    <fileContainer>
      <file fileId="5021">
        <src>http://repositorio.febab.org.br/files/original/49/5957/SNBU2012_096.pdf</src>
        <authentication>b5cc8237fc66ed08fcb60ad985804976</authentication>
        <elementSetContainer>
          <elementSet elementSetId="4">
            <name>PDF Text</name>
            <description/>
            <elementContainer>
              <element elementId="92">
                <name>Text</name>
                <description/>
                <elementTextContainer>
                  <elementText elementTextId="63491">
                    <text>~
~

Comportamento informacional humano
s.e"....rio
~dt:

~ =:~

Trabalho completo

INTERVENÇÕES DE LEITURA NA BIBLIOTECA: PORQUE
LITERATURA É PRECISO ...
Maria de Lourdes Teixeira da Silva

1

1Bibliotecária Especialista , IFRN , Natal , RN

Resumo
Objetiva socializar as experiências adotadas em uma biblioteca de ensino
tecnológico, com vistas à promoção da leitura de literatura no ambiente escolar. Visa
também mapear dados estatísticos, do panorama das obras literárias que estão
sendo lidas pelos alunos na biblioteca do Instituto Federal de Educação, Ciência e
Tecnologia do Rio Grande do Norte (IFRN) , Campus Natal Zona Norte. Os dados
coletados para embasamento do estudo denotam que as ações desenvolvidas têm
contribuído para motivar e despertar o aluno a ter uma aproximação prazerosa com
a leitura, aponta também, possibilidades que as bibliotecas podem desenvolver
como propostas intervencionistas junto aos jovens em relação à prática de leitura .
Em decorrência dos resultados apontados na análise dos relatórios do sistema de
gerenciamento de acervo, e dos próprios depoimentos dos alunos, fica evidenciado
a importância da leitura no processo de desenvolvimento dos sujeitos, e a presença
da leitura de literatura na vida escolar dos alunos como um elemento prazeroso .

Palavras-Chave: Leitura na biblioteca; Leitura de literatura; Projetos de leitura.
Abstract
It aims to socialize the experience taken from a library of technological education,
aiming at promoting the reading of literature in the school environment. It also aims to
map statistical data, the landscape of literary works being read by students in the
library of the Federal Institute of Education , Science and Technology of Rio Grande
do Norte (IFRN), Campus Natal Zona Norte. Data collected from the study have
shown that the actions have helped to motivate and awaken the student to have a
pleasant approach to the reading , points also possibilities that libraries can develop
as interventionist proposals with young people about the practice of reading . Due to
the findings of the analysis of the reports of the management system of collection,
and the students' own testimony, it is clear the importance of reading in the
development process of the subject, and the presence of reading literature in school
life of students as an element enjoyable.

Keywords: Reading in the library; Reading literature; Reading projects.

1127

�~
~

s.e"....rio

Comportamento informacional humano

~dt:

~ =:~

Trabalho completo

1 Introdução
Nos dias atuais o que temos observado no contexto escolar, é um
desinteresse e desânimo dos educandos em relação à leitura; pouco se constata a
vontade e o prazer de escrever e ler, ou , inversamente, de ler e escrever. Tal
desinteresse pode ser justificado pela forma como acontecem às práticas de leitura
no ambiente escolar, algumas consideradas, inclusive, como práticas que
contribuem muito pouco ou em nada para motivar e despertar o aluno a ter uma
aproximação prazerosa com a leitura.
Desta forma, o espaço escolar, centro principal das práticas de leitura,
assume um papel cada vez mais importante na formação dos sujeitos. Lajolo (2000,
p.106) afirma que:
No contexto de um projeto de educação democrática vem à frente a
habilidade de leitura, essencial para quem quer ou precisa ler jornais,
assinar, contratos de trabalho , procurar emprego através de
anúncios, solicitar documentos na polícia, enfim, para todos aqueles
que participam, mesmo que à revelia , dos circuitos da sociedade
moderna, que fez da escrita seu código oficial.

Nesse sentido, defendemos a importância da leitura para a formação de
leitores críticos e para a construção de sujeitos autônomos e partícipes do contexto
social , cultural e educacional, propiciando ao mesmo tempo um aprendizado formal
através do ensino dos diversos componentes curriculares, considerando a sua
identidade cultural como também a sua história de vida .
Além disso, temos observado os altos investimentos no âmbito do governo
através dos Programas - PNLD, PNBE , PNLL demonstrando uma preocupação para
que todos possam ter acesso ao livro. Entretanto, apesar da conscientização de que
a leitura é importante e imprescindível para a promoção dos indivíduos em seus
diversos contextos, essa questão ainda não tem sido refletida positivamente nas
práticas desses sujeitos.
Isto posto, constatamos que a realidade escolar do nosso campus, em
relação à leitura de literatura por parte dos alunos, não é diferente do quadro global
que os estudos e pesquisas apontam, pelo menos no que diz respeito a empréstimo
de livros literários, e envolvimento com as propostas de incentivo à leitura na
biblioteca.
Diante desse panorama , quanto ao gosto pela leitura entre os alunos, e sendo
a biblioteca vista como um organismo vivo, ela tem se posicionado com propostas
de incentivo à prática da leitura, de forma a contribuir cada vez mais para a
superação dessa realidade atual ..
Entendendo a importância da leitura no processo de desenvolvimento dos
sujeitos, é possível afirmar que ela se consagra como um elemento que emancipa e
liberta os que dela se apoderam.
Assim, considerando o espaço biblioteca corresponsável no processo de
apoio às práticas de leitura, a biblioteca José de Arimatéia Pereira do Instituto

1128

�~
~

s.e"....rio

Comportamento informacional humano

~dt:

~ =:~

Trabalho completo

Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Rio Grande do Norte (IFRN), campus
Natal Zona Norte, tem desenvolvido algumas ações no sentido de estimular a prática
da leitura de literatura e o desenvolvimento do gosto pela leitura.
O estudo tem como objetivo principal , socializar as experiências adotadas em
uma biblioteca de ensino tecnológico, com vistas à promoção da leitura de literatura
no ambiente escolar. Visa também mapear o panorama de obras literárias que estão
sendo lidas pelos alunos.
Espera-se também que as propostas possam criar condições favoráveis à
constituição de sujeitos leitores a partir do (re) encantamento artístico e literário e da
formação de público para saraus poéticos e apreciadores de literatura . Estas ações
iniciaram-se o ano de 2008, e foram sendo ampliada de forma gradativa, são
realizadas em períodos pré- estabelecido e já figuram no calendário das atividades
culturais do setor e também do campus.
A seguir apresentamos as ações desenvolvidas, descrevendo o que é, como
acontece e o que objetiva.
Quadro 1 - Descrição dos projetos desenvolvidos na Biblioteca
PROJETO

DESCRiÇÃO

Cesta Literária

Colheita Literária /
Corredor Literário

AÇÕES E RESULTADOS

Exposição de livros e textos no
interior da Biblioteca em uma cesta ,
como forma de promover a
aproximação entre os alunos e os
livros.

Divulgação das novas
aquisições de literatura

Exposição de livros e textos em
árvores e no corredor da Biblioteca
para divulgar obras e autores

Divulgação das novas
aquisições de literatura

Realização de empréstimos na
área de literatura

Realização de empréstimos na
área de literatura
Encontro com o escritor

Grupo de Leitura e
Literatura (LlTERALMA)

Bate papo com escritores de obras
literárias, realizado por ocasião da
Semana do Livro.

1

Criar condições favoráveis à
constituição de sujeitos leitores a
partir do (re) encantamento artístico e
literário e da formação de público
para saraus poéticos e apreciadores
de literatura. Proposta interdisciplinar
formado por bibliotecária, professor
(es), da língua portuguesa e de teatro
e estudantes.

Divulgação de escritores locais

Rodas de leituras
Bate-papo sobre autores e
livros
Leitura de textos literários
produzidos pelos alunos
Sarau poético / Blog e Twitter

Fonte: O propno autor (mar. 2012)
10 Projeto LlTERALMA, foi selecionado para apresentação de um sarau poético, por ocasião do 11 Fórum
Mundial de Educação Profissional e Tecnológica, a ser realizado em Florianópolis nos dias 28 de maio a 01 de
junho de 2012 .

1129

�~
~

Comportamento informacional humano
s.e"....rio
~dt:

~ =:~

Trabalho completo

2 Revisão de Literatura
Estudos têm demonstrado que falar sobre a importância da leitura e seus
benefícios tem sido recorrente na nossa literatura em congressos e encontros que a
discutem, sob variadas perspectivas e entre diversos profissionais e estudiosos,
como psicólogos, linguistas, antropólogos sociais etc.
Entretanto essa discussão ainda está longe de se esgotar, haja vista que
tanto nos corredores escolares como também nos exames nacionais de avaliação, a
exemplo do Exame Nacional do Ensino Médio (ENEM), a realidade posta apresenta
ainda quadros que revelam a grande dificuldade que têm os alunos em relação à
leitura e à compreensão de textos.
Quanto à relação livro, leitor e biblioteca temos parâmetro a seguir constante
na recomendação do manifesto da IFLAlUNESCO, citado por Guerrero p.15, 2012:
Según el Manifiesto de la biblioteca escolar ( una de las funciones
de la biblioteca escolar consiste en crear y fomentar en los ninos el
hábito y el gusto de leer, de aprender y utilizar las bibliotecas a lo
largo de toda su vida, promover la lectura, ofrecer oportunidades de
crear y utilizar la información para adquirir conocimientos,
com prender, desarrollar la imaginación yentretenerse.

Sobre a valorização da leitura, Silva (2008, p. 59-60) discorre que:
Leitura é processo que envolve capacidades de leitura, estratégias,
que é caminho e não é nem "dom sobrenatural ou herança genética"
nem "toque mágico". Ler (na escola, na rua, no trabalho, na igreja,
no supermercado e em qualquer outra situação) é caminho , é ação,
movimento que vai alargando fronteiras, expandindo possibilidades.

Desta forma , são válidos os incentivos para a promoção da leitura, no âmbito
escolar e especialmente se neste incentivo a biblioteca estiver inserida. Pesquisa
realizada no ano de 2010 com jovens e adultos no IFRN - Campus Zona Norte, ficou
claro que a biblioteca faz parte de sua relação com a leitura. A pesquisa trouxe como
resultado:
Questionamos também sobre onde ou com quem os alunos obtêm
os livros que leem. A biblioteca aparece como a maior opção,
com 44%, seguida dos amigos, com 26%. Além disso, 16%
disseram que compram os próprios materiais de suas leituras. Se
considerarmos que boa parte das bibliotecas são escolar, apesar de
nem sempre estarem aptas a desempenhar o papel ao qual se
propõem, devido principalmente a falta de profissionais qualificados,
estrutura física e outras questões de ordem material, esses dados
reforçam que a escola tem a maior parcela de contribuição para o
incentivo à e para a prática da leitura. SILVA; BISPO, 2010. p. 13
grifo nosso)

Ainda sobre os resultados apontados na pesquisa os autores acima citados,
discorrem :

1130

�~
~

Comportamento informacional humano
s.e"....rio
~dt:

~ =:~

Trabalho completo

Com relação ao tipo de leitura que os alunos realizam
frequentemente na escola, 61 % afirmaram como sendo os textos e
apostilas preparadas pelo professor, e 31 % disseram ler os livros
didáticos. Chamou-nos a atenção o fato de apenas 2% do universo
pesquisado mencionarem que realizam, com frequência, leitura
de literatura. (SILVA; BISPO, 2010. p. 13, grifo nosso)

Tal realidade denota que na visão dos alunos a biblioteca ainda é considerada
como um local apenas para empréstimo e devolução de livros.
Pascual (apud GUERRERO, 2012, p. 14), defende uma proposta no âmbito
pedagógico, vista á formação integral, em cujos objetivos ele cita a necessidade de:
"fomentar el hábito lector y la formación de lector literario: querer leer, disfrutar de la
lectura e integrar ésta en la vida personal".

°

nosso estudo não poderia deixar de citar a pesquisa retratos da leitura no
Brasil, que tem sido um importante instrumento no mapeamento das práticas de
leitura, e na implementação de políticas públicas em relação ao livro e a leitura.
A terceira edição da pesquisa contemplou 5.012 entrevistas domiciliares, em
315 municípios de todos os estados brasileiros, e apresentou o seguinte panorama :
"o número de livros lidos por ano entre todos os entrevistados da população
brasileira residente com 5 anos ou mais, independente de alfabetizadas ou não é de
4,0 livros por habitante/ano, sendo 2,1 inteiros e 2,0 em partes" (INSTITUTO PRÓLIVRO, 2011, p.27).

3 Materiais e Métodos
Trata-se de um relato de experiência, na biblioteca José de Arimatéia Pereira
do Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Rio Grande do Norte
(IFRN), campus Natal Zona Norte sobre as ações intervencionistas para a promoção
da leitura. Os dados coletados para embasamento do estudo ocorreram , via
relatórios gerados pelo sistema de gerenciamento de acervo da Biblioteca , (SIABI),
em relação ao quantitativo de empréstimos das obras literárias e os títulos mais
emprestados e as obras literárias mais lidas no período compreendido entre outubro
de 2011 a março de 2012, este período correspondeu ao último semestre letivo.
Mesmo não sendo foco do estudo, optamos por inserir uma análise
qualitativa, numa perspectiva de como os projetos de intervenção de leitura, tem
impactado na vida dos estudantes do IFRN, campus Natal-Zona Norte.
Para uma maior caracterização dessa análise, adotamos o pensamento de
Neves (1996, p.2) "[ ... ] os pesquisadores ao empregarem métodos qualitativos,
estão mais preocupados com o processo social do que com a estrutura; buscam
visualizar o contexto e, se possível , ter uma integração empática com o processo [ .. .]

4 Resultados Parciais IFinais
Os dados coletados para embasamento do estudo apresentaram alguns
pontos que validam as propostas, enquanto instrumentos de socialização e
disseminação da leitura entre os alunos cadastrados no sistema e usuários da

1131

�~
~

s.e"....rio

Comportamento informacional humano

~dt:

~ =:~

Trabalho completo

biblioteca, cuja afirmação se apresenta nos depoimentos colhidos junto ao grupo que
faz parte do projeto de leitura e literatura (LlTERALMA).
Os alunos foram indagados sobre os projetos de leitura desenvolvidos pela
Biblioteca e o que representa para os mesmos a sua participação no grupo. Seus
depoimentos sobre sua participação se configuram como instrumentos de
mensuração qualitativa ao afirmarem que:
Depoimento 1 - "Os projetos de leitura da biblioteca são ótimos, pois
possibilita aos alunos terem uma relação mais divertida e espontânea com a leitura e
literatura. Já o LlTERALMA é incrível, pois através do grupo eu posso me expressar,
me divertir e mostrar a minha poesia , ao mesmo tempo em que interajo com outras
pessoas e faço novas amizades" Jailton Monteiro Dantas Júnior - Curso
Manutenção e Suporte em Informática.
Depoimento 2 "O projeto cesta literária promovido pela coordenação da
Biblioteca do IF/ZN tem papel importante no dia-dia do aluno, oferecendo a ele
novas propostas de leitura, sejam elas nacionais ou internacionais, O grupo
LlTERALMA tem outra importante função social no âmbito acadêmico, com a
proposta de estudos literários, discussões e recitais poéticos, tudo isso com muita
dedicação e diversão". Manuel Lucas - Curso Informática.
Depoimento 3 "Acho uma ótima ideia, pois considero um grande incentivo à
leitura, além de expandir o conhecimento literário dos alunos. Fazer parte do
LlTERALMA é um imenso prazer, pois neste grupo não se aprende apenas sobre a
literatura que já conhecemos ao contrário, fazemos parte, interagimos e
desenvolvemos textos nos quais encontramos um pouco de expressão de nossas
emoções". Evelyn de França Fagundes - Curso Informática.
Depoimento 4 "Em minha opinião os projetos de leitura da biblioteca
estimulam o aluno não só à leitura, mas também a variação da mesma. Pois eles
apresentam vários autores, para quem gosta de conhecer sempre novas coisas. O
literalma têm ganhado espaço, cor e forma e cada vez mais me identifico com tudo
isso, Fazer parte do Literalma me dá muito orgulho, pois nós criamos um espetáculo,
um universo e, principalmente uma alma". João Pedro Lobo - Curso Informática .
Depoimento 5 "A cesta literária oferece oportunidade de conhecer novos
livros, você folheia e passa a ter interesse. Há uma grande variedade, ai quer levar
todos. Já o corredor literário é o meu preferido, todos aqueles textos no corredor,
desperta o interesse de conhecer outros livros. E o melhor é que você pode ficar
com o texto, são textos curtos e estimula para você entrar na biblioteca e buscar
outras obras de um determinado autor, Quanto ao literalma é uma oportunidade dos
alunos se conhecerem, de ler, escrever, comentar. Também mostra que somos
capazes, tira aquela visão do autor, como algo inatingível. Como gosto de ler e não
me identifico em escrever, vejo que a sensibilidade não está só na escrita . Deu
oportunidade de ver a bibliotecária de outra forma, não aquela pessoa séria, mas
alguém que gosta de saber o que os alunos querem" Mara Cristiane - Curso
Informática.

1132

�~
~

Comportamento informacional humano
s.e"....rio
~dt:

~ =:~

Trabalho completo

Depoimento 6 "Muito me agrada os poemas expostos pelos corredores, é
algo envolvente, emotivo e de certo desperta primeiramente a curiosidade e
consequentemente o interesse. Quanto à cesta literária a proposta é eficaz, porém
os títulos postados nela não me atraem" . Ana Iara Rodrigues - Curso eletrônica .

Quanto aos relatórios obtidos através do sistema de gerenciamento da
biblioteca, este apontou que: durante o período compreendido da pesquisa, foram
realizados 5.902 empréstimos destes, apenas 28% são de obras literárias.
Comprovando que o "foco" de leitura dos alunos está voltado fortemente para os
livros didáticos, de sua área técnica. Numa escala de colocação de empréstimos, a
literatura aparece como a 79 colocada , preterida pelos didáticos.
0

Constatou-se também , um dado de relevante importância para o estudo
proposto, que foi a presença de empréstimo de títulos literários entre os alunos que
são integrantes do grupo literalma. Da 1a . a 17a . colocação dos alunos que
realizaram empréstimos de obras literárias, o sistema apontou o nome destes
alunos, como os que mais realizaram empréstimos no período pesquisado .
Em relação ao panorama do que os alunos estão lendo, numa escala entre
28% (maior índice) até 10% (índice mediano), figuraram os seguintes títulos mais
emprestados:
Tabela 1 - Panorama dos títulos literários lidos pelos alunos

% EM RELAÇÃO AO NÚMERO
DE EMPRÉSTIMOS DA OBRA
NO PERíODO

TíTULO

O santo e a porca

0,28%

Alma e sangue: o despertar do
vampiro
Negrinha

0,24%
23%

A cabana
Go
Eu sei que vou te amar
Crônicas de origem

0,19%

A menina que roubava livros
Alma e sangue: o império do vampiro
Anno Domini: manuscritos medievais
Poliana moça
Brida
O diário de Anne Frank
Harry Porter e a pedra filosofai

0,16%

0,17%

Harry Porter e o cálice de fogo
Nietzsche: no limiar do séc. XXI
O cortiço
Crônicas 1

14%

12%

1133

�~
~

s.e"....rio

Comportamento informacional humano

~dt:

~ =:~

Trabalho completo

Os sofrimentos do jovem Werther
Harry Porter e o prisioneiro de
Azkaban
Obras escolhidas
Memórias póstumas de Brás Cubas
A guerra dos mundos
Lua negra
Drácula
Comédias para se ler na escola
Alma e sangue: o pacto dos vampiros
Entre deuses e monstros
Retalhos
O ban uete
Fonte: Relatório SIABI, abr. 2012.

10%

o quadro em questão, quando comparado ao apresentado na pesquisa
retratos da leitura no Brasil , a qual este estudo tomou como parâmetro para algumas
colocações, reflete uma similaridade entre as opções de leitura dos alunos do IFRN,
com os alunos de outras regiões do Brasil conforme o resultado apontado para os
títulos e gêneros preferidos.
5 Considerações Parciais/Finais
No estudo sobre as ações intervencionistas da biblioteca, na promoção e
disseminação da leitura de literatura ficou evidenciado, que as propostas têm surtido
efeito na população alvo, que são os alunos. Na realidade as propostas se
configuram como um convite, uma tentativa de seduzir, um chamamento, para que
os alunos e professores se envolvam de forma mais efetiva com a leitura de
literatura e não esteja direcionado apenas para os livros técnicos de caráter
didáticos, conforme ficou evidenciado nos relatórios analisados.
As ações apresentadas estão postas, no intuito de que o incentivo à leitura de
literatura seja uma motivação para as demais leituras, que lhes são lançadas, muitas
vezes de forma impositiva.
Evidenciou-se também, que os projetos desenvolvidos pela biblioteca tem
impulsionado a realização de empréstimos na área de literatura, consequentemente
fortalecendo o elo entre o leitor e o livro.
Consideramos ainda que o estudo possibilitou uma reflexão sobre as
questões que envolvem a relação livro-leitura-leitores e biblioteca no âmbito escolar,
possibilitando a formulação de algumas proposições que poderão ser
implementadas futuramente , como por exemplo, coletar as preferências dos leitores
do IFRN-campus Zona Norte de Natal em sua totalidade através da submissão
questionário eletrônico; promover a formulação e implementação de políticas
institucionais que possibilite o fomento à leitura e acesso ao livro através de projetos
integradores entre os bibliotecários, alunos e professores; e também possibilitar a
inserção do equipamento biblioteca como parte integrante do fazer educacional.

6 Referências

1134

�~
~

Comportamento informacional humano
s.e"....rio
~dt:

~ =:~

Trabalho completo

GUERRERO, José García. Contribución de la biblioteca escolar ai fomento de
la lectura. Sevilla: Junta de Andalucía,
2012 . Disponível em : &lt;
http://www.juntadeandalucia.es/averroes/bibliotecaescolar/images/MisPdf/DR1/DR1
BECREA.pdf&gt;. Acesso em: 14 abro 2012.
INSTITUTO PRÓ-LIVRO. Retratos da leitura no Brasil. 3. ed . 2011 . Disponível em :
&lt; http://www.prolivro.org .br/ipl/publier4 .0/dados/anexos/2834_1 O.pdf &gt;. Acesso em :

13 abro2012.
LAJOLO, Marisa. Do mundo da leitura para a leitura do mundo. São Paulo: Ática,
2000.
NEVES, José Luis. Pesquisa qualitativa - características, usos e possibilidades.
Cadernos de Pesquisas em Administração, São Paulo, V. 1, n. 3, 2° Sem.! 1996.
Disponível em : &lt; http://www.ead.fea .usp.br/Cad-pesq/arquivos/C03-art06.pdf&gt; .
Acesso em : 12 abro2012.
SILVA, Ezequiel Theodoro da. (org .) Leitura na escola . São Paulo : Global, 2008.
SILVA, Maria de Lourdes Teixeira da; BISPO, Edvaldo Balduino. Perfil leitor de
alunos da educação de jovens e adultos: um estudo de caso com alunos do IFRN
Campus Natal- Zona Norte. 2010. Monografia. (Especialização em Educação de
Jovens e Adultos) - Instituto Federal de Educação Ciência e tecnologia do Rio
grande do Norte, Natal, 2010.

1135

�</text>
                  </elementText>
                </elementTextContainer>
              </element>
            </elementContainer>
          </elementSet>
        </elementSetContainer>
      </file>
    </fileContainer>
    <collection collectionId="49">
      <elementSetContainer>
        <elementSet elementSetId="1">
          <name>Dublin Core</name>
          <description>The Dublin Core metadata element set is common to all Omeka records, including items, files, and collections. For more information see, http://dublincore.org/documents/dces/.</description>
          <elementContainer>
            <element elementId="50">
              <name>Title</name>
              <description>A name given to the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51396">
                  <text>SNBU - Edição: 17 - Ano: 2012 (UFRGS - Gramado/RS)</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="49">
              <name>Subject</name>
              <description>The topic of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51397">
                  <text>Biblioteconomia&#13;
Documentação&#13;
Ciência da Informação&#13;
Bibliotecas Universitárias</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="41">
              <name>Description</name>
              <description>An account of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51398">
                  <text>Tema: A biblioteca universitária como laboratório na sociedade da informação.</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="39">
              <name>Creator</name>
              <description>An entity primarily responsible for making the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51399">
                  <text>SNBU - Seminário Nacional de Bibliotecas Universitárias</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="45">
              <name>Publisher</name>
              <description>An entity responsible for making the resource available</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51400">
                  <text>UFRGS</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="40">
              <name>Date</name>
              <description>A point or period of time associated with an event in the lifecycle of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51401">
                  <text>2012</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="44">
              <name>Language</name>
              <description>A language of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51402">
                  <text>Português</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="51">
              <name>Type</name>
              <description>The nature or genre of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51403">
                  <text>Evento</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="38">
              <name>Coverage</name>
              <description>The spatial or temporal topic of the resource, the spatial applicability of the resource, or the jurisdiction under which the resource is relevant</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51404">
                  <text>Gramado (Rio Grande do Sul)</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
          </elementContainer>
        </elementSet>
      </elementSetContainer>
    </collection>
    <itemType itemTypeId="8">
      <name>Event</name>
      <description>A non-persistent, time-based occurrence. Metadata for an event provides descriptive information that is the basis for discovery of the purpose, location, duration, and responsible agents associated with an event. Examples include an exhibition, webcast, conference, workshop, open day, performance, battle, trial, wedding, tea party, conflagration.</description>
    </itemType>
    <elementSetContainer>
      <elementSet elementSetId="1">
        <name>Dublin Core</name>
        <description>The Dublin Core metadata element set is common to all Omeka records, including items, files, and collections. For more information see, http://dublincore.org/documents/dces/.</description>
        <elementContainer>
          <element elementId="50">
            <name>Title</name>
            <description>A name given to the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="63483">
                <text>Intervenções de leitura na biblioteca: porque literatura é preciso...</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="39">
            <name>Creator</name>
            <description>An entity primarily responsible for making the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="63484">
                <text>Silva, Maria de Lourdes Teixeira da</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="38">
            <name>Coverage</name>
            <description>The spatial or temporal topic of the resource, the spatial applicability of the resource, or the jurisdiction under which the resource is relevant</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="63485">
                <text>Gramado (Rio Grande do Sul)</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="45">
            <name>Publisher</name>
            <description>An entity responsible for making the resource available</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="63486">
                <text>UFRGS</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="40">
            <name>Date</name>
            <description>A point or period of time associated with an event in the lifecycle of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="63487">
                <text>2012</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="51">
            <name>Type</name>
            <description>The nature or genre of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="63489">
                <text>Evento</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="41">
            <name>Description</name>
            <description>An account of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="63490">
                <text>Objetiva socializar as experiências adotadas em uma biblioteca de ensino tecnológico, com vistas à promoção da leitura de literatura no ambiente escolar. Visa também mapear dados estatísticos, do panorama das obras literárias que estão sendo lidas pelos alunos na biblioteca do Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Rio Grande do Norte (IFRN), Campus Natal Zona Norte. Os dados coletados para embasamento do estudo denotam que as ações desenvolvidas têm contribuído para motivar e despertar o aluno a ter uma aproximação prazerosa com a leitura, aponta também, possibilidades que as bibliotecas podem desenvolver como propostas intervencionistas junto aos jovens em relação à prática de leitura. Em decorrência dos resultados apontados na análise dos relatórios do sistema de gerenciamento de acervo, e dos próprios depoimentos dos alunos, fica evidenciado a importância da leitura no processo de desenvolvimento dos sujeitos, e a presença da leitura de literatura na vida escolar dos alunos como um elemento prazeroso.</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="44">
            <name>Language</name>
            <description>A language of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="69456">
                <text>pt</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
        </elementContainer>
      </elementSet>
    </elementSetContainer>
  </item>
  <item itemId="5956" public="1" featured="0">
    <fileContainer>
      <file fileId="5020">
        <src>http://repositorio.febab.org.br/files/original/49/5956/SNBU2012_095.pdf</src>
        <authentication>dfd53215e8aeba117b1e1f1217475852</authentication>
        <elementSetContainer>
          <elementSet elementSetId="4">
            <name>PDF Text</name>
            <description/>
            <elementContainer>
              <element elementId="92">
                <name>Text</name>
                <description/>
                <elementTextContainer>
                  <elementText elementTextId="63482">
                    <text>i

Comportamento informacional humano
S!mWrio

;:li

/IbooroaIde

:.

IiWitt_
U-,""lIIMbs

=

Trabalho completo

o PROCESSO DE USO E RECUPERAÇÃO DA INFORMAÇÃO
PELOS ALUNOS DO 7° E 8° PERíODO DO CURSO DE
BIBLIOTECONOMIA DA UFMA
Isabel Diniz1, Raimunda Ribeiro 1
1Mestre,

UFMA, São Luís - Ma.

Resumo
Estudo do processo de uso e recuperação da informação pelos alunos do 7 °e
8° período do Curso de Biblioteconomia da UFMA, objetivando enfatizar suas
perspectivas e expectativas durante a realização de suas pesquisa, e analisar o que
tem influenciado a motivação e/ou desmotivação nesse processo, quais os autores e
títulos mais utilizados, bem como o ano dessas publicações. Foi realizada uma
pesquisa bibliográfica e de campo, com abordagem qualitativa, por meio da
aplicação de questionários com questões fechadas e abertas com 56 alunos que
estão cursando o 7° e 8° período no semestre letivo 2012 .1. A amostra se deu de
forma aleatória com todos os alunos que participaram da reunião de monografia no
mês de abril e com aqueles que estão cursando a disciplina Seminários de
Monografia. Os resultados analisados evidenciam que os alunos pesquisam tanto
em ambientes tradicionais quantos digitais, e que os maiores entraves para a
realização de pesquisas de forma satisfatória e com qualidade se dar em ambientes
tradicionais pela falta de acervos atualizados,número de exemplares e títulos
insuficientes, número de terminais insuficientes para o desenvolvimento de
pesquisas. E em ambientes digitais resultados de busca insatisfatória que ocorre
principalmente pela falta de treinamentos para a recuperação de informações em
bibliotecas digitais, repositórios dentre outros. Conclui-se que se faz necessário
orientar os alunos para o desenvolvimento de suas pesquisas e criar formas de
motivá-los e incentivá-los a desenvolver hábitos de leitura que vão além das
indicações de leituras da bibliografia básica da disciplina que estão cursando.

Palavras-chave:
Biblioteconomia ; Bibliotecas Universitárias; Discentes; Pesquisas; Bibliotecas
digitais; Sites institucionais.

Abstract
Study of the use and retrieval of information by students from the 7th and 8th
period of the Course Library Science UFMA, with the aim of emphasizing their
perspectives and expectations while conducting their research, and analyze what has
influenced the motivation and / or motivation in this process, which the authors and
titles used, as well as the publications of these years. We performed a literature
search and field, with a qualitative approach, through the use of questionnaires with
closed and open with 56 students currently enrolled in 7th and 8th semester period in
2012 .1. The sample was randomly given to ali students who participated in the
meeting of the monograph in April and with students who are attending the course in
the semester Seminars monograph cited . The analyzed results show that students

1110

�i
;:li

S!mWrio

Comportamento informacional humano

/IbooroaIde

=

IiWitt_

:.

U-,""lIIMbs

Trabalho completo

research how both traditional digital environments, and that the greatest obstacles to
conducting research in a satisfactory manner and with quality to give in traditional
lack of updated collections, number of copies and titles insufficient number terminal
insufficient for further research . And in digital environments unsatisfactory search
results that occurs due to lack of training for the retrieval of information in digital
libraries, repositories and others. We conclude that it is necessary to guide students
to develop their research and create ways to motivate them and encourage them to
develop reading habits that go beyond the particulars of the basic bibliography of
readings that are attending the course.

Keywords:
Librarianship; University Libraries; Students; Research ; Digital libraries;
Institutional sites.

1

Introdução

No cenário da sociedade da informação e de um mundo globalizado, no
qual o desenvolvimento da ciência e tecnologia traz como conseqüência para a área
Biblioteconomia e Ciência da Informação, um ambiente informacional composto por
pessoas e organizações que necessitam, buscam, disseminam e fazem uso da
informação. As organizações estão envoltas por uma quantidade cada vez maior de
volumes de informação sem o devido gerenciamento. E os usuários, diante do
excesso de informações, não conseguem absorvê-Ia e usá-Ia para atingir um
objetivo ou mesmo para executar alguma tarefa .
Para as pessoas, de forma geral, ter consciência sobre a necessidade de
informação é algo subjetivo , que depende de vários fatores. Assim, efetuar a procura
por informações depende da acessibilidade e da relevância das fontes de
informação, que podem ser selecionadas de acordo com as escolhas subjetivas do
usuário. A confiança e a facilidade de acesso às fontes de informação são fatores
que auxiliam e facilitam o processo de busca .
Nesta pesquisa, estudou-se o processo de uso e recuperação da
informação pelos alunos do Curso de Biblioteconomia da Universidade Federal do
Maranhão, enfatizando suas perspectivas e expectativas durante suas pesquisas,
buscando analisar o que tem influenciado a (des) motivação dos mesmos.
Tal temática surgiu em decorrência de vários fatores, dentre eles pode-se
destacar: a crise no Curso de Biblioteconomia da UFMA, que passa por momentos
de tensões em virtude da última avaliação divulgada pelo MEC, na prova do ENADE
de 2009 , onde o Curso obteve uma nota abaixo da média. O fato tem despertado a
atenção dos professores e dos alunos. Daí a preocupação da Coordenação do
Curso em criar formas de melhorar o nível de debate e estimular o estudo e reflexão
teórica a partir das pesquisas e da extensão, bem da produção monográfica. Além
de analise a partir de reflexões em torno da estrutura curricular do Curso.
Os resultados foram descritos e analisados a partir da coleta de dados
obtidos através de questionários aplicados aos alunos do 7° e 8° períodos do Curso
de Biblioteconomia. A escolha dos 7° e 8° períodos se deveu ao fato do primeiro ser
a fase de elaboração do projeto de monografia e do segundo ser a fase da

1111

�i
;:li

S!mWrio

Comportamento informacional humano

/IbooroaIde

=

IiWitt_

:.

U-,""lIIMbs

Trabalho completo

efetivação, finalização e apresentação da monografia de conclusão do curso, que
requer rigor metodológico.
A análise e a interpretação dos dados realizaram-se privilegiando duas
categorias: necessidades informacionais e as fontes de informação. Os resultados
mais pontuais foram confrontados com a pesquisa bibliográfica , a fim de se
estabelecerem paralelos e de se identificarem semelhanças ou diferenças.

2

Usuário versus processo de busca e recuperação da informação

Uma organização, entendida ou definida com um conjunto de processo
interligado e independente, compõe-se de elementos do tipo: pessoas, estrutura e
tecnologia . As pessoas se relacionam e categorizam-se de acordo com a estrutura
da organização (são os níveis hierárquicos - funções e cargos). A tecnologia
significa , neste contexto, determinados recursos os quais as pessoas utilizam para
trabalharem ou executarem tarefas. Causadora de um grande impacto nos
relacionamentos e na produtividade das pessoas, a tecnologia se configura como
sendo as engrenagens da organização (CHIAVENATO , 2009).
Esses três elementos não coexistem isolados, separadamente, não são
suficientes para formarem uma organização , além disso, esta encontra-se inserida
em um ambiente (externo) dinâmico e complexo. Tal ambiente influencia os
elementos que compõem a organização sendo considerado incontrolável. A
organização tem que perceber as turbulências do seu ambiente externo
(concorrência e alternativas educacionais; fatores sociais, econômicos, políticos e
demográficos) para agir com competência . E, a biblioteca como uma organização
depende diretamente desses três elementos, em especial do seu usuário.
As bibliotecas, independentemente do tipo , são denominadas de
Sistemas de Recuperação da Informação/SRI apresentando-se como: "Conjunto de
componentes inter-relacionados que trabalham juntos para coletar/recuperar,
processar, armazenar e distribuir informação a fim de dar suporte a um processo de
tomada de decisão em uma organização" (LANDON ; LANDON, 2001 , p.34) . Ou
seja, é o conjunto de recursos humanos, materiais, tecnológico e financeiro
agregados segundo uma seqüência lógica para o processamento de dados,
transformando esses dados em informação (OLIVEIRA, 2002) .
No caso das bibliotecas universitárias, assim com as demais, estão
inseridas num ambiente em constantes mudanças. Portanto, elas devem estar
preparadas para se adaptar a essas alterações, refletindo sobre suas práticas e
inovando nos produtos e serviços oferecidos aos seus usuários.
Neste contexto, faz-se necessário definir alguns termos comumente
utilizados (usuário, cliente e comunidade) . O termo usuário, no Dicionário Aurélio ,
significa aquele "que possui ou desfruta de alguma coisa pelo direito de uso"
(FERREIRA, 2005, p. 1446). O conceito de usuário é algo complexo, pois tanto "[ ... ]
pode ser um especialista que interroga uma base de dados como aquele que solicita
um serviço [.. .]; ao produtor de informação; entre outros." E, a comunidade significa
o público que freqüenta ou poderia freqüentar a biblioteca , ou seja , os usuários reais
e potenciais. (DIAS ; PIRES , 2004, p. 7) .
Para Vergueiro (1987) compreender as necessidades de cada individuo
em relação à informação é algo complexo , em decorrência das constantes

3

111ª

�i

Comportamento informacional humano
S!mWrio

;:li

/IbooroaIde

:.

IiWitt_
U-,""lIIMbs

=

Trabalho completo

mudanças de comportamento. Em contrapartida, Dias e Pires (2004) destacam os
fatores que influenciam o comportamento do usuário em relação à informação,
como: formação básica do usuário; treinamento que possui na utilização das fontes,
produtos e serviços de informação; acesso a esses serviços; condições de trabalho
e tempo que dispõe para a busca da informação; conhecimento de idiomas; posição
socioprofissional; sociabilidade; grau de competição dentro do grupo de atuação ,
dentre outros.
Complementando, Ferreira (2005) classifica as necessidades de cada
individuo como variáveis comportamentais (personalidade que inclui valores,
atitudes, crenças, motivos, estilos de vida , dentre outros; incertezas, ambigüidades e
riscos percebidos; memória e sua ativação que inclui dados e experiências
acumuladas; aprendizagem ; predisposição para busca , avaliação, escolha e reação ;
experiência, faixa etária, nível educacional, estilos cognitivos e orientação individual;
interesse e atividades de lazer; e a profissão que consiste no fator mais influente
importante: área de assunto) e as variáveis externas (informações objetivas;
comunicações induzidas; grupos de referencias; local de trabalho; e frentes de
pesquisa).
E, o Curso de Biblioteconomia da UFMA, no auge dos seus 42 anos de
existência , sempre teve a preocupação de sondar as práticas de pesquisa de seus
alunos, principalmente, em relação ao acervo da Biblioteca Central desta instituição
de ensino superior. Uma vez que, para a Biblioteconomia e Ciência da Informação, a
educação do usuário é conhecida como uma atribuição intrínseca das bibliotecas,
promovendo aos usuários o conhecimento para o uso dos recursos informacionais
oferecidos por esses serviços de informação.
Ressaltando que, há uma diferença conceitual entre a educação do usuário e a
competência informacional. Para diversos autores (KULTHAU, 1991 ; DERVIN, 1983
apud CRESPO; CAREGNATO, 2003), a capacitação do usuário envolve apenas o
desenvolvimento de habilidades no uso das tecnologias de informação, enquanto
que a competência informacional, além dessas habilidades, avança no repertório
cognitivo do usuário, capacitando-o a analisar criticamente os recursos
informacionais e o seu conteúdo, possibilitando a tomada de decisão para as suas
necessidades informacionais.
A necessidade informacional condiciona o usuário a buscar preencher as suas
lacunas cognitivas de forma coesa e objetiva . Na literatura temos vários autores
(ELLlS, 1989; ELLlS, COX, HALL, 1993; WILSON, 1999 apud CRESPO;
CAREGNATO, 2003) que através de estudos com cientistas de diversas áreas
apontam padrões de comportamento, onde a busca apresenta oito características:
iniciação - compreende todas as características iniciais da busca pela informação;
encadeamento - seqüência de referências que apresentam ligações no assunto
procurado/desejado; procura - identificação do local que contém tais referências;
diferenciação - consciência da diferença e qualidade o material pesquisado;
monitoramento - manutenção da qualidade do desenvolvimento do processo de
busca das fontes; extração - consiste em separar, somente, os materiais relevantes
para a pesquisa; verificação - é checar a precisão da informação; e finalização - são
as atividades que caracterizam a finalização do processo de busca.
Kuhthau (1991) , também, apresentou um modelo de busca da informação
dentro da perspectiva do usuário. Tal modelo apresentou oito estágios que

1113

�i
;:li

S!mWrio

Comportamento informacional humano

/IbooroaIde

=

IiWitt_

:.

U-,""lIIMbs

Trabalho completo

complementam os estudos citados anteriormente, que são: iniciação - etapa inicial
caracterizada pela incerteza relacionada ao problema ; seleção - consciência da
necessidade de uma bagagem informacional; exploração - são os sentimentos de
dúvidas e incertezas que levam o pesquisador a explorar os espaços onde circulam
e estão as informações; formulação - enfoca um tópico especifico da tarefa a ser
solucionada ; coleção - levantamento de uma coleção sobre o assunto; e
apresentação - é a fase de satisfação.
Independente do modelo adotado, o uso da informação se configura como um
conjunto de ações que favorece as mudanças no estado de conhecimento do
usuário, bem como na sua capacidade para resolver um problema , executar uma
ação ou produzir um novo conhecimento (CHOO, 2006 apud DUARTE ; SILVA;
COSTA, 2007) . Ressaltando que, além de tais características, a busca depende
diretamente da qualidade da fonte de informação.
A Sociedade da Informação se caracteriza pela inclusão das tecnologias
de informação e comunicação no fazer bibliotecário, o que possibilita o acesso as
fontes de informação independente do suporte, formato ou meio onde esteja
armazenadas de forma rápida e eficiente. Nessa sociedade interligada por redes,
pessoas e computadores, as TIC's apresentam dimensões, tais como: "saber operar
com ferramentas conhecidas como softwares, hardwares e multimídias, manusear
os recursos tecnológicos e informacionais, pesquisar na rede", está centrado na
estrutura social existente, que envolve o processo das pessoas para se
comunicarem e desenvolverem seu posicionamento crítico, possibilitando uma
atuação de acordo com o seu contexto real , o que possibilitará formas de expressão
próprias, posicionamento de opiniões, autorias e co-autorias por meio de leituras,
pesquisas, avaliações e interações nos mais variados ambientes informacionais
(BLATTMANN ; FRAGOSO, 2003 , p. 15).
Nesses ambientes informacionais disponíveis em rede podemos
encontrar fontes especializadas nas mais variadas áreas do conhecimento
disponíveis em bibliotecas digitais, repositórios institucionais, sites, dentre outros.
Entretanto, o processo de busca e recuperação da informação de maneira rápida e
eficaz só será possível se houver um treinamento dos usuários pelos profissionais
da informação para capacitá-los a recuperar informações com qualidade, validade e
credibilidade no ambiente acadêmico e técnico-científico.

3

Contextualização da pesquisa

Para melhor entendimento das questões aqui tratadas, faz-se necessário
a caracterização do lócus da pesquisa e dos seus participantes. A pesquisa foi
realizada com 14 (quatorze) alunos do 7° período e 23 (vinte e três) alunos do 8°
período, que estudam no Curso de Biblioteconomia da UFMA, sendo 29 (vinte e
nove) mulheres e 4 (quatro) homens, dentre estes a maioria com faixa etária de 20 a
30 anos de idade.
A escolha por alunos do 7° e 8° períodos ocorreu pelo fato do primeiro
conter disciplinas específicas para a elaboração do projeto de monografia, como por
exemplo, a disciplina Seminários de Monografias, que finaliza com a elaboração do
projeto . E, o segundo por ser a fase da efetivação, finalização e apresentação da
monografia de conclusão do curso, que requer rigor metodológico. Além disso, a

1114

�i

Comportamento informacional humano
S!mWrio

;:li

/IbooroaIde

:.

IiWitt_
U-,""lIIMbs

=

Trabalho completo

escolha se deu, também, pelo fato dos dois períodos serem os últimos cursados
onde se pressupõe que os alunos já tenham uma familiaridade com o processo de
uso e recuperação da informação, podendo evidenciar suas perspectivas e
expectativas durante suas pesquisas, bem como o que tem influenciado na sua
(des) motivação.
Percebe-se, quanto ao gênero, que a freqüência de mulheres no curso de
Biblioteconomia da UFMA continua sendo uma predominância , fato que se repete
com a mesma incidência em outros Estados. Em contrapartida, verificamos que a
quanto a faixa etária, esta diminui, visto que revendo os arquivos de dados dos
alunos ingressos deste Curso a faixa etária predominante era de mais de 30 anos.
Fato que comprava o quanto, pouco a pouco, o Curso de Biblioteconomia está
contagiando um público mais jovem.
Quando questionados sobre as disciplinas que estão cursando, pode-se
observar que a maioria dos respondentes do 70 período cursam as disciplinas do
período regular, isso é observado também com os respondentes do 8° período.
Analisando tal situação, percebe-se que existe uma regularidade destes
alunos nos períodos e cursando as respectivas disciplinas do mesmo, fato que não
ocorria a tempos atrás, visto que ao confrontar tais informações com os dados
contidos nos arquivos deste Curso verificamos uma alta incidência de alunos
irregulares, cursando disciplinas de períodos diferentes. Fato que dificultava o
processo de monografia, uma que o aluno se matriculava nesta disciplina cursando
várias outras paralelamente contribuindo negativamente para a pesquisa .
Em relação às atividades acadêmicas desenvolvidas pelos sujeitos
pesquisados pode-se observar que os alunos do 7° período participam de Projetos
de Pesquisa , Projetos de Extensão (EMAP na Comunidade), PET (Programa de
Educação Tutorial) , Estágios não obrigatório. Enquanto que os alunos do 8°
participam de Projetos de Pesquisa, Estágio Obrigatório e Trabalho.
Os Projetos de Pesquisa mencionados pelos alunos consistem naqueles
desenvolvidos pelo Núcleo de Estudos e Documentação em História e das Práticas
Leitoras no Maranhão (NEDHEL) e do grupo de pesquisa sobre Epistemologia ,
Mercado de Trabalho e Movimentos Associativos.
O NEDHEL busca estudar e 'l ..] aliar os diferentes campos das Ciências
Sociais e Humanas, em especial as áreas de Biblioteconomia, História e Educação
[agregando] docentes e discentes em projetos de pesquisa, estudo e
armazenamento de documentos [...]" em torno das áreas temáticas de abrangência
do Núcleo.
Em relação as pesquisas em andamento, o núcleo
apresenta:
Ordenação e disciplina: instituições escolares e pobreza (meninos e meninas)
no maranhão oitocentista , cujo o objetivo consiste em : Descrever e analisar o ciclo
de vida de três instituições escolares do Maranhão provincial dedicadas ao
recolhimento de crianças pobres e desvalidas: Escola de Aprendizes Marinheiros,
Escola Agrícola do Cutim e Asilo de Santa Tereza . Esta pesquisa conta com a
participação de dois bolsistas e com o financiamento do Conselho Nacional de
Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq).
Outra pesquisa é a Presença e Circulação do Livro e da Leitura no
Maranhão oitocentista, cujo objetivo consiste em Analisar a forma e a intensidade
em que a produção literária (livros) e sua conseqüente leitura foram apropriadas pela

1115

�i

Comportamento informacional humano
S!mWrio

;:li

/IbooroaIde

:.

IiWitt_
U-,""lIIMbs

=

Trabalho completo

população ludovicense no século XIX. Esta pesquisa está sobre a coordenação dos
professores doutores César Augusto Castro e Samuel Luis Velazquez Castellanos
conta com a participação de três bolsistas do CNPq .
Temos, também, a pesquisa Por uma teoria e uma história da Escola
Primária no Brasil: investigações comparadas sobre a escola graduada (18701950), cujo objetivo é: Desenvolver estudos histórico-comparados sobre a escola
graduada, no período entre 1870 e 1950, envolvendo diferentes estados brasileiros,
com vistas a construir uma teoria e uma história da escola primária no Brasil. Tal
estudo envolve um coordenador nacional, profa D~. Rosa Fátima de Sousa
(UNESP/Araraquara) e membros locais, profO D~ César Augusto Castro e a Profa .
D~ . Diomar das Graças Motta, além de dois bolsistas do CNPq .
E, como pesquisa concluída pelo Núcleo temos: Cartografia das Fontes
para a História da Educação no Maranhão Provincial (1835-1889), desenvolvida
sob a orientação do profO D~ César Augusto Castro, cujo o objetivo era Mapear as
leis, regulamentos e outros documentos legislativos sobre educação no Maranhão
no século XIX, com a participação de dois bolsistas do curso e financiamento do
CNPq .
Em relação aos Projetos de Extensão temos a Empresa Maranhense de
Administração Portuária (EMAP) na Comunidade, cujo o objetivo é a realização
de eventos na área Itaqui-Bacanga e no Cujupe, em Alcântara . O projeto se
estenderá ao longo de seis meses e conta com atividades de leitura e de cinema,
que integra a programação de Aniversário de 10 anos da EMAP. Assim , serão
realizadas durante o ano de 2011 e 2012 , 9 (nove) programações culturais
envolvendo leitura e cinema nos bairros: Vila Mauro Fecury, Vila Nova, São
Raimundo, Vila Bacanga , Anjo da Guarda, Vila Embratel , Sá Viana , Vila Maranhão,
Cujupe, e em Alcântara.
Quanto ao Estágio Obrigatório e não obrigatório a UFMA tem convênio
com empresas públicas e privadas, além de instituições de ensino superior, que
permitem ao aluno a vivência prática dos saberes e conhecimentos
Biblioteconômicos.
No que diz respeito ao Programa de Educação Tutorial (PET) deste curso
"foi criado em 1988 e se constitui o primeiro dos programas de tutorias da UFMA.
Em 23 anos de existência o PET qualificou cerca de 80 (oitenta) alunos. Destes
alunos vinte (25%) concluíram um curso de pós-graduação e seis ex-petianos, são
hoje docentes na UFMA." (FERREIRA, 2005 , p. 3). Tais dados demonstram a
importância desse Programa, na medida em que responde a uma necessidade da
UFMA de qualificar profissionais capazes de dar continuidade ao ensino, pesquisa e
extensão. Dessa forma, o PET de Biblioteconomia possui um projeto geral composto
por 3 (três) eixos centrais da universidade: ensino, pesquisa e extensão :
Construção da Biblioteconomia no Maranhão: análise dos aspectos sociais,
políticos e pedagógicos, com 3 (três) subprojetos de pesquisa e um projeto de
extensão : Fundamentos epistemológicos no ensino de Biblioteconomia no
Maranhão; Mercado de trabalho para os profissionais da informação (bibliotecários)
no Maranhão; Projeto de Extensão Informação e Cidadania : leitura e práticas de
pesquisa na construção de sujeitos.
Finalizando, às atividades acadêmicas desenvolvidas quando os
mencionaram no questionário o item Trabalho, era no sentido de vínculo a empresa

1116

�Comportamento informacional humano
Trabalho completo

pública ou privada como funcionários e exercendo cargos e funções desvinculadas
da área de Biblioteconomia. Realidade que vem se repetindo com freqüência no
nosso curso. Alunos que exercem atividades paralelas em empresas sem relação
com o ensino e aprendizagem do curso.
O Quadro 1 apresenta dados referentes a utilização do acervo da
Biblioteca Central (BC) da UFMA pelos alunos do Curso de Biblioteconomia para a
realização das suas pesquisas. Estes foram unânimes em suas respostas quando
afirmaram que utilizam sim o por meio de empréstimos domiciliares, pois é o único
acervo específico da área existente em São Luís, o que o torna de "fundamental
importância para os desenvolvimentos de suas pesquisas", porém alguns
ressaltaram a defasagem do acervo, o mau atendimento por parte dos profissionais
que ali atuam, e a dificuldade de recuperação e localização dos materiais.
Confirmando as idéias de Ferreira (2005), quando classifica as
necessidades de cada individuo como as variáveis comportamentais e as
variáveis externas , influenciam no comportamento e na motivação dos usuários do
acervo de uma biblioteca .
Quadro 1 - utilização do acervo da Biblioteca Central da UFMA
QUESTÃO 5
SUJEITO Al7

Sim

SUJEITO AI8

Sim (Devido ao acervo específico em nossa área)

SUJEITO BI7

Sim (em parte com uso de
recursos do acesso também
através da internet)
Sim
(é a minha primeira opÇao, porém
quando não encontro nada de meu
complemento
com
interesse,
pesquisas da internet)
Sim
(através de empréstimos)
Sim
(através de empréstimo e consulta
local)
Sim
(com a finalidade de aumentar o
conhecimento sobre a pesquisa)

SUJEITO BI8

Sim (Os livros da biblioteca central sao de fundamenlal
importância para ajudar nas pesquisas realizadas

SUJEITO CI7

SUJEITO DI7
SUJEITO EI7

SUJEITO FI7

SUJEITO CI8

SUJEITO DI8
SUJEITO EI8

SUJEITO FI8

Sim (os li vros de biblioteconomia que me interessa não
são fáceis de encontrar pra compra)

Não (são raras as vezes que utilizo o acervo, pois
geralmente baixo livros e artigos pela internet
Sim (alguns livros do acervo contribuem para a pesquisa,
mas ainda há muito o uso da internet.)
Sim (a biblioteca central possui acervo importantíssimo
para minhas pesquisas)
Sim (como as pesquisas que faço esla voltado na área de
Biblioteconomia então utilizo o acervo da biblioteca da
UFMA
Sim (é um dos lugares onde encontro acervo de
biblioteconomia)

SUJEITO GI7

Não

SUJEITO GI8

SUJEITO HI7

Nêo

SUJEITO HI8

SUJEITO 117

Sim
(com pouca freq Oência)
Nêo
(mais rápido o uso da internet)

SUJEITO 118

Não
(devido ao mau atendimento e
dificuldade
no
processo
de
recuperação
e
acesso
informacional)
Sim (mas, com pouca freqüência)

SUJEITO KI8

Sim (encon tra-se muita dificuldade
na localização de materiais)
Sim (no momento de desenvolver
algum trabalho seja para alguma
disciplina ou para apresentar
Irabalho em eventos, sempre
busco
consultar
primeiro
a
biblioteca).

SUJEITO MI8

SUJEITO JI7

SUJEITO Kl7

SUJEITO U7
SUJEITO Ml7
SUJEITO NI7

Sim (apesar dessa nossa área ser um pouco defasado,
ainda da pra aproveitar algo para as pesquisas
Sim (Mais pouco)

SUJEITO JI8

SUJEITO U8

Sim (livros relacionados com o tema do projeto de
monoarafia)
Sim

SUJEITO NI8

SUJEITO 018

1117

Sim (Costumo utilizar, a pesquisa bibliogréfica da
biblioteca citada porem não satisfaz as minhas

�Comportamento informacional humano
Trabalho completo

SUJEITO PI8

expectativas.
Sim

SUJEITO 018

Sim
(Principalmente na Area de Biblioteconomia)

SUJEITO RI8

Sim

SUJEITO SI8

Sim (Utilizo, porém não satisfaz as minhas necessidades)

SUJEITO TI8

Sim, utilizo livros e monografia

SUJEITO UI8

Sim (Mas o acervo é defasado, procuro mais na internet).

SUJEITO VI8

Sim (O acervo de Biblioteconomia da UFMA é o usuário
que
disponibiliza
livros
específicos
sobre
a
biblioteconomia)
Não (Falta de Conteúdo da temática Biblioterapia)

SUJEITO XI8

Fonte: Questlonano aplicado aos alunos do 70 e 80 penodos do Curso de Biblioteconomia da UFMA

Quando questionados sobre como se dar o processo de busca e
recuperação da informação na Biblioteca Central da UFMA (Quadro 2) estes
afirmaram que é pelo Sistema da Biblioteca por meio dos terminais de consultas
existentes na área do acervo dessa biblioteca, mais que a maioria das vezes este
não fornece as informações desejadas, pela falta de livros atualizados, e pelo
número de exemplares serem insuficientes para atender as demandas e
necess~adesdeseususuários .

Outros pontos destacados é que o sistema em alguns momentos se
encontra fora do ar, o acervo desorganizado o que dificulta a localização do material,
levando o usuário a ir direto na estante ou pedir ajuda ao Bibliotecário de Referência
disponível no momento.
Fato que nos reporta, novamente, a Kuhthau (1991), no seu modelo de
busca da informação dentro da perspectiva do usuário. E, questiona-se até que
ponto esses entraves prejudicam ou quebram o processo de busca da informação
de informação? Desestimulando e causando frustração , bem como demora no
processo .
Quadro 2 - Como se dar o processo de buscar e recuperação da informação no
acervo da Biblioteca Central da UFMA
OUESTA06
SUJEITO Al7

A principio o processo de busca é feito pelo
Sistema ou quando o usuário vai a
Bibliotecária que estar ali para ajudar.

SUJEITO Al8

Pontos negativos: muitas vezes o Sistema
não dar a informação desejada.
SUJEITO BI7

SUJEITO CI7
SUJEITO 0 17

Uso o terminal de consulta não encontrando
o documento procurado peço ajuda de
algum estagiário que costumam circular no
acervo, ou ainda a Bibliotecária.
Faço a busca no sistema e depois localizo o
material nas estantes.
Feito através do sistema da biblioteca

SUJEITO BI8

processo de busca as vezes utiliza o

SUJEITO CI8
SUJEITO 0 18

SUJEITO EI7

Através do sistema automatizado pontos
positivos: é mais rápido , ponto negativo:
quando o sistema fica fora do ar.

SUJEITO EI8

SUJEITO FI7

Primeiramente faça a busca no sistema,
após vai a estante onde esta localizado o

SUJEITO FI8

1118

o

terminal de consultas, mas, por ter pratica no
acervo vou direta nas estantes, o ponto
negativo seria o numero disponível de livros,
poucos para a comunidade e até mesma falta
de livros atualizados
Através do bibliotecário e do acesso geral ,
pontos positivos: acervo é grande e negativo:
falta alguns conteúdos atuais

A busca às vezes tem resultado positivo, mas
quando você vai procurar o material na
biblioteca não encontra devido ao acervo
bagunçado.
Positivos: sempre encontra alguma coisa
importante
Negativos: poucos exemplares dos mais
importantes
Eu costumo ir direto ao acervo porque desde
que entrei na ufma freqüento a biblioteca e foi

�Comportamento informacional humano
Trabalho completo

OUESTÃ06

livro, o ponto negativo é que muitas das
vezes não encontramos o livro no local
indicado o que nos faz gastar muito tempo
procurando em outras pratileiras.
SUJEITO G/7

mais fácil ate pra ver as obras novas. Alem
disso o sistema não responde bem a pesquisa

SUJEITO G/8
SUJEITO H/8

A busca é feita diretamente nas estantes

SUJEITO 1/8

O processo de busca se da através de uma
software o qual identifica a localização do livro

SUJEITO J/7

SUJEITO J/8

SUJEITO K/7

SUJEITO K/8

Sempre destino-me diretamente a estante de
biblioteconomia quando a pesquisa é da área
de biblioteconomia quando não, recorro ao
terminal de consulta
Pesquisa por meio do sistema de banco de
dados do acervo e pesquisa nas estantes
Sempre uso em primeiro lugar o computador
para a recuperação da informação que
procuro e esse é um ponto positivo, ponto
negativo é que os livros muitas das vezes não
estão no luqar que o sistema mostra.
O primeiro processo é buscar no sistema o
que pode nos interessar. Um ponto negativo é
o acervo com livros muito antiqo

SUJEITO H/7
SUJEITO 1/7

SUJEITO U7

Faço a busca utilizando os terminais de
consulta indo diretamente no acervo
No sistema de busca e direto ao acervo em
relação aos pontos negativos e positivos é a
organização do acervo que no sistema diz
que esta disponível , mas quando vai pegalo você não encontra.

Utiliza-se o sistema disponibilizado pela
biblioteca no qual se faz a busca por
assunto, titulo ou autor.

SUJEITO MI7

SUJEITO N/7

SUJEITO U8

SUJEITO M/8

O processo de recuperação dar-se por meio
do sistema ao qual é disponibilizado para os
usuários

SUJEITO N/8

SUJEITO 0/8

SUJEITO P/8

SUJEITO 0/8

Pesquisa através do sistema de automação
pelo numero da CDU. Entretanto na maioria
das vezes, a informação do sistema não
condiz com a das estantes.
Utilizo os terminais de consulta , quando
procuro um titulo em especial , ou vou
diretamente ao acervo e consulto as obras
que podem ser relevantes para minha
pesquisa
Costumo fazer a busca diretamente ao acervo
de biblioteconomia e história

SUJEITO R/8
SUJEITO S/8

Para ser sincero o sistema esta meio fora de
mora, o software precisa ser modificado.

SUJEITO T/8

Através do sistema SABI , os pontos positivos
dizem respeito que a busca pode ser feita
pelo usuário tanto no sistema , quanto no
acervo. Pontos negativos: palavras- chaves
mal colocadas, o sistema SABI tem algumas
falhas.
E dificil encontrar algo no acervo, pois o livro
aparece no terminal de consulta, mas não
esta na estante
A Busca nos terminais é boa, mas o acervo
não é bem sinalizado e os livros ficam na
maioria do tempo bagunçados nas estantes o
que dificulta a recuperação.

SUJEITO U/8

SUJEITO V/8

SUJEITO Xl8

Fonte: Questlonano aplicado aos alunos do 7° e 80 penodos do Curso de Biblioteconomia da UFMA

Quando questionados sobre quais os sites, portais, repositórios e
bibliotecas digitais (Quadro 3) que utilizam como ferramenta de pesquisa para o
desenvolvimento de seus trabalhos na área de Biblioteconomia e áreas afins, estes
listaram a utilização da SCIELO, do Portal de Periódicos da Capes, Biblioteca de
Teses e Dissertações da UFMA e da CAPES, Bibliotecas Digitais e Repositórios
Institucionais da UFMG, USP, UFSC, UnB, UFRJ, Revistas da área de
Biblioteconomia e áreas afins disponíveis na web como: Ciência da Informação,

1119

�Comportamento informacional humano
Trabalho completo

Datagramazero, Info Bci, Revista Brasileira de História da Educação, Google
acadêmico e sites institucionais do IBICT e da ABNT .
Esses dados mostram que os alunos do 7 0 e 80 do curso de
Biblioteconomia tem conhecimento das ferramentas de pesquisa disponíveis na web,
o que demonstra que estes dominam a utilização destas, que se tornam em nossa
sociedades imprescindíveis ao fazer do Bibliotecário em seus mais variados
ambientes de trabalho.
Quadro 3 - Sites, portais, repositórios, bibliotecas digitais utilizadas como ferramenta

de pesquisa pe Ios a Iunos do Curso de B'b!"
I loteconomla da UFMA
OU ESTÃO 7
SUJEITO Al7

Google

SUJEITO Al8

Scielo, BOTO· UFMA; portal da capes.

SUJEITO B/7

CAPES, SCIELO, Sites de bibliotecas
vi rtuais
Ulilizo as bibliotecas da UFSC, USP e
também o Google, sendo que neste
site eu só recupero os materiais

SUJEITO B/8

Google

SUJEITO C/7

SUJEITO C/8

oriundos de instituições ou autores que

conheço
Cielo, IBICT E CAPES
Sites das universidades: UFSC ,USP
dentre outros
Capes, IBICT, Cielo
Google

SUJEITO 0/8

Scielo, Site da UFMG, biblioteca digital da UFMA

SUJEITO E/8
SUJEITO F/8

Scielo, IBICT e UFMA
Não costumava fazer pesquisa na internet. Uso o

CAPES, OATAGRAMAZERO, Busco
arti~os no Goo~le
SCIELO, Google acadêmico, portal
Capes

SUJEITO G/8

dissertações da CAPES e o portal Oominio
IBICT,C NPO, UNB, USP E UFMG

SUJEITO 1/7

Scielo, ciência da informação, portal de

SUJEITO 1/8

SUJEITO J/7

periódicos e Gooole acadêmico
Cielo, IBICT

SUJEITO J/8

Datagramazero, Capes

SUJEITO Kf7

Google acadêmico, SCNBO

SUJEITO K/8

Biblioteca cenlral , Google, ibicl, scielo, repositório
da usp

SUJEITO U7

Scielo, Google acadêmico; ciência da
informação
Scielo; Revista ciência da informação.

SUJEITO U8

Ciência da informação, Capes

SUJEITO M/8

Capes; Ciência da Informação.

Scielo, capes, biblioteca
Gooale acadêmico

SUJEITO N/8

SUJEITO 0/7

SUJEITO E/7
SUJEITO F/7

Google(pesquisa avançada) e o banco de teses e

SUJEITO G/7
SUJEITO H/7

SUJEITO MI7
SUJEITO N/7

digital

e

SUJEITO H/8

SUJEITO 0 /8

O Google e através dele vou encontrando os
repositórios e as bibliotecas digitais

Scielo,
acadêmico,

SUJEITO P/8
SUJEITO 0/8

UFMA,UFMG ,UNB,UFRJ,
Google
Datagramazero
ciência
e
da

informação
Portal de periódicos da Capes e Oatagramazero
Portal da Capes, Base de dados de teses e
dissertações.

SUJEITO R/8

Scielo, Ciência da informação, Datagramazero,
Info Bci

SUJEITO S/8

Scielo, UFMA, Revista Brasileira de História da
Educação, Datagramazero, Ciência da informação

SUJEITO T/8

Transinformação; Datagramazero,
Biblioteconomia e outros

Revista

de

SUJEITO U/8
SUJEITO V/8

Portal da Capes, ABNT, Biblioteca central da
UFMA ETC ..

SUJEITO X/8

Scielo

Fonte: Questlonano aplicado aos alunos do 70 e 80 penodos do Curso de Biblioteconomia da UFMA

Sobre os autores e pesquisadores da área que os alunos mais utilizam
para o desenvolvimento das suas pesquisas e estudos forma citados: Almeida

1120

�i
;:li

S!mWrio

Comportamento informacional humano

/IbooroaIde

=

IiWitt_

:.

U-,""lIIMbs

Trabalho completo

Junior; Martins, Moraes, Alvarenga, Ortega y Gasset, Grogan, Trivino, Rostirola,
Chiavenato; Rubens Borba de Moraes, Vergueiro, Almeida , Edson Nery da Fonseca,
Emir Suaiden, Milanesi, Suzana Muller, Sueli Angélica do Amaral, Regina Fazioli,
Jonathas Carvalho, Marilena Chauí, Raganathan , Francisco das Chagas, Lena Valia,
Lancaster, Castells, Fugita , destacando que Cesar Augusto Castro e Mary Ferreira
são pesquisadores e escritores da área de Biblioteconomia e áreas afins e fazem
parte do quadro de professores do Departamento de Biblioteconomia da UFMA.
Deve-se ressaltar também que de acordo com os dados já apresentados
que os sujeitos pesquisados possuem conhecimento de autores clássicos e
contemporâneos da área de Biblioteconomia e áreas afins, o que demonstra que
estes estão sendo bem preparados pelo do Curso de Biblioteconomia da UFMA.
Sobre os autores citados que os alunos utilizam em suas pesquisas,
quanto aos títulos e período dessas publicações pode-se observar no Quadro 5 que
encontram-se entre os anos de 1999 a 2011, e os títulos mais utilizados, são:
Bibliotecas públicas, História das bibliotecas, História das bibliotecas brasileiras, A
palavra e o silencio, A missão do Bibliotecário, O serviço de referencia e assistência
aos leitores, A biblioteca universitária no contexto atual, A Historia da
Biblioteconomia Brasileira; Biblioteca e sociedade: evolução da interpretação ate
função e papeis da biblioteca ; As cinco leis de Biblioteconomia, Biblioteconomia
educação e sociedade, dentre outros
Ao serem interrogados sobre os títulos e períodos das publicações da
área de Biblioteconomia e áreas afins utilizados pelos alunos do Curso de
Biblioteconomia da UFMA em suas pesquisas e estudos, percebeu-se que as
maiores incidências foram na literatura correspondente as disciplinas dos períodos
que estão sendo cursados pelos alunos, enfatizando a literatura básica e
contemporâneas dos programas das disciplinais.
Esperávamos indicações de novas obras que fugisse das mencionadas
pelos professores, visto que o aluno deve buscar sempre mais informações para
adicionar ao conteúdo ministrado em sala de aula . Fato que comprova a limitação do
aluno, a apenas, as informações do professor, faltando o espírito de pesquisador
nos mesmos.
Em relação a como ocorre o processo de busca e recuperação dos
autores e títulos utilizados pelos alunos do Curso de Biblioteconomia da UFMA
(Quardro 4) em suas pesquisas e estudos, percebeu-se que os alunos ainda
recorrem com muita freqüência as indicações dos professores, pesquisa na
Biblioteca Central da UFMA, nos periódicos on fine , bibliotecas digitais, indicações
de professores, uso de buscadores, livros, sites,
artigos científicos, teses,
dissertaçõese no Goggfe, dentre outros. Fatos que mostram um aluno um pouco
mais autônomo e se desprendendo da indicação do professor.

Quadro 4 - Processo de busca e recuperação dos autores e títulos utilizados pelos
alunos do Curso de Biblioteconomia da UFMA em suas pesquisas e estudos
QUESTÃO 10
SUJEITO Al7
SUJEITO BI7

I
I Com uso de buscadores (quand o uso em

I SUJEITO Al8
I SUJEITO BI8

bibliotecas virtuais)

1121

I Orientação de professores; utilização
(disciplinas)
I Alravés de livros, site s e etc ...

na sala de aula

�Comportamento informacional humano
Trabalho completo

QUESTÃO 10

Por indicação de professores e pesquisa
na biblioteca
Através de sites e livros da biblioteca
central
Coloquei no sistema e procurei na
estante
Em site de busca como o Google

SUJEITO C/8

SUJEITO G/8

SUJEITO H/7

Buscas feitas em periódicos online e
Google
Através da intemet e biblioteca

SUJEITO 1/7

No contato direto ao acervo

SUJEITO 1/8

SUJEITO J/7

Geralmente por material passado pelo
professor
Se deu a partir da necessidade de
absorver meus conhecimentos dentro da
área de biblioteconomia algumas delas
de forma satisfatória outras não, sobre os

SUJEITO J/8

SUJEITO C/7
SUJEITO 0/7
SUJEITO E/7
SUJEITO F/7

SUJEITO G/7

SUJEITO KI7

SUJEITO 0/8

Atraves de artigos científicos, teses para trabalhos
acadêmicos.

SUJEITO E/8
SUJEITO F/8

Todos sao amigos de facebook e twitter suas obras
foram lidas por mim ao longo do curso Xerox deixadas
por professores e biblioleca
Livros baixados pela internet

SUJEITO H/8

SUJEITO K/8

grandes teóricos da área. A maioria em
SUJEITO U7

ambientes virtuais foi mais eficaz.
Direto ao acervo da biblioteca central;
busca no sistema pelos autores e sites.

SUJEITO U8

SUJEITO MI7

Via internet e acervo da biblioteca central

SUJEITO M/8

SUJEITO N/7

Desenvolveu-se a partir da necessidade
de estudo de disciplina por meio dos
professores e também por meio de busca
na biblioteca

SUJEITO N/8

SUJEITO 0/8

A maioria foi através das disciplinas do curso de
biblioteconomia e fazendo pesquisa na biblioteca
central

Através de pesquisa na internet

SUJEITO P/8
SUJEITO 0/8
SUJEITO R/8
SUJEITO S/8
SUJEITO T/8

Deu-se pela apresentação dos professores e pesquisas
na internet e na biblioteca.

SUJEITO U/8

Internet

SUJEITO V/8

Busca e recuperação no acervo da Biblioteca central.
Também em artigos cientificas.

SUJEITO Xl8

Leitura de livros e Elaboração de fichamenlo

Fonte: Questlonano aplicado aos alunos do 7° e 80 penodos do Curso de Biblioteconomia da UFMA

Quando interrogados sobre os motivos que levam o aluno a (Des)
motivação no processo de busca e recuperação da informação em ambientes
tradicionais ou digitais (Quadro 5) os mesmos destacaram que:
"Em ambientes digitais a busca nem sempre é satisfatória, pelo fato que a
informação não é sempre verdadeira, ou vem muita informação etc. E nos ambientes
tradicionais muitas vezes os livros e recursos não estão atualizados ou
desgastados."
"O que mais motiva é a vontade de aprender e explorar os temas e o que mais
desmotiva é em alguns casos, a falta de materiais mais recentes."
"Em bibliotecas tradicionais geralmente não encontramos os livros no sistema
disponibilizado e no digital às vezes é difícil fazer o download de alguns artigos."

1122

�Comportamento informacional humano
Trabalho completo

Confrontando com os padrões de comportamento (ELLlS, 1989; ELLlS,
COX, HALL, 1993; WILSON, 1999 apud CRESPO; CAREGNATO, 2003) e os
modelos de busca apresentado no referencial teórico, como o de Kuhthau (1991),
verifica-se, a necessidade de utilização de sites confiáveis que disponibilizem
informações fidedignas , além de enfatizar a carência da Biblioteca Central da UFMA
sobre materiais informacionais na área de Biblioteconomia , fato que se estende para
outras áreas, também .
Quadro 5 - (Des) motivação no processo de busca e recuperação da informação em
ambientes tradicionais ou digitais pelos alunos do Curso de Biblioteconomia da
UFMA em suas pesquisas e estudos
QUESTAO 11
SUJEITO Al7

Em ambientes digitais a busca nem sempre

SUJEITO Al8

é satisfatória, pelo falo que a informação não
é sempre verdadeira, ou vem muita

SUJEITO B/7

SUJEITO C/7

SUJEITO 0/7

SUJEITO E/7

SUJEITO F/7

SUJEITO G/7

SUJEITO H/7

SUJEITO 1/7
SUJEITO J/7
SUJEITO KI7

SUJEITO L/7

informação etc. E nos ambientes tradicionais
muitas vezes os livros e recursos não estão
atualizados ou desgaslados.
Em ambientes tradicionais muitas vezes
encontra-se o registro do documento na
biblioteca, mas ao desloca-se para o acervo
encontrado
o
documento
não
é
(desorganização)
O que mais motiva é a vontade de aprender
e explorar os temas e o que mais desmotiva
é em alguns casos, a falta de materiais mais
recentes .
Desmotiva: não encontrar o que estou
procurando e a leitura na tela do computador
Motiva: acervo orQanizado de fácil acesso
Motiva: quando encontro o que procuro,
desmotiva: quando não encontro o que
procuro.
Tradicional é que às vezes não encontramos
o que queremos, no digital, podemos
encontrar muitas coisas, ale o que não
queremos.
O fato de nao encontrar o documento
pertinente ao assunto buscado

SUJEITO N/7

SUJEITO B/8

SUJEITO C/8

SUJEITO 0 /8

A falta de material que
relevantes para nossa área

SUJEITO E/8

O que mais me motiva nas buscas digitais é a
rapidez e o que desmotiva no tradicional são os
poucos exemplares
As vezes vontade de ler curiosidade sobre uma
determinada temática ou um livro, necessidade de
explicar um determinado assunto mas calourar no
facebook e pesquisar no curso mesmo
Em bibliotecas tradicionais geralmenle não
encontramos os livros no sistema disponibilizado e
no digital as vezes é difícil fazer o download de
alguns artigos.

SUJEITO F/8

SUJEITO G/8

Tradicionais, a falta de terminais de consulta
que estejam em bom estado, a não
possibilidade de fazer a busca em casa , ou
de tirar duvidas fora da biblioteca. Digitais,
muito lixo eletrônico, poucos pesquisadores
que publicam em modo digital denlro da
nossa área.
Não encontro o livro que quero quando no
sistema diz Que esta disponlvel
Dificultado acesso

SUJEITO H/8

(ambiente digilal) satisfação na busca,
agilidade. No entanlo a desmotivação vem a
partir da dificuldade no acesso e atualização
do acervo e ambiente tradicional da
informação.
O que motiva é a necessidade de uma
busca, informação e o que desmotiva é a
dificuldade de recuperação no meio digital e
no tradicional constar no sistema e não
encontrar no acervo.

SUJEITO K/8

SUJEITO Ml7

trate

de

assuntos

SUJEITO 1/8
SUJEITO J/8

SUJEITO U8

SUJEITO M/8

O que motiva é a recuperação da informação
nas bases de dados, é o tempo que levo
para fazer esse processo, logo posso
recuperar de qualquer lugar que eu estiver
sem a preocupação de quando terei que
devolver.

Desmotiva por não conter muitas publicações na
área historia do livro e das bibliotecas

SUJEITO N/8

1123

Desmotiva: falta de material de livros, terminal de
consulta.
Quanto a área de biblioteconomia ainda há pouco
produção de temas relacionados a minha área de
interesse

Quando se busca uma informação que consta no
sistema, mas que não se encontra na estante.

�i

Comportamento informacional humano
S!mWrio

;:li

/IbooroaIde

:.

IiWitt_
U-,""lIIMbs

=

Trabalho completo

QUESTÃO 11
SUJEITO 0/8

A precisão da busca

SUJEITO P/8

O que mais me desmotiva alem do limitado acervo
para nossa area é o atendimento que muitas vezes
deixa a dese·ar
Desmotivação porque muitos dos assuntos que
procuro para fazer meus trabalhos acadêmicos
encontro pouco material, ou as vezes não tem
nada

SUJEITO Q/8

SUJEITO R/8
SUJEITO S/8
SUJEITO T /8
SUJEITO U/8
SUJEITO V/8

SUJEITO Xl8

Em ambos ambientes sempre temos dificuldade de
encontrar o que desejamos
A quantidade de informações que não servem para
a pesquisa, ou seja , o tempo gasto, com a procura.

A forma de Indexação de muitos documentos
ainda é feita de ora muito abrangente
O que mais me desmotiva é a grande quantidade
de lixo informacional e o que mais motiva é o
crescimento de literatura especifica sobre
sociedade da informação e Biblioteconomia.
As vezes a Falta de conteúdo

a

Fonte: Questlonano aplicado aos alunos do 7° e 8° penodos do Curso de Biblioteconomia da UFMA

4

Considerações finais

De acordo com o objetivo traçado, que foi o de analisar o que tem
influenciado a (des)motivação dos alunos do 70 e 80 períodos do Curso de
Biblioteconomia da UFMA, no processo de realização de suas pesquisas para o
desenvolvimento dos seus trabalhos em ambientes tradicionais e/ou virtuais. Podese perceber que dos 56 (cinqüenta e seis) alunos que responderam ao questionário
aplicado evidenciaram que os maiores entraves para o desenvolvimento de suas
pesquisas em ambientes tradicionais são:
a) Desatualização do acervo da Biblioteca Central da UFMA que é o
único acervo existente na área em São Luís-MA;
b) O nO de exemplares e títulos insuficientes;
c) O sistema da Biblioteca Central sai muito do ar, o acervo é
desorganizado o que dificulta a localização do material, levando o
usuário a ir direto na estante ou pedir ajuda ao Bibliotecário de
Referência.
No caso dos pontos positivos observados durante a pesquisa foram que:
a) Os pesquisados possuem conhecimento de autores clássicos e
contemporâneos da área de Biblioteconomia e áreas afins, o que
demonstra que estes estão sendo bem preparados pelo do Curso de
Biblioteconomia da UFMA;
b) Os pesquisados utilizam como ferramenta de pesquisa para o
desenvolvimento de seus trabalhos na área de Biblioteconomia e
áreas afins, estes listaram a utilização da SCIELO, do Portal de
Periódicos da Capes, Biblioteca de Teses e Dissertações da UFMA e
da CAPES, Bibliotecas Digitais e Repositórios Institucionais da

1124

�i

Comportamento informacional humano
S!mWrio

;:li

/IbooroaIde

:.

IiWitt_
U-,""lIIMbs

=

Trabalho completo

UFMG, USP, UFSC, UnB, UFRJ, Revistas da área de Biblioteconomia
e áreas afins disponíveis na web como: Ciência da Informação,
Datagramazero, Info Bci , Revista Brasileira de História da Educação,
Google acadêmico e sites institucionais do IBICT e da ABNT;
c) Os alunos ainda recorrem com muita freqüência as indicações dos
professores, pesquisa na Biblioteca Central da UFMA, nos periódicos
on fine e no Goggle, dentre outros. Fatos que mostram um aluno um
pouco mais autônomo e se desprendendo da indicação do professor.
d)
que mais (des) motiva o aluno no processo de pesquisa "Em
ambientes digitais a busca nem sempre é satisfatória, pelo fato que a
informação não é sempre verdadeira, ou vem muita informação etc. E
nos ambientes tradicionais muitas vezes os livros e recursos não
estão atualizados ou estão desgastados." "A precisão da busca".

°

Referências
BLATTMANN, Ursula; FRAGOSO, Graça Maria (Org .). O Zapear da informação em
bibliotecas e na internet. Belo Horizonte: Autêntica, 2003.
CHIAVENATO, Idalberto. Gestão de pessoas. 3. ed . São Paulo: Ed . Campus, 2009.
CRESPO, Isabel Merlo Crespo ; CAREGNATO, Sônia Elisa . Comportamento de
Busca de Informação: uma comparação de dois modelos. Em Questão, Porto
Alegre, v. 9, n. 2, p. 271-281, jul. /dez. 2003.
DIAS, Maria Matilde Kronka ; PIRES, Daniela. Usos e usuanos da informação.
v.10,
n.4,
ago
2004.
Disponível
em :
DataGramaZero,
&lt;http://www.datagramazero.org.br/ago09/Art_03.htm&gt;. Acesso em : 03 jun. 2010.
DUARTE, Emeide Nóbrega; SILVA, Alzira Karla Araújo da.;COSTA, Suzana
Queiroga da. Gestão da informação e do conhecimento: práticas de empresa
"excelente em gestão
empresarial" extensivas à unidades de informação.
Informação &amp; Sociedade: estudos , João Pessoa, v.17, n.1, p. 97-107 , jan./abr. ,
2007.

FERREIRA, Aurelio Buarque de Holanda. Dicionário Aurélio. 5.ed . São Paulo: Ed.
Positivo, 2005.
KUHL THAU , C. C. Inside the Search Process: Information Seeking from the User's
Perspective. Journal of the American Society for Information Science, v. 42, n. 5,
p. 361-371 , 1991 .
LAUDON , Kenneth C.; LAUDON , Jane Price. Gerenciamento de Sistemas de
informação. São Paulo: LTC , 2001 .

1125

�i
;:li

S!mWrio

Comportamento informacional humano

/IbooroaIde

=

IiWitt_

:.

U-,""lIIMbs

Trabalho completo

OLIVEIRA, Djalma de Pinho Rebouças de. Sistemas, organizações e métodos:
uma abordagem gerencial. 13. ed . São Paulo, 2002.
VERGUEIRO, Waldomiro. Censura e seleção de materiais em bibliotecas o
despreparo dos bibliotecários brasileiros. Brasília , 1987. p.21-6. Ciência da
Informação, Brasília , v.16, n.1, p.21-6 , jan./jun. 1987.

1126

�</text>
                  </elementText>
                </elementTextContainer>
              </element>
            </elementContainer>
          </elementSet>
        </elementSetContainer>
      </file>
    </fileContainer>
    <collection collectionId="49">
      <elementSetContainer>
        <elementSet elementSetId="1">
          <name>Dublin Core</name>
          <description>The Dublin Core metadata element set is common to all Omeka records, including items, files, and collections. For more information see, http://dublincore.org/documents/dces/.</description>
          <elementContainer>
            <element elementId="50">
              <name>Title</name>
              <description>A name given to the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51396">
                  <text>SNBU - Edição: 17 - Ano: 2012 (UFRGS - Gramado/RS)</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="49">
              <name>Subject</name>
              <description>The topic of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51397">
                  <text>Biblioteconomia&#13;
Documentação&#13;
Ciência da Informação&#13;
Bibliotecas Universitárias</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="41">
              <name>Description</name>
              <description>An account of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51398">
                  <text>Tema: A biblioteca universitária como laboratório na sociedade da informação.</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="39">
              <name>Creator</name>
              <description>An entity primarily responsible for making the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51399">
                  <text>SNBU - Seminário Nacional de Bibliotecas Universitárias</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="45">
              <name>Publisher</name>
              <description>An entity responsible for making the resource available</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51400">
                  <text>UFRGS</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="40">
              <name>Date</name>
              <description>A point or period of time associated with an event in the lifecycle of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51401">
                  <text>2012</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="44">
              <name>Language</name>
              <description>A language of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51402">
                  <text>Português</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="51">
              <name>Type</name>
              <description>The nature or genre of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51403">
                  <text>Evento</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="38">
              <name>Coverage</name>
              <description>The spatial or temporal topic of the resource, the spatial applicability of the resource, or the jurisdiction under which the resource is relevant</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51404">
                  <text>Gramado (Rio Grande do Sul)</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
          </elementContainer>
        </elementSet>
      </elementSetContainer>
    </collection>
    <itemType itemTypeId="8">
      <name>Event</name>
      <description>A non-persistent, time-based occurrence. Metadata for an event provides descriptive information that is the basis for discovery of the purpose, location, duration, and responsible agents associated with an event. Examples include an exhibition, webcast, conference, workshop, open day, performance, battle, trial, wedding, tea party, conflagration.</description>
    </itemType>
    <elementSetContainer>
      <elementSet elementSetId="1">
        <name>Dublin Core</name>
        <description>The Dublin Core metadata element set is common to all Omeka records, including items, files, and collections. For more information see, http://dublincore.org/documents/dces/.</description>
        <elementContainer>
          <element elementId="50">
            <name>Title</name>
            <description>A name given to the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="63474">
                <text>O processo de uso e recuperação da informação pelos alunos do 7º e 8º período do curso de Biblioteconomia da UFMA.</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="39">
            <name>Creator</name>
            <description>An entity primarily responsible for making the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="63475">
                <text>Diniz, Isabel; Ribeiro, Raimunda</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="38">
            <name>Coverage</name>
            <description>The spatial or temporal topic of the resource, the spatial applicability of the resource, or the jurisdiction under which the resource is relevant</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="63476">
                <text>Gramado (Rio Grande do Sul)</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="45">
            <name>Publisher</name>
            <description>An entity responsible for making the resource available</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="63477">
                <text>UFRGS</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="40">
            <name>Date</name>
            <description>A point or period of time associated with an event in the lifecycle of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="63478">
                <text>2012</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="51">
            <name>Type</name>
            <description>The nature or genre of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="63480">
                <text>Evento</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="41">
            <name>Description</name>
            <description>An account of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="63481">
                <text>Estudo do processo de uso e recuperação da informação pelos alunos do 7º e 8º período do Curso de Biblioteconomia da UFMA, objetivando enfatizar suas perspectivas e expectativas durante a realização de suas pesquisa, e analisar o que tem influenciado a motivação e/ou desmotivação nesse processo, quais os autores e títulos mais utilizados, bem como o ano dessas publicações. Foi realizada uma pesquisa bibliográfica e de campo, com abordagem qualitativa, por meio da aplicação de questionários com questões fechadas e abertas com 56 alunos que estão cursando o 7º e 8º período no semestre letivo 2012.1. A amostra se deu de forma aleatória com todos os alunos que participaram da reunião de monografia no mês de abril e com aqueles que estão cursando a disciplina Seminários de Monografia. Os resultados analisados evidenciam que os alunos pesquisam tanto em ambientes tradicionais quantos digitais, e que os maiores entraves para a realização de pesquisas de forma satisfatória e com qualidade se dar em ambientes tradicionais pela falta de acervos atualizados,número de exemplares e títulos insuficientes, número de terminais insuficientes para o desenvolvimento de pesquisas. E em ambientes digitais resultados de busca insatisfatória que ocorre principalmente pela falta de treinamentos para a recuperação de informações em bibliotecas digitais, repositórios dentre outros. Conclui-se que se faz necessário orientar os alunos para o desenvolvimento de suas pesquisas e criar formas de motivá-los e incentivá-los a desenvolver hábitos de leitura que vão além das indicações de leituras da bibliografia básica da disciplina que estão cursando.</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="44">
            <name>Language</name>
            <description>A language of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="69455">
                <text>pt</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
        </elementContainer>
      </elementSet>
    </elementSetContainer>
  </item>
  <item itemId="5955" public="1" featured="0">
    <fileContainer>
      <file fileId="5019">
        <src>http://repositorio.febab.org.br/files/original/49/5955/SNBU2012_094.pdf</src>
        <authentication>89b18993113bcd620c5e0ad2c2154d8d</authentication>
        <elementSetContainer>
          <elementSet elementSetId="4">
            <name>PDF Text</name>
            <description/>
            <elementContainer>
              <element elementId="92">
                <name>Text</name>
                <description/>
                <elementTextContainer>
                  <elementText elementTextId="63473">
                    <text>Comportamento informacional humano
i! """"'"
MaooNlck

~

=

:,

IiWitt.UJ
1I....111~

Trabalho completo

SISTEMA DE BIBLIOTECAS DA UFRGS E PROGRAMA
INCLUIR UFRGS: O OLHAR DISCENTE SOBRE ESTA PARCERIA
INCLUSIVA
Gabriela da Silva Giacumuzzi'
1

Graduanda em Biblioteconomia, Universidade Federal do Rio Grande do Sul, Porto Alegre,
Rio Grande do Sul

Resumo
Este artigo apresenta a perspectiva do discente com limitação no ambiente da
biblioteca universitária. Indicando, pela análise de entrevistas, a perspectiva discente
sobre a parceria entre o Programa Incluir e o Sistema de Bibliotecas da Universidade
Federal do Rio Grande do Sul e a atuação desses serviços na universidade.
Demonstra que a acessibilidade na biblioteca contribui para a formação pedagógica
do aluno e na inclusão social no ambiente acadêmico . Ressalta a acessibilidade
atitudinal no atendimento aos usuários com limitação, portanto o acesso à
informação deve ser um serviço prestado de forma acessível pelas bibliotecas
universitárias. Conclui que as bibliotecas universitárias devem estabelecer parcerias
com os demais setores da universidade onde está inserida, para melhorar seus
serviços aos usuários.

Palavras-Chave:
Bibliotecas Universitárias; Acessibilidade; Programa Incluir UFRGS; UFRGS.

Abstract
This article presents the perspective of students with limitations in the environment of
the university library. Indicating, by the analysis of interviews, the student perspective
on the partnership between the Programa Incluir UFRGS and the Sistemas de
Bibliotecas da Universidade Federal do Rio Grande do Sul and the performance of
these services at the university. Demonstrates that accessibility in the library
contributes to pedagogical training of the students and social inclusion in the
academic environment. Emphasizes attitudinal accessibility in services to user with
limitations, therefore the access to information should be a service accessible at the
university libraries. Concludes that university libraries should establish partnerships
with other sectors of the university where it operates, to improve its services to users.

Keywords:
University Libraries; Accessibility; Include Program UFRGS; UFRGS.

1101

�Comportamento informacional humano
i! """"'"
MaooNlck

~

=

:,

IiWitt.UJ

1I....111~

Trabalho completo

1 INTRODUÇÃO
Este trabalho pretende apontar as questões de acessibilidade presentes nas
bibliotecas universitárias da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS),
por meio da parceria entre o Sistema de Bibliotecas da UFRGS (SBU) e o Programa
Incluir UFRGS. Tal resultado é obtido através do diálogo com alunos com limitações
que são incluídos na UFRGS através deste programa . Dessa forma , analisa-se a
visão do discente com limitação no ambiente universitário.
Por meio de entrevistas feitas pessoalmente, por telefone ou email foi
possível coletar o relato de diversos alunos e ex-alunos da UFRGS que obtiveram
algum auxílio do Programa Incluir UFRGS. A análise destes relatos em conjunto com
o estudo da literatura permitiu o estabelecimento da importância da Biblioteca
Universitária (BU) no processo de aprendizagem dos discentes, e também como a
BU deve contar com os demais setores da universidade onde está inserida para
otimizar seus serviços, reverberando na satisfação das necessidades informacionais
de seus usuários.

2 BIBLIOTECAS UNIVERSITÁRIAS E ACESsíVEIS
A biblioteca universitária tem como função primordial disponibilizar o acesso à
informação para a comunidade acadêmica e servidores da universidade. E contribuir
para a pesquisa e extensão acadêmica . O acervo é especializado e voltado para
atender as necessidades informacionais dos discentes e docentes dos cursos de
graduação ou pós-graduação que são oferecidos pelas universidades e faculdades,
além de quando solicitada atender o público externo se sua política permitir. Dessa
forma :
A biblioteca universitária, pensada como um dos espaços
facilitadores da aprendizagem, deve ser encarada como um espaço
de múltipla comunicação, disponibilizando itens informacionais,
dentro de padrões de agilidade e adequabilidade necessários à
geração de novos conhecimentos, representando um fórum de
interação entre emissores e receptores do conhecimento e da
informação e um recurso social comprometido com a comunicação
pedagógica. (CARVALHO, 2004, p. 96)

Segundo Machado e Blattmann (2011), a construção de conhecimento é
efetiva nas universidades, assim como a transmissão de informação é algo corrente .
Portanto, é um direito do discente ter acesso à bibliografia básica indicada por seus
professores para sua construção de conhecimento.
Na disponibilização do acesso à informação para todos, devemos pensar em
maneiras de tornar esse acesso possível para Pessoas com Necessidades
Educacionais Especiais (PNEEs) definidas por Moro e Estabel (2008)1 como as
pessoas que possuem alguma limitação seja física , visual, auditiva , mental ou de
1

Documento eletrônico

1102

�Comportamento informacional humano
i! """"'"
MaooNlck

~

=

:,

IiWitt.UJ

1I....111~

Trabalho completo

doenças crônicas, e que muitas vezes são vistas com estranhamento nos ambientes
educacionais.
As bibliotecas universitárias e seus serviços contribuem no desenvolvimento
acadêmico na universidade, logo é indispensável que ela esteja preparada para
atender os diferentes usuários que receberá, tornando-se, portanto, uma biblioteca
acessível. Considerando que:
Uma biblioteca acessível é um espaço que permite a presença e
proveito de todos, e está preparada para acolher a maior variedade
de público possível para as suas atividades, com instalações
adequadas às diferentes necessidades e em conformidade com as
diferenças físicas, antropométricas e sensoriais da população.
(FERRÉS, 2008, p. 36)

A acessibilidade nas bibliotecas universitárias contribui efetivamente para que
a informação também venha ser acessível. Sendo que a acessibilidade ocorre para
todos e não somente para os alunos PNEEs, não há exclusão ou integração, mas
inclusão de todos os alunos no mesmo ambiente . Conforme Mazzoni e outros
(2001) , a acessibilidade atitudinal também deve ser levada em consideração quando
se deseja tornar um lugar acessível. Já que mesmo o espaço físico tendo
acessibilidade arquitetônica e contando com a existência de tecnologia assistiva
(acessibilidade instrumental), se não houver acessibilidade atitudinal, o usuário não
se sentirá acolhido pela biblioteca por isso as "atitudes acessíveis agregam
qualidade à biblioteca" (GIACUMUZZI ; NUNES; JARDIM , 2011 , p. 4). Pois tais
atitudes permitem que a biblioteca se torne um ambiente agradável de ser
frequentado .
Acessibilidade atitudinal pode ser compreendida em ações e atitudes
acessíveis para com todos os usuários sem distinção, ou seja,
As ações e as atitudes do profissional bibliotecário nas relações
pessoais e profissionais irão se refletir em todos os usuários da
biblioteca. Se as atitudes forem de acolhimento e acessíveis a
biblioteca será acessível e, dessa maneira, exercerá também a sua
função social, contribuindo para a inclusão social e a acessibilidade.
(GIACUMUZZI ; NUNES; JARDIM, 2011 , p. 4).

A acessibilidade atitudinal na BU é importante,
Por ser a biblioteca universitária um espaço de interação, ensino,
aprendizagem, acesso e troca de informação deve ser destinado a
atender a todas as pessoas, independente das condições ou
limitações que elas possam apresentar, como forma de inclusão
social. (FERREIRA; CIANCONIP, 2011, p. 154)

A acessibilidade deve estar presente nas bibliotecas universitárias para que
seus serviços sejam oferecidos com maior eficiência para seus usuários sejam eles
PNEEs ou não, pois a acessibilidade visa tornar o lugar mais acessível para todos,
tornando o espaço um ambiente de inclusão social. Tornar o espaço acessível é
respeitar as diferenças existentes entre todas as pessoas.

1103

�Comportamento informacional humano
i! """"'"
MaooNlck

~

=

:,

IiWitt.UJ

1I....111~

Trabalho completo

2.1 Sistema de Bibliotecas da UFRGS

o SBU é composto por 32 bibliotecas, que estão distribuídas nos seis campus
da UFRGS. A coordenação desse sistema é feita pela Biblioteca Central que dita os
padrões para as demais bibliotecas universitárias da UFRGS.
As bibliotecas universitárias, que compões o SBU, possuem acervo
especializado em diferentes suportes como físico (livros, periódicos, etc.), imagético
(fotografias) , audiovisual , digital (acesso a bases de dados, digitalizações, etc.),
entre outros.
O SBU iniciou sua automatização em 1989, e agora possui o Sistema de
Automação de Bibliotecas (SABi), cujo software adotado é o Aleph 500. O software
oportuniza que o usuário possa efetuar suas pesquisas no catálogo online mantendo
sua autonomia . O Lume Repositório Digital e outras bases de dados, também são
disponibilizados para os usuários através do acesso pela internet.
3 PROGRAMA INCLUIR UFRGS
Os Programas Incluir são programas desenvolvidos pela Secretaria de Ensino
Superior (SESu) e pela Secretaria de Educação Especial (SEESP) do Ministério da
Educação (MEC), e ocorrem nas Instituições Federais de Ensino Superior (IFES) .
Na UFRGS, o Programa Incluir UFRGS é desenvolvido desde 2009, e vem
atuando na acessibilidade dentro de todos os âmbitos da universidade promovendo
a inclusão social dos alunos PNEEs na UFRGS. Seu objetivo é contribuir na
eliminação de barreiras pedagógicas, arquitetônicas e atitudinais dentro da
universidade. O programa é um aliado entre a interação acessível da universidade e
o aluno.
As barreiras pedagógicas sendo eliminadas por meio da acessibilidade no
acesso à informação e na comunicação . As barreiras arquitetônicas sendo
eliminadas pela acessibilidade arquitetônica nos campus e arredores. E as barreiras
atitudinais sendo eliminadas por meio da acessibilidade atitudinal e da inclusão
social.

4 SISTEMA DE BIBLIOTECAS DA UFRGS E PROGRAMA INCLUIR UFRGS
O SBU, assim como os demais setores da UFRGS, também conta com o
auxílio do Programa Incluir UFRGS para desenvolver ações acessíveis. Vem-se
desenvolvendo uma parceria entre as bibliotecas e o programa, resultando na
otimização dos aspectos acessíveis das bibliotecas.
O Programa Incluir UFRGS atua instalando pontos de atendimentos na
universidade e muitos desses pontos foram instalados em bibliotecas devido à
presença de alunos PNEEs nas faculdades onde tais bibliotecas estão localizadas.
Nos pontos há a presença de um ou mais bolsitas além de possuírem tecnologias
assistivas que são o "conjunto de técnicas, aparelhos, instrumentos, produtos e
procedimentos que visem auxiliar a mobilidade, a percepção e a utilização do meio
ambiente e seus elementos por pessoa com deficiência" (ASSOCIAÇÃO ... , 2008)
O Programa Incluir UFRGS desde que iniciou suas atividades já atendeu

1104

�Comportamento informacional humano
i! """"'"
MaooNlck

~

=

:,

IiWitt.UJ

1I....111~

Trabalho completo

dezenas de alunos PNEEs, com diferentes tipos de limitação. E para a coleta de
dados entrevistamos nove alunos voluntários. Abaixo segue a lista dos alunos ou exalunos entrevistados indicando sua limitação, idade e o curso de seu vínculo com a
UFRGS:
a) Aluno A: limitação visual , 37 anos, Técnico em Biblioteconomia ;
b) aluno B: limitação visual , 24 anos, Licenciatura em Música;
c) aluno C: limitação visual , 29 anos, Programa de Educação Continuada da
UFRGS;
d) aluno D: limitação auditiva, 46 anos, Programa de Educação Continuada da
UFRGS;
e) aluno E: limitação física, 53 anos, bacharelado em Biblioteconomia ;
f) aluno F: limitação visual , 25 anos, curso pré-vestibular através do Projeto
Educacional Alternativa Cidadã (PEAC);
g) aluno G: limitação visual, 23 anos, licenciatura em Letras;
h) aluno H: limitação visual, 25 anos, bacharelado em Engenharia de Materias;
i) aluno I: limitação visual, 43 anos, bacharelado em Ciências Jurídicas e Sociais.

4.1 Visão docente sobre SBU e Programa Incluir UFRGS

o aluno A possui limitação visual e quando fez o curso técnico de
Biblioteconomia, ainda não utilizava leitura em Braille. Dessa forma o Programa
Incluir UFRGS disponibilizou bolsistas que liam o material que A necessitava para
estudar, ou seja , ledores. Além de também digitalizarem o material que A precisaria
ouvir por meio de leitor de tela com síntese de voz em seu próprio notebook. Esses
mesmos bolsistas acompanhavam A até a biblioteca da Escola Técnica da UFRGS,
que atualmente é o Instituto Federal do Rio Grande do Sul (IFRS). Na biblioteca, A
sempre contou com a ajuda dos bibliotecários e atendentes, mas geralmente ia até
lá com algum colega ou bolsista para ajudar na busca pelos livros necessários. A
Biblioteca da Faculdade de Biblioteconomia e Comunicação, a mais utilizada por A,
demonstrou acessibilidade atitudinal além de satisfazer suas necessidades
informacionais.
O aluno B possui limitação visual e faz licenciatura em Música e relatou que o
auxílio que recebe do Programa Incluir UFRGS é a digitalização de materiais,
principalmente de livros sobre Educação. Porém salientou uma dificuldade
encontrada: partituras não são reconhecidas por leitores de tela. Há uma quantidade
escassa de partituras em Braille, apesar de o Sistema Braille ser utilizado para a
escrita de partituras.
Conforme Bonilha e Carrasco (2008) , a biblioteca é um espaço que deve
proporcionar o acesso à partitura Braille, e também sua transcrição e produção. B,
portanto retira da BU CDs de áudios de música. Para ter acesso a partituras em
Braille, utiliza os serviços do Setor Braille da Biblioteca Pública do Estado do Rio
Grande Sul. Ou , faz suas próprias partituras utilizando softwares com ajuda de um
vidente que o auxilia na transcrição das partituras.
O aluno C possui limitação visual e ao fazer o Programa de Educação
Continuada (PEC) na UFRGS contou com o auxílio de bolsistas ledores e
digitalizações por meio do programa . C indicou que o programa permite o estudo

1105

�Comportamento informacional humano
i! """"'"
MaooNlck

~

=

:,

IiWitt.UJ

1I....111~

Trabalho completo

com condições iguais em relação aos outros alunos. E que a UFRGS busca ser uma
universidade com acessibilidade atitudinal, garantindo o direito do estudante em ter
acesso à informação nas bibliotecas do SBU.
Para o aluno D possui limitação auditiva , o programa disponibilizou intérprete
de Língua Brasileira de Sinais (LIBRAS) para as aulas no PECo D não solicitou a
presença de intérpretes quando ia às bibliotecas do SBU, apesar de ser possível
agendar para ir acompanhado. Isso não foi necessário, pois D comunicava-se com
os bibliotecários ou atendentes trazendo já escrito as informações do material que
buscava . Relatou que apesar de não haver atendimento por algum profissional com
capacitação em LIBRAS, sempre houve acessibilidade atitudinal no atendimento e
sempre consegui os materiais que solicitavam, sendo que os livros solicitados
geralmente eram indicações de professores. D somente apontou a dificuldade do
aluno com limitação auditiva tem para acompanhar a aula, pois sua atenção deve
ser dividida entre o intérprete e o professor.
O aluno E possui limitação física , difere dos demais alunos, pois não
necessita do auxílio frequente do Programa Incluir UFRGS. Pois medidas de
acessibilidade arquitetônica já ajudam na eliminação de muitas barreiras. Logo, E
juntamente com o programa conseguiu que fosse instalado corrimão para rampa
existente na parte externa de um dos prédios da universidade, além de vaga no
estacionamento próxima as entradas dos prédios. Dessa maneira, simples medidas
já tornaram o espaço da universidade mais acessível para E. Além do aspecto
arquitetônico, E diz que a acessibilidade atitudinal é existente na universidade e
suas bibliotecas e que aumentou após a implementação do programa de inclusão.
Aluno F, que possui limitação visual, contou com o programa ao fazer o curso
pré-vestibular da UFRGS através do PEAC. F possui baixa visão, e em algumas
bibliotecas do SBU havia lupas eletrônicas que são: "desenvolvidas para auxiliar
pessoas com baixa visão, que necessitam grande ampliação de textos e imagens,
na leitura e na escrita. " (MELO; COSTA; SOARES, 2008 , p. 95). F teve acesso às
lupas eletrônicas e também material impresso em fonte ampliada. Nas bibliotecas do
SBU que possuíam lupa eletrônica , F sempre as pode utilizar.
Aluno G, assim como F, também possui baixa visão. E recebe como auxílio
do Programa Incluir UFRGS: digitalização, material impresso ampliado e uso de
lupas eletrônicas. G diz não possuir dificuldades em utilizar os serviços da biblioteca,
porém salientou a importância de salas de leitura iluminadas de maneira adequadas,
pois a ambientes obscuros ou com muita luminosidade podem prejudicar a leitura
dos alunos.
As lupas eletrônicas são equipamentos de suma importância nas bibliotecas,
pois permitem a ampliação de qualquer material impresso, assim o usuário tem
acesso tanto ao material impresso com a fonte do tamanho comumente impresso, e
aos materiais com a fonte ampliada . A lupa eletrônica permite o acesso à informação
para pessoas com baixa visão, podendo ser utilizada tanto por PNEEs com baixa
visão quanto pessoas idosas que possuem alguma dificuldade em ler textos
impressos com o uso de fontes pequenas.
Aluno H possui limitação visual e quando o Programa Incluir UFRGS
começou sua atuação na universidade já se encaminhava para a fase final de sua
graduação. H recebeu auxílio através de ledores e digitalização de materiais. H
relatou que para frequentar a biblioteca sempre contava com a ajuda de colegas e
familiares que também auxiliavam na digitalização antes do programa, e o programa

1106

�Comportamento informacional humano
i! """"'"
MaooNlck

~

=

:,

IiWitt.UJ

1I....111~

Trabalho completo

veio ser um facilitador, pois prestava esse serviço para H que não precisou mais
contar com a disposição de amigos e familiares, pois a universidade por meio do
programa de inclusão trouxe profissionais e bolsistas para serem auxiliadores nos
processos de aprendizagem.
Aluno I que possui limitação visual, cursou uma graduação antes da
existência do Programa Incluir UFRGS, e teve a experiência discente com e sem o
programa , dessa maneira pode observar as melhorias que o programa trouxe para
os alunos. O auxílio que I recebeu foi na digitalização de materiais para ouvir através
dos leitores de tela com síntese de voz. O Programa Incluir UFRGS facilitou o
processo de aprendizagem de I, e otimizou seu tempo . Pois antes, I digitalizava o
material que necessitava para suas pesquisas, o programa proporcionou para ele
que essas digitalizações fossem feitas por bolsistas, não sendo mais necessário
fazer esse processo com a ajuda de colegas ou familiares .
Através dos relatos dos alunos é possível entender a utilidade de programas
de inclusão no ambiente universitário. E observamos a atuação que o Programa
Incluir UFRGS disponibiliza para cada aluno PNEE, segundo suas especificidades.
O SBU ao permitir essa parceria com o programa está exercendo a acessibilidade
atitudinal. Está permitindo que a informação chegue de maneira mais facilitada aos
usuários PNEEs, resultando na otimização do processo pedagógico de tais alunos.
Acessibilidade atitudinal e assistencialismo não estão relacionados. Trazendo
para o contexto da BU , temos a acessibilidade atitudinal como o conjunto de
atitudes, ações e políticas que tornam o acesso à informação um processo mais
facilitado ao usuário, sem colocar barreiras e que tornem a informação algo de difícil
acesso, ou até mesmo que impeçam o acesso à informação. Contudo, o
assistencialismo são ações pautadas no preconceito, atitudes aparentemente
facilitadoras, mas que são feitas achando que o Outro é inferior e não pode fazer
sozinho . A acessibilidade atitudinal propicia que as limitações sejam superadas, o
assistencialismo propicia que as limitações sejam barreiras intransponíveis.
Um aspecto importante que foi observado nos relatos é que o programa
permite que o aluno PNE tenha maior autonomia na sua busca pela informação. Não
sendo necessário pedir ajuda , continuamente, para colegas ou familiares. Portanto,
o programa disponibiliza um profissional para auxiliar até a ida à biblioteca, na busca
à informação e em tornar a informação acessível sem assistencialismo ou barreiras.
Nenhum dos alunos relatou a existência de assistencialismo no atendimento
nas bibliotecas do SBU , mas perceberam a acessibilidade atitudinal ao serem
atendidos como qualquer outro usuário, ou seja, sem fazer distinções devidas suas
limitações. A biblioteca universitária então é observada como um fator importante na
universidade, pois pode tanto ceder ou negar o acesso à informação.

5 CONSIDERAÇÕES FINAIS
Vivemos na sociedade da diversidade, onde nós todos temos capacidades e
limitações diferentes . E é preciso que haja acessibilidade para que todas as pessoas
possam estar incluídas nos mesmos ambientes. E ao pensar em ambientes
acessíveis, deve-se lembrar das bibliotecas universitárias.

1107

�Comportamento informacional humano
i! """"'"
MaooNlck

~

=

:,

IiWitt.UJ
1I....111~

Trabalho completo

Por meio da parceria que o SBU estabelece com o Programa Incluir UFRGS,
isso torna as bibliotecas um ambiente com alguns padrões de acessibilidade ,
inclusive bibliotecas que passam a contar com o apoio de tecnologias assistivas
para atender as demandas de seus usuários com limitação.
A BU contribui na formação pedagógica do aluno universitário, pois é nela
que ele irá incrementar os saberes obtidos na sala de aula . Portanto, a biblioteca
deve ser uma aliada da universidade. Deve se inserir no contexto universitário e
tornar-se presente no cotidiano do aluno . E as parcerias podem e devem sempre ser
produtivas. A BU não pode ser um setor distante da universidade, mas deve estar
incluída com os demais setores por isso deve ser um ambiente de inclusão social
dos alunos, professores e servidores.
As bibliotecas universitárias da UFRGS juntamente com o Programa Incluir
UFRGS tem contribuído na vida acadêmica do aluno PNEE , ambos tem tornado o
espaço universitário um ambiente de inclusão social. E nenhuma maneira é mais
eficaz de promover a inclusão social do que tornando acessível o acesso à
informação e eliminando as barreiras tanto arquitetônicas quanto atitudinais dos
ambientes que propiciam o saber, tais como as bibliotecas e universidades.

REFERÊNCIAS
ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE NORMAS TÉCNICAS . NBR 15599: Acessibilidade:
comunicação na prestação de serviços. Rio de Janeiro, 2008.

°

BONILHA, Fabiana Fator Gouvêa ; CARRASCO, Claudiney Rodrigues. Papel da
Biblioteca como Espaço de Disseminação da Musicografia Braille: uso de
ferramentas tecnológicas na produção de partituras para cegos. Revista ACB:
Biblioteconomia em Santa Catarina, Florianópolis, v. 13, n. 1, p. 18-25, jan.! jun.
2008. Disponível em:
&lt;http://www.brapci.ufpr.br/documento.php?ddO=0000004869&amp;dd 1=1 eab8&gt; . Acesso
em: 05 abro2012 .
CARVALHO, Isabel Cristina Louzada . A Socialização do Conhecimento no
Espaço das Bibliotecas Universitárias. Niterói; Intertexto; Rio de Janeiro:
Interciência, 2004 .
FERREIRA, Gabriela Ayres; CIANCONIP, Regina de Barros. Acessibilidade dos
Deficientes Visuais e Cegos às Informações de Bibliotecas Universitárias na Web.
Informação &amp; Sociedade: estudos, João Pessoa, V. 21, n. 2, p. 151-163, maio/ ago .
2011 . Disponível em : &lt;http://www.brapci.ufpr.br/documento.php?ddO=000001
1076&amp;dd1 =aed4c&gt;. Acesso em : 07 abro2012 .
FERRÉS, Sofia Pérez. Acessibilidade Física. In : PUPO, Deise Tallarico; MELO,
Amanda Meincke; FERRÉS, Sofia Pérez (Org .). Acessibilidade: discurso e prática
no cotidiano das bibliotecas. Campinas: UNICAMP, 2008. p. 36- 49.
GIACUMUZZI, Gabriela da Silva ; NUNES, Helen Ribeiro; JARDIM, Silvana .

1108

�Comportamento informacional humano
i! """"'"
MaooNlck

~

=

:,

IiWitt.UJ
1I....111~

Trabalho completo

Biblioteca Acessível : o bibliotecário como mediador de leitura. In : Seminário Nacional
de Bibliotecas Braille, 7, 2011 , Campinas, Anais ... Campinas: UNICAMP, 2011 .
Disponível em : &lt;http://www.sbu .unicamp.br/senabraille/apresentacoes/Trabalhos
/Artigo-Biblioteca%20Acessivel%20o%20bibliotecario.pdf&gt;. Acesso em: 30 mar.
2012 .

MACHADO, Marli; BLATTMANN . A Biblioteca Universitária e sua Relação com o
Projeto Pedagógico de um Curso de Graduação, Biblos : revista do Instituto de
Ciências Humanas e da Informação, Rio Grande, v. 25, n. 1, p. 9- 20, jan./ jun . 2011 .
Disponível em : &lt;http://www.brapci.ufpr.br/documento.php?ddO=0000011556&amp;d
d1=26b61&gt;. Acessoem : 31 mar. 2012.

MAZZONI , Alberto Angel ; TORRES , Elisabeth Fátima ; OLIVEIRA, Rubia de; ELY,
Vera Helena Moro Bins; ALVES, João Bosco da Mota. Aspectos que Interferem na
Construção da Acessibilidade em Bibliotecas Universitárias. Ciência da Informação,
Brasília , v. 30 , n. 2, p. 29-34 , maio/ ago . 2001 . Disponível em : &lt;http://www.brapci
.ufpr.br/documento.php?ddO=0000000979&amp;dd1 =fccff&gt;. Acesso em : 31 mar. 2012 .

MELO, Amanda Meincke; COSTA, Jean Braz da; SOARES , Sílvia C. de Matos.
Tecnologias Assistivas. In: PUPO, Deise Tallarico; MELO, Amanda Meincke;
FERRÉS, Sofia Pérez (Org .). Acessibilidade: discurso e prática no cotidiano das
bibliotecas. Campinas: UNICAMP, 2008 . p. 94-103 .
MORO, Eliane Lourdes da Silva; ESTABEL, Lizandra Brasil. O processo da leitura
na família, na escola e na biblioteca através das tecnologias de informação e
de comunicação e a inclusão social das pessoas com necessidades
educacionais especiais. 2008 . Disponível em:
&lt;http://www.niee2.ufrgs.br/-teleduc/cursos/aplic/index.php?cod_curso= 17&gt;. Acesso
em : 19 jun . 2012

1109

�i

Comportamento informacional humano
S!mWrio

;:li

/IbooroaIde

:.

IiWitt_
U-,""lIIMbs

=

Trabalho completo

o PROCESSO DE USO E RECUPERAÇÃO DA INFORMAÇÃO
PELOS ALUNOS DO 7° E 8° PERíODO DO CURSO DE
BIBLIOTECONOMIA DA UFMA
Isabel Diniz1, Raimunda Ribeiro 1
1Mestre,

UFMA, São Luís - Ma.

Resumo
Estudo do processo de uso e recuperação da informação pelos alunos do 7 °e
8° período do Curso de Biblioteconomia da UFMA, objetivando enfatizar suas
perspectivas e expectativas durante a realização de suas pesquisa, e analisar o que
tem influenciado a motivação e/ou desmotivação nesse processo, quais os autores e
títulos mais utilizados, bem como o ano dessas publicações. Foi realizada uma
pesquisa bibliográfica e de campo, com abordagem qualitativa, por meio da
aplicação de questionários com questões fechadas e abertas com 56 alunos que
estão cursando o 7° e 8° período no semestre letivo 2012 .1. A amostra se deu de
forma aleatória com todos os alunos que participaram da reunião de monografia no
mês de abril e com aqueles que estão cursando a disciplina Seminários de
Monografia. Os resultados analisados evidenciam que os alunos pesquisam tanto
em ambientes tradicionais quantos digitais, e que os maiores entraves para a
realização de pesquisas de forma satisfatória e com qualidade se dar em ambientes
tradicionais pela falta de acervos atualizados,número de exemplares e títulos
insuficientes, número de terminais insuficientes para o desenvolvimento de
pesquisas. E em ambientes digitais resultados de busca insatisfatória que ocorre
principalmente pela falta de treinamentos para a recuperação de informações em
bibliotecas digitais, repositórios dentre outros. Conclui-se que se faz necessário
orientar os alunos para o desenvolvimento de suas pesquisas e criar formas de
motivá-los e incentivá-los a desenvolver hábitos de leitura que vão além das
indicações de leituras da bibliografia básica da disciplina que estão cursando.

Palavras-chave:
Biblioteconomia ; Bibliotecas Universitárias; Discentes; Pesquisas; Bibliotecas
digitais; Sites institucionais.

Abstract
Study of the use and retrieval of information by students from the 7th and 8th
period of the Course Library Science UFMA, with the aim of emphasizing their
perspectives and expectations while conducting their research, and analyze what has
influenced the motivation and / or motivation in this process, which the authors and
titles used, as well as the publications of these years. We performed a literature
search and field, with a qualitative approach, through the use of questionnaires with
closed and open with 56 students currently enrolled in 7th and 8th semester period in
2012 .1. The sample was randomly given to ali students who participated in the
meeting of the monograph in April and with students who are attending the course in
the semester Seminars monograph cited . The analyzed results show that students

1110

�i
;:li

S!mWrio

Comportamento informacional humano

/IbooroaIde

=

IiWitt_

:.

U-,""lIIMbs

Trabalho completo

research how both traditional digital environments, and that the greatest obstacles to
conducting research in a satisfactory manner and with quality to give in traditional
lack of updated collections, number of copies and titles insufficient number terminal
insufficient for further research . And in digital environments unsatisfactory search
results that occurs due to lack of training for the retrieval of information in digital
libraries, repositories and others. We conclude that it is necessary to guide students
to develop their research and create ways to motivate them and encourage them to
develop reading habits that go beyond the particulars of the basic bibliography of
readings that are attending the course.

Keywords:
Librarianship; University Libraries; Students; Research ; Digital libraries;
Institutional sites.

1

Introdução

No cenário da sociedade da informação e de um mundo globalizado, no
qual o desenvolvimento da ciência e tecnologia traz como conseqüência para a área
Biblioteconomia e Ciência da Informação, um ambiente informacional composto por
pessoas e organizações que necessitam, buscam, disseminam e fazem uso da
informação. As organizações estão envoltas por uma quantidade cada vez maior de
volumes de informação sem o devido gerenciamento. E os usuários, diante do
excesso de informações, não conseguem absorvê-Ia e usá-Ia para atingir um
objetivo ou mesmo para executar alguma tarefa .
Para as pessoas, de forma geral, ter consciência sobre a necessidade de
informação é algo subjetivo , que depende de vários fatores. Assim, efetuar a procura
por informações depende da acessibilidade e da relevância das fontes de
informação, que podem ser selecionadas de acordo com as escolhas subjetivas do
usuário. A confiança e a facilidade de acesso às fontes de informação são fatores
que auxiliam e facilitam o processo de busca .
Nesta pesquisa, estudou-se o processo de uso e recuperação da
informação pelos alunos do Curso de Biblioteconomia da Universidade Federal do
Maranhão, enfatizando suas perspectivas e expectativas durante suas pesquisas,
buscando analisar o que tem influenciado a (des) motivação dos mesmos.
Tal temática surgiu em decorrência de vários fatores, dentre eles pode-se
destacar: a crise no Curso de Biblioteconomia da UFMA, que passa por momentos
de tensões em virtude da última avaliação divulgada pelo MEC, na prova do ENADE
de 2009 , onde o Curso obteve uma nota abaixo da média. O fato tem despertado a
atenção dos professores e dos alunos. Daí a preocupação da Coordenação do
Curso em criar formas de melhorar o nível de debate e estimular o estudo e reflexão
teórica a partir das pesquisas e da extensão, bem da produção monográfica. Além
de analise a partir de reflexões em torno da estrutura curricular do Curso.
Os resultados foram descritos e analisados a partir da coleta de dados
obtidos através de questionários aplicados aos alunos do 7° e 8° períodos do Curso
de Biblioteconomia. A escolha dos 7° e 8° períodos se deveu ao fato do primeiro ser
a fase de elaboração do projeto de monografia e do segundo ser a fase da

1111

�i
;:li

S!mWrio

Comportamento informacional humano

/IbooroaIde

=

IiWitt_

:.

U-,""lIIMbs

Trabalho completo

efetivação, finalização e apresentação da monografia de conclusão do curso, que
requer rigor metodológico.
A análise e a interpretação dos dados realizaram-se privilegiando duas
categorias: necessidades informacionais e as fontes de informação. Os resultados
mais pontuais foram confrontados com a pesquisa bibliográfica , a fim de se
estabelecerem paralelos e de se identificarem semelhanças ou diferenças.

2

Usuário versus processo de busca e recuperação da informação

Uma organização, entendida ou definida com um conjunto de processo
interligado e independente, compõe-se de elementos do tipo: pessoas, estrutura e
tecnologia . As pessoas se relacionam e categorizam-se de acordo com a estrutura
da organização (são os níveis hierárquicos - funções e cargos). A tecnologia
significa , neste contexto, determinados recursos os quais as pessoas utilizam para
trabalharem ou executarem tarefas. Causadora de um grande impacto nos
relacionamentos e na produtividade das pessoas, a tecnologia se configura como
sendo as engrenagens da organização (CHIAVENATO , 2009).
Esses três elementos não coexistem isolados, separadamente, não são
suficientes para formarem uma organização , além disso, esta encontra-se inserida
em um ambiente (externo) dinâmico e complexo. Tal ambiente influencia os
elementos que compõem a organização sendo considerado incontrolável. A
organização tem que perceber as turbulências do seu ambiente externo
(concorrência e alternativas educacionais; fatores sociais, econômicos, políticos e
demográficos) para agir com competência . E, a biblioteca como uma organização
depende diretamente desses três elementos, em especial do seu usuário.
As bibliotecas, independentemente do tipo , são denominadas de
Sistemas de Recuperação da Informação/SRI apresentando-se como: "Conjunto de
componentes inter-relacionados que trabalham juntos para coletar/recuperar,
processar, armazenar e distribuir informação a fim de dar suporte a um processo de
tomada de decisão em uma organização" (LANDON ; LANDON, 2001 , p.34) . Ou
seja, é o conjunto de recursos humanos, materiais, tecnológico e financeiro
agregados segundo uma seqüência lógica para o processamento de dados,
transformando esses dados em informação (OLIVEIRA, 2002) .
No caso das bibliotecas universitárias, assim com as demais, estão
inseridas num ambiente em constantes mudanças. Portanto, elas devem estar
preparadas para se adaptar a essas alterações, refletindo sobre suas práticas e
inovando nos produtos e serviços oferecidos aos seus usuários.
Neste contexto, faz-se necessário definir alguns termos comumente
utilizados (usuário, cliente e comunidade) . O termo usuário, no Dicionário Aurélio ,
significa aquele "que possui ou desfruta de alguma coisa pelo direito de uso"
(FERREIRA, 2005, p. 1446). O conceito de usuário é algo complexo, pois tanto "[ ... ]
pode ser um especialista que interroga uma base de dados como aquele que solicita
um serviço [.. .]; ao produtor de informação; entre outros." E, a comunidade significa
o público que freqüenta ou poderia freqüentar a biblioteca , ou seja , os usuários reais
e potenciais. (DIAS ; PIRES , 2004, p. 7) .
Para Vergueiro (1987) compreender as necessidades de cada individuo
em relação à informação é algo complexo , em decorrência das constantes

3

111ª

�i

Comportamento informacional humano
S!mWrio

;:li

/IbooroaIde

:.

IiWitt_
U-,""lIIMbs

=

Trabalho completo

mudanças de comportamento. Em contrapartida, Dias e Pires (2004) destacam os
fatores que influenciam o comportamento do usuário em relação à informação,
como: formação básica do usuário; treinamento que possui na utilização das fontes,
produtos e serviços de informação; acesso a esses serviços; condições de trabalho
e tempo que dispõe para a busca da informação; conhecimento de idiomas; posição
socioprofissional; sociabilidade; grau de competição dentro do grupo de atuação ,
dentre outros.
Complementando, Ferreira (2005) classifica as necessidades de cada
individuo como variáveis comportamentais (personalidade que inclui valores,
atitudes, crenças, motivos, estilos de vida , dentre outros; incertezas, ambigüidades e
riscos percebidos; memória e sua ativação que inclui dados e experiências
acumuladas; aprendizagem ; predisposição para busca , avaliação, escolha e reação ;
experiência, faixa etária, nível educacional, estilos cognitivos e orientação individual;
interesse e atividades de lazer; e a profissão que consiste no fator mais influente
importante: área de assunto) e as variáveis externas (informações objetivas;
comunicações induzidas; grupos de referencias; local de trabalho; e frentes de
pesquisa).
E, o Curso de Biblioteconomia da UFMA, no auge dos seus 42 anos de
existência , sempre teve a preocupação de sondar as práticas de pesquisa de seus
alunos, principalmente, em relação ao acervo da Biblioteca Central desta instituição
de ensino superior. Uma vez que, para a Biblioteconomia e Ciência da Informação, a
educação do usuário é conhecida como uma atribuição intrínseca das bibliotecas,
promovendo aos usuários o conhecimento para o uso dos recursos informacionais
oferecidos por esses serviços de informação.
Ressaltando que, há uma diferença conceitual entre a educação do usuário e a
competência informacional. Para diversos autores (KULTHAU, 1991 ; DERVIN, 1983
apud CRESPO; CAREGNATO, 2003), a capacitação do usuário envolve apenas o
desenvolvimento de habilidades no uso das tecnologias de informação, enquanto
que a competência informacional, além dessas habilidades, avança no repertório
cognitivo do usuário, capacitando-o a analisar criticamente os recursos
informacionais e o seu conteúdo, possibilitando a tomada de decisão para as suas
necessidades informacionais.
A necessidade informacional condiciona o usuário a buscar preencher as suas
lacunas cognitivas de forma coesa e objetiva . Na literatura temos vários autores
(ELLlS, 1989; ELLlS, COX, HALL, 1993; WILSON, 1999 apud CRESPO;
CAREGNATO, 2003) que através de estudos com cientistas de diversas áreas
apontam padrões de comportamento, onde a busca apresenta oito características:
iniciação - compreende todas as características iniciais da busca pela informação;
encadeamento - seqüência de referências que apresentam ligações no assunto
procurado/desejado; procura - identificação do local que contém tais referências;
diferenciação - consciência da diferença e qualidade o material pesquisado;
monitoramento - manutenção da qualidade do desenvolvimento do processo de
busca das fontes; extração - consiste em separar, somente, os materiais relevantes
para a pesquisa; verificação - é checar a precisão da informação; e finalização - são
as atividades que caracterizam a finalização do processo de busca.
Kuhthau (1991) , também, apresentou um modelo de busca da informação
dentro da perspectiva do usuário. Tal modelo apresentou oito estágios que

1113

�i
;:li

S!mWrio

Comportamento informacional humano

/IbooroaIde

=

IiWitt_

:.

U-,""lIIMbs

Trabalho completo

complementam os estudos citados anteriormente, que são: iniciação - etapa inicial
caracterizada pela incerteza relacionada ao problema ; seleção - consciência da
necessidade de uma bagagem informacional; exploração - são os sentimentos de
dúvidas e incertezas que levam o pesquisador a explorar os espaços onde circulam
e estão as informações; formulação - enfoca um tópico especifico da tarefa a ser
solucionada ; coleção - levantamento de uma coleção sobre o assunto; e
apresentação - é a fase de satisfação.
Independente do modelo adotado, o uso da informação se configura como um
conjunto de ações que favorece as mudanças no estado de conhecimento do
usuário, bem como na sua capacidade para resolver um problema , executar uma
ação ou produzir um novo conhecimento (CHOO, 2006 apud DUARTE ; SILVA;
COSTA, 2007) . Ressaltando que, além de tais características, a busca depende
diretamente da qualidade da fonte de informação.
A Sociedade da Informação se caracteriza pela inclusão das tecnologias
de informação e comunicação no fazer bibliotecário, o que possibilita o acesso as
fontes de informação independente do suporte, formato ou meio onde esteja
armazenadas de forma rápida e eficiente. Nessa sociedade interligada por redes,
pessoas e computadores, as TIC's apresentam dimensões, tais como: "saber operar
com ferramentas conhecidas como softwares, hardwares e multimídias, manusear
os recursos tecnológicos e informacionais, pesquisar na rede", está centrado na
estrutura social existente, que envolve o processo das pessoas para se
comunicarem e desenvolverem seu posicionamento crítico, possibilitando uma
atuação de acordo com o seu contexto real , o que possibilitará formas de expressão
próprias, posicionamento de opiniões, autorias e co-autorias por meio de leituras,
pesquisas, avaliações e interações nos mais variados ambientes informacionais
(BLATTMANN ; FRAGOSO, 2003 , p. 15).
Nesses ambientes informacionais disponíveis em rede podemos
encontrar fontes especializadas nas mais variadas áreas do conhecimento
disponíveis em bibliotecas digitais, repositórios institucionais, sites, dentre outros.
Entretanto, o processo de busca e recuperação da informação de maneira rápida e
eficaz só será possível se houver um treinamento dos usuários pelos profissionais
da informação para capacitá-los a recuperar informações com qualidade, validade e
credibilidade no ambiente acadêmico e técnico-científico.

3

Contextualização da pesquisa

Para melhor entendimento das questões aqui tratadas, faz-se necessário
a caracterização do lócus da pesquisa e dos seus participantes. A pesquisa foi
realizada com 14 (quatorze) alunos do 7° período e 23 (vinte e três) alunos do 8°
período, que estudam no Curso de Biblioteconomia da UFMA, sendo 29 (vinte e
nove) mulheres e 4 (quatro) homens, dentre estes a maioria com faixa etária de 20 a
30 anos de idade.
A escolha por alunos do 7° e 8° períodos ocorreu pelo fato do primeiro
conter disciplinas específicas para a elaboração do projeto de monografia, como por
exemplo, a disciplina Seminários de Monografias, que finaliza com a elaboração do
projeto . E, o segundo por ser a fase da efetivação, finalização e apresentação da
monografia de conclusão do curso, que requer rigor metodológico. Além disso, a

1114

�i

Comportamento informacional humano
S!mWrio

;:li

/IbooroaIde

:.

IiWitt_
U-,""lIIMbs

=

Trabalho completo

escolha se deu, também, pelo fato dos dois períodos serem os últimos cursados
onde se pressupõe que os alunos já tenham uma familiaridade com o processo de
uso e recuperação da informação, podendo evidenciar suas perspectivas e
expectativas durante suas pesquisas, bem como o que tem influenciado na sua
(des) motivação.
Percebe-se, quanto ao gênero, que a freqüência de mulheres no curso de
Biblioteconomia da UFMA continua sendo uma predominância , fato que se repete
com a mesma incidência em outros Estados. Em contrapartida, verificamos que a
quanto a faixa etária, esta diminui, visto que revendo os arquivos de dados dos
alunos ingressos deste Curso a faixa etária predominante era de mais de 30 anos.
Fato que comprava o quanto, pouco a pouco, o Curso de Biblioteconomia está
contagiando um público mais jovem.
Quando questionados sobre as disciplinas que estão cursando, pode-se
observar que a maioria dos respondentes do 70 período cursam as disciplinas do
período regular, isso é observado também com os respondentes do 8° período.
Analisando tal situação, percebe-se que existe uma regularidade destes
alunos nos períodos e cursando as respectivas disciplinas do mesmo, fato que não
ocorria a tempos atrás, visto que ao confrontar tais informações com os dados
contidos nos arquivos deste Curso verificamos uma alta incidência de alunos
irregulares, cursando disciplinas de períodos diferentes. Fato que dificultava o
processo de monografia, uma que o aluno se matriculava nesta disciplina cursando
várias outras paralelamente contribuindo negativamente para a pesquisa .
Em relação às atividades acadêmicas desenvolvidas pelos sujeitos
pesquisados pode-se observar que os alunos do 7° período participam de Projetos
de Pesquisa , Projetos de Extensão (EMAP na Comunidade), PET (Programa de
Educação Tutorial) , Estágios não obrigatório. Enquanto que os alunos do 8°
participam de Projetos de Pesquisa, Estágio Obrigatório e Trabalho.
Os Projetos de Pesquisa mencionados pelos alunos consistem naqueles
desenvolvidos pelo Núcleo de Estudos e Documentação em História e das Práticas
Leitoras no Maranhão (NEDHEL) e do grupo de pesquisa sobre Epistemologia ,
Mercado de Trabalho e Movimentos Associativos.
O NEDHEL busca estudar e 'l ..] aliar os diferentes campos das Ciências
Sociais e Humanas, em especial as áreas de Biblioteconomia, História e Educação
[agregando] docentes e discentes em projetos de pesquisa, estudo e
armazenamento de documentos [...]" em torno das áreas temáticas de abrangência
do Núcleo.
Em relação as pesquisas em andamento, o núcleo
apresenta:
Ordenação e disciplina: instituições escolares e pobreza (meninos e meninas)
no maranhão oitocentista , cujo o objetivo consiste em : Descrever e analisar o ciclo
de vida de três instituições escolares do Maranhão provincial dedicadas ao
recolhimento de crianças pobres e desvalidas: Escola de Aprendizes Marinheiros,
Escola Agrícola do Cutim e Asilo de Santa Tereza . Esta pesquisa conta com a
participação de dois bolsistas e com o financiamento do Conselho Nacional de
Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq).
Outra pesquisa é a Presença e Circulação do Livro e da Leitura no
Maranhão oitocentista, cujo objetivo consiste em Analisar a forma e a intensidade
em que a produção literária (livros) e sua conseqüente leitura foram apropriadas pela

1115

�i

Comportamento informacional humano
S!mWrio

;:li

/IbooroaIde

:.

IiWitt_
U-,""lIIMbs

=

Trabalho completo

população ludovicense no século XIX. Esta pesquisa está sobre a coordenação dos
professores doutores César Augusto Castro e Samuel Luis Velazquez Castellanos
conta com a participação de três bolsistas do CNPq .
Temos, também, a pesquisa Por uma teoria e uma história da Escola
Primária no Brasil: investigações comparadas sobre a escola graduada (18701950), cujo objetivo é: Desenvolver estudos histórico-comparados sobre a escola
graduada, no período entre 1870 e 1950, envolvendo diferentes estados brasileiros,
com vistas a construir uma teoria e uma história da escola primária no Brasil. Tal
estudo envolve um coordenador nacional, profa D~. Rosa Fátima de Sousa
(UNESP/Araraquara) e membros locais, profO D~ César Augusto Castro e a Profa .
D~ . Diomar das Graças Motta, além de dois bolsistas do CNPq .
E, como pesquisa concluída pelo Núcleo temos: Cartografia das Fontes
para a História da Educação no Maranhão Provincial (1835-1889), desenvolvida
sob a orientação do profO D~ César Augusto Castro, cujo o objetivo era Mapear as
leis, regulamentos e outros documentos legislativos sobre educação no Maranhão
no século XIX, com a participação de dois bolsistas do curso e financiamento do
CNPq .
Em relação aos Projetos de Extensão temos a Empresa Maranhense de
Administração Portuária (EMAP) na Comunidade, cujo o objetivo é a realização
de eventos na área Itaqui-Bacanga e no Cujupe, em Alcântara . O projeto se
estenderá ao longo de seis meses e conta com atividades de leitura e de cinema,
que integra a programação de Aniversário de 10 anos da EMAP. Assim , serão
realizadas durante o ano de 2011 e 2012 , 9 (nove) programações culturais
envolvendo leitura e cinema nos bairros: Vila Mauro Fecury, Vila Nova, São
Raimundo, Vila Bacanga , Anjo da Guarda, Vila Embratel , Sá Viana , Vila Maranhão,
Cujupe, e em Alcântara.
Quanto ao Estágio Obrigatório e não obrigatório a UFMA tem convênio
com empresas públicas e privadas, além de instituições de ensino superior, que
permitem ao aluno a vivência prática dos saberes e conhecimentos
Biblioteconômicos.
No que diz respeito ao Programa de Educação Tutorial (PET) deste curso
"foi criado em 1988 e se constitui o primeiro dos programas de tutorias da UFMA.
Em 23 anos de existência o PET qualificou cerca de 80 (oitenta) alunos. Destes
alunos vinte (25%) concluíram um curso de pós-graduação e seis ex-petianos, são
hoje docentes na UFMA." (FERREIRA, 2005 , p. 3). Tais dados demonstram a
importância desse Programa, na medida em que responde a uma necessidade da
UFMA de qualificar profissionais capazes de dar continuidade ao ensino, pesquisa e
extensão. Dessa forma, o PET de Biblioteconomia possui um projeto geral composto
por 3 (três) eixos centrais da universidade: ensino, pesquisa e extensão :
Construção da Biblioteconomia no Maranhão: análise dos aspectos sociais,
políticos e pedagógicos, com 3 (três) subprojetos de pesquisa e um projeto de
extensão : Fundamentos epistemológicos no ensino de Biblioteconomia no
Maranhão; Mercado de trabalho para os profissionais da informação (bibliotecários)
no Maranhão; Projeto de Extensão Informação e Cidadania : leitura e práticas de
pesquisa na construção de sujeitos.
Finalizando, às atividades acadêmicas desenvolvidas quando os
mencionaram no questionário o item Trabalho, era no sentido de vínculo a empresa

1116

�Comportamento informacional humano
Trabalho completo

pública ou privada como funcionários e exercendo cargos e funções desvinculadas
da área de Biblioteconomia. Realidade que vem se repetindo com freqüência no
nosso curso. Alunos que exercem atividades paralelas em empresas sem relação
com o ensino e aprendizagem do curso.
O Quadro 1 apresenta dados referentes a utilização do acervo da
Biblioteca Central (BC) da UFMA pelos alunos do Curso de Biblioteconomia para a
realização das suas pesquisas. Estes foram unânimes em suas respostas quando
afirmaram que utilizam sim o por meio de empréstimos domiciliares, pois é o único
acervo específico da área existente em São Luís, o que o torna de "fundamental
importância para os desenvolvimentos de suas pesquisas", porém alguns
ressaltaram a defasagem do acervo, o mau atendimento por parte dos profissionais
que ali atuam, e a dificuldade de recuperação e localização dos materiais.
Confirmando as idéias de Ferreira (2005), quando classifica as
necessidades de cada individuo como as variáveis comportamentais e as
variáveis externas , influenciam no comportamento e na motivação dos usuários do
acervo de uma biblioteca .
Quadro 1 - utilização do acervo da Biblioteca Central da UFMA
QUESTÃO 5
SUJEITO Al7

Sim

SUJEITO AI8

Sim (Devido ao acervo específico em nossa área)

SUJEITO BI7

Sim (em parte com uso de
recursos do acesso também
através da internet)
Sim
(é a minha primeira opÇao, porém
quando não encontro nada de meu
complemento
com
interesse,
pesquisas da internet)
Sim
(através de empréstimos)
Sim
(através de empréstimo e consulta
local)
Sim
(com a finalidade de aumentar o
conhecimento sobre a pesquisa)

SUJEITO BI8

Sim (Os livros da biblioteca central sao de fundamenlal
importância para ajudar nas pesquisas realizadas

SUJEITO CI7

SUJEITO DI7
SUJEITO EI7

SUJEITO FI7

SUJEITO CI8

SUJEITO DI8
SUJEITO EI8

SUJEITO FI8

Sim (os li vros de biblioteconomia que me interessa não
são fáceis de encontrar pra compra)

Não (são raras as vezes que utilizo o acervo, pois
geralmente baixo livros e artigos pela internet
Sim (alguns livros do acervo contribuem para a pesquisa,
mas ainda há muito o uso da internet.)
Sim (a biblioteca central possui acervo importantíssimo
para minhas pesquisas)
Sim (como as pesquisas que faço esla voltado na área de
Biblioteconomia então utilizo o acervo da biblioteca da
UFMA
Sim (é um dos lugares onde encontro acervo de
biblioteconomia)

SUJEITO GI7

Não

SUJEITO GI8

SUJEITO HI7

Nêo

SUJEITO HI8

SUJEITO 117

Sim
(com pouca freq Oência)
Nêo
(mais rápido o uso da internet)

SUJEITO 118

Não
(devido ao mau atendimento e
dificuldade
no
processo
de
recuperação
e
acesso
informacional)
Sim (mas, com pouca freqüência)

SUJEITO KI8

Sim (encon tra-se muita dificuldade
na localização de materiais)
Sim (no momento de desenvolver
algum trabalho seja para alguma
disciplina ou para apresentar
Irabalho em eventos, sempre
busco
consultar
primeiro
a
biblioteca).

SUJEITO MI8

SUJEITO JI7

SUJEITO Kl7

SUJEITO U7
SUJEITO Ml7
SUJEITO NI7

Sim (apesar dessa nossa área ser um pouco defasado,
ainda da pra aproveitar algo para as pesquisas
Sim (Mais pouco)

SUJEITO JI8

SUJEITO U8

Sim (livros relacionados com o tema do projeto de
monoarafia)
Sim

SUJEITO NI8

SUJEITO 018

1117

Sim (Costumo utilizar, a pesquisa bibliogréfica da
biblioteca citada porem não satisfaz as minhas

�Comportamento informacional humano
Trabalho completo

SUJEITO PI8

expectativas.
Sim

SUJEITO 018

Sim
(Principalmente na Area de Biblioteconomia)

SUJEITO RI8

Sim

SUJEITO SI8

Sim (Utilizo, porém não satisfaz as minhas necessidades)

SUJEITO TI8

Sim, utilizo livros e monografia

SUJEITO UI8

Sim (Mas o acervo é defasado, procuro mais na internet).

SUJEITO VI8

Sim (O acervo de Biblioteconomia da UFMA é o usuário
que
disponibiliza
livros
específicos
sobre
a
biblioteconomia)
Não (Falta de Conteúdo da temática Biblioterapia)

SUJEITO XI8

Fonte: Questlonano aplicado aos alunos do 70 e 80 penodos do Curso de Biblioteconomia da UFMA

Quando questionados sobre como se dar o processo de busca e
recuperação da informação na Biblioteca Central da UFMA (Quadro 2) estes
afirmaram que é pelo Sistema da Biblioteca por meio dos terminais de consultas
existentes na área do acervo dessa biblioteca, mais que a maioria das vezes este
não fornece as informações desejadas, pela falta de livros atualizados, e pelo
número de exemplares serem insuficientes para atender as demandas e
necess~adesdeseususuários .

Outros pontos destacados é que o sistema em alguns momentos se
encontra fora do ar, o acervo desorganizado o que dificulta a localização do material,
levando o usuário a ir direto na estante ou pedir ajuda ao Bibliotecário de Referência
disponível no momento.
Fato que nos reporta, novamente, a Kuhthau (1991), no seu modelo de
busca da informação dentro da perspectiva do usuário. E, questiona-se até que
ponto esses entraves prejudicam ou quebram o processo de busca da informação
de informação? Desestimulando e causando frustração , bem como demora no
processo .
Quadro 2 - Como se dar o processo de buscar e recuperação da informação no
acervo da Biblioteca Central da UFMA
OUESTA06
SUJEITO Al7

A principio o processo de busca é feito pelo
Sistema ou quando o usuário vai a
Bibliotecária que estar ali para ajudar.

SUJEITO Al8

Pontos negativos: muitas vezes o Sistema
não dar a informação desejada.
SUJEITO BI7

SUJEITO CI7
SUJEITO 0 17

Uso o terminal de consulta não encontrando
o documento procurado peço ajuda de
algum estagiário que costumam circular no
acervo, ou ainda a Bibliotecária.
Faço a busca no sistema e depois localizo o
material nas estantes.
Feito através do sistema da biblioteca

SUJEITO BI8

processo de busca as vezes utiliza o

SUJEITO CI8
SUJEITO 0 18

SUJEITO EI7

Através do sistema automatizado pontos
positivos: é mais rápido , ponto negativo:
quando o sistema fica fora do ar.

SUJEITO EI8

SUJEITO FI7

Primeiramente faça a busca no sistema,
após vai a estante onde esta localizado o

SUJEITO FI8

1118

o

terminal de consultas, mas, por ter pratica no
acervo vou direta nas estantes, o ponto
negativo seria o numero disponível de livros,
poucos para a comunidade e até mesma falta
de livros atualizados
Através do bibliotecário e do acesso geral ,
pontos positivos: acervo é grande e negativo:
falta alguns conteúdos atuais

A busca às vezes tem resultado positivo, mas
quando você vai procurar o material na
biblioteca não encontra devido ao acervo
bagunçado.
Positivos: sempre encontra alguma coisa
importante
Negativos: poucos exemplares dos mais
importantes
Eu costumo ir direto ao acervo porque desde
que entrei na ufma freqüento a biblioteca e foi

�Comportamento informacional humano
Trabalho completo

OUESTÃ06

livro, o ponto negativo é que muitas das
vezes não encontramos o livro no local
indicado o que nos faz gastar muito tempo
procurando em outras pratileiras.
SUJEITO G/7

mais fácil ate pra ver as obras novas. Alem
disso o sistema não responde bem a pesquisa

SUJEITO G/8
SUJEITO H/8

A busca é feita diretamente nas estantes

SUJEITO 1/8

O processo de busca se da através de uma
software o qual identifica a localização do livro

SUJEITO J/7

SUJEITO J/8

SUJEITO K/7

SUJEITO K/8

Sempre destino-me diretamente a estante de
biblioteconomia quando a pesquisa é da área
de biblioteconomia quando não, recorro ao
terminal de consulta
Pesquisa por meio do sistema de banco de
dados do acervo e pesquisa nas estantes
Sempre uso em primeiro lugar o computador
para a recuperação da informação que
procuro e esse é um ponto positivo, ponto
negativo é que os livros muitas das vezes não
estão no luqar que o sistema mostra.
O primeiro processo é buscar no sistema o
que pode nos interessar. Um ponto negativo é
o acervo com livros muito antiqo

SUJEITO H/7
SUJEITO 1/7

SUJEITO U7

Faço a busca utilizando os terminais de
consulta indo diretamente no acervo
No sistema de busca e direto ao acervo em
relação aos pontos negativos e positivos é a
organização do acervo que no sistema diz
que esta disponível , mas quando vai pegalo você não encontra.

Utiliza-se o sistema disponibilizado pela
biblioteca no qual se faz a busca por
assunto, titulo ou autor.

SUJEITO MI7

SUJEITO N/7

SUJEITO U8

SUJEITO M/8

O processo de recuperação dar-se por meio
do sistema ao qual é disponibilizado para os
usuários

SUJEITO N/8

SUJEITO 0/8

SUJEITO P/8

SUJEITO 0/8

Pesquisa através do sistema de automação
pelo numero da CDU. Entretanto na maioria
das vezes, a informação do sistema não
condiz com a das estantes.
Utilizo os terminais de consulta , quando
procuro um titulo em especial , ou vou
diretamente ao acervo e consulto as obras
que podem ser relevantes para minha
pesquisa
Costumo fazer a busca diretamente ao acervo
de biblioteconomia e história

SUJEITO R/8
SUJEITO S/8

Para ser sincero o sistema esta meio fora de
mora, o software precisa ser modificado.

SUJEITO T/8

Através do sistema SABI , os pontos positivos
dizem respeito que a busca pode ser feita
pelo usuário tanto no sistema , quanto no
acervo. Pontos negativos: palavras- chaves
mal colocadas, o sistema SABI tem algumas
falhas.
E dificil encontrar algo no acervo, pois o livro
aparece no terminal de consulta, mas não
esta na estante
A Busca nos terminais é boa, mas o acervo
não é bem sinalizado e os livros ficam na
maioria do tempo bagunçados nas estantes o
que dificulta a recuperação.

SUJEITO U/8

SUJEITO V/8

SUJEITO Xl8

Fonte: Questlonano aplicado aos alunos do 7° e 80 penodos do Curso de Biblioteconomia da UFMA

Quando questionados sobre quais os sites, portais, repositórios e
bibliotecas digitais (Quadro 3) que utilizam como ferramenta de pesquisa para o
desenvolvimento de seus trabalhos na área de Biblioteconomia e áreas afins, estes
listaram a utilização da SCIELO, do Portal de Periódicos da Capes, Biblioteca de
Teses e Dissertações da UFMA e da CAPES, Bibliotecas Digitais e Repositórios
Institucionais da UFMG, USP, UFSC, UnB, UFRJ, Revistas da área de
Biblioteconomia e áreas afins disponíveis na web como: Ciência da Informação,

1119

�Comportamento informacional humano
Trabalho completo

Datagramazero, Info Bci, Revista Brasileira de História da Educação, Google
acadêmico e sites institucionais do IBICT e da ABNT .
Esses dados mostram que os alunos do 7 0 e 80 do curso de
Biblioteconomia tem conhecimento das ferramentas de pesquisa disponíveis na web,
o que demonstra que estes dominam a utilização destas, que se tornam em nossa
sociedades imprescindíveis ao fazer do Bibliotecário em seus mais variados
ambientes de trabalho.
Quadro 3 - Sites, portais, repositórios, bibliotecas digitais utilizadas como ferramenta

de pesquisa pe Ios a Iunos do Curso de B'b!"
I loteconomla da UFMA
OU ESTÃO 7
SUJEITO Al7

Google

SUJEITO Al8

Scielo, BOTO· UFMA; portal da capes.

SUJEITO B/7

CAPES, SCIELO, Sites de bibliotecas
vi rtuais
Ulilizo as bibliotecas da UFSC, USP e
também o Google, sendo que neste
site eu só recupero os materiais

SUJEITO B/8

Google

SUJEITO C/7

SUJEITO C/8

oriundos de instituições ou autores que

conheço
Cielo, IBICT E CAPES
Sites das universidades: UFSC ,USP
dentre outros
Capes, IBICT, Cielo
Google

SUJEITO 0/8

Scielo, Site da UFMG, biblioteca digital da UFMA

SUJEITO E/8
SUJEITO F/8

Scielo, IBICT e UFMA
Não costumava fazer pesquisa na internet. Uso o

CAPES, OATAGRAMAZERO, Busco
arti~os no Goo~le
SCIELO, Google acadêmico, portal
Capes

SUJEITO G/8

dissertações da CAPES e o portal Oominio
IBICT,C NPO, UNB, USP E UFMG

SUJEITO 1/7

Scielo, ciência da informação, portal de

SUJEITO 1/8

SUJEITO J/7

periódicos e Gooole acadêmico
Cielo, IBICT

SUJEITO J/8

Datagramazero, Capes

SUJEITO Kf7

Google acadêmico, SCNBO

SUJEITO K/8

Biblioteca cenlral , Google, ibicl, scielo, repositório
da usp

SUJEITO U7

Scielo, Google acadêmico; ciência da
informação
Scielo; Revista ciência da informação.

SUJEITO U8

Ciência da informação, Capes

SUJEITO M/8

Capes; Ciência da Informação.

Scielo, capes, biblioteca
Gooale acadêmico

SUJEITO N/8

SUJEITO 0/7

SUJEITO E/7
SUJEITO F/7

Google(pesquisa avançada) e o banco de teses e

SUJEITO G/7
SUJEITO H/7

SUJEITO MI7
SUJEITO N/7

digital

e

SUJEITO H/8

SUJEITO 0 /8

O Google e através dele vou encontrando os
repositórios e as bibliotecas digitais

Scielo,
acadêmico,

SUJEITO P/8
SUJEITO 0/8

UFMA,UFMG ,UNB,UFRJ,
Google
Datagramazero
ciência
e
da

informação
Portal de periódicos da Capes e Oatagramazero
Portal da Capes, Base de dados de teses e
dissertações.

SUJEITO R/8

Scielo, Ciência da informação, Datagramazero,
Info Bci

SUJEITO S/8

Scielo, UFMA, Revista Brasileira de História da
Educação, Datagramazero, Ciência da informação

SUJEITO T/8

Transinformação; Datagramazero,
Biblioteconomia e outros

Revista

de

SUJEITO U/8
SUJEITO V/8

Portal da Capes, ABNT, Biblioteca central da
UFMA ETC ..

SUJEITO X/8

Scielo

Fonte: Questlonano aplicado aos alunos do 70 e 80 penodos do Curso de Biblioteconomia da UFMA

Sobre os autores e pesquisadores da área que os alunos mais utilizam
para o desenvolvimento das suas pesquisas e estudos forma citados: Almeida

1120

�i
;:li

S!mWrio

Comportamento informacional humano

/IbooroaIde

=

IiWitt_

:.

U-,""lIIMbs

Trabalho completo

Junior; Martins, Moraes, Alvarenga, Ortega y Gasset, Grogan, Trivino, Rostirola,
Chiavenato; Rubens Borba de Moraes, Vergueiro, Almeida , Edson Nery da Fonseca,
Emir Suaiden, Milanesi, Suzana Muller, Sueli Angélica do Amaral, Regina Fazioli,
Jonathas Carvalho, Marilena Chauí, Raganathan , Francisco das Chagas, Lena Valia,
Lancaster, Castells, Fugita , destacando que Cesar Augusto Castro e Mary Ferreira
são pesquisadores e escritores da área de Biblioteconomia e áreas afins e fazem
parte do quadro de professores do Departamento de Biblioteconomia da UFMA.
Deve-se ressaltar também que de acordo com os dados já apresentados
que os sujeitos pesquisados possuem conhecimento de autores clássicos e
contemporâneos da área de Biblioteconomia e áreas afins, o que demonstra que
estes estão sendo bem preparados pelo do Curso de Biblioteconomia da UFMA.
Sobre os autores citados que os alunos utilizam em suas pesquisas,
quanto aos títulos e período dessas publicações pode-se observar no Quadro 5 que
encontram-se entre os anos de 1999 a 2011, e os títulos mais utilizados, são:
Bibliotecas públicas, História das bibliotecas, História das bibliotecas brasileiras, A
palavra e o silencio, A missão do Bibliotecário, O serviço de referencia e assistência
aos leitores, A biblioteca universitária no contexto atual, A Historia da
Biblioteconomia Brasileira; Biblioteca e sociedade: evolução da interpretação ate
função e papeis da biblioteca ; As cinco leis de Biblioteconomia, Biblioteconomia
educação e sociedade, dentre outros
Ao serem interrogados sobre os títulos e períodos das publicações da
área de Biblioteconomia e áreas afins utilizados pelos alunos do Curso de
Biblioteconomia da UFMA em suas pesquisas e estudos, percebeu-se que as
maiores incidências foram na literatura correspondente as disciplinas dos períodos
que estão sendo cursados pelos alunos, enfatizando a literatura básica e
contemporâneas dos programas das disciplinais.
Esperávamos indicações de novas obras que fugisse das mencionadas
pelos professores, visto que o aluno deve buscar sempre mais informações para
adicionar ao conteúdo ministrado em sala de aula . Fato que comprova a limitação do
aluno, a apenas, as informações do professor, faltando o espírito de pesquisador
nos mesmos.
Em relação a como ocorre o processo de busca e recuperação dos
autores e títulos utilizados pelos alunos do Curso de Biblioteconomia da UFMA
(Quardro 4) em suas pesquisas e estudos, percebeu-se que os alunos ainda
recorrem com muita freqüência as indicações dos professores, pesquisa na
Biblioteca Central da UFMA, nos periódicos on fine , bibliotecas digitais, indicações
de professores, uso de buscadores, livros, sites,
artigos científicos, teses,
dissertaçõese no Goggfe, dentre outros. Fatos que mostram um aluno um pouco
mais autônomo e se desprendendo da indicação do professor.

Quadro 4 - Processo de busca e recuperação dos autores e títulos utilizados pelos
alunos do Curso de Biblioteconomia da UFMA em suas pesquisas e estudos
QUESTÃO 10
SUJEITO Al7
SUJEITO BI7

I
I Com uso de buscadores (quand o uso em

I SUJEITO Al8
I SUJEITO BI8

bibliotecas virtuais)

1121

I Orientação de professores; utilização
(disciplinas)
I Alravés de livros, site s e etc ...

na sala de aula

�Comportamento informacional humano
Trabalho completo

QUESTÃO 10

Por indicação de professores e pesquisa
na biblioteca
Através de sites e livros da biblioteca
central
Coloquei no sistema e procurei na
estante
Em site de busca como o Google

SUJEITO C/8

SUJEITO G/8

SUJEITO H/7

Buscas feitas em periódicos online e
Google
Através da intemet e biblioteca

SUJEITO 1/7

No contato direto ao acervo

SUJEITO 1/8

SUJEITO J/7

Geralmente por material passado pelo
professor
Se deu a partir da necessidade de
absorver meus conhecimentos dentro da
área de biblioteconomia algumas delas
de forma satisfatória outras não, sobre os

SUJEITO J/8

SUJEITO C/7
SUJEITO 0/7
SUJEITO E/7
SUJEITO F/7

SUJEITO G/7

SUJEITO KI7

SUJEITO 0/8

Atraves de artigos científicos, teses para trabalhos
acadêmicos.

SUJEITO E/8
SUJEITO F/8

Todos sao amigos de facebook e twitter suas obras
foram lidas por mim ao longo do curso Xerox deixadas
por professores e biblioleca
Livros baixados pela internet

SUJEITO H/8

SUJEITO K/8

grandes teóricos da área. A maioria em
SUJEITO U7

ambientes virtuais foi mais eficaz.
Direto ao acervo da biblioteca central;
busca no sistema pelos autores e sites.

SUJEITO U8

SUJEITO MI7

Via internet e acervo da biblioteca central

SUJEITO M/8

SUJEITO N/7

Desenvolveu-se a partir da necessidade
de estudo de disciplina por meio dos
professores e também por meio de busca
na biblioteca

SUJEITO N/8

SUJEITO 0/8

A maioria foi através das disciplinas do curso de
biblioteconomia e fazendo pesquisa na biblioteca
central

Através de pesquisa na internet

SUJEITO P/8
SUJEITO 0/8
SUJEITO R/8
SUJEITO S/8
SUJEITO T/8

Deu-se pela apresentação dos professores e pesquisas
na internet e na biblioteca.

SUJEITO U/8

Internet

SUJEITO V/8

Busca e recuperação no acervo da Biblioteca central.
Também em artigos cientificas.

SUJEITO Xl8

Leitura de livros e Elaboração de fichamenlo

Fonte: Questlonano aplicado aos alunos do 7° e 80 penodos do Curso de Biblioteconomia da UFMA

Quando interrogados sobre os motivos que levam o aluno a (Des)
motivação no processo de busca e recuperação da informação em ambientes
tradicionais ou digitais (Quadro 5) os mesmos destacaram que:
"Em ambientes digitais a busca nem sempre é satisfatória, pelo fato que a
informação não é sempre verdadeira, ou vem muita informação etc. E nos ambientes
tradicionais muitas vezes os livros e recursos não estão atualizados ou
desgastados."
"O que mais motiva é a vontade de aprender e explorar os temas e o que mais
desmotiva é em alguns casos, a falta de materiais mais recentes."
"Em bibliotecas tradicionais geralmente não encontramos os livros no sistema
disponibilizado e no digital às vezes é difícil fazer o download de alguns artigos."

1122

�Comportamento informacional humano
Trabalho completo

Confrontando com os padrões de comportamento (ELLlS, 1989; ELLlS,
COX, HALL, 1993; WILSON, 1999 apud CRESPO; CAREGNATO, 2003) e os
modelos de busca apresentado no referencial teórico, como o de Kuhthau (1991),
verifica-se, a necessidade de utilização de sites confiáveis que disponibilizem
informações fidedignas , além de enfatizar a carência da Biblioteca Central da UFMA
sobre materiais informacionais na área de Biblioteconomia , fato que se estende para
outras áreas, também .
Quadro 5 - (Des) motivação no processo de busca e recuperação da informação em
ambientes tradicionais ou digitais pelos alunos do Curso de Biblioteconomia da
UFMA em suas pesquisas e estudos
QUESTAO 11
SUJEITO Al7

Em ambientes digitais a busca nem sempre

SUJEITO Al8

é satisfatória, pelo falo que a informação não
é sempre verdadeira, ou vem muita

SUJEITO B/7

SUJEITO C/7

SUJEITO 0/7

SUJEITO E/7

SUJEITO F/7

SUJEITO G/7

SUJEITO H/7

SUJEITO 1/7
SUJEITO J/7
SUJEITO KI7

SUJEITO L/7

informação etc. E nos ambientes tradicionais
muitas vezes os livros e recursos não estão
atualizados ou desgaslados.
Em ambientes tradicionais muitas vezes
encontra-se o registro do documento na
biblioteca, mas ao desloca-se para o acervo
encontrado
o
documento
não
é
(desorganização)
O que mais motiva é a vontade de aprender
e explorar os temas e o que mais desmotiva
é em alguns casos, a falta de materiais mais
recentes .
Desmotiva: não encontrar o que estou
procurando e a leitura na tela do computador
Motiva: acervo orQanizado de fácil acesso
Motiva: quando encontro o que procuro,
desmotiva: quando não encontro o que
procuro.
Tradicional é que às vezes não encontramos
o que queremos, no digital, podemos
encontrar muitas coisas, ale o que não
queremos.
O fato de nao encontrar o documento
pertinente ao assunto buscado

SUJEITO N/7

SUJEITO B/8

SUJEITO C/8

SUJEITO 0 /8

A falta de material que
relevantes para nossa área

SUJEITO E/8

O que mais me motiva nas buscas digitais é a
rapidez e o que desmotiva no tradicional são os
poucos exemplares
As vezes vontade de ler curiosidade sobre uma
determinada temática ou um livro, necessidade de
explicar um determinado assunto mas calourar no
facebook e pesquisar no curso mesmo
Em bibliotecas tradicionais geralmenle não
encontramos os livros no sistema disponibilizado e
no digital as vezes é difícil fazer o download de
alguns artigos.

SUJEITO F/8

SUJEITO G/8

Tradicionais, a falta de terminais de consulta
que estejam em bom estado, a não
possibilidade de fazer a busca em casa , ou
de tirar duvidas fora da biblioteca. Digitais,
muito lixo eletrônico, poucos pesquisadores
que publicam em modo digital denlro da
nossa área.
Não encontro o livro que quero quando no
sistema diz Que esta disponlvel
Dificultado acesso

SUJEITO H/8

(ambiente digilal) satisfação na busca,
agilidade. No entanlo a desmotivação vem a
partir da dificuldade no acesso e atualização
do acervo e ambiente tradicional da
informação.
O que motiva é a necessidade de uma
busca, informação e o que desmotiva é a
dificuldade de recuperação no meio digital e
no tradicional constar no sistema e não
encontrar no acervo.

SUJEITO K/8

SUJEITO Ml7

trate

de

assuntos

SUJEITO 1/8
SUJEITO J/8

SUJEITO U8

SUJEITO M/8

O que motiva é a recuperação da informação
nas bases de dados, é o tempo que levo
para fazer esse processo, logo posso
recuperar de qualquer lugar que eu estiver
sem a preocupação de quando terei que
devolver.

Desmotiva por não conter muitas publicações na
área historia do livro e das bibliotecas

SUJEITO N/8

1123

Desmotiva: falta de material de livros, terminal de
consulta.
Quanto a área de biblioteconomia ainda há pouco
produção de temas relacionados a minha área de
interesse

Quando se busca uma informação que consta no
sistema, mas que não se encontra na estante.

�i

Comportamento informacional humano
S!mWrio

;:li

/IbooroaIde

:.

IiWitt_
U-,""lIIMbs

=

Trabalho completo

QUESTÃO 11
SUJEITO 0/8

A precisão da busca

SUJEITO P/8

O que mais me desmotiva alem do limitado acervo
para nossa area é o atendimento que muitas vezes
deixa a dese·ar
Desmotivação porque muitos dos assuntos que
procuro para fazer meus trabalhos acadêmicos
encontro pouco material, ou as vezes não tem
nada

SUJEITO Q/8

SUJEITO R/8
SUJEITO S/8
SUJEITO T /8
SUJEITO U/8
SUJEITO V/8

SUJEITO Xl8

Em ambos ambientes sempre temos dificuldade de
encontrar o que desejamos
A quantidade de informações que não servem para
a pesquisa, ou seja , o tempo gasto, com a procura.

A forma de Indexação de muitos documentos
ainda é feita de ora muito abrangente
O que mais me desmotiva é a grande quantidade
de lixo informacional e o que mais motiva é o
crescimento de literatura especifica sobre
sociedade da informação e Biblioteconomia.
As vezes a Falta de conteúdo

a

Fonte: Questlonano aplicado aos alunos do 7° e 8° penodos do Curso de Biblioteconomia da UFMA

4

Considerações finais

De acordo com o objetivo traçado, que foi o de analisar o que tem
influenciado a (des)motivação dos alunos do 70 e 80 períodos do Curso de
Biblioteconomia da UFMA, no processo de realização de suas pesquisas para o
desenvolvimento dos seus trabalhos em ambientes tradicionais e/ou virtuais. Podese perceber que dos 56 (cinqüenta e seis) alunos que responderam ao questionário
aplicado evidenciaram que os maiores entraves para o desenvolvimento de suas
pesquisas em ambientes tradicionais são:
a) Desatualização do acervo da Biblioteca Central da UFMA que é o
único acervo existente na área em São Luís-MA;
b) O nO de exemplares e títulos insuficientes;
c) O sistema da Biblioteca Central sai muito do ar, o acervo é
desorganizado o que dificulta a localização do material, levando o
usuário a ir direto na estante ou pedir ajuda ao Bibliotecário de
Referência.
No caso dos pontos positivos observados durante a pesquisa foram que:
a) Os pesquisados possuem conhecimento de autores clássicos e
contemporâneos da área de Biblioteconomia e áreas afins, o que
demonstra que estes estão sendo bem preparados pelo do Curso de
Biblioteconomia da UFMA;
b) Os pesquisados utilizam como ferramenta de pesquisa para o
desenvolvimento de seus trabalhos na área de Biblioteconomia e
áreas afins, estes listaram a utilização da SCIELO, do Portal de
Periódicos da Capes, Biblioteca de Teses e Dissertações da UFMA e
da CAPES, Bibliotecas Digitais e Repositórios Institucionais da

1124

�i

Comportamento informacional humano
S!mWrio

;:li

/IbooroaIde

:.

IiWitt_
U-,""lIIMbs

=

Trabalho completo

UFMG, USP, UFSC, UnB, UFRJ, Revistas da área de Biblioteconomia
e áreas afins disponíveis na web como: Ciência da Informação,
Datagramazero, Info Bci , Revista Brasileira de História da Educação,
Google acadêmico e sites institucionais do IBICT e da ABNT;
c) Os alunos ainda recorrem com muita freqüência as indicações dos
professores, pesquisa na Biblioteca Central da UFMA, nos periódicos
on fine e no Goggle, dentre outros. Fatos que mostram um aluno um
pouco mais autônomo e se desprendendo da indicação do professor.
d)
que mais (des) motiva o aluno no processo de pesquisa "Em
ambientes digitais a busca nem sempre é satisfatória, pelo fato que a
informação não é sempre verdadeira, ou vem muita informação etc. E
nos ambientes tradicionais muitas vezes os livros e recursos não
estão atualizados ou estão desgastados." "A precisão da busca".

°

Referências
BLATTMANN, Ursula; FRAGOSO, Graça Maria (Org .). O Zapear da informação em
bibliotecas e na internet. Belo Horizonte: Autêntica, 2003.
CHIAVENATO, Idalberto. Gestão de pessoas. 3. ed . São Paulo: Ed . Campus, 2009.
CRESPO, Isabel Merlo Crespo ; CAREGNATO, Sônia Elisa . Comportamento de
Busca de Informação: uma comparação de dois modelos. Em Questão, Porto
Alegre, v. 9, n. 2, p. 271-281, jul. /dez. 2003.
DIAS, Maria Matilde Kronka ; PIRES, Daniela. Usos e usuanos da informação.
v.10,
n.4,
ago
2004.
Disponível
em :
DataGramaZero,
&lt;http://www.datagramazero.org.br/ago09/Art_03.htm&gt;. Acesso em : 03 jun. 2010.
DUARTE, Emeide Nóbrega; SILVA, Alzira Karla Araújo da.;COSTA, Suzana
Queiroga da. Gestão da informação e do conhecimento: práticas de empresa
"excelente em gestão
empresarial" extensivas à unidades de informação.
Informação &amp; Sociedade: estudos , João Pessoa, v.17, n.1, p. 97-107 , jan./abr. ,
2007.

FERREIRA, Aurelio Buarque de Holanda. Dicionário Aurélio. 5.ed . São Paulo: Ed.
Positivo, 2005.
KUHL THAU , C. C. Inside the Search Process: Information Seeking from the User's
Perspective. Journal of the American Society for Information Science, v. 42, n. 5,
p. 361-371 , 1991 .
LAUDON , Kenneth C.; LAUDON , Jane Price. Gerenciamento de Sistemas de
informação. São Paulo: LTC , 2001 .

1125

�i
;:li

S!mWrio

Comportamento informacional humano

/IbooroaIde

=

IiWitt_

:.

U-,""lIIMbs

Trabalho completo

OLIVEIRA, Djalma de Pinho Rebouças de. Sistemas, organizações e métodos:
uma abordagem gerencial. 13. ed . São Paulo, 2002.
VERGUEIRO, Waldomiro. Censura e seleção de materiais em bibliotecas o
despreparo dos bibliotecários brasileiros. Brasília , 1987. p.21-6. Ciência da
Informação, Brasília , v.16, n.1, p.21-6 , jan./jun. 1987.

1126

�</text>
                  </elementText>
                </elementTextContainer>
              </element>
            </elementContainer>
          </elementSet>
        </elementSetContainer>
      </file>
    </fileContainer>
    <collection collectionId="49">
      <elementSetContainer>
        <elementSet elementSetId="1">
          <name>Dublin Core</name>
          <description>The Dublin Core metadata element set is common to all Omeka records, including items, files, and collections. For more information see, http://dublincore.org/documents/dces/.</description>
          <elementContainer>
            <element elementId="50">
              <name>Title</name>
              <description>A name given to the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51396">
                  <text>SNBU - Edição: 17 - Ano: 2012 (UFRGS - Gramado/RS)</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="49">
              <name>Subject</name>
              <description>The topic of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51397">
                  <text>Biblioteconomia&#13;
Documentação&#13;
Ciência da Informação&#13;
Bibliotecas Universitárias</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="41">
              <name>Description</name>
              <description>An account of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51398">
                  <text>Tema: A biblioteca universitária como laboratório na sociedade da informação.</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="39">
              <name>Creator</name>
              <description>An entity primarily responsible for making the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51399">
                  <text>SNBU - Seminário Nacional de Bibliotecas Universitárias</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="45">
              <name>Publisher</name>
              <description>An entity responsible for making the resource available</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51400">
                  <text>UFRGS</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="40">
              <name>Date</name>
              <description>A point or period of time associated with an event in the lifecycle of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51401">
                  <text>2012</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="44">
              <name>Language</name>
              <description>A language of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51402">
                  <text>Português</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="51">
              <name>Type</name>
              <description>The nature or genre of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51403">
                  <text>Evento</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="38">
              <name>Coverage</name>
              <description>The spatial or temporal topic of the resource, the spatial applicability of the resource, or the jurisdiction under which the resource is relevant</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51404">
                  <text>Gramado (Rio Grande do Sul)</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
          </elementContainer>
        </elementSet>
      </elementSetContainer>
    </collection>
    <itemType itemTypeId="8">
      <name>Event</name>
      <description>A non-persistent, time-based occurrence. Metadata for an event provides descriptive information that is the basis for discovery of the purpose, location, duration, and responsible agents associated with an event. Examples include an exhibition, webcast, conference, workshop, open day, performance, battle, trial, wedding, tea party, conflagration.</description>
    </itemType>
    <elementSetContainer>
      <elementSet elementSetId="1">
        <name>Dublin Core</name>
        <description>The Dublin Core metadata element set is common to all Omeka records, including items, files, and collections. For more information see, http://dublincore.org/documents/dces/.</description>
        <elementContainer>
          <element elementId="50">
            <name>Title</name>
            <description>A name given to the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="63465">
                <text>Sistema de Bibliotecas da UFRGS e Programa Incluir UFRGS: o olhar discente sobre esta parceria inclusiva.</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="39">
            <name>Creator</name>
            <description>An entity primarily responsible for making the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="63466">
                <text>Giacumuzzi, Gabriela da Silva</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="38">
            <name>Coverage</name>
            <description>The spatial or temporal topic of the resource, the spatial applicability of the resource, or the jurisdiction under which the resource is relevant</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="63467">
                <text>Gramado (Rio Grande do Sul)</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="45">
            <name>Publisher</name>
            <description>An entity responsible for making the resource available</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="63468">
                <text>UFRGS</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="40">
            <name>Date</name>
            <description>A point or period of time associated with an event in the lifecycle of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="63469">
                <text>2012</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="51">
            <name>Type</name>
            <description>The nature or genre of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="63471">
                <text>Evento</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="41">
            <name>Description</name>
            <description>An account of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="63472">
                <text>Este artigo apresenta a perspectiva do discente com limitação no ambiente da biblioteca universitária. Indicando, pela análise de entrevistas, a perspectiva discente sobre a parceria entre o Programa Incluir e o Sistema de Bibliotecas da Universidade Federal do Rio Grande do Sul e a atuação desses serviços na universidade. Demonstra que a acessibilidade na biblioteca contribui para a formação pedagógica do aluno e na inclusão social no ambiente acadêmico. Ressalta a acessibilidade atitudinal no atendimento aos usuários com limitação, portanto o acesso à informação deve ser um serviço prestado de forma acessível pelas bibliotecas universitárias. Conclui que as bibliotecas universitárias devem estabelecer parcerias com os demais setores da universidade onde está inserida, para melhorar seus serviços aos usuários.</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="44">
            <name>Language</name>
            <description>A language of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="69454">
                <text>pt</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
        </elementContainer>
      </elementSet>
    </elementSetContainer>
  </item>
  <item itemId="5954" public="1" featured="0">
    <fileContainer>
      <file fileId="5018">
        <src>http://repositorio.febab.org.br/files/original/49/5954/SNBU2012_093.pdf</src>
        <authentication>f150ab6947daa0d3b5c9ffc45a9da105</authentication>
        <elementSetContainer>
          <elementSet elementSetId="4">
            <name>PDF Text</name>
            <description/>
            <elementContainer>
              <element elementId="92">
                <name>Text</name>
                <description/>
                <elementTextContainer>
                  <elementText elementTextId="63464">
                    <text>Comportamento informacional humano
i! """"'"
MaooNlck

~

=

:,

IiWitt.UJ
1I....111~

Trabalho completo

AVALIAÇÃO DAS PRÁTICAS DE UTILIZAÇÃO DA INTERNET:
UM ESTUDO DOS ALUNOS DO CURSO DE GESTÃO AMBIENTAL DA
FACULDADE DE TECNOLOGIA SENAC-GO
Luciana Candida da Silva 1, Maria de Fátima Garbelinf, Sueide
Pereira Silva 3
1Mestre em Ciência da Informação, Universidade Federal de Goiás , Goiânia , Goiás.
2

Doutora em Ciência da Informação, Universidade Federal de Goiás, Goiânia , Goiás.
'Graduada em Biblioteconomia, Universidade Federal de Goiás, Goiânia , Goiás.

Resumo
Na atual sociedade da informação caracterizada , sobretudo pelo processo de
produção e disseminação da informação, advindo principalmente com o surgimento
da internet, o suporte de registro informacional passou a influenciar, de forma
decisiva, na maneira de compartilhar e usar a informação para a construção de
novos conhecimentos. Observa-se a vasta quantidade de informações registradas
instantaneamente, a qual tende a continuar a crescer em decorrência da facilidade
de seu acesso. Diante disso, tornou-se indispensável o uso de critérios para a busca
e recuperação de informação com qualidade. Dessa forma , a pesquisa objetivou-se
identificar os critérios adotados pelos alunos do curso de Gestão Ambiental da
Faculdade de Tecnologia SENAC-GO para localizar, selecionar e utilizar as
informações encontradas na internet, no momento das pesquisas acadêmicas. Para
tanto, o estudo dividiu-se nas atividades de identificar as fontes eletrõnicas mais
utilizadas pelos alunos, conhecer os critérios de busca e verificar as principais
dificuldades encontradas no momento da pesquisa . Ao final da pesquisa foi possível
constatar que os alunos buscam mais informações de natureza científica do que não
cientifica e que os alunos mesmo não tendo o conhecimento teórico acerca dos
estudos de critérios de recuperação e qualidade da informação na internet, utilizam
mesmo que indiretamente, os critérios que Tomaél (2008) propôs como sendo
básicos para avaliar a qualidade das informações registradas em meio eletrônico,
mais especificamente na internet. De forma geral, conclui-se que a avaliação das
práticas de uso da internet é uma ferramenta de gestão para as bibliotecas
universitárias que almejam conhecer e atender satisfatoriamente seus alunos,
enquanto usuários da informação.

Palavras-Chave: Fonte de informação; Internet; Critérios de recuperação Avaliação ; Qualidade da informação.
Abstract
On nowadays information society, especially known by its process of information 's
production and dissemination, coming mostly with the beginning of the internet, the
informational register support has started to influence, on a very criticai way,
regarding the way of sharing and use information for the building of new knowledge.
It is known that the greatest quantity of information registered instantaneously, which

1086

�Comportamento informacional humano
i! """"'"
MaooNlck

~

=

:,

IiWitt.UJ

1I....111~

Trabalho completo

tends to continue to grow because of the facilities of its access. Because of this, it
has become indispensable the use of criteria in order to research and gathering
information with quality. Therefore, the research wants to identify the criteria adopted
by students from the Environmental Management Course of the Technology School
SENAC-GO to find, choose and use the information found on the internet, when
taking an academical research. To do it, the study was divided among the
identification of the electronic sources most used by the students and to know the
criteria of search and to check the main difficulties faced at the moment of research .
At the end of the research , it was possible to verify that the students looked for more
scientific nature information instead of non scientific ones and that even the students
not having ali the theorical knowledge regarding the studies of criteria of gathering
and quality of information on the internet, they use, even not directly, the same
criteria tha Tomaél (2008) has proposed as being their basic one to evaluate the
quality of information registered in electronic ways, most specifically on the internet.
In a general way, the conclusion is that the evaluation of internet uses is a
management tool for college and university libraries that want to know and to offer
support, in a pleasant way, for their students as they're pictured as information users.
Keywords: Information
Information's quality.

source;

Internet;

Retrieval

criteria

-

Evaluation .

1 Introdução
As mudanças que ocorrem no mundo e caracterizam nosso tempo
creditam à informação um papel fundamental. A capacidade de acompanhar e
intervir nessas mudanças depende do acesso e domínio do conhecimento que hoje
cresce vertiginosamente. Diante dessa realidade, justifica-se a necessidade do
estudo dos critérios de uso da informação registrada e disponibilizada tanto em meio
impresso quanto em meio eletrônico.
A informação sempre caminhou junto com a evolução da humanidade.
Assim o homem sempre está em busca de novos mecanismos que permitam
contribuir com o seu desenvolvimento. Para Oliveira e Abdala (2003) desde os
primórdios da civilização, a comunicação é uma necessidade e a troca de
informações entre os sujeitos, além de configurar-se como desejo e necessidade
sempre se impôs como um desafio em escala crescente às sociedades. Mas foi a
partir da explosão informacional que o homem se viu diante de uma gama de
informações, principalmente em âmbito eletrônico. E juntamente com estas
informações, vieram as dúvidas quanto à veracidade das informações encontradas
principalmente na internet, e para sanar tais dúvidas é necessário que os usuários
estabeleçam critérios para seguir no momento da busca/pesquisa.
Dada importância à informação e a grande variedade de fontes
disponíveis, torna-se indispensável que os indivíduos saibam encontrar, selecionar e
obter informações quando delas necessitam. Fazendo-se necessário saber atribuir
critérios para avaliar as informações no qual se encontra, a fim de verificar sua
qualidade.
Atualmente o acesso a informação de qualidade e confiável na internet é
um dos grandes desafios para os profissionais da informação, dentre eles, o
bibliotecário, pois conforme Silva (2009) a informação é objeto de estudo e trabalho
do profissional bibliotecário que possui em sua formação básica o desenvolvimento
de todo o ciclo informacional que parte desde os princípios administrativos à

1087

�Comportamento informacional humano
i! """"'"
MaooNlck

~

=

:,

IiWitt.UJ

1I....111~

Trabalho completo

aquisição, controle, disseminação e uso da informação. Para Silva (2009) a
informação registrada é o produto que as bibliotecas universitárias possuem para
gerar novos serviços para seus usuários. Sendo assim , cabe também ao profissional
bibliotecário a atividade de atribuir critérios, auxiliar e treinar seus usuários na busca
e recuperação da informação diretamente em sites, portais, buscadores de forma
sistemática para garantir a qualidade e rapidez, pois segundo Tomaél (2008) a
internet é considerada uma valorosa fonte de informação que permite a interação
com diversas formas de produção, sejam elas constituídas por textos, imagens,
sons, fotos , vídeos, músicas, animação , multimídia, etc., que alcançam o usuário
com fins múltiplos: trabalhar, estudar, pesquisar, divertir-se, etc.
Frente a gama de formas no qual a informação pode ser representada na
internet, Ataíde (1997) ressalta que o fato de permitir a disponibilização de dados e
informações a qualquer momento e por qualquer pessoa ou instituição, ocasiona um
mundo de informações colocadas de forma desorganizada e consequentemente de
difícil recuperação.
Diante desta dificuldade ocasionada pela facilidade de disponibilização de
informações em âmbito eletrônico, faz-se necessário que os usuários, além de
estabelecer critérios para a recuperação da informação também estabeleçam
critérios para avaliar a qualidade das informações que se recupera na internet.
Sendo assim, este estudo apresenta os resultados da pesquisa de natureza
descritiva sobre as práticas dos alunos do curso de Gestão Ambiental da Faculdade
de Tecnologia SENAC-GO para localizar, selecionar e utilizar as informações
encontradas na internet como fonte de informação no momento das pesquisas
acadêmicas. Para alcançar tal objetivo, foi necessário identificar as fontes
eletrônicas mais utilizadas pelos alunos (sites, base de dados, portais, buscadores) ;
os critérios adotados para localizar, selecionar e utilizar as informações encontradas
na internet e por fim verificar as principais dificuldades enfrentadas no momento da
pesquisa, além de identificar o porquê da opção pelas informações da internet.

2 Revisão de literatura
Esta pesquisa teve como ponto de partida a explosão informacional e
nesta revlsao de literatura serão abordados assuntos relacionados ao
comportamento informacional para busca de informações; a internet como fonte de
informação, assim como a qualidade e os critérios utilizados para avaliar as
informações encontradas na internet, os quais são considerados importantes
instrumentos de gestão para uma biblioteca universitária.

2.1 Comportamento Informacional

o comportamento informacional pode ser compreendido como a
totalidade de fontes e canais de informação, que inclui o uso e busca de
informações. Estando incluso também, a comunicação com outras pessoas e a
recepção passiva da informação. Para Krikelas 1 (1983 apud FURNIVAL, 2008,
p.161) o comportamento de busca de informação pode ser definido como
KRIKELAS, J . Information seeking behaviour: patterns of academic researchers. Drexel Library Quartely,
Philadelphia, v.19, p.5-20, 1983.

1 1

1088

�Comportamento informacional humano
i! """"'"
MaooNlck

~

=

:,

IiWitt.UJ

1I....111~

Trabalho completo

[... ] qualquer atividade de um indivíduo que compromete-se a identificar uma
mensagem que satisfaça a uma necessidade percebida . Em outras
palavras, a busca de informação tem início quando alguém percebe que o
seu atual estado de conhecimento é menor do que o necessário para lidar
com algum assunto [ou problema] . (KRIKELAS, 1983 apud FURNIVAL,
2008, p.161).

Ainda nesta perspectiva Wilson 2 (2000 apud MARTINEZ-SILVEIRA;
ODDONE , 2007, p.121) define comportamento informacional como "todo
comportamento humano relacionado às fontes e canais de informação, incluindo a
busca ativa e passiva de informação e o uso da informação". Na Ciência da
Informação, sempre que o usuário é objeto de estudo, algumas abordagens são
consideradas importantes para a área .

2.2 Internet como Fonte de Informação
Ao longo de nossas vidas nos deparamos com fontes de informações
cotidianamente, as quais podem ser as pessoas, falando por si ou coletivamente, ou
documentos escritos ou audiovisuais, por meio dos quais os indivíduos tomam
conhecimento de informações, opiniões ou dados, e, também, verificam o rigor dos
dados obtidos ou aferem a veracidade dos juízos de valores que lhes foram
apresentados anteriormente. Campello (2000), afirma que as pessoas podem ser
fontes de informação tanto sobre si mesmas como sobre seu campo de trabalho ou
pesquisa, sobre fatos que testemunharam ou fizeram acontecer. Assim, podem ser
consideradas memórias vivas de fatos ou épocas. O acesso a essas fontes pode
dar-se de forma oral, por meio de documentos ou mesmo por meio da internet.
Também de modo a atribuir um conceito para fonte de informação,
Carrizo-Sainer0 3 (1994, apud SONOTTO; MORIGI , 2004, p.149) afirma que fontes
de informação são "todos os materiais ou produtos, originais ou elaborados, que
trazem notícias ou testemunhos, através dos quais se acessa o conhecimento ,
qualquer que seja este. [ .. . 1tudo aquilo que forneça uma notícia, uma informação
ou um dado". Diversos autores classificam as fontes de informações em três
categorias: fontes primárias, fontes secundárias e fontes terciárias. É notável que as
fontes de informações impressas continuam passando por um processo de
evolução, algumas já nasceram eletrônicas e cada vez mais torna-se difícil separar
por categorias. As fontes e recursos informacionais influenciam no conhecimento e
aprendizado . Justificando a preocupação em inovar nas formas de oferecer
informações, atualmente pode-se dizer que existem fontes e recursos informacionais
orais, impressos e digitais. Cada qual apresenta sua função , diferenciando-se pelo
seu conteúdo e principalmente pelo público-alvo a qual é direcionado.
No inicio dos anos 90 , o que impulsionou o crescimento da internet foi o
surgimento da teia de alcance mundial, a World Wide Web (WWW), caracterizado
por ser uma forma mais fácil de acessar as informações através de uma interface
gráfica, utilizando um aplicativo chamado navegador. Em linhas gerais o "WWW"
pode ser considerado o marco principal para a interatividade que a internet promove
aos seus usuários, no momento em que os mesmo encontram-se conectados a
WILSON , T. D. Human information behavior. Informing Science, v. 3, n. 2, p. 49-53, 2000.
CARRIZO SAINERO, Gloria; IRURETA-GOYENA SANCHES, Pilar; QUINTANA SAENZ, Eugenio Lopez de .
Manual de fuenles de información.Madrid : Confederación Espanola de Gremios y Associaciones de Libreros,
1994.

2
3

1089

�Comportamento informacional humano
i! """"'"
MaooNlck

~

=

:,

IiWitt.UJ

1I....111~

Trabalho completo

rede . A internet, por sua vez pode ser considerada o grande símbolo que representa
as Tecnologias de Informação e Comunicação (TICs) na sociedade atual.
A internet pode ser considerada uma grande e valiosa fonte de
informação, uma vez que o conteúdo nela disposto pode ser utilizado por pessoas
com pouco nível de instrução até indivíduos com altos níveis de conhecimento. Isso
faz com que no ambiente eletrônico, possa ser encontrado informações de diversas
naturezas, além de conteúdos com autos níveis de qualidade e segurança, assim
como informações de naturezas duvidosas.
As possibilidades de se ter acesso à informação estão mudando , de
acordo com a evolução humana. Não só as formas de acesso, mas também a forma
de ensinar e aprender, com a introdução da educação continuada e sob demanda.
Tomaél (2008) reforça a importância que a internet vem exercendo no cotidiano da
sociedade, afirmando que uma parte significativa dos principais recursos, antes
disponíveis apenas em bibliotecas, pode ser acessado hoje de forma on-line na
internet onde as máquinas de busca procuram respostas para praticamente qualquer
consulta na rede. Dessa forma , o que antes só era possível em suportes impressos,
hoje já se pode encontrar em meio digital facilitando a vida das pessoas.
Embora a internet ofereça grandes vantagens, é importante salientar que
o usuário precisa adotar critérios para efetuar suas buscas, é preciso que o usuário
delimite o que ele realmente deseja, para que a diversidade e também a quantidade
de informações não confunda o usuário, fazendo com que o mesmo não tenha sua
necessidade informacional atendida.

2.3 Critérios para Avaliação da Qualidade de Informações em Suportes
Informacionais
Quando tratamos de informação, dependendo da fonte da informação
obtida , ela pode ser confiável ou não. É isso que diferencia uma informação verídica
de um boato. Ser crítico quanto à qualidade da informação é essencial. Infelizmente,
nem sempre o que está impresso em um jornal ou registrado em diversas mídias
pode ser considerado 100% (cem por cento) confiável. Porém, o termo qualidade é
considerado um substantivo muito abstrato e de difícil entendimento . Acerca das
dimensões do conceito de qualidade, Oleto (2006) afirma que a qualidade é um
aspecto sensível e que não pode ser medido das coisas. Nesta definição, reside um
dos principais problemas do conceito qualidade da informação. Como avaliá-Ia?
A partir desta ideia percebe-se que a atividade de desenvolver a noção de
qualidade da informação no campo da Ciência da Informação tornou-se uma difícil
tarefa . Ainda segundo Oleto (2006), a qualificação da informação com alguns
atributos não é evidente para o usuário, e ele parece não escolher sua informação
pelos conceitos. O usuário por sua vez, trabalha-os de forma intuitiva, usando do
senso comum e da sinonímia para manifestar sua percepção da qualidade da
informação. Não havendo evidências de familiaridade ou de conhecimento explícito
com o tema , quando muito, um conhecimento tácito, desorganizado e pautado por
comparações e sinônimos. Para Oliván ; Ullate (2001) a definição da qualidade vem
evoluindo desde que o conceito passou a ser mais orientado ao produto e outra
parte mais generalizada orientada para os serviços. Desta maneira , a qualidade se
identifica com a adequação dos objetivos, ou seja, um serviço ou produto deveria
proporcionar ou executar aquilo que se destina. Para a Ciência da Informação, a
qualidade é orientada tanto ao produto (informação), assegurando que atenda uma a
um conjunto de critérios, como o serviço que oferece, podendo ser especial

1090

�Comportamento informacional humano
i! """"'"
MaooNlck

~

=

:,

IiWitt.UJ

1I....111~

Trabalho completo

enfatizando as exigências e satisfação dos usuários.
O crescimento exponencial da aplicação das tecnologias da informação
associadas às redes de telecomunicações conduz à presença de uma alta
conectividade, permitindo eliminar barreiras geográficas e democratizar o acesso à
informação e conhecimento que circulam no mundo inteiro, em grandes quantidades
e a uma velocidade espantosa, o que denominamos de tempo real. Este novo
ambiente e suas possibilidades de interação intensificando a acirrada
competitividade existente em todos os segmentos de mercado e determina a
necessidade constante de decisões rápidas e dinâmicas, fazendo com que a
informação torne-se recurso estratégico imprescindível para as organizações que
atuam na atual sociedade da informação.
Diante deste novo cenário faz-se necessário um suporte que consiga
acompanhar estas mudanças. Os suportes eletrônicos, em especial a internet,
ilustram bem esta fase no qual a informação representa em todos os segmentos da
vida , seja ela pessoal ou profissional.
É inegável que tudo que envolve o âmbito eletrônico é acompanhado por
uma determinada complexidade, no caso específico da internet, a complexidade,
segundo Tomaél (2008), envolve as questões de volatilidade, abertura, mutabilidade,
dinamismo espaço-temporal da informação. Criando assim a necessidade de
realizar uma seleção criteriosa , e esta seleção, nos dias atuais, assume papel de
importância fundamental em se tratando de documentos eletrônicos disponíveis na
rede . Diante desta realidade Tomaél (2008), ressalta a importância de avaliar a
informação disponível na internet de forma significativa para quem a utiliza com
finalidade de pesquisa, bem como sua relevância para enfatizar a inconsistência da
qualidade das informações encontradas.
É importante enfatizar que as informações que são disponibilizadas na
rede representam um grande avanço para todos, principalmente para os
pesquisadores, que podem ter acesso às informações que são de grande valia para
as pesquisas, porém as fontes de informações disponíveis na internet devem ser
filtradas para garantir, ou pelo menos tentar garantir uma mínima margem de
segurança para aqueles que irão fazer uso das mesmas.
Segundo Shapiro e Varian 4 (1999, p.19 apud OLIVEIRA e ABDALA, 2003)
atualmente "o problema não é mais o acesso à informação, mas a sua sobrecarga".
A partir desta afirmação podemos dizer que o valor do fornecedor da informação
está em localizar, filtrar e comunicar o que é útil para o consumidor. Entre os meios
de disponibilizar as informações, a internet tem se destacado pelo seu alcance,
inexistindo os limites no horário de acesso e na distância geográfica.
A quantidade de informações que se encontra disponível na internet, de
fato é imensa e tende a crescer ainda mais. Este fato torna-se um grande desafio
para aqueles que precisam satisfazer suas necessidades informacionais e por outro
lado, desafia profissionais envolvidos no desenvolvimento de sistemas relacionados
à recuperação da informação e educadores preocupados com o uso da internet,
enquanto poderosa ferramenta de informação.
Os critérios de avaliação da qualidade da informação foram baseados nos
dez critérios apontados por Tomaél (2008, p. 15-25), onde a autora menciona que
alguns parâmetros devem ser observados no momento de avaliar não só a
informação contida na fonte, mas também a fonte como um todo, são eles:
SHAPIRO, C.; VARIAN , H. R. A economia da informação: como os principios econômicos se aplicam na era da
Internet. Rio de Janeiro: Campus, 1999. 397p .

4

1091

�Comportamento informacional humano
i! """"'"
MaooNlck

~

=

:,

IiWitt.UJ
1I....111~

Trabalho completo

a) informações de identificação: dados detalhados da autoria que
disponibilizou a informação;
b) consistência das informações: detalhamento e completeza das
informações que fornecem;
c) confiabilidade das informações: investiga a autoridade ou
responsabilidade;
d) adequação da fonte : tipo de linguagem utilizada e coerência com os
objetivos propostos;
e) links: recursos que complementam as informações da fonte e permitem
o acesso às informações e a navegação na própria fonte de informação;
f) facilidade de uso: facilidade para explorar/navegar no documento;
g) layout da fonte - mídias utilizadas para representação da informação;
h) restrições percebidas : são situações que ocorrem durante o acesso e
que podem restringir ou desestimular o uso de uma fonte de informação;
i) suporte ao usuário: elementos que fornecem auxílio aos usuários e que
são importantes no uso da fonte;
j) outras observações percebidas: recursos de acessibilidade e idiomas.

3 Materiais e Métodos
Considerando que a metodologia consiste no conjunto de métodos utilizados
para a realização da pesquisa, estabelecê-Ia é primordial para o desenvolvimento e
sucesso de qualquer estudo e pesquisa científica . De acordo com Fachim (2006) os
métodos são instrumentos para o desenvolvimento da investigação cientifica,
constituindo-se em um meio de procedimento sistemático e ordenado para o alcance
de novas descobertas. Com base nessas justificativas a metodologia considerada
mais apropriada para esta pesquisa é de natureza descritiva, uma vez que segundo
Gil (2006) as pesquisas descritivas tem como objetivo primordial a descrição das
características de determinada população ou fenômeno .
A população da pesquisa foi constituída pelos alunos do 1o (primeiro) ao
50 (quinto) período do curso Superior Tecnológico em Gestão Ambiental, do turno
noturno da Faculdade de Tecnologia SENAC-GO. Tal escolha se baseou na
observação de que são os alunos que mais buscam informação na internet a partir
da biblioteca da IES. Ainda de acordo com Silva e Menezes (2001, p. 32) a "amostra
é parte da população ou do universo, selecionada de acordo com uma regra ou
plano. Considerando que no momento da coleta de dados existiam 128 5 (cento e
vinte e oito) alunos matriculados no Sistema Escolar Integrado da Instituição, foram
aplicados um total de 45 (quarenta e cinco) questionários, sendo 9 (nove) para cada
período. Estes 45 questionários corresponderam a uma amostragem de 35% (trinta
e cinco por cento) do universo pesquisado . A amostra desta pesquisa contou com
amostras não-probabilísticas de duas características: acidental compostas por
acaso, onde as pesquisadoras entraram nas salas de aulas e aleatoriamente
distribuíram os questionários necessários para compor a amostragem da pesquisa; e
também a amostra por quotas caracterizada pelos diversos elementos constantes da
população/universo em mesma proporção. Os questionários foram distribuídos em
números iguais a cada período do curso.
Informação retirada do SEI (Sistema Escolar Integrado), sistema utilizado para realização e controle de informações acerca
das matriculas no SENAC.

5

1092

�Comportamento informacional humano
i! """"'"
MaooNlck

~

=

:,

IiWitt.UJ

1I....111~

Trabalho completo

Como instrumento de coleta de dados foi utilizado o questionário
impresso, com perguntas fechadas , ou seja, as respostas foram escolhidas dentre
as opções pré-definidas pelos pesquisadores. A opção pelo questionário composto
por questões fechadas se deu pela característica quantitativa do estudo, pois as
perguntas fechadas são padronizadas, de fácil aplicação, simples de codificar e
analisar (CERVO; BERVIAN ; SILVA, 2007).
As questões que compõem o questionário foram baseadas nos dez
critérios indicados por Tomaél (2008, p. 15-25), onde a autora menciona que alguns
parâmetros que devem ser observados no momento de avaliar não só a informação
contida na fonte , bem como a fonte como um todo. O questionário foi elaborado com
uma linguagem adaptada para o curso, para tanto evitou-se o uso de termos
considerados técnicos, e nos casos em que foi necessário abriu-se explicações,
usando o parênteses, para especificar o que se pretendia abordar na questão.
Para a validação do instrumento de coleta de dados (questionário) foi
aplicado o pré-teste com 5% do universo pesquisado. A análise das respostas
obtidas através dos questionários aplicados foi realizada mediante a leitura ,
identificação e organização dos dados. Os dados quantitativos foram tabulados e
apresentados estatisticamente com os respectivos percentuais das respostas
obtidas, e em seguida analisadas de forma descritiva, conforme apresentação dos
resultados.

4 Resultados Finais
A partir da análise dos dados obtidos através do questionário aplicado aos
alunos do curso de Gestão Ambiental da Faculdade de Tecnologia SENAC-GO,
caracterizou-se os estudantes pesquisadores por módulos. Foram aplicados 45
questionários, o que correspondeu a uma amostragem de 35% do universo
selecionado para pesquisa . Para, ao final do estudo, obter dados que permitissem
comparações mais precisas optou-se pela aplicação de questionários em números
iguais para cada módulo do curso, assim para cada módulo aplicou-se nove
questionários o que ao final correspondeu a vinte por cento para cada turma .
No primeiro bloco de questões, procurou-se identificar o perfil dos alunos
do curso de Gestão Ambiental. Com os resultados obtidos, foi possível constatar que
o curso é composto em sua maioria por pessoas consideradas jovens. Foi
perceptível que a predominância de pessoas com idade entre 17 à 23 anos e de 24
à 30 anos são muito próximas, 32% e 36% respectivamente. Ao somar as duas
faixas etárias obteve-se um quantitativo de 68% de pessoas com idade entre 17 à 30
anos, o que mais uma vez comprova que pessoas cada vez mais jovens procuram o
curso. Quando subdividimos os pesquisados pelo sexo, é possível verificar que a
quantidade de pessoas do sexo feminino é superior, havendo uma diferença de 16%
em relação à quantidade de pessoas do sexo masculino.
A fim de delimitar o perfil dos alunos do curso de Gestão Ambiental, podese concluir que o mesmo é composto, na sua maioria, por pessoas do sexo feminino
com idade variante entre 17 a 30 anos.
No segundo bloco de questões, o foco foi o uso de fontes de informações.
Inicialmente procurou-se identificar os suportes onde as informações estavam
registradas no momento da pesquisa/busca . A partir deste bloco de questões, os
alunos puderam marcar mais de uma opção por pergunta . Das quatro alternativas
que os respondentes tinham para selecionar o tipo de suporte que eles mais
pesquisavam, as fontes eletrônicas e as fontes impressas foram as mais escolhidas,

1093

�Comportamento informacional humano
i! """"'"
MaooNlck

~

=

:,

IiWitt.UJ

1I....111~

Trabalho completo

84,44% e 80% respectivamente, conforme gráfico abaixo:

Fontes impressas
84 ,40%

Fontes eletrônicas

Mldías

Pessoas

Gráfico 1 : Uso das fontes: Fontes diversas.
Fonte: Silva (2009)

Ainda nesta questão analisou-se que dos 84,44% que usam as fontes
eletrônicas, 21 % não agregam nenhuma outra fonte às pesquisas; em contrapartida
42% dos participantes agregam as fontes eletrônicas com as informações
registradas em fontes impressas, isso demonstra que as fontes consideradas mais
comuns na atualidade são as que são mais utilizadas. Foi constatado também que a
agregação dos quatro suportes informacionais (eletrônico, impresso, mídia e
pessoas) está presente a um número considerado pequeno, apenas 6% .
Considerando que o número de pessoas que consultam as fontes
eletrônicas foi significante (84,44%), houve a necessidade de descobrir
especificamente quais eram estas fontes . Para tanto, foram oferecidos aos
respondentes 7 (sete) opções com fontes eletrônicas específicas e, constatou-se
que o número de pessoas que acessam revistas/artigos científicos on-line é superior
aos que pesquisam nos buscadores (Google, Yahoo, Ask ... ). Ao realizar a análise
dos alunos que pesquisam em revistas/artigos científicos on-line e subdividindo-os
por seus respectivos módulos, deparamo-nos com dados interessantes: 55,5% dos
respondentes que estão no primeiro módulo disseram usar informações científicas,
porém a partir do segundo módulo este número reduz para 33 ,5% e a partir do
terceiro módulo, este número começa a aumentar gradativamente sendo que o
terceiro módulo utiliza 44,5%, o quarto módulo utiliza 77,5% e no quinto e último
módulo do curso, 100% dos alunos afirmaram fazer uso das informações de
natureza científica.

Sites em geral • • • • • • • • • • • • • ••

53 ,3%

35 ,6%

Sites de in stituições de ensin o

Bu scadores • • • • • • • • • • • • • • • •

60 ,0%

Redes sociais
Base de dados
Revistas/artigos científicos • • • • • • • • • • • • • • • • • 64 ,4%
Artigos jornali sticos • • • • • • • • • 31,1%
Outros

0,0%

Gráfico 2 : Uso das fontes eletrônicas
Fonte: Silva (2009)

1094

�Comportamento informacional humano
i! """"'"
MaooNlck

~

=

:,

IiWitt.UJ

1I....111~

Trabalho completo

o fato dos alunos do primeiro módulo ter um número alto de acessos à
informação científica e os módulos seguintes números percentuais menores que vão
aumentando gradativamente podem ser explicados por dois fatores: o primeiro fator
diz respeito a idade que iniciam o curso, o curso é composto em sua maioria por
jovens, e na maioria das vezes estão no primeiro curso superior e ainda não
possuem conhecimento suficiente para diferenciar uma informação científica da nãocientífica; o segundo fator que explica este resultado em relação a diferença para os
demais módulos é o fato de que é no primeiro módulo do curso que os alunos
cursam a disciplina de Metodologia da Pesquisa Científica , e somente a partir da
conclusão desta disciplina os alunos começam a discernir um material científico do
não-científico.
Na terceira e última questão proposta para este bloco de perguntas,
procurou-se identificar quais os termos utilizados pelos participantes, para localizar
as informações em fontes eletrônicas. Para tal pergunta foi disponibilizado aos
respondentes cinco opções de respostas. Ao final percebeu-se que 73 ,3% dos
respondentes buscam suas informações pelo assunto . De acordo com Lancaster
(2004), isso pode ser explicado pelo fato dos elementos pesquisáveis apresentam de
fato algumas semelhanças com os diferentes elementos pesquisáveis em base de
dados bibliográficos: título, termos de indexação, textos de resumo. Os sítios da
Rede diferem da maioria dos registros bibliográficos pelo fato de que podem também
conter apontadores (vínculos de hipertexto) para outros sítios, onde os termos dos
vínculos são também pesquisáveis. Também nesta pergunta, constatou-se que
28 ,8% realizam as denominadas buscas combinadas (autor + título e/ou assunto),
com o intuito de recuperar informações mais precisas.
Na segunda questão deste bloco, procurou-se identificar o motivo que
leva os alunos a pesquisarem em fontes eletrônicas. Nesta questão foram
apresentadas quatro opções aos participantes, sendo que na última, caso tivessem
outro motivo além dos que foram especificados, podiam descrevê-los. Para tal
questionamento 93,3% disseram que a facilidade de poder acessar uma informação
a qualquer momento os leva a optarem pelas fontes eletrônicas. Este percentual é
explicado por Fernandes (2010), pelo seguinte fato da internet estar na mídia mais
aberta e inovadora da modernidade. Com esta abertura , é possível se ter acesso a
vários ambientes diferentes e com pessoas, dividindo experiências e interligando
culturas.
Já 44,4% escolhem as fontes eletrônicas por encontrarem informações
atualizadas; apenas 2,2% consideram que as informações contidas nas fontes
eletrônicas são seguras e confiáveis; da mesma forma 2,2% buscam as fontes por
outros motivos, nestes outros motivos o fator ressaltado pelos respondentes foi à
diversidade de informações que podem ser encontradas na internet.
No quarto bloco de questões, o foco foi a verificação dos critérios que os
alunos utilizam para dizer se a informação localizada é confiável e de qualidade para
o uso. Nesta questão, esses participantes tiveram seis alternativas de respostas, na
qual obtiveram-se os seguintes resultados: 46 ,6% consideram a autoria um fator de
segurança e qualidade; 55,5% consideram que os links que direcionam as páginas
institucionais ligadas a empresas, universidades uma forma segura e de qualidade;
17,7% levam em consideração a linguagem utilizada para descrever o assunto;
26 ,6% consideram a informação segura e de qualidade quando a indicação advém
de outras pessoas (amigos, professores ... ); 2,2% consideram que o fato da
informação aparecer nas primeiras páginas dos buscadores algo seguro e de
qualidade. Nesta questão pôde se verificar também que, todos os pesquisados
1095

�Comportamento informacional humano
i! """"'"
MaooNlck

~

=

:,

IiWitt.UJ

1I....111~

Trabalho completo

atribuem algum critério de garantir a qualidade e a segurança, e nenhum dos alunos
consideram que o importante é apenas ter a dúvida sanada sem a haja quaisquer
critérios.
Nesta mesma questão, pretendeu-se conhecer como opção a indicação
de outras pessoas (amigos, professores, profissionais .. .) levando-se em
consideração no momento de avaliar se a informação era confiável e segura , logo,
subdividiram-se os participantes em grupos de acordo com os seus respectivos
módulos, assim pôde-se constatar que do primeiro ao terceiro módulo apenas 8%
atribuem as indicações como critério , e 34% e 42% respectivamente do quarto e do
quinto módulo, consideram as indicações de pessoas como um critério de qualidade,
este crescimento pode ser explicado pelo fato de ocorrer nos dois módulos finais do
curso, exatamente nos momentos em que os alunos estão sendo acompanhados por
professores orientadores de trabalhos/projetos finais e também realizando os
estágios considerados obrigatórios do curso.
No quinto e último bloco de questões, procurou-se identificar as
dificuldades encontradas pelos respondentes no momento da pesquisa na internet.
Diante de algumas dificuldades encontradas na internet, Moran mencionou
A internet trouxe inúmeras possibilidades de pesquisa para professores e
alunos, dentro e fora da sala de aula . A facilidade de, digitando duas ou três
palavras nos serviços de busca , encontrar múltiplas respostas para qualquer
tema, é uma facilidade deslumbrante ( ... ). O estudante, depois desanima, ao
constatar que não pode esgotá-Ia, que há inúmeras repetições, muitas
indicações equivocadas. Convém procurar mais de um programa de busca ,
porque os resultados não são idênticos. (MORAN, 1997, p. 149).

Sendo assim fez-se necessário que na primeira questão deste bloco,
fossem questionados quais eram as dificuldades que os alunos enfrentavam para
pesquisar uma informação, assim foram obtidos os seguintes resultados: 42 ,2%
consideram que a grande quantidade de informações recuperadas representa
dificuldade no momento da pesquisa , este resultado vem ao encontro da afirmação
de Mota (1998, p.9), pois a cada página "vai abrindo um leque de possibilidades, a
cada nova página mais pistas lhe são oferecidas e assim você vai navegando pela
rede até ficar satisfeito - ou cansado". Esta dificuldade por sua vez é gerada pelo
que Tomaél (2008) menciona como facilidade para disponibilizar informações e a
velocidade com que podem ser modificadas. Ainda nesta questão 37 ,7% consideram
que a dificuldade está no fato de não encontrar ou não estar disponível o que se
deseja; 13,3% consideram que a indicação dos buscadores para links de páginas
que se encontram indisponíveis dificultam o acesso; 24,4% consideram que os links
quebrados ou inexistentes representam uma dificuldade; 6,6% dos pesquisados
consideram que outros fatores dificultam o acesso às informações, neste item o
aluno tinha a opção de especificar quais dificuldades ele identificava e a resposta
mais recorrente foi a lentidão da internet.
Na última questão, a fim de complementar a pergunta anterior, pretendeuse conhecer as dificuldades encontradas durante a pesquisa , para esta questão os
alunos tinham sete alternativas, e foram obtidas as seguintes respostas: 26,6%
consideram que a falta de textos atuais que complementassem ou aprofundassem o
assunto da pesquisa é uma fator que ocasiona dificuldades; 57,7% consideram que
a falta de referências (autor, título, palavras-chave) que esclarecessem o assunto em
questão dificulta a pesquisa ; 6,6% atribuem sua dificuldade ante a internet o fato de
não conseguir consultar o professor que determinou o estudo ou a outro que
pudesse dar orientações; para 8,8% o idioma dificulta; 31 ,1% links quebrados ou que

1096

�Comportamento informacional humano
i! """"'"
MaooNlck

~

=

:,

IiWitt.UJ
1I....111~

Trabalho completo

direcionavam a páginas indisponíveis; 11,1 % não tiveram dificuldades; 2,2%
apontaram outras dificuldades. O fator que merece atenção nestas respostas obtidas
é o resultado obtido para a alternativa "b" da pergunta 5.2 do questionário, onde se
afirmava que a falta de referências (autor, título, palavras-chave) que esclarecessem
o assunto poderia ser um item que contribuía para as dificuldades encontradas, para
tal alternativa obteve-se um percentual de 57,7%, e isso apenas afirma que cada vez
mais os alunos estão se preocupando com a origem das informações antes de
utilizá-Ias.
Falta de te xto s atuais
Falta de referênci as
Falta de orient ação
Idioma
Link s quebrado s ou inexistentes
Não houve dificuld ades
Outras dificuld ades

Gráfico 3 - Elementos que contribuem para as dificuldades.
Fonte: Silva (2009).

Após a caracterização da amostragem , buscou-se identificar os dados
sobre as fontes de informações utilizadas pelos alunos no momento das pesquisas
acadêmicas. A partir desta questão, os alunos puderam marcar mais de uma opção ,
assim a coleta sobre os dados das fontes teve início com uma questão referente ao
suporte no qual a informação estava registrada . O resultado obtido foi que 80% dos
participantes usam fontes impressas, aqui representadas por livros, jornais e
revistas; 84,40% usam fontes eletrônicas como a internet e bases de dados; 26,60%
fazem uso de mídias como a televisão e o rádio; e 28,80% utilizam como fonte de
informação as pessoas, aqui se considerou os professores, amigos, profissionais da
área ambiental.

5 Considerações Finais
Os resultados obtidos no decorrer da pesquisa foram considerados
satisfatórios, uma vez que se obteve 100% de retorno dos questionários aplicados.
Em relação aos objetivos que foram propostos para esta pesquisa pôde-se concluir
que os mesmos foram alcançados com êxito. Com o intuito de identificar as fontes
eletrônicas mais utilizadas pelos alunos, observou-se que a quantidade de
informações de natureza científica é superior à quantidade de acessos às
informações não científicas, este dado contrapõe-se ao que se se pressupunha
indiretamente no início da pesquisa , onde se acreditava que o número de acesso às
informações em buscadores fosse superior aos acessos às informações científicas.
Para o segundo objetivo específico procurava-se identificar os critérios
adotados pelos alunos para localizar, selecionar e utilizar as informações
encontradas na internet. A partir dos resultados obtidos nesta pesquisa constatou-se
que para localizar informações na internet, os alunos usam respectivamente: termos

1097

�Comportamento informacional humano
i! """"'"
MaooNlck

~

=

:,

IiWitt.UJ

1I....111~

Trabalho completo

que remetem ao assunto tratado no conteúdo da informação; buscas combinadas,
nestas buscas combinadas os alunos associam informações sobre autor (es), o título
e/ou assunto tratado na informação; título ; e por último a autoria da informação. Em
relação aos critérios utilizados para selecionar se a informação é segura e de
qualidade para a utilização, foi verificado que estes critérios estão relacionados a
seis itens especificamente, e os mesmos são atribuídos respectivamente da
seguinte forma : links que direcionam as páginas institucionais ligadas às empresas,
universidades; indicação que advém de outras pessoas (amigos, professores,
profissionais ligados a área de atuação ... ); a linguagem utilizada para descrever o
assunto; o fato de a informação aparecer nas primeiras páginas dos buscadores é
algo seguro e de qualidade na concepção de alguns respondentes, ainda foi
possível constatar que todos os pesquisados usam algum critério de atribuir
qualidade e segurança, pois nenhum dos alunos considera que o importante é
apenas ter a dúvida sanada sem a atribuição de algum critério , esta última opção
entra em conformidade com a afirmação de Tomaél (2008, p.3) que menciona que na
preocupação com a qualidade deve ser constante no dia-a-dia de quem lida com a
informação, principalmente, no caso da informação que subsidia pesquisas e
atividades profissionais".
No terceiro objetivo proposto para o estudo, procurou-se verificar quais
eram as dificuldades que os respondentes encontravam no momento de suas
pesquisas. Conforme , foi constatado, a facilidade de poder acessar uma informação
a qualquer hora e lugar, levam os estudantes a buscarem informações na internet, e
diante desta facilidade esbarram-se em algumas dificuldades. Estas dificuldades
foram apontadas pelos respondentes na seguinte ordem respectivamente: a grande
quantidade de informações recuperadas ; não encontrar/não estar disponível o que
se deseja; links quebrados ou inexistentes; indicação dos buscadores para links de
páginas que se encontram indisponíveis; outros fatores dificultam o acesso às
informações, neste item o aluno tinha a opção de especificar quais dificuldades ele
identificava, a resposta mais recorrente foi a lentidão da internet. E de acordo com
as próprias respostas obtidas através do questionário, para os respondentes os
fatores que contribuem para que haja dificuldades em recuperar informação na
internet, estão ligados à falta de referências (autor, título, palavras-chave) que
identificam as procedência das informações e que ajudam a esclarecer o assunto da
pesquisa em questão; os links quebrados ou que direcionavam a páginas
indisponíveis; a falta de textos atuais que complementassem ou aprofundassem o
assunto da pesquisa ; a falta de orientações mais aprofundadas dos professores/
orientadores em esclarecer os assuntos.
Esta pesquisa proporcionou a oportunidade de conhecer as práticas de
pesquisas na internet, realizadas pelos alunos do curso de Gestão Ambiental da
Faculdade de Tecnologia SENAC-GO. Sabe-se que existe a necessidade dos
usuários estabelecerem critérios para a recuperação e avaliação da qualidade das
informações recuperadas na internet, ao final desta pesquisa foi possível identificar
quais eram esses critérios adotados por eles, no momento das pesquisas em fontes
eletrônicas. Constatou-se também que, embora os alunos do curso de Gestão
Ambiental, não possuam um conhecimento teórico acerca dos estudos de critérios
de recuperação e qualidade da informação na internet, eles, mesmo que
indiretamente, utilizam os critérios que a autora Maria Inês Tomaél (2008) propôs
como critérios básicos para avaliar a qualidade das informações registradas em meio
eletrônico, mais especificamente na internet. Este dado, mais uma vez reforça que,
quando se trabalha com o produto informação, o foco deve ser sempre no usuário,

1098

�Comportamento informacional humano
i! """"'"
MaooNlck

~

=

:,

IiWitt.UJ
1I....111~

Trabalho completo

pois quando as atividades são direcionadas a atender as necessidades dos
usuários, a probabilidade dos mesmos ficarem satisfeitos será maior, dessa forma o
objetivo de levar informação àqueles que dela precisam , será atingido.
De forma geral, embora a pesquisa tenha sido direcionada ao curso de
Gestão Ambiental, sugere-se que estudos futuros sejam realizados a outros cursos
desta e de outras instituições de ensino superior que precisam usar a internet como
fonte de informação. A partir dos resultados obtidos, torna-se possível para a
biblioteca da instituição a criação de programas de treinamentos e atividades afins,
que possam incentivar e auxiliar os alunos a realizarem suas pesquisas, a fim de
proporcionar a satisfação das necessidades informacionais dos usuários, além de
contribuir para formação acadêmica e auxiliar na vida profissional, uma vez que
estes conhecimentos poderão servir como subsídio para as pesquisas de ações e
projetos quando os mesmos já estiverem atuando no mercado de trabalho.
Conclui-se que a avaliação das práticas de uso da internet é uma ferramenta
de gestão para as bibliotecas universitárias que almejam conhecer e atender
satisfatoriamente
seus
alunos,
enquanto
usuanos da
informação e
consequentemente o profissional bibliotecário, em especial de bibliotecas
universitárias, que lidam diretamente com aluno/pesquisador. Dessa forma, estará
acompanhando o fenômeno da explosão informacional em seu dinamismo e
multiplicidade de formas e meios de comunicação, que influenciam no
desenvolvimento de uma sociedade apoiada em sua transmissão.
6 Referências

°

ATAIDE, Maria Elza Miranda.
lado perverso da globalização na sociedade da
informação. Ciência da Informação. Brasília, DF, v. 26 , n. 3, 1997. Disponível em :
&lt;http://dx.doi .org/1 0.1590/S01 00-19651997000300006&gt; . Acesso em : 01 out. 2011 .
BONOTTO, Matha E. K. Kling ; MORIGI , Valdir José. A narrativa musical, memória e
fonte de informação afetiva. Em Questão, Porto Alegre, v. 10, n. 1, p. 143-161 ,
jan./jun. 2004.
CAMPELLO, Bernadete Santos; CEDÓN, Beatriz Valadares; KREMER, Jeannette
Marguerite (Orgs.). Fontes de informação para pesquisadores e profissionais .
Belo Horizonte: Ed .UFMG, 2000. 319 p.
CERVO, Amado L. ; BERVIAN , Pedro A. ; SILVA, Roberto Carlos Lyra . Metodologia
científica. 6. ed . São Paulo : Pearson Prentice Hall, 2007.162 p.
FACHIN, Odília. Fundamentos de metodologia. 5. ed . rev. e atual. São Paulo:
Saraiva, 2006. 210 p.
FERNANDES, Rosana . As facilidades da internet. 2010. Disponível em : &lt;http://
www.ruadireita .com/interne/as-facilidades-da-interneU&gt; . Acesso em : 13 out. 2001 .
FURNIVAL, Ariadne Chlõe Mary. et aI. Comportamento de busca na internet: um
estudo exploratório em salas comunitárias. Revista Eletrônica Biblioteconomia e
Ciência da Informação, Florianópolis, v. 13, n. 25 , p. 153-173. 2008. Disponível em :
&lt;http://www .periodicos.ufsc.br/index.php/eb/article/view/1160/887 &gt;. Acesso em : 11
jun. 2011.

1099

�Comportamento informacional humano
i! """"'"
MaooNlck

~

=

:,

IiWitt.UJ

1I....111~

Trabalho completo

GIL, Antonio Carlos. Como elaborar projetos de pesquisa. 4. ed. São Paulo : Atlas,
2006. 175 p.
LANCASTER, F. W. Indexação e resumos: teoria e prática . 2. ed . rev. atual.
Brasília, DF : Briquet de Lemos, 2004. 452 p.
MARTINEZ-SILVEIRA. Marha; ODDONE , Nanci. Necessidades e comportamento
informacional: conceituação e modelos. Ciência da Informação, Brasília, DF, v. 36,
n.
1,
p.
118-127,
maio/ago.
2007 .
Disponivel
em :
&lt;http://www.scielo.brlscielo.php?pid=
S01 00-19652007000200012&amp;script=scit&gt;.
Acesso em : 10 jun . 2011 .
MORAN, José Manuel. Como utilizar a internet na educação. Ciência da
Informação, Brasília , DF, v. 26, n. 2, maio/ago. 1997, p. 146-153.
MOTA, Davide. Pesquisa na internet. Rio de Janeiro: Senac Nacional, 1998. 128 p.
OLETO, Ronaldo Ronan . Percepção da qualidade da informação. Ciência da
Informação, Brasília , DF, v. 35, n. 1, p. 52-62, jan.labr. 2006.
OLlVÃN , J. A. Salvador; ULLATE, José María Angós. {,Evaluar La calidad de los
recursos Web o simplesmente filtrarlos? Documentación de las Ciencias de la
Información, Madri, n. 24 , p. 105-126. 2001 .
OLIVEIRA, Miriam; ABDALA, Elisabeth A. (Orgs.). Tecnologias na internet. Porto
Alegre: EDIPUCRS, 2003 . 210 p.
PINHO, José Antonio Gomes de. Sociedade da informação, capitalismo e sociedade
civil : reflexões sobre política, internet e democracia na realidade brasileira . Revista
Administraçãode Empresa , v.51 , n. 1, p. 98-106 . 2011 .
SILVA, Edna Lúcia da; MENEZES, Estera Muskat. Metodologia da pesquisa e
elaboração de dissertação. 3. ed. rev. e atual. Florianópolis: Laboratório de Ensino
à Distância da UFSC, 2001 . Disponível em : &lt;http://projetos.inf.ufsc.br/arquivos/
Metodologia%20da%20Pesquisa%203a%20edicao.pdf&gt; . Acesso em : 10 ago . 2011 .
SILVA, Luciana Candida . Competências essenciais exigidas do bibliotecário
frente aos desafios da sociedade da informação: um estudo dos profissionais de
Goiânia-GO. 2009. 248 f. Dissertação (Mestrado em Ciência da Informação)Departamento de Ciência da Informação e Documentação , Universidade Nacional de
Brasília, Brasília , DF, 2009.
SILVA, Sueide Pereira. As práticas de utilização da internet: um estudo dos
alunos do curso de Gestão Ambiental da Faculdade de Tecnologia SENAC-GO.
2011 . 78 f. Trabalho de Conclusão de Curso (Bacharel em Biblioteconomia) Faculdade de Comunicação e Biblioteconomia, Universidade Federal de Goiás,
Goiânia, 2011 .
TOMAÉL, Maria Inês (Org .). Fontes de informação na internet. Londrina: EDUEL,
2008. 184 p.

1100

�</text>
                  </elementText>
                </elementTextContainer>
              </element>
            </elementContainer>
          </elementSet>
        </elementSetContainer>
      </file>
    </fileContainer>
    <collection collectionId="49">
      <elementSetContainer>
        <elementSet elementSetId="1">
          <name>Dublin Core</name>
          <description>The Dublin Core metadata element set is common to all Omeka records, including items, files, and collections. For more information see, http://dublincore.org/documents/dces/.</description>
          <elementContainer>
            <element elementId="50">
              <name>Title</name>
              <description>A name given to the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51396">
                  <text>SNBU - Edição: 17 - Ano: 2012 (UFRGS - Gramado/RS)</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="49">
              <name>Subject</name>
              <description>The topic of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51397">
                  <text>Biblioteconomia&#13;
Documentação&#13;
Ciência da Informação&#13;
Bibliotecas Universitárias</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="41">
              <name>Description</name>
              <description>An account of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51398">
                  <text>Tema: A biblioteca universitária como laboratório na sociedade da informação.</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="39">
              <name>Creator</name>
              <description>An entity primarily responsible for making the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51399">
                  <text>SNBU - Seminário Nacional de Bibliotecas Universitárias</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="45">
              <name>Publisher</name>
              <description>An entity responsible for making the resource available</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51400">
                  <text>UFRGS</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="40">
              <name>Date</name>
              <description>A point or period of time associated with an event in the lifecycle of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51401">
                  <text>2012</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="44">
              <name>Language</name>
              <description>A language of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51402">
                  <text>Português</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="51">
              <name>Type</name>
              <description>The nature or genre of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51403">
                  <text>Evento</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="38">
              <name>Coverage</name>
              <description>The spatial or temporal topic of the resource, the spatial applicability of the resource, or the jurisdiction under which the resource is relevant</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51404">
                  <text>Gramado (Rio Grande do Sul)</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
          </elementContainer>
        </elementSet>
      </elementSetContainer>
    </collection>
    <itemType itemTypeId="8">
      <name>Event</name>
      <description>A non-persistent, time-based occurrence. Metadata for an event provides descriptive information that is the basis for discovery of the purpose, location, duration, and responsible agents associated with an event. Examples include an exhibition, webcast, conference, workshop, open day, performance, battle, trial, wedding, tea party, conflagration.</description>
    </itemType>
    <elementSetContainer>
      <elementSet elementSetId="1">
        <name>Dublin Core</name>
        <description>The Dublin Core metadata element set is common to all Omeka records, including items, files, and collections. For more information see, http://dublincore.org/documents/dces/.</description>
        <elementContainer>
          <element elementId="50">
            <name>Title</name>
            <description>A name given to the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="63456">
                <text>Avaliação das práticas de utilização da internet: um estudo dos alunos do curso de gestão ambiental da Faculdade de Tecnologia SENAC-GO.</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="39">
            <name>Creator</name>
            <description>An entity primarily responsible for making the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="63457">
                <text>Silva, Luciana Candida da; Garbelini, Maria de Fátima; Silva, Sueide Pereira</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="38">
            <name>Coverage</name>
            <description>The spatial or temporal topic of the resource, the spatial applicability of the resource, or the jurisdiction under which the resource is relevant</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="63458">
                <text>Gramado (Rio Grande do Sul)</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="45">
            <name>Publisher</name>
            <description>An entity responsible for making the resource available</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="63459">
                <text>UFRGS</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="40">
            <name>Date</name>
            <description>A point or period of time associated with an event in the lifecycle of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="63460">
                <text>2012</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="51">
            <name>Type</name>
            <description>The nature or genre of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="63462">
                <text>Evento</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="41">
            <name>Description</name>
            <description>An account of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="63463">
                <text>Na atual sociedade da informação caracterizada, sobretudo pelo processo de produção e disseminação da informação, advindo principalmente com o surgimento da internet, o suporte de registro informacional passou a influenciar, de forma decisiva, na maneira de compartilhar e usar a informação para a construção de novos conhecimentos. Observa-se a vasta quantidade de informações registradas instantaneamente, a qual tende a continuar a crescer em decorrência da facilidade de seu acesso. Diante disso, tornou-se indispensável o uso de critérios para a busca e recuperação de informação com qualidade. Dessa forma, a pesquisa objetivou-se identificar os critérios adotados pelos alunos do curso de Gestão Ambiental da Faculdade de Tecnologia SENAC-GO para localizar, selecionar e utilizar as informações encontradas na internet, no momento das pesquisas acadêmicas. Para tanto, o estudo dividiu-se nas atividades de identificar as fontes eletrônicas mais utilizadas pelos alunos, conhecer os critérios de busca e verificar as principais dificuldades encontradas no momento da pesquisa. Ao final da pesquisa foi possível constatar que os alunos buscam mais informações de natureza científica do que não cientifica e que os alunos mesmo não tendo o conhecimento teórico acerca dos estudos de critérios de recuperação e qualidade da informação na internet, utilizam mesmo que indiretamente, os critérios que Tomaél (2008) propôs como sendo básicos para avaliar a qualidade das informações registradas em meio eletrônico, mais especificamente na internet. De forma geral, conclui-se que a avaliação das práticas de uso da internet é uma ferramenta de gestão para as bibliotecas universitárias que almejam conhecer e atender satisfatoriamente seus alunos, enquanto usuários da informação.</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="44">
            <name>Language</name>
            <description>A language of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="69453">
                <text>pt</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
        </elementContainer>
      </elementSet>
    </elementSetContainer>
  </item>
  <item itemId="5953" public="1" featured="0">
    <fileContainer>
      <file fileId="5017">
        <src>http://repositorio.febab.org.br/files/original/49/5953/SNBU2012_092.pdf</src>
        <authentication>3af7ad67d00c50e4557f469686f4bb4b</authentication>
        <elementSetContainer>
          <elementSet elementSetId="4">
            <name>PDF Text</name>
            <description/>
            <elementContainer>
              <element elementId="92">
                <name>Text</name>
                <description/>
                <elementTextContainer>
                  <elementText elementTextId="63455">
                    <text>Comportamento informacional humano
i! """"'"
MaooNlck

~

=

:,

IiWitt.UJ
1I....111~

Resumo expandido

BIBLIOTECA UM ESPAÇO VIVO:
CULTURA E CIÊNCIA NO "ESPAÇO DE VALORIZAÇÃO DOS
ARTISTAS DA UNIVERSIDADE FEDERAL DO MARANHÃO"

Suênia Oliveira Mendes 1
1Sibliotecária da Universidade Federal do Maranhão, Mestranda em Administração, São Luís,
Maranhão

1 Introdução
Biblioteca Universitária definida pelo glossário de Biblioteconomia e Ciências
afins como um local que tem a finalidade de atender a estudos, consultas e
pesquisas de alunos, técnico-científicos e docentes universitários funcionando como
centro de documentação integrada as finalidades da Universidade (ARRUDA;
CHAGAS, 2002). Mas a biblioteca possui sua função ampliada não apenas por
novos formatos de informação, mas pelo papel desempenhado. Desta forma , a
pergunta que baseou a pesquisa foi qual a nova função da Biblioteca Universitária?
A resposta para tal pergunta acontece quando se atinge o objetivo do estudo
que foi descrever o Espaço de Valorização dos Artistas da Universidade Federal do
Maranhão (UFMA) . No Maranhão a primeira Biblioteca que disponibilizou um
ambiente integracional de cultura e ciência foi a Biblioteca Central da UFMA, várias
Unidades de Informação já possuem esse ambiente de lazer, cultura e ciência,
como: Biblioteca Central da Universidade Federal de Pernambuco, Biblioteca
Universitária da Universidade Federal de Minas Gerais, Biblioteca Central Julieta
Carteado, Espaço Cultural da Biblioteca da Pontifícia Universidade Católica ,
Biblioteca da Universidade Federal de Alagoas, Biblioteca Central da Universidade
Federal de Goiás, Biblioteca Central da Universidade Federal do Maranhão entre
outras, mas a produção literária dessa discussão, ainda é escassa.
A Biblioteca Universitária tornou-se um espaço cultural que busca promover a
interação do usuário com aspectos artístico-culturais despertando o interesse e
apreciação de diversas formas de representação simbólica da cultura em seus
múltiplos formatos (OLIVEIRA et aI., 2000).
A Biblioteca deixa o conceito de guardiã da informação para o de
disseminadora da informação e incentivadora de cultura baseada em troca de
experiências expressas por exposições, livros, treinamentos, oficinas e várias formas
de comunicação acadêmica .
A importância do trabalho faz-se pelos Espaços Culturais das Unidades de
Informação serem interpretados como responsáveis pela interação ciência e cultura
por meio de atores regionais ativos na plataforma do conhecimento humano.

2 Materiais e Métodos
A metodologia abordada no trabalho foi pesquisa bibliográfica e de campo. A
pesquisa de campo não possui um amplo alcance (próprio do levantamento), mas

1082

�Comportamento informacional humano
i! """"'"
MaooNlck

~

=

:,

IiWitt.UJ

1I....111~

Resumo expandido

em compensação aprofunda muito mais a investigação do fenômeno , o que exige
mais participação do pesquisador na investigação (GIL, 2008). A pesquisa
bibliográfica serviu para mostrar os achados à luz da literatura.
Os dados coletados foram às exposições feitas no Espaço da Biblioteca
Central da UFMA.
A coleta dos dados fez-se por observação e participação em decorrência da
autora ter sido a proponente do Espaço de Valorização dos Artistas da UFMA.

3 Resultados
O entendimento de Biblioteca perpassa por múltiplos conceitos de acesso,
disseminação, uso e preservação, porém o mais relevante é o cultural que conforme
Almeida e Gutierrez (2004, p. 49)
[... ] integra-se nos diferentes mecanismos sociais que perpassam pelo
universo simbólico-espacial do agente , o corpo tem um papel determinante
como filtro e percepção cultural , seja através dos sentidos, ou
compreendida como experiências. Na formação do universo cultural têm-se
diferentes níveis de compreensão, seja nas formas de integrar-se aos
outros, nas diferentes formas de aprendizado ou na influência do meio
ambiente.

O Espaço de Valorização dos Artistas da UFMA foi inaugurado em 03 de
setembro de 2008 pelo Núcleo Integrado de Bibliotecas (NIB) da Universidade
Federal do Maranhão (UFMA) e é localizado no interior da Biblioteca Central.
O espaço tem o objetivo de construir uma interação cultural com a
comunidade acadêmica , contribuindo para a aproximação entre usuários da
biblioteca e a multiplicidade de conhecimento existente em cada leitor artista das
informações disponibilizadas pela Biblioteca, além de ser uma opção de
entretenimento no ambiente interno da Universidade cujo lema é: "A Universidade
que cresce com inovação e inclusão social." (SALGADO, 2009, p.2).
A vernissage e primeiro trabalho exposto foi o da bibliotecária Waldiene Mendes. A
exposição intitulou-se "A pintura por uma interpretação de ... Diene Mendes" e expôs
15 telas pintadas com a técnica de óleo sobre tela (FIGURA 1).

Foto 1 - Exposição " A pintura por uma interpretação de ... Diene Mendes"
Fonte: Suênia Oliveira Mendes, 2008 .

No espaço acontece eventos, como exposição de fotos, pinturas, café
literário, lançamento de livros entre outros. A Foto 2 mostra um dos momentos de
maior deleito de uma biblioteca o contato com autores feito pelo Café Literário.

1083

�Comportamento informacional humano
i! """"'"
MaooNlck

~

=

:,

IiWitt.UJ
1I....111~

Resumo expandido

Foto 2 - Café Literário
Fonte: Fonte: Suênia Oliveira Mendes, 2008.

o Café Literário que aconteceu com professores, escritores e o já falecido
cantor e compositor Antônio Vieira, além do artista Arlindo Pipiu que se reuniram
para discutir o tema "Café Literário : a leitura sob o olhar popular" a proposta foi de
oferecer um ambiente de diálogo entre as pessoas envolvidas no processo de
produção literária, como estudantes, escritores, professores, jornalistas, críticos e
editores.
O cenário cultural exposto insere-se no ambiente onde os atores locais
desenvolvem a sociedade maranhense calcada no arquétipo de que informação é
saber.

4 Considerações Finais
Espera-se que essa iniciativa contribua para concretizar o diálogo entre os
autores-leitores que vivenciam horas ou minutos na interculturalidade informacional
da Biblioteca Central do NIB/UFMA, de hospedar em cada visitante ou frequentador
o hábito da leitura ampliando os horizontes das palavras escritas em uma
universalidade de sistematização e cientificidade da existência de signos e
significados buscando a criatividade como um repertório do diálogo entre autoresleitores da compreensão VIVA do conhecimento humano.

5 Referências
ALMEIDA, M. A. B.; GUTIERREZ, G. L. Subsídios teóricos do conceito cultura para
entender o lazer e suas políticas públicas. Conexões , São Paulo, v. 2, n. 1, p. 4862 , 2004 . Disponível em :&lt;
http://stoa.usp .br/gepespp/files/3118/17390/Pol%C3%ADticas+Publicas.pdf&gt; Acesso
em: 23 jan . 2012 .
ARRUDA, S. M. de; CHAGAS, J. Glossário de biblioteconomia e ciências afins.
Florianópolis: Cidade Futura, 2002 .

1084

�Comportamento informacional humano
i! """"'"
MaooNlck

~

=

:,

IiWitt.UJ
1I....111~

Resumo expandido

GIL, A. C. Como elaborar projetos de pesquisa . 5. ed . São Paulo, SP: Atlas, 2008.
OLIVEIRA, G. M. T. et aI. Organização de espaço cultural em biblioteca universitária :
o caso da Biblioteca Central Julieta Carteado. In : CONGRESSO BRASILEIRO DE
BIBLIOTECONOMIA E DOCUMENTAÇÃO, 11 .,2000, Porto Alegre . Anais ... Porto
Alegre, PUCRS,2000 . Disponível em :&lt;
http://dici.ibict.br/archive/00000729/01/T071 .pdf &gt;. Acesso em : 11 fev. 2012 .
SALGADO, N. [Universidade que cresce]. Jornal da Universidade Federal do
Maranhão, São Luís, set. 2009 . Palavra do Reitor, p. 2. Disponível em :&lt;
http://www.slideshare .net/IZABELGALM/jornal-da-ufma&gt;. Acesso em : 16 jun . 2012 .

1085

�</text>
                  </elementText>
                </elementTextContainer>
              </element>
            </elementContainer>
          </elementSet>
        </elementSetContainer>
      </file>
    </fileContainer>
    <collection collectionId="49">
      <elementSetContainer>
        <elementSet elementSetId="1">
          <name>Dublin Core</name>
          <description>The Dublin Core metadata element set is common to all Omeka records, including items, files, and collections. For more information see, http://dublincore.org/documents/dces/.</description>
          <elementContainer>
            <element elementId="50">
              <name>Title</name>
              <description>A name given to the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51396">
                  <text>SNBU - Edição: 17 - Ano: 2012 (UFRGS - Gramado/RS)</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="49">
              <name>Subject</name>
              <description>The topic of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51397">
                  <text>Biblioteconomia&#13;
Documentação&#13;
Ciência da Informação&#13;
Bibliotecas Universitárias</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="41">
              <name>Description</name>
              <description>An account of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51398">
                  <text>Tema: A biblioteca universitária como laboratório na sociedade da informação.</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="39">
              <name>Creator</name>
              <description>An entity primarily responsible for making the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51399">
                  <text>SNBU - Seminário Nacional de Bibliotecas Universitárias</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="45">
              <name>Publisher</name>
              <description>An entity responsible for making the resource available</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51400">
                  <text>UFRGS</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="40">
              <name>Date</name>
              <description>A point or period of time associated with an event in the lifecycle of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51401">
                  <text>2012</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="44">
              <name>Language</name>
              <description>A language of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51402">
                  <text>Português</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="51">
              <name>Type</name>
              <description>The nature or genre of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51403">
                  <text>Evento</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="38">
              <name>Coverage</name>
              <description>The spatial or temporal topic of the resource, the spatial applicability of the resource, or the jurisdiction under which the resource is relevant</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51404">
                  <text>Gramado (Rio Grande do Sul)</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
          </elementContainer>
        </elementSet>
      </elementSetContainer>
    </collection>
    <itemType itemTypeId="8">
      <name>Event</name>
      <description>A non-persistent, time-based occurrence. Metadata for an event provides descriptive information that is the basis for discovery of the purpose, location, duration, and responsible agents associated with an event. Examples include an exhibition, webcast, conference, workshop, open day, performance, battle, trial, wedding, tea party, conflagration.</description>
    </itemType>
    <elementSetContainer>
      <elementSet elementSetId="1">
        <name>Dublin Core</name>
        <description>The Dublin Core metadata element set is common to all Omeka records, including items, files, and collections. For more information see, http://dublincore.org/documents/dces/.</description>
        <elementContainer>
          <element elementId="50">
            <name>Title</name>
            <description>A name given to the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="63447">
                <text>Biblioteca um espaço vivo: cultura e ciência no "Espaço de Valorização dos Artistas da Universidade Federal do Maranhão".</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="39">
            <name>Creator</name>
            <description>An entity primarily responsible for making the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="63448">
                <text>Mendes, Suênia Oliveira</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="38">
            <name>Coverage</name>
            <description>The spatial or temporal topic of the resource, the spatial applicability of the resource, or the jurisdiction under which the resource is relevant</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="63449">
                <text>Gramado (Rio Grande do Sul)</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="45">
            <name>Publisher</name>
            <description>An entity responsible for making the resource available</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="63450">
                <text>UFRGS</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="40">
            <name>Date</name>
            <description>A point or period of time associated with an event in the lifecycle of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="63451">
                <text>2012</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="51">
            <name>Type</name>
            <description>The nature or genre of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="63453">
                <text>Evento</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="41">
            <name>Description</name>
            <description>An account of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="63454">
                <text>Estudo sobre o Espaço de Valorização dos Artistas da Universidade Federal do Maranhão e a importância dos espaços culturais serem interpretados como responsáveis pela interação ciência e cultura por meio de atores regionais ativos na plataforma do conhecimento humano </text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="44">
            <name>Language</name>
            <description>A language of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="69452">
                <text>pt</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
        </elementContainer>
      </elementSet>
    </elementSetContainer>
  </item>
  <item itemId="5952" public="1" featured="0">
    <fileContainer>
      <file fileId="5016">
        <src>http://repositorio.febab.org.br/files/original/49/5952/SNBU2012_091.pdf</src>
        <authentication>6e6d9758d1c01207296bf69bc9337365</authentication>
        <elementSetContainer>
          <elementSet elementSetId="4">
            <name>PDF Text</name>
            <description/>
            <elementContainer>
              <element elementId="92">
                <name>Text</name>
                <description/>
                <elementTextContainer>
                  <elementText elementTextId="63446">
                    <text>Comportamento informacional humano
i! """"'"
MaooNlck

~

=

:,

IiWitt.UJ
1I....111~

Resumo expandido

HISTÓRIA CULTURAL DAS PRÁTICAS DE LEITURA DE
ESTUDANTES UNIVERSITÁRIOS
Andréa Pereira dos Santos ' ,
1Professora Mestre, UFG, Goiânia, Goiás

1 Introdução
Desde o ano 2006 ministro disciplinas ligadas à leitura (teoria e história) no
curso de biblioteconomia da Universidade Federal de Goiás. Além dos alunos do
curso de biblioteconomia ministro a disciplina para alunos de outros cursos em
formato de núcleo livre.
Nessas disciplinas, procuro discutir a leitura levando em consideração a
história das práticas de leitura dos estudantes colocando-os como personagens
dessa. Tal atividade me surpreende a cada ano e não poderia deixar de compartilhar
tais percepções.
Uma pesquisa sobre leitura, que envolve a participação dos estudantes, é
bastante produtiva , pois os torna objeto da própria discussão. E nada mais atual do
que estudos como esse, principalmente nesse contexto de leituras fragmentadas
tanto pela explosão da informação, quanto pelo acesso, cada vez maior, com o
advento da Internet.
Um outro aspecto interessante é que tal atividade envolve os familiares dos
alunos e é uma forma de aproximação entre a família e a universidade.
O questionamento levantado com essa atividade é: como se dá o processo de
construção e formação de leitores dos alunos dos cursos de graduação da UFG?
Objetiva-se, assim , compreender o processo de formação e construção do leitor por
meio da história das práticas de leitura familiar.
Trabalhos sobre práticas de leitura são bem recorrentes em nossa literatura.
Entretanto, autores que me influenciaram nessa temática foram : Chartier (1990,
2001), que no primeiro livro discute a história cultural e no segundo as práticas de
leitura; Abreu (1999 , 2001), com discussões em torno da história da leitura e dos
preconceitos em leitura. Destaco essa última, porque a história das práticas de
leitura dos universitários revela resquícios de preconceitos com certos tipos de
leitura. Por fim , Melo (2007) que, em sua tese de doutorado transformada em livro,
discute as primeiras práticas de leitura em Goiânia.

2 Materiais e Métodos
As pesquisas qualitativas são importantes para que possamos realizar
análises de forma crítica, pois não nos predemos em números e sim em dados que
revelam resultados imensuráveis, principalmente quando o objeto de pesquisa é o
ser humano. Assim , optou-se pela pesquisa qualitativa tendo como metodologia a
história cultural. A historia cultural é aquela que não está presente na grande história
tradicional ; ela é a micro-história ou história vista de baixo (BURKE , 2008; DOSSE,
2003; HUNT, 2001 ; LE GOFF, 1998).
O procedimento de coleta de dados utilizado foi gerado durante as atividades

1079

�Comportamento informacional humano
i! """"'"
MaooNlck

~

=

:,

IiWitt.UJ
1I....111~

Resumo expandido

realizadas nas duas disciplinas ministradas: Leitura e Sociedade e História dos
Registros do Conhecimento . Cada estudante deveria levantar a história das práticas
de leitura familiar entrevistando avós, pais, irmãos e um relato da própria prática.
Depois o estudante apresentaria sua história em formato de seminário e
entregaria um texto dissertativo sobre o tema .
Minha análise constou de observar a postura dos estudantes durante a
apresentação: suas emoções e inquietações e de verificar se eles faziam relação
das histórias das práticas de leitura com os grandes acontecimentos ditados pela
história tradicional.

3 Resultados Parciais/Finais
Durante esses anos ministrando as disciplinas ligadas a leitura e a história da
leitura e acompanhando os trabalhos apresentados pelos alunos dentro delas, pude
perceber que houve uma aproximação bem maior dos estudantes com a teoria
apresentada em sala de aula . Mesmo porque, eles se viram dentro das discussões.
As apresentações, em muitos momentos, foram carregadas de emoção, pois
com toda a correria da vida e da própria universidade, a maioria não conhecia a
própria história e nunca tinha parado um pouco para refletir.
Percebi um fato bastante difundido por inúmeros autores: que acesso ao
material livro é mais comum nas famílias com maior poder aquisitivo e com pais com
formação superior.
Outro detalhe que chama a atenção é a onipresença da bíblia na maioria dos
lares. Tendo-a como principal instrumento de leitura independente da classe social.
Interessante, pois, desde Idade Média e da invenção da imprensa de Gutenberg, ela
é presença na nossa história da leitura.
E por fim , vários estudantes revelaram certos preconceitos ligados a leitura,
ou seja, não consideravam como leitura algumas revistas, livros e outros materiais
escritos, comprovando os estudos de Abreu (2001).

4 Considerações Parciais/Finais
É cada vez mais importante dar atenção às práticas de leitura reveladas na
atualidade. Critica-se e fala-se muito de leituras fragmentadas e acusa-se a
juventude de não gostar de ler. Talvez hoje (essa é minha hipótese de uma pesquisa
de doutorado que estou realizando) é que o jovem lê mais. De forma fragmentada?
Talvez. E, provavelmente, não poderia ser diferente já que há uma infinidade de
informações difíceis de digerir.
Enfim, desconfio que essas redes sociais e a própria internet tem contribuído
para a construção e formação desse jovem leitor. Podemos pensar também que ele
esteja praticando aquela leitura extensiva mencionada por Darnton (1992), ou seja,
diferentemente da leitura intensiva que era naturalmente mais possível até o século
XVIII , pois com o aumento da produção livreira tornou-se mais difícil.

5 Referências
ABREU , Márcia (org .). Leitura, história e história da leitura. Campinas, SP:
Mercado de Letras: Associação de Leitura do Brasil - ALB. São Paulo : FAPESP,

1080

�Comportamento informacional humano
i! """"'"
MaooNlck

~

=

:,

IiWitt.UJ
1I....111~

Resumo expandido

1999.
___ . Diferença e desigualdade: preconceitos em leitura. In : MARINHO, Marildes
(org.) Ler e navegar: espaços e percursos da leitura. Campinas: Mercado das
Letras, 2001 .
BURKE, Peter. O que é história cultural? 2. ed . Rio de Janeiro: Jorge Zahar, 2008.
CHARTIER, Roger. A História Cultural: entre práticas e representações. Trad .
Maria Manuela Galhardo. Rio de Janeiro: Bertrand Brasil, 1990.
CHARTIER, Roger (org .). Práticas da leitura. 2. ed . São Paulo : Estação Liberdade,
2001 .
DARNTON , Robert. História da leitura. In: BURKE, Peter (Org .). A escrita da
história: novas perspectivas. São Paulo: Editora da UNESP, 1992. p. 199-236
DOSSE, François. A história em migalhas: dos Annales à nova história. Bauru, SP:
Edusp, 2003.
HUNT, Lynn . A nova história cultural . 2. ed . São Paulo: Martins Fontes, 2001.
LE GOFF, Jacques. A história nova. 4. ed. São Paulo: Martins Fontes, 1988.
MELO, Orlinda Carrijo. A invenção da cidade: leitura e leitores. Goiânia: Ed . Da
UFG, 2007.

1081

�</text>
                  </elementText>
                </elementTextContainer>
              </element>
            </elementContainer>
          </elementSet>
        </elementSetContainer>
      </file>
    </fileContainer>
    <collection collectionId="49">
      <elementSetContainer>
        <elementSet elementSetId="1">
          <name>Dublin Core</name>
          <description>The Dublin Core metadata element set is common to all Omeka records, including items, files, and collections. For more information see, http://dublincore.org/documents/dces/.</description>
          <elementContainer>
            <element elementId="50">
              <name>Title</name>
              <description>A name given to the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51396">
                  <text>SNBU - Edição: 17 - Ano: 2012 (UFRGS - Gramado/RS)</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="49">
              <name>Subject</name>
              <description>The topic of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51397">
                  <text>Biblioteconomia&#13;
Documentação&#13;
Ciência da Informação&#13;
Bibliotecas Universitárias</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="41">
              <name>Description</name>
              <description>An account of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51398">
                  <text>Tema: A biblioteca universitária como laboratório na sociedade da informação.</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="39">
              <name>Creator</name>
              <description>An entity primarily responsible for making the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51399">
                  <text>SNBU - Seminário Nacional de Bibliotecas Universitárias</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="45">
              <name>Publisher</name>
              <description>An entity responsible for making the resource available</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51400">
                  <text>UFRGS</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="40">
              <name>Date</name>
              <description>A point or period of time associated with an event in the lifecycle of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51401">
                  <text>2012</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="44">
              <name>Language</name>
              <description>A language of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51402">
                  <text>Português</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="51">
              <name>Type</name>
              <description>The nature or genre of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51403">
                  <text>Evento</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="38">
              <name>Coverage</name>
              <description>The spatial or temporal topic of the resource, the spatial applicability of the resource, or the jurisdiction under which the resource is relevant</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51404">
                  <text>Gramado (Rio Grande do Sul)</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
          </elementContainer>
        </elementSet>
      </elementSetContainer>
    </collection>
    <itemType itemTypeId="8">
      <name>Event</name>
      <description>A non-persistent, time-based occurrence. Metadata for an event provides descriptive information that is the basis for discovery of the purpose, location, duration, and responsible agents associated with an event. Examples include an exhibition, webcast, conference, workshop, open day, performance, battle, trial, wedding, tea party, conflagration.</description>
    </itemType>
    <elementSetContainer>
      <elementSet elementSetId="1">
        <name>Dublin Core</name>
        <description>The Dublin Core metadata element set is common to all Omeka records, including items, files, and collections. For more information see, http://dublincore.org/documents/dces/.</description>
        <elementContainer>
          <element elementId="50">
            <name>Title</name>
            <description>A name given to the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="63438">
                <text>História cultural das práticas de leitura de estudantes universitários.</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="39">
            <name>Creator</name>
            <description>An entity primarily responsible for making the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="63439">
                <text>Santos, Andréa Pereira dos</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="38">
            <name>Coverage</name>
            <description>The spatial or temporal topic of the resource, the spatial applicability of the resource, or the jurisdiction under which the resource is relevant</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="63440">
                <text>Gramado (Rio Grande do Sul)</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="45">
            <name>Publisher</name>
            <description>An entity responsible for making the resource available</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="63441">
                <text>UFRGS</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="40">
            <name>Date</name>
            <description>A point or period of time associated with an event in the lifecycle of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="63442">
                <text>2012</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="51">
            <name>Type</name>
            <description>The nature or genre of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="63444">
                <text>Evento</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="41">
            <name>Description</name>
            <description>An account of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="63445">
                <text>Compreende o processo de formação e construção do leitor por meio da história das práticas de leitura familiar.O procedimento de coleta de dados utilizado foi gerado durante as atividades Comportamento informacional humano Resumo expandido realizadas nas duas disciplinas ministradas: Leitura e Sociedade e História dos Registros do Conhecimento. Cada estudante deveria levantar a história das práticas de leitura familiar entrevistando avós, pais, irmãos e um relato da própria prática. Depois o estudante apresentaria sua história em formato de seminário e entregaria um texto dissertativo sobre o tema. Minha análise constou de observar a postura dos estudantes durante a  apresentação: suas emoções e inquietações e de verificar se eles faziam relação das histórias das práticas de leitura com os grandes acontecimentos ditados pela história tradicional.</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="44">
            <name>Language</name>
            <description>A language of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="69451">
                <text>pt</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
        </elementContainer>
      </elementSet>
    </elementSetContainer>
  </item>
  <item itemId="5951" public="1" featured="0">
    <fileContainer>
      <file fileId="5015">
        <src>http://repositorio.febab.org.br/files/original/49/5951/SNBU2012_090.pdf</src>
        <authentication>814c89f89654d490370124c81850b1da</authentication>
        <elementSetContainer>
          <elementSet elementSetId="4">
            <name>PDF Text</name>
            <description/>
            <elementContainer>
              <element elementId="92">
                <name>Text</name>
                <description/>
                <elementTextContainer>
                  <elementText elementTextId="63437">
                    <text>Organização do conhecimento: indexação, catalogação, tesauros , ontologias, taxonomias,
padrões e protocolos (Z39 .5, XML, etc.) e demais temas relacionados
Trabalho completo

o UNIVERSO DO CONHECIMENTO NAS ÁREAS DE
VITICULTURA E ENOLOGIA: SUAS REPRESENTAÇÕES JUNTO AO
CNPq, CDD E CDU*.
Rejane Chaves Batista 1, Rosângela Silva de Carvalho2
1

Bibliotecária, Especialista em "Gestão de Pessoas", Instituto Federal de Educação do Sertão
Pernambucano, Petrolina - PE.

2 Bibliotecária, Especialista em "Organização do Conhecimento para a Recuperação da
Informação", Instituto Federal de Educação do Sertão Pernambucano, Petrolina - PE.

*Trabalho originado na monografia para o programa de especialização em "Organização do
Conhecimento para Recuperação da Informação", da Universidade Federal do Estado do Rio de
Janeiro (UNIRIO).

Resumo

o estudo aborda as áreas do conhecimento de viticultura e enologia, que são
ofertadas como um dos cursos superiores no Instituto Federal de Educação, Ciência
e Tecnologia do Sertão Pernambucano (IF Sertão - PE), campus zona rural. O
trabalho aponta a importância destas no sertão do São Francisco pernambucano.
Trata a teoria do conceito e a teoria da classificação como base para a organização
do conhecimento das áreas estudadas. Mostra a representação dessas áreas nos
instrumentos de classificação mais utilizados no Brasil : CDD, CDU e TAC do CNPq.
Conclui apresentando resultados das análises dessas áreas e suas representações
nos instrumentos de classificação.
Palavras-Chave:
Organização do conhecimento ; Viticultura ; Enologia ; Teoria da classificação;
Teoria do conceito.

Abstract
The study approaches areas of knowledge of viticulture and enology, that are
offered as degree courses at the Federal Institute of Education, Science and
Technology of Sertão Pernambucano (IF Sertão - PE), rural campus. The work
highlights the importance of these fields in the San Francisco Pernambucano region .
It discusses the theory of concept and theory of classification as a basis for
knowledge organization of the areas studied . It shows the representation of these
areas in the classification instruments commonly used in Brazil : DDC , UCD and
CNPq . It concludes by presenting results of analysis of these areas and their
representations in the classification instruments.

Keywords:
Knowledge Organization ; Viticulture; Enology; Classification theory; Concept
theory.

1064

�Organização do conhecimento: indexação, catalogação, tesauros , ontologias, taxonomias,
padrões e protocolos (Z39 .5, XML, etc.) e demais temas relacionados
Trabalho completo

1 Introdução
Shiyali Ramamrita Ranganathan, importante e conhecido bibliotecário indiano,
muito bem explicou o ato de conhecer, como um movimento que nunca tem fim,
formando um ciclo, de modo dinâmico e infinito. Apontava, também, que os
esquemas de classificação deveriam seguir estas mudanças, evoluindo na mesma
progressão. Tal fato se constitui uma difícil tarefa devido à "explosão do
conhecimento" , um verdadeiro "boom" que teve seu auge com a revolução
tecnológica . Saracevic (1996) escreveu sobre o assunto em seu artigo "Ciência da
Informação: origem, evolução e relações", e discorre falando sobre Vannevar Bush
(cientista do MIT), que definiu alguns problemas críticos como "a tarefa massiva de
tornar mais acessível um acervo crescente de conhecimento". Identificou, ainda, o
problema da explosão informacional, que consistia em um crescimento exponencial
de informação, especialmente nos campos da ciência e tecnologia .
Isso se comprova com as afirmações feitas por "Luiz Milanesi em O que é
biblioteca, "antes esgota-se o pesquisador do que o assunto pesquisado" .. ." (SMIT,
1986). Vivemos nessa era, a era da informação e do conhecimento, que surgem com
uma velocidade muito acelerada.
Diante disso, um ponto importante que merece ser observado é a
representação e a organização do conhecimento , visando à recuperação de
informações para os mais específicos fins e utilização. É um assunto complexo
diante de tantos avanços das áreas do conhecimento no nosso mundo, uma tarefa
nada fácil a prática de organizar diante desse ciclo ininterrupto da construção e
reconstrução do conhecimento.
Neste trabalho, o nosso objetivo é buscar as áreas do conhecimento de
Viticultura e Enologia junto aos instrumentos de classificação, ou seja , as principais
tabelas de classificação do conhecimento usadas no Brasil: a Classificação Decimal
de Dewey (CDD), a Classificação Decimal Universal (CDU) e a Tabela de Áreas do
Conhecimento (TA C) do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e
Tecnológico (CNPQ) . Essas áreas são de suma importância para o semiárido
nordestino, mais precisamente para o sertão pernambucano e o sertão do São
Francisco, onde o rio São Francisco desempenha um importante papel na vida
socioeconômica das pessoas e daquela região .
O Instituto Federal de Educação do Sertão Pernambucano (IF Sertão-PE)
abriga várias áreas do conhecimento que se reflete em seus cursos. Entre estes,
situamos o curso de Viticultura e Enologia, oferecido no campus zona rural , que está
localizado no perímetro rural da cidade de Petrolina - PE. Encontra-se a 25 km do
centro urbano deste município, cercado pela imensa vegetação típica do local , a
caatinga , no semiárido nordestino. O IF Sertão zona rural possui uma ampla área de
campo, em um estilo escola-fazenda, possibilitando interações práticas com os
cursos que oferece. Estes possuem uma característica coerente com o contexto
social , econômico e ambiental da região. O campus contém vários ambientes
fundamentais para a relação ensino-aprendizagem, verdadeiros "laboratórios vivos",
como as áreas de plantação de grandes culturas, principalmente fruteiras , pocilga ,
apriscos, apiário, aviário, bovinocultura, escola do vinho, entre outros (INSTITUTO .. .,
[2011 D.
Dessa forma , como resultado , teremos a representatividade das áreas citadas
refletida nos instrumentos de classificação, visando fins de organização do
conhecimento para as suas mais diversas utilizações.

1065

�Organização do conhecimento: indexação, catalogação, tesauros , ontologias, taxonomias,
padrões e protocolos (Z39 .5, XML, etc.) e demais temas relacionados
Trabalho completo

2 Revisão de Literatura

o conhecimento produzido em vanas esferas da sociedade, no mundo,
passou a crescer significativamente. Morin (2008) nos diz que "o conhecimento
progride não tanto por sofisticação, formalização e abstração , mas, principalmente ,
pela capacidade de contextualizar e englobar" . Prosseguindo, Morin (2008) ainda
nos fala que o conhecimento é constituído de tradução e reconstrução, partindo dos
sinais, signos, símbolos, formando representações, idéias, teorias e discursos.
Constitui-se em um processo circular, que passa por separações e ligações, análises
e sínteses. Isso demonstra e reflete a tentativa de organizar o conhecimento, inserilo no seu contexto e situá-lo no seu conjunto.
Assim, percebemos o quanto é importante o estudo da organização e
representação do conhecimento, pois trata da sua sistematização, visando a
recuperação da informação, tendo em vista que toda produção científica necessita
de um tratamento para ser representada . As linguagens de documentação são
usadas para auxiliar no tratamento dos documentos que fazem parte dos sistemas
de recuperação da informação, por meio de alguns instrumentos, como por exemplo,
os esquemas de classificação, listas de cabeçalhos de assuntos, sistemas de
indexação, tesauros, entre outros.
Já houve quem ousasse e dissesse que o "conhecimento é classificação"
(LANGRIDGE , 1977, p. 11). A história da classificação do conhecimento partiu do
modelo estabelecido por Aristóteles, e prevaleceu por aproximadamente dois mil
anos (300 aC a 1600). Ele dividiu a ciência em três partes: teórica, prática e
produtiva .
O filósofo grego Porfírio, no século IV, apresentou uma classificação
dicotômica do conhecimento, conhecida como árvore de Porfírio . Outros
classificadores, como Bacon (século XVII) e Bliss (século XIX), envidaram esforços
para substituir o sistema aristotélico . As classificações eram agrupadas de acordo
com características subjetivas, como por exemplo a divisão que Bacon fez, onde
dependia do modo como a mente conduzisse os fenômenos, ou seja, pela memória
e pela razão . Já no século XX, as classificações tiveram como característica o
empirismo, a teoria não era muito considerada. Houve muitos estudos científicos
desenvolvidos por Dewey, Cutter, Brown , Bliss e a Library of Congress dos Estados
Unidos. Destes se destacou a Classificação Decimal de Dewey (CDD), baseada na
classificação de Bacon, que inovou com a utilização de números decimais para a
notação de assuntos.
O matemático e bibliotecário indiano Shiyali Ramamrita Ranganathan foi um
nome de grande destaque junto à teoria da classificação. W. C. Berwick Sayers foi
seu orientador e o influenciou, "calcado na teoria da classificação com base na
lógica aristotélica, partiu para uma revolução no delineamento de esquemas de
classificação" (NAVES , 2006, p. 38). Ele estudou a teoria e a natureza do
conhecimento em vários assuntos. Ao questionar sobre como os assuntos são
formados, obteve como resposta que estes se dão por cinco caminhos: dissecação,
laminação, desnudação, reunião/agregação e superposição. Dedicou-se bastante às
pesquisas na área de classificação, criou um novo esquema de classificação ,
utilizando a análise em facetas, originando e influenciando as classificações
modernas. Ele sentiu esta necessidade ao estudar a Classificação Decimal de
Dewey, pois percebia um grande problema de adequação dos assuntos em relação
1066

�Organização do conhecimento: indexação, catalogação, tesauros , ontologias, taxonomias,
padrões e protocolos (Z39.5, XML, etc.) e demais temas relacionados
Trabalho completo

às estruturas classificatórias. Foi um pesquisador pioneiro em busca de solucionar
este problema. Ranganathan apresenta também a "Espiral do Desenvolvimento de
Assuntos", onde se percebe o registro do conhecimento e a sua produção. O
movimento em espiral representa a dinâmica dos assuntos com as possíveis e
constantes mudanças no universo do conhecimento e de assuntos. Campos (2001,
p. 43) nos diz que "dessa forma a garantia literária e a dinâmica do conhecimento
andam juntas, e são esses fatores que determinam a relação do documento com o
conhecimento e influenciam a elaboração de esquemas classificatórios para a área
da documentação". Desta forma , torna-se perceptível a estreita relação do
conhecimento com os esquemas de classificação.

Figura 3: A Espiral do Desenvolvimento de Assunto
Fonte: Ranganathan (1967) .

Sobre a acomodação do conhecimento nas tabelas de classificação, Silva
(2007) diz que "a flexibilidade na organização do conhecimento é importante,
sobretudo quando se trata de documentos de natureza científica em que as áreas se
expandem rapidamente e necessitam de novas acomodações nas tabelas de
classificações".
É importante saber que cada classificação atende a objetivos específicos. Um
mesmo objeto ou idéia poderá ser classificado de diversas maneiras, e isso irá
depender das necessidades que se pretendem satisfazer e dos propósitos a que
estão relacionados. Langridge (1977, p. 17) nos diz que "não existe, portanto,
nenhuma razão em julgar qualquer classificação como sendo certa ou errada".

1067

�Organização do conhecimento: indexação, catalogação, tesauros , ontologias, taxonomias,
padrões e protocolos (Z39 .5, XML, etc.) e demais temas relacionados
Trabalho completo

3 Materiais e Métodos
As áreas escolhidas para análise foram Viticultura e Enologia . Foram levadas
em consideração por serem assuntos pertinentes aos cursos superiores do IF
Sertão, especificamente do campus zona rural. São também áreas do conhecimento
muito cogitadas na região do Submédio do Vale do São Francisco e alavancam boa
parte da produção econômica local. São atividades que são exploradas em grande
escala e, em decorrência disto, surgem demandas por conhecimentos e buscas por
técnicas adequadas, visando uma melhor produtividade .
A princípio, buscaremos conceituar as áreas em questão, pois esta tarefa nos
ajudará a analisar como estão organizadas e representadas nos instrumentos de
classificação (tabela do CNPq, CDD e CDU).
Foram consultados dicionários e enciclopédias renomadas, como também a
literatura científica dos temas propostos. Os quadros a seguir nos darão uma melhor
visão e compreensão.
VERBETE

DEFINiÇÃO

Viticultura

Cultura das vinhas. Vinicultura.

Enologia

Estudo do que toca aos vinhos.

Vinicultura

Fabricação de vinho. Viticultura .

Vitivinicultura

Cultura das vinhas e fabricação de vinho.

..

. .

Quadro 1: Definição de verbetes de dlclonano
Fonte: Ferreira (2009).

VERBETE

DEFINiÇÃO

Viticultura

Cultura da videira com a finalidade de produzir
frutos destinados ao consumo como fruta fresca, à
produção de passas ou ao processamento, com vistas

à elaboração de sucos, vinhos e seus derivados, além
de doces, geléias, etc.
Enologia

Do grego oinos, vinho e fogos , tratado. Arte e
conjunto de ciências respeitantes ao vinho, quer sob o
ponto de vista da preparação, quer dos elementos que
o compõem, bem como de sua conservação, de seus
defeitos e doenças.

1068

�Organização do conhecimento: indexação, catalogação, tesauros , ontologias, taxonomias,
padrões e protocolos (Z39 .5, XML, etc.) e demais temas relacionados
Trabalho completo

Vinicultura

Atividades que se referem à fabricação de vinho.
Viticultura

Vitivinicultura

Conjunto de atividades que se referem à cultura
de videiras e à fabricação de vinho. Viticultura.

,
.
. .
Quadro 2: Definição de verbetes da Enclclopedla Agrícola Brasileira
Fonte: ENCICLOPÉDIA. .. (1995) .

Pretendemos abordar somente os termos: Viticultura e Enologia. Entretanto,
algumas destas definições nos remeteram a outros termos como: Vinicultura e
Vitivinicultura , que estão coloridos de azul. Constatamos que estes são importantes
para o nosso trabalho , pois estão estreitamente relacionados às áreas de Viticultura
e Enologia e, desta forma , os incluímos nas definições acima, com o intuito de que
estas possam nos ajudar nas buscas nos instrumentos de classificação, como
também nas análises da representação do conhecimento das áreas a serem
trabalhadas.
Consultamos, também, a literatura científica das áreas abordadas. Sobre
Viticultura e Enologia, Giovaninni e Manfroi (2009) nos descrevem como sendo
áreas do conhecimento totalmente interligadas e dependentes entre si :
Um grande vinho somente pode ser elaborado a partir de uvas de
alta qualidade e com a aplicação dos melhores conhecimentos
enológicos disponíveis. Com uva de qualidade inadequada o
enólogo não tem como fazer um grande vinho, por mais
conhecimento e tecnologia que tenha à sua disposição. Do mesmo
modo, a melhor uva possível não gerará um grande vinho se o
enólogo não tiver o conhecimento e os equipamentos adequados
para obter desta fruta todo o seu potencial.

De posse dos dados acima , com as possíveis definições extraídas de
dicionários, enciclopédias e literatura científica , podemos buscar a conceituação dos
termos em análise. Dahlberg (1978) nos mostra que com a ajuda das linguagens
naturais podemos formular enunciados a respeito de conceitos. uÉ em base a tais
enunciados que elaboramos conceitos relativos aos diversos objetos. Cada
enunciado verdadeiro representa um elemento do conceito". Aplicaremos aqui o
modelo de formulação dos enunciados citado por Dahlberg , neste artigo
mencionado, em relação aos nossos assuntos pesquisados.
Sobre Viticultura podemos formular os seguintes enunciados:
a) Cultura das vinhas;
b) Cultura da videira ;
c) Tem como finalidade a produção de frutos (uvas) destinados ao consumo,
produção de produtos alimentícios (doces, geléias, etc.) e bebidas (vinhos, sucos,
etc.).
Sobre Enologia:
a) Estudo do vinho;
b) Arte e ciência do vinho;

1069

�Organização do conhecimento: indexação, catalogação, tesauros , ontologias, taxonomias,
padrões e protocolos (Z39.5, XML, etc.) e demais temas relacionados
Trabalho completo

c) Inclui a preparação, conservação, defeitos e doenças do vinho.
3.1 DADOS DO CNPq
Constitui-se como finalidade da Tabela de Áreas do Conhecimento (TAC) do
CNPq a organização do universo de ciência e tecnologia do país, visando a gestão e
avaliação em níveis hierárquicos de agregação.
Ao situarmos as nossas áreas de trabalho em relação à TAC do CNPq
(BRASIL, 2011), obtivemos os seguintes resultados:
a) VITICULTURA

Não foi localizado na TAC do CNPq o termo "viticultura".
b) ENOLOGIA
Não foi localizado na TAC do CNPq o termo "enologia". Entretanto,
encontramos áreas que de alguma forma se relacionam com a área de enologia ,
conforme veremos abaixo.

5.07.02 .00-9 Tecnologia de alimentos
5.07 .02 .03-3 Tecnologia das bebidas
Achamos coerente expor essa representação devido à enologia ter como uma
de suas definições a "preparação, conservação, defeitos e doenças do vinho", ou
seja, a tecnologia das bebidas, conforme situamos a partir do conceito.
3.2 DADOS DA CDD
A Classificação Decimal de Dewey é um dos sistemas mais utilizados e
conhecidos do mundo. Melvil Dewey foi o seu idealizador e criador, que se inspirou
em estudos de filósofos e outros classificadores.
Para buscarmos as representações das áreas abaixo na tabela da CDD
(DEWEY, 2003) , obtivemos todas estas a partir da classe mais geral, a "600
Tecnologia".
a) VITICULTURA

Foi interessante observarmos a estrutura da cadeia abaixo, onde
encontramos a faceta "634.8 Uvas" subordinada a "634 Pomar, frutas e silvicultura".
Podemos também , desta forma, relacioná-Ia com a área de Fruticultura. Entretanto,
há uma observação importante, onde ao mesmo tempo em que está representada a
faceta "634.8 Uvas", aqui também se pede para classificar a área de "Viticultura".
Consultamos o índice da CDD, na expectativa de localizarmos esta área sob outro
enfoque, mas não foi encontrado nenhum outro ponto de acesso para a área em
questão. De acordo com as definições e enunciados que obtivemos das
conceituações, a nota "Classifique aqui viticultura" possui uma estreita relação com a
cultura e produção de uvas.

1070

�Organização do conhecimento: indexação, catalogação, tesauros , ontologias, taxonomias,
padrões e protocolos (Z39.5, XML, etc.) e demais temas relacionados
Trabalho completo

600 Tecnologia (Ciências aplicadas)
630 Agricultura e tecnologias relacionadas
634 Pomar, frutas e silvicultura
634 .8 Uvas
Classifique aqui viticultura.
634 .82 Lesões, doenças, pestes
634 .83 Variedades e tipos
634 .88 Cultivo e colheita
b) ENOLOGIA
Não foi localizado no índice e nem nas tabelas da CDD o termo Enologia .
Constatamos que a classe "663 Tecnologia de bebidas" aborda sobre bebidas.
Ao descermos na cadeia, observamos a classe "663.2 Vinho". Há uma nota para que
seja incluído nesta o assunto "vinho de uva". A partir daí, visualizamos facetas que
tratam sobre filosofia e teoria, miscelânea, equipamentos, materiais, processos,
operações .. . tudo relacionado ao vinho. São mostrados os tipos de vinho na classe
"663 .22 Tipos de vinho de uva". Vejamos a classe melhor demonstrada abaixo.

600 Tecnologia (Ciências aplicadas)
660 Engenharia química e tecnologias relacionadas
663 Tecnologia de bebidas
663 .2 Vinho
Incluindo cidra fermentada
Classifique aqui vinho de uva
663 .200 1 Filosofia e teoria
663 .200 2 Miscelânea
663 .200 284 Aparatos e equipamentos
663 .200 3-.200 9 Subdivisões padrão
663 .201-.209 Materiais, processos, operações
663 .22 Tipos de vinho de uva
663 .222 Vinho branco
663 .223 Vinho vermelho
Incluindo rosé
663 .224 Vinho espumante
Branco e vermelho
3.3 DADOS DA CDU
A Classificação Decimal Universal teve sua origem a partir da Classificação
Decimal de Dewey, e foi administrada pela hoje extinta Federação Internacional de
Informação (FIO), que a gerenciou até 1991. Desde 1992, todos os direitos e
responsabilidades pela CDU passaram a ser do Consórcio CDU , que é formado por
instituições de informação e normalização da Bélgica , Espanha, Países Baixos,
Reino Unido e Japão, incluindo a própria FIO.
Ao situarmos nossas áreas de trabalho nesta tabela de classificação

1071

�Organização do conhecimento: indexação, catalogação, tesauros , ontologias, taxonomias,
padrões e protocolos (Z39 .5, XML, etc.) e demais temas relacionados
Trabalho completo

(BRASIL, 2007), obtivemos as seguintes demonstrações representadas:
a) VITICULTURA

Buscamos, primeiramente, as classes superiores de onde está situada a
Viticultura, para fins de melhor orientação e observação do contexto no qual está
inserida.
6 Ciências aplicadas. Medicina. Tecnologia
63 Agricultura
631/635 Administração de estabelecimentos agrícolas. Agronomia.
Horticultura.
634-1/-2 Equipamento, operações, etc. de horticultura. Danos e doenças de
plantas.
Ao localizarmos a classe 6, encontramos a notação acima demonstrada. Ao
observarmos suas divisões, encontramos a classe 634.8, como veremos abaixo.
Percebemos que há uma extensa subdivisão condizente com a definição obtida da
área de Viticultura , incluindo a cultura das vinhas, videira , a produção de seus frutos
(uvas), a classificação botânica da videira (incluindo nomes científicos) , além das
que produzem produtos alimentícios.
63

Viticultura. Videiras. Vinhedos.

63

Videiras jovens (cultivo e propagação).

4.8
4 .8.03
63
4.8.032
63
4 .8.034
63
4 .8.037
63
4 .8.04
63
4.8.042
63
4.8.044
63
4 .8.047
63
4 .8.05
63
4 .8.07
63
4 .8.076
63
4 .8.077
63
4.8.078
63
4 .8.09
63

Cultivo de videiras a céu aberto.
Cultivo de videiras em estufas.
Viveiros de videiras e sua administração.
Videiras maduras (plantação, etc.)
Cultivo a céu aberto.
Cultivo em estufa.
Vinhedos (local, disposição, esquema, etc.).
Videiras segundo as características
resistência etc. das videiras.
Produção das videiras. Colheita de uvas.
Uvas: aparência, tamanho dos cachos, etc.
Suco da uva. Produção do suco.
Uvas secas. Inclusive passas.
Cruzamentos, hibridização das videiras .
Híbridos naturais. Híbridos espontâneos.

1072

ecológicas.

Robustez,

�Organização do conhecimento: indexação, catalogação, tesauros , ontologias, taxonomias,
padrões e protocolos (Z39 .5, XML, etc.) e demais temas relacionados
Trabalho completo

4.8.092
63
4.8.093
63
4.8.094
63
4.84
63

Híbridos artificiais.
Produtores diretos.
Espécie de videira para viticultura
Vitis vinifera e outras. Classificação botânica das videiras.
Ampelografia. Regiões de vinho e uvas.
Muscadinia.

4.841
63

Euvites.

63

Labruscae.

4.842
4.842.1
63
4.842.2
63
4.842.3
63
4.842.4
63
4.842.5
63
4.842.6
63
4.842.7
63
4.842.8
63
4.85
63
4.852
63
4.853
63
4.86
63
4.862
63
4.863
63
4.864
63
4.865

Ripariae.
Rupestrae.
Cinerascentae.
Aestivalae.
Labruscoideae.
Viniferae.
Labruscoideae asiaticae.
Videiras de vindima ou de prensa de lagar. Uvas viníferas.
Videiras que produzem uvas claras.
Videiras que produzem uvas escuras. Uvas viníferas vermelhas,
roxas ou pretas.
Videiras que produzem uvas de mesa (para serem comidas
frescas, preparadas ou em conserva) e para refrescos.
Videiras que produzem uvas claras. Uvas de mesa verdes ou
brancas.
Videiras que produzem uvas escuras. Uvas de mesa vermelhas,
roxas ou pretas.
Videiras que produzem uvas para serem consumidas secas. Uvas
sem semente (para passas).
Videiras que produzem uvas para extração de suco.

b) ENOLOGIA
6 Ciências aplicadas. Medicina. Tecnologia
66 Tecnologia química. Indústrias químicas e afins
663 Microbiologia industrial. Micologia industrial. Zimotecnia , indústria da
fermentação . Indústria de bebidas. Indústria de estimulantes

Nas divisões da classe 663, localizamos a Enologia na classe abaixo:

1073

�Organização do conhecimento: indexação, catalogação, tesauros , ontologias, taxonomias,
padrões e protocolos (Z39 .5, XML, etc.) e demais temas relacionados
Trabalho completo

663.2 Vinhos. Vinicultura. Enologia.
Suas subdivisões são extensas e, dessa forma, apresentamos aqui somente
as primeiras facetas . Encontramos aqui uma coerente classificação para o estudo do
vinho, ou seja , a Enologia , enfocando a arte e ciência do vinho, a preparação, os
produtos, e até mesmo o vinho de outras frutas , exceto a própria uva.
663 .21 Vinhos em geral. Vinhos segundo a origem .
663 .22 Vinhos especiais. Vinhos de imitação.
663 .23 Substitutos do vinho.
663 .24 Produtos à base de vinho
663 .25 Vinicultura
663 .26 Uso de resíduos da fabricação do vinho. Inclusive uso de raspas,
bagaços, resíduos insolúveis, borra, lia, etc. Produtos, p. ex., aguardente de bagaço,
vinagre de bagaço.
663 .28 Estabelecimentos relacionados com a produção de vinho.
663.3 Sidra. Vinho de pêra. Vinhos de outras frutas, vinho de seivas.
663 .31 Vinho de maçã. Sidra.
663 .34 Vinho de pêra . Perada .
663 .35 Vinhos de bagas. Inclusive vinhos de groselha, vinho de morango.
663 .36 Vinhos de outras frutas . Inclusive vinhos de cereja, laranja, jabuticaba,
abacaxi, caju, jenipapo. Vinhos de frutas misturadas.
663 .37 Vinhos de seiva .

4 Resultados Parciais/Finais
A análise conceitual das áreas do conhecimento trabalhada aqui nos deu
subsídios para visualizá-Ias e identificá-Ias nas representações expostas nos
instrumentos de classificação utilizados.
No portal do CNPq , observamos que algumas áreas não obtiveram
representações diretas e expressivas, como é o caso da Viticultura, Enologia,
Horticultura e Fruticultura. Entretanto, como a área de Enologia trata do estudo dos
vinhos e, desta forma , sendo o vinho considerado uma bebida, esta área está
relacionada com a área de "Tecnologia das bebidas".
Na tabela de classificação da CDD, a Enologia não alcançou nenhuma
classificação diretamente relacionada a este termo, especificamente conforme a
grafia. De acordo com a conceituação do termo que obtivemos, a Enologia trata do
estudo e da arte do vinho, como também os aspectos relacionados à preparação,
conservação, defeitos e doenças. Dessa forma, a representação mais relacionada à
área em questão foi localizada na classe "663 Tecnologia de bebidas" e também na
"663 .2 Vinho". Já a área de Viticultura estava representada como uma nota na
classe "634.8 Uvas", da forma "classifique aqui Viticultura".
O esquema de classificação da CDU apresentou significativos arranjos de
assuntos, refletindo um maior desenvolvimento das áreas trabalhadas, originandose, todas estas, da grande área "6 Ciências aplicadas. Medicina. Tecnologia".
Ao localizarmos a classe "63 Agricultura", esta nos direcionou à "634.8
Viticultura . Videiras. Vinhedos". A partir desta, houve uma subdivisão considerável

1074

�Organização do conhecimento: indexação, catalogação, tesauros , ontologias, taxonomias,
padrões e protocolos (Z39 .5, XML, etc.) e demais temas relacionados
Trabalho completo

da área, onde foram explanados diversos aspectos do cultivo de videiras, espécies
de videiras e suas respectivas produções, para as várias finalidades a que se
destinam.
A área de Enologia, da mesma forma que a Viticultura, está inserida na
grande área "6 Ciências aplicadas. Medicina. Tecnologia". Entretanto, ela se
direciona à classe "66 Tecnologia química. Indústrias químicas e afins", descendo a
cadeia pela classe "663 Microbiologia industrial. Micologia industrial. Zimotecnia ,
indústria da fermentação. Indústria de bebidas. Indústria de estimulantes", chegando
assim até a classe "663.2 Vinhos. Vinicultura. Enologia". Observamos que a
"Vinicultura" está na mesma classe da "Enologia", pois se referem à fabricação e ao
estudo dos vinhos. Suas subdivisões são bem extensas, abordando desde a origem
do vinho, produtos, fabricação e até mesmo tipos de vinho de outras frutas ,
diferentes da tradicional uva.
Diante desses resultados obtidos, são demonstrados os pontos de vista de
cada esquema de classificação trabalhado e também as representações das áreas
elegidas para análise e estudo.

5 Considerações Parciais/Finais
Organizar o conhecimento não consiste em uma tarefa fácil. Muitos estudos,
técnicas e teorias têm sido construídas para este fim e, nem sempre, há um êxito
total e pontual devido ao crescimento, quase que exponencial , da produção do
conhecimento.
Buscamos, mais precisamente, no IF Sertão-PE, campus zona rural , as áreas
do conhecimento que são trabalhadas em um dos seus cursos tecnólogos
superiores, a saber: Viticultura e Enologia. Estas fazem parte de um contexto
socioeconômico do sertão do São Francisco pernambucano, refletindo numa das
maiores fontes de economia da região.
Foi realizada a representação dessas áreas junto aos mais importantes
instrumentos de classificação do conhecimento utilizados no país, como a TAC do
CNPq , a CDD e a CDU, em suas versões mais atuais disponíveis, visando a
contextualização destas junto à ciência no atual momento. As definições em
dicionário, enciclopédias da área em questão, como também a teoria do conceito,
nos deram base e subsídios importantes para localizarmos as áreas e suas relações
nos esquemas de classificação. A coordenação de enunciados sobre cada área ,
como foi tratado no tópico sobre a teoria do conceito foi de extrema utilidade para
localizarmos a representação dos assuntos nas tabelas de classificação. Nesse
sentido, na visão de Andrade (2006), temos que:
Deve se ter sempre em mente que a representação consiste num
"constructo sociocultural constituído nas relações de uns homens
com outros homens". Nessa relação, segundo Wittgenstein, os
homens estabelecem jogos de linguagem que trazem em seu bojo
traços lingüísticos e não-linguísticos, como os participantes da
linguagem, os objetos, as ações humanas, o contexto.

Observamos que as áreas do conhecimento em análise estão todas
englobadas nas grandes áreas das Ciências Agrárias, Aplicadas e Tecnologias. Em

1075

�Organização do conhecimento: indexação, catalogação, tesauros , ontologias, taxonomias,
padrões e protocolos (Z39.5, XML, etc.) e demais temas relacionados
Trabalho completo

alguns esquemas de classificação, como a TAC do CNPq e a CDD, não há uma
representatividade tão expressiva como houve na CDU , pois nem todas as áreas
estavam incluídas naqueles. Percebemos também que, mesmo existindo um
trabalho de atualização na estrutura dos instrumentos de classificação, estes não
acompanham a complexidade das ações de avanço do conhecimento.
Dessa forma, esta análise das áreas do conhecimento em estudo nos permitiu
o seu mapeamento, em termos de estrutura classificatória, e que abrange a
recuperação para as diversas formas de utilização da informação. A classificação
apresenta potencial relevante de investigação sobre organização e representação de
informação. Este trabalho é apenas um exemplo deste contexto e também uma
contribuição para o desenvolvimento do conhecimento.
6 Referências
ANDRADE, M. E. A. Um olhar sobre as representações no universo do
conhecimento: o caso das micro e pequenas empresas. In: NAVES, M. M. L.;
KURAMOTO , H. Organização da informação: princípios e tendências. Brasília , DF:
Briquet de Lemos, 2006.
BRASIL. MINISTÉRIO DE CIÊNCIA E TECNOLOGIA. CNPq . Áreas do
conhecimento. Brasília, DF : CNPq, 2011. Disponível em :
&lt;http://www.cnpq .br/areasconhecimento/index.htm&gt; . Acesso em : 10 jan. 2011.
BRASIL. MINISTÉRIO DE CIÊNCIA E TECNOLOGIA. IBICT. Classificação Decimal
Universal. 2. ed . Brasília, DF: IBICT, 2007.
CAMPOS, M. L. A. Linguagem documentária: teorias que fundamentam a sua
elaboração. Niterói: EdUFF, 2001 .
DAHLBERG, I. Teoria do conceito. Cio Inf. , Brasília, DF, v. 7, n. 2, p. 101-107, 1978.
DEWEY, M. Dewey Decimal Classification and relative indexo22 . ed . Dublin :
OCLC , 2003 .
ENCICLOPÉDIA agrícola brasileira . São Paulo: Ed . da USP, 1995.

FERREIRA, A. B. H. Novo dicionário Aurélio da língua portuguesa. 4. ed.
Curitiba : Ed . Positivo, 2009 .
GIOVANINNI, E. ; MANFROI , V. Viticultura e enologia : elaboração de grandes
vinhos nos terroirs brasileiros. Bento Gonçalves: IFRS, 2009 .
INSTITUTO FEDERAL DE EDUCAÇÃO, CIÊNCIA E TECNOLOGIA SERTÃO
PERNAMBUCANO . Menu institucional. A instituição. [2011] . Disponível em :
&lt;http ://www.ifsertao-pe.edu.br/reitoria/i ndex.

1076

�Organização do conhecimento: indexação, catalogação, tesauros , ontologias, taxonomias,
padrões e protocolos (Z39.5, XML, etc.) e demais temas relacionados
Trabalho completo

php?option=com_content&amp;view=article&amp;id=79&amp;ltemid=34&gt;. Acesso em : 12 jan . 2011 .
LANGRIDGE, D. Classificação: abordagem para estudantes de biblioteconomia .
Rio de Janeiro: Interciência, 1977.
MORIN, E. A cabeça bem-feita : repensar a reforma , reformar o pensamento. 15.
ed . Rio de Janeiro: Bertrand Brasil , 2008 .
NAVES, M. M. L. A importância de Ranganathan para a organização do
conhecimento. In: NAVES, M. M. L.; KURAMOTO, H. Organização da informação:
princípios e tendências. Brasília, DF: Briquet de Lemos, 2006 .
RANGANATHAN , S. R. Prolegomena to library classification . Bombay: Asia
Publishing House, 1967.

SARACEVIC, T. Ciência da informação: origem, evolução e relações. Perspec. Cio
Inf., Belo Horizonte, v. 1, n. 1, p. 41-62, jan./jun . 1996.
SILVA, R. P. da. A interdisciplinaridade e os aspectos conceituais e de
representação : análise da área "multidisciplinar" da tabela de áreas do
conhecimento em uso pela CAPES. 2007 . 108 f. Dissertação (Mestrado em Ciência
da Informação)- Universidade Federal Fluminense, Niterói; Instituto Brasileiro de
Informação em Ciência e Tecnologia , Rio de Janeiro, 2007 .
SMIT, J. O que é documentação. São Paulo: Brasiliense: 1986.

1077

�</text>
                  </elementText>
                </elementTextContainer>
              </element>
            </elementContainer>
          </elementSet>
        </elementSetContainer>
      </file>
    </fileContainer>
    <collection collectionId="49">
      <elementSetContainer>
        <elementSet elementSetId="1">
          <name>Dublin Core</name>
          <description>The Dublin Core metadata element set is common to all Omeka records, including items, files, and collections. For more information see, http://dublincore.org/documents/dces/.</description>
          <elementContainer>
            <element elementId="50">
              <name>Title</name>
              <description>A name given to the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51396">
                  <text>SNBU - Edição: 17 - Ano: 2012 (UFRGS - Gramado/RS)</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="49">
              <name>Subject</name>
              <description>The topic of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51397">
                  <text>Biblioteconomia&#13;
Documentação&#13;
Ciência da Informação&#13;
Bibliotecas Universitárias</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="41">
              <name>Description</name>
              <description>An account of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51398">
                  <text>Tema: A biblioteca universitária como laboratório na sociedade da informação.</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="39">
              <name>Creator</name>
              <description>An entity primarily responsible for making the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51399">
                  <text>SNBU - Seminário Nacional de Bibliotecas Universitárias</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="45">
              <name>Publisher</name>
              <description>An entity responsible for making the resource available</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51400">
                  <text>UFRGS</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="40">
              <name>Date</name>
              <description>A point or period of time associated with an event in the lifecycle of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51401">
                  <text>2012</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="44">
              <name>Language</name>
              <description>A language of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51402">
                  <text>Português</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="51">
              <name>Type</name>
              <description>The nature or genre of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51403">
                  <text>Evento</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="38">
              <name>Coverage</name>
              <description>The spatial or temporal topic of the resource, the spatial applicability of the resource, or the jurisdiction under which the resource is relevant</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51404">
                  <text>Gramado (Rio Grande do Sul)</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
          </elementContainer>
        </elementSet>
      </elementSetContainer>
    </collection>
    <itemType itemTypeId="8">
      <name>Event</name>
      <description>A non-persistent, time-based occurrence. Metadata for an event provides descriptive information that is the basis for discovery of the purpose, location, duration, and responsible agents associated with an event. Examples include an exhibition, webcast, conference, workshop, open day, performance, battle, trial, wedding, tea party, conflagration.</description>
    </itemType>
    <elementSetContainer>
      <elementSet elementSetId="1">
        <name>Dublin Core</name>
        <description>The Dublin Core metadata element set is common to all Omeka records, including items, files, and collections. For more information see, http://dublincore.org/documents/dces/.</description>
        <elementContainer>
          <element elementId="50">
            <name>Title</name>
            <description>A name given to the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="63429">
                <text>O universo do conhecimento nas áreas de viticultura e enologia: suas representações junto ao CNPq, CDD e CDU.</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="39">
            <name>Creator</name>
            <description>An entity primarily responsible for making the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="63430">
                <text>Batista, Rejane Chaves; Carvalho, Rosângela Silva</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="38">
            <name>Coverage</name>
            <description>The spatial or temporal topic of the resource, the spatial applicability of the resource, or the jurisdiction under which the resource is relevant</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="63431">
                <text>Gramado (Rio Grande do Sul)</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="45">
            <name>Publisher</name>
            <description>An entity responsible for making the resource available</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="63432">
                <text>UFRGS</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="40">
            <name>Date</name>
            <description>A point or period of time associated with an event in the lifecycle of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="63433">
                <text>2012</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="51">
            <name>Type</name>
            <description>The nature or genre of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="63435">
                <text>Evento</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="41">
            <name>Description</name>
            <description>An account of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="63436">
                <text>O estudo aborda as áreas do conhecimento de viticultura e enologia, que são ofertadas como um dos cursos superiores no Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Sertão Pernambucano (IF Sertão – PE), campus zona rural. O trabalho aponta a importância destas no sertão do São Francisco pernambucano. Trata a teoria do conceito e a teoria da classificação como base para a organização do conhecimento das áreas estudadas. Mostra a representação dessas áreas nos instrumentos de classificação mais utilizados no Brasil: CDD, CDU e TAC do CNPq. Conclui apresentando resultados das análises dessas áreas e suas representações nos instrumentos de classificação.</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="44">
            <name>Language</name>
            <description>A language of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="69450">
                <text>pt</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
        </elementContainer>
      </elementSet>
    </elementSetContainer>
  </item>
  <item itemId="5950" public="1" featured="0">
    <fileContainer>
      <file fileId="5014">
        <src>http://repositorio.febab.org.br/files/original/49/5950/SNBU2012_089.pdf</src>
        <authentication>dc48ba2de8da7be78f8256a1b7a89427</authentication>
        <elementSetContainer>
          <elementSet elementSetId="4">
            <name>PDF Text</name>
            <description/>
            <elementContainer>
              <element elementId="92">
                <name>Text</name>
                <description/>
                <elementTextContainer>
                  <elementText elementTextId="63428">
                    <text>i

S!mWrio

;:li

/IbooroaIde

:.

IiWitt_
U-,""lIIMbs

=

Organização do conhecimento: indexação, catalogação, tesauros , ontologias, taxonomias,
padrões e protocolos (Z39 .5, XML, etc.) e demais temas relacionados
Trabalho completo

PADRÃO MARC 21 E CATALOGAÇÃO EM BIBLIOTECAS
UNIVERSITÁRIAS DE SÃO LUIS/MA
Silvana Maria de Jesus Vetter 1, Leonardo Pinto Araujo 2
lMestre, Universidade Federal do Maranhão, São Luís, Maranhão
2Graduado, Universidade Federal do Maranhão, São Luís, Maranhão

Resumo
Estudo sobre o padrão MARC 21 e a catalogação em Bibliotecas
Universitárias de São Luís/MA. Possui característica descritiva e explicativa e se
desenvolve a partir de: pesquisa bibliográfica para a fundamentação teórica e
pesquisa de campo, na qual utiliza como instrumento a entrevista estruturada
realizada com os bibliotecários das cinco Bibliotecas Universitárias envolvidas,
sendo três de instituições públicas e duas de instituições privadas. Apresenta como
objetivo : refletir sobre o padrão MARC 21 enquanto ferramenta de auxílio no
processo de catalogação de diversos registros do conhecimento e verificar a relação
das Bibliotecas Universitárias de São Luis com esse padrão, a partir do ponto de
vista dos bibliotecários que nelas atuam . Discorre a respeito do padrão MARC,
abordando desde sua origem (Projeto MARC pela LC) nos Estados Unidos ao
MARC 21 utilizado internacionalmente. Constata que nem todas as Bibliotecas
Universitárias integrantes da pesquisa utilizam softwares baseados no padrão
MARC 21 para a catalogação de suas obras e que os bibliotecários que nelas atuam
procuram formas de atualizar seus programas, mas, demonstraram ter pouco
conhecimento a respeito do padrão MARC. Conclui que é necessária uma
capacitação efetiva dos bibliotecários das Bibliotecas pesquisadas, para o uso desse
padrão , que é utilizado por muitas instituições, principalmente porque facilitam o
compartilhamento de dados bibliográficos, permitindo, desse modo, a agilidade nos
serviços e evitando a duplicação de trabalho.

Palavras-Chave:
Catalogação; Padrão MARC 21 ; Bibliotecas Universitárias de São Luis/MA.

Abstract
Study on the standard MARC 21 cataloging and University Libraries in São.
Luis/MA. It has characteristic descriptive and explanatory and develops from:
bibliographical research for the theoretical and field research , which uses as an
instrument structured interview conducted with the librarians of the five university
libraries involved, and three public institutions and two institutions private. Its
objective : to reflect on the MARC 21 standard as a tool to aid in the process of
cataloging records of several of knowledge and the relation of the University Libraries
in São Luis with this standard, from the standpoint of librarians who work in them . It
talks about the MARC standard, addressing since its inception (Project MARC by LC)
in the United States to the MARC 21 used internationally. Notes that not ali members
of the research university libraries use software based on standard MARC 21 for
cataloging of his works and that the librarians who serve them are seeking ways to

1049

�i
;:li

S!mWrio

/IbooroaIde

=

IiWitt_

:.

U-,""lIIMbs

Organização do conhecimento: indexação, catalogação, tesauros , ontologias, taxonomias,
padrões e protocolos (Z39 .5, XML, etc.) e demais temas relacionados
Trabalho completo

upgrade their programs, but have demonstrated little knowledge about the MARC
standard . Concludes that effective training is required of librarians of libraries
surveyed , for the use of this standard , which is used by many institutions, especially
in facilitating the sharing of bibliographic data, allowing thereby the agility in services
and avoiding duplication of work.

Keywords:
Cataloging ; MARC 21 Standard; University Libraries of São Luis/MA.

1 Introdução
A catalogação - processo que descreve o documento para identificá-lo entre
tantos outros, mantendo suas características individuais e ao mesmo tempo
possibilitando sua relação com outros documentos - tem como objetivo atender às
necessidades do usuário no que se refere à recuperação da informação disponível
em diversos registros do conhecimento, independente do tipo, forma, meio ou
suporte em que se encontra . Tal objetivo mostra os novos caminhos que a
catalogação vem trilhando, passando pela descoberta dos primeiros catálogos em
tabletes de argila a 4000 a.C. aos padrões automatizados utilizados neste século
XXI.
Partindo desse pressuposto, e, com a propagação das tecnologias de
informação e comunicação é exigido das bibliotecas, em especial as Universitárias,
a adoção de padrões - como o Machine Readable Cataloging (MA RC), por exemplo
- para a representação descritiva de suas coleções. Uma vez que as práticas
biblioteconômicas mais tradicionais, centradas na organização e tratamento técnico
de registros em meio impresso, não estão conseguindo atender às necessidades
dos usuários que passaram a demandar serviços e produtos praticamente no
momento em que são produzidos.
Nessa perspectiva, estudos que explorem a temática catalogação em
bibliotecas e padrões de descrição como o MARC 21 , no Brasil, são necessários por
contribuírem com reflexões em torno das vantagens e benefícios que o uso desses
padrões pode trazer às bibliotecas e demais unidades de informação. A pesquisa
pauta-se nas seguintes indagações: Qual a origem do padrão MARC, como ele
funciona e de que forma ele pode auxiliar no processo de catalogação de diversos
registros do conhecimento? As Bibliotecas Universitárias de São Luis utilizam o
padrão MARC 21 para a catalogação de suas coleções? Em caso negativo, que
padrões, softwares etc. utilizam para esse fim? Os bibliotecários conhecem o MARC
21 e estão preparados para o seu uso?
Considerando que o MARC 21 é um dos padrões mais utilizados no mundo
para o compartilhamento de recursos bibliográficos entre bibliotecas, este artigo
fundamenta-se em obras de autores como Zafalon, (2010); Mey e Silveira (2009) ;
Modesto (2007); Furrie, (2000) entre outros estudiosos desta temática . Tem por
objetivo geral: refletir sobre o padrão MARC 21 enquanto ferramenta de auxílio no
processo de catalogação de diversos registros do conhecimento e verificar a relação
das Bibliotecas Universitárias de São Luis/MA com esse padrão, a partir do ponto de
vista dos bibliotecários que nelas atuam . E, como objetivos específicos: enfatizar as
contribuições e influências do MARC 21 para o desenvolvimento de novas
ferramentas de descrição, tendo em vista a recuperação da informação em

1050

�i
;:li

S!mWrio

/IbooroaIde

=

IiWitt_

:.

U-,""lIIMbs

Organização do conhecimento: indexação, catalogação, tesauros , ontologias, taxonomias,
padrões e protocolos (Z39.5, XML, etc.) e demais temas relacionados
Trabalho completo

bibliotecas; verificar se as Bibliotecas Universitárias envolvidas na pesquisa utilizam
o padrão MARC 21, e, em caso de resposta negativa, que outros tipos de padrões,
softwares etc. utilizam na descrição das obras de seu acervo, tendo por base as
respostas obtidas em entrevista com os bibliotecários dessas instituições.
Inicia-se por apresentar a origem do MARC, bem como o seu
aperfeiçoamento ao longo dos tempos. Prossegue-se com os materiais e métodos
adotados, seguidos dos resultados obtidos a partir da pesquisa de campo e das
considerações finais do estudo.

2 Revisão de Literatura
A origem do padrão Machine Readable Cataloging (MARC) - no Brasil,
conhecido como registro bibliográfico legível por computador, como informa Zafalon
(2010) - se deu nos Estados Unidos por volta dos anos 1960, quando a Library of
Congress (LC) - que comercializava fichas catalográficas para várias bibliotecas desenvolveu o Projeto MARC com o objetivo de armazenar, em computadores,
informações bibliográficas referentes a diversos tipos de registros do conhecimento,
no intuito de automatizar o processamento técnico . Tal fato representa a transição
da catalogação manual, feita em fichas, para a catalogação realizada por meio de
computador (MEY; SILVEIRA, 2009 ; FURRIE, 2000).
Esse período é marcado pelo desenvolvimento de recursos computacionais,
que exercem influência em vários setores, principalmente no que se refere à
produção e disseminação de informação, onde mudam-se as formas e os suportes
para registros do conhecimento, que passam a envolver o impresso, o vídeo e o
sonoro, contribuindo, dessa forma, para o aumento da demanda dos usuários. Por
isso, as bibliotecas, em especial as universitárias, devido ao público que atende ter
necessidades informacionais em diversas áreas, procuram agregá-los ao seu
acervo .
Tal situação criou a necessidade de discussões em torno do processamento
técnico desses registros, com o objetivo de facilitar a recuperação das informações
neles disponíveis e dar mais autonomia aos usuários de bibliotecas e demais
unidades de informação no momento da busca. Assim , em 1961, em Paris, foi
realizada a Conference on Cataloguing PrincipIes (Conferência Internacional sobre
Princípios de Catalogação), mais conhecida como Conferência de Paris, onde a LC
apresentou um sistema que utilizava números curtos, letras e símbolos dentro do
registro bibliográfico, que ficou conhecido como formato LC MARC, o qual evoluiu
para o formato bibliográfico USMARC (SANTOS ; CORRÊA, 2009 ; MEY; SILVEIRA,
2009; FURRIE , 2000).
Considerado um acrônimo de MAchine-Readable Cataloging, o MARC,
conforme descreve a Library of Congress (apud ALVES; SOUZA, 2007, p. 25), tratase de "[. .. ] um conjunto de padrões para identificar, armazenar e comunicar
informações bibliográficas em formato legível por máquina [ ...]" isso, no intuito de
que computadores e programas diversos reconheçam , processem e criem pontos de
acesso dos elementos que compõem a descrição bibliográfica.
A partir daí, outras reuniões foram realizadas, mas a Conferência de Paris,
conforme explicitam Santos e Corrêa (2009 , p. 22), ''[. .. ] é considerada a precursora
da padronização das entradas, mais tarde denominadas pontos de acesso, e dos
cabeçalhos das obras existentes passíveis de serem catalogadas." Paralelamente
ao estudo do MARC, um grupo de escolas e universidades de Ohio foi formado para

1051

�i
;:li

S!mWrio

/IbooroaIde

=

IiWitt_

:.

U-,""lIIMbs

Organização do conhecimento: indexação, catalogação, tesauros , ontologias, taxonomias,
padrões e protocolos (Z39 .5, XML, etc.) e demais temas relacionados
Trabalho completo

estudar a informática no âmbito da cooperação entre bibliotecas, o que deu origem,
em 1967, ao Ohio College Library Center, que mais tarde foi denominado Online
Computer Library Center (OClC).
Na realização da 43 Conferência sobre Catálogos Mecanizados foi discutido o
formato MARC 11 , onde foram apresentados caracteres gráficos para dados
bibliográficos e uma estrutura para um sistema MARC operacional. Em 1968, a lC
publicou um relatório sobre sua experiência , que mais tarde passou a ser
operacionalizada em todas as monografias em língua inglesa, que ela mesma
catalogou . Essa experiência acabou se estendendo e foi implantada para testes em
outras instituições, fazendo com que as fichas impressas fossem substituídas pela
descrição feita em fitas magnéticas. Com isso, o MARC 11 passou a ser considerado
como uma linguagem padrão para o intercâmbio de informações bibliográficas, e,
diversos países começaram a desenvolver seus próprios formatos, baseados nele, a
exemplo do ANNMARC (Itália); AUSMARC (Austrália) ; CANMARC (Canadá);
CATMARC (Espanha/Barcelona , Catalunha) ; FINMARC (Finlândia); HUNMARC
(Hungria) ; IBERMARC (Espanha); INDIMARC (índia); INTERMARC (França) ;
JPNMARC (Japão); LibrisMARC (Suécia); MAB (Alemanha); RUSMARC (Rússia) ;
UKMARC (Reino Unido), entre outros que possibilitaram agilidade e otimização no
processo de descrição bibliográfica.
No Brasil, na década de 1970, desenvolveram-se estudos relacionados ao
projeto Catalogação legível por Computador (CALCO) , baseados no MARC 11 ,
merecendo destaque a dissertação defendida por Alice Príncipe Barbosa que tinha
como objetivo a transformação do Serviço de Intercâmbio de Catalogação (SIC) em
uma central de catalogação automatizada (MEY; SilVEIRA, 2009). Esses estudos
evoluíram para o Formato de Intercâmbio Bibliográfico e Catalográfico, conhecido
como Formato IBICT, por ter sido criado pelo Instituto Brasileiro de Informação em
Ciência e Tecnologia (IBICT), antes denominado Instituto Brasileiro de Bibliografia e
Documentação (IBBD) . Isso se constituiu em mais um passo na conscientização da
comunidade para a necessidade de padronização e do trabalho cooperativo
(MODESTO, 2007)
De acordo com Mey e Silveira (2009), em 1980, inúmeras bibliotecas já
estavam aderindo aos formatos, gerando uma rede que foi coordenada pelo IBICT e
pela Fundação Getúlio Vargas (FGV), chamada Bibliodata/CAlCO, a qual, após ter
deixado o formato CALCO e passado a utilizar o formato USMARC, mudou seu
nome para Rede Bibliodata (entre 1994 e 1996), abrangendo, hoje,
aproximadamente 1 milhão e 800 mil registros e congregando 34 instituições
cooperantes. Esta Rede tornou-se compatível com sistemas internacionais de
intercâmbio de registros bibliográficos, a partir do momento em que adotou como
padrões as AACR2R e o formato MARC 21 .
Dessa forma , a Rede Bibliodata vem contribuindo cada vez mais para a
padronização da catalogação no Brasil , respeitando às normas internacionais e os
meios de difusão. Outra iniciativa brasileira que merece destaque nessa área é o
Sistema de Bibliotecas da Universidade de São Paulo (SIBI/USP), o qual tem se
demonstrado de grande relevância no trabalho em prol de padronização na
descrição bibliográfica, com um considerável número de registros e bibliotecas
cooperantes.
Apesar das diversas iniciativas desses países, em prol de uma catalogação
mais organizada voltada para as suas realidades, a necessidade de um padrão
internacional se intensificou, pois a variedade de formatos fez com que divergências

1052

�i
;:li

S!mWrio

/IbooroaIde

=

IiWitt_

:.

U-,""lIIMbs

Organização do conhecimento: indexação, catalogação, tesauros , ontologias, taxonomias,
padrões e protocolos (Z39 .5, XML, etc.) e demais temas relacionados
Trabalho completo

fossem surgindo e dificultassem a comunicação entre as bibliotecas. Algo que pode
ser comprovado nas palavras de Almeida (2010) a qual enfatiza que assim como o
CALCO tornou-se obsoleto para a rede Bibliodata , o USMARC, utilizado pela Library
of Congress, passou também por transformações, resultando na sua junção com o
CANMARC utilizado pela National Library of Canada, no final da década de 1990,
formando o MARC 21.
Isso não impediu que outras derivações baseadas no MARC, que obtiveram
um nível expressivo no âmbito do intercâmbio de registros bibliográficos,
continuassem existindo, pois também serviram de base para a criação dos padrões
existentes hoje, a exemplo do Resource Description and Access (Recursos
Descrição e Acesso) (ROA) apresentado no Joint Steering Committee for Revision of
Anglo-American Cataloguing Rules, em 2005 (SANTOS ; CORRÊA, 2009).
No MARC 21 são definidos padrões para cinco tipos de dados: Bibliográfico,
Autoridade, Coleção , Classificação e Informação à Comunidade, onde os mais
usados pelos catalogadores são os registros relacionados aos dados Bibliográficos e
de Autoridades. O formato para dados Bibliográficos inclui informações sobre :
materiais impressos, materiais manuscritos, arquivos de computador, mapas,
músicas, periódicos, materiais visuais, materiais diversos, entre outros. Estas
informações bibliográficas podem incluir, por exemplo : títulos, nomes, assuntos,
notas, dados de publicação, e informação sobre a descrição física de um item , entre
outros (FERREIRA, 2005) .
Entre os benefícios do uso de padrões nas bibliotecas para a descrição de
registros do conhecimento, Rosenberg (2001 apud VOSGRAU , 2002) destaca: a
possibilidade de transferência da base de dados de sistema para sistema; a
aquisição, por meio de compra, de registros prontos ao invés da criação de novos
registros; o barateamento dos custos e a presença de elementos de dados corretos,
o que otimiza a capacidade de importar ou exportar dado e de migrar de um sistema
para outro.
O padrão MARC 21 oferece todas essas vantagens porque possui inúmeras
finalidades , funções e características que o particularizam . Atualmente é utilizado em
várias bibliotecas nacionais e internacionais e considerado essencial para a
representação e troca de informações bibliográficas. Sua é composição envolve três
elementos: estrutura do registro, indicação do conteúdo e conteúdo propriamente
dito (ZAFALON, 2010) .
A estrutura do registro é uma implementação dos padrões internacionais
ANSI Z39 .2 e ISO 2709. As indicações de conteúdo são códigos e convenções
estabelecidos para identificar dados dentro do registro. Os conteúdos dos dados que
compõem um registro MARC geralmente são definidos por padrões externos ao
formato , como: Intemational Standard Bibliographic Description (ISBO), AngloAmerican Cataloguing Rules (AACR) , Library of Congress Subject Headings (LCSH)
entre outros. Os arquivos MARC no formato de comunicação ISO 2709 são
destinados para serem lidos por computador que, por estarem codificados, não
podem ser legíveis por um simples editor de texto (Quadro 1).

1053

�Organização do conhecimento: indexação, catalogação, tesauros , ontologias, taxonomias,
padrões e protocolos (Z39.5, XML, etc.) e demais temas relacionados
Trabalho completo

'liI '+

Quadro 1 - Registro Marc
eMii1IiMMi!I'mE

_

:a~ :~~ :~ 9:~:=~~~ : . :; ~~::!::: :~::o~ft~:::~~::~~ D::~::~ : !~-:;~::~::~ ~DO:d9:~~:-t ::a~~---.J
elon ót:].

COLl..o qu iuA E:c onofll"ic DJlnandcs a nil Cconofllic I"o1. I.c),I .

"'ay 2., :2 9 . 19099 , _ c eoll:eo 11

I; ~~t. ma ~!: ;2~ 2 .: ~~:::~ b:~s1 "'~ ~ ~.. ~~:~:~ ::~:g~3:~:::~::~:::U~~! 0:;91 u:': ~: a;~ ~:~~:8:f
af' u Lit:Lça O"-nani ;[.olo c .;i ona L. . ... . a t.:o • .l h o . "~'-a roka. i. n • • ., . .. f. t ",d l-i c h - I:. b • ..- I;- 'S t: i f'1:un~ • •
. aL1 5
_ attltlLlUUn ln_b pUF _ U _ aO!»' . ... OSI' _ bCf'&gt;S ,,,. c" • • 0 • • "" . ;': • • Cu n s e .1tlo • • del"al. Oll!' Co n t ilbl

."ibe&gt; .

- • • a lKio d t' J a n eü"oJ

• uu. ",,, YV»., '1 2S • • UUH;"1 'ul ilm

I ~~~~.!~'~ ~lIri~~~ ~~.l:~ f~ ~~·1
.. . .... , ••• ' I r •• I .. " ••• rlu · 1
•• • • ""., '09 8, • • •• , .. n

; . DilKl:RL ._ C..,VV8. _

,,""'::t U U~ :l '"

'.1"oi ?~~

a

. ao2 ... p •• • an "unlJ a ... ~o I,;e&gt; tu.l:l-o "' ;""D.1

I I !&gt; UUUO"1 UU'I ',U U UUUYUH Utl ~1 D U U' " ....l OU U "'! ::J UUU.... S U'. UUHZU UU

7"Ç--;~'~UoI.~ ~~~I.~~.,Ç~~( ~ "'~~~:.!. ~ .. l ~ ?::.~~.~ u~ ~.~.~: :~~
,",1 ",..
·" .,.:I l. u11'::"1J .·.·F ........ .f • .c l...} R . ·

(n,., .I .... ,
= .t.. u 1....í .. n. · .. 1 Ittl" ' r u "n l I ....'• •
ll l1 •• I. •
.... - .
, • •• (~" ....I. · .... 1:. ..... l'r •• I ... I .. • • n " .. ·..- I.':: .. .... ,.

õ . u,\ ,

I.

O (' n .fS.I· r ,

fi ) .

Fonte: ALMEIDA, Maria do Socorro. Marc 21 . 2010. In: SEMINÁRIO NACIONAL DE
BIBLIOTECAS UNIVERSITÁRIAS, 16. SEMINÁRIO INTERNACIONAL DE BIBLIOTECAS
DIGITAIS, 2., 2010. Rio de Janeiro/RJ. Informação Verbal.

Quanto ao registro bibliográfico no MARC 21 , o Quadro 2 apresenta os três
elementos principais de sua estrutura: o Líder, o Diretório e os Campos Variáveis:
Quadro 2 - Registro Marc 21 em ISO 2709
11 0 ~1 ~a!!! #22 I . #.ill4~Q, (Lider)
"00( 00300040002&lt;:00500170002 .. 008QQilOOO-l 1 (ln ício do diretório)
110lliU:!'if!fJ,:020002500 I 0('020004400 13 1040~ílO 175
0500024 " 193 08200 18002171 00003 2(l0~.15 245~002(,7
) &gt;) I~

°

1~60036tlIJ354250QQliOO~90260QQll00402300QQl2.00·B9

500~(J046l-:S20Q220 00510650QQn007306S0QQgl1071l3 " (Fim do diretório)

==8904 230#/A

r9 l" DLC" 199 11 1060828 10 .9" 89 1 I Ois 1990 ###

mauá~j######000#0#eng##"##Sa###89048230#/ A 1191"## Sa 03 16 107514 :

611.95"##$a0316107506 (pbk.): SeS5.95 ($6.9 5 Can.)" ##$80 CSc OLCSdOLC"
00 a GV943.25$ b.B74 I 990"00$a 796.334/2$220" J OSaBremer, Rich.rd J ., Sd 194 1. 10 aMake the team . SpSoecer : $ba heods up guide to super occer! /ScRichard J.
Brenncr." ## S8 1St ed."## SaBoston : SbLittle, Brown, $cc 1990."## a 127 p. : SbiL . Scl 9
cm." ## Sa"Ulll livro ilustrado de esportes para crianças."" ##S8 JnstlUções para apri";"orar
habi lidades no futebol. Discute drible, cabeçada, jogada, defesa, condicionamcnto fi ico,
condicionamento p icológico, como lidar com problemas com técnico, pai , c outros
Jogadores, e a história do futeboL " #OSaF utebo l$vLiteratlll'a in fanto-juveni l_"# 1$aFlItebol.
" 30SaHeads up gu ide to s uper soccer." -

Fonte: MESSINA-RAMOS, Maria Angélica Ferraz. Manual para entrada de dados
bibliográficos em formato MARC 21: ênfase em obras raras e especiais. Belo Horizonte:
Ed . UFMG , 2011 .

o Líder contém informações que possibilitam o processamento do registro,
apresenta números e códigos que são identificáveis pela sua posição e
compreende as 24 primeiras posições de um registro. O Diretório apresenta uma
série de entradas de tamanho fixo, uma para cada campo variável do registro .
Cada entrada possui 12 posições e apresenta três partes: a tag ou etiqueta do
campo, o tamanho do campo e a posição inicial do campo. O Diretório vem em
seguida ao Líder e está localizado na posição 24 do registro, sendo gerado
automaticamente.
Nos Campos Variáveis, as informações do registro estão organizadas em
campos variáveis, cada um identificado por uma tag composta por três caracteres
numéricos. Esses campos se dividem em dois: campos de controle, que são os
campos OOX, os quais não contêm indicadores nem subcampos; campos de dados
que são agrupados em blocos, de acordo com o primeiro caractere da tag, onde o

1054

�i
;:li

S!mWrio

/IbooroaIde

=

IiWitt_

:.

U-,""lIIMbs

Organização do conhecimento: indexação, catalogação, tesauros , ontologias, taxonomias,
padrões e protocolos (Z39 .5, XML, etc.) e demais temas relacionados
Trabalho completo

tipo de informação no campo é identificado pelos caracteres restantes da tag.
Esse campo apresenta dois tipos de designação de conteúdo : indicadores, que
correspondem às duas primeiras posições no campo de dados variáveis e são
representados por um caractere numérico ou alfabético minúsculo; códigos de
subcampos que são representados por dois caracteres que distinguem as
informações dentro do campo e apresenta um delimitador ($) e um identificador de
dados, que pode ser um caractere numérico ou alfabético minúsculo.
Em um domínio de registros MARC há uma sequência de tags, indicadores
e subcampos. Nas tags, cada domínio (campo) é associado a um número de 3
dígitos. Uma etiqueta identifica o campo e o tipo de dado que se segue. As tags
são dividas em centenas e no MARC 21 a notação XX é usada para fazer
referência a um grupo de etiquetas relacionadas. Assim, a divisão básica de uma
descrição em MARC 21 , segundo Zafalon (2010) informa, é: OXX - Informações de
controle, números e códigos; 1XX - Entrada principal ; 2XX - Título, edição ,
impressão; 3XX - Descrição física etc.; 4XX - Designação de série; 5XX - Notas;
6XX - Entradas adicionais de assunto ; 7XX - Entradas adicionais; 8XX - Entrada
adicional de série.
Quanto ao grupo 9XX, este tem sido utilizado pelas unidades de informação
conforme suas necessidades, por exemplo, como número de código de barras
para empréstimo. "A lista das etiquetas mais comuns mostra como cada etiqueta
se encaixa em uma destas divisões: 100 é uma entrada principal de autor, 520 é
uma nota de resumo, e assim por diante." (FURRIE, 2000, p. 27). Desse modo, as
etiquetas identificam os campos variáveis e são agrupadas numericamente por
função e, na lista acima, XX indica um valor numérico entre 00 e 99 . As tags ou
etiquetas mais utilizadas são : 020 - International Standard Book Number (ISBN);
100 - Entrada principal pelo nome pessoal (autor) ; 245 - Informação de título; 250
- Edição; 260 - Publicação e distribuição; 300 - Descrição física ; 440 - Título da
Série; 500 - Notas Gerais; 650 - Cabeçalho de assunto; 700 - Entrada secundária
para nome pessoal (ZAFALON, 2010 ; RIBEIRO, 2006) .
No que se refere aos pontos de acesso, Furrie (2000) explica que a maioria
deles está presente nos campos: 1XX (entrada principal) ; 4XX (série); 6XX
(cabeçalhos de assunto); 7XX (entradas secundárias, exceto assunto e série) e
8XX (entrada secundária de série).Tais campos são sujeitos ao controle de
autoridade, isto é, os dados que os compõem não são elaborados aleatoriamente,
pois são retirados de listas de cabeçalhos oficiais. Exemplificando a entrada
principal para um nome pessoal, tem-se a etiqueta 100, sendo que o primeiro
dígito 1 representa o agrupamento principal e o segundo e terceiro dígitos O,
representam o agrupamento de nome pessoal. Caso o ponto de acesso principal
fosse uma entidade a etiqueta seria 110 e assim por diante.
Quanto aos indicadores, estes são representados por duas posições após
cada tag. Em alguns domínios, só a primeira ou a segunda posição é usada.
Quando a posição de um indicador não é utilizada, o mesmo é referido como
"indefinido", por convenção, representado com um indicador branco, ou com o
caractere "#". O primeiro indicador de valor 1 no campo título indica que deve
haver uma entrada de título separada para inscrição no catálogo. O segundo
indicador mostra o número de caracteres no início do campo (incluindo espaços) a
serem ignorados pelo computador no processo de triagem e depósito.
Exemplificando, tem-se, no Quadro 3 um registro representado em ficha
catalográfica tradicional e, em seguida, o mesmo registro em padrão MARC 21 :

1055

�i

S!mWrio

;:li

/IbooroaIde

:.

IiWitt_
U-,""lIIMbs

=

Organização do conhecimento: indexação, catalogação, tesauros , ontologias, taxonomias,
padrões e protocolos (Z39.5, XML, etc.) e demais temas relacionados
Trabalho completo

Quadro 3 - Descrição em ficha catalográfica tradicional
Receitas Caseiras 11 / Regina Elena Beltrão e Irmã Bernadette
(orgs.). - 5. ed . - Petrópolis, RJ : Vozes, 1995.
207 p.: il.
Inclui glossário e índice .
ISBN 85-326-0768-3
1. ASSUNTO . I. Fonseca, Regina Elena Beltrão, coord.. 11.
Bernadette, irmã, coord.
Fonte : Adaptação de Mey (2003)

Exemplo de registro representado em MARC 21 a partir da obra de Mey
(2003) :
020 [##) $a 8532607683 (broch .)
041 [0#) $a por
245 [00) $a Receitas caseiras II1
$c Regina Elena Beltrão e Irmã Bernadette (orgs.)
250 [##) $a 5. ed .
260 [##) $a Petrópolis, RJ :
$b Vozes ,
$c 1995.
300 [##) $a 207 p. :
$b il.
500 [##) $a Inclui glossário e índice
650 [#4) $a ASSUNTO .
700 [1#) $a Fonseca, Regina Elena Beltrão, $e coord .
700 [0#) $a Bernadette,
$c Irmã , $e coord .

Observando-se este exemplo, percebe-se que o MARC 21 apresenta um
número relevante de etiquetas, indicadores e subcampos que podem variar de
uma descrição para outra, dependendo dos dados referentes a cada obra. Desse
modo, a indicação de um campo e subcampo poderá se analisada quanto a sua
indicação na ficha de registro, variando de obrigatório representado pela letra 'M'
(mandatory) ; obrigatório, se aplicável - 'A' (applicable) e não obrigatório, mas
aplicável - 'O' (optional) . (MODESTO, 2007) . É por meio destas informações que
demonstra-se a viabilidade do MARC21 para a descrição de registros do
conhecimento, em especial em Bibliotecas Universitárias, que devem agregar em
seus acervos informações registradas em diversos tipos de formato , suportes e
meios, para várias áreas do conhecimento, com o objetivo de atender às
necessidades da comunidade acadêmica .

3 Materiais e Métodos
Esta pesquisa é caracterizada como descritiva porque dá lugar à descrição
das características de determinada população ou fenômeno (GIL, 2009) e explicativa
porque imprime explicações a respeito dos "[ .. .] 'porquês' que fundamentarão o
conhecimento científico." (GONÇALVES, 2005 , p. 99 , grifo do autor). As etapas que
permeiam o seu desdobramento incluem pesquisa bibliográfica em livros, textos etc.,

1056

�i
;:li

S!mWrio

/IbooroaIde

=

IiWitt_

:.

U-,""lIIMbs

Organização do conhecimento: indexação, catalogação, tesauros , ontologias, taxonomias,
padrões e protocolos (Z39 .5, XML, etc.) e demais temas relacionados
Trabalho completo

OS quais foram estudados e utilizados na sua fundamentação teórica e estudo de
campo em Bibliotecas Universitárias de São Luís/MA, sendo três originárias de
instituições públicas e duas de instituições privadas, totalizando cinco unidades de
informação, as quais autorizaram a realização da pesquisa junto aos seus
funcionários . Sendo assim, o campo de pesquisa compreende as Bibliotecas
Universitárias que seguem, cujas informações foram obtidas a partir de consulta em
seus sites oficiais e durante a entrevista com os bibliotecários que aceitaram
responder aos questionamentos a partir do termo de consentimento livre e
esclarecido:
a) Biblioteca Central da Universidade Estadual do Maranhão (UEMA) - foi
instalada em 1978, no Campus Universitário Paulo VI. Incorporou
gradativamente as coleções das Unidades Isoladas das Escolas de
Engenharia, Agronomia, Administração e Medicina Veterinária da "Federal
das Escolas Superiores do Maranhão." Seu acervo é formado por livros,
periódicos, folhetos e recursos audiovisuais nas mais variadas áreas do
conhecimento humano. Seu Sistema é composto pelas bibliotecas dos
Polos de Bacabal, Caxias, Santa Inês, Balsas e Imperatriz. Oferece
serviços de empréstimo, elaboração de ficha catalográfica para
acadêmicos, com base na Classificação Decimal Universal (CDU),
comutação bibliográfica , levantamento bibliográfico e visitas orientadas,
que tem por objetivo, proporcionar aos alunos da UEMA, orientação sobre
recursos e serviços oferecidos pela Biblioteca Central, mediante
agendamento.
b) Biblioteca da Faculdade Santa Terezinha (CEST) - funciona nas
instalações do prédio da Faculdade . Possui, em sua estrutura, sala de
leitura externa , com capacidade para atender a 133 usuários por turno,
sala de leitura interna, seção de periódicos, área do acervo de livros,
multimídia e videoteca, além de salas de estudos em grupo e individual.
As informações constantes do acervo são recuperadas por meio do
sistema de gerenciamento que permite ao usuário acessar as bases locais
por autor, título e assunto, recuperando a informação on-line, através de
telas de computadores e identificando o documento no acervo, verificando
inclusive sua disponibilidade. Os sistemas têm como produtos: relatórios
por autor, título e assunto, também por tipo de material disponível na
Biblioteca, a qual também dispõe de uma rede de comunicação científica
através da Internet, permitindo o acesso remoto ás redes locais, nacionais
e internacionais, destacando-se ainda, a disponibilidade de acesso às
bases locais, através da homepage da Faculdade, além de realizar
empréstimo domiciliar.
c) Biblioteca Presidente José Sarney (UNICEUMA) - é integrante da própria
história da instituição. Foi implantada em 1990, juntamente com as
Faculdades Integradas do Centro de Ensino Unificado do Maranhão
(FICEUMA), que foram incorporando, gradativamente as coleções das
Faculdades de Filosofia, Letras, Ciências Contábeis, Econômicas,
Ciências Jurídicas e Administrativas. Amplia o seu acesso à informação
em seus mais variados suportes, com produtos e serviços que promovam
e disponibilizem informação aos discentes, docentes e funcionários do
UNICEUMA. Os principais serviços oferecidos pela biblioteca são:
empréstimo domiciliar; levantamentos bibliográficos, orientação de

1057

�i

S!mWrio

;:li

/IbooroaIde

:.

IiWitt_
U-,""lIIMbs

=

Organização do conhecimento: indexação, catalogação, tesauros , ontologias, taxonomias,
padrões e protocolos (Z39 .5, XML, etc.) e demais temas relacionados
Trabalho completo

normalização de trabalhos acadêmicos, elaboração de fichas
catalográficas, orientação ao usuário, internet grátis, entre outros. O
acervo é formado por livros e materiais especiais (com acesso restrito aos
discentes e livre aos docentes e técnicos) e periódicos especializados nas
diversas áreas de atuação (acesso livre à comunidade acadêmica), que
estão relacionados nas bibliografias básicas e complementares dos cursos
de graduação e pós-graduação do UNICEUMA.
d) Biblioteca Tebyreça de Oliveira (IFMA) - presta apoio ao processo de
ensino e aprendizagem do Instituto Federal de Educação Tecnológica do
Maranhão, pois está diretamente subordinada ao Departamento de Apoio
ao Ensino. Também atua como depositária legal de todo o material
informacional produzido na instituição. Tem como usuários os discentes,
docentes e funcionários do IFMA, além de pesquisadores e técnicos. Entre
os principais serviços que oferece está o Serviço de Referência , por meio
do qual presta auxilio á comunidade usuária.
e) Biblioteca Central da Universidade Federal do Maranhão (UFMA) - nasceu
entre as décadas de 1950 e 1960. Possui um projeto para o resgate de
sua história por meio de pesquisa documental e história oral, objetivando
coletar informações sobre o ano e condições em que o Núcleo iniciou suas
atividades junto à UFMA. Tem por missão: apoiar a universidade nas
funções de ensino , pesquisa e extensão, bem como preservar a
informação, possibilitando a sua recuperação e difusão, através de
serviços e produtos ofertados á comunidade acadêmica . Oferece como
serviços: atendimento aos usuanos (levantamento bibliográfico,
elaboração de ficha catalográfica e normalização), circulação; entre outros,
que visam atender às necessidades dos usuários.
O instrumento utilizado na coleta de informações foi a entrevista estruturada
com bibliotecários atuantes nessas Bibliotecas Universitárias, os quais foram
entrevistados em seus próprios ambientes de trabalho, isto é, nas bibliotecas onde
atuam e tiveram suas vozes gravadas e transcritas para a análise. A utilização da
técnica de entrevista possibilita a interação humana, pois "[ .. .] quem entrevista tem
informações e procura outras, assim como aquele que é entrevistado também
processa um conjunto de conhecimentos e pré-conceitos sobre o entrevistador,
organizando suas respostas para aquela situação [ .. .]" (SZYMANSKI et aI., 2002, p.
11 ).
Optou-se por entrevistar somente um bibliotecário de cada instituição,
considerando que nem todos se dispuseram a responder às questões, ficando o
quadro de pesquisados composto por cinco entrevistados, aos quais foram feitas as
seguintes questões: Você conhece o padrão MARC? Você o utiliza? Caso o utilize,
quais atividades você executa com ele? Na sua opinião, o padrão MARC causa
impactos significativos nas atividades desenvolvidas na biblioteca? Quais?
(Justifique sua resposta) Quais os tipos de dados que o MARC descreve em uma
instituição? O software utilizado nessa instituição passa por atualizações periódicas?
Como é feita essa atualização? Qual versão do padrão MARC é utilizada em sua
instituição? Caso não utilize o padrão MARC, que tipo de formato , padrão, programa
etc. você utiliza em sua biblioteca? Explique? Quais atividades você realiza com
esse padrão, formato , programa etc. em sua biblioteca? Que impactos o padrão,
formato , programa etc. causa nos serviços da biblioteca?

1058

�i
;:li

S!mWrio

/IbooroaIde

=

IiWitt_

:.

U-,""lIIMbs

Organização do conhecimento: indexação, catalogação, tesauros , ontologias, taxonomias,
padrões e protocolos (Z39 .5, XML, etc.) e demais temas relacionados
Trabalho completo

Após coleta de informações junto aos bibliotecários, estes receberam
pseudônimos (Bibliotecário A, Bibliotecário B etc.) a fim de que não fossem
identificados, em cumprimento ao que foi explicitado no termo de consentimento livre
e esclarecido, e, as respostas foram analisadas, discutidas e comparadas com a
literatura sobre a temática, a fim de mostrar a realidade das Bibliotecas
Universitárias maranhenses em relação ao uso ou não uso do padrão MARC 21 em
seus processos técnicos.

4 Resultados Finais
Os resultados da pesquisa foram organizados a partir das indagações feitas
durante a entrevista, priorizando-se a interpretação das respostas do grupo de
bibliotecários entrevistado.
Somente dois, dos cinco bibliotecários entrevistados, informaram ter
conhecimento e utilizarem o padrão MARC, por ser "Um formato que permite a
padronização dos campos da catalogação através de números. " (Bibliotecário A) .
Informaram, também , que os softwares das instituições atendem aos padrões
presentes no MARC através dos campos para descrição de dados bibliográficos e
possibilitam que os registros sejam disponibilizados em interfaces na Web . Por meio
dessas descrições, as bibliotecas começaram a avaliar o uso do padrão para
importação e exportação de registros bibliográficos de coleções, autoridades,
classificação e informações à comunidade. Dois outros entrevistados relataram que
conhecem o padrão, mas não o utilizam porque os sistemas usados pelas
bibliotecas não são baseados no MARC e somente um entrevistado informou não ter
nenhum conhecimento acerca deste formato.
Questionou-se aos bibliotecários, que declararam utilizar o MARC como
padrão, sobre a versão adotada na biblioteca, sendo que os mesmos não souberam
dar essa informação. Vale ressaltar que, o conhecimento da versão MARC que se
utiliza é de responsabilidade do profissional e que várias tecnologias estão sendo
desenvolvidas e, com elas, padrões e linguagens de programação que servem para
complementar ou corrigir falhas nos programas já existentes. Portanto, cabe ao
profissional bibliotecário uma capacitação periódica , com relação às atualizações
disponíveis em seus sistemas, possibilitando, assim , uma melhor compreensão de
todo o seu funcionamento , inclusive dos padrões, formatos e normas que utilizam.
Considerando que o MARC 21 dá às bibliotecas a possibilidade de ''[ ... ]
adicionar informações, definir campos para uso local, atualizar informações
existentes, atribuir pontos de acesso recuperáveis [ ... ]" (DZIEKANIAK et aI. , 2008, p.
2) tendo em vista a catalogação cooperativa e sua flexibilização , é válido indagar
aqui, por que somente duas Bibliotecas Universitárias, a partir das informações de
seus bibliotecários, adotam o padrão MARC como base para softwares que utilizam?
Acredita-se que fatores como o desconhecimento do padrão, a falta de treinamento
dos profissionais que trabalham nas bibliotecas pesquisadas, bem como o pouco
interesse pelo uso do MARC contribuam para isso. Também há que se considerar o
custo da manutenção desse padrão nas bibliotecas, pois além de pessoal
capacitado, é necessária a manutenção dos computadores e a constante
alimentação do sistema .
Quando questionados a respeito das atividades executadas em softwares que
têm por base o MARC, os entrevistados responderam que realizam exportação e
importação de registros bibliográficos, de coleções, autoridades, classificação e

1059

�i
;:li

S!mWrio

/IbooroaIde

=

IiWitt_

:.

U-,""lIIMbs

Organização do conhecimento: indexação, catalogação, tesauros , ontologias, taxonomias,
padrões e protocolos (Z39 .5, XML, etc.) e demais temas relacionados
Trabalho completo

informações à comunidade, porém, não foi relatado com quais bibliotecas
interoperam para a efetuação desses serviços. Tais atividades são frequentemente
realizadas por catalogadores que utilizam a versão MARC 21 , as quais garantem
melhoria na qualidade dos serviços executados pela instituição. É por esses motivos
que o MARC é definido como um padrão com múltiplas finalidades e funções , que
possibilita o intercâmbio de registros e o compartilhamento de informações entre
sistemas de gerenciamento de bibliotecas.
Ao serem indagados a respeito dos impactos significativos que o MARC
causa nas bibliotecas, três entrevistados responderam que há impactos
principalmente na padronização, na importação de dados e na catalogação,
contribuindo dessa forma para facilitar a troca de informações entre as Bibliotecas
Universitárias, em especial, àquelas que possuem uma política clara para uso do
padrão, visto que o MARC diminui o tempo que se leva na catalogação de obras e
evita a repetição de tarefas. Os outros dois bibliotecários relataram que o MARC não
causa nenhum tipo de impacto significativo na biblioteca . Isso, porque não utilizam
softwares baseados no MARC e, por acreditarem que mesmo não sendo baseados
nesse padrão esses softwares suprem as necessidades da instituição, embora não
tenham relatado se foram eles mesmos que escolheram esses programas.
A esse respeito Levacov (1997) comenta que os bibliotecários devem
participar do desenvolvimento de metaferramentas que irão possibilitar aos usuários,
com variadas habilidades computacionais, recuperarem as informações de que
necessitam, em um ambiente informacional complexo. Logo, é válido destacar que a
participação do bibliotecário na escolha do software para a instituição deve se dar de
forma efetiva, tendo em vista a melhoria na qualidade dos serviços oferecidos, e o
compartilhamento de recursos, que viabilize parcerias com outras instituições, com o
objetivo de racionalizar as operações e aumentar o acesso à informação aos
usuários. Vale ressaltar que, ao utilizar o MARC 21 a biblioteca não se torna isolada,
porque ele pode facilitar o intercâmbio com outras instituições, o que não se pode
dizer daquelas bibliotecas que utilizam outros métodos não padronizados,
aumentando, assim, o seu fluxo de trabalho.
Quanto aos tipos de dados que os padrões baseados no MARC 21 usados
nas bibliotecas descrevem, os bibliotecários informaram que eles descrevem dados
bibliográficos. E, ao serem questionados se os softwares utilizados pelas instituições
passam por atualizações periódicas, três bibliotecários responderam que sim ,
justificando que "Essas atualizações servem para reparar algumas falhas, sem falar
de sugestões de alterações que são encaminhadas ao setor responsável pelas
atualizações." (Bibliotecário B) . Também informaram que ao adquirirem o software
para a biblioteca, o fizeram por um contrato de manutenção, no qual o fornecedor do
programa se comprometeu em fornecer e informar sobre as atualizações
disponíveis. Enquanto isso, dois entrevistados declararam que os softwares das
bibliotecas onde trabalham "[.. .] não são atualizados há um bom tempo"
(Bibliotecários C e E) , porém, não revelaram o porquê dessa desatualização,
embora tenham sido indagados sobre isso. Tal fato que pode acarretar, nas
bibliotecas, vários problemas relacionados aos serviços e às atividades que
oferecem aos usuários.
Corroborando com o assunto, Rowley (2002) afirma que a política de
comercialização de softwares inclui venda de licença de uso e o contrato de
manutenção que garante a sua atualização com as novas versões. De posse dessas
licenças e contratos, as instituições não correm o risco de defasagem dos seus

1060

�i
;:li

S!mWrio

/IbooroaIde

=

IiWitt_

:.

U-,""lIIMbs

Organização do conhecimento: indexação, catalogação, tesauros , ontologias, taxonomias,
padrões e protocolos (Z39 .5, XML, etc.) e demais temas relacionados
Trabalho completo

programas, pois as atualizações permitem um pleno funcionamento da biblioteca de
modo geral. Dessa maneira, pode-se inferir que os profissionais das instituições
cujos programas estão desatualizados, ou não participaram diretamente da compra
dos softwares ou desconhecem seus direitos e deveres enquanto consumidores de
produtos dessa natureza, pois, como afirma Dziekaniak et aI. (2008, p. 9), ''[. .. ] há
sistemas comerciais que [ .. .] oferecem nada mais é do que uma máscara [ ... ]",
portanto o bibliotecário deve interessar-se por obter o máximo de informações a
respeito do fornecedor e do software que está adquirindo para a sua biblioteca.
Foi perguntado aos bibliotecários a respeito do tipo de formato, padrão,
programa etc., usado pelas bibliotecas que não utilizam o MARC. Os entrevistados
responderam que os softwares são todos customizados, atendendo às necessidades
das mesmas. Como exemplos citaram o Sistema CIAAB, criado pela própria
instituição, o SCB - Sistema de Controle da Biblioteca e o TOTVS - uma empresa
de softwares na área da educação. Complementando a essa pergunta, questionouse sobre as atividades realizadas por estes padrões, formatos e programas
utilizados nas bibliotecas, sendo que os entrevistados responderam que tais
atividades correspondem a: cadastro de livros e usuários, indexação de materiais
bibliográficos, serviços de circulação, relatórios , confecção de etiquetas, consultas
ao acervo, dentre outros. O uso desses tipos de softwares vem aumentando,
conforme comprova Lima (1999, p. 318), quando afirma que a tendência inicial de se
utilizar programas comerciais adaptados à biblioteca tem dado lugar ''[. .. ] ao
desenvolvimento e aperfeiçoamento de novos softwares que correspondem às
expectativas dos profissionais e usuários, contribuindo para o aumento do número
de bibliotecas e centros de informação automatizados."
Ao serem indagados sobre quais impactos esses padrões, formatos ou
programas causam nos serviços da biblioteca, os entrevistados responderam que "O
software supre as necessidades relacionadas aos serviços básicos, facilitando a
operacionalização de todo o sistema." (Bibliotecário O) . A ideia de que os sistemas,
não baseados no MARC, existentes nas bibliotecas suprem perfeitamente suas
necessidades mostra que não há interesse imediato por parte das instituições e dos
profissionais que nelas atuam, em aderir ao MARC 21 , que hoje têm como objetivo a
padronização e interoperabilidade, talvez até por desconhecerem essa principal
função do padrão.
As informações aqui apresentadas levam à reflexão de que, apesar do padrão
MARC 21 ser uma ferramenta muito utilizada em diversas bibliotecas brasileiras e
também mundiais, no estado do Maranhão, especificamente em São Luis, poucas
bibliotecas fazem uso dele, seja pelo desconhecimento do mesmo, pelo custo ou
pela falta de treinamento dos profissionais em relação a esses aparatos
tecnológicos.

5 Considerações Finais
Por meio da entrevista realizada com os bibliotecários, observou-se que o
MARC 21, mesmo sendo reconhecido pela literatura científica como uma ferramenta
de grande auxílio para a catalogação, não é usado em todas as instituições
pesquisadas. Algo que também não pode deixar de ser retomado é o fato de haver
bibliotecários - atuando em Bibliotecas Universitárias - que desconhecem o padrão
MARC, pois sendo essas unidades de informação as maiores usuárias do padrão ,
torna-se difícil entender tal constatação. O fato de alguns softwares usados por

1061

�i

S!mWrio

;:li

/IbooroaIde

:.

IiWitt_
U-,""lIIMbs

=

Organização do conhecimento: indexação, catalogação, tesauros , ontologias, taxonomias,
padrões e protocolos (Z39 .5, XML, etc.) e demais temas relacionados
Trabalho completo

algumas bibliotecas pesquisadas não passarem por atualização, também é um
ponto que merece ser revisto, pois isso não se justifica, considerando-se que uma
biblioteca não deve investir na criação e/ou utilização de sistemas, softwares que
não sigam as tendências atuais e padrões para a descrição de dados existentes em
diversos registros do conhecimento. Além disso, há que se considerar, que o
mercado oferece softwares já testados, elaborados a partir do padrão MARC,
bastando a instituição escolher o mais adequado para as suas necessidades.
Detectou-se, também, que apesar das diversas ações em prol de uma
catalogação cooperativa , em São Luis, algumas das Bibliotecas Universitárias
pesquisadas ainda utilizam softwares individuais, o que dificulta a interoperabilidade
com outras bibliotecas, e as mantêm isoladas, aumentando seu fluxo de trabalho e,
de certa forma , os custos com a catalogação. Embora os custos com o MARC ainda
sejam elevados, em relação a outros padrões, formatos, softwares, sistemas etc ele
é o que mais oferece vantagem, principalmente em relação à troca de registros
(importação e exportação) entre bibliotecas, o que diminui a duplicidade de trabalho.
Quanto ao desconhecimento dos profissionais a respeito do formato MARC,
sugere-se que as Bibliotecas Universitárias de São Luis providenciem ou facilitem
aos seus funcionários a participação em cursos de reciclagem, inclusive, na
modalidade a distância, o que diminuiria os gastos com deslocamentos e, também
propiciaria ao bibliotecário formação continuada sem se afastar do trabalho. Em
suma, apesar dos resultados terem demonstrado alguns pontos negativos, o ponto
positivo é que de certa forma, as Bibliotecas Pesquisadas estão em busca de
melhoria da qualidade dos serviços e produtos que oferecerem , tendo em vista a
plena satisfação das necessidades informacionais de seus usuários. Um exemplo
disso são as atualizações que ocorrem nos sistemas de algumas delas.
6 Referências
ALMEIDA, Maria do Socorro. Marc 21 . 2010. In: SEMINÁRIO NACIONAL DE
BIBLIOTECAS UNIVERSITÁRIAS, 16. SEMINÁRIO INTERNACIONAL DE
BIBLIOTECAS DIGITAIS, 2., 2010. Rio de Janeiro/RJ . Informação Verbal.
ALVES, Maria das Dores Rosa ; SOUZA, Marcia Izabel Fugisawa . Estudo de
correspondência de elementos metadados: Dublin Core e MARC 21 . Revista Digital
de Biblioteconomia e Ciência da Informação, Campinas, v. 4, n. 2, p. 20-38,
jan./jun. 2007. Disponível em :
&lt;http://www.sbu .unicamp.br/seer/ojs/index.php/sbu_rci/article/viewFile/358/237&gt;.
Acesso em 19 jun. 2012.
DZIEKANIAK, Gisele Vasconcelos et aI. Uso do padrão Marc em bibliotecas
universitárias da região Sul do Brasil. Enc. Bibli: R. Eletr. Bibliotecon . Ci. Inf.,
Florianópolis, n. 26, 20 sem . 2008.
FERREIRA, Margarida M. MARC 21 : formado condensado para dados de
autoridade. São Paulo: Espaço-Conhecimento: Fundepe, 2005.
FURRIE, Betty. O MARC bibliográfico: um guia introdutório, catalogação legível por
computador. Brasília: Thesaurus, 2000.

1062

�i

S!mWrio

;:li

/IbooroaIde

:.

IiWitt_
U-,""lIIMbs

=

Organização do conhecimento: indexação, catalogação, tesauros , ontologias, taxonomias,
padrões e protocolos (Z39 .5, XML, etc.) e demais temas relacionados
Trabalho completo

GIL, Antonio Carlos. Como elaborar projetos de pesquisa. 4. ed. São Paulo: Atlas,
2009.
GONÇALVES, Hortência. Manual de metodologia da pesquisa científica. São
Paulo: Avergamp, 2005.
LEVACOV, Marilia . Bibliotecas virtuais: (r)evolução? Ciência da Informação,
Brasília, v. 26 , n. 2, 1997. Disponível em : &lt;http://www.revista .ibict.br&gt;. Acesso em :
19 abro2012.
LIMA, Gercina Ângela Borém. Softwares para automação de bibliotecas e centros de
documentação na literatura brasileira até 1998. Ciência da Informação, Brasília, v.
28, n. 3, p. 310-321, set./dez. 1999.
MEY, Eliane Serrão Alves. Não brigue com a catalogação. Brasília: Briquet de
Lemos/Livros, 2003.
MEY, Eliane Serrão Alves; SILVEIRA, Naira Christofoletti. Catalogação no plural.
Brasília: Briquet de Lemos/Livros, 2009 .
MODESTO, Fernando. Panorama da catalogação no Brasil: da década de 1930 aos
primeiros anos do Século XXI. In : CONGRESSO BRASILEIRO DE
BIBLIOTECONOMIA, DOCUMENTAÇÃO E CIÊNCIA DA INFORMAÇÃO, 22 ., 2007,
Brasília, DF . Anais eletrônicos ... Disponível em :
&lt;http://cdij.pgr.mpf.gov.br/noticias/palestra cbbd/RE A 1.pdf&gt;. Acesso em : 19 abro
2012 .
RIBEIRO, Antonia Motta de Castro Memória Ribeiro. Catalogação de recursos
bibliográficos: AACR2 em MARC 21. 3. ed . rev. ampl. Brasília: Ed. do Autor, 2006.
ROWLEY, Jennifer. A biblioteca eletrônica. Brasília: Briquet de Lemos/Livros,
2002 .
SANTOS, Plácida Leopoldina Ventura Amorim da Costa ; CORRÊA, Rosa Maria
Rodrigues. Catalogação: trajetória para um código internacional. Niterói: Intertexto,
2009.
SZYMANSKY, Heloisa et aI. (Org.). A entrevista na pesquisa em educação: a
prática reflexiva . Brasília : Plano, 2002 .
VOSGRAU , Sonia Regina Casselhas et aI. Formato MARC21 holdings para
publicações seriadas. 2002 . Disponível
em :&lt;http://libdigi.unicamp.br/document/?view=1202&gt;. Acesso em : 20 mar. 2008.
ZAFALON , Zaira Regina . Formato MARC 21 bibliográfico: estudo e aplicações
para livros, folhetos , folhas soltas impressas e manuscritas. São Carlos:
EDUFSCAR, 2010 .

1063

�</text>
                  </elementText>
                </elementTextContainer>
              </element>
            </elementContainer>
          </elementSet>
        </elementSetContainer>
      </file>
    </fileContainer>
    <collection collectionId="49">
      <elementSetContainer>
        <elementSet elementSetId="1">
          <name>Dublin Core</name>
          <description>The Dublin Core metadata element set is common to all Omeka records, including items, files, and collections. For more information see, http://dublincore.org/documents/dces/.</description>
          <elementContainer>
            <element elementId="50">
              <name>Title</name>
              <description>A name given to the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51396">
                  <text>SNBU - Edição: 17 - Ano: 2012 (UFRGS - Gramado/RS)</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="49">
              <name>Subject</name>
              <description>The topic of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51397">
                  <text>Biblioteconomia&#13;
Documentação&#13;
Ciência da Informação&#13;
Bibliotecas Universitárias</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="41">
              <name>Description</name>
              <description>An account of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51398">
                  <text>Tema: A biblioteca universitária como laboratório na sociedade da informação.</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="39">
              <name>Creator</name>
              <description>An entity primarily responsible for making the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51399">
                  <text>SNBU - Seminário Nacional de Bibliotecas Universitárias</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="45">
              <name>Publisher</name>
              <description>An entity responsible for making the resource available</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51400">
                  <text>UFRGS</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="40">
              <name>Date</name>
              <description>A point or period of time associated with an event in the lifecycle of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51401">
                  <text>2012</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="44">
              <name>Language</name>
              <description>A language of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51402">
                  <text>Português</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="51">
              <name>Type</name>
              <description>The nature or genre of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51403">
                  <text>Evento</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="38">
              <name>Coverage</name>
              <description>The spatial or temporal topic of the resource, the spatial applicability of the resource, or the jurisdiction under which the resource is relevant</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51404">
                  <text>Gramado (Rio Grande do Sul)</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
          </elementContainer>
        </elementSet>
      </elementSetContainer>
    </collection>
    <itemType itemTypeId="8">
      <name>Event</name>
      <description>A non-persistent, time-based occurrence. Metadata for an event provides descriptive information that is the basis for discovery of the purpose, location, duration, and responsible agents associated with an event. Examples include an exhibition, webcast, conference, workshop, open day, performance, battle, trial, wedding, tea party, conflagration.</description>
    </itemType>
    <elementSetContainer>
      <elementSet elementSetId="1">
        <name>Dublin Core</name>
        <description>The Dublin Core metadata element set is common to all Omeka records, including items, files, and collections. For more information see, http://dublincore.org/documents/dces/.</description>
        <elementContainer>
          <element elementId="50">
            <name>Title</name>
            <description>A name given to the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="63420">
                <text>Padrão MARC 21 e catalogação em Bibliotecas Universitárias de São Luis/MA.</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="39">
            <name>Creator</name>
            <description>An entity primarily responsible for making the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="63421">
                <text>Vetter, Silvana Maria de J.; Araujo, Leonardo Pinto</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="38">
            <name>Coverage</name>
            <description>The spatial or temporal topic of the resource, the spatial applicability of the resource, or the jurisdiction under which the resource is relevant</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="63422">
                <text>Gramado (Rio Grande do Sul)</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="45">
            <name>Publisher</name>
            <description>An entity responsible for making the resource available</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="63423">
                <text>UFRGS</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="40">
            <name>Date</name>
            <description>A point or period of time associated with an event in the lifecycle of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="63424">
                <text>2012</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="51">
            <name>Type</name>
            <description>The nature or genre of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="63426">
                <text>Evento</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="41">
            <name>Description</name>
            <description>An account of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="63427">
                <text>Estudo sobre o padrão MARC 21 e a catalogação em Bibliotecas Universitárias de São Luís/MA. Possui característica descritiva e explicativa e se desenvolve a partir de: pesquisa bibliográfica para a fundamentação teórica e pesquisa de campo, na qual utiliza como instrumento a entrevista estruturada realizada com os bibliotecários das cinco Bibliotecas Universitárias envolvidas, sendo três de instituições públicas e duas de instituições privadas. Apresenta como objetivo: refletir sobre o padrão MARC 21 enquanto ferramenta de auxílio no processo de catalogação de diversos registros do conhecimento e verificar a relação das Bibliotecas Universitárias de São Luis com esse padrão, a partir do ponto de vista dos bibliotecários que nelas atuam. Discorre a respeito do padrão MARC, abordando desde sua origem (Projeto MARC pela LC) nos Estados Unidos ao MARC 21 utilizado internacionalmente. Constata que nem todas as Bibliotecas Universitárias integrantes da pesquisa utilizam softwares baseados no padrão MARC 21 para a catalogação de suas obras e que os bibliotecários que nelas atuam procuram formas de atualizar seus programas, mas, demonstraram ter pouco conhecimento a respeito do padrão MARC. Conclui que é necessária uma capacitação efetiva dos bibliotecários das Bibliotecas pesquisadas, para o uso desse padrão, que é utilizado por muitas instituições, principalmente porque facilitam o compartilhamento de dados bibliográficos, permitindo, desse modo, a agilidade nos serviços e evitando a duplicação de trabalho.</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="44">
            <name>Language</name>
            <description>A language of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="69449">
                <text>pt</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
        </elementContainer>
      </elementSet>
    </elementSetContainer>
  </item>
  <item itemId="5949" public="1" featured="0">
    <fileContainer>
      <file fileId="5013">
        <src>http://repositorio.febab.org.br/files/original/49/5949/SNBU2012_088.pdf</src>
        <authentication>13720a115cb1c0a66f113a775bf6b057</authentication>
        <elementSetContainer>
          <elementSet elementSetId="4">
            <name>PDF Text</name>
            <description/>
            <elementContainer>
              <element elementId="92">
                <name>Text</name>
                <description/>
                <elementTextContainer>
                  <elementText elementTextId="63419">
                    <text>i

S!mWrio

;:li

/IbooroaIde

:.

IiWitt_
U-,""lIIMbs

=

Organização do conhecimento: indexação, catalogação, tesauros , ontologias, taxonomias,
padrões e protocolos (Z39 .5, XML, etc.) e demais temas relacionados
Trabalho completo

LEITURA DOCUMENTÁRIA NA BIBLIOTECA CENTRAL DA UFPB:
PERSPECTIVA DO BIBLIOTECÁRIO
Rosângela Alves da Silva Magalhães 1, Geysa Flávia Câmara de Lima
Nascimento2
1Bacharel em Biblioteconomia, UFPB, João Pessoa, PB
2Mestre em Ciência da Informação, UFPB, João Pessoa , PB

Resumo
Este trabalho visa estudar as práticas de leitura documentária do Bibliotecário no
momento da indexação dentro da Biblioteca Universitária. Fornece informações
sobre como os bibliotecários estão indexando e se estes utilizam os vários
instrumentos e linguagens documentárias existentes como classificação
bibliográfica, cabeçalho de assunto e tesauros. Optou-se pela pesquisa qualitativa
descritiva. Foi utilizada a técnica da coleta de dados através da entrevista . O
universo da pesquisa constituiu-se de cinco bibliotecários da Divisão de Processos
Técnicos da Biblioteca Central (BC) da UFPB. A BC da UFPB foi escolhida por ser
uma biblioteca de referência do campus I, contando com profissionais qualificados
na área da Biblioteconomia que realizam atividades específicas como a indexação.
Esta pesquisa mostrou que alguns fatores como a falta de uma política de indexação
e o domínio de línguas dificulta a indexação. Sendo assim, sugere-se, dentre outras
coisas, uma política de capacitação para os profissionais bibliotecários e o
estabelecimento de uma linguagem de indexação para otimizar a recuperação da
informação.
Palavras-chave: Indexação; Linguagens documentárias; Leitura Documentária;
Bibliotecário - Indexador.
Abstract
This paper aims to study the practice of reading the documentary Librarian at
indexing within the University Library. Provides information about how librarians are
indexing and if they use the various tools and indexing languages as existing
bibliographical classification, and subject heading thesauri. We opted for descriptive
qualitative study. Technique was used in data collection through interviews. The
research consisted of five librarians of the Technical Processes Division of the
Central Library UFPB. The UFPB was chosen as a reference library on campus I,
with qualified professionals in the field of librarianship that perform specific activities
such as indexing. This research showed that some factors such as lack of an
indexing policy and language skills difficult to index and that the reader is totally
oblivious to ali this. Therefore, it is suggested, among other things, a policy of training
for professional librarians and the establishment of an indexing language to optimize
the retrieval of information.
Keywords : Indexing; Indexing languages; Read Documentary; Librarian - Index.

1036

�i
;:li

S!mWrio

/IbooroaIde

=

IiWitt_

:.

U-,""lIIMbs

Organização do conhecimento: indexação, catalogação, tesauros , ontologias, taxonomias,
padrões e protocolos (Z39 .5, XML, etc.) e demais temas relacionados
Trabalho completo

1 Introdução
A informação é uma das necessidades primordiais para a tomada de decisões
e para a viabilização de processos de conhecimento nos dias de hoje e seu valor,
em qualquer tipo de atividade , como numa decisão administrativa, econômica, de
pesquisa científica ou tecnológica , está diretamente relacionado à sua capacidade
de orientar de forma econômica o dispêndio de energia para a realização dessa
atividade.
Para que possa cumprir este potencial , a informação relevante a um dado
problema precisa, antes de tudo, estar disponível, pois além de sua existência , é
necessário que ela também seja conhecida e que possa ser encontrada. Deste
modo, e diante da profusão informacional dos dias atuais, não há outro meio de
comunicar a alguém a informação de que necessita e de garantir seu acesso
intelectual senão através da construção de uma representação .
A atividade de representação da informação, como a classificação e a
catalogação, por exemplo, é uma atividade rotineira, entre outras desenvolvidas
pelos bibliotecários. Em sua formação , o bibliotecário cursa disciplinas teóricas e
práticas que visam instruí-lo na organização e no tratamento da informação, como
também nas atividades a serem executadas no processamento técnico dos
documentos em sistemas de organização da informação.
No entanto, apesar deste treinamento, em sua busca por termos significativos
para representar o conceito expresso pelo autor do documento, o indexador baseiase no discernimento próprio e na prática adquirida no exercício da profissão, o que,
além de tornar o processo de indexação subjetivo, questiona a eficácia da formação
profissional recebida .
O conhecimento que o indexador tem sobre o assunto indexado determina o
grau de consistência atingido; Tem-se ainda , a dinamicidade do conhecimento, que
exige do indexador permanente atualização; Outro aspecto a considerar refere-se à
inconsistência (diferentes indexadores atribuindo diferentes termos-índice a um
mesmo conceito/documento e o mesmo indexador atribuindo diferentes termosíndice a um mesmo conceito/documento, em diferentes momentos); A possibilidade
do indexador não dominar o idioma do documento também é um fator que prejudica
a qualidade da indexação.
No cenário da representação temática de recursos e da recuperação de
informações, o Indexador tem um papel primordial. Como responsável pela criação
de registros que descrevem a representação, e considerando-se que esses registros
detêm o resultado do processo de análise e de tradução de assuntos, cabe a esse
profissional uma real contribuição para a melhoria das formas de representar o
conhecimento.
Diante do exposto , percebemos a importância de estudar as práticas de
leitura documentária do Bibliotecário no momento da indexação, dentro do contexto
da Biblioteca Universitária, analisando como tais sujeitos estão indexando.
Optamos por trabalhar com a Biblioteca Central da Universidade Federal da
Paraíba por ser uma biblioteca de referência do campus I, contando com
profissionais qualificados na área da Biblioteconomia que realizam atividades
específicas, incluindo a Indexação.
Dessa forma , justifica-se a escolha do tema pela possibilidade de fornecer
valiosas informações sobre como os bibliotecários estão indexando, e se os
mesmos, utilizam-se dos vários instrumentos e linguagens documentárias

1037

�i
;:li

S!mWrio

/IbooroaIde

=

IiWitt_

:.

U-,""lIIMbs

Organização do conhecimento: indexação, catalogação, tesauros , ontologias, taxonomias,
padrões e protocolos (Z39 .5, XML, etc.) e demais temas relacionados
Trabalho completo

desenvolvidas ao longo do tempo para agilizar seu trabalho, como as classificações
bibliográficas - Classificação Decimal Universal -, os cabeçalhos de assunto , e os,
mais modernos, tesauros. Portanto, desta observação origina-se a questão da
pesquisa : Qual será o comportamento de um bibliotecário ao indexar um
documento?
Assim, dentro deste contexto delineamos o objetivo para a elaboração da
pesquisa : analisar as práticas de leitura documentária do Bibliotecário no momento
da indexação.

2 Revisão de Literatura
A atividade da indexação é realizada desde o aumento das publicações
periódicas e da literatura técnico-científica , surgindo assim , a necessidade de
criação de mecanismos de controle bibliográfico em centros de documentação
especializados. Dentro da perspectiva evolutiva do tratamento da informação, surge
a indexação para o tratamento da informação, que inclui análise, síntese e
representação.
Uma das missões da Biblioteconomia e da Documentação é tratar e organizar
informação para sua difusão. Para cumprir tal missão, o bibliotecário ou profissional
da informação desenvolve atividades que envolvem a seleção de documentos e seu
tratamento, tendo em vista as necessidades dos usuários. Para atender aos
usuários, é necessário também promover a adaptação contínua dos sistemas de
informação.
Dentre as atividades bibliotecárias típicas, a indexação se constitui em uma
das formas mais importantes de representar informação. Indexar consiste no ato de
identificar e descrever um documento de acordo com o seu assunto, e seu objetivo
principal consiste em orientar o usuário sobre esse conteúdo intelectual, permitindo,
dessa forma, a sua recuperação.
A indexação surgiu com a atividade de elaboração de índices. Gomes e
Gomes e Gusmão (1983 , p.12) afirmam que o índice como instrumento de
armazenagem e recuperação da informação, tem sua origem a partir do momento
em que o homem passou a se preocupar em tornar acessível a informação
registrada em um documento e para isso, resolve ordená-Ia de alguma forma .
Robredo e Cunha (1986 apud ARAÚJO JUNIOR, 2007), afirmam que
[... ] a indexação é o processo pelo qual se identificam os conceitos de que
trata o documento, expressando-os na terminologia usada pelo autor
(linguagem natural) ou com o apoio de vocábulos ou termos de significação
unívoca ou , ainda , por meio de códigos (linguagens documentárias,
descritores, sistemas de classificação, etc.).

O conceito de indexação surgiu a partir da elaboração de índices e
atualmente está mais vinculada ao conceito de análise de assunto.
Navarro (1999 apud SILVA e FUJITA, 2004) tem o seguinte conceito sobre
indexação:
A indexação consiste em um processo destinado a identificar e descrever
ou caracterizar o conteúdo informativo de um documento mediante a
seleção das matérias sobre as quais versa (indexação sintética) ou dos
conceitos presentes (indexação analítica) para sua expressão da língua
natural e sua reunião em índice, com o objetivo de permitir posterior

1038

�i

S!mWrio

;:li

/IbooroaIde

:.

IiWitt_
U-,""lIIMbs

=

Organização do conhecimento: indexação, catalogação, tesauros , ontologias, taxonomias,
padrões e protocolos (Z39 .5, XML, etc.) e demais temas relacionados
Trabalho completo

recuperação dos documentos pertencentes a uma coleção documental ou
conjunto de referências documentais como resposta a uma demanda acerca
do tipo de informação que este contém .

Ainda para Navarro (1999 apud SILVA e FUJITA, 2004) o objetivo da
indexação é:
[... ] representação do conteúdo dos documentos que formam parte de um
conjunto para garantir sua eficaz recuperação durante o processo de busca
nesse grupo. Para o autor, o processo de indexação se constrói a partir do
exame tanto da atividade que é realizada durante o exerci cio dessa técnica ,
como também em um sistema de informação documentária.

A indexação conforme caracterizada por Lancaster (2004) é um processo no
qual é determinado um tema principal , ou assunto , e os sistemas/ou assuntos
secundários, tratados em um documento que são posteriormente, traduzidos para
uma linguagem documentária. Tal tipo de linguagem pode ser definido como um
sistema de signos estruturados, cuja finalidade é a de representar e recuperar as
informações registradas nos documentos.
Apesar das diferentes correntes teóricas que conceituam a indexação, se
aceita aqui, que ela é uma operação de representação documentária com a
finalidade de recuperar informação, localizando-se a Indexação dentro da área de
"Análise Documentária" (CINTRA et ai, 2002, p.33).
Por "análise documentária" compreende-se, no sentido apresentado por Silva
e Fujita (2004, p. 138) como:
[00' ] área teórica e metodológica com o objetivo de tratamento temático de
documentos, que abrange as atividades de Indexação, Classificação e
elaboração de resumos, considerando as diferentes finalidades de
recuperação da informação.

A indexação sendo processo de análise documentária, definido como ato de
descrição ou identificação em um documento de termos de seu conteúdo temático,
consiste na representação dos documentos por meio de termos (descritores ou
palavras-chaves) extraídos tanto do texto original quanto dos termos escolhidos
através de uma linguagem de informação ou indexação. Torna-se aqui, importante
ressaltar que a indexação trata-se de um processo subjetivo, pois lida com análise,
interpretação e definição do que será indexado, ou seja , com a tomada de decisão,
envolvendo inclusive o contexto para o qual o documento está sendo indexado.

2.1 O Indexador como agente no processo de representação da
informação

o termo indexador refere-se a todos aqueles que fazem o tratamento do
assunto (catalogação, classificação, indexação), que tem a tarefa de analisar o
assunto de um documento, descrevê-lo em termos próprios e traduzi-los para a
linguagem específica do sistema. Para Fujita e Rubi (2006)
o indexador é um

leitor que interage com o texto para cumprir o objetivo da
indexação [ .. .] é um leitor com conhecimento prévio lingüistico, textual , de
mundo, profissional e, também , especifico, no caso de indexadores
especialistas . As dificuldades existem porque a leitura é um processo de

1039

�i
;:li

S!mWrio

/IbooroaIde

=

IiWitt_

:.

U-,""lIIMbs

Organização do conhecimento: indexação, catalogação, tesauros , ontologias, taxonomias,
padrões e protocolos (Z39 .5, XML, etc.) e demais temas relacionados
Trabalho completo

interação com o texto escrito visando a sua compreensão e isso significa
um processo de cognição. O processo de análise de assunto para
indexação, dessa forma, envolve a compreensão do texto mediante
processos cognitivos, realizados com base em esquemas mentais.

o

objetivo principal da formação do indexador é capacitá-lo para uma leitura
com objetivos profissionais. O sucesso ou fracasso na recuperação da informação
deve-se em parte ao indexador, pois no enfoque de sua atuação profissional em
serviços de análises de sistemas utiliza de estratégias para esse fim, além do seu
conhecimento prévio que envolve conhecer a política e os objetivos da instituição a
qual faz parte e as necessidades dos usuários. Além do mais, o indexador deve ser
imparcial, não deixando seus gostos pessoais interferir no seu trabalho .
Lancaster (2004, p.1O) diz:
[ ... ] o desafio para o indexador é tentar antecipar quais os termos que as
pessoas que possuem lacunas de informação de vários tipos procurariam
nos casos em que o registro de que dispõem , de fato, fica a meio caminho
de satisfazer a necessidade de informação do usuário. Quando se pensa
em tal desafio, é possível perceber que se trata de algo muito peculiar.
Quais os tipos de necessidades de informação que as pessoas teriam e as
levariam a querer informações que o registro, de fato, contém?

Para o profissional da informação, seu cotidiano é decodificar o escrito,
buscar conceitos, a partir do texto de um autor, e viabilizar o acesso à(s)
informação(ões) nele contida(s) àqueles que a(s) buscam. Nesse sentido, como a
leitura de todo o documento demandaria um tempo que o indexador não possui, este
é instruído a ater-se a algumas partes do documento, como recomenda a norma da
ISO 5963 - 1985 e sua equivalente nacional NBR 12676 de 1992:
a) título e subtítulo;
b) resumo (se houver);
c) sumário;
d) introdução;
e) ilustrações, diagramas, tabelas e títulos explicativos;
f) palavras ou grupos de palavras em destaque (sublinhadas, impressas em
tipo diferente, etc.);
g) referências bibliográficas.
No que diz respeito aos estudos sobre a leitura no processo de indexação, a
pesquisadora Neves (2004), têm buscado caminhos que indiquem um itinerário mais
seguro aos indexadores, abordando o processo de indexação como um todo, desde
a leitura até a atribuição de conceito, sem particularizar etapa alguma . Nesse
processo de atribuição de conceitos, o indexador lança mão de estratégias de
leitura , cuja operacionalização exige :
a) leitura rápida (além do processo de indexação, o bibliotecário geralmente
exerce outras atividades); e
b) habilidade no uso da linguagem de indexação e domínio da área do
conhecimento abrangida pelo sistema de informação, quando esse sistema
é especializado.

1040

�i
;:li

S!mWrio

/IbooroaIde

=

IiWitt_

:.

U-,""lIIMbs

Organização do conhecimento: indexação, catalogação, tesauros , ontologias, taxonomias,
padrões e protocolos (Z39 .5, XML, etc.) e demais temas relacionados
Trabalho completo

o indexador, após o exame do texto, passa a abordá-lo de uma forma mais
lógica a fim de selecionar os conceitos que melhor representem seu conteúdo . Para
isso, recomenda que a identificação de conceitos seja feita obedecendo a um
esquema de categorias existente na área coberta pelo documento, como por ex.: o
fenômeno , o processo, as propriedades, as operações, o material, o equipamento,
etc.
Destaca-se, portanto, que o processo de análise de assunto reveste-se de
uma subjetividade característica dada as circunstâncias e elementos envolvidos,
pois, a partir da leitura do documento pelo indexador, é realizado um processo de
comunicação interativo entre três variáveis: leitor, texto e contexto. Cada uma
dessas variáveis estará sujeita a diferentes condições, mas é o indexador como
leitor a variável mais influente nessa interação para análise de assunto, porque
precisa realizar a compreensão da leitura mediante sua cognição.
Destacamos que, como o indexador tem o objetivo de tornar o assunto
conhecido pelos usuários interessados, a função desse profissional é ''[. .. ] aumentar
a visão do que os outros podem ler em um texto" (SMIT, 1989, p. 19).
Sendo o assunto a informação relevante abordada no texto, é preciso
ressaltar, ainda, que a seleção do assunto ou informação relevante sofre a influência
da política de indexação do sistema de informação ao qual se insere o indexador. A
instituição decidirá se o tema extraído do documento será o mais específico, ou se
considerará um nível mais genérico, baseando-se no perfil do usuário que
estabeleceu atender.
Conforme Vickery (1980), dependendo dos objetivos institucionais, percebese qual a concepção de análise de assunto que o sistema de informação segue e,
conseqüentemente, o indexador levará esse aspecto em questão. Consideram-se,
assim, diferentes concepções de análise que, certamente afetam o desempenho do
indexador enquanto leitor. A esse respeito, Vickery (1980, p. 220) classifica os
diferentes pontos de vista em três tipos de concepções:
a) conceDcão simplista : considera os assuntos como entidades objetivas
absolutas, que podem derivar de uma abstração lingüística do documento ou
de somas usando métodos estatísticos de indexação. De acordo com essa
concepção a indexação pode ser totalmente automatizada;
b) concepção orientada para o conteúdo: envolve uma interpretação do
conteúdo do documento que vai além dos limites da estrutura superficial
léxica e gramatical. A análise de assunto do conteúdo de documentos envolve
identificação de tópicos ou assuntos que não estão explicitamente colocados
na estrutura textual superficial do documento, mas que são facilmente
percebidos por um indexador humano. Envolve, portanto, uma abstração
indireta do documento.
c) concepção orientada pela demanda: considera o assunto como instrumento
para transferência de conhecimento, portanto, direcionado para uma
finalidade pragmática de informação e conhecimento. Conforme esta
concepção, documentos são criados para comunicação do conhecimento, e
assuntos devem, portanto, ser ajustados para funcionar como instrumentos
de mediação e transmissão desse conhecimento para qualquer pessoa
interessada . Dessa forma , quando o indexador analisa um documento não se
concentra em representar ou resumir a informação explícita ou implícita, mas
questiona-se: como eu poderia tornar esse conteúdo ou parte dele, visível

1041

�i

S!mWrio

;:li

/IbooroaIde

:.

IiWitt_
U-,""lIIMbs

=

Organização do conhecimento: indexação, catalogação, tesauros , ontologias, taxonomias,
padrões e protocolos (Z39 .5, XML, etc.) e demais temas relacionados
Trabalho completo

para o usuano potencial? Que termos deverei utilizar para levar esse
conhecimento até o leitor interessado?
Neste contexto, o olhar bibliotecário tem que dar conta dos diferentes
mecanismos que permeiam a relação entre diferentes olhares e não lidar somente
com os conteúdos; de certa forma, o Bibliotecário, através de seus catálogos, de
seus descritores, tenta dirigir o olhar leitor, inscrevendo cada texto em uma
determinada formação .
Lancaster (2004) ao analisar os fatores que influenciam a qualidade da
indexação, e baseando-se (ele mesmo afirma) mais no senso comum e na intuição
do que em provas concretas, levantou os seguintes fatores :
1. Fatores ligados ao indexador:
a) . conhecimento do assunto;
b) . conhecimento das necessidades dos usuários;
c) . experiência;
d) . concentração ;
e) . capacidade de compreensão de leitura.
2. Fatores ligados ao vocabulário:
a) . especificidade/ sintaxe;
b) . ambigüidade ou imprecisão;
c) . qualidade do vocabulário de entradas;
d) . qualidade da estrutura ;
e) . disponibilidade de instrumentos auxiliares e afins.
3. Fatores ligados ao documento:
a) . conteúdo temático;
b) . complexidade . língua e linguagem;
c) . extensão;
d) . apresentação e sumarização.
4. Fatores ligados ao "processo":
a) . tipo de indexação;
b) . regras e instruções;
c) . produtividade exigida ;
d) . exaustividade da indexação.
Observando os fatores acima listados, podemos aí detectar o encontro de
várias posições de leitura: a) a do indexador-leitor, b)aquela que esta sedimentada
no vocabulário que servirá como fonte de descritores, e c) a do documento a ser
indexado.
Do encontro destas distintas posições de leitura, permeado pelas condições
de produção, pela tensão da polissem ia dos sentidos, das várias memórias atuando
em paralelo (o interdiscurso); deste movimento de justaposição e interação
decorrerão os descritores.
Os bibliotecários atuam neste entremeio com sua capacidade de
compreensão, seu conhecimento dos assuntos: o que chamamos de histórias de
leitura.

1042

�i
;:li

S!mWrio

/IbooroaIde

=

IiWitt_

:.

U-,""lIIMbs

Organização do conhecimento: indexação, catalogação, tesauros , ontologias, taxonomias,
padrões e protocolos (Z39 .5, XML, etc.) e demais temas relacionados
Trabalho completo

Merece realce também o fato de Lancaster (2004) listar como fatores ligados
ao documento a língua e a linguagem em apenas um tópico, referindo-se ao idioma,
a clareza da linguagem do autor, a ambigüidade de títulos e a qualidade dos
sumários. Sabemos que a materialidade da língua é bem mais rica do que
transparece neste tópico.
Considerando o esclarecimento sobre a função das etapas da indexação, é
possível afirmar que uma das etapas consideradas mais importantes do trabalho do
indexador é a Análise de assunto, que tem como objetivo identificar e selecionar os
conceitos que representam a essência de um documento. Trata-se de um processo
complexo, pois exige esforços do profissional (indexador) para seguir uma
metodologia adequada a fim de obter resultados satisfatórios. A eficácia desse
trabalho pode ser avaliada pelos resultados obtidos pelo usuário no momento da
recuperação da informação.

3 Abordagem metodológica
Uma pesquisa é sempre, de alguma forma , um relato de longa viagem
empreendida por um sujeito cujo olhar vasculha lugares muitas vezes já visitados.
Nada de absolutamente original , portanto, mas um modo diferente de olhar e pensar
determinada realidade a partir de uma experiência e de uma apropriação do
conhecimento que são, aí sim, bastante pessoais.
Diante do exposto, optamos pela pesquisa qualitativa que, compreende um
conjunto de diferentes técnicas interpretativas que visam a descrever e a decodificar
os componentes de um sistema complexo de significados. Tem por objetivo traduzir
e expressar o sentido dos fenômenos do mundo social trata-se de reduzir a distância
entre indicadores e indicados, entre teoria e dados, entre contexto e ação
(CHRISTIANS, 2006) .
O método escolhido para a realização da investigação é a pesquisa descritiva
(MINAYO, 2008, p. 20) por permitir a observação, o registro, à análise e a correlação
dos fatos .
A técnica de coleta de dados eleita foi a entrevista por permitir a proximidade
da pesquisa com a atuação do profissional na área de indexação. Com o objetivo de
uma abordagem social , a entrevista permite a coleta dos dados para a resolução de
um problema social.
O universo da pesquisa constituiu-se de 5 bibliotecários que trabalham na
Divisão de Processos Técnicos da Biblioteca Central da UFPB.

4 Análise dos dados
Após definida a população, realizamos a análise qualitativa descritiva que foi
baseada em dois aspectos. Primeiramente, a análise dos descritores utilizados pelos
bibliotecários. Para tanto, selecionamos quatro títulos baseados em Lucas (2000)
(sendo três de áreas diversas do conhecimento e um na área de Biblioteconomia).
Como pré-requisito os títulos deveriam estar classificados no sistema automatizado
da Biblioteca Central, Ortodocs, que é um software que adota o padrão MARC
(Machine Readable Cataloging) como modelo fundamental, O MARC é o padrão
internacional com o maior número de obras catalogadas. Os títulos escolhidos
foram :

1043

�i
;:li

S!mWrio

/IbooroaIde

=

IiWitt_

:.

U-,""lIIMbs

Organização do conhecimento: indexação, catalogação, tesauros , ontologias, taxonomias,
padrões e protocolos (Z39 .5, XML, etc.) e demais temas relacionados
Trabalho completo

"Cartas do cárcere" de Antonio Gramsci:
"O que é isso, companheiro?" de Fernando Gabeira
"As veias abertas da América Latina" de Eduardo H. Galeano
"Estudos avançados em Biblioteconomia e Ciência da Informação"
Em outro segundo aplicamos o instrumento de coleta de dados (entrevista
estruturada) que foi organizado de tal forma que seu conteúdo foi estruturado
baseando-se nas questões da pesquisa .
Como você analisou as obras que foram indicadas em nossa pesquisa, ou
seja, como você fez a indexação, quais instrumentos você utilizou ... ?
"Bem ... (risos) pergunta difícil! Quando estamos acostumadas a fazer o
mesmo trabalho durante anos, tudo parece ser automático. Mas antes de
definir quais termos serão inseridos no sistema , ou seja , antes de fazer o
último passo da indexação, eu consulto o próprio sistema, o título, o sumário
e quando o assunto é complexo, leio a introdução e no caso de dúvidas
procuro alguém que saiba do assunto. No caso dos livros que você me deu
para indexar, eu apenas fiz uma leitura rápida do sumário , título , orelha e
ficha catalográfica". (BI 1)
"Confesso que senti alguma dificuldade no momento de indexar os livros
que você me pediu , pois não sabia se você queria uma indexação
exaustiva, geraL .. mas quando vi que o campo para os descritores eram de
três , tentei ser o mais exata possível. As coisas acontecem
automaticamente, convivo tanto com a indexação que é inerente ao meu dia
a dia. Fiz o que aprendi na graduação em mil novecentos e cacetadas
(risos) traduzi uma imensidão de informações em três descritores. O livro
que achei mais difícil foi o ... deixa eu filar ... "As veias abertas da América
Latina" , tive que ler a introdução, perguntar a uma das meninas sobre algo
do livro e ainda consultei o Ortodocs pra saber como tinham indexado o
mesmo. No meu dia a dia é assim, quando não conheço o assunto procuro
alguém que saiba e se ninguém souber eu consulto outras bibliotecas . Isso
faz o processo ser demorado e as vezes falho , acredito que deveria existir
uma política de indexação no setor". (BI 2)
"A indexação dos livros não foi difícil, mas quando você limita o numero de
descritores faz você pensar bem mais no momento de indexar. Eu procuro
ser o mais objetiva possível nas minhas representações, é muito título pra
ser indexado e pouca gente pra fazer isso. Utilizo muito a classificação que
é dada ao livro. No caso dessa pesquisa eu tive que além de consultar a
classificação, ler os sumários e as orelhas de alguns livros. O que eu achei
mais fácil foi o de nossa área , talvez por está inserida nela. Diz pra diretora
colocar mais bibliotecários pra indexar (risadas)" . (BI 3)
"Depois de analisar a obra e levantar alguns descritores, procurei no próprio
Ortodocs como o livro tinha sido indexado. Tentei indexar com outros
termos. Analisei o título, a ficha catalográfica, as orelhas e ainda dei uma
olhada no sumário e introdução. Utilizei a indexação partindo do Geral para
o particular. O livro que tive maior dificuldade foi "Cartas de um cárcere" não
gosto de indexar livros de literatura, acho complexo ... sempre tenho que
consultar alguém quando não encontro o livro no sistema da biblioteca. A
classificação ajuda muito, mas nem sempre podemos indexar o livro pela
classificação, e também tudo vai depender do ponto de vista de quem está
indexando". (BI 4)

1044

�i
;:li

S!mWrio

/IbooroaIde

=

IiWitt_

:.

U-,""lIIMbs

Organização do conhecimento: indexação, catalogação, tesauros , ontologias, taxonomias,
padrões e protocolos (Z39 .5, XML, etc.) e demais temas relacionados
Trabalho completo

"Lembro quando minha professora dizia que a indexação é a alma da
biblioteca, eu nunca entendia até fazer parte do processo. Alma, porque
sem a indexação não existe uma boa recuperação. Eu tenho muito cuidado
no momento da indexação, sei que a escolha de um termo de maneira
errada compromete toda a recuperação daquele documento ou de uma
determinada informação. Procuro ser o mais específica possível , sempre
consultando a obra como um todo, claro que de maneira rápida. Utilizo as
informações do sumário, do título, da ficha catalográfica, as referências ...
tudo que me ajude a decidir quais termos inserir no sistema . Os livros que
você me deu para indexar foram de fácil compreensão, embora em alguns
momentos eu tenha ficado confusa na hora de decidir qual termo inserir,
pois eu só tinha três opções. Eu nunca tinha pensado sobre minhas leituras
como indexador, se eu tinha cuidado, se eu estava fazendo certo , quem eu
consultava , acabava fazendo tudo automaticamente sem nunca ter refletido
sobre a importância do meu trabalho e das minhas formas de representar a
informação. Quando se conhece um assunto fica mais fácil de indexar e
quando o assunto é desconhecido tenho que procurar as mais experientes
pra me orientar e até mesmo consultar o Google pra saber sobre
determinado tema. Nunca confio na classificação, embora seja uma grande
aliada no momento de indexar". (81 5)

o trabalho de indexar é importante dentro da biblioteca?
"Considero o mais importante, pois o termo é importante para recuperação
da informação. A classificação é importante para a localização física do
material, mas é indexação que faz com que o usuário recupere a
informação". (81 1)
"Porque é através da indexação que o usuano consegue recuperar a
informação e sanar sua necessidade informacional , é mais uma forma de
busca, além de título, autor". (81 2)
"Sem indexação pode não haver recuperação da informação com
especificidade". (81 3)
"Porque é através dela que a obra se torna realmente acessível ao usuário.
Uma boa indexação permite uma recuperação satisfatória . De nada adianta
atribuir uma infinidade de assunto a uma obra se eles são apenas
superficialmente mencionadas na mesma , criando uma falsa impressão de
qualidade". (81 4)
"Para recuperação da informação". (81 5)

o que mais dificulta a indexação de documentos?
"Muitas vezes precisa-se buscar conhecimentos sobre o autor, para saber
qual é o tipo de literatura, sobre o assunto, consultar outras bases,
especialistas (aff) muita coisa". (811)
"A falta de uma política de indexação". (81 2)
"A falta de tempo, a falta de conhecimentos específicos na área e a
inexistência de um instrumento, como um vocabulário controlado ou
tesauro, da área". (81 3)
"A falta de informações nas publicações quando fazemos a pesquisa no
ortodocs, pois a maioria não traz o registro" . (814)

1045

�i
;:li

S!mWrio

/IbooroaIde

=

IiWitt_

:.

U-,""lIIMbs

Organização do conhecimento: indexação, catalogação, tesauros , ontologias, taxonomias,
padrões e protocolos (Z39 .5, XML, etc.) e demais temas relacionados
Trabalho completo

"Eu nunca tinha pensado nas dificuldades de indexar, talvez a falta de
conhecimento sobre a área em questão, o domínio de línguas estrangeiras
sejam barreiras no momento de indexar". (81 5)

As respostas foram coerentes e ricas em detalhes, onde descobrimos um
Bibliotecário com reflexões a cerca do seu trabalho como indexador. Em suas
respostas os indexadores nos revelaram que a indexação é uma das atividades mais
importantes na Biblioteca, pois ela permite a recuperação da informação, e
consequentemente a satisfação do usuário. Entre os fatores que dificultam a
indexação destacam-se a: que a falta de uma política de indexação dificulta a
escolha dos termos adequados para determinados assuntos; o domínio de línguas;
falta de conhecimento sobre determinado assunto e a ausência de um instrumento
de controle terminológico. Sobre a leitura nos documentos sugeridos por essa
pesquisa, não foi utilizado nenhuma técnica específica de indexação, utilizou-se do
uso da classificação, Google, Ortodcs (software utilizado pela biblioteca em estudo) ,
leitura (título, ficha catalográfica, sumário, introdução ... ). A dificuldade encontrada foi
a pesquisa ter delimitado a quantidade de descritores, o que fez os bibliotecários
refletirem sobre quais termos escolherem para representar os assuntos dos livros
propostos.
Esta pesquisa nos mostra, como os bibliotecários indexadores praticam a sua
interpretação e os seus olhares em relação às suas leituras de um mesmo
documento.

5 Considerações
Nossa análise explicitou a variação dos sentidos nas diferentes leituras de um
mesmo documento, observamos que o leitor escapa à todos estes mecanismos de
controle de sua interpretação, mas não escapa de suas determinações históricas.
Relevante também é, para nós, o que a define, o aspecto da capacidade de
compreensão da leitura do Bibliotecário - e algumas de nossas análises
estabelecem o limite entre aquilo que é o minímo e o máximo que ele chegou a
compreender, apontando para a contradição do modelo de leitura (teoricamente)
desejado para o Bibliotecário: se esta leitura se quer rápida, produtiva , ela sacrifica a
reflexão, impossibilita a interpretação, sem a qual este leitor não consegue
interpretar o documento e, por sua vez, encontrar os descritores que seriam as
palavras indicadoras das múltiplas possibilidades de leitura.
As metodologias da teoria da indexação - quer sejam atreladas ao texto ou as
tradicionais, baseadas no bom senso e na intuição, não podem dar conta deste
sujeito intérprete que emerge a partir da leitura.
Estes leitores ocupam diferentes estatutos: a leitura do bibliotecário não visa a
produção de conhecimentos, a crítica ; visa sim, o pré-tratamento dos documentos
para os leitores das bibliotecas.
Como reflexão proveniente do estudo dessa pesquisa apresentamos as
seguintes sugestões:
a) O estabelecimento de um plano de educação continuada para os profissionais
bibliotecários da Biblioteca Central da UFPB para atualização e contato com
novas áreas de interface com a Ciência da Informação;

1046

�i

S!mWrio

;:li

/IbooroaIde

:.

IiWitt_
U-,""lIIMbs

=

Organização do conhecimento: indexação, catalogação, tesauros , ontologias, taxonomias,
padrões e protocolos (Z39.5, XML, etc.) e demais temas relacionados
Trabalho completo

b) O estabelecimento de uma linguagem de indexação para atender sua
realidade e otimizar a recuperação da informação de seus acervos;
c) Uma política de capacitação em indexação para os bibliotecários;
d) A criação de uma proposta para o mercado editorial brasileiro que oriente a
impressão de obras com as informações necessárias e relevantes para
análise documental.
Esperamos que futuros estudos possam avançar mais nessa área
possibilitando, não apenas avanços teóricos e práticos, mas avanços sociais para a
geração de conhecimentos.

6 Referências
ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE NORMAS TÉCNICAS. NBR 12676: métodos para
análise de documentos: determinação de seus assuntos e seleção de termos de
indexação. Rio de Janeiro, 1992.
ARAÚJO JÚNIOR, Rogério Henrique de. Precisão no processo de busca e
recuperação da informação. Brasília: Thesaurus, 2007.
CHRISTIANS, Clifford G. A ética e a política na pesquisa qualitativa. IN : Denzin ,
Norman K. ; Lincoln , Vvona S. O planejamento da pesquisa qualitativa: teorias e
abordagens . 2. ed. Porto Alegre : Artmed , 2006 .
CINTRA, Ana Maria Marques et alo Para entender as linguagens documentárias.
2. ed . São Paulo: Polis, 2002 .
FUJITA, Mariângela Spotti Lopes; RUBI , Milena Polsinelli. Um modelo de leitura
documentária para a indexação de artigos científicos: princípios de elaboração e uso
para a formação de indexadores. Rev. De Ciência da Informação, v. 7, n.3, jun .
2006. Disponível em : http://www.datagramazero.org.br/jun06/art04.htm. Acesso em:
07 out. 2011 .
GOMES, H. E.; GUSMÃO, H. R. Guia prático para a elaboração de índices .
Niterói: GBIDCSH da APB-RJ , 1983.
INTERNATIONAL STANDARDS ORGANIZATION . ISO 5963 : Documentationmethods for examining documents, determining their subjects, and selecting indexing
terms. [S.I.], 1985.
LANCASTER, F. W. Indexação e resumos: teoria e prática . Brasília , DF: Briquet de
Lemos/Livros, 2004.
LUCAS, Clarinda Rodrigues. Leitura e interpretação em Biblioteconomia .
Campinas, SP : Ed . da Unicamp, 2000 .
MINAVO, Maria C. de S. et aI. Pesquisa Social: Teoria, método e criatividade. 27 .
ed . Petrópolis : Vozes, 2008 .

1047

�i

S!mWrio

;:li

/IbooroaIde

:.

IiWitt_
U-,""lIIMbs

=

Organização do conhecimento: indexação, catalogação, tesauros , ontologias, taxonomias,
padrões e protocolos (Z39.5, XML, etc.) e demais temas relacionados
Trabalho completo

NEVES, Dulce Amélia de Brito. Aspectos metacognitivos na leitura do indexador.
2004. 131 f. Tese (Doutorado em ciência da informação)-Escola de ciência da
informação, Universidade Federal de MinasGerais, Belo Horizonte, 2004.
SILVA, Maria dos Remédios da; FUJITA, Mariângela Spotti Lopes. A prática de
indexação. Análise da evolução de tendências teóricas e metodológicas.
Transiformação, Campinas, v.16, n. 2, p. 131-161, maio/ago., 2004. Disponível em :
http://revistas.puc-campinas.edu .br/transinfo/viewarticle.php?id=65 Acesso em: 07
out. 2011 .
SMIT, J. W. (Coord .) Análise documentária: a análise da síntese. 2.ed . Brasília, DF:
IBICT,1989.
VICKERY, B. C. Classificação e indexação nas ciências . Rio de Janeiro:
BNG/Brasilart, 1980.

1048

�</text>
                  </elementText>
                </elementTextContainer>
              </element>
            </elementContainer>
          </elementSet>
        </elementSetContainer>
      </file>
    </fileContainer>
    <collection collectionId="49">
      <elementSetContainer>
        <elementSet elementSetId="1">
          <name>Dublin Core</name>
          <description>The Dublin Core metadata element set is common to all Omeka records, including items, files, and collections. For more information see, http://dublincore.org/documents/dces/.</description>
          <elementContainer>
            <element elementId="50">
              <name>Title</name>
              <description>A name given to the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51396">
                  <text>SNBU - Edição: 17 - Ano: 2012 (UFRGS - Gramado/RS)</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="49">
              <name>Subject</name>
              <description>The topic of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51397">
                  <text>Biblioteconomia&#13;
Documentação&#13;
Ciência da Informação&#13;
Bibliotecas Universitárias</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="41">
              <name>Description</name>
              <description>An account of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51398">
                  <text>Tema: A biblioteca universitária como laboratório na sociedade da informação.</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="39">
              <name>Creator</name>
              <description>An entity primarily responsible for making the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51399">
                  <text>SNBU - Seminário Nacional de Bibliotecas Universitárias</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="45">
              <name>Publisher</name>
              <description>An entity responsible for making the resource available</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51400">
                  <text>UFRGS</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="40">
              <name>Date</name>
              <description>A point or period of time associated with an event in the lifecycle of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51401">
                  <text>2012</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="44">
              <name>Language</name>
              <description>A language of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51402">
                  <text>Português</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="51">
              <name>Type</name>
              <description>The nature or genre of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51403">
                  <text>Evento</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="38">
              <name>Coverage</name>
              <description>The spatial or temporal topic of the resource, the spatial applicability of the resource, or the jurisdiction under which the resource is relevant</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51404">
                  <text>Gramado (Rio Grande do Sul)</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
          </elementContainer>
        </elementSet>
      </elementSetContainer>
    </collection>
    <itemType itemTypeId="8">
      <name>Event</name>
      <description>A non-persistent, time-based occurrence. Metadata for an event provides descriptive information that is the basis for discovery of the purpose, location, duration, and responsible agents associated with an event. Examples include an exhibition, webcast, conference, workshop, open day, performance, battle, trial, wedding, tea party, conflagration.</description>
    </itemType>
    <elementSetContainer>
      <elementSet elementSetId="1">
        <name>Dublin Core</name>
        <description>The Dublin Core metadata element set is common to all Omeka records, including items, files, and collections. For more information see, http://dublincore.org/documents/dces/.</description>
        <elementContainer>
          <element elementId="50">
            <name>Title</name>
            <description>A name given to the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="63411">
                <text>Leitura documentária na Biblioteca Central da UFPB: perspectiva do bibliotecário.</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="39">
            <name>Creator</name>
            <description>An entity primarily responsible for making the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="63412">
                <text>Magalhães, Rosângela Alves da S.; Nascimento, Geysa Flávia C. de L.</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="38">
            <name>Coverage</name>
            <description>The spatial or temporal topic of the resource, the spatial applicability of the resource, or the jurisdiction under which the resource is relevant</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="63413">
                <text>Gramado (Rio Grande do Sul)</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="45">
            <name>Publisher</name>
            <description>An entity responsible for making the resource available</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="63414">
                <text>UFRGS</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="40">
            <name>Date</name>
            <description>A point or period of time associated with an event in the lifecycle of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="63415">
                <text>2012</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="51">
            <name>Type</name>
            <description>The nature or genre of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="63417">
                <text>Evento</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="41">
            <name>Description</name>
            <description>An account of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="63418">
                <text>Este trabalho visa estudar as práticas de leitura documentária do Bibliotecário no momento da indexação dentro da Biblioteca Universitária. Fornece informações sobre como os bibliotecários estão indexando e se estes utilizam os vários instrumentos e linguagens documentárias existentes como classificação bibliográfica, cabeçalho de assunto e tesauros. Optou-se pela pesquisa qualitativa descritiva. Foi utilizada a técnica da coleta de dados através da entrevista. O universo da pesquisa constituiu-se de cinco bibliotecários da Divisão de Processos Técnicos da Biblioteca Central (BC) da UFPB. A BC da UFPB foi escolhida por ser uma biblioteca de referência do campus I, contando com profissionais qualificados na área da Biblioteconomia que realizam atividades específicas como a indexação. Esta pesquisa mostrou que alguns fatores como a falta de uma política de indexação e o domínio de línguas dificulta a indexação. Sendo assim, sugere-se, dentre outras coisas, uma política de capacitação para os profissionais bibliotecários e o estabelecimento de uma linguagem de indexação para otimizar a recuperação da informação.</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="44">
            <name>Language</name>
            <description>A language of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="69448">
                <text>pt</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
        </elementContainer>
      </elementSet>
    </elementSetContainer>
  </item>
  <item itemId="5948" public="1" featured="0">
    <fileContainer>
      <file fileId="5012">
        <src>http://repositorio.febab.org.br/files/original/49/5948/SNBU2012_087.pdf</src>
        <authentication>a2d48e0579f0c20e8aefc04ea1929fc9</authentication>
        <elementSetContainer>
          <elementSet elementSetId="4">
            <name>PDF Text</name>
            <description/>
            <elementContainer>
              <element elementId="92">
                <name>Text</name>
                <description/>
                <elementTextContainer>
                  <elementText elementTextId="63410">
                    <text>li ......"

a
=

HIdonild l
~WIo4_

_.1 ...... _ .....
S:

~lltã&lt;l",

Organização do conhecimento: indexação, catalogação, tesauros , ontologias, taxonomias,
padrões e protocolos (Z39 .5, XML, etc.) e demais temas relacionados
Trabalho completo

A CONSTRUÇÃO DE MICROTESAURO DE
CINEMA EM AMBIENTE COLABORATIVO WEB: O USO DO ETERMOS COMO SOFTWARE DE GESTÃO TERMINOLÓGICA
Rodrigo Eduardo dos Santos 1, Vera Regina Casari Boccato2 ,
Juliana de Souza Moraes3
1Graduando. Curso de Biblioteconomia e Ciência da Informação, Universidade Federal de
São Carlos, UFSCar - São Carlos, SP.
2Professora Adjunta. Departamento de Ciência da Informação, Universidade Federal de São
Carlos - UFSCar, São Carlos, SP.
3Bibliotecária . Instituto de Ciências Matemáticas e de Computação, Universidade de São
Paulo - USP, São Carlos, SP.

Resumo
Esta pesquisa em desenvolvimento tem por objetivo construir um
microtesauro de Cinema, diante das tecnologias de construção de sistemas de
organização do conhecimento em ambiente web , no contexto dos usuários
especializados ou não e pelas perspectivas teórico-metodológicas das áreas de
Organização e Representação do Conhecimento e da Terminologia, vista como
campo interdisciplinar da Ciência da Informação. Dentro dessa proposição, o tesauro
é apresentado e discutido, com ênfase para sua conceituação, finalidades, estrutura ,
princípios, métodos e softwares de construção e aplicações de uso, diante da
literatura científica das áreas de Organização e Representação do Conhecimento
em Ciência da Informação e da Terminologia. A partir dessa perspectiva é proposta
a construção um microtesauro em Cinema a partir da realização de coleta de termos
em fontes de informação especializada e colaborativas com o uso do software ETermos, ambiente colaborativo web de gestão terminológica .

Palavras-Chave:
Linguagem documentária; Microtesauro; Organização e Representação do
Conhecimento; Terminologia; Ambiente colaborativo web de gestão terminológica.

Abstract
The research project aims to contribute in the organization to recovery by
subject in cinematographic information environments on the web for expert users or
not, as well as local and remote. It is presented and discussed inside this issue on
the application of thesaurus, identified as systems of knowledge organization for the
organization and retrieval of specialized information in a web environment, with
emphasis on its concept, objectives, structure, principies, methods and construction
and use applications software, facing scientific and technical literature in the areas of
Organization and Representation of Knowledge in Information Science and
Terminology. From this perspective it is proposed to construct a micro thesaurus on
cinema from the terms of sources of specialized information and collaborative
collection data with the use of terminology management software E-Terms
(Electronics Terms) .

1021

�li ......"

a
=

HIdonild l
~WIo4_

_.1 ...... _ .....
S:

~lltã&lt;l",

Organização do conhecimento: indexação, catalogação, tesauros , ontologias, taxonomias,
padrões e protocolos (Z39 .5, XML, etc.) e demais temas relacionados
Trabalho completo

Keywords:
Indexing
representation;
management.

language; Microthesaurus; Knowledge of organization and
Terminology; Collaborative environment web
terminology

1 Introdução
Esta pesquisa, no contexto da área de Organização e Representação do
Conhecimento, tem por temática a construção de um microtesauro de Cinema, no
contexto dos usuários especializados ou não para a recuperação em ambientes
informacionais na web .
"A era digital provoca mudanças de perfis referentes aos profissionais que
selecionam, organizam, recuperam e disseminam a informação" (BLATTMANN,
2009, p. 1). Todavia , grande parte dessa informação encontra-se sem a
representação temática adequada que possibilite a sua recuperação e (re)utilização
por parte do usuário que dela necessita.
Um recurso que propicia representar a informação para torná-Ia acessível por
assunto é o uso de linguagens documentárias que segundo Boccato (2011) têm sua
aplicabilidade na indexação, realizada pela representação sintética das ideias dos
autores presentes nos conteúdos documentários por termos que propiciam a
elaboração de estratégias de busca que satisfaçam as necessidades investigativas
dos usuários na recuperação da informação. "Observa-se que além do
conhecimento técnico e profissional tais linguagens têm grande responsabilidade
pela seleção dos pontos de acesso à informação de determinado objeto, uma vez
que têm a função primordial de orientar a seleção desses pontos de acesso
considerando n variáveis" (MORAES, 2010 , p.2). Com isso, identificamos uma dupla
função das linguagens documentárias (listas de cabeçalhos de assunto, tesauros,
ontologias, entre outras), isto é, representar o conhecimento e promover a interação
entre o usuário e a informação.
Uma vez que o interesse de nossa pesquisa recai sobre os tesauros, é
imprescindível sua definição, bem como sobre seu processo de construção . Existem
inúmeras conceituações que, dentre elas, se destacam as de Motta (1987, p.25) e
de Boccato, Ramalho e Fujita (2008, p. 201).
Motta (1987, p. 25) expõe que o tesauro:
[00'] é um Sistema de vocabulário baseado em conceitos , incluindo
termos preferidos (descritores), termos não preferidos (não
descritores) e suas inter-relações, que se aplica a um determinado
ramo do conhecimento e que se destina a controlar a terminologia
utilizada para a indexação/recuperação de documentos.

Para Boccato, Ramalho e Fujita (2008, p. 201) os tesauros são :
[00'] linguagens de estruturas combinatórias e pós-coordenadas,
constituídas de termos - unidades linguísticas provenientes da
linguagem de especialidade e da linguagem natural -, denominados
de descritores, providos de relações sintático-semânticas, referentes
a domínios científicos especializados, possibilitando a representação
temática do conteúdo de um documento, bem como a recuperação
da informação.

1022

�li ......"

a

HIdonild l

S:

~lltã&lt;l",

=

~WIo4_

_.1 . . . _. . .

Organização do conhecimento: indexação, catalogação, tesauros , ontologias, taxonomias,
padrões e protocolos (Z39 .5, XML, etc.) e demais temas relacionados
Trabalho completo

Como visto, a base de um tesauro são os termos, representativos de
determinados conceitos, e suas relações sintático-semânticas. A garantia literária e
a de uso são identificadas como princípios norteadores para a sua construção .
Associada a elas, a garantia cultural é assegurada quando se reconhece que as
classificações e as relações semânticas são o reflexo do contexto cultural, ou seja, o
tesauro é o produto de uma realidade específica podendo ser um meio de
interlocução entre a informação e seus integrantes.
Nesta pesquisa os termos são específicos da área de Cinema , isto é, sobre a
qual o tesauro abrange. Pode-se definir um termo como um símbolo (ou conjunto de
símbolos ou sinais) com que se expressa um conceito , é portador de informação
(CURRÁS , 1995). Nas ciências eles podem ter formatos diferentes dependendo da
área em que se situam como um código, uma fórmula , ou outro símbolo qualquer.
A Terminologia , ciência que dialoga com a Ciência da Informação e estuda os
termos técnicos, colabora na construção de tesauros, a partir de teorias e
metodologias expressas em suas diversas correntes teóricas. A Teoria Geral da
Terminologia, mais conhecida como TGT, propõe, no seu cerne, que determinado
termo é capaz de expressar apenas um conceito dentro de uma determinada área,
como enfatizado por Oliveira (2009, p. 2):
Em outras palavras, a ideia de monovalência prevê que um determinado
termo possua somente um significado em uma determinada área do
conhecimento em um discurso específico. Dessa forma , a TGT, também
conhecida como terminologia de orientação prescritiva ou normalizadora,
apresenta concepções muito produtivas em relação ao valor terminológico
de um determinado item lexical.

Embora a TGT tenha contribuído muita para a Terminologia, tal
posicionamento fez com que ela sofresse questionamentos, dentre eles os
proferidos por Cabré (1993), dando origem ao surgimento da Teoria Comunicativa
da Terminologia (TCT). A TCT enquanto teoria preconiza que um determinado termo
pode assumir várias significações dentro de um mesmo contexto.
Podemos dizer que a TCT tem como pilar base de sua teoria a valorização
"dos aspectos comunicativos das linguagens especializadas, compreendendo que os
termos fazem parte da língua natural e que uma determinada unidade lexical pode
assumir caráter terminológico em situações e conceitos particulares" (CABRÉ ,
2005).
Ao compararmos o TGT com a TCT fica evidente que o pilar de sustentação
da primeira fica profundamente abalado pelo cerne da segunda, onde ela prega que
os termos não possuem conceitos fixos , aproximando-os da linguagem natural
atribuindo-lhes características que TGT não permite, sendo a principal delas a
polissemia .
Com relação à formação dos tesauros podemos dizer que eles "são formados
por uma base léxica (descritores e não descritores) estruturada em relações
hierárquicas (termos genéricos e específicos), não hierárquicas (associativos termos relacionados) e de equivalência (não descritores - sinônimos ou quase
sinônimos)". (BOCCATO, 2008 , p. 273).
Quantos as relações hierárquicas elas apresentam-se de duas formas : 1)
genéricas que indicam a relação gênero/espécie; e 2) partitivas representando as
relações todo/parte, ou seja , "o conceito da parte depende do conceito do todo e não
pode ser definido previamente à definição do conceito do todo" . (CINTRA et aI. ,
2002 , p. 45) .

1023

�li ......"

a
=

HIdonild l
~WIo4_

_.1 ...... _ .....
S:

~lltã&lt;l",

Organização do conhecimento: indexação, catalogação, tesauros , ontologias, taxonomias,
padrões e protocolos (Z39 .5, XML, etc.) e demais temas relacionados
Trabalho completo

As relações de equivalência podem ser caracterizadas como a "relação entre
o termo preferido (descritor) e o não preferido (não descritor) onde dois ou mais
termos são considerados, para fins de indexação, como referentes ao mesmo
conceito,, 1. Ou seja , os termos não descritores são considerados como sinônimos ao
termo descritor componente do repertório terminológico do tesauro.
Sobre as relações não hierárquicas ou associativas elas ocorrem quando as
famílias ou grupos de termos encontram-se em campos semânticos distintos, porém
com significações próximas, podendo pertencer à mesma categoria ou não.
Todavia , no processo de construção de um tesauro, antes de realizarem-se
os relacionamentos sintático-semânticos entre os termos é necessário a formação
do repertório terminológico a partir de uma base léxica representativa da área do
conhecimento em foco .
A área de Cinema , interesse de nossa pesquisa, é um universo do
conhecimento científico que retrata ''[00 '] a técnica e a arte de fixar e de reproduzir
imagens que suscitam impressão de movimento" (WIKIPÉDIA, 2012).
Ao longo dos poucos mais de cem anos de existência essa área gerou uma
vasta gama de termos que muitas vezes aos ouvidos mais desatentos pode levar a
interpretações equivocadas quanto ao seu real significado. Nas últimas décadas
esse processo ganhou ainda mais velocidade com o advento principalmente da
internet, que fez com que as pessoas se comunicassem e trocassem informações a
grandes distâncias.
O rompimento da barreira física quanto à dinamização das informações
possibilitou ao Cinema em suas diversas facetas ampliar ainda mais o surgimento de
termos na área. Entendemos, pois, o quão importante são as linguagens
documentárias especializadas no âmbito da recuperação da informação e como elas
devem estar atualizadas.
Nesse sentido , o nosso problema de pesquisa versa sobre a necessidade de
construção de microtesauro na área de Cinema, a partir da coleta de vocabulário
advindo de fontes de informação científicas e colaborativas, no contexto dos
usuários especializados ou não para a recuperação e uso da informação
cinematográfica em ambiente web.
O tesauro figura como uma escolha adequada em relação as demais
linguagens documentárias existentes (lista de cabeçalho de assunto, ontologia , entre
outras) , pois sua estrutura pós-coordenada baseia-se na categorização de termos
representativos de conceitos e seus relacionamentos. Assim , "no processo de
recuperação , o potencial informativo deve ser avaliado não só pela quantidade, mas,
sobretudo pela qualidade e possibilidades de acesso à informação, pois, a rapidez
com que se pode obter a informação, depende do uso de instrumentos adequados à
realidade da clientela". (JESUS , 2002, p. 4) .
Diante do exposto, o objetivo desta pesquisa é construir um microtesauro de
Cinema, diante das tecnologias de construção de sistemas de organização do
conhecimento em ambiente web, no contexto dos usuários especializados ou não e
pelas perspectivas teórico-metodológicas das áreas de Organização e
Representação do Conhecimento e da Terminologia, vista como campo
interdisciplinar da Ciência da Informação.

1

AUSTIN ; DALE, 1993 apud BOCCATO, 2005, p. 60.

1024

�li ......"

a
=

HIdonild l
~WIo4_

_.1 ...... _ .....
S:

~lltã&lt;l",

Organização do conhecimento: indexação, catalogação, tesauros , ontologias, taxonomias,
padrões e protocolos (Z39 .5, XML, etc.) e demais temas relacionados
Trabalho completo

2 O uso do e-Termos como software de gestão terminológica na
construção de tesauros em ambiente web
O processo de construção de linguagens documentá rias requer a elaboração
de um planejamento, bem como a participação de uma equipe multidisciplinar com
bibliotecários (gestores, indexadores e de referência) , especialistas de áreas,
analistas de sistemas, usuários e demais parceiros. A decisão sobre a elaboração
de
um
tesauro
conduz
à
uma
ação
conjunta
entre
instâncias
administrativo/gerenciais, sócio-culturais, tecnológicas, entre outras (BOCCATO,
2009, p. 241-242).
Dessa forma, o primeiro passo para a construção de um tesauro , depois de
definida a área de especialidade, é a elaboração do seu corpus terminológico.
Entendemos por corpus terminológico o
[... ] conjunto de dados linguísticos (pertencentes ao uso oral ou
escrito da língua, ou a ambos), sistematizados segundo
determinados critérios , suficientemente extensos em amplitude e
profundidade, de maneira que sejam representativos da totalidade do
uso linguístico ou de algum de seus âmbitos, dispostos de tal modo
que possam ser processados por computador, com a finalidade de
propiciar resultados vários e úteis para a descrição e análise.
(SANCHEZ; CANTOS, 1996. p. 8-9).

Uma vez definido o conceito de corpus, torna-se necessário montá-lo e, para
tanto, alguns critérios básicos devem ser seguidos para garantir que ele se constitua
numa "matéria-prima" de qualidade na construção do tesauro. A escolha do corpus
deve ser muito criteriosa e ter como foco principal o objetivo da pesquisa .
Dada essa característica, faz-se necessário, nesse instante, a colaboração de
terceiros, ou seja, de especialistas da área de pesquisa que possam nos indicar,
também, possíveis fontes para a montagem do corpus, visto que muitas vezes o
produtor do tesauro não é um especialista da área .
O material de que é composto o corpus deve ser preferencialmente escrito em
linguagem natural (autencidade) por falantes nativos (autêntico) e escolhido, como já
mencionado, seguindo critérios que garantam a sua representatividade . Segundo
Moraes (2010) a representatividade está associada à questão do tamanho do corpus
e de sua extensão; supõe-se que quanto maior o corpus, maiores são as chances de
abranger as possibilidades existentes da área estudada .
Quanto a sua seleção alguns critérios devem ser obedecidos de acordo com o
tipo de pesquisa , podendo ser, por exemplo, um corpus de amostragem que é
formada por textos ou por várias unidades textuais de forma a contemplar uma
amostra da totalidade da área pesquisada .
Um ponto muito discutido, atualmente, refere-se ao tamanho que o corpus
deve ter para que possa ser representativo o bastante na construção de produtos
terminológicos. No caso específico do tesauro, Sardinha (2004, p.24-25) nos fornece
uma visão em que:
A extensão do corpus comporta três dimensões. A primeira é o
número de palavras, uma medida da representatividade do corpus no

1025

�li ......"

a

HIdonild l

S:

~lltã&lt;l",

=

~WIo4_

_.1 . . . _. . .

Organização do conhecimento: indexação, catalogação, tesauros , ontologias, taxonomias,
padrões e protocolos (Z39 .5, XML, etc.) e demais temas relacionados
Trabalho completo

sentido de que quanto maior o número de palavras maior será a
chance de corpus conter palavras de baixa frequência, que formam a
maioria das palavras de uma língua. A segunda é o número de
textos, que se aplica a corpora de textos específicos. Um número de
textos maior garante que esse gênero, registro ou tipo textual esteja
mais adequadamente representado. A terceira é o número de
gêneros, registros ou tipos textuais. Essa dimensão se aplica a
corpora variados, criados para representar uma língua como um
todo. Aqui, um número maior de textos de vários tipos permite uma
maior abrangência do espectro genérico da língua.
Apreendemos, então, que a escolha da extensão do corpus está diretamente
ligada a sua representatividade e qualidade, no entanto existe um debate a respeito
sobre a existência (ou não) de um tamanho de corpus ideal. Sardinha 2 "menciona
patamares que caracterizariam um corpus pequeno (20 a 200 mil palavras) e um
grande (100 milhões ou mais); o mesmo autor 3 "fala de um milhão de palavras como
a taxa usual sugerindo o patamar mínimo". Mediante alguns estudos sobre a
linguística de corpus foi elaborado um quadro com a classificação dos corpus
mediante seu tamanho.
Estabelecido o tamanho do corpus e realizada a sua coleta , iniCiamos a
segunda etapa e a mais trabalhosa da construção dos tesauros que é a preparação
dos textos coletados para fins de extração dos termos. Todavia, o que a primeira
vista pode parecer uma tarefa simples, ela envolve uma série de procedimentos e
profissionais de áreas distintas, constituindo-se num trabalho minucioso e demorado.
Como estamos trabalhando com um corpus em que grande parte dele foi
compilado da internet, torna-se necessário a conversão de arquivos para o formato
'.txt' e depois a limpeza dos mesmos 4 .Um bom exemplo é o bloco de notas (da
Microsoft) e o Emacs ou Kate (do KDE/Linux), ou mesmo editores de texto on-line
disponíveis na web, como o existente no corpógrafo".5
Com os textos limpos começa-se o processo de extração dos termos do
corpus para a formação do tesauro, etapa que exige o transporte dos textos
compilados e limpos para outro software realizar esse trabalho. Esses softwares são
conhecidos como extratores que, segundo Oliveira (2009), podem ser de três tipos:
estatísticos, linguísticos ou híbridos.
Os sistemas estatísticos de extração utilizam-se dos dados de frequências de
ocorrência das unidades lexicais do corpus para elencar os possíveis candidatos a
termos, dentre os extratores dessa linha podemos citar o Pacote NSP (N-gram
Statistics Pack-age), que contém dois programas principais (Count e Estatistic) que
são os responsáveis pelos cálculos estatísticos.
Os sistemas linguísticos selecionam os termos considerando informações
linguísticas tais como análise morfológica, morfossintática, sintática , semântica e

2

ASTON , 1997 apud SARDINHA, 2004 , p.25.

3

LEECH , 1991 apud SARDINHA, 2004, p.26.

Entenda-se como limpeza de texto a preparação do corpus referente a extração de quaisquer
formas de pontuação existente, restando somente a parte textual.

4

5

SARMENTO et alo , 2004 apud OLIVEIRA, 2009, p. 51 .

1026

�li ......"

a
=

HIdonild l
~WIo4_

_.1 ...... _ .....
S:

~lltã&lt;l",

Organização do conhecimento: indexação, catalogação, tesauros , ontologias, taxonomias,
padrões e protocolos (Z39 .5, XML, etc.) e demais temas relacionados
Trabalho completo

pragmática, sendo exemplos de extratores dessa linha o TERMS, DEFENDER e o
Dexter.
Por último, os sistemas híbridos mesclam aspectos estatísticos e linguísticos
para executarem a extração dos termos, exemplo desse segmento é o ACAB/T,
"onde a ideia básica é combinar o conhecimento linguístico com cálculos
estatísticos". (OLIVEIRA, 2009, p. 64) .
Após isso e numa terceira etapa, é realizada a escolha dos termos
previamente analisados pelos especialistas quanto as suas relações e
representatividade na área para que se possa elaborar o tesauro almejado.
Elencado os termos, será feita a ficha terminológica de cada um.
A ficha terminológica é um elemento muito importante na
organização de repertórios terminológicos e um dos itens
fundamentais para a geração de um tesauro. Pode ser definida como
um
registro
completo
e
organizado
de
informações referentes a um dado termo.
Nela constam informações indispensávies tais como a fonte textual
de coleta de um termo, segmentos de texto onde esse termo ocorre,
seus contextos de uso. A ficha também reúne informações
operacionais ao trabalho, tais como o nome do responsável pela
coleta, dados do registro e revisão. (COLLAÇO, 2008, p. 86) .

1027

�Organização do conhecimento: indexação, catalogação, tesauros , ontologias, taxonomias,
padrões e protocolos (Z39.5, XML, etc.) e demais temas relacionados
Trabalho completo

li ......"

a

HIdonild l

S:

~lltã&lt;l",

=

~WIo4_

_.1 . . . _. . .

Ficha de Termo do Tesauro

ISIGLA

TERMO
Nú ....@ro da ordem alfabética

2

NÚlOero da ordem sistemática

3AREAo

4 DOMINIO:
5 S UB-DOM. NIO:

6

CONCEITO

7

ESCOPO

8

RELACIOMENTO HIERARQUICO
TERMO GERAL

9

TERMO S ES PECíFICO S
RELACIONAMENTO EQUIVAL NCIA OU SINONIMIA

TERMO PREFERIDO

10

TERMO (S) Nilo PREFERIDO (S )
RELACIONAMENTO ASSOCIATIVO

12

Montagem das Remissivas

13

Data do

14

Data última atualiza ão

r i mei ro re i stro

Nome anali sta
Nome analista

FIGURA 1 - Ficha de caracterização de termo do tesauro.
FONTE: MORAES, J . de S. Ficha de termo do tesauro: material didático. [S.n.t.],
2011 .

Vimos sumariamente que a construção de um tesauro não é uma tarefa fácil ,
e que a partir de etapas planejadas e definidas, demanda da utilização de
ferramentas diversas, softwares especializados, e o envolvimento de profissionais de
diversas áreas, dentre eles, o bibliotecário.
Acerca da instância tecnológica e visando a agilização do processo de
construção de tesauros, o software e-Termos, acrônimo de Termos Eletrônicos,
torna-se uma opção viável, pois "[ ... ] seu principal objetivo é viabilizar a criação de
produtos terminológicos, sejam eles para os fins de pesquisa acadêmica ou de
divulgação, por meio da (semi) automatização das etapas do trabalho terminológico"
(E-TERMOS, 2012).
O e- Termos 6 foi desenvolvido mediante projeto acadêmico realizado em
parceria entre a Embrapa Informática Agropecuária (CNPTIA), Universidade de São
6

Disponível em : http://www.etermos.cnptia.embrapa.br/

1028

�Organização do conhecimento: indexação, catalogação, tesauros , ontologias, taxonomias,
padrões e protocolos (Z39.5, XML, etc.) e demais temas relacionados
Trabalho completo

li ......"

a

HIdonildl

S:

~lltã&lt;l",

=

~WIo4_

_.1. . .._. . .

Paulo (USP - campus de São Carlos) e Universidade Federal de São Carlos
(UFSCar). É uma ferramenta baseada nos princlplos teóricos da Teoria
Comunicativa da Terminologia e no CSCW (Computer Supported Colabotative
WorklTrabalho Cooperativo Assistido por Computador), sistema computacional
multiusuário que possibilita à ''[. .. ] todos os profissionais trabalhem de forma
simultânea no projeto ou atividade em que estão envolvidos [ .. .]" (JAMIL, 2001, p.
326), isto é, na resolução de problemas, na realização de comunicações, no
desenvolvimento de tarefas, entre outras. A aplicação do CSCW no e-Termos
permite agregar todas as etapas apresentadas anteriormente num único ''[. .. ]
ambiente computacional colaborativo web de acesso livre e gratuito dedicado à
gestão terminológica" (E-TERMOS, 2012) .
O e-Termos está configurado em duas partes:
a) O Portal do e-Termos: de acesso gratuito e livre, voltado para o público em
geral que deseja conhecer o e- Termos . Nesse ambiente pode-se obter
informações gerais do sistema, seus objetivos e funcionalidades , bem como
usufruir de serviços como "Fale conosco", "Formulário de cadastro", "Serviço
de autenticação ao usuário cadastrado para acesso ao e-Termos", entre
outros elementos que compõem o Sistema. A figura 2 nos mostra a página
principal do Portal do e- Termos :

;: rrinópal

o e-Termos, aaonimo de TermO!; Eletrônico&gt;, é um ambiente computadi~~a31:I~~:;~
de aco»o livre e gratuito dedicado á gcot:!o tcom inol~ ica . 5eu principal
maçao de produtos teomlnolO&lt;jlcos, selam eles para os fins de pe&lt;qulsa
dlvulqaçao, !&gt;OI melo da (seml)automaUzaC30 das etapas do trabalho t...mlnoIO&lt;jlro.

:: o Projeto e-Termos
:: Objetivos
:: Bapa, d. T",balho
:: Fundonaidades
.: Usu3rios
:: Acesso aos Produtos
:: Equipe
:: Fale Conosco

Apoiado nos pressupostos teóricos de uma teoria desaltlva de base IInqGfstlca, o e- rermos

Implem""ta 6 etapas d. trabalho que representam as fases d. alaçao dos produtos
t.omlnoIO&lt;jlcos. Cada etapa de trabalho abrlqa tarefas espedftcas • Inerentes ao processo de
conf2{çao desses produtos, sendo atrelados a eles dlf...entes ferram""tas de analise lInqulstlca,
que t... ao a runc;ao de dar suporte as tarefas de Processamento d.lInqua Natural (PlN)
envolvidas neste processo.

:: cadastre-se!

o e-Termos foi d.senvolvldo para at.nder as necessidades dos dlf....ntes perfis d. usuá ~os
, .."tantes neste processo, de maneira Que o tI""o de dados entre as etapas de trabalho sela
qaranUdo e aconteça de fooma transparente.

Acesso Livre

e-mai:

c::::==::::J
I

Senho: 1

r.--';=-=- - ---!JI
I:--:'''E=- - - ,II

Para rome&lt;;ar a utilizar o e-Termos, ef.tue seu cadastro no Unk cadastre-se.

~
EsQueci minha senha'

FIGURA 2 - Página principal do portal e-Termos.
FONTE: E-TERMOS: ambiente colaborativo web de gestão terminológica, 2012.

b) O Sistema e-Termos: acesso gratuito e regulamentado, isto é, mediante a
realização do cadastrado de usuários no Portal e-Termos (parte 1). Com isso,
o usuário terá a possibilidade de usufruir de um ambiente que integra ''[. .. ]
ferramentas linguísticas e colaborativas interligadas a uma estrutura modular
dedicada às tarefas e pesquisas terminológicas" (OLIVEIRA, 2009 , p. 8) . O

1029

�li ......"

a

HIdonild l

S:

~lltã&lt;l",

=

~WIo4_

_.1 . . . _. . .

Organização do conhecimento: indexação, catalogação, tesauros , ontologias, taxonomias,
padrões e protocolos (Z39 .5, XML, etc.) e demais temas relacionados
Trabalho completo

Sistema e-Termos é composto por seis módulos. São eles: (E-TERMOS ,
2012, OLIVEIRA; ALMEIDA, 2012, p. 160-161)
Módulo 1 - Compilação Automática de Corpus: este módulo é responsável
pela compilação automática do corpus. É responsável pelo estabelecimento
das relações de confiança e compartilhamento de corpus. Corresponde a
primeira esta do trabalho terminológico,
Módulo 2 - Compilação e Suporte para Análise de Corpus: módulo
responsável pela compilação e análise quantitativa e qualitativa do corpus.
Oferece um conjunto variado de ferramentas linguísticas que auxiliam o
terminólogo a avaliar a qualidade do corpus. Também serve para a
compilação de corpus feita pelo próprio usuário (sem passar pelo Módulo 1),
através das ferramentas de inclusão e junção dos textos. Corresponde à
segunda etapa do trabalho terminológico,
Módulo 3 - Extração Automática de Candidatos a Termos: é o módulo
responsável pela extração de candidatos a termos a partir do corpus
compilados nos Módulos 1 e/ou 2. Embora tenha a capacidade para a
expansão no nível da análise linguística, atualmente, o e- Termos disponibiliza
o método estatístico de extração automática de termos. Corresponde à
terceira etapa do trabalho terminológico,
Módulo 4 - Edição do Mapa Conceitual e Categorização de Termos: este
Módulo abriga as ferramentas de criação, edição e visualização da ontologia
da área de especialidade, além dos recursos computacionais para a
caracterização dos termos na ontologia e avaliação pelos usuários
especialistas dos termos candidatos na estrutura ontológica . Também abriga
as funcionalidades de controle e manutenção das Relações Conceituais
específicas de cada projeto . Corresponde à quarta etapa do trabalho
terminológico,
Módulo 5 - Criação e Gerenciamento de uma Base de Dados Terminológica :
este módulo é responsável pela criação e preenchimento da Ficha
Terminológica e da elaboração da Base Definicional que serve de suporte
para a redação das definições terminológicas. Neste contexto, o Módulo 5
abriga um conjunto de ferramentas cuja finalidade é a gerência de uma base
de dados que representa os produtos terminológicos que estarão disponíveis.
Corresponde à quinta etapa do trabalho terminológico,
Módulo 6 - Edição de Verbetes e Intercâmbio dos Produtos Terminológicos:
Módulo responsável pela edição dos verbetes e pela difusão, intercâmbio e
consulta dos produtos terminológicos finalizados e disponíveis no e-Termos.
Para tal, agrupa um conjunto de ferramentas de exportação de dados
terminológicos para os fins de disseminação, bem como interfaces para
edição e consulta dos verbetes armazenados na base terminológica .
A figura 3 demonstra os recursos disponíveis no Módulo 5 - Gerenciamento
de uma Base de Dados Terminológica, a partir de cadastro de usuário realizado
previamente .

1030

�Organização do conhecimento: indexação, catalogação, tesauros , ontologias, taxonomias,
padrões e protocolos (Z39.5, XML, etc.) e demais temas relacionados
Trabalho completo

li ......"

a
=

HIdonild l
~WIo4_

_.1 ...... _ .....
S:

~lltã&lt;l",

E'-Term os

',-':) 90t,;, Cc ,bC~:IVÇ, 1\00 Do"" c.'-'õçao DO I r ,OJ:OS larr molcclcQ;.

--------------------------------------------------------

."
nen btts

d~

tq lU e

~~
1 ----~~~--~
I!w.l
llw&gt;..lI.

l.toW
rt......

FIGURA 3 - Módulo 5 - Gerenciamento de uma base de dados terminológica do

e-Termos
FONTE: E-TERMOS: ambiente colaborativo web de gestão terminológica, 2012.

Todavia, ressaltamos que o e-Termos, se destina, a priori, para a construção
de repertórios terminológicos (dicionários, glossários, etc.) e não propriamente para
um tesauro. Dessa forma, será empregado outro software para a elaboração final do
microtesauro.

3 Materiais e Métodos
A pesquisa versa sobre a construção de um microtesauro de Cinema
envolvendo o uso de dois softwares: 1) e- Termos: software colaborativo de gestão
terminológica em ambiente web para a realização da coleta automática de termos; 2)
software de construção de tesauros: utilizado para a montagem final da linguagem, a
ser escolhido, posteriormente, diante dos referencias teóricos e metodológicos em
Ciência da Informação. Para tanto, serão realizadas as seguintes etapas
metodológicas de construção:
a) Composição do corpus: elaboração a partir da extração automática dos
termos, compreendendo:
Seleção de gêneros textuais (artigos, Trabalhos de Conclusão de
Curso (TCC's), teses e dissertações, livros eletrônicos, textos de
blogues, outras linguagens documentá rias existentes no assunto) que
já estejam disponíveis em ambiente on-line,
Definição do volume de textos e da ponderação entre os gêneros
textuais (quantos de cada tipo .. .),
Conversão dos textos digitais em formato' .txt'.
b) Inserção dos textos do corpus no e- Termos;

1031

�li ......"

a
=

HIdonild l
~WIo4_

_.1 ...... _ .....
S:

~lltã&lt;l",

Organização do conhecimento: indexação, catalogação, tesauros , ontologias, taxonomias,
padrões e protocolos (Z39 .5, XML, etc.) e demais temas relacionados
Trabalho completo

c) Levantamento e análise dos termos candidatos por meio das funcionalidades
do e- Termos;
d) Etapas do e- Termos:
Compilação automática do corpus,
Compilação e Suporte para análise de corpus,
Extração automática de candidatos a termos,
Edição de mapa conceitual e categorização de termos,
Criação e gerenciamento da base de dados terminológica,
Edição dos verbetes e intercâmbio do produto terminológico.
e) Validação :
Validação dos termos por especialistas: tal etapa visa a estabelecer a
garantia de uso, que remete a percepção de que o "repertório
terminológico da linguagem documentária represente de maneira mais
real e precisa possível a forma como determinada comunidade busca a
informação desejada" (MORAES, 2010),
Escolha dos juízes: devem pertencer a área abordada pelo
microtesauro,
Elaboração de material a ser encaminhado aos juízes para validação.
f) Definição dos critérios para a escolha dos termos definitivos;
g) Escolha de um software para a elaboração final do microtesauro em Cinema;
h) Exportação do repertório terminológico do e-Termos para o software de
construção de tesauros;
i) Identificação das relações;
j) Montagem e apresentação do microtesauro de Cinema .

4 Resultados Parciais
Uma vez que a pesquisa encontra-se em desenvolvimento, os resultados
parciais versam sobre as contribuições teórico-metodológicas provenientes da
literatura científica em Ciência da Informação e sua interdisciplinaridade com a área
de Terminologia .
Os princípios das garantias literária , de uso e cultural são diretivos para a
coleta de termos e para a sistematização dos conceitos, visando a elaboração das
relações sintático-semânicas entre os termos.
No campo da Terminologia, a Teoria Comunicativa da Terminologia delineia a
construção de um tesauro flexível em sua significação e estruturação hierárquica . A
Linguística de Corpus, também é colaborativa nesse, ocupando-se, dentre outras
funções, "da coleta e da exploração de corpora, ou conjuntos de dados linguísticos
textuais coletados criteriosamente, com o propósito de servirem para a pesquisa de
uma língua ou variedade linguística. Como tal dedica-se a exploração da linguagem
por meio de evidências empíricas, extraídas por computador" (SARDINHA, 2004, p.
18).
Sobre o e-Termos, os termos obtidos por meio do uso do software serão
validados, ou não, por três juízes (especialistas da área de cinema), com quatro
possíveis formas de análise ou na combinação de todas ou parte delas:
a) Os termos elencados que constarão do tesauro deverão constar na literatura
consultada e ter a aprovação de ao menos um dos três juízes;

1032

�li ......"

a

HIdonild l

S:

~lltã&lt;l",

=

~WIo4_

_.1 . . . _. . .

Organização do conhecimento: indexação, catalogação, tesauros , ontologias, taxonomias,
padrões e protocolos (Z39 .5, XML, etc.) e demais temas relacionados
Trabalho completo

b) Os termos elencados que constarão do tesauro podem ser somente obtidos
através da literatura mesmo não sendo validados por nenhum dos juízes,
partindo-se da premissa de que se ele existe na literatura, logo deve constar
do tesauro;
c) Os termos elencados que constarão do microtesauro deverão constar da
linguagem de busca do usuário e ter a aprovação de ao menos um dos três
juízes;
d) Os termos elencados que constarão do tesauro podem ser somente obtidos
através do uso, no momento da recuperação da informação, mesmo não
sendo validados por nenhum dos juízes, partindo-se da premissa de que se o
usuário utiliza determinado termo, ele faz parte do seu repertório de busca por
assunto, representando sua cultura terminológica e, dessa maneira, deve
constar do tesauro.

5 Considerações Parciais
A internet tem se consolidado, cada vez mais, como o maior repositório de
informação já disponível para inúmeros usuários, localizados em diferentes partes
do mundo, falantes de distintas línguas e representativos de diversas culturas.
Nesse contexto, o profissional bibliotecário tem a responsabilidade de
organizar essa informação a fim de que ela possa ser acessível e recuperada com
precisão. Para isso, tais profissionais devem possuir instrumentos adequados que
possibilitem a representação temática condizente com a necessidade informacional
de sua comunidade usuária. Nessa perspectiva, vimos os tesauros como um sistema
de organização do conhecimento possível e compatível com tal realidade
informacional em ambiente web.

6 Referências
BLATTMANN, U. Bibliotecário na posição do arquiteto da informação em
ambiente web . In : SEMINÁRIO NACIONAL DE BIBLIOTECAS
UNIVERSITÁRIAS, 2009, Florianópolis. Anais ... Disponível em:
&lt;www.ced .ufsc.br/-ursula/papers/arquinfo.html&gt;. Acesso em 26 jul. 2011 .
BOCCATO, V. R. C. Avaliação de linguagem documentária em Fonoaudiologia
na perspectiva do usuário: estudo de observação da recuperação da informação
com protocolo verbal. 2005. 239 p. Dissertação (Mestrado em Ciência da
Informação) - Faculdade de Filosofia e Ciências, Universidade Estadual Paulista,
Marília, 2005. Disponível em :
&lt;http://www.marilia.unesp.br/index.php ?Cod igoMen u=363&amp;Cod igoOpcao=2809&gt; .
Acesso em 20 mar. 2012 .
BOCCATO. V. R. C. A linguagem documentá ria como instrumento de organização e
recuperação da informação: conceitos, tipologias e estrutura . In: HOFFMANN , W. A.
M.; FURNIVAL, A. C. (Org). Olhar: ciência, tecnologia e sociedade. São Paulo : Ed .
Pedro e João, 2008. p. 269-78.

1033

�li ......"

a

HIdonild l

S:

~lltã&lt;l",

=

~WIo4_

_.1 . . . _. . .

Organização do conhecimento: indexação, catalogação, tesauros , ontologias, taxonomias,
padrões e protocolos (Z39.5, XML, etc.) e demais temas relacionados
Trabalho completo

BOCCATO, V. R. C. Avaliação do uso de linguagem documentária em catálogos
coletivos de bibliotecas universitárias: um estudo sociocognitivo com protocolo
verbal. 2009. 301 f. Tese (Doutorado e Ciência da Informação) - Faculdade de
Filosofia e Ciências, Universidade Estadual Paulista, Marília , 2009 . Disponível em :
&lt;http ://unesp.br/cgb/int_conteudo_imgcentro.php?conteudo=562&gt;. Acesso em 13
dez. 2009 .
BOCCATO. V. R. C. Linguagem documentária na representação e recuperação da
informação pela perspectiva sociocognitiva em ciência da informação. In:
BOCCATO, V. R. C.; GRACIOSO , L. de S. Estudos de linguagem em ciência da
informação. Campinas: Alínea, 2011. p. 9-34.
BOCCATO, V. R. C.; RAMALHO, R. A. S.; FUJITA, M. S. L. A contribuição dos
tesauros na construção de ontologias como instrumento de organização e
recuperação da informação em ambientes digitais. In: GARCíA MARCO, F. J. (Ed .).
Avances y perspectivas en sistemas de información y documentación IBERSID, 2008. Zaragoza : Universidad de Zaragoza , 2008 . p. 199-209. Disponível
em: &lt;www.febab.org .br/congressos/index.php/cbbd/xxiv/paper/ .../453&gt; . Acesso em
14 dez. 2011 .
CABRÉ, M. T. La terminología: teoria, metodología, aplicaciones. Traducción
castellana de Carles Tebé. Barcelona : Ed . Antártica/Empúres, 1993.
CABRÉ, M. T. La terminología : representación y comunicación : elementos para una
teoria de base comunicativa y otros artículos. Barcelona : Institut Universitari de
lingüística Aplicada ; Universitat Pompeu Fabra, 2005 .
CINTRA, A. M. M. et aI. Para entender as linguagens documentárias. 2. ed . São
Paulo: Pólis, 2002 .
COLLAÇO, T. W. G. G. Microestrutura para um glossário bilíngue de termos
jurídico-comercias de contratos internacionais. Fortaleza: Universidade
Estadual
do
Ceará ,
2008 .
Disponível
em :
&lt;http ://pt.scribd .com/doc/59812426/30/Ficha-Terminologica&gt; . Acesso em 01 abr.
2012 .
CURRÁS , E. Tesauros: linguagens terminológicas. Brasília : IBICT, 1995.
E-TERMOS: ambiente colaborativo web de gestão terminológica . Disponível em :
&lt;http ://www.etermos.cnptia .embrapa .br/&gt; . Acesso em 08 abro2012 .
JAMIL, G. L. Repensando a TI na empresa moderna. Rio de Janeiro: Axcel Books,
2001 .
JESUS, J. B. M. Tesauro: um instrumento de representação do conhecimento em
sistemas de recuperação da informação. In : SEMINÁRIO NACIONAL DE
BIBLIOTECAS UNIVERSITÁRIAS, 12., 2002, Recife . Anais ... Recife: Universidade
Federal de Pernambuco, 2002.

1034

�li ......"

a

HIdonild l

S:

~lltã&lt;l",

=

~WIo4_

_.1 . . . _. . .

Organização do conhecimento: indexação, catalogação, tesauros , ontologias, taxonomias,
padrões e protocolos (Z39.5, XML, etc.) e demais temas relacionados
Trabalho completo

MORAES, J. S.; CRISTIANINI , G. M. S. Revisão de vocabulário controlado e critérios
para a seleção de literatura: o caso da área de Estatística e Probabilidade do
ICMC/USP. In : SEMINÁRIO NACIONAL DE BIBLIOTECAS UNIVERSITÁRIAS, 16.,
2010, Rio de Janeiro. Anais ... Rio de Janeiro: UFRJ , 2010. Disponível em :
&lt;http ://www.gapcongressos.com .br/eventos/z0070/trabalhos/final_296.pdf&gt; . Acesso
em 17 de abril de 2012 .
MOTTA, D. F. da. Método relacional como nova abordagem para a construção
de tesauros. Rio de Janeiro: SENAI/DN/DPEA, 1987.
OLIVEIRA L. H. M. e-Termos : um ambiente colaborativo web de gestão
terminológica . 2009. 243 p. Tese (Doutorado em Ciências de Computação e
Matemática Computacional) - Instituto de Ciências Matemáticas e de Computação,
Universidade de São Paulo, São Carlos.
OLIVEIRA L. H. M.; ALMEIDA, G. M. B. de. E-Termos: um ambiente colaborativo
web de gestão terminológica . In: CABRÉ, M. T. et aI. (Org .). La terminología : puente
ineludlibe de una sólida mediación cultural. Buenos Aires: Colegio de Traductores
Públicos de la Ciudad de Buenos Aires, 2012 . p. 154-169.
SARDINHA, T. B. Linguística de corpus. São Paulo : Manole, 2004.
SANCHEZ, A ; CANTOS, P. C. Curso de espãnol. Madri: SGEL,1996.
WIKIPEDIA: a enciclopédia . Cinema. Disponível em :
&lt;http ://pt.wikipedia .org/wiki/Cinema&gt; . Acesso em 08 abro2012 .

1035

�</text>
                  </elementText>
                </elementTextContainer>
              </element>
            </elementContainer>
          </elementSet>
        </elementSetContainer>
      </file>
    </fileContainer>
    <collection collectionId="49">
      <elementSetContainer>
        <elementSet elementSetId="1">
          <name>Dublin Core</name>
          <description>The Dublin Core metadata element set is common to all Omeka records, including items, files, and collections. For more information see, http://dublincore.org/documents/dces/.</description>
          <elementContainer>
            <element elementId="50">
              <name>Title</name>
              <description>A name given to the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51396">
                  <text>SNBU - Edição: 17 - Ano: 2012 (UFRGS - Gramado/RS)</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="49">
              <name>Subject</name>
              <description>The topic of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51397">
                  <text>Biblioteconomia&#13;
Documentação&#13;
Ciência da Informação&#13;
Bibliotecas Universitárias</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="41">
              <name>Description</name>
              <description>An account of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51398">
                  <text>Tema: A biblioteca universitária como laboratório na sociedade da informação.</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="39">
              <name>Creator</name>
              <description>An entity primarily responsible for making the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51399">
                  <text>SNBU - Seminário Nacional de Bibliotecas Universitárias</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="45">
              <name>Publisher</name>
              <description>An entity responsible for making the resource available</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51400">
                  <text>UFRGS</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="40">
              <name>Date</name>
              <description>A point or period of time associated with an event in the lifecycle of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51401">
                  <text>2012</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="44">
              <name>Language</name>
              <description>A language of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51402">
                  <text>Português</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="51">
              <name>Type</name>
              <description>The nature or genre of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51403">
                  <text>Evento</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="38">
              <name>Coverage</name>
              <description>The spatial or temporal topic of the resource, the spatial applicability of the resource, or the jurisdiction under which the resource is relevant</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51404">
                  <text>Gramado (Rio Grande do Sul)</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
          </elementContainer>
        </elementSet>
      </elementSetContainer>
    </collection>
    <itemType itemTypeId="8">
      <name>Event</name>
      <description>A non-persistent, time-based occurrence. Metadata for an event provides descriptive information that is the basis for discovery of the purpose, location, duration, and responsible agents associated with an event. Examples include an exhibition, webcast, conference, workshop, open day, performance, battle, trial, wedding, tea party, conflagration.</description>
    </itemType>
    <elementSetContainer>
      <elementSet elementSetId="1">
        <name>Dublin Core</name>
        <description>The Dublin Core metadata element set is common to all Omeka records, including items, files, and collections. For more information see, http://dublincore.org/documents/dces/.</description>
        <elementContainer>
          <element elementId="50">
            <name>Title</name>
            <description>A name given to the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="63402">
                <text>A construção de microtesauro de cinema em ambiente colaborativo web: o uso do termos como software de gestão terminológica.</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="39">
            <name>Creator</name>
            <description>An entity primarily responsible for making the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="63403">
                <text>Santos, Rodrigo Eduardo dos; Boccato, Vera Regina Casari; Moraes, Juliana de Souza</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="38">
            <name>Coverage</name>
            <description>The spatial or temporal topic of the resource, the spatial applicability of the resource, or the jurisdiction under which the resource is relevant</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="63404">
                <text>Gramado (Rio Grande do Sul)</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="45">
            <name>Publisher</name>
            <description>An entity responsible for making the resource available</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="63405">
                <text>UFRGS</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="40">
            <name>Date</name>
            <description>A point or period of time associated with an event in the lifecycle of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="63406">
                <text>2012</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="51">
            <name>Type</name>
            <description>The nature or genre of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="63408">
                <text>Evento</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="41">
            <name>Description</name>
            <description>An account of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="63409">
                <text>Esta pesquisa em desenvolvimento tem por objetivo construir um microtesauro de Cinema, diante das tecnologias de construção de sistemas de organização do conhecimento em ambiente web, no contexto dos usuários especializados ou não e pelas perspectivas teórico-metodológicas das áreas de Organização e Representação do Conhecimento e da Terminologia, vista como campo interdisciplinar da Ciência da Informação. Dentro dessa proposição, o tesauro é apresentado e discutido, com ênfase para sua conceituação, finalidades, estrutura, princípios, métodos e softwares de construção e aplicações de uso, diante da literatura científica das áreas de Organização e Representação do Conhecimento em Ciência da Informação e da Terminologia. A partir dessa perspectiva é proposta a construção um microtesauro em Cinema a partir da realização de coleta de termos em fontes de informação especializada e colaborativas com o uso do software E- Termos, ambiente colaborativo web de gestão terminológica.</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="44">
            <name>Language</name>
            <description>A language of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="69447">
                <text>pt</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
        </elementContainer>
      </elementSet>
    </elementSetContainer>
  </item>
  <item itemId="5947" public="1" featured="0">
    <fileContainer>
      <file fileId="5011">
        <src>http://repositorio.febab.org.br/files/original/49/5947/SNBU2012_086.pdf</src>
        <authentication>7de50c137abbd3ce3694865c2a76e7d3</authentication>
        <elementSetContainer>
          <elementSet elementSetId="4">
            <name>PDF Text</name>
            <description/>
            <elementContainer>
              <element elementId="92">
                <name>Text</name>
                <description/>
                <elementTextContainer>
                  <elementText elementTextId="63401">
                    <text>Organização do conhecimento: indexação, catalogação, tesauros , ontologias, taxonomias,
padrões e protocolos (Z39 .5, XML, etc.) e demais temas relacionados
Trabalho completo

PLANO DE INOVAÇÃO PARA O VOCABULÁRIO CONTROLADO DO
SIBiUSP: RELATO DE EXPERIÊNCIA.
Juliana de Souza Moraes 1, Adriana Flamino2 , Hálida Fernandes3,
Isabel Cristina Calherant'
1Mestre em Biblioteconomia e Ciência da Informação. Bibliotecária do Instituto de Ciências
Matemáticas e de Computação da Universidade de São Paulo - ICMC/USP.
Campus de São Carlos , SP.
2 Mestre em Ciência da Informação. Diretora da Divisão de Gestão e Tratamento da Informação
(DGTI) do Departamento Técnico do Sistema Integrado de Bibliotecas da Universidade de São Paulo
(DT/SIBiUSP) . São Paulo, SP.

3Mestranda em Saúde Pública. Bibliotecária da Faculdade de Saúde Pública da Universidade de São
Paulo - FSP/USP. São Paulo, SP.
4Bibliotecária da Escola de Enfermagem da Universidade de São Paulo - EE/USP. São Paulo, SP.

Resumo
Os vocabulários controlados são ferramentas de representação de informação
necessárias para padronizar a descrição de conteúdos e a classificação da
informação, tornando os sistemas de informação consistentes e também
minimizando a dispersão de informação. Um dos pontos mais críticos dos
vocabulários controlados é a necessidade de permanente atualização, tanto da sua
terminologia como do sistema computacional. O propósito desse artigo é
compartilhar a experiência do Sistema Integrado de Bibliotecas da Universidade de
São Paulo - (SIBiUSP) no planejamento e desenvolvimento de um plano de
inovação para o seu Vocabulário Controlado, relatando suas pretensões e ações
definidas para concretizá-Ias. Tais ações estão em diferentes estágios de
encaminhamento, portanto, existem resultados provisórios. O artigo traz, contudo, a
descrição de seus andamentos e das dificuldades encontradas também como forma
de colaboração e conhecimento para os profissionais que trabalham com ou
pesquisam sobre o tema vocabulários controlados.

Palavras-chave: Vocabulário
documentárias; Tesauro.

controlado ;

Plano

de

inovação;

Linguagens

Abstract
Controlled vocabularies are tools of representation of information necessary to
standardize the content description and classification of information, making
information systems consistent and also minimizing the dispersion of information.
One of the most criticai points of controlled vocabularies is the need to constantly
update, in terminology and the computer system . The purpose of this paper is to
share the experience of the Sistema Integrado de Bibliotecas da Universidade de

1010

�~

Si!mlnlrlo

~

~de

t ~~~7;M

Organização do conhecimento: indexação, catalogação, tesauros , ontologias, taxonomias,
padrões e protocolos (Z39 .5, XML, etc.) e demais temas relacionados
Trabalho completo

São Paulo - (SIBiUSP) in planning and developing an innovation plan for your
Controlled Vocabulary, reporting their goals and actions. Such actions are in different
stages of referral , so there are provisional results. The article also brings the
description of his movements and the difficulties encountered as collaboration and
knowledge for professionals that working and researching with the theme controlled
vocabu laries.

Keywords: Controlled vocabulary; Innovation plan ; Documentary languages;
Thesaurus.

1 Apresentação
Os vocabulários controlados são ferramentas de representação de
informação necessárias para padronizar a descrição de conteúdos e a
classificação da informação, tornando os sistemas de informação consistentes e
também minimizando a dispersão de informação, tanto no momento do
armazenamento quanto da recuperação.
Em outras palavras, os vocabulários controlados são um tipo de linguagem
documentária e construídos para promover a organização e a busca da informação
em sistemas de recuperação , sistemas de navegação da internet e outros ambientes
de pesquisa para identificação e localização de conteúdos. Eles podem estar na
forma de uma simples lista de termos, uma taxonomia ou um extenso tesauro com
complexa estrutura hierárquica e diversos tipos de relacionamentos entre os termos
(NATIONAL, 2005).
É importante citar também que, além do uso nos tradicionais sistemas de
informação, atualmente as áreas de arquitetura da informação e personalização de
portais corporativos descobriram nos vocabulários controlados a saída para as
questões de organização, busca, navegação e filtragem da informação, afirmando
que o controle do vocabulário agrega valor a esses sistemas na medida em que
fornece ao usuário respostas precisas e diferenciadas durante a navegação e a
busca por informações (SOUZA, 2010) .
Por terem a função de representar conteúdos, essas ferramentas devem
refletir a política da instituição em questão, devem conter a terminologia das áreas
do conhecimento que pretendem representar, bem como as sinonímias na
linguagem do público alvo.
Segundo Fagerberg (2012) o conhecimento, assim como o modo de organizálo se modifica com o passar do tempo à medida que os produtores de conhecimento
respondem aos desafios postos pela sociedade em contínuo movimento. Por isso
uma linguagem documentária é um instrumento vivo, em constante mutação.
Um dos pontos mais críticos dos vocabulários controlados é a necessidade de
permanente atualização, que engloba a constante revisão e atualização da
terminologia existente no vocabulário e a vigilância permanente sobre o sistema

1011

�j! .......
~

"'-ld~

: :::":1:-"-

Organização do conhecimento: indexação, catalogação, tesauros , ontologias, taxonomias,
padrões e protocolos (Z39 .5, XML, etc.) e demais temas relacionados
Trabalho completo

computacional que dá suporte ao vocabulário. Esses dois pontos podem ser
entendidos como os principais pilares no desenvolvimento e manutenção de um
vocabulário controlado atual e de qualidade.
Nesse sentido, a equipe gestora de um vocabulário controlado deve ser
multidisciplinar, envolvendo especialistas de áreas de domínio, bibliotecários,
analistas de sistemas, técnicos, escolas e instituições que estudem , pesquisem e
promovam cursos na temática e, não menos importante, permitam a colaboração de
usuários do próprio sistema de informação.

o propósito desse artigo é compartilhar a experiência do Sistema Integrado
de Bibliotecas da Universidade de São Paulo - (SIBiUSP) no planejamento e
desenvolvimento de um plano de inovação para o seu Vocabulário Controlado como
contribuição a outros profissionais e instituições que tem seus próprios vocabulários,
que trabalham com esse contexto, ou que estudam e pesquisam esse assunto.
2 O Vocabulário Controlado do SIBiUSP

o Vocabulário Controlado do SIBiUSP é a atualização e expansão da antiga
Lista de Assuntos da USP e que passou por um processo de mudança
acompanhando o projeto de modernização do SIBiUSP na década de 90 . O
vocabulário foi desenvolvido em parceria entre o SIBiUSP e a Escola de
Comunicações e Artes, que ofereceu o aporte metodológico. Ele está disponível na
web (http://www.sibi.usp.brNocab) e apresentado em lista sistemática ou hierárquica
e também em lista alfabética , ambas dispõe de tabela complementar e opcional de
qualificadores, geográfica, gênero e forma, e de profissões (VOCABULÁRIO, 2001).
Considerando a permanente necessidade de atualização de instrumentos
dessa natureza, o Vocabulário Controlado passa de projeto a processo sistêmico,
contando com equipe permanente e trabalhos contínuos.
A equipe permanente é chamada de Grupo de Gerenciamento e é composto
por três bibliotecários de cada área do conhecimento, um bibliotecário coordenador
de conteúdo, um bibliotecário coordenador do processo, um analista de sistema, um
professor especialista em Linguagens Documentárias da ECA/USP e todos os
bibliotecários indexadores do SIBiUSP como colaboradores.
A renovação do Grupo se dá parcialmente a cada dois anos como forma de
garantir a continuidade dos trabalhos e ao mesmo tempo a renovação da equipe. Ao
término desses dois anos é elaborado um relatório de atividades do biênio para
apreciação da diretoria técnica do SIBiUSP. Nessa ocasião são identificados pontos
a serem trabalhados nos próximos anos, bem como são incluídos novos
direcionamentos ou, ainda, reformulados em função dos objetivos do Sistema.
Já os trabalhos de atualização e revisões terminológicas são realizados, em
grande parte, por meio de um sistema de gestão via web, com a participação da
equipe de bibliotecários indexadores e com a moderação dos integrantes do Grupo
de Gerenciamento (SANTOS , 2010).

1012

�il

Stminirio

~

MaooNJdc:

_

~.::~~
--= .......
.....

Organização do conhecimento: indexação, catalogação, tesauros , ontologias, taxonomias,
padrões e protocolos (Z39 .5, XML, etc.) e demais temas relacionados
Trabalho completo

A partir da apresentação do relatório de atividades do Vocabulário Controlado
no biênio 2009-2011 para a diretoria técnica do SIBiUSP várias questões foram
tratadas, mas especial enfoque foi dado ao debate sobre as mudanças e as
tendências para os vocabulários controlados e qual seria o posicionamento do
Vocabulário Controlado da USP nesse cenário.
Desse debate foram identificadas as seguintes demandas para o
gerenciamento automático do Vocabulário Controlado da USP: a) busca semântica e
por equivalência de idiomas simultâneamente; b) indicação da possibilidade de
busca através da relação de associação; c) compatibilidade com ALEPH ou, ao
menos, possibilidade de transcrição direta ('copiar e colar') para os registros do
banco de dados, no intuito de que os bibliotecários indexadores não precisem digitar
um a um os termos do Vocabulário durante a tarefa de indexação, e d) agilidade na
atualização do repertório terminológico do Vocabulário.
Além destas é importante salientar que algumas ações já estavam
formalizadas no relatório de atividades 2009-2011 , estando previstas também para o
biênio seguinte .
Desse modo, entendeu-se que era necessário um plano de ações pontuais e
focadas para orientar análises, identificar estudos e iniciativas existentes e para
prospectar possibilidades tecnológicas para atender e, se possível, concretizar as
pretensões identificadas.

o plano de inovação para o Vocabulário Controlado da USP, na ocaslao
chamado de 'Proposta de ações para o biênio 2011-2013', surge então como
resposta aos novos anseios e como instrumento norteador dos próximos trabalhos
do Grupo de Gerenciamento, cujo objetivo principal é aperfeiçoar o Vocabulário,
considerando o atual patamar tecnológico e as possibilidades existentes na área de
vocabulários controlados, taxonomias e ontologias.
Crossan e Apaydin (2010, p.1155) após revisão sistemática sobre inovação
nas organizações conceituam inovação como:
Produto ou adoção, assimilação ou exploração de uma novidade que agregue valor
na esfera econômica ou social; que renove ou amplie produtos, serviços e mercados;
o desenvolvimento de um novo método de produção, ou a implantação de uma nova
gestão de sistemas. É ao mesmo tempo produto e resultado .

o ato de inovar está vinculado à introdução de novidades na forma de realizar
determinadas tarefas e estabelecer processos, bem como à capacidade de produzir
novos e bem sucedidos produtos e serviços. Entretanto, mais do que projetar um ou
outro bom produto e introduzir novos elementos no dia a dia, a inovação é
considerada característica de uma organização, um traço da sua cultura
organizacional, cuja busca é permanente e sempre apoiada pelos pilares do
conhecimento e da pesquisa .
De acordo com o SEBRAE e a Confederação Nacional das Indústrias (2010 ,

1013

�Organização do conhecimento: indexação, catalogação, tesauros , ontologias, taxonomias,
padrões e protocolos (Z39 .5, XML, etc.) e demais temas relacionados
Trabalho completo

p.42), "um plano de inovação é um documento detalhado onde estão descritos os
objetivos, as metas e a maneira como estas serão atingidas, isto é, quais os projetos
que serão implantados para se atingir os objetivos gerais do plano". A cultura
organizacional, o conhecimento aprofundado sobre a organização e o uso de
métodos, ferramentas e tecnologia disponíveis são elementos cruciais para a
elaboração de tal documento e do sucesso na execução das suas ações.
Nesse sentido, o plano de inovação do Vocabulário Controlado do SIBiUSP
formalizou as pretensões, as prioridades e ações necessárias, de maneira a
contemplar todas as questões colocadas pela diretoria técnica do SIBiUSP, aquelas
debatidas na reunião de apreciação do relatório de atividades do biênio 2009-2011,
as necessidades identificadas pelo Grupo de Gerenciamento no referido relatório,
pelos bibliotecários indexadores do Sistema e, por fim , os anseios por novas
funcionalidades na área de vocabulários e ontologias.

3 O Plano de Inovação do Vocabulário Controlado do SIBiUSP e seus
grupos de trabalho
A Divisão de Gestão de Tratamento da Informação do SIBiUSP (DGTI)
elaborou um primeiro método de trabalho para estruturar o plano de inovação. Esse
método identificou os aspectos a serem tratados no plano de inovação e reuniu as
demandas e ações de mesmo aspecto em grupos de trabalho, formando três grupos
distintos, quais sejam : Grupo de Inovação, Grupo de Diagnóstico e Avaliação e o
Grupo de Manutenção.
A partir dessa divisão, os membros do Grupo de Gerenciamento se
candidataram aos grupos de trabalho segundo interesse, conhecimentos específicos
e habilidades.

o plano de inovação conta com a seguinte estrutura : uma apresentação
relatando o início dos debates e a identificação das novas necessidades para o
Vocabulário, uma seção com as propostas preliminares segundo cada grupo de
trabalho e suas respectivas ações, um quadro-síntese das propostas juntamente
com as primeiras soluções viáveis identificadas e os prazos para realização de cada
uma e, por fim , a contrapartida solicitada ao departamento técnico do SIBiUSP.
A contrapartida em questão engloba, por exemplos, o suporte de um analista
de sistema para essa fase de análise e implementação das ações do plano de
inovação, a disponibilização de uma amostra dos conteúdos dos bancos de dados
bibliográficos da USP para uso em caráter de testes, o apoio financeiro e de
infraestrutura para contratação de consultores especialistas, participação em cursos
e eventos da área e recursos para a aquisição e implementação das soluções
encontradas.
A parte central do plano de inovação está na apresentação dos grupos de
trabalho e na proposição de ações. Cabe salientar que o Grupo de Gerenciamento
do Vocabulário Controlado do SIBiUSP coloca-se à disposição dos interessados em
obter o plano de inovação na íntegra, bastando, para tanto, entrar em contato com

1014

�i!:

Stmirlirio

1l!i H.tooNIde:

=

=="

Organização do conhecimento: indexação, catalogação, tesauros , ontologias, taxonomias,
padrões e protocolos (Z39 .5, XML, etc.) e demais temas relacionados
Trabalho completo

um dos autores desse artigo.
3.1 O Grupo de Inovação
Grupo que visa pesquisar as tendências teóricas na área de vocabulários,
taxonomias e ontologias, bem como identificar práticas e aplicações bem-sucedidas,
viabilidade das soluções para a atualização conceitual e funcional do Vocabulário e
dos processos envolvidos no uso, na gestão, na disponibilização e visualização do
mesmo. Após ricas e extensas discussões acerca do novo direcionamento para a
gestão do Vocabulário, três ações foram levantadas como prioridade desse grupo,
sendo elas:
a) Mudança ou
Controlado.

atualização

do

sistema

computacional

do

Vocabulário

Essa ação pretende identificar possibilidades de melhoria no atual banco de
dados do Vocabulário, visando ampliar possibilidades de remodelagem da estrutura
e implementação de outros relacionamentos entre os campos existentes. Pretendese, assim, o enriquecimento semântico e maior eficiência na recuperação da
informação.
b) Migração da matriz de termos do Vocabulário para um novo formato de
vocabulário (tesauro, ontologia, mapa conceitual, etc.).
A intenção dessa ação é levantar possibilidades e iniciativas de novos
formatos de vocabulários controlados, considerando o desenvolvimento dessa área,
dos sistemas computacionais e com o uso do repertório terminológico existente . A
princípio uma pesquisa bibliográfica foi realizada para análise teórica sobre a
construção e a atualização de vocabulários e, ainda, para a identificação de
especialistas para posteriores consultas.
c) Implementação de método semiautomático para revisão e atualização do
repertório terminológico do Vocabulário.
Essa ação pretende pesquisar a possibilidade de enriquecimento do
repertório terminológico do Vocabulário Controlado por meio de softwares
processadores de texto e de técnicas semiautomáticas de extração de termos a
partir do uso de corpus. Intenta agilizar as tarefas de gestão, manutenção e
atualização do Vocabulário, que englobam a inserção de novos termos, inserção de
novos relacionamentos entre os termos, alterações dos termos, exclusões e, ainda ,
validação através da garantia literária.
3.2 O Grupo de Diagnóstico e Avaliação
Grupo responsável por levantamentos de dados a respeito do Vocabulário
Controlado, com ênfase para análises de uso na web, uso pelas unidades e
bibliotecários da USP e, especialmente, pelos usuários do SIBiUSP. As ações

1015

�2
~

=
::

5f1llÕrQlÍO

NaooNldc
~I-

U.J.o..-lliMiM

Organização do conhecimento: indexação, catalogação, tesauros , ontologias, taxonomias,
padrões e protocolos (Z39 .5, XML, etc.) e demais temas relacionados
Trabalho completo

prioritárias são :
a) Implementação do Goog/e Ana/ytics para observação das transações no site
do Vocabulário Controlado.

o objetivo dessa ação é analisar o acesso às paginas do Vocabulário
Controlado na web e na pesquisa dos usuários feitas no Banco de Dados
Bibliográficos da USP - Dedalus através dos descritores de assunto. Como
diagnóstico inicial permitirá o levantamento de uso do Vocabulário Controlado por
usuários web, quantidade de acessos tanto em âmbito nacional como internacional,
áreas geográficas onde é mais acessado, comparação entre termos pesquisados e
termos contemplados no Vocabulário, entre outros.
b) Estudo sobre a percepção dos bibliotecários indexadores, de referência e dos
usuários sobre o Vocabulário Controlado .
Essa ação pretende realizar uma ampla pesquisa junto aos bibliotecários
indexadores e bibliotecários de referência do SIBiUSP, bem como junto aos usuários
do Sistema para conhecer qual é a percepção deles sobre o Vocabulário Controlado,
sob diversos aspectos. O resultado dessa pesquisa ilustrará o cenário atual do
Vocabulário Controlado em diferentes perspectivas e contribuirá para a definição da
sua nova diretriz.
c) Estudo da compatibilização dos descritores da Biblioteca Digital de Teses e
Dissertações da USP (BDTD) no Vocabulário Controlado .
O objetivo desse estudo é a compatibilização dos descritores existentes na
BDTD com aqueles já existentes no Vocabulário Controlado e, paralelamente, a
utilização deles como uma das formas de atualização do Vocabulário com novos
termos. Os termos presentes na BDTD tem a validação através da garantia de uso
ou endosso do usuário, uma vez que são escolhidos pelos próprios autores das
teses e dissertações.

3.3 O Grupo de Manutenção
Grupo responsável por manter as atividades de atualização, alterações,
traduções e revisões de áreas de domínio e, também , de divulgação do Vocabulário
Controlado. São as ações prioritárias desse grupo:

a) Elaboração da versão em inglês do Vocabulário Controlado .
Essa ação prevê a tradução do atual repertório terminológico do Vocabulário
Controlado para o idioma inglês. A versão em inglês proporcionará maior visibilidade
e acesso aos acervos do SIBiUSP em nível internacional.

1016

�i!

SemilWio

~

~ dc

= :'..~=M

Organização do conhecimento: indexação, catalogação, tesauros , ontologias, taxonomias,
padrões e protocolos (Z39 .5, XML, etc.) e demais temas relacionados
Trabalho completo

b) Revisão dos procedimentos de trabalho para indexadores e bibliotecários de
referência .
Considerando as mudanças para a área de vocabulários, taxonomias e
ontologias, bem como as diretrizes atuais sobre indexação, essa ação tem o objetivo
de rever os procedimentos adotados pelo SIBiUSP e atualizá-los de acordo com as
mudanças concretizadas para o Vocabulário Controlado da USP e as novas
diretrizes para os procedimentos de indexação. Essa ação, como se observa ,
somente será realizada ao final das mudanças propostas no plano de inovação ou
quando houver o entendimento de que todas as mudanças possíveis foram
realizadas.
c) Elaboração de novos treinamentos para indexadores e bibliotecários de
referência .
Na sequência da revlsao dos procedimentos de trabalho, as equipes de
bibliotecários indexadores e de referência serão capacitados por meio de
treinamentos presenciais, novamente enfocando diretrizes para a indexação e uso
de novas ferramentas, à medida que venham a ser implementadas.
d) Divulgação contínua do Vocabulário Controlado (redes sociais, materiais de
divulgação do SIBiUSP, eventos, etc.).

4 Resultados parciais e dificuldades encontradas
Considerando a apresentação desse plano de inovação em meados de 2011,
é fato que algumas ações foram iniciadas, outras estão aguardando os trâmites
burocráticos para serem disparadas e outras, ainda , estão à espera daquelas
prioritárias e ou estão sob nova análise. Dessa maneira, os resultados aqui
apresentados estão em caráter parcial, portanto, provisório.
As ações para o Grupo de Inovação se concentraram na consulta a diferentes
especialistas, tanto em bancos de dados para uma análise da atual estrutura do
banco de dados do Vocabulário Controlado do SIBiUSP, assim como nas áreas de
vocabulários, taxonomias e ontologias e, também, na área de processamento
automático de linguagem natural para uma análise sobre o atual formato do
Vocabulário Controlado e a possível migração para outro, talvez com estrutura de
tesauro ou ontologia .
Quanto à implementação de um método semiautomático para a revlsao e
atualização do repertório terminológico do Vocabulário, um projeto-piloto realizado
com um subdomínio será apresentado com a parceria de especialistas em
Linguística e em Processamento de Linguagem Natural para estudo de viabilidade e
eficiência. A ideia é identificar e analisar vantagens e desvantagens desse método e
propô-lo como método alternativo para captação de termos candidatos e atualização
da terminologia .

1017

�j! .......
~

"'-ld~

: :::":1:-"-

Organização do conhecimento: indexação, catalogação, tesauros , ontologias, taxonomias,
padrões e protocolos (Z39 .5, XML, etc.) e demais temas relacionados
Trabalho completo

Nesse primeiro grupo a principal dificuldade encontrada tem sido o contato
com os especialistas, a compreensão deles sobre as demandas para o Vocabulário
Controlado e sobre a importância e uso dessa ferramenta nos sistemas de
informação. Estabelecer um contrato de trabalho com os especialistas externos à
universidade tem sido outra grande dificuldade enfrentada devido a observação
necessária dos aspectos burocráticos e legais exigidos para as instituições públicas,
o que tem acarretado em atrasos no cronograma estabelecido para as ações.

o Grupo de Diagnóstico e Avaliação implementou o Goog/e Ana/ytics, uma
ferramenta de análise do tráfego dos dados na web, para o levantamento de vários
indicadores de uso do Vocabulário Controlado em nível nacional e internacional. A
respeito dessa ação observou-se, por exemplo, que o Vocabulário tem sido
acessado em diversas partes do mundo, além do Brasil , com acessos vindos de
todos os estados, tem-se um grande número de visitas vindas dos Estados Unidos,
Canadá , Portugal , França dentre outros. Abaixo segue figura com informações sobre
as visitas ao Vocabulário Controlado por país e no período de agosto de 2011 a abril
de 2012.

....-_-_.. - ...... --- _._ --

Figura 1 - Tela do Goog/e Ana/ytics com os resultados das visitas ao Vocabulário
Controlado do SIBiUSP por país.

Outra ação já iniciada por esse grupo é o estudo da compatibilização dos
descritores existentes na BOTO com aqueles já existentes no Vocabulário
Controlado e, paralelamente, a utilização deles como uma das formas de atualização
do Vocabulário com novos termos.
O Grupo de Manutenção, por sua vez, iniCIOU os trabalhos de tradução do
Vocabulário Controlado para o idioma inglês, cujo método contempla primeiro as

1018

�i

xmWrio

~

N.aooNlde

= =::I~

Organização do conhecimento: indexação, catalogação, tesauros , ontologias, taxonomias,
padrões e protocolos (Z39 .5, XML, etc.) e demais temas relacionados
Trabalho completo

áreas das exatas e ciências da saúde, tanto pela consolidação no uso das traduções
como também pela existência de muitos materiais de apoio para essa atividade, tais
como dicionários e glossários especializados bilíngues. A área das ciências
humanas, dada a sua natureza e aplicação, será contemplada em momento
posterior.
São varias as dificuldades encontradas nessa ação, tais como a falta de
conhecimento dos membros do Grupo de Gerenciamento de todos os domínios sob
suas responsabilidades, a ausência de materiais de apoio bilíngues e com
credibilidade para alguns domínios, falta de conhecimento profundo da língua
inglesa no âmbito técnico-científico propriamente e a demanda por disponibilidade
de longo tempo da equipe para a realização dessa tarefa . Diante disso, uma solução
que se apresenta é a contratação de tradutores especializados ou empresas do
ramo para a realização dessa tarefa . A validação de tal tarefa seria realizada por
pesquisadores de cada domínio traduzido com o acompanhamento da equipe do
Grupo de Gerenciamento.

5 Considerações finais
A intenção desse artigo era relatar a experiência do Grupo de Gerenciamento
do Vocabulário Controlado na elaboração de um plano de inovação, desde o debate
sobre as diretrizes, as novas demandas, a transformação desses elementos em
ações para melhoria e inovação e, por fim , apontar divulgar o que se vislumbra para
o futuro .
As ações estão sendo encaminhadas, portanto, é fato que não houve
avaliação, tampouco resultados conclusivos frutos do plano de inovação, contudo,
pretende-se compartilhar a experiência com outros profissionais que atuam e
desenvolvem ferramentas de mesma natureza e para os mesmos objetivos e, quem
sabe, estabelecer parcerias nessas iniciativas.

o plano de inovação do Vocabulário Controlado do SIBiUSP não é um roteiro
de ações inflexível, mas sim uma proposta aberta de ações, pois considera-se a
possibilidade de que no decorrer dos trabalhos elas possam ser continuamente
ajustadas de acordo com a necessidade e o entendimento do SIBiUSP, e conforme
se apresentem novas soluções tecnológicas.
Considerando o objetivo dos vocabulários controlados, seu papel nos
sistemas de informação, a necessidade premente de gestão e constante atualização
dessas ferramentas, não apenas quanto ao repertório terminológico, mas também
quanto ao seu sistema computacional, o planejamento de melhorias e inovação
torna-se essencial para a organização das atividades do Grupo de Gerenciamento,
para o estabelecimento das prioridades e demandas e para a efetiva concretização
delas. O plano de inovação do Vocabulário Controlado do SIBiUSP é, nesse
raciocínio, a formalização desse planejamento, focado nas diretrizes estabelecidas
para o sistema de bibliotecas da USP. Faz-se importante mencionar que o
departamento técnico do SIBiUSP tem fornecido todo apoio necessário e estímulo às

1019

�~
~

Se!rIíNrio

=:

IiblitlHH
,...,..,,~

=

I400Nldc

Organização do conhecimento: indexação, catalogação, tesauros , ontologias, taxonomias,
padrões e protocolos (Z39.5, XML, etc.) e demais temas relacionados
Trabalho completo

mudanças propostas.
Sendo o Vocabulário Controlado um representante do universo do
conhecimento, é fundamental que haja períodos destinados à análise crítica sobre o
seu estado e a sua atuação e a consequente prospecção de novas soluções,
métodos e teorias que o (re)direcione . É justamente esse período que o Vocabulário
Controlado do SIBiUSP tem vivenciado e para o qual há grandes e boas
perspectivas.

6 Referências
CROSSAN, M. M.; APAYDIN, M. A multi-dimensional framework of organizational
innovation : a systematic review of the literature. Journal of Management Studies ,
Oxford , v. 47 , n. 6, p. 1154-1191 , Sep. 2010. Disponível em :
&lt;http://dx.doi.org/10 .1111/j.1467-6486.2009 .00880.x&gt;. Acesso em 26 abro2012.
FAGERBERG, J. et aI. Innovation: exploring the knowledge base. Research Policy,
Amsterdan, 2012. Disponível em : &lt;http://dx.doi.org/10.1016/j.respoI.2012 .03.008&gt; .
Acesso em : 26 abro2012 .
NATIONAL INFORMATION STANDARDS ORGANIZATION. Guidelines for the
construction, format, and management of monolingual controlled vocabularies ,
2005. (ANSI/NISO Z39 .19-2005).
SANTOS, C. A C. M. et aI. Sistema de gestão para linguagem documentária:
metadados e rede colaborativa no Vocabulário Controlado do SIBiUSP. In:
SEMINÁRIO NACIONAL DE BIBLIOTECAS UNIVERSITÁRIAS, 16., 2010, Rio de
RJ .
Anais...
Disponível
em :
Janeiro,
&lt;http://www.gapcongressos.com .br/eventos/z0070/trabalhos/final_230.pdf&gt; . Acesso
em 17 abr. 2012.
SEBRAE; CONFEDERAÇÃO NACIONAL DAS INDÚSTRIAS. Cartilha Gestão da
Inovação. Brasília , 2010 . Disponível em : &lt;http://pt.scribd.com/doc/50786879/20/0Plano-de-Inovacao-da-Empresa&gt; . Acesso em 18 abr. 2012 .
SOUZA, G.M . Taxonomias: o que são e para que servem (1) . 2010 . Disponível
em :
&lt;http://webinsider.uol.com.br/20 10/05/11 /taxonomias-o-que-sao-e-para-queservem-1/&gt; . Acesso em 25 abro2012.
VOCABULÁRIO Controlado USP: base de dados em língua portuguesa para
indexação e recuperação da informação. São Paulo : USP/SIBi, c2001 . ISBN 857314-018-6.

1020

�</text>
                  </elementText>
                </elementTextContainer>
              </element>
            </elementContainer>
          </elementSet>
        </elementSetContainer>
      </file>
    </fileContainer>
    <collection collectionId="49">
      <elementSetContainer>
        <elementSet elementSetId="1">
          <name>Dublin Core</name>
          <description>The Dublin Core metadata element set is common to all Omeka records, including items, files, and collections. For more information see, http://dublincore.org/documents/dces/.</description>
          <elementContainer>
            <element elementId="50">
              <name>Title</name>
              <description>A name given to the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51396">
                  <text>SNBU - Edição: 17 - Ano: 2012 (UFRGS - Gramado/RS)</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="49">
              <name>Subject</name>
              <description>The topic of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51397">
                  <text>Biblioteconomia&#13;
Documentação&#13;
Ciência da Informação&#13;
Bibliotecas Universitárias</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="41">
              <name>Description</name>
              <description>An account of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51398">
                  <text>Tema: A biblioteca universitária como laboratório na sociedade da informação.</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="39">
              <name>Creator</name>
              <description>An entity primarily responsible for making the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51399">
                  <text>SNBU - Seminário Nacional de Bibliotecas Universitárias</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="45">
              <name>Publisher</name>
              <description>An entity responsible for making the resource available</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51400">
                  <text>UFRGS</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="40">
              <name>Date</name>
              <description>A point or period of time associated with an event in the lifecycle of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51401">
                  <text>2012</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="44">
              <name>Language</name>
              <description>A language of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51402">
                  <text>Português</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="51">
              <name>Type</name>
              <description>The nature or genre of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51403">
                  <text>Evento</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="38">
              <name>Coverage</name>
              <description>The spatial or temporal topic of the resource, the spatial applicability of the resource, or the jurisdiction under which the resource is relevant</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51404">
                  <text>Gramado (Rio Grande do Sul)</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
          </elementContainer>
        </elementSet>
      </elementSetContainer>
    </collection>
    <itemType itemTypeId="8">
      <name>Event</name>
      <description>A non-persistent, time-based occurrence. Metadata for an event provides descriptive information that is the basis for discovery of the purpose, location, duration, and responsible agents associated with an event. Examples include an exhibition, webcast, conference, workshop, open day, performance, battle, trial, wedding, tea party, conflagration.</description>
    </itemType>
    <elementSetContainer>
      <elementSet elementSetId="1">
        <name>Dublin Core</name>
        <description>The Dublin Core metadata element set is common to all Omeka records, including items, files, and collections. For more information see, http://dublincore.org/documents/dces/.</description>
        <elementContainer>
          <element elementId="50">
            <name>Title</name>
            <description>A name given to the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="63393">
                <text>Plano de inovação para o vocabulário controlado do SIBiUSP: relato de experiência.</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="39">
            <name>Creator</name>
            <description>An entity primarily responsible for making the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="63394">
                <text>Moraes, Juliana de Souza; Flamino, Adriana; Fernandes, Hálida; Calherani, Isabel Cristina</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="38">
            <name>Coverage</name>
            <description>The spatial or temporal topic of the resource, the spatial applicability of the resource, or the jurisdiction under which the resource is relevant</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="63395">
                <text>Gramado (Rio Grande do Sul)</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="45">
            <name>Publisher</name>
            <description>An entity responsible for making the resource available</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="63396">
                <text>UFRGS</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="40">
            <name>Date</name>
            <description>A point or period of time associated with an event in the lifecycle of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="63397">
                <text>2012</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="51">
            <name>Type</name>
            <description>The nature or genre of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="63399">
                <text>Evento</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="41">
            <name>Description</name>
            <description>An account of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="63400">
                <text>Os vocabulários controlados são ferramentas de representação de informação necessárias para padronizar a descrição de conteúdos e a classificação da informação, tornando os sistemas de informação consistentes e também minimizando a dispersão de informação. Um dos pontos mais críticos dos vocabulários controlados é a necessidade de permanente atualização, tanto da sua terminologia como do sistema computacional. O propósito desse artigo é compartilhar a experiência do Sistema Integrado de Bibliotecas da Universidade de São Paulo - (SIBiUSP) no planejamento e desenvolvimento de um plano de inovação para o seu Vocabulário Controlado, relatando suas pretensões e ações definidas para concretizá-las. Tais ações estão em diferentes estágios de encaminhamento, portanto, existem resultados provisórios. O artigo traz, contudo, a descrição de seus andamentos e das dificuldades encontradas também como forma de colaboração e conhecimento para os profissionais que trabalham com ou pesquisam sobre o tema vocabulários controlados.</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="44">
            <name>Language</name>
            <description>A language of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="69446">
                <text>pt</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
        </elementContainer>
      </elementSet>
    </elementSetContainer>
  </item>
  <item itemId="5946" public="1" featured="0">
    <fileContainer>
      <file fileId="5010">
        <src>http://repositorio.febab.org.br/files/original/49/5946/SNBU2012_085.pdf</src>
        <authentication>42a0f1bfb1ba8681d2ecb839a05755fd</authentication>
        <elementSetContainer>
          <elementSet elementSetId="4">
            <name>PDF Text</name>
            <description/>
            <elementContainer>
              <element elementId="92">
                <name>Text</name>
                <description/>
                <elementTextContainer>
                  <elementText elementTextId="63392">
                    <text>~

Sf"""l!ir;.

;,i .....,,,

~ ~~:::.

Organização do conhecimento: indexação, catalogação, tesauros , ontologias, taxonomias,
padrões e protocolos (Z39 .5, XML, etc.) e demais temas relacionados
Trabalho completo

CORRELAÇÃO LÉXICO-ONTOLOGIA: DISTANCIAMENTOS E
APROXIMAÇÕES
Valdirene P. da Conceição
Doutora em Linguística e Língua Portuguesa.
Universidade Federal do Maranhão. São Luís , Maranhão

Resumo
Abordagem exploratória da relação léxico-ontologia.Trata-se de um estudo de
natureza analítico-descritiva que tem como objetivo identificar e analisar os
fundamentos lingüísticos, relevantes para o estudo das formas lexicais e da sua
relação com sentidos e conceitos ancorados em ontologias. Destaca-se os três
ramos do saber que ocupam-se dos estudos do léxico: a Lexicologia, a Lexicografia
e a Terminologia, que, embora complementares, possuem objetos de estudos,
metodologia e pressupostos teóricos distintos.Afirma-se que o conhecimento
ontológico diz respeito aos conceitos que estruturam um domínio do conhecimento
ou da experiência e o conhecimento lexical diz respeito à parte desse conhecimento
que é "Iexicalmente revestida", ou seja, linguisticamente representada por unidades
do léxico.Exemplifica-se a relação léxico-ontologia por meio
de informação
estruturada nas redes WordNet e FrameNet, apresentando uma amostragem das
correlações estruturais e semântico-conceituais que se pode estabelecer entre os
conceitos(ontologia) e as unidades lexicais (léxico) que os lexicalizam no português
e no inglês. Aponta a contribuição da Teoria do Léxico Gerativo (TLG), modelo
proposto por Pustejvosky (1995) , especificamente do construto "Estrutura Oualia (do
inglês Oualia Structure) , para a descrição de quatro papéis que caracterizam os
aspectos relacionais do significado de uma unidade léxica: O papel formal; o papel
constitutivo (ou de partes constituintes); o papel télico e o papel agentivo.

Palavras-chave: Léxico e Ontologia; Estudos do Léxico; Conhecimento
ontológico; Conhecimento lexical.
Abstract
Exploratory approach to the relationship lexicon-ontology. It is a study of analyticaldescriptive nature that aims to identify and analyze the linguistic foundations,
relevant to the study of lexical forms and meanings and their relationship with
concepts grounded in ontologies. We highlight the three branches of knowledge
which are concerned with studies of the lexicon: a Lexicology, Lexicography and the
terminology which, although complementary, are objects of study, methodology and
theoretical assumptions distinct. States that the ontological knowledge concerns the
concepts that structure a field of knowledge or experience and lexical knowledge

998

�1
_ -_
~

~de:
IibfItt~

..

U,. .." ltiriu

... ....
s;:

.....

Organização do conhecimento: indexação, catalogação, tesauros , ontologias, taxonomias,
padrões e protocolos (Z39 .5, XML, etc.) e demais temas relacionados
Trabalho completo

refers to that portion of knowledge that is "Iexically coated", ie, linguistically
represented by units of the relationship lexicon. Exemplifies lexical ontology by
means of structured information WordNet and FrameNet networks, presenting a
sampling of structural correlations and semantic-conceptual can be established
between the concepts (ontology) and the lexical units (Iexicon) that lexicalize in
Portuguese and English . Points out the contribution of the Theory of Generative
Lexicon (TLG), the model proposed by Pustejvosky (1995), specifically the construct
" Qualia Structure" for describing four roles that characterize the relational aspects of
the meaning of a lexical unit: the formal role, the role of incorporation (or constituent
parts), the role telic and agentive role.

Keywords : Lexicon and Ontology; Studies Lexicon ; Ontology, Knowledge
lexical

1 Introdução
As discussões acerca da complexa relação entre léxico e ontologia há
muito atravessaram a barreira do domínio linguístico e passaram (pelo menos tende)
a fazer parte do cotidiano de outros domínios como a Arquitetura da Informação e a
Representação do Conhecimento, a Ciência da Informação, a Terminologia, dentre
outros. Tal discussão apóia-se, em seu aspecto mais elementar e inegável, nos
estudos teóricos realizados pela Linguística - notadamente pela Semântica Lexical destinados à compreensão e organização do léxico.
Esses estudos assumem relevante papel no desenvolvimento de sistemas
inteligentes e de inúmeras aplicações em Inteligência Artificial que necessitam
processar a linguagem humana, a exemplo de bases de conhecimento lexical
(WordNet) , sumarização, tradução automática , PLN e tantos outros que se
beneficiam dos conhecimentos gerados por tais empreendimentos.
A complexa relação entre léxico e ontologia é analisada por Hirst (2004)
como um processo de constituição e permanente reconstituição do significado e uso
da palavra e passa , portanto, pela relação linguagem, cognição e mundo. Passa
também pela melhor caracterização do que se consideram léxico e ontologia .
Se o conhecimento ontológico diz respeito aos conceitos que estruturam
um domínio do conhecimento ou da experiência e o conhecimento lexical diz
respeito à parte desse conhecimento que é "Iexicalmente revestida", ou seja ,
linguisticamente representada por unidades do léxico, quais as aproximações e os
distanciamentos entre esses dois construtos ?
Compreender os fundamentos lingüísticos, relevantes para o estudo das
formas lexicais e da sua relação com sentidos e conceitos ancorados nas ontologias
é o objetivo central do estudo, ora em tela .

2

Sobre os Estudos do Léxico: revisitando conceitos

999

�i!

Se!nWtio

~

N.kioNI de

= =:~':riM

_·IlI

...... _

Organização do conhecimento: indexação, catalogação, tesauros , ontologias, taxonomias,
padrões e protocolos (Z39 .5, XML, etc.) e demais temas relacionados
Trabalho completo

.... ;

o léxico de uma língua natural constitui acervo em que se registra o
conhecimento de mundo percebido pela comunidade linguística, como concebe
Biderman (2001 , p. 155). Logo, o seu estudo configura-se como uma necessidade
de conhecer e compreender o repertório cultural da sociedade.
Três ramos do saber ocupam-se dos estudos do léxico: a Lexicologia, a
Lexicografia e a Terminologia, que, embora complementares, possuem objetos de
estudos, metodologia e pressupostos teóricos distintos (BARBOSA, 1995;
KRIEGER; FINATO, 2004).
Krieger e Finato (2004, p. 43) , entretanto, enfatizam que a diferença entre
as especificidades epistemológicas dessas ciências, reside principalmente, em seus
objetos, ou seja, na
[... ] propriedade que possuem as unidades lexicais chamadas de termos de
estruturas lingüísticas que, em sua dualidade significa , denominam e
circunscrevem cognitivamente objetos, processos e conceituações
pertinentes ao universo das ciências, das técnicas e das tecnologias;
enquanto as palavras , realizando o mesmo processo denominativo e
conceitual , recobrem toda a abrangência da realidade cognitiva e referencial
apreendida e construída pelo homem.

A Lexicologia, ainda segundo Krieger e Finato (2004, p. 45), "[... ] se ocupa
de aspectos formais e semânticos das unidades lexicais de uma língua [... l", isto é,
dos aspectos teóricos que embasam o estudo científico do léxico - a palavra, a
categorização lexical e a estruturação do léxico constituem seus objetos básicos de
análise - tanto do ponto de vista sincrônico como diacrônico. Por conseguinte, cabe
à Lexicologia, entre outras tarefas: definir conjuntos e subconjuntos lexicais;
examinar as relações de conjuntos e subconjuntos lexicais; examinar as relações do
léxico de uma língua com o universo natural, social e cultural ; conceituar e delimitar
a unidade lexical de base - a lexia; abordar a palavra como instrumento de
construção e detecção de uma "visão de mundo", de uma ideologia, de um sistema
de valores, como geradora e reflexo de sistemas culturais (BARBOSA, 1995).
Definida por Krieger e Finato (2004, p. 47), como "[ .. .] arte ou técnica de
compor dicionários [.. .]", a lexicografia, por sua vez, está voltada para as seguintes
frentes de estudos: a prática lexicográfica (estudos teóricos do dicionário); e a
técnica de elaboração dos dicionários (compilação, classificação , recuperação,
análise e processamento) de suas unidades lexicais com vistas a explicá-Ias por
meio de uma metalinguagem definitória.
No entender ainda das autoras, o aprimoramento do fazer lexicográfico é
pautado no paradigma teórico-metodológico tanto na perspectiva semântica assim
como no funcionamento morfossintático do léxico
[... ] não apenas confere a Lexicografia um caráter descritivo, como é uma
das importantes tarefas de uma efetiva teoria lexicográfica autônoma , vale
dizer, aquela que define seu objeto, postula princípios e descreve os
problemas e métodos envolvidos nas aplicações lexicográficas (KRIEGER;
FINATO, 2004, p. 48).

Ao compilar um imenso conjunto das palavras de uma língua, analisando
em primeiro plano , a frequência e os usos dos itens lexicais, a Lexicografia deixa

1000

�;!
~

=
i:i

_OI

StmWrio

HaooniIde
1iWlo1_

u.in, .!I.nu

Organização do conhecimento: indexação, catalogação, tesauros , ontologias, taxonomias,
padrões e protocolos (Z39 .5, XML, etc.) e demais temas relacionados
Trabalho completo

" '~._"'"

evidente sua natureza semasiológica, partindo da forma (Iexema) para o conteúdo,
ou seja , a busca dos sentidos orienta-se do significante ao significado .
A Terminologia , compreendida como o léxico dos saberes técnicos e
científicos como dizem Krieger e Finato (2004 , p. 26) se ocupa do estudo do termo,
fraseologia e definição dos conceitos inerentes às diversas áreas de especialidade .
Cabe-lhe, portanto, o estudo das relações de significação (denominação e noção) do
signo terminológico . Entre os objetivos da terminologia destacam-se a produção e
difusão de dicionários, glossários, vocabulários e bancos terminológicos. Todos
esses produtos reúnem o conjunto de termos de uma área especializada, ou seja,
terminologia específica de um domínio.
No que diz respeito aos objetivos, a Terminologia estuda os termos a fim
de estabelecer uma forma de referência, para isso utiliza métodos de busca , seleção
e ordenação de termos de um determinado campo de especialidade com o fim de
normalizar sua forma e conteúdo . A Lexicologia estuda as palavras para explicar a
competência léxica dos falantes, descrevendo não apenas as suas várias acepções,
mas também seus exemplos de uso.
De acordo com Cabré (1993; 1999), a Lexicologia concentra-se na análise
e na descrição da competência do falante, partindo, portanto, do princípio que todo
falante conhece : (i) uma lista de palavras que lhe permite trocar informações com
outros falantes da mesma língua; (i i) um conjunto de regras de formação de
palavras; (iii) um conjunto de dados lingüísticos e enciclopédicos de cada palavra .
Tal conhecimento é que torna possível a adequação das palavras às situações de
comunicação correspondentes. Desse ângulo, a lexicologia descreve o
conhecimento lingüístico de um falante sob a perspectiva do universo léxico, isto é, o
conjunto total das palavras que o falante de uma língua conhece e utiliza nas
variadas situações.
Não obstante a clareza das explicações acima, é pertinente lembrar que
nos trabalhos lexiográficos e terminológicos, apesar dos objetivos bem demarcados,
que visam a sua distinção imediata, nem sempre essa distinção fica muito clara , pois
os dicionários de língua, de certa forma, exercem um caráter prescritivo,
notadamente do ponto de vista ortográfico bem como morfológico. De outro lado, os
dicionários, vocabulários e glossários terminológicos podem apresentar variantes
denominativas de um mesmo conceito com indicação de uso, de forma que, às
vezes, esses tipos de trabalhos também podem assumir características descritivas.
Nessa perspectiva, os aspectos pragmáticos, são verdadeiramente os
que melhor diferenciam os termos das palavras , é o que sintetizam Krieger e Finato
(2004, p. 133):
[... ] as circunstâncias que determinam um recorte de uma realidade e de um
vocabulário, o tipo de destinatário da obra e as condições de comunicação
são os principais fatores a considerar quando se estabelece a nomenclatura
de um dicionário terminológico.

De acordo com o princípio comunicativo das linguagens especializadas
preconizado pela Teoria Comunicativa da Terminologia (TCT) , uma unidade lexical
pode assumir o caráter de termo em função de seu uso em um contexto e situação
determinados (KRIEGER; FINATO, 2004, p. 35) . E acrescentam :

1001

�iI

SemirWio

~

~de:

:'~~=II
_·IlI".,,*_,"""

=

Organização do conhecimento: indexação, catalogação, tesauros , ontologias, taxonomias,
padrões e protocolos (Z39 .5, XML, etc.) e demais temas relacionados
Trabalho completo

[ ... ] O conteúdo de um termo não é fixo, mas relativo, variando conforme o
cenário comunicativo em que se inscreve. Tais proposições levam a TCT a
postular que a priori não há termos, nem palavras, mas somente unidades
lexicais, tendo em vista que estas adquirem estatuto terminológico no
âmbito das comunicações especializadas.

As palavras da língua comum
por meio do processo de
terminologização - sofrem uma ressignificação e adquirem o estatuto de termo de
um determinado ramo do conhecimento.
Ainda segundo a perspectiva da TCT mais do que elementos naturais dos
sistemas lingüísticos, um termo é um elemento da linguagem em funcionamento,
dada a sua presença em textos e em discursos especializados. É, por assim dizer,
''[. 00] itens lexicais que não se distinguem da palavra do ponto de vista de seu
funcionamento" (KRIEGER; FINATO, 2004, p. 78 - 79) .
Dessa forma , o termo como lembram Krieger e Finato (2004, p. 80):
Compreende tanto uma vertente conceitual , expressando conhecimento e
fundamentos dos saberes, quanto uma face linguística, determinando sua
naturalidade e integração aos sistemas lingüísticos, além dos aspectos que
se agregam a suas funcionalidades comunicacionais básicas: fixar e
favorecer a transferência de conhecimento.

Da ampla gama de estudos e modelos teóricos e práticos que foram
consolidando as ciências da palavra (do léxico) ao longo de sua história, convém
dizer que não há neste estudo, o propósito de fazer uma incursão teórica sobre tais
ciências, para, assim expor a distinção entre seus objetos de estudos: termo e
palavra . Objetiva-se tão somente caracterizar tais objetos, com vista a uma melhor
compreensão, análise e descrição das unidades lexicais que revestem os conceitos
ancorados em ontologias.
A propósito das distinções entre termo, palavra e unidade lexical , Barbosa
(1995, p. 24), informa que de acordo com o tipo de obra, a língua, apresenta
diferentes unidades - padrão e níveis de atualização:
O dicionário de língua, por exemplo, tende a reunir o universo dos
lexemas/itens lexicais da língua geral com suas diferentes acepções; os
vocabulários técnico-científicos e especializados por sua vez, situam-se no nível de
uma norma linguística e sócio-cultural, processam termos representativos dessa
norma; o glossário, cuja unidade padrão é a palavra, resulta do levantamento das
palavras-ocorrência e de suas acepções em um texto. O quadro 1, sintetiza essa
reflexão.
Q ua d ro 1 N'IvelS
. de a ua rIzaçao
- da I'mgua
Níveis de
atualização
Sistema

Unidades-padrão

Tipos de obra

Lexema

Dicionário de Língua

1002

�i

SrmWrio

iI MaooNIde:

~ =:~u

Organização do conhecimento: indexação, catalogação, tesauros , ontologias, taxonomias,
padrões e protocolos (Z39 .5, XML, etc.) e demais temas relacionados
Trabalho completo

Norma(s)

Termo

Vocabulário

Falar

Palavra

Glossário

Fonte: Barbosa (1995, p. 24)

A título de ilustração das diferenças das unidades-padrão, o exemplo que
segue com a unidade lexical miolo pertencente ao universo do Bumba-meu-boi
como forma de expressão do patrimônio cultural imaterial do Maranhão, evidencia
essa atualização:
a) Nível do sistema (Iexema)
"Miolo (o) subst.masc. 1. A parte inferior do pão, de alguns frutos, etc.
2. Popular
cérebro, a massa encefálica . 3. Popular Medula (1) ou
tutano. 4 Figurado A parte essencial , fundamental. 5. Popular
Inteligência, juízo. 6.
conjunto das páginas de uma publicação
impressa, enfeixado pela capa . [Plural : miolos(o) . De miolo mole.
PopularAmalucado" (FERREIRA, 2004, p. 590) .
b) Nivel da norma (termo) - DCPCSLI Bumba-meu-boi
Ex.: "Miolo s.m. Homem que fica sob a armação do boi para dar
movimentos à alegoria (CARVALHO, 1995, p. 192).
c) Nivel da fala (palavra);
Ex.: "A parte interior de qualquer coisa : o miolo do livro" .
Como se pode observar, cumpre reiterar que miolo, enquanto lexema,
possui um conjunto semêmico variado que possibilita sua atualização em vários
contextos diferentes, configurando-se polissêmico . Entretanto, essa mesma unidade
lexical, considerada nos textos/discursos do Bumba-meu-boi do Maranhão, deve ser
analisada como termo monossêmico, que aqui neste estudo denominamos unidade
lexical ou unidade léxica, uma vez que seu emprego se dá em um contexto
específico, caracterizando-se como uma marca daquele domínio de especialidade.
Ademais, Miolo, enquanto termo, apresenta traços conceituais distintos dos
observados no dicionário de língua. Isto se deve ao recorte cultural feito pelo
domínio de especialidade, o que resulta na especialização do termo. A esse respeito
Krieger e Fianto (2004 , p. 79), dizem "[ ... ] as palavras da língua comum - por meio
do processo de terminologização - sofrem uma ressignificação e adquirem o
estatuto de termo de um determinado ramo do conhecimento".
Enquanto palavra, miolo permite apenas a atualização da acepção 1 do
dicionário da língua.
Nesse contexto, Andrade (1999 , p. 9) observa que:

°

°

É portanto, o uso consensual dos falantes que normaliza o emprego das
virtual idades do sistema . Por outro lado, cada grupo de falantes, segundo
suas necessidades, retira do léxico geral da língua os elementos de que
necessita para elaborar o que se poderia chamar de sub-léxicos ou léxicos
das línguas de especialidades.

1003

�1
_iI
=
i:é

_

PbooNI*

BibNot_

......II-"IItf.ruriM
,...... .....

3

Organização do conhecimento: indexação, catalogação, tesauros , ontologias, taxonomias,
padrões e protocolos (Z39 .5, XML, etc.) e demais temas relacionados
Trabalho completo

Caracterizando a relação Léxico - Ontologia

Conforme aludido anteriormente, as ontologias definem-se como
especificações de estruturas de conceitos que caracterizam domínios do
conhecimento ou da experiência, incluindo, entre seus construtos, um vocabulário
descritivo para a definição de classes/subclasses, de relações e de funções, ou seja,
é uma estrutura que pode ser utilizada para descrever o significado das unidades
lexicais em contextos específicos. O léxico por sua vez, pode ser concebido como
uma estrutura constituída de unidades léxicas e por relações de natureza semântica
entre essas unidades.
Pode-se notar que a relação entre léxico e ontologia se estabelece pelo
fato de que ambos os constructos manipulam conceitos, posto que:
a) as unidades lexicais associam-se a conceitos;
b) uma ontologia é constituída de conceitos e de relações formais entre
eles;
c) as unidades lexicais estruturam-se no léxico da língua por meio de
relações de sentido (sinonímia , antonímia , hiponímia, etc.), que, como
já se mostrou, são contrapartidas aproximadas de relações lógicoconceituais que se estabelecem entre os conceitos de uma ontologia ;
d) os conceitos estruturam-se na ontologia por meio de relações lógicoconceituais específicas (taxonomia e partonomia) .
Já que as palavras denotam conceitos e estes são os elementos básicos
que estruturam/constituem uma ontologia, questiona-se porque não se utilizam as
palavras da língua para descrever a ontologia . A resposta está na nossa subseção
4.5: a polissemia e a homonímia precisariam ser eliminadas da língua, pois em uma
ontologia não há lugar para esses fenômenos . Questiona-se também como é
possível, a partir de palavras, se construir uma ontologia , pela mesma razão
apontada.
Acrescente-se a esse fato a distinção fundamental entre léxico e
ontologia. Lembramos, com Hirst (2004), que uma ontologia não é um objeto
linguístico, mas uma estrutura formal de representação de um conjunto de
categorias de entidades do mundo e das relações que se estabelecem entre elas. Já
o léxico é um objeto linguístico, é parte de uma língua natural e constitui-se das
unidades mínimas significativas que a compõem . Porém, embora o léxico contenha
as unidades lexicais que representam categorias conceituais, as quais são
representadas na ontologia, há categorias que não são lexicalizadas, dado que uma
língua não comporta todas as categorias, pois ''[. .. ] cada língua exibe lacunas
lexicais em relação a outras línguas" (HIRST, 2004, p. 221). A esse respeito, Hirst
(2004, p. 221) destaca a relação intrínseca entre linguagem, cognição e mundo,
apresentando a tese de que o pensamento está refletido na linguagem (por
extensão , no léxico), que se estrutura a partir de processo de cognição . Essa
relação, portanto, deve ser considerada na análise da relação léxic%ntologia , pois
além dos elementos denotativos do significado que se referem ao mundo, os
sentidos das unidades lexicais também têm conotação, vinculada, por sua vez, ao
contexto atitudinal de quem a utiliza. Esse fenômeno é sublinhado na seção 5, em
que se apresentam os tipos de significado.

1004

�i! .........

~

~dc

~
M

IiWIotflAl

hIoI ..llt:ariM

Organização do conhecimento: indexação, catalogação, tesauros , ontologias, taxonomias,
padrões e protocolos (Z39 .5, XML, etc.) e demais temas relacionados
Trabalho completo

Como concepção final , Hirst (2004, p. 22) diz que a fragilidade na
distinção entre esses dois construtos teóricos (léxico e ontologia) em nada deve
impedir que um auxilie na elaboração e/ou desenvolvimento do outro, pois "[00'] um
léxico com organização hierárquica em muito pode auxiliar na construção de
ontologia, da mesma forma que uma ontologia pode servir de base para a
construção de um léxico". Acrescenta ainda o autor, que a ontologia pode auxiliar na
interpretação dos significados dos itens lexicais, uma vez que tem o papel de
espelhar os conceitos (de um dado domínio) do mundo. E onde há uma ontologia,
consequentemente, há uma estrutura conceitual por ela estruturado
Entretanto, numa ontologia, ao invés de se utilizarem palavras, podemos
utilizar ULs, ou seja, formas monossêmicas ou artificialmente "monossemizadas" da
língua. Assim, é possível utilizarem-se ULs para se descrever conceitos de uma
ontologia , já que, por definição, o sentido de uma unidade lexical associa-se a um
conceito específico e determinado.
Pode-se, assim, depreender que o imbrincamento entre léxico e ontologia
passa pela compreensão de que o primeiro - o léxico - trata de um aspecto
eminentemente da língua, da significação de uma unidade lexical, enfim do aspecto
semântico; a segunda - a ontologia - trata da interpretação e à representação dessa
unidade lexical em um domínio do conhecimento humano.
Por isso é que se pode dizer que há uma aproximação desses dois
construtos: os tipos de relações, ou seja, as relações lógico-conceituais que se
estabelecem numa ontologia podem ser também observadas de modo particular nas
relações léxico-semânticas que se estabelecem entre as unidades do léxico, a
exemplo da partonomía, nas línguas, poder manifestar-se na meronímia. Daí , como
argumenta Hirst (2004, tradução nossa), ser possível a construção de ontologias a
partir da investigação das relações que se estabelecem entre os itens lexicais de
uma língua natural.
Para ilustrar a correlação entre léxico e ontologia, o quadro 2, valendo-se
de informação estruturada nas redes WordNet e FrameNet,
apresenta uma
amostragem das correlações estruturais e semântico-conceituais que se pode
estabelecer entre os conceitos(ontologia) do domínio patrimônio cultural e as
unidades lexicais (léxico) que os lexicalizam no português e no inglês. Nesse
quadro, depreende-se, por exemplo, que o conceito IGREJA, caracteriza-se como
um artefato, lexicaliza-se nos substantivos "church " e "church building" (no inglês) e
"igreja", "santuário" e "templo" (no português) e evoca o frame semântico Building.
Quadro 2: Exemplificação de correlações estruturais e semântico-conceituais entre
conceitos (ontologia) e unidades lexicais (léxico)
WordNet
Conceitos da
Ontologia

IGREJA

FrameNet

Conceitos
Lexicalizados
(WordNet.Pr)

Conceitos
Lexicalizados
(WordNet.Br)

Tipo
Semântico

Frame
Semântico

Tipo
Semântico

{church , church
building}

{igreja,
santuário,
templo}

&lt;noun .
artifact&gt;

Buildings

Artifact

1005

�iI
~

~
~Idc:

~

::::::-arlaI

Organização do conhecimento: indexação, catalogação, tesauros , ontologias, taxonomias,
padrões e protocolos (Z39 .5, XML, etc.) e demais temas relacionados
Trabalho completo

{forest,
woodland ,
timberland,
timber}

{bosque,
floresta ,
selva}

{celebration,
festivity}

&lt;noun.object
&gt;

Biologicaarea

{festa,
festejo,
festividade}

&lt;noun. act&gt;

Social-event

{memorial ,
monument}

{monumento}

&lt;noun .
artifact&gt;

Createphysicalartwork

Sentient

ARTESÃO

{craftsman,
crafter}

{artesão,
artífice, artista}

&lt;noun .perso
n&gt;

Createphysicalartwork

Sentient

PARQUE

{park, parkland}

{parque}

&lt;noun .
location&gt;

Locale-byuse

Location

FLORESTA

FESTIVIDADE

MONUMENTO

.

mata,

Location

-

-

Fonte: Concelçao (2011, p. 68) .

As relações e constructos até aqui abordadas possibilitam o estabelecimento
de uma estruturação das unidades lexicais e conceitos por elas lexicalizados em
termos de estruturas e relações gerais, ou seja, em temos de campos
lexicais/semânticos, de conexões entre unidades léxicas e conceitos e de
relações entre unidades léxicas.

4 Resultados Parciais/Finais
Para se apreciar relações mais específicas que se estabelecem no núcleo
de significação de uma unidade léxica , conta-se, hoje, com contribuições da Teoria
do Léxico Gerativo (TLG), modelo proposto por Pustejvosky (1995), em particular,
com o construto "Estrutura Oualia (do inglês Oualia Structure). Na TLG, propõe-se
que a Estrutura Oualia deve descrever estes quatro papéis que caracterizam os
aspectos relacionais do significado de uma unidade léxica (PUSTEJOVSKY, 1995,
p. 85-86):
a) papel formal - que permite distinguir o objeto denotado pela unidade
léxica dentro de um domínio maior: i. Orientação, ii. Magnitude, iii.
Forma, iv. Dimensionalidade, v. Cor, vi. Posição;
b) O papel constitutivo (ou de partes constituintes) - que permite
estabelecer a relação entre o objeto denotado pela unidade léxica e os
seus constituintes (suas partes próprias): i. Material, ii. Peso, iii. Partes
e elementos componentes;
c) O papel télico - que permite descrever o propósito e a função do
objeto denotado pela unidade léxica: i. Propósito que um agente tem ao

1006

�Organização do conhecimento: indexação, catalogação, tesauros , ontologias, taxonomias,
padrões e protocolos (Z39 .5, XML, etc.) e demais temas relacionados
Trabalho completo

realizar uma ação, ii. Função integrada ou objetivo que especifica
certas atividades;
d) O papel agentivo - que permite descrever os fatores envolvidos na
origem ou na 'causa' do objeto denotado pela unidade léxica: i. Criador,
ii. Artefato, iii. Classe natural, iv. Cadeia causal.
Com essa possibilidade de estruturação sistemática do significado
contextual mínimo da unidade léxica, reunimos mais esse instrumental descritivo
para melhor descrever as relações que estruturam os elementos constitutivos de um
ontoléxico, como ilustra o quadro 3, em que se apresenta uma descrição parcial e
ilustrativa dos papéis quale que podem ser propostos para as unidades léxicas
"azulejo", "bumba- meu- boi", "igreja", "festividade" e "praia".
. - I'1 ust rarIva de papeis qua e que se associam a Uni'dades I"eXlcas
'
Q ua d ro 3 Oescnçao
Estrutura Qualia
Unida
(papéis quale)
des lexicais
Formal
Constitutivo
Télico
Agentivo
[ornamentar,
revesti r,... ]

[artefato]

[entreter,... ]

[manifestação
cultural]

[orar, reunir,... ]

[artefato]

[música,fato, ... ]

[entreter,... ]

[manifestação
cultural]

[mar, areia,.. .]

[entreter,.. .]

[configuração
natural]

"azulejo"

[objeto, ... ]

[cerâmica, ... ]

"bumba-meuboi"

[ritual, ... ]

[ator,
música ...]

adorno ,

"igreja"

[edificação]

[nave,
altar, .. .]

pórtico,

"festividade"

[comemoração,.
.. ]

"praia"

[acidente
geográfico,...]

. Fonte: Concelçao
(2011 , p. 80) .

A partir das informações do quadro 3 é possível inferir, por exemplo, que
azulejo é um objeto, artefato, constituído por cerâmica e que tem como função
revestir e ornamentar ambientes. o sentido das expressões linguísticas constrói-se a
partir de relacionamentos léxicos que efetivam conexões de sentidos (inclusão,
equivalência e oposição), principalmente, de parte-todo e de oposição, espelhando,
assim , relações que se constroem no domínio cognitivo
Recorde-se que, num domínio recoberto por unidades léxicas, as relações
que se estabelecem entre elas podem ser sistematizados na dimensão
paradigmática, como enfatizam, Hirst (2004) e Lôbner (2002). Dentre elas, estão as
relações de inclusão, equivalência e oposição. No caso da inclusão, as relações
hierárquicas de destaque são a hiperonímia, e a sua inversa hiponímia, e a
meronímia, e a sua inversa holonímia.

5

Considerações Parciais/Finais

1007

�Organização do conhecimento: indexação, catalogação, tesauros , ontologias, taxonomias,
padrões e protocolos (Z39 .5, XML, etc.) e demais temas relacionados
Trabalho completo

li """""
~ HIooNIdc
= 1i1III0I_

-=

lIi"'ul"tiriG

Com base nos pressupostos teórico-metodológicos dos estudos do Léxico
e de Ontologias aqui empregados, possibilitaram esboçar algumas observações
conclusivas, seja do ponto de vista teórico, seja do ponto de vista prático.
Como foi discutido, o significado de uma unidade lexical é determinado
pela relação que se estabelece entre as demais unidades lexicais dentro de um
mesmo campo, ou seja , a afinidade semântica entre tais unidades, permite a sua
inserção em um determinado domínio. Em uma estruturação ontológica, esse
aspecto é determinante para validar sua consistência ou não, pois a inserção de um
conceito que não tenha relação quer de subordinação ou de outro tipo) com o
domínio, revela falha na sua estruturação.
imbrincamento entre léxico e ontologia passa, portanto, pela
compreensão de que o primeiro - o léxico - trata de um aspecto eminentemente da
língua, da significação de uma unidade lexical, enfim do aspecto semântico; a
segunda - a ontologia - trata da interpretação e à representação dessa unidade
lexical em um domínio do conhecimento humano.
Na busca de compreender e distinguir a relação entre léxico e ontologia, o
conhecimento de constructos assim como o acesso à informações léxico-conceituais
já estruturadas(a exemplo da rede Word Net), são de fundamental importância para
caracterizar tal relacionamento, o que exige aprofundamento destes e a investigação
de outros aspectos relacionados à temática em estudo .

°

6

Referências

BARBOSA, Maria. Contribuição ao estudo de aspectos da tipologia de obras
lexicográficas. Revista Brasileira de Linguística da SBPL. São Paulo, v. 8, n. 1, p.
15-29, 1995.
BIDERMAN , Maria Tereza C. Teoria linguística: teoria lexical e lingüística
computacional. São Paulo : Martins Fontes, 2001 .353p.
CABRÉ, M. T. La terminologia : teoria, metodología, aplicaciones. Barcelona:
Antártida/Empúries.1993.
CARVALHO, Michol P. Matracas que desafiam o tempo. O Estado do Maranhão.
São Luís, 5 ju1.1995. Alternativo, p.3
CONCEiÇÃO, v.P. da. Modelagem léxico-ontológica do domínio patrimônio
cultural de São Luis do Maranhão, 2011 , 235f. Tese (Doutorado em Linguística e
Lingua Portuguesa) - Faculdade de Ciências e Letras, Universidade Estadual
Paulista "Júlio de Mesquita Filho, Araraquara, 2011.
HIRST, Graeme. Ontology and the lexicon. In: STAAB, S.; STUDER, R. (Eds.).
Handbook on ontologies : international handbooks on information systems. Berlin :
Springer -Verlag, 2004. p. 209 - 229.

1008

�i

SrmWrio

iI MaooNIde:

~ =:~u

Organização do conhecimento: indexação, catalogação, tesauros , ontologias, taxonomias,
padrões e protocolos (Z39.5, XML, etc.) e demais temas relacionados
Trabalho completo

KRIEGER, M. G, FINATTO, M. J. B. Introdução à terminologia : teoria e prática .
São Paulo: Contexto, 2004.
LOBNER, Sebastian. Understanding semantics. Nova York: Oxford University
Press, 2002. 259p.
PUSTEJOVSKY, James. The Generative lexicon . [S .I.]: MIT Press, 1995.

1009

�</text>
                  </elementText>
                </elementTextContainer>
              </element>
            </elementContainer>
          </elementSet>
        </elementSetContainer>
      </file>
    </fileContainer>
    <collection collectionId="49">
      <elementSetContainer>
        <elementSet elementSetId="1">
          <name>Dublin Core</name>
          <description>The Dublin Core metadata element set is common to all Omeka records, including items, files, and collections. For more information see, http://dublincore.org/documents/dces/.</description>
          <elementContainer>
            <element elementId="50">
              <name>Title</name>
              <description>A name given to the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51396">
                  <text>SNBU - Edição: 17 - Ano: 2012 (UFRGS - Gramado/RS)</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="49">
              <name>Subject</name>
              <description>The topic of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51397">
                  <text>Biblioteconomia&#13;
Documentação&#13;
Ciência da Informação&#13;
Bibliotecas Universitárias</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="41">
              <name>Description</name>
              <description>An account of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51398">
                  <text>Tema: A biblioteca universitária como laboratório na sociedade da informação.</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="39">
              <name>Creator</name>
              <description>An entity primarily responsible for making the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51399">
                  <text>SNBU - Seminário Nacional de Bibliotecas Universitárias</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="45">
              <name>Publisher</name>
              <description>An entity responsible for making the resource available</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51400">
                  <text>UFRGS</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="40">
              <name>Date</name>
              <description>A point or period of time associated with an event in the lifecycle of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51401">
                  <text>2012</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="44">
              <name>Language</name>
              <description>A language of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51402">
                  <text>Português</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="51">
              <name>Type</name>
              <description>The nature or genre of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51403">
                  <text>Evento</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="38">
              <name>Coverage</name>
              <description>The spatial or temporal topic of the resource, the spatial applicability of the resource, or the jurisdiction under which the resource is relevant</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51404">
                  <text>Gramado (Rio Grande do Sul)</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
          </elementContainer>
        </elementSet>
      </elementSetContainer>
    </collection>
    <itemType itemTypeId="8">
      <name>Event</name>
      <description>A non-persistent, time-based occurrence. Metadata for an event provides descriptive information that is the basis for discovery of the purpose, location, duration, and responsible agents associated with an event. Examples include an exhibition, webcast, conference, workshop, open day, performance, battle, trial, wedding, tea party, conflagration.</description>
    </itemType>
    <elementSetContainer>
      <elementSet elementSetId="1">
        <name>Dublin Core</name>
        <description>The Dublin Core metadata element set is common to all Omeka records, including items, files, and collections. For more information see, http://dublincore.org/documents/dces/.</description>
        <elementContainer>
          <element elementId="50">
            <name>Title</name>
            <description>A name given to the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="63384">
                <text>Correlação léxico-ontologia: distanciamento e aproximações.</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="39">
            <name>Creator</name>
            <description>An entity primarily responsible for making the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="63385">
                <text>Conceição, Valdirene P. da</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="38">
            <name>Coverage</name>
            <description>The spatial or temporal topic of the resource, the spatial applicability of the resource, or the jurisdiction under which the resource is relevant</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="63386">
                <text>Gramado (Rio Grande do Sul)</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="45">
            <name>Publisher</name>
            <description>An entity responsible for making the resource available</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="63387">
                <text>UFRGS</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="40">
            <name>Date</name>
            <description>A point or period of time associated with an event in the lifecycle of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="63388">
                <text>2012</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="51">
            <name>Type</name>
            <description>The nature or genre of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="63390">
                <text>Evento</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="41">
            <name>Description</name>
            <description>An account of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="63391">
                <text>Estudo de natureza analítico-descritiva que tem como objetivo identificar e analisar os fundamentos linguisticos, relevantes para o estudo das formas lexicais e da sua relação com sentidos e conceitos ancorados em ontologias. Destaca-se os três ramos do saber que ocupam-se dos estudos do léxico: a Lexicologia, a Lexicografia e a Terminologia, que, embora complementares, possuem objetos de estudos, metodologia e pressupostos teóricos distintos.Afirma-se que o conhecimento ontológico diz respeito aos conceitos que estruturam um domínio do conhecimento ou da experiência e o conhecimento lexical diz respeito à parte desse conhecimento que é “lexicalmente revestida”, ou seja, linguisticamente representada por unidades do léxico.Exemplifica-se a relação léxico-ontologia por meio de informação estruturada nas redes WordNet e FrameNet, apresentando uma amostragem das correlações estruturais e semântico-conceituais que se pode estabelecer entre os conceitos(ontologia) e as unidades lexicais (léxico) que os lexicalizam no português e no inglês. Aponta a contribuição da Teoria do Léxico Gerativo (TLG), modelo proposto por Pustejvosky (1995), especificamente do construto “Estrutura Qualia (do inglês Qualia Structure), para a descrição de quatro papéis que caracterizam os aspectos relacionais do significado de uma unidade léxica: O papel formal; o papel constitutivo (ou de partes constituintes); o papel télico e o papel agentivo. </text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="44">
            <name>Language</name>
            <description>A language of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="69445">
                <text>pt</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
        </elementContainer>
      </elementSet>
    </elementSetContainer>
  </item>
  <item itemId="5945" public="1" featured="0">
    <fileContainer>
      <file fileId="5009">
        <src>http://repositorio.febab.org.br/files/original/49/5945/SNBU2012_084.pdf</src>
        <authentication>b82c2772c11c40f8a1f8696806ab673d</authentication>
        <elementSetContainer>
          <elementSet elementSetId="4">
            <name>PDF Text</name>
            <description/>
            <elementContainer>
              <element elementId="92">
                <name>Text</name>
                <description/>
                <elementTextContainer>
                  <elementText elementTextId="63383">
                    <text>i! """"'"
MaooNlck

~

=

:,

IiWitt.UJ
1I....111~

Organização do conhecimento: indexação, catalogação, tesauros , ontologias, taxonomias,
padrões e protocolos (Z39 .5, XML, etc.) e demais temas relacionados
Trabalho completo

DIRETRIZES PARA A CATALOGAÇÃO DE MAPAS: RELATO DE
EXPERIÊNCIA DO SERViÇO DE BIBLIOTECA DA EESC/USP
Valéria de Oliveira 1, Murillo Ferreira de Camargo2, Vera Lucia Lioni
Pedrinr, Elenise Maria de Araujo 1, Rosana Alvarez Paschoalino 1

1Bibliotecárias, Escola de Engenharia de São Carlos - USP, São Carlos, SP
2Técnico de documentação, Escola de Engenharia de São Carlos - USP, São Carlos
3 Auxiliar administrativa, Escola de Engenharia de São Carlos - USP, São Carlos, SP

Resumo
Este trabalho apresenta um projeto que prevê o tratamento adequado do
acervo de material existente no Serviço de Biblioteca (SVBIBL) da Escola de
Engenharia de São Carlos (EESC) , da Universidade de São Paulo (USP),
constituído de, aproximadamente, 250 mapas. Descreve a capacitação da equipe e
os procedimentos a que foi submetido o acervo, de grande interesse para a
comunidade interna, inicialmente armazenado em mapotecas horizontais, sem a
devida organização física e carente de reparos adequados. Procedimentos
detalhados, para representação temática e descritiva, digitalização e cadastramento
no banco de dados bibliográficos da USP foram abordados. A coleção ganhou
visibilidade e um conjunto completo de metadados, que permite a incorporação dos
itens em outros repositórios.

Palavras-Chave: Catalogação; Indexação; MARC21 Bibliográfico; Material
Cartográfico ; Mapas-digitalização.
Abstract
This paper presents a project that provides the proper treatment of the existing
collection of cartographic materiais in the Library of the School of Engineering of Sao
Carlos (EESC), University of São Paulo (USP), consisting of approximately 250
maps. Describes the training team and the procedures they underwent the collection,
of great interest to the international community initially stored in horizontal for
collection of maps without proper physical organization and lacking in adequate
repair. Detailed procedures for thematic representation and descriptive, scanning and
registration in the Bibliographic Database USP were presented. The collection has
gained visibility and a complete set of metadata, which allows the incorporation of
items in other repositories.

Keywords: Cataloguing; Indexing ; MARC21 Bibliographic; Cartographic
Materiais; Digital Maps.

983

�i! """"'"
MaooNlck

~

=

:,

IiWitt.UJ

1I....111~

Organização do conhecimento: indexação, catalogação, tesauros , ontologias, taxonomias,
padrões e protocolos (Z39 .5, XML, etc.) e demais temas relacionados
Trabalho completo

1 Introdução
Localizada no campus I da Universidade de São Paulo - USP, na cidade de
São Carlos, a Escola de Engenharia de São Carlos - EESC teve suas atividades
iniciadas em 1952, com a finalidade de ministrar, desenvolver e aperfeiçoar o estudo
da Engenharia. Em 1953, por meio de Decreto Federal , foi autorizado o
funcionamento dos cursos de graduação em Engenharia Civil e Engenharia
Mecânica. Os programas dos cursos de pós-graduação foram organizados em 1969
e, no ano seguinte, as atividades pertinentes foram regulamentadas.
Compõem a Escola, atualmente, nove departamentos e dois centros,
oferecendo dez cursos de graduação, a saber, Engenharias Aeronáutica; Ambiental ;
Civil; de Computação; Elétrica/Eletrônica; Elétrica/Sistemas de Energia e
Automação; Mecânica; Mecatrônica; de Produção Mecânica; e de Materiais e
Manufatura.
A EESC conta com nove programas de pós-graduação: em Engenharias
Hidráulica e Saneamento; Elétrica; Mecânica; de Transportes; de Geotecnia; Civil
(Engenharia de Estruturas); Ambiental; e de Produção. Conta, também com dois
programas interunidades (Ciência e Engenharia de Materiais e Bioengenharia).
Todos os programas possuem nível de mestrado e doutorado, formando, a cada
ano, aproximadamente, 220 mestres e 90 doutores (ALTAFIM; SILVA, 2004).
A biblioteca foi criada em 1953, como Seção de Bibliografia e Documentação.
Passou a se chamar Biblioteca Central e, atualmente, é denominada de Serviço de
Biblioteca. Iniciou suas atividades como suporte aos estudos das ciências básicas,
com 2.603 volumes, divididos entre coleções de periódicos e livros. Desde sua
criação, constitui-se um núcleo de atendimento às necessidades do processo
ensino-aprendizagem , ocupando papel fundamental aos pesquisadores e
profissionais na obtenção de informação, o que a caracteriza como uma das maiores
e melhores bibliotecas do país no campo das engenharias, motivo pelo qual é
constantemente solicitada por instituições congêneres.
O Serviço de Biblioteca acompanha o crescimento da EESC, aprimorando os
serviços e produtos oferecidos, transformando os serviços convencionais em virtuais
e implementando ferramentas inovadoras, com vistas a apoiar o ensino e a
pesquisa, para que a Unidade se destaque entre as escolas de Engenharia
brasileiras.
A Biblioteca dispõe de seção específica para tratamento técnico da
informação, de modo a padronizar os registros bibliográficos, mantendo o banco de
dados bibliográficos da Universidade, Dedalus, atualizado e consistente.
Nesse sentido, em 2011 , como parte do planejamento estratégico da seção,
iniciou-se o cadastro, no banco Dedalus, dos itens registrados em bases de dados
locais, divulgadas no website da biblioteca e em catálogos impressos. Priorizou-se,
por sua importância, o tratamento técnico dos mapas e das cartas topográficas
nacionais e internacionais que constituem um acervo histórico da Escola de
Engenharia de São Carlos.
Sob a responsabilidade da Biblioteca durante décadas, esse material
apresentava sinais visíveis de degradação, impostos pelo tempo e agravados pelo
manuseio e disposição física inadequada. Armazenados em gavetas horizontais, em
armários de aço , os itens estavam disponíveis apenas para consulta local, não
podendo ser pesquisados no catálogo on-line do banco Dedalus.

984

�i! """"'"
MaooNlck

~

=

:,

IiWitt.UJ

1I....111~

Organização do conhecimento: indexação, catalogação, tesauros , ontologias, taxonomias,
padrões e protocolos (Z39 .5, XML, etc.) e demais temas relacionados
Trabalho completo

Diante da situação, tornou-se imprescindível a execução imediata de um
projeto para tratamento técnico dos itens, que envolvia o conserto, a preservação, a
digitalização e a posterior representação temática e descritiva no banco bibliográfico
da USP.
Grandi et aI. (2004) relata a experiência do Serviço de Biblioteca e
Documentação da Faculdade de Filosofia , Letras e Ciências Humanas da USP
(SBD/FFLCH/USP) e Guerra et aI. (2008), da Biblioteca do Instituto de Geociências
da USP (IGC/USP).
A iniciativa de Guerra et aI. (2008) no IGc revelou-se mais adequada, pois
abarcava a informatização de uma mapoteca e a constituição de uma base local
(Geomapas) para armazenar a imagem digital dos mapas. Os documentos já
existentes nessa base apresentam, também, grande similaridade temática com os
itens bibliográficos da EESC. Dessa forma , além de sugerir o compartilhamento da
base, essa parceria significa atenuar esforços de catalogação e digitalização.
Assim, concretizou-se a parceria com a equipe técnica da Biblioteca do IGCUSP, a qual compartilhou o know-how referente ao tratamento dos mapas e das
cartas topográficas, possibilitando à equipe da Seção de Tratamento da Informação
do Serviço de Biblioteca da Escola de Engenharia de São Carlos da Universidade de
São Paulo, (SVBIBLlEESC/USP) executar a catalogação do material cartográfico no
Oedalus e a definição do padrão MARC21 em planilhas personalizadas para o Aleph
500.
Para sustentar as premissas deste trabalho, é necessário retomar a
importância da representação descritiva e temática e o estabelecimento de um fluxo
de tratamento e recuperação da informação.

2 Revisão de Literatura
Segundo Galvão (1998 , p.2) , ''[. .. ] a biblioteconomia e a documentação têm
por objetivos básicos a análise, organização e disseminação da informação [... l".
fluxo do tratamento e recuperação da informação envolve conceitos como o
conhecimento do universo de documentos (conjunto de todos os suportes físicos
existentes, tais quais livros, filmes, CDs, vídeos, mapas, etc.) ; o documento
selecionado; a análise, a síntese e a representação temática e descritiva para
posterior inserção em índices e bases de dados que devam atender à
representação, à análise e à solicitação do usuário do sistema.
No entanto, para a representação temática e descritiva dos documentos, é
preciso adotar regras a fim de individualizar e agrupar, por suas semelhanças, esses
itens e, consequentemente, criar mais oportunidades para o usuário no momento da
escolha e da localização no acervo.
Esse procedimento técnico para a representação descritiva, atualmente, é
realizado em sistemas de intercâmbio de informações bibliográficas (por exemplo, o
padrão MARC21), que, de maneira cooperativa, permitem maior rapidez e eficiência
em todo o processo de tratamento e recuperação da informação. (RIBEIRO, 2008).
Segundo Mey (1995), para o cumprimento das funções da catalogação, é
necessário considerar algumas características essenciais, como a integridade, a
clareza , a precisão , a lógica e a consistência na representação dos itens.
Nesse contexto, deve-se levar em conta , também , que, diante do advento de
novos suportes de informação e das diferentes configurações de metadados e

°

985

�i! """"'"
MaooNlck

~

=

:,

IiWitt.UJ

1I....111~

Organização do conhecimento: indexação, catalogação, tesauros , ontologias, taxonomias,
padrões e protocolos (Z39 .5, XML, etc.) e demais temas relacionados
Trabalho completo

padrões de intercâmbio bibliográfico, essas características ganham maior relevância .
A modernidade dos serviços de representação descritiva e temática consiste na
estrutura de bancos de dados e de catálogos virtuais compostos de inúmeras
possibilidades de recuperação que respeitam até mesmo o perfil do usuário e seus
interesses informacionais.
Em face desse panorama , torna-se fundamental rever as necessidades
informacionais dos usuários e adaptar os serviços e produtos oferecidos pelas
bibliotecas a essa comunidade que solicita , constantemente, acesso amplo e
irrestrito a todo tipo de documentos.
Sob esse viés, o projeto de digitalização e cadastro dos mapas e cartas
topográficas da Biblioteca da EESC concretizou-se, passando a ser um processo
que, atualmente, encontra-se em fase de expansão com a vinda de outras coleções
particulares de professores e departamentos vinculados a essa Unidade de Ensino.
Vale ressaltar que os critérios de catalogação e representação temática estão
de acordo com a política adotada em âmbito sistêmico, representada pelo
Departamento Técnico do Sistema Integrado de Bibliotecas da USP (DT/SIBI/USP),
que gerencia o banco bibliográfico Oedalus. Nesse sentido, os procedimentos
expostos podem ser adequados de modo a atender à política local e às
determinações e aos recursos tecnológicos disponíveis - apresentar o tema
abordado, a questão, o problema , a justificativa e os objetivos do trabalho .

3 Materiais e Métodos
Apresentam-se, nesta seção, um breve relato do processo de trabalho
realizado na Biblioteca e, na sequência, informações específicas sobre o tratamento
técnico de mapas, coletadas e sistematizadas no decorrer do trabalho.
O universo de documentos disponível no conjunto designado como mapoteca
do SVBIBLlEESC/USP é formado por uma variedade de materiais cartográficos.
Dentre eles, estão: mapas do Brasil , dos estados e regiões; mapas dos diversos
países do mundo; mapas-múndi; mapas de astronomia; mapas clássicos, históricos,
culturais, políticos, etnográficos de clima, vegetação, relevo, cartas náuticas; etc.
Para dar início ao trabalho, estabeleceu-se uma equipe da Seção de
Tratamento da Informação do SVBIBLlEESC/USP, composta de dois bibliotecários,
um técnico e um auxiliar, centrada , assim, nos seguintes propósitos: identificar, na
Universidade, experiências em que haviam trabalhado com a catalogação de mapas;
coletar informações sobre esses processos (benchmarking) ; internalizar
conhecimentos básicos sobre cartografia (coordenadas geográficas, projeção, etc.);
e catalogação, a fim de ter o embasamento teórico necessário para o correto
processamento técnico desse tipo de material.
Após a fase de coleta e sistematização das informações, iniciou-se o trabalho
de tratamento do acervo de 250 mapas existentes, no qual foram realizadas análises
detalhadas do estado de conservação para posterior encaminhamento: reparo ,
processamento ou descarte. De imediato, 37 itens foram descartados, por serem
cópias ou estarem em péssimas condições físicas. O restante dos mapas passou por
pequenos reparos.
Finalizado o processo de conservação, foram realizadas pesquisas
bibliográficas desses itens no Oedalus e na base Geomapas, do IGc/USP. Quando o
item pesquisado no Oedalus já possuía registro vinculado a alguma unidade USP, as

986

�i! """"'"
MaooNlck

~

=

:,

IiWitt.UJ

1I....111~

Organização do conhecimento: indexação, catalogação, tesauros , ontologias, taxonomias,
padrões e protocolos (Z39 .5, XML, etc.) e demais temas relacionados
Trabalho completo

informações de cadastramento eram anotadas para posterior inclusão do item no
registro . Quando não existia , o mapa era separado para catalogação.
À medida que os mapas eram cadastrados no Dedalus, lotes iam sendo
encaminhados ao IGc para digitalização. A base Geomapas, do IGc,
(&lt;http://mapoteca.igc.usp.br&gt;) contém registros dos mapas cadastrados, bem como
links para os mapas em formato eletrõnico.
Atualmente, apresenta-se em andamento o processo de compartilhamento da
base Geomapas para o servidor web local, administrado pelo Serviço Técnico de
Informática da EESC. Dessa forma, a EESC já dispõe de todos os requisitos
técnicos necessários, como o Servidor Linux-Debian, com desempenho aproximado
de 3 Gb, Apache v.2, Mysql 4 e PHP 4.
Como resultado desse processo de gestão do conhecimento, decorrente da
coleta e internalização de informações, a equipe responsável decidiu elaborar, em
forma de uma diretriz, considerações pontuais sobre cartografia e procedimento
técnico específico de catalogação desses materiais, a fim de registrar e padronizar o
processo de trabalho para todos os envolvidos.
O documento, intitulado Diretrizes para catalogação de mapas, foi estruturado
em quatro (4) partes: 1) Orientação geral sobre coordenadas geográficas; 2)
Fluxograma do processo de catalogação de mapas; 3) Representação descritiva,
segundo AACR2 e MARC21 ; e 4) Preparo físico e conservação/pequenos reparos. A
ele também foram acrescentados dois anexos, sendo um de exemplo de registro do
Dedalus de mapa catalogado e, outro contendo as regras do Formato MARC 21 .
A seguir, as partes dessa diretriz.
3.1 Orientação geral sobre coordenadas geográficas
Trata da orientação geral sobre coordenadas geográficas. Abordaram-se
algumas particularidades sobre cartografia . Uma delas, geralmente considerada
confusa pelos profissionais, é a identificação das coordenadas geográficas e a
simbologia utilizada para a representação descritiva. (FLlTZ, 2000). A figura 1 ilustra
essas informações.
NORTE INI
~

OESTE (W}

__

de Greenwich

.. -

--

_ . Equador

LESTE lEI

sUl lSI

Figura 1 - Subdivisão do globo terrestre e simbologia para coordenadas
geográficas
Fonte: Crédito dos autores

987

�i! """"'"
MaooNl ck

~

=

:,

IiWitt.UJ

1I....111~

Organização do conhecimento: indexação, catalogação, tesauros , ontologias, taxonomias,
padrões e protocolos (Z39.5, XML, etc.) e demais temas relacionados
Trabalho completo

Na representação do globo terrestre, da Figura 1, observa-se sua divisão,
pelas linhas imaginárias do Equador e Meridiano de Greenwich, em quatro partes. A
linha do Equador divide o globo em dois hemisférios, o Norte (N) e o Sul (S) . Já o
Meridiano de Greenwich separa o planeta em Oriente e Ocidente, respectivamente
em Leste (E) e Oeste (W).
No momento da identificação das coordenadas geográficas de um mapa, é
necessário que o catalogador identifique se a região representada no documento
encontra-se a Norte ou Sul (latitude) e se está a Leste ou Oeste (longitude) .
Assim, a latitude é uma medida em graus na direção Norte-Sul, tendo como
referência a linha do Equador. Da mesma forma , a longitude, é uma medida em
graus na direção Leste-Oeste, tendo como referência o Meridiano de Greenwich . A
figura 2, a seguir, ilustra essas medidas em graus no globo terrestre.

LonglhJeI

l.:ltltlilclo

111

iiD:

~D S"I ~~

,o
Meridiano

H

de rqrerênç~

Figura 2 - Latitude e longitude do globo terrestre
Fonte: BRANCO, A. L.; MENDONÇA, C.; LUCCI, E. A. Geografia para todos: geografia
para o ensino médico. Infográfico sobre latitude e longitude. Disponível em:
&lt;http://www.geografiaparatodos.com.br/&gt; . Acesso em: 10 jan. 2012.

Tendo identificado os graus referentes à latitude e à longitude, no momento da
representação descritiva dos dados cartográficos do mapa, é preciso utilizar a
notação que corresponda ao quadrante em que determinada região do mapa
encontra-se no globo terrestre. Por exemplo, se um mapa trata de uma região
localizada a Norte (N) do Equador e a Leste (E) de Greenwich , as letras iniciais da
simbologia utilizada para representar suas coordenadas de latitude serão NN e de
longitude, EE. A figura 1 apresenta essa simbologia para cada quadrante do globo.

988

�i! """"'"
MaooNlck

~

=

:,

IiWitt.UJ

1I....111~

Organização do conhecimento: indexação, catalogação, tesauros , ontologias, taxonomias,
padrões e protocolos (Z39.5, XML, etc.) e demais temas relacionados
Trabalho completo

3.2 Fluxograma do processo de catalogação

Depois dos estudos iniciais e da definição do processo de trabalho , achou-se
mais didática e explicativa a elaboração de um fluxograma geral do processo, de
acordo com o ilustrado na figura 3:

Figura 3 - Fluxograma do processo de catalogação de mapas
Fonte: Crédito dos autores

989

�i! """"'"
MaooNlck

~

=

:,

IiWitt.UJ

1I....111~

Organização do conhecimento: indexação, catalogação, tesauros , ontologias, taxonomias,
padrões e protocolos (Z39.5, XML, etc.) e demais temas relacionados
Trabalho completo

3.3 Representação descritiva segundo AACR2 e MARC21
Os elementos considerados na representação descritiva estão previstos no
código de catalogação -AACR2 da FEDERAÇÃO BRASILEIRA DE ASSOCIAÇÕES
DE BIBLIOTECÁRIOS, CIENTISTAS DA INFORMAÇÃO E INSTITUiÇÕES - FEBAB
(2002) .
Para o cadastramento dos mapas no Dedalus, utilizou-se uma planilha já
existente no software Aleph, em formato MARC 21 com no nome MAPA.MRC,
desenvolvida nos projetos Mapear 1 e 2 do SIBi/USP, segundo Guerra et aI. (2008) .
O quadro 1 apresenta os campos MARC obrigatórios e complementares a
serem preenchidos, sendo que essa escolha depende do nível de catalogação
desejado.

Quadro 1 - Campos MARC para mapas
Campo

Nome do campo

007

Descrição física (obrigatório)

008

Dados fixos (obrigatório)

024

Outros códigos

034

Dado cartográfico matemático codificado

041

Idioma (obrigatório)

044

País de publicação (obrigatório)

110

Entrada principal para autor corporativo

245

Titulo (obrigatório)

255

Dado cartográfico matemático

260

Imprenta (obrigatório)

300

Descrição física (obrigatório)

490

Título da série

500

Nota geral

650

Assunto (obrigatório)

700

Entrada secundária para autor pessoal

710

Entrada secundária para autor corporativo

945

Informação complementar - tipo de material
(obrigatório)

Fonte: Crédito dos autores

990

�i! """"'"
MaooNlck

~

=

:,

IiWitt.UJ

1I....111~

Organização do conhecimento: indexação, catalogação, tesauros , ontologias, taxonomias,
padrões e protocolos (Z39.5, XML, etc.) e demais temas relacionados
Trabalho completo

Ainda nessa parte da diretriz, são apresentadas instruções de preenchimento,
segundo documento fornecido pela biblioteca do IGc. Os campos abordados são:
007 , 008, 024, 034, 255 e 500. A ênfase dada a eles deve-se ao fato de serem
campos específicos para a representação descritiva de particularidades dos mapas.
Os quadros a seguir exemplificam a notação a ser utilizada para o preenchimento
dos campos.
O campo 007 (descrição física) possui posições a serem usadas para
codificar características físicas de um item.
Quadro 2- Campo de descrição física
CAMPO 007 - com o cursor no campo,
"Mapa"
Nome
Posição
Categoria do material
00
Designação do material
01
Original/reprodução
02

Cor

03

Meio físico
Tipo de reprodução

04
05

Detalhes de reprodução

06

Positivo/negativo

07

apertar CTRL +F e selecionar a opção
Código
a - mapa
j -mapa
o - original
r - reprodução
f - fac-símile
u - desconhecido
a - monocromático
c - multicolorido
a - papel
n - não aplicável
f - fac-símile
a - fotocópia
z - outro
Em branco - sem
codificar
n - não aplicável

tentativa

de

Fonte: Crédito da equipe do Serviço de Biblioteca do IGc-USP

O campo 008 (dados fixos) possui posições definidas para cada elemento e
descrição codificada de um item bibliográfico.
Os campos 007 e 008 possuem posições a serem codificadas para a
descrição do item. Os campos 024,034,255 e 500 não têm posições, demandando
a identificação de indicadores e subcampos.

991

�i! """"'"
MaooNlck

~

=

:,

IiWitt.UJ

1I....111~

Organização do conhecimento: indexação, catalogação, tesauros , ontologias, taxonomias,
padrões e protocolos (Z39.5, XML, etc.) e demais temas relacionados
Trabalho completo

Quadro 3- Campo de dados fixos

Nome
Data
Relevo
Projeção

Meridiano principal
Tipo de material

Forma do item

Características especiais do
formato
Idioma

CAMPO 008
Posição
Código
07-10
2011, por exemplo
18-21
Em branco
22-23
Em branco
bh- UTM
cc - cônica conforme Lambert
outro tipo - ver tabela
24
e - Greenwich
Em branco - não especificado
25
a - mapa único
b - série de mapas
f - mapa com suplemento de outra obra
g - mapa agregado, como parte de outra
obra
29
r - impressão regular
s - eletrônica
em branco - sem tentativa de codificar
33-34
r - folhas soltas
35-37

ver tabela de idiomas

Fonte: Crédito da equipe do Serviço de Biblioteca do IGc-USP

o campo 024 (outros códigos) é usado para indicar números ou códigos
normalizados existentes no item bibliográfico . No caso dos mapas, foi utilizado para
identificar a nomenclatura.
Quadro 4- Campo de outros códigos

TAG
024

I

I

CAMPO 024
Indicadores I
80

I

Subcampo
a (exemplo: SF-23-M -IV-2)

Fonte: Crédito da equipe do Serviço de Biblioteca do IGc-USP

o campo 034 (dado cartográfico matemático codificado) é usado para a
indicação da escala e das coordenadas geográficas de forma simplificada .

992

�Organização do conhecimento: indexação, catalogação, tesauros , ontologias, taxonomias,
padrões e protocolos (Z39.5, XML, etc.) e demais temas relacionados
Trabalho completo

i! """"'"
MaooNlck

~

=

:,

IiWitt.UJ

1I....111~

Quadro 5- Campo de dados codificados

TAG
034

CAMPO 034
Indicadores
Subcampo
1#
a (escala simples, exemplo: 50.000)
Obs.: se não houver escala indicada, colocar
um traço (-).
d (longitude a oeste, exemplo: W501230)
e (longitude a leste, exemplo : E350000)
f (latitude a norte, exemplo : N521023)
g (latitude a sul, exemplo: 5402369)

Fonte: Crédito da equipe do Serviço de Biblioteca do IGc-USP

Já o campo 255 (dado carlográfico matemático), embora pareça repetitivo,
com relação ao 034, é usado para indicar as informações de escala , projeção e
coordenadas geométricas de forma mais detalhada.
Quadro 6- Campo de dado cartográfico matemático

TAG
255

CAMPO 255
Indicadores
Subcampo
a (escala simples, exemplo: 1:50.000)
##
Obs.: se não houver escala indicada, digitar a
expressã o "escala não informada".
b (nome da projeção conforme apresentado,
exemplo: UTM)
Obs.: em branco (se não houver projeção indicada)
c (coordenadas em graus, minutos e segundos),
descritos da seguinte forma :
(W46' 30'00"
W46' 41' 15" /523' 35'00"
523 '37'30" )

Fonte: Crédito da equipe do Serviço de Biblioteca do IGc-USP

o campo 500 (nota geral) é usado para indicar detalhes específicos do mapa,
como articulação, datum vertical e horizontal, meridianos e demais informações
descritas no item.
Quadro 7- Campo de notas

TAG
500

CAMPO 500
Indicadores
Subcampo a
##
Articulação da folha : Rio Claro, Araras, Piracicaba,
Limeira.
Datum vertical: marégrafo Imbituba, 5C; Datum
horizontal : Córrego Alegre, MG.
Meridiano Central : Equador e Meridiano 45' W. Gr.
Notas em geral

Fonte: Crédito da equipe do Serviço de Biblioteca do IGc-USP

993

�i! """"'"
MaooNlck

~

=

:,

IiWitt.UJ

1I....111~

Organização do conhecimento: indexação, catalogação, tesauros , ontologias, taxonomias,
padrões e protocolos (Z39.5, XML, etc.) e demais temas relacionados
Trabalho completo

As informações sobre o formato MARC 21 , apresentadas para os campos
descritos acima, encontram-se disponíveis no Manual para uso do Dedalus, na área
técnica do DT/SIBi/USP. (UNIVERSIDADE DE SÃO PAULO, 2010)

3.4 Preparo físico e conservação/pequenos reparos

As formas de acondicionamento normalmente empregadas pouco contribuem
para a preservação dos acervos de mapas e cartas topográficas. Deve-se evitar,
portanto, enrolar ou dobrá-los, pois esse procedimento causa a distensão das fibras,
fragilizando o papel.
Quanto a melhor forma de acondicionar os mapas, recomenda-se utilizar
armários verticais (figura 4) , que podem ser confeccionados ou adquiridos em
empresas especializadas. Esses armários são equipados com lanças que se
entrecruzam e suportam as tarjas com furos, facilitando o manuseio do material e
conservando o material e suas características físicas, como dimensão e orientação
(paisagem ou retrato).

Figura 4 - Armário de madeira para armazenamento dos mapas
Fonte: Crédito dos autores

O acervo de mapas da EESC passou por uma minuciosa avaliação do estado
de conservação e recebeu pequenos reparos, que são diminutas intervenções que
podemos executar visando a interromper o processo de deterioração em andamento.
Essas pequenas intervenções devem obedecer a técnicas e procedimentos
reversíveis. Isso significa que, caso seja necessário reverter o processo, não deve
haver nenhum obstáculo na técnica e nos materiais utilizados.
Ressalta-se, no entanto, que a execução desse tipo de conserto depende de
inúmeros fatores, como a gramatura, o tipo de cobertura plástica aplicada sob o
papel e até mesmo a constituição física do mapa (tecido, plástico, papel, etc.). O
importante, para o sucesso do processo, é contar com o apoio de um profissional
com capacitação técnica para executar esses reparos sem danificar ou

994

�i! """"'"
MaooNlck

~

=

:,

IiWitt.UJ

1I....111~

Organização do conhecimento: indexação, catalogação, tesauros , ontologias, taxonomias,
padrões e protocolos (Z39.5, XML, etc.) e demais temas relacionados
Trabalho completo

descaracterizar o item.
Desse modo, descrevem-se, sucintamente , o processo de reparo e
conservação dos mapas e os respectivos equipamentos e produtos utilizados para
esse fim .
a. Limpar com uma borracha natural especialmente tratada, que encontramos
em casas especializadas para restauradores. Apresenta uma superfície de
microfibras, que, através de eletricidade estática, retira, com facilidade, toda poeira ,
sujidade, podendo ser reutilizada lavando-a com água fria e sabão neutro, depois de
completamente seca . Essa borracha é indicada pela ABER - Associação Brasileira
de Encadernação e Restauro, para higienização de documentos.
b. Os rasgos que põem em risco a integridade do mapa devem ser reparados
com materiais duráveis e reversíveis e sempre precedidos de uma limpeza. Para o
conserto, usa-se papel oriental das mais diversas gramaturas e tipos de fibra
dependendo da espessura do mapa (a gramatura utilizada nos material é de 10 g em
folhas de 63 ,6 x 98 cm)
c. Cola metilcelulose: cola em pó, neutra, solúvel em água, totalmente
transparente com aditivo fungicida, própria para reparos. Sua reversibilidade ocorre
através da umidade. Sua aplicação, espalhada uniformemente, deve ser feita com
pincel macio sobre a superfície.
d. Fita adesiva com cola pH neutra Filmoplast P de papel especial , muito fina
e transparente. Essa fita é isenta de acidez e promove a união de dois segmentos
rompidos na fibra do papel ou do tecido (Filmoplast P- 50m x 2cm) .
e. Tarja de poliéster cristal autoadesiva transparente (rolo de 1188 x 55mm)
com 12 furos para disposição do mapa em armário vertical. (Figura 5)
f. Grampos de inox para fixação da tarja de poliéster cristal no mapa (grampo
para grampeador 26/6 de inox, para evitar oxidação).

Figura 5 - Modelo da Tarja de poliéster
Fonte: Crédito dos autores

995

�i! """"'"
MaooNlck

~

=

:,

IiWitt.UJ

1I....111~

Organização do conhecimento: indexação, catalogação, tesauros , ontologias, taxonomias,
padrões e protocolos (Z39 .5, XML, etc.) e demais temas relacionados
Trabalho completo

Para finalizar o preparo físico dos mapas, a equipe também padronizou a
distribuição de carimbos e etiquetas entre os itens, mantendo uma conduta uniforme,
de modo a:
a. carimbar e preencher os campos dos carimbos de classificação, tombo e
número do registro no sistema ALEPH;
b. colar o código de barras, sempre na mesma orientação da página;
c. colar a fita magnética antifurto;
d. colar a etiqueta de identificação com o título e número de chamada que
corresponde ao número de tombo do item;
e. organizar os mapas no armário vertical, em ordem numérica.

4 Considerações Finais
Nessa primeira fase do trabalho, mais de 100 mapas foram catalogados e
registrados no banco Dedalus. Aproximadamente, 136 itens foram encaminhados ao
IGc para o processo de digitalização e incorporação na base Geomapas.
A parceria com o IGc e a internalização de conhecimentos, por parte da
equipe, propiciaram a definição de um processo de trabalho e o registro de
informações relevantes sobre catalogação de mapas, em forma de diretrizes, o que,
certamente, contribuirá para a continuidade do projeto, tendo em vista a
incorporação de novos acervos de mapas.
Com o projeto, foi possível que a equipe conhecesse as técnicas de
conservação preventiva e promovesse a maior durabilidade dos mapas. Da mesma
maneira, a equipe adquiriu habilidade para realizar o tratamento técnico, que inclui a
representação temática e descritiva desse material, representando, na prática, uma
maior qualificação profissional para todos os envolvidos.
Além de todos esses benefícios locais, considera-se que os registros
inseridos nas bases de dados podem ser imediatamente incorporados em
repositórios institucionais, pois dispõem de metadados bem-definidos e já
compatíveis com outras unidades da USP.
A organização da mapoteca do SVBIBLlEESC/USP foi um projeto inovador e
que representou a abertura para novos horizontes de atuação em uma comunidade
acadêmica que possui características peculiares que devem ser citadas.
A área das engenharias manipula informações em diferentes suportes, e a
representação descritiva desses itens deve privilegiar essa necessidade. Dessa
forma , existe a constante preocupação da equipe da Seção de Tratamento da
Informação do SVBIBLlEESC/USP com padronizar os registros e incorporar todos os
itens existentes em suas estantes e armários ao banco bibliográfico da USP,
tornando visível e recuperável esse universo de documentos.
Com o término do processo de catalogação e inclusão dos itens no banco
Dedalus, deu-se visibilidade ao acervo de mapas da Biblioteca da EESC, facilitando
a pesquisa, localização e acesso do usuário. A inclusão desses documentos também
na base Geomapas e a disponibilização dela para acesso local, além de
colaborarem para o crescimento da base do IGc, representam a ampliação do
acervo de mapas disponível para os pesquisadores, alunos e docentes da
comunidade USP de São Carlos e demais instituições.

996

�i! """"'"
MaooNlck

~

=

:,

IiWitt.UJ
1I....111~

Organização do conhecimento: indexação, catalogação, tesauros, ontologias, taxonomias,
padrões e protocolos (Z39 .5, XM L, etc.) e demais temas relacionados
Trabalho completo

Referências
ALTAFIM, R. A. C.; SILVA, M. A. A. 50 anos da EESC: um olhar no passado visando
ao futuro. São Carlos: EESC/USP,2004.
BRANCO, A. L. ; MENDONÇA, C.; LUCCI, E. A. Geografia para todos :
geografia para o ensino médico. Infográfico sobre latitude e longitude.
Disponível em: &lt;http://www.geografiaparatodos.com .br/&gt;. Acesso em : 10 jan. 2012.
FEDERAÇÃO BRASILEIRA DE ASSOCIAÇÕES DE BIBLIOTECÁRIOS,
CIENTISTAS DA INFORMAÇÃO E INSTITUiÇÕES - FEBAB. Código de
catalogação anglo-americana. 2.ed .(Revisão 2002). São Paulo: FEBAB,
2004.
FLlTZ, Paulo Roberto. Cartografia básica. Canoas: Centro Universitário La
Salle, 2000. 171 p.
GALVÃO, M. C. B. Construção de conceitos no campo da ciência da
informação. Ciência da Informação, Brasília, v. 27, n. 1, p. 46-52, jan./abr.
1998. Disponível em: &lt;http://www.scielo.br/pdf/%OD/ci/v27n1/06.pdf&gt;. Acesso
em : 12 mar 2012.
GRANDI , Márcia Elisa Garcia de et aI. Organização da mapoteca do Serviço
de Biblioteca e Documentação da Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências
Humanas da Universidade de São Paulo. In : Seminário Nacional de
Bibliotecas Universitárias, 13.,2004, Natal, Anais ... Natal: CRUESP, 2004.
GUERRA, S.R.Y. et aI. A informatização da mapoteca do Instituto de
Geociências da USP : relato de experiência. In : Seminário Nacional de
Bibliotecas Universitárias, 15., 2008, São Paulo, Anais ... São Paulo:
CRUESP, 2008.
MEY, Eliane Serrão Alves. Introdução à catalogação. Brasíl ia, DF: Briquet de
Lemos/Livros, 1995.
RIBEIRO , Antonia Motta de Castro Memória. Catalogação de recursos
bibliográficos: AACR2 em MARC 21 . 3. ed . Brasília: Edição do Autor, 2008.
UNIVERSIDADE DE SÃO PAULO. SISTEMA INTEGRADO DE
BIBLIOTECAS. DEPARTAMENTO TÉCNICO. MARC 21 : manual para uso no
Dedalus. Versão 2010. Disponível em:
http://www.sibi .usp.br/areatecnica/manuais/MANUAL_MARC_2010.pdf.
Acesso em: 02 abr 2012.
Agradecemos a toda equipe do Serviço de Biblioteca e Documentação do Instituto de Geociências da Universidade de São Paulo, que
colaboraram efetivamente para concretização deste projeto.

997

�</text>
                  </elementText>
                </elementTextContainer>
              </element>
            </elementContainer>
          </elementSet>
        </elementSetContainer>
      </file>
    </fileContainer>
    <collection collectionId="49">
      <elementSetContainer>
        <elementSet elementSetId="1">
          <name>Dublin Core</name>
          <description>The Dublin Core metadata element set is common to all Omeka records, including items, files, and collections. For more information see, http://dublincore.org/documents/dces/.</description>
          <elementContainer>
            <element elementId="50">
              <name>Title</name>
              <description>A name given to the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51396">
                  <text>SNBU - Edição: 17 - Ano: 2012 (UFRGS - Gramado/RS)</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="49">
              <name>Subject</name>
              <description>The topic of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51397">
                  <text>Biblioteconomia&#13;
Documentação&#13;
Ciência da Informação&#13;
Bibliotecas Universitárias</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="41">
              <name>Description</name>
              <description>An account of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51398">
                  <text>Tema: A biblioteca universitária como laboratório na sociedade da informação.</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="39">
              <name>Creator</name>
              <description>An entity primarily responsible for making the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51399">
                  <text>SNBU - Seminário Nacional de Bibliotecas Universitárias</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="45">
              <name>Publisher</name>
              <description>An entity responsible for making the resource available</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51400">
                  <text>UFRGS</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="40">
              <name>Date</name>
              <description>A point or period of time associated with an event in the lifecycle of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51401">
                  <text>2012</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="44">
              <name>Language</name>
              <description>A language of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51402">
                  <text>Português</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="51">
              <name>Type</name>
              <description>The nature or genre of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51403">
                  <text>Evento</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="38">
              <name>Coverage</name>
              <description>The spatial or temporal topic of the resource, the spatial applicability of the resource, or the jurisdiction under which the resource is relevant</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51404">
                  <text>Gramado (Rio Grande do Sul)</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
          </elementContainer>
        </elementSet>
      </elementSetContainer>
    </collection>
    <itemType itemTypeId="8">
      <name>Event</name>
      <description>A non-persistent, time-based occurrence. Metadata for an event provides descriptive information that is the basis for discovery of the purpose, location, duration, and responsible agents associated with an event. Examples include an exhibition, webcast, conference, workshop, open day, performance, battle, trial, wedding, tea party, conflagration.</description>
    </itemType>
    <elementSetContainer>
      <elementSet elementSetId="1">
        <name>Dublin Core</name>
        <description>The Dublin Core metadata element set is common to all Omeka records, including items, files, and collections. For more information see, http://dublincore.org/documents/dces/.</description>
        <elementContainer>
          <element elementId="50">
            <name>Title</name>
            <description>A name given to the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="63375">
                <text>Diretrizes para a catalogação de mapas: relato de experiência do serviço de Bibliotecas da EESC/USP.</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="39">
            <name>Creator</name>
            <description>An entity primarily responsible for making the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="63376">
                <text>Oliveira, Valéria de; Camargo, Murillo Ferreira de; Pedrini, Vera Lúcia L.; Araujo, Elenise Maria de; Paschoalino, Rosana Alvarez</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="38">
            <name>Coverage</name>
            <description>The spatial or temporal topic of the resource, the spatial applicability of the resource, or the jurisdiction under which the resource is relevant</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="63377">
                <text>Gramado (Rio Grande do Sul)</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="45">
            <name>Publisher</name>
            <description>An entity responsible for making the resource available</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="63378">
                <text>UFRGS</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="40">
            <name>Date</name>
            <description>A point or period of time associated with an event in the lifecycle of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="63379">
                <text>2012</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="51">
            <name>Type</name>
            <description>The nature or genre of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="63381">
                <text>Evento</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="41">
            <name>Description</name>
            <description>An account of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="63382">
                <text>Apresenta um projeto que prevê o tratamento adequado do acervo de material existente no Serviço de Biblioteca (SVBIBL) da Escola de Engenharia de São Carlos (EESC), da Universidade de São Paulo (USP), constituído de, aproximadamente, 250 mapas. Descreve a capacitação da equipe e os procedimentos a que foi submetido o acervo, de grande interesse para a comunidade interna, inicialmente armazenado em mapotecas horizontais, sem a devida organização física e carente de reparos adequados. Procedimentos detalhados, para representação temática e descritiva, digitalização e cadastramento no banco de dados bibliográficos da USP foram abordados. A coleção ganhou visibilidade e um conjunto completo de metadados, que permite a incorporação dos itens em outros repositórios.</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="44">
            <name>Language</name>
            <description>A language of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="69444">
                <text>pt</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
        </elementContainer>
      </elementSet>
    </elementSetContainer>
  </item>
  <item itemId="5944" public="1" featured="0">
    <fileContainer>
      <file fileId="5008">
        <src>http://repositorio.febab.org.br/files/original/49/5944/SNBU2012_083.pdf</src>
        <authentication>0633e4c32d88b38e7990bb7a05831c4a</authentication>
        <elementSetContainer>
          <elementSet elementSetId="4">
            <name>PDF Text</name>
            <description/>
            <elementContainer>
              <element elementId="92">
                <name>Text</name>
                <description/>
                <elementTextContainer>
                  <elementText elementTextId="63374">
                    <text>i! """"'"
MaooNlck

~

=

:,

IiWitt.UJ
1I....111~

Organização do conhecimento: indexação, catalogação, tesauros , ontologias, taxonomias,
padrões e protocolos (Z39.5, XML, etc.) e demais temas relacionados
Trabalho completo

METODOLOGIA DE TRABALHO PARA ATUALIZAÇÃO DO
VOCABULÁRIO CONTROLADO DA UNIVERSIDADE DE SÃO PAULO
(USP) DA ÁREA JURíDICA
Cristina Miyuki Narukawa', Fabiana Gulin Longhi Palácio*, Marli I.
de Moraes', Francisco Mariano da Silva", Maria dos Remédios da Silva',
Eleonora Aparecida Sampaio' e Raquel Lima de Matos'.
Bibliotecária , Serviço de Biblioteca e Documentação (SBD)/Faculdade de Direito(USP) , São
Paulo, São Paulo
Técnico de Documentação e Informação, Serviço de Biblioteca e Documentação
(SBD)/Faculdade de Direito(USP) , São Paulo, São Paulo

Resumo
Atualizar um vocabulário controlado requer a adaptação de instrumentos e de
procedimentos, além de exigir criteriosa análise sobre aspectos inerentes à área
estudada. Desse modo, apresentamos a metodologia aplicada na atualização do
Vocabulário Controlado da Universidade de São Paulo (USP) da área jurídica,
apontando algumas questões suscitadas nas discussões em grupo durante a revisão
dos termos da subárea de Direito Civil. Os resultados parciais indicam que a área
jurídica impõe algumas dificuldades pela complexidade de sua linguagem técnica ,
pela característica interdisciplinar de seus conceitos e pelas mudanças conceituais
que acompanham as transformações sociais. Portanto, constatamos a significativa
contribuição da metodologia aplicada e da composição de um grupo de trabalho
heterogêneo no estudo dos termos e ainda a importância da constante atualização
do vocabulário controlado para permitir, dessa forma, efetividade da recuperação da
informação.

Palavras-Chave: Vocabulário Controlado; Direito; Metodologia; Garantia Literária .
Abstract
The update of a controlled vocabulary requires the adaptation of instruments and
procedures, and it also demands a selective analysis on inherent aspects of the
studied area. Thus, we present the methodology applied to update the Controlled
Vocabulary of the University of São Paulo (USP) in the field of Law, pointing some
issues that appeared in the group discussions during the revision of the terms of the
subfield of Civil Law. The partial results indicate that the field of Law imposes some
difficulties to our works due to the complexity of its technical language, the
interdisciplinary character of its concepts and the conceptual transformations that
accompany social changes. Therefore, we noted the significant contribution of the
methodology employed and of the constitution of a heterogeneous work group in the
study of the terms and also the importance of the constant update of the Controlled
Vocabulary in order to enable a effective information retrieval.

Keywords: Controlled Vocabulary; Law, Methodology, Literary Guarantee.

970

�i! """"'"
MaooNlck

~

=

:,

IiWitt.UJ

1I....111~

Organização do conhecimento: indexação, catalogação, tesauros , ontologias, taxonomias,
padrões e protocolos (Z39 .5, XML, etc.) e demais temas relacionados
Trabalho completo

1 Introdução
Vocabulário controlado é um instrumento de representação da informação
importante no processo de indexação e recuperação da informação, haja vista seu
papel como recurso mediador entre as necessidades informacionais de pessoas e os
conteúdos de informação.
Desse modo, o processo de atualização do vocabulário é essencial para que
este instrumento realmente contemple os conceitos tratados por aqueles que
produzem informação e por usuários, que buscam informação e que, por sua vez,
também se tornam produtores.
A área jurídica está intimamente relacionada ao contexto social e sua
produção, representada em fontes como doutrina, jurisprudência e legislação, sofre
constante atualização em suas abordagens, o que também se reflete no trabalho dos
indexadores. Constata-se a dificuldade em indexar obras jurídicas quando termos
específicos ou novos não constam no vocabulário controlado, o que por outro lado,
tem dificultado a recuperação de temas atuais pelos pesquisadores.
Considerando as características próprias de uma determinada área do
conhecimento, a complexidade que o estudo terminológico impõe e ainda a
necessidade de manter o vocabulário controlado constantemente atualizado, temos
como objetivo relatar a experiência da metodologia aplicada na atualização do
vocabulário controlado da Universidade de São Paulo (USP) da área jurídica,
expondo alguns procedimentos, instrumentos de trabalho e principalmente as
dificuldades enfrentadas, na expectativa de que este trabalho suscite reflexões e
contribua com o desenvolvimento de outros vocabulários controlados.

2 Revisão de Literatura

o controle de vocabulário para fins de recuperação em um sistema de
informação é essencial , pois serve para representar os conteúdos de forma mais
eficaz, uma vez que enfraquece a ocorrência de polissemia, sinonímia, homografia,
orienta as regras de plural e singular, os tipos de traduções, bem como a
determinação de um termo preferido a outro como portador de um único conceito.
Vocabulário controlado para Lancaster (2002 , p. 19) ''[ ... ] un conjunto limitado
de términos que deban utilizarse para representar lãs matérias de lós documentos.
Este vocabulário puede ser una lista de encabezamiento de materias, un esquema
de clasificación, un tesauro o simplesmente una lista 'autorizada' de frases o
palavras clave.".
A teoria que embasa o trabalho de atualização do vocabulário controlado da
área jurídica é o princípio da garantia literária formulado por Wyndham Hulme
(BARITÉ, 2009) para validação dos termos compilados na literatura de especialidade
e sugeridos pelos especialistas, representando , portanto, a comunidade discursiva
do domínio do Direito. Nesse sentido,
La concepción original de la garantia literária, sustentada en la idea
central de que la literatura de un dominio debe ser la fuente de
extracción y validación de la terminologia sim pie y de fácil
comprensión , apoyada en el sentido común, que ofrece una sal ida
metodológica para la difícil tarea de representar el conocimiento de
tal modo que sea accesible para usuarios de todos los nivelos de

971

�i! """"'"
MaooNlck

~

=

:,

IiWitt.UJ
1I....111~

Organização do conhecimento: indexação, catalogação, tesauros , ontologias, taxonomias,
padrões e protocolos (Z39.5, XML, etc.) e demais temas relacionados
Trabalho completo

instrucción y con intereses y necesidades muy variadas de
información. (BARITÉ, 2009, p. 15).

Para o autor supramencionado, a documentação de uma especialidade é que
promove a terminologia mais atual, representativa e ajustada a linguagem dos
usuários e que determinados tipos documentais são particularmente idôneos na
tarefa de instituir e socializar nova terminologia, como os documentos de legislação
''[. .. ] facilitan la implantación, el conocimiento y la comprensión social de los
fenómenos y las situaciones conceptualizados y tratados por las leyes, que
corresponden a un espectro muy amplio de conductas y actividades humanas." E
nesse mesmo sentido, dada à frequência de uso, valor estabilizador de ideias, as
obras de referência, os manuais e os textos dos autores mais reconhecidos de uma
área desempenham o mesmo papel dos documentos legislativos (BARITE , 2009 , p.
15-16).
A linguagem é o principal instrumento de comunicação entre os operadores
da área jurídica, sendo o meio pelo qual se desenvolve e se expande. Abrange
conhecimento metodicamente coordenado, contemplando aspectos sociológicos e
interdisciplinares.
Neste sentido, a área jurídica representada no Vocabulário Controlado USP,
segundo Lima , Kobashi e Imperatriz (2002 , p. 225) é :
[...] um instrumento terminológico que foi construído com o objetivo
específico de ser utilizado no Banco de Dados Bibliográficos da USP
- DEDALUS. O Vocabulário abrange as áreas do conhecimento
inerentes às atividades de ensino, pesquisa e extensão da
Universidade de São Paulo.

Como parte integrante do Vocabulário Controlado USP, os
jurídica são utilizados para a indexação dos documentos do acervo
Faculdade de Direito , assim como de outras bibliotecas da USP, e
as diretrizes e metodologias estabelecidas pelo Grupo Gestor
Controlado do SIBi/USP na sua manutenção e revisão,
especificidades da área .

termos da área
da Biblioteca da
segue, portanto,
do Vocabulário
respeitando as

3 Materiais e Métodos
Realizamos pesquisa sobre as metodologias empregadas na elaboração de
vocabulários controlados e verificamos que autores como Rondeau (1984); Tálamo
(1997) ; Moraes e Cristianini (2008); Cervantes (2009), Lima e Lara (2011)
apresentam procedimentos, sugerindo que sejam adaptadas ao contexto da área .
Deste modo, a atualização do vocabulário controlado da área jurídica iniciou a
partir do próprio vocabulário controlado existente e em uso, visando a padronização,
uniformização e consistência dos termos da área, atividade realizada em duas
etapas: identificação e coleta de termos e revisão do vocabulário controlado.
3.1 Identificação e coleta de termos

o Vocabulário Controlado USP da área jurídica já existente no sistema e,
utilizado pelos usuários em suas pesquisas, estava subdividido em:

972

�i! """"'"
MaooNlck

~

=

:,

IiWitt.UJ

1I....111~

Organização do conhecimento: indexação, catalogação, tesauros , ontologias, taxonomias,
padrões e protocolos (Z39 .5, XML, etc.) e demais temas relacionados
Trabalho completo

CH7611Direito
CH761 .2lDireito administrativo
CH761 .5lDireito civil
CH761.6lDireito comercial
CH761 .7lDireito constitucional
CH761 .7.2IDireito público 1
CH761 .8lDireito do trabalho
CH761.9lDireito econômico
CH761 .1OIDireito eleitoral

CH761 .11lDireito financeiro
CH761 .12lDireito internacional
CH761 .13lDireito militar
CH761 .14lDireito penal
CH761 .15lDireito previdenciário
CH761 .16lDireito processual
CH761 .17lDireito tributário
CH761 .18lDireito urbanístico
CH761 .19lFilosofia do direito

A partir da análise da hierarquia de assuntos existentes, verificou-se a
necessidade de compor uma nova estrutura da área considerando a divisão clássica
do Direito, ou seja, em Direito Público e Direito Privado 2 e estabelecendo a relação
hierárquica de cada uma delas.
Com a nova sistematização das subáreas do Direito, iniciou-se o trabalho de
composição das novas hierarquias delimitadas de acordo com as orientações
encontradas na literatura e com as orientações obtidas em consenso dos docentes
consultados, estabelecendo a seguinte macroestrutura e subdivisões:
CH
CH
CH
CH
CH
CH
CH
CH
CH
CH
CH
CH
CH

761 DIREITO
761 .1 DIREITO PÚBLICO
761.1 .1 Direito Administrativo
761 .1.2 Direito Constitucional
761.1 .3 Direito Econômico
761.1.4 Direito Financeiro
761 .1.5 Direito Penal
761 .1.6 Direito Processual
761 .1.1.6.1 Direito Processual Civil
761 .1.1.6.2 Direito Processual Penal
761.1 .7 Direito da Seguridade Social
761 .1.8 Direito Tributário
761 .1.9 Direito Urbanístico

1 Note-se

CH 761 .2 DIREITO PRIVADO
CH 761 .2.1 Direito Civil
CH 761 .2.2 Direito Comercial
CH 761 .2.3 Direito Romano
CH 761 .2.4 Direito do Trabalho
CH761.3 DIREITOS ESPECIAIS 3
CH761 .3.1 Direito Ambiental
CH761 .3.2 Direito Canônico
CH761 .3.3 Direito do Consumidor
CH761.4 DIREITO INTERNACIONAL
CH 761.4.1 Direito Internacional Público
CH 761.4.2 Direito Internacional Privado
CH761 .5 FILOSOFIA DO DIREITO
CH761 .6 HISTÓRIA DO DIREITO
CH761.7 SOCIOLOGIA DO DIREITO
CH761 .8 TEORIA GERAL DO DIREITO

que a tabela antiga trazia subordinado ao Direito Constitucional, o Direito Público, sendo que
o Direito Constitucional é termo especifico do Direito Público, assim como outros vários ramos do
Direito.
20 Direito Privado e Direito Público são duas grandes divisões dos assuntos jurídicos, que embora
continuem válidas, atualmente é motivo de polêmica entre os especialistas da área jurídica. Na
definição de Maria Helena Diniz, Direito Público, "É aquele que regula as relações em que o Estado
é parte, ou seja, rege a organização e a atividade do Estado considerado em si mesmo (Direito
Constitucional) e suas relações com os particulares, quando procede em razão de seu poder
soberano e atua na tutela do bem coletivo (direitos administrativo, tributário e processual)" e na
definição da mesma autora, Direito Privado "É o que disciplina as relações entre particulares , nas
quais predominam , de modo imediato, interesses de ordem particular, como compra e venda ,
doação, usufruto, casamento, testamento etc." (DINIZ, 1998, v. 2, p. 174-175).
3 A delimitação de Direitos Especiais ainda está em análise e poderá sofrer alteração na cadeia
apresentada até o momento, bem como Direito Internacional que tem hoje essa cadeia em virtude
da quantidade de registros constantes no DEDALUS. O Direito Sanitário está em estudo e se cogita
sua inserção no vocabulário controlado até a finalização da atualização, portanto, não é
apresentada na cadeia acima.

973

�i! """"'"
MaooNlck

~

=

:,

IiWitt.UJ

1I....111~

Organização do conhecimento: indexação, catalogação, tesauros , ontologias, taxonomias,
padrões e protocolos (Z39 .5, XML, etc.) e demais temas relacionados
Trabalho completo

Nesse sentido, partindo dos termos existentes em cada subárea , realizamos
um levantamento com a identificação e coleta de termos na doutrina, legislação e
considerou-se o conhecimento adquirido na indexação de artigos de periódicos
jurídicos para conferir, adequar ou inserir novos termos, alocando-os na hierarquia
para reestruturar as subáreas.
A etapa seguinte consistiu na seleção dos consultores dos termos,
considerados especialistas, mais precisamente, os docentes da Faculdade de Direito
da USP. Foram selecionados os docentes, considerando sua área de especialidade
e disponibilidade para realizar a revisão.
O vocabulário de cada subárea foi encaminhado aos especialistas com a
orientação quanto aos 1) objetivos da atualização do vocabulário, sua importância
como instrumento de pesquisa para discentes e docentes, 2) procedimentos para
inserir, excluir e alterar termos e 3) a necessidade e forma de elaboração de
relações hierárquicas. Cabe ressaltar que esta etapa de colaboração é importante,
pois considera a indicação de exclusão, inclusão ou substituição de termos,
alteração de relações hierárquicas e delineia o escopo da subárea .
Ao organizarmos os termos das subáreas, em que houve retorno dos
especialistas, em suas respectivas tabelas, verificamos a ocorrência de um mesmo
termo em mais de uma área, não havendo consenso entre os especialistas e,
portanto , tal decisão ficou sob nossa responsabilidade , havendo mais uma vez, a
necessidade de recorremos à literatura para decidir a melhor alocação para o termo
na tabela.

3.2 Revisão do vocabulário controlado jurídico
Com o objetivo de representar a visão de todos os setores da biblioteca no
processo de revisão do vocabulário controlado, em 2012 formou-se um grupo de
trabalho constituido por:
a) duas bibliotecárias do Serviço de Atendimento ao Usuário (SAU) que
possuem contato diário com os usuários da biblioteca no atendimento;
b) uma bibliotecária do Serviço de Processos Técnicos (SPT) que realiza
catalogação de livros jurídicos;
c) duas bibliotecárias e um bacharel em Direito do Serviço de Indexação,
Produção Docente e Publicações (SIPP) que realizam indexação de
artigos de periódicos jurídicos, teses e dissertações.
A importância da formação deste grupo está na representação da visão do
bibliotecário indexador, por meio da participação de bibliotecários indexadores; do
usuário, representado pelos bibliotecários de referência e dos profissionais da área,
representado pelo bacharel em Direito.
Dessa forma , iniciamos a revisão da área de Direito Civil e estabelecemos as
fontes de informação para consulta, os procedimentos de validação dos termos e os
procedimentos de registro das decisões em ficha terminológica e quadros:

a) fontes de informação consultadas;
a)

Banco de Dados Bibliográficos da USP (DEDALUS) ;

974

�i! """"'"
MaooNlck

~

=

:,

IiWitt.UJ

1I....111~

Organização do conhecimento: indexação, catalogação, tesauros , ontologias, taxonomias,
padrões e protocolos (Z39 .5, XML, etc.) e demais temas relacionados
Trabalho completo

b) Dicionários jurídicos;
c)

Legislação;

d) Manuais de Direito;
e) Obras específicas sobre temas jurídicos de autores clássicos;
f)

Vocabulário Controlado Básico do Senado Federal ;

g) Vocabulário Controlado do SIBi/USP.
b) validação dos termos;
A partir do trabalho de identificação e coleta de termos inicialmente realizado
com a participação de especialistas, o grupo realizou a validação dos termos. O
processo de validação consistiu no estudo dos termos sugeridos por especialistas e
os que atualmente constam no vocabulário. Revisamos termo por termo,
confrontando-o com a análise da literatura (fontes de informação consultadas) e para
cada termo houve a discussão em grupo sobre a possibilidade de incluir, excluir ou
alterar a área em que o termo se encontra .
Para decidir se um termo será alterado, excluído ou novo termo incluído, a
discussão em grupo considera como critério a análise da definição do conceito em
dicionários jurídicos; a quantidade e natureza dos registros indexados no DEDALUS ;
como o conceito está representado no vocabulário controlado do Senado Federal e;
análise do conceito na legislação e na doutrina.
Nesse processo também analisamos as relações hierárquicas dos termos e
se há necessidade de mudar o termo de área, uma vez que no Direito existem
muitos termos interdisciplinares, ou seja, muitos conceitos de outras áreas são
tratados no âmbito jurídico.
Os termos que se referem a nomes pessoais, instituições, eventos e títulos
uniformes são organizados em uma lista de autoridades que será posteriormente
elaborada pelo Grupo Gestor do Vocabulário Controlado do SIBilUSP.
Nas ocasiões em que houve dúvidas não esclarecidas com os estudos, consultamos
os especialistas da área jurídica quando se referia à questão conceitual jurídica ou
quando se trata de questão técnica ou conceitual de outra área, o Grupo Gestor do
Vocabulário Controlado do SIBi/USP.
c) registro dos termos.
Ao elaborarmos uma metodologia de trabalho para a revlsao dos termos,
organizamos uma ficha terminológica a partir das orientações de Lima e Lara (2011)
que apresentam os elementos essenciais para controle terminológico e definem a
ficha como:
a) Elemento indispensável para organização de repertórios de
terminologias e geração de dicionários.
b) Registro completo e organizado de informações referentes a um dado
termo.
c) Composta de elementos que validam a informação: transcrição de
trechos do texto-fonte (contextos) , fonte , data.
d) Permite mostrar a correspondência entre conceitos.
e) Serve para registrar e confirmar o uso do termo.

975

�i! """"'"
MaooNlck

~

=

:,

IiWitt.UJ
1I....111~

Organização do conhecimento: indexação, catalogação, tesauros , ontologias, taxonomias,
padrões e protocolos (Z39.5, XML, etc.) e demais temas relacionados
Trabalho completo

Cervantes (2009 , p. 151) aponta os componentes de uma ficha terminológica ,
indicando que são de natureza documental (domínio(s) , subdomínio(s), fonte , nome
do autor); terminológica (termo-entrada, nome científico, definição, contexto, entre
outros) e de natureza linguística (categoria gramatical, variante gráfica, termos
remissivos, sinônimos, nota(s), normalização), sendo alguns obrigatórios e outros
facultativos .
Sendo assim , elaboramos a ficha , e outros arquivos com o objetivo de
gerenciar as decisões estabelecidas pelo grupo durante a revisão dos termos.
A ficha terminológica é utilizada para termos que geram dúvidas ou questões
polêmicas quanto ao seu significado, permitindo que seus dados sejam utilizados
para consulta posterior em caso de conflito com outras subáreas do Direito, assim
como a definição do termo inserida no item 'contexto' pode ser utilizada ainda como
nota de escopo para orientar o indexador.
Quadro 1 - Ficha terminológica
FICHA TERMINOLÓGICA
Termo

Contexto

Sinônimo(s)

Será
sempre
judicial a partilha,
se os herdeiros
divergirem , assim
como se algum
deles for incapaz.

Partilha
Judicial

Domínio

Fonte

5, art.
2016,
p.431 4

Variações
do termo

Observa

ções

Direito das
Sucessões

Responsável
pela coleta

Data

Revisão

Grupo de
trabalho

26.01 .20
12

Revisado

Após análise do termo, alguns são transferidos para outra hierarquia ou para
outra subárea do Direito, bem como são substituídos por sinônimo ou pela variação
do termo e são registrados nesta tabela :
Quadro 2 - Termos mudados
TERMOS MUDADOS
Termo

Código original

Sugestão

Código Atual

Ação Discriminatória

CH761.5.1.8.1 .1.1

Ação Discriminatória

CH761.1.1.8.5

Observação

Existem termos de outras áreas que são utilizados na área jurídica, mas como
já constam em outra área do Vocabulário Controlado USP, são apenas indicados
nesta tabela para controle das decisões, justificando a ausência na área jurídica,
assim como se indica o termo superior imediato para facilitar a localização e consulta
desse termo. Existem termos originalmente jurídicos e nesse caso, consultamos o
Grupo Gestor e solicitamos a transferência para área jurídica:

4 BRASIL. Código Civil e legislação em vigor, Theotonio Negrão e José Roberto Ferreira Gouveia. 23.

ed . atualizada até 10 de janeiro de 2004, São Paulo: Saraiva , 2004.

976

�Organização do conhecimento: indexação, catalogação, tesauros , ontologias, taxonomias,
padrões e protocolos (Z39 .5, XML, etc.) e demais temas relacionados
Trabalho completo

Quadro 3 - Termos de outras áreas
TERMOS USADOS PELO DIREITO E ALOCADOS EM OUTRAS ÁREAS
Termo

Área Jurídica

Area em que se
encontra o termo

Termo superior imediato

Economia Agrícola

Direito Agrário

Economia

Produção (Economia)

Quando o termo é excluído, este quadro é preenchido com a indicação da
quantidade de registros indexados que constam no DEDALUS e a data de pesquisa :
Quadro 4 - Termos excluídos
TERMOS EXCLUíDOS
Termo

Código

N° registros Dedalus

Data de pesquisa dos registros

Direito de Crítica

CH761 .2.1.2.4

O

13/04/2012

E finalmente, quando é acrescentado um termo ao vocabulário, preenche-se
este quadro:
Quadro 5 - Termos novos
TERMOS NOVOS
Termo

Área Jurídica

Administração de Herança

Direito das Sucessões

Assim, sintetizamos neste esquema a dinâmica das decisões em grupo
durante a análise de cada termo, ressaltando que as etapas descritas anteriormente
ocorrem simultaneamente:

EspeCialistas

Incluir ou manter
com alterações
ou
acréscimos
riCo

Incluir ou manter

Incluir ou manter

Manterem

com deslocamento
de área

com deslocamento
na hierarquia

outra área

"nt:::lC:

Figura 1 - Processo de revisão de um termo

977

�i! """"'"
MaooNlck

~

=

:,

IiWitt.UJ
1I....111~

Organização do conhecimento: indexação, catalogação, tesauros , ontologias, taxonomias,
padrões e protocolos (Z39 .5, XML, etc.) e demais temas relacionados
Trabalho completo

4 Resultados Parciais
A aplicação da metodologia apresentada na revisão do vocabulário de Direito
Civil nos permitiu levantar alguns aspectos que consideramos relevantes, visto que
foram questões debatidas nas discussões em grupo e evidenciaram as dificuldades
ao tratar do processo de atualização de vocabulários controlados.
Constatamos três aspectos que nortearam as discussões e exigiram a
necessidade de uma pesquisa mais exaustiva : interdisciplinaridade, mudanças
conceituais e estudo de termos novos área jurídica:
4.1lnterdisciplinaridade da área jurídica

A interdisciplinaridade está presente no desenvolvimento científico e,
consequentemente, nos documentos gerados por tal desenvolvimento. Estes
documentos precisam ser tratados visando sua recuperação, o que gera um grande
desafio para os profissionais da Ciência da Informação, pois quando um termo
aparece em duas ou mais áreas, torna-se difícil decidir a qual área ele pertence
devido à interdisciplinaridade dos assuntos. A interdisciplinaridade se apresenta
também na área jurídica, refletindo na representação deste tipo de informação.
Pensando na estrutura hierárquica do Vocabulário Controlado USP na área
jurídica e na categorização dos seus termos, torna-se necessário conhecer o
contexto jurídico para identificar a(s) subárea(s) onde serão inseridos tais termos de
acordo com o seu conceito.
Pelo fato do vocabulário da área jurídica pertencer ao Vocabulário Controlado
USP, precisamos considerar também as outras áreas do conhecimento, pois um
termo jurídico pode estabelecer relações interdisciplinares com outra(s) área(s) e
mesmo que seu conceito seja significativo para o Direito, precisamos considerar a
origem do conceito e sua relevância no vocabulário como um todo.
Como exemplo, o quadro 6 apresenta os termos relacionados à área jurídica,
mas que constam em outra área do Vocabulário Controlado USP, bem como os
analisados no vocabulário da área jurídica que sugerimos a transferência para outra
área, por considerar a área em que o termo é mais utilizado e por considerar que
seu uso no Direito possui concepção diferente:
Quadro 6 - Termos interdisciplinares
Termo

Área do Vocabulário
Controlado USP

Proposta

Relação com

Reforma agrária

Economia

Economia

Direito Agrário

Administração
Esportiva

Esportes

Esportes

Direito Desportivo

Transcrição

Teoria Geral do Direito Civil

Linguística

-

Curadoria

Direito de Família

Artes ou Cultura

-

978

�i! """"'"
MaooNlck

~

=

:,

IiWitt.UJ

1I....111~

Organização do conhecimento: indexação, catalogação, tesauros , ontologias, taxonomias,
padrões e protocolos (Z39 .5, XML, etc.) e demais temas relacionados
Trabalho completo

4.2Mudanças conceituais;

o Direito é uma área que se configura a partir das mudanças ocorridas na
sociedade e os conceitos que representam os contextos sociais, culturais,
econômicos e políticos apresentam diversas concepções que acompanham essas
mudanças.
Dessa forma , identificamos termos que geraram dúvidas e discussões no que
se refere ao conceito do termo representado em diferentes épocas.
Como exemplo, apresentamos o termo pátrio poder e poder familiar.
Segundo Diniz (2008, p.683) poder familiar é definido como:
Conjunto de direitos e obrigações, quanto à pessoa e aos bens do
filho menor não emancipado, exercido, conjuntamente e em
igualdade de condições, por ambos os pais, para que possam
desempenhar os encargos que a norma jurídica lhes impõe, tendo
em vista o interesse e a proteção do filho.

Enquanto o conceito de pátrio poder é o "poder que era exercido pelo pai ,
com a colaboração da mãe, sobre os filhos menores." (DINIZ, 2008, p. 592)
De acordo com a professora Giselda Maria Fernandes Hironaka, o Código
Civil de 1916 denominava esse instituto de pátrio poder, termo mais duro, que
valorizava mais os interesses dos pais que os de seus filhos. No Código Civil de
2002 , vigente atualmente, a expressão é poder familiar.
Ainda de acordo com a professora Hironaka no Código Civil francês (art.3711) o conceito de poder familiar é definido como "conjunto de direitos e deveres tendo
por finalidade o interesse da criança". Para proteção de sua segurança, saúde,
moralidade, para assegurar sua educação e permitir seu desenvolvimento, em
respeito a sua pessoa. É um regime de cuidado e proteção dos filhos . Os pais são
os defensores legais e os protetores naturais dos filhos, os titulares e depositários
dessa específica autoridade, delegada pela sociedade e pelo Estado.
Para Dias (2010) pátrio poder é um termo que guarda resquícios de uma
sociedade patriarcal em que ao pai é assegurado o direito absoluto sobre a pessoa
dos filhos.
Dessa forma, verificamos que o conceito de poder familiar apresenta um viés
diferente do apresentado na concepção de pátrio poder, tornando necessário um
processo de análise apoiado por pesquisa das concepções históricas e reflexão
sobre as implicações, no modo de pensar do indexador, na representação da
informação, nas necessidades informacionais do usuário, na pesquisa pelo usuário e
principalmente na recuperação da informação.
Outro exemplo analisado foi o conceito de "direito do menor" e "direitos da
criança e do adolescente".
O Código de Menores de 1979 se refere ao termo "direito do menor" que de
acordo com Cavallieri (1978, p. 9) é o "conjunto de normas jurídicas relativas à
definição da situação irregular do menor, seu tratamento e prevenção".
O Código de Menores foi revogado pela Lei nO 8.069, de 13 de julho de 1990,
conhecido como Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA), havendo mudança na
concepção do conceito. O termo utilizado passou a ser "direitos da criança e do
adolescente" que segundo Diniz (2008 , p.189) compreende o:

979

�i! """"'"
MaooNlck

~

=

:,

IiWitt.UJ
1I....111~

Organização do conhecimento: indexação, catalogação, tesauros , ontologias, taxonomias,
padrões e protocolos (Z39 .5, XML, etc.) e demais temas relacionados
Trabalho completo

Complexo de normas para proteção integral da criança até doze
anos, do adolescente entre doze e dezoito e, excepcionalmente, do
menor entre dezoito e vinte e um anos, assegurando-lhes todos os
direitos fundamentais inerentes à pessoa humana, que deverão ser
respeitados, prioritariamente, não só pela família e pela sociedade
como também pelo Estado [... )

A partir da análise desses conceitos verificamos que a concepção relacionada
ao direito do menor carrega um viés voltado à questão do menor em situação
irregular, como o menor infrator, abandonado ou em situação de ameaça , possuindo
um ponto de vista , entendido por muitos autores como, discriminatório.
O conceito de direitos da criança e do adolescente se relaciona à proteção integral a
toda criança e adolescente independente de sua situação.
Para efeitos de indexação e recuperação de informação a decisão sobre a forma
com que esses conceitos serão representados , suscita muitos pontos de discussão
como: os conceitos podem ser apresentados como remiSSivas, mesmo
apresentando concepções de épocas distintas? Qual o reflexo de uma decisão como
essa na indexação e recuperação de informação? Como garantir precisão conceitual
diante de diversas necessidades de informação?

4.3 Estudo de novos termos.
No caso de alguns termos sugeridos por especialistas em que se constatou
insuficiente discussão e presença do termo na literatura jurídica , decidimos pela não
inclusão neste momento. A exemplo do termo "autoplágio", a decisão de inclusão do
termo não teria respaldo do princípio da garantia literária.

5 Considerações Parciais
O desenvolvimento do trabalho de atualização do vocabulário controlado da
área jurídica nos permitiu observar que o trabalho ganha ao ser realizado por um
grupo heterogêneo, formado por representantes de distintos setores do sistema de
informação e contribuição dos especialistas da área, imprimindo maior riqueza nas
discussões e maior segurança na escolha dos termos, sempre sustentada pela
literatura de especialidade.
Constatamos que esse trabalho não pode ser feito isoladamente,
necessitando averiguação do termo no Vocabulário Controlado da USP como um
todo, além das suas próprias subáreas. Por se tratar de um vocabulário monohierárquico e multidisciplinar, um termo só poderá aparecer uma vez.
As decisões precisam ser documentadas, sobretudo aquelas que envolvem
termos que geram dúvidas ou são excluídos. Isso será útil tanto para a revisão das
subáreas ainda não revisadas , como para consulta futura , nas próximas
atualizações.
Verificamos ainda que a área jurídica está em constante mudança , justamente
porque é sustentada pelas transformações que ocorrem na sociedade. Dessa forma,
as fontes do Direito, como a legislação e doutrina passam a retratar essa realidade,
e a atualização torna-se condição indispensável.

980

�i! """"'"
MaooNlck

~

=

:,

IiWitt.UJ
1I....111~

Organização do conhecimento: indexação, catalogação, tesauros , ontologias, taxonomias,
padrões e protocolos (Z39.5, XML, etc.) e demais temas relacionados
Trabalho completo

A linguagem dos operadores do direito, conhecida por sua redação
rebuscada , prolixa , uso de jargões, arcadismos, latinismos e estrangeirismos entre
outros (PASSOS; BARROS, 2009) , e as distintas atribuições conceituais para um
mesmo termo causam dificuldade na decisão.
Tomando por base metodológica o princípio da garantia literária, como
principal método na validação dos termos e somada a visão do especialista-usuário
da área estudada, podemos conjecturar uma boa aceitação por parte da comunidade
jurídica.
Por fim, a atualização do vocabulário controlado em uma área de
especialidade é muito importante, pois é por meio desse instrumento que os
profissionais da informação lançam mão para a representação dos conteúdos
tratados nos sistemas de informação e, por conseguinte, promovem a recuperação
da informação com êxito .
Referências
BARITÉ, M. Garantía literaria y normas para construción de vocabulários
controlados: aspectos epistemológicos y metolodológicos. Sciere, v. 15, n. 2,
jul./dic., p. 13-24,2009.
BRASIL. Código Civil e legislação em vigor. Theotonio Negrão e José Roberto
Ferreira Gouveia . 23 . ed . atualizada até 10 de janeiro de 2004 . São Paulo: Saraiva ,
2004.
CAVALLIERI, Alyrio. Direito do menor. Rio de Janeiro: Biblioteca Jurídica Freitas
Bastos, 1978.
CERVANTES, Brígida Maria Nogueira. A construção de tesauros e a integração
de procedimentos terminográficos . 2009 . 209 f. Tese (Doutorado em Ciência da
Informação) - Faculdade de Filosofia e Ciências, Universidade Estadual Paulista ,
Marília, 2009 .
DIAS , Maria Berenice. Manual de direito das famílias . 6. ed . rev. atual. e ampl. São
Paulo: Editora Revista dos Tribunais, c201 O. 672 p.
DINIZ, Maria Helena. Dicionário jurídico. São Paulo: Saraiva, 1998. 4 v.
DINIZ, Maria Helena. Dicionário jurídico. 3. ed . rev., atual. e aum . São Paulo:
Saraiva , 2008. 4 v.
LANCASTER, F. W. EI control dei vocabulárío em la recuperación de
información. 2. ed . Valência : Universidad de Valência , 2002 .
LIMA, V. M. ; KOBASHI , N. Y; IMPERATRIZ, I. M. de M. Vocabulário Controlado
USP: desenvolvimento, implantação e gerenciamento. In : INTEGRAR:
CONGRESSO INTERNACIONAL DE ARQUIVOS, BIBLIOTECAS, CENTROS DE
DOCUMENTAÇÃO E MUSEUS, 1., 2002 , São Paulo. Textos ... São Paulo: Imprensa
Oficial do Estado, 2002 . p. 225-235 .

981

�i! """"'"
MaooNlck

~

=

:,

IiWitt.UJ
1I....111~

Organização do conhecimento: indexação, catalogação, tesauros , ontologias, taxonomias,
padrões e protocolos (Z39 .5, XML, etc.) e demais temas relacionados
Trabalho completo

LIMA, V. M. A. ; LARA, M. L. G. Terminologia e as unidades de conhecimento.
São Paulo: PPGCI-ECA/USP , 2011 . Slides apresentados em aula da disciplina de
Pós-Graduação CBD5283 - Informação e linguagem na contemporaneidade.
MORAES, J. S.; CRISTIANINI, G. M. S. Terminologia de matemática : revisão da
área para o vocabulário controlado da USP. In: SEMINÁRIO NACIONAL DE
BIBLIOTECAS UNIVERSITÁRIAS, 15.,2008, São Paulo . Anais. São Paulo :
CRUESP , 2008 .
PASSOS, E. ; BARROS, L. V . Fontes de informação para pesquisa em direito.
Brasíliara : Brinquet de Lemos/Livros, 2009.
RONDEAU, G. Introduction à la terminologie. 2. ed. Québec, Canadá : Gaetan
Morin, 1984.
TÁLAMO, M. de F. G. M. Curso de atualização: elaboração e uso do tesauro. In:
-,-:-:--:-:-_. Lingüística e análise Documentária . [S .I.: s.n.], 1997. (Apostila para uso
didático).

982

�</text>
                  </elementText>
                </elementTextContainer>
              </element>
            </elementContainer>
          </elementSet>
        </elementSetContainer>
      </file>
    </fileContainer>
    <collection collectionId="49">
      <elementSetContainer>
        <elementSet elementSetId="1">
          <name>Dublin Core</name>
          <description>The Dublin Core metadata element set is common to all Omeka records, including items, files, and collections. For more information see, http://dublincore.org/documents/dces/.</description>
          <elementContainer>
            <element elementId="50">
              <name>Title</name>
              <description>A name given to the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51396">
                  <text>SNBU - Edição: 17 - Ano: 2012 (UFRGS - Gramado/RS)</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="49">
              <name>Subject</name>
              <description>The topic of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51397">
                  <text>Biblioteconomia&#13;
Documentação&#13;
Ciência da Informação&#13;
Bibliotecas Universitárias</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="41">
              <name>Description</name>
              <description>An account of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51398">
                  <text>Tema: A biblioteca universitária como laboratório na sociedade da informação.</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="39">
              <name>Creator</name>
              <description>An entity primarily responsible for making the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51399">
                  <text>SNBU - Seminário Nacional de Bibliotecas Universitárias</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="45">
              <name>Publisher</name>
              <description>An entity responsible for making the resource available</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51400">
                  <text>UFRGS</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="40">
              <name>Date</name>
              <description>A point or period of time associated with an event in the lifecycle of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51401">
                  <text>2012</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="44">
              <name>Language</name>
              <description>A language of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51402">
                  <text>Português</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="51">
              <name>Type</name>
              <description>The nature or genre of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51403">
                  <text>Evento</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="38">
              <name>Coverage</name>
              <description>The spatial or temporal topic of the resource, the spatial applicability of the resource, or the jurisdiction under which the resource is relevant</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51404">
                  <text>Gramado (Rio Grande do Sul)</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
          </elementContainer>
        </elementSet>
      </elementSetContainer>
    </collection>
    <itemType itemTypeId="8">
      <name>Event</name>
      <description>A non-persistent, time-based occurrence. Metadata for an event provides descriptive information that is the basis for discovery of the purpose, location, duration, and responsible agents associated with an event. Examples include an exhibition, webcast, conference, workshop, open day, performance, battle, trial, wedding, tea party, conflagration.</description>
    </itemType>
    <elementSetContainer>
      <elementSet elementSetId="1">
        <name>Dublin Core</name>
        <description>The Dublin Core metadata element set is common to all Omeka records, including items, files, and collections. For more information see, http://dublincore.org/documents/dces/.</description>
        <elementContainer>
          <element elementId="50">
            <name>Title</name>
            <description>A name given to the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="63366">
                <text>Metodologia de trabalho para atualização do vocabulário controldao da Universidade de São Paulo (USP) da área jurídica.</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="39">
            <name>Creator</name>
            <description>An entity primarily responsible for making the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="63367">
                <text>Narukawa, Cristina Miyuki et al.</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="38">
            <name>Coverage</name>
            <description>The spatial or temporal topic of the resource, the spatial applicability of the resource, or the jurisdiction under which the resource is relevant</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="63368">
                <text>Gramado (Rio Grande do Sul)</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="45">
            <name>Publisher</name>
            <description>An entity responsible for making the resource available</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="63369">
                <text>UFRGS</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="40">
            <name>Date</name>
            <description>A point or period of time associated with an event in the lifecycle of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="63370">
                <text>2012</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="51">
            <name>Type</name>
            <description>The nature or genre of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="63372">
                <text>Evento</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="41">
            <name>Description</name>
            <description>An account of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="63373">
                <text>Atualizar um vocabulário controlado requer a adaptação de instrumentos e de procedimentos, além de exigir criteriosa análise sobre aspectos inerentes à área estudada. Desse modo, apresentamos a metodologia aplicada na atualização do Vocabulário Controlado da Universidade de São Paulo (USP) da área jurídica, apontando algumas questões suscitadas nas discussões em grupo durante a revisão dos termos da subárea de Direito Civil. Os resultados parciais indicam que a área jurídica impõe algumas dificuldades pela complexidade de sua linguagem técnica, pela característica interdisciplinar de seus conceitos e pelas mudanças conceituais que acompanham as transformações sociais. Portanto, constatamos a significativa contribuição da metodologia aplicada e da composição de um grupo de trabalho heterogêneo no estudo dos termos e ainda a importância da constante atualização do vocabulário controlado para permitir, dessa forma, efetividade da recuperação da informação.</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="44">
            <name>Language</name>
            <description>A language of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="69443">
                <text>pt</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
        </elementContainer>
      </elementSet>
    </elementSetContainer>
  </item>
  <item itemId="5943" public="1" featured="0">
    <fileContainer>
      <file fileId="5007">
        <src>http://repositorio.febab.org.br/files/original/49/5943/SNBU2012_082.pdf</src>
        <authentication>cfbf89ebb512e00589c7d0d67e49dfd7</authentication>
        <elementSetContainer>
          <elementSet elementSetId="4">
            <name>PDF Text</name>
            <description/>
            <elementContainer>
              <element elementId="92">
                <name>Text</name>
                <description/>
                <elementTextContainer>
                  <elementText elementTextId="63365">
                    <text>i
~

Xminirio

tIwJoNolck

=

IilIIitt_

:,

ItllIfonnluwl.

Organização do conhecimento: indexação, catalogação, tesauros , ontologias, taxonomias,
padrões e protocolos (Z39.5, XML, etc.) e demais temas relacionados
Trabalho completo

CONTROLE DE AUTORIDADE DE ASSUNTOS NOS CAMPOS 1XX:
RELATO DE EXPERIÊNCIA DA BIBLIOTECA DA FABICO/UFRGS.
Inês Maria De Gasperin 1, Ismael Maynard Berninf
1Bibliotecária Especialista, Faculdade de Biblioteconomia e Comunicação da Universidade Federal do
Rio Grande do Sul , Porto Alegre , RS
2Técnico e Graduando em Biblioteconomia, Faculdade de Biblioteconomia e Comunicação da
Universidade Federal do Rio Grande do Sul, Porto Alegre, RS

Resumo
Apresenta um relato de experiência da Biblioteca da Faculdade de Biblioteconomia e
Comunicação da Universidade Federal do Rio Grande do Sul Fabico/UFRGS sobre
o controle de autoridade de assunto nos campos 150, 151 , 195, 196, 197 e 198 do
formato Machine Readable Cataloging - MARC21. Traz um breve histórico da
Biblioteca, ressaltando a sua estrutura administrativa e o sistema de automação
utilizado. Destaca a necessidade de estabelecimento de padrões para a correta
alimentação do Catálogo de Autoridades de assunto no Sistema de Bibliotecas da
Universidade, bem como a manutenção de catálogos cooperativos eficientes.
Apresenta a metodologia desenvolvida para atender as especificidades da Biblioteca
e os resultados alcançados.

Palavras-Chave:
Controle de autoridade; Indexação (Biblioteconomia); Descritores; Cabeçalhos de
assunto.

Abstract
Presents an experience report from the Library of the Faculdade de Biblioteconomia
e Comunicação, Universidade Federal do Rio Grande do Sul Fabico / UFRGS on
authority control of subject fields 150, 151, 195, 196, 197 and 198 format Machine
Readable Cataloging - MARC21 . Presents a brief history of the Library, stressing its
administrative structure and automation system used . Stresses the need to establish
standards for the correct feeding of the subject Catalog of Authorities in the
University Library System as well as maintaining efficient cooperative catalogs.
Presents the methodology developed to meet the specifics of the Library and the
results achieved .

Keywords:
Authority control ; Indexing (Librarianship); Descriptors; Subject headings.

959

�i
~

Xminirio

tIwJoNolck

=

IilIIitt_

:,

ItllIfonnluwl.

Organização do conhecimento: indexação, catalogação, tesauros , ontologias, taxonomias,
padrões e protocolos (Z39 .5, XML, etc.) e demais temas relacionados
Trabalho completo

1 Introdução

Vivencia-se atualmente uma situação complexa nos meios de tratamento e
recuperação da informação, tendo em vista que a maior parte desta informação é
produzida em formato digital e se encontra disponível na internet.
A inexistência de padrões bibliotecários para o tratamento e recuperação da
informação publicada na internet gera uma "sobrecarga informacional" aos usuários,
os quais recuperam grande quantidade de documentos irrelevantes em suas
pesquisas. Motores de busca como o Google e Yahoo utilizam softwares, chamados
"spiders", para o rastreamento de conteúdo em websites e documentos, descartando
qualquer tipo de tratamento humano em seus processos de indexação.
Neste sentido, "a rede das redes", como é designada a internet, satisfaz a
contento as exigências do mundo moderno por buscas rápidas e de cunho
superficial. No ambiente acadêmico, por sua vez, o processo de revocação através
de programas de computador não é recomendado, pois as demandas informacionais
permanecem urgentes, mas adquirem caráter específico e científico.
Torna-se, assim, incompatível a concepção de um sistema automatizado em
bibliotecas universitárias sem a indexação humana, realizada por bibliotecário que
se utilize de padrões e formatos vigentes de padronização das entradas de assunto .
A metodologia utilizada neste trabalho é empírica , ou seja, elaborada a partir
da experiência de trabalho. Destinada a atender às necessidades especificas dessa
Biblioteca.
Sendo assim, este relato de experiência pretende demonstrar a importância
do controle de autoridades na consistência do Catálogo de Autoridades do Sistema
Automatizado de Bibliotecas da Universidade Federal do Rio Grande do Sul
(SABi/UFRGS).

1.1 Sistema de Bibliotecas da UFRGS

o início do Sistema de Bibliotecas da Universidade Federal do Rio Grande do
Sul (SBUFRGS) remonta à criação da Biblioteca Central da Universidade (BC), em
dezembro de 1971, como esclarece Schreiner (1980, p. 113):
De acordo com as Normas Básicas , a Biblioteca Central e as bibliotecas das
unidades da UFRGS passam a formar o Sistema da Biblioteca Central
[atualmente, SBUFRGS), sendo uma de suas funções a coordenação das
bibliotecas setoriais
atividades técnicas
e administrativas das
especializadas, tendo em vista a racionalização e padronização de métodos
e sistemas e a centralização dos acervos no Campus da UFRGS.

Atualmente, o Sistema está composto de uma Biblioteca Central , 29
bibliotecas setoriais especializadas, uma biblioteca de ensino fundamental e médio e
uma biblioteca depositária da documentação da Organização das Nações Unidas
(ONU).
A automação do SBUFRGS teve início através do Formato CALCO
(Catalogação Legível em Computador) que por sua vez foi baseado no Formato

960

�i

Xminirio

~

tIwJoNolck

:,

IilIIitt_
ItllIfonnluwl.

=

Organização do conhecimento: indexação, catalogação, tesauros , ontologias, taxonomias,
padrões e protocolos (Z39 .5, XML, etc.) e demais temas relacionados
Trabalho completo

MARCII, da Library of Congress, adaptado no Brasil por Alice Príncipe Barbosa 1.
Nesta fase inicial de 1975 a 1982, apenas algumas bibliotecas participaram do
processo .
Em 1988, o Centro de Processamento de Dados (CPD) da UFRGS iniciou o
estudo do Formato IBICT, com o objetivo de implantar a automação em todas as
bibliotecas do Sistema. Assim , em 1989 foi implantado o Sistema Automatizado de
Bibliotecas (SABi) que foi utilizado até 1999.
A abrangência deste sistema é apresentada de forma clara pelo Plano de
Desenvolvimento Institucional 201 0-2014 2 (2011, p. 1, 2), da Biblioteca Central:
Além de sua função principal como catálogo on-line do acervo, o SABi teve
importante papel na preservação e disseminação da produção intelectual da
UFRGS, sendo responsável pela ampliação do registro desta produção para
outros tipos de documentos além de teses e dissertações. Dessa forma , a
UFRGS conta com um sistema que não apenas arrola sua produção
intelectual, como dá acesso aos documentos na íntegra.

Em 2000, houve a migração do Sistema para o software Automated Library
Expandable Program - ALEPH, utilizado até hoje.
No que se refere aos descritores, é importante destacar que até 2000 o
software anterior disponibilizava apenas um campo para assunto, onde
obrigatoriamente eram registradas todas as categorias de assunto: nome pessoal,
entidade, nome geográfico, evento e título uniforme. A partir de 2000, o novo
software possibilitou a utilização de novos campos para esses assuntos específicos,
auxiliando com isso a qualificação do trabalho do bibliotecário indexador.
Os descritores utilizados até então migraram para o novo sistema , formando o
Catálogo de Autoridades do campo 150 (Assunto tópico). A adequação desses
descritores para os novos campos vem sendo feita pelas bibliotecas e pela
Comissão de Automação (ComAut), responsável pelo gerenciamento do Sistema,
obedecendo a critérios próprios de prioridades.

1.2 Biblioteca da Faculdade de Biblioteconomia e Comunicação
A Biblioteca da Faculdade de Biblioteconomia e Comunicação, que faz parte
do SBUFRGS, iniciou suas atividades em 29 de setembro de 1959, na então Escola
de Biblioteconomia e Documentação, junto a Faculdade de Ciências Econômicas.
Em 1966 foi conferida a autonomia à Escola de Biblioteconomia, desvinculando-se
administrativamente da Faculdade de Ciências Econômicas.
A partir de então, a Biblioteca passou a contar com o recebimento de recursos
específicos e espaço físico apropriado, ainda nas dependências da Faculdade de
Ciência Econômicas. O período seguinte na trajetória da Biblioteca da Fabico é
sucintamente apresentado por Pinto (1984, p. 105):
Com a fusão dos Cursos de Biblioteconomia e Jornalismo, em 1970, pela
reforma universitária, a Biblioteca passa a ser denominada Biblioteca da
BARBOSA, Alice Príncipe. Projeto CALCO: catalogação cooperativa automatizada. Rio de Janeiro:
IBBD, 1973. 130p.
2 Documento não publicado , de uso interno do SBUFRGS.
1

961

�i

Xminirio

~

tIwJoNol ck

:,

IilIIitt_
ItllIfonnluwl.

=

Organização do conhecimento: indexação, catalogação, tesauros , ontologias, taxonomias,
padrões e protocolos (Z39 .5, XML, etc.) e demais temas relacionados
Trabalho completo

Faculdade de Biblioteconomia e Comunicação e em 1972 muda-se para o
novo prédio que abrigaria a Faculdade de Biblioteconomia e Comunicação
[... ].

Ainda em 1972, passa a integrar o SBUFRGS, adquirindo novo papel na
comunidade acadêmica . Da Biblioteca da então Faculdade de Filosofia, veio o
acervo do Curso de Jornalismo, e da Faculdade de Ciências Econômicas o acervo
do Curso de Biblioteconomia.
Ao longo destes mais de 40 anos de existência acadêmica, a Biblioteca
passou a atender também aos novos cursos criados (Arquivologia e Museologia) e a
inclusão de novas ênfases (Relações Públicas e Publicidade e Propaganda) no
curso de Comunicação Social , bem como o Programa de Pós-Graduação em
Comunicação (PPGCom).
Atualmente, a Biblioteca se encontra em fase de planejamento para
ampliação de seu espaço físico , o que possibilitará o crescimento do acervo e
melhoria no atendimento aos seus usuários.

2 Revisão de Literatura
Burke (2003, p. 11, destaque do autor) afirma que "segundo alguns
sociólogos vivemos hoje numa 'sociedade do conhecimento' ou 'sociedade da
informação' [... l", independente de se optar por uma dessas nomenclaturas é fato
que para ambas a informação consiste numa espécie de arcabouço, sendo cada vez
mais solicitada com precisão e instantaneidade. Esta realidade se faz mais tangível,
principalmente no ambiente acadêmico onde sua busca é a fonte de toda pesquisa.
Mesmo em uma época dominada pela utilização de novos suportes e
ferramentas , onde todo usuário é utilizador, produtor e tratador de sua informação,
não podemos perder de vista a importância da indexação e do controle de assuntos
realizado por um profissional bibliotecário. Além disso, é preciso considerar o
advento da chamada "indexação social" como uma grande aliada por todo
bibliotecário indexador. Esta indexação, realizada pelo próprio leitor da obra, pode
trazer inúmeros subsídios para uma indexação biblioteconômica mais eficiente e
eficaz. Segundo Hassan-Montero 3 (2006 apud GUEDES; DIAS, 2010 , p. 48, 49 ,
tradução do autor), essa nova ferramenta é:
[... ] um novo modelo de indexação , em que são os próprios usuários ou
consumidores dos recursos os que levam a cabo sua descrição [ ...] A
descrição de cada recurso se obteria por agregação, ou seja , um mesmo
recurso seria indexado por inúmeros usuários, dando como resultado uma
descrição intersubjetiva e, portanto mais fiel que a realizada pelo autor do
recurso .

Entretanto, para a manutenção do controle de autoridades e,
consequentemente do controle na indexação de uma biblioteca universitária, faz-se
necessária a observância dos princípios de concepção de análise de assunto
3

HASSAN-MONTERO, Y. Indización Social y Recuperación de Información. No Solo Usabilidad
Journal, Granada, n. 5, novo 2006. Disponível em :
&lt;http://www.nosolousabilidad.com/articulos/indizacion_social.htm&gt;. Acesso em : 17 jun. 2012.

962

�i
~

Xminirio

tIwJoNolck

=

IilIIitt_

:,

ItllIfonnluwl.

Organização do conhecimento: indexação, catalogação, tesauros , ontologias, taxonomias,
padrões e protocolos (Z39 .5, XML, etc.) e demais temas relacionados
Trabalho completo

propostos por Boccato e Fujita (2011 , p. 208) que são : "[ ... ] orientada pelo conteúdo
e orientada pela demanda.", isto é, em um processo de indexação deve-se
representar tanto o os termos explícitos na obra, como conjecturar sobre os termos
necessários para atender tanto ao público alvo como ao potencial.
Considerando-se que cada descritor atribuído numa indexação de assuntos é
um ponto de acesso àquela obra, somado a assertiva de Strehl (2011 , p.103) em
que esclarece o conceito em relação aos pontos de acesso como sendo
[... ] indispensável para que avaliemos qualquer sistema de recuperação de
informação, pois dependemos da qualidade dos pontos de acesso para
maximizar, tanto a identificação dos itens úteis (revocação), quanto a
omissão dos itens inúteis (precisão) .
ponto de acesso que cumpre essa função é representado por um termo
que identifica inequivocamente um conceito e, no contexto de um sistema
específico, deve ser expresso vocabularmente de modo coerente.

°

Este raciocínio conduz a um ponto crucial que é a qualidade de um sistema
recuperação da informação de uma biblioteca universitária, passando pelo controle
de autoridades. Na Biblioteconomia e na Ciência da Informação é por definir controle
de autoridade como sendo "[... ] o processo de unificar, mediante a utilização de uma
forma padronizada , os pontos de acesso dos catálogos automatizados e mostrar
também as relações entre os distintos pontos de acesso." (HERRERO, 1999, p. 11,
tradução nossa).
controle de autoridade destina-se a desempenhar inúmeras funções, uma
delas é a de permitir ao bibliotecário indexador fazer a desambiguação dos
descritores semelhantes ou análogos, mas que pertencem a áreas do conhecimento
completamente opostas, por meio de qualificadores, como por exemplo : Indexação
(Biblioteconomia) e Indexação (Economia). Herrero ainda apresenta algumas outras
finalidades :

°

Sua finalidade é facilitar a identificação e a recuperação dos documentos
armazenados [em bases de dados, bancos de dados, repositórios
institucionais ou catálogos coletivos] , evitando as confusões que podem
ocorrer aos homônimos, sinônimos , ou à variedade de nomes pelos quais
se pode denominar uma pessoa , uma entidade, uma obra, um assunto ou
conceito . (HERRERO , 1999, p. 11, tradução nossa).

Com base nessa definição e tendo claras suas finalidades, pode-se
acrescentar mais alguns conceitos a este artigo. Todos estes conceitos (como
descritores, controle de autoridade e qualificadores) são lugar comum para o
bibliotecário, porém mais familiares aos profissionais voltados à indexação em
bibliotecas, exclusivos responsáveis pela criação e manutenção dos índices de
assunto. Portanto, é importante estabelecer um conceito mais claro de indexação,
que nos é apresentado por Silva (1972 , p.18): "a indexação está longe de ser mero
procedimento mecânico. Muito pelo contrário : requer familiaridade com o assunto
indexado, análise e escrutínio dos documentos, em suma, antecedentes de
competência e capacidade profissional específica."
Sendo assim, entende-se que estas atividades, tanto de indexação como de
controle de autoridade, devem ser levadas a efeito por um profissional qualificado e

963

�i
~

Xminirio

tIwJoNolck

=

IilIIitt_

:,

ItllIfonnluwl.

Organização do conhecimento: indexação, catalogação, tesauros , ontologias, taxonomias,
padrões e protocolos (Z39 .5, XML, etc.) e demais temas relacionados
Trabalho completo

experiente . Estas têm como propósito quatro funções, ainda segundo Silva (1972, p.
19):
a)
b)
c)
d)

poupar tempo;
evitar desperdício de dinheiro e de material ;
prevenir a perpetração de erros ; e
remediar o desapontamento de resultados negativos e a irritação
produzida pela ineficiência e pelo superficialismo.

De certa forma , essas funções estão em consonância com as chamadas Leis
da Biblioteconomia, ou Cinco Leis de Ranganathan 4 . Pode-se afirmar, então, que as
atividades e sua consequente eficiência estão intimamente ligadas aos índices de
revocação e precisão. Lancaster (1993, p. 305) define precisão e revocação de uma
forma muito objetiva :
a) Precisão: a extensão com que os itens recuperados durante uma busca
numa base de dados são considerados relevantes ou pertinentes.
b) Revocação: a extensão com que todos os itens numa base de dados são
considerados relevantes ou pertinentes são recuperados durante uma
busca nessa base de dados.

Para que estes índices de precisão e revocação sejam plenamente
alcançados e que representem fielmente a política de indexação vigente em uma
biblioteca universitária, é necessária que exista uma consistência na indexação que
segundo Gil Leiva , Rubi e Fujita é:
[... ] um elemento característico tanto do processo quanto do resultado do
tratamento temático da informação. Ela se caracteriza pelo grau de
semelhança na representação da informação documentária de um
documento por meio de termos de indexação selecionados por um ou vários
indexadores, resultando em um índice de consistência. (2008, p. 234)

Por tanto é indispensável à realização sistemática do controle de autoridades,
para que se identifique e corrija possíveis inconsistências nos descritores,
potencializando as probabilidades de recuperação da informação pelos usuários,
foco de todo este trabalho.
Esta sucinta revisão de literatura tem como objetivo primordial trazer para
discussão alguns termos e conceitos, bem como suas definições, para com isso
ratificar a importância da indexação e do controle de autoridade em um sistema de
informação.
Com as mudanças nos sistemas de informação e a ressemantização que
ocorre ao longo do tempo, torna-se necessária a realização periódica de
atualizações e correções dos descritores. Com este controle é possível alcançar
índices de revocação e precisão satisfatórios que atendam às necessidades dos
usuários.

3 Materiais e Métodos

4

Disponível online , conforme referência .

964

�i
~

Xminirio

tIwJoNol ck

=

IilIIitt_

:,

ItllIfonnluwl.

Organização do conhecimento: indexação, catalogação, tesauros , ontologias, taxonomias,
padrões e protocolos (Z39 .5, XML, etc.) e demais temas relacionados
Trabalho completo

Inicialmente é importante ressaltar que a metodologia desenvolvida e aplicada
neste trabalho é empírica , isto é, elaborada a partir da experiência de trabalho, e
destinada a atender às necessidades especificas da Biblioteca. Esta metodologia foi
baseada em critérios, padrões e manuais vigentes para todo o SBUFRGS.
Para nomes pessoais, entidades, eventos e títulos uniformes, foram
observadas as regras do Anglo-American Catalog Rules (AACR2) . Para entrada de
nomes geográficos, foi utilizado o documento Nomes Geográficos como Assunto:
padrão para o Sistema de Automação de Bibliotecas da Universidade Federal do Rio
Grande do Sul (SABi/UFRGS) , elaborado pelo Grupo de Estudo em Indexação
(GEI), formado por bibliotecários da Universidade.
Também foram consultados catálogos de bibliotecas nacionais (Biblioteca
Nacional, Universidade de São Paulo, etc.) e internacionais (Library of Congress,
British Library, Rede de Bibliotecas Universitárias da Espanha, etc.) .
Como primeiro passo para a execução deste trabalho, foram emitidas listas,
uma para cada um dos campos de autoridade do formato MARC21 então utilizados
pelo SBUFRGS, devidamente vinculados à Biblioteca da Fabico, perfazendo um
total de 9889 descritores.
São elas:
a)
b)
c)
d)
e)
f)

campo
campo
campo
campo
campo
campo

150 Assuntos Tópicos;
151 Nomes Geográficos como Assunto ;
195 Nomes de Pessoas como Assunto;
196 Nomes de Entidades como Assunto;
197 Nomes de Eventos como Assunto e
198 Títulos Uniformes como Assunto.

Na imagem abaixo é possível visualizar um recorte de uma das listas de
descritores emitidas (campo 150 Assunto tópico) com os 10 primeiros descritores,
que exemplifica a formação desses descritores.
Catalogação - Relatório de descritores do Cato de Autoridades,
por biblioteca
E m it ido e m 05/ 11/20 1 0
B i blioteca: FBC
In c lu i os descrit o res Ass u n to (cam p o 1 50}
N rb

Descrit o r

000209286
000 2 09 1 04
000209 1 05
000677864
000 2 09621
000209623
00044 6 1 75
000553688
000233274
000 2 09795

~.l;&gt;.ê.I;H;!. :

.8 .êJª.tQI IQ
AB N T
AB N T : M ê,rÇ.9.lll,lJ
Abolição d a escr a v atura: B rasil
A ção c u lt ura l
Ação c u lt u ra l : São José dos A u se nt es ( RS )
Acervo
Ace rvo : A qui s ição : B ib lio t eca
Acervo : Aqui s ição: H ist ó r ia : B ib li oteca
Ace rvo : A v a liação : B ib lio t eca

Imagem 1 - Recorte do relatório de descritores do Cat. de Autoridades da Biblioteca.
Fonte: Biblioteca da Fabico.

965

�i
~

Xminirio

tIwJoNolck

=

IilIIitt_

:,

ItllIfonnluwl.

Organização do conhecimento: indexação, catalogação, tesauros , ontologias, taxonomias,
padrões e protocolos (Z39 .5, XML, etc.) e demais temas relacionados
Trabalho completo

Cabe ressaltar que durante a realização destas correções ocorreu a
atualização do software ALEPH usado pelo SBUFRGS , migrando para a versão
20 .01. Nesta versão, foram excluídos do Catálogo de Autoridades os campos 195,
196, 197, e 198, e os descritores já existentes nesses campos migraram para os
campos 100, 110, 111, 130 respectivamente . O processo de migração foi
automático, sem quaisquer correções nesses descritores.
O primeiro passo realizado foi excluir das listas todos os descritores
considerados corretos. Das 9889 entradas autorizadas nos campos de assunto do
Catálogo de Autoridade, resultaram 1173 descritores considerados incorretos.
Neste trabalho, foram considerados incorretos descritores com grafia errada,
nomes incompletos, nomes próprios em campos e subcampos inadequados e
descritores pré-coordenados e/ou com mais de três subcampos. O resultado dessa
análise inicial pode ser observado no quadro abaixo:
Tabela - Relação dos campos analisados e número de descritores por lista.

Campos MARC21
Assunto tópico - 150

N° Total de Descritores

N° Total de Descritores
Incorretos

8801

1097

Nome geográfico - 151

321

32

Nome de pessoa - 195

579

12

Nome de entidade - 196

181

13

Nome de evento - 197

07

03

Titulo uniforme - 198

905

16

I

Fonte: Dos autores .

Cada um dos campos gerou uma lista. Foram corrigidos inicialmente os
descritores dos campos 151, 195, 196, 197, 198 e os campos específicos nos
registros bibliográficos a eles vinculados.
Concluída a revisão e correção dos descritores dessas listas, passou-se para
a lista do campo 150 (Assunto tópico), constituída por 1097 descritores considerados
incorretos. Os critérios foram os mesmos aplicados aos campos anteriores e mais
alguns específicos desse campo: plural e singular; descritores que contivessem
nomes geográficos, de pessoas, de entidades ou eventos; siglas; homônimos.
Os erros mais simples de grafia, digitação ou duplicidade foram corrigidos de
imediato. Os descritores que possuíam mais de três subcampos ou que tinham
necessidade de revisão quanto a sua atualização e desmembramento em novos
descritores (pós-coordenação) passaram pela análise e correção manual, na própria
lista impressa; posteriormente, foram corrigidos no Sistema.
Este processo de revisão e correção foi executado por uma Bibliotecária
indexadora e por um Bolsista concluinte do Curso de Biblioteconomia.

966

�i

Xminirio

~

tIwJoNolck

:,

IilIIitt_
ItllIfonnluwl.

=

Organização do conhecimento: indexação, catalogação, tesauros , ontologias, taxonomias,
padrões e protocolos (Z39.5, XML, etc.) e demais temas relacionados
Trabalho completo

4 Considerações Finais
As correções estão em processo final de execução, concomitante à redação
deste artigo. Porém, o seu término não significa a conclusão da inconsistência, pois
os critérios não contemplaram todas as incorreções. Novas listas deverão ser
emitidas e novos critérios definidos, mesmo que sem uma periodicidade préestabelecida.
Isso ocorre pelo fato do controle de autoridade ser um processo contínuo e
indispensável para a qualificação do trabalho do indexador e, principalmente, para a
qualificação da recuperação da informação, objetivo final do trabalho de indexação.
Mesmo em andamento, já é possível vislumbrar uma significativa melhora na
padronização no Catálogo de Autoridade de Assunto, e principalmente nos campos
de assunto dos registros bibliográficos.
Esta padronização fica clara comparando-se a Imagem 1 (com descritores
incorretos) e a imagem abaixo (com os descritores corrigidos) , onde estão
representados os 10 primeiros descritores das listas de 2010 e 2012
respectivamente :
Catalogação - Relatório de descritores do Cato de Autoridades,
por biblioteca
Emitido em 27/ 04/ 2012
Bibli oteca: FBC
Inclui os descritores Assunto (c ampo 150}

N.r.R.
000677864
00020962 1
000209623
000553688
000538461
000209806

Descritor
Abolição da escravatura: Bras il
Ação cultural
Ação cultural: São José dos Ausentes (RS)
Acervo: Aquisição : B ibliot eca
Acervo: Fitas de vídeo: Manuais
Acervo: Seleção: Biblioteca

000753656
000805887
000795656

Acervo bibli og ráfico: Preservação
Acervo bibli og ráfico: Reprocessamento
Acervo fonog r áfico

Imagem 2 - Recorte do novo relatório de descritores do Cato de Autoridades da Biblioteca .
Fonte: Biblioteca da Fabico.

Para alcançar este resultado foi preciso trabalhar inicialmente com o total de
9889 entradas de autoridade, incluídas aqui as listas de todos os campos. Após
análise de todas essas entradas, foram selecionadas 1173 para correção,
correspondendo ao percentual de 11 % do total dos descritores, conforme gráfico
abaixo :

967

�i

Xminirio

~

tIwJoNolck

:,

IilIIitt_
ItllIfonnluwl.

=

Organização do conhecimento: indexação, catalogação, tesauros , ontologias, taxonomias,
padrões e protocolos (Z39.5, XML, etc.) e demais temas relacionados
Trabalho completo

Tota l de
Descritores (9889)

Descritores
Incorretos (1173)

Gráfico - Percentual de descritores Corretos I Incorretos.
Fonte: Dos autores.

Até O momento foram corrigidas 977 entradas de autoridade e os 937
registros bibliográficos a elas vinculados. Com base nos resultados obtidos pode-se
comprovar a relevância de executar periodicamente este trabalho de consistência
dos descritores, sobre tudo em bibliotecas universitárias, onde a qualidade na
recuperação da informação é de vital importância para todas as categorias de
usuários.
No desenvolvimento deste trabalho de correção de descritores comprovou-se
a importância do planejamento das atividades no Setor de Processamento Técnico
da Biblioteca, pois a rotina no Setor não contempla atividades relativas
exclusivamente à correção de descritores. O planejamento oportunizou o
aproveitamento do tempo durante os períodos de redução do fluxo de trabalho,
fazendo com que paulatinamente, ao longo de alguns meses, o trabalho pudesse ser
executado, sem prejuízo de qualquer outra atividade de rotina da Biblioteca.

5 Referências
BOCCATO, V. R. C.; FUJITA, M. S. A indexação nas perspectivas das concepções
de análise de assunto em bibliotecas universitárias. Revista EDICIC, v.1, n. 4,
p.208-220, Out./Dez. 2011 . Disponível em : &lt;http://www.edicic.org/revista/&gt; . Acesso
em: 18 jun . 2012.

BURKE, P. Uma História social do conhecimento. Rio de Janeiro: Zahar, 2003.

GIL LEIVA, 1. ; RUBI, M. P.; FUJITA, M. S. L. Consistência na indexação em
bibliotecas universitárias brasileiras. Transinformação, Campinas, v. 20 , n. 3, p.

968

�i

Xminirio

~

tIwJoNolck

:,

IilIIitt_
ItllIfonnluwl.

=

Organização do conhecimento: indexação, catalogação, tesauros , ontologias, taxonomias,
padrões e protocolos (Z39.5, XML, etc.) e demais temas relacionados
Trabalho completo

233-253,
set./dez.,
2008 .
Disponível
em :
&lt;http://revistas.puccampinas.edu .br/transinfo/viewarticle.php?id=304&gt; . Acesso em: 18 jun . 2012 .

GUEDES, R. M.; DIAS, E. J. W . Indexação social : abordagem conceitual. Revista
ACB: Biblioteconomia em Santa Catarina, Florianópolis, v.15, n.1, p. 39-53 jan./jun .,
2010. Disponível em :
&lt;revista .acbsc.org .br/index.php/racb/article/download/686/754&gt; . Acesso em: 18 jun .
2012 .

HERRERO, C. P. EI control de autoridades. Revista de Biblioteconomia y
Documentación , Murcia, n. 2, p. 121-136, 1999. Disponível em :
&lt;www.um .es/fccd/anales/ad02/ad0200 .html&gt;. Acesso em : 15 fev. 2012 .

LANCASTER, F. W . Indexação e resumos : teoria e pratica . Brasília, DF : Briquet,
1993.

PINTO, A. M. B. 35 anos de ensino de Biblioteconomia em Porto Alegre. Porto
Alegre: Associação Rio-Grandense de Bibliotecários, 1984.

RANGANATHAN, S. R. The Five Laws of Library Science. Madras: Madras
Library Association, 1931. Disponível em :
&lt;http://arizona.openrepository.com/arizona/handle/1 0150/1 05454&gt; . Acesso em : 10
set. 2011.

SCHREINER, H. B. Sistema CALCO/UFRGS automação na Biblioteca Central da
UFRGS. Revista de Biblioteconomia de Brasília , v. 8, n. 12, jul./dez., 1980.

SILVA, B. Origem e evolução dos descritores. Rio de Janeiro: FGV, 1972.

STREHL, L. As folksonomias entre os conceitos e os pontos de acesso : as funções
de descritores, citações e marcadores nos sistemas de recuperação da informação.
Perspectivas em Ciência da Informação, v.16, n.2, p.101-114, jun/ago. 2011 .
Disponível em : &lt;http://dx.doi.org/1 0.1590/S 1413-99362011000200007&gt;. Acesso em :
18 jun . 2012 .

UNIVERSIDADE FEDERAL DO RIO GRANDE DO SUL. Biblioteca Central. Sistema
de Bibliotecas da UFRGS: Histórico, missão e contexto atual: PDI 2010-2014.
[Porto Alegre], 2011 .

969

�</text>
                  </elementText>
                </elementTextContainer>
              </element>
            </elementContainer>
          </elementSet>
        </elementSetContainer>
      </file>
    </fileContainer>
    <collection collectionId="49">
      <elementSetContainer>
        <elementSet elementSetId="1">
          <name>Dublin Core</name>
          <description>The Dublin Core metadata element set is common to all Omeka records, including items, files, and collections. For more information see, http://dublincore.org/documents/dces/.</description>
          <elementContainer>
            <element elementId="50">
              <name>Title</name>
              <description>A name given to the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51396">
                  <text>SNBU - Edição: 17 - Ano: 2012 (UFRGS - Gramado/RS)</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="49">
              <name>Subject</name>
              <description>The topic of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51397">
                  <text>Biblioteconomia&#13;
Documentação&#13;
Ciência da Informação&#13;
Bibliotecas Universitárias</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="41">
              <name>Description</name>
              <description>An account of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51398">
                  <text>Tema: A biblioteca universitária como laboratório na sociedade da informação.</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="39">
              <name>Creator</name>
              <description>An entity primarily responsible for making the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51399">
                  <text>SNBU - Seminário Nacional de Bibliotecas Universitárias</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="45">
              <name>Publisher</name>
              <description>An entity responsible for making the resource available</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51400">
                  <text>UFRGS</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="40">
              <name>Date</name>
              <description>A point or period of time associated with an event in the lifecycle of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51401">
                  <text>2012</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="44">
              <name>Language</name>
              <description>A language of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51402">
                  <text>Português</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="51">
              <name>Type</name>
              <description>The nature or genre of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51403">
                  <text>Evento</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="38">
              <name>Coverage</name>
              <description>The spatial or temporal topic of the resource, the spatial applicability of the resource, or the jurisdiction under which the resource is relevant</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51404">
                  <text>Gramado (Rio Grande do Sul)</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
          </elementContainer>
        </elementSet>
      </elementSetContainer>
    </collection>
    <itemType itemTypeId="8">
      <name>Event</name>
      <description>A non-persistent, time-based occurrence. Metadata for an event provides descriptive information that is the basis for discovery of the purpose, location, duration, and responsible agents associated with an event. Examples include an exhibition, webcast, conference, workshop, open day, performance, battle, trial, wedding, tea party, conflagration.</description>
    </itemType>
    <elementSetContainer>
      <elementSet elementSetId="1">
        <name>Dublin Core</name>
        <description>The Dublin Core metadata element set is common to all Omeka records, including items, files, and collections. For more information see, http://dublincore.org/documents/dces/.</description>
        <elementContainer>
          <element elementId="50">
            <name>Title</name>
            <description>A name given to the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="63357">
                <text>Controle de autoridade de assuntos nos campos 1XX: relato de experiência da Biblioteca da FABICO/UFRGS.</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="39">
            <name>Creator</name>
            <description>An entity primarily responsible for making the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="63358">
                <text>Gasperin, Inês Maria de Gasperin; Bernini, Ismael Maynard </text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="38">
            <name>Coverage</name>
            <description>The spatial or temporal topic of the resource, the spatial applicability of the resource, or the jurisdiction under which the resource is relevant</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="63359">
                <text>Gramado (Rio Grande do Sul)</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="45">
            <name>Publisher</name>
            <description>An entity responsible for making the resource available</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="63360">
                <text>UFRGS</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="40">
            <name>Date</name>
            <description>A point or period of time associated with an event in the lifecycle of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="63361">
                <text>2012</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="51">
            <name>Type</name>
            <description>The nature or genre of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="63363">
                <text>Evento</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="41">
            <name>Description</name>
            <description>An account of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="63364">
                <text>Apresenta um relato de experiência da Biblioteca da Faculdade de Biblioteconomia e Comunicação da Universidade Federal do Rio Grande do Sul Fabico/UFRGS sobre o controle de autoridade de assunto nos campos 150, 151, 195, 196, 197 e 198 do formato Machine Readable Cataloging - MARC21. Traz um breve histórico da Biblioteca, ressaltando a sua estrutura administrativa e o sistema de automação utilizado. Destaca a necessidade de estabelecimento de padrões para a correta alimentação do Catálogo de Autoridades de assunto no Sistema de Bibliotecas da Universidade, bem como a manutenção de catálogos cooperativos eficientes. Apresenta a metodologia desenvolvida para atender as especificidades da Biblioteca e os resultados alcançados.</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="44">
            <name>Language</name>
            <description>A language of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="69442">
                <text>pt</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
        </elementContainer>
      </elementSet>
    </elementSetContainer>
  </item>
  <item itemId="5942" public="1" featured="0">
    <fileContainer>
      <file fileId="5006">
        <src>http://repositorio.febab.org.br/files/original/49/5942/SNBU2012_081.pdf</src>
        <authentication>b561763430583dc72bb102f6fc615cf7</authentication>
        <elementSetContainer>
          <elementSet elementSetId="4">
            <name>PDF Text</name>
            <description/>
            <elementContainer>
              <element elementId="92">
                <name>Text</name>
                <description/>
                <elementTextContainer>
                  <elementText elementTextId="63356">
                    <text>Organização do conhecimento: indexação, catalogação, tesauros , ontologias, taxonomias,
padrões e protocolos (Z39 .5, XML, etc.) e demais temas relacionados
Trabalho completo

MODELOS DE REPRESENTAÇÃO DO CONHECIMENTO:
AVALIAÇÃO ESTRUTURAL DOS TESAUROS EM BIOTECNOLOGIA
Sue/y Oliveira Moraes 1
1Mestre em Sociedade e Cultura, Universidade Federal do Amazonas, Manaus, Amazonas

Resumo
Discorre sobre a importância do tesauro como um instrumento de
representação do conhecimento em Sistemas de Recuperação da Informação - SRI. A
pesquisa , de caráter qualitativo, está baseada no método bibliográfico documental e
exploratório-descritivo. Objetivando examinar a composição das linguagens
documentárias presentes nos tesauros supracitados. Analisa os tesauros existentes
na área da biotecnologia do ponto de vista da sua organização estrutural , tendo em
vista a criação de um voltado para a biodiversidade amazônica, levando em conta não
somente a inexistência de um, como também , a dificuldade da indexação,
recuperação e disseminação da informação nessa área de conhecimento. Pretendese que os resultados deste estudo possam subsidiar medidas que contribuam para a
elaboração e manutenção do tesauro em biotecnologia da Amazônia , e dessa forma
favorecer o desenvolvimento da região através de suas riquezas naturais.

Palavras-Chave:
Tesauro ; Linguagem documentária ; Biotecnologia.
Abstract
Discusses the importance of the thesaurus as a tool for knowledge
representation in Information Retrieval Systems - SRI. The research, qualitative, is
based on documentary and bibliographical method exploratory-descriptive. Aiming to
examine the composition of documentary languages present in the thesaurus above .
Analyzes the thesauri in the area of biotechnology in terms of its structural
organization, with a view to creating a facing Amazonian biodiversity, taking into
account not only the absence of one, but also the difficulty of indexing, retrieval and
dissemination of information in this field . It is intended that the results of this study
may support measures that contribute to the development and maintenance of the
thesaurus in biotechnology in the Amazon , and thus promote the development of the
region through its natural resources.

Keywords:
Thesaurus; Language documentary; Biotechnology.

948

�Organização do conhecimento: indexação, catalogação, tesauros , ontologias, taxonomias,
padrões e protocolos (Z39 .5, XML, etc.) e demais temas relacionados
Trabalho completo

1 Introdução
No contexto atual há uma sobrecarga de informação sem precedentes. Seja
pela página impressa, pelos meios e suportes eletrônicos, pelo rádio , pela televisão,
ou qualquer outro, o mundo está saturado de informação. Shenk (1997 , p.38) afirma
que ''[. .. ] a sobrecarga de informação emergiu como ameaça genuína [ .. .].
Enfrentamos agora a perspectiva da obesidade de informação".
A palavra informação, originada do termo latino informare , é permeada da
concepção de moldar um material como o oleiro faz com o barro, ou seja , pela
própria morfologia o termo enfatiza que ela é particular e individualmente assimilada,
de modo diferente, por cada um que com ela entra em contato. Com efeito , no
contexto atual, transformar informação em conhecimento implica, dentre outras
exigências, na necessidade de compreender e lidar com os mecanismos de busca e
recuperação existentes não só nos suportes eletrônicos como também nos demais
que, através do emprego da linguagem documentária, reúnem o conteúdo extraído
de vários suportes com a finalidade de permitir a recuperação da informação.
A linguagem documentária, enquanto codificadora e decodificadora, opera no
sentido de construir representações de conteúdos na expectativa de organizar a
informação para garantir sua posterior recuperação.
Lara (2001) afirma que o processo de representação em documentação se
desenvolve a partir da seleção de algumas qualidades (propriedade) que são mais
perceptíveis pelo indivíduo que está a indexar, fruto da segmentação de conteúdos e
Eco (1988 , p.55) complementa afirmando que diante um fenômeno desconhecido
"[00'] reagimos por aproximação, procuramos aquele recorte de conteúdo, já presente
na nossa enciclopédia, que bem ou mal parece prestar contas do novo fato".
Neste sentido, o processo de representação da informação documentária é
permeado por uma linguagem intermediária que opera pelo recorte dos conteúdos
de um dado texto visando organizar para transferir, transferir para permitir a
apropriação da informação. É, portanto, portadora de significados que demandam
por estudos sistematizados de modo a constituir análises que viabilizem a
compreensão de sua construção.
Assim , elegendo a área de biotecnologia pela relevância que ela possui no
contexto regional, este estudo busca examinar os aspectos estruturais e semânticos
dos tesauros dessa área , de modo a compreender a eficácia da linguagem
documentária adotada no processo de comunicação que ela desencadeia quando do
manuseio pelo usuário, que demanda por dominar um código subjetivo estabelecido
pelo indexador.
Deste modo, a comprovação da capacidade de organização do conhecimento
e conseqüente recuperação da informação por estes tesauros poderá contribuir para
a criação e consolidação de mecanismos desta natureza, com uma metodologia de
avaliação clara, pautada em modelos já disseminados internacionalmente, de forma
a beneficiar a geração de elementos que permitam a disseminação de saberes,
através de sua ágil recuperação com fim último de potencializar o desenvolvimento
da região e do uso da biota amazônica .
A biotecnologia é um processo tecnológico que permite a utilização de
material biológico (plantas e animais) para fins industriais. Por ser multidisciplinar,
envolve a aplicação em inúmeros bens e serviços obtidos através dela que favorece
o incremento de áreas como:
Agricultura - adubo composto, pesticidas, silagem , mudas de plantas, plantas
transgênicas, etc.

949

�Organização do conhecimento: indexação, catalogação, tesauros , ontologias, taxonomias,
padrões e protocolos (Z39.5, XML, etc.) e demais temas relacionados
Trabalho completo

Alimentação - pães, queijos, picles, cerveja , vinho, proteínas unicelular,
aditivos, etc.
Química - butanol, acetona , glicerol, ácidos, enzimas, metais, etc.
Eletrônica - biosensores.
Energia - etanol, biogás.
Meio ambiente - recuperação de petróleo, tratamento do lixo, purificação da
água .
Pecuária - embriões.
Fármacos - antibióticos, hormônios e outros produtos farmacêuticos, vacinas,
reagentes e testes para diagnósticos, etc.
Dentre as áreas acima relacionadas, este trabalho se debruçará sobre as de
alimentos e fármacos tendo em vista serem estes campos os que vêm apresentando
maior aplicabilidade quanto ao desenvolvimento de produtos e serviços oriundos da
biodiversidade amazônica .

o trabalho tem como objetivo
Geral
Examinar a composição das linguagens documentárias presentes nos
tesauros em biotecnologia .
•

• Específicos
- Identificar os tesauros existentes na área de biotecnologia , tendo como subárea
alimentos e fármacos;
- Investigar as peculiaridades estruturais de três tesauros em biotecnologia , tendo
como subárea produtos alimentícios e fármacos;
- Comparar a composição estrutural dos tesauros analisados;
- Apontar elementos que favoreçam a geração de um tesauros em biotecnologia
para a Amazônia .

2 Revisão de Literatura
A intensificação das relações sociais, culturais, políticas e econômicas entre
os países, conseqüência do crescente desenvolvimento científico e tecnológico,
conduz a uma demanda cada vez maior por informações produzidas por esta nova
sociedade constituída a partir da chamada globalização. Esse processo tem sido
consolidado pela intensa revolução nas tecnologias de informação e comunicação
que se apresentam em forma de produtos como os telefones, televisão,
computadores, bases e banco de dados sofisticados, etc.
Tal contexto tem favorecido a oferta em grande quantidade de informação
sendo que, tal abundância não é garantia de fácil acesso e absorção dos saberes
disponíveis quer seja pelos problemas ocasionados pelo analfabetismo tecnológico e
digital, quer seja pela ausência de mecanismos que assegurem a sua rápida e eficaz
recuperação.
Para melhor compreensão, neste estudo, informação deve ser entendida
como "[ ... ] conhecimento 1 inscrito (gravado) sob a forma escrita (impressa ou
numérica), oral ou audiovisual" (LE COADIC , 1996, p. 05), independente de qualquer
1 Resultado do ato de conhecer; ato pelo qual o espírito apreende um objeto. Conhecer é ser capaz de
formar a idéia de alguma coisa .

950

�Organização do conhecimento: indexação, catalogação, tesauros , ontologias, taxonomias,
padrões e protocolos (Z39 .5, XML, etc.) e demais temas relacionados
Trabalho completo

suporte físico , que segundo Miranda (1996, p.310) "[... ] não depende de registro
material para existir, e, por esse motivo requer novas abordagens teóricas e
metodológicas, novas práticas e novas tecnologias para seu ciclo de vida e
transformação" .
Diante do exposto, um dos meios possíveis de tornar mais democrático o uso
da informação é o desenvolvimento de investigações sistemáticas sobre sua
transferência e relação com a aprendizagem, ou seja, constituir mecanismos de
busca de informação mais eficazes e interativas que implicam no estudo de
vocabulários inter e multidisciplinares e em bases multilingüísticas que permitam a
sua fácil recuperação.
Gonzalez de Gomez (1993) destaca que o efeito globalizador dos mercados e
as tecnologias de informação pressupõem a vigência de uma premissa
epistemológica de máximo alcance, que assegure condições de uniformidade e
padronização lingüística no uso da informação, ou seja , para a autora assegurar o
acesso à informação disponibilizada nos mais variados meios e suportes significa
olhar atentamente para as questões que envolvem o modo como ela é armazenada,
criando padrões seguros para permitir uma eficaz recuperação.
Com base em Guinchat e Menou, (1994), é possível afirmar que a linguagem
documentária é concebida como um instrumento utilizado por um centro ou unidade
de informação para a representação do conteúdo dos documentos. Contudo, o uso
incorreto das linguagens naturais, ou seja aquela que não é padronizada,
prejudicará o tratamento da informação e, conseqüentemente, sua recuperação.
Por ser uma linguagem constituída de parâmetros estáveis e predeterminados
cultural e socialmente, vinculada a características institucionais, uma linguagem
documentária interfere nas formas de organização e disseminação da informação.
Para isso, as linguagens documentárias, ao serem estabelecidas, deverão ir ao
encontro das expectativas e necessidades dos usuários (LANCASTER, 1987).
Ademais, a atualização das linguagens documentárias deve ser uma
constante, devido às mudanças correntes na linguagem natural e na área de
especialidade. Guinchat e Menou (1994) sugerem controlar o emprego da linguagem
registrando-se as dificuldades e soluções encontradas, bem como a ocorrência dos
descritores. Deve-se, além disso, registrar os termos que não aparecem na
linguagem para futura decisão sobre eventual inclusão.
Todavia , embora o uso da terminologia seja crucial para referendar o
processo de construção de linguagens documentárias - e, com isso, possibilitar
melhor representação e recuperação da informação -, ela não garante por si só o
sucesso da comunicação documentária. Isso significa dizer que as hipóteses de
organização de tais linguagens são mais complexas do que poderia parecer
inicialmente, uma vez que a atividade de informar requer, além dos parâmetros de
um sistema conceitual , a observação das necessidades de uso ou recepção da
informação.
Ao contrário da função de dispor e localizar o documento na sua forma física
integral, as linguagens documentá rias - listas de cabeçalhos de assuntos e os
tesauros - orientam a organização intelectual para a desconstrução do texto em
língua natural e sua representação codificada e sintética, constituindo-se em
instrumento de análise semântica e sintática. Visam , portanto, obter, por ocasião das
respostas aos pedidos de informação, um máximo de indicadores relevantes ou
pertinentes e, para tal , de coincidência entre as descrições de autoria do indexador e
as dos usuários.

951

�Organização do conhecimento: indexação, catalogação, tesauros , ontologias, taxonomias,
padrões e protocolos (Z39 .5, XML, etc.) e demais temas relacionados
Trabalho completo

Os tesauros possuem uma característica singular no âmbito das Linguagens
Documentárias que é a organização do seu campo terminológico. Segundo Leska
(1979), o desenvolvimento de terminologias é direcionado à melhor designação para
o significado dos conceitos. Este é, precisamente, o campo onde os tesauros se
identificam com os sistemas conceituais, ou seja, para cada conceito só pode existir
uma representação simbólica, designada por termo ou descritor.
A construção e, conseqüente, avaliação de um tesauro não é tarefa simples,
porém necessária ao bom desenvolvimento da linguagem controlada . Cada
linguagem construída é única, especial para um domínio do conhecimento e,
portanto, passível de ser modificada na mesma medida em que as línguas naturais
evoluem .
A avaliação dos tesauros deve ser uma constante , pois velhos conceitos em
desuso podem ser retomados. Os usuários do sistema de informação para o qual a
linguagem foi construída podem ter novas necessidades de informação, sejam elas
disciplinares ou interdisciplinares. Não importa se o tesauro vai ser gerado manual
ou automaticamente, pois, com certeza, todas essas hipóteses vão estar refletidas
na literatura, que é o ponto de partida para a construção de novas linguagens.

3 Materiais e Métodos
A pesquisa, de caráter qualitativo, está baseada no método bibliográfico
documental e exploratório-descritivo, sendo que buscou-se explorar as seguintes
temáticas: informação, linguagem documentária, tesauros, biotecnologia .

3.1 Universo e amostra
Através de levantamento preliminar na Internet, identificou-se dez tesauros
contendo assuntos como alimentos, bebidas, agricultura, fármacos e outros tantos
relacionados a biotecnologia . Dos tesauros identificados, arrolou-se oito por serem
os mais significativos no que tange a proeminência para a área, sendo desses
eleitos três que compuseram a amostra desta pesquisa .
a) Tesauro Cadeia Alimentar - TCA - organizar informação sobre alimentação e
nutrição. Envolve vários tipos de agentes sociais, tais como: produtor,
distribuidor, especialista no tema, elaborador de políticas públicas,
consumidor e/ou apreciador da boa mesa.
b) Macrothesaurus OECD Chapter Heading - relaciona áreas da agricultura,
indústria, biologia, bioquímica, alimentos, nutrição, fármacos , biotecnologia,
etc.
c) Tesauro de Alimentos e Bebidas HONselect - relaciona exaustivamente a
área de bebidas e alimentos, focos de atuação da biotecnologia.
d) Thesaurus Canadian de Ciência e Tecnologia - cobre exaustivamente a área
de engenharia, construção civil, ciência e tecnologia, dentro dessa última
comporta um item que trabalha com a biotecnologia .
e) Thesaurus EnVoc - vocabulário controlado do sistema INFOTERRA, que
trabalha com informação sobre meio ambiente.
f) Tesauro Alfabético Conceitual - aborda às áreas de agricultura e alimentos.
g) Tesauro do BCDAM - enfoca a área de meio ambiente, em especial a
recuperação de petróleo, tratamento do lixo, purificação da água . Assuntos
tratado dentro da biotecnologia .

952

�Organização do conhecimento: indexação, catalogação, tesauros , ontologias, taxonomias,
padrões e protocolos (Z39 .5, XML, etc.) e demais temas relacionados
Trabalho completo

h) Glossário de Biotecnologia para a Agricultura e Alimentação - enfocando a
agricultura e os alimentos com especial atenção à biotecnologia .
Nesta pesquisa , selecionou-se os tesauros de Alimentos e Bebidas
HONselect; o Tesauro Cadeia Alimentícia - TCA e o Glossário de Biotecnologia para
a Agricultura e Alimentação, pela abrangência ampla que eles apontam , por estarem
voltados diretamente para bens e produtos da área de biotecnologia e por
apresentarem os itens selecionados para análise.

Variáveis de análise
Considerando os parâmetros de avaliação dos tesauros expostos na literatura
por Lancaster (1993) e Urdiciain (1998), foram adotadas as seguintes variáveis de
análise para atingir aos objetivos propostos por esta pesquisa :
a) Forma de apresentação - alfabética, sistemática ou gráfica.
• Alfabética - os descritores e os não descritores se agrupam em uma
única seqüência alfabética junto com suas relações.
• Sistemática - estruturado em duas partes. A primeira é a principal,
contém as categorias ou hierarquias e a segunda é a auxiliar, consta de
um índice alfabético que conduz os usuários a seção semântica
correspondente a que pertence o termo.
• Gráfica - os termos se apresentam em forma de gráfico, onde se
associam os termos relacionados.
b) índice e/ou introdução - identificação de instrumento que permita ao usuário
ser auxiliado em relação ao manuseio dos tesauros explicitando suas
características no âmbito de aplicação.
c) Tamanho - levantamento do número de descritores que compõe o tesauro.
d) Tipos de Relacionamento - estabelecimento de comparações por semelhança
e diferenças entre os conceitos, quer seja para defini-los,nomeá-los ou ordenálos.
e) Quantidade de notas esclarecedoras registradas por tesauros - chamadas de
Nota de Escopo, que são utilizadas para indicar o conceito do termo. É indicada
na estrutura por:
o NE - Nota de Escopo
f) Morfologia das palavras - uso que se faz nos tesauros das formas das
palavras, singular ou plural , e se os descritores se expressam por meio de
entradas diretas, sem inversão dos termos, respeitando a ordem natural das
expressões.
g) Idiomas - facilidade para os usuários, pois na utilização dos tesauros pode
selecionar a língua que mais tem afinidade.
Procedimentos de coleta de dados
Após seleção pela Internet, realizou-se a análise individualizada de cada
um considerando as variáveis eleitas. Posteriormente, a partir da análise
individual que priorizou o exame das características consideradas essenciais para
um tesauro com bom nível , efetuou-se a análise comparativa.

4 Resultados Parciais/Finais

953

�Organização do conhecimento: indexação, catalogação, tesauros , ontologias, taxonomias,
padrões e protocolos (Z39 .5, XML, etc.) e demais temas relacionados
Trabalho completo

A biotecnologia promove impactos em diversos setores industriais por meio de
técnicas inovadoras e pela promoção de verdadeira revolução no tratamento de
doenças, no uso de novos medicamentos para aplicação humana e animal , na
multiplicação e reprodução de espécies vegetais e animais, no desenvolvimento e
melhoria de alimentos, na utilização sustentável da biodiversidade, na recuperação e
tratamento de resíduos, dentre outras áreas com potencial crescente de aplicação.
Dessa forma, o que se verifica é que muitas instituições de pesquisa estão
produzindo e disponibilizando informações relevantes para contribuir com o
desenvolvimento da área tendo em vista que a pesquisa é ampla e demanda de
largo espaço.
Assim, a grande oferta de informações em biotecnologia associada a
transdisciplinaridade da área, exige que os saberes sejam disponibilizados de forma
ordenada visando favorecer sua localização e recuperação. Isto é possível de ser
observado pela oferta de instrumentos de linguagem controlada que favoreçam a
recuperação da informação.
O quadro 1, a seguir, sintetiza as análises efetuadas no corpus selecionado.

TESAUROS ANALISADOS
VARIÁVEIS SELECIONADAS

Alimentos e
Bebidas
HONselect

Tesauro Cadeia
Alimentícia TCA

Glossário de
Biotecnologia
para a
Agricultura e
Alimentação

Alfabética

Alfabética

Alfabética

índice e/ou introdução

Possui

Possui

Não
encontrado

Tamanho (nO de descritores)

33.000

Não encontrado

+ de 3.000

Tipos de Relacionamento
(equivalência, hierárquicas,
associativas) .

Equivalência,
hierárquicas,
associativas.

Equivalência,
hierárquicas,
associativas.

Equivalência,
hierárquicas,
associativas.

Possui

Possui

Possui

Singular

Singular

Singular

Forma de apresentação
(alfabética, sistemática ou
gráfica)

Notas esclarecedoras

Morfologia das palavras
(singular, plural)

954

�Organização do conhecimento: indexação, catalogação, tesauros , ontologias, taxonomias,
padrões e protocolos (Z39 .5, XML, etc.) e demais temas relacionados
Trabalho completo

Idiomas

Espanhol, alemão,
inglês, francês e
espanhol.

..

Português

Arabe,
espanhol,
francês e
inglês .

Quadro 1 - Tesauros avaliados com suas vanavels .
Fonte: Autoria própria.

A partir da análise e interpretação dos dados coletados, pode-se inferir, a
partir das variáveis eleitas, as seguintes considerações.
a) Forma de apresentação (alfabética, sistemática ou gráfica)
Com relação a forma de apresentação dos tesauros analisados, todos os
termos, preferidos ou não-preferidos, estão organizados em uma só seqüência
alfabética. A modalidade alfabética é a forma tradicional de apresentação dos
tesauros. Esta ordem é prática e permite que se localize rapidamente o termo
desejado.
b) índice e/ou introdução
Dois deles, o Alimentos e Bebidas HONselect e o Tesauro Cadeia Alimentícia
- TCA, possuem índice que permite ao usuário ser auxiliado em relação a utilização,
características e aplicação dos mesmos. Contudo, no Glossário de Biotecnologia
para a Agricultura e Alimentação, tal instrumento não foi encontrado. É oportuno
destacar que a existência do índice é de fundamental importância no tesauro pois, é
ele quem vai auxiliar o usuário em relação ao seu manuseio, explicitando suas
características no campo de aplicação.
A prevalência pelo emprego do elemento analisado demonstra que sua
apresentação não deve ser desconsiderada tendo em vista o favorecimento do uso.
c) Tamanho (nO de descritores)
Dos tesauros analisados, o de Alimentos e Bebidas HONselect, é o maior pois
comporta trinta e três mil termos relacionados a área de alimentos, bebidas e saúde .
O segundo é o Glossário de Biotecnologia para a Agricultura e Alimentação com
mais de três mil descritores. No Tesauro Cadeia Alimentícia - TCA não foi encontrado
um número especificado de termos.
Todos os tesauros analisados podem ser enquadrados em relação ao nível de
especificidade como macrotesauros, pois, abrangem uma ampla gama de assuntos
relacionados entre si , de diversas áreas do conhecimento humano.
d) Tipos de Relacionamento (equivalência, hierárquicas, associativas)
Todos os tesauros analisados adotam os três tipos de relacionamentos , o de
equivalência, hierárquico e associativos. Tal condição demonstra que esses
elementos são fundamentais para o bom desenvolvimento e recuperação da
informação por parte dos usuários. São as relações entre os termos que conferem a
um tesauro uma multiplicidade de usos, que vai da função até o auxílio na efetiva
recuperação da informação.
e) Quantidade de notas esclarecedoras registradas por tesauros
Todos os tesauros analisados possuem notas esclarecedoras. As notas
esclarecedoras são instrumentos importantes dentro da estrutura de um tesauros,

955

�Organização do conhecimento: indexação, catalogação, tesauros , ontologias, taxonomias,
padrões e protocolos (Z39 .5, XML, etc.) e demais temas relacionados
Trabalho completo

pois, permite ao usuário ter maior clareza de significado em relação ao termo
pesquisado e possibilita ainda relacionar com outros termos.
f) Morfologia das palavras (singular, plural)
Quanto a morfologia das palavras, todos trabalham utilizando termos no
singular. O objetivo principal do tesauro é dar assistência ao usuário (pesquisador ou
indexador) de maneira que ele consiga encontrar o termo que represente um
determinado significado para o que se procura, ou seja , com a ajuda do tesauro, o
usuário no momento da busca poderá identificar termos alternativos, que permitirá
descrever a informação contida no documento de forma mais adequada.
Destaca a recuperação no singular para o termo buscado no plural, o que
representa uma preocupação com a eficiência da recuperação.
g) Idiomas
As línguas representam um subsídio fundamental para a comunicação. Dessa
forma pode-se verificar que o tesauros de Alimentos e Bebidas HONse/ect é o que
mais se destaca pois trabalha com uma diversificação bem ampla, pois se encontra
traduzido para o espanhol, alemão, inglês, francês e espanhol.
Em segundo aparece o Glossário de Biotecnologia para a Agricultura e
Alimentação se encontra em árabe, espanhol , francês e inglês. O idioma árabe
infere surpresa , pois é uma novidade em relação aos tesauros analisados. Já o
Tesauro Cadeia Alimentícia - TCA se apresenta somente na língua portuguesa,
fazendo com que seu acesso seja restrito aqueles usuários que dominem o idioma
em questão. Ainda em relação a língua, os três tesauros analisados podem ser
enquadrados como multilíngues, pois, comportam descritores em mais de um
idioma.
A diversidade de idioma facilita o acesso ao qual o tesauro se propõe uma
vez que está disponível para acesso em rede.

5 Considerações Parciais/Finais
Neste espaço expressa-se , em sua primeira parte, as conclusões obtidas a
partir da coleta de dados realizada em atendimento aos objetivos a que se propôs a
pesquisar. Na segunda parte, registra-se as recomendações para trabalhos futuros
em relação ao tema tesauros e biotecnologia.
O objetivo geral deste estudo se constituiu no exame da composição das
linguagens documentárias presentes nos tesauros em biotecnologia. Em termos
específicos, objetivou-se investigar as peculiaridades estruturais de três tesauros em
biotecnologia, tendo como subárea produtos alimentícios e fármacos ; comparar a
composição estrutural dos tesauros analisados; apontar elementos que favoreçam a
geração de um tesauros em biotecnologia para a Amazônia .
Um trabalho desta natureza não apresenta conclusões fechadas , apenas
evidencia alguns pontos problemáticos, sinaliza possibilidades, prepara para futuras
análises. Com este posicionamento, os dados obtidos, ao longo deste estudo, permite
tecer algumas considerações.
Os sistemas de informações devem ser gerenciados de forma que o seu ciclo
de vida inclua análise, projeto, implementação, evolução operacional, deterioração e
substituição, possibilitando assim a criação de um sistema novo. Entretanto, as
metodologias de sistemas de informação foram desenvolvidas para favorecer uma

956

�Organização do conhecimento: indexação, catalogação, tesauros , ontologias, taxonomias,
padrões e protocolos (Z39 .5, XML, etc.) e demais temas relacionados
Trabalho completo

abordagem metódica de análise, no qual, o planejamento estratégico de sistemas de
informações seja um componente essencial da organização, e que, uma vez
implantado exigirá manutenção constante.
A análise conceitual vista aqui, diz respeito à interpretação do que o usuário
está a procura, enquanto a tradução é disponibilização para atender as suas
necessidades; pois os termos selecionados do vocabulário do sistema, está na
representação dessa necessidade de informação, que poderá ser considerada uma
estratégia de busca.
Dentre as linguagens controladas, os tesauros constituem um dos meios mais
utilizados para a indexação e recuperação de documentos e/ou informações. Sendo
assim, deve-se verificar se atendem às necessidades atuais de seus clientes
consumidores de informação.
O objetivo principal do tesauro é oferecer assistência ao usuário (pesquisador
ou indexador) de maneira que ele consiga encontrar o termo que represente um
determinado significado para o que se procura, ou seja, com sua ajuda o usuário, no
momento da busca, poderá identificar termos alternativos, que permitirá localizar a
informação contida no documento de forma adequada.
Após o estabelecimento de um sistema de informação e da definição do tipo
de linguagem de recuperação, pode-se considerar que para um bom desempenho, o
tesauro precisa de uma estrutura complexa e estar adaptado ao campo de interesse e
das necessidades dos usuários. Deve permitir alterações necessárias, sem a qual
certas áreas do conhecimento não poderiam ser desenvolvidas com maiores detalhes.
No entanto, caso não exista uma linguagem de recuperação adequada, será
necessário rever o que foi desenvolvido, sem contudo, desprezar o já existente, que
poderá fornecer subsídios para reordenação.
Assim, o volume de informação disponível atualmente , em especial nas áreas
científicas e tecnológicas, fez despertar para a necessidade de normalização e
controle dos vocabulários, principalmente devido ao aparecimento de ambigüidades
terminológicas, o que vem dificultando o rápido acesso à informação armazenada .
Enfim, a importância do tesauro como recurso auxiliar em um sistema de
recuperação da informação, e o grande volume de dados disponibilizados através das
tecnologias da informação faz verificar que esses dados precisam ser tratados de
forma padronizada e com metodologia capaz de facilitar a geração de informações
pertinentes.
Por fim, pretende-se que os resultados deste estudo possam subsidiar
medidas que contribuam para a elaboração e manutenção do tesauro em
biotecnologia da Amazônia , e dessa forma favorecer o desenvolvimento da região
através de suas riquezas naturais.
6 Referências
ECO, Umberto. Marco Pólo e o unicórnio. In : ___ Kant e o ornitorrinco. Rio de
Janeiro: Record, 1988.
o

GONZALES DE GOMEZ, M. N. A representação do conhecimento e o conhecimento
da representação: algumas questões epistemológicas. Ciência da Informação,
Brasília. V.22, n.3, p.217-222, set.ldez., 1993.
GUINCHAT, Claire; MENOU , Michel. Introdução geral às ciências e técnicas da

957

�Organização do conhecimento: indexação, catalogação, tesauros , ontologias, taxonomias,
padrões e protocolos (Z39.5, XML, etc.) e demais temas relacionados
Trabalho completo

informação e documentação. Trad . Míriam V. da Cunha. 2.ed . aum . Brasília, IBICT,
1994.
LANCASTER, F. W. Construção e uso de tesauro: curso condensado. Brasília :
IBICT, 1987.
_ _ _o

Indexação e resumos: teoria e prática. Brasília: Briquet de Lemos, 1993.

LARA, M. L. G. O unicórnio (o rinoceronte, o ornitorrinco ... ), a análise documentária
e a linguagem documentária. Data Gama Zero - Rev. de Ciência da Informação,
Brasília, v.2, n.6, p.1-12, dez. 2001 .
LE COADIC , Yves-François. A ciência da informação. Brasília, Briquet de Lemos,
1996.
LESKA, B. M. Theoretical and methodological problems og therminology. In :
INTERNATIONAL SYMPOSIUM , 1979, Warsaw. Proceedings ... [S .I. : s.n.], 1979.
MIRANDA, A. L. C. Globalizacion y sistemas de informacion: nuevos paradigmas y
nuevos desafios. Ciência da Informação, Brasília , v.3, n.3, p.308-313 . 1996.
SHENK, David . Data smog : serviving the information glut. New York: Harper Edge ,
1997.
URDICIAIN, Blanca Gil. Evaluación semántica y estructural de tesauros. Rev.
General de Información y Documentación, v.8, n.2, p.193-199, 1998.

958

�</text>
                  </elementText>
                </elementTextContainer>
              </element>
            </elementContainer>
          </elementSet>
        </elementSetContainer>
      </file>
    </fileContainer>
    <collection collectionId="49">
      <elementSetContainer>
        <elementSet elementSetId="1">
          <name>Dublin Core</name>
          <description>The Dublin Core metadata element set is common to all Omeka records, including items, files, and collections. For more information see, http://dublincore.org/documents/dces/.</description>
          <elementContainer>
            <element elementId="50">
              <name>Title</name>
              <description>A name given to the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51396">
                  <text>SNBU - Edição: 17 - Ano: 2012 (UFRGS - Gramado/RS)</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="49">
              <name>Subject</name>
              <description>The topic of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51397">
                  <text>Biblioteconomia&#13;
Documentação&#13;
Ciência da Informação&#13;
Bibliotecas Universitárias</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="41">
              <name>Description</name>
              <description>An account of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51398">
                  <text>Tema: A biblioteca universitária como laboratório na sociedade da informação.</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="39">
              <name>Creator</name>
              <description>An entity primarily responsible for making the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51399">
                  <text>SNBU - Seminário Nacional de Bibliotecas Universitárias</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="45">
              <name>Publisher</name>
              <description>An entity responsible for making the resource available</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51400">
                  <text>UFRGS</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="40">
              <name>Date</name>
              <description>A point or period of time associated with an event in the lifecycle of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51401">
                  <text>2012</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="44">
              <name>Language</name>
              <description>A language of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51402">
                  <text>Português</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="51">
              <name>Type</name>
              <description>The nature or genre of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51403">
                  <text>Evento</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="38">
              <name>Coverage</name>
              <description>The spatial or temporal topic of the resource, the spatial applicability of the resource, or the jurisdiction under which the resource is relevant</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51404">
                  <text>Gramado (Rio Grande do Sul)</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
          </elementContainer>
        </elementSet>
      </elementSetContainer>
    </collection>
    <itemType itemTypeId="8">
      <name>Event</name>
      <description>A non-persistent, time-based occurrence. Metadata for an event provides descriptive information that is the basis for discovery of the purpose, location, duration, and responsible agents associated with an event. Examples include an exhibition, webcast, conference, workshop, open day, performance, battle, trial, wedding, tea party, conflagration.</description>
    </itemType>
    <elementSetContainer>
      <elementSet elementSetId="1">
        <name>Dublin Core</name>
        <description>The Dublin Core metadata element set is common to all Omeka records, including items, files, and collections. For more information see, http://dublincore.org/documents/dces/.</description>
        <elementContainer>
          <element elementId="50">
            <name>Title</name>
            <description>A name given to the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="63348">
                <text>Modelos de representação do conhecimento: avaliação estrutural dos tesauros em biotecnologia.</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="39">
            <name>Creator</name>
            <description>An entity primarily responsible for making the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="63349">
                <text>Moraes, Suely Oliveira</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="38">
            <name>Coverage</name>
            <description>The spatial or temporal topic of the resource, the spatial applicability of the resource, or the jurisdiction under which the resource is relevant</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="63350">
                <text>Gramado (Rio Grande do Sul)</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="45">
            <name>Publisher</name>
            <description>An entity responsible for making the resource available</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="63351">
                <text>UFRGS</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="40">
            <name>Date</name>
            <description>A point or period of time associated with an event in the lifecycle of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="63352">
                <text>2012</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="51">
            <name>Type</name>
            <description>The nature or genre of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="63354">
                <text>Evento</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="41">
            <name>Description</name>
            <description>An account of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="63355">
                <text>Discorre sobre a importância do tesauro como um instrumento de representação do conhecimento em Sistemas de Recuperação da Informação - SRI. A pesquisa, de caráter qualitativo, está baseada no método bibliográfico documental e exploratório-descritivo. Objetivando examinar a composição das linguagens documentárias presentes nos tesauros supracitados. Analisa os tesauros existentes na área da biotecnologia do ponto de vista da sua organização estrutural, tendo em vista a criação de um voltado para a biodiversidade amazônica, levando em conta não somente a inexistência de um, como também, a dificuldade da indexação, recuperação e disseminação da informação nessa área de conhecimento. Pretende- se que os resultados deste estudo possam subsidiar medidas que contribuam para a elaboração e manutenção do tesauro em biotecnologia da Amazônia, e dessa forma favorecer o desenvolvimento da região através de suas riquezas naturais.</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="44">
            <name>Language</name>
            <description>A language of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="69441">
                <text>pt</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
        </elementContainer>
      </elementSet>
    </elementSetContainer>
  </item>
  <item itemId="5941" public="1" featured="0">
    <fileContainer>
      <file fileId="5005">
        <src>http://repositorio.febab.org.br/files/original/49/5941/SNBU2012_080.pdf</src>
        <authentication>0b99547435ca34520f2844b862676f01</authentication>
        <elementSetContainer>
          <elementSet elementSetId="4">
            <name>PDF Text</name>
            <description/>
            <elementContainer>
              <element elementId="92">
                <name>Text</name>
                <description/>
                <elementTextContainer>
                  <elementText elementTextId="63347">
                    <text>Organização do conhecimento: indexação, catalogação, tesauros , ontologias, taxonomias,
padrões e protocolos (Z39 .5, XML, etc.) e demais temas relacionados
Trabalho completo

AUTOMAÇÃO DO ACERVO DE PERiÓDICOS DO NÚCLEO
INTEGRADO DE BIBLIOTECAS DA UFMA: diretrizes para os
processos técnicos
Luhilda Ribeiro Silveira 1, Maria Amélia Almeida Estrela', Tatiana
Cotrim Serra Freire2
1

2

Bibliotecária, Especialista em Formação de Leitores, UFMA, São Luis - MA
Bibliotecária , Especialista em Ciência da Informação, UFMA, São Luís - MA

Resumo

o

trabalho propõe o estabelecimento de diretrizes norteadoras para automação do
acervo de periódicos do Núcleo Integrado de Bibliotecas da UFMA. Apresenta-se
uma revisão de literatura trazendo considerações sobre o panorama da automação
em bibliotecas, enfocando a gestão da informação pautada no uso de tecnologia da
informação. Expõe-se a metodologia a ser empregada no processo de automação,
com ênfase na execução dos processos técnicos, bem como os resultados
preliminares da sua efetivação.
Palavras-chave: Organização da informação, Automação de bibliotecas,
Acervo de periódicos .
Abstract
The paper proposes the establishment of guidelines for guiding the automation of the
collection of seriais of Integrated Core of libraries the UFMA. It presents a literature
review on the subject bringing considerations about automation in libraries, focusing
on information management based on the use of information technology. It explains
the methodology to be used in process automation, with emphasis on the
implementation of technical processes, as well as preliminary results of its
effectivation.
Keywords:
Seriais.

Information

Organization;

Library Automation;

Collection

of

1 Introdução
A necessidade de automatizar os processos em uma biblioteca decorre da
necessidade de agilidade e confiabilidade no desempenho de suas funções. O
avanço tecnológico propiciou àqueles que se dedicam a gerenciar dados e
informações diversas a possibilidade de integrar eficiência e eficácia ao seu
trabalho, e ainda deixar mais tempo disponível para as tarefas que necessitam da
criatividade e flexibilidade de operações que só o ser humano é capaz de
desempenhar.

938

�Organização do conhecimento: indexação, catalogação, tesauros , ontologias, taxonomias,
padrões e protocolos (Z39 .5, XML, etc.) e demais temas relacionados
Trabalho completo

A organização da informação se originou da necessidade de se lidar com
um volume cada vez maior de informações e documentos produzidos a cada
momento, assim as orientações no que tange os princípios para a organização de
dados, documentos e informações relacionadas às necessidades reais e atuais de
usuários fortalecem a relação que vem se estabelecendo entre os recursos
tecnológicos, e mais especificamente, a automação no gerenciamento de dados.
O acervo de periódicos que compõem o Núcleo Integrado de Bibliotecas
(NIB) da Universidade Federal do Maranhão (UFMA) conta com um vasto número de
títulos, das mais diversas áreas de conhecimento, no entanto, o fato do acervo não
ser automatizado gera um grande entrave na busca e na recuperação das
informações contidas nesse suporte, pois a probabilidade de que o material seja
utilizado pelos usuários diminui quando o mesmo não é recuperado pelo sistema de
automação na consulta ao acervo, assim sendo, embora o acervo de periódicos
tenha significativo potencial informacional à comunidade acadêmica, tal
potencialidade torna-se nula, uma vez que apenas os livros e demais suportes
informacionais poderiam ser recuperados nessa busca automatizada .
Destarte, o contexto da informatização em bibliotecas vislumbra uma
mediação pautada no gerenciamento de dados de modo a facilitar e melhorar a
relação entre usuários e a informação. Nesse sentido, a necessidade de um plano
de automação para o acervo de periódicos do NIB era vigente, visto que a
combinação da inovação tecnológica e a implementação de estratégias de qualidade
abrem inúmeras e promissoras possibilidades de satisfação das necessidades dos
usuários, por conseguinte, a excelência da instituição.
Nessa perspectiva a automação do acervo de periódicos da UFMA
possibilitará o gerenciamento desse acervo e a ampliação do seu uso. Para isso,
devem ser estabelecidas diretrizes para nortear esse processo, com vista na
otimização do fluxo das tarefas e rotinas do processamento informacional dos
periódicos, bem como, possibilitar oferecer de forma mais rápida e precisa um
conjunto de informações relativas a esse acervo como a disponibilização de um
catálogo automatizado (assunto , título e autor) que possibilitará maior utilização e
controle de uso do acervo.
2 Automação, gerenciamento e procedimentos eficazes: a escolha dos
produtos
O gerenciamento de processos e serviços em ambientes automatizados
envolve diferentes atividades das quais dependerá o desempenho de todo o
sistema. "[00'] O tratamento da informação, com a finalidade de recuperação e uso,
supõe conhecimento e aplicação conjunta de teoria , metodologia e prática".
(CALDERON et aI. , 2004 , p. 101).
"À medida que a importância da informação aumenta na sociedade atual,
os usuários de serviços de informação passam a ser mais exigentes, dando maior
destaque à gestão de serviços em bibliotecas" (SANTOS; FACHIN ; VARVAKIS,
2003).
A gestão de dados e informações relaciona-se com a administração do
seu valor informacional, indo além dos simples registro da informação. Nos dias

939

�Organização do conhecimento: indexação, catalogação, tesauros , ontologias, taxonomias,
padrões e protocolos (Z39 .5, XML, etc.) e demais temas relacionados
Trabalho completo

atuais, ferramentas tecnológicas possibilitam a localização e utilização da
informação em tempo hábil no processo de tomada de decisão.
A organização da informação se originou da necessidade de se lidar com
um volume cada vez maior de informações e documentos produzidos a cada
momento. As orientações no que tange os princípios para a organização de dados
documentos e informações relacionadas às necessidades reais e atuais de usuários
fortalece a relação que vem se estabelecendo entre os recursos tecnológicos, mais
especificamente, a automação e o gerenciamento de dados.
[ ... ) No mundo contemporâneo, as bibliotecas passaram a utilizar técnicas e
processos automatizados , e amparadas pelo conhecimento científico,
começaram a das um tratamento diferente em relação ao armazenamento,
registro, disseminação e recuperação da informação. (MORIGI ; PAVAN ,
2004 , p. 121).

Como afirmam Morigi e Pavan (2004, p.122), ''[. .. ] A automação é prérequisito para a otimização dos processos e serviços desenvolvidos e oferecidos
pelas bibliotecas, uma vez que beneficia o fornecimento de informações de maneira
mais veloz aos usuários. ".
Nos processos que compõem o gerenciamento de dados e informações
percebe-se que bibliotecas universitárias caminham para a dependência do emprego
das tecnologias de informação e comunicação ilustrada no processo de automação
inerente a tais tecnologias. "Diante desta realidade, é quase impossível imaginar as
tarefas de rotina realizadas em uma biblioteca sem o auxílio de processos
automatizados [... l". (MORIGI ; PAVAN , 2004, p. 122).
A aplicação de recursos tecnológicos nos serviços oferecidos pela
biblioteca ultrapassa a idéia simples de automação que a priori pode ser
incorporada. O processo de automação como diz Côrte (2002, p.35) "[. .. ] é uma
atividade que vai além da escolha, por mais detalhada que seja, de um software

[... l" .
Há ainda que se destacar uma tendência dentro do universo das
tecnologias de informação, especialmente no âmbito das instituições públicas - o
uso do software livre, isso trás novas possibilidades para o campo da automação e
conseqüentemente das bibliotecas. Observa-se que o próprio governo brasileiro tem
demonstrado apoio ao software livre, através de iniciativas como o estabelecimento
das diretrizes para implementação do Software Livre no Governo Federal, aprovado
em 2003, que dentre outras coisas prevê como diretrizes "Priorizar soluções,
programas e serviços baseados em software livre que promovam a otimização de
recursos e investimentos em tecnologia da informação". (BRASIL, 2003). Nessa
perspectiva surgem novas possibilidades para a automação de bibliotecas, no
entanto tais possibilidades não podem fazer com as escolhas dos produtos
prescindam de qualidade e atendam a demanda da instituição.
A escolha de um software exige, fundamentalmente, a análise da
ferramenta , seus recursos, suas potencialidades, a capacidade do parque
tecnológico institucional. Exige também a avaliação e atenção a outros
itens de igual importância que interferem diretamente no sucesso ou
fracasso do processo. [ ... ) Destacam-se a ISO 2709, o protocolo Z39.50 e o
formato MARC como três instrumentos essenciais
ao processo de
automação. (CÔRTE , 2002 , p. 36) .

Ainda segundo Côrte (2002, p. 36) outros aspectos são de grande
relevância além dos já apresentados para garantir o sucesso da implementação do
projeto, tais como conversão retrospectiva de dados, a instalação, os testes e as
garantias do software, o oferecimento de serviço de suporte técnico de qualidade, a

940

�Organização do conhecimento: indexação, catalogação, tesauros , ontologias, taxonomias,
padrões e protocolos (Z39 .5, XML, etc.) e demais temas relacionados
Trabalho completo

idoneidade do fornecedor, além de condições de oferecer treinamento dos usuários
e uma documentação confiável.
[ ...) qualquer iniciativa de informatização de uma biblioteca ou centro de
documentação deve, primeiramente, identificar a cultura , missão, objetivos
e programas de trabalho da organização; as características essenciais da
biblioteca com relação à sua abrangência temática , serviços e produtos
oferecidos ; os interesses e necessidades de informação dos usuários; a
plataforma tecnológica existente na instituição em termos de software e
hardware , bem como sua capacidade de atualização e ampliação, além
dos recursos humanos disponíveis. (CÔRTE et,al. 1999).

A necessidade de implantação de sistemas automatizados deve ser
acompanhada de cautela na hora de implementar um sistema, pois o grande
objetivo da automação é melhorar o desempenho das atividades fins da biblioteca
com base na eficiência e eficácia dos processos, não bastando simplesmente a
adoção de qualquer software de automação.

3 Metodologia
A metodologia empregada no processo de automação do acervo de
periódicos do NIB situa-se num contexto macro de perspectivas vislumbradas por
todo o Núcleo, pois esse processo de automação é parte de um empreendimento
maior que envolve a mudança de todo o sistema de automação do Núcleo de
Bibliotecas. Assim a automação desse acervo constitui-se como uma das inovações
que o novo sistema adotado pelo NIB possibilitará à sua comunidade acadêmica .
As atividades necessanas à automação dos periódicos serão
desenvolvidas pelos bibliotecários do Setor de Periódicos com o apoio de analistas
do Núcleo de Tecnologia da Informação (NTI) da UFMA, que darão o suporte técnico
no que concerne aos aspectos operacionais do sistema . As ferramentas e os
procedimentos serão descritos a seguir.
3.1 Ferramentas para Automação
A automação do acervo de periódicos do NIB será realizada com a
utilização do módulo Bibliotecas do Sistema Integrado de Gestão de Atividades
Acadêmicas (SIGAA), que se constitui de um conjunto módulos de operações para
gerenciar informações relativas a área acadêmica na Universidade (Figura 1).

941

�Organização do conhecimento: indexação, catalogação, tesauros , ontologias, taxonomias,
padrões e protocolos (Z39 .5, XML, etc.) e demais temas relacionados
Trabalho completo

lUHILDA RI BEIRO S ILVEIRA
NÚCLEO ItITEGRADO DE BI BUOTECAS (11.01.14.06)

1IS

M ENU PRI NCIPAL

Módu!Of

t'J,J CK, PMU I ,z,

AlunrNnh..

&amp;

"", AlIrirCllamado

Ajud ..

P O RTAIS

-------------

----

------------------------

SIGAA I tlud .. o d .. T.. cn o lo q ,a da Inf Drm .. ç ~o

( 98) 3301 8082 - br" Jo ufma b .. n . t a nc, . i

u3 5 43

Figura 1 - Menu principal do SIGAA
Fonte: Universidade Federal do Maranhão ([2012])

Por sua vez, o SIGAA faz parte do Sistema Integrado de Gestão (SIG) ,
software desenvolvido por pesquisadores da Universidade Federal do Rio Grande do
Norte (UFRN) e adquirido em cooperação pela UFMA, com o objetivo de armazenar
e gerenciar de forma integrada a informação da instituição. O módulo Bibliotecas no
SIGAA (Figura 2) permite a automação das tarefas como cadastro, catalogação,
empréstimos, controle estatístico do acervo das bibliotecas e etc. O módulo foi
desenvolvido baseado em padrões internacionais de catalogação como o MARC21,
e oAACR2.

LUHllDA RIBEIRO SILVEIRA Aml"ar 1' ;11&lt;41 /0

MôdulM

NÚCLEO IJiTEGRADO DE BI BLIOTECAS ( 11. 0 1. 14.06)

~ "'Iurarsenha

~ CaiHa Posbl

ti

Aj ... b

B I BLIOTECA

Controla t oda.!l parte d.!l inclus.§o das informaçõ e s

cat.!l l o gr~fi cas

no a ce rvo.

a

Ca ta logação
III Cat al oÇj.!l r Tít ulos e Mate riais com Tombamento
lEI Catalogar Titulas e M.,tl'! ri ais sl! m To mb~ml!lnto (pl!lri ódico~)
III Catalogação de Art igos de Periódicos (ana lít ica)
III Visual izar Catal o ~a~ões Incompletas de Títulos
III C~t~log~ r ~penas o Titulo (sem m~teri~i5)

D Ge r e n c ia m e n t o de Mate ri a is

a

IB Exe m p la res
III BalxarE::.:empl ar
IB Desfazer Baixa de Exe mplar
IB Remo v erExempl~ r
lEI Substituir Exemplar
IB F-!lscícul o5
lEI Ba ix ar Fascículo
lEI Desf~2e r B-!lix~ de Fi!lscículo
lEI Re m ove rFa scículo
III Subst ituir Fascículo

Co o pera çã o Técni ca
III Expo rtar Títu lo
III Ex portar Autorida de
III Carga dos Núme ros de Controle de Títu los da FGV
III Carga dos Números de Controle de Autoridad es da FGI,I

a

li P e ,qui ,a, n o Acerv o
IB Pesq ui s~rporTítul os
IB Pe s q u is~rporE xe mplares
IB Pesqui sarporFascículos
IB PesquiHlrpor Arti~o s de Periódicos

Cadastro Aut o ri d a d es
III Pesqu isar po r Auto ridades
III Catalogar Autondades
III Visual izar Catal o gaçõe~ Incompletas de Autoridades

li Gerenciador Eti uetas
Me nu Prin cip a l
S IGAA

I

Nucleo de Tecnolog ,a da Informaçii" - (98 ) 3301-8091

tre ,nament" ufma br - '13 5 43

Figura 2 - Menu do Módulo Bibliotecas do SIGAA
Fonte: Ambiente de teste do Sistema SIGAA UFMA

942

"'p "'''titCha mado

�Organização do conhecimento: indexação, catalogação, tesauros , ontologias, taxonomias,
padrões e protocolos (Z39.5, XML, etc.) e demais temas relacionados
Trabalho completo

o módulo Bibliotecas conta com 9 perfis distribuídos em abas de acordo
com as especificidades das atividades executadas no Núcleo de Bibliotecas. Para as
atividades relacionadas aos periódicos serão utilizadas principalmente as abas
Aquisições e Processos Técnicos , a primeira permite a inclusão dos títulos de
periódicos no sistema, e a segunda possibilita a inclusão da descrição detalhada dos
dados.
Um diferencial que a adoção do SIGAA trará para o NIB é que o mesmo
poderá ser acessado pela web , assim a consulta ao acervo e a utilização de outras
funcionalidades do sistema poderá ser feita a partir de qualquer lugar, e por qualquer
máquina que possua acesso à rede , há algum tempo, a consulta ao acervo do NIB
só estava sendo possível se a pessoa estivesse na instituição.
3.2 Procedimentos
A execução das atividades para a automação do acervo de periódicos será
realizada pelas bibliotecárias do Setor de Periódicos, e ocorrerá primeiramente com
o acervo da Biblioteca Central, que servirá de parâmetro para as demais unidades
setoriais, que na sequência também implementarão a automação dos seus acervos
de periódicos.
Nessa perspectiva a automação desse acervo será precedida da análise
de múltiplos fatores que possam afetar a execução das atividades, incluindo uma
etapa de testes no sistema . Assim , o estabelecimento de algumas diretrizes se faz
necessário para garantir a organização do processo.
3.2.1 Registro dos títulos
A partir da inserção dos títulos dos periódicos no sistema de automação do
SIGAA, o registro dos periódicos, que marca sua identificação e controle pelo NIB
será reiniciado, e uma nova ordem crescente será estabelecida para identificá-lo.
Esse registro segue ordem única e crescente de inserção dos diversos tipos de
materiais informacionais catalogados no sistema.
O novo registro dos títulos de periódico será feito paralelamente ao
inventário desse acervo, para que possam ser eventualmente identificados títulos
não correntes e/ou que possuam apenas fascículos isolados, estabelecendo-se
nesse momento as discussões para a tomada de decisão quanto à retirada ou não
desse material do acervo.
3.2.2 Catalogação dos títulos de periódicos
A catalogação dos títulos de periódicos no sistema segue o mesmo
padrão utilizado para catalogar livros sem tombamento , visto que não haverá tombo
de patrimônio a ser informado. Será utilizado um campo líder (Figura 3) para as
informações do processamento do registro.

943

�Organização do conhecimento: indexação, catalogação, tesauros, ontologias, taxonomias,
padrões e protocolos (Z39 .5, XM L, etc.) e demais temas relacionados
Trabalho completo

LÍDER( SE - PERIÓDICOS)

E:=J
E:=J
Esquem a de cara cte res ( 9 ) : E:=J
Forma to cata loga ção descritiv a ( 18 ) : E:=J
I &lt;&lt;
Status do re gistro ( 5 ):

E:=J
c=J
Nível de catal ogaçã o ( 1 7 ) : c=J
Ligaçã o de re gis tro ( 19 ) : c=J
II Próxi mo &gt; &gt; I
Tipo de re gistro ( 6 ) :

Nív e l bibliográfico ( 7 ) :

Tipo de controle ( 8 ) :

Volta r

II

Ca nce la r

Figura 3 - Página de edição do campo líder
Fonte: Universidade Federal do Maranhão ([2012])

Será ainda utilizado o campo variável de controle de dados 008 (Figura 4)
que é composto por informações codificadas sobre o registro num todo, bem como
de aspectos bibliográficos do documento que está sendo catalogado que possam ser
úteis à sua recuperação.
ooa(
Tip o de Data ( 6 ) :

SE - PERIÓDICOS)

E:::J

Dat a 1 (7, 1 0): ~

Dat a 2 ( 11, 14 ) : ~

Loca l Publica ção ( l S! 1 7 ):

c=J
Indefinido ( 20 ): c=J
Forma origina l do document o ( 22 ) : c=J
Naturaza do tra balho inteiro ( 24 ): c=J
Publica ção Gove rn ame ntal ( 28 ): c=J
Ind efini do ( 30! 32 ): c=J

Regul arida de ( 19 ):

Fr equencia ( 18 ):

Con ve nçõe s de e ntr ada ( 34 ) :

[c=J

Regi stro Modificado ( 38 ):

c=J

Tipo do peri ódico ( 21 ):
Forma do It em ( 23 ):
Natureza do Cont eúdo ( 25) 27 ):

Pub licação de Event o ( 29 ):
Alfa beto o rigin al ( 33 ) :

c=J
L:::J
c=J
c=J
c=J

E::::J
c=J

Idiom a ( 3S! 37 ): ~

Font e da Cata loga ção ( 39 ):

Vo lta r

«

[C'"a nce la r , ("""P'f'OXimo »

L::::J

I

Figura 4 - Página de edição do campo fixo de dados
Fonte: Universidade Federal do Maranhão ([2012])

A diferenciação maior quanto à catalogação do material se situa na
utilização dos campos variáveis do MARC, onde são empregados os mais
adequados para a catalogação de periódicos (Tabela 1).
Tabela 1 - Camp os d o MARC mais utlTIza d os na cata ogação d os ti.tu Ios d e p'eriódicos do NIB

I
I
I
I
I
I

ETIQUETAS

IDENTIFICAÇAO

022
041
090
245
260
300
310
321
362
500
650
856

Infernafional Sfandard Serial Nuber

I

Código de idioma
Número de Chamada Local

I

Título
Área de Publicação

I

Área da Descrição Física
Periodicidade da Publicação Corrente

I

Period icidade Anterior
Datas de Publicação

I

Nota Geral
Assunto Tópico

Localização de Acesso Eletrônico
Fonte: Elaborada pelas autoras

944

I

�Organização do conhecimento: indexação, catalogação, tesauros , ontologias, taxonomias,
padrões e protocolos (Z39 .5, XML, etc.) e demais temas relacionados
Trabalho completo

Para cada um das etiquetas acima especificadas se utilizará indicadores e
subcampos de acordo com a conveniência para a descrição dos dados bibliográficos
(Figura 5) . Embora sigam um padrão relativamente comum de descrição de dados,
os periódicos podem ainda, de acordo com as suas especificidades, necessitar da
utilização de outras etiquetas não especificadas na tabela acima .
rOR~lA"lO DO MATERIAL

LÍ DER

AY

CA MPO DE TA MAr4H O FI XO
ISSN - INTERNA TIONAL STANDARD SERIAL
t.uA8ER

O~3

__

(se

PERI0DJCOS)

LOR
008

030 9 o 9 c1 9989999prbfrz p A r '" '" A
a 14 15-68 14 im pres sa

li 'ti

CÓDIGO DO IDIOMA

.!!!! !!. _ ..!.

I. Y

NÚMERO DE CLASSIFKAÇÁO rEClMAL

0 80

A A

O"',, A

A

Oe ngA d

O1 @0 31

e ng

i h l

li por
0/9

f I O @i!i

24 5 O O a Aoj: a scientiarum

« 1 @(j 'S/

ü

LNVERSAL (eDU)

Ay

TÍTULOPRl\lCIPAL

.!. Unil' ersidade E:&gt;tadu a l de Mar inga

la 't

ÁREA DA PUBLICAçÃO, DlS TRIEiUÇÁO

ft I OO ~

26 0 _

..! Ma ringa,

It O

PR

.! A U nive rsid ~d e

Cf lO

11 0
A 't

DESCRIÇÃO FÍSICA

300

b il

AY

ÚLl iMA PERIODICIDADE

la Y

NOTA GERAL

.!!..!! __
500
-

,. y

NOTA GERAL

- -

5 00 _

.!. Trime5tral

'1 0 0 '"

a Co nti nuaca o de: Re l' ist:l Unimar Vol. 1, n , lago./nov. 1974 Vo l. 19 , n. 4 dez.

t

-

1 99 7. f o r mil do pela sub divisa0 de: Acta sci entia rum Vol. 20, n. 1 Mar. 1 99 8 Vol.24, n. 6 Dec. 2002

I .O ~

.!. S u btítulo varia

Figura 5 - Planilha para o preenchimento dos campos variáveis do MARC
Fonte: Universidade Federal do Maranhão ([2012])

Após a etapa do cadastramento dos títulos de periódicos serão inseridos
os dados referentes aos fascículos de cada coleção.

4 Resultados Parciais
Os bibliotecários do NIB iniciaram no mês de dezembro de 2011 a
utilização do ambiente de testes no módulo Bibliotecas do SIGAA. Essa utilização
objetiva promover maior familiaridade dos profissionais com o sistema, e permite
ainda que sejam feitas inclusões de dados no sistema de modo experimental, com
vista na análise e adequação das rotinas previstas no sistema em consonância com
as demandas da instituição.
Os bibliotecários do setor de periódicos iniciaram a utilização do ambiente
de teste realizando o cadastramento dos títulos de periódicos da Biblioteca Central,
para que fossem detectadas as necessidades específicas no sistema para esse tipo
de material, e assim fossem feitas correções e/ou adaptações pelos analistas de
sistema do NTI antes da implantação da versão definitiva.
Como o acervo de periódicos não era automatizado, não haverá migração
de dados prévios para o novo sistema , como está ocorrendo com os demais
materiais informacionais do NIB. Isso apresenta tanto aspectos positivos, em termos

945

�Organização do conhecimento: indexação, catalogação, tesauros , ontologias, taxonomias,
padrões e protocolos (Z39 .5, XML, etc.) e demais temas relacionados
Trabalho completo

de não haver erros a serem corrigidos durante uma eventual migração de dados,
quanto aspectos negativos, pois poderá tornar o processo mais demorado por conta
de se tratar de uma automação que iniciará do zero.
A previsão para o funcionamento completo do módulo Bibliotecas do
SIGAA é para o segundo semestre de 2012 , entretanto, o acervo de periódicos
poderá ainda não está completamente cadastrado, visto que haverá uma enorme
demanda composta tanto por títulos e fascículos que já existiam no acervo, quanto
pelos que continuarão chegando para integrar a coleção. Ainda assim , espera-se
que grande parte das informações dessa coleção já esteja disponível ao usuário.

5 Considerações Finais
Em termos gerais espera-se que a automação do acervo de periódicos
contribua para a elevação do padrão dos serviços oferecidos pelo NIB, pois esse
processo ampliará as possibilidades do acesso às informações contidas no acervo
de periódicos através da sua recuperação pelo sistema de automação .
A utilização de um software de automação que preconiza a utilização de
padrões internacionais para a descrição dos dados proporcionará à instituição mais
segurança quanto a futuras eventuais necessidades de mudança, atualização e/ou
ampliação do sistema. Há ainda que se ressaltar que a iniciativa de utilização de um
sistema de automação que funciona de modo integrado aos demais sistemas
administrativos da instituição é uma possibilidade de maior interoperabilidade entre
os diversos setores, padronizando serviços e evitando a desnecessária duplicidade
de cadastro de informações para execução das atividades.
Além disso, o trabalho realizado em conjunto envolvendo as discussões
entre os analistas de sistema e os bibliotecários do NIB tem se configurado como
uma possibilidade de compartilhar dados e ampliar saberes, pois se por um lado, a
implantação de um novo sistema pode inicialmente criar um clima de dúvidas,
incertezas e até mesmo de insegurança para quem opera as atividades no cotidiano
do Núcleo de Bibliotecas, por outro lado, faz emergir a necessidade desses
profissionais estarem abertos a mudanças e a novas possibilidades, bem como
possibilita adquirirem novas experiências e alargar seu leque de conhecimentos,
tanto pela execução do trabalho, quanto pelo diálogo estabelecido com os
colaboradores do NIB e com profissionais de outras áreas.

6 Referências

BRASIL. Diretrizes da Implementação do software livre no Governo Federal.
[2003]. Disponível em :
&lt;http://www.softwarelivre.gov.br/docu mentos/DiretrizesPla nejamento/view&gt;. Acesso
em: 25 mar. 2012.
CALDERON, Wilmara Rodrigues et aI. O processo de gestão documental e da
informação arquivística no ambiente universitário. Ciência da Informação, Brasília,
DF, v.33, n.3, p. 97-104, set./dez. 2004.

946

�Organização do conhecimento: indexação, catalogação, tesauros, ontologias, taxonomias,
padrões e protocolos (Z39 .5, XM L, etc.) e demais temas relacionados
Trabalho completo

CÔRTE , Adelaide Ramos. Avaliação de software para bibliotecas e arquivos . 2.
ed . São Paulo: Pélis, 2002 .
CÔRTE , Adelaide Ramos et aI. Automação de bibliotecas e centros de
documentação: o processo de avaliação e seleção de softwares. Ciência da
Informação, Brasília , DF, v. 28, n. 3, 1999. Disponível em :
&lt;http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&amp;pid=S01 0019651999000300002&amp;lng=pt&amp;nrm=iso&gt;. Acesso em : 3 mar. 2007 .
MORIGI , Valdir José; PAVAN, Cleusa . Tecnologias de informação e comunicação:
novas sociabilidades nas bibliotecas universitárias. Ciência da Informação, Brasília ,
DF, v.33, n.1, p. 117-125, set./dez. 2004.
SANTOS, Luciano Costa ; FACHIN , Gleisy Regina Béries; VARVAKIS, Gregorio.
Managing . Gerenciando processos de serviços em bibliotecas. Ciência da
Infomação, Brasília, DF, v. 32, n. 2, 2003. Disponível em :
&lt;http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&amp;pid=S01 0019652003000200010&amp;lng=es&amp;nrm=iso&gt;. Acesso em : 3 mar. 2007 .
UNIVERSIDADE FEDERAL DO MARANHÃO. Sistema Integrado de Gestão de
Atividades Acadêmicas: bibliotecas. [2012] . Disponível em :
&lt;http://200 .137.132.199/sigaa&gt;. Acesso em : 10 fev. 2012 . Ambiente de teste web .

947

�</text>
                  </elementText>
                </elementTextContainer>
              </element>
            </elementContainer>
          </elementSet>
        </elementSetContainer>
      </file>
    </fileContainer>
    <collection collectionId="49">
      <elementSetContainer>
        <elementSet elementSetId="1">
          <name>Dublin Core</name>
          <description>The Dublin Core metadata element set is common to all Omeka records, including items, files, and collections. For more information see, http://dublincore.org/documents/dces/.</description>
          <elementContainer>
            <element elementId="50">
              <name>Title</name>
              <description>A name given to the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51396">
                  <text>SNBU - Edição: 17 - Ano: 2012 (UFRGS - Gramado/RS)</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="49">
              <name>Subject</name>
              <description>The topic of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51397">
                  <text>Biblioteconomia&#13;
Documentação&#13;
Ciência da Informação&#13;
Bibliotecas Universitárias</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="41">
              <name>Description</name>
              <description>An account of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51398">
                  <text>Tema: A biblioteca universitária como laboratório na sociedade da informação.</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="39">
              <name>Creator</name>
              <description>An entity primarily responsible for making the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51399">
                  <text>SNBU - Seminário Nacional de Bibliotecas Universitárias</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="45">
              <name>Publisher</name>
              <description>An entity responsible for making the resource available</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51400">
                  <text>UFRGS</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="40">
              <name>Date</name>
              <description>A point or period of time associated with an event in the lifecycle of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51401">
                  <text>2012</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="44">
              <name>Language</name>
              <description>A language of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51402">
                  <text>Português</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="51">
              <name>Type</name>
              <description>The nature or genre of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51403">
                  <text>Evento</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="38">
              <name>Coverage</name>
              <description>The spatial or temporal topic of the resource, the spatial applicability of the resource, or the jurisdiction under which the resource is relevant</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51404">
                  <text>Gramado (Rio Grande do Sul)</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
          </elementContainer>
        </elementSet>
      </elementSetContainer>
    </collection>
    <itemType itemTypeId="8">
      <name>Event</name>
      <description>A non-persistent, time-based occurrence. Metadata for an event provides descriptive information that is the basis for discovery of the purpose, location, duration, and responsible agents associated with an event. Examples include an exhibition, webcast, conference, workshop, open day, performance, battle, trial, wedding, tea party, conflagration.</description>
    </itemType>
    <elementSetContainer>
      <elementSet elementSetId="1">
        <name>Dublin Core</name>
        <description>The Dublin Core metadata element set is common to all Omeka records, including items, files, and collections. For more information see, http://dublincore.org/documents/dces/.</description>
        <elementContainer>
          <element elementId="50">
            <name>Title</name>
            <description>A name given to the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="63339">
                <text>Automação do acervo de periódicos do núcleo integrado de Bibliotecas da UFMA: diretrizes para os processos técnicos.</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="39">
            <name>Creator</name>
            <description>An entity primarily responsible for making the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="63340">
                <text>Silveira, Luhilda Ribeiro; Estrela, Maria Amélia A. Freire, Tatiana Cotrim Serra</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="38">
            <name>Coverage</name>
            <description>The spatial or temporal topic of the resource, the spatial applicability of the resource, or the jurisdiction under which the resource is relevant</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="63341">
                <text>Gramado (Rio Grande do Sul)</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="45">
            <name>Publisher</name>
            <description>An entity responsible for making the resource available</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="63342">
                <text>UFRGS</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="40">
            <name>Date</name>
            <description>A point or period of time associated with an event in the lifecycle of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="63343">
                <text>2012</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="51">
            <name>Type</name>
            <description>The nature or genre of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="63345">
                <text>Evento</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="41">
            <name>Description</name>
            <description>An account of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="63346">
                <text>O trabalho propõe o estabelecimento de diretrizes norteadoras para automação do acervo de periódicos do Núcleo Integrado de Bibliotecas da UFMA. Apresenta-se uma revisão de literatura trazendo considerações sobre o panorama da automação em bibliotecas, enfocando a gestão da informação pautada no uso de tecnologia da informação. Expõe-se a metodologia a ser empregada no processo de automação, com ênfase na execução dos processos técnicos, bem como os resultados preliminares da sua efetivação.</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="44">
            <name>Language</name>
            <description>A language of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="69440">
                <text>pt</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
        </elementContainer>
      </elementSet>
    </elementSetContainer>
  </item>
  <item itemId="5940" public="1" featured="0">
    <fileContainer>
      <file fileId="5004">
        <src>http://repositorio.febab.org.br/files/original/49/5940/SNBU2012_079.pdf</src>
        <authentication>3c444a548d69ac22bec31bbc428259d6</authentication>
        <elementSetContainer>
          <elementSet elementSetId="4">
            <name>PDF Text</name>
            <description/>
            <elementContainer>
              <element elementId="92">
                <name>Text</name>
                <description/>
                <elementTextContainer>
                  <elementText elementTextId="63338">
                    <text>._ ._.
1
~

MaooNldC"

:,

IilIIituUJ
.,.....tlIMlfrl

.... ..

=

Organização do conhecimento: indexação, catalogação, tesauros , ontologias, taxonomias,
padrões e protocolos (Z39 .5, XML, etc.) e demais temas relacionados
Trabalho completo

POSSIBILIDADES E DESAFIOS PARA A CATALOGAÇÃO EM
BIBLIOTECAS: AAPLlCAÇÃO DA NOVA NORMA PARA DESCRiÇÃO
E ACESSO DE RECURSOS (RDA)
Karyn Munyk Lehmukuhl, Liliane Vieira Pinheiro2, Raquel
Bernadete Machado3
Mestre em Ciência da Informação. Bibliotecária do Sistema de Bibliotecas da
Universidade Federal de Santa Catarina, Florianópolis, Santa Catarina.
2 Mestre em Ciência da Informação. Bibliotecária do Sistema de Bibliotecas da
Universidade Federal de Santa Catarina, Florianópolis, Santa Catarina .
3 Especialista em Gestão de Unidades de Informação. Bibliotecária do Sistema de Bibliotecas da
Universidade Federal de Santa Catarina , Florianópolis, Santa Catarina .
1

Resumo
O presente artigo propõe uma reflexão acerca da RDA, Resource Description and
Access, em português, Descrição e Acesso de Recursos. . no âmbito das bibliotecas
universitárias e como essa nova regra de catalogação irá afetar o processo de busca
e recuperação da informação pelos usuários e a forma com a qual os bibliotecários
catalogadores realizam seu trabalho. Para elaboração deste estudo foram
identificados na literatura trabalhos relacionados ao tema que permitissem
esclarecer a aplicação da RDA. Para contextualizar a discussão apresentou-se um
histórico e evolução da catalogação. Em seguida explicou-se a RDA e suas
diferenças com relação ao AACR2 apresentando exemplos práticos de obras
catalogadas segundo as duas regras. Por fim , são discutidas as possibilidades e
desafios com a implantação da RDA.

Palavras-Chave: Descrição e Acesso de Recursos; Catalogação; Representação
Descritiva .

Abstract
This article proposes a reflection about the RDA, Resource Description and Access,
in the context of university libraries and how that new cataloging rule will affect
information seeking and retrieval process for users and how cataloguing librarians
will perform their work. For this study were identified works related to the topic that
would allow clarifying the application of the RDA. To contextualize the discussion was
presented the cataloguing history and evolution . Then was explained RDA and its
differences comparing to AACR2 using practical examples of works cataloged under
both rules. Finally we discuss the possibilities and challenges concerning RDA
implementation.

Keywords: Resource Description and Access; Cataloguing ; Descriptive
Representation .

923

�._ ._.
1
~

MaooNldC"
IilIIituUJ

:,

.,.....tlIMlfrl

.... ..

=

Organização do conhecimento: indexação, catalogação, tesauros , ontologias, taxonomias,
padrões e protocolos (Z39 .5, XML, etc.) e demais temas relacionados
Trabalho completo

1 Introdução
Para ampliar o acesso às informações e facilitar a descoberta de recursos, as
bibliotecas universitárias devem acompanhar os avanços tecnológicos e a variedade
informacional, essenciais para a geração do conhecimento técnico e científico e para
a formação profissional. No contexto brasileiro, esse tipo de biblioteca destaca-se
de forma pioneira na adoção de novas tecnologias de informação e comunicação
para aprimorar ou mesmo oferecer serviços inovadores aos seus usuários.
As atividades de organização da informação, entre elas a catalogação, são
essenciais para a recuperação e localização da informação. Por meio dessa
atividade a obra é descrita a partir do título, autor(es), local de publicação, editora,
data de publicação e assunto(s) . Entretanto, as mudanças na sociedade implicam na
necessidade de atualizar as normas e padrões de catalogação, visando atender as
necessidades dos indivíduos ao oferecer ferramentas mais condizentes com tais
necessidades. Sendo assim, é imprescindível trazer à discussão a nova regra de
catalogação que, em breve, irá substituir o Anglo-American Cataloguing Rules, 2nd
edition, ou seja, a ROA, Resource Oescription and Access.
Esse trabalho propõe uma reflexão acerca da ROA, seu estágio atual e as
mudanças mais evidentes na prática da catalogação e para a descoberta de
recursos informacionais pelos usuários.

2 Materiais e Métodos
Para a realização deste estudo, foram identificados na literatura trabalhos
publicados sobre o tema, visando analisar os aspectos que possam elucidar a
aplicação da ROA em bibliotecas universitárias.
No segundo momento faz-se uma análise dos testes realizados pela Library
of Congress utilizando a ROA no MARC 21 a fim de comparar tais registros com
registros existentes elaborados de acordo com as normas do AACR.

3 A catalogação e a ROA
A organização da informação envolve, entre outras áreas da Biblioteconomia,
a catalogação que consiste na representação bibliográfica de um recurso dentro de
um sistema de controle de acervos. Para Mey (1995, p. 38), "a catalogação
compreende três partes: descrição bibliográfica, pontos de acesso e dados de
localização". A descrição bibliográfica refere-se à "representação sintética e
codificada das características de um item, de forma a torná-lo único entre os demais"
(MEY, 1995, p. 43).
Oe acordo com Mey e Silveira (2009, p. 7) a catalogação "implica no
levantamento das características desse registro e a cognição das características do
usuário". A catalogação promove o encontro entre o usuário e as informações de
que necessita e tem origem desde o surgimento das primeiras grandes bibliotecas e
teve como objetivo registrar os acervos bibliográficos. Com o passar dos tempos e o
surgimento de outras tecnologias, como a tipografia, surgem catálogos temáticos e
de autores e os sistemas de classificação. A catalogação tem importante
participação no controle bibliográfico universal, que objetiva desenvolver ferramentas

924

�._ ._.
1
~

MaooNldC"
IilIIituUJ

:,

.,.....tlIMlfrl

.... ..

=

Organização do conhecimento: indexação, catalogação, tesauros , ontologias, taxonomias,
padrões e protocolos (Z39 .5, XML, etc.) e demais temas relacionados
Trabalho completo

que permitem a organização da informação e sua posterior recuperação e acesso
(PICCO ; REPISO, 2012) .
Visando a adequada descrição dos itens para atender às demandas dos
usuários e para possibilitar a preservação das informações foram estabelecidos
princípios e padrões para a catalogação, ao longo da história da humanidade,
destacando-se os princípios de Paris, as normas ISBD, o formato MARC e o Código
de Catalogação Anglo-Americano.
Entretanto, com os avanços tecnológicos é necessário rever os padrões e
princípios que regem a catalogação. A IFLA realizou encontros sob o seu comando
para consultar catalogadores e elaborar uma versão atualizada dos Princípios
Internacionais de Catalogação, que ampliam o escopo dos anteriores ao incluir os
inúmeros tipos de materiais e os aspectos relacionados aos dados bibliográficos e
de autoridade (OLlVER, 2011 ; PICCO; REPISO, 2012) .
A Declaração dos Princípios Internacionais de Catalogação enquadra :
abrangência ; princípios gerais; entidades, atributos e relações ; objetivos e funções
do catálogo; descrição bibliográfica; pontos de acesso e fundamentos para
aperfeiçoamento da busca (INTERNATIONAL FEDERATION OF LlBRARY
ASSOCIATIONS AND INSTITUTIONS, 2009).
Posteriormente, foram definidos requisitos funcionais para os registros
bibliográficos e surge um novo modelo conceitual de descrição. Em 1998 foram
publicados os Requisitos Funcionais para Registros Bibliográficos (FRBR) e em
2009, os Requisitos funcionais para Registros de Autoridade (FRAD). Tais modelos
proporcionam uma base teórica e logicamente coerente para que, sobre ela, se
construa uma prática de descobrimento de recursos que seja mais adequada para o
usuário (OLlVER, 2011) .
Picco (2009) ressalta que o FRBR é o primeiro modelo conceitual para a
catalogação inspirado no modelo entidade-relacionamento advindo da informática.
Tal modelo baseia-se na percepção do mundo real , que consiste em um conjunto de
objetos definidos como entidades e nos relacionamentos existentes entre esses
objetos.
Mey e Silveira (2009) comentam que o modelo entidade-relacionamento foi
criado para o desenvolvimento de bases de dados relacionais, em contraposição às
bases de dados hierárquicas. Segundo Lourenço (2005, p. 78),
[.. .] foi idealizado por Peter Chen, no final da década de 1970 e vem sendo
estudado e aplicado até os dias atuais , sendo uma das ferramentas de
modelagem de dados mais comumente utilizadas no desenvolvimento de
sistemas gerenciadores de bancos de dados.

É importante destacar que os modelos FRBR não invalidam o uso dos
códigos de catalogação, ISBD, formato MARC e assemelhados. Os requisitos
tornaram-se a base conceitual utilizada para o aprimoramento de tais normas, regras
e formatos (MEY, SILVEIRA, 2009).
A FRAD surgiu como uma expansão dos FRBR com a finalidade de analisar
outras partes do registro bibliográfico, como os pontos de acesso.
Visando a aplicação destes requisitos foi elaborado o novo código de
catalogação, cuja sigla RDA pode ser traduzida para o português como Recursos:
descrição e acesso. A RDA ué a nova norma de catalogação que substitui as Angloamerican cataloguing rules, 2nd edition" (OLlVER, 2011, p. 17).

925

�._ ._.
1
~

MaooNldC"
IilIIituUJ

:,

.,.....tlIMlfrl

.... ..

=

Organização do conhecimento: indexação, catalogação, tesauros , ontologias, taxonomias,
padrões e protocolos (Z39 .5, XML, etc.) e demais temas relacionados
Trabalho completo

A ROA "é baseada em um conjunto de instruções práticas, que é
fundamentada em um conceito teórico que define a forma , a estrutura e o conteúdo
desta nova padronização" (SILVAet ai, 2012, p. 114). Mantém uma forte relação com
as AACR2 , apesar de pautar-se em uma estrutura teórica , ser projetada para o
ambiente digital e ter maior abrangência que as AACR2 . "Seu surgimento remonta à
necessidade de encontrar solução para problemas há muito entranhados nas
AACR." (OLlVER, 2011, p. 51).
Silva e outros (2012) enfatizam que a ROA é uma norma de conteúdo e
objetiva criar um grupo robusto de informações, que alimentam as bases de dados
atuais, e uma estrutura para os novos desafios de coleta e consulta de informação.
Segundo Corrêa (2008) essa norma foi desenvolvida para ser mais flexível e pode
ser aplicada independente do ambiente informacional, seja ele digital ou
convencional.
Como os modelos conceituais que dão base à ROA trazem uma nova forma
de olhar e descrever o objeto informacional, evidenciando as suas relações ao
descrever/catalogar um recurso informacional torna-se necessário identificar o que é
a obra, a expressão , a manifestação e o item. "A obra é realizada por meio de
expressão é concretizada em manifestação é exemplificada por item" (OLlVER,
2011, p. 24, grifo do autor) .
O novo código foi publicado em julho de 2010 e sua forte relação com o
modelo conceitual FRBR resulta da vontade de sintonizar-se com os avanços
tecnológicos. Por isso, foi definido de modo a compor a mesma realidade das bases
de dados (PICCO; REPISO, 2012).
As FRBR identificam três grupos de entidades, as quais, segundo Mey e
Silveira (2009), são o aspecto mais importante pois permitem um novo tipo de
abordagem dos registros bibliográficos: Oliver (2011) especifica estes grupos em :
a) Grupo 1: produtos do trabalho intelectual ou artístico, que tem como
entidades: obra , expressão, manifestação e item;
b) Grupo 2: responsáveis pelo conteúdo intelectual ou artístico, a produção física
e a disseminação, ou a custódia das entidades do primeiro grupo. O grupo
dois tem como entidades: pessoas físicas e pessoas jurídicas;
c) Grupo 3: assuntos, que tem como entidades: conceito, objeto, acontecimento,
lugar e todas as entidades dos grupos um e dois.
As entidades mencionadas devem ser consideradas na descrição de qualquer
recurso informacional.
O modelo conceitual é uma representação do universo bibliográfico real, no
qual diferentes entidades se relacionam entre si e podem ser descritas com distintos
elementos ou atributos. A entidade faz referências a coisas e objetos que devem ser
representados, os atributos são as suas características e as relações são os
vínculos ou relações entre elas (TAYLOR, 2007 apud PICCO; REPISO, 2012) . Por
meio desses modelos lógicos é possível o reexame, por especialistas da área, dos
princípios fundamentais escondidos por trás de formatos e regras de catalogação, de
modo a permitir uma modelagem mais correta e perfeita da representação descritiva
e, consequentemente, a uma melhor recuperação (LOURENÇO, 2005) .
Uma das contribuições do modelo FRBR é incorporar a dimensão do
conteúdo na catalogação para definir as entidades diretamente relacionadas com a

926

�._ ._.
1
~

MaooNl dC"
IilIIituUJ

:,

.,.....tlIMlfrl

.... ..

=

Organização do conhecimento: indexação, catalogação, tesauros , ontologias, taxonomias,
padrões e protocolos (Z39 .5, XML, etc.) e demais temas relacionados
Trabalho completo

obra e a expressão (PICCO, 2009).
A norma ROA é composta por 38 capítulos - o capítulo O é a introdução; 10
seções, divididas em 37 capítulos; e 13 apêndices (SILVA et aI. , 2012). A distribuição
da ROA ocorre como parte de uma ferramenta em linha denominada ROA Toolkit,
que inclui o conteúdo integral da norma e também documentos e funcionalidades
adicionais (OLlVER, 2011 ; ROA TOOLKIT, 2012).
A partir da ROA Toolkit é possível entender como a norma está estruturada . O
novo código se divide em dez seções e em uma parte introdutória que contempla os
objetivos e alcance do código. As seções abordam tanto a descrição dos atributos
(seção 1 a 4) como das suas relações (seção 5 a 10).
Na primeira seção são abordadas as instruções para registrar os atributos das
manifestações e dos itens. A seção 2 apresenta as instruções para registrar os
atributos da obra e expressão e a descrição do conteúdo . Na seção 3 estão as
instruções para registrar os atributos de pessoas, famílias e entidades. Já o capítulo
4 indica como registrar os conceitos, objetos, acontecimentos e lugares (ROA
TOOLKIT, 2012).
A partir da seção 5 estão as instruções para registrar as relações. As seções 5
e 8 indicam como registrar as relações entre a obra, a expressão, a manifestação e
o item, de acordo com o modelo FRBR. As seções 6 e 9 apresentam as instruções
para as relações da pessoa , família ou instituição com um recurso, seguindo o
modelo FRAO. As seções 7 e 10 apresentam as instruções para relacionar o tema
da obra , utilizando conceitos, objetos, eventos e lugares (ROA TOOLKIT, 2012).
Entre as vantagens da ROA Toolkit estão a possibilidade de comparar as
regras do atual código com a AACR2 e a de verificar fluxos de trabalho sugeridos
para a descrição de determinados recursos.

4 ROA e AACR2: principais mudanças
A ROA foi concebida para atender aos anseios de um conjunto de normas
mais voltado à realidade dos catálogos eletrônicos de bibliotecas e as diversas
fontes de informação em linha disponíveis. Entretanto, as suas regras foram
construídas com base nas regras do ACCR2 (JOINT STEERING COMMITTEE FOR
REVISION OF AACR, 2005). "Há também um esforço consciente para preservar a
compatibilidade com os dados dos registros AACR2 . Os dados ROA podem ser
codificados com a mesma norma MARC 21 usada em registros AACR2 ." (OLlVER,
2011, p. 5).
Anteriormente, a descrição bibliográfica voltava-se para os aspectos físicos
das entidades bibliográficas e em estabelecer o conteúdo das mesmas (PICCO,
2009). Ainda para esta autora, o novo código ROA irá permitir a descrição e acesso a
qualquer recurso e então permitirá um alcance maior das regras AACR2 que tinham
o foco nas obras impressas.
A grande diferença da norma ROA é o foco no usuário e nas tarefas
executadas ao descobrir recursos. Estas tarefas surgem nos modelos FRBR e
FRAO , que trazem uma nova forma de pensar os dados bibliográficos e autoridade,
e estão presentes em toda a norma (organização, estrutura e conteúdo) (OLlVER,
2011).
Ainda em relação às mudanças, Picco (2009) afirma que esta mudança de
abordagem não é menor porque, em geral, os usuários se dirigem a uma biblioteca

927

�._ ._.
1
~

MaooNldC"
IilIIituUJ

:,

.,.....tlIMlfrl

.... ..

=

Organização do conhecimento: indexação, catalogação, tesauros , ontologias, taxonomias,
padrões e protocolos (Z39 .5, XML, etc.) e demais temas relacionados
Trabalho completo

ou realizam uma busca em um catálogo interessados pelo conteúdo de uma
determinada entidade bibliográfica e não apenas por seus aspectos de
apresentação. No entanto, não se pode ignorar que a ênfase tradicional da descrição
é focada nos aspectos físicos ou de apresentação da informação, definindo-se a
catalogação como a descrição física dos documentos. Pode-se afirmar que à partir
da incorporação do modelo FRBR ocorre uma mudança significativa na prática e,
portanto, no próprio objeto da catalogação.
As mudanças proporcionadas pela ROA terão impacto no cotidiano dos
profissionais que realizam o trabalho de catalogação, pois a forma de analisar a obra
é diferenciada, exige uma descrição detalhista e que demandará inclusive um nível
cultural mais elevado para atender a essa nova forma de fazer catalogação.
Modesto (2011 , p. 1) analisa o novo olhar do catalogador frente à ROA e
afirma que a principal regra mexe com a "zona de conforto de catalogadores". Ele
questiona se os profissionais "estão conscientes sobre as mudanças e os seus
possíveis impactos nos serviços técnicos". O autor também indaga outras questões
referentes ao controle bibliográfico, incluindo formatos de comunicação e
intercâmbio, destacando o MARC21 . Para Modesto, "é clara a necessidade de
avaliar o cenário bibliográfico de forma mais ampla" .
Alguns estudos já foram iniciados para aplicação do modelo entidaderelacionamento. Lourenço (2005) aplicou esse modelo para criar um padrão de
metadados para teses e dissertações. Segundo a pesquisa , foi possível detectar
inconsistências de aplicação dos princípios básicos da catalogação. Além disso, o
estudo permitiu ampliar a visão de como as ferramentas de modelagem de dados
auxiliam no aperfeiçoamento e adequação de normas e padrões de representação
descritiva, no ambiente tradicional e digital.
Em outro estudo, Silveira (2007) analisou o impacto dos FRBR nos pontos de
acesso de responsabilidade social. Neste trabalho, a autora aponta diversas
mudanças relacionadas à prática da catalogação e destaca que a principal mudança
está no foco ao usuário. Segundo a autora , as regras eram estipuladas para facilitar
o trabalho do bibliotecário e a partir dos FRBR as regras são estipuladas para
facilitar as atividades dos usuários, implicando na revisão das regras, como a da
escolha dos pontos de acesso. Silva et ai (2012, p. 116) acrescenta que "a
terminologia utilizada nas AACR2 para cabeçalhos também muda na ROA e passa a
ser denominada pontos de acesso autorizados."
00 ponto de vista prático, já é possível conhecer as mudanças que, no
primeiro momento, ocorrerão na catalogação de materiais através dos testes já
realizados internacionalmente. Assim , para entender como será aplicada a ROA nas
bibliotecas universitárias consultou-se os testes da Library of Congress a fim de
comparar a catalogação de uma obra utilizando a ROA e a catalogação feita com
base no AACR2 .
É importante esclarecer que os testes, na realidade, são o resultado de um
esforço conjunto das três bibliotecas nacionais norte-americanas: Library of
Congress (LC), National Library of Medicine (NLM) e National Agricultural Library
(NAL). As três bibliotecas tinham como objetivo, ao testar, a ROA verificar sua
viabilidade operacional , técnica e econômica (LlBRARY OF CONGRESS, 2012).
Outro ponto relevante também tratado pelas três instituições foi a adaptação
do MARC21 para acomodar as necessidades criadas pela ROA. Sendo assim , na
Figura 1 é apresentado um registro elaborado pela LC seguindo a ROA. Constata-se

928

�._ ._.
1
~

MaooNl dC"
IilIIituUJ

:,

.,.....tlIMlfrl

.... ..

=

Organização do conhecimento: indexação, catalogação, tesauros , ontologias, taxonomias,
padrões e protocolos (Z39 .5, XML, etc.) e demais temas relacionados
Trabalho completo

que alguns campos não existem na estrutura atual do MARC21 .

=LDR 01570nam a2200373Ki 4500
=001 ocn697793103
=003 OCoLC
=005 20110201055509.0
=008 110121 s2011\\\\at\\\\\\\\\\\\001\0\eng\d
=010 \\$a 2009941964
=040 \\$aOCLCQ$beng$erda$cQBX
=020 \\$a9780538754286 (Student edition)
=020 \\$a0538754281 (Student edition)
=020 \\$z9780538754293 (Instructor's edition)
=020 \\$z053875429X (Instructor's edition)
=035 \\$a(OCoLC)697793103
=037 \\$aONLY US RDA TEST PARTICIPANTS SHOULD ADD INSTITUTION RECORDS
TO THIS MASTER RECORD ; NO CHANGES SHOULD BE MADE TO THE MASTER RECORD
=079 \\$aocn664722928
=049 \\$aQBXA
=100 1\$aGwartney, James D.
=245 10$aMacroeconomics :$bprivate and public choice l$cJames D. Gwartney, Richard L.
Stroup , Russell S. Sobel, David A. Macpherson.
=250 \\$a13th edition, 13e, Student edition.
=260 \\$aAustralia ;$aBrazil ;$aJapan ;$aKorea ;$aMexico ;$aSingapore ;$aSpain ;$aUnited
Kingdom ;$aUnited States :$bSouth-Western Cengage Learning ,$c[2011), copyright 2011 .
=300 \\$axxvii , 585 pages ;$c28 cm
=336 \\$atext$2rdacontent
=337 \\$aunmediated$2rdamedia
=338 \\$avolume$2rdacarrier
=500 \\$alncludes indexo
=505 O\$aThe economic way of thinking -- Markets and government -- Core macroeconomics
-- International economics -- Applying the basics : special topics in economics.
=700 1\$aStroup, Richard L.
=700 1\$aSobel, Russell S.
=700 1\$aMacpherson, David A.
=985 \\$acommonsetA$bIOrQBI
=994 \\$aCO$bDLC

Figura 1 - Registro elaborado segundo as normas da ROA
Fonte: LlBRARY OF CONGRESSoROA bibliographic records: text version . Disponível em:
&lt;http://www.loc.gov/catdir/cpso/RDAtesUrdatestrecords.html&gt;. Acesso em: 20 mar. 2012.

Para efeito de comparação a Figura 2 apresenta o mesmo registro catalogado
segundo as normas do AACR2 .
Uma das mudanças mais evidentes é a substituição da Designação Geral do
Material (DGM), antes registrada no subcampo h do campo 245, pelos campos 336,
337 e 338, o que requer uma descrição física mais detalhada da obra . Nesses
campos são descritas as informações referentes, respectivamente, ao tipo de

929

�._ ._.
1
~

MaooNldC"

:,

IilIIituUJ
.,.....tlIMlfrl

.... ..

=

Organização do conhecimento: indexação, catalogação, tesauros , ontologias, taxonomias,
padrões e protocolos (Z39 .5, XML, etc.) e demais temas relacionados
Trabalho completo

conteúdo, tipo de mídia e tipo de suporte . Segundo Oliver (2011), cada um desses
elementos conta com um vocabulário controlado, cujos termos foram selecionados
por sua adequação para o elemento, de forma a abranger todos os tipos possíveis
de conteúdo e suporte de forma .

r············· -

=LDR 00990nam a2200289Ka 4500
=001 oen697791029
=003 OCoLC
=005 20110201055509.0
=008 110121s2011\\\\at\\\\\\\\\\\\001\0\eng\d
=010 \\$a 2009941964
=040 \\$aOCLCQ$beng$eQBX
=020 \\$a9780538754286 (student ed .)
=020 \\$a0538754281 (student ed .)
=020 \\$z9780538754293 (instruetor's ed .)
=020 \\$z053875429X (instruetor's ed.)
=035 \\$a(OCoLC)697791 029
=037 \\$aONLY US RDA TEST PARTICIPANTS SHOULD ADD INSTITUTION RECORDS TO
THIS MASTER RECORD; NO CHANGES SHOULD BE MADE TO THE MASTER RECORD
=079 \\$aoen664722928
=049 \\$aQBXA
=245 OO$aMaeroeeonomies :$bprivate and publie ehoiee /$eJames D. Gwartney ... [et al.l .
=250 \\$a13th ed .
=260 \\$aAustralia ;$aMason, OH :$bSouth-Western Cengage Learning,$ee2011.
=300 \\$axxvii, 585 p. ;$e28 em.
=500 \\$alneludes indexo
=700 1\$aGwartney, James D.
=985 \\$aeommonsetA$bIOrQBI
=994 \\$aCO$bDLC
0.0.

0.0.

. . _ ••• _ _ _ _

•••• _.

Figura 2 - Registro elaborado segundo as normas do AACR2
Fonte: LlBRARY OF CONGRESSoROA bibliographic records: text version. Disponível em :
&lt;http://www.loc.gov/catdir/cpso/RDAtesUrdatestrecords.html&gt;. Acesso em: 20 mar. 2012.

Detalhando melhor, o campo 336 refere-se ao tipo de conteúdo, ou seja ,
como ele é expresso e por meio de qual dos sentidos humanos o conteúdo é
apreendido. Alguns dos termos adotados para descrever o tipo de conteúdo são:
texto, palavra falada , programa de computador, sons, imagem fixa .
No campo 337 são relacionadas às informações do tipo de mídia. Neste caso,
a mídia pode ser entendida como o tipo de dispositivo de intermediação necessário
para ver, tocar, exibir, etc. o conteúdo de um recurso. Quanto ao vocabulário adotado
podem ser: áudio, vídeo, computador, projetado, microforma.
Já no campo 338 é registrado o tipo de mídia, ou seja, o formato do meio de
armazenamento e invólucro de um suporte com relação ao tipo de dispositivo de
intermediação necessário para acessar ao conteúdo do recurso. Por exemplo, para
suporte de dados os termos que podem ser adotados são: cartão de memória, disco
de computador, recurso em linha.
No exemplo apresentado nas Figuras 1 e 2 verifica-se também a aplicação de
outra importante modificação de procedimento proposta pela RDA que é o registro

930

�._ ._.
1
~

MaooNl dC"
IilIIituUJ

:,

.,.....tlIMlfrl

.... ..

=

Organização do conhecimento: indexação, catalogação, tesauros , ontologias, taxonomias,
padrões e protocolos (Z39 .5, XML, etc.) e demais temas relacionados
Trabalho completo

de todos os indivíduos aos quais é atribuída responsabilidade pela obra . No caso do
exemplo apresentado na Figura 1 verifica-se que o primeiro autor identificado na
obra foi registrado no campo 100 e os demais no 700 . No campo 245 todos os
autores são informados, inutilizando a "Regra dos três" adotada no AACR2 (SILVA et
aI., 2012). Segundo Seikel e Steele (2011) os compiladores de trabalhos devem ser
considerados como o ponto de acesso preferido, registrando-se no campo 100.
Todos os autores serão registrados no campo 245/$c, independentemente do seu
número. Quanto ao termo latino et aI. este não será mais utilizado para designar
mais de três autores e ou criadores.
Ademais, outras expressões latinas não serão mais adotadas como o sine
loco (s.I.), poderá empregar informações por extenso e no idioma da agência
catalogadora . Outra mudança que reflete o contexto dos catálogos em rede é o
princípio da representação. Ou seja, as informações devem ser registradas conforme
estão apresentadas na obra, não importando incorreções e sem a necessidade de
abreviações. Na realidade, as abreviações aparecerão apenas se a informação
estiver abreviada na obra . O catalogador deve aceitar o que está vendo no material
e registrar as informações de forma fiel ao que é apresentado.
Silva et aI. (2012) complementam que é essencial seguir o princípio da
representação presente na Declaração de Princípios Internacionais de Catalogação,
a qual tem por objetivo facilitar e encorajar a tarefa do catalogador, reproduzir
fielmente o que está no documento. Ademais, para estes autores, o ponto de acesso
principal será o primeiro autor, e que se mencione os demais autores, em
conformidade com o objetivo principal de foco no usuário.
Com relação aos dados de autoridade também foram necessanas
modificações no MARC21 para viabilizar os relacionamentos entre as entidades
bibliográficas. A ideia é esmiuçar os registros de autoridade de modo a acomodar um
número de elementos fundamentais listados no item 8.3 da ROA, permitindo um
campo para diferenciar cada dado sobre um nome, por exemplo, local associado
(370), endereço (371), campo de atividade (372), afiliação (373), ocupação (374),
gênero (375), informações sobre a família (376) e língua associada (SEIKEL;
STEELE, 2011).
=LDR 00567nz a2200181n 4500
=001 11054
=005 20110111163100.0
=008 101123nl\azannaabn\\\\\\\\\\ln\aaa\\\\\c
=010 \\$ardatestCSt-r
=035 \\$a#1
=040 \\$aCSt-Law$beng$cCSt-Law$erda
=100 1\$aBlitz, James S.
=370 \\$aWashington, D.C.
=372 \\$acommunications law practitioner
=373 \\$aDavis Wright Tremaine, L.L.P.
=374 \\$aattorney
=670 \\$aMultichannel video compliance guide, une 2005 update:$bp. iii (James S. Blitz;
partner Davis Wright Tremaine, L.L.P.)
=985 \\$acommonsetU$bCSt

Figura 3 - Registro de dados de autoridade segundo a ROA
Fonte: LlBRARY OF CONGRESSoROA authority records: text version. Disponível em:

931

�._ ._.
1
~

MaooNldC"
IilIIituUJ

:,

.,.....tlIMlfrl

.... ..

=

Organização do conhecimento: indexação, catalogação, tesauros , ontologias, taxonomias,
padrões e protocolos (Z39 .5, XML, etc.) e demais temas relacionados
Trabalho completo

&lt;http://www.loc.gov/catdir/cpso/RDAtesUrdatestrecords.html&gt; . Acesso em: 20 mar. 2012.

Assim , para exemplificar, através do registro apresentado na Figura 3 é
possível saber que essa autoridade nasceu em Washington D.C (370\$a), que seu
campo de atividade é direito da comunicação (372), é afiliado ao escritório de direito
Oavis Wright Tremaine (373) e sua ocupação é advogado.
Observa-se que, ao aplicar a ROA, na estrutura já existente ou adaptada do
MARC 21 , não são exploradas todas as potencialidades propostas pelo modelo
inspirador da ROA. Acredita-se que a ROA traz alterações além das verificadas nos
registros testes da LC . Ao seguir os pressupostos do modelo, a descrição do recurso
é elaborada diferentemente de como ocorre nos sistemas atuais, pois é necessário
descrever os elementos (atributos) e estabelecer as relações entre estes.
Com base no exposto, acredita-se que o catálogo seria uma espécie de rede
em que as diferentes expressões (traduções, revisões , edições compactas, etc ..) e
manifestações (publicação da editora x, y ou z) de uma obra (criação intelectual ou
artística) estariam vinculadas a ela, como também as diferentes obras elaboradas a
partir do conteúdo desta obra (revisões críticas, avaliações, comentários) . Ao buscar
no catálogo, o usuário recupera o registro da obra e a partir deste registro encontra a
manifestação e expressão que mais se enquadre ao que realmente almeja, ou viceversa , como defende Picco (2009) ao afirmar que é importante que o catálogo
represente estas relações e assim , transforme-se numa excelente ferramenta para
investigação.
Oeste modo, a ROA é vista como uma ferramenta para a descoberta de
conhecimento e deve corresponder aos critérios de busca para que seja adequada
às necessidades do usuário (OLlVER, 2011; MORENO, 2009). Isto está em
consonância com as tarefas de usuários relativas a dados bibliográficos: encontrar,
identificar, selecionar e obter a entidade.
Assim, será ampliado o escopo de decisão do catalogador, que pode
estabelecer as relações entre os registros do catálogo. Picco (2009) afirma que cabe
ao bibliotecário a decisão de como aplicar o princípio de reunião e catalogação, de
modo a agrupar as obras sob um único cabeçalho no catálogo, ou estabelecer as
relações entre as obras da mesma rede ou família, para que o usuário recupere
tanto a obra como as que foram geradas a partir dela .

5 Possibilidades e desafios com a implantação da ROA
A implantação da ROA traz novas possibilidades para os usuários, justamente
por ter sido construída com foco no usuário. Entre as possibilidades apresentadas
pode-se destacar:
a) a melhor navegação e visualização dos registros;
b) a definição dos elementos de dados com precisão, pois os dados são
registrados em elementos apropriados, definidos e identificados sem
ambiguidade;
c) os dados servem à disponibilidade dos resultados, assim a exibição destes
fornece aos usuários informações com significado. Agrupa e reúne os
trabalhos mostrando as semelhanças e diferenças;
d) amplia a aplicação ao alcançar uma maior internacionalização, saindo do
contexto anglo-norte-americano ;

932

�._ ._.
1
~

MaooNl dC"
IilIIituUJ

:,

.,.....tlIMlfrl

.... ..

=

Organização do conhecimento: indexação, catalogação, tesauros , ontologias, taxonomias,
padrões e protocolos (Z39 .5, XML, etc.) e demais temas relacionados
Trabalho completo

e) utilização em outras comunidades de metadados, como a norma é aplicada
tanto aos recursos tradicionais (livros e periódicos impressos/eletrônicos)
como a documentos arquivísticos, documentos em repositórios digitais,
artefatos, entre outros;
f) os dados da biblioteca podem estar fora do catálogo, em outras
ferramentas , pois os dados ROA não precisam ser armazenados em
registros bibliográficos e de autoridade . A ROA pode ser aplicada tanto em
ambientes atuais - bases de dados com registros bibliográficos e de
autoridades - como em ambientes futuros - bases de dados que adotem o
modelo FRBR/FRAO e os registros são agrupados de acordo com a
entidade ;
g) continuidade pode ser tanto implantada hoje como nos cenários futuros ;
h) eliminação dos ruídos na descrição, pois não são utilizadas abreviaturas. O
catalogador é orientado a aceitar o que está no recurso e a descrição
coincide com a forma como os recursos são apresentados (OLlVER, 2011).
As possibilidades indicadas são vantagens para os usuários, para as
instituições, catalogadores e criadores de metadados (OLlVER, 2011). Para as
instituições as vantagens estão em satisfazer os usuários e ter mais visibilidade ao
tornar os dados da biblioteca utilizáveis em ambientes de rede. Para os
catalogadores oferece a "orientação concreta para corresponder às necessidades do
usuário e registrar dados que coincidam com as tarefas específicas do usuário"
(OLlVER, 2011 , p. 128).
A implantação da ROA vem como solução para problemas e dificuldades
apontados tanto por catalogadores como por usuários ao longo dos últimos anos,
impulsionados pelos avanços tecnológicos. Entretanto, por estar em fase de estudos
e testes ainda apresenta muitos desafios.
A ROA foi construída com base no modelo conceitual FRBR e FRAO, mas ao
aplicar a ROA no contexto e ferramentas existentes, hoje, impossibilita a aplicação
dos modelos. E como "a característica marcante da ROA é harmonizar-se com os
modelos conceituais FRBR e FRAO e ser coerente com os Princípios Internacionais
de Catalogação" (OLlVER, 2011, p. 126), sua aplicabilidade engessada pode tornála apenas uma adaptação das AACR. Picco e Repiso (2012) alertam que as
verdadeiras mudanças nos registros bibliográficos serão observadas a partir de
novas estruturas desenvolvidas.
Observa-se que o MARC21 e a própria estrutura do catálogo existente
atualmente não comportam a essência dos modelos FRBR e FRAO, que enaltecem
as características da rede, ao inspirar-se no modelo entidade-relacionamento. O
catálogo das bibliotecas é uma automatização do catálogo impresso, que não teve
mudanças na sua estrutura mesmo com o advento da Internet que revolucionou o
mundo informacional e, consequentemente, a busca e recuperação da informação.
Quanto ao MARC, Tillett (2011) afirma que os testes realizados pela LC para
verificar a viabilidade da ROA não tinham como foco testar também o MARC, porém
os participantes apontaram problemas que deixam claro que essa linguagem é uma
barreira para atingir os benefícios potenciais que o novo código pode oferecer para
levar efetivamente as bibliotecas para a web. Assim, uma das recomendações
suscitadas após o teste é progredir para o desenvolvimento de uma linguagem que
substitua o MARC.
Picco e Repiso (2012) colocam o Dublin Core como uma possibilidade para a

933

�._ ._.
1
~

MaooNldC"
IilIIituUJ

:,

.,.....tlIMlfrl

.... ..

=

Organização do conhecimento: indexação, catalogação, tesauros , ontologias, taxonomias,
padrões e protocolos (Z39 .5, XML, etc.) e demais temas relacionados
Trabalho completo

mudança nas estruturas atuais, pois afirmam que a vinculação da comunidade ROA
com o Oublin Core oferece a possibilidade de superar limitações do formato MARC.
Outra possibilidade é o uso das ferramentas da web semântica .
A ROA, baseada no modelo conceitual , traz modificações no âmago da
catalogação, principalmente na forma como se descreve o objeto informacional.
Apontar e divulgar os relacionamentos entre os recursos informacionais é a
grande inovação da ROA. Atualmente cada item é descrito isoladamente e só se
vincula aos demais pela autoria ou assunto em comum . Oliver (2011, p. 84) ressalta
que "nos catálogos atuais, não existe agrupamento segundo o tipo de relação." Por
isso, estabelecer relações entre os recursos torna-se um desafio na aplicação
da ROA.
A RDA oferece meios para registrar a natureza da relação. Os registros criados
com as AACR2 de fato incluíam informação sobre relações, mas a natureza
delas geralmente tinha de ser verificada pela leitura do reg istro. Informações
precisas sobre relações oferecem a possibilidade de criar caminhos úteis no
meio de enormes volumes de dados, ensejando ao usuário navegar com êxito
em grandes catálogos ou bases de dados; podem também ser usadas para
melhorar a ordenação, disposição e exibição dos resultados de buscas .
(OLlVER, 2011, p. 82) .

Os desafios estimulam a inovação na implantação da ROA, que trará
incontáveis vantagens aos usuários que buscam a informação. Com as mudanças
tecnológicas dos últimos anos o usuário modificou a sua forma de buscar a
informação, estão cada vez mais autônomos e querem que a informação esteja
disponível em apenas um clique.
Conners (2008) faz uma crítica aa ROA pela persistência na necessidade de
escolha da entrada principal , mantendo a mentalidade do AACR2 ao adotar o
MARC21 . Para este autor, os bibliotecários precisarão administrar a obsolescência
da entrada principal nos registros bibliográficos, a qual é desnecessária nos
catálogos em linha, pois apresentam um único registro completo da obra e os
usuários podem pesquisar por diversos pontos de acesso. Com o advento da
Internet, a entrada principal e o ponto de acesso principal perderam a função , mas
os catalogadores continuam a dedicar um tempo significativo e esforço intelectual
para determinar os pontos de acesso principais para muitas publicações
(CONNERS, 2008).
Com a transição para a ROA, o ponto de acesso principal passa a ser uma
escolha livre da unidade de informação no momento da catalogação, sem a
obrigatoriedade de escolher o autor em detrimento do título.
Vale ressaltar que isto vem ocorrendo pela aplicação da ROA nos sistemas
existentes e na estrutura do MARC que foram criados para comportar as regras
AACR2 . Para obter êxito na aplicação da ROA é necessário reformular o ferramental
existente de modo a comportar tanto a descrição dos atributos como as relações
associadas aos atributos.
A ROA traz a possibilidade de que o bibliotecário mude a sua postura e
descreva o objeto na forma como o usuário o procura. "A implantação da ROA exige
preparo e treinamento" (OLlVER, 2011, p. 111) por parte dos profissionais, os quais
deverão estar capacitados e sintonizados com os conteúdos das obras e se
portando como usuários que buscam a informação. "A ROA abre espaço para o
discernimento do catalogador; este precisa conhecer os princípios destinados a

934

�._ ._.
1
~

MaooNl dC"
IilIIituUJ

:,

.,.....tlIMlfrl

.... ..

=

Organização do conhecimento: indexação, catalogação, tesauros , ontologias, taxonomias,
padrões e protocolos (Z39 .5, XML, etc.) e demais temas relacionados
Trabalho completo

orientar as decisões quanto aos dados que são importantes para o usuário."
(OLlVER, 2011 , p. 111).
A catalogação a partir dos novos padrões exigirá mais conhecimento e
erudição do bibliotecário, pois a catalogação deve ser pensada como a
representação das entidades e o estabelecimento das relações entre as distintas
entidades e seu conteúdo, que adquire importância particular como contribuição para
a geração de novo conhecimento (PICCO , 2009).
Silveira (2007) ressalta que o bibliotecário deve estar mais atento às
particularidades dos usuários e demandará mais esforços para atender às
necessidades de informação. Além disso, a autora ainda destaca que o grande
impacto provocado pelos FRBR é a retomada das discussões sobre a catalogação
em nível teórico.
Picco e Repiso (2012) ainda defendem que os bibliotecários demonstraram
dificuldades em identificar corretamente as entidades da obra e expressão no
momento de registrá-los e no estabelecimento das relações.
No caso específico do Brasil, o primeiro desafio a ser superado é a tradução
do código para o idioma nacional. Também é importante fomentar o trabalho
cooperativo, porém isso só será possível após uma padronização mínima de códigos
e linguagens.

6 Considerações finais
As transformações na sociedade da informação e do conhecimento alteram
substancialmente a produção do conhecimento e organização e recuperação da
informação. Estas alterações implicam em mudanças nos padrões e na descrição
dos recursos informacionais.
A nova norma de catalogação ROA impulsiona estas transformações e por ser
pautada em um novo modelo conceitual exige mudanças mais profundas na
catalogação e na estruturação do catálogo, exigindo mudanças nas ferramentas:
MARC e sistemas. Para Lourenço (2005, p. 83) "é dominante o pensamento de que
é necessária uma mudança fundamental na catalogação que passa da filosofia da
descrição para a filosofia da recuperação".
Entretanto, o grande desafio é que as mudanças não ocorram somente no
registro dos recursos, do título e dos autores. "A ROA terá impacto imediato nos
catalogadores e também nos projetistas e gerentes de sistemas de bibliotecas"
(OLlVER, 2011, p. 6). A catalogação a partir dos novos padrões exigirá mais
conhecimento e erudição do bibliotecário, pois a catalogação deve ser pensada
como a representação das entidades e o estabelecimento das relações entre as
distintas entidades e seu conteúdo, que adquire importância particular como
contribuição para a geração de novo conhecimento (PICCO, 2009).
Quanto ao futuro próximo, a Library of Congress e outras bibliotecas irão
adotar a ROA à partir de 31 de março de 2013 e com isso será dado o primeiro
passo para a transição do AACR para a ROA. Porém, ainda serão necessárias
diversas alterações e mesmo uma mudança de mentalidade dos profissionais da
informação para que os conceitos do FRBR e FRAO sejam adotados em sua total
dimensão na aplicação da ROA.

935

�._ ._.
1
~

MaooNldC"

:,

IilIIituUJ
.,.....tlIMlfrl

.... ..

=

Organização do conhecimento: indexação, catalogação, tesauros , ontologias, taxonomias,
padrões e protocolos (Z39.5, XML, etc.) e demais temas relacionados
Trabalho completo

Referências
CONNERS, David. A ghost in the catalog : the gradual obsolescence of the main
entry. The Seriais Librarian , Philadelphia, v. 55, n. 1-2, p.85-97, 2008.
CORRÊA, Rosa Maria Rodrigues. Catalogação descritiva no século XXI : um
estudo sobre aRDA. 2008. 63 f. Dissertação (Mestrado em Ciência da Informação)Universidade Estadual Paulista Júlio de Mesquita Filho, Programa de PósGraduação em Ciência da Informação, Marília, 2008
INTERNATIONAL FEDERATION OF LlBRARY ASSOCIATIONS AND
INSTITUTIONS. Declaração de princípios internacionais de catalogação.
Tradução de Lídia Alvarenga et aI. 2009. Disponível em:
&lt;http ://www.ifla .org/files/catologuing/icp/icp_2009-pt.pdf&gt;. Acesso em: 02 dez. 2011.
JOINT STEERING COMMITTEE FOR REVISION OF AACR. Código de
catalogação anglo-americano. 2. ed . rev. 2002 . São Paulo (SP) : FEBAB/lmprensa
Oficial do Estado de São Paulo, 2005 .
LlBRARY OF CONGRESSoTesting Resource Description and Access (RDA).
Disponível em : &lt;http://www.loc.gov/bibliographic-future/rda/&gt;. Acesso em : 07 abr.
2012c.
LOURENÇO, Cíntia de Azevedo. Análise do padrão brasileiro de metadados de
teses e dissertações segundo o modelo entidade-relacionamento. 2005. 165 f.
Tese (Doutorado em Ciência da Informação) - Escola da Ciência da Informação,
Universidade de Minas Gerais, Belo Horizonte, 2005.
MEY, Eliane Serrão Alves. Introdução à catalogação. Brasilia : B. de Lemos, 1995.
MEY, Eliane Serrão Alves; SILVEIRA, Naira Christofoletti. Catalogação no plural.
Brasília : Briquet de Lemos, 2009.
MODESTO, Fernando. O formato da RDA reformata a formatação do formato
bibliográfico e a reforma do catalogador não informado. Ofaj Info home, jun. 2011 .
Disponível em : &lt;http://www.ofaj .com .br/colunas_conteudo .php?cod=609&gt; . Acesso
em : 28 jul. 2011 .
MORENO, Fernanda Passini. O modelo conceitual FRBR: discussões recentes e um
olhar sobre as tarefas do usuário. Encontros Bibli: Revista Eletrônica de
Biblioteconomia e Ciência da Informação, Florianópolis, v. 14, n. 27, p. 47-68, 2009 .
OLlVER, Chris. Introdução à RDA: um guia básico . Brasília : Briquet de Lemos,
2011 .
PICCO, Paola . EI objeto de la catalogación en el marco de las FRBR y el nuevo
código de catalogação. Encontros Bibli: Revista Eletrônica de Biblioteconomia e
Ciência da Informação, Florianópolis, V. 14, n. 28, p. 150-162,2009.

936

�._ ._.
1
~

MaooNldC"

:,

IilIIituUJ
.,.....tlIMlfrl

.... ..

=

Organização do conhecimento: indexação, catalogação, tesauros , ontologias, taxonomias,
padrões e protocolos (Z39.5, XML, etc.) e demais temas relacionados
Trabalho completo

PICCO, Paola ; REPISO, Virginia Ortiz. ROA, el nuevo código de catalogación :
cambios y desafios para su aplicación . Revista Espanola de Documentación
Científica , Madrid , v. 35 , n. 1, p. 145-173, ene./mar. 2012 .
ROA TOOLKIT. Chicago: American Library Association ; Otawa: Canadian Library
Associations; London : Chartered Institute of Library and Information Professionals,
2012 . Disponível em : &lt;http://www.rdatoolkit.org&gt;. Acesso em : 26 mar. 2012.
SEIKEL, Michele; STEELE, Thomas. How MARC has changed : the history of the
format and its forthcoming relationship ta ROA. Technical Services Quarterly,
Philadelphia, v. 28, n. 3, p.322-334, 2011 . Disponível em :
&lt;http ://dx.doi.org/10.1080/07317131 .2011 .574519&gt; . Acesso em : 11 abro2012 .
SILVA, Eliana Barboza de Oliveira et aI. Conceituação e aplicação do novo padrão
para descrição bibliográfica Resource Oescription and Access (ROA) . CRB-8
Digital , São Paulo, V. 1, n. 5, p. 113-123, jan. 2012 . Disponível em :
&lt;http://revista .crb8.org .br&gt;.Acesso em : 02 fev. 2012
SILVEIRA, Naira Christofoletti. Análise do impacto dos Requisitos Funcionais
para Registros Bibliográficos (FRBR) nos pontos de acesso de
responsabilidade pessoal . 2007 . 110 f. Dissertação (Mestrado em Ciência da
Informação) - Pontifícia Universidade Católica de Campinas, Campinas, 2007.
TILLETT, Barbara B. Keeping libraries relevant in the Semantic Web with resource
description and access (ROA). Seriais, Newbury, V. 24 , n. 3, p.266-272 , novo2011.

937

�</text>
                  </elementText>
                </elementTextContainer>
              </element>
            </elementContainer>
          </elementSet>
        </elementSetContainer>
      </file>
    </fileContainer>
    <collection collectionId="49">
      <elementSetContainer>
        <elementSet elementSetId="1">
          <name>Dublin Core</name>
          <description>The Dublin Core metadata element set is common to all Omeka records, including items, files, and collections. For more information see, http://dublincore.org/documents/dces/.</description>
          <elementContainer>
            <element elementId="50">
              <name>Title</name>
              <description>A name given to the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51396">
                  <text>SNBU - Edição: 17 - Ano: 2012 (UFRGS - Gramado/RS)</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="49">
              <name>Subject</name>
              <description>The topic of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51397">
                  <text>Biblioteconomia&#13;
Documentação&#13;
Ciência da Informação&#13;
Bibliotecas Universitárias</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="41">
              <name>Description</name>
              <description>An account of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51398">
                  <text>Tema: A biblioteca universitária como laboratório na sociedade da informação.</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="39">
              <name>Creator</name>
              <description>An entity primarily responsible for making the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51399">
                  <text>SNBU - Seminário Nacional de Bibliotecas Universitárias</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="45">
              <name>Publisher</name>
              <description>An entity responsible for making the resource available</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51400">
                  <text>UFRGS</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="40">
              <name>Date</name>
              <description>A point or period of time associated with an event in the lifecycle of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51401">
                  <text>2012</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="44">
              <name>Language</name>
              <description>A language of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51402">
                  <text>Português</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="51">
              <name>Type</name>
              <description>The nature or genre of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51403">
                  <text>Evento</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="38">
              <name>Coverage</name>
              <description>The spatial or temporal topic of the resource, the spatial applicability of the resource, or the jurisdiction under which the resource is relevant</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51404">
                  <text>Gramado (Rio Grande do Sul)</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
          </elementContainer>
        </elementSet>
      </elementSetContainer>
    </collection>
    <itemType itemTypeId="8">
      <name>Event</name>
      <description>A non-persistent, time-based occurrence. Metadata for an event provides descriptive information that is the basis for discovery of the purpose, location, duration, and responsible agents associated with an event. Examples include an exhibition, webcast, conference, workshop, open day, performance, battle, trial, wedding, tea party, conflagration.</description>
    </itemType>
    <elementSetContainer>
      <elementSet elementSetId="1">
        <name>Dublin Core</name>
        <description>The Dublin Core metadata element set is common to all Omeka records, including items, files, and collections. For more information see, http://dublincore.org/documents/dces/.</description>
        <elementContainer>
          <element elementId="50">
            <name>Title</name>
            <description>A name given to the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="63330">
                <text>Possibilidades e desafios para a catalogação em bibliotecas: a aplicação da nova norma para Descrição e Acesso de Recursos (RDA).</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="39">
            <name>Creator</name>
            <description>An entity primarily responsible for making the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="63331">
                <text>Lehmukuhl, Karyn Munyk; Pinheiro, Liliane Vieira; Machado, Raquel Bernadete</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="38">
            <name>Coverage</name>
            <description>The spatial or temporal topic of the resource, the spatial applicability of the resource, or the jurisdiction under which the resource is relevant</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="63332">
                <text>Gramado (Rio Grande do Sul)</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="45">
            <name>Publisher</name>
            <description>An entity responsible for making the resource available</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="63333">
                <text>UFRGS</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="40">
            <name>Date</name>
            <description>A point or period of time associated with an event in the lifecycle of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="63334">
                <text>2012</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="51">
            <name>Type</name>
            <description>The nature or genre of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="63336">
                <text>Evento</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="41">
            <name>Description</name>
            <description>An account of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="63337">
                <text>O presente artigo propõe uma reflexão acerca da RDA, Resource Description and Access, em português, Descrição e Acesso de Recursos, no âmbito das bibliotecas universitárias e como essa nova regra de catalogação irá afetar o processo de busca e recuperação da informação pelos usuários e a forma com a qual os bibliotecários catalogadores realizam seu trabalho. Para elaboração deste estudo foram identificados na literatura trabalhos relacionados ao tema que permitissem esclarecer a aplicação da RDA. Para contextualizar a discussão apresentou-se um histórico e evolução da catalogação. Em seguida explicou-se a RDA e suas diferenças com relação ao AACR2 apresentando exemplos práticos de obras catalogadas segundo as duas regras. Por fim, são discutidas as possibilidades e desafios com a implantação da RDA.</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="44">
            <name>Language</name>
            <description>A language of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="69439">
                <text>pt</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
        </elementContainer>
      </elementSet>
    </elementSetContainer>
  </item>
  <item itemId="5939" public="1" featured="0">
    <fileContainer>
      <file fileId="5003">
        <src>http://repositorio.febab.org.br/files/original/49/5939/SNBU2012_078.pdf</src>
        <authentication>84a55de160dd9a44020471ba0c3fc0a9</authentication>
        <elementSetContainer>
          <elementSet elementSetId="4">
            <name>PDF Text</name>
            <description/>
            <elementContainer>
              <element elementId="92">
                <name>Text</name>
                <description/>
                <elementTextContainer>
                  <elementText elementTextId="63329">
                    <text>i! """"'"
MaooNlck

~

=

:,

IiWitt.UJ
1I....111~

Organização do conhecimento: indexação, catalogação, tesauros , ontologias, taxonomias,
padrões e protocolos (Z39 .5, XML, etc.) e demais temas relacionados
Trabalho completo

INDEXAÇÃO DE IMAGENS: UMA ABORDAGEM CONCEITUAL

Bruna Laís Campos do Nascimento 1, Carla Beatriz Marques Felipe2,
Malkene Wytiza Freire de Medeiros Noronha3, Midinai Gomes Bezerra 4,
Patrícia Severiano Barbosa de Souza5
1 Acadêmica

do
do
3 Acadêmica do
4 Acadêmica do
5 Acadêmica do
2 Acadêmica

Curso
Curso
Curso
Curso
Curso

de
de
de
de
de

Biblioteconomia, UFRN, Natal, RN
Biblioteconomia , UFRN , Natal, RN
Biblioteconomia, UFRN , Natal, RN
Biblioteconomia , UFRN , Natal, RN
Biblioteconomia , UFRN , Natal, RN

Resumo
Apresenta os procedimentos aplicados à imagem com vista a sua
recuperação, enfatizando a indexação de imagens. Objetiva conhecer a
representação da imagem para fins documentais e seu uso. Aborda a análise
documentária como elemento essencial para identificar o conteúdo informacional da
mesma. Descreve a indexação de imagens como um passo chave para identificar
objetos e calcular as características da imagem, ressaltando que atualmente esta é
praticada seguindo duas técnicas de indexação: a indexação por conceito e
indexação por conteúdo da imagem. Destaca os elementos fundamentais de
expressão fotográfica que devem ser analisados, como informações a serem
consideradas como termos de indexação pela sua relevância na busca e
recuperação de imagens. Utilizou-se como metodologia a revisão de literatura
acerca da temática em questão. Conclui-se desta forma que, na representação da
imagem é de extrema importância que se possa obter um conjunto de
características, para que venha proporcionar um bom desempenho na indexação e
consequentemente uma adequada recuperação.

Palavras-Chave:
Análise
Imagem .

Documentária ; Fotografia ; Imagem

Fotográfica; Indexação de

Abstract
Presents the procedures applied to the image with a view to their
recovery, emphasizing the indexing of images. Aims to know the image
representation for documents and its use. Discusses documentary analysis as
an essential element to identify the informational content of the same.
Describes the indexing of images as a key step to identify objects and
calculate the image features, noting that it is currently practiced following two
indexing techniques: indexing for indexing concept and image content.
Highlights the key elements of photographic expression that must be analyzed
as information to consider as indexing terms for their relevance in the search

915

�i! """"'"
MaooNlck

~

=

:,

IiWitt.UJ
1I....111~

Organização do conhecimento: indexação, catalogação, tesauros , ontologias, taxonomias,
padrões e protocolos (Z39 .5, XML, etc.) e demais temas relacionados
Trabalho completo

and retrieval. Was used as a methodology to review the literature on the
subject in question o It follows thus that the image representation is of utmost
importance that one can obtain a set of characteristics, that will provide good
performance in indexing and therefore an adequate recovery.
Keywords:
Documentary Analysis; Photography; Image photography; Indexing of image.

1 Introdução
A partir do momento em que houve a explosão da informação e
consequentemente a evolução do homem, sentiu-se a necessidade de criar novas
estratégias para a condensação, e posteriormente a recuperação da informação.
Sendo assim, uma das técnicas utilizadas para que posteriormente se venha
a recuperar a informação seria a indexação, que segundo Vieira (1988, p. 43), "é
uma técnica de análise de conteúdo que condensa a informação significativa de um
documento, através da atribuição de termos, criando uma linguagem intermediária
entre o usuário e o documento". É um dos processos básicos de recuperação da
informação. Pode ser realizada pelo homem (indexação manual), ou por programas
de computador (indexação automática) .
O tratamento da informação com vistas a sua recuperação se modifica de
acordo com as necessidades dos usuários e com o formato que essa informação se
apresenta. Conforme Rodrigues (2007 , p. 1), "a imagem sempre foi um dos
principais meios de comunicação na história da humanidade, ainda que por longo
período a escrita a tenha sobrepujado em importância". Nos dias atuais ganhou
grande destaque, em especial com o advento da Internet e a difusão da
comunicação global, em virtude da hipermidiação, que consiste na combinação da
informação em suas múltiplas dimensões: texto, imagem e áudio.
Além disso, a invenção da imprensa permitiu que mais pessoas pudessem
ter acesso aos livros e à leitura e, nesse contexto, embora a imagem continuasse a
exercer seu papel - inclusive como ilustração de muitos livros -, a escrita passou a
dominar os meios de transmissão de conhecimento existentes, minimizando o
significado da imagem. A educação e a ciência passaram a basear-se no texto
escrito . Somente no início do século XIX, com a expansão do capitalismo - que
exigia que povos com diferentes idiomas se expressassem de uma maneira comum,
a imagem foi retomada como meio de comunicação. Os jornais começaram a ilustrar
suas matérias, primeiro lentamente, pois seus proprietários tinham receio da reação
negativa dos leitores. Iniciou-se então um novo processo de convivência textoimagem (RODRIGUES, 2007, p. 2).
Desta forma, a imagem passou a ser abordada como uma importante fonte
de informação que antes passava despercebida. Atualmente, esta se apresenta em
diversos formatos . Segundo Estorniolo Filho (2004, p. 12):

916

�i! """"'"
MaooNlck

~

=

:,

IiWitt.UJ

1I....111~

Organização do conhecimento: indexação, catalogação, tesauros , ontologias, taxonomias,
padrões e protocolos (Z39 .5, XML, etc.) e demais temas relacionados
Trabalho completo

As imagens estão presentes no mundo cultural (exposições de fotos ,
indústria cinematográfica , identificação e difusão de objetos de museu ... ); no
mundo científico (visualização de processos, estudos climáticos, medições e
localizações geográficas e arqueológicas, observações e diagnósticos
médicos, identificações legais ... ); e os processos educacionais hoje se
apóiam cada vez mais na imagem.

Por conseguinte, o presente artigo aborda algumas questões relativas sobre
como fazer a análise documentária da imagem, como proceder na indexação da
mesma e como recuperá-Ia . Objetivando conhecer a representação da imagem para
fins documentais e seu uso. Para a elaboração do presente trabalho utilizou-se
como metodologia a revisão de literatura acerca da temática em questão. Desta
forma podemos perceber que análise documentá ria da imagem é um assunto em
desenvolvimento, com alguns conceitos ainda não consolidados.

2 Análise documentária da imagem
A Análise Documentária (AO) é definida como "um conjunto de
procedimentos efetuados com o fim de expressar o conteúdo de documentos, sob
formas destinadas a facilitar a recuperação da informação" (CUNHA, 1987, p. 40).
Esta tem por objetivo identificar o conteúdo informacional que a mesma
apresenta, como também o significado ou a expressão do referente analisado para
exprimir conclusões e se obter uma melhor análise da imagem.
Analisar conceitualmente uma imagem fotográfica implica determinar os
seus sentidos denotativos e conotativos . Conforme o fim a que se destina
- fins arquivísticos puramente histórico-documentais ou uso como
ilustração ou composição de informação em mídias diversas -, a análise
aprofunda-se em mais ou menos detalhes informativos. (RODRIGUES,
2007 , p. 10).

Na análise documentária de imagens é de extrema importância que
apareçam as informações objetivas contidas na fotografia, pois é nesta que possui
dados concretos sobre o referente. Esses dados podem ser admitidos através de
outros documentos, escritos ou iconográficos, onde a primeira informação deve
partir unicamente da imagem analisada . Quando a imagem é analisada há
necessidade de um referente genérico e específico para a sua representação, sendo
que o reconhecimento destes não é natural, uma vez que exige conhecimentos
prévios. Ao indexar uma fotografia , por exemplo, o retrato de um pássaro, o
referente genérico é exatamente este: trata-se de um pássaro; outra coisa é saber
de que tipo se trata, seu habitat ou onde foi fotografado.
Segundo Rodrigues (2007) , ao ler uma imagem , é necessário observar que,
além do aspecto objetivo, do domínio da técnica e do equipamento, existe um
componente subjetivo que depende da vivência , da percepção e da sensibilidade do
autor. Quando as pessoas se empenham em entender e dar sentido ao mundo, elas
o fazem com emoção, com sentimento e com paixão. Portanto, não se busca mais
na imagem fotográfica a coisa propriamente dita, mas a sua representação
conceitual. Quando se relacionam imagem e texto há duas situações imprescindíveis
a considerar. A primeira é o fato de o documento fotográfico juntar-se a outra
linguagem utilizando informação do texto baseada em uma informação da imagem.

917

�i! """"'"
MaooNlck

~

=

:,

IiWitt.UJ
1I....111~

Organização do conhecimento: indexação, catalogação, tesauros , ontologias, taxonomias,
padrões e protocolos (Z39 .5, XML, etc.) e demais temas relacionados
Trabalho completo

Em seguida o aproveitamento da linguagem da análise documentária a um
documento fotográfico, origina uma informação textual.
Manini (1998 , p. 4) também sugere que se faça uma análise baseada nas
idéias de Panofsky e propõe respostas para algumas perguntas extraídas da
fotografia no momento da análise:

[...1Quem ou o que aparece na imagem (descrição ou nome das pessoas
e/ou lugares); Que lugar aparece na imagem (localização espacial e
geográfica) ; Quando foi realizada a tomada (indicação de data, tempo
cronológico ou ocasião) ; Como são ou estão os principais elementos da
imagem (complementação da descrição inicial feita do motivo principal da
imagem) ; O que indica esta imagem (de que ela é o traço, a marca, o
sinal) . As respostas a estas perguntas devem ser dadas com base em
informações concretas provenientes da imagem ou de seu referente. (grifo
nosso).
Para proceder à análise documentá ria de fotografias, também se principia
com a leitura do documento fotográfico com fins documentários. Nesta leitura já está
embutido um conhecimento prévio do profissional sobre o conteúdo da imagem ou
sobre o conjunto maior de que faz parte.

3 Indexação de imagem fotográfica
A imagem fotográfica é muito discutida por diferentes correntes de
pensamento, acarretando uma primeira e grande dificuldade para pensar sua
representação, pois se deve operar uma seleção nos conceitos que parecem mais
adequados, ou pertinentes para indexação. Do ponto de vista documentário, devese tratar esse documento integrando-se os dois componentes da imagem
fotográfica : o próprio documento e o objeto enfocado (o referente).
A indexação de imagens significa identificar objetos e calcular as
características das imagens. Este é o passo chave para todos os sistemas de
indexação de imagens. Até o momento, a maioria dos pesquisadores neste campo
estão focalizados sobre a indexação automática do conteúdo, tais como: cor, textura
e forma de uma imagem (HERMES et aI. , 1995 apud SOUZA, 1999).
Para a representação das imagens, a literatura da área apresenta
atualmente duas técnicas de indexação: a indexação baseada nos conceitos da
imagem, e a indexação baseada no conteúdo da imagem.

3.1 Indexação por conceito
Em muitas instituições, há a necessidade cada dia maior de gerenciamento
e recuperação de imagens. Nessas instituições de bibliotecas, museus, indústrias,
científicas, hospitais, etc., existe uma busca refinada pelos usuários, para identificar
em uma coleção por meio de uma pesquisa , a imagem particular que satisfaça sua
procura . Por isso, descrever bem uma imagem é essencial para o sucesso de sua
recuperação.

918

�i! """"'"
MaooNlck

~

=

:,

IiWitt.UJ

1I....111~

Organização do conhecimento: indexação, catalogação, tesauros , ontologias, taxonomias,
padrões e protocolos (Z39 .5, XML, etc.) e demais temas relacionados
Trabalho completo

Na indexação por conceito a decisão na escolha dos conceitos e do nível
de análise pelos quais uma imagem será indexada, é atribuição do
profissional documentalista ou de uma política de indexação do acervo.
Esse tipo de indexação tem sido basicamente uma função humana
(documentalista) porque , exceto em domínios muito específicos , tem sido
difícil consegui-lo automaticamente. (ESTORNIOLO FILHO , 2004, p. 23) .

Para se analisar uma imagem fotográfica , Estorniolo Filho (2004) afirma que
se precisa realizar procedimentos específicos, não podendo ser praticada nela o
mesmo tratamento dado aos documentos textuais. A presença do referente na
fotografia é um fator essencial na sua compreensão e conseqüentemente em sua
representação. Segundo ele, a interpretação da imagem, na indexação por
conceitos, pode ser feita em vários níveis de análise, e para a descrição dessa
imagem dispomos de várias categorias. A descrição dos assuntos deve ser
organizada para que as imagens possam ser recuperadas de maneira simples,
segura e eficaz pelos usuários. Atualmente, a grande maioria dos sistemas que
comportam a representação documentária de imagens baseadas em seus conceitos
já é automatizada , agilizando os processos do tratamento técnico e de busca .
Devido à ampla quantidade de informações que uma única imagem pode
trazer, o indexador enfrenta vários problemas para indexa-Iá. Ele tem sempre que ter
em foco , dependendo da necessidade de seus usuários, o que será mais importante
na imagem analisada, pois a mesma sempre irá possuir alto nível de abstração e de
subjetividade de seus elementos. A alteração de linguagem ao se fazer a indexação
fundamentada nos conceitos presentes na imagem, da linguagem visual para a
linguagem textual, é outro fator importante que deve ser considerado.
De acordo com Estorniolo Filho (2004 , p. 29) , indexar imagens pela
atribuição textual de termos é um processo que pode ser efetuado tanto pelo uso da
linguagem natural (título, legenda ou texto) como pelo auxílio de um vocabulário
controlado (tesauro ou sistema classificatório). Para ele, é comum o uso combinado
desses dois sistemas, com a finalidade de manter a consistência do acervo no
momento da recuperação da informação, pelo uso de um vocabulário controlado, e
também de usar a linguagem natural, para numa busca, recuperar imagens por
critérios ou termos não previstos pelo sistema de classificação . Por esta razão,
exemplo, costuma-se incluir a legenda na descrição da imagem.

3.2 Indexação por conteúdo
A idéia básica na recuperação de imagens baseada em conteúdo é que o
sistema pode procurar e encontrar em um arquivo as imagens que melhor
correspondem a uma dada descrição (das características visuais de uma imagem)
fornecida pelo usuário.

919

�i! """"'"
MaooNlck

~

=

:,

IiWitt.UJ

1I....111~

Organização do conhecimento: indexação, catalogação, tesauros , ontologias, taxonomias,
padrões e protocolos (Z39 .5, XML, etc.) e demais temas relacionados
Trabalho completo

A indexação por conteúdo é um sistema baseado na representação
automática de atributos visuais intrínsecos das imagens (texturas,
qualidades de cor, figuras obtidas a partir da identificação de contornos,
estruturas de composição etc.) e na recuperação a partir dos mesmos
atributos. Para a recuperação, empregam-se índices visuais, que
representam matematicamente a totalidade ou parte dos atributos
identificados anteriormente nas imagens previamente digitalizadas.
(MOREIRO GONZÁLEZ; ROBLEDANO ARILLO, 2003, p. 83-84) .

Hoje em dia, existem várias possibilidades de aplicação da indexação e
recuperação por conteúdo, especialmente nas áreas comerciais e científicas, a
maior parte delas, ainda limitadas a coleções exclusivas de imagens. Pode-se
também aplicar essa técnica de indexação em acervos gerais grandes, onde não
seria possível se fazer uma boa aplicação pela indexação por conceito. O objetivo
principal dessa técnica é que, mesmo não havendo conhecimento da imagem , podese conseguir empregar discriminantes que são favoráveis no processamento das
informações contidas nas mesmas.
Conforme Estorniolo Filho (2004, p. 62) enquanto na indexação por
conceitos a decisão na escolha dos atributos a serem considerados para a
representação da imagem, é um dos principais problemas do profissional da
informação. Na indexação baseada no conteúdo da imagem esses aspectos são
escolhidos pela capacidade do programa em extrair as informações pelo
processamento da imagem , e de fazer a combinação entre o atributo e o campo de
ação da imagem (por exemplo, forma e logotipos; textura e imagens de radiologia).
Cabe ao documentalista, nesta técnica de indexação, determinar e nomear os
atributos para que o programa possa recuperar as imagens com os padrões
solicitados.

4 Recuperação de imagens
A imagem como fotografia é um registro documental, seja de ordem pessoal,
histórica, jornalística ou empregada seja em qualquer outro termo como fonte de
registro de alguma informação. No entanto, a diferença entre um documento textual
e audiovisual, aborda uma atenção especial em sua análise para um tratamento
documentário específico. Esse tratamento demanda enfocar "condições de análise"
ou "interpretação". No processo de recuperação por imagem, o trabalho requer muita
experiência , quanto mais intensa for a convivência com fontes fotográficas, maior
será a facilidade de enquadrar essas imagens relacionando-as com o tema,
facilitando assim sua recuperação.
Segundo Kossoy (2001), o processo específico que envolveu a produção de
uma fotografia não pode ser isolado como se fosse objeto de estudo de uma ciência
experimental. Cada imagem documenta um assunto singular, num particular instante
do tempo, e o registro deu-se unicamente em função de um desejo, uma intenção ou
necessidade do fotógrafo, de seu contratante ou de ambos.
Uma maneira de se exercitar a interpretação de imagens em diferentes
aspectos é o exercício de fotografar coisas comuns a nossa volta, e tentar interpretálas sob diferentes pontos de vista , com isso teremos diferentes explicações para
uma mesma imagem , a qual tem muitas faces e diferentes realidades.

920

�i! """"'"
MaooNlck

~

=

:,

IiWitt.UJ

1I....111~

Organização do conhecimento: indexação, catalogação, tesauros , ontologias, taxonomias,
padrões e protocolos (Z39 .5, XML, etc.) e demais temas relacionados
Trabalho completo

A questão da indexação e recuperação de imagens tem atraído a atenção
de novos interessados, tanto os preocupados com o conteúdo informacional
das imagens, quanto os interessados em desenvolver formas
automatizadas de descrição e acesso às imagens. O grande desafio é
representar a imagem com finalidade documental, propiciando a sua
recuperação apropriada em resposta a uma demanda cada vez mais
especializada do usuàrio. (ESTORNIOLO FILHO , 2004 , p. 2)

o objetivo de um sistema de recuperação de imagem é operar sobre uma
coleção de imagens (indexadas) e, em resposta a uma solicitação (query) ,
apresentar "imagens relevantes" segundo os critérios estabelecidos. A "query" é
definida pelo usuário. Ele pode fornecer, por exemplo, as características que as
imagens recuperadas deveriam conter ou mesmo um pedaço de uma imagem ou ,
ainda, uma imagem inteira e o sistema deve então encontrar imagens que podem
ser visualmente semelhantes (SOUZA, 1999).
Na análise da imagem os modos de interpretação precisam ser bem
separados, onde a denotação (o que é mostrado) e a conotação (o que se quer ver),
quando inseridos num contexto nos remete a conotação . Esse processo de escolha
requer um número relativo de imagens, para uma comparação mais eficiente. Até 30
imagens é considerado um bom número no processo que busca relacionar a
imagem com a informação.
Para que haja um meio-termo em analisar e indexar a imagem, os detalhes
sutis devem ser evitados, para não exagerar em pormenores, porém a palavra meiotermo deve ser levada a sério, pois a omissão de detalhes ou o excesso pode
prejudicar esse processo de indexação.
5 Materiais e Métodos
Para a elaboração do presente trabalho utilizou-se como metodologia a
revisão de literatura, e a partir disso podemos perceber que a análise documentária
da imagem ainda é um assunto em desenvolvimento, com alguns conceitos ainda
não consolidados.

6 Considerações Parciais/Finais
Nos dias atuais, o mundo é notavelmente representado por imagens, e o seu
representante maior é a fotografia, além disso, a mesma agora faz parte do dia-a-dia
das pessoas compondo com a escrita e o som , o fundamento da comunicação.
Desta forma , os diversos meios de comunicação tradicionais e informatizados especialmente revistas, jornais e mídias publicitárias - precisam de mecanismos que
facilitem, de forma instantânea, segura, eficaz e eficiente, a recuperação de
imagens.
Sendo assim, fez-se necessário desenvolver técnicas que facilitem a
representação documentária da imagem objetivando sua recuperação, esta que é a
finalidade do tratamento documentário de qualquer tipo de informação. O aspecto
essencial para se fazer uma representação adequada é reconhecer que indexar
imagens é diferente de indexar documentos textuais, pois esta é polissêmica por
natureza, ou seja , passível de vários significados.

921

�i! """"'"
MaooNlck

~

=

:,

IiWitt.UJ

1I....111~

Organização do conhecimento: indexação, catalogação, tesauros , ontologias, taxonomias,
padrões e protocolos (Z39.5, XML, etc.) e demais temas relacionados
Trabalho completo

Por conseguinte, trabalhar com imagens implica em trabalhar com mais
detalhes, e especialmente, com informações menos evidentes, além de demandar
conhecimento das necessidades dos usuários e de suas estratégias de busca .
Portanto, é de extrema importância que na representação da imagem se possa obter
um conjunto de características, para que venha proporcionar uma boa performance
na indexação e conseqüentemente uma adequada recuperação.
7 Referências
CUNHA, Isabel M. R. Ferim . Análise documentária. In: SMIT, Johanna W. (Org .)
Análise documentária: a análise da síntese. Brasília : IBICT, 1987.
ESTORNIOLO FILHO , José. A representação da imagem : indexação por conceito
e por conteúdo. São Paulo : [s. n.], 2004 .
KOSSOY, Boris. Fotografia &amp; História. 2. ed. São Paulo: Ateliê Editorial, 2001 .
MANINI , Miriam P. Análise documentária de imagens: documentos fotográficos e
indicialidade . Cadernos da Pós-Graduação, Instituto de Artes/ UNICAMP,
Campinas, ano 2, v. 2, n. 2, p. 98-102 , 1998. Disponível em :
&lt;http ://www.ies.ufpb.br/ojs2/index.php/ies/article/view/313/236&gt; . Acesso em : 18 jun.
2010.
MOREIRO GONZÃLEZ, José Antonio; ROBLEDANO ARILLO, Jesús. O conteúdo
da imagem. Curitiba : UFPR, 2003.
RODRIGUES, Ricardo Crisafulli. Análise e tematização da imagem fotográfica .
Revista Ciência da Informação, Brasília, v. 36 , n. 3, set./dez. 2007 .
SOUZA, João Artur. Indexação e Recuperação de imagens. Santa Catarina : [s.n.],
1999. Disponível em : &lt;http://www.eps.ufsc.br/teses99/artur/cap3.htm&gt;. Acesso em :
15 jun . 2010 . (Capítulo 3, de documento disponível on-line, sem especificação de
documento).
VIEIRA, Simone Bastos. Indexação automática e manual : revisão de literatura .
Revista Ciência da Informação, Brasília, v. 17, n. 1, jan.ljun. 1988. Disponível em:
&lt;http ://revista .ibict.br/index.php/ciinf/article/viewArticle/1391 &gt;. Acesso em : 18 jun .
2010.

922

�</text>
                  </elementText>
                </elementTextContainer>
              </element>
            </elementContainer>
          </elementSet>
        </elementSetContainer>
      </file>
    </fileContainer>
    <collection collectionId="49">
      <elementSetContainer>
        <elementSet elementSetId="1">
          <name>Dublin Core</name>
          <description>The Dublin Core metadata element set is common to all Omeka records, including items, files, and collections. For more information see, http://dublincore.org/documents/dces/.</description>
          <elementContainer>
            <element elementId="50">
              <name>Title</name>
              <description>A name given to the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51396">
                  <text>SNBU - Edição: 17 - Ano: 2012 (UFRGS - Gramado/RS)</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="49">
              <name>Subject</name>
              <description>The topic of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51397">
                  <text>Biblioteconomia&#13;
Documentação&#13;
Ciência da Informação&#13;
Bibliotecas Universitárias</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="41">
              <name>Description</name>
              <description>An account of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51398">
                  <text>Tema: A biblioteca universitária como laboratório na sociedade da informação.</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="39">
              <name>Creator</name>
              <description>An entity primarily responsible for making the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51399">
                  <text>SNBU - Seminário Nacional de Bibliotecas Universitárias</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="45">
              <name>Publisher</name>
              <description>An entity responsible for making the resource available</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51400">
                  <text>UFRGS</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="40">
              <name>Date</name>
              <description>A point or period of time associated with an event in the lifecycle of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51401">
                  <text>2012</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="44">
              <name>Language</name>
              <description>A language of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51402">
                  <text>Português</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="51">
              <name>Type</name>
              <description>The nature or genre of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51403">
                  <text>Evento</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="38">
              <name>Coverage</name>
              <description>The spatial or temporal topic of the resource, the spatial applicability of the resource, or the jurisdiction under which the resource is relevant</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51404">
                  <text>Gramado (Rio Grande do Sul)</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
          </elementContainer>
        </elementSet>
      </elementSetContainer>
    </collection>
    <itemType itemTypeId="8">
      <name>Event</name>
      <description>A non-persistent, time-based occurrence. Metadata for an event provides descriptive information that is the basis for discovery of the purpose, location, duration, and responsible agents associated with an event. Examples include an exhibition, webcast, conference, workshop, open day, performance, battle, trial, wedding, tea party, conflagration.</description>
    </itemType>
    <elementSetContainer>
      <elementSet elementSetId="1">
        <name>Dublin Core</name>
        <description>The Dublin Core metadata element set is common to all Omeka records, including items, files, and collections. For more information see, http://dublincore.org/documents/dces/.</description>
        <elementContainer>
          <element elementId="50">
            <name>Title</name>
            <description>A name given to the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="63321">
                <text>Indexação de imagens: uma abordagem conceitual.</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="39">
            <name>Creator</name>
            <description>An entity primarily responsible for making the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="63322">
                <text>Nascimento, Bruna Laís Campos do; Felipe, Carla Beatriz Marques; Noronha, Malkene Wytiza F. de M.; Bezerra, Midinai Gomes; Souza, Patrícia Severiano B.</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="38">
            <name>Coverage</name>
            <description>The spatial or temporal topic of the resource, the spatial applicability of the resource, or the jurisdiction under which the resource is relevant</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="63323">
                <text>Gramado (Rio Grande do Sul)</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="45">
            <name>Publisher</name>
            <description>An entity responsible for making the resource available</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="63324">
                <text>UFRGS</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="40">
            <name>Date</name>
            <description>A point or period of time associated with an event in the lifecycle of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="63325">
                <text>2012</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="51">
            <name>Type</name>
            <description>The nature or genre of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="63327">
                <text>Evento</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="41">
            <name>Description</name>
            <description>An account of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="63328">
                <text>Apresenta os procedimentos aplicados à imagem com vista a sua recuperação, enfatizando a indexação de imagens. Objetiva conhecer a representação da imagem para fins documentais e seu uso. Aborda a análise documentária como elemento essencial para identificar o conteúdo informacional da mesma. Descreve a indexação de imagens como um passo chave para identificar objetos e calcular as características da imagem, ressaltando que atualmente esta é praticada seguindo duas técnicas de indexação: a indexação por conceito e indexação por conteúdo da imagem. Destaca os elementos fundamentais de expressão fotográfica que devem ser analisados, como informações a serem consideradas como termos de indexação pela sua relevância na busca e recuperação de imagens. Utilizou-se como metodologia a revisão de literatura acerca da temática em questão. Conclui-se desta forma que, na representação da imagem é de extrema importância que se possa obter um conjunto de características, para que venha proporcionar um bom desempenho na indexação e consequentemente uma adequada recuperação.</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="44">
            <name>Language</name>
            <description>A language of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="69438">
                <text>pt</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
        </elementContainer>
      </elementSet>
    </elementSetContainer>
  </item>
  <item itemId="5938" public="1" featured="0">
    <fileContainer>
      <file fileId="5002">
        <src>http://repositorio.febab.org.br/files/original/49/5938/SNBU2012_077.pdf</src>
        <authentication>06c0ebbb3b8e02a738650329899f5d8f</authentication>
        <elementSetContainer>
          <elementSet elementSetId="4">
            <name>PDF Text</name>
            <description/>
            <elementContainer>
              <element elementId="92">
                <name>Text</name>
                <description/>
                <elementTextContainer>
                  <elementText elementTextId="63320">
                    <text>Organização do conhecimento: indexação, catalogação, tesauros , ontologias, taxonomias,
padrões e protocolos (Z39 .5, XML, etc.) e demais temas relacionados
Trabalho completo

ORGANIZAÇÃO, REPRESENTAÇÃO E INFORMAÇÃO ÉTNICORACIAL: uma análise no OPAC da Biblioteca Central da Universidade
Federal da Paraíba
Mirian Aquino ' , Vanessa Alve~
1Doutora em Educação, UFPB, João Pessoa , Paraíba .
2Mestre em Ciência da Informação, UFPB, João Pessoa , Paraíba.

Resumo
Aborda a organização e a representação da informação étnico-racial visando a
preservação da memória do povo negro através do OPAC da Biblioteca Central da
Universidade Federal da Paraíba, onde as bibliotecas constituem lugares de
organização da informação com vistas a disseminar não apenas a informação que
privilegia um determinado grupo social, mas também servem como lugares de
preservação da história, memória e cultura referentes aos grupos invisíveis,
principalmente africanos e afrodescendentes, cuja participação e contribuição na
formação da sociedade brasileira é negada ainda hoje. Analisa como a informação
étnico-racial tem sido organizada nas bibliotecas universitárias, buscando
contextualizar a biblioteca como instituição social e cultural, aonde se avalia a
importância da organização e representação da informação étnico-racial na
preservação da memória, utilizando-se da abordagem quali-quanti por acreditar que
ambas as abordagens combinam e são fundamentais para ter maior clareza e
confiabilidade dos resultados que serão apresentados através de quadros. Observa
até o momento que os termos encontrados aparecem timidamente durante o
processo de busca, o que demonstra uma possível deficiência no processo de
indexação das informações e/ou uma insuficiência de informações relacionadas à
temática étnico-racial.

Palavras-Chave:
Memória;
Organização
da
Afrodescendente; Catálogos; OPAC o

Informação;

Informação

Étnico-racial ;

Abstract
It addresses the organization and the representation of ethnic and racial information
aimed at preserving the memory of black people through the OPAC of the Central
Library at the Federal University of Paraiba, where the libraries are places of
organizing information so as to not only disseminate information that favors a
particular social group, but they also serve as places of preservation of the history,
memory and culture related to invisible groups, particularly African and
Afrodescendants, whose participation and contribution in the formation of Brazilian
society is still denied. It analyzes how ethnic and racial information has been
organized in university libraries, seeking to contextualize the library as a social
institution and cultural, where one evaluates the importance of organization and
representation of ethnic and racial information in the preservation of memory, using

900

�Organização do conhecimento: indexação, catalogação, tesauros , ontologias, taxonomias,
padrões e protocolos (Z39 .5, XML, etc.) e demais temas relacionados
Trabalho completo

qualitative and quantitative approach for believing that both of these approaches
combine and are criticai to achieving greater clarity and reliability of the results that
will be presented through frames . It observes so far that the terms found appear
timidly during the search process, which indicates a deficiency possible in the
process of indexing the informations and / or a insufficiency of information related to
ethnic and racial thematic.

Keywords:
Memory; Organization
of
Afrodescendant; Catalogs; OPAC o

Information;

Information

racial

ethnic;

1 Introdução
A atual sociedade em sua face globalizada e tecnológica tem desafiado as
instituições, públicas e privadas, para que tomem posição no que se refere à
organização da informação frente às demandas políticas, econômicas, sociais e
culturais. O novo cenário exige indivíduos eficientes, produtivos, competitivos,
críticos e reflexivos. Em razão disso, a sociedade brasileira influenciada pelo "dilúvio
de informação" põe em relevo a urgência de "contrapor-se ao risco de ruptura entre
uma minoria privilegiada e maioria despreparada com a interposição do divisor
digital" (TEDESCO, 2004, p. 7) .
É certo que os países em desenvolvimento priorizam teoricamente a
participação de todas as pessoas na sociedade da informação, conhecimento e
comunicação, mas é evidente que tal discurso não se efetiva na prática. A nova
ordem informacional estabelece como problema a aplicação em potencial das
tecnologias ao desenvolvimento das nações, sociedades e indivíduos para reduzir as
barreiras responsáveis pela criação de um fosso entre os que têm informação e os
que não têm informação. Entretanto, nota-se que cada vez mais os desprovidos de
informação e conhecimento enfrentam uma crise que cerca a estrutura
contemporânea do trabalho e a expansão do mercado de atividades profissionais.
Essa problemática atravessa as universidades públicas que se vêem numa
via de mão dupla. De um lado, elas são acusadas de estarem na origem das
exclusões sociais e agravar o "desmantelamento do tecido social" (DELORS , 1999).
Do outro, são pressionadas para restabelecer os princípios da igualdade, pois que o
acesso a elas constitui um direito de todos os cidadãos, independente da crença ,
raça , sexo etc. Nesse contexto, as bibliotecas universitárias não estão isentas das
constantes pressões dos novos usuários que conseguiram adentrar as universidades
por meio das políticas de ações afirmativas e procuram temas de seus interesses
nos repositórios físicos e nos repositórios online para desenvolverem pesquisas
relativas à cultura afrocêntrica 1 . Ao que parece negros/negras apostam nas
bibliotecas universitárias como lugares de inclusão também de sua cultura. Contudo,
esses espaços de informação ainda não atentaram devidamente para as mutações
socioculturais que demandam novas formas de organização e representação da
informação, exigindo o abandono de técnicas e estratégias de processamento da
informação que apenas priorizam a cultura eurocêntrica 2 .
1Cultura referente a africanos e afrodescendentes.
2Cultura referente aos europeus.

901

�Organização do conhecimento: indexação, catalogação, tesauros , ontologias, taxonomias,
padrões e protocolos (Z39 .5, XML, etc.) e demais temas relacionados
Trabalho completo

A proposição de que "[. .. ] o poder, o trabalho, a comunicação, a relação entre
as pessoas, a informação, as instituições, a velhice, a solidariedade" (FLECHA;
TORTAJADA, 2000, p. 19) leva-nos a refletir sobre a urgência das instituições
bibliotecárias ajudarem a construir uma nova história, vez que estamos imersos em
um mundo de incertezas, receios e inseguranças. Diante desse quadro, a
informação é o capital social necessário que pode nos ajudar a respeitar a cultura do
Outro; reconhecer as diferenças; acolher as múltiplas identidades; manter o princípio
da heterogeneidade e; compreender a diversidade cultural em nosso país.
Sabemos que o problema "na atualidade não é encontrar a informação, mas
como oferecer acesso a ela sem exclusão, e ao mesmo tempo, aprender e ensinar a
selecioná-Ia, avaliá-Ia , interpretá-Ia, classificá-Ia e usá-Ia" (TEDESCO, 2004, p. 25).
Desse modo, a construção de um novo perfil do profissional da informação para agir
dinamicamente na organização e representação da informação nos sistemas
tecnológicos das bibliotecas universitárias deve estar comprometida com as
transformações econômicas, sociais, políticas e culturais inerentes à sociedade
atual.
fluxo de informação produz a necessidade de mudanças relativas ao
aspecto organizacional da informação, exigindo que as bibliotecas e os profissionais
comecem a se adaptar às mudanças atuais, sem perder de vista o interesse de
todos os grupos que compõem a sociedade brasileira . Mas sabemos que os reflexos
dessas mudanças "ainda estão sendo assimilados por todos: as pessoas adaptamse às novas tecnologias, organizações buscam soluções para os seus problemas e
estratégias para diferenciá-Ias das demais" (TITÃO; VIAPIANA, 2008, p. 26). Porém,
o processo de mudança necessita de uma nova dinâmica.
Baseado na problemática, o presente trabalho tem por objetivo analisar como
a informação étnico-racial tem sido organizada nas bibliotecas universitárias,
buscando contextualizar a biblioteca como instituição social e cultural , analisando a
importância da organização e representação da informação étnico-racial na
preservação da memória do povo negro.

°

2 Contextualizando as Bibliotecas Universitárias
De modo geral, as bibliotecas são reconhecidas como o berço do
conhecimento científico . Sua função primordial é organizar e representar o
conhecimento intelectual, humanístico, histórico, técnico e científico para servir à sua
comunidade ou sociedade. Em algumas situações, elas apresentam-se como um
lugar onde as suas atividades se diferenciam pela sua tipologia, modificando os
usuários e suas necessidades, os contextos, a informação e seus suportes, mas
nem sempre se desprendem da tradicional concepção de que as bibliotecas são
lugares sombrios, empoeirados e silenciosos.
As bibliotecas universitárias servem aos propósitos das universidades, dando
suporte ao ensino, pesquisa e extensão e contribuindo com todas as áreas de
conhecimento para o avanço do campo técnico-científico e as novas descobertas
tecnológicas. Especificamente, podemos conceituar as bibliotecas universitárias
como "coleção organizada de livros e de publicações em série e impressos ou de
quaisquer outros documentos gráficos ou audiovisuais, disponíveis para empréstimo
ou consulta" (FARIA; PERICÃO, 1988, p. 54) . Às vezes, ela é vista como um local
onde se presume que todos podem ter livre acesso, propiciando elementos para
desenvolver e ampliar o interesse, estimulando o aprendizado.

902

�Organização do conhecimento: indexação, catalogação, tesauros , ontologias, taxonomias,
padrões e protocolos (Z39 .5, XML, etc.) e demais temas relacionados
Trabalho completo

Em termos de organização (física , estética etc.) e de conhecimento
resultantes de pesquisa, as bibliotecas universitárias cumprem também o papel de
acelerar o processamento de informação referente à codificação, armazenagem,
transmissão, difusão e recuperação da informação para atender a diversidade de
pessoas com interesses distintos, objetivos comuns e necessidades de informação
diferenciadas.
As bibliotecas universitárias ainda desempenham a função de facilitar o
estudo adquirir e organizar a informação (NASCIMENTO NETO; NASCIMENTO,
2006, p. 6), oferecendo acesso aos documentos atuais e aos documentos
retrospectivos para as mesmas funções. Sendo assim, reconhecemos que esses
espaços de informação funcionam como um mecanismo que levam a informação até
aqueles que as procuram , contribuindo com o processo de cognição dos indivíduos
reconhecidos nesses espaços como usuários, mas também selecionam, controlam e
obstruem a informação.
As práticas de organização e representação suprimem a informação étnicoracial nos repositórios, a qual se entende como qualquer artefato cultural inscrito em
um suporte físico , em formato tradicional ou digital, e passivo de significação
linguística pelos sujeitos, que o utilizam , com o potencial de produzir conhecimento
sobre os elementos históricos e culturais oriundos de um grupo étnico na
perspectiva de afirmação de sua identidade e da diversidade humana (OLIVEIRA,
2010), reforçando a invisibilidade de negros/negras na produção de conhecimento.
Essas práticas de supressão para Santana (2012) ocultam uma parte de uma
história importante: o povo negro continua honrando seus ancestrais com a ativação
de uma memória que luta contra o esquecimento através da "resistência social". Eles
evitam que a "memória fraturada" (RICOEUR, 2007) pelos resquícios da colonização
e do escravismo encerre a sua história castigada pela violação dos direitos, a
humilhação sutil , a degradação moral e a lesão psíquica, que deterioraram a sua
dignidade humana (HONNETH, 2003 , p. 29).
O esquecimento torna-se cada vez mais presente quando essas práticas não
aplicam à cultura afrocêntrica os mesmos parâmetros utilizados nos processos de
classificação, indexação e catalogação da cultura eurocêntrica, justificando que os
temas de interesse do povo negro não são universais 3 . Essas práticas caracterizamse como processo de exclusão que elegem uma língua universal que exprime um
conhecimento desvinculado das necessidades de informação que o usuário precisa .
O modo de organização e representação da informação parece emergir de
uma ausência de sensibilidade de não "querer dizer" (HAROCHE , 1992), de não
querer reconhecer que ocorreu a mudança do modelo centrado na informação para
o modelo centrado no usuário (FIGUEIREDO, 1999), servindo de norte para
expansão do horizonte das bibliotecas universitárias. Custa entender que a
organização e a representação da informação não são orientadas pela estrutura do
sistema, mas sim pelas concepções de mundo, sistema , biblioteca, formação
profissional e ideologia dos profissionais-bibliotecários.
É fato que as bibliotecas universitárias ainda não conseguiram plenamente
sorver os enormes avanços propiciados pelas "tecnologias da inteligência" (LEVY,
2003). Em termos da organização e representação e da informação, elas ainda não
perceberam devidamente a presença de novos sujeitos sociais concretos
Ideia que se tem de que a cultura Europeia é referencia mundial , vista como útil e verdadeira
(PRAXEDES, 2008) .

3

903

�Organização do conhecimento: indexação, catalogação, tesauros , ontologias, taxonomias,
padrões e protocolos (Z39 .5, XML, etc.) e demais temas relacionados
Trabalho completo

manifestam-se cotidianamente reivindicando políticas públicas que visem a correção
de desigualdades sociais e injustiças históricas para superar as desigualdades de
todos os tipos e conseguir acesso e permanência nas universidades públicas.
O excesso de informação e os aparatos tecnológicos cada vez mais
sofisticados exigem a atualização dos processos de organização e representação da
informação, pois a presença dos novos sujeitos nas universidades exige um acervo
que atenda as diversas temáticas sociais contemporâneas. Concordamos com
Robredo (2004) quando afirma que "as bibliotecas universitárias não se propuseram
[ ... ] ainda estabelecer uma doutrina, uma filosofia, se assim pode-se dizer, sobre
como proceder no processamento técnico dos documentos e da informação neles
contidas e suas relações com os diferentes grupos sociais" (ROBREOO, 2004, p.
23). Embora a finalidade da biblioteca universitária é servir a comunidade
acadêmica não podemos excluir o público em geral (movimentos sociais,
movimentos negros, movimentos feministas etc.).
Se reconhecemos as bibliotecas universitárias como espaço do saber onde
diversas
inteligências
produziram/produzem
conhecimento
para
serem
disponibilizadas para todos no acervo dessas instituições, podemos compará-Ias a
inteligência coletiva que "se encontra distribuída por toda a parte [ ... ] cuja base e o
objetivo [... ] são o reconhecimento e o enriquecimento mútuo das pessoas [pois]
ninguém sabe tudo, todos sabem alguma coisa, todo o saber está na humanidade."
(LÉVY, 1998, p. 30) . Essa compreensão de biblioteca universitária implicaria a
criação e implementação de uma política de organização e representação da
informação menos discriminatória.

3 Organização e representação da informação étnico-racial
preservação da memória do povo negro

para

As reflexões sobre memória navegam no sentido de entendê-Ia "como um
fenômeno coletivo e social [... ] um fenômeno construído coletivamente [e] submetido
a flutuações , transformações e mudanças constantes" (POLLAK, 1992, p. 2) . Sendo
assim, a investigação de possíveis relações entre memória e informação colabora
para a desmistificação da imagem marcada pela escravidão em que negros/negras
escravizados experimentaram durante mais de três séculos situações subumanas e
castigos corporais impostos pela tirania dos senhores do engenho.
Reconhecemos que a informação é um objeto de preservação institucional
que precisa ser tratada e preservada de maneira que venha a servir adequadamente
a sociedade da informação e conhecimento. Pinheiro (1982) afirma que a
informação está "tradicionalmente relacionada a documentos impressos e a
bibliotecas" nos diferentes repositórios de bibliotecas, arquivos, museus, como
também no universo virtual das grandes redes de informações, os quais têm valor
fundamental na sociedade .
A organização e representação da informação étnico-racial (livros, periódicos,
OVOs, COs, mapas, catálogos, e-books etc) podem estar presentes em arquivos,
bibliotecas e museus. Constituem-se esses espaços como lugares de preservação
da memória de todos os grupos sociais e, sobretudo, negros/negras. Esses lugares
evidenciam seu papel na sociedade no sentido de contribuir para a construção do
conhecimento através das memórias registradas, desde que elas se formem como
um composto processual de fragmentos do saber, em permanente construção.
A "memória configura-se como um bem humano ao qual se confere o valor de

904

�Organização do conhecimento: indexação, catalogação, tesauros , ontologias, taxonomias,
padrões e protocolos (Z39 .5, XML, etc.) e demais temas relacionados
Trabalho completo

legado e herança social, e como tal necessita de curadoria , conservação e
preservação para sobreviver as gerações", afirma Cunha (2009, p. 42) . Para Oliveira
e Azevedo Netto (2007 , p. 32) a memória também é um conjunto "de eventos, fatos,
personagens que, através de sua existência do passado," possui "experiências
consistentes para o estabelecimento de uma relação da atualidade" e o seu
passado, quer imediato ou remoto. A memória é vista como uma interpretação que
se fundamenta numa informação acessada e utilizada no passado "quer real ou
imaginado" (ORLANDI, 1996, p. 2012).
As linguagens documentárias por sua vez, que estão intrinsecamente ligadas
ao tratamento da informação bibliográfica, surgem a partir do momento em que
ocorrem dificuldades em armazenar e recuperar informações acumuladas ao longo
do tempo . Essas linguagens são construídas para indexar, armazenar e recuperar
informações que "correspondem a sistemas de símbolos destinados a traduzir os
conteúdos dos documentos" (CINTRA et ai, 2002 , p. 33), tornando possível a
comunicação entre usuário e sistemas de recuperação da informação.
Nas bibliotecas, deve-se organizar a informação de modo que seja
acolhedora e de fácil recuperação na hora da busca , lembrando que o usuário deve
ser pensado de um modo geral no momento em que se indexa a informação.

4 Itinerário Metodológico
Acenando para o foco da pesquisa que aborda a organização e a
representação da informação étnico-racial visando a preservação da memória do
povo negro através do OPAC da Biblioteca Central da Universidade Federal da
Paraíba, utilizamos da abordagem quali-quanti para que possamos ter um resultado
mais preciso do que se pretende pesquisar.
A abordagem quantitativa "lida com números, usa modelos estatísticos para
explicar os dados [ ... ] é considerada pesquisa hard" (GASKELL; ALLUM , 2002 , p.
24). Estes autores argumentam que "não há análise estatística sem interpretação",
afirmando, categoricamente, que a pesquisa qualitativa não tem o monopólio da
interpretação. Assim sendo, desconstrói-se a afirmação de que a pesquisa
quantitativa alcança as suas conclusões quase que automaticamente e defende-se
que "a polêmica sobre estes tipos de pesquisa é muitas vezes ligada ao problema da
formalidade, e baseada na socialização metodológica do pesquisador" (GASKELL;
ALLUM, 2002, p. 25).
O uso da pesquisa quantitativa é pertinente porque oferece mais
confiabilidade e maior clareza na análise de quadros e tabelas apresentadas neste
estudo. Em contraste, a abordagem qualitativa é "determinada pela concepção
epistemológica (forma de conhecer) acerca da relação entre o sujeito e o objeto"
(GODOI ; BALSDINI , 2006, p. 92). Derivada do pensamento compreensivo e
hermenêutico, a abordagem qualitativa "preocupa-se com a compreensão
interpretativa da ação social [e] ancora-se em diferentes bases disciplinares,
metodológicas e paradigmáticas" (MINAVO, 2005, p. 82). Ela "evita números, lida
com interpretações das realidades sociais, é considerada soft" (GASKELL; ALLUM,
2002 , p. 22-23) .
Caracteriza-se este estudo também como descritivo e exploratório. É
descritivo porque se propõe a oferecer a possibilidade de estabelecer relações
servindo para "analisar como é e como se manifestam o fenômeno estudado"

905

�Organização do conhecimento: indexação, catalogação, tesauros , ontologias, taxonomias,
padrões e protocolos (Z39 .5, XML, etc.) e demais temas relacionados
Trabalho completo

(SAMPIERI ; COLLADO; LUCIO, 2006, p. 112). Reconhecemos como exploratório
porque objetiva analisar um tema pouco estudado na Ciência da Informação, do qual
se tem muitas dúvidas e ainda não foi abordado na perspectiva que escolhemos.
Para atender ao objetivo deste estudo, tomamos como campo da pesquisa a
Biblioteca Central da Universidade Federal da Paraíba - Campus I - focando o nosso
olhar sobre o Online Public Access Catalog (OPAC). Essa biblioteca tem como
principais objetivos "selecionar, tratar, interpretar as informações em estado bruto,
buscando extrair valores para as mesmas" (INFOBIBLlO, 2009). A decisão de
analisar o OPAC justifica por percebermos que esse sistema de informação é
reconhecido como a porta de entrada para todos aqueles que desejam iniciar
pesquisas nas bibliotecas universitárias, onde a informação está disponível "em
linhas e abertos à consulta remota por parte de qualquer interessado" (LEMOS ,
1998,p.364)conectado.
A coleta do material de análise (livros, monografias e dissertações) está
disponível nesse sistema para acesso e uso, cujo material e indexado a partir de
critérios adotados sem padronização, uma vez que ainda não existe uma política de
indexação na BC . Em torno dessa questão, Cellard (2008, p. 295) afirma que a
coleta de dados "[ ... ] elimina, ao menos em parte, a eventualidade de qualquer
influência a ser exercida pela presença ou intervenção do pesquisador", pois as
informações nele armazenadas não são alteradas.
Em um segundo momento, visitamos o repositório físico da BC com a
finalidade de fazermos um levantamento do material bibliográfico, iniciando pela
leitura técnica do título, sumário, introdução e resumo dos títulos a fim de
identificarmos se a informação étnico-racial estava devidamente indexada. Com isso,
articulamos uma discussão guiada também pelo pensamento de autores que
trabalham com questões raciais de forma crítica (AQUINO, 2009, 2006 e 2005);
(CUNHA JÚNIOR, 2001); (OLIVEIRA, 2010). Por fim, comparamos número de títulos
encontrados, com a totalidade. A organização do material (dados) foi importante para
realizarmos uma análise coerente do fenômeno estudado, observando os
procedimentos metodológicos. Inicialmente, realizamos um levantamento junto ao
OPAC para saber se esse sistema de informação recuperou títulos relacionados à
temática étnico-racial. Na primeira busca , realizada através dos descritores préestabelecidos no vocabulário controlado, o sistema recuperou outros descritores
recuperados no OPACo
Prosseguindo, selecionamos os descritores recuperados pelo OPAC somados
aos termos utilizados para realização da primeira busca. No momento em que
fizemos o levantamento também verificamos a existência de duplicidade de títulos e
edições. Estes compõem também uma parte do repositório físico da BC e das
Bibliotecas Setoriais.
Em seguida, visitamos o repositório físico da BC com a finalidade de fazermos
um levantamento do material bibliográfico, iniciando pela leitura técnica do título,
sumário, introdução e resumo dos títulos e, posteriormente, elaboramos uma síntese
dos conteúdos selecionados, a fim de identificarmos se a informação étnico-racial
estava devidamente indexada.
Após a leitura técnica, realizamos uma síntese dos títulos encontrados, em
sua forma física, selecionando aquelas que atendiam ao objetivo deste estudo e
retirando os fragmentos que, a nosso ver, evidenciavam a informação étnico-racial.
Com isso, articulamos uma discussão guiada também pelo pensamento de autores
que trabalham com questões raciais de forma crítica (AQUINO, 2009 , 2006 e 2005) ;

906

�Organização do conhecimento: indexação, catalogação, tesauros , ontologias, taxonomias,
padrões e protocolos (Z39 .5, XML, etc.) e demais temas relacionados
Trabalho completo

(CUNHA JÚNIOR, 2001); (OLIVEIRA, 2010). Por fim, comparamos número de títulos
encontrados, com a totalidade de títulos da BC/UFPB.
Ao optarmos por trabalhar com esse tipo de pesquisa, é recomendável que
nos preocupemos em fazer uma análise pertinente considerando a validade do
estudo, onde o pesquisador preocupa-se em avaliar a credibilidade e
representatividade dos documentos analisados.
A partir do vocabulário controlado constituído por 11 descritores, recuperamos
os títulos que mais caracterizavam a informação étnico-racial nas diversas áreas do
conhecimento, conforme mostra o Quadro 1.
Quadro 1 - Vocabulário Controlado
VOCABULARIO CONTROLADO PARA
RECUPERAÇÃO DA TEMÁTICA ÉTNICO-RACIAL
Africa
Afrodescendente
Democracia Racial
Discriminação Racial
Etnico-racial
Inclusão Racial
Negro
Negros
Preconceito Racial
Raças
Racismo

..

..

Fonte: SANTANA, Vanessa Alves . Memona esquecida: uma analise da informação étnicoracial no OPAC da Biblioteca Central da Universidade Federal da Paraíba. 2012. 132f.
Dissertação (Mestrado em Ciência da Informação) - Centro de Ciências Sociais Aplicadas,
Universidade Federal da Paraíba, João Pessoa, 2012.

Este vocabulário é formado pelo que se chama de macroestrutura que é o
esquema temático global do vocabulário, apresentando as categorias mais amplas
dos campos de conhecimentos abrangidos, de forma hierárquica. Os descritores
colocados, em forma alfabética, são as unidades do vocabulário e é conhecido como
microestrutura (KOBASHI, 2008).

4 Resultados Parciais/Finais
Foram analisados 270 títulos, localizados a partir da busca realizado no
OPAC, no período de 3 (três) meses, com intuito de identificarmos a informação
étnico-racial nesses títulos. No Quadro 2, os resultados da pesquisa mostram que,
de um total de 60 .289 títulos existentes nas Bibliotecas da UFPB, conforme
apresentado em documento gerado a partir de relatórios emitidos pelo OrtoDocs,
apenas 100 tratam da informação étnico-racial, representando apenas 0,65% (por
cento) do material informacional presente no repositório físico das Bibliotecas da
UFPB.

907

�Organização do conhecimento: indexação, catalogação, tesauros , ontologias, taxonomias,
padrões e protocolos (Z39 .5, XML, etc.) e demais temas relacionados
Trabalho completo

Quadro 2 - Título Recuperados no OPAC
TERMO

TITULOS

BC

REFERENTE A
INFORMAÇÃO
ÉTNICO-RACIAL

47

44

22

Afrodescendente

o

o

o

Democracia Racial

13

3

17

Discriminação Racial

32

9

4

Africa

Etnicorracial

O

O

O

Inclusão Racial

O

O

O

Inclusão Social

34

5

2

Negro

8

5

2

Negros

101

68

20

Preconceito Racial

7

1

1

Raças

7

4

3

Racismo

75

39

29

TOTAL

100

..
..
Memona esquecida: uma analise da Informação étnico-

Fonte: SANTANA, Vanessa Alves.
racial no OPAC da Biblioteca Central da Universidade Federal da Paraíba. 2012. 132f.
Dissertação (Mestrado em Ciência da Informação) - Centro de Ciências Sociais Aplicadas ,
Universidade Federal da Paraíba, João Pessoa, 2012.

Os dados apontam que o número de documentos que tratam de informação
étnico-racial é insuficiente para o atual contexto universitário paraibano e nordestino,
onde cada vez mais surgem estudantes que procuram a temática étnico-racial para
desenvolver suas monografias, dissertações e teses. A informação étnico-racial a
que estamos nos referindo é aquela que tem livros, projetos, monografias,
dissertações e teses como suporte de informação.
Este estudo considera que as bibliotecas, de todos os tipos e características
devem se adaptar às mudanças atuais, organizando, disseminando e
democratizando a informação étnico-racial para conhecimento real da história e
cultura da ancestralidade africana e afrodescendente. A informação étnico-racial,
independente do suporte, meio ou forma de representação, serve como
potencializadora para a construção da identidade afrodescendente. Além do que,
essa informação serve para informar que as relações sociais na sociedade brasileira
também são estabelecidas através manifestações de preconceitos definidos como
"um julgamento negativo e antecipado sobre grupos que pertencem a uma etnia,
religião ou que ocupavam outro papel social significativo" (GOMES, 2005, p. 54) .
O preconceito racial muitas vezes é exercido por pessoas que defendem uma
determinada opinião sobre um assunto ou de acordo com sua pertença racial pela
qual se define, deixando de escutar, ouvir ou aceitar outros pontos de vista. O
preconceito é aprendido socialmente. É um aprendizado que se inicia na família,

908

�Organização do conhecimento: indexação, catalogação, tesauros , ontologias, taxonomias,
padrões e protocolos (Z39 .5, XML, etc.) e demais temas relacionados
Trabalho completo

vizinhança, escola, igreja, universidade etc., indo de encontro à sociedade que na
maioria das vezes também apresenta papel fundamental no que diz respeito ao
preconceito (GOMES, 2005).
As bibliotecas universitárias não podem mais permanecer alheias ao fato de
que a característica da sociedade da informação, conhecimento e aprendizagem é
hoje reconhecida como a época dos direitos do homem, cidadão, criança ,
trabalhador e etnias (CAMBI , 1999). É a época do direito à informação para todos
independente dos tipos e formatos. Na verdade, a pretensão dessas bibliotecas de
serem tudo para todos ainda não responde na prática as demandas dos usuários
que desejam desenvolver atividades de ensino, pesquisa e extensão sobre a
informação étnico-racial na graduação e pós-graduação sobre diversas temáticas.
Em relação ao povo negro, que é objeto de nossa discussão, o conhecimento, a
participação, a contribuição e a preservação de sua
memória permanecem
limitadas.
Os novos sujeitos que entraram em cena nessa contemporaneidade da
informação, conhecimento e aprendizagem necessitam da informação sobre a sua
história, cultura, ciência e tecnologia . No tocante ao povo negro, sabemos que a
partir da luta do Movimento Negro Brasileiro, a Lei 10.696/2003 tornou obrigatório o
ensino da cultura africana e afrodescendente nos currículos escolares, nas
disciplinas, na produção de livros didáticos etc. Contudo, essa lei ainda não
conseguiu responder as necessidades de informação dos estudantes negros que
convivem numa relação desigual que oferecem as bibliotecas universitárias. O
aspecto legal não alcançou devidamente o Ensino Superior para neutralizar uma
"realidade marcada por posturas subjetivas e objetivas do preconceito, racismo e
discriminação aos [negros] , que, historicamente, enfrentam dificuldades para acesso
e a permanência nas escolas" e universidades (BRASIL, 2004). Como afirma Morigi
e Souto (2005) atualmente, os usuários têm necessidades muito específicas e o
bibliotecário poderiam auxiliá-los a filtrar o que realmente eles desejam, mas eles
não estão devidamente preparados para atendê-los satisfatoriamente .
A (in) visibilidade da informação étnico-racial no repositório físic%nline
constrange o segmento negro (alunos, professores, pesquisadores e ativistas do
movimento negro) que conseguem entrar nas universidades públicas. Ao buscar a
informação nas bibliotecas dessas instituições, depara com poucos títulos e/ou
exemplares disponíveis além de muitos deles estarem desatualizados.
Em decorrência desse (in) visibilidade, os usuários se frustram por não
conseguirem encontrar a informação que procura. Tem razão Barthes (1987) quando
fez uma observação importante: "a Biblioteca é infinita, na medida em que ela está
aquém ou além da procura: tendencialmente, o livro desejado nunca está lá , ao
passo que nos é proposto um outro livro" (BARTHES , 1987, p.37)". Ao que parece ,
a temática étnico-racial só vai figurar significativamente nos sistemas de informação
das bibliotecas universitárias, se os pesquisadores assumirem o compromisso de
elaborar e encaminhar listas de material bibliográfico às bibliotecas, a fim de que
possa ser adquirido.

5 Considerações Finais
O estudo em questão permite-nos afirmar que as bibliotecas universitárias

909

�Organização do conhecimento: indexação, catalogação, tesauros , ontologias, taxonomias,
padrões e protocolos (Z39 .5, XML, etc.) e demais temas relacionados
Trabalho completo

cuja finalidade é disponibilizar um sistema com capacidade para atender as
necessidades de informação de seus usuários apresentam lacunas no que se refere
a organização e representação da informação étnico-racial. Tal prática interdita a
possibilidade de o povo negro conhecer os equívocos sobre a sua história e cultura
para gerar um novo estado de conhecimento permitir uma nova articulação de sua
identidade e desencadear discussões mais coerentes acerca da problemática que
ainda hoje experimenta na sociedade brasileira.
Examinando essa questão, constamos que a escassez da produção de
conhecimento sobre negros/negras nessas bibliotecas tem a ver não só com a
posição que eles/elas ocupam na sociedade da informação e conhecimento, mas
também com os fatores que os rotulam como seres inferiores e incompetentes e as
diversas formas de tratamento e mecanismos utilizados para silenciá-los. Tal
discriminação oculta o fato de que não existe sociedade humana desprovida de
cultura . Essa forma pensar o povo negro tem relações com o pensamento errõneo
que ainda se mantém vivo na sociedade brasileira e alimenta equívocos. Essa
afirmação reforça a idéia de que o racismo instaurado no Brasil deixou uma herança
negativa que acarretou certos problemas que afetam diretamente o povo negro nos
diversos setores da sociedade brasileira .
As lacunas identificadas no OPAC acabam interditando a conquista da
cidadania numa sociedade que se autodenomina democrática e multicultural. Essa
realidade confronta com as políticas públicas de promoção da igualdade racial
através da implementação da lei 10. 639/03, das políticas de cotas e das ações
afirmativas. São problemas nesse sistema que exige novas alternativas com vistas
retualizá-Io por meio de uma política de indexação que possa servir de orientação
para os profissionais responsáveis pelo processamento técnico. Além da realização
de treinamentos e cursos que possam aprimorar o desenvolvimento das atividades
desses profissionais e conscientizá-los da necessidade de ética na organização e
representação da informação.
Os profissionais da informação também precisam ter pleno conhecimento do
que os pesquisadores/pesquisadoras produzem nas universidades públicas sobre os
diversos grupos sociais, sobretudo, negros/negros. Nesse sentido, as metas das
bibliotecas universitárias só poderão ser atingidas completamente quando
começarem a se preocupar não apenas com a organização da cultura eurocêntrica,
mas também com a organização da cultura afrocêntrica. Esta também possui um
valor fundamental para a sociedade brasileira e, decididamente, para todos os
grupos que dela fazem parte.
A organização e representação informação étnico-racial nas bibliotecas
universitárias é de interesse da Ciência da Informação com vistas à reconstrução da
memória de negros/negras. Porém , estudos e pesquisas sobre a informação étnicoracial ainda tem um longo caminho a percorrer para alcançar os objetivos de acesso
à informação por todos os grupos sociais que dela necessita. Caracterizada como
um campo de investigação que atua, ativa e dinamicamente na compreensão de
problemas (científicos, econômicos, sociais, culturais e tecnológicos) inerentes à
organização e representação da informação, a Ciência da Informação poderia criar
mecanismos para a abertura de diversos canais de acesso e uso da informação. E,
assim, resolver tais problemas que muitas vezes limitam a produção de
conhecimento em áreas, setores e grupos específicos na sociedade contemporânea.
Entende-se também que essa área de conhecimento tem como preocupação
o fluxo de informação técnico - cientifica e suas demandas, a satisfação do usuário,

910

�Organização do conhecimento: indexação, catalogação, tesauros , ontologias, taxonomias,
padrões e protocolos (Z39 .5, XML, etc.) e demais temas relacionados
Trabalho completo

efeitos da informação sobre o conhecimento, o aperfeiçoamento, as relações, a
distribuição de recursos dos sistemas e os demais aspectos relacionados à
informação. Além de se preocupar em esclarecer um problema social concreto, o da
informação também voltada para questão cultural.
Neste estudo, a nossa preocupação não se prendeu apenas à quantificação
do material bibliográfico sobre a informação étnico-racial, mas também buscou
compreender que a biblioteca universitária, concebida como espaço de organização,
representação da informação, de todos os tipos e formatos, precisa estar
comprometida como diversos grupos sociais. Entendemos que hoje esse espaço de
informação tem por missão suprir as necessidades informacionais não apenas da
comunidade acadêmica, mas de todos que a procuram . Nosso interesse é o de
contribuir com sugestões para ser adotadas por esses profissionais a fim de que
possam ocorrer avanços na política de indexação e uma otimização no processo de
catalogação dos documentos, de forma que todos os assuntos possam ser
evidenciados de forma precisa bem como atentar para necessidade de se buscar
mais livros e destes, atualizados de informações a cerca da temática étnico racial.

6 Referências
AQUINO, Mirian de Albuquerque. Memória da Ciência: (in) visibilidade de negros/as
na produção do conhecimento da Universidade Federal da Paraíba . João Pessoa,
2009. 35 fI. Projeto (Pesquisa científica) - Centro de Ciências Sociais e Aplicadas,
Universidade Federal da Paraíba , 2009.
___ oInformação e diversidade cultural : a imagem do afrodescendente no
discurso de inclusão social/racial. João Pessoa , 2006. 186 f. Relatório (Pesquisa
científica) - Centro de Ciências Sociais e Aplicadas, Universidade Federal da
Paraíba , 2006.
_ _--.,.. Para além dos discursos: imagens de inclusão social/ racial na sociedade
do conhecimento. In : ENCONTRO NACIONAL DE PESQUISA EM CIÊNCIA DA
INFORMAÇÃO, 6., 2005 , Florianópolis. Anais ... Florianópolis: ANCIB, 2005
BARTHES, Roland . O rumor da língua. Lisboa : Edições 70, 1987.
BRASIL. Ministério da Educação. Diretrizes curriculares nacionais para a
educação das relações étnico-raciais e para o ensino da história e cultura afrobrasileira . Brasília: MEC, 2004. Disponível em :
&lt;http://portal.mec.gov.br/cne/arquivos/pdf/003.pdf &gt; Acesso : 12 novo2011 .
CAMBI, Franco. História da Pedagogia. Tradução de Álvaro Lorencini. São Paulo :
Editora da Universidade de São Paulo, 1999.
CELLARD, A. A análise documental. In : POUPART, J. et aI. A pesquisa qualitativa:
enfoques epistemológicos e metodológicos. Petrópolis, Vozes, 2008.
CINTRA, Anna Maria Marques et aI. Para entender as linguagens documentárias.

911

�Organização do conhecimento: indexação, catalogação, tesauros , ontologias, taxonomias,
padrões e protocolos (Z39.5, XML, etc.) e demais temas relacionados
Trabalho completo

2. ed . São Paulo: Polis, 2002 .
CUNHA, Jacqueline de Araújo. Biblioteca digital brasileira de teses e
dissertações: uma estratégia de preservação da memória. 2009. 170 f. Dissertação
(Mestrado em Ciência da Informação)- Centro de Ciências Sociais Aplicadas,
Universidade Federal da Paraíba , João Pessoa , 2009 .
CUNHA JÚNIOR, Henrique. Imagens de africanos e afrodescendentes na escola .
2001 . Texto mimeografado .
DELORS, Jacques. Educação: um tesouro a descobrir. São Paulo: Cortez, 1999.
FARIA, Maria Isabel; PERICÃO, Maria da Graça. Dicionário do Livro. Lisboa :
Guimarães Editores, 1988.
FIGUEIREDO, Luciana de Conceição. Bibliotecários e racismo: uma análise a
partir do parecer 15/2010 do CNE. In: CONGRESSO BRASILEIRO DE
BIBLIOTECONOMIA, DOCUMENTAÇÃO E CIÊNCIA DA INFORMAÇÃO: Sistemas
de Informação, Multiculturalidade e Inclusão Social , 14., 2011, Maceió. Anais
eletrônicos ... Disponível em :
&lt;http://febab.org.br/congressos/index.php/cbbd/xxiv/paper/view/193/678&gt;. Acesso:
12 fev. 2012 .
FLECHA, Ramón; TORTAJADA, lolanda. Desafios e saídas educativas na entrada
do século. In: IMBERNÓN , F. (Org .). A educação no século XXI. Porto Alegre: Artes
Médicas Sul, 2000 .
GASKELL, G.; ALLUM . Qualidade, quantidade e interesses do conhecimento:
Evitando confusões. In: BAUER, M. W.; GASKELL, G. Pesquisa qualitativa com
texto, imagem e som : um manual prático. Petrópolis: Vozes, 2002 . p. 64-89 .
GODOI , C. K. ; BALSINI , C. P. V. A pesquisa qualitativa nos estudos organizacionais
brasileiros: uma análise bibliométrica. In: SILVA Christiane Kleinübing et ai (Org.).
Pesquisa qualitativa em estudos organizacionais: paradigmas, estratégias e
métodos. São Paulo: Saraiva , 2006.
GOMES, Elizabeth Braz Pereira; CHAVES , Jorge Bezerra Lopes. Gestão
Estratégica da Informação e Inteligência da Informação e Inteligência
Competitiva . São Paulo : Saraiva, 2005 .
HAROCHE, Claudine . Fazer dizer, querer dizer. Tradução Eni Pulcinelli Orlandi.
São Paulo Hucitec, 1992.
HONNETH , Axel. Luta por reconhecimento: a gramática moral dos conflitos
sociais. São Paulo: Editora 34, 2003.
INFOBIBLlO. Pesquisa documental. 2009. Disponível em :
&lt;http://artedepesquisar.blogspot.com/2009/04/pesquisa-documental.html&gt;. Acesso
em : 10 jan . 2012 .

912

�Organização do conhecimento: indexação, catalogação, tesauros , ontologias, taxonomias,
padrões e protocolos (Z39.5, XML, etc.) e demais temas relacionados
Trabalho completo

KOBASHI ; Nair Yumiko. Vocabulário controlado: estrutura e utilização . Texto
preparado para subsidiar o debate sobre vocabulário controlado da Pesquisa
Mapeamento para a reunião da Rede de Escolas de Governo em 15 e 16 de
dezembro de 2008 . Disponível em :
&lt;http ://www2 .enap.gov.br/rede_escolas/arquivos/vocabulario_controlado.pdf&gt;.
Acesso em: 09 mar. 2012 .
LEMOS , Antonio Agenor Brinquet de. Bibliotecas. In : CAMPELLO, Bernadete
Santos; CALDEIRA, Paulo de Terra ; MACEDO, Vera Amália Amarante. Formas e
expressões do conhecimento: introdução ás fontes de informação. Belo Horizonte:
UFMG, 1998.
L ÉVY, Pierre. A Inteligência Coletiva . São Paulo: Loyola, 1998.
A Inteligência Coletiva : por uma antropologia do ciberespaço. 4 ed . São
Paulo: Loyola, 2003 .

=----:---:'

MINAYO, Maria Cecília de Souza . Avaliação por triangulação de métodos :
abordagem de programas sociais. Rio de Janeiro: Editora Forense, 2005 .
MORIGI , Valdir José; SOUTO, Luzane Ruscher. Entre o passado e o presente: as
visões de biblioteca no mundo contemporâneo. Revista ACB, vol. 10, n. 2, 2005.
Disponível em : &lt;http://revista .acbsc.org .br/index.
php/racb/article/viewArticle/432/551 &gt;. Acesso: 6 jan . 2011 .
NASCIMENTO NETO, Gustavo Henrique do; NASCIMENTO, Geysa Flávia Câmara
de Lima. Biblioteconomia comparada : o futuro das bibliotecas universitárias no
Brasil, na Espanha e nos EUA. In: SEMINÁRIO NACIONAL DE BIBLIOTECAS
UNIVERSITÁRIAS, 14.,2006. Salvador. Anais ... Salvador: UFBA, 2006.
OLIVEIRA, B. M. J. F. ; AZEVEDO NETTO, C. X. de. Artefatos como elemento de
memória e identidade da cultura popular: um olhar sob a perspectiva da arqueologia
social. In: FECHINE, 1. ; SEVERO, I. (Orgs.) Cultura popular: nas teias da memória.
João Pessoa : Editora Universitária, 2007. p. 27-51 .
OLIVEIRA, Henry Pôncio Cruz de. Afrodescendência, memória e tecnologia: uma
aplicação do conceito de informação etnicorracial ao projeto "A Cor da Cultura".
2010, 138 f. Dissertação (Mestrado em Ciência da Informação) - Centro de Ciências
Sociais Aplicadas, Universidade Federal da Paraíba, João Pessoa, 2010 .
ORLANDI , Eni Pulcinelli . A linguagem e seu funcionamento : as formas do
discurso. São Paulo: Brasiliense, 1996.
PINHEIRO, Lena Vânia . Usuário e informação: contexto da ciência e da
Tecnologia . Rio de Janeiro: LTC/IBICT, 1982. Disponível em :
&lt;http ://ibict.phlnet.com.br/anexos/PINHEIROusuarios.pdf&gt; Acesso em : 21 set. 2011 .
POLLAK, M. Memória e identidade social. Estudos Históricos, Rio de Janeiro, v. 5,
n.10, p. 200-212 , 1992.

913

�Organização do conhecimento: indexação, catalogação, tesauros , ontologias, taxonomias,
padrões e protocolos (Z39.5, XML, etc.) e demais temas relacionados
Trabalho completo

PRAXEDES , Walter. Eurocentrismo e racismo nos clássicos da filosofia e das
Ciências Sociais. Revista Espaço Acadêmico, n. 83 , abro2008 . Disponível em :
&lt;http ://www.espacoacademico.com .br/083/83praxedes.htm&gt; Acesso em : 13 jun.
2011 .
RICOEUR, Poul. A memória, a história, o esquecimento. Campinas: Editora
Universitária/ UNICAMP, 2007 .
ROBREDO, Jaime. Organização dos documentos ou organização da informação:
uma questão de escolha . DataGramaZero: Revista de Ciência da Informação, V. 5 n.
1 fev. 2004 Disponível em :
&lt;http ://dici .ibict. br/archive/00000345/0 1/Organ ização_dos_documentos_ou _ organ iza
ção_dajnformação.pdf&gt; Acesso: 13 fev. 2011.
SAMPIERI , Roberto Hernández; COLLADO, Carlos Fernandéz; LUCIO, Pilar
Baptista . Metodologia da Pesquisa . São Paulo: Mac Graw-Hill, 2006 .
SANTANA, Vanessa Alves. Memória esquecida : uma análise da informação étnicoracial no OPAC da Biblioteca Central da Universidade Federal da Paraíba . 2012 .
132f. Dissertação (Mestrado em Ciência da Informação) - Centro de Ciências
Sociais Aplicadas, Universidade Federal da Paraíba, João Pessoa, 2012 .
TEDESCO, Juan Carlos (Org). Educação e novas tecnologias : esperanças ou
incerteza? São Paulo: Cortez, 2004.
TITÃO, Fábia Porto; VIAPIANA, Noeli. A importância da organização da informação
no século XXI : reflexões. Revista ACB: Biblioteconomia em Santa Catarina,
Florianópolis, V. 13, n. 1, p. 26-36, jan./jun., 2008. Disponível em :
&lt;http://revista .acbsc.org.br/index.php/racb/article/viewArticle/545&gt; Acesso em : 07 de
mar. 2011 .

914

�</text>
                  </elementText>
                </elementTextContainer>
              </element>
            </elementContainer>
          </elementSet>
        </elementSetContainer>
      </file>
    </fileContainer>
    <collection collectionId="49">
      <elementSetContainer>
        <elementSet elementSetId="1">
          <name>Dublin Core</name>
          <description>The Dublin Core metadata element set is common to all Omeka records, including items, files, and collections. For more information see, http://dublincore.org/documents/dces/.</description>
          <elementContainer>
            <element elementId="50">
              <name>Title</name>
              <description>A name given to the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51396">
                  <text>SNBU - Edição: 17 - Ano: 2012 (UFRGS - Gramado/RS)</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="49">
              <name>Subject</name>
              <description>The topic of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51397">
                  <text>Biblioteconomia&#13;
Documentação&#13;
Ciência da Informação&#13;
Bibliotecas Universitárias</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="41">
              <name>Description</name>
              <description>An account of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51398">
                  <text>Tema: A biblioteca universitária como laboratório na sociedade da informação.</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="39">
              <name>Creator</name>
              <description>An entity primarily responsible for making the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51399">
                  <text>SNBU - Seminário Nacional de Bibliotecas Universitárias</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="45">
              <name>Publisher</name>
              <description>An entity responsible for making the resource available</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51400">
                  <text>UFRGS</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="40">
              <name>Date</name>
              <description>A point or period of time associated with an event in the lifecycle of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51401">
                  <text>2012</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="44">
              <name>Language</name>
              <description>A language of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51402">
                  <text>Português</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="51">
              <name>Type</name>
              <description>The nature or genre of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51403">
                  <text>Evento</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="38">
              <name>Coverage</name>
              <description>The spatial or temporal topic of the resource, the spatial applicability of the resource, or the jurisdiction under which the resource is relevant</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51404">
                  <text>Gramado (Rio Grande do Sul)</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
          </elementContainer>
        </elementSet>
      </elementSetContainer>
    </collection>
    <itemType itemTypeId="8">
      <name>Event</name>
      <description>A non-persistent, time-based occurrence. Metadata for an event provides descriptive information that is the basis for discovery of the purpose, location, duration, and responsible agents associated with an event. Examples include an exhibition, webcast, conference, workshop, open day, performance, battle, trial, wedding, tea party, conflagration.</description>
    </itemType>
    <elementSetContainer>
      <elementSet elementSetId="1">
        <name>Dublin Core</name>
        <description>The Dublin Core metadata element set is common to all Omeka records, including items, files, and collections. For more information see, http://dublincore.org/documents/dces/.</description>
        <elementContainer>
          <element elementId="50">
            <name>Title</name>
            <description>A name given to the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="63312">
                <text>Organização, representação e informação étnico-racial:uma análise no OPAC da Biblioteca Central da Universidade Federal da Paraíba.</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="39">
            <name>Creator</name>
            <description>An entity primarily responsible for making the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="63313">
                <text>Aquino, Mirian; Alves,Vanessa</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="38">
            <name>Coverage</name>
            <description>The spatial or temporal topic of the resource, the spatial applicability of the resource, or the jurisdiction under which the resource is relevant</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="63314">
                <text>Gramado (Rio Grande do Sul)</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="45">
            <name>Publisher</name>
            <description>An entity responsible for making the resource available</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="63315">
                <text>UFRGS</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="40">
            <name>Date</name>
            <description>A point or period of time associated with an event in the lifecycle of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="63316">
                <text>2012</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="51">
            <name>Type</name>
            <description>The nature or genre of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="63318">
                <text>Evento</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="41">
            <name>Description</name>
            <description>An account of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="63319">
                <text>Aborda a organização e a representação da informação étnico-racial visando a preservação da memória do povo negro através do OPAC da Biblioteca Central da Universidade Federal da Paraíba, onde as bibliotecas constituem lugares de organização da informação com vistas a disseminar não apenas a informação que privilegia um determinado grupo social, mas também servem como lugares de preservação da história, memória e cultura referentes aos grupos invisíveis, principalmente africanos e afrodescendentes, cuja participação e contribuição na formação da sociedade brasileira é negada ainda hoje. Analisa como a informação étnico-racial tem sido organizada nas bibliotecas universitárias, buscando contextualizar a biblioteca como instituição social e cultural, aonde se avalia a importância da organização e representação da informação étnico-racial na preservação da memória, utilizando-se da abordagem quali-quanti por acreditar que ambas as abordagens combinam e são fundamentais para ter maior clareza e confiabilidade dos resultados que serão apresentados através de quadros. Observa até o momento que os termos encontrados aparecem timidamente durante o processo de busca, o que demonstra uma possível deficiência no processo de indexação das informações e/ou uma insuficiência de informações relacionadas à temática étnico-racial.</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="44">
            <name>Language</name>
            <description>A language of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="69437">
                <text>pt</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
        </elementContainer>
      </elementSet>
    </elementSetContainer>
  </item>
  <item itemId="5937" public="1" featured="0">
    <fileContainer>
      <file fileId="5001">
        <src>http://repositorio.febab.org.br/files/original/49/5937/SNBU2012_076.pdf</src>
        <authentication>18561e4c0f693a84d0f26d5095ad31ad</authentication>
        <elementSetContainer>
          <elementSet elementSetId="4">
            <name>PDF Text</name>
            <description/>
            <elementContainer>
              <element elementId="92">
                <name>Text</name>
                <description/>
                <elementTextContainer>
                  <elementText elementTextId="63311">
                    <text>ir:
~

=
;:;

'SttIIit!4rio
H.dorwildl
11Il0l101_

v..",,"IWI~

Organização do conhecimento: indexação, catalogação, tesauros , ontologias, taxonomias,
padrões e protocolos (Z39 .5, XML, etc.) e demais temas relacionados
Trabalho completo

INDEXAÇÃO DE NOMES GEOGRÁFICOS:
RELATO DE EXPERIÊNCIA NA CRIAÇÃO DE UM PADRÃO
PARA O SISTEMA DE BIBLIOTECAS DA UFRGS

Édina Maria Gomes da Cunha Pureza 1, Elisa Alves de Oliveirél,
Inês Maria De Gasperin3, Magda Helena Behrmann4, Miriam Velei
Fernandes5, Renata Cristina Grun6, Vanessa Inácio de Souza 7
IBibliotecária Especialista, Faculdade de Ciências Econômicas da Universidade Federal do
Rio Grande do Sul , Porto Alegre , RS
2Bibliotecária Especialista , Instituto de Biociências da Universidade Federal do
Rio Grande do Sul, Porto Alegre, RS
3Bibliotecária Especialista, Faculdade de Biblioteconomia e Comunicação da
Universidade Federal do Rio Grande do Sul , Porto Alegre, RS
4Bibliotecária, Instituto de Química da Universidade Federal do Rio Grande do Sul ,
Porto Alegre, RS
5Bibliotecária Colaboradora da Universidade Federal do Rio Grande do Sul, Porto Alegre, RS
6Bibliotecária Especialista , Instituto de Geociências da Universidade Federal do
Rio Grande do Sul , Porto Alegre, RS
7Bibliotecária Especialista , Biblioteca Central da Universidade Federal do Rio Grande do Sul,
Porto Alegre, RS

Resumo
Relata a experiência da elaboração do documento Entradas de Nomes Geográficos
como Assunto: Padrão para o Sistema de Automação de Bibliotecas da
Universidade Federal do Rio Grande do Sul (SABi/UFRGS). Apresenta as principais
etapas do processo de criação desse Padrão, partindo do diagnóstico da situação do
catálogo de assuntos geográficos e do estudo e adaptação da publicação do IBGE
às necessidades do Sistema de Bibliotecas da UFRGS. Descreve a forma de
implementação do Padrão junto aos bibliotecários do Sistema, através de
treinamentos e monitoramento dos descritores. Expõe as principais definições
referentes à terminologia de nomes geográficos e as divisões do Padrão em Regras
Gerais, Nomes Geográficos com Categoria Administrativa , Nomes Geográficos sem
Categoria Administrativa e Acidentes Topográficos Artificiais. Finaliza com as
considerações referentes à importância da padronização de entradas de assunto no
desenvolvimento de uma política de indexação, visando à eficiência e eficácia do
trabalho do bibliotecário indexador e a qualidade na recuperação da informação.

Palavras-chave:
Nomes geográficos; Política de indexação;
Padronização de entradas de assunto .

891

Indexação

(Biblioteconomia) ;

�ã

*;,WiQ

=

IIWIeI_

~

-=

.N.dooI.Idl

v..,""I~olI

Organização do conhecimento: indexação, catalogação, tesauros , ontologias, taxonomias,
padrões e protocolos (Z39 .5, XML, etc.) e demais temas relacionados
Trabalho completo

Abstract
Describes the elaboration process of a document for geographical names
standardization called Entradas de Nomes Geográficos como Assunto : Padrão para
o Sistema de Automação de Bibliotecas da Universidade Federal do Rio Grande do
Sul (SABi/UFRGS). Presents the main steps of the Standard elaboration process
since the diagnosis of the catalog's situation till the study and creation of a new
document based on IBGE Rules. Describes the Standard implementation at UFRGS
Library System, through training librarians and monitoring descriptors. Issue the main
definitions about geographical names terminology and explains the structure of the
Standard which includes General Rules, Administrative Divisions, Natural Features
and Artificial Features. Concludes with considerations regarding the importance of
standardization of geographical names subject entries for the development of an
indexing policy and for the librarian work, aiming at efficiency and effectiveness in the
information retrieval.

Keywords:
Geographical names; Indexing policy; Indexing; Subject entries standardization .

1 Introdução
A quantidade de informações gerenciadas nas bibliotecas universitárias exige
o desenvolvimento de técnicas eficientes que qualifiquem a recuperação da
informação. Neste sentido, o processo de indexação deve ser consolidado através
de ferramentas que atendam esta necessidade e promovam maior consistência em
catálogos automatizados.
No catálogo online do Sistema de Bibliotecas da Universidade Federal do Rio
Grande do Sul (SBUFRGS) , um dos principais problemas encontrados é a
inconsistência das entradas de assuntos. Isto ocorre por diversos fatores, entre os
quais, a descentralização do processamento técnico e a falta de uma política de
indexação unificada.
Neste contexto, o Grupo de Estudos em Indexação (GEI\ na época formado
por sete bibliotecários do quadro funcional da UFRGS, identificou como prioridade a
elaboração da Política de Indexação para o SBUFRGS detendo-se primeiramente no
estudo de entradas de nomes geográficos como assunto.
Deste estudo, resultou o documento Entradas de Nomes Geográficos como
Assunto: Padrão para o Sistema de Automação de Bibliotecas da Universidade
Federal do Rio Grande do Sul (SABi/UFRGS), que passou a nortear a indexação de
nomes geográficos.
O objetivo deste trabalho é apresentar o Padrão, seu processo de criação e a
implementação no SBUFRGS.
1

Contato: gei.ufrgs@gmail.com

892

�ii
~

~
H~lde

=:

PIIlftnIUNt

=

Ill11iot_

Organização do conhecimento: indexação, catalogação, tesauros , ontologias, taxonomias,
padrões e protocolos (Z39 .5, XML, etc.) e demais temas relacionados
Trabalho completo

2 Contextualização

o SBUFRGS é composto pela Biblioteca Central , 29 bibliotecas setoriais
especializadas, uma biblioteca de ensino fundamental e médio e uma biblioteca
depositária da documentação da Organização das Nações Unidas (ONU) . Estas
bibliotecas estão vinculadas administrativamente às unidades de ensino e
tecnicamente à Biblioteca Central. De acordo com a Universidade Federal do Rio
Grande do Sul (2011 ?) :
A função primordial da biblioteca universitária é prover infraestrutura
bibliográfica, documentária e informacional para apoiar as atividades
da Universidade, centrando seus objetivos nas necessidades
informacionais do indivíduo, membro da comunidade universitária.

Buscando alcançar estes objetivos, teve início, no final da década de 80, o
processo de automação no SBUFRGS, originando o catálogo Sistema de
Automação de Bibliotecas (SABi) . Na década de 90, os registros passaram a ser
cooperativados numa única base de dados. Em 2000, com a migração do SABi para
o software A LEPH, foram implantados campos específicos como o campo para
Entrada de Nomes Geográficos como Assunto.
A utilização desse software e a unificação dos catálogos das bibliotecas
aumentaram a quantidade de registros cooperativados no sistema , tornando visível a
inconsistência das entradas de assunto no SABi. Esta constatação deu início ao
processo de criação de uma ferramenta que auxiliasse na padronização dessas
entradas.

3 Processo de Criação
Com este panorama, e dentro das possibilidades do GEI , foi priorizada a
padronização das entradas de nomes geográficos. A relevância desse trabalho pode
ser comprovada pela definição a seguir:
Os nomes geográficos são uma expressão viva da interação entre o
homem e o meio ambiente. Desta forma quando um lugar ou um
elemento geográfico adquire uma significação determinada para o
homem, surge a necessidade de identificá-los. Esta identificação só
gera uma informação precisa quando seguida de uma padronização.
(MAROUN e NEVES, 1996, p. 7)

Definida a prioridade, inicialmente foi realizado um diagnóstico da situação
das entradas de nomes geográficos como assunto no SABi. Para tanto, foi emitida
uma lista com os descritores incluídos no Catálogo de Autoridades, no período de
2001 a 2005 , perfazendo um total de 3.300 entradas.

893

�it
~

=

SftrIilWio
N.daNl dc
IINkll.uJ

~ Ofo,,""tk~iIlS

Organização do conhecimento: indexação, catalogação, tesauros , ontologias, taxonomias,
padrões e protocolos (Z39 .5, XML, etc.) e demais temas relacionados
Trabalho completo

Estas entradas foram analisadas à luz da publicação do Instituto Brasileiro de
Geografia e Estatística (IBGE): Nomes Geográficos: normas para indexação, aqui
nomeada Norma do IBGE 2 . Nesta análise foi constatado um alto índice de nomes
geográficos incluídos no SABi sem a padronização determinada por esta norma,
que, até então, era o único documento utilizado pelos indexadores. Também foi
constatado que em muitos casos a Norma do IBGE não contemplava todas as
especificidades dos nomes geográficos incluídos neste catálogo.
Esta constatação foi o impulso para que o GEI iniciasse o estudo da Norma
do IBGE, com objetivo de adequá-Ia às demandas do SBUFRGS. Dessa forma, ficou
clara a necessidade da elaboração de um novo documento que padronizasse as
entradas de nomes geográficos no SABi . Com isso foi elaborado o documento
Entradas de Nomes Geográficos como Assunto: Padrão para o Sistema de
Automação de Bibliotecas da Universidade Federal do Rio Grande do Sul
(SABi/UFRGS), aqui denominado Padrã0 3 .
A Norma do IBGE foi revisada , complementada e adaptada para atender aos
objetivos propostos. De maneira geral, as regras dessa norma não foram
modificadas, mas desdobradas e acrescidas dos itens peculiares ao SBUFRGS.
Manteve-se um nível de especificidade maior para os nomes geográficos brasileiros
e um nível mais genérico para os nomes estrangeiros. Entretanto, atendendo às
características dos documentos produzidos na Universidade e dos adquiridos pelo
Sistema de Bibliotecas, os nomes geográficos do Estado do Rio Grande do Sul são
apresentados com um nível de detalhamento maior que os nomes geográficos dos
demais estados, como por exemplo , as regiões do Rio Grande do Sul.
A estrutura básica da Norma do IBGE sofreu uma reordenação para que
novos conceitos pudessem ser incluídos e facilmente identificados. Dessa forma, as
regras que naquele documento são distribuídas em três divisões foram acrescidas
da divisão Acidentes Topográficos Artificiais, e estão assim denominadas:
a) Regras Gerais;
b) Nomes Geográficos com Categoria Administrativa;
c) Nomes Geográficos sem Categoria Administrativa ;
d) Acidentes Topográficos Artificiais.
Na elaboração do documento, foram necessárias reuniões com bibliotecários,
professores da Universidade e especialistas do IBGE para elucidar dúvidas que se
apresentavam naquele momento na definição das regras do Padrão. Também é
MAROUN, Maria Célia dos Santos ; NEVES, Maria de Lourdes Therezinha Pacheco. Nomes
geográficos: normas para indexação. Rio de Janeiro: IBGE, 1996. (Documentos para
disseminação. Fontes de documentação, 2).
3 KAUTZMANN , Carolina et.al. Entradas de Nomes Geográficos como Assunto: Padrão para o
Sistema de Automação de Bibliotecas da Universidade Federal do Rio Grande do Sul
(SABi/UFRGS) . 2. ed . rev. e ampl. Porto Alegre : UFRGS, 2009. 52 f.

2

894

�2

SN.;rW;o

~

NWofIaIdc
= 1IW101_
~1"",
o.lftniüri;n
__
___ .."

Organização do conhecimento: indexação, catalogação, tesauros , ontologias, taxonomias,
padrões e protocolos (Z39 .5, XML, etc.) e demais temas relacionados
Trabalho completo

importante ressaltar a utilização do Glossário da ONU 4 como fonte no
esclarecimento da terminologia e na definição de nomes geográficos em língua
estrangeira.
A aplicabilidade do Padrão foi sendo avaliada concomitantemente a sua
elaboração, através de revisões e correções de entradas já existentes na base de
autoridades.
Ao final do documento foram acrescentados:
a) Glossário;
b) Anexo com nomes de regiões geográficas específicas do Rio Grande do Sul ;
c) índice remissivo de assuntos.
Em 2007 foi concluída a primeira edição do Padrão.

4 O Padrão
Neste capítulo são apresentadas algumas das principais definições e as
divisões do Padrão.
4.1 Definições
A Norma do IBGE e o Glossário da ONU foram as fontes utilizadas para as
seguintes definições:
a) Normalização: Estabelecimento, por uma autoridade competente, de um
conjunto específico de normas para uma atividade determinada, como por
exemplo, para dar uniformidade aos topônimos. Adaptação dos topônimos a
tais normas.
b) Padronização: Conjunto de atividades sistemáticas para estabelecer e utilizar
padrões, avaliar seu cumprimento e resultados decorrentes de sua aplicação.
c) Nome geográfico: nome próprio dado a um acidente geográfico sobre a
superfície da terra . O mesmo que topônimo e acidente topográfico.
Ex.: Rio Gravataí
Cordilheira dos Andes
Ilha de Santa Catarina

4

UNITED NATIONS GROUP OF EXPERTS ON GEOGRAPHICAL NAMES. Glossary ofterms for
the standardization of geographical names. New York: United Nations, 2002. Disponível em :
&lt;http://unstats.un.org/unsd/geoinfo/ungegn/docs/glossary.pdf&gt; . Acesso em : 26 abro2012 .

895

�ii
~

~
~Ide

=

IHlliot_

=-

v..lftrIftW,s
-'\'''0
___ -

Organização do conhecimento: indexação, catalogação, tesauros , ontologias, taxonomias,
padrões e protocolos (Z39.5, XML, etc.) e demais temas relacionados
Trabalho completo

d) Nome próprio: palavra que se aplica a uma pessoa ou coisa para diferenciála de outra de sua mesma classe,
Ex.: Brasil
Gramado
Rio Amazonas
e) Termo genérico: nome comum que descreve um acidente topográfico em
função de suas características e não por seu nome.
Ex.: Montanha
Rio
Edifício
f) Designação genérica: parte de um topônimo formado por um termo genérico.
Ex.: Rio Amazonas
Cordilheira dos Andes
Ilha de Santa Catarina

g) Elemento genérico falso: Elemento genérico que não indica a classe de
acidente do topônimo.
Ex.: Morro Reuter
Monte Negro
Rio de Janeiro
Porto Alegre
Todos os exemplos são lugares povoados e não um morro, um monte, um rio
ou um porto respectivamente.
h) Entrada básica: entrada padronizada de um nome geográfico que não pode
ser alterada .
Ex.:
Nome próprio

Entrada básica Área associada

Bacia do Rio Amazonas

Amazonas , Rio

Região Metropolitana de Porto Alegre

Porto Alegre (RS) Porto Alegre, Região Metropolitana de (RS)

Amazonas , Rio, Bacia

A entrada básica é feita pelo nome específico, que reúne nos catálogos e
índices todos os trabalhos com o mesmo nome próprio. A ela são acrescentados
aspectos mais específicos que vão caracterizar o assunto que se pretende indicar.

896

�li
lIi:

::

-=

SetniolWia
H~411'

81l11iol_
u.tHnltjrtn

Organização do conhecimento: indexação, catalogação, tesauros , ontologias, taxonomias,
padrões e protocolos (Z39 .5, XML, etc.) e demais temas relacionados
Trabalho completo

Ex.:
Nome próprio
[Estado do] Amazonas

Entrada padronizada no índice
Amazonas

Bacia [sedimentar] do Amazonas
Edifício Amazonas
Rio Amazonas

Amazonas, Bacia
Amazonas, Edifício (Porto Alegre, RS)

Bacia do Rio Amazonas

Amazonas, Rio
Amazonas, Rio, Bacia

Região do Rio Amazonas

Amazonas, Rio, Região

i) Qualificador geográfico: qualificador geográfico é um nome geográfico e/ou
um termo explicativo acrescentado entre parênteses que determina o lugar
maior onde se localiza o nome indicado ou o distingue de outro de igual
designação.
Ex.:

Buenos Aires (Argentina)
Buenos Aires (PE)
São Paulo (SP)
São Paulo (Estado)
Pompéia (Cidade extinta)

4.2 Divisões do Padrão
A seguir serão abordados os principais tópicos das quatro divisões do Padrão:
a) Regras Gerais: as regras gerais incluem definições que se aplicam a todo
padrão. São elas: pontuação, qualificador geográfico, grafia, categoria
administrativa como parte integrante do nome de um topônimo e nomes
geográficos como adjetivos que indicam direções ou partes;
b) Nomes Geográficos com Categoria Administrativa: os nomes geográficos
com categoria administrativa representam unidades administrativas como
países, estados, províncias, condados, distritos, municípios, vilas, bairros,
regiões e áreas associadas a estes lugares etc. Nesta divisão do Padrão são
tratadas as regras aplicáveis aos topônimos brasileiros, estrangeiros e as
regiões associadas a estes topônimos;
c) Nomes Geográficos sem Categoria Administrativa: os nomes geográficos
sem categoria administrativa representam as entidades fisiográficas naturais,
bem como os nomes de regiões baseadas nestas entidades. Nesta divisão do
Padrão são tratadas as regras aplicáveis a rios, regiões de acidentes
topográficos, ilhas, áreas de folhas topográficas, bacias sedimentares,
cidades extintas, cidades da antiguidade e sítios arqueológicos;

897

�ã:

S-iníricI

:;H~dc:

=

e;:

SlltUtt_
IMI...,IWIH

Organização do conhecimento: indexação, catalogação, tesauros , ontologias, taxonomias,
padrões e protocolos (Z39 .5, XML, etc.) e demais temas relacionados
Trabalho completo

d) Acidentes Topográficos Artificiais: os acidentes topográficos artificiais
representam as construções e os lugares criados pelo homem. Nesta divisão
do Padrão são tratadas as regras aplicáveis a portos e aeroportos, cemitérios,
ginásio de esportes, conjuntos residenciais, condomínios, palácios, pontes,
viadutos, barragens, represas, edifícios, museus, bibliotecas, monumentos,
túneis, canais, ruas, avenidas, estradas, rodovias e ferrovias e outras
construções; parques, praças, reservas, assentamentos, reservas indígenas,
comunidades quilombolas entre outros lugares.

5 Processo de Implementação
Após a conclusão do Padrão foi iniciada sua implementação através de um
treinamento ministrado pelo GEI, com carga horária de sete horas. Na ocasião,
participaram 40 bibliotecários indexadores representando todas as bibliotecas do
sistema. Este treinamento teve por objetivo a apresentação do Padrão como
ferramenta obrigatória para a definição de entradas de nomes geográficos como
assunto. Nessa oportunidade, os bibliotecários puderam esclarecer dúvidas e
ampliar seus conhecimentos referentes à padronização dos descritores de nomes
geográficos.
A etapa seguinte da implementação ocorreu com a emissão de listas com os
descritores geográficos de cada biblioteca . Estas listas foram analisadas pelo GEI, à
luz do Padrão, com a finalidade de identificar inconsistências nos descritores. Após,
as listas com os descritores inconsistentes foram enviadas às bibliotecas com as
instruções para as devidas correções.
Com o treinamento e a correção das primeiras listas enviadas às bibliotecas,
ficou constatada a necessidade de revisão e atualização do documento, surgindo,
assim, em 2009, a segunda edição do Padrão que está disponível online apenas
para os bibliotecários da UFRGS. A partir de então, este processo de emissão de
listas e avaliação é realizado periodicamente.
O uso do Padrão para a correção e criação de novos descritores contribuiu
para a diminuição das inconsistências no catálogo.

6 Considerações Finais
A decisão do GEI de iniciar a política de indexação pelo campo geográfico foi
pertinente na medida em que a quantidade de descritores era limitada. Isto tornava o
trabalho possível de ser realizado, visto que o número de bibliotecários era reduzido
para a dimensão da tarefa . O fato de o grupo ser composto, em sua maioria , por
bibliotecários das áreas com significativo uso do campo de assunto geográfico foi
importante para essa decisão.
A implantação do Padrão no SBUFRGS resultou na racionalização do fazer
diário do bibliotecário, tornando o processo de indexação mais eficaz e eficiente,
possibilitando assim maior precisão na recuperação da informação.

898

�Organização do conhecimento: indexação, catalogação, tesauros , ontologias, taxonomias,
padrões e protocolos (Z39.5, XML, etc.) e demais temas relacionados
Trabalho completo

No entanto, para manter a excelência deste trabalho são necessanos
treinamentos periódicos com o objetivo de capacitar, orientar e esclarecer dúvidas
dos bibliotecários. Até o momento, foram realizados dois treinamentos e estão
previstos outros conforme a demanda do SBUFRGS.
O GEI também apresentou o Padrão em aulas do curso de Biblioteconomia
da UFRGS, o que possibilitou a divulgação do trabalho junto aos futuros
profissionais da área .
O Padrão foi o primeiro produto gerado com o objetivo de estabelecer uma
política de indexação única para o SBUFRGS, ponto de partida para um extenso
trabalho que se seguirá, de padronização de todas as entradas de assunto do SABi.
Esse documento não é definitivo. O trabalho de consistência das entradas de nomes
geográficos é um processo contínuo e o Padrão será atualizado sempre que houver
necessidade.
No momento, o Padrão está sendo revisado e atualizado com vistas a uma
terceira edição .

7 Referências
KAUTZMANN , Carolina et.al. Entradas de Nomes Geográficos como Assunto:
Padrão para o Sistema de Automação de Bibliotecas da Universidade Federal do
Rio Grande do Sul (SABi/UFRGS) . 2. ed . rev. e ampl. Porto Alegre: UFRGS, 2009.
52 f.

MAROUN, Maria Célia dos Santos; NEVES, Maria de Lourdes Therezinha Pacheco.
Nomes geográficos: normas para indexação . Rio de Janeiro: IBGE, 1996.
(Documentos para disseminação. Fontes de documentação, 2).

UNITED NATIONS GROUP OF EXPERTS ON GEOGRAPHICAL NAMES. Glossary
of terms for the standardization of geographical names. New York: United
Nations, 2002 . Disponível em :
&lt;http ://unstats.un .org/unsd/geoinfo/ungegn/docs/glossary.pdf&gt; . Acesso em : 26 abr.
2012 .

UNIVERSIDADE FEDERAL DO RIO GRANDE DO SUL. Biblioteca Central.
Serviços . [2011 ?] . Disponível em : &lt;http://www.biblioteca .ufrgs.br/servicos.htm&gt;.
Acesso em : 26 abro2012 .

899

�</text>
                  </elementText>
                </elementTextContainer>
              </element>
            </elementContainer>
          </elementSet>
        </elementSetContainer>
      </file>
    </fileContainer>
    <collection collectionId="49">
      <elementSetContainer>
        <elementSet elementSetId="1">
          <name>Dublin Core</name>
          <description>The Dublin Core metadata element set is common to all Omeka records, including items, files, and collections. For more information see, http://dublincore.org/documents/dces/.</description>
          <elementContainer>
            <element elementId="50">
              <name>Title</name>
              <description>A name given to the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51396">
                  <text>SNBU - Edição: 17 - Ano: 2012 (UFRGS - Gramado/RS)</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="49">
              <name>Subject</name>
              <description>The topic of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51397">
                  <text>Biblioteconomia&#13;
Documentação&#13;
Ciência da Informação&#13;
Bibliotecas Universitárias</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="41">
              <name>Description</name>
              <description>An account of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51398">
                  <text>Tema: A biblioteca universitária como laboratório na sociedade da informação.</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="39">
              <name>Creator</name>
              <description>An entity primarily responsible for making the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51399">
                  <text>SNBU - Seminário Nacional de Bibliotecas Universitárias</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="45">
              <name>Publisher</name>
              <description>An entity responsible for making the resource available</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51400">
                  <text>UFRGS</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="40">
              <name>Date</name>
              <description>A point or period of time associated with an event in the lifecycle of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51401">
                  <text>2012</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="44">
              <name>Language</name>
              <description>A language of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51402">
                  <text>Português</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="51">
              <name>Type</name>
              <description>The nature or genre of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51403">
                  <text>Evento</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="38">
              <name>Coverage</name>
              <description>The spatial or temporal topic of the resource, the spatial applicability of the resource, or the jurisdiction under which the resource is relevant</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51404">
                  <text>Gramado (Rio Grande do Sul)</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
          </elementContainer>
        </elementSet>
      </elementSetContainer>
    </collection>
    <itemType itemTypeId="8">
      <name>Event</name>
      <description>A non-persistent, time-based occurrence. Metadata for an event provides descriptive information that is the basis for discovery of the purpose, location, duration, and responsible agents associated with an event. Examples include an exhibition, webcast, conference, workshop, open day, performance, battle, trial, wedding, tea party, conflagration.</description>
    </itemType>
    <elementSetContainer>
      <elementSet elementSetId="1">
        <name>Dublin Core</name>
        <description>The Dublin Core metadata element set is common to all Omeka records, including items, files, and collections. For more information see, http://dublincore.org/documents/dces/.</description>
        <elementContainer>
          <element elementId="50">
            <name>Title</name>
            <description>A name given to the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="63303">
                <text>Indexação de nomes geográficos: relato de experiência na criação de um padrão para o Sistema de Bibliotecas da UFRGS.</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="39">
            <name>Creator</name>
            <description>An entity primarily responsible for making the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="63304">
                <text>Pureza, Édina Maria G. da C. et al.</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="38">
            <name>Coverage</name>
            <description>The spatial or temporal topic of the resource, the spatial applicability of the resource, or the jurisdiction under which the resource is relevant</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="63305">
                <text>Gramado (Rio Grande do Sul)</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="45">
            <name>Publisher</name>
            <description>An entity responsible for making the resource available</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="63306">
                <text>UFRGS</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="40">
            <name>Date</name>
            <description>A point or period of time associated with an event in the lifecycle of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="63307">
                <text>2012</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="51">
            <name>Type</name>
            <description>The nature or genre of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="63309">
                <text>Evento</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="41">
            <name>Description</name>
            <description>An account of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="63310">
                <text>Relata a experiência da elaboração do documento Entradas de Nomes Geográficos como Assunto: Padrão para o Sistema de Automação de Bibliotecas da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (SABi/UFRGS). Apresenta as principais etapas do processo de criação desse Padrão, partindo do diagnóstico da situação do catálogo de assuntos geográficos e do estudo e adaptação da publicação do IBGE às necessidades do Sistema de Bibliotecas da UFRGS. Descreve a forma de implementação do Padrão junto aos bibliotecários do Sistema, através de treinamentos e monitoramento dos descritores. Expõe as principais definições referentes à terminologia de nomes geográficos e as divisões do Padrão em Regras Gerais, Nomes Geográficos com Categoria Administrativa, Nomes Geográficos sem Categoria Administrativa e Acidentes Topográficos Artificiais. Finaliza com as considerações referentes à importância da padronização de entradas de assunto no desenvolvimento de uma política de indexação, visando à eficiência e eficácia do trabalho do bibliotecário indexador e a qualidade na recuperação da informação.</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="44">
            <name>Language</name>
            <description>A language of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="69436">
                <text>pt</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
        </elementContainer>
      </elementSet>
    </elementSetContainer>
  </item>
  <item itemId="5936" public="1" featured="0">
    <fileContainer>
      <file fileId="5000">
        <src>http://repositorio.febab.org.br/files/original/49/5936/SNBU2012_075.pdf</src>
        <authentication>57d33b392765918f93628974628f6e9d</authentication>
        <elementSetContainer>
          <elementSet elementSetId="4">
            <name>PDF Text</name>
            <description/>
            <elementContainer>
              <element elementId="92">
                <name>Text</name>
                <description/>
                <elementTextContainer>
                  <elementText elementTextId="63302">
                    <text>i
:i

=

ei

Organização do conhecimento: indexação, catalogação , tesauros, ontologias, taxonomias,
padrões e protocolos (Z39 .5, XML, etc.) e demais temas relacionados
Trabalho completo

s-iMrir:l
NaclonaIdr
11111101_
u..tM"kMI.

POLíTICAS DE INDEXAÇÃO: UMA INVESTIGAÇÃO TEÓRICA
PRELIMINAR
Mariana A. L. de Andrade1, Deise Maria Antônio2
1Graduanda em Biblioteconomia , Bolsista IC - UNIRIO, Rio de Janeiro, RJ
2Mestre, UNIRIO, Rio de Janeiro, RJ

Resumo

o projeto tem como foco a política de indexação como diretriz geral para a
tomada de decisão nos ambientes informacionais colaborando para a coerência
entre atuação profissional e objetivos organizacionais. A indexação comporta alto
grau de formalização no tratamento da informação documentária ligada diretamente
a padronização das tarefas e rotinas que são realizadas no sistema de recuperação
da informação. O desenvolvimento de políticas de indexação é necessário para a
eficácia e eficiência do profissional indexador. Este trabalho tem como objetivo
levantar dados de pesquisa para o subprojeto "Políticas de Indexação: identificação
e análise dos fatores e elementos que permeiam o estabelecimento da política nas
Bibliotecas Públicas vinculadas ao Estado do Rio de Janeiro", buscando contribuir
para o ensino e para a prática profissional dos bibliotecários, oferecer subsídios para
o referencial teórico de políticas de indexação e a construção de manuais de política
de indexação.
Palavras-Chave:
Política de indexação; Indexação; Representação da Informação.

Abstract
The project focuses on the indexing policy as a general guideline for decision
in information
environments contributing
to
the
coherence
making
between professional performance and organizational objectives. Indexing involves a
high degree of formalization in the treatment of documentary information directly
linked to the standardization of tasks and routines that are performed in the system of
information retrieval. The policy development index is needed for effectiveness and
efficiency of professional indexer. This work has as objective research data for the
subproject "The Politics of Indexing: identification and analysis of the factors and
elements that permeate the political establishment of the Public Libraries linked to the
State of Rio de Janeiro", trying to contribute to the teaching and professional
practice of librarians, provide support for the theoretical framework of policies and the
construction of indexing policy manuais indexo

Keywords:
Indexing policy; Indexing; Representation of information.

1 Introdução

883

�it w;fWjo
~

~dGflalde

~ :::,~

_ _ 1 .. ". ___ _

Organização do conhecimento: indexação, catalogação , tesauros, ontologias, taxonomias,
padrões e protocolos (Z39 .5, XML, etc.) e demais temas relacionados
Trabalho completo

Este trabalho caracteriza-se como parte do subprojeto de Iniciação Científica
"Políticas de Indexação: identificação e análise dos fatores e elementos que
permeiam o estabelecimento da política nas Bibliotecas Públicas vinculadas ao
Estado do Rio de Janeiro", que está inserido na pesquisa "Organização,
representação e recuperação da informação: aspectos metodológicos e práticos do
Tratamento Temático da Informação na dimensão da Análise Documental no
universo científico e acadêmico brasileiro". Projeto desenvolvido pela docente Ms.
Deise Maria Antonio.
O projeto ainda está em andamento. Na atual fase, estamos fazendo uma
pesquisa nos periódicos de Ciência da Informação e nas Bibliotecas Digitais de
Teses e Dissertações, a fim de reunir o material publicado sobre Políticas de
Indexação.
Neste primeiro momento, foram analisados os periódicos Biblionline; Brazilian
Journal of Information Science; Ciência da Informação; DataGramaZero - Revista de
Ciência da Informação; Encontros Bibli ; Informação e Sociedade: Estudos;
Informação &amp; Informação; Liinc em Revista; Perspectivas em Ciência da Informação;
Ponto de Acesso; Revista Digital de Biblioteconomia e Ciência da Informação;
Revista Ibero-americana de Ciência da Informação - RICI ; Tendências da Pesquisa
Brasileira em Ciência da Informação e Transinformação .
A política de indexação é um elemento essencial em ambientes
informacionais para a tomada de decisão. O desenvolvimento de políticas de
indexação é necessário para a eficácia e eficiência do profissional indexador.
Como problemática, temos que, no Brasil, poucos são os estudos dedicados à
área de Políticas de Indexação.
A pesquisa se justifica pela importância da política de indexação para que
haja precisão no resultado da busca, pois o tratamento da informação de forma
padronizada interfere diretamente na relevância dos documentos recuperados. Além
disso, a padronização otimiza a recuperação da informação e condiciona o valor do
sistema documentário contribuindo para que a indexação não seja inadequada ou
insuficiente.
O objetivo geral deste trabalho é contribuir para o ensino e para a prática
profissional dos bibliotecários oferecendo subsídios para o referencial teórico de
políticas de indexação.
O objetivo específico do trabalho é levantar dados de pesquisa para o
subprojeto "Políticas de Indexação: identificação e análise dos fatores e elementos
que permeiam o estabelecimento da política nas Bibliotecas Públicas vinculadas ao
Estado do Rio de Janeiro".

2 Revisão de Literatura
A indexação é uma das atividades que compõem a análise documentá ria .
Esta pode ser definida como um "conjunto de procedimentos utilizados para exprimir
o conteúdo dos documentos científicos sob forma destinada a facilitar a sua
localização ou consulta" (GARDIN apud KOBASHI, 1994, p. 15). Para Kobashi
(1994) o tratamento documentário é dividido em dois aspectos: a representação
descritiva e a analise documentária. Temos como produto da representação
descritiva as referências bibliográficas, e como produto da análise documentária o

884

�ii

Sf:mírIbio

~

NIooNIdc

~

IibNol_
u.I""l.I"lM.

""

Organização do conhecimento: indexação, catalogação , tesauros, ontologias, taxonomias,
padrões e protocolos (Z39 .5, XML, etc.) e demais temas relacionados
Trabalho completo

resumo, representando o texto por meio de uma Linguagem Documentária .
Na atividade de indexação o profissional identifica o tema do documento que
de acordo com Vickery (1980, p.30) é a característica mais importante da
organização dos documentos, pois determina a natureza do que trata o documento.
Vários são os estudos que foram realizados com o objetivo de identificar o
tema dos documentos. Antonio (2008) cita os trabalhos de: J. Kaiser (1911) que
visava à análise de assunto por meio de três categorias combinadas (concreto processo - lugar); Ranganatham (1933) que através da análise de facetas e das
cinco categorias fundamentais (personalidade, matéria, energia, espaço e tempo)
elaborou seu esquema de classificação. Aproximando de nossos tempos temos:
Tálamo (1987) que propõe a identificação da estrutura temática do documento
usando um mecanismo de perguntas e respostas: (Quem? (ser) ; O que? (tema) ;
Como? (modo); Onde? (lugar) ; e Quando? (tempo) ; e Kobashi (1994) que utilizou
um método analítico que consiste em : Who, What, Whem , Where, Why.
Para Maximiano (2000, p. 191), as políticas ou diretrizes têm por finalidade orientar o
comportamento dos indivíduos e grupos a longo prazo, especialmente em situações
repetitivas ou permanentes. As políticas são decisões prévias e padronizadas, que
delimitam a faixa de ação para o comportamento , dizendo o que se deve fazer em
casos particulares.
Transferindo isso para a realidade das unidades de informação e da prática
profissional, "encontramos políticas gerais e políticas específicas, relacionadas à
suas diversas áreas de atuação: políticas de formação e desenvolvimento de
coleções, políticas de conservação de acervo [ .. .]" (ALMEIDA, 2000 , p. 7). Dentro da
unidade de informação as políticas não são criadas como um instrumento que visa
burocratizar ou limitar as ações, mas sim como ferramenta para implementar
estratégias.
As políticas fazem parte do plano operacional do sistema que "dão os
detalhes necessários à incorporação dos planos estratégicos nas operações do diaa-dia da organização" (STONER; FREEMAN , 1999, p. 166). Os planos operacionais
pertencem a duas classes gerais: os planos que são programados para serem
dissolvidos após terem alcançado os objetivos específicos e não recorrentes; e os
planos permanentes que são abordagens padronizadas para resolver situações que
são recorrentes e previsíveis, ou seja, para atividades repetitivas.
A política é a diretriz geral para tomada de decisão que estabelecerá
fronteiras em torno delas, dizendo aos bibliotecários quais decisões devem ser
tomadas e quais não podem , canalizando desse modo, o pensamento dos
profissionais da organização para que sejam coerentes com os objetivos
organizacionais (STONER ; FREEMAN , 1999, p. 167).
A implementação das políticas ocorre por meio de diretrizes mais detalhadas
que Stoner e Freeman (1999, p. 168) chamam de "procedimento padrão", ou
"método padrão" que proporciona um conjunto detalhado de instruções para realizar
uma seqüência de ações que aparecem com freqüência ou com regularidade . Essas
instruções que asseguram uma abordagem uniforme em qualquer situação.
A política é um plano contínuo de diretrizes gerais para a tomada de decisão.
Diretrizes, ou políticas, "são orientações para a tomada de decisão, [... ] reflete um
objetivo e orienta os gerentes e funcionários em direção a esses objetivos em
situações que requeiram critérios e julgamento" (HAMPTON, 1992, p. 204).
As regras dizem respeito a uma atitude específica que o profissional necessita

885

�ii

SttIoin.àrio

~

NJdoniIdc

= &amp;lWiotlU'
=

u.fHnkiriM

Organização do conhecimento: indexação, catalogação , tesauros, ontologias, taxonomias,
padrões e protocolos (Z39 .5, XML, etc.) e demais temas relacionados
Trabalho completo

tomar ou não em determinada situação e estão expressas nos planos permanentes
mais explícitos, mas não são guias de tomada de decisão ou de pensamento, mas
podem substituí-Ias. A única escolha deixada por uma regra para um profissional
tomar é a de aplicá-Ia ou não a um conjunto específico de circunstâncias.

3 Materiais e Métodos

o método escolhido para a realização desse trabalho é a pesquisa descritiva
por permitir a observação, o registro, a análise e a correlação dos fatos . A forma com
a qual trabalharemos é a de estudos descritivos, pois oferece o estudo e a descrição
das relações, propriedades e características que buscamos.
Foi feita uma busca nos periódicos em Ciência da informação, listados no
portal ANCIB 1 - Associação Nacional de Pesquisa e Pós-Graduação em Ciência da
Informação, que é uma sociedade civil , sem fins lucrativos, fundada em junho de
1989 graças ao esforço de alguns Cursos e Programas de Pós-Graduação da área,
admitindo sócios institucionais (os Programas de Pós-Graduação em Ciência da
Informação) e sócios individuais (professores, pesquisadores, estudantes de pósgraduação e profissionais egressos dos programas). Sua finalidade é acompanhar e
estimular as atividades de ensino de pós-graduação e de pesquisa em Ciência da
Informação no Brasil. Desde sua criação, tem se projetado, no país e fora dele,
como uma instância de representação científica e política importante para o debate
das questões pertinentes à área de informação.
As atividades da ANCIB estruturam-se em duas frentes: os Programas de
Pós-Graduação stricto sensu, que são representados pelos seus coordenadores, e o
ENANCIB - Encontro Nacional de Pesquisa da ANCIB - fórum de debates e
reflexões que reúne pesquisadores interessados em temas especializados da
Ciência da Informação, organizados em Grupos de Trabalho .
Essa busca teve cobertura do ano 2007 ao ano 2012, com foco em Políticas
de Indexação. Foram analisados os seguintes periódicos: Biblionline 2 ; Brazilian
Journal of Information Science 3 ; Ciência da Informaçã0 4 ; DataGramaZero - Revista
de Ciência da Informaçã0 5 ; Encontros Bibli 6 ; Informação e Sociedade : Estudos 7 ;
Informação &amp; Informaçã0 8 ; Liinc em Revista 9 ; Perspectivas em Ciência da
1 ASSOCIAÇÃO NACIONAL E PESQUISA E PÓS-GRADUAÇÃO EM CIÊNCIA DA INFORMAÇÃO.
João Pessoa : UFPB, [19--?) . Disponível em : &lt;http ://www.ancib.org .br&gt; . Acesso em : 24 abr. 2012 .

2BIBLlONLlNE. João Pessoa: UFPB, 2005-. Semestral. ISSN 18094775.
&lt;http://periodicos.ufpb.br/ojs2lindex.phplbibliolindex&gt;. Acesso em: 24 abro 2012.

Disponível

em:

BRAZILlAN JOURNAL OF INFORMATION SCIENCE. Marília: UNESp, 2006-. Semestral. ISSN 1981-1640.
Disponível em: &lt;http://www2.marilia .unesp.br/revistas/index.php/bjis/index&gt;. Acesso em : 24 abro2012 .

3

CIÊNCIA DA INFORMAÇÃO. Rio de Janeiro: IBICT, 1972-. Quadrimestral. ISSN 1518-8353.
Disponível em : &lt; http://revista .ibict.br/ciinf/index.php/ciinf/index&gt;. Acesso em 20 abr. 2012 .
5 DATAGRAMAZERO: Revista de Informação. Rio de Janeiro: IASI , 1999-. Bimestral. ISSN 15173801. Disponível em: &lt;http://www.dgz.org.br&gt;. Acesso em : 24 abr. 2012.
6 ENCONTROS BIBLI : Revista Eletrônica de Biblioteconomia e Ciência da Informação. Florianópolis:
UFSC,
1996-.
Quadrimestral.
ISSN
1518-2924.
Disponível
em :
&lt;http://www.periodicos.ufsc.br/index.php/eb&gt; . Acesso em : 24 abr. 2012 .

4

INFORMAÇÃO E SOCIEDADE: Estudos. João Pessoa: UFPB, 1991-. Quadrimestral. ISSN 18094783.
Disponível em: &lt;www.ies.ufpb.br/&gt;. Acesso em: 24 abro2012.

7

8

INFORMAÇÃO E INFORMAÇÃO. Londrina: UEL, 1996-. Quadrimestral. ISSN 1981-8920. Disponível em:

886

�i

5t!Niirio

~

w..c..:Nde

: ~':.t=.

Organização do conhecimento: indexação, catalogação , tesauros, ontologias, taxonomias,
padrões e protocolos (Z39 .5, XML, etc.) e demais temas relacionados
Trabalho completo

Informação 10; Ponto de Acesso 1\ Revista Digital de Biblioteconomia e Ciência da
Informação 12; Revista Ibero-americana de Ciência da Informação - RICI 13 ;
Tendências
da
Pesquisa
Brasileira em
Ciência
da
Informação
14e
- 15 .
. f ormaçao
T ransln

4 Resultados Parciais/Finais
No portal Biblionline, estão disponíveis online, no período de 2007 a 2011, 9
edições do periódico. Entretanto , não foi encontrado material relacionado a Políticas
de Indexação.
No portal Brazilian Journal os Information Science, também estão disponíveis
online, no período de 2007 a 2011 , 9 edições deste periódico. E, não foi encontrado
material relacionado a Políticas de Indexação.
No portal Ciência da Informação, estão disponíveis online, no período de 2007
a 2011 , 13 edições do periódico. Entretanto, não foi encontrado material relacionado
a Políticas de Indexação.
No portal DataGramaZero - Revista de Ciência da Informação, estão
disponíveis online, no período de 2007 a 2012, 31 edições deste periódico. Porém,
não foi encontrado material relacionado a Políticas de Indexação.
No portal Encontros Bibli, estão disponíveis online, no período de 2007 a
2011, 16 edições deste periódico. Mas, não foi encontrado material relacionado a
Políticas de Indexação.
No portal Informação &amp; Sociedade, estão disponíveis online, no período de
2007 a 2011 , 15 edições do periódico. E, foi encontrado apenas um artigo
relacionado a Políticas de Indexação. Cujo título é "Políticas de indexação no âmbito
&lt;http ://www.uel.br/revistas/uel/index.php/informacao/index &gt;. Acesso em: 20 abro2012.
LlINC EM REVISTA. Rio de Janeiro: IBICT, 2005-. Semestral. ISSN 1080-3536. Disponível em:
&lt;http://revista.ibict.br/liinc/index.php/liinc/index &gt;. Acesso em 19 abro2012 .

9

PERSPECTIVAS EM CIÊNCIA DA INFORMAÇÃO. Belo Horizonte: UFMG, 1996-. Trimestral. ISSN 19815344. Disponível em &lt;http://portaldeperiodicos.ecLufmg .br/index.php/pci/index&gt;. Acesso em 19 abro2012.

10

PONTO DE ACESSO. Bahia: UFBA, 2007-. Quadrimestral. ISSN 1981-6766. Disponível em:
&lt;http://www.portalseer. ufba .br/index .php/revistaici/index&gt;. Acesso em: 20 abro2012.

11

REVISTA DIGITAL DE BIBLIOTECONOMIA E CIÊNCIA DA INFORMAÇÃO. Campinas: UNICAMp, 2003-.
Semestral.
ISSN
1678-765X.
Disponível
em:
&lt;http://www.sbu .unicamp.brlseer/ojs/index.php/sbu_rci/index&gt;. Acesso em: 20 abro 2012.

12

13 REVISTA IBERO-AMERICANA DE CIÊNCIA DA INFORMAÇÃO. Brasília: UNB, 2008-. Semestral. ISSN
1983-5213. Disponível em: &lt;http ://seer.bce.unb .br/index .php/RICI/index&gt;. Acessoem: 20 abro2012.

14 TENDÊNCIAS DA PESQUISA BRASILEIRA EM CIÊNCIA DA INFORMAÇÃO. João Pessoa :
ANCIB ; Rio
de
Janeiro: IBICT, 2008- . Anual.
ISSN
1983-5116. Disponível
em :
&lt;http://inseer.ibict.br/ancib/index.php/tpbci/index&gt; . Acesso em : 20 abr. 2012 .
15 TRANSINFORMAÇÃO. Campinas: PUCCAMp, 2002-. Quadrimestral. ISSN 0103-3786. Disponível em:
&lt;http://revistas .puc-campinas.edu .br/transinfo/index.php&gt;. Acesso em: 20 abro2012.

887

�ãI .......

a

H~dc:

= SlltU't_
IMmtIIWtH

e;

Organização do conhecimento: indexação, catalogação , tesauros, ontologias, taxonomias,
padrões e protocolos (Z39 .5, XML, etc.) e demais temas relacionados
Trabalho completo

da gestão do conhecimento organizacional", das autoras Mariana Lousada, Elaine
Cristina Lopes, Mariângela Spotti Lopes Fujita e Marta Lígia Pomim Valentim . Este
artigo está presente no Volume 21, Número 1, de 2011 .
No portal Informação &amp; Informação, estão disponíveis online, no período de
2007 a 2011 , 14 edições deste periódico. Porém, não foi encontrado material
relacionado a Políticas de Indexação.
No portal Liinc em Revista , estão disponíveis online, no período de 2007 a
2011, 10 edições deste periódico. E, não foi encontrado material relacionado a
Políticas de Indexação.
No portal Perspectivas em Ciência da Informação, estão disponíveis online,
no período de 2007 a 2011 , 19 edições deste periódico. Porém, não foi encontrado
material relacionado a Políticas de Indexação.
No portal Ponto de Acesso, estão disponíveis online, no período de 2007 a
2011, 14 edições deste periódico. Entretanto, não foi encontrado material
relacionado a Políticas de Indexação.
No portal Revista Digital de Biblioteconomia e Ciência da Informação, estão
disponíveis online, no período de 2007 a 2012, 11 edições deste periódico. E, foi
encontrado apenas um artigo relacionado a Políticas de Indexação. Cujo título é
"Política de indexação na catalogação de assunto em bibliotecas universitárias: a
visão sociocognitiva da atuação profissional com protocolo verbal", das autoras
Milena Polsinelli Rubi e Mariângela Spotti Lopes Fujita . Este artigo faz parte do
volume 7, número 2, do ano de 2010.
No portal Revista Ibero-americana de Ciência da Informação - RICI estão
disponíveis online, no período de 2007 a 2011, 8 edições deste periódico. Porém,
não foi encontrado material relacionado a Políticas de Indexação.
No portal Tendências da Pesquisa Brasileira em Ciência da Informação estão
disponíveis online, no período de 2008 a 2010, 3 edições deste periódico .
Entretanto, não foi encontrado material relacionado a Políticas de Indexação.
No portal Transinformação estão disponíveis online, no período de 2007 a
2011, 15 edições deste periódico. E, não foi encontrado material relacionado a
Políticas de Indexação.

5 Considerações Parciais/Finais
A pesquisa ainda está em andamento. Entretanto, até o momento é possível
observar que há pouco material publicado recentemente sobre Políticas de
Indexação.
Pelos dados parciais apresentados neste artigo, pode-se observar,
preliminarmente, que a pesquisa em Políticas de Indexação no Brasil carece de
estudos que pesquisem os elementos e fatores que são determinantes para a
atuação profissional do bibliotecário na representação da informação em ambientes
informacionais.
A autora que mais se destacou nesta pesquisa foi a Doutora em Ciências da

888

�._ _.
"
1
;:li

N...oor.aIde

..... ..

=

:.

IiWioIKaJ

""'.... lit'" ..

Organização do conhecimento: indexação, catalogação , tesauros, ontologias, taxonomias,
padrões e protocolos (Z39 .5, XML, etc.) e demais temas relacionados
Trabalho completo

Comunicação pela Universidade de São Paulo (1992), Mariângela Spotti Lopes
Fujita .
A tabela abaixo, demonstra os resultados parciais da pesquisa .

PERiÓDICO

V

N.

Informação e
Sociedade

2
1

1

Revista
Digital de
Bibliotecono
miae
Ciência da
Informação

7

2

ANO

TiTULO DO ARTIGO

AUTOR

2011

Políticas de indexação no
âmbito da gestão e do
conhecimento
organizacional

FUJITA, Mariângela Spotti
Lopes; LOUSADA,
Mariana; LOPES, Elaine
Cristina; VALENTIM, Marta
Lígia Pomim

2010

Política de indexação na
catalogação de assunto
em bibliotecas
universitárias: a visão
sociocognitiva da atuação
profissional com protocolo
verbal

FUJITA, Mariângela Spotti
Lopes; RUBI , Milena
Polsinelli

Fonte: Elaborado pelos autores.

6 Referências
ALMEIDA, M. C. B. de. Planejamento de bibliotecas e serviços de informação. Brasília:
Briquet de Lemos, 2000.
ANTONIO, Deise Maria Antonio. O percurso gerativo de sentido aplicado à
análise documental de textos narrativos de ficção : perspectivas de utilização em
bibliotecas universitárias. 2008 . Dissertação (Mestrado em Ciência da Informação) Universidade Estadual Paulista "Júlio de Mesquita Filho", 2008 .
HAMPTON, D. R. Administração contemporânea . 3. ed . rev. São Paulo : McGrawHill, 1992.
KAISER, J. O. Systematic indexing. London : Pitman , 1911 .

KOBASHI , N. Y. A. A elaboração de informações documentárias: em busca de
uma metodologia. 1994. 195 f. Tese (Doutorado em Ciências da Comunicação) Escola de Comunicação e Artes, Universidade de São Paulo, São Paulo, 1994.

889

�ãI .......

a

=

e;

H~ dc:

SlltU't_

IMmtIIWtH

Organização do conhecimento: indexação, catalogação , tesauros, ontologias, taxonomias,
padrões e protocolos (Z39.5, XML, etc.) e demais temas relacionados
Trabalho completo

MAXIMIANO, Antonio César Amaru. Introdução à administração. 5.ed. São Paulo: Atlas,
2000.
RANGANATHAN, S. R. Colon classification. London : Goldston , 1933.
STONER, J.A. F.; FREEMAN, R. E. Administração. Rio de Janeiro: LTC, 1999.
TÁLAMO, M. F. G. M. Elaboração de resumos. Escola de Comunicação e Artes,
1987. 14 f. Datilografado.
VICKERY, B. C. Classificação e indexação nas ciências. Rio de Janeiro:
BNG/Brasilart, 1980.

890

�</text>
                  </elementText>
                </elementTextContainer>
              </element>
            </elementContainer>
          </elementSet>
        </elementSetContainer>
      </file>
    </fileContainer>
    <collection collectionId="49">
      <elementSetContainer>
        <elementSet elementSetId="1">
          <name>Dublin Core</name>
          <description>The Dublin Core metadata element set is common to all Omeka records, including items, files, and collections. For more information see, http://dublincore.org/documents/dces/.</description>
          <elementContainer>
            <element elementId="50">
              <name>Title</name>
              <description>A name given to the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51396">
                  <text>SNBU - Edição: 17 - Ano: 2012 (UFRGS - Gramado/RS)</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="49">
              <name>Subject</name>
              <description>The topic of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51397">
                  <text>Biblioteconomia&#13;
Documentação&#13;
Ciência da Informação&#13;
Bibliotecas Universitárias</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="41">
              <name>Description</name>
              <description>An account of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51398">
                  <text>Tema: A biblioteca universitária como laboratório na sociedade da informação.</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="39">
              <name>Creator</name>
              <description>An entity primarily responsible for making the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51399">
                  <text>SNBU - Seminário Nacional de Bibliotecas Universitárias</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="45">
              <name>Publisher</name>
              <description>An entity responsible for making the resource available</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51400">
                  <text>UFRGS</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="40">
              <name>Date</name>
              <description>A point or period of time associated with an event in the lifecycle of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51401">
                  <text>2012</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="44">
              <name>Language</name>
              <description>A language of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51402">
                  <text>Português</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="51">
              <name>Type</name>
              <description>The nature or genre of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51403">
                  <text>Evento</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="38">
              <name>Coverage</name>
              <description>The spatial or temporal topic of the resource, the spatial applicability of the resource, or the jurisdiction under which the resource is relevant</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51404">
                  <text>Gramado (Rio Grande do Sul)</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
          </elementContainer>
        </elementSet>
      </elementSetContainer>
    </collection>
    <itemType itemTypeId="8">
      <name>Event</name>
      <description>A non-persistent, time-based occurrence. Metadata for an event provides descriptive information that is the basis for discovery of the purpose, location, duration, and responsible agents associated with an event. Examples include an exhibition, webcast, conference, workshop, open day, performance, battle, trial, wedding, tea party, conflagration.</description>
    </itemType>
    <elementSetContainer>
      <elementSet elementSetId="1">
        <name>Dublin Core</name>
        <description>The Dublin Core metadata element set is common to all Omeka records, including items, files, and collections. For more information see, http://dublincore.org/documents/dces/.</description>
        <elementContainer>
          <element elementId="50">
            <name>Title</name>
            <description>A name given to the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="63294">
                <text>Políticas de indexação: uma investigação teórica preliminar.</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="39">
            <name>Creator</name>
            <description>An entity primarily responsible for making the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="63295">
                <text>Andrade, Mariana A. L. de; Antônio, Deise Maria</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="38">
            <name>Coverage</name>
            <description>The spatial or temporal topic of the resource, the spatial applicability of the resource, or the jurisdiction under which the resource is relevant</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="63296">
                <text>Gramado (Rio Grande do Sul)</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="45">
            <name>Publisher</name>
            <description>An entity responsible for making the resource available</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="63297">
                <text>UFRGS</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="40">
            <name>Date</name>
            <description>A point or period of time associated with an event in the lifecycle of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="63298">
                <text>2012</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="51">
            <name>Type</name>
            <description>The nature or genre of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="63300">
                <text>Evento</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="41">
            <name>Description</name>
            <description>An account of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="63301">
                <text>O projeto tem como foco a política de indexação como diretriz geral para a tomada de decisão nos ambientes informacionais colaborando para a coerência entre atuação profissional e objetivos organizacionais. A indexação comporta alto grau de formalização no tratamento da informação documentária ligada diretamente a padronização das tarefas e rotinas que são realizadas no sistema de recuperação da informação. O desenvolvimento de políticas de indexação é necessário para a eficácia e eficiência do profissional indexador. Este trabalho tem como objetivo levantar dados de pesquisa para o subprojeto “Políticas de Indexação: identificação e análise dos fatores e elementos que permeiam o estabelecimento da política nas Bibliotecas Públicas vinculadas ao Estado do Rio de Janeiro”, buscando contribuir para o ensino e para a prática profissional dos bibliotecários, oferecer subsídios para o referencial teórico de políticas de indexação e a construção de manuais de política de indexação.</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="44">
            <name>Language</name>
            <description>A language of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="69435">
                <text>pt</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
        </elementContainer>
      </elementSet>
    </elementSetContainer>
  </item>
  <item itemId="5935" public="1" featured="0">
    <fileContainer>
      <file fileId="4999">
        <src>http://repositorio.febab.org.br/files/original/49/5935/SNBU2012_074.pdf</src>
        <authentication>41c2b3a31712b1577c519e2cb9101e47</authentication>
        <elementSetContainer>
          <elementSet elementSetId="4">
            <name>PDF Text</name>
            <description/>
            <elementContainer>
              <element elementId="92">
                <name>Text</name>
                <description/>
                <elementTextContainer>
                  <elementText elementTextId="63293">
                    <text>Organização do conhecimento: indexação, catalogação, tesauros, ontologias, taxonomias,
padrões e protocolos (Z39.5, XML , etc.) e demais temas relacionados

i

SMliO\ÚiO

=

NKÔonIIde
1I'M1o'u.tHnkãriM

~

~

Trabalho completo

ORGANIZAÇÃO E TRATAMENTO DO ACERVO DE
INSTRUMENTOS MUSICAIS: O CASO DA INSTRUMENTOTECA DA
ESCOLA DE MÚSICA DA UNIVERSIDADE FEDERAL DO RIO
GRANDE DO NORTE
Nele Nelson Machado da Silva 1, André Anderson Cavalcante
Felipe 2, Everton Rodrigues Barbosa 3
1 Bibliotecário, Instrumentoteca da Escola de Música , UFRN, Natal, Rio Grande do Norte
2Bibliotecário, Biblioteca Senador Jessé Pinto Freire , FACEX , Natal, Rio Grande do Norte
'Bibliotecário, Biblioteca Setorial da Escola de Música , UFRN , Natal, Rio Grande do Norte

Resumo
Analisa os processos para organização e tratamento do acervo de
instrumentos musicais no âmbito da Instrumentoteca da Escola de Música da
Universidade Federal do Rio Grande do Norte. Discorre o conceito de biblioteca
especializada, suas características e finalidades . Procura verificar os procedimentos
utilizados pela Instrumentoteca quanto à organização do acervo, identifica regras
para representação descritiva de instrumentos musicais, tendo como parâmetro o
Código Anglo-americano de Catalogação. Exemplifica a representação descritiva e
de conteúdo de instrumentos musicais; sugere medidas que venham facilitar o
processo de organização e acondicionamento dos instrumentos musicais. Utiliza
como metodologia o estudo de caso, tendo como suporte teórico a pesquisa
bibliográfica em fontes impressas e eletrônicas. Conclui mostrando a melhor maneira
de organizar coleções de instrumentos musicais por meio do Código Angloamericano de Catalogação, e enfatiza que essas regras podem ser aplicadas para
organizar diferentes tipos de suporte de informação.

Palavras-Chave:
Catalogação;
Bibliotecário .

Instrumentos

musicais;

Instrumentoteca;

Biblioteconomia ;

Abstract
This study discusses about techniques to organize musical instruments
collections at the Instrumentoteca da Universidade Federal do Rio Grande do Norte.
Discusses about the special library concept, and consider musical instruments as a
part of them collections. In view of this, it aims to investigate cataloging rules to
improve the collections musical instruments organization , using the Anglo-American
Cataloguing Rules. Utilizes the bibliographic and electronic research, and analyses
this case in qualitative form o It concludes shown the better way to organize musical
instruments collections using Anglo-American Cataloguing Rules, and it emphasizes
that these rules can be applied to organize different kinds of information support.

Keywords:
Cataloging; Musicallnstruments; Instrumentoteca; Library; Librarian .

869

�i

_&gt;rWiO

~

NWoouIde

=
IIWItIMII
~ o......~lWtM

Organização do conhecimento: indexação, catalogação, tesauros, ontologias, taxonomias,
padrões e protocolos (Z39.5, XML , etc.) e demais temas relacionados
Trabalho completo

1 Introdução
É sabido que o avanço tecnológico tem provocado profundas transformações
no âmbito da Ciência da Informação, principalmente, devido ao número crescente de
informações publicadas e acessíveis em formato eletrônico através da Internet.
Apesar de os estudos na área de catalogação e indexação apresentarem
regras para representação física e de conteúdo de documentos, ainda encontram-se
dificuldades na prática de tratar e organizar materiais especiais em unidades de
informação especializadas.
Considerando o Instrumento musical passível de ser tratado como item
informacional, a pesquisa pretende investigar a necessidade de tratar e organizar a
coleção de instrumentos musicais da Escola de Música da Universidade Federal do
Rio Grande do Norte.
O ambiente em que os instrumentos musicais são tratados e disponibilizados
aos usuários da Escola de Música é chamado de Instrumentoteca, termo pouco
explorado em nossa área, porém em expansão .
A identificação com o tema deu-se a partir de um diagnóstico feito em loco,
onde surgiram ideias de melhorias para a Instrumentoteca da EMUFRN na tentativa
de preservação do acervo instrumental.
Nesse sentido, a pesquisa tem como objetivo geral investigar os
procedimentos de organização e tratamento do acervo de instrumentos musicais da
Instrumentoteca da EMUFRN ,
E como objetivos específicos:
a) Verificar os procedimentos utilizados pela Instrumentoteca quanto à
organização do acervo;
b) Identificar regras para representação descritiva e de conteúdo de
instrumentos musicais;
c) Sugerir medidas que venham facilitar o processo de organização e
acondicionamento dos instrumentos musicais,
A pesquisa pretende contribuir para a otimização de rotinas e serviços através
da organização para a disseminação da informação, com técnicas voltadas para o
profissional bibliotecário especialista na área de Instrumentoteca.
Como aporte teórico, utilizará bases conceituais sobre biblioteca universitária,
biblioteca especializada, Instrumentoteca, processos de organização, tratamento e
representação da informação.
A abordagem metodológica é do tipo exploratório, por ser uma terminologia
nova para o conhecimento científico, não existindo, ainda, algo comprovado na
literatura voltado para essa área, por isso procurou abordagem em outros
segmentos.

2 Instrumentoteca Enquanto Unidade de Informação Especializada
Uma unidade de informação especializada visa a incentivar ao
aprofundamento e aprimoramento científico, tendo como sua missão atender aos
profissionais na busca da informação. O seu público alvo, por sua vez, são usuários
de características específicas, exigentes, objetivos e criteriosos. Destaca-se pelo
acervo específico, que procura atender às demandas de usuários de uma
determinada área.

870

�~
~

SN.;Mrio
~daNl dc

= 11"'141.-..

ré O!l~JtirbJ

Organização do conhecimento: indexação, catalogação, tesauros, ontologias, taxonomias,
padrões e protocolos (Z39.5, XML , etc.) e demais temas relacionados
Trabalho completo

Dessa forma , unindo-se acervo e usuano, tem-se o conceito de biblioteca
especializada, ou seja , uma unidade de informação com acervo especializado
destinado à satisfação das necessidades informacionais de um público específico. A
partir desse conceito, buscou-se investigar o significado da terminologia
Instrumentoteca, seus produtos e serviços e a que público ela se dirige. Nesse
sentido, a pesquisa revela que o termo ainda não foi explorado de uma forma mais
abrangente, e pode ser que, para dias vindouros, possa ser um campo a ser
pesquisado pelos profissionais bibliotecários.
Antes de iniciar a revisão de literatura, faz-se necessário falar das dificuldades
ou até mesmo da impossibilidade de se encontrar na literatura nacional algo
específico sobre conceituação de Instrumentoteca, pois esse termo ainda não é
explorado pelas escolas de músicas em sua grande maioria, e por não haver
literatura sobre o assunto na área da biblioteconomia, por falta de Instrumentoteca
no Brasil, e por falta de bibliotecários especialistas.
Entretanto, sabe-se da existência de uma Instrumentoteca na Escola de
Música de Brasília (EMB), que exerce uma atividade memorável, sendo a pioneira
no Brasil. Com base na visita técnica, constatou-se que a Instrumentoteca da EMB,
existe há mais de quinze anos e possui um grande acervo de Instrumentos e
acessórios musicais, sendo ela a primeira a abrir o mercado de trabalho
especializado para o bibliotecário, que deve munir-se de qualidades específicas para
atuar com esse tipo de suporte informacional.
Portanto, a partir do termo biblioteca é possível entender o significado de uma
Instrumentoteca. Segundo Becker ([200?], p. 23),
A biblioteca é o lugar onde as informações encontram-se "de preferência"
organizadas e visam atender a demanda que necessita destas informações.
A palavra biblioteca etimologicamente quer dizer caixa/armário de livros.
Guardiã dos saberes da humanidade, historicamente muito se tem
preocupado em conservar seus acervos e, no contexto atual onde as TICs
são ferramentas que colaboram com o desenvolvimento das bibliotecas ,
tem-se que pensar em utilizar esses espaços para atender e criar
necessidades informacionais nos usuários, educando os para a vida . Com a
multiplicação e diversificação de seus acervos, serviços e usuários, além
das questões de inclusão e exclusão informacional existentes na sociedade,
as bibliotecas tornam-se locais que, se bem administrados, muito
contribuem para o desenvolvimento da comunidade onde está inserida,
podendo também contribuir para o desenvolvimento de comunidades
distantes.

Assim, entende-se Instrumento/teca como caixa de instrumentos. Nesse
cenário, Instrumentoteca, serviços e produtos não são diferentes, tudo ocorre da
mesma forma que em uma biblioteca, a mudança está no acervo que, ao invés de
serem livros, periódicos, multimeios, teses e monografia, é composto por
instrumentos musicais que se dividem em três classificações: instrumentos musicais
de cordas, de sopros e de percussão .
Além de ser um aparelho produtor de sons, o instrumento musical é uma
ferramenta carregada de simbolismos. Desde as civilizações antigas, eram utilizados
em rituais sagrados ou na realização de cerimônias e atos sociais. Hoje, é utilizada
como elemento indispensável para o trabalho do músico instrumentista, e continua a
encantar platéias com a técnica e talento de quem o executa. Dourado (2004, p.
167) define instrumento como um:

871

�i

a

S-~
~cionaId~

=
lIWItI_
~

_.1 ""'._....
tIIIh.r$lWtM

Organização do conhecimento: indexação, catalogação, tesauros, ontologias, taxonomias,
padrões e protocolos (Z39.5, XML , etc.) e demais temas relacionados
Trabalho completo

[... ] artefato, dispositivo, aparelho ou qualquer objeto construído , adaptado
pelo homem ou encontrado na natureza, que é utilizado para produzir sons
determinados ou indeterminados, os quais organizados ou não, são
passíveis de serem identificados como música sob o ponto de vista de
alguma concepção artística ou social para fins espirituais, comunitários,
políticos, bélicos, de comunicação ou entretenimento.

Para Hornbostel e Sachs (1984), todos os dispositivos com os quais se
possam produzir som intencionalmente, devem ser considerados instrumentos
musicais. Os instrumentos musicais classificam-se, por sua vez, em instrumentos de
cordas, de sopros e de percussão ,
Segundo Henrique (2004, p. 3), "Considera-se genericamente como
instrumento musical todo o dispositivo susceptível de produzir som, utilizado como
meio de expressão musical", que podem ser classificados de acordo com a forma
pela qual o som é produzido , Sendo assim, pode-se afirmar, em linhas gerais, que
um instrumento musical é um objeto, construído de maneira artesanal ou
industrialmente, com propósito de reproduzir música.
Concebendo o instrumento musical enquanto documento, as unidades de
informação especializadas necessitam de métodos que sejam capazes de buscar,
organizar e disponibilizar todas as informações, necessárias à área de música,
permitindo que o usuário recupere a informação inerente ao instrumento musical, de
maneira ágil e segura.
Nesse sentido, é importante ressaltar que, para compreender a
Instrumentoteca enquanto unidade de informação, é necessário buscar suporte
teórico na área de Biblioteconomia, e fazer um paralelo entre Instrumentoteca e
biblioteca especializada, com o objetivo de denotar as características similaridades
entre esses dois tipos.
Segundo Figueiredo (1978), a biblioteca especializada tem como objetivos o
armazenamento, a organização e a disseminação das informações afins do local
onde esta está inserida.
Começando do acervo como fator principal da diferença entre as bibliotecas
especializadas e as demais bibliotecas, Ashworth (1967, p. 632) diz que, "A
biblioteca especializada é uma biblioteca quase exclusivamente dedicada a
publicações sobre um assunto ou sobre um grupo de assuntos em particular. Inclui
também coleções de uma espécie particular de documentos".
Por conseguinte, as bibliotecas especializadas diferenciam-se por sua
estrutura voltada ao assunto ou área, e seus objetivos normalmente são mais
específicos do que gerais, Figueiredo (1978) mostra que a biblioteca especializada
funciona como um sistema de informação de um assunto ou um grupo de
conhecimentos afins.
Por essa razão, Salvato (1998) alerta quanto ao papel da biblioteca
especializada que, segundo ele, baseia-se no "suporte científico e tecnológico",
necessitando de uma constante atualização para atender à demanda. O autor coloca
ainda que a biblioteca especializada não deve estar isolada, mas estar em constante
comunicação com outras fontes de informação e fazendo intercâmbio para, assim,
suprir as necessidades de informação da instituição e/ou dos seus usuários.
Esse intercâmbio dá-se através do profissional bibliotecário que, por sua vez,
busca novos conhecimentos para trazer maior qualidade para o desenvolvimento do
seu trabalho. Por isso, o perfil do profissional bibliotecário preparado para trabalhar

872

�i

Seai~

~

NoIdonaIdc
11111'-'_
UflhtflltMitS

=

~

Organização do conhecimento: indexação, catalogação, tesauros, ontologias, taxonomias,
padrões e protocolos (Z39.5, XML , etc.) e demais temas relacionados
Trabalho completo

em uma biblioteca especializada está sendo cada vez mais destacado nas
atividades que exerce como a catalogação, busca, seleção e disseminação da
informação, observando a importância tanto dos suportes quanto da linguagem e,
também, do conteúdo do texto disponível, sempre atento às necessidades dos
usuários reais quanto dos usuários potenciais de sua comunidade, tendo
conhecimento da capacidade do seu usuário para receber a informação desejada
em vários tipos de suportes que podem estar em formato tanto digital quanto
impresso.
Por isso, uma Instrumentoteca pode ser considerada como unidade
informacional especializada . Embora o termo não seja comum para muitos, sua
atuação no mercado tem sido pouco utilizada por ser uma área nova e campo não
explorado, o qual requer cuidados especiais para o acondicionamento do seu acervo
instrumental.

4 Procedimentos de Organização da Informação na Instrumentoteca
Dentre os procedimentos de organização da informação utilizados na
Biblioteconomia, a catalogação se apresenta como uma das principais técnicas no
que compete aos meios de recuperar e organizar as informações de uma unidade
informacional. A catalogação é entendida por Santos e Ribeiro (2003, p. 26) como:
[... ] um conjunto convencional de informações determinadas, a partir do
exame de um documento onde são extraídas as informações descritas de
acordo com regras fixas para se identificar e descrever este documento. A
catalogação é conhecida também como Representação Descritiva , pois vai
fornecer uma descrição única e precisa deste documento, servindo também
para estabelecer as entradas de autor e prover informação bibliográfica
adequada para identificar uma obra .

Desse modo, percebe-se que sua aplicação vai ao encontro da otimização
nos serviços prestados ao usuário visto que seu objetivo compete em :
1) determinar as características fundamentais de um documento com o
intuito de distingui-lo de outros, descrevendo seu escopo, conteúdo e
relações bibliográficas com outros documentos; 2) apresentar esses dados
em ficha catalográfica que, por sua vez, é intercalada em um catálogo
juntamente com as fichas que descrevem outros documentos, procurando
atender, assim, as necessidades da maioria dos utilizadores (CORREA,
2008 , p. 25 apud CÓDIGO , 1969, p.231).

A base da descrição está , portanto, no recurso bibliográfico, que é entendida
por Ribeiro (2002, p. 1) como "uma expressão ou manifestação de uma obra ou de
um item informacional". Para a referida autora, o item passa a ser o termo mais
apropriado para denominar um tipo de material ou suporte informacional, haja vista
os diferentes tipos de suportes que encontramos nos dias atuais.
No que concerne às regras de descrição, destacamos o Código de
Catalogação Anglo-Americano - AACR, que é amplamente difundido nas estruturas
curriculares dos cursos de biblioteconomia do Brasil e é o código, atualmente, mais
utilizado nas bibliotecas brasileiras. O uso do AACR foi instituído oficialmente, a
partir de 1969, data da tradução brasileira, devido às necessidades de uniformidade

873

�i

a

=
~

Steõn.&amp;rio
"acionaI~

""'Io~

Organização do conhecimento: indexação, catalogação, tesauros, ontologias, taxonomias,
padrões e protocolos (Z39.5, XML , etc.) e demais temas relacionados
Trabalho completo

u.t...,,!titl.fd

de entradas para obras representadas em catálogos apontadas por escolas de
Biblioteconomia (BARBOSA, 1978).
Já o Código de Catalogação Anglo-Americano (original em inglês: AngloAmerican Catafoguing Rufes) é um compêndio de regras para a criação de
descrições bibliográficas e para a escolha, a construção e a atribuição dos pontos de
acesso. A estrutura da descrição compreende oito áreas, em que são distribuídos
elementos de uma unidade distinta de informação.
Dessa forma , a catalogação pode ser aplicada para a representação de
qualquer item informacional, documentos, ou grupo de documentos, sob qualquer
forma física, editado, distribuído, ou tratado como uma entidade autônoma,
constituindo a base de uma única descrição (RIBEIRO, 2002, p. 1-5)
Assim, as regras para estruturar as informações são adaptáveis na medida
em que surgem novos suportes informacionais. Dentre os diversos suportes,
destacamos os instrumentos musicais como foco da pesquisa . Nessa perspectiva,
entende-se que as regras para representação descritiva de documentos podem ser
utilizadas em instrumentos musicais.

3 Percurso Metodológico
O estudo caracteriza-se como uma pesquisa exploratória descritiva, que
apresenta o fato ou o fenômeno levantado e observações sistemáticas. Segundo Gil
(2007), esse tipo de pesquisa visa a descrever as características de determinada
população ou fenômeno , ou o estabelecimento de relações entre variáveis.
Quanto à forma de abordagem , a pesquisa caracteriza-se como qualitativa
descritiva, pois além do levantamento das características do fenômeno escolhido,
para que os dados coletados façam sentido, é necessário um tratamento lógico
secundário feito pelo próprio pesquisador.
O método utiliza o estudo de caso , que, segundo Severino (2007), trata-se de
uma pesquisa de um caso particular e representativo. Nesse contexto, o método
representa uma estratégia de investigação que examina um fenômeno em seu
estado natural, empregando múltiplos métodos de recolha e tratamento de dados
sobre uma ou algumas entidades - pessoas, grupos ou organizações.
O lócus da pesquisa é a Instrumentoteca da Escola de Música da UFRN, que
surgiu em julho de 2010 , através de um diagnóstico feito no atual setor que antes
era conhecido como Apoio pedagógico. Foi constatado que a Instrumentoteca seria
uma proposta inovadora para a comunidade de música, um local que oferecesse a
guarda dos instrumentos e acessórios musicais de forma correta, levando em
consideração sua forma de acondicionamento para preservação do documento
informacional.
Hoje, nessa unidade informacional especializada Instrumentoteca da Escola
de Música da UFRN , tudo ocorre da mesma forma que uma biblioteca, a mudança
está no acervo que, ao invés de serem livros, periódicos, multimeios, teses e
monografia, seu acervo é composto por instrumentos musicais que se dividem em
três classificações: instrumentos musicais de cordas, de sopros e de percussão .
Podem fazer uso dos instrumentos musicais, professores, alunos e funcionários
devidamente matriculados nos cursos oferecidos pela EMUFRN , e a finalidade do
uso da Instrumentoteca da EMUFRN é:

874

�i
:.

=

=

5etnin.&amp;riCI
N.won.lde

Organização do conhecimento: indexação, catalogação, tesauros, ontologias, taxonomias,
padrões e protocolos (Z39.5, XML , etc.) e demais temas relacionados

all/llol_

OM\OtfSIWb1

Trabalho completo

a) Dar oportunidade ao aluno carente de desenvolver seus estudos,
socializando os instrumentos da Escola de Música;
b) Proporcionar ao professor condições de desenvolver suas aulas,
oferecendo ao aluno o material básico para a realização das mesmas; e
c) Promover a guarda patrimonial do acervo instrumental da EMUFRN.
Além de responder pela guarda do instrumento musical, o uso da
Instrumentoteca é para a execução de atividades que atendam às necessidades do
ensino. Os professores, alunos e funcionários que utilizam os instrumentos da
Instrumentoteca são responsáveis pelo manuseio de forma adequada , preservando
seu estado de conservação . As orientações de uso e tipos de empréstimos de
instrumentos são disponibilizadas no guia do usuário, no site da Escola de Música
como também através das orientações dos professores.
O estudo contou com pesquisa bibliográfica e eletrônica em livros, periódicos,
e endereços eletrônicos pertinentes ao assunto, colaborando com a fundamentação
teórica e identificação do instrumento de coleta de dados.
A coleta de dados foi realizada a partir de observação em lócus por meio de
visita e entrevista com o funcionário do setor, e conduzida pelo pesquisador. Na
visita e entrevista, procurou-se saber a respeito das seguintes questões:
a) Quais são os procedimentos de organização e tratamento do acervo de
instrumentos e acessórios musicais da Instrumentoteca da EMUFRN?
b) Quais são as regras para a representação descritiva e de conteúdo de
instrumentos?

4 Análise dos Dados

A organização do acervo da Instrumentoteca, como também o
acondicionamento dos instrumentos, é feita de forma aleatória, não obedecendo
nenhum padrão, nenhuma ordem e nenhuma classificação, dificultando a
recuperação e localização dos instrumentos musicais, o espaço é dividido com
alguns objetos em desuso que são enviados para esse setor.

FOTOGRAFIA 1 - Visão geral do setor
Fonte: O autor, 2011

875

�~

s-i1Yria

a

~de

= :::::w

Organização do conhecimento: indexação, catalogação, tesauros, ontologias, taxonomias,
padrões e protocolos (Z39.5, XML , etc.) e demais temas relacionados
Trabalho completo

Não existe nenhuma organização na Instrumentoteca, o espaço desse setor é
dividido com o depósito de avarias da Escola de Música - os instrumentos são
deixados no chão, nos armários de aço e em suportes chumbados na parede.
Os instrumentos são guardados de forma inadequada, comprometendo a
preservação do item, alguns são acondicionados em armários de aço ou no próprio
chão da sala, e outros instrumentos musicais são guardados nos seus próprios
cases, porém danificados, poluindo o ambiente do setor, dando um aspecto de
depósito.

FOTOGRAFIA 2 - Acondicionamento dos instrumentos musicais
Fonte: O autor, 2011

No que diz respeito à representação descritiva e de conteúdo dos
instrumentos, verificou-se que não existe sistema automatizado ou manual que
apresenta as características físicas e de conteúdos dos instrumentos musicais
pertencentes ao acervo . Dessa forma, os instrumentos não são catalogados, não há
como recuperar informações sobre detalhes do material, bem como, não há como
recuperar esse item no acervo de maneira rápida e eficaz.
Os itens são recuperados de maneira aleatória, assim como estão dispostos
no Instrumentoteca. Muitas vezes, o próprio usuário tem que procurar o instrumento
que deseja, bem como manuseá-los, procurando no próprio item informações
adicionais, como número de série, modelo, características físicas etc.
Considerando suas características, o instrumento musical é um objeto
construído de maneira artesanal ou industrial, dessa forma , ele é considerado um
artefato tridimensional , devendo ser tratado como tal no campo da representação
descritiva. Segundo Ribeiro (2002 , p. 10), artefatos tridimensionais são "objetos
tridimensionais, fabricados ou modificados por uma ou mais pessoas, à mão ou
industrialmente". Nessa perspectiva , foi feito um levantamento das regras do
Capítulo 10 (Artefatos Tridimensionais) do AACR2 para escolha de pontos de acesso
principal e secundários, observando as áreas de descrição.
Observou-se que:
a) Quanto ao título e indicação de responsabilidade:
Os itens não possuem um título, ou não são reconhecidos pelo nome de seu
fabricante, ou qualquer responsabilidade pela obra . De acordo com as regras de
descrição, esses elementos são considerados "pontos de acesso" fundamentais para
que o item possua uma identidade específica, e para que esse possa ser recuperado
do acervo como um item único.

876

�i! .......
N.domIdc
= 11111..1_
e; IMmn;wt",
~

Organização do conhecimento: indexação, catalogação, tesauros, ontologias, taxonomias,
padrões e protocolos (Z39.5, XML , etc.) e demais temas relacionados
Trabalho completo

Portanto, é adequado descrever título e indicação de responsabilidade sobre
a obra. A catalogação dos instrumentos musicais deve seguir as regras de descrição.
Segue a figura e o exemplo na descrição:

FOTOGRAFIA 3 - Catalogação do Violino % (Título e indicação de responsabilidade)
Fonte: O autor, 2011

Exemplo na descrição:
[Violino 3/4] [instrumento musical] / Cremona. -

b) Quanto aos detalhes da publicação e distribuição:
Para a área de música, o local e data, bem como a Instituição que produziu o
instrumento musical, denotam sua qualidade. Por exemplo, alguns músicos preferem
modelos fabricados em determinados países, por uma marca específica , ou idade do
instrumento, Tudo isso influencia na qualidade do som que o instrumento produz.
Dessa maneira, os detalhes da publicação também são pontos de acesso
importantes, permitindo que o instrumentista selecione o item que convém ,
observando essas especificidades. Porém, com o sistema atualmente utilizado na
instrumentoteca, isso não é possível.
Segue a forma adequada para a entrada dos dados referente à publicação e
distribuição, utilizando as regras de descrição para essa área.

FOTOGRAFIA 4 - Catalogação do Clarinete (Publicação e distribuição)
Fonte: O autor, 2011

877

�~

a

=

=

Organização do conhecimento: indexação, catalogação, tesauros, ontologias, taxonomias,
padrões e protocolos (Z39.5, XML , etc.) e demais temas relacionados

SNI~

tuOoMlde:
II~"I­

o.l\otnlt6tW

Trabalho completo

Exemplo na descrição:
Paris: Buffet Crampon, 1980.

c) Quanto aos detalhes físicos do item:
Na forma atual de organização, não há possibilidade de recuperar o item por
detalhes físicos, nem conhecer as partes do instrumento musical , quando esse
possuir peças separadas. Como foi visto no referencial teórico, os detalhes físicos do
item apresentam informação sobre o tipo de material que o instrumento é fabricado .
Isso, para o músico, também denota qualidade, principalmente no som que o
instrumento produz. Dessa forma , é importante também descrever o item que
acompanha o material principal, pois alguns instrumentos acompanham alguns
acessórios que auxiliam na reprodução do som , e que compõem o instrumento no
todo, como, por exemplo, os violinos, violas, violoncelos, contrabaixos, e para que o
som seja produzido, é importante o auxílio do arco.

FOTOGRAFIA 5 - Catalogação do violino % (Descrição física)
Fonte: O autor, 2011

Exemplo na descrição:
1 Violino 3/4 : madeira , cordas de aço; 54 cm + 1 arco : madeira,
fios de crina de cavalo ; 65 cm .
d) Quanto à área de notas:
Todo e qualquer documento pode possuir informações gerais que podem ser
adicionais à descrição. Nesse caso, tem-se a área de notas, que são informações
importantes não incluídas em outras áreas da descrição. No caso dos instrumentos
musicais, podemos destacar, por exemplo, o número de séria referente à fabricação ,
e através dele podem ser recuperadas informações adicionais junto ao fabricante .
Além disso, podem ser inseridos, nessa área , dados do modelo do item, bem como
detalhes do material que a área de descrição física não contempla .

878

�li

SMIioWicl

Organização do conhecimento: indexação, catalogação, tesauros, ontologias, taxonomias,
padrões e protocolos (Z39.5, XML , etc.) e demais temas relacionados

=

N.dorW de
11101101_

Trabalho completo

~

== ~nl!itbs

FOTOGRAFIA 6 - Catalogação do Clarinete (Notas)
Fonte: O autor, 2011

Exemplo na descrição:

Sistema Francês.
Modelo: E11 .
N° de série : 720709
Composto por: Barrilhete, corpo de baixo, corpo de cima e
campana .
e) Quanto à representação de conteúdo.
A representação do conteúdo dos itens também é uma etapa importante que
não é realizada na Instrumentoteca da UFRN . Essa atividade compreende a
atribuição de uma palavra-chave que traduz o conteúdo do item. Para a área de
instrumentos musicais, a representação de conteúdo é simples, pois denota apenas
o nome do instrumento e a qual classe de instrumentos musicais pertence.

FOTOGRAFIA 7 - Catalogação do pandeiro (Representação de Conteúdo)
Fonte: O autor, 2011

879

�~

Seai,.,w,

~

N.doNI dc
11Il0l'-' __'

=
Ci

U!rIhtnltitlM

Organização do conhecimento: indexação, catalogação, tesauros, ontologias, taxonomias,
padrões e protocolos (Z39.5, XML , etc.) e demais temas relacionados
Trabalho completo

Exemplo na descrição:
1. Pandeiro. 2. Instrumentos de percussão
Nesse aspecto, a descrição física e de conteúdo minimizaria esse esforço,
bem como auxiliaria os funcionários que trabalham no atendimento, a conhecer
detalhes do item, suas especificações e, consequentemente, entender a linguagem
musical para atender ao usuário com qualidade.
Portanto, para que haja recuperação eficiente dos itens, é necessário aplicar
todas as regras de descrição mencionadas no referencial teórico.

5 Considerações Finais

Assim como em bibliotecas e centros de documentação, a Instrumentoteca
pode ser considerada uma unidade de informação, partindo do pressuposto de que
os instrumentos musicais são considerados itens informacionais.
Através do referencial teórico foi possível identificar conceitos que auxiliaram
na compreensão desse novo termo Instrumentoteca, que é pouco conhecido na área
de ciência da informação, porém amplamente difundido na área de música .
Por meio da pesquisa , foi possível conhecer também o papel do profissional
da informação frente à tarefa de aplicar seus conhecimentos técnicos em unidades
de informação especializadas, como é o caso da Instrumentoteca. Para os
profissionais bibliotecários, vislumbrar novas áreas é um desafio não impossível, já
que ele possui o conhecimento de como organizar, tratar e disseminar informação,
seja qual for o seu suporte.
Nesse sentido, considera-se a pesquisa de extrema importância, visto que
contemplou uma área nova, pouco explorada na Biblioteconomia, considerada
inédita, pois não se tem conhecimento de trabalhos publicados no Brasil acerca
dessa temática.
É importante, também , para a Instrumentoteca da UFRN, pois contribuirá para
o melhoramento dos processos de organização e tratamento da informação de
instrumentos musicais, de maneira a facilitar sua recuperação , beneficiando o
usuário instrumentista, e dando visibilidade à Universidade e Escola de Música, no
cenário nacional, por se tratar de um método inovador de organização ,
Nessa perspectiva , viu-se que os objetivos foram alcançados, pois foi possível
verificar os procedimentos utilizados pela Instrumentoteca quanto à organização do
acervo . Atualmente, organizado ainda de forma precária , foram observados pontos
negativos, principalmente relacionados à organização, sistema de empréstimos e
acondicionamento.
Quanto ao segundo objetivo específico, verificou-se que esse também foi
atingido, pois foi feita uma revisão das regras para a representação descritiva dos
itens, observando o Código de Catalogação - AACR2 e MARC 21 . Foram
identificadas todas as áreas utilizadas para representar descritivamente os
instrumentos musicais, bem como foi elaborada uma proposta de planilha utilizando
os campos do Formato MARC para entrada de registros de informação em sistemas
automatizados.

880

�iI
~ """"'
NKiotIIlilc

=

81WIo4_

?; 1.Wfto1llifI;M

Organização do conhecimento: indexação, catalogação, tesauros, ontologias, taxonomias,
padrões e protocolos (Z39.5, XML , etc.) e demais temas relacionados
Trabalho completo

Diante dos aspectos conclusivos levantados até então, e corroborando com a
necessidade de sugerir medidas que venham facilitar o processo de organização da
Instrumentoteca, ressalta-se a catalogação do acervo de instrumentos musicais, a
qual se torna um serviço imprescindível, na medica em que contribui para a
recuperação rápida e eficaz de informações referentes ao instrumento musical que o
usuário procura ,
Nessa perspectiva , deve-se também melhorar o acondicionamento de
instrumentos musicais, separando-os por tipo de instrumentos e armazenando-os de
maneira adequada .
6 Referências

ASHWORTH , Wilfred . Manual de bibliotecas especializadas e de
serviços informativos. Lisboa : Calouste Gilbenkian , 1967,
BARBOSA, Alice Principe. Novos rumos da catalogação. Rio de Janeiro: BNG 1
BRASILART, 1978. 245p . (Biblioteconomia, documentação, ciência da informação)
BECKER, Caroline da Rosa Ferreira, Biblioteca geridas como organizações: os
benefícios para a sociedade da informação. Santa Catarina: UFRSC, [200?].
CERVO, Amado Luiz; BERVIAN, Pedro Alcino. Metodologia cientifica: para uso
dos estudantes universitários. 3. ed . São Paulo: McGraw-Hill, 1983.
CLEMENTE, Fabiane apud GIL, A. C. (2007). Pesquisa qualitativa, exploratória e
fenomenológica: Alguns conceitos básicos. Sítio Administradores
&lt;http://www.administradores.com .br/informe-se/artigos/pesquisa-qualitativaexploratoria-e-fenomenologica-alguns-conceitos-basicos114316/&gt; . Acessado em 17
de abril de 2010.
CORRÊA, Rosa Maria Rodrigues. Catalogação descritiva no século XXI : Um
estudo sobre o RDA. Marília, 2008. Dissertação de mestrado apresentada ao
Programa de Pós-Graduação em Ciência da Informação, da Faculdade de Filosofia
e Ciências, da Universidade Estadual Paulista , Campus Marília . Disponível em : &lt;
http://www.marilia.unesp.br/Home/PosGraduacao/Cienciadalnformacao/Dissertacoes/correa_rmr_me_mar.pdf&gt; . Acesso
em : 29 novo2010.
DOURADO, Henrique Autran . Dicionário de termos e expressões da música. São
Paulo: Ed . 34, 2004.
FIGUEIREDO, Nice. Serviços oferecidos por bibliotecas
especializadas: uma revisão de literatura. Revista de Biblioteconomia
e Documentação, São Paulo , v.11 , n. 3/4 , p. 155-168.jul./dez. 1978.
FONSECA, Edson Nery da. Ciência da informação e prática bibliotecária . Ciência da

881

�ãI .......

a

=

e;

H~ dc:

SlltU't_

IMmtIIWtH

Organização do conhecimento: indexação, catalogação, tesauros, ontologias, taxonomias,
padrões e protocolos (Z39.5, XML , etc.) e demais temas relacionados
Trabalho completo

Informação, Brasília , v. 16, n. 2, p. 125- 127, jul,l dez. 1987.
GIL, Antonio Carlos. Métodos e técnicas de pesquisa social. 5 ed . São Paulo:
Atlas, 2007. 207p
HENRIQUE, Luís L. Instrumentos musicais. 4.ed . Lisboa : Fundação Calouste
Gulbenkian , 2004.
HORNBOSTEL, E. M.; SACHS, C. Classification Hornbostel - Sachs des
instruments de musique. London, 1984. Disponível em :
&lt;http://www.crlm.paris4 .sorbonne.fr&gt; . Acesso em : 25 out. 2011 .
MARCONI, Marina de Andrade ; LAKATOS , Eva Maria. Fundamentos de
metodologia cientifica. 6.ed . São Paulo : Atlas, 2006.
RIBEIRO, Antônia Motta de Castro Memória. AACR2: Anglo-American Cataloguing
Rules, 2nd edition : descrição e pontos de acesso. 2, ed ., reimpr. rev. e acrescida de
índice . Brasília : CEDIT, 2002 . 577p.
SADIE , Stanley; LATHAM , Alison . Dicionário grove de música: edição concisa. Rio
de Janeiro: Jorge Zahar, 1994.
SALVATO, Gilberto José. Sistemas especialistas: método para a adoção
em bibliotecas especializadas. Florianópolis, 1998. 205 p. Dissertação
(Mestrado em Administração) - Universidade Federal de Santa Catarina .
SANTOS, Gildenir Carolino; RIBEIRO, Célia Maria . Acrônimos, siglas e termos
técnicos: arquivística , biblioteconomia, documentação, informática. Campinas:
Átomo, 2003 . 277 p.
SEVERINO, Joaquim Antônio . Metodologia do Trabalho Cientifico. São Paulo;
Cortez, 2007. 23 a ed .

882

�</text>
                  </elementText>
                </elementTextContainer>
              </element>
            </elementContainer>
          </elementSet>
        </elementSetContainer>
      </file>
    </fileContainer>
    <collection collectionId="49">
      <elementSetContainer>
        <elementSet elementSetId="1">
          <name>Dublin Core</name>
          <description>The Dublin Core metadata element set is common to all Omeka records, including items, files, and collections. For more information see, http://dublincore.org/documents/dces/.</description>
          <elementContainer>
            <element elementId="50">
              <name>Title</name>
              <description>A name given to the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51396">
                  <text>SNBU - Edição: 17 - Ano: 2012 (UFRGS - Gramado/RS)</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="49">
              <name>Subject</name>
              <description>The topic of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51397">
                  <text>Biblioteconomia&#13;
Documentação&#13;
Ciência da Informação&#13;
Bibliotecas Universitárias</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="41">
              <name>Description</name>
              <description>An account of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51398">
                  <text>Tema: A biblioteca universitária como laboratório na sociedade da informação.</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="39">
              <name>Creator</name>
              <description>An entity primarily responsible for making the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51399">
                  <text>SNBU - Seminário Nacional de Bibliotecas Universitárias</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="45">
              <name>Publisher</name>
              <description>An entity responsible for making the resource available</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51400">
                  <text>UFRGS</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="40">
              <name>Date</name>
              <description>A point or period of time associated with an event in the lifecycle of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51401">
                  <text>2012</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="44">
              <name>Language</name>
              <description>A language of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51402">
                  <text>Português</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="51">
              <name>Type</name>
              <description>The nature or genre of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51403">
                  <text>Evento</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="38">
              <name>Coverage</name>
              <description>The spatial or temporal topic of the resource, the spatial applicability of the resource, or the jurisdiction under which the resource is relevant</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51404">
                  <text>Gramado (Rio Grande do Sul)</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
          </elementContainer>
        </elementSet>
      </elementSetContainer>
    </collection>
    <itemType itemTypeId="8">
      <name>Event</name>
      <description>A non-persistent, time-based occurrence. Metadata for an event provides descriptive information that is the basis for discovery of the purpose, location, duration, and responsible agents associated with an event. Examples include an exhibition, webcast, conference, workshop, open day, performance, battle, trial, wedding, tea party, conflagration.</description>
    </itemType>
    <elementSetContainer>
      <elementSet elementSetId="1">
        <name>Dublin Core</name>
        <description>The Dublin Core metadata element set is common to all Omeka records, including items, files, and collections. For more information see, http://dublincore.org/documents/dces/.</description>
        <elementContainer>
          <element elementId="50">
            <name>Title</name>
            <description>A name given to the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="63285">
                <text>Organização e tratamento do acervo de instrumentos musicais: o caso da instrumentoteca da escola de música da Universidade Federal do Rio Grande do Norte.</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="39">
            <name>Creator</name>
            <description>An entity primarily responsible for making the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="63286">
                <text>Silva, Nele Nelson M. da; Felipe, André Anderson C.; Barbosa, Everton Rodrigues</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="38">
            <name>Coverage</name>
            <description>The spatial or temporal topic of the resource, the spatial applicability of the resource, or the jurisdiction under which the resource is relevant</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="63287">
                <text>Gramado (Rio Grande do Sul)</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="45">
            <name>Publisher</name>
            <description>An entity responsible for making the resource available</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="63288">
                <text>UFRGS</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="40">
            <name>Date</name>
            <description>A point or period of time associated with an event in the lifecycle of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="63289">
                <text>2012</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="51">
            <name>Type</name>
            <description>The nature or genre of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="63291">
                <text>Evento</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="41">
            <name>Description</name>
            <description>An account of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="63292">
                <text>Analisa os processos para organização e tratamento do acervo de instrumentos musicais no âmbito da Instrumentoteca da Escola de Música da Universidade Federal do Rio Grande do Norte. Discorre o conceito de biblioteca especializada, suas características e finalidades. Procura verificar os procedimentos utilizados pela Instrumentoteca quanto à organização do acervo, identifica regras para representação descritiva de instrumentos musicais, tendo como parâmetro o Código Anglo-americano de Catalogação. Exemplifica a representação descritiva e de conteúdo de instrumentos musicais; sugere medidas que venham facilitar o processo de organização e acondicionamento dos instrumentos musicais. Utiliza como metodologia o estudo de caso, tendo como suporte teórico a pesquisa bibliográfica em fontes impressas e eletrônicas. Conclui mostrando a melhor maneira de organizar coleções de instrumentos musicais por meio do Código Anglo- americano de Catalogação, e enfatiza que essas regras podem ser aplicadas para organizar diferentes tipos de suporte de informação.</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="44">
            <name>Language</name>
            <description>A language of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="69434">
                <text>pt</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
        </elementContainer>
      </elementSet>
    </elementSetContainer>
  </item>
  <item itemId="5934" public="1" featured="0">
    <fileContainer>
      <file fileId="4998">
        <src>http://repositorio.febab.org.br/files/original/49/5934/SNBU2012_073.pdf</src>
        <authentication>b80e639bc884296a3347e4c3d01c5d95</authentication>
        <elementSetContainer>
          <elementSet elementSetId="4">
            <name>PDF Text</name>
            <description/>
            <elementContainer>
              <element elementId="92">
                <name>Text</name>
                <description/>
                <elementTextContainer>
                  <elementText elementTextId="63284">
                    <text>~

SemrrWio

~

~ dc

= =7:I1N

Organização do conhecimento: indexação, catalogação, tesauros, ontologias, taxonomias,
padrões e protocolos (Z39.5, XML, etc.) e demais temas relacionados
Trabalho completo

WHITE PAPER SOBRE OPEN SOURCE, OPEN ACCESS, OPEN
STANDARDS E O FUTURO DA CATALOGAÇÃO
Adriana Nascimento Flamino 1
1 Mestre em Ciência da Informação pela FFC/UNESP/Marília ; Diretora da Divisão de Gestão e
Tratamento da Informação (DGTI) do Departamento Técnico do Sistema Integrado de Bibliotecas da
USP (DT/SIBiUSP) , Universidade de São Paulo, São Paulo, SP

Resumo
As discussões sobre o futuro da catalogação tem recebido maior atenção nos
últimos dez anos, principalmente devido ao impacto do rápido desenvolvimento das
tecnologias de informação e comunicação, no mesmo período, o que tem
proporcionado o acesso à Web a qualquer momento e lugar. Tais discussões giram
em torno da necessidade de uma nova estrutura bibliográfica para atender à
demanda desta nova realidade do ambiente digital, ou seja, como as bibliotecas
poderão tratar, armazenar, disponibilizar, compartilhar e integrar seus acervos
(físicos, digitais ou digitalizados), na atual era pós-PC? Diante desta questão, Open
Access, Open Source e Open Standards são três conceitos que precisam receber
maior atenção nas áreas da Biblioteconomia e Ciência da Informação, pois acreditase que sejam elementos fundamentais para a mudança de paradigma da
representação descritiva, atualmente baseada conceitualmente no item físico ao
invés do trabalho intelectual. Este trabalho tem como objetivo levantar e discorrer
sobre tais questões e instigar profissionais da informação, em especial os
Bibliotecários, a pensar, discutir e propor iniciativas para tais problemas, contribuindo
e compartilhando ide ias e possíveis soluções, em equipes multidisciplinares. Ao final
é sugerida a criação efetiva de grupos de estudos multidisciplinares e
interinstitucionais sobre o futuro da catalogação e seu impacto nos acervos
nacionais, de forma a contribuir para a área da representação descritiva em âmbito
nacional e internacional.

Palavras-Chave:
Catalogação; MARC; Padrões Abertos; Fontes Abertas; Acesso Aberto.

Abstract
The discussions on the future of cataloging has received increased attention in
the last ten years, mainly due to the impact of rapid development of information and
communication technologies in the same period, which has provided access to the
Web anytime, anywhere. These discussions revolve around the need for a new
bibliographic framework to meet the demand of this new reality in the digital
environment, ie how libraries can process, store, deliver, share and integrate their
collections (physical, digital or scanned), in current post-PC era? Faced with this
question, Open Access, Open Source and Open Standards are three concepts that
need to receive greater aUention in the field of Library and Information Science, as it
is believed to be fundamental elements for the change of paradigm of descriptive
representation, currently based conceptually on physical item rather than intellectual
work. This paper aims to raise and discuss such issues and instigate information

855

�iã:

~

~

~dC'

Organização do conhecimento: indexação, catalogação, tesauros, ontologias, taxonomias,
padrões e protocolos (Z39.5, XML, etc.) e demais temas relacionados

~ =::U~

Trabalho completo

professionals, especially librarians, to think, discuss and propose initiatives for such
problems, contributing and sharing ideas and possible solutions, in multidisciplinary
teams. At the end is suggested the effective creation of multidisciplinary and
interinstitutional study groups on the future of cataloging and its impact on national
collections, in order to contribute to the area of descriptive representation in national
and internationallevel.

Keywords:
Cataloging; MARC; Open Standard; Open Source; Open Access.

1 Introdução
Por décadas as bibliotecas têm adotado como padrão de descrição
bibliográfica o formato MARC e o AACR, para registro e intercâmbio de dados. Tais
ferramentas serviram muito bem para as bibliotecas entrarem para a era do
computador e intercambiar dados. Entretanto, as Tecnologias de Informação e
Comunicação (TIC's) tem impulsionado consideráveis mudanças no ambiente digital
e, consequentemente, no comportamento do usuário frente aos conteúdos de
informação. Dispositivos portáteis (Iaptops, smartphones, tablets) tem proporcionado
o acesso à Web a qualquer momento e lugar.
Considerando esta nova realidade do ambiente digital, como as bibliotecas
poderão disponibilizar, compartilhar e integrar seus acervos (físicos, digitais ou
digitalizados), na atual era pós-PC? Como descrever recursos informacionais
(muitas vezes multimídia) criados em ambientes de web 2.0, os quais,
intrinsecamente, a autoria tem caráter colaborativo e a sua construção é contínua?
Quais normas, padrões, protocolos, métodos, podem atender a esta demanda
urgente? Que filosofia adotar?
Este trabalho tem como objetivo discorrer sobre tais questões e instigar
profissionais da informação, em especial os Bibliotecários, a pensar, discutir e propor
iniciativas para tais problemas, contribuindo e compartilhando ideias e possíveis
soluções.

2 Revisão de Literatura
A área da Biblioteconomia possui um padrão para a descrição bibliográfica de dados,
o MARC, um formato (standard) que possui uma estrutura que cobre os mais
diversos tipos de materiais. A seguir, são apresentados algumas considerações
sobre o formato .
2.1 Formato MARC: breves considerações
Desenvolvido por bibliotecários e analistas de sistemas da Library of
Congress (LC) nos anos 1960, uma época em que a automação estava começando .
Foi um desenvolvimento de ponta e o MARC serviu de base a muitos outros
padrões. De acordo com Tennant (2004, p. 175, tradução nossa) ,
Sem dúvida, o desenvolvimento do padrão Machine Readable Cataloging-

856

�i

StmWriQ

~

"'-'aIdt:

;:
..

1iYIol_
u.h .. .r1:wtU

Organização do conhecimento: indexação, catalogação, tesauros, ontologias, taxonomias,
padrões e protocolos (Z39.5, XML, etc.) e demais temas relacionados
Trabalho completo

MARC nos anos 1960 foi um avanço revolucionário na biblioteconomia
moderna [do século XX] . Ele formou a base para as bibliotecas moverem
para a era do computador, provendo uma sintaxe comum para registrar e
transferir dados bibliográficos entre computadores. Em associação com o
Anglo-American Cataloging Rules - AACR , o MARC permitiu as bibliotecas
compartilharem a catalogação em larga escala , e assim aumentar
grandemente a eficiência da tarefa de catalogar como também estabelecer
a plataforma para a criação de bancos de dados de biblioteca centralizados
tal como esses administrados pela OClC e RlG, os quais são agora os
maiores recursos mundiais.

o MARC é utilizado atualmente por diversas bibliotecas nacionais e
internacionais ao redor do mundo, geralmente de grande porte, já que é um formato
com um alto custo para implementação para as unidades de informação,
principalmente devido a sua estrutura e linguagem.
Marcum (2005), bibliotecária associada à LC , em sua carreira na área de
biblioteconomia possui diversos trabalhos de catalogação e entende como sendo
parte principal do funcionamento de uma biblioteca a representação descritiva. A
autora não havia percebido o quanto fundamental a catalogação é até fazer uma
descoberta, quando se tornou bibliotecária associada da LC. A descoberta foi
financeira - a LC investe em catalogação por volta de quarenta milhões de dólares
ao ano . Um custo desta magnitude obviamente chamou sua atenção:
Se tal despesa produz grandes benefícios para a Library of Congress, às
diversas bibliotecas espalhadas pelo país, e outras ao redor do mundo,
então poderemos argumentar justificavelmente que os quarenta e quatro
milhões estão bem gastos. Mas na era da informação digital, do acesso a
Internet, da busca eletrônica de palavras-chave, exatamente quanto
precisamos continuar a gastar na construção de catálogos cuidadosamente
construídos? [ ... ] Como deveríamos pensar em catalogação na era do
Google? (MARCUM , 2005, p. 1, tradução nossa).

Partindo desta constatação, o momento exige reflexão e reestruturação das
práticas e metodologias biblioteconômicas, principalmente quando se pensa nos
atuais ambientes de informação digital.
Ou então, se continuará a mover grandes esforços no sentido de reproduzir
velhas práticas em suportes novos sem dar o necessário salto qualitativo
que vem a ser a busca pelo aprimoramento e superação de práticas pouco
eficientes que acabam por afastar o bibliotecário do processo de tratamento
eletrônico da informação (DZIEKANIAK, 2004, p. 54) .

De acordo com Marcum (2005), com o advento da constante sofisticação
automatizada , a atenção detalhada que os bibliotecários tem tido para com a
catalogação descritiva pode já não ser justificada.
Se o trabalho de catalogação descritiva pudesse ser assumido por técnicos,
então os catalogadores poderiam ter mais tempo para o controle de
autoridade, análise de assunto, identificação e avaliação de recursos, e a
colaboração com unidades de tecnologia da informação em projetos de
aplicações automatizadas e de digitalização (MARCUM, 2005, p. 11 ,
tradução nossa).

Ciente de toda essa realidade, possibilidades e necessidades vigentes, é
preciso refletir coletivamente sobre questões como: O MARC é adequado e

857

�~

s.e,...,itio

~
~

~dt

•

Organização do conhecimento: indexação, catalogação, tesauros, ontologias, taxonomias,
padrões e protocolos (Z39.5, XML, etc.) e demais temas relacionados

IiIlll"'MU

~"nIUri ...

Trabalho completo

necessário para o atual contexto informacional?
Sabe-se que ele é uma estrutura de representação bibliográfica completa e
atende as necessidades de padronização de metadados, que facilita a
interoperabilidade entre sistemas de informação devido a sua arquitetura
organizacional, etc. Mas, somente essa estrutura não efetiva a interoperabilidade. É
preciso outros serviços acoplados a esta estrutura MARC, para garantir e efetivar a
interoperabilidade entre sistemas heterogêneos de informação. No entanto,
atualmente existe a necessidade de ferramentas mais flexíveis e preferencialmente
não proprietárias, para atender as atuais necessidades informacionais. Os
profissionais da informação, especificamente os bibliotecários encontram-se
atualmente em uma posição privilegiada, uma vez que já possuem o MARC como
base, diferentemente dos profissionais da década de 1960.
O MARC serviu e muito bem, para a época inicial da era da informação, fase
em que os acervos eram maciçamente físicos e estáticos, o contrário de hoje em
que se lida, em grande parte, com uma informação dinâmica, mutável e acessível
por diferentes meios. Conforme Tennant (2004, p.175, tradução nossa, grifo nosso),

o

ambiente técnico mudou completamente desde os primeiros dias do
MARC . Quando o MARC foi criado, o armazenamento em computador era
muito dispendioso - tão dispendioso que cada carácter era muito valioso.
Pouquíssimas pessoas tinham acesso a um computador - nem no trabalho,
e muito menos em casa . A Internet não era mais do que uma idéia. A
XML, então, estava, há décadas, longe de ser pelo menos uma idéia.

Tem-se agora, de acordo com Tennant (2004 , p. 175, tradução nossa , grifo
nosso) ,
A oportunidade para recriar nossos padrões bibliográficos fundamentais
para tirar proveito de uma nova ordem de oportunidades, como também
fixar problemas com nosso atual conjunto de padrões . Não será suficiente
avivar nossos padrões existentes , uma vez que nós temos usado este
método [ ... ]. Precisamos de uma infra-estrutura de metadados bibliográficos
que seja compatível com qualquer metadado acessível, e que possa
facilmente produzir registros simples quando necessário. ou registros
complexos, quando solicitado a fazer assim .

Para facilitar a implementação e extensibilidade desta nova infra-estrutura,
Tennant (2004 , p. 176, tradução nossa), propõe que
Padrões, protocolos e softwares deveriam ser abertos e transparentes tanto
quanto possível. [ ... ] Transparência é importante para os implementadores
potenciais para ver como os sistemas trabalham (por exemplo,
compartilhamento de código fonte, formatos de metadados legíveis por
humanos, etc) .

De acordo com Tennant (2004, p. 176, tradução nossa), o que ele está
sugerindo,
É diferente em extensão e estrutura do que está insinuado por mim em
"MARC must die" na coluna do Library Journal, embora eu tenha referido a
isto na coluna seguinte "MARC exit strateg ies". O que deve morrer
especificamente não é o MARC e o AACR2. apesar dos seus claros
problemas , mas a nossa confiança exclusiva nesses componentes como as
únicas exigências para metadados de biblioteca.

858

�iI!

StlllÕfl4rio

~

~de

=="

_OI= ...... _,. ..,

Organização do conhecimento: indexação, catalogação, tesauros, ontologias, taxonomias,
padrões e protocolos (Z39.5, XML, etc.) e demais temas relacionados
Trabalho completo

Parece que a grande questão atual não é mais se o MARC é adequado e
necessário para o novo contexto informacional, mas como migrar da estrutura MARC
para uma outra estrutura sem criar grandes problemas informacionais. A visão da
Bibliotecária associada da Library of Congres, Marcum (2005, p. 12, grifo nosso),
confirma tal afirmação quando diz, que estas e outras questões críticas como:
"introduzimos nossas regras de catalogação e o formato MARC em bibliotecas
no mundo inteiro. Como faremos mudanças de grandes proporções sem criar
caos?" , e mais especificamente, "devemos proceder com essa estrutura
levando em consideração um ambiente totalmente mudado?"; deverão ser
enfrentadas pelos profissionais da informação, especificamente os bibliotecários.
Mas tais questões, assim como, o futuro da profissão e do profissional
bibliotecário, não poderão ser resolvidas somente por uma instituição ou por um
grupo pequeno de profissionais. Questões de grandes magnitudes como estas
deverão ser resolvidas coletivamente com muitas outras comunidades relevantes de
profissionais da informação como bibliotecários, cientistas da informação,
publicadores, cientistas da computação dentre outros (MARCUM , 2005) .

2.2 Open Source
Percebe-se atualmente a necessidade e o uso cada vez mais constante e
intenso de recursos abertos, produtos de código-fonte aberto ou sistemas "open
source", nas mais diversas áreas. Essa inovação tecnológica é hoje considerada por
muitos, uma das ferramentas mais importantes e indispensáveis na sociedade da
informação. E o momento exige cada vez mais o uso dessas tecnologias de fontes
abertas, de baixo custo e de licença pública, uma vez que elas dispensam custos
com licenças reduzindo muito mais os investimentos nessas tecnologias, além de
contribuir para o futuro da preservação informacional na era digital.
Castells (2005 , p. 1), em entrevista ao Comciência no fórum Social mundial
diz que, "a informação, para ser distribuída de forma justa, precisa ser livre". O autor
ainda relaciona a "Internet e os Open Sources, afirmando que ela não teria
alcançado seu desenvolvimento atual se não se baseasse em protocolos abertos e
livres".
Pode-se, no entanto, questionar em relação à segurança dos dados, mas a
filosofia dos recursos open source é que, outros serviços acoplados a esses
produtos de fontes abertas se encarregam de prover a segurança e o controle de
acesso às informações, que envolvem a encriptação, autenticação, senha e outros.
Vê-se então, a importância da Biblioteconomia, de possuir ou de incentivar a
utilização de padrões, protocolos e softwares de código aberto, sob licença pública
para as bibliotecas interessadas no Brasil. Assim como equipamentos (hardwares),
necessários para implementação, sejam de baixo custo, para que os custos de
implantação e operação sejam o mínimo possível. Desta forma os profissionais da
informação estariam comprometidos com a função social da profissão, assim como,
o papel da área da Biblioteconomia cujos alguns dos objetivos são a inclusão digital
e o acesso às informações disponíveis, visto que, "não é suficiente que a mensagem
esteja disponível, ela deve também poder ser apropriada pelo receptor" (SMIT;
BARRETO, 2002 , p. 16). Assim, estariam beneficiando não somente as instituições
de grande porte, mas também pequenas bibliotecas e outras unidades de

859

�ià

a

=

=

StnIiNrio
Nacional dI'
liWIott .....

Organização do conhecimento: indexação, catalogação, tesauros, ontologias, taxonomias,
padrões e protocolos (Z39.5, XML, etc.) e demais temas relacionados

UlIMBlww

Trabalho completo

informação. O usuário teria qualidade nas informações, com soluções de baixo
custo, minimizando a distância tecnológica existente entre bibliotecas e/ou unidades
de informação que podem investir grandes somas em sistemas digitais e aquelas
que por força maior não podem dispor de tais recursos. Ou seja,
Tornando possivel a informatização de bibliotecas sem recursos para
aquisição de sistemas proprietários. O que amenizaria o gap tecnológico
inclusive entre as diferentes bibliotecas: desde as públicas até as
especializadas e oportunizaria a aquisição destes sistemas livres, provendo
o acesso à informação aos [ ... ] [seus usuários] (DZIEKANIAK, 2004, p. 40).

No entanto, é interessante frisar que pouco vem se discutindo na área
biblioteconômica a importância de tecnologias abertas para o desenvolvimento de
sistemas de gerenciamento de informações. Segundo Dziekaniak (2004, p. 39),
Prova de que a Biblioteconomia tem esquecido sua função social quanto à
disseminação da informação, vem do fato de que a área pouco discute a
importância da utilização de tecnologia Open Source para o
desenvolvimento de sistemas de gerenciamento de bibliotecas e inclusive,
não discute que estes sistemas sejam resultados de projetos em nivel de
graduação e pós-graduação dentro das escolas de Ciência da Informação e
da Ciência da Computação.

Atualmente, a aquisição de softwares proprietários, os quais já trazem
embutidos em sua estrutura protocolos de intercâmbio e formatos de descrição de
dados também proprietários para o gerenciamento de informações em unidades de
informação, não mais se justifica, uma vez que existem disponíveis na Internet,
softwares livres, protocolos, formatos e outros produtos também livres que estão,
cada vez mais, sendo utilizados nas mais diversas áreas.
Tais inovações vêm ao encontro da filosofia biblioteconômica e dos objetivos
da Ciência da Informação: criar mecanismos para que as informações disponíveis
estejam acessíveis e que um maior número de pessoas tenha acesso, no momento
certo, na hora certa e com o menor custo possível , de preferência a custo zero .
Adicionalmente, as instituições ao utilizarem produtos open source se livram do
aprisionamento tecnológico. Item imprescindível na atual economia da informação.
Na opinião de Galvão (1998) citado por Dziekaniak (2004),
A informática na Biblioteconomia dinamizou serviços , mas não alterou
processos, o que leva a pensar que a área não deu o necessário salto
qualitativo, apesar de realizar tantos investimentos por parte das bibliotecas,
principalmente as universitárias, na aquisição de software [padrões e
protocolos] proprietários em que não houve transformações significativas na
práxis biblioteconômica.

2.3 Open Access
Nesta perspectiva, este cenário se torna preocupante em relação ao futuro
das bibliotecas tradicionais baseadas em grandes coleções de materiais impressos,
já que a informação na atualidade não é mais disseminada apenas em suporte físico
e que a sociedade atual, a Sociedade da Informação, está agora sob um novo
paradigma , o do acesso, em que Ué mais interessante ter condições de acessar a

860

�i!

Semirlmo

!; H.Kional dc

= :::,I:.:w

Organização do conhecimento: indexação, catalogação, tesauros, ontologias, taxonomias,
padrões e protocolos (Z39.5, XML, etc.) e demais temas relacionados
Trabalho completo

informação, o conteúdo do documento, do que ter o próprio documento (posse) em
mãos, uma vez que isto se torna desnecessário frente às tecnologias digitais e
virtuais que rompem barreiras geográficas" (DZIEKANIAK, 2004, p. 44) .
Os grandes debates, discussões e iniciativas na atualidade giram em torno do
acesso às informações, ou mais especificamente, ao Acesso Aberto às essas
informações. Para Rodrigues (2004, p.25),
o debate e as iniciativas relacionadas com o acesso à literatura científica
tem crescido de forma significativa nos últimos anos. No quadro desse
debate, a aspiração e exigência de Acesso Livre ao conhecimento
produzido pelos investigadores e acadêmicos tem conquistado cada vez
mais defensores e adeptos , dentro e fora do mundo universitário.

De uma forma simples, o Acesso Aberto significa a disponibilização livre na
Internet de literatura de caráter acadêmico ou científico , permitindo a qualquer
pessoa ler, copiar, distribuir, imprimir, pesquisar ou referenciar o texto integral dos
documentos (RODRIGUES, 2004) . Para que o Acesso Aberto seja possível é preciso
utilizar tecnologias de fontes abertas como, softwares livres, protocolos, padrões e
outros, também livres.
O surgimento do movimento de Acesso Aberto se deu devido às crises no
tradicional sistema de comunicação científica , como por exemplo , o aumento
exponencial dos títulos de periódicos e a diminuição significativa das assinaturas
destas revistas científicas, devido ao expoente custo em obtê-Ias.
Harnard (2001), em citação de Hunter e Guy (2004), diz que os custos para
publicar trabalhos no formato tradicional são agora tão grandes que são cobradas
das bibliotecas taxas de assinaturas enormes para acesso aos periódicos, o que
significa que cada vez menos podem arcar com estas subscrições. No final das
contas, a comunidade a qual o estudante/cientista deseja se dirigir em muitos casos
já não tem acesso. Em casos extremos isto poderia significar que o autor, ele
mesmo, já não pode entrar na biblioteca de sua instituição, e ver o seu próprio
trabalho nas estantes (FLAMINO, 2006).
Os profissionais da informação, conscientes da crise designada "crise dos
periódicos" e das graves consequências que as limitações ao acesso à literatura
produziam ao próprio sistema científico e, ao mesmo tempo, a generalização da
utilização da Internet e da Web, acompanhada por uma maior compreensão das
suas potencialidades e aplicações na publicação científica, contribuíram de forma
significativa para o surgimento de diversas iniciativas que estão na base do atual
movimento do Acesso Aberto como, OAI , OAI-PMH, BOAI , open sources, arquivos
abertos (open archives), repositórios institucionais dentre outros, (RODRIGUES,
2004).
Os repositórios institucionais são sistemas abertos de informação que
servem para armazenar, preservar e difundir a produção intelectual de uma ou várias
instituições universitárias. Podem ser criados e mantidos de forma individualizada ou
cooperativa , utilizando-se de uma das múltiplas plataformas Open Source, padrões
e protocolos também abertos, atualmente disponíveis (RODRIGUES, 2004).
Portanto,
a tendência para os próximos anos é de que a iniciativa dos Repositórios
Institucionais ganhe maior visibilidade, uma vez que, sua promoção e,
consequentemente, a sua utilização será vista como um dos indicadores
significantes da qualidade acadêmica de uma instituição visto que eles têm ,
como alguns de seus objetivos, preservar a produção intelectual dos seus

861

�i!l

Stminirio

ai; H.w»oniIdt
;;

IiWiol_

..

UM... lItMiu

_OI

" '~._"."

Organização do conhecimento: indexação, catalogação, tesauros, ontologias, taxonomias,
padrões e protocolos (Z39.5, XML, etc.) e demais temas relacionados
Trabalho completo

membros , dinamizar a comunicação científica entre os pares e dar
credibilidade a instituição promotora (FLAMINO, SANTOS, FUJITA, 2005 , p.
192).

2.4 Open 5tandards
Os standards podem ser considerados "open" quando a sua utilização é
suficientemente aberta . Mas há também quem somente considere um standard
aberto, se a criação, desenvolvimento e modificação se derem por um processo
também aberto.
O termo Open Standard pode ter significados diferentes para pessoas
diferentes, no entanto a definição de Pountain (2003) é um bom ponto de partida . Ele
define Open Standard como um padrão que é independente de uma única instituição
e o qual se podem propor emendas.
Em especial para as bibliotecas garantir o acesso a longo prazo à informação
digital é extremamente importante. O desenvolvimento das tecnologias digitais
permitiu novas e melhores aplicações para a preservação digital.
Porém, este processo conduziu a alguns problemas também. Dois desses
problemas são a obsolescência e a dependência. O problema da obsolescência é
causado pelos avanços de hardware e software que fazem com que muitas
aplicações tornem-se obsoletas em menos de três anos. Os problemas de
dependência podem surgir se as ferramentas que são necessárias para a
comunicação entre sistemas ou ler formatos se tornam indisponíveis como, por
exemplo, a descontinuidade de desenvolvimento, por parte de uma empresa, da(s)
ferramenta(s) adquirida(s) (CORRADO, 2005).
Para superar estes problemas, as organizações deveriam ser capazes de
migrar seus dados para novos sistemas, preferencialmente Open Source . A
utilização de Open Standards pode ajudar no arquivamento de longo prazo, pois
permite a independência de software e hardware.

3 Materiais e Métodos
A partir da revisão de literatura, que consiste em uma metodologia necessária
para identificar, conhecer e acompanhar o desenvolvimento de um determinado
tema, este trabalho se propõe levar à discussão o tema da representação descritiva
(FLAMINO , 2003) .

4 Resultados Parciais/Finais
Os profissionais da informação, especialmente os bibliotecários "devem
buscar otimizar os processos de catalogação, classificação e indexação - áreas
críticas quanto à explosão documental/digital pela qual a sociedade atravessa, sob
pena de cair em desuso" (DZIEKANIAK, 2004, p. 54).
Acredita-se que as bibliotecas tradicionais (através de seus bibliotecários)
bem como as escolas de Biblioteconomia brasileiras (através de pesquisas,
da atualização de seus docentes, pesquisadores e da estrutura do ensino)
precisam atualizar-se com relação não somente às novas tecnologias, mas

862

�i!:

St~o

~

~Ik

= :::::':u

Organização do conhecimento: indexação, catalogação, tesauros, ontologias, taxonomias,
padrões e protocolos (Z39.5, XML, etc.) e demais temas relacionados
Trabalho completo

também com vistas a novas metodologias, novos serviços , e novas formas
de fornecê-los , através de uma visão pró-ativa, que antecipe as
necessidades da comunidade a qual se destina. E que em linhas gerais
essa profissão possa ser necessária aos usuários de bibliotecas e também
à sociedade (DZIEKANIAK, 2004, p. 54) .

Para Dziekaniak (2004 , p. 49), "O caminho que o bibliotecário percorre com
relação à tecnologia parece ser o inverso do lógico, está longe de ser o caminho
'ideal' . É preciso que os bibliotecários permitam que os objetivos definam a
tecnologia, ao invés da prática oposta, que é a mais utilizada".
A sociedade da informação exige, cada vez mais, profissionais da informação
que tenham conhecimento no tratamento, armazenamento e recuperação de novas
mídias e acervos em ambientes digitais.
É evidente que o ambiente informacional evoluiu, assim como os suportes e
os conteúdos informacionais. A tendência atual é de que o bibliotecário trate de
informação cada vez mais em meio virtual , em acervos não físicos e de acesso ao
conteúdo completo dos documentos. De acordo com Dziekaniak (2004 , p. 52) "a
produção da informação foi elevada exponencialmente e sua forma de disseminação
passou a ser o espaço virtual, e o bibliotecário continua a pensar e fazer
Biblioteconomia com as velhas técnicas de catalogação, classificação e indexação".
É, portanto , visível à necessidade deste profissional colocar em prática a
multidisciplinaridade para avançar no tratamento da informação. Para tanto, é
necessário que bibliotecários envolvam-se em equipes multidisciplinares com
profissionais das mais diferentes áreas (DZIEKANIAK, 2004) . Caso contrário,
andarão a passos lentos e não acompanharão a revolução tecnológica, quando na
verdade deveriam estar à frente, direcionando, sinalizando a "infovia" e deixando sua
contribuição para futuros profissionais.
Para Alvarenga (2002) e Dziekaniak (2004), a parceria entre profissionais da
Informação, com relação a trabalhos integrados e contínuos de pesquisa dos
profissionais da Ciência da Computação e da Ciência da Informação, é inexistente
no Brasil, o que "faz com que se veja atrasado o desenvolvimento de bibliotecas
digitais. Incluindo-se também o atraso no desenvolvimento de softwares integrados
de bibliotecas".
É importante salientar ainda que, em muitos desenvolvimentos de sistemas de
informação, quando há a participação do profissional bibliotecário , este
[... ] o faz de forma empírica ou então reproduzindo discursos do tipo: "o
software precisa utilizar o padrão MARC", ou então, "ele precisa apresentar
o protocolo Z39.50", sem mesmo saber o que tais ferramentas são e
representam na realidade e, mais grave ainda , para que são necessárias.
Não há oferta deste perfil de formação nos cursos de Biblioteconomia
brasileiros, apesar de haver tal demanda no mercado de trabalho
(DZIEKANIAK, 2004, p.46) .

É preciso, portanto, por parte dos profissionais, menos acomodação e mais
espírito científico e crítico, e capacidade não somente de valorizar o que é feito, mas
também de disseminar o seu trabalho, sua contribuição para a humanidade. Precisase para isso de competência profissional e competência informacional (e digital),
ambas imprescindíveis para o ambiente informacional digital em que os profissionais
da informação estão mergulhados.
Como disse o autor Alvin Toffler, "informação é poder", frase muito famosa
pronunciada pelos mais diversos profissionais. No entanto, o próprio autor

863

�~

a;

""""'"

~dc

= BtbIIotKU
;:;: ""ioo .. ,ltM~

Organização do conhecimento: indexação, catalogação, tesauros, ontologias, taxonomias,
padrões e protocolos (Z39.5, XML, etc.) e demais temas relacionados
Trabalho completo

reformulou a sua frase para melhor representar o novo contexto da informação: "o
poder é a informação da informação", ou seja, a nosso entender, a Ciência da
Informação. Logo, os profissionais desta área trabalham com o poder, e então tem
influência o suficiente para modificar, fundir, potencializar e desenvolver estruturas
e/ou infraestruturas que possam melhor lidar com os processos e fluxos da
informação.
No entanto, é imprescindível que os profissionais da informação sejam
conscientes de que eles não são profissionais imparciais em sua profissão . Mas
independentemente de que lado estiver é preciso que estejam conscientes e sejam
também críticos.
De acordo com Smit e Barreto (2002, p. 17),
As palavras citadas por Nietzsche em Assim falava Zaratrusta , 'Eu só amo
aqueles que sabem viver como que se extinguindo, porque são esses os
que atravessam de um para o outro lado', são uma referência de
posicionamento para o trabalhar com as práticas de informação. O
profissional desta área se encontra em um ponto no presente entre o
passado e o futuro. Convive com tarefas e técnicas tradicionais de sua
profissão, mas precisa atravessar para uma outra realidade, para onde
estão indo seus clientes, e aprender a conviver com o novo e o inusitado,
numa constante renovação de seus conhecimentos e do seu agir no
trabalho.

De acordo com Rodrigues (2004, p. 33) , tudo indica que o acesso aberto fará
parte "do futuro da publicação científica e que as bibliotecas das instituições de
ciência e tecnologia, e os seus profissionais, terão a oportunidade e a obrigação de
reequacionar o seu posicionamento e demonstrar o seu valor na nova paisagem
informativa" .
No entanto, para Tennant (2004), uma das barreiras mais significantes para a
mudança e a implementação de uma nova infraestrutura de metadados
bibliográficos,
[ ... ] somos nós mesmos. A maioria de nós na profissão hoje nunca conheceu
nada exceto MAR C e AACR2 como uma infraestrutura de metadados online. Mas agora nós temos que dramaticamente ampliar nossa compreensão
do que isto significa para termos uma moderna infraestrutura de metadados
bibliográficos , a qual requererá claramente aprendizagem profissional
extensa e reciclagem . Tal visão pode ser amedrontadora quando vista como
um todo, mas quando iniciada gradativamente com o passar do tempo, há
de fato esperança em conseguir realizar tal empreendimento. Já há sinais
esperançosos que os bibliotecários estão aceitando o desafio diante deles,
quer participando nas atividades de desenvolvimento de padrões de
metadados tal como o Dublin Core e os esforços do METS, ou simplesmente
aprendendo mais sobre os assuntos de metadados lendo e assistindo a
apresentações de conferências (TENNANT, 2004 , p. 181 , tradução nossa).

Segundo Tennant (2004), como ele não fez parte dos esforços para criar o
MARC nessas muitas décadas atrás, ele não pode imaginar as condições que
encorajaram seu nascimento.
Mas em minha ignorância imagino que as oportunidades criadas através
dos computadores inspiraram Henriette Avram e companhia a aceitarem o
desafio de recriar nossa infra-estrutura profissional de um modo
revolucionário e perspicaz. Faríamos bem olharmos para o nosso passado
para obter a inspiração que precisamos para criar um futuro que nossos

864

�I_ _
;:;

So""'"

~de:

. .....
~

1iIItIt1tc.u

'"li

U.1
, .."lb1riu

Organização do conhecimento: indexação, catalogação, tesauros, ontologias, taxonomias,
padrões e protocolos (Z39.5, XML, etc.) e demais temas relacionados
Trabalho completo

.....
descendentes olharão para trás com admiração semelhante (TENNANT,
2004, p. 181 , tradução nossa).

Portanto, é preciso reagir para a mudança, mas, nem com desespero e nem
com entusiasmo . Preferivelmente, é entender a mudança em um nível fundamental
para manter uma atitude realista (SCHAMBER, 1996).

5 Considerações Parciais/Finais
Open Access, Open Source e Open Standards são três conceitos que
precisam receber maior atenção na área da Biblioteconomia. Pois todos os três
conceitos são importantes para as bibliotecas individualmente, mas eles podem ser
ainda mais benéficos quando são aproveitados simultaneamente. De acordo com
Sayão (2007) "Não se pode esperar absolutamente que esses itens possam ser
estudados de forma estanque; ao contrário, eles se mesclam [ .. .)" e são, cada vez
mais, interdependentes.
O Acesso Aberto é visto por muitos como a solução para o aumento dos
preços dos periódicos e como uma forma da sociedade receber melhor o
investimento que as agências de fomento governamentais realizam em pesquisas
(CORRADO , 2005). No entanto, as iniciativas de Acesso Aberto têm gerado uma
enorme quantidade de documentos que, por sua vez, são descritos por uma
infinidade de tipos de metadados. Neste sentido, no atual cenário informacional, em
que o catálogo MARC é uma fonte de informação entre muitas, que trabalham em
conjunto para atender às necessidades de um usuário de informação, serão
necessários dados precisos, completos e estruturados em cada uma dessas fontes .
Softwares de fonte aberta (Open Source) podem beneficiar as instituições e
unidades de informação, reduzindo custos de implantação e manutenção eliminando
a dependência dos fornecedores e permitindo maior flexibilidade.
Os Padrões Abertos (Open Standards) permitem a interoperabilidade entre
sistemas, pois facilitam a migração de dados e a existência de recursos diversos.
A iniciativa das regras de catalogação RDA, baseadas nos modelos
conceituais FRBR e FRAD, pode permitir ou incentivar catalogadores a colocar
menos enfase na formatação rígida de dados (por exemplo, a pontuação das ISBD)
em favor de uma maior ênfase sobre a utilidade real dos dados aos usuários.
Diante de todas estas considerações, aproveitando o atual momento de
mudanças e desafios como uma grande oportunidade e em consonância com
iniciativas internacionais 1, este White Paper sugere que as instituições brasileiras e
suas bibliotecas, centros de documentação, entre outros tipos de unidades de
informação, se articulem na criação efetiva de grupos de estudos multidisciplinares e
interinstitucionais sobre o futuro da catalogação e seu impacto nos acervos
nacionais, com o foco na realização de pesquisas na área da representação
descritiva, nas temáticas: RDA, FRBR e FRAD, nova estrutura bibliográfica,
metadados para recursos web 2.0 e multimídia, MODS, EAD, TEI , Dublin Core,
1 A Library of Congress está lançando uma revisão da estrutura bibliográfica para acomodar
melhor as necessidades futuras. O foco principal da iniciativa será a de determinar um caminho de
transição do MARC21 para uma nova estrutura , de modo a colher os benefícios das tecnologias mais
recentes e, preservando o intercâmbio de dados que tem apoiado o compartilhamento de recursos e
a redução dos custos na catalogação nas últimas décadas (LlBRARY OF CONGRESS , 2012 ,
tradução nossa) .

865

�". .
1
_ _
1l!i

~dc:

..... ..

=
i:i

Organização do conhecimento: indexação, catalogação, tesauros, ontologias, taxonomias,
padrões e protocolos (Z39.5, XML, etc.) e demais temas relacionados

1iWio1_

u.i.,.,.!I.nu

Trabalho completo

METS , IMS , LOM , etc., buscando novos conceitos, métodos, padrões e práticas, de
modo a discutir e repensar o papel dos catálogos, da catalogação e dos
catalogadores, levando em consideração os padrões abertos e a filosofia de acesso
aberto à informação.
Espera-se que com a criação desses grupos, obtenham-se resultados para
planejar ações práticas no tratamento da informação nos acervos bibliográficos
nacionais, assim como contribuir para a área da representação descritiva em âmbito
nacional e internacional.

866

�;g """",,,
~

Organização do conhecimento: indexação, catalogação, tesauros, ontologias, taxonomias,
padrões e protocolos (Z39.5, XML, etc.) e demais temas relacionados

IQoonIldr

~ =::~:-riN

Trabalho completo

6 Referências
ALVARENGA, L. A teoria do conceito revisitada em conexão com ontologias e
metadados no contexto das bibliotecas tradicionais e digitais. Datagramazero, 1998.
Disponível em : &lt; http://www.dgzero.org/dez01/F_1_art.htm &gt; Acesso em : 22 fev.
2012 .
CASTELLS, M. Castells defende a liberdade de compartilhar e reflete sobre
software livre. Entrevistador: Comciência . 2005 . Disponível em : &lt;
http://www.comciencia .br/200412/noticias/2005/castells.htm &gt;. Acesso em : 28
fev.2012 .
CORRADO, E. M. lhe Importance of Open Access, Open Source, and Open
Standards for Libraries. 2005 . Disponível em :&lt; http://codabox.org/15/1/istl.pdf &gt;.
Acesso em: 26 mar. 2012
DZIEKANIAK, G. V. Participação do bibliotecário na criação e planejamento de
projetos de softwares: o envolvimento com a tecnologia da informação. Revista
Digital de Biblioteconomia e Ciência da Informação. Campinas, v. 2, n.1, p. 3756 , jul./dez. 2004 . Disponível em :
&lt;http ://server01.bc.unicamp.br/revbib/sumario.php?vol=2&amp;num=1 &amp;mes=jul./dez.&amp;edi
t=3&amp;ano=2004&gt;. Acesso em : 23 set. 2011 .
FLAMINO, A N. MARC21 e XML como ferramentas para a consolidação da
catalogação cooperativa : uma revisão de literatura. 2003. 142 f. Trabalho de
Conclusão de Curso - Faculdade de Filosofia e Ciências, Universidade Estadual
Paulista - UNESP, Marília. 2003 .
FLAMINO, A N. MARCXML: um padrão de descrição para recursos informacionais
em Open Arhives. 2006. 164f. Dissertação (Mestrado em Ciência da Informação)Faculdade de Filosofia e Ciências, Universidade Estadual Paulista - UNESP,
Marília.2006 .
FLAMINO, AN ; SANTOS , P. L. V. AC . Open Archives: um novo modelo para a
comunicação científica . In : COSTA, S.M.S. et aI. (Ed .). 1a Conferência
Iberoamericana de Publicações Eletrônicas no Contexto da Comunicação Científica,
2006, Brasília, 1a CIPECC , p. 211-216. Disponível em : &lt;
http://portal.cid.unb.br/CIPECCbr/papers.php &gt; Acesso em : 05 mar. 2012 .
FLAMINO, AN .; SANTOS , P.L.v. AC .; FUJITA, M. S.L. Uma breve reflexão sobre
documento, estruturas textuais e a xml nos repositórios institucionais digitais. In:
FUJITA, Mariângela SPOTTI LOPES et aI. (Org .). A dimensão social da Biblioteca
digital na organização e acesso ao conhecimento: aspectos teóricos e aplicados.
São Paulo: Departamento Técnico do SIBi/USP ; IBICT, 2005. 2 v. p. 172-196. ISBN
857314032-1 . Disponível em : &lt; http://bibliotecascruesp.usp.br/3sibd/docs/flamino194.pdf &gt;. Acesso em : 02 mar. 2012.
LlBRARY OF CONGRESS. Bibliographic Framework Transition Initiative.
Disponível em : &lt;http://www.loc.gov/marc/transition/ &gt;. Acesso em : 26 mar. 2012.

867

�ii

SH*Wio

~

N.kJoNIdc

= ::=::riM

Organização do conhecimento: indexação, catalogação, tesauros, ontologias, taxonomias,
padrões e protocolos (Z39.5, XML, etc.) e demais temas relacionados
Trabalho completo

MARCUM, D. B. The Future of Cataloging . In : EBSCO LEADERSHIP SEMINAR,
2005, Boston, Massachussetts. Disponível em :
&lt;http ://www.loc.gov/library/reports/CatalogingSpeech.pdf&gt; . Acesso em : 09 mar.
2012 .
POUNTAIN , D. The Penguin Dictionary of Computing. New York: Penguin
Putnam . 2003.
RODRIGUES, E. Acesso livre ao conhecimento: a mudança do sistema de
comunicação da ciência e os profissionais de informação. Cadernos BAD, v. 1, p.
24-35, 2004. Disponível em :
&lt;http ://www.apbad .ptlCadernosBAD/Cadern02004/Rodrigues.pdf&gt; . Acesso em : 05
jan . 2012 .
SCHAMBER, L. What is a document? Rethinking the concept in uneasy times.
Journal of the American Society for information Science, v. 47, n. 9 p. 669-671 ,
1996.
SMIT, J . W. ; BARRETO, A. de A. Ciência da Informação: base conceitual para a
formação do profissional. In : VALENTIN , M. L. (Org.). Formação do profissional da
informação. São Paulo: Polis, 2002 . (Coleção Palavra-Chave, 13). Cap.1, p. 9-23.
TENNANT, R. A bibliographic metadata infrastructure for the twenty first century.
Library Hi Tech, v. 22, n. 2, p. 175-181 , 2004 .

868

�</text>
                  </elementText>
                </elementTextContainer>
              </element>
            </elementContainer>
          </elementSet>
        </elementSetContainer>
      </file>
    </fileContainer>
    <collection collectionId="49">
      <elementSetContainer>
        <elementSet elementSetId="1">
          <name>Dublin Core</name>
          <description>The Dublin Core metadata element set is common to all Omeka records, including items, files, and collections. For more information see, http://dublincore.org/documents/dces/.</description>
          <elementContainer>
            <element elementId="50">
              <name>Title</name>
              <description>A name given to the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51396">
                  <text>SNBU - Edição: 17 - Ano: 2012 (UFRGS - Gramado/RS)</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="49">
              <name>Subject</name>
              <description>The topic of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51397">
                  <text>Biblioteconomia&#13;
Documentação&#13;
Ciência da Informação&#13;
Bibliotecas Universitárias</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="41">
              <name>Description</name>
              <description>An account of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51398">
                  <text>Tema: A biblioteca universitária como laboratório na sociedade da informação.</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="39">
              <name>Creator</name>
              <description>An entity primarily responsible for making the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51399">
                  <text>SNBU - Seminário Nacional de Bibliotecas Universitárias</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="45">
              <name>Publisher</name>
              <description>An entity responsible for making the resource available</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51400">
                  <text>UFRGS</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="40">
              <name>Date</name>
              <description>A point or period of time associated with an event in the lifecycle of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51401">
                  <text>2012</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="44">
              <name>Language</name>
              <description>A language of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51402">
                  <text>Português</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="51">
              <name>Type</name>
              <description>The nature or genre of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51403">
                  <text>Evento</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="38">
              <name>Coverage</name>
              <description>The spatial or temporal topic of the resource, the spatial applicability of the resource, or the jurisdiction under which the resource is relevant</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51404">
                  <text>Gramado (Rio Grande do Sul)</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
          </elementContainer>
        </elementSet>
      </elementSetContainer>
    </collection>
    <itemType itemTypeId="8">
      <name>Event</name>
      <description>A non-persistent, time-based occurrence. Metadata for an event provides descriptive information that is the basis for discovery of the purpose, location, duration, and responsible agents associated with an event. Examples include an exhibition, webcast, conference, workshop, open day, performance, battle, trial, wedding, tea party, conflagration.</description>
    </itemType>
    <elementSetContainer>
      <elementSet elementSetId="1">
        <name>Dublin Core</name>
        <description>The Dublin Core metadata element set is common to all Omeka records, including items, files, and collections. For more information see, http://dublincore.org/documents/dces/.</description>
        <elementContainer>
          <element elementId="50">
            <name>Title</name>
            <description>A name given to the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="63276">
                <text>White Paper sobre Open Source, Open Access, Open Satndards e o futuro da catalogação.</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="39">
            <name>Creator</name>
            <description>An entity primarily responsible for making the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="63277">
                <text>Flamino, Adriana Nascimento</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="38">
            <name>Coverage</name>
            <description>The spatial or temporal topic of the resource, the spatial applicability of the resource, or the jurisdiction under which the resource is relevant</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="63278">
                <text>Gramado (Rio Grande do Sul)</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="45">
            <name>Publisher</name>
            <description>An entity responsible for making the resource available</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="63279">
                <text>UFRGS</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="40">
            <name>Date</name>
            <description>A point or period of time associated with an event in the lifecycle of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="63280">
                <text>2012</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="51">
            <name>Type</name>
            <description>The nature or genre of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="63282">
                <text>Evento</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="41">
            <name>Description</name>
            <description>An account of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="63283">
                <text>As discussões sobre o futuro da catalogação tem recebido maior atenção nos últimos dez anos, principalmente devido ao impacto do rápido desenvolvimento das tecnologias de informação e comunicação, no mesmo período, o que tem proporcionado o acesso à Web a qualquer momento e lugar. Tais discussões giram em torno da necessidade de uma nova estrutura bibliográfica para atender à demanda desta nova realidade do ambiente digital, ou seja, como as bibliotecas poderão tratar, armazenar, disponibilizar, compartilhar e integrar seus acervos (físicos, digitais ou digitalizados), na atual era pós-PC? Diante desta questão, Open Access, Open Source e Open Standards são três conceitos que precisam receber maior atenção nas áreas da Biblioteconomia e Ciência da Informação, pois acredita- se que sejam elementos fundamentais para a mudança de paradigma da representação descritiva, atualmente baseada conceitualmente no item físico ao invés do trabalho intelectual. Este trabalho tem como objetivo levantar e discorrer sobre tais questões e instigar profissionais da informação, em especial os Bibliotecários, a pensar, discutir e propor iniciativas para tais problemas, contribuindo e compartilhando ideias e possíveis soluções, em equipes multidisciplinares. Ao final é sugerida a criação efetiva de grupos de estudos multidisciplinares e interinstitucionais sobre o futuro da catalogação e seu impacto nos acervos nacionais, de forma a contribuir para a área da representação descritiva em âmbito nacional e internacional.</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="44">
            <name>Language</name>
            <description>A language of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="69433">
                <text>pt</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
        </elementContainer>
      </elementSet>
    </elementSetContainer>
  </item>
  <item itemId="5933" public="1" featured="0">
    <fileContainer>
      <file fileId="4997">
        <src>http://repositorio.febab.org.br/files/original/49/5933/SNBU2012_072.pdf</src>
        <authentication>3ca28ac6823ecb5e49fa7481d1186d73</authentication>
        <elementSetContainer>
          <elementSet elementSetId="4">
            <name>PDF Text</name>
            <description/>
            <elementContainer>
              <element elementId="92">
                <name>Text</name>
                <description/>
                <elementTextContainer>
                  <elementText elementTextId="63275">
                    <text>i! """"'"
MaooNlck

~

=

:,

Organização do conhecimento: indexação, catalogação, tesauros, ontologias, taxonomias,
padrões e protocolos (Z39 .5, XM L, etc.) e demais temas relacionados

IiWitt.UJ
1I....111~

ORGANIZAÇÃO E ACESSO À INFORMAÇÃO
EM BIBLIOTECAS MÓVEIS: O CASO DO PROGRAMA CARROBIBLIOTECA: FRENTE DE LEITURA DO CENEX/ECI/UFMG
Gracielle Mendonça Rodrigues Gomes 1, Aline Alves de Almeida2,
Wellington Marçal de Carvalho3
Especialista em Gestão de Arquivos e Documentos , Bibliotecária , UFMG, Belo Horizonte,
Minas Gerais
2 Especialista em Gestão e Desenvolvimento Web , Bibliotecária , UFMG, Belo Horizonte,
Minas Gerais
3 Mestrando em Letras (PUC Minas, Bolsista CAPES) , Bibliotecário, UFMG, Belo Horizonte,
Minas Gerais
1

Resumo

o "Programa Carro-Biblioteca/Frente de Leitura" da Escola de Ciência da
Informação da Universidade Federal de Minas Gerais é o segundo programa de
extensão da UFMG, sido criado em 1973, através de um convênio com o Instituto
Nacional do Livro. Desde então, atua para incentivar a leitura e a cidadania; contribui
para a democratização da informação; promove ações culturais e educativas; presta
assessoria às comun idades na organização e formação de bibliotecas e espaços de
leitura; funciona como ambiente para pesquisa e treinamento discente,
proporcionando a relação entre o ensino, a pesquisa e a extensão da universidade.
Nesse contexto, descrever-se-á, no presente trabalho, a fase de tratamento
informacional aplicado ao acervo do Carro-Biblioteca. Serão abordadas as etapas de
avaliação e seleção do acervo, processamento técnico e o início da consolidação de
políticas, específicas para este tipo de Biblioteca e sua finalidade , para regulação do
desenvolvimento e preservação do seu acervo e, para, além disso, a concatenação
e estabelecimento das diretrizes que nortearam a catalogação dos materiais. Por
fim , o trabalho de tratamento da informação realizado, validará a razoabilidade de se
considerar, como alguns estudos teóricos já apontaram , a importância do
investimento perene no Programa Carro-Biblioteca, sem ignorar, inclusive, a sua
contribu ição fundamental enquanto laboratório para a formação dos novos
bibliotecários da Escola de Ciência da Informação da UFMG.
Palavras-Chave:
Bibliotecas-automação; Catálogos de bibliotecas
itinerantes; Bibliotecas-serviço de extensão; Carros-biblioteca .

online;

Bibliotecas

Abstract
The "Library Bus Program / Reading Front" from Information Science School
of the Minas Gerais Federal University is the second UFMG extension programo It
was created in 1973, by an agreement with the National Institute of Book. Since then,
it acts to stimulate the reading and citizenship; it contributes to the democratization of
information; it promotes cultural and educational actions; it provides assistance to
communities in the organization and formation of libraries and reading spaces; it

842

�i! """"'"
MaooNlck

~

=

:,

Organização do conhecimento: indexação, catalogação, tesauros, ontologias, taxonomias,
padrões e protocolos (Z39 .5, XM L, etc.) e demais temas relacionados

IiWitt.UJ

1I....111~

functions as research and training environment for students. In this context, it will be
described in this paper the information treatment phase applied to the Library Bus
collection . It will be discussed the stages of evaluation and selection of the collection ,
technical processing, and the beginning of the consolidation policy, specific to this
type of library, and its purpose, for regulating the development and preservation of its
collection , and , furthermore , the concatenation and establishment of the guidelines
for cataloging of materiais. It should also say that the decisions taken for cataloging,
c1assification, preparation of the works for circulation has not distanced itself in any
way, of what is practiced in other libraries of system . Although belonging to a
traveling Iibrary, that supplies service to outlying communities, precisely for that
reason, it was kept on the methodological standardization . Finally, the information
processing work that was done will validate the reasonableness of considering the
importance of perennial investment on Library Bus Program , without ignoring even its
key major contribution as a laboratory for the training of new librarians of the UFMG
Information Science School.
Keywords:
Libraries - automation ; Online Iibraries catalogs; Iibraries - extension service;
Traveling libraries; Library Bus.

1 Introdução
A atmosfera desinquietante provocada pelo mineiro de Poços de Caldas,
estudioso da literatura brasileira e estrangeira, Antonio Cândido de Mello e Souza,
em seu texto gestado nos idos de 1988, nomeado 'Direito à literatura', detonador de
uma pletora de discussões, funcionou como espécie de fonte inspiradora para dotar
de pertinência este trabalho.
Felizmente a Biblioteconomia permite verificar - a experiência a seguir
relatada constitui um exemplo disso - através de seu mecanismo potencializador de
reorganização social , a Biblioteca, organismo vivo, como vaticinara Ranganathan ,
seja de que natureza for, permite, "[.. .] de qualquer modo, no meio da situarão atroz
Como
em que vivemos, [a existência] de perspectivas animadoras."
messianicamente aludia Antonio Cândido, no mencionado texto.
A literatura , o acesso às obras literárias, é tão essencial ao processo de
humanização quanto o é o direito ao lar, à educação, à saúde , etc. Nisso reside a
relevância do trabalho realizado, há mais de três décadas, pelo Programa CarroBiblioteca, projeto de extensão da Escola de Ciência da Informação da Universidade
Federal de Minas Gerais que, incansavelmente, intenta fazer chegar às populações
periféricas de Belo Horizonte e da Região Metropolitana da capital mineira, os
serviços informacionais ofertados em qualquer biblioteca trad icional.
Importa, para os fins deste Sem inário Nacional, enfatizar a otimização da
amplitude de disseminação, quer da existência do Programa Carro-Biblioteca ,
1 CÂNDIDO , Antônio. Direito à literatura. In: _ _ (Org .). Vários escritos. 4. ed . São Paulo: Ou ro
sobre Azul, 2004. p. 170. Mimeografado.
o

843

�i! """"'"
MaooNlck

~

=

:,

Organização do conhecimento: indexação, catalogação, tesauros , ontologias, taxonomias,
padrões e protocolos (Z39 .5, XML, etc.) e demais temas relacionados

IiWitt.UJ
1I....111~

induzindo, por isso, incremento em sua demanda pelas pessoas em cujas
localidades ainda não se têm acesso a acervos culturais dessa natureza; como
também, destacar a relação direta que a efetivação de uma atividade específica do
trabalho do Bibliotecário, a informatização de acervos, atua em parceria, para o
alcance de públicos sequer imaginados em tempo anterior ao implemento do
catálogo on-line dessa Biblioteca Itinerante.
Assim, descrever-se-á aqui, a fase de tratamento informacional aplicado ao
acervo do Carro-Biblioteca . Serão abordadas as etapas de avaliação e seleção do
acervo, processamento técnico e o início da consolidação de políticas, específicas
para este tipo de Biblioteca e sua finalidade, para regulação do desenvolvimento e
preservação do seu acervo e, para além disso, a concatenação e estabelecimento
das diretrizes que nortearam a catalogação dos materiais.
Por fim , o trabalho de tratamento da informação realizado, validará a
razoabilidade de se considerar, como alguns teóricos já apontaram, a importância do
investimento perene no Programa Carro-Biblioteca , sem ignorar, inclusive, a sua
contribuição fundamental enquanto laboratório para a formação dos novos
bibliotecários da Escola de Ciência da Informação da UFMG.

2 Revisão de Literatura
2.1 A Extensão na Escola de Ciência da Informação da UFMG: o
Programa Carro-Biblioteca
A extensão universitária oferece ao público externo o conhecimento adquirido
através da pesquisa e do ensino, com a intenção de modificar a realidade social,
intervir em suas deficiências e por meio dessa ação produzir novos conhecimentos.
Segundo Cabral e Dumont (1990), a extensão universitária é uma prática que visa
propiciar a inserção da universidade no contexto social , manter o contato direto com
o público externo, possibilitar a renovação das práticas pedagógicas e a
reelaboração constante dos conhecimentos teóricos.
De acordo com a Pró-reitoria de Extensão da Universidade Federal de Minas
Gerais (PROEX) (2012), a Extensão na UFMG tem início informalmente em 1930,
com a realização de conferências, e em 1932 é institucionalizada. Segundo o
regimento geral da UFMG, a extensão é uma atividade identificada com os fins da
universidade; é um processo educativo, cultural e científico articulado com o ensino
e a pesquisa, de forma indissociável, ampliando a relação entre a universidade e a
sociedade. As diretrizes da Extensão são: indissociabilidade entre ensino, pesquisa
e extensão; interdisciplinaridade; impacto e transformação e interação dialógica.
Na Escola de Ciência da Informação (ECI) da UFMG, o Centro de Extensão
(CENEX) foi criado em 1972, pela Congregação da Escola e sua política tem sido a
de desenvolver programas e projetos através de uma abordagem de aproximação
com as comunidades de forma integrada, ativa e dinâmica. Ocupa-se, também, com
a divulgação de estágios, bolsas de pesquisa e oportunidades de trabalho para os
alunos de graduação da ECI.
O "Programa Carro-Biblioteca/Frente de Leitura" da Escola de Ciência da
Informação é o segundo programa de extensão da UFMG, sido criado em 1973,
através de um convênio com o Instituto Nacional do Livro (INL) . Desde então, atua

844

�i! """"'"
MaooNlck

~

=

:,

Organização do conhecimento: indexação, catalogação, tesauros , ontologias, taxonomias,
padrões e protocolos (Z39 .5, XML, etc.) e demais temas relacionados

IiWitt.UJ

1I....111~

para incentivar a leitura e a cidadania, contribuir para a democratização da
informação, promover ações culturais e educativas, prestar assessoria as
comunidades na organização e formação de bibliotecas e espaços de leitura; atua
como ambiente para pesquisa e treinamento discente, proporcionando a relação
entre o ensino, a pesquisa e a extensão da universidade.
Conforme Cabral e Dumont (1990) , o primeiro veículo do Programa foi uma
Kombi doada pelo o INL, sendo substituída por um micro-ônibus em junho de 1988,
especialmente adaptado para comportar o acervo a ser levado às comunidades. Em
2007, de acordo com Sirihal Duarte (2009), o micro-ônibus foi substituído por um
ônibus urbano, através da parceria entre a Fundação Municipal de Cultura (FMC) e o
(CENEX/ECI), que além do espaço de biblioteca móvel foi adaptado para oferecer
serviços de um telecentro. Segundo Ferreira e Cassimira (2006), para implementar o
telecentro e equipar o Programa de recursos tecnológicos foi viabilizado cinco
computadores com conexão a internet via satélite, além de televisão , câmera
fotográfica , telão para projeções, impressoras, aparelhos de DVD e aparelho de
som .
Ainda em 2011, para revitalizar os recursos tecnológicos, aperfeiçoar os
serviços oferecidos, solucionar os problemas enfrentados na execução das
atividades no telecentro e automatizar as tarefas e rotinas de atendimento ao
usuário, processos técnicos e informações gerenciais foram adquiridos novos
equipamentos, tais como: câmera fotográfica , câmera filmadora, memórias portáteis,
notebooks, baterias externas para notebooks, modens para acesso à internet 3G,
impressora e geladeira portátil.
Em 2012, o Carro-Biblioteca completa 39 anos de atendimento a crianças,
jovens, adultos e idosos de populações carentes promovendo a aproximação com o
universo literário e a ampliação do nível informacional dos usuários. Durante a sua
existência o Programa, segundo Reis e Cabral (2004, p. 1-2), 'l ..] tem centrado sua
atuação junto às camadas populares, que em geral não dispõem de recursos para
aquisição de livros ou para a locomoção às bibliotecas públicas localizadas na região
central de Belo Horizonte".
Conforme Reis e Cabral (2004), o Programa Carro-Biblioteca pretende
ampliar a oferta de fontes de informação incluindo também as eletrônicas. A internet
oferece grande atrativo junto às classes populares, possibilita a obtenção e a troca
de informações, e através do uso das suas possibilidades de interatividade oferecer
a crianças, jovens e adultos recursos para alcançarem a necessária inclusão digital.
Ao disponibilizar às comunidades carentes recursos tecnológicos há possibilidade de
ampliar as atividades educativas e culturais dos usuários, introduzindo recursos que
incrementem os serviços prestados.
Cada comunidade atendida pelo Programa recebe a visita uma vez por
semana em local fixo, no qual o Carro permanece por um período de duas horas e
são desenvolvidas várias atividades no intuito de incentivar a leitura e atender as
demandas informacionais dos usuários. As comunidades visitadas, em 2012 , pelo
Carro-Biblioteca são: Minas Caixa , Bonsucesso , Goiânia, Lagoa e Morada do Rio.
De acordo com Relatório das atividades desenvolvidas pelo CENEX
Programa Carro-Biblioteca: frente de leitura - ano base 2009, através de uma
metodologia participativa e dia lógica, criada nas comunidades, o Carro-Biblioteca,
com seu ambiente descontraído e agradável , visa a manter e fortalecer a fidelidade
dos seus usuários antigos, além da promoção de atividades culturais junto às

845

�i! """"'"
MaooNlck

~

=

:,

Organização do conhecimento: indexação, catalogação, tesauros , ontologias, taxonomias,
padrões e protocolos (Z39 .5, XML, etc.) e demais temas relacionados

IiWitt.UJ

1I....111~

comunidades, tais como contação de histórias, concursos de redação e poesia,
exposição de desenhos, teatro, oficinas de inclusão digital e outras, para conquistar
novos usuários a cada dia.
Outros serviços são oferecidos pelo Carro-Biblioteca dos quais citam-se: o
atendimento, a orientação para leitura, à pesquisa escolar e o estudo autônomo, a
divulgação de informações no Carro-Biblioteca , em locais das comunidades, e
através das redes sociais e do site do Programa, o empréstimo, a reserva e a
renovação do acervo, a distribuição do Boletim Bairro a Bairro e a realização de
oficinas de inclusão digital.
Os usuários do Carro-Biblioteca são formados por crianças e jovens, de todas
as idades e sexos, adultos e idosos, principalmente, do sexo feminino . Quanto à
escolha de leitura dos usuários, nos últimos anos, as preferências dos leitores foram
pelos gibis (histórias em quadrinhos), a literatura infanto-juvenil, os romances
seriados como Júlia, Sabrina e Bianca , as revistas, livros sobre culinária , artesanato
e religião, a literatura estrangeira e a brasileira . Vários moradores das comunidades,
principalmente crianças e jovens, interessam-se pelo Carro-Biblioteca devido à
disponibilidade de computadores e do acesso à internet.
Para ampliar as atividades oferecidas e implementar o desenvolvimento da
pesquisa acadêmica e o treinamento dos discentes, o Carro-Biblioteca é integrado,
atualmente, por projetos que são coordenados por professores da ECI e
bibliotecários e conduzidos pelos bolsistas nas comunidades atendidas
desenvolvendo suas propostas e metodologias.
De acordo com o Sistema de Informação da Extensão (SIEX) da UFMG
(2012), os projetos e os respectivos objetivos são:
a) Encontros de Leitura: promover o acesso das populações visitadas pelo carrobiblioteca aos materiais de leitura informativa e literária disponibilizando-lhes
atenção e orientação na escolha e na utilização dos livros, jornais, revistas,
obras de referências e outros suportes informacionais disponíveis no carro,
em forma impressa ou digital;
b) Boletim Bairro a Bairro: criar instrumentos de informação e de comunicação
entre as comunidades atendidas pelo Carro-Biblioteca, em consonância com
as concepções metodológicas que orientam o Programa Carro-Biblioteca :
Frente de Leitura, contemplando a participação das comunidades atendidas e
discutindo a importância da leitura, e a função social das bibliotecas enquanto
espaço de acesso à informação para a construção da cidadania ;
c) Educação para preservação - uma estratégia para conservação de material
bibliográfico: desenvolver ações na área de educação para a preservação
através de atividades que possibilitem a formação, o treinamento e a
conscientização do público alvo em termos da conservação dos acervos
bibliográficos;
d) Conto e reconto : despertar nas crianças e adolescentes, através da contação
de histórias, um anseio mais profundo pela leitura e uma interação com a
mesma, persuadindo-os a buscarem suas próprias leituras e criarem suas
histórias;
e) A cidadania da infância em hipermídia - educação para os direitos da criança :
divulgar os direitos da criança e do adolescente de modo claro, agradável e
acessível , junto ao público infanto-juvenil e educadores em direitos humanos.

846

�i! """"'"
MaooNlck

~

=

:,

Organização do conhecimento: indexação, catalogação, tesauros , ontologias, taxonomias,
padrões e protocolos (Z39 .5, XML, etc.) e demais temas relacionados

IiWitt.UJ

1I....111~

Fomentar o processo conscientização sobre os direitos da criança e do
adolescente, junto a instituições sociais, educacionais e culturais;
f) Inclusão digital - o Carro-Biblioteca da UFMG como te/ecentro: aprofundar e
estender a questão da informação, da comunicação e do conhecimento
através das práticas de inclusão no telecentro do carro-biblioteca da UFMG.
Dumont (1990) enfatiza que a leitura é um elemento essencial no processo se
obter informação. É aconselhável que as pessoas leiam mais para contribuir para o
próprio desenvolvimento intelectual. A leitura deve ser democratizada e é nesse
desafio que o Carro-Biblioteca pode colaborar: atingir as camadas mais pobres,
onde a leitura não é difundida nem estimulada . Jorge e Jorge (2006) afirmam que
fornecendo o que realmente possa interessar à determinada população, o CarroBiblioteca pretende vencer o desafio de despertar o gosto pela leitura e propiciar o
acesso às novas tecnologias da informação.

2.2 Organização e tratamento de acervos informacionais: a catalogação
em foco
Partindo do pressuposto de que para que uma Biblioteca, independentemente
de sua tipologia, possa atender às necessidades de seus usuários, ela tem que estar
organizada, o Programa Carro-Biblioteca deu início ao seu projeto de organização e
automação de seu acervo.
O objetivo principal foi garantir que todas as atividades que visam à
disseminação e recuperação da informação contida em seu acervo fossem
realizadas com maior agilidade e precisão com uso das tecnologias e ferramentas
destinadas a este fim . Ademais, hoje é quase impossível para as bibliotecas realizar
um serviço de qualidade sem o auxílio da tecnologia .

°

cenário indica que se as bibliotecas e arquivos quiserem oferecer melhor
serviço aos usuários e cumprir a sua missão, necessário se torna
acompanhar passo a passo o desenvolvimento da sociedade , entender com
melhor precisão os hábitos e os costumes dos usuários, adaptar as
tecnologias às necessidades e quantidades de informação de que dispõem,
e utilizar um sistema informatizado gue privilegie todas as etapas do ciclo
documental, em que a escolha recaia sobre uma ferramenta que contemple
os recursos hoje disponíveis, sem se tornar obsoleta a médio e longo
prazos. (CÔRTE et ai. apud COUTO , 2005, p. 106-107, grifo nosso)

Dadas estas considerações iniciais, faz-se necessário refletir sobre as
temáticas envolvidas no processo que nortearam toda a estratégia dos serviços
realizados. No que se refere à representação do conteúdo informacional, parte-se do
conceito geral de catalogação para, posteriormente, definir o tipo empregado.
Relembrando a definição de Mey (1995, p. 5), "catalogação é o estudo,
preparação e organização de mensagens codificadas, com base em itens existentes
ou passíveis de inclusão em um ou vários acervos, de forma a permitir interseção
entre as mensagens contidas nos itens e as mensagens internas dos usuários". Por
meio da catalogação é que os itens serão reunidos de acordo com suas
semelhanças e que os usuários poderão ter uma dimensão se uma determinada
biblioteca irá supri-los de suas necessidades informacionais.
No caso específico do acervo do Programa Carro-Biblioteca, além de se ter

847

�i! """"'"
MaooNlck

~

=

:,

Organização do conhecimento: indexação, catalogação, tesauros , ontologias, taxonomias,
padrões e protocolos (Z39 .5, XML, etc.) e demais temas relacionados

IiWitt.UJ

1I....111~

em mente esta prerrogativa , foi preciso definir o método a ser adotado para a fase
da catalogação.
A Catalogação Cooperativa considera o princípio de que
uma biblioteca jamais deveria catalogar novamente um material que já foi
catalogado por outra biblioteca; para cada material que chega à mesa do
catalogador, é necessário saber antes se alguém , em algum outro lugar do
país ou do mundo, já o catalogou; se o material já tiver sido catalogado,
todos os esforços devem ser envidados para se ter acesso a essa
catalogação e aproveitá-Ia. A tecnologia existe para diminuir a quantidade
de trabalho repetitivo. (BALBY, 1995, p. 30) .

Os recursos tecnológicos atualmente disponíveis permitem realizar esse
trabalho de forma ágil e compartilhada, com todos os requisitos de qualidade,
recomendando-se tanto o planejamento adequado, de acordo com padronização
internacional, como a busca de serviços especializados de comprovada
competência, a fim de que os projetos possam ser desenvolvidos com sucesso.
Sendo assim, o Programa Carro-Biblioteca está inserido num ambiente em
que foi possível usar estes dois métodos, cumprindo os quesitos de qualidade. A
começar pelo próprio catálogo do Sistema de Bibliotecas da UFMG, que constitui
uma importante fonte para a cooperação de registros bibliográficos.
E finalmente , vale esclarecer que, ao fazer parte do Sistema de Bibliotecas da
UFMG, o Programa não precisou adquirir o software. Desde 2004 , o Sistema utiliza o
Pergamum - Sistema Integrado de Bibliotecas - que está entre os principais
softwares pagos disponíveis no mercado brasileiro. Sua estrutura está dividida em
módulos, compreendendo todas as situações envolvendo gestão de bibliotecas, bem
como o tratamento da informação.

o sistema presta serviços de manutenção e suporte técnico a distancia e
in loco , treinamentos , cursos de AACR2 , MARC21 bibliográfico e
autoridades, com manuais em português e tem como característica a
forma de trabalho, que torna os clientes parceiros da equipe Pergamum ,
para sugerir a criação de novos serviços/produtos que dentro da
viabilidade são atendidos , desde que toda a Rede se beneficie. O sistema
oferece atualizações das versões do software sem custo adicional aos
seus clientes, cada atualização inclui melhorias e acréscimos de opções
para serviços, relatórios etc . (ANZOLlN , 2009, p. 498)

Sobre os conceitos acima levantados, conclui-se que os catálogos
bibliográficos das instituições de ensino, pesquisa e extensão estarão mais
preparados para prover o acesso às informações de seus acervos a sua
comunidade, além de participar de trabalhos cooperativos e de intercâmbio
internacional, desde que aperfeiçoem seus procedimentos gerenciais e
operacionais.

3 Materiais e Métodos
A partir de 30/04/2008, de acordo com o Dossiê com o Histórico de Reuniões,
Comunicações e Contatos para Integração do Acervo Patrimoniado do CarroBiblioteca foram baixados os 4.134 itens que haviam sido repassados da Biblioteca
Universitária para o Carro-Biblioteca com número de patrimônio. Houve a mudança

848

�i! """"'"
MaooNlck

~

=

:,

Organização do conhecimento: indexação, catalogação, tesauros , ontologias, taxonomias,
padrões e protocolos (Z39 .5, XML, etc.) e demais temas relacionados

IiWitt.UJ

1I....111~

da condição de bens de natureza permanente para bens de consumo e, a essas
obras, foram atribuídas etiquetas 1999 .. ., como forma de incluir, posteriormente
esses itens no Sistema de Gerenciamento de Bibliotecas. Nessa nova classificação,
também estariam incluídas as futuras aquisições de forma a evitar problemas e
todas as outras obras que já faziam parte do acervo. Esta decisão foi tomada para
atender as particularidades do Programa que não conta com as mesmas condições
de controle de acervo que as outras bibliotecas da UFMG.
Para automatizar o catálogo do Carro-Biblioteca , foi selecionado o pergamum
- Sistema Integrado de Bibliotecas - que é um sistema informatizado de
gerenciamento de dados, direcionado aos diversos tipos de Centros de Informação.
Este sistema já é utilizado pelas bibliotecas que compõem o Sistema de Bibliotecas
da UFMG.
Em janeiro de 2009 , foi instalado o Sistema Pergamum em dois computadores
do CENEX pelo Setor de Tecnologia da Informação (Automação) da Biblioteca
Universitária (BU) que é o Órgão Suplementar vinculado à Reitoria , responsável
tecnicamente pelo provimento de informações necessárias às atividades de Ensino,
Pesquisa e Extensão da Universidade, como também pela coordenação técnica,
administração e divulgação dos recursos informacionais das bibliotecas do Sistema.
Antes de iniciar as atividades de catalogação , foi realizado um treinamento
básico do formato MARC 21 e do módulo de Catalogação do Pergamum para a
bibliotecária do Programa Carro-Biblioteca , pelo Setor de Tratamento da Informação
(CCOC) da BU, preparando-a para começar o processo de catalogação, de acordo
com as normas adotadas pelo Sistema de Bibliotecas da UFMG. O formato MARC
21 é um padrão de intercâmbio legível por máquina que possibilita a otimização e a
cooperação do serviço de catalogação, facilitando a disseminação e a recuperação
da informação.
Ainda, a descrição foi baseada no Código de Catalogação Anglo-Americano
(Angfo-American Catafoguing Rufes - AACR2) que é um conjunto de regras para a
criação de descrições bibliográficas e para a escolha das entradas e formatos de
cabeçalhos. Foi utilizado o cabeçalho de assunto da Rede Bibliodata para o controle
de autoridades.
A técnica de classificação utilizada foi a Classificação Decimal de Dewey
(CDD), que utiliza a numeração decimal, partindo do desdobramento de um tema
geral para o específico . A CDD já era adotada pelo Carro-Biblioteca, mas a coleção
foi reavaliada e, em algumas áreas, foram classificadas mais detalhadamente, como
por exemplo, a literatura brasileira que era classificada apenas como B869 e passou
a ser subdividida pelas classes B869.1 - poesia brasileira , B869.2 - teatro brasileiro,
B869.3 - ficção brasileira, e assim por diante, de maneira a tornar mais eficiente o
atendimento das demandas dos usuários.
Para formar o número de chamada , junto ao número de classificação são
adotadas as três primeiras letras do último sobrenome do autor (se houver) e, em
seguida, as três primeiras letras do título (excetuando-se os artigos iniciais). As
informações referentes ao volume, edição (a partir da segunda) e o número do
exemplar correspondente a cada obra também deve ser incluído.
A catalogação cooperativa favorece a integração de dados bibliográficos e
catalográficos. Seu principal objetivo é intercambiar a informação catalogada entre
bibliotecas fazendo com que uma obra já catalogada não precise ser descrita
novamente por outra biblioteca e, com isso, torna-se possível alcançar significativa

849

�i! """"'"
MaooNlck

~

=

:,

Organização do conhecimento: indexação, catalogação, tesauros , ontologias, taxonomias,
padrões e protocolos (Z39 .5, XML, etc.) e demais temas relacionados

IiWitt.UJ

1I....111~

economia de tempo de trabalho. A catalogação cooperativa é possível através da
adoção de padrões e normas internacionais como (MARC21 e AACR2) e a
disponibilidade dos catálogos para as instituições através de CD-ROM ou internet.
No Programa Carro-Biblioteca foram acessados, via internet, os catálogos do
Sistema de Bibliotecas da UFMG, Biblioteca Nacional, Rede Pergamum e Biblioteca
Pública Estadual Luiz de Bessa.
No mês de abril de 2009, foram realizadas configurações no Pergamum para
impressão de etiquetas de código de barras, código da biblioteca , tipo de usuário,
modo de empréstimo, de maneira a atender as particularidades de uma biblioteca
itinerante e de um serviço de extensão bibliotecária que faria parte do Sistema de
Bibliotecas da UFMG. Posteriormente, foram iniciadas as atividades de catalogação
do acervo do Carro-Biblioteca, com as obras adquiridas na modalidade compra , nos
anos de 2007/2008. Estes materiais bibliográficos foram adquiridos para atualizar o
acervo do Carro e, portanto, tinham prioridade para serem tratados e
disponibilizados para os usuários.
Devido à mudança da condição de bens de natureza permanente para bens
de consumo, o acervo incorporado no Sistema Pergamum recebe um número de
registro com as etiquetas 1999 ... para o controle destes bens somente em nível
gerencial e do Sistema, sendo possível avaliar possíveis perdas nos empréstimos e
melhorar o atendimento das necessidades dos usuários em futuras aquisições.
Para disponibilizar, imediatamente, as últimas aquisições aos usuários, foram
mantidos nas obras catalogadas no Pergamum , os bolsinhos, as papeletas e as
fichas para realizar o empréstimo manual até a implantação e automatização dos
serviços de circulação e empréstimo nas 05 comunidades atendidas atualmente pelo
Carro-Biblioteca.
Entre julho e agosto de 2009 , foi oferecido pelo Setor de Tratamento da
Informação do Sistema de Bibliotecas da UFMG, outro curso de AACR2 e MARC,
mais completo, continuando o treinamento dos profissionais bibliotecários
responsáveis pelo trabalho de catalogação no Sistema de Bibliotecas da UFMG.
Inicialmente, a catalogação era realizada apenas pela bibliotecária que ainda
se ocupava das atividades de administração, referência, organização de eventos
culturais, avaliação das solicitações de comunidades para atendimento do Carro e
treinamento de discentes para a realização das rotinas do Carro-Biblioteca. Adiante,
foram treinadas duas bolsistas, alunas do curso de graduação em Biblioteconomia,
que iniciaram nos últimos meses de 2009 e foram treinadas para auxiliar nas
atividades de preparo e processamento técnico do acervo com a constante
supervisão da bibliotecária responsável.
Depois de terminada a catalogação das obras mais recentes, iniciou-se o
processo de catalogação dos livros e obras de referências que já faziam parte do
acervo . No entanto, chegou-se à conclusão que todo acervo deveria passar por uma
reavaliação e seleção antes de serem incorporados no Pergamum . Estes materiais
foram reavaliados e selecionados tendo em conta as demandas dos usuários, além
de considerar critérios como: atualidade da informação, autoridade do autor ou
editor, escassez de material sobre o assunto no acervo, qualidade do assunto, estar
íntegro e em boas condições de uso e quantidades de exemplares necessários para
atender a demanda dos usuários.
Os materiais bibliográficos que não foram incorporados no Sistema
Pergamum foram repassados para outras bibliotecas de projetos comunitários e

850

�i! """"'"
MaooNlck

~

=

:,

Organização do conhecimento: indexação, catalogação, tesauros , ontologias, taxonomias,
padrões e protocolos (Z39 .5, XML, etc.) e demais temas relacionados

IiWitt.UJ

1I....111~

sociais para colaborar em ações de incentivo à leitura e para a formação de espaços
de leitura.
Em 2011, durante o período de 07/02 a 22/02 foi oferecido o treinamento de
Cabeçalhos de Autoridades para qualificar os catalogadores do Sistema de
Bibliotecas da UFMG no uso do formato MARC 21 para dados de autoridade e sua
aplicação na criação de registros de autoridade.
No mês de outubro de 2011, foram contratados 03 bibliotecários servidores
públicos com experiência em catalogação no Sistema pergamum e conhecimentos
em MARC 21 e AACR2 para concluírem a catalogação do acervo do CarroBiblioteca até o mês de dezembro de 2011 . Durante este período foram catalogados:
livros sobre História e Geografia, biografias, livros infanto-juvenis, revistas, gibis,
romances em série, filmes e desenhos em OVO, audiolivros e as novas aquisições.
As revistas, os gibis e os romances em série estão entre os materiais mais
emprestados pelo Carro-Biblioteca . Assim, entendeu-se a necessidade de tratá-los e
divulgá-los e, acima de tudo, agregar-lhes valor por meio do trabalho especializado
dos bibliotecários. A metodologia adotada para a catalogação foi baseada no
tratamento empregado pela Biblioteca Nacional, mas adaptando as necessidades
dos usuários da biblioteca e as regras do Sistema de Bibliotecas da UFMG.
Os romances em série foram classificados na classe mais geral da literatura,
como RS 800 , e para reunir nas estantes todos os itens da mesma série, o número
de classificação foi seguido das três primeiras letras da série, como por exemplo,
série Bestseller utilizou BES, portanto, a formação do número de chamada fica como
RS 800 BES. Na descrição foram utilizadas as áreas referentes ao título e indicação
de responsabilidade, publicação, descrição física, série e número do volume, notas e
pontos de acesso.
As revistas foram classificadas em 050 (Publicações Seriadas - Periódicos), a
descrição inclui as áreas de número normalizado, título, publicação, detalhes
específicos do material, publicação, descrição física, notas, pontos de acesso,
endereço eletrônico e coleção da biblioteca . Em seguida , os exemplares foram
cadastrados no Kardex .
Os gibis foram classificados em 741 .5 (Cartoons, Caricaturas e Histórias em
Quadrinhos) , seguido da sigla GIB, assim , todos os gibis possuem o número de
chamada 741 .5 GIB. Na descrição foram utilizadas as áreas de título, extensão do
item e pontos de acesso. Todos os volumes com o mesmo título receberam códigos
de barra diferentes e foram cadastrados em um único registro.

4 Resultados Parciais/Finais
Conforme mencionado, todo o processo consistia a princípio em otimizar
todas as atividades inerentes à disseminação e recuperação da informação de
acordo com as tecnologias vigentes. Os resultados têm sido bastante satisfatórios,
na medida em que, além de cumprir com o objetivo básico, trouxeram melhorias em
diferentes instâncias de toda a operação.
Ao dar entrada dos materiais bibliográficos no Pergamum , foi possível
produzir relatórios e obter informações acerca do encaminhamento dessa atividade
e checar se a estratégia definida estava sendo bem sucedida . A ferramenta Relatório
de Produção por Usuário, por exemplo, foi bastante útil para ter uma exatidão do que

851

�i! """"'"
MaooNlck

~

=

:,

Organização do conhecimento: indexação, catalogação, tesauros , ontologias, taxonomias,
padrões e protocolos (Z39 .5, XML, etc.) e demais temas relacionados

IiWitt.UJ

1I....111~

estava sendo produzido por dia e fazer os ajustes necessários em virtude do tempo,
quando preciso. Ela permitiu que o processo de catalogação fosse cumprido em
tempo hábil.
No decorrer da inserção dos materiais no Sistema, o público ao qual o projeto
se destina já começou a visualizar parte do conteúdo do acervo, e através da
consulta ao catálogo online houve um aumento na demanda. Houve, inclusive,
interesse do restante de outros usuários da comunidade acadêmica da Universidade
em fazer empréstimo de alguns itens, ao ser constatado que estes existiam apenas
no Carro-Biblioteca, apesar deste público não ser contemplado nesta modalidade.
Sendo assim, esta comunidade pode perceber o valor da coleção, aumentando a
boa imagem do Carro-Biblioteca.
Outro ponto a ser considerado é que o planejamento de aquisição de novos
materiais, a partir da conclusão do processo de catalogação , será feito de uma
maneira muito mais precisa e com qualidade. Além de saber com mais clareza o que
existe no acervo, através de relatórios do software será possível ter exato
conhecimento acerca de quais itens são mais consultados, emprestados e
reservados e fazer reposições caso seja necessário.
Estes resultados foram refletidos, até mesmo, na readequação do layout do
acervo, visto que, ao ter ciência da dimensão do seu conteúdo, foi possível realizar o
desbaste da coleção. Enfim , com todos estes procedimentos e resultados
alcançados, pode-se dizer com maior segurança que a coleção está em maior
sintonia com as necessidades de seu público.
E, finalmente, esta experiência foi enriquecedora e um excelente laboratório
para os bolsistas, graduandos em Biblioteconomia, que ainda tem pouca vivência
das rotinas do profissional Bibliotecário. Eles puderam ver e participar de grande
parte das rotinas de processamento técnico do Sistema de Bibliotecas da UFMG,
sob o rigor da Central de Controle de Qualidade da Catalogação (CCQ).

5 Considerações Parciais/Finais
Automatizar o acervo do Programa Carro-Biblioteca: Frente de leitura permite
a propositura de algumas questões que tangenciam esse processo e, ousa-se dizer,
são fundantes para os encaminhamentos posteriores atinentes a essa Biblioteca . É o
que se passa a apresentar.
Pelas especificidades próprias à vinculação do Carro-Biblioteca, sendo parte
de um Setor da Escola de Ciência de Informação, cujas decisões administrativas
devem passar pela chancela de seu corpo diretor e, por outro lado, como em todas
as demais bibliotecas setoriais que compõem o Sistema de Bibliotecas da UFMG,
cuja diretoria é responsável tecnicamente por cada uma delas, é compreensível que
determinadas ações demandem tempo dilatado para que sejam levadas a efeito.
Essa peculiaridade se faz presente ao se tratar do acervo do Programa CarroBiblioteca e, por isso, requer habilidade e espírito pró-ativo do profissional
bibliotecário alocado nesse setor de trabalho, de natureza tão singular. Daí concluirse que, considerando o término da fase de processamento técnico, sob os auspícios
rigorosos exigidos pela metodologia de trabalho emanada da Central de Controle de
Qualidade da Catalogação da UFMG, de quase 8.000 itens, restou comprovada a
dedicação e o profissionalismo da equipe responsável pela tarefa, encabeçada por
uma Bibliotecária.

852

�i! """"'"
MaooNlck

~

=

:,

Organização do conhecimento: indexação, catalogação, tesauros , ontologias, taxonomias,
padrões e protocolos (Z39 .5, XML, etc.) e demais temas relacionados

IiWitt.UJ
1I....111~

Não foi considerado trivial, em nenhum momento do tratamento do acervo, o
conhecimento pleno dos objetivos finais do Programa Carro-Biblioteca e, em virtude
disso, o juízo crítico dos catalogadores foi conclamado sempre que gradações na
aplicação das normas de descrição bibliográfica fossem imprescindíveis.
Cumpre dizer, também, que as decisões tomadas para a catalogação,
classificação, preparo das obras para circulação não se distanciou , em hipótese
alguma , do que é praticado nas demais bibliotecas do Sistema . Muito embora
pertencente a uma biblioteca itinerante, que oferta serviço a comunidades
periféricas, justamente em função disso, foi mantida a padronização metodológica.
Não fazê-lo constituir-se-ia contra-senso total.
Por fim, mas não menos importante, vencida essa fase do processamento
técnico da coleção, viabilizou-se a implementação das demais funcionalidades do
software Pergamum , como por exemplo, o cadastramento de usuários e a circulação
de materiais. Tão logo esta nova etapa se concretize materializar-se-á um passo
adiante vultoso tanto para a eficiência dos serviços prestados rumo à disseminação
do gosto pela leitura, quanto para a própria história deste que é um dos mais antigos
e consolidados serviços de extensão prestados pela UFMG.
6 Referências
ANZOLlN , H. H. Rede Pergamum : história , evolução e perspectivas. Revista ACB:
Biblioteconomia em Santa Catarina, Florianópolis, v.14, n.2 , p. 493-512, jul./dez.
2009.
BALBY, C. N. Formatos de intercâmbio de registros bibliográficos: conceitos básicos.
Caderno da FFC , Marília, v. 4, n. 1, p. 29-35, 1995.
CABRAL, A. M. R. ; DUMONT, L. M. M. O Centro de Extensão da Escola de
Biblioteconomia da UFMG: uma trajetória voltada para o social. Revista da Escola
de Biblioteconomia da UFMG, Belo Horizonte, v. 19, n. especial , p. 114-120, mar.
1990.
COUTO, F. Uso de softwares para o gerenciamento de bibliotecas: um estudo de
caso da migração do sistema Aleph para o sistema Pergamum na Universidade de
Santa Cruz do Sul. Ciência da Informação, Brasília , v. 34, n. 2, p. 105-111 ,
maio/ago.2005.
DUMONT, L. M. M. A ação cultural do Carro-biblioteca, ou o desafio de se incentivar
o gosto pela leitura em comunidades de baixa renda. Revista da Escola de
Biblioteconomia da UFMG , Belo Horizonte, v. 19, n. 1, p. 24-38 , mar. 1990.
FERREIRA, A. P.; CASSIMIRA, F. Zero quilômetro: Carro-biblioteca da UFMG ganha
veículo equipado com modernos recursos eletrônicos. Boletim Universidade
Federal de Minas Gerais, Belo Horizonte, v. 32, n. 1514, p. 5, jan . 2006 .
JORGE, P. D. S. S.; JORGE, A. C. S. S. Biblioteca móvel : o Carro-biblioteca como
veículo de incentivo à leitura e inclusão digital. In : ENCONTRO NACIONAL DE
ESTUDANTES DE BIBLIOTECONOMIA, DOCUMENTAÇÃO, CIÊNCIA E GESTÃO

853

�i! """"'"
MaooNlck

~

=

:,

Organização do conhecimento: indexação, catalogação, tesauros , ontologias, taxonomias,
padrões e protocolos (Z39 .5, XML, etc.) e demais temas relacionados

IiWitt.UJ
1I....111~

DA INFORMAÇÃO, 29., 2006, Salvador. Anais ... Salvador: ENEBD, 2006.
Disponível
em :
&lt;
http://www.rabci .org/rabci/sites/defauIUfiles/BIBLlOTECA_MOVEL.pdf&gt;. Acesso em :
02 mar. 2012 .
MEY, E. S. A. Introdução à catalogação. Brasília : Briquet de Lemos, 1995.
REIS , A. S.; CABRAL, A. M. R. Democratização de informação e da leitura: os
desafios da inclusão digital no Carro-Biblioteca . In : ENCONTRO DE EXTENSÃO DA
UNIVERSIDADE FEDERAL DE MINAS GERAIS, 7., 2004, Belo Horizonte. Anais ...
Belo
Horizonte:
UFMG,
2004 .
Disponível
em :
&lt;http ://www.ufmg.br/proex/arquivos/7Encontro/Educa54.pdf&gt; . Acesso em : 06 mar.
2012 .
SIRIHAL DUARTE, A. B. Carro-Biblioteca da UFMG: de uma comunidade à outra
promovendo o acesso à leitura e à informação. In: CONGRESSO BRASILEIRO DE
BIBLIOTECONOMIA, DOCUMENTAÇÃO E CIÊNCIA DA INFORMAÇÃO, 23., 2009,
Bonito.
Anais...
Bonito :
FEBAB ,
2009 .
Disponível
em :
&lt;http ://bogliolo.eci.ufmg .br/downloads/CBBD2009-413.pdf&gt; . Acesso em : 03 mar.
2012 .
UNIVERSIDADE FEDERAL DE MINAS GERAIS. Pró-reitoria de Extensão. Sistema
de
Informação
Extensão.
Disponível
em :
&lt;https://sistemas.ufmg.br/siex/PrepararPesquisarAcaoExtensao.do&gt;. Acesso em : 06
mar. 2012 .
UNIVERSIDADE FEDERAL DE MINAS GERAIS. Relatório das atividades
desenvolvidas pelo CENEX Programa Carro-Biblioteca: frente de leitura - ano
base 2009 . Belo Horizonte, 2009 . 41 p.

854

�</text>
                  </elementText>
                </elementTextContainer>
              </element>
            </elementContainer>
          </elementSet>
        </elementSetContainer>
      </file>
    </fileContainer>
    <collection collectionId="49">
      <elementSetContainer>
        <elementSet elementSetId="1">
          <name>Dublin Core</name>
          <description>The Dublin Core metadata element set is common to all Omeka records, including items, files, and collections. For more information see, http://dublincore.org/documents/dces/.</description>
          <elementContainer>
            <element elementId="50">
              <name>Title</name>
              <description>A name given to the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51396">
                  <text>SNBU - Edição: 17 - Ano: 2012 (UFRGS - Gramado/RS)</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="49">
              <name>Subject</name>
              <description>The topic of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51397">
                  <text>Biblioteconomia&#13;
Documentação&#13;
Ciência da Informação&#13;
Bibliotecas Universitárias</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="41">
              <name>Description</name>
              <description>An account of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51398">
                  <text>Tema: A biblioteca universitária como laboratório na sociedade da informação.</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="39">
              <name>Creator</name>
              <description>An entity primarily responsible for making the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51399">
                  <text>SNBU - Seminário Nacional de Bibliotecas Universitárias</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="45">
              <name>Publisher</name>
              <description>An entity responsible for making the resource available</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51400">
                  <text>UFRGS</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="40">
              <name>Date</name>
              <description>A point or period of time associated with an event in the lifecycle of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51401">
                  <text>2012</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="44">
              <name>Language</name>
              <description>A language of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51402">
                  <text>Português</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="51">
              <name>Type</name>
              <description>The nature or genre of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51403">
                  <text>Evento</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="38">
              <name>Coverage</name>
              <description>The spatial or temporal topic of the resource, the spatial applicability of the resource, or the jurisdiction under which the resource is relevant</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51404">
                  <text>Gramado (Rio Grande do Sul)</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
          </elementContainer>
        </elementSet>
      </elementSetContainer>
    </collection>
    <itemType itemTypeId="8">
      <name>Event</name>
      <description>A non-persistent, time-based occurrence. Metadata for an event provides descriptive information that is the basis for discovery of the purpose, location, duration, and responsible agents associated with an event. Examples include an exhibition, webcast, conference, workshop, open day, performance, battle, trial, wedding, tea party, conflagration.</description>
    </itemType>
    <elementSetContainer>
      <elementSet elementSetId="1">
        <name>Dublin Core</name>
        <description>The Dublin Core metadata element set is common to all Omeka records, including items, files, and collections. For more information see, http://dublincore.org/documents/dces/.</description>
        <elementContainer>
          <element elementId="50">
            <name>Title</name>
            <description>A name given to the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="63267">
                <text>Organização e acesso à informação em bibliotecas móveis: o caso do programa carro-biblioteca: fernte de leitura do CENEX/ECI/UFMG.</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="39">
            <name>Creator</name>
            <description>An entity primarily responsible for making the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="63268">
                <text>Gomes, Gracielle Mendonça R.; Almeida, Aline Alves de; Carvalho,Wellington Marçal de</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="38">
            <name>Coverage</name>
            <description>The spatial or temporal topic of the resource, the spatial applicability of the resource, or the jurisdiction under which the resource is relevant</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="63269">
                <text>Gramado (Rio Grande do Sul)</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="45">
            <name>Publisher</name>
            <description>An entity responsible for making the resource available</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="63270">
                <text>UFRGS</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="40">
            <name>Date</name>
            <description>A point or period of time associated with an event in the lifecycle of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="63271">
                <text>2012</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="51">
            <name>Type</name>
            <description>The nature or genre of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="63273">
                <text>Evento</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="41">
            <name>Description</name>
            <description>An account of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="63274">
                <text>O “Programa Carro-Biblioteca/Frente de Leitura” da Escola de Ciência da Informação da Universidade Federal de Minas Gerais é o segundo programa de extensão da UFMG, sido criado em 1973, através de um convênio com o Instituto Nacional do Livro. Desde então, atua para incentivar a leitura e a cidadania; contribui para a democratização da informação; promove ações culturais e educativas; presta assessoria às comunidades na organização e formação de bibliotecas e espaços de leitura; funciona como ambiente para pesquisa e treinamento discente, proporcionando a relação entre o ensino, a pesquisa e a extensão da universidade. Nesse contexto, descrever-se-á, no presente trabalho, a fase de tratamento informacional aplicado ao acervo do Carro-Biblioteca. Serão abordadas as etapas de avaliação e seleção do acervo, processamento técnico e o início da consolidação de políticas, específicas para este tipo de Biblioteca e sua finalidade, para regulação do desenvolvimento e preservação do seu acervo e, para, além disso, a concatenação e estabelecimento das diretrizes que nortearam a catalogação dos materiais. Por fim, o trabalho de tratamento da informação realizado, validará a razoabilidade de se considerar, como alguns estudos teóricos já apontaram, a importância do investimento perene no Programa Carro-Biblioteca, sem ignorar, inclusive, a sua contribuição fundamental enquanto laboratório para a formação dos novos bibliotecários da Escola de Ciência da Informação da UFMG.</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="44">
            <name>Language</name>
            <description>A language of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="69432">
                <text>pt</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
        </elementContainer>
      </elementSet>
    </elementSetContainer>
  </item>
  <item itemId="5932" public="1" featured="0">
    <fileContainer>
      <file fileId="4996">
        <src>http://repositorio.febab.org.br/files/original/49/5932/SNBU2012_071.pdf</src>
        <authentication>f1b11e91850511ae5b6a970a2277e6cb</authentication>
        <elementSetContainer>
          <elementSet elementSetId="4">
            <name>PDF Text</name>
            <description/>
            <elementContainer>
              <element elementId="92">
                <name>Text</name>
                <description/>
                <elementTextContainer>
                  <elementText elementTextId="63266">
                    <text>i! """"'"
MaooNlck

~

=

:,

IiWitt.UJ
1I....111~

Organização do conhecimento: indexação, catalogação, tesauros , ontologias, taxonomias,
padrões e protocolos (Z39.5, XML, etc.) e demais temas relacionados
Trabalho completo

A INTERDISCIPLlNARIDADE NA INDEXAÇÃO: UM RELATO DE
ATIVIDADE PRÁTICA NA BIBLIOTECA CENTRAL DA UFRRJ
Ana Paula Lima dos Santos 1, Fátima Assis de Almeida Benthel,
Heloísa Assis de Almeida3, Letícia Schettinj"
1 Mestre em Ciência da Informação, Universidade Federal Fluminense, Niterói , RJ
Especialista em Indexação da Informação, Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro,
Seropédica , RJ
3 Especialista em Biblioteconomia , Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro, Seropédica , RJ
4 Especialista em Biblioteconomia, Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro, Seropédica, RJ
2

Resumo
Discorre sobre a experiência da Seção de Processamento Técnico da Biblioteca
Central da Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro - SPT/BC/UFRRJ, com
uma sucinta revisão de literatura sobre Interdisciplinaridade, indexação, indexador,
cabeçalhos de assunto e os aspectos que envolvem esses processos. A proposta de
trabalho implantada teve como objetivo dar agilidade, uniformização e consistência a
atribuição de termos no processamento técnico das teses e dissertações recebidas
para tratamento na Biblioteca Central da Universidade Federal Rural do Rio de
Janeiro - BC/UFRRJ por meio de uma parceria interdisciplinar. A experiência
consiste em uma interação entre o Serviço de Catalogação com profissionais que
atuam em áreas específicas do conhecimento. A metodologia utilizada é a descritiva.
Conclui que essa integração gera resultados na consistência das bases de dados e
na atribuição de termos de indexação para uma recuperação eficiente da
informação.

Palavras-Chave:
Indexação; Interdisciplinaridade; Biblioteca Central da Universidade Federal Rural do
Rio de Janeiro; Bibliotecário; Atuação profissional.

Abstract
Discourses on the experience of section of Technical Processing of Central Library of
the Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro - SPT/BC/UFRRJ, with a review of
the literature on interdisciplinary, headers of affairs, indexing and the aspects that
involve this processoThe proposal of work implanted had as objective to give agility,
uniformity and consistency to the assignment of terms in technical processing of the
theses and dissertations received for treatment at BC / Rio de Janeiro by means of
an interdisciplinary partnership . The experience consists of an interaction between
the Service of Cataloguing with professionals who work in specific areas of
knowledge . The methodology used and the descriptive. It concludes that this
integration provides results in consistency of databases and the assignment of
indexing terms of an efficient information retrieval.

Keywords:
Indexing; Interdisciplinary ; Central Library of the Universidade Federal Rural do Rio
de Janeiro ; Bibliotecário ; Professional performance .

827

�i! """"'"
MaooNlck

~

=

:,

IiWitt.UJ

1I....111~

Organização do conhecimento: indexação, catalogação, tesauros , ontologias, taxonomias,
padrões e protocolos (Z39 .5, XML, etc.) e demais temas relacionados
Trabalho completo

1 Introdução
A história da Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro (UFRRJ) remonta
a 1910 quando da criação da Escola Superior de Agricultura e Medicina Veterinária,
vinculada ao Ministério da Agricultura . Em 1943 o "Campus" foi localizado
oficialmente no município de Seropédica, RJ .
As atividades acadêmicas foram iniciadas em nível de graduação superior,
dando prioridade para cursos de Ciências Agrárias. Com o tempo houve a expansão
para outras áreas do conhecimento como Ciências Exatas, Tecnológicas, Biológicas,
Sociais e Humanas.
A evolução natural do conhecimento humano e as novas realidades
educacionais fizeram com que a UFRRJ criasse cursos de Pós-graduação,
vislumbrando a necessidade de aprofundamento dos conhecimentos adquiridos,
tanto por seus docentes quanto por discentes, que almejavam pesquisar, aprofundar
e adquirir novos saberes.
A Biblioteca Central da Universidade Federal do Rio de Janeiro (BC/UFRRJ),
foi criada pela Portaria CNEPA nO 95/1948, na administração do Prof. Waldemar
Raythe, então diretor do Centro Nacional de Ensino e Pesquisas Agronômicas do
Ministério da Agricultura, sendo denominada Biblioteca Central da UFRRJ .
Em 1959, com o assessoramento técnico do Instituto Brasileiro de Informação
em Ciência e Tecnologia (IBICT) , a Biblioteca transferiu-se para o município de
Seropédica, RJ , sendo instalada no 20 andar do Pavilhão Central. Com a expansão
do acervo e dos serviços prestados pela BC/UFRRJ à comunidade acadêmica,
verificou-se a necessidade da transferência do acervo para novas instalações.
Construiu-se novo prédio para a Biblioteca ao lado do Pavilhão Central, cuja
transferência ocorreu em julho de 1973, onde está instalada.
Em 1987, com a participação na Rede BIBLlODATA/CALCO-FGV, teve início
o processo de informatização da Biblioteca Central. A partir de 2004, com a
implantação do Sistema Gerenciador de Bibliotecas Pergamum na BC/UFRRJ e a
migração das diferentes bases bibliográficas existentes na Biblioteca , constata-se
uma série de inconsistências nos cabeçalhos de assunto adotados.
A BC da UFRRJ está subordinada hierarquicamente à Vice-Reitoria da
UFRRJ , conforme estabelecido no Estatuto da Universidade e no seu Regimento. É
constituída por uma Direção e duas Seções: Processamento Técnico e Referência e
Intercâmbio.
Embora existam outras bibliotecas na Universidade, as bibliotecas da UFRRJ
não se encontram administrativamente estruturadas em um sistema .
A Seção de Processamento Técnico (SPT) da BC/UFRRJ, definida pelo
Regimento aprovado pelo Conselho Universitário da UFRRJ em 23 de novembro de
1989, é constituída pelos Setores de Formação e Desenvolvimento de Acervo e
Setor de Processamento Técnico, além de, coordenar as atividades de
processamento técnico de todo material bibliográfico adquirido pela BC . Vale
ressaltar que, a SPT/BC conta com apenas quatro bibliotecários para tratar e
disponibilizar esses materiais.
A seleção, o processamento técnico e a disponibilização das informações
pelas bibliotecas, no tempo devido, necessitam de interação com as tecnologias que
atendam com agilidade e presteza as necessidades, tanto dos bibliotecários quanto
dos usuários. Nada disso terá valor se, entre processamento técnico e usuários

828

�i! """"'"
MaooNlck

~

=

:,

IiWitt.UJ
1I....111~

Organização do conhecimento: indexação, catalogação, tesauros , ontologias, taxonomias,
padrões e protocolos (Z39 .5, XML, etc.) e demais temas relacionados
Trabalho completo

finais, não ocorrer um diálogo afinado.
Com objetivo em atender a comunidade universitária em sua demanda por
informação, os bibliotecários, em especial , os da Seção de Processamento Técnico
da BC/UFRRJ, vislumbraram na interação com especialistas de diferentes áreas do
conhecimento, na informatização do acervo documental e nos demais serviços, uma
resposta ao enfrentamento da situação em questão.
A proposta de trabalho implantada no Serviço de Catalogação teve como
objetivo dar agilidade, uniformização e consistência a atribuição de termos no
serviço de indexação das teses e dissertações recebidas na Biblioteca Central
através de uma parceria interdisciplinar. A experiência consiste no trabalho realizado
entre o Serviço de Indexação com profissionais que atuam em áreas específicas do
conhecimento, proporcionando integração que irá gerar resultados na consistência
das bases de dados de cabeçalhos de assunto e na atribuição de termos de
indexação da Seção de Processamento Técnico para uma recuperação rápida e
eficiente da informação.
A Seção de Processamento Técnico sempre em busca de novas alternativas
e soluções de forma a promover o acesso eficiente e atualizado à informação, faz
uso do maior número possível de recursos técnicos e informacionais disponíveis
para desenvolver com qualidade suas atividades, o que viabiliza a sua missão que é:
Processar tecnicamente de forma normalizada os documentos e
materiais bibliográficos em qualquer suporte, adquiridos pela
Biblioteca Central, de maneira atualizada, ágil e de qualidade,
utilizando-se do Sistema Pergamum, das tecnologias e técnicas mais
eficientes e eficazes, disponibilizando-os para toda a comunidade
acadêmica, tendo em vista as necessidades informativas de seus
usuários, de forma a obter um resultado eficaz e consistente na
pesquisa e recuperação desses documentos, e com a perspectiva de
cooperação entre instituições congêneres. (SPT, 2011 , p.4)

Diante do exposto, cabe uma reflexão: como desempenhar um trabalho de
qualidade, sem recursos, estrutura, além de poucos profissionais qualificados,
diante de uma grande demanda de trabalho?
O que pretende-se com esse relato, é demonstrar como um Setor de esfera
pública , "driblou" algumas adversidades que contribuem para que uma equipe não
consiga desempenhar suas funções plenamente , tanto pela carência de mão de obra
qualificada, quanto pela ausência de recursos e estrutura necessária, para tal.
O presente artigo apresenta as experiências e resultados das atividades
práticas desenvolvidas na Seção de Processamento Técnico da Biblioteca Central
da Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro, em especial o Serviço de
Indexação, para uniformizar e padronizar as atribuições de assuntos nas bases
bibliográficas da BC, com o objetivo de se evitar inconsistência de informações na
base de cabeçalhos de assunto do Sistema Gerenciador utilizado.
Para situar a consciência interdisciplinar no trabalho em equipe, será
apresentada, de modo, sucinto, a revisão de literatura.

2 O Trabalho Interdisciplinar

829

�i! """"'"
MaooNlck

~

=

:,

IiWitt.UJ

1I....111~

Organização do conhecimento: indexação, catalogação, tesauros , ontologias, taxonomias,
padrões e protocolos (Z39 .5, XML, etc.) e demais temas relacionados
Trabalho completo

A interdisciplinaridade se apresenta, nos dias de hoje, como uma
possibilidade de se contrapor a fragmentação do conhecimento estabelecida pela
ciência moderna , calcada no modelo de racionalidade criado por Descarte e Newton .
Desse modo, é considerada como uma forma de melhorar as relações de trabalho,
com o advento tecnológico e a formação das redes informacionais.
Segundo Japiassu (1976) interdisciplinar é o mesmo que comum a uma ou
mais disciplinas ou áreas do conhecimento, ou seja, o que está relacionado ou
ligado a algo. A interdisciplinaridade se define e é elaborada "por uma crítica das
fronteiras das disciplinas, de sua compartimentação, proporcionando uma grande
esperança de renovação e de mudança no domínio da metodologia das ciências
humanas". (JAPIASSU, 1976, p. 54).
A etimologia do termo disciplina tem origem no latim discere e quer dizer
aprender e, de seu derivado, discipulus, aquele que aprende. (MAHEU, [1999?]).
Fazenda (1993) ressalta que no idioma latino dentre as diversas conotações que
podem ser atribuídas ao prefixo inter, uma delas é troca e a disciplina seria o mesmo
que ensinamento, instrução, ciência . "Logo, a interdisciplinaridade pode ser
compreendida como sendo a troca, de reciprocidade entre as disciplinas ou ciências,
ou melhor, áreas do conhecimento" . (FAZENDA, 1993, p.21).
A interdisciplinaridade sendo a interação com uma ou outra área do
conhecimento facilita o aprendizado e o andamento de pesquisas e trabalhos, pois é
onde podemos utilizar a troca de informações formando uma interação recíproca a
fim de realizarmos algo produtivo e satisfatório. Mas definir interdisciplinaridade não
é tão simples assim conforme argumenta Japiassu (1976, p. 72) : "devemos
reconhecer que não possui ainda um sentido epistemológico único e estável. Tratase de um neologismo cuja significação nem sempre é a mesma e cujo papel nem
sempre é compreendido da mesma forma".
Para que a interdisciplinaridade aconteça com sucesso e as disciplinas
"dialoguem", é necessário que existam representantes qualificados de cada uma
delas. É importante que os profissionais estejam abertos ao diálogo, que consigam
identificar o que lhes falta e o que podem receber dos outros. Essa atitude só é
adquirida quando se propõe uma abertura no desenvolvimento do trabalho em uma
equipe interdisciplinar. Nesse contexto, a interdisciplinaridade não se apresenta
simplesmente como um conceito teórico, mas como uma prática individual: "a
interdisciplinaridade não pode ser aprendida , apenas exercida". (JAPIASSU , 1976,
p. 82).
A interdisciplinaridade tem proporcionado infinitas possibilidades para avanços
de estudos nas mais diversas áreas do conhecimento, a abordagem interdisciplinar
na representação e organização do conhecimento é uma delas.
Existem vários autores como, Dalberg (1978) ; Campos (2003) ; Greisdorf
(2000), entre outros, que tratam da temática interdisciplinaridade na representação
da informação. Esses diferenciados cunhos analíticos são muito interessantes à
medida que traçam novos horizontes á nossa instrumentalidade enquanto
profissionais da informação. Todavia , nessa dinâmica existem possibilidades e
limites que estão imbricados a este contexto de se trabalhar de forma
interdisciplinar.
Como possibilidades se podem elencar novos diálogos para a (re)
configuração do conceito em questão, que é o trabalho interdisciplinar. Quanto aos
limites pode-se evidenciar o senso comum e o ecletismo, senso comum no sentido

830

�i! """"'"
MaooNlck

~

=

:,

IiWitt.UJ
1I....111~

Organização do conhecimento: indexação, catalogação, tesauros , ontologias, taxonomias,
padrões e protocolos (Z39 .5, XML, etc.) e demais temas relacionados
Trabalho completo

de fazer sem uma configuração científica e ecletismo na ideia de buscar uma
apropriação dos melhores fundamentos filosóficos nas diversas áreas do saber uma
vez que for possível essa integração científica.
Nesta esfera é importante recordar que existem várias argumentações
teóricas que tratam de delinear esta temática interdisciplinar, contudo cabe aos
profissionais ligados a informação seja bibliotecário, documenta lista ou arquivista, a
apropriação de determinada teoria a fim de melhor assimilar as demandas
informacionais que estão presentes em seu cotidiano de maneira crítica do real. O
profissional das diversas áreas do conhecimento tem enxergado na atividade
interdisciplinar, ou seja, no diálogo com outras áreas do conhecimento, alternativas
para resolver problemas tanto práticos como teóricos.

2.1 Indexação: uma abordagem prática interdisciplinar
Em linhas gerais Lancaster (2004) define a indexação como um processo que
identifica o assunto de que trata o documento. Entendemos que a indexação é uma
atividade que exige do indexador concentração e domínio do assunto, e, sendo
assim, cada vez mais endossam-se as palavras deste autor sobre a influência do
indexador no processo de indexação é o que chama Lancaster dos processos que
se referem ao indexador. Para Knight (1974 , p. 21) o indexador "é a pessoa que
realmente examina as páginas sob todos os pontos de vista", dessa forma, a
indexação traz ao consulente maior relevância e precisão, evitando a revocação.
E, conforme Gil Leiva (1999, p.19-20), no que se refere ao conceito de
indexação, o autor afirma que a maioria dos conceitos são incompletos por se
referirem, muitas vezes, apenas aos documentos como fontes de análise, ignorando
a pergunta do usuário, afinal o usuário é o maior interessado nesse processo. Para o
autor, a indexação ocorre em dois momentos: a "indexação do documento, para
armazenamento"; e a indexação da pergunta do usuário, cujo objetivo é obter o que
o autor chamou de "resposta documental", ou seja , para recuperar documentos que
atendam à necessidade do usuário, materializada na expressão de busca .
Este autor divide a indexação dos documentos em duas etapas. A primeira
refere-se à leitura do documento, que por sua vez se divide em uma "leitura
horizontal", em que são analisados e selecionados os conceitos presentes no
documento; e em uma "leitura vertical", onde são identificados e atribuídos termos
referentes aos conceitos implícitos no documento. (GIL LEIVA, 1999, p. 20). Na
segunda etapa, os conceitos em linguagem natural podem ser armazenados na
própria linguagem natural ou convertidos para os termos de uma linguagem
documentária.
No entender de Lancaster (2004), uma boa indexação implica na existência
de fatores que influenciam nesse processo, tanto referente ao indexador, quanto ao
processo em si e ao próprio documento. No que se refere ao indexador, pode-se
elencar o conhecimento que ele tem do assunto , a percepção das necessidades dos
usuários, da capacidade de compreensão de leitura, experiência profissional, entre
outros fatores . Quanto ao processo de indexação, observa-se o fator ligado ao
vocabulário que se refere à especificidade/sintaxe, ambiguidade ou imprecisão,
qualidade do vocabulário de entradas, qualidade da estrutura e disponibilidade de
instrumentos auxiliares afins. No que se refere ao "processo" propriamente dito
temos o tipo de indexação; se é uma indexação exaustiva ou específica, existe

831

�i! """"'"
MaooNlck

~

=

:,

IiWitt.UJ
1I....111~

Organização do conhecimento: indexação, catalogação, tesauros , ontologias, taxonomias,
padrões e protocolos (Z39 .5, XML, etc.) e demais temas relacionados
Trabalho completo

também os aspectos referentes a regras e instruções que variam de acordo com a
instituição e a questão da produtividade exigida e a exaustividade da indexação. Em
relação ao próprio documento, pode-se considerar o conteúdo temático,
complexidade, língua, linguagem, extensão, apresentação e sumarização . E, ainda,
outros fatores como os ambientais que dizem respeito à calefação, refrigeração,
iluminação e ruído .
No processo de recuperação da informação a relevância de acordo com
Greisdorf (2000) é um conceito difícil de construir e, para alguns, de quantificar. Pois,
na hora da busca em um sistema de informação o usuário usa dos seus
conhecimentos intrínsecos e extrínsecos para decidir que palavras utilizar para
recuperar informações importantes, ou seja, relevantes. Na hora da seleção do que
é importante e o que é "lixo", muitas informações podem ser aproveitadas para
outros problemas que não necessariamente aquele para qual efetuou a pesquisa .
Desse modo, para o usuário que fez a busca todas as informações passam a ser
relevantes, por isso, Saracevic (1975) define a relevância ou precisão como a
medida de contato efetivo entre a fonte e o destinatário.
Dessa forma, a revocação segundo Lancaster (2004) é a extensão com que
os itens, ou informações são recuperados, ou seja, é tudo o que é recuperado.
Nesse sentido de evitar a revocação (falta de precisão) tanto Knight (1974)
quanto Lancaster (2004) concordam que o indexador deve trabalhar com
instrumentos auxiliares, que são os dicionários especializados, atlas e outras fontes
que os auxiliem no processo de indexar. Mas, o grande problema é que na realidade
diária de trabalho o indexador se depara com outros fatores também mencionados
por Lancaster (2004) que são os fatores relacionados ao tipo de indexação: a
produtividade exigida agregada a falta de profissionais qualificados para fazê-lo e
tempo suficiente para a alta demanda de afazeres que se tem na rotina diária.
Alguns teóricos da área como Dalberg (1978); Campos (2003) ; Greisdorf
(2000) veem na interdisciplinaridade uma forma de padronizar a representação do
conhecimento, tendo em vista que a contra partida de outras áreas pode agregar
com suas contribuições teóricas e também práticas. Para Campos (2003) a Ciência
da Informação daria sua contribuição com a teoria do conceito; a Biblioteconomia
com a classificação de Ranganathan que consiste respectivamente em : teoria do
conceito onde o mesmo não é apenas um significado, mais o próprio termo, nessa
perspectiva este é tratado como representante de um referente sem perder suas
características, isto é; um tratamento terminológico.
Entende-se que o processo interdisciplinar na indexação se evidencia pelo
fato da indexação ir além dos limites da área da Biblioteconomia referente a análise
de assunto, pois ao entrarmos em mundos desconhecidos recai sobre o indexador
uma responsabilidade maior na hora de atribuir os termos indexadores, por isso,
trabalhar com especialistas na hora de indexar é uma prática segura , rápida e
consistente que contribuirá para uma indexação de qualidade que certamente
influenciará na hora da recuperação dessa informação.

2.2 Indexador, indexação e os cabeçalhos de assunto
De acordo com Naves (2001, p. 190) o indexador é o profissional
responsabilizado "por todo o processo de análise de assunto, tendo a sua figura
ocupado um papel de destaque neste trabalho, pois a ele é creditado, em grande

832

�i! """"'"
MaooNlck

~

=

:,

IiWitt.UJ

1I....111~

Organização do conhecimento: indexação, catalogação, tesauros , ontologias, taxonomias,
padrões e protocolos (Z39 .5, XML, etc.) e demais temas relacionados
Trabalho completo

parte, o sucesso ou insucesso de um sistema de recuperação da informação". Por
isso recai sobre este profissional uma responsabilidade maior no que se refere à
ação de indexar.
Ainda de acordo com Naves (2001) é preciso se ter um cuidado, quando se
fala em indexador e se atentar a precisão conceitual deste termo. Uma vez que na
literatura inglesa e também americana , aplica-se o termo indexador tanto a
profissionais que elabora índices de textos ou livros, como a que faz a indexação
acadêmica. Esse termo é adotado para se referir a todos os profissionais que fazem
o tratamento de assunto a qual a tarefa seria a análise de assunto de um
documento, fazer a descrição em termos específicos e traduzi-los em uma
linguagem própria do sistema de recuperação de informação.
Naves (2001) argumenta que diante de tantas indagações quanto ao futuro do
profissional indexador e as novas tecnologias emergentes frente ao tratamento de
bibliotecas virtuais e acervos digitais, se haveria lugar para o indexador humano?
Porém, ela mesma dá a resposta e afirma que, pelo menos, até hoje não se
conseguiu transferir para máquina a tarefa que se faz presente nas atribuições do
indexador humano, como a abstração, a percepção, a interpretação entre outros que
são inerentes a mente humana.
Para Araujo Junior (2007, p. 20) a indexação é a tradução de um documento
em termos documentários, ou seja , em descritores cabeçalhos de assunto, palavras
chaves, que tem como objetivo "expressar o conteúdo do documento ou como o
processo de atribuir termos ou códigos de indexação a um registro de documentos,
termos ou códigos esses que serão úteis posteriormente na recuperação da
informação".
Em consonância com Araujo Junior (2007 , p. 24) , a indexação pode ser
manual ou automática, na indexação manual a tradução de um documento em
termos documentários é feita pelo profissional indexador através do uso dos
descritores, cabeçalhos de assunto e palavras-chave sem o auxílio da atribuição
automática de termos ou extração, ou seja, a indexação manual de termos é a
indexação sem o auxílio de computadores. Já a indexação automática é qualquer
procedimento que permita identificar e selecionar os termos que representam o
conteúdo dos documentos sem a intervenção direta do documenta lista.
Nesse contexto, como afirma Naves (2001, p. 192), "a atividade
desempenhada pelo indexador é a indexação, e o principal processo desenvolvido
por ele é a análise de assunto".
Na perspectiva de Silva e Fujita (2004) o conceito de indexação apareceu a
partir da elaboração de índices, porém hoje está mais atrelada ao conceito de
análise de assunto. E com a necessidade de uma recuperação da informação mais
rápida e precisa por parte das instituições que trabalham com a informação,
naturalmente houve uma evolução da sua prática . Sendo assim , com uma nova
roupagem metodológica e instrumentos mais diversificados e voltados mais para o
contexto específico do documento.
Silva e Fujita (2004, p. 136) ressaltam ainda que "a partir da evidência da
Documentação como área científica na década de 60 e do surgimento dos serviços
de informação em áreas especializadas", a indexação e a elaboração de resumos
que são utilizados na prestação de serviços bibliográfico para a recuperação de
artigos de periódicos científicos, ganharam notoriedade e espaços até hoje
reconhecidos. O termo indexação com a abordagem do clássico Bradford (1961) que

833

�i! """"'"
MaooNlck

~

=

:,

IiWitt.UJ

1I....111~

Organização do conhecimento: indexação, catalogação, tesauros , ontologias, taxonomias,
padrões e protocolos (Z39 .5, XML, etc.) e demais temas relacionados
Trabalho completo

destaca a indexação para análise de documentos levou a abrangência do termo
ainda mais.
No campo da Análise Documentária existem vertentes diferentes. Na linha
teórica de Gardin (1981), por exemplo, a indexação é entendida como "uma
operação de representação documentá ria com a finalidade pragmática de
Recuperação da Informação". No entanto, sob a ótica de outros teóricos,
"principalmente ingleses e norte-americanos, a indexação é a própria Análise
Documentária , compostas das mesmas etapas operacionais com o objetivo de
representação do conteúdo informacional" de documentação para que índices sejam
elaborados. (SILVA; FUJITA, 2004, p. 136).
A partir dessa evolução que determinou a importância do contexto do
documento para uma efetiva recuperação da informação Silva e Fujita (2004)
afirmam que "a área da indexação passa a incorporar os estudos dirigidos à
compreensão do conteúdo dos textos a serem analisados" e que esses estudos
estão de forma muito clara inseridos "em correntes teóricas" sendo fácil "confundir
na literatura, a função da indexação perante a necessidade de análise de conteúdo",
observando dessa forma na literatura duas vertentes teóricas: a francesa e a
inglesa. (SILVA; FUJITA, 2004, p. 136).
A corrente francesa assume a expressão Análise Documentária, que segundo
Silva e Fujita (2004) foi introduzida por Gardin (1981) . Enquanto que na corrente
inglesa a análise documentária e a indexação compreendem os mesmos processos,
incluindo a análise de assunto como a etapa inicial da indexação.
De acordo com Cesarino e Pinto (1978, p. 273) "todas as linguagens de
indexação exercem a mesma função nos sistemas de recuperação da informação",
são elas:
a) representar o assunto de uma forma consistente;
b) permitir a coincidência entre a linguagem do indexador e a do pesquisador;
c) possibilitar ao indexador alternar o nível de pesquisa, do específico para o
mais geral ou o contrário, de acordo com a necessidade do usuário.
Ainda de acordo com esses autores podemos encontrar na literatura duas
vertentes para as linguagens de indexação, partindo de diferentes critérios. A
separação mais conhecida divide as linguagens em sistemas alfabéticos e sistemas
classificados. Os sistemas alfabéticos usam termos da própria linguagem natural, já
os sistemas classificados têm por base as classificações arbitrárias "do
conhecimento humano, dando normalmente uma notação simbólica para as classes,
e determinam uma ordenação com base lógica, de acordo com os símbolos usados".
(CESARINO; PINTO, 1978, p. 273) .
Para os mesmos autores o conceito mais utilizado na literatura sobre
cabeçalhos de assunto o define como "palavra ou grupo de palavras que expressam
o conteúdo de um documento". (CESARINO; PINTO, 1978, p. 273). Logo, a primeira
forma de organização iniciou-se com as bibliografias que listavam as obras por autor,
diante disto começou a se impor a necessidade das listagens por assunto . Essas
listas vinham no final das listas de autor e com a padronização das apresentações
de assuntos essas ordenações começaram a ser organizadas de forma alfabética ou
classificadas. Alguns dos fatores que foram determinantes para o surgimento dos
cabeçalhos de assunto foram :
a) os títulos das obras não representavam de forma adequada o assunto
tratado ;

834

�i! """"'"
MaooNlck

~

=

:,

IiWitt.UJ

1I....111~

Organização do conhecimento: indexação, catalogação, tesauros , ontologias, taxonomias,
padrões e protocolos (Z39 .5, XML, etc.) e demais temas relacionados
Trabalho completo

b) problemas associados as subdivisões de assuntos;
c) obras com mais de um assunto;
d) livros com assuntos relacionados;
e) obras que relacionavam os assuntos a épocas e lugares diversificados.
Essas primeiras "regras" foram elaboradas por Charles Ammi Cutter (18371903), em 1876, antes disso os cabeçalhos eram atribuídos de acordo com o
catalogador. Para Cutter, se a indexação não fosse construída com regras préestabelecidas de uma forma precisa não haveria porque o usuário devesse
encontrar a entrada correta para determinado assunto. Assim, este autor
desenvolveu três princípios na elaboração de um catálogo alfabético de assunto:
a) O princípio da especificidade - onde o assunto deveria entrar pelo termo
mais específico e não pela classe a que está subordinado.
b) O princípio do uso - o princípio da conveniência de acordo com as
necessidades dos usuários.
c) O princípio sindético - se baseia no alfabeto dos cabeçalhos de assunto,
fazem aproximações de assuntos e ao mesmo tempo, dividem assuntos
relacionados e que hoje conhecemos pelas remissivas "ver" e "ver
também".
A seguir relataremos a experiência da SPT/BC da UFRRJ .

2.3 Relato de experiência apoiado na revisão de literatura
Como mencionado, anteriormente, este trabalho apresenta as experiências e
os resultados das atividades práticas na área de indexação desenvolvidas na Seção
de Processamento Técnico da Biblioteca Central da Universidade Federal Rural do
Rio de Janeiro - SPT/BC/UFRRJ, visando dar uniformização e padronização quanto
as bases bibliográficas existentes e com o objetivo de se evitar inconsistência de
informações, principalmente, de cabeçalhos de assunto no sistema gerenciador
utilizado na BC da UFRRJ .
Com o intuito de esclarecer dúvidas e dar maior consistência às bases
bibliográficas da UFRRJ, instituiu-se o Grupo Formal de Estudo e de Trabalho com a
finalidade de elaborar as políticas e programas do Processamento Técnico, instituído
pela Portaria N°. 05 de 19 de março de 2009 pela então Diretora da Biblioteca
Central, Letícia Schettini. Esse grupo era composto por dez bibliotecários ligados à
área de processamento técnico. As reuniões, em um primeiro momento, ocorriam
mensalmente, sendo registradas em Atas, enviadas via e-mail, para que todas as
decisões tomadas relativas ao processamento fossem registradas e passíveis de
consultas posteriores por todos os participantes.
Dentre as contribuições que os integrantes do grupo trouxeram , destacaremos
algumas que até podem parecer simples, mas que fizeram a diferença em nossa
prática diária de trabalho, entre elas: a criação de um e-mail do grupo para debater e
tirar dúvidas e facilitar a comunicação entre os setores; estabelecimento de critérios
para a indexação dos materiais bibliográficos, principalmente, as teses e
dissertações.
Outra contribuição que o grupo trouxe foi a indexação interdisciplinar que
surgiu da necessidade de agilizar o trabalho de indexação das teses e dissertações,
porém com qualidade e precisão, o que para nós era uma tarefa inviável por termos
poucos bibliotecários no Setor e grande quantidade destes materiais para processar.

835

�i! """"'"
MaooNlck

~

=

:,

IiWitt.UJ

1I....111~

Organização do conhecimento: indexação, catalogação, tesauros , ontologias, taxonomias,
padrões e protocolos (Z39 .5, XML, etc.) e demais temas relacionados
Trabalho completo

Surgiu a ideia a partir da confecção das fichas catalográficas na fonte de
teses e dissertações defendidas na Universidade, e que tem como requisito
obrigatório a elaboração destas pelo corpo técnico. Vale lembrar que as fichas só
são elaboradas após a defesa das mesmas.
Em determinados momentos alguns dos usuários necessitavam de certa
urgência para a confecção das respectivas fichas , e enquanto aguardavam, notavase que se podia estabelecer uma maior interação com esse especialista ,
economizando tempo nas pesquisas e consultas aos dicionários especializados ou
bases de dados específicas sobre o assunto abordado, assunto esse, muitas vezes
inovador.
Essa interação criou a possibilidade de padronizar os assuntos que poderiam
ser utilizados e, o "especialista", dizia se era compreensível ou não, resultando em
maior precisão, relevância , agilidade e consistência, além de promover melhor
resultado na busca da informação pela comunidade acadêmica . Era tudo o que a
Seção precisava naquele momento. A partir daí, começou-se a pensar na
possibilidade de trabalhar de forma interdisciplinar no processo de indexar.
A intenção da equipe foi , num primeiro momento, dar agilidade ao serviço de
atribuição de assuntos, principalmente quando se tratava das teses e dissertações
que apresentavam assuntos muito específicos ou inovadores. Isto demandava da
equipe um trabalho de pesquisa em sites e materiais bibliográficos especializados, o
que acarretava uma demora no processo de normalização de assuntos. Percebeu-se
que ao atribuir assuntos com a interação do especialista , eram muito mais preciso e
rápido e assim resolveu-se trabalhar em conjunto para desenvolver tal atividade.
A classificação também trazia conflitos, pois ao classificar estes materiais em
uma determinada classe, o professor ou mesmo aluno, que tinham certeza de que o
material existia na biblioteca, não se davam ao trabalho de procura-lo no catálogo ou
base, iam direto à estante por entender que o material bibliográfico estaria na classe
conhecida por eles. Quando chegavam à estante não achavam o material. Alguns
solicitavam a mudança da classificação. Quando se julgava pertinente, trocava-se
sem problema algum, porém resolveu-se também adotar esse procedimento com a
parceria de especialistas para disponibilizar uma informação dentro dos padrões das
normas de documentação com mais agilidade e consistência . Porém existem áreas
que por serem óbvias não necessitam dessa parceria, mas outras merecem um
diálogo com especialistas.
Ao lidar com esses impasses na indexação e classificação deparou-se com a
seguinte reflexão: trabalha-se de forma isolada e, muitas das vezes, solitária . Há
quem diga que o trabalho do indexador e classificador é mesmo solitário, mas
entende-se que necessariamente não precisa ser desse modo. Compartilhar uma
pesquisa ou no caso, uma indexação com pares da mesma ou de diferentes áreas
do saber podem resultar em "produtos originais" e, por que não dizer: "produtos
compartilhados", no sentido de não só responder a uma questão de pesquisa de um
determinado campo, mas de vários, através de um diálogo compreensível e
recíproco , podendo com isso, mais de um campo se beneficiar dessa prática.
É uma questão de estar simplesmente aberto ao novo e as novas práticas de
pesquisas que se impõem e obviamente conhecer e dominar os conceitos
norteadores dessa atividade. Essa prática interdisciplinar inicialmente foi
apresentada para o desenvolvimento de pesquisas de cunho teórico, mas podem e
devem ser aplicadas, por exemplo, em um Setor de catalogação, em que esses

836

�i! """"'"
MaooNlck

~

=

:,

IiWitt.UJ

1I....111~

Organização do conhecimento: indexação, catalogação, tesauros , ontologias, taxonomias,
padrões e protocolos (Z39 .5, XML, etc.) e demais temas relacionados
Trabalho completo

profissionais acreditem que o processo de descrever um documento é um trabalho
solitário e individual, mas acredita-se que pode ser também um trabalho
interdisciplinar com a participação de especialistas para atribuir assuntos ou mesmo
direcionando a melhor classificação .
A atuação profissional na área e o tempo ajudam o bibliotecário a desenvolver
essa habilidade, como afirma Lancaster (2004), porém , até lá, o profissional irá
cometer muitos equívocos que poderão ser amenizados se trabalhados de forma
interdisciplinar. Então, porque não indexar de forma interdisciplinar? Além da
atribuição de assunto e a classificação serem mais precisas o bibliotecário ganhará
tempo.
Pode-se observar em algumas bibliotecas como os setores trabalham de
forma individualista: um setor não sabe o que acontece no outro, por que não
interagir? Ser interdisciplinar é uma questão de atitude e postura de que o
conhecimento é aberto, solto e não isolado e fechado . A interdisciplinaridade é
dinâmica como devem ser as relações entre pesquisadores e as relações de
trabalho.
Em um ambiente em que há muito trabalho e poucos profissionais
especializados não se tem muitas alternativas a não ser arregaçar as mangas e
mãos à obra . A troca de conhecimentos e a interação das realidades de trabalho
tornaram as relações melhores entre o Setor de Catalogação e a comunidade
acadêmica, pois passaram a compreender como é um processo de indexação
bibliográfica e como ela interfere na recuperação da informação.

3 Materiais e Métodos
Tendo-se em vista os objetivos deste trabalho e das características de uma
exploração técnica , tornou-se necessária a elaboração de uma sistemática para
obtenção dos resultados desejados pela SPT/BC/UFRRJ. A metodologia utilizada é a
descritiva, pois segundo Lakatos e Marconi (1986) ela aborda quatro aspectos, a
saber: a descrição, o registro, a análise e a interpretação de fenômenos atuais,
objetivando o seu funcionamento no presente. De acordo com Alyrio (2008) ela
busca essencialmente a enumeração e a ordenação de dados, sem o objetivo de
comprovar ou refutar hipóteses exploratórias, abrindo espaço para uma nova
pesquisa explicativa , fundamentada na experimentação .
Sendo assim, para a elaboração deste artigo foi necessário a realização de
um levantamento bibliográfico que desse uma visão geral sobre o assunto capaz de
fornecer dados atuais e relevantes sobre o tema e que fundamentasse a prática . O
critério usado para a seleção dos textos foi que estes discorressem sobre a
utilização da indexação na prática e a interdisciplinaridade como assunto principal ,
visando maior aproximação do objetivo desejado. Não foi feita uma pesquisa
exaustiva do assunto, pois ficaria além do necessário tendo-se em vista o foco deste
trabalho. Com estes documentos em mãos, iniciou-se uma seleção daqueles que
estivessem de acordo com as rotinas desenvolvidas e executadas pela
SPT/BC/UFRRJ .
Determinados os textos, partiu-se para a leitura e o desenvolvimento da
argumentação. Após a revisão de literatura, descreveu-se a experiência e os
procedimentos adotados pela SPT/BC da UFRRJ para a indexação. Dessa forma ,
para a elaboração do presente artigo adotou-se a metodologia descritiva,

837

�i! """"'"
MaooNlck

~

=

:,

IiWitt.UJ

1I....111~

Organização do conhecimento: indexação, catalogação, tesauros , ontologias, taxonomias,
padrões e protocolos (Z39 .5, XML, etc.) e demais temas relacionados
Trabalho completo

envolvendo o campo empírico da Seção, de forma a compartilhar essas experiências
e a colaborar para a evolução contínua dos processos inerentes à representação
temática dos documentos.
Considerando uma sistemática para o desenvolvimento deste trabalho na
SPT/BC da UFRRJ, estabeleceu-se uma metodologia de trabalho que consiste em :
analisar os títulos, seguidos do resumo/abstract e palavras chaves. O abstract se
justifica porque algumas áreas têm assuntos muito específicos e o mesmo facilita na
pesquisa de assuntos pertinentes. Também se analisa o sumário por dar um
panorama geral dos temas tratados nas dissertações e teses. Em seguida , quando
se identifica a complexidade da atribuição de assuntos, conversa-se com os
especialistas, que neste caso são os orientadores e autores das respectivas
dissertações e teses. Juntos atribuí-se os assuntos pertinentes que depois são
traduzidos para a linguagem documentária que utilizada: os cabeçalhos de assunto.
São utilizados como base de pesquisa para a atribuição dos assuntos os sites
da Biblioteca Nacional, Library of Congresss - LC e em determinados casos, devido
a especificidade, busca-se também em dicionários especializados, bases de dados
específicas e outros meios que contenham vocabulários controlados. Após análise,
faz-se a validação das palavras-chave e da escolha da metodologia apropriada para
a inserção na base de dados da BC/UFRRJ, de acordo com normas adequadas e
reconhecidas internacionalmente. Os termos livres sofrem modificações, pois é
bastante comum encontrar várias grafias, que, no entanto, se referiam ao mesmo
termo.

4 Resultados Parciais/Finais
A implementação dessa prática na Seção de Processamento Técnico da
BC/UFRRJ, permitiu alcançar os seguintes resultados:
a) Amenizar a carência de mão de obra qualificada, através do trabalho
interdisciplinar proporcionando agilidade e qualidade ao trabalho realizado;
b) Diminuição significativa da quantidade de teses e dissertações para
tratamento;
c) Normalização, uniformização e consistência à base de assuntos;
d) Facilidade no cadastro do Banco Digital de Teses e Dissertações - BOTO.
Com o trabalho pronto essa inserção pode ser feita por um profissional
treinado que não seja bibliotecário, evitando a duplicidade de trabalho e
racionalizando mão de obra especializada ;
e) Aumento do nível de conhecimento da equipe ao se abrir ao diálogo, pois
com as parcerias os indexadores se tornaram mais confiantes e seguros
para indexar principalmente as áreas mais complexas;
f) Os profissionais tornaram-se mais seguros e realizados com o resultado
obtido com o trabalho interdisciplinar;
g) A Interação e integração com a comunidade acadêmica, e com , a
elaboração deste trabalho, o registro da prática de indexação no Setor.

5 Considerações Parciais/Finais

838

�i! """"'"
MaooNlck

~

=

:,

IiWitt.UJ

1I....111~

Organização do conhecimento: indexação, catalogação, tesauros , ontologias, taxonomias,
padrões e protocolos (Z39 .5, XML, etc.) e demais temas relacionados
Trabalho completo

No campo da Ciência de Informação, o ato de identificação e descrição do
conteúdo de um documento se dá na atividade de indexar, classificar ou catalogar,
conforme observado na revisão de literatura apresentada. A indexação é o processo
básico na recuperação da informação, porque no interior desse processo se
evidenciam as etapas principais da indexação que é a identificação, a análise
conceitual e a tradução dos termos.
O indexador, profissional da informação responsável por essa atividade, deve
contar com a experiência e a habilidade para desenvolver tal tarefa, pois vão
depender desses fatores a qualidade e a precisão da indexação, além de outros
fatores que foram observados neste estudo .
Ao profissional da informação nos tempos atuais têm se visto a imposição de
se trabalhar em um cenário multidisciplinar, no caso dos indexadores de uma
universidade, por exemplo, em que existem diversos cursos e são criados tantos
outros a cada ano, emerge uma variedade de campos e áreas que só impulsionam o
indexador a cada vez mais ter um conhecimento amplo e ao mesmo tempo
específico. A forma mais eficaz que enxergamos é o trabalho em parcerias. Dentro
dos conceitos interdisciplinares, baseado em um planejamento que proporcionará
através das parcerias entre indexador e profissionais de outros campos uma
integração em que ambos se beneficiarão: tanto o campo da representação do
conhecimento como o campo das áreas envolvidas.
Dessa forma , para uma maior compreensão deste relato de experiência, fezse necessário uma breve revisão de literatura sobre Interdisciplinaridade, Indexação,
indexador e atribuição de cabeçalhos de assunto, dentre outros aspectos que
permeiam tais atividades. A intenção foi correlacionar a teoria com a prática, de
modo a reforçar os argumentos e a contribuir cada vez mais para o aperfeiçoamento
das técnicas biblioteconômicas na área da indexação.
Na perspectiva da interdisciplinaridade, é possível concluir que a integração
interdisciplinar aqui discutida gera resultados que cada vez mais agregam valor para
a consistência das bases de dados, mediante a atribuição de termos de indexação
mais precisos para uma melhor recuperação da informação.
A sucinta revisão de literatura abordada permitiu fundamentar uma prática
vivenciada no Setor de catalogação da UFRRJ, obviamente não se pretendeu
esgotar as discussões e as possibilidades que esta revisão de literatura implica.
Espera-se que essa experiência frutifique em tantas outras e que incentive o
relato de outros profissionais que como os dessa Universidade, diante da falta de
recursos e estrutura fazem uso da criatividade e da inovação que a prática permite
para trabalhar-se com qualidade e eficácia.
A ampliação através do diálogo permite enriquecer a relação com o outro e
com o mundo e uma das características da interdisciplinaridade é a interação entre
uma ou mais áreas do conhecimento e os profissionais que tiverem essa visão
encontrarão um campo maior de trabalho além de aumentarem seus conhecimentos
interagindo com outras áreas.
Essa conversa recíproca permitiu um ganho tanto para a Seção, no sentido de
agilizar o trabalho, uniformizar e dar consistência à base de dados. E com as áreas
envolvidas por poderem recuperar com precisão e eficácia as informações de que
necessitam.

6 Referências

839

�i! """"'"
MaooNlck

~

=

:,

IiWitt.UJ
1I....111~

Organização do conhecimento: indexação, catalogação, tesauros , ontologias, taxonomias,
padrões e protocolos (Z39.5, XML, etc.) e demais temas relacionados
Trabalho completo

ALYRIO, R.D. Metodologia Científica . Seropédica : PPGEN: UFRRJ , 2008 .
ARAÚJO JUNIOR, Rogério Henrique de. Precisão no processo de busca e
recuperação da informação. Brasília: Thesaurus, 2007.
BRADFORD, S. C. Documentação. Rio de Janeiro: Fundo de Cultura, 1961 .
CAMPOS, Maria Luiza de Almeida . Estudo comparativo de modelos de
representação de domínio de conhecimento: uma investigação interdisciplinar. In :
ENCONTRO NACIONAL DE PESQUISA EM CIÊNCIA DA INFORMAÇÃO, v, 2003,
Belo Horizonte. V ENANCIB - ENCONTRO NACIONAL DE PESQUISA EM CIENCIA
DA INFORMACAO, 2003 .
CESARINO, Maria Augusta da Nóbrega; PINTO, Maria Cristina Mello Ferreira .
Cabeçalho de assunto como linguagem de indexação . Revista da Escola de
Biblioteconomia da UFMG . Belo Horizonte, v.7, n. 2, p. 268-288,1978.
CINTRA, A. M.M (Org .). Para entender as linguagens documentárias. 2.ed. São
Paulo: Polis, 2002 .
DAHLBERG, Ingetraut. Uma teoria para o interconcept: teoria analítica do conceito
voltada para o referente. Título original: A referent-oriented analytical concept theory
of interconcept. [Publicado originalmente na revista] International Classification, v.
5, n. 3, p. 142-151 , 1978. [Traduzido por Vânia Teixeira Gonçalves, Bolsista do
CNPq , da equipe de Hagar. E. Gomes, Rio de Janeiro, 1990. 34p.].
FAZENDA, Ivani C. Arantes. Integração e interdisciplinaridade no ensino
brasileiro: efetividade ou ideologia? São Paulo : Edições Loyola, 1993.
GARDIN, J.C. et aI. La logique du plausible: essais d' epistemologie pratique. Paris:
Maison de Sciences de L'Homme,1981 .
GIL LEIVA, Isidoro. La automatización de la indización de documentos. Gijón
(Astúrias) : Eciciones Trea, 1999.
GREISDORF, Howard . Relevance : An Interdisciplinary and Information Science
Perspective. Speciallssue on Information Science research , v 3, n. 2, p. 67-71,
2000.
HILTON , Japiassu . Interdisciplinaridade e patologia do saber. Rio de Janeiro,
Imago,1976.
KNIGHT, Norman G. Treinamento em indexação. Rio de Janeiro: Fundação Getúlio
Vargas, 1974.
LANCASTER, F. W. Indexação e resumo : teoria e prática . 2. ed . Ver, ampl. e atual.
Tradução de Antonio Agenor Briquet de Lemos. Brasília : Briquet de Lemos/Livros,

840

�i! """"'"
MaooNlck

~

=

:,

IiWitt.UJ
1I....111~

Organização do conhecimento: indexação, catalogação, tesauros , ontologias, taxonomias,
padrões e protocolos (Z39.5, XML, etc.) e demais temas relacionados
Trabalho completo

2004.
LAKATOS, E. M.; MARCONI , M. A. Técnicas de pesquisa : planejamento e
execução de pesquisas, amostragens e técnicas de pesquisa, elaboração, análise e
interpretação de dados. São Paulo : Atlas, 1986.
MAHEU, Cristina D' Ávila . Interdisciplinaridade e mediação pedagógica. [S . I. : s.
n. , 1999?]. Disponível em :
&lt;http://www.nuppead.unifacs.br/artigos/lnterdisciplinaridade.pdf&gt; . Acesso em : 10
mar. 2012 .
NAVES, Madalena Martins Lopes. Estudos de fatores interferentes no processo de
análise de assunto . Perspect. ciênc. inf., Belo Horizonte, v. 6, n. 2, p. 189-203,
jul./dez. 2001 .
SARACEVIC, T. Relevance: a review of and a framework for the thinking on the
notion in information science . JASIS, 26(6): 321-43, Nov./Dec. 1975.
SILVA, Maria R; FUJITA, Mariângela S. L. A prática da indexação: análise da
evolução de tendências teóricas e metodológicas. Transinformação, Campinas, v.
16, n. 2, p.133-161, maio/ago. 2004 .
UNIVERSIDADE FEDERAL RURAL DO RIO DE JANEIRO. Disponível em :
&lt;http ://www.ufrrj.br/portal/modulo/reitoria/index.php?view=historia&gt; . Acesso em :
05 .04 .2012.
UNIVERSIDADE FEDERAL RURAL DO RIO DE JANEIRO. Biblioteca Central.
Seção de Processamento Técnico. Relatório Anual, 2011 . 19 f.

841

�</text>
                  </elementText>
                </elementTextContainer>
              </element>
            </elementContainer>
          </elementSet>
        </elementSetContainer>
      </file>
    </fileContainer>
    <collection collectionId="49">
      <elementSetContainer>
        <elementSet elementSetId="1">
          <name>Dublin Core</name>
          <description>The Dublin Core metadata element set is common to all Omeka records, including items, files, and collections. For more information see, http://dublincore.org/documents/dces/.</description>
          <elementContainer>
            <element elementId="50">
              <name>Title</name>
              <description>A name given to the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51396">
                  <text>SNBU - Edição: 17 - Ano: 2012 (UFRGS - Gramado/RS)</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="49">
              <name>Subject</name>
              <description>The topic of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51397">
                  <text>Biblioteconomia&#13;
Documentação&#13;
Ciência da Informação&#13;
Bibliotecas Universitárias</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="41">
              <name>Description</name>
              <description>An account of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51398">
                  <text>Tema: A biblioteca universitária como laboratório na sociedade da informação.</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="39">
              <name>Creator</name>
              <description>An entity primarily responsible for making the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51399">
                  <text>SNBU - Seminário Nacional de Bibliotecas Universitárias</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="45">
              <name>Publisher</name>
              <description>An entity responsible for making the resource available</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51400">
                  <text>UFRGS</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="40">
              <name>Date</name>
              <description>A point or period of time associated with an event in the lifecycle of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51401">
                  <text>2012</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="44">
              <name>Language</name>
              <description>A language of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51402">
                  <text>Português</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="51">
              <name>Type</name>
              <description>The nature or genre of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51403">
                  <text>Evento</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="38">
              <name>Coverage</name>
              <description>The spatial or temporal topic of the resource, the spatial applicability of the resource, or the jurisdiction under which the resource is relevant</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51404">
                  <text>Gramado (Rio Grande do Sul)</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
          </elementContainer>
        </elementSet>
      </elementSetContainer>
    </collection>
    <itemType itemTypeId="8">
      <name>Event</name>
      <description>A non-persistent, time-based occurrence. Metadata for an event provides descriptive information that is the basis for discovery of the purpose, location, duration, and responsible agents associated with an event. Examples include an exhibition, webcast, conference, workshop, open day, performance, battle, trial, wedding, tea party, conflagration.</description>
    </itemType>
    <elementSetContainer>
      <elementSet elementSetId="1">
        <name>Dublin Core</name>
        <description>The Dublin Core metadata element set is common to all Omeka records, including items, files, and collections. For more information see, http://dublincore.org/documents/dces/.</description>
        <elementContainer>
          <element elementId="50">
            <name>Title</name>
            <description>A name given to the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="63258">
                <text>A interdisciplinaridade na indexação: um relato de atividade prática na Biblioteca Central da UFRRJ.</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="39">
            <name>Creator</name>
            <description>An entity primarily responsible for making the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="63259">
                <text>Santos, Ana Paula L. dos; Benther, Fátima Assis de A.; Almeida, Heloísa Assis de; Schettini, Letícia</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="38">
            <name>Coverage</name>
            <description>The spatial or temporal topic of the resource, the spatial applicability of the resource, or the jurisdiction under which the resource is relevant</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="63260">
                <text>Gramado (Rio Grande do Sul)</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="45">
            <name>Publisher</name>
            <description>An entity responsible for making the resource available</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="63261">
                <text>UFRGS</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="40">
            <name>Date</name>
            <description>A point or period of time associated with an event in the lifecycle of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="63262">
                <text>2012</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="51">
            <name>Type</name>
            <description>The nature or genre of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="63264">
                <text>Evento</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="41">
            <name>Description</name>
            <description>An account of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="63265">
                <text>Discorre sobre a experiência da Seção de Processamento Técnico da Biblioteca Central da Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro – SPT/BC/UFRRJ, com uma sucinta revisão de literatura sobre Interdisciplinaridade, indexação, indexador, cabeçalhos de assunto e os aspectos que envolvem esses processos. A proposta de trabalho implantada teve como objetivo dar agilidade, uniformização e consistência a atribuição de termos no processamento técnico das teses e dissertações recebidas para tratamento na Biblioteca Central da Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro – BC/UFRRJ por meio de uma parceria interdisciplinar. A experiência consiste em uma interação entre o Serviço de Catalogação com profissionais que atuam em áreas específicas do conhecimento. A metodologia utilizada é a descritiva. Conclui que essa integração gera resultados na consistência das bases de dados e na atribuição de termos de indexação para uma recuperação eficiente da informação.</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="44">
            <name>Language</name>
            <description>A language of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="69431">
                <text>pt</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
        </elementContainer>
      </elementSet>
    </elementSetContainer>
  </item>
  <item itemId="5931" public="1" featured="0">
    <fileContainer>
      <file fileId="4995">
        <src>http://repositorio.febab.org.br/files/original/49/5931/SNBU2012_070.pdf</src>
        <authentication>27141d5a26f9a73875b62b68d2338c98</authentication>
        <elementSetContainer>
          <elementSet elementSetId="4">
            <name>PDF Text</name>
            <description/>
            <elementContainer>
              <element elementId="92">
                <name>Text</name>
                <description/>
                <elementTextContainer>
                  <elementText elementTextId="63257">
                    <text>i! """"'"
MaooNlck

~

=

:,

IiWitt.UJ
1I....111~

Organização do conhecimento: indexação, catalogação, tesauros , ontologias, taxonomias,
padrões e protocolos (Z39 .5, XML, etc.) e demais temas relacionados
Resumo expandido

CONTROLE DE AUTORIDADE DE ASSUNTO EM UMA
BIBLIOTECA UNIVERSITÁRIA DA ÁREA DA SAÚDE E
ATUALIZAÇÃO TERMINOLÓGICA

Helen Flores 1, Romilda Aparecida Teofano2, Sandro Costa Gomes3,
Thales Nunes da Silva3
1Bibliotecária, Especialista em Gestão de Biblioteca Universitárias, UFRGS, Porto Alegre, RS
2Bibliotecária, Hospital de Clínicas de Porto Alegre, Porto Alegre, RS
3Aluno de Graduação do Curso de Biblioteconomia, UFRGS, Porto Alegre, RS

1 Introdução
A Biblioteca da Faculdade de Medicina da Universidade Federal do Rio
Grande do Sul e do Hospital de Clínicas de Porto Alegre (FAMED/HCPA) adotou as
linguagens documentárias usadas atualmente a partir de 1997, tendo em vista que
os instrumentos utilizados até aquele momento (18 . edição da CDD e vocabulário
controlado) , não atendiam as necessidades de sua comunidade , tanto com relação à
organização do acervo, como quanto à indexação. Para a escolha de novas
linguagens documentárias foram observadas as seguintes características da área :
predominância de literatura em inglês, terminologia especializada e constantemente
atualizada . Após estudo das alternativas disponíveis optou-se pela adoção da
National Library of Medicine Classification, para a classificação e dos Descritores em
Ciências da Saúde (DeCS) para a indexação dos documentos.
A reclassificação dos materiais foi feita aos poucos, de 1997 a 2006 (a partir
de 2005 o processo foi acelerado pela implantação de um projeto institucional de
Catalogação Retrospectiva) . Desde aquele período foram feitas correções pontuais
nos registros de autoridade. Com a consolidação do uso dos instrumentos pelo
pessoal da Biblioteca , foi verificada a necessidade de estabelecer uma estratégia
para futuras atualizações, motivo pelo qual foi realizado este estudo .

2 Materiais e Métodos
A primeira etapa do trabalho consistiu de consulta ao catálogo de autoridades
de assunto do Catálogo das Bibliotecas da UFRGS (SABI), onde foram identificados
os descritores utilizados pela Biblioteca FAMED/HCPA. Os termos resultantes da
busca foram transferidos para uma planilha no software Excel. O próximo passo foi
fazer uma comparação entre os termos existentes na planilha e os termos
eliminados ou alterados do DeCS Edição 2012. O resultado foi uma listagem dos
descritores que precisarão ser atualizados, contendo uma coluna para o termo
eliminado/alterado e outra para o termo que o substituiu . Seguida de uma consulta
ao SABi para verificar quantos e quais os registros bibliográficos que seriam

824

�i! """"'"
MaooNlck

~

=

:,

IiWitt.UJ
1I....111~

Organização do conhecimento: indexação, catalogação, tesauros , ontologias, taxonomias,
padrões e protocolos (Z39 .5, XML, etc.) e demais temas relacionados
Resumo expandido

atingidos a partir da efetivação da tarefa.

3 Resultados Finais
Os resultados obtidos retratam o número de registros de autoridade a serem
corrigidos, e a quantidade de registros bibliográficos a eles relacionados (Tabela 1).
Tabela 1 - Descritores a serem atualizados
Situação do Termo
Registros de
Registros
Autoridade
Bibliográficos
Eliminados
Alterados

-

6
69
75

101

456
557

.
Fontes: DeCS edlçao
2012. Dlsponlvel em: &lt; http://decs.bvs.br/P/decs2012p.htm/ &gt;. Acesso em : 23 abro 2012.
SABI - Sistema de Automação de Bibliotecas da UFRGS. Disponível em : &lt; http://sabi.ufrgs .br/F?RN=509238320
&gt;. Acesso em : 23 abr. 2012.

Após a análise dos dados verificou-se que seria necessano efetivar as
correções em uma amostra dos descritores, para identificar as etapas do processo
de atualização no Catálogo de Autoridades da Biblioteca, levando-se em conta as
instruções existentes no manual correspondente 1 . Assim sendo, os termos
eliminados foram excluídos e nos registros bibliográficos onde apareciam foram
incluídos os termos identificados na listagem publicada pela BIREME como "conceito
absorvido por", sendo anotados todos os passos até a conclusão da atividade.

4 Considerações Finais
Os dados obtidos e as correções efetuadas foram essenciais para o
estabelecimento de uma rotina a ser aplicada nas futuras atualizações.
Passos do processo:
a) Revisão anual dos registros de autoridade, ou sempre que houver uma
nova edição dos DeCS;
b) No registro de autoridade incluir o DeCS como fonte positiva ou fonte
onde os dados foram encontrados, no campo 670 , subcampo
em
todos os registros revisados (o acréscimo desta nota garantirá que os
catalogadores tenham a certeza de que o descritor está atualizado);
c) Incluir no campo 667, subcampo
do mesmo registro de autoridade,
informação sobre a data (ano) da atualização (Figura 1);
d) Relacionar as remissivas a serem posteriormente incluídas nos
registros;
e) Apagar do Catálogo Autoridade os termos eliminados.

ª,

ª

1 UNIVERSIDADE FEDERAL DO RIO GRANDE DO SUL. Comissão de Automação . Manual de Registro de
Autoridades. Disponível em: http://paginas.ufrgs.br/documenta/manuais-sabi/registro-de-autoridades. Acesso em :
27/04/12 .

825

�Organização do conhecimento: indexação, catalogação, tesauros , ontologias, taxonomias,
padrões e protocolos (Z39.5, XML, etc.) e demais temas relacionados
Resumo expandido

ao - AUPH - 'It'r.I6o 20.01

Cltto
AtquWo

El

V~llUf

&amp;~

C.11IogiÇ'O 1111'11

I

URSOl - urRGS S'b .
Edim.ç&amp;t

(lItro

fdit., tGto

fISOl SfMdor 141.54116L"6991

01

adof: MED- ...

AjUdl

~ f'tJJ No. 'i$lcwna ~ Inlerrerot'l ôtlr.l o AnO:

19' mI;J8BcdH1 B GlJ

(] 1""'00."'"

il IClI l tl I BII I

e Ediclr registro

• URS10-632080
Importar roglstl'O

:::lI&gt;
!.ider

canlpo controle

:::~'!!~ desc.
fIOtoI intem&lt;l

hllR

õõii -

-

150 -

=

818 667

--.--n' -.. - ---0----·-

06D11 ] n n- acn nnaaan --------- un - a n a ----- d

I nt erf eron alfa
MED
Atua llzaÇlo OeCS 20 12
NED

]&gt;ecs - Descr ll or es em ciê ncias da Saude

f onte positiva

)" D
ICTA
.,0

•
OI

... J
lilI

URSlO - m,o,

Figura 1 - Registro de autoridade no SABI
Fonte: SABI
Sistema
de Automação
de
Bibliotecas
http://sabi.ufrgs.br/F?RN=509238320 &gt; . Acesso em: 22 jun. 2012.

da

UFRGS.

Disponivel

em:

&lt;

A preocupação com a atualização terminológica para a recuperação dos
dados nas buscas por assunto sempre deve estar presente, e em muitos casos a
manutenção do termo eliminado ou alterado como "Autorizado" e a inclusão do
termo atualizado como uma remissa não é suficientemente esclarecedora para o
catalogador. O uso das notas propostas pelo Formato MARC, indicando fontes
positivas (campo 670), e negativas (campo 775), bem como notas gerais (campo
667 e/ou 680), ainda são alternativas interessantes e cujo impacto na consistência
dos Catálogos justifica o seu uso, uma vez que a adequação dos descritores
adotados pela Biblioteca aos avanços das ciências é condição essencial para a
recuperação das informações armazenadas, por parte dos usuários que delas
necessitam.

5 Referências
BIREME/OPAS/OMS. Setor de Terminologia e Classificação em Saúde. DeCS 2012 .
Disponível em : &lt; http://decs.bvs.br/P/decs2012p.htm/ &gt;. Acesso em: 23 abro2012.

826

�</text>
                  </elementText>
                </elementTextContainer>
              </element>
            </elementContainer>
          </elementSet>
        </elementSetContainer>
      </file>
    </fileContainer>
    <collection collectionId="49">
      <elementSetContainer>
        <elementSet elementSetId="1">
          <name>Dublin Core</name>
          <description>The Dublin Core metadata element set is common to all Omeka records, including items, files, and collections. For more information see, http://dublincore.org/documents/dces/.</description>
          <elementContainer>
            <element elementId="50">
              <name>Title</name>
              <description>A name given to the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51396">
                  <text>SNBU - Edição: 17 - Ano: 2012 (UFRGS - Gramado/RS)</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="49">
              <name>Subject</name>
              <description>The topic of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51397">
                  <text>Biblioteconomia&#13;
Documentação&#13;
Ciência da Informação&#13;
Bibliotecas Universitárias</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="41">
              <name>Description</name>
              <description>An account of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51398">
                  <text>Tema: A biblioteca universitária como laboratório na sociedade da informação.</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="39">
              <name>Creator</name>
              <description>An entity primarily responsible for making the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51399">
                  <text>SNBU - Seminário Nacional de Bibliotecas Universitárias</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="45">
              <name>Publisher</name>
              <description>An entity responsible for making the resource available</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51400">
                  <text>UFRGS</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="40">
              <name>Date</name>
              <description>A point or period of time associated with an event in the lifecycle of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51401">
                  <text>2012</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="44">
              <name>Language</name>
              <description>A language of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51402">
                  <text>Português</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="51">
              <name>Type</name>
              <description>The nature or genre of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51403">
                  <text>Evento</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="38">
              <name>Coverage</name>
              <description>The spatial or temporal topic of the resource, the spatial applicability of the resource, or the jurisdiction under which the resource is relevant</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51404">
                  <text>Gramado (Rio Grande do Sul)</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
          </elementContainer>
        </elementSet>
      </elementSetContainer>
    </collection>
    <itemType itemTypeId="8">
      <name>Event</name>
      <description>A non-persistent, time-based occurrence. Metadata for an event provides descriptive information that is the basis for discovery of the purpose, location, duration, and responsible agents associated with an event. Examples include an exhibition, webcast, conference, workshop, open day, performance, battle, trial, wedding, tea party, conflagration.</description>
    </itemType>
    <elementSetContainer>
      <elementSet elementSetId="1">
        <name>Dublin Core</name>
        <description>The Dublin Core metadata element set is common to all Omeka records, including items, files, and collections. For more information see, http://dublincore.org/documents/dces/.</description>
        <elementContainer>
          <element elementId="50">
            <name>Title</name>
            <description>A name given to the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="63249">
                <text>Controle de autoridade de assunto em uma biblioteca da área da saúdee atualização terminológica.</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="39">
            <name>Creator</name>
            <description>An entity primarily responsible for making the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="63250">
                <text>Flores, Helen; Teofano, Romilda Aparecida; Gomes, Sandro Costa; Silva, Thales Nunes da</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="38">
            <name>Coverage</name>
            <description>The spatial or temporal topic of the resource, the spatial applicability of the resource, or the jurisdiction under which the resource is relevant</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="63251">
                <text>Gramado (Rio Grande do Sul)</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="45">
            <name>Publisher</name>
            <description>An entity responsible for making the resource available</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="63252">
                <text>UFRGS</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="40">
            <name>Date</name>
            <description>A point or period of time associated with an event in the lifecycle of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="63253">
                <text>2012</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="51">
            <name>Type</name>
            <description>The nature or genre of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="63255">
                <text>Evento</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="41">
            <name>Description</name>
            <description>An account of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="63256">
                <text>Discorre sobre a escolha de novo vocabulário controlado  e a adoção de normas para a classificação dos descritores em Ciência da Saúde para a indexação dos documentos</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="44">
            <name>Language</name>
            <description>A language of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="69430">
                <text>pt</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
        </elementContainer>
      </elementSet>
    </elementSetContainer>
  </item>
  <item itemId="5930" public="1" featured="0">
    <fileContainer>
      <file fileId="4994">
        <src>http://repositorio.febab.org.br/files/original/49/5930/SNBU2012_069.pdf</src>
        <authentication>35465b2f3dc8a521dbab98061374b386</authentication>
        <elementSetContainer>
          <elementSet elementSetId="4">
            <name>PDF Text</name>
            <description/>
            <elementContainer>
              <element elementId="92">
                <name>Text</name>
                <description/>
                <elementTextContainer>
                  <elementText elementTextId="63248">
                    <text>i! """"'"
MaooNlck

~

=

:,

IiWitt.UJ
1I....111~

Organização do conhecimento: indexação, catalogação, tesauros , ontologias, taxonomias,
padrões e protocolos (Z39 .5, XML, etc.) e demais temas relacionados
Resumo expandido

o COMPORTAMENTO DA FOLKSONOMIA NO TWITTER: A
ATINÊNCIA EM RECUPERAÇÃO DA INFORMAÇÃO

Priscila Oliveira da Mata 1, Eduardo Ribeiro Felipe2
1 Especialista

em Arquitetura e Organização da Informação, Universidade Federal de Minas
Gerais , Belo Horizonte, Minas Gerais

2Professor da Escola de Ciência da Informação da Universidade Federal de Minas Gerais,
Belo Horizonte, Minas Gerais

1 Introdução

o advento da internet trouxe mudanças consideráveis nos processos de
tratamento e recuperação da informação, devido à grande quantidade de
informações que circulam na rede e sua abrangência de acesso. Segundo Feitosa
(2006), novas formas de organizar e compartilhar os conteúdos disponíveis na
internet surgem em virtude deste novo cenário trazido pelo uso cada vez maior das
tecnologias de informação e comunicação. Neste sentido, como lembra Baeza Yates e Ribeiro Neto (1999), a web hoje é altamente interativa, porque não é passiva
perante o tempo e o espaço, possibilitando a criação de informações por diversos
membros em um ambiente colaborativo. Portanto, surgem novos conceitos no
âmbito da organização da informação na web, como a folksonomia . Este novo
modelo de organização e representação da informação está sendo amplamente
utilizado em ambientes colaborativos, característicos da web 2.0, como as redes
sociais.
Folksonomia é a tradução do termo folksonomy, cunhado por Thomas Vander
Wal, em 2004 , a partir da junção de folk (pessoas) com taxonomy (taxonomia) . Para
Wal (2006), a folksonomia é realizada em um ambiente social (compartilhado e
aberto a outros) e pode ser entendida como o resultado da atribuição livre e pessoal
de etiquetas a informações ou objetos na web, visando a sua futura recuperação .
Neste sentido, segundo Aquino (2006), é o próprio usuário que representa e
recupera informações através das tags que ele mesmo cria.
Posto isto, o presente trabalho investigou o comportamento da folksonomia no
Twitter no que tange à credibilidade do conteúdo das informações relacionadas às
hashtags utilizadas pelos usuários do microblog para classificarem seus posts.
Analisou-se também o fenômeno lexical da polissem ia, um dos fatores interferentes
na precisão na recuperação da informação no Twifter e os problemas causados pela
proliferação de spams que tem afetado diretamente a credibilidade das informações
que circulam no microblog.
2 Materiais e Métodos

821

�i! """"'"
MaooNlck

~

=

:,

IiWitt.UJ

1I....111~

Organização do conhecimento: indexação, catalogação, tesauros , ontologias, taxonomias,
padrões e protocolos (Z39 .5, XML, etc.) e demais temas relacionados
Resumo expandido

Utilizou-se para compor o percurso metodológico a netnografia, que
analisa o comportamento dos indivíduos de comunidades virtuais e cibercultura .
Desta forma, na barra de pesquisa "search" do Twitter, foram realizadas pesquisas
com as hashtags #CALABOCAGALVAO, #Go/, #Rio, #Parangolixo ,#/do/ e #ufmg.
Com exceção da hashtag #ufmg, a escolha das outras hashtags deu-se
por causa do sucesso alcançado por elas e em virtude do significado e da
importância que elas tiveram no momento em que foram criadas.
período de realização da pesquisa foi de junho de 2010 a julho de 2011 .
Durante esse período, foram realizadas buscas no Twitter com as hashtags citadas e
foi avaliado que tipo de conteúdo estava atrelado a essas hashtags. A quantidade
precisa de posts recuperados não foi contabilizada, uma vez que isso se mostrou
inviável em virtude da grande quantidade de tweets, principalmente no momento em
que as hashtags encontravam-se nos trending topics.
Através dos resultados das buscas, foram observadas as estratégias
usadas pelos usuários para etiquetagem dos posts recuperados. Desta forma, foi
possível como alguns fatores inerentes ao uso da fo/ksonomia, como a polissem ia e
a intenção dos usuários no momento dos posts, têm influenciado a precisão na
recuperação das informações dentro do Twitter.

°

3 Resultados Parciais/Finais
Apesar das vantagens que a fo/ksonomia apresenta, o seu uso também
traz diversos problemas que podem diminuir a precisão na recuperação das
informações que são indexadas em linguagem natural.
As buscas realizadas no Twitter com as hashtags #CALABOCAGALVAO,
#Go/, #Rio, #Parangolixo e #Idol mostraram que são várias as inconsistências e
ambiguidades. A polissemia talvez seja um dos principais problemas ocasionados
pelo uso da fo/ksonomia . São inúmeras palavras com sentidos múltiplos usadas para
indexar tweets. Na pesquisa , encontramos uma mesma hashtag descrevendo
assuntos e ideias distintos, como foi o caso da hashtag #GOL que foi usada para
descrever, não só assuntos que tratavam da empresa de aviação Gol Linhas Aéreas,
mas também, para descrever o automóvel Gol, da Vo/kswagen , e ainda, para
descrever assuntos relacionados a futebol.
Com a pesquisa observou-se ainda que a intenção dos usuários do
Twitter quando indexam seus posts, também é um fator que deve ser levado em
consideração. Como foi visto vários usuários indexam seus posts com as hashtags
mais comentadas (trending topics) apenas com o intuito de ganhar maior visibilidade
dentro da rede, ou no caso das empresas, visando a divulgação de sua marca ou
produto.
Foi possível verificar também a questão da proliferação de spams no site .
Muitas empresas estão usando este mecanismo para manter a sua marca e/ou
produtos entre os trending topics com o intuito de se promoverem na rede.

4 Considerações Parciais/Finais

822

�i! """"'"
MaooNlck

~

=

:,

IiWitt.UJ

1I....111~

Organização do conhecimento: indexação, catalogação, tesauros , ontologias, taxonomias,
padrões e protocolos (Z39 .5, XML, etc.) e demais temas relacionados
Resumo expandido

A análise das estratégias de indexação no Twitler permitiu compreender
se os usuários estão indexando os seus posts de acordo com o conteúdo dos
mesmos ou se estão apenas associando hashtags mais comentadas, com o intuito
de atingir uma audiência maior na rede.
Todos os problemas ocasionados pelo uso da folksonomia influenciam na
atinência em processos de recuperação da informação no Twitter e comprometem a
sua finalidade que é de ser um canal informativo.
Em virtude das várias temáticas abordadas, como a semântica e a
folksonomia , espera-se que este estudo venha a contribuir e incentivar investigações
futuras em diversas áreas. Nesse sentido, a compreensão das estratégias de
indexação teve como propósito servir como auxílio para estudos futuros nas áreas
de: recuperação e organização da informação no Twitler, estudos de mensuração e
monitoramento em mídias sociais; estudos na área de semântica , em virtude da
polissemia ; estudos voltados para o desenvolvimento de ferramentas anti-spams que
levem em consideração as especificidades do Twifter, e web semântica.

5 Referências
AQUINO, Maria Clara. A folksonomia como hipertexto potencializador de memória coletiva:
um estudo dos links e das tags no de.licio.us e no Flickr. Liinc em Revista, v. 4, n. 2, p. 303320, set. 2008.
BAEZA-YATES, Ricardo; RIBEIRO NETO, Berthier. Modeling. In:
. Modern
information retrieval. New York: Addison Wesley, 1999. Disponível em: &lt;
http://www2.dcc.ufmg.br/livros/irbook/chapters/chap2.html&gt; Acesso em: 21 jun. 2012.

FEITOSA, Ailton. Organização da informação na web: das tags à web semântica. Brasília :
Thesaurus, 2006. 132 p.
WAL, Thomas Vander. Folksonomy definition and wikipedia. [s.I]: [s.n], [2005]. Disponível
em: &lt; http://www.vanderwal.netlrandom/entrysel.php?blog=1750&gt;. Acesso em: 21 jun.
2012.

823

�</text>
                  </elementText>
                </elementTextContainer>
              </element>
            </elementContainer>
          </elementSet>
        </elementSetContainer>
      </file>
    </fileContainer>
    <collection collectionId="49">
      <elementSetContainer>
        <elementSet elementSetId="1">
          <name>Dublin Core</name>
          <description>The Dublin Core metadata element set is common to all Omeka records, including items, files, and collections. For more information see, http://dublincore.org/documents/dces/.</description>
          <elementContainer>
            <element elementId="50">
              <name>Title</name>
              <description>A name given to the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51396">
                  <text>SNBU - Edição: 17 - Ano: 2012 (UFRGS - Gramado/RS)</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="49">
              <name>Subject</name>
              <description>The topic of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51397">
                  <text>Biblioteconomia&#13;
Documentação&#13;
Ciência da Informação&#13;
Bibliotecas Universitárias</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="41">
              <name>Description</name>
              <description>An account of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51398">
                  <text>Tema: A biblioteca universitária como laboratório na sociedade da informação.</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="39">
              <name>Creator</name>
              <description>An entity primarily responsible for making the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51399">
                  <text>SNBU - Seminário Nacional de Bibliotecas Universitárias</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="45">
              <name>Publisher</name>
              <description>An entity responsible for making the resource available</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51400">
                  <text>UFRGS</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="40">
              <name>Date</name>
              <description>A point or period of time associated with an event in the lifecycle of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51401">
                  <text>2012</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="44">
              <name>Language</name>
              <description>A language of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51402">
                  <text>Português</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="51">
              <name>Type</name>
              <description>The nature or genre of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51403">
                  <text>Evento</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="38">
              <name>Coverage</name>
              <description>The spatial or temporal topic of the resource, the spatial applicability of the resource, or the jurisdiction under which the resource is relevant</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51404">
                  <text>Gramado (Rio Grande do Sul)</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
          </elementContainer>
        </elementSet>
      </elementSetContainer>
    </collection>
    <itemType itemTypeId="8">
      <name>Event</name>
      <description>A non-persistent, time-based occurrence. Metadata for an event provides descriptive information that is the basis for discovery of the purpose, location, duration, and responsible agents associated with an event. Examples include an exhibition, webcast, conference, workshop, open day, performance, battle, trial, wedding, tea party, conflagration.</description>
    </itemType>
    <elementSetContainer>
      <elementSet elementSetId="1">
        <name>Dublin Core</name>
        <description>The Dublin Core metadata element set is common to all Omeka records, including items, files, and collections. For more information see, http://dublincore.org/documents/dces/.</description>
        <elementContainer>
          <element elementId="50">
            <name>Title</name>
            <description>A name given to the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="63240">
                <text>O comportamento da Folksonomia no Twitter: a atinência em recuperação da informação.</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="39">
            <name>Creator</name>
            <description>An entity primarily responsible for making the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="63241">
                <text>Mata, Priscila Oliveira da; Felipe, Eduardo Ribeiro</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="38">
            <name>Coverage</name>
            <description>The spatial or temporal topic of the resource, the spatial applicability of the resource, or the jurisdiction under which the resource is relevant</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="63242">
                <text>Gramado (Rio Grande do Sul)</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="45">
            <name>Publisher</name>
            <description>An entity responsible for making the resource available</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="63243">
                <text>UFRGS</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="40">
            <name>Date</name>
            <description>A point or period of time associated with an event in the lifecycle of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="63244">
                <text>2012</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="51">
            <name>Type</name>
            <description>The nature or genre of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="63246">
                <text>Evento</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="41">
            <name>Description</name>
            <description>An account of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="63247">
                <text>Investiga o comportamento da Folksonomia no Twitter no que tange à acredibilidade do conteúdo das informações relacionadas às hashtags utilizadas pelos usuários do microblog para classificarem seus posts</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="44">
            <name>Language</name>
            <description>A language of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="69429">
                <text>pt</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
        </elementContainer>
      </elementSet>
    </elementSetContainer>
  </item>
  <item itemId="5929" public="1" featured="0">
    <fileContainer>
      <file fileId="4993">
        <src>http://repositorio.febab.org.br/files/original/49/5929/SNBU2012_068.pdf</src>
        <authentication>785a6d999f3e98abcdaff3a073d1f773</authentication>
        <elementSetContainer>
          <elementSet elementSetId="4">
            <name>PDF Text</name>
            <description/>
            <elementContainer>
              <element elementId="92">
                <name>Text</name>
                <description/>
                <elementTextContainer>
                  <elementText elementTextId="63239">
                    <text>i! """"'"
MaooNlck

~

=

:,

IiWitt.UJ

1I....111~

Organização do conhecimento: indexação, catalogação, tesauros , ontologias, taxonomias,
padrões e protocolos (Z39 .5, XML, etc.) e demais temas relacionados
Resumo expandido

TERMINOLOGIA DE FILOSOFIA: RECONSTRUÇÃO DA
HIERARQUIA PARA O VOCABULÁRIO CONTROLADO DA USP

Eliana Mara Martins Ramalho',
Gustavo Barreto Vilhena de Paivél
1 Bibliotecária,

FFLCH , USP, São Paulo, SP, Membro do Grupo Gestor do Vocabulário Controlado do

SIBi/USP
2Doutorando em Filosofia , FFLCH , USP, São Paulo, SP. Bolsista CAPES.

1 Introdução

o Vocabulário Controlado do SIBilUSP é uma ferramenta de representação
da informação, uma linguagem documentária construída a partir de procedimentos
terminológicos e documentários pelos bibliotecários do SIBi/USP, com participação
de especialistas de todas as áreas do conhecimento abrangidas pelos seus
descritores (LIMA; BOCCATO, 2009, p. 133). É utilizado para indexação e
recuperação de informação no Banco de Dados Bibliográfico da USP. Trata-se de
um instrumento dinâmico que necessita de atualização contínua (SANTOS et ai,
2010), criteriosamente.
Pretendemos aqui apresentar a metodologia que vem sendo desenvolvida e
implementada para a revisão e atualização das relações hierárquicas do Vocabulário
da área de Filosofia .
O desempenho de uma linguagem documentá ria é fator essencial para a
indexação e recuperação da informação (BOCCATO; FUJITA, 2006 , p.278). Porém ,
a dificuldade de indexar era evidente para os profissionais da informação da
Biblioteca da Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas da USP, tanto pela
falta de domínio dos assuntos da área, quanto pelo desempenho da linguagem
documentária disponível. Para os usuários e pesquisadores, a recuperação da
informação mostrava-se prejudicada, já que a abrangência e as especificidades das
áreas de estudo não se mostravam contempladas na estrutura hierárquica em uso.
Assim, era necessário um trabalho conjunto entre os profissionais da
informação e os especialistas da área de Filosofia que seriam usuários do Banco de
Dados Bibliográfico. Como sugerem Boccato e Fujita (2006), a integração entre o
profissional da informação e o usuário no desenvolvimento participativo de suas
atividades mostra-se o caminho para a construção de uma linguagem documentária
que atenda as necessidades de recuperação de maneira condizente com as
exigências informacionais desse usuário/pesquisador.
Iniciativas desse tipo já foram implementadas na USP, por exemplo, na área
de Matemática (MORAES; CRISTINAINI, 2006). Segundo as autoras, são
fundamentais em nossa metodologia o endosso do pesquisador da área de Filosofia
(que também será o usuário) e a garantia literária dos termos, isto é, a adoção de
fontes especializadas como base para definição dos descritores.

818

�i! """"'"
MaooNlck

~

=

:,

IiWitt.UJ

1I....111~

Organização do conhecimento: indexação, catalogação, tesauros , ontologias, taxonomias,
padrões e protocolos (Z39 .5, XML, etc.) e demais temas relacionados
Resumo expandido

2 Materiais e Métodos
A revisão da estrutura hierárquica da Filosofia envolveu a participação de
docentes, pós-graduandos e profissionais da informação. Incialmente, a sugestão
era uma revisão da hierarquia e a atualização dos termos. Entretanto, a proposta do
docente coordenador foi construir uma nova hierarquia baseada no estudo da
Filosofia do ponto de vista da História da Filosofia, isto é, pela perspectiva mais
adotada pelos docentes e discentes do Departamento de Filosofia da USP. Isso
condiz com o apontamento de Boccato e Fujita (2006) quanto à necessidade de
considerar a instituição e as características do assunto tratado. Com a
macroestrutura hierárquica definida, a coleta de dados foi realizada junto aos
especialistas de cada sub-área da Filosofia. A análise conceitual dos dados e a
montagem das relações hierárquicas exigiram constantes revisões e foram
realizadas pelos especialistas com o acompanhamento do profissional da
informação.
A exigência de que a cada termo da estrutura hierárquica seja relacionada
uma nota de escopo que tome por base fontes especializadas, de maneira a
fornecer a garantia literária dos termos, levou à consulta de dicionários e
vocabulários da área de Filosofia.

3 Resultados Parciais/Finais

o resultado parcial obtido em três meses de trabalho foi a completa
reestruturação da hierarquia da Filosofia. Se a estrutura inicial contava com 155
termos, a nova estrutura abrange 514 termos, organizados em duas classes:
"História da Filosofia" e "Filosofia Geral". A primeira reúne todos os termos que
representam períodos históricos da Filosofia , bem como Escolas Filosóficas que se
desenvolveram nesses diversos períodos. Os termos foram organizados por um
princípio ora cronológico, ora geográfico, ora linguístico seguindo a terminologia
padrão em cada caso. Isso afasta a nova hierarquia da antiga uma vez que esta
última era organizada pelo princípio alfabético. A segunda classe abrange termos
que representam áreas da Filosofia, temáticas filosóficas e seus conceitos de uso
corrente . Estes três se subordinam à Filosofia Geral por poderem ser utilizados para
a caracterização de diversos períodos da História da Filosofia e assim não
encontrarem uma subordinação adequada na hierarquia sob esta primeira classe.
Estabelecida a hierarquia, é exigida para cada termo uma nota de escopo,
que visa sanar a referida dificuldade dos profissionais da informação no momento de
indexação. A nota de escopo é fornecida pelos especialistas com base nas também
fontes especializadas. Tal prática constitui mais um elemento em que a hierarquia
proposta se afasta da atual, pois nesta última não havia a exigência do
estabelecimento de notas de escopo.
4 Considerações Parciais/Finais

819

�i! """"'"
MaooNlck

~

=

:,

IiWitt.UJ

1I....111~

Organização do conhecimento: indexação, catalogação, tesauros , ontologias, taxonomias,
padrões e protocolos (Z39.5, XML, etc.) e demais temas relacionados
Resumo expandido

Tanto no estabelecimento da hierarquia quanto das notas de escopo, se
mostrou fundamental a interação entre especialistas da área de Filosofia e
profissionais da informação. De fato, ela possibilitou compreender as necessidades
dos primeiros enquanto usuários na recuperação da informação e, para responder a
essas necessidades, gerou um instrumento mais completo e informativo para a
execução do trabalho de indexação por parte dos profissionais da informação.
A recomendação é a implantação da nova estrutura hierárquica e a revisão
dos registros do Banco de Dados Bibliográfico da USP para adequação aos novos
termos implementados.

5 Referências
BOCCATO, V.R.C .; FUJITA, M.S.. L. Estudos de avaliação quantitativa e qualitativa
de linguagens documentárias: uma síntese bibliográfica. Perspectivas em Ciência da
Informação, Belo Horizonte, v.11 ,n.2,p.267-281 , 2006.
LIMA, V.MA ; BOCCATO, V.R.C . O desempenho terminológico dos descritores em
Ciência da Informação do Vocabulário Controlado do SIBi/USP nos processos de
indexação manual, automática e semi-automática. Perspectivas em Ciência da
Informação, Belo Horizonte, v.14,n.1,p.131-151 ,2009.
MORAES, J.S.; CRISTIANINI , G.M .S. Terminologia de matemática: revisão da área
para o Vocabulário Controlado da USP. In: SEMINÁRIO NACIONAL DE
BIBLIOTECAS UNIVERSITÁRIAS, 15, 2006, Salvador. Anais... Salvador:
UFBA/SIBI , 2006.
SANTOS, CAC .M. et aI. Sistema de gestão para linguagem documentária :
metadados e rede colaborativa no Vocabulário Controlado do SIBi/USP. In :
SEMINÁRIO NACIONAL DE BIBLIOTECAS UNIVERSITÁRIAS, 16, 2010 , Rio de
Janeiro. Anais.. . Rio de Janeiro: UFRJ/SiBI , 2010.

820

�</text>
                  </elementText>
                </elementTextContainer>
              </element>
            </elementContainer>
          </elementSet>
        </elementSetContainer>
      </file>
    </fileContainer>
    <collection collectionId="49">
      <elementSetContainer>
        <elementSet elementSetId="1">
          <name>Dublin Core</name>
          <description>The Dublin Core metadata element set is common to all Omeka records, including items, files, and collections. For more information see, http://dublincore.org/documents/dces/.</description>
          <elementContainer>
            <element elementId="50">
              <name>Title</name>
              <description>A name given to the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51396">
                  <text>SNBU - Edição: 17 - Ano: 2012 (UFRGS - Gramado/RS)</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="49">
              <name>Subject</name>
              <description>The topic of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51397">
                  <text>Biblioteconomia&#13;
Documentação&#13;
Ciência da Informação&#13;
Bibliotecas Universitárias</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="41">
              <name>Description</name>
              <description>An account of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51398">
                  <text>Tema: A biblioteca universitária como laboratório na sociedade da informação.</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="39">
              <name>Creator</name>
              <description>An entity primarily responsible for making the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51399">
                  <text>SNBU - Seminário Nacional de Bibliotecas Universitárias</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="45">
              <name>Publisher</name>
              <description>An entity responsible for making the resource available</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51400">
                  <text>UFRGS</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="40">
              <name>Date</name>
              <description>A point or period of time associated with an event in the lifecycle of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51401">
                  <text>2012</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="44">
              <name>Language</name>
              <description>A language of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51402">
                  <text>Português</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="51">
              <name>Type</name>
              <description>The nature or genre of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51403">
                  <text>Evento</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="38">
              <name>Coverage</name>
              <description>The spatial or temporal topic of the resource, the spatial applicability of the resource, or the jurisdiction under which the resource is relevant</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51404">
                  <text>Gramado (Rio Grande do Sul)</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
          </elementContainer>
        </elementSet>
      </elementSetContainer>
    </collection>
    <itemType itemTypeId="8">
      <name>Event</name>
      <description>A non-persistent, time-based occurrence. Metadata for an event provides descriptive information that is the basis for discovery of the purpose, location, duration, and responsible agents associated with an event. Examples include an exhibition, webcast, conference, workshop, open day, performance, battle, trial, wedding, tea party, conflagration.</description>
    </itemType>
    <elementSetContainer>
      <elementSet elementSetId="1">
        <name>Dublin Core</name>
        <description>The Dublin Core metadata element set is common to all Omeka records, including items, files, and collections. For more information see, http://dublincore.org/documents/dces/.</description>
        <elementContainer>
          <element elementId="50">
            <name>Title</name>
            <description>A name given to the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="63231">
                <text>Terminologia de Filosofia: reconstrução da hierarquia para o vocabulário controlado da USP.</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="39">
            <name>Creator</name>
            <description>An entity primarily responsible for making the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="63232">
                <text>Ramalho, Eliana Mara Martins; Paiva, Gustavo Barreto Vilhena de</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="38">
            <name>Coverage</name>
            <description>The spatial or temporal topic of the resource, the spatial applicability of the resource, or the jurisdiction under which the resource is relevant</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="63233">
                <text>Gramado (Rio Grande do Sul)</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="45">
            <name>Publisher</name>
            <description>An entity responsible for making the resource available</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="63234">
                <text>UFRGS</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="40">
            <name>Date</name>
            <description>A point or period of time associated with an event in the lifecycle of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="63235">
                <text>2012</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="51">
            <name>Type</name>
            <description>The nature or genre of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="63237">
                <text>Evento</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="41">
            <name>Description</name>
            <description>An account of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="63238">
                <text>Apresenta a metodologia desenvolvida e implementada para a revisão e atualização das relações hierárquicas do Vocabulário da área de Filosofia</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="44">
            <name>Language</name>
            <description>A language of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="69428">
                <text>pt</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
        </elementContainer>
      </elementSet>
    </elementSetContainer>
  </item>
  <item itemId="5928" public="1" featured="0">
    <fileContainer>
      <file fileId="4992">
        <src>http://repositorio.febab.org.br/files/original/49/5928/SNBU2012_067.pdf</src>
        <authentication>738149c30a998fe3df3ddd03c7044311</authentication>
        <elementSetContainer>
          <elementSet elementSetId="4">
            <name>PDF Text</name>
            <description/>
            <elementContainer>
              <element elementId="92">
                <name>Text</name>
                <description/>
                <elementTextContainer>
                  <elementText elementTextId="63230">
                    <text>Controle bibliográfico da produção intelectual institucional
Trabalho completo

A PRODUÇÃO INTELECTUAL, SUA COLETA E REGISTRO PARA
DIFUSÃO DO CONHECIMENTO GERADO NA FMUSP
Maria Fazanelli Crestana 1, Tania Amir de Jesus Dia~, Daniela Amaral Ragcf,
José Carlos Balbino3
1Doutora pela FSP/USP , Divisão de Biblioteca e Documentação da FMUSP, São Paulo, SP .
2Bacharel pela FESP/SP , Divisão de Biblioteca e Documentação da FMUSP, São Paulo, SP.
3Graduando pela Faculdade Impacta, Divisão de Biblioteca e Documentação da FMUSP, São Paulo,
SP.

Resumo
Descreve as iniciativas adotadas na Biblioteca Central da Divisão de Biblioteca e
Documentação da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo
(BC/DBD/FMUSP), no levantamento, coleta, tratamento e disponibilização da
produção intelectual da Unidade. Relaciona os meios para : identificar o que foi
produzido exclusivamente nos periódicos nacionais e internacionais, inserir os
registros no Banco de Dados Bibliográficos Institucional - Dedalus, apresentar
resultados obtidos e a previsão de ações futuras . A adoção desta metodologia
assegura melhorias no controle bibliográfico da produção intelectual da FMUSP que
compreende desde a sua identificação até a divulgação.

Palavras-chave:
Produção intelectual; Controle bibliográfico; Bases de dados.

Abstract
Describes the initiatives taken at the Central Library of the Library and
Documentation Division, Faculty of Medicine, University of São Paulo (BC/DBD/
FMUSP), in the survey, collecting and providing and treatment of the intellectual
production of the unit. Lists the means to : identify what has been produced
exclusively in national and international journals, insert the records in the
Bibliographic Data Bank Institutional - Dedalus, present results and the prediction of
future actions. The adoption of this methodology ensures improvements in
bibliographic control of the intellectual production of FMUSP comprising from their
identification to the disclosure.

Keywords:
Intellectual production ; Bibliographic control ; Databases.

810

�Controle bibliográfico da produção intelectual institucional
Trabalho completo

1 Introdução
De acordo com Brasil (2010), a produção científica brasileira é a 13a no
cenário mundial , o país responde por 2,12% do total da produção científica mundial.
Dentre as áreas do conhecimento com maior produção científica no Brasil está a
Medicina, que responde à aproximadamente 25% das publicações brasileiras.
A produção científica pode ser entendida como um recurso imprescindível
para promover o desenvolvimento da ciência . Sua origem remonta à
constituição e consolidação de todo um sistema de comunicação científica
no mundo e sua história está vinculada à história da própria ciência , de
forma que sua estrutura foi acompanhada pela especialização dos saberes
e pela autonomização do campo científico ao longo dos últimos quatro
séculos (WEITZEL, 2006 , p. 52) .

Considerando a necessidade de identificar, organizar, armazenar, preservar e
disseminar amplamente a produção intelectual como resultado de atividades de
ensino, pesquisa e extensão desenvolvidos pela FMUSP, o aprimoramento do
controle bibliográfico torna-se indispensável, reconhecendo a importância de
implementar ações que garantam o registro desta produção intelectual desde a
coleta dos dados. Para tanto, foi necessário promover ações efetivas na busca das
informações, com o necessário aperfeiçoamento de todas as etapas, desde a
identificação até a captação.
Pasquarelli (1989) menciona que os primeiros registros de controle e
divulgação da produção intelectual da USP tiveram início na década de 80. Algumas
tentativas de trabalho global para a organização e o cadastramento da produção
científica foram descontinuadas. Porém , algumas unidades de ensino já vinham,
através de suas bibliotecas realizando o controle de sua produção bibliográfica,
destacando-se a Faculdade de Medicina, que ao longo dos anos prioriza esta
atividade.
Estas primeiras tentativas de registro global de produção científica não
atingiram os resultados desejados e formavam um conjunto desestruturado de
iniciativas individuais do Sistema Integrado de Bibliotecas da Universidade de São
Paulo (SIBiUSP). Em 1985, com a Resolução 2858 da Universidade de São Paulo,
esta atividade foi oficializada , com a função de organizar a produção científica
gerada na Universidade. De acordo com Kryzanowski et aI. (1997), neste mesmo
ano, com a implantação do Dedalus, as bibliotecas passam a inserir os dados de
produção em planilhas que eram enviadas ao Departamento Técnico do SIBiUSP; a
partir de 1993 o acesso passa a ser via internet com a responsabilidade de cada
biblioteca pela inserção dos dados e o acesso com a utilização do CD-ROM .
Em 1995 é publicada a Resolução 4221 da USP, que atualiza as diretrizes e
procedimentos para promover e assegurar o controle bibliográfico da produção
intelectual. Assim , fica estabelecido que o Departamento Técnico do SIBiUSP, seria
responsável pela gerência das informações, cabendo às Bibliotecas do Sistema a
obrigatoriedade de coleta , armazenamento e divulgação.
De acordo com Camargo et aI. (2008), em outubro de 1997 com a criação da
rede SIBiNet, o Dedalus passa a utilizar o software Aleph , e a ser consultado
online.
Na BC/DBD/FMUSP o fluxo de trabalho para tratamento da produção
intelectual seguia as seguintes etapas:

811

�Controle bibliográfico da produção intelectual institucional
Trabalho completo

a) - coleta , identificação;
b) - confecção de copias armazenadas em pastas;
c) - indexação e inserção no Banco Dedalus;
d) - organização e arquivamento das pastas para posterior consulta .
A identificação era realizada por meio de pesquisa em todos os periódicos
impressos correntes incorporados ao acervo da Biblioteca, realizada manualmente,
numa tarefa demorada e suscetível a erros.
Com o desenvolvimento das novas tecnologias e visando o aperfeiçoamento
e ampliação no processo de controle bibliográfico da produção intelectual gerada
pela Unidade, o Serviço de Acervo e Tratamento da Informação da BC/DBD/FMUSP
atualizou e implementou a metodologia para identificação de documentos de forma
automatizada e direta nas bases de dados disponíveis, porém, mantendo o contato
pessoal com os autores a fim de garantir a coleta espontânea .
Nesta nova metodologia são utilizadas, além das ferramentas de busca , os
serviços de alerta disponíveis nas bases de dados. Estes serviços pressupõem o
cadastramento dos nomes dos autores a serem pesquisados para uma posterior
emissão de listagem do que foi publicado por eles nos títulos indexados em cada
uma destas bases a partir do cadastro dos docentes ativos da FMUSP.

2 Revisão de Literatura
A literatura aponta a biblioteca como uma organização que, em suas
diferentes dimensões como: infra-estrutura, pessoas e tecnologias, têm como
funções captar, armazenar e compartilhar informações, assim como gerá-Ias a fim
de cumprir sua missão.
Como menciona Egan e Shera (1949) apud Machado (2003), para o termo
controle bibliográfico é atribuído à expressão acessibilidade ao conteúdo e
acessibilidade física ao material, além do delineamento de uma meta operacional.
De acordo com Pereira e Lobo apud Fonseca (1985), a função da biblioteca
como depositária se dá não apenas na guarda dos documentos, mas na
disseminação destes.
Caldeira (1984) , ao analisar o assunto sob o ponto de vista do Brasil , alerta
para a importância da contribuição institucional no que se refere ao controle, registro
e divulgação da informação gerada por cientistas, pesquisadores, professores,
estudiosos e outros.

o conceito de Controle Bibliográfico Universal (CBU) foi formalizado com a
criação, em 1974, do International Office for Universal Bibliographic Control
da International Federation of Library Associations and Institutions (IFLA) . A
idéia do CBU constituiu a base do modelo de organização bibliográfica que
predominou a partir da década de 1970 e que foi sistematizado em
congresso organizado pela UNESCO em colaboração com a IFLA. A
produção do saber cientifico, desde os primórdios da ciência experimental ,
apóia-se na bibliografia que representa o conhecimento cientifico
consolidado. (CAMPELLO; MAGALHÃES, 2006 , p. 218)

812

�Controle bibliográfico da produção intelectual institucional
Trabalho completo

Ainda Egan e Shera (1949) afirmam que o controle bibliográfico é um
mecanismo utilizado para orientar e extrair a energia intelectual, a partir da totalidade
da informação registrada, e suas porções relevantes buscando eficácia .
Na visão da Bireme (2004), o controle bibliográfico é a capacidade de uma
instituição em preservar e dar acesso às informações geradas no decorrer de sua
história, cujas etapas se caracterizam por ações de responsabilidade das unidades
de documentação.
Oliveira et aI. (2004) afirmam que permanece atual o conceito de controle
bibliográfico proposto pela IFLA na década de 70, pois associado às tecnologias da
informação como banco de dados, possibilita à instituição aprimorar o controle de
sua produção intelectual.
Campello e Magalhães (2006) citam que IFLA e International Publishers
Association (IPA) se comprometem a trabalhar no desenvolvimento de normas que
possibilitem o arquivamento e a preservação da memória digital. Em uma declaração
conjunta , reconhecem que as bibliotecas são as instituições adequadas para se
responsabilizarem por essas tarefas, assumindo a função de colecionar e preservar
para as gerações futuras, a memória digital.

3 Materiais e Métodos
A fim de aprimorar o controle bibliográfico da produção intelectual na FMUSP ,
a Biblioteca a partir de 2009 iniciou esforços para aprimorar este processo. O
argumento inicial era valer-se das ferramentas de busca disponíveis nas bases de
dados em substituição, ou em alguns casos complementação do método até então
utilizado: coleta espontânea, pesquisas nos fascículos recém chegados na
biblioteca , acompanhamento de material recém lançado, acesso aos relatórios de
produtividade dos Laboratórios de Investigação Médica (LlMS) e envio de
correspondências para captação de documentos mais antigos.
Outra providencia tomada nesta nova metodologia foi a instalação do software
Script Lattes, o mesmo utilizado pelo sistema Tycho adotado na USP para a
pesquisa de informações nos dados declarados na Plataforma Lattes do Conselho
Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPQ) .
Para extração das listagens tanto de autores quanto de suas produções na
forma de referências bibliográficas foi necessária a configuração de um formato de
relatório que atendesse o pretendido por esta Biblioteca . A partir da extração destes
relatórios, realizada mensalmente, procede-se a busca dos documentos na íntegra,
para que fiquem disponíveis na Biblioteca passíveis de consulta.
Para construção dos alertas disponíveis nas bases de dados foram
confeccionadas listas com os nomes dos autores agrupados por departamentos; a
fim de excluir os homônimos os nomes foram confrontados com buscas feitas no
currículo Lattes. Foi indicado para recebimento dos alertas o e-mail da bibliotecária
responsável por este processo.
As bases de dados regularmente pesquisadas são:
a) - Scopus é produzida pela Elsevier e é a base internacional de maior
representação da produção científica latino-americana com 546 títulos.

813

�Controle bibliográfico da produção intelectual institucional
Trabalho completo

Atualmente 266 títulos são brasileiros. Indexa 18.000 títulos de
periódicos.
b) - Embase é produzida pela Elsevier, contém mais de 20 milhões de
registros indexados de mais de 7.000 periódicos ativos e confiáveis,
incluindo todo o Medline, bem como 1.800 periódicos biomédicos que
não são atualmente abrangidos pelo Medline. Esta base cobre 75% da
literatura científica européia .
c) - Web of Science é produzida pela Thomson Reuters é uma base de
dados referenciais com resumos, de âmbito internacional, que abrange
todas as áreas do conhecimento. Indexa 9.300 títulos de periódicos.
Para os casos em que a Biblioteca não tem acesso garantido aos títulos onde
estão os artigos pesquisados é feita a solicitação por meio do serviço de comutação
bibliográfica ou , em último caso é feito o contato com os próprios autores.
Esta metodologia adotada não é tida como definitiva, uma vez que está
constantemente sendo avaliada na busca de aprimoramento; uma destas
possibilidades de aprimoramento é um script GNU-GPL para extração e compilação
automática de um conjunto de pesquisadores cadastrados na plataforma Lattes.

4 Resultados Parciais
A adoção desta metodologia resultou na ampliação da cobertura da produção
intelectual da FMUSP nos últimos quatro anos conforme figura 1, que apresenta
evolução do cadastramento da produção recolhida até 2007 , vale lembrar que a
partir de 2008, com adoção da nova metodologia foi feito um levantamento
retroativo. É necessário esclarecer que o total de 1433 registros cadastrados em
2011 ainda não é o total definitivo para o ano, uma vez que tanto a pesquisa quanto
o cadastro são feitos em fluxo contínuo .

2000
1800
1600
1400
1200
1000
800
600
400
200

.-------------------------------------------------~

o
2006

2007

2008

814

2009

2010

2011

�Controle bibliográfico da produção intelectual institucional
Trabalho completo

Figura 1 - Evolução do cadastramento da produção intelectual FMUSP, a partir de 2008 quando foi
adotada a nova metodologia de captação.

Na figura 2 é demonstrado o percentual da produção publicada e identificada
com relação ao total do que foi cadastrado, incluindo os anos de 2006 e 2007
quando ainda não era adotada a nova metodologia.

2000
1800
1600
1400
1200
1000
800
600
400
200

~

.......

....

O

2006

2007

2008

I-+- Publicados _

2009
Cadastrados

2010

2011

I

Figura 2 - Comparação da produção intelectual publicada e cadastrada no Dedalus no período de 2006 a
2011 .

5 Considerações Finais
Tendo como pressuposto que a produção intelectual de uma unidade de
ensino e pesquisa reflete seu desempenho científico e tecnológico é possível afirmar
que ao dar visibilidade ao que foi produzido abre-se o caminho para a melhoria de
posicionamento nos rankings internacionais.
Além disto, a busca , o registro e o armazenamento desta produção garantem
a preservação e difusão da memória científica e histórica da FMUSP ressaltando a
importância desta Instituição para o crescimento da Universidade de São Paulo .
Cabe à Biblioteca o aprimoramento dos seus processos de produção e de
gestão incluindo este que é o controle bibliográfico da produção intelectual, cujos
resultados podem ser observados neste trabalho.
Como espaço de busca das melhorias, esforços estão sendo feitos para a
captação de documentos publicados em títulos que não são do escopo de
assinaturas da Universidade, não são indexados nas bases disponíveis e tampouco
estão disponíveis no Portal de Periódicos da Coordenação de Aperfeiçoamento de
Pessoal de Nível Superior (CAPES).

815

�Controle bibliográfico da produção intelectual institucional
Trabalho completo

Referências
BIREME. Aperfeiçoamento do controle bibliográfico no âmbito do Sistema
Único
de
Saúde
(SUS) .
2004 .
Disponível
em :
&lt;http://bvsms.saude .gov.br/bvs/bibliosus/pub/Projeto%20de%20Controle%20Bibliogr
afico%20da%20Esfera%20Federal%20do%20SUS_nov%202004.pdf&gt; . Acesso em :
06 abro2012.
BRASIL. Ministério da Ciência e Tecnologia . Indicadores nacionais de ciência e
tecnologia (C&amp;T): comparações internacionais - produção científica. 2010 .
Disponível em : http://www.mct.gov.br/index.php/contentlview/9231.html. Acesso em :
06 abro2012.
CALDEIRA, P. T. A situação do Brasil em relação ao controle bibliográfico universal.
Revista da Escola de Biblioteconomia da UFMG, Belo Horizonte, v. 13, n. 2,
p. 260-283, set. , 1984. Disponível em : http://portaldeperiodicos.eci.ufmg .br/reb/
Acesso em : 05 abro2012
CAMARGO, M. F., CELERE, N. T., ZANETTI, L. S. Produção científica na
EESC/USP: relato de experiência sobre uma reestruturação para o acesso facilitado .
In : Seminário Nacional de Bibliotecas Universitárias, 15., 2008, São Paulo. Anais
eletrônicos...
Disponível
em :
&lt;www.sbu .unicamp.br/snbu2008/anais/site/
pdfs/2795 .pdf&gt; . Acesso em : 09 abr. 2012 .
CAMPELLO, B. S.; MAGALHÃES, M. H. de. A.
bibliográfico. 2. ed . Brasília: Briquet de Lemos, 2006 .

Introdução ao controle

EGAN , M. E.; SHERA, J. H. Prolegomena to bibliographic control. Journal of
Calaloging and Classification. V. 5, n. 2, p. 17-19, 1949.
KRYZANOWSKI, R. F. et aI. Implementação do Banco de Dados Dedalus do
Sistema Integrado de Bibliotecas da Universidade de São Paulo. Ciência da
Informação, São Paulo, V. 26, n. 2, p. 1-13, maio/ago., 1997.
MACHADO, A. M. N. Controle bibliográfico. In :
. Informação e controle
bibliográfico: um olhar sobre a cibernética . São Paulo : Editora UNESP, 2003 . p. 3940 .

°

OLIVEIRA, Z. et aI.
uso do campo MARC 9XX para controle bibliográfico
institucional. Ciência da Informação, Brasília, V. 33 , n. 2, p. 179-186, 2004.
PASQUARELLI, M. L. R. et aI. Controle, organização e divulgação da produção
técnico-científica e artística da Universidade de São Paulo: enfoque metodológico.
Revista de Biblioteconomia de Brasília , V. 17, n. 2, p. 219-231, jul./dez., 1989.

816

�Controle bibliográfico da produção intelectual institucional
Trabalho completo

PEREIRA, R. N.; LOBO, M. de F. O. Metodologia para controle bibliográfico
agrícola nacional. Brasília : Comissão Brasileira de Documentação agrícola, 1985.
WEITZEL, S. R. O papel dos repositórios institucionais e temáticos na estrutura da
produção científica . Em Questão, Porto Alegre, v. 12, n. 1, p. 51-71 , jan./jun. 2006 .
Disponível
em :
&lt;http://www6.ufrgs.br/seeremquestao/ojs/viewarticle.
php?id=23&amp;layout=abstract&gt;. Acesso em: 10 abro2012 .

817

�</text>
                  </elementText>
                </elementTextContainer>
              </element>
            </elementContainer>
          </elementSet>
        </elementSetContainer>
      </file>
    </fileContainer>
    <collection collectionId="49">
      <elementSetContainer>
        <elementSet elementSetId="1">
          <name>Dublin Core</name>
          <description>The Dublin Core metadata element set is common to all Omeka records, including items, files, and collections. For more information see, http://dublincore.org/documents/dces/.</description>
          <elementContainer>
            <element elementId="50">
              <name>Title</name>
              <description>A name given to the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51396">
                  <text>SNBU - Edição: 17 - Ano: 2012 (UFRGS - Gramado/RS)</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="49">
              <name>Subject</name>
              <description>The topic of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51397">
                  <text>Biblioteconomia&#13;
Documentação&#13;
Ciência da Informação&#13;
Bibliotecas Universitárias</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="41">
              <name>Description</name>
              <description>An account of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51398">
                  <text>Tema: A biblioteca universitária como laboratório na sociedade da informação.</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="39">
              <name>Creator</name>
              <description>An entity primarily responsible for making the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51399">
                  <text>SNBU - Seminário Nacional de Bibliotecas Universitárias</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="45">
              <name>Publisher</name>
              <description>An entity responsible for making the resource available</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51400">
                  <text>UFRGS</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="40">
              <name>Date</name>
              <description>A point or period of time associated with an event in the lifecycle of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51401">
                  <text>2012</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="44">
              <name>Language</name>
              <description>A language of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51402">
                  <text>Português</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="51">
              <name>Type</name>
              <description>The nature or genre of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51403">
                  <text>Evento</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="38">
              <name>Coverage</name>
              <description>The spatial or temporal topic of the resource, the spatial applicability of the resource, or the jurisdiction under which the resource is relevant</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51404">
                  <text>Gramado (Rio Grande do Sul)</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
          </elementContainer>
        </elementSet>
      </elementSetContainer>
    </collection>
    <itemType itemTypeId="8">
      <name>Event</name>
      <description>A non-persistent, time-based occurrence. Metadata for an event provides descriptive information that is the basis for discovery of the purpose, location, duration, and responsible agents associated with an event. Examples include an exhibition, webcast, conference, workshop, open day, performance, battle, trial, wedding, tea party, conflagration.</description>
    </itemType>
    <elementSetContainer>
      <elementSet elementSetId="1">
        <name>Dublin Core</name>
        <description>The Dublin Core metadata element set is common to all Omeka records, including items, files, and collections. For more information see, http://dublincore.org/documents/dces/.</description>
        <elementContainer>
          <element elementId="50">
            <name>Title</name>
            <description>A name given to the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="63222">
                <text>A produção intelectual, sua coleta e registro para difusão do conhecimento gerado na FMUSP.</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="39">
            <name>Creator</name>
            <description>An entity primarily responsible for making the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="63223">
                <text>Crestana, Maria Fazanelli; Dias, Tania Amir de J.; Rago, Daniela Amaral; Balbino, José Carlos</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="38">
            <name>Coverage</name>
            <description>The spatial or temporal topic of the resource, the spatial applicability of the resource, or the jurisdiction under which the resource is relevant</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="63224">
                <text>Gramado (Rio Grande do Sul)</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="45">
            <name>Publisher</name>
            <description>An entity responsible for making the resource available</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="63225">
                <text>UFRGS</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="40">
            <name>Date</name>
            <description>A point or period of time associated with an event in the lifecycle of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="63226">
                <text>2012</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="51">
            <name>Type</name>
            <description>The nature or genre of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="63228">
                <text>Evento</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="41">
            <name>Description</name>
            <description>An account of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="63229">
                <text>Descreve as iniciativas adotadas na Biblioteca Central da Divisão de Biblioteca e Documentação da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (BC/DBD/FMUSP), no levantamento, coleta, tratamento e disponibilização da produção intelectual da Unidade. Relaciona os meios para: identificar o que foi produzido exclusivamente nos periódicos nacionais e internacionais, inserir os registros no Banco de Dados Bibliográficos Institucional – Dedalus, apresentar resultados obtidos e a previsão de ações futuras. A adoção desta metodologia assegura melhorias no controle bibliográfico da produção intelectual da FMUSP que compreende desde a sua identificação até a divulgação.</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="44">
            <name>Language</name>
            <description>A language of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="69427">
                <text>pt</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
        </elementContainer>
      </elementSet>
    </elementSetContainer>
  </item>
  <item itemId="5927" public="1" featured="0">
    <fileContainer>
      <file fileId="4991">
        <src>http://repositorio.febab.org.br/files/original/49/5927/SNBU2012_066.pdf</src>
        <authentication>af8ae96b0a49ae5cb3a82cbed1c0d63e</authentication>
        <elementSetContainer>
          <elementSet elementSetId="4">
            <name>PDF Text</name>
            <description/>
            <elementContainer>
              <element elementId="92">
                <name>Text</name>
                <description/>
                <elementTextContainer>
                  <elementText elementTextId="63221">
                    <text>Controle bibliográfico da produção intelectual institucional
Trabalho completo

CONSTRUÇÃO DO REPOSITÓRIO INSTITUCIONAL PARA O
ACERVO HISTÓRICO DA FACULDADE DE MEDICINA VETERINÁRIA
E ZOOTECNIA DA UNIVERSIDADE DE SÃO PAULO
Rosa Maria Fischi1, Stela do Nascimento MadrugaI, Milena
Trindade 2, Bernardo Ryoichi Dias Taniguti2, Sandra Regina Ponte da
Costa Salles Toledo l , Neusa Kazue Habe l , Elza Maria Rosa Bernardo
Faquim l, Ana Cristina Ponciano da Silva 2, Paulo Cesar dos Santos2,
Rodrigo Moreira Garcia l , Solange Alves Santana 2, Maria Daniele da
Costa 2
1Bibliotecário, Faculdade de Medicina Veterinária e Zootecnia , Universidade de São Paulo,
São Paulo, SP
2Técnico de Documentação e Informação, Faculdade de Medicina Veterinária e Zootecnia ,
Universidade de São Paulo, São Paulo, SP

Resumo
Relata o contexto de criação do Repositório Institucional para o Acervo Histórico da
Faculdade de Medicina Veterinária e Zootecnia da Universidade de São Paulo
(FMVZ/USP). Destaca a importância de reunir, classificar e disponibilizar os diversos
materiais que contam a história da faculdade . Apresenta os critérios utilizados para a
seleção do software DSpace - que viabilizou o projeto -, assim como, suas
funcionalidades. Expõe os aspectos da customização, que incluem a definição das
comunidades e subcomunidades, e dos metadados específicos para cada tipo de
material que formam as coleções do repositório da FMVZ/USP. Almeja-se, com as
discussões e descrições do trabalho realizado, contribuir para o desenvolvimento de
projetos semelhantes.

Palavras-chave:
Repositórios; DSpace; Acervos Históricos; Bibliotecas Digitais; FMVZ/USP.

Abstract
It presents the context of creation of an Institutional Repository for the Historical
Collection of the Faculty of Veterinary Medicine, University of Sao Paulo (FMVZ /
USP). It shows the importance of gathering, sorting , and providing the various
materiais that tell the history of the Institution. It presents the criteria used for
selection of the software Dspace - which enabled the project -, as well as their
functionality. It explains aspects of customization, which includes the definition of
communities and subcommunities, and metadata specific to each type of material
that make up the collections of the FMVZ / USP's repository. It intends, with
discussions and descriptions of work, contribute to the development of similar
projects.

Keywords:
Repositories; DSpace; Historical Collections; Digital Libraries; FMVZ/USP.

796

�Controle bibliográfico da produção intelectual institucional
Trabalho completo

1 Introdução
A Faculdade de Medicina Veterinária e Zootecnia (FMVZ), criada em 1919 e
incorporada pela Universidade de São Paulo (USP) em 1934, acumulou , ao longo
dos seus mais de 90 anos, um importante acervo histórico composto por fotografias,
áudios, vídeos e documentos textuais que contam sua trajetória de excelência.
No ano de 2004 , em razão da comemoração dos 70 anos da FMVZ/USP, a
Biblioteca Virginie Buff O'Ápice passou a reunir e armazenar imagens e documentos,
impressos e digitais, referentes a faculdade a fim de organizar uma publicação
comemorativa . Além da publicação, estes materiais foram expostos no evento, e,
posteriormente, permaneceram no acervo da biblioteca.
Neste mesmo período, houve por parte da direção da faculdade um grande
investimento em equipamentos para a produção de vídeos e imagens, o que
também contribuiu para o aumento significativo na geração de conteúdos digitais
sobre a FMVZ.
Levando-se em consideração a necessidade de preservar esse material,
criou-se na comunidade a cultura de entregar na biblioteca uma cópia digital de
todos os registros, contendo os materiais multimídia e audiovisuais institucionais.
Em consequência do grande volume de documentos, surgiu em 2011, a
necessidade de reunir, em sua totalidade, o acervo histórico institucional, e tratá-lo
com a finalidade de preservar e implantar um mecanismo de disponibilização desses
conteúdos de forma ágil e eficaz.
Neste cenário, iniciou-se um trabalho de pesquisa sobre tratamento,
armazenamento, preservação , organização e disseminação de documentos
multimídia , e concluiu-se que a criação de um repositório institucional atenderia a
demanda gerada pela necessidade de acesso aos documentos históricos da
FMVZ/USP.
Os repositórios caracterizam-se como banco de dados onde ficam
organizados e armazenados os objetos digitais e seus metadados 1 , a fim de facilitar
sua consulta , acesso e preservação . Os termos "repositórios institucionais" ou
"temáticos" são adotados para caracterizar os repositórios digitais que reúnem,
respectivamente , a produção científica de uma instituição ou de uma área . O projeto
aqui descrito refere-se a um repositório institucional com documentos que refletem a
história da faculdade .
O repositório institucional para a produção intelectual da USP caracterizou-se
como inspiração e modelo para que a equipe da biblioteca da FMVZ/USP iniciasse o
desenvolvimento do trabalho (FERREIRA, 2010).
Outro projeto semelhante, e inspirador, foi o de preservação da memória
institucional do Instituto de Psicologia da USP, iniciativa muito importante que teve
como objetivo primordial a criação de um centro de memória institucional
(SABAOINI , 2008).
Neste contexto, preservar o acervo histórico da FMVZ/USP utilizando as
novas ferramentas de disponibilização de conteúdos digitais foi a problemática
motivadora deste trabalho. O desenvolvimento deste projeto tornou-se o grande
desafio da Biblioteca Virginie Buff O'Ápice, tendo como objetivo geral a preservação,
1 Metadados podem ser pensados como dados sobre outros dados. É o termo da era da
Internet para a informação que os bibliotecários tradicionais puseram em catálogos; mais
frequentemente, refere-se à informação descritiva sobre recursos da Web . Disponível em :
&lt;http://www.dublincore.org/documents/usageguide/&gt; . Acesso em : 12 abro2012 .

797

�Controle bibliográfico da produção intelectual institucional
Trabalho completo

organização e disseminação da memória institucional, por meio de um repositório que permitirá a disponibilização de imagens, vídeos, áudios e textos em formato
digital. Os objetivos específicos foram: reunir os documentos para compor o acervo
histórico da FMVZ; tratar os documentos para fins de preservação; criar um
repositório para armazenar e disseminar os conteúdos.

2 Revisão de Literatura
Por meio da literatura verifica-se que os repositórios surgem como uma forma
de minimizar os problemas de acesso aos documentos, permitindo reunir, preservar
e divulgar, através de arquivos digitais, a produção científica ou documental de uma
instituição. Eles já são de fundamental importância no apoio ao ensino e à pesquisa;
maximizam a visibilidade institucional na comunidade nacional e internacional,
retroalimentam a pesquisa e representam uma ferramenta-chave para a política
científica, acadêmica e, em especial, neste caso, histórica.
Desse modo, percebe-se que há uma crescente valorização da memória
institucional, o que se torna mais forte com a utilização das tecnologias que agilizam
o acesso a essas informações.
Segundo Rueda, Freitas e Valls (2011 , p. 78) ,
As empresas, instituições, organizações produzem ao longo de sua
trajetória uma vasta quantidade de documentos fundamentais para a
preservação da Memória Institucional. Essas informações,
encontradas em diversos suportes, devem ser reunidas, fazendo-se
mais do que necessário a concentração destes acervos,
armazenados e organizados corretamente com a finalidade de
estarem disponíveis para consulta porque retratam não só as
atividades de uma instituição, mas a época em que está inserida, o
tempo e o espaço que ocupa na sociedade, facilitando-se assim o
entendimento da instituição como um todo.

Levando-se em consideração a importância da memória institucional e a
necessidade de organizar o acervo histórico da FMVZ/USP, decidiu-se, então, pelo
projeto de criação de um repositório institucional que atenda as especificidades dos
materiais a serem disponibilizados.
Segundo definição do glossário do IBICT (2012, p. 1), entende-se por
repositórios institucionais:
[... ) sistemas de informação que armazenam, preservam, divulgam e
dão acesso à produção intelectual de comunidades universitárias. Ao
fazê-lo, intervêm em duas questões estratégicas: contribuem para o
aumento da visibilidade e o "valor" público das instituições, servindo
como indicador tangível da sua qualidade; permitem a reforma do
sistema de comunicação científica, expandindo o acesso aos
resultados da investigação e reassumindo o controle acadêmico
sobre a publicação científica.

De acordo com Lima, Silva e Rodrigues (2011), repositórios institucionais são
bibliotecas digitais que armazenam e gerenciam o conteúdo intelectual e científico
produzido em determinada instituição para , desta forma , possibilitar o livre acesso à
produção institucional.
Para Lynch (2003), o repositório institucional é um conjunto de serviços que a

798

�Controle bibliográfico da produção intelectual institucional
Trabalho completo

universidade oferece a sua comunidade, visando o gerenciamento e disseminação
dos materiais digitais criados pela instituição e seus membros.
Para atender a demanda institucional, após análise da literatura e ainda por
recomendações no site do IBICT, optou-se pelo Dspace que é um sistema
executável em plataforma WEB desenvolvido com base em open source que para
sua plena operacionalização, necessita de uma infraestrutura (hardware e software)
exclusiva, própria deste tipo de plataforma.
Além disso, o DSpace é um projeto desenvolvido em parceria entre uma das
principais instituições de pesquisas tecnológicas, o Massachusetts Institute of
Technology (MIT), e uma das maiores empresas do setor de tecnologia, a HewlettPackard (HP). O sistema foi disponibilizado publicamente em novembro de 2002 de
acordo com os termos da Berkeley Standard Distribution License, licença essa que
define os termos da utilização e distribuição para software de domínio público. Este
foi um fator importante na escolha do software, pois tais instituições referendam e
garantem a qualidade e a continuidade do desenvolvimento da ferramenta .
O DSpace jé a ferramenta mais utilizada para bibliotecas digitais no mundo,
segundo estatísticas da Registry of Open Access Repositories (ROAR, 2012).
Implementa o protocolo OAI-PMH (Open Achives Initiative - Protocol for Metadata
Harvesting), que garante a interoperabilidade a qual baseia-se em serviços de coleta
de metadados descritos a partir de um padrão preestabelecido .
Conforme afirma Marcondes (2005), a vantagem do uso do OAI-PMH consiste
em permitir a coleta automática de metadados em arquivos de publicações
eletrônicas conhecidos como provedores de dados. Os metadados foram descritos
no esquema Dublin Core, padrão internacional para descrição de objetos digitais.
O Dublin Core é um padrão simples, fixado para a descrição de uma ampla
gama de recursos da WEB. Possui dois níveis: simples e qualificado. O nível simples
inclui quinze elementos; já o nível qualificado inclui três elementos adicionais
(Audiência, Proveniência e Detentor de Direitos) , bem como um grupo de elementos
de refinamentos, também chamados de qualificadores (DUBLIN CORE METADATA
INITIATIVE,2012).

3 Materiais e Métodos
O Acervo Histórico da FMVZ/USP, coletado e organizado pela biblioteca,
conta com vários tipos de materiais, destacando-se: fotografias impressas e digitais,
vídeos em fitas VHS e DVD's, entrevistas em CD's, relatórios de gestões,
prontuários de médicos veterinários renomados, registros antigos de aulas,
legislação de criação da Faculdade, catálogos comemorativos, livros, entre outros.
Os conteúdos desses materiais dizem respeito a assuntos relativos a todos os
departamentos, setores acadêmicos e administrativos, além da Biblioteca, Hospital
Veterinário e Museu de Anatomia Veterinária.
As fotografias e os documentos textuais, em especial, necessitaram de
tratamento com técnicas de higienização e restauro. Os materiais fotográficos foram
reunidos, higienizados e tratados, utilizando-se trincha para limpar o verso, sopro
para retirar o pó no anverso (onde aparecem as imagens), cola metil celulose e
borracha pet ruber para retirar os adesivos, espátula de dentista para auxiliar na
limpeza, entretela sem goma para forrar as mesas de trabalho, papel mata borrão
para separar temporariamente os materiais, luvas de látex e de algodão, além de
máscaras, para proteção da equipe de trabalho (Figura 1).

799

�Controle bibliográfico da produção intelectual institucional
Trabalho completo

Simultaneamente à reunião e higienização do material impresso para compor
o acervo histórico, uma equipe tratou de pesquisar e avaliar os melhores softwares
para criação de repositórios institucionais.
Após análise, seguindo as características dos programas mais utilizados em
repositórios, muito bem apresentados e descritos por Sayão e Marcondes (2009),
optou-se pelo DSpace por ser um software livre e por atender aos pré-requisitos
necessários e, também por possibilitar a personalização e customização de sua
interface. Além disso, se enquadrava na infraestrutura disponível e na expertise da
equipe para operar e gerenciar o repositório. Para instalação do sistema adotou-se:
a) Dspace versão: 1.7.2;
b) Java versão 1.6.0_30;
c) Apache ANT versão : 1.8.2;
d) Apache Maven versão : 2.2.1;
e) PostgreSQL versão: 9.0 ;
f) Tomcat versão: 6.0.
Para a interface do usuário, optou-se por adotar o tema "Mirage" , pois
apresenta uma aparência c/ean , maior compatibilidade com diversos navegadores
(IE ; Firefox; Chrome ; Safari, etc) e maior facilidade de personalização (Figura 2) .

800

�Controle bibliográfico da produção intelectual institucional
Trabalho completo

Figura 2 - Interface do Repositório Acervo Histórico FMVZ/USP

~_i Acervo Histórico FMVZ/USP

,. ,

lodo o Reposlt6rfo

DSpace/Manakin Reposltory
W .. K6,..,,. 10 IhA tIirW M;U'lIlloul'l Inlltl'tllt..A , ... ti...., cSpat;/II dl~Jltru I"r&gt;o.pl~ O&lt;C;pllltll ~ .. dlQ'Lll UMc;,. '''II( tOlllttt.$.

1'1' ................ oIClllbulU tr.it.al mIM"''''
lh"Y 1m:;lllt.d, dlgltllll II' .... ~' .mll

~.pUIUl""

.r.

Impo~1III't

tOOI,Io • ., .......... " • ." O'ianAnllQflS I"...:y

,,,:hol~JJy ~vn"nu"' o;..uon

Comunidades no repositório
• EM\alYS

Todo o repositório

Jlml u i.f •• d .h ••der

~t"'lPVl'jUl.'O'1UO;!'lOll~

~I~

Fonte: Imagens do projeto

A digitalização dos documentos impressos, realizada com scanner modelo HP
Scanjet 5590 , constituiu-se na conversão da imagem original para o formato digital e
foi realizada com o intuito de reproduzir fielmente todas as suas características,
inclusive digitalizando as informações contidas nos versos das fotografias e nas
legendas dos documentos.
Com a intenção de obter a qualidade desejada na digitalização dos
documentos, foram utilizados os programas Adobe Photoshop e PhotoScape para o
tratamento das imagens.
A partir da digitalização, foram criados dois arquivos correspondentes a cada
imagem: um com alta resolução, para preservação e disponibilização ao usuário,
quando for autorizado, e outro, com baixa resolução e marca d'água, apenas para
visualização no momento da pesquisa no repositório institucional (Figura 3).

801

�Controle bibliográfico da produção intelectual institucional
Trabalho completo

Figura 3 - Fotografia digitalizada com baixa resolução e com marca d'água, disponível
no Re
itório Acervo Histórico FMVZ/USP

As fotografias necessitaram de uma análise detalhada do conteúdo e
contexto, porém, essas informações nem sempre são de fácil identificação na
imagem. Desta forma, para catalogação, se fez necessário o uso de informações
constantes no próprio documento e, também , recorreu-se à memória dos docentes
mais antigos da Casa, como fonte de informação.
A análise e definição dos metadados foram feitas a partir do padrão Dublin
Core, elementos suportáveis pelo DSpace, com o acréscimo de alguns
qualificadores para atender as especificidades de cada tipo de material (Quadro 1).
Quadro 1 - Metadados definidos para o Repositório Acervo Histórico FMVZlUSP
Coleções
Documentos
Textuais

Metadados Dublin Core

Nome dos Campos

title

Título

title.alternative

Título alternativo

contributor

Autor institucional

contríbutor.author

Autor

coveraQe.spatíal

Local

date

Data

subject.classification

Classificação

format

PaQinação

format.extent

Dimensão

format.color

Cor

format.mimetype

Extensão do Arquivo

type

Tipologia

subject

Termos de índexação

description .provenance

Histórico da Custódia

description .notes

Notas

descríptíon .ínternalnotes

Notas Internas

description .embarQo

EmbarQo

802

�Controle bibliográfico da produção intelectual institucional
Trabalho completo

Coleções

Vídeos e
Multimídia

Áudio

Nome dos Campos

Metadados Dublin Core
description .abstract

Resumo

language.iso

Idioma

publisher

Editor

rights.holder

Direitos de acesso

rights

Termos de uso que regem/reproduzem

subiect.sysno

Número Sysno

rights.information

Arquivo protegido

title

Título

title.alternative

Titulo alternativo

contributor

Autor institucional

contributor.author

Autor

coverage.spatial

Local

date

Data

subiect.ciassification

Classificação

format

Dimensão Digital

format.extent

Duração

format.color

Cor

format.mimetype

Extensão do arquivo

type

Tipologia

identifier.url

Link para o vídeo

subject

Termos de indexação

description .provenance

Histórico da Custódia

description .notes

Notas

description .internalnotes

Notas Internas

description .embargo

Embargo

description .abstract

Resumo

language.iso

Linguagem

publisher

Editor

riqhts

Termos que reqem/reproduzem

rights.holder

Direitos de acesso

rights.information

Arquivo protegido

subiect.sysno

Número Sysno

description .medium

Suporte

title

Titulo

title.alternative

Título alternativo

contributor

Autor Institucional

contributor.author

Autor

coverage.spatial

Local

date

Data

subject.ciassification

Classificação

format.extent

Dimensão Digital

format.mimetype

Extensão do Arquivo

type

Tipologia

identifier.url

Link para áudio

subject

Termos de indexação

description .provenance

Histórico da Custódia

description .notes

Notas

description .internalnotes

Notas Internas

description .embargo

Embargo

description .abstract

Resumo

803

�Controle bibliográfico da produção intelectual institucional
Trabalho completo

Coleções

Imagens

Metadados Dublin Core

Nome dos Campos

language.iso

Idioma

publisher

Editor

rights

Termos que regem/reproduzem

rights.holder

Direitos de acesso

rights.information

Arquivo protegido

format.medium

Suporte

subject.sysno

Número Sysno

title

Titulo

title.alternative

Titulo alternativo

contributor

Autor Institucional

contributor.author

Autor

coverage.spatial

Local

date

Data

description

Descrição

subject.classification

Classificação

format

Dimensão Física

format.extent

Dimensão Diqital

Format.medium

Suporte

format.color

Cor

format.oriqinal

Formato oriqinal

type

Natureza da imagem

subject

Termos de indexação

description .provenance

Histórico da Custódia

description .notes

Notas

description .internalnotes

Notas Internas

description .embarqo

Ernbarqo

rights

Termos de uso que regem/reproduzem

rights.holder

Direitos de acesso

rights.information

Arquivo protegido

Fonte: Quadro desenvolvido pela equipe do projeto

804

�Controle bibliográfico da produção intelectual institucional
Trabalho completo

Definiu-se como comunidade a FMVZ e como subcomunidades os
departamentos e setores administrativos da faculdade , e , as coleções , pelo tipo de
materiais que compõe o acervo histórico (Quadro 2).
Quadro 2 - Estrutura de comunidades, subcomunidades e coleções
Comunidade
FMVZ

Subcomunidades

·

·
·
·
·
·
·
·
·
·
·
·

·
·
·
·

Coleções

Assistência Técnica Acadêmica - ATAC

o

Áudios

Assistência Técnica Administrativa ATAD

o

Documentos
Textuais

Assistência Técnica de Pirassununga ATPS

o

Imagens

o

Vídeos/Multimídias

Assistência Técnica Financeira - ATFN
Biblioteca
Departamento de Cirurgia - VCI
Departamento de Clínica Médica - VCM
Departamento de Medicina Veterinária
Preventiva e Saúde Animal - VPS
Departamento de Nutrição e Produção
Animal- VNP
Departamento de Patologia Animal - VPT
Departamento de Reprodução Animal VRA
Diretoria
Hospital Veterinário - HOVET
Museu de Anatomia
Museu Histórico da FMVZ
Seção Técnica de Informática - STI
Fonte: Quadro desenvolvido pela equipe do projeto

805

�Controle bibliográfico da produção intelectual institucional
Trabalho completo

Adotou-se para a classificação uma nomenclatura própria, levando-se em
consideração as subcomunidades definidas no sistema e a organização dos
materiais físicos e digitais, conforme quadro 3:
Quadro 3 - Classificação dos documentos
Imagens

Áudios

Vídeos e
Multimídias

Documentos
Textuais

Departamentos

IM FMV O 1 AU FMV O 1 MU FMV O 1 TX FMV O 1 Faculdade
IM ATC O 1 AU ATC O 1 MU ATC O 1 TX ATC O 1 Assistência Técnica Acadêmica
IM ATO O 1 AU ATO O 1 MU ATO O 1 TX ATO O 1 Assistência Técnica Administrativa
IM ATP O 1 AU ATP O 1 MU ATP O 1 TX ATP O 1 Assistência Técnica de Pirassununga
IM ATF O 1 AU ATF O 1 MU ATF O 1 TX ATF O 1 Assistência Técnica Financeira
IM BIB O 1 AU BIB O 1 MU BIB O 1 TX BIB O 1 Biblioteca
IM VCI O 1 AU VCI O 1 MU VCI O 1 TX VCI O 1 Departamento de Cirurgia
IM VCM O 1 AU VCM O 1 MU VCM O 1 TX VCM O 1 Departamento de Clínica Médica
IM_VPS_ O_1 AU_VPS_O_1 MU_VPS_O_1 TX_VPS_O_1 Departamento de Medicina Veterinária Preventiva e
Saúde Animal
IM VNP O 1 AU VNP O 1 MU VNP O 1 TX VNP O 1 Departamento de Nutrição e Produção Animal
IM VPT O 1 AU VPT O 1 MU VPT O 1 TXVPT01 Departamento de Patologia Animal
IM VRA O 1 AU VRA O 1 MU VRA O 1 TX VRA O 1 Departamento de Reprodução Animal
IM OIR O 1 AU OIR O 1 MU OIR O 1 TX OIR O 1 Diretoria
IM HOV O 1 AU HOV O 1 MU HOV O 1 TX HOV O 1 Hospital Veterinário
IM MSA O 1 AU MSA O 1 MU MSA O 1 TX MSA O 1 Museu de Anatomia
IM MHV O 1 AU MHV O 1 MU MHV O 1 TX MHV O 1 Museu Histórico da FMVZ
IM STI O 1 AU STI O 1 MU STI O 1 TX STI O 1 Seção Técnica de Informática

Fonte: Quadro desenvolvido pela equipe do projeto

Sendo assim, a classificação adquiriu a seguinte lógica:

IM (sigla do tipo de material) + FMV (sigla do departamento) + 1 ou D (número da
pasta, se tiver suporte físico , ou D de digital) + 1 (número da ordem de localização
do documento)

Adotou-se a letra D para diferenciar o material impresso do digital, pois alguns
objetos já nasceram em formato digital, e, portanto, não existem em suporte físico .
Como o material disponível em maior número foram fotografias analógicas,
iniciou-se o trabalho de indexação por este tipo de material. Esta primeira análise foi
necessária para que se pudesse avaliar a complexidade do trabalho, e, por este
motivo, decidiu-se classificar os materiais da mesma maneira com que foram
divididas as subcomunidades, e indexá-los de uma forma mais abrangente e
detalhada.
Os vocabulários controlados THESVET (FMVZ/USP), DeCS (BIREME) e
SIBiX (SIBi/USP), nortearão a indexação dos assuntos. Entretanto, será construído
um vocabulário controlado à parte , para atender as especificidades do repositório, à
medida que os documentos forem cadastrados.
Os materiais impressos foram armazenados em local refrigerado e com
controle de umidade, em acondicionamentos específicos para cada tipo de material.

806

�Controle bibliográfico da produção intelectual institucional
Trabalho completo

Para as fotos e documentos textuais, foram utilizadas pastas de papel neutro,
visando a conservação . A classificação para esse tipo de material foi definida
adotando-se os mesmos critérios do material digital, acrescentando-se apenas uma
numeração quando há mudança de pasta.

4 Resultados Parciais
Por se tratar de um projeto ainda em implantação, alguns resultados obtidos
são passíveis de alteração e/ou complementação.
Nesta primeira fase, pretende-se cadastrar no repositório documentos de
todas as coleções (imagens, áudios, vídeos, textos), para que seja possível obter
uma primeira avaliação e realizar os ajustes necessários. Até o momento, 700 fotos
já estão classificadas e em fase de catalogação e submissão.
As ações consolidadas na construção do acervo histórico da FMVZ/USP são:
a) instalação do Software DSpace em servidor com espaço suficiente para
suportar o sistema e o armazenamento dos objetos, com segurança de
acesso às informações e fluxo estruturado de backup, garantido por suporte
técnico;
b) customização inicial da interface de pesquisa com a identidade visual da
FMVZ/USP para identificação do repositório institucional ;
c) definição e configuração das comunidades, subcomunidades e coleções;
d) definição e configuração dos metadados e forma de apresentação, para cada
tipo de material ;
e) coleta , higienização , preservação e digitalização do material impresso, como
fotografias e documentos antigos;
f) testes de catalogação e submissão dos arquivos para validar os metadados
definidos e certificar a recuperação dos registros;
g) elaboração do manual de catalogação, para uso dos responsáveis pela
submissão e validação dos registros a serem cadastrados no repositório ;
h) elaboração do termo de autorização dos autores para a publicação dos
documentos;
i) apresentação do repositório para a FMVZ/USP, após o registro dos primeiros
itens cadastrados para cada coleção .
Contando com o comprometimento de toda a equipe de trabalho para o
cadastramento dos materiais, espera-se, em uma segunda fase, a total consolidação
do repositório, tornando-se assim , a principal fonte de consulta e pesquisa da
história da FMVZ/USP.

5 Considerações Finais

o trabalho realizado até o momento tem caráter piloto, ou seja, haverá
implementações e os desafios são muitos. Espera-se ter como alimentadores do
repositório todos os setores administrativos e acadêmicos da faculdade . A equipe da
biblioteca terá como responsabilidade a revisão e a validação dos registros.
Muitos materiais deverão surgir após o lançamento do repositório, e, portanto,
dificuldades como direitos autorais para publicação dos documentos digitalizados
poderão aparecer no decorrer do tempo. A elaboração do termo de autorização para
a publicação dos documentos, com a assinatura dos autores ou doadores das

807

�Controle bibliográfico da produção intelectual institucional
Trabalho completo

coleções do repositório, garantindo o acesso aberto aos arquivos digitais foi de
extrema importância para dirimir possíveis problemas.
Espera-se que esta iniciativa torne-se uma experiência positiva e possa servir
como parâmetro para outras instituições que tenham documentos históricos que
necessitem ser tratados, organizados e disponibilizados através de bibliotecas
digitais, contribuindo, desta forma, com a manutenção e preservação da memória
nacional.

Referências
DUBLIN CORE METADATA INITIATIVE. 2012. Disponível em :
&lt;www.dublincore.org&gt; . Acesso em : 10 abro2012 .
FERREIRA, S. M. P. , et aI. Repositório institucional em uma universidade pública
brasileira : a experiência da Universidade de São Paulo. In : CONFERÊNCIA LUSOBRASILEIRA SOBRE ACESSO LIVRE, 1, 2010, Braga, Portugal. Braga:
Universidade do Minho, 2010 .
IBICT (Brasil) . Ministério da Ciência e Tecnologia . Repositório Institucional. In : IBICT
(Brasil). Ministério da Ciência e Tecnologia . Glossário. Brasília . 2012 . Disponível
em:
&lt;http ://dspace.ibict. br/index.php?option=com _ content&amp;task=view&amp;id=43&amp;ltemid= 77&gt;
. Acesso em : 4 dez. 2012 .
LIMA, C. B.; SILVA, E. M. da.; RODRIGUES , G. C. Pesquisa-ação na implantação do
repositório institucional da UFPE. In: CONFERENCE ON TECHNOLOGY, CULTURE
AND MEMORY - CTCM , 2011, Recife, PE.: Instituto Ricardo Brennand , 2011 .
Disponivel em : &lt;www.liber.ufpe.br/ctcm/sobre_ctcm .php&gt; . Acesso em : 11 abro 2012.
LYNCH, C. A. Institutional repositories: essential infrastructure for scholarship in the
Digital Age. ARL: A Biomonthly Report, n. 226, p. 1-7, Feb. 2003 . Disponível
em :&lt;http://www.arl.org/resources/pubs/br/br226/br226ir.sh tml&gt; Acesso em : 9 abro
2012 .
MARQUES, Otacílio Guedes. Informação histórica: recuperação e divulgação da
memória do poder judiciário brasileiro . 2007. 133 f. Dissertação (Pós Graduação)Universidade de Brasília , Brasília , 2007 .
MARCONDES, C. H. Metadados: descrição e recuperação de informação na Web .
In : MARCONDES, C. H.; KURAMOTO, H.; TOUTAIN , L. B.; SAYÃO, L. F. (Org .).
Bibliotecas digitais: saberes e práticas. Salvador: UFBA/IBICT, 2005. p. 97-113.
ROAR. Registry of Open Access Repositories . [2012]. Disponível em :
&lt;http ://roar.eprints.org/&gt;Acesso em : 04 abro2012 .

808

�Controle bibliográfico da produção intelectual institucional
Trabalho completo

RUEDA, V. M. S.; FREITAS, A. de; VALLS, V. M. Memória Institucional: uma revisão
de literatura. CRB-8 Digital, São Paulo, v. 4, n. 1, p. 78-89, abr. 2011. Disponível em:
&lt;http ://revista .crb8 .org .br/i ndex.php/crb8d ig ital/article/viewFile/62/64&gt;. Acesso em :
11 abro2012.
SABADINI, A. A. Z . P.; VERíSSIMO, T. G.; CADIDÉ, 1. ; ADES , C. Preservação da
memória institucional no Instituto de Psicologia da USP. In : SEMINÁRIO NACIONAL
DE BIBLIOTECAS UNIVERSITÁRIAS, 15.,2008, São Paulo. Anais ... São Paulo:
CRUESP, 2008. Disponível em :
&lt;200 .144.190.194/centrodememoriaip/sites/defaultlfiles/SNBU.pdf&gt;. Acesso em : 12
abr. 2012.
SAYÃO, L. F. ; MARCONDES, C. H. Software livres para repositórios institucionais:
alguns subsídios para a seleção. In: SAYÃO, L. et alo Implantação e gestão de
repositórios institucionais: políticas, memória, livre acesso e preservação.
Salvador: Edufba, 2009. p. 23-55 . Disponível em :
&lt;https:/lrepositorio.ufba .br/ri/bitstream/ufba/473/3/implantacao_repositorio_ web. pdf&gt; .
Acesso em: 14 abro2012 .

809

�</text>
                  </elementText>
                </elementTextContainer>
              </element>
            </elementContainer>
          </elementSet>
        </elementSetContainer>
      </file>
    </fileContainer>
    <collection collectionId="49">
      <elementSetContainer>
        <elementSet elementSetId="1">
          <name>Dublin Core</name>
          <description>The Dublin Core metadata element set is common to all Omeka records, including items, files, and collections. For more information see, http://dublincore.org/documents/dces/.</description>
          <elementContainer>
            <element elementId="50">
              <name>Title</name>
              <description>A name given to the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51396">
                  <text>SNBU - Edição: 17 - Ano: 2012 (UFRGS - Gramado/RS)</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="49">
              <name>Subject</name>
              <description>The topic of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51397">
                  <text>Biblioteconomia&#13;
Documentação&#13;
Ciência da Informação&#13;
Bibliotecas Universitárias</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="41">
              <name>Description</name>
              <description>An account of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51398">
                  <text>Tema: A biblioteca universitária como laboratório na sociedade da informação.</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="39">
              <name>Creator</name>
              <description>An entity primarily responsible for making the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51399">
                  <text>SNBU - Seminário Nacional de Bibliotecas Universitárias</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="45">
              <name>Publisher</name>
              <description>An entity responsible for making the resource available</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51400">
                  <text>UFRGS</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="40">
              <name>Date</name>
              <description>A point or period of time associated with an event in the lifecycle of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51401">
                  <text>2012</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="44">
              <name>Language</name>
              <description>A language of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51402">
                  <text>Português</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="51">
              <name>Type</name>
              <description>The nature or genre of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51403">
                  <text>Evento</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="38">
              <name>Coverage</name>
              <description>The spatial or temporal topic of the resource, the spatial applicability of the resource, or the jurisdiction under which the resource is relevant</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51404">
                  <text>Gramado (Rio Grande do Sul)</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
          </elementContainer>
        </elementSet>
      </elementSetContainer>
    </collection>
    <itemType itemTypeId="8">
      <name>Event</name>
      <description>A non-persistent, time-based occurrence. Metadata for an event provides descriptive information that is the basis for discovery of the purpose, location, duration, and responsible agents associated with an event. Examples include an exhibition, webcast, conference, workshop, open day, performance, battle, trial, wedding, tea party, conflagration.</description>
    </itemType>
    <elementSetContainer>
      <elementSet elementSetId="1">
        <name>Dublin Core</name>
        <description>The Dublin Core metadata element set is common to all Omeka records, including items, files, and collections. For more information see, http://dublincore.org/documents/dces/.</description>
        <elementContainer>
          <element elementId="50">
            <name>Title</name>
            <description>A name given to the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="63213">
                <text>Construção do Repositório Institucional para o acervo histórico da Faculdade de Medicina Veterinária e Zootecnia da Universidade de São Paulo  .</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="39">
            <name>Creator</name>
            <description>An entity primarily responsible for making the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="63214">
                <text>Fichi, Rosa Maria et al.</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="38">
            <name>Coverage</name>
            <description>The spatial or temporal topic of the resource, the spatial applicability of the resource, or the jurisdiction under which the resource is relevant</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="63215">
                <text>Gramado (Rio Grande do Sul)</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="45">
            <name>Publisher</name>
            <description>An entity responsible for making the resource available</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="63216">
                <text>UFRGS</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="40">
            <name>Date</name>
            <description>A point or period of time associated with an event in the lifecycle of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="63217">
                <text>2012</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="51">
            <name>Type</name>
            <description>The nature or genre of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="63219">
                <text>Evento</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="41">
            <name>Description</name>
            <description>An account of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="63220">
                <text>Relata o contexto de criação do Repositório Institucional para o Acervo Histórico da Faculdade de Medicina Veterinária e Zootecnia da Universidade de São Paulo (FMVZ/USP). Destaca a importância de reunir, classificar e disponibilizar os diversos materiais que contam a história da faculdade. Apresenta os critérios utilizados para a seleção do software DSpace - que viabilizou o projeto -, assim como, suas funcionalidades. Expõe os aspectos da customização, que incluem a definição das comunidades e subcomunidades, e dos metadados específicos para cada tipo de material que formam as coleções do repositório da FMVZ/USP. Almeja-se, com as discussões e descrições do trabalho realizado, contribuir para o desenvolvimento de projetos semelhantes.</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="44">
            <name>Language</name>
            <description>A language of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="69426">
                <text>pt</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
        </elementContainer>
      </elementSet>
    </elementSetContainer>
  </item>
  <item itemId="5926" public="1" featured="0">
    <fileContainer>
      <file fileId="4990">
        <src>http://repositorio.febab.org.br/files/original/49/5926/SNBU2012_065.pdf</src>
        <authentication>67be6faa5d52ff1ae97ec85197179831</authentication>
        <elementSetContainer>
          <elementSet elementSetId="4">
            <name>PDF Text</name>
            <description/>
            <elementContainer>
              <element elementId="92">
                <name>Text</name>
                <description/>
                <elementTextContainer>
                  <elementText elementTextId="63212">
                    <text>i

Controle bibliográfico da produção intelectual institucional
S!mWrio

;:li

/IbooroaIde

:.

IiWitt_
U-,""lIIMbs

=

Trabalho completo

BIBLIOTECA DIGITAL DE TESES E DISSERTAÇÕES DA UFPB:
IMPLANTAÇÃO, DESENVOLVIMENTO E DESAFIOS
Viviane Lima da Cunha
Bacharel em Biblioteconomia , UFPB, João Pessoa-PB
Especialista em Ensino Aprendizagem Mediada por TIC's , Faculdades Integradas de Patos, João
Pessoa , Paraíba .

Resumo
Este artigo é o resultado de análise bibliográfica e descrição das metodologias
aplicadas na implantação da Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da UFPB e,
nessa perspectiva, reflete, também, acerca do futuro desafio da universidade na
criação de um Repositório Institucional de Informação (RI) . Nosso foco de estudo é a
BDTD/UFPB, analisando as etapas percorridas na consolidação desta ferramenta
como vitrine da produção científica da instituição. A implantação de um repositório
institucional da UFPB exigirá uma complexa política de normas, procedimentos
institucionais e assinatura de termos para legitimação desse instrumento.
Acreditamos que o RI interferirá significativamente na produção científica de nossa
universidade. As novas tecnologias não são apenas meios de distribuição de
informação e conhecimento, cumprem, também, o papel de facilitadoras
indispensáveis à interação em qualquer processo educativo. Nesse sentido, este
artigo expõe a experiência da UFPB a fim de sensibilizar a comunidade científica e
tecnológica quanto à importância da democratização da informação.

Palavras-chave:
Biblioteca digital; Repositório Institucional; Gestão do Conhecimento; BDTD;
Conhecimento Científico .

Abstract
This article is the result of literature review and descriptions of the
methodologies used in the implementation of the Digital Library of Theses and
Dissertations of UFPB and, from this perspective, it also reflects on the University's
future challenge of creating an Institutional Repository of Information (IRI). The focus
of our study is the BDTD/UFPB, analyzing the steps taken in the consolidation of this
tool as a showcase of scientific production at this institution. The implementation of a
UFPB Institutional Repository will demand a complex standard policy, institutional
procedures and signed terms to legitimize this instrument. We believe that IRI will
interfere significantly in the scientific output of our University. New technologies are
not just means of spreading information and knowledge, they also assume de role of
essentials facilitators into any educational processoThus, this article presents UFPB's
experience and it has the purpose of sensitize the scientific and technological
community on the importance of democratization of information.

787

�i
;:li

S!mWrio

Controle bibliográfico da produção intelectual institucional

/IbooroaIde

=

IiWitt_

:.

U-,""lIIMbs

Trabalho completo

Keywords:
Digital Library; Institutional Repository; Knowledge Management; Bdtd ;
Scientific Knowledge.

1 Introdução
Este estudo tem como interesse e foco a Biblioteca Digital de Teses e
Dissertações da UFPB, sua implantação, desenvolvimento e desafios a serem
alcançados nos próximos dois anos. A problemática emergiu da experiência
alcançada nos últimos 3 anos de gestão deste instrumento, que mostra ser um
grande aliado na disseminação, preservação e compartilhamento da produção
científica produzida pelos programas de pós-graduação ofertados pela UFPB.
Ao desenvolver este estudo, nosso objetivo é descrever com base em análise
bibliográfica e metodologias aplicadas, a experiência da implantação da
BDTD/UFPB, identificando os caminhos percorridos e a importância da consolidação
desta ferramenta como instrumento de preservação digital. O trabalho apresenta
relevância social ao promover uma discussão acerca dessa ferramenta como vitrine
da produção científica da UFPB.
Os avanços tecnológicos e os novos meios de comunicação ampliaram o
fluxo de informações, constituindo uma nova forma de lidar e disseminar o
conhecimento. Neste contexto, o desenvolvimento das Tecnologias da Informação e
Comunicação (TIC's) e os novos canais de comunicação científica apresentam-se
como requisito e desafio para as instituições de ensino. É fundamental que
pesquisadores e demais profissionais da informação reconheçam seu papel diante
das novas tecnologias e não permaneçam isolados daqueles que já descobriram os
modos de navegar na grande rede . Sobre esse aspecto, ROSA&amp;GOMES (2010 ,
p.21) afirmam : "O surgimento da Internet e da www. emfinsdosanos80 . veio
acelerar mudanças na forma de publicação da produção científica que passou do
suporte exclusivamente em papel para o uso também do suporte digital, alterando o
fluxo da comunicação científica."
O aprimoramento da internet com o surgimento da web 2.0 em 2004 , tendo
como conceito a web como plataforma , oferecendo serviços como a criação de
blogs, fóruns de discussão, wikis, sistemas RSS, aplicações baseadas em
folksonomia , redes sociais, entre outros, reforçou a importância do espaço virtual,
que assumiu um papel relevante entre os canais formais de comunicação científica.
Ter acesso à informação diante de barreiras como o alto custo da assinatura
dos principais periódicos científicos e das permissões de uso motivou pesquisadores
do mundo inteiro a se reunirem e dar início a um grande movimento global.
Neste contexto surge o movimento mundial de Acesso Livre que
implica a disponibilidade na Internet da literatura acadêmica e
científica permitindo que seja lida, descarregada, distribuída,
impressa, pesquisada contribuindo para o avanço e disseminação da
ciência. (ROSA; GOMES, 2010, p.22).

No Brasil , o Instituto Brasileiro de Informação Ciência e Tecnologia (IBICT) ,
instituição ligada ao Ministério da Ciência e Tecnologia, vem trabalhando na

788

�i
;:li

S!mWrio

Controle bibliográfico da produção intelectual institucional

/IbooroaIde

=

IiWitt_

:.

U-,""lIIMbs

Trabalho completo

sensibilização da comunidade científica quanto à importância do acesso livre ao
conhecimento, promovendo palestras em eventos da área de Ciência da Informação
como também em eventos da Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência
(SBPC). A Biblioteca Digital de Teses e Dissertações (BDTD/UFPB) vinculada ao
IBICT pode ser considerada como o primeiro passo dado pela UFPB para a
construção e manutenção de um Repositório Institucional (RI) . O principal objetivo
deste projeto é registrar e disseminar teses e dissertações, em texto completo,
defendidas na Instituição.
Os Repositórios Institucionais são sistemas de informação que tem como
objetivo a gestão e disseminação do conhecimento, permitindo uma visibilidade
imediata aos pesquisadores de uma instituição, ampliando o impacto das
investigações, além da preservação da memória intelectual.
A adoção e o uso das funcionalidades de um repositório institucional
proporcionam uma série de benefícios para pesquisadores, administradores
acadêmicos, bibliotecários, chefes de departamentos e toda a comunidade científica ,
contribuindo de forma significativa na gestão do conhecimento produzido pelas
Instituições de Ensino e Pesquisa . Acreditamos que o desenvolvimento de um
modelo de política institucional de informação para depósito de conteúdos adequado
a realidade de cada instituição permitirá a disponibilização de conteúdos através do
RI e a sensibilização da comunidade acadêmica para a preservação e divulgação de
sua produção intelectual.

2 Biblioteca Digital de Teses e Dissertações
Coordenado pelo IBICT, órgão do Ministério da Ciência e Tecnologia , o
projeto da Biblioteca Digital Brasileira de Teses e Dissertações (BDTD) integra os
sistemas de informação de teses e dissertações existentes nas instituições de
ensino e pesquisa brasileiras, estimulando o registro e a publicação de teses e
dissertações em meio eletrônico. Esse projeto, em parceria com as instituições
brasileiras de ensino e pesquisa, possibilita que a comunidade brasileira de Ciência
e Tecnologia publique suas teses e dissertações produzidas no país e no exterior,
dando maior visibilidade a produção científica nacional.
Informações adquiridas na página do IBICT 1 relatam que esse projeto,
apoiado pela Financiadora de Estudos e Pesquisas (Finep) , teve seu comitê técnicoconsultivo (CTC) instalado em abril de 2002, sendo constituído por representantes
do IBICT, CNPq , MEC (Capes e Sesu), Finep e pelas três universidades que
participaram do grupo de trabalho e do projeto-piloto (USP, Puc-Rio e UFSC).
Utilizando as tecnologias do Open Archives Initiative (OAI) e um modelo
baseado em padrões de interoperabilidade, a BDTD consolida-se como uma rede
distribuída de bibliotecas digitais de teses e dissertações tendo como principais
atores:
a) provedor de dados (data providers) - administra o depósito e publicação, expondo
os metadados para a coleta automática (harvesting) ;
b) provedor de serviços (service providers) - fornece serviços de informação com
base nos metadados coletados junto aos provedores de dados.

1 As informações apresentadas são de responsabilidade do IBICT e estão disponíveis no endereço
eletrônico do instituto: http://bdtd .ibict.br/ptla-bdtd .html.

789

�i
;:li

S!mWrio

Controle bibliográfico da produção intelectual institucional

/IbooroaIde

=

IiWitt_

:.

U-,""lIIMbs

Trabalho completo

Inseridas nessa rede, as instituições de ensino e pesquisa atuam como
provedores de dados e, em conjunto com o IBICT, operam como agregadores,
coletando metadados de teses e dissertações dos provedores, fornecendo serviços
de informação sobre esses metadados e expondo-os para coleta por outros
provedores de serviços, em especial pela Networked Digital Library of Theses and
Dissertation ( NDLTD).
Em 2003, o Sistema Eletrônico de Teses e Dissertações (TE DE) foi
desenvolvido, promovendo a implantação de bibliotecas digitais de teses e
dissertações nas instituições de ensino e pesquisa no país e sua integração à
BDTD. Nesse mesmo ano foram enviadas as Universidades Brasileiras "Carta
convite" para que as instituições interessadas em implantar bibliotecas digitais,
enviassem a documentação necessária para adesão ao projeto.
Nessa perspectiva , o projeto BDTD promove não só maior visibilidade da
produção científica e tecnológica brasileira no contexto nacional e internacional, mas
também gera capacitação nacional nas tecnologias de informação e comunicação
usadas para implementação de bibliotecas digitais.
Em 2006, outra instituição federal ligada ao Ministério da Educação, a
Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (CAPES),
determinou que todos os programas de pós-graduação deveriam fazer o registro e
disseminação das teses produzidas em suas instituições, nas páginas dos
programas, ou na sua inexistência, fazer o seu registro e disseminação em local
indicado pela própria CAPES. Tal determinação foi normatizada por intermédio da
portaria de nO 013 de fevereiro de 2006.
A decisão da CAPES imposta nessa portaria fez com que a BDTD não
alcançasse o sucesso desejado, já que as instituições de ensino ligadas em sua
maioria a CAPES passaram a acatar apenas esta resolução. A publicação dessa
portaria suscitou , entre outras discussões, questões relacionadas aos direitos
autorais. SOUZA (2006, p.9) afirma que ''[. .. ] A sua publicação e obrigatoriedade são
motivos geradores de preocupação no meio cientifico, não pelos louváveis objetivos
de divulgação do saber, mas principalmente pela sua juridicidade [.. .l".
Ainda em 2006, a Universidade Federal da Paraíba passou a integrar
oficialmente o consórcio de Bibliotecas Digitais de Teses e Dissertações, tendo
como primeira experiência a publicação dos trabalhos de Dissertações e Teses do
Programa de Pós Graduação em Desenvolvimento e Meio Ambiente (PRODEMA).

2.1 Implantação e Desenvolvimento da BDTD/UFPB
O processo de implantação da BDTD/UFPB cumpriu as etapas do trâmite
propostas no edital de chamada pública lançado, em 2005, pelo IBICT. Nesse
processo , a UFPB recebeu do referido instituto um pacote tecnológico composto por
um computador servidor com um sistema, definido para as publicações das
produções acadêmicas, já instalado.
Ainda na mesma época , alguns programas de pós-graduação de nossa
instituição seguiram as determinações da portaria da CAPES que exigia a
disponibilização da produção científica em meio eletrônico. Essa decisão entra em
desacordo com o projeto do IBICT, uma vez que promove uma incompatibilidade na
coexistência dos dois projetos.
Nesse cenário, os programas de pós-graduação da UFPB cumpriram a
determinação da CAPES, criando em suas páginas bancos de dados que

790

�i

Controle bibliográfico da produção intelectual institucional
S!mWrio

;:li

/IbooroaIde

:.

IiWitt_
U-,""lIIMbs

=

Trabalho completo

disponibilizam dissertações e teses com texto completo em formato PDF para
downloads, inviabilizando as publicações da BDTD/UFPB.
Diante desta e de outras dificuldades operacionais a BDTD/UFPB enfrentou ,
aproximadamente, 3 anos de improdutividade, que refletiu em uma inexpressiva
participação no ranking das bibliotecas integrantes do consórcio BDTD,
classificando-se na 74° posição, contando com a oferta de 39 programas e, apenas,
42 trabalhos publicados.
As atividades foram , então, retomadas em agosto de 2009 , quando a
Biblioteca Central (BC), responsável pelo Sistema de Bibliotecas, passa a emitir a
declaração de quitação de débitos (Nada Consta), indispensável na solicitação de
diplomas, apenas aos alunos da pós-graduação que fizerem o depósito das
dissertações e teses nos formatos impresso e digital junto com o termo de
autorização, disponibilizado na página oficial da Biblioteca. Para tanto, a direção da
Biblioteca Central estabeleceu comunicação com os programas de pós-graduação
informando a decisão sobre os depósitos prevista também na resolução N°12/2000
do CONSEPE 2 .
Outra importante medida adotada foi a exigência da elaboração da ficha
catalográfica apenas pela Divisão de Processos Técnicos da BC, permitindo o
contato necessário com os pesquisadores e prestando esclarecimentos sobre as
exigências do depósito e possível publicação do trabalho, uma vez que, de acordo
com a lei dos direitos autorais, ao autor é reservado o direito de determinar a
parcialidade da publicação ou sigilo de sua produção.
Para legitimar as publicações, o IBICT disponibiliza ás instituições que
integram o consórcio BDTD um instrumento de autorização que se traduz em um
termo através do qual o autor declara a sua intenção de integrar ou não o banco de
dados da Biblioteca Digital da UFPB. O texto deste instrumento determina que o
status de confidencial idade ou parcialidade na publicação, limita-se ao prazo de 1
ano, cabendo prorrogação por igual período.
Hoje, a BDTD/UFPB possui 1.527 trabalhos publicados, sendo 259 (Teses) e
1.268 (Dissertações), passando a ocupar o 23 0 lugar entre as 97 instituições
participantes do Consórcio BDTD, quadro passível de atualização constante. Entre
os 46 programas de pós-graduação Stricto Sensu ofertados pela UFPB, 36 estão
cadastrados na BDTD, destacando-se o Programa de Pós Graduação em Educação
com 191 trabalhos publicados. Observa-se, atualmente, maior interesse dos
pesquisadores no projeto, fato que promove valorização e disseminação dessa
proposta de democratização da informação.

Quadro I - BDTD/UFPB - Relação de programas, graus e trabalhos publicados
Trabalhos publicados pelos
Programas de Pós Graduação

Grau

Administração (54)

Mestrado

2 Resolução N0 12/2000 do CONSEPE . Altera a Resolução nO 43/96 do CONSEPE e dá nova redação
ao Regulamento Geral dos Programas de Pós- Graduação Stricto Sensu da Universidade Federal da
Paraíba.

791

�i
;:li

Controle bibliográfico da produção intelectual institucional

S!mWrio

/IbooroaIde

=

IiWitt_

:.

U-,""lIIMbs

Trabalho completo

Arquitetura e Urbanismo (10)

Mestrado

Biotecnologia da Renorbio (3)

Doutorado

Ciência da Informação (34)

Mestrado

Ciência e Tecnologia de Alimentos
(45)
Ciências Biológicas (10)

Mestrado e Doutorado

Ciências da Nutrição (21)

Mestrado

Ciências das Religiões (38)

Mestrado

Ciências Juridicas (41)

Mestrado

Comunicação (12)

Mestrado

Desenvolvimento e Meio Ambiente
(PRODEMA) (44)
Economia (43)

Mestrado
Mestrado

Educação (191)

Mestrado e Doutorado

Enfermagem (43)

Mestrado

Engenharia de Produção (39)

Mestrado e Doutorado

Engenharia Mecânica (70)

Mestrado e Doutorado

Engenharia Urbana e Ambiental
(62)
Filosofia (39)

Mestrado
Mestrado e Doutorado

Física(40)

Mestrado

Geografia (40)

Mestrado

História (42)

Mestrado e Doutorado

Informática (43)

Mestrado

Letras (68)

Mestrado e Doutorado

Linguística (87)

Mestrado e Doutorado

Matemática (35)

Mestrado

Modelos de Decisão e Saúde (17)

Mestrado

Música (18)

Mestrado

Odontologia (29)

Mestrado

Produtos Naturais e Sintéticos
Bioativos (82)
Psicologia (58)

Mestrado e Doutorado
Mestrado e Doutorado

Química (64)

Mestrado e Doutorado

Sociologia (39)

Mestrado e Doutorado

Tecnologia Agroalimentar (1)

Mestrado

Biologia Celular e Molecular (3)

Mestrado

Serviço Social (27)

Mestrado

792

Mestrado

�i

Controle bibliográfico da produção intelectual institucional
S!mWrio

;:li

/IbooroaIde

:.

IiWitt_
U-,""lIIMbs

=

Trabalho completo

Total de trabalhos publicados: 1.527
em 06/04/2012

Total de programas cadastrados: 35

Fonte: Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da UFPB. Disponível em : &lt;
http://www.biblioteca .ufpb.br/ bdtd/&gt;. Acesso em : 06 de abril. 2012 .

3 O desafio de implantar um Repositório Institucional de Informação (RI)

o próximo desafio da UFPB é o desenvolvimento de um Repositório
Institucional de Informação que, para seu efetivo estabelecimento, dependerá da
consolidação de uma política institucional de informação.
O projeto dos Repositórios Institucionais é posterior à proposta das
bibliotecas digitais e tem como objetivo a implantação de um portal, semelhante ao
da BOTO, que contenha toda a produção acadêmica considerada de valor científico
pela instituição. Nesse sentido, a política institucional de informação definirá os
parâmetros da gestão do RI.
Nessa perspectiva, os Repositórios Institucionais possibilitam o depósito,
arquivamento e disseminação de outros conteúdos, além dos disponibilizados pela
BOTO, de natureza acadêmico-científica produzidos por membros da instituição.
As condições favoráveis à implantação do projeto de RI, na UFPB, são a
existência de um Repositório de Teses e Dissertações (BDTD/UFPB) e de outras
iniciativas como o Portal de Periódicos Científicos da UFPB que têm como filosofia o
Open Access - Acesso Aberto.
Em 2005, no eixo das discussões acerca dos Repositórios Institucionais, o
IBICT lança o Manifesto de Acesso Aberto à Informação Científica no qual propõe a
sensibilização da comunidade científica e tecnológica do país em defesa ao acesso
livre. Por tratar-se de um tema relativamente novo, o lançamento desse documento
marca a intenção do IBICT em divulgar as iniciativas do acesso livre que seriam
propostas em seguida, dentre elas o projeto dos Rl's. Do texto do Manifesto,
destacamos:
Com o surgimento das novas tecnologias da informação e da
comunicação, diversos paradigmas estão mudando. Isso porque
essas tecnologias facilitam o acesso à informação científica,
promovendo o surgimento de novas alternativas para a comunicação
científica. A Open Archives Initiative (OAI) é um exemplo disso. Esta
iniciativa estabelece, além de padrões de interoperabilidade, alguns
princípios e ideais, como o uso de software open source e o acesso
livre à informação. (MANIFESTO ... , 2012, p. 1)

Instituições como o IBICT e a Universidade de Brasília (UNB) apoiam as
universidades que desejam construir seu próprio RI, repassando sua metodologia e
seus manuais. Portanto, de acordo com KURAMOTO (2010, p.65), a meta do IBICT
é "( ... ) desenvolver uma rede de Ris à semelhança da Biblioteca Digital de Teses e
Dissertações (BOTO), mas que considere o depósito, arquivo e disseminação de
outras produções científicas para além das teses e dissertações".
Nos âmbitos político e legal, essa iniciativa entrou na pauta das discussões
quando, em 2007 , o deputado federal Rodrigo Rollemberg, hoje senador da

793

�i

Controle bibliográfico da produção intelectual institucional
S!mWrio

;:li

/IbooroaIde

:.

IiWitt_
U-,""lIIMbs

=

Trabalho completo

república, submeteu à Comissão de Ciência, Tecnologia, Informática e Comunicação
da Câmara dos Deputados, o Projeto de Lei 1120/2007, que tinha como objetivo
instituir os Repositórios Institucionais de acesso livre nas Universidades e Institutos
de pesquisa públicos brasileiros, além de tornar obrigatório aos pesquisadores
destas instituições o depósito de sua produção científica publicada em revistas
científicas. Após quatro anos tramitando naquela casa, o referido PL foi arquivado
em atendimento ao regime interno da Câmara, sem direito a desarquivamento.
Posteriormente, um novo projeto de lei foi elaborado e apresentado à
Comissão de Ciência, Tecnologia, Inovação Comunicação e Informática do Senado
Federal, o PLS 387/2011 . O projeto dispõe sobre o registro e disseminação da
produção técnico-científica pelas instituições de educação superior, bem como as
unidades
de
pesquisa
no
Brasil
e
dá
outras
providências.
A proposta da nova lei é promover o acesso livre à produção científica
brasileira, maximizando a visibilidade, uso e impacto das pesquisas, além de
promovê-Ias em âmbito internacional e sinalizar para clara política de inovação e
valorização da pesquisa científica nacional. Em 2011 , o senador Cristovam Buarque
(PDT/DF) foi designado relator do PLS 387/2011 e aguarda a avaliação das
comissões do Senado e Câmara dos Deputados, respectivamente.

3.1 Aspectos Institucionais na gestão do RI
De acordo com LEITE (2009), as principais iniciativas de criação de
Repositórios Institucionais partem ou são realizadas pelas Bibliotecas das
instituições de ensino e pesquisa . Para o sucesso na realização do projeto será
importante o comprometimento de toda a equipe com a implementação e
gerenciamento do repositório, visitas aos departamentos feitas pela direção da
Biblioteca Central para sensibilização e apresentação do projeto, além de
participação em reuniões de colegiados com possíveis demonstrações de avanços
obtidos.
Ainda nessas considerações, o autor afirma que seria ideal a formação de
uma equipe multidisciplinar formada por bibliotecários, analistas de sistemas e
profissionais de comunicação/marketing para que se possa atender às necessidades
de planejamento e execução do projeto.
Dos profissionais da informação espera-se domínio dos processos de gestão
da informação, de métodos de identificação e avaliação das necessidades de
informação da comunidade, assim como das técnicas e instrumentos de organização
da informação em ambiente eletrônico e familiaridade com recursos tecnológicos.
A administração do Repositório Institucional deverá estar ligada a Biblioteca
Central da UFPB e ao setor de Divisão de Processos Técnicos (DPT) como
acontece hoje com o Repositório de Teses e Dissertações (BDTD/UFPB).
Dois bibliotecários deverão estar envolvidos na publicação dos trabalhos,
contando ainda com o apoio do Setor de Intercâmbio onde serão depositados os
trabalhos de acordo com a política de informação que será elaborada pela UFPB. O
setor conta hoje com dois bibliotecários que registram as informações recebidas e
repassam para a DPT. De acordo com o aumento de volume dos trabalhos
publicados, o povoamento do repositório poderá ser dividido com as Bibliotecas
Setoriais ligadas aos Departamentos.
Ainda segundo LEITE (2009) , será necessário o envolvimento de um Analista
em Tecnologia da Informação na administração do sistema, a fim de customizar e

794

�i

Controle bibliográfico da produção intelectual institucional
S!mWrio

;:li

/IbooroaIde

:.

IiWitt_
U-,""lIIMbs

=

Trabalho completo

administrar tecnicamente o software adotado para o repositório , incluindo a gestão
dos campos de metadados, sua qualidade, criação de relatórios de uso e questões
técnicas de preservação digital.

4 Considerações Finais

o desenvolvimento deste projeto envolve a parceria entre as coordenações
dos cursos de pós-graduação da UFPB, gestores, pesquisadores, bibliotecários e o
Instituto Brasileiro de Ciência e Tecnologia (IBICT).
A implementação da Biblioteca Digital de Teses e Dissertações, bem como a
criação de um Repositório Institucional configura-se como um importante evento na
trajetória da UFPB no caminho da democratização do acesso à informação, uso e
visibilidade da produção científica da instituição.
Nessa proposta , destaca-se, também, a preservação dos conteúdos digitais
científicos ou acadêmicos produzidos pela universidade, além da redução dos
custos de gestão da informação científica, promovendo o crescimento das
publicações científicas eletrônicas da instituição.
Referências
KURAMOTO , Hélio. Implantação de repositórios institucionais em universidades e
instituições de pesquisa do Brasil. In: ROSA, Flavia; GOMES, Maria João (Org.).
Repositórios Institucionais: democratizando o acesso ao conhecimento. Salvador:
EDUFBA, 2010.
LEITE, Fernando César Lima . Como gerenciar e ampliar a visibilidade da
informação científica brasileira: repositórios institucionais de acesso aberto.
Brasília : IBICT, 2009.
MANIFESTO brasileiro de apoio ao acesso livre a informação. Disponível em :
&lt;http://kuramoto.files.wordpress.com/2008/09/manifesto-sobre-o-acesso-livre-ainformacao-cientifica.pdf&gt; Acesso em : 06 abro2012 .
ROSA, Flávia ; GOMES, Maria João. Comunicação cientifica : das restrições ao
(Org .). Repositórios Institucionais: democratizando o
acesso livre. In:
acesso ao conhecimento . Salvador: EDUFBA, 2010 .
SOUZA, Allan Rocha de. A portaria 13 de 2006 da Capes e os direitos autorais.
Revista da Faculdade de Direito de Campos, Ano 7, n. 8, jun. 2006.

795

�</text>
                  </elementText>
                </elementTextContainer>
              </element>
            </elementContainer>
          </elementSet>
        </elementSetContainer>
      </file>
    </fileContainer>
    <collection collectionId="49">
      <elementSetContainer>
        <elementSet elementSetId="1">
          <name>Dublin Core</name>
          <description>The Dublin Core metadata element set is common to all Omeka records, including items, files, and collections. For more information see, http://dublincore.org/documents/dces/.</description>
          <elementContainer>
            <element elementId="50">
              <name>Title</name>
              <description>A name given to the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51396">
                  <text>SNBU - Edição: 17 - Ano: 2012 (UFRGS - Gramado/RS)</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="49">
              <name>Subject</name>
              <description>The topic of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51397">
                  <text>Biblioteconomia&#13;
Documentação&#13;
Ciência da Informação&#13;
Bibliotecas Universitárias</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="41">
              <name>Description</name>
              <description>An account of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51398">
                  <text>Tema: A biblioteca universitária como laboratório na sociedade da informação.</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="39">
              <name>Creator</name>
              <description>An entity primarily responsible for making the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51399">
                  <text>SNBU - Seminário Nacional de Bibliotecas Universitárias</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="45">
              <name>Publisher</name>
              <description>An entity responsible for making the resource available</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51400">
                  <text>UFRGS</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="40">
              <name>Date</name>
              <description>A point or period of time associated with an event in the lifecycle of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51401">
                  <text>2012</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="44">
              <name>Language</name>
              <description>A language of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51402">
                  <text>Português</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="51">
              <name>Type</name>
              <description>The nature or genre of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51403">
                  <text>Evento</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="38">
              <name>Coverage</name>
              <description>The spatial or temporal topic of the resource, the spatial applicability of the resource, or the jurisdiction under which the resource is relevant</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51404">
                  <text>Gramado (Rio Grande do Sul)</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
          </elementContainer>
        </elementSet>
      </elementSetContainer>
    </collection>
    <itemType itemTypeId="8">
      <name>Event</name>
      <description>A non-persistent, time-based occurrence. Metadata for an event provides descriptive information that is the basis for discovery of the purpose, location, duration, and responsible agents associated with an event. Examples include an exhibition, webcast, conference, workshop, open day, performance, battle, trial, wedding, tea party, conflagration.</description>
    </itemType>
    <elementSetContainer>
      <elementSet elementSetId="1">
        <name>Dublin Core</name>
        <description>The Dublin Core metadata element set is common to all Omeka records, including items, files, and collections. For more information see, http://dublincore.org/documents/dces/.</description>
        <elementContainer>
          <element elementId="50">
            <name>Title</name>
            <description>A name given to the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="63204">
                <text>Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da UFPB: implantação, desenvolvimento e desafios.</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="39">
            <name>Creator</name>
            <description>An entity primarily responsible for making the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="63205">
                <text>Cunha, Viviane Lima da</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="38">
            <name>Coverage</name>
            <description>The spatial or temporal topic of the resource, the spatial applicability of the resource, or the jurisdiction under which the resource is relevant</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="63206">
                <text>Gramado (Rio Grande do Sul)</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="45">
            <name>Publisher</name>
            <description>An entity responsible for making the resource available</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="63207">
                <text>UFRGS</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="40">
            <name>Date</name>
            <description>A point or period of time associated with an event in the lifecycle of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="63208">
                <text>2012</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="51">
            <name>Type</name>
            <description>The nature or genre of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="63210">
                <text>Evento</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="41">
            <name>Description</name>
            <description>An account of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="63211">
                <text>Este artigo é o resultado de análise bibliográfica e descrição das metodologias aplicadas na implantação da Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da UFPB e, nessa perspectiva, reflete, também, acerca do futuro desafio da universidade na criação de um Repositório Institucional de Informação (RI). Nosso foco de estudo é a BDTD/UFPB, analisando as etapas percorridas na consolidação desta ferramenta como vitrine da produção científica da instituição. A implantação de um repositório institucional da UFPB exigirá uma complexa política de normas, procedimentos institucionais e assinatura de termos para legitimação desse instrumento. Acreditamos que o RI interferirá significativamente na produção científica de nossa universidade. As novas tecnologias não são apenas meios de distribuição de informação e conhecimento, cumprem, também, o papel de facilitadoras indispensáveis à interação em qualquer processo educativo. Nesse sentido, este artigo expõe a experiência da UFPB a fim de sensibilizar a comunidade científica e tecnológica quanto à importância da democratização da informação.</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="44">
            <name>Language</name>
            <description>A language of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="69425">
                <text>pt</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
        </elementContainer>
      </elementSet>
    </elementSetContainer>
  </item>
  <item itemId="5925" public="1" featured="0">
    <fileContainer>
      <file fileId="4989">
        <src>http://repositorio.febab.org.br/files/original/49/5925/SNBU2012_064.pdf</src>
        <authentication>5edbdd3b05f26259ea140dd1a7dedffb</authentication>
        <elementSetContainer>
          <elementSet elementSetId="4">
            <name>PDF Text</name>
            <description/>
            <elementContainer>
              <element elementId="92">
                <name>Text</name>
                <description/>
                <elementTextContainer>
                  <elementText elementTextId="63203">
                    <text>Controle bibliográfico da produção intelectual institucional
i! """"'"
MaooNlck

~

=

:,

IiWitt.UJ
1I....111~

Trabalho completo

REPOSITÓRIOS INSTITUCIONAIS: EXPERIÊNCIA INICIAL DO
CAMPUS SÃO CARLOS DO INSTITUTO FEDERAL DE SÃO PAULO
Elis Regina Alves dos Santos 1, Rodrigo Henrique Ramo~, André Di
Thommazo 3, Célia Leiko Ogawa Kawabata 4
1Mestre em Ciência, Tecnologia e Sociedade, Instituto Federal de São Paulo, São Carlos, SP
2Graduando em Análise e Desenvolvimento de Sistemas , Instituto Federal de São Paulo, São
Carlos , SP
3Mestre em Ciência da Computação , Instituto Federal de São Paulo, São Carlos, SP
4Doutora em Ciência da Computação, Instituto Federal de São Paulo, São Carlos, SP

Resumo
As mudanças na disseminação da produção científica ocorridas nas últimas décadas
vêm consolidando cada vez mais o formato eletrônico como grande facilitador deste
processo . Neste contexto , os repositórios institucionais de acesso aberto à
informação científica ganham destaque pelo foco na disseminação e gerenciamento
da produção acadêmica de uma instituição. Assim, o presente trabalho apresenta a
iniciativa do campus São Carlos do Instituto Federal de São Paulo (IFSP) em
desenvolver e implementar um repositório institucional que se propõe a sistematizar,
disponibilizar e disseminar o conhecimento gerado no IFSP de forma ampla e
irrestrita, garantindo a preservação, o acesso e proporcionando maior visibilidade e
impacto da produção técnico-científica da instituição. Desta forma , apresenta-se um
breve levantamento bibliográfico sobre acesso aberto (open access) , repositórios
institucionais e Biblioteca Digital Brasileira de Teses e Dissertações (BDTD) , a fim de
demonstrar o panorama dentro do qual a iniciativa do campus se insere. Em
seguida , as fases do projeto até a etapa atual de desenvolvimento são elencadas.
Como resultados parciais, temos o detalhamento dos requisitos funcionais do
sistema a partir da análise de outras ferramentas semelhantes e da experiência dos
envolvidos no projeto. Deu-se início também à modelagem do banco de dados e à
criação das páginas web da ferramenta. Conclui-se identificando as próximas etapas
de desenvolvimento do repositório e os desafios a longo prazo .
Palavras-Chave: Repositório institucional (RI); Acesso aberto (OA) ; Comunicação
científica ; Biblioteca digital; Informação em ciência e tecnologia (ICT).

Abstract
The changes in the dissemination of scientific literature that have occurred
consolidates the electronic format as a great facilitator in this processo In this context,
the open access institutional repositories to scientific information are highlighted by
the focus on dissemination and management of academic production of an

776

�Controle bibliográfico da produção intelectual institucional
i! """"'"
MaooNlck

~

=

:,

IiWitt.UJ

1I....111~

Trabalho completo

institution. This way, this paper presents the initiative of Instituto Federal de São
Paulo (IFSP) - campus São Carlos - in developing and implementing an institutional
repository that aims at systematizing , making it available and disseminating the
knowledge at IFSP in a broad and unrestricted way, ensuring its preservation and
access, and also providing visibility and impact of technical-scientific production of
the institution. Thus, a brief literature on Open Access is presented , as well as
institutional repositories and information on Biblioteca Digital Brasileira de Teses e
Dissertações (BDTD) in order to show the area our initiative is connected to. Then ,
the phases of the project are mentioned. As partia I results we have the details of the
system's functional requirements from the analysis of other similar tools and
experience of those involved in the project. The modeling of the database and the
creation of the tool's web pages have been started . In order to conclude , the next
steps are identified and long-term challenges are discussed.

Keywords: Institutional repository; Open access (OA) ; Scientific communication ;
Digitallibrary; Information in Science and Technology (1ST).

1 Introdução
As mudanças na disseminação da produção científica ocorridas nas últimas
décadas, e em especial neste início do século XXI , vem alterando a forma da
comunicação da informação acadêmica e consolidando cada vez mais o formato
eletrônico como grande facilitador deste processo.
As iniciativas voltadas ao acesso aberto vem tomando força e conseguindo o
apoio da comunidade científica , que se beneficia com a relação visibilidadeacessibilidade-livre acesso, uma vez que a facilidade de acesso à informação
científica aumenta substancialmente o alcance do trabalho dos pesquisadores e das
instituições (MARCONDES; SAYÃO, 2009).
Neste contexto, o repositório institucional (RI) de acesso aberto é peça
fundamental , pois reúne diversas características que otimizam a comunicação
científica, principalmente no que concerne à preservação da produção e da memória
institucional, além de reunir e garantir o acesso sistematizado ao conhecimento
gerado.
O campus São Carlos do IFSP verificou a lacuna informacional existente em
seu bojo a partir da formatura das primeiras turmas de seu curso superior, o que
levou à reflexão sobre a reunião e disponibilização da produção acadêmica dos
alunos que então deixavam a instituição. Indo além , as discussões apontaram um
problema institucional muito mais amplo: a falta de preservação e acesso a toda a
produção técnico-científica da instituição, impedindo desta forma o desenvolvimento
de um panorama técnico-científico local, a consolidação da memória institucional e
dificultando a continuidade dos trabalhos iniciados, além de não contribuir para a
visibilidade da instituição perante outras instituições de educação e a sociedade. A
informação científica estava de tal forma dispersa que contabilizar a produção do
campus, ou do IFSP como um todo, era impossível.
A solução proposta pelos autores deste trabalho foi o desenvolvimento de um
repositório institucional de acesso aberto, chamado aqui de Repositório Institucional
do Instituto Federal de São Paulo , que se propusesse a sistematizar, disponibilizar e

777

�Controle bibliográfico da produção intelectual institucional
i! """"'"
MaooNlck

~

=

:,

IiWitt.UJ

1I....111~

Trabalho completo

disseminar o conhecimento gerado no IFSP de forma rápida e eficiente, nacional e
internacionalmente, garantindo a preservação , o acesso e proporcionando maior
visibilidade e impacto da produção científica da instituição.
Uma vez reunidas e organizadas em um só ambiente eletrônico, alunos,
professores, servidores técnico-administrativos e comunidade externa de modo geral
poderiam facilmente ter acesso, via internet, além das teses e dissertações dos
nossos pós-graduandos, aos TCCs, artigos científicos, vídeos, pôsteres, apostilas,
projetos, fotografias , ilustrações, registros sonoros, softwares, revistas e qualquer
outra produção técnico-científica gerada na instituição, trazendo maior transparência
e alcance na divulgação científica institucional.
Esta iniciativa foi pensada inicialmente para atender uma necessidade do
campus, mas está sendo desenvolvida para no futuro atender a todos os campi do
IFSP.

2 Revisão de Literatura

o fim da Segunda Guerra Mundial inaugura um período de grande confiança
no poder da ciência e tecnologia para o progresso social. O desenvolvimento
científico-tecnológico é enaltecido, causando um otimismo pautado no caráter
benfeitor da ciência (SANTOS , 2010). Neste contexto, a crescente valorização da
Informação em Ciência e Tecnologia (ICT) eleva a indústria da informação de então
a um nível estratégico, e os processos de comunicação científica se verticalizam
fortemente , elevando enormemente seus custos. (MARCONDES e SAYÃO, 2009)
O acesso à informação científica torna-se cada vez mais caro, afetando
grandemente seu sistema de divulgação. Os interesses de publicadores científicos e
comunidade acadêmica se contrapõem , levando pesquisadores, instituições e
associações de bibliotecas especializadas a buscar alternativas para o acesso à
informação científica. Conforme lembra Harnard (2001 apud MARCONDES e
SAYÃO, 2009 , p.14):
Ao contrário dos autores de livros e artigos de revistas, que
escrevem para explorarem direitos ou por honorários, os autores de
artigos de periódicos revisados por pares escrevem apenas pelo
"impacto da pesquisa". Para ser citados e tomar parte na construção
da pesquisa de outros pesquisadores, seus resultados têm de ser
acessíveis aos seus usuários potenciais. Do ponto de vista dos
autores, o acesso pago aos seus resultados é tão contraproducente
como o acesso pago a anúncios comerciais [.. .]

O surgimento da Internet, no final da década de 1980, transforma este
cenário, e começam a surgir as primeiras iniciativas de repositórios digitais. O
movimento pelo livre acesso à informação (Open Access - OA) se desenvolve neste
contexto, e em 1999 é criada a Open Archives Initiative (OAI) , visando à criação de
mecanismos tecnológicos para tornar interoperáveis os diferentes repositórios
espalhados por diversos países e áreas do conhecimento. Foram criados o padrão
de metadados Dublin Core e o Open Archives Initiative Protocol for Metadata
Harvesting (OAI-PMH) para permitir a coleta automática e reuso de metadados de
repositórios abertos (MARCONDES e SAYÃO, 2009).
Neste contexto, os repositórios institucionais de acesso aberto tornam-se

778

�Controle bibliográfico da produção intelectual institucional
i! """"'"
MaooNlck

~

=

:,

IiWitt.UJ

1I....111~

Trabalho completo

peças fundamentais no ciclo de comunicação científica atual , pois:
[... ) são entendidos hoje como elementos de uma rede ou
infraestrutura informacional de um país ou de um domínio
institucional destinados a garantir a guarda, preservação a longo
prazo e, fundamentalmente, o livre acesso à produção científica de
uma dada instituição. A lógica que preside o surgimento dos
repositórios institucionais no cenário internacional da ICT é a
retomada de uma proposta que tem suas raízes no Iluminismo: os
resultados da atividade científica, na forma das diferentes
publicações, resultados estes muitas vezes obtidos à custa de
pesados investimentos públicos, devem necessariamente também
ser públicos, poder ser utilizados amplamente, não serem
apropriados de forma privada. Assim, cada instituição científica ou
acadêmica, e sua correspondente comunidade, deve manter em seu
repositório institucional de livre acesso cópias da produção
científica de sua comunidade. (MARCONDES e SAYÃO, 2009,
p.10)
Crow (2002) enfatiza que além de centralizar, preservar, tornar acessível e
disseminar o produção científica de uma instituição, os repositórios institucionais
constituem um sistema global de repositórios distribuídos e interoperáveis que
fundamentam um novo modelo de publicações acadêmicas, em que o potencial
desta informação, antes escondido pelo modelo de publicação verticalmente
integrada, é revelado .
Inserindo-se no movimento de acesso aberto, a informação disponibilizada
em um repositório estará acessível a qualquer um que tenha acesso à Internet, de
forma rápida e gratuita , permitindo a ampliação da comunidade de usuários de modo
amplo e irrestrito. (FREITAS; SILVA e GUIMARÃES, 2009). Dessa maneira, a
produção acadêmica da instituição será preservada - construindo uma memória
institucional sem dúvida importante - e ficará disponível para que seja acessada,
conhecida e utilizada, embasando novas pesquisas e dando maior projeção à
instituição.
Para Costa e Leite (2006), os repositórios também servem como indicadores
tangíveis da qualidade de uma instituição, mostrando a relevância científica, social e
econômica de suas atividades. Além disso, os dados estatísticos obtidos podem e
devem servir para a apresentação da ferramenta e sensibilização da comunidade
interna quanto à sua importância, facilitando a compreensão do alcance da mesma e
das questões relativas ao autoarquivamento - depósito de conteúdos pelos próprios
autores ou um mediador.
Crow (2002) define ainda os elementos essenciais de um RI. O primeiro
deles, "ser institucionalmente definido", significa dizer que seus limites devem ser
definidos pelas fronteiras da instituição. Costa e Leite (2009) complementam esta
informação, enfatizando que um repositório institucionalmente definido deve também
ser reconhecido pela instituição, principalmente por meio do desenvolvimento de
políticas de depósito compulsório e outras que garantam sua existência , e deve
cobrir a maior parte das áreas de ensino e pesquisa da instituição.
O segundo elemento essencial definido por Crow (2002) é que um repositório
deve conter apenas "conteúdo acadêmico". Deve também ser "cumulativo e

779

�Controle bibliográfico da produção intelectual institucional
i! """"'"
MaooNlck

~

=

:,

IiWitt.UJ

1I....111~

Trabalho completo

perpétuo" para cumprir seu papel na preservação da produção científica de uma
instituição. Por último deve ser "aberto e interoperável", garantindo assim que os
padrões tecnológicos adotados permitam à comunidade científica descobrir e
recuperar informações armazenadas em repositórios a partir da exposição e coleta
automatizada de metadados por variados mecanismos de busca . (CROW, 2002;
COSTA e LEITE, 2009)
Ainda que não haja uma fórmula única para a construção de um repositório,
Leite (2009) propõe algumas fases que devem ser cumpridas para que a iniciativa
seja bem sucedida . São elas:
a) planejamento: fase que envolve a formalização do projeto, seus custos,
equipe e competências, além de analisar as necessidades da
comunidade que será atendida pela ferramenta;
b) implementação: envolve a escolha/desenvolvimento do software ,
definições de padrões, metadados, fluxos, elaboração de políticas de
funcionamento e projeto-piloto;
c) participação da comunidade: para assegurar a participação da
comunidade, nesta fase se propõe a elaboração de estratégias de
marketing e povoamento do repositório, desenvolvimento de políticas
de depósito compulsório , avaliação e indicadores de desempenho do
sistema.
No Brasil, o Manifesto Brasileiro de Apoio ao Acesso Livre à Informação
Científica, lançado pelo Instituto Brasileiro de Informação em Ciência e Tecnologia
(IBICT) em 2005, aponta para a necessidade do desenvolvimento de uma política
nacional de acesso livre à informação científica e recomenda que a comunidade
científica apóie o movimento mundial em favor do acesso livre (INSTITUTO
BRASILEIRO DE INFORMAÇÃO EM CIÊNCIA E TECNOLOGIA, 2005). Segundo
Weitzel e Machado (2010) há fortes indícios de que a adoção do modelo de acesso
aberto será uma estratégia mandatória para universidades e institutos de pesquisa
em função do Projeto de Lei n0 1120 de 2007, que dispõe sobre o processo de
disseminação da produção técnico-científica pelas instituições de ensino superior no
Brasil.
Diversas têm sido as iniciativas nacionais de criação de repositórios
institucionais nos últimos anos, desenvolvidas utilizando-se de tecnologias de
acesso aberto e protocolos que permitem sua interoperabilidade. Estas iniciativas
conectam-se à Biblioteca Digital Brasileira de Teses e Dissertações (BOTO) coordenada pelo IBICT - que integra os sistemas de informação de teses e
dissertações existentes nas instituições de ensino e pesquisa brasileiras
(INSTITUTO BRASILEIRO DE INFORMAÇÃO EM CIÊNCIA E TECNOLOGIA,
2012a) .
A BOTO utiliza-se da tecnologia de coleta automática de metadados nacionais
para alimentar uma base centralizada, sendo a mesma objeto de coleta por sistemas
internacionais. Ainda segundo o Instituto Brasileiro de Informação em Ciência e
Tecnologia (2012a):
As instituições de ensino e pesquisa atuam como provedores de
dados e o IBICT opera como agregador, coletando metadados de

780

�Controle bibliográfico da produção intelectual institucional
i! """"'"
MaooNlck

~

=

:,

IiWitt.UJ

1I....111~

Trabalho completo

teses e dissertações dos provedores, fornecendo serviços de
informação sobre esses metadados e expondo-os para coleta por
outros provedores de serviços, em especial pela Networked Digital
Library of Theses and Disserfation (NDLTD).

Neste contexto, a criação de um repositório institucional se mostrou a
ferramenta mais apropriada para preencher a lacuna informacional existente no
âmbito do IFSP. Além disso, a adoção de instrumentos baseados no movimento de
acesso aberto garantem maior divulgação e disseminação da produção institucional,
permitindo também a preservação de seu acervo técnico-científico a longo prazo.
Finalmente, a integração futura com a BDTD garantirá ainda maior alcance e
visibilidade às teses e dissertações defendidas na instituição, inclusive
internacionalmente - uma vez que a BDTD está integrada à NDLTD, iniciativa
internacional que disponibiliza textos completos de teses e dissertações publicadas
em instituições distribuídas em vários países.

3 Materiais e Métodos
Para o desenvolvimento do RI , o primeiro passo foi a formalização da ideia
perante a instituição, consolidada em forma de projeto de Iniciação Científica. Neste
projeto foram elencados os envolvidos no trabalho, as etapas de desenvolvimento e
avaliação da ferramenta. A equipe multidisciplinar envolvida inclui docentes,
bibliotecária , técnico em Tecnologia da Informação (TI) e alunos de iniciação
científica, todos do IFSP - campus São Carlos.
Após a seleção dos alunos envolvidos no projeto, deu-se início à fase de
pesquisa para seu desenvolvimento, que contou com uma análise das estruturas dos
softwares DSpace e Nou-Rau .
O software DSpace é uma ferramenta open source para criação e
gerenciamento de repositórios digitais. Este software, desenvolvido pelo
Massachuselts Institute of Technology (MIT) em parceria com a Hewlelt-Packard
Company, pode ser customizado para se adaptar às necessidades informacionais de
cada instituição (SOUSA, 2010; SUNYE et ai, 2009 ; WEITZEL e MACHADO, 2010;
INSTITUTO BRASILEIRO DE INFORMAÇÃO EM CIÊNCIA E TECNOLOGIA,
2012b) . Considerando o DSpace o software que melhor atendeu suas necessidades
e recomendando-o para a construção de repositórios digitais, o IBICT mantém em
seu site todas as informações sobre esta ferramenta , incluindo manuais, tutoriais e o
próprio software para download. Na literatura especializada é um dos mais utilizados
para implementação de repositórios digitais, contando hoje com 1294 repositórios
estrangeiros instalados a partir dele, e 65 nacionais (INSTITUTO BRASILEIRO DE
INFORMAÇÃO EM CIÊNCIA E TECNOLOGIA, 2012b; DSPACE, 2012).
O Nou-Rau também é um software open source desenvolvido em 2002 pela
Diretoria de Tratamento da Informação do Sistema de Bibliotecas da Unicamp
(DTI/SBU) . Atualmente está em sua segunda versão, e inúmeras opções de
interatividade foram implementadas, abrindo novas perspectivas de acesso de
qualquer ponto do planeta a partir da navegação no site da Biblioteca Digital da
Unicamp. Conta hoje com quase cinqüenta mil documentos indexados. Seus
indicadores de uso revelam sua grande aceitação e utilização pela comunidade

781

�Controle bibliográfico da produção intelectual institucional
i! """"'"
MaooNlck

~

=

:,

IiWitt.UJ

1I....111~

Trabalho completo

(UNIVERSIDADE ESTADUAL DE CAMPINAS , 2012) .
Os softwares foram analisados nos seguintes aspectos: navegabilidade,
disposição das informações, sistemas de busca e indexação de dados. Esta análise
permitiu avaliar diferentes formas de navegação e exibição de dados para os
usuários finais e administrativos, assim como a interação destes com o sistema .
Considerando os aspectos técnicos, foi possível observar as funções que executam
as consultas ao banco de dados e os métodos de indexação, permitindo assim
compreendê-los e implementá-los.
Os requisitos funcionais do sistema foram levantados no que tange aos
métodos de inserção da produção técnico-científica, consultas, interface gráfica e
administração do sistema . Este levantamento foi feito com base na literatura, na
experiência dos envolvidos no projeto e na pesquisa em outras bibliotecas digitais.
A partir dessas análises foi dado início ao desenvolvimento da ferramenta em
PHP e MySQL. Tanto a linguagem PHP quanto o banco de dados MySQL são
ferramentas open-source, o que permite o uso irrestrito e gratuito de suas
funcionalidades, que são amplamente documentadas. Outra vantagem na escolha
destas ferramentas é o conhecimento prévio de ambas por parte da equipe.
O desenvolvimento do sistema , ainda em fase inicial, conta com o modelo do
banco de dados desenvolvido a partir dos requisitos funcionais levantados. As
páginas navegáveis estão sendo criadas sem conexão com o banco de dados, a fim
de validar os requisitos coletados.
Além disso, o desenvolvimento da ferramenta desde o início seguiu o
protocolo OAI-PMH , compatível com o padrão Dublin Core para metadados, visando
a interoperabilidade do sistema .
Concomitantemente, iniciaram-se pesquisas para o desenvolvimento de
diretrizes básicas relativas às formas de uso do sistema, envolvendo o
gerenciamento informacional e direitos autorais. Estas diretrizes sugerem as formas
e restrições de acesso, regras para depósito, uso, segurança e preservação do
material disponibilizado, e devem posteriormente levar a uma discussão mais ampla
em âmbito institucional, levando à elaboração de políticas de depósito, acesso, uso
e preservação do material institucional a partir das diretrizes básicas propostas neste
primeiro momento. As pesquisas abrangem diversas fontes, entre elas ferramentas
semelhantes disponíveis na Internet.
Realizou-se também pesquisa sobre a BDTD a fim de compreender seu
funcionamento e protocolos. A integração do RI a esta base está planejada em fase
futura do projeto. A divulgação da iniciativa entre os outros campi do IFSP também
foi prevista. Esta sensibilização é necessária para validar esta ferramenta
institucionalmente e distribuí-Ia para os campi interessados. Desta forma, o
Repositório Institucional do IFSP integrará de fato toda a produção da instituição,
cumprindo seu objetivo maior a longo prazo.

4 Resultados Parciais
O projeto do Repositório Institucional do IFSP conta atualmente com o modelo
da base de dados e o desenvolvimento das páginas navegáveis do sistema, além da
documentação dos requisitos funcionais .
Em um primeiro momento, foram definidos os seguintes documentos para

782

�Controle bibliográfico da produção intelectual institucional
i! """"'"
MaooNlck

~

=

:,

IiWitt.UJ

1I....111~

Trabalho completo

inclusão no repositório: teses, dissertações e trabalhos de conclusão de curso - de
graduação e especialização , artigos científicos, vídeos, projetos de pesquisa e
iniciação científica , trabalhos apresentados em eventos (incluindo pôsteres e
resumos) , produção técnico-científica (incluindo manuais, apostilas, livros, capítulos
de livros, relatórios de estágio e outros formatos de publicação), fotografias,
ilustrações, registros sonoros, revistas e softwares. No entanto, outras categorias
poderão ser incluídas até a finalização do desenvolvimento da ferramenta .
As diretrizes relativas às formas de uso do sistema estão sendo estudadas,
discutidas e documentadas localmente.
Outras etapas ainda estão previstas até a finalização do projeto. Uma delas é
o desenvolvimento de um plano de marketing necessário à divulgação e
sensibilização, principalmente dos docentes da instituição, da importância e alcance
do projeto. Só então se dará início à fase de povoamento do software, que inclui a
obtenção da produção técnico-científica local , das autorizações que se fizerem
necessárias para disponibilização dos documentos e a inserção dos mesmos no
sistema por um mediador. Apenas em um segundo momento o povoamento será
realizado pelo sistema de autoarquivamento.

5 Considerações Parciais/Finais
Os repositórios institucionais constituem de fato uma poderosa ferramenta de
gestão informacional , reunindo em um só ambiente a produção acadêmica de uma
instituição, disponibilizando-a de forma rápida e gratuita através da Internet, e
gerenciando esta produção de modo a garantir sua preservação e disseminação.
No entanto, apenas a existência do repositório em si não garante o sucesso
de uma iniciativa como esta. Ligados inerentemente a ele estão outros serviços
oferecidos pelas bibliotecas de cada campus, que devem garantir a qualidade da
informação e da recuperação dos dados ali inseridos, além de trabalhar ativamente
para uma ampla disseminação da informação ali contida - afinal, um repositório não
é um mero depósito informacional. Dentre estes serviços, exercidos por
bibliotecários da instituição, podemos citar a revisão dos metadados inseridos no
sistema através do autoarquivamento; a atualização constante do repositório, com a
adoção de políticas e estratégias de sensibilização da comunidade interna ;
formulação de manuais de uso e catalogação específicos para o repositório,
desenvolvimento de vocabulários controlados, etc. (FREITAS ; SILVA e GUIMARÃES,
2009).
Este trabalho procurou demonstrar as iniciativas que estão levando o IFSP a
inserir-se no contexto contemporâneo da divulgação científica , através do
desenvolvimento de um canal que vem sendo cada vez mais utilizado pelas
instituições públicas para garantir a preservação e o acesso a seu patrimônio
intelectual .
Torna-se necessário também o desenvolvimento de um plano de marketing, a
fim de levar a iniciativa aos outros campi da instituição e obter o apoio,
principalmente docente, quanto ao sistema de autoarquivamento, a ser adotado no
futuro , incluindo a criação de políticas para tal processo. Além disso , é fundamental
que futuramente o RI desenvolvido possa ser integrado à BOTO e ao software de
gerência de acervo das bibliotecas do IFSP, proporcionando uma gestão
informacional eficiente e completa, além de economizar recursos com a importação

783

�Controle bibliográfico da produção intelectual institucional
i! """"'"
MaooNlck

~

=

:,

IiWitt.UJ
1I....111~

Trabalho completo

de dados de um ou outro sistema, como já ocorre em outras iniciativas.
Ainda há muito que fazer. O desenvolvimento desta ferramenta é um grande
desafio e o sucesso dessa iniciativa local é muito importante, pois poderá levar a
ferramenta concluída para todos os campi, além de, sem dúvida , inserir a instituição
neste novo contexto de informação digital e tecnologias de acesso aberto que
possibilitam e ampliam a disseminação e preservação do conhecimento científico.

6 Referências
COLLETA, T. G. et aI. Biblioteca Digital de Trabalhos Acadêmicos da Universidade de
São Paulo: desenvolvimento e implementação na EESC/USP. In: SEMINÁRIO
NACIONAL DE BIBLIOTECAS UNIVERSITÁRIAS, 16., 2010 , Rio de Janeiro.
Anais ... Rio de Janeiro : Universidade Federal do Rio de Janeiro, 2010 .

COSTA, S. M. de S.; LEITE, F. C. L. Insumos conceituais e práticos para iniciativas
de repositórios institucionais de acesso aberto à informação científica em bibliotecas
de pesquisa . In : SAYÃO, L. F. et aI. (Org .). Implantação e gestão de repositórios
institucionais: políticas, memória, livre acesso e preservação. Salvador: EDUFBA,
2009. p. 107-122.

--:--__ . Repositórios institucionais: potencial para maximizar o acesso e o impacto
da pesquisa em universidades. In: CONFERÊNCIA IBEROAMERICANA DE
PUBLICAÇÕES ELETRÔNICAS NO CONTEXTO DA COMUNICAÇÃO CIENTíFICA,
1.,2006, Brasília . Anais ... Brasília : Universidade de Brasília , 2006 .

CROW, R. The case for institutional repositories: a SPARC position paper.
Washington , DC: ARL , 2002 . Disponível em :
&lt;http://www.arl.org/sparc/bm-doc/ir_finaUelease_1 02.pdf&gt; . Acesso em : 25 abril
2012 .

DSPACE FOUNDATION . DSpace . Apresenta informações sobre o DSpace.
Disponível em : &lt;http://www.dspace.org/&gt; . Acesso em : 20 abril 2012 .

FREITAS, M. A. de; SILVA, P. N. da; GUIMARÃES, J. de F. Repositórios
institucionais: a experiência da Universidade de Brasília. In: SAYÃO, L. F. et aI.
(Org.) . Implantação e gestão de repositórios institucionais: políticas, memória,
livre acesso e preservação. Salvador: EDUFBA, 2009 . p. 333-343.

INSTITUTO BRASILEIRO DE INFORMAÇÃO EM CIÊNCIA E TECNOLOGIA
(IBICT). Manifesto Brasileiro de apoio ao acesso livre à informação científica.
Rio de janeiro, 2005. Disponível em : &lt;

784

�Controle bibliográfico da produção intelectual institucional
i! """"'"
MaooNlck

~

=

:,

IiWitt.UJ
1I....111~

Trabalho completo

http://kuramoto.files .wordpress.com/2008/09/ma nifesto-sob re-o-acesso-I ivre-ainformacao-cientifica.pdf &gt;. Acesso em : 20 abril 2012 .

.,.......,-__ . BOTO: Biblioteca Digital Brasileira de Teses e Dissertações. Apresenta
informações sobre a Biblioteca Digital Brasileira de Teses e Dissertações. 2012a.
Disponível em : &lt;http://bdtd .ibict.br/&gt; . Acesso em: 21 abril 2012.

OSpace: repositórios digitais. Apresenta informações sobre o software
DSpace. 2012b. Disponível em : &lt; http://dspace.ibict.br/&gt;. Acesso em : 24 abril 2012 .

_ _ _o

LEITE, F. C. L. Como gerenciar e ampliar a visibilidade da informação científica
brasileira: repositórios institucionais de acesso aberto. Brasília: IBICT, 2009.
Disponível em : &lt;http://eprints.rclis.org/17190/&gt; . Acesso em : 23 abril 2012.

MARCONDES, C. H.; SAYÃO, L. F. À guisa de introdução: repositórios institucionais
e livre acesso. In: SAYÃO, L. F. et aI. (Org .). Implantação e gestão de repositórios
institucionais: políticas, memória, livre acesso e preservação. Salvador: EDUFBA,
2009. p. 9-21 .
SANTOS , E. R. A. Apropriação do conhecimento científico: o sistema patentário
a partir do enfoque CTS . 2010. Dissertação (Mestrado em Ciência, Tecnologia e
Sociedade) - Centro de Educação e Ciências Humanas, Universidade Federal de
São Carlos, São Carlos, 2010.

SOUSA, A. S. de. Repositório institucional: produção intelectual do Instituto de
Ensino Superior do Sul do Maranhão (lESMA). In: SEMINÁRIO NACIONAL DE
BIBLIOTECAS UNIVERSITÁRIAS, 16., 2010, Rio de Janeiro. Anais ... Rio de
Janeiro: Universidade Federal do Rio de Janeiro, 2010 .

SUNYE, M. et aI. A experiência da UFPR na construção de repositórios digitais: a
implantação integrada das ferramentas DSpace e Open Journal System. In: SAYÃO,
L. F. et aI. (Org .). Implantação e gestão de repositórios institucionais: políticas,
memória, livre acesso e preservação. Salvador: EDUFBA, 2009. p. 107-122.

UNIVERSIDADE ESTADUAL DE CAMPINAS . Nou-Rau: Biblioteca Digital da
Unicamp. Campinas: Unicamp, 2011. Disponível em :
&lt;http ://www.bibliotecadigital.unicamp.br/pacotes/&gt;. Acesso em : 04 jun . 2012 .

WEITZEL, S. R. ; MACHADO, E. C. Estratégias para implementação de repositórios
na UNIRIO. In : SEMINÁRIO NACIONAL DE BIBLIOTECAS UNIVERSITÁRIAS, 16.,

785

�Controle bibliográfico da produção intelectual institucional
i! """"'"
MaooNlck

~

=

:,

IiWitt.UJ

1I....111~

Trabalho completo

2010, Rio de Janeiro. Anais ... Rio de Janeiro: Universidade Federal do Rio de
Janeiro, 2010.

786

�</text>
                  </elementText>
                </elementTextContainer>
              </element>
            </elementContainer>
          </elementSet>
        </elementSetContainer>
      </file>
    </fileContainer>
    <collection collectionId="49">
      <elementSetContainer>
        <elementSet elementSetId="1">
          <name>Dublin Core</name>
          <description>The Dublin Core metadata element set is common to all Omeka records, including items, files, and collections. For more information see, http://dublincore.org/documents/dces/.</description>
          <elementContainer>
            <element elementId="50">
              <name>Title</name>
              <description>A name given to the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51396">
                  <text>SNBU - Edição: 17 - Ano: 2012 (UFRGS - Gramado/RS)</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="49">
              <name>Subject</name>
              <description>The topic of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51397">
                  <text>Biblioteconomia&#13;
Documentação&#13;
Ciência da Informação&#13;
Bibliotecas Universitárias</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="41">
              <name>Description</name>
              <description>An account of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51398">
                  <text>Tema: A biblioteca universitária como laboratório na sociedade da informação.</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="39">
              <name>Creator</name>
              <description>An entity primarily responsible for making the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51399">
                  <text>SNBU - Seminário Nacional de Bibliotecas Universitárias</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="45">
              <name>Publisher</name>
              <description>An entity responsible for making the resource available</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51400">
                  <text>UFRGS</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="40">
              <name>Date</name>
              <description>A point or period of time associated with an event in the lifecycle of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51401">
                  <text>2012</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="44">
              <name>Language</name>
              <description>A language of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51402">
                  <text>Português</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="51">
              <name>Type</name>
              <description>The nature or genre of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51403">
                  <text>Evento</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="38">
              <name>Coverage</name>
              <description>The spatial or temporal topic of the resource, the spatial applicability of the resource, or the jurisdiction under which the resource is relevant</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51404">
                  <text>Gramado (Rio Grande do Sul)</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
          </elementContainer>
        </elementSet>
      </elementSetContainer>
    </collection>
    <itemType itemTypeId="8">
      <name>Event</name>
      <description>A non-persistent, time-based occurrence. Metadata for an event provides descriptive information that is the basis for discovery of the purpose, location, duration, and responsible agents associated with an event. Examples include an exhibition, webcast, conference, workshop, open day, performance, battle, trial, wedding, tea party, conflagration.</description>
    </itemType>
    <elementSetContainer>
      <elementSet elementSetId="1">
        <name>Dublin Core</name>
        <description>The Dublin Core metadata element set is common to all Omeka records, including items, files, and collections. For more information see, http://dublincore.org/documents/dces/.</description>
        <elementContainer>
          <element elementId="50">
            <name>Title</name>
            <description>A name given to the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="63195">
                <text>Repositórios institucionais: experiência inicial do Campus São Carlos do Instituto Federal de São Paulo.</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="39">
            <name>Creator</name>
            <description>An entity primarily responsible for making the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="63196">
                <text>Santos, Elis Regina Alves dos; Ramos, Rodrigo Henrique; Thommazo, André Di; Kawabata, Célia Ogawa</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="38">
            <name>Coverage</name>
            <description>The spatial or temporal topic of the resource, the spatial applicability of the resource, or the jurisdiction under which the resource is relevant</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="63197">
                <text>Gramado (Rio Grande do Sul)</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="45">
            <name>Publisher</name>
            <description>An entity responsible for making the resource available</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="63198">
                <text>UFRGS</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="40">
            <name>Date</name>
            <description>A point or period of time associated with an event in the lifecycle of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="63199">
                <text>2012</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="51">
            <name>Type</name>
            <description>The nature or genre of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="63201">
                <text>Evento</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="41">
            <name>Description</name>
            <description>An account of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="63202">
                <text>As mudanças na disseminação da produção científica ocorridas nas últimas décadas vêm consolidando cada vez mais o formato eletrônico como grande facilitador deste processo. Neste contexto, os repositórios institucionais de acesso aberto à informação científica ganham destaque pelo foco na disseminação e gerenciamento da produção acadêmica de uma instituição. Assim, o presente trabalho apresenta a iniciativa do campus São Carlos do Instituto Federal de São Paulo (IFSP) em desenvolver e implementar um repositório institucional que se propõe a sistematizar, disponibilizar e disseminar o conhecimento gerado no IFSP de forma ampla e irrestrita, garantindo a preservação, o acesso e proporcionando maior visibilidade e impacto da produção técnico-científica da instituição. Desta forma, apresenta-se um breve levantamento bibliográfico sobre acesso aberto (open access), repositórios institucionais e Biblioteca Digital Brasileira de Teses e Dissertações (BDTD), a fim de demonstrar o panorama dentro do qual a iniciativa do campus se insere. Em seguida, as fases do projeto até a etapa atual de desenvolvimento são elencadas. Como resultados parciais, temos o detalhamento dos requisitos funcionais do sistema a partir da análise de outras ferramentas semelhantes e da experiência dos envolvidos no projeto. Deu-se início também à modelagem do banco de dados e à criação das páginas web da ferramenta. Conclui-se identificando as próximas etapas de desenvolvimento do repositório e os desafios a longo prazo.</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="44">
            <name>Language</name>
            <description>A language of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="69424">
                <text>pt</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
        </elementContainer>
      </elementSet>
    </elementSetContainer>
  </item>
  <item itemId="5924" public="1" featured="0">
    <fileContainer>
      <file fileId="4988">
        <src>http://repositorio.febab.org.br/files/original/49/5924/SNBU2012_063.pdf</src>
        <authentication>fe8a5525ae61f9c8b18d318a2ec76eaf</authentication>
        <elementSetContainer>
          <elementSet elementSetId="4">
            <name>PDF Text</name>
            <description/>
            <elementContainer>
              <element elementId="92">
                <name>Text</name>
                <description/>
                <elementTextContainer>
                  <elementText elementTextId="63194">
                    <text>i
;:li

Controle bibliográfico da produção intelectual institucional

S!mWrio

/IbooroaIde

=

IiWitt_

:.

U-,""lIIMbs

Trabalho completo

A BIBLIOTECA DIGITAL DE MONOGRAFIAS DA UNIVERSIDADE DE
BRASíLIA COMO ESTRATÉGIA DE DISSEMINAÇÃO E
PRESERVAÇÃO DOS TRABALHOS DE CONCLUSÃO DE CURSO
Marília Augusta de Freitas1, Luanna Cezar Mai;l
1 Doutoranda

em ciência da informação - Universidade de Brasília ; Bibliotecária da Universidade de
Brasília
2Bibliotecária da Universidade de Brasília

Resumo
Este trabalho tem como objetivo relatar a experiência da Universidade de
Brasília (UnB) com a implementação da Biblioteca Digital de Monografias (BDM),
que utiliza os princípios do acesso aberto para a gestão e disseminação da
produção científica discente dos cursos de graduação e especialização. Com essa
iniciativa, a UnB mostra que é possível tornar acessível os trabalhos de conclusão
de curso quebrando barreiras geográficas do acesso à informação acadêmica,
contribuindo para a qualidade dos trabalhos produzidos e a inibição do plágio .

Palavras-chave:
Acesso aberto; Biblioteca digital; Repositório digital.

Abstract
This paper aims at describing the University of Brasilia (UNB) with the
implementation of the Digital Library of Monographs (BDM), which uses the principies
of open access to management and dissemination of scientific students of
undergraduate courses and specialization . With this initiative, the UNB shows that it
is possible to make accessible the work of completion breaking geographical barriers
of access to academic information, contributing to the quality of work produced and
the inhibition of plagiarism .

Keywords:
Open access; Digital library; Digital repositories.

1. Introdução
Com os avanços das tecnologias de informação, as instituições de ensino e
pesquisa têm sofrido uma visível transformação no que concerne à produção,
compartilhamento e usa da informação produzida no âmbito acadêmico. Essa
transformação obriga essas instituições a aderirem às maneiras inovadoras a fim de
lidar com a informação, aprimorando a oferta de produtos e serviços destinados ao
apoio do ensino, da pesquisa e das atividades de extensão.
As bibliotecas universitárias, mais do que nunca, têm a possibilidade de tornar
acessível e promover o uso da informação acadêmica e científica, principalmente
devido ao impacto causado pela Internet, que de maneira sistemática tornou-se um

766

�i

Controle bibliográfico da produção intelectual institucional
S!mWrio

;:li

/IbooroaIde

:.

IiWitt_
U-,""lIIMbs

=

Trabalho completo

dos principais instrumentos de redução de barreiras. Como unidades gestoras de
informação, bibliotecas universitárias reduzem barreiras de natureza organizacional,
tecnológica , econômica e legal que congestionam a disponibilidade e acessibilidade
das informações produzidas nas instituições de ensino e pesquisa, criando
condições viabilizadoras da ampla circulação do conhecimento de natureza
acadêmica e científica, inter e externamente à instituição.
Nesse contexto, as bibliotecas digitais constituem um importante e indiscutível
instrumento de organização e disseminação do uso da informação, favorecendo a
satisfação das necessidades de informação dos usuários, principalmente para a
gestão da informação em bibliotecas universitárias, que tem um papel fundamental
para a construção do saber no âmbito das universidades.
A Biblioteca Central da Universidade de Brasília (BCE) utiliza das tecnologias
e participa do movimento do acesso aberto, mantendo o compromisso de
democratizar o conhecimento por meio de suas bibliotecas digitais, que
proporcionam acesso aberto à produção científica da UnB. Para isso, oferece um
conjunto de serviços para a gestão, publicação e disseminação eletrônica de
documentos, fundamentados na filosofia do acesso amplo e irrestrito a produções
acadêmicas. Seu trabalho com bibliotecas digitais está estabelecido e consolidado e
abrange um Repositório Institucional, uma Biblioteca Digital de Monografias e um
Diretório Acadêmico de Periódicos, além de outras iniciativas em desenvolvimento,
como a Biblioteca Digital Sonora e o Repositório de Objetos Digitais de
Aprendizagem .
Este trabalho tem como objetivo relatar uma das experiências da BCE na
gestão da informação acadêmica : a Biblioteca Digital de Monografias (BDM), que foi
desenvolvida e implementada nos moldes de um repositório institucional e sob os
pressupostos do movimento de acesso aberto à informação científica . Essa iniciativa
tem como objetivo o gerenciamento e a promoção do uso da produção científica
discente, manifestada em trabalhos de conclusão de cursos de graduação e
especialização .

2. Revisão de Literatura
2.1 O acesso aberto à informação
O processo de comunicação cientifica foi se estruturando ao longo do tempo,
criando-se vários processos e veículos de comunicação que permitiam que a ciência
pudesse ser viabilizada . O periódico científico foi , no decorrer dos anos, o principal
veículo de comunicação entre os pesquisadores, entretanto com o advento das
tecnologias de informação os processos de comunicação têm sofrido grandes
mudanças. O tradicional modelo de comunicação cientifica gera uma discussão no
que se refere à insatisfação dos agentes envolvidos nesse processo: leitores e
pesquisadores que não têm acesso à literatura científica necessária, pois os
trabalhos não estão acessíveis a todos. O acesso é bastante limitado devido às
barreiras impostas pelos editores comerciais. Segundo Johnson (2002) , o sistema
de comunicação limita, mais do que expande, a disponibilidade e legibilidade de
maior parte da pesquisa científica.
Contrapondo-se ao tradicional modelo de comunicação científica está o
movimento de acesso livre à informação, pois visa a disponibilização gratuita e
irrestrita da literatura científica na Internet, possibilitando o acesso por parte de

767

�i
;:li

S!mWrio

Controle bibliográfico da produção intelectual institucional

/IbooroaIde

=

IiWitt_

:.

U-,""lIIMbs

Trabalho completo

qualquer pessoa . É um modelo que propicia visibilidade e rapidez na troca de
informações, entretanto representa um desafio para comunicação científica por se
tratar de uma mudança de paradigma .
O acesso livre se dá por meio de duas vias: dourada e verde. A primeira
refere-se publicação de periódicos eletrônicos com acesso aberto a seus conteúdos
e a segunda diz respeito auto-arquivamento imediato e compulsório de artigos
aceitos para publicação ou já publicados em periódicos, no repositório institucional
da universidade a que seus autores estejam vinculados. Sobre a via verde, apesar
da reação negativa por parte de alguns editores, que não podem perder a
lucratividade garantida pelas assinaturas, os repositórios institucionais de acesso
aberto têm se difundido cada vez mais em nível mundial.
A produção de conhecimento proporcionado pelas instituições acadêmicas
necessita de disseminação e compartilhamento para propiciar o uso desse
conhecimento gerado. Segundo Garvey e Griffith (1979) a comunicação científica
compreende o conjunto de todas as atividades que englobam a produção,
disseminação e o uso da informação desde o início do processo da criação
científica , do princípio em que as ideias da pesquisa são geradas, até o momento da
aceitação dos resultados como parte do corpo de conhecimento científico.
Com a introdução do modelo de acesso livre, as instituições acadêmicas têm
buscado se adaptar e oferecer serviços de informação que permitem o livre acesso a
sua produção científica, desenvolvendo repositórios institucionais e/ou bibliotecas
digitais.
2.2 Repositórios institucionais de acesso aberto

Os repositórios institucionais de acesso aberto firmaram-se como poderosos
canais de comunicação científica devido a todas as vantagens apresentadas, entre
elas visibilidade e rapidez na troca de informações, e tendo como principal objetivo
aumentar a visibilidade da instituição, de suas pesquisas e pesquisadores. Segundo
Lynch (2003) um repositório institucional é um conjunto de serviços que a
universidade oferece aos membros de sua comunidade, visando ao gerenciamento e
disseminação dos materiais digitais criados pela instituição e pelos membros de sua
comunidade . Evidenciando-se como uma poderosa ferramenta de comunicação
cientifica, o desenvolvimento de repositórios institucionais tem se dado, em maior
número, nas universidades com o objetivo de representarem uma nova estratégia,
pois segundo Lynch (2003) influencia de maneira séria e sistemática as mudanças
aceleradas que vêm ocorrendo na produção do saber e na comunicação científica .
Os repositórios constituem um dos principais percursos do movimento de
acesso aberto à informação científica, e visam à criação de condições para que esta
informação esteja gratuita e irrestritamente disponível na Internet, possibilitando o
acesso à comunidade científica e a quem mais possa interessar. Segundo Weenink,
Waaijers e Van Godtsenhoven (2008), os repositórios digitais contribuem para o
movimento de acesso livre, pois promovem a divulgação dos resultados de
pesquisas livremente disponíveis na web.
O arquivamento em repositórios institucionais apresenta múltiplas vantagens,
como o aumento da visibilidade do pesquisador, de sua produção científica e de sua
instituição que contribuem para o seu crescente estabelecimento como um poderoso
canal de comunicação científica . A criação, implementação e manutenção de um
repositório institucional abrange os processos englobados pela gestão da

768

�i

Controle bibliográfico da produção intelectual institucional
S!mWrio

;:li

/IbooroaIde

:.

IiWitt_
U-,""lIIMbs

=

Trabalho completo

informação. Para Davenport (1998) um processo de informação é um conjunto
estruturado de atividades que incluem o modo como às pessoas obtêm , distribuem e
usam a informação.
A Universidade de Brasília começou a inserir-se no contexto de Repositórios
Institucionais em 2003 , com a criação de um projeto para a implementação do
Repositório Institucional da UnB. Em 2008, tendo a Biblioteca Central como gestora,
a UnB lançou seu Repositório Institucional que tem como principal diretriz para
conteúdo, documentos científicos ou academicamente orientados podendo depositar
trabalhos no Repositório: alunos de mestrado e doutorado, professores da UnB,
pesquisadores e ou pessoa designada pelo professor. Seus objetivos são o
armazenamento, preservação, divulgação e a garantia de acesso à produção
científica e acadêmica da UnB em formato digital, além de proporcionar visibilidade à
produção científica da instituição, apoiar às atividades de pesquisa e criação do
conhecimento científico e o processo de ensino-aprendizagem por meio do acesso
facilitado ao conhecimento.
Paralelo ao trabalho desenvolvido com o Repositório Institucional, a Biblioteca
Central da Universidade de Brasília optou por usar o DSpace como ferramenta para
gestão do conteúdo digital das monografias de graduação e pós-graduação
produzidas pelos alunos da Universidade, visando a atender uma demanda latente
dos alunos da UnB pelo acesso às monografias de conclusão de curso e que seria
praticamente impossível para a Biblioteca Central da UnB armazenar esses
documentos em formato impresso.

3. A Biblioteca Digital de Monografias da Universidade de Brasília
A UnB é uma das instituições de ensino e pesquisa que incorporaram a idéia
e as estratégias de acesso aberto à informação no Brasil. Visando atender um
segmento importante na Universidade, a Biblioteca Central da UnB empreendeu
esforços no sentido de organizar e tornar amplamente acessível os trabalhos de
conclusão de curso de seus alunos de graduação e especialização. Este projeto
consolidou-se como uma iniciativa pioneira entre as universidades brasileiras, pois
não havia registros de outras bibliotecas digitais com a finalidade de armazenamento
e disponibilização de trabalhos de conclusão em nível de graduação e
especialização .
A Biblioteca Central da UnB lançou em novembro de 2009 sua Biblioteca
Digital de Monografias (http://bdm.bce.unb.br), cujo acervo é voltado para monografias
de conclusão dos cursos da instituição. Esse serviço de acesso aberto à informação
acadêmica implementado pela Universidade visa não somente à preservação da
memória intelectual da instituição, mas, sobretudo, sua ampla disseminação.
A BDM (FIGURA 1) é um conjunto de serviços oferecidos pela Biblioteca
Central para a gestão e disseminação da produção acadêmica dos cursos de
graduação e especialização da universidade. Toda a sua infraestrutura tecnológica é
idêntica à infraestrutura empregada no Repositório Institucional da UnB, que utiliza o
software DSpace. O DSpace é um software livre desenvolvido pelo MIT Libraries e a
HewleU-Packard (HP) que tem como objetivo o desenvolvimento de repositórios
digitais que capturam , armazenam , indexam, preservam e redistribuem a informação
de uma instituição em formato digital.

769

�i

Controle bibliográfico da produção intelectual institucional
S!mWrio

;:li

/IbooroaIde

:.

IiWitt_
U-,""lIIMbs

=

Trabalho completo

A BDM adota os princípios funcionais de um repositório institucional, os quais,
segundo Leite e Costa (2006), permitem reunir, preservar, dar acesso e disseminar
boa parte do conhecimento da instituição, além de aumentar a visibilidade da sua
produção científica. Neste contexto, são muitos os benefícios que uma biblioteca
digital de monografias pode trazer para uma instituição, proporcionando maior
facilidade de acesso, tanto interno quanto externo, à produção acadêmica dos
cursos de graduação e especialização , em diversas áreas do conhecimento,
disseminando de forma rápida os trabalhos produzidos pelos alunos. Decorrente
disso, no âmbito da UnB, já é possível à Biblioteca Central da UnB, controlar esse
tipo de produção e mais do que isso, promover maior visibilidade a ela .
Meu espaço I Editllr perfil I Fili e conosco

Biblioteca Digital de Monogra las

________________________

~

I

Pçsqulsilõ!vanqda

~,

w

Di blioteca Digital de Monografias de Graduação e Especializa ção
A Biblioteca Digital de Monografi-3s de Graduaç.1lo e Especializaç.1lo é um conjunto de serviços oferecidos pela Biblioteca
Central para a gest30 e disseminaç30 da produção acadêmica da universidade de Brasnia, Todos os seus conteúdos
IIStdO disponivlIlS publicarnllntll, li pa i IIstarllm ampla fmmlll acessivllis prop orcuma m 'nau" vislb lhdadll li Impacto da
produçao acadêmica da ,ns btulçao,

--

Para disponibilizar sua monografia na BDM, basta preencher e aSSinar o termo de autonzaç3o e entregá -lo no setOf de
Gerenciamento da Informaç30 Digital (GID), 2" andar da BCE, juntamente com o arquivo do trabalho. O mesmo poderá
ser assinado, digita lizado e enviado junto co m o arquivo pOf email.
IermQde Al!tQÓzacãQOpM

SOhHl

d

licenQ glliltive Commons

Para maIS informações, entre em con tato no telefone ( 6l) 3 107- 2667 ou II- milil:

~

Comunidades na DDM
Selecione a comunidade para v isualizar as coleções ,
l-Io"09r3fia5 de

E5pCCIJhzJc~o

[S S9}

Monografias de Graduac30 [359]

~I","""""",

Copyright «:I 2008 MlI e tIE:. Todos os direitos reservados .

Figura 1 - Página Inicial da BDM

Na maioria das instituições de ensino superior brasileiras, as monografias de
conclusão de curso não fazem parte do ciclo informacional gerenciado pelas
bibliotecas universitárias. Quando muito, tais recursos de informação são guardados
em sua versão impressa ou reunidos em centenas de CD-ROM . No contexto das
instituições de ensino superior, públicas ou privadas, as monografias, sobretudo as
de graduação, sem dúvida alguma , constituem a maior quantidade de produção de
documentos acadêmicos e, ao mesmo tempo, o tipo de recurso de informação
menos controlado. Muito embora não deva representar a produção científica
institucional, as monografias de graduação e especialização guardam grande
importância para o maior segmento destas instituições, a própria comunidade
discente.
4.1 Organização da BDM
Por conta de funcionalidades presentes na plataforma tecnológica escolhida,
a BDM é constituída de comunidades e coleções. As comunidades são ponto de

770

�Controle bibliográfico da produção intelectual institucional

i

S!mWrio

;:li

/IbooroaIde

:.

IiWitt_
U-,""lIIMbs

=

Trabalho completo

entrada ao material depositado na BDM e estão divididas em monografias de
graduação e especialização . Cada comunidade possui um conjunto de coleções a
ela associadas e essas, por sua vez, possuem grupos de usuários integrados. Em
cada comunidade podem existir inúmeras coleções, e em cada coleção podem
existir inúmeros itens. Essa forma de organização garante a BDM uma flexibilidade
necessária para acomodar diferentes necessidades, permitindo decidir sobre as
políticas que regerão seu funcionamento, como, por exemplo, a determinação de
quais atores são responsáveis pela provisão de conteúdos, permissões de acesso,
workflowe gerenciamento de coleções.
As coleções da BDM , que estão subordinadas a cada Comunidade , foram
criadas representando cada um dos cursos de graduação e de especialização
oferecidos pela UnB. Dentro de cada Coleção são depositadas as monografias.
Atualmente, a Comunidade de Monografias de Especialização conta com 83
coleções subordinadas e a Monografias de Graduação com 53 coleções. A BDM
possui 136 Coleções, no total. Seu acervo digital contabiliza 1 3025 monografias
disponíveis e acessíveis.
4.2 Metadados

A Biblioteca Digital de Monografias adota um conjunto de elementos do Dublin
Core Qualificado. O Dublin Core (DC) é um esquema de metadados recomendado
pela Dublin Core Metadada Iniciative (DCMI)2 para a descrição de recursos web . O
DC possui um esquema de 15 elementos padrão e mais alguns qualificadores que
ajudam a representar de maneira mais detalhada alguns recursos. O quadro abaixo
mostra os metadados utilizados pela BDM.
Quadro 1 - Metadados utilizados pela BOM
Elementos Metadado
Dublin-Core
de.title

Título

de.title.alternative

Outros títulos

de.eontributor.author

Autor

de.eontributor.advisor

Orientador

de.deseription

Informações
Adicionais

de.deseription.abstraet

Resumo

de. identifier.eitation

Referência

Rótulo

Usado para:
Descrever o título do documento.
Formatos variados de título, como:
título equivalente ou paralelo, título
abreviado, título uniforme, etc.
Pessoa ou entidade responsável pelo
conteúdo do documento.
Orientador de trabalhos acadêmicos:
dissertações, teses, monografias de
graduação e especialização.
Notas de teses e dissertações. E
usado também para monografias.
Resumos em português e em outras
línguas. (Campo repetitivo) .
Referência bibliográfica do documento

Dados de 29/04/2012.
A DCMI é uma organização aberta dedicada ao desenvolvimento, promoção e difusão de normas
para metadados interoperáveis aplicados à descrição de recursos online, que visa uma recuperação
eficiente .
1

2

771

�Controle bibliográfico da produção intelectual institucional

i

S!mWrio

;:li

/IbooroaIde

:.

IiWitt_
U-,""lIIMbs

=

Trabalho completo

Bibliográfica

dC.date.submitted

Data de Defesa

dc.language.iso

Idioma

dc.rights

Acesso

dc.subject

Assunto

dc.type

Tipo do
documento

dc.subject.keyword

Assunto

descrito, citando a fonte original do
documento.
Data de defesa utilizada para
monografias, dissertações e teses.
Registrar o idioma do conteúdo do
documento em conformidade com a
norma ISO 639-2.
Indicar se o acesso é livre ou restrito .
Indicar as palavras-chave do
documento.
Escolher em uma lista qual tipo de
documento está sendo depositado .
Indicar as palavras-chave que
representam o documento.

4.3 Documentação

Para nortear os procedimentos executados no âmbito da BOM foram
elaborados um conjunto de documentos administrativos: a) a política de
funcionamento, que regem as diferentes atividades sob responsabilidade dos
diferentes atores envolvidos no funcionamento da BOM ; b) o termo de autorização
do autor; c) uma cartilha informativa sobre a licença Creative Commons direcionada
aos autores e d) um manual de uso e catalogação
O termo de autorização do autor contempla, além de uma declaração de
distribuição não-exclusiva concedida pelo autor à UnB, a concessão da licença
Creative Commons 3.0 nos moldes definidos pelo autor e/ou detentor dos direitos
autorais. A concessão desta licença pelo autor, sob condições que ele próprio
determina, garante às universidades alguns direitos relacionados com a guarda e
distribuição eletrônica de conteúdos. O procedimento de licenciamento adotado na
BOM requer que o autor preencha o termo de autorização e responda a duas
perguntas sobre o uso da obra relativas à permissão de uso comercial e permissão
de modificações.
Todas as possíveis combinações de licenças previstas na BOM mantêm ,
necessariamente, os direitos patrimoniais do autor sobre seu conteúdo, mas
garantem aos leitores copiarem e distribuírem o trabalho, desde que
obrigatoriamente atribuam crédito ao autor e respeitem as demais condições por ele
determinadas no ato do licenciamento. Com base nas respostas às perguntas, será
exibida, na página do trabalho depositado na BOM, a licença pelo autor
especificada .
Para os cursos de graduação ou especialização que não adotam o Termo de
Autorização do Autor, mas têm interesse em disponibilizar suas monografias na
BOM, o chefe da Unidade Acadêmica pode se responsabilizar pela inclusão e
elaboração de uma relação de monografias que especifique seus autores e títulos
dos trabalhos.

4. Resultados

772

�i

Controle bibliográfico da produção intelectual institucional
S!mWrio

;:li

/IbooroaIde

:.

IiWitt_
U-,""lIIMbs

=

Trabalho completo

Assim que inseridas na BOM , as monografias estão disponíveis em formato
completo para o mundo. Para localizar os documentos, o usuário pode utilizar a
pesquisa rápida ou avançada , localizadas na página inicial. Ou ainda navegar
através das Comunidades e Coleções, Oata de publicação do trabalho, Autor,
Orientador, Título e Assunto. Além do seu próprio mecanismo de buscas, como se
trata da mesma infraestrutura tecnológica de um repositório institucional de acesso
aberto, do mesmo modo são adotados os padrões de interoperabilidade
preconizados pela Open Archives Initiative. Isso garante que a BOM seja coletada
por inúmeros mecanismos de buscas multidisciplinares ou temáticos disponíveis na
Internet. Oesde o seu lançamento, em novembro de 2009, a BOM possuía cerca de
1.079.047 downloads 3 de seu acervo digital. A partir do módulo de estatísticas
adotado pela BOM é possível demonstrar quais países mais utilizaram os conteúdos
disponibilizados pelo serviço.
Oe modo a facilitar a recuperação , os conteúdos da BOM são descritos em
sua maioria também com abstract em língua inglesa, o que permite maiores
condições de recuperação por usuanos estrangeiros. Os padrões de
interoperabilidade aliados ao esquema de catalogação e às facilidades atuais de uso
de ferramentas de tradução automatizada também contribuem para uma maior
visibilidade dos conteúdos disponíveis na BOM. Como exemplo , a monografia do
curso de especialização em Qualidade de Alimentos intitulada "Padronização das
preparações de restaurante do tipo self-service" de autoria do aluna Carla Camargos
Martins, que possuía um total de 24.164 downloads 4 , divididos em 37 países
diferentes, resultando no trabalho com maior número de downloads depositado na
BOM .
Os dados estatísticos indicam que a BOM aumentou consideravelmente a
visibilidade dos trabalhos de conclusão de curso produzidos pelos alunos da
graduação e especialização da UnB. Esses trabalhos que anteriormente ficariam
armazenados nas secretarias dos cursos e restritos a uma pequena parcela , que
podiam fazer uso desses documentos, agora estão disponíveis para qualquer
pessoa com acesso à Internet. São muitas vantagens para o ambiente acadêmico,
como por exemplo, o enriquecimento do processo educativo. Essa iniciativa tem se
revelado como um grande estímulo para que os alunos realizem um bom trabalho,
pelo amplo e irrestrito acesso propiciado pelo repositório .
Com iniciativas de bibliotecas digitais de monografias, todos os trabalhos de
monografias, que ao longo dos últimos anos tornaram-se o tipo mais copiado de
trabalho acadêmico no Brasil, estarão amplamente disponíveis, o que certamente
será um fator inibidor para o plágio . Mais que isso, orientadores e alunos deverão
ser ainda mais cuidadosos com a qualidade, o que contribuirá para o
desenvolvimento de melhores trabalhos, desde muito cedo.
Em dezembro de 2010, o Conselho de Ensino de Graduação da Universidade
de Brasília decidiu, que a partir de março de 2011 , todos os trabalhos de conclusão
de curso em nível de graduação e especialização deveriam ser compulsoriamente
depositados na BOM . Sendo assim , todos os alunos são obrigados a encaminhar
uma cópia em meio digital para a BCE, que fica encarregada de realizar os

3

4

Dados de 29/04/2012.
Dados de 29/04/2012.

773

�i

Controle bibliográfico da produção intelectual institucional
S!mWrio

;:li

/IbooroaIde

:.

IiWitt_
U-,""lIIMbs

=

Trabalho completo

depósitos na BDM , sendo que o não encaminhamento dos trabalhos implica no não
recebimento do diploma pelos alunos.
As monografias que possuem restrição de conteúdo, como por exemplo, as
que os autores registrarão uma patente, são também encaminhadas para a
Biblioteca com uma justificativa assinada pelo orientador do trabalho. Essas
monografias ficam restritas durante um ano e podem ter o prazo de restrição
prorrogado mediante justificativa do autor.
5. Considerações Finais
As inovações tecnológicas em muito contribuíram com a evolução da
biblioteca digital. O uso da Internet no contexto das instituições de ensino e pesquisa
fez com que a informação digital se tornasse indispensável, pois além de permitir
modos práticos, rápidos e confiáveis de armazenar toda produção intelectual da
universidade sem ocupar o espaço físico das bibliotecas, permitem que os autores,
seus trabalhos e a própria instituição tornem-se cada vez mais visíveis na
comunidade científica.
Em grande parte das universidades brasileiras, as monografias de graduação
e de especialização produzidas são arquivadas nas secretarias dos cursos,
impossibilitando que o conhecimento gerado chegue à sociedade. Em alguns casos,
as bibliotecas armazenam esse tipo de documento em meio impresso, porém o
acesso ainda é bastante limitado o que faz com que esses trabalhos não possuem
visibilidade.
O trabalho desenvolvido pela Biblioteca Central da UnB, especificamente
através da Biblioteca Digital de Monografias, mostra que o acesso a esse tipo de
documento é verdadeiramente surpreendente, se for levado em conta que estes
trabalhos sempre foram considerados como uma literatura sem nenhuma
divulgação, por permanecerem, restritos às prateleiras das secretarias de unidades
acadêmicas em que eram realizados. A Biblioteca Central da UnB, por meio da
BDM , possibilita à comunidade, que agora não possui mais limites geográficos, o
acesso gratuito à produção discente da instituição.
A Biblioteca Digital de Monografias da UnB está em pleno funcionamento há
quase quatro anos, sua equipe gerencial trabalha constantemente para seu
aprimoramento em sintonia com avanços do movimento de acesso aberto. Com a
obrigatoriedade do envio dos trabalhos para a BCE, a Universidade tem repensado a
qualidade de seus trabalhos produzidos em consequência da visibilidade alcançada
pela UnB por meio de sua Biblioteca Digital de Monografias.
6. Referências
GARVEY, W. D. ; GRIFFITH, B. C. Scientific communication as a social system . In :
GARVEY, W. D. Communication : the essence of science. London : Pergamon
Press, 1979. p. 148-164.
JOHNSON, Richard K. Partnering with faculty to enhance scholarly communication .
D-Lib Magazine, v.8, n. 11 , novo2002. Disponível em :
&lt;http://www.dlib.org/dlib/november02/johnson/11johnson .html.&gt; Acesso em: 29 abro
2012.

774

�i

Controle bibliográfico da produção intelectual institucional
S!mWrio

;:li

/IbooroaIde

:.

IiWitt_
U-,""lIIMbs

=

Trabalho completo

DAVENPORT, Thomas H. Ecologia da informação. São Paulo : Futura, 1998.
LYNCH , C. Institutional repositories: essential infrastructure for scholarship in the
digital age . AR L, 2003. Disponível em : &lt;http://www.arl.org/newsltr/226/ir.html.&gt;
Acesso em : 29 abro2011 .
LEITE, Fernando César Lima; COSTA, Sely M. S. Repositórios institucionais sob a
perspectiva da gestão do conhecimento científico. In: CONFERÊNCIA
IBEROAMERICANA DE PUBLICAÇÕES ELETRÔNICAS NO CONTEXTO DA
COMUNICAÇÃO CIENTíFICA, 1., 2006 , Brasília . Anais ... Brasília : Universidade de
Brasília, 2006.
WEENINK, K.; WAAIJERS , L.; VAN GODTSENHOVEN, K. A DRIVER's guide to
european repositories. Amsterdam : Amsterdam University Press, 2008 . p. 49-102 .
Disponível em : &lt;http://dare.uva.nl/documentl93898&gt;. Acesso em : 18 ago . 2010.

775

�</text>
                  </elementText>
                </elementTextContainer>
              </element>
            </elementContainer>
          </elementSet>
        </elementSetContainer>
      </file>
    </fileContainer>
    <collection collectionId="49">
      <elementSetContainer>
        <elementSet elementSetId="1">
          <name>Dublin Core</name>
          <description>The Dublin Core metadata element set is common to all Omeka records, including items, files, and collections. For more information see, http://dublincore.org/documents/dces/.</description>
          <elementContainer>
            <element elementId="50">
              <name>Title</name>
              <description>A name given to the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51396">
                  <text>SNBU - Edição: 17 - Ano: 2012 (UFRGS - Gramado/RS)</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="49">
              <name>Subject</name>
              <description>The topic of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51397">
                  <text>Biblioteconomia&#13;
Documentação&#13;
Ciência da Informação&#13;
Bibliotecas Universitárias</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="41">
              <name>Description</name>
              <description>An account of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51398">
                  <text>Tema: A biblioteca universitária como laboratório na sociedade da informação.</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="39">
              <name>Creator</name>
              <description>An entity primarily responsible for making the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51399">
                  <text>SNBU - Seminário Nacional de Bibliotecas Universitárias</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="45">
              <name>Publisher</name>
              <description>An entity responsible for making the resource available</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51400">
                  <text>UFRGS</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="40">
              <name>Date</name>
              <description>A point or period of time associated with an event in the lifecycle of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51401">
                  <text>2012</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="44">
              <name>Language</name>
              <description>A language of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51402">
                  <text>Português</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="51">
              <name>Type</name>
              <description>The nature or genre of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51403">
                  <text>Evento</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="38">
              <name>Coverage</name>
              <description>The spatial or temporal topic of the resource, the spatial applicability of the resource, or the jurisdiction under which the resource is relevant</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51404">
                  <text>Gramado (Rio Grande do Sul)</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
          </elementContainer>
        </elementSet>
      </elementSetContainer>
    </collection>
    <itemType itemTypeId="8">
      <name>Event</name>
      <description>A non-persistent, time-based occurrence. Metadata for an event provides descriptive information that is the basis for discovery of the purpose, location, duration, and responsible agents associated with an event. Examples include an exhibition, webcast, conference, workshop, open day, performance, battle, trial, wedding, tea party, conflagration.</description>
    </itemType>
    <elementSetContainer>
      <elementSet elementSetId="1">
        <name>Dublin Core</name>
        <description>The Dublin Core metadata element set is common to all Omeka records, including items, files, and collections. For more information see, http://dublincore.org/documents/dces/.</description>
        <elementContainer>
          <element elementId="50">
            <name>Title</name>
            <description>A name given to the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="63186">
                <text>A biblioteca digital de monografias da Universidade de Brasília como estratégia de disseminação e preservação dos trabalhos de conclusão de curso .</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="39">
            <name>Creator</name>
            <description>An entity primarily responsible for making the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="63187">
                <text>Freitas, Marília Augusta de;  Maia, Luanna Cezar</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="38">
            <name>Coverage</name>
            <description>The spatial or temporal topic of the resource, the spatial applicability of the resource, or the jurisdiction under which the resource is relevant</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="63188">
                <text>Gramado (Rio Grande do Sul)</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="45">
            <name>Publisher</name>
            <description>An entity responsible for making the resource available</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="63189">
                <text>UFRGS</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="40">
            <name>Date</name>
            <description>A point or period of time associated with an event in the lifecycle of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="63190">
                <text>2012</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="51">
            <name>Type</name>
            <description>The nature or genre of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="63192">
                <text>Evento</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="41">
            <name>Description</name>
            <description>An account of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="63193">
                <text>Este trabalho tem como objetivo relatar a experiência da Universidade de Brasília (UnB) com a implementação da Biblioteca Digital de Monografias (BDM), que utiliza os princípios do acesso aberto para a gestão e disseminação da produção científica discente dos cursos de graduação e especialização. Com essa iniciativa, a UnB mostra que é possível tornar acessível os trabalhos de conclusão de curso quebrando barreiras geográficas do acesso à informação acadêmica, contribuindo para a qualidade dos trabalhos produzidos e a inibição do plágio.</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="44">
            <name>Language</name>
            <description>A language of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="69423">
                <text>pt</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
        </elementContainer>
      </elementSet>
    </elementSetContainer>
  </item>
  <item itemId="5923" public="1" featured="0">
    <fileContainer>
      <file fileId="4987">
        <src>http://repositorio.febab.org.br/files/original/49/5923/SNBU2012_062.pdf</src>
        <authentication>3febda9c4aa9d3013ee27b650922acfa</authentication>
        <elementSetContainer>
          <elementSet elementSetId="4">
            <name>PDF Text</name>
            <description/>
            <elementContainer>
              <element elementId="92">
                <name>Text</name>
                <description/>
                <elementTextContainer>
                  <elementText elementTextId="63185">
                    <text>Controle bibliográfico da produção intelectual institucional
i! """"'"
MaooNlck

~

=

:,

IiWitt.UJ
1I....111~

Trabalho completo

PROPOSTA DE UMA BIBLIOTECA DIGITAL DA PRODUÇÃO
CIENTíFICA DA UNIVERSIDADE FEDERAL DO OESTE DO PARÁ
(UFOPA)
Carla Girard' , Creuza Andréa Santo~, Mayco Ferreira Chaves 3
1

Bibliotecária-Documentalista , Universidade Federal do Oeste do Pará/Campus Oriximiná ,
Oriximiná , Pará
2

Bibliotecária-Documentalista , Universidade Federal do Oeste do Pará , Santarém , Pará

3

Bibliotecário-Documentalista , Universidade Federal do Oeste do Pará , Santarém , Pará

Resumo
Propõe a criação de uma biblioteca digital da produção científica da Universidade
Federal do Oeste do Pará (Ufopa). Discorre sobre o contexto das bibliotecas digitais
e da preservação digital na literatura, apresentando história e definições acerca dos
documentos digitais. Aborda a necessidade de uma Biblioteca Digital e sua
relevância para a visibilidade e disseminação da produção científica da Ufopa. Adota
como metodologia a realização de pesquisa exploratória no intuito de realizar uma
abordagem mais precisa e detalhada sobre o tema abordado, analisando e
contextualizando as partes fundamentais para o desenvolvimento deste estudo.
Além disso, faz-se um estudo de caso, analisando a Ufopa como lócus
observacional da pesquisa . A expectativa é que este estudo intensifique a
construção da Biblioteca Digital da Produção Científica da Ufopa, juntamente com a
elaboração de uma política de preservação digital. Contribuir com o debate teórico a
cerca das bibliotecas digitais, a partir da universidade aqui pesquisada, mostrando a
sua importância, tanto para a comunidade científica, quanto para a sociedade .

Palavras-Chave:
Biblioteca digital; Produção científica ; Preservação digital; Documento digital;
Universidade Federal do Oeste do Pará (UFOPA).

Abstract
Proposes the creation of a digital library of scientific production at the Federal
University of Para West (Ufopa). Discusses the context of digital libraries and digital
preservation in the literature, presenting the history and definitions about digital
documents. Addresses the need for a Digital Library and its relevance to the visibility
and dissemination of scientific production Ufopa. Adopted as a methodology to carry
out exploratory research in order to implement a more precise and detailed about the
subject, analyzing and contextualizing the key parts for the development of this study.
Also, it is a case study, analyzing the Ufopa as a locus of observational research . The

751

�Controle bibliográfico da produção intelectual institucional
i! """"'"
MaooNlck

~

=

:,

IiWitt.UJ

1I....111~

Trabalho completo

expectation is that this study will intensify the construction of the Scientific Literature
Digital Library of Ufopa, along with developing a digital preservation policy. Contribute
to the theoretical debate about digital libraries from the University here surveyed ,
showing their importance, both for the scientific community, and for society.

Keywords:
Digital Library; Scientific production ; Digital Preservation ; Digital Document;
Federal University of Para West (UFOPA).

1 Introdução
Para se construir uma história de sucesso de um povo é vital a educação
desse povo, educação esta que não passa apenas pelo número de universidades
existentes, mas também pela existência de algo que agrega valor, qualidade a
mesma , as bibliotecas. Nenhum projeto pedagógico é confiável, se no seu contexto
não se pensar a inclusão da biblioteca como suporte assistencial-humanista no
próprio processo ensino-aprendizagem . Sem bibliotecas não há educação de
qualidade. Ela representa um fator de instrumentação direta e imediata,
indispensável enquanto acervo-sustentação de um objetivo, um propósito, um
estágio sequencial evolutivo das sociedades.
De acordo com Chartier (1999) cabe a instituição biblioteca a reunião do
patrimônio 'escrito' da humanidade, elas nascem com essa função , reunião,
organização, preservação, disseminação. Passados alguns séculos do seu
aparecimento sua função não se modifica se expande, as maiores transformações
ocorreram nos formatos , hoje o patrimônio está "escrito" em um documento digital. A
instituição biblioteca ampliou seu domínio, sai do aspecto físico, concreto adquirindo
a virtualidade . Sua importância enquanto fonte de conhecimento consolida-se.
A Universidade Federal do Oeste do Pará (Ufopa) criada pela Lei nO
12.085, de 5 de novembro de 2009 , é a primeira Instituição Federal de Ensino
Superior com sede no interior do estado do Pará. Surgiu da incorporação do
Campus de Santarém da Universidade Federal do Pará (UFPA) e da Unidade
Descentralizada Tapajós da Universidade Federal Rural da Amazônia (UFRA) , as
quais mantinham atividades na região Oeste. A universidade assimilou também
outras unidades da UFPA e da UFRA para a formação dos campi de Alenquer,
Itaituba, Juruti, Monte Alegre, Óbidos e Oriximiná. Em Santarém, a Ufopa mantém
suas atividades em dois campi: o Campus Rondon e o Campus Tapajós.
A proposta acadêmica da Ufopa está estruturada em um sistema inovador
pautado pela inovação, flexibilidade curricular, interdisciplinaridade e formação em
ciclos, constituídos de um sistema integrado de educação continuada .
Atualmente, possui em sua grade vinte e cinco cursos de graduação, dez
cursos de pós-graduação lato sensu e três curso de pós-graduação strictu sensu,
em nível de mestrado, e mais dois cursos, em nível de doutorado (Quadro 1).

752

�Controle bibliográfico da produção intelectual institucional
i! """"'"
MaooNlck

~

=

:,

IiWitt.UJ

1I....111~

Trabalho completo

Graduação

Especialização

Agronomia

Antropologia

Gestão Escolar

Zootecnia

Arqueologia

Educação infantil

Engenharia
Florestal

Direito

Direitos Humanos e
Políticas Públicas

Ciências
Econômicas
Planejamento e
Desenvolvimento
Regional

Fármacia
Geologia

Licenciatura em
Ciências

Geofísica

Engenharia Física
Ciência da
Computação
Biologia Aquática

Biologia Vegetal
Engenharia de
Pesca
Engenharia de
Aquicultura

Licenciatura
Integrada em
Biologia e Química
Licenciatura
Integrada em
Matemática e Física
Licenciatura
Integrada em
Português e Inglês
Licenciatura
Integrada em
História e Geografia
Pedagogia e
Psicopedagogia
Licenciatura em
Informática
Educacional

Engenharia
Sanitária e
Ambiental

Mestrado
Profissional em
Matemática em
Rede Nacional
Recursos
Aquáticos
Continentais
Amazônicos
Recursos
Naturais da
Amazônia

Doutorado
Interinstitucional
Educação
Sociedade,
Natureza e
Desenvolvimento

Agroecologia
Manejo de Florestas
Tropicais
Sociedade, Meio
Ambiente e
Desenvolvimento
Sustentável na
Amazônia
Jornalismo Científico
Coordenação
Pegagógica
Lingua, Cultura e
Sociedade
Ensino Interdisciplinar
das Ciências e Meio
Ambiente

-

,

-

,

Quadro 1 - Cursos de Graduaçao e Pos-Graduaçao da Ufopa, ate 2012

Fonte: Autores (2012).
A preservação da produção científica, em formato de documento digital
produzido a partir do conhecimento produzido na Ufopa em benefício da sociedade é
uma questão emergente.
A produção documental de hoje se encontra cada vez mais em formato
digital, necessitando de um tratamento diferenciado para suprir suas limitações
quanto à fragilidade do suporte no intuito de assegurar a sua longevidade, surgindo
de imediato o problema da preservação desses documentos entre outras, como a
questão do direito do autor, a legislação onde se discute a autenticidade desses
documentos e a multiplicidade de profissionais envolvidos nestas questões.

753

�Controle bibliográfico da produção intelectual institucional
i! """"'"
MaooNlck

~

=

:,

IiWitt.UJ

1I....111~

Trabalho completo

Propor a implementação de uma biblioteca digital para a disseminação da
produção científica inaugurados pelas novas tecnologias, no contexto de atuação da
Ufopa, é o debate principal desse estudo. Torna-se necessário estudar o documento
digital, como forma de preservação da memória para a sociedade da informação.
Preservá-lo tornando-o disponível ao acesso das atuais e futuras gerações tem sido
objeto de constantes estudos nos meios científicos, nas instituições públicas e
privadas e nas organizações internacionais.
O diferencial, na Ufopa, está a cargo da preservação e acesso a produção
científica de todos os níveis de formação (graduação e pós-graduação), e não
apenas a produção stricto sensu, mantida pela Ufopa.
A valorização dessa produção, através de sua disseminação on fine, se
apresenta como uma quebra de paradigma , podendo ser considerada um diferencial
em termos de disseminação e preservação documental científica de uma região
geograficamente distante dos grandes centos de produção científica do Brasil. O
destaque nesse cenário é a relevância de se conhecer uma realidade tão específica ,
como a região Amazônica, em seus muitos aspectos, como o humano e a sua
biodiversidade, que são diretamente refletidas nos estudos e pesquisas das
produções científicas.
As teses e dissertações, assim como os demais estudos científicos
realizados nas universidades representam a manifestação do conhecimento nelas
produzidas. A criação cientifica cultural está associada aos intelectuais, aos
cientistas, aos artistas e aos criadores das manifestações culturais; a "preservação
da cultura - material e imaterial, tangível e intangível, presente na produção
científica - requer arquitetos, restauradores, museólogos, arquivistas, bibliotecários",
analistas da informação, etc. (RUBIM , 2005 , p. 18).
O mundo digital exige competências profissionais renovadas frente às
incertezas quanto à eficácia dos métodos de preservação digital, pois a "humanidade
tem dois mil anos na preservação do papel manuscrito e duzentos anos na
preservação do papel feito por máquinas, mas não tem experiência na preservação
de documentos eletrônicos/digitais" (INNARELLI , 2006, p. 6). Cabe aos profissionais
da informação acompanhar as mudanças tecnológicas, para conhecer como
ocorrem , quais as alternativas para a preservação da memória eletrônica/digital da
sociedade da informação.

2 Revisão de Literatura: a biblioteca digital
A ideia de uma biblioteca digital, composta por toda a produção científica
da Ufopa, com as menores possibilidades de perda, é um desafio que acompanha
seus bibliotecários em seus diversos campi, constantemente dispostos a oferecer
novas abordagens em um novo e vasto campo do documento digital. Esses
documentos são o objeto comum nas bibliotecas digitais, virtuais, eletrônicas
(MARCHIORI , 1997).
Diante das inovações tecnológicas, a instituição biblioteca vem sendo
reformuladas. Dentre as mudanças, a tipologia , resultado da especialização de
novos serviços, aparece em primeiro plano, nestes aspectos, a Biblioteca digital,
fruto da aplicação da tecnologia da informação e comunicação no processo de
criação, organização , disseminação e preservação dos recursos informacionais
centrados na mídia digital.

754

�Controle bibliográfico da produção intelectual institucional
i! """"'"
MaooNlck

~

=

:,

IiWitt.UJ

1I....111~

Trabalho completo

No pensamento de autores contemporâneos destaca-se a seguinte
afirmação:
[... ] a biblioteca digital parece estar se firmando como um conjunto de
artefatos, conhecimento, práticas e uma comunidade que engendra
compromissos realísticos assumidos por profissionais da informação,
analistas de sistemas e usuários (DIAS , 2001 , p. 4).

o conceito coloca a totalidade de recursos envolvidos, conhecimentos
científicos e tecnológicos alinhados com os diversos profissionais envolvidos, como
constituintes da formação da biblioteca digital.
Outro aspecto amplamente debatido diz respeito ao espaço (internet) e às
formas de suporte da informação decorridas das mudanças tecnológicas:
[... ] em decorrência da implantação e desenvolvimento da plataforma www e
da internet, a desterritorialização do documento, que consiste no fato de
passar o documento a ter sua materialidade desvinculada da forma física
tradicional (papel) , assumindo a forma digital que possibilita uma
organização espacialmente integrada de textos , imagens, sons e índices de
acesso [ .. .] em forma hipertextual (ALVARENGA, 2001 , p. 18) .

Entende-se a biblioteca digital como um "espaço virtual para dar suporte a
pesquisa em alguma área do conhecimento" (SAMPAIO, 2008). Com a vantagem de
se ter no mesmo suporte o texto, a imagem e o som .
Aquino (2004) ratifica a evolução da biblioteca através da revolução
tecnológica amparada na rede mundial de computadores, a internet, para ela :
[... ] as bibliotecas digitais transformam-se em portão de entrada para os
recursos mundiais de informação, trazendo significativas implicações para
usuários de bibliotecas, provedores de informação, pesquisadores de todas
as áreas do conhecimento. Esses ambientes , hoje reconfigurados pela
presença do computador, e as possibilidades oferecidas pela Internet
passaram a requerer um usuário com uma formação que o capacite para ler,
escrever interpretar sua realidade (AQUINO, 2004, p.3) .

O pensamento comumente afirmado pelos autores mostra as bibliotecas
digitais como sistemas nos quais as informações são distribuídas via rede,
independentemente de sua localização física num determinado local.
Outros autores dão ênfase à desvinculação da materialidade da
biblioteca, do espaço físico no qual ela ocupava principalmente as bibliotecas digitais
nascidas dentro das universidades, produto direto do conhecimento ali apreendido e
disseminado:
Diferentemente das bibliotecas universitárias tradicionais, as bibliotecas
digitais não se localizam em um determinado prédio ou edifício.
Provavelmente, muitos prédios de bibliotecas irão desaparecer do campus.
Outros irão sobreviver. A informação está se tornando cada vez mais digital,
mas as pessoas não! (CUNHA, 1997, p. 268).

Entende-se por biblioteca digital um conjunto de documentos nascidos ou
convertidos em formato digital, disponibilizados em rede, numa desconstrução com
os aspectos físicos tradicionais que o documento requeria, ele se desmaterializou,
ganhou uma hipertextualidade habitante do ciberespaço.

755

�Controle bibliográfico da produção intelectual institucional
i! """"'"
MaooNlck

~

=

:,

IiWitt.UJ

1I....111~

Trabalho completo

As inovações da informação e comunicação permitem a biblioteca sair
dos seus muros, tornar-se imaterial, sendo legítima detentora da gestão do
patrimônio cultural imaterial. A biblioteca digital, sem muros, ou paredes é uma
promessa do futuro, desperta na sua função de preservação das formas sucessivas
de cultura, hoje a cultura do digital, tem esta biblioteca também um futuro necessário
à sociedade.
As bibliotecas digitais, cuja base se concentra no documento digital, foram
criadas em muitas universidades brasileiras com o apoio do Instituto Brasileiro de
informação em Ciência e Tecnologia (IBICT), e já se tornaram , hoje, um fenômeno
comum ao ambiente universitário, no âmbito das universidades federais .
Elas nascem da necessidade de construção de "bases sólidas de
informação impõe-se, no mundo contemporâneo, como condição indispensável ao
desenvolvimento científico e cultural", e recaindo sobre elas a idoneidade das
informações ali disponibilizadas, num ambiente considerado anárquico, a internet.
(CAMARGO, 2003) . Junto com essa construção fontes confiáveis se apresentam
como função essencial a preservação do patrimônio intelectual/científico do país,
cujo suporte utilizado são as mídias digitais.
Estimuladas há muito pelo Ministério da Educação e da Cultura nas
décadas passadas, hoje com o apoio do IBCT, tem sua importância reafirmada e
definida como função :
[... ] a preservação e organização dos acervos documentais brasileiros .
Como exemplo, podemos apontar a existência desse tipo de órgão em
muitas universidades federais (Minas Gerais , Pernambuco, Bahia , Paraíba ,
Mato Grosso, Paraná , Pará , Rio de Janeiro etc.), em São Paulo (Unicamp ,
USP,PUC , UNESP) , além de centros de memória , documentação e
pesquisa ligados a entidades para-acadêmicas como a Fundação Getúlio
Vargas (CPDOC) (CAMARGO, 2003 , p. 27).

Nessa perspectiva , a preocupação com a preservação, organ ização e
disseminação dos documentos produzidos pelas universidades ganha enfoque
especial por se tratar de registros que guardam informações sobre a história da
construção do conhecimento local, que em ambiente virtual se expande para o
mundo .

2.1 A preservação do documento digital
É impossível, falar sobre bibliotecas digitais, sem logo pensar, em como
armazenar e preservar a informação no ambiente digital.
No final do século XIX, começam as gravações de som em discos, o que
propiciou posteriormente a utilização dessas gravações em filmes e gravações
televisivas. Já no final do século XX, surgem os Compact Oiscs (C OS), que de
acordo com Bodê (2008 , p. 41) , são utilizados "inicialmente para gravações de
áudio, surgindo depois os modelos específicos para vídeo (OVO's)".
Já em 1940, após a Segunda Guerra Mundial, "os computadores
passaram a ser mais utilizados para armazenar informações" (REIS , 2011, p. 16).
Porém é relevante frisar, que o auge da utilização dos computadores foi marcado, de
acordo com Bodê (2008 , p. 41) , com o "uso cada vez maior de computadores
inicialmente pelas grandes corporações, mas a partir da década de 1980 do século
XX".

756

�Controle bibliográfico da produção intelectual institucional
i! """"'"
MaooNlck

~

=

:,

IiWitt.UJ

1I....111~

Trabalho completo

De acordo com Arellano (2004, p. 24) :
A preservação digital é um dos grandes desafios do século XXI e diversas
iniciativas, em nível mundial , se multiplicam na busca de soluções,
principalmente para as informações relacionadas ao desenvolvimento
cientifico e tecnológico de seus países de origem .

Segundo Ferreira (2006), a preservação digital é "a capacidade de
garantir que a informação digital permaneça acessível e com qualidade de
autenticidade para que possa, no futuro, ser interpretada numa plataforma
tecnológica diferente daquela utilizada em sua criação". Já para Arellano (2004, p.
25), a preservação digital "compreende mecanismos que permitem o
armazenamento em repositórios de dados digitais que garantam a perenidade dos
seus conteúdos, integrando a preservação física, lógica e intelectual dos objetos
digitais".
Para Gama (2010, p. 37), a preservação digital:
[... ] porém , não se limita a questão de selecionar o que deve ser preservado.
Tem a ver, aliás , com uma multiplicidade de questões onde avultam o como
preservar, a responsabilidade pela preservação , os custos envolvidos
e quem deve pagar, autorizações de acesso e estratégias para segurar a
eficiência em todo o ciclo de vida do recurso digital.

A gestão, nas instituições que lidam com o documento digital, pode ser
considerada uma atividade desafiadora frente aos recursos necessários a
preservação do acervo digital. Muitos autores trabalham de modo a tratar a
preservação digital como um conjunto de ações destinadas a manter a integridade e
a acessibilidade dos documentos digitais ao longo do tempo. Devendo alcançar
todas as características essenciais: físicas (suporte) , lógicas (software e formato) e
conceituais (conteúdo exibido) (ARELLANO , 2004).
O conjunto dessas ações deve possuir uma gerência ética, coordenada e
consciente, pois, "[ ... ] o universo digital transforma os conceitos de preservação
tradicional : em vez de garantir (somente) a integridade física do objeto, passa a
especificar a geração e a manutenção do objeto cuja integridade intelectual é sua
característica principal" (CONWAY, 2001 , p. 12). Hoje a preservação digital reside
sob muitos focos , o principal deles está na informação contida no documento. Há na
contemporaneidade a separação entre o suporte e a informação e ambos fazem
parte dos dilemas que acompanham a preservação digital:
[... ] a distinção entre a importância do conteúdo (integridade intelectual) e a
importância do artefato (suporte, integridade física) está no centro vital de
um processo de tomada de decisão. Numa situação ideal, a documentação
sustenta a preservação da integridade física e intelectual criando um canal
de acesso à evidencia , nos seus múltiplos formatos em nome da
preservação (C ONWAY, 2001 , p.12-19).

Atualmente, há de se pensar tanto na preservação do suporte, que
apresenta a vantagem do armazenamento como a desvantagem da fragilidade ; a
preservação dos recursos tecnológicos necessários a interpretação do documento; a
preservação do conteúdo para acesso do usuário, devendo ser este o motivo fim da
preservação .

757

�Controle bibliográfico da produção intelectual institucional
i! """"'"
MaooNlck

~

=

:,

IiWitt.UJ
1I....111~

Trabalho completo

Para Ferreira (2006, p. 21), o documento digital é definido como "todo e
qualquer objeto de informação que possa ser representado através de uma
sequência de dígitos binários (zero e um)". Ou seja , esta definição nos permite dizer
que o documento digital pode ser classificado de duas formas distintas: a primeira,
por documentos já criados em meio digital e a segunda por documentos nascidos
em formato analógico e digitalizados posteriormente.
De acordo com Reis:
[... ] o documento digital pode estar inscrito em diferentes suportes físicos
(CO-ROM , OVO , Hard Orive, pen drive, etc.). Oentre os suportes existentes
há disparidades do modo de armazenamento, isso se deve pela diferença
entre os materiais e lógicas utilizados, por exemplo, um CO-ROM armazena
um arquivo em orifícios refletores em espiral formada em uma base de
policarbonato, já em um Hard drive (HO) essas informações são
armazenadas de forma magnética em um disco metálico localizado em seu
interior (REIS , 2011 , p. 16).

É relevante destacar que as informações contidas nos documentos
digitais são colocadas em suportes, para os quais existem inúmeros softwares que
são responsáveis pela transformação dos dados em informação (REIS, 2011) .
Sendo assim, Ferreira (2006) , aponta que a informação contida em um suporte pode
ou não ser interpretada pelo ser humano, portando ele o assim denomina este
processo de "objeto experimentado" (ver Figura 1).

Objeclo físico

Figura 1 - Diferentes níveis de abstração de um objeto digital
Fonte: FERREIRA, Miguel. Introdução à preservação digital: conceitos, estratégias e
actuais consensos. Portugal: Escola de Engenharia da Universidade de Minho, 2006.

A autenticidade é uma questão importante da preservação digital, e ainda
sem um consenso geral. Para isso é importante a definição de propriedades desse
objeto digital que deverão ser mantidas e preservadas para que esse objeto possa
ser considerado autêntico, influenciando também diretamente a forma como esse
deverá ser preservado (FERREIRA, 2006).
Ferreira (2006) aponta que é necessário definir estratégias de
preservação, portanto ele caracteriza dois tipos de conservação que são: a primeira
é a conservação do objeto digital no seu formato original e a segunda visa a

758

�Controle bibliográfico da produção intelectual institucional
i! """"'"
MaooNlck

~

=

:,

IiWitt.UJ

1I....111~

Trabalho completo

conservação do conteúdo intelectual do objeto digital, através da migração, que
consiste em transmitir periodicamente um objeto digital de uma tecnologia de
hardware e/ou software para outra mais atual.
O primeiro tipo de conservação do objeto digital em seu formato original é
aplicado segundo Ferreira (2006), duas estratégias: a primeira é o refrescamento,
que é transferir a informação de um objeto físico de armazenamento para outro mais
atual, antes que o primeiro deteriore; já o segundo, a emulação, é a técnica de criar
um ambiente tecnológico que emule o ambiente original do objeto digital. Mais
relevante na preservação de aplicações de software, como por exemplo, jogos de
computador.
Já o segundo, que refere-se a conservação do conteúdo intelectual do
objeto digital, aponta que existem 7 formas de migração que podem ser aplicadas,
sendo elas classificadas segundo Ferreira (2006) da seguinte maneira:
a) Migração para suportes analógicos: consiste em converter um objeto
digital para um suporte não digital, como, por exemplo, imprimir um texto e
armazená-lo em papel.
b) Atualização de versões: utilizado essencialmente para software,
consiste em criar uma versão mais atual do mesmo.
c) Conversão para formatos concorrentes: consiste em converter o objeto
digital para outro formato concorrente, como, por exemplo, converter uma imagem
pra o formato jpge.
d) Normalização: consiste um reduzir o número de formatos de um
repositório de objetos digitais, criando condições favoráveis ao processo de
interoperabilidade entre os sistemas distintos.
e) Migração a pedido: consiste em aplicar processos de conversão
sempre no objeto digital original, pois os diversos processos de conversão podem
gradativamente degradar o formato original do objeto.
f) Migração distribuída: consiste em aplicar remotamente a um objeto
digital um conjunto de conversores, acessíveis na internet, reduzindo assim os
custos de preservação.
g) Encapsulamento: consiste em manter o objeto digital original inalterado
até que a comunidade efetivamente necessite do mesmo. Nesse momento que o
objeto deverá ser tratado.
A preservação digital necessita de condições básicas para que ela ocorra,
dependendo claro da adoção de métodos e técnicas que integrem requisitos quanto
à preservação física, lógica e intelectual dos objetos digitais. Portanto Sayão (2008),
explicita cada um deles da seguinte forma : a primeira, sendo a preservação física,
esta focada na preservação das mídias e em sua renovação, quando necessária. Já
a segunda, a preservação lógica, tem como intuito os formatos e a dependência dos
hardwares e de software que mantenham legíveis e interpretáveis a cadeira de bits.
O terceiro, a preservação intelectual, esta focada no conteúdo intelectual, em sua
autenticidade e integridade e por último a preservação do aparato, cuja a qual, na
forma de metadados, faz-se necessário para identificar, localizar, recuperar e
representar a informação digital.
Arellano (2008) faz uma comparação entre os documentos impressos e
digitais, do qual constrói um quadro ilustrativo, salientando a relevância da

759

�Controle bibliográfico da produção intelectual institucional
i! """"'"
MaooNlck

~

=

:,

IiWitt.UJ

1I....111~

Trabalho completo

preservação dessas ações para esses tipos de formatos documentais, tanto o
impresso quanto o digital (Quadro 2).

Relevância dos requisitos de preservação

Requisitos

Documentos impressos

Documentos digitais

Preservação física

Relevante

Relevante

Preservação lógica

Pouco relevante

Relevante

Não relevante

Relevante

Preservação intelectual

.

-

Quadro 2 - Relevancla dos requIsitos de preservaçao
Fonte: ARELLANO, M. A. Critérios para a preservação digital da produção científica.
2008. 354 f. Tese (Doutorado em Ciência da Informação). Universidade Brasília, Brasília, DF,
2008.

Podemos entender a partir deste quadro a modificação que houve a partir
da necessidade de se preservar o documento em ambiente digital. Notamos que
ambos têm relevância na preservarão física do documento, porém quando se fala
da preservação lógica e intelectual , o documento impresso tem pouca relevância,
ao contrário do digital que são necessários.
Para que ocorra a preservação dos documentos digitais, esta depende de
vários aspectos que são destacados, segundo Grácio e Fadei (2009, p. 3) :
a)
Definição dos objetivos da instituição: a definição desses objetivos é
fundamental para o entendimento de quais informações devem ser
preservadas;
b)
Seleção: definição do que deve ser preservado, baseado nos
objetivos da instituição, minimizando a existência do lixo digital (informação
preservada e sem utilidade) e a sobrecarga do depósito digital;
c)
Estudo de experiências/iniciativas nacionais e internacionais: é
importante a troca de experiências para minimizar os esforços da
preservação;
d)
Aspectos legais: ter ciência, de acordo com a legislação, do que pode
e deve ser preservado e com fazê-lo ;
e)
Direitos autorais: é uma questão legal , ou seja , como preservar os
direitos autorais do autor da informação;
f)
Utilização de Repositórios Digitais: existe um consenso entre
estudiosos da preservação que a utilização de repositórios digitais tem um
papel importante na preservação digital;
g)
Autenticidade: pode ser entendido como a capacidade de identificar
elementos que permitam definir se um objeto digital é autêntico ou não;
h)
Necessidade de tecnologias de hardware e software apropriadas para
o armazenamento e recuperação do objeto digital (infra-estrutura) ;
i)
Necessidade de recursos financeiros: a preservação é uma atividade
1 Segundo Arellano (2008) a preservação lógica está relacionada à necessidade de garantir a
conversão dos formatos que se tornaram ultrapassada ou com custos altos de manutenção, isto é,
fala-se em software e hardware. Já a preservação intelectual está relacionada ao seu conteúdo, a
preservação da autenticidade , integridade e confiabilidade da informação no documento, haja vista
que o documento em meio digital é passível de sofrer modificações.

760

�Controle bibliográfico da produção intelectual institucional
i! """"'"
MaooNlck

~

=

:,

IiWitt.UJ

1I....111~

Trabalho completo

que exige um investimento financeiro;
j)
Política de investimentos continuada e de longo prazo: os custos da
preservação devem fazer parte do orçamento da instituição;
k)
Definição do tipo de suporte a ser utilizado (on-line) ou off-line) , com
testes permanentes e atualização dos mesmos;
I)
Controle de variáveis ambientais (tempo de uso do suporte,
temperatura, umidade, qualidade do suporte, manipulação, homem) ;
m)
Equipe multidisciplinar: necessidade de profissionais preparados para
as atividades de preservação (Ciência da Informação, Biblioteconomia ,
Arquivologia , Area juridica, Administração, Informática e outros);
n)
Estratégias: adoção de estratégias de preservação bem definidas
para cada tipo de objeto digital;
o)
Utilização de metadados de preservação.

Na visão de Cerevantes (2006), a implementação de políticas de
preservação é a forma mais efetiva de garantir o armazenamento e que essas
políticas estabeleçam medidas específicas essenciais para que toda a produção
intelectual seja acessível à comunidade nacional e internacional. Segundo Ferreira
(2006), a política de preservação digital, deve envolver todos os aspectos de um
objeto digital, como a criação de uma política de avaliação e seleção do material ,
definição de meta informações, estratégias para cada classe de objeto, política de
continuidade, financiamento sustentável , objetivos a nível social e organizacional ,
entre outros.
É importante salientar que:
[... ] muitos criadores de material digital com informação científica e
tecnológica precisam ter o controle do acesso a sua produção. Por não
possuirem conhecimentos de estratégias de preservação, estão
preocupados com o fato de os materiais eletrônicos serem fáceis de copiar
e redistribuir. Em contrapartida, os provedores do material no correr do
tempo precisam investir para gerar documentação revisada , metadados e
criar novas formas de material para manter o acesso. A solução ideal é a
aliança entre a organização habilitada no gerenciamento dos dados digitais
e os criadores, de tal forma que possam criar conhecimento do material
mantendo o controle das decisões sobre o conteúdo a ser preservado e os
intervalos para essa atividade (ARELLANO , 2008, p. 169).

No Brasil , adota-se como preservação de documentos digitais, os
repositórios institucionais e as Bibliotecas de Teses e Dissertações, que segundo
Arellano (2008, p. 169), "propõem-se a preservar os conteúdos digitais dos quais as
instituições possuem os direitos autorais".

3 Materiais e Métodos
Este trabalho configura-se em um estudo de caso e em pesquisa
exploratória , para o direcionamento na criação da Biblioteca Digital da Produção
Científica da Ufopa.
Adotou-se a pesquisa exploratória visando um maior entendimento sobre
o objeto em estudo, buscando torná-lo mais claro e compreensível , abrange como
coleta de dados: levantamentos bibliográficos, entrevistas e análise de exemplos
que levem a compreensão (GIL, 2010) .

761

�Controle bibliográfico da produção intelectual institucional
i! """"'"
MaooNlck

~

=

:,

IiWitt.UJ

1I....111~

Trabalho completo

Como estratégia de pesquisa, utiliza-se o estudo de caso, por se constituir
num estudo aprofundado e exaustivo de um ou poucos objetos, de modo que
proporcione um mais amplo e detalhado conhecimento sobre o que se pretende
estudar, permitindo assim um delineamento do estudo mais próximo da realidade
(GIL, 2010). Partindo desse entendimento, adota-se a produção científica da Ufopa,
a ser estudada, tendo em vista a criação de uma biblioteca digital.
Gil ainda afirma que o estudo de caso conta com muitas das técnicas,
entre elas, a observação direta dos acontecimentos que estão sendo estudados. Diz
ainda que a crescente utilização do estudo de caso nas ciências sociais pode ter
diferentes propósitos como:
[... ] explorar situações da vida real cujos limites não estão claramente
definidos; preservar o caráter unitário do objeto estudado; descrever a
situação do contexto em que está sendo feita determinada investigação;
formular hipóteses ou desenvolver teorias ; e explicar as variáveis causais
de determinado fenômeno em situações muito complexas que não
possibilitam a utilização de levantamentos e experimentos. (GIL, 2010, p.
54) .

Nesse sentido, o pensar profissional alinha-se ao acadêmico e torna-se o
ponto decisivo na atividade de pesquisa científica que produz resultado concreto
quando se coloca um projeto em prática , como se deseja no presente artigo, a
construção de uma biblioteca digital da Ufopa.

4 Considerações Parciais/Finais
Na constante busca por informações indispensáveis à fundamentação e
desenvolvimento de seus trabalhos e pesquisas, os cientistas, pesquisadores,
professores, discentes e comunidade, necessitam conhecer as informações e
consultar documentos além daqueles encontrados nos canais formais de publicação,
com a criação da biblioteca digital é possível colocar a disposição desses indivíduos
uma gama de informações que darão suporte a esses estudos e pesquisas. Isto é,
garantindo a democratização do acesso e uso da produção científica, através da
Biblioteca Digital da Ufopa no espaço virtual.
A rapidez com que a ciência e as tecnologias se desenvolvem exige a
flexibilização dos meios de comunicação e acesso a informação. Observamos
situações em que se torna necessário obter informações de pesquisas que ainda
não foi concluída ou informações que se encontram em outro local, como é o caso
dos documentos pertencentes às pesquisas em andamento ou produções científicas
defendidas em outro estado.
Decorrente desse cenário surge a necessidade de se formar uma
Biblioteca Digital com a produção científica da Ufopa, aliando preservação e
inovação num cenário de rápida mudança tecnológica . Bem como, fazer parte do
Programa Biblioteca Digital Brasileira (BDB) promovido pelo IBICT.
Isto é, a formação da biblioteca digital que abarque a produção em nível
de graduação paralela a BOTO proposta pelo IBICT.
Alcançar sucesso neste projeto requer um alto investimento da
Universidade, exigem que se faça um conjunto de ações de planejamento,
gerenciamento, e a implantação de uma política de preservação clara e amparada

762

�Controle bibliográfico da produção intelectual institucional
i! """"'"
MaooNlck

~

=

:,

IiWitt.UJ

1I....111~

Trabalho completo

em métodos confiáveis; bibliotecários conscientes da sua responsabilidade diante
desse acervo digital, portanto, dispostos a incorporar novas competências e
habilidades necessárias a tratar esta nova tecnologia.
Uma equipe técnica
multidisciplinar responsável pela implantação deste projeto de uma Biblioteca digital
da Ufopa. Esta equipe multidisciplinar deverá ser composta por um grupo de
bibliotecários, analistas de sistemas e representantes dos programas de graduação
e pós-graduação.
Rubim (2005) considera os bibliotecários, como um dos profissionais
responsáveis pela preservação da cultura em todos os seus aspectos, dentre eles a
cultural imaterial. Deste modo, a produção científica, desta sociedade Amazônica se
mostra como produto desta cultura. Preserva-se a cultura quando se preserva a
memória coletiva, representada no conhecimento científico aqui produzido a ser
disseminado e preservado pela Biblioteca digital da Ufopa.
Buscando proporcionar visibilidade e divulgação das informações com
recursos de tecnologias da informação é possível o desenvolvimento da Biblioteca
Digital da Produção Científica da Ufopa, com o compromisso de reunir, preservar e
disponibilizar seu patrimônio científico, em sua versão integral, produzidos pelos
cursos de graduação e pós-graduação, que a Universidade desenvolve por meio de
seus programas.
Juntamente, com a criação da Biblioteca Digital é imprescindível a
elaboração de uma política de preservação digital, que defina todas as diretrizes que
nortearão a seleção dos materiais que serão disponibilizados, bem como as
estratégias e elementos que deverão fazer parte de sua estrutura.
Como parte integrante da proposta de elaboração de uma política de
preservação digital já se pode pensar na proposição de que os autores das
monografias, teses, dissertações depositem seus trabalhos nas bibliotecas setoriais,
local onde realizam sua graduação ou pós-graduação, em dois formatos , impresso e
em mídia, preferencialmente CD-ROM, e repassados posteriormente à Biblioteca
Digital da Ufopa, responsável a partir de então pela sua guarda e disponibilização.
Podemos destacar alguns pontos relevantes na construção da Biblioteca
Digital da Produção Científica da Ufopa: a padronização dos métodos e
procedimentos de coleta, tratamento técnico, preservação e disseminação da
produção científica produzida no âmbito da Instituição; a garantia da qualidade e
consistência das informações prestadas e disponibilizadas pela Biblioteca Digital ; e o
controle de toda a produção científica da Universidade.
Com isso, a Biblioteca Digital da Produção Científica da Ufopa, se mostra
como uma importante fonte de informação para pesquisadores, cientistas,
professores, estudantes e a comunidade, além de exercer um importante papel para
o desenvolvimento científico, cultural e social, contribuindo para democratização do
acesso a informação.

5 Referências
ALVARENGA, Lídia . A teoria do conceito revisitada em conexão com ontologias e
metadados no contexto das bibliotecas tradicionais digitais. DataGramaZero:
Revista de Ciência da Informação, v.2, n.6, dez. 2001 . Disponível em :
&lt;http://www.dgz.org .br/dez01/F_Lart.htm&gt;. Acesso em : 02 abro2008

763

�Controle bibliográfico da produção intelectual institucional
i! """"'"
MaooNlck

~

=

:,

IiWitt.UJ
1I....111~

Trabalho completo

AQUINO, Mirian de Albuquerque . Metamorfose da cultura : do impresso ao digital,
criando novos formatos e papéis em ambiente de Informação. Ciência da
Informação, Brasília , v. 33, n. 2, p.07-14, maio.lago. 2004.
ARELLANO, M. A. Preservação de documentos digitais. Ciência da Informação,
Brasília, DF, v. 33, n. 2, p. 15-27, ago.ldez. 2004.
ARELLANO, M. A. Critérios para a preservação digital da produção cientifica .
2008. 354 f. Tese (Doutorado em Ciência da Informação). Universidade Brasília,
Brasília, DF, 2008.
BODÊ, Ernesto Carlos. Preservação de documentos digitais: o papel dos
formatos de arquivo . 2008. 153f. Dissertação (Mestrado em Ciência da Informação).
Universidade de Brasília , Brasília , DF, 2008.
. Centros de Documentação e
CAMARGO, Célia et aI. CPDOC: 30 anos. In :
pesquisa histórica: uma trajetória de três décadas. Rio de Janeiro: FGV, 2003.
CERVANTES, B. M. N. et aI. A preservação de conteúdos digitais: a experiência da
Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da Universidade Estadual de Londrina . In :
SEMINÁRIO NACIONAL DE BIBLIOTECAS UNIVERSITÁRIAS, 14.,2006, Salvador.
Anais ... Salvador: UFBA, 2006.
CHARTIER, Roger. A ordem dos livros: leitores, autores e bibliotecas na Europa
entre os séculos XIV e XVII. Brasília: UNB, 1999.
CO NWAY, Paul. Preservação no universo digital. Rio de Janeiro: Arquivo
Nacional, 2001 .
CUNHA, Murilo Bastos. Biblioteca digital: bibliografia internacional anotada . Ciência
da Informação, Brasília, v. 26, n. 2, p. 195-213, 1997. Disponível
em :&lt;http://www.ibict.br/cionline&gt; Acesso em : 13 mar. 2012.
DIAS, Eduardo José Wense. Contexto digital e tratamento da informação.
DataGramaZero, Rio de Janeiro, v. 2, n. 5, p.1-10, out. 2001 . Disponível
em :&lt;http://www.dgz.org .br&gt;. Acesso em : 10 abr. 2012 .
FERREIRA, Miguel. Introdução à preservação digital: conceitos, estratégias e
actuais consensos. Portugal : Escola de Engenharia da Universidade de Minho,
2006.
GAMA, Ivanilma de Oliveira . Elementos para proposta de uma política de
preservação digital: o caso das bibliotecas digitais da área de música. 2010. 84f.
Trabalho de Conclusão de Curso (Graduação em Biblioteconomia) - Universidade
Federal do Rio de Janeiro, Rio de Janeiro, 2010.
GIL, Antonio Carlos. Como elaborar projetos de pesquisa . 5. ed . São Paulo: Atlas,
2010.

764

�Controle bibliográfico da produção intelectual institucional
i! """"'"
MaooNlck

~

=

:,

IiWitt.UJ
1I....111~

Trabalho completo

GRÁCIO, José Carlos Abbud; FADEL, Bárbara. A política de preservação digital
nas
instituições
de
ensino
superior.
2009.
Disponível
em :
&lt;www.ibersid.eu/ojs/index.php/ibersid/article/download/3750/35&gt;. Acesso em : 22 abr.
2012.
INNARELLI, Humberto Celeste. Preservação de Documentos Digitais:
confiabilidade de mídias CD-ROM e CD-R. 2006. 147 f. Dissertação (Mestrado
Engenharia Mecânica) - Faculdade de Engenharia Mecânica, Universidade Estadual
de
Campinas,
Campinas,
2006.
Disponível
em :
&lt;
http://libdigi.unicamp.br/documenU?code=vtls000384479 &gt;. Acesso em : 07 abro2012.
MARCHIORI, Patrícia Zeni. "Ciberteca" ou biblioteca virtual : uma perspectiva de
gerenciamento de recursos de informação. Ciência da Informação, Brasília , v.26 ,
n.2,
1997.
Disponível
em :&lt;http://www.ibict.br/cienciadainformação/viewarticle.php? id=42&amp;layaut=abstract&gt;
. Acesso em : 10 abro 2012
REIS , Pedro Paulo Mizael Junior Cavalcante. Metodologias aplicadas à
preservação de documentos digitais na Biblioteca Central da Universidade de
Brasília. 2011 . 39f. Trabalho de Conclusão de Curso (Graduação em
Biblioteconomia) - Universidade de Brasília, Brasília, DF, 2011 .
RUBIM , Linda (Org .). Organização e produção da cultura. Salvador: EDUFBA,
2005. (Sala de aula, 1).
SAMPAIO, Maria Raimunda . Bibliotecas digitais. Belém: [s.n.], 2008. Apresentação
Power Point em aula ministrada.
SAYÃO, Luís Fernando. Preservação de revistas eletrônicas. In: FERREIRA, Sueli
Mara Soares Pinto; TARGINO, Maria das Graças (Org .). Mais sobre revistas
científicas: em foco a gestão. São Paulo: Senac, 2008.

765

�</text>
                  </elementText>
                </elementTextContainer>
              </element>
            </elementContainer>
          </elementSet>
        </elementSetContainer>
      </file>
    </fileContainer>
    <collection collectionId="49">
      <elementSetContainer>
        <elementSet elementSetId="1">
          <name>Dublin Core</name>
          <description>The Dublin Core metadata element set is common to all Omeka records, including items, files, and collections. For more information see, http://dublincore.org/documents/dces/.</description>
          <elementContainer>
            <element elementId="50">
              <name>Title</name>
              <description>A name given to the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51396">
                  <text>SNBU - Edição: 17 - Ano: 2012 (UFRGS - Gramado/RS)</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="49">
              <name>Subject</name>
              <description>The topic of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51397">
                  <text>Biblioteconomia&#13;
Documentação&#13;
Ciência da Informação&#13;
Bibliotecas Universitárias</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="41">
              <name>Description</name>
              <description>An account of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51398">
                  <text>Tema: A biblioteca universitária como laboratório na sociedade da informação.</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="39">
              <name>Creator</name>
              <description>An entity primarily responsible for making the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51399">
                  <text>SNBU - Seminário Nacional de Bibliotecas Universitárias</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="45">
              <name>Publisher</name>
              <description>An entity responsible for making the resource available</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51400">
                  <text>UFRGS</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="40">
              <name>Date</name>
              <description>A point or period of time associated with an event in the lifecycle of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51401">
                  <text>2012</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="44">
              <name>Language</name>
              <description>A language of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51402">
                  <text>Português</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="51">
              <name>Type</name>
              <description>The nature or genre of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51403">
                  <text>Evento</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="38">
              <name>Coverage</name>
              <description>The spatial or temporal topic of the resource, the spatial applicability of the resource, or the jurisdiction under which the resource is relevant</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51404">
                  <text>Gramado (Rio Grande do Sul)</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
          </elementContainer>
        </elementSet>
      </elementSetContainer>
    </collection>
    <itemType itemTypeId="8">
      <name>Event</name>
      <description>A non-persistent, time-based occurrence. Metadata for an event provides descriptive information that is the basis for discovery of the purpose, location, duration, and responsible agents associated with an event. Examples include an exhibition, webcast, conference, workshop, open day, performance, battle, trial, wedding, tea party, conflagration.</description>
    </itemType>
    <elementSetContainer>
      <elementSet elementSetId="1">
        <name>Dublin Core</name>
        <description>The Dublin Core metadata element set is common to all Omeka records, including items, files, and collections. For more information see, http://dublincore.org/documents/dces/.</description>
        <elementContainer>
          <element elementId="50">
            <name>Title</name>
            <description>A name given to the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="63177">
                <text>Proposta de uma biblioteca digital da produção científica da Universidade Federal do Oeste do Pará (UFOPA).</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="39">
            <name>Creator</name>
            <description>An entity primarily responsible for making the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="63178">
                <text>Girard, Carla; Santos, Creuza Andréa ; Chaves, Mayco Ferreira</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="38">
            <name>Coverage</name>
            <description>The spatial or temporal topic of the resource, the spatial applicability of the resource, or the jurisdiction under which the resource is relevant</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="63179">
                <text>Gramado (Rio Grande do Sul)</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="45">
            <name>Publisher</name>
            <description>An entity responsible for making the resource available</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="63180">
                <text>UFRGS</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="40">
            <name>Date</name>
            <description>A point or period of time associated with an event in the lifecycle of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="63181">
                <text>2012</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="51">
            <name>Type</name>
            <description>The nature or genre of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="63183">
                <text>Evento</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="41">
            <name>Description</name>
            <description>An account of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="63184">
                <text>Propõe a criação de uma biblioteca digital da produção científica da Universidade Federal do Oeste do Pará (Ufopa). Discorre sobre o contexto das bibliotecas digitais e da preservação digital na literatura, apresentando história e definições acerca dos documentos digitais. Aborda a necessidade de uma Biblioteca Digital e sua relevância para a visibilidade e disseminação da produção científica da Ufopa. Adota como metodologia a realização de pesquisa exploratória no intuito de realizar uma abordagem mais precisa e detalhada sobre o tema abordado, analisando e contextualizando as partes fundamentais para o desenvolvimento deste estudo. Além disso, faz-se um estudo de caso, analisando a Ufopa como lócus observacional da pesquisa. A expectativa é que este estudo intensifique a construção da Biblioteca Digital da Produção Científica da Ufopa, juntamente com a elaboração de uma política de preservação digital. Contribuir com o debate teórico a cerca das bibliotecas digitais, a partir da universidade aqui pesquisada, mostrando a sua importância, tanto para a comunidade científica, quanto para a sociedade.</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="44">
            <name>Language</name>
            <description>A language of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="69422">
                <text>pt</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
        </elementContainer>
      </elementSet>
    </elementSetContainer>
  </item>
  <item itemId="5922" public="1" featured="0">
    <fileContainer>
      <file fileId="4986">
        <src>http://repositorio.febab.org.br/files/original/49/5922/SNBU2012_061.pdf</src>
        <authentication>667cbbabb818f5a3a461f1b978dea066</authentication>
        <elementSetContainer>
          <elementSet elementSetId="4">
            <name>PDF Text</name>
            <description/>
            <elementContainer>
              <element elementId="92">
                <name>Text</name>
                <description/>
                <elementTextContainer>
                  <elementText elementTextId="63176">
                    <text>11 .......
~

=
I:

Controle bibliográfico da produção intelectual institucional

HIooNJdc
IiOIitllQt

U-"r..",JIWW

Trabalho completo

ORGANIZAÇÃO E DISSEMINAÇÃO DA PRODUÇÃO INTELECTUAL
DO SENAC/SC: IMPLANTAÇÃO DE UM REPOSITÓRIO
INSTITUCIONAL
Daniela Spudeit, Inez Borszcz, Juliane Patrício Coelho
'Mestre em Ciência da Informação. Bibliotecária no Senac/SC . E-mail :dani@sc.senac.br
'Especialista em Gestão de Bibliotecas . Bibliotecária . Membro da equipe de Gestão de Processos do
Senac/SC . E-mail: inez@sc.senac.br
3Bacharel em Biblioteconomia . Membro da equipe de Gestão de Processos do Senac/SC . E-mail :
jcoelho@sc.senac.br

Resumo

o presente artigo apresenta uma proposta para a implantação de um
Repositório Institucional (RI) no Senac/SC. Contextualiza as mudanças
organizacionais nas quais a Sociedade da Informação está inserida e relata a
importância das instituições de ensino preocuparem-se com a disseminação da
informação, principalmente, as de cunho acadêmico-científico. Este trabalho tem por
finalidade apresentar a implantação do Repositório Institucional como uma proposta
para o registro e acesso aberto à produção intelectual dos docentes, discentes e
colaboradores do Senac/SC. O repositório oportunizará o acesso online aos seus
conteúdos, bem como, contribuirá para a preservação da memória institucional e,
consequentemente, proporcionará maior visibilidade para a produção acadêmica e
científica da instituição.
Palavras-Chave: Repositório Institucional; Produção intelectual; Disseminação da
informação; Senac/SC.

Abstract
This article presents a proposal for the establishment of an Institutional
Repository (IR) at Senac/SC. It contextualizes the organizational changes where the
Information Society is inserted and relates the importance of educational institutions
be concerned with the dissemination of information , mainly with scientific and
academic nature. This work is intended to present the Institutional Repository
implantation as a proposal to register and open access to intellectual production of
teacher, students and employees of Senac/SC. The repository will give opportunity to
online access for your contents and it will contribute to preservation of institutional
memory and , consequentely, will provide greater visibility to the academic and
scientific production of the institution.

Keywords: Institutional Repository; Intellectual Production ; Information
dissemination; Senac/SC.

736

�~
:!!il

=

""""""

~de

Controle bibliográfico da produção intelectual institucional

IiWIot_

~ U'""'..,,""""

Trabalho completo

1 Introdução
No século XXI o uso das informações tornou-se imprescindível para o
crescimento de uma instituição. A sua organização contribui de várias maneiras no
sentido de ampliar a eficiência e a comunicação interna e externa e, como
consequência disso, melhorar os resultados. A informação hoje funciona como
elemento que agrega valor às organizações e à sociedade (CARVALHO;
CARVALHO ; FREIRE, 2003). Ela está em toda parte e formato, não em apenas
livros e documentos, mas também em multimídia e internet, muitas vezes, está
limitada pelas competências contextuais e cognitivas, necessitando ser adotadas
estratégias de organização que viabilizem o seu acesso.
Os repositórios por terem características relacionadas ao movimento de
acesso livre à informação, em sua grande maioria , são construídos por instituições
de ensino superior com o objetivo de disseminar a informação acadêmica e
científica . Os repositórios institucionais centralizam, preservam , tornam acessíveis e
disseminam o capital intelectual de uma instituição, ao mesmo tempo, fundamentam
um novo modelo de publicação . Em outras palavras, permitem reunir, preservar,
acessar e disseminar grande parte do conhecimento de uma instituição, aumentando
assim, a visibilidade da sua produção intelectual (CROW, 2002) .
Entretanto, no atual contexto, também é conveniente que as empresas que
atuam na área de educação implantem repositórios, não somente para organizar e
disseminar a produção científica dos colaboradores, docentes e alunos, para
principalmente também para registrar e reunir num único local virtual a produção
técnica e intelectual da instituição visando o armazenamento, conservação e
disseminação,
Dentro deste contexto, o Senac em Santa Catarina busca promover educação
e disseminação do conhecimento com excelência para o desenvolvimento das
pessoas, organizações e sociedade, alinhada com as necessidades do setor do
comércio de bens, serviços e turismo (SENAC. SC, 2012), estando articulado, dessa
forma , com a criação de um repositório institucional do Senac/SC , a partir de
parceria estabelecida entre a equipe gestora do Repositório Institucional (RI) e a
Rede de Bibliotecas do Senac/SC , cuja experiência é objeto de estudo desse
trabalho.

2 Organização e Disseminação da Informação
As tarefas de registrar e conservar as informações são tão antigas quanto as
primeiras organizações sociais das histórias da humanidade, e, naturalmente, com
elas evoluíram . Desde que produzem informações e as registram em documentos,
os grupos sociais constituem estruturas para a sua guarda e desenvolvem meios
para o seu acesso. Sendo a informação um instrumento importante para pesquisa e
planejamento, seu acesso rápido e seguro se constituíram em importante processo
para o desenvolvimento integrado, consolidação e sobrevivência das instituições.
A informação é como um recurso estratégico, deve estar devidamente
estruturada de forma a permitir a integração entre todas as atividades da empresa.
Isto indica a necessidade de uma abordagem global para coleta, processamento e
distribuição da informação (OLIVEIRA, 1993).

737

�~

SfNWio

;! NtoonIIde

~

:'::::..

Controle bibliográfico da produção intelectual institucional
Trabalho completo

Esta precisa ser dinâmica, objetiva, clara e concisa para facilitar a tomada de
decisão. Administrar a informação de forma a disponibilizá-Ia com agilidade e
qualidade, proporciona o aprimoramento do conhecimento institucional.
Atualmente já não se pode falar em crescimento do volume de informação
existente, mas em uma verdadeira explosão informacional. Para tanto, os centros de
informações (bibliotecas, arquivos, banco de dados) aparecem como um paradigma
para melhorar sua organização. Neste contexto, são estudadas formas de
organização para recuperação da informação.
O acesso às várias fontes de informação tem contribuído para o surgimento e
ou melhorias de produtos e serviços, que, consequentemente, geram mudanças nos
métodos e conceitos de atividades gerenciais, nas relações profissionais sociais, nas
atividades econômicas políticas educacionais e culturais. Informação é uma
necessidade crescente para qualquer setor da atividade humana, não importa em
que formato ela é apresenta (implícita ou explicita) importa é que seja ordenada e
contribua para a geração de novos conhecimentos. Dessa maneira, a informação
passa a ser uma ferramenta importantíssima para agilizar o processo de tomada de
decisões. De acordo com Moresi (2000 , p. 14)
para as organizações, a informação
é universalmente aceita,
constituindo, senão o mais importante, pelo menos um dos recursos
cuja gestão e aproveitamento estão diretamente relacionados com o
sucesso desejado.

Desta forma, muitas instituições de ensino superior estão construindo
repositórios dado sua característica focada no movimento de acesso livre à
informação científica (Open Access to Knowledge in Science and Humanities) que
surgiu no final da década de 90 .

o

movimento mundial pelo acesso livre à informação surgiu em razão das
dificuldades de acesso encontradas pela comunidade científica no modelo
tradicional de publicação, que tem como base as assinaturas de revistas
científicas. Com o advento da Internet e de novas tecnologias , uma nova
modalidade de publicação de artigos científicos tem crescido, utilizando-se
repositórios de acesso livre e softwares de código aberto. Esse novo
paradigma não contesta a existência dos periódicos científicos impressos e
assinados, mas defende que cópias dos resultados de pesquisas científicas
financiadas com recursos públicos estejam disponíveis para qualquer
interessado, sem custo, nos chamados "repositórios de acesso livre". Os
defensores desse novo paradigma consideram a informação científica
insumo básico para o desenvolvimento científico e tecnológico de uma
nação (BRASIL, 2005) .

Contudo, cabe enfatizar que o movimento de acesso livre à informação não
deve se restringir às universidades, pois a informação científica é gerada em
diferentes suportes e instituições. Empresas que atuam na área de educação ,
públicas ou privadas, também produzem conhecimento que são registradas em
pesquisas, monografias, dentre outros suportes, e devem se preocupar com a
organização e disseminação desta produção.

2.1 Movimento de Acesso Livre à Informação Científica

738

�Controle bibliográfico da produção intelectual institucional
i!:

Stnírllrio

"~
....

MIdMalde
ItbIIot_
Utm .. ,lUorl ..

_

..... ,... _....

Trabalho completo

Diante das novas necessidades informacionais originadas pelo avanço das
tecnologias da comunicação e pela consolidação de recursos tecnológicos
provenientes deste crescimento, a produção científica foi impactada e passou a ser
objeto de reestruturação, principalmente, com o aumento das publicações periódicas
científicas em todo mundo, representando umas das principais formas de
comunicação científica .
Nesse contexto, surgiram algumas iniciativas como Arquivos Abertos - Open
Archives Initiative (OAI) e o Movimento de Acesso Livre para facilitar a comunicação,
difusão e preservação dos direitos autorais. A Iniciativa dos Arquivos Abertos foi um
movimento instituído em 1999 por um grupo de pesquisadores europeus e norteamericanos. Essa iniciativa foi pioneira na reflexão sobre o processo de publicação e
reorganização das publicações científicas, bem como de suas influências na
comunicação científica eletrônica (WEITZEL, 2006) . De acordo com este autor,
são iniciativas que vêm construindo as condições necessárias para permitir
o acesso livre à produção científica de forma legítima, alterando não
somente o processo de aquisição de informação científica , mas também a
sua produção, disseminação e uso (WEITZEL, 2006, p. 52) .

No Brasil , o Movimento de Acesso Livre à Informação Científica têm sido a
bandeira defendida pelo Instituto Brasileiro de Informação em Ciência e Tecnologia
(Ibict) , unidade de pesquisa vinculada ao Ministério da Ciência e Tecnologia , que
inclusive criou o manifesto 1 que apresenta as recomendações aos quatro principais
grupos de interesse para a informação científica : a própria comunidade científica , as
instituições acadêmicas, as agências de fomento e as editoras comerciais de
publicações científicas Para isso, o IBICT vem desenvolvendo instrumentos por meio
de softwares gratu itos como Software de Editoração Eletrônica de Revistas (SEER),
versão customizada do sistema Open Journal System e o sistema DSPACE para
criação de repositórios, visando facilitar o acesso livre a informação científica no
Brasil. Outra ferramenta criada pelo IBICT com este objetivo foi a base de dados da
Biblioteca Digital de Teses e Dissertações (BOTO) que permite a publicação de
revistas científicas eletrônicas na Internet.
Dentre as vantagens da tecnologia dos arquivos abertos (open access~ ,
segundo o coordenador de Projetos Especiais do Ibict, Helio Kuramoto ,
destaca-se a maior rapidez na disseminação da literatura científica
publicada nos repositórios de acesso livre, na visibilidade dos trabalhos
publicados e no impacto dos resultados com ampliação das possibilidades
de citação por outros autores, além da melhor comunicação entre os
sistemas
e
repositórios.
Criar
repositórios
não

1
2

Disponível em http://www.ibict.br/openaccess.
Mais informações sobre acesso livre poderão ser obtidas em http://kuramoto .wordpress.com

739

�Controle bibliográfico da produção intelectual institucional
Trabalho completo

tem custo alto. A Internet também é uma vitrine onde podemos expor
nossas ideias e torna-se importante o registro de conteúdos científicos
brasileiros na Web (BRASIL, 2008) .

De acordo com Weitzel (2006, p. 56) "a comunicação científica sempre
teve como fator determinante a geração de novo conhecimento, sua
disseminação e uso para promover o desenvolvimento da ciência ". A principal
forma de promover o alcance deste objetivo é a recuperação dessas
informações para que sejam usadas como a geração de novos conhecimentos,
daí a importância do desenvolvimento de mecanismos eficientes de busca e
organização das produções científicas em repositórios institucionais, conforme
será abordado a seguir.

2.2 Repositórios institucionais

Os repositórios estão sendo tratados, na literatura científica, como uma
forma de armazenamento, preservação e disseminação da produção intelectual
de uma instituição. Trata-se de uma poderosa ferramenta para maximizar a
visibilidade das pesquisas realizadas dentro de uma instituição de ensino por
alunos e docentes, assim como estratégia de marketing das instituições.
Os repositórios são vistos como uma ferramenta de gestão do
conhecimento que, se utilizada em sua plenitude, pode potencializar a
troca de conhecimento no seio das comunidades científicas em
diferentes níveis de agregação, alimentam a preocupação com o
acesso à pesquisa e os impactos causados pelo acesso livre (open
access) ao conhecimento gerado por pesquisadores de todas as áreas
do conhecimento (COSTA; LEITE, 2006) .

Crow (2002) afirma que, enquanto os repositórios institucionais
centralizam, preservam, tornam acessíveis e disseminam o capital intelectual de
uma instituição, ao mesmo tempo eles constituem um sistema global de
repositórios distribuídos e interoperáveis que fundamentam um novo modelo de
publicações científicas. Em outras palavras, ao mesmo tempo em que os
repositórios institucionais permitem reunir, preservar, dar acesso e disseminar
boa parte do conhecimento da instituição, eles aumentam a visibilidade da sua
produção científica .
Repositórios institucionais representam um desafio para todos os atores
do processo de comunicação científica. Desafio para autores, no sentido em que
estarão mais visíveis, bem como para bibliotecários, que podem passar a
integrar o processo de publicação científica , assumindo, em certa medida, o
papel de editores (COSTA; LEITE , 2006). Acrescenta-se aqui o desafio
institucional das empresas que atuam como organizações de ensino, visto que
são poucas faculdades privadas que estão atentas para a necessidade atual da
gestão do conhecimento e investindo nesses projetos.
Uma das primeiras universidades que implantaram repositórios foi a
Universidade do Minho, em 2003 , consciente da importância da promoção do

740

�i

5t!mWrio

~

NIooNIde

Controle bibliográfico da produção intelectual institucional

~ :"~I~~.
Trabalho completo

acesso livre à literatura científica . Rodrigues (2005) apresenta as principais
percepções na experiência desta universidade na implantação do repositório:
Em primeiro lugar, uma estratégia de divulgação, promoção e formação
é um fator crítico para o sucesso na implementação de um repositório
institucional, uma vez que é imprescindível para informar, esclarecer
dúvidas e alterar alguns aspectos sociais e culturais que podem
originar um fraco envolvimento por parte dos acadêmicos .
Em segundo lugar, a criação de serviços de apoio (como de
esclarecimento de questões de copyrighf / direitos de autor, depósito
mediado, etc.) e de valor acrescentado para os autores (como a
geração de relatórios de avaliação, citações , estatísticas, etc.), que
compensem o esforço de auto-arquivo, é também um aspecto
importante. Mas o que parece ser realmente determinante, como se
demonstrou também na Universidade do Minho, é o estabelecimento
de uma política que encoraje ou torne obrigatório o depósito da
produção científica dos membros das instituições nos seus repositórios
(RODRIGUES, 2005, p.31) .

Percebe-se que instituições acadêmicas estão utilizando repositórios para
gerenciar as atividades de pesquisa e ensino no mundo, garantindo a guarda,
disseminação e utilização dessas produções científicas. Leite (2009 , p. 22) cita
que os repositórios institucionais têm sido intensamente usados para :
a)
b)
c)
d)
e)
f)
g)
h)

Melhorar a comunicação científica interna e externa à
instituição.
Maximizar a acessibilidade, o uso, a visibilidade e o impacto da
produção científica da instituição.
Retroalimentar a atividade de pesquisa científica e apoiar os
processos de ensino e aprendizagem .
Apoiar as publicações científicas eletrônicas da instituição.
Contribuir para a preservação dos conteúdos digitais cientificos
ou acadêmicos produzidos pela instituição ou seus membros.
Contribuir para o aumento do prestígio da instituição e do
pesquisador.
Oferecer insumo para avaliação e monitoramento da produção
científica .
Reunir, armazenar, organizar, recuperar e disseminar a
produção cientifica da instituição.

Na malona das vezes os repositórios são desenvolvidos por iniciativas
das bibliotecas de instituições de ensino e de pesquisa porque muitos processos
envolvidos são similares ao trabalho feito por bibliotecários em ambientes físicos
e digitais como a organização, armazenamento, preservação e disseminação da
informação (LEITE, 2009).
Na criação de repositórios, é importante que os bibliotecários e a equipe
interdisciplinar que atuar na gestão deste sistema tenham um planejamento bem
consistente em relação aos custos, equipe e atribuições, avaliação das
necessidades da comunidade. Na etapa da implementação, a escolha do
software, metadados, políticas, fluxos e processos devem estar bem delineados
para assegurar a visibilidade do sistema por meio de marketing e divulgação
desta plataforma no meio acadêmico.
Os repositórios institucionais podem ser vistos como ferramentas
adequadas para a gestão do conhecimento científico, pois, ao mesmo
tempo em que agilizam os processos de comunicação cientifica ,

741

�Controle bibliográfico da produção intelectual institucional
i

5t!Niirio

~

w..c..:Nde

Trabalho completo

: ~':.t=.

potencializam a condução de processos que maximizam a criação, o
compartilhamento, a disseminação e o uso do conhecimento científico
(LEITE; COSTA, 2006 , p. 218) .

Existem vários softwares usados para a criação de repositórios
institucionais, atualmente os mais usados são o Eprints e o OSpace, além
destes, existem outros sistemas tais como COS Ware 3 ; prints4; Fedo ra5;
ARN0 6, entre outros citados por Viana e Márdero Arellano (2006) .
É importante que a instituição que for implantar o repositório esteja atenta
aos direitos autorais e licenciamento de conteúdos, tanto na escolha dos
softwares quanto na Política de Funcionamento do RI , para que seja garantida a
segurança aos autores. No caso do Senac em Santa Catarina, de acordo com a
política institucional e planejamento estratégico, optou-se por criar um repositório
híbrido, ou seja, que tivesse acesso livre à produção científica criada por alunos,
docentes e colaboradores por meio de pesquisas e experiências publicadas em
artigos, eventos e trabalhos acadêmicos, mas também tivesse acesso restrito à
produção técnica intelectual somente para colaboradores da instituição conforme
será apresentado a seguir.

3SENAC/SC

o Senac é uma Instituição de ensino privada, criada em 10 de janeiro de
1946, pelos Decretos-lei 8621 e 8622 , que autorizam a Confederação Nacional
do Comércio a instalar e administrar, em todo o Brasil, escolas de aprendizagem
comercial, hoje com abrangência em todo o território nacional, totalizando mais
de 1850 municípios, participando da formação profissional de 1,7 milhões de
pessoas a cada ano.
A instituição oferece programação de cursos nas diferentes etapas de
formação profissional, desde cursos livres de formação inicial e continuada de
trabalhadores, cursos técnicos de nível médio, graduação tecnológica e pósgraduação, reconhecidos pela Secretaria Estadual de Educação ou pelo
Ministério da Educação (MEC) .
A referida organização promove ações educacionais e disseminação do
conhecimento por meio de uma vasta programação de cursos e atividades em
diversas áreas de atuação, tais como: Gastronomia, Moda, Saúde, Beleza ,
Artes, Comércio, Comunicação, Conservação e Zeladoria , Design , Gestão,
Idiomas, Informática, Imagem Pessoal, Lazer e Desenvolvimento Social, Meio
Ambiente, Tecnologia Educacional , Telecomunicações, Turismo e Hospitalidade.
Para maior disponibilidade de acesso aos cursos oferecidos pelo Senac,
foram desenvolvidos três tipos de ensino:
a) presencial: o ensino ocorre numa relação direta entre professor e
aluno, em salas de aula;
b) a distância: a mediação ocorre pela utilização de meios e tecnologias
de informação e comunicação, com estudantes e professores desenvolvendo
atividades educativas em lugares ou tempos diversos;
3
4
5

6

Disponível
Disponível
Disponível
Disponível

em
em
em
em

http://cdsware.cern .ch
http://software.eprints.org.
http://www.fedora.info
http://www.uba.uva.nl/arno

742

�Controle bibliográfico da produção intelectual institucional
Trabalho completo

c) semipresencial : O processo ensino-aprendizagem ocorre em duas fases
distintas, e complementares. Numa das fases , ocorre a relação direta do
professor com o aluno e, na outra, há momentos individualizados de estudos
orientados a distância, sem a presença física do professor.
Em Santa Catarina , o Senac está em todas as regiões do Estado com
uma Administração Regional e 24 pontos de atendimento divididos em : oito
Faculdades de Tecnologia, dois Centros Especializados, três Postos Avançados,
um Bistrõ, 10 Centros de Educação Profissional. Além dessa estrutura há quatro
Unidades Móveis.
Em 2000, começaram a ser estruturadas as bibliotecas no Senac/SC para
atender as exigências do Conselho Estadual de Educação, com base na nova
Lei de Diretrizes e Bases da Educação (LDB) n.9394/96 e Decreto n.2208/97,
que dispõe sobre a educação profissional e exige a implantação de Biblioteca
Escolar para professores e alunos nas instituições de ensino que oferecem
cursos técnicos.
A partir de 2005, algumas unidades do Senac/SC foram credenciadas
pelo MEC e implantaram o ensino superior e cursos de pós-graduação. A partir
deste período, as bibliotecas destas unidades receberam investimentos na
estrutura física, em recursos humanos, mobiliário compra de acervos,
equipamentos e do software de gerenciamento de bibliotecas para que fosse
compatível com as exigências do MEC e atendesse as demandas dos alunos e
das bibliotecas, sendo que em setembro de 2008, a Rede de Bibliotecas do
Senac/SC foi oficialmente formada .
Atualmente, a Rede possui treze bibliotecários e 25 auxiliares de
bibliotecas que recebem capacitações contínuas para o trabalho técnico e para o
desenvolvimento de sociais, educacionais e culturais, atuando em dezenove
bibliotecas espalhadas por Santa Catarina .

4 Materiais e Métodos
Em 2010 , com a participação da bibliotecária da Faculdade de Tecnologia
Senac em Florianópolis no XVI Seminário Nacional de Bibliotecas
Universitárias 7 , com base nas discussões do evento, surgiu a ideia de
implementar um projeto para a construção de um repositório no Senac/SC.
Porém, somente em 2011 , o repositório começou a ser construído via
Departamento Regional do Senac/SC, por meio da equipe de Gestão de
Processos e Setor de Tecnologia da Informação.
De acordo com a política do Repositório Institucional do Senac em Santa
Catarina , o RI foi criado com a missão de "Armazenar, preservar, divulgar e
garantir acesso à produção intelectual do Senac/SC na área do comércio de
bens, serviços e turismo". É um serviço cooperativo oferecido pela equipe
gestora do RI e Rede de Bibliotecas do Senac/SC que objetiva a gestão e
disseminação da produção intelectual da instituição.
Com o intuito de reunir um único local virtual a produção acadêmica
(técnica, tecnológica, didática e instrucional) do Senac em Santa Catarina para
7

Disponível em : http://www.snbu2010.com .br/

743

�iZ:
1l!i
~

...

5tt!*Wio
MaOONIdc
lib!Iol_
UPo ... ,ltMi_

Controle bibliográfico da produção intelectual institucional
Trabalho completo

contribuir com a ampliação da visibilidade da Instituição e dos seus
pesquisadores, além da preservação da memória intelectual nas áreas de
atuação, foram criadas algumas diretrizes para os conteúdos do Repositório
Institucional do Senac/SC tais como:
a) Devem ser produzidos, submetidos ou patrocinados pelo Senac/SC ou
pelo corpo docente, discente e técnico.
b) Devem estar em formato digital.
c) Devem estar prontos para serem disseminados amplamente na rede
ou, conforme exceções, acessível a níveis determinados de acordo
com permissões.
d) O autor deve estar habilitado a garantir à instituição o direito de
preservar e distribuir o trabalho por meio do RI mediante as condições
estabelecidas no Termo de Autorização do Autor.
Para a implantação do RI , optou-se por iniciar o projeto piloto por meio da
biblioteca da Faculdade de Tecnologia Senac Florianópolis, onde serão
realizadas as seguintes etapas:
Quadro 1 - Etapas da implantação do repositório no Senac/SC
Etapas
Etapa 1
Etapa
Etapa
Etapa
Etapa

2
3
4
5

Etapa 6

Ações
Sensibilização e apresentação do Repositório para diretores, docentes e
colaboradores.
Autorização e Coleta de Documentos
Cadastro de Documentos no Repositório
Ajustes no sistema após período de testes do projeto piloto
Disseminação nas unidades e início da coleta e armazenamento nas demais
bibliotecas da Rede.
Divulgação para todos
Fonte : Elaborado pelas autoras (2011)

Visando garantir a qualidade, atualidade dos trabalhos que serão
submetidos no repositório, assim como a manutenção e segurança do sistema e
continuidade do cadastro de conteúdo, as atribuições foram assim distribuidas:
Quadro 2 - Atribuições dos Responsáveis pela Implantação do RI
- Configurar e parametrizar o sistema .
- Disponibilizar acessos ao sistema .
- Tomar decisões sobre definição/revisão da Política de
Equipe Gestora do RI
Funcionamento do RI.
- Informar os responsáveis sobre qualquer alteração do
sistema.
- Fornecer suporte e apoio técnico na operacionalização do
sistema .
- Realizar submissão e descrição dos conteúdos ,
respeitando as determinações gerais das politicas do
Repositório.
Bibliotecários (as)
- Coletar e inserir os documentos no RI.
- Solicitar Termo de Autorização da Editora, quando forem
artigos de periódicos.
- Manter os conteúdos no RI.
- Garantir a qualidade e validar os metadados que
descrevem os conteúdos .
- Disseminar os conteúdos de acordo com as permissões de
se uran a.
- Realizar análise e seleção dos documentos produzidos pelo
corpo docente e discente da unidade.
- Encaminhar semestralmente somente os trabalhos com
Coordenadores de Áreas

744

�i

iI

!

==.

Controle bibliográfico da produção intelectual institucional

Stm&amp;nirio
IboonaIdc

Trabalho completo

conceito Ótimo em formato digital acompanhado pelo Termo
de Autorização do Autor preenchido e assinado para as
Bibliotecas das Unidades O erativas.
- Fornecer suporte e apoio técnico na operacionalização do
Setor de Tecnologia da
software.
Informação e Comunicação
- Garantir a segurança dos documentos por meio do backup .
- Atualizar as versões do software.
Fonte: Elaborado pelas autoras (2011)

Ficou definido que no Departamento Regional , o RI será alimentado pela
Coordenação da Rede de Bibliotecas do Senac em Santa Catarina e, nas
unidades operativas, caberá aos bibliotecários esta função .
Para inclusão dos documentos no repositório, foram criadas três tipos de
comunidades: Produção bibliográfica, produção técnica e trabalhos finais de
cursos desde que tenham relação com as áreas de atuação do Senac/SC ou dos
processos gerenciais e operacionais dos colaboradores, conforme será
apresentado a seguir:
Categoria

Produção
bibliográfica

Produção técnica

Trabalhos finais de
cursos

Quadro 3 - Comunidades do repositório
Tipos
Sub-Categoria
Artigos completos
Inclusão de artigos científicos já
publicados em periódicos :
publicados em revistas indexados com
ISSN
Texto em jornal ou revista
Publicação escrita que tenha sido
publicada em meio jornalístico, como
roteiros, ensaios, matérias,
reportagens, relatos, depoimentos,
entrevistas, resumos, resenhas,
crônicas, contos , poemas e afins
Trabalhos publicados em
Textos publicados em anais de
eventos, vinculados a um evento
anais
especifico
Apresentação de trabalhos
Apresentação de trabalho
em palestras
apresentados em eventos
Trabalhos técnicos
Documentos provenientes de trabalhos
e serviços variados tais como
consultorias, pareceres, nas diversas
áreas
Desenvolvimento de material Apostilas , treinamentos, guias ,
didático ou instrucional
manuais e similares elaboradas por
docentes ou técnicos contratados pelo
Senac/SC
Relatórios
Relatórios de visitas técnicas ,
estágios, relatórios de gestão,
relatórios de ações sociais
Trabalhos de Conclusão de
Trabalhos provenientes de cursos
Semestre dos Discentes técnicos, graduação, pós-graduação.
TCS/Dissertações.
Trabalhos acadêmicos de
Trabalhos de cursos técnicos,
docentes e colaboradores do graduação, pós-graduação
corpo técnico
(dissertação, mestrado ou doutorado)
de outras instituições realizados por
colaboradores do Senac/SC cuja
temática esteja relacionada ás áreas
de atuação do Senac/SC.
Trabalhos de pesquisa e extensão
Trabalhos de Pesquisa e
Extensão produzidos por
produzidos por alunos da instituição
alunos do Senac/SC.
cuja temática esteja relacionada às

745

�Controle bibliográfico da produção intelectual institucional
Trabalho completo

I áreas de atuação do Senac/SC .
Fonte: Elaborados pelas autoras (2011)

No processo de submissão que deve ser feito pelos bibliotecários (as) da
Rede, são aceitos conteúdos de alunos, docentes e colaboradores
administrativos. Na categoria "Produção técnica" poderão ser armazenados
documentos técnicos desde 1964, ano de criação do Senac/SC. Nas categorias
"Produção intelectual e Trabalho final de curso", trabalhos de conclusão de curso
do nível técnico e superior (graduação e pós-graduação), pesquisa e produção
acadêmica de professores, docentes e colaboradores serão armazenados
trabalhos publicados a partir de 2011 .
Em relação aos direitos autorais, os documentos a serem depositados no
Repositório devem ter autorização prévia total dos detentores dos direitos
autorais mediante a assinatura do Termo de Autorização do Autor e de Editor.
Em relação às licenças, é feito contato com autores para verificar se possuem
alguma licença específica declarada ou uma licença Creative Commons.
Os documentos das categorias "Produção intelectual e Trabalho final de
curso" serão disponibilizados para livre acesso, contudo, documentos da
categoria "Produção técnica" terão acesso restrito para colaboradores e
docentes da instituição, em respeito aos direitos autorais e normas institucionais
do Senac/SC.
Para tanto, o Repositório é gerenciado por duas permissões de
segurança : pública e restrita . Os documentos que tiverem as permissões
restritas são somente disponibilizados dependendo da configuração da
segurança dada no ato do cadastro.
Para os documentos com a permissão de segurança pública , o acesso
está disponível no portal da biblioteca. E os com as permissões restritas o
acesso será disponibilizada via intranet por meio do sistema SE/Suite/Document,
respeitando a segurança dada no ato do cadastro.
Houve preocupação dos bibliotecários envolvidos no projeto em buscar a
consultoria jurídica do Departamento Regional do Senac/SC, para auxílio na
construção dos formulários de autorização dos direitos autorais, e tecnológica ,
para disponibilizar o acesso ao repositório no portal da biblioteca .
Para a criação do Repositório Institucional do Senac/SC foi utilizado o
sistema SE/Suite da empresa SoftExpert, mais especificamente, o módulo
SE/Document. A escolha do software baseou-se no fato do Senac já ter
adquirido a ferramenta para gestão documental em 2005 e poder disponibilizá-Ia
para tal proposta sem custo financeiro , além dos benefícios proporcionados pelo
sistema .
O sistema foi parametrizado com atributos para que seja possível a
inserção dos metadados relacionados a cada tipo de publicação conforme
elencados no quadro 3. Ao inserir os campos é possível incluir o arquivo
eletrônico em qualquer suporte.
Na tela de consulta ao cliente, disponível no portal da Rede de Bibliotecas
do Senac em Santa Catarina, conforme figura 1 abaixo, o cliente consegue
pesquisar por palavra-chave ao escolher pesquisa básica e na pesquisa
avançada por autor, título, palavra-chave, resumo, referência e tipo de material.
O sistema recupera termos pelo radical e quando abre o arquivo já recupera em
PDF somente para consulta na própria tela ou impressão, não sendo possível
fazer cópia do texto salvo no repositório.

746

�Controle bibliográfico da produção intelectual institucional
i!

StnIiNrio

=

litIIIol_

a
=.

NtôoNl de

Trabalho completo

IIIIM&lt;5Ít.Wr:I

Figura 1 - Tela de consulta avançada do repositório
R&lt;'!(loOS,tono

'rl~tuc

onal do S&lt;'!n.acJSC

-••
senac

~I

: : ::

. I,= ========i

AHi@

• .Ql.iII@,.I,IM

Fonte : Autoras (2012)

o SE/Document é uma solução definitiva para o gerenciamento
corporativo de documentos que integra indexação e recuperação, visualização
de conteúdo, em uma única aplicação web . Este software também garante um
alto nível de padronização e organização do acervo de documentos, conforme
Política de Funcionamento do Repositório Institucional do Senac/SC,
proporcionando um mecanismo eficaz para identificação e recuperação de
documentos.
5 Resultados Parciais
Como a Implantação do RI no Senac/SC ainda está em desenvolvimento,
serão apresentados alguns resultados parciais já alcançados nas primeiras
etapas da implantação, bem como os resultados pretendidos nos próximos
meses, com a continuidade do Projeto.
No processo de implantação e desenvolvimento do trabalho, foram
elencadas as responsabilidades e atribuições para cada setor envolvido no
projeto , que reunirá a Coordenação da Rede de Bibliotecas do Senac/SC,
bibliotecários, coordenadores e áreas e o Setor de Tecnologia de Informação e
Comunicação, localizado no Departamento Regional.
Na 1a etapa foi elaborada uma apresentação para diretores e
coordenadores no Departamento Regional do Senac em Santa Catarina . Em
janeiro de 2012, foi realizado um treinamento para os bibliotecários (as) da Rede
de Bibliotecas, e em seguida , houve apresentações para os docentes,
coordenadores de cursos e colaboradores. Pretende-se completar ainda com
mais apresentações nas reuniões de diretores e coordenadores de áreas
administrativas e, fundamentalmente , para os alunos nas unidades para
disseminação desta nova fonte de informação e, principalmente, de pesquisa
para a comunidade acadêmica.
Com o objetivo de divulgar e apresentar o RI para a comunidade
acadêmica, foram criados banners e folders para serem afixados no Senac/SC.
A 2a etapa consistiu e em fazer o levantamento bibliográfico dos
documentos técnicos e produções científicas dos docentes e colaboradores.
Esse procedimento será realizado por meio da busca na Plataforma Lattes dos

747

�ii ......"
"

Controle bibliográfico da produção intelectual institucional

H./ICJIOI\AId~

= =':;'w.

Trabalho completo

docentes, depois os docentes serão contatados para que se possa coletar a
assinatura no Termo de Autorização.
A 3a etapa envolve o cadastro de documentos autorizados no repositório
pelo bibliotecário levando em consideração os critérios adotados na Política de
Funcionamento do RI do Senac/SC.
Nas 4a e 5a etapas, após ajustes no sistema neste período de testes do
projeto piloto que deve ir até julho de 2012, haverá a disseminação nas unidades
e início da coleta e armazenamento nas demais bibliotecas da Rede a partir de
agosto deste mesmo ano .
Acredita-se que a maior parte de pesquisas a serem feitas inicialmente no
repositório será para busca de trabalhos finais de cursos técnicos, graduação e
de pós-graduação já que os alunos da instituição entregam estes trabalhos num
cd-rom para a biblioteca e a única forma de acesso será via repositório. Para
isto, pretende-se fazer uma intensa divulgação para colaboradores também
disponibilizarem trabalhos e relatórios feitos para socialização entre as unidades
possibilitando o desenvolvimento de projetos futuros.

6 Considerações Finais

o volume de informação vem crescendo ao longo dos tempos, e para
atender as demandas de acesso por parte dos usuários, é importante que o foco
esteja na organização cada vez mais eficaz da informação. Diante disso, a
organização da informação apresenta novos desafios e se configura como uma
área de significado maior, pois a tecnologia oferece meios para viabilizar as
transformações e também demanda novas formas de ações de disseminação e
acesso às informações disponibilizadas no meio virtual.
Neste contexto, não cabe ao bibliotecário somente a organização da
informação, mas sim a disseminação e mediação com o objetivo de aproximar a
informação de quem precisa.
Um dos motivos que impulsionou o desenvolvimento de um Repositório
Institucional (RI) no Senac de Santa Catarina é o fato das instituições,
atualmente, preocuparem-se com o registro de seu conhecimento
organizacional, que em sua grande maioria, é um conhecimento tácito, ou seja ,
aquele que o indivíduo adquiriu ao longo da vida por meio de eventos, cursos,
leituras, capacitações, dentre outros. Os funcionários são o maior ativo da
empresa e se este conhecimento tácito não for formalizado ou explicitado por
meio de relatório, artigo, projeto, resenha , dentre outras formas de comunicação,
podem se perder no meio empresarial e acadêmico.
Isso também ocorre no Senac/SC , por isso, a fundamental importância da
criação de um RI nessa empresa, como uma proposta para o registro e acesso
aberto à produção intelectual dos docentes, discentes e colaboradores do corpo
técnico do Senac/SC.
Este repositório possibilitará o registro das produções técnicas de seus
colaboradores, viabilizando a socialização de projetos e programas em parceria
entre colaboradores de diferentes setores e/ou entre unidades diversas pois
reunirá num único local de fácil acesso as ações desenvolvidas pelos
colaboradores e também pela comunidade acadêmica.
Por meio de uma equipe interdisciplinar formada por bibliotecários e
profissionais da área de Tecnologia, espera-se que o Repositório seja um
integrador do acervo digital oferecendo um ambiente de referência para

748

�~~

=

"""""

==.,

Controle bibliográfico da produção intelectual institucional

HaOon.Idc

Trabalho completo

pesquisa de acesso livre e que auxilie o corpo docente e discente do Senac/SC
na busca de informações.
Certamente, esse repositório oportunizará o acesso online aos seus
conteúdos, bem como, contribuirá para a preservação da memória institucional
e, consequentemente, proporcionará maior visibilidade da instituição. Pretendese também , com a implantação do RI , que haja um maior interesse e
engajamento das unidades do Senac/SC na coleta, gestão, divulgação e
preservação da produção técnica e científica da referida organização.
Após implantação do projeto, infere-se que o conhecimento gerado pelo
Senac/SC poderá ser utilizado em benefício próprio não só para gerar novos
conhecimentos, como também para mostrar o seu potencial competitivo nas
áreas onde atua, além da valorização do capital intelectual gerado dentro da
instituição. Por fim, o compartilhamento desse conhecimento com a sociedade
em geral é um dos resultados mais visíveis e importantes da gestão do
conhecimento.
Referências
BRASIL. Ministério da Ciência e Tecnologia . IBICT lança manifesto pelo
acesso livre à informação científica. Brasília, 2005. Disponível em :
&lt;http://www.ibict.br/noticia.php?id=142&gt;. Acesso em : 30 mar. 2012 .

BRASIL. Ministério da Ciência e Tecnologia . 14 de Outubro: Dia Mundial do
Acesso Livre ao Conhecimento Científico . Brasília, 2008. Disponível em :
&lt;http://www.ibict.br/noticia.php?id=549&gt;. Acesso em : 30 mar. 2012 .

CARVALHO , Mônica Marques; CARVALHO, Luciana Moreira; FREIRE, Isa
Maria. A prática da responsabilidade social através do sistema de recuperação
da informação do núcleo temático da Seca . In : SEMINÁRIO DE PESQUISA DO
CCSA, 9., 2003 , Natal, Disponível em &lt;http://
www.nutseca.ufrn.br/Sistema%20de%20Recupera%20%E7%E30 da Informa%
E7%E30 do N%FAcleo Tem%E1tico da Seca%5B&gt;. Acesso em 06 ago.
2011 .

COSTA, Sely Maria de Souza ; LEITE, Fernando César Lima . Repositórios
institucionais: potencial para maximizar o acesso e o impacto da pesquisa em
universidades. In : CONFERÊNCIA IBEROAMERICANA DE PUBLICAÇÕES
ELETRÔNICAS ... , I, Universidade de Brasília, 2006 . Anais
eletrônico ... Disponível em :
&lt;http://repositorio.bce.unb.br/bitstream/10482/1 015/1 /EVENTO Repositoriolnstit
ucional.pdf&gt;. Acesso em : 10 jan. 2012 .
CROW, Raym . The case for institutionalrepositories: a SPARC position
paper. ARL, 2002.Disponível em : &lt;http://www.arl.org/sparc/IR/ir.html&gt;. Acesso
em : 9 abro2011 .

749

�i!:

~o

~

==.,

=

~dc

Controle bibliográfico da produção intelectual institucional
Trabalho completo

LEITE , Fernando César Lima ,COSTA, Sely. Repositórios institucionais como
ferramentas de gestão do conhecimento científico no ambiente acadêmico .
Perspect. ciênc. inf., Belo Horizonte, v.11 n.2, p. 206 -219, maio/ago. 2006
Disponível em : &lt;http://www.scielo.br/pdf/%OD/pci/v11n2/v11 n2a05.pdf. Acesso
em : 12jan. 2012&gt; .

LEITE, Fernando César Lima . Como gerenciar e ampliar a visibilidade da
informação científica brasileira : repositórios institucionais de acesso aberto.
Brasília : IBICT, 2009.

MORESI, Eduardo Amadeu Dutra . Delineando o valor do sistema de informação
de uma organização. Ciência da Informação, Brasília, v. 29, n. 1, p. 14-24,
jan./abr. 2000.

OLIVEIRA, Djalma de Pinho Rebouças. Sistema de informações gerenciais.
São Paulo: Atlas, 1993.

RODRIGUES, Eloy. Concretizando o acessolivre à literatura científica:o
repositório institucional e a políticade auto-arquivo da Universidade do Minho.
Cadernos da BAD, 2005 . Disponível em :
&lt;http://repositoriu m .sdu m.u min ho.pUbitstream/1822/34 78/1 /Cadernos%20BAD%
201 %20200505%20rodrigues.pdf&gt; . Acesso em : 12 jan. 2012 .

SENAC . Santa Catarina. Missão, Visão, Valores. Florianópolis, 2012.
Disponível em : &lt;
http://portal.sc.senac.br/senaclWebForms/interna.aspx?secao id=121 &amp;Idioma
d=1&gt;. Acesso em : 31 mar. 2012.

VIANA, Cassandra Lúcia de Maya, MARDERO ARELLANO, Miguel Angel.
Repositórios institucionais baseados em DSPACE e EPRINTS e sua viabilidade
nas instituições acadêmico-científicas. In : SEMINÁRIO NACIONAL DE
BIBLIOTECAS UNIVERSITÁRIAS, 14, Salvador, 2006. Anais eletrônico ...
Disponível em :
&lt;http ://eprints.rclis.org/bitstream/1 0760/8834/1/Trabalho_ SN BU _ RL DSpace_ EP
rints_IES.pdf&gt;. Acesso em: 18 jan . 2012 .

WEITZEL, Simone da Rocha .O papel dos repositórios institucionais e temáticos
na estrutura da produção científica. Em Questão, Porto Alegre, v. 12, n. 1, p. 5171 , jan./jun. 2006. Disponível em :
&lt;http ://revistas.univerciencia.org/index.php/revistaemquestao/article/view/3709/3
497&gt; . Acesso em : 14 jan. 2012.

750

�</text>
                  </elementText>
                </elementTextContainer>
              </element>
            </elementContainer>
          </elementSet>
        </elementSetContainer>
      </file>
    </fileContainer>
    <collection collectionId="49">
      <elementSetContainer>
        <elementSet elementSetId="1">
          <name>Dublin Core</name>
          <description>The Dublin Core metadata element set is common to all Omeka records, including items, files, and collections. For more information see, http://dublincore.org/documents/dces/.</description>
          <elementContainer>
            <element elementId="50">
              <name>Title</name>
              <description>A name given to the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51396">
                  <text>SNBU - Edição: 17 - Ano: 2012 (UFRGS - Gramado/RS)</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="49">
              <name>Subject</name>
              <description>The topic of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51397">
                  <text>Biblioteconomia&#13;
Documentação&#13;
Ciência da Informação&#13;
Bibliotecas Universitárias</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="41">
              <name>Description</name>
              <description>An account of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51398">
                  <text>Tema: A biblioteca universitária como laboratório na sociedade da informação.</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="39">
              <name>Creator</name>
              <description>An entity primarily responsible for making the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51399">
                  <text>SNBU - Seminário Nacional de Bibliotecas Universitárias</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="45">
              <name>Publisher</name>
              <description>An entity responsible for making the resource available</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51400">
                  <text>UFRGS</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="40">
              <name>Date</name>
              <description>A point or period of time associated with an event in the lifecycle of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51401">
                  <text>2012</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="44">
              <name>Language</name>
              <description>A language of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51402">
                  <text>Português</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="51">
              <name>Type</name>
              <description>The nature or genre of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51403">
                  <text>Evento</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="38">
              <name>Coverage</name>
              <description>The spatial or temporal topic of the resource, the spatial applicability of the resource, or the jurisdiction under which the resource is relevant</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51404">
                  <text>Gramado (Rio Grande do Sul)</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
          </elementContainer>
        </elementSet>
      </elementSetContainer>
    </collection>
    <itemType itemTypeId="8">
      <name>Event</name>
      <description>A non-persistent, time-based occurrence. Metadata for an event provides descriptive information that is the basis for discovery of the purpose, location, duration, and responsible agents associated with an event. Examples include an exhibition, webcast, conference, workshop, open day, performance, battle, trial, wedding, tea party, conflagration.</description>
    </itemType>
    <elementSetContainer>
      <elementSet elementSetId="1">
        <name>Dublin Core</name>
        <description>The Dublin Core metadata element set is common to all Omeka records, including items, files, and collections. For more information see, http://dublincore.org/documents/dces/.</description>
        <elementContainer>
          <element elementId="50">
            <name>Title</name>
            <description>A name given to the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="63168">
                <text>Organização e disseminação da produção intelecual do SENAC/SC: implantação de um repositório institucional.</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="39">
            <name>Creator</name>
            <description>An entity primarily responsible for making the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="63169">
                <text>Spudeit, Daniela; Borszcz, Inez; Coelho, Juliane Patrício</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="38">
            <name>Coverage</name>
            <description>The spatial or temporal topic of the resource, the spatial applicability of the resource, or the jurisdiction under which the resource is relevant</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="63170">
                <text>Gramado (Rio Grande do Sul)</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="45">
            <name>Publisher</name>
            <description>An entity responsible for making the resource available</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="63171">
                <text>UFRGS</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="40">
            <name>Date</name>
            <description>A point or period of time associated with an event in the lifecycle of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="63172">
                <text>2012</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="51">
            <name>Type</name>
            <description>The nature or genre of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="63174">
                <text>Evento</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="41">
            <name>Description</name>
            <description>An account of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="63175">
                <text>O presente artigo apresenta uma proposta para a implantação de um Repositório Institucional (RI) no Senac/SC. Contextualiza as mudanças organizacionais nas quais a Sociedade da Informação está inserida e relata a importância das instituições de ensino preocuparem-se com a disseminação da informação, principalmente, as de cunho acadêmico-científico. Este trabalho tem por finalidade apresentar a implantação do Repositório Institucional como uma proposta para o registro e acesso aberto à produção intelectual dos docentes, discentes e colaboradores do Senac/SC. O repositório oportunizará o acesso online aos seus conteúdos, bem como, contribuirá para a preservação da memória institucional e, consequentemente, proporcionará maior visibilidade para a produção acadêmica e científica da instituição.</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="44">
            <name>Language</name>
            <description>A language of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="69421">
                <text>pt</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
        </elementContainer>
      </elementSet>
    </elementSetContainer>
  </item>
  <item itemId="5921" public="1" featured="0">
    <fileContainer>
      <file fileId="4985">
        <src>http://repositorio.febab.org.br/files/original/49/5921/SNBU2012_060.pdf</src>
        <authentication>7bc25342594bfabf84b3a8b7b4730910</authentication>
        <elementSetContainer>
          <elementSet elementSetId="4">
            <name>PDF Text</name>
            <description/>
            <elementContainer>
              <element elementId="92">
                <name>Text</name>
                <description/>
                <elementTextContainer>
                  <elementText elementTextId="63167">
                    <text>Controle bibliográfico da produção intelectual institucional
Trabalho completo

A GESTÃO DO CONHECIMENTO NA SOCIEDADE DA
INFORMAÇÃO: REPOSITÓRIO INSTITUCIONAL DA UNIVERSIDADE
FEDERAL DE LAVRAS
Simone Assis Medeiros 1, Vânia Natal de Oliveirtr, Nivaldo Oliveira3,
Rosiane Maria Oliveira4, Cláudio Fabiano Kloss 5
1 Mestranda

em Administração Pública pela Universidade Federal de Lavras , Especialista em Gestão
do Conhecimento e Tecnologia da Informação e graduação em Biblioteconomia pelo Centro
Universitário de Formiga - UNIFOR/MG, Bibliotecária da Universidade Federal de Lavras, MG. E-mail:
siamedeiros@biblioteca.ufla.br
2 Especialista em Gerenciamento de Micro e Pequenas Empresas pela Universidade Federal de
Lavras, Especialista em Paradigmas emergentes nos serviços informacionais : gestão, indexação e
disseminação e graduação em Biblioteconomia pelo Centro Universitário de Formiga - UNIFOR/MG,
e Bibliotecária da Biblioteca da UFLA. E-mail: vania@biblioteca.ufla.br
3 Mestrando em Administração pela Universidade Federal de Lavras, Especialista em Gestão do
Conhecimento e Tecnologia da Informação e graduação em Biblioteconom ia pelo Centro Universitário
de Formiga - UNIFOR/MG, Bibliotecário da Universidade Federal de Lavras, MG. E-mail:
nivaldo@biblioteca .ufla.br
4 Especialista em Tecnologias de Informação e Comunicação no Ensino Fundamental pela
Universidade Federal de Juiz de Fora e graduação em Biblioteconomia pelo Centro Universitário de
Formiga - UNIFOR/MG, Bibliotecária da Universidade Federal de Lavras, MG. Email: rosianemaria@biblioteca.ufla .br
5 Técnico em Tecnologia da Informação da Coordenadoria de Recursos Tecnológicos da Biblioteca da
Ufla. E-mail: ckloss@biblioteca .ufla.br

Resumo
O artigo discute o projeto de criação e implantação do Repositório Institucional da
Universidade Federal de Lavras, RI/Ufla . A finalidade é coletar, armazenar e divulgar
a produção científica e acadêmica, aumentando assim a visibilidade e o prestígio da
instituição em âmbito nacional e internacional. Busca otimizar a gestão de
investimentos em pesquisa na universidade, na promoção da transparência dos
gastos públicos e apoio às atividades de pesquisa e criação do conhecimento
científico. A implantação do RI/Ufla será mediante adesão ao edital do Ibict, onde
será desenvolvido em duas fases : planejamento e implementação. Este estudo
aborda também um histórico das ações implantadas pelo Ibict e Finep em prol do
movimento de acesso livre ao conhecimento científico, bem como uma breve revisão
de literatura sobre a sociedade do conhecimento, sociedade em rede e as
tecnologias de informação e comunicação (TICs). Como técnica de pesquisa ,
adotou-se uma abordagem qualitativa, utilizando-se de revisão bibliográfica e
pesquisa exploratória . O método de coleta de dados adotado foi a partir de
informações fornecidas pela universidade.
Pa lavras-chave:
Repositório Institucional; Comunicação científica ; Acesso aberto; Transparência
pública.
Abstract
The paper discusses the design creation and implementation of the Institutional

725

�Controle bibliográfico da produção intelectual institucional
Trabalho completo

Repository of the University Federal de Lavras, RI/Ufla. The purpose is to collect,
store and disseminate the scientific and academic production, thereby increasing the
visibility and prestige of the institution nationally and internationally. Seeks to optimize
the management of investments in university research, promoting transparency in
public spending and support the research and creation of scientific knowledge. The
implementation of the RI/Ufla is through adherence to the Ibict edict, which will be
developed in two phases: planning and implementation. This study also addresses a
history of actions implemented by Ibict and Finep the movement towards open
access to scientific knowledge , as well as a brief literature review of the knowledge
society, network society and information and communication technologies (ICTs) . As
technical was adopted a qualitative approach, using literature review and exploratory
research . The data collection method used was based on information provided by the
university.

Keywords:
Institutional Repository;
transparency.

Scientific

Communication ;

Open

Access;

Public

1 Introdução
A denominada sociedade do conhecimento, onde a informação ganha
destaque, seja para adquirir novos conhecimentos ou como forma de transparência
pública, é uma realidade presente nos dias atuais. Nos últimos anos, tem crescido
exponencialmente o debate e as iniciativas relacionadas à democratização do
acesso à literatura científica e aos sistemas de informação em ciência e tecnologia .
Em prol do avanço da ciência, é necessário que o conhecimento produzido esteja
acessível para ser compartilhado com a comunidade científica . No universo das
instituições de ensino superior, a informação é abordada como fonte e geração de
novos conhecimentos. Portanto, hoje se discute muito como disponibilizar essa
informação, como disseminá-Ia, qual a melhor forma de armazená-Ia e preservá-Ia ,
visando o seu acesso.
Um dos problemas encontrados é que parte da informação produzida nas
universidades não está disponível para a comunidade acadêmica da própria
instituição. Isso ocorre devido a fatores como: falta de espaço físico , os custos dos
documentos, a carência de funcionários , a pressão de editores por exclusividade ,
entre outros.
Tendo em vista esses entraves, como inserir a Ufla no contexto do movimento
do acesso livre às publicações da sua comunidade acadêmica e de suas pesquisas?
Levando em consideração esta questão, o artigo tem como objetivo discutir o projeto
de criação e implantação do Repositório Institucional da Universidade Federal de
Lavras, RI/Ufla .
A implantação do RI pela Ufla mostra-se como um importante meio para
cumprir com sua missão quando cita a disseminação da cultura acadêmica, do
conhecimento científico e tecnológico na sociedade 1 .
1

Missão: manter e promover a excelência no ensino, na pesquisa e na extensão, formando cidadãos

726

�Controle bibliográfico da produção intelectual institucional
Trabalho completo

Visando ampliar os resultados das pesquisas científicas nas Universidades,
em 2007 , por meio da Portaria n. 13 da Capes, a Biblioteca Universitária implanta a
Biblioteca Digital de Teses e Dissertações (BOTO), um dos primeiros passos para
tornar acessível sua produção científica diante do contexto atual de geração de
conhecimentos, a busca de financiamentos e a transparência dos recursos públicos.
Como proposta de trabalho de pesquisa de mestrado em Administração Pública,
busca-se a implantação do RI na Universidade, baseado no modelo de
interoperabilidade de acesso livre - Open Archives.

2 Origem dos Ris
Visando abordar a perspectiva dos Repositórios Institucionais, bem como o
gerenciamento e acesso à informação acadêmica, cabe relatar a evolução da
chamada sociedade da informação ou sociedade do conhecimento e como é
definida atualmente. A partir daí, dar enfoque ao papel das universidades inseridas
nesse contexto. Para Silva (2007 , p. 2) , "a sociedade de informação é aquela onde
se faz uso das tecnologias de informação e comunicação (TIC) para fazer a troca de
informação digital entre indivíduos e assegurar a comunicação entre estes".
Castells (1999) define a sociedade atual como uma 'sociedade em rede', na
qual as estruturas, funções e processos dominantes estão organizados em torno de
nós ou ligações, constituindo a nova morfologia social de nossa sociedade . A difusão
da lógica de redes modifica de forma substancial a operação e os resultados dos
processos produtivos e de experiência , poder e cultura .
De acordo com Santos (2002), o nosso tempo é um tempo paradoxal. Tempo
de grandes avanços e transformações dramáticas, designadas por revolução da
informação e da comunicação, revolução eletrônica, revolução da genética e da
biotecnologia . Nesse discurso, vale mencionar Giddens (1999) que diz que a
revolução das comunicações e a difusão da tecnologia da informação estão
profundamente ligadas a processos de globalização. Essa globalização segundo ele,
afeta vários aspectos da sociedade.
Com a globalização e a introdução em grande escala das tecnologias de
comunicação e informação, foi gerada uma demanda para o uso da Web para a
disseminação dos resultados de pesquisas. Isso é confirmado por Lynch (2003), o
qual diz que algo extraordinário ocorreu na revolução contínua da informação em
rede, mudando a dinâmica entre inovação individualmente orientada, o progresso
institucional, e da evolução das práticas disciplinares acadêmicas. Este mesmo autor
ainda ressalta que o desenvolvimento de repositórios institucionais surge como uma
nova estratégia que permitiu às universidades assumir o papel de editoras,
modernizando os processos de publicação e divulgando a produção acadêmica em
conteúdo digital.
As universidades e as bibliotecas têm um papel essencial nas transformações
científicas e tecnológicas no mundo. Segundo Costa e Leite (2009), uma das
principais contribuições de repositórios institucionais para as bibliotecas de pesquisa
e profissionais qualificados, produzindo conhecimento científico e tecnológico de alta qualidade e
disseminando a cultura acadêmica , o conhecimento científico e tecnológico na sociedade (PDI ,
aprovado em 19 de maio de 2011) .

727

�Controle bibliográfico da produção intelectual institucional
Trabalho completo

é, certamente, a melhoria do seu status no seio da comunidade acadêmica, além de
ser aumentada significativamente a parceria dos bibliotecários com os
pesquisadores.
Com isso, buscou-se alternativas viáveis para gerenciar e tornar essa
informação disponível. Foi então que surgiram modelos alternativos para
comunicação científica, tais como repositórios institucionais e temáticos, periódicos
de acesso aberto, constituindo hoje o Movimento pelo Acesso Aberto à Informação
Científica (LEITE , 2009).
Desde 2004 , o Instituto Brasileiro de Informação em Ciência e Tecnologia
(Ibict) vem trabalhando na sensibilização da comunidade científica quanto à
importância do acesso livre ao conhecimento científico. O lançamento do Manifesto
Brasileiro de Apoio ao Acesso Livre à Informação Científica em 2005 é o primeiro
desdobramento político no Brasil de um movimento internacional amplo de apoio ao
livre acesso à informação científica (MARCONDES; SAYÃO, 2009).
No Brasil , o acesso livre ainda enfrenta muitas barreiras, pois o sistema de
comunicação científica tradicional limita, mais do que expande, a disponibilidade e
legibilidade da maior parte da pesquisa científica ao mesmo tempo em que
obscurece suas origens institucionais (JOHNSON, 2002).
Dessa forma , não basta apenas publicar, os trabalhos científicos precisam ser
divulgados de maneira eficiente para que possam ser utilizados e citados,
promovendo a troca de conhecimento (MACIAS-CHAPULA, 1998). O acesso à
informação técnico-científica se torna fundamental para o desenvolvimento da
ciência, pois permite maior visibilidade e disseminação da produção científica
brasileira.
As iniciativas relacionadas ao acesso livre promovem maior visibilidade das
pesquisas, intensificação do uso e impacto destas, intercâmbio entre os
pesquisadores brasileiros e seus pares internacionais, governança no investimento
em ciência, bem como transparência desses investimentos (KURAMOTO, 2010).
No contexto governamental, nas universidades e órgãos de pesquisas
públicas, onde existe a captação de recursos pelas agências de fomento, o foco é o
acesso à informação como promoção da transparência dos gastos públicos. Estes
órgãos necessitam rastrear os resultados de seus investimentos em projetos e
programas de pesquisa (LEITE, 2009). Dessa forma , as pesquisas financiadas com
recursos públicos devem estar publicamente acessíveis.
Existem meios controladores e fiscalizadores por parte das instituições de
pesquisa e agências de fomento , visando à divulgação das pesquisas produzidas
pelas universidades e institutos de pesquisas. A Capes, desde 2006 , por meio da
Portaria n.13 2, institui a divulgação digital das teses e dissertações para fins do
acompanhamento e avaliação destinados à renovação periódica do reconhecimento
dos programas de mestrado e doutorado. Em seu Art. 5° desta portaria, diz que "o
financiamento de trabalho com verba pública, sob forma de bolsa de estudo ou
auxílio de qualquer natureza concedido ao programa, induz à obrigação do mestre
ou doutor apresentá-lo à sociedade que custeou a realização ".
Art. 10 Para fins do acompanhamento e avaliação destinados à renovação periódica do
reconhecimento, os programas de mestrado e doutorado deverão instalar e manter, até 31 de
dezembro de 2006, arquivos digitais, acessíveis ao público por meio da Internet, para divulgação das
disserlações e teses de final de curso.

2

728

�Controle bibliográfico da produção intelectual institucional
Trabalho completo

Nesse contexto, as instituições públicas estão buscando criar seus
repositórios para além de promover o acesso, o armazenamento e a divulgação das
informações produzidas em seu âmbito institucional, e também transparência aos
investimentos feitos em pesquisa . Além disso, uma das finalidades dos Ris é que
eles sirvam como indicadores da qualidade da instituição, pois a publicação dos
trabalhos dos pesquisadores reflete de forma positiva para a universidade, trazendo
assim mais financiamentos para a instituição.
Adota-se aqui a definição de Repositório Institucional (RI) segundo Lynch
(2003 , p. 2):
[ ...) um conjunto de serviços que a universidade oferece para os membros
de sua comunidade para o gerenciamento e a disseminação de conteúdos
digitais, criados pela instituição e membros da sua comunidade. É
essencialmente um compromisso organizacional com a gestão desses
conteúdos digitais, inclusive preservação de longo prazo, quando
apropriado, bem como organização e acesso ou distribuição.

De acordo com o ranking ROAR 3 (Registry of open Access Repositories,
2011), hoje o Brasil ocupa o 30 lugar com 94 repositórios à frente do Japão com 89 .
Isso se deve principalmente a iniciativas e apoio de órgãos como Ibict, a
Financiadora de Estudos e Projetos (Finep) e a Capes.
O Ibict, em 2008, lançou um edital para distribuir às universidades e às
instituições de pesquisa públicas, kits tecnológicos para implantação de repositórios.
Essa ação é aderente ao que determina o PL 1120/20074 em tramitação na Câmara
dos Deputados, que determina as ações de adoção da política e dos repositórios
institucionais, e que se tornarão obrigatórias na medida em que esse projeto de lei
venha a ser aprovado. No Art. 1°. § 4° deste projeto, diz que toda a produção
científica resultado de pesquisas que receberam apoio financeiro proveniente do
governo federal, estadual e municipal, deverão disponibilizar suas pesquisas a toda
sociedade.
Em especial, com a criação dessa rede de repositórios institucionais, abre a
possibilidade de obtenção de indicadores que orientem os rumos da ciência e
tecnologia no país, promovendo maior transparência e governança nos
investimentos em pesquisa científica e mostrando à sociedade brasileira o produto
advindo dos impostos e taxas pagas por ela (ROLLEMBERG, 2011). Além disso,
com a gestão do RI , é possível fazer um mapeamento do conhecimento no ambiente
acadêmico e responder quem pesquisa o que e onde.
No Brasil, as iniciativas relacionadas à divulgação da comunicação científica
surgiram com o Ibict e a Finep . Com a criação da BOTO pelo Ibict, são coletados
diariamente metadados das teses e dissertações das universidades de todo país. No
entanto, segundo Kuramoto (2010), ainda não se conseguiu dominar a
interoperabilidade humana. A meta do Ibict é desenvolver uma rede de RI
semelhante à BOTO, mas que considere o depósito, arquivo e disseminação de
outras produções científicas para além das teses e dissertações.
A partir daí, por intermédio do uso de padrões como a Iniciativa dos Arquivos
Abertos - Open Archives Initiative (OAI-PMH) e o Dublin Core , o Ibict teve condições

3

4

Disponível em: &lt;http://roar.eprints.org/&gt;. Acesso em : 2 dez. 2011.
Ver referência Rollemberg (2007) .

729

�Controle bibliográfico da produção intelectual institucional
Trabalho completo

técnicas para propor em 2005 o desenvolvimento de um novo projeto, que foi
submetido à Finep. Esse projeto denominou-se Portal de Publicação Seriada de
Acesso Livre (PCAL). Os propósitos principais desse projeto de acordo com
Kuramoto (2010, p. 64) "são o de registrar e disseminar a produção científica
brasileira, tendo como objetivo principal o desenvolvimento de um portal que
integrasse o conteúdo das publicações seriadas eletrônicas, assim como os
conteúdos dos RI brasileiros."
Para se ter sucesso na implantação de Ris, Costa e Leite (2009, p. 180)
ressaltam que as experiências bem sucedidas têm mostrado que dois pontos são
fundamentais:
Grande empenho e conhecimento profundo das questões envolvidas com o
tema acesso aberto, por parte dos stakeholders das iniciativas. Políticas de
acesso aberto, políticas de funcionamento de repositórios, política de
depósito compulsório, modelo open archives, direitos autorais, modelos de
negócios e sustentabilidade, preservação digital, hábitos de comunicação e
padrões de comportamento informacional da comunidade, são algumas das
questões importantes que não se pode negligenciar.

Passados alguns anos, vemos várias iniciativas e experiências quanto a
criação de Ris. Nesse cenário, uma das pioneiras foi a Universidade Federal da
Bahia (Ufba) que, no ano de 2007, deu início a implantação do seu RI , apoiada pelo
Ibict. A Universidade do Minho em Portugal, primeira instituição de língua
portuguesa a instalar um RI , serviu de modelo para o projeto da Ufba (ROSA;
MEIRELHES; PALACIOS, 2011).
Assim , esse projeto em fase de implantação e desenvolvimento na UFLA vem
contribuir muito para a disseminação, armazenamento e acesso ao conhecimento
científico da sociedade.

3 Materiais e métodos
Segundo Yin (2010, p. 22) , "o estudo de caso é a pesquisa preferida quando
predominam questões dos tipos "como?" e "por quê?", ou quando o pesquisador
detém pouco controle sobre os eventos e ainda quando o foco se concentra em
fenômenos da vida real ".
Este trabalho é um estudo de caso desenvolvido na Biblioteca da
Universidade Federal de Lavras (Ufla), uma instituição de ensino superior federal. O
artigo discute o projeto de criação e implantação do Repositório Institucional da
Universidade Federal de Lavras, RI/Ufla . A finalidade é coletar, armazenar e divulgar
a produção científica e acadêmica, aumentando assim a visibilidade e o prestígio da
instituição em âmbito nacional e internacional. Busca otimizar a gestão de
investimentos em pesquisa na universidade, na promoção da transparência dos
gastos públicos e apoio às atividades de pesquisa e criação do conhecimento
científico.

Como técnica de pesquisa, adotou-se uma abordagem qualitativa, utilizandose de revisão bibliográfica e pesquisa exploratória . O método de coleta de dados
adotado foi a partir de informações fornecidas pela universidade.

730

�Controle bibliográfico da produção intelectual institucional
Trabalho completo

Atualmente, a Universidade Federal de Lavras (Ufla) ficou classificada em 2°
lugar entre as melhores universidades públicas e privadas do Brasil e a 1a em Minas
Gerais de acordo com o IGC (Índices Gerais de Cursos das Instituições), dados
divulgados pelo Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio
Teixeira (Inep)5. Ocupa a primeira posição no estado de Minas Gerais na captação
de recursos, formação de pesquisadores e produção intelectual em Ciência e
Tecnologia .
Para o embasamento teórico deste trabalho, foi realizada uma pesquisa
bibliográfica, com intuito de identificar as melhores diretrizes para desenvolver as
políticas de criação e gestão de RI e também analisar as experiências de outras
instituições para posterior implantação de um repositório na Ufla.
A implantação do RI na Ufla será mediante a adesão ao edital do Ibict. O
projeto será definido em duas fases : planejamento e implementação. A primeira
contempla as fases de definição de equipes, de hardware e software, custos do
projeto e treinamento ; na segunda serão definidas as políticas, a divulgação e a
implantação do piloto, envolvendo inicialmente um departamento. A equipe
constituída será multidisciplinar e composta por 3 bibliotecários, 1 técnico em
informática e 1 assistente em administração. A instituição deverá usar o kit
tecnológico disponibilizado pelo Ibict, composto por 1 servidor pré-formatado e
configurado com o sistema operacional baseado na plataforma Unix/Linux, com os
softwares Apache, MySQL, PHP, Dspace e SEER. A implantação, a responsabilidade
de manutenção e o gerenciamento ficarão a cargo da Biblioteca Universitária da
Ufla.
De acordo com o Plano de Desenvolvimento Institucional (PDI) da
universidade, a Ufla conta com 26 cursos de Pós-graduação entre mestrado e
doutorado, 87 grupos de pesquisa que atuam em mais de 400 linhas, desenvolvendo
cerca de 1.200 projetos. Possui 147 professores bolsistas de Produtividade em
Pesquisa/CNPq , ou seja, 36% do número de doutores que publicaram em média dos
últimos cinco anos, 3,7 artigos/docente/ano. Ainda considerando todo o corpo
docente, foram obtidas 5,9 publicações/ano quando consideradas também outras
produções bibliográficas 6 .
Atendendo ao edital do Ibict em dezembro de 2011, a partir de informações
fornecidas pela universidade, foi realizado um levantamento dos dados referentes a
sua produção científica dos últimos cinco anos entre artigos, dissertações e teses, a
quantidade de revistas e de livros publicados, a relação de cursos de pósgraduação, o levantamento de bolsistas produtividade e a proposta de cronograma
de implantação do projeto piloto. A partir dessas informações, foi identificada a
amostra que será depositaria do RI/Ufla .

5 Disponível em : &lt;http://www.ufla.br/ascom/index.php/2011/11/divulgado-igcmec-201 0-ufla-e-1-deminas-e-2-do-pais/&gt;. Acesso em: 4 dez. 2011.
6 (PDI , aprovado em 19 de maio de 2011) .

731

�Controle bibliográfico da produção intelectual institucional
Trabalho completo

Tabea
I 1 - S"ene h'ISt"onca da pro dução clentlTIca da Ufl a 2007/2011
Tipos de
científica

documentos

da

produção 2007

2008

2009

2010

2011

21

10

8

12

Teses produzidas nos programas de pós- 18
graduação

23

128

101

96

Dissertações produzidas nos programas 73
de pós-graduação

246

291

250

228

TOTAL

290

429

269

336

Livros

2

93

Fonte: ArquIvos da Universidade Federal de Lavras (2012)

Além disso, foi encaminhado um termo de compromisso institucional assinado
pelo reitor, no qual a universidade se propõe: a) promover e viabilizar as ações
necessanas para a implantação do RI compatível com o modelo de
interoperabilidade Open Archives; b) estabelecer uma política institucional de
informação visando garantir a alimentação do RI por parte de seus pesquisadores
após a contratação do projeto; c) constituir e manter uma equipe composta por
técnicos de informação e informática que se responsabilizará pela implantação e
operação do RI ; d) manter conexão permanente com a Internet para garantir o
acesso ao RI, a fim de possibilitar a coleta automática periódica de metadados a ser
realizada pelo Ibict.
A partir daí, foi elaborada a Política Institucional de Informação do RI/Ufla em
que consta a política de conteúdo, a política de submissão/depósito, a política de
acesso à informação, a política de preservação digital. Nela são abordados os
critérios de disponibilização e elaboração das linhas de trabalho para sensibilização
e divulgação do projeto à comunidade científica.
A proposta do edital enfatiza que a criação do RI deve ser institucional, ou
seja , deve ser da instituição como um todo. Mas a metodologia de implantação pode
ser gradual, de departamento para departamento, desde que haja a garantia de que
ao longo do tempo todos os pesquisadores da instituição estarão depositando os
seus resultados de pesquisa . Na Ufla, a implantação do RI será gradual, começando
pelo Departamento de Administração e Economia e posteriormente nos outros
departamentos.
Após a implantação do RI/Ufla, previsto para 2012 , todos os pesquisadores da
instituição deverão depositar sua produção científica, conforme política de depósito
obrigatório. Quanto aos artigos científicos e trabalhos de eventos, esses
pesquisadores deverão entregar seus arquivos à Biblioteca da Ufla para serem
inseridos no RI até o prazo máximo de seis (6) meses a partir da data de sua
publicação .
Para assegurar a sustentabilidade do projeto, ele conta com o apoio da alta
administração da universidade, pois os objetivos do repositório institucional estão
alinhados ao PDI/2011-2015 e com o planejamento acadêmico institucional.

732

�Controle bibliográfico da produção intelectual institucional
Trabalho completo

4 Resultados esperados
Com a implantação do RI na Ufla, espera-se que sejam alcançados os
seguintes resultados:
a) oferecer à comunidade universitária um espaço para armazenar a informação
produzida , divulgando suas pesquisas científicas;
b) preservar a produção científica , acadêmica e corporativa da instituição,
garantindo a sua memória histórica ;
c) fornecer indicadores sobre o rendimento científico da universidade;
d) reduzir as possibilidades de plágios, pois ao disseminar amplamente,
favorece o registro da autoria ;
e) gerenciar os direitos de propriedade intelectual da instituição;
f) permitir a transparência e a governança na administração dos recursos
alocados à pesquisa científica, visando otimizar os gastos públicos com a
ciência.

5 Considerações parciais
Em resposta às demandas do ambiente digital em rede e aos problemas
quanto ao acesso e divulgação das pesquisas científicas, os repositórios
institucionais estão atualmente se tornando uma ferramenta estratégica para as
universidades e as bibliotecas, promovendo a visibilidade e o acesso à produção
científica .
A partir do trabalho de conclusão do mestrado profissional em Administração
Pública, será possível articular diferentes instâncias, pessoas e especialistas na Ufla,
em prol do objetivo do projeto que é disponibilizar a produção científica e acadêmica
da Ufla, a nível nacional e internacional, com acesso livre para toda comunidade.
Enfim , até o momento, foi possível cumprir a etapa de planejamento e com a
implantação do RI , a Ufla estará inserida no movimento do acesso livre,
proporcionando visibilidade as suas publicações e transparências dos investimentos
em suas pesquisas.
É importante ressaltar a documentação desse processo de implantação como
registro histórico e aprendizado de outras instituições que estejam trilhando o
mesmo caminho. Ressaltar os ganhos com a execução do projeto e a padronização
dos dados.

733

�Controle bibliográfico da produção intelectual institucional
Trabalho completo

Referências

BRASIL. Ministério da Educação. Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de
Nível Superior (Capes). Portaria nO 013 , de 15 de fevereiro de 2006. Institui a
divulgação digital das teses e dissertações produzidas pelos programas de
doutorado e mestrado reconhecidos. Disponível em :
&lt;http://www.bdtd .ufba .br/portaria_013_2006.pdf&gt;. Acesso em : 15 mar. 2012 .
CASTELLS, M. A sociedade em rede . 3. ed . São Paulo: Paz e Terra, 1999.
COSTA, S. M. de S.; LEITE, F. C. L. Insumos conceituais e práticos para iniciativas
de repositórios institucionais de acesso aberto à informação científica em bibliotecas
de pesquisa . In: SAYÃO, L. et aI. (Org.). Implantação e gestão de repositórios
institucionais: políticas, memória, livre acesso e preservação . Salvador: EDUFBA,
2009. p. 163-202.
GIDDENS, A. A terceira via: reflexões sobre o impasse político atual e o futuro da
social-democracia. Rio de Janeiro: Record , 1999.
JOHNSON, R. K. Partnering with faculty to enhance scholarly communication .
D-Lib Magazine, [S.I.], v. 8, n. 11, Nov. 2002 . Disponível em :
&lt;http ://www.dlib.org/dlib/november02/johnson/11johnson .html&gt;. Acesso em : 3 abro
2012 .
KURAMOTO, H. Implantação de repositórios institucionais em universidades e
instituições de pesquisa do Brasil : do projeto ao processo. In : GOMES , M. J.; ROSA,
F. (Org.). Repositórios institucionais: democratizando o acesso ao conhecimento.
Salvador: EDUFBA, 2010 . p. 61-70.
LEITE , F. C. L. Como gerenciar e ampliar a visibilidade da informação científica
brasileira : repositórios institucionais de acesso aberto . Brasília : IBICT, 2009 .
LYNCH , C. A. Institutional Repositories: essential infrastructure for scholarship in the
Digital Age , Washington , n. 226 , p. 1-7, Feb . 2003. Disponível em :
&lt;http ://www.arl.org/resources/pubs/br/br226/br226ir.shtml&gt;. Acesso em : 4 abr. 2012 .
MACIAS-CHAPULA, C. O papel da informetria e da cienciometria e sua perspectiva
nacional e internacional. Ciência da Informação, Brasília , v. 27, n. 2, p. 134-140,
maio/ago. 1998. Disponível em : &lt;http ://revista .ibict.br/
index.php/ciinf/article/view/342&gt; . Acesso em : 15 mar. 2012 .

734

�Controle bibliográfico da produção intelectual institucional
Trabalho completo

MARCONDES, C. H.; SAYÃO, L. F À guisa de introdução : repositórios institucionais
e livre acesso. In: SAYÃO, L. et aI. (Org .). Implantação e gestão de repositórios
institucionais: políticas, memória, livre acesso e preservação . Salvador: EDUFBA,
2009. p. 9-21 .
REGISTRY OF OPEN ACCESS REPOSITORIES . Disponível em :
&lt;http ://repositories.webometrics.info/about_rank.html&gt;. Acesso em : 2 dez. 2011 .
ROLLEMBERG, R. Projeto de lei . Dispõe sobre o processo de registro e
disseminação da produção técnico-científica pelas instituições de educação superior,
bem como as unidades de pesquisa no Brasil e dá outras providências. Disponível
em : &lt;http://legis.senado.gov.br/mate-pdf/93063.pdf&gt; . Acesso em : 25 ago. 2011 .
ROSA, F; MEIRELLES, R. F ; PALACIOS, M. Repositório institucional da
Universidade Federal da Bahia : implantação e acompanhamento. Informação &amp;
Sociedade : Estudos, João Pessoa, v. 21, n. 1, p. 129-141, jan./abr. 2011 .
SANTOS, B. de S. Democratizar a democracia: os caminhos da democracia
participativa. Rio de Janeiro: Civilização Brasileira, 2002.
SILVA, A. M. F Sociedade da informação. Coimbra : Faculdade de Economia da
Universidade de Coimbra, 2007. Disponível em: &lt;http://www4.fe.uc.ptlfontes/traba
Ihos/2007011 .pdf&gt;. Acessoem : 10 mar. 2012 .
UNIVERSIDADE FEDERAL DE LAVRAS. Plano de Desenvolvimento Institucional
(PDI) 2011-2015. Disponível em : &lt;http://ufla.br/pdi/&gt;. Acesso em : 13 mar. 2012 .
YIN , R. K. Estudo de caso: planejamento e métodos. 2. ed. Porto Alegre : Bookman,
2010.

735

�</text>
                  </elementText>
                </elementTextContainer>
              </element>
            </elementContainer>
          </elementSet>
        </elementSetContainer>
      </file>
    </fileContainer>
    <collection collectionId="49">
      <elementSetContainer>
        <elementSet elementSetId="1">
          <name>Dublin Core</name>
          <description>The Dublin Core metadata element set is common to all Omeka records, including items, files, and collections. For more information see, http://dublincore.org/documents/dces/.</description>
          <elementContainer>
            <element elementId="50">
              <name>Title</name>
              <description>A name given to the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51396">
                  <text>SNBU - Edição: 17 - Ano: 2012 (UFRGS - Gramado/RS)</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="49">
              <name>Subject</name>
              <description>The topic of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51397">
                  <text>Biblioteconomia&#13;
Documentação&#13;
Ciência da Informação&#13;
Bibliotecas Universitárias</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="41">
              <name>Description</name>
              <description>An account of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51398">
                  <text>Tema: A biblioteca universitária como laboratório na sociedade da informação.</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="39">
              <name>Creator</name>
              <description>An entity primarily responsible for making the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51399">
                  <text>SNBU - Seminário Nacional de Bibliotecas Universitárias</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="45">
              <name>Publisher</name>
              <description>An entity responsible for making the resource available</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51400">
                  <text>UFRGS</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="40">
              <name>Date</name>
              <description>A point or period of time associated with an event in the lifecycle of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51401">
                  <text>2012</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="44">
              <name>Language</name>
              <description>A language of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51402">
                  <text>Português</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="51">
              <name>Type</name>
              <description>The nature or genre of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51403">
                  <text>Evento</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="38">
              <name>Coverage</name>
              <description>The spatial or temporal topic of the resource, the spatial applicability of the resource, or the jurisdiction under which the resource is relevant</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51404">
                  <text>Gramado (Rio Grande do Sul)</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
          </elementContainer>
        </elementSet>
      </elementSetContainer>
    </collection>
    <itemType itemTypeId="8">
      <name>Event</name>
      <description>A non-persistent, time-based occurrence. Metadata for an event provides descriptive information that is the basis for discovery of the purpose, location, duration, and responsible agents associated with an event. Examples include an exhibition, webcast, conference, workshop, open day, performance, battle, trial, wedding, tea party, conflagration.</description>
    </itemType>
    <elementSetContainer>
      <elementSet elementSetId="1">
        <name>Dublin Core</name>
        <description>The Dublin Core metadata element set is common to all Omeka records, including items, files, and collections. For more information see, http://dublincore.org/documents/dces/.</description>
        <elementContainer>
          <element elementId="50">
            <name>Title</name>
            <description>A name given to the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="63159">
                <text>A gestão do conhecimento na sociedade da informação: repositório institucional da Universidade Federal de Lavras.</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="39">
            <name>Creator</name>
            <description>An entity primarily responsible for making the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="63160">
                <text>Medeiros, Simone Assis; Oliveira, Vânia Natal de; Oliveira, Nivaldo; Oliveira, Rosiane Maria; Kloss, Claúdio Fabiano</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="38">
            <name>Coverage</name>
            <description>The spatial or temporal topic of the resource, the spatial applicability of the resource, or the jurisdiction under which the resource is relevant</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="63161">
                <text>Gramado (Rio Grande do Sul)</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="45">
            <name>Publisher</name>
            <description>An entity responsible for making the resource available</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="63162">
                <text>UFRGS</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="40">
            <name>Date</name>
            <description>A point or period of time associated with an event in the lifecycle of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="63163">
                <text>2012</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="51">
            <name>Type</name>
            <description>The nature or genre of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="63165">
                <text>Evento</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="41">
            <name>Description</name>
            <description>An account of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="63166">
                <text>O artigo discute o projeto de criação e implantação do Repositório Institucional da Universidade Federal de Lavras, RI/Ufla. A finalidade é coletar, armazenar e divulgar a produção científica e acadêmica, aumentando assim a visibilidade e o prestígio da instituição em âmbito nacional e internacional. Busca otimizar a gestão de investimentos em pesquisa na universidade, na promoção da transparência dos gastos públicos e apoio às atividades de pesquisa e criação do conhecimento científico. A implantação do RI/Ufla será mediante adesão ao edital do Ibict, onde será desenvolvido em duas fases: planejamento e implementação. Este estudo aborda também um histórico das ações implantadas pelo Ibict e Finep em prol do movimento de acesso livre ao conhecimento científico, bem como uma breve revisão de literatura sobre a sociedade do conhecimento, sociedade em rede e as tecnologias de informação e comunicação (TICs). Como técnica de pesquisa, adotou-se uma abordagem qualitativa, utilizando-se de revisão bibliográfica e pesquisa exploratória. O método de coleta de dados adotado foi a partir de informações fornecidas pela universidade.</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="44">
            <name>Language</name>
            <description>A language of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="69420">
                <text>pt</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
        </elementContainer>
      </elementSet>
    </elementSetContainer>
  </item>
  <item itemId="5920" public="1" featured="0">
    <fileContainer>
      <file fileId="4984">
        <src>http://repositorio.febab.org.br/files/original/49/5920/SNBU2012_059.pdf</src>
        <authentication>6642d0011e0d67dbd0b4e6e8ebcf2371</authentication>
        <elementSetContainer>
          <elementSet elementSetId="4">
            <name>PDF Text</name>
            <description/>
            <elementContainer>
              <element elementId="92">
                <name>Text</name>
                <description/>
                <elementTextContainer>
                  <elementText elementTextId="63158">
                    <text>Controle bibliográfico da produção intelectual institucional
i! """"'"
MaooNlck

~

=

:,

IiWitt.UJ

1I....111~

Resumo expandido

A PRODUÇÃO CIENTíFICA NA UNIVERSIDADE: O CASO DA
BIBLIOTECA DO PROGRAMA DE PÓS-GRADUAÇÃO EM
GEOQuíMICA
Verônica de Souza Gomes1
1

Bibliotecária , Universidade Federal Fluminense, Niterói-RJ

1 Introdução
Uma grande massa de produção científica é produzida todos os anos nas
universidadesbrasileiras a partir das pesquisas dos docentes e discentes, e é desta
forma que o saber e o conhecimento passam a ser disponibilizados. Segundo
Kunsch (2003) "o conhecimento produzido na pós-graduação stricto sensu
representa a produção científica por excelência". A autora ainda complementa que a
produção gerada "[ .. .]têm um valor inestimável para o avanço da ciência e da
tecnologia e, consequentemente, para a melhoria de vida de uma população". Assim ,
esse material não deve ficar restrito ao meio acadêmico, mas deve ser divulgado
para a sociedade.
De acordo com Ayello et aI. (2008) ".. .0 próprio pesquisador cuida da
disseminação de seu trabalho através de mecanismos de comunicação científica,
como a participação em eventos e publicações". Sendo que este trabalho não é
suficiente para fazer com que a informação chegue a toda ou pelo menos em grande
parte da sociedade em longo prazo. Faz-se necessário um mecanismo de
recuperação do que foi publicado. Nas universidades, um desses mecanismos são
as bases de dados, pois após oregistro dos trabalhos, é possível a recuperaçãoe
acesso dos mesmos.
A Biblioteca de Pós-Graduação em Geoquímica (BGQ) que está interligada ao
Programa de Pós-Graduação em Geoquímica (PGG), desde sua fundação vem
trabalhando como fiel depositária da produção científica, colaborando com a
alimentação anual doDATACAPES. A partir de 2001 com a implantação da Base
Argonauta nosistemas de bibliotecas da UFF, todo o acervo foi inserido na mesma
facilitando a busca e o acesso aos materiais.
Na BGQ além dos materiais comuns (livros, periódicos ... ) há no acervo pelo
menos uma cópia do material produzido pelos docentes e discentes, como: artigos
de periódicos, trabalhos e resumos apresentados em eventos, livros e capítulos de
livros. Esses materiais com exceção dos livros e teses eram organizados em pastas
de arquivos: pelo sobrenome do autor - ordem alfabética ;por eventos - ano de
realização ; por artigos - ano da publicação; e capítulos de livros. Com o aumento
das separatas, a duplicidade e o pouco espaço para o armazenamento, viu-se a
necessidade de mudar o método deguarda/busca no arquivo, assim como a inserção
e correção dos dados no Argonauta.

722

�Controle bibliográfico da produção intelectual institucional
i! """"'"
MaooNlck

~

=

:,

IiWitt.UJ
1I....111~

Resumo expandido

2 Materiais e Métodos
A BGQ em novembro de 2010 , visando uma maior divulgação da produção do
corpo docente e discente do Programa de Pós-Graduação em Geoquímica, decidiu
reestruturar e reorganizar todas as separatas existentes no acervo.
Para isso, foi estabelecida uma metodologia de trabalho a ser seguida da
seguinte forma :
a) Fazer um levantamento de todos os trabalhos já cadastrados na Base
Argonauta, verificando a existência das cópias. No caso da falta,
providenciar a cópia(s);
b) Comparar o material já cadastrado na Base Argonauta com o Currículo
Lattes dos docentes;
c) Localizar e providenciar cópia dos trabalhos não registrados para
inclusão dos mesmos na Base Argonauta;
d) Realizar uma revisão dos dados dos materiais já registrados na Base
Argonauta.

3 Resultados Parciais/Finais
A partir
publicados e
reorganização
Segue atabela

do novo método adotado, e feito o levantamento dos trabalhos já
de suas respectivas cópias, o trabalho de reestruturação ou
começou com as publicações dos 21 docentes(ainda em atividade).
com o status de cadastramento dos trabalhos.

Tabela 1 - Status do cadastramento dos trabalhos dos docentes

Docentes
pesquisados

Produção científica (volumes)
Cadastrados na
BGQ

21

2.932

Aguardando
revisão

2.558

Reestruturados

1.738

* Os dados foram contabilizados até 13/04/2012.

Na base cada trabalho passa por uma revisão, os trabalhos mais recentes (a
partir de 2000) busca-se identificar os nomes completos dos autores. E no campo de
"Classificação técnica" foi adotado o seguinte método: é inseridoS 0001 ("S" de
separata, e "0001" - uma numeração sequencial que será utilizada na ora da busca) .
O método adotado permitiu uma busca mais rápida das separatas no arquivo.
A reestruturação e inserção dos trabalhos continua, pois sempre chega novas
publicações. Contudo deu-se início aos trabalhos dos discentes, funcionários e das
doações, no que a Biblioteca vem trabalhando até aos dias de hoje. Ainda falta
reorganizar em torno de 2.177 trabalhos (estes já estão registrados na Base
Argonauta - só precisam ser reestruturados) .

723

�Controle bibliográfico da produção intelectual institucional
i! """"'"
MaooNlck

~

=

:,

IiWitt.UJ

1I....111~

Resumo expandido

4 Considerações Parciais/Finais
A Biblioteca tem se empenhado na conclusão da reestruturação das
separatas, com o propósito de tornar o método de armazenamento e de busca mais
eficiente . Assim como registrar em seu acervo as atuais e retrospectivas publicações
do corpo docente da PGG.
Uma das dificuldades enfrentadas para finalizar este trabalho é a falta de
mão-de-obra, pois conta apenas com uma bibliotecária . As outras três funcionárias
dão assistência quando não há outros tipos de trabalhos para serem desenvolvidos.
Outra dificuldade é com relação à colaboração dos docentes para entregar
uma cópia de seus trabalhos à Biblioteca.
Contudo , este trabalho além de divulgar e preservar a memória intelectual do
Programa de PGG, também tem ajudado os docentes na atualização dos seus
Currículos LATTES , pois muitos trabalhos entregues não constam em seus
currículos.
Pretende-se até o final de 2012 concluir este trabalho de "reorganização" da
produção científica do Programa de Pós-Graduação em Geoquímica.

5 Referências
AYELLO , M. A. B. et al.A abordagem da produção científica como memona
institucional: o caso da biblioteca do Instituto de Geociências da USP. In :
SEMINÁRIO NACIONAL DE BIBLIOTECAS UNIVERSITÁRIAS, 15., 2008, São
Paulo. Anais ... São Paulo: CRUESP, 2008.
KUNSCH , M. M. K. A produção científica em relações públicas e comunicação
organizacional no Brasil: análise, tendências e perspectivas. BoletínComunicación,
ALAIC,
v.
3,
n.
11,
2003.
Disponível
em :&lt;http://www.eca .usp.br/alaic/boletin11/kunsch.htm&gt;. Acesso em : 28mar. 2012.

724

�</text>
                  </elementText>
                </elementTextContainer>
              </element>
            </elementContainer>
          </elementSet>
        </elementSetContainer>
      </file>
    </fileContainer>
    <collection collectionId="49">
      <elementSetContainer>
        <elementSet elementSetId="1">
          <name>Dublin Core</name>
          <description>The Dublin Core metadata element set is common to all Omeka records, including items, files, and collections. For more information see, http://dublincore.org/documents/dces/.</description>
          <elementContainer>
            <element elementId="50">
              <name>Title</name>
              <description>A name given to the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51396">
                  <text>SNBU - Edição: 17 - Ano: 2012 (UFRGS - Gramado/RS)</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="49">
              <name>Subject</name>
              <description>The topic of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51397">
                  <text>Biblioteconomia&#13;
Documentação&#13;
Ciência da Informação&#13;
Bibliotecas Universitárias</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="41">
              <name>Description</name>
              <description>An account of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51398">
                  <text>Tema: A biblioteca universitária como laboratório na sociedade da informação.</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="39">
              <name>Creator</name>
              <description>An entity primarily responsible for making the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51399">
                  <text>SNBU - Seminário Nacional de Bibliotecas Universitárias</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="45">
              <name>Publisher</name>
              <description>An entity responsible for making the resource available</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51400">
                  <text>UFRGS</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="40">
              <name>Date</name>
              <description>A point or period of time associated with an event in the lifecycle of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51401">
                  <text>2012</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="44">
              <name>Language</name>
              <description>A language of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51402">
                  <text>Português</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="51">
              <name>Type</name>
              <description>The nature or genre of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51403">
                  <text>Evento</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="38">
              <name>Coverage</name>
              <description>The spatial or temporal topic of the resource, the spatial applicability of the resource, or the jurisdiction under which the resource is relevant</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51404">
                  <text>Gramado (Rio Grande do Sul)</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
          </elementContainer>
        </elementSet>
      </elementSetContainer>
    </collection>
    <itemType itemTypeId="8">
      <name>Event</name>
      <description>A non-persistent, time-based occurrence. Metadata for an event provides descriptive information that is the basis for discovery of the purpose, location, duration, and responsible agents associated with an event. Examples include an exhibition, webcast, conference, workshop, open day, performance, battle, trial, wedding, tea party, conflagration.</description>
    </itemType>
    <elementSetContainer>
      <elementSet elementSetId="1">
        <name>Dublin Core</name>
        <description>The Dublin Core metadata element set is common to all Omeka records, including items, files, and collections. For more information see, http://dublincore.org/documents/dces/.</description>
        <elementContainer>
          <element elementId="50">
            <name>Title</name>
            <description>A name given to the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="63150">
                <text>A produção científica na universidade: o caso da biblioteca do programa de pós-graduação em geoquímica.</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="39">
            <name>Creator</name>
            <description>An entity primarily responsible for making the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="63151">
                <text>Gomes, Verônica de Souza</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="38">
            <name>Coverage</name>
            <description>The spatial or temporal topic of the resource, the spatial applicability of the resource, or the jurisdiction under which the resource is relevant</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="63152">
                <text>Gramado (Rio Grande do Sul)</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="45">
            <name>Publisher</name>
            <description>An entity responsible for making the resource available</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="63153">
                <text>UFRGS</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="40">
            <name>Date</name>
            <description>A point or period of time associated with an event in the lifecycle of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="63154">
                <text>2012</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="51">
            <name>Type</name>
            <description>The nature or genre of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="63156">
                <text>Evento</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="41">
            <name>Description</name>
            <description>An account of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="63157">
                <text>Disserta sobre a organização da produção científica da pós-graduação  em Geoquímica na base de dados no sistema de bibliotecas da Universidade Federal Fluminense</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="44">
            <name>Language</name>
            <description>A language of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="69419">
                <text>pt</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
        </elementContainer>
      </elementSet>
    </elementSetContainer>
  </item>
  <item itemId="5919" public="1" featured="0">
    <fileContainer>
      <file fileId="4983">
        <src>http://repositorio.febab.org.br/files/original/49/5919/SNBU2012_058.pdf</src>
        <authentication>db194319c509f87a36d72e28892ed253</authentication>
        <elementSetContainer>
          <elementSet elementSetId="4">
            <name>PDF Text</name>
            <description/>
            <elementContainer>
              <element elementId="92">
                <name>Text</name>
                <description/>
                <elementTextContainer>
                  <elementText elementTextId="63149">
                    <text>Controle bibliográfico da produção intelectual institucional
Resumo expandido

RESGATE DA MEMÓRIA DO INSTITUTO NACIONAL DE
CÂNCER JOSÉ ALENCAR GOMES DA SILVA (INCA)
Valéria Pacheco
Bibliotecária, Instituto Nacional de Câncer José Alencar Gomes da Silva, Rio de Janeiro, RJ.

1 Introdução
O desenvolvimento da pesquisa no campo da história da sociedade, no âmbito
do poder público, sempre foi prejudicado pela fraqueza de políticas institucionais de
preservação de fontes documentais. Essa situação é, sobretudo, sensível, hoje, à
medida que as novas tendências tecnológicas exigem cada vez mais acesso a uma
pluralidade de fontes documentais que, até pouco tempo, eram sem valor enquanto
materiais suscetíveis de guarda e preservação.
A preservação da memória na administração pública vem recebendo,
atualmente, um tratamento inimaginável de valorização do bem patrimonial. Hoje,
reconhece-se que o acervo documental em princípio deva ser preservado.
A memória não é apenas um pacote de informações previsto, com fim em si
mesmo, mas refere-se a um processo permanente e vivo de construção e reconstrução
que se dá no presente e que tem por objetivo responder a questões atuais.
O Instituto Nacional de Câncer José de Alencar Gomes da Silva (INCA), órgão
vinculado ao Ministério da Saúde, é responsável por desenvolver e coordenar ações
integradas com vistas à prevenção e controle de câncer no Brasil.
A história do INCA nos seus 75 anos de existência mostra sua importância para
a sociedade por ser um Centro de Referência oncológica especializado no tratamento
do câncer, e isto o consolida como um Centro de Tratamento Intensivo, referência em
pesquisa oncológica e formação de profissionais capacitados para atuar com diferentes
especificidades de câncer. Essa história, construída por fatos e ações, se traduz numa
vasta produção técnico-científica que auxilia na formação acadêmica dos profissionais
da Instituição.
Entre tantas atribuições, o Instituto cumpre ainda seu papel na sociedade do
conhecimento e da informação, divulgando a produção interna por intermédio de sua
Seção de Bibliotecas físicas e da Biblioteca Virtual (Área Temática Controle de Câncer).
Nesse contexto, propõe-se que a Biblioteca do Hospital do Câncer I (HCI), que é um
centro de educação permanente, que agrupa e proporciona o acesso aos registros do
conhecimento e das ideias dos profissionais da saúde, através de suas expressões
criadoras, e tem por objetivo atender à sociedade em sua totalidade, seja o setor
responsável por reunir, em um acervo específico, toda a produção institucional.
Sendo assim, o projeto de criação do Centro de Memória Técnica objetiva
resgatar, tratar tecnicamente, preservar e difundir parte da trajetória do INCA,

719

�Controle bibliográfico da produção intelectual institucional
Resumo expandido

ampliando conceitos e definições que se apresentam cada vez mais vinculados à
memória ativa da sociedade.
A principal função da Memória Institucional é aumentar a competitividade da
instituição pelo aperfeiçoamento da forma como ela gerencia seu conhecimento, logo,
não é apenas um acervo de informação e museológico, mas caracteriza-se como uma
"ferramenta" da organização para o gerenciamento dos seus ativos e intelectuais,
proporcionando mais compartilhamento e reuso do conhecimento coorporativo.
Por conta dessa perspectiva, esse projeto vem formalizar os anseios do INCA
em preservar sua riqueza científica desde o desenvolvimento na década de 30,
motivado pelo aumento das doenças crônico-degenerativas da pesquisa e tratamento
do câncer.
No decorrer dos anos, o INCA consolidou sua liderança no controle do câncer no
Brasil em todas as suas vertentes.
Dada a importância do trabalho realizado pelo INCA, em todas as suas esferas
de atuação, torna-se visível a necessidade de resgatar e reafirmar, por intermédio de
fontes de informação, a trajetória construída ao longo dos 75 anos da política de
atuação. Por isso, faz-se necessário recontar essa história através do resgate de vários
registros que proporcionarão uma visão da identidade do INCA, por meio de fontes de
informação produzidas pela Instituição e por seus profissionais.

2 Materiais e Métodos
Para desenvolver o projeto de resgate de memória e da história do INCA, tornouse necessária uma série de procedimentos técnicos, tais como: investigar, reconhecer,
inventariar, higienizar, separar, acondicionar e arquivar os diferentes documentos de
memória encontrados no acervo do Sistema Integrado de Bibliotecas (SIBI).
Após identificação e análise de uma gama de documentos, foram selecionados livros,
boletins, periódicos (Revista Brasileira de Cancerologia), fotos, teses, dissertações,
trabalhos científicos, artigos de jornais, fôlderes, regulamentos do Instituto, folhetos,
relatórios de atividades e manuais de rotina . O interesse e o cuidado com a memória
institucional enraízam-se na preocupação de disponibilizar de forma organizada,
classificada e catalogada a informação independente do suporte em que ela se
encontra, para o andamento das pesquisas acadêmico-científicas, não só no âmbito de
câncer, mas para as diversas áreas do conhecimento e nos mais diferentes níveis
acadêmicos, bem como para o acesso aos demais interessados.

3 Resultados
O acervo recuperado encontra-se disponível na biblioteca do HCI e referenciado
nas bases de dados Sistema Caribe (Catalogação e Recuperação de Informações) e da
Área Temática Controle de Câncer para consulta.
Um Centro de Memória e/ou documentação, apesar de ser um organismo único
e peculiar, pode reunir diversos tipos de documentos em seu acervo e a forma como

720

�Controle bibliográfico da produção intelectual institucional
Resumo expandido

esses documentos são reunidos e disponibilizados é que possibilita aos centros
cumprirem sua função de preservação documental e apoio à pesquisa.

Tabela 1 - Quantitativo do acervo

Títulos

Boletins e periódicos

334

94

Fotos
~

600

Fonte: O autor, 2012.

4 Considerações Finais
O trabalho, até então empreendido na recuperação do acervo institucional,
pretende garantir a preservação da memória da instituição, ampliar o acesso, a
divulgação e a disseminação do conhecimento que está sendo constantemente gerado
no Instituto. Visa ainda a valorizar todo o capital intelectual, com vistas para o futuro.
Com isso, o resultado esperado é possibilitar que toda a sociedade acadêmica,
funcionários e público em geral conheçam a trajetória do INCA até os dias atuais, bem
como a valorização da cultura Institucional. Além de promover a divulgação, visibilidade
e preservação de sua memória.

5 Bibliografia
GONDAR, Jô; DODEBEI, Vera. (Orgs.). O que é memória social? Rio de Janeiro:
Contra Capa Livraria, 2005.
INSTITUTO NACIONAL DE CÂNCER JOSÉ ALENCAR GOMES DA SILVA. Manual de
boas-vindas RH 2007. Rio de Janeiro, INCA, 2007.
INSTITUTO NACIONAL DE CÂNCER JOSÉ ALENCAR GOMES DA SILVA.
Coordenação
de
educação.
Disponível
em:
&lt;http://www1 .inca.gov.br/conteudo_view.asp?id=475&gt;. Acesso em: 28 jun. 2010.
MELO, Márcia Aiub de. Institutos de pesquisas biológicas: memória institucional e
trabalho
de
pesqu isa
histórica.
Disponível
em:
&lt;http://www.esp.rs.gov.br/img2/v15n1_11InstitutoPesquisas.pdf&gt;. Acesso em: 29 jun .
2010.

721

�</text>
                  </elementText>
                </elementTextContainer>
              </element>
            </elementContainer>
          </elementSet>
        </elementSetContainer>
      </file>
    </fileContainer>
    <collection collectionId="49">
      <elementSetContainer>
        <elementSet elementSetId="1">
          <name>Dublin Core</name>
          <description>The Dublin Core metadata element set is common to all Omeka records, including items, files, and collections. For more information see, http://dublincore.org/documents/dces/.</description>
          <elementContainer>
            <element elementId="50">
              <name>Title</name>
              <description>A name given to the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51396">
                  <text>SNBU - Edição: 17 - Ano: 2012 (UFRGS - Gramado/RS)</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="49">
              <name>Subject</name>
              <description>The topic of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51397">
                  <text>Biblioteconomia&#13;
Documentação&#13;
Ciência da Informação&#13;
Bibliotecas Universitárias</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="41">
              <name>Description</name>
              <description>An account of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51398">
                  <text>Tema: A biblioteca universitária como laboratório na sociedade da informação.</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="39">
              <name>Creator</name>
              <description>An entity primarily responsible for making the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51399">
                  <text>SNBU - Seminário Nacional de Bibliotecas Universitárias</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="45">
              <name>Publisher</name>
              <description>An entity responsible for making the resource available</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51400">
                  <text>UFRGS</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="40">
              <name>Date</name>
              <description>A point or period of time associated with an event in the lifecycle of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51401">
                  <text>2012</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="44">
              <name>Language</name>
              <description>A language of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51402">
                  <text>Português</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="51">
              <name>Type</name>
              <description>The nature or genre of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51403">
                  <text>Evento</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="38">
              <name>Coverage</name>
              <description>The spatial or temporal topic of the resource, the spatial applicability of the resource, or the jurisdiction under which the resource is relevant</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51404">
                  <text>Gramado (Rio Grande do Sul)</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
          </elementContainer>
        </elementSet>
      </elementSetContainer>
    </collection>
    <itemType itemTypeId="8">
      <name>Event</name>
      <description>A non-persistent, time-based occurrence. Metadata for an event provides descriptive information that is the basis for discovery of the purpose, location, duration, and responsible agents associated with an event. Examples include an exhibition, webcast, conference, workshop, open day, performance, battle, trial, wedding, tea party, conflagration.</description>
    </itemType>
    <elementSetContainer>
      <elementSet elementSetId="1">
        <name>Dublin Core</name>
        <description>The Dublin Core metadata element set is common to all Omeka records, including items, files, and collections. For more information see, http://dublincore.org/documents/dces/.</description>
        <elementContainer>
          <element elementId="50">
            <name>Title</name>
            <description>A name given to the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="63141">
                <text>Resgate da memória do Instituto Nacional de Câncer José Alencar Gomes da Silva (INCA).</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="39">
            <name>Creator</name>
            <description>An entity primarily responsible for making the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="63142">
                <text>Pacheco, Valéria</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="38">
            <name>Coverage</name>
            <description>The spatial or temporal topic of the resource, the spatial applicability of the resource, or the jurisdiction under which the resource is relevant</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="63143">
                <text>Gramado (Rio Grande do Sul)</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="45">
            <name>Publisher</name>
            <description>An entity responsible for making the resource available</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="63144">
                <text>UFRGS</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="40">
            <name>Date</name>
            <description>A point or period of time associated with an event in the lifecycle of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="63145">
                <text>2012</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="51">
            <name>Type</name>
            <description>The nature or genre of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="63147">
                <text>Evento</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="41">
            <name>Description</name>
            <description>An account of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="63148">
                <text>Discorre sobre o projeto de criação do Centro de Memória Técnica,com o objetivo de resgatar, tratar tecnicamente, preservar e difundir parte da trajetória do INCA, ampliando conceitos e definições que se apresentam cada vez mais vinculados à memória ativa da sociedade</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="44">
            <name>Language</name>
            <description>A language of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="69418">
                <text>pt</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
        </elementContainer>
      </elementSet>
    </elementSetContainer>
  </item>
  <item itemId="5918" public="1" featured="0">
    <fileContainer>
      <file fileId="4982">
        <src>http://repositorio.febab.org.br/files/original/49/5918/SNBU2012_057.pdf</src>
        <authentication>def029e5335d248b9ea6c9f3964e9b66</authentication>
        <elementSetContainer>
          <elementSet elementSetId="4">
            <name>PDF Text</name>
            <description/>
            <elementContainer>
              <element elementId="92">
                <name>Text</name>
                <description/>
                <elementTextContainer>
                  <elementText elementTextId="63140">
                    <text>i
;:li

S!mWrio

Preservação da informação em suportes analógicos e digitais

/IbooroaIde

=

IiWitt_

:.

U-,""lIIMbs

Trabalho completo

CONSTRUINDO A BIBLIOTECA DIGITAL DA FGV: Estudo de caso

Márcia Nunes Bacha1, Maria do Socorro G. de Almeida2
'Bibliotecária , Fundação Getulio Vargas, Rio de Janeiro, RJ
2Bibliotecária , Fundação Getulio Vargas , Rio de Janeiro, RJ

Resumo
A Fundação Getulio Vargas implantou em 2009 a sua Biblioteca Digital, com o
objetivo de preservar e promover a visibilidade nacional e internacional de sua
produção científica. A Biblioteca digital, como resultado indireto do projeto da BD,
necessitaria da reestruturação dos sites das bibliotecas da FGV (RJ , SP e DF)
culminando na criação de um único sistema de bibliotecas. Esta integração
operacional permitiria melhor coordenação dos trabalhos.

Palavras-chave:
Repositórios Digitais; Sistemas de Gestão de Conteúdo; DSpace; OJS ;
Preservação da informação digital

Abstract:
The Getulio Vargas Foundation in 2009 implemented its Digital Library with
the aim to preserve and promote national and international visibility of their scientific
production . The digital library, as an indirect result of the project database, require
restructuring of the sites of the libraries of FGV (RJ , SP, and DF) culminating in the
creation of a single library system. This operational integration allows better
coordination of work.

Keywords:
Digital repositories; Content
Preservation of digital information

management

708

systems;

Dspace ;

OJS;

�i
;:li

S!mWrio

Preservação da informação em suportes analógicos e digitais

/IbooroaIde

=

IiWitt_

:.

U-,""lIIMbs

Trabalho completo

1 Introdução
A evolução tecnológica tem alterado as metodologias e processos de trabalho
das organizações, resultando na necessidade de identificar novas ferramentas de
gestão e organização da informação. Com este propósito as organizações têm
implementado ferramentas de gestão de conteúdos, que permitem gerir de forma
eficaz e eficiente os processos e fluxos de trabalho da organização , resultando na
melhoria da qualidade dos seus serviços e consequente satisfação dos seus
clientes.
A escolha de um sistema de gestão de conteúdos (Content Management
Systems - CMS) para criação deste Sistema de Bibliotecas foi o primeiro passo para
reunir não só os websites das bibliotecas mas, também dois outros sistemas que
comporiam a "Biblioteca Digital": o DSpace e o OJS . Drupal foi o CMS escolhido .
A participação do Núcleo de Computação Escola de Pós-Graduação em
Economia da FGV, foi fundamental no apoio para a realização do projeto nas etapas
de seleção, testes e instalação dos sistemas acima descritos.
O desenho e instalação do portal Sistemas de Bibliotecas FGV neste
formato , possibilitou a divulgação de serviços prestados , as atividades
desenvolvidas, a interação com nossos usuários, mas principalmente trouxe uma
autonomia na gerência de todo portal.
Após esta etapa viria um novo desafio, estimular a participação das unidades
da FGV nesta gestão cooperativa de informação.

2 Referencial Teórico
A explosão da informação resultou na criação de novas tecnologias de
informação que permitem agilidade no processo de difundir o conhecimento. (SILVA,
SÁ e FURTADO, 2004).
A partir dessas tecnologias foi possível o uso de recursos eletrônicos,
agilizando no processo de transferência da informação, aumentando os recursos de
acesso e difusão do conhecimento, em particular no meio acadêmico. (SILVA, SÁ e
FURTADO, 2004) .
Desse modo, as tecnologias possibilitam os recursos necessanos para
criação de um ambiente computadorizado, permitindo o armazenamento e a
recuperação dos materiais bibliográficos, auxiliando na composição das bibliotecas
digitais . (SAFFADY, 1995, p. 224 apud CUNHA, 1999)

709

�Preservação da informação em suportes analógicos e digitais

i

S!mWrio

;:li

/IbooroaIde

:.

IiWitt_
U-,""lIIMbs

=

Trabalho completo

A implementação dos processos digitais nos serviços das bibliotecas provoca
alguns impactos, positivos e negativos, nas funções e nos serviços da mesma.
Entende-se que não existe um método único a ser aplicado na criação de uma
biblioteca digital, pois elas são criadas de acordo com influências culturais e
situações econômico-sociais-financeiras. (CUNHA, 1999)

o conceito de biblioteca digital vai além de uma "coleção de objetos
digitalizados, assistida por uma ferramenta de gestão" (SAYÃO, 2009, p9), deve-se
acrescentar a esta definição não somente preocupações técnicas mais um universo
que inclua também missões sociais e culturais. A preservação dos objetos digitais e
a intenção de torná-los cada vez mais acessados dando maior visibilidade aos
autores e a instituição são hoje questões prioritárias. (AMBROSI, PEUGEOT e
PIMENTA, 2005).
Segundo Borgman:
bibliotecas digitais são uma extensão, aperfeiçoamento e integração tanto
dos sistemas de recuperação de informações quanto das múltiplas
instituições que lidam com a informação, das quais a biblioteca é apenas
uma. O âmbito das possibilidades das bibliotecas digitais inclui não só a
recuperação, mas também a criação e uso da informação" (p. 48). E uma
'biblioteca digital global' seria "um construto útil que abrange todas as
bibliotecas digitais que estejam conectadas e sejam acessíveis por meio de
uma infra-estrutura global de informação. Uma biblioteca digital global não
seria uma entidade única , nem seria controlada por uma única organização ,
qualquer que fosse" (p. 48, tradução nossa)

A biblioteca digital é o mecanismo mais atual no meio dos profissionais de
informação. As bibliotecas digitais estão revolucionando o modo como os
estudantes, professores e pesquisadores em geral utilizam a informação (RICON,
1997).

3 Metodologia
Dentre os principais trabalhos realizados, estão:
a) Customização e atualização dos sistemas "open-source" escolhidos;
b) Migração dos dados de documentos e coleções de documentos espalhados
pelas unidades da FGV em diferentes formatos e bases de dados. Em alguns
casos, os dados foram extraídos de documentos semi-estruturados, como
páginas de portais. A migração foi acompanhada da revisão dos dados,
verificações de consistências das informações e padronização de formatos.
Destacamos a importância deste trabalho não apenas para o projeto, mas
para a FGV;

710

�i
;:li

S!mWrio

Preservação da informação em suportes analógicos e digitais

/IbooroaIde

=

IiWitt_

:.

U-,""lIIMbs

Trabalho completo

c) Preparação dos sistemas para preservação do conteúdo e de "Iinks
permanentes" para acesso e referências aos itens arquivados. Estes recursos
visam principalmente promover a divulgação da produção FGV. Padrões
como DOI , PURL e Handle foram usados e estudados;
d) Aprovação pela Gerência Jurídica FGV do Termo de Licenciamento para
Arquivamento, Reprodução e Divulgação de Conteúdo na Biblioteca Digital
FGV (autorização do autor para depósito e divulgação de documento digital);
e) Divulgação do acervo através do: (1) cadastro da Biblioteca Digital da FGV na
rede OAI como "data provider" e divulgação desta participação com a
colocação da logomarca da iniciativa OAI nas páginas web do repositório
digital da FGV. A rede OAI conecta 1.053 repositórios digitais espalhados pelo
mundo e mais de 30 provedores de serviço como indexadores de conteúdo e
sites de busca ; (2) cadastro no Google Scholar, ferramenta de busca
especializada em publicações e textos científicos, para indexação. Outros
cadastros sem erviços de busca estão sendo pesquisados;
f) Designação da equipe técnica para manutenção do projeto ;
g) Estipulação de padrões para inserção dos documentos no sistema . Dublin
Core X Marc 21 . Elaboração de workflows para as coleções.

4 Biblioteca Digital
Seguindo o conceito de CHOWDHURY, M. H. H. et aI. (2011, tradução nossa), a
Biblioteca Digital da FGV apresenta o conjunto de serviços "criados para identificar,
coletar, gerenciar, disseminar e preservar a sua produção científica criadas em
formato digital pelos membros da instituição". A Biblioteca Digital está dividida em :
Repositório Digital e Periódicos científicos (figura abaixo)

711

�Preservação da informação em suportes analógicos e digitais
Trabalho completo

Estrutura
BIBLIOTECA DIGITAL
FGV

/
Repositório Digital
(DSpace)

Periódicos Científicos
(OJS)

07/03/2012

Figura 1 - Estrura Biblioteca Digital
Fonte: BACHA, Márcia Nunes. Biblioteca Digital FGV. Rio de Janeiro: FGV, 2012. 25 p.

o Repositório Digital está organizado em comunidades. Cada comunidade
estrutura os seus conteúdos em uma ou várias coleções.Todos os seus conteúdos
estão disponíveis publicamente, proporcionando maior visibilidade e impacto dos
trabalhos acadêmicos da instituição. Para disponibilizar sua produção científica no
repositório institucional, os professores, pesquisadores e alunos da FGV devem
assinar um termo de autorização .
Com o mesmo objetivo, os Periódicos científicos agrupam os títulos de
periódicos editados pela FGV. No momento, somente alguns periódicos correntes
estão disponíveis on line. A partir de 2012, com a digitalização do acervo
retrospectivo, teremos também os periódicos encerrados incluidos nesta plataforma .
5 Fluxo de trabalho

Abaixo descrição do fluxo de trabalho.

712

�i

Preservação da informação em suportes analógicos e digitais
S!mWrio

;:li

/IbooroaIde

:.

IiWitt_
U-,""lIIMbs

=

Trabalho completo

5.1 No Repositório digital (DSpace)
Abaixo uma visão geral do workflow adotado pela Biblioteca Digital. A
submissão é feita pelos alunos no website da BD.
Em linhas gerais cabe ao Sistema de Bibliotecas da FGV:
a) gerir o repositório institucional da produção científica da FGV;
b) registrar e arquivar as teses e as dissertações que tenham sido aprovadas
associando-as ao respectivo texto integral;
c) garantir a interoperabilidade com o Repositório da FGV assegurando a
divulgação da produção intelectual;
d) apoiar as secretarias da FGV para a disponibilização de dados no repositório
institucional;
e) promover ações de divulgação e formação para utilizadores e zelar pela
qualidade dos metadados relativos às publicações.

Fluxo de submissão

O"'1
O

.,

.

Depósito l _

Avaliação
Pertinência
(Secretaria

Ava liação
Metadados
(Biblioteca)

-----+

(9
internet

ou
Unidades)

Autor

20/0412012

Figura 2 - Fluxo de Submissão
Fonte: BACHA, Márcia Nunes. Biblioteca Digital FGV. Rio de Janeiro: FGV, 2012. 25 p.

713

�Preservação da informação em suportes analógicos e digitais

i

S!mWrio

;:li

/IbooroaIde

:.

IiWitt_
U-,""lIIMbs

=

Trabalho completo

Hoje contamos com a equipe abaixo para manutenção do sistema :

TIC

An a lis t a
r esp o n sáve l p e lo
s uporte tecn ico

20104/2012

Figura 3 - Equipe Biblioteca Digital
Fonte: BACHA, Márcia Nunes. Biblioteca Digital FGV. Rio de Janeiro: FGV, 2012. 25 p.

Nas figuras a seguir estão a quantidade de documentos inseridos no sistema
(Figura 4) e a estatística de acesso ao site, após a criação do Sistema de Bibliotecas
(Figura 5) .
Archive Information
Conlenl Type

NumbBr ofi\ems

Allllem.

7 .624

Dissertation

4 .547

Thesis

602

VVo'king Pape,

518

Article

402

61he,

151

Book

59

Teehnlcal Report

54

Video

27

Book cf)apter

8

Preprint

4

Serial

o

Figura 4 - Estatísticas DSpace
Fonte: DSpace@fgv. Disponível em &lt; http://bibliotecadigital.fgv.br/dspace&gt;. Acesso em: 12
jan. 2012.

714

�i

Preservação da informação em suportes analógicos e digitais
S!mWrio

;:li

/IbooroaIde

:.

IiWitt_
U-,""lIIMbs

=

Trabalho completo

. P a ine l de contro le

0110112011 - 3 111212011 l ... "KOI'()':

~

U'!iO do 'SIte

~

1 86. 818 Visibs

~

5 0 1.1 50 Vlsü&lt;1lizaçóes d e p5glna

-----.l-

00 : 01 :54 Tempo m i dlo n o 'Slté

-----.l-

2.68 Paglnu/v lsl'f,1

~

8 2 ~ 2 3 °/o -4 No vas vl s it'a~

Vlsio geral dos YI'51tante'5

1 53.640

Cobertura reglonôll

Vi s il'lIlt.es

_ Mecani s m os d e peS(IIIis.l
147 .542,00(7 8,98%)

fdspaceftJtows e

• Sites de Icfer ênciit

"X,,,
1 ,79%

29 .539 ,00(15,61%)

_ lráf"'U6 " i, et..

(dspace(admlnmem

9.735.00 (5,21%)

1,62%
1,41%

Outros
2( ~ O ,OO%)
(d ~e /d ; :1 cove r

r ,i""lj,,, " 'Mije

Y!§,I!!UW ' SWÔ'iC

Figura 5- Estatísticas de acesso ao site
Fonte: Google analystics. Disponível em : &lt; hUp://www.google.com/analytics/. &gt; Acesso em:
12 jan. 2012.

5.2 Nos periódicos científicos (OJS)

o gestor de periódicos científicos hoje hospeda 7 revistas da FGV. O sistema
escolhido, o OJS, é usado por mais de 5000 periódicos no mundo. Trata-se de uma
ferramenta para gestão e apoio nas atividades de um periódico científico como :
submissão dos trabalhos, controle das avaliações, fluxo de editoração, publicação
dos artigos, controle de assinaturas etc. A opção por um sistema abrangente que se
consolidou como referência pela FGV permitirá o compartilhamento de boas práticas
entre as unidades/publicações e redução nos custos operacionais (treinamentos,
licenças etc). O sistema , além dos recursos para controle dos processos, monta um
espaço web independente para cada revista , um website. A Equipe da biblioteca ,
como administradora do sistema , é responsável pela criação do website de nova
revista e pelo treinamento para utilização do sistema . A partir deste momento, o
editor da revista assume a administração da revista .

715

�i
;:li

S!mWrio

Preservação da informação em suportes analógicos e digitais

/IbooroaIde

=

IiWitt_

:.

U-,""lIIMbs

Trabalho completo

A proposta agora é reunir, não só alguns, mas todos os títulos de periódicos
editados pela FGV, tanto os correntes como os encerrados que fazem parte da
memória institucional. Para isto estamos digitalizando todo este acervo.

6 Cenário Atual
Algumas iniciativas têm sido tomadas para melhoria do sistema e a
disponibilidade de publicações científicas, tais como :
a)
b)
c)
d)

criar um repositório para e-books;
melhorar e inserir novas estratégias de busca (Ex: autor/orientador);
desenvolver um novo site (mudança de layout);
reunir todos os títulos de periódicos publicados pela FGV na Biblioteca
Digital: RDA, RAE , RAP , Cadernos EBAPE, Revista OIT, etc.;
e) digitalizar e inserir no sistema o acervo retrospectivo periódicos (Projeto
aprovado pelo Comitê Investimentos);
f) sensibilizar a comunidade interna quanto adesão ao sistema .

7 Conclusão

o livre acesso traz benefícios à literatura científica e têm tido um crescente
reconhecimento a nível internacional. O futuro será buscar mais inovações e
tecnologias de livre acesso para os repositórios institucionais. O acesso livre
promove a visibilidade, acessibilidade, principalmente nos países em
desenvolvimento. Com isto, temos difundido os resultados da atividade científica de
cada país, possibilitando o seu uso e subsequente impacto na comunidade científica
internacional. Este processo permitiu um nova forma de atuar das Bibliotecas e dos
profissionais da área de ciência da informação, a quem compete gerir o repositório
institucional da produção científica .
A Biblioteca Digital da FGV está disponibilizando online um rico material
outrora restrito somente a pesquisadores de sua comunidade.
A Fundação Getulio Vargas implantou a sua Biblioteca Digital com o objetivo
de preservar e promover a visibilidade nacional e internacional de sua produção
científica . O trabalho compreendeu :
a) pesquisa , teste e escolha dos sistemas "open-source" que adotam
padrões abertos para metadados e interoperabilidade entre repositórios;
b) migração das coleções de documentos digitais espalhadas pelas
diferentes unidades em diferentes sistemas de informação;

716

�i

Preservação da informação em suportes analógicos e digitais
S!mWrio

;:li

/IbooroaIde

:.

IiWitt_
U-,""lIIMbs

=

Trabalho completo

c) planejamento de ações para estimular a participação de todas as unidades
da FGV, principalmente os responsáveis pelos programas de pósgraduação.

o grande desafio do projeto foi , e ainda tem sido , estimular a participação de
todas as unidades da FGV para o crescimento da Biblioteca Digital. Treinamentos
para o uso dos sistemas, divulgação de resultados alcançados e esclarecimento
sobre os benefícios do projeto são exemplos de ações que tem sido tomadas para
engajarmos toda a FGV no projeto.
A construção da Biblioteca Digital revolucionou a biblioteca num todo.
Detectou-se, por exemplo, a necessidade de criar um portal mais dinâmico que
hospedasse a biblioteca digital e todos os serviços da biblioteca e onde o
bibliotecário pudesse atualizar os conteúdos e informações em tempo real, além de
montar uma equipe apta a trabalhar com essas novas ferramentas . Atualmente a
própria biblioteca gerencia e atualiza seu portal. Seguindo o conceito de
DAVENPORT e PRUSAK (1988) , onde o objetivo das ferramentas de gestão do
conhecimento é modelar parte do conhecimento que existe na cabeças das pessoas
e nos documentos corporativos, disponibilizando-o para toda organização ,
conseguimos inserir a biblioteca digital no contexto da biblioteca .

8 Referências
AMBROSI , A. ; PIMENTA, D.; PEUGEOT, V. Rumo às sociedades compartilhadas.
In :
(Coord .). Desafios das palavras: enfoques multiculturais sobre as
sociedades da informação. Disponível em : http://vecam .org/article495 .htmI Acesso
em : 18 jun . 2012 . [Disponível através da Licença Creative Commons).
BORGMAN, C. L. From Gutenberg to the global information infrastructure:
access to information in the networked world. Cambridge, Mass.: MIT Press, 2000.
324 p.
CHOWDHURY , M. H. H. et aI. Building Institutional Repositories in Bangladesh
Using Dspace: a new paradigm of Scholarly Communication . Disponível em : &lt;
http://digitalcommons.unl.edu/cgi/viewcontent.cgi?article=1584&amp;context=libphilprac
&gt;. Acesso em : 20 abr. 2012 .
CUNHA, M. B. da. Desafios na construção de uma biblioteca digital. Cio Inf., Brasília ,
v.28, n.3, p.257-268, dez. 1999. ISSN 0100-1965.
DAVENPORT, T. ; PRUSAK, L. Conhecimento Empresarial: como as organizações
gerenciam seu capital intelectual. Rio de Janeiro: Campus, 1998.

717

�i
;:li

S!mWrio

Preservação da informação em suportes analógicos e digitais

/IbooroaIde

=

IiWitt_

:.

U-,""lIIMbs

Trabalho completo

PROCÓPIO, E. Construindo uma Biblioteca Digital. São Paulo: EI - Edições
Inteligentes, 2004. Disponível em :
&lt;http://www.ebooksbrasil .org/adobeebook/bibliotecadigital .pdf&gt; Acesso em : 20 jun .
2012 .
SAYÃO , L. F .. Afinal , o que é biblioteca digital? Rev. USP, São Paulo, n. 80, fev.
2009. Disponível em: &lt;
http://www.revistasusp.sibi .usp.brlscielo .php ?script=sci arttext&amp;pid=SO 10399892009000100002&amp;lng=pt&amp;nrm=iso&gt;. Acesso em : 18 jun . 2012.
SILVA, N. C.; sÁ, N. O.; FURTADO, S. R. S. Bibliotecas digitais: do conceito às
práticas. Disponível em :
&lt;http://www.miniweb.com .br/biblioteca/Artigos/libdigi.unicamp .pdf&gt; Acesso em : 20
jun . 2012.

718

�</text>
                  </elementText>
                </elementTextContainer>
              </element>
            </elementContainer>
          </elementSet>
        </elementSetContainer>
      </file>
    </fileContainer>
    <collection collectionId="49">
      <elementSetContainer>
        <elementSet elementSetId="1">
          <name>Dublin Core</name>
          <description>The Dublin Core metadata element set is common to all Omeka records, including items, files, and collections. For more information see, http://dublincore.org/documents/dces/.</description>
          <elementContainer>
            <element elementId="50">
              <name>Title</name>
              <description>A name given to the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51396">
                  <text>SNBU - Edição: 17 - Ano: 2012 (UFRGS - Gramado/RS)</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="49">
              <name>Subject</name>
              <description>The topic of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51397">
                  <text>Biblioteconomia&#13;
Documentação&#13;
Ciência da Informação&#13;
Bibliotecas Universitárias</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="41">
              <name>Description</name>
              <description>An account of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51398">
                  <text>Tema: A biblioteca universitária como laboratório na sociedade da informação.</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="39">
              <name>Creator</name>
              <description>An entity primarily responsible for making the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51399">
                  <text>SNBU - Seminário Nacional de Bibliotecas Universitárias</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="45">
              <name>Publisher</name>
              <description>An entity responsible for making the resource available</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51400">
                  <text>UFRGS</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="40">
              <name>Date</name>
              <description>A point or period of time associated with an event in the lifecycle of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51401">
                  <text>2012</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="44">
              <name>Language</name>
              <description>A language of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51402">
                  <text>Português</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="51">
              <name>Type</name>
              <description>The nature or genre of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51403">
                  <text>Evento</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="38">
              <name>Coverage</name>
              <description>The spatial or temporal topic of the resource, the spatial applicability of the resource, or the jurisdiction under which the resource is relevant</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51404">
                  <text>Gramado (Rio Grande do Sul)</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
          </elementContainer>
        </elementSet>
      </elementSetContainer>
    </collection>
    <itemType itemTypeId="8">
      <name>Event</name>
      <description>A non-persistent, time-based occurrence. Metadata for an event provides descriptive information that is the basis for discovery of the purpose, location, duration, and responsible agents associated with an event. Examples include an exhibition, webcast, conference, workshop, open day, performance, battle, trial, wedding, tea party, conflagration.</description>
    </itemType>
    <elementSetContainer>
      <elementSet elementSetId="1">
        <name>Dublin Core</name>
        <description>The Dublin Core metadata element set is common to all Omeka records, including items, files, and collections. For more information see, http://dublincore.org/documents/dces/.</description>
        <elementContainer>
          <element elementId="50">
            <name>Title</name>
            <description>A name given to the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="63132">
                <text>Construindo a Biblioteca Digital da FGV: estudo de caso.</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="39">
            <name>Creator</name>
            <description>An entity primarily responsible for making the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="63133">
                <text>Bacha, Márcia Nunes; Almeida, Maria do Socorro G. de </text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="38">
            <name>Coverage</name>
            <description>The spatial or temporal topic of the resource, the spatial applicability of the resource, or the jurisdiction under which the resource is relevant</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="63134">
                <text>Gramado (Rio Grande do Sul)</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="45">
            <name>Publisher</name>
            <description>An entity responsible for making the resource available</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="63135">
                <text>UFRGS</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="40">
            <name>Date</name>
            <description>A point or period of time associated with an event in the lifecycle of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="63136">
                <text>2012</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="51">
            <name>Type</name>
            <description>The nature or genre of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="63138">
                <text>Evento</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="41">
            <name>Description</name>
            <description>An account of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="63139">
                <text>A Fundação Getulio Vargas implantou em 2009 a sua Biblioteca Digital, com o objetivo de preservar e promover a visibilidade nacional e internacional de sua produção científica. A Biblioteca digital, como resultado indireto do projeto da BD, necessitaria da reestruturação dos sites das bibliotecas da FGV (RJ, SP e DF) culminando na criação de um único sistema de bibliotecas. Esta integração operacional permitiria melhor coordenação dos trabalhos.</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="44">
            <name>Language</name>
            <description>A language of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="69417">
                <text>pt</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
        </elementContainer>
      </elementSet>
    </elementSetContainer>
  </item>
  <item itemId="5917" public="1" featured="0">
    <fileContainer>
      <file fileId="4981">
        <src>http://repositorio.febab.org.br/files/original/49/5917/SNBU2012_056.pdf</src>
        <authentication>5a0ed9bb3d36e14c987de776aafcd1c0</authentication>
        <elementSetContainer>
          <elementSet elementSetId="4">
            <name>PDF Text</name>
            <description/>
            <elementContainer>
              <element elementId="92">
                <name>Text</name>
                <description/>
                <elementTextContainer>
                  <elementText elementTextId="63131">
                    <text>Preservação da informação em suportes analógicos e digitais
Trabalho completo

A BIBLIOTECA DIGITAL DE PEÇAS DE TEATRO DA UNIRIO:
PRESERVANDO E DIVULGANDO O REPERTÓRIO FUNDAMENTAL
DO TEATRO
Isabel Arifio Grau1
1Graduada em Biblioteconomia. Chefe da Biblioteca Setorial do Centro de Letras e Artes da
Universidade Federal do Estado do Rio de Janeiro (UNIRIO) , Rio de Janeiro, RJ .

Resumo
O artigo trata da informatização do Banco de Peças de Teatro da Biblioteca Setorial
do Centro de Letras e Artes da UNIRIO. Esse acervo deve apoiar as atividades de
ensino, pesquisa e extensão desenvolvidas na universidade, além de atender à
demanda de pesquisadores externos à UNIRIO e das mais diversas procedências.
Porém, sua eficiência estava comprometida pelo desgaste do suporte físico (papel) e
pela catalogação manual , que não contempla todas as possibilidades de pesquisa
desse material. Através do projeto institucional "Biblioteca Digital de Peças de
Teatro", os textos completos são passados para meio digital , garantindo a
preservação dessa informação e o acesso on-line a boa parte dela, expandindo
dramaticamente sua base de usuários. Busca-se também aprimorar a catalogação
desse acervo, contemplando as especificidades do texto teatral , e automatizar seus
dados de catalogação, o que permite uma busca mais complexa e o acesso ao
catálogo via internet. O tratamento desse tipo de acervo requer o desenvolvimento
de novos procedimentos e tem caráter especializado e multidisciplinar. O projeto
mostra como as novas tecnologias auxiliam a universidade a cumprir seu papel
educativo e social e como elas podem contribuir para a preservação do
conhecimento e para a ampliação do acesso a ele .

Palavras-Chave:
Bibliotecas digitais - Artes; Bibliotecas digitais - Teatro ; Recuperação da informação
- Teatro; Teatro - Pesquisa .
Abstract
This paper deals with the digitization of the Bank of Theatre Plays at the Sector
Library of UNIRIO's Centre for Literature and Arts. This body of works is tasked with
supporting the activities of teaching , research and extension undertaken at the
university, and with providing for the demands of researchers from outside of
UNIRIO, with diverse affiliations. Nonetheless, its efficiency has been compromised
by attrition of its media (paper) and by manual cataloging, which does not
contemplate ali of this material's research possibilities. By means of the institutional
"Theatre Plays Digital Library" project, full texts are transferred onto digital media,
ensuring the preservation and online access to a significant portion of the
information, which dramatically expands its user base . It is also sought to enhance
cataloging of this body of works, contemplating the specifics of theatric text, and
automating its cataloging data, which allows for a more complex search and for
Internet access to the catalogue. Treatment of this type of body of works requires the

696

�Preservação da informação em suportes analógicos e digitais
Trabalho completo

development of new procedures, having a specialised, multidisciplinary character.
The project demonstrates how new technologies help the university to fulfill its
educational and social rôle and how they can contribute to the preservation and the
widening of access to knowledge .

Keywords:
Digital libraries - Arts; Digital libraries - Theatre; Information retrieval - Theatre;
Theatre - Research .

1 Introdução
Desde seu iniCIO, a história do teatro brasileiro se confunde com a própria
história do país. Como dizem Cafezeiro e Gadelha (1996 , p. 19), "A cartilha em que o
Brasil aprendeu a ler foi o teatro". No entanto, seu desenvolvimento não foi
acompanhado pelos sistemas de documentação em Artes. "No Brasil , a infraestrutura [de informação] no campo das Artes é pouco desenvolvida. Suas unidades
de informação/documentação, além de raras, lutam com grandes dificuldades [ ... )"
(FERREZ; SILVA; SHINKADO , 2000, p. 1). Diversos desafios se apresentam . Para
citar apenas dois, há a dispersão 1 dos documentos e as dificuldades em seu
processamento técnico e preservação (agravadas pela especificidade e
complexidade do campo) .
que acarreta, entre outros problemas, dificuldades de
acesso dos usuários à documentação em Artes, comprometendo a visibilidade
desses itens e o desenrolar de pesquisas futuras.
É mister, portanto , que os profissionais e as instituições que tratam da
informação no campo das Artes busquem soluções. Um modo de enfrentar os
desafios é a utilização da informática.
Hoje não há dúvidas de que a informatização veio para ficar em todos os
níveis de atividade humana , alterando radicalmente o modo como nos relacionamos
com a informação. Através da World Wide Web, ela pode estar presente a toda hora
e em qualquer lugar. Neste cenário, o mundo das bibliotecas tem reavaliado seu
lugar, sua atuação , seu futuro e sua importância. As novas tecnologias de
informação e comunicação (TICs) implicam em novas possibilidades de atuação das
bibliotecas, de armazenamento e de acesso à informação, como a construção de
catálogos on-line e de bibliotecas digitais.
Além dos acervos mais usuais, como livros correntes, as coleções com
características especiais podem se beneficiar grandemente dessas novas
possibilidades. Como a informação registrada na área de Artes, de grande
especificidade e tradicionalmente carente em termos de guarda e disseminação. No
caso específico de textos de peças de teatro, a oferta de informação sistematizada
não é abundante. No Brasil , algumas instituições oferecem os catálogos de seus
acervos de peças de teatro para consulta local. No entanto, além da limitação
espacial, o catálogo em papel oferece poucos pontos de acesso e não permite a
método usual de catalogação (fichários que abarcam o
combinação entre eles.
usual trinômio autor-titulo-assunto) não contempla todas as possibilidades de
pesquisa oferecidas pelo texto teatral , nem atende todas as necessidades do

°

°

1 Na acepção sugerida em Pinheiro [199-?]: dificuldade na localização, desconhecimento da
existência, espalhamento geográfico.

697

�Preservação da informação em suportes analógicos e digitais
Trabalho completo

usuário que o busca .
A informatização do catálogo é uma solução para estes problemas. Assim ,
algumas instituições põem os catálogos de seus acervos de peças de teatro à
disposição para consulta on-line, via internet, associando ou não os textos completos
armazenados em bibliotecas digitais. Bons exemplos são o CEDOC da FUNARTE, a
Biblioteca da Universidade Federal de Uberlândia, a Biblioteca Jenny Klabin Segall.
Quanto ao tipo de biblioteca, a universitária não é exceção a esse quadro. Ela
tem evoluído para continuar a cumprir sua missão, e está "se adaptando para que
continue a fazer parte integrante do compromisso da nossa sociedade com a
educação e ao acesso igualitário à informação" (CUNHA, 2010, p. 2). Para isso, a
utilização da informática tornou-se indispensável, de modo que essa biblioteca
possa apoiar as atividades acadêmicas, de forma presencial ou virtual. Ao mesmo
tempo, o trabalho com coleções especiais é uma tendência interessante, pois
permite que a biblioteca universitária ofereça produtos e serviços mais
especializados, utilizando acervos muitas vezes únicos. No mundo digital, como
indica Darnton (2010 , p. 72), "as bibliotecas de pesquisa terão como se concentrar
naquilo que sempre foi seu forte: acervos especiais".
Um bom exemplo são as bibliotecas universitárias que possuem acervos de
peças de teatro, como a da UNIRIO. O Banco de Peças de Teatro da Biblioteca
Setorial do Centro de Letras e Artes da UNIRIO abriga uma coleção de
aproximadamente 2.900 textos de peças de teatro. Grande parte deles não está
disponível em edições comerciais. Esse repertório de produção teatral textual
brasileira e estrangeira dá um suporte fundamental às atividades de ensino,
pesquisa e extensão desenvolvidas na universidade. Seu público usuário é
composto de alunos, professores e técnicos-administrativos da UNIRIO,
principalmente os dos cursos de graduação e pós-graduação em Teatro. A coleção
tem uma importante função social , de Extensão e na área de Cultura, pois também
atende aos usuários externos à universidade. O escopo destes últimos é bastante
amplo, abrangendo desde alunos e professores de outros cursos de Artes Cênicas e
alunos do curso secundário em suas primeiras experiências de pesquisa, até
pesquisadores com um alto grau de especialização, passando por usuários que
desejam ampliar seu conhecimento sobre um determinado autor, atores e produtores
em busca de mais subsídios para seu trabalho, e outros.
As origens desse acervo remontam aos tempos do Conservatório Nacional de
Teatro, cujas atividades começaram na primeira metade do século passado. Os
textos se encontram em papel, e estão datilografados, xerografados e
mimeografados. Com o tempo e o uso, este suporte tem sofrido uma acentuada
degradação, notadamente os textos mais antigos. Muitos apresentam rasuras,
rasgos, ausência de suporte em alguns trechos ou folhas faltantes, esmaecimento
do texto, entre outros problemas. A integridade da informação neles contida e o
futuro desse conjunto ficam ameaçados, e os textos acabam retirados de circulação.
Além disso, o acervo não dispunha de catalogação automatizada, dificultando sua
pesquisa presencial ou remota .
A catalogação informatizada e a digitalização dos textos foram as opções
encontradas para resolver ou amenizar esses problemas, criando uma biblioteca
digital que integra textos completos e sua catalogação em base de dados.
Assim, diante da necessidade de preservar o acervo mas ampliar sua oferta,
migrando os conteúdos dos textos para suporte digital digital, incluir novos textos e

698

�Preservação da informação em suportes analógicos e digitais
Trabalho completo

enriquecer o catálogo com outras informações, além de refletir sobre sua divulgação,
e considerando as possibilidades oferecidas pelas TICs, criou-se o projeto
institucional Digitalizando o Banco de Peças de Teatro da UNIRIa: preservando e
divulgando o repertório fundamental do Teatro, a fim de informatizar o Banco de
Peças de Teatro da Biblioteca Setorial do Centro de Letras e Artes da Universidade
Federal do Estado do Rio de Janeiro (UNIRia), conforme exposto neste artigo,
desenvolvendo uma metodologia para descrever, digitalizar, armazenar e disseminar
esse conteúdo utilizando as ferramentas da informática.

2 Revisão de literatura
A fim de subsidiar a criação da Biblioteca Digital de Peças de Teatro da
UNIRia, tem sido utilizada literatura acerca de documentação e acervos de Artes,
sobre Teatro e questões próprias do texto teatral, processamento informatizado e
preservação de coleções especiais, bibliotecas digitais, e uso de redes sociais para
sua divulgação.
Assim , entre outros documentos, foram também consultados vocabulários
específicos para a terminologia teatral , como o de Guinsburg, Faria e Lima (2009) ,
que tem a importante característica de contemplar o teatro brasileiro. Já o material
sobre bibliotecas digitais é abundante. Para citar apenas dois dos textos consultados
durante o Projeto, no artigo de Cunha (1999), ainda atual por tocar em temas
básicos, é feita uma análise detalhada de diversos aspectos da biblioteca
universitária a considerar, ou que são afetados, durante a implantação de uma
biblioteca digital. Em artigo provocativo, Michel (2005) comenta o real papel da
digitalização nas coleções especiais universitárias.
Apesar de diversas instituições brasileiras terem trabalhado para informatizar
a catalogação de seus acervos de peças teatrais, até o presente não foi encontrado
grande volume de informação a respeito. Assim como registros sobre ações e
estudos no Brasil que conjuguem catálogos on-line e digitalização para promover a
preservação, o acesso e a divulgação desse tipo específico de acervo. Como o
interessante artigo de Silva , Silva e Arantes (2004) sobre sua experiência no
desenvolvimento de uma biblioteca digital de peças teatrais no âmbito acadêmico.
Já sobre as redes sociais na internet, há um interesse das bibliotecas em
aproveitá-Ias para divulgar seus produtos e serviços (e criar novos) e, ao mesmo
tempo, aumentar a interação com a comunidade usuária. Esses programas estão
sendo utilizados por bibliotecas de grande porte e relevância (como, por exemplo,
diversas bibliotecas nacionais e universitárias), eliminando preconceitos e dúvidas
sobre sua pertinência em sistemas de informação. A esse uso, bastante recente,
seguiram-se estudos no meio acadêmico, sendo importantes para compreender e
embasar a adoção das redes sociais, mais especificamente o Facebook. Nesta linha,
Garcia Giménez (2010) explica o que são e como funcionam as redes sociais na
Internet, o porquê da presença das bibliotecas na web, além das vantagens,
desvantagens, fatores e oportunidades que nos traz o Facebook quando integrado
aos processos da biblioteca . Aguiar e Silva (2011) estudaram o uso de quatro redes
sociais na comunicação, informação e interação com usuários em bibliotecas
universitárias da Argentina , Brasil , Espanha e Estados Unidos.

3 Materiais e métodos

699

�Preservação da informação em suportes analógicos e digitais
Trabalho completo

Os sistemas de informação especializados desenvolvidos em instituições que
abrigam tais coleções devem se preocupar com sua especificidade, além de se
nortearem pela noção de qualidade e de atendimento a padrões de descrição,
sempre tendo em vista a preservação do acervo e o acesso de seu usuário final.
No caso do texto teatral, deve-se levar em conta essa especificidade. Para
Roubine (2010 , p. 77), mesmo no teatro contemporâneo , "o texto permanece sendo
um dos pilares do edifício". No entanto, ele é "um elemento do universo
representado no espetáculo teatral" (INGARDEN, 1978, p. 153). Embora possa ser
simplesmente lido e fruído como qualquer outro objeto literário, no fundo, ele só se
concretiza no momento da encenação. O texto não é absoluto nem imutável quando
a sua relação com a representação teatral. Existe uma relação de "alteridade e
interdependência" entre texto e representação ; como explica Grésillon (1995 , p.
269), "à relativa perenidade e unicidade do texto opõe-se o caráter efêmero e
múltiplo das encenações" . Daí o cuidado com indicações como as rubricas 2 , que
mantêm o percurso do texto à cena, e que são significativos tanto para estudos de
dramaturgia quanto como base para atividades relativas à encenação ou a práticas
de montagem. Daí também a importância de o acervo possuir diferentes
encenações, diferentes edições (e traduções) de uma mesma peça , inclusive as não
editadas e utilizadas em diferentes montagens, e de registrá-Ias com muita clareza
no catálogo. Ao mesmo tempo, esse tipo de documento apresenta elementos
diferentes e adicionais aos que habitualmente se consideram na descrição de livros.
Sua estrutura contém elementos importantes como personagens, atos e outros, que
devem ser considerados no planejamento do sistema de informação.
Por isso, o desenvolvimento do Projeto na UNIRIO tem sido uma ação
multidisciplinar. Destacamos a participação de docentes e alunos da Escola de
Teatro. Seu conhecimento sobre estrutura e especificidade do texto teatral foi
essencial na formulação dos campos de entrada de dados e na definição dos pontos
de acesso. Conhecer os conteúdos das peças também é importante na atividade de
análise temática e extração dos dados dos textos a catalogar, na conferência visual
dos dados catalogados, e em auxiliar o bibliotecário na escolha de termos de
indexação. A participação de graduandos em Biblioteconomia como bolsistas do
Projeto, sob a supervisão da bibliotecária da área , contribui para manter a coerência
do trabalho, e permite que esses futuros profissionais experimentem com um tipo de
acervo muito diferente do usual.
Resumidamente, a metodologia de processamento consiste em :
a) seleção dos textos (novos ou já integrantes do acervo) a tratar;
b) pesquisa sobre a peça de teatro, digitalização ou digitação do texto;
c) tratamento de conteúdo e layout;
d) pesquisa para completar e normalizar os dados do texto para catalogação,
segundo normas bibliográficas internacionais;
e) catalogação do texto digital no sistema bibliográfico do Sistema de
Bibliotecas, anexando trecho do texto em formato PDF, e conferência no
catálogo on-line;
f) preparação do texto físico para entrada no acervo;
g) inclusão em sistema de alerta que utiliza rede social na internet (em teste).
Por enquanto, a Biblioteca continua a oferecer a versão impressa das peças
Indicações do autor, diretor ou atores com indicações sobre a cena (ações, cenário,
atmosfera etc.).

2

700

�Preservação da informação em suportes analógicos e digitais
Trabalho completo

de teatro, o que facilita a consulta local e o empréstimo dos textos.
A seleção é determinada primariamente pelas necessidades dos cursos de
graduação e pós-graduação. Há outros critérios, como importância do título e do
autor, grau de circulação entre a comunidade acadêmica, relevância histórica,
indicação dos usuários, completude da obra de autores importantes e consultados,
com especial atenção para autores brasileiros, se é obra esgotada etc.
O texto completo é digitalizado utilizando-se um escâner, com OCR. Em
alguns casos, essa digitalização não é eficaz, por conta do estado físico do original,
sendo necessário digitar o texto inteiro. Ele passa por um processo de revisão
manual, organização e padronização. Dá-se especial atenção à correta indicação de
falas (monólogos ou diálogos), rubricas (indicações sobre as cenas: espaço, ações,
atmosfera etc.), personagens, atos. A pesquisa de conteúdo ocorre quando alguns
textos devem ser confrontados com outras edições presentes no acervo de nossa
biblioteca ou em outra, a fim de eliminar dúvidas causadas por um original ilegível ou
danificado. Procura-se montar a capa do item com foto do autor ou elementos que
tenham relação com a obra . Depois de terminada a manipulação do arquivo, ele é
convertido para o formato PDF, e um exemplar é impresso para consulta local. A
consulta ao arquivo do texto digitalizado, ou à impressão dele, evita o manuseio do
original. No momento, a Biblioteca possui cerca de 500 textos digitalizados
aguardando catalogação .
A pesquisa de autores, gênero, local, nomes de grupos teatrais e outros
pontos de acesso é feita em vàrias fontes autorizadas, tanto impressas quanto
digitais, gerais ou especializadas, como o catálogo on-line de Autoridades e de
Terminologia de Assuntos da Biblioteca Nacional, do CEDOC da FUNARTE e no
Vocabulário controlado em artes do espetáculo da Biblioteca Jenny Klabin Segall. Os
dados catalográficos são padronizados pelo bibliotecário e a equipe do Projeto de
acordo com o Código de Catalogação Anglo-Americano.
Os textos são catalogados no programa CARIBE, utilizado pelo Sistema de
Bibliotecas da UNIRIO como gerenciador bibliográfico e que trabalha com o padrão
internacional MaRC 21 . Qualquer sistema de catalogação e busca de peças de
teatro deve ser planejado de modo a respeitar a especificidade, já mencionada,
desse tipo de item, além de suas possibilidades de pesquisa e das demandas por
parte dos usuários. Assim , as estruturas de entrada de dados, da interface de busca
e da apresentação do resultado da pesquisa devem incluir campos como
"adaptador", "número de atos", "personagens", "gênero" e outros.
Depois da entrada de dados e do trecho do texto, a catalogação é revisada e
liberada para inclusão no catálogo on-line do Sistema de Bibliotecas.

4 Resultados parciais/finais
A pesquisa no Banco de Peças de Teatro pode ser feita através de seu
catálogo on-line no site do Sistema de Bibliotecas da UNIRIO em
&lt;http://www2.unirio.br/unirio/bibliotecacentral&gt;. A interface on-line (Figura 1) permite
interseção entre os dados submetidos pelo usuário. O formulário está sendo
ampliado para incluir outros campos de busca.

701

�Preservação da informação em suportes analógicos e digitais
Trabalho completo

AutorfTraduçao
Titulo
Assunto/Genero

teatro brasi' com ic'l
Pesquisar

I

[ Limpar

I

Figura 1 - Interface de busca com exemplo de pesquisa.
Fonte : Catálogo on-line do Banco de Peças de Teatro da UNIRIO. Disponível
em : &lt;http://www.unirio.br/webcaribe&gt; . Acesso em : 7 abro2012 .

o resultado, em forma de lista, apresenta os itens que satisfazem (ou o item
singular que satisfaz) os critérios de busca do usuário. A partir dessa tela , o usuário
seleciona o texto desejado:
Titulo

A princesa dos cajueiros

Autor

Aze vedo, Arthur, 1855-1908 ; Noronha , Fran cisco de Sá, 1820-1881

Class ificacao

2873

Notas

Música de Francisco de Sá Noronha .

Descritores

Teatro brasileiro

Genero

Opera cômica

E-Do c

002873PT

Personagens

17m .,6f .

Elenco de Apo io

Professores , gondoleiros, fidalgos, damas, lacaios, etc.

Atos

1 prólog o e 2 atos

Codigo I t em

000056

Figura 2 - Resultado final de pesquisa.
Fonte : Catálogo on-line do Banco de Peças de Teatro da UNIRIO. Disponível
em : &lt;http://www.unirio.br/webcaribe&gt; . Acesso em : 7 abro2012 .

Nesse item selecionado pelo usuário, ademais das informações sobre a peça
de teatro, pode-se visualizar um pequeno trecho do texto em PDF :

702

�Preservação da informação em suportes analógicos e digitais
Trabalho completo

M .... "
D..a:
x,,""'
_. .. "..""",,,.u,,,I,",:p,,.J,,
•
.. ...
,c-;"' ''''n:~ #~,~""iI~

poli,," ,.dn";~.""",,,

~

..!~

"~..-r ,.,~
~

r:qw,w.

9."""'.,,"' .... •",,,paJ.

nQl"""';.ri&gt;&lt;="r-"""..ra".. I&gt;o.;4'''''p',, .-,,,:&lt;aJ'',ll&lt;

.... ,.,';.f .:,"WtItJ._f.v.

U!"A I
('","4"":.d~c"D&lt;u.",r"",,",,;t4. d&lt;p.ru{:.. Pqf_ , dtpo(,~I~..
Cqj" ~,,,,,«_ rr"...:r_

Al't blU' Azevedo

IXTROOuç.\O
COF..ODE
CORITUOS

C&lt;rft&lt;.'",.ooo:: ...,.,
noHU..,' fi,.,.'
F."-,,,,,·~ ;'rr=.,

s.I&gt;.omo,..,..,

Abtll •.w..

~:a.~'"
E

~UI .

.... Udld.&gt;

'S .. pn dar. lu
U ", llU~uoh.&gt; c!o ,. , ump l =~U"",, ·

I-{F"" ~~""

"J""'a"'"

cp~'&lt;~

ri. , ..",lia,

~:",Uoroç=,~b....!ho

Qu. :ud&gt;

Pc.~41"(","""

-

!1A~E.ICAJ\.l

DO\o"'roP.. I ;COI'.P.J:c..\.-.o40
JU.ll(~

tr~~~:=~~

__ .JHIP._.

c.:~ , _:
~:;:'

.....~.p:

PAIil.O~

Sonl:.oft, _oo ..""", ''1m=o doJU!!:o
H &gt;J'~o"."""'."'l .. _._'nLa,';l&gt;'

~ E Tlto.'m.HA)_"pcr...

~I~..uu l"""'''''f
tl.U.ÂOOOBrJl!~1.iÇfi~, _ ...

T,..lJ ,. U~

~~

fu J' ~o"."

~~~~ DEfEU

rD.;&lt;-nlkd...",., /

f&lt;&gt;;&gt;l~.:

~z:~tI.\,AC\o'\.A.ÇÁO

EIOo DwIOl

E&lt;OOI" ~"

o.,p;J",~oDlO&gt;

)'~'l\T1'.o

---"...
. ... _-..

,,,,"oo q.... .. trl b,.. l&gt;!

hrlKO - . ... r .......

:"')lJ::t!.IJ..O

.• _ _ _ .'1.. _ _

&gt;mlIDoh&gt;rulho

Qo ........ &lt;I ......... p"' ..... nioh&gt;

P'~l(EU~CA.TUm'm

Dl."Ql."E!.ADAca:AJ.!U..\'!!JU.

l ;m: CO ....
. .no5oc~
_

"",,,,,,n•.:,"

dt"",,,, p&lt;&gt;ro,~n» h&gt; . _

d .. &lt;fa l= ' _ POl.~"';" f.o,;omo"

Qu."...x....."' .• ..., .. ft f.

~·lIr.;r;no

O'~p ...

"'"''"'''"''

"".1I»f

E ",,,Dw,,,,E:.cvr , .~ '

No b.mib. b mm"Udo de&lt;. d... ,"n' . mpR f"

~-

Figura 3 - Trecho de texto teatral no catálogo on-line.
Fonte: Catálogo on-line do Banco de Peças de Teatro da UNIRIO. Disponível
em : &lt;http://www.unirio.br/webcaribe&gt; . Acesso em : 7 abro2012.

Esclarece-se ao usuário que esse trecho, assim como os textos completos no
acervo impresso, estão disponíveis apenas para fins didáticos e de pesquisa , ou
seja , fins não-lucrativos. E que, para a encenação dos textos ou qualquer utilização
afim , o usuário necessita da autorização do detentor do direito autoral.
Ao menos por enquanto, os textos completos não estão acessíveis on-line por
questões de direito autoral. Estão disponíveis na Biblioteca, impressos, para
consulta local e empréstimo domiciliar. Porém, prepara-se a disponibilização dos
textos em domínio público ou que tenham permissão do detentor do direito autoral
para essa difusão.
A idéia de exibir um trecho do texto surgiu no cotidiano da Biblioteca, não
tendo sido ainda encontradas referências na literatura. Há elementos do texto de
teatro que transcendem as possibilidades do catálogo, e que, por conta de sua
especificidade já abordada acima, são importantes para o pesquisador da área .
Como, por exemplo, diferentes estilos de falas . Como a Biblioteca pode auxiliar seu
usuário nesses casos? Oferecendo o texto completo da peça teatral. No entanto, de
modo geral, esse não é um recurso possível, em razão das restrições impostas pelo
direito autoral. Um modo de contornar essa dificuldade, em teste neste projeto, é
oferecer um trecho do texto. O recurso não substitui a leitura e o exame do texto
completo, mas acreditamos que auxilie no processo de tomada de decisão durante a
busca e mesmo na descoberta inicial do texto . Essa possibilidade é particularmente
importante para os usuários que se deslocam (muitas vezes de longe) para consultar
um determinado texto, e, ao examiná-lo, percebem que suas características não
coadunam com suas necessidades ou expectativas.
No Banco de Peças, existe também a preocupação com alguns dos itens
físicos. A maior parte deles não apresenta nenhum valor histórico, valendo por seu
conteúdo. Alguns, porém, são relevantes nesse sentido, como neste exemplo :

703

�Preservação da informação em suportes analógicos e digitais
Trabalho completo

......

I.......

'''ri. ...
,~

. . . . ~"." to , .... " " ' .

~

"

......

, •• ~

,I ...... ~......._

. . , .. , . .

...... .

'

""lO ......... .

•• • . . . . 10

:-:':'i,~'~':,~~":: .;::~ ;~~~':.~.:: .. :',.
I

. . . . . . . , ••••• - .

"

_

•• 1 . . . . . . . . , .

...

to ••

:.~ 7~~:.~,~: r:~ .~.~.;:::~-..: ~:.~::.~
....... ,., .... ,~.......... "'. ' ..... I.' ...
I ~~

•

••

It.,.;lo ••• c·l .•

" ' , . . . ."

~

, ..1'".... ,-

!..L....!:..!

I.,.

. . . . . . . . , .. , _ " • • " • . • ~..

I·'~«~''''''''-' ...

_

.'.

I

0'

.. , . . . ....... ..........
0'0

...

._

·.".

' o ; ....................' .....

,- .. _, ••• q.! 'f . . . .
11

o.

;
~

._.

' ...

.... ..,_

",0'0

t'" .' .... -...

,!lO tr
r" . ....

lO_ " . U ..

'.. _" .......

'"

Figura 4 - Original de texto teatral com cortes efetuados pela Censura.
Fonte: Banco de Peças de Teatro da UNIRIO.

Considerando seu caráter único e/ou histórico, esses originais estão sendo
conservados, e várias de suas imagens serão incluídas no sistema, a fim de serem
vistas pelo usuário, o que acrescenta uma nova dimensão ao texto . Desse modo, o
catálogo agrega informação à pesquisa, de um modo que não era possível aos
catálogos manuais.
Quanto à divulgação do Banco de Peças, iniciamos um protótipo, em testes,
de serviço de alerta via internet, utilizando uma das redes sociais de maior
capilaridade no momento, o Facebook (Figura 5) . Além disso, a Biblioteca é membro
da REDARTE/RJ (Rede de Bibliotecas e Centros de Informação em Arte no Estado
do Rio de Janeiro). Os dois fatores contribuirão para ampliar a visibilidade e o
impacto do Banco e do Projeto.
facebook

-

I

",,\)u6Iku;I11

~

-

I
l'IUllI:l

Figura 5 - Protótipo de divulgação com utilização de rede social.
Fonte: Banco de Peças de Teatro da UNIRIO.

704

�Preservação da informação em suportes analógicos e digitais
Trabalho completo

5 Considerações parciais/finais
A construção de uma ferramenta em uma área ainda pouco explorada, muito
especializada e que trata de um acervo com características muito específicas é
sempre um desafio. Mas tem sido estimulante, inclusive por conta do caráter
multidisciplinar desse trabalho.
Os itens já catalogados pelo Banco de Peças estão disponíveis para pesquisa
on-Iine na Biblioteca e via internet. O Projeto está em andamento: a inclusão de
novos textos e a conversão dos antigos, o estudo sobre o oferecimento de textos
completos e de trechos deles, o aperfeiçoamento dos pontos de acesso, assim como
do sistema de busca, a estruturação do alerta .
Muitas vezes catalogadas em sistemas impressos locais, a localização das
coleções especiais é facilitada pela catalogação on-Iine; normalmente de acesso
restrito, seus documentos ganham o mundo através da digitalização, revelando seus
tesouros. A consulta ao arquivo do texto digital, ou à impressão dele, evita o
manuseio do original. Traz de volta ao uso textos condenados e fora de circulação
por sua má condição física (itens rasgados, desgastados pelo uso, com trechos de
difícil leitura ou ininteligíveis etc.). A passagem do texto de papel para meio digital
também permite padronizar a apresentação dos conteúdos, racionalizar o
procedimento de edição, enriquecer os textos, acrescentar informações. Observando
apenas que, como aponta Darnton (2010, p. 15), "O futuro , seja ele qual for, será
digital"; mas hoje, segundo esse autor, há uma coexistência entre os modos de
comunicação impressos e digitais. De fato, observamos que, para o presente, é
conveniente a conjugação dos dois meios. Seguimos esse preceito nesta Biblioteca.
A criação de bibliotecas digitais de teatro tem ajudado, mesmo que de forma
limitada por conta dos direitos autorais, a ampliar a oferta e diminuir a grande
dificuldade que os pesquisadores enfrentam para obter textos teatrais, fonte básica
para os que se dedicam a essa área . O usuário pesquisa diretamente em bases
específicas, em vez de se perder em navegações genéricas pela internet. Isso
diminui o tempo consumido pela pesquisa, aumenta sua eficácia e o nível de
satisfação do pesquisador. Melhora a qualidade dos produtos e serviços das
bibliotecas e abre-se todo um novo leque de possibilidades à formação e ampliação
do público leitor no Brasil. Por fim, estruturar programas de processamento
documental especializados em teatro vem a acrescentar em uma área ainda pouco
explorada em nosso país.
Para a biblioteca universitária, em especial , é mais uma possibilidade de
auxiliar a instituição a ampliar seu espaço como instância educativa e informativa,
não só para seu público interno, mas também para a sociedade como um todo, ao
permitir que a universidade se projete para fora de seus muros e honre o conceito
embutido em seu nome.

6 Referências
AGUIAR, Giseli A. ; SILVA, J.F.M . da . A adoção das redes sociais da internet pelas
bibliotecas universitárias da Argentina, Brasil, Espanha e Estados Unidos: um estudo
exploratório. In: CONGRESSO BRASILEIRO DE BIBLIOTECONOMIA,
DOCUMENTAÇÃO E CIÊNCIA DA INFORMAÇÃO, 24., 2011, Maceió. [Anais
eletrônicos .. .] Maceió, 2011 . Disponível em :

705

�Preservação da informação em suportes analógicos e digitais
Trabalho completo

&lt;http ://febab.org .br/congressos/index.php/cbbd/xxiv/paper/view/4 79&gt; . Acesso em : 10
dez. 2011 .
CAFEZEIRO , Edwaldo ; GADELHA, Carmem . História do teatro brasileiro: um
percurso de Anchieta a Nelson Rodrigues. Rio de Janeiro: UFRJ, EDUERJ ,
FUNARTE , 1996.
CUNHA, Murilo Bastos da. A biblioteca universitária na encruzilhada . In : SEMINÁRIO
NACIONAL DE BIBLIOTECAS UNIVERSITÁRIAS, 16., 2010 , Rio de Janeiro. [Anais
eletrônicos .. .] Rio de Janeiro, 2010. Disponível em:
&lt;http ://www.snbu2010.com .br/documentos/MURILO_ CUNHA_palestra .pdf&gt;. Acesso
em : 15 ago. 2011 . Palestra de abertura.
____ oDesafios na construção de uma biblioteca digital. CioInf , V. 28, n. 3, p.
257-268, set.ldez 1999. Disponível em:
&lt;http ://www.ibict.br/cienciadainformacao/viewissue.php?id=21 #Artigos&gt; . Acesso em :
14 jul. 2009 .
DARNTON , Robert. A questão dos livros: passado, presente e futuro . São Paulo:
Companhia das Letras, 2010.
FERREZ, Helena Dodd ; SILVA, Eliane Vieira da ; SHINKADO, Mary Komatsu . Uma
experiência brasileira em rede de bibliotecas de arte : a REDARTE. In: CONGRESSO
BRASILEIRO DE BIBLIOTECONOMIA E DOCUMENTAÇÃO, 19.,2000, Porto
Alegre. [Anais eletrônicos ... ] Porto Alegre: PUC/RS, 2000 . Disponível em :
&lt;http ://dici.ibict.br/archive/00000741/01/T081 .pdf&gt; . Acesso em : 15 mar. 2009 .
GARCIA GIMÉNEZ, Daniel. Redes sociales: posibilidades de Facebook para las
bibliotecas públicas. bid: textos universitaris de biblioteconomia i documentació, n.24,
jun 2010 . Disponível em : &lt;http ://www.ub.edu/bid/24/garcia2 .htm&gt;. Acesso em : 20
set. 2011 .
GRÉSILLON, Almuth . Nos limites da gênese: da escritura do texto de teatro à
encenação. Estudos Avançados, São Paulo, v. 9, n. 23, abro 1995. Disponível em :
&lt;http ://dx.doi.org/10 .1590/S0103-401419950001 00018&gt;. Acesso em : 10 6 abro2012.
GUINSBURG, J. ; FARIA, J.R ; LIMA, MA de. (Coord.). Dicionário do teatro
brasileiro: temas, formas e conceitos. 2. ed . rev. ampl. São Paulo: Perspectiva , 2009 .
INGARDEN , R As funções da linguagem no teatro. In: GUINSBURG, J.; COELHO
NETTO, J.T.; CARDOSO, RC. Semiologia do teatro. São Paulo: Perspectiva, 1978.
MICHEL, Peter. Digitizing special collections. Library Hi Tech, V. 23, n.3, p. 379-395 ,
2005.
PINHEIRO, Lena Vania R Arte, objeto artístico, documento e informação em
museus. [199-?] . Disponível em : &lt;http://www.crnti.edu .uy/02cursos/Artes3.doc&gt;.
Acesso em : 15 out. 2011 .

706

�Preservação da informação em suportes analógicos e digitais
Trabalho completo

ROUBINE, Jean-Jacques. A linguagem da encenação teatral. 2.ed . Rio de Janeiro:
J. Zahar, 1998.
SILVA, Angela M.; SILVA, IImerio R. ; ARANTES, Luiz H.M. Biblioteca digital de peças
teatrais. Cio Inf., Brasília, v. 33 , n. 2, p. 187-196, maio/ago. 2004.

707

�</text>
                  </elementText>
                </elementTextContainer>
              </element>
            </elementContainer>
          </elementSet>
        </elementSetContainer>
      </file>
    </fileContainer>
    <collection collectionId="49">
      <elementSetContainer>
        <elementSet elementSetId="1">
          <name>Dublin Core</name>
          <description>The Dublin Core metadata element set is common to all Omeka records, including items, files, and collections. For more information see, http://dublincore.org/documents/dces/.</description>
          <elementContainer>
            <element elementId="50">
              <name>Title</name>
              <description>A name given to the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51396">
                  <text>SNBU - Edição: 17 - Ano: 2012 (UFRGS - Gramado/RS)</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="49">
              <name>Subject</name>
              <description>The topic of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51397">
                  <text>Biblioteconomia&#13;
Documentação&#13;
Ciência da Informação&#13;
Bibliotecas Universitárias</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="41">
              <name>Description</name>
              <description>An account of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51398">
                  <text>Tema: A biblioteca universitária como laboratório na sociedade da informação.</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="39">
              <name>Creator</name>
              <description>An entity primarily responsible for making the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51399">
                  <text>SNBU - Seminário Nacional de Bibliotecas Universitárias</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="45">
              <name>Publisher</name>
              <description>An entity responsible for making the resource available</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51400">
                  <text>UFRGS</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="40">
              <name>Date</name>
              <description>A point or period of time associated with an event in the lifecycle of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51401">
                  <text>2012</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="44">
              <name>Language</name>
              <description>A language of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51402">
                  <text>Português</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="51">
              <name>Type</name>
              <description>The nature or genre of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51403">
                  <text>Evento</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="38">
              <name>Coverage</name>
              <description>The spatial or temporal topic of the resource, the spatial applicability of the resource, or the jurisdiction under which the resource is relevant</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51404">
                  <text>Gramado (Rio Grande do Sul)</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
          </elementContainer>
        </elementSet>
      </elementSetContainer>
    </collection>
    <itemType itemTypeId="8">
      <name>Event</name>
      <description>A non-persistent, time-based occurrence. Metadata for an event provides descriptive information that is the basis for discovery of the purpose, location, duration, and responsible agents associated with an event. Examples include an exhibition, webcast, conference, workshop, open day, performance, battle, trial, wedding, tea party, conflagration.</description>
    </itemType>
    <elementSetContainer>
      <elementSet elementSetId="1">
        <name>Dublin Core</name>
        <description>The Dublin Core metadata element set is common to all Omeka records, including items, files, and collections. For more information see, http://dublincore.org/documents/dces/.</description>
        <elementContainer>
          <element elementId="50">
            <name>Title</name>
            <description>A name given to the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="63123">
                <text>A biblioteca digital de peças de teatro da UNIRIO: preservando e divulgando o repertório fundamental do teatro.</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="39">
            <name>Creator</name>
            <description>An entity primarily responsible for making the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="63124">
                <text>Grau, Isabel Ariño</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="38">
            <name>Coverage</name>
            <description>The spatial or temporal topic of the resource, the spatial applicability of the resource, or the jurisdiction under which the resource is relevant</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="63125">
                <text>Gramado (Rio Grande do Sul)</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="45">
            <name>Publisher</name>
            <description>An entity responsible for making the resource available</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="63126">
                <text>UFRGS</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="40">
            <name>Date</name>
            <description>A point or period of time associated with an event in the lifecycle of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="63127">
                <text>2012</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="51">
            <name>Type</name>
            <description>The nature or genre of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="63129">
                <text>Evento</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="41">
            <name>Description</name>
            <description>An account of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="63130">
                <text>O artigo trata da informatização do Banco de Peças de Teatro da Biblioteca Setorial do Centro de Letras e Artes da UNIRIO. Esse acervo deve apoiar as atividades de ensino, pesquisa e extensão desenvolvidas na universidade, além de atender à demanda de pesquisadores externos à UNIRIO e das mais diversas procedências. Porém, sua eficiência estava comprometida pelo desgaste do suporte físico (papel) e pela catalogação manual, que não contempla todas as possibilidades de pesquisa desse material. Através do projeto institucional "Biblioteca Digital de Peças de Teatro", os textos completos são passados para meio digital, garantindo a preservação dessa informação e o acesso on-line a boa parte dela, expandindo dramaticamente sua base de usuários. Busca-se também aprimorar a catalogação desse acervo, contemplando as especificidades do texto teatral, e automatizar seus dados de catalogação, o que permite uma busca mais complexa e o acesso ao catálogo via internet. O tratamento desse tipo de acervo requer o desenvolvimento de novos procedimentos e tem caráter especializado e multidisciplinar. O projeto mostra como as novas tecnologias auxiliam a universidade a cumprir seu papel educativo e social e como elas podem contribuir para a preservação do conhecimento e para a ampliação do acesso a ele.</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="44">
            <name>Language</name>
            <description>A language of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="69416">
                <text>pt</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
        </elementContainer>
      </elementSet>
    </elementSetContainer>
  </item>
  <item itemId="5916" public="1" featured="0">
    <fileContainer>
      <file fileId="4980">
        <src>http://repositorio.febab.org.br/files/original/49/5916/SNBU2012_055.pdf</src>
        <authentication>cb7fe1346ef1b7153a9c6e687ea14191</authentication>
        <elementSetContainer>
          <elementSet elementSetId="4">
            <name>PDF Text</name>
            <description/>
            <elementContainer>
              <element elementId="92">
                <name>Text</name>
                <description/>
                <elementTextContainer>
                  <elementText elementTextId="63122">
                    <text>Preservação da informação em suportes analógicos e digitais
i! """"'"
MaooNlck

~

=

:,

IiWitt.UJ
1I....111~

Trabalho completo

THESES INAUGURAES: RECUPERAÇÃO, ACESSO E DIVULGAÇÃO
DE CONTEÚDO HISTÓRICO
Maria Fazanelli Crestana 1, Cibele A. C. Marques dos Santo~,
Suely Campos Cardoso3, Gildete de Oliveira Batista4,
Renato Machado de Sobraf
1
2

5

Doutorado pela FSP/USP, Divisão de Biblioteca e Documentação da FMUSP, São Paulo, SP.
Doutorado pela ECAlUSP, Divisão de Biblioteca e Documentação da FMUSP, São Paulo, SP.
3

Mestrado pela FMUSP, Divisão de Biblioteca e Documentação da FMUSP, São Paulo, SP.

4

Bacharel pela FESPSP, Divisão de Biblioteca e Documentação da FMUSP, São Paulo, SP.

Bacharel pela FFLCH/USP, Divisão de Biblioteca e Documentação da FMUSP, São Paulo, SP.

Resumo
Este trabalho relata a identificação, recuperação e divulgação das teses de
conclusão do curso de Medicina no período de 1918 a 1969 pela Biblioteca Central
da Divisão de Biblioteca e Documentação da Faculdade de Medicina da
Universidade de São Paulo . Descreve também , a formação da coleção, os
processos de recuperação e restauro dos exemplares e a inserção dos registros no
DEDALUS - banco de dados bibliográficos da Universidade. Pesquisadores,
principalmente da área de história, demonstram interesse por este acervo, pelos
assuntos tratados na época e pela história da instituição. Assim, uma mostra deste
acervo está incluída nas comemorações do Centenário da Faculdade com a
exposição "Theses Inauguraes: Recuperação e Registro" , sendo que participar desta
comemoração vem de encontro a um dos objetivos da Biblioteca que é levar o
conhecimento produzido pelas gerações passadas a toda comunidade.
Palavras-Chave: Teses/história; Medicina/história; Restauração de coleções;
Exposições.
Abstract
This study reports the identification, retrieval and dissemination of medicai school
theses from 1918 to 1969 by the Central Library of the Library and Documentation
Division, Faculty of Medicine, University of Sao Paulo . Describes the formation of the
collection , recovery processes and restoration of copies and its records insertion in
DEDALUS - the university bibliographic database. Researchers, especially in the
area of history, show interest in this collection, in the subjects treated at the time and
the history of the institution. Thus, a sample of this collection is included in the
celebrations of the centenary of the Faculty with the exhibition "Theses Inauguraes:
Restoration and Registration", and participate in this celebration comes against one
of the goals of the Library which is to take the knowledge produced by past
generations to the whole community.
Keywords : Theses/history; Medicine/history; Restoration of collections, Exhibitions.

686

�Preservação da informação em suportes analógicos e digitais
i! """"'"
MaooNlck

~

=

:,

IiWitt.UJ

1I....111~

Trabalho completo

1 Introdução
Os trabalhos de conclusão do curso de medicina da Faculdade de Medicina da
Universidade de São Paulo (FMUSP), apresentados nas primeiras décadas do
século XX, foram denominados Theses Inauguraes. Estas publicações foram
recuperadas e processadas pela Biblioteca Central da Divisão de Biblioteca e
Documentação da FMUSP através de um projeto desenvolvido pela instituição.
As teses mostram o início da produção de conhecimentos médicos pelos
concluintes do curso do período de 1918 em diante. Para o término do curso de
medicina e a obtenção do título de doutor era condição que os alunos defendessem
seus trabalhos perante uma banca constituída pelos professores das cátedras,
sendo que o tema apresentado era desenvolvido sob a supervisão de um professor
orientador. Tais temas eram selecionados de acordo com as disciplinas do curso , e
para o desenvolvimento do trabalho os documentos utilizados eram , em muitos
casos, emprestados pelos próprios professores, advindos de suas bibliotecas
particulares, já que na época era perceptível a escassez de recursos, informações e
materiais para os alunos.
No caso da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo a primeira
turma concluiu o curso em 1918 iniciando a sua produção de conhecimento médico
com as primeiras teses defendidas.
Os exemplares destes trabalhos de conclusão estão passando por um
processo de tratamento, conservação e encadernação, e após este processo são
inseridos no banco de dados bibliográficos da USP denominado DEDALUS,
permitindo que o conhecimento produzido pelas pesquisas no período de 1918 a
1969 esteja acessível a toda comunidade acadêmica .
Por sua vez, pesquisadores de documentos históricos podem buscar
conteúdos relacionados a história da instituição e aos temas médicos abordados na
época . Para tanto este acervo está sendo divulgado nas comemorações do
Centenário da Faculdade de Medicina com a exposição "Theses Inauguraes:
recuperação e registro".
A recuperação dos documentos que contém o conhecimento científico gerado
nas dissertações e teses da FMUSP no período de 1918 a 1969 reforça a
preocupação da Biblioteca Central em tornar acessível aos pesquisadores esta fonte
de informação que resgata a memória histórica e a pesquisa da instituição no século
XX.
Este trabalho tem por objetivo apresentar o processo de recuperação, registro,
divulgação e disponibilização do acervo de teses defendidas por alunos da FMUSP
no período.

687

�Preservação da informação em suportes analógicos e digitais
i! """"'"
MaooNlck

~

=

:,

IiWitt.UJ

1I....111~

Trabalho completo

2 Revisão de Literatura
Campos (1945), aluno da primeira turma do curso de medicina da FMUSP,
relata como objetivos das universidades a educação, a instrução nos domínios da
cultura e da técnica, a conservação da ciência e a transmissão dos conhecimentos
desenvolvidos. Além disso, as universidades devem habilitar ao exercício das
atividades profissionais, promover e estimular a investigação, incentivar a publicação
da produção científica, colocando-a ao alcance dos estudiosos e realizar cursos de
extensão e pesquisa .
Wanderley (1988) considera que a universidade é muito mais do que um lugar
criado para divulgar a cultura universal, produzir ciência e formar profissionais, mas
que a mesma tem a capacidade de transformar a sociedade.
As primeiras teses elaboradas na Faculdade de Medicina e Cirurgia de São
Paulo (antigo nome da FMUSP) equivaleriam aos atuais trabalhos de conclusão de
curso da graduação, mas apresentam as primeiras pesquisas desenvolvidas na
faculdade. No decorrer das décadas, as teses e dissertações defendidas
apresentaram mudanças substanciais, tornando-se produtos das pesquisas dos
cursos de pós-graduação e adequando-se às normalizações que regem a produção
acadêmica na atualidade.
De acordo com Batista (2011), a Biblioteca da FMUSP , em seu papel de
apoio ao ensino e à pesquisa , se fez presente em tais mudanças ao preservar este
material evidenciando, assim, suas transformações ao longo do tempo.
O Sistema Integrado de Bibliotecas da Universidade de São Paulo
(SIBi/USP) apóia a preocupação das bibliotecas que o compõem, com a
preservação de seus acervos. Desde 1986, foi criada uma verba direcionada para
encadernação de material bibliográfico. E em 1992, foi constituída uma equipe para
tratar exclusivamente destas ações que viriam a ser concretizadas em 1997 com a
criação da Portaria GR No. 3075 da USP que estabelece as "Diretrizes para
Preservação e Conservação Preventiva dos Acervos Bibliográficos e Bibliotecas do
SIBi/USP. "
Para Duru (1999) apud Feather (1991 , p. 2), "a preservação é apresentada
como, um aspecto do gerenciamento da biblioteca , que tem como objetivo garantir
que a informação sobreviva de forma utilizável pelo maior tempo possível".
Os trabalhos realizados pelo setor de conservação e encadernação da
Biblioteca da FMUSP possibilitam a extensão de vida útil dos documentos e incluem
higienização, desinfecção, encadernação e pequenos reparos nos materiais
bibliográficos.
Na USP são poucas as bibliotecas que possuem oficinas de encadernação,
portanto são poucos os profissionais qualificados para este processo, sendo que
para atender as diretrizes de preservação e restauração as bibliotecas têm a
possibilidade de trabalhar com terceiros para o processo de encadernação e
restauro de suas coleções quando necessário.

688

�Preservação da informação em suportes analógicos e digitais
i! """"'"
MaooNlck

~

=

:,

IiWitt.UJ

1I....111~

Trabalho completo

3 Materiais e Métodos

o projeto de recuperação do acervo das Theses Inauguraes foi iniciado em
2008 com o planejamento das ações a serem desenvolvidas.
Em 2009 foram separadas do acervo, as dissertações e teses defendidas na
FMUSP e em outras Instituições. Era uma prática de divulgação científica entre as
faculdades de medicina européias e brasileiras, desde o final do século XIX,
encaminhar as teses defendidas para outras instituições de ensino da área , e este
procedimento durou até a década de 1970, sendo que após a implantação dos
Programas de Pós-graduação no Brasil , não havia mais a obrigatoriedade de
divulgar as teses desta forma .
Os documentos foram separados e priorizou-se a recuperação das teses mais
antigas defendidas na FMUSP. O processo de conservação realizado envolveu a
higienização, tratamento, recuperação das páginas, pequenos reparos e
encadernação artesanal. Foram separados em conjuntos de 20 títulos para envio à
Seção de Encadernação para receberem o tratamento mais adequado. As teses que
se encontravam em bom estado de conservação começaram a ser reencadernadas
com material específico como a colocação de lombada de couro, capa dura forrada
com papel, e o uso do papel japonês para reforço das páginas nas teses mais
danificadas.
Os títulos que não estavam registrados no banco de dados DEDALUS foram
preparados para serem catalogados. No processamento técnico das teses antigas,
destacamos a indexação dos assuntos de pesquisa das teses da época , muitos
tiveram suas terminologias modificadas devido a evolução da ciência e
consequentemente do vocabulário específico das áreas de domínio.
Assim, para indexar estes documentos foi necessário pesquisar em outras
bases de dados bibliográficos termos equivalentes que permitissem a adequação da
terminologia médica do início do século XX para os descritores do Vocabulário
Controlado do SIBi/USP utilizado na indexação dos materiais do DEDALUS.
A coleção de teses de 1918 a 1970 utiliza a Classificação Decimal de Dewey,
assim como a coleção de livros publicados até final da década de 1950. A partir
destas datas, a Biblioteca Central da FMUSP passou a classificar suas coleções com
a Classificação da National Library of Medicine (NLM).
O projeto de recuperação e divulgação das teses continua em andamento na
biblioteca.
4 Resultados
A coleção de teses antigas do acervo da Biblioteca Central da Faculdade de
Medicina da Universidade de São Paulo é composta de 1.129 teses sendo que 722
títulos já foram recuperados e disponibilizados para consulta e 407 estão
aguardando tratamento adequado. As primeiras teses defendidas, aproximadamente
até a década de 1930 foram denominadas Theses Inauguraes.
Entre os 722 títulos de teses defendidas entre 1918 a 1969 e catalogadas no
DEDALUS, o maior número registrado está entre 1921 a 1930 com 302 registros
(Gráfico 1), e corresponde ao período das Theses Inauguraes.

689

�Preservação da informação em suportes analógicos e digitais
i! """"'"
MaooNlck

~

=

:,

IiWitt.UJ

Trabalho completo

1I....111~

Gráfico 1, Total de registros de teses no banco de dados DEDALUS no período de 1918 a 1969
350
300
!li

.:1ou

250

-o

~
o
c

200

!li

150

~

100

j

50

1916-1920

1921-1930

1931-1940

1941-1950

1951-1960

1961 -1969

Ano de defesa das teses

No Gráfico 2, são apresentados os totais anuais dos 407 títulos que estão em
fase de recuperação e processamento, compreendendo o período de 1930 a 1970,
Gráfico 2, Total de teses em fase de higienização, recuperação e registro no Dedalus

160

140
~

I!
CP

120

e

100

Q.
::I
U

"u;I!

80

'"
Õ

60

"tl

I!
'"
Q.

'o

Z

20

1930- 1939

1940- 1949

1950- 1959

1960- 1969

1970- 1970

Ano de conclusão das teses

Uma análise mais detalhada do formato de apresentação das Theses
Inauguraes permite observar a pouca padronização quanto à entrada de nome de
autor, título, não existência obrigatória de sumário, resumo, indicação de tabelas e
gráficos, falta de citações e normalização de referências , pois no período as normas
de documentação ainda não estavam implantadas.
Cintra (2010) conta que na Faculdade de Medicina do Paraná (FMPR) as
teses defendidas no mesmo período, apresentavam-se como uma memória
impressa sobre qualquer assunto do curso, seguida de três proposições sobre cada
cadeira , e sua defesa ocorria perante uma comissão examinadora composta de
cinco lentes catedráticos, à escolha da respectiva Congregação, provavelmente uma
obrigatoriedade.
Esta exigência de três proposições sobre cada cadeira , também era feita na
Faculdade de Medicina e Cirurgia de São Paulo (Figura 1) e aparecem citadas na

690

�Preservação da informação em suportes analógicos e digitais
i! """"'"
MaooNlck

~

=

:,

IiWitt.UJ

1I....111~

Trabalho completo

página de rosto, com as proposições colocadas no final das páginas dos trabalhos,
até o ano de 1925. A partir de 1926, não são incluídas mais estas informações. As
proposições significavam a contribuição do assunto discutido e defendido, para cada
cadeira do curso .

PECTORILOQUIA APHONICA
Nlul·""j'tlf."

,.

"r~~'t"
ItII.

Figura 1. Ilustração referente à página de rosto de tese defendida na FMCSP em 1919

As teses eram numeradas como no exemplo da Figura 2, escrito com lápis de
cor vermelha no alto da página de rosto. Acreditamos que fosse o número de tombo
ou o número de registro, podendo também ser uma forma de localização.
Somente a partir de 1948, data mais antiga de registros físicos da
organização destas teses na Biblioteca Central , elas foram separadas das caixas
com teses advindas de outras instituições de ensino médico, e receberam a
Classificação Decimal de Dewey (CDD) passando a constituir um acervo
diferenciado.

691

�Preservação da informação em suportes analógicos e digitais
i! """"'"
MaooNl ck

~

=

:,

IiWitt.UJ

1I....111~

Trabalho completo

f •• uld de d. Medidn •• (irurti. d. S. I'nulQ

THESE
o~J'lloda

rm :;29 d

Dezembfo dtl: 1918

ck:1 nd.do em 71 d- Fevereiro de H;t'9

,,,Ir

FLAMINIO FAVERO
r',Q1urol d

~

Paulo tllhel I!!Qlhrno de

fO\IQrCJ li:! dI!'
.1\1 ' ' ' '

"

,.

O

(011'10l'lnO

• ""

.... '

fran(J!oCo

FQVt!'f'O

,.,,..111

i.~ A~ ••

DISSERT AÇAO
lII1I\lIijI ,11

tI1Ij~.~~, 1~.,,~,It ,I:~ ,~~~lt!lItlIIlil

I

I'ROPOSIÇ()ES,
Tm _rI' QUol callMno d.

cAn_ " "'.... Id... e Clrwilla.

mlJ

i

Figura 2 -Ilustração da página de rosto da tese defendida na FMCSP em 1919

o registro do tombo e a coleção de teses classificadas e separadas das
demais teses existentes na Biblioteca mostraram-se ainda, insuficientes para
divulgação das teses defendidas na Faculdade de Medicina e Cirurgia de São Paulo.
Assim, foi criado em 1935, com o intuito de facilitar pesquisas bibliográficas
nas teses e dissertações, o Catálogo-Dicionário das Theses Inauguraes (Figura 3)
pelo bibliotecário Dr. Jorge de Andrade Maia, utilizando o formato do Index Medicus,
uma publicação bibliográfica desenvolvida pela National Library of Medicine (NLM)
para divulgação de seu acervo e de outros materiais, inclusive artigos de periódicos.

692

�Preservação da informação em suportes analógicos e digitais
i! """"'"
MaooNlck

~

=

:,

IiWitt.UJ

1I....111~

Trabalho completo

J.

MAIA

CAT ALOGO-DICCIONARIO
DAS

THESES INAUGURAES.
FACULDADE DE MEDICINA DA

UNIveRSIDADE DE SÃO PAULO

"

19/9-1995
."

sAo

PAULO

J ....

Figura 3 - Ilustração da página de rosto do Catálogo-diccionário das Theses Inauguraes

As teses antigas armazenadas atualmente na coleção de Obras Especiais da
Biblioteca da FMUSP são de acesso restrito, podendo apenas ser consultadas no
local. São utilizadas por historiadores e museólogos para estudos sobre a história da
medicina na cidade e no estado de São Paulo .
A partir deste projeto foi possível com a parceria entre Biblioteca Central da
FMUSP, Museu Histórico Praf. Carlos da Silva Lacaz da FMUSP e Comissão de
Cultura e Extensão Universitária da Faculdade, preparar uma exposição (Figura 4 e
5) das teses antigas para as comemorações do Centenário da Faculdade de
Medicina da USP com o título "Theses Inauguraes: recuperação e registro".

693

�Preservação da informação em suportes analógicos e digitais
Trabalho completo

Figura 4 - Foto de Abertura da Exposição "Theses Inauguraes: recuperação e registro"

Figura 5 - Painel da Exposição " Theses Inauguraes: recuperação e registro"

694

�Preservação da informação em suportes analógicos e digitais
i! """"'"
MaooNlck

~

=

:,

IiWitt.UJ
1I....111~

Trabalho completo

5 Considerações Finais

o

projeto de recuperação e registro da informação científica dos trabalhos de
conclusão do curso de medicina desde 1918, pela Biblioteca Central da Divisão de
Biblioteca e Documentação da FMUSP, está em fase conclusiva , sendo que já foram
recuperados 722 títulos, que podem ser pesquisados no banco de dados DEDALUS.
A riqueza do acervo de teses antigas entre os anos de 1918 a 1969, é imensa
e encontra-se parcialmente identificada e indexada . Todos os esforços estão sendo
desenvolvidos para a finalização do projeto de recuperação . Os resultados deste
projeto reforçam a necessidade das bibliotecas estabelecerem uma política de
preservação de coleções antigas, com iniciativas que incluem higienização,
restauração e adequação das condições climáticas dos acervos através do uso de ar
condicionado e iluminação apropriada .
A exposição " Theses Inauguraes: recuperação e registro" ocorreu por que a
biblioteca teve uma ação preventiva na identificação e preservação de documentos
importantes para a história da Faculdade de Medicina da USP. Além disso, para o
evento de divulgação das teses antigas foi importante a parceria da Biblioteca
Central com o Museu Prof. Carlos da Silva Lacaz e com a Comissão de Cultura e
Extensão.
Referências
BATISTA, G. o. Panorama histórico da elaboração das teses na área da saúde
defendidas na Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (1919 a 2011).
2011 . Trabalho de Conclusão de Curso (Biblioteconomia e Ciência da Informação)Faculdade de Biblioteconomia e Ciência da Informação, Fundação Escola de Sociologia
e Política de São Paulo, São Paulo, 2011 .
CAMPOS, E. S. Fatores de influência no desenvolvimento e evolução das
universidades. São Paulo: Imprensa da USP, 1945. p. 23-74: Universidades: cidades
universitárias.
CINTRA, E. P. U. Sciencia et labor no palácio da luz: a institucionalização da ciência
médica e a Faculdade de Medicina do Paraná. 2010. 266 f. Tese (Doutorado Curso de
História e Histografia da Educação) - Departamento de Educação, Universidade Federal
do Paraná, Curitiba, 2010.
DURU , O. C. R. Diretrizes para preservação e conservação preventiva dos acervos
bibliográficos e bibliotecas do SIBi/USP: aplicações em duas bibliotecas do sistema.
1999. Trabalho de Conclusão de Curso (Biblioteconomia e Documentação) - Escola de
Comunicações e Artes , Universidade de São Paulo, São Paulo, 1999.
FEATHER, J. Preservation and the management of library collections. London ,
1991 .
UNIVERSIDADE DE SÃO PAULO . Sistema Integrado de Bibliotecas. Portaria GR nO
3075 de 23 de julho de 1997. Diário Oficial Estado de São Paulo, 24 de julho de 1997.
Dispon ível em : &lt; HTTP://www.usp.br/sibilPortaria-Resolucao?port_gr_3075.htm
WANDERLEY, L. E. W. O que é Universidade. São Paulo: Editora Brasiliense, 1988. 53
p.

695

�</text>
                  </elementText>
                </elementTextContainer>
              </element>
            </elementContainer>
          </elementSet>
        </elementSetContainer>
      </file>
    </fileContainer>
    <collection collectionId="49">
      <elementSetContainer>
        <elementSet elementSetId="1">
          <name>Dublin Core</name>
          <description>The Dublin Core metadata element set is common to all Omeka records, including items, files, and collections. For more information see, http://dublincore.org/documents/dces/.</description>
          <elementContainer>
            <element elementId="50">
              <name>Title</name>
              <description>A name given to the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51396">
                  <text>SNBU - Edição: 17 - Ano: 2012 (UFRGS - Gramado/RS)</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="49">
              <name>Subject</name>
              <description>The topic of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51397">
                  <text>Biblioteconomia&#13;
Documentação&#13;
Ciência da Informação&#13;
Bibliotecas Universitárias</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="41">
              <name>Description</name>
              <description>An account of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51398">
                  <text>Tema: A biblioteca universitária como laboratório na sociedade da informação.</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="39">
              <name>Creator</name>
              <description>An entity primarily responsible for making the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51399">
                  <text>SNBU - Seminário Nacional de Bibliotecas Universitárias</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="45">
              <name>Publisher</name>
              <description>An entity responsible for making the resource available</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51400">
                  <text>UFRGS</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="40">
              <name>Date</name>
              <description>A point or period of time associated with an event in the lifecycle of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51401">
                  <text>2012</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="44">
              <name>Language</name>
              <description>A language of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51402">
                  <text>Português</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="51">
              <name>Type</name>
              <description>The nature or genre of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51403">
                  <text>Evento</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="38">
              <name>Coverage</name>
              <description>The spatial or temporal topic of the resource, the spatial applicability of the resource, or the jurisdiction under which the resource is relevant</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51404">
                  <text>Gramado (Rio Grande do Sul)</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
          </elementContainer>
        </elementSet>
      </elementSetContainer>
    </collection>
    <itemType itemTypeId="8">
      <name>Event</name>
      <description>A non-persistent, time-based occurrence. Metadata for an event provides descriptive information that is the basis for discovery of the purpose, location, duration, and responsible agents associated with an event. Examples include an exhibition, webcast, conference, workshop, open day, performance, battle, trial, wedding, tea party, conflagration.</description>
    </itemType>
    <elementSetContainer>
      <elementSet elementSetId="1">
        <name>Dublin Core</name>
        <description>The Dublin Core metadata element set is common to all Omeka records, including items, files, and collections. For more information see, http://dublincore.org/documents/dces/.</description>
        <elementContainer>
          <element elementId="50">
            <name>Title</name>
            <description>A name given to the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="63114">
                <text>Theses Inauguraes: recuperação, acesso e divulgação de conteudo histórico.</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="39">
            <name>Creator</name>
            <description>An entity primarily responsible for making the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="63115">
                <text>Crestana, Maria F.; Santos, Cibele A. C Marques dos; Cardoso, Suely Campos; Batista, Gildete de Oliveira; Sobral, Renato Machado de</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="38">
            <name>Coverage</name>
            <description>The spatial or temporal topic of the resource, the spatial applicability of the resource, or the jurisdiction under which the resource is relevant</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="63116">
                <text>Gramado (Rio Grande do Sul)</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="45">
            <name>Publisher</name>
            <description>An entity responsible for making the resource available</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="63117">
                <text>UFRGS</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="40">
            <name>Date</name>
            <description>A point or period of time associated with an event in the lifecycle of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="63118">
                <text>2012</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="51">
            <name>Type</name>
            <description>The nature or genre of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="63120">
                <text>Evento</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="41">
            <name>Description</name>
            <description>An account of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="63121">
                <text>Este trabalho relata a identificação, recuperação e divulgação das teses de conclusão do curso de Medicina no período de 1918 a 1969 pela Biblioteca Central da Divisão de Biblioteca e Documentação da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo. Descreve também, a formação da coleção, os processos de recuperação e restauro dos exemplares e a inserção dos registros no DEDALUS - banco de dados bibliográficos da Universidade. Pesquisadores, principalmente da área de história, demonstram interesse por este acervo, pelos assuntos tratados na época e pela história da instituição. Assim, uma mostra deste acervo está incluída nas comemorações do Centenário da Faculdade com a exposição “Theses Inauguraes: Recuperação e Registro”, sendo que participar desta comemoração vem de encontro a um dos objetivos da Biblioteca que é levar o conhecimento produzido pelas gerações passadas a toda comunidade.</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="44">
            <name>Language</name>
            <description>A language of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="69415">
                <text>pt</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
        </elementContainer>
      </elementSet>
    </elementSetContainer>
  </item>
  <item itemId="5915" public="1" featured="0">
    <fileContainer>
      <file fileId="4979">
        <src>http://repositorio.febab.org.br/files/original/49/5915/SNBU2012_054.pdf</src>
        <authentication>87ac9b7fd29dc5f487f6dd921a988884</authentication>
        <elementSetContainer>
          <elementSet elementSetId="4">
            <name>PDF Text</name>
            <description/>
            <elementContainer>
              <element elementId="92">
                <name>Text</name>
                <description/>
                <elementTextContainer>
                  <elementText elementTextId="63113">
                    <text>i

SeminArio

~

~6e

= 1l1W'ot_
_~ ~:~r~':..

Preservação da informação em suportes analógicos e digitais
Trabalho completo

PRESERVAÇÃO DIGITAL:
uma proposta para Bibliotecas Universitárias
Claudiane Weber, Rafael Cobbe Dia~
1Sibliotecária, Mestre, UFSe, Florianópolis, se
2Sibliotecário, Florianópolis , se

RESUMO
A preservação digital garante a duração dos objetos digitais por um longo período de
tempo, sua aplicação deve ser criteriosa e baseada em estratégias confiáveis. O
trabalho faz uma análise sobre as estratégias de preservação digital que podem ser
aplicadas em bibliotecas universitárias. Com base na fundamentação teórica de
preservação digital foram identificadas as estratégias existentes com o intuito de
compará-Ias com as que são utilizadas no Sistema de Bibliotecas da Universidade
Federal de Santa Catarina . Essas tecnologias têm funções distintas, o PDF/A pode
ser usado como formato padrão de preservação; o uso do DOI ajuda na recuperação
dos objetos digitais; o LOCKSS garante a manutenção dos documentos eletrônicos.
E as estratégias de preservação digitais como, emulação, migração,
encapsulamento, e a replicação automática dos objetos digitais, adaptadas a
realidade de cada acervo.

Palavras-Chave:
Estratégias de preservação ; Biblioteca; UFSC;

ABSTRACT
Digital preservation ensures the life of digital objects over the time, since its
application must be based on detailed and reliable strategies. This working is a
survey on the existing digital preservation strategies for scientific digital journals. We
surveyed the existing digital preservation technologies in order to assess the
conservation strategies that can be applied . Based on the theoretical foundation for
digital preservation identified existing strategies in order to compare them with those
used in the Library System of the Federal University of Santa Catarina . These
technologies have distinct functions, the PDF/A can be used as the standard format
of preservation, and use the DOI helps in the recovery of digital objects, the LOCKSS
ensures the maintenance of electronic documents. And the digital preservation
strategies such as emulation, migration, tunneling, and automatic replication of digital
objects, adapted to the reality of each collection .

Keywords:
Digital Preservation Strategies; Library; UFSC

1 INTRODUÇÃO

670

�i

SeminArio

~

~6e

= 1l1W'ot_
_~ ~:~r~':..

Preservação da informação em suportes analógicos e digitais
Trabalho completo

Garantir a memória de uma época e registrar os acontecimentos relevantes
vividos pelo homem é o que nos leva a preservar. Segundo Conway (2001, p.11), "há
muito tempo , as bibliotecas e os arquivos têm a responsabilidade de reunir,
organizar e proteger a documentação da atividade humana". O homem é bem mais
do que sua própria existência, é o acúmulo de toda sua história e conhecimento.
Para Chapman ([2001?]) a preservação digital consiste em dar manutenção
ao objeto digital para que este possa ser acessado em um longo período de tempo
depois de sua criação.
A preservação digital consiste na capacidade de garantir que a informação
digital permanece acessível e com qualidades de autenticidade suficientes
para que possa ser interpretada no futuro recorrendo a uma plataforma
tecnológica diferente da utilizada no momento da sua criação. (FERREIRA,
2006 , p.20) .

É necessária a preocupação da manutenção do objeto digital para longo
prazo . Ferreira (2006) demonstra que, com o desenvolvimento constante das
tecnologias, convém acautelar-se antecipadamente para as mudanças de
plataformas tecnológicas. A manutenção do objeto digital não consiste apenas em
manter sua integridade, é necessário que ele possa ser acessado por novas
tecnologias ao longo de sua existência . "Há , portanto, a necessidade de garantir que
as informações que são produzidas hoje estejam acessíveis na posteridade, pois se
configuram um rico patrimônio humano, fruto de sua produção cultural , social e ou
científica." (CUNHA; LIMA, 2007, p. 2).
Técnicas de preservação digital estão sendo implantadas em muitas
bibliotecas e arquivos, e a elevada produção de documentos eletrônicos faz com que
a preservação digital torne-se fundamental. Segundo Márdero Arellano (2008, p. 43)
"Com o aumento da produção de informação em formato digital, tem sido
questionada cada vez mais a importância de garantir a sua disponibilização e
preservação por grandes períodos de tempo".
A manutenção do objeto digital depende de instituições responsáveis,
gerenciando, financiando e dando suporte aos processos de preservação. O ciclo de
vida do objeto digital em uma biblioteca: a aquisição, a verificação, o registro, a
preservação e o acesso, são parte de um todo, ou seja, de processos que devem
ser pensados pelos bibliotecários e profissionais da informação para a implantação
de estratégias de preservação da instituição.
Em base a estas questões, este trabalho pretende fazer uma análise sobre as
estratégias de preservação digital que podem ser aplicadas em bibliotecas
universitárias. Levantadas as tecnologias de preservação digitais existentes e
também identificadas às estratégias de preservação que podem ser aplicadas a
bibliotecas, para assim apontar quais medidas estão sendo tomadas e quais
deverão ser adotadas para a manutenção em longo prazo, do objeto digital, no
Sistema de Bibliotecas da Universidade Federal de Santa Catarina .
O processo de pesquisa foi compreendido pela observação in loco , através de
uma revisão de literatura, com o propósito de buscar referencial teórico sobre
estratégias de preservação digital. E deste modo identificar os procedimentos já
adotados no Sistema de Bibliotecas da Universidade Federal de Santa Catarina, e
as intervenções que deverão ser realizadas para sua organização.

671

�i

SeminArio

~

~6e

= 1l1W'ot_
_~ ~:~r~':..

Preservação da informação em suportes analógicos e digitais
Trabalho completo

2 A PRESERVAÇÃO DIGITAL
Os arquivos eletrônicos facilitam o trabalho do pesquisador e a recuperação
da informação nos meios eletrônicos se torna mais fácil e ágil, mas os objetos
digitais necessitam de máquinas, computadores que possuam hardware/software
específicos para que possam executar determinados tipos de programas, isto é,
"objetos digitais tem uma forte dependência com todo esse aparato." (BODÊ, 2008,
p. 29).
Estudiosos da área como Sayão (2009), Márdero Arellano (2008), Bodê
(2008), Conway (2001) e Ferreira (2006) concordam que não há uma solução
definitiva para a preservação digital, mas existem procedimentos, técnicas e
tecnologias específicas que podem ser usadas para minimizar os riscos de perda de
arquivos digitais.
Uma das propostas de preservação digital é a preservação da tecnologia .
Esse procedimento consiste em manter o contexto tecnológico em que o objeto
digital foi criado, isto é, manter o hardware/software original para que os arquivos
digitais possam ser acessados no mesmo ambiente que foram criados. Para isso é
necessário criar museus tecnológicos, dessa forma seria possível não só a
reprodução, mas também a experimentação do objeto digital. Contudo, manter
esses equipamentos pode ser muito dispendioso (FERREIRA, 2006) .
Dentre as possibilidades de preservação digital citamos o refrescamento, o
qual "consiste na transferência de informação de um suporte físico de
armazenamento para outro mais atual antes que o primeiro se deteriore ou se torne
irremediavelmente obsoleto" (FERREIRA, 2006, p.33).
O refrescamento não é considerado uma estratégia de preservação digital, já
que consiste apenas na atualização de plataforma do documento digital. O
refrescamento não deve ser aplicado de forma isolada, deve ser utilizado junto às
estratégias que fazem parte da preservação digital. A simples mudança de suporte
físico, como por exemplo, transportar o conteúdo digital de um disco rígido para um
DVD não garante a preservação em longo prazo do objeto digital. A troca de suporte
pode ser, por exemplo, De um disco rígido para um CD-R ou de um disco rígido para
um pen drive.

672

�i

SeminArio

~

~6e

= 1l1W'ot_
_~ ~:~r~':..

Preservação da informação em suportes analógicos e digitais
Trabalho completo

Figura 1 - Refrescamento
Fonte - Elaborado pelo autor

o refrescamento pode ser usado em conjunto com a migração, iremos
explicar essa estratégia no decorrer do texto. Segundo Sayão (2010, p.9) na
emulação, migração e encapsulamento são consideradas estratégias válidas para a
preservação em longo prazo". Junto a essas estratégias podemos destacar a
preservação de metadados, que também faz parte da preservação digital.
2.1 Emulação, Encapsulamento e Migração
Para Márdero Arellano (2008), Ferreira (2006) , Lee (2002) e Sayão (2010) as
estratégias de preservação digital podem ser divididas em três classes
fundamentais : a) Emulação; b) Migração; c) Encapsulamento.
O emulador é um software que reproduz um ambiente computacional para
que seja possível a execução de outros softwares sobre ele. Consiste em acessar
um sistema operacional mais antigo fazendo uso de um sistema operacional atual.
Por exemplo, poderíamos com o uso de um programa de emulação instalar o
sistema operacional Windows 95 no Windows 7. A única alternativa para recriar o
ambiente para a execução de um objeto digital em sua forma original é a emulação
(ROTHENBERG, 1998). Para Ferreira (2006), a vantagem da emulação está em
garantir um alto grau de fidelidade na reprodução do objeto digital.
A emulação propicia o contato com o objeto digital em sua forma original , não
da mesma maneira que a preservação de tecnologia , que mantém o
hardware/software original, mas com o uso do emulador podemos apreciar o objeto
digital em seu ambiente de origem . Para Rothenberg (1998) :
A implementação da emulação envolveria : (1) desenvolvimento de técnicas
para emuladores genéricos que seriam executados em computadores no
futuro e recriariam o comportamento dos atuais; (2) desenvolvimento de
técnicas para preservar de forma legível, os metadados necessários para ,
acessar e recriar documentos digitais; (3) desenvolvimento de técnicas para
encapsular o documento de seus metadados.

Em muitos casos o objeto digital não pode ser migrado e nesse caso temos a
emulação como principal estratégia de preservação. nA estratégia de emulação está
sendo usada quando o recurso digital não pode ser convertido em formatos de
software independentes, e migrados no futuro ." (MÁRDERO ARELLANO, 2008, p.
70).
Preservar o conteúdo de forma fidedigna e proporcionar ao usuário a
experiência de interagir com o objeto digital em sua forma original é um ponto forte

673

�i

SeminArio

~

~6e

= 1l1W'ot_
_~ ~:~r~':..

Preservação da informação em suportes analógicos e digitais
Trabalho completo

na emulação. No entanto a emulação pode ter um custo elevado para se manter em
longo prazo, pois "o uso dos emuladores parte do pressuposto que os utilizadores do
futuro serão capazes de operar adequadamente aplicações e sistemas operativos há
muito desaparecidos." (FERREIRA, 2006 , p. 35) . A próxima figura mostra o uso de
um emulador instalado no Windows 7 executando o Windows 95 .

Figura 2 - Emulação
Fonte - Elaborado pelo autor

A emulação não se foca no objeto digital, mas sim no aparato necessário para
o seu funcionamento. O seu sucesso depende de um grande numero de variáveis.
Não há como prever se no futuro existirão emuladores capazes da execução de
todos os sistemas operacionais existentes, ou se haverá pessoas especializadas
para lidar com essa tecnologia ultrapassada. O desaparecimento de empresas que
desenvolveram os sistemas que necessitarão de emuladores pode dificultar ainda
mais este processo.
O encapsulamento é uma estratégia menos onerosa do que a emulação.
Pode ser aplicado em situações em que o objeto digital não precisa ser acessado
por um longo período de tempo, nesses casos podemos salvar com o objeto todas
as informações necessárias para a sua futura recuperação. É uma estratégia que
consiste em guardar o objeto digital juntamente com as informações de softwares
necessárias para o seu funcionamento .

o

encapsulamento é uma estratégia de preservação que consiste em
preservar todos os detalhes de como interpretar o objeto digital. Preservarse juntamente com o objeto digital, toda a informação (descritiva formal e
detalhada do ambiente de software e hardware requerido para seu
funcionamento) necessana e suficiente para permitir o futuro
desenvolvimento de conversores, visualizadores e ou emuladores. (DEUS;
JORGE, [2010?], p. 8).

É necessário dizer que qualquer falha no salvamento das informações
técnicas pode comprometer todo o processo do encapsulamento. A emulação e o
encapsulamento são estratégias que se aplicam na recuperação do objeto digital,

674

�i

SeminArio

~

~6e

= 1l1W'ot_
_~ ~:~r~':..

Preservação da informação em suportes analógicos e digitais
Trabalho completo

documentos que dependem de hardware/software específico para sua leitura,
diferentemente da migração.
Na estratégia da migração um objeto digital é convertido para que não se
torne inoperável, sendo possível migrar um arquivo de texto que tenha sido criado
em um editor de texto qualquer, para uma extensão de arquivo preservável. Pois o
"propósito da migração é preservar a integridade dos objetos digitais e assegurar a
habilidade dos clientes para recuperá-los, expô-los e usá-los de outra maneira diante
da constante mudança da tecnologia" (MÁRDERO ARELLANO, 2008, p.63).
É importante frisar que apenas a atualização de arquivo, que é feita no
refrescamento, não é considerada como uma estratégia de preservação digital. A
migração acontece quando um arquivo de texto, do Word , é convertido para o
PDF/A, que é uma extensão de arquivo preservável e ao realizar esse processo
temos certeza que a informação contida no documento estará acessível para a
visualização no hardware/software presentes no futuro .
Podemos dizer que a migração é a conversão dos objetos digitais para os
formatos preserváveis disponíveis. Quando migramos devemos nos atentar para o
problema da perda de informação que pode ocorrer quando convertemos um arquivo
digital.

T IM E

Figura 3 - Migração a-pedido
Fonte - Ferreira , 2006, p. 41 .

A figura três exemplifica um tipo específico de migração , a migração apedido. Nessa técnica o objeto digital original é mantido como base, o objeto A é
convertido no objeto B, com o passar do tempo pode ser necessário uma nova
conversão que será feita a partir do objeto A, e resultará em um objeto C, esse tipo
de processo garante que a migração permanente de um objeto digital não mude o
seu conteúdo. Para Ferreira, Batista e Ramalho (2005) "Na migração os objetos
digitais não são conservados nos seus formatos originais. Esta estratégia tem como
objetivo fundamental preservar o conteúdo intelectual do objeto e não a sua
estrutura".
Podemos dizer que a migração de um modo geral não é totalmente segura,
não há garantia que os objetos digitais sejam transferidos de forma que o conteúdo
mantenha-se intacto, isto acontece quando os documentos são convertidos em
novos formatos , já que muitas vezes o conversor utilizado não consegue converter o
objeto digital de forma satisfatória (FERREIRA, 2006 p.36).
Na migração, diferentemente da emulação e do encapsulamento, apenas o
conteúdo intelectual do documento é mantido, e algumas vezes os conversores não
conseguem realizar uma migração perfeita . Para Márdero Arellano (2008), Ferreira,
Batista e Ramalho (2005) a migração é a estratégia de preservação digital mais
aplicada, por isso novas tecnologias estão sendo desenvolvida para diminuir os
problemas causados nas conversões dos arquivos, uma das quais é a migração
distribuída.

675

�i

SeminArio

~

~6e

= 1l1W'ot_
_~ ~:~r~':..

Preservação da informação em suportes analógicos e digitais
Trabalho completo

Com a migração distribuída é possível diminuir os custos com a criação de
conversores, trata-se de uma rede global de migradores "qualquer organização
poderá rentabilizar os seus investimentos no desenvolvimento de conversores
publicando-os na rede de serviços e cobrando uma taxa pela sua utilização."
(FERREIRA; BATISTA; RAMALHO, 2005, p. 3) . O próximo quadro mostra vários
tópicos de migração.
Quadro 1 - Organização da migração em vários tópicos .
a)

Migração para suportes analógicos, essa estratégia consiste em transportar o objeto digital para
suporte analógico papel ou microfilme , mas nem todos os arquivos digitais podem ser
transferidos para suportes analógicos, objetos interativos como vídeos não podem ser
preservados desta maneira ;
b) A atualização de versão é a estratégia de preservação mais usada pelos leigos no assunto,
consiste em atualizar os arquivos produzidos por um software usando uma nova versão desse
mesmo software ;
c) A conversão para formatos concorrentes acontece quando um formato de arquivo cai na
descontinuidade, isso pode acontecer porque a empresa desenvolvedora já não existe ou
aquele formato já não interessa mais para o seu desenvolvedor, a melhor opção nesse caso
são os formatos que não dependem de qualquer aplicação de software, podemos encontrar
alguns exemplos nos formatos de imagem como (JPEG , TIFF , PNG) ;
d) Na migração a-pedido (Fig . 3) , a conversão digital não é feita a partir do objeto digital mais
atual , e sim do objeto digital original , isso facilita a recuperação da informação caso a conversão
não consiga ser fidedigna com o objeto original ;
e) Migração distribuida, nessa estratégia a conversão dos arquivos para a migração podem ser
feitas pela internet com o uso de pequenas aplicações-cliente , o ponto fraco dessa técnica esta
na transm issão dos dados pela internet, um repositório digital , por exemplo, pode ter uma
grande quantidade de arquivos (terabytes) . A transferência de uma quantidade muito alta de
arquivos pode elevar custos, sem falar no tempo de transferência pela internet.
Fonte - Ferreira , 2006, p. 37-43.

A migração depende da criação de conversores para que os objetos digitais
possam ser migrados sem que exista perda de informação, assim como o
desenvolvimento de extensões de arquivo preserváveis, entre os quais está o
PDF/A. O formato Portable Document Format (PDF) é um padrão aberto conhecido
como ISO 32000, mantido pela Intemational Organization for Standardization. O
PDF/A foi desenvolvido para permitir a preservação em longo prazo de documentos
eletrônicos e não depende de software/hardware especifico para funcionar, "possui
algumas características importantes, como armazenar no próprio documento tudo o
que é necessário para visualizar e imprimir. Ele utiliza metadados Extensible
Metadata Platform (XMP)." (WENSING , 2010 , p. 58) .
A conversão para formatos padronizados e interoperáveis que estejam
amparados por empresas ou iniciativas abertas preocupadas com a manutenção
desses formatos em longo prazo é fator fundamental para a migração e a
manutenção de um acervo digital.
Outro formato preservável é o Extensible Markup Language (XML) , que é um
formato de texto simples derivado do SGML (ISO 8879), usado na composição de
metadados para arquivos digitais. "Essas novas dimensões de metadados são vitais
para o acesso e para a interpretação dos recursos informacionais digitais; como são
importantes também para a estruturação e para os processos de gestão associados
a esses recursos." (SAYÃO, 2010, p. 3).

676

�i

SeminArio

~

~6e

= 1l1W'ot_
_~ ~:~r~':..

Preservação da informação em suportes analógicos e digitais
Trabalho completo

Para viabilizar um crescimento ordenado das coleções digitais, foi elaborado
um padrão que permite criar uma rica estrutura capaz de registrar, não
apenas os múltiplos tipos de metadados usados para descrever o acervo de
uma biblioteca digital, como também , os próprios objetos digitais, seja para
gerenciá-los, seja para permitir o intercâmbio entre diferentes instituições.
Trata-se do Metadata Encoding &amp; Transmission Standard (METS) , que é um
XML. (RODRIGUES, 2008 p. 2).

Iniciativas como a do Metadata Encoding &amp; Transmission Standard (METS)
que teve sua origem no projeto Marking of America 11, esse projeto segundo
8eaubien (2011) , já é considerado obsoleto, mas mesmo assim foi ponto de partida
para o desenvolvimento linguagens de preservação de documentos digitais que
facilitam a migração dos arquivos. Podemos usar como exemplo o XML Schema que
é uma linguagem baseada no formato XML.
METS é uma linguagem de marcação baseada em XML que provê uma
estrutura capaz de registrar metadados descritivos, administrativos e
estruturais relativos aos objetos de uma biblioteca digital (NISO , 2004) .
padrão METS é expresso através de um XML Schema e um documento
XML criado com base nesse padrão é denominado de documento METS.
(RODRIGUES, 2008, p. 3)

°

o XML está presente no PDF/A como formulário de metadados. Quando
realizamos uma busca na internet, os metadados presentes no PDF/A são
encontrados pelo motor de busca , isso facilita a recuperação do arquivo. Para
Souza, Vendrusculo e Melo, (2000, p. 93) "na maioria dos casos, o conjunto de
descritores do Dublin Core é embutido no próprio documento descrito (HTML, XML
Extensible Markup Language e outros)".
2.2 Metadados de Preservação
Podemos definir metadados como, dados sobre dados, porém a National
Information Standard Organization (NISO) dá uma definição mais esclarecedora em
que "Metadados é a informação estruturada que descreve, explica, localiza , ou
possibilita que um recurso informacional seja fácil de recuperar, usar ou gerenciar",
NISO (2004 apud SAYÃO, 2010 p. 5).
Para Ferreira (2006) e Sayão (2010), os metadados podem ser divididos em
três categorias: a) descritivos; b) estruturais; c) administrativos.
Metadados descritivos: é a face mais conhecida dos metadados, são eles
que descrevem um recurso com o propósito de descoberta e identificação
[.. .l. Metadados estruturais: são informações que documentam como os
recursos complexos , compostos por vários elementos, devem ser
recompostos e ordenados [ ... l. Metadados administrativos: fornecem
informações que apoiam os processos de gestão do ciclo de vida dos
recursos informacionais. Incluem, por exemplo, informações sobre como e
quando o recurso foi criado e a razão da sua criação [ .. .l. (SAYÃO , 2010 , p.
5) .

Existem também os metadados de preservação digital, são aqueles que
trazem informação sobre o objeto digital em questão e informações referentes de

677

�i

SeminArio

~

~6e

= 1l1W'ot_
_~ ~:~r~':..

Preservação da informação em suportes analógicos e digitais
Trabalho completo

como deve ser o tratamento específico para o acesso daquele objeto digital.
A metainformação de preservação tem como objetivo descrever e
documentar os processos e atividades relacionadas com a preservação de
materiais digitais. Ou seja , a metainformação de preservação é responsável
por reunir, junto do material custodiado , informação detalhada sobre a sua
proveniência, autenticidade, atividades de preservação, ambiente
tecnológico e condicionante legal. B. Lavoie e Gartner (2005 apud
FERREIRA, 2006, p.54)

A ligação que existe entre o objeto e os metadados podem ter duas formas,
sendo que os metadados podem estar contidos em um registro separado do item, ou
podem ser incorporados no próprio objeto (INICIATIVE, 2011). Para Sayão (2010, p.
6) "é importante notar que os metadados podem estar embutidos num objeto digital
inscrito na sua codificação, como é comum nos documentos HTML e XML [ .. .l".
A norma Open Archival Information System (OAIS) e do PREMIS data
dictionary que podem ser definidos como um sistema de normas a serem seguidos
para a aplicação da preservação digital.
O modelo de referência OAIS é uma infraestrutura conceitual que descreve
o ambiente, as interfaces externas, os componentes funcionais e os objetos
de informação, associados com um sistema responsável pela preservação
de longo prazo (SAYÃO , 2010, p. 13).

Thomaz e Soares (2004) explicam que o Consultative Committee for Space
Data Systems (CCSDS) foi quem publicou a primeira versão da norma OAIS, que
teve a aprovação da ISO 14721 em 2003. A OAIS passa a ser chamada no Brasil de
SAAI - Sistema Aberto de Arquivamento de Informação. O SAAI surge da discussão
aberta de diversas comunidades.
Segundo Márdero Arellano (2008 , p. 89), o OAIS "está dirigido para
organizações que têm a responsabilidade de tornar a informação disponível de longo
prazo". Também com o propósito da preservação em longo prazo, foi criado pela
Online Computer Library Center e Research Libraries Group (OCLC/RLG) o
dicionário de dados PREMIS (Preservation Metadata: Implementation Strategies).
Independente da estratégia de preservação, as informações técnicas ou
referentes ao conteúdo do documento devem estar associadas ao objeto digital.

2.3 Arquivamentos em Redes P2P
Umas das estratégias usadas na preservação em longo prazo é a replicação
do objeto digital em vários lugares (computadores).
Para que seja possível a replicação automática dos objetos digitais, é
necessário o uso de tecnologias de sistemas de cópias de preservação, essas
tecnologias são baseadas em redes peer-to-peer (p2p). O sistema de cópias
confiáveis, que é baseado nas redes p2p pode ser a opção mais interessante do
ponto de vista financeiro para a preservação de objetos digitais.
A replicação pode ser uma solução viável que aumenta a confiabilidade, a
disponibilidade, a tolerância a falhas (de hardware e software) e o
desempenho do sistema, sem considerar que o custo de hardware/software

678

�i

SeminArio

~

~6e

= 1l1W'ot_
_~ ~:~r~':..

Preservação da informação em suportes analógicos e digitais
Trabalho completo

para isso é relativamente baixo. (SAYÃO et aI. , 2009 , p. 291) .

Para Barcellos e Gaspary (2009), a rede p2p tem algumas características que
fazem dela a melhor opção para o arquivamento de periódicos eletrônicos: a) é
escalável, lida com grupos pequenos e grandes de participantes; b) não possui um
servidor central e por isso reage melhor a falhas ; c) possibilita a seus participantes
entrar ou sair da rede de acordo com seu interesse.
Como explica Valadão (2011), existem várias redes p2p: Ares, eDonkey,
FastTrack, PDTP, Soulseek, AudioGalaxy, Kademlia, Hamachi e OverNet. Neste
trabalho nos focaremos nas redes que fazem parte dos sistemas de preservação
digital.
O projeto LOCKSS (2011), sigla de Lots of Copies Keep Stuff Safe, foi criado
pelas bibliotecas da Universidade de Stanford. O referido projeto fornece para as
bibliotecas de todo mundo uma ferramenta de preservação digital de baixo custo e
também disponibiliza em seu site um software open-source para a criação de novas
redes Lockss.
Para Rosenthal (2005), o projeto Lockss é um sistema de preservação digital,
em que cada biblioteca participante recolhe a sua própria cópia das informações em
que está interessada. O nível de replicação para um item é definido de acordo com a
necessidade exigida pela biblioteca . Entre os projetos de preservação de redes
distribuídas, o projeto Lockss deve ter destaque considerando o baixo custo para
sua instalação, e manutenção. "A preservação digital que o Lockss permite não se
reduz à disponibilização perpétua dos materiais armazenados, mas se estende às
funções que garantem a preservação da propriedade intelectual dos documentos em
qualquer formato digital. " (MÁRDERO ARELLANO, 2008, p. 115).
O futuro da preservação digital encontra-se na interoperabilidade dos sistemas.
E o Lockss não é compatível com o protocolo OAI-PMH . "Sendo assim , a utilização
de tais soluções não permite que exista integração entre Bibliotecas Digitais OAI."
(SAYÃO, 2009, p. 292).
Para Sayão (2010) e Seára (2008) , é necessário que a tecnologia usada
nesses projetos de preservação digital interaja com a OAI-PMH e que o
administrador do sistema consiga pré-definir quais são os objetos digitais de maior
importância, para que seja feita sua replicação em maior ou menor escala .
Existem algumas opções de auto-arquivamento baseados na rede p2p. Para
a escolha de uma delas, devemos ter em mente se a empresa ou instituição que
mantém irá perdurar, se a tecnologia usada é de fácil assimilação e manutenção, se
os custos são muito altos, se as tecnologias usadas possuem a interoperabilidade
necessária para sobreviver em longo prazo, e se esses softwares têm o código fonte
aberto.

2.4 Identificadores Persistentes
Identificadores persistentes ou permanentes são recursos digitais que
permanecem independentemente da localização do objeto digital isto é, mesmo que
se mude a URL. "O uso de um identificador persistente assegura que, mesmo
quando um documento é movido, ou sua propriedade é transferida , os links para ele
permaneçam efetivamente acionáveis". (SAYÃO , 2007, p. 68) .
Para Márdero Arellano (2008, p. 144), "os identificadores permanentes estão

679

�i

SeminArio

~

~6e

= 1l1W'ot_
_~ ~:~r~':..

Preservação da informação em suportes analógicos e digitais
Trabalho completo

relacionados diretamente com os padrões de preservação digital, sendo um
componente importante da infraestrutura dos repositórios digitais". Com relação à
estrutura, Sayão (2007, p. 68) descreve os identificadores persistentes como sendo:
a) de redirecionamento, usa os recursos padronizados do servidor web [ ... );
b) Instalação de um resolvedor apoiado em banco de dados - pressupõe um
software servidor de links, rodando sobre um banco de dados e tendo como
finalidade , mapear a localização corrente do recurso [ ... ) c) Contratação de
sistema de identificação persistente, oferecido por outra organização existem vários sistemas de identificação persistente projetados para uso na
Internet, baseados em padrões abertos, com objetivos e enfoques distintos.
Por exemplo: Digital Object Identifiers (DOI) , Handle System e também
PURl, posto que a OClC oferece serviço de identificação on-line para
terceiros.

Os identificadores digitais oferecidos por organizações são o PURL, Handle
System e o Digital Object identifier (DOI) . O PURL, desenvolvido pela Online
Computer Library Center (OCLC) são endereços na Web que funcionam como
identificadores permanentes com uma infraestrutura de Web dinâmicas e imutável
faz com que os links quebrados possam migrar para novas máquinas. "Um dos
objetivos subjacentes ao esquema PURL é contornar a atual falta de consenso e de
progresso nas questões de nomes na internet e, ao mesmo tempo, estabelecer
práticas concernentes ao uso de identificadores persistentes em sistemas
bibliográficos". (SAYÃO, 2007, p. 70)
O Handle System é composto por um sistema distribuído de computadores e
tem a intenção de armazenar e administrar os identificadores digitais. Fornece
serviços de resolução eficiente, extensível e seguro para os identificadores únicos e
persistentes de objetos digitais, e é um componente do Corporate for National
Research Initiatives (CNRI) de Arquitetura Digital Object.
O Digital Object Identifier (DOI) é uma ISO criado pela International DOI
fundation (IOF) em 1998. Nomes DOI são atribuídos a qualquer entidade para uso
em redes digitais. Eles são criados para fornecer informações atuais, informações
sobre um objeto digital pode mudar ao longo do tempo, incluindo onde encontrá-lo.
(001,2011) .
A CrossRef, é uma das agencias regulamentadoras do 001 1 , é uma
organização que tem como missão promover o uso coorporativo de tecnologias que
possam desenvolver a comunicação científica . Trata-se de um 8ackbone ou (rede
de transporte) que liga todas as informações acadêmicas que estão em formato
eletrônico. A CrossRef não detém nenhum conteúdo de texto completo, mas sim as
ligações através dos identificadores digitais e seus metadados que são fornecidos
pelos editores participantes (CROSSREF, 2011).
Os identificadores persistentes são links (URL) que não mudam independente
de qualquer alteração feita no servidor de origem. A responsabilidade da
manutenção do link é da CrossRef. No entanto, é reponsabilidade dos
administradores do periódico notificar qualquer mudança nos seus servidores.

1 ISO 26324:2010 especifica os componentes descrição da sintaxe e resolução funcional do sistema
digital objeto identificador, e os princípios gerais para a criação de registro e administração de nomes
de DOI.

680

�i

SeminArio

~

~6e

= 1l1W'ot_
_~ ~:~r~':..

Preservação da informação em suportes analógicos e digitais
Trabalho completo

2.5 O Sistema de Biblitoecas da UFSC
A Biblioteca Universitária da UFSC é um órgão vinculado à Pró-reitoria de
Infra-estrutura, e coordena o Sistema de Bibliotecas. Este sistema é composto pela
Biblioteca Central e 8 Bibliotecas Setoriais. Tem como missão: participar no
processo de disseminação da informação e do conhecimento de forma articulada
para o desenvolvimento das atividades de ensino, pesquisa, extensão e à
administração da UFSC.
Uma das pioneiras na implantação de um portal de periódicos, a BU/UFSC é
também uma das primeiras bibliotecas universitárias a utilizar o sistema DOI, serviço
de identificação de objetos digitais, em um portal de periódicos. Após estudos e
testes realizados na área , a seção que cuida de todas as publicações cientificas de
periódicos da biblioteca passou a contar com serviços que permitem identificação de
conteúdos acadêmicos no ambiente digital aos quais são atribuidos direitos de
propriedade intelectual.
O acervo atual , que possui mais de 300 mil títulos e 710 mil exemplares, tem
um ambiente ideal de conservação, entre 18 e 20 graus. As 5 mil pessoas que a
freqüentam diariamente podem usufruir não só do ar condicionado, mas, também , a
nova iluminação que facilita nos estudos.
Além do acesso à internet em qualquer parte do prédio, o Sistema possui estações de auto-atendimento , scanners, empréstimo de netbooks (projeto pioneiro no
país) e o grande investimento que se faz em livros eletrônicos e recursos digitais de
consulta , todos disponíveis no www.portalbu .ufsc.br

3 RESULTADOS PARCIAIS NO SISTEMA DE BIBLIOTECAS
Para promover a preservação digital num Sistema de Bibliotecas como da
UFSC, é necessário o estabelecimento de políticas, diretrizes, programas e projetos
específicos. Seguir a legislação, metodologias, normas, padrões e protocolos que
minimizem os efeitos da fragilidade e da obsolescência de hardware, software e
formatos e que assegurem , ao longo do tempo, a autenticidade, a integridade, o
acesso contínuo e o uso pleno da informação a todos os segmentos da sociedade
brasileira.
Desta forma, o Sistema de Bibliotecas/UFSC, já vem implementando ações,
especialmente no que concerne:
a) Aplicar diretrizes que garantam os meios de acesso.
b) Estabelecer critérios de seleção, pois é inviável preservar tudo.
c) Armazenar os objetos digitais e seus metadados em mais de um local.
O Sistema de Bibliotecas adota estratégias de preservação digital quando:
•

Aplica um conjunto de estratégias nos sistemas de informação existentes: a)
Portal de Periódicos www.periodicos.ufsc.br ; b) transfere os metadados para
a Biblioteca Digital de Teses e Dissertações (BOTO) http://bdtd.ibict.br/; c)
gerenciamento do acervo no Pergamum http://portalbu.ufsc.br/ ; d) constrói
um repositório http://repositorio.ufsc.br e) faz parcerias com os cursos de
Arquivologia, Biblioteconomia, entre outros, para efetuar o diagnóstico do

681

�i

SeminArio

~

~6e

= 1l1W'ot_
_~ ~:~r~':..

Preservação da informação em suportes analógicos e digitais
Trabalho completo

acervo, e assim promover a preservação da informação arquivística dentro
das políticas que tem como objetivo a proteção da memória institucional.
•

Elabora diretrizes sobre quais materiais serão contemplados;

•

Atualiza constantemente as versões das plataformas (SEER; Dspace ;
Pergamum, Adobe, entre outros);

•

Gerencia as estratégias na adoção do PDF/A e DOI no portal de periódicos,
estabelecem diretrizes e prepara a equipe.

•

Adota políticas para aplicar o DOI nos periódicos do portal ;

•

Faz o depósito dos metadados em XML, para indexação em bases de dados;

•

Prepara os artigos e periódicos para o Lockss, - com estudos para
implantação, firmados a parceria IBICT e BU/UFSC, objetivando a replicação
do objeto digital em vários computadores.

•

Busca formar uma equipe para preservação digital;

•

Atualização e pesquisa permanente.

4 CONSIDERAÇÕES FINAIS
Para escolhermos uma estratégia de preservação digital para um Sistema de
Bibliotecas, devemos levar em conta a especificidade do acervo. Quando é
necessária a utilização do objeto digital sem nenhuma modificação, podemos optar
pela emulação. Se a prioridade for o baixo custo, é possível usar o encapsulamento .
Se a necessidade for a manutenção do conteúdo intelectual do objeto digital
podemos usar a migração. Cabe a cada instituição pensar quais estratégias de
preservação poderá ser adotado hoje para que a história continue a ser guardada no
futuro .
Identificou-se na literatura estratégias de preservação relevantes para objetos
digitais, em especial para a aplicação nos periódicos: PDF/A, DOI e Lockss. Uma
estratégia que contemple todas essas tecnologias simultaneamente poderá melhorar
substancialmente a preservação dos objetos digitais. O PDF/A é um formato
preservável e qualquer empresa/pessoa pode desenvolver programas (leitores de
PDF), o que garante a sua manutenção ao longo do tempo. O PDF/A é o formato de
arquivo que melhor se adapta para a publicação e preservação da comunicação
científica .
O DOI destaca-se como ferramenta de recuperação da informação e
preservação . Ao inserir o DOI em um objeto digital atribui-se a ele o nome que irá
garantir sua recuperação, para isso é necessária a existência do link persistente que
depende da preservação. Quando inserimos o DOI em um artigo estamos nos
comprometendo que o documento não vai mudar de lugar, ou se mudar será
devidamente redirecionado.
A replicação dos documentos nos repositórios vem ao encontro da
preservação, mas a execução desse processo sem os devidos cuidados torna-se
ineficaz.
Outra estratégia que usa a replicação como base é o Lockss. Esse sistema

682

�i

SeminArio

~

~6e

= 1l1W'ot_
_~ ~:~r~':..

Preservação da informação em suportes analógicos e digitais
Trabalho completo

gera cópias dos objetos digitais existentes em um servidor e as envia para uma rede
de outros servidores que se conectam garantindo a recuperação dos documentos.
Essa estratégia garante que em caso de falha ou perda do servidor, o conteúdo
replicado possa ser recuperado.
Como identificado no portal de periódicos da UFSC, os periódicos analisados
não fazem parte do sistema Lockss, somente possuem um p/ugin que facilita a
inserção do sistema nas revistas, ou seja, se prepara as edições já para quando o
sistema for implantado. A implantação dessas estratégias dará conta da
padronização do formato , agilidade na recuperação e backup seguro dos
documentos.
Apesar da existência de várias tecnologias de preservação digital, ainda não
existe uma única estratégia de preservação que solucione todos os problemas
existentes, sendo assim , uma prática aconselhável é a replicação do objeto digital
em vários computadores. Estudos sobre as estratégias para preservação digital
devem ser contínuos, ampliando as possibilidades de preservar a produção
intelectual global e mantendo a memória informacional da humanidade.

REFERÊNCIAS
BODÊ, Ernesto Carlos. Preservação de documentos digitais: o papel dos
formatos de arquivo. 2008. 153 f. Dissertação (Mestrado em Ciência da
Informação)-Universidade de Brasília, Brasília, 2008. Disponível em :
&lt;http://bdjur.stj .gov.br/dspace/handle/2011/19667&gt;. Acesso em : 3 mar. 2011 .
CHAPMAN, Stephen. What is digital preservation? [2001 ?]. Disponível em :
&lt;http://www.oclc.org/news/events/presentations/2001/preservation/chapman.htm&gt; .
Acesso em : 30 jun . 2011 .
CO NWAY, Paul. Preservação no universo digital. 2. ed . Rio de Janeiro: Projeto
Conversação Preventiva em Bibliotecas e Arquivos: Arquivo Nacional, 2001. 33 p.
CROSSREF. History/Mission. Disponível em : &lt;http://www.crossref.org/&gt;. Acesso
em : 8 ago. 2011 .
DEUS , Dalba Roberta Costa de; JORGE, Pablo Diego Silva de Souza. Preservação
digital : estratégias para preservação de documentos a longo prazo. [201 O?].
Disponível em :
&lt;http://issuu .com/ktani/docs/preserva_o_de_documentos_digitais_artigo&gt; . Acesso
em : 10 out. 2011 .
FERREIRA, Miguel. Introdução à preservação digital: conceitos, estratégias e
actuais consensos. Guimarães, Portugal : Escola de Engenharia da Universidade do
Minho, 2006 . Disponível em:
&lt;http://repositorium .sdum .uminho.pUbitstream/1822/5820/1 Ilivro.pdf&gt; . Acesso em : 20
maio. 2011 .

683

�i

SeminArio

~

~6e

= 1l1W'ot_
_~ ~:~r~':..

Preservação da informação em suportes analógicos e digitais
Trabalho completo

FERREIRA, Miguel; BAPTISTA, Ana Alice; RAMALHO, José Carlos. Avaliação
Automática de Migração em Redes Distribuídas de Conversores. In : CONFERÊNCIA
DA ASSOCIAÇÃO PORTUGUESA DE SISTEMAS DE INFORMAÇÃO, 6., 2005,
APSI ,
2005.
Disponível
em :
&lt;
Bragança.
Anais...
Bragança :
http://hdl.handle.netl10229/100645&gt;. Acesso em: 6 jul. 2011 .
LOCKSS. What is the LOCKSS Program? [2011 ?] . Disponível em :
&lt;http://Iockss.stanford .edu/lockss/Home&gt; . Acesso em : 28 out. 2011 .
MÁRDERO ARELLANO , Miguel Ángel. Critérios para a preservação digital da
informação científica. 2008 . 354 f. Tese (Doutorado em Ciência da Informação)Universidade de Brasília , Brasília , 2008 . Disponível em :
&lt;http://hdl.handle .net/10760/12649&gt;. Acesso em : 15 fev. 2011 .
MÁRDERO ARELLANO, Miguel Ángel. Preservação de documentos digitais. Ciência
da Informação, Brasília, v. 33, n. 2, p. 15-27, maio/ago. 2004 .
RODRIGUES, Nelson de Almeida. Introdução ao METS: preservação e intercâmbio
de objetos digitais. Encontros Bibli : Revista Eletrônica de Biblioteconomia e Ciência
da Informação, Florianópolis, v.13, n. 26, p. 1-17, 2008. Disponível
em :&lt;http://redalyc.uaemex.mxlsrc/inicio/ArtPdfRed.jsp?iCve= 14712794014&gt;. Acesso
em : 15 abro2011 .
ROTHENBERG, Jeff. Avoiding technological quicksand: finding a viable technical
foundation for digital preservation . Washington : Council on Library and Information
Resources, 1998. Disponível em:
&lt;http://www.clir.org/pubs/reports/rothenberg/contents.html&gt;. Acesso em : 20 maio.
2011 .
SAYÃO, Luís Fernando. Repositórios digitais confiáveis para a preservação de
periódicos eletrônicos científicos. Ponto de Acesso, Salvador, V. 4, n. 3, p. 68-94,
dez. 2010 . Disponível em :
&lt;http://www.portalseer.ufba.br/i ndex.ph p/revistaici/article/down load/4 709/3565&gt; .
Acesso em : 5 maio 2011 .
SAYÃO, Luis Fernando. Conservação de documentos eletrônicos. In : GRANATO,
Marcus; SANTOS, Claudia; ROCHA, Claudia . Conservação de acervos . Rio de
Janeiro: MAST, 2007 . p. 181-204.
SAYÃO, Luis Fernando et aI. (Org .). Implantação e gestão de repositórios
institucionais: políticas, memória, livre acesso e preservação. Salvador: Edufba,
2009. 370 p. Disponível em :
&lt;http://www.repositorio.ufba .br/ri/bitstream/ufba/4 73/3/i mplantacao_repositorio _web.
pdf&gt; . Acesso em : 5 maio 2011 .
SAYÃO, Luís Fernando. Uma outra face dos metadados: informações para a gestão
da preservação digital. Encontros Bibli : Revista Eletrônica de Biblioteconomia e
Ciência da informação, Florianópolis, V. 15, n. 30, p.1-31 , 2010. Disponível em :

684

�i

SeminArio

~

~6e

= 1l1W'ot_
_~ ~:~r~':..

Preservação da informação em suportes analógicos e digitais
Trabalho completo

&lt;http://www.periodicos.ufsc.br/index.php/eb/article/view/12528&gt;. Acesso em : 15 ago.
2011 .
SEÁRA, Everton Flávio Rufino. Uma arquitetura OAI para preservação digital
utilizando redes PEER-TO-PEER estruturadas . 2008 . 80 f. Dissertação (Mestrado
em Informática) - Universidade Federal do Paraná, Curitiba, 2008.
SOUZA, Marcia Izabel Fugisawa ; VENDRUSCULO, Laurimar Gonçalves; MELO,
Geane Cristina . Metadados para a descrição de recursos de informação eletrônica :
utilização do padrão Dublin Core. Ciência da Informação, Brasília , v. 29 , n. 1, p.93102, jan. 2000. Disponível em : &lt;http://www.scielo.br/pdf/ci/v29n1/v29n1a10.pdf&gt;.
Acesso em : 15 set. 2011 .
THOMAZ, Katia P. ; SOARES, Antônio José. A preservação digital e o modelo de
referência Open Archivallnformation System (OAIS). DataGramaZero, Rio de
Janeiro, v. 5, n. 1, fev. 2004 . Disponível em :
&lt;http://dici .ibict.br/archive/00000342/01/A_preserva%C3%A7%C3%A30_digital_e_o
_modelo_de_refer%C3%AAncia_Open_Achival_System .pdf &gt;. Acesso em : 12 abro
2011 .
WENSING , Jairo. Preservação e recuperação de informação em fontes de
informações digitais: estudo de caso do Greenstone. 2010 . 219 p. Dissertação
(Mestrado em Ciência da Informação)-Programa de Pós-Graduação em Ciência da
Informação, Centro de Ciências da Educação, Universidade Federal de Santa
Catarina , Florianópolis, 2010 .

685

�</text>
                  </elementText>
                </elementTextContainer>
              </element>
            </elementContainer>
          </elementSet>
        </elementSetContainer>
      </file>
    </fileContainer>
    <collection collectionId="49">
      <elementSetContainer>
        <elementSet elementSetId="1">
          <name>Dublin Core</name>
          <description>The Dublin Core metadata element set is common to all Omeka records, including items, files, and collections. For more information see, http://dublincore.org/documents/dces/.</description>
          <elementContainer>
            <element elementId="50">
              <name>Title</name>
              <description>A name given to the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51396">
                  <text>SNBU - Edição: 17 - Ano: 2012 (UFRGS - Gramado/RS)</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="49">
              <name>Subject</name>
              <description>The topic of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51397">
                  <text>Biblioteconomia&#13;
Documentação&#13;
Ciência da Informação&#13;
Bibliotecas Universitárias</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="41">
              <name>Description</name>
              <description>An account of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51398">
                  <text>Tema: A biblioteca universitária como laboratório na sociedade da informação.</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="39">
              <name>Creator</name>
              <description>An entity primarily responsible for making the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51399">
                  <text>SNBU - Seminário Nacional de Bibliotecas Universitárias</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="45">
              <name>Publisher</name>
              <description>An entity responsible for making the resource available</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51400">
                  <text>UFRGS</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="40">
              <name>Date</name>
              <description>A point or period of time associated with an event in the lifecycle of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51401">
                  <text>2012</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="44">
              <name>Language</name>
              <description>A language of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51402">
                  <text>Português</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="51">
              <name>Type</name>
              <description>The nature or genre of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51403">
                  <text>Evento</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="38">
              <name>Coverage</name>
              <description>The spatial or temporal topic of the resource, the spatial applicability of the resource, or the jurisdiction under which the resource is relevant</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51404">
                  <text>Gramado (Rio Grande do Sul)</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
          </elementContainer>
        </elementSet>
      </elementSetContainer>
    </collection>
    <itemType itemTypeId="8">
      <name>Event</name>
      <description>A non-persistent, time-based occurrence. Metadata for an event provides descriptive information that is the basis for discovery of the purpose, location, duration, and responsible agents associated with an event. Examples include an exhibition, webcast, conference, workshop, open day, performance, battle, trial, wedding, tea party, conflagration.</description>
    </itemType>
    <elementSetContainer>
      <elementSet elementSetId="1">
        <name>Dublin Core</name>
        <description>The Dublin Core metadata element set is common to all Omeka records, including items, files, and collections. For more information see, http://dublincore.org/documents/dces/.</description>
        <elementContainer>
          <element elementId="50">
            <name>Title</name>
            <description>A name given to the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="63105">
                <text>Preservação digital: uma proposta para Bibliotecas Universitárias.</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="39">
            <name>Creator</name>
            <description>An entity primarily responsible for making the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="63106">
                <text>Weber, Claudiane; Dias, Rafael Cobbe</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="38">
            <name>Coverage</name>
            <description>The spatial or temporal topic of the resource, the spatial applicability of the resource, or the jurisdiction under which the resource is relevant</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="63107">
                <text>Gramado (Rio Grande do Sul)</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="45">
            <name>Publisher</name>
            <description>An entity responsible for making the resource available</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="63108">
                <text>UFRGS</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="40">
            <name>Date</name>
            <description>A point or period of time associated with an event in the lifecycle of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="63109">
                <text>2012</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="51">
            <name>Type</name>
            <description>The nature or genre of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="63111">
                <text>Evento</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="41">
            <name>Description</name>
            <description>An account of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="63112">
                <text>A preservação digital garante a duração dos objetos digitais por um longo período de tempo, sua aplicação deve ser criteriosa e baseada em estratégias confiáveis. O trabalho faz uma análise sobre as estratégias de preservação digital que podem ser aplicadas em bibliotecas universitárias. Com base na fundamentação teórica de preservação digital foram identificadas as estratégias existentes com o intuito de compará-las com as que são utilizadas no Sistema de Bibliotecas da Universidade Federal de Santa Catarina. Essas tecnologias têm funções distintas, o PDF/A pode ser usado como formato padrão de preservação; o uso do DOI ajuda na recuperação dos objetos digitais; o LOCKSS garante a manutenção dos documentos eletrônicos. E as estratégias de preservação digitais como, emulação, migração, encapsulamento, e a replicação automática dos objetos digitais, adaptadas a realidade de cada acervo.</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="44">
            <name>Language</name>
            <description>A language of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="69414">
                <text>pt</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
        </elementContainer>
      </elementSet>
    </elementSetContainer>
  </item>
  <item itemId="5914" public="1" featured="0">
    <fileContainer>
      <file fileId="4978">
        <src>http://repositorio.febab.org.br/files/original/49/5914/SNBU2012_053.pdf</src>
        <authentication>3c931ba419f5d4fc3ec74e4d4a9d8db0</authentication>
        <elementSetContainer>
          <elementSet elementSetId="4">
            <name>PDF Text</name>
            <description/>
            <elementContainer>
              <element elementId="92">
                <name>Text</name>
                <description/>
                <elementTextContainer>
                  <elementText elementTextId="63104">
                    <text>Preservação da informação em suportes analógicos e digitais
i! """"'"
MaooNlck

~

=

:,

IiWitt.UJ
1I....111~

Trabalho completo

PRODUÇÃO MAIS LIMPA: UMA PROPOSTA PARA O PREPARO
FíSICO DAS OBRAS DA BIBLIOTECA CENTRAL DO CEFET/RJ
Cláudia SOdré 1, Lívia Um;?, Luciana Oliveira3, Samantha Andrade4,
Suzana Oliveira5
1Mestranda, CEFET/RJ , Rio de Janeiro, RJ
2Mestranda , CEFET/RJ , Rio de Janeiro, RJ
3Mestranda , CEFET/RJ , Rio de Janeiro, RJ
4Mestranda , CEFET/RJ , Rio de Janeiro, RJ
5Mestranda, CEFET/RJ, Rio de Janeiro, RJ

Resumo
Apresenta uma proposta de implementação da ferramenta Produção mais
Limpa (P+L) no processo de preparo físico das obras da Biblioteca Central do Centro
Federal de Educação Tecnológica Celso Suckow da Fonseca , visando torná-lo um
processo ecoeficiente. Tal ferramenta permite, através da revisão das rotinas, a
identificação de possibilidades de redução, reuso ou reciclagem de materiais.
Vislumbra-se como resultados a redução de custos com material, a diminuição de
resíduos sólidos, a otimização de parâmetros operacionais, bem como mudanças
relativas ao comportamento e às atitudes ambientais dos funcionários . No que tange
aos benefícios ambientais, apresenta a perspectiva de construção de uma nova
cultura na instituição estudada, visando à conscientização dos seus servidores em
relação ao meio ambiente e buscando minimizar os impactos ambientais assim
como os econômicos.

Palavras-Chave: Produção mais Limpa; Bibliotecas; Processamento Técnico;
Gestão Ambiental.

Abstract
Presents a proposed implementation tool for Cleaner Production (CP) in the
process of physical works of the Central Library of the Federal Center of
Technological Education Celso Suckow da Fonseca, aiming to make it an ecoefficient processo This tool allows, through the revision of routines, identifying
opportunities to reduce, reuse or recycling of materiais. Sees itself as a result
reducing material costs, reduction of solid waste, optimization of operating
parameters, as well as changes related to environmental behavior and attitudes of
employees. With regard to environmental benefits, has the perspective of building a
new culture in the institution studied, in order to raise awareness of its servers in
relation to the environment and seeking to minimize environmental impacts as well as
economic.

Keywords: Cleaner Production; Libraries; Technical Processing; Environmental
Management.

655

�Preservação da informação em suportes analógicos e digitais
i! """"'"
MaooNlck

~

=

:,

IiWitt.UJ

1I....111~

Trabalho completo

1 Introdução
É notório que as atividades humanas vêm sendo responsáveis pelos impactos
causados ao meio ambiente, colocando em risco a sobrevivência das gerações
futuras . Somado a isso, as mudanças ambientais estão presentes e se apresentam
de diversas formas, como as alterações climáticas, a perda de solos férteis, o
desaparecimento das florestas e dos animais, o surgimento de novas doenças e a
perda da qualidade de vida do homem, autor e maior vítima das suas próprias
ações. Nesse contexto, a sociedade passou a se conscientizar da necessidade de
mudança relativa ao comportamento e atitudes ambientais. Isso provocou no cenário
comercial a necessidade das atividades empresariais estarem cada vez mais
focadas nas preocupações com o meio ambiente, saúde, segurança dos
trabalhadores, responsabilidade social e ética com a comunidade.
No panorama atual do mercado esses fatores se tornam aspectos principais
de diferenciação para competitividade. Assim sendo, uma ferramenta muito
favorável para reduzir o impacto ambiental e o consumo de recursos naturais é o
desenvolvimento da Produção mais Limpa (P+L), prática disseminada, a partir de
1994, pela United Nations Industrial Development Organization (UNIDO) e pelo
United Nations Envimment Programme (UNEP) . Tal prática propõe a revisão da
rotina de produção, em busca de evitar desperdícios, minimizar poluição, associado
à redução de custos e à otimização de ações.
Essa ferramenta, aplicada a serviços, processos e produtos, constitui
estratégia preventiva e continuada buscando a redução de riscos ao homem e à
natureza por meio do aumento da produtividade e uso mais eficiente de matériaprima , energia e água , da redução de fontes de desperdícios e emissão e da
redução do impacto ambiental, promovendo melhor performance ambiental.
Ambientalmente, a P+L prevê três princípios. A saber: redução na fonte, reuso
ou reaproveitamento e reciclagem externa . Essa ferramenta consiste em analisar o
processo em cada uma das suas etapas, identificando as entradas (matéria-prima,
água , energia) e saídas (resíduos, emissões, efluentes) . Feito isso, identifica-se as
maiores fontes de impacto ambiental e faz-se a classificação destas de acordo com
a prioridade de resolução de cada etapa para a organização.
As atividades específicas em P+L são divididas em quatro temas principais,
procurando-se identificar sua distribuição no universo de instituições pesquisadas:
a) Uso eficiente de água: refere-se a ações ou atividades ligadas à redução
de consumo de água, ao reuso e à reciclagem de efluentes líquidos, entre
outras.
b) Uso eficiente de energia: refere-se a ações ou atividades ligadas à redução
de consumo de energia, à recuperação energética , ao uso de fontes
energéticas alternativas, entre outras.
c) Minimização de resíduos sólidos: refere-se a ações ou atividades ligadas à
redução da geração de resíduos por meio de reuso , reciclagem ,
valorização de resíduos em subprodutos, minimização de embalagens,
entre outras.
d) Minimização de poluentes atmosféricos: refere-se a ações ou atividades
ligadas à redução de emissões nas fontes (fixas e/ou móveis), ao uso de
combustíveis mais limpos, entre outras.

656

�Preservação da informação em suportes analógicos e digitais
i! """"'"
MaooNlck

~

=

:,

IiWitt.UJ

1I....111~

Trabalho completo

Neste trabalho nos deteremos apenas ao tema mlmmlzação de resíduos
sólidos. A questão que se apresentou como norteadora da pesquisa foi a seguinte:
como podemos minimizar o desperdício gerado no processo de preparação física
das obras, realizado pela Biblioteca Central do CEFET/RJ? Dessa forma ,
procurando responder tal questão, sua proposta é aplicar a ferramenta P+L no
referido processo, a fim de reduzir o volume de resíduos gerados durante o mesmo,
causando um menor impacto ambiental. Segundo o trabalho do Programa das
Nações Unidas para o Meio Ambiente (PNUMA) e Companhia de Tecnologia de
Saneamento Ambienta (CETESB), publicado em 2005, "a geração de resíduos
sólidos é um dos principais problemas ambientais enfrentados pela sociedade". Isto,
porque ao considerar que a humanidade utiliza cerca de 40% dos recursos primários
existentes no planeta , acredita-se que uma parcela significativa dos resíduos
sólidos, originários de domicílios, indústrias e de serviços como saúde e comercial é
gerada diariamente, resultantes da conversão desses recursos. Além disso, "o
processo de urbanização, aliado ao consumo crescente de produtos menos duráveis
e/ou descartáveis, também vem provocando um aumento do volume e diversificação
dos resíduos sólidos gerados" (PNUMA; CETESB, 2005, p. 47) .
O PNUMA e a CETESB (2005) mencionam que o problema do resíduo sólido
não é somente a quantidade produzida, mas a sua composição que, de densa e
orgânica , tem se tornado volumosa, não biodegradável , como o caso dos plásticos,
e com nível crescente de tóxicos e patogênicos, tais como resíduos hospitalares,
medicamentos vencidos, baterias, entre outros. Mencionam ainda que, em 1995, a
população urbana da América Latina e do Caribe produziu cerca de 330 .000
toneladas de resíduos sólidos diariamente. As três maiores cidades - Cidade do
México, São Paulo e Buenos Aires - produzem juntas 50% desse total. Portanto,
trabalhos dessa natureza são tentativas válidas visando mudar esse quadro.
A abordagem da ferramenta Produção mais Limpa (P+L) aplicada à
biblioteca é de suma importância, uma vez que, a partir de levantamento
bibliográfico, foi verificado um número inexpressivo de trabalhos na área de
Biblioteconomia voltados para a questão da Gestão Ambiental. Dessa forma , o
presente estudo complementa a literatura existente na área, a qual, hoje, se
concentra somente na contribuição do bibliotecário para a Educação Ambiental,
pois, segundo Martins e Cipolat (2006, p. 179): "a preocupação com o meio
ambiente está inserida em várias áreas do conhecimento e presente no cotidiano de
diferentes tipos de profissionais". Por essa razão, também cabe ao profissional
Bibliotecário, fornecer informações, que objetivem o alcance de um comportamento
ecologicamente correto, gerando pensamentos críticos e atitudes conscientes com
relação ao ecossistema .
Além de levar às pessoas conhecimento teórico, com intuito de que tenham
hábitos ecologicamente corretos, conforme o apresentado na afirmação acima de
Martins e Cipolat (2006), o bibliotecário deve, em seu cotidiano, adotar ações que
visem proteger o meio ambiente ou , pelo menos, causar neste último o menor
impacto possível , tendo um comportamento também ecologicamente correto.
Estimular tal comportamento sem o tê-lo seria incorrer em contradição.
Trabalhos sobre P+L, em sua maioria, são voltados para indústrias ou para
empresas da iniciativa privada que tem o lucro por objetivo, posto que são entidades
que estão envolvidas com o desenvolvimento de ações de P+L, o que implica em
redução de gastos para as mesmas. Em outras palavras, pode-se dizer que a

657

�Preservação da informação em suportes analógicos e digitais
i! """"'"
MaooNlck

~

=

:,

IiWitt.UJ

1I....111~

Trabalho completo

adoção da ferramenta P+L torna-se rentável para as empresas, conforme menciona
Staniskis e Stasiskiene (2003) . No entanto, a abordagem dessa ferramenta em um
setor que oferece serviços, e não produtos, setor este que pertence a uma empresa
da esfera pública , na qual as pessoas não se preocupam tanto com a redução de
gastos, é totalmente nova. Portanto, o presente estudo, além de complementar a
literatura existente na área de Biblioteconomia, complementa também a literatura da
área de Gestão Ambiental , no que tange ao uso da P+L.
Após análise de toda cadeia de processos realizados na Biblioteca Central do
Centro Federal de Educação Tecnológica Celso Suckow da Fonseca (CEFET/RJ),
verificou-se que o processo de preparo físico de obras para circulação, seja para
consulta local ou empréstimo, corresponde ao processo potencialmente gerador de
resíduos, ou seja , com pontos de perdas de materiais, envolvendo desperdício.
Sabendo-se que a cada 16 livros preparados há geração de resíduo, a proposta de
P+L nesse processo se torna de grande valia , tendo em vista que, segundo relatório
emitido pelo Sophia - sistema de gerenciamento adotado pela Biblioteca em questão
- durante o ano de 2011 foram preparados pela mesma 2.615 exemplares para
circulação e que, somente em janeiro de 2012, foram preparados 457 exemplares.
Por essa razão, tal processo foi identificado como oportunidade para a
adoção da ferramenta P+L, uma vez que, de acordo com Centro Empresarial
Brasileiro para o Desenvolvimento Sustentável (CEBDS) , "a PmaisL age durante o
processo, de forma a reduzir a quantidade e a periculosidade dos resíduos e
emissões" (CEBDS, 2003 , p. 6) .
O presente trabalho tem por objetivo apresentar uma proposta para
implementação da P+L em um processo específico realizado pela Biblioteca Central
do CEFET/RJ. O processo escolhido foi o preparo físico das obras para circulação,
isto é, o preparo dos livros, seja para consulta local ou para empréstimo, visando
sua localização nas estantes e seu controle. Nesse sentido, como, segundo Almeida
(2005), eficiência está ligada ao processo e não ao resultado, e por sua tentativa de
minimizar o impacto ao meio ambiente, este trabalho pretende tornar o preparo de
obras um processo ecoeficiente . Segundo Kjaerheim (2005), resultados
quantificáveis em termos de resíduos e emissões reduzidas e material de maior
eficácia energética têm sido documentados por vários autores. Muitos países
adotaram a ferramenta P+L como uma estratégia para melhorar o desempenho
ambiental.

2 Revisão de Literatura
Durante as décadas de 1970 e 1980, a forma de gerenciar a poluição
baseava-se no método end of pipe (fim-de-tubo), cuja preocupação era apenas tratar
os resíduos após terem sido gerados, sem observar o processo de produção
desses.
A Produção mais Limpa é um programa da UNIDO/UNEP, que surgiu em
1991 , como uma abordagem intermediária entre a Produção Limpa do Greenpeace e
a minimização de resíduos do Environmental Protection Agency (EPA) , ambos
focados na preocupação com o meio ambiente e na minimização de danos ao
ecossistema (PIMENTA; GOUVINHAS, 2007).
Atualmente, a preocupação em relação aos resíduos tem sido focada na fonte
do problema , ou seja , em sua produção. O método fim-de-tudo passou a ser

658

�Preservação da informação em suportes analógicos e digitais
i! """"'"
MaooNlck

~

=

:,

IiWitt.UJ

1I....111~

Trabalho completo

utilizado somente após esgotadas todas as alternativas, tais como: mudança de
tecnologia , alteração nos processos, modificação do produto , sistemas de
organização do trabalho, reciclagem interna (SILVA FILHO et aI. , 2007).
Nos últimos anos, os conceitos de "produção mais limpa" e "prevenção da
poluição" se tornaram objetos de importantes conferências internacionais (HILSON,
2003).
O conceito de P+L foi definido pelo PNUMA, no início da década de 1990,
como sendo a aplicação contínua de uma estratégia ambiental preventiva integrada
aos processos, produtos e serviços para aumentar a ecoeficiência e reduzir os riscos
ao homem e ao meio ambiente. De acordo com PNUMA e CETESB (2005), aplicase a:
a) Processos produtivos: conservação de recursos naturais e energia,
eliminação de matérias-primas tóxicas e redução da quantidade e
toxicidade dos resíduos e emissões;
b) Produtos: redução dos impactos negativos ao longo do ciclo de vida de
um produto, ou seja, desde a extração de matérias-primas até a sua
disposição final;
c) Serviços: estratégia para incorporação de considerações ambientais no
planejamento e entrega dos serviços.
O Centro Nacional de Tecnologias Limpas (CNTL) e o Serviço Nacional de
Aprendizagem Industrial (SENAI) apresentaram para a P+L uma definição muito
semelhante à atribuída pelo PNUMA, ou seja, entendem que a P+L consiste na
"aplicação contínua de uma estratégia econômica , ambiental e tecnológica integrada
aos processos e produtos, a fim de aumentar a eficiência no uso de matérias-primas,
água e energia, através da não-geração, minimização ou reciclagem de resíduos
gerados em um processo produtivo" (CNTLlSENAI , 2012, p. [1]) .
A P+L traz benefícios diretos e indiretos, tais como: ganhos econômicos e
sociais, a prática da sustentabilidade e vantagens competitivas no mercado. Zeng et
aI. (2010) constataram que há relação entre a P+L e o desempenho empresarial, ou
seja, verificaram em sua pesquisa um impacto global positivo da P+L sobre o
desempenho de negócios da empresa.
Em países em que há uma estrutura de controle de poluição mais forte , os
ganhos são maiores, pois os custos com o controle corretivo atingem valores
significativos em vários segmentos e, dessa forma , potencializa o retorno econômico
dos investimentos em melhoria de processos. Já naqueles países onde a legislação
ambiental ainda não está bem estruturada, a P+L é oferecida apenas como uma
oportunidade de redução do impacto ambiental, contribuindo para a preservação do
meio ambiente (PNUMA; CETESB, 2005).
Jardim (2005) apresenta como vantagens da P+L:
a) Minimizar resíduos e emissões, o que equivale a aumentar o grau de
emprego de insumos e energia usados na produção, isto é, produzir
produtos e não resíduos, garantindo processos mais eficientes.
b) Favorece a competitividade e a performance financeira , tendo em vista
que, para o meio ambiente, resíduos geram poluição e, para o negócio,
desequilíbrio ecológico são despesas sem retorno financeiro .
c) Processo de inovação dentro da empresa , induzido pela minimização de
resíduos e emissões.

659

�Preservação da informação em suportes analógicos e digitais
i! """"'"
MaooNlck

~

=

:,

IiWitt.UJ
1I....111~

Trabalho completo

Pimenta e Gouvinhas (2007) constataram em sua pesquisa que a indústria de
panificação de Natal (RN) reduziu em 30% a geração de resíduos sólidos, obtendo
ganhos em termos de sustentabilidade e competitividade.
Para Silva Filho et aI. (2007), diferente das abordagens convencionais, que
não focalizam os processos, suas ações e suas conseqüências no sistema
produtivo, a P+L visualiza as atividades, efetua análises, diagnostica-as e indaga as
causas e os efeitos das ações. Isso resulta na economia de custos e na
racionalização dos resultados nos processos, o que gera um aumento de
produtividade na organização.
Para confirmar todas as vantagens apresentadas nesta seção como advindas
da implementação da P+L em uma organização, segue a tabela com os resultados
obtidos pela Rede Brasileira de P+L, entre 1999 e 2002.

indicadDres

total

Redução da conSllm(l de matMas·p,im.s (I/anoI

6.017.836, 62

Redução da conSt"no de água (m3/ano)
RedUçã o da consumo de en~(gia " létri'ra (kWh/ an.ol

l .985.019.98

Reduç,jo do co""umo &lt;le 9~S (m3faM)
Redlttão das emissõ~ atmo~MritaS-(t/ai1o )

351.014,76
1.1)89.301,0 2

5.483, 71

R~dl!~O&lt; da geração &lt;le efluentes llquidos (m 3fano)

Rcduçlo da geração de residuos sót1dol (tfano)
R~dlJ ç~o da ~,.ção de residuos peri90sos (tjano)

167.099

911.362,1&gt;
3,658,10

Figura 1 - Resultados obtidos pela Rede Brasileira de P+L -1999-2002.
Fonte: CEBDS. Rede de produção mais limpa: relatório de atividades (1999-2002). Rio
de Janeiro: CEBDS, jul. 2003.

2.1 Metodologia de implementação de Produção Mais Limpa

De acordo com o CEBDS e Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas
Empresas (SEBRAE), a metodologia de implementação do programa de Produção
mais Limpa está dividida em cinco etapas, cada qual com seus respectivos passos
(CEBDS; SEBRAE, 2009). São elas:
a)
b)
c)
d)
e)

Etapa
Etapa
Etapa
Etapa
Etapa

1: Planejamento e Organização ;
2: Pré-avaliação e diagnóstico;
3: Avaliação das Oportunidades P+L;
4: Estudos de Viabilidade Técnica, Econômica e Ambiental ;
5: Planos de Continuidade para P+L.

O CNTL (2012) também apresenta essa sequência de etapas para
implementação de um programa de P+L em um processo produtivo ,
O relatório referente ao período de 1999 a 2002 da Rede Brasileira de
Produção Mais Limpa apresenta passos diferentes a serem seguidos como
metodologia de implantação da P+L (CEBDS, 2003):

660

�Preservação da informação em suportes analógicos e digitais
i! """"'"
MaooNlck

~

=

:,

a)
b)
c)
d)
e)
f)
g)

IiWitt.UJ

1I....111~

Trabalho completo

Sensibilização e capacitação;
Elaboração dos balanços de materiais, de água e de energia ;
Análise dos balanços de materiais, água e energia ;
Priorização das opções de produção mais limpa;
Implementação das opções e monitoramento dos indicadores;
Elaboração de relatório técnico , ambiental e econômico;
Elaboração de Plano de Melhoria Contínua.

A metodologia de P+L, em termos ambientais, pnonza ações do nível 1,
seguida dos níveis 2 e 3, nesta ordem . O nível 1 engloba a minimização na fonte e
combate o desperdício, através de modificações no processo ou no produto. No
nível 2 encontra-se a reciclagem interna, que visa a reciclagem de materiais em
processos dentro da própria empresa . O nível 3 visa a reutilização de resíduos e
emissões por meio da reciclagem externa e de reintegração aos ciclos biogênicos.
Já em termos econômicos, a P+L prioriza ações de nível 1 (baixo custo ou custo
zero), nível 2 (médio custo) e nível 3 (alto custo), necessariamente nesta ordem .
2.2 A Produção Mais Limpa no Brasil

Segundo Lemos (2002), as iniciativas de Produção mais Limpa no Brasil
seguem duas principais metodologias: a P+L (Produção mais Limpa), que é a
aplicação desta estratégia integrada em processos, produtos e serviços, conforme a
definição da UNEP, que incorpora o uso mais eficiente de recursos naturais,
minimizando resíduos e poluição e os riscos para segurança e saúde humanas, e a
Prevenção à Poluição (P2) , que é o uso de processos, práticas, materiais, produtos,
substâncias ou energia que evitam ou minimizam a geração de poluentes e
resíduos, além de reduz 01 risco global aos seres humanos e ao meio ambiente.
A Produção mais Limpa está ganhando força no Brasil pela crescente
formação do CNTL, o qual tem núcleos nos estados do Ceará, Pernambuco, Bahia,
Minas Gerais, Mato Grosso, Santa Catarina e Rio Grande do Sul (CHAVES ; SILVA,
2008).
Entre os principais financiadores dos centros de P+L, PNUMA e CETESB
(2005) destaca-se o governo do Brasil, dentre outros como Áustria, Suíça, Canadá,
República Tcheca , União Européia , Finlândia , Hungria, Itália, Japão, Holanda,
Noruega, Coréia do Sul, Eslovênia, Suécia, Reino Unido e Estados Unidos.
Existem no Brasil algumas iniciativas de P+L. São elas: Rede Brasileira de
P+L, Rede de Tecnologias Limpas e Minimização de Resíduos, Centro SENAI de
P+L de São Paulo e Mesa Redonda Paulista para a Produção Limpa.
2.3 A Produção Mais Limpa na Administração Pública

No Brasil , de acordo com Rohrich e Cunha (2004) , como consequência dos
atrasos em relação aos aspectos tecnológicos, educacionais e sociais, priorizou-se
por muito tempo o crescimento sem preocupação com o meio ambiente. Dessa
forma , prevalecem as ações corretivas na política ambiental brasileira, com a
finalidade de cumprir a legislação, quanto aos problemas ocasionados por acidentes
ambientais. Porém , há evidências de que a gestão ambiental brasileira está
passando por um processo evolutivo e alcançando níveis que podem superar a

661

�Preservação da informação em suportes analógicos e digitais
i! """"'"
MaooNlck

~

=

:,

IiWitt.UJ

1I....111~

Trabalho completo

tecnologia de controle . Um exemplo disso é o crescimento do número de
organizações em busca de um Sistema de Gestão Ambiental.
No final da década de 1990, como resultado de inúmeros questionamentos
anteriores acerca do número limitado de empresas públicas certificadas pelo
International Organization for Standardization (ISO), com a ISO 14001, o Ministério
do Meio Ambiente (MMA) criou a Agenda Ambiental da Administração Pública (A3P),
com o objetivo de instaurar um processo de construção de uma nova cultura na
administração pública , que visa à conscientização dos servidores em relação ao
meio ambiente, através da otimização dos recursos para o combate ao desperdício e
para a busca de melhores condições no ambiente de trabalho. A Agenda pretende
também sintonizar as empresas com os conceitos de ecoeficiência, incluindo os
critérios socioambientais nos investimentos, nas compras e contratação de serviços
dos órgãos governamentais (BARATA; KLlNGERMAN ; MINAYO-GOMEZ, 2006) .
Alguns procedimentos da A3P são semelhantes aos da norma ISO 14001 .
Destaca-se ainda, que sua maior ênfase está no combate ao desperdício, através
dos 3R's, que significa: reduzir, reciclar e reutilizar a quantidade de resíduos
gerados.
Devido ao cenário apresentado, surge a iniciativa de encontrar meios que
viabilizem a construção de uma nova cultura no CEFET/RJ , voltadas a atingir os
objetivos focados pela A3P, iniciada pela Biblioteca Central da Instituição, promotora
deste estudo. Diante disso, enxerga-se a Produção mais Limpa como uma
ferramenta favorável a cumprir estes propósitos na Biblioteca do CEFET/RJ ,
trazendo benefícios tanto para ambiente de trabalho, quanto para o meio-ambiente.

3 Materiais e Métodos

o presente artigo apresenta uma pesquisa essencialmente exploratória em
razão de não terem sido identificados na literatura estudos sobre o uso da
ferramenta P+L em bibliotecas. Nesse tipo de pesquisa não há a intenção de
resolver de imediato o problema, mas proporcionar maior familiaridade com o
assunto tratado, permitindo a formulação de novas abordagens. Para tanto, foi
realizada uma pesquisa bibliográfica com o intuito de obter informações acerca do
estado da arte do assunto e fundamentar teoricamente o artigo. Utilizou-se como
fontes artigos, livros, trabalhos acadêmicos, anais de eventos e sites.
Para validar a proposta realizou-se um estudo de caso. Segundo Yin (2010) ,
esse tipo de pesquisa investiga um fenômeno contemporâneo em seu contexto real,
utilizando-se múltiplas fontes de evidência .
O estudo de caso resultou numa análise sobre um dos inúmeros processos
realizados na Biblioteca Central do CEFET/RJ, o preparo técnico das obras para
circulação, com foco na redução dos impactos ambientais causados, a partir da
sugestão de implementação da ferramenta P+L nesse processo.
Quanto à natureza do estudo, o presente trabalho representa uma pesquisa
de natureza qualitativa, uma vez que pretende analisar a situação e, a partir dos
conhecimentos teóricos, propôr o uso de uma ferramenta que contribua para a
redução de impactos ambientais.

662

�Preservação da informação em suportes analógicos e digitais
i! """"'"
MaooNlck

~

=

:,

IiWitt.UJ

1I....111~

Trabalho completo

4 Resultados Parciais/Finais
A presente pesquisa teve como ponto de partida a descrição detalhada das
etapas correspondentes ao processo de preparo físico das obras para circulação. O
referido processo compreende cinco etapas: impressão das etiquetas, etiquetagem,
colagem de bolsos e fichas, colocação de plástico autoadesivo transparente e
carimbagem .
A partir daí, foram descritas as entradas e saídas de materiais de cada etapa
e, em seguida, foram determinadas as oportunidades e priorização correspondentes
a elas. Para sintetizar essas informações foi elaborada a planilha a seguir:
Priorização
Entradas

Processos

Saidas

Folha de base da
etiqueta
Folha de
etiqueta

Impressão
das etiquetas

1"

Sobra de etiquetas
Tinta

Cartucho

2"

-

Produto :
etiquetas
impressas
Etiquetagem
(trabalho
manual)
Produto:
etiquetas
coladas

Bolso
Ficha 1 (de
data)

3"

Ficha 2
(Inf. ao
leitor)
Cola
Fitilho
Rolo de
papel

4"

Plástico
autoadesivo

Colagem
bolsos e
fichas

Cartucho

Colocação de
plástico
autoadesivo

Produto :
plástico

Reciclagem externa do
papel
Otimização de parâmetros
operacionais
(racionalização
da
impressão)
Reuso

-

-

-

Automação do processo
(informatização
do
sistema)

Ficha descartada

~
c

Clt

o

u

'E

~

E

'o
c
o

&lt;C

w

3

1

3

1

1

1

-

-

-

2

2

4

X

X

r=

u

-

1

1

Modificação no processo
(comunicação)

1

2

2

Substituição
de
embalagem (utilização de
refil de cola)

1

2

2

Folha de base do fitilho

Reciclagem externa

3

1

3

Rolo descartado

Reciclagem externa

3

1

3

Folha de base do plástico
autoadesivo

Reciclagem externa

3

1

3

Tubo de cola

663

Ação
para
curto
prazo

:c

1

Papel de sobra de fichas

Produto:
bolsos e
fichas
coladas

Oportunidades

�Preservação da informação em suportes analógicos e digitais
i! """"'"
MaooNlck

~

=

:,

IiWitt.UJ
1I....111~

Trabalho completo

autoadesivo
colado
Pote de tinta

Tinta

Substituição
de
embalagem (refil de tinta
- redução do impacto)

1

2

2

Substituição de matéria
prima
no
processo
(utilização de um carimbo
automático)

1

2

2

Carimbagem
Almofada

Almofada descartada

S"

Carimbo

Produto :
livros
carimbados

Carimbo descartado

Etapa 1: Impressão das etiquetas
Conforme o apresentado acima, a primeira etapa corresponde à impressão
das etiquetas, tendo as seguintes entradas:
a) Folha com 30 etiquetas;
b) Tinta e o cartucho .
A folha de etiqueta gera como saída a sua folha de base. A esta saída se
propõe como oportunidade a realização da reciclagem externa do material. Além da
folha de base, a folha de etiqueta gera também como saída a sobra das etiquetas,
correspondente aos espaços em que não houve impressão e são descartados. Para
evitar desperdícios do papel de sobra se propõe como oportunidade a otimização
de parâmetros operacionais, racionalizando a impressão de forma que sejam
impressas o número máximo de etiquetas por folha (30) , não sobrando nenhuma
etiqueta em branco.
O cartucho gera como saída sua embalagem vazia (cartucho vazio). Como
oportunidade se propõe o reuso deste, recarregando-o.
Etapa 2: Etiquetagem
A segunda etapa corresponde à colagem das etiquetas. Refere-se a um
trabalho manual, não havendo nem entradas nem saídas de materiais e não sendo
necessária a proposição de ações de P+L.
Etapa 3: Colagem dos bolsos e fichas
Na terceira etapa é feita a colagem dos bolsos e fichas, tendo as seguintes
entradas:
a) Bolsos;
b) Fichas;
c) Cola ;
d) Fitilhos de segurança, que são etiquetas protetoras eletromagnéticas
filamentares, reativável/desativável, apresentado em cartela com 16
unidades, e que acionam um alarme caso o livro saia indevidamente da
biblioteca .
Há dois tipos de fichas . A ficha 1, uma vez que o livro é emprestado, destinase à escrita da data de devolução da obra . Ela precisa existir para garantir que, caso

664

�Preservação da informação em suportes analógicos e digitais
i! """"'"
MaooNlck

~

=

:,

IiWitt.UJ
1I....111~

Trabalho completo

a conexão do sistema venha a cair (fato que é corrente) , o empréstimo continue
sendo realizado. A saída desse processo é a ficha descartada, pois a mesma é
descartada após o seu preenchimento total. Portanto, como oportunidade propõese uma informatização eficiente do sistema, evitando a impressão e colagem dessa
ficha no livro.
A ficha 2 corresponde a um folheto informativo destinado ao leitor, o qual traz
detalhes sobre o empréstimo. Isso pode gerar como saídas as falhas de impressão
e bordas recortadas e descartadas, o que chamou-se de papel de sobra . Tal ficha
não precisaria existir, caso a biblioteca modificasse o seu processo de comunicação
com seus usuários (oportunidade), informando-os oralmente sobre as condições
para empréstimo ou , até mesmo, por meio de seu site disponível no Portal
CEFET/RJ.
Com relação aos fitilhos de segurança, eles têm como saída o papel de base,
pois, a cada 16 livros preparados, sobra esse papel que pode passar por uma
reciclagem externa (oportunidade) . Já a cola gera o tubo como sobra (saída), sobra
esta que pode ser minimizada se houver a substituição da embalagem pela
utilização de refi I (oportunidade).
Etapa 4: Colocação de plástico autoadesivo
A quarta etapa corresponde à colocação do plástico autoadesivo sobre as
etiquetas, a fim de aumentar sua durabilidade. Tem como entradas o rolo de papel e
o próprio plástico. O rolo de papel gera como saída o rolo descartado. Como
oportunidade propõe-se a reciclagem externa . O plástico autoadesivo gera como
saída a folha de base. Como oportunidade sugere-se também a reciclagem
externa.
Etapa 5: Carimbagem
Todos os documentos têm de ser carimbados, utilizando-se, para tal , duas
espécies de carimbos: o de registro e o de posse . Dessa forma, a quinta etapa
refere-se ao processo de carimbar os livros e possui as seguintes entradas:
a) Tinta
b) Almofada
c) Carimbo
A tinta gera como saída o pote de tinta . Como oportunidade propõe-se a
substituição do pote por embalagens de refil, que tem uma duração maior e reduzem
o impacto.
Devido ao desgaste causado pelo uso, da mesma forma que a almofada gera
como saída a almofada descartada , o carimbo gera como saída o carimbo
descartado. Como oportunidade para as duas saídas propõe-se a substituição por
um carimbo automático que já traz acoplado a ele a almofada , reduzindo o volume
de material a ser descartado.
Após a descrição das entradas e saídas de materiais utilizados durante o
processo analisado, foram estabelecidos os níveis de priorização ambiental de cada
subetapa definida . Considerou-se o número 1 para as ações de prevenção que tem
um peso maior em níveis de prioridade ambiental ; número 2 para as ações de reuso,
que tem um peso médio e número 3 para as reciclagens externas proposta que tem

665

�Preservação da informação em suportes analógicos e digitais
i! """"'"
MaooNlck

~

=

:,

IiWitt.UJ

1I....111~

Trabalho completo

um peso menor. Também foram determinados os níveis de pnonzação em uma
escala econômica , considerando o número 1 a proposta mais econômica , número 2
uma proposta média e número 3 uma proposta mais cara .
A partir daí, foi feito um cálculo multiplicando-se os níveis de priorização
ambiental pelos econômicos, resultando em um total para cada oportunidade. Por
fim , por meio dos totais alcançados, foi possível concluir que as ações mais
indicadas para serem realizadas em menor tempo são as que geraram o menor valor
total, pois conciliam , ponderadamente, os fatores ambientais e econômicos de forma
a serem de menor custo (ou custo zero) e gerarem melhores resultados para o meio
ambiente, em um curto prazo .
Diante disso, na presente proposta de P+L as oportunidade mais indicadas
corresponderam à : otimização de parâmetros operacionais para o processo de
impressão das etiquetas, de forma que este seja realizado com uma estrutura que
gere menos resíduos; e automação do processo relativo à eliminação da ficha 1,
exigindo uma informatização do sistema mais eficiente, evitando quedas na conexão
e eliminando a fonte de desperdício.
Para Almeida (2005), os indicadores transformam objetivos e resultados em
parâmetros concretos, passíveis de verificação. Portanto , para auxiliar no controle
do desempenho dessa proposta de ação, foram elaborados dois indicadores de
resultados para essas duas oportunidades priorizadas, são eles:
a) índices de consumo de etiquetas: Ice = QRE- Quantidade de resíduo de etiquetas
QEC
Quantidade
de
etiquetas
consumidas.
b) índices de consumo de fichas: Icf

=QFD - Quantidade de fichas descartadas
QFI - Quantidade de fichas impressas

Almeja-se que esses indicadores sirvam para orientar o diagnóstico da
eficiência da aplicação dessa proposta de P+L no processo de preparo físico das
obras da Biblioteca pesquisada .

5 Considerações Parciais/Finais

o presente estudo apresentou uma proposta de Produção mais Limpa para o
processo de preparação física de obras para circulação, realizado na Biblioteca
Central do CEFET/RJ. Foram utilizadas diversas fontes bibliográficas para constituir
as bases teóricas deste estudo, vislumbrando a implementação de oportunidades
como reciclagem , reuso, racionalização das impressões, otimização dos parâmetros
operacionais. Após a priorização ambiental e econômica dessas oportunidades,
constatou-se que aquelas a serem implementadas a curto prazo são a
racionalização das impressões e a eliminação das fichas de empréstimo .
Ante o exposto, pode-se apontar como vantagens do uso eficiente dos
materiais envolvidos a redução da perda desses e a simplificação de todo o
processo . Além disso, as oportunidades da presente proposta apresentam ainda
benefícios como redução dos impactos ambientais mediante a redução de resíduos
sólidos, aliada a uma cultura ambiental com condutas mais racionais.

666

�Preservação da informação em suportes analógicos e digitais
i! """"'"
MaooNlck

~

=

:,

IiWitt.UJ
1I....111~

Trabalho completo

o setor escolhido para estudo possui diversas demandas, sendo, em sua
maioria, voltada para a área de serviços, como organização do acervo, tratamento
técnico de obras e atendimento ao público. Apesar disso, a Biblioteca também
apresenta, no decorrer de suas atividades, entradas e saídas de produtos que
impactam o meio ambiente, como foi apresentado neste estudo.
Salientamos que a proposta feita se trata apenas de um esboço , dando as
primeiras contribuições para que haja a implantação de P+L em bibliotecas. No
entanto , é o primeiro passo para abordagens futuras com vistas a aproximar cada
vez mais o tema Gestão Ambiental à área de Biblioteconomia. Tornou-se
particularmente difícil aplicar estes conceitos de P+L à biblioteca, devido à natureza
de suas operações, pois, em sua maioria os trabalhos sobre P+L são voltados para
as indústrias (do tipo panificadoras, têxtis, mineradora, petroquímica, etc.), as quais
têm grande potencial poluidor e de desperdícios. Quando não são voltados para
indústria, são voltados para empresas de baixo potencial poluidor, mas com forte
demanda de normatização ambiental, como os segmentos de eletro-eletrônica,
alimentos e metal-mecânica. Todavia, a biblioteca não se encaixa em nenhum
desses dois casos.
Diante disso, o presente trabalho se apresenta como um desafio inovador,
que complementa a literatura existente sobre P+L, ao mesmo tempo que retrata uma
proposta viável e capaz de gerar resultados favoráveis para a biblioteca e para o
meio ambiente, assim como pode servir de uma ponte para investigações futuras .
A iniciativa de uma proposta de Produção mais Limpa em pequenos
processos setoriais, como o analisado, pode representar o início da adoção de
condutas mais racionais, redução de custos e a configuração de um processo de
melhoria contínua que deve se estender por toda instituição, significando um avanço
econômico e ambiental para toda a sociedade.
6 Referências
ALMEIDA, Maria Christina Barbosa de. Planejamento de bibliotecas e serviços de
informação. 2.ed. rev. e ampl. Brasília, DF: Briquet de Lemos, 2005.
BARATA, Martha Macedo de Lima ; KLlGERMAN , Débora Cynamon ; MINAYOGOMEZ, Carlos. A gestão ambiental no setor público: uma questão de relevância
social e econômica . Ciência &amp; Saúde Coletiva , Rio de janeiro, v. 12, n. 1, ago.
2006. Desponível em : &lt; http://www.scielosp .org/pdf/csc/v12n1/15.pdf.&gt;. Acesso em:
06 fev. 2012.
CEBDS . Rede de produção mais limpa: relatório de atividades (1999-2002). Rio de
Janeiro: CEBDS , jul. 2003.
_____ ; SEBRAE. PMaisL - Rede Brasileira de Produção Mais Limpa : 10
anos de parceria . Rio de Janeiro: CEBDS; Brasília, DF: SEBRAE, 2009.
que
é
produção
mais
limpa?
Disponível
em :
CNTLlSENAI.
O
&lt;http://wwwapp.sistemafiergs.org .br/portal/page/portal/sfiergs_senai_ uos/senairs_ uo
697/0%20que%20%E9%20Produ%E7%E30%20mais%20Limpa.pdf&gt;. Acesso em :
30 jan. 2012.

667

�Preservação da informação em suportes analógicos e digitais
i! """"'"
MaooNlck

~

=

:,

IiWitt.UJ
1I....111~

Trabalho completo

CHAVES , Amanda Cezar de Castro ; SILVA, Frederico Fonseca da. Desenvolvimento
sustentável com ênfase na produção limpa: estudo sobre as construtoras de
Maringá. Revista em Agronegócios e Meio Ambiente, v. 1, n. 3, p. 345-356 ,
set.ldez. 2008.
HILSON , G. Defining "cleaner production" and "pollution prevention" in the mining
contextoMinerais Engineering, v. 16, n. 4, p. 305-321 , Apr. 2003.
JARDIM, Arnaldo . Como incentivar a produção mais limpa. In: CONFERÊNCIA
PAULISTA DE PRODUÇÃO MAIS LIMPA, 3., 2005, São Paulo. Mesa Redonda .
São Paulo: FIESP, 2005.
KJAERHEIM , Gudolf. Cleaner production and sustainability. Journal of Cleaner
Production , v. 13, n. 4, p. 329-339, Mar. 2005.
LEMOS , Haroldo. Competitividade e meio ambiente na República Federativa do
Brasil: fomento da gestão ambiental e produção mais limpa em pequenas e
médias empresas. Brasília, DF: [s.n.], 2002. (Cooperação Técnica Mercosul e
Alemanha).
MARTINS, Maritza Silveira ; CIPOLAT, Sabrina. O bibliotecário como agente
socializador da disseminação da informação sobre meio ambiente: relato de
experiência . Biblos, Rio Grande, v. 18, p. 179-187, jan. 2006.
PIMENTA, Handson Cláudio Dias; GOUVINHAS, Reidson Pereira . Implementação
da produção mais limpa na indústria de panificação de Natal-RN. In: ENCONTRO
NACIONAL DE ENGENHARIA DE PRODUÇÃO, 27., 2007, Foz do Iguaçu, PR.
Anais eletrônicos ... Foz do Iguaçu, PR: ABEPRO, 2007. Disponível em : &lt;
http://www.ciencialivre.pro.br/media/3b8ad45aa74a75deffff8471ffffd523.pdf&gt; . Acesso
em : 02 fev. 2012.
PNUMA; CETESB, São Paulo (Estado). Companhia de Tecnologia de Saneamento
Ambiental. A produção mais limpa e o consumo sustentável na America Latina
e Caribe. São Paulo : PNUMAlSMA/CETESB, 2005. Disponível em :
&lt;http://www.cetesb.sp.gov.br/Tecnologia/producaoJimpa/documentos/pl_portugues.
pdf&gt; . Acesso em : 25 jan. 2012.
ROHRICH, Sandra Simm; CUNHA, João Carlos da. A proposição de uma taxonomia
para análise da gestão ambiental no Brasil. Revista de Administração
Contemporânea, Curitiba, v. 8, n. 4, out.l dez. 2004. Disponível em :
&lt;http://www.scielo.br/scielo.php?pid=S141565552004000400005&amp;script=sci_arttext&gt;. Acesso em: 6 fev. 2012.
SILVA FILHO, Julio César Gomes da et aI. Aplicação da Produção mais Limpa em
uma empresa como ferramenta de melhoria contínua. Produção, São Paulo, v. 17,
n. 1, abro 2007. Disponível em : &lt; http://www.scientificcircle.com/pt/56222/aplicacaoproducao-limpa-empresa-ferramenta-melhoria/&gt; . Acesso em : 02 fev. 2012.

668

�Preservação da informação em suportes analógicos e digitais
i! """"'"
MaooNlck

~

=

:,

IiWitt.UJ

1I....111~

Trabalho completo

STANISKIS J.K., STASISKIENE, Z. Promotion of cleaner production investments:
international experience. Journal of Cleaner Production , v. 11 , n. 6, p. 619-628 ,
Sept. 2003.
YIN , Robert K. Estudo de caso: planejamento e métodos. 4.ed . Porto Alegre:
Bookman , 2010.

669

�</text>
                  </elementText>
                </elementTextContainer>
              </element>
            </elementContainer>
          </elementSet>
        </elementSetContainer>
      </file>
    </fileContainer>
    <collection collectionId="49">
      <elementSetContainer>
        <elementSet elementSetId="1">
          <name>Dublin Core</name>
          <description>The Dublin Core metadata element set is common to all Omeka records, including items, files, and collections. For more information see, http://dublincore.org/documents/dces/.</description>
          <elementContainer>
            <element elementId="50">
              <name>Title</name>
              <description>A name given to the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51396">
                  <text>SNBU - Edição: 17 - Ano: 2012 (UFRGS - Gramado/RS)</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="49">
              <name>Subject</name>
              <description>The topic of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51397">
                  <text>Biblioteconomia&#13;
Documentação&#13;
Ciência da Informação&#13;
Bibliotecas Universitárias</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="41">
              <name>Description</name>
              <description>An account of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51398">
                  <text>Tema: A biblioteca universitária como laboratório na sociedade da informação.</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="39">
              <name>Creator</name>
              <description>An entity primarily responsible for making the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51399">
                  <text>SNBU - Seminário Nacional de Bibliotecas Universitárias</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="45">
              <name>Publisher</name>
              <description>An entity responsible for making the resource available</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51400">
                  <text>UFRGS</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="40">
              <name>Date</name>
              <description>A point or period of time associated with an event in the lifecycle of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51401">
                  <text>2012</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="44">
              <name>Language</name>
              <description>A language of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51402">
                  <text>Português</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="51">
              <name>Type</name>
              <description>The nature or genre of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51403">
                  <text>Evento</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="38">
              <name>Coverage</name>
              <description>The spatial or temporal topic of the resource, the spatial applicability of the resource, or the jurisdiction under which the resource is relevant</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51404">
                  <text>Gramado (Rio Grande do Sul)</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
          </elementContainer>
        </elementSet>
      </elementSetContainer>
    </collection>
    <itemType itemTypeId="8">
      <name>Event</name>
      <description>A non-persistent, time-based occurrence. Metadata for an event provides descriptive information that is the basis for discovery of the purpose, location, duration, and responsible agents associated with an event. Examples include an exhibition, webcast, conference, workshop, open day, performance, battle, trial, wedding, tea party, conflagration.</description>
    </itemType>
    <elementSetContainer>
      <elementSet elementSetId="1">
        <name>Dublin Core</name>
        <description>The Dublin Core metadata element set is common to all Omeka records, including items, files, and collections. For more information see, http://dublincore.org/documents/dces/.</description>
        <elementContainer>
          <element elementId="50">
            <name>Title</name>
            <description>A name given to the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="63096">
                <text>Produção mais limpa: uma proposta para o preparo físico das obras da Biblioteca Central do CEFET/RJ.</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="39">
            <name>Creator</name>
            <description>An entity primarily responsible for making the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="63097">
                <text>Sodré, Claúdia; Lima, Lívia; Oliveira, Luciana; Andrade, Samantha; Oliveira, Suzana</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="38">
            <name>Coverage</name>
            <description>The spatial or temporal topic of the resource, the spatial applicability of the resource, or the jurisdiction under which the resource is relevant</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="63098">
                <text>Gramado (Rio Grande do Sul)</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="45">
            <name>Publisher</name>
            <description>An entity responsible for making the resource available</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="63099">
                <text>UFRGS</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="40">
            <name>Date</name>
            <description>A point or period of time associated with an event in the lifecycle of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="63100">
                <text>2012</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="51">
            <name>Type</name>
            <description>The nature or genre of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="63102">
                <text>Evento</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="41">
            <name>Description</name>
            <description>An account of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="63103">
                <text>Apresenta uma proposta de implementação da ferramenta Produção mais Limpa (P+L) no processo de preparo físico das obras da Biblioteca Central do Centro Federal de Educação Tecnológica Celso Suckow da Fonseca, visando torná-lo um processo ecoeficiente. Tal ferramenta permite, através da revisão das rotinas, a identificação de possibilidades de redução, reuso ou reciclagem de materiais. Vislumbra-se como resultados a redução de custos com material, a diminuição de resíduos sólidos, a otimização de parâmetros operacionais, bem como mudanças relativas ao comportamento e às atitudes ambientais dos funcionários. No que tange aos benefícios ambientais, apresenta a perspectiva de construção de uma nova cultura na instituição estudada, visando à conscientização dos seus servidores em relação ao meio ambiente e buscando minimizar os impactos ambientais assim como os econômicos.</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="44">
            <name>Language</name>
            <description>A language of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="69413">
                <text>pt</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
        </elementContainer>
      </elementSet>
    </elementSetContainer>
  </item>
  <item itemId="5913" public="1" featured="0">
    <fileContainer>
      <file fileId="4977">
        <src>http://repositorio.febab.org.br/files/original/49/5913/SNBU2012_052.pdf</src>
        <authentication>c95b7df2ca2c77c9c37c875a50e50ae8</authentication>
        <elementSetContainer>
          <elementSet elementSetId="4">
            <name>PDF Text</name>
            <description/>
            <elementContainer>
              <element elementId="92">
                <name>Text</name>
                <description/>
                <elementTextContainer>
                  <elementText elementTextId="63095">
                    <text>Formação e desenvolvimento de coleções em bibliotecas e repositórios digitais
i! """"'"
MaooNlck

~

=

:,

IiWitt.UJ

1I....111~

Trabalho completo

DESENVOLVIMENTO DE COLEÇÕES PARA PESSOAS COM
DEFICIÊNCIA VISUAL NO SISTEMA DE BIBLIOTECAS DA
UNIVERSIDADE FEDERAL DO CEARÁ
Clemilda dos Santos Sousa 1,Francisco Jonatan Soare~
Geovanice Maria Anselmo da Silva 3, Neiliane Alves Bezerra 4
1 Bibiliotecária do Sistema de Biblioteca da UFC(SB/UFC), Especialista em Metodologia
Científica, Componente da Comissão de Acessibilidade do SB/UFC e da Secretária de Acessibilidade
UFC Inclui, Universidade Federal do Ceará , Fortaleza , Ceará.
2 Diretor do SB/UFC, Mestrando em Políticas Públicas e Gestão da Educação Superior,
Componente da Comissão de Acessibilidade do SB/UFC , Universidade Federal do Ceará , Fortaleza ,
Ceará

3Bibliotecária do SB/UFC, Especialista em Metodologia Cientifica , Componente da Comissão
de Acessibilidade do SB/UFC , Universidade Federal do Ceará, Fortaleza , Ceará.
4 Bibliotecária do SB/UFC , Coordenadora da Comissão de Acessibilidade do SB/UFC , Mestre em
Políticas Públicas e Gestão da Educação Superior, Universidade Federal do Ceará, Fortaleza, Ceará.

Resumo
Trata-se de um relato cujo objetivo é descrever a expenencia realizada pela
Comissão de Acessibilidade do Sistema de Bibliotecas da Universidade Federal do
Ceará no processo de desenvolvimento de acervo para pessoa com deficiência
visual, com o serviço de digitalização de acervo. A proposta de inclusão da pessoa
com deficiência na educação superior traz implicações para a biblioteca universitária
que precisa assumir a responsabilidade de proporcionar aos usuários com
deficiência, igualdade de oportunidades no processo de busca e uso da informação,
por meio do acesso aos acervos informacionais, recursos, produtos e serviços.
Espera-se com o serviço de digitalização de acervo formar uma coleção de materiais
digitais ou digitalizados para atender a demanda dos usuários com deficiência visual,
promovendo a igualdade de oportunidade no acesso à informação, proporcionando à
pessoa com deficiência visual uma aprendizagem, autônoma e satisfatória .

Palavras-Chave:
Desenvolvimento de Coleções; Educação inclusiva; Acessibilidade; Pessoas
com Deficiência Visual.

Abstract
This is an experience report, whose to describe the experiment conducted by the
Commission's Accessibility Library System at the Federal University of Ceará in the
process of developing collections for people with visual disabilities. The proposed
inclusion of people with disabilities in higher education has implications for the

429

�Formação e desenvolvimento de coleções em bibliotecas e repositórios digitais
i! """"'"
MaooNlck

~

=

:,

IiWitt.UJ

1I....111~

Trabalho completo

university library that needs to take responsibility for providing users with disabilities,
equal opportunities in the search process and use information through access to
collections of informational resources products and services. It is hoped that this
service form a collection of digital or digitized materiais to meet the needs of visually
impaired users, promoting equality of opportunity in access to information and
provinding at the
people with visual disabilities autonomous learning and
satisfactory.

Keywords:
Collection Development; Inclusive Education ; Accessibility; People with Visual
Impairment.

1 Introdução

o acesso ao conhecimento é indispensável na formação acadêmica de
qualquer estudante universitário, entretanto esse acesso ainda constitui um desafio
para o aluno universitário com deficiência na Universidade Federal de Ceará (UFC) .
No caso de pessoas com deficiência visual o acesso ao acervo da biblioteca
apresenta diversos entraves.
A problemática vivida por este grupo de pessoas é bem especifica : os
estudantes não encontram os livros que compõem as bibliografias dos cursos que
estão matriculados, em formato acessível o que gera prejuízos na sua formação
profissional , visto que não podem realizar todas as leituras que precisariam para
aperfeiçoar seus conhecimentos.
Conscientes da importância das bibliotecas na formação acadêmica como
fonte de informação e conhecimento no processo ensino-apredizagem, foi criado o
serviço de "digitalização de acervo para pessoas com deficiência visual" que vem
responder a uma demanda dos discentes por materiais bibliográficos acessíveis.
O serviço de digitalização de acervo faz parte das ações conduzidas pela
Secretária UFC Inclui e vem sendo desenvolvido em parceria com a Comissão de
Acessibilidade do Sistema de Bibliotecas da Universidade Federal do Ceará
(SB/UFC) , no inicio de 2010.
O presente trabalho objetiva apresentar a metodologia utilizada para
desenvolver uma coleção para pessoas com deficiência visual , com base no serviço
de digitalização de material bibliográfico.
2 Componentes de uma Universidade Inclusiva
Pensar na inclusão da pessoa com deficiência na educação requer das
instituições educacionais o compromisso de oferecer a igualdade de oportunidades
para todos. Conforme a visão de Riera (2011 , p. 3) para responder, adequadamente ,
a toda esta diversidade é necessário que as instituições adotem modelos que
acolham as diferenças individuais, aplicando recursos metodológicos e estratégias
que facilitem o desenvolvimento das capacidades, tanto pessoais como sociais dos
seus alunos.
Portanto o referido autor compreende que no âmbito da educação
superior, uma universidade é considerada inclusiva na medida em que se

430

�Formação e desenvolvimento de coleções em bibliotecas e repositórios digitais
i! """"'"
MaooNlck

~

=

:,

IiWitt.UJ

1I....111~

Trabalho completo

responsabiliza pela diversidade de seu alunado, de forma a assegurar que o sistema
favoreça a aprendizagem de todos. A construção de um sistema educacional
inclusivo é aquele que vê a pessoa com deficiência não como um obstáculo ou
problema, e sim como uma realidade complexa e que enriquece o processo de
ensino-aprendizagem , e ao mesmo tempo, dá a oportunidade de todos os
envolvidos com o ato de educar exercitar suas competências para conviver com a
diversidade.
Uma universidade inclusiva, conforme Borland e James (1999) apud Lissi
(2009, p. 310) devem apresentar os seguintes componentes:
a) políticas internas na instituição - que promovam a inclusão e que
considerem medidas antidiscriminatórias que favoreçam o desempenho
e que permitam revisar normas e regulamentos que velem seu
cumprimento. Por exemplo, velar por um acesso igualitário à
informação e aos serviços;
b) aspectos relativos à docência - para apoiar o ensino em contextos
inclusivos se deve orientar e assessorar aos docentes acerca das
necessidades, adequações metodológicas e adaptações curriculares;
c) capacitação em ferramentas tecnológicas - que favorecem o processo
de aprendizagem e de avaliação que demanda que o estudante com
deficiência. Além disso, incorporar a temática da deficiência dentro da
grade curricular poderá contribuir para a formação de professores
facilitadores de inclusão no futuro;
d) aspectos relativos à infraestrutura - a necessidade de acessibilidade
física implica não somente que os estudantes possam ter acesso aos
espaços físicos com maior independência, sim também a todos os
serviços e apoios tecnológicos necessários ao bom desempenho
acadêmico;
e) aspectos relativos aos estudantes com deficiência - dependendo da
deficiência e das características de cada estudante, os apoios
específicos podem implicar a disposição de recursos humanos,
materiais e tecnológicos, tais como: intérprete de língua de sinais,
ledores, materiais em Braille ou outro formato alternativo, tecnologia
assistiva ;
f) programa de pares - estudantes voluntários ou ajudantes financiados
por programas de bolsas de estudo para dar suporte acadêmico e
contribuir na sensibilização da comunidade universitária;
g) aspectos relativos à pesquisa - por último, as intervenções realizadas
com estudantes requerem do conhecimento da própria população ou
comunidade universitária e dos resultados que tenham as ações
realizadas em ou com os estudantes com deficiência. Portanto, a
pesquisa constitui um dos pilares para a manutenção e a otimização
das intervenções.
Dentre os aspectos mencionados acima, os recursos humanos têm
relevância significativa na construção de metodologias, tecnologias que envolvem
competência, isto é, conhecimentos, habilidades e atitudes que redundem na
efetivação da cultura inclusiva.
A proposta de inclusão da pessoa com deficiência na educação superior

431

�Formação e desenvolvimento de coleções em bibliotecas e repositórios digitais
i! """"'"
MaooNlck

~

=

:,

IiWitt.UJ

1I....111~

Trabalho completo

traz implicações para a biblioteca universitária que precisa assumir a
responsabilidade de proporcionar aos usuários com deficiência, igualdade de
oportunidades no processo de busca e uso da informação, por meio do acesso aos
acervos, recursos , produtos e serviços.
As atividades de planejamento e avaliação na biblioteca são os
instrumentos que possibilitam definir objetivos estratégicos, metas e indicadores
para a construção da cultura inclusiva. Somente assim, a biblioteca se converterá
em um espaço como diz Ferres (2006 , p.21) "que permite a presença e proveito de
todos, e acolha a maior variedade de público possível para as suas atividades, com
instalações adequadas ás diferentes necessidades e em conformidade com as
diferenças físicas antropométricas e sensoriais da população."
Conforme Riera (2011) , a inclusão da pessoa com deficiência na
educação será muito difícil de ser aceita em um modelo de instituição seletiva ,
baseada no conceito unidirecional de aprendizagem em que a ação do professor
consiste exclusivamente na transmissão de conhecimentos que devem ser
aprendidos pelos alunos, sem estabelecer nenhuma interação entre os aprendizes.
Para esse conceito de educação, a inclusão será, para os docentes e
gestores, uma tarefa educativa muito dolorosa, cuja realização só será possível
mediante uma série de exigências por parte de docentes e gestores que não se
sentem responsáveis pela atenção à educação da pessoa com deficiência.
A resistência à adesão ao processo de educação inclusiva se manifesta
em alguns comportamentos, tais como:
Tendência a exigir que as instituições ponham mais ajudas e especialistas
para se responsabilizares pelos "diferentes" ou os "não normais".
Consideram que os problemas e dificuldades para aprender são do aluno e
do entorno, porém não da instituição. Não se avaliam nem se questionam
as atuações pedagógicas e organizativas. Exigem medidas terapêuticas que
consideram "imprescindíveis (RIERA, 2011 , p.136)

Um modelo de universidade inclusiva é baseado no enfoque construtivista
de ensino e aprendizagem que valoriza o aumento das interações dos estudantes,
consideradas um fator primordial de aprendizagem .
É nessa perspectiva que a Comissão de Acessibilidade do SB/UFC
definiu como uma de suas ações o desenvolvimento de coleções para os usuários
com deficiência visual.

2.1 Desenvolvimento de coleções
Para Shera (1976) apud Lima e Figueiredo (1984, p.138), o
desenvolvimento da coleção de uma biblioteca é um ato de criação intelectual e o
bibliotecário para realizá-lo deve conhecer livros e homens, e os usos que os últimos
farão dos primeiros.
A afirmação dos referidos autores remete a um olhar da biblioteca para o
usuário com deficiência (homens) que também fazem parte da comunidade que
precisa utilizar o seu acervo em suas necessidades de informação para a
aprendizagem e produção do conhecimento científico.
Na temática da educação inclusiva , a pessoa com deficiência visual
apresenta enormes dificuldades para ter acesso a informação, contida em livros,

432

�Formação e desenvolvimento de coleções em bibliotecas e repositórios digitais
i! """"'"
MaooNlck

~

=

:,

IiWitt.UJ

1I....111~

Trabalho completo

revistas, visto que tradicionalmente esses materiais estão em formato impresso, e
quando digitais nem sempre as especificações necessárias para que esses possam
ser lidos por leitores de tela por exemplo, são conhecidas ou respeitadas no
momento da elaboração ou editoração.
Essas situações são interessantes para serem consideradas, observadas
no desenvolvimento de coleções, fatores como: a aquisição de livros eletrônicos,
criação de coleções para bibliotecas digitais, repositórios institucionais, periódicos
eletrônicos, digitalização de coleções especiais, merecem atenção diferenciada.
Há uma carência muito grande de literatura sobre metodologias de
desenvolvimento de coleções para pessoas com deficiência visual. É preciso não se
esquecer que estes usuários produzem e consomem informação e conhecimento de
forma diferenciada que precisa ser respeitada no momento de aquisição dos
materiais, como também os sistemas de gestão da informação, nos produtos e
serviços.

3 Relato de Experiência
A proposta de inclusão da pessoa com deficiência no SB/UFC teve origem
nas discussões da Comissão de Acessibilidade que faz parte das Comissões
Especializadas de Estudo (CEE) da Biblioteca Universitária da UFC, criadas com o
objetivo de descentralizar as decisões administrativas, objetivando diagnosticar as
necessidades de mudanças para a solução de problemas técnicos e estruturais do
Sistema de Bibliotecas da UFC.
O objetivo da Comissão de Acessibilidade, criada em 2010 em primeiro
lugar é identificar os usuários com deficiência, diagnosticar as condições de
acessibilidade física, tecnológica e recursos humanos do Sistema de Bibliotecas,
como também definir políticas de desenvolvimento de acervo e capacitar os recursos
humanos.
A primeira ação da Comissão de Acessibilidade foi obter um diagnostico
das condições de acessibilidade nas bibliotecas da UFC em relação aos aspectos
físicos, tecnológicos de produtos e serviços. Após esse estudo, enviamos propostas
de intervenção e melhorias, objetivando a promoção das condições necessárias à
acessibilidade nas bibliotecas.
Na conclusão do trabalho recomendou-se:
Para que o Sistema de Biblioteca da UFC possa atender às exigências do
MEC é necessário; criar uma política de acessibilidade que envolva: a
capacitação profissional, o desenvolvimento de acervo acessível, a
eliminação de barreiras arquitetônicas, elaboração de serviços e produtos
como também aquisição de tecnologia assistiva. (BEZERRA, 2011) .

Neste sentido o serviço de digitalização de materiais bibliográficos se
constituía como uma das possibilidades para o desenvolvimento de um acervo
acessível.
Indo ao encontro das recomendações baseadas no diagnóstico da
comissão, um fato importante na trajetória das pessoas com deficiência na UFC
aconteceu : a criação da Secretária de Acessibilidade UFC Inclui, como estrutura
administrativa na universidade, sendo aprovada pelo Consuni em 30 de agosto de
2010, ligada à reitoria, esta potencializou e faz eco às propostas da Comissão de

433

�Formação e desenvolvimento de coleções em bibliotecas e repositórios digitais
i! """"'"
MaooNlck

~

=

:,

IiWitt.UJ
1I....111~

Trabalho completo

Acessibilidade do SB/UFC.
A Secretária de Acessibilidade UFC Inclui tem um olhar para toda a
universidade e sua intenção é acelerar o processo de inclusão de cegos, surdos,
cadeirantes e pessoas com outros tipos de deficiência ou mobilidade reduzida, tendo
como principais atribuições:
a) elaborar, executar e gerenciar ações e pesquisas realizadas na área de
acessibilidade ;
b) dar suporte às unidades acadêmicas e aos órgão administrativos da
UFC, sobre as necessidades físico-arquitetônicas, pedagógicas e
atitudinais;
c) promover discussões, debates, palestras, seminários, oficinas de
trabalho e ciclo de estudos sobre o tema .
Em sua estrutura a Secretária UFC inclui tem comissões de trabalho
composta por vários profissionais de diversas áreas do conhecimento e dentre eles
um bibliotecário, representante do SB/UFC.
No plano de políticas de inclusão das pessoas com deficiência, elaborado
pela Secretária UFC inclui, consta o desenvolvimento de acervo de caráter
cientifico, em formato acessível para pessoas com deficiência visual. Que no
momento tem no serviço de digitalização de materiais bibliograficos seu principal
alimentador.

3.1 Metodologia Geral do serviço

o serviço de digitalização de materiais bibliograficos conta com uma
equipe coordenada por uma bibliotecária do SB/UFC e sete bolsistas de projetos de
graduação e Iniciação Acadêmica, com suporte técnico da Secretaria de
Acessibilidade UFC Inclui, situada ao lado da Biblioteca de Ciências Humanas. O
serviço é realizado no laboratório da Secretária, equipado com computadores,
scanners e programas específicos para digitalização.
3.2 Metodologia de atendimento
A dinâmica do serviço engloba sete passos:
a) entrevista de referência onde é feito um levantamento da demanda
informacional do aluno, de sua bibliografia para o semestre corrente;
b) pesquisa em bases de dados da Biblioteca como: Portal de Periódicos
CAPES (Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível
Superior), Biblioteca Digital de Teses e Dissertações (TE DE) , nos livros
eletrônicos, entre outros do material indicado na entrevista de
referência, porque existe a possibilidade do material solicitado já esta
disponível, o que evitaria a digitalização. Caso o material não seja
encontrado é feito o pedido para digitalização;
c) cadastro do usuário com deficiência visual no Sistema Pergamum para
que o mesmo tenha acesso ao material digitalizado;
d) digitalização das obras indicadas pelos alunos. Nesse caso, os livros
ou artigos são digitalizados em formato acessíveis para leitura com
programa leitores de tela;
e) quando esse material é digitalizado, em formato de texto, o mesmo

434

�Formação e desenvolvimento de coleções em bibliotecas e repositórios digitais
i! """"'"
MaooNlck

~

=

:,

IiWitt.UJ

1I....111~

Trabalho completo

sofre alterações, o que exige a correção de imperfeições provenientes
de rasuras , manchas, riscos , uso de marcadores de texto, entre outros;
f) em decorrência desse procedimento, surge o sexto passo: áudiodescrição das imagens (ilustrações, gráficos ou tabelas) que não são
lidas pelos programas leitores de tela e, por esse motivo, precisam ser
áudio descritas para que a informação não se perca . Segundo Vieira e
Lima (2010 , p. 4) o termo áudio-descrição é definido como:
A áudio-descrição é uma técnica de representação dos elementos-chave
presentes numa dada imagem que, ao dialogar com os elementos de um
texto verbal , pode ser descrita também de forma verbal para formar uma
unidade completa de significação. A áudio-descrição pode ser de uma
imagem estática como uma pintura no museu, de uma escultura em três
dimensões, da gravura bidimensional presente nos livros didáticos; ou de
imagens dinâmicas que nada mais são do que um conjunto de imagens
estáticas que juntas criam a ilusão de movimento como o que se processa
nos filmes de cinema, televisão, peças de teatro, ou vídeos de computador.

A áudio-descrição das imagens na literatura científica, que é o caso das
obras digitalizadas na UFC, é de fundamental importância para a compreensão dos
textos, o que se torna mais complexo dependendo da área do conhecimento. No que
se refere à relação texto e imagens, os autores acima citados argumentam :
Diante desta interdependência imagem e texto, o aluno com deficiência
visual enfrenta uma situação de desigualdade e de exclusão por lhe ter sido
historicamente denegado o acesso ao pólo imagético desta dualidade. A
áudio-descrição poderia lhe permitir compreender e exercitar mentalmente
estas inter-relações. A oferta da áudio-descrição das imagens presentes no
material didático vem a ser, portanto, crucial no estabelecimento dessas
conexões mentais entre imagem e texto para o aluno com deficiência visual.
(VIEIRA; LIMA, 2010 , p. 3)

A última etapa é a catalogação do material digitalizado no catálogo online
da biblioteca . O Sistema Pergamum oferece a opção de criar essa coleção no
módulo "Pesquisa acessibilidade" onde o material pode ficar catalogado com
segurança, podendo ser acessado somente através de login e senha, garantindo,
com segurança , que o acesso ao material seja exclusivo para o uso de pessoas
com deficiência visual , obedecendo a Lei do Direito Autoral (Lei nO 9610).

435

�Formação e desenvolvimento de coleções em bibliotecas e repositórios digitais
Trabalho completo

Figura 1 - Página do catalogo online, modulo pesquisa acessibilidade
(3

BlbUotecadaUFC UnlVl!fsldade Federal do Ceara'

~I rJ@~

Inler nel hplClrer , opllmfzedfor Bing,and MSN

I~
x

fD 0. .

" F~~crie5

j:

I'\'.li ~ SutneSted stes ·

lJ HctMail gratlito lJ Personab:ar iri:s lJ Obtenha ma!õ comple...

,::~e~ ~ UFC - lQver~de Federo!il do Ceor6 ".

I

O

-\q10

PeS&lt;lUlsaAcesslbllldade

Açess Q LJsu ~rio

I "

lntelo

I

Voltar I A Imprimir I t

4B C DE FGH I 1Kl

~lN

l oUI"
M~

Se ecione outras PesQuisas v
O P Q RS TUVWp Z

'»Outros Caractere s

Clique na caixa QE t exto e digite o t ermo para a pesquisa

Listar: Titulo
Autores

I

v

Registros por pagina 20 v

As suntos

• Limpar campos

Cesta I Histórico

ComentariosGerais

. P es qu~

Sugestões Aquisição

....)uda

Número de Registros Encontrcdos : 11

P.eglstro{S) 1 - 11

r

r !

Borooleta ilwrrentada : contos, A I 1998

~ o.:.n.m~rr&lt;::i O'I'UIJ~
(orno gerenciar e ampliar a visibilidade da info rmação cientifica brasileira: reposilõnos institucionais de acesso aberto [recurso
eletrônico) : / 1009

~ D=lme~~ ON-~"E

r

Foldore do nordeste / 1960

*D(IC\j~","rç.l- ON'U'l~

Fonte: Biblioteca Universitária da UFC . Site. 2012. Disponível em: &lt;
http://bibweb.npd.ufc.br/pergamum/biblioteca/index.php ?resolution2= 1024_ 1&amp;tipo_pesquisa
=&amp;filtro_bibliotecas=&amp;filtro_ obras=&amp;id=/&gt; . Acesso em: 10 mar. 2012.

436

�Formação e desenvolvimento de coleções em bibliotecas e repositórios digitais
Trabalho completo

Figura 2 - Página do catalogo online, acesso ao material digitalizado através do login

'i Favcdes IwIJ Suooested :ites ·

@J Hoti'1al gratLito t1J Persor.clzarrn ~ Oblema mais comple.~ ..

J ~ : :~~i oteca d.Lf( ·lh";ers"Ó!fe... oo C...L
P~uis il

I
I O Acm o Usui;, I fi In&lt;1O I

Acessibilidade

Vol.3r

I • Imprimir I I login
&amp;tI,:

Selecione outras Pesquisas y
A8CDEFGHIJ Kl MNOPQ RST UVWXY Z

»Todo

t

"Biblioteca da UFC Um.m,dade Federal do Ceara@ ~l9r81

~ '"

dique na caoa de texto e digite otermo para, pesquisa

LOGIN ACESSIBILIDADE

listar Titulo v Registros por pagln3: 20 y
Autores I Assuntos

fechar(X)

Cesta I Histórico

Ajuda

Matricula: I
Senha:
l ogin

RegistllJ(s) ]·]]

INFORI·1AT1VOS:

r

Borboleta acorrentada : contos L~

ri

(amogerenciar e ilmpliar õ visibilidade da informação ci
eletrônico] : 1100g

~gB

~ r:~r.~f.i~~;fL~:W!~
I

~
O~'I"I1.:rr~s

.r

!

LSaib3 aaui como localizar um livro na estante.
t lnterrot

fi '

~ IOO'Io

'JV-Ulli

Folclore do nordeste 11g60

*Doc~mef1lvsorl'U"E
r I Gt~oecologia das paisagen~ : uma visàog,€ossistêmica da análise ambiental - 1. ed~ 1 2007
.r

Hi,to~.lQ,iol de

lo lit~~tu" espafiolª (€O l€OgIIiI..fds1ellor®.L2000

t.

I

IrIernet

fi ' f( IOO%

Fonte:
Biblioteca Universitária da UFC. Site.
2012.
Disponível em : &lt;
htfp:l/bibweb.npd. ufc. br/pergamum/bibliotecalindex.php ?resolution2= 1024_ 1&amp;tipo_pesquisa
=&amp;filtro_bibliotecas=&amp;filtro_obras=&amp;id=/&gt; . Acesso em: 10 mar. 2012.

4 Considerações Parciais
Espera-se com o serviço de digitalização formar uma coleção de materiais
digitais ou digitalizados para atender a demanda dos usuários com deficiência visual,
promovendo a igualdade de oportunidade no acesso a informação e, dessa forma, a
pessoa com deficiência visual tenha uma aprendizagem, autônoma e satisfatória,
interagindo com todos.

437

�Formação e desenvolvimento de coleções em bibliotecas e repositórios digitais
i! """"'"
MaooNlck

~

=

:,

IiWitt.UJ
1I....111~

Trabalho completo

Nessa experiência, constata-se que as características dos usuários com
deficiência visual não são homogêneas. Quando se conhece a história de vida do
usuário, compreende-se que existem singularidades no que se refere processo de
aquisição da leitura e da escrita.
Essa informação é essencial para adequar produtos e serviços às
características dos usuários, "pois nem toda pessoa cega lê em em Braille" como
comenta Torres, Manzzoni e Mello (2007, p. 369) . Para quem perdeu a visão após o
domínio da escrita , muitas vezes tem dificuldades com o Braille. Por outro lado,
muitas pessoa com deficiência visual congênita dominam muito bem o Braille e
usam com menor intensidade tecnologias assistivas como leitores de tela .
Nessa ambiência tem sido essencial a colaboração dos usuários com
deficiência visual na avaliação de produtos e serviços, como também na
participação em cursos e treinamentos que estão ajudando a modelar a biblioteca
inclusiva. Além disso, a colaboração de profissionais das várias áreas do
conhecimento como educação e informática é imprescindível.

Referências
BEZERRA, Neiliane Alves et alo A biblioteca universitária na proposta do desenho
universal: um diagnóstico do sistema de bibliotecas da Universidade Federal do
Ceará.
In:
CONGRESSO
BRASILEIRO
DE
BIBLIOTECONOMIA
E
DOCUMENTAÇÃO, 24., 2011, Maceió. Anais ... Maceió, 2011 . Disponível em :
&lt;http://www.febab .org .br/congressos/index.php/ cbbd/ xxiv/paper/view/379/443&gt; .
Acesso em : 14 mar. 2012.
FERRÉS, Sofia Pérez. Acessibilidade Física. In: PUPO, Deise Tallarico .
Acessibilidade: discurso e prática no cotidiano das bibliotecas. Campinas, SP:
UNICAMP/Biblioteca, 2006.
LIMA, Regina Célia Montenegro de; FIGUEIREDO, Nice Menezes de. Seleção e
aquisição da visão clássica a moderna aplicação de técnicas bibliométricas. Ciência
da Informação, Brasília, V. 13, n. 2, p. 137-150, jul./dez. 1984.
LlSSI, Rosa et alo Discapacidad en contextos universitarios: experiencia dei piane uc
en la Pontificia Universidad Católica de Chile . Revista Calidad en La Educacion, n.
30, jul. 2009, p. 306-324. Disponível em: &lt;http://www.cned .cI/public/ secciones/
seccionpublicaciones/doc/63/cse_articuI0808.pdf&gt;. Acesso em : 16 mar. 2012.
RIERA, G. EI aprendizaje cooperativo como metodología clave para dar respuesta a
la diversidad dei alumnado desde un enfoque inclusivo. Revista Latinoamericana
de Inclusión Educativa, V. 5, n. 2, 2011 , p. 133-149. Disponível em: &lt;http://www.
rinace. netlrlei/numeros/voI5-num2/art7.pdf&gt;. Acesso em : 16 mar. 2012.
TORRES, Elisabeth Fátima; MAZZONI, Alberto Angel; MELLO, Anahi Guedes. Nem
toda pessoas cega lê em Braille nem toda pessoa surda sem comunica em língua de
sinais. Educação e Pesquisa, São Paulo, V. 33, n. 2, p. 369-386 , maio/ago. 2007.

438

�</text>
                  </elementText>
                </elementTextContainer>
              </element>
            </elementContainer>
          </elementSet>
        </elementSetContainer>
      </file>
    </fileContainer>
    <collection collectionId="49">
      <elementSetContainer>
        <elementSet elementSetId="1">
          <name>Dublin Core</name>
          <description>The Dublin Core metadata element set is common to all Omeka records, including items, files, and collections. For more information see, http://dublincore.org/documents/dces/.</description>
          <elementContainer>
            <element elementId="50">
              <name>Title</name>
              <description>A name given to the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51396">
                  <text>SNBU - Edição: 17 - Ano: 2012 (UFRGS - Gramado/RS)</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="49">
              <name>Subject</name>
              <description>The topic of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51397">
                  <text>Biblioteconomia&#13;
Documentação&#13;
Ciência da Informação&#13;
Bibliotecas Universitárias</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="41">
              <name>Description</name>
              <description>An account of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51398">
                  <text>Tema: A biblioteca universitária como laboratório na sociedade da informação.</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="39">
              <name>Creator</name>
              <description>An entity primarily responsible for making the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51399">
                  <text>SNBU - Seminário Nacional de Bibliotecas Universitárias</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="45">
              <name>Publisher</name>
              <description>An entity responsible for making the resource available</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51400">
                  <text>UFRGS</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="40">
              <name>Date</name>
              <description>A point or period of time associated with an event in the lifecycle of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51401">
                  <text>2012</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="44">
              <name>Language</name>
              <description>A language of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51402">
                  <text>Português</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="51">
              <name>Type</name>
              <description>The nature or genre of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51403">
                  <text>Evento</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="38">
              <name>Coverage</name>
              <description>The spatial or temporal topic of the resource, the spatial applicability of the resource, or the jurisdiction under which the resource is relevant</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51404">
                  <text>Gramado (Rio Grande do Sul)</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
          </elementContainer>
        </elementSet>
      </elementSetContainer>
    </collection>
    <itemType itemTypeId="8">
      <name>Event</name>
      <description>A non-persistent, time-based occurrence. Metadata for an event provides descriptive information that is the basis for discovery of the purpose, location, duration, and responsible agents associated with an event. Examples include an exhibition, webcast, conference, workshop, open day, performance, battle, trial, wedding, tea party, conflagration.</description>
    </itemType>
    <elementSetContainer>
      <elementSet elementSetId="1">
        <name>Dublin Core</name>
        <description>The Dublin Core metadata element set is common to all Omeka records, including items, files, and collections. For more information see, http://dublincore.org/documents/dces/.</description>
        <elementContainer>
          <element elementId="50">
            <name>Title</name>
            <description>A name given to the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="63087">
                <text>Desenvolvimento de coleções para pessoas com deficiência visual no Sistema de Bibliotecas da Universidade Federal do Ceará.</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="39">
            <name>Creator</name>
            <description>An entity primarily responsible for making the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="63088">
                <text>Sousa, Clemilda dos Santos; Soares, Francisco Jonatan; Silva, Geovanice Maria A. da; Bezerra, Neiliane Alves</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="38">
            <name>Coverage</name>
            <description>The spatial or temporal topic of the resource, the spatial applicability of the resource, or the jurisdiction under which the resource is relevant</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="63089">
                <text>Gramado (Rio Grande do Sul)</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="45">
            <name>Publisher</name>
            <description>An entity responsible for making the resource available</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="63090">
                <text>UFRGS</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="40">
            <name>Date</name>
            <description>A point or period of time associated with an event in the lifecycle of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="63091">
                <text>2012</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="51">
            <name>Type</name>
            <description>The nature or genre of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="63093">
                <text>Evento</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="41">
            <name>Description</name>
            <description>An account of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="63094">
                <text>Trata-se de um relato cujo objetivo é descrever a experiência realizada pela Comissão de Acessibilidade do Sistema de Bibliotecas da Universidade Federal do Ceará no processo de desenvolvimento de acervo para pessoa com deficiência visual, com o serviço de digitalização de acervo. A proposta de inclusão da pessoa com deficiência na educação superior traz implicações para a biblioteca universitária que precisa assumir a responsabilidade de proporcionar aos usuários com deficiência, igualdade de oportunidades no processo de busca e uso da informação, por meio do acesso aos acervos informacionais, recursos, produtos e serviços. Espera-se com o serviço de digitalização de acervo formar uma coleção de materiais digitais ou digitalizados para atender a demanda dos usuários com deficiência visual, promovendo a igualdade de oportunidade no acesso à informação, proporcionando à pessoa com deficiência visual uma aprendizagem, autônoma e satisfatória.</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="44">
            <name>Language</name>
            <description>A language of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="69412">
                <text>pt</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
        </elementContainer>
      </elementSet>
    </elementSetContainer>
  </item>
  <item itemId="5912" public="1" featured="0">
    <fileContainer>
      <file fileId="4976">
        <src>http://repositorio.febab.org.br/files/original/49/5912/SNBU2012_051.pdf</src>
        <authentication>30c16a88dcb1b3ffb70a1f4a2c125550</authentication>
        <elementSetContainer>
          <elementSet elementSetId="4">
            <name>PDF Text</name>
            <description/>
            <elementContainer>
              <element elementId="92">
                <name>Text</name>
                <description/>
                <elementTextContainer>
                  <elementText elementTextId="63086">
                    <text>~

. ...,..
_. -...__.
~

NadMaldt

:;

IilIiM_
....... liUriu

=

Formação e desenvolvimento de coleções em bibliotecas e repositórios digitais
Trabalho completo

ANÁLISE DAS JUSTIFICATIVAS DOS AUTORES DE TESES
E DISSERTAÇÕES DEFENDIDAS NA UFRGS PARA NÃO
DISPONIBILIZÁ-LAS NO REPOSITÓRIO LUME 1
Marilia Batista Hirt 1, Caterina Groposo Pavão 2, Sônia Elisa Caregnato 3
1

2

Bacharel em Biblioteconomia

Mestre em Comunicação e Informação, Universidade Federal do Rio Grande do Sul, Porto Alegre , RS
3

Doutora em Ciências da Informação, Universidade Federal do Rio Grande do Sul, Porto Alegre , RS

Resumo
Analisa os motivos pelos quais algumas teses e dissertações produzidas no âmbito
da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS) não estão disponíveis no
Lume, denominação atribuída ao Repositório Digital da UFRGS. Por meio de
pesquisa exploratória, levanta a contribuição de cada Programa de Pós-Graduação
para o incremento da comunidade de teses e dissertações do Lume, entre os anos
de 2001 e 2009 . Identifica as teses e dissertações não disponibilizadas e as
motivações dos autores para não permitir que o sejam. Pesquisa a publicação dos
resultados das teses e dissertações que não estão no Lume, em outros meios de
comunicação científica, assim como pedidos ou concessões de patentes registradas
no Instituto Nacional da Propriedade Intelectual (INPI) . Dentre as justificativas
apresentadas pelos autores para não depositar a tese e/ou a dissertação no Lume,
identifica as três principais: a intenção de publicação dos resultados , o propósito de
patenteamento das descobertas e o caráter confidencial dos trabalhos. Constata que
40,74% dos autores que declararam a intenção de publicação efetivamente
publicaram os resultados de seus trabalhos. Entre os autores com o propósito de
patentear suas descobertas, apenas 22,73% registraram o pedido de patente no
INPI. Conclui que as políticas e mandatos nacionais e institucionais de depósito de
teses e dissertações contribuem fortemente para aumentar a divulgação desses
trabalhos e para o povoamento dos repositórios institucionais.

Palavras-chave:
Comunicação científica . Repositórios institucionais. Teses e dissertações.

Abstract
This work analyzes the reasons why some theses and dissertations produced at
Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS) are not available in Lume,
denomination for the UFRGS Digital Repository. Through exploratory research, it
raises the contribution of each Post-Graduation Program to increase the Lume's
community of dissertations and theses, between the years 2001 and 2009. It

1

Trabalho de Conclusão de Curso de Graduação em Biblioteconomia da primeira autora, orientado pelas
duas seguintes (Universidade Federal do Rio Grande do Sul, 2011).

414

�~

. ...,..
_. -...__.
~

NadMaldt

:;

IilIiM_
....... liUriu

=

Formação e desenvolvimento de coleções em bibliotecas e repositórios digitais
Trabalho completo

identifies the theses and dissertations that were not made available and the authors'
motivations for not allowing it. Searches were carried out to locate alternative types
of publication of the results of dissertations and theses that are not in Lume, as well
as requests for or grants of patents registered with the Instituto Nacional da
Propriedade Intelectual (INPI) . Reasons given by the authors for the unavailability of
their thesis andlor dissertation in Lume, were grouped as follows : intention of
publishing the results, patenting of discoveries and confidentiality of the works. It
finds out that 40.74% of authors who have declared the intention of publishing
effectively published the results of their works. Among the authors with the purpose
of patenting their discoveries, just 22.73% reported the patent application at the INPI.
It concludes that national and institutional policies and mandates of theses and
dissertations' deposit contribute greatly to increase the dissemination of works and
settlement of institutional repositories.

Keywords :
Scientific communication . Institutional repositories. Oissertations and theses.

1 Introdução
Entre as atribuições das bibliotecas estão a reunlao , a preservação e a
divulgação da produção intelectual das instituições às quais são vinculadas. Com o
desenvolvimento das tecnologias de informação e comunicação é crescente o
número de bibliotecas, principalmente de instituições de ensino superior, que
cumprem essa função por meio de repositórios digitais. Sendo assim , o estudo
desses repositórios tem sido relevante na Biblioteconomia .
O depósito de teses e dissertações (TIO) em repositórios digitais de
universidades representa uma oportunidade para aumentar a visibilidade dos
autores e de suas respectivas instituições. Apesar disso, verifica-se que algumas
teses e dissertações não são disponibilizadas no Lume, Repositório Digital da
Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS) .
Assim, uma questão de pesquisa se coloca : Quais são os motivos pelos quais
algumas teses e dissertações geradas no âmbito da UFRGS não são depositadas
no Lume?
O objetivo geral deste trabalho é analisar os motivos pelos quais algumas
teses e dissertações produzidas no âmbito da UFRGS não estão disponíveis no
Lume.
Os objetivos específicos deste trabalho são os seguintes:
a) levantar a contribuição de cada PPG da UFRGS para o incremento da
comunidade de teses e dissertações do Lume, entre os anos de 2001 e
2009;
b) verificar as motivações para não depositar TIO no Lume ;
c) verificar a publicação dos resultados das teses e dissertações que não
estão no Lume, em outros meios de comunicação científica .
O período de estudo escolhido foi de 2001 a 2009, porque em 2001 foi
lançada a Biblioteca de Teses e Dissertações (BOTO/UFRGS) , a partir da qual se
iniciou o Lume. Como um dos objetivos do estudo é verificar se os resultados das
teses e dissertações que não estão disponíveis no Lume foram publicados em

415

�~

. ...,..
_. -...__.
~

NadMaldt

:;

IilIiM_
....... liUriu

=

Formação e desenvolvimento de coleções em bibliotecas e repositórios digitais
Trabalho completo

outros tipos de documentos, foi preciso desconsiderar os dois últimos anos (2010 e
2011), período em que a publicação pode estar sendo providenciada, mas ainda não
foi efetivada.

2 Revisão de literatura
A evolução da humanidade caminha junto com o desenvolvimento da ciência.
Esta , por sua vez, avança rapidamente e traz inúmeros benefícios a todos. Porém , a
pesquisa científica só pode ser transformada em conhecimento se os seus
resultados forem divulgados e utilizados para a criação de novas soluções ou como
subsídios para novas pesquisas e, consequentemente, novos avanços. Portanto, a
comunicação da ciência é tão importante quanto a própria ciência (MEADOWS,
1999), sendo, ambas, fundamentais para a evolução da humanidade.
É por meio da comunicação científica que os pesquisadores recebem o
crédito pelos seus trabalhos e estabelecem a prioridade de suas descobertas. A
comunicação científica também contribui para a medição dos resultados das
pesquisas financiadas por verbas públicas (STUMPF, 2000). De fato, os
pesquisadores precisam uns dos outros para concretizar seus projetos. A interação
entre eles é o que chamamos de comunicação científica, que estabelece diversas
convenções e os caracteriza como integrantes de comunidades científicas. O
comportamento dos cientistas com relação aos hábitos de pesquisa e de
comunicação dos resultados varia de acordo com as comunidades científicas às
quais pertencem .
Para que essa comunicação seja efetivada são utilizados os canais de
comunicação científica , que podem ser formais ou informais. Meadows (2000, p. 26)
afirma que a distinção entre a comunicação formal e a informal "[. ..] é bem menos
clara no ambiente computacional". Para ele, "A antiga distinção entre comunicação
formal e informal parece agora ser menos importante [... l". (MEADOWS, 2000 , p.
26).
De fato, a diferença entre canais formais e informais de comunicação está
cada vez mais tênue, mas pode-se afirmar que, entre os canais informais de
comunicação, circula grande parte da chamada literatura cinzenta (LC) .
Almeida (2000) conceitua a LC ,
[... ] como o conjunto de documentos, independentemente de sua tipologia e
suporte, ou formato , impresso ou eletrônico, emitidos por centros
universitários de pesquisa, empresas , indústrias, sociedades acadêmicas,
públicas e privadas, sem intenção de ser publicados e que são de vital
importância na transferência do conhecimento. (ALMEIDA, 2000, p. 35-37).

Como exemplo de LC, podem ser citadas as teses e dissertações. Moreira
(2005, p. 60) observa que "[...] documentos tradicionalmente cinzentos como as
teses e dissertações vêm se tornando cada vez mais visíveis graças aos esforços de
criação de bibliotecas digitais de teses e dissertações e aos serviços de alerta com
oferecimento de texto completo [ ... De fato , antes da disponibilização de teses e
dissertações por meio de bibliotecas/repositórios digitais, em geral, esses trabalhos
ficavam restritos ao público frequentador da biblioteca física em que estavam
depositados. As informações ali contidas eventualmente eram transferidas para
livros e/ou periódicos. Os dados bíbliográficos podiam ser publicados pelas
bibliotecas ou pelos programas de pós-graduação produtores, entretanto, é inegável

r.

416

�~

. ...,..
_. -...__.
~

NadMaldt

:;

IilIiM_
....... liUriu

=

Formação e desenvolvimento de coleções em bibliotecas e repositórios digitais
Trabalho completo

que a disponibilização de teses e dissertações em bibliotecas/repositórios digitais
contribui para um aumento significativo da visibilidade desses trabalhos.
Quanto à confiabilidade da LC , Carvalho (2002, p. 47) salienta que é um
engano acreditar que esse tipo de literatura, por não ser produzida comercialmente,
mereça menos confiança. A autora afirma que vários documentos de LC passam por
processos de revisão mais rigorosos do que os exigidos por periódicos científicos e
técnicos. Funaro e Noronha (2006, p. 219) concordam que documentos produzidos
sem a finalidade de ser publicados também são confiáveis. Relatórios técnicocientíficos produzidos por pesquisadores podem ter grande valor para o
desenvolvimento das diversas áreas do conhecimento. Teses e dissertações
passam por avaliação de mestres e/ou de doutores, antes de ser aprovadas e
divulgadas. Informações que servem de base para importantes decisões de
instituições públicas ou privadas devem ser precisas e atualizadas.
Diversas são as definições para monografias, dissertações e teses existentes
na literatura. Encontram-se, até mesmo, certas divergências. Comumente, usa-se o
termo monografia para designar trabalhos apresentados ao final de cursos de
graduação, o termo dissertação para os cursos de mestrado e o termo tese para os
cursos de doutorado. Esses três tipos de trabalho são caracterizados pela ordem
ascendente em relação à originalidade , à profundidade e à extensão.
Independentemente da nomenclatura , os trabalhos de conclusão dos cursos
de pós-graduação são muito importantes para a sociedade e, em especial, para o
meio acadêmico. As teses e as dissertações têm funções relacionadas aos seus
autores e aos Programas de Pós-Graduação em que são produzidas.
Quanto aos seus autores, segundo Lopes e Romancini (2006, p. 139), as
teses e dissertações ''[. .. ] correspondem a um momento de aprendizado do
pesquisador [e sua elaboração] é uma etapa no longo processo de treinamento para
a realização de atividades científicas, em particular, para o desenvolvimento de
pesquisas". Esse processo leva à obtenção do título de doutor ou de mestre, que
qualifica o pesquisador a ''[. ..] disputar postos acadêmicos melhor situados no
sistema universitário, bem como se integrar a grupos e equipes de investigação,
realizando tarefas mais elaboradas". (LOPES; ROMANCINI , 2006, p. 139).
Quanto aos Programas de Pós-Graduação nos quais as teses e dissertações
são produzidas, esses têm interesse na divulgação dos trabalhos. Por meio dessa
divulgação, aumentam a sua visibilidade e justificam a sua existência perante
instituição e a sociedade . A Capes realiza o acompanhamento anual e a avaliação
trienal dos Programas de Pós-Graduação. Os critérios da avaliação trienal 2 são
estabelecidos pelas áreas do conhecimento, que pontuam quesitos como "Corpo
discente, teses e dissertações", no qual se avalia a produção vinculada a esses
trabalhos. Sabe-se que a avaliação da Capes pode definir a continuidade ou não de
um curso de pós-graduação, bem como a visibilidade e a confiabilidade de uma
Instituição de Ensino Superior. Portanto, é de grande interesse dos Programas de
Pós-Graduação ter uma boa avaliação por parte da Capes, o que pode atrair novos
alunos-pesquisadores determinados a fazer bons trabalhos.
Uma forma de divulgação das teses e dissertações, bem como de outros
trabalhos científicos, é o uso de repositórios digitais. Com eles o tempo e o espaço
já não são mais empecilhos para que as pessoas possam consultar trabalhos de boa
qualidade, realizados no País e no exterior.
2

Disponíveis em: &lt;http://www.capes.gov.br/avaliacao/criterios-de-avaliacao&gt;. Acesso em: se!. 2011.

41 7

�~

. ...,..
_. -...__.
~

NadMaldt

:;

IilIiM_
....... liUriu

=

Formação e desenvolvimento de coleções em bibliotecas e repositórios digitais
Trabalho completo

Pavão (2010 , p. 13) explica que "Um repositório é um banco de dados no qual
ficam organizados e armazenados os objetos digitais e seus metadados, a fim de
facilitar sua consulta e acesso". Para a autora, os termos "institucional" e "temático"
associados a eles caracterizam os repositórios que reúnem a produção científica de
uma instituição e de uma área, respectivamente.
O sucesso na implantação e na manutenção de um repositório institucional
passa pela formação de uma equipe multidisciplinar, incluindo representantes dos
usuários, e os bibliotecários têm uma importante participação nesses processos.
(TOMAÉL; SILVA, 2007).
Sem os repositórios institucionais, a produção intelectual da instituição fica
dispersa em páginas pessoais ou mantidas pelos departamentos. Sendo assim , eles
são uma excelente solução para a reunião, a preservação e a disseminação da
informação científica .
A existência e a operacionalização dos repositórios institucionais devem-se,
em parte, à Iniciativa dos Arquivos Abertos (Open Archives Initiative - OAI) e ao
Movimento de Acesso Livre.
A Iniciativa dos Arquivos Abertos (OAI) foi instituída em 1999, na Convenção
de Santa Fé. Segundo Triska e Café (2001), nessa convenção foram definidos os
princípios básicos da iniciativa . Os autores destacam três desses princípios: o
autoarquivamento, a revisão pela comunidade e a interoperabilidade.
O Movimento de Acesso Livre ou de Acesso Aberto teve como marco inicial o
encontro Budapest Open Access Initiative, ocorrido em dezembro de 2001 . Segundo
Lara (2006) , acesso livre é a
Disponibilização livre na Internet de literatura de caráter acadêmico ou
científico (em particular os artigos de revistas científicas) , permitindo a
qualquer utilizador ler, baixar arquivos, copiar, distribuir, imprimir, pesquisar,
indexar, fazer Iinks ou referenciar o texto integral dos documentos. A única
restrição sobre a reprodução e distribuição é o direito de ser reconhecido e
citado, cabendo aos autores o controle sobre a integridade dos trabalhos.
(LARA, 2006, p. 389).

Inicialmente, acreditava-se que, ao disponibilizar um trabalho em acesso
aberto, o autor poderia ser prejudicado em seus direitos autorais. Na realidade, o
que ocorre é o inverso. Weitzel (2006, p. 66) destaca que ''[ ... 1os repositórios digitais
zelam pelos direitos autorais e que, quanto mais visível estiver o trabalho de um
autor, menos chance existe de ele ter seus direitos lesados".
A Universidade de Manchester, no Reino Unido, iniciou, em 2007, o projeto de
criação do seu repositório institucional. Nesse projeto, foram listados os benefícios
para os autores efetuarem o depósito de suas publicações em repositórios digitais,
os quais são resumidos a seguir:
a) aumento da visibilidade dos resultados das pesquisas;
b) facilidade para o gerenciamento da produção científica;
c) armazenamento permanente de trabalhos acadêmicos;
d) facilidade para a localização e a citação de trabalhos;
e) facilidade no acesso a materiais anteriormente disponíveis apenas em meio
impresso, por exemplo, teses e dissertações;
f) fornecimento de um indicador do impacto dos trabalhos;
g) divulgação rápida das pesquisas, o que auxilia no estabelecimento de
prioridades nas descobertas;

418

�~

. ...,..
_. -...__.
~

NadMaldt

:;

IilIiM_
....... liUriu

=

Formação e desenvolvimento de coleções em bibliotecas e repositórios digitais
Trabalho completo

h) atendimento às agências de fomento , no que diz respeito à divulgação dos
trabalhos.
(THE UNIVERSITY OF MANCHESTER, 2007).
A participação da comunidade é fundamental para o sucesso de um
repositório institucional. Os membros da comunidade podem participar como
autores, usuários e divulgadores do repositório . Para Tomaél e Silva (2007, p. 6), "O
conteúdo de um repositório institucional reflete ou demonstra o conhecimento, a
pesquisa e o interesse de uma organização".
Segundo Leite (2009), estudos demonstram que a política de depósito
obrigatório é um fator que maximiza o uso do repositório , mas ''[. .. ] é essencial que a
comunidade 'compre' a ideia do repositório institucional e passe a incorporar os
pressupostos do acesso aberto [...]".
No Brasil , com relação às teses e dissertações, existe a obrigatoriedade de
depósito prevista na Portaria nO 13/2006 (Capes), de 15/02/2006. A partir de março
de 2006, todas as instituições com cursos em nível de pós-graduação tiveram que
tomar as providências necessárias para que as teses e dissertações de seus alunos
fossem depositadas em sítio da internet, próprio ou indicado pela Capes.
O Repositório Digital da UFRGS é o Lume. Nele são depositados documentos
gerados na Universidade pelo seu corpo docente e técnico e outros documentos de
interesse da instituição, entre eles, as teses e as dissertações. É composto por
documentos digitais que podem conter texto, imagem , vídeo e áudio.
O Lume, que entrou em operação em janeiro de 2008, foi criado a partir da
Biblioteca Digital de Teses e Dissertações (BDTD/UFRGS), a qual foi iniciada no ano
de 2001 . Foi desenvolvido em parceria entre a Biblioteca Central e o Centro de
Processamento de Dados da UFRGS (CPD/UFRGS).
Além da Portaria nO 13/2006 (Capes), de 15/02/2006, de âmbito nacional, a
Resolução nO 129/2005, da Câmara de Pós-Graduação da UFRGS, de 12/07/2005,
foi importante para o povoamento do Lume. Essa resolução determina que o
certificado de conclusão de curso de pós-graduação será emitido somente após a
entrega da tese ou dissertação, na Biblioteca Setorial determinada pelo PPG,
acompanhada do Termo de Autorização para Disponibilidade de Tese ou
Dissertação na Biblioteca Digital da UFRGS.
A UFRGS já efetuava a divulgação das teses e dissertações na sua BDTD.
Entretanto, como a disponibilização dos trabalhos, até 2005, não era obrigatória, o
acervo, até essa data, não contava com muitos dos trabalhos defendidos. A partir da
publicação da Resolução nO 129/2005, da Câmara de Pós-Graduação da UFRGS, e
da Portaria nO 13/2006 (Capes), verificou-se o aumento de depósitos na
BDTD/UFRGS e, consequentemente, no Lume, como será analisado
posteriormente , neste trabalho.
O Lume adota o padrão Dublin Core, que permite uma descrição
adequadamente detalhada de objetos digitais, pois utiliza 15 elementos básicos, que
podem ser refinados por meio de qualificadores. Também utiliza o protocolo de
coleta de metadados OAI-PMH , que garante a interoperabilidade com outros
repositórios digitais. Isso permite a transferência praticamente universal de dados
entre repositórios. (PAVÃO, 2008) . Também foi graças à interoperabilidade que, "[. .. ]
a partir de janeiro de 2009, os metadados do Lume passaram a ser coletados pelo
Google." (PAVÃO , 2010, p. 62). Isso permitiu um aumento no número de acessos e
de downloads dos documentos disponíveis no Lume e incrementou também sua
visibilidade e impacto.

419

�~

. ...,..
_. -...__.
~

NadMaldt

:;

IilIiM_
....... liUriu

=

Formação e desenvolvimento de coleções em bibliotecas e repositórios digitais
Trabalho completo

Na interface do usuano, as principais características do Lume são: a
organização em comunidades, as diversas formas de busca, as estatísticas e a
possibilidade de acompanhamento do crescimento das coleções.
Segundo o Registry of Open Access Repositories (ROAR)3, as classificações
do Lume são as seguintes, em 07/04/2012 :
a) no Brasil:
- 80 lugar entre os 114 repositórios cadastrados e
- 20 lugar entre os 53 repositórios institucionais cadastrados.
b) no mundo:
- 236 0 lugar entre os 2.730 repositórios cadastrados e
- 1330 lugar entre os 1.731 repositórios institucionais cadastrados.

3 Materiais e métodos
A técnica de pesquisa escolhida para este estudo foi a da documentação
direta . Os dados foram obtidos por meio de pesquisa de campo do tipo exploratória .
Para a realização deste estudo foram adotados os seguintes procedimentos:
a) foi obtido um relatório com a quantidade de teses e dissertações
defendidas entre 2001 e 2009, registradas no Sistema de Automação de
Bibliotecas da UFRGS (SABi) e a quantidade destas depositadas no Lume,
discriminadas por curso e por ano;
b) com base no relatório, foi verificada qual a contribuição dos diversos PPGs
para o Lume;
c) foi escolhido um curso de cada área para a realização do estudo, com base
nos seguintes critérios: menor percentual de contribuição para o Lume e
quantidade significativa de teses e dissertações defendidas;
d) foi obtido um relatório com os dados bibliográficos das teses e dissertações
dos programas escolhidos, registradas no SABi e que não foram
depositadas no Lume;
e) foram analisados os Termos de Autorização para Disponibilidade de Tese,
Dissertação, Trabalho de Conclusão de Mestrado ou de Especialização no
Lume - Repositório Digital da UFRGS, que acompanham o documento
digital , e verificadas quais as justificativas dos autores para não
disponibilizar as teses e dissertações no Lume;
f) as teses e dissertações foram classificadas em três grupos: TID
autorizadas para disponibilização futura , TID não autorizadas para
disponibilização e TIO não enviadas ao CPD/UFRGS;
g) para as TIO autorizadas para disponibilização futura e as TID não
autorizadas para disponibilização, cuja justificativa foi a publicação, foi
verificado se os dados obtidos foram realmente publicados, através de
busca na Base de Dados do Currículo Lattes;
h) para as TIO autorizadas para disponibilização futura e as TID não
autorizadas para disponibilização, cuja justificativa foi o registro de patente,

3

Diretório internacional desenvolvido pela equipe do software EPrints, na Universidade de
Southampton, do Reino Unido. Fornece dados técnicos breves a respeito dos repositórios nele
registrados e seu objetivo é promover o desenvolvimento do acesso aberto, fornecendo informações
atualizadas sobre o crescimento e a situação de repositórios do mundo inteiro. Disponível em:
&lt;http://roar.eprints.org/&gt;. Acesso em: 07 abr. 2012.

420

�~

. ...,..
_. -...__.
~

NadMaldt

:;

IilIiM_
....... liUriu

=

Formação e desenvolvimento de coleções em bibliotecas e repositórios digitais
Trabalho completo

foi verificado se houve solicitação de patente, através de busca na Base de
Dados do Instituto Nacional da Propriedade Industrial (INPI) ;
i) os dados relativos às T/O não enviadas ao CPD/UFRGS foram
desprezados, pois, sem o termo de autorização, não é possível saber qual
a justificativa para a não disponibilização do trabalho no Lume;
j) os dados obtidos foram agrupados em tabelas, sendo uma para cada PPG.
Salienta-se que, na análise dos trabalhos publicados, foram contados apenas
artigos, capítulos de livro e livros que constam no Currículo Lattes dos autores. Os
trabalhos publicados ou apresentados em eventos não foram incluídos nas tabelas
elaboradas para cada PPG porque as apresentações em eventos não interferem na
decisão de disponibilização dos trabalhos no Lume. As publicações em anais de
eventos foram computadas fora das tabelas, bem como as publicações que não
foram previstas pelos autores nos Termos de Autorização. Não foram considerados
os trabalhos publicados em datas anteriores às datas de defesa da tese ou da
dissertação, pois também não interferem na decisão de disponibilização dos
trabalhos no Lume.
Quanto aos trabalhos patenteados, foram informados todos os trabalhos
localizados na Base de Dados do INPI, independentemente de a patente requerida
ter sido ou não concedida. As datas de pedido de patente anteriores às datas de
defesa da tese ou da dissertação foram consideradas já que, em alguns casos, o
trabalho apresentado é a continuação de algum trabalho anteriormente iniciado e
cuja patente já havia sido requerida. Isso pode ser confirmado pelo número do
ped ido de patente que é informado no Termo de Autorização apresentado pelo autor
quando encaminha seu trabalho ao CPD/UFRGS .
Periodicamente, o CPD/UFRGS entra em contato com os autores das T/O
ainda não disponibilizadas no Lume, para consultar se esses trabalhos já podem ser
disponibilizados. Muitos dos trabalhos dos anos de 2001 a 2005 foram autorizados
para disponibilização apenas a partir 2007 . Portanto, é importante frisar que os
dados sobre a disponibilização de trabalhos no Lume referem-se ao ano de defesa
da T/O e não ao ano em que elas foram disponibilizadas no Lume.

4 Resultados
Os PPGs que apresentaram maiores percentuais de trabalhos depositados no
Lume em relação ao total de trabalhos defendidos e registrados no SABi , no período
de 2001 a 2009, foram : Microeletrônica , Design , Ensino de Física, Relações
Internacionais e Educação em Ciências: Química da Vida e Saúde, todos com
100%; Psiquiatria, com 98,88% ; Nefrologia, com 98,18%; Sensoriamento Remoto,
com 96,05% ; e Ciência e Tecnologia de Alimentos , com 95 ,83% .
O percentual geral de disponibilização de teses e dissertações no Lume, no
período de 2001 a 2009, foi de 82,10% .
Os PPGs que menos contribuíram para o incremento da comunidade de teses
e dissertações do Lume, no período de 2001 a 2009, em cada grande área do
conhecimento, desprezando-se os PPGs com pouca representatividade , são
apresentados na Tabela 1.
Tabela 1 - Percentual de contribuição para o incremento da comunidade de
teses e dissertações do Lume, no período de 2001 a 2009

42 1

�~

. ...,..
_. -...__.
~

NadMaldt

:;

IilIiM_
....... liUriu

=

Formação e desenvolvimento de coleções em bibliotecas e repositórios digitais
Trabalho completo

Grande área

Contribuição da
grande área (%)

Contribuição do
PPG (%)

Ciências Exatas e
da Terra

85 ,18

Geociências

57 ,65

Ciências
Biológicas

69 ,33

Botânica

39 ,74

Engenharias

88,66

Engenharia de Minas,
Metalúrgica e de Materiais

81,73

Ciências da
Saúde

89 ,32

Ciências Farmacêuticas

60,94

Ciências Agrárias

78,83

Microbiologia Agrícola e do
Meio Ambiente

68,27

Ciências Sociais
Aplicadas

78 ,73

Direito

43,87

Ciências
Humanas

77 ,64

História

65 ,92

Linguística ,
Letras e Artes

83 ,15

Letras

80,32

Multidisciplinar

88 ,09

Informática na Educação

77,42

PPG

Fonte: Dados da pesquisa .

O percentual geral de contribuição desses PPGs para o Lume, no período de
2001 a 2009 , foi de 67 ,83% .

As três principais razões apresentadas pelos autores para não autorizar a
disponibilização de teses e dissertações no Lume foram : a intenção de publicar os
resultados (81 autores), o propósito de patentear as descobertas (22 autores) e a
confidencialidade dos trabalhos (17 autores) . Em pesquisa realizada no Currículo
Lattes dos autores, foi verificado que os resultados de 33 trabalhos foram publicados
em artigos, capítulos de livros ou livros, o que representa 40,74% do total de
intenções de pUblicaçã0 4 . Na Base de Dados do INPI, verificou-se que os resultados
de cinco trabalhos tiveram pedido de patente depositado, ou seja, 22,73% do total
de intenções de patenteamento.
Nas Tabelas 2 e 3, são apresentados os dados referentes a dois dos PPGs
que menos contribuíram para o incremento da comunidade de teses e dissertações
do Lume, no período de 2001 a 2009: Engenharia de Minas, Metalúrgica e de
Materiais e Direito.
Tabela 2 - Engenharia de Minas, Metalúrgica e de Materiais
2001

2002

2003

2004

2005

2006

2007

2008

TID reg istradas no SABi

37

50

52

53

50

52

56

58

112

520

TID reg istradas no SASi e
disponibilizadas no Lume

23

40

33

39

36

47

48

51

108

425

Diferença (SABi-Lume)

14

10

19

14

14

5

8

7

4

95

4

Dados atualizados em 31/03/2012.

422

2009 Total

�~

. ...,..
_. -...__.
~

NadMaldt

:;

IilIiM_
....... liUriu

=

Formação e desenvolvimento de coleções em bibliotecas e repositórios digitais
Trabalho completo

Percentual de
disponibilização (%)

62,16 80,00 63,46 73,58 72,00 90,38 85,71

87 ,93 96,43 81,73

TIO
autorizadas
para
disponibilização futura

O

O

O

O

O

O

3

2

2

7

TIO não autorizadas para
disponibilização

O

O

O

1

O

2

O

1

O

4

TIO não enviadas
CPO/UFRGS

14

10

19

13

14

3

5

4

2

84

Justificativa: publicação

O

O

O

O

O

O

O

O

O

O

Trabalhos publicados

O

O

O

O

O

O

O

O

O

O

Justificativa: patente

O

O

O

O

O

1

3

1

2

7

Trabalhos patenteados

O

O

O

O

O

O

1

O

O

1

Justificativa não informada

O

O

O

O

O

1

O

O

O

1

Outras justificativas

O

O

O

1

O

O

O

2

1

4

ao

Fonte: Oados da pesquisa.

A influência da Portaria nO 13/2006 (Capes) pode ser percebida nos depósitos
dos alunos do PPGE3M . A média de disponibilização de trabalhos no Lume, entre os
anos de 2001 e 2005, foi de 70,66% , enquanto no período de 2006 a 2009 foi de
91 ,37%. O maior índice de disponibilização foi de 96,43%, no ano de 2009. De 2001
a 2009, 80% das teses, 81 % das dissertações de mestrado acadêmico e 83% das
dissertações de mestrado profissionalizante produzidas no PPGE3M foram
disponibilizadas no Lume. A Tabela 2 mostra os percentuais anuais de
disponibilização de trabalhos no Lume.
O único trabalho não autorizado para disponibilização no Lume, até 2005,
teve como justificativa o fato de ser "confidencial". Os demais trabalhos não
disponibilizados no Lume, até o referido ano, não foram enviados ao CPD/UFRGS,
portanto, não é possível identificar a justificativa da não disponibilização. A partir de
2006, houve uma redução na quantidade de trabalhos não enviados ao
CPD/UFRGS, como se verifica na Tabela 2. De 2006 a 2009, entre os sete trabalhos
autorizados para disponibilização futura e os três não autorizados para
disponibilização, sete autores alegaram a intenção de patenteamento, um autor não
apresentou justificativa e três autores apresentaram outras justificativas (dados
referentes a material de empresa privada ; dados sigilosos devido ao caráter
confidencial de algumas informações; realização de doutorado na mesma área,
sendo a tese, a continuidade da dissertação) . Nenhum autor mencionou a intenção
de publicar os resultados de seus trabalhos, entretanto, conforme busca realizada no
Currículo Lattes dos autores, os resultados de seis trabalhos foram publicados nas
seguintes formas : um resumo em anais de evento nacional, oito trabalhos completos
em eventos nacionais, seis trabalhos completos em eventos internacionais, seis
apresentações em eventos nacionais, quatro artigos de periódicos nacionais e um
artigo de periódico estrangeiro. Dos sete autores que alegaram a intenção de
patenteamento dos resultados de suas T/D, somente um (14,29%) efetivamente
patenteou sua descoberta .

423

�~

. ...,..
_. -...__.
~

NadMaldt

:;

IilIiM_
....... liUriu

=

Formação e desenvolvimento de coleções em bibliotecas e repositórios digitais
Trabalho completo

De acordo com Stumpf (2000) e com Mueller (2005) , os pesquisadores das
Engenharias preferem publicar os resultados de suas pesquisas em anais de
eventos, o que foi confirmado pela presente pesquisa.
Os dados do SABi e do Lume, relacionados ao Programa de Pós-Graduação em
Direito (PPGD) da Faculdade de Direito da UFRGS são apresentados na Tabela 3.
Tabela 3 - Direito
2001

2002

2003

2004

2005

2006

2007

2008

T/D registradas no SABi

16

18

13

21

38

51

31

39

26

253

T/D registradas no SABi e
disponibilizadas no Lume

O

2

1

1

24

40

11

25

7

111

Diferença (SABi-Lume)

16

16

12

20

14

11

20

14

19

142

0,00

11 ,11

7,69

T/D autorizadas para
disponibilização futura

O

O

O

O

1

1

3

2

9

16

T/D não autorizadas para
disponibilização

O

O

O

O

1

1

5

7

10

24

T/D não enviadas ao
CPD/UFRGS

16

16

12

20

12

9

12

5

O

102

Justificativa: publicação

O

O

O

O

2

2

6

8

18

36

Trabalhos publicados

O

O

O

O

O

1

4

3

8

16

Justificativa: patente

O

O

O

O

O

O

O

O

O

O

Trabalhos patenteados

O

O

O

O

O

O

O

O

O

O

Justificativa não informada

O

O

O

O

O

O

2

1

1

4

Outras justificativas

O

O

O

O

O

O

O

O

1

1

Percentual de
disponibilização (%)

2009 Total

4,76 63,16 78,43 35,48 64 ,10 27,92 43,87

Fonte: Dados da pesquisa.

A Portaria nO 13/2006 (Capes) pode ter influenciado os alunos do PPGD.
Entretanto, em 2007 houve um decréscimo no percentual de trabalhos
disponibilizados, seguido por um aumento, em 2008, e por um novo decréscimo em
2009. A média de disponibilização de trabalhos no Lume, entre os anos de 2001 e
2005 , foi de 26,42% , enquanto no período de 2006 a 2009 foi de 56,46%. O maior
índice de disponibilização foi de 78,43% , no ano de 2006 . De 2001 a 2009, 48% das
teses e 42% das dissertações produzidas no PPGD foram disponibilizadas no Lume.
A Tabela 3 mostra os percentuais anuais de disponibilização de trabalhos no Lume.
Todos os trabalhos não disponibilizados no Lume , até o ano de 2004, não
foram enviados ao CPD/UFRGS, portanto, não é possível identificar a justificativa da
não disponibilização. A partir de 2005, entre os trabalhos autorizados para
disponibilização futura e os não autorizados, 14 autores apresentaram como
justificativa a publicação em livro e 22, a publicação, sem especificar a forma. Dos
14 autores que anunciaram a publicação em livro, dois publicaram em periódicos
nacionais, seis publicaram em livros e seis não publicaram . Dos 22 autores que não

424

�~

. ...,..
_. -...__.
~

NadMaldt

:;

IilIiM_
....... liUriu

=

Formação e desenvolvimento de coleções em bibliotecas e repositórios digitais
Trabalho completo

especificaram o tipo de publicação, um publicou em periódico nacional e em capítulo
de livro, dois publicaram em capítulo de livro, cinco publicaram em livro e 14 não
publicaram . Quatro autores não apresentaram justificativa e um alegou a
necessidade de "correções a serem feitas por sugestão da banca". Portanto, dos 36
autores que alegaram a intenção de publicar os resultados de suas TID como
justificativa para a não disponibilização imediata de seus trabalhos no Lume, 16
(44,44%) efetivamente publicaram esses resultados em artigo, capítulo de livro ou
livro. Os resultados das TID não foram publicados em eventos, de acordo com a
busca realizada no Currículo Latles dos autores.
De acordo com Stumpf (2000) , os pesquisadores em Ciências Sociais
Aplicadas preferem publicar os resultados de suas pesquisas em anais de eventos.
Segundo Mueller (2005), esses pesquisadores costumam utilizar os periódicos
nacionais e os livros. Na avaliação trienal dos cursos de pós-graduação, realizada
pela Capes, no Curso de DireitoS, a produção intelectual é valorizada nesta ordem :
livros, capítulos de livros, artigos de periódicos internacionais, artigos de periódicos
nacionais e produção técnica, representada por seminários, conferências e palestras
realizadas fora do Programa e no exterior. Na análise realizada constatou-se a
preferência dos autores pelos livros, para a publicação dos resultados de suas teses
e dissertações.
A Tabela 4 apresenta os resultados consolidados da pesquisa.
Tabela 4 - Resultados consolidados da pesquisa
G

B

EMMM

CF

MAA

D

H

L

IE

Total

TIO registradas no SABi

281

151

520

256

104

253

179

569

93

2.406

TIO registradas no SABi e
disponibilizadas no Lume

162

60

425

156

71

111

118

457

72

1.632

Oiferença (SABi-Lume)

119

91

95

100

33

142

61

112

21

774

TIO autorizadas para
disponibilização futura

6

13

7

25

1

16

1

O

O

69

TIO não autorizadas para
disponibilização

74

1

4

12

1

24

1

2

O

119

TIO não enviadas ao
CPO/UFRGS

39

77

84

63

31

102

59

110

21

586

Justificativa: publicação

4

14

O

23

O

36

2

2

O

81

Trabalhos publicados

3

9

O

3

O

16

1

1

O

33

Justificativa: patente

1

O

7

14

O

O

O

O

O

22

Trabalhos patenteados

O

O

1

4

O

O

O

O

O

5

Justificativa não informada

61

O

1

1

2

4

O

O

O

69

Outras justificativas

15

O

4

2

O

1

O

O

O

22

Fonte: Oados da pesquisa.
Legenda : G: Geociências

5

Oisponível em : &lt;htlp://www.capes.gov.br/images/stories/download/avaliacaolCA2007_Oireito.pdf&gt;.
Acesso em: dez. 2011 .

425

�~

. ...,..
_. -...__.
~

NadMaldt

:;

IilIiM_
....... liUriu

=

Formação e desenvolvimento de coleções em bibliotecas e repositórios digitais
Trabalho completo

B: Botânica
EMMM: Engenharia de Minas, Metalúrgica e de Materiais
CF: Ciências Farmacêuticas
MAA: Microbiologia Agrícola e do Meio Ambiente
D: Direito
H: História
L: Letras
IE: Informática na Educação

5 Considerações finais
Neste trabalho, foram estudadas as razões pelas quais os alunos de nove
Programas de Pós-Graduação (PPGs) da UFRGS não disponibilizaram suas teses e
dissertações no Lume, no período de 2001 a 2009.
Com este trabalho foi possível verificar a influência que a Resolução nO
129/2005 , da Câmara de Pós-Graduação da UFRGS e a Portaria nO 13/2006
(Capes) exerceram sobre os alunos dos PPGs analisados. De 2001 a 2005, 47,82%
das teses e dissertações produzidas nesses Programas foram disponibilizadas no
Lume. De 2006 a 2009, esse índice passou para 86,80%. Conforme Leite (2009), os
repositórios institucionais mais povoados são aqueles cujas instituições determinam
o depósito obrigatório. Mesmo não tendo uma portaria, a força de uma lei , é
interessante para a instituição que a determinação da Capes seja seguida. Afinal , a
citada portaria é clara , quando diz que a quantidade e a qualidade das teses e
dissertações disponibilizadas são ponderadas no acompanhamento e avaliação dos
programas de pós-graduação. Portanto, a Universidade deve exigir dos alunos o
depósito de suas teses e dissertações, sempre que possível.
Destaca-se o trabalho do CPD/UFRGS que, periodicamente, faz contato com
os autores das teses e dissertações ainda não disponibilizadas no Lume , para
consultar se os trabalhos já podem ser disponibilizados. Grande parte dos trabalhos
não seria disponibilizada se não houvesse esse acompanhamento. Nessa
oportunidade, aqueles alunos que conseguiram publicar ou patentear os resultados
de seu trabalho, geralmente, autorizam o depósito e, aqueles que não conseguiram ,
solicitam a prorrogação da data.
Como sugestão de investigação, propõe-se um estudo que inclua entrevistas
com os coordenadores dos Programas de Pós-Graduação e orientadores de teses e
dissertações para pesquisar as motivações para a não disponibilização dos
trabalhos no Lume. Seria interessante analisar o quanto os docentes dos Programas
de Pós-Graduação estão conscientes e comprometidos com a conscientização dos
alunos sobre a importância de tornar públicas as pesquisas, de dar transparência ao
trabalho da Universidade e de dar retorno à sociedade de todo o investimento
realizado .
Com relação aos resultados , reconhece-se que há pouca representatividade
quanto aos hábitos de publicação dos autores. Isso porque foram pesquisadas
apenas as publicações de autores de nove Programas de Pós-Graduação da
UFRGS, de trabalhos não disponibilizados no Lume, com a justificativa de
publicação e que efetivamente publicaram .
Espera-se que este trabalho tenha servido para mostrar como as políticas e
mandatos nacionais e institucionais podem contribuir para aumentar a divulgação
das TID e para o povoamento dos repositórios institucionais. Também foi mostrada a
necessidade de ampliar-se a divulgação do Lume e de seus objetivos, assim como

426

�~

. ...,..
_. -...__.
~

NadMaldt

:;

IilIiM_
....... liUriu

=

Formação e desenvolvimento de coleções em bibliotecas e repositórios digitais
Trabalho completo

sobre o movimento de acesso aberto à literatura científica no Brasil e no mundo.
Enfim, espera-se que este estudo contribua para que se conheça um pouco mais
sobre a produção intelectual da UFRGS, no âmbito da pós-graduação, que é um
segmento importante para o reconhecimento da instituição, perante a sociedade,
como um ente produtor e disseminador de conhecimento, inovação e
desenvolvimento.

6 Referências
ALMEIDA, Maria do Rosário Guimarães. Literatura cinzenta: teoria e prática . São
Luís: Edições UFMAlSouzândrade, 2000. 174 p.
CARVALHO, Elizabet Maria Ramos de. La literatura gris y su contribución a la
sociedad dei conocimiento. Infodiversidad, Buenos Aires , v. 4, p. 45-61 , 2002.
FUNARO, Vânia Martins Bueno de Oliveira; NORONHA, Daisy Pires. Literatura
cinzenta: canais de distribuição e incidência nas bases de dados. In: POBLACIÓN ,
Dinah Aguiar; WITTER, Geraldina Porto; SILVA, José Fernando Modesto da (Org.) .
Comunicação &amp; produção científica: contexto, indicadores e avaliação. São Paulo:
Angellara , 2006. p. 215-231 .
LARA, Marilda Lopes Ginez de (Org.) . Glossário: termos e conceitos da área de
comunicação e produção científica. In: POBLACIÓN , Dinah Aguiar; WITTER ,
Geraldina Porto; SILVA, José Fernando Modesto da (Org.). Comunicação &amp;
produção científica : contexto, indicadores e avaliação. São Paulo: Angellara , 2006.
p. 387-414.
LEITE, Fernando César Lima . Como gerenciar e ampliar a visibilidade da informação
científica brasileira: repositórios institucionais de acesso aberto. Brasília : IBICT,
2009 . 120p.
LOPES, Maria Immacolata Vassalo de; ROMANCINI , Richard . Teses e dissertações:
estudo bibliométrico na área da Comunicação. In: POBLACIÓN, Dinah Aguiar;
WITTER , Geraldina Porto; SILVA, José Fernando Modesto da (Org .). Comunicação
&amp; produção científica: contexto, indicadores e avaliação. São Paulo: Angellara, 2006.
p. 139-161 .
MEADOWS, Arthur Jack. A comunicação científica. Brasilia : Briquet de
Lemos/Livros, 1999. 268 p.
MEADOWS, Arthur Jack. Avaliando o desenvolvimento da comunicação eletrônica.
In: MUELLER, Suzana Pinheiro Machado; PASSOS, Edilenice Jovelina Lima . (Org .).
Comunicação científica . Brasília : Departamento de Ciência da Informação da
Universidade de Brasília , 2000. (Estudos avançados em Ciência da Informação, 1).
p. 23-34.
MOREIRA, Walter. Os colégios virtuais e a nova configuração da comunicação
científica. Ciência da Informação , Brasília , v. 34, n. 1, p. 57-63, jan./abr. 2005.

427

�~

. ...,..
_. -...__.
~

NadMaldt

:;

IilIiM_
....... liUriu

=

Formação e desenvolvimento de coleções em bibliotecas e repositórios digitais
Trabalho completo

MUELLER, Suzana Pinheiro Machado. A publicação da ciência: áreas científicas e
seus canais preferenciais. DataGramaZero: revista de Ciência da Informação, v. 6, n.
1, p. 1-15, fev. 2005. Disponível em : http ://www.dgz.org .br/fev05/Art_02.htm . Acesso
em : 25 jul. 2011 .
PAVÃO, Caterina Groposo et aI. Repositório digital: acesso livre à informação na
Universidade Federal do Rio Grande do Sul. In : SEMINÁRIO NACIONAL DE
BIBLIOTECAS UNIVERSITÁRIAS, 15.,2008, São Paulo. São Paulo: Consórcio
CRUESP Bibliotecas, 2008. Disponível em : &lt;https://www.lume.ufrgs.br/bitstream/
handle/10183/14856/000670413.pdf?sequence=1&gt; . Acesso em : 01 out. 2011 .
PAVÃO, Caterina Groposo. Contribuição dos repositórios institucionais à
comunicação científica: um estudo na Universidade Federal do Rio Grande do Sul.
2010. 149 f. Dissertação (Mestrado) - Faculdade de Biblioteconomia e
Comunicação, Universidade Federal do Rio Grande do Sul , Porto Alegre, 2010.
STUMPF , Ida Regina Chitto. A comunicação da ciência na universidade: o caso da
UFRGS. In: MUELLER, Suzana Pinheiro Machado; PASSOS , Edilenice Jovelina
Lima (Org .). Comunicação científica. Brasília : Departamento de Ciência da
Informação da Universidade de Brasília, 2000. (Estudos avançados em Ciência da
Informação, 1). p. 107-121 .
THE UNIVERSITY OF MANCHESTER. The John Rylands University Library.
Institutional Reposifory Project. 2007. Disponível em :
&lt;http://www.irproject.manchester.ac.uk/&gt; . Acesso em : novo 2011.
TOMAÉL, Maria Inês; SILVA, Terezinha Elisabeth da . Repositórios institucionais:
diretrizes para políticas de informação. In: Encontro Nacional de Pesquisa em
Ciência da Informação, 8., 2007, Salvador. Anais ... Disponível em :
&lt;http://www.ancib.org .br/media/dissertacao/GT5--142.pdf&gt;. Acesso em : 27 fev.
2011 .
TRISKA, Ricardo; CAFÉ, Lígia. Arquivos abertos: subprojeto da Biblioteca Digital
Brasileira . Ciência da Informação , Brasília, V. 30, n. 3, p. 92-96, set.ldez. 2001 .
WEITZEL, Simone da Rocha. O papel dos repositórios institucionais e temáticos na
estrutura da produção científica. Em Questão, Porto Alegre , V. 12, n. 1, p. 51 -71 ,
jan./jun . 2006.

428

�</text>
                  </elementText>
                </elementTextContainer>
              </element>
            </elementContainer>
          </elementSet>
        </elementSetContainer>
      </file>
    </fileContainer>
    <collection collectionId="49">
      <elementSetContainer>
        <elementSet elementSetId="1">
          <name>Dublin Core</name>
          <description>The Dublin Core metadata element set is common to all Omeka records, including items, files, and collections. For more information see, http://dublincore.org/documents/dces/.</description>
          <elementContainer>
            <element elementId="50">
              <name>Title</name>
              <description>A name given to the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51396">
                  <text>SNBU - Edição: 17 - Ano: 2012 (UFRGS - Gramado/RS)</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="49">
              <name>Subject</name>
              <description>The topic of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51397">
                  <text>Biblioteconomia&#13;
Documentação&#13;
Ciência da Informação&#13;
Bibliotecas Universitárias</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="41">
              <name>Description</name>
              <description>An account of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51398">
                  <text>Tema: A biblioteca universitária como laboratório na sociedade da informação.</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="39">
              <name>Creator</name>
              <description>An entity primarily responsible for making the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51399">
                  <text>SNBU - Seminário Nacional de Bibliotecas Universitárias</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="45">
              <name>Publisher</name>
              <description>An entity responsible for making the resource available</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51400">
                  <text>UFRGS</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="40">
              <name>Date</name>
              <description>A point or period of time associated with an event in the lifecycle of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51401">
                  <text>2012</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="44">
              <name>Language</name>
              <description>A language of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51402">
                  <text>Português</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="51">
              <name>Type</name>
              <description>The nature or genre of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51403">
                  <text>Evento</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="38">
              <name>Coverage</name>
              <description>The spatial or temporal topic of the resource, the spatial applicability of the resource, or the jurisdiction under which the resource is relevant</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51404">
                  <text>Gramado (Rio Grande do Sul)</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
          </elementContainer>
        </elementSet>
      </elementSetContainer>
    </collection>
    <itemType itemTypeId="8">
      <name>Event</name>
      <description>A non-persistent, time-based occurrence. Metadata for an event provides descriptive information that is the basis for discovery of the purpose, location, duration, and responsible agents associated with an event. Examples include an exhibition, webcast, conference, workshop, open day, performance, battle, trial, wedding, tea party, conflagration.</description>
    </itemType>
    <elementSetContainer>
      <elementSet elementSetId="1">
        <name>Dublin Core</name>
        <description>The Dublin Core metadata element set is common to all Omeka records, including items, files, and collections. For more information see, http://dublincore.org/documents/dces/.</description>
        <elementContainer>
          <element elementId="50">
            <name>Title</name>
            <description>A name given to the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="63078">
                <text>Análise das justificativas dos autores de teses e dissertações defendidas na UFRGS para não disponibilizá-la no Repositório Lume.</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="39">
            <name>Creator</name>
            <description>An entity primarily responsible for making the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="63079">
                <text>Hirt, Marilla Batista; Pavão, Caterina Groposo; Caregnato, Sônia Elisa</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="38">
            <name>Coverage</name>
            <description>The spatial or temporal topic of the resource, the spatial applicability of the resource, or the jurisdiction under which the resource is relevant</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="63080">
                <text>Gramado (Rio Grande do Sul)</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="45">
            <name>Publisher</name>
            <description>An entity responsible for making the resource available</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="63081">
                <text>UFRGS</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="40">
            <name>Date</name>
            <description>A point or period of time associated with an event in the lifecycle of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="63082">
                <text>2012</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="51">
            <name>Type</name>
            <description>The nature or genre of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="63084">
                <text>Evento</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="41">
            <name>Description</name>
            <description>An account of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="63085">
                <text>Analisa os motivos pelos quais algumas teses e dissertações produzidas no âmbito da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS) não estão disponíveis no Lume, denominação atribuída ao Repositório Digital da UFRGS. Por meio de pesquisa exploratória, levanta a contribuição de cada Programa de Pós-Graduação para o incremento da comunidade de teses e dissertações do Lume, entre os anos de 2001 e 2009. Identifica as teses e dissertações não disponibilizadas e as motivações dos autores para não permitir que o sejam. Pesquisa a publicação dos resultados das teses e dissertações que não estão no Lume, em outros meios de comunicação científica, assim como pedidos ou concessões de patentes registradas no Instituto Nacional da Propriedade Intelectual (INPI). Dentre as justificativas apresentadas pelos autores para não depositar a tese e/ou a dissertação no Lume, identifica as três principais: a intenção de publicação dos resultados, o propósito de patenteamento das descobertas e o caráter confidencial dos trabalhos. Constata que 40,74% dos autores que declararam a intenção de publicação efetivamente publicaram os resultados de seus trabalhos. Entre os autores com o propósito de patentear suas descobertas, apenas 22,73% registraram o pedido de patente no INPI. Conclui que as políticas e mandatos nacionais e institucionais de depósito de teses e dissertações contribuem fortemente para aumentar a divulgação desses trabalhos e para o povoamento dos repositórios institucionais. </text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="44">
            <name>Language</name>
            <description>A language of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="69411">
                <text>pt</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
        </elementContainer>
      </elementSet>
    </elementSetContainer>
  </item>
  <item itemId="5911" public="1" featured="0">
    <fileContainer>
      <file fileId="4975">
        <src>http://repositorio.febab.org.br/files/original/49/5911/SNBU2012_050.pdf</src>
        <authentication>02402981f340207da720cd0cfd175c60</authentication>
        <elementSetContainer>
          <elementSet elementSetId="4">
            <name>PDF Text</name>
            <description/>
            <elementContainer>
              <element elementId="92">
                <name>Text</name>
                <description/>
                <elementTextContainer>
                  <elementText elementTextId="63077">
                    <text>Formação e desenvolvimento de coleções em bibliotecas e repositórios digitais
i! """"'"
MaooNlck

~

=

:,

IiWitt.UJ
1I....111~

Trabalho completo

A ELABORAÇÃO DO TERMO DE REFERÊNCIA PARA
AQUISiÇÃO DE LIVROS: O CASO DA UNIRIO
Marianna Zattar1, Luísa Staib2, Ana Carolina Petrone3
1 Mestre em Ciência da Informação (IBICT/UFRJ) , Bibliotecária e Professora Substituta da
Universidade Federal do Estado do Rio de Janeiro (UNIRIO) , Rio de Janeiro, Rio de Janeiro.
2

3

Mestranda em Ciência da Informação (UFF), Bibliotecária da Universidade Federal do
Estado do Rio de Janeiro (UNIRIO) , Rio de Janeiro, Rio de Janeiro.

Mestranda em Ciência da Informação (IBICT/UFRJ) , Bibliotecária da Universidade Federal
do Estado do Rio de Janeiro (UNIRIO) , Rio de Janeiro, Rio de Janeiro.

Resumo
Analisa uma nova abordagem de utilização do Termo de Referência no processo
licitatório de aquisição bibliográfica por uma biblioteca universitária da Administração
Pública. Utiliza para isso o caso específico do Sistema de Bibliotecas da
Universidade Federal do Estado do Rio de Janeiro (UNIRIO) . Apresenta a instituição
de ensino a partir de seus objetivos. Expõe o Sistema de Bibliotecas através de três
vertentes (administrativamente, por unidades físicas e por área do conhecimento),
detalha sua estrutura organizacional e administrativa . Emprega metodologia de
abordagem exploratória com pesquisa bibliográfica e documental. Examina os
principais tópicos do Termo de Referência com destaque para o campo objeto .
Descreve a experiência da UNIRIO onde o objeto da licitação passa a ser a
contratação da prestação de serviços do fornecedor e destaca as vantagens desse
novo formato . Aponta as principais contribuições do profissional bibliotecário na
elaboração para a aquisição de acervos dos programas de ensino, pesquisa e
extensão .

Palavras-Chave:
Aquisição bibliográfica ;
universitárias; UNIRIO.

Termo

de

referência ;

Compra ;

Bibliotecas

Abstract
It analyzes a new approach to using the Term of Reference in the bidding process of
bibliographic acquisition at university library of Public Administration . For it, uses the
specific case of the Library System from Universidade Federal do Estado do Rio de
Janeiro (UNIRIO). It introduces the educational institution based on their goals. It
exposes the Library System through three areas (administrative, physical units and
knowledge area), details its organizational and administrative structure. It uses an
exploratory approach methodology with bibliographical and documentary research . It
examines the major topics of the Term of Reference with an emphasis on the object
field . It describes the experience of UNIRIO where the bidding object turns to be the

405

�Formação e desenvolvimento de coleções em bibliotecas e repositórios digitais
i! """"'"
MaooNlck

~

=

:,

IiWitt.UJ
1I....111~

Trabalho completo

services of the supplier hire and highlights the advantages of this new format. It
points out the main contributions of the librarian in developing the acquisition of
collections by educational, research and extension programs.
Keywords:
Bibliographic acquisition; Term of reference; Purchase; University libraries;
UNIRIO.
1 Introdução
A Universidade Federal do Estado do Rio de Janeiro (UNIRIO) é uma
entidade de direito público. Subordinada ao Ministério da Educação (MEC), a
instituição foi criada pela Lei 6.655 em 5 de junho de 1979.
Art. 90 - As atribuições específicas da UNIRIO, sua estrutura
administrativa e competência de seus órgãos serão estabelecidas no
Estatuto e no Regimento, aprovados, respectivamente, pelo
Presidente da República e pelo Ministro da Educação e Cultura.
(BRASIL, 1979).
Sua formação é composta por discentes, técnico-administrativos e docentes
nas diversas áreas de conhecimento que compõe o arcabouço teórico da instituição.
Essa instituição tem como objeto principal o ensino em nível superior (graduação e
pós-graduação), a pesquisa científica, filosófica e tecnológica, além das atividades
de extensão. Essas atividades têm como finalidade a ampliação do acesso da
comunidade universitária aos bens culturais e aos seus instrumentos. A estrutura
organizacional da UNIRIO tem a seguinte disposição:
a)
b)
c)
d)
e)

Reitoria;
Vice-Reitoria;
Pró-Reitorias;
Decanias;
Unidades Suplementares.

o Sistema de Bibliotecas da UNIRIO é uma unidade suplementar da
instituição e está subordinada diretamente à Reitoria . Em seus processos de
aquisição de material bibliográfico, o Sistema trabalha junto com a Pró-Reitoria de
Administração (PROAD) . Esta pró-reitoria é o órgão superintendente que coordena
os serviços da Universidade e assessora o reitor em assuntos pertinentes à área de
administração. Tem como principais objetivos o planejamento, o estudo, a
orientação, o controle e a execução dos serviços da Administração Geral da
Universidade; além de coordenar e articular as atividades com as de outros órgãos
da Universidade, fixando as normas de Administração Geral da Universidade.
Subordinada à PROAD, a Comissão Permanente de Licitações (CPL) é a unidade
responsável pela realização de licitações públicas, tais como: pregão (eletrônico e
presencial), concorrências e tomadas de preços. Seus objetivos são : a análise dos
processos de aquisições, a elaboração de editais a partir dos termos de referência

406

�Formação e desenvolvimento de coleções em bibliotecas e repositórios digitais
i! """"'"
MaooNlck

~

=

:,

IiWitt.UJ

1I....111~

Trabalho completo

enviados pelos requisitantes e o desenvolvimento do certame licitatório.
Este trabalho tem como objetivo principal o detalhamento dos tópicos
necessários na elaboração do termo de referência, utilizando a perspectiva do
profissional bibliotecário que trabalha com a aquisição de materiais bibliográficos. A
importância dessa publicação é percebida dada a necessidade de um maior número
de literatura na área sobre a elaboração, pelo bibliotecário, do termo de referência.

2 Revisão de Literatura
A biblioteca é um espaço que permite ao público o acesso livre à informação.
Dentro dela o usuário circula pelo tempo e pelo espaço, seja por um interesse
específico, seja pelo prazer do conhecimento . O acesso às informações abre um
espaço para o conflito e a reflexão , que são os passos fundamentais na busca de
um novo modo de agir, pensar, criar e ser. Resumidamente Milanesi (2002 , p. 12)
define a biblioteca a partir de sua condição :

o que define a condição de biblioteca é a existência de alguma forma
de organização que permita encontrar o que se deseja, mesmo que
só o proprietário, ou poucos, tenham êxito nessa busca. Essa ideia
de organização está presente tanto nos acervos primitivos quanto
nas informações que circulam pelos milhões de computadores em
rede.
O Sistema de Bibliotecas da UNIRIO pode ser analisado a partir de três
vertentes:
a) administrativamente;
b) organização por unidades físicas;
c) organização por áreas do conhecimento.
A organização administrativa é feita da seguinte forma:
a)
b)
c)
d)
e)
f)
g)

Direção ;
Secretaria ;
Assessoria de comunicação;
Divisão de Processamento Documental (DPD);
Divisão de Desenvolvimento de Acervo (DDA) ;
Divisão de Atendimento ao Usuário (DAU);
Bibliotecas Setoriais.

Particularizando as atividades das Divisões, tem-se: a Divisão de
Desenvolvimento de Acervo (DDA) tem a função de coordenar o processo de
aquisição de material bibliográfico (compra, doação e intercâmbio) e assinaturas de
bases de dados, supervisionar a proposta orçamentária de material bibliográfico,
acompanhar as despesas com material bibliográfico, orientar os trâmites para o
desbaste e descarte. Já a Divisão de Processamento Documental (DPD) tem a
responsabilidade de registrar o material bibliográfico incorporado ao acervo de forma
qualificada, visando à recuperação e a guarda do acervo . Enquanto a Divisão de
Atendimento ao Usuário (DAU) tem a função de disseminar a informação (seja por

407

�Formação e desenvolvimento de coleções em bibliotecas e repositórios digitais
i! """"'"
MaooNlck

~

=

:,

IiWitt.UJ

1I....111~

Trabalho completo

meio de pesquisa , seja por marketing dos itens incorporados ao acervo) , gerenciar
os serviços de empréstimos (domiciliar e entre bibliotecas) , manter atualizado o
cadastro de usuários.
A organização por unidades físicas das bibliotecas considera a localização
das Bibliotecas, sendo elas:
a)
b)
c)
d)
e)

Biblioteca Central ;
Biblioteca da Escola de Medicina e Cirurgia;
Biblioteca do Instituto Biomédico;
Biblioteca da Escola de Enfermagem e Nutrição;
Biblioteca Setorial do Centro de Ciências Jurídicas e Políticas.

A Biblioteca Central é composta por itens que buscam atender os cursos do
Centro de Ciências Exatas e Tecnologia (CCET), Centro de Ciências Humanas e
Sociais (CCHS) , Centro de Letras e Artes (C LA) e os cursos do Instituto de
Biociências (CCBS). A Biblioteca da Escola de Medicina e Cirurgia oferece acervo
para o curso de Medicina e auxilia as demais disciplinas da área da saúde . A
Biblioteca do Instituto Biomédico atende as disciplinas básicas dos cursos da área
da saúde. A Biblioteca da Escola de Enfermagem e Nutrição visa o atendimento dos
cursos de Enfermagem e Nutrição. A Biblioteca do Centro de Ciências Jurídicas e
Políticas (CCJP) atende aos cursos de Direito, Administração Pública e Ciências
Políticas.
A organização por áreas do conhecimento é feita para que os Centros da
universidade sejam atendidos de forma mais plena. São cinco as principais áreas Do
conhecimento da instituição e, por conseguinte, cinco bibliotecas setoriais da
UNIRIO:
a)
b)
c)
d)
e)

Biblioteca
Biblioteca
Biblioteca
Biblioteca
Biblioteca

Setorial do Centro de Ciências Biológicas e da Saúde;
Setorial do Centro de Letras e Artes;
Setorial do Centro de Ciências Exatas e Tecnologia;
Setorial do Centro de Ciências Humanas;
Setorial do Centro de Ciências Jurídicas e Políticas.

Para Almeida (2005) o planejamento é o oposto da improvisação. É um
processo metódico e de abordagem racional/científica . Uma vez que pressupõe uma
sequência de atos decisórios, ordenados em fases definidas com base em
conhecimentos científicos e técnicos (BAPTISTA, 1991). É nesse contexto que entra
o papel do bibliotecário no processo de aquisição :
[ ... ) o bibliotecário de aquisição deve considerar a rapidez na
aquisição como fator preponderante para a satisfação das
necessidades dos usuários. [... ) Logo, a rapidez, a precisão e a
economia nos gastos são as palavras-chave do processo de
aquisição. (EVANS, 2000, p. 315 apud WEITZEL, 2006, p. 29) .

Quando o processo de compra é feito pelo procedimento licitatório, a eficácia
e a precisão na aquisição devem ser almejadas ainda na elaboração do Termo de
Referência . Este documento tem como objetivo central o detalhamento das
necessidades do órgão requisitante. Com ele é esclarecido o que se precisa ,

408

�Formação e desenvolvimento de coleções em bibliotecas e repositórios digitais
i! """"'"
MaooNlck

~

=

:,

IiWitt.UJ

1I....111~

Trabalho completo

trazendo a definição do objeto e os demais elementos necessários à sua perfeita
execução.
De acordo com Prado (2011), a licitação é um procedimento administrativo
que tem por objetivo a seleção da melhor proposta entre todas aquelas
apresentadas, seguindo regras objetivas, respeitando a isonomia entre os
participantes.
De acordo com Justen Filho (2009), no termo de referência se demonstrarão
as projeções administrativas acerca da futura contratação, garantindo que a
Administração tenha o conhecimento sobre as exigências que serão impostas a si e
ao particular que vier a ser contratado. Ademais disso, a Administração necessita
dispor de todas as informações imprescindíveis para determinar a necessidade, a
viabilidade e a conveniência da contratação. O principal é a satisfação do dever
administrativo de planejamento eficaz e eficiente acerca do contrato a ser realizado.
No âmbito de suas licitações, a Pró-reitoria de Administração (PROAD) da
universidade indica um modelo de Termo de Referência com o objetivo de auxiliar o
órgão requisitante, e ainda, servir como base para a elaboração da minuta do edital
do certame, desenvolvido pela Comissão Permanente de Licitação (CP L) . Compõe o
termo de referência :
a) justificativa ;
b) objeto;
c) normas e procedimentos;
d) dotação orçamentária ;
e) definição dos métodos, estratégia de suprimentos;
f) planilha com as especificações detalhadas e o preço máximo que a
administração se dispõe a pagar por item;
g) critérios de aceitação do objeto;
h) deveres do contratado;
i) deveres do contratante;
j) procedimentos de fiscalização e gerenciamento de contrato;
k) sanções administrativas.
Com relação às necessidades da biblioteca, esse documento torna-se uma
peça importante para orientar a realização dos procedimentos administrativos do
processo de compra , neste caso, de materiais bibliográficos.
O Termo de Referência abarca as informações necessárias à fiel execução do
objeto da licitação, analisando criticamente os campos do Termo de Referência
utilizado pela biblioteca , têm-se :
A Justificativa é a exposição das razões necessárias para a aquisição dos
materiais bibliográficos e suportes de informação e comunicação. A identificação
dessa necessidade é indispensável para o conhecimento dos detalhes que envolvem
o ato de uma aquisição, onde a Administração Pública é obrigada a justificar a
existência do motivo ao praticar o ato administrativo . O Objeto é a descrição sucinta
e clara do material a ser adquirido, no qual se observam as condições da adequação
à necessidade Uustificativa), a preservação da competitividade e a economicidade .
Nesse espaço é que ficam nítidas as alterações no que tange a estrutura das
aquisições das bibliotecas públicas brasileiras. Uma vez que se torna emergente a
alteração da compra de produtos (livros específicos) , para contratação de serviços.

409

�Formação e desenvolvimento de coleções em bibliotecas e repositórios digitais
i! """"'"
MaooNlck

~

=

:,

IiWitt.UJ
1I....111~

Trabalho completo

No tópico Normas e procedimentos são detalhados os pontos de conformidade
com os princípios e preceitos da licitação onde são esclarecidos os critérios de
escolha da proposta (seja do tipo menor preço por item, seja do tipo maior desconto)
sendo também levados em consideração as condições peculiares do edital e
procedimentos específicos da aquisição. A Dotação orçamentária esclarece o
programa de trabalho utilizado, a natureza da despesa e para qual exercício o
orçamento se destina. A Definição dos métodos, estratégia de suprimentos
engloba a estratégia de suprimentos, ou seja, é a especificação dos requisitos de
garantia e prazos de entrega dos materiais bibliográficos adquiridos. Na Planilha
com as especificações detalhadas e o preço máximo que a administração se
dispõe a pagar por item é apresentada uma tabela relacionando os elementos que
constituem o objeto com suas características e especificações. Os Critérios de
aceitação do objeto tratam do esclarecimento de alguns itens na verificação da
conformidade do material especificado (qualidade e quantidade). Além das
definições dos prazos, garantias, local, horário e o setor para recebimento das obras
licitadas. Os Deveres do contratado é o detalhamento das principais obrigações a
serem atendidas da execução do objeto, tais como: o endereço, o horário de
entrega , as garantias, as responsabilidades de encargos trabalhistas,
previdenciários, fiscais ou comerciais, como também os danos causados em
decorrência de sua culpa ou dolo; além de manter as condições de habilitação da
licitação. Os Deveres do contratante é a informação do pagamento das obras
bibliográficas fornecidas na licitação e da prestação de quaisquer informações ou
esclarecimentos solicitados pelo contratado . Os Procedimentos de fiscalização e
gerenciamento de contrato esclarecem que fica a cargo de um servidor
responsável pela melhor fiscalização do contrato com base nas condições fixadas
pelo edital de licitação, além de cuidar do reequilíbrio econõmico-financeiro, de
incidentes relativos a pagamentos, de questões ligadas à documentação e ao
controle dos prazos de vencimentos. As Sanções administrativas explicam a
indicação e a justificativa das penalidades que podem ser: advertência, multa,
suspensão temporária e impedimento de contratação com a Administração e a não
declaração de inidoneidade, pelo descumprimento de características relevantes na
apresentação de documentos e na entrega do bem .

3 Materiais e Métodos
A metodologia adotada na elaboração deste trabalho tem como classificação
da pesquisa empreendida, a pesquisa exploratória . Essa pesquisa "têm como
objetivo proporcionar maior familiaridade com o problema, com vistas a torná-lo mais
explícito ou a construir hipóteses. Pode-se dizer que estas pesquisas têm como
objetivo principal o aprimoramento de ideias ou a descoberta de intuições". (GIL,
2002 , p. 41) .
Dois foram os modelos adotados no desenvolvimento dessa pesquisa, sendo
eles: a) a pesquisa bibliográfica ; b) a pesquisa documental.
A pesquisa bibliográfica é desenvolvida com base em material já elaborado,
constituído principalmente de livros e artigos científicos. A pesquisa documental
ampara-se de materiais que não recebem ainda um tratamento analítico, ou que
ainda podem ser reelaborados de acordo com os objetos da pesquisa tendo como
fontes as mais diversificadas e dispersas, como os documentos em arquivos de

410

�Formação e desenvolvimento de coleções em bibliotecas e repositórios digitais
i! """"'"
MaooNlck

~

=

:,

IiWitt.UJ
1I....111~

Trabalho completo

órgãos públicos.

4 Resultados Parciais

o Sistema de Bibliotecas da UNIRIO, no uso de suas atribuições, fez a
solicitação de abertura do processo de compra de livros para o melhor atendimento
à sua comunidade. Visto as experiências, houve a necessidade de modificação do
formato da solicitação (objeto). O objeto da licitação deixa de ser esse ou aquele
título específico e passa a ser a contratação da prestação de serviços do fornecedor.
Essa modificação pode ser embasada no princípio da eficiência da
Administração Pública . Para melhor compreensão das vantagens desse formato,
podem-se destacar alguns pontos de grande relevância , são eles:
a) aquisição de títulos publicados após a abertura do processo ;
b) possibilidade de substituição de títulos esgotados;
c) atualização da necessidade após recebimento de doação;
d) aumento do número de exemplares;
e) não são necessárias no mínimo três cotações de cada título; etc.
De forma resumida, o que se espera com a conclusão desse processo é um
melhor acervo dada flexibilidade possibilitada pelas características do certame
licitatório.

5 Considerações Parciais
Com o objetivo de uma melhor compreensão da dinâmica do sistema de
licitação, esta pesquisa buscou apresentar os principais tópicos dos Termos de
Referência no processo de compra de livros no Sistema de Bibliotecas da
Universidade Federal do Estado do Rio de Janeiro.
Viu-se que a instituição onde a pesquisa foi desenvolvida, designa as
responsabilidades de coordenação dos serviços de aquisição e planejamento à PróReitoria de Administração (PROAD). Em sua estrutura, a PROAD é assessorada
pela Comissão Permanente de Licitações (CPL) que realiza as licitações públicas da
instituição, tendo como o escopo a preparação dos editais a partir dos termos de
referência .
Quanto à Biblioteca , houve a latente necessidade em analisar sua estrutura
para que fosse compreendida a Divisão de Desenvolvimento de Acervo (DDA) como
parte responsável pela aquisição dos materiais bibliográficos de todas as bibliotecas
que compõe o Sistema de Bibliotecas da UNIRIO.
Pode-se perceber também que por ser uma biblioteca universitária, existem
particularidades inerentes a sua função, ou seja, o amparo aos programas de
ensino, pesquisa e extensão . O que corrobora a necessidade de obras em seu
acervo para a consulta da comunidade acadêmica .
No procedimento administrativo para a licitação ficou claro que o solicitante
(Biblioteca) pode cooperar substancialmente para o melhor desenvolvimento das
etapas iniciais do certame, seja qual for a modalidade adotada . Com relação ao
Pregão, que se destina em selecionar as propostas de tipo melhor preço , viu-se que

411

�Formação e desenvolvimento de coleções em bibliotecas e repositórios digitais
i! """"'"
MaooNlck

~

=

:,

IiWitt.UJ
1I....111~

Trabalho completo

o formato eletrônico (onde a proposta é dada por meio do Comprasnet 1 , facilitando
economicamente para a Administração Pública e para o licitante) pode ser o mais
vantajoso para os interesses da administração.
A importância da cooperação do órgão solicitante é vislumbrada no
procedimento interno de elaboração do termo de referência, em que o órgão
requisitante deverá elaborar um termo contendo as informações necessárias e o
respectivo detalhamento para a aquisição das obras bibliográficas.
Dessa forma, essa pesquisa torna-se válida uma vez que o termo de
referência feito nas dependências da Biblioteca da UNIRIO (órgão requisitante) deve
contemplar o maior número de informações relativas daquilo que se necessita e
então poderá ser apreciado de uma forma mais consistente pela autoridade
competente, nesse caso, a PROAD. E assim, ter subsídios suficientes para
promover a abertura do procedimento licitatório aprovando o termo de referência e
elaborando a minuta do edital, e logo após, o edital da licitação.
6 Referências
ALMEIDA, Maria Christina Barbosa de. Planejamento de bibliotecas e serviços de
informação. 2. ed . Brasília, DF: Briquet de Lemos, 2005.
BRASIL. Decreto Federal 3.555/00 . Aprova o regulamento para a modalidade de
licitação denominada pregão, para aquisição de bens e serviços comuns. Diário
Oficial [da] União, Brasília, 9 ago. 2000. Disponível em :
&lt;http://www.planalto .gov.br/ccivil_03/decreto/D3555.htm&gt;. Acesso em : 20 out.
2011 .
BRASIL. Decreto Federal 5.450/05 . Regulamenta o pregão, na forma eletrônica,
para aquisição de bens e serviços comuns, e dá outras providências. Diário Oficial
[da] União, Brasília, 1 jun. 2005. Disponível em :
&lt;https:/ /www.planalto .gov.br/cciviL03/_At02004-2006/2005/Decreto/D5450 .htm &gt;.
Acesso em: 20 out. 2011 .
BRASIL. Lei n° 8.666/93 . Regulamenta o art. 37, inciso XXI, da Constituição
Federal, institui normas para licitações e contratos da Administração Pública e dá
outras providências. Diário Oficial [da] União, Brasília, 22 jun . 1993. Disponível em :
&lt;http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/Leis/L8666cons.htm&gt; . Acesso em : 25 set.
2011 .
BRASIL. Lei n° 10.520/02. Institui, no âmbito da União, Estados, Distrito Federal e
Municípios, nos termos do art. 37, inciso XXI , da Constituição Federal , modalidade
de licitação denominada pregão, para aquisição de bens e serviços comuns, e dá
outras providências. Diário Oficial [da] União, Brasília , 18 jul. 2002. Disponível em :
&lt;http://www.planalto .gov.br/ccivil_03/Leis/2002/L10520 .htm&gt; . Acesso em : 20 out.
2011 .

1

Portal do Ministério do Planejamento, Orçamento e Gestão para informações de licitações
da Administração Pública.

412

�Formação e desenvolvimento de coleções em bibliotecas e repositórios digitais
i! """"'"
MaooNlck

~

=

:,

IiWitt.UJ
1I....111~

Trabalho completo

DI PIETRO, Maria Sylvia Zanella . Direito administrativo. 24. ed . São Paulo: Atlas,
2011 .
GIL, Antônio Carlos. Como elaborar projetos de pesquisa . 3. ed .São Paulo :Atlas,
1996.
JUSTEN FILHO , Marçal. Pregão : Comentários à Legislação do Pregão Comum e
Eletrônico. 5. ed . São Paulo : Editora Dialética, 2009 .
MILANESI, Luís. Biblioteca. São Paulo: Ateliê Editorial, 2002.
PRADO, Leandro Cadenas. Licitações e contratos: a lei n° 8.666/93 simplificada .
3. ed . Rio de Janeiro: Impetus, 2011 .
SANTANA, Jair Eduardo. Pregão presencial e eletrônico: sistema de registro de
preços: manual de implantação, operacionalização e controle. 3.ed . Belo Horizonte:
Fórum, 2009 .
UNIVERSIDADE FEDERAL DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO. Rio de Janeiro,
2011 . Disponível em : &lt;www.unirio.br&gt; . Acesso em : 18 out. 2011 .
UNIVERSIDADE FEDERAL DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO. Biblioteca. Rio de
Janeiro, 2011 . Disponível em : &lt;www.unirio.br/biblioteca&gt; . Acesso em : 10 out. 2011 .
WEITZEL, Simone da Rocha . Elaboração de uma política de desenvolvimento de
coleções em bibliotecas universitária. São Paulo: Interciência , 2006 .

413

�</text>
                  </elementText>
                </elementTextContainer>
              </element>
            </elementContainer>
          </elementSet>
        </elementSetContainer>
      </file>
    </fileContainer>
    <collection collectionId="49">
      <elementSetContainer>
        <elementSet elementSetId="1">
          <name>Dublin Core</name>
          <description>The Dublin Core metadata element set is common to all Omeka records, including items, files, and collections. For more information see, http://dublincore.org/documents/dces/.</description>
          <elementContainer>
            <element elementId="50">
              <name>Title</name>
              <description>A name given to the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51396">
                  <text>SNBU - Edição: 17 - Ano: 2012 (UFRGS - Gramado/RS)</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="49">
              <name>Subject</name>
              <description>The topic of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51397">
                  <text>Biblioteconomia&#13;
Documentação&#13;
Ciência da Informação&#13;
Bibliotecas Universitárias</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="41">
              <name>Description</name>
              <description>An account of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51398">
                  <text>Tema: A biblioteca universitária como laboratório na sociedade da informação.</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="39">
              <name>Creator</name>
              <description>An entity primarily responsible for making the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51399">
                  <text>SNBU - Seminário Nacional de Bibliotecas Universitárias</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="45">
              <name>Publisher</name>
              <description>An entity responsible for making the resource available</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51400">
                  <text>UFRGS</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="40">
              <name>Date</name>
              <description>A point or period of time associated with an event in the lifecycle of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51401">
                  <text>2012</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="44">
              <name>Language</name>
              <description>A language of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51402">
                  <text>Português</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="51">
              <name>Type</name>
              <description>The nature or genre of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51403">
                  <text>Evento</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="38">
              <name>Coverage</name>
              <description>The spatial or temporal topic of the resource, the spatial applicability of the resource, or the jurisdiction under which the resource is relevant</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51404">
                  <text>Gramado (Rio Grande do Sul)</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
          </elementContainer>
        </elementSet>
      </elementSetContainer>
    </collection>
    <itemType itemTypeId="8">
      <name>Event</name>
      <description>A non-persistent, time-based occurrence. Metadata for an event provides descriptive information that is the basis for discovery of the purpose, location, duration, and responsible agents associated with an event. Examples include an exhibition, webcast, conference, workshop, open day, performance, battle, trial, wedding, tea party, conflagration.</description>
    </itemType>
    <elementSetContainer>
      <elementSet elementSetId="1">
        <name>Dublin Core</name>
        <description>The Dublin Core metadata element set is common to all Omeka records, including items, files, and collections. For more information see, http://dublincore.org/documents/dces/.</description>
        <elementContainer>
          <element elementId="50">
            <name>Title</name>
            <description>A name given to the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="63069">
                <text>Elaboração do termo de referência para aquisição de livros: o caso da UNIRIO.</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="39">
            <name>Creator</name>
            <description>An entity primarily responsible for making the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="63070">
                <text>Zattar, Marianna; Staib, Luísa; Petrone, Ana Carolina</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="38">
            <name>Coverage</name>
            <description>The spatial or temporal topic of the resource, the spatial applicability of the resource, or the jurisdiction under which the resource is relevant</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="63071">
                <text>Gramado (Rio Grande do Sul)</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="45">
            <name>Publisher</name>
            <description>An entity responsible for making the resource available</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="63072">
                <text>UFRGS</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="40">
            <name>Date</name>
            <description>A point or period of time associated with an event in the lifecycle of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="63073">
                <text>2012</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="51">
            <name>Type</name>
            <description>The nature or genre of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="63075">
                <text>Evento</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="41">
            <name>Description</name>
            <description>An account of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="63076">
                <text>Analisa uma nova abordagem de utilização do Termo de Referência no processo licitatório de aquisição bibliográfica por uma biblioteca universitária da Administração Pública. Utiliza para isso o caso específico do Sistema de Bibliotecas da Universidade Federal do Estado do Rio de Janeiro (UNIRIO). Apresenta a instituição de ensino a partir de seus objetivos. Expõe o Sistema de Bibliotecas através de três vertentes (administrativamente, por unidades físicas e por área do conhecimento), detalha sua estrutura organizacional e administrativa. Emprega metodologia de abordagem exploratória com pesquisa bibliográfica e documental. Examina os principais tópicos do Termo de Referência com destaque para o campo objeto. Descreve a experiência da UNIRIO onde o objeto da licitação passa a ser a contratação da prestação de serviços do fornecedor e destaca as vantagens desse novo formato. Aponta as principais contribuições do profissional bibliotecário na elaboração para a aquisição de acervos dos programas de ensino, pesquisa e extensão.</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="44">
            <name>Language</name>
            <description>A language of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="69410">
                <text>pt</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
        </elementContainer>
      </elementSet>
    </elementSetContainer>
  </item>
  <item itemId="5910" public="1" featured="0">
    <fileContainer>
      <file fileId="4974">
        <src>http://repositorio.febab.org.br/files/original/49/5910/SNBU2012_049.pdf</src>
        <authentication>cd6efcf7936d833577871b0132c1ab6a</authentication>
        <elementSetContainer>
          <elementSet elementSetId="4">
            <name>PDF Text</name>
            <description/>
            <elementContainer>
              <element elementId="92">
                <name>Text</name>
                <description/>
                <elementTextContainer>
                  <elementText elementTextId="63068">
                    <text>Formação e desenvolvimento de coleções em bibliotecas e repositórios digitais

i

SeminArio

~

~6e

= 1l1W'ot_
_~ ~:~r~':..

Trabalho completo

DESENVOLVIMENTO DE COLEÇÕES DE PERiÓDICOS
CIENTíFICOS ELETRÔNICOS: ALGUMAS QUESTÕES ATUAIS
Maria Cristina Szarota Barrios 1,
Mariana Granado de Souza Queiroz2
1

2

Bibliotecária, Universidade Estadual Paulista - Unesp, São Paulo, São Paulo
Bibliotecária , Universidade Estadual Paulista - Unesp, São Paulo, São Paulo

Resumo

o presente trabalho apresenta referencial teórico acerca das questões referentes ao
processo de comunicação científica e seu impacto no desenvolvimento de coleções
de periódicos eletrônicos. Face à sua relevância, o Movimento de Acesso Aberto
também é abordado . Nesse trabalho as autoras apresentam suas perspectivas
acerca das problemáticas relacionadas com o desenvolvimento de coleções de
periódicos eletrônicos, uma vez que atuam em uma Universidade Pública
(Universidade Estadual Paulista "Júlio de Mesquita Filho" - Unesp), na qual toda a
aquisição é regida por legislação específica (Leis 8.666/1993 e 10520/2005) e
perante ao atual cenário da comunicação científica. O trabalho apresenta ainda
fatos recentes acerca do tema abordado.
Palavras-Chave:
Periódico Científico Eletrônico; Comunicação Científica ; Desenvolvimento de
Coleções; Acesso Aberto .

Abstract
The present paper presents theoretical background concerning the issues related to
the communicating research process and its impact in the development of electronic
journals. Due to its relevance, the Open Archive Initiative is also addressed . In this
study the authors present their prospects concerning the problematic related to the
development of electronic journals collections, given that they work in a Public
University (Universidade Estadual Paulista "Júlio de Mesquita Filho" - Unesp), in
which every acquisition is regulated by particular legislation (Acts 8.666/1993 and
10520/2005), and in face of the present scenario of communicating research . The
paper also presents recent facts concerning the addressed issue.

Keywords:
Eletronic Scientific Journal; Communication Research; Collection Building; Open
Access.

1 Introdução
Muito se tem discutido na atualidade sobre o impacto da evolução das
tecnologias de comunicação nos diferentes setores da vida do homem na Sociedade

393

�i

SeminArio

~

~6e

= 1l1W'ot_
_~ ~:~r~':..

Formação e desenvolvimento de coleções em bibliotecas e repositórios digitais
Trabalho completo

da Informação. Podem ser citados: o impacto das mudanças de comunicação nos
relacionamentos interpessoais; nas oportunidades e exigências empregatícias; na
possibilidade de todo cidadão informar-se como também ser a fonte
geradora/publicadora de informação; e a disponibilidade de maior interatividade com
as fontes de informação.
Uma faceta que passa por grandes transformações é a comunicação
científica. A quantidade de periódicos e livros em formato eletrônico só cresce. Isso
gera consequências, pois o acesso à informação tornou-se cada vez mais fácil
(desde que se tenham atendidos pré-requisitos, tais como: computador; acesso à
internet; assinatura/compra do item a ser consultado).
Com as tecnologias de informação, há mais facilidade em se publicar (para
editores é menos custoso o formato eletrônico), gerando aumento na quantidade de
materiais publicados. O usuário, por sua vez, sabe da existência desses materiais
com maior facilidade hoje do que em décadas passadas.
Dentre as mudanças, há a questão de posse. A assinatura de títulos de
periódicos, no formato impresso, garante o acesso ao conteúdo em um longo prazo
(desde que o material seja conservado). Já no caso dos periódicos em formato
eletrônico, essa segurança nem sempre se verifica. Isso porque a assinatura neste
formato , em geral, garante o acesso ao conteúdo assinado no ano da negociação.
Quanto aos anos consecutivos, há uma variedade de políticas dos editores: há
editores que só permitem o contínuo acesso se houver renovação de assinatura nos
anos subsequentes; outros garantem acesso permanente ao que foi assinado,
independentemente de novas assinaturas.
Assim como todos os membros da sociedade, bibliotecários também têm de
se adaptar às mudanças, buscando adotar a prática mais conveniente para a
realidade da instituição em que estão inseridos.
As autoras desta publicação são bibliotecárias na Universidade Estadual
Paulista "Júlio de Mesquita Filho" - Unesp. Atuam na Coordenadoria Geral de
Bibliotecas (CGB), juntamente com uma equipe, são responsáveis pela aquisição de
periódicos internacionais para toda a Rede de Bibliotecas da Unesp. Por se tratar de
uma instituição pública, deve-se adotar como procedimento para aquisição as
prescritas em lei.
Este artigo irá abordar as questões que emergem na aquisição de periódicos
científicos eletrônicos, bem como, o histórico dessa tipologia de publicação; como
essas questões estão sendo tratadas pelos cientistas no mundo (como, por
exemplo, o movimento de acesso aberto) ; quais as implicações para a comunicação
científica; as políticas de desenvolvimento de coleções adotadas pelas bibliotecas; e,
por fim , para as bibliotecárias atuantes no grupo de aquisição da Rede de
Bibliotecas da Unesp.

2 Revisão de Literatura
A comunicação científica é de extrema importância. Ela não só possibilita que
as novas descobertas sejam divulgadas e avaliadas pelos pares, como também
oferece os subsídios para que ocorra o mencionado na célebre frase de Isaac
Newton : "Se vi mais longe foi por estar apoiado sobre ombros de gigantes".
Demonstra-se, assim , a importância da comunicação científica para o avanço da
ciência, bem como para a evolução do conhecimento (MEADOWS, 2006) .

394

�i

SeminArio

~

~6e

=

1l1W'ot_

_~ ~:~r~':..

Formação e desenvolvimento de coleções em bibliotecas e repositórios digitais
Trabalho completo

Meadows (1999 , p.vll) reitera essa percepção em seu prefácio no livro
intitulado "A comunicação científica":
A comunicação situa-se no próprio coração da ciência . É para ela tão
vital quanto a própria pesquisa, pois a esta não cabe reivindicar com
legitimidade este nome enquanto não houver sido analisada e aceita
pelos pares. Isso exige, necessariamente, que seja comunicada .
Ademais, o apoio às atividades científicas é dispendioso, e os
recursos financeiros que lhes são alocados serão desperdiçados a
menos que os resultados das pesquisas sejam mostrados aos
públicos pertinentes. Qualquer que seja o ângulo pelo qual a
examinemos, a comunicação eficiente e eficaz constitui parte
essencial do processo de investigação científica.

A comunidade científica tem diversas formas de realizar a comunicação
científica, tais como publicação de livros, participação em Congressos etc. Segundo
Meadows (1999, p. 1):
A maneira como o cientista transmite a informação depende do
veículo empregado, da natureza das informações e do público-alvo.
Da mesma forma que, com o passar do tempo, isso sofre mudanças,
também sofrem alterações a formulação e o acondicionamento das
informações.

Meadows (1999) informa que o surgimento dos periódicos científicos no
formato impresso, ocorrido na primeira metade do século XVII, suscitou notáveis
implicações para a comunicação científica .
Com os periódicos também surgiram novas formas de comercialização, como
"sistema de venda por assinatura" existente até hoje (BELO, 2008 , p. 85).
O desenvolvimento do periódico científico impresso dependeu da solução de
uma série de problemas: a necessidade de fornecer as informações em formato
padronizado , manter mecanismos de controle de qualidade e definir
prioridades, distribuir grande número de exemplares em âmbito internacional. Os
periódicos científicos constituem elementos importantes e fundamentais na
disseminação e evolução da ciência e tecnologia , disseminando e recuperando
informação atual. (FACHIN; HILLESHEIM , 2006 ; MEADOWS, 1999).
Mueller (2006) apresenta os objetivos dos artigos publicados nos periódicos
científicos: a preservação do conhecimento neles registrado , a comunicação entre
cientistas, a divulgação de resultados de pesquisa e dos estudos acadêmicos, e o
estabelecimento da prioridade científica . Isso está imbricado com o fato de a
comunidade científica ter concedido às revistas indexadas e arbitradas (com revisão
por pares - peer review) o status de canais preferenciais para a certificação do
conhecimento científico e para a comunicação autorizada da ciência, tendo ainda a
atribuição de confirmar a autoria da descoberta científica . As revistas indexadas
estão, dessa forma , no centro do sistema tradicional de comunicação científica .
Por sua vez, Dias e Mattos (2010) apresentam alguns dos problemas que
ocorrem na viabilização do periódico impresso: demora na publicação dos artigos,
aumento do custo de aquisição/manutenção das publicações e ineficiência dos
instrumentos de busca nestas coleções.

395

�i

SeminArio

~

~6e

Formação e desenvolvimento de coleções em bibliotecas e repositórios digitais

= 1l1W'ot_
_~ ~:~r~':..

Trabalho completo

As grandes inovações trazidas pela introdução das tecnologias da informação
e da comunicação (TICs) têm revolucionado o modo como as pessoas se
comunicam . Tal revolução, segundo Weitzel (2005), é percebida também na
comunicação dos pesquisadores entre si , sobretudo quando da publicação dos
resultados de suas pesquisas.
No bojo do desenvolvimento das TICs surgiu o periódico científico eletrônico.
Esse novo veículo informacional teve o seu desenvolvimento atrelado às esperanças
de que trouxesse as soluções de todos os entraves relacionados à publicação
impressa. Entretanto, não foi exatamente assim que o novo elemento
comunicacional se apresentou . Lemos (2006) propõe uma definição para periódico
eletrônico:
Um recurso eletrônico, com artigos completos, que pode incluir elementos
de multimídia, disponível na internet, e que é publicado sequencialmente,
com uma designação numérica ou cronológica, e que pretende continuar
indefinidamente. Pode ser a reprodução de uma revista impressa ou uma
publicação exclusivamente em linha.

o autor apresenta as facilidades do novo veículo comunicacional :
[.. .] acessibilidade - onde houver um microcomputador ligado à internet,
você terá acesso ao periódico; divulgação ilimitada: estaria garantida a
distribuição em âmbito planetário, sem necessidade de embalagem, selos,
correio, carteiro e atrasos; rapidez de publicação: redução do tempo entre
a submissão dos originais e sua publicação; qualidade garantida pelos
pares: manutenção da qualidade do sistema, pois continuaria sendo feita a
revisão pelos pares; extensão ilimitada: não haveria limite para o tamanho
dos artigos; ligação automática do artigo à rede de seus antecessores ou
correlatos: isso seria assegurado pela vinculação (Iinking) do artigo com as
referências citadas; utilização de cores sem qualquer limitação; uso de
diferentes métodos de indexação; buscas fáceis; utilização de multimídia;
interatividade; remissivas para outros recursos disponíveis na rede; e o
aumento da utilização de material antigo (LEMOS, 2006) .
Acrescente-se às vantagens acima mencionadas a economia de espaço nas
bibliotecas. Tais características positivas proporcionadas pelos periódicos
científicos eletrônicos são compartilhadas também por Bastos, Bastos e
Nascimento (2004), Cruz et aI. (2003) e Souza, Foresti e Vidotti (2004).
Em diversos estudos, porém, há a constatação de que a publicação eletrônica
não alterou muito as situações encontradas na publicação impressa . Concepção
demonstrada por Jean-Mark Sens (apud LEMOS, 2006) , na qual o periódico
eletrônico "acentua algumas das tensões existentes em termos de flutuação de
preços, durabilidade, duplicação de informação, inovação e obsolescência
relacionadas com vida efêmera dos periódicos". Uma desvantagem refere-se aos
procedimentos de seleção, compra e gerenciamento dos serviços de acesso às
publicações eletrônicas, cujos custos são mais altos em comparação aos que eram
praticados com os periódicos impressos. (LEMOS, 2006). Isso torna as bibliotecas
universitárias reféns dos preços realizados pelos editores, acarretando na prática de
preços exorbitantes. Outra desvantagem do periódico eletrônico é a questão da
posse, tema que também será abordado em neste artigo.

396

�i

SeminArio

~

~6e

= 1l1W'ot_
_~ ~:~r~':..

Formação e desenvolvimento de coleções em bibliotecas e repositórios digitais
Trabalho completo

Weitzel (2005) explica que debates sobre os preços abusivos dos editores
comerciais e as funções desempenhadas pelo autor, editor e bibliotecário no sistema
de comunicação científica conduziram à emergência do movimento de acesso livre
da informação científica, buscando consolidar, irremediavelmente, um novo modelo
de comunicação eletrônica sem restrições de uso. Tal modelo procura "tornar o
trabalho disponível de forma rápida, favorecendo o acesso democrático e gratuito
das publicações" em formato eletrônico (SOUZA, 2004, p. 143).
Weitzel (2005) expõe que a Open Archives Initiative ou Iniciativa dos Arquivos
Abertos (OAI), movimento instituído por um grupo de pesquisadores, constituiu uma
iniciativa pioneira na reflexão sobre a revisão do processo de comunicação
científica. A autora também esclarece que um grupo de pesquisadores entendeu que
a lógica vigente para publicações em periódicos eletrônicos encontrava-se errada .
Isso porque o pesquisador escreve os trabalhos científicos e avalia os resultados
das pesquisas de outros cientistas. Seu salário e os materiais necessários para a
sua pesquisa (relacionados à literatura e infraestrutura) são subsidiados pelo
Estado. Considerando que o pesquisador é o personagem principal nos diversos
momentos da comunicação científica , conclui-se que ele próprio pode disponibilizar
seus artigos na internet a qualquer interessado, gratuitamente, sem a necessidade
de intervenção do editor. Esse movimento é OAI.
O desenvolvimento de coleções é um processo composto pelas atividades de
seleção e aquisição de materiais, tratando-se de um trabalho que exige
planejamento (VERGUEIRO, 1989). Tal processo demanda a criação de uma
política para determinar os materiais prioritários a serem adquiridos e incorporados
ao acervo, pois as verbas destinadas à aquisição não são suficientes para se
adquirir tudo àquilo que se deseja. A política de desenvolvimento de coleções deve
abarcar qual tipo de material entrará para a coleção e como será avaliada sua
importância após sua incorporação ao acervo, de modo que a coleção seja útil e
adequada aos usuários (LEROUX, 2007 ; VERGUEIRO, 1989).
Leal (2011 , p. 86-87) alerta que o desenvolvimento de coleções periódicas
exige um empenho ininterrupto e "trabalho de manutenção das assinaturas", pois ao
se adquirir um periódico, se está assinando uma coleção de periódico,
diferenciando-se assim de um desenvolvimento de coleções de outros tipos de
materiais. Também Vergueiro (1989) informa que selecionar um título de periódico
ocasiona um compromisso que deverá ser renovado de forma periódica , envolvendo
recursos financeiros, humanos e materiais. Para Leroux (2007), o desenvolvimento
de coleções eletrônicas deve estar baseado na política de desenvolvimento de
coleções tradicional , além de estar disponível para consulta dos usuários.
Em bibliotecas universitárias, os critérios para seleção de materiais devem
estar baseados nas atividades de ensino e pesquisa desenvolvidas, de modo que
sejam selecionados materiais de assuntos de interesse para elas, conforme aponta
Vergueiro (1989). Com relação à seleção de periódicos eletrônicos, vários critérios
devem ser considerados: "a possibilidade de acessos simultâneos, o sistema
operacional , a interface amigável, a opinião do usuário, custo, inclusão em listas
básicas e fator de impacto." (BASTOS; BASTOS; NASCIMENTO, 2004, p. 9). As
autoras indicam que, após a seleção, elege-se a opção de assinatura disponível,
quais sejam somente formato eletrônico ou impresso, ou assinatura conjunta de
formato impresso e eletrônico .

397

�i

SeminArio

~

~6e

= 1l1W'ot_
_~ ~:~r~':..

Formação e desenvolvimento de coleções em bibliotecas e repositórios digitais
Trabalho completo

A atividade de aquisição coloca em prática o que foi decidido na etapa de
seleção, de maneira que sua execução de modo centralizado evita que haja
duplicações nos itens a serem adquiridos, segundo Vergueiro (1989). Sendo uma
função operacional , trata-se de incorporar ao acervo os itens anteriormente
selecionados, considerando as necessidades informacionais da biblioteca e os
recursos orçamentários disponibilizados pela instituição para essa atividade (LEAL,
2011 ).
A aquisição planificada busca resolver problemas relacionados a tempo,
recursos financeiros, humanos e informacionais. Ao elaborar um programa no qual
consta aquilo que será adquirido e de qual maneira, cabe ao órgão centralizador
realizar todas as etapas componentes da aquisição, desde a obtenção dos títulos de
interesse das bibliotecas até o controle do recebimento e acesso aos materiais
adquiridos, bem como ser responsável e "participar de todos os procedimentos de
renovação dos contratos" firmados (LEAL, 2011, p. 87-89).
Na Unesp, a atividade de desenvolvimento de coleções de periódicos para a
Rede de Bibliotecas é desempenhada pela já referida Coordenadoria Geral de
Bibliotecas, ocorrendo de maneira centralizada . Assim, a execução da atividade dáse de forma planificada.
A Rede de Bibliotecas beneficia-se com a aquisição planificada, uma vez que
propicia, de acordo com Leal (2011 , p. 90), "agilidade na compra e controle de
fascículos , organização eficaz na aquisição dos títulos e no controle das assinaturas
dos periódicos e atualização das coleções".
Na aquisição planificada, as aquisições de assinaturas de periódicos ocorrem
geralmente através de representantes ou de agências de assinaturas, também
sendo efetuadas diretamente com as instituições ou editoras publicadoras dos
periódicos, aponta Leal (2011) . A preferência da Unesp é a de aquisição através de
agências, pois se reduz a quantidade de contatos comerciais e de procedimentos
necessários para aquisição, tendo em vista que um agente representará diversos
editores e publicadores.
Em bibliotecas universitárias pertencentes à administração pública, seja em
âmbito municipal, estadual ou federal, a aquisição de materiais bibliográficos deve
ser feita através de concorrências públicas, fato que atrasa todo o processo dessa
atividade, conforme observa Vergueiro (1989) . Cabe salientar que todo
"procedimento de compra de materiais informacionais precisa seguir as regras
financeiras da instituição" à qual está submetida a biblioteca ou a Rede de
Bibliotecas (LEAL, 2011, p. 85) .
No que diz respeito aos materiais eletrônicos existentes nos acervos das
bibliotecas da Rede da Unesp, Fagundes (2011) ressalta que há a busca na garantia
de acesso perpétuo a todo conteúdo assinado através do estabelecimento de
cláusulas contratuais favoráveis a esse acesso . Segundo a autora (p. 8), "a
assinatura de um repositório de preservação da informação eletrônica" permite à
biblioteca acessar no repositório o conteúdo de uma publicação comprado do editor,
caso este tenha um contrato de depósito de conteúdo com o repositório e não
forneça mais acesso através de sua plataforma . Fagundes (2011) cita como
exemplos de repositórios: Portico (pertencente a JSTOR) e Lockss (sob a
responsabilidade de Stanford University Libraries) .
Problemas, tais como atraso nas publicações e aumento de custo para
aquisição e manutenção, passaram a inviabilizar a publicação de periódicos

398

�i

SeminArio

~

~6e

= 1l1W'ot_
_~ ~:~r~':..

Formação e desenvolvimento de coleções em bibliotecas e repositórios digitais
Trabalho completo

científicos (DIAS ; MATTOS, 2010) . Mas, a partir dos anos 1990, o uso da internet
para gerar publicações eletrônicas possibilitou a solução de alguns daqueles
problemas, no momento em que proporcionou rápido acesso à informação,
economia de espaço e redução de custos para as bibliotecas universitárias.
(BASTOS ; BASTOS; NASCIMENTO, 2004; OHIRA; PRADO, 2003) .
Tendo em vista que as bibliotecas universitárias têm como preceito o
atendimento aos objetivos de ensino, pesquisa e extensão da Universidade a qual
pertencem, os professores, pesquisadores, alunos, funcionários e usuários em geral
creditam às bibliotecas o dever de assinar e disponibilizar os periódicos científicos.
(DARNTON , 2010 ; VERGUEIRO , 1989). Dessa forma , afirma Darnton (2010), as
editoras comerciais vislumbraram um grande enriquecimento na venda de assinatura
dos periódicos para as bibliotecas, pois seu público desejava que as edições fossem
fornecidas sem nenhuma interrupção e, assim, apesar do aumento do preço das
assinaturas, não poderia haver cancelamentos.
As editoras passaram então a estipular valores cada vez mais elevados para
as assinaturas (LEMOS , 2006) . Entretanto, os recursos financeiros das
universidades permitem a assinatura de uma pequena parcela de todos os títulos
disponíveis (FERREIRA, 2008). Assim , o aumento desenfreado do valor das
assinaturas ocasionou uma crise e, consequentemente, uma mudança no modo de
trabalho de aquisição das bibliotecas: grande parte do orçamento das bibliotecas foi
destinada ao pagamento de assinaturas de periódicos, ficando para segundo plano a
aquisição de monografias (DARNTON , 2010 ; MUELLER, 2006) . Os gastos com
assinaturas nas bibliotecas crescem a cada ano (DARNTON , 2010; LEMOS, 2006) .
Professores e pesquisadores das universidades escrevem artigos e
encaminham os resultados de suas pesquisas para os periódicos das editoras
comerciais, bem como fazem parte do conselho editorial dos periódicos (CUNHA,
1999; DARTON , 2010 ; WEITZEL, 2005) . Com a publicação dos artigos, os direitos
autorais dos mesmos passam a ser das editoras, criando assim uma dificuldade,
pois os autores somente acessam às suas próprias produções através de caras
assinaturas (CUNHA, 1999; SOUZA, 2004; WEITZEL, 2005) . Cabe lembrar que no
Brasil o Estado subsidia a formação acadêmica do pesquisador e sua pesquisa, bem
como financia a compra nas bibliotecas universitárias públicas (MUELLER, 2006).
Na concepção de Mueller (2006), não houve uma mudança na estrutura de
publicação dos periódicos impressos para os eletrônicos. Com agravante, muitas
bibliotecas perdem o acesso aos fascículos dos títulos já pagos e não renovados,
acessando apenas ao conteúdo do período assinado, de modo que não se pode
possuir uma coleção de um título quando a assinatura deste é cancelada (LEMOS,
2006; MUELLER, 2006).
Para Cruz et aI. (2003, p. 51), assim como na seleção de outros materiais, a
de periódicos eletrônicos considera critérios como "opinião do usuário; custo;
inclusão em listas básicas" e "número disponível de acessos simultâneos". Deve-se
considerar também se há possibilidade de acesso aos números já assinados, caso
se cancele a assinatura , tendo sempre como norte o orçamento disponível para a
atividade (CRUZ et aI., 2003; LEAL, 2011) .
Tendo em vista que a maioria dos periódicos eletrônicos proporciona acesso
através de assinaturas, sua aquisição deve ser baseada na verificação da melhor
escolha de assinatura disponível: assinatura de formato impresso e eletrônico
(sendo o eletrônico com ou sem custo adicional) ou assinatura somente do formato

399

�i

SeminArio

~

~6e

= 1l1W'ot_
_~ ~:~r~':..

Formação e desenvolvimento de coleções em bibliotecas e repositórios digitais
Trabalho completo

eletrônico. (CRUZ et aI., 2003 ; CUNHA, 1999; OHIRA; PRADO, 2003) . As vantagens
dos periódicos eletrônicos são várias: "acessibilidade em vários locais e a
possibilidade de obter o texto integral" (BASTOS; BASTOS; NASCIMENTO, 2004, p.
8) ; e, "agilidade na recuperação da informação relevante, acesso simultâneo por
diversos usuários, acesso a outros anos da publicação que o editor oferece para os
assinantes" (FAGUNDES, 2011, p. 2).
Segundo Fagundes (2011), é oferecida pelos editores a possibilidade de
compra do conteúdo disponível online. No entanto, para ter acesso a esse conteúdo,
se gasta também na adesão a um repositório de preservação digital (FAGUNDES,
2011). Neste contexto, deve-se lembrar que as editoras controlam, em última
análise, tudo "que estará ou não disponível para aquisição por parte das bibliotecas".
(VERGUEIRO, 1989, p. 22). Fagundes (2011) ressalta que, dessa forma, adquire-se
duas vezes o mesmo conteúdo, isso em comparação com a aquisição do periódico
em formato impresso, ocorrida uma única vez.
Fagundes (2011) assinala que desde o ano de 2005 a Coordenadoria Geral
de Bibliotecas da Unesp dá preferência a assinaturas de periódicos científicos
estrangeiros em formato eletrônico, tendo em vista a distribuição espacial das
unidades da Unesp (localizadas em 22 cidades do estado de São Paulo) e de suas
bibliotecas (34 ao todo), a otimização dos recursos disponíveis para a Rede de
Bibliotecas, considerando também as já citadas vantagens dos periódicos
eletrônicos. Ainda para a autora , tal escolha "possibilitou aumentar o número de
títulos assinados do nosso núcleo básico de periódicos científicos estrangeiros e
também assinar mais bases de dados." (FAGUNDES , 2011 , p. 2).
Para Lemos (2006), as assinaturas de acesso aos periódicos científicos
eletrônicos podem ocorrer através de "agregadores comerciais, que reúnem
periódicos de múltiplas editoras"; "empresas que prestam serviço de hospedagem de
conteúdo para as editoras que mantêm periódicos em linha"; "ou até de sociedades
científicas que realizam serviço semelhante"; e "diretamente de cada editora". De
acordo com exposto anteriormente, a Unesp dá preferência em realizar aquisição
por meio dos agentes comerciais, tendo em vista as vantagens apresentadas por
esse tipo de aquisição.
As compras em órgãos pertencentes à administração pública devem ocorrer
através de concorrências públicas. No que diz respeito à compra por licitação, tal
modalidade rege-se "pela Lei de Licitações e Contratos nO 8.666, de 21/6/1993
(atualizada pela Lei nO 8.883, de 8/6/1994)" (FAGUNDES , 2011, p. 4). A livre
concorrência para a aquisição é o objetivo desse tipo de compra, informa Fagundes
(2011) . No pregão realizado anualmente pela CGB , os periódicos científicos
estrangeiros são adquiridos através dos lotes ganhos pelas empresas habilitadas e
participantes do processo, ganhando a empresa que oferece o preço mais vantajoso
para a instituição. Conforme a autora, deve-se ter o respaldo de órgãos da
instituição, como a Seção de Compras e Contratos (SCC) e a Assessoria Jurídica
(AJ) para que o conteúdo eletrônico adquirido seja assegurado, sem nenhuma forma
de gasto adicional além do já efetuado.
Cunha (1999) relata que o pagamento pelo acesso à informação é usual no
ambiente bibliotecário atual, devendo-se conhecer as modalidades de contratos
disponíveis para o acesso dessa informação. Quando o conteúdo adquirido não é
acessível através de uma "plataforma de busca", alerta Fagundes (2011 , p. 7), cabe
à instituição disponibilizar e permitir o acesso a esse material adquirido. Há outras

400

�i

SeminArio

~

~6e

= 1l1W'ot_
_~ ~:~r~':..

Formação e desenvolvimento de coleções em bibliotecas e repositórios digitais
Trabalho completo

questões a que se deve atentar: "controlar se o que está disponível corresponde ao
que foi comprado, o desaparecimento, sem mais nem menos de títulos, interrupções
no acesso" (LEMOS, 2006); alteração da periodicidade dos fascículos de um
periódico; verificar a fusão de dois periódicos e o desaparecimento de um título, pois
não se divulga de forma efetiva o desaparecimento de um periódico, principalmente
se este possuir periodicidade irregular ou for publicado em longos intervalos
(MEADOWS, 1999).
Lemos (2006) também expõe que há uma relação entre o preço da assinatura
de um periódico e seu fator de impacto, ou seja , quanto maior o fator, mais elevado
é o preço. Ressalta-se também que as assinaturas são realizadas em grande parte
por bibliotecas e que seus preços foram sendo elevados pelas editoras, estas certas
de que as assinaturas serão renovadas ano após ano, de modo a não prejudicar as
pesquisas que estão sendo desenvolvidas, bem como devido à importância da
divulgação científica (CRUZ et aI., 2003; LEMOS, 2006) .
Os pesquisadores, muitas vezes financiados com recursos estatais,
dependem do pagamento de assinaturas de periódicos realizadas pelas bibliotecas
(que também recebem verbas do Estado) para ter acesso à sua própria produção
publicada, produção esta enviada gratuitamente para a editora (CUNHA, 1999;
MUELLER, 2006; WEITZEL, 2005). Percebe-se, assim, que o Estado é onerado
diversas vezes ao longo desse processo. Além disso, não se adquire um periódico
eletrônico, mas sim o direito de acesso, que abrange apenas o período assinado e
não é mais acessível caso a assinatura não seja renovada . (LEMOS, 2006 ;
MUELLER, 2006).
Segundo Lemos (2006), desde o início do século XX os cientistas e
pesquisadores reclamavam de ter que adquirir um fascículo completo de periódico,
sendo que apenas lhes interessava uma pequena parcela de artigos publicados.
Para o autor, é notável a insatisfação dessa forma de acesso à comunicação
científica por parte dos pesquisadores. Fazendo uso das vantagens e possibilidades
advindas do periódico eletrônico, muitas instituições e universidades têm aderido ao
movimento do Acesso Livre (Open Access) (LEMOS , 2006 ; WEITZEL, 2005) .
Informa Cunha (1999) que em áreas como a física , profissionais divulgam seus
trabalhos de forma direta na internet.

3 Considerações Finais
Em 2011, Aaron Swartz foi preso nos Estados Unidos por ter feito download
de mais de quatro milhões de textos armazenados na base JSTOR, que reúne
milhares de artigos científicos acessíveis através de assinaturas, informa Dias
(2012). No ano de 2012, cientistas iniciaram um boicote coletivo à Editora Elsevier, a
maior editora de periódicos científicos do mundo, através de um documento que "já
conta com quase 5.000 assinaturas de cientistas que, por meio desse documento,
se comprometem a parar de submeter seus trabalhos às cerca de 2.000 publicações
científicas da Elsevier" (RIGHETTI , 2012). Recentemente foi divulgado que o
conselho consultivo da Universidade de Harvard sugeriu aos seus pesquisadores
que evitassem publicar artigos ou revisar pesquisas a serem editadas por periódicos
científicos que não adotem o modelo de livre acesso, bem como os que praticam
preços abusivos (HARVARD ... , 2012) .

401

�i

SeminArio

~

~6e

= 1l1W'ot_
_~ ~:~r~':..

Formação e desenvolvimento de coleções em bibliotecas e repositórios digitais
Trabalho completo

A sociedade como um todo (não só a científica, pois todos subsidiam a
pesquisa e os pesquisadores) deve avaliar a manutenção desse sistema de
valoração de publicações em periódicos em virtude de seu fator de impacto, portanto
de seu prestígio. Prestígio esse transmitido ao pesquisador que no título publica ,
bem como àquele que avalia as publicações nesse título submetidas, auxiliando-os
em sua carreira acadêmica . Esse sistema de valoração é um dos fatores que
contribuem para o custo elevado desses periódicos científicos de alto prestígio, bem
como para a não completa adesão ao movimento OAI, pois nem sempre o autor tem
autorização (da editora) de disponibilizar seu texto em um repositório de livre
acesso.
Diante do exposto no presente trabalho, as autoras deste artigo consideram
essenciais a ampliação e a maior adesão ao movimento OAI. Portanto, é necessário
que a sociedade avalie o quanto é necessário manter esse sistema de comunicação
científica em detrimento da comunicação por meio do movimento OAI.
Como foi demonstrado, na publicação eletrônica, ao contrário do esperado
pela comunidade científica , houve um agravamento das tensões. Isso porque,
apesar de a publicação eletrônica diminuir custos, num primeiro momento, as
assinaturas ficaram mais custosas ao longo dos anos.
Um dos exemplos desse aumento de custo é o fato de que no início das
assinaturas eletrônicas, estas tinham valores fixos, tais quais as assinaturas de
impressos. Na modalidade impressa, o valor fixado não depende da quantidade de
pesquisadores a serem atendidos. Com o passar do tempo, as editoras constataram
um grande potencial de lucro nas assinaturas eletrônicas, passando a cobrar por
número de usuários e não mais um valor fixo. Consequentemente, hoje essas
assinaturas de periódicos em formato eletrônico, diversas vezes, tem um valor
flutuante. Outro exemplo do aumento de custo é que se paga duas vezes, em
determinados casos, para o acesso de um título (ao contrário do que ocorria com o
impresso): paga-se pela a licença de acesso no ano corrente da assinatura e
posteriormente para acessá-lo em repositórios de conservação (tal como JSTOR e
Portico) .
Os recursos não despendidos na aquisição dos periódicos científicos
poderiam ser disponibilizados para a aquisição e prestação de outros produtos e
serviços de biblioteconomia para as instituições, bem como para investimentos em
pesquisa, ensino e extensão.
4 Referências
BASTOS, Márcia M. S.; BASTOS, Vanja N. R. ; NASCIMENTO, Cecília M. R do.
Períódicos: o gerenciamento da coleção frente as novas tecnologias. In:
Seminário Nacional de Bibliotecas Universitárias, 13, Natal: 2004. Disponível em :
&lt;http://www.ndc.uff.brlrepositorio/Peri%f3dicos.pdf&gt;. Acesso em 10 abr. 2012.
BELO, André. História &amp; livro e leitura. Belo Horizonte: Autêntica , 2008.
CRUZ, Angelo Antonio Alves Correa da; et aI. Impacto dos periódicos eletrônicos em
bibliotecas universitárias. Ciência da Informação, v. 32, n. 2, p. 47-53 , maio/ago.
2003.

402

�i

SeminArio

~

~6e

= 1l1W'ot_
_~ ~:~r~':..

Formação e desenvolvimento de coleções em bibliotecas e repositórios digitais
Trabalho completo

CUNHA, Murilo Bastos da. Desafios na construção de uma biblioteca digital. Ciência
da Informação, v. 28, n. 3, p. 257-268 , set./dez. 1999.
DARNTON , Robert. A questão dos livros: passado, presente e futuro . Daniel
Pelizzari (trad .). São Paulo: Companhia das Letras, 2010.
DIAS, Eduardo Wense; MATTOS, Ana Maria. Periódicos eletrônicos sobre
administração disponíveis no portal de periódicos da Coordenação de
Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior: uma avaliação. Ciência da
Informação, v. 39 , n. 1, p. 51-66, jan./abr. 2010 .
DIAS, Tatiana de Mello. Hacker pode ser preso por vazar artigos acadêmicos. Link.
Estadão.com.br.
26
jun.
2011 .
Disponível
em :
&lt;http://blogs.estadao.com .br/link/hacker-pode-ser-preso-por-vazar-artigosacademicos/&gt; . Acesso em 15 abr. 2012 .
FACHIN, Gleisy Regina Bories; HILLESHEIM, Araci Isaltina de Andrade. Periódico
científico: padronização e organização . Florianópolis: Editora da UFSC, 2006 .
FAGUNDES , Silvana Aparecida . Os desafios envolvidos no processo de
formação e desenvolvimento de coleções eletrônicas. In : Congresso Brasileiro
de Biblioteconomia, Documentação e Ciência da Informação, 24, 7-8 ago. 2011 .
Macéio: UFAL: FEBAB, 2011 .
FERREIRA, Sueli Mara Soares Pinto. Repositórios versus revistas científicas:
convergências e convivências. In : FERREIRA, Sueli Mara Soares Pinto ; TARGINO,
Maria das Graças (Org .). Mais sobre revistas científicas: em foco a gestão. São
Paulo: SENAC: CENGAGE , 2008.
HARVARD pede aos seus cientistas para publicar em revistas de conteúdo livre.
Público. 26 abro2012 . Disponível em:
&lt;http://www.publico .ptlCi%C3%AAncias/harvard-pede-aos-seus-cientistas-parapublicar-em-revistas-de-conteudo-livre-1543685&gt;. Acesso em 19 de jun. 2012 .
LEAL, Janaína. A importância da implantação de uma administração voltada para
aquisição de periódicos em bibliotecas em sistemas de redes. Revista Digital de
Biblioteconomia e Ciência da Informação, v. 9, n. 1, p. 81-91, jul./dez. 2011 .
Disponível
em :
&lt;http://www.sbu .unicamp.br/seer/ojs/i ndex.ph p/sbu _rci/article/viewFile/495/pdC 3&gt; .
Acesso em 11 abro2012 .
LEMOS , Briquet. Periódicos Eletrônicos: problema ou solução? DataGramaZero Revista de Ciência da Informação, v.7 , n. 3, jun. 2006. Disponível em :
&lt;http://www.dgz.org .br/jun06/lnd_com .htm&gt;. Acesso em 12 abro2012.
LEROUX, Eric. Bibliotecas virtuais e desenvolvimento de coleções: o caso dos
repertórios de sites web. Encontros Bibli: Revista Eletrônica de Biblioteconomia
e
Ciência
da
Informação,
V.
12,
23 ,
2007 .
Disponível
em :

403

�i

SeminArio

~

~6e

= 1l1W'ot_
_~ ~:~r~':..

Formação e desenvolvimento de coleções em bibliotecas e repositórios digitais
Trabalho completo

&lt;http://www.periodicos.ufsc.br/index.php/eb/article/view/316/393&gt;. Acesso em
abr. 2012.

10

MEADOWS, Arthur Jack. A comunicação científica . Brasília: Briquet de Lemos,
1999.
MUELLER, Suzana Pinheiro Machado. A comunicação científica e o movimento de
acesso livre ao conhecimento. Ciência da Informação, v. 35, n. 2, p. 27-38 ,
maio/ago. 2006.
OHIRA, Maria de Lourdes Blatt; PRADO, Noêmia Schoffen. Análise de periódicos
eletrônicos (full text) em Ciência da Informação: América Latina, Caribe, Portugal e
Espanha. Informação e Informação, v. 8, n. 1, jan./jul. 2003. Disponível em :
&lt;www.brapci.ufpr.br/download .php?ddO=10791&gt;. Acesso em 12 abro2012.
RIGHETTI , Sabine. Cientistas boicotam a maior editora de periódicos do mundo.
Ciência .
Folha.com.
10
fev.
2012.
Disponível
em :
&lt;http://www1.folha.uol.com.br/ciencia/1 046769-cientistas-boicotam-a-maior-editorade-periodicos-do-mundo.shtml&gt; . Acesso em 15 abro2012 .
SOUZA, Maria Fernanda Sarmento e. Mudanças no processo de comunicação
científica : a alternativa dos repositórios institucionais. In : VIDOTTI, Silvana Ap. B.
Gregorio (coord .). Tecnologia e conteúdos informacionais: abordagens teóricas e
práticas. São Paulo: Polis, 2004.
SOUZA, Maria Fernanda Sarmento e; FORESTI, Miriam Celí Pimentel Porto ;
VIDDOTTI , Silvana Aparecida Borsetti Gregorio Vidotti. Periódicos científicos
eletrônicos: critérios de qualidade. In: VIDOTTI , Silvana Ap . B. Gregorio (coord .).
Tecnologia e conteúdos informacionais: abordagens teóricas e práticas. São
Paulo: Polis, 2004.
VERGUEIRO, Waldomiro de Castro Santos. Desenvolvimento de coleções. São
Paulo: Polis: APB, 1989.
WEITZEL, Simone da Rocha . E-prints: modelo da comunicação científica em
transição. In : FERREIRA, Sueli Mara Soares; TARGINO, Maria das Graças (Org .).
Preparação de revistas científicas: teoria e prática . São Paulo: Reichmann &amp;
Autores Editores, 2005. v.1 .

404

�</text>
                  </elementText>
                </elementTextContainer>
              </element>
            </elementContainer>
          </elementSet>
        </elementSetContainer>
      </file>
    </fileContainer>
    <collection collectionId="49">
      <elementSetContainer>
        <elementSet elementSetId="1">
          <name>Dublin Core</name>
          <description>The Dublin Core metadata element set is common to all Omeka records, including items, files, and collections. For more information see, http://dublincore.org/documents/dces/.</description>
          <elementContainer>
            <element elementId="50">
              <name>Title</name>
              <description>A name given to the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51396">
                  <text>SNBU - Edição: 17 - Ano: 2012 (UFRGS - Gramado/RS)</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="49">
              <name>Subject</name>
              <description>The topic of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51397">
                  <text>Biblioteconomia&#13;
Documentação&#13;
Ciência da Informação&#13;
Bibliotecas Universitárias</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="41">
              <name>Description</name>
              <description>An account of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51398">
                  <text>Tema: A biblioteca universitária como laboratório na sociedade da informação.</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="39">
              <name>Creator</name>
              <description>An entity primarily responsible for making the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51399">
                  <text>SNBU - Seminário Nacional de Bibliotecas Universitárias</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="45">
              <name>Publisher</name>
              <description>An entity responsible for making the resource available</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51400">
                  <text>UFRGS</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="40">
              <name>Date</name>
              <description>A point or period of time associated with an event in the lifecycle of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51401">
                  <text>2012</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="44">
              <name>Language</name>
              <description>A language of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51402">
                  <text>Português</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="51">
              <name>Type</name>
              <description>The nature or genre of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51403">
                  <text>Evento</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="38">
              <name>Coverage</name>
              <description>The spatial or temporal topic of the resource, the spatial applicability of the resource, or the jurisdiction under which the resource is relevant</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51404">
                  <text>Gramado (Rio Grande do Sul)</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
          </elementContainer>
        </elementSet>
      </elementSetContainer>
    </collection>
    <itemType itemTypeId="8">
      <name>Event</name>
      <description>A non-persistent, time-based occurrence. Metadata for an event provides descriptive information that is the basis for discovery of the purpose, location, duration, and responsible agents associated with an event. Examples include an exhibition, webcast, conference, workshop, open day, performance, battle, trial, wedding, tea party, conflagration.</description>
    </itemType>
    <elementSetContainer>
      <elementSet elementSetId="1">
        <name>Dublin Core</name>
        <description>The Dublin Core metadata element set is common to all Omeka records, including items, files, and collections. For more information see, http://dublincore.org/documents/dces/.</description>
        <elementContainer>
          <element elementId="50">
            <name>Title</name>
            <description>A name given to the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="63060">
                <text>Desenvolvimento de coleções de periódicos científicos eletrônicos: algumas questões atuais.</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="39">
            <name>Creator</name>
            <description>An entity primarily responsible for making the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="63061">
                <text>Barrios, Maria Cristina Szarota; Queiroz, Mariana Granado de Souza</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="38">
            <name>Coverage</name>
            <description>The spatial or temporal topic of the resource, the spatial applicability of the resource, or the jurisdiction under which the resource is relevant</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="63062">
                <text>Gramado (Rio Grande do Sul)</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="45">
            <name>Publisher</name>
            <description>An entity responsible for making the resource available</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="63063">
                <text>UFRGS</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="40">
            <name>Date</name>
            <description>A point or period of time associated with an event in the lifecycle of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="63064">
                <text>2012</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="51">
            <name>Type</name>
            <description>The nature or genre of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="63066">
                <text>Evento</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="41">
            <name>Description</name>
            <description>An account of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="63067">
                <text>O presente trabalho apresenta referencial teórico acerca das questões referentes ao processo de comunicação científica e seu impacto no desenvolvimento de coleções de periódicos eletrônicos. Face à sua relevância, o Movimento de Acesso Aberto também é abordado. Nesse trabalho as autoras apresentam suas perspectivas acerca das problemáticas relacionadas com o desenvolvimento de coleções de periódicos eletrônicos, uma vez que atuam em uma Universidade Pública (Universidade Estadual Paulista “Júlio de Mesquita Filho” – Unesp), na qual toda a aquisição é regida por legislação específica (Leis 8.666/1993 e 10520/2005) e perante ao atual cenário da comunicação científica. O trabalho apresenta ainda fatos recentes acerca do tema abordado.</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="44">
            <name>Language</name>
            <description>A language of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="69409">
                <text>pt</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
        </elementContainer>
      </elementSet>
    </elementSetContainer>
  </item>
  <item itemId="5909" public="1" featured="0">
    <fileContainer>
      <file fileId="4973">
        <src>http://repositorio.febab.org.br/files/original/49/5909/SNBU2012_048.pdf</src>
        <authentication>412da4af7a1c47129f083c9500a28414</authentication>
        <elementSetContainer>
          <elementSet elementSetId="4">
            <name>PDF Text</name>
            <description/>
            <elementContainer>
              <element elementId="92">
                <name>Text</name>
                <description/>
                <elementTextContainer>
                  <elementText elementTextId="63059">
                    <text>Formação e desenvolvimento de coleções em bibliotecas e repositórios digitais
Trabalho completo

DIRETRIZES PARA A CONSTRUÇÃO DEMOCRÁTICA E
PARTICIPATIVA DE UMA POLíTICA DE FORMAÇÃO E
DESENVOLVIMENTO DE COLEÇÕES NO NÚCLEO INTEGRADO DE
BIBLIOTECAS DA UFMA

Luhilda Ribeiro Silveira 1, Maria de Fátima Oliveira Costaz, Darcy de
Jesus Moraes Silva3
Bibliotecária , Especialista em Formação de Leitores , UFMA, São Luís - MA
Bibliotecária, Especialista em Gestão de Arquivos,UFMA, São Luís - MA
3Bibliotecária , Especialista em Formação de Leitores, UFMA, São Luís - MA

1

2

Resumo
Diretrizes para a construção de uma Política de Formação e Desenvolvimento de
Coleções do Núcleo Integrado de Bibliotecas da UFMA, com ênfase na participação
democrática dos profissionais deste Núcleo. Apresenta-se uma revisão de literatura,
a metodologia do processo de construção da Política e os resultados parciais da
evolução desse processo.

Palavras-chave: Biblioteca universitária; Formação e desenvolvimento
coleções; Gestão participativa .

de

Abstract
Guidelines for the construction of a Training Policy and Collection Development in the
Integrated Core of libraries the UFMA, with emphasis on democratic participation of
professionals in this core. It presents a literature review, the methodology of the
construction of the Training Policy and Collection Development of UFMA and partial
results of the evolution of this processo

Keywords : University Library;

Formation and

Development of Collections;

Participative Management.

1 Introdução
A formação e o desenvolvimento de uma coleção numa biblioteca é um
processo que envolve inúmeras etapas que devem ser bem planejadas e
executadas para garantir a sua eficiência. Desde o estudo da comunidade e do
usuário, até a avaliação do processo, passando pela política de seleção, aquisição e
desbastamento deve-se estabelecer um planejamento que norteie todo o trabalho.
Isso possibilitará um aumento significativo na probabilidade de haver um bom
desempenho das atividades dessa unidade de informação.

381

�Formação e desenvolvimento de coleções em bibliotecas e repositórios digitais
Trabalho completo

A Política de Formação e Desenvolvimento de Coleções (PFDC) é o
instrumento que estabelece critérios, estratégias e diretrizes de caráter geral e
específico para o processo de crescimento do acervo e caracteriza-se como
fundamental para qualquer biblioteca . Entretanto, não raro, bibliotecas executam
suas atividades sem que haja um documento formal da PFDC para respaldar suas
ações no que tange ao desenvolvimento de coleções, ou em outros casos, o
documento até existe, mas carece de revisão e adequação à realidade da biblioteca
a qual deveria servir.
Vale ressaltar que a falta de uma PFDC pode afetar tanto os usuários da
instituição, com a formação de um acervo que não condiz com suas necessidades
informacionais, quanto os próprios profissionais da biblioteca, já que direta ou
indiretamente todos realizam atividades relacionadas ao acervo, e o trabalho com
um acervo não condizente com as necessidades dos usuários é um trabalho ineficaz
sob o ponto de vista da eficácia da instituição. De tal modo, a construção de uma
PFDC é uma atividade que deve envolver o maior número possível de colaboradores
da instituição, especialmente os bibliotecários, por terem especial conhecimento
técnico no que se refere a formação e desenvolvimento de coleções.
Nessa perspectiva vislumbramos que a construção de uma PFDC que
privilegie a participação de todos os bibliotecários da instituição é uma estratégia que
se amplia de forma democrática para incluir a multiplicidade e preciosidade de
opiniões que poderiam eventualmente não ser ouvidas, quando as políticas são
simplesmente instituídas verticalmente pela gestão, ou ainda quando apenas um
número muito reduzido de profissionais participa da formulação desse documento.
Assim , a construção coletiva de um documento dessa natureza pode proporcionar à
instituição o estabelecimento de diretrizes pautadas em decisões coletivas, além de
propiciar aos colaboradores o sentimento de valorização nos processos decisórios
da instituição a que pertencem.
Destarte, a partir da experiência de construção da PFDC do Núcleo
Integrado de Bibliotecas (NIB) da Universidade Federal do Maranhão (UFMA),
propomos neste trabalho, diretrizes para a construção de uma PFDC que não
apenas normatize os processos decisórios tangentes ao acervo, mas que também
divida responsabilidades e propicie uma participação democrática e qualitativa dos
bibliotecários que fazem a instituição.

2 A Política de Coleções e a Abertura de Espaço para um Processo
Participativo
As coleções nas unidades de informação são insumos a partir dos quais
serão gerados conhecimentos, que dependem da sua adequação ao público-alvo.
Desse modo, ''[. .. ] o reconhecimento da comunidade a ser servida e suas
características culturais e informacionais, oferecerá a base necessária e coerente
para o estabelecimento de políticas de seleção [ ... l". (MACIEL; MENDONÇA 2000, p.
19).
O desenvolvimento de coleções é um trabalho de planejamento que, por
vezes, é chamado de planejamento de acervo. A formação do acervo é um
processo abordado sob uma perspectiva sistêmica e as atividades ligadas à
construção da coleção não podem ser encaradas isoladamente. (SILVA; SILVA,
2003).

382

�Formação e desenvolvimento de coleções em bibliotecas e repositórios digitais
Trabalho completo

o processo formar e/ou desenvolver coleções é uma atividade que
segundo Vergueiro (1989, p. 19) "[ ... ] está presente por inteiro em todas as
bibliotecas", embora não da mesma forma , pois o tipo de unidade de informação
será um importante determinante para a condução das etapas.
Vale ressaltar a importância da adoção de um modelo sistêmico para a
formação e o desenvolvimento de coleções, que evidencie o caráter dinâmico e
circular dessa atividade, que é uma pilastra sob a qual se sustenta a eficiência
informacional da unidade de informação. Nessa perspectiva podemos definir a
formação e o desenvolvimento de coleções como:
[ ... ) processo de identificação dos pontos fortes e fracos de uma coleção de
materiais de biblioteca em tempos em termos de necessidades dos
usuários e recursos da comunidade, tentando corrigir as fraquezas
existentes, quando constatadas; o que vai requerer 'constante exame e
avaliação dos recursos da biblioteca e constante estudo das necessidades
dos usuários, como de mudanças na comunidade a ser servida' [...

t

A PFDC constitui documento imprescindível a qualquer biblioteca , pois é
ela quem estabelece as diretrizes que devem nortear um crescimento racional e
equilibrado do acervo . Desse modo, os profissionais que participam desde o
processo de construção da política , até efetivamente a formação e o
desenvolvimento de coleções em uma biblioteca, estão engajados no processo de
planejamento, no estabelecimento dos objetivos a serem alcançados e nas ações
necessárias para a sua efetivação.
As bibliotecas universitárias em regra, devem contar com um corpo
técnico composto por vários bibliotecários, que desenvolvem atividades variadas
para garantir o funcionamento da unidade de informação. No processo de
construção da PFDC pode ser aproveitada toda essa multiplicidade de ações para o
enriquecimento de uma proposta no âmbito da formação e desenvolvimento de
coleções. É nessa perspectiva que buscamos construir uma política marcada pela
colaboração pautada na diversidade de olhares e na valorização das múltiplas
visões de nossos colaboradores.
Kanaane (2006) salienta a importância da adoção de modelos de gestão
que ultrapassem os modelos administrativos arcaicos e tradicionais assentados em
requisitos autoritários e retrógrados , enfatizando que
O indivíduo almeja mais autonomia em seu trabalho , evitando as
concepções burocráticas, pressão da hierarquia na execução do trabalho e
os pressupostos da administração científica [... ) O homem começa a ser
mais exigente, identificando suas reais necessidades; paralelamente,
constata-se que o poder assentado em cooperação (participativo) tende a
substituir o poder instalado por força da hierarquia. (Kanaane, 2006 , p. 29) .

A abertura para a participação dos colaboradores nos processo decisórios
dentro da instituição é uma iniciativa que pode ser interessante não somente para os
processos produtivos da organização, do ponto do enriquecimento das decisões
pela multiplicidade de pontos de vista que podem surgir, mas também para o
favorecimento da melhoria da qualidade das relações sociais no âmbito profissional,
uma vez que há nesse processo a necessidade de uma integração na discussão e
construção de propostas que influenciarão a dinâmica da atuação dos próprios
profissionais ali envolvidos a partir do exercício da democratização no âmbito
1 EVANS , 1995 apud VERGUEIRO, 1997, p.16.

383

�Formação e desenvolvimento de coleções em bibliotecas e repositórios digitais
Trabalho completo

organizacional.
O modelo de gestão, onde se compartilham idéias e se dividem
responsabilidades é um caminho para a gestão participativa, pois envolve a
execução de tarefas atrelada ao engajamento dos membros do grupo, e tal
cooperação pode render bons frutos à instituição, pois
É sabido que as relações cooperativas de trabalho são indispensáveis para
o aprimoramento e permanência de um ambiente de confiança entre os
integrantes do grupo [ ... ] fazendo com que se integrem e assimilem tarefas e
responsabilidades de forma interdependente e interativa. (CARVALHO ;
SERAFIM, 2004, p. 52).

Assim , a construção de uma PFDC pautada num modelo participativo é
uma oportunidade que os colaboradores da instituição terão de não apenas executar
tarefas, mas também de refletir sobre elas, opinar e até de construir melhores
modelos para sua execução, com possibilidades ainda de dar a elas maior
significância .

3 Metodologia para a Construção da PFDC no NIB
As diretrizes para a construção da PFDC do NIB da UFMA, nos moldes
aqui propostos, é uma iniciativa pautada na experiência de profissionais dessa
instituição a partir da integração entre saberes teóricos e percepções do cotidiano
profissional da importância de se instituir políticas construídas com base num
processo participativo e democrático. Destarte, as diretrizes para a construção da
PFDC do NIB se constituem nas etapas a seguir:
a) expedição de Ordem de Serviço pela direção do NIB designando
quatro bibliotecárias para compor Comissão de Estudo com vista na
elaboração da PFDC do NIB;
b) estabelecimento de um cronograma de reuniões para sessões de
estudo , pela Comissão designada para levantamento e estudo da
literatura pertinente à elaboração da proposta;
c) definição de um sumário preliminar para nortear os estudos e
elaboração da política, considerando aspectos específicos a serem
contemplados pela PFDC;
d) elaboração de um instrumento para a coleta de sugestões pelos
bibliotecários da instituição (Apêndice A), elaborado com base no
sumário preliminar;
e) realização de pré-teste do questionário de sugestões, com a sua
aplicação em bibliotecários de outras instituições, para que fossem
detectados e analisados os erros e posteriormente feitas as devidas
correções;
f) encaminhamento aos bibliotecários do NIB, (por e-mail e impresso) do
instrumento de coleta de dados;
g) organização em formulário específico (Apêndice B) das sugestões dos
bibliotecários, a partir da sistematização por tópicos das proposições
consideradas pertinentes pela Comissão de Estudo para integrar a
PFCD;
h) reuniões com setores específicos da biblioteca para debater e sanar
eventuais dúvidas quanto a processos específicos do setor e

384

�Formação e desenvolvimento de coleções em bibliotecas e repositórios digitais
Trabalho completo

ambiguidades OU imprecisões que possam ter sido geradas a partir das
sugestões dos questionários;
i) elaboração da proposta da PFDC pela Comissão com base nas leituras
específicas realizadas, e nas sugestões dos bibliotecários;
j) Encaminhamento (por via impressa e eletrônica) da proposta da PFDC
elaborada pela Comissão aos bibliotecários do NIB para apreciação,
comentários e/ou sugestões ao texto apresentado. Com fixação de data
para recebimento de eventuais sugestões e nova sistematização da
proposta;
I) apreciação do texto da PFDC com toda equipe do NIB para a aprovação
do texto final ;
m) formalização e instituição da PFDC pela gestão do NIB.

4 Resultados e Discussão
Após designada pela direção do NIB, a comissão de estudos iniciou suas
atividades no mês de novembro de 2011, seguindo as etapas descritas no item
anterior.
Foi acordado pela comissão que as sessões de estudo seriam nas terças
e quintas no horário das 9:00 às 12:00 h, inicialmente os estudos concentraram-se
no levantamento leitura da literatura pertinente para auxiliar nas discussões que
subsidiaram a construção do sumário preliminar de base para a escrita da política.
Esse sumário serviu tanto para nortear os estudos, quanto para guiar a construção
do instrumento de coleta de sugestões pelos bibliotecários do NIB.
O instrumento para coletar as sugestões foi elaborado de modo a
possibilitar que os bibliotecários pudessem colaborar de maneira mais livre possível,
utilizando apenas questões abertas, não sendo obrigatório responder todas as
questões, abrindo a possibilidade de serem dadas sugestões apenas nas que a
pessoa julgasse ter mais afinidade com o tema, e assim pudesse contribuir com seu
conhecimento. Houve ainda a possibilidade do instrumento ser respondido
individualmente ou em grupo, ficando a cargo dos colaboradores decidirem sobre
isso. Assim sendo, o questionário foi encaminhado a 31 bibliotecários do NIB que se
encontravam no pleno exercício de suas atividades, excetuando-se aqui os
licenciados, afastados, ou cedidos, e desses obtivemos resposta de 43% dessa
população.
Atualmente as atividades encontram-se na etapa de sistematização das
sugestões recebidas através dos questionários devolvidos pelos bibliotecários.
Embora não tenha sido inicialmente fixado uma data para a conclusão da Política,
espera-se que ainda no primeiro semestre de 2012 as atividades sejam finalizadas .
Para além do empreendimento da construção da PFDC do NIB, que por si
só já seria uma atividade salutar em nível institucional, a experiência de construí-Ia
nesses moldes, serve ainda a fins que poderiam ser aqui descritos como
socioprofissionais, na medida em que abre a possibilidade para uma construção de
relações interpessoais mais solidificadas mediadas pela interação decorrente da
própria natureza do processo democrático e participativo.
Há ainda que se destacar como ponto importante, o percentual de retorno
do instrumento de coleta de dados, o número a priori , pode ser avaliado como

385

�Formação e desenvolvimento de coleções em bibliotecas e repositórios digitais
Trabalho completo

expressivo, se considerarmos que foi acima da média de retorno de questionários
utilizados em pesquisas de modo geral, mas analisa-se que para consolidar uma
gestão participativa, ainda é pouco . Entretanto, não insuficiente para poder-se dizer
que inaugura a possibilidade na instituição de se experienciar um processo de
trabalho pautado num modelo democrático e participativo.

5 Considerações Finais
A experiência da construção de uma PFDC no NIB utilizando para isso
atividades que buscam promover a participação e o engajamento de um maior
número possível de colaboradores é uma possibilidade de compartilhar
responsabilidades e integrar saberes numa perspectiva participativa e democrática.
Sabe-se que normas e regras em uma instituição podem ecoar de forma
muito mais promissora entre os colaboradores quando estes se sentem partícipes do
processo . Assim também as políticas de uma instituição tendem a fazer muito mais
sentido para quem as executa quando há um engajamento prévio, uma discussão e
uma possibilidade de se ouvir as diversas opiniões de quem participa do processo .
No NIB a experiência da construção de uma política no âmbito da
formação de acervo nos moldes democrático e participativo, nos abre possibilidades
para além da mera política de acervo, é uma oportunidade de construir um modelo
decisório que pode extrapolar a mera construção da PFDC do NIB, e se coloque
como um ensaio que poderá futuramente influenciar o próprio modelo de gestão da
instituição.
Embora se saiba que pode ser difícil conseguir uma unanimidade na
aceitação e colaboração de todos, mesmo abrindo-se a possibilidade para o
engajamento e a participação de todos num processo decisório em uma instituição,
ainda assim , não podemos abrir mão da riqueza de possibilidades que um processo
democrático pode propiciar à instituição, ainda que se corra o risco de tornar o
processo decisório mais complexo e moroso. Este é por vezes o preço de uma
gestão democrática, que mesmo com suas limitações em termos de alcance e
agilidade nos parece mais sensato que uma rapidez autocrática e pouco eficiente.

6 Referências
CARVALHO, Antônio Vieira ; SERAFIM , Oziléa Clen Gomes. Administração de
recursos humanos. São Paulo: Pioneira, 2006.
CASSARES, Norma Cianflone. Como fazer conservação preventiva em arquivos
e bibliotecas. Colaboração: Cláudia Moi. São Paulo: Arquivo do Estado; Imprensa
Oficial, 2000.
CHRISTINA, Maria; ALMEIDA, Barbosa de. Planejamento de bibliotecas e
serviços de informação. 2.ed . Brasília , DF: Briquet de Lemos Livros, 2005.
FERREIRA,

Isabel Sattamini; OLIVEIRA, Zita Prates de. Informação para

386

�Formação e desenvolvimento de coleções em bibliotecas e repositórios digitais
Trabalho completo

administração de bibliotecas. Brasília: ABDF, 1989.
KANAANE , Roberto. Comportamento humano nas organizações : o homem rumo
ao século XXI. 2.ed. São Paulo : Atlas, 2006 .
LANCASTER, F. W. Avaliação de serviços de bibliotecas. Brasília , DF: Briquet de
Lemos Livros, 1996.
MACIEL, Alba Costa ; MENDONÇA, Marília Alvarenga Rocha . Bibliotecas como
organizações. Rio de Janeiro: Interciência; Niterói: Intertexto, 2000.
SILVA Ana Claudia Perpétuo de Oliveira da; SILVA, Daisy Mary Bento da. Política
de
desenvolvimento
de
coleções.
2003 .
Disponível
em :
&lt;web.cesusc.com .br/faag/biblioteca/pdc.doc&gt; . Acesso em : 24 abro2007.
VERGUEIRO, Waldomiro. Desenvolvimento de coleções. São Paulo. Pólis;
Associação Paulista de Bibliotecários, 1989.
VERGUEIRO, Waldomiro. Seleção de materiais de informação. 2. ed. Brasília, DF:
Briquet de Lemos Livros, 1997.

387

�Formação e desenvolvimento de coleções em bibliotecas e repositórios digitais
Trabalho completo

APÊNDICE A - ROTEIRO PARA COLETA DE SUGESTÕES PARA CONSTRUÇÃO
DA PFDC DO NIB/ UFMA
ROTEIRO DE SUGESTÕES PARA CONSTRUÇÃO DA POLÍTICA DE FORMAÇÃO
E DESENVOLVIMENTO DE COLEÇÕES DO NÚCLEO INTEGRADO DE BIBLIOTECAS
DAUFMA
Contamos com o seu apoio e participação na construção da PFDC do NIB. Para tanto são
importantes as seguintes observações:
a) o roteiro deste formulário foi construído com base num sumário prévio elaborado pela
comissão de estudo;
b) a política formulada a partir das sugestões aqui coletadas será ainda apreciada e discutida antes
de ser instituída pela direção do NIB;
c) o preenchimento dos campos é livre, e de acordo com as especificidades e áreas de
interesse/afinidade e atuação de cada um, portanto, não é obrigatório que sejam dadas
sugestões em todos os campos;
d) As sugestões podem conter pontos que você julgue que devam ser considerados na política.
• Ex : 1 ESTUDO DA COMUNIDADE E DO USUÁRIO:
Deve ser feito anualmente e com uso de tecnologias da informacão.

1 SOBRE O ESTUDO DA COMUNIDADE E DO USUÁRIO:

2 SOBRE O PROCESSO DE SELEÇÃO DE MATERIAIS INFORMACIONAIS PARA O NIB

2.1 Sobre a composição e atribuições da Comissão de Seleção:
participante

Atribuição

388

�Formação e desenvolvimento de coleções em bibliotecas e repositórios digitais
Trabalho completo

2.2 Sobre os instrumentos auxiliares a serem utilizados no processo de seleção

2.3 Sobre critérios a serem considerado na seleção de materiais para compor o acervo
compra

Doação

3 SOBRE A AVALIAÇÃO DE COLEÇÕES

...

.
d e ava rlaça0
. ~
~
de co eçoes ( uem d eve par IClpar e com quaIs a t rI'b ulçoes
41 Sob re a comlssao
~

participante

Atribuição

389

�Formação e desenvolvimento de coleções em bibliotecas e repositórios digitais
Trabalho completo

4 SOBRE AS ESTRATÉGIAS DE CONSERVAÇÃO E PRESERVAÇÃO A SEREM
ADOTADAS PELO NIB

5 SOBRE O DESBASTAMENTO DE MATERIAIS DO ACERVO DO NlB

5.1 Sobre os critérios adotados para o remanejamento de materiais do acervo do NIB

5.2 Sobre os critérios adotados para descarte de materiais do acervo do NIB

6 OUTRAS SUGESTÕES

390

�Formação e desenvolvimento de coleções em bibliotecas e repositórios digitais
Trabalho completo

APÊNDICE B - FORMULÁRIO PARA SISTEMATIZAÇÃO DAS SUGESTÕES
TÓPICOS

PONTOS A SEREM CONSIDERADOS

ESTUDO DA
COMUNIDADE E
DO USUÁRIO
1

PROCESSO DE
SELEÇÃO
2

Comissão de Seleção

2.1

Instrumentos
auxiliares de seleção
2.2

Critérios na seleção
de materiais (compra)
2.3

Critérios na seleção
de materiais (doação)
2.3

391

�Formação e desenvolvimento de coleções em bibliotecas e repositórios digitais
Trabalho completo

AVALIAÇÃO DE
COLEÇÕES

3

Comissão de
avaliação
3.1

ESTRATÉGIAS DE
CONSERVAÇÃO E
PRESERVAÇÃO

4

DESBASTAMENTO

5

OUTRAS
SUGESTÕES

6

392

�</text>
                  </elementText>
                </elementTextContainer>
              </element>
            </elementContainer>
          </elementSet>
        </elementSetContainer>
      </file>
    </fileContainer>
    <collection collectionId="49">
      <elementSetContainer>
        <elementSet elementSetId="1">
          <name>Dublin Core</name>
          <description>The Dublin Core metadata element set is common to all Omeka records, including items, files, and collections. For more information see, http://dublincore.org/documents/dces/.</description>
          <elementContainer>
            <element elementId="50">
              <name>Title</name>
              <description>A name given to the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51396">
                  <text>SNBU - Edição: 17 - Ano: 2012 (UFRGS - Gramado/RS)</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="49">
              <name>Subject</name>
              <description>The topic of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51397">
                  <text>Biblioteconomia&#13;
Documentação&#13;
Ciência da Informação&#13;
Bibliotecas Universitárias</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="41">
              <name>Description</name>
              <description>An account of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51398">
                  <text>Tema: A biblioteca universitária como laboratório na sociedade da informação.</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="39">
              <name>Creator</name>
              <description>An entity primarily responsible for making the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51399">
                  <text>SNBU - Seminário Nacional de Bibliotecas Universitárias</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="45">
              <name>Publisher</name>
              <description>An entity responsible for making the resource available</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51400">
                  <text>UFRGS</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="40">
              <name>Date</name>
              <description>A point or period of time associated with an event in the lifecycle of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51401">
                  <text>2012</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="44">
              <name>Language</name>
              <description>A language of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51402">
                  <text>Português</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="51">
              <name>Type</name>
              <description>The nature or genre of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51403">
                  <text>Evento</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="38">
              <name>Coverage</name>
              <description>The spatial or temporal topic of the resource, the spatial applicability of the resource, or the jurisdiction under which the resource is relevant</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51404">
                  <text>Gramado (Rio Grande do Sul)</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
          </elementContainer>
        </elementSet>
      </elementSetContainer>
    </collection>
    <itemType itemTypeId="8">
      <name>Event</name>
      <description>A non-persistent, time-based occurrence. Metadata for an event provides descriptive information that is the basis for discovery of the purpose, location, duration, and responsible agents associated with an event. Examples include an exhibition, webcast, conference, workshop, open day, performance, battle, trial, wedding, tea party, conflagration.</description>
    </itemType>
    <elementSetContainer>
      <elementSet elementSetId="1">
        <name>Dublin Core</name>
        <description>The Dublin Core metadata element set is common to all Omeka records, including items, files, and collections. For more information see, http://dublincore.org/documents/dces/.</description>
        <elementContainer>
          <element elementId="50">
            <name>Title</name>
            <description>A name given to the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="63051">
                <text>Diretrizes para a construção democrática e participativa de uma política de formação e desenvolvimento de colções no núcleo integrado de bibliotecas da UFMA.</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="39">
            <name>Creator</name>
            <description>An entity primarily responsible for making the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="63052">
                <text>Silveira, Luhilda Ribeiro; Costa, Maria de Fátima O.; Silva, Darcy de Jesus M.</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="38">
            <name>Coverage</name>
            <description>The spatial or temporal topic of the resource, the spatial applicability of the resource, or the jurisdiction under which the resource is relevant</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="63053">
                <text>Gramado (Rio Grande do Sul)</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="45">
            <name>Publisher</name>
            <description>An entity responsible for making the resource available</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="63054">
                <text>UFRGS</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="40">
            <name>Date</name>
            <description>A point or period of time associated with an event in the lifecycle of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="63055">
                <text>2012</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="51">
            <name>Type</name>
            <description>The nature or genre of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="63057">
                <text>Evento</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="41">
            <name>Description</name>
            <description>An account of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="63058">
                <text>Diretrizes para a construção de uma Política de Formação e Desenvolvimento de Coleções do Núcleo Integrado de Bibliotecas da UFMA, com ênfase na participação democrática dos profissionais deste Núcleo. Apresenta-se uma revisão de literatura, a metodologia do processo de construção da Política e os resultados parciais da evolução desse processo.</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="44">
            <name>Language</name>
            <description>A language of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="69408">
                <text>pt</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
        </elementContainer>
      </elementSet>
    </elementSetContainer>
  </item>
  <item itemId="5908" public="1" featured="0">
    <fileContainer>
      <file fileId="4972">
        <src>http://repositorio.febab.org.br/files/original/49/5908/SNBU2012_047.pdf</src>
        <authentication>8638046a93566e0a11551770f1a5a3cb</authentication>
        <elementSetContainer>
          <elementSet elementSetId="4">
            <name>PDF Text</name>
            <description/>
            <elementContainer>
              <element elementId="92">
                <name>Text</name>
                <description/>
                <elementTextContainer>
                  <elementText elementTextId="63050">
                    <text>Formação e desenvolvimento de coleções em bibliotecas e repositórios digitais
i! """"'"
MaooNlck

~

=

:,

IiWitt.UJ
1I....111~

Trabalho completo

UTILIZAÇÃO DOS ORÇAMENTOS HIERÁRQUICOS DO
SISTEMA ALEPH NO PROCESSO DE AQUISiÇÃO DE MATERIAL
BIBLIOGRÁFICO PELA BIBLIOTECA DA UNESP CÂMPUS DE RIO
CLARO
Ana Paula Santulo Custódio de Medeiros 1, Adriana Aparecida
puerta 1, Márcia Correa Bueno Degasperi1
1Bibliotecária, Instituto de Biociências - UNESP, Rio Claro, SP

Resumo

o processo de aqulslçao de material bibliográfico do Serviço Técnico de
Biblioteca e Documentação da UNESP - Câmpus de Rio Claro ocorre, anualmente,
desde 2000 com verba da Reitoria para aquisição de livros didáticos para os cursos
de graduação. Essa verba representa uma aquisição de mais de mil exemplares e
um valor médio de R$ 100.000,00 e, no mímino, 3 pregões. A rotina exigida para
trabalhar com centenas de pedidos dos docentes do Campus, controle rigoroso da
chegada dos pedidos e acompanhamento da finalização do saldo final é extensa. O
emprego do Módulo de Aquisição e Periódicos do sistema Aleph com todos os
recursos disponíveis, inclusive os orçamentos hierárquicos, auxilia todo o fluxo de
acompanhamento e controle e garante um atendimento de maior qualidade ao
usuário.
Palavras-Chave:
Desenvolvimento de coleções; Aquisição ; Bibliografia básica; Sistema Aleph.

Abstract
The acquisition of bibliographic material from the Technical Service of the
Library and Documentation UNESP - Rio Claro occurs annually since 2000 with
funding from the Rectory for the purchase of textbooks for undergraduate courses.
This amount represents a purchase of over a thousand copies and an average value
of R$ 100.000 ,00 and , in mímino, three trading sessions. The routine required to
work with hundreds of requests from teachers Campus, strict control of the arrival of
requests and tracking the completion of the final balance is extensive. Employment
Module for Acquisition and the journals system Aleph with ali available resources,
including budget outline, helps the entire flow monitoring and control and ensures a
higher quality service to the user.

Keywords:
Collection development; Acquisition ; Basic bibliography; Aleph System.

369

�Formação e desenvolvimento de coleções em bibliotecas e repositórios digitais
i! """"'"
MaooNlck

~

=

:,

IiWitt.UJ

1I....111~

Trabalho completo

1 Introdução

o Câmpus da Universidade Estadual Paulista "Júlio de Mesquita Filho"
(UNESP) em Rio Claro possui as áreas de interesse: Ciência da Computação,
Ecologia, Educação, Educação Física, Engenharia Ambiental, Física, Geografia,
Geologia e Matemática, oferecendo 10 cursos de graduação e 15 de pós-graduação,
possuindo um acervo multidisciplinar e com assuntos correlatos, sendo forte a área
de Ciências Ambientais.
O Serviço Técnico de Biblioteca e Documentação (STBD) do Câmpus de Rio
Claro, vinculado administrativamente, ao Instituto de Biociências e atendendo
também ao Instituto de Geociências e Ciências Exatas e ao Centro de Estudos
Ambientais utiliza tecnologias de ponta em seus serviços, como sistema de
autoempréstimo e autodevolução empregando tecnologia RFID (Radio-Frequency
Identification), implantados recentemente e o sistema Aleph, desde 2000 .
O crescimento do acervo para a graduação é realizado através de verba
própria da Reitoria obedecendo a Portaria UNESP nO 486/2000 1 , que "Estabelece as
Diretrizes para o Desenvolvimento de Acervos da Rede de Bibliotecas da Universidade
Estadual Paulista "Júlio de Mesquita Filho" e, para pós-graduação, através de projetos
de pesquisa dos docentes e pós-graduandos ou pela Fundação de Amparo à
Pesquisa do Estado de São Paulo (FAPESP), através do Projeto FAPLlVROS.
O controle da verba anual recebida para a aquisição de material bibliográfico
para contemplar a bibliografia básica dos cursos de graduação tem exigido muito
esforço do STBD, pois a cada ano adquiri-se mais de 1000 exemplares com uma
verba superior a cem mil reais, envolvendo também fluxo com as Seções Técnicas
de Materiais e Seção Técnica de Finanças do Instituto de Biociências. Tornar essa
tarefa mais eficiente através do uso aprimorado da tecnologia disponível no sistema
Aleph passou a ser um desafio para o STBD.
Assim, procura-se demonstrar a forma mais eficiente de se trabalhar com o
Módulo de Aquisição e Periódicos do Aleph, que tem proporcionado uma qualidade
maior na tarefa de aquisição de material bibliográfico para o Câmpus de Rio Claro.
2 Revisão de Literatura
O trabalho de desenvolvimento de coleções na Biblioteca é um dos mais
importantes, pois, a partir dele, oferece-se o recurso informacional que atende
adequadamente o usuário. Há tempos que não se pode mais acreditar em adquirir
todos os recursos e obras que ficarão à espera do usuário.
Atualmente, o espaço físico é um problema na maioria das bibliotecas mesmo
com o emprego de alternativas como as estantes deslizantes. Acredita-se que o
espaço adequado para o usuário utilizar a biblioteca é uma questão primordial , pois
deve ser também um local agradável de leitura e lazer.
De acordo com Dias (2003, p. 8) :
[... ) a função do profissional da informação passa a ser considerada
elemento de ligação entre o universo de fontes de informação
documentária e as necessidades dos usuários. Os acervos passam a
Portaria UNESP nO 486/2000 . Disponível em :
&lt;http://www.biblioteca .unesp.br/portal/intranet/arquivos/pdflPortaria%20Unesp%20486-2000%20%201.pdf&gt; . Acesso em : 10 abro 2012 .

1

370

�Formação e desenvolvimento de coleções em bibliotecas e repositórios digitais
i! """"'"
MaooNlck

~

=

:,

IiWitt.UJ

1I....111~

Trabalho completo

ser seletivos, dinâmicos e integrados à comunidade , o que tem
exigido mudança radical na forma de gerenciar a coleção/acervo: a
gestão científica e a adoção de sistemas de avaliação para subsidiar
a tomada de decisão e o planejamento desses cuidados ,

Estudos apontam que a utilização das tecnologias de informação e
comunicação auxilia as tarefas relacionadas ao desenvolvimento de coleções,
procurando facilitar as etapas e melhorar os resultados a serem alcançados, Os
autores Puerta, Amaral e Gracioso (2010, p. 7), analisam a influência das
tecnologias da informação e comunicação no desenvolvimento de coleções em
bibliotecas e apontam uma ampliação da participação do usuário no processo.
As TICs poderão impactar positivamente também na aquisição, por
exemplo, na conferência de informações, poderão ser utilizadas
ferramentas para o tratamento das referências , como por exemplo, o
gestor de referências Zotero [ .. .l, que poderá facilitar o trabalho de
bibliotecários e usuários quanto aos dados bibliográficos. Também
poderá eliminar alguns retrabalhos na inserção de dados nos
formulários de coleta por usuários e bibliotecários, além de iniciar
uma pré-catalogação do material. Outro beneficio é a
interoperabiblidade promovida por ele, entre o sistema de gestão do
fornecedor e da biblioteca, por exemplo, a Amazon possui seu
catálogo disponível no formato RDF utilizado pelo Zotero,

Dentro do desenvolvimento de coleções, a aquisição por compra é uma tarefa
rotineira nas bibliotecas da Rede UNESP desde 2000, através da implantação da
portaria UNESP N° 486 , de 18 de outubro de 2000 , que disponibiliza , anualmente,
verba específica para cada biblioteca da Rede para aquisição de livros didáticos.
Esta tarefa deve ser elaborada com muita responsabilidade, pois trabalha-se com
verba pública e, como aponta Vergueiro (1989, p. 63) :
A aquisição é, mais exatamente, um meio para concretização das
decisões da seleção, meio este que deve buscar a maximização,
para isso estabelecendo um fluxo administrativo suficientemente
linear e controlado, de modo a evitar estrangulamentos ou
duplicações.

Para Vergueiro (1989, p. 64) , "a atividade de aquisição é, [... l, a candidata
ideal pela qual iniciar a informatização da biblioteca; é, também a que maiores
benefícios oferece quando efetuada de maneira centralizada".
A aquisição deve atender às necessidades dos usuários da biblioteca, no
caso, docentes e discentes, de forma justa e pertinente, e não apenas finalizá-Ia,
criando acervos sem utilização nas estantes.
A Rede de Bibliotecas da UNESP utiliza o Sistema Aleph 2 no fluxo de suas
tarefas, sendo que desde 2004 a Seção Técnica de Aquisição e Tratamento da
Informação (STATI) do STBD trabalha com o Módulo de Aquisição e Periódicos,
2 O ALEPH é um sistema completo e integrado que gerencia todos os aspectos de uma biblioteca ,
sendo formado pelos módulos: Web OPAC (Catálogo Público do Usuário), ADAM (Módulo de
Biblioteca Digital) , Catalogação, Aquisição / Periódicos , Circulação, Empréstimo Entre Bibliotecas
(EEB) , Central de Relatórios (ARC) . Fonte : http://www.exl.com .br/aleph .htm

371

�Formação e desenvolvimento de coleções em bibliotecas e repositórios digitais
i! """"'"
MaooNlck

~

=

:,

IiWitt.UJ

1I....111~

Trabalho completo

porém apenas com os orçamentos e pedidos, onde o foco da aqulslçao é
principalmente nas seguintes etapas: manter e controlar os arquivos necessários pré-catalogação; e administrar os recursos disponíveis (PUERTA, AMARAL,
GRACIOSO, 2010).
Assim, a partir de 2011 , decidiu-se utilizar os recursos dos orçamentos
hierárquicos e as faturas para um controle mais completo da verba para aquisição de
livros, devido à grande responsabilidade em se trabalhar com toda a verba recebida ,
adquirindo-se títulos de interesse para a comunidade acadêmica .
Esta nova forma de se trabalhar possibilitou melhor controle da aquisição,
oferecendo retorno mais rápido às demais seções, aos envolvidos no processo e ao
usuário da Biblioteca. Além de subsidiar mais rapidamente o próprio processo, pois
sabe-se prontamente os dados de fracassos, saldos, adicionais de verba, entre
outros.

3 Materiais e Métodos
O método empregado na elaboração deste trabalho foi o estudo de caso da
utilização dos orçamentos hierárquicos do Módulo de Aquisição e Periódicos do
Aleph na biblioteca da UNESP - Câmpus de Rio Claro.
Com a verba anual recebida da Reitoria e específica para cada biblioteca da
Rede UNESP para aquisição de livros didáticos, a STATI tem as funções de
organizar os pedidos das obras, conferir o recebimento de cada pedido e,
consequentemente, controlar o saldo da verba, ficando para a Seção Técnica de
Materiais do Instituto de Biociências a responsabilidade na realização dos pregões e
para a Seção Técnica de Finanças, o pagamento aos fornecedores das obras
recebidas. O valor da verba recebida em média, corresponde a 110 mil reais por
ano.
Em 2011, para a STATI conseguir finalizar esta verba, foram realizados 2
pregões de livros importados com a participação de 5 livrarias, 3 pregões nacionais
com a participação de 8 livrarias e 2 aditamentos com 2 livrarias.
Anteriormente, a STATI controlava todas as aquisições, os pregões e pedidos
através de listas geradas no Microsoft Excel para cada pregão. Porém, além dessas
listas serem extensas, não eram interligadas e era necessário dar chegada tanto nas
listas como no Módulo de Aquisição, originando retrabalho, possibilidades de erros e
exigindo maior tempo empregado para a execução das tarefas.
Como trabalha-se com uma diversidade de pedidos, pregões e fornecedores,
a STATI iniciou em 2011, em fase experimental, o trabalho com a opção dos
orçamentos hierárquicos do Módulo de Aquisição e Periódicos do Aleph para
controlar o saldo total da verba e os saldos de cada fornecedor (livraria) nos pregões
realizados. As planilhas do Microsoft Excel utilizadas nos anos anteriores foram
mantidas ainda em 2011 , pois não conhecia-se o resultado do trabalho com o Aleph
para todo o processo de aquisição.
O Módulo de Aquisição e Periódicos (Figura 1) é composto por:
•
•
•
•
•

Pedidos: empenhos, faturas , chegadas, itens/assinaturas;
Faturas: geral, específicas;
Administração: orçamentos, fornecedores , moedas;
Periódicos: controle, lista de assinaturas, lista de itens;
Buscas: pesquisa em registros bibliográficos;

372

�Formação e desenvolvimento de coleções em bibliotecas e repositórios digitais
i! """"'"
MaooNlck

~

=

:,

•

IiWitt.UJ
1I....111~

Trabalho completo

Serviços: relatórios.

o [1] Funções
r' [ L]

O [2] Visão Geral

Lista de Pedidos

$. [~] Pedido
.

i· ··· [ E] Emp enh o,s

i [ F] FaturaG
i· [A] Chejgadas
u

.. [I] I1Iens/ Assinaturas
.. [ C] Cobranças
.. [H] Histó riw do P.ed ido

, . [ B] In110. BitJrlOg ráf"1Ca
L. [o] Lista de Observações

Figura 1 - Módulo de Aquisição e Periódicos
Fonte: Sistema Aleph

Para realizar um pedido e controlar a verba (saldo) é necessário definir as
moedas; os orçamentos; cadastrar os fornecedores e ter o registro bibliográfico da
obra . Caso não haja registro bibliográfico no catálogo, faz-se um registro provisório,
no qual é adicionado o pedido . Ao receber a obra, é elaborado o registro bibliográfico
completo , transferem-se os respectivos pedidos e os itens, e elimina-se o registro
provisório.
No pedido é possível registrar as informações da aquisição, como:
•
•
•
•
•
•
•

Tipo de aquisição : compra , doação ou permuta;
Fornecedor: livrarias, editoras, doadores;
Quantidade de exemplares;
Valor da obra: preço unitário e total ;
Solicitante: geralmente o docente que fez o pedido para aquisição do livro;
Itens: o sistema cria automaticamente os itens (exemplares da obra) a
partir do pedido;
Orçamento filho .

Em seguida, faz-se a fatura , que fica em aberto até o recebimento e
pagamento da obra.
Nos orçamentos - Administração (Figura 2) cria-se o orçamento e verifica-se
o saldo e as transações.

373

�Formação e desenvolvimento de coleções em bibliotecas e repositórios digitais
i! """"'"
MaooNlck

~

=

:,

IiWitt.UJ

1I....111~

Trabalho completo

t , I nl o , do O rçamento 1
Data ~cr~

12,I .nfo, do O rçamento 2 I 3, Saldo I

04!07/ 11

4, T ransações

Oepartamento

Compra ~ Liv ros D:idaticos N.a cÍDnais e lmpor'ta

N'o me externo

Cód, do orçamento

BROlOl- 2(111

10 r
I

O rç , hlerá rquico
Tipo

do o rçamento

Vár.do ~

I 5, 5u b- bi~ooteca I

REG

lItl

L1sar o rç,hlerárquioos em relat, fatu ra.

Compra ~ Li v ros D:idaticos N.acionais e I mJX

Nome

[[EII

'-0- 1/
- 0-5/-20-' l-t - - -1Itl Gr upo do o rçamento

lItl
lItl

[[EI
- - -[[EI

.------ ~' .
I -

Vár.ao ató

3Of06f 2012

Status do o rçamento

A.C

Nota 1

Compra ~ Liv ros D:idaticos N.a c

[[EI

Nota 2

~

No ta 3

1@1
~

Nota 4

~

;-------- ~

Figura 2 - Módulo de aquisição: Orçamento
Fonte: Sistema Aleph

o saldo do orçamento (Figura 3) é atualizado sempre que se faz alocação ou
transferência de verba, uma nova fatura ou a sua exclusão e quando é realizado o
seu pagamento.
J. l"f... cio Orçat&gt;w&gt;to l

1 :z.. Jnfo. cio Orçamento

~

I

4. T~

I s•.SlJb-

r r
l nfo. do~

ICoÕogoti d. ob~ I
~o

fnid;ll l09500. 00

Valor ab:ad09.49
Transferido elllt:J'le orçame:ntos o.OO
V:a lor transferido 0.00
Valor de empenho 0.00

valor da faturai (2296.17)
valor pagO( 105S33 .33)
Valor de VAT da fabJralo.oo
Valor de VATdo pagamento 0.00
saldo de total ak&gt;cado 1095 09.49
Saldo atual 1377.99
saldo disponiVeh377. 9 9
Ga.sto69B%
Gast'OS+ Empenhoo9B %
Valor sobre gasms O.OO
Valor sobre empenhos 0.00

Figura 3 - Módulo de aquisição: Saldo do orçamento
Fonte: Sistema Aleph

Na área de transações, é possível verificar as alocações e/ou transferências
da verba (Figura 4), os pedidos e as faturas (Figura 5).

374

�Formação e desenvolvimento de coleções em bibliotecas e repositórios digitais
i! """"'"
MaooNlck

~

=

:,

IiWitt.UJ

1I....111~

Trabalho completo

1. Info. do Orçamento 1 I 1. Info. do Orçamento 1 I l . Sa'do

4. Transações

15.Sub·bibliotoca I

~ Todos

OAbcação inicial
D Abcação

oTransferênda entre orçamentos
oTransferência
M ,

ILC
TRN
TRN
TRN
TRN

Data

Valor local

04{07{11
07{07{11
07{07{11

109500.00
21346.15
9834.59
17356.43
8259.39

07{07/11
07{07{11

Pedido

Fatura

C
D
D
D
D

Figura 4 - Módulo de aquisição: Alocação e/ou transferência de verba do
orçamento
Fonte: Sistema Aleph

1. Info. doOrç. lII"..nto l I 2. lnfo. do OrÇi.....nt0 2 1 l. SaIdo

4. Transacões ! S.5ui&gt; bibliotoc' l

~Todos

OA\xaçio inicial
OA\xaçio

oTransferência entreorçame,ntos
oTransferência
Data

Valor local

TRN

07{07/11

21346.15

C

Pedido

ENC

07/07/11

0.00

D

INV
ENC

07/07/11
07/07/11

153.50
0.00

D

INV

07/07/11

195.10

D

Fatura

BRC11393

Y

BRC11393
BRC11395

BRC12/208

Y

BRC11395

BRCl2/209

D

Figura 5 - Módulo de aquisição: Pedidos e faturas do orçamento
Fonte: Sistema Aleph

Com a utilização dos orçamentos hierárquicos (Figura 6) , é possível criar
orçamentos filhos para todos os fornecedores de cada pregão e transferir os valores
do orçamento pai para os orçamentos filhos. Os pedidos, faturas e itens, então, são
vinculados aos orçamentos filhos. Quando a obra é recebida pela biblioteca e
realiza-se o pagamento da fatura no Módulo de Aquisição e Periódicos, o sistema
debita tanto do orçamento filho quanto do orçamento pai , possibilitando o controle do
saldo total e do saldo de cada fornecedor de cada pregão.

375

�Formação e desenvolvimento de coleções em bibliotecas e repositórios digitais
i! """"'"
MaooNl ck

~

=

:,

IiWitt.UJ
1I....11 1~

Trabalho completo

ALEPH Visualizar Utiritario; Pedidos · Serviljos Ajuda ?

I

i
&lt;lJ

~

Ii

DI
Iô I ~ 100 I

[g ~1

r---~~--------------------------------------------------

"""'0",_... I

SI"Admilistração
. f-· [Ol Orçamentos
f-· [F] Fornecedores
f-· [M] Moedas
~_. [E] Hi::mric.o de cargas de EDI
f·· [M] Mensagens do Hist6r1co de
l. [L] Lista de Observaçàes
~-, [T] Transferênda entre orçam_
à ·Gerenciador de Tarefas
f-- [J] Lista de Arquivos

f" [Al Logde Execução
~_.

Sub-~ea

r

Primeiro Prega0 Importados - canuto

BRC00201-Z011

AC

l eRe

BRC0020Z-2011

AC

Pnmelro Prega0 Importados · SBS

r - - - -i

BRC0020J-2011

AC

BRCOOZ04-Z011

AC

Primeiro Prega0 Nadonais - Botino
PrimeIro Prega0 Naclonals- Das
Manas

BRC00205-2011

AC

Primeiro Prega0 Nadonais - SBS

BRC00206-2011

AC

Segundo Prega0 Nadonais - Acaiaca

AC

Segundo Prega0 Nationais- Êxito

AC

seg u~ do

~er aulcrUlm

L---==º"==I=""'"'
==-I----,

::~~~~~~~~~~

~

Prega0 Ni'ldonais - Meu

[Q] Fila de ExeaJção

L·[D] Fila de Impressão

Figura 6 - Módulo de Aquisição: Orçamentos hierárquicos
Fonte: Sistema Aleph

o processo de aquisição na STATI possui as seguintes etapas:
a) receber a verba através de compromisso pela Reitoria :
•
•
•
•

solicitar pedidos de livros aos professores através do formulário online;
conferir os pedidos e completar os dados, tais como: autor, título, ISBN,
valor;
elaborar as listas dos pedidos no Microsoft Excel dos livros nacionais e
importados ordenados por editora ;
enviar as listas para a Seção Técnica de Materiais, que agenda a
realização dos pregões. Após a realização dos pregões, a STATI recebe as
atas e os empenhos com os lotes vencedores e fracassados. Com esses
documentos, inicia-se o trabalho no Módulo de Aquisição.

b) criar os pedidos a partir dos lotes ganhos:
•
•
•
•
•

criar os orçamentos (pai e filhos) ;
alocar e transferir a verba ;
criar um registro provisório (caso não exista o registro correspondente ao
pedido na base de dados);
criar os pedidos com fornecedor, valor, solicitante;
criar as faturas .

c) receber as obras:
•
•
•
•

conferir o título, o fornecedor e o valor pela nota fiscal;
lançar o pagamento da fatura ;
lançar a chegada (parcial ou completa) da obra;
relatar à Seção Técnica de Materiais a conformidade ou a ocorrência de
qualquer irregularidade da nota fiscal com os pedidos (obras faltantes na

376

�Formação e desenvolvimento de coleções em bibliotecas e repositórios digitais
i! """"'"
MaooNlck

~

=

:,

•

IiWitt.UJ

1I....111~

Trabalho completo

nota, valores errados, obras enviadas por engano, etc.);
encaminhar as obras recebidas e que não tenham nenhuma pendência ao
processamento técnico.

Todas as informações da aquisição ficam registradas nos pedidos e itens das
obras, e o solicitante do pedido (geralmente professor do Câmpus de Rio Claro)
recebe um e-mail automático do sistema Aleph (Figura 7) , assim que a STATI
registra a chegada da obra. Este procedimento foi amplamente elogiado pela
comunidade.

23/09/20 11
M~teri~]
Sr~ .

Adqui rido

Ma rci~

Co rca Buono Oog s p c ri

13501 -- 050
m c ~u c n o @r ~ _ u n cs p _b r

lD d o usuá ri o :

Pre zado (a)

0 1 01001 7 4 3

usuár i o (a),

Informamos que a
adqu i r i da .

sua sugestão de compra

( listada aba ix o)

foi

Materia l:
Gle i ser ~

Marcelo , 1 9 59-

Car as a um j ovem cienLisLa : o universo , a vida e ouLras paixões /
Marcelo Gleiser . R i o de Jane iro : E lsevier ,
160 p . Rece b ido em :
23/09/2011

Campus ,

Na

Claro

blbt i oLeca :

Campus de Rl o

No . iLens recebido

200 7

1

A enci osa mente ,
Depar amento de Aquisição .

Figura 7 - Mensagem eletrônica de aviso de chegada da obra
Fonte: Sistema Aleph

Uma das vantagens da utilização do Módulo de Aquisição do Aleph é que
todos os usuários podem acompanhar o andamento do processo através do status
da obra , que, se foi solicitada , mas ainda não foi recebida, possui status "Em
aquisição", sabendo-se também quantos exemplares foram solicitados (Figura 8).

377

�Formação e desenvolvimento de coleções em bibliotecas e repositórios digitais
Trabalho completo

Catálogo Athena - Coleção
Oruz, Reni!lto,l!J47A morte branca do feiticeiro negro :umbanda e sociedade brasileira I Renato Ortiz. São Paulo : Brasiliense, 1991
229 p.: il.

::ique na data 'Oevol'ler em " para detal1es do usuário com quem está etIlJ"estado o Item

Selecione Ano

Volume

Todo s ...

Status
item
IEmaquisição l

Todos ...

Sub-biblioteca

Devolver em

Descrição

I

lEI Esconder itens emprestados ~

Coleção localização Exemplar Pág.

Sub- bib

Situação
Em aquisiçíio

Campu s de Rio Claro ...

No.
reservas

2a.
loca lizaçã o

Campus de Rio Claro

Código
barras
569227- 30

Figura 8 - Módulo de Aquisição: Status da obra
Fonte: Catálogo Athena

4 Resultados Parciais/Finais

o uso dos orçamentos hierárquicos facilitou o controle da aquisição de livros
didáticos que antes era feito "semiautomatizado" em planilhas do Microsoft Excel.
Desta forma , pode-se ter um controle dos títulos solicitados, ou seja , não repetir
títulos nos diferentes orçamentos ou processos, saber a data em foi adquirido o
último exemplar no caso de decisão para a aquisição de um novo item, e saber
quantos empréstimos e reservas o item adquirido possui.
O Aleph possui diversos tipos de relatórios (Figuras 9 e 10) que facilitam o
controle dos saldos, das pendências e das obras já recebidas pela biblioteca,
possibilitando até mesmo, a conferência de uma nota fiscal (Figura 11).
24 / 0 4 / 201:2
li!'cq- rn - o r .;ler- info- OO

I nfo rm a çã o do P e dido
U N ESP - Co mpu'!; da R io C l l"Iro - Bib lioteeo
UN ES ~ - Ce lTlpl.l !!f. &lt;.1~ RiO C I ", .. o • 61bllotee.eo

Theodorovlcz. An t oniO.
AU IÕIS geolunbicnt61 . su b sldios ~'o p I 8neJ~m&amp;n t o ter r i t orial e 8 gest 80 61'nbiental ntI b 6cia h ldrogrôfica do rio
t guape / An t on iO TneQdorovlc.z . Angela Maria ae GOdoy T I"leOaOr ovlcz. _
2 . ed r ev Sêo Pau l o : FAPES P . 2 007

91 P . ; 11 .

+-

BRC 1069 1

D a t a d * r * gl * t ro :

01103/ 20 1 1

d o

1:.~ d i d O :

D.ot" d o . t.oI = . d o:&gt;
p e d i d o:

S - b - blbllote - a :
M éto d o d e
oq ::'I . l ç do:
S t.ot :=S da t nt :='-n :
Stl) t ~
dOJO "'hOJOgo d a :
Tipo de tnatarla l :
T lpc;&gt; d e '" rt3 :
Tipo d e e n l r-ega d o

N o vO

T i p O du lJ"un . ú çü o

t;.mpenho

NOn'l8 d o forn&amp; - e d o r : B RC552

01 /03/2 0 1 1

C I CIO d O O .. Ç ll ..... O ", t O

(a n o ) :

Campus ere Rio
C laro

N ':-u n ô l' o

d o:.

N Oo 1€tt .... rodo
N o '" Arrived
L l v r-os

_ n idodol9 :
Preço = n l t ó ,-Io:
M oeda :
P r . çQ n o =",t'l1ld o g o:
Praço f l ... a l :

30.00
R col
30 . 00
30 . 00

00

P reço I c;&gt;

30 . 00

DoaçAo

I:

l.e,tP.l

,:.""dicl o :

Ti po d e o n l r e g.o :

I

de

2 CO-ROM$

N .:..u o r o d o pod id o :
S I O l -·

R ibeir~

E nlr eget

11

N ún , u n ;J d o

or ç u ,no nl o

ISI-&lt; C001-2011

11

D u l O du n il yi .. ... o

110 1 / 03120 11

II M

o uu ú

Figura 9 - Relatório do pedido
Fonte: Sistema Aleph

378

11

I~

V u l o .. o r ig l nu l

II

0 .00 1

V u l O r l o _~.1

I

0 . 00 1

�Formação e desenvolvimento de coleções em bibliotecas e repositórios digitais
Trabalho completo

10/0&amp;1201 .

budge'-9IatUSes-hiet'arcrry-oo

Soma de Orçamentos Re lac ionados

Trallslofoncl:u;:

.00

..
..
,00

Al oC 3 ÇtlO In ' c:!nl;

109SOQ .QO

A locação:

0.00

TranSferé nc 'as entr.

F::u unu:

EJB

..

Pngnmonlo~

Fatura.
V AT

e nlos-

Sa'd o

726!UtO

'J72&amp;~,90

(21346.15) 0.00

0.00

.00

0 .00

(9934.69)

0 .00

0.00

.00

0.00

000

( 1$2SEl.!M)

(20Si19.481

0 .00

.01

D""

(8&lt;f69.3~)

O."

0 .00

..

0.0'

.

O
."

t~782.G7)

( I Hl40.Ba)

0 .00

.00

0.00

.00

....

0.00

1SAro.55

0.00

f1374Q,3\i1

0.00

on;nmo nl o!i: nnu:llil:!

0.00
• .00

Tnmsflnê ncl8a!
Em penho :l:
Fa tu ra.:
Pagamentos:

(58489.74)
( 13740.36)

Fa luraa-V AT :

0.00

P 39 Q m~n tos-VA T:

O."

Saldo :llual :

37269.91'1

Saldo d ISPOn;"el ;

37269:90

Saldo
dl ~pon lvQ

VAT

..00

D,l)g

0.00

l· mponho·1

Figura 10 - Relatório dos orçamentos hierárquicos
Fonte: Sistema Aleph
. . \lisua lizaçâo da impressão

27104120 12

order-info-re port-OO

Relatório de Informações do Pedido

r
p

l-

r-----i

p

--

Z131ít ul()

DESIGN AND
ANALYSIS OF
EXPERIMENTS:
MED ICINA MATERNO
FETAL
PSICOLOG IA DO
DESENVOLVIMENTO :

Figura 11 - Relatório de conferência das notas fiscais
Fonte: Elaborado pelos autores

379

�Formação e desenvolvimento de coleções em bibliotecas e repositórios digitais
i! """"'"
MaooNlck

~

=

:,

IiWitt.UJ
1I....111~

Trabalho completo

A partir desses relatórios a STATI fornece à Seção Técnica de Materiais uma
resposta mais rápida e eficiente da conferência de todas as obras recebidas pela
biblioteca, ou seja , a interação entre a STATI e os usuários e com as demais seções
envolvidas nesse processo foi ampliada com novos produtos. A partir deste primeiro
ano de experiência já se concluiu que a atualização das listas de pedidos no
Microsoft Excel após a realização dos pregões podem ser totalmente eliminadas e a
utilização dos orçamentos hierárquicos será estendida para a aquisição com outros
projetos e verbas, como FAPLlVROS .

5 Considerações Finais
Desde 2004 a STATI trabalha com o Módulo de Aquisição e Periódicos do
Aleph, porém apenas com os orçamentos e pedidos sem a utilização de todos os
recursos do módulo. A partir de 2011 , foi decidido utilizar os orçamentos hierárquicos
e as faturas para um controle mais completo da verba para aquisição de livros.
O uso dos orçamentos hierárquicos facilitou o acompanhamento dos pregões,
agilizou as consultas necessárias para usuários e para a Seção Técnica de Materiais
do Instituto de Biociências do Câmpus de Rio Claro sobre uma determinada obra ou
processo, além do uso de relatórios para controle dos saldos, chegadas das obras,
pagamentos, conferências de notas fiscais, entre outras vantagens.
Acredita-se que esta forma de controle da aquisição está contribuindo para a
melhoria da qualidade do atendimento ao usuário da biblioteca e com o
desenvolvimento do seu acervo.

6 Referências
Dias, M. M. K, Pires, D. Formação e desenvolvimento de coleções de serviços
de informação. São Carlos: EdUFSCar, 2003.
PUERTA, A. A. , AMARAL, R. M., GRACIOSO, L. S. Uso de tecnologias da
informação e comunicação para participação de usuário na formação e no
desenvolvimento de coleções. In.: SEMINÁRIO NACIONAL DE BIBLIOTECAS
UNIVERSITÁRIAS, 16., Rio de Janeiro. Anais ... Rio de Janeiro: UFRJ, 2010 . p. 114. Disponível em : &lt;http://www.siglinux.nce.ufrLbr/-gtbib/site/wpcontentluploads/201 0/1 O/desenvolvimento-colecoes.pdf&gt; . Acesso em : 10 abro2012.
Vergueiro, W. Desenvolvimento de coleções. São Paulo: Polis, APB, 1989.

380

�</text>
                  </elementText>
                </elementTextContainer>
              </element>
            </elementContainer>
          </elementSet>
        </elementSetContainer>
      </file>
    </fileContainer>
    <collection collectionId="49">
      <elementSetContainer>
        <elementSet elementSetId="1">
          <name>Dublin Core</name>
          <description>The Dublin Core metadata element set is common to all Omeka records, including items, files, and collections. For more information see, http://dublincore.org/documents/dces/.</description>
          <elementContainer>
            <element elementId="50">
              <name>Title</name>
              <description>A name given to the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51396">
                  <text>SNBU - Edição: 17 - Ano: 2012 (UFRGS - Gramado/RS)</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="49">
              <name>Subject</name>
              <description>The topic of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51397">
                  <text>Biblioteconomia&#13;
Documentação&#13;
Ciência da Informação&#13;
Bibliotecas Universitárias</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="41">
              <name>Description</name>
              <description>An account of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51398">
                  <text>Tema: A biblioteca universitária como laboratório na sociedade da informação.</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="39">
              <name>Creator</name>
              <description>An entity primarily responsible for making the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51399">
                  <text>SNBU - Seminário Nacional de Bibliotecas Universitárias</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="45">
              <name>Publisher</name>
              <description>An entity responsible for making the resource available</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51400">
                  <text>UFRGS</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="40">
              <name>Date</name>
              <description>A point or period of time associated with an event in the lifecycle of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51401">
                  <text>2012</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="44">
              <name>Language</name>
              <description>A language of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51402">
                  <text>Português</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="51">
              <name>Type</name>
              <description>The nature or genre of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51403">
                  <text>Evento</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="38">
              <name>Coverage</name>
              <description>The spatial or temporal topic of the resource, the spatial applicability of the resource, or the jurisdiction under which the resource is relevant</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51404">
                  <text>Gramado (Rio Grande do Sul)</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
          </elementContainer>
        </elementSet>
      </elementSetContainer>
    </collection>
    <itemType itemTypeId="8">
      <name>Event</name>
      <description>A non-persistent, time-based occurrence. Metadata for an event provides descriptive information that is the basis for discovery of the purpose, location, duration, and responsible agents associated with an event. Examples include an exhibition, webcast, conference, workshop, open day, performance, battle, trial, wedding, tea party, conflagration.</description>
    </itemType>
    <elementSetContainer>
      <elementSet elementSetId="1">
        <name>Dublin Core</name>
        <description>The Dublin Core metadata element set is common to all Omeka records, including items, files, and collections. For more information see, http://dublincore.org/documents/dces/.</description>
        <elementContainer>
          <element elementId="50">
            <name>Title</name>
            <description>A name given to the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="63042">
                <text>Utilização dos orçamentos hierárquicos do sistema Aleph no processo de aquisição de material bibliográfico pela biblioteca da UNESP Câmpus de Rio Claro.</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="39">
            <name>Creator</name>
            <description>An entity primarily responsible for making the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="63043">
                <text>Medeiros, Ana Paula Santulo C. de; Puerta, Adriana Aparecida; Degasperi, Márcia Correa B.</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="38">
            <name>Coverage</name>
            <description>The spatial or temporal topic of the resource, the spatial applicability of the resource, or the jurisdiction under which the resource is relevant</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="63044">
                <text>Gramado (Rio Grande do Sul)</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="45">
            <name>Publisher</name>
            <description>An entity responsible for making the resource available</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="63045">
                <text>UFRGS</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="40">
            <name>Date</name>
            <description>A point or period of time associated with an event in the lifecycle of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="63046">
                <text>2012</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="51">
            <name>Type</name>
            <description>The nature or genre of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="63048">
                <text>Evento</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="41">
            <name>Description</name>
            <description>An account of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="63049">
                <text>O processo de aquisição de material bibliográfico do Serviço Técnico de Biblioteca e Documentação da UNESP – Câmpus de Rio Claro ocorre, anualmente, desde 2000 com verba da Reitoria para aquisição de livros didáticos para os cursos de graduação. Essa verba representa uma aquisição de mais de mil exemplares e um valor médio de R$ 100.000,00 e, no mímino, 3 pregões. A rotina exigida para trabalhar com centenas de pedidos dos docentes do Campus, controle rigoroso da chegada dos pedidos e acompanhamento da finalização do saldo final é extensa. O emprego do Módulo de Aquisição e Periódicos do sistema Aleph com todos os recursos disponíveis, inclusive os orçamentos hierárquicos, auxilia todo o fluxo de acompanhamento e controle e garante um atendimento de maior qualidade ao usuário.</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="44">
            <name>Language</name>
            <description>A language of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="69407">
                <text>pt</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
        </elementContainer>
      </elementSet>
    </elementSetContainer>
  </item>
  <item itemId="5907" public="1" featured="0">
    <fileContainer>
      <file fileId="4971">
        <src>http://repositorio.febab.org.br/files/original/49/5907/SNBU2012_046.pdf</src>
        <authentication>1129efcbf5b7f4967589af5bdb34c536</authentication>
        <elementSetContainer>
          <elementSet elementSetId="4">
            <name>PDF Text</name>
            <description/>
            <elementContainer>
              <element elementId="92">
                <name>Text</name>
                <description/>
                <elementTextContainer>
                  <elementText elementTextId="63041">
                    <text>Formação e desenvolvimento de coleções em bibliotecas e repositórios digitais
Trabalho completo

COLEÇÕES BIBLIOGRÁFICAS HISTÓRICAS DO MUSEU DE ARTE
CONTEMPORÃNEA

Lauci dos Reis Bortoluci
Biblioteca Lourival Gomes Machado Museu de Arte Contemporânea MAC USP. São Paulo, SP

Resumo
Trata sobre as coleções bibliográficas históricas do MAC USP, e em especial
da biblioteca do pintor Paulo Rossi Osir.
Palavras-Chave:
Bibliotecas; Pintores.
Abstract:
It treats about historical bibliographic collections from the MAC USP, with
special attention to the library of the painter Paulo Rossi Osir.
Keywords :
Libraries; Painters.

1 Introdução

As bibliotecas desempenham diferentes papéis em cada sociedade na qual
estão inseridas. Em razão do conteúdo informacional que preservam, as bibliotecas
são consideradas grandes centros de memória.
Neste contexto de preservação da memória o foco desta comunicação é
apresentar uma biblioteca que pertenceu a um pintor e o quanto essas publicações
serviram de base para uma mudança mental em seu circulo de amigos,
especialmente dos artistas que trabalharam no ateliê que era sua propriedade. A
circulação dos livros e catálogos trazidos consigo da Italia e aumentada com a
crescente aquisição não só embasou os trabalhos plásticos de outros artistas, como
também a própria formação de bibliotecas.
Consideraremos as coleções de bibliotecas particulares de artistas que foram
adquiridas e/ou doados ao Museu de Arte Contemporânea da USP e que passaram
a compor o acervo histórico da atual biblioteca. Olharemos, portanto com especial
atenção a uma coleção bibliográfica particular que foi incorporada a uma instituição
publica e por isso mesmo merece um caráter histórico especial no espaço e tempo
no qual está situada.

361

�Formação e desenvolvimento de coleções em bibliotecas e repositórios digitais
Trabalho completo

A coleção em questão a então chamada coleção Paulo Rossi Osir abrange
uma bibliografia composta de livros, revistas, catálogos, e esse conteúdo vêm sendo
estudado ora em assunto ligados ao mestrado acadêmico, ora em artigos de
revistas, bem como .o artista que a compôs.

2 A Biblioteca de Paulo Rossi Osir e sua incorporação ao MAC USP
Este é o caso da coleção de livros e catálogos de Paulo Rossi Osir que foi
adquirida pela USP em 1963 e doada ao MAC para inicio das atividades tanto do
Museu como também de sua recém criada biblioteca.
O empenho do então diretor do Museu , o Prof. Dr. Walter Zanini 1, em adquirir
essa coleção das mãos de Alice Rossi 2 foi o fato que proporcionou a entrada
dessas obras no acervo da recém criada Biblioteca do MAC USP, sendo esse o
conjunto inicial que concorria para a própria formação da Biblioteca. Segundo ofício
do Diretor Zanini à Reitoria da USP,

São obras valiosas que muito enriqueceriam nossas reservas
bibliográficas relativas à História da Arte, e que faço votos venham
a pertencer à USP, evitando-se sua dispersão. No momento em
que a arte começa a ganhar importância nos quadros da
Universidade, é fundamental a formação de uma biblioteca
especializada, motivo pela qual sou de parecer que a aquisição de
um conjunto de livros não deve ser disperdiçada. Nosso parecer é
pois pela aquisição da Coleção que seria o inicio da Biblioteca com o
assunto História da Arte em nossa Universidade. No momento em
que a arte começava a ganhar importância nos quadros da
Universidade, seria fundamental a formação de uma biblioteca
especializada em História da Arte na Universidade 3 .

O estudo deste conteúdo foi apresentado ao Programa de pós-graduação
Interunidades em Estética e História da Arte, analisando as relações sociais que
circunscreveram a atuação do artista no circulo de amigos de São Paulo desde os
anos 1920 até a década de 50, como também inventariando o conjunto de livros que
o compunha .
A análise da coleção aponta as bases intelectuais e estéticas do artista,
adquiridas em seus anos de estudo na Europa. Osir exerceu um papel de
incentivador das artes plásticas, e seu desenvolvimento intelectual foi marcado
notadamente nos anos de 1922-1927, por um permanecimento na Europa para um
aprimoramento de sua educação . Será, portanto, nessa fase que encontraremos

Walter Zanini foi professor da ECA USP e Diretor do MAC USP de 1963 a 1978. Segundo
Elza Ajzenberg ".. .ele elaborou uma estrutura funcional e administrativa que permitiu o
desenvolvimento de projetos de incentivo aos novos artistas com as edições da Jovem Arte
Contemporânea e o diálogo permanente com instituições e artistas internacionais." In: Um
passeio pela arte dos grandes mestres. Jornal da USP, 1 à 7 de setembro de 2003.
2 Alice Rossi foi a esposa de Paulo Rossi Osir.
3 Redação do ofício administrativo de processo MAC USP de 1963 solicitando recursos para
aquisição da Biblioteca de Paulo Rossi.
1

362

�Formação e desenvolvimento de coleções em bibliotecas e repositórios digitais
Trabalho completo

informações bibliográficas que nos guiarão na análise dessa coleção enquanto seara
de conhecimento ao seu circulo de amigos.
A cultura estética de Osir despertou a consciência dos componentes da
Família Artística Paulista , agremiação de artistas que atuou nas décadas de 30-40
em São Paulo, e que promoveu três exposições, para o mundo da cultura e do
Oservemos a importância de sua biblioteca para
conhecimento da arte.
fundamentação da Família Artística Paulista, como transmissão do conhecimento do
ofício, do metiê, como escreve Flávio L. Motta 4 :

Rossi era para aqueles artistas da Família uma figura da melhor
herança, da melhor tradição, pelo conhecimento do ofício dentro dos
moldes que restabeleciam as conquistas de "Botegas" e "Ioggias"(sic)
da Renascença Italiana, especialmente florentina .. . Sendo Rossi uma
figura mais ilustre, em torno do qual viviam calados e soturnos os
demais, a Família Artística Paulista teve inclusive para alguns, um
sentido pouco "Moderno".

Vemos também a opinião de Walter Zanini (1998, p.118) :
Alguns deles (Bonadei, Graciano e Zanini) em seu esforço de
ascensão, formaram pequenas bibliotecas. A de Graciano, hoje de
posse de seu filho José Roberto, devia crescer desde aqueles anos.
Quando se ligaram de perto a Paulo Rossi Osir é evidente que
consultavam seus livros, catálogos e revistas .

Osir trabalhou como idealizador cultural em 1920, trazendo uma exposição da
Itália para São Paulo para comercialização da arte italiana do séc. XIX. O catálogo
original de 1920 possibilitou verificar quais artistas faziam parte desta exposição,
totalmente pensada , realizada e executada por ele e, portanto quais artistas do
séc.xIX teriam influências sobre seu pensamento.
Quais seriam as intenções que o motivaram a trazer consigo da Itália essa
exposição e montá-Ia em São Paulo? As respostas dirigem-se a pólos opostos: tanto
o artista percorreu um caminho que já havia sido talhado antes por outros
expositores de obras italianas 5 devido à aceptabilidade do público imigrante que
compunha a sociedade paulistana, como também, o artista proporcionou uma
exposição de obras modernas no sentido de uma produção atual italiana, ou seja: o
que, após a Unificação da Itália em 1871 passava a ser a visão de mundo dos
artistas das diversas escolas regionais.
Rossi Osir possuía cadernetas de anotações que demonstram que o
conhecimento literário do artista não se esgota , definitivamente, nos livros da
Biblioteca. A cultura humanística desenhada por todas essas leituras e anotações
Flavio L. Motta é professor da FAU USP. Foi desenhista e trabalhou no MASP a partir de
1947. Em 1952 produziu para a Rede Tupi o programa "Vídeo de Arte". Possui livros e
ensaios, tanto no país como no exterior.
5 Em 1919, Paulo Forza trouxe 325 obras em uma exposição na Casa Melillo, e em 1920
Cipriano Manucci expôs no salão Nobre do Clube Comercial 94 telas .

4

363

�Formação e desenvolvimento de coleções em bibliotecas e repositórios digitais
Trabalho completo

faz-nos perceber a sua personalidade, que não está menos presente em suas
correspondências enviadas a Portinari. . Alguém com essa incessante busca de
conhecimento, será capaz de retratar no processo de formação de sua biblioteca, a
cultura humanística que o fará ter uma expoente atuação no meio artístico paulista .
Os livros da Biblioteca fazem com que a arte italiana seja a melhor
representada, não só pelos novecentistas, mas também por títulos ligados a escolas
regionais ou provinciais italianas. As obras sobre o Brasil são em pequeno número
(6), se comparadas às obras sobre a Itália. Não obstante Paulo Rossi ter vivido
muito tempo no Brasil , a arte italiana e européia constitui-se no maior acervo de sua
Biblioteca. Sua coleção bibliográfica faz-nos perceber que a cultura adquirida na
Europa deixa uma presença marcante em seu gosto e interesse pela história da
arte.
O que se percebe é que os livros e catálogos trazem a nova arte italiana e a
nova modernidade européia que agora se inicia com um novo século, nasce com
um caráter de juventude revigorada , de imediateza. A esse século será dada uma
arte de facilidade , de rapidez, de imaginação. Esse século nasce com uma
característica inegável, o de ser anti burguês e ser popular. Não mais uma arte
refinada , reservada à elite. Agora, verifica-se um retorno: retorno ao clássico, ao
romântico. Mas qualquer volta sempre resulta em alguma outra coisa . Pensamos
numa arte verdadeira , correspondente ao gosto e ao costume. O Novecento
significa não estar concebendo o infinito na velha retórica de espaço e tempo . A arte
será dita para exprimir e resolver seu próprio mistério; precisão realista do contorno,
da matéria bem posta, o entorno como atmosfera de magia que se faça sentir,
imerso numa inquietude intensa, quase uma outra dimensão na qual a vida se
apóia.
Esse é o ponto da renovação da natureza. Entende-se que a natureza não é
a natura, a natureza é um conceito social, e não é único: cada tempo tem a sua ,
cada autor tem a sua. Vivemos num tempo não chamado de Retorno à Ordem ,
como dizem aqui e acolá superficialmente, mas de retorno ao sendo do natural. A
arte é dada ao Homem para se transpor, para fazer descobertas da realidade e para
inventar novas fábulas.
A busca por essa nova mentalidade artística advinda com a Modernidade
européia do séc. XIX pode ser observada pela presença do único volume editado do
periódico Valori Primordiali , de 1938. Fato significativo nesta obra literária são todas
as anotações que o leitor realizou no texto de Bontempelli e do editor, Franco
Ciliberti, que se detiveram na tarefa de explicar a parte teórica a qual a revista se
propunha, a saber: alcançar a uma visão da espiritualidade italiana no clima atual
(1938) . A idéia de uma arte primordial é levada ao centro da elaboração do
pensamento, compreendendo-a numa dimensão mítica, que transcende os
costumes de uma época . Essa idéia inicial de Ciliberti trouxe às reflexões o amigo
Bontempelli e Corrado Cagli (autor de livro da Biblioteca de Osir ), que estava
elaborando as mesmas inflexões na pintura . No centro de sua atividade estava a
edição de Valori Primordiali, que conseguiu tangenciar um sinal factível no momento
da desintegração do mundo cultural dos anos trinta. A idéia de primordialidade de
Ciliberti, com referências à condição mítica e ao classicismo, foi associada às idéias
racionalistas de arquitetos, dos pintores abstratos e também à pintura de De Chirico,
bem como aos artistas protagonistas do "retorno à ordem". A aproximação de
Ciliberti e Marinetti no ano posterior à publicação da revista também está vinculado
a uma outra iniciativa importante, que foi , no panorama artístico milanês, a fundação
do grupo Futurista.

364

�Formação e desenvolvimento de coleções em bibliotecas e repositórios digitais
Trabalho completo

Osir tem anotações características de entendimento da realidade,
afirmando a necessidade de mudança do estado da arte do século para uma arte de
rapidez e imaginação. Para os parágrafos de Bontempelli, responde "Bisogna
cambiare", fato que mostra sua concordância com o clima de mudança .
Encontramos seu assentimento em alguns trechos, como o que diz que a
imaginação não é o fortuito do abstrato, nem do impreciso. Há também passagens
de ressentimento ou de dúvida (anotadas com pontos de interrogação), como
aquelas em que o escritor afirma que a natureza é algo a ser obtido , conseguido, e
ela não é uma só, pois cada artista e cada tempo têm a sua . Não vivemos um
tempo de retorno à ordem, como se diz, mas um tempo de retorno à natureza, um
retorno a um senso do natural. Para ele, essa é a dimensão mítica , trazida com o
novo século (XX), aquela de se saber ser cândido, de se saber maravilhar, de se
sentir o universo e toda a vida como um contínuo e inexaurível milagre .
Para os editores e colaboradores da Valori, o que o Novecento e o novo
século trazem é a ratificação de que a arte não pode ser somente uma arte refinada,
reservada a um eletivo, como a daquela vanguarda do anti-guerra , mas deve ser
uma arte popular - e aqui se entende que deve ser uma arte popular em sentido
amplo, popular para um público popular.
É essa carga de ensinamentos e nova mentalidade que Osir incutira nos
membros de seu grupo tanto do ateliê Osirarte como nos participantes da Familia
Artistica Paulista, o que nos traz de volta a Mario Zanini e sua biblioteca, como uma
biblioteca formada com traços fundamentais que estão presentes nas anotações
das cadernetas de Osir já citadas, como também nos livros.
Usaremos um exemplo com a seguinte obra:

VINCI, L. Traite du paisage. Paris, 1919.
TKAITÉ

PA YSAGE
-... ,.,,,.............,, ....to.
TO ••

~.

0' • • •••

""~--~

"K"

. . . . ' ' ' • • •0

Destinado ao estudo do assunto, visto como
suscetível de poder mostrar a gradação de luz e sombra .
A percepção das cores e nuances é um trabalho
analítico do homem, engajado com a sensibilidade.
Diante de uma paisagem , coloque-se a imitar
sumariamente a natureza, com uma naturalidade, tal e
qual , o primeiro encontro, o autor encoraja .
É da paisagem que vem a poesia: esta não vem das
sílabas e consoantes. As linhas são permanentes, as
cores vivem em conseqüente mudança de cena . A
paisagem, na forma dada pelo artista, é capaz de exprimir
a sensibilidade por um processo determinado. A viva
imaginação não dispensa o conhecimento da perspectiva ,
mas o melhor de todos aqueles que executam perspectiva
não é um artista.

Esta obra de Da Vinci foi importante para Rossi Osir e para Zanini , alem de
Volpi, pois carregam anotações em marginalia dos fundamentos das obras plásticas
que executavam no período.

365

�Formação e desenvolvimento de coleções em bibliotecas e repositórios digitais
Trabalho completo

3 Bibliotecas particulares enquanto coleções especiais
Biblioteca Família Zanini :
Uma coleção especial pois a Família Zanini doou os livros, catálogos,
periódicos do pintor Mario Zanini. O pintor Zanini foi contemporâneo de Paulo Rossi
Osir e trabalhou por muitos anos no ateliê de cerâmica chamado Osirarte. A
amizade entre os dois foi muito marcante, pois Zanini esteve o tempo todo de
funcionamento de ateliê de 1940 a 1959 trabalhando junto do amigo. Paulo Rossi já
era possuidor de uma vasta cultura adquirida na Europa, conforme demonstramos, e
desta amizade fez-se nascer interesse de Zanini pela formação de sua própria
biblioteca. Cito a Praf. Daisy Peccinini (2007) :

Nesta busca de saberes, formou uma vasta bibliotecas sobre
literatura, artes e musica. No tocante apenas à seção de artes, doada
pela família ao MAC USP, é surpreendente sua abrangência. Há
livros de filosofia da arte, , de Taine e Grosse, vários autores de
historia da arte, Focillon, Cogniat, Colombier, obras enfocando a
milenar historia da arte ocidental desde os egípcios, a arte grega, do
renascimento á arte moderna, e, fora da tradição do Ocidente, o
arte japonesa e da Oceania . . Integram este acervo inúmeros livros
de pintura, escultura e gravura, e textos sobre artistas como
Leonardo da Vinci , os impressionistas, Cézanne e Gauguin" entre
outros, artistas latino-americanos como os mura listas mexicano e o
pintor uruguaio Rafael Barradas.

O pintor Mario Zanini além de ter trabalhado no ateliê Osirarte, também fez
parte junto com Osir da então chamada Familia Artistica Paulista, E possível afirmar
que a cultura estética de Osir despertou a consciência dos componentes da Família
Artística Paulista , entre eles Mario Zanini , para o mundo da cultura e do
conhecimento da arte. Reportemos-nos a Walter Zanini (2008, p.118):

Alguns deles (Bonadei, Graciano e Zanini) em seu esforço de
ascensão, formaram pequenas bibliotecas. A de Graciano, hoje de
posse de seu filho José Roberto, devia crescer desde aqueles anos.
Quando se ligaram de perto a Paulo Rossi Osir é evidente que
consultavam seus livros, catálogos e revistas.

O fato de que essa Coleção tenha sido utilizada pelo seu círculo de amigos
é fundamental para a articulação do grupo, cujo foco era o metiê da pintura . Nesse
caso especifico, Walter Zanini (diretor deste Museu de 1963-78 e sobrinho de
Mario) vincula a formação de bibliotecas a um indicador social , legitimando a
ascensão sócio-econômica e cultural dos artistas daquele Grupo. Em 1950 Mario
Zanini , Osir e Volpi viajam juntos à Europa e Osir relata a admiração de Zanini
pelos renascentistas:

366

�Formação e desenvolvimento de coleções em bibliotecas e repositórios digitais
Trabalho completo

Quantos ah! e oh! rever as telas de Tintoretto da Escola de San
Rocco em tua companhia . Não é de acreditar? Quero ver a cara do
Volpi e do Zanini na praça de San Marco . As recordações vão se
apagando, a gente vai emburrecendo lentamente e, não retomando
um banho de arte, um bonito dia se acorda bugre de uma vez.

A biblioteca de Zanini, hoje integrante da Biblioteca do MAC é palco de
pensamentos sobre a influência da biblioteca antecessora de Osir em sua própria
formação . Encontramos obras na biblioteca de Osir, que falaremos a seguir que
tratam do tema da paisagem , dos clássicos italianos, elementos que perpassam a
obra plástica de Zanini.
A moldura existencial de Zanini, segundo Peccinini, em um processo
disciplinar e auto-didata , conseguiu edificar seu perfil intelectual e mesmo erudito,
com seus conhecimentos de historia da arte. Seu conceito de arte ultrapassa a
condição de oficio da pintura para atingir uma dimensão intelectual de ciência . Esse
conceito humanista tem raízes nos pintores do Renascimento. Os florentinos do
seco XV consideravam o homem como interprete da natureza, o foco passa a ser a
explicação cientifica da natureza. Durante o decorrer do Renascimento a ciência
perpassa pelos procedimentos artísticos, pela capacidade maior do meio pictórico
poder representar não só as coisas reais, mas também as imaginadas.
Vejamos uma obra da Biblioteca de Mario Zanini , mostrando os estudos
pictóricos do renascimento, que também trata da arte enquanto contemplação da
realidade.

CAItLO ('ARRA

1(12 RIPHullt710XI IX F(rnYnI'l.,

lO"
C'\S.\ IIDlTRtCl! 1Y.\l1T!'.:

VALORI PI.A.!.na

~ !li ~"!!:'!'="'..!~
-I:. t~"

110\1,\

Carra , C. Giotto. Roma : Valori Plastici, 1924.
O autor trata da vida de Giotto em Roma ,
Florença, Nápoles e Assis. O livro foi escrito na época
em que o autor interessa-se por Giotto e pelo que ele
considerava "primitivo italiano", justamente quando sua
obra abandona o furor futurista e passa a caminhar ao
lado da pintura metafísica de De Chirico. Diversos são os
pontos que lhe interessam em Giotto: o silêncio mágico
da contemplação da obra ; o êxtase; o murmúrio solene
que passa pela periferia e caminha para o centro da
obra . O intelectualismo do pintor volta agora, 600 anos
depois, ao crédito. Esta obra perfaz o sentido de um
artista vinculado ao futurismo, à pintura metafísica e ao
movimento Novecento em voga nos anos 1910; volta-se
aos estudos da técnica e do fazer de um pintor
renascentista, elegendo elementos que, como ele
escreve, são dignos de crédito.

Mario Zanini compôs em sua biblioteca vários volumes que também estão
presentes na de Osir, especialmente os catálogos relacionados a arte de paisagem ,
assunto primordial para os componentes do ateliê como Volpi também .

367

�Formação e desenvolvimento de coleções em bibliotecas e repositórios digitais
Trabalho completo

Os passeios de domingo ao litoral ou ao campo com o grupo do ateliê para
pintar o ambiente estão presentes em sua fundamentação teórica nesta biblioteca,
que possui os principais paisagistas italianos. Os valores da cultura figurativa são os
elementos preponderantes do Novecento. Através dos gêneros do retrato, da
natureza morta e da paisagem , procuravam estabelecer os pesos, as massas e os
volumes, numa valorização dos aspectos do metiê.
Os clássicos da arte italiana, as relações desta arte com o movimento
Novecento, perpassam a obra destes paisagistas como também com Francisco
Rebolo, alem de Zanini.
Mario Zanini absorve saber sobre a pintura e capacidade de revelar o
conhecimento do mundo. Nessa relação com a grande arte da pintura , sua arte está
imersa no clima de modernidade que se instaura na vida paulista do inicio do seco
XX, e a amplitude da base intelectual clássica passa a compor suas obras plásticas.

4 Conclusão
O que se pretendia mostrar era alguma influência da biblioteca de Rossi Osir
na composição da biblioteca de Mario Zanini. Mais do que identificar obras que se
repetem , é na obra plástica que estão retratados todos os conceitos que se
originaram daquelas leituras iniciadas por Rossi e transmitida aos outros artistas por
meio de sua atuação intelectual. Mesmo não sendo objetivo claro de Rossi esse
fato, a obra transmitida e deixada por Zanini mostra as influências tanto intelectuais
como artísticas advindas daquelas leituras. A biblioteca de Rossi Osir cumpriu então
uma função social apresentando a teoria e a historia da arte que não faziam parte
da vida desses artistas proletários (como dito por Mario de Andrade no celebre
artigo Esta família Paulista) ao alcance deles para se manifestar na nova arte
brasileira que emergia.

5 Referências
MOTTA, Flávio L. A Família Artística Paulista . Revista do IEB, São Paulo, n. 10,
1971 .
PECCININI, Daisy. Mario Zanini: territórios do olhar: Centenário 1907-2007. São
Paulo : FAAP, 2007
ZANINI , Walter. A Arte no Brasil nas décadas de 1930-40: o grupo Santa Helena.
São Paulo: Nobel/Edusp, 1991 .

368

�</text>
                  </elementText>
                </elementTextContainer>
              </element>
            </elementContainer>
          </elementSet>
        </elementSetContainer>
      </file>
    </fileContainer>
    <collection collectionId="49">
      <elementSetContainer>
        <elementSet elementSetId="1">
          <name>Dublin Core</name>
          <description>The Dublin Core metadata element set is common to all Omeka records, including items, files, and collections. For more information see, http://dublincore.org/documents/dces/.</description>
          <elementContainer>
            <element elementId="50">
              <name>Title</name>
              <description>A name given to the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51396">
                  <text>SNBU - Edição: 17 - Ano: 2012 (UFRGS - Gramado/RS)</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="49">
              <name>Subject</name>
              <description>The topic of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51397">
                  <text>Biblioteconomia&#13;
Documentação&#13;
Ciência da Informação&#13;
Bibliotecas Universitárias</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="41">
              <name>Description</name>
              <description>An account of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51398">
                  <text>Tema: A biblioteca universitária como laboratório na sociedade da informação.</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="39">
              <name>Creator</name>
              <description>An entity primarily responsible for making the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51399">
                  <text>SNBU - Seminário Nacional de Bibliotecas Universitárias</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="45">
              <name>Publisher</name>
              <description>An entity responsible for making the resource available</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51400">
                  <text>UFRGS</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="40">
              <name>Date</name>
              <description>A point or period of time associated with an event in the lifecycle of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51401">
                  <text>2012</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="44">
              <name>Language</name>
              <description>A language of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51402">
                  <text>Português</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="51">
              <name>Type</name>
              <description>The nature or genre of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51403">
                  <text>Evento</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="38">
              <name>Coverage</name>
              <description>The spatial or temporal topic of the resource, the spatial applicability of the resource, or the jurisdiction under which the resource is relevant</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51404">
                  <text>Gramado (Rio Grande do Sul)</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
          </elementContainer>
        </elementSet>
      </elementSetContainer>
    </collection>
    <itemType itemTypeId="8">
      <name>Event</name>
      <description>A non-persistent, time-based occurrence. Metadata for an event provides descriptive information that is the basis for discovery of the purpose, location, duration, and responsible agents associated with an event. Examples include an exhibition, webcast, conference, workshop, open day, performance, battle, trial, wedding, tea party, conflagration.</description>
    </itemType>
    <elementSetContainer>
      <elementSet elementSetId="1">
        <name>Dublin Core</name>
        <description>The Dublin Core metadata element set is common to all Omeka records, including items, files, and collections. For more information see, http://dublincore.org/documents/dces/.</description>
        <elementContainer>
          <element elementId="50">
            <name>Title</name>
            <description>A name given to the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="63033">
                <text>Coleções bibliográficas históricas do museu de arte contemporânea.</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="39">
            <name>Creator</name>
            <description>An entity primarily responsible for making the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="63034">
                <text>Bortoluci, Lauci dos Reis</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="38">
            <name>Coverage</name>
            <description>The spatial or temporal topic of the resource, the spatial applicability of the resource, or the jurisdiction under which the resource is relevant</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="63035">
                <text>Gramado (Rio Grande do Sul)</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="45">
            <name>Publisher</name>
            <description>An entity responsible for making the resource available</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="63036">
                <text>UFRGS</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="40">
            <name>Date</name>
            <description>A point or period of time associated with an event in the lifecycle of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="63037">
                <text>2012</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="51">
            <name>Type</name>
            <description>The nature or genre of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="63039">
                <text>Evento</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="41">
            <name>Description</name>
            <description>An account of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="63040">
                <text>Discorre sobre as coleções bibliográficas históricas do Museu de Arte Contemporânea, em especial da Biblioteca do pintor Paulo Rossi Osir. O foco desta comunicação é apresentar uma biblioteca que pertenceu a um pintor e o quanto essas publicações serviram de base para uma mudança mental em seu circulo de amigos, especialmente dos artistas que trabalharam no ateliê que era sua propriedade. A circulação dos livros e catálogos trazidos consigo da Italia e aumentada com a crescente aquisição não só embasou os trabalhos plásticos de outros artistas, como também a própria formação de bibliotecas.</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="44">
            <name>Language</name>
            <description>A language of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="69406">
                <text>pt</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
        </elementContainer>
      </elementSet>
    </elementSetContainer>
  </item>
  <item itemId="5906" public="1" featured="0">
    <fileContainer>
      <file fileId="4970">
        <src>http://repositorio.febab.org.br/files/original/49/5906/SNBU2012_045.pdf</src>
        <authentication>07404d89ef80f6e1f1e6b43c661596bc</authentication>
        <elementSetContainer>
          <elementSet elementSetId="4">
            <name>PDF Text</name>
            <description/>
            <elementContainer>
              <element elementId="92">
                <name>Text</name>
                <description/>
                <elementTextContainer>
                  <elementText elementTextId="63032">
                    <text>Formação e desenvolvimento de coleções em bibliotecas e repositórios digitais
ii
ali "'"""'"
IQoor.aJde
= Iilltitl«U
:.

Trabalho completo

U.w..l!lltriu

DESENVOLVIMENTO DE COLEÇÕES EM BIBLIOTECAS
UNIVERSITÁRIAS: O CASO DOS REPOSITÓRIOS INSTITUCIONAIS
Aline Vieira do Nascimento', Ana Cristina Gomes Santo~
Mestranda em Ciência da Informação IBICT, Bibliotecária Especialista em Teoria da
Comunicação e da Imagem , Universidade Federal do Ceará , Fortaleza , CE.
2, Mestranda em Ciência da Informação IBICT Bibliotecária ,Especialista em Biblioteca
Universitária, Universidade Federal Rural da Amazônia , Belém , Pa.
1,

Resumo
Reflete a cerca do desenvolvimento de coleções em repositórios
institucionais, com ênfase na biblioteca universitária. Abrange as etapas de seleção,
aquisição, indexação, disseminação, descarte e direitos autorais, bem como ressalta
a importância da elaboração de uma nova política de desenvolvimento que englobe
essa nova fase do gerenciamento da informação que se apresenta a partir do
depósito de materiais digitais em repositórios. Faz algumas reflexões sobre como se
desenvolveu os acervos digitais, sua importância hoje na comunicação científica e
no contexto da biblioteca universitária como um novo suporte para a informação.
Define repositórios institucionais, temáticos e de teses e dissertações, como
surgiram e qual a sua importância para comunidade acadêmico-científica e
sociedade, e conclama as bibliotecas universitárias e o bibliotecário ao novo
contexto que ora se origina.

Palavras-Chave:
Desenvolvimento de
Universitária; Acervo Digital.

Coleções;

Repositório

Institucional;

Biblioteca

Abstract
This paper presents brief reflections about the collection development in
institutional repositories, with emphasis on the university library. It covers the stages
of selection , acquisition, indexing, dissemination, disposition and copyrights, as well
as highlights the importance of drafting a new development policy that embraces this
new phase of information management which is the deposit of materiais in digital
repositories. It makes some reflections on the evolution of the digital collections, its
importance in scientific communication today and in the context of the university
library as a new medium for information. Defines institutional repositories, thematic
and theses and dissertations, and what emerged as its importance for academicscientific community and society, and urges the university libraries and librarians to
the new context that sometimes arises.

Keywords:
Collection Development; Institutional Repository; University Library; Digital
Collection .

348

�Formação e desenvolvimento de coleções em bibliotecas e repositórios digitais
ii
ali "'"""'"
IQoor.aJde
= Iilltitl«U
:.

U.w..l!lltriu

Trabalho completo

1 Introdução
Biblioteca Universitária tradicionalmente mantenedora de coleções impressas
passa por transformações para atender aos enormes desafios da era da tecnologia
da informação, agregando os espaços digitais ao seu ambiente físico , apoiada nas
tecnologias da informação e comunicação (TICs).
Em sua estrutura é formada por pessoas, serviços, tecnologias da informação
e comunicação, e como ambiente de produção de cultura , precisa consolidar-se
como um organismo social , vivo e atuante, por isso necessita evoluir e acompanhar
as transformações de sua comunidade, para isto, é fundamental o processo de
formação e desenvolvimento de coleções (DC).
A Biblioteca Universitária vive hoje o dilema do compartilhamento dos
recursos informacionais, o limite para o uso das coleções e o próprio limite do
conhecimento recuperável e as TICs que apresentam inusitados caminhos que
permitem a "construção de espaços para colaboração, interação e participação
comunitária", essencial para o DC, dentre outros serviços conforme apontam Puerta ;
Amaral e Gracioso (2010 , p.3).
Neste artigo apresentamos as implicações inerentes ao processo de DC
digitais em Bibliotecas Universitárias, as características intrínsecas dos repositórios
institucionais (RI) objetivando sua contribuição para o desenvolvimento de acervos
em ambientes informacionais integrados à comunidade acadêmica, com a
divulgação e a comunicação cientifica e o acesso a comunidade em geral
contribuindo assim, como parte do retorno dos investimentos públicos.
Apesar de tantas mudanças, as bibliotecas, principalmente as universitárias
continuam , e devem continuar, a exercer seu papel preponderante de participação
do processo educativo da sociedade em seus diferentes níveis e no espaço físico da
biblioteca antes ocupado por estudantes e pesquisadores à procura de informação
em livros e noutros materiais informacionais, vem sendo adaptado para o uso de
redes sem fio , computadores portáteis, material digital, entre outros.

2 Revisão de Literatura
Desenvolvimento de coleções é um assunto bastante abordado na literatura
das bibliotecas, porém literatura sobre o desenvolvimento de coleções em meio
eletrônico ainda é um assunto de trajetória emergente .
Fontes de informações relativas à repositório digital vem crescendo a medida
em que o assunto se torna mais relevante, encontram-se neste meio, relatos e
estudo de casos de instituições que possuem repositórios, muitos destes
desenvolvido em países estrangeiros, como Lynch (2003) , Hunter e Day (2002) e
Crow (2005) que desenvolveram pesquisas do uso dos repositórios em instituições e
do desenvolvimento de coleções em repositórios. Outros realizados no Brasil como
Leite (2009), Weitzel (2002) que também tratam da implantação de repositórios, bem
como da sua importância para a comunicação e informação científica .
Gerenciar coleções é um trabalho que requer um conjunto de parcerias,
principalmente nas bibliotecas universitárias, que passa pela administração da
instituição, pelo usuário que irá utilizar aquela bibliografia até chegar ao seu objetivo,
que é disponibilizar a informação, evitando assim que haja um abarrotamento no
acervo. Para isto se faz necessário uma política de desenvolvimento de coleções.

349

�Formação e desenvolvimento de coleções em bibliotecas e repositórios digitais
ii
ali "'"""'"
IQoor.aJde
= Iilltitl«U
:.

U.w..l!lltriu

Trabalho completo

Para Vergueiro (1989 , p. 4) esta abordagem é entendida como composto por vários
componentes: "o uso, conhecimento e biblioteconomia". Klaes (1991 , p.48) para
contextualizar o papel da biblioteca universitária como "difusora do conhecimento".
Atualmente as bibliotecas universitárias vêm atualizando seu acervo com
materiais digitais, isso implica que num período não muito distante, as bibliotecas
universitárias terão também como caráter serem bibliotecas digitais universitárias, o
acervo digital segundo Weitzel (2002 p. 65) "possuem duas características que lhes
são fundamentais: a grande capacidade de armazenamento e a facilidade de
manipulação de dados". Para garantir a aplicabilidade e disseminação desse tipo de
acervo, bem como tornar acessível à comunidade as pesquisas científicas
desenvolvidas foram criados os repositórios institucionais que de acordo com Leite
(2010, p. 25)
A adoção e o uso efetivo das funcionalidades de um repositório institucional podem
resultar em uma série de benefícios que são percebidos por diferentes segmentos
dos públicos aos quais é destinado (pesquisadores , administradores acadêmicos,
bibliotecários, chefes de departamentos, a universidade como um todo, á comunidade
científica, entre outros) .

A adesão aos repositórios institucionais em universidades traz ao mesmo
tempo a releitura do desenvolvimento de coleções e a necessidade do
gerenciamento do acervo digital. Um novo olhar que as bibliotecas universitárias
terão como responsabilidade neste momento.

3 Materiais e Métodos

o método utilizado neste trabalho será o dedutivo com a análise de
referências, partindo de leis e teorias que baseiam e conduzem o desenvolvimento
de coleções em bibliotecas e a criação de repositórios institucionais, bem como o
depósito de documentos digitais nesse ambiente.
Após a análise das referências será apresentado um conjunto de observações
a cerca da aquisição, seleção, manutenção e descarte de materiais digitais a serem
inseridos nos repositórios institucionais, bem como o atual papel das bibliotecas
universitárias.
4 Desenvolvimento de coleções nas bibliotecas universitárias

o desenvolvimento de coleções é um processo de planejamento e de tomada
de decisão. É uma das funções básicas da gestão de unidades de informação.
Desenvolver coleções está relacionado com a sistematização e criação de
mecanismos que vão ser estabelecidos para a seleção, aquisição, avaliação e
desbastamento de materiais.
Os fatores que interferem no desenvolvimento de coleções são influenciados
por ações e eventos que acontecem dentro e de fora de uma unidade de
informação, entre outros podemos citar: a estrutura , a organização da unidade,
produção e distribuição de materiais, existência de outras unidades de informação
próximas, comunidade e contexto local, programas e projetos, profissionais
envolvidos no processo e novas tecnologias da informação.
O desenvolvimento de coleções constitui-se em um processo de mediação

350

�Formação e desenvolvimento de coleções em bibliotecas e repositórios digitais
ii
ali "'"""'"
IQoor.aJde
= Iilltitl«U
:.

U.w..l!lltriu

Trabalho completo

entre materiais de informação e usuanos. Não se trata de um simples processo
técnico ou momento determinante da construção de coleções. Reflete a execução
do papel social atribuído ao bibliotecário que possui a "responsabilidade de gerenciar
coleções" para e com o público (VERGUEIRO, 1989, pA) .
Entre os princípios da Biblioteca Universitária podemos destacar o elo que ela
faz como ponte de acesso para o conhecimento através de sua coleção documental
e dos serviços que ela oferece que deve atender a comunidade acadêmica dentro
do tripé base da academia : ensino, pesquisa e extensão . A Biblioteca Universitária
em todo seu processo histórico vivenciou, entre tantos outros problemas e pontos de
estrangulamento de gestão em seus processos o dilema da seleção de materiais,
isso quando envolvia apenas materiais convencionais: livros e periódicos impressos,
CO e OVO. Hoje na era da sociedade da informação e do conhecimento esse dilema
se expande para o acervo digital e tecnológico.
A Biblioteca Universitária como organização complexa e sob perspectiva
sistêmica, não pode ser caracterizada como uma "organização independente" uma
vez que está subordinada como subsistema maior da Universidade no qual seu
propósito deve ser estabelecido (KLAES , 1991, p. 15-16). Neste sentido a biblioteca
deve manter-se em constante interação com seu laço mantenedor seguindo o
processo cíclico de relação com o ambiente, ou seja, participando ativamente das
mudanças que estão ocorrendo no ambiente interno e externo, dando mais atenção
ao interno, participando dos programas e projetos nos quais a instituição está
empenhada em lograr resultados.
Sendo assim , as coleções das bibliotecas universitárias devem refletir e se
desenvolver de acordo com as necessidades institucionais, baseada não somente
em critérios de custo-benefício, mas também "nas políticas de seleção, aquisição,
avaliação e descarte" levando sempre em consideração o campo de conhecimento
no qual ocorre a seleção, nas características peculiares da clientela que será
atendida e no ambiente onde o serviço de informação vai ser desenvolvido,
Vergueiro (1997, p.102). Tarefa que não é fácil de ser realizada uma vez que os
recursos disponíveis são sempre muito limitados o que força a tomada de decisão
mais para o custo-benefício, neste momento se faz importante a experiência e/ou
atuação do bibliotecário na seleção do material informacional em buscar alternativas
que garantam a satisfação do usuário com o material adquirido, fazendo uso de uma
política de desenvolvimento de coleção que inclua um volume de materiais
relevantes e que darão apoio aos cursos de graduação e pós-graduação e as
demais atividades e serviços de extensão que a instituição oferece à sua
comunidade .
Outro fator muito discutido neste contexto são os estudos bibliométricos de
uso de coleções que tem como principal função apoiar os profissionais para a
tomada de decisão e que merece ser discutido mais profundamente nas bibliotecas
universitárias e os resultados devem ser levado a sério, no entanto este não será
aqui discutido.
4.1 Coleções digitais
As tecnologias da informação e sua adoção nas bibliotecas universitárias com
certeza tem sido um ponto de integração do cliente e o uso da informação, por que
queiramos ou não admitir os novos "instrumentos" da informação disponibilizados

351

�Formação e desenvolvimento de coleções em bibliotecas e repositórios digitais
ii
ali "'"""'"
IQoor.aJde
= Iilltitl«U
:.

U.w..l!lltriu

Trabalho completo

nas bibliotecas universitárias e nas demais unidades informacionais contribuíram
para a sua divulgação e uso, mas também contribuíram para o aumento de outras
questões a serem inseridas no contexto da seleção e desenvolvimento de coleções
o qual destacamos os documentos eletrônicos. Como enfatiza Weitzel (2002, p.65)
As questões discutidas pela sociedade em torno de sua relação com o
documento eletrônico facilitam a compreensão da importância do processo
de desenvolvimento de coleções para a organização de bibliotecas
analógicas e digitais [ .. .] Não há precedente na história da humanidade de
um formato de registro da informação que ofereça tantos recursos de edição
e recuperação de dados em questão de segundos e, o que é mais
importante, sem a necessidade de deslocar-se fisicamente para obtê-los .

Já passamos da fase em que o medo que as bibliotecas de papel
desaparecessem, muitos foram os fatores que nos mostraram que esses
alardes do século passado, "foram passageiros", como dizia Vergueiro (1997,
p. 95) então devemos acreditar agora que as bibliotecas virtuais serão a única
disponível aos habitantes do século XXI? Como ele previu não passou de
exageros.
A informação digital é a consequência dos avanços das tecnologias de
informação e comunicação que contribuiu para a evolução também dos
suportes de informação, que transforma a seleção, o armazenamento, a
recuperação e o acesso. Como consequência dessa evolução surge às
chamadas "bibliotecas sem paredes" (BENíCIO; SILVA, 2005, p.5),
transformando , portanto a biblioteca, em muitos casos , em bibliotecas hibrida
que tem como característica manter sua coleção tradicional de papel e
também inclui novos componentes digitais como os chamados e-books.
A discussão agora é como selecionar os e-books, e como já anunciava
Vergueiro (1997 , p.102) o elemento complicador dessa análise são os "outros
custos que devem ser incluídos tais como : aquisição e manutenção de
equipamentos, redes de acesso, etc."
Mas esse é só um dos pontos a ser avaliado, outro que tornou-se
imprescindível de avaliação, é a crescente tendência de nossos usuários para o uso
do acesso a documentos eletrônico o que pode causar transtornos aos orçamentos,
por não ser possível adquirir tudo o que é demandado a todo tempo, essa demanda
fora de hora interfere na política de seleção e orçamento disponível que muitas
vezes pela pressão da demanda os gestores são forçados passar a frente listas que
chegaram posteriormente.
O documento digital possui características que indiscutivelmente facilitam o
acesso, tem uso simultâneo de vários usuários a mesma obra , o poder de
condensação de vários materiais em um único ambiente ou no mesmo dispositivo, o
método de busca é mais rápido e eficaz, características fortes que tem peso alto na
tomada de decisão dentro da política de aquisição etc. Em contrapartida tem
como desvantagens ou inconveniência uma leitura lenta e cansativa .
Se considerarmos o poder de compra das bibliotecas universitárias a
nível nacional e público, logo de inicio percebemos os orçamentos apertados
e uma demanda crescente de novas aquisições, seguindo o programa do

352

�Formação e desenvolvimento de coleções em bibliotecas e repositórios digitais
ii
ali "'"""'"
IQoor.aJde
= Iilltitl«U
:.

U.w..l!lltriu

Trabalho completo

Reuni que estimula a criação de novos cursos e/ou ampliação de novas
turmas, mas os orçamentos são pouco acrescidos tornando praticamente
inviável atender a demanda apresentada , para dar conta de parte desse
problema surgem os consórcios institucionais que estão amenizando a
situação apresentando alguma opção de saída para um dos grandes
problemas do desenvolvimento de coleções surge então a compra
compartilhada por varias unidades informacionais que permite baratear e
adquirir mais itens que serão utilizados por um grupo maior de clientes
interessados minimizando parte dos problemas financeiros.
Drabenstott e Burnan (1997 apud BENíCIO; SILVA, 2005, p.5) já
salientava que o "gerenciamento simultâneo dos vanos formatos
informacionais", será o grande problema do gerenciamento da informação e
podemos dizer que isso também se aplica ao desenvolvimento de coleções na
biblioteca nesta perspectiva digital.
Ainda surge outro problema para as bibliotecas universitárias, o livro é
tombado como patrimônio institucional e há uma grande discussão quanto ao
papel que a biblioteca passa a ter em relação ao e-book como intermediária e
não proprietária dos livros eletrônicos, discussão onde Earp e Komis (2005,
p.156) mencionam como "um problema das bibliotecas" que passa a ver sua
missão como mantenedoras do patrimônio cultural caso aceitasse apenas o
papel de intermediária, e não de proprietária dos livros. Uma vez que são
feitas assinaturas de pacotes que disponibilizam uma senha, eles levantam a
"hipótese de falência dos editores/fornecedores de e-books" ou se deixarem
de fornecer o serviço eles nos deixam uma pergunta como ficaria o acesso
aquela obra? Perguntas como essa ainda continuam sem resposta
satisfatória.
Como salientou (CUNHA, 2010, p.9)
Apesar de tudo ainda é cedo pra prever os efeitos desta mudança sobre a
capacidade da biblioteca universitária para atender as necessidades de
informação de sua clientela , a estabilidade de alguns novos métodos de
acesso e as implicações para o futuro da pesquisa acadêmica. As
bibliotecas , cada vez mais, estão ampliando suas coleções locais com
documentos originais e únicos e, quando possível, digitalizando-os para
prover de forma imediata , o acesso em linha ao texto completo aumentando
sua visibilidade e utilização.

Cunha (2010, p.10) acrescenta uma preocupação que Connawal (2008)
tinha ao dizer que o acesso ao texto completo e não a descoberta das fontes era
"uma questão transcendental para o estudioso". Cunha conclui que em função
dessas questões é "crescente a importância dos repositórios institucionais e as
bibliotecas digitais de teses e dissertações". Tema que será explanado nas próximas
seções.

1 DRABENSTOTT,K.; BURNAN,C .M. Revisão analítica da biblioteca do fututo. Revista
Ciência da
Informação. Brasília,v.26, n.2, p.180-194, jun. 1997.
2 CONNAWAY, Lynn Silipigni. Make room for the millennials. NextSpace, v. 10, p. 18-19, 2008.
Dispon ível em : www.oclc.org/nextspaceI010/research .htm

353

�Formação e desenvolvimento de coleções em bibliotecas e repositórios digitais
ii
"'"""'"
ali IQoor.aJde
= Iilltitl«U
:.

U.w..l!lltriu

Trabalho completo

5 Repositórios Digitais: contextualizando
Os repositórios digitais surgiram da necessidade que a comunidade científica
teve de expandir a comunicação entre pares, comunidade acadêmica e sociedade,
tornando o acesso livre e transparente no que se refere aos investimentos em
pesquisa e retorno aos gastos do governo.
Foi na Budapest Open Access Initiative, reunião realizada pela Open Society
Institute (OSI), um encontro realizado em 2001 por pesquisadores de todo mundo e
de várias disciplinas, que os cientistas sentiram a necessidade de: 1) tomar uma
atitude em relação ao aumento exorbitante nas assinaturas dos periódicos, e a forma
como são publicados, em que os editores detêm os direitos autorais das
publicações, nem mesmo os próprios pesquisadores tem acesso à publicação; 2) ter
uma forma de dar satisfação à sociedade dos gastos do governo com as pesquisas;
3) dar acesso livre aos textos resultantes de pesquisa científica . De acordo com
Kuramoto (2012) "os participantes representavam muitos pontos de vistas e
experiências de diversas iniciativas em curso que visavam o Acesso Livre".
Nesta reunião foram recomendadas duas formas de publicar com livre
acesso, as vias verde e dourada. A primeira está relacionada a uma política
institucional onde os autores fazem o depósito compulsório nos repositórios
institucionais de toda produção científicas realizadas no âmbito de sua atuação na
instituição, a segunda relaciona-se ao acesso aberto feito pelos próprios editores
das revistas científicas, ou seja, os artigos seriam acessados sem nenhuma
restrição.
De acordo com Leite (2009 , p.17) o acesso aberto significa "permitir a livre
publicação das pesquisas científica, na internet", para cópia , download, leitura,
distribuição, impressão, capturá-los para indexação, fazer uso de links, sempre
respeitando a política de direitos autorais, como resultado impactando e aumentando
o efeito das pesquisas e consequentemente fazendo com que estas pesquisas
sejam mais citadas (Figura 1).

1

1

repositório

citação

Figura 1 - Fluxo da produção cientifica em acesso aberto baseado em Leite (2009)
Fonte: Elaboração própria

354

�Formação e desenvolvimento de coleções em bibliotecas e repositórios digitais
ii
ali "'"""'"
IQoor.aJde
= Iilltitl«U
:.

U.w..l!lltriu

Trabalho completo

Muitos estudiosos definem repositórios digitais, mas todos trazem em suas
definições a mesma finalidade. Leite (2009, p.21) contextualiza repositório digital no
âmbito do acesso aberto e descreve que são os "vários tipos de aplicações de
provedores de dados", estes são gerenciadores da informação científica e
constituem-se vias de acesso à comunicação científica.
Existem diversos tipos de repositórios, cada um com sua finalidade e voltados
ao ambiente que serão empregados, são eles: 1) Repositório institucional: voltado
para armazenar, divulgar, preservar, organizar o conhecimento gerado numa
instituição, seja ela uma universidade, empresa, escola, etc. Exemplo de repositório
institucional: Universidade Federal do Ceará (UFC) : www.repositorio.ufc.br; 2)
Repositório de teses e dissertações: este é especificamente voltado para
armazenamento e acesso a teses e dissertações. Outro exemplo a ser dado é a
Biblioteca Digital de Teses e Dissertações, também da UFC: www.teses.ufc.br.
Instituto Brasileiro de Informação em Ciência e Tecnologia (IBICT) :
http://bdtd .ibict.br/.
Existem outros tipos de repositórios como o repositório temático que se
destinam a armazenar produções de áreas específicas (E-Lis) e em algumas vezes
acaba se confundindo com o Repositório Institucional, que a partir deste momento
será representado por RI e será mais bem explanado no corpo do trabalho.

5.1 Avaliação e desenvolvimento de coleções em repositórios institucionais
Segundo Crow (2002, p. 4) o RI é um repositório digital pode ser "de qualquer
tipo de coleção de material digital, de propriedade, hospedado, controlado ou
disseminado por uma faculdade ou uma universidade". Neste trabalho, os RI serão
analisados sob o olhar das universidades, que contribuem de forma significativa com
a sociedade através de pesquisas desenvolvidas em seu interior.
Os repositórios são alternativas importantes de desenvolvimento de coleção,
isso porque neles e depositado grande parte da produção científica e intelectual de
uma instituição ou área . No entanto a forma de seleção desse material não é tão
diferente dos demais, porém deverá ter suas peculiaridades, visto que os recursos
informacionais em meio eletrônico também tem a sua forma de entrada e saída, ou
seja, eles também precisam ser avaliados no que tange a sua relevância para o
determinado tipo de público a ser atendido. O bibliotecário deverá levar em conta
neste momento o que é acessível e o que acessável.
Outro ponto a ser levado em consideração é que o material informacional
armazenado no repositório é de acesso livre (open archives), o que deve ser levado
em consideração a política de direitos autorais, como copyright, creative commons e
outros. Neste ponto Lynch (2003) diz que todo material informacional produzido
dentro da instituição é de posse desta instituição. Por isso a biblioteca deve estar
ciente de que essa informação será reproduzida, por estar com livre acesso, porém
isso não significa que haja negligência em relação aos direitos dos autores.
Os repositórios são mais do que um meio de armazenar documentos, são
caracterizados também como um novo suporte de guarda do conhecimento gerado,
dessa forma deve ser considerado um cuidado especial referente à avaliação,
preservação, organização, políticas de acesso e disseminação do conteúdo
selecionado.

355

�Formação e desenvolvimento de coleções em bibliotecas e repositórios digitais
ii
ali "'"""'"
IQoor.aJde
= Iilltitl«U
:.

U.w..l!lltriu

Trabalho completo

Quanto à seleção do que será inserido no RI , deve se levar em consideração
o público atendido e suas áreas de interesse, bem como o tipo de documento que
será armazenado . Os RI possuem a vantagem de agregar não só documentos
textuais, mas uma gama de outra tipologia documental referente à instituição o qual
está agregado, como por exemplo: folders, cartazes de eventos, material de
disciplinas, teses e dissertações, etc.
No que se refere ao desenvolvimento de coleções em RI, Hunter e Day (2005,
p.2) diz que esta pode ser feita de maneira cooperativa, "In research libraries at
least, there has been an increasing emphasis in recent years on the need for
cooperative collection development", ou seja, uma cooperação entre bibliotecas e/ou
os outros departamentos da instituição. Em determinadas áreas do conhecimento,
alguns documentos podem deixar de ser publicados e se caracterizam como
documento relevante, estes podem fazer parte de uma coleção específica de obras
raras a ser desenvolvida dentro do RI.
Uma questão que deve ser considerada na avaliação e seleção do material
que irá compor o RI são os interesses da própria instituição. Leite (2009 , p. 47) cita
dentre muitos itens necessários para o gerenciamento dos RI, "o conteúdo", e
orienta como critério de seleção a familiaridade com : 1) o material a ser divulgado no
RI ; 2) o direito de propriedade intelectual. E habilidade para: 1) saber o tipo de
material que pode ser depositado; 2) gerenciamento do material embargado e
exclusão dentro do repositório.
Outro ponto relativo à gestão do material informacional no RI é a preocupação
em manter estas informações e garantir à comunidade o acesso a esse material em
longo prazo. Isso acontece sempre que é depositado um material em textos com
links de acesso remoto e o mesmo não pode ser recuperado, o que pode ocasionar
na fragilização do repositório diante da comunidade acadêmica .
Em relação ao descarte, é importante salientar que, uma vez avaliado,
autorizado pelo autor e disponibilizado, um documento não deve ser retirado do RI, a
menos que haja avaliações constantes e constatadas ilegalidades que ocasionem na
retirada do documento e com o consentimento do autor.
Muito deve ser feito na implantação de RI nas instituições e nesse caso, nas
universidades, para que se tenha um resultado eficaz e eficiente no que tange ao
acesso à informação de qualidade e de importância para a comunidade acadêmica.
Não deixando de lado os interesses da instituição.
5.2 A biblioteca universitária e os Ris
Este item foi elaborado com a intenção de contribuir um pouco com a função
dos gestores de bibliotecas universitárias, profissionais da informação, bibliotecários
que atuam na elaboração de políticas de gestão da informação. Mais uma vez as
tecnologias de informação e comunicação (TIC) surgem para solucionar questões
que até então estavam buscando ser solucionadas. Neste caso o progresso da
divulgação científica, que por motivos já citados neste trabalho , estavam sob a
ameaça de se tornarem cada vez mais restritos a quem realmente deveria ter
acesso livre: os pesquisadores, a comunidade acadêmica e a sociedade, para esta
última como forma de estabelecer uma comunicação com o que está sendo
pesquisado pela comunidade científica.
Porém, o desenvolvimento de repositórios institucionais implica em política de

356

�Formação e desenvolvimento de coleções em bibliotecas e repositórios digitais
ii
ali "'"""'"
IQoor.aJde
= Iilltitl«U
:.

U.w..l!lltriu

Trabalho completo

gestão da informação, política de acesso aos documentos da instituição, política de
preservação e disseminação desse material , e cabe aos bibliotecários atuantes em
bibliotecas universitárias atentar-se ao que é necessário para o desenvolvimento de
um repositório dentro da universidade, estabelecendo novas políticas de
desenvolvimento de coleções, neste caso digital.
A Biblioteca Universitária deverá incorporar o seu papel de guardiã do
conhecimento no que se refere aos cuidados que deverá ter com o material digital
disponibilizado e entender que se torna inadiável sua participação na divulgação e
comunicação da ciência.
O uso de metadados, a indexação bem realizada , a seleção do que será
inserido, o cuidado com o tratamento do documento digital, constitui-se em um
conjunto de requisitos necessários ao fazer bibliotecário voltado ao repositório.
Para Hunter e Day (2005, p.3) a criação de um repositório implica um
"compromisso institucional para o gerenciamento contínuo de tais informações", isso
significa que a biblioteca universitária estará sempre atenta a responsabilidade de
administradora do documento digital da instituição a qual ambos, repositório e
biblioteca, fazem parte.

6 CONSIDERAÇÕES FINAIS
Tentou-se tratar neste trabalho algumas considerações sobre o
desenvolvimento de coleções digitais nas bibliotecas universitárias através dos
repositórios institucionais, que surgiram sob a expectativa de tornar livre o acesso e
divulgar a pesquisa científica produzida nas instituições de pesquisa , universidades.
O desenvolvimento de coleções dentro das bibliotecas universitárias vem
sendo visto de forma a atender as necessidades dos usuários e da própria biblioteca
no que se refere às coleções impressas ou até mesmo e-books e periódicos
eletrônicos. Porém , o desenvolvimento de coleções digitais ultrapassa o paradigma
de livros e periódicos como componentes de um acervo e requer da biblioteca a
inclusão de outros componentes como: materiais didáticos de aulas, bibliografias
consultadas em aulas, fotografias , programas de TV, pesquisas realizadas, etc.
Para tanto faz-se necessário o desenvolvimento de uma política de gestão da
informação em repositórios institucionais no âmbito da biblioteca universitária,
política esta que abranja todo e qualquer documento que possua relevância para a
comunidade acadêmica e instituição.
Em tal ambiente, os repositórios institucionais, agem de forma a preservar um
produto, trabalho intelectual, da instituição mantenedora, contribuindo para uma
fundamental , embora a longo prazo, mudança na estrutura de comunicação
científica .
Muito deve ser feito, como estudo de usuários para saber o que eles querem
ver e como deve ser visto ou encontrado no repositorio, através de treinamentos e
campanhas de conscientizacao dentro da instituição, para que todos, ao longo do
tempo, tenham o habito de, alem de usar, saber o que deve ser inserido no
repositorio e contribuir para a expansão da comunicaçao e divugação do fazer
ciência .
Quanto a manter o repositório institucional, a biblioteca ou a própria instituição
devem procurar meios de sustentar o RI, visto que o depósito e algo que estara
disponivel por um longo periodo de tempo, isso porque o RI se caracteriza por

357

�Formação e desenvolvimento de coleções em bibliotecas e repositórios digitais
ii
"'"""'"
ali IQoor.aJde

=

:.

Iilltitl«U

U.w..l!lltriu

Trabalho completo

garantir ao documento uma vida longa .
Existem muitas instituições e universidades no Brasil , que fazem uso dos
repositorios, porem ainda e necessário muitas discurssoes a cerca do fazer
repositório e de sua real funcionalidade , junto a isso muitas instituições precisam
apoiar e garantir a perpetuidade dos RI.
Se faz também necessário o entendimento da comunidade acadêmica no
sentido de ser do repositório e esta ter a consciência de sua importância para o
progresso da ciência.

Referências
BENíCIO, Christiane Dantas; SILVA, Alzira Karla Araújo da. Do livro impresso ao ebook: o paradigma do suporte na biblioteca eletrônica . Biblionline, v. 1, n. 2, 2005 .
Disponível
em :
&lt;http ://www.brapci.ufpr.br/documento.php?ddO=0000009272&amp;dd 1=a1 048&gt;. Acesso
em: 06 abr 2012
BRASIL. Ministério da Educação . REUNI Reestruturação e Expansão das
Universidades Federais . Brasília: SESU/MEC, 2007, 45p.. Disponível em :&lt;
http://portal.mec.gov.br/sesu/arquivos/pdf/diretrizesreuni.pdf&gt;. Acesso em 14 abr
2012 .
CARIBÉ, Rita de Cássia do Vale. A aplicação do desenvolvimento e gerenciamento
de coleções na construção de repositórios institucionais. Informação &amp; Sociedade:
Estudos, João Pessoa, v. 18, n.2, p.25-40, maio-ago. 2008 . Disponível em :
&lt;http ://periodicos.ufpb.br/ojs2/index.php/ies/article/view/1 01 0/2136&gt; . Acesso em : abr
2012 .
CROW, R. The case for institutional repositories: a SPARC position paper.
Washington :
SPARC,
2002b.
27
p.
Disponível
em :
&lt;http ://www.arl.org/sparc/bm-doc/ir_fi naUelease_102 .pdf&gt; . Acesso em : 10 abr
2012 .
CUNHA, Murilo Bastos da. A Biblioteca universitária na encruzilhada .
DataGramaZero. Revista de Ciencia da Informação, v.11 ,n. 6, dez, 2010 .
Disponível em : &lt; http://www.dgz.org .br/dez10/F_I_onum .htm&gt; . Acesso em : 10 abr
2012 .
EARP, Fabio Sá; KOMIS, George. A economia da cadeia produtiva do livro. Rio
2005 .
175p.
Disponível
em :
de
Janeiro:
BNDES,
&lt;http ://www.bndes.gov.br/SiteBNDES/exportlsites/defaultlbndes_ptlGalerias/Arquivo
s/conhecimento/ebooklebook.pdf&gt;. Acesso em abr 2012 .
FAGUNDES , Silvana Aparecida. Os desafios envolvidos no processo de formação e
desenvolvimento de coleções eletrônicas. 2011 . In: CONGRESSO BRASILEIRO DE
BIBLIOTECONOMIA, DOCUMENTAÇÃO E CIÊNCIA DA INFORMAÇÃO, 24.,
Alagoas, 2011 . Anais... Alagoas: FEBAB , AAPB, 2011 . Disponível em :

358

�Formação e desenvolvimento de coleções em bibliotecas e repositórios digitais
ii
"'"""'"
ali IQoor.aJde

=

:.

Iilltitl«U

U.w..l!lltriu

Trabalho completo

&lt;http://febab.org .br/congressos/index.php/cbbd/xxiv/indeX&gt; Acesso em : 10 abr 2012 .
HUNTER, P; DAY M. Institutional repositories, aggregator services and
collection development. Project Report. UKOLN , University of Bath, 2005.
Disponível
em :
&lt;http://eprints-uk.rdn .ac.uk/projectldocs/studies/colldevelopmentlcoll-development.pdf&gt;. Acesso em: 10 abr 2012 .
KLAES, Rejane Rafto. Dados e informações usados na tomada de decisão em
bibliotecas universitárias brasileiras : o contexto da atividade de desenvolvimento
de coleções. 1991 . 288f. Dissertação (Mestrado em Biblioteconomia e
Documentação) - Universidade de Brasília , Faculdade de Estudos Sociais
Aplicados.
Departamento
de
Biblioteconomia ,
1991 .
Disponível
em :&lt;
http://www.lume.ufrgs.br/bitstream/handle/1 0183/1412/000028816 .pdf?sequence=1 &gt;.
Acesso em : abr 2012 .
KURAMOTO , Hélio. Aceso livre: como tudo começou . 2012 . Disponível em :
&lt;http://kuramoto .blog .br/2012/02/27 /acesso-livre-como-tudo-comecou/&gt; . Acesso em :
10abr2012.
LEITE, Fernando C. Lima. Como gerenciar e ampliar a visibilidade da
informação científica brasileira: repositórios institucionais de acesso aberto.
Brasília :
IBICT,
2009 .
120p.
disponível
em :&lt;
http://kuramoto.files .wordpress.com/2009/11 /repositorios-institucionais-f-leite.pdf&gt; .
Acesso em : abr 2012 .
LYNCH, Clifford A. Institutional Repositories: Essential Infrastructure for
Scholarship in the Digital Age" ARL, no. 226 (February 2003): 1-7. Disponível em :
&lt;http://www.arl.org/resources/pubs/br/br226/br226ir.shtml&gt;. Acesso em : 01 abro
2012 .
MIRANDA, Antônio. Os conceitos de organização baseada na informação e no
conhecimento e o desenvolvimento de serviços bibliotecários.
Ciência da
Informação, Brasilia , v. 22, n. 3, set./dez.1993.
PUERTA , Adriana Aparecida, AMARAL, Roniberto Morato do, GRACIOSO, Luciana
de Souza . Uso de tecnologias da informação e comunicação para participação de
usuário na formação e no desenvolvimento de coleções. ReviU, v. 2, n. 1, 2010.
em :&lt;http://www.siglinux.nce.ufrj.br/-gtbib/site/201 0/1 O/tecnologias-daDisponível
informacao-participacao-usuario-na-formacao-desenvolvimento-de-colecoes/&gt;.
Acesso em : 11 abr2012 .
VERGUEIRO, Waldomiro de Castro Santos. Desenvolvimento de coleções. São
Paulo: Polis, 1989. 96p .
Desenvolvimento de coleções: uma visão para planejamento de recursos
informacionais. Ciência da Informação, Brasília, V. 22, n. 1, 1993.

_ _ _o

_ _ _o

O futuro das bibliotecas e o desenvolvimento de coleções: perspectivas de

359

�Formação e desenvolvimento de coleções em bibliotecas e repositórios digitais
ii
ali "'"""'"
IQoor.aJde
= Iilltitl«U
:.

U.w..l!lltriu

Trabalho completo

atuação para uma realidade em efervescência . Perspectiva em Ciência da
Informação, Belo Horizonte, v.2, n. 1, p.93-107,janjun .1997.
WEITZEL. Simone R. O Desenvolvimento de coleções e a organização do
conhecimento: suas origens e desafios. Perspectiva em Ciência da Informação,
Belo Horizonte, v.7, n. 1, p.61-67, jan jun. 2002 .
_ _ _ ; LEITE , F. C. L; MÁRDERO ARELLANO, M. A. E-LlS: um repositório digital
para a Biblioteconomia e Ciência da Informação no Brasil. In : SEMINÁRIO
NACIONAL DE BIBLIOTECAS UNIVERSITÁRIAS,15., 2008, São Paulo. Anais ...
São Paulo: CRUESP, 2008 . p. 1-16.

360

�</text>
                  </elementText>
                </elementTextContainer>
              </element>
            </elementContainer>
          </elementSet>
        </elementSetContainer>
      </file>
    </fileContainer>
    <collection collectionId="49">
      <elementSetContainer>
        <elementSet elementSetId="1">
          <name>Dublin Core</name>
          <description>The Dublin Core metadata element set is common to all Omeka records, including items, files, and collections. For more information see, http://dublincore.org/documents/dces/.</description>
          <elementContainer>
            <element elementId="50">
              <name>Title</name>
              <description>A name given to the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51396">
                  <text>SNBU - Edição: 17 - Ano: 2012 (UFRGS - Gramado/RS)</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="49">
              <name>Subject</name>
              <description>The topic of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51397">
                  <text>Biblioteconomia&#13;
Documentação&#13;
Ciência da Informação&#13;
Bibliotecas Universitárias</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="41">
              <name>Description</name>
              <description>An account of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51398">
                  <text>Tema: A biblioteca universitária como laboratório na sociedade da informação.</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="39">
              <name>Creator</name>
              <description>An entity primarily responsible for making the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51399">
                  <text>SNBU - Seminário Nacional de Bibliotecas Universitárias</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="45">
              <name>Publisher</name>
              <description>An entity responsible for making the resource available</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51400">
                  <text>UFRGS</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="40">
              <name>Date</name>
              <description>A point or period of time associated with an event in the lifecycle of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51401">
                  <text>2012</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="44">
              <name>Language</name>
              <description>A language of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51402">
                  <text>Português</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="51">
              <name>Type</name>
              <description>The nature or genre of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51403">
                  <text>Evento</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="38">
              <name>Coverage</name>
              <description>The spatial or temporal topic of the resource, the spatial applicability of the resource, or the jurisdiction under which the resource is relevant</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51404">
                  <text>Gramado (Rio Grande do Sul)</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
          </elementContainer>
        </elementSet>
      </elementSetContainer>
    </collection>
    <itemType itemTypeId="8">
      <name>Event</name>
      <description>A non-persistent, time-based occurrence. Metadata for an event provides descriptive information that is the basis for discovery of the purpose, location, duration, and responsible agents associated with an event. Examples include an exhibition, webcast, conference, workshop, open day, performance, battle, trial, wedding, tea party, conflagration.</description>
    </itemType>
    <elementSetContainer>
      <elementSet elementSetId="1">
        <name>Dublin Core</name>
        <description>The Dublin Core metadata element set is common to all Omeka records, including items, files, and collections. For more information see, http://dublincore.org/documents/dces/.</description>
        <elementContainer>
          <element elementId="50">
            <name>Title</name>
            <description>A name given to the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="63024">
                <text>Desenvolvimento de coleções em bibliotecas universitárias: o caso dos repositórios institucionais.</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="39">
            <name>Creator</name>
            <description>An entity primarily responsible for making the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="63025">
                <text>Nascimento, Aline Vieira do; Santos, Ana Cristina Gomes</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="38">
            <name>Coverage</name>
            <description>The spatial or temporal topic of the resource, the spatial applicability of the resource, or the jurisdiction under which the resource is relevant</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="63026">
                <text>Gramado (Rio Grande do Sul)</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="45">
            <name>Publisher</name>
            <description>An entity responsible for making the resource available</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="63027">
                <text>UFRGS</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="40">
            <name>Date</name>
            <description>A point or period of time associated with an event in the lifecycle of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="63028">
                <text>2012</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="51">
            <name>Type</name>
            <description>The nature or genre of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="63030">
                <text>Evento</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="41">
            <name>Description</name>
            <description>An account of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="63031">
                <text>Reflete a cerca do desenvolvimento de coleções em repositórios institucionais, com ênfase na biblioteca universitária. Abrange as etapas de seleção, aquisição, indexação, disseminação, descarte e direitos autorais, bem como ressalta a importância da elaboração de uma nova política de desenvolvimento que englobe essa nova fase do gerenciamento da informação que se apresenta a partir do depósito de materiais digitais em repositórios. Faz algumas reflexões sobre como se desenvolveu os acervos digitais, sua importância hoje na comunicação científica e no contexto da biblioteca universitária como um novo suporte para a informação. Define repositórios institucionais, temáticos e de teses e dissertações, como surgiram e qual a sua importância para comunidade acadêmico-científica e sociedade, e conclama as bibliotecas universitárias e o bibliotecário ao novo contexto que ora se origina.</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="44">
            <name>Language</name>
            <description>A language of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="69405">
                <text>pt</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
        </elementContainer>
      </elementSet>
    </elementSetContainer>
  </item>
  <item itemId="5905" public="1" featured="0">
    <fileContainer>
      <file fileId="4969">
        <src>http://repositorio.febab.org.br/files/original/49/5905/SNBU2012_044.pdf</src>
        <authentication>06c4ea429e75ae29e45acd6bfd17275b</authentication>
        <elementSetContainer>
          <elementSet elementSetId="4">
            <name>PDF Text</name>
            <description/>
            <elementContainer>
              <element elementId="92">
                <name>Text</name>
                <description/>
                <elementTextContainer>
                  <elementText elementTextId="63023">
                    <text>i
;:li

Formação e desenvolvimento de coleções em bibliotecas e repositórios digitais

S!mWrio

/IbooroaIde

=

IiWitt_

:.

U-,""lIIMbs

Trabalho completo

AQUISiÇÃO DE PERiÓDICOS TÉCNICO-CIENTíFICOS
INTERNACIONAIS POR PREGÃO: uma análise da eficácia dessa
modalidade de aquisição
Fabiana Araujo Lemos Rodrigues 1, Cileia Freitas Marangoni de
OUveir;?, Luiz Atílio Vicentin 3•
1Bibliotecária, UNICAMP, Campinas, São Paulo.
2Administrador

de Banco de Dados, UNICAMP, Campinas, São Paulo .

3Coordenador do SBU - UNICAMP, Campinas, São Paulo.

Resumo
O presente trabalho consiste em analisar se a modalidade de licitação
denomina da pregão, como meio de aquisição de periódicos técnico-científicos
internacionais pela Universidade Estadual de Campinas - Unicamp é vantajosa
economicamente através do estudo dos preços pagos pelas coleções nos últimos
anos em comparação com o praticado anteriormente quando eram adquiridos por
meio de pesquisa de mercado sem a modalidade de pregão, além de avaliar o valor
praticado diretamente pelas editoras. Foram selecionados títulos correspondentes a
20% do total da coleção de periódicos no formato impresso, com assinatura comum
nos últimos 04 anos, pertencentes às principais editoras do mercado de periódicos
científicos. De posse destes dados, foi estruturada uma tabela para a comparação
dos títulos, e dela, obtivemos parâmetros para o estudo e análise dos preços.
Observamos que apesar de o pregão ter como principal finalidade a economia nas
aquisições, vimos que isso na verdade não tem acontecido de maneira satisfatória ,
já que a faixa de preços proposta pelos fornecedores é apresentada de forma
inflacionada, muito além do que os editores cobram por suas assinaturas. Desta
forma , pretende-se com este estudo, gerar uma discussão no intuito de que o
pregão seja visto com um olhar criterioso, visando otimizar seus procedimentos e
garantir os benefícios almejados.

Palavras-chave:
Periódico científico; Aquisição; Licitação; Pregão presencial.

Abstract
The present paper makes the analysis of modality of public tender called
Proclamation, as mean of acquisition of international technical-scientific periodicals
by the University of Campinas - Unicamp, is really advantageous financially , through
the survey of prices paid for the collections over the last years in comparison with
those when they acquired through a market research, without proclamation, besides

338

�i
;:li

S!mWrio

Formação e desenvolvimento de coleções em bibliotecas e repositórios digitais

/IbooroaIde

=

IiWitt_

:.

U-,""lIIMbs

Trabalho completo

evaluating the value established directly by the editors. We selected titles
corresponding to 20% of the total collection of printed periodicals, with common
subscription in the last 4 years, indexed in the main editors with prominence in the
market of scientific periodicals. With this data, an spreadsheet was made for the
comparison of titles, and from this spreadsheet, we obtained the parameters for the
study and analyses of the prices. We observed that despite the proclamation have as
main objective to save money in acquisitions; we noticed that this it is not happening
in a satisfactory manner, since the prices proposed by the suppliers is inflated, much
beyond what the editors charge on subscription . Therefore, the intention of this study
was to generate a reflection that the proclamation must be carefully monitored by the
public authorities, seeking the optimization of its procedures, in order to ensure the
benefits required by the public sector.

Keywords :
Scientific periodical; Acquisition ; Public tender; Present proclamation .

1 Introdução
"Criar e disseminar o conhecimento na ciência , tecnologia, cultura e nas artes,
através do ensino, pesquisa e extensão ... " está contido na missão da Universidade
Estadual de Campinas - Unicamp.
A publicação periódica é um dos veículos mais rápidos de geração e
disseminação do conhecimento entre os cientistas. Ela retrata o ambiente científico
das grandes universidades. A partir dos artigos de periódicos é que o pesquisador
expõe suas ide ias e as submete à avaliação de seus pares, o que lhe confere
credibilidade dentro do mundo científico.
Além de agregar valor às pesquisas em determinada área do conhecimento, o
periódico científico é o principal veículo formal da comunicação científica, conforme
Gruszynski e Golin, (2006) .
Diferente das publicações convencionais, onde o processo de aquisição é um
trabalho que se encerra com a obtenção dos itens adquiridos, o processo de
aquisição de periódicos científicos constitui um esforço contínuo, uma vez que, ao
lidar com estes periódicos não se trabalha com itens em separado e sim com
coleções, conforme comentou Leal (2011) em seu trabalho para RDSCI : "Quando a
biblioteca adquire um periódico, ela está adquirindo a assinatura de uma coleção".
A aquisição de periódicos científicos difere de qualquer outra aquisição de
material ou produto na universidade onde o pagamento é feito após a entrega total
dos itens adquiridos. Na aquisição de periódicos ocorre o inverso, já que as editoras
só processam o pedido de assinatura após o seu pagamento integral.
Até 2009, esta especificidade, fazia com que a aquisição de periódicos
técnico-científicos internacionais fosse diferente de qualquer outra aquisição de bens
ou serviços na Universidade. Estas aquisições eram feitas através de Inexigibilidade
de Licitação, amparadas pelo Caput do artigo 25 da Lei 8.666/93. Esta lei traz em
seus artigos, o que um órgão público necessita para realizar uma licitação.

339

�i
;:li

S!mWrio

Formação e desenvolvimento de coleções em bibliotecas e repositórios digitais

/IbooroaIde

=

IiWitt_

:.

U-,""lIIMbs

Trabalho completo

Meirelles (2010) conceitua licitação como
o procedimento administrativo mediante o qual a
Administração Pública seleciona a proposta mais vantajosa
para o contrato de seu interesse. Visa propiciar iguais
oportunidades aos que desejam contratar com o Poder
Público, dentro dos padrões previamente estabelecidos pela
Administração, e atua como fator de eficiência e moralidade
nos negócios administrativos.

Justen Filho (2009) complementa a licitação como
um procedimento administrativo formal , realizado sob regime
de direito público, prévio a uma contratação, pelo qual a
Administração seleciona com quem contratar e define as
condições de direito e de fato que regularão essa relação
jurídica.

E ainda Mello (2007) define
Licitação - em suma síntese - é um certame que as
entidades governamentais devem promover e no qual abrem
disputa entre os interessados em com elas travar
determinadas relações de conteúdo patrimonial, para escolher
a proposta mais vantajosa às conveniências públicas. Estribase na ideia de competição, a ser travada isonomicamente
entre os que preencham os atributos e aptidões necessários
ao bom cumprimento das obrigações que se propõem
assumir.

Observou-se, contudo, que estas modalidades licitatórias, em muitos casos,
não conseguiam contemplar o procedimento de maneira satisfatória . Dessa forma,
mais recentemente, a lei do pregão 10.520/2002 foi regulamentada por dois decretos
distintos, o decreto 3.555/00, que regulamentou a modalidade de licitação
denominada pregão presencial , e o decreto n° 5.450/05 que regulamentou a
modalidade de licitação conhecida como pregão eletrônico .
O pregão, seja eletrônico ou presencial, pode ser explicado como um leilão
invertido onde quem ganha é aquele que deu o menor lance, não o maior. Após a
fase de lances, vence a proposta da empresa que ofertou o menor valor para
determinado produto ou serviço e, somente neste momento é que se verifica se a
mesma está em conformidade documental prevista em edital.
Conforme a definição de Gasparini (2006),
Pregão é o procedimento administrativo mediante o qual a
pessoa obrigada a licitar, seleciona para a aquisição de bens
comuns ou para a contratação de serviços comuns, dentre as
propostas escritas, quando admitidas, melhoráveis por lances
verbais ou virtuais, apresentadas pelos pregoantes em
sessão pública presencial ou virtual, em fase de julgamento
que ocorre antes da habilitação.

340

�i
;:li

S!mWrio

Formação e desenvolvimento de coleções em bibliotecas e repositórios digitais

/IbooroaIde

=

IiWitt_

:.

U-,""lIIMbs

Trabalho completo

Concorda Niebuhr (2008) em dizer que o pregão
significa modalidade de licitação pública destinada a
contratos de aquisição de bens ou prestação de serviços,
ambos considerados comuns, cujo julgamento das
propostas antecede a fase de habilitação, admitindo que os
licitantes de melhor classificação renovem as suas
propostas oralmente.

Essa medida adotada pelos órgãos públicos, como meio de conferir maior
eficiência e agilidade ao procedimento licitatório, visa proporcionar melhores preços
nas compras, ampliando a concorrência, tornando a aquisição mais transparente,
evitando possíveis fraudes .
A partir de 2009 a universidade passou a adquirir suas assinaturas de
periódicos técnicos científicos internacionais, em papel, através de pregão
presencial. No entanto, sua prática tem sido objeto de muitos questionamentos e
várias dúvidas têm sido observadas por parte dos próprios departamentos que
regem as regras da aquisição. Esses questionamentos acabam atrasando o
prejudicando quem necessita do acesso à informação rápida e exclusiva dos
periódicos científicos.
Outra preocupação num processo de aquisição por pregão, é que, mesmo a
empresa concorrente apresentando atestado de capacidade técnica, o cumprimento
do contrato de fornecimento não é satisfatório, a experiência tem nos mostrado que
um fornecedor não atende com a mesma eficiência a todos os seus clientes. Com
base nas considerações de autores e nas próprias inquietações pela experiência na
execução do trabalho, coletamos dados que nos permitem comparar a aquisição
antes e depois da utilização do pregão como modalidade de aquisição de periódicos
para a universidade.

2 Objetivo
Analisar se a nova modalidade de licitação denominada pregão como meio de
aquisição de periódicos técnico-científicos internacionais pela Universidade Estadual
de Campinas - Unicamp é vantajosa economicamente, em comparação com os
preços pagos pelas coleções no ano de 2008, quando eram adquiridas sem o
pregão, além de avaliar o valor praticado diretamente pelas editoras.

3 Metodologia
Foram selecionados 876 títulos de periódicos dentre os principais da coleção
da universidade, denominada "core collection ", assinados nos anos de 2008 a 2011,
pertencentes às principais editoras no mercado de periódicos científicos. Estes
títulos correspondem a 20% do total de assinaturas correntes. Os valores foram
extraídos dos catálogos anuais dessas editoras e dos preços praticados nos anos de

341

�i
;:li

Formação e desenvolvimento de coleções em bibliotecas e repositórios digitais
S!mWrio

/IbooroaIde

=

IiWitt_

:.

U-,""lIIMbs

Trabalho completo

2008, 2009, 2010 e 2011 . De posse destes dados foi estruturada uma planilha para
subsidiar o estudo e análise dos preços que culminaram nos gráficos descritos a
seguir.

4 Resultados
Comparando os valores que seriam pagos diretamente aos editores e os
valores efetivamente gastos pela universidade, pudemos perceber que a diferença
aproximada do aumento das assinaturas em 2008 foi de 2% , 8% em 2009, 4% em
2010 e 9% em 2011 . Isso reflete o aumento por parte dos fornecedores nos valores
das assinaturas, visto que, salvo o ano de 2010, as porcentagens de aumento dos
preços praticamente triplicou .

Comparativo entre os valores de catálogo e os
va lores pagos

• Edito r

• Fo rn ecedor
2011
2008

2009

2010

2011

IEdi tor

$2.141.72 4,76

$2.3 06.838,97

$2.4 13 .3 18,37

$2.528.763,40

I Fornecedor

$2.184 .126,70

$2.5 01.306,55

$2.508.136,66

$2.762.909,52

o reflexo da diferença na forma de aquisição acarretou para a Universidade
uma despesa adicional nos últimos 4 anos no valor de U$ 565,833.93, somadas as
diferenças das aquisições realizadas por meio dos pregões.
Tomando por base os valores em 2008 , antes do pregão, dos 876 títulos
analisados, 452 títulos foram adquiridos com preço igual ao praticado na editora, ou
seja, preço de catálogo (capa) . Porém, nos anos de 2009 a 2011 , com a adoção do
pregão, estes mesmos 452 títulos foram assinados com aumento de 9% , 3% e 10%
respectivamente.

342

�i
;:li

Formação e desenvolvimento de coleções em bibliotecas e repositórios digitais

S!mWrio

/IbooroaIde

=

IiWitt_

:.

U-,""lIIMbs

Trabalho completo

Títulos pagos com valores de catálogo em

2008

• Editor
• Forn ecedor

2011
2008

2009

2010

2011

I Editor

$1.431.296,00

$1.529 .9 13,60

$1.597.455,00

$1.664.267 ,00

I Fornecedor

$ 1.43 1.296,00

$1.685.889,48

$1.684 .433 ,28

$1.832.880,13

Mais da metade dos títulos analisados em 2008 tinham os "valores de capa",
não onerando custo maior para a renovação das assinaturas por parte da
universidade. Nos anos posteriores os valores demonstram um aumento expressivo
nas assinaturas:
a) 2009 = U$ 155,975,88;
b) 2010 = U$ 89.978 ,28 ;
c) 2011 = U$ 168.613,00.
A análise dos dados mostra que os editores objetos deste estudo,
aumentaram o valor das suas publicações de 5% a 8% de um ano para outro.
Confrontando com os valores alcançados com o pregão, constatamos que os
valores ultrapassam essa média. Interessante notar também que no ano de 2010
houve um decréscimo do valor pago em relação ao ano de 2009 , primeiro ano do
pregão.

343

�i
;:li

Formação e desenvolvimento de coleções em bibliotecas e repositórios digitais

S!mWrio

/IbooroaIde

=

IiWitt_

:.

U-,""lIIMbs

Trabalho completo

Comparativo entre a porcentagem de
aumento das editoras e a porcentagem de
aumento no pregão
12%

• Edi tor
• Pregão

2010-2011

Mais uma vez pudemos observar que os valores praticados pelos
fornecedores são maiores em relação ao aumento praticado pelo editor.
Analisando ano a ano a faixa de aumento de preços, observamos que em
2008, as assinaturas dos títulos ou não sofreram reajustes ou foram reajustados em
até 10% de aumento. Já nos anos de 2009 a 2011 , as mesmas assinaturas sofreram
reajustes de até 20% de aumento.

Comparativo ente o número de títulos por
faixa de aumento
600
. &lt; 0%

500
400

. 0alO%

. 10a 20%

300

. 20a 30%
200

. 30a 40%
. 40 &lt;1 50%

100

. &gt; 50%

o
2008

2009

2010

344

2011

�i
;:li

Formação e desenvolvimento de coleções em bibliotecas e repositórios digitais

S!mWrio

/IbooroaIde

=

IiWitt_

:.

U-,""lIIMbs

Trabalho completo

A faixa de aumento nos preços das assinaturas antes do pregão, não
ultrapassava 10%. Vale ressaltar que, a grande maioria dos títulos assinados em
2008 não teve aumento, já que a universidade pagava o mesmo preço do editor nas
suas assinaturas. Nos anos posteriores a 2008, com o pregão, esses reajustes se
concentraram na faixa de 1O a 20% de aumento, não sendo praticados mais os
"preços de capa" onde não havia reajuste além do valor do editor.
Observa-se também que os preços dos periódicos da área de humanidades
possuem sempre os preços mais baixos em relação aos das áreas de exatas,
tecnológicas e biomédicas, porém obtiveram aumentos significativos por parte dos
fornecedores .

Porcentagem de Aumento por Área do
Conhecimento
13%

10%
8%

8%

• 2008
5%

• 2009

4%

2010

Biomédicas

Humanidades

Exatas

O baixo índice de preços nas áreas das humanidades, possa talvez explicar a
concentração de aumento no valor dessas assinaturas, o que proporciona maior
manipulação nos aumentos por parte dos fornecedores .

5 Conclusões
Apesar de a modalidade pregão ter como sua principal finalidade a economia
nas aquisições, o que observamos é que isso na verdade não tem acontecido de
maneira satisfatória já que, na prática , e agora comprovada, os preços apresentados
nos pregões pelos fornecedores é muito maior do que os preços que os editores
cobram por sua assinatura .

345

�i

Formação e desenvolvimento de coleções em bibliotecas e repositórios digitais
S!mWrio

;:li

/IbooroaIde

:.

IiWitt_
U-,""lIIMbs

=

Trabalho completo

o trabalho de aquisição de periódicos é um processo que demanda
acompanhamento e revisões de seu fluxo de controle, antes e após as aquisições.
Por outro lado é fato o aspecto legal que regulamenta a prática de aquisições no
Órgão Público, regido pela Lei 8666/93.
A proposta desse estudo foi o de avaliar a aquisição realizada desde 2009
quando passamos a adquirir a coleção de periódicos no formato impresso por
pregão, não temos por objetivo confrontar a legislação do setor público de maneira a
modificá-Ia já que vemos o pregão como uma maneira benéfica para evitar fraudes
nas concorrências públicas. Pretendemos, porém, criar condições para uma
discussão sobre essa modalidade de aquisição dos periódicos científicos
internacionais, já que, ao pesquisarmos este assunto, pudemos nos deparar com
uma crescente preocupação no sentido de que a lei veio de encontro aos interesses
comuns do setor, mas por outro lado, tem demonstrado fragilidade por onde a tão
almejada economia pública , o que pode ser demonstrado, onde a Universidade
Estadual de Campinas teve um custo adicional na coleção de periódicos científicos
internacionais, mesmo realizando as aquisições por meio de pregões.
Referências

BRASIL. Decreto Federal nO. 3.555, de 8 de agosto de 2000 . Aprova o Regulamento
para a modalidade de licitação denominada pregão, para aquisição de bens e
serviços comuns. Disponível em :
http://www.planalto.gov.br/cciviI03/decreto/d3555 .htm . Acesso em 02/04/2012 .
BRASIL. Decreto Federal nO. 5.450 , de 31 de maio de 2005 . Regulamenta o pregão,
na forma eletrônica, para aquisição de bens e serviços comuns, e dá outras
providências. Disponível em: htlp://www.planalto.gov.br/ccivil 03/ ato20042006/2005/decreto/d5450.htm. Acesso em 02/04/2012 .
BRASIL. Lei Federal nO. 8.666, de 21 de junho de 1993. Lei das licitações.
Regulamenta o art. 37, inciso XXI, da Constituição Federal, institui normas para
licitações e contratos da Administração Pública e dá outras providências. Disponível
em : htlp://www.planalto.gov.br/ccivil03/leis/L8666cons.htm. Acesso em 02/04/2012 .
BRASIL. Lei Federal nO. 10.520 , de 17 de julho de 2002 . Lei do Pregão. Institui, no
âmbito da União, Estados, Distrito Federal e Municípios, nos termos do art. 37 , inciso
XXI, da Constituição Federal , modalidade de licitação denominada pregão, para
aquisição de bens e serviços comuns, e dá outras providências. Disponível em :
http://www.planalto.gov.br/cciviI03/leis/2002/L10520.htm. Acesso em 02/04/2012 .
GASPARINI, Diógenes (coord .). Pregão presencial e eletrônico. Belo Horizonte,
GRUSZYNSKI , C.; GOLlN, C. Periódicos científicos. Unirevista. Rio Grande do Sul ,
v.1, n.3, P.1-13, jul. , 2006 . Disponível em :

346

�i
;:li

S!mWrio

Formação e desenvolvimento de coleções em bibliotecas e repositórios digitais

/IbooroaIde

=

IiWitt_

:.

U-,""lIIMbs

Trabalho completo

http://www.unirevista.unisinos.br/pdf/UNlrev GruszynskiGolin.PDF. Acesso em :
20/04/2012.
JUSTEN Filho, Marçal. Comentário a lei de Licitações e Contratos
Administrativos . São Paulo, Dialetica , 2009 .
LEAL, Janaina. A importância da implantação de uma administração voltada para
aquisição de periódicos em bibliotecas em sistemas de redes. RDBCI - Revista
Digital de Biblioteconomia e Ciência da Informação. Campinas, v.9, n.1 , p.81-91,
jul/dez, 2011 . Disponível em :
http://www.sbu.unicamp.br/seer/ojs/index.php/sbu rci/article/viewFile/495/pdf 3.
Acesso em 10/04/2012.
MEIRELLES, Hely Lopes. Licitação e Contrato Administrativo. São Paulo,
Malheiros, 2010.
MELLO, Celso Antônio Bandeira de. Curso de Direito Administrativo. São Paulo,
Malheiros, 2007.
NIEBUHR, Joel de Menezes. Pregão presencial e eletrônico. Curitiba, Zenite,
2008.

347

�</text>
                  </elementText>
                </elementTextContainer>
              </element>
            </elementContainer>
          </elementSet>
        </elementSetContainer>
      </file>
    </fileContainer>
    <collection collectionId="49">
      <elementSetContainer>
        <elementSet elementSetId="1">
          <name>Dublin Core</name>
          <description>The Dublin Core metadata element set is common to all Omeka records, including items, files, and collections. For more information see, http://dublincore.org/documents/dces/.</description>
          <elementContainer>
            <element elementId="50">
              <name>Title</name>
              <description>A name given to the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51396">
                  <text>SNBU - Edição: 17 - Ano: 2012 (UFRGS - Gramado/RS)</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="49">
              <name>Subject</name>
              <description>The topic of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51397">
                  <text>Biblioteconomia&#13;
Documentação&#13;
Ciência da Informação&#13;
Bibliotecas Universitárias</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="41">
              <name>Description</name>
              <description>An account of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51398">
                  <text>Tema: A biblioteca universitária como laboratório na sociedade da informação.</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="39">
              <name>Creator</name>
              <description>An entity primarily responsible for making the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51399">
                  <text>SNBU - Seminário Nacional de Bibliotecas Universitárias</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="45">
              <name>Publisher</name>
              <description>An entity responsible for making the resource available</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51400">
                  <text>UFRGS</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="40">
              <name>Date</name>
              <description>A point or period of time associated with an event in the lifecycle of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51401">
                  <text>2012</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="44">
              <name>Language</name>
              <description>A language of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51402">
                  <text>Português</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="51">
              <name>Type</name>
              <description>The nature or genre of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51403">
                  <text>Evento</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="38">
              <name>Coverage</name>
              <description>The spatial or temporal topic of the resource, the spatial applicability of the resource, or the jurisdiction under which the resource is relevant</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51404">
                  <text>Gramado (Rio Grande do Sul)</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
          </elementContainer>
        </elementSet>
      </elementSetContainer>
    </collection>
    <itemType itemTypeId="8">
      <name>Event</name>
      <description>A non-persistent, time-based occurrence. Metadata for an event provides descriptive information that is the basis for discovery of the purpose, location, duration, and responsible agents associated with an event. Examples include an exhibition, webcast, conference, workshop, open day, performance, battle, trial, wedding, tea party, conflagration.</description>
    </itemType>
    <elementSetContainer>
      <elementSet elementSetId="1">
        <name>Dublin Core</name>
        <description>The Dublin Core metadata element set is common to all Omeka records, including items, files, and collections. For more information see, http://dublincore.org/documents/dces/.</description>
        <elementContainer>
          <element elementId="50">
            <name>Title</name>
            <description>A name given to the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="63015">
                <text>Aquisição de periódicos técnico-científicos internacionais por pregão: uma análise da eficácia desa modalidade de aquisição.</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="39">
            <name>Creator</name>
            <description>An entity primarily responsible for making the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="63016">
                <text>Rodrigues, Fabiana Araújo Lemos; Oliveira, Cileia Freitas M. de; Vicentin, Luiz Atílio</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="38">
            <name>Coverage</name>
            <description>The spatial or temporal topic of the resource, the spatial applicability of the resource, or the jurisdiction under which the resource is relevant</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="63017">
                <text>Gramado (Rio Grande do Sul)</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="45">
            <name>Publisher</name>
            <description>An entity responsible for making the resource available</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="63018">
                <text>UFRGS</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="40">
            <name>Date</name>
            <description>A point or period of time associated with an event in the lifecycle of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="63019">
                <text>2012</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="51">
            <name>Type</name>
            <description>The nature or genre of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="63021">
                <text>Evento</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="41">
            <name>Description</name>
            <description>An account of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="63022">
                <text>O presente trabalho consiste em analisar se a modalidade de licitação denomina da pregão, como meio de aquisição de periódicos técnico-científicos internacionais pela Universidade Estadual de Campinas - Unicamp é vantajosa economicamente através do estudo dos preços pagos pelas coleções nos últimos anos em comparação com o praticado anteriormente quando eram adquiridos por meio de pesquisa de mercado sem a modalidade de pregão, além de avaliar o valor praticado diretamente pelas editoras. Foram selecionados títulos correspondentes a 20% do total da coleção de periódicos no formato impresso, com assinatura comum nos últimos 04 anos, pertencentes às principais editoras do mercado de periódicos científicos. De posse destes dados, foi estruturada uma tabela para a comparação dos títulos, e dela, obtivemos parâmetros para o estudo e análise dos preços. Observamos que apesar de o pregão ter como principal finalidade a economia nas aquisições, vimos que isso na verdade não tem acontecido de maneira satisfatória, já que a faixa de preços proposta pelos fornecedores é apresentada de forma inflacionada, muito além do que os editores cobram por suas assinaturas. Desta forma, pretende-se com este estudo, gerar uma discussão no intuito de que o pregão seja visto com um olhar criterioso, visando otimizar seus procedimentos e garantir os benefícios almejados.</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="44">
            <name>Language</name>
            <description>A language of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="69404">
                <text>pt</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
        </elementContainer>
      </elementSet>
    </elementSetContainer>
  </item>
  <item itemId="5904" public="1" featured="0">
    <fileContainer>
      <file fileId="4968">
        <src>http://repositorio.febab.org.br/files/original/49/5904/SNBU2012_043.pdf</src>
        <authentication>5960be370e18c78dd8a33e6ca8935eb6</authentication>
        <elementSetContainer>
          <elementSet elementSetId="4">
            <name>PDF Text</name>
            <description/>
            <elementContainer>
              <element elementId="92">
                <name>Text</name>
                <description/>
                <elementTextContainer>
                  <elementText elementTextId="63014">
                    <text>i

SeminArio

~

~6e

= 1l1W'ot_
_~ ~:~r~':..

Formação e desenvolvimento de coleções em bibliotecas e repositórios digitais
Trabalho completo

LIVROS RAROS E DOCUMENTOS HISTÓRICOS DA COLEÇÃO
BRASILIANA DA UNIVERSIDADE FEDERAL DE MINAS GERAIS:
percurso histórico e análise bibliológica
Diná Marques Pereira Araújo 1
1

Bibliotecária , Biblioteca Universitária da Universidade Federal de Minas Gerais, Belo
Horizonte, Minas Gerais

Resumo
Relata pesquisa sobre os livros raros e documentos históricos da Coleção Brasiliana
da Universidade Federal de Minas Gerais - sob a guarda da Biblioteca Universitária,
na Divisão de Coleções Especiais. Destaca o processo de formação da Coleção,
explanando sobre sua trajetória na Universidade, a partir de 1966. Discorre sobre a
transferência da Coleção para a Biblioteca Central e as implicações advindas da
ausência de uma descrição bibliográfica normalizada. Elege a pesquisa aos
documentos arquivísticos para construção do histórico da coleção; e recorre à
análise bibliológica para sistematizar os elementos materiais e históricos dos livros.
O trabalho, em andamento, fundamentou a identificação, seleção e recolhimento de
livros dissociados do acervo original. A pesquisa é um dos pressupostos para a
gestão dos acervos raros e especiais da Biblioteca Universitária (Sistema de
Bibliotecas da Universidade Federal de Minas Gerais), direcionada a construção de
instrumentos de pesquisa e ao aperfeiçoamento profissional da equipe da Divisão de
Coleções Especiais.

Palavras-Chave:
UFMG; Biblioteca Universitária; Brasiliana; Livros raros ; Bibliologia.

Abstract
Reports research on rare books and historical documents of the Brazilian Collection
of the Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) - in the custody of the
University Library, Special Collections Division . Highlights the process of formation of
the Collection, by talking about his career at the University since 1966. Discusses the
transfer of the collection to the Central Library and the implications arising from the
absence of a standard bibliographic description . Elects the search to records for the
construction of the historic collection and the analysis bibliological to systematize the
material elements and historical books. The work in progress, based the
identification, selection and collection of books separated the original collection . The
research is one of the assumptions for the management of rare and special
collections of the University Library-UFMG, directed the construction of research
instruments and professional development of staff of the Division of Special
Collections.

Keywords:
UFMG; University Library; Rare books; Brazilian Collection ; Bibliology.

323

�i

SeminArio

~

~6e

= 1l1W'ot_
_~ ~:~r~':..

Formação e desenvolvimento de coleções em bibliotecas e repositórios digitais
Trabalho completo

1 Introdução
A Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), fundada em 1927, possui
um rico acervo de obras de arte, raridades bibliográficas e documentos históricos.
Tais acervos estão organizados por coleções e alocados em várias unidades
acadêmicas e administrativas da Universidade.
Os livros raros e coleções especiais da Universidade foram adquiridos por
meio de compras; doações de livros raros e de bibliotecas particulares por
professores, escritores, intelectuais, bibliófilos, políticos e empresários.
Conforme apontado no Projeto de mobiliário e equipamento da Biblioteca
Central (1980), a primeira Biblioteca da Universidade data de 1930. Ela nasceu a
partir da reunião dos acervos das faculdades que formaram a Universidade de Minas
Gerais. Esta primeira Biblioteca foi alocada em prédio da Universidade na Rua
Guajajaras, em Belo Horizonte. Em 1962 foi transferida para o prédio da Reitoria ,
também no centro de Belo Horizonte. Paralelamente, "diferentes unidades possuíam
suas próprias bibliotecas" (UFMG, 1980, p. [7]). Naquele momento os acervos raros
da Universidade foram reunidos sob a guarda da Reitoria . Em 1976 foi criada a
Biblioteca Central (BC) e no ano seguinte o Sistema de Bibliotecas (SB) da UFMG
tornou-se centralizado.
Paulo da Terra Caldeira, no catálogo da exposição Galeria Brasiliana, aponta
que a formação dos acervos bibliográficos raros e especiais da UFMG .
remonta à coleção existente na antiga biblioteca da Reitoria da
Universidade de Minas Gerais, localizada no centro de Belo
Horizonte. Posteriormente, obras e coleções existentes nas
bibliotecas das unidades acadêmicas [.. .] foram transferidas para a
Biblioteca Central, no campus Pampulha. (CALDEIRA, 1997, p. [1]) .

Com a abertura do prédio da BC em 1981, as coleções raras e especiais
foram transferidas para o novo edifício. Deste modo, a Universidade ampliou a
reunião de seus acervos raros, a partir do envio de coleções e livros das unidades
acadêmicas e Reitoria, para a BC, no campus Pampulha. Tal procedimento não
impediu que algumas unidades permanecessem com seus acervos raros e/ou
criassem acervos especiais e centros de memória como fizeram a Faculdade de
Medicina, Faculdade de Letras, Faculdade de Direito e Faculdade de Ciências
Econômicas, dentre outras.
Em Biblioteca Central da Universidade Federal de Minas Gerais, Etelvina
Lima aponta que no 30 andar do novo prédio foram concentrados "os serviços
técnicos e administrativos: chefia da biblioteca central , coordenação das bibliotecas
universitárias, departamento de administração, departamento de processos técnicos,
serviço de coleções especiais, depósito fechado. " (LIMA, 1972, p. 130, grifo
nosso).
As coleções especiais - instaladas em duas salas de aproximadamente
110m2 - ficaram sob a administração do Departamento de Serviços ao Usuário
(DSU), que iniciou uma série de ações para a organização dos acervos. Em sua
maioria, as ações estabeleceram metodologias de trabalho e propostas para a

324

�i

SeminArio

~

~6e

= 1l1W'ot_
_~ ~:~r~':..

Formação e desenvolvimento de coleções em bibliotecas e repositórios digitais
Trabalho completo

gestão dos acervos. Dentre os trabalhos desenvolvidos, a Biblioteca Universitária
(BU) estabeleceu, como critério de organização, a estruturação dos acervos por
coleções, conforme modelo adotado pela Reitoria na década de 1960.
Atualmente os acervos raros e especiais, alocados no prédio da BC , estão
distribuídos em salas do 3° e 4° andar. Compreendem os Projetos de Pesquisa vinculados às unidades acadêmicas responsáveis por sua gestão - e a Divisão de
Coleções Especiais (Dicolesp), gerida pela BU. Tais acervos são estruturados em :
a)Projetos de Pesquisa :
- Acervo de Escritores Mineiros - Faculdade de Letras.
- Acervo Curt Lange - Escola de Música.
- Helena Antipoff - Faculdade de Educação.
- Projeto República - Faculdade de Filosofia e Ciências Humanas.
b)Divisão de Coleções Especiais (BU):
- Coleção Memória Intelectual da UFMG.
- Coleção de Obras Raras: Arduino Bolivar, Brasiliana , Camilo Castelo
Branco, Geral, Linhares, Luiz Camillo de Oliveira Netto, Referência,
Patrologia .
- Coleções Especiais: Faria Tavares, Francisco Pontes de Paula Lima,
Francisco de Assis Magalhães Gomes, José Israel Vargas, Literaterras,
Livro de Artista , Marco Antonio Dias, Orlando de Carvalho.
A temática abordada neste trabalho é a Coleção Brasiliana da Dicolesp-BU .
Com o intuito de instrumentalizar as propostas de gestão dos acervos raros da BU , a
pesquisa sobre os acervos da Dicolesp compõe uma das etapas iniciais para a
proposição de ações de divulgação e atendimento diferenciado ao pesquisador.
Dentre as coleções que fazem parte das pesquisas, a Brasiliana é destacada por
seu valor histórico, estético e cultural, e, assim, como singular fonte de pesquisa .
Ao iniciar as pesquisas sobre a Coleção, foram identificadas lacunas sobre o
histórico do acervo na Universidade. Em consulta ao termo de transferência de livros
e documentos da Reitoria para a BC, foi detectado que havia títulos que,
posteriormente, foram dissociados em outros acervos, apenas os títulos mais
destacados em exposições e trabalhos acadêmicos estavam identificados como
pertencentes à Coleção. Entretanto, o maior problema relacionado ao termo de
transferência foi a identificação de títulos devido às referências imprecisas listadas.
Diante do problema a decisão foi : traçar um histórico da Coleção, baseado na
avaliação minuciosa da documentação arquivística referente ao processo de
doação; inventariar o acervo ; e analisar os exemplares da Coleção. A decisão pela
pesquisa se justifica pela necessidade de compreender a unidade da coleção,
diminuir as possibilidades de dissociação de exemplares no futuro, capacitar
bibliotecários para o trabalho com livros raros no SB-UFMG, e, sobretudo,
desenvolver e fomentar pesquisas sobre a Coleção.
O objetivo da proposta é criar instrumentos de pesquisa, como catálogos e
bibliografias, que apresentem o acervo de modo contextualizado e especializado
para o pesquisador.
Após a definição do percurso da Coleção, os próximos passos foram o
inventário do acervo e o estudo individualizado dos exemplares, baseados na

325

�i

SeminArio

~

~6e

= 1l1W'ot_
_~ ~:~r~':..

Formação e desenvolvimento de coleções em bibliotecas e repositórios digitais
Trabalho completo

análise bibliológica. O processo de avaliação e identificação de alguns livros ainda
está em andamento.
A análise bibliológica dos livros raros da Dicolesp-BU é uma das ações do
projeto Livros Raros e Especiais , fomentado pela Pró-Reitoria de Extensão da
UFMG desde março de 2011 .

2 Revisão de Literatura
A universidade, com a missão de gerar e difundir conhecimentos científicos,
tecnológicos e culturais por meio de suas vertentes do ensino, da pesquisa e da
extensão, deve, por meio da biblioteca universitária, preservar, conservar e garantir
o acesso dos acervos raros sobre sua guarda e fomentar a geração de pesquisas e
novos conhecimentos.
A responsabilidade de guarda e acesso aos livros raros e especiais requer, da
biblioteca universitária, serviços especializados que garantam a compreensão e
devido tratamento biblioteconômico e a preservação dos bens.
No artigo Uma política de serviços para livros raros em bibliotecas
universitárias, Sônia T. Dias Gonçalves da Silva destaca que a "Universidade, com
seu caráter agregador e gerador de conhecimento, pode e deve atrair para si a
função pública de reunir, conservar e difundir a brasiliana e/ou americana rara, como
fundo documental de estudos e pesquisas." (SILVA, 1990, p. 120).
Esboçar a trajetória da Coleção Brasiliana na UFMG é o passo inicial de um
longo processo de pesquisas. Tal propósito visa, principalmente, criar instrumentos
de pesquisas e, assim , divulgação especializada sobre o acervo.

2.1 História dos livros e das bibliotecas
Em Livros e bibliotecas no Brasil colonial, Rubens Borba de Moraes enfatiza o
potencial de pesquisa presente em bibliotecas e coleções brasileiras, defendendo
que "se quisermos estudar a história das idéias, a divulgação das técnicas, toda a
evolução cultural brasileira, enfim, é indispensável estudar a história do livro e das
bibliotecas." (MORAES, 2006 , p.185).
Robert Darnton em O que é a história do livro? defende que a história do livro
poderia se chamar história social e cultural da comunicação impressa, cuja
finalidade é entender como as ideias eram transmitidas por vias impressas e como o
contato com a palavra impressa afetou o pensamento e comportamento da
humanidade nos últimos quinhentos anos. O autor propõe um modelo geral para
analisar como os livros surgem e se difundem entre a sociedade. A proposta,
descrita como um circuito de comunicação, visa percorrer um ciclo que passa pelo
autor, editor, impressor, distribuidor, vendedor, leitor, biblioteca dentre outros. O
modelo proposto pretende gerar uma visão holística do livro como meio de
comunicação. Sua intenção é demonstrar como segmentos díspares da história do
livro podem ser reunidos dentro de um único esquema conceitual.

326

�i

SeminArio

~

~6e

= 1l1W'ot_
_~ ~:~r~':..

Formação e desenvolvimento de coleções em bibliotecas e repositórios digitais
Trabalho completo

lelto(fI~=

GrârlCOS.
Compositores.
Impressoras.
EnC3ttegOOtJ$
do depósilOS.

Compras
Enc:adema&lt;lor

Emprêslimos
Clubes
B;bl;ol~ ~

LNre"'
"
A.l~stas.
'---

---I ;:~=:
Encodemadonos.
etc...

Fornecedor..:
Papel ,
nnla,

npo,
Maodeobra.

O~tltboidcwos

==.. . 1------'
Rep U$(trlt.JrlI~

=~'

FiGura 1: O CllWI(O cla5 c.omur\lC8Çt1e&amp;

Figura 1 - Circuito de comunicação
Fonte: DARNTON, Robert. A questão dos livros : passado, presente e futuro. São Paulo:
Companhia das Letras, 2010, p.195.

A pesquisa em torno da Coleção Brasiliana considera o Circuito de
Comunicação proposto por Darnton como fundamento para uma compreensão
ampliada sobre o acervo. Deste modo, contemplou tanto a história da formação da
Coleção, quanto a apreensão dos itens bibliográficos e documentais que a formam .
Para isso buscou estabelecer um esquema conceitual sobre cada livro, constituindo
um ponto de vista inicial sobre a Coleção.

2.2 Bibliologia
Os estudos individualizados dos exemplares da Coleção Brasiliana foram
fundamentados a partir da Bibliologia. No Brasil , Antonio Houaiss, na publicação
Elementos de Bibliologia, definiu que a
Bibliologia é a disciplina do livro que o examina do ponto de vista de
sua sistematização orgânica, como um todo composto de elementos
materiais de suporte (fôlhas, cartões , peles, linhas, cola) , de
elementos materiais de representação simbólica (tintas, furos [... ],
cores) , de elementos de eficaz disposição dos símbolos (tipos, letras,
imagens, objetos visuais e tácteis) , a fim de que a mensagem se
possa consumar em sua finalidade de comunicação e expressão,
com a completude possível. (HOUAISS, 1983, p. 41 , grafia conforme
publicação) .

Para o autor, a Bibliologia é a "ciência da história e da composição material do
livro, em todos os seus aspectos. (HOUAISS , 2004, p. 444).
Ana Virgínia Pinheiro, no artigo O espírito e o corpo do livro raro : fragmentos
de uma teoria para ver e tocar, afirma que podemos encontrar "na Bibliologia os

327

�i

SeminArio

~

~6e

= 1l1W'ot_
_~ ~:~r~':..

Formação e desenvolvimento de coleções em bibliotecas e repositórios digitais
Trabalho completo

elementos necessários para tocar o livro em sua materialidade, segundo a realidade
de cada época ." (PINHEIRO, 2003) .
Murilo Bastos da Cunha e Cordélia Cavalcanti definem que a Bibliologia
ocupa-se com a descrição do livro do ponto de vista da tipografia, impressão,
ilustrações, encadernação, dentre outros. Deste modo ela é um
1. Conjunto de ciências e técnicas que se ocupam do livro e da
escrita. 2. Parte da documentologia que estuda o livro sob todos os
seus aspectos. Compreende a bibliotecnia, a bibliografia e a
biblioteconomia. 3. Parte da bibliografia que estuda em geral o livro
em seu aspecto histórico e técnico; bibliografia histórica. (CUNHA,
2008, p.48).

Maria Isabel Ribeiro de Faria e Maria da Graça Pericão definem Bibliologia
como a ciência do livro, como a "arte de discorrer sobre os livros e de falar deles
com pertinência, tanto no que respeita à sua temática, como à sua história." (FARIA,
2008, p. 98) .
A análise bibliológica - método de avaliação da Bibliologia - visa o
entendimento do livro sob o ponto de vista de sua materialidade.
Não menos importante, a apreensão do livro tendo em vista o seu conteúdo é
também uma rica fonte de pesquisa do livro raro. A apreensão do livro em seus
diversos aspectos (histórico, temático e material) permite uma visão diferenciada
sobre o livro. Esta é a proposição da presente pesquisa .

3 Materiais e Métodos
Os procedimentos para o desenvolvimento da pesquisa considerou os
documentos arquivísticos referentes à Coleção Brasiliana para estabelecer o
percurso histórico da Coleção na Universidade, bem como recorreu ao estudo
individual dos livros e documentos do acervo para produção de um inventário
específico sobre as obras.

3.1 Análise dos documentos arquivísticos
Em 1997 a Escola de Belas Artes da UFMG, cujo diretor era o professor
Marco Elízio de Paiva , realizou inventário da coleção reconhecida como Galeria
Brasiliana , que abrigava peças de arte, livros e documentos relacionados ao Brasil.
Ao final do trabalho foi publicado o catálogo Galeria Brasiliana consagrado às peças
de arte da Coleção. Paiva cita que a doação feita por Assis Chateaubriand
foi registrada em um livro criado especialmente, como diz sua
introdução, "para o registro das doações de caráter artístico, histórico
e cultural que se fizerem á UFMG. Naquele "termo de doação" os
Diários e Emissoras Associados , [ ... ] entregavam oficialmente [a
coleção para a UFMG]. (PAIVA, 1997, p. [2]).

328

�i

SeminArio

~

~6e

Formação e desenvolvimento de coleções em bibliotecas e repositórios digitais

= 1l1W'ot_
_~ ~:~r~':..

Trabalho completo

3.1.1 Doação
A Coleção Brasiliana foi doada para a UFMG, em 1966, por Assis
Chateaubriand . No mesmo ano a Universidade recebeu, do jornalista, a Galeria
Brasiliana, a Biblioteca de Obras de Camilo Castelo Branco 1 - entregues para a
Reitoria e 15.000 volumes da Biblioteca do Instituto de Direito Comparado direcionada para a Faculdade de Direito.
Paiva descreve que as peças doadas "foram recolhidas por Assis
Chateaubriand entre grandes colecionadores brasileiros." (PAIVA, 1997, p. [2]). A
Coleção Brasiliana "destaca-se por ser formada por várias obras de arte de grande
valor histórico, artístico e documental [.. .] constitui o mais importante e valioso
acervo de obras de arte e documentos luso-brasileiros que Universidade possui."
(PAIVA, 1997, p. [2]).
Em 22 de fevereiro de 1967 o reitor Aloizio Pimenta, em carta ao doador,
agradece as doações da Brasiliana e Camiliana e informa sobre as condições de
segurança e tratamento adequado da Coleção. Como destacado a seguir:
Aproveito a oportunidade para comunicar V. Exa. o estado em que se
[encontra] a Brasiliana [ ... ] está instalada numa sala do primeiro
andar da Reitoria, para a visita do público. Todo o material está bem
protegido, recebendo cuidados técnicos de pessoa capaz, do quadro
de funcionários da casa . (UFMG, 22 fev. 1967).

A doação da Galeria Brasiliana para a UFMG ocorreu em datas distintas. Em
um primeiro momento foram doados quadros, esculturas, peças sacras e outros. Na
primeira doação constam 6 livros (10 exemplares) e 02 documentos históricos. Na
doação seguinte seguem 02 quadros e 06 livros (07 exemplares). Finalmente, na
última doação, é doado apenas um livro manuscrito. Os esquemas a seguir apontam
as fases do processo de doação:
Doação 1 - 24 janeiro de 1966 2
nO de
doações

item
descrito 3

Descrição da peça 4

01

04

Gasparis Barlaei, Rerum Octentum in Brasilia, Amsterdam .
MDCCXLVII : encadernado doação professor Ulhoa Cintra.

02

05

Testamento de Martin Afonso, encadernado, doação: Sebastião
Paes Almeida

03

18

Histoire du Brésil - 3 vols . Alphonse Bauchamps - doação:
Augusto A. Antunes

04

20

Le six derniers móis d'Amerique et du Brésil - M. de Pradt - 1
vol. Doação: Augusto Azevedo Antunes.

Títulos atribuídos às coleções nos documentos de doação.
Informações colhidas em : UFMG, 24 jan . 1966.
3 Números correspondem aos da listagem de doação.
4 Conforme grafado em listagem de doação.
1

2

329

�i

SeminArio

~

~6e

Formação e desenvolvimento de coleções em bibliotecas e repositórios digitais

= 1l1W'ot_
_~ ~:~r~':..

Trabalho completo

05

23

Autógraphos de Portugal e Brasil - encadernado.

06

24

Prinz Zu Wied-Neuwield - Reise Nach Brasilien
Encadernados - doação: Dr. A. Azevedo Antunes.

07

25

Reise Nach Brazilien Kupper und Karten - encadernado, doação:
de A. Azevedo Antunes.

08

27

Galeria dos brasileiros ilustres - encadernado.

-

3 vols .

Doação 2 - 02 junho de 1966 5
nO de
doações

Descrição da peça 6

01

Attraverso L'Atlantico e In Brasile - de Alberto de Foresta Casa Editrice A.
Sommaruga e C. - Via Umiltá - Palazzo Sciarra - Roma - 1884

02

Roteiro da Costa do Norte do Brasil - e pelo piloto, pratico, da Costa e do
Número da Barra do Maranhão - Tip.Maranhese -Imp. Por J.A.Pires em 1857

03

Voyages dans L'lnterieur du Brésil - Por Jean Mawe - Tome Premier - Paris Gide Fils, Libraire - Paris -1816 - Volumes : 2

04

France Et Brésil- Por. S.Dutot - Paris - Librairie de Guillaumin et C. de 1857

05

Voyage aux Provinces Brésiliennes - Ou Pará et dês Amazonas em 1860

06

Au Pays de L'Or et dês Diamants - Paris -A Travers Le Brésil

Doação 3 - 04 agosto de 1966 7
nO de
doações
01

Descrição da peça o
"Arvore dos Fonsecas"

Como exposto, as doações foram reunidas e identificadas como Galeria
Brasiliana no prédio da Reitoria, no centro de Belo Horizonte. Em dezembro de 2011 ,
mediante decisão da administração central da Universidade, após sua alocação em
prédios distintos desde 1966, a Coleção Brasiliana (acervo artístico)9 foi transferida
para o prédio da BC (4° andar), sob a responsabilidade patrimonial da BU e
curadoria do Prof. Fabrício Fernandino. Nossa pesquisa não tem como escopo
abordagens sobre as peças de arte da Coleção Brasiliana .

3.1.2 Transferência de livros e documentos para a Biblioteca Central
A transferência dos livros e documentos da Coleção para a BC foi solicitada

Informações colhidas em : DIARIOS ASSOCIADOS, 02 jun. 1966.
Conforme grafado em listagem de doação.
7 Informações colhidas em : UFMG, 04 ago. 1966.
8 Conforme grafado em listagem de doação.
9 Para mais informações sobre o acervo artístico da Universidade consultar: PAULA, João Antonio de
et ai. (Coord .) AceNO artístico da UFMG . Belo Horizonte: C/Arte, 2011 . 216 p.
5

6

330

�i

SeminArio

~

~6e

= 1l1W'ot_
_~ ~:~r~':..

Formação e desenvolvimento de coleções em bibliotecas e repositórios digitais
Trabalho completo

pela então Diretora da BU , Ângela Lage Ribeiro em 1988. A diretora justifica que os
livros "deverão ser incorporados ao acervo de Obras Raras , que se encontra
alocado em área própria com condições de luminosidade, temperatura e segurança
adequados às exigências necessárias de conservação deste tipo de material."
(UFMG , 1988).
No ano seguinte, apenso ao documento de transferência, seguia a Relação

das obras da Coleção Brasiliana transferidas para a Biblioteca Central - Coleção de
Obras Raras
1. AUTÓGRAFOS de Portugal e Brasil. (1v)
2. BARLEI, Gaspario. Rerum per octennium in Brasília. Amstelodami,
Ivannis Blaev, 1647. (1v)
3. BELMAR, A. de. Voyage aux provinces brésiliennes du Pará et des
Amazones em 1960.Precedé d'um rapide coup d'ceil sur le littoral du
Brésil. Londres, Trezise, 1861 . (1v)
4. BANO, Erster. Reise nach brasilien in den fahren 1815 bis 1817.
Frankfurt, 1820. (3v)
5. DUDOT, S. France et Brésil. Paris, Libraire Guillaumin, 1857. (1v)
6. FLORESTA, Alberto de. Attraverso L'Atlantico e in Brasile. Roma,
Casa EditriceA. Sommaruga, 1884. (1v)
7. LATTEUX, Dr. Au pays de L'or e des diamants. Paris, Aillaud, Rio
de Janeiro, Francisco Alves, 1910. (1v)
8. MAWE, Jean. Voyages das I'interieur du Brésil. Paris, Gide Fils
Librarie, 1816. (2v).
9. PRADT, M. de lês six derniers moirs de l'Amerique et du Brésil.
Paris, 1818. (1v)
10. SISSON, S. A. Galeria dos brasileiros illustres. Rio de Janeiro,
1859. (2v)
11 . SOUZA E AGUIAR, Joaquim Duarte. Roteiro da costa do norte do
Brasil. São Luiz, Typ. Maranhense, 1857. (1 v)
12. Testamento de Martim Afonso . (1v)
13. FONSECA, Álvaro da, Frei. Rellação da nobre família dos de
Fonsequa do Reino de Portugal e origem da dos Coutinhos que
sahio da dos Fonsequas. Riba de côa , 1643. (1v).
14. NIEUOFS, Johan. Gedenkweerdige Brasilianse zee - en lant Reizen. Amsterdam, 1682. (1v)
15. BEAUCHAMPS, M. Alphonse. Histoire du Brésil; depuis sa
decouvert en 1500 jusqu'en 1810. Paris, Librairie d'Education et des
jurisprudence, 1815 (3v)
16. ZORN, Konrad . Die Ronfufargefebgebung des deutfdjen reidjs.
Berlim, 1911 . (1 v)
17. Quarenta e três (43) alvarás, decretos e jornais antigos. (Total de
40 documentos doados por intermédio de José Seixas) .
(UFMG, [1989], não paginado).

331

�i

SeminArio

~

~6e

= 1l1W'ot_
_~ ~:~r~':..

Formação e desenvolvimento de coleções em bibliotecas e repositórios digitais
Trabalho completo

Esta é uma das consecutivas listagens dos livros e documentos da Coleção,
desde 1966. Nenhuma delas seguem as normas de referenciação bibliográfica.
Todas, com poucas alterações, repetem as referências dos termos de doações do
Diários Associados. A descrição, comprovadamente imprecisa, gerou e gera dúvidas
sobre os itens arrolados. Em diversas listas há indicações manuscritas sobre a
incerteza de localização e interrogações sobre "o que é" o item. São muitas as
inconsistências nas descrições, como, por exemplo, grafia incorreta de data 10 e a
identificação de um livro como uma pintura em tela . Ressaltamos, aqui , a
importância da descrição do livro raro no processo de inventariação.
Conforme relatório da Base Pergamum, em dezembro de 2010 os livros raros
e documentos históricos da Coleção contavam de 06 títulos, correspondendo a 12
exemplares. Os títulos identificados na Base correspondem aos nO 01, 02 , 10, 12,
13, 15 da listagem acima . Dos demais itens listados, 04 estavam em outros acervos,
identificados como exemplares das coleções Geral de Obras Raras e Luiz Camillo
de Oliveira Netto. Há ainda 07 títulos em processo de identificação.
Os livros, até o momento, identificados como pertencentes à Coleção
Brasiliana são aqueles títulos mais citados em catálogos, reportagens e relatórios da
Universidade. De acordo com o relatório Situação das Coleções Especiais da
Biblioteca Universitária da UFMG, [2006], estes títulos foram identificados como itens
da Coleção Brasiliana e catalogados por meio do projeto Tratamento Técnico e
disponibilização em meio digital, do Acervo de Obras Raras da Biblioteca
Universitária da UFMG, financiado pela Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado
de Minas Gerais (FAPEMIG) . O relatório não aponta a dissociação existente na
Coleção, nem a existência de outros títulos 11.
No catálogo Galeria Brasiliana o Prof. Marco Elizio Paiva cita alguns livros da
Coleção, com destaque somente para alguns títulos. Ciente da existência das
demais obras, o professor aponta a necessidade de estudos sobre os itens
bibliográficos do acervo. Provavelmente, este catálogo fundamentou a identificação
dos livros raros da Coleção, sobretudo, por não haver mais trabalhos desenvolvidos
sobre este perfil do acervo. No livro Acervo Artístico da UFMG, Marília Andrés
Ribeiro ratifica que a Coleção contém "três livros raros, entre eles, o Testamento de
Martim Afonso de Souza , escrito à mão em folhas de pergaminho" (RIBEIRO, 2011,
p. 28).
Um dos intuitos de nossa pesquisa é revelar os demais livros e documentos
que compõem , também, a Coleção Brasiliana .

3.2 Análise bibliológica
Examinei com uma lupa a lombada desgastada e as capas, e afastei a possibilidade de qualquer
artificio. Comprovei que as pequenas ilustrações distavam duas mil páginas uma da outra. Fui
anotando-as num livreto alfabético, que não demorei a preencher. Nunca se repetiram.
O livro de areia, Borges.

Para realização da Análise Bibliológica foi construído um esquema de
descrição (Anexo 1) visando sistematizar as pesquisas. Os elementos materiais e de
10
11

No item 03 da listagem a data correta é 1860.
Não foi escopo do Projeto realizar avaliação histórica ou bibliológica dos livros raros.

332

�i

SeminArio

~

~6e

= 1l1W'ot_
_~ ~:~r~':..

Formação e desenvolvimento de coleções em bibliotecas e repositórios digitais
Trabalho completo

contextualização, apontados como necessários à uma apreensão ampliada do livro,
foram registrados em avaliações individuais. A proposta estabelecida não pretende
ser definitiva ou completa, também não visa fixar um modelo para a realização de
análises - o esquema aplica-se aos exemplares da Coleção Brasiliana.
O trabalho visou : descrever os processos biblioteconômicos aplicados ao
exemplar na BU ; realizar documentação por imagem das folhas de rosto; consultar
títulos em bibliotecas digitais; pesquisar em fontes de informação para referenciação
da atribuição de raridade bibliográfica ; explanar sobre as abordagens temáticas e
contexto da publicação; e realizar a descrição material dos livros.
No processo de descrição, atribuímos à Coleção o título de Coleção
Brasiliana (livros raros e documentos históricos), com a intenção de caracterizar o
acervo e diminuir futuras possibilidades de dissociação.
A proposta visou , ainda , facilitar o processo de comparação de exemplares
duplicados em outras coleções. A colação consistiu na observação detalhada entre
dois ou mais exemplares. A observação pormenorizada das duplicatas revelou ,
especialmente, questões relativas à história da impressão, editoração e a circulação
dos exemplares.

4 Resultados Parciais
Os resultados parciais da pesquisa, em sua maioria ações em desenvolvimento,
são:
a) aperfeiçoamento do trabalho de Biblioteconomia de Livros Raros na
Dicolesp-BU;
b) elaboração do percurso histórico dos livros e documentos da Coleção na
UFMG;
c) construção de um catálogo descritivo sobre a Coleção;
d) sistematização dos processos de análise, que possibilitou :
- registro e documentação específica do exemplar;
- localização e recolhimento de exemplares dispersos em outras coleções;
- identificação de livros digitalizados em instituições de guarda;
- consistência no processo de comparação com exemplares impressores
e com exemplares em formato digital;
- estabelecimento de prioridade de títulos para serem digitalizados.

5 Considerações Parciais/Finais
Além da responsabilidade com a preservação e o acesso aos acervos raros
da Academia, é competência da biblioteca universitária o devido tratamento
biblioteconômico de suas coleções de livros raros e especiais. Para a efetivação
deste propósito é essencial que os profissionais que trabalham com estes acervos
considerem, sobretudo, sua posição como "pesquisadores" do acervo que
gerenciam .
Destacamos a relevância da documentação arquivística sobre a Coleção
Brasiliana, que pautou os questionamentos e considerações sobre o tratamento do
acervo na Universidade. Também foi a pesquisa documental que viabilizou a

333

�i

SeminArio

~

~6e

= 1l1W'ot_
_~ ~:~r~':..

Formação e desenvolvimento de coleções em bibliotecas e repositórios digitais
Trabalho completo

conferência de títulos e recolhimento de exemplares dispersos.
Não descartamos que os apontamentos defendidos neste trabalho
necessitem de modificações, pois, se consolidadas as lacunas e/ou comprovações
contrárias, em trabalhos anteriores ou posteriores, é imprescindível sua atualização .
Aliar a trajetória histórica da Coleção com o estudo individualizado dos livros
que a constituem desejou redescobrir o acervo. A análise bibliológica permitiu a
identificação de dados relevantes de cada impresso. Ainda há mais revelações sobre
os livros pesquisados e em processo de avaliação - as quais serão expostas em
trabalhos posteriores.
Ao final da pesquisa o próximo passo será a disponibilização dos exemplares
em formato digital. A proposta de digitalização, bem como os processos para sua
implantação na Dicolesp serão, também , apresentados em trabalhos futuros .
Como desafios para a continuidade das pesquisas é necessário o
estabelecimento de padrões de análise para os livros manuscritos da Coleção. Do
mesmo modo, seriam relevantes as pesquisas sobre a trajetória dos exemplares
antes de sua fixação no acervo da Universidade. Há documentos que apontam os
ex-donos, "atravessadores" (livreiros e instituições), marcas de circulação, dentre
outros. Talvez seja possível estabelecer ou vislumbrar novos percursos.

6 Referências
BORGES, Jorge Luis. O livro de areia (1975) . São Paulo: Companhia das Letras,
2009. 108 p.
CALDEIRA, Paulo da Terra. As coleções especiais da UFMG. In : PAIVA, Marco
Elizio . Galeria Brasiliana. Belo Horizonte, Escola de Belas Artes, 1997 . (Exposição) .
CUNHA, Murilo Bastos da; CAVALCANTI, Cordélia R. (Cordélia Robalinho) .
Dicionário de biblioteconomia e arquivologia. Brasília : Briquet de Lemos/Livros,
2008. xvi, 451 p.
DARNTON , Robert. A questão dos livros: passado, presente e futuro . São Paulo:
Companhia das Letras, 2010 , 231 p.
FARIA, Maria Isabel Ribeiro de; PERICÃO, Maria da Graça. Dicionário do livro: da
escrita ao livro eletrônico. São Paulo: Editora da Universidade de São Paulo, 2008 .
761 p.
HOUAISS, Antônio . Elementos de bibliologia. São Paulo: HUCITEC, 1983. 197 p.
HOUAISS, Antônio; VILLAR, Mauro de Salles; FRANCO, Francisco Manoel de Mello.
Dicionário Houaiss da língua portuguesa. Rio de Janeiro: Objetiva, 2004. 2922 p.
LIMA, Etelvina ; BARROS , Mareio Pinto de; CASTELO BRANCO, Alipio Pires.
Biblioteca Central da Universidade Federal de Minas Gerais. Revista da Escola de
Biblioteconomia da UFMG, Belo Horizonte, v.1, n.2, p. 128-131 , set.1972.
MORAES, Rubens Borba de. Livros e bibliotecas no Brasil colonial. 2. ed.
Brasília/DF: Briquet de Lemos/Livros, 2006 . 259 p.

334

�i

SeminArio

~

~6e

= 1l1W'ot_
_~ ~:~r~':..

Formação e desenvolvimento de coleções em bibliotecas e repositórios digitais
Trabalho completo

SILVA, Sonia T. Dias Gonçalves da, LANE, Sandra Souza . Uma política de serviços
para livros raros em bibliotecas universitárias. SEMINARIO NACIONAL DE
BIBLIOTECAS UNIVERSITARIAS, 6., 1989, Belém . Anais. Belém : MEC, 1990. v. 1
p. 119-129.
PINHEIRO, Ana Virginia . O espírito e o corpo do livro raro: fragmentos de uma teoria
para ver e tocar. Revista Museu, Rio de Janeiro, 2003. Disponível em :
&lt;http ://www.revistamuseu .com .br/artigos/art_.asp?id=1674&gt;. Acesso em 26 mar.
2011 .
RIBEIRO, Marília Andrés. Acervo artístico da UFMG. In: PAULA, João Antonio de et
ai. (Coord .) Acervo artístico da UFMG. Belo Horizonte: C/Arte, 2011 . 216 p.

DOCUMENTOS ARQUIVíSTICOS
DIÁRIOS ASSOCIADOS . Jornal Estado de Minas. [Doação de quadros e livros). Belo
Horizonte, 02 jun . 1966.
UNIVERSIDADE FEDERAL DE MINAS GERAIS. Assessoria de Relações
Universitárias. [Doação do livro Árvore dos Fonsecas). Belo Horizonte, 04 ago. 1966.
UNIVERSIDADE FEDERAL DE MINAS GERAIS. Biblioteca Universitária. Projeto de
mobiliário e equipamento da Biblioteca Central, 1980. [não paginado).
UNIVERSIDADE FEDERAL DE MINAS GERAIS. Biblioteca Universitária. Solicitação
de transferência de livros e documentos da Coleção Brasiliana para a Biblioteca
Central. Belo Horizonte, 22 dez. 1988.
UNIVERSIDADE FEDERAL DE MINAS GERAIS. Biblioteca Universitária. Divisão de
Planejamento e Divulgação. Situação das Coleções Especiais da BU . Belo
Horizonte: Biblioteca Universitária, [2006], [não paginado).
UNIVERSIDADE FEDERAL DE MINAS GERAIS. Reitoria . Relação de peças da
"Galeria Brasiliana" retiradas hoje - 24-1-66 da Biblioteca Estadual e entregue à
Reitoria da UFMG. Belo Horizonte, 24 jan. 1966.
UNIVERSIDADE FEDERAL DE MINAS GERAIS. Reitoria . [Carta de agradecimento
pela doação, assinada por Aloizio Pimenta). Belo Horizonte, 22 fev. 1967.
UNIVERSIDADE FEDERAL DE MINAS GERAIS. Reitoria . Relação das obras da
Coleção Brasiliana transferidas para a Biblioteca Central - Coleção de Obras Raras.
[Belo Horizonte, 1989, não paginado).

335

�i

SeminArio

~

~6e

=

Formação e desenvolvimento de coleções em bibliotecas e repositórios digitais

1l1W'ot_

Trabalho completo

_~ ~:~r~':..

ANEXO 1 - ANÁLISE BIBLlOLÓGICA:
N° exemplar(es) :_ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ __
N°Cad.Ace~o: _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ ___

Referencia bibliográfica :
Coleção de origem : Coleção Brasiliana (livros raros e documentos históricos)
Dissociado na coleção:
Documentação por imagem : fotografia da folha de rosto 12
Biblioteca Digital :
Fontes de Referência indicação de raridade :
Assunto(s) :
Contexto/século:

MARCAS DE USO/LEITURA

Marginália : lápis [

I

tinta [

I

I

Grifos: lápis [

tinta [

I

Desenhos [

I

MARCAS DE PROPRIEDADE

Carimbo molhado [

Carimbo seco [

Carimbo cera [

Etiquetas [

Ex-dono (dedicatória , assinatura, iniciais) [

Ex-libris [

Ex-biblioteca [

Selos [

Super-libris [

Brasão [

pergaminho [

papiro [

MARCAS DE CIRCULAÇÃO

Encadernador [
Livreiro (s) [
Livraria (s) [
Biblioteca (s) [
Doador [

I

FORMATO

formato bibliográfico:
altura x comprimento x largura :
número de cadernos:
numeração páginas:

SUPORTE REGISTRO

papel de trapos [

papel madeira [

I

Filigrana (papel) :

12

Para publicações com mais de um volume fotografar folha de rosto de cada volume.

336

I

�Formação e desenvolvimento de coleções em bibliotecas e repositórios digitais

i

SeminArio

~

~6e

= 1l1W'ot_
_~ ~:~r~':..

Trabalho completo

ENCADERNAÇÃO

Descrever elementos:

Folhas de guarda: _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ Guarda volante
Reencadernação:

sobre capa original

Cortes: dourado I

marmorizado

I 1

gofrado

I 1

I 1

total

desenho

I

I 1
intonso I

I 1

jaspeado

I 1

ELEMENTOS PRÉ-TEXTUAIS

Falsa folha de rosto
Folha de créditos
Prefácio

I

Fronstispício I

I

I

Dedicatória

Agradecimentos

I

Folha de rosto: _ _ _ _ _ _ _ _ __

I

Epígrafe I
Introdução

Sumário

I

I

CARACTERíSTICAS TIPOLÓGICAS E/OU DE IMPRESSÃO

Foliação:_ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ __
Assinatura de cadernos:_ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ __
Inicial 13 :

----------------------------I

Reclamo

Cabeças:
Fólio : (nO páginas)

I 1Fólio explicativo (nO pág . e título capítulo/livro e/ou autor) I

Composição da página :
01 coluna

I 1

02 colunas

I 1

03 colunas

I 1

04 colunas

I 1

glosa

I 1

Término de capítulo:
copo

I 1

base lâmpada (triâng.invertido)

Iconografia: gravura

I 1

triâng. espanhol (última linha centr.)

I

bas-de-page

I

cercadura

desenho

Ornamentos: cabeceira (vinheta , arabesco)

I

I

I 1

marca tipográfica
filetes

I 1

florões

Lombada (legenda) :
Transversal/Clássica

I

Afrancesa (baixo-cima) I

Ainglesa (cima-baixo) I

ELEMENTOS PÓS-TEXTUAIS

Posfácio
índice

I

I

Apêndice
Colofão

I

Glossário

I

Errata

13 Conforme tabela de tipologias de iniciais.

337

I

I

I 1

Bibliografia

I

I

I 1

�</text>
                  </elementText>
                </elementTextContainer>
              </element>
            </elementContainer>
          </elementSet>
        </elementSetContainer>
      </file>
    </fileContainer>
    <collection collectionId="49">
      <elementSetContainer>
        <elementSet elementSetId="1">
          <name>Dublin Core</name>
          <description>The Dublin Core metadata element set is common to all Omeka records, including items, files, and collections. For more information see, http://dublincore.org/documents/dces/.</description>
          <elementContainer>
            <element elementId="50">
              <name>Title</name>
              <description>A name given to the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51396">
                  <text>SNBU - Edição: 17 - Ano: 2012 (UFRGS - Gramado/RS)</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="49">
              <name>Subject</name>
              <description>The topic of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51397">
                  <text>Biblioteconomia&#13;
Documentação&#13;
Ciência da Informação&#13;
Bibliotecas Universitárias</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="41">
              <name>Description</name>
              <description>An account of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51398">
                  <text>Tema: A biblioteca universitária como laboratório na sociedade da informação.</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="39">
              <name>Creator</name>
              <description>An entity primarily responsible for making the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51399">
                  <text>SNBU - Seminário Nacional de Bibliotecas Universitárias</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="45">
              <name>Publisher</name>
              <description>An entity responsible for making the resource available</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51400">
                  <text>UFRGS</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="40">
              <name>Date</name>
              <description>A point or period of time associated with an event in the lifecycle of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51401">
                  <text>2012</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="44">
              <name>Language</name>
              <description>A language of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51402">
                  <text>Português</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="51">
              <name>Type</name>
              <description>The nature or genre of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51403">
                  <text>Evento</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="38">
              <name>Coverage</name>
              <description>The spatial or temporal topic of the resource, the spatial applicability of the resource, or the jurisdiction under which the resource is relevant</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51404">
                  <text>Gramado (Rio Grande do Sul)</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
          </elementContainer>
        </elementSet>
      </elementSetContainer>
    </collection>
    <itemType itemTypeId="8">
      <name>Event</name>
      <description>A non-persistent, time-based occurrence. Metadata for an event provides descriptive information that is the basis for discovery of the purpose, location, duration, and responsible agents associated with an event. Examples include an exhibition, webcast, conference, workshop, open day, performance, battle, trial, wedding, tea party, conflagration.</description>
    </itemType>
    <elementSetContainer>
      <elementSet elementSetId="1">
        <name>Dublin Core</name>
        <description>The Dublin Core metadata element set is common to all Omeka records, including items, files, and collections. For more information see, http://dublincore.org/documents/dces/.</description>
        <elementContainer>
          <element elementId="50">
            <name>Title</name>
            <description>A name given to the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="63006">
                <text>Livros raros e documentos históricos da Coleção Brasiiana da Universidade Federal de Minas Gerais: percurso histórico e análise bibliológica.</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="39">
            <name>Creator</name>
            <description>An entity primarily responsible for making the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="63007">
                <text>Araújo, Diná Marques Pereira</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="38">
            <name>Coverage</name>
            <description>The spatial or temporal topic of the resource, the spatial applicability of the resource, or the jurisdiction under which the resource is relevant</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="63008">
                <text>Gramado (Rio Grande do Sul)</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="45">
            <name>Publisher</name>
            <description>An entity responsible for making the resource available</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="63009">
                <text>UFRGS</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="40">
            <name>Date</name>
            <description>A point or period of time associated with an event in the lifecycle of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="63010">
                <text>2012</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="51">
            <name>Type</name>
            <description>The nature or genre of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="63012">
                <text>Evento</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="41">
            <name>Description</name>
            <description>An account of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="63013">
                <text>Relata pesquisa sobre os livros raros e documentos históricos da Coleção Brasiliana da Universidade Federal de Minas Gerais - sob a guarda da Biblioteca Universitária, na Divisão de Coleções Especiais. Destaca o processo de formação da Coleção, explanando sobre sua trajetória na Universidade, a partir de 1966. Discorre sobre a transferência da Coleção para a Biblioteca Central e as implicações advindas da ausência de uma descrição bibliográfica normalizada. Elege a pesquisa aos documentos arquivísticos para construção do histórico da coleção; e recorre à análise bibliológica para sistematizar os elementos materiais e históricos dos livros. O trabalho, em andamento, fundamentou a identificação, seleção e recolhimento de livros dissociados do acervo original. A pesquisa é um dos pressupostos para a gestão dos acervos raros e especiais da Biblioteca Universitária (Sistema de Bibliotecas da Universidade Federal de Minas Gerais), direcionada a construção de instrumentos de pesquisa e ao aperfeiçoamento profissional da equipe da Divisão de Coleções Especiais.</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="44">
            <name>Language</name>
            <description>A language of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="69403">
                <text>pt</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
        </elementContainer>
      </elementSet>
    </elementSetContainer>
  </item>
  <item itemId="5903" public="1" featured="0">
    <fileContainer>
      <file fileId="4967">
        <src>http://repositorio.febab.org.br/files/original/49/5903/SNBU2012_042.pdf</src>
        <authentication>4e25d382719ff4ceb7da43ab25ed1141</authentication>
        <elementSetContainer>
          <elementSet elementSetId="4">
            <name>PDF Text</name>
            <description/>
            <elementContainer>
              <element elementId="92">
                <name>Text</name>
                <description/>
                <elementTextContainer>
                  <elementText elementTextId="63005">
                    <text>Formação e desenvolvimento de coleções em bibliotecas e repositórios digitais
i! """"'"
MaooNlck

~

=

:,

IiWitt.UJ

1I....111~

Resumo expandido

REPOSITÓRIO INSTITUCIONAL NAS
UNIVERSIDADES ESTADUAIS DA BAHIA:
CONDiÇÕES DE IMPLANTAÇÃO
Fábio Andrade Gomes 1, Fábio Jesus dos Santos 2,
Raymundo das Neves Machadd
1

2

Bibliotecário, Universidade Estadual de Feira de Santana - UEFS, Feira de Santana , BA
Bibliotecário, Universidade Estadual de Feira de Santana - UEFS, Feira de Santana , BA
3 Professor - ICI/UFBA, Doutorando IBICT-UFRJ , Rio de Janeiro, RJ

1 Introdução
A evolução das Tecnologias da Informação e Comunicação (TIC),
principalmente da Internet, favoreceu o surgimento da Iniciativa dos Arquivos Abertos
(Open Archives Initiative - OA/), entendida como tecnologias e padrões que
viabilizam a interoperabilidade entre os diferentes arquivos e permitem, dentre
outras funções, a recuperação e o compartilhamento das informações.
Diante desse contexto, surge o movimento mundial de Acesso Aberto (Open
Access) à produção técnico-científica , possibilitando maior visibilidade da instituição
acadêmica, valorização, preservação e divulgação da produção, contribuindo para
sistematizar uma política de disseminação na universidade, bem como disponibilizar
para a sociedade o resultado de suas atividades de pesquisa, criação e inovação.
Nesse sentido, os repositórios institucionais (RI) surgiram para as
universidades como alternativas tanto para dinamizar o processo de comunicação
científica quanto para o gerenciamento e preservação de conteúdos digitais.
No que concerne às universidades, o RI ''[. .. ] é um conjunto de serviços que
uma universidade oferece aos membros de sua comunidade para a gestão e
disseminação de materiais digitais criados pela instituição e membros da sua
comunidade" (LYNCH, 2003 , p. 2, tradução nossa). A esse respeito, observa ainda
Nunes (2011 , p. 7) que "a implantação de Repositórios Institucionais é identificada
na literatura como um caminho, sendo esta uma função da alçada dos
Bibliotecários. "
Diante do exposto, a implantação dos RI nas universidades estaduais da
Bahia deve ser considerada ferramenta complementar às ações das bibliotecas, no
sentido de criar uma estrutura integrada para apoiar as diversas iniciativas já
existentes, tais como o Portal de Revistas Eletrônicas, através do Sistema Eletrônico
de Editoração de Revistas (SEER) , e a Biblioteca Digital de Teses e Dissertações
(BOTO).
Centrado na dinâmica da disseminação da informação técnico-científica
proporcionada pelo movimento do Acesso Aberto, constitui objetivo deste estudo
diagnosticar as condições de implantação de RI nas universidades estaduais da
Bahia, tendo como objetivos específicos: identificar as ações promovidas e os
produtos e serviços de acesso aberto disponibilizados pelas bibliotecas; detectar os
fatores que contribuem para a inexistência de RI nessas universidades, na opinião
dos gestores das bibliotecas, e as iniciativas desenvolvidas para implantação de RI
nessas instituições.

319

�Formação e desenvolvimento de coleções em bibliotecas e repositórios digitais
i! """"'"
MaooNlck

~

=

:,

IiWitt.UJ

1I....111~

Resumo expandido

2 Materiais e Métodos
A pesquisa é de natureza descritiva. De acordo com Cervo e Bervian (1983,
p.55), pesquisa descritiva observa, registra, analisa e correlaciona fatos ou
fenômenos (variáveis) sem manipulá-los. Procura descobrir a precisão possível , a
frequência com que um fenômeno ocorre, sua relação e conexão com outros, sua
natureza e características.
Para coleta dos dados foi enviado um questionário semiestruturado aos
gestores das bibliotecas das quatro universidades estaduais existentes na Bahia, a
saber: Universidade do Estado da Bahia - UNEB, Universidade Estadual de Feira de
Santana - UEFS, Universidade Estadual Santa Cruz - UESC, Universidade Estadual
do Sudoeste da Bahia - UESB. Ressalta-se que, embora existam quatro
universidades estaduais, foram identificados seis gestores de bibliotecas destas
universidades; pois, devido à inexistência de uma coordenação geral na UESB,
foram convidados os gestores das bibliotecas dos três campi desta universidade.

3 Resultados Finais
A taxa de retorno do instrumento de coleta de dados foi de 88,33% ; ou seja,
dos seis questionários enviados, apenas um não foi respondido. Com o retorno
obtido, pôde-se alcançar os objetivos do estudo.
Quanto ao cenário acadêmico, as instituições analisadas contam , além da
graduação, com cursos stricto (mestrado e doutorado), lato sensu (aperfeiçoamento
e especialização) e atividades de extensão junto a comunidade, cenário ideal para a
prática do acesso aberto.
A respeito dos produtos e serviços de acesso aberto disponibilizados pelas
bibliotecas, 41 ,66% das respostas apontaram a BOTO, 16,66% o SciELO e 8,33% o
Periódico Eletrônico em SEER. Quanto às ações promovidas a favor do acesso
aberto à informação técnico-científica, identificou-se que a sensibilização
institucional foi citada em 25% do total de respostas e a realização de eventos em
8,33% destas. As respostas apontam que as universidades estão em consonância
com o movimento de acesso aberto à informação científica, fato que favorece a
implantação de RI.
No que se refere aos fatores que contribuem para a inexistência de RI
nessas universidades, a Tabela 1 aponta que as respostas variaram bastante. De um
total de oito fatores apontados, destaca-se a insuficiência de suporte técnico na área
de TIC , referida em 25% . As demais opções obtiveram, individualmente, 12,5%,
quais sejam: o desconhecimento do gestor da biblioteca sobre a existência dessa
ferramenta ; a falta de iniciativa/interesse dos bibliotecários; o reduzido quadro de
bibliotecários; a ausência de recursos financeiros e de apoio da administração da
universidade para esta ação.

320

�Formação e desenvolvimento de coleções em bibliotecas e repositórios digitais
i! """"'"
MaooNlck

~

=

:,

IiWitt.UJ
1I....111~

Resumo expandido

Tabela 1 - Fatores que contribuem
para a inexistência de RI

Fatores

%

Desconhecimento
do gestor da
biblioteca

12,50

Falta de
iniciativa/interesse
dos bibliotecários

12,50

Reduzido quadro de
bibliotecários

12,50

Ausência de
recursos financeiros

12,50

Insuficiência de
suporte técnico da
TIC

25,00

Ausência de apoio
da administração

12,50

Outro(s)

12,50

Total

100,00

Fonte: Dos Autores, 2012.

Quanto às iniciativas que visam a implantação de RI, 60% das respostas
apontam que há interesse dos gestores das bibliotecas e apenas 20% sinalizam que
estão em fase de elaboração do projeto. Diante do exposto, obeserva-se a
necessidade de continuidade das etapas de planejamento para implantação dos RI.

4 Considerações Finais

°

estudo pontua que o cenano nas universidades estaduais da Bahia é
propício para o desenvolvimento de ações em prol do acesso aberto como também
para implatação do RI , visto que há interesse dos gestores das bibliotecas dessas
instituições, embora vários fatores sejam apontados como interferentes para sua
realização . Podemos inferir que a fragilidade detectada decorre da inexistência de
políticas específicas e de articulação entre as instituições estudadas.

Referências
CERVO, A. L.; BERVIAN, P. A. Metodologia científica: para estudantes
universitários. 3. ed. São Paulo: McGraw-Hill do Brasil, 1983.
LYNCH, C. Institutional repositories: essential infrastructure for scholarship in the
digital age. ARL Bimonthly Report, n.226, fev. 2003 . Disponível em :
&lt;http://scholarship.utm.edu/21/1/Lynch,_IRs.pdf&gt; . Acesso em : 20 mar. 2012 .

321

�Formação e desenvolvimento de coleções em bibliotecas e repositórios digitais
i! """"'"
MaooNlck

~

=

:,

IiWitt.UJ

1I....111~

Resumo expandido

NUNES, R. R. A Importância do bibliotecário na participação do movimento de
acesso livre à literatura técnico-científica: o caso dos repositórios institucionais. In:
CONGRESSO BRASILEIRO DE BIBLIOTECONOMIA, DOCUMENTAÇÃO E
CIÊNCIA DA INFORMAÇÃO, 24., 2011 , Maceió. Anais ... Maceió: Febab, 2011 .

322

�</text>
                  </elementText>
                </elementTextContainer>
              </element>
            </elementContainer>
          </elementSet>
        </elementSetContainer>
      </file>
    </fileContainer>
    <collection collectionId="49">
      <elementSetContainer>
        <elementSet elementSetId="1">
          <name>Dublin Core</name>
          <description>The Dublin Core metadata element set is common to all Omeka records, including items, files, and collections. For more information see, http://dublincore.org/documents/dces/.</description>
          <elementContainer>
            <element elementId="50">
              <name>Title</name>
              <description>A name given to the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51396">
                  <text>SNBU - Edição: 17 - Ano: 2012 (UFRGS - Gramado/RS)</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="49">
              <name>Subject</name>
              <description>The topic of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51397">
                  <text>Biblioteconomia&#13;
Documentação&#13;
Ciência da Informação&#13;
Bibliotecas Universitárias</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="41">
              <name>Description</name>
              <description>An account of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51398">
                  <text>Tema: A biblioteca universitária como laboratório na sociedade da informação.</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="39">
              <name>Creator</name>
              <description>An entity primarily responsible for making the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51399">
                  <text>SNBU - Seminário Nacional de Bibliotecas Universitárias</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="45">
              <name>Publisher</name>
              <description>An entity responsible for making the resource available</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51400">
                  <text>UFRGS</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="40">
              <name>Date</name>
              <description>A point or period of time associated with an event in the lifecycle of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51401">
                  <text>2012</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="44">
              <name>Language</name>
              <description>A language of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51402">
                  <text>Português</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="51">
              <name>Type</name>
              <description>The nature or genre of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51403">
                  <text>Evento</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="38">
              <name>Coverage</name>
              <description>The spatial or temporal topic of the resource, the spatial applicability of the resource, or the jurisdiction under which the resource is relevant</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51404">
                  <text>Gramado (Rio Grande do Sul)</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
          </elementContainer>
        </elementSet>
      </elementSetContainer>
    </collection>
    <itemType itemTypeId="8">
      <name>Event</name>
      <description>A non-persistent, time-based occurrence. Metadata for an event provides descriptive information that is the basis for discovery of the purpose, location, duration, and responsible agents associated with an event. Examples include an exhibition, webcast, conference, workshop, open day, performance, battle, trial, wedding, tea party, conflagration.</description>
    </itemType>
    <elementSetContainer>
      <elementSet elementSetId="1">
        <name>Dublin Core</name>
        <description>The Dublin Core metadata element set is common to all Omeka records, including items, files, and collections. For more information see, http://dublincore.org/documents/dces/.</description>
        <elementContainer>
          <element elementId="50">
            <name>Title</name>
            <description>A name given to the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="62997">
                <text>Repositório Institucional nas Universidades Estaduais da Bahia: condições de implantação.</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="39">
            <name>Creator</name>
            <description>An entity primarily responsible for making the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="62998">
                <text>Gomes, Fábio Andrade; Santos, Fábio Jesus dos; Machado, Raymundo das Neves</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="38">
            <name>Coverage</name>
            <description>The spatial or temporal topic of the resource, the spatial applicability of the resource, or the jurisdiction under which the resource is relevant</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="62999">
                <text>Gramado (Rio Grande do Sul)</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="45">
            <name>Publisher</name>
            <description>An entity responsible for making the resource available</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="63000">
                <text>UFRGS</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="40">
            <name>Date</name>
            <description>A point or period of time associated with an event in the lifecycle of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="63001">
                <text>2012</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="51">
            <name>Type</name>
            <description>The nature or genre of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="63003">
                <text>Evento</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="41">
            <name>Description</name>
            <description>An account of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="63004">
                <text>Estudo sobre as condições de implantação dos repositórios institucionais nas Universidades Estaduais da Bahia, tendo como objetivo identificar ações promovidas e os produtos e serviços de acesso aberto disponibilizados pelas bibliotecas.</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="44">
            <name>Language</name>
            <description>A language of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="69402">
                <text>pt</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
        </elementContainer>
      </elementSet>
    </elementSetContainer>
  </item>
  <item itemId="5902" public="1" featured="0">
    <fileContainer>
      <file fileId="4966">
        <src>http://repositorio.febab.org.br/files/original/49/5902/SNBU2012_041.pdf</src>
        <authentication>59f4d883fcbe3f8a74939083fff8219b</authentication>
        <elementSetContainer>
          <elementSet elementSetId="4">
            <name>PDF Text</name>
            <description/>
            <elementContainer>
              <element elementId="92">
                <name>Text</name>
                <description/>
                <elementTextContainer>
                  <elementText elementTextId="62996">
                    <text>Formação e desenvolvimento de coleções em bibliotecas e repositórios digitais
i! """"'"
MaooNlck

~

=

:,

IiWitt.UJ
1I....111~

Resumo expandido

PROJETO 'ACERVO VIVO'
Ange/a Maria Belloni Cuenca 1, Sonia G G E/eutério 1, Sue/y A. de O.
Santos 1, Maria do Carmo Avamilano A/varez1
1

Bibliotecárias da Faculdade de Saúde Pública da Universidade de São Paulo, São Paulo, SP

1 Introdução
Mesmo com a tecnologia inserida no dia-a-dia das bibliotecas, um problema
recorrente é a falta de espaço físico para as coleções impressas. E também , por
causa da tecnologia, o usuário passou a ser mais exigente quanto ao acesso à
informação, principalmente quando necessita do formato impresso.
Em vista disso, a Biblioteca da Faculdade de Saúde Pública da USP
desenhou o Projeto 'Acervo Vivo', cujo objetivo foi desbastar a coleção de livros e
periódicos, a fim de tornar mais facilitado o livre acesso ao documento impresso.
Isto possibilitou , além da liberação de espaço nas estantes, uma
oportunidade de integração da equipe e a elaboração de um documento com as
políticas de desbaste e descarte para essas coleções.
O objetivo do trabalho é apresentar a experiência de desbaste e descarte de
coleções impressas de uma biblioteca universitária, visando facilitar o acesso pelo
usuário e liberação de espaço nas estantes.

2 Materiais e Métodos
A literatura apresenta experiências bem sucedidas de projetos nessa área,
como a da Biblioteca da Universidade da Virgínia (METZ; GRAV, 2005) e mais
recentemente também divulga trabalhos sobre desbaste de livros eletrônicos
(HIGHTOWER; GANTT, 2012)
O projeto para desbaste de publicações desta Biblioteca foi planejado para
desenvolvimento em 4 etapas para ser realizado envolvendo toda a equipe, a saber:
Etapa 1 - Descarte de títulos selecionados da coleção de livros
Etapa 2 - Remanejamento interno de livros
Etapa 3 - Descarte de algumas coleções de periódicos
Etapa 4 - Remanejamento interno de coleções de periódicos
O desbaste implica no remanejamento de coleções a partir de seleção
criteriosa, que leve em conta , além do interesse temático na área de saúde pública
no âmbito acadêmico e científico, seu valor histórico, institucional e nacional
(VERGUEIRO, 1995). Além disso, levar em conta as categorias das coleções, como:
a) Referência - dicionários, enciclopédias, guias, bibliografias, índices,
catálogos e outros - podem ser descartados pois são efêmeros, além de
estarem, na sua maioria, disponíveis na Internet.
b) Básica - obras fundamentais que compõem o núcleo das áreas de
interesse, títulos básicos das disciplinas oferecidas e linhas de pesquisa da
Instituição - devem ser mantidos e descartados na sua duplicidade.
c) Didática - obras indicadas pelos professores, de leitura obrigatória ou
complementar - podem ser descartados na sua duplicidade e/ou edições
antigas.

316

�Formação e desenvolvimento de coleções em bibliotecas e repositórios digitais
i! """"'"
MaooNlck

~

=

:,

IiWitt.UJ

1I....111~

Resumo expandido

d) Lastro - obras clássicas ou consagradas na área - devem ser mantidas.
A principal atividade desse processo todo foi motivar a equipe a participar e
ter satisfação em ver o trabalho pronto.

3 Resultados
Na etapa 1, referente a livros, foram selecionados 1430 itens para descarte,
que foram doados para outras Instituições.
Na etapa 2 do projeto, remanejamento interno, foram selecionados e
transferidos 2.700 itens para outro local da Biblioteca.
A experiência referente a livros foi finalizada em 2008 e serviu como projeto
piloto, resultando numa política de desbaste de coleções na Biblioteca da Faculdade
de Saúde Pública da USP.
Quanto aos periódicos, a etapa 3 foi concluída em 2009 e foram selecionadas
coleções de 197 títulos para serem descartadas, doadas a outras instituições ou
para reciclagem . A abertura de espaço físico em estantes resultante dessa etapa
possibilitou que se planejasse a proxima etapa , a maximização da área a ser
ocupada com a insta laça0 de arquivos deslizantes e o consequente remanejamento
interno de coleções.
Em projeto financiado pela FAPESP foram adquiridos e instalados em 2011
dois conjuntos de arquivos deslizantes para acomodação dos livros e dos periódicos
selecionados para remanejamento interno durante este trabalho.
Esta última etapa do projeto foi desenvolvida em 3 meses e, após a instalação
dos arquivos, teve as seguintes ações:
a) Transferência de 394 coleções de periódicos descontinuados em sua
publicação ou fornecimento ;
b) Informação da localização dessas coleções em catálogos locais e
compartilhados.
Os 2700 livros transferidos em 2008, que tinham adensado ainda mais o
espaço de estante ocupado, foram rearranjados em um dos conjuntos com sobra de
espaço.
A instalação dos arquivos também teve como resultado a preservação da
memória bibliográfica desta Faculdade ao acomodar adequadamente as coleções
históricas para sua melhor conservação.
O documento elaborado com as diretrizes para o desbaste e descarte de
coleções da Biblioteca foi aprovado pela Comissão de Biblioteca e encontra-se
disponível no site da Biblioteca, no seguinte endereço
http://www.bvs-sp.fsp .usp.br:8080/html/pt/paginas/biblioteca/regulamentos.php .

4 Considerações
Na literatura científica o trabalho de Vignau e Meneses (2005) apontou a
importância do registro das decisões, incluindo a etapa do descarte de coleções.
Essa experiência contribuiu para a incrementação das políticas de
desenvolvimento de coleções desta Biblioteca , cuja primeira versão foi escrita e
adotada em 1990, e que acompanha diretrizes já definidas pela Universidade de São
Paulo (1998) .

317

�Formação e desenvolvimento de coleções em bibliotecas e repositórios digitais
i! """"'"
MaooNlck

~

=

:,

IiWitt.UJ
1I....111~

Resumo expandido

5 Referências
HIGHTOWER, Barbara E. ; GANTT John T. Weeding nursing e-books in an academic
library. Library Collections, Acquisitions, and Technical Services, New York, v.
36 , n.1/2, p. 53-57, 2012.
METZ, PAUL; GRAY, CARYL Journal of Academic Librarianship, Amsterdam, v.
31 , n. 3, p. 273-279, 2005 .
UNIVERSIDADE DE SÃO PAULO . Sistema Integrado de Bibliotecas. Subsídios
para estabelecimento de política de desenvolvimento de acervos para as
Bibliotecas do SIBi/USP. São Paulo, 1998. (Cadernos de Estudos, 7) .
VERGUEIRO, Waldomiro de Castro Santos. Seleção de materiais de informação.
Brasília, DF : Briquet de Lemos/ Livros, 1995.
VIGNAU, Barbara Susana Sanchez; MENESES, Grizly. Collection development
policies in university libraries: a space for reflection. Collection Building , New York,
v. 24, n.1, p.35-43 , 2005.

318

�</text>
                  </elementText>
                </elementTextContainer>
              </element>
            </elementContainer>
          </elementSet>
        </elementSetContainer>
      </file>
    </fileContainer>
    <collection collectionId="49">
      <elementSetContainer>
        <elementSet elementSetId="1">
          <name>Dublin Core</name>
          <description>The Dublin Core metadata element set is common to all Omeka records, including items, files, and collections. For more information see, http://dublincore.org/documents/dces/.</description>
          <elementContainer>
            <element elementId="50">
              <name>Title</name>
              <description>A name given to the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51396">
                  <text>SNBU - Edição: 17 - Ano: 2012 (UFRGS - Gramado/RS)</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="49">
              <name>Subject</name>
              <description>The topic of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51397">
                  <text>Biblioteconomia&#13;
Documentação&#13;
Ciência da Informação&#13;
Bibliotecas Universitárias</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="41">
              <name>Description</name>
              <description>An account of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51398">
                  <text>Tema: A biblioteca universitária como laboratório na sociedade da informação.</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="39">
              <name>Creator</name>
              <description>An entity primarily responsible for making the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51399">
                  <text>SNBU - Seminário Nacional de Bibliotecas Universitárias</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="45">
              <name>Publisher</name>
              <description>An entity responsible for making the resource available</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51400">
                  <text>UFRGS</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="40">
              <name>Date</name>
              <description>A point or period of time associated with an event in the lifecycle of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51401">
                  <text>2012</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="44">
              <name>Language</name>
              <description>A language of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51402">
                  <text>Português</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="51">
              <name>Type</name>
              <description>The nature or genre of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51403">
                  <text>Evento</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="38">
              <name>Coverage</name>
              <description>The spatial or temporal topic of the resource, the spatial applicability of the resource, or the jurisdiction under which the resource is relevant</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51404">
                  <text>Gramado (Rio Grande do Sul)</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
          </elementContainer>
        </elementSet>
      </elementSetContainer>
    </collection>
    <itemType itemTypeId="8">
      <name>Event</name>
      <description>A non-persistent, time-based occurrence. Metadata for an event provides descriptive information that is the basis for discovery of the purpose, location, duration, and responsible agents associated with an event. Examples include an exhibition, webcast, conference, workshop, open day, performance, battle, trial, wedding, tea party, conflagration.</description>
    </itemType>
    <elementSetContainer>
      <elementSet elementSetId="1">
        <name>Dublin Core</name>
        <description>The Dublin Core metadata element set is common to all Omeka records, including items, files, and collections. For more information see, http://dublincore.org/documents/dces/.</description>
        <elementContainer>
          <element elementId="50">
            <name>Title</name>
            <description>A name given to the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="62988">
                <text>Projeto 'Acervo Vivo'.</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="39">
            <name>Creator</name>
            <description>An entity primarily responsible for making the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="62989">
                <text>Cuenca, Angela Maria Belloni; Eleutério, Sonia G. G.; Santos, Suely A. de O.; Alvarez, Maria do Carmo A.</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="38">
            <name>Coverage</name>
            <description>The spatial or temporal topic of the resource, the spatial applicability of the resource, or the jurisdiction under which the resource is relevant</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="62990">
                <text>Gramado (Rio Grande do Sul)</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="45">
            <name>Publisher</name>
            <description>An entity responsible for making the resource available</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="62991">
                <text>UFRGS</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="40">
            <name>Date</name>
            <description>A point or period of time associated with an event in the lifecycle of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="62992">
                <text>2012</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="51">
            <name>Type</name>
            <description>The nature or genre of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="62994">
                <text>Evento</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="41">
            <name>Description</name>
            <description>An account of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="62995">
                <text>O objetivo do trabalho é apresentar a experiência de desbaste e descarte de coleções impressas de uma biblioteca universitária, visando facilitar o acesso pelo usuário e liberação de espaço nas estantes.</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="44">
            <name>Language</name>
            <description>A language of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="69401">
                <text>pt</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
        </elementContainer>
      </elementSet>
    </elementSetContainer>
  </item>
  <item itemId="5901" public="1" featured="0">
    <fileContainer>
      <file fileId="4965">
        <src>http://repositorio.febab.org.br/files/original/49/5901/SNBU2012_040.pdf</src>
        <authentication>56cc02a925ceeed90a1ae425e3a90f06</authentication>
        <elementSetContainer>
          <elementSet elementSetId="4">
            <name>PDF Text</name>
            <description/>
            <elementContainer>
              <element elementId="92">
                <name>Text</name>
                <description/>
                <elementTextContainer>
                  <elementText elementTextId="62987">
                    <text>Formação e desenvolvimento de coleções em bibliotecas e repositórios digitais
i! """"'"
MaooNlck

~

=

:,

IiWitt.UJ

1I....111~

Resumo expandido

AVALIAÇÃO MONETÁRIA DE ACERVO BIBLIOGRÁFICO
ATRAVÉS DE CRITÉRIOS PEDAGÓGICOS E VALOR DE
MERCADO: UM CASO DO INSTITUTO FEDERAL DO PARANÁ
Evandra Campos Castro 1, Maria do Amparo Cardoso
Domingue~, Joelson Juk 3, Josiane Maria Comarella4, Vivaldo
Cordeiro Gonçalves5
'Bacharel em Biblioteconomia , IFPR, Curitiba , PR
2Bacharel em Biblioteconomia, Especialista em Gestão do Conhecimento e Tecnologia
IFPR, Curitiba , PR
3Bacharel em Filosofia , Mestre em Sociologia, IFPR, Curitiba, PR
4Bacharel em Biblioteconomia, IFPR, Palmas, PR
5Bacharel em Biblioteconomia, Gestor Público, Especialista em Psicopedagogia, IFPR,
Curitiba, PR

1 Introdução
A pesquisa relatada teve como problema a inexistência de um
referencial teórico/metodológico contábil, referente à depreciação de materiais
bibliográficos. O objetivo geral do trabalho foi elaborar relatório técnico para
identificar um valor monetário real praticado no mercado editorial , para
fundamentar proposta no processo de aquisição, compatível com os termos
legais que o setor público exige nos processos de licitação. A partir da definição
de estratégias, meios e recursos optou-se por realizar levantamento de dados e
informações in loco do acervo, da literatura biblioteconômica e aspectos legais
da educação superior. Os critérios de avaliação utilizados foram : quantidade,
pertinência, relevância acadêmico-científica e atualização do acervo.
Esta pesquisa reveste-se de grande importância devido à escassez de
publicações específicas, em nível nacional e internacional. Essa deficiência
provocou certa dificuldade no estabelecimento, em termos teóricos e legais, da
aplicação de uma prática adequada para determinar a depreciação de
materiais bibliográficos. Nesse sentido, Santos et aI. (2005) destaca: "Para a
determinação do valor da depreciação de livros, a fundamentação e a análise
devem considerar aspectos contábeis e também bibliométricos, como forma de
complementação e de busca da acurácia ."
Mas como mensurar o tempo de vida nesses casos também? Para
Lancaster (1993), há diversas formas para avaliação de um acervo e que não é
possível avaliar um acervo de forma isolada, mas somente em função de sua
utilidade para os usuários da biblioteca. Esta pesquisa levou em conta tanto o
aspecto qualitativo como quantitativo.
As
técnicas
de
pesquisa
utilizadas
foram
análise
documental, observação in loco e pesquisa de mercado. A amostra do acervo
pesquisada foi composta por: (i) cinco (5) bibliografias de referência, sendo três
(3) obras da bibliografia básica e duas (2) obras da bibliografia complementar;
o que representa em média (ii) 10% do total de disciplinas de cada matriz

312

�Formação e desenvolvimento de coleções em bibliotecas e repositórios digitais
i! """"'"
MaooNlck

~

=

:,

IiWitt.UJ

1I....111~

Resumo expandido

curricular dos (iii) quatorze (14) Projetos Pedagógicos de Cursos/PPCs. O
estado da conservação física dos materiais e quantidade de exemplares/título
disponíveis foram considerados. A pesquisa de preço de mercado das obras da
amostra, teve como fonte de informação o portal estante virtual, onde aplicouse metodologia estatística para obter uma média de preço de cada item da
composição do acervo bibliográfico.
A metodologia seguiu os seguintes passos:
Primeiro passo: Determinar o total de livros previstos na matriz curricular
dos quatorze (14) Projetos Pedagógicos de Cursos/PPCs, segundo o critério
de quantidade do acervo (número de disciplinas multiplicado por cinco livros
- 3 títulos da bibliografia básica e 2 títulos da bibliografia complementar),
Igualmente, essa quantidade de livros (5) está baseada nos indicadores do
Instrumento de Avaliação de Cursos de Graduação do Sistema Nacional de
Avaliação da Educação Superior - SINAES, de setembro de 2008 . Para
Santos, apud Silva (2006), conhecer implica quantificar, na medida em que
todo rigor científico é marcado por medições para ser relevante.
Ilustração: Curso "Pedagogia" - 30 disciplinas X 5 livros de referência

= 150 livros.

Segundo passo: Extrair 10% do total de disciplinas de cada matriz
curricular dos quatorze (14) Projetos Pedagógicos de Cursos/PPCs, visando
a estabelecer a quantidade de livros da Biblioteca . Para que a amostra de
dados tivesse validade e representatividade , conforme orienta Silva (2006).
Partindo da idéia de que existem métodos de amostragem , optou-se pelo
método probabilístico estratificado.
Ilustração: Curso "Pedagogia" - 10% de 150 livros = 15 livros de
referência (10 títulos da bibliografia básica e 5 títulos da complementar)
a serem pesquisados e verificados.
Terceiro passo: Determinar via pesquisa de mercado específico, o preço
médio dos livros de referência pesquisados e verificados, através do portal
Estante Virtual. Conforme prevê a NBR 14653, quando o avaliador se
confronta com situações atípicas, nas quais fica comprovada a
impossibilidade de utilização de metodologias previstas na própria norma é
facultado ao avaliador o emprego de outro procedimento, desde que
devidamente justificado.
Desse modo, de "n" livros de referência que foram pesquisados na rede de
sebos do Brasil , Estante Virtual , no site http://www.estantevirtual.com .br/. em
17 e 18 de novembro de 2011, foi encontrado R$ 54,00 como preço médio
dos livros de referência
Ilustração: Livro A: R$ 10,00; livro B: R$ 50,00; livro C: R$ 150,00;... =
R$ 54,00.

313

�Formação e desenvolvimento de coleções em bibliotecas e repositórios digitais
i! """"'"
MaooNlck

~

=

:,

IiWitt.UJ
1I....111~

Resumo expandido

Quarto passo: Aplicar o preço dos livros de referência constante na
listagem de livros, descontando 25% do total de 49.001 exemplares.
Ilustração: Preço Médio (R$ 54 ,00) X total de exemplares (36750)
R$ 1.984.500,00.

=

3 Resultados Parciais
Obteve como média o valor de R$ 54,00 (cinquenta e quatro reais) cada
livro e sabendo que foi estimada a existência de 36.750 unidades de livros,
calcula-se o total em R$ 1.984.500,00 (um milhão, novecentos e oitenta e
quatro mil e quinhentos reais) .

4 Considerações Parciais
A ausência de critérios formais e legais para avaliação monetária
especificamente de acervo bibliográfico depreciado foi um grande desafio, pois
estabelecer um valor em que as partes envolvidas tenham uma avaliação clara
e, sobretudo justa, cobrou uma gama de critérios pedagógicos e
mercadológicos que somados possibilitaram chegar a um valor justificado pelos
critérios empregados. Enfim, a aplicação do modelo mostrou-se eficiente e
eficaz, possibilitando juízos de valor acerca da qualidade do acervo.

Referências
BRASIL. Lei n.O8666, de 21de junho de 1993. Regulamenta o art. 37 , inciso
XXI, da Constituição Federal, institui normas para licitações e contratos da
Administração Pública e dá outras providências. Disponível em :
http://www.planalto .gov.br/ civil_03/leis/L8666cons.htm . Acesso em 23/11/2011 .
DAVOK, Delsi Fries. Modelo de meta-avaliação de processos de avaliação
da qualidade de cursos de graduação. 2006. 272 f. Tese (Doutorado em
Engenharia de Produção) - Programa de Pós-Graduação em Engenharia de
Produção, UFSC, Florianópolis.
LANCASTER, F. Wilfrid . Avaliação de serviços de bibliotecas. Brasília, D.F. :
Briquet de Lemos, 2004. 356 p.
REIS, Lisiane de Cássia M. de. Modelo de avaliação de estoques
informacionais de bibliotecas universitárias. 2007. Monografia (Graduação
em Biblioteconomia - Gestão da informação) - Universidade do Estado de
Santa Catarina - Curso de Graduação em Biblioteconomia - Gestão da
Informação, 2007.

314

�Formação e desenvolvimento de coleções em bibliotecas e repositórios digitais
i! """"'"
MaooNl ck

~

=

:,

IiWitt.UJ
1I....111~

Resumo expandido

SANTOS, M. et ai Depreciação de livros: procedimento para determinação
do custo. In: Congresso USP Controladoria e Contabilidade, 5, 2005. p. 02
SILVA, Caetana Juracy Rezende (Org.). Institutos Federais lei 11.892, de
29/11/2008: comentários e reflexões. Brasília : IFRN, 2009. 70 p. ISBN 978-8589571-50-0.

315

�</text>
                  </elementText>
                </elementTextContainer>
              </element>
            </elementContainer>
          </elementSet>
        </elementSetContainer>
      </file>
    </fileContainer>
    <collection collectionId="49">
      <elementSetContainer>
        <elementSet elementSetId="1">
          <name>Dublin Core</name>
          <description>The Dublin Core metadata element set is common to all Omeka records, including items, files, and collections. For more information see, http://dublincore.org/documents/dces/.</description>
          <elementContainer>
            <element elementId="50">
              <name>Title</name>
              <description>A name given to the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51396">
                  <text>SNBU - Edição: 17 - Ano: 2012 (UFRGS - Gramado/RS)</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="49">
              <name>Subject</name>
              <description>The topic of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51397">
                  <text>Biblioteconomia&#13;
Documentação&#13;
Ciência da Informação&#13;
Bibliotecas Universitárias</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="41">
              <name>Description</name>
              <description>An account of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51398">
                  <text>Tema: A biblioteca universitária como laboratório na sociedade da informação.</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="39">
              <name>Creator</name>
              <description>An entity primarily responsible for making the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51399">
                  <text>SNBU - Seminário Nacional de Bibliotecas Universitárias</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="45">
              <name>Publisher</name>
              <description>An entity responsible for making the resource available</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51400">
                  <text>UFRGS</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="40">
              <name>Date</name>
              <description>A point or period of time associated with an event in the lifecycle of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51401">
                  <text>2012</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="44">
              <name>Language</name>
              <description>A language of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51402">
                  <text>Português</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="51">
              <name>Type</name>
              <description>The nature or genre of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51403">
                  <text>Evento</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="38">
              <name>Coverage</name>
              <description>The spatial or temporal topic of the resource, the spatial applicability of the resource, or the jurisdiction under which the resource is relevant</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51404">
                  <text>Gramado (Rio Grande do Sul)</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
          </elementContainer>
        </elementSet>
      </elementSetContainer>
    </collection>
    <itemType itemTypeId="8">
      <name>Event</name>
      <description>A non-persistent, time-based occurrence. Metadata for an event provides descriptive information that is the basis for discovery of the purpose, location, duration, and responsible agents associated with an event. Examples include an exhibition, webcast, conference, workshop, open day, performance, battle, trial, wedding, tea party, conflagration.</description>
    </itemType>
    <elementSetContainer>
      <elementSet elementSetId="1">
        <name>Dublin Core</name>
        <description>The Dublin Core metadata element set is common to all Omeka records, including items, files, and collections. For more information see, http://dublincore.org/documents/dces/.</description>
        <elementContainer>
          <element elementId="50">
            <name>Title</name>
            <description>A name given to the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="62979">
                <text>Avaliação monetária de acervo bibliográfico através de critérios pedagógicos e valor de mercado: um caos do Instituto Federal do Paraná.</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="39">
            <name>Creator</name>
            <description>An entity primarily responsible for making the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="62980">
                <text>Castro, Evandra Campos; Domingues, Maria do Amparo Cardoso; Juk, Joelson; Comarella, Josiane Maria; Gonçalves, Vivaldo Cordeiro</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="38">
            <name>Coverage</name>
            <description>The spatial or temporal topic of the resource, the spatial applicability of the resource, or the jurisdiction under which the resource is relevant</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="62981">
                <text>Gramado (Rio Grande do Sul)</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="45">
            <name>Publisher</name>
            <description>An entity responsible for making the resource available</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="62982">
                <text>UFRGS</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="40">
            <name>Date</name>
            <description>A point or period of time associated with an event in the lifecycle of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="62983">
                <text>2012</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="51">
            <name>Type</name>
            <description>The nature or genre of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="62985">
                <text>Evento</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="41">
            <name>Description</name>
            <description>An account of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="62986">
                <text>Relata a inexistência de um referencial teórico/metodológico contábil, referente à depreciação de materiais bibliográficos, bem como a elaboração de relatório técnico para identificar um valor monetário real praticado no mercado editorial. O objetivo geral do trabalho foi elaborar relatório técnico para identificar um valor monetário real praticado no mercado editorial, para fundamentar proposta no processo de aquisição, compatível com os termos legais que o setor público exige nos processos de licitação. A partir da definição de estratégias, meios e recursos optou-se por realizar levantamento de dados e informações in loco do acervo, da literatura biblioteconômica e aspectos legais da educação superior. Os critérios de avaliação utilizados foram: quantidade, pertinência, relevância acadêmico-científica e atualização do acervo.</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="44">
            <name>Language</name>
            <description>A language of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="69400">
                <text>pt</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
        </elementContainer>
      </elementSet>
    </elementSetContainer>
  </item>
  <item itemId="5900" public="1" featured="0">
    <fileContainer>
      <file fileId="4964">
        <src>http://repositorio.febab.org.br/files/original/49/5900/SNBU2012_039.pdf</src>
        <authentication>746120615984362cdf100e88f25de068</authentication>
        <elementSetContainer>
          <elementSet elementSetId="4">
            <name>PDF Text</name>
            <description/>
            <elementContainer>
              <element elementId="92">
                <name>Text</name>
                <description/>
                <elementTextContainer>
                  <elementText elementTextId="62978">
                    <text>Formação e desenvolvimento de coleções em bibliotecas e repositórios digitais
i! """"'"
MaooNlck

~

=

:,

IiWitt.UJ
1I....111~

Resumo expandido

A BIBLIOTECA MULTIMíDIA EM SAÚDE PÚBLICA
DA ESCOLA NACIONAL DE SAÚDE PÚBLICA
SERGIO AROUCA
Fatima Cristina L. dos Santos
Especialista em Informação Científica e Tecnológica em Saúde, Fundação Oswaldo Cruz,
Escola Nacional de Saúde Pública Sergio Arouca , Rio de Janeiro-RJ

Antônia Carmélia de M. Brito
Especialista em Indexação da Infomação, Fundação Oswaldo Cruz, Escola Nacional de
Saúde Pública Sergio Arouca , Rio de Janeiro-RJ

Ana Cristina M. Furniel
Mestra em Relações Internacionais Fundação Oswaldo Cruz, Escola Nacional de Saúde
Pública Sergio Arouca , Rio de Janeiro-RJ

Ana Paula Mendonça
Especialista em Informação e Informática em Saúde, Fundação Oswaldo Cruz, Escola
Nacional de Saúde Pública Sergio Arouca, Rio de Janeiro-RJ

Maria Elisa A. dos Reis
Mestra em Saúde Pública, Fundação Oswaldo Cruz, Escola Nacional de Saúde Pública
Sergio Arouca , Rio de Janeiro-RJ

Rosane Mendes
Especialista em Informação e Informática em Saúde, Fundação Oswaldo Cruz, Escola
Nacional de Saúde Pública Sergio Arouca , Rio de Janeiro-RJ

Alberto Souza
Graduando em Análise e Desenvolvimento de Sistemas, Fundação Oswaldo Cruz, Escola
Nacional de Saúde Pública Sergio Arouca , Rio de Janeiro-RJ

1 Introdução
A Escola Nacional de Saúde Pública Sergio Arouca (ENSP), da Fundação
Oswaldo Cruz, possui desde 2004 sua Biblioteca Multimídia (BM) seguindo padrões
da web 2.0. Trata-se de um ambiente baseado na metodologia de gestão do
conhecimento em que qualquer usuário pode, depois de se cadastrar, incluir
documentos em formato de texto, planilha, vídeo, imagem, áudio ou hipertexto. A
Biblioteca possui 25 áreas temáticas no campo da Saúde Pública e seu público alvo
é formado por alunos, pesquisadores, profissionais de saúde, gestores do Sistema
Único de Saúde (SUS) e cidadãos. Os objetivos da Biblioteca Multimídia são: Apoiar,
reutilizar e construir coletivamente o conhecimento na área de saúde pública,
visando atender às necessidades de seus usuários; ampliar e melhorar as formas de
comunicação e disseminação das informações em saúde pública; potencializar a
geração de novos conhecimentos na área de saúde pública; fomentar o
compartilhamento do conhecimento entre alunos, professores e pesquisadores da
ENSP apoiando o ensino em saúde pública no ambiente educacional da Escola.

308

�Formação e desenvolvimento de coleções em bibliotecas e repositórios digitais
Resumo expandido

...,...._.-

-'e' f"

z.JQiQ&gt;-~"""""'_"""'V"1I;ff.1I"'

_______ .......

~ "'~.~~t~'llhb:lbf#~CII'IlPII~

........ ""I_..
_

_~;t:]o,...r..prOfCl"lPl&lt;

~~

..... f"' ...

,....._~

.~V'

P •

D-

............... lri:I

'OI_WCI'I'I .... " ....~ ... ~e ...Ii.:.f4n\'f\'nYkt\Tl*l'u. ....

...I ...... pc:_ .......... W#'O ... _ _ ~, ... ~»I1q..-a;molll" ... _ _
&amp;NdI,.:._•. hIo.. ~.... !fdI.....,.""_~UN.~ ..

l:ItI:Mn . . . . I~~.t.....u-oddo~ ..

~~~.O_.I ...

I .. ~I"OIr:.

=- ........,_

IOIIII,IHU

~.:IW.-~M..-II6ul

__

I!)"f

UI~MI}~lHc:

..... '..-

~~.UI.

......,~

;...,y. ...

'''·~

....... ...

lOI1IJI"II:....-~.....w

-

~

~

l1&gt;o~.$Wb4)I&gt;M6U"""
1......... ctItI:foI~IttC\l'»lU

t. ........

n* .............""

Figura 1 - Página inicial da Biblioteca Multimídia
Fonte: FUNDAÇÃO OSWALDO CRUZ. ESCOLA NACIONAL DE SAUDE PUBLICA SERGIO
AROUCA.
Biblioteca
Multimidia.
Site.
2012.
Disponivel
em:
&lt;
http://www4.ensp.fiocruz.br/biblioteca/home/&gt; . Acesso em: 11 abr. 2012.

2 Materiais e Métodos
A Biblioteca possui particularidades desenvolvidas levando em consideração
as políticas de software livre e as diretrizes de acessibilidade em razão da instituição
na qual está inserida. Por ser um órgão público federal , algumas adaptações foram
empregadas como modelo para utilização coletiva, inclusive para o uso das
Unidades que pertencem à Fiocruz e demais parceiros institucionais. Todo
documento postado na Biblioteca Multimídia da ENSP é de responsabilidade do
usuário que fez seu cadastro. Os arquivos são avaliados por editores e, depois,
liberados para acesso na Biblioteca. O conteúdo considerado impróprio,
desrespeitando princípios éticos, ferindo a privacidade dos colaboradores ou
denegrindo a imagem institucional não é publicado.

309

�Formação e desenvolvimento de coleções em bibliotecas e repositórios digitais
Resumo expandido

~

... ,....~ ••_......_ .........~"'c;M""."'101 "'1"I--,.It-.._

,.....~IIlf~~""""'"...-.~1r~#&gt;~""'"""tPl"~I;D:I.~Qrp~~,,-

__._. .

__ .

~&gt;OoOW.'III:I"~.'''''diGJt_UU''"''''.IIIJItnrrtatoI!lttt_,..

_

__

~~~~llrWl

,~_

....

.

~

.......,.~,.

.....

................ ..,..

_

.

.

.

s

_

~

~

~

.

~

.

_

. . . b'9'lnOotIIowIrd:o;nrtl!oliH"'''''''- ...

OfU"*'«-t.~...u.,IOOoIf,~._,_"'

~~4~"'tt&amp;.d:a,..,.áM.-r.-~
~""'J~_

I«rit_

.._k-.~~,.!f'twI.&lt;XJa,;.IOIIk&gt;I/II(4h.~dit~_.~rJt

*"..,._;á.llP'."D.""'"",~"",,,,,,,,,,,,,,,, .1I'iID"-~~

lM&gt;_
......
•
. .__ .-.., ..

~~

.. ~ .... ~~_"I:II1
~.t&gt;
.Jtl~--...~"'~OI."..án-_C)' ..... C. ... ~,.
~

.

~

_

~

_

f~ ... -~~~II_~

_oIdo.

_

. . . . . . . . ,.
••

~"~.~I~"'~~G-.....dIt,,.\cJro~"bdIU
~_lIooow_.$;JI,oI~

...... f,., ...

~I'D~_""

.... _......"'""'V&lt;' ....".,. .. ".."".ndlo'gj/_~ ...""',._I\I...:JJiIO~~,,._y8J~ '-:r-J. .. ~ ..

lftb~dil, ...

.. IoOt_ . . .

....- .....

,...~

___~'._'-.w c.-'l&gt;..........s.r",

iICIII'IO&lt;t1~
~

....

":tIl·o:I.~

_ _ _" 0

~

...

Oeeto~"''''~.-~

-.boc.G_ . . &lt;_...u..'", _ _ _

._"".·.~CXj"'\fII-'

, _ _ . . . .-...,.

~

... _ _

arq_

""llUJóIOC'Il&gt;In_~dII«~dor-_""'''w...IIO",*c.."_p«;lrIN,,-~JJ'Io'''-c_u_'jIItR!

"-

~

~

_
_ ...
U I1
......_
··_·

-.-

~ ~·I

Figura 2 - Documento cadastrado na Biblioteca Multimídia
Fonte: FUNDAÇÃO OSWALDO CRUZ. ESCOLA NACIONAL DE SAUDE PUBLICA SERGIO
AROUCA.
Biblioteca
Multimídia.
Site.
2012.
Disponível
em:
&lt;
http://www4.ensp.fiocruz.br/biblioteca/home/&gt; . Acesso em: 12 abr. 2012.

A busca na Biblioteca Multimídia permite pesquisar os documentos por uma
das suas áreas temáticas, por tipo de publicação (apresentação em evento, material
de apoio a curso, material didático, projeto, relatório, legislação, artigo, capítulo de
livro, livro, periódico, folheto e folder), tipo de mídia (animação, áudio, gráficos,
imagem, mapas, texto e vídeo) e por autor e data, além de permitir acesso direto aos
últimos arquivos cadastrados ou aos mais acessados pelos usuários.

3 Resultados Parciais/Finais
Atualmente o acervo da Biblioteca possui cerca de 2.000 publicações. E
deverá se expandir para aportar além do conteúdo hoje já existente, que são as
apresentações e trabalhos de evento em sua maioria, para inserir também recursos
educacionais e a produção técnico-científica da ENSP. Seu conteúdo está passando
por revisões para que esteja de acordo com critérios de qualidade, como
acessibilidade e confiabilidade.

4 Considerações Parciais/Finais
A Biblioteca Multimídia auxilia a disseminação da informação em saúde para
um público dirigido, sem excluir outros perfis. Divulga a produção da ENSP e de

310

�Formação e desenvolvimento de coleções em bibliotecas e repositórios digitais
i! """"'"
MaooNlck

~

=

:,

IiWitt.UJ

1I....111~

Resumo expandido

seus parceiros, garante o acesso a conteúdos úteis para a comunidade que
necessita de informação em saúde e estimula a utilização de diversas mídias. Com a
implantação da Biblioteca Multimídia foi possível verificar como a utilização da
Internet pode tornar-se um poderoso instrumento de informação em uma
comunidade educacional. A Biblioteca Multimídia contribui valiosamente na
construção da cidadania , pois facilita a apropriação social da informação de maneira
descentralizada e democrática, para um público aberto à inovação e preocupado
com uma política de informação acessível.

311

�</text>
                  </elementText>
                </elementTextContainer>
              </element>
            </elementContainer>
          </elementSet>
        </elementSetContainer>
      </file>
    </fileContainer>
    <collection collectionId="49">
      <elementSetContainer>
        <elementSet elementSetId="1">
          <name>Dublin Core</name>
          <description>The Dublin Core metadata element set is common to all Omeka records, including items, files, and collections. For more information see, http://dublincore.org/documents/dces/.</description>
          <elementContainer>
            <element elementId="50">
              <name>Title</name>
              <description>A name given to the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51396">
                  <text>SNBU - Edição: 17 - Ano: 2012 (UFRGS - Gramado/RS)</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="49">
              <name>Subject</name>
              <description>The topic of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51397">
                  <text>Biblioteconomia&#13;
Documentação&#13;
Ciência da Informação&#13;
Bibliotecas Universitárias</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="41">
              <name>Description</name>
              <description>An account of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51398">
                  <text>Tema: A biblioteca universitária como laboratório na sociedade da informação.</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="39">
              <name>Creator</name>
              <description>An entity primarily responsible for making the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51399">
                  <text>SNBU - Seminário Nacional de Bibliotecas Universitárias</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="45">
              <name>Publisher</name>
              <description>An entity responsible for making the resource available</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51400">
                  <text>UFRGS</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="40">
              <name>Date</name>
              <description>A point or period of time associated with an event in the lifecycle of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51401">
                  <text>2012</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="44">
              <name>Language</name>
              <description>A language of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51402">
                  <text>Português</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="51">
              <name>Type</name>
              <description>The nature or genre of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51403">
                  <text>Evento</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="38">
              <name>Coverage</name>
              <description>The spatial or temporal topic of the resource, the spatial applicability of the resource, or the jurisdiction under which the resource is relevant</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51404">
                  <text>Gramado (Rio Grande do Sul)</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
          </elementContainer>
        </elementSet>
      </elementSetContainer>
    </collection>
    <itemType itemTypeId="8">
      <name>Event</name>
      <description>A non-persistent, time-based occurrence. Metadata for an event provides descriptive information that is the basis for discovery of the purpose, location, duration, and responsible agents associated with an event. Examples include an exhibition, webcast, conference, workshop, open day, performance, battle, trial, wedding, tea party, conflagration.</description>
    </itemType>
    <elementSetContainer>
      <elementSet elementSetId="1">
        <name>Dublin Core</name>
        <description>The Dublin Core metadata element set is common to all Omeka records, including items, files, and collections. For more information see, http://dublincore.org/documents/dces/.</description>
        <elementContainer>
          <element elementId="50">
            <name>Title</name>
            <description>A name given to the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="62970">
                <text>A Biblioteca Multimídia em Saúde Pública da Escola Nacional de Saúde Pública Sérgio Arouca.</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="39">
            <name>Creator</name>
            <description>An entity primarily responsible for making the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="62971">
                <text>Santos, Fátima Cristina L. dos Santos et al.</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="38">
            <name>Coverage</name>
            <description>The spatial or temporal topic of the resource, the spatial applicability of the resource, or the jurisdiction under which the resource is relevant</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="62972">
                <text>Gramado (Rio Grande do Sul)</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="45">
            <name>Publisher</name>
            <description>An entity responsible for making the resource available</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="62973">
                <text>UFRGS</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="40">
            <name>Date</name>
            <description>A point or period of time associated with an event in the lifecycle of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="62974">
                <text>2012</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="51">
            <name>Type</name>
            <description>The nature or genre of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="62976">
                <text>Evento</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="41">
            <name>Description</name>
            <description>An account of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="62977">
                <text>Discorre sobre a biblioteca multimídia e sua importância no fomento e compartilhamento de conhecimento campo da saúde pública. Os objetivos da Biblioteca Multimídia são: Apoiar, reutilizar e construir coletivamente o conhecimento na área de saúde pública, visando atender às necessidades de seus usuários; ampliar e melhorar as formas de comunicação e disseminação das informações em saúde pública; potencializar a geração de novos conhecimentos na área de saúde pública; fomentar o compartilhamento do conhecimento entre alunos, professores e pesquisadores da ENSP apoiando o ensino em saúde pública no ambiente educacional da Escola.</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="44">
            <name>Language</name>
            <description>A language of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="69399">
                <text>pt</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
        </elementContainer>
      </elementSet>
    </elementSetContainer>
  </item>
  <item itemId="5899" public="1" featured="0">
    <fileContainer>
      <file fileId="4963">
        <src>http://repositorio.febab.org.br/files/original/49/5899/SNBU2012_038.pdf</src>
        <authentication>10a462a8a6d94fcaa45cbadaf64cdf96</authentication>
        <elementSetContainer>
          <elementSet elementSetId="4">
            <name>PDF Text</name>
            <description/>
            <elementContainer>
              <element elementId="92">
                <name>Text</name>
                <description/>
                <elementTextContainer>
                  <elementText elementTextId="62969">
                    <text>Formação e desenvolvimento de coleções em bibliotecas e repositórios digitais

i

Soe!mWrio

,,

~ I ck

=

lifllttuu
lI........tltMla

=

Resumo expandido

PROPOSTA DE DESENVOLVIMENTO DE UM BANCO DE
DADOS DOS PROJETOS POLíTICOS PEDAGÓGICOS DOS CURSOS
DA UFMA - UNIVERSIDADE FEDERAL DO MARANHÃO
Erlane Maria de Sousa 1, Osvaldo S. S. Junnioi
1Bibliotecária, Especialista em Docência do Ensino Superior, Universidade Federal do
Maranhão - UFMA, São Luís, Maranhão
2Mestre em Engenharia Elétrica com atuação em Computação, Universidade Federal do
Maranhão - UFMA, São Luís, Maranhão

1 Introdução

o recurso público deve ser gerido com excelência e transparência no
âmbito das unidades da administração pública com o objetivo de oferecer serviços
de qualidade para a sociedade . A Universidade Federal do Maranhão - UFMA,
Instituição Federal de Ensino Superior - IFES, que oferece serviços voltados para
suas atividades-fim de ensino, pesquisa e extensão, também deve atender esta
exigência. Então, para que a UFMA proporcione serviços educacionais de qualidade,
ela deve atender vários fatores . Um deles é ter um acervo bibliográfico atualizado e
compatível com as necessidades informacionais da comunidade acadêmica e,
principalmente, que ele seja espelho dos Projetos Políticos Pedagógicos - PPP dos
cursos da instituição. Um desafio para a Biblioteca Central da UFMA, responsável
pela seleção e aquisição de material informacional da instituição, é como utilizar o
recurso público de maneira otimizada para alcançar a meta de manter o acervo
adequado em consonância com os PPP.
Este trabalho apresenta uma Proposta de Desenvolvimento de um Banco
de Dados dos PPP dos Cursos da UFMA, no intuito de ser utilizado em concordância
com o Sistema Integrado de Patrimônio, Administração e Contratos - SIPAC, mais
precisamente nos módulos Biblioteca e Compra de Material Informacional, no
Quesito Seleção e Aquisição de Materiais Informacionais. O objetivo é que, no
momento da análise para atendimento das Requisições de Sugestões, o sistema
auxilie na tomada de decisão, apontando se aquele título faz parte de uma
bibliografia básica ou complementar de um determinado PPP de um curso, e se o
quantitativo desse título no acervo está de acordo com a demanda da universidade e
com os parâmetros do MEC. Ressalta Miranda (2007, p. 9) : "Os bibliotecários devem
permanecer cientes das exigências do MEC para composição do acervo no que se
refere à quantidade e à qualidade mínima de títulos e exemplares."
Com a implantação desta proposta , espera-se que tenhamos um real
quadro do acervo em conformidade com os PPP e que o orçamento utilizado seja
gasto sistematicamente priorizando a bibliografia básica e complementar dos cursos.

305

�Formação e desenvolvimento de coleções em bibliotecas e repositórios digitais

i

Soe!mWrio

,,

=

~ I ck

=

lifllttuu
lI........tltMla

Resumo expandido

2 Motivação e Metodologia

A motivação para se chegar a essa proposta surgiu durante a implantação
do novo sistema corporativo SIPAC na UFMA, em 2011 . Mediante a sua
implementação e adaptação, no que concerne ao Módulo Biblioteca, no Quesito
Seleção e Aquisição de Material Informacional, sentiu-se a necessidade de uma
ferramenta que auxiliasse o critério da escolha dos títulos que fazem parte dos PPP
dos cursos.
Atualmente o Núcleo de Tecnologia de Informação - NTI procede com o
ajustamento às necessidades e demandas da realidade institucional da UFMA.
Procedimento este, que já resultou em incorporações funcionais adequadas aos
serviços prestados.
O NTI vislumbrou a proposta e em parceria com o Núcleo Integrado de
Bibliotecas - NIB dá seguimento a uma pesquisa exploratória de cunho qualitativa, já
que se trata de técnica de observações e análise da tarefa/funcionalidade que
propõe a Base de Dados, no intento de obter exclusivamente impactos/resultados
positivos nas funcionalidades já existentes no sistema . A posteriori far-se-á coletas
das informações que formarão o banco de dados para então, o desenvolvimento e
implantação da Base de Dados, concomitantemente, serão real izados testes, ajustes
e adaptações conforme a necessidade.

3 Resultados Parciais/Finais
O SIPAC trouxe a informatização descentralizada e sistemática do
processo de sugestões de títulos e, consequentemente, maior democratização e
acessibilidade ao processo de aquisição de material informacional da universidade.
Assim, pode-se afirmar que, com a implantação da proposta e suas devidas
funcionalidades , o NIB terá condições de realizar a seleção e aquisição de material
informacional de forma pertinente, o que resultará num acervo que conglomere os
PPP dos cursos, contribuindo, dessa forma , para o progresso da instituição. Como
afirma Andrade e Vergueiro (1996, p. 5) que ''[. .. ] com a aquisição é que começa de
fato a existir uma instituição destinada a preservar e a divulgar as criações de
conhecimento humano [... l".

4 Considerações Parciais/Finais
Pretende-se que a Base de Dados dos PPP resulte em uma importante
ferramenta para subsidiar de forma criteriosa a seleção e formação do acervo do
NIB, auxiliando não apenas na tomada de decisão qualitativa de títulos, mas também
quantitativa e, dessa forma , permitir o crescimento racional e equilibrado do acervo
da Universidade Federal do Maranhão. Em suma, o propósito dessa ferramenta é
assegurar que o acervo esteja totalmente apropriado aos Projetos Políticos

306

�Formação e desenvolvimento de coleções em bibliotecas e repositórios digitais

i

Soe!mWrio

,,

=

~ I ck

=

lifllttuu
lI........tltMla

Resumo expandido

Pedagógicos dos cursos e às suas ementas. Com isso, o acervo estará a contento
com a intrínseca relação entre ensino, pesquisa e extensão.

5 Referências
ANDRADE, Diva; VERGUEIRO, Waldomiro. Aquisição de materiais de
informação. Brasília Briquet de Lemos, 1996.
MIRANDA, Ana Cláudia Carvalho de. Desenvolvimento de coleções em bibliotecas
universitárias. Revista Digital de Biblioteconomia e Ciência da Informação,
Campinas, v. 4, n. 2, p. 01-19, jan./jun. 2007.

307

�</text>
                  </elementText>
                </elementTextContainer>
              </element>
            </elementContainer>
          </elementSet>
        </elementSetContainer>
      </file>
    </fileContainer>
    <collection collectionId="49">
      <elementSetContainer>
        <elementSet elementSetId="1">
          <name>Dublin Core</name>
          <description>The Dublin Core metadata element set is common to all Omeka records, including items, files, and collections. For more information see, http://dublincore.org/documents/dces/.</description>
          <elementContainer>
            <element elementId="50">
              <name>Title</name>
              <description>A name given to the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51396">
                  <text>SNBU - Edição: 17 - Ano: 2012 (UFRGS - Gramado/RS)</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="49">
              <name>Subject</name>
              <description>The topic of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51397">
                  <text>Biblioteconomia&#13;
Documentação&#13;
Ciência da Informação&#13;
Bibliotecas Universitárias</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="41">
              <name>Description</name>
              <description>An account of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51398">
                  <text>Tema: A biblioteca universitária como laboratório na sociedade da informação.</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="39">
              <name>Creator</name>
              <description>An entity primarily responsible for making the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51399">
                  <text>SNBU - Seminário Nacional de Bibliotecas Universitárias</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="45">
              <name>Publisher</name>
              <description>An entity responsible for making the resource available</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51400">
                  <text>UFRGS</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="40">
              <name>Date</name>
              <description>A point or period of time associated with an event in the lifecycle of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51401">
                  <text>2012</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="44">
              <name>Language</name>
              <description>A language of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51402">
                  <text>Português</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="51">
              <name>Type</name>
              <description>The nature or genre of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51403">
                  <text>Evento</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="38">
              <name>Coverage</name>
              <description>The spatial or temporal topic of the resource, the spatial applicability of the resource, or the jurisdiction under which the resource is relevant</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51404">
                  <text>Gramado (Rio Grande do Sul)</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
          </elementContainer>
        </elementSet>
      </elementSetContainer>
    </collection>
    <itemType itemTypeId="8">
      <name>Event</name>
      <description>A non-persistent, time-based occurrence. Metadata for an event provides descriptive information that is the basis for discovery of the purpose, location, duration, and responsible agents associated with an event. Examples include an exhibition, webcast, conference, workshop, open day, performance, battle, trial, wedding, tea party, conflagration.</description>
    </itemType>
    <elementSetContainer>
      <elementSet elementSetId="1">
        <name>Dublin Core</name>
        <description>The Dublin Core metadata element set is common to all Omeka records, including items, files, and collections. For more information see, http://dublincore.org/documents/dces/.</description>
        <elementContainer>
          <element elementId="50">
            <name>Title</name>
            <description>A name given to the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="62961">
                <text>Proposta de desenvolvimento de um banco de dados dos projetos políticos pedagógicos dos cursos da UFMA-Universidade Federal do Maranhão.</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="39">
            <name>Creator</name>
            <description>An entity primarily responsible for making the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="62962">
                <text>Sousa, Erlane Maria de;  S. Junnior, Osvaldo S. </text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="38">
            <name>Coverage</name>
            <description>The spatial or temporal topic of the resource, the spatial applicability of the resource, or the jurisdiction under which the resource is relevant</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="62963">
                <text>Gramado (Rio Grande do Sul)</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="45">
            <name>Publisher</name>
            <description>An entity responsible for making the resource available</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="62964">
                <text>UFRGS</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="40">
            <name>Date</name>
            <description>A point or period of time associated with an event in the lifecycle of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="62965">
                <text>2012</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="51">
            <name>Type</name>
            <description>The nature or genre of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="62967">
                <text>Evento</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="41">
            <name>Description</name>
            <description>An account of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="62968">
                <text>Este trabalho apresenta uma Proposta de Desenvolvimento de um Banco de Dados dos PPP dos Cursos da UFMA, no intuito de ser utilizado em concordância com o Sistema Integrado de Patrimônio, Administração e Contratos - SIPAC, mais precisamente nos módulos Biblioteca e Compra de Material Informacional, no Quesito Seleção e Aquisição de Materiais Informacionais. O objetivo é que, no momento da análise para atendimento das Requisições de Sugestões, o sistema auxilie na tomada de decisão, apontando se aquele título faz parte de uma bibliografia básica ou complementar de um determinado PPP de um curso, e se o quantitativo desse título no acervo está de acordo com a demanda da universidade e com os parâmetros do MEC.</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="44">
            <name>Language</name>
            <description>A language of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="69398">
                <text>pt</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
        </elementContainer>
      </elementSet>
    </elementSetContainer>
  </item>
  <item itemId="5898" public="1" featured="0">
    <fileContainer>
      <file fileId="4962">
        <src>http://repositorio.febab.org.br/files/original/49/5898/SNBU2012_037.pdf</src>
        <authentication>00346099eb32bc3e11729d4894e9aebd</authentication>
        <elementSetContainer>
          <elementSet elementSetId="4">
            <name>PDF Text</name>
            <description/>
            <elementContainer>
              <element elementId="92">
                <name>Text</name>
                <description/>
                <elementTextContainer>
                  <elementText elementTextId="62960">
                    <text>Formação e desenvolvimento de coleções em bibliotecas e repositórios digitais
i! """"'"
MaooNlck

~

=

:,

IiWitt.UJ

1I....111~

Resumo expandido

POLíTICA DE DESCARTE E ATUALIZAÇÃO PARA A COLEÇÃO
DE PERiÓDICOS DO CENTRO DE CIÊNCIAS BIOLÓGICAS E DA
SAÚDE (CCBS) DA UNIRIO

Regina Oliveira de Almeida
Mestre em Educação , Universidade Federal do Estado do Rio de Janeiro, Rio de Janeiro, RJ

1 Introdução
Os avanços tecnológicos alcançados na área das tecnologias da informação
e sua adoção pelas bibliotecas e centros de documentação introduzem novas
questões ao processo de seleção e organização das coleções tanto no ambiente
tradicional como no digital.
exponencial crescimento da produção editorial no
mundo digital atualiza a antiga questão: o que se deve selecionar, com qual
finalidade , para qual usuário?
As publicações científicas, especialmente os periódicos (que surgiram por
volta do século XVII) , têm como objetivo a disseminação democrática da produção
científica para o avanço do conhecimento.
desenvolvimento tecnológico
impulsionou a comunicação científica formal resultando na multiplicação de textos
publicados, criando a necessidade de melhorar o controle bibliográfico para facilitar a
busca por material que seja relevante para as pesquisas em desenvolvimento. Com
esse estoque ilimitado de conhecimento as políticas de seleção, aquisição, avaliação
e descarte têm sido cada vez mais consideradas para o desenvolvimento de uma
coleção. (VERGUEIRO, 1997).
A Biblioteca Setorial do Centro de Ciências Biológicas e da Saúde
(BSCCBS), criada em 1988, reúne as bibliotecas da área de saúde da UNIRIO, que
inclui as unidades da Escola de Enfermagem Alfredo Pinto e Escola de Nutrição,
Escola de Medicina e Cirurgia, Instituto Biomédico e Instituto de Biociências. Desde
então, não realizou nenhuma avaliação e descarte de sua coleção de periódicos.
Como garantir o atendimento às necessidades informacionais da comunidade
acadêmica, mantendo o foco das coleções nos conteúdos programáticos dos cursos
e seus projetos acadêmicos é um dos principais objetivos do Sistema de Bibliotecas
da UNIRIO,foi realizada a experiência piloto na Biblioteca Setorial de Enfermagem e
Nutrição, no início de 2011 . Com base nessa experiência foram estabelecidos
parâmetros e uma metodologia para guiar o trabalho das demais unidades, assim
como estabelecer regularidade de sua ação.

°

°

2 Materiais e Métodos

°

Sistema de Bibliotecas da UNIRIO possui uma política para a inclusão de
títulos na base de periódicos através da consulta ao CCN e Portal Capes. Como na
área de saúde o portal de revistas da BIREME (http://portal.revistas.bvs.br) é de
grande relevância, foi incluída a consulta às bases de dados de indexação das
revistas disponibilizado pela BIREME, que avalia o fator de impacto do periódico ,
conforme JCR - Journal Citation Report (ISI - Institute of Scientific Information)

302

�Formação e desenvolvimento de coleções em bibliotecas e repositórios digitais
i! """"'"
MaooNlck

~

=

:,

IiWitt.UJ

1I....111~

Resumo expandido

(BIREME , 2002).
No levantamento realizado em janeiro de 2011 constatou-se que a Biblioteca
Setorial de Enfermagem e Nutrição tinha uma coleção de 255 títulos, dos quais 38
eram muito incompletas (na maior parte das vezes, o título tinha apenas 2 a 4
exemplares) . Devido à exiguidade do espaço e da insolação recebida (as janelas
não dispõem de insulfilm e/ou cortinas), em torno de 40% sofreu intenso desgaste,
sendo considerada sem condição de uso. As assinaturas, que representavam
apenas do material, não existiam mais, e todo o material recebido nos últimos anos
eram doações, que recebidas sem nenhum critério de avaliação, agravaram a
dificuldade de espaço.
Com o critério da consulta as três bases de dados (BIREME, CCN e Portal
Capes) foram definidas quais as coleções científicas de relevância para a área e o
conteúdo programático dos cursos e descartadas as coleções muito incompletas, as
de divulgação científicas (sendo estas disponibilizadas para os usuários que as
quisessem) e as que não apresentavam condições de uso. Como a produção digital
atual dos periódicos é fortemente significativa, foi introduzido no catálogo on fine, o
fink de todos os títulos que estavam disponíveis de forma gratuita na Internet.

3 Resultados Parciais/Finais
A coleção de periódicos da Biblioteca Setorial de Enfermagem e Nutrição (dados
atualizados em janeiro de 2012) apresenta a seguinte disposição:

Total
Outras I
Linguistica , Letras e Artes
Ciências Humanas
Ciências Sociais Aplicadas
Ciências Agrarias
Engenharias
Ciências Biológicas
Ciências Exatas e da Terra I
Ciências da Saúde (outras)

_

Medicina .
Nutrição •
Enfermagem _

o

100 200 300

Figura 1 - Coleção de Periódicos da Biblioteca Setorial de Enfermagem e Nutrição

A mesma metodologia será adotada nas Bibliotecas Setoriais da Escola de
Medicina e Cirurgia e a do Instituto Biomédico.

303

�Formação e desenvolvimento de coleções em bibliotecas e repositórios digitais
i! """"'"
MaooNl ck

~

=

:,

IiWitt.UJ

1I....111~

Resumo expandido

4 Considerações Parciais/Finais
As bibliotecas acadêmicas assinam portais eletrônicos que implicam a
atualização mais rápida da coleção de periódicos, propiciando, também economia de
espaço. (CRUZ, 2003). Não existe fundamento que justifique a guarda de material
que não corresponda mais aos interesses dos usuários, além de seu descarte
possibilitar melhor administração do espaço, maior facilidade de acesso ao acervo
e mais eficiência no atendimento ao usuário.
Devido à atualização do conhecimento ser mais rápida através dos
periódicos (MIRANDA, 2006), estes representam um material importante para a
comunidade acadêmica ; justificando uma avaliação regular do seu acervo e,
acreditamos que no caso das bibliotecas da área de saúde, os parâmetros utilizados
sejam seguros na tomada de decisão quanto ao desenvolvimento da coleção de
periódicos (descarte, assegurar as doações significativas, indicar assinaturas,
viabilizar permanentemente o acesso).

5 Referências
BIREME. Politica de desenvolvimento da coleção de revistas científicas da BIREME,
2008.
Disponível
em :
&lt;http://snbu.bvs.br/reuniao_bvs/docs/pt/doc/politicabireme.doc&gt;. Acesso em : 18 dez. 2011 .
CRUZ, Angelo Antonio Alves Correa da . Impacto dos periódicos eletrônicos em
bibliotecas universitárias. Ciência da Informação, Brasília, v.32, n.2, p.47-53,
ago.2003. Disponível em: &lt;http://capim .ibict.br/index.php/ciinf/article/view/115/96&gt; .
Acesso em: 15 jan . 2012 .
MIRANDA, Ana Cláudia Carvalho de. Bibliotecas universitárias: gerenciamento de
materiais informacionais. In: SEMINÁRIO NACIONAL DE BIBLIOTECAS
UNIVERSITÁRIAS, 14, 2006, Salvador. Anais ... Salvador: UFBA, 2006. Disponível
em : &lt;www.brapci .ufpr.br/download .php?ddO=10629&gt; . Acesso em : 18 dez. 2011 .
VERGUEIRO, W. O futuro das bibliotecas e o desenvolvimento de coleções:
perspectivas de atuação para uma realidade em efervescência. Perspectivas em
Ciência da Informação, Belo Horizonte, v. 2, n. 1, p. 93-107, jan./jun . 1997.

304

�</text>
                  </elementText>
                </elementTextContainer>
              </element>
            </elementContainer>
          </elementSet>
        </elementSetContainer>
      </file>
    </fileContainer>
    <collection collectionId="49">
      <elementSetContainer>
        <elementSet elementSetId="1">
          <name>Dublin Core</name>
          <description>The Dublin Core metadata element set is common to all Omeka records, including items, files, and collections. For more information see, http://dublincore.org/documents/dces/.</description>
          <elementContainer>
            <element elementId="50">
              <name>Title</name>
              <description>A name given to the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51396">
                  <text>SNBU - Edição: 17 - Ano: 2012 (UFRGS - Gramado/RS)</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="49">
              <name>Subject</name>
              <description>The topic of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51397">
                  <text>Biblioteconomia&#13;
Documentação&#13;
Ciência da Informação&#13;
Bibliotecas Universitárias</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="41">
              <name>Description</name>
              <description>An account of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51398">
                  <text>Tema: A biblioteca universitária como laboratório na sociedade da informação.</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="39">
              <name>Creator</name>
              <description>An entity primarily responsible for making the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51399">
                  <text>SNBU - Seminário Nacional de Bibliotecas Universitárias</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="45">
              <name>Publisher</name>
              <description>An entity responsible for making the resource available</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51400">
                  <text>UFRGS</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="40">
              <name>Date</name>
              <description>A point or period of time associated with an event in the lifecycle of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51401">
                  <text>2012</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="44">
              <name>Language</name>
              <description>A language of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51402">
                  <text>Português</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="51">
              <name>Type</name>
              <description>The nature or genre of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51403">
                  <text>Evento</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="38">
              <name>Coverage</name>
              <description>The spatial or temporal topic of the resource, the spatial applicability of the resource, or the jurisdiction under which the resource is relevant</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51404">
                  <text>Gramado (Rio Grande do Sul)</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
          </elementContainer>
        </elementSet>
      </elementSetContainer>
    </collection>
    <itemType itemTypeId="8">
      <name>Event</name>
      <description>A non-persistent, time-based occurrence. Metadata for an event provides descriptive information that is the basis for discovery of the purpose, location, duration, and responsible agents associated with an event. Examples include an exhibition, webcast, conference, workshop, open day, performance, battle, trial, wedding, tea party, conflagration.</description>
    </itemType>
    <elementSetContainer>
      <elementSet elementSetId="1">
        <name>Dublin Core</name>
        <description>The Dublin Core metadata element set is common to all Omeka records, including items, files, and collections. For more information see, http://dublincore.org/documents/dces/.</description>
        <elementContainer>
          <element elementId="50">
            <name>Title</name>
            <description>A name given to the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="62952">
                <text>Política de descarte e atualização para a coleção de periódicos do Centro de Ciências Biológicas e da Saúde (CCBS) da UNIRIO.</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="39">
            <name>Creator</name>
            <description>An entity primarily responsible for making the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="62953">
                <text>Almeida, Regina Oliveira de</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="38">
            <name>Coverage</name>
            <description>The spatial or temporal topic of the resource, the spatial applicability of the resource, or the jurisdiction under which the resource is relevant</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="62954">
                <text>Gramado (Rio Grande do Sul)</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="45">
            <name>Publisher</name>
            <description>An entity responsible for making the resource available</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="62955">
                <text>UFRGS</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="40">
            <name>Date</name>
            <description>A point or period of time associated with an event in the lifecycle of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="62956">
                <text>2012</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="51">
            <name>Type</name>
            <description>The nature or genre of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="62958">
                <text>Evento</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="41">
            <name>Description</name>
            <description>An account of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="62959">
                <text>Relato de experiência sobre a política de avaliação e descarte da coleção de periódicos do Centro de Ciências Biológicas e da Saúde  (CCBS) da UNIRIO.</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="44">
            <name>Language</name>
            <description>A language of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="69397">
                <text>pt</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
        </elementContainer>
      </elementSet>
    </elementSetContainer>
  </item>
  <item itemId="5897" public="1" featured="0">
    <fileContainer>
      <file fileId="4961">
        <src>http://repositorio.febab.org.br/files/original/49/5897/SNBU2012_036.pdf</src>
        <authentication>be4d8aff2fd033336fb577bb82811dff</authentication>
        <elementSetContainer>
          <elementSet elementSetId="4">
            <name>PDF Text</name>
            <description/>
            <elementContainer>
              <element elementId="92">
                <name>Text</name>
                <description/>
                <elementTextContainer>
                  <elementText elementTextId="62951">
                    <text>Formação e desenvolvimento de coleções em bibliotecas e repositórios digitais
i! """"'"
MaooNlck

~

=

:,

IiWitt.UJ

1I....111~

Resumo expandido

SUPERPOSiÇÃO DE TíTULOS EM BIBLIOTECA
UNIVERSITÁRIA: SUBsíDIOS PARA REPENSAR

COLEÇÕES IMPRESSAS
Rubens da Costa Silva Filho
1Bibliotecário. Especialista em Gestão Cultural, UFRGS - Escola de Enfermagem ,
Porto Alegre, RS

1 Introdução
A Biblioteca da Escola de Administração (EA) é uma das 33 integrantes do
Sistema de Bibliotecas da Universidade Federal do Rio Grande do Sul
(SBU/UFRGS), e tem como finalidade fornecer suporte informacional para
complementação das atividades de ensino, pesquisa e extensão desenvolvidas na
EA.
A Biblioteca conta com uma coleção de 327 títulos de periódicos no meio
impresso (71 títulos correntes e 256 não correntes), sendo em sua maioria de
caráter científico, essa coleção ocupa cerca de 50% do espaço reservado ao acervo
bibliográfico.
Sobre a utilização de documentos eletrônicos por pesquisadores
universitários, Crespo (2005 , p. 108) identifica o seguinte:
Em relação às bibliotecas, [... ] o uso feito pelos pesquisadores se
modificou e diminuiu muito. O pesquisador não vai mais até à
biblioteca para efetuar suas buscas ou acessar os documentos.
Agora ele realiza essas atividades em seu local de trabalho, através
de um computador conectado à Internet, sem o intermédio da
biblioteca da instituição a que se está vinculado.

A Biblioteca da Escola de Administração da UFRGS enfrenta problemas em
manter sua coleção de periódicos no formato impresso, devido ao já saturado
espaço físico disponível para seu acervo. Verificou-se uma superposição de títulos
no acervo de periódicos, com títulos em formato impresso e os mesmos em formato
eletrônico livre na web.
Pesquisa realizada por Tenopir (1999, 2000) aponta que os estudantes de
pós-graduação preferem claramente os periódicos eletrônicos, e que a
disponibilidade em forma digital é um de seus principais critérios de seleção quando
da escolha de artigos para seus trabalhos acadêmicos.
A pesquisa tem como objetivo principal avaliar a coleção de periódicos
impressos, visando a possibilidade de remanejo ou desbastamento parcial ou total
da atual coleção de periódicos impressos disponível no acervo da Biblioteca da
Escola de Administração da UFRGS. Analisar a necessidade de manter a coleção de
periódicos da Biblioteca em dois formatos: impresso e eletrônico.

2 Materiais e Métodos

o

presente estudo caracteriza-se por ser uma pesquisa de caráter

299

�Formação e desenvolvimento de coleções em bibliotecas e repositórios digitais
i! """"'"
MaooNlck

~

=

:,

IiWitt.UJ
1I....111~

Resumo expandido

exploratório qualitativo baseada em fatores de uso.
A população utilizada para este trabalho foi constituída pelo corpo docente e
pelos alunos da Pós-Graduação da Escola de Administração da UFRGS. Para
amostra desta pesquisa foi estabelecido que 10% do número total de docentes e de
10% dos alunos de mestrado e doutorado.
O instrumento utilizado para a coleta dos dados foi um questionário, contendo
13 questões, dentre elas 12 questões fechadas, de múltipla escolha, e 1 questão
aberta.
O questionário para a coleta de dados foi enviado via correio eletrônico a
todos os alunos de pós-graduação de mestrado e todos de doutorado. O instrumento
também foi enviado, via correio eletrônico, a todos os professores da Instituição.
Foi estabelecido um prazo de quinze dias para o retorno das respostas.
Houve retorno de 39 questionários.

3 Resultados Parciais/Finais
A pesquisa apontou que para a amostra , a informação em formato eletrônico
possibilita algum tipo de vantagem em relação ao suporte impresso, o que pode ser
uma das justificativas para o pouco aproveitamento da coleção impressa disponível
pela biblioteca.
Preferência no Formato da Informação

13%

• Eletronico

13%

• Papel
• Indiferente

Gráfico 1 - Preferência no Formato da Informação
Fonte: SILVA FILHO, Rubens da Costa. Avaliação da coleção de periódicos da Biblioteca
da Escola de Administração da UFRGS. 2006. 120f. Trabalho de Conclusão de Curso
(Graduação) - Faculdade de Biblioteconomia e Comunicação, Universidade Federal do Rio
Grande do Sul, Porto Alegre, 2006.

4 Considerações Parciais/Finais
A análise dos dados apontou que um dos motivos da baixa freqüência na
utilização dos periódicos impressos da biblioteca é a flexibilidade que o meio
eletrônico proporciona aos pesquisadores no acesso aos documentos científicos. A

300

�Formação e desenvolvimento de coleções em bibliotecas e repositórios digitais
i! """"'"
MaooNlck

~

=

:,

IiWitt.UJ

1I....111~

Resumo expandido

disponibilidade em tempo integral, a possibilidade de encontrar a informação na
íntegra, com rapidez e sem custo, na comodidade de casa.
Mesmo pelo desinteresse demonstrado pelos alunos da pós-graduação e
pelos professores da faculdade ao acervo de periódicos impressos, o autor percebe
que ainda é cedo para a possibilidade de vir a ser realizado o processo de
desfazimento dos títulos superpostos, isso devido a procura, mesmo que raquítica,
pelas revistas no formato papel por alguns usuários.
Há ainda o desconhecimento da freqüência na utilização da coleção impressa
pelos alunos de graduação e pelos demais usuários da biblioteca , o que impossibilita
que se realize o processo de desfazimento, ficando aqui a sugestão para a biblioteca
a realização de um novo estudo afim de apontar a real utilização da coleção
impressa por estes usuários.
5 Referências

CRESPO, Isabel M. Um estudo sobre o comportamento de busca e uso de
informação de pesquisadores das áreas de biologia molecular e biotecnologia:
impactos do periódico científico eletrônico. 2005. 120f. Dissertação (Mestrado em
Comunicação)-Faculdade de Biblioteconomia e Comunicação, Universidade Federal
do Rio Grande do Sul, Porto Alegre, 2005 .
TENOPIR, Carol ; READ, Eleanor. patterns of database use in academic libraries.
College &amp; Research Libraries, v. 61, n. 3, p. 234-246, May 2000 .
TENOPIR, Carol. Database use in academic libraries. Library Journal , n. 124, p. 36,
38, May 1999.

301

�</text>
                  </elementText>
                </elementTextContainer>
              </element>
            </elementContainer>
          </elementSet>
        </elementSetContainer>
      </file>
    </fileContainer>
    <collection collectionId="49">
      <elementSetContainer>
        <elementSet elementSetId="1">
          <name>Dublin Core</name>
          <description>The Dublin Core metadata element set is common to all Omeka records, including items, files, and collections. For more information see, http://dublincore.org/documents/dces/.</description>
          <elementContainer>
            <element elementId="50">
              <name>Title</name>
              <description>A name given to the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51396">
                  <text>SNBU - Edição: 17 - Ano: 2012 (UFRGS - Gramado/RS)</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="49">
              <name>Subject</name>
              <description>The topic of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51397">
                  <text>Biblioteconomia&#13;
Documentação&#13;
Ciência da Informação&#13;
Bibliotecas Universitárias</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="41">
              <name>Description</name>
              <description>An account of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51398">
                  <text>Tema: A biblioteca universitária como laboratório na sociedade da informação.</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="39">
              <name>Creator</name>
              <description>An entity primarily responsible for making the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51399">
                  <text>SNBU - Seminário Nacional de Bibliotecas Universitárias</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="45">
              <name>Publisher</name>
              <description>An entity responsible for making the resource available</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51400">
                  <text>UFRGS</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="40">
              <name>Date</name>
              <description>A point or period of time associated with an event in the lifecycle of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51401">
                  <text>2012</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="44">
              <name>Language</name>
              <description>A language of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51402">
                  <text>Português</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="51">
              <name>Type</name>
              <description>The nature or genre of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51403">
                  <text>Evento</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="38">
              <name>Coverage</name>
              <description>The spatial or temporal topic of the resource, the spatial applicability of the resource, or the jurisdiction under which the resource is relevant</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51404">
                  <text>Gramado (Rio Grande do Sul)</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
          </elementContainer>
        </elementSet>
      </elementSetContainer>
    </collection>
    <itemType itemTypeId="8">
      <name>Event</name>
      <description>A non-persistent, time-based occurrence. Metadata for an event provides descriptive information that is the basis for discovery of the purpose, location, duration, and responsible agents associated with an event. Examples include an exhibition, webcast, conference, workshop, open day, performance, battle, trial, wedding, tea party, conflagration.</description>
    </itemType>
    <elementSetContainer>
      <elementSet elementSetId="1">
        <name>Dublin Core</name>
        <description>The Dublin Core metadata element set is common to all Omeka records, including items, files, and collections. For more information see, http://dublincore.org/documents/dces/.</description>
        <elementContainer>
          <element elementId="50">
            <name>Title</name>
            <description>A name given to the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="62943">
                <text>Superposição de títulos em biblioteca universitária: subsídios para repensar coleções impressas.</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="39">
            <name>Creator</name>
            <description>An entity primarily responsible for making the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="62944">
                <text>Silva Filho, Rubens da Costa</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="38">
            <name>Coverage</name>
            <description>The spatial or temporal topic of the resource, the spatial applicability of the resource, or the jurisdiction under which the resource is relevant</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="62945">
                <text>Gramado (Rio Grande do Sul)</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="45">
            <name>Publisher</name>
            <description>An entity responsible for making the resource available</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="62946">
                <text>UFRGS</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="40">
            <name>Date</name>
            <description>A point or period of time associated with an event in the lifecycle of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="62947">
                <text>2012</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="51">
            <name>Type</name>
            <description>The nature or genre of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="62949">
                <text>Evento</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="41">
            <name>Description</name>
            <description>An account of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="62950">
                <text>Análise da coleção de periódicos impressos, visando a possibilidade de remanejo ou desbastamento parcial ou total da atual coleção de periódicos impressos disponível no acervo da Biblioteca da Escola de Administração da UFRGS. A pesquisa tem como objetivo principal avaliar a coleção de periódicos impressos, visando a possibilidade de remanejo ou desbastamento parcial ou total da atual coleção de periódicos impressos disponível no acervo da Biblioteca da Escola de Administração da UFRGS. Analisar a necessidade de manter a coleção de periódicos da Biblioteca em dois formatos: impresso e eletrônico.</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="44">
            <name>Language</name>
            <description>A language of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="69396">
                <text>pt</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
        </elementContainer>
      </elementSet>
    </elementSetContainer>
  </item>
  <item itemId="5896" public="1" featured="0">
    <fileContainer>
      <file fileId="4960">
        <src>http://repositorio.febab.org.br/files/original/49/5896/SNBU2012_035.pdf</src>
        <authentication>5d204c61375948fe17a5fe242ea867a7</authentication>
        <elementSetContainer>
          <elementSet elementSetId="4">
            <name>PDF Text</name>
            <description/>
            <elementContainer>
              <element elementId="92">
                <name>Text</name>
                <description/>
                <elementTextContainer>
                  <elementText elementTextId="62942">
                    <text>Formação e desenvolvimento de coleções em bibliotecas e repositórios digitais
i! """"'"
MaooNlck

~

=

:,

IiWitt.UJ
1I....111~

Resumo expandido

INTEROPERABILIDADE NA GESTÃO DE RECURSOS
EDUCACIONAIS: O CASO DA BIBLIOTECA VIRTUAL DO NESCON E
O REPOSITÓRIO ARES DA UNA-SUS

Edison José Corrêa 1, Maria Rizoneide Negreiros de Araújo2,
Jacqueline Pawlowski Oliveira3, Wagner Vinícius Rocha4
1 Professor,

Coordenador Nescon, UFMG, Belo Horizonte, MG

2Professora , Doutora em Enfermagem , UFMG, Belo Horizonte, MG
3Mestranda em Ciência da Informação, UFMG, Belo Horizonte, MG
4

Graduando em Biblioteconomia, UFMG, Belo Horizonte, MG

1 Introdução
Informação é insumo fundamental para o desenvolvimento da ciência . Manterse atualizado e bem informado é um grande desafio, principalmente quando se
refere a área da saúde. Atualmente, diversas instituições compartilham informações
buscando uma interoperação, com o objetivo de maximizar oportunidades de troca e
reuso de informações, bem como, contribuir com aperfeiçoamento e capacitação de
profissionais.
Segundo Miller (2000), interoperável - capacidade de operar em conjunto - é
um adjetivo cujo conceito é cada vez mais utilizado na gestão da informação. Esta
capacidade é conhecida na literatura como interoperabilidade, onde apresenta a
habilidade de transferir e utilizar informações de maneira uniforme e eficiente entre
várias organizações e sistemas de informação 1.
Em atenção a esta premissa , a Universidade Federal de Minas Gerais
(UFMG) , instituição participante da Rede do Sistema Universidade Aberta do
Sistema Único de Saúde (UNA-SUS), vem se preparando para compartilhar seu
acervo de recursos educacionais em saúde. Este acervo, produzido pela equipe do
Núcleo de Educação em Saúde Coletiva (Nescon) da Faculdade de Medicina da
UFMG, no âmbito do Curso de Especialização em Atenção Básica em Saúde da
Família (CEABSF), contempla materiais educacionais, de formatos diversificados
(animação, vídeo, imagem, texto, etc.) que podem ser utilizados pelos profissionais
da saúde para autoinstrução ou por instituições interessadas em oferecer cursos na
área da saúde.
Este trabalho objetiva apresentar o projeto para implantação do acervo do
Nescon no repositório do Acervo de Recursos Educacionais em Saúde (ARES) da
UNA-SUS. Este repositório contempla diferentes tipos de recursos educacionais,
produzidos de acordo com objetivos de aprendizagem específicos e utilizados pelas

1

Conceito de interoperabilidade proposto pelo governo da Austrália.

295

�Formação e desenvolvimento de coleções em bibliotecas e repositórios digitais
i! """"'"
MaooNlck

~

=

:,

IiWitt.UJ

1I....111~

Resumo expandido

instituições parceiras para subsidiar ações de educação em saúde em todo país.

2 Materiais e Métodos

o CEABSF possui um acervo composto de 27 cadernos de estudos e 19
vídeos, que foram selecionados como mídia de apoio ou produzidos como material
complementar, software interativo e etc. Este acervo está disponível na Biblioteca
Virtual do Nescon assim como todos os outros materiais de apoio ao curso.
Para que o material instrucional do CEABSF pudesse integrar-se ao ARES, foi
necessário definir um plano de ações e trabalhar em etapas diferenciadas. Algumas
medidas iniciais foram pré-determinadas pela equipe da UNA-SUS e as demais
elaboradas pelos integrantes do Nescon, contempladas da seguinte forma :
a) definição da equipe para realizar o processo de integração do acervo,
composta de coordenadores, responsáveis pela submissão dos materiais e
avaliadores, indicados pelo coordenador do Nescon;
b) capacitação da equipe para o processo de submissão do acervo no
repositório. Três integrantes do Nescon participaram do treinamento para a
catalogação do material;
c) definição do cronograma pela equipe do Nescon , apontando período para a
realização das ações;
d) seleção do material instrucional a ser incorporado no Repositório . Os
critérios de avaliação seletiva foram pré-definidos para embasar a seleção ;
e) avaliação do conteúdo dos cadernos, com objetivo de diagnosticar se
capítulos e seções desses materiais tem a capacidade de contemplar
separadamente, um objeto de aprendizagem , verificando também, se
poderiam ser utilizados em partes em outros cursos e aprendizados;
f) avaliação dos vídeos com foco na qualidade da imagem , e averiguação
quanto às questões dos direitos de uso das imagens, dos participantes das
entrevistas e processos filmados ;
g) submissão dos materiais no Repositório: esta etapa compreende a
descrição física dos materiais, por meio de formulário eletrônico composto de
metadados, seguindo padrões e normalizações específicas;
h) envio de propostas à UNA-SUS, objetivando alteração nos campos do
formulário de submissão no ARES , para que contemplem uma gama de
materiais diversificados.
A figura 1 apresenta o esquema dos processos no ARES :

296

�Formação e desenvolvimento de coleções em bibliotecas e repositórios digitais
i! """"'"
MaooNl ck

~

=

:,

IiWitt.UJ

1I....111 ~

Resumo expandido

~I STEMA DO REPO~ ITÕRI O

G

SELEOONAR
READEQUAR

PRODUZIR

I

G

CATAlOGAR

Logm

Figura 1 - Fluxo Geral do ARES
Fonte BRASIL, 2011.

3 Resultados Parciais/Finais
No período de capacitação e submissão dos materiais, foi possível identificar
a necessidade de revisão do processo de criação dos materiais instrucionais
produzidos no Nescon. Alguns itens que são exigidos para submissão no ARES
(estruturação, descrição detalhada dos objetivos, desenvolvedores, utilização do
vocabulário controlado (DECs) , avaliação midiático-pedagógica, de pertinência etc.,
autorização de uso de imagem, entre outros) , precisam ser contemplados com
maior apreço no ato da criação, o que se tornará um facilitador nas atividades
futuras .
Além das revisões nas questões apontadas para o Nescon, constatamos a
necessidade de alteração também em alguns metadados obrigatórios no formulário
de submissão dos materiais. Existem campos de descrição que não contemplam
informações de determinados materiais especializados.

4 Considerações Finais
Há muito tempo, o trabalho cooperativo faz parte do cotidiano da maioria das
instituições. Atualmente, o Nescon está com 90% de seu acervo inserido no
Repositório ARES e vem trabalhando para compartilhar, na totalidade, toda sua
produção. Espera-se que a Rede UNA-SUS, por intermédio de suas cooperantes,
constitua um acervo a partir de uma cultura de colaboração, levando a um
incremento da quantidade e qualidade de sua coleção. A redução do desperdício de
recursos com materiais e ofertas redundantes ocorrerá consequentemente, pois
todas as instituições terão acesso a tudo que for produzido pela Rede.
Muito já se avançou em termos de cooperação no âmbito das atividades
próprias à Biblioteconomia e Ciência da Informação. É percebida, porém, a
necessidade crescente de se aglutinarem esforços para que se otimize a eficiência,
de forma interoperável, na área da saúde com foco no profissional desse campo do
saber, especialmente no que toca à sua formação continuada.

297

�Formação e desenvolvimento de coleções em bibliotecas e repositórios digitais
i! """"'"
MaooNlck

~

=

:,

IiWitt.UJ

1I....111~

Resumo expandido

5 Referências
BRASIL. Ministério da Saúde . Universidade Aberta do Sistema Único de Saúde.
Política do acervo de recursos educacionais em saúde. Brasília: UNASUS, 2011 .

MILLER, P. Interoperability: what is it and why should I want it? Ariadne. n. 24, jun .
2000. Disponível em: &lt;http://www.ariadne.ac.uk/issue24/interoperability/&gt;. Acesso
em: 12jan. 2012 .

UNIVERSIDADE aberta do SUS. Acervo de Recursos Educacionais em Saúde - ARES.
2011 . Disponível em : &lt; hUp:l/ares.unasus.gov.br/acervo/&gt; . Acesso em: 13 jan. 2012.

298

�</text>
                  </elementText>
                </elementTextContainer>
              </element>
            </elementContainer>
          </elementSet>
        </elementSetContainer>
      </file>
    </fileContainer>
    <collection collectionId="49">
      <elementSetContainer>
        <elementSet elementSetId="1">
          <name>Dublin Core</name>
          <description>The Dublin Core metadata element set is common to all Omeka records, including items, files, and collections. For more information see, http://dublincore.org/documents/dces/.</description>
          <elementContainer>
            <element elementId="50">
              <name>Title</name>
              <description>A name given to the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51396">
                  <text>SNBU - Edição: 17 - Ano: 2012 (UFRGS - Gramado/RS)</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="49">
              <name>Subject</name>
              <description>The topic of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51397">
                  <text>Biblioteconomia&#13;
Documentação&#13;
Ciência da Informação&#13;
Bibliotecas Universitárias</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="41">
              <name>Description</name>
              <description>An account of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51398">
                  <text>Tema: A biblioteca universitária como laboratório na sociedade da informação.</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="39">
              <name>Creator</name>
              <description>An entity primarily responsible for making the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51399">
                  <text>SNBU - Seminário Nacional de Bibliotecas Universitárias</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="45">
              <name>Publisher</name>
              <description>An entity responsible for making the resource available</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51400">
                  <text>UFRGS</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="40">
              <name>Date</name>
              <description>A point or period of time associated with an event in the lifecycle of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51401">
                  <text>2012</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="44">
              <name>Language</name>
              <description>A language of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51402">
                  <text>Português</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="51">
              <name>Type</name>
              <description>The nature or genre of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51403">
                  <text>Evento</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="38">
              <name>Coverage</name>
              <description>The spatial or temporal topic of the resource, the spatial applicability of the resource, or the jurisdiction under which the resource is relevant</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51404">
                  <text>Gramado (Rio Grande do Sul)</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
          </elementContainer>
        </elementSet>
      </elementSetContainer>
    </collection>
    <itemType itemTypeId="8">
      <name>Event</name>
      <description>A non-persistent, time-based occurrence. Metadata for an event provides descriptive information that is the basis for discovery of the purpose, location, duration, and responsible agents associated with an event. Examples include an exhibition, webcast, conference, workshop, open day, performance, battle, trial, wedding, tea party, conflagration.</description>
    </itemType>
    <elementSetContainer>
      <elementSet elementSetId="1">
        <name>Dublin Core</name>
        <description>The Dublin Core metadata element set is common to all Omeka records, including items, files, and collections. For more information see, http://dublincore.org/documents/dces/.</description>
        <elementContainer>
          <element elementId="50">
            <name>Title</name>
            <description>A name given to the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="62934">
                <text>Interoperabilidade na gestão de recursos educacionais: o caso da biblioteca virutal do NESCON e o repositório ARES da UNA-SUS.</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="39">
            <name>Creator</name>
            <description>An entity primarily responsible for making the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="62935">
                <text>Corrêa, Edison José; Araújo, Maria Rizoneide N. de; Oliveira, Jacqueline Pawlowski; Rocha, Wagner Vinícius</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="38">
            <name>Coverage</name>
            <description>The spatial or temporal topic of the resource, the spatial applicability of the resource, or the jurisdiction under which the resource is relevant</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="62936">
                <text>Gramado (Rio Grande do Sul)</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="45">
            <name>Publisher</name>
            <description>An entity responsible for making the resource available</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="62937">
                <text>UFRGS</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="40">
            <name>Date</name>
            <description>A point or period of time associated with an event in the lifecycle of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="62938">
                <text>2012</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="51">
            <name>Type</name>
            <description>The nature or genre of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="62940">
                <text>Evento</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="41">
            <name>Description</name>
            <description>An account of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="62941">
                <text>Este trabalho objetiva apresentar o projeto de implantação do acervo do Nescon no repositório do Acervo de Recursos Educacionais em Saúde (ARES) da UNA-SUS. Este trabalho objetiva apresentar o projeto para implantação do acervo do Nescon no repositório do Acervo de Recursos Educacionais em Saúde (ARES) da UNA-SUS. Este repositório contempla diferentes tipos de recursos educacionais, produzidos de acordo com objetivos de aprendizagem específicos e utilizados pelas instituições parceiras para subsidiar ações de educação em saúde em todo país.</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="44">
            <name>Language</name>
            <description>A language of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="69395">
                <text>pt</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
        </elementContainer>
      </elementSet>
    </elementSetContainer>
  </item>
  <item itemId="5895" public="1" featured="0">
    <fileContainer>
      <file fileId="4959">
        <src>http://repositorio.febab.org.br/files/original/49/5895/SNBU2012_034.pdf</src>
        <authentication>f9efc66240e59596c680859e2f92749f</authentication>
        <elementSetContainer>
          <elementSet elementSetId="4">
            <name>PDF Text</name>
            <description/>
            <elementContainer>
              <element elementId="92">
                <name>Text</name>
                <description/>
                <elementTextContainer>
                  <elementText elementTextId="62933">
                    <text>Formação e desenvolvimento de coleções em bibliotecas e repositórios digitais
i! """"'"
MaooNlck

~

=

:,

IiWitt.UJ

1I....111~

Resumo expandido

PROJETO DE CRIAÇÃO DA BIBLIOTECA DIGITAL DO
ACERVO ESPECIAL DA BIBLIOTECA SETORIAL DE ENFERMAGEM
E NUTRiÇÃO - UNIRIO
Regina Oliveira de Almeida
Mestre em Educação, Universidade Federal do Estado do Rio de Janeiro, Rio de Janeiro, RJ

1 Introdução

o acesso à informação armazenada é um benefício chave do sistema de
preservação de imagem digital. Através da tecnologia digital o usuário não precisa
mais se deslocar até o local onde os materiais preservados estão fisicamente
armazenados, aumentando a sua acessibilidade. O escaneamento digital tem sido
uma solução barata de duplo fim : para a preservação e o acesso, a distribuição e a
transmissão da informação.
Segundo Willis (2001), a reprodução digital da imagem oferece boas
vantagens:
[ ... ) o formato de imagem digital oferece facilidade de acesso; capacidades de
transmissão e distribuição excelentes ; restauração e realce eletrônicos; cópias de alta
qualidade para o usuário e auxílio automatizado de recuperação da informação.
[Oferecendo) melhor acesso às informações [além da) habilidade de realçar (limpar)
eletronicamente as imagens armazenadas . (WILLlS, 2001 , p. 17)

O objetivo deste trabalho é apresentar o projeto de criação da primeira
biblioteca digital temática do Centro de Ciências Biológicas e de Saúde (CCBS) da
UNIRIO, além de contribuir para a preservação do acervo, reduzindo o manuseio e o
acesso físico ao material original, criando uma cópia de segurança do material
original; disponibilizar novas formas de uso e acesso ao acervo que tem,
potencialmente, alta demanda de uso (linhas de pesquisa em história nos cursos de
mestrado e doutorado das escolas atendidas pela biblioteca); possibilitar acesso ao
conteúdo informacional que encontra-se em suporte deteriorado (páginas dos livros
danificadas e muito frágeis ao contato manual, acondicionados em estantes de
madeira com infestação crônica de cupins) e criar um acervo digitalizado com
conteúdo especial, preferencialmente em língua portuguesa, que possa ser utilizado
tanto pelos alunos presenciais como pelos alunos a distância.
A adoção dessa estratégia de preservação urge, pois o acervo está se
deteriorando rapidamente (folhas quebradiças, encadernamento inadequado,
infestação crônica de cupins, entre outros elementos). A salvaguarda desses
documentos que testemunham etapas decisivas da história do conhecimento
adquirido necessitam de intervenções curativas para preservar os originais,
recuperar a informação e promover amplo acesso. As atividades de descrição,
conservação, digitalização, armazenamento digital e criação de mecanismos de
busca do acervo permitirão a preservação da informação, a organização e a
proteção física do acervo, democratizando a informação. (CONWAY, 2001;
MEMÓRIA DO MUNDO, 2002; MARCONDES, 2006).

292

�Formação e desenvolvimento de coleções em bibliotecas e repositórios digitais
i! """"'"
MaooNlck

~

=

:,

IiWitt.UJ

1I....111~

Resumo expandido

2 Materiais e Métodos
A digitalização requer basicamente os seguintes equipamentos:
a) Um scanner ou câmara digital para captar e converter a imagem;
b) Um computador para processá-Ia e armazená-Ia ;
c) Softwares para captura e manipulação das imagens;
d) Uma impressora ou um monitor para visualizá-Ia .
Abrange gestão de documentos, informática, intervenções de conservação e
de preservação, como:
a) Identificação dos livros através de pesquisas em bases de dados de texto
completo, de autoridades e de direitos autorais;
b) Separação do material por prioridades;
c) Higienização e restauração;
d) Descrição/ Catalogação de acordo com o estabelecido pela DPD e
produção de metadados;
e) Digitalização de acordo com os padrões estabelecidos pela universidade e
os softwares utilizados pelo Sistema de Bibliotecas;
f) Acondicionamento (físico);
g) Armazenagem ( lógica, de acordo com a política de salvaguarda digital);
h) Disponibilização dos arquivos digitais;
i) Divulgação;
j) Avaliação .
A Biblioteca Central da UNIRIO possui o Laboratório Eterna, recentemente
equipado, para as atividades de digitalização, preservação e higienização do acervo .
Está previsto para 2012 um curso de treinamento para o seu quadro técnico.Serão
definidos: software de tratamento da informação (Caribe ou Pergamum) ; padrões de
catalogação utilizados pelo Sistema de Bibliotecas (autoridades e assuntos) ;
tamanho dos registros em disco rígido (metadados e texto completo) ; política de
backup; um scanner ou câmara digital para captar e conversão de imagens; um
computador para processá-Ia e armazená-Ia ; softwares para captura e manipulação
das imagens.

3 Resultados Parciais/Finais

o acervo de obras especiais da Biblioteca Setorial de Enfermagem e
Nutrição é um valioso objeto de pesquisa científica, principalmente porque a Escola
de Enfermagem possui uma linha de pesquisa em história da enfermagem nos curso
de mestrado e doutorado. Diante do fato e da relevância do seu significado, assim
como da dificuldade do acesso ao acervo e de sua falta de visibilidade, constitui-se,
primeiramente o projeto de criação da biblioteca digital. Além de preservar um
patrimônio bibliográfico de valor histórico, contribuirá para o desenvolvimento das
pesquisas, digitalizando-o e disponibilizando-o, não apenas para a comunidade
acadêmica. (REBEL, 2000).

293

�Formação e desenvolvimento de coleções em bibliotecas e repositórios digitais
i! """"'"
MaooNlck

~

=

:,

IiWitt.UJ

1I....111~

Resumo expandido

4 Considerações Parciais/Finais

o Sistema de Bibliotecas da UNIRIO tem como missão fornecer suporte
informacional ao desenvolvimento dos programas de ensino, pesquisa e extensão
da universidade, considerando todos os campos de atuação da instituição. Seu
Plano de Desenvolvimento Institucional (PDI) determina o cuidado do patrimônio
informacional da universidade, selecionando, adquirindo, processando, tornando
disponível e garantindo o acesso e a preservação dessa informação, esteja ela
registrada em qualquer tipo de suporte, assim como o estímulo à criação de novos
serviços para a divulgação da produção de conhecimento da universidade
(implantação do repositório digital). (PDI, 2011) .
Portanto, este projeto estrutura uma biblioteca digital que visa a preservação de
obras selecionadas como especiais para a unidade, a restauração das obras que se
encontram em condições detrioradas, além de fornecer visibilidade e ampliar o
acesso ao acervo especial.
5 Referências

CO NWAY, Paul. Preservação no universo digital. Rio de Janeiro: Projeto
Conservação Preventiva em Bibliotecas e Arquivos: Arquivo Nacional, 2001 .32 p.
MARCONDES, Carlos Henrique et aI. (Orgs.). Bibliotecas digitais: saberes e
práticas. 2. ed . Salvador, BA: UFBA; Brasília , DF: IBICT, 2006. 336p
MEMÓRIA do mundo: diretrizes para a salvaguarda do patrimônio documental. Paris:
UNESCO,
2002.
71
p.
Disponível
em :
&lt;http://www.portalan .arquivonacional.gov.br/Media/Diretrizes%20para%20a%20salva
guarda%20do%20patrim%C3%B4nio%20documental.pdf&gt; . Acesso em : 10 jan .
2012 .
PLANO de Desenvolvimento Institucional do Sistema de Bibliotecas UNIRIO (PDI): o
futuro das bibliotecas da UNIRIO. 2011-2014.
REBEL, Sandra. Os ambientes contemporâneos de informação para a comunicação
do conhecimento científico: mudança e crescimento . 2000. Disponível em :
&lt;www.fontes2uff.blogspot.com&gt;. Acesso em : 19 jan. 2012 .
WILLlS , Don . Uma abordagem dos sistemas híbridos para a preservação de
materiais impressos. Rio de Janeiro: Projeto Conservação Preventiva em Bibliotecas
e Arquivos: Arquivo Nacional, 2001 .79 p.

294

�</text>
                  </elementText>
                </elementTextContainer>
              </element>
            </elementContainer>
          </elementSet>
        </elementSetContainer>
      </file>
    </fileContainer>
    <collection collectionId="49">
      <elementSetContainer>
        <elementSet elementSetId="1">
          <name>Dublin Core</name>
          <description>The Dublin Core metadata element set is common to all Omeka records, including items, files, and collections. For more information see, http://dublincore.org/documents/dces/.</description>
          <elementContainer>
            <element elementId="50">
              <name>Title</name>
              <description>A name given to the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51396">
                  <text>SNBU - Edição: 17 - Ano: 2012 (UFRGS - Gramado/RS)</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="49">
              <name>Subject</name>
              <description>The topic of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51397">
                  <text>Biblioteconomia&#13;
Documentação&#13;
Ciência da Informação&#13;
Bibliotecas Universitárias</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="41">
              <name>Description</name>
              <description>An account of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51398">
                  <text>Tema: A biblioteca universitária como laboratório na sociedade da informação.</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="39">
              <name>Creator</name>
              <description>An entity primarily responsible for making the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51399">
                  <text>SNBU - Seminário Nacional de Bibliotecas Universitárias</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="45">
              <name>Publisher</name>
              <description>An entity responsible for making the resource available</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51400">
                  <text>UFRGS</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="40">
              <name>Date</name>
              <description>A point or period of time associated with an event in the lifecycle of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51401">
                  <text>2012</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="44">
              <name>Language</name>
              <description>A language of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51402">
                  <text>Português</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="51">
              <name>Type</name>
              <description>The nature or genre of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51403">
                  <text>Evento</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="38">
              <name>Coverage</name>
              <description>The spatial or temporal topic of the resource, the spatial applicability of the resource, or the jurisdiction under which the resource is relevant</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51404">
                  <text>Gramado (Rio Grande do Sul)</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
          </elementContainer>
        </elementSet>
      </elementSetContainer>
    </collection>
    <itemType itemTypeId="8">
      <name>Event</name>
      <description>A non-persistent, time-based occurrence. Metadata for an event provides descriptive information that is the basis for discovery of the purpose, location, duration, and responsible agents associated with an event. Examples include an exhibition, webcast, conference, workshop, open day, performance, battle, trial, wedding, tea party, conflagration.</description>
    </itemType>
    <elementSetContainer>
      <elementSet elementSetId="1">
        <name>Dublin Core</name>
        <description>The Dublin Core metadata element set is common to all Omeka records, including items, files, and collections. For more information see, http://dublincore.org/documents/dces/.</description>
        <elementContainer>
          <element elementId="50">
            <name>Title</name>
            <description>A name given to the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="62925">
                <text>Projeto de criação da Biblioteca Digital do acervo especial da Biblioteca Setorial de enfermagem e nutrição- UNIRIO.</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="39">
            <name>Creator</name>
            <description>An entity primarily responsible for making the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="62926">
                <text>Almeida, Regina Oliveira de</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="38">
            <name>Coverage</name>
            <description>The spatial or temporal topic of the resource, the spatial applicability of the resource, or the jurisdiction under which the resource is relevant</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="62927">
                <text>Gramado (Rio Grande do Sul)</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="45">
            <name>Publisher</name>
            <description>An entity responsible for making the resource available</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="62928">
                <text>UFRGS</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="40">
            <name>Date</name>
            <description>A point or period of time associated with an event in the lifecycle of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="62929">
                <text>2012</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="51">
            <name>Type</name>
            <description>The nature or genre of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="62931">
                <text>Evento</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="41">
            <name>Description</name>
            <description>An account of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="62932">
                <text>Discorre sobre o projeto de criação da primeira biblioteca digital temática do Centro de Ciências Biológicas e de Saúde (CCBS) da UNIRIO. O objetivo deste trabalho é apresentar o projeto de criação da primeirabiblioteca digital temática do Centro de Ciências Biológicas e de Saúde (CCBS) da UNIRIO, além de contribuir para a preservação do acervo, reduzindo o manuseio e o acesso físico ao material original, criando uma cópia de segurança do material original; disponibilizar novas formas de uso e acesso ao acervo que tem, potencialmente, alta demanda de uso (linhas de pesquisa em história nos cursos de mestrado e doutorado das escolas atendidas pela biblioteca); possibilitar acesso ao conteúdo informacional que encontra-se em suporte deteriorado (páginas dos livros danificadas e muito frágeis ao contato manual, acondicionados em estantes de madeira com infestação crônica de cupins) e criar um acervo digitalizado com conteúdo especial, preferencialmente em língua portuguesa, que possa ser utilizado tanto pelos alunos presenciais como pelos alunos a distância.</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="44">
            <name>Language</name>
            <description>A language of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="69394">
                <text>pt</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
        </elementContainer>
      </elementSet>
    </elementSetContainer>
  </item>
  <item itemId="5894" public="1" featured="0">
    <fileContainer>
      <file fileId="4958">
        <src>http://repositorio.febab.org.br/files/original/49/5894/SNBU2012_033.pdf</src>
        <authentication>d16364caa0d928b89ea3526cf7c10eb7</authentication>
        <elementSetContainer>
          <elementSet elementSetId="4">
            <name>PDF Text</name>
            <description/>
            <elementContainer>
              <element elementId="92">
                <name>Text</name>
                <description/>
                <elementTextContainer>
                  <elementText elementTextId="62924">
                    <text>Formação e desenvolvimento de coleções em bibliotecas e repositórios digitais
i! """"'"
MaooNlck

~

=

:,

IiWitt.UJ
1I....111~

Resumo expandido

A QUALIDADE NO CADASTRO DE AUTORES DA BIBLIOTECA
MULTIMíDIA DA ESCOLA NACIONAL DE SAÚDE PÚBLICA SERGIO
AROUCA/FUNDAÇÃO OSWALDO CRUZ
Fatima Cristina L. dos Santos 1, Antônia Carmélia de M. Brito,2 Ana
Cristina M. FurnieJ3, Ana Paula Mendonça, Maria Elisa A. dos Reis, Rosane
Mendes, Alberto Souza
'Especialista em Informação Científica e Tecnológica em Saúde , Fundação Oswaldo Cruz,
Escola Nacional de Saúde Pública Sergio Arouca, Rio de Janeiro-RJ ; 2Especialista em Indexação da
Infomação, Fundação Oswaldo Cruz, Escola Nacional de Saúde Pública Sergio Arouca, Rio de
Janeiro-RJ ;3Mestra em Relações Internacionais Fundação Oswaldo Cruz, Escola Nacional de Saúde
Pública Sergio Arouca, Rio de Janeiro-RJ ; Especialista em Informação e Informática em Saúde,
Fundação Oswaldo Cruz, Escola Nacional de Saúde Pública Sergio Arouca, Rio de Janeiro-RJ;
Mestra em Saúde Pública , Fundação Oswaldo Cruz, Escola Nacional de Saúde Pública
Sergio Arouca , Rio de Janeiro-RJ;Especialista em Informação e Informática em Saúde, Fundação
Oswaldo Cruz, Escola Nacional de Saúde Pública Sergio Arouca, Rio de Janeiro-RJ ;Graduando em
Análise e Desenvolvimento de Sistemas, Fundação Oswaldo Cruz, Escola Nacional de Saúde Pública
Sergio Arouca, Rio de Janeiro-RJ

1 Introdução
A Escola Nacional de Saúde Pública Sergio Arouca (ENSP), unidade da
Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), lançou em agosto de 2007 a segunda versão de
sua Biblioteca Multimídia (BM). É um repositório onde o usuário pode, depois de se
cadastrar, incluir documentos em formato de texto, planilha, vídeo, imagem, áudio ou
hipertexto. Possui 25 áreas temáticas no campo da Saúde Pública e seu público alvo
é formado por alunos, pesquisadores, profissionais de saúde, gestores do Sistema
Único de Saúde (SUS) e cidadãos. Atualmente seu acervo conta com
aproximadamente 2.000 publicações.
Os objetivos da Biblioteca são: apoiar, reutilizar e construir coletivamente o
conhecimento na área de saúde pública, visando atender às necessidades de seus
usuários; ampliar e melhorar as formas de comunicação e disseminação das
informações em saúde pública ; potencializar a geração de novos conhecimentos na
área de saúde pública; fomentar o compartilhamento do conhecimento entre alunos,
professores e pesquisadores da ENSP apoiando o ensino em saúde pública no
ambiente educacional da Escola.
Uma nova versão da BM será lançada em 2012, e um dos seus critérios de
qualidade será a normalização dos autores cadastrados. Esse trabalho objetiva
apresentar as atividades referentes à essa normalização, seguindo dois atributos ou
dimensões: Acessibilidade e Confiabilidade.

287

�Formação e desenvolvimento de coleções em bibliotecas e repositórios digitais
i! """"'"
MaooNlck

~

=

:,

IiWitt.UJ

1I....111~

Resumo expandido

2 Materiais e Métodos
Por ser um ambiente livre (onde o próprio autor insere sua obra), mesmo que
essa obra passe por uma padronização, alguns problemas de busca podem ocorrer,
pois a entrada dos nomes dos autores é livre. Isso significa que as normas utilizadas
para inserção dos nomes dos autores são variadas (ABNT, Vancouver, etc), e não se
tem garantia de que os nomes cadastrados estarão completos! corretos. Com base
nesse problema, iniciou-se o processo de normalização em seu cadastro de autores.
Baseando-se no texto de Oleto (2006), buscou-se seguir dois atributos ou
dimensões nesse trabalho: Acessibilidade e Confiabilidade. Acessibilidade, visando
redução de tempo que o pesquisador levará para localizar a informação desejada e
Confiabilidade, visando credibilidade no conteúdo localizado.
Em 2006 a Biblioteca iniciou sua colaboração com o Campus Virtual em
Saúde Pública (CVSP) , uma rede de compartilhamento com o objetivo de facilitar a
gestão da informação e a aprendizagem na área de saúde pública, um espaço
comunicacional e de aprendizagem, resultado de uma parceria entre a Organização
Pan-Americana da Saúde (OPAS) e os países da região das Américas (CAMPUS ... ,
2012). Esse compartilhamento atribuiu mais responsabilidade na qualidade do
conteúdo da Biblioteca Multimídia.
A normalização escolhida para os autores foi baseada nas "Normas de
Vancouver" - Uniform Requirements for Manuscripts Submitted to Biomedical
Journals, organizadas pelo International Committee of Medicai Journal Editors
Vancouver Group (ICMJE), tendo em vista seu uso recorrente na área de saúde,
onde a BM está inserida (RODRIGUES , 2008). Todos os nomes cadastrados serão
normalizados dessa forma, e esse trabalho iniciou-se com os nomes já existentes no
repositório .
Coletou-se todos os nomes já cadastrados, somando 1.440 registros. O que
não significou 1.440 nomes diferentes, pois um nome pode ter sido registrado de
várias formas . Construiu-se uma planilha em ambiente Excel onde foram inseridos
os ítens:
a)Nome do Autor: Como ele foi cadastrado na Biblioteca Multimídia.
b)Nome Completo: Nome coletado em fontes confiáveis, que será
cadastrado na Biblioteca.
c)Nome Vancouver: Como ele ficará disponível para o pesquisador no
campo de autoria da Biblioteca Multimídia.

288

�Formação e desenvolvimento de coleções em bibliotecas e repositórios digitais
i! """"'"
MaooNlck

~

=

:,

IiWitt.UJ
1I....111~

Resumo expandido

a&amp;IICJl!II,btor,,'B..tA.allX Maolalt . .1I
U;yauIIfoII~~.

• UI

• A" .}.-

~

ltt*Io

O;x!D'

-.

':P

"'.... 1

~ . ~7

0:;,, 01

iJl

(),»lI,Wt~~J'
~•

............~~c~~~~~mc....~~~~~.~~D

, ~.~.~.~

2 CA1.VO, 'Adi.
J RSEIRO, M:..ge,I Cwbr.:I $;1ffip!1III &lt;Iv AI"""""
J

€i

f"OfIJK. NC

~lidII

~MCSA

M:n.iul~Ig,sa."p.".... Nr",;od;t

Soni.PieIdoStQJtirl

seOUElb\..son..

11314

~r.$P

SIlVA. l,n;(FuhP'!.t,c.,.m::lO

13$6.1

Cunb:l(t

6
,

A8RN1Ao. CJrIo. EwWG C",\ij~

,

A!JO[S

AiIAA~O

,...

22m
10300
10021
2130&amp;
I~01

17111
,2OOEi

IS Al,/oOllCIaR~IIfIr""\(lOÍloina.

17 AGlJOCLO, C~ A'" AGOERO. MINI' LLttI
" AGlJIAA.R.. ~

SokoLf

Caooa EOu.wdo C.m1lt1O
Anotl",io O'-' .... r.. di EconomJ;ao di : Asuci.f~o []ral~'" O, I:I:QMr'/II.I d. S,Y
Wufllnglon Luiz Abru 9 JUUJ
.)f'LI1IWlA
AtonieUl-A.

AcottaC

Cft\ltJltI Ar09tIl
l",,*Ad~1JOJ

AdomoS
AbnoMMS

Slf9Io F,."u Adomo d. AbmI
l.bPQlflM..-lfflllll"lS..,.,III!lAJo..!ul

~ind, foIxion.al d. Vigüncl'

1m

~\Kj~Q

,~

Agillfo MUI

200100

1~

~ ....

136;1

Ahnl&lt;lúd F\J

22 ~. Matc.o

10621

NõI!mUlAM

7J AI 8ARRAN Jtgn tklnuel f5lchan C;to.ll'.
2·1 JiJJAAO U"'.....,r~
2S AI.1.ARA, ... .,;-.CrIZi.

!l111

AI!õIII~..Jt,1fC

'25001

""'10 I~

11761

Ahl' MG

~9 AUJEIOA..IJj~~4-

1~2íl

R.

Agua~$A

AmlIõ(I,)Ac;

~S.10

...

~ j~'1~I~HCI :!"::.: ~ 'lJ,1

.......

s....à'ii~ f-laciorul de Vi&amp;"llnti, Sal'1lLinl
Rwdo.Ito.. d. \I~lt
C«Io. Albt~o ~1Id*
MIm Lulu À'&gt;'iI. AtjItto
Fltn.tllbt!ui.

cJ. Y';goIin(gl lBr" "II Agwnd:i

CA

21 AHldEDFI.:Mo)

AlMEI)AFllHO N..",...r d.

Ofaz-Gtanadot

Ad"llUol

'l1J AOUINAGA . ~"'!JIO

n

~

A&gt;;!%lElõIIOllna.::. ..." .. du~(;, ..... ,õIÇ;ltmS;lIid.Col~~~

Agi'l!dlf l~tdut(lllil

""I.

E

CtIIo::J FlWIMC'

LIlLtF.dn~lISk1

6S1~

!i1j1'l'

9 ABREU. W.!lIington
lD ADRUcIO Femao&amp;&gt;
11 ACOSTA, Cntt.,.
1~ ADESSE L"
13 ADORNO, s..'QlG
M 1If0H.'"i0 flbpl"ltl
15 "IIincia Nx.ional d4I V91ioW 'SanIIâr\I

__~~~
. ~:

11)1'3
1681:i'

• r ...... • S.lnk&gt;nlr-

1s.9'ud"IIM""~"''''!I:1
F~ V~lu\;o Ah,.,,~d

,.......

JUOW'I M3nIIUI ErutlMn C:a~11I NboNl:i1l

M.riJ Grtzi,AJln
A1.,..&lt;;""".. d.Almotoda

t

~

Figura 1 - Planilha Excel com nomes de autores

Após essa fase , selecionamos quais seriam as fontes de pesquisa onde
buscaríamos os nomes completos desses autores. As fontes escolhidas foram :
a) Portal ENSP, onde esses autores foram citados em eventos como
palestras, aulas, etc. Foi criado como ferramenta de apoio à gestão do
conhecimento e para garantir a qualidade da informação gerada e
organizada pela instituição (PORTAL. .. , 2011). Mesmo quando esses
autores não são da Escola, suas instituições são citadas, o que nos
leva à outra fonte confiável de pesquisa.
b) Plataforma Lattes, projeto do Conselho Nacional de Desenvolvimento
Científico e Tecnológico (CNPq), onde o próprio autor cadastra sua
produção e pode indicar como gostaria de ser citado. O Currículo
Lattes se tornou um padrão nacional no registro da vida pregressa e
atual dos estudantes e pesquisadores do Brasil, e é adotado pela
maioria das instituições de fomento , universidades e institutos de
pesquisa do país (CONSELHO .. ., 2011).
O processo de pesquisa ocorreu da seguinte forma : o nome era pesquisado
no site da ENSP e depois na Plataforma Lattes. Atualizávamos/corrigíamos e
indicávamos no campo Excel "Nome Vancouver" como esse autor deveria
"aparecer", respeitando sempre a sua indicação no campo "nome em citações
bibliográficas" em seu currículo Lattes. Por exemplo :
a) Nome do Autor: ESCOREL, Sarah
b) Nome Vancouver: Escorei S

289

�Formação e desenvolvimento de coleções em bibliotecas e repositórios digitais
i! """"'"
MaooNlck

~

=

IiWitt.UJ
1I....111~

:,

Resumo expandido

c) Nome Completo: Sarah Maria Escorei de Moraes
No caso de pesquisadores não localizados na Plataforma Lattes, utilizou-se
também a forma completa do nome. Com relação aos autores institucionais,
continuamos a nos basear nas Normas de Vancouver.

3 Resultados Parciais/Finais
A normalização foi realizada nos autores já cadastrados e tornou-se rotina no
processo de trabalho de cadastramento de documentos na Biblioteca. Isso será mais
perceptível na nova versão, disponível ao público no segundo semestre de 2012 .

I

B'BLlOTECA MULTlMí~IA

HClme &gt; Temas

Font., Mq11293 ,

AcoL

Au t ",(O), E""," S

Mote';.' o;spon;ve'e

~ ~

'vlsltetambf'f?l

~

N

Congresso Orttsileiro de Política, Planejamento e Ge5tao em Saude, l0, 2 010
- S~rah Escorei
palestra proferida por Sarah Escorei, pesqwsadora da Ensp, durante a mesa
'Partk::ipação Social e SUS: 0$ avanços necessârios' do dia 26 de agosto de 2010 do
I Congresso Brasileiro de Polit/Cà, Planejamento e Gestão em Saúde, promovido pela
ASSOCiação Brasileira de Pós-Gradiaç!Jo em Saúde Coletiva (Abrasco ), que
.3Cont9cel1 de 24 a 26 de agosto de 2010 em salvador,

Sarah diVidiu sua exposição em três partes, apresentou um levantamento da
produção Cient ífica sobre participação SOCial no BraSIl. No segundo tÓpiCO trouxe
InFormaçl:ies e dados sobre conselhos e conferências nas t rê s esferas de governo, E
disse que a 'prestação de contas' das deliberações das Conferên cias e as atividades
dos Conselhos deveria e~ t rapol ar a ârea de saúde e os I mites governa mentais , com
vistas a dar satisfação para a SOCiedade como um todo, ArqUIVO disponível para
leitura, audiçao e/ou download nos íc ones ao lado

Figura 2 - Página da Biblioteca Multimídia onde o nome do pesquisador aparece no
campo de autoria como indicado no Currículo Lattes.
Fonte: FUNDAÇÃO OSWALDO CRUZ. ESCOLA NACIONAL DE SAUDE PUBLICA SERGIO
Site.
2012.
Disponível
em:
&lt;
AROUCA.
Biblioteca
Multimídia.
http://www4.ensp.fiocruz.br/biblioteca/home/&gt;. Acesso em: 12 abr. 2012.

4 Considerações Parciais/Finais
Consideramos que a normalização é uma atividade destinada a estabelecer
regras e linhas de orientação, baseadas em consensos e aprovada por organismos
de normalização reconhecidos. Diante dos nossos problemas reais para adoção de
dispositivos que contemplassem a necessidade dos pesquisadores da Fiocruz em

290

�Formação e desenvolvimento de coleções em bibliotecas e repositórios digitais
i! """"'"
MaooNlck

~

=

:,

IiWitt.UJ

1I....111~

Resumo expandido

relacionar os nomes adotados em suas comunicações científicas e os nomes mais
conhecidos no contexto técnico científico, procuramos qualificar o trabalho realizado
e reduzir problemas de duplicidade e otimização do tempo que o pesquisador terá
em realizar uma busca em nosso repositório. Percebemos que a normalização de
autores é uma questão que devemos nos preocupar, pois esse processo em alguns
casos pode interferir num resultado de pesquisa .

5 Referências

CAMPUS VIRTUAL DE SAÚDE PÚBLICA BRASIL. O que é? Disponível em :
&lt;http://brasil.campusvirtualsp.org/node/3638&gt; . Acesso em : 10 jan. 2012 .
CONSELHO NACIONAL DE DESENVOLVIMENTO CIENTíFICO E TECNOLÓGICO .
A
Plataforma
Lattes.
Disponível
em:
&lt;http://Iattes.cnpq .br/conteudo/aplataforma .htm&gt;. Acesso em : 14 dez. 2011 .
OLETO, Ronaldo Ronan . Percepção da qualidade da informação. Ciência da
Informação,
Brasília , v.35, n.1, p. 57-62, jan/abr, 2006 .
Disponível em :
&lt;http://www.scielo.br/pdf/ci/v35n1/v35n1a07.pdf&gt;. Acesso em 13 jun . 2011 .
PORTAL ENSP ganha Grand Prix do Prêmio Intranet Portal. Disponível em :
&lt;http://www.ensp.fiocruz.br/portal-ensp/informe/site/materia/detalhe/14027&gt;. Acesso
em: 15jun. 2011 .
RODRIGUES, Jeorgina Gentil. Como referenciar e citar segundo o Estilo Vancouver.
Rio de Janeiro: Instituto de Comunicação e Informação Científica e Tecnológica em
Saúde/Fundação Oswaldo Cruz, 2008 .

291

�</text>
                  </elementText>
                </elementTextContainer>
              </element>
            </elementContainer>
          </elementSet>
        </elementSetContainer>
      </file>
    </fileContainer>
    <collection collectionId="49">
      <elementSetContainer>
        <elementSet elementSetId="1">
          <name>Dublin Core</name>
          <description>The Dublin Core metadata element set is common to all Omeka records, including items, files, and collections. For more information see, http://dublincore.org/documents/dces/.</description>
          <elementContainer>
            <element elementId="50">
              <name>Title</name>
              <description>A name given to the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51396">
                  <text>SNBU - Edição: 17 - Ano: 2012 (UFRGS - Gramado/RS)</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="49">
              <name>Subject</name>
              <description>The topic of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51397">
                  <text>Biblioteconomia&#13;
Documentação&#13;
Ciência da Informação&#13;
Bibliotecas Universitárias</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="41">
              <name>Description</name>
              <description>An account of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51398">
                  <text>Tema: A biblioteca universitária como laboratório na sociedade da informação.</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="39">
              <name>Creator</name>
              <description>An entity primarily responsible for making the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51399">
                  <text>SNBU - Seminário Nacional de Bibliotecas Universitárias</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="45">
              <name>Publisher</name>
              <description>An entity responsible for making the resource available</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51400">
                  <text>UFRGS</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="40">
              <name>Date</name>
              <description>A point or period of time associated with an event in the lifecycle of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51401">
                  <text>2012</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="44">
              <name>Language</name>
              <description>A language of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51402">
                  <text>Português</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="51">
              <name>Type</name>
              <description>The nature or genre of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51403">
                  <text>Evento</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="38">
              <name>Coverage</name>
              <description>The spatial or temporal topic of the resource, the spatial applicability of the resource, or the jurisdiction under which the resource is relevant</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51404">
                  <text>Gramado (Rio Grande do Sul)</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
          </elementContainer>
        </elementSet>
      </elementSetContainer>
    </collection>
    <itemType itemTypeId="8">
      <name>Event</name>
      <description>A non-persistent, time-based occurrence. Metadata for an event provides descriptive information that is the basis for discovery of the purpose, location, duration, and responsible agents associated with an event. Examples include an exhibition, webcast, conference, workshop, open day, performance, battle, trial, wedding, tea party, conflagration.</description>
    </itemType>
    <elementSetContainer>
      <elementSet elementSetId="1">
        <name>Dublin Core</name>
        <description>The Dublin Core metadata element set is common to all Omeka records, including items, files, and collections. For more information see, http://dublincore.org/documents/dces/.</description>
        <elementContainer>
          <element elementId="50">
            <name>Title</name>
            <description>A name given to the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="62916">
                <text>A qualidade no cadastro de autores da Biblioteca Multimídia da Escola Nacional de Saúde Pública Sérgio Arouca/Fundação Oswaldo Cruz.</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="39">
            <name>Creator</name>
            <description>An entity primarily responsible for making the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="62917">
                <text>Santos, Fátima Cristina L. dos Santos et al.</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="38">
            <name>Coverage</name>
            <description>The spatial or temporal topic of the resource, the spatial applicability of the resource, or the jurisdiction under which the resource is relevant</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="62918">
                <text>Gramado (Rio Grande do Sul)</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="45">
            <name>Publisher</name>
            <description>An entity responsible for making the resource available</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="62919">
                <text>UFRGS</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="40">
            <name>Date</name>
            <description>A point or period of time associated with an event in the lifecycle of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="62920">
                <text>2012</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="51">
            <name>Type</name>
            <description>The nature or genre of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="62922">
                <text>Evento</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="41">
            <name>Description</name>
            <description>An account of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="62923">
                <text>Apresenta as atividades referentes à normalização de autores cadastrados no repositório, visando a acessibilidade e confiabilidade como critérios de qualidade. Por consider que a normalização é uma atividade destinada a estabelecer regras e linhas de orientação, baseadas em consensos e aprovada por organismos de normalização reconhecidos. Diante dos nossos problemas reais para adoção dedispositivos que contemplassem a necessidade dos pesquisadores da Fiocruz em relacionar os nomes adotados em suas comunicações científicas e os nomes mais conhecidos no contexto técnico científico, procuramos qualificar o trabalho realizado e reduzir problemas de duplicidade e otimização do tempo que o pesquisador terá em realizar uma busca em nosso repositório. Percebemos que a normalização de autores é uma questão que devemos nos preocupar, pois esse processo em alguns casos pode interferir num resultado de pesquisa.</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="44">
            <name>Language</name>
            <description>A language of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="69393">
                <text>pt</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
        </elementContainer>
      </elementSet>
    </elementSetContainer>
  </item>
  <item itemId="5893" public="1" featured="0">
    <fileContainer>
      <file fileId="4957">
        <src>http://repositorio.febab.org.br/files/original/49/5893/SNBU2012_032.pdf</src>
        <authentication>642e4d25f39f6be30dae570372829413</authentication>
        <elementSetContainer>
          <elementSet elementSetId="4">
            <name>PDF Text</name>
            <description/>
            <elementContainer>
              <element elementId="92">
                <name>Text</name>
                <description/>
                <elementTextContainer>
                  <elementText elementTextId="62915">
                    <text>Produção e comunicação científica e tecnológica : medição, mapeamento, diagnóstico
e avaliação da informação)
Trabalho completo

o LIVRO NA PRODUÇÃO CIENTíFICA DOS SOCiÓLOGOS
BRASILEIROS
Anderson Café 1 Kátia de Carvalho2
1

2

Mestrando do PPGCI, UFBA, Salvador, Bahia .

Professora Titular do PPGCI, UFBA, Salvador, Bahia.

Resumo
Este trabalho trata da produção científica dos pesquisadores do campo da
Sociologia de modo a constatar se o livro ainda pode ser considerado como principal
veículo de comunicação nesse campo do conhecimento científico. A pesquisa pode
ser enquadrada no campo de estudos da produção científica e representa uma
contribuição da Ciência da Informação para a grande área das Ciências Humanas.
Através de um estudo de caso, avaliou-se a produção científica publicada entre 2005
e 2011 dos recém-pesquisadores do campo da Sociologia. Os resultados
preliminares desta pesquisa indicaram, dentre outros aspectos, que os sociólogos
analisados estão produzindo mais sob a forma de artigos de periódicos científicos
certamente por conta dos critérios de avaliação da produção científica adotados
pelas agências de fomento estar valorando este tipo de produção intelectual.

Palavras-chave: Produção científica . Ciências Humanas. Sociologia. Livro técnicocientífico.

Abstract
This pape r deals with the production of scientific researchers in the field of sociology
in order to ascertain whether the book can still be considered as the main vehicle of
communication of scientific knowledge in this field . The research can be framed in
the field of scientific studies and represents a contribution of Information Science in
the large area of Humanities. Through a case study, we evaluated the scientific
literature published between 2005 and 2011 the newly researchers in the field of
sociology. Preliminary results of this survey indicated, among other things, that
sociologists analyzed are producing more in the form of journal articles due course of
the evaluation criteria adopted by the scientific agencies to be valuing this type of
intellectual production .

Keywords: Scientific production. Humanities. Sociology. Technical-scientific book.

272

�Produção e comunicação científica e tecnológica : medição, mapeamento, diagnóstico
e avaliação da informação)
Trabalho completo

1 Introdução
A construção do conhecimento científico está diretamente relacionada aos
esforços dos pesquisadores em produzirem descobertas científicas a partir das
contribuições deixadas pelos seus antecessores, cujo acesso é possível por meio da
comunicação científica e dos seus canais formais, informais e eletrônicos.
Conforme Targino (2000); Mueller, Campello, Dias (1996); Mueller (2000) e
Mueller (2006), os canais formais da ciência são aqueles de ampla divulgação e de
maior facilidade na recuperação de informações, destacando-se, entre esses, os
periódicos e os livro (OLIVEIRA, 1996).
De acordo com Luiz (2006) e Volpato (2008), os periódicos científicos vêm
sendo objeto de constante estudo por parte da comunidade científica sob diferentes
enfoques por conta do sistema de avaliação da produção científica, adotado em
escala internacional, eleger esse veículo como principal indicador científico. No
entanto, determinados canais de comunicação predominam sobre outros, de acordo
com o campo científico. Nas Ciências Humanas, conforme preceitua Meadows
(1999); Velho (1997); Mueller (2000) ; Ribeiro (2005) e Carvalho, Manoel (2007), os
resultados de pesquisas são publicados, de maneira relativamente mais freqüente,
sob a forma de livros.
Pela reconhecida diferença entre os campos do conhecimento científico e
suas formas de publicações (VELHO, 1997; FIORIN , 1998; SCHWARTZMAN, 2008),
a presente investigação pretende contribuir para ampliar os estudos de produção
científica no campo das Ciências Humanas no Brasil de forma a constatar se o livro
ainda é o principal veículo de comunicação na Sociologia. Para atingir tal pretensão,
buscou-se analisar a tendência da produção científica dos recém-doutores.

2 Revisão de literatura
2.1 Produção científica

A quantidade e a qualidade da produção científica de um país podem ser
consideradas como um importante indicador do desenvolvimento científico e
tecnológico, corroborando para o progresso econômico e social de uma nação. No
Brasil , a produção científica ocorre predominantemente por meio das universidades
públicas, especialmente através dos programas de pós-graduação.
A produção científica está relacionada com a atuação dos cursos de
pós-graduação, quer pelo seu fazer científico, quer pelo seu papel na
formação de professores e pesquisadores que irão atuar em outras
entidades, universitárias ou não. Seu produto é relevante, inclusive
como veículo para a mudança da dependência para a independência
científica e tecnológica e, conseqüentemente, econômica e política.
(WITTER; PÉCORA, 1989, p. 29).

273

�.

_.

il

Se~o

~

_

_.e, ,,,~~=
.... .....

Produção e comunicação científica e tecnológica : medição, mapeamento, diagnóstico
e avaliação da informação)
Trabalho completo

As atividades de pesquisa realizadas nos programas de pós-graduação são
financiadas através das agências de fomento em nível estadual e/ou federal,
entretanto tais financiamentos são realizados mediante o estabelecimento de
critérios que avaliam a produtividade científica dos pesquisadores. Esses critérios,
de acordo com Silva ; Menezes; Pinheiro (2003) estão quase sempre pautados na
qualidade e quantidade das publicações científicas.
Nesse sentido, conforme Luiz (2006), a necessidade de avaliação chegou
quase que por definitivo na academia , sendo realizada através da mensuração da
produção científica publicada em artigo de periódico científico. Desta forma, as
agências de fomento à pesquisa , seguindo tendência de âmbito internacional,
passaram a considerar o periódico como principal veículo de comunicação, no qual
os pesquisadores devem publicar os seus resultados de pesquisas, possibilitando,
dessa maneira , o reconhecimento de sua produção científica .
No entanto, perante tal situação, verifica-se que não se leva em conta as
diferentes características das áreas do conhecimento científico, causando prejuízos,
do ponto de vista do desenvolvimento acadêmico e científico, aos pesquisadores
inseridos em campos do conhecimento que não valorizam o periódico como principal
veículo de comunicação científica .
Fiorin (1998, p. 30) afirma que:
As áreas são diferentes, porque é diversa a natureza dos
conhecimentos que o homem construiu ao longo da História. Há
áreas em que o conhecimento é universal em sentido estrito, já que
não operam com fenômenos históricos, não dizem respeito a
determinadas formações sociais, a certo período histórico, a uma
língua ou uma literatura específica. Há outras áreas que trabalham
com algo que é mais particular, mais contingente.

Neste sentido, Schwartzman (2008), lembra que historicamente o
relacionamento entre as diferentes áreas do conhecimento científico sempre foi
marcado por complicações, uma vez que as ciências naturais, por exemplo, se
apresentava como modelo superior de conhecimento que deveria ser adotado pelos
demais campos.
As Humanidades, de acordo com o referido autor, surgem na tentativa de
incorporar os procedimentos de elaboração de modelos, observação empírica e
testes de hipóteses das ciências naturais. Todavia , essa tentativa de incorporar tais
métodos não é consenso entre os pesquisadores do campo, corroborando, então,
para o surgimento de uma pluralidade de escolas e linhas de trabalho
(SCHWARTZMAN, 2008).
Assim , observa-se que as Humanidades ou as Ciências Humanas, como são
conhecidas no Brasil, vêm se fortalecendo enquanto grande área do conhecimento
científico, podendo ser considerada como disciplina que trata dos aspectos do
homem como indivíduo e como ser social. Para Japiassu (1994, p. 24) , "As ciências
humanas constituem uma grandiosa tentativa de superação das múltiplas crises
geradas pelo desenvolvimento de nossas sociedades". Para efeito da presente
investigação considerou-se como Ciências Humanas a classificação oficial disposta

274

�Produção e comunicação científica e tecnológica : medição, mapeamento, diagnóstico
e avaliação da informação)
Trabalho completo

na tabela de áreas do conhecimento elaborada pela CAPES . A referida tabela traz
como integrante das Ciências Humanas as seguintes áreas: Antropologia,
Arqueologia, Ciência Política, Educação, Filosofia, Geografia, História, Psicologia,
Sociologia e Teologia.
A Sociologia surge no contexto marcado pelas transformações trazidas pela
revolução industrial com o aparecimento das cidades industriais, as transformações
tecnológicas e a organização do trabalho nas fábricas , podendo ser considerada
como expressão teórica dos movimentos revolucionários (MARTINS , 2006). Assim,
esta área do conhecimento, conforme Le Coadic (2004), em muito vem contribuindo
para a formação e consolidação da Ciência da Informação pelo empréstimo de suas
ferramentas teóricas e metodológicas. Como as demais áreas classificadas nas
Humanidades, a Sociologia é responsável pela produção científica publicada no
formato de livros justamente pela complexidade e densidade de suas abordagens,
bem como pelo interesse local dos temas debatidos no campo .
Segundo Velho (1997), as diferenças entre os campos científicos estão
relacionadas ao tipo de pesquisa (básica ou aplicada) ; o campo do conhecimento
(Exatas ou Humanas) e o estágio de consolidação teórico-metodológico do campo .
Para entender como funcionam os diferentes campos, recorreu-se à teoria
desenvolvida pelo sociólogo francês Pierre Bourdieu.

2.2 O campo científico
A necessidade de se pensar sobre a relação da Sociologia com outros
campos do conhecimento científico corroborou para Pierre Bourdieu desenvolver o
conceito de campo - que é central em sua obra -, podendo ser chamada de uma
Sociologia do campo intelectual ou de uma Sociologia dos campos da produção de
bens simbólicos. Bourdieu (1983) afirma que o campo é o universo no qual estão
inseridos os agentes e as instituições que produzem , reproduzem ou difundem a
arte, a literatura ou a ciência.
Dentre os citados campos sociais, Bourdieu (1983) se volta para o âmbito do
campo científico , contribuindo assim , para os estudos da Sociologia da ciência . Para
o teórico, a produção e a reprodução da ciência ocorrem no campo científico que
pode ser considerado como um espaço temático, estruturado e hierarquizado, onde
os agentes científicos estão posicionados em função do volume e da estrutura do
capital científico que detém.
Desta forma, o capital científico pode ser considerado como resultante do
reconhecimento pelos pares (esta noção remete ao que os sociólogos americanos
chamam de visibilidade científica) . O capital científico possui sua lei própria de
acumulação, sendo normalmente adquirido pela produção científica reconhecida
para o progresso da ciência e legitimada como importante para os agentes
científicos. Para Bourdieu (1983), todas as escolhas científicas dentro do campo
estão sempre orientadas para aquisição de prestígio e de reconhecimento científico
para o pesquisador, inclusive, no que tange à escolha dos tipos de publicações para
comunicação dos resultados de pesquisas científicas.

275

�~ ­
i.'Ii

-

~lcIt'
1iWõ~ _

-~ ~::..~....

Produção e comunicação científica e tecnológica : medição, mapeamento, diagnóstico
e avaliação da informação)
Trabalho completo

Não há 'escolha ' científica - do campo da pesquisa, dos métodos
empregados, do lugar de publicação, ou ainda, escolha entre uma
publicação imediata de resultados parcialmente verificados e uma
publicação tardia de resultados plenamente controlados - que não
seja uma estratégia política de investimento objetivamente orientada
para a maximização do lucro propriamente científico, isto é, a
obtenção do reconhecimento dos pares - concorrentes. (BOURDIEU,
1983, p. 126).

Portanto, a aquisição de capital científico é condição sine qua no para
assegurar o poder sobre os mecanismos constitutivos do campo. Os maiores
detentores de capital científico são os pesquisadores dominantes, ou seja, ''[. .. ]
aqueles que conseguem impor uma definição de ciência segundo a qual a realização
mais perfeita consiste em ter, ser e fazer aquilo que eles têm , são e fazem
(BOURDIEU, 1983, p. 128)". São esses pesquisadores que impõem ou determinam
os objetos importantes e aqueles que deverão ser pesquisados por todos os
membros do campo.
Outro tipo de capital reconhecido por Bourdieu (1983) é o capital temporal ,
cuja forma de acumulação ocorre pela busca de legitimidade e reconhecimento
social através de estratégias políticas e institucionais. Um exemplo neste sentido são
os próprios bolsistas de produtividade científica que, além de serem reconhecidos
pela quantidade e qualidade de suas produções científicas (publicação em veículos
reconhecidos pelos pares), também são geralmente filiados a grupos de pesquisas e
instituições de ensino hegemonicamente institucionalizadas. Possivelmente, os
critérios de avaliação da produtividade científica estão voltados para as estratégias
de conservação da hegemonia estabelecida e conquistada pelos pesquisadores
dominantes.
Assim , no interior do campo científico, segundo Bourdieu (1983), existe
sempre uma luta pela definição do conceito de ciência, ou seja, a delimitação do que
deve ser considerado científico. O conceito de ciência estabelecido para o campo é
o reflexo do pensamento da classe dominante, ou seja, daqueles que detém maior
capital científico . Para ele, a base de distribuição do capital científico se manifesta
por intermédio das estruturas de conservação , sucessão e subversão. Em todo o
campo existem forças mais ou menos desiguais no que diz respeito à distribuição do
capital, tais como os dominantes e os dominados. Os dominantes utilizam-se das
estratégias de conservação, buscando manter a perpetuação da ordem científica, o
que Bourdieu, em seus inúmeros textos, chama de ordem da ciência oficial. Já os
dominados, ou mesmo, os novatos, estão fadados à utilização das estratégias de
sucessão e subversão.
2.3 A comunicação científica
Como já discutido no referencial teórico desta pesquisa , a acumulação de
capital científico se realiza, dentre outros aspectos, pela publicação dos resultados
de pesquisas em veículos reconhecidos pela comunidade científica que, de acordo

276

�Produção e comunicação científica e tecnológica : medição, mapeamento, diagnóstico
e avaliação da informação)
Trabalho completo

com Mueller (2006), são permeadas e influenciadas por um intricado sistema de
comunicação que envolve interesses dos pesquisadores em disputarem lugares
mais altos na hierarquia, através do reconhecimento de suas produções científicas.
Para González de Gómez; Machado (2007, p. 3), esse reconhecimento se dá
pela comunicação científica , a qual se constitui parte integrante do campo científico,
indispensável ao processo de reconhecimento e legitimação dos resultados das
pesquisas. Desta forma, percebe-se que a comunicação científica é uma atividade
fundamental para o desenvolvimento científico ao situar-se "[ ... ] no próprio coração
da ciência" (MEADOWS, 1999, p.vii).
Na concepção de Garvey (1979) , a comunicação científica tem início desde o
momento em que o pesquisador tem uma idéia na cabeça até o momento em que os
resultados de suas pesquisas são aceitos pelos pares e materializados através de
um conjunto de canais de comunicação.
No que tange aos canais de comunicação, Targino (2000) classifica-os em
formais, informais e eletrônicos. Os canais formais correspondem aqueles que
possuem uma ampla divulgação e são de maior facilidade na recuperação de
informações, caracterizando-se pelo maior controle, armazenamento e preservação
das informações. Já os canais informais são aqueles caracterizados pelos contatos
interpessoais entre os pesquisadores destituídos de formalismos , ou seja, é o
contato direto pessoa a pessoa que possibilita maior atualização e rapidez no
processo de comunicação científica. No quadro a seguir são descritas as
características dos canais formais e informais, conforme Le Coadic (2004).
ELEMENTOS FORMAIS

ELEMENTOS INFORMAIS

Pública (audiência potencial importante).

Privada (audiência restrita) .

Informação
armazenada
permanente, recuperável.

Informação em geral
irrecuperável

de

forma

não armazenada,

Informação relativamente velha .

Informação recente.

Informação comprovada .

Informação não comprovada .

Disseminação uniforme.

Direção do fluxo escolhida pelo produtor.

Redundância moderada.

Redundância às vezes muito importante.

Ausência de interação direta.

Interação indireta.

QUADRO 1 - Diferença entre os canais de comunicação formais e informais.
Fonte: (LE COADIC, 2004, p.34) .

Targino (2000) destaca, entretanto, que esta típica classificação dos canais de
comunicação em formais e informais passa por profundas discussões por conta da
chamada Revolução tecnológica . O surgimento das tecnologias eletrônicas, a
exemplo dos arquivos abertos, internets e intranets alterou as relações de tempo e
espaço no que tange ao processo de disponibilização do acesso e uso das
informações de caráter científico.

277

�2
~

-

........
~r1o

Produção e comunicação científica e tecnológica : medição, mapeamento, diagnóstico
e avaliação da informação)

Ii",i.t_

-~ ~~~'!..

Trabalho completo

2.4 O livro como indicador da produção científica
Entre os diferentes canais de comunicação científica discutidos anteriormente ,
o livro pode ser considerado como o primeiro veículo de comunicação da ciência no
decorrer da história (BURKE, 2003) . O livro, enquanto objeto cultural permitiu ,
conjuntamente com a tecnologia da escrita, a materialização do conhecimento
produzido ao longo do tempo pela humanidade.
Antes de ser uma entidade matéria/ - pedra, barro, papiro,
pergaminho ou papel -, o livro é um dos veículos de comunicação
do pensamento. Ele pode ser, como tal, completado por outros
veículos; nunca, porém, substituído, como o teatro não o foi pelo
cinema nem este pela televisão (FONSECA, 1981 p. 1).
De acordo com Barker e Escarit (1975, p. 8), o livro ainda continua sendo,
apesar das tecnologias eletrônicas, "o meio mais simples e mais eficaz de
transferência do conhecimento" . Neste sentido , pode constatar também , através de
Febvre; Martins (1992), que o livro contribuiu em muito para o desenvolvimento da
sociedade e da disseminação do conhecimento, através da tecnologia da escrita .
O livro é o instrumento mais poderoso de que pode dispor uma
civilização para concentrar o pensamento disperso de seus
representantes e conferir-lhe toda a eficácia, difundindo-o
rapidamente no tecido social, com um mínimo de custos e de
dificuldades. (FEBVRE; MARTINS, 1992, p. 15).
O livro para os citados autores traz toda uma diferença na formação dos
futuros pesquisadores por permitir aos mesmos, dentre outros aspectos, um
aprofundamento nas abordagens discutidas pelos seus autores o que, dificilmente,
se encontra em outros tipos de publicações científicas.
Apesar dessa importância atribuída ao livro ao longo da história se constata
que esse veículo de comunicação não vem recebendo a devida atenção enquanto
indicador de produção científica . Essa tendência de desvalorização do livro em
detrimento do artigo de periódico científico vem trazendo grandes conseqüências
para determinados campos do conhecimento que historicamente sempre
privilegiaram o livro como principal veículo de comunicação, a exemplo do campo
das ciências humanas e sociais.
Os livros têm grande relevância para algumas áreas do
conhecimento. Em tais áreas, os resultados de pesquisas muitas
vezes são veiculados em forma de livros ou capítulos de livros, até
mesmo em função do volume de texto que o relato de algumas
dessas pesquisas exige (FIORIN, 1998, p. 30).
Um dos defensores da necessidade de se avaliar a produção científica
publicada sob a forma de livros é o pesquisador e professor Renato Janine Ribeiro,

278

�il ~

"""","do

-~ ~;~~

Produção e comunicação científica e tecnológica : medição, mapeamento, diagnóstico
e avaliação da informação)
Trabalho completo

também bolsista de produtividade PQ1, nível A, do CNPq da área da Sociologia, que
publicou um pequeno texto intitulado "A questão do livro de pesquisa em
humanidades", onde apontou que o livro ainda era um "buraco negro" nas avaliações
trienais realizadas pela Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível
Superior - CAPES (RIBEIRO, 2005).
Após muitos debates sobre a importância dos livros para a divulgação de
pesquisas no campo das Ciências Humanas e Sociais Aplicadas, A CAPES, através
do Conselho Técnico-Científico da Educação Superior (CTC-ES) , aprovou o roteiro
para a classificação de livros durante a sua 111 a Reunião, realizada em 24 de agosto
de 2009 (CAPES, 2011).
O referido roteiro pode ser considerado como um primeiro avanço no
processo de reconhecimento da importância do livro como veículo de comunicação
para a grande área das Ciências Humanas. Ações como estas demonstram, por
exemplo, como o sistema de reputação científica se organiza de modo a padronizar
os procedimentos de trabalho dos pesquisadores expressos na estrutura de
comunicação científica , ou seja, os pesquisadores não mais publicam onde eles
acham importante publicar, mas onde o sistema reputacional, representado pelas
agências de fomentos à pesquisa, por exemplo, indica como válido para o
reconhecimento e promoção dos pesquisadores na carreira científica .

3 Materiais e métodos
Diante das questões que envolvem a produção de conhecimento científico
nas diferentes áreas do conhecimento e a premissa bastante difundida no âmbito
acadêmico de que os pesquisadores das Ciências Humanas e Sociais aplicadas
publicam os resultados de pesquisas predominantemente no formato de livros,
buscou-se avaliar a produção científica dos recém-doutores do campo da Sociologia
que atuam como docentes permanentes em programas de pós do próprio campo .
A análise levou em conta as publicações realizadas sob a forma de artigos
completos publicados em periódicos, livros publicados/organizados ou edições,
capítulos de livros publicados e trabalhos completos publicados em anais de
congressos. A coleta de dados foi realizada através de pesquisa documental em
duas fontes: caderno de indicadores disponibilizado pela CAPES e a Plataforma
Lattes do CNPq .
Os dados da produção científica desses pesquisadores foram considerados
dentro do período de 2005 a 2011 por se acreditar que o intervalo de sete anos
contemplaria a literatura mais representativa da área , possibilitando a obtenção de
um panorama da produção científica dos pesquisadores e as relações estabelecidas
no processo de construção do conhecimento.

4 Resultados parciais
Os resultados preliminares desta pesquisa indicaram que os recém-doutores

279

�Produção e comunicação científica e tecnológica : medição, mapeamento, diagnóstico
e avaliação da informação)

~ ­
~

~I~

-~ ~;~~

Trabalho completo

titulados nos programas brasileiros de pós-graduação com cursos de doutorado em
Sociologia publicam os resultados de suas pesquisas predominantemente em idioma
nacional utilizando-se de artigos de periódicos científicos.
No quadro 1 são apresentados os dados relativos à produção científica
nacional e internacional dos vinte e dois egressos que constituem o universo da
presente investigação.
Quadro 1 Produção científica dos recém-doutores da Sociologia publicada entre
2005 e 2011 .
Nacional
Recém-doutores

Livro

Internacional

Capítulo Artigo Anais Livro Capítulo Artigo Anais

Freqüência
absoluta

ANDRADE JÚNIOR, P

1

5

7

1

O

O

O

O

14

CASTELFRANCHI , J

O

2

1

5

1

8

8

3

28

COSTA, FB

1

4

4

19

O

O

O

1

29

FERRARINI , AV

1

O

5

3

O

O

O

O

9

FELTRAN , G.S

1

2

10

6

O

7

O

O

26

FREITAS, R.A

O

4

1

O

O

O

O

1

6

GOMES, R.A

O

3

3

12

O

O

O

O

18

GUTIÉRREZ, M.L.F

O

15

2

6

O

2

2

O

27

IDARGO, AB

3

1

7

1

O

O

O

O

12

IVO, AB.L

1

2

6

9

O

5

1

3

27

LUCENA, M.Z

1

O

4

1

O

O

O

O

6

MATOS, T.C.F

1

O

3

O

O

O

O

O

4

MEUCCI, S

1

O

4

2

O

O

O

O

7

OLIVEIRA, 0 .0

O

15

3

3

O

O

O

O

21

PETRARCA,FR

O

O

16

27

O

O

2

3

48

PRATES, AAP

O

2

3

2

O

O

O

3

10

RODRIGUES, C.M.C

O

O

4

5

O

O

O

2

11

SINHORETTO, J

O

8

10

3

O

O

O

O

21

SOUZA, J.L.C

O

1

5

4

O

O

O

O

10

TELLES, M.S.S

O

2

1

2

O

O

O

O

5

VALE, AFC

O

2

1

1

O

O

O

O

4

VARGAS, SAG.L

1

4

4

6

O

3

3

O

21

104

118

1

25

16

16

36

TOTAL
12
72
Fonte: Plataforma Lattes do CNPq.

280

�iI Semk\ilio
ili ........

_~ ;:~E:~

Produção e comunicação científica e tecnológica : medição, mapeamento, diagnóstico
e avaliação da informação)
Trabalho completo

o quadro acima mostra que os recém doutores publicaram 306 trabalhos em
idioma nacional e 58 trabalhos em idioma estrangeiro, totalizando 364 publicações.
No idioma nacional, os egressos publicaram mais em artigo de periódico ; no idioma
estrangeiro publicaram mais em capítulos de livros. Estes dados demonstram, de
certa forma , que os recém doutores estão buscando sim jogar o jogo das regras de
concessão de reputação acadêmica dentro do campo ao buscarem seguir as
tendências da CAPES e do CNPq que tem valorado a produção de artigos de
periódicos em detrimento das demais formas de produção científica.
Os dados dispostos no quadro 2 permitiram constatar também que a
produção de livros no campo da Sociologia contraria as discussões trazidas na
literatura da área de comunicação científica que afirma que os pesquisadores das
Ciências Humanas e Sociais Aplicadas publicam mais em livros em detrimento de
outras formas de publicação científica .
Quadro 2 Distribuição dos tipos de publicações dos recém-doutores da Sociologia
produzida entre 2005 e 2011 .
Ano de publicação
Tipo de publicação
científica

2005 2006 2007 2008 2009 2010 2011

Freqüência Freqüência
absoluta relativa (%)

Livros

1

1

2

3

2

3

1

13

3,57

Capítulos de livros

7

9

13

20

16

26

8

99

27,19

Artigos de periódicos

18

13

22

21

21

26

-

121

33,24

Anais de Congressos

15

21

23

23

29

20

-

131

36

41

44

60

67

68

75

9

364

100

TOTAL

Fonte: Plataforma Lattes do CNPq.

O quadro 3 apresenta os estratos dos títulos de periódicos científicos onde os
novos pesquisadores da Sociologia publicaram a sua produção científica indicando
que esses pesquisadores, apesar de recém titulados, já publicam em títulos dotados
de reputação no campo com Qualis Nacional 82 e 84.

281

�Produção e comunicação científica e tecnológica : medição, mapeamento, diagnóstico
e avaliação da informação)
Trabalho completo

Quadro 3 Conceito Qualis dos títulos de periódicos onde os recém-doutores
publicaram a sua produção científica entre 2005 e 2011 .
Conceito Qualis
A1
A2
B1
B2
B3
B4
B5
C
Sem classificação
TOTAL

Número de
periódicos
3
2

8
17
4
10

8
9
10
71

Número de
artigo

6
12
12
37

9
17

9
4
15
121

Fonte: Plataforma Latles do CNPq.

5 Considerações parciais
Os dados até então apresentados permite constatar que a produção científica
dos pesquisadores recém-titulados no campo da Sociologia no Brasil contraria os
estudos da literatura que afirmam ser o livro o principal veículo de comunicação
científica no campo das Humanidades.
Os critérios de avaliação da produção científica adotados pelas agências de
fomento à pesquisa do país certamente exercem forte influência sobre os
pesquisadores desse campo, visto que estes buscam comunicar as suas pesquisas
em títulos de periódicos que lhes possibilite acumular maior capital científico no
campo, tal como postulado na teoria de campo científico desenvolvida pelo sociólogo
Pierre Bourdieu .
Assim , acredita-se que novas pesquisas possam ser desenvolvidas no
sentido de contribuir para aprofundar os estudos sobre produção científica no campo
da Sociologia ao se analisar, por exemplo , se existe uma lei de causalidade entre os
critérios de avaliação da produção científica e a efetiva produção intelectual dos
sociólogos brasileiros, tal como amplamente defendido por diferentes sociólogos da
ciência como Pierre Bourdieu , Richard Whitley, Robert Merton, dentre outros.

282

�Produção e comunicação científica e tecnológica : medição, mapeamento, diagnóstico
e avaliação da informação)
Trabalho completo

Referências
BOURDIEU , Pierre. O campo científico . In : ___ Sociologia. São Paulo : Ática,
1983. p. 122-155.
o

BURKE, Peter. Uma história social do conhecimento: de Gutenberg a Diderot.
Tradução de Plínio Dentzien . Rio de Janeiro: Jorge Zahar, 2003.
BARKER, Ronald E. ; ESCARPIT, Rober. A fome de ler. Tradução de J. J. Veiga . Rio
de Janeiro: Fundação Getúlio Vargas / Instituto Nacional do Livro, 1975. p. 117.
CAPES. Roteiro para classificação de livros.
&lt;http://www.capes.gov.br&gt;. Acesso em 20 mar. 2011

2009.

Disponível

em

CARVALHO, Kátia. Travessia das letras. Rio de Janeiro: Casa da Palavra , 1999.
148p. il.
CARVALHO, Vara M. de; MANOEL, Edison de J. O livro como indicador da produção
intelectual na grande área da saúde . Revista Brasileira de Ciências do Esporte,
Campinas, v. 29, n. 1, p. 61-73 , set. 2007.
FEBVRE, L. ; MARTIN, L. O aparecimento do livro. São Paulo: UNESP/Hucitec,
1992.
FONSECA, Edson Nery da. Tudo o que no mundo existe começa e acaba em livro.
Ciência da Informação, Brasília , v. 10, n. 1, p. 5-11 , 1981 .
FIORIN , José Luiz. Considerações em torno do novo processo de avaliação.
INFOCAPES, Brasília , V. 6, n. 2, p. 30-31 , abr./jun . 1998.
GARVEY, W.D. Communication : the essence of science. Oxford: Pergamon Press,
1979. p. 299. Disponível em: http://global-reach .bizlglobstats/evol.html.
GONZÁLEZ DE GÓMEZ, Maria Nélida ; MACHADO, Rejane . A Ciência invisível: o
papel dos relatórios e as questões de acesso à informação científica .
DataGramaZero, Rio de Janeiro, V. 8, n. 5, out. 2007.
JAPIASSU, Hilton. Introdução às ciências humanas. São Paulo: Letras &amp; Letras,
1994. LUIZ, Ronir Raggio. Avaliação de produtividade acadêmica : uma proposta de
quantificação. RBPG , Brasília, V. 3, n. 6, p. 300-312 , dez. 2006.
LE COADIC , Yves François. A ciência da informação. 2. ed ., rev. e atual. Brasília:
Briquet de Lemos, 2004.
LUZ, Madel T. O futuro do livro na avaliação dos programas de pós-graduação : uma

283

�li """"",
/li ........

-~ ;:~~~

Produção e comunicação científica e tecnológica : medição, mapeamento, diagnóstico
e avaliação da informação)
Trabalho completo

cultura do livro seria necessária? Interface: Comunicação, Saúde, Educação,
Botucatu, SP, v. 9, n. 18, p. 631-636, set./dez. 2005.
MARTINS, Carlos Benedito. O que é sociologia. São Paulo : Brasiliense, 2006.
(Coleção primeiros passos, 57).
MEADOWS, A. J. A comunicação científica . Brasília: Brinquet de Lemos Livros,
1999. 268p
MUELLER, Suzana Pinheiro Machado. A ciência, o sistema de comunicação
científica e a literatura científica . In : CAMPELLO, Bernardete Santos; CENDÓN ,
Beatriz Valadares, KREMER, Jeannete Marguerite (Orgs.). Fontes de Informação
para Pesquisadores e Profissionais. Belo Horizonte: Ed. UFMG, 2000. p. 21-34.
___ oA comunicação científica e o movimento de acesso livre ao conhecimento.
Ciência da Informação, Brasília , V. 35 , n. 2, p. 27-38 , maio/ago. 2006.
___; CAMPELLO, Bernardete Santos; DIAS, Eduardo Wense. Disseminação da
pesquisa em Ciência da Informação e Biblioteconomia no Brasil. Ciência da
Informação, Brasília , V. 25, n 3. p. 2-23 , 1996
OLIVEIRA, Marlene de. Canais formais de comunicação do conhecimento
antropológico produzido no Brasil. Ciência da Informação, Brasília ,v. 25 , n. 3, 1996.
11 p.
PACKER, Abel L. ; MENEGHINI , Rogério. Visibilidade da produção científica . In :
POBLACION, Dinah Aguiar; WITTER, Geraldina Porto; SILVA, José Fernando
Modesto. Comunicação e produção científica : contexto, indicadores e avaliação.
São Paulo: Angellara , 2006. Capo9. p. 237-259.
RIBEIRO, Renato Janine. A questão do livro de pesquisa em humanidades.
2005. Disponível em : &lt;http://www.spbcnet.org .br&gt;. Acesso em 01 abro2011 .
ROSA, Flávia Goullart Mota Garcia; ODDONE, Nanei. Políticas públicas para o livro,
leitura e biblioteca . Ciência da Informação, Brasília, V. 35, n. 3, p. 183-193, set./dez.
2006.
SCHWARTZMAN, Simon. Ciências naturais, ciências sociais e humanidades:
com um adendo sobre a necessidade de rever o sistema de avaliação da
CAPES. 2008. Disponível em : &lt;http://www.schwartzman .org .br/simon/buzlios.pdf.&gt;.
Acesso em 01 jun. 2011.
SILVA, Edna Lúcia da; MENEZES, Estera Muszkat; PINHEIRO, Liliane Vieira .
Avaliação da produtividade científica dos pesquisadores nas áreas de ciências
humanas e sociais aplicadas. Informação &amp; Sociedade: Estudos, João Pessoa , V.
13, n. 2, p. 193-222, jul./dez. 2003.

284

�Produção e comunicação científica e tecnológica : medição, mapeamento, diagnóstico
e avaliação da informação)
Trabalho completo

TARGINO, Maria das Graças. Comunicação científica : uma revlsao de seus
elementos básicos. Informação &amp; Sociedade : Estudos, v. 10, n. 2, p. 67-85, 2000 .
VELHO, LA A ciência e o seu público. Transinformação, Campinas: Átomo, 1997.
VOLPATO, Gilson. Publicação científica . 3.ed . São Paulo: Cultura Acadêmica,
2008.
WITTER, Geraldina Porto; PÉCORA, Gláucia M. Mollo. Temática das dissertações e
teses em Biblioteconomia e Ciência da Informação no Brasil (1972/1992). In :
WITTER, Geraldina Porto (Org .). Produção científica . Campinas: Átomo, 1989.
ZIMAN , John Michel. Conhecimento público. Tradução de Regina Regis Junqueira .
Belo Horizonte: Ed Itatiaia; São Paulo: Ed da Universidade de São Paulo, 1979.

285

�</text>
                  </elementText>
                </elementTextContainer>
              </element>
            </elementContainer>
          </elementSet>
        </elementSetContainer>
      </file>
    </fileContainer>
    <collection collectionId="49">
      <elementSetContainer>
        <elementSet elementSetId="1">
          <name>Dublin Core</name>
          <description>The Dublin Core metadata element set is common to all Omeka records, including items, files, and collections. For more information see, http://dublincore.org/documents/dces/.</description>
          <elementContainer>
            <element elementId="50">
              <name>Title</name>
              <description>A name given to the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51396">
                  <text>SNBU - Edição: 17 - Ano: 2012 (UFRGS - Gramado/RS)</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="49">
              <name>Subject</name>
              <description>The topic of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51397">
                  <text>Biblioteconomia&#13;
Documentação&#13;
Ciência da Informação&#13;
Bibliotecas Universitárias</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="41">
              <name>Description</name>
              <description>An account of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51398">
                  <text>Tema: A biblioteca universitária como laboratório na sociedade da informação.</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="39">
              <name>Creator</name>
              <description>An entity primarily responsible for making the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51399">
                  <text>SNBU - Seminário Nacional de Bibliotecas Universitárias</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="45">
              <name>Publisher</name>
              <description>An entity responsible for making the resource available</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51400">
                  <text>UFRGS</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="40">
              <name>Date</name>
              <description>A point or period of time associated with an event in the lifecycle of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51401">
                  <text>2012</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="44">
              <name>Language</name>
              <description>A language of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51402">
                  <text>Português</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="51">
              <name>Type</name>
              <description>The nature or genre of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51403">
                  <text>Evento</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="38">
              <name>Coverage</name>
              <description>The spatial or temporal topic of the resource, the spatial applicability of the resource, or the jurisdiction under which the resource is relevant</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51404">
                  <text>Gramado (Rio Grande do Sul)</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
          </elementContainer>
        </elementSet>
      </elementSetContainer>
    </collection>
    <itemType itemTypeId="8">
      <name>Event</name>
      <description>A non-persistent, time-based occurrence. Metadata for an event provides descriptive information that is the basis for discovery of the purpose, location, duration, and responsible agents associated with an event. Examples include an exhibition, webcast, conference, workshop, open day, performance, battle, trial, wedding, tea party, conflagration.</description>
    </itemType>
    <elementSetContainer>
      <elementSet elementSetId="1">
        <name>Dublin Core</name>
        <description>The Dublin Core metadata element set is common to all Omeka records, including items, files, and collections. For more information see, http://dublincore.org/documents/dces/.</description>
        <elementContainer>
          <element elementId="50">
            <name>Title</name>
            <description>A name given to the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="62907">
                <text>O livro na produção científica dos sociólogos brasileiros.</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="39">
            <name>Creator</name>
            <description>An entity primarily responsible for making the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="62908">
                <text>Café, Anderson; Caralho, Kátia de</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="38">
            <name>Coverage</name>
            <description>The spatial or temporal topic of the resource, the spatial applicability of the resource, or the jurisdiction under which the resource is relevant</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="62909">
                <text>Gramado (Rio Grande do Sul)</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="45">
            <name>Publisher</name>
            <description>An entity responsible for making the resource available</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="62910">
                <text>UFRGS</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="40">
            <name>Date</name>
            <description>A point or period of time associated with an event in the lifecycle of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="62911">
                <text>2012</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="51">
            <name>Type</name>
            <description>The nature or genre of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="62913">
                <text>Evento</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="41">
            <name>Description</name>
            <description>An account of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="62914">
                <text>Este trabalho trata da produção científica dos pesquisadores do campo da Sociologia de modo a constatar se o livro ainda pode ser considerado como principal veículo de comunicação nesse campo do conhecimento científico. A pesquisa pode ser enquadrada no campo de estudos da produção científica e representa uma contribuição da Ciência da Informação para a grande área das Ciências Humanas. Através de um estudo de caso, avaliou-se a produção científica publicada entre 2005 e 2011 dos recém-pesquisadores do campo da Sociologia. Os resultados preliminares desta pesquisa indicaram, dentre outros aspectos, que os sociólogos analisados estão produzindo mais sob a forma de artigos de periódicos científicos certamente por conta dos critérios de avaliação da produção científica adotados pelas agências de fomento estar valorando este tipo de produção intelectual.</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="44">
            <name>Language</name>
            <description>A language of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="69392">
                <text>pt</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
        </elementContainer>
      </elementSet>
    </elementSetContainer>
  </item>
  <item itemId="5892" public="1" featured="0">
    <fileContainer>
      <file fileId="4956">
        <src>http://repositorio.febab.org.br/files/original/49/5892/SNBU2012_031.pdf</src>
        <authentication>7d5888f55f346031960ca82512a4fe67</authentication>
        <elementSetContainer>
          <elementSet elementSetId="4">
            <name>PDF Text</name>
            <description/>
            <elementContainer>
              <element elementId="92">
                <name>Text</name>
                <description/>
                <elementTextContainer>
                  <elementText elementTextId="62906">
                    <text>i
;:li

Produção e comunicação científica e tecnológica: medição, mapeamento, diagnóstico
e avaliação da informação)

S!mWrio

/IbooroaIde

=

IiWitt_

:.

U-,""lIIMbs

Trabalho completo

SOFTWARE LIVRE PARA BIBLIOTECA: UM ESTUDO NA ÁREA
DE CIÊNCIA DA INFORMAÇÃO NO PERíODO DE 2000 A 2010

Alexander Willian Azevedo 1, Jefferson Renato Azevedo2
1 Docente na Universidade Federal de Pernambuco (UFPE), Recife, Pernambuco
2Bacharel em Ciência da Informação, Instituto Educacional Imaculada, Campinas, São Paulo

Resumo
O Software Livre tem sido, nos últimos anos, objeto de atenção por parte das
empresas privadas e órgãos públicos, devido à otimização da autonomia,
liberdade e custos. A tecnologia de informação e comunicação tornou algo
primordial para as organizações disponibilizarem seus conteúdos (informações
institucionais, produtos e serviços) objetivando atender demanda de sua
necessidade informacional. Neste alicerce que o estudo teve como objetivo de
identificar as pesquisas sobre Software Livre desenvolvido para bibliotecas,
analisando as iniciativas brasileiras de adoção do software livre como
estratégia de democratização do acesso as tecnologias da informação e
alternativa para a dependência tecnológica em bibliotecas. O principal
resultado do estudo apresenta o crescimento na produção científica na área da
biblioteconomia e gestão da informação sobre Software Livre desenvolvido
para bibliotecas.
Palavras-chave:
Software Livre, Biblioteca, Incentivo do Governo, Programa Livre.

Abstract
The Free Software has been in recent years, the object of aUention from private
companies and public organization , by optimizing autonomy, freedom and
costs. Information technology and communication has become something
essential for organizations to make available its contents (institutional
information, products and services) in order to meet demand for their
informational needs. The study aimed to identify research on open source
libraries developed for analyzing the Brazilian initiatives for adoption of free
software as a strategy of democratizing access to information technologies and
alternative to dependence on technology in libraries. The main result of the
study shows the growth in scientific production in the area of library and
information management software developed to free libraries.
Keywords:
Free Software; Library; Government Incentives; Free Program o

259

�i
;:li

S!mWrio

Produção e comunicação científica e tecnológica: medição, mapeamento, diagnóstico
e avaliação da informação)

/IbooroaIde

=

IiWitt_

:.

U-,""lIIMbs

Trabalho completo

1 Introdução
Nos dias atuais, as instituições em suas esferas públicas e privadas
estão constantemente se inovando com as novas tecnologias de informação e
comunicação (TIC) para adquirir informações dos mais variados níveis,
obtendo vantagens competitivas. Com os avanços das TIC, há uma
necessidade generalizada das organizações em minimizar seus problemas
usando alternativas que atendam às suas expectativas a partir da utilização de
programas de computadores para auxiliar os seus processos, gerando uma
enorme demanda por softwares.
Nesta premissa o Software Livre apresenta-se como objeto de atenção
por parte das organizações privada e pública , devido à otimização da
autonomia, liberdade e custos que o Software Livre proporciona. (OSORIO,
2009)
Preocupado com a questão da implementação e uso do Software Livre,
em 2008, o Governo Federal Brasileiro elaborou um documento intitulado:
Protocolo de Brasília (PB), a fim de incentivar a utilização do Software Livre.
O Protocolo de Brasília foi estruturado pelo Ministério de Ciência e
Tecnologia (MCT) em parceria com o Serviço Federal de Processamento de
Dados (SERPRO), com o intuito de firmar compromisso entre instituições
públicas, privadas e organizações não governamentais (ONGs) para a adoção
de Software Livre de formatos de documentos abertos (ODF - Open Document
Format) na geração de banco de dados, armazenamento, disponibilização e
troca de documentos eletrônicos entre seus signatários. O Protocolo de Brasília
também tem como propósito incentivar instituições de pesquisas na produção
científica sobre Software Livre . (BRASIL, 2008)
Modesto (2003) retrata que o Software Livre tornou-se uma ferramenta
cada vez mais presente em diversos segmentos institucionais inclusive em
bibliotecas, seja esta universitária, pública, escolar, comunitária ou
especializada, como uma alternativa de autonomia em criar, produzir, copiar
um programa e principalmente ao seu custo final. Portanto, o Software Livre no
universo biblioteconômico, é uma ferramenta abrangente que pode ser
adequado com a realidade de diferentes tipos de bibliotecas, permitindo
também a criação de uma infraestrutura de colaboração entre bibliotecários e
demais funcionários das bibliotecas, no gerenciamento de seus respectivos
acervos.
Para Tuchê (2010), Rodrigues (2011) e Modesto (2003), existem dois
elementos fundamentais que contribuem para abordagem sobre Software Livre
em unidades informacionais: (1) tradicional carência financeira de grande parte
das bibliotecas; (2) pouco entendimento dos profissionais sobre a alternativa do
software livre para informatização de biblioteca .
Portanto, desde que o governo federal brasileiro implantou o processo
de modernização da área administrativa vem encontrando dificuldades na
implementação dos Softwares Livre entre os diferentes segmentos
governamentais devido à proliferação de recursos computacionais.
Com esse fato, determinou que fossem realizados estudos, objetivando
a tomada de decisão sobre procedimentos científicos e tecnológicos que
seriam adotados, visando à utilização e produção de software livre

260

�i

Produção e comunicação científica e tecnológica: medição, mapeamento, diagnóstico
e avaliação da informação)
S!mWrio

;:li

/IbooroaIde

:.

IiWitt_
U-,""lIIMbs

=

Trabalho completo

Neste âmbito o estudo se justifica na temática sobre Software Livre que
tem sido objeto de pesquisas em diversas instituições e áreas do
conhecimento, sobretudo, nos campos da tecnologia da informação e
comunicação. Na área da biblioteconomia e ciência da informação, através do
levantamento bibliográfico do presente estudo, e com base em Modesto (2005),
aponta que existem poucas pesquisas cuja temática abordasse Software Livre
para bibliotecas.
Nesse sentido, estabeleceu como objetivo geral analisar os estudos
desenvolvidos sobre o uso do Software Livre em bibliotecas, tendo como
objetivos específicos: (a) analisar as produções científicas sobre SL antes e
depois do Protocolo de Brasília (2008) ; (b) identificar as regiões e autores que
promovem as discussões técnicas científicas sobre o uso SL em bibliotecas; (c)
identificar quais são os SL criados para bibliotecas que mais são citados na
literatura.

2 Software Livre: liberdade e economia
Segundo Hauben (2007), a gênese do Software Livre teve suas bases
conceituais estruturada pelo pesquisador Richard Matthew Stallman do
Laboratório de Inteligência Artificial do MTI (Massachusefts /nstitute af
Techna/agy) quando o mesmo necessitava conhecer o funcionamento de uma
impressora em suas pesquisas acadêmicas.
Entretanto, as solicitações feitas por Stallman junto aos fabricantes de
impressora, visando liberação dos códigos-fontes 1 do equipamentos foram
negadas. A partir deste momento Stallman passou a pensar em uma forma de
tornar acessíveis os programas e seus respectivos códigos-fontes, surgindo à
ideia de software livre.
A partit deste prisma , no início do ano 1984 Stallman largou seu
emprego no laboratório do MIT, para dedicar-se em tempo integral ao
movimento de software livre, fundando a Free Software Foundatian (FSF) e
introduziu os conceitos de software livre e "copy/eef'.
Cabe ressaltar que posterior a iniciativa da FSF, Bruce Perens e Eric S.
Raymond iniciaram também outro movimento código aberto denominado Open
Saurce /nitiative (OS I), criada para incentivar uma aproximação de entidades
comerciais com o software livre.
Segundo Free Software Foundation (FSF) e Open Source Initiative
(OS I), a filosofia do software livre está baseada em quatro conceitos básicos:

Código-Fonte é o conjunto de palavras ou símbolos escritos de forma ordenada, contendo
instruções em uma das linguagens de programação existentes, de maneira lógica. Existem
linguagens que são compiladas e as que são interpretadas. As linguagens compiladas , após
ser compilado o código fonte , transformam-se em software , ou seja , programas executáveis .
Este conjunto de palavras que formam linhas de comandos deverá estar dentro da
padronização da linguagem escolhida , obedecendo a critérios de execução. Atualmente, com a
diversificação de linguagens , o código pode ser escrito de forma totalmente modular, podendo
um mesmo conjunto de códigos ser compartilhada por diversos programas e, até mesmo,
linguagens. (REZENDE , 2004)
1

261

�i
;:li

S!mWrio

Produção e comunicação científica e tecnológica: medição, mapeamento, diagnóstico
e avaliação da informação)

/IbooroaIde

=

IiWitt_

:.

U-,""lIIMbs

Trabalho completo

a) A liberdade de executar o programa, para qualquer
propósito.
b) A liberdade de estudar como o programa funciona ,
e adaptá-lo para as suas necessidades. O acesso
ao código-fonte e um pré-requisito para esta
liberdade.
c)A liberdade de redistribuir cópias de modo a ampliar
as possibilidades de acesso de pessoas e
instituições a tais programas.
d) A liberdade de aperfeiçoar o programa, e liberar os
seus aperfeiçoamentos, de modo que toda a
comunidade se beneficie, sem gastos adicionais.
O Software Livre tem como objetivo garantir a liberdade de executar,
modificar, copiar, estudar entre outras liberdades. Não se trata de uma questão
de preço, mas sim de liberdade de acesso ao código-fonte e de uso.
(NOGUEIRA,2004)
Para Amadeu (2004) com a utilização de software livre, o usuário de
maneira geral pode redistribuir as cópias dos softwares desenvolvidos de
maneira que as pessoas possuam livre escolha para decidir como distribuir um
programa, alterá-lo , sem ter que pedir permissão a ninguém, não havendo
obrigação de pagar as licenças de uso.
Já o software proprietário (pago) estabelece regras na utilização das
licenças do software e também visam lucrar com as licenças adquiridas. São
estabelecidas licenças pelas quais é necessário pagar por cópia instalada, não
sendo permitida a alteração e distribuição do código fonte (NOGUEIRA, 2004).
Com o objetivo de incentivar o uso do Software Livre em órgãos
públicos federais, o governo federal tem como principal foco disseminar os
benefícios da tecnologia digital a amplos setores da sociedade. Além da
macroeconomia (o Brasil exporta mais de US$ 1 bilhão por ano em licenças de
software), o governo espera um aumento da autonomia tecnológica e a
formação de uma massa crítica, tanto de desenvolvedores quanto de usuários.
(OSORIO, 2009)
Estamos optando por modelo de desenvolvimento de uso de
software. Mais do que as vantagens macroeconômicas, o
governo tem como objetivo a ampliação da autonomia
tecnológica e da formação de massa crítica , tanto de
desenvolvedores quanto de usuários. (CYRANEK, 2005, p. 8)

Através do governo brasileiro, diferentes repartições públicas vem
gradativamente tendo reflexos na iniciativa no uso do Software Livre. Assim , o
SL já esta sendo utilizado há algum tempo em diversos ministérios e empresas
estatais.
O governo também aguarda incentivar a produção de Software Livre
no país através de políticas públicas, pois no mercado software proprietário as
chances de empresas nacionais entrarem no mercado para competir de igual
para igual com empresas de maior porte são pequena . (SEGET, 2005)

262

�i
;:li

S!mWrio

Produção e comunicação científica e tecnológica: medição, mapeamento, diagnóstico
e avaliação da informação)

/IbooroaIde

=

IiWitt_

:.

U-,""lIIMbs

Trabalho completo

No âmbito público, a utilização de Software Livre está sendo uma
questão de prioridade. O governo brasileiro vem deixando claro a utilização e a
produção de Software livre como um novo foco para o fortalecimento e o
crescimento da indústria, gerando empregos e renda .
Com base na iniciativa do governo, segundo ITI (2004) além das
empresas públicas envolvidas no processo de migração ao software livre é de
extrema relevância a participação efetiva das iniciativas privada neste processo
como co-responsável pelo desenvolvimento e infraestrutura necessária à
utilização do software livre. (ITI , 2004)

2.1 Software Livre em Bibliotecas Universitárias
Com os avanços da tecnologia da informação e comunicação (TIC), os
novos modelos de mercado voltado para essas tendências, há uma
necessidade generalizada das organizações em minimizar seus problemas
usando alternativas que atendam às suas expectativas, sendo fundamental que
essas soluções sejam economicamente viáveis em tempos de crise. Grandes
empresas utilizam os meios tecnológicos para combater as dificuldades do
mercado desestabilizado no cenário mundial. (ITI , 2003)
Os órgãos públicos e iniciativa privada buscaram nas soluções de
Software Livre e de código aberto uma forma para racionalizar seus custos e
despesas, pois quando adquiridas não há , na quase totalidade dos casos, a
necessidade de pagar um valor para licenças de uso.
As bibliotecas universitárias aderiram ao uso intensivo das novas
tecnologias da informação e vêm-se apresentado com um conjunto de
mecanismos eletrônicos, buscando dentre outros objetivos: facilidade e
agilidade na localização de informação, interligando recursos e usuários e
minimizando os problemas de localização; eficiência dos próprios processos
biblioteconômicos de aquisição, catalogação, classificação, e armazenamento
dos documentos, todos eles enfrentados pelas bibliotecas. (KRYZANOWSK,
1996)
As tecnologias alteraram e facilitaram os serviços prestados nas
bibliotecas universitárias, tanto para os funcionários como para os usuários, e
dentro deste novo contexto surgiram vários softwares de automação de
bibliotecas. O software é um componente indispensável de elevado custo na
implantação de um Sistema de Automação de Bibliotecas (SAB) tornando-se
em alguns casos inviável a compra ou a atualização de softwares para
bibliotecas.
Através do incentivo do governo federal na utilização de Software Livre,
com o propósito em reduzir custos e ao mesmo tempo manter a qualidade e
segurança no gerenciamento de acervos, Bibliotecas Universitárias estão
usando essa ferramenta livre, na migração do software proprietário, para
software livre. (RODRIGUES, 2011)
No âmbito federal, uma das primeiras universidades brasileiras que
adotou como instrumento livre foi Universidade Federal de São Carlos
(UFSCar) em seu sistema de bibliotecas utiliza-se do Software Livre como
sistema de gerenciamento de seu acervo . (OLIVEIRA, 2010)

263

�i

Produção e comunicação científica e tecnológica: medição, mapeamento, diagnóstico
e avaliação da informação)
S!mWrio

;:li

/IbooroaIde

:.

IiWitt_
U-,""lIIMbs

=

Trabalho completo

Outras universidades públicas que também já possuem o Software
Livre em seus sistemas de bibliotecas são: Universidade de Federal de Espírito
Santo (UFES), a Universidade federal do Ceará (UFC) , a Universidade Federal
de Juiz de Fora (UFJF) , a Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), a
Universidade Federal de São João Del Rei (MG) , Universidade Estadual de
Montes Claros, a Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), entre outros
diversos órgãos de ensino superior privadas. (OLIVEIRA, 2010).
Para Modesto (2007), o Software Livre em Bibliotecas Universitárias é
uma questão de tempo para estarem presentes em todas as universidades
brasileiras, principalmente no que se referente a custo e autonomia .
(MODESTO, 2007).

3 Procedimentos metodológicos
Com o intuito de levantar as pesquisas desenvolvidas sobre Software
Livre para as bibliotecas, este estudo atingiu seus objetivos por meio de
abordagens decorrentes de revisões bibliográficas e documentais sobre o
tema .
Através dos resultados obtidos pelo levantamento bibliográfico, buscouse recuperar documentos na base de dados referenciais de artigos de
periódicos em Ciência da Informação (BRAPCI) , biblioteca digital brasileira de
teses e dissertações (BDTD), nos anais: Congresso Brasileiro de
Biblioteconomia, Documentação e Ciência da Informação (CBBD) e no
encontro nacional de pesquisas em Ciência da Informação (ENANCIB), através
de filtragem com fundamento nos seguintes descritores empregados nas
estratégias de busca : Software Livre, biblioteca, Biblioteconomia; incentivo do
governo na utilização de Software Livre, recurso livre, instrumento livre e
programa livre.
Foram feitas as análise dos títulos, para verificação da adequação à
temática da pesquisa ; leitura dos resumos e palavras-chave, com o objetivo de
identificar a discussão proposta pelos documentos, como seus objetivos,
métodos, resultados e conclusões; leitura dos documentos completos, no caso
de estudos pertinentes à pesquisa .
Os dados necessários para a elaboração desta pesquisa foram
coletados por meio dos seguintes instrumentos: (a) seleção dos periódicos
impressos e eletrônicos através das bases de dados de classificação de
periódicos Qualis A e B, disponibilizada pela CAPES - Coordenação de
Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior; (b) filtragem de artigos de
periódicos, teses e dissertações através das bases de dados: BRAPCI e BDTD;
(c) anais do CBBD e ENANCIB, que abrangeu conteúdos da ciência da
informação e da biblioteconomia, como também do Software Livre.

264

�i

Produção e comunicação científica e tecnológica: medição, mapeamento, diagnóstico
e avaliação da informação)
S!mWrio

;:li

/IbooroaIde

:.

IiWitt_
U-,""lIIMbs

=

Trabalho completo

4 Resultados
Foram levantadas nas bases de dados consultadas (BRAPCI, BOTO) e
anais do CBBO e ENANCIB um total de 157 (cento e cinquenta e sete)
trabalhos, sendo que no período de 2000 a 2007 recuperou 19 trabalhos, no
período de 2008 a 2010 recuperou 138 (centro e trinta e oito) trabalhos. Com
isso, o Gráfico 1 aponta a relação entre períodos, o crescimento na produção
científica de estudos de Software Livre na área da biblioteconomia e ciência da
informação.
No Gráfico 1, constata-se que na BRAPCI no período de 2000 a 2007
antes do incentivo do governo federal na utilização do Software Livre, foram
recuperados 6 (seis) artigos científicos na área da Ciência da Informação,
conforme abordado na problemática da pesquisa, aponta que existem poucas
pesquisas de Software Livre para bibliotecas.
No período de 2008 a 2010, com criação do Protocolo de Brasília (2008)
foram encontrados 45 (quarenta e cinco) artigos, período importante na qual
podemos observar que os incentivos de políticas públicas do governo brasileiro
refletiram positivamente na produção cientifica na área da Ciência da
Informação sobre a temática: Software Livre.

Gráfico 1 - Trabalhos recuperados sobre Software Livre nas fontes consultadas

Na BOTO entre 2000 a 2010 recuperou 42 (quarenta de dois) estudos
sobre Softwares Livre para Bibliotecas, sendo que no período de 2000 a 2007
apenas 3 (três) pesquisas, depois do Protocolo de Brasília de 2008 a 2010,
foram encontrados 39 (trinta e nove) estudos.

265

�i
;:li

S!mWrio

Produção e comunicação científica e tecnológica: medição, mapeamento, diagnóstico
e avaliação da informação)

/IbooroaIde

=

IiWitt_

:.

U-,""lIIMbs

Trabalho completo

Vale ressaltar que no período de 2000 a 2007 existem várias
possibilidades para que os dados levantados tivessem a freqüência baixa ,
como exemplo, as iniciativas das bibliotecas digitais são recentes e não foram
todas as bibliotecas universitárias que adotaram no período mencionado o
processo de digitalização de suas teses e dissertações.
Já em congressos na área da biblioteconomia e ciência da informação, o
CBBO organizado pela FEBAB, aponta que entre 2000 a 2010 ocorreram 38
(trinta e oito) trabalhos apresentados em congresso, sendo que de 2000 a 2007
somente 6 (seis) trabalhos foram apresentados, já no período de 2008 a 2010
foram apresentados 32 (trinta e dois) trabalhos que refletiam o uso e melhoria
efetiva dos Software Livre nas unidades informacionais.
No ENANCIB, no período de 2000 a 2007 foram apresentados 4 (quatro)
trabalhos, de 2008 a 2010 foram apresentados 22 (vinte e dois) trabalhos. Com
os resultados obtidos, o estudo constatou o crescimento na produção científica
depois do incentivo do governo federal na utilização de Software Livre a partir
de 2008, na área de Ciência da Informação, como representado no Gráfico 2.

BRA PCI 2008
2010

à

BOTO 2008
20 10

à

CBBO 2008
20 10

à

ENA NCIB 2008
2010

à

Gráfico 2 - Crescimento na produção científica sobre Software Livre

Nota-se no Gráfico 2, que no período de 2008 a 2010 tanto na BRAPCI
(crecimento de 76%), na BOTO (crescimento de 64%), na CBBO (crescimento
de 68%) e no ENANCIB (crescimento de 60%), que depois da iniciativa do
governo federal na utilização de Software Livre e fundamentalmente depois da
assinatura do protocolo de Brasília em 2008 , houve um aumento considerável
na produção científica nas bases de dados pesquisadas.
No entanto, Modesto (2005) já prévia que o Software Livre era uma
tendência em estar presente em todas as unidades de informação seja ela
pública ou privada e que o crescimento em pesquisas relacionadas ao Software
Livre para bibliotecas era questão de tempo .
Hoje o Software Livre é uma realidade na área da biblioteconomia e
ciência da informação como constatado nos resultados obtidos no estudo e
com o aumento na produção científica nas bases de dados estudadas.
Também foram identificados os programas de gerenciamento de acervo
de bibliotecas desenvolvidos a partir do Software Livre, que foram citados nos
trabalhos recuperados nas bases de dados pesquisadas.
O Gráfico 3, retrata os Software Livre desenvolvidos para biblioteca com
maior freqüência de citações em artigos nacionais, dos 157 estudos

266

�i

Produção e com unicação científica e tecnológica: medição, mapeamento, diagnóstico
e avaliação da informação)
S!mWrio

;:li

/IbooroaIde

:.

IiWitt_
U-,""lIIMbs

=

Trabalho completo

recuperados, entre 2000 a 2010, 62 (setenta e dois) trabalhos tiveram como
foco de pesquisa programas de gerenciamento de acervos de bibliotecas, a
partir do instrumento livre.
Com 29 (vinte e nove) trabalhos o Biblivre é o Software Livre mais
citados nos títulos (que apresentam maior número de citação no campo titulo) ,
palavras-chave e resumos dos trabalhos especializados na CI , o PHL aparece
com 21 (vinte e um) trabalhos, Openbiblio com 7 (sete) trabalhos e o Gnuteca
com 5 (cinco) trabalhos. Os 95 (noventa e cinco) estudos são de assunto geral
Software Livre em biblioteca , não abordando especificada mente uma análise
de um software livre.
2660 à 2010 - dos 157 trabalhos recupe rados, 62 estudos
aborda um programa criado com SL, são e las:

95

PHL

Biblivr e

Openbiblio

Gnunt ec,a

Abord aSL

em
bibli ot eca

Gráfico 3 - Software Livre com maior de freqüência nas citações em artigos nacionais

Em relação à abrangência geográfica dos estudos levantados, na Figura
representa uma análise comparativa entre as regiões do Brasil onde foram
produzidos os 157 trabalhos, cujo foco do estudo é relacionado ao Software
Livre para biblioteca.
Conforme podemos observar no período de 2000 a 2010 constata-se
que a região sudeste é que apresenta maior número de pesquisas com 75
(setenta e cinco) trabalhos. Em seguida, a região sul consta com total de 41
(quarenta e um) trabalhos produzidos. Com 22 (vinte e dois) trabalhos, a região
do Nordeste é a terceiro pólo que mais produz pesqu isas sobre temática .

* dos 157 t rabalhos recuperados

�i
;:li

S!mWrio

Produção e comunicação científica e tecnológica: medição, mapeamento, diagnóstico
e avaliação da informação)

/IbooroaIde

=

IiWitt_

:.

U-,""lIIMbs

Trabalho completo

Figura 1 - Regiões geográficas com os estudos recuperados sobre Software Livre

A região centro-oeste aparece com 10 (dez) trabalhos realizados. E por
fim a região norte, com 9 (nove) estudos já desenvolvidas. Observa-se que em
todas as regiões do Brasil, o Software Livre vem sendo discutido os estudos na
área da Biblioteconomia e Ciência da informação, foram apresentadas em
forma de artigos, dissertações, teses e anais de congressos. Dentre os autores
que mais publicaram , aparecem :

127 e studos com aut ores que publicara m 1
vez

AMADEU, $ , - 2 plI blica\ões
TU CHÊ, H. - 6 pll blic3\ÕeS
SILVEI RA, 5, A. -5 plI blica\õe,
NOG UEI RA , A. C. A. - 2pll blic3\Õe ,

•

SILVA. R. L. - 4 plI blica\ õe,

'

OSÓRIO, T.L,G. - 3 pll blic3\Õe ,
MODESTO. L F, - 8 plI blica\ões

Gráfico 4 - Autores que mais publicaram na área da Biblioteconomia e da Ciência da
Informação sobre Software Livre

Na representação do Gráfico 4 mostra os autores com maior número de
freqüência de publicação de artigos cujo o foco da pesquisa foi Software Livre
para bibliotecas. Podemos constatar que o pesquisador professor José
Fernando Modesto da Universidade de São Paulo (USP), foi autor com maior
número de publicação de trabalhos sobre a temática, com 8 artigos
correlacionas ao Software Livre . Com isso, Modesto contribui significamente
para que região do sudeste lidere em comparação com as demais regiões do
Brasil.
Em seguida , na segunda posição aparece o pesquisador professor
Hamilton Tuchê, da Universidade Federal do Ceará (UFC) com 6 artigos
publicados. Observa-se que Tuchê se destaca na região nordeste com
trabalhos sobre Software Livre na área da Biblioteconomia.
O terceiro que mais publicou sobre a temática é o Professor Sérgio A. da
Silveira da USP com 5 publicações. Já Roosewelt Lins Silva, pesquisador da
Universidade Federal do Maranhão (UFMA), é o quarto quem mais publicou
sobre a temática com 5 artigos. Em quinto, com 3 artigos publicados com o
foco da pesquisa foi Software Livre para bibliotecas, é o professor Tito Lívio
Gomes Osório, da Universidade de Volta Redonda (UNIFOA).

268

�i
;:li

S!mWrio

Produção e comunicação científica e tecnológica: medição, mapeamento, diagnóstico
e avaliação da informação)

/IbooroaIde

=

IiWitt_

:.

U-,""lIIMbs

Trabalho completo

Com 2 publicações, aparece o analista de sistema e mestre da Ciência
da Informação Sandro Silveira, da Universidade de Brasília (UnB) , contribuindo
com a região centro-oeste . Com um total de 30 estudos relacionados no gráfico
4, os 127 estudos restantes recuperados, são autores que publicaram 1 (uma)
vez.
Com os resultados obtidos com as análises de dados, além de constatar
o aumento na produção científica em pesquisa sobre Software livre na área da
biblioteconomia e ciência da informação, observou-se que a iniciativa do
governo federal , através com a criação do Protocolo de Brasília em 2008 , vem
incetivando órgãos públicos e privados na utização do Software Livre .
Cada vez mais instituições estão aderindo e migrando para o Software
Livre, em muitas das Universidades Federais, em suas respectivas bibliotecas,
já utilizam do recurso livre no gereciamentos de seus acervos.
Com os resultados obtidos no estudo, observa-se que Software Livre é
uma tendência estar presentes em muitas unidades de informação.

5 Considerações Finais

o software livre embora seja uma alternativa ao mercado comercial, não
é sinônimo de facilidades, mas de liberdade de uso. Entretanto, a principal
dificuldade enfrentada pelas bibliotecas deve ser a mudança cultural. Migrar de
plataforma de sistema fechado e suportado por fornecedor para sistemas
abertos e coletivamente gerenciado pode ser um grande desafio. O Software
Livre requer investimento de tempo e treinamento no domínio das operações,
manutenção e aprimoramento.
A escolha de uma ferramenta livre é um processo cooperativo e
participativo entre analista de sistemas e o profissional bibliotecário, ambos
precisam estar aptos a acompanhar as inovações fazendo diagnósticos e
estudos sistematizados de sua realidade organizacional.
A economia gerada na utilização do Software Livre e a consequente
possibilidade da aplicação dessa economia em novos investimentos em áreas
ainda consideradas carentes, o domínio da tecnologia do Software Livre, a
partir do envolvimento das empresas desenvolvedoras de aplicativos e,
especialmente, das universidades pelo envolvimento na pesquisa científica e
na formação de multiplicadores de conhecimento e da formação de novos
técnicos, é um fator de peso considerável na análise da iniciativa
governamental.
A existência de Software Livre de qualidade e disponíveis no mercado,
pode se tornar uma solução para as bibliotecas em geral, especialmente nas
bibliotecas públicas e escolares que no âmbito nacional a verba disponibilizada
para tais investimentos é comumente escassa .
Referências
AMADEU, S. Software livre é o eixo da política de TI do Governo Brasileiro Entrevista. São Paulo: Linux Professional Institute, 2004. Disponível em:

269

�i

Produção e comunicação científica e tecnológica: medição, mapeamento, diagnóstico
e avaliação da informação)
S!mWrio

;:li

/IbooroaIde

:.

IiWitt_
U-,""lIIMbs

=

Trabalho completo

&lt;http://www.lpi.org.br/mod ules.ph p?name= Content&amp;pa=showpage&amp;p id= 2&gt; .
em: 20/12/2011.

Acesso

BRASIL. Ministério Ciência e Tecnologia. Implantação do software livre. Disponível
em: &lt;http://www.mct.gov.br/sofwarelivre.htm&gt; . Acesso em 19/12/2011 .
CARVALHO, M. C. R. Estabelecimento de padrões para bibliotecas universitárias.
Fortaleza: UFC, 1981 . 71p.
CYRANEK, G., Conferência internacional sobre software livre é lançada em
Brasilia,
UNESCO/Brasil,
2005.
Disponível
em:
&lt;http://www.softwarelivre.gov.br/noticias/News_ltem.2005-04-28.4027&gt;. Acesso em:
16/12/2011 .

°

FSF, Free Software Foundation .
que é o software livre? Tradução Fernando
Lozano, Boston: USA, 2000. Disponível em : &lt;http://www.gnu.org/philosophy/freesw.pt.html&gt; . Acesso em: 15/12/2011 .
R.
Unix
history.
2007.
Disponível
HAUBEN,
&lt;http://www.unixsup.com/unixlinux/historiaunixin.html&gt;. Acesso em 20/08/2011 .

em :

ITI, Instituto Nacional de Tecnologia da Informação. Objetivos da implantação de
software livre. Brasília - DF: Gabinete Civil da presidência da República, 2003.
Disponível em: &lt;http://www.softwarelivre.gov.br/documentos/ObjetivosPlanejamento
/view&gt; . Acesso em: 16/12/2011
KRZYZANOWSKI, R F. et aI. A modernização da biblioteca universitária para a sua
interação adequada à universidade na Era da Informação. Ciência da Informação,
Brasília, v26, n.2, p. 168-175, maio/ago. 1997.
MODESTO, J. F. Software Livre: alforria para bibliotecas, 2003. Disponível em:
&lt;http://www.eca.usp.br/prof/fmodesto/textos/2007FMODESTOCBBD.pdf&gt; . Acesso em:
15/12/2011 .
MODESTO, J. F. Software livre pede licença na biblioteca. São Paulo, 2005.
MODESTO, J. F. Software livre: modelos de seleção como subsídio à gestão
bibliotecária. In: Congresso Brasileiro de Biblioteconomia, Documentação e Ciência da
Informação,
22,
2007,
Brasília,
DF.
Disponível
em:
&lt;http://www.febab.org .br/XXII_CBBD/xxii_cham_trab.html&gt;. Acesso em : 01/12/2011
NOGUEIRA, A. C. A. Software livre: uma nova alternativa ao processo de automação
de bibliotecas. 2004. 45 f. Monografia. Departamento de Ciências da Informação,
Universidade Federal Fluminense, 2004.
OLIVEIRA, E. M. S. Ciência e tecnologia no tratamento e disseminação da
Informação: Soluções de alta tecnologia e baixo custo em XML IsisScript com fontes
abertas (Open Source). São Paulo, 2010. Disponível em: &lt; http://www.elysio.com .br/&gt;
Acessado em 28/12/2011 .
OSÓRIO, T.L.G.; et aI. Utilização dos software livre em orgãos públicos, Seget. Rio
de
Janeiro,
2009.
Disponível
em:
&lt;http://www.aedb.br/segetlartigos05/360_Artigo_SL_Completo.pdf&gt;
Acesso
em:

270

�i
;:li

S!mWrio

Produção e comunicação científica e tecnológica: medição, mapeamento, diagnóstico
e avaliação da informação)

/IbooroaIde

=

IiWitt_

:.

U-,""lIIMbs

Trabalho completo

24/12/2011 .

PROTOCOLO
DE
BRASíLIA.
Disponível
&lt;http://www.softwarelivre.gov.br/protocolo-brasilia-1/protocolo-5&gt; .
Acesso
18/12/2011 .

em:
em:

RODRIGUES, A. C. Processo de automatização de Bibliotecas Públicas
Brasileiras Através do Software Livre. Universidade de Brasília, 2011 .
SEGET, 11 Simpósio de Excelência em Gestão e Tecnologia - SEGeT'2005. Instituto
Nacional de Tecnologia da Informação (ITI) . Diretrizes para a implantação de
software livre. Brasília - DF: Gabinete Civil da presidência da República, 2005.
Disponível em: &lt;http://www.softwarelivre.gov.br/documentos/DiretrizesPlanejamento&gt;
Acesso em: 21/08/2011 .
TUCHÊ, H. Softwares para gerenciamentos de acervos. 2010. Disponível em
&lt;http://hamiltont.blogspot.com/2009/03/softwares-livres-e-softwares-gratu itos.htm I&gt; .
Aesso em 27/12/2011 .

271

�</text>
                  </elementText>
                </elementTextContainer>
              </element>
            </elementContainer>
          </elementSet>
        </elementSetContainer>
      </file>
    </fileContainer>
    <collection collectionId="49">
      <elementSetContainer>
        <elementSet elementSetId="1">
          <name>Dublin Core</name>
          <description>The Dublin Core metadata element set is common to all Omeka records, including items, files, and collections. For more information see, http://dublincore.org/documents/dces/.</description>
          <elementContainer>
            <element elementId="50">
              <name>Title</name>
              <description>A name given to the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51396">
                  <text>SNBU - Edição: 17 - Ano: 2012 (UFRGS - Gramado/RS)</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="49">
              <name>Subject</name>
              <description>The topic of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51397">
                  <text>Biblioteconomia&#13;
Documentação&#13;
Ciência da Informação&#13;
Bibliotecas Universitárias</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="41">
              <name>Description</name>
              <description>An account of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51398">
                  <text>Tema: A biblioteca universitária como laboratório na sociedade da informação.</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="39">
              <name>Creator</name>
              <description>An entity primarily responsible for making the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51399">
                  <text>SNBU - Seminário Nacional de Bibliotecas Universitárias</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="45">
              <name>Publisher</name>
              <description>An entity responsible for making the resource available</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51400">
                  <text>UFRGS</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="40">
              <name>Date</name>
              <description>A point or period of time associated with an event in the lifecycle of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51401">
                  <text>2012</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="44">
              <name>Language</name>
              <description>A language of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51402">
                  <text>Português</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="51">
              <name>Type</name>
              <description>The nature or genre of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51403">
                  <text>Evento</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="38">
              <name>Coverage</name>
              <description>The spatial or temporal topic of the resource, the spatial applicability of the resource, or the jurisdiction under which the resource is relevant</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51404">
                  <text>Gramado (Rio Grande do Sul)</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
          </elementContainer>
        </elementSet>
      </elementSetContainer>
    </collection>
    <itemType itemTypeId="8">
      <name>Event</name>
      <description>A non-persistent, time-based occurrence. Metadata for an event provides descriptive information that is the basis for discovery of the purpose, location, duration, and responsible agents associated with an event. Examples include an exhibition, webcast, conference, workshop, open day, performance, battle, trial, wedding, tea party, conflagration.</description>
    </itemType>
    <elementSetContainer>
      <elementSet elementSetId="1">
        <name>Dublin Core</name>
        <description>The Dublin Core metadata element set is common to all Omeka records, including items, files, and collections. For more information see, http://dublincore.org/documents/dces/.</description>
        <elementContainer>
          <element elementId="50">
            <name>Title</name>
            <description>A name given to the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="62898">
                <text>Software livre para biblioteca: um estudo na área de Ciência da Informação no período de 2000 a 2010.</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="39">
            <name>Creator</name>
            <description>An entity primarily responsible for making the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="62899">
                <text>Azevedo, Alexandre Willian; Azevedo, Jeferson Renato</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="38">
            <name>Coverage</name>
            <description>The spatial or temporal topic of the resource, the spatial applicability of the resource, or the jurisdiction under which the resource is relevant</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="62900">
                <text>Gramado (Rio Grande do Sul)</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="45">
            <name>Publisher</name>
            <description>An entity responsible for making the resource available</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="62901">
                <text>UFRGS</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="40">
            <name>Date</name>
            <description>A point or period of time associated with an event in the lifecycle of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="62902">
                <text>2012</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="51">
            <name>Type</name>
            <description>The nature or genre of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="62904">
                <text>Evento</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="41">
            <name>Description</name>
            <description>An account of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="62905">
                <text>O Software Livre tem sido, nos últimos anos, objeto de atenção por parte das empresas privadas e órgãos públicos, devido à otimização da autonomia, liberdade e custos. A tecnologia de informação e comunicação tornou algo primordial para as organizações disponibilizarem seus conteúdos (informações institucionais, produtos e serviços) objetivando atender demanda de sua necessidade informacional. Neste alicerce que o estudo teve como objetivo de identificar as pesquisas sobre Software Livre desenvolvido para bibliotecas, analisando as iniciativas brasileiras de adoção do software livre como estratégia de democratização do acesso as tecnologias da informação e alternativa para a dependência tecnológica em bibliotecas. O principal resultado do estudo apresenta o crescimento na produção científica na área da biblioteconomia e gestão da informação sobre Software Livre desenvolvido para bibliotecas.</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="44">
            <name>Language</name>
            <description>A language of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="69391">
                <text>pt</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
        </elementContainer>
      </elementSet>
    </elementSetContainer>
  </item>
  <item itemId="5891" public="1" featured="0">
    <fileContainer>
      <file fileId="4955">
        <src>http://repositorio.febab.org.br/files/original/49/5891/SNBU2012_030.pdf</src>
        <authentication>996f99b597277268e861701ed3ee6969</authentication>
        <elementSetContainer>
          <elementSet elementSetId="4">
            <name>PDF Text</name>
            <description/>
            <elementContainer>
              <element elementId="92">
                <name>Text</name>
                <description/>
                <elementTextContainer>
                  <elementText elementTextId="62897">
                    <text>Produção e comunicação científica e tecnológica: medição, mapeamento, diagnóstico
e avaliação da informação)
i! """"'"
MaooNlck

~

=

:,

IiWitt.UJ

1I....111~

Trabalho completo

MAPEAMENTO TEMÁTICO DA PRODUÇÃO CIENTíFICA DO
PROGRAMA DE PÓS-GRADUAÇÃO EM NEUROCIÊNCIAS
DA UFRGS: 1998-2010
Antonieta Romano de Souza 1, Dirce Maria Santin l , Sedi Ziebert Schardong l
1

Bibliotecárias, Instituto de Ciências Básicas da Saúde, Universidade Federal do Rio Grande do Sul,
Porto Alegre, RS

Resumo

o estudo apresenta o mapeamento temático da produção científica do
Programa de Pós-graduação em Neurociências da Universidade Federal do Rio
Grande do Sul, analisando os temas das pesquisas realizadas no período
compreendido entre os anos de 1998 a 2010. Trata-se de uma pesquisa descritiva,
do tipo exploratório, que identifica as temáticas das teses e dissertações defendidas,
relacionando-as com o tipo e o ano de publicação, a área de concentração e a linha
de pesquisa em que foram produzidas. Verifica-se que as áreas de Neurohistologia e
Neurobiologia dos Estados Patológicos concentram a maior parte dos trabalhos,
apesar da grande dispersão existente nas temáticas da produção científica , o que
reforça o caráter multidisciplinar do Programa de Pós-graduação em questão.
Palavras-Chave:
Neurociências; Produção científica; Mapeamento temático.

Abstract
The study presents the thematic mapping of the scientific production of
Prostgraduate Program in Neuroscience at the Federal University of Rio Grande do
Sul, analyzing the subjects of research conducted in the period between the years
1998 to 2010. This is a descriptive research , exploratory type, which identifies the
themes of the theses and dissertations, relating them with the type and year of
publication , concentration area and research line that have been produced . It is
observed that the areas of Neurohistology and Neurobiology of Pathologic States
concentrate most of the works, despite the large dispersion exists in the themes of
scientific production, which emphasizes the multidisciplinary nature of the
Postgraduate Program in question o

Keywords:
Neuroscience; Scientific production ; Thematic mapping.

246

�Produção e comunicação científica e tecnológica: medição, mapeamento, diagnóstico
e avaliação da informação)
i! """"'"
MaooNlck

~

=

:,

IiWitt.UJ

1I....111~

Trabalho completo

1 Introdução

A produção científica brasileira tem crescido consideravelmente nas últimas
décadas. Esse crescimento está relacionado, em grande parte, à expansão da pósgraduação no Brasil , que, por sua vez, tem resultado no incremento da ciência e da
comunicação dos resultados das pesquisas, especialmente por meio das teses e
dissertações defendidas.
Este estudo apresenta o mapeamento temático da produção científica do
Programa de Pós-graduação em Neurociências do Instituto de Ciências Básicas da
Saúde (ICBS) da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS), analisando
os temas predominantes nas teses e dissertações defendidas no período
compreendido entre 1998 e 2010.
A relevância deste estudo decorre da importância do ensino e da pesquisa em
Neurociências na UFRGS em nível de pós-graduação, tanto em Ciências Biológicas
como em Ciências da Saúde. Considera, também , o volume de produção científica e
o amplo interesse nos temas relacionados a Neurociências, além dos recentes
esforços da Cientometria na compreensão das dinâmicas da ciência a partir da
análise das publicações.
Nessa perspectiva, o estudo descreve a evolução temática da produção
científica do Programa de Pós-graduação em Neurociências da UFRGS no período
analisado pela pesquisa , identificando os temas dos trabalhos e suas respectivas
linhas de pesquisa, com vistas a ampliar o conhecimento da área por pesquisadores
e profissionais interessados.
Considera-se que, com base no levantamento e nos resultados obtidos, foi
possível conhecer os temas de maior interesse entre os pesquisadores da área no
período compreendido pela pesquisa .

2 Revisão de Literatura
2.1 A Pós-graduação e a Produção Científica nas Universidades

A produção científica é parte essencial do processo de investigação científica ,
pois constitui a base da comunicação dos resultados da ciência. Sua importância é
incontestável, pois permite a análise e o aceite dos métodos e resultados pelos
pares, além de justificar a alocação dos recursos financeiros (CALLON , COURTIAL e
PENAN , 1995; MEADOWS, 1999).
No Brasil , os principais produtores de informação científica são as
universidades, que concentram a maior parte dos investimentos em pesquisa e
desenvolvimento e, por consequência, o maior número de pesquisadores
(GUIMARÃES , 2004). Essa prevalência das universidades no processo de produção
científica também é igualmente reconhecida em países desenvolvidos, como
Alemanha , França e Estados Unidos (MEADOWS , 1999).
A universidade brasileira, por sua vez, adquiriu maior formalização e
comprometimento com a pesquisa através do desenvolvimento da pós-graduação.

247

�Produção e comunicação científica e tecnológica: medição, mapeamento, diagnóstico
e avaliação da informação)
i! """"'"
MaooNlck

~

=

:,

IiWitt.UJ

1I....111~

Trabalho completo

Esse aspecto tem reflexos na produção científica , ou seja, na reconhecida relação
entre produção científica e pós-graduação nas universidades (AGRA, 2004). Esta
estreita relação entre a ciência e os programas de pós-graduação tornou comum
entender pesquisa e produção científica como a essência da universidade e da pósgraduação brasileira (NASCIMENTO , 2010).
Guimarães (2004), afirma que os processos de formação de recursos
humanos em ciência e tecnologia no Brasil em nível de pós-graduação têm
alimentado a formação e a capacitação dos grupos de pesquisa, formando, no
conjunto, um eficiente ciclo virtuoso, executado predominantemente nas
universidades públicas desde meados da década de 60.
Nesse contexto, a produção científica brasileira cresceu bastante nas últimas
décadas, com destaque para as publicações produzidas pelos programas de pósgraduação, especialmente nas universidades públicas. Esses dados reforçam a
relação positiva entre incremento da produtividade científica, expansão da pósgraduação e retorno dos pesquisadores à universidade (BERTI et aI. , 2010).
Reconhecendo que, atualmente, a pós-graduação é responsável pela maior
parte da pesquisa realizada no Brasil (BRAMBILLA; STUMPF, 2011) , é inevitável
reafirmar a importância da produção científica gerada no âmbito dos programas de
pós-graduação, não apenas daquela divulgada em livros e periódicos científicos,
mas especialmente daquela materializada por teses e dissertações defendidas nos
referidos programas.
As teses e dissertações, segundo Lopes e Romancini (2006), merecem
destaque por demonstrar as preocupações dos cientistas em determinado contexto,
campo de estudo e período específico. Os estudos apontam os problemas que os
pesquisadores consideram pertinentes em cada disciplina, além das teorias e
metodologias utilizadas, demonstrando o estado de conhecimento do tema no
momento da pesquisa .
Nessa perspectiva, as teses e dissertações representam parte importante da
literatura científica da pós-graduação (VANZ et aI., 2007). Soma-se a isso o
desenvolvimento das tecnologias da informação e a expansão do movimento do
acesso aberto . Estes fatores influenciaram a disponibilização on-line desses
documentos, favorecendo o acesso à informação e também a avaliação da ciência a
partir da produção científica.

2.2 Avaliação e Mapeamento da Produção Científica

A avaliação da produção científica tem merecido a atenção de pesquisas em
diferentes áreas, como a Sociologia da Ciência e a Cientometria, além de constituir
interesse de agências nacionais e organismos internacionais preocupados com o
desenvolvimento da ciência e tecnologia .
De acordo com Castro (1986) a avaliação da ciência ocorre em duas grandes
vertentes: a avaliação qualitativa, feita pelos pares, e a avaliação quantitativa,
realizada com base em indicadores bibliométricos. A combinação dos dois métodos,
segundo o autor, representa a alternativa mais interessante nos processos de
avaliação. Concorda com ele Pedrini (2005), ao afirmar que o uso de indicadores
quantitativos na avaliação da produção científica não dispensa a avaliação

248

�Produção e comunicação científica e tecnológica: medição, mapeamento, diagnóstico
e avaliação da informação)
i! """"'"
MaooNlck

~

=

:,

IiWitt.UJ

1I....111~

Trabalho completo

qualitativa, a forma tradicional de avaliar a qualidade na ciência .
Outra preocupação associada à avaliação quantitativa da ciência está na
contextualização e representatividade dos dados. O uso de indicadores
bibliométricos, segundo Mugnaini e Población (2007) deve priorizar grandes volumes
de informação e cobrir períodos específicos. Além disso, precisa considerar as
características de cada disciplina e o comportamento dos pesquisadores em relação
à comunicação dos resultados das pesquisas.
A mensuração da produção científica pela Cientometria vem se fortalecendo
nas últimas décadas, embora não esteja totalmente consolidada (SPINAK, 1996).
Sua importância é destacada por autores como Callon , Courtial e Penan (1995) ,
Meadows (1999) , Leydesdorff (2001) entre outros. Para Tague-Sutcliffe (1992), ao
medir os incrementos de produção e a produtividade de uma disciplina ou grupos de
pesquisadores, entre outras variáveis, a Cientometria reflete o crescimento e o perfil
das áreas do conhecimento em determinados períodos.
No Brasil, o reconhecimento da necessidade, por parte dos governos e da
comunidade científica nacional, de dispor de instrumentos para definição de
diretrizes, alocação de investimentos e recursos, entre outras atividades,
impulsionou o uso dos indicadores quantitativos para análise da ciência , tecnologia e
inovação (MUGNAINI; JANNUZZI ; QUONIAN, 2004) . Atualmente, os indicadores da
atividade científica estão no centro dos debates, constituindo elementos essenciais
ao desenvolvimento de políticas públicas nesse setor (BERTI et aI., 2010) .
Ao passo que os indicadores bibliométricos fornecem subsídios à avaliação
dos resultados em ciência e tecnologia, suas aplicações pela cientometria permitem
traçar perfis complexos dos campos científicos, evidenciando as fronteiras de cada
disciplina, a posição dos principais temas e atores e as representações específicas
de cada ramo do conhecimento (VANTI , 2002).
As pesquisas sobre mapeamento da ciência compõem uma modalidade de
estudo de crescente interesse entre os pesquisadores da Cientometria. Santos e
Kobashi (2009) referem que o mapeamento da ciência tem se estabelecido como
uma tendência significativa para aprofundar o debate sobre as dinâmicas da ciência
e sua comunicação, permitindo enfoques cognitivos que ultrapassam a análise
quantitativa.
Para Vanz et aI. (2007) , o mapeamento de teses e dissertações permite
verificar os assuntos pesquisados e as trajetórias da pesquisa em determinadas
áreas e períodos, além de traçar as perspectivas para os anos seguintes nas áreas
estudadas. Nascimento (2010) também afirma que o mapeamento temático desses
documentos permite identificar os temas e as práticas mais valorizadas em
determinado campo do conhecimento, além de representar a estrutura interna dos
programas de pós-graduação, uma vez que os estudos apresentam uma relação
com a área de concentração e a linha de pesquisa em que são produzidos.

3 Materiais e Métodos
O estudo caracteriza-se como descritivo, do tipo exploratório , pois descreve
as características do fenômeno estudado (RAMPAZZO, 2011) . Constitui-se num
estudo cientométrico, com abordagem quantitativa, por analisar uma disciplina da

249

�Produção e comunicação científica e tecnológica: medição, mapeamento, diagnóstico
e avaliação da informação)
i! """"'"
MaooNlck

~

=

:,

IiWitt.UJ

1I....111~

Trabalho completo

ciência em determinado contexto, mediante a análise das publicações científicas,
utilizando indicadores bibliométricos (TAGUE-SUTCLlFFE, 1992).
A pesquisa analisa as temáticas estudadas pelo Programa de Pós-graduação
em Neurociências da UFRGS no período proposto, por meio de análises estatísticas
próprias dos estudos métricos da informação. O enfoque quantitativo desses estudos
é destacado por autores como Spinak (1996), Leydesdorff (2001) e Maltrás Barba
(2003) .
O campo de pesquisa (população) foi constituído pela produção científica do
Programa de Pós-graduação em Neurociências da UFRGS (mestrado e doutorado),
incluindo teses e dissertações. A fonte de coleta de dados foi o Banco de Teses e
Dissertações da Capes 1.
O período selecionado para análise dos dados das publicações foi janeiro de
1998 a dezembro de 2010, cobrindo a totalidade das teses e dissertações
defendidas no Programa desde a sua criação, em 1995. A exclusão dos trabalhos
defendidos em 2011 deve-se ao fato de não estarem disponíveis na fonte no
momento da coleta dos dados (fevereiro de 2012).
Os dados foram organizados e analisados utilizando o software Excel. Foram
identificadas e contadas as palavras que caracterizam o conteúdo das teses e
dissertações, a partir das palavras-chave registradas no Banco de Teses e
Dissertações da Capes, relacionando-as com o ano de publicação, a área de
concentração e a linha de pesquisa em que foram produzidas.
Nos casos em que o Banco de Teses e Dissertações da Capes não
apresentava as palavras-chave, estas foram identificadas pelas autoras do estudo
nos resumos apresentados no próprio Banco e nos próprios documentos,
disponíveis na UFRGS.
Os resultados da análise , incluindo a categorização temática dos estudos, são
apresentados na quinta seção do trabalho.

4 Programa de Pós-graduação em Neurociências: contexto da pesquisa

O Programa de Pós-graduação em Neurociências da UFRGS foi criado em
1995, após a extinção do Programa de Pós-graduação em Ciências Biológicas:
Neuroanatomia, do Instituto de Biociências. Possui enfoque strictu senso, contando
com curso de mestrado, criado em 1995, e doutorado, criado em 2000.
A criação do Programa seguiu a tendência do crescimento da área no Brasil e
no mundo, que já era sentida na Universidade. Buscava ampliar e sistematizar a
formação de estudantes e pesquisadores, oferecendo um amplo leque de disciplinas
que cobrissem a variedade de temas abrigados pelas Neurociências (UFRGS , 2011) .
A proposta do Programa é multidisciplinar, dedicada ao estudo do
funcionamento do sistema nervoso em humanos e modelos animais.
O corpo de orientadores é formado por docentes de diversos departamentos
da Universidade, atendendo à interdisciplinaridade da área , e o público-alvo é
bastante diversificado, incluindo biólogos, médicos, veterinários, farmacêuticos,
psicólogos, nutricionistas, fisioterapeutas , entre outros (UFRGS, 2011) .
1

Disponível em : http://capesdw.capes.gov.br/capesdw/.

250

�Produção e comunicação científica e tecnológica: medição, mapeamento, diagnóstico
e avaliação da informação)
i! """"'"
MaooNlck

~

=

:,

IiWitt.UJ

1I....111~

Trabalho completo

Avaliado com Conceito 4 pela Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal
de Nível Superior (CAPES) , na última avaliação trienal , o Programa está ligado ao
ICBS, tendo formado , até dezembro de 2010 , 104 mestres e 30 doutores em
Neurociências (CAPES, 2010).

5 Resultados Finais
A análise e apresentação dos resultados orientam-se pelas variáveis: tipo de
produção científica , ano de publicação, áreas de concentração e linhas de pesquisa ,
além da frequência de palavras-chave atribuídas e palavras-chave mais citadas nas
teses e dissertações defendidas no Programa de Pós-graduação em Neurociências
no período de 1998 a 2010. Entende-se que, a partir desta caracterização, é
possível ampliar a compreensão sobre a produção científica do Programa e apontar
as temáticas de maior proeminência na área .
Algumas dificuldades foram encontradas no processo de coleta de dados no
Banco de Teses e Dissertações da Capes, especialmente no que se refere à
ausência de preenchimento dos campos área do conhecimento e palavras-chave ,
que se relacionam às variáveis apresentadas neste estudo. Em função disso, foi
adotado o procedimento de preenchimento dos campos com base na análise dos
títulos e resumos, conforme relatado na seção sobre o método.
Ressaltamos que a mesma dificuldade foi relatada por Nascimento (2010), em
estudo que analisou a temática das teses e dissertações da área de Educação
Física no Brasil, utilizando a mesma fonte de dados. Constata-se que tal situação é
prejudicial não apenas à consistência dos dados para estudos cientométricos, mas
também à utilização da informação pelo usuário final.
Em relação ao tipo de produção científica, observou-se a predominância do
número de dissertações defendidas no Programa , contando 104 registros (78%),
enquanto as teses somaram 30 registros (22%), totalizando 134 trabalhos no
período analisado, conforme apresentado no Gráfico 1.
liiI

Tese

li!

Di ssertação

Gráfico 1: Tipo de produção científica
Fonte: dados da pesquisa .

251

�Produção e comunicação científica e tecnológica: medição, mapeamento, diagnóstico
e avaliação da informação)
i! """"'"
MaooNlck

~

=

:,

IiWitt.UJ

Trabalho completo

1I....111~

Os dados apresentados revelam aspectos relevantes à compreensão do
desenvolvimento do Programa de Pós-graduação. O maior número de dissertações
reflete o tempo de existência do curso de Mestrado (iniciado em 1996) e sua
duração de dois anos, que contribui para a produção de resultados mais rápidos. O
curso de doutorado, por sua vez, iniciou cinco anos mais tarde, tendo duração de
quatro anos, de modo que produz resultados mais demorados no que se refere às
teses defendidas.
Esses aspectos também podem ser verificados no gráfico abaixo, que
apresenta a distribuição das teses e dissertações produzidas, segundo o ano de
publicação.
2010
2009
2008 =
2007
2006
2005
2004
2003
2002
2001
2000
1999
1998

o

I

Tese
~~ I

~·

.~

~

li!

I

2

4

6

8

10

Disserta ção

12

Gráfico 2: Ano de publicação
Fonte: dados da pesquisa .

O Gráfico 2 confirma a predominância da produção científica do curso de
Mestrado sobre a produção do Doutorado , além de revelar os anos de 2001 e 2007
como os de maior produção de dissertações no Programa de Pós-graduação. Por
outro lado, a maior produção de teses ocorreu nos anos de 2009 e 2010,
demonstrando a expansão do curso de Doutorado nos últimos anos.
No que se refere às áreas de concentração e linhas de pesquisa, verificou-se
grande dispersão da produção científica , embora algumas áreas concentrem a maior
parte dos trabalhos. Esta configuração reforça o caráter multidisciplinar da área e do
Programa de Pós-graduação, cuja variedade de temas exige a contribuição de
diversas disciplinas.
O quadro a seguir apresenta as teses e dissertações classificadas de acordo
com as áreas de concentração e linhas de pesquisa do Programa.

252

�Produção e comunicação científica e tecnológica: medição, mapeamento, diagnóstico
e avaliação da informação)
i! """"'"
MaooNlck

~

=

:,

IiWitt.UJ

1I....111~

Trabalho completo

Área de concentração
Neurobiologia comparada

Quantidade

Linha de pesquisa

Quantidade

2

1
1

Neurobiologia dos estados
patológicos

30

- Neurobiologia comparada
- Neurobiologia teórica: modelos
de redes neurais
- Estresse crônico : estudos
comporta mentais e
neuroquímicos
- Estudos neuroquímicos e
comportamentais em isquemia
cerebral
- Modelo animal da Doença de
Parkinson
- Peptídeos cerebrais
- Epilepsia experimental
- Neurobiologia da voz
- Plasticidade do tecido nervoso
- Bases celulares de
funcionamento do sistema
nervoso
- Neurohistofisiologia
comparada
- Estudo histoquímico e
imunohistoquímico quantitativo
de peptídeos e
neurotransmissores envolvidos
na transmissão nociceptiva
- Vascularização encefálica
- Mecanismos da memória
- Neurobiologia da dor
- Psicobiologia e
neurofarmacologia da
memória
- Neurobiologia de
comportamentos sociais
- Plasticidade neuro-glial
- Neurobiologia do medo e da
ansiedade: correlatos
neuroquímicos
- Transtornos da ansiedade:
clínica, psicobiologia e
intervenções sociais

Neuroendocrinologia
Neurofisiologia
Neurofisiologia clínica
Neurohistologia

Neuropsicofarmacologia

5

10
3
39

19

Neuropsicofisiologia

13

Neuroquímica

10

Psiquiatria e saúde mental

3

10
17
3
5

10
3
14
11
9
4

1
2
5

12
13
8

2
3

Quadro 1 - Areas de concentração e linhas de pesquisa

Fonte: elaborado pelas autoras, com base nos dados da pesquisa.
Em relação às áreas de concentração, verificou-se que a maior parte das
teses e dissertações do Programa converge para duas áreas: Neurohistologia e
Neurobiologia dos Estados Patológicos. As áreas de Neuropsicofarmacologia,
Neuropsicofisiologia, Neuroquímica e Neurofisiologia também reúnem um número
significativo de registros , somando 52 trabalhos.

253

�Produção e comunicação científica e tecnológica: medição, mapeamento, diagnóstico
e avaliação da informação)
i! """"'"
MaooNlck

~

=

:,

IiWitt.UJ

1I....111~

Trabalho completo

o Gráfico 3 apresenta a distribuição dos trabalhos por área de concentração.
Neurobiologia comparada
Neurobiologia dos estados patológicos
Neuroendocrinologia
Neurofisiologia
Neurofisiologia clinica
Neurohistologia
Neuropsicofarmacologia
Neuropsicofisiologia
Neuroquimica
Psiquiatria e saúde mental

o

5

10

15

20

25

30

35

40

45

Gráfico 3: Areas de concentração
Fonte: dados da pesquisa.

Conforme apresentado no Quadro 1, os trabalhos estão distribuídos em 20
linhas de pesquisa . As linhas Neurobiologia Comparada, Neurobiologia Teórica e
Vascularização Encefálica apresentaram 1 trabalho cada, enquanto Mecanismos da
Memória e Neurobiologia do Medo e da Ansiedade reuniram 2 trabalhos cada e as
linhas Modelo Animal da Doença de Parkinson, Neurobiologia da Voz e Transtornos
da Ansiedade concentraram 3 trabalhos cada.
A distribuição das demais linhas de pesquisa é apresentada no gráfico abaixo.
Estresse crô nico : estudos comport oe neuroq.

I

E studos neuroq . comporto isquemia cerebral
, ' óW

Peptídeos cerebrais
Epilepsia e x perimental

1.1ôI.-

Plasticidade do tecido nervoso
Bases celulares do sistema nervoso

.

Neurohistofisiologia c omparada
~

Estudo histoquimico e imunohistoq uimico

; '~

..,.

Neurobiologia da dor

••

Psicobiologia e neurofarm acologia da .. • •IIIII~IIIIII_IIIIII"IIIII
Neurobiologia de comportamentos sociais

I '

Plasticidade neuro-glial
Outras

o
Gráfico 4: Linhas de pesquisa
Fonte: dados da pesquisa.

254

2

4

6

8

10

12

14

16

18

�Produção e comunicação científica e tecnológica: medição, mapeamento, diagnóstico
e avaliação da informação)
i! """"'"
MaooNlck

~

=

:,

IiWitt.UJ

1I....111~

Trabalho completo

Em relação às áreas de concentração e linhas de pesquisa, importa
mencionar que alguns dados coletados apresentavam incompatibilidades na
associação com os trabalhos, de modo que foram corrigidos cuidadosamente para
viabilizar o estudo.
Outra variável considerada foi a frequência de palavras-chave por trabalho,
verificada na coleta de dados e apresentada na tabela abaixo .
Tabela 1 - Ocorrência de palavras-chave
Palavras-chave

Frequência

Percentual (%)

O

17
9
19
48
27
12
2

13
7
14
36
20
9
1

1
2
3
4
5

6
Fonte: dados da pesquisa.

Verifica-se que 36% dos trabalhos tem ocorrência de três palavras-chave,
embora também haja forte frequência de quatro palavras-chave atribuídas a cada
trabalho (20%). Por outro lado, percebe-se a ausência de palavras-chave em 13%
dos trabalhos analisados, conforme problemática apresentada anteriormente.
Por fim, o estudo contemplou o levantamento das palavras-chave mais
frequentes nas teses e dissertações analisadas, de acordo com os dados coletados.
A partir do corpus de 278 palavras-chave atribuídas aos 134 trabalhos analisados,
optou-se por destacar, na Tabela 2, as 15 palavras-chave mais utilizadas.
Tabela 2 - Palavras-chave mais citadas
Palavras-chave
Ratos
Hipocampo
Memória
Comportamento
Estresse
Astrócitos
GFAP
Nocicepção
Atividade motora
Epilepsia
Estresse neonatal
Lítio
Neurônios

81008
Acido gama-aminobutírico
Fonte: dados da pesquisa.

Frequência

18
13
12
7
7
6
6
6
5
5
5
5
5
5
5

Apesar do destaque concedido às palavras-chave mais citadas, elencadas na
Tabela 2, comprova-se a dispersão dos trabalhos em grande quantidade de

255

�Produção e comunicação científica e tecnológica: medição, mapeamento, diagnóstico
e avaliação da informação)
i! """"'"
MaooNlck

~

=

:,

IiWitt.UJ

1I....111~

Trabalho completo

palavras-chave diferentes, não havendo concentração evidente dos trabalhos em
poucas temáticas. Esta configuração também reforça a proposta multidisciplinar do
Programa de Pós-graduação, apresentada anteriormente.
Outro aspecto observado foi o uso de palavras-chave diferentes para
descrever a mesma temática. Esta característica indica, de certa forma , a ausência
de padronização na definição das palavras-chave dos documentos, que poderia ser
solucionada com o uso de vocabulários controlados, a exemplo do Descritores em
Ciências da Saúde (DeCS)2, para atribuição das palavras-chave registradas nos
documentos e no Banco de Teses e Dissertações da Capes.
Neste estudo, optou-se por analisar as palavras-chave originais das fontes de
dados mencionadas, sem refazer a classificação pelo instrumento mencionado.

5 Considerações Finais
O mapeamento dos temas das teses e dissertações do Programa de Pósgraduação em Neurociências no período analisado revelou grande variedade de
temáticas, reforçando a proposta multidisciplinar do Programa e a diversidade do
corpo docente, oriundo de diversas disciplinas das Ciências Biológicas e da Saúde.
Apesar da dispersão dos estudos em diversas áreas de concentração, foi
possível identificar a Neurohistologia e a Neurobiologia dos Estados Patológicos
como as áreas de maior concentração de trabalhos. As linhas de pesquisa que
reuniram maior número de trabalhos também estão concentradas nessas áreas, com
destaque para Estudos Neuroquímicos e Comportamentais em Isquemia Cerebral e
Plasticidade do Tecido Nervoso.
Acerca da diversidade de áreas de concentração e linhas de pesquisa,
importa mencionar que, no decorrer deste estudo, o Programa de Pós-graduação em
Neurociências reestruturou suas linhas de pesquisa , reduzindo seu número e
reunindo-as em 5 áreas de concentração (UFRGS, 2012).
O mapeamento temático realizado neste estudo pode ser aprofundado em
estudos posteriores, tanto pela análise das temáticas dos trabalhos por período, a
fim de verificar o desenvolvimento do Programa e as tendências de estudo, como
pela padronização das palavras-chave coletadas, com a finalidade de eliminar
ambiguidades e aprofundar a verificação da concentração dos estudos em campos
específicos.
Por fim, considera-se que o estudo mapeou as temáticas abordadas nas
teses e dissertações do Programa de Pós-graduação em Neurociências da UFRGS
não apenas para dar a conhecer as áreas de maior interesse, mas também para
oportunizar a análise dos temas que podem ser estimulados em relação ao ensino e
à pesquisa em Neurociências.

Referências

2

Disponível em : http://decs.bvs.br/.

256

�Produção e comunicação científica e tecnológica: medição, mapeamento, diagnóstico
e avaliação da informação)
i! """"'"
MaooNlck

~

=

:,

IiWitt.UJ

1I....111~

Trabalho completo

AGRA, Karina Galdino. Perfil da pesquisa e da produção científica da
Universidade Federal de Alagoas através de seus programas de pósgraduação. 2004 . 202 f. Dissertação (Mestrado em Comunicação e Informação)Universidade Federal do Rio Grande do Sul , Porto Alegre, 2004.
BERTI , Luciana Calabró et aI. Produção científica e formação de recursos humanos
na área de Bioquímica em instituições federais no Rio Grande do sul: fomento
estadual. Química Nova, v. 33, n. 3, p. 765-771 , 2010.
BRAMBILLA, Sônia Domingues Santos; STUMPF, Ida Regina C. Produção científica
da UFRGS representada na Web of Science (2000-2009) . XII ENANCIB - Encontro
Nacional de Pesquisa em Ciência da Informação, 2011 . Anais ... Brasília, 2011 .
CASTRO, Cláudio Moura. Ciência e universidade. Rio de Janeiro: Zahar, 1986.
CALLON, Michel; COURTIAL, Jean-Pierre; PENAN, Hervé. Cienciometría: la
medición de la actividad científica - de la bibliometría a la vigilancia tecnológica .
Gijón : Trea , 1995.
COORDENAÇÃO DE APERFEiÇOAMENTO DE PESSOAL DE NíVEL SUPERIOR.
Avaliação trienal 2010. Brasília, 2010. Disponível em :
&lt;http://trienal.capes.gov.brl?page_id=100&gt; . Acesso em : 09 fev. 2012.
GUIMARÃES, Jorge A. A pesquisa médica e biomédica no Brasil : comparações com
o desempenho científico brasileiro e mundial. Ciência e Saúde Coletiva , v. 9, n. 2,
p. 303-327 , 2004 .
LEYDESDORFF, Loet. The challenge of scientometrics: the development,
measurement, and self-organization of scientific communications. Boca Raton, USA:
Universal Publisher, 2001 .
LOPES, Maria Immacolata Vassalo de; ROMANCINI , Richard . Teses e dissertações:
estudo bibliométrico na área de comunicação. In: POBLACION, Dinah Aguiar;
WITTER, Geraldina Porto; SILVA, José Fernando Modesto da. Comunicação &amp;
produção científica: contexto, indicadores e avaliação. São Paulo: angellara , 2006 .
p. 137-161 .
MALTRÁS BARBA, Bruno. Los indicadores bibliométricos: fundamentos y
aplicación ai analisis de la ciencia . Gijón: Trea, 2003.
MEADOWS, Arthur Jack. A comunicação científica. Brasília : Briquet de Lemos,
1999.
MUGNAINI , Rogério ; JANNUZZI , Paulo de Martino; QUONIAN, Luc. Indicadores
bibliométricos da produção científica brasileira: uma análise a partir da base Pascal.
Ciência da Informação, Brasília , v. 33 , n. 2, p. 123-131, maio/ago. 2004 .
MUGNAINI, Rogério ; POBLACIÓN, Dinah Aparecida de Aguiar. Impacto de

257

�Produção e comunicação científica e tecnológica: medição, mapeamento, diagnóstico
e avaliação da informação)
i! """"'"
MaooNlck

~

=

:,

IiWitt.UJ

1I....111~

Trabalho completo

documentos citados em revistas científicas brasileiras de diferentes áreas. VIII
ENANCIB - Encontro Nacional de Pesquisa em Ciência da Informação, 2007 .
Anais ... Salvador, 2007 .
NASCIMENTO, Ana Cláudia Silvério. Mapeamento temático das teses defendidas
nos programas de pós-graduação em Educação Física no Brasil (1994-2008).
2010. 278 f. Tese (Doutorado em Ciência da Informação) - Universidade de São
Paulo, São Paulo, 2010 .
PEDRINI , Alexandre de Gusmão. O cientista brasileiro é avaliado? São Carlos:
Rima, 2005.
RAMPAZZO , Lino . Metodologia científíca . 6. ed . São Paulo: Loyola , 2011 .
SANTOS, Raimundo Nonato Macedo dos; KOBASHI , Nair Yumiko. Bibliometria ,
cientometria, infometria: conceitos e aplicações. Tendências da Pesquísa
Brasileira em Ciência da Informação, Brasília, v. 2, n. 1, p. 155-172, jan./dez.
2009.
SPINAK, Ernesto. Oiccíonario encíclopédíco de biblíometría, cienciometría e
ínformetría. Caracas: Cresalc/Unesco, 1996.
TAGUE-SUTCLlFFE, Jean. An introduction to informetrics. Information Processing
and Management, Oxford, v. 28, n. 1, p. 1-3, 1992.
UNIVERSIDADE FEDERAL DO RIO GRANDE DO SUL. Instituto de Ciências
Básicas da Saúde. Programa de Pós-graduação em Neurociências. 2011 .
Disponível em : &lt;http://www.ufrgs.br/ppgneuro/&gt; . Acesso em : 20 dez. 2011 .
____ oLinhas de pesquisa. 2012. Disponível em :
&lt;http://www.ufrgs.br/ppgneuro/&gt; . Acesso em: 9 abro2012 .
VANTI, Nadia. Da bibliometria à webometria : uma exploração conceitual dos
mecanismos utilizados para medir o registro da informação e a difusão do
conhecimento. Ciência da Informação, Brasília, V. 31, n. 2, p. 152-162, maio/ago.
2002 .
VANZ, Samile Andrea de Souza et aI. Mapeamento das teses e dissertações em
comunicação no Brasil (1992-2002) : tendências temáticas. Revista Famecos, Porto
Alegre, n. 33, p. 53-60, ago 2007 .

258

�</text>
                  </elementText>
                </elementTextContainer>
              </element>
            </elementContainer>
          </elementSet>
        </elementSetContainer>
      </file>
    </fileContainer>
    <collection collectionId="49">
      <elementSetContainer>
        <elementSet elementSetId="1">
          <name>Dublin Core</name>
          <description>The Dublin Core metadata element set is common to all Omeka records, including items, files, and collections. For more information see, http://dublincore.org/documents/dces/.</description>
          <elementContainer>
            <element elementId="50">
              <name>Title</name>
              <description>A name given to the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51396">
                  <text>SNBU - Edição: 17 - Ano: 2012 (UFRGS - Gramado/RS)</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="49">
              <name>Subject</name>
              <description>The topic of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51397">
                  <text>Biblioteconomia&#13;
Documentação&#13;
Ciência da Informação&#13;
Bibliotecas Universitárias</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="41">
              <name>Description</name>
              <description>An account of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51398">
                  <text>Tema: A biblioteca universitária como laboratório na sociedade da informação.</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="39">
              <name>Creator</name>
              <description>An entity primarily responsible for making the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51399">
                  <text>SNBU - Seminário Nacional de Bibliotecas Universitárias</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="45">
              <name>Publisher</name>
              <description>An entity responsible for making the resource available</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51400">
                  <text>UFRGS</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="40">
              <name>Date</name>
              <description>A point or period of time associated with an event in the lifecycle of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51401">
                  <text>2012</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="44">
              <name>Language</name>
              <description>A language of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51402">
                  <text>Português</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="51">
              <name>Type</name>
              <description>The nature or genre of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51403">
                  <text>Evento</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="38">
              <name>Coverage</name>
              <description>The spatial or temporal topic of the resource, the spatial applicability of the resource, or the jurisdiction under which the resource is relevant</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51404">
                  <text>Gramado (Rio Grande do Sul)</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
          </elementContainer>
        </elementSet>
      </elementSetContainer>
    </collection>
    <itemType itemTypeId="8">
      <name>Event</name>
      <description>A non-persistent, time-based occurrence. Metadata for an event provides descriptive information that is the basis for discovery of the purpose, location, duration, and responsible agents associated with an event. Examples include an exhibition, webcast, conference, workshop, open day, performance, battle, trial, wedding, tea party, conflagration.</description>
    </itemType>
    <elementSetContainer>
      <elementSet elementSetId="1">
        <name>Dublin Core</name>
        <description>The Dublin Core metadata element set is common to all Omeka records, including items, files, and collections. For more information see, http://dublincore.org/documents/dces/.</description>
        <elementContainer>
          <element elementId="50">
            <name>Title</name>
            <description>A name given to the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="62889">
                <text>Mapeamento temático da produção científica do progama de pós-graduação em neurociências da UFRGS: 1998-2010.</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="39">
            <name>Creator</name>
            <description>An entity primarily responsible for making the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="62890">
                <text>Souza, Antonieta Romano de; Santin, Dirce Maria; Schardong, Sedi Ziebert</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="38">
            <name>Coverage</name>
            <description>The spatial or temporal topic of the resource, the spatial applicability of the resource, or the jurisdiction under which the resource is relevant</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="62891">
                <text>Gramado (Rio Grande do Sul)</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="45">
            <name>Publisher</name>
            <description>An entity responsible for making the resource available</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="62892">
                <text>UFRGS</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="40">
            <name>Date</name>
            <description>A point or period of time associated with an event in the lifecycle of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="62893">
                <text>2012</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="51">
            <name>Type</name>
            <description>The nature or genre of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="62895">
                <text>Evento</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="41">
            <name>Description</name>
            <description>An account of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="62896">
                <text>O estudo apresenta o mapeamento temático da produção científica do Programa de Pós-graduação em Neurociências da Universidade Federal do Rio Grande do Sul, analisando os temas das pesquisas realizadas no período compreendido entre os anos de 1998 a 2010. Trata-se de uma pesquisa descritiva, do tipo exploratório, que identifica as temáticas das teses e dissertações defendidas, relacionando-as com o tipo e o ano de publicação, a área de concentração e a linha de pesquisa em que foram produzidas. Verifica-se que as áreas de Neurohistologia e Neurobiologia dos Estados Patológicos concentram a maior parte dos trabalhos, apesar da grande dispersão existente nas temáticas da produção científica, o que reforça o caráter multidisciplinar do Programa de Pós-graduação em questão.</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="44">
            <name>Language</name>
            <description>A language of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="69390">
                <text>pt</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
        </elementContainer>
      </elementSet>
    </elementSetContainer>
  </item>
  <item itemId="5890" public="1" featured="0">
    <fileContainer>
      <file fileId="4954">
        <src>http://repositorio.febab.org.br/files/original/49/5890/SNBU2012_029.pdf</src>
        <authentication>491a47e2ef00bef623d556f241e4e3bd</authentication>
        <elementSetContainer>
          <elementSet elementSetId="4">
            <name>PDF Text</name>
            <description/>
            <elementContainer>
              <element elementId="92">
                <name>Text</name>
                <description/>
                <elementTextContainer>
                  <elementText elementTextId="62888">
                    <text>Produção e comunicação científica e tecnológica: medição, mapeamento, diagnóstico
e avaliação da informação)
Trabalho completo

AS NOVAS TECNOLOGIAS DE COMUNICAÇÃO E
INFORMAÇÃO E A PÓS-GRADUAÇÃO EM DIREITO NO BRASIL

Josimara Brumatti1
1Sibliotecária, Universidade Federal Fluminense, Niterói , Rio de Janeiro

Resumo
Trata da análise da produção cientifica das pós-graduações em Direito no
país e como estas vem sofrendo influência das Novas Tecnologias de Comunicação
e Informação, mediante o exame dos temas presentes nas Teses e Dissertações da
área que relacionam a questão das Novas Tecnologias de Comunicação e
Informação e o Direito. Classifica os temas das Teses e Dissertações em Direito e os
elenca a partir de dois vetores conceituados por Boaventura de Souza Santos em
seu artigo "Os Tribunais e as Novas tecnologias de Comunicação e Informação" a
fim de verificar a dimensão que a relação estudada tem nas reflexões dos estudos
da área do Direito nos Programas de Pós-Graduação.

Palavras-Chave:
Novas Tecnologias de Comunicação e Informação; Comunicação Científica;
Produção Científica no Direito; Tese e Dissertação.

Abstract
This analysis of the scientific production of graduate programs in law in the
country is experiencing and how these influence of New Technologies of
Communication and Information, through the examination of current issues in theses
and dissertations in the area linking the issue of New Communication Technologies
and Information and Law. Sorts the subjects of theses and dissertations in law lists
and vectors from two respected by Boaventura de Souza Santos in his article "The
Courts and the New Technologies of Communication and Information" to check the
extent that the relationship is studied in reflection studies in the area of Law in PostGraduation.

Keywords:
New Technologies
of Communication
and
Information;
Communication ; Scientific Publications in Law; Thesis and Dissertation .

Science

1 Introdução
Esta pesquisa propõe um estudo sobre as Novas Tecnologias de
Comunicação e Informação (NTCI) e como estas influenciam a área jurídica.
Como a partir da década 1990 houve uma transformação tecnológica na

231

�Produção e comunicação científica e tecnológica: medição, mapeamento, diagnóstico
e avaliação da informação)
Trabalho completo

forma e nos métodos de esta se comunicar, as chamadas NTCI, seria necessário o
Direito se adequar ao emprego desta ferramenta já reconhecida de grande
importância para a área jurídica.
Segundo Santos (2005) , as NTCI apresentam um potencial transformador do
sistema judicial, no que diz respeito à administração e gestão da justiça, como na
democratização do acesso ao direito e à justiça. Nilson Naves, presidente do
Supremo Tribunal de Justiça em 2002 , já dizia a importância de se adequar à
sociedade mais dinâmica. Em seu discurso de abertura do Congresso Internacional
de Direito e Tecnologias da Informação em 2002 , enfatizava a necessidade de um
judiciário mais moderno e bem aparelhado.
Trataremos desta evolução em relação ao Direito e suas reflexões na área
acadêmica. Sabemos que a comunicação cientifica se dá de diferentes formas e em
diferentes canais. A evolução dos aparatos tecnológicos trouxe reflexos e
modificações nos canais de comunicação científica. Verificamos se as NTCI estão
afetando a comunicação cientifica no Direito. Tomamos como objeto de pesquisa os
Programas de Pós Graduação stricto sensu em Direito e analisamos em que
medidas estes estão trabalhando a questão das NTCI.
As Teses e Dissertações são uma fonte importante no fluxo da comunicação
científica . E com base nesta prerrogativa , veremos se os temas das NTCI são
contemplados pela pesquisa no nível da Pós-Graduação em Direito. O estudo aqui
apresentado tem como objetivo verificar, através de análise nas Teses e
Dissertações em Direito, se estes temas estão presentes na produção científica da
área .
A influência das NTCI é significativa a ponto de alterar as práticas de gestão
da informação nos tribunais e o processo de comunicação científica no
Direito. A produção científica da área jurídica, focalizando tais práticas e
processos, ambos mod ificados pela adoção e incorporação das NTCI ,
revela novos temas que já se encontram incorporados nesta produção e
aponta o papel das mencionadas tecnologias tanto em relação aos efeitos
esperados em termos de uma justiça mais rápida e eficaz, quanto no
tocante aos riscos e impasses decorrentes de suas aplicações e
intervenções. (CORDEIRO ; GOMES, 2009, p. 12).

2 Revisão de Literatura
O Pensador Boaventura de Souza Santos (2005) , em seu artigo "Os tribunais
e as Novas Tecnologias de Comunicação e Informação" diz que existem dois
"vetores" ligando as NTCI ao Direito: "o direito como variável independente e o
direito como variável dependente". O primeiro, diz respeito ao Estado regular as
NTCI para fazer justiça às: "... novas atividades socialmente danosas que por via
delas se tornaram possíveis ... " como o cibercrime . O segundo "vetor" mostra o
impacto que as NTCI proporcionaram aos tribunais.
Desta última variável identificamos duas vertentes: a operacionalidade
organizacional interna dos tribunais e o impacto que podem proporcionar as NTCI na
relação da sociedade informatizada com os tribunais. O autor enumera várias áreas
e exemplos de aplicação das NTCI no tocante à administração do sistema judicial.
As NTCI trazem, segundo Santos (2005), uma uniformização, transparência
de procedimentos processuais, criação de uma rede judicial de comunicação,
abrangendo os órgãos da administração pública e outras entidades e integração das

232

�Produção e comunicação científica e tecnológica: medição, mapeamento, diagnóstico
e avaliação da informação)
Trabalho completo

tarefas das secretarias judiciais para Gestão da Informação 1 e da Comunicação nos
sistemas judiciais. Antonini destaca a comunicação entre os tribunais brasileiros
ressaltando que há muito a ser feito.
Muitos Tribunais já possuem suas Varas ou Comarcas interligadas entre si ,
mas essa realidade não vale para todos, principalmente para os Tribunais
das regiões Norte e Nordeste, onde as distâncias são grandes e a
tecnologia nem sempre está presente. (ANTONINI , 2004, p. [6]) .

Segundo Santos (2005), na gestão de Processos as NTCI são fundamentais
para a organização e tratamento de grande quantidade de informação e
documentos, visando um trabalho mais ágil e eficiente.
A informação introduzida no sistema pode ser organizada , agregada e
analisada de forma a que se identifiquem todos os movimentos dos
processos entrados, pendentes e arquivados. A informação sobre um
determinado processo pode estar disponível, em simultâneo, para vários
utilizadores. (SANTOS, 2005, p. 91) .

Essa problemática é a vertente mais importante para área de Biblioteconomia
e Ciência da Informação, se tratando da organização e tratamento de grande volume
de informação. A Juíza de Direito, Veda Monteiro Athias, da 1a vara Cível da
Comarca de Uberlândia, em seu artigo "A informática e seus impactos no judiciário",
mostra que o "processo eletrônico", com a possibilidade da intimação e da citação
serem realizadas por correio eletrônico, causa maior celeridade processual. Esses
novos processos têm como característica maior publicidade, velocidade, maior
informação, automação das rotinas judiciais entre outras.
Ressalte-se que essa nova tecnologia vem gradativamente ganhando
espaço, como observado no âmbito dos Juizados Federais. Atualmente, as
nossas Cortes Superiores já recebem, por meio eletrônico, petições
referentes a processo de suas competências originárias. (ATHIAS, 2008 , p.
250).

Outro problema dos tribunais que as NTCI juntamente com os e-processos
prometem sanar é a morosidade, com a possibilidade de no momento em que
terminar os atos processuais, a comunicação ser feita imediatamente, em tempo real
através da internet, com os envolvidos recebendo a decisão por correio eletrônico.
Há ainda que se ressaltar o sistema push implantado hoje em dia em vários
tribunais, permitindo, aos cadastrados no sistema advogados ou sociedade, receber
informações via correio eletrônico quando um novo dado é inserido nos processos.
Observamos também o "malote digital" que permite os atos digitados em um tribunal
a quo sejam enviados para um tribunal a quem digitalmente com a finalidade de
diminuir o desperdício de tempo. Notamos que os Diários Judiciários Eletrônicos têm
conseguido muito espaço nos tribunais e nas comarcas tendo em vista o seu caráter
mais célere.
Após analisarmos, vários serviços surgidos ou modificados pelas NTCI, a
1 Esta pesquisa trabalha com a definição de Gestão da Informação de Cunha e Cavalcante
(2008, p. 178) "Conjunto de atividades relacionadas com o ciclo da informação em uma organização o
qual inclui a coleta , processamento, armazenamento, fluxo , recuperação da informação e o seu uso
efetivo, geralmente com o apoio de sistemas autorizados".

233

�Produção e comunicação científica e tecnológica: medição, mapeamento, diagnóstico
e avaliação da informação)
Trabalho completo

última característica versada pelo Pensador Santos (2005), no que diz respeito à
administração do sistema judicial, é a comunicação dos tribunais com o público ,
mostrando que esta comunicação pode ter sua interface melhorada através das
novas tecnologias. As NTCI podem tornar os tribunais mais próximos do público ,
com implementação de quiosques informativos, linhas telefônicas, sítios na internet,
serviços on-line para ajudar os cidadãos, por exemplo, consultar marcações de
julgamentos e seus horários.
A aplicação dessas novas tecnologias na área jurídica e em suas instituições
acarretou uma mudança também na forma da justiça, chamadas de Tecnologização
ou Científização da justiça, o que Machado, Silva e Santos (2008, p. 22) denominam
de "Justiça Tecnológica". A palavra "Justiça" em linhas gerais significa um conjunto
de instituições designadas à administração .
... conjunto de instituições envolvidas na administração dos códigos legais,
ou seja, tanto o ramo do executivo responsável pela área da Justiça, como
toda a estrutura orgânica sob tutela da Justiça enquanto órgão de
soberania. (MACHADO ; SILVA; SANTOS, 2008, p. 22).

o termo "Tecnológica" segundo Machado, Silva e Santos (2008) é a aplicação
de ferramentas na realização de um objetivo ou meta. No entanto este estudo visa
englobar este termo também à aplicação destas tecnologias no processo de
comunicação científica e em seus fluxos de comunicação e informação que segundo
Cordeiro e Gomes (2009) abrange desde a produção dos registros do conhecimento
até a sua difusão.
3 Materiais e Métodos
Para colher os temas das Teses e Dissertações dos cursos de pós-graduação
em Direito que focalizam as NTCI , foram necessárias pesquisas no sítio da CAPES ,
onde estão elencadas as informações dos cursos de Pós-Graduação nacionais por
ela recomendados. Em pesquisa no sítio da CAPES, no link Cursos Recomendados/
Ciências Sociais Aplicadas/ Direito, inicialmente foram listados todos os cursos de
pós-graduação em Direito reconhecidos pela CAPES. Foram extraídos os cursos em
Direito que são por ela reconhecidos e com eles os seus respectivos endereços
eletrônico. Informações como o conceito referente à avaliação da CAPES, o Grau do
curso oferecido, o correio eletrônico de cada instituição e os Programas
pertencentes também foram recuperados.
Para a identificação das NTCI presentes nas Teses e Dissertações, foram
analisadas também , no sítio de cada instituição, todas as Teses e Dissertações
defendidas entre 2004 a 2008. As Teses e Dissertações encontradas, foram
classificadas segundo o conceito, já visto anteriormente, do Pensador Boaventura de
Souza Santos (2005) que define "o direito como variável independente e o direito
como variável dependente".
As Teses e Dissertações foram então elencadas segundo o vetor "direito
como variável independente" - Vetor 1, e o vetor "direito como variável dependente" vetor 2. No vetor 1, o Estado regula as NTCI para fazer justiça às "... novas
atividades socialmente danosas que por via delas se tornaram possíveis ... " por
exemplo, Cibercrime, Propriedade Intelectual, etc.
O Vetor 2 mostra o impacto que as NTCI proporcionaram aos tribunais,
"sobretudo entre os meios de comunicação na relação entre os tribunais e a

234

�Produção e comunicação científica e tecnológica: medição, mapeamento, diagnóstico
e avaliação da informação)
Trabalho completo

sociedade entretanto informatizada e midiatizada" (SANTOS, 2005 , p. 90), como o
Processo Eletrônico, Videoconferência , trazendo celeridade e eficácia os processos
judiciais.
Ainda no sítio da CAPES , foram analisados os Cadernos de Indicadores entre
2004 à 2008. Onde as informaçôes que não eram identificadas e encontradas nos
sítios de cada Instituição, eram completadas com base nos Cadernos
disponibilizados pelas CAPES e cedida pelos programas.

4 Resultados Parciais/Finais
Nesta etapa iremos analisar especificamente as Teses e Dissertações onde o
tema NTCI foi identificado. Para tanto, como dito anteriormente, iremos classificá-Ias
segundo o conceito ministrado por Boaventura de Souza Santos em seu artigo
intitulado, "Os tribunais e as novas tecnologias de comunicação e informação" de
2005, onde o autor deixa claro que o Direito ligado as NTCI possui duas vertentes. A
primeira que ele chama de vetor 1 tem o Direito como variável independente e o
vetor 2 como variável dependente.
O vetor 1 diz a vontade do Estado em regular as NTCI para o fazer da justiça
e o vetor 2 mostra o impacto das NTCI nas dependências dos Tribunais. Os
assuntos abarcados nas Teses e Dissertação relacionados ao vetor 1 somam 5 e os
assuntos relacionados ao vetor 2 que foram identificados somam 4, que podem ser
visualizados abaixo:

l

Vetor 1
Di reito como Va riável
'i ndependente

Vetor 2.
Di reito como va riável
dependente

----t

Propriedade Intelectua l

----t

Processo Judicial
Eletrônico

----t

Direito à Pr ivac idad e

--t

Doc ument o EJetr ônico

----t

Contratos Eletrônic os

--t

Interrogató rios por
Videoconferê ncia

--t

Bioet ica- Biodireito

~

Tecno logia Eletrônica
na Prestaçao
Jur isdicio nal

~

Int ernet-Sociedade da
Informaçào

Fonte: SANTOS, Boaventura de Souza. Os tribunais e as novas tecnologias de
comunicação e de informação. Sociologias, Porto Alegre, ano 7, n. 13, p.82-109, jan.ljun.
2005.

235

�Produção e comunicação científica e tecnológica: medição, mapeamento, diagnóstico
e avaliação da informação)
Trabalho completo

Dos 64 Programas pesquisados, foram identificadas 98 Áreas de
Concentração contabilizando 245 Linhas de Pesquisa . Na pesquisa das Disciplinas
dos 64 Programas de Pós-Graduação em Direito referentes às NTCI , foram
encontradas 27 disciplinas, 11 delas somente em 1 único Programa , pertencente a
Faculdade Metropolitanas Unidas.
Este Programa da FMU também foi o único dentre os 64 pesquisados que seu
programa está ligado as NTCI. O titulo do Programa é "Direito da Sociedade da
informação" sendo o único mestrado stricto sensu desta instituição. O Programa
Direito da Sociedade da Informação possui uma área de Concentração e duas
Linhas de Pesquisa .
Foi elaborada uma tabela apontando os títulos das Teses e Dissertações que
exploravam o tema das NTCI dentre os anos de 2004 a 2008.
Dos dados extraídos das Teses e Dissertações podemos destacar que, de 64
instituições elencadas pelo sítio da CAPES apenas em 33 foram encontrados os
temas das NTCI descritos pelo Boaventura (2005) .
Outro dado interessante é que de 8. 072 Teses e Dissertações defendidas
entre 2004 a 2008 segundo os Cadernos de Indicadores, somente 148 fazem parte
da classificação das NTCI, ou seja, cerca de apenas 0,6% . E com as 148 Teses e
Dissertações selecionadas, extraímos 68 orientadores. O que significa proporção de
2, 25% de Teses e Dissertações para cada Orientador, mostrando ainda o
desinteresse pelo tema e a escassez de pesquisas sobre o assunto.
Das 148 Teses e Dissertações extraídas dos programas de Pós-Graduação
em Direito, 132 foram classificadas no Direito como variável independente, ou seja ,
o vetor 1 e apenas 16 Teses e Dissertações classificadas como vetor 2, onde o
impacto das NTCI nos tribunais é o tema central.
A tabela abaixo mostra somente os Cursos de Pós-Graduação em Direito
recomendados pela CAPES que apresentaram Teses e Dissertações ligadas às
NTCI e como estas foram elencadas conforme as vertentes que liga o Direito às
NTCI segundo Boaventura (2005) .
Tabela 1 - Teses e Dissertações ligadas às NTCI

I

U

E F M D F
S
U S
4
N C
I

4

V
A
L
I
U P
4
F B
P

B
C P

3

-

Teses/Dissertações

Titulo : A internet como fator de integração e de democratização
do poder nos espaços transnacionais .
Titulo : Análise da propriedade intelectual como direito (não)
fundamental na Constituição brasileira.
Titulo : Processo judicial eletrônico e o devido processo legal.

Titulo : Relações comerciais na internet: a violação da
privacidade e dos direitos do consumidor.
Titulo : A publicidade na Internet como elemento impositivo da
comunicação de massa: violação aos direitos do consumidor.
Título: Direito à intimidade e infidelidade virtual.

236

V

V

1

2

1

-

1

2
1
1
1

�Produção e comunicação científica e tecnológica: medição, mapeamento, diagnóstico
e avaliação da informação)
Trabalho completo

E R
U
M
A
R
U A
3
F L
A
L
U O
5
N F
B
U O
4
C F
B

U O
4
n F
i
C
E
U
B
U M
5
F G
M
G

F M
3
O G
M
C
U P
5
F A
P
A
P P
4
U R
C

Título: A internet e a violação da intimidade e privacidade.

-

-

5

-

-

-

-

5

-

-

-

-

5

-

4

-

1

Título: Direito à intimidade e vida privada do empregado no
mundo informatizado

1

Título: Aplicabilidade do princípio constitucional da proteção do
consumidor aos contratos eletrônicos.

1

Titulo: O direito à privacidade na sociedade da informação:
efetividade desse direito fundamental diante dos avanços da tecnologia
da informação.
Título: O comércio de bens intangíveis no mercado virtual e a
problemática de sua tributação.
Titulo: O contrato internacional eletrônico em face da
incapacidade civil do menor consumidor domiciliado no Brasil que
contrata com empresa domiciliada nos estados unidos da América .
Titulo: A comunicação social eletrônica no Brasil: marco
regulatório e convergência tecnológica .
Titulo: Uma Análise sobre a Perspectiva Jurídico-econômica da
Relação entre Sociedade e Informação.
Titulo: Regulamentação dos Contratos Eletrônicos: um novo
campo de exercício de poder na integração global.
Titulo: Propriedade Intelectual e Acesso a Recursos Genéticos e
Repartição de Benefícios: uma conciliação possível.
Titulo: O Direito de Ser Humano: Diretrizes BioéticoConstitucionais à ClonaQem Humana.
Titulo: Ciberética: Direitos Fundamentais e Sociedade da
Informação.
Titulo: Interpretação Jurisprudêncial do Documento Eletrônico.
Titulo: Do negócio de intermediação: a intervenção do agente
nos contratos empresariais de compra e venda pela internet.
Titulo: A democracia na era da biotecnologia: uma nova leitura
das estruturas e sistemas do direito segundo o modelo discursivo de
participação.
Titulo: A responsabilidade das instituições financeiras pelas
fraudes virtuais .

Titulo: A internet como meio de divulgação dos direitos humanos

Titulo: O material genético humano: uma perspectiva do
biodireito entre os direitos humanos e a exploração econômica.
Titulo: Aspectos relevantes dos contratos de consumo
eletrônicos.

237

1

1
1

1
1
1
1
1
1

2
1
1

1

1

1
1

�Produção e comunicação científica e tecnológica: medição, mapeamento, diagnóstico
e avaliação da informação)
Trabalho completo

Titulo : O direito à privacidade dos dados genéticos.

1

Titulo: Lei, mídia e meio ambiente: um estudo a partir das
pesquisas envolvendo células-tronco embrionárias e a influência dos
meios de comunicação na aprovação da Lei .
Titulo : O prazo de reflexão nas relações de consumo via
Internet.
Titulo: A proteção da biotecnologia em contencioso de patente.
Titulo : Utilização das células-tronco embrionárias para fins
terapêuticos : uma análise crítica à luz dos limites impostos pela Lei n.
11 .105/2005.
Titulo : Arbitragem e propriedade intelectual.

U
N
I
C
U
R
I
T
I
B
A
U
N
I
B
R
A
S
I
L
U

1

1
1
1

1

Titulo : A assinatura eletrônica como requisito de validade dos
negócios jurídicos e a inclusão digital na sociedade brasileira.

1

P
3
R

-

-

Titulo : Princípio da confiança nos contratos eletrônicos de
consumo.

1

P
3
R

-

-

Titulo : Democracia, desenvolvimento e inclusão tecnológica : o
caso do creative commons .

1

R
E J 5

5

-

Título: Segredo de justiça : a publicidade dos atos processuais e
a proteção do direito à intimidade.
Título: Responsabilidade civil por acidentes de consumo na
internet.
Título: Direitos autorais na internet e utilização de obras
alheias.
Título: A universalidade do processo.

R

J

Título: O abuso do direito autoral.
U R
4
G J
F
U R
5
N J

4

-

-

Título: A Inversão de Privacidade Através da Internet.

Título: Bioética,
controvertidas.

biodireito

238

e

1
1
2
1
1

Título: Direito a privacidade frente à internet.
5

2

direitos

humanos:

1
questões

1

�Produção e comunicação científica e tecnológica: medição, mapeamento, diagnóstico
e avaliação da informação)
Trabalho completo

E
S
A

P R
5
U S
C
U R
5
N S
I
S
I
N
O
S

U R
3
C S
S

U R
4
N S
I
S
C

Título: Novos direitos: O estatuto consumerista e as relações
jurídicas estabelecidas no ambiente virtual.
Título: Reprodução humana assistida: aspectos bioéticos e
jurídicos.
Título: Clonagem terapêutica e células-tronco embrionárias: um
enfoque hermenêutico-constitucional do acesso à saúde por meio de
terapias celulares .
Título: Regulação da internet no cenário brasileiro.

5

-

5

-

-

-

-

-

Título: Proteção da propriedade intelectual: interpretação
constitucional.
Título: O processo eletrônico como apoio à efetividade da
prestação jurisdicional penal - possibilidade de inovação nos marcos
de um processo garantista.
Título: Sociedade de risco e biodireito: marcos teóricos
delimitadores da biorresponsabilidade.
Título: Aspectos jurídico-penais da produção, comercialização e
destruição de embriões excedentes da fertilização in vitro .

Título: Obras privadas, benefícios coletivos : a dimensão pública
do direito autoral na sociedade da informação.
Título: Perspectivas do princípio constitucional da dignidade da
pessoa humana frente às técnicas terapêuticas com células-tronco .
Título: A regulação transnacional de patentes e o acesso à
saúde na sociedade global: compatibilidade entre o direito à
propriedade intelectual e o direito à saúde.
Título: A necessidade de proteção dos dados pessoais nos
arquivos de consumo: em busca da concretização do direito à
privacidade.
Título: Acesso e propriedade intelectual sobre a biodiversidade
e os conhecimentos tradicionais associados.
Título: A legitimidade da pesquisa e terapia com células-tronco
embrionárias frente às teorias acerca do início da individualidade
humana: um olhar sobre o alcance da dignidade e da autonomia.
Título: O acesso às tecnologias reprodutivas: garantias e limites
jurídicos.
Título: Risco, direito e decisão: reflexões acerca do uso de
células-tronco em pesquisas no Brasil: uma abordagem a partir de
Beck, Giddens e Luhmann.
Título: O monitoramento do correio eletrônico nas relações de
trabalho à luz do direito de propriedade versus o direito à intimidade.
Título: Teletrabalho: a tecnologia gerando uma nova forma de
trabalho.
Título: A genética da vida humana embrionária e a proteção do
patrimônio genético individual.
Título: Patentes de material genético humano. A apropriação
sobre a vida humana.
Título: A dignidade da pessoa humana e a inviolabilidade do
direito à vida no biodireito.
Título: As interceptações telefônicas: uma abordagem
constitucional frente aos princípios da intimidade e privacidade.

239

1
1
1

1
1

2

1
1

1
1
1

1

1
1

1
1

1
1
1
1
1

2

�Produção e comunicação científica e tecnológica: medição, mapeamento, diagnóstico
e avaliação da informação)
Trabalho completo

U R
6
F S
S
C

U S
6
S P
P

6

6

-

-

Título: O impacto da biotecnologia no direito contemporâneo:
possibilidades fiscais e extrafiscais de fomento ao tratamento da
matéria.
Título: O papel do estado frente à evolução das pesquisas em
material ÇJenético humano: fomentar ou coibir?
Título: Reprodução assistida: da realização do projeto parental
ao risco da mercantilização do ser humano.
Título: Tecnologia, direito e sociedade: as perspectivas das
políticas públicas de inclusão digital na sociedade contemporânea.
Título: A ponderação entre a liberação de expressão e
comunicação e os direitos à privacidade à luz da suprema corte
brasileira.
Título: A democracia nas sociedades da informação e do
conhecimento: interação e deliberação política no ciberespaço .
Título: Proteção do consumidor no comércio eletrônico: uma
questão de inteliÇJência coletiva que ultrapassa o direito tradicional.
Título: Contratos internacionais de software: o direito moral do
autor como limitante da autonomia da vontade.
Título: Da cláusula de sigilo nos contratos internacionais de
transferência de tecnologia - KNOW-HOW.
Título: A proteção jurídica da biotecnologia no Brasil : análise e
crítica do marco jurídico regulatório.
Título: Biossegurança de plantas geneticamente modificadas
para alimentação no Brasil: uma abordagem biojurídica.
Título: A ordem jurídica internacional e a sociedade da
informação.
Título: As relações de emprego na era da internet: violação à
intimidade do empregado x poder diretivo do empregador.
Título: Propriedade intelectual, biotecnologia e biodiversidade.
Título: A cópia privada no direito autoral e o impacto do
desenvolvimento tecnológico .
Título: Direito civil constitucional bioético na clonagem humana.
Título: Propriedade intelectual enquanto informação e os
aspectos econômicos dos bens intelectuais Doutorado.
Título: Direito e tecnologia: contribuição ao estudo do regime
jurídico da ciência , tecnologia e inovação.
Título: Direitos humanos e bioética: avanços tecnológicos e o
início da vida humana.
Título: Regulação pela definição de padrões tecnológicos na
governança da internet.
Título: O contrato internacional eletrônico.
Título: A ordem jurídica internacional e a sociedade da
informação.
Título: O tratamento jurídico-penal do acesso não autorizado a
sistema informático.
Título: Direito à comunicação no Brasil.

U S

3

-

-

Título: Direito da empresa e o comércio eletrônico.

240

1

1
1
1
1

1
1
1
1
1
1
1
1
1
1
1
1

2
1
1
1
1
1
1
1

�Produção e comunicação científica e tecnológica: medição, mapeamento, diagnóstico
e avaliação da informação)
Trabalho completo

N P
E
S
P

Título: Contratos eletrônicos e a formação do vínculo .
Título: Direito, Ética e Biossegurança: a obrigação do Estado na
proteção do genoma humano.
Título: A relação virtual de consumo.
Título: Proteção jurídica da inovação tecnológica no comércio
internacional e no direito comparado.
Título: Células-tronco e responsabilidade civil.

P S
5
U P
C

5

-

Título: Solução de conflitos no comércio internacional de
tecnologia.
Título: O princípio da precaução como fundamento bioético e
biojurídico na delimitação da responsabilidade em biosseÇJurança.
Título: Aspectos jurídicos da celebração de contratos pela
internet.
Título: O interrogatório por meio de videoconferência .
Título: Relações consumeristas na prestação de serviços de
acesso a internet.
Título: A tributação das operações internacionais de
transferência de tecnologia no direito brasileiro.
Título: O direito à saúde: política pública de desenvolvimento da
biotecnologia.
Título: Mudança nas relações de poder: reprodução
medicamente assistida: impacto das novas tecnologias na sociedade.
Título: Formação dos contratos eletrônicos de consumo.
Título: Responsabilidade civil na internet.
Título: Responsabilidade civil pelo dano moral na internet.
Título: Responsabilidade civil na Internet: uma defesa de sua
sistematização.
Título: O impacto da governança da internet sob o prisma da
soberania.
Título: A informação no comércio eletrônico de consumo .
Título: A responsabilidade civil no comercio eletrônico.
Título: Admissibilidade e eficácia do documento eletrônico como
prova no direito brasileiro.
Título: A expectativa de consumo no comércio eletrônico.
Título: O contrato eletrônico lesionário na sociedade da
informação: uma concepção juscibernética para o direito civil brasileiro.
Título: Formação e validade dos contratos eletrônicos.
Título: Educomunicação: novo paradigma de educação na
sociedade em rede e a constituição .
Título: As técnicas biomédicas - A vida embrionária e o
patrimônio genético humano - À luz da regra da proporcionalidade

241

1
1
1
1
1
1
1
1
2

1
1
1
1
1
1
1
1
2

1
1
2

1
1
1
1
1

�Produção e comunicação científica e tecnológica: medição, mapeamento, diagnóstico
e avaliação da informação)
Trabalho completo

penal.
Título: O biodireito na era tecno-narcisista : direito e ética.
U S
3
N P
I

M

Título: Aplicação da tecnologia eletrônica na prestação
jurisdicional: a celeridade e a segurança jurídica na busca da
efetividade processual.
Título: Patentes e sua função social.

E
P

Título: A validade da assinatura digital nos contratos eletrônicos.

U
N
I
S
A
N
T
O
S
U
N
I

-

-

S
4
P

-

-

S
3
P

-

-

-

-

Título: O comércio eletrônico.

Título: Contratos telemáticos: reg ulamentação
econômicos com base no direito do consumidor.

1
2

1
1
1

e

reflexos

1

M
A
R
U S
3
N P
I
F
I
E
O

F S
4
E P
E
S
U C
3
N E

-

-

4

-

1. Título: Direitos fundamentais na era digital: garantias
asseguradas e emprego das novas tecnologias.
Título: A importância da tutela dos direitos da personalidade em
decorrência da atividade tecnológica.
Título: Limitações ao poder de tributar livro eletrônico [software],
face aos direitos fundamentais de livre manifestação do pensamento e
livre expressão da atividade intelectual.
Título: O conflito entre o direito a privacidade e a segurança
pública no monitoramento eletrônico de imagens de ambientes.
Título: Estratégias e impactos de implementação de plataformas
tecnológicas para processamento de serviços bancários de varejo.
Título: Transplantes de órgãos e tecidos humanos, e seus
limites ético-jurídicos em defesa da dignidade da pessoa humana.
Título: Aspectos científicos da clonagem humana e seus limites
jurídicos em defesa da dignidade da pessoa humana no direito criminal
ambiental brasileiro.
Título: Bioética e biodireito: a manipulação genética em seres
humanos e os direito da personalidade.
Título: Visão autoralista e concorrencial sobre a apropriação de
idéias.
Título: A clonagem para fins terapêuticos e o direito a vida.

Título: A reprodução assistida e os embriões excedentes: tutela
jurídica.

242

1
1
1

1
2
1
1

1
1
1

1

�Produção e comunicação científica e tecnológica: medição, mapeamento, diagnóstico
e avaliação da informação)
Trabalho completo

I
F
O
R

MP

Título: Aspectos Constitucionais e Penais do Crime Eletrônico.

3

-

-

U

Título: Organismos Geneticamente Modificados e Alimentos
Transgênicos Sob a Égide da Nova Lei de Biossegurança (Lei N°
11 .105/05).
Título: As Técnicas de Reprodução Assistida e a Necessidade
de Parâmetros Jurídicos à Luz da Constituição Federal de 1988.
Título: A erosão do direito à privacidade na sociedade da
informação.
Título: A tutela da honra nas comunidades virtuais.
Título: Creative Commons.
Título: As novas tecnologias de reprodução assistida e contrato
de cessão de útero.
Título: Reflexões sobre as organizações e empresas virtuais em
face do paradigma da nova empresarialidade.
Título: O interrogatório por videoconferência no processo penal
brasileiro.
Título: Jurisdição e competência nos crimes informáticos.

U P
3
N R
I
P
A
R

-

U S
3
N P
A
E
R
P

-

-

-

Título: As técnicas de reprodução humana assistida e a
necessidade de sua regulamentação jurídica.
Título: A videoconferência como instrumento de inovação na
aplicação da justiça Processual Penal: interrogatório on-line.
Título: A Genética na Prova Penal.
Título: Documento eletrônico: a (in) eficácia da prova da
infidelidade virtual nas ações de separação judicial e reparação de
danos.
Título: Biodiversidade, biotecnologia e propriedade intelectual :
microorganismos encontrados na natureza e sua tutela legal.
Título: Relações jurídicas originadas da reprodução assistida e
o direito à identidade genética.

1
1

1
1
1
1
1
1

2
2
1

2
1

2

1
1

Cursos recomendados e reconhecidos. Disponível em :
Fonte: CAPES.
hUp:/Icapes.gov.br/avaliacao/cursos-recomendados-e-reconhecidos. Acesso em: set. 2012.

Com esses resultados podemos concluir que dentre os assuntos apontados
na tabela da produção científica relacionados com o Vetor 1, o Direito como variável
independente e o Vetor 2, o Direito como variável dependente, o que podemos
visualizar, é que os assuntos mais abordados referente as NTCI estão no Vetor 1.
Dentro dos assuntos pertinente ao Vetor 1, o que mais ganhou destaque da
Produção Científica em Direito foi a Bioética e o Biodireito, com temas referentes à
Genética como a reprodução humana assistida . Das 148 Teses e Dissertações, 48
foram sobre Bioética e Biodireito, cerca de 32 , 43%.
No Vetor 1, ganha destaque também o Contrato Eletrônico, com questões
como o comércio eletrônico , regulações de contratos virtuais e os direitos dos
consumidores frente a esta modalidade de compra . Foram 29 Teses e Dissertações

243

�Produção e comunicação científica e tecnológica: medição, mapeamento, diagnóstico
e avaliação da informação)
Trabalho completo

sobre este assunto, 19, 59% . Mostrando uma preocupação do Direito em regular as
novas formas de consumo. Os assuntos relacionados Direito à Privacidade, à
Propriedade intelectual e Internet e Sociedade da Informação também obtiveram
destaques, respectivamente 9, 48%, 12, 83% e 14, 86% .
Na Vertente do Direito como variável dependente, observamos que ainda
muito pouco foi produzido . Toda produção científica relacionada ao Vetor 2 não
gerou mais do que um total de 16 Teses e Dissertações aproximadamente 10, 81 %.
Distribuídas em 3 Teses e Dissertações de Processos Judiciais Eletrônicos, 3 de
Documentos Eletrônicos, 3 de Interrogatório por Videoconferência e 7 de assuntos
relacionados as Tecnologias Eletrônicas na prestação jurisdicional.

5 Considerações Parciais/Finais
Esta pesquisa tomou como base os enunciados do autor Boaventura de
Souza Santos, em seu artigo "Os tribunais e as Novas Tecnologias de Comunicação
e Informação" (2005) no qual a relação entre o Direito e as NTCI é problematizada .
Neste artigo, ele apresenta dois vetores que permitem analisar o impacto das NTCI
no Direito: "o direito como variável independente e o direito como variável
dependente". O vetor 1, como vimos, diz respeito à capacidade do Estado e do
Direito de regular as conseqüências das NTCI na sociedade: cibercrime etc. O vetor
2, mostra o impacto que as NTCI nos tribunais, sobretudo na gestão da informação e
na comunicação interna destas instâncias e com o público .
Elegemos as Teses e Dissertações por entendermos que é uma importante
fonte de informação e este foi o motivo para estudarmos a produção científica da
Pós-Graduação.
Examinamos a produção científica dos Programas de Pós-graduação em
Direito, as Teses e Dissertações entre 2004 a 2008. Dentre os 64 programas
pesquisados, somente em 33 foram apontadas Teses e Dissertações sobre o tema.
E das 8. 072 Teses e Dissertações obtidas pelos Cadernos de Avaliação da Capes
entre 2004 a 2008, apenas 148 são classificadas como referentes às NTCI. Ou seja,
verificamos que ainda é muito pouco estudado o tema das NTCI e o Direito, a
despeito da reconhecida importância que estas tecnologias têm para a sociedade e
para a justiça.
Foi proposto mostrar quais são os temas mais abordados e produzidos nos
Mestrados e Doutorados em Direito relativos às NTCI e, aos aplicarmos os vetores
de Boaventura de Souza Santos (2005) pudemos perceber que há um predomínio
muito grande de estudos que podemos elencar conforme o 10 vetor: as iniciativas do
Direito em regular as NTCI em sua relação com sociedade. Ao aplicarmos o 2° vetor:
os impactos das NTCI na administração da justiça, para verificarmos a questão do
impacto das NTCI na gestão da justiça, notamos pouquíssimos estudos sobre esta
questão e nenhum estudo sobre o papel das mídias em relação ao direito e a
sociedade (2 a vertente deste 2a vetor).
Portanto o que esta pesquisa também apurou é que, embora esteja muito
presente no discurso do Direito e das matérias da imprensa a importância das NTCI
na gestão da justiça para incrementar a celeridade da mesma, ponto muito frágil na
apreciação do seu desempenho, tal questão é muito pouco estudada na pósgraduação do Direito.
Podemos concluir, através deste estudo, que ainda há muito a produzir na

244

�Produção e comunicação científica e tecnológica: medição, mapeamento, diagnóstico
e avaliação da informação)
Trabalho completo

área da administração da justiça aprimorada e agilizada por meio das NTCI , sem
deixar de considerar os riscos que a sua adoção importa, com vistas à melhoria da
gestão dos tribunais em termos de eficácia , celeridade e melhor justiça aos
cidadãos, trazendo qualidade à justiça.
6 Referências
ANTONINI , Eduardo Kenzi. A Revolução da Tecnologia da Informação
Transformando
o
Judiciário.
2004.
Disponível
em :
http://www.cejamericas.org/portal/index.php/es/biblioteca/bibliotecavirtual/doe details/986-a-revolucao-da-tecnologia-da-informacao-transformando-ojudiciario-documento-en-portugues-. Acesso em Jan 2012 .
ATHIAS, Veda Monteiro. A informática e seus impactos no judiciário. R. Jur.
UNIJUS, Uberaba, v. 11 , n. 15, p. 247-260 , Nov. 2008.
CAPES.
Cursos recomendados e reconhecidos.
Disponível em :
http://capes.gov.br/avaliacao/cursos-recomendados-e-reconhecidos. Acesso em : set.
2012.
no
site
institucional.
CAPES.
Informações
http://www.capes.gov.br/&gt;. Acesso em : set. 2012.

Disponível

em :

&lt;

CORDEIRO, Rosa Inês de Novaes; GOMES, Sandra Lúcia Rebel. Justiça
tecnológica : um estudo sobre a relação entre as novas tecnologias de comunicação
e de informação e o direito. In: ENCONTRO NACIONAL DE PESQUISA DA ANCIB ENANCIB, 10. , 2009, João Pessoa . Anais ... João Pessoa : ENANCIB, 2008.
CUNHA, Murilo Bastos da; CAVALCANTI , Cordélia Robalinho de Oliveira.
Dicionário de Biblioteconomia e Arquivologia . Brasília: Briquet de Lemos/Livros,
2008.
MACHADO, Helena; SILVA, Susana ; SANTOS, Filipe. Justiça tecnológica :
promessas e desafios. Porto: Ecopy, 2008.
NAVES, Nilton. Direito e tecnologias da informação. R. CEJ, Brasília, n. 19, p. 6-8,
out./dez. 2002.
SANTOS, Boaventura de Souza. Os tribunais e as novas tecnologias de
comunicação e de informação. Sociologias, Porto Alegre, ano 7, n. 13, p.82-109,
jan./jun. 2005.

245

�</text>
                  </elementText>
                </elementTextContainer>
              </element>
            </elementContainer>
          </elementSet>
        </elementSetContainer>
      </file>
    </fileContainer>
    <collection collectionId="49">
      <elementSetContainer>
        <elementSet elementSetId="1">
          <name>Dublin Core</name>
          <description>The Dublin Core metadata element set is common to all Omeka records, including items, files, and collections. For more information see, http://dublincore.org/documents/dces/.</description>
          <elementContainer>
            <element elementId="50">
              <name>Title</name>
              <description>A name given to the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51396">
                  <text>SNBU - Edição: 17 - Ano: 2012 (UFRGS - Gramado/RS)</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="49">
              <name>Subject</name>
              <description>The topic of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51397">
                  <text>Biblioteconomia&#13;
Documentação&#13;
Ciência da Informação&#13;
Bibliotecas Universitárias</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="41">
              <name>Description</name>
              <description>An account of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51398">
                  <text>Tema: A biblioteca universitária como laboratório na sociedade da informação.</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="39">
              <name>Creator</name>
              <description>An entity primarily responsible for making the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51399">
                  <text>SNBU - Seminário Nacional de Bibliotecas Universitárias</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="45">
              <name>Publisher</name>
              <description>An entity responsible for making the resource available</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51400">
                  <text>UFRGS</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="40">
              <name>Date</name>
              <description>A point or period of time associated with an event in the lifecycle of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51401">
                  <text>2012</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="44">
              <name>Language</name>
              <description>A language of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51402">
                  <text>Português</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="51">
              <name>Type</name>
              <description>The nature or genre of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51403">
                  <text>Evento</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="38">
              <name>Coverage</name>
              <description>The spatial or temporal topic of the resource, the spatial applicability of the resource, or the jurisdiction under which the resource is relevant</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51404">
                  <text>Gramado (Rio Grande do Sul)</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
          </elementContainer>
        </elementSet>
      </elementSetContainer>
    </collection>
    <itemType itemTypeId="8">
      <name>Event</name>
      <description>A non-persistent, time-based occurrence. Metadata for an event provides descriptive information that is the basis for discovery of the purpose, location, duration, and responsible agents associated with an event. Examples include an exhibition, webcast, conference, workshop, open day, performance, battle, trial, wedding, tea party, conflagration.</description>
    </itemType>
    <elementSetContainer>
      <elementSet elementSetId="1">
        <name>Dublin Core</name>
        <description>The Dublin Core metadata element set is common to all Omeka records, including items, files, and collections. For more information see, http://dublincore.org/documents/dces/.</description>
        <elementContainer>
          <element elementId="50">
            <name>Title</name>
            <description>A name given to the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="62880">
                <text>As Novas Tecnologias de Comunicação e Informação e a pós-graduação em direito no Brasil.</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="39">
            <name>Creator</name>
            <description>An entity primarily responsible for making the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="62881">
                <text>Brumatti, Josimara</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="38">
            <name>Coverage</name>
            <description>The spatial or temporal topic of the resource, the spatial applicability of the resource, or the jurisdiction under which the resource is relevant</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="62882">
                <text>Gramado (Rio Grande do Sul)</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="45">
            <name>Publisher</name>
            <description>An entity responsible for making the resource available</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="62883">
                <text>UFRGS</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="40">
            <name>Date</name>
            <description>A point or period of time associated with an event in the lifecycle of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="62884">
                <text>2012</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="51">
            <name>Type</name>
            <description>The nature or genre of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="62886">
                <text>Evento</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="41">
            <name>Description</name>
            <description>An account of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="62887">
                <text>Trata da análise da produção cientifica das pós-graduações em Direito no país e como estas vem sofrendo influência das Novas Tecnologias de Comunicação e Informação, mediante o exame dos temas presentes nas Teses e Dissertações da área que relacionam a questão das Novas Tecnologias de Comunicação e Informação e o Direito. Classifica os temas das Teses e Dissertações em Direito e os elenca a partir de dois vetores conceituados por Boaventura de Souza Santos em seu artigo “Os Tribunais e as Novas tecnologias de Comunicação e Informação” a fim de verificar a dimensão que a relação estudada tem nas reflexões dos estudos da área do Direito nos Programas de Pós-Graduação.</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="44">
            <name>Language</name>
            <description>A language of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="69389">
                <text>pt</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
        </elementContainer>
      </elementSet>
    </elementSetContainer>
  </item>
  <item itemId="5889" public="1" featured="0">
    <fileContainer>
      <file fileId="4953">
        <src>http://repositorio.febab.org.br/files/original/49/5889/SNBU2012_028.pdf</src>
        <authentication>ebbc7147ec0b22ad60f913670ad03bf9</authentication>
        <elementSetContainer>
          <elementSet elementSetId="4">
            <name>PDF Text</name>
            <description/>
            <elementContainer>
              <element elementId="92">
                <name>Text</name>
                <description/>
                <elementTextContainer>
                  <elementText elementTextId="62879">
                    <text>! ==~~
;:

8t.'bllotu.~

"JIIIi

Ullll.,.,rllt:trlilS

Produção e comunicação científica e tecnológica: medição, mapeamento, diagnóstico
e avaliação da informação)
Trabalho completo

ANÁLISE BIBLlOMÉTRICA AUTOMATIZADA: relato de
experiência no Serviço de Biblioteca da Escola de Engenharia de
São Carlos-USP
Murillo Ferreira de Camargo 1, Neuza Terezinha Mossin Celere2,
Rosana Alvarez Paschoalino 3
1Técnico de documentação, Serviço de Biblioteca, Escola de Engenharia de São Carlos
(EESC/USP)
2Bibliotecário, Serviço de Biblioteca, Escola de Engenharia de São Carlos (EESC/USP)
3Bibliotecário-chefe, Serviço de Biblioteca, Escola de Engenharia de São Carlos (EESC/USP)

Resumo

o "Memorial EESC" é a denominação do acervo de mais de 20.000 publicações da
produção científica gerada pelo corpo docente e pesquisadores da Escola de
Engenharia de São Carlos (EESC), uma das unidades de ensino e pesquisa da
Universidade de São Paulo (USP). O Serviço de Biblioteca da EESC, nos últimos
anos, tem reconhecido interesse pela aplicação de técnicas bibliométricas. Este
trabalho descreve a iniciativa de análise bibliométrica automatizada utilizando o
software Vantage Point e os primeiros resultados obtidos através de gráficos.
Considera que o uso do software no tratamento bibliométrico agregou eficácia e
eficiência na realização da análise. Além disso, possibilitou variadas opções de
cruzamento entre informações, colaborando assim para a criação de indicadores
mais detalhados, o que se caracteriza como um novo serviço de informação em nível
estratégico para a Unidade.

Palavras-Chave: Bibliometria; Bibliometria automatizada; Indicadores da produção
científica; Vantage Point.

Abstract
"E ESC Memorial" is the name of the collection of more than 20,000 scientific
publications generated by university researchers from the School of Engineering of
Sao Carlos (EESC), a unit of teaching and research at the University of São Paulo
(USP). EESC Library Service, in recent years has recognized interest in applying
bibliometric techniques. This paper describes the initiative of bibliometric analysis
using the automated software Vantage Point and the first results obtained from
charts. It considers that the use of the software in bibliometric treatment added
effectiveness and efficiency to this analysis. Besides this, it made choices of
intersection between information possible, contributing to the creation of more
detailed indicators, which is characterized as a new information service at a strategic
levei to the University.

Keywords: Bibliometrics;
production; Vantage Point.

Bibliometrics

221

automated;

Indicators

of

scientific

�! ==~~
;:

8t.'bllotu.~

"JIIIi

Ullll.,.,rllt:trlilS

Produção e comunicação científica e tecnológica: medição, mapeamento, diagnóstico
e avaliação da informação)
Trabalho completo

1 Introdução
A biblioteca da Escola de Engenharia de São Carlos (EESC/USP) foi criada
em 1953, como Seção de Bibliografia e Documentação. Atualmente é denominada
Serviço de Biblioteca e tem um respeitado acervo especializado nas áreas de
Engenharia e Arquitetura. O "Memorial da EESC" é a denominação dada ao acervo
de mais de 20.000 publicações da produção científica, técnica e artística, gerada na
Unidade pelos docentes, pesquisadores e técnicos especializados.
O Serviço de Biblioteca, nos últimos anos, tem reconhecido interesse pela
aplicação de técnicas bibliométricas, para o entendimento e análise da produção
científica de sua Unidade visando a criação de indicadores.
Durante o 160 Seminário Nacional de Bibliotecas Universitárias, foi
apresentado por Camargo, Zanetti e Celere (2010) um primeiro resultado estatístico
obtido através da aplicação da análise bibliométrica a uma amostra dos itens
consultados desse acervo. Entretanto, a realização desse trabalho, executado à
época sem a ajuda de softwares específicos, demandava exagerado tempo nas
contagens estatísticas. Além disso, a limitação de análises/cruzamento de dados e o
elevado índice de erro decorrente da atividade manual, representaram barreiras para
a ampliação do conjunto de dados analisados e a continuidade do trabalho.
Atrelado a isso, o crescente volume de documentos da produção científica
cadastrado continuamente no Banco de Dados Bibliográficos da USP - Dedalus,
corrobora a inviabilidade da realização de análises bibliométricas manuais pelas
equipes das bibliotecas, dificultando assim a criação de indicadores.
Partindo da necessidade de identificar uma metodologia automatizada para o
tratamento bibliométrico, a Biblioteca da EESC iniciou a busca por iniciativas e
softwares que permitissem trabalhar com grandes volumes de dados, que
possibilitassem variadas opções de análise e cruzamento e também, que tivessem
interface acessível e amigável.
A partir da definição desses requisitos, identificou-se uma equipe do Núcleo
de Informação Tecnológica (NIT), vinculado ao departamento de Engenharia de
Materiais, da Universidade Federal de São Carlos (UFSCar), que possui vasta e
reconhecida experiência no assunto. Em entrevista com o especialista da área, Prof.
Dr. Leandro Innocentini Lopes de Faria, foram expostas as necessidades da
Biblioteca.
Em sua explanação, o especialista confirmou que são raras as iniciativas de
uso de software bibliométrico nas bibliotecas universitárias e apresentou as
possibilidades disponíveis no mercado atualmente: BibExcel, HistCite, UCINET,
Vantage Point, relatando também um pouco da sua experiência no uso deles. Além
disso, pontuou informações técnicas sobre o funcionamento, interface, custo,
importação de dados, formatos de saída, etc., dos softwares em questão.
A partir dos requisitos apresentados pela equipe da Biblioteca, o especialista
da área indicou o software Vantage Point 1 como o recomendado para tal
Produto desenvolvido e comercializado pela empresa americana Search Technology
Incorporation. O Vantage Point está atualmente disponível na versão 7, e caracteriza-se
como uma poderosa ferramenta para mineração de dados, ou seja, para a análise de
grandes volumes de dados a fim de se identificar novas perspectivas sobre os dados
analisados, gerando assim, conhecimento. (SEARCH TECHNOLOGY, 2012).

222

�! ==~~
;:

8t.'bllotu.~

"JIIIi

Ullll.,.,rllt:trlilS

Produção e comunicação científica e tecnológica: medição, mapeamento, diagnóstico
e avaliação da informação)
Trabalho completo

necessidade.
a)
b)
c)
d)

Apesar de ser um software proprietário, a indicação foi justificada por:
custo acessível;
funcionalidades diferenciadas;
alta confiabilidade;
fácil importação de dados de diversas fontes de informação através do
uso e criação de filtros.
É importante destacar que o software Vantage Point vem com filtros prontos
para a realização de tratamento automatizado de dados de diferentes bases de
dados internacionais, como a Web of Science, Scopus, Compendex etc. Isso
representa variadas possibilidades de uso do software para análises bibliométricas
do conteúdo dessas grandes bases de dados.
A partir desses esclarecimentos e da opinião favorável do especialista no
desenvolvimento do trabalho, decidiu-se elaborar um projeto piloto e submetê-lo ao
responsável do Departamento Técnico, do Sistema Integrado de Bibliotecas da USP
(DT-SI Bi/USP), a fim de torná-lo uma ação sistêmica para as 44 bibliotecas da
Universidade.
Em julho de 2011, o projeto elaborado pelas bibliotecas da EESC e do
Instituto de Física de São Carlos (IFSC), foi analisado e aprovado pelo DT-SIBilUSP
quanto à sua viabilidade técnica e financeira. Em novembro, o grupo composto por
representantes de bibliotecas das áreas de humanas, exatas e biológicas da USP,
participou do treinamento sobre tratamento bibliométrico automatizado e criação de
indicadores, realizado pela equipe do NIT/UFSCar.
O objetivo deste trabalho consiste em apresentar os primeiros resultados do
Serviço de Biblioteca da EESC, no tocante ao tratamento bibliométrico automatizado
via software Vantage Point, e a criação de indicadores da produção científica da
Unidade.

2 Revisão de Literatura
A Bibliometria é uma técnica quantitativa e estatística disponível para
mensurar índices da comunicação escrita formal e tem sido uma importante
ferramenta para analisar acervos de documentos científicos, criar indicadores,
avaliar o crescimento e surgimento de novas áreas de pesquisa, entender a
produtividade de autores, etc. (CAMARGO; ZANETTI; CELERE, 2010).
A Bibliometria foi criada a partir das três leis universais descritas a seguir e, a
partir delas, vem ampliando seus modelos para entender o comportamento das
publicações. (MUGNAINI, 2003).
A lei de Bradford analisa a produtividade de periódicos e estabelece um
núcleo de títulos formado a partir da ordenação por produtividade sobre um
determinado assunto, além de grupos ou zonas, contendo o mesmo número de
artigos que o núcleo. O número de periódicos (n), no núcleo e zonas subsequentes,
variará na proporção 1:n:n 2 .
A lei de lotka analisa a produtividade científica de autores e se fundamenta
na premissa de que alguns pesquisadores publicam muito e muitos publicam pouco
(VOOS, 1974), enuncia que a relação entre o número de autores e o número de
artigos publicados por esses, em qualquer área científica, segue a Lei do Inverso do
Quadrado 1/n2 .
Por fim, a lei de Zipf permite estimar a frequência de ocorrência das palavras

223

�! ==~~
;:

8t.'bllotu.~

"JIIIi

Ullll.,.,rllt:trlilS

Produção e comunicação científica e tecnológica: medição, mapeamento, diagnóstico
e avaliação da informação)
Trabalho completo

de um texto científico. Define que a concentração é maior para um pequeno grupo
de termos e os demais, ocorrem menos vezes. Assim cria uma lista ordenada de
termos para uma disciplina ou assunto.
No tocante ao tratamento automatizado da informação, observa-se que esse
processo acentuou-se em decorrência da criação das bases de dados eletrônicas e
da disseminação de seu conteúdo. (FARIA, 2001).
Pereira, Ferreira Junior e Hayashi (2010, p. 7) afirmam que "a análise
bibliométrica automatizada é uma ferramenta que permite operacionalizar o estudo
da produção, disseminação e uso da informação registrada em fontes de
informação" e, para Faria (2001), o tratamento automatizado para a análise
bibliométrica envolve 4 etapas: recuperação de dados, tratamento bibliométrico,
tratamento estatístico e a representação gráfica.
Assim, a Bibliometria deve ser encarada como um instrumento relevante para
o processo de geração de informações gerenciais, especialmente, para a criação de
indicadores a partir dos dados bibliográficos existente nas bases de dados.
(PENTEADO FILHO et aI., 2002).
Os profissionais da informação precisam aprender a explorar mais as bases
de dados para desenvolver atividades de análise, além das técnicas bibliométricas
no gerenciamento de políticas e de tomadas de decisão. (WORMELL 2 , 1998 apud
PEREIRA, FERREIRA Junior, HAYASHI, 2010).

3 Materiais e Métodos
Para o tratamento bibliométrico automatizado deste trabalho, utilizou-se o
software Vantage Point, versão 5. Para o tratamento estatístico e elaboração gráfica
utilizou-se o Microsoft Office Excel 2003.
A amostra de dados foi gerada a partir do Banco de Dados Bibliográficos da
USP - Dedalus, mais especificamente na interface GUI do módulo de Catalogação
do software Aleph, versão 20. A busca foi realizada na Base 04 - Produção científica,
usando o nome do docente. O período considerado foi de 2000 a 2011.
O conjunto recuperado de 286 registros (em 10/04/2012) foi exportado em
formato MARC, e colado em arquivo texto, utilizando o aplicativo Bloco de notas. A
partir desse arquivo procedeu-se a importação dos registros para o software Vantage
Point, por meio de filtro específico para o formato MARC, desenvolvido pela equipe
do NIT/UFSCar.
O resultado obtido a partir do software Vantage Point foi copiado e colado em
planilhas Excel a fim de elaborar gráficos e quadros dos seguintes indicadores:
a) evolução das publicações do autor no período;
b) distribuição de publicações por idioma e país;
c) nacionalidade da publicação para os diferentes tipos de material;
d) tipologia da publicação por ano;
e) colaboração na pesquisa;
f) descritores adotados na indexação.

2 WORMELL, I. Informetria: explorando bases de dados como instrumentos de análise.
Ciência da Informação, Brasília, v. 27, n. 2, p. 210-216,1998.

224

�Produção e comunicação científica e tecnológica: medição, mapeamento, diagnóstico
e avaliação da informação)

! ==~~
;:

8t.'bllotu.~

"JIIIi

Ullll.,.,rllt:trlilS

Trabalho completo

4 Resultados Parciais/Finais
Apresentam-se nesta seção algumas possibilidades de indicadores para
proceder a análise da produção científica de um pesquisador, departamento, grupo
de pesquisa, etc.
Produtividade do autor
50

,---------------------~----------------_.

43

45 +---------------------~----------------~

1/1

40
35

~ 30 ~~----------------~--~--~~~--_4,_~
Oi
.Q

~

25
20

20

Z 15 +---~~----~--------------------------~
10 +---~~--------------------------------~

5

o L-~--~------~--------~--~----~--~~
2000

2001

2002 2003

2004

2005 2006

2007

2008 2009

2010

2011

Ano

Gráfico 1 - Número de Publicações no Período

o gráfico 1 apresenta o número de trabalhos publicados pelo autor no período
de 2000 a 2011. Os documentos incluem trabalhos completos/resumos publicados
em eventos científicos e, artigos de periódico. Pelo gráfico pode-se também observar
a evolução da produtividade do autor no período selecionado.

Idioma

o por
• eng

Gráfico 2 - Distribuição de Publicações por Idioma

O gráfico 2 mostra a predominância de documentos publicados no idioma
português. Entretanto, pelos resultados obtidos com o software, observa-se no
decorrer dos anos a predominância de publicações no idioma inglês em relação ao
português.

225

�Produção e comunicação científica e tecnológica: medição, mapeamento, diagnóstico
e avaliação da informação)

! ==~~
;:

8t.'bllotu.~

"JIIIi

Ullll.,.,rllt:trlilS

Trabalho completo

País de publicação
1,75-

2,10-

o Brasil
• Estados Unidos
O China

o Suiça

8,39

• Reino Unido
O Áustria

• Escócia
o [ália
• Espanha
• Outros
73,43

Gráfico 3 - Distribuição de Publicações por País

o

gráfico 3 apresenta a distribuição (em porcentagem) dos documentos
publicados e seus respectivos países. Na produção do pesquisador, observa-se que
73,43% das publicações são do Brasil, seguido de 8,39% dos Estados Unidos.
Outras possibilidades de análise são: identificação do tipo de material publicado em
cada um desses países, bem como o idioma e ano em que foram publicados.
Publicação Nacional

õi Artigo de jornal

~E Artigo periódico
.g

~

1

. 29

I
I 88

Resumo

I

o

c.
j:: Trabalho e\€nto

189

o

20

40

60

80

100

Gráfico 4 - Publicação Nacional por Tipo de Material

O gráfico 4 apresenta o número de trabalhos publicados pelo pesquisador no
cenário Nacional, fracionado nos diferentes tipos de material. Observa-se que 88
resumos e 89 trabalhos completos foram publicados em anais de congresso. A
publicação em periódicos foi de 29 artigos. Desse resultado, observa-se a
predominância de publicações do autor em eventos.

226

�Produção e comunicação científica e tecnológica: medição, mapeamento, diagnóstico
e avaliação da informação)

! ==~~
;:

8t.'bllotu.~

"JIIIi

Ullll.,.,rllt:trlilS

Trabalho completo

Publicação Internacional

o ~------~-----------------

Artigo periódico Trabalho evento

Resumo

Tipo de material

Gráfico 5 - Publicação Internacional por Tipo de Material

o gráfico 5 mostra o número de documentos publicados pelo docente,

agora
no cenário Internacional, fracionado nos diferentes tipos de material. Observa-se que
38 trabalhos foram publicados em periódicos, seguido por 34 trabalhos completos
publicados em anais de congressos.

Trabalho de Evento

14 -{
!/j

o
ca

J:

12
10

..c

f!

8
6

o

4

z

2
O

-

fi'

r-

I"'

i

.~~~Il-Il-

r--

-

r-r--

•

-

I

-

r--

r--

r--

-

r--

-

l-

I-

\d:

,-

I-

1-

D

2000 2001 2002 2003 2004 2005 2006 2007 2008 2009 2010 2011

Ano
D NACIONAL . INTERNACIONAL

Gráfico 6 - Publicação Anual de Trabalho de Evento Completo

No gráfico 6, observa-se no período de 2006 a 2011, grande predominância
de trabalhos publicados em anais de congresso nacionais e principalmente
internacionais, quando comparado ao período de 2000 a 2005.

227

�Produção e comunicação científica e tecnológica: medição, mapeamento, diagnóstico
e avaliação da informação)

! ==~~
;:

8t.'bllotu.~

"JIIIi

Ullll.,.,rllt:trlilS

Trabalho completo

Artigo de Periódico
8

7

.r-- - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - -

:g 6

..c:

õi

5

~ 4
Z 3
2
1
O ~--'-

2000 2001

2002 2003

2004 2005

2006

2007 2008

2009 2010

2011

Ano

o NACIONAL

. INTERNACIONAL

Gráfico 7 - Publicação Anual de Artigo de Periódico

No gráfico 7, de 2005 a 2010, observa-se um aumento relevante do número
de artigos publicados, quando comparado ao período de 2000 a 2004. Ressalta-se
nesse período o número de artigos publicados em periódicos internacionais, o que
poderá dar melhor visibilidade às pesquisas desenvolvidas. No ano de 2011 o
pesquisador em questão não teve publicações em periódicos.
Outro indicador interessante a ser elaborado é a identificação das instituições
externas que colaboraram nos resultados da pesquisa. O quadro 1 apresenta o
número de trabalhos publicados pelo docente em parceria com outras instituições.
Pelos resultados, observa-se a maior interação da Universidade Regional do Cariri e
do Centro Federal de Educação Tecnológica nas pesquisas desenvolvidas pelo
docente da EESC.
N° trabalhos

14
12
9
7

6
5
3
3
2
2
1
1

Instituição
Universidade Regional do Cariri - URCA
Centro Federal de Educação Tecnológica - CEFET
Sulzer Brasil S/A
OGRAMAC Indústria e Comércio Ltda
Universidade Estadual Paulista - UNESP
Universidade Federal de São Carlos - UFSCar
REPLAN Petrobrás
Centro Universitário Salesiano - Unisal
Portland State University. USA
Universidade Federal do Espírito Santo - UFES
Air Products Brasil
Tecumseh do Brasil Ltda

Quadro 1 - Colaboração na pesquisa

228

�! ==~~
;:

8t.'bllotu.~

"JIIIi

Ullll.,.,rllt:trlilS

Produção e comunicação científica e tecnológica: medição, mapeamento, diagnóstico
e avaliação da informação)
Trabalho completo

Outra possibilidade de análise refere-se ao descritor de assunto, usado para a
indexação do trabalho no Banco Dedalus. O quadro 2, a seguir, apresenta os 15
descritores com maior ocorrência nos trabalhos analisados. Esse resultado, atrelado
a um eficiente trabalho de indexação do documento, pode indicar os principais
assuntos da pesquisa desenvolvida pelo docente, departamento, grupo de pesquisa,
etc.
N° trabalhos

62
53
40
33
28
28
23
18
16
15
14
12
12
10

Assuntos
TRATAMENTO DE SUPERFíCIES
DESGASTE ABRASIVO
AÇO INOXIDÁVEL
CORROSÃO
DESGASTE
REVESTIMENTO DE SUPERFíCIES
AÇO INOXIDÁVEL AUSTENíTICO
DESGASTE DOS MATERIAIS
AÇO FERRAMENTA
TRATAMENTO TÉRMICO
CORROSÃO DOS MATERIAIS
AÇO INOXIDÁVEL DUPLEX
DESGASTE CORROSIVO
ELETROQuíMICA
DIFRAÇÃO POR RAIOS X

9
Quadro 2 - Descntores usados na Indexaçao

5 Considerações Finais
O uso do software Vantage Point para o tratamento bibliométrico
automatizado da produção científica, no Serviço de Biblioteca da EESC, promoveu
agilidade e rapidez na geração de informação para as análises desejadas. Com o
uso do software percebeu-se a infinidade de cruzamento entre as informações que
podem ser obtido no tratamento automatizado.
Neste primeiro momento, o software foi usado somente para o tratamento de
dados bibliográficos da Base de Produção Científica, do Banco Dedalus. Entretanto,
a partir de implementações a serem feitas no filtro MARC atual, almeja-se usá-lo
também para tratamento automatizado dos dados de Monografias, Publicações
Seriadas e Teses.
Outra expectativa com o uso do software é a busca por novas aplicações em
diferentes atividades e sistemas da biblioteca, que possam gerar informação e
conhecimento para ajudar as bibliotecas do SIBi/USP a otimizarem seus processos
de trabalho, a implementarem melhorias e até a criarem novos produtos e serviços à
comunidade.
Recentemente, a biblioteca da EESC apresentou o software e alguns
resultados da análise bibliométrica à Comissão de Biblioteca, na intenção de divulgar
aos docentes a nova ferramenta, identificar o interesse dos mesmos e coletar
sugestões. Nessa reunião, percebeu-se o interesse no uso do Vantage para algumas
atividades da Pós-Graduação, especialmente na geração de relatórios que possam
representar graficamente uma tendência a ser corrigida ou estimulada.

229

�! ==~~
;:

8t.'bllotu.~

"JIIIi

Ullll.,.,rllt:trlilS

Produção e comunicação científica e tecnológica: medição, mapeamento, diagnóstico
e avaliação da informação)
Trabalho completo

Enfim, percebe-se que as contribuições obtidas com essa iniciativa vão desde
a definição de processos de trabalho sobre tratamento bibliométrico automatizado,
que podem ajudar os bibliotecários, docentes, pesquisadores e gestores da Unidade
no entendimento e análise do desenvolvimento da Ciência, até a criação de
relatórios com indicadores estratégicos, que devem contribuir na tomada de decisão.
Ainda há muito a ser apreendido no conjunto de recursos e ferramentas
disponível no software, bem como nos estudos para a criação e definição de
indicadores relevantes para a análise da produção científica. Acredita-se que o
projeto Bibliometria, em andamento junto ao DT-SIBilUSP, trará relevantes
contribuições.

6 Referências
CAMARGO, M. F.; ZANETTI, L. S.; CELERE, N. T. M. Aplicação da bibliometria no
acervo da produção científica da EESC: análise das estatísticas de consulta. In:
SEMINÁRIO NACIONAL DE BIBLIOTECAS UNIVERSITÁRIAS, 16.,2010, Rio de
Janeiro. Anais ... Rio de Janeiro, 2010. p. 1-9.
FARIA, L. I. L. Prospecção tecnológica em materiais: aumento da eficiência do
tratamento bibliométrico. Aplicação na análise de tratamentos de superfície
resistentes ao desgaste. 2001. 180 f. Tese (Doutorado em Ciência e Engenharia de
Materiais) - Universidade Federal de São Carlos, São Carlos, 2001.
MUGNAINI, R. Indicadores bibliométricos da base de dados Pascal como fonte
de informação da produção científica e tecnológica do Brasil. 2003. 133 f.
Dissertação (Mestrado em Biblioteconomia e Ciência da Informação) - Pontifícia
Universidade Católica de Campinas, Campinas, 2003.
PENTEADO FILHO, R. C. et aI. Aplicação da bibliometria na construção de
indicadores sobre a produção científica da Embrapa. In: WORKSHOP BRASILEIRO
DE INTELIGÊNCIA COMPETITIVA E GESTÃO DO CONHECIMENTO, 3., 2002, São
Paulo. Anais ... São Paulo: Sociedade Brasileira de Gestão do Conhecimento, 2002.
PEREIRA, M. A; FERREIRA Junior, A; HAYASHI, M. C. P. I. Colégios jesuíticos no
Brasil colonial: análise bibliométrica de teses e dissertações. In: ENCONTRO
BRASILEIRO DE BIBLlOMETRIA E CIENTOMETRIA, 2., 2010, São Carlos, SP.
Anais ... São Carlos, 2010. p. 1-10.
SEARCH TECHNOLOGY INC. Vantage Point. Disponível em:
&lt;http://www.thevantagepoint.com/products.html&gt;. Acesso em: 10 abro 2012.
VOOS, H. Lotka and information science. Journal of the American Society of
Information Science, New York, V. 25, p. 270-272, July/Aug. 1974.

230

�</text>
                  </elementText>
                </elementTextContainer>
              </element>
            </elementContainer>
          </elementSet>
        </elementSetContainer>
      </file>
    </fileContainer>
    <collection collectionId="49">
      <elementSetContainer>
        <elementSet elementSetId="1">
          <name>Dublin Core</name>
          <description>The Dublin Core metadata element set is common to all Omeka records, including items, files, and collections. For more information see, http://dublincore.org/documents/dces/.</description>
          <elementContainer>
            <element elementId="50">
              <name>Title</name>
              <description>A name given to the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51396">
                  <text>SNBU - Edição: 17 - Ano: 2012 (UFRGS - Gramado/RS)</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="49">
              <name>Subject</name>
              <description>The topic of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51397">
                  <text>Biblioteconomia&#13;
Documentação&#13;
Ciência da Informação&#13;
Bibliotecas Universitárias</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="41">
              <name>Description</name>
              <description>An account of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51398">
                  <text>Tema: A biblioteca universitária como laboratório na sociedade da informação.</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="39">
              <name>Creator</name>
              <description>An entity primarily responsible for making the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51399">
                  <text>SNBU - Seminário Nacional de Bibliotecas Universitárias</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="45">
              <name>Publisher</name>
              <description>An entity responsible for making the resource available</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51400">
                  <text>UFRGS</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="40">
              <name>Date</name>
              <description>A point or period of time associated with an event in the lifecycle of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51401">
                  <text>2012</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="44">
              <name>Language</name>
              <description>A language of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51402">
                  <text>Português</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="51">
              <name>Type</name>
              <description>The nature or genre of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51403">
                  <text>Evento</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="38">
              <name>Coverage</name>
              <description>The spatial or temporal topic of the resource, the spatial applicability of the resource, or the jurisdiction under which the resource is relevant</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51404">
                  <text>Gramado (Rio Grande do Sul)</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
          </elementContainer>
        </elementSet>
      </elementSetContainer>
    </collection>
    <itemType itemTypeId="8">
      <name>Event</name>
      <description>A non-persistent, time-based occurrence. Metadata for an event provides descriptive information that is the basis for discovery of the purpose, location, duration, and responsible agents associated with an event. Examples include an exhibition, webcast, conference, workshop, open day, performance, battle, trial, wedding, tea party, conflagration.</description>
    </itemType>
    <elementSetContainer>
      <elementSet elementSetId="1">
        <name>Dublin Core</name>
        <description>The Dublin Core metadata element set is common to all Omeka records, including items, files, and collections. For more information see, http://dublincore.org/documents/dces/.</description>
        <elementContainer>
          <element elementId="50">
            <name>Title</name>
            <description>A name given to the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="62871">
                <text>Análise bibliométrica automatizada: relato de experiência no serviço de Biblioteca da Escola de Engenharia de São Carlos- USP.</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="39">
            <name>Creator</name>
            <description>An entity primarily responsible for making the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="62872">
                <text>Camargo, Murillo Ferreira de; Celere, Neuza Terezinha Mossin; Paschoalino, Rosana Alvarez</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="38">
            <name>Coverage</name>
            <description>The spatial or temporal topic of the resource, the spatial applicability of the resource, or the jurisdiction under which the resource is relevant</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="62873">
                <text>Gramado (Rio Grande do Sul)</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="45">
            <name>Publisher</name>
            <description>An entity responsible for making the resource available</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="62874">
                <text>UFRGS</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="40">
            <name>Date</name>
            <description>A point or period of time associated with an event in the lifecycle of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="62875">
                <text>2012</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="51">
            <name>Type</name>
            <description>The nature or genre of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="62877">
                <text>Evento</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="41">
            <name>Description</name>
            <description>An account of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="62878">
                <text>O “Memorial EESC” é a denominação do acervo de mais de 20.000 publicações da produção científica gerada pelo corpo docente e pesquisadores da Escola de Engenharia de São Carlos (EESC), uma das unidades de ensino e pesquisa da Universidade de São Paulo (USP). O Serviço de Biblioteca da EESC, nos últimos anos, tem reconhecido interesse pela aplicação de técnicas bibliométricas. Este trabalho descreve a iniciativa de análise bibliométrica automatizada utilizando o software Vantage Point e os primeiros resultados obtidos através de  .Considera que o uso do software no tratamento bibliométrico agregou eficácia e eficiência na realização da análise. Além disso, possibilitou variadas opções de cruzamento entre informações, colaborando assim para a criação de indicadores mais detalhados, o que se caracteriza como um novo serviço de informação em nível estratégico para a Unidade.</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="44">
            <name>Language</name>
            <description>A language of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="69388">
                <text>pt</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
        </elementContainer>
      </elementSet>
    </elementSetContainer>
  </item>
  <item itemId="5888" public="1" featured="0">
    <fileContainer>
      <file fileId="4952">
        <src>http://repositorio.febab.org.br/files/original/49/5888/SNBU2012_027.pdf</src>
        <authentication>f43807bdfc72026265588c760073cd7b</authentication>
        <elementSetContainer>
          <elementSet elementSetId="4">
            <name>PDF Text</name>
            <description/>
            <elementContainer>
              <element elementId="92">
                <name>Text</name>
                <description/>
                <elementTextContainer>
                  <elementText elementTextId="62870">
                    <text>! ==~~
;:

8t.'bllotu.~

"JIIIi

Ullll.,.,rllt:trlilS

Produção e comunicação científica e tecnológica: medição, mapeamento, diagnóstico
e avaliação da informação)
Trabalho completo

PRODUÇÃO INTELECTUAL DOS DISCENTES: TENDÊNCIAS
TEMÁTICAS DAS MONOGRAFIAS DE BIBLIOTECONOMIA DA
UNIVERSIDADE FEDERAL DA PARAíBA - 2001 A 2010
Angélica Clementino Simões 1, Maria Meriane Vieira da Rochél
1

Mestranda no Programa de Pós-Graduação em Ciência da Informação/PPGCI/UFPB;
Bacharel em Biblioteconomia/UFPB.

2 Mestre em Ciência da Informação; Especialista em Gestão de Unidade de Informação;
Especialista em Organização de Arquivos; Professora do Departamento de Ciência da Informação da
Universidade Federal da Paraíba.

Resumo
Com tantas informações, o homem descobriu que o conhecimento é o elemento para
seu desenvolvimento e a universidade é o principal centro de transmissão do
conhecimento cientifico, por meio de suas atividades de pesquisa, ensino e
extensão. Assim, esta pesquisa teve o objetivo identificar as Áreas Curriculares que
concentra o maior número de TCCs do Curso de Biblioteconomia da Universidade
Federal da Paraíba e posteriormente verificar as temáticas mais trabalhadas no
período de 2001 a 2010. Caracteriza-se como uma pesquisa descritiva (documental),
adotando uma abordagem quantiqualitativa. Nosso campo foi a Coordenação de
Estágio do curso de Biblioteconomia. Nossa amostra é composta por 254 TCCs. Os
resultados indicam que a Área Curricular mais trabalhada foi a de "Fundamentos
Teóricos da Ciência da Informação", com 40% dos trabalhos. Nesse contexto, os
resultados traçam um panorama para novas temáticas as quais os futuros
concluintes venham trabalhar, dando cada vez mais visibilidade ao curso.

Palavras-Chave: Produção Cientifica; Trabalho de Conclusão de Curso; Áreas
Curriculares de Biblioteconomia; Tendências temáticas.

Abstract
With so much information, the man found out that knowledge is the element for his
development and the university is the main transmission center of scientific
knowledge through activities of research, teaching and extension. Thus, this research
aims to identify the curricular areas with the greatest number of works of course
completion of Librarianship course, at Universidade Federal da Paraiba, and then
check the themes most worked in the period 2001 to 2010. It is characterized as a
descriptive research (documentary), adopting a quantitative and qualitative approach.
The research was done in Training Coordination of Librarianship course. The sample
consists of 254 works of course completion. The results show that the more curricular
area worked was "Theoretical Foundations of Information Science", with 40% of
works. In this context, the results paint a picture for the new themes that future
graduates will work, giving more visibility to the course.

206

�! ==~~
;:

8t.'bllotu.~

"JIIIi

Ullll.,.,rllt:trlilS

Produção e comunicação científica e tecnológica: medição, mapeamento, diagnóstico
e avaliação da informação)
Trabalho completo

Keywords: Scientific production; Work of course completion; Curricular areas of
Librarianship; Thematic trends.

1 Introdução
Na maioria dos cursos de graduação, o TCC ou monografia como também é
denominado é o produto final exigido para colação de grau, dessa forma, os
concluintes fazem pesquisa e revisão de literatura mais densa, que contribuem não
apenas para o aprendizado, como também para o meio acadêmico e sociedade,
como mais uma fonte de pesquisa, disponíveis nas Bibliotecas Setoriais.
Para o progresso e desenvolvimento de uma sociedade, a universidade é
uma instituição indispensável, possui a importante função de divulgar o saber. Neste
sentido, a pesquisa, como um ato dinâmico, é consequência da principal atividade
desses centros e assim, todos os conhecimentos produzidos devem de alguma
forma ser publicados e divulgados. Segundo afirma Machado; Meirelles (2005, p.
170) "A produção científica representa uma parte materializada do conhecimento
gerado e sua disseminação constitui a socialização do saber".
Levando-se em consideração a produção científica gerada no âmbito da
universidade, a elaboração de uma pesquisa científica, como o TCC, é uma
experiência voltada para um processo de aprendizagem visto como construção e
troca de significados entre o aluno e o professor. Visa à geração de conhecimentos e
possibilita uma maior aproximação com a realidade. O professor desempenha o
papel de "orientador", permitindo assim, que o aluno seja estimulado a ter atitudes
investigativas e orienta-o para solucionar seus questionamentos.
Tendo em vista a importância deste momento para a vida acadêmica e
profissional dos alunos graduandos, a atual pesquisa originou-se da nossa
inquietação em saber: Qual a Área Curricular do curso de Biblioteconomia da
Universidade Federal da Paraíba - UFPB estaria sendo mais explorada, em relação
à produção dos Trabalhos de Conclusão de Curso, num percurso de dez anos? A
Biblioteconomia na Paraíba, no decorrer de sua história passou por mudanças
significativas, inclusive no que se refere a seus métodos de pesquisa, práticas,
disciplinas e avaliações, logo, é certo dizer que as tendências temáticas dos TCCs
mudaram?
Diante desse questionamento, a pesquisa tem como objetivo geral: Analisar
as Áreas Curriculares em que se concentram o maior número de TCCs
produzidos no Curso de Graduação em Biblioteconomia da Universidade
Federal da Paraíba, nos anos de 2001 a 2010. Em termos específicos objetivamos:
Verificar a distribuição temporal dos TCCs produzidos de 2001 a 2010; Identificar os
temas mais trabalhados nos TCCs do curso de Biblioteconomia nos últimos dez
anos; Verificar aspectos de educação continuada dos alunos por meio do ingresso
do Programa de Pós-Graduação em Ciência da Informação da UFPB. Com os
resultados apresentados, esperamos que este estudo seja de grande valia,
contribuindo para discussão do papel da graduação no desenvolvimento científico e
profissional do curso de Biblioteconomia e servindo até mesmo de referência para
futuras pesquisas.

2 Pesquisa Científica: percorrendo uma parte do caminho

207

�! ==~~
;:

8t.'bllotu.~

"JIIIi

Ullll.,.,rllt:trlilS

Produção e comunicação científica e tecnológica: medição, mapeamento, diagnóstico
e avaliação da informação)
Trabalho completo

Apesar de tantas informações e conhecimentos, convenhamos que o mundo
não seja tão simples de viver. Imaginemos há algum tempo atrás, o homem da Préhistória lutando com os elementos e forças da natureza, para viver e sobreviver.
Tomemos como exemplo o fogo: um dia, após um temporal, o homem pré-histórico
revela que um raio queimou o mato; que um animal nele preso, cozinhou e ficou
delicioso e, além disso, o fogo dá o calor. Mas, o que é o fogo? Como produzi-lo e
conservá-lo?
São perguntas e questionamentos que para a sobrevivência, a humanidade
se confrontou e ainda se confrontará com a necessidade de dispor do saber,
principalmente, de construir esse saber por si só, o que hoje é denominado como o
mais eficaz: pesquisa científica.
A pesquisa científica é um questionamento, onde, cujo objetivo é um só: obter
resultados para as pertinentes indagações. Segundo Silva, (2001, p. 20) a pesquisa
é:
um conjunto de ações, propostas para encontrar a solução para um
problema, que têm por base procedimentos racionais e sistemáticos. A
pesquisa é realizada quando se tem um problema e não se tem informações
para solucioná-Ia.

Desse modo, na vida acadêmica, a pesquisa tem contribuído
significativamente, mantendo seu papel educativo e inovador. O aluno ao ingressar
na universidade, não deseja apenas escutar discursos de seus professores e
cumprir a carga horária de seu curso, mas principalmente, ele deseja trabalhar junto
com o docente, construindo conhecimento, desenvolvendo de modo gradativo
atividades de pesquisas, aprender a aprender, saber pensar e assim conquistar um
senso critico dentro e fora da universidade.
2.1 Trabalho de Conclusão de Curso
É exatamente nesse momento de elaboração do TCC, que o aluno irá

condensar todas as informações e experiências as quais foram adquiridas em todo
decorrer da graduação e assim, produzir um trabalho científico, onde, conforme
afirma Pécora (1997, p. 159):
Por produção científica, entende-se toda atividade resultante de uma
reflexão sistemática, que implica produção original dentro da tradição de
pesquisa com métodos, técnicas, materiais, linguagem própria, e que
contempla, criticamente, o patrimônio anterior de uma determinada ciência,
tendo como espaço basicamente a Universidade.

A escolha do tema é fundamental, pois dele depende o bom êxito da pesquisa
a ser desenvolvida. Para influenciar na seleção, o aluno deve ser adepto a leitura de
artigos, jornais, revistas, muitas vezes de outros trabalhos de TCC, conversações e
comentários sobre trabalhos de outros colegas, como também participar de debates
e seminários e ter curiosidade sobre determinado assunto que o chame a atenção,
afinal, o tema deve corresponder ao gosto e aos interesses de quem vai abordá-lo.
Com relação aos temas das Monografias, Andrade (2010, p. 72) destaca que:

208

�! ==~~
;:

8t.'bllotu.~

"JIIIi

Ullll.,.,rllt:trlilS

Produção e comunicação científica e tecnológica: medição, mapeamento, diagnóstico
e avaliação da informação)
Trabalho completo

não deve ser fácil demais nem muito complexo, isto é, deve ser adequado à
capacidade intelectual do aluno. Temas sobre os quais existam vários e
exaustivos trabalhos devem ser evitados, pois corre-se o risco de repetir tão
somente o que já foi dito sobre o assunto. Acima de tudo, é fundamental que
o assunto seja relevante, que seu estudo apresente utilidade, alguma
importância prática ou teórica.

Em relação aos TCCs do Curso de Biblioteconomia da UFPB, os mesmos são
caracterizados como uma atividade de pesquisa, dessa forma, o aluno terá a
orientação de um professor de acordo com o tema. No entanto, no início do curso de
Biblioteconomia na UFPB, os TCCs não eram exigidos e segundo a última
Coordenadora do Curso de Biblioteconomia, Profa. Jemima Marques de Oliveira,
descreveu que era apresentado um relatório das atividades que os alunos
desenvolviam exclusivamente na Biblioteca Central da UFPB, acompanhados de um
bibliotecário responsável. Logo, foi observado pela referida professora, que na
época era Vice Coordenadora e Coordenadora de Estágio, que apesar dos
bibliotecários acompanharem os alunos, não existiam nenhuma avaliação com
relação a notas, assim, foi implantando que os bibliotecários também atribuíssem
notas que somadas ao relatório era divida por 2 e davam a média.
No semestre de 1996.2 as correções dos relatórios eram feitas pela Vice
coordenadora do Curso de Graduação, Profa. Bernadina Maria Juvenal Freire de
Oliveira, a época responsável pelo Estágio Supervisionado, e membro do Colegiado
do Curso. Em face dos trabalhos empreendidos, verificou-se que muitos dos
relatórios apresentados eram idênticos em sua forma física e descritiva, tornando-se
prática uma repetição de etapas, não cumprindo para tanto, sua finalidade, ou seja,
relatar e descrever as atividades, incluindo-se um princípio de práxis, na qual inclui
as reflexões teóricas em relação ao fazer prático, que envolveria o cotidiano do
estágio supervisionado. Nesse sentido, os relatórios não atingiam sua finalidade, era
preciso, empreender novos caminhos, novas formas de avaliação.
Nesse entendimento, em 1997, com o apoio e aprovação do colegiado de
curso, foi instituída a apresentação do Trabalho Monográfico de acordo com ABNT a
uma banca examinadora. Foi um fato que não agradou a muitos, mas, apesar desse
"desconforto", atendeu posteriormente as recomendações do MEC e da política de
inovação curricular.

3 Trilha Metodológica
A pesquisa caracteriza-se pelo estudo exploratório de caráter descritivo que
tem como objetivo geral analisar as Áreas curriculares em que se concentram o
maior número de TCCs produzidos no curso de Biblioteconomia da UFPB, nos anos
de 2001 a 2010.
Caracteriza-se como uma pesquisa bibliográfica, onde conforme Silva (2001,
p. 21) "a pesquisa é elaborada a partir de material já publicado, constituído
principalmente de livros, artigos de periódicos e materiais disponibilizados [... este
trabalho insere-se em uma natureza de abordagem quantiqualitativa, visto que
houve um levantamento dos TCCs como também se procedeu a classificação dos
mesmos.

r,

209

�! ==~~
;:

8t.'bllotu.~

"JIIIi

Ullll.,.,rllt:trlilS

Produção e comunicação científica e tecnológica: medição, mapeamento, diagnóstico
e avaliação da informação)
Trabalho completo

o Campo da pesquisa é a etapa estabelecida para a designação do ambiente
a ser investigado. A princípio a pesquisa foi realizada na Coordenação de Estágio do
Curso de Biblioteconomia da UFPB, onde se encontram todos os TCCs.
Nosso universo de estudo foram os TCCs do Curso de Biblioteconomia, no
entanto, considerando a amplitude deste universo, definimos como amostra as
monografias defendidas entre 2001 a 2010, compondo assim uma amostra de 254
trabalhos.
Dessa forma, descreveremos a seguir as Áreas Curriculares do Curso de
Biblioteconomia.
Quadro 01: Áreas curriculares do curso de biblioteconomia
ÁREAS CURRICULARES COM EMENTAS E DISCIPLINAS
ÁREAS
Area 01: Fundamentos Teóricos da Ciência da
Informação
Informação, cultura e sociedade. Ciência da
Informação
e
áreas
afins:
Biblioteconomia,
Documentação, Arquivologia e Museologia. Unidades
e serviços de informação. O profissional da
informação: formação e atuação. História e
tendências
da
produção dos
registros
do
conhecimento, das unidades e dos sistemas
nacionais e internacionais de informação.

02: Organização e Tratamento da
Area
Informação
Organização do conhecimento e tratamento da
informação. Tratamento descritivo dos documentos.
Tratamento temático; teoria da classificação; análise
da informação; teoria da indexação. Práticas,
tecnologias, processos do tratamento da informação
e produtos. Geração e organização de instrumentos
de recuperação da informação.
Area 03: Recursos e Serviços de Informação
Fontes de informações documentais e virtuais:
conceitos,
tipologias,
características,
acesso,
utilização e avaliação. A indústria da informação:
geração, produção e distribuição de documentos,
fontes e serviços de informação. Serviços de
referência e informação. Serviços de extensão e
ação cultural.
Area 04: Gestão de Unidades de Informação
Teoria Geral da Administração. Gestão da
informação e do conhecimento. Gestão de coleções
e serviços de informação. Planejamento em
unidades de informação. Preservação e conservação
de unidades de informação. Marketing em unidades
de informação. Avaliação de serviços em unidades
de informação.

210

DISPLlNAS
_ Ética da Informação
Fundamentos
Científicos
da
Comunicação
Fundamentos da Biblioteconomia
_ Fundamentos da Ciência da Informação
_ História da Leitura e dos Registros do
Conhecimento
_Informação, Memória e Sociedade.
_ Leitura e Produção de Textos
_ Lógica Formal
_
Produção
dos
Registros
do
Conhecimento

-

_
_
I
_
II
_
_

Representação e Análise da Informação
Representação Descritiva da Informação
Representação Descritiva da Informação
Representação Temática da Informação I
Representação Temática da Informação 11

_ Disseminação e Transferência da
Informação
_ Fontes Especializadas de Informação
_ Fontes Gerais de Informação

_Gestão da Informação e do Conhecimento
_ Gestão de Coleções
_ Marketing em Unidades de Informação
_ Organização, Sistemas e Métodos em
Unidades de Informação
_
Planejamento
em
Unidades
de
Informação
_ Preservação e Conservação de Unidades
de Informação
Teoria Geral da Administração

�! ==~~
;:

8t.'bllotu.~

"JIIIi

Ullll.,.,rllt:trlilS

Produção e comunicação científica e tecnológica: medição, mapeamento, diagnóstico
e avaliação da informação)
Trabalho completo

Area 05: Tecnologia
A informática em unidades de informação. Análise e _Automação em Unidades de Informação
avaliação de software. Desenvolvimento de bancos e _ Geração de Bancos e Bases de Dados
bases de dados. Redes de informação e _ Tecnologia da Informação I
comunicação.
Tecnologia da Informação 11
Area 06: Pesquisa
- Estatística 111
Epistemologia
da
investigação
científica. _ Estudo de Usuário da Informação
Metodologia da pesquisa social. Pesquisa em _ Metodologia do Trabalho Cientifico
Biblioteconomia e Ciência da Informação: produção, Pesquisa Aplicada à Ciência da
tendências teóricas e comunicação científica. Estudo Informação
de usuários, clientes e ambiente social.
Trabalho de Conclusão de Curso
,
Fonte: UNIVERSIDADE FEDERAL DA PARAIBA. Projeto Político-Pedagógico:

curso de Biblioteconomia: modalidade Bacharelado. João Pessoa: 2007.
Para um segundo momento da pesquisa, foi realizado um levantamento dos
bibliotecários, os quais concluíram a graduação em Biblioteconomia e
posteriormente ingressaram no Programa de Pós-Graduação em Ciências da
informação, localizado no Campus I da UFPB em João Pessoa.
Em um primeiro momento os dados foram coletados por um levantamento
dos TCCs localizados na Coordenação de Estágio do Curso de
Biblioteconomia/UFPB. De posse da listagem, realizarmos os seguintes
procedimentos:
a) Levantamento do número de TCCs por ano;
b) Disposição dos TCCs em suas respectivas áreas curriculares;
c) Classificação temática dos TCCs pelo Tesauro Ciência da Informação com
relação ao título do trabalho e também por seus resumos e palavras-chaves;
(Apêndice B)
d) Áreas curriculares mais trabalhadas;
e) Seleção das temáticas mais pesquisadas;
f) Identificação dos concluintes que ingressaram ao Programa de PósGraduação em Ciência da Informação.

4 Análise dos Dados

4.1 Distribuição dos TCCs por ano
Com base nos dados coletados, o número total de TCCs produzido no Curso
de Biblioteconomia da UFPB, no período de 2001 a 2010 são de 254 trabalhos.
Consideravelmente um número baixo, afinal, devemos levar em consideração que a
partir do ano de 2004 o curso começou a oferecer 90 vagas/ano.
Observaremos no gráfico 01, a distribuição total de TCCs por anos, onde, de
forma geral, isso pode representar tanto um alto grau de desistência dos alunos ao
longo de seus 05 anos de duração do curso, como também o prolongamento deste,
afinal, existe casos de alunos de se formaram no tempo máximo de 14 períodos.

211

�Produção e comunicação científica e tecnológica: medição, mapeamento, diagnóstico
e avaliação da informação)

! ==~~
;:

8t.'bllotu.~

"JIIIi

Ullll.,.,rllt:trlilS

Trabalho completo

36

36
32

31

31

29

20

2001

2002

2003 2004

2005

2006

2007

2008

2009

2010

Gráfico 01: Distribuição dos TCCs por ano
Fonte: Pesquisa de campo, 2011

Nota-se que, realmente são números muitos baixos e que estes fatos
precisam que sejam analisados para obter subsídios que possam ajudar a melhorar
tal situação, afinal, precisamos ter em mente que são 90 vagas/ano que o curso
oferece.

4.2 Produção de TGG por área
Considerando-se as seis áreas curriculares do Curso de Biblioteconomia da
UFPB, temos: Fundamentos Teóricos da Ciência da Informação (FTCI); Organização
e Tratamento da Informação (OTI); Recursos e Serviços de Informação (RSI);
Gestão de Unidades de Informação (GUI); Tecnologia (TEC) e Pesquisa (PES).
Com o gráfico a seguir é possível observamos a distribuição dos TCCs por
suas áreas:

DAREA 1:
. ÁREA2:
DÁREA3:
DÁREA4:
. ÁREAS:

\ 40%

18%

3%

HCI
OTI
RSI
GUI
TEC

Gráfico 02: Produção de TCC por Área Curricular
Fonte: Pesquisa de campo, 2011.

Como podemos constatar no gráfico 2 do total de trabalhos apresentados a
área com maior concentração foi a de "Fundamentos Teóricos da Ciência da
Informação" (FTCI) , com 40%, onde, acreditamos que pelo fato do curso possuir
características mais voltadas para a teoria, é certo que os discentes encontrem mais
facilidades para desenvolverem seu TCC. Podemos constatar esse fato com base
nos resultados que traz a área 2, "Organização e Tratamento da Informação" a qual
trata-se de uma área voltada para a "prática do curso" e que temos um número muito
baixo, com apenas, 3% de concentração de TCCs.

212

�! ==~~
;:

8t.'bllotu.~

"JIIIi

Ullll.,.,rllt:trlilS

Produção e comunicação científica e tecnológica: medição, mapeamento, diagnóstico
e avaliação da informação)
Trabalho completo

É certo que a fundamentação teórica que a área 1 oferece, é essencial, onde
contempla com disciplinas de conhecimento geral e que são pautadas em conteúdos
voltados para conceitos. O bibliotecário precisa de toda essa base para desenvolver
seu trabalho. No entanto, com o novo PPP do curso, é certo que essa realidade
mudará, pois, o mesmo agrega em seu currículo a partir do sexto período as
disciplinas "Laboratórios de Práticas Integradas I, /I, 111 e IV', as quais substituem a
prática do estágio supervisionado do antigo PPP, apenas no final do curso. Assim,
com essa nova realidade, o discente terá o décimo período, todo dedicado a
construção do TCC. Partindo desse pressuposto, os alunos terão mais tempo para
leituras e encontros com os orientadores, facilitando dessa forma a construção de
um trabalho mais aprofundado.
Em relação à área 3 "Recursos e Serviços da Informação" a mesma ficou com
18% de concentrações de trabalhos, sendo que a maioria dos TCCs se concentram
na temática " uso da informação" e em "Fontes de informação" como veremos na
(Tabela 4).
Nas áreas 4 "Gestão em Unidades de Informação" e na 5 "Tecnologia" as
mesmas apresentaram um percentual bem próximos. Podemos dizer que as duas
estão unidas, onde, uma trata do gerenciamento de uma unidade informacional de
forma "teórica" e a outra utiliza suas ferramentas tecnológicas para ajudar o que foi
planejado. Respectivamente temos uma com 13% e a outra com 10% de trabalhos.
Percebemos que nos últimos anos os discentes uniram a fundamentação teórica às
áreas que envolvem tais atributos e podemos também ressaltar que essas áreas se
inserem no contexto de alguns alunos, por já terem participado de projetos como é o
caso do Programa Institucional de Bolsa de Iniciação Científica - PIBIC, monitorias
entre outros, de maneira que atrela valor para um trabalho de conclusão de curso.
E por fim, a área 6 relacionada com pesquisa, teve 16%, onde, foi abordado
com maior ênfase a importância do estudo dos usuários, ou seja, a preocupação em
saber dos usuários a satisfação de serviços oferecidos.
Na Tabela a seguir, ressaltaremos melhor a distribuições dos TCCs por áreas
e anos:
Tabela 1: Distribuição da produção de TCC por áreas e ano
Anos

FTCI

2001

07

2002

07

2003

08

2004

15

2005

12

2006

14

2007

OTI

RSI

GUI

01

02

TEC

PES

Total por

03

13

01

02

03

13

07

01

02

02

20

04

03

02

05

31

12

03

02

02

31

01

07

07

06

01

36

13

01

05

02

02

06

29

2008

08

02

03

05

05

13

36

2009

12

02

03

08

03

04

32

02

213

�! ==~~
;:

8t.'bllotu.~

"JIIIi

Ullll.,.,rllt:trlilS

2010
Total

Produção e comunicação científica e tecnológica: medição, mapeamento, diagnóstico
e avaliação da informação)
Trabalho completo

06
102

08

03

01

01

02

13

46

32

25

41

254

Fonte: Pesquisa de campo, 2011.

É notável que as áreas FTCI, GUI e PES não tiveram interrupção em

trabalhos durante esses dez anos. Apesar de a área RSI ter ficado em segundo
lugar com concentrações de trabalhos, a mesma não obteve nenhum estudo no ano
de 2002.
4.3 Analise temática por área curricular
Vale salientar que para a classificação dos TCCs utilizamos o Tesauro Ciência
da Informação o qual foi elaborado por Manoel Palhares Moreira como parte do
trabalho de doutorado.
Como relatamos, a área 1 foi a que sobressaiu com maior números de
trabalhos. Dessa forma, veremos na tabela 2 os assuntos mais estudados:
Tabela 2: Temas trabalhados na Área 01 Fundamentos Teóricos da Ciência da
Informação
Assuntos
Arauivo ! Arauivoloaia
Arquivo de Empresa
Arquivo Pessoal

Total

%

17
03
03

1666

Arauivo Universitário

02
02

Arquivo Permanente

01

Arquivo Administrativo

01

Arauivo Central

01

Arauivo Audiovisual

01

Arquivo de Hospital
Arauivo

01
01

Tabela de Temporalidade

01

Profissional da Informação - Mercado de Trabalho

12

11 76

Biblioteca Escolar

11

10,78

Práticas de Leitura

11

10,78

Perfil do Profissional

08

7,84%

Bibliotecário
Empreendedor

06
01

Recursos Humanos

01

Educação Em Biblioteconomia

07

6,86%

Responsabilidade Social! Ética

07

6,86%

Arquivo Judicial

214

�! ==~~
;:

8t.'bllotu.~

"JIIIi

Ullll.,.,rllt:trlilS

Produção e comunicação científica e tecnológica: medição, mapeamento, diagnóstico
e avaliação da informação)
Trabalho completo

Servico Social

03

Serviço de Leitura

02

Neqros

01

Ética

01

Competência Informacional

05

4.90%

Práticas de Ensino e Aprendizagem

05

4,90%

Educação

02

Educação de Usuários

01

Educação á Distância

01

Educação Em Biblioteconomia

01

Bibliotecas Especializadas

05

4.90%

Biblioteconomia

03

2,94%

Memória

03

2,94%

Política de Informação

03

2,94%

Biblioterapia

02

1,96%

Livros

02

1,96%

Ciência da Informação

01

0,98%

TOTAL

102

100%

Fonte: Pesquisa de campo, 2011.

Percebemos que a maioria dos assuntos tratados na área 1 estão voltados
para "arquivo/Arquivologia", com 17 trabalhos, ou seja, uma concentração que
chega a 16,66%. Por isso, a necessidade da criação do Curso de Arquivologia na
UFPB foi de grande importância.
Não é de surpreender o interesse dos alunos em relação à temática "Mercado
de Trabalho", com 12 (11,76%) trabalhos defendidos, afinal, alguns deles já recebem
propostas de emprego ou estágios ainda mesmo durante o curso e assim tornam-se
mais simples desenvolver seu trabalho acadêmico.
Os assuntos a respeito de "Práticas de Leitura" e "Bibliotecas Escolares"
ganham simultaneamente o terceiro e quarto lugar de afluência, onde, por si só as
duas temáticas estão relacionadas com promoção de leitura, função social,
desenvolvimento de ensino-aprendizagem e apoio para a comunidade em geral. De
acordo com Borba (1999, p. 35) as funções principais da biblioteca são: "prover os
meios para atender aos interesses da leitura dos usuários".
Em seguida, veremos os assuntos mais estudados na área 2, a qual sabemos
que foi a de menor concentração de trabalhos.
Tabela 03: Temas trabalhados na Área 02 Organização e Tratamento da
Informação
Assuntos
Recuperacão da Informacão

215

Total

%

04

50%

�! ==~~
;:

8t.'bllotu.~

"JIIIi

Ullll.,.,rllt:trlilS

Produção e comunicação científica e tecnológica: medição, mapeamento, diagnóstico
e avaliação da informação)
Trabalho completo

Instrumentos de Descrição

04

Indexação

01

Indexação Automatizada

01

Avaliacão de Sistema de Recuperacão da Informacão

01

LinQuaQem de Indexação

01

TOTAL

08

50%

100%

Fonte: Pesquisa de campo, 2011.

Com o crescente rumo que a informação assumiu, foi preciso criar sistemas
os quais representassem os documentos.
Porém, apesar de existir essas necessidades nas unidades de informação,
notamos na tabela 3 que a área "Organização e Tratamento da Informação", passa
por um momento o qual os discentes não demonstram empenho em produzir seus
trabalhos de conclusão de curso.
Obtemos um indicador com apenas oito (8) TCCs em um período de dez
anos. As temáticas estão relacionadas com a "recuperação da informação" e
"Instrumentos de Descrição", onde, as mesmas tiveram um empate com 04 TCCs
um percentual igual de 50%. Vale salientar a importância do desenvolvimento dessa
área, levando em consideração que a mesma relaciona teoria com a prática.
Passando para a tabela a seguir, visualizamos os assuntos mais explorados
na área "Recursos e Serviços de Informação.
Tabela 04: Temas trabalhados na Área 03 Recursos e Serviços de Informação
Uso da Informação

15

%
32,60%

Fontes de Informação

13

2826%

Informacão Comunitária

04

Informação de Empresas

02

Informação

02

Informação Tecnológica

02

Informacão Cartoqráfica

02

Informação para Consumidores

01

Disseminação da Informação

06

13,04%

Acesso a Informação

04

869%

Deficiente visual

02

Biblioteca para ceqo

01

Biblioteca para deficiente

01

Servico de Referência

03

Bibliotecário de Referência

02

Serviço de Referência Virtual

02

434%

Editoração

01

2,17%

Serviços Culturais

01

2,17%

Assuntos

Total

216

652%

�! ==~~
;:

8t.'bllotu.~

"JIIIi

Ullll.,.,rllt:trlilS

Produção e comunicação científica e tecnológica: medição, mapeamento, diagnóstico
e avaliação da informação)
Trabalho completo

Sistemas de Informação

01

217%

TOTAL

46

100%

Fonte: Pesquisa de campo, 2011.

Observamos que de acordo com os dados expostos na tabela 4, das 46
monografias defendidas nesta área, 15 TCCs (32,60%) foram distribuídos na
temática "Uso da Informação", a qual envolve a busca e o uso que o usuário faz da
informação, ou seja, suas reais necessidades. É um ponto importante, os discentes
tratarem com tanta ênfase sobre essa temática, afinal, o bibliotecário é um
intermediário entre o usuário e a informação e o profissional deve estar atento para
os anseios de quem precisa do conhecimento. Em seguida a temática "fontes de
informação" a qual obteve 13 trabalhos (28,26%) ficou em segundo lugar nas
concentrações de trabalhos.
Em relação a área 4 " Gestão de Unidades de Informação", apresentamos os
assuntos mais trabalhados nos TCCs.
Tabela 05: Temas trabalhados na Área 04 Gestão de Unidades de Informação
Total

%

Comunicação I Marketing

14

43,75

Desenvolvimento de Coleções

06

18,75%

Conhecimento e Informação

04

12,50%

Planejamento de Unidades Informacionais

03

9,37%

Preservação Documental

03

9,37%

Administração

01

3,12%

Gestão de Segurança

01

3,12%

TOTAL

32

100%

Assuntos

Fonte: Pesquisa de campo, 2011.

Seguindo a orientação dessa área, com disciplinas voltadas para
administração de bibliotecas, planejamento, desenvolvimento de coleções, nota-se
nos trabalhos a predominância da temática em "Marketing" com 14 TCCs (43,7%).
É relevante dizer que essa área é bastante prazerosa em trabalhar, pois
desenvolve o lado criativo, empreendedor e administrador que o bibliotecário e
qualquer profissional devem ter.
Adiante, veremos os contextos estudados na área 5 "Tecnologia".
Tabela 06: Temas trabalhados na Área 5 Tecnologia
Total

%

Automação de Unidades de Informação

06

24%

Tecnologia da Informação

05

20%

Assuntos

217

�! ==~~
;:

8t.'bllotu.~

"JIIIi

Ullll.,.,rllt:trlilS

Produção e comunicação científica e tecnológica: medição, mapeamento, diagnóstico
e avaliação da informação)
Trabalho completo

Arquitetura de Sistema

04

16%

Documento Digital

04

16%

Biblioteca Digital

02

8%

Bases de Dados

01

4%

Biblioteca Eletrônica

01

4%

Preservação de Material

01

4%

Softwares

01

4%

TOTAL

25

100%

Fonte: Pesquisa de campo, 2011

É uma área a qual interage com as demais, no entanto, como podemos
ressaltar ainda é pequena a concentração de trabalhos. Apresentamos com maior
ênfase na área a temática "Automação em Unidades de Informação" com 06 TCCs
(24%). Em seguida, temos "Tecnologia da Informação" com 05 trabalhos (20%).
Partimos agora para os assuntos estudados da última área, a qual
corresponde com temáticas de pesquisa:

Tabela 07: Temas trabalhados na Área 06 Pesquisa
Assuntos

Total

%

Estudo do Usuário

19

46,34

Produção de Informação I Produção Científica

13

31,70

Pesquisa

04

9,75%

Estudo de Caso

03

7,30%

Método de Pesquisa

02

4,87%

TOTAL:

41

100%

Fonte: Pesquisa de campo, 2011.

Diante do exposto na tabela acima, a área relacionada com a pesquisa temos
a temática "Estudo do Usuário" com o maior índice de trabalhos, com um percentual
que chega quase a metade 46,34%. Sabemos que o estudo do usuário procura
identificar algo sob suas expectativas. Outra categoria observada com frequência
nessa área é sobre "Produção Cientifica", com 13 (31,70%) TCCs. Um ponto
importante são as pesquisas voltadas para Biblioteconomia e Ciência da Informação,
as quais tiveram apenas 04 (9,75%) de trabalhos.

218

�! ==~~
;:

8t.'bllotu.~

"JIIIi

Ullll.,.,rllt:trlilS

Produção e comunicação científica e tecnológica: medição, mapeamento, diagnóstico
e avaliação da informação)
Trabalho completo

5 Considerações Finais
Os resultados encontrados nessa pesquisa permitiram delinear as tendências
temáticas dos TCCs do curso de Biblioteconomia da UFPB em suas respectivas
Áreas Curriculares.
Com relação à distribuição temporal do TCCs ao longo desses dez anos, é
necessário destacar que a taxa de evasão existe e que precisa ser bem analisada
para encontrar os reais motivos pela qual acontece. Mesmo assim, de maneira geral,
esta diferença ingresso/egresso continua alta, afinal, se todos os alunos que
ingressassem no curso de Biblioteconomia e concluísse este curso (zero de evasão)
o número de TCCs nos períodos analisados seria bem maior do que apenas 254.
Com relação às temáticas das seis áreas curriculares que o curso abrange, é
possível notar índices de concentrações nas temáticas em: "arquivo/Arquivologia na
área 1", a área 2 ficou neutra com uma igualdade nas temáticas" Recuperação da
Informação e Instrumentos de Indexação", " Uso e necessidades de informação" na
área 3, "Marketing" na área 4, "Automação em unidades de Informação" na área 5 e
por fim, "Estudo do usuário" na área 6.
Deve ser considerado aqui, o episódio de alguns alunos identificarem-se
pessoalmente com determinado assunto, seja por já trabalharem na temática
escolhida para desenvolver seu TCC ou até mesmo influência de algum projeto ou
pesquisa.
A escolha do tema do TCC é livre, não existem impedimentos algum para o
aluno trabalhar o que deseja com temáticas essas mais variadas possíveis. Mesmo
assim, é possível notar, nos resultados obtidos, uma centralização de trabalhos com
temas relacionados principalmente a aspectos tradicionais e voltados para o
mercado de trabalho. Por outro lado, são vastos os assuntos novos os quais podem
e devem ser pesquisados por futuros concluintes.
Dessa forma, os dados coletados e analisados constatam-se amplas lacunas
temáticas a serem exploradas pelos alunos de graduação de Biblioteconomia, como
por exemplo:
a) Na área 1 temos: Biblioteca Infantil, Museus, Obras Raras, Direito Autorais,
Arquivos Nacionais, Arquivos audiovisuais;
b) Na área 2 a qual tivemos uma maior deficiência, temos: Políticas de
Indexação, A formação do catalogador, Linguagens para arquivo, o
Bibliotecário na construção da linguagem documentária, catálogos manuais,
catálogos em CD-ROM, indexação de livros, indexação de assuntos,
Tesauros, Recuperação Banco de Imagens;
c) Na área 3 apresentamos: Serviço de Referência voltado para medicina,
Alfabetização, Editoração, Editoração Eletrônica, História da impressão,
Venda de livros, Direitos de cópias;
d) Sugerimos na área 4: planejamento de edifícios para Bibliotecas, Aquisição,
Descarte, Inventários, Relações Públicas;
e) Na área 5 incluímos: Redes sociais, Multimídia, Tecnologia de imagem,
Ciência da Informação juntamente com Ciência da Computação;

219

�! ==~~
;:

8t.'bllotu.~

"JIIIi

Ullll.,.,rllt:trlilS

Produção e comunicação científica e tecnológica: medição, mapeamento, diagnóstico
e avaliação da informação)
Trabalho completo

f) A área 6 a qual trata de pesquisa essa vem mais aberta a novas idéias e
demandas as quais vão aparecendo com o decorrer do tempo.
A atual sociedade requer profissionais capacitados, com criatividade para
resolução dos problemas pertinentes, ou seja, um profissional pro ativo, com
conhecimento amplo. Para tanto, se faz necessária a constante atualização, com o
auxílio dos cursos de especialização, mestrado acadêmico, mestrado profissional,
entre outros. Este ponto torna-se relevante, uma vez que, estamos tratando e
desvendo aqui ex-alunos que atualmente são Profissionais da informação.
6 Referências
ANDRADE, Maria Margarida de. Introdução à metodologia do Trabalho
Científico. 10. ed. São Paulo: Atlas, 2010.

BORBA, Maria do Socorro de Azevedo. Adolescência e leitura: a construção da
escola e da biblioteca escolar. Natal: UFRN, 1999.

MACHADO, R. N.; MEIRELLES, R. F. Produção científica dos docentes da
Universidade Federal da Bahia da área de filosofia e ciências humanas no período
de 1995-1999. Transinfomação, Campinas, v. 17, n. 2, p. 169-179,2005.
PÉCORA, Gláucia Maria Mollo. Atividades acadêmicas de pesquisador. In: WITTER,
Geraldina Porto (org). Produção Cientifica. Campinas: Átomo, p. 157-167. 1997.

SILVA, Edna Lúcia da. Metodologia da pesquisa e elaboração de dissertação. 3
ed. Florianópolis: Laboratório de Ensino a Distância da UFSC, 2001.

220

�</text>
                  </elementText>
                </elementTextContainer>
              </element>
            </elementContainer>
          </elementSet>
        </elementSetContainer>
      </file>
    </fileContainer>
    <collection collectionId="49">
      <elementSetContainer>
        <elementSet elementSetId="1">
          <name>Dublin Core</name>
          <description>The Dublin Core metadata element set is common to all Omeka records, including items, files, and collections. For more information see, http://dublincore.org/documents/dces/.</description>
          <elementContainer>
            <element elementId="50">
              <name>Title</name>
              <description>A name given to the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51396">
                  <text>SNBU - Edição: 17 - Ano: 2012 (UFRGS - Gramado/RS)</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="49">
              <name>Subject</name>
              <description>The topic of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51397">
                  <text>Biblioteconomia&#13;
Documentação&#13;
Ciência da Informação&#13;
Bibliotecas Universitárias</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="41">
              <name>Description</name>
              <description>An account of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51398">
                  <text>Tema: A biblioteca universitária como laboratório na sociedade da informação.</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="39">
              <name>Creator</name>
              <description>An entity primarily responsible for making the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51399">
                  <text>SNBU - Seminário Nacional de Bibliotecas Universitárias</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="45">
              <name>Publisher</name>
              <description>An entity responsible for making the resource available</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51400">
                  <text>UFRGS</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="40">
              <name>Date</name>
              <description>A point or period of time associated with an event in the lifecycle of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51401">
                  <text>2012</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="44">
              <name>Language</name>
              <description>A language of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51402">
                  <text>Português</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="51">
              <name>Type</name>
              <description>The nature or genre of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51403">
                  <text>Evento</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="38">
              <name>Coverage</name>
              <description>The spatial or temporal topic of the resource, the spatial applicability of the resource, or the jurisdiction under which the resource is relevant</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51404">
                  <text>Gramado (Rio Grande do Sul)</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
          </elementContainer>
        </elementSet>
      </elementSetContainer>
    </collection>
    <itemType itemTypeId="8">
      <name>Event</name>
      <description>A non-persistent, time-based occurrence. Metadata for an event provides descriptive information that is the basis for discovery of the purpose, location, duration, and responsible agents associated with an event. Examples include an exhibition, webcast, conference, workshop, open day, performance, battle, trial, wedding, tea party, conflagration.</description>
    </itemType>
    <elementSetContainer>
      <elementSet elementSetId="1">
        <name>Dublin Core</name>
        <description>The Dublin Core metadata element set is common to all Omeka records, including items, files, and collections. For more information see, http://dublincore.org/documents/dces/.</description>
        <elementContainer>
          <element elementId="50">
            <name>Title</name>
            <description>A name given to the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="62862">
                <text>Produção intelectual dos discentes: tendências temáticas das monografias de Biblioteconomia da Universidade Federal da Paraíba- 2001 a 2010.</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="39">
            <name>Creator</name>
            <description>An entity primarily responsible for making the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="62863">
                <text>Simões, Angélica Clementino; Rocha, Maria Meriane Vieira da</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="38">
            <name>Coverage</name>
            <description>The spatial or temporal topic of the resource, the spatial applicability of the resource, or the jurisdiction under which the resource is relevant</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="62864">
                <text>Gramado (Rio Grande do Sul)</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="45">
            <name>Publisher</name>
            <description>An entity responsible for making the resource available</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="62865">
                <text>UFRGS</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="40">
            <name>Date</name>
            <description>A point or period of time associated with an event in the lifecycle of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="62866">
                <text>2012</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="51">
            <name>Type</name>
            <description>The nature or genre of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="62868">
                <text>Evento</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="41">
            <name>Description</name>
            <description>An account of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="62869">
                <text>Com tantas informações, o homem descobriu que o conhecimento é o elemento para seu desenvolvimento e a universidade é o principal centro de transmissão do conhecimento cientifico, por meio de suas atividades de pesquisa, ensino e extensão. Assim, esta pesquisa teve o objetivo identificar as Áreas Curriculares que concentra o maior número de TCCs do Curso de Biblioteconomia da Universidade Federal da Paraíba e posteriormente verificar as temáticas mais trabalhadas no período de 2001 a 2010. Caracteriza-se como uma pesquisa descritiva (documental), adotando uma abordagem quantiqualitativa. Nosso campo foi a Coordenação de Estágio do curso de Biblioteconomia. Nossa amostra é composta por 254 TCCs. Os resultados indicam que a Área Curricular mais trabalhada foi a de “Fundamentos Teóricos da Ciência da Informação”, com 40% dos trabalhos. Nesse contexto, os resultados traçam um panorama para novas temáticas as quais os futuros concluintes venham trabalhar, dando cada vez mais visibilidade ao curso.</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="44">
            <name>Language</name>
            <description>A language of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="69387">
                <text>pt</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
        </elementContainer>
      </elementSet>
    </elementSetContainer>
  </item>
  <item itemId="5887" public="1" featured="0">
    <fileContainer>
      <file fileId="4951">
        <src>http://repositorio.febab.org.br/files/original/49/5887/SNBU2012_026.pdf</src>
        <authentication>7a83b78d4f2ef8a33f07af756eb49811</authentication>
        <elementSetContainer>
          <elementSet elementSetId="4">
            <name>PDF Text</name>
            <description/>
            <elementContainer>
              <element elementId="92">
                <name>Text</name>
                <description/>
                <elementTextContainer>
                  <elementText elementTextId="62861">
                    <text>! ==~~
;:

8t.'bllotu.~

"JIIIi

Ullll.,.,rllt:trlilS

Produção e comunicação científica e tecnológica: medição, mapeamento, diagnóstico
e avaliação da informação)
Trabalho completo

ANÁLISE DA PRODUÇÃO INTELECTUAL REGISTRADA NA ESCOLA
DE ADMINISTRAÇÃO/UFRGS DE 2009 ATÉ 2011
Ana Maria Mattos 1, Evelin Stahlhoefer Cottél, Jaqueline Insaurriaga
Silveira3, Tania Marisa de Abreu Fraga 4
1

Bibliotecária, Doutoranda em Ciência da Informação/UFMG, UFRGS, Porto Alegre, RS
2
3
4

Bibliotecária, UFRGS, Porto Alegre, RS

Bibliotecária, Especialista em Negociação Coletiva, U FRGS, Porto Alegre, RS

Bibliotecária, Especialista em Metodologia da Pesquisa, UFRGS, Porto Alegre, RS

Resumo
O objetivo deste estudo é identificar a produção intelectual produzida no
âmbito da EA/UFRGS de 2009 até 2011 para observar o comportamento dos autores
como produtores de informação científica em artigos de periódicos, livros e trabalhos
apresentados em eventos. Pra tal, revelam-se os títulos dos periódicos mais
importantes e verifica-se o Fator de Impacto e a classificação Qualis dos mesmos;
divulga-se a classificação nas áreas do conhecimento atribuídas de acordo com a
Classificação Decimal Universal dos livros e capítulos de livros publicados; e
destacam-se os eventos, nacionais e internacionais de maior relevância, seja por
constância ou quantidade de trabalhos publicados.

Palavras-Chave:
Comunicação científica; Produção intelectual; Produção da informação.

Abstract
The goal of this paper is to identify the intellectual output produced in the
EA/UFRGS from 2009 to 2011 to observe the behavior of the authors of as producers
of scientific information in journals, books and papers presented at conferences,
seminars and meetings. To this end, we reveal the titles of the most important
journals and verify their Impact Factor and the Qualis classification; disclose the
classification of knowledge of the books and book chapters in accordance with the
Universal Decimal Classification; and highlight the conferences, seminars and
meetings, national and international, that great importance either for constancy or
quantity of published works.

Keywords:
Scientific communication; Intellectual production; Information production.

1 Introdução
As instituições de ensino superior se caracterizam pela produção intelectual
de seus membros, sendo este um item obrigatório para que as universidades se
mantenham com esse status. A Resolução nO 2, de 7 de abril de 1998 do Conselho
Nacional de Educação define o que pode ser considerado como produção intelectual
institucionalizada (INSTITUTO DE PESQUISAS AVANÇADAS EM EDUCAÇÃO,
[2000?]).
Antecipando-se a esta resolução e no intuito de divulgar, dar visibilidade e

193

�! ==~~
;:

8t.'bllotu.~

"JIIIi

Ullll.,.,rllt:trlilS

Produção e comunicação científica e tecnológica: medição, mapeamento, diagnóstico
e avaliação da informação)
Trabalho completo

socializar o conhecimento científico, técnico e artístico produzido na Universidade
Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS) desde 1989 já se realiza a coleta
sistemática dos documentos científicos, técnicos, artísticos e administrativos
produzidos aqui, visando armazenar e preservar a memória institucional. A
responsabilidade pela coleta, registro e armazenamento da produção intelectual
cabe às bibliotecas do Sistema de Bibliotecas da UFRGS (SBU) e nos últimos oito
anos tem havido uma média anual de inclusão de 15.359 registros (UNIVERSIDADE
FEDERAL DO RIO GRANDE DO SUL, 2012).
A Biblioteca Setorial da Escola de Administração da UFRGS (BSEA) tem
realizado o registro da produção intelectual produzida nesta unidade de ensino no
catálogo eletrônico do SBU, o Sistema de Automação de Bibliotecas (SABi\
entretanto estes dados nunca sofreram uma análise. Por esse motivo pretende-se
colocar uma lente sobre as produções intelectuais de maior relevância, a saber,
artigos de periódico, livros e trabalhos apresentados em eventos para responder a
seguinte pergunta de pesquisa: Qual o comportamento dos pesquisadores da Escola
de Administração da UFRGS (EA/UFRGS) como produtores de informação científica
de 2009 até 2011?
Justifica-se a realização deste estudo, porque o mesmo poderá subsidiar
decisões no desenvolvimento de coleções da BSEA, bem como possibilitará
conhecer os canais preferencias de comunicação dos autores ligados a esta unidade
de ensino enquanto produtores de informação.
O objetivo geral deste estudo é identificar a produção intelectual produzida no
âmbito da EA/UFRGS, e os objetivos específicos são:
a) contabilizar a produção intelectual produzida no âmbito da Escola de
Administração da UFRGS de 2009 até 2011 em artigos de periódicos,
livros, capítulos de livros e trabalhos apresentados em eventos;
b) revelar o canal preferencial de comunicação dos autores estudados;
c) identificar os títulos dos periódicos, indexados e não indexados, de
2009 até 2011, onde os artigos foram publicados;
d) verificar o Fator de Impacto e a classificação Qualis das revistas em
que foram publicados estes artigos;
e) revelar a classificação na área do conhecimento, de acordo com a
Classificação Decimal Universal (CDU), dos livros e capítulos de livros
publicados; e
f) destacar os eventos, nacionais e internacionais, mais utilizados para a
comunicação pelos autores.

2 Revisão de Literatura
Quem primeiro publica os resultados da pesquisa ganha o direito à autoria.
Um bom exemplo dessa situação é o que ficou conhecido como a Guerra do
Cálculo, famosa batalha pública sobre quem seria o legítimo inventor do cálculo,
Newton ou Leibnitz, ocorrida no início do século XVIII e muito bem narrada por Bardi
(2008). Targino (2000) afirma que a circulação da informação é vital para a ciência,
pois permite o intercâmbio de ideias. Ela engloba as atividades associadas à
produção, disseminação e uso da informação, e quando efetivada, a comunicação

1

http://sabi.ufrgs.br/F?RN=521460325

194

�! ==~~
;:

8t.'bllotu.~

"JIIIi

Ullll.,.,rllt:trlilS

Produção e comunicação científica e tecnológica: medição, mapeamento, diagnóstico
e avaliação da informação)
Trabalho completo

científica passa a ser formadora do estoque universal de conhecimentos.
Zilles (2006, p. 240), porém, é mais taxativo:
O conhecimento científico é comunicável: não é inefável, mas expressável;
não é privado, mas público. [ ... ] A comunicação dos resultados e das
técnicas da ciência não só aperfeiçoam a educação geral, mas multiplicam
também as possibilidades de sua confirmação ou refutação.

E assim, o conhecimento sistematizado, adquirido via identificação,
observação, pesquisa e explicação de fatos e fenômenos, formulados racional e
metodicamente, se integraram à sociedade moderna, principalmente no meio
acadêmico. Mas, o que se pode considerar produção intelectual? Segundo Targino
(2010, p. 33):
[... ] A produção cientifica é essencialmente produção intelectual. Por
conseguinte, configura-se como espelho da ciência e da comunidade de
cientistas de um país e de uma disciplina, o que em última instância
significa dizer que é elemento importante na mensuração do processo
desenvolvimentista das nações.

Além disso, no ambiente científico, a notoriedade de um pesquisador está
relacionada à sua produção intelectual. Ele é avaliado por ela e a maior visibilidade
de suas publicações é dada por
[... ] artigos publicados em periódicos de reconhecimento nacional e
internacional, que são classificados segundo determinados critérios, numa
lista das publicações mais significativas nas diversas áreas de
conhecimento. É importante para o pesquisador conseguir que sua
produção seja publicada em periódico de alto impacto, para que ela seja, de
fato, divulgada (JOB, MATTOS, TRINDADE, 2009).

É essa divulgação, que obedece a parâmetros cada vez mais quantitativos
que norteará o pretenso aumento na produtividade e a ascensão profissional dos
docentes (TARGINO, 2010). Muito criticada, mas sem propostas alternativas de
avaliação docente, o publish ou perish está institucionalizado:
[... ] O decantado lema publish ar perish é somente um símbolo da
decadência visível da universidade como instituição do saber. É a
substituição do pensamento reflexivo e da competência pelo culto à
produtividade sem critérios. Em nome da quantificação, trabalhos são
repetidos à exaustão, mediante artifícios que vão da mudança de títulos a
alterações das palavras introdutórias, acréscimos de autores, às vezes, nem
lidos nem consultados, supressões de outros que saíram de moda e assim
por diante (TARGINO, 2010, p. 36).

Segundo Mueller (2007), normalmente as Ciências Sociais preferem o livro
como canal de comunicação, apesar do incremento no uso de artigos científicos
como o canal preferencial:
Estudos têm mostrado que, tradicionalmente, as Ciências Naturais e Exatas
dão preferência ao artigo científico, as Engenharias e Tecnologias preferem
os encontros científicos e, portanto os anais e proceedings desses
encontros são canais importantes para estas áreas, e as Ciências Sociais
se utilizam tanto de artigos quanto de livros e capítulos de livros. No entanto
o artigo científico vem aumentando de importância em todas as áreas
(MUELLER 2007, p. 133).

Este estudo permitirá verificar se o comportamento dos autores estudados
enquanto produtores de informação apresentam relação com a assertiva de Mueller
(2007).
Ao fim e ao cabo, a coleta e registro sistemático dos documentos científicos,
técnicos, artísticos e administrativos produzidos na UFRGS, além de visar o
armazenamento e preservação da memória institucional, se prestam também, a uma

195

�! ==~~
;:

8t.'bllotu.~

"JIIIi

Ullll.,.,rllt:trlilS

Produção e comunicação científica e tecnológica: medição, mapeamento, diagnóstico
e avaliação da informação)
Trabalho completo

análise do comportamento dos autores estudados diante das exigências inerentes
do publish or perish como financiamentos de pesquisa ou progressão funcional,
além de uma identificação dos canais informacionais eleitos por esses autores e sua
qualidade.

3 Material e Método

o primeiro passo para o acesso ao objeto de estudo desta investigação foi

a
consulta ao SABi, que mantém os dados catalográficos da produção intelectual da
UFRGS. Os critérios definidos para a seleção do material empírico deste estudo e a
consequente consulta ao catálogo estabelecem que para pertencer ao universo da
pesquisa a produção intelectual deve ter as seguintes características:
g) ter sido publicada de 2009 até 2011 ;
h) ser artigo de periódico, capítulo de livro, livro ou trabalho apresentado
em evento;
i) ter sido de autoria de docente pertencente ao Departamento de
Ciências Administrativas; e
j) ter sido registrada no SABi.
Para proceder à consulta, selecionou-se no SABi em seu modo Graphical
User Interface por meio da pesquisa Commom Comand Language em pesquisar
palavras, avançada, nos seguintes campos:
a) tipo de produção, produção intelectual (WPI), que podem ser: artigo
publicado em periódico indexado estrangeiro (PFI); artigo publicado em
periódico indexado nacional (PGI); artigo publicado em periódico não
indexado estrangeiro (PFN); artigo publicado em periódico não
indexado nacional (PGN); capítulo de livro (PB); livro (PA); trabalho
publicado em anais de evento realizado no país (PH); e trabalho
publicado em anais de evento realizado fora do país (PJ);
b) biblioteca (WBP) =adm; e
c) ano de publicação (WYR) =2009, 2010 e 2011.
Levando-se em consideração o tempo necessário para realizar a inserção dos
dados no Excel, bem como as etapas posteriores de tratamento e interpretação dos
mesmos, a consulta ao catálogo foi realizada em 04 de março de 2012. Foram
recuperados 803 registros.

4 Resultados Finais
A produção intelectual produzida e registrada no SABi de 2009 até 2011 no
âmbito da Escola de Administração da UFRGS em artigos de periódico, livros,
capítulos de livros e trabalhos apresentados em eventos encontra-se resumida na
Tabela 1.
O tipo de publicação preferencial entre os autores da produção intelectual
produzida na EA/UFRGS foram os trabalhos publicados em anais de eventos
realizados no país e os artigos publicados em periódicos indexados nacional,
representando 64,38% do total.

196

�Produção e comunicação científica e tecnológica: medição, mapeamento, diagnóstico
e avaliação da informação)
Trabalho completo

Tabela

1-

PI da EAlUFRGS registrada no SABi de

PI
Artigo ()ublicado em ()eriódico indexado estrangeiro
Artigo publicado em periódico indexado nacional
Artigo ()ublicado em ()eriódico não indexado estrangeiro
Artigo ()ublicado em ()eriódico não indexado nacional
Ca()ítulo de livro
Livro
Trabalho publicado em anais de evento realizado no país
Trabalho publicado em anais de evento realizado fora do país
TOTAL

2009

(%)

13
63
2
20
15
9
127
26
275

4,73
22,91
0,73
7,27
5,45
3,27
46,18
9,45
100

ANO
2010
14
48
2
26
24
4
117
34
269

2009

até

2011

(%)

2011

(%)

5,20
17,84
0,74
9,67
8,92
1,49
43,49
12,64
100

18
62
4
18
31
4
100
22
259

6,95
23,94
1,54
6,95
11,97
1,54
38,61
8,49
100

TOTAL

(%)

45
173

5,60
21,54
1,00
7,97
8,72
2,12
42,84
10,21
100

8
64
70
17
344
82
803

Fonte: SABi

Entre os periódicos estrangeiros indexados foram publicados 16 artigos em 14
títulos que possuem Fator de Impacto, representando cerca de 35% do total da
produção intelectual do período. Por outro lado, apesar de serem indexados em
bases de dados, 10 dos títulos estrangeiros que receberam publicações não são
classificados pelo Qualis ou avaliados pelo Fator de Impacto.
Quadro

1-

Títulos das revistas científicas dos artigos publicados em periódicos
estrangeiros indexados de

N°

TíTULO DO PERiÓDICO

1
African Journal of Business Management
2
Appetite
Applied Artificiallntelligence
3
4
Archivos de Zootecnia
Canadian Journal of Administrative Sciences
5
China-USA Business Review
6
7
CIRIEC Espana, Revista de Economia Pública, Social y Cooperativa
Criticai Perspectives on International Business
8
Decision Support Systems
9
10
Esic-Market
11
Espacio Abierto: Cuaderno Venezolano de Sociologia
12
European Business Review
13
European Journal of Operational Research
14
Expert Systems with Applications
15 Greener Management International
16 International Journal of Business and Management
17 International Journal of Consumer Studies
18 International Journal of Electronic Commerce
19 International Journal of Wine Business Research
20 Journal of Agricultural Science and Technology B
21
Journal of Business Chemistry
22 Journal of Database Marketing &amp; Customer Strategy Management
23 Journal of Services Marketing
24 Journal of Technology Management &amp; Innovation
25 Journal of the Operational Research Society
26 Journal on Chain and Network Science
27
Latin American and Caribbean Law and Economics Association
28
Management Decision
29
Meat Science
30
Medicai Decision Making
31
Ocean &amp; Coastal Management
32
On the Horizon
33
Organization
34
Otra Economía
35
Public Administration
36 Transportation Research. Part E
TOTAL

2009

até

2011

#

FI"

1
1
1
2
1
1
1
1
1
1
1
2
2
1
1
1
2
1
1
1
1
1
1
6
1
1
1
1
1
1
1
1
1
1
1
1
45

2,433
0,563
-

QUALlS
C
A2
A2
B2
A2

ÁREA
Ciências Agrárias I
Interdisciplinar
Interdisciplinar
Interdisciplinar
ADM, CC eTUR

-

2,135

A2
A1

ADM, CC eTUR
Interdisciplinar

-

-

-

2,159
1,926

B1
A1
A1

Sociologia
ADM, CC eTUR
ADM, CC eTUR

-

0,512
0,850
-

-

B1
B1
B2

ADM, CC eTUR
Ciência da Comp.
ADM, CC eTUR

-

B4
B1

ADM, CC eTUR
ADM, CC eTUR

-

1,102

B1
A1
A2

1,078
2,619
2,013
1,524

A2
A2
B1
A2

1,488

-

ADM, CC eTUR
ADM, CC eTUR
ADM, CC eTUR

-

1,292

B2
A1
A1

ADM, CC eTUR
Saúde Coletiva
Saúde Coletiva
Interdisciplinar

-

-

-

-

Sociologia
Direito
Enqenharias III

-

Fonte: SABI
Nota: *Fator de Impacto de

2010. ADM,

CC e TUR

197

=Administração, Ciências Contábeis e Turismo

�! ==~~
;:

8t.'bllotu.~

"JIIIi

Ullll.,.,rllt:trlilS

Produção e comunicação científica e tecnológica: medição, mapeamento, diagnóstico
e avaliação da informação)
Trabalho completo

No Quadro 1 podem-se observar os 36 títulos das revistas científicas dos 45
artigos publicados em periódicos estrangeiros indexados. Os autores utilizaram 36
diferentes títulos para publicar. Destes 14 tem Fator de Impacto e 25 tem
classificação Qualis, 13 tem ambas as classificações. Assim, há um total de 26
títulos de periódicos, dos 36 utilizados com avaliações consideradas importantes
pela comunidade acadêmica, que representam cerca de 72% do estrato.
Destaca-se também que alguns dos periódicos em que os autores publicaram
foram avaliados pelo Qualis somente em outras áreas do conhecimento como as
Ciências Agrárias, Interdisciplinar, Sociologia, Ciência da Computação, Saúde
Coletiva, Direito e Engenharia. Entretanto, dos 25 títulos de periódicos utilizados
para publicar e avaliados pelo Qualis, 56% estão classificados como A; 40% como B
e somente 4% como C (Gráfico 1).
Gráfico 1 - Qualis das revistas científicas dos artigos publicados em periódicos
estrangeiros indexados de 2009 até 2011
• AI • A2 • BI • B2 • B4 • C

Fonte: SABi

Por outro lado foram publicados 173 artigos em 67 diferentes periódicos
nacionais indexados, destes somente 5 não foram avaliados pelo Qualis (Quadro 2).
Quadro 2 - Títulos das revistas científicas dos artigos publicados em periódicos
nacionais indexados de 2009 até 2011
#

TíTULO DO PERiÓDICO

#

QUALlS

1
2
3
4
5
6
7
8

Revista de Administração Pública. Rio de Janeiro
BAR. Brazilian Administration Review. Curitiba
Produção
Psicologia &amp; Sociedade. São Paulo
Gestão e Produção. São Carlos
Pesquisa Operacional
Revista Brasileira de Economia. Rio de Janeiro
Revista Sociedade e Estado. Brasília
Cademos EBAPE.BR. Rio de Janeiro
Revista de Administração Contemporânea. Rio de Janeiro
RAM: Revista de Administração Mackenzie. São Paulo
Revista de Administração de Empresas. São Paulo
RAE - eletrônica. São Paulo
Revista Brasileira de Finanças. Rio de Janeiro
Ensaios FEE. Porto Alegre
Psicologia USP. São Paulo
Revista Brasileira de Enfermagem. Brasília
REAd: revista eletrônica de administração. Porto Alegre

6
5
2
2
1
1
1
1
15
10
8
4
2
2
1
1
1
16

A2
A2
A2
A2
A2
A2
A2
A2
B1
B1
B1
B1
B1
B1
B1
B1
B1
B2

9
10
11
12
13
14
15
16
17
18

Continua ...

198

�Produção e comunicação científica e tecnológica: medição, mapeamento, diagnóstico
e avaliação da informação)
Trabalho completo

#

TíTULO DO PERiÓDICO

#

QUALlS

19
20
21
22
23
24
25
26
27
28
29
30
31
32
33
34
35
36
37
38
39
40
41
42
43
44
45
46
47
48
49
50
51
52
53
54
55
56
57
58
59
60
61
62
63
64
65
66
67

Continuação.
Organizações e Sociedade. Salvador
Revista de Administração. São Paulo
BASE: revista de administração e contabilidade da Unisinos. São Leopoldo
JISTEM - Journal of Information Systems and Technology Management
Organizações Rurais &amp; Agroindustriais. Lavras
Revista Mal-estar e Subjetividade. Fortaleza
Turismo em Análise
REGE USP: Revista de gestão USP. São Paulo
Faces: uma Revista de Ideias. Belo Horizonte
Revista de Ciências Administrativas. Florianópolis
Alcance. Itajaí
Gestão &amp; Planejamento: revista do Programa de Pós-Graduação em Administração. Salvador
Comunicação &amp; Sociedade. São Bernardo do Campo
Desenvolvimento em Questão: revista do programa de pós-graduação em desenvolvimento. Ijuí
Gestão.org
Informações Econômicas. São Paulo
Produto &amp; Produção. Porto Alegre
RAI - Revista de Administração e Inovação. São Paulo
Revista Brasileira de Gestão de Negócios
Revista de Economia Agrícola. São Paulo
Revista Econômica do Nordeste. Fortaleza
Análise. Porto Alegre
Revista em Agronegócios e Meio Ambiente
Contextus: revista contemporânea de economia e gestão. Ceará
Direito, Estado e Sociedade. Rio de Janeiro
Perspectiva. Erechim
Redes: desenvolvimento regional. Santa Cruz do Sul
RESI - Revista Eletrônica de Sistemas de Informação
Revista de Geopolítica. Ponta Grossa
Revista economia &amp; gestão. Belo Horizonte
Revista Portuguesa e Brasileira de Gestão. Rio de Janeiro
Estudo &amp; Debate. Lajeado
Revista Brasileira de Gestão e Desenvolvimento Regional. Taubaté
Ciências Sociais em Perspectiva. Cascavel
ConTexto. Porto Alegre
Engenharia Ambiental: pesquisa e tecnologia
Journal of Aerospace Technology and Management
Revista da Micro e Pequena Empresa
Revista da Sociedade de Psicologia do Rio Grande do Sul. Porto Alegre
Revista Organizações em Contexto
Informação &amp; Informação. Londrina
RACE: revista de administração, contabilidade e economia. Joaçaba
ReA UFSM: Revista de Administração da UFSM. Santa Maria
REGES - Revista Eletrônica de Gestão
InterSciencePlace: revista científica internacional indexada
Revista Pretexto. Belo Horizonte
Economic Analysis of Law Review. Brasília
Gestão e Regionalidade
Qualit@s Revista Eletrônica

9
7
4
3
2
1
1
6
4
4
3
3
1
1
1
1
1
1
1
1
1
2
2
1
1
1
1
1
1
1
1
4
4
1
1
1
1
1
1
1
1
1
1
1
2
2
1
1
1

B2
B2
B2
B2
B2
B2
B2
B3
B3
B3
B3
B3
B3
B3
B3
B3
B3
B3
B3
B3
B3
B4
B4
B4
B4
B4
B4
B4
B4
B4
B4
B5
B5
B5
B5
B5
B5
B5
B5
B5
C
C
C
C
-

-

-

173

TOTAL

Fonte: SABi

Observando a Tabela 2, que descreve a distribuição dos artigos publicados
em periódicos nacionais indexados de 2009 até 2011. Relacionando-a com a
quantidade de artigos publicados descritos no Quadro 2 se verifica que os cinco
periódicos preferenciais para publicação do período analisado, arrolados no primeiro
terço da amostra, ou 33%, não são os melhores classificados pelo Qualis:
a) REAd: revista eletrônica de administração, 16 artigos, B2;
b) Cadernos EBAPE.BR, 15 artigos, B1;
c) Revista de Administração Contemporânea, dez artigos, B1;
d) Organizações e Sociedade, nove artigo, B2; e

199

�! ==~~
;:

8t.'bllotu.~

"JIIIi

Ullll.,.,rllt:trlilS

Produção e comunicação científica e tecnológica: medição, mapeamento, diagnóstico
e avaliação da informação)
Trabalho completo

e) RAM: Revista de Administração Mackenzie, oito artigos, B1.
Tabela 2 - Distribuição dos artigos publicados em periódicos nacionais indexados de
2009 até 2011
QUANT. PERiÓDICO QUANT. ARTIGO

I

TOTAL

(%)

TOTAL ACUMULADO

(%) ACUMULADO

1

16

16

9,25

16

9,25

1

15

15

8,67

31

17,92

1

10

10

5,78

41

23,70

1

9

9

5,20

50

28,90

1

8

8

4,62

58

33,53

1

7

7

4,05

65

37,57

2

6

12

6,94

77

44,51

1

5

5

2,89

82

47,40

6

4

24

13,87

106

61,27

3

3

9

5,20

115

66,47

9

2

18

10,40

133

76,88

40

1

40

23,12

173

100

67

173

100

TOTAL

Fonte: SA8i

Entre os artigos publicados em periódicos não indexados nacionais e
estrangeiros, que representam aproximadamente 9% da produção intelectual
estudada, somente cerca de 42% são avaliados pelo Oualis. Foram utilizados 46
diferentes títulos de revistas científicas para publicar os 72 artigos (Tabela 3).
Metade dos artigos foram publicados em periódicos não indexados e não
classificados pelo Oualis, enquanto a outra metade foi publicada, em sua maioria, 15
artigos, em periódicos classificados como B3, a saber: Gestão.Org. Revista
Eletrônica de Gestão Organizacional, oito artigos; Revista Brasileira de Agroecologia,
um artigo; e Revista de Gestão Social e Ambiental, seis artigos.
Tabela 3 - Qualis dos artigos publicados em periódicos nacionais e estrangeiros não
indexados de 2009 até 2011
QUALlS

;

PERIODICO
ARTIGO

82
3
3

83
3
15

84
5
6

SIM
85 C
3 5
4 8

TOTAL
19
36

(%)
41,30
50

NÃO

(%)

TOTAL

(%)

27
36

58,70
50

46
72

100
100

Fonte: SA8i

A publicação de livros e capítulos de livros representa cerca de 11 % da
amostra estudada e, apesar de não ser o tipo preferencial de publicação, aumentou
em frequência no período.

200

�Produção e comunicação científica e tecnológica: medição, mapeamento, diagnóstico
e avaliação da informação)

! ==~~
;:

8t.'bllotu.~

"JIIIi

Ullll'''''llt:trlilS

Trabalho completo

Gráfico 2 - Livros e capítulos de livros publicados de 2009 até 2011

45
40,23
40
35
30
25
20
15
10
5
O

2009

2010

2011

Fonte: SABi

Os livros e capítulos de livros publicados concentram 51,72% nos assuntos
arrolados no Quadro 3. As demais publicações encontram-se dispersas em diversos
assuntos da área.
Quadro 3 - Classificação de acordo com a CDU dos livros e capítulos de livros
publicados de 2009 até 2011
CDU
65
658.3
304
65.013
316.334.2
334

Organização e administração da indústria, comércio e comunicações
Relações humanas na empresa. Pessoal
Questões sociais. Prática social. Prática cultural. Modo de vida
(Lebenweise)
Organização e administração da indústria, comércio e comunicações.
Questões psicológicas
Sociologia de subsistemas e instituições econômicas. Estrutura
econômica. Sociologia da economia
Outros

#

#ACUM.

(%) ACUM.

15
11

15
26

17,24
29,89

8

34

39,08

6

40

45,98

5

45

51,72

42

87

100

87

TOTAL

Fonte: SABi

Os autores participaram de 64 eventos nacionais e neles publicaram 344
trabalhos. Por outro lado, ocorreu a participação em 40 eventos internacionais e
publicação de 82 trabalhos.

201

�! ==~~
;:

8t.'bllotu.~

"JIIIi

Ullll.,.,rllt:trlilS

Produção e comunicação científica e tecnológica: medição, mapeamento, diagnóstico
e avaliação da informação)
Trabalho completo

Tabela 4 - Eventos nacionais e estrangeiros e trabalhos publicados de 2009 até 2011

ANO
NACIONAIS
INTERNACIONAIS

EVENTO
TRABALHO
EVENTO
TRABALHO

2009

2010

2011

TOTAL

20
127
13
26

20
117
18
34

24
100
9
22

64
344
40
82

Fonte: SABi

O evento nacional com maior número de trabalhos apresentados, totalizando
115, ou cerca de 33%, e com participação nos três anos estudados foi o Encontro
Anual da Associação Nacional de Pós-Graduação e Pesquisa em Administração
(ENANPAD). Apesar da constância, a quantidade de trabalhos publicados em 2011
diminui consideravelmente.
Gráfico 3 - Trabalhos publicados no ENANPAD de 2009 até 2011

. 2 00 9
. 2010
. 2011

Fonte: SABi

Os outros eventos nacionais que tiveram a participação dos autores nos três
anos estudados foram: o Encontro Brasileiro de Finanças, com 13 trabalhos
publicados, e o Encontro Nacional de Engenharia de Produção, com dez trabalhos
publicados. Destacam nove eventos com duas participações nos três anos
analisados (Quadro 4).
Quadro 4 - Eventos nacionais com publicação em dois anos 2009 até 2011
# EVENTO
TRABALHO
1 Encontro de Gestão de Pessoas e Relações de Trabalho
16
2 Sociedade Brasileira de Economia, Administração e Sociologia Rural - SOBER
15
113
3 Encontro de Estudos em Estratégia
14 Encontro de Administração da Informação
11
5 Simpósio de Engenharia de Produção
10
6 Congresso Internacional de Gestão da Tecnologia e Sistemas de Informação (CONTECSI)
9
6
7 Simpósio de Administração da Produção, Logística e Operações Internacionais
8 Congresso de Stress da ISMA-BR
2
9 Encontro de Estudos Multidisciplinares em Cultura - ENECULT
2
TOTAL
84

Fonte: SABi

Totalizando 222 trabalhos publicados em eventos nacionais no período

202

�! ==~~
;:

8t.'bllotu.~

"JIIIi

Ullll'''''llt:trlilS

Produção e comunicação científica e tecnológica: medição, mapeamento, diagnóstico
e avaliação da informação)
Trabalho completo

analisado, ou cerca de 65% das publicações, pode-se afirmar pela quantidade e
frequência que os doze eventos nacionais aqui destacados constituem-se nos mais
importantes para os autores estudados.
Entre os eventos estrangeiros destacam-se seja pela frequência, seja pela
quantidade de trabalhos publicados: o Americas Conference an Infarmatian
Systems, participação em dois anos, sete publicações; European Marketing
Academy Canference - EMA C, participação em dois anos, cinco publicações; e
Internatianal Canference an Management af Technalagy - IAMOT, participação em
dois anos, dez publicações.
Com uma participação nos três anos estudados destacam-se os eventos
estrangeiros: Cangres de I'Institut Franca-Brésilien d'Administratian des Entreprises
- IFBAE, oito publicações; Wageningen Internatianal Canference an Chain and
Netwark Management, cinco publicações; Iberoamerican Academy af Management.
Internatianal Meeting e Internatianal Agribusiness PAA-PENSA Canference, com
quatro publicações cada; e Annual Canference af the Business Assaciatian af Latin
American Studies - BALAS e Internatianal Faad and Agribusiness Management
Assaciafian com três publicações cada.
Gráfico 4 - Trabalhos publicados em eventos estrangeiros de 2009 até 2011
In te m at iona l Food a nd Agribus iness M a nageme nL

3

BAL AS

3

In tem at iona l Ag ri business PAA-PE N SA Conf erence

4

Iberoamerican Ac ,a demy o f Management

Wage ningen Inte rn at iona l Co nfe rence o n C h a in

4

a nd~

5

E M AC

5

Ame ricas Co nferen ce on In fo nnafion Systems

7

IFBAE

8

IA M O T

10
O

2

4

8

10

12

Fonte: SABi

5 Considerações Finais

o

período analisado revelou a preferência dos autores por publicarem seus
trabalhos em eventos e periódicos indexados nacionais. Neste caso, nota-se que os
autores tem tido o cuidado de buscar periódicos mais qualificados sejam porque são
indexados, avaliados pelo Fator de Impacto ou classificado pelo Qualis, revelado
pelo baixo percentual de títulos de periódicos que não obedecem a esse critério,
cerca de 9%.
Nas publicações realizadas em periódicos indexados estrangeiros os autores
também deram preferência aos periódicos classificados pelo Qualis ou avaliados
Fator de Impacto, o que é um bom indicador, mas também ocorreram publicações
em títulos não classificados ou avaliados. Sugere-se aos autores uma reavaliação
quanto ao envio de originais para publicação nestes periódicos científicos.
A taxa de publicação de mais da metade dos artigos em periódicos indexados
estrangeiros em títulos classificados como Qualis A é altamente positiva.
Recomenda-se aos autores que este comportamento seja um objetivo e que a meta
seja aumentar o percentual de 56% apurado no período.

203

�! ==~~
;:

8t.'bllotu.~

"JIIIi

Ullll.,.,rllt:trlilS

Produção e comunicação científica e tecnológica: medição, mapeamento, diagnóstico
e avaliação da informação)
Trabalho completo

Por outro lado, os artigos publicados nos periódicos nacionais indexados, o
segundo canal preferencial de comunicação dos autores, 58 em cinco títulos
diferentes no período estudado, não se encontram entre os títulos melhores
classificados pelo Qualis, são 82 e 81. Além disso, o título de periódico que mais
recebeu artigos, dezesseis, foi a REAd, publicada pela EA/UFRGS. Propõe-se aos
autores que evitem esse comportamento endógeno na publicação de seus trabalhos.
Outro comportamento como produtor de informação que se recomenda que
seja evitado pelos autores é o de publicar em periódicos não indexados nacionais e
estrangeiros, 50% do total, os quais não são avaliados pelo Qualis.
O estudo de Mattos (2011) revela a preferência dos autores, no caso doutores
formados pela EAlUFRGS, por publicarem seus trabalhos em periódicos indexados
nacionais. Nele foram identificados dois conjuntos de periódicos: o primeiro dos
citados nas teses de doutorado em Administração da UFRGS concluídas entre 1997
e 2007; e o segundo dos periódicos em que os autores destas teses publicaram
seus artigos após um ano da obtenção do título de doutor até 2010:
A diferença mais evidente é quanto à origem da publicação periódica.
Quando se trata da produção de informação técnico-científica, o grupo
estudado prefere o periódico nacional (90%) ao estrangeiro (10%). De fato,
os autores preferem o periódico estrangeiro para consumir informação, e o
periódico nacional para produzi-Ia. Trata-se assim de um grupo com pouca
visibilidade e inserção internacional, apesar de ser formado, em sua
maioria, por professores doutores de instituições de ensino superior e
pesquisadores (MATTOS, 2011, p. 82).

Ou seja, há semelhança entre o comportamento dos pesquisadores e dos
alunos de doutorado egressos do Pós-Graduação da EA/UFRGS quando decidem
publicar as suas investigações.
Cerca de 50% dos livros e capítulos de livros publicados abrangem a Ciência
Administrativa e sua interdisciplinaridade com as demais disciplinas sob o guardachuva das Ciências Sociais, corroborando Mueller (2007).
O evento nacional que mais publicou trabalhos dos autores estudados no
período foi o ENANPAD, entretanto o declínio de trabalhos apresentados entre 2009
e 2011 deve ser acompanhado para descobrir as causas se essa tendência se
mantiver. A relação trabalhos publicados/evento, nos eventos nacionais, o primeiro
canal preferencial de comunicação dos autores, foi de 5,37 (344/64) enquanto que
nos estrangeiros foi de 2,05 (82/40). O aumento nessa relação nos eventos
estrangeiros deve ser estimulada, visando aumentar a visibilidade internacional do
conhecimento científico produzido na EAlUFRGS.
Os autores estudados estão comunicando a sua produção intelectual como
recomendam Targino (2000) e Zilles (2006). Estas publicações são utilizadas como
instrumento de avaliação (TARGINO 2010; J08, MATTOS, TRINDADE, 2009), e o
resultado das análises, nos permitem fazer sugestões de melhoria principalmente
nos critérios de seleção dos títulos de periódicos que os autores devem submeter os
textos.
Sugere-se que sejam empreendidas investigações da mesma natureza sobre os
aspectos da produção intelectual nas universidades brasileiras, para verificar se o
comportamento revelado neste estudo é exclusivo dos pesquisadores da EAlUFRGS,
faz parte da área de conhecimento como um todo ou se há equivalência no modus
operandi em outros campos do conhecimento,
Por fim, considera-se que os objetivos específicos desta pesquisa foram
alcançados com êxito. Foi possível descrever o cenário da produção intelectual da

204

�! ==~~
;:

8t.'bllotu.~

"JIIIi

Ullll.,.,rllt:trlilS

Produção e comunicação científica e tecnológica: medição, mapeamento, diagnóstico
e avaliação da informação)
Trabalho completo

EA/UFRGS no recorte de tempo proposto e identificar possíveis pontos a serem
melhorados, bem como identificar critérios que podem subsidiar o desenvolvimento
de coleções.

6 Referências
BARDI, J. S. A guerra do cálculo. Rio de Janeiro: Record, 2008.
INSTITUTO DE PESQUISAS AVANÇADAS EM EDUCAÇÃO. Produção intelectual
institucionalizada nas instituições de ensino, [2000?]). Disponível em:
http://www.ipae.com.br/et/22.pdf. Acesso em: 3 abro 2012.
JOB, 1.; MATTOS, A. M.; TRINDADE, A. Processo de revisão pelos pares: por que
são rejeitados os manuscritos submetidos a um periódico científico? Movimento,
Porto Alegre, V. 15, n. 3, p. 35-55, 2009. Disponível em:
http://scholar.googleusercontent. com/scholar?q=cache: UrOWO DsIT2 UJ :scholar. goog
le.com/+%22ana+maria+mattos%22&amp;hl=pt-BR&amp;as sdt=O,5. Acesso em: 19 abro
2012.
MATTOS, A. M. Aspectos do consumo e da produção da informação no campo
científico da Administração. Encontros Bibli, Florianópolis, V. 16, n. 31, p.71-87,
2011. Disponível em: http://www.periodicos.ufsc.br/index.php/eb/article/view/15182924.2011v16n31 p71/17758 . Acesso em: 15 jun. 2012.
MUELLER, S. P. M. Literatura científica, comunicação científica e Ciência da
Informação. In: TOUTAIN, L. M. B. B, Para entender a Ciência da Informação.
Salvador: EDUFBA, 2007. p. 125-144.
TARGINO, M. G. Comunicação científica: uma revisão de seus elementos básicos.
Informação e Sociedade Estudos, João Pessoa, V. 10, n. 2, p. 37-85, 2000.
Dispon ível em: http://www.ies.ufpb.br/ojs2/i ndex. ph p/ies/article/view/326/248 . Acesso
em: 22 mar. 2012.
TARGINO, M. G. Produção intelectual, produção científica, produção acadêmica:
facetas de uma mesma moeda? In: CURTY, R. G. (Org.). Produção intelectual no
ambiente acadêmico. UEL, Londrina: 2010. p. 31-45. Disponível em:
http://www.uel.br/pos/mestradoinformacao/pages/arquivos/Producao Intelectual.pdf.
Acesso em: 19 abr. 2012.
UNIVERSIDADE FEDERAL DO RIO GRANDE DO SUL. Comissão de Automação.
Relatório de Atividades 2011. 2012. Disponível em:
http://paginas.ufrgs.br/documenta/publicacoes/relatorioanual/RelatorioAtiv2011.pdf/view. Acesso em: 3 abro 2012.
ZILLES, U. Teoria do Conhecimento. Porto Alegre: EDIPUCRS, 2006.

205

�</text>
                  </elementText>
                </elementTextContainer>
              </element>
            </elementContainer>
          </elementSet>
        </elementSetContainer>
      </file>
    </fileContainer>
    <collection collectionId="49">
      <elementSetContainer>
        <elementSet elementSetId="1">
          <name>Dublin Core</name>
          <description>The Dublin Core metadata element set is common to all Omeka records, including items, files, and collections. For more information see, http://dublincore.org/documents/dces/.</description>
          <elementContainer>
            <element elementId="50">
              <name>Title</name>
              <description>A name given to the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51396">
                  <text>SNBU - Edição: 17 - Ano: 2012 (UFRGS - Gramado/RS)</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="49">
              <name>Subject</name>
              <description>The topic of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51397">
                  <text>Biblioteconomia&#13;
Documentação&#13;
Ciência da Informação&#13;
Bibliotecas Universitárias</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="41">
              <name>Description</name>
              <description>An account of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51398">
                  <text>Tema: A biblioteca universitária como laboratório na sociedade da informação.</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="39">
              <name>Creator</name>
              <description>An entity primarily responsible for making the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51399">
                  <text>SNBU - Seminário Nacional de Bibliotecas Universitárias</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="45">
              <name>Publisher</name>
              <description>An entity responsible for making the resource available</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51400">
                  <text>UFRGS</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="40">
              <name>Date</name>
              <description>A point or period of time associated with an event in the lifecycle of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51401">
                  <text>2012</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="44">
              <name>Language</name>
              <description>A language of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51402">
                  <text>Português</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="51">
              <name>Type</name>
              <description>The nature or genre of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51403">
                  <text>Evento</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="38">
              <name>Coverage</name>
              <description>The spatial or temporal topic of the resource, the spatial applicability of the resource, or the jurisdiction under which the resource is relevant</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51404">
                  <text>Gramado (Rio Grande do Sul)</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
          </elementContainer>
        </elementSet>
      </elementSetContainer>
    </collection>
    <itemType itemTypeId="8">
      <name>Event</name>
      <description>A non-persistent, time-based occurrence. Metadata for an event provides descriptive information that is the basis for discovery of the purpose, location, duration, and responsible agents associated with an event. Examples include an exhibition, webcast, conference, workshop, open day, performance, battle, trial, wedding, tea party, conflagration.</description>
    </itemType>
    <elementSetContainer>
      <elementSet elementSetId="1">
        <name>Dublin Core</name>
        <description>The Dublin Core metadata element set is common to all Omeka records, including items, files, and collections. For more information see, http://dublincore.org/documents/dces/.</description>
        <elementContainer>
          <element elementId="50">
            <name>Title</name>
            <description>A name given to the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="62853">
                <text>Análise da produção intelectual registrada na escola de administração/UFGRS de 2009 até 2011.</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="39">
            <name>Creator</name>
            <description>An entity primarily responsible for making the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="62854">
                <text>Mattos, Ana Maria; Cotta, Evelin Stahlhoefer; Silveira, Jaqueline Insaurriaga; Fraga, Tania Marisa de Abreu</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="38">
            <name>Coverage</name>
            <description>The spatial or temporal topic of the resource, the spatial applicability of the resource, or the jurisdiction under which the resource is relevant</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="62855">
                <text>Gramado (Rio Grande do Sul)</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="45">
            <name>Publisher</name>
            <description>An entity responsible for making the resource available</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="62856">
                <text>UFRGS</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="40">
            <name>Date</name>
            <description>A point or period of time associated with an event in the lifecycle of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="62857">
                <text>2012</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="51">
            <name>Type</name>
            <description>The nature or genre of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="62859">
                <text>Evento</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="41">
            <name>Description</name>
            <description>An account of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="62860">
                <text>O objetivo deste estudo é identificar a produção intelectual produzida no âmbito da EA/UFRGS de 2009 até 2011 para observar o comportamento dos autores como produtores de informação científica em artigos de periódicos, livros e trabalhos apresentados em eventos. Pra tal, revelam-se os títulos dos periódicos mais importantes e verifica-se o Fator de Impacto e a classificação Qualis dos mesmos; divulga-se a classificação nas áreas do conhecimento atribuídas de acordo com a Classificação Decimal Universal dos livros e capítulos de livros publicados; e destacam-se os eventos, nacionais e internacionais de maior relevância, seja por constância ou quantidade de trabalhos publicados.</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="44">
            <name>Language</name>
            <description>A language of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="69386">
                <text>pt</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
        </elementContainer>
      </elementSet>
    </elementSetContainer>
  </item>
  <item itemId="5886" public="1" featured="0">
    <fileContainer>
      <file fileId="4950">
        <src>http://repositorio.febab.org.br/files/original/49/5886/SNBU2012_025.pdf</src>
        <authentication>93c95cdede0fed26bbaf0fbf958c2c25</authentication>
        <elementSetContainer>
          <elementSet elementSetId="4">
            <name>PDF Text</name>
            <description/>
            <elementContainer>
              <element elementId="92">
                <name>Text</name>
                <description/>
                <elementTextContainer>
                  <elementText elementTextId="62852">
                    <text>Produção e comunicação científica e tecnológica: medição, mapeamento, diagnóstico
e avaliação da informação)
i! """"'"
MaooNlck

~

=

:,

IiWitt.UJ

1I....111~

Trabalho completo

AVALIAÇÃO DA INFORMAÇÃO CIENTíFICA EM BIBLlOMETRIA
APLICADA ÀS CIÊNCIAS DA SAÚDE
Rosemary Cristina da Silva ' , Luciana Pizzani'
1Mestre em Educação Especial pela Universidade Federal de São Carlos , Bibliotecária da
Universidade Estadual Paulista, Botucatu, SP

Resumo
O profissional da informação tem desenvolvido competências que amplia sua
atuação como a aplicação da bibliometria . Este estudo teve por objetivo realizar
análise bibliométrica da produção científica sobre a interface entre bibliometria e
saúde, disponível na base de dados Lilacs. A metodologia da pesquisa observou os
seguintes passos: revisão de literatura sobre bibliometria ; coleta de dados na base
de dados Lilacs; organização, tratamento bibliométrico e análise dos dados
coletados utilizando o software MS Excel. Utilizando a expressão de busca
"bibliometria" no campo assunto foram selecionados 365 registros. Como resultados
foram produzidos os seguintes indicadores bibliométricos: distribuição das
publicações ao longo do tempo; tipologia dos documentos; idioma e temáticas mais
abordadas. Esses indicadores demonstram o estado da arte da produção científica
representada pela interface entre a bibliometria e a saúde presente na base de
dados Lilacs.
Palavras-chave:
Bibliometria ; Indicadores bibliométricos; Avaliação da produção científica ;
Saúde; Bases de dados.
Abstract
The professional information has developed skills that expand its operations
as the application of bibliometrics. This study aimed to perform bibliometric analysis
of scientific production on the interface between bibliometrics and health available on
Lilacs database. The methodology of the survey noted the following steps : review of
literature on bibliometrics , collection of data in the database Lilacs, organization,
processing and analysis of bibliometric data collected using the software MS Excel.
Using the search term "bibliometrics" in the subject field 365 records were selected .
As results were produced the following bibliometric indicators: distribution of
publications over time, type of documents, most approached themes and language .
These indicators show the state of the art of scientific production represented by the
interface between bibliometrics and health present in the Lilacs database .

Keywords:
Bibliometrics , Bibliometric indicators, Assessment of scientific production ;
Health ; Databases.

181

�Produção e comunicação científica e tecnológica: medição, mapeamento, diagnóstico
e avaliação da informação)
i! """"'"
MaooNlck

~

=

:,

IiWitt.UJ

1I....111~

Trabalho completo

1 Introdução
A avaliação da produção científica tem se apresentado como uma prática
frequente entre os pesquisadores com formação em diversas áreas do
conhecimento por meio do uso de técnicas quantitativas e qualitativas, ou mesmo
uma combinação entre ambas para a produção de indicadores que representem o
estado da arte da produção científica, produtividade dos pesquisadores, grupos ou
instituições de pesquisas.
Essas técnicas tornam-se fundamentais na identificação desses indicadores,
por reconhecer que a atividade científica pode ser recuperada, estudada e avaliada
a partir de sua literatura que sustenta a base teórica para a aplicação de métodos
que visam à construção de indicadores de produção e de desempenho científico
(SILVA; HAYASHI; HAYASHI , 2011)
Para as diversas áreas do conhecimento estão sendo realizados esforços
para se quantificar os fenômenos : econometria, para a economia ; sociometria, para
as ciências sociais; psicometria, para a personalidade e certas habilidades do ser
humano; e cienciometria, informetria, webmetria e bibliometria, para a produção e
difusão do conhecimento.
Sendo assim , o presente trabalho tem como objetivo identificar o uso das
técnicas da bibliometria nos estudos da área da Saúde, disponibilizadas na base de
dados Lilacs, coordenada pela Bireme.
A Bireme está estabelecida no Brasil desde 1967, com o nome de Biblioteca
Regional de Medicina (o que originou a sigla BIREME) e tem com o objetivo de
fortalecer e ampliar o fluxo de informação científica em saúde no Brasil e nos demais
países da América Latina e Caribe, como condição essencial para o
desenvolvimento da saúde (BIBLIOTECA VIRTUAL EM SAÚDE - BVS, 2012).
A partir de 1998, com o surgimento da Internet como meio predominante de
informação e comunicação, a Bireme desenvolveu a Biblioteca Virtual em Saúde
(BVS) como um modelo de acesso aberto e universal à informação científica e
tecnológica na área das Ciências da Saúde, cobrindo áreas que tenham relação com
a saúde humana: Medicina, Saúde, Veterinária , Engenharia Sanitária, Psicologia ,
Ecologia, entre outras (BVS, 2012).
site da BVS é composto por bases de dados referências e textuais e está
organizado da seguinte maneira: bases de dados sobre ciências da saúde em geral
(LlLACS , MEDILlNE, SCIELO); áreas especializadas: (ADOLEC, BBO, BDENF,
entre outras) ; organismos internacionais: PAHO, WHOLlS .
A base de dados LlLACS - Literatura Latino-Americana e do Caribe em
Ciências da Saúde é um índice bibliográfico da literatura relativa às ciências da
saúde, publicada nos países da América Latina e Caribe, a partir de 1982. Possui
mais de 500 .000 mil registros bibliográficos de artigos publicados em cerca de 1.500
periódicos em ciência da saúde, das quais aproximadamente 800 são atualmente
indexadas. Também indexa outros tipos de literatura científica e técnica como teses,
monografias, livros e capítulos de livros, trabalhos apresentados em congressos ou
conferências, relatórios, publicações governamentais e de organismos internacionais
regionais. Essa base pode ser acessada para pesquisa bibliográfica no Portal Global
de BVS e os registros são também indexados no Google (BVS, 2012).
Devido ao grande número de pesquisas realizadas na área das ciências da

°

182

�Produção e comunicação científica e tecnológica: medição, mapeamento, diagnóstico
e avaliação da informação)
i! """"'"
MaooNlck

~

=

:,

IiWitt.UJ

1I....111~

Trabalho completo

Saúde, torna-se evidente a necessidade de se avaliar essa produção e a bibliometria
surge como uma ferramenta que proporciona a construção de indicadores cada vez
mais confiáveis que permitem obter informações sobre o estado da arte dessa
produção científica e também a construção de evidências científicas nessa área do
conhecimento.

2 Revisão de Literatura
É relevante destacar que nas últimas décadas a bibliometria tem se tornado
uma prática rotineira e emergido como uma importante forma de iluminar a influência
científica e impacto das publicações.
Embora a bibliometria possa ser uma metodologia considerada recente, a sua
primeira aplicação é datada de 1917, por Cole e Eales que iniciaram o estudo do
desenvolvimento histórico do campo da anatomia comparada, de 1550 em diante,
cobrindo um período de três séculos. Esses autores foram os primeiros a utilizar a
literatura publicada para construir um perfil quantitativo de uma disciplina científica
(URBIZAGASTEGUI, 2009).
Outros estudos como o realizado em 1923 pelo bibliotecário da British Patent
Office , Edward Wyndhsm Hulme que fez uma análise estatística da história da
ciência. Gross e Gross em 1927, analisaram as referências encontradas em artigos
de revistas sobre química indexados no The Journal of the American Chemistry
Society de 1926 e sendo este o primeiro trabalho registrado sobre análise de
citação. Depois por Gosnell em 1944 em um artigo sob obsolescência da literatura e
por L.M . Rasing , em 1962, em estudos sobre análise de citações (SPINAK, 1996).
Antes de efetivar o termo bibliometria, o termo utilizado era statistical
bibliography. Foi também tratada como ciência bibliográfica por Zoltowski (1986),
cujos estudos macrobibliométricos a desenvolvem como ciência concreta.
Embora essa prática já viesse sendo utilizada desde 1980, sendo chamada
de estatística bibliográfica, foi em 1969 que Pritchard cunhou o termo bibliometria
definindo-a como sendo a aplicação de métodos matemáticos e estatísticos aos
artigos e outros meios de comunicação, aconselhando sua utilização em todos os
estudos que buscassem quantificar o processo de comunicação escrita (BUFRÉM ;
PRATES, 2005).
Portanto a bibliometria estuda os aspectos quantitativos da produção,
disseminação e uso da informação registrada . Esses estudos quantificam,
descrevem e fornecem prognósticos relacionados ao processo de comunicação
escrita (MACIAS-CHAPULA, 1998).
Para a criação de indicadores bibliométricos Velho (1989) alerta sobre a
necessidade de se conhecer o cientista , seu comportamento, sua área de atuação e
o contexto em que desenvolve o seu trabalho, pois estes fatores exercem papel
determinante nos padrões de citação da ciência .
As pesquisas mostram uma multiplicidade na produção que releva o interesse
pela abordagem bibliométrica por várias áreas do conhecimento, ensejando análises
sobre a interdisciplinaridade entre ciência da informação e outros campos de
conhecimento.
Na aplicação dos estudos métricos na área de saúde no mundo, alguns
estudos demonstram essa interdisciplinaridade como: Pinheiro et aI. (2012)
realizaram análise bibliométrica da produção científica sobre avaliação da visão em

183

�Produção e comunicação científica e tecnológica: medição, mapeamento, diagnóstico
e avaliação da informação)
i! """"'"
MaooNlck

~

=

:,

IiWitt.UJ

1I....111~

Trabalho completo

crianças disponível na base de dados LlLACS ; pesquisa realizada por Granville et aI.
(2011), sobre a atenção primária na Austrália , Canadá , Alemanha, Holanda, Reino
Unido, e Estados Unidos no MEDLlNE e EMBASE, período de 2001 a 2007, cujo
estudo comparativo das citação de artigos de pesquisadores de cuidados primários
apontáramos pesquisadores do Reino Unido entre os melhores a nível internacional;
Glynn et aI. (2010) buscou identificar a representação do Câncer na literatura médica
com o objetivo de medir a proporção, qualidade e relevância de artigos relacionados
com oncologia na base de dados PubMed e Web of Science; Ravelli et aI. (2009)
cujo objetivo foi mapear os artigos originais sobre enfermagem e envelhecimento na
base de dados SciELO, Brasil. Reveles e Takashashi (2007), objetivou identificar a
produção científica sobre orientação ao ostomizado nos bancos de dados
DEDALUS, bases de dados LlLACS e MEDLlNE; Ragghianti et aI. (2006) analisaram
a produção científica brasileira, argentina, chilena , paraguaia e uruguaia em
Oftalmologia e Ciências da Visão, relativa a um período de 10 anos para conhecer a
evolução e tendências nesse campo de investigação.
Analisando os exemplos acima, é possível perceber que a metodologia da
análise bibliométrica envolve os pesquisadores das diversas áreas do conhecimento,
tornando-se uma atividade multidisciplinar.
Com aporte na interdisciplinaridade, Silva , Hayashi e Hayashi (2011 , p.126)
enfatizam que pesquisadores, especialistas em informação, bibliotecários e também
laboratórios, diretores de pesquisa, universidades e governos utilizam técnicas e
métodos bibliométricos para avaliar a produção científica , evidenciando o trabalho
interdisciplinar dos profissionais da área da biblioteconomia e ciência da informação
com as diversas áreas do conhecimento, num verdadeiro esforço de união de
expertises, de modo a contribuir para o avanço das diversas áreas do conhecimento .
A evolução tecnológica teve um profundo impacto nos serviços de informação,
na última década em particular, e alterou de maneira conceituada as formas e os
métodos de trabalho de alguns profissionais, desencadeando a necessidade de se
desenvolver novas competências para a compreensão e inserção desses
profissionais nos espaços que caracterizam a era tecnológica , parte essencial da
Sociedade da Informação. Dentre essas competências, destaca-se a competência
em informação , expressão esta que se originou em meio ao surgimento da explosão
informacional, que se caracteriza pelo magnífico crescimento da informação
disponibilizada e, ainda, pelas mudanças ocasionadas pela tecnologia usada no
processo de geração, disseminação, acesso e uso da informação (LlSTON ;
SANTOS, 2008).
Desde então a formação do profissional bibliotecário implica no
desenvolvimento de competências e habilidades que transcendem o domínio dos
conteúdos técnicos da Biblioteconomia, pois, acima de tudo, esse profissional deve
ser preparado para pensar e agir com criatividade, ter a sua conduta pautada pela
ética, refletir criticamente sobre a realidade que o cerca e buscar o aprimoramento
constante (LlNSTON; SANTOS, 2008).
E para a realização de análises bibliométricas o profissional deve possuir as
seguintes competências: conhecimento do contexto de produção da informação, ou
seja antes de tudo definir o campo do conhecimento; e capacidade para realizar
operações de acesso, busca, avaliação, seleção e recuperação das informações
relevantes em textos ou bases de dados (Hayashi et aI. , 2005 , p.22).
Azevedo e Beraquet (2010, p.202), no estudo realizado por Ferreira (2003),
referente ao perfil de habilidades do profissional da informação demandadas pelo

184

�Produção e comunicação científica e tecnológica: medição, mapeamento, diagnóstico
e avaliação da informação)
i! """"'"
MaooNlck

~

=

:,

IiWitt.UJ

1I....111~

Trabalho completo

mercado de trabalho, constatou que o papel do profissional da informação é o de
assistir, intermediar e apoiar outras pessoas na busca de informações, por meio da
gestão da informação, e que a evolução das TIC , dos suportes e produtos
informacionais demandam modificações às exigências de atuação, formação e
capacitação do profissional da informação.

3 Materiais e Métodos

o procedimento de pesquisa adotado é de natureza exploratória e descritiva,
pois tem como propósito descobrir, com precisão , a frequência com que um
fenômeno ocorre, sua relação e conexão com os demais, sua natureza e
características (MARCONI ; LA KATOS , 2008).
A metodologia para a realização do presente trabalho foi subdivida em quatro
fases, a saber:
a) Fase 1 - constituição da fundamentação teórica da pesquisa
b) Fase 2 - coleta de dados no site da LlLACS sobre a presença da
temática nas bases de dados;
c) Fase 3 - organização e tratamento bibliométrico dos registros coletados
utilizando o software MS Excel;
d) Fase 4- apresentação, análise e interpretação dos resultados
encontrados.
Primeiramente, verificamos a existência do termo "bibliometria" no vocabulário
controlado utilizado pela Bireme, denominado DeCS. Após a constatação da
existência do termo, acessamos a home page da BVS pelo endereço eletrônico
www.bireme.br e fizemos a busca na base de dados LlLACS, selecionando os
registros que apresentaram como assunto principal o termo Bibliometria, onde foi
possível recuperar 365 registros no período de 1982 a 2011 .
A coleta de dados foi realizada no dia 10 de abril de 2012, sendo importante
ressaltar que esses dados coletados e analisados são de domínio público - bases
de dados públicas de produção científica . Portanto, este estudo não foi submetido ao
Comitê de Ética em Pesquisa com Seres Humanos.

4 Resultados
Após a seleção dos 365 registros, foram produzidos os seguintes indicadores
bibliométricos: distribuição das publicações ao longo de tempo ; idioma dos registros;
tipologia dos documentos e temáticas mais abordadas.
Com relação à ocorrência dos estudos, pode-se verificar a sua distribuição ao
longo dos anos, observando a Figura 1.

185

�Produção e comunicação científica e tecnológica: medição, mapeamento, diagnóstico
e avaliação da informação)
i! """"'"
MaooNlck

~

=

:,

IiWitt.UJ

Trabalho completo

1I....111~

Distribuição por ano

·õ
c:

.Q/
:::I

cr

2!

IL

50
45
40
35
30
25
20
15
10
5

o

/ ------- '1

,
/

\

/

~j
~~
o

O&gt;
O&gt;

'&lt;t

LO

O&gt;
O&gt;

N
O&gt;
O&gt;

(')

O&gt;
O&gt;

O&gt;
O&gt;

O&gt;
O&gt;

&lt;D
O&gt;
O&gt;

I"O&gt;
O&gt;

~

~

~

~

~

~

~

~

~

O&gt;
O&gt;

O&gt;
O&gt;
O&gt;

~

~

~

o
o

N

\
\

\I \

~

V

/"J

co

/\

\ /
\ /

N

o
o

N

(')

o
o

N

'&lt;t

o
o

N

LO

o
o

N

&lt;D

o
o

N

I"-

o
o

N

co

o
o

N

O&gt;

o
o

N

O&gt;

o
o

N

o
o

~

N

~
~

o

N

Anos

Figura 1 - Distribuição das publicações por ano

Fonte: ww.bireme.br
Data da coleta: 10 abr. 2012
Os resultados revelam que o primeiro estudo na área da saúde utilizando a
bibliometria como ferramenta para avaliação da produção científica na área das Ciências da
Saúde foi publicado em 1990 e a partir de 1998 houve um considerável aumento,
principalmente nos anos de 2005, 2006 e 2007.
Esse fato nos remete a criação da Biblioteca Virtual em Saúde no final de década de
1990, com a finalidade de oferecer maior visibilidade e acesso á informação científica e
tecnológica na área das Ciências da Saúde na América Latina e Caribe.
Com o surgimento das bases de dados eletrônicas a produção de indicadores
bibliométricos por intermédio da bibliometria, apesar da sua complexidade metodológica,
ficou mais acessível e rápida , contribuindo para o aumento dos estudos envolvendo a
produção científica produzida nas diversas áreas do conhecimento, inclusive na área da
Saúde, conforme demonstrado na presente pesquisa.

4.1 Indicadores da tipologia dos registros

Verificou-se que dos 365 registros analisados, 348 são artigos de periódicos,
13 teses, 6 trabalhos apresentados em congressos, 6 documentos de projetos e 4
monografias, conforme demonstrado na Figura 2.

186

�Produção e comunicação científica e tecnológica: medição, mapeamento, diagnóstico
e avaliação da informação)
i! """"'"
MaooNlck

~

=

:,

IiWitt.UJ

1I....111~

Trabalho completo

Tipologia dos registros

'(3

c:::

&lt;(I)

::l

.

tT

(I)

11..

400
350
300
250
200
150
100
50

348

13

6

6

4

Tese

Congresso e
Conferência

Documento
de projeto

Monografia

=

o
Artigo

Tipo

Figura 2 - Tipologia dos registros
Fonte: www.bireme.br
Data da coleta: 10 abro2012
A presença de um número maior de artigos de periódicos se deve ao fato da
base de dados Lilacs ter sido criada com a finalidade de proporcionar maior
visibilidade à publicação científica publicada em periódicos da América Latina e do
Caribe . Já que os periódicos são constituídos predominantemente por artigos, esse
fato justifica a prevalência dessa tipologia documental na base de dados Lilacs.
Segundo Souza e Paula (2002), as revistas que são indexadas nessa base possuem
uma preocupação com relação ao item "conteúdo", pois há uma pontuação com
relação à natureza dos artigos, e a pontuação é maior para o item artigos originais.
Daí o artigo de periódico ser o material mais encontrado na base de dados Lilacs.
4.2 Indicadores de idioma
Com relação ao idioma, constatou-se que 159 publicações foram redigidas no
idioma Espanhol , 140 estão em Português e 78 foram escritos na língua inglesa. A
Figura 3 ilustra esses números.

187

�Produção e comunicação científica e tecnológica: medição, mapeamento, diagnóstico
e avaliação da informação)
i! """"'"
MaooNlck

~

=

:,

IiWitt.UJ

1I....111~

Trabalho completo

Idioma dos registros

159

o Espanhol
• Português
O Inglês

Figura 3 - Indicadores de idioma dos registros
Fonte: www.bireme.br
Data da coleta: 10 abro2012
Esses resultados vão ao encontro dos objetivos da existência da base de
dados Lilacs, que é promover maior acesso e visibilidade à produção científica na
área das Ciências da Saúde produzida nos países da América Latina e do Caribe.
Devido a esse fato, os idiomas predominantes nessas regiões são o Português e o
Espanhol, conforme demonstrado em nossos estudos.
4.3 Indicadores das temáticas dos estudos: os descritores
Com relação aos descritores encontrados nos 365 registros selecionados,
ficou constatado a presença de 346 diferentes termos com 1328 freqüências de
aparecimento, conforme Tabela 1, a seguir.
Tabela 1 - Indicadores dos descritores
Descritores
Bibliometria
Publicações Periódicas
Publicações Periódicas como Assunto
Pesquisa
Pesquisa Biomédica
Editoração
Bases de Dados BiblioÇJráficas
Enfermagem
Psicologia
Autoria
Indicadores de Produção Científica

188

Frequência

365
93
73
39
48

35
22
15
13
12
12

�Produção e comunicação científica e tecnológica: medição, mapeamento, diagnóstico
e avaliação da informação)
i! """"'"
MaooNlck

~

=

:,

IiWitt.UJ

1I....111~

Trabalho completo

Descritores
Psiquiatria
Publicações
Pesq u isad ores
Apoio à Pesquisa como Assunto
Bibliografia de Medicina
Saúde Pública
Ciência
Saúde Mental
Publicações Científicas e Técnicas
Autoria e Co-Autoria na Publicação Científica
Pediatria
Pesquisa em Enfermagem
MEDLlNE
Resumos e Indexação como Assunto
Cirurqia Geral
Ciência da Informação
Dissertações Acadêmicas como Assunto
Educação de Pós-Graduação em Medicina
Oftalmologia
Pneumologia
Medicina Baseada em Evidências
Odontologia
Academias e Institutos
312 descritores com uma até quatro frequências de
aparecimento
Total

Frequência
11
11

9
9
9
9
8
8
8
8

7
7
7
7
6
6
6
6
5
5
5
5
5
434
1328

Fonte: www.bireme.br
Data da coleta: 10 abro2012 .
Para explicar esse resultado vale a pena nos reportar a criação das bases de
dados. Segundo Meadows (1999) , com o crescimento do volume de informações o
pesquisador começa a ter problemas para localizar a informação desejada. Para
tentar resolver esse problema foram criados os resumos e os índices. À medida que
o número de periódicos crescia, crescia também o número de resumos. Por isso
surgiu um novo problema : qual a melhor maneira de localizar informações em
periódicos de resumos? Isso se resolveria na década de 1940, com a criação do
computador que, embora fosse criado fundamentalmente para tratar de números,
poderia ser empregado no tratamento da informação alfabética, pois seria capaz de
armazenar grande quantidade de informações e ordená-Ias rapidamente.
Foi assim que surgiram as bases de dados referências e, mais adiante, as
bases com textos completos. Segundo Mugnaini (2004) , com a criação das bases de
dados, a produção de indicadores bibliométricos mais representativos se tornou uma
realidade concreta nas últimas décadas do século XX, em função da criação,
manutenção e informatização de bases de dados para armazenamento e consulta
de informação científica . Assim, ficou constatado em nossa pesquisa que a
bibliometria está sendo empregada na avaliação dos artigos publicados em
periódicos científicos e na produção de indicadores bibliométricos na área de

189

�Produção e comunicação científica e tecnológica: medição, mapeamento, diagnóstico
e avaliação da informação)
i! """"'"
MaooNlck

~

=

:,

IiWitt.UJ

1I....111~

Trabalho completo

Enfermagem , Psicologia, Psiquiatria, Saúde Pública, Saúde Mental, Pediatria ,
Cirurgia Geral, entre outras, conforme demonstrado na Tabela 1.
Estudos de autoria e coautoria também estão sendo discutidos em trabalhos
científicos na área das Ciências da Saúde. Isso ocorre porque a comunidade
acadêmica está dando preferência em formar redes de colaboração para o
desenvolvimento de suas pesquisas. Segundo Meadows (1999) , a pesquisa em
colaboração parece ser mais visível do que a pesquisa individual e os trabalhos mais
citados em uma determinada área do conhecimento são freqüentemente escritos em
colaboração .
Donato e Oliveria (2005) mencionam outros dois pontos importantes quando
se trata da autoria dos documentos. Esses autores se referem à Síndrome POP Publish or Perish, cujo lema é: publique ou pereça, forçando o pesquisador publicar
cada vez mais trabalhos científicos para alcançar um posicionamento profissional
favorável e também porque as investigações estão cada vez mais complexas,
especializadas e custosas, justificando uma elevada colaboração. Por isso estudos
envolvendo a autoria e a coautoria estão despertando interesse na comunidade
acadêmica, conforme encontrados em nossa pesquisa .

5 Considerações Finais
Por meio da abordagem bibliométrica foi possível identificar o uso da
bibliometria na elaboração de indicadores da produção científica na área das
Ciências da Saúde.
Assim, ficou constatado que houve um aumento do uso dessa metodologia no
período de 1982 a 2011 propiciado com o crescimento da produção científica e o
surgimento dos computadores, a tipologia documental predominante é o artigo
científico publicado em periódicos nacionais e internacionais e o idioma que
apareceu com maior freqüência foi o espanhol.
Com relação à análise dos descritores, foi possível identificar que diversas
áreas da saúde estão usando a bibliometria como ferramenta para avaliação da sua
produção científica como as áreas da Enfermagem , Psicologia , Psiquiatria , Saúde
Pública , Saúde Mental, Pediatria e Cirurgia Geral.
Outro aspecto possível de ser identificado foi o estudo sobre a autoria e a
coautoria dos trabalhos científicos, revelando uma preocupação da comunidade
acadêmica em analisar essa temática .
Os dados aqui apresentados permitem perceber as possibilidades e riquezas
que a análise bibliométrica traz aos estudos no campo da Saúde, propiciado com o
cruzamento de dados qualitativos e quantitativos.

6 Referências
AZEVEDO, A.w. ; BERAQUET, V.S .M. Formação e competência informacional do
bibliotecário médico brasileiro. Rev. Digit. Bibl. Ciênc. Inf., Campinas, v.7, n. 2, p.
199-218, 2010 .

190

�Produção e comunicação científica e tecnológica: medição, mapeamento, diagnóstico
e avaliação da informação)
i! """"'"
MaooNlck

~

=

:,

IiWitt.UJ

1I....111~

Trabalho completo

BIBLIOTECA VIRTUAL EM SAÚDE &lt;www.bireme .br&gt;. Acesso em : 11 abro2012 .

BVS.

Histórico.

Disponível

em :

BUFREM , L.; PRATES, Y. O saber científico registrado e as práticas de mensuração
da informação. Ciênc. Inf., Brasília, v.34 , n.2, p.9-25, 2005.
DONATO, H.M.; OLIVEIRA, C.F. Patologia mamária: avaliação da actividade
científica nacional através de indicadores bibliométricos (1995 julho 2005). Acta
Méd. Port., Lisboa, v.19, p.225-234, 2006.
GLANVILLE, J. et aI. Research output on primary care in Australia, Canada,
Germany, the Netherlands, the United Kingdom , and the United States: bibliometric
analysis. Br. Med. J., London, V. 342, p. d1028, 2011.
GLYNN , RW. et aI. Representation of cancer in the medicai literature: a bibliometric
analysis. PlosOne, New York, v. 5, n. 1, p. e13902 , 2010.
HAYASHI, M.C.P.I. et aI. Competências informacionais para utilização da análise
bibliométrica em Educação e Educação Especial. ETD Educ. Temat. Digit. , v. 7, n.
1, p. 11-27, 2005 .
LlSTON, RC.F.S.; SANTOS, P.LVAC. Representando a Information Literacy
"Competências Informacionais" na Biblioteconomia . Em Questão, v.14, n.2, 2008 .
Disponível em : &lt; http://seer.ufrgs.br/EmOuestao/article/view/5043/4875&gt;. Acesso
em: 16 abro2012 .
MACIAS-CHAPULA, CA O papel da infometria e da cienciometria e sua perspectiva
nacional e internacional. Ciênc. Inf., Brasília, v.27, n.2, p.134-140, 1998.
MARCONI, MA ; LAKATOS, E.M . Técnicas de pesquisa : planejamento e execução
de pesquisas, amostragem e técnicas de pesquisa . Elaboração, análise e
interpretação dos dados. São Paulo : Atlas, 2008.
MEADOWS, A.J . A comunicação científica . Brasília : Briquet de Lemos, 1999.
268p.
MUGNAINI, R ; JANNUZZI, P.M.; OUONIAM, L. Indicadores bibliométricos da
produção científica brasileira: uma análise a partir da base Pascal. Cienc. Inf.,
Brasília , V. 33 , n. 2, p. 123-131 , maio/ago. 2004
PINHEIRO, RC. et aI. Produção científica sobre avaliação da visão em crianças: um
estudo bibliométrico na base de dados LlLACS. Rev. Educ. Espec., Santa Maria, v.
25 , n. 42, p. 143-166, 2012 .
RAGGHIANTI , C. P. et aI. Comparative study of scientific publications in
Ophthalmology and Visual Sciences in Argentina, Brazil, Chile, Paraguay and
Uruguay (1995-2004). Arq. Bras. Oftalmol. , São Paulo, V. 69, n. 5, p. 719-723 ,
2006.

191

�Produção e comunicação científica e tecnológica: medição, mapeamento, diagnóstico
e avaliação da informação)
i! """"'"
MaooNlck

~

=

:,

IiWitt.UJ

1I....111~

Trabalho completo

RAVELLI , A. p.x. et aI. A produção do conhecimento em enfermagem e
envelhecimento: estudo bibliométrico. Texto Contexto Enferm., São Paulo, v. 18, n.
3, p. 506-512, 2009 .
REVELES , A.G. ; TAKAHASHI , RT. Educação em saúde ao ostomizado: um estudo
bibliométrico. Rev. Esc. Enferm. USP, São Paulo, v. 41, n. 2, p. 245-250, 2007.
SANTOS , G.RC .M.; MOLlNA, N.L. ; DIAS, v.F. Orientações e dicas práticas para
trabalhos acadêmicos . Curitiba: Ibpec, 2007 . p. 21-26 .
SILVA, M.R ; HAYASHI, C.RM .; HAYASHI , M.C.P.I. Análise bibliométrica e
cientométrica : desafios para especialistas que atuam no campo. InCID: Rev. Cienc.
Inf. Doc., Ribeirão Preto, v. 2, n. 1, p. 110-129,2011 .
SOUZA, E.P. ; PAULA, M.C. Qualis: a base de qualificação dos periódicos científicos
utilizados na avaliação Capes. InfoCapes BoI. Inf., Brasília, v. 10, n. 2, p. 1-149,
2002 .
SPINAK, E. Indicadores cienciometricos. Cienc. Inform., Brasília, v. 27, n. 2, p. 141148, 1998.
URBIZAGASTEGUI, R Crescimento da literatura e dos autores sobre a Lei de Lotka .
Cienc. Inform., Brasília, v. 38, n. 3, p. 111-129, 2009.
VELHO, L. Indicadores de C&amp;T no Brasil : antecedentes e estratégia . IV Taller de
Indicadores
de
Ciencia
y
Tecnología .
1999.
Disponível
em :
http://www.ricyt.edu.ar/interior/normalizacion/IV_taller/velho.pdf. Acesso em : 10 dez.
2007.
ZOLTOWSKI , V. Os ciclos da criação intelectual e artística . In: _ _ Bibliometria :
teoria e prática . São Paulo: Cultrix, 1986. p. 71-111 .
o

192

�</text>
                  </elementText>
                </elementTextContainer>
              </element>
            </elementContainer>
          </elementSet>
        </elementSetContainer>
      </file>
    </fileContainer>
    <collection collectionId="49">
      <elementSetContainer>
        <elementSet elementSetId="1">
          <name>Dublin Core</name>
          <description>The Dublin Core metadata element set is common to all Omeka records, including items, files, and collections. For more information see, http://dublincore.org/documents/dces/.</description>
          <elementContainer>
            <element elementId="50">
              <name>Title</name>
              <description>A name given to the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51396">
                  <text>SNBU - Edição: 17 - Ano: 2012 (UFRGS - Gramado/RS)</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="49">
              <name>Subject</name>
              <description>The topic of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51397">
                  <text>Biblioteconomia&#13;
Documentação&#13;
Ciência da Informação&#13;
Bibliotecas Universitárias</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="41">
              <name>Description</name>
              <description>An account of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51398">
                  <text>Tema: A biblioteca universitária como laboratório na sociedade da informação.</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="39">
              <name>Creator</name>
              <description>An entity primarily responsible for making the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51399">
                  <text>SNBU - Seminário Nacional de Bibliotecas Universitárias</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="45">
              <name>Publisher</name>
              <description>An entity responsible for making the resource available</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51400">
                  <text>UFRGS</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="40">
              <name>Date</name>
              <description>A point or period of time associated with an event in the lifecycle of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51401">
                  <text>2012</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="44">
              <name>Language</name>
              <description>A language of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51402">
                  <text>Português</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="51">
              <name>Type</name>
              <description>The nature or genre of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51403">
                  <text>Evento</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="38">
              <name>Coverage</name>
              <description>The spatial or temporal topic of the resource, the spatial applicability of the resource, or the jurisdiction under which the resource is relevant</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51404">
                  <text>Gramado (Rio Grande do Sul)</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
          </elementContainer>
        </elementSet>
      </elementSetContainer>
    </collection>
    <itemType itemTypeId="8">
      <name>Event</name>
      <description>A non-persistent, time-based occurrence. Metadata for an event provides descriptive information that is the basis for discovery of the purpose, location, duration, and responsible agents associated with an event. Examples include an exhibition, webcast, conference, workshop, open day, performance, battle, trial, wedding, tea party, conflagration.</description>
    </itemType>
    <elementSetContainer>
      <elementSet elementSetId="1">
        <name>Dublin Core</name>
        <description>The Dublin Core metadata element set is common to all Omeka records, including items, files, and collections. For more information see, http://dublincore.org/documents/dces/.</description>
        <elementContainer>
          <element elementId="50">
            <name>Title</name>
            <description>A name given to the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="62844">
                <text>Avaliação da informação científica em bibliometria aplicada às ciências da saúde.</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="39">
            <name>Creator</name>
            <description>An entity primarily responsible for making the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="62845">
                <text>Silva, Rosemary Cristina da; Pizzani, Luciana</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="38">
            <name>Coverage</name>
            <description>The spatial or temporal topic of the resource, the spatial applicability of the resource, or the jurisdiction under which the resource is relevant</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="62846">
                <text>Gramado (Rio Grande do Sul)</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="45">
            <name>Publisher</name>
            <description>An entity responsible for making the resource available</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="62847">
                <text>UFRGS</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="40">
            <name>Date</name>
            <description>A point or period of time associated with an event in the lifecycle of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="62848">
                <text>2012</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="51">
            <name>Type</name>
            <description>The nature or genre of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="62850">
                <text>Evento</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="41">
            <name>Description</name>
            <description>An account of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="62851">
                <text>O profissional da informação tem desenvolvido competências que amplia sua atuação como a aplicação da bibliometria. Este estudo teve por objetivo realizar análise bibliométrica da produção científica sobre a interface entre bibliometria e saúde, disponível na base de dados Lilacs. A metodologia da pesquisa observou os seguintes passos: revisão de literatura sobre bibliometria; coleta de dados na base de dados Lilacs; organização, tratamento bibliométrico e análise dos dados coletados utilizando o software MS Excel. Utilizando a expressão de busca “bibliometria” no campo assunto foram selecionados 365 registros. Como resultados foram produzidos os seguintes indicadores bibliométricos: distribuição das publicações ao longo do tempo; tipologia dos documentos; idioma e temáticas mais abordadas. Esses indicadores demonstram o estado da arte da produção científica representada pela interface entre a bibliometria e a saúde presente na base de dados Lilacs.</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="44">
            <name>Language</name>
            <description>A language of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="69385">
                <text>pt</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
        </elementContainer>
      </elementSet>
    </elementSetContainer>
  </item>
  <item itemId="5885" public="1" featured="0">
    <fileContainer>
      <file fileId="4949">
        <src>http://repositorio.febab.org.br/files/original/49/5885/SNBU2012_024.pdf</src>
        <authentication>a5487d76ae8df112c61d12e761f4aaee</authentication>
        <elementSetContainer>
          <elementSet elementSetId="4">
            <name>PDF Text</name>
            <description/>
            <elementContainer>
              <element elementId="92">
                <name>Text</name>
                <description/>
                <elementTextContainer>
                  <elementText elementTextId="62843">
                    <text>! ==~~
;:

8t.'bllotu.~

"JIIIi

Ullll.,.,rllt:trlilS

Produção e comunicação científica e tecnológica: medição, mapeamento, diagnóstico
e avaliação da informação)
Resumo expandido

CONSTRUÇÃO COLETIVA DA BIBLIOTECA VIRTUAL EM
SAÚDE: O CASO ENCUENTROS DE LA RED BVS 2011

Cláudia Hofart Guzzo 1, Juliana L. Sousél, Bárbara C. A. Uehara3,
Joanita A. Barros4 ,
1Coordenadora, Centro Latino Americano e do Caribe de Informação em Ciências da SaúdeBIREME/OPAS/OMS, São Paulo, SP
2,3,4Bibliotecária, Centro Latino Americano e do Caribe de Informação em Ciências da Saúde BIREME/OPAS/OMS, São Paulo, SP

1 Introdução
A Biblioteca Virtual em Saúde (BVS) é um modelo de gestão em rede da
informação científica e técnica em saúde construída a partir da cooperação entre
vários países e coordenada pela Organização Pan-Americana da Saúde/
Organização Mundial da Saúde por meio do Centro Latino-Americano e do Caribe
de Informação em Ciências da Saúde (BIREME/OPAS/OMS) (BIREME/OPAS/OMS,
2011 a). Sua abrangência na América Latina e Caribe (AL&amp;C) pode ser visualizada
por uma centena de portais mantidos e operados de forma descentralizada por uma
rede de instituições atuantes em 23 países. Este trabalho em rede busca fortalecer
cada instituição e evitar a duplicação de ações por meio do fortalecimento da
comunicação entre pares.
Um esforço de tal complexidade e magnitude exige avaliações sistemáticas e
periódicas, tanto em âmbitos nacionais como regionais, para identificar os avanços e
ajustes necessários. Este trabalho relata o caso Encuentros de la Red BVS 2011,
uma análise e diagnóstico da evolução da BVS sob a ótica dos países da região
coordenada pela BIREME/OPAS/OMS durante o segundo semestre de 2011.

2 Materiais e Métodos
A Série Encuentros de la Red BVS 2011 teve inicio com uma reunião online
(divida em sessões em inglês e espanhol) realizadas pela BIREME/OPAS/OMS com
os países, nas quais foram apresentados os objetivos do projeto e proposta de
trabalho.
Fez-se
uso
de
um
Website
bilíngue
disponível
em:
http://bvsencuentros2011.bireme.org/, construído para disponibilizar e documentar
todo o processo, assim como as gravações das reuniões online, notícias, materiais
de apoio, procedimentos metodológicos, agenda de reuniões e, progressivamente,
os resultados alcançados.

174

�! ==~~
;:

8t.'bll ot u.~

"JIIIi

Ullll.,.,rllt:trlilS

Produção e comunicação científica e tecnológica: medição, mapeamento, diagnóstico
e avaliação da informação)
Resumo expandido

Encuentros de la Red
BVS 2011

Búsqueda

Bienvenido! Welcome!
Ambiente de apoyo ai proceso de construcción colectiva de definición de las prioridades
estratégicas, a mediano plazo, de la cooperación técnica de BIREMEIOPS/OMS con Im países,
fortaleciendo el rol de las BVS Nacionales como espacio de integración de las fuentes y servicim
de información científico técnica en salud.
El proceso empezó con la I Reunión en línea , que ocurrió elos de julio de 2011 de 10h30 - 11h45
(hora de Brazilia), con sesiones en inglés y espanol. A partir de esta fecha los países hicieron sus
reuniones con los miembros de la BVS Nacional, sus instancias temáticas y el centro coordinador
de LlLACS, para consolidar sus análisis de escenário (SWOT o DAFO) nacionales de la BVS.
En el dia 27 de septiembre de 2011, la Red BVS se ha reunido nuevamente para la II Reunión en
~con

el objetivo de compartir los resultados de las análisis de escenario de los países y las

experiencias dei proceso.
El último encuentro regional de la Serie BVS Encuentros 2011 ocurrió el día 29 de noviembre de

Últimas Actualizaciones
• Propuestasdeacciónparala
Ro!od BV'&gt; ~on to!om~ do!o l~ III
Ro!ounión I Propm ~ 1s for ~ction
to the VHL tJetwor k are~ubject
ofth e Third Meetini
• Pro!opH~ti\lm p~r~ o!ol próximo
eneuentro de la Red I Aetilo'ities
ofth e next net work meetin o;
• I1 Reunión en línea de lo Red
BVS: los p~í]: e i comp ~ rt o!o n ]:Ui
~n~li~i~ I 50!0cond onUne meetilli.
ofthe VHl networK: LilaC
countri es present their 5"" OT

• Conozea la Galeria de Photos de
BVS EnclJentros2011 I Knowthe
Photo Gallery of BV5 Encu e ntro~
21]11

2011, con la III Reunión en línea , donde se presentarón los resultados alcanzados y el plan de

Figura 1 - Website Encuentros de la Red BVS 2011
Fonte: BIREME/OPAS/OMS. Encuentros de la Red BVS 2011. Site, 2011. Disponível em:
&lt;http://bvsencuentros2011.bireme.org/&gt;. Acesso em: 27 abr. 2012.
Para a realização desta e das demais reuniões online foi utilizado o aplicativo
Elluminate blackboard collaboration 1. Esta aplicação permite a realização de eventos
online com grandes grupos oferecendo vários recursos de interação. Além disso, as
reuniões podem ser gravadas e ficam disponíveis online para acesso posterior.
Foi proposto a cada país reunir suas redes nacionais para consolidar uma
análise local do desenvolvimento da BVS. Para facilitar a construção e publicação
deste documento pelos países foram utilizadas páginas wiki, escolhidas pela
possibilidade de participação coletiva online. Assim, cada país podia acessar sua
página wiki para desenvolver e compartilhar seus resultados.
Para padronização das análises de cada país foi proposta a metodologia de
análise SWOT (acrônimo de Strengths, Weaknesses, Opportunities e Threats).
Assim, as análises de cada país permitiram a identificação das fortalezas (objetivos
alcançados,
benefícios,
satisfação);
debilidades
(dificuldades,
fracassos,
descontentamento); oportunidades (capacidade sem exploração, ideias de
melhoramento) e ameaças (contexto adverso, oposição, resistências contra
mudanças) relativas ao desenvolvimento da BVS.
A série Encuentros de la red BVS 2011 foi divulgada para toda Rede BVS. O
processo teve a adesão de todos os 23 países da AL&amp;C que mantêm instâncias da
BVS, tendo os mesmos participado das reuniões regionais e publicado online suas
análises SWOT no site do projeto.

3 Resultados Finais
O período de construção das análises SWOT nacionais estendeu-se durante
dois meses, ao final do qual cada país deveria ter online, no wiki criado
especificamente para o processo, a análise realizada por seus membros. Uma nova
reunião online foi realizada com toda rede onde cada país relatou suas experiências
na construção da análise.
1

Disponível em http://www.blackboard.com/Platforms/Collaborate/Overview.aspx.

175

�! ==~~
;:

8t.'bllotu.~

"JIIIi

Ullll.,.,rllt:trlilS

Produção e comunicação científica e tecnológica: medição, mapeamento, diagnóstico
e avaliação da informação)
Resumo expandido

Todas as análises SWOT produzidas pelos países da AL&amp;C e disponíveis
online foram consolidadas em um único documento pela BIREME/OPAS/OMS,
construído a partir de uma análise qualitativa que considerou as respostas mais
frequentes. Esta síntese, além de fornecer um panorama regional permitiu o
desenvolvimento de um conjunto de recomendações em prol do desenvolvimento da
BVS. Buscando a análise do presente para um posicionamento estratégico no futuro,
este plano de ação buscou apresentar formas para eliminar debilidades, evitar as
ameaças e aproveitar as oportunidades de modo a consolidar as fortalezas. "O
planejamento por cenários permite que se estabeleça uma linguagem comum e
visões compartilhadas sobre o futuro, estimulando o pensamento estratégico,
inovador e criativo, e evitando que o processo de planejamento se torne rotineiro e
burocrático" (STAREC, 2005, p.128).
Dentre as ações propostas destacam-se movimentos para obtenção de
recursos de modo a garantir a sustentabilidade da BVS; esforços para integração e
operação conjunta com novas tecnologias; fortalecimento de atividades de
comunicação, divulgação e capacitação; e a garantia de alinhamento político e
estratégico com instituições e prioridades de saúde de cada um dos países da
região.
Os documentos estiveram abertos para contribuições online, seguindo a
filosofia de construção coletiva que norteia o trabalho da Rede BVS
((BIREME/OPAS/OMS, 2011 b). Após dois meses da apresentação dos países foi
realizada a última reunião da série, onde foram apresentados e debatidos os
resultados alcançados e finalizada a série de encontros.

4 Considerações Finais
A série Encuentros de la Red BVS 2011 foi o resultado de uma ação conjunta
com os principais atores envolvidos nos processos de geração, organização e
disseminação da informação e conhecimento em saúde produzida nos países da
AL&amp;C. O movimento contou com a adesão de 100% dos países da região, o que
demonstra alto grau de envolvimento e compromisso da Rede BVS em prol do
desenvolvimento e disseminação da literatura científica e técnica em saúde na
região.
Além de estimular a comunicação e troca de experiências entre seus
membros o processo de elaboração das análises SWOT pelos países permitiu aos
mesmos, e em especial a BIREME/OPAS/OMS em seu papel de coordenadora da
rede em âmbito regional, compreender melhor as realidades e dificuldades
nacionais.
Estes dados foram também considerados quando da elaboração do plano de
trabalho 2012-2013 da BIREME/OPAS/OMS junto a Organização Pan-Americana da
Saúde, aplicando assim os resultados deste processo para o desenvolvimento das
ações de cooperação técnica deste centro junto à coordenação da Rede BVS em
âmbito regional.
Estes resultados devem nortear as ações da BIREME/OPS/OMS e de cada
instituição e país envolvido com o desenvolvimento da rede no próximo biênio,
renovando o espírito de trabalho coletivo e reforçando a característica de
cooperação técnica que marcam a história da BVS.

176

�! ==~~
;:

8t.'bllotu.~

"JIIIi

Ullll.,.,rllt:trlilS

Produção e comunicação científica e tecnológica: medição, mapeamento, diagnóstico
e avaliação da informação)
Resumo expandido

5 Referências
BIREME/OPAS/OMS (org.). Guia da BVS 2011. São Paulo: Centro Latino-Americano
e do Caribe de Informação em Ciências da Saúde - BIREME/OPAS/OMS, mar. 2011.
50p. Disponível em:
&lt;http://bvsmodelo.bvsalud.org/download/bvs/Guia da BVS 2011 pt.pdf&gt; Acesso
em: 01 de abril de 2012.
BIREME/OPAS/OMS. Encuentros de la Red BVS 2011. Site, 2011. Disponível em:
&lt;http://bvsencuentros2011.bireme.org/&gt;. Acesso em: 27 abro 2012.
STAREC, Claudio. et aI. Gestão estratégica da informação e inteligência
competitiva. São Paulo: Saraiva, 2005.

177

�</text>
                  </elementText>
                </elementTextContainer>
              </element>
            </elementContainer>
          </elementSet>
        </elementSetContainer>
      </file>
    </fileContainer>
    <collection collectionId="49">
      <elementSetContainer>
        <elementSet elementSetId="1">
          <name>Dublin Core</name>
          <description>The Dublin Core metadata element set is common to all Omeka records, including items, files, and collections. For more information see, http://dublincore.org/documents/dces/.</description>
          <elementContainer>
            <element elementId="50">
              <name>Title</name>
              <description>A name given to the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51396">
                  <text>SNBU - Edição: 17 - Ano: 2012 (UFRGS - Gramado/RS)</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="49">
              <name>Subject</name>
              <description>The topic of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51397">
                  <text>Biblioteconomia&#13;
Documentação&#13;
Ciência da Informação&#13;
Bibliotecas Universitárias</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="41">
              <name>Description</name>
              <description>An account of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51398">
                  <text>Tema: A biblioteca universitária como laboratório na sociedade da informação.</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="39">
              <name>Creator</name>
              <description>An entity primarily responsible for making the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51399">
                  <text>SNBU - Seminário Nacional de Bibliotecas Universitárias</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="45">
              <name>Publisher</name>
              <description>An entity responsible for making the resource available</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51400">
                  <text>UFRGS</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="40">
              <name>Date</name>
              <description>A point or period of time associated with an event in the lifecycle of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51401">
                  <text>2012</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="44">
              <name>Language</name>
              <description>A language of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51402">
                  <text>Português</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="51">
              <name>Type</name>
              <description>The nature or genre of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51403">
                  <text>Evento</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="38">
              <name>Coverage</name>
              <description>The spatial or temporal topic of the resource, the spatial applicability of the resource, or the jurisdiction under which the resource is relevant</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51404">
                  <text>Gramado (Rio Grande do Sul)</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
          </elementContainer>
        </elementSet>
      </elementSetContainer>
    </collection>
    <itemType itemTypeId="8">
      <name>Event</name>
      <description>A non-persistent, time-based occurrence. Metadata for an event provides descriptive information that is the basis for discovery of the purpose, location, duration, and responsible agents associated with an event. Examples include an exhibition, webcast, conference, workshop, open day, performance, battle, trial, wedding, tea party, conflagration.</description>
    </itemType>
    <elementSetContainer>
      <elementSet elementSetId="1">
        <name>Dublin Core</name>
        <description>The Dublin Core metadata element set is common to all Omeka records, including items, files, and collections. For more information see, http://dublincore.org/documents/dces/.</description>
        <elementContainer>
          <element elementId="50">
            <name>Title</name>
            <description>A name given to the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="62835">
                <text>Construção coletiva da biblioteca virtual em saúde: o caso encuentros de la red BVS2011.</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="39">
            <name>Creator</name>
            <description>An entity primarily responsible for making the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="62836">
                <text>Guzzo, Claúdia H.; Sousa, Juliana L.; Uehara, Bárbara C. A.; Barros, Joanita A.</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="38">
            <name>Coverage</name>
            <description>The spatial or temporal topic of the resource, the spatial applicability of the resource, or the jurisdiction under which the resource is relevant</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="62837">
                <text>Gramado (Rio Grande do Sul)</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="45">
            <name>Publisher</name>
            <description>An entity responsible for making the resource available</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="62838">
                <text>UFRGS</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="40">
            <name>Date</name>
            <description>A point or period of time associated with an event in the lifecycle of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="62839">
                <text>2012</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="51">
            <name>Type</name>
            <description>The nature or genre of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="62841">
                <text>Evento</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="41">
            <name>Description</name>
            <description>An account of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="62842">
                <text>Relata o caso Encuentros de la Red BVS 2011, uma análise e diagnóstico da evolução da BVS sob a ótica dos países da região coordenada pela BIREME/OPAS/OMS durante o segundo semestre de 2011</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="44">
            <name>Language</name>
            <description>A language of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="69384">
                <text>pt</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
        </elementContainer>
      </elementSet>
    </elementSetContainer>
  </item>
  <item itemId="5884" public="1" featured="0">
    <fileContainer>
      <file fileId="4948">
        <src>http://repositorio.febab.org.br/files/original/49/5884/SNBU2012_023.pdf</src>
        <authentication>10b374e716a07488eeefb77923ee1ec7</authentication>
        <elementSetContainer>
          <elementSet elementSetId="4">
            <name>PDF Text</name>
            <description/>
            <elementContainer>
              <element elementId="92">
                <name>Text</name>
                <description/>
                <elementTextContainer>
                  <elementText elementTextId="62834">
                    <text>! ==~~
;:

8t.'bllotu.~

"JIIIi

Ullll.,.,rllt:trlilS

Produção e comunicação científica e tecnológica: medição, mapeamento, diagnóstico
e avaliação da informação)
Resumo expandido

PRIMEIRAS HISTÓRIAS, PRIMEIRAS lEITURAS: HABITANDO O
"ESPAÇO CRIANÇA" DA BIBLIOTECA "ACÁCIO JOSÉ SANTA
ROSA" DA FCl - UNESP - ASSIS.
Heloisa Maria Heradão Rogone 1, Lucelena Alevato2, Maria
Isabel Coelho de Britto 3 , Maria José de Oliveira 3 e Sônia Castro
Pereira Furlan 3•
Profa do Depto de Psicologia Clínica da FCl - UNESP - Campus de Assis.
Bibliotecária Supervisora da STRAUD - FCl - UNESP - Campus de Assis.
3 Assistente de Serviços de Documentação, Informação e Pesquisa - FCl -UNESPCampus de Assis.
1

2

1 Introdução
A biblioteca escolar é o espaço destinado à promoção da leitura e
outras atividades que possam estimular o interesse e a formação do hábito. É
indispensável mostrar a importância da biblioteca escolar no desenvolvimento
educacional e sócio cultural na vida das crianças. É na Biblioteca que as
crianças podem descobrir seus próprios interesses, escolher suas leituras
preferidas e ter um contato maior com a cultura.
Por isso é fundamental que o hábito de leitura seja desenvolvido desde
muito cedo na criança. Bamberger (1986, p.92) ressalta que: "O
desenvolvimento de interesses e hábitos permanentes de leitura é um processo
constante, que começa no lar, aperfeiçoa-se sistematicamente na escola e
continua pela vida afora".
A leitura tem um papel primordial no desenvolvimento cognitivo, social
e emocional da criança. Não só desperta o gosto pelos bons livros e pelo
hábito de ler, como também contribui para ampliar seus conhecimentos,
estimular a criatividade e desenvolver suas potencialidades.
De acordo com Kleiman (2000, p.7) "A aprendizagem da criança na
escola está fundamentada na leitura".
O ambiente fisíco da Biblioteca escolar também deve ser agradável e
convidativo, um lugar interessante e estimulante para o público que a
frequenta.
O espaço da biblioteca deve ser atraente, acolhedor, envolvente e
prazeroso, proporcionar conforto por meio de um local bem iluminado,
ventilado, com uma clara sinalização/comunicação visual, mobiliado e
decorado de acordo com o perfil de seus usuários, ou seja, que esse espaço
não seja só para usuários e adultos, mas que tenha também estantes, mesas e
cadeiras baixas, ao alcance dos pequenos usuários. (BICHERI, 2008, p. 27-28)
Nesse contexto, a Biblioteca "Acácio José Santa Rosa" implementou
em 2009 a Seção Infantil "Espaço Criança". Este projeto inovador consistiu em
proporcionar um ambiente acolhedor de leitura e promover atividades lúdicas e
culturais para filhos de funcionários, professores e alunos que freqüentam o
Centro de Convivência Infantil-CCI.
Nestes três anos, pode-se constatar que o objetivo principal deste

171

�! ==~~
;:

8t.'bllotu.~

"JIIIi

Ullll.,.,rllt:trlilS

Produção e comunicação científica e tecnológica: medição, mapeamento, diagnóstico
e avaliação da informação)
Resumo expandido

Projeto foi atingido, pois as crianças demonstraram grande interesse em
frequentar a Biblioteca, externaram muita satisfação na leitura dos livros de
literatura infantil e se tornaram as principais propagadoras da Biblioteca como
ambiente acolhedor para leitura.
Os resultados positivos deste trabalho ofereceram à Biblioteca
subsídios para concluir que esta iniciativa fosse estendida às crianças da Rede
Municipal de Ensino da cidade de Assis/SP.
Deste modo buscamos a parceria da Secretaria Municipal de
Educação de Assis/SP para trazermos as crianças do 10 ano do Ensino
Fundamental, durante o ano de 2012, para participarem de atividades na
Biblioteca.
A biblioteca possibilitará às crianças o acesso livre às informações,
garantindo, em termos de igualdade, o desenvolvimento do seu potencial. As
atividades lúdicas e culturais serão desenvolvidas pelos Profissionais da
Informação da Biblioteca e também por alunos bolsistas do Curso de
Graduação de Psicologia, no ambiente da Biblioteca proporcionando, assim,
dentre outros benefícios, o conhecimento do Acervo geral e em especial do
Acervo de Literatura Infantil e Infanto-juvenil especialmente selecionado para
este público.

2 Materiais e métodos
As atividades estão sendo desenvolvidas com crianças matriculadas
no primeiro ano do ensino fundamental da Rede Municipal de Ensino de
Assis/SP, na faixa etária de 06 a 7 anos. A princípio estamos trabalhando com 3
turmas de 25 crianças cada uma, trazidas de 4 EMEF indicadas pela Secretaria
Municipal de Educação. As atividades são realizadas por 2 horas no "Espaço
criança" da biblioteca da FCl-Assis, onde as crianças são convidadas a
participar de atividades de estimulo à leitura desenvolvidas pela equipe
responsável.
Neste período de 2 horas, as crianças estão participando de contação
de histórias intermediadas ou não, pelo uso de fantoches, dedoches,
encenação teatral, e fantasias. Após as atividades as crianças podem escolher
um livro nas estantes do "Espaço Criança" e são estimuladas a interagir com
estes materiais de diversas formas, podendo assim, subsidiar mais uma
história a ser contada.
Esta ordem de atividades está sendo semanalmente alterada, podendo
as crianças, de acordo com o interesse serem as contadoras das histórias.

3 Resultados Finais
Trabalhar a leitura através de atividades de incentivo, mas
especificamente à hora do conto é muito importante para o desenvolvimento
psicológico e cognitivo da criança, pois permite despertar nas crianças o
interesse, a imaginação e a criatividade, além de possibilitar respostas para
suas indagações.
Por isso, procuramos durante as atividades, estimular o interesse e o

172

�! ==~~
;:

8t.'bllotu.~

"JIIIi

Ullll.,.,rllt:trlilS

Produção e comunicação científica e tecnológica: medição, mapeamento, diagnóstico
e avaliação da informação)
Resumo expandido

gosto das crianças pelos livros e a leitura. Constatamos que a frequência das
crianças à biblioteca é muito boa e estável na medida em que vêm à biblioteca,
divididas em turmas, duas vezes por semana, acompanhados de suas
professoras monitoras para ouvirem as historinhas e participar de outras
atividades relacionadas a leitura.
4 Considerações Finais

Neste trabalho apresentamos as atividades que estão sendo
realizadas na Seção Infantil "Espaço Criança" da Biblioteca "Acácio José
Santa Rosa" da FCL-UNESP-Assis com crianças do primeiro ano do ensino
fundamental da Rede Municipal de Ensino da cidade de Assis/SP, como forma
de incentivar a frequência e, principalmente estimular as crianças a
desenvolver o interesse pelos livros e leitura, por meio da realização da hora
do conto.
Dentro do "Espaço Criança" da Biblioteca, estamos verificando através
de observações, que está havendo uma boa aceitação na busca pelos livros
por parte das crianças e também pelos professores. As crianças participantes
tem se mostrado muito entusiasmadas com os livros infantis e com a
decoração alegre, colorida que foi feita no "Espaço criança" da Biblioteca,
tornando o lugar muito convidativo.
Os bons resultados deste trabalho está sendo constatado pela alta
demanda, tendo em vista que a equipe responsável pelo desenvolvimento das
atividades tem sido procurada por outras escolas da Rede Municipal de
Ensino, solicitando a ampliação do atendimento.
Referências
BAMBERGER, R. Como incentivar o hábito de leitura. Tradução Octavio Mendes
Cajado.2.ed. São Paulo: Ática, 1986. (Educação em Ação).
BICHERI, A. L. A. O. A mediação do bibliotecário na pesquisa escolar face a
crescente virtualização da informação. 2008, 197 f. Dissertação (Mestrado em
Ciência da Informação) - Faculdade de Filosofia e Ciências, Universidade Estadual
Marília,2008.
&lt;Disponível
em:
Paulista,
http://www.athena.biblioteca.unesp.br/exlibris/bd/bma&gt; Acesso em: 16 mar. 2012.
KLEIMAN, A. Texto e leitor: aspectos cognitivos da leitura. 7. ed. Campinas: Pontes,
200

173

�</text>
                  </elementText>
                </elementTextContainer>
              </element>
            </elementContainer>
          </elementSet>
        </elementSetContainer>
      </file>
    </fileContainer>
    <collection collectionId="49">
      <elementSetContainer>
        <elementSet elementSetId="1">
          <name>Dublin Core</name>
          <description>The Dublin Core metadata element set is common to all Omeka records, including items, files, and collections. For more information see, http://dublincore.org/documents/dces/.</description>
          <elementContainer>
            <element elementId="50">
              <name>Title</name>
              <description>A name given to the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51396">
                  <text>SNBU - Edição: 17 - Ano: 2012 (UFRGS - Gramado/RS)</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="49">
              <name>Subject</name>
              <description>The topic of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51397">
                  <text>Biblioteconomia&#13;
Documentação&#13;
Ciência da Informação&#13;
Bibliotecas Universitárias</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="41">
              <name>Description</name>
              <description>An account of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51398">
                  <text>Tema: A biblioteca universitária como laboratório na sociedade da informação.</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="39">
              <name>Creator</name>
              <description>An entity primarily responsible for making the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51399">
                  <text>SNBU - Seminário Nacional de Bibliotecas Universitárias</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="45">
              <name>Publisher</name>
              <description>An entity responsible for making the resource available</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51400">
                  <text>UFRGS</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="40">
              <name>Date</name>
              <description>A point or period of time associated with an event in the lifecycle of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51401">
                  <text>2012</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="44">
              <name>Language</name>
              <description>A language of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51402">
                  <text>Português</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="51">
              <name>Type</name>
              <description>The nature or genre of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51403">
                  <text>Evento</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="38">
              <name>Coverage</name>
              <description>The spatial or temporal topic of the resource, the spatial applicability of the resource, or the jurisdiction under which the resource is relevant</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51404">
                  <text>Gramado (Rio Grande do Sul)</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
          </elementContainer>
        </elementSet>
      </elementSetContainer>
    </collection>
    <itemType itemTypeId="8">
      <name>Event</name>
      <description>A non-persistent, time-based occurrence. Metadata for an event provides descriptive information that is the basis for discovery of the purpose, location, duration, and responsible agents associated with an event. Examples include an exhibition, webcast, conference, workshop, open day, performance, battle, trial, wedding, tea party, conflagration.</description>
    </itemType>
    <elementSetContainer>
      <elementSet elementSetId="1">
        <name>Dublin Core</name>
        <description>The Dublin Core metadata element set is common to all Omeka records, including items, files, and collections. For more information see, http://dublincore.org/documents/dces/.</description>
        <elementContainer>
          <element elementId="50">
            <name>Title</name>
            <description>A name given to the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="62826">
                <text>Primeiras histórias, primeiras leituras: habitando o "espaço criança" da Biblioteca "Acácio José Santa Rosa" da FCL- UNESP- ASSIS.</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="39">
            <name>Creator</name>
            <description>An entity primarily responsible for making the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="62827">
                <text>Rogone, Heloisa Maria H.; Alevato, Lucelena; Britto, Isabel Coelho de; Oliveira, Maria José de; Furlan, Sônia Castro Pereira</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="38">
            <name>Coverage</name>
            <description>The spatial or temporal topic of the resource, the spatial applicability of the resource, or the jurisdiction under which the resource is relevant</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="62828">
                <text>Gramado (Rio Grande do Sul)</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="45">
            <name>Publisher</name>
            <description>An entity responsible for making the resource available</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="62829">
                <text>UFRGS</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="40">
            <name>Date</name>
            <description>A point or period of time associated with an event in the lifecycle of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="62830">
                <text>2012</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="51">
            <name>Type</name>
            <description>The nature or genre of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="62832">
                <text>Evento</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="41">
            <name>Description</name>
            <description>An account of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="62833">
                <text>Discorre sobre a impementação do projeto Espaço Criança na Bibliotaca Acácio José Santa Rosa, proporcionando um ambiente acolhedor de leitura e promoção de atividades lúdicas e culturais</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="44">
            <name>Language</name>
            <description>A language of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="69383">
                <text>pt</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
        </elementContainer>
      </elementSet>
    </elementSetContainer>
  </item>
  <item itemId="5883" public="1" featured="0">
    <fileContainer>
      <file fileId="4947">
        <src>http://repositorio.febab.org.br/files/original/49/5883/SNBU2012_022.pdf</src>
        <authentication>5483af1977147c70cd7026879b9e7b69</authentication>
        <elementSetContainer>
          <elementSet elementSetId="4">
            <name>PDF Text</name>
            <description/>
            <elementContainer>
              <element elementId="92">
                <name>Text</name>
                <description/>
                <elementTextContainer>
                  <elementText elementTextId="62825">
                    <text>i!

s._

~

~dona l

Produção e comunicação científica e tecnológica: medição, mapeamento, diagnóstico
e avaliação da informação)
de:

~ ~~::=M

Resumo expandido

ANÁLISE BIBLlOMÉTRICA DAS TESES E DISSERTAÇÕES DO
PROGRAMA DE PÓS-GRADUAÇÃO EM CIÊNCIA DA INFORMAÇÃO DA UNB
(1994-2011 )

Mara Karoline Lins Teotônio 1, Patrícia Nunes da Silva 1
1Bibliotecária, Universidade de Brasília, Brasília, Distrito Federal

1 Introdução
A bibliometria é uma técnica que permite avaliar a produção científica de um
país ou determinado grupo de análises. Como área de estudo no Brasil da Ciência
da Informação, tem um papel relevante na análise da produção científica, e seus
indicadores retratam o grau de desenvolvimento de uma área do conhecimento
(MACHADO, 2007).
Dentre as várias teorias bibliométricas a análise de citações é a que mais se
destaca, sendo ferramenta para a maioria dos estudos bibliométricos. Ela investiga
as relações entre os documentos citantes e os documentos citados. (FORESTI,
1990). A análise de citações é uma técnica bibliométrica, permite levantar dados
quantitativos sobre a relação entre trabalhos citantes e citados, considerado como
unidade de análise o todo ou suas partes: autor, título, origem geográfica, ano,
idioma da publicação, entre outros (FORESTI, 1990).
A análise das citações, através da "contagem" das referências arroladas no
final do texto, identifica características e mapeia a comunicação científica (ARAÚJO,
2006).
Segundo Noronha (2008), as referências bibliográficas são necessárias para
identificar os pesquisadores cujos conceitos, métodos ou teorias serviram de
inspiração, ou foram utilizados pelo autor no desenvolvimento de seu próprio
trabalho, estabelecendo assim um processo de referência e citação.
Nessa pesquisa foi utilizada a análise de citações, particularmente, àquelas
variáveis que se referem à estrutura da literatura citada, principalmente citações de
conteúdo online, pelos autores nas teses e dissertações de 1994 a 2011, do
Programa de Pós-Graduação em Ciência da Informação (PPGClnf) da Faculdade de
Ciência da Informação da Universidade de Brasília (UnB). Este período foi
selecionado devido à utilização da internet no Brasil ter começado em meados de
1995, a fim de obter dados estatísticos sobre o crescimento da utilização de fontes
encontradas na grande rede mundial de computadores.
Os dados foram coletados de duas formas: nos materiais disponíveis na
Biblioteca Depositária, a Biblioteca Central da UnB, e depois nos materiais
disponíveis na Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da UnB. Foi utilizado nessa
tabulação ferramentas estatísticas simples.

2 Materiais e Métodos

165

�! ==~~
;:

8t.'bll ot u.~

"JIIIi

Ullll.,.,rllt:trlilS

Produção e comunicação científica e tecnológica: medição, mapeamento, diagnóstico
e avaliação da informação)
Resumo expandido

A fim de analisar as referências das teses e dissertações defendidas no
PPGClnf, esta pesquisa foi exploratória e possui caráter quantitativo. Inicialmente
foram analisadas 184 teses e dissertações defendidas entre os anos de 1994 a
2011. Esta quantidade serve como amostra, pois não foi contemplada a totalidade de
trabalhos, porém é uma quantidade significativa. A coleta dos dados foi dividida em
duas etapas:
a) Análise das dissertações e teses disponíveis somente em meio impresso:
nessa etapa foram consultados os materiais tanto na Biblioteca da UnB
como disponíveis na Secretaria do PPGClnf;
b) Análise das dissertações e teses disponíveis na Biblioteca Digital de Teses
e Dissertações da UnB. A etapa de coleta dos dados levou cerca de um
mês.
Para a análise, foram colhidos das teses e dissertações: ano, orientador,
idioma da publicação, tipo de material, materiais em meio digital.

3 Resultados Finais
3.1 Idiomas dos documentos
Os documentos em português totalizam cerca de 65% das referências, em
inglês 31 %, espanhol 2%, francês 1% e outros 0% (ver gráfico 1). A quantidade de
documentos em português é mais que o dobro que eram em inglês. Isso acontece
por alguns motivos como a comodidade em ler informações em sua língua natal,
nível de acesso a documentos em outros idiomas e produção na área de ciência da
informação.
Em relação ao acesso, atualmente a aquisição de um documento em um
idioma estrangeiro está mais fácil do que antes. Principalmente com o advento dos
arquivos abertos, dentro dos quais se encontram documentos em texto integral.
Outra facilidade também é o uso do comut como intermediador dessa aquisição.
Além desses a disponibilidade de bases de dados nacionais e internacionais
facilitam, também, a recuperação de documentos em outros idiomas.

Gráfico 1 -Idiomas

15000

11737
• português
Dinglês
. espanhol
• francês

10000
5721
5000

o

462

166

183

23

�! ==~~
;:

8t.'bllotu.~

"JIIIi

Ullll.,.,rllt:trlilS

Produção e comunicação científica e tecnológica: medição, mapeamento, diagnóstico
e avaliação da informação)
Resumo expandido

3.2 Linhas de Pesquisa Versus Idiomas
Esta análise buscou fazer a relação entre as linhas de pesquisa (que
passaram a ser informadas no ano de 2004) com as línguas dos materiais utilizados.
As linhas de pesquisa eram: Arquitetura da informação, Comunicação da informação
e Gestão da informação e do conhecimento. Dos 184 trabalhos analisados, 68 já
possuíam a linha de pesquisa definida, destas podemos chegar aos seguintes dados
(ver gráficos 2,3 e 4):
Gráfico 2. Linha Comunicação da Informação

Comunicação
Espanhol
2%

Francês
Outros
0%

Inglês
25%

~. .. .__~ ~'ortuguês

73%
Gráfico 3. Linha Gestão da Informação

GesW~ncês
Espanhol~

2%
Inglês
29%

1%

""y
\ \1

Outros

0%

,

ortuguês
68%

Gráfico 4. Linha Arquitetura da Informação

Arq u itetu ra

Espanhol

Outros

3%~ y~~~~~êS
Inglês
\f ~ Portuguê
41%
s

55%

167

�! ==~~
;:

8t.'bllotu.~

"JIIIi

Ullll.,.,rllt:trlilS

Produção e comunicação científica e tecnológica: medição, mapeamento, diagnóstico
e avaliação da informação)
Resumo expandido

3.3 Tipos de Materiais Utilizados
Os trabalhos contidos nas Teses apresentam maior número de referências do
que nas dissertações defendidas no período analisado. Destaque para o uso de
livros estar em primeiro lugar tanto nas teses quanto nas dissertações.

I
I

Trabalho
Dissertação
Material
Livro
39,2
Artigo
27,7
Tese/Dissertação
4,5
Evento
4,7
Sites
7
Outros
4,3
Total
87,4
I
%
40,4

Tese

Total

%

55,9
41,3
6,5
9,5
11,7
4,2
129,1
59,6

95,1
69
11
14,2
18,7
8,5
216,5
100

43,9
31,9
5,1
6,6
8,6
3,9
100

-

I
I

Quadro 1. Material Utilizado nas Referências nas Dissertações e Teses

3.4 Citações online versus tipos de documentos
Num total de 2827 documentos online, 41 % são sites, 38% artigos, 11 %
eventos e o restante somam juntos 10%. Com o aumento de periódicos eletrônicos o
número de artigos eletrônicos também utilizados em pesquisas se destaca. Com a
internet as instituições começam, também, a disponibilizar informações e
documentos referentes a eventos por eles organizados.
Gráfico 4. Citações Online

11 Li vro
11 Art igo
liiI Tese/D isserta çã o

11 Ev entos

168

liiI

Sites

liiI

Outros

�Produção e comunicação científica e tecnológica: medição, mapeamento, diagnóstico
e avaliação da informação)

! ==~~
;:

8t.'bllotu.~

"JIIIi

Ullll'''''llt:trlilS

Resumo expandido

3.5 Documentos online x ano
Gráfico 5. Ano x Documento online

Documentos online - média 19942009

3,3

1

Antigamente tinham-se disponíveis na web uma grande quantidade de
referências, mas agora esse quadro está mudando, principalmente com a
conscientização dos produtores de informação que entendem que a melhor forma
de divulgar seus trabalhos é colocando-os em texto integral na web.
Partindo desse panorama, ao analisarmos o gráfico, fica evidente que o
aumento da disponibilidade de documentos em texto completo fez com que os
autores buscassem suas informações em documentos eletrônicos. Em 1994 não
foram utilizados nenhum documento eletrônico pois era o começo da Internet no
Brasil. Mas com o passar do tempo esse panorama tem mudando, tanto que seu uso
obteve de 1997 a 2000 vertiginoso crescimento. A partir de 2001 a média se
estabilizou.

4 Considerações Finais
Dentre os objetivos específicos realizamos a análise do uso das referências
com conteúdo on-line. Ficou claro que com o aumento do acesso a internet e da
disponibilidade de documentos em texto integral em meio eletrônico os
pesquisadores passaram a utilizar mais as fontes eletrônicas. Principalmente com a
iniciativa dos arquivos abertos, que englobam as bases de dados online, repositórios
e periódicos eletrônicos.
Analisamos a influência da linha de pesquisa na determinação do tipo de
material. Percebemos que os livros e artigos foram os tipos de documentos mais
utilizados pelos pesquisadores.
Analisamos a influência da linha de pesquisa na determinação dos idiomas
dos documentos. Concluímos na linha de gestão da informação e comunicação

169

�! ==~~
;:

8t.'bllotu.~

"JIIIi

Ullll.,.,rllt:trlilS

Produção e comunicação científica e tecnológica: medição, mapeamento, diagnóstico
e avaliação da informação)
Resumo expandido

possuem mais documentos em português, já arquitetura da informação possui,
dentre as três linhas, mais textos em inglês. Isso acontece devido à existência de
poucos documentos em português que abrangem a área de arquitetura e, também,
por a área ser relativamente nova.
Quanto à verificação da questão da barreira lingüística, observamos que a
maioria dos documentos estavam em português. Nos casos em que haviam muitos
textos em outras línguas, observamos que o autor possuía muitos conhecimentos
em tal idioma.

5 Referências

ARAÚJO, Carlos Alberto. Bibliometria: evolução histórica e questões atuais. Em
Questão, Porto Alegre, v.12, n.1, p.11-32, jan-jun, 2006.

FORESTI, Nóris Almeida Bethonico. Contribuição das revistas brasileiras de
biblioteconomia e ciência da informação enquanto fonte de referência para a
pesquisa. Cio Inf. Brasília, v.19, n.1, p.53-71, 1990.
MACHADO, Raymundo das Neves. Análise cientrométrica dos estudos
bibliométricos publicados em periódicos da área de bibliotecnomia e ciencia da
informação (1990-2005).Persp. Cio Inf.,v.12,n.3, p. 2-20, dez 2007.
CAMPOS, Grazielle Noronha. Características e perfil dos bibliotecários das
bibliotecas de instituições de ensino superior privadas do Distrito Federal e as
expectativas dos empregadores. 133 f. Dissertação (Mestrado em Ciência da
Informação) - Universidade de Brasília, 2008.

170

�</text>
                  </elementText>
                </elementTextContainer>
              </element>
            </elementContainer>
          </elementSet>
        </elementSetContainer>
      </file>
    </fileContainer>
    <collection collectionId="49">
      <elementSetContainer>
        <elementSet elementSetId="1">
          <name>Dublin Core</name>
          <description>The Dublin Core metadata element set is common to all Omeka records, including items, files, and collections. For more information see, http://dublincore.org/documents/dces/.</description>
          <elementContainer>
            <element elementId="50">
              <name>Title</name>
              <description>A name given to the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51396">
                  <text>SNBU - Edição: 17 - Ano: 2012 (UFRGS - Gramado/RS)</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="49">
              <name>Subject</name>
              <description>The topic of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51397">
                  <text>Biblioteconomia&#13;
Documentação&#13;
Ciência da Informação&#13;
Bibliotecas Universitárias</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="41">
              <name>Description</name>
              <description>An account of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51398">
                  <text>Tema: A biblioteca universitária como laboratório na sociedade da informação.</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="39">
              <name>Creator</name>
              <description>An entity primarily responsible for making the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51399">
                  <text>SNBU - Seminário Nacional de Bibliotecas Universitárias</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="45">
              <name>Publisher</name>
              <description>An entity responsible for making the resource available</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51400">
                  <text>UFRGS</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="40">
              <name>Date</name>
              <description>A point or period of time associated with an event in the lifecycle of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51401">
                  <text>2012</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="44">
              <name>Language</name>
              <description>A language of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51402">
                  <text>Português</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="51">
              <name>Type</name>
              <description>The nature or genre of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51403">
                  <text>Evento</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="38">
              <name>Coverage</name>
              <description>The spatial or temporal topic of the resource, the spatial applicability of the resource, or the jurisdiction under which the resource is relevant</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51404">
                  <text>Gramado (Rio Grande do Sul)</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
          </elementContainer>
        </elementSet>
      </elementSetContainer>
    </collection>
    <itemType itemTypeId="8">
      <name>Event</name>
      <description>A non-persistent, time-based occurrence. Metadata for an event provides descriptive information that is the basis for discovery of the purpose, location, duration, and responsible agents associated with an event. Examples include an exhibition, webcast, conference, workshop, open day, performance, battle, trial, wedding, tea party, conflagration.</description>
    </itemType>
    <elementSetContainer>
      <elementSet elementSetId="1">
        <name>Dublin Core</name>
        <description>The Dublin Core metadata element set is common to all Omeka records, including items, files, and collections. For more information see, http://dublincore.org/documents/dces/.</description>
        <elementContainer>
          <element elementId="50">
            <name>Title</name>
            <description>A name given to the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="62817">
                <text>Análise bibliométrica das teses e dissertações do programa de pós-graduação em ciência da informação da UNB (1994-2011.</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="39">
            <name>Creator</name>
            <description>An entity primarily responsible for making the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="62818">
                <text>Teotônio, Mara Karoline Lins; Silva, Patrícia Nunes da</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="38">
            <name>Coverage</name>
            <description>The spatial or temporal topic of the resource, the spatial applicability of the resource, or the jurisdiction under which the resource is relevant</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="62819">
                <text>Gramado (Rio Grande do Sul)</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="45">
            <name>Publisher</name>
            <description>An entity responsible for making the resource available</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="62820">
                <text>UFRGS</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="40">
            <name>Date</name>
            <description>A point or period of time associated with an event in the lifecycle of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="62821">
                <text>2012</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="51">
            <name>Type</name>
            <description>The nature or genre of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="62823">
                <text>Evento</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="41">
            <name>Description</name>
            <description>An account of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="62824">
                <text>Analisa as citações de conteúdos que se referem à estrutura da literatura citada, principalmente citações de conteúdo online, pelos autores nas teses e dissertações de 1994 a 2011 do Programa de Pós-Graduação em Ciência da Informação da Universidade de Brasília</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="44">
            <name>Language</name>
            <description>A language of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="69382">
                <text>pt</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
        </elementContainer>
      </elementSet>
    </elementSetContainer>
  </item>
  <item itemId="5882" public="1" featured="0">
    <fileContainer>
      <file fileId="4946">
        <src>http://repositorio.febab.org.br/files/original/49/5882/SNBU2012_021.pdf</src>
        <authentication>b41b6d960ee6aa7a3bff11f4fd15b9ec</authentication>
        <elementSetContainer>
          <elementSet elementSetId="4">
            <name>PDF Text</name>
            <description/>
            <elementContainer>
              <element elementId="92">
                <name>Text</name>
                <description/>
                <elementTextContainer>
                  <elementText elementTextId="62816">
                    <text>Produção e comunicação científica e tecnológica: medição, mapeamento, diagnóstico
e avaliação da informação)

! ==~~
;:

8t.'bllotu.~

"JIIIi

Ullll.,.,rllt:trlilS

Resumo expandido

A REDE DE COAUTORIAS DO QUADRILÁTERO DA
SAÚDE DA USP ATRAVÉS DAS TEMÁTICAS ADOTADAS:
DESENHO DE PESQUISA
Sibele Fausto 1, Hálida Cristina Fernande~, Rogério Mugnainf
1
2

Mestranda PPGCI-ECA-USP, Bibliotecária EE-USP, São Paulo, SP

Mestranda PPGSP-FSP-USP, Bibliotecária FSP-USP, São Paulo, SP
2

Prof. Dr., docente PPGCI-ECA-USP e EACH-USP, São Paulo, SP

1 Introdução
Esta é uma comunicação com o objetivo de apresentar à comunidade a
pesquisa em andamento elaborada para analisar a rede de coautorias das
unidades de ensino da área de Ciências da Saúde do Quadrilátero de Saúde
da USP (QS-USP), através das temáticas de pesquisa registradas no Catálogo
Bibliográfico Dédalus, em sua base de dados de produção científica, e verificar
o desempenho dos recursos para processamento da informação utilizados pelo
SIBi-USP (o Catálogo Dédalus e o Vocabulário Controlado)1 para estudos biblio
e cientométricos de colaborações. O problema de pesquisa identificado
relaciona-se com a frequente incidência de coautorias verificada na produção
científica do QS-USP, requerendo uma investigação dos elementos
constituintes dessa colaboração (VANZ; STUMPF, 2012).

2 Materiais e Métodos
De caráter experimental (RUDIO, 1986, p. 74-75), o instrumento de
coleta de dados foi a pesquisa documental, através da extração dos registros
da produção científica do QS-USP.. A amostra da pesquisa é do tipo não
probabilística e intencional, selecionada por critérios prévios. Constituiu-se de
um recorte da produção científica da USP registrada em seu Catálogo
Bibliográfico Dédalus, abrangendo as unidades de ensino do QS-USP
publicadas de 2000 a 2010, considerando todos os tipos de documentos
(artigos, monografias no todo e em parte, trabalhos de eventos, etc.). Os dados
foram obtidos mediante solicitação ao Departamento Técnico do SIBi-USP, que
extraiu os registros no formato ISO, conforme limites de busca determinados
nos aspectos metodológicos desta pesquisa, que tem como objetivos
específicos: a) Identificar a procedência institucional das coautorias; b)
Determinar os tipos de colaboração que envolvem as unidades do QS-USP; c)
Mapear as temáticas adotadas nessas coautorias, através da análise dos
descritores empregados (Vocabulário Controlado da USP); d) Descrever os
tipos de publicação mais presentes nessas coautorias; e. Construir mapas de
relacionamento entre essas coautorias; e f. Identificar indicadores de
interdisciplinaridade.
1 O Sistema de Bibliotecas da USP (SIBi-USP) desenvolveu seu próprio Vocabulário
Controlado, uma lista de descritores utilizada para a indexação de recursos de informação no
Banco de Dados Bibliográficos da USP - Dédalus (USP, 2012).

163

�! ==~~
;:

8t.'bllotu.~

"JIIIi

Ullll.,.,rllt:trlilS

Produção e comunicação científica e tecnológica: medição, mapeamento, diagnóstico
e avaliação da informação)
Resumo expandido

3 Resultados Esperados
O conjunto de dados obtidos no formato ISO serão tratados e
normalizados para tabulação dos campos bibliográficos, através dos utilitários
CISIS 2 , e a seguir listados em planilhas do software Microsoft Excel e
exportados para o aplicativo NetDraw 3 , obtendo-se assim a visualização de
redes de colaboração temática do QS-USP. Reconhecidos os tipos de
colaboração, proceder-se-á às análises dos descritores de assunto, que num
primeiro momento será baseada em tabelas de frequência de documentos, e
posteriormente, na análise visual das redes temáticas e institucionais, tendo em
vista verificar o desempenho do Vocabulário Controlado da USP em relação ao
estudo de interdisciplinaridade.

4 Considerações Finais
Os resultados dessa pesquisa em andamento serão apresentados
através da criação de uma representação gráfica dos dados obtidos para
permitir a visualização das relações construídas nas colaborações entre as
unidades da área de Ciências da Saúde do QS-USP, descortinando possíveis
insights que essa estrutura em rede possa proporcionar. Esse resultado será
transformado em um artigo para publicação a posteriori em uma revista da área
de Ciências da Informação, a fim de documentar e compartilhar essa trajetória
investigativa.

5 Referências
BIREME/OPS/OMS. Centro Latino-americano e do Caribe de Informação em Ciências
da Saúde. Conceitos Básicos de Bases de Dados CDSIISIS: Iniciando o Uso do
CISIS - Versão 3.x. São Paulo: BIREME/OPS/OMS, 2006a.
___ oUtilitarios CISIS: Manual de Referencia - Versão 5.2. São Paulo:
BIREME/OPS/OMS,2006b.
BORGATTI, S.P. NetDraw Software for Network Visualization. Lexington, KY:
Analytic Technologies, 2002.
RUDIO, F.v. Introdução ao projeto de pesquisa científica. 32.ed. Petrópolis: Vozes,
1986.
UNIVERSIDADE DE SÃO PAULO. Sistema Integrado de Bibliotecas. Vocabulário
Controlado do SIBi-USP. Disponível em:
&lt;hUp:l/143.107.73.99/Vocab/SIBIX652.dll/lndex&gt;. Acesso em 27 abro 2012.
VANZ, S.A.S.; STUMPF, I.R.C. Colaboração científica: revisão teórico-conceitual.
Perspect. ciênc. inf. v.15, n.2, p. 42-45, 2010.

CISIS: Softwares desenvolvidos pela BIREME para manipulação de bases de dados ISIS.
Permitem o relacionamento de diversas bases, assim como a limpeza de dados, ordenamento
e tabulação (BIREME/OPS/OMS, 2006a e 2006b).

2

NetOraw: aplicativo para mapeamentos e análise gráfica de redes e clusterização
(BORGATTI, 2002).

3

164

�</text>
                  </elementText>
                </elementTextContainer>
              </element>
            </elementContainer>
          </elementSet>
        </elementSetContainer>
      </file>
    </fileContainer>
    <collection collectionId="49">
      <elementSetContainer>
        <elementSet elementSetId="1">
          <name>Dublin Core</name>
          <description>The Dublin Core metadata element set is common to all Omeka records, including items, files, and collections. For more information see, http://dublincore.org/documents/dces/.</description>
          <elementContainer>
            <element elementId="50">
              <name>Title</name>
              <description>A name given to the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51396">
                  <text>SNBU - Edição: 17 - Ano: 2012 (UFRGS - Gramado/RS)</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="49">
              <name>Subject</name>
              <description>The topic of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51397">
                  <text>Biblioteconomia&#13;
Documentação&#13;
Ciência da Informação&#13;
Bibliotecas Universitárias</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="41">
              <name>Description</name>
              <description>An account of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51398">
                  <text>Tema: A biblioteca universitária como laboratório na sociedade da informação.</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="39">
              <name>Creator</name>
              <description>An entity primarily responsible for making the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51399">
                  <text>SNBU - Seminário Nacional de Bibliotecas Universitárias</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="45">
              <name>Publisher</name>
              <description>An entity responsible for making the resource available</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51400">
                  <text>UFRGS</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="40">
              <name>Date</name>
              <description>A point or period of time associated with an event in the lifecycle of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51401">
                  <text>2012</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="44">
              <name>Language</name>
              <description>A language of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51402">
                  <text>Português</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="51">
              <name>Type</name>
              <description>The nature or genre of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51403">
                  <text>Evento</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="38">
              <name>Coverage</name>
              <description>The spatial or temporal topic of the resource, the spatial applicability of the resource, or the jurisdiction under which the resource is relevant</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51404">
                  <text>Gramado (Rio Grande do Sul)</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
          </elementContainer>
        </elementSet>
      </elementSetContainer>
    </collection>
    <itemType itemTypeId="8">
      <name>Event</name>
      <description>A non-persistent, time-based occurrence. Metadata for an event provides descriptive information that is the basis for discovery of the purpose, location, duration, and responsible agents associated with an event. Examples include an exhibition, webcast, conference, workshop, open day, performance, battle, trial, wedding, tea party, conflagration.</description>
    </itemType>
    <elementSetContainer>
      <elementSet elementSetId="1">
        <name>Dublin Core</name>
        <description>The Dublin Core metadata element set is common to all Omeka records, including items, files, and collections. For more information see, http://dublincore.org/documents/dces/.</description>
        <elementContainer>
          <element elementId="50">
            <name>Title</name>
            <description>A name given to the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="62808">
                <text>A rede de coautorias do quadrilátero da saúde da USP através das temáticas adotadas: desenho de pesquisa.</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="39">
            <name>Creator</name>
            <description>An entity primarily responsible for making the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="62809">
                <text>Fausto, Sibele; Fernandes, Hálida Cristina; Mugnaini, Rogério</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="38">
            <name>Coverage</name>
            <description>The spatial or temporal topic of the resource, the spatial applicability of the resource, or the jurisdiction under which the resource is relevant</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="62810">
                <text>Gramado (Rio Grande do Sul)</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="45">
            <name>Publisher</name>
            <description>An entity responsible for making the resource available</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="62811">
                <text>UFRGS</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="40">
            <name>Date</name>
            <description>A point or period of time associated with an event in the lifecycle of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="62812">
                <text>2012</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="51">
            <name>Type</name>
            <description>The nature or genre of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="62814">
                <text>Evento</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="41">
            <name>Description</name>
            <description>An account of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="62815">
                <text>Esta é uma comunicação com o objetivo de apresentar à comunidade a pesquisa em andamento elaborada para analisar a rede de coautorias das unidades de ensino da área de Ciências da Saúde do Quadrilátero de Saúde da USP (QS-USP), através das temáticas de pesquisa registradas no Catálogo Bibliográfico Dédalus, em sua base de dados de produção científica, e verificar o desempenho dos recursos para processamento da informação utilizados pelo SIBi-USP (o Catálogo Dédalus e o Vocabulário Controlado)1 para estudos biblio e cientométricos de colaborações.</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="44">
            <name>Language</name>
            <description>A language of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="69381">
                <text>pt</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
        </elementContainer>
      </elementSet>
    </elementSetContainer>
  </item>
  <item itemId="5881" public="1" featured="0">
    <fileContainer>
      <file fileId="4945">
        <src>http://repositorio.febab.org.br/files/original/49/5881/SNBU2012_020.pdf</src>
        <authentication>37bc489c2666f67f4fe993224ee68db6</authentication>
        <elementSetContainer>
          <elementSet elementSetId="4">
            <name>PDF Text</name>
            <description/>
            <elementContainer>
              <element elementId="92">
                <name>Text</name>
                <description/>
                <elementTextContainer>
                  <elementText elementTextId="62807">
                    <text>! ==~~
;:

8t.'bllotu.~

"JIIIi

Ullll.,.,rllt:trlilS

Fluxo editorial e atuação bibliotecária
Trabalho completo

o PAPEL DO BIBLIOTECÁRIO FRENTE A REVISTAS
CIENTíFICAS
Vânia Martins Bueno de Oliveira Funaro 1, Lúcia Maria Verônica
Sebastiana Costa Ramos Sobrenome2 , Andrea Pacheco Silva Hespanha 3
1 Bibliotecária/Profa.

Ora., Faculdade de Odontologia da USP/Faculdade de Biblioteconomia e
Ciência da Inforrmação-FESPSP, São Paulo, SP

2

Doutoranda em Ciência da Informação/Bibliotecária, Escola de Comunicações e Artes da
USP/Faculdade de Odontologia da USP Instituição, São Paulo, SP

3Bibliotecária Especialista em Gerência de Sistemas e Unidades de Informação, Sociedade
Brasileira de Pesquisa Odontológica, São Paulo, SP

Resumo

o

bibliotecário ganha, cada vez mais, funções que tradicionalmente não eram de
sua competência, pelo menos, de forma explícita. O seu papel frente as revistas
científicas é uma realidade, principalmente nas revistas acadêmicas, onde a
biblioteca já exerce seu papel de disseminadora e organizadora da informação
caminhando passo a passo com o corpo docente e discente. A Associação Brasileira
de Editores Científicos (ABEC-Brasil) abriu, em seu evento de 2010, um espaço para
que os "bibliotecários editores" pudessem ter seu fórum de discussão sobre a
atividade desenvolvida por eles nas revistas científicas. O encontro teve a
participação de 52 bibliotecários mais editores das revistas que, também, estavam
participando do evento. Registrou-se as atividades que cada participante exercia nas
respectivas revistas científicas e discutiu-se a importância do bibliotecário neste
contexto.

Palavras-Chave:
Revistas Científicas; Bibliotecários Editores; Produção Científica; ABEC-Brasil
Comunicação Científica.

Abstract
The librarians gets increasingly more functions that traditionally were not within
their competence, at least explicity. Vou role with scientific journals is a reality,
especially in academic journals, where the library now plays the role of
disseminator of information and organizing walking in step with the professors
and students. The Brazilian Association of Scientific Editors (ABEC-Brazil)
opened in 2010 event, a space for "editors librarians" in order to discuss the
activity performes by them in scientific journal. The meeting was aUended by
52 librarians and scientific editors Who also were aUending the event. It
enrolled at the activities that each participant exercised in their journals and

153

�! ==~~
;:

8t.'bllotu.~

"JIIIi

Ullll.,.,rllt:trlilS

Fluxo editorial e atuação bibliotecária
Trabalho completo

discussed the importance of the librarian in this context.
Keywords:
Scientic Journals; Editors Librarians; Scientific Production; ABEC-Brasil;
Scientific Communication.

1 Introdução

o bibliotecário ganha, ao longo do tempo, atribuições que antes não eram tão
enfatizadas no seu dia-a-dia.
Com o aumento do número de revistas científicas e a "obrigatoriedade" do
corpo docente das universidades de publicarem trabalhos nestas revistas, o
bibliotecário fica presente neste contexto por uma série de atividades que
desenvolve junto ao corpo de editores científicos.
O envolvimento do bibliotecário em mais um setor da atividade da informação
se deve ao fato de seu preparo, tanto na normalização de trabalhos como na gestão
da informação e do fluxo desta informação para que as revistas possam ser editadas
de acordo com padrões de qualidade exigida por este segmento da produção
científica.
A incessante busca dos editores para que as revistas de sua responsabilidade
sejam indexadas em bases de dados representativas faz com que a mesma
necessite de profissionais qualificados para compor o corpo editorial, e entre eles,
está o bibliotecário.
Com base na premissa das exigências nacionais e internacionais de
qualidade de uma revista científica este trabalho objetiva:
1) Contextualizar o bibliotecário no cenário das revistas científicas e,
2) Definir o papel que o bibliotecário desenvolve junto ao corpo editorial.

2 Revisão de Literatura
A comunicação científica se dá por várias tipologias documentais, tais como
teses, dissertações, capítulo de livros, livros, artigos de revistas etc. Esta
comunicação tem uma maior visibilidade se, publicada em revistas científicas.
As revistas científicas surgiram da necessidade dos estudiosos ou
acadêmicos divulgarem suas ideias e descobertas que já se faziam presentes entre
os séculos XVII e XVIII. A primeira delas foi publicada em 05 de janeiro de 1665
intitulada Jaurnal des Sçavans. Essa primeira revista científica tinha como objetivo
catalogar e reunir os livros mais importantes publicados na Europa, os obituários de
estudiosos e personalidades de destaque, os relatórios científicos e técnicos e as
principais discussões jurídicas, além de noticiar o que acontecia na 'República das
Letras' (GONÇALVES; RAMOS; CASTRO, 2006).
A segunda revista científica, intitulada Philasaphical Transactians af the Rayal
Saciefy af Landan surge em março de 1665, publicava artigos de caráter científico e
cartas trocadas entre membros da comunidade científica.
Após este marco inicial cresce assustadoramente o número de revistas
científicas que, até o momento, constituem-se no veículo de comunicação mais

154

�! ==~~
;:

8t.'bllotu.~

"JIIIi

Ullll.,.,rllt:trlilS

Fluxo editorial e atuação bibliotecária
Trabalho completo

utilizado para a divulgação de pesquisas, pois têm maior visibilidade devido à
indexação em bases de dados.
As revistas possuem maior demanda por parte dos pesquisadores pois as
mesmas contam com um corpo de referees - composto por profissionais
notoriamente reconhecidos na área - que avalia a qualidade dos trabalhos enviados
para publicação.
Já em 1996, Miranda e Pereira, traçaram duas vertentes que caracterizaram
a importância das revistas como veículos formais de comunicação da ciência: 1)
comunicação do conhecimento; 2) comunicação entre os pares. Portanto, a partir
desses dois aspectos, que as revistas são observadas no tocante à visibilidade e à
credibilidade, pois proporcionam divulgação com maior rapidez e abrangência.
Ampliando um pouco a visão sobre as revistas científicas tem-se, na
afirmação de Gonçalves, Ramos e Castro (2006, p. 165), que
Como uma de suas principais funções é o registro da
produção intelectual e dos avanços do conhecimento, [ ... ]
também têm sido utilizadas como fonte de avaliação da
produção científica de pesquisadores e instituições, por
meio de indicadores de citação, autoria, co-autoria e
acesso.

Complementando a ideia das autoras acima citadas, Gruszynski e Golin
(2006) mencionam que as revistas são utilizadas como indicadores para a avaliação
de programas de pós-graduação, a concessão de bolsas e a progressão funcional,
entre outros. Assim sendo, atuam como índices nos sistemas de julgamento que
configuram as estruturas institucionais de pesquisa e, consequentemente, nos
mecanismos decisórios de poder e de distribuição de verbas a elas destinadas. Para
que a revista tenha legitimidade, é necessário que conte com política editorial,
conselho editorial, rigorosa revisão de qualidade (peer review), além de se dedicar a
uma área específica, manter periodicidade regular, ter ISSN, apresentar instruções
aos autores e não ter caráter departamental, institucional ou regional.
Por todas estas características, a revista é um canal para divulgar, também,
teses e dissertações defendidas nas Instituições de Ensino Superior. Uma grande
parte destas instituições têm como norma que o candidato, no depósito do trabalho,
entregue um artigo científico oriundo da tese ou dissertação gerando, assim, a
produção científica da instituição.
Ribeiro e Santos (2006) pontuam que a produção científica passa a ser
considerada uma efetiva contribuição à ciência se atender a pelo menos quatro
requisitos básicos: julgamento e aprovação pela comunidade científica, publicação
em veículo amplamente aceito, inserção nos estoques de informação, e apropriação
por um receptor.
Esta apropriação da informação se torna mais característica com o acesso às
revistas eletrônicas que facilitam, consideravelmente, o acesso à estas informações,
conforme contextualizam Sarmento e Souza, Vidotti e Foresti (2004).
Tokic e Tokic (2004) postulam que a contribuição do bibliotecário na
publicação de revistas científicas é um processo muito complexo, que consiste em
uma série de tarefas especializadas executadas por especialistas de diversas áreas.
Tais tarefas incluem a obtenção de financiamento permanente, como condição
básica de existência, animar os autores a escreverem, trabalham na coleta,

155

�! ==~~
;:

8t.'bllotu.~

"JIIIi

Ullll.,.,rllt:trlilS

Fluxo editorial e atuação bibliotecária
Trabalho completo

organização e realização da revisão de obras, transportes (se necessário) e edição
de textos, auxilia no preparo técnico para a imprensa (arte e design), distribução da
revista, controle de assinaturas, atende às reclamações dos assinantes etc Entre o
trabalho acima mencionado também aparecem várias tarefasque por sua natureza
pertencem à biblioteca de negócios, e só Bibliotecários realizam com sucesso.
A ideia de que as bibliotecas não só poderiam adquirir e organizar revistas,
mas também produzi-Ias não é novo. A natureza colaborativa e tecnológica aliada
às competências dos bibliotecários têm causado um grande efeito por parte das
faculdades de considerar as bibliotecas como possível
parceiros editoriais,
especialmente quando eles vêem que muitas bibliotecas já abriram suas portas para
publicação através da criação de repositórios institucionais. A tecnologia como
caráter colaborativo, combinado com o desejo de obter informações mais acessíveis,
fizeram com que mais bibliotecas e bibliotecários se tornassem editores de revistas.
Os bibliotecários-editores têm prestado neste campo de atuação por conta de que os
serviços e os recursos estão, agora, mais disponíveis para que os bibliotecários
participem em conjunto com o corpo docente para a publicação de novos trabalhos
(LAWRENCE,2010).
Este nicho tão importante, atualmente, abre um leque de possibilidades para
que o bibliotecário cada vez mais atue junto aos editores e autores não só na edição
das revistas mas, também, na escrita de artigos científicos contribuindo com o
aumento da produção científica em nível internacional.

3 Materiais e Métodos
O trabalho surge pela necessidade de intercâmbio entre bibliotecários que
atuam em periódicos científicos, após observar que havia muitos destes
profissionais em encontros de editores de periódicos científicos e detectar que estes
profissionais não estavam sistematicamente organizados.
Aproveitando a oportunidade de participar do VI Workshop de Editores
Científicos, em São Pedro (SP), ocorrido entre 28 de novembro a 2 de dezembro de
2010, organizou- se "Fórum - "O papel dos bibliotecários nos periódicos
científicos", com coordenação de Rosaly Favero Krzyzanowski (FAPESP); relatoria
de Suely de Brito Clemente Soares - Cibertecária (UNESP) e proF de EaD (FEBAB,
Content Mind e ABEC), Andrea Pacheco Silva Hespanha - bibliotecária e jornalista
(especialista em Gestão de Sistemas e Unidades de Informação) do periódico
Brazilian Oral Research- BOR e Vânia M. B. de Oliveira Funaro - bibliotecária da
Faculdade de Odontologia da USP, doutora pela ECA-USP.
O Fórum teve como objetivos identificar e reunir os bibliotecários que atuam
em periódicos científicos no Brasil, bem como o seu envolvimento no processo de
produção e/ou gestão destes periódicos; sua posição hierárquica nas revistas, suas
funções, atribuições, competências e habilidades, bem como suas relações com os
diferentes atores envolvidos neste processo, além de determinar o fluxo de trabalho,
informação e documentação. Culminando com a elaboração de um documento de
orientação para os profissionais da área e a consolidar sua participação ativa na
produção dos periódicos.
Em 01/dezembro/2010, quarta-feira, das 14 às 17 horas, iniciou-se o Fórum

156

�! ==~~
;:

8t.'bllotu.~

"JIIIi

Ullll.,.,rllt:trlilS

Fluxo editorial e atuação bibliotecária
Trabalho completo

sob a apresentação da bibliotecária Suely Britto. Explanou-se sobre os objetivos do
encontro e da intenção de formar uma comunidade de bibliotecários envolvidos na
gestão dos periódicos brasileiros, suas funções, atribuições dentro das revistas ou
dos portais, que ficaria centralizado na home-page da ABEC.
Andrea Hespanha relatou algumas atividades dos bibliotecários em relação à
organização e desenvolvimento das revistas científicas, entre elas: tarefas diversas,
cuidar da secretaria da revista, problemas enfrentados com autores e com os
editores científicos e associados.
Suely Brito reiterou os objetivos deste fórum, além de acrescentar o
levantamento do interesse destes profissionais na educação continuada e gestão do
con heci mento.
Outros pontos foram levantados, tais como a necessidade de elaboração de
um documento para os profissionais da área, não apenas aos que estão presentes,
mas para aqueles que poderão se reunir a este grupo; sobre a Comunidade Virtual
(CoP) ficar disponível aos bibliotecários interessados na gestão de periódicos
científicos; e o interesse em ter um espaço virtual no MOODLE para a Comunidade
que ficaria hospedado na página da ABEC.
Importante ressaltar que a adesão à CoP deveria ser gratuita e voluntária, não
havendo a necessidade do interessado ser membro da ABEC, e a promessa da
ABEC para a continuidade da Comunidade.
Após estas explanações, solicitou-se à plateia o preenchimento de um
formulário básico para darmos início à base de dados de interessados e ampla
divulgação entre os pares.

4 Resultados Finais
Como resultado do preenchimento do formulário a plateia fez diversas
colocações, que foram amplamente debatidas com os editores presentes e demais
participantes, tais como: relato de funções, qualidade das revistas, fluxo (gestão de
ferramentas editoriais), encaminhamentos para gráficas e marcação dos artigos para
indexação (demais funções no item 4.2).
Ao final, todos concordaram na criação da Comunidade Virtual dos
bibliotecários que atuam em revistas. Foi solicitada a sugestão um Nome para esta
comunidade. Vários bibliotecários deram sugestões quando enviaram seus dados
por escrito à mesa (as sugestões: Desert; Cop-Ver; Cop-Bec - Comunidade Virtual
de Prática dos "Bibliotecários de Editoração Científica"; Biec - Bibliotecários de
Editoração Científica; Biev - Bibliotecários em Revista; Pratic@edic; Copinformak;
Robocop (ou Robcop); Comunidade Virtual de Prática dos Bibliotecários no
Periódicos Científicos; Comunidade Virtual de Prática "Editoração de Periódicos
Brasileiros - EPB" Bibliotecários e Periódicos Científicos; BiblioRev; Práticas
Bibliotecárias em (ou para) Periódicos Científicos - PBPEC ou PBPC).
4.1 Áreas de atuação dos bibliotecários

157

�Fluxo editorial e atuação bibliotecária

! ==~~
;:

8t.'bllotu.~

"JIIIi

Ullll.,.,rllt:trlilS

Trabalho completo

Os bibliotecários participantes eram de diversas áreas do conhecimento e de
instituições representativas de várias regiões do país, conforme demonstra o Quadro
1:
Quadro 1 - Número de bibliotecários por instituição e área de atuação das respectivas
revistas

Instituição

n. de Bibliotecários

Área

USP - Universidade de
São Paulo

19

Saúde; Odontologia;
Enfermagem;
Biológicas; Humanas;
Educação; Psicologia;
Botânica; Exatas;
Engenharia e Arquitetura

UNESP - Universidade
Estadual Paulista "Júlio
de Mesquita Filho"

5

Humanas; Agrárias e
Saúde

UFJF Universidade
Federal de Juiz de Fora

3

UFBA - Universidade
Federal da Bahia

2

Saúde

Pontifícia
Católica

2

Humanas; Saúde

UFRJ - Universidade
Federal do Rio de
Janeiro

3

Humanas; Saúde;
Ciências Contábeis

UFSM - Universidade
Federal de Santa Maria

2

Agrárias; Saúde

PUCPR
Universidade
do Paraná

2

Ciências Jurídicas e
Diversas

Editora Cubo

2

Multidisciplinar

IBAMA- Bsb - Instituto
Brasileiro
do
Meio
Ambiente
e
dos

1

Meio Ambiente

PUCCAMP Universidade
de Campinas

Pontifícia
Católica

158

Biológicas; Humanas e
Saúde

�! ==~~
;:

8t.'bllotu.~

"JIIIi

Ullll.,.,rllt:trlilS

Recursos
Renováveis

Fluxo editorial e atuação bibliotecária
Trabalho completo

Naturais

Associação
ABM
Brasileira de Metalurgia
Materiais e Mineração

1

IBICT-RJ
Instituto
Brasileiro de Informação
em Ciência e Tecnologia

1

Fundação
Otorri nolari ngolog ia

1

Otorrinolaringologia

UFSC Federal
Catarina

Universidade
de
Santa

1

-

- Universidade
UFV
Federal de Viçosa

1

Agrárias

UFMT - Universidade
Federal do Mato Grosso

1

-

Editora da Universidade
Federal do Alagoas

1

Multidisciplinar

UFA - Universidade da
Força Aérea

1

-

UnB - Universidade de
Brasília

1

Multidisciplinar

UEL Universidade
Estadual de Londrina

1

-

CFC - Conselho Federal
de Contabilidade (DF)

1

Ciências Contábeis

CRC
Conselho
Regional
de
Contabilidade (SC)

1

Ciências Contábeis

CRC
Conselho
Regional
de
Contabilidade (RJ)

1

Ciências Contábeis

UEM Universidade
Estadual de Maringá:

1

-

159

Metalurgia; Mineração

Ciência e Tecnologia

�! ==~~
;:

8t.'bllotu.~

"JIIIi

Ullll.,.,rllt:trlilS

Fluxo editorial e atuação bibliotecária
Trabalho completo

Sociedade Brasileira de
Pneumologia
e
Tisiologia

1

Saúde

Revista Brasileira
Fisioterapia

de

1

Fisioterapia

HCPA - Hospital da
Clínicas de Porto Alegre

1

Saúde

UFPR - Universidade
Federal do Paraná

1

Ciências Jurídicas

Faculdade Redentor

1

-

Total

4.2 Atividades desenvolvidas pelos bibliotecários

Dentre as várias funções discutidas no Fórum, foram registradas no formulário
(registro oficial) as seguintes funções:

a) Análise de provas editoriais (fluxo editorial);
b) Assessoria aos autores e pareceristas;
c) Avaliação técnica de revista para inclusão em bases de dados;
d) Catalogação na fonte;
e) Conferência da terminologia (palavras-chave);
f) Controle de assinaturas, permuta e doação (distribuição);
g) Diagramação;
h) Divulgação;
i) Elaboração de projetos;

j) Elaboração de relatórios;
k) Expedição;
I) Formatação dos manuscritos;
m) Gestão de processos (da pré avaliação à publicação);
n) Indexação;
o) Manutenção do site da revista;
p) Normalização;

160

�! ==~~
;:

8t.'bllotu.~

"JIIIi

Ullll.,.,rllt:trlilS

Fluxo editorial e atuação bibliotecária
Trabalho completo

q) Prestação de contas;
r) Secretaria e,
s) Supervisão de marcação em XML.

5 Considerações Finais
As revistas científicas são ainda a mais importante fonte de informação
científica e técnica para várias áreas da ciência. Para que elas tenham visibilidade e
alcancem elevados graus de avaliação de qualidade é necessária a realização de
várias tarefas.
Essas tarefas, além de contribuir para o aumento do valor da revista, podem
ser realizadas pelos bibliotecários que, com seus conhecimentos especializados,
estão cada vez mais inseridos no contexto da organização, editoração, normalização
e, também na promoção destas revistas.
Além da diversidade de tarefas executadas pelos bibliotecários, há uma que
está em ascensão em algumas instituições de ensino superior, que é o auxílio para o
autor escolher a revista adequada para a publicação de seu artigo, assim como, no
auxílio quando da elaboração do manuscrito (verificação das informações de acordo
com a norma das revistas, redação e avaliação do conteúdo. Originalidade entre
outros).
O Encontro de bibliotecários durante o evento da ABEC abriu um precedente
muito importante para a consolidação do papel deste profissional, assim como, um
local físico para discussão de procedimentos de gestão para a publicação das
revistas científicas.

Agradecimento: Juliana Ribeiro Lopes pela revisão do abstract.

6 Referências
GONÇALVES, A; RAMOS, L. M. S. V. C.; CASTRO, R. C. F. Revistas científicas:
características, funções e critérios de qualidade. In: POBLACIÓN, D. A; WITTER, G.
P.; SILVA, J. F. M. (Org.). Comunicação &amp; produção científica: contexto,
indicadores e avaliação. São Paulo: Angellara, 2006. capo 6, p. 163-190.
GRUSZYNSKI, A C.; GOLlN, C. Periódicos científicos nos suportes imresso e
eletrônico: apontamentos para um estudo-piloto na UFRS. Revista de Economia
Política de lãs Tecnologias de la Información y Comunicación, v. 8, n. 2,
mayo/ago. 2006. Disponível em: http://www.eptic.com.br. Acesso em: 12 set. 2006.
LAWRENCE, J. C. Libraries as journal publisher. Journal of Electronic Resources
in Medicai Libraries, Baltimore, v. 7, p. 235-240, 2010. doi:
10.1080/15424065.2010505516.
MIRANDA, D. B.; PEREIRA, M. N. F. O periódico científico como veículo de

161

�! ==~~
;:

8t.'bllotu.~

"JIIIi

Ullll.,.,rllt:trlilS

Fluxo editorial e atuação bibliotecária
Trabalho completo

comunicação: uma revisão de literatura. Ciência da Informação, Brasília, v. 25, n. 3,
p. 275-382, set./dez. 1996.
RIBEIRO, C. M.; SANTOS, R. N. M. Produtividade científica: impactos na
normalização e na comunicação científica. ElO - Educação Temática Digital,
Campinas, v. 8, n. 1, p. 106-123, jun. 2006. Disponível em:
http://www.fae.unicamp.br/revista/index.php/etd/article/view/2137/pdf 15. Acesso em:
28 mar. 2012.
SARMENTO e SOUSA, M. F.; VIDOTTI, S. A. B. G.; FORESTI, M. C. P. P. Critérios
de qualidade em artigos e periódicos científicos: da mídia impressa à eletrônica.
lransinformação, Campinas, v. 16, n. 1, p. 71-89, jan./abr. 2004.
TOKIC, 1.; TOKIC, K. Collaboration between librarian and publisher in publishing of a
scholarly journal. Vjesnik Bibliotekara Hrvatske, Zagreb, v. 47, n. 1/2, p. 71-77,
Jan. 2004. Título original: Suradnja knjiznicara i izdavaca u izdavanju znanstvenog
casopisa.

162

�</text>
                  </elementText>
                </elementTextContainer>
              </element>
            </elementContainer>
          </elementSet>
        </elementSetContainer>
      </file>
    </fileContainer>
    <collection collectionId="49">
      <elementSetContainer>
        <elementSet elementSetId="1">
          <name>Dublin Core</name>
          <description>The Dublin Core metadata element set is common to all Omeka records, including items, files, and collections. For more information see, http://dublincore.org/documents/dces/.</description>
          <elementContainer>
            <element elementId="50">
              <name>Title</name>
              <description>A name given to the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51396">
                  <text>SNBU - Edição: 17 - Ano: 2012 (UFRGS - Gramado/RS)</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="49">
              <name>Subject</name>
              <description>The topic of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51397">
                  <text>Biblioteconomia&#13;
Documentação&#13;
Ciência da Informação&#13;
Bibliotecas Universitárias</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="41">
              <name>Description</name>
              <description>An account of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51398">
                  <text>Tema: A biblioteca universitária como laboratório na sociedade da informação.</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="39">
              <name>Creator</name>
              <description>An entity primarily responsible for making the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51399">
                  <text>SNBU - Seminário Nacional de Bibliotecas Universitárias</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="45">
              <name>Publisher</name>
              <description>An entity responsible for making the resource available</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51400">
                  <text>UFRGS</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="40">
              <name>Date</name>
              <description>A point or period of time associated with an event in the lifecycle of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51401">
                  <text>2012</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="44">
              <name>Language</name>
              <description>A language of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51402">
                  <text>Português</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="51">
              <name>Type</name>
              <description>The nature or genre of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51403">
                  <text>Evento</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="38">
              <name>Coverage</name>
              <description>The spatial or temporal topic of the resource, the spatial applicability of the resource, or the jurisdiction under which the resource is relevant</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51404">
                  <text>Gramado (Rio Grande do Sul)</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
          </elementContainer>
        </elementSet>
      </elementSetContainer>
    </collection>
    <itemType itemTypeId="8">
      <name>Event</name>
      <description>A non-persistent, time-based occurrence. Metadata for an event provides descriptive information that is the basis for discovery of the purpose, location, duration, and responsible agents associated with an event. Examples include an exhibition, webcast, conference, workshop, open day, performance, battle, trial, wedding, tea party, conflagration.</description>
    </itemType>
    <elementSetContainer>
      <elementSet elementSetId="1">
        <name>Dublin Core</name>
        <description>The Dublin Core metadata element set is common to all Omeka records, including items, files, and collections. For more information see, http://dublincore.org/documents/dces/.</description>
        <elementContainer>
          <element elementId="50">
            <name>Title</name>
            <description>A name given to the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="62799">
                <text>O papel do bibliotecário frente a revistas científicas.</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="39">
            <name>Creator</name>
            <description>An entity primarily responsible for making the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="62800">
                <text>Funaro, Vânia Martins B de Oliveira; Verônica, Lúcia Maria; Sobrenome, Sebastiana Costa Ramos; Hespanha, Andrea Pacheco Silva</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="38">
            <name>Coverage</name>
            <description>The spatial or temporal topic of the resource, the spatial applicability of the resource, or the jurisdiction under which the resource is relevant</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="62801">
                <text>Gramado (Rio Grande do Sul)</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="45">
            <name>Publisher</name>
            <description>An entity responsible for making the resource available</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="62802">
                <text>UFRGS</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="40">
            <name>Date</name>
            <description>A point or period of time associated with an event in the lifecycle of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="62803">
                <text>2012</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="51">
            <name>Type</name>
            <description>The nature or genre of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="62805">
                <text>Evento</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="41">
            <name>Description</name>
            <description>An account of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="62806">
                <text>O bibliotecário ganha, cada vez mais, funções que tradicionalmente não eram de sua competência, pelo menos, de forma explícita. O seu papel frente as revistas científicas é uma realidade, principalmente nas revistas acadêmicas, onde a biblioteca já exerce seu papel de disseminadora e organizadora da informação caminhando passo a passo com o corpo docente e discente. A Associação Brasileira de Editores Científicos (ABEC-Brasil) abriu, em seu evento de 2010, um espaço para que os “bibliotecários editores” pudessem ter seu fórum de discussão sobre a atividade desenvolvida por eles nas revistas científicas. O encontro teve a participação de 52 bibliotecários mais editores das revistas que, também, estavam participando do evento. Registrou-se as atividades que cada participante exercia nas respectivas revistas científicas e discutiu-se a importância do bibliotecário neste contexto.</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="44">
            <name>Language</name>
            <description>A language of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="69380">
                <text>pt</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
        </elementContainer>
      </elementSet>
    </elementSetContainer>
  </item>
  <item itemId="5880" public="1" featured="0">
    <fileContainer>
      <file fileId="4944">
        <src>http://repositorio.febab.org.br/files/original/49/5880/SNBU2012_019.pdf</src>
        <authentication>26e22f101d46d5b1e6dd5489cf6ab8bd</authentication>
        <elementSetContainer>
          <elementSet elementSetId="4">
            <name>PDF Text</name>
            <description/>
            <elementContainer>
              <element elementId="92">
                <name>Text</name>
                <description/>
                <elementTextContainer>
                  <elementText elementTextId="62798">
                    <text>! ==~~
;:

8t.'bllotu.~

"JIIIi

Ullll.,.,rllt:trlilS

Fluxo editorial e atuação bibliotecária
Resumo expandido

PORTAL PERiÓDICOS UFSC: O USO DE AUDITORIA COMO
UMA FERRAMENTA DE GESTÃO
Andrea Figueiredo Leão Grants Alexandre Pedro de Oliveira
Amanda Herzmann Vieira 3
l,

3

2

'Bibliotecária, Mestranda em Literatura, Universidade Federal de Santa Catarina,
Florianópolis, Santa Catarina
2 Bibliotecário, Mestrando em Ciência da Informação, Universidade Federal de Santa
Catarina, Florianópolis, Santa Catarina
Bacharel em Biblioteconomia, Universidade do Estado de Santa Catarina, Florianópolis,
Santa Catarina

1 Introdução

o atual

cenário científico da sociedade da informação converge ao acesso
livre em publicações periódicas. A ênfase no acesso amplo ao conhecimento
desencadeou inúmeros movimentos e iniciativas internacionais e nacionais (ALVES,
2008; BAPTISTA et aI., 2007; BOMFÁ et aI., 2008; COSTA, 2006). A repercussão
dessas iniciativas e movimentos, a produção de softwares livres para editoração, a
conscientização por parte dos pesquisadores, editores, bibliotecários e comunidade
científica envolvida propiciou a expansão e democratização da informação por meio
da adoção dos periódicos eletrônicos de acesso aberto e consequente criação de
portais institucionais.
A adesão ao sistema de portal para agregar publicações científicas da
Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) iniciou em 2007 pelo Departamento
de Ciência da Informação. No ano de 2009, houve a mobilidade, transição de gestão
do Portal Periódicos UFSC (PP) para a Biblioteca Universitária (BU) atual
coordenação.
O modelo de gestão implantado envolve além da filosofia dos arquivos
abertos, o Princípio da Acessibilidade que "[ ... ] se refere à organização, à
permanência e ao acesso ao conteúdo científico pela comunidade científica."
(FERREIRA, 2008, p. 119).
O princípio associa-se aos modelos Open Archives Iniciative (OAI) e Open
Access Movement (OA). O primeiro com a viabilização de metadados padronizados
e a garantia de interoperabilidade. O segundo por assegurar a disponibilidade e
visibilidade da produção científica de um país.
Torna-se vital a adoção desse princípio, pois atualmente o PP possui 42
revistas hospedadas e, portanto possui um considerável volume de documentos
digitais. Além disso, a gestão informacional pautada no princípio da acessibilidade
contribui para a preservação digital dos documentos que tornam-se vulneráveis com
as revoluções tecnológicas predominantes na era informação (obsolescência do
formato do arquivo, software entre outros). Constitui um recurso preponderante para
salvaguardar a memória e conhecimento institucional.
os
metadados
importantes
durante
o
processo
de
"Manter
conversão/migração é um desafio para a instituição." (ELVIRA Y SILLERAS, 2011,
p. 471, tradução nossa).
Nesse sentido, o presente pôster tem por objetivo descrever a auditoria nas
revistas do PP como ferramenta de gestão para assegurar a acessibilidade dos

135

�! ==~~
;:

8t.'bllotu.~

"JIIIi

Ullll.,.,rllt:trlilS

Fluxo editorial e atuação bibliotecária
Resumo expandido

documentos digitais após a atualização do software Sistema Eletrônico de
Editoração de Revistas (SEER).
"Na realidade, a auditoria vai verificar/constatar se o que deve ser feito está
realmente sendo feito (auditoria da qualidade operacional)." (GIL, 1994, p. 15).

2 Materiais e Métodos
A auditoria compôs três etapas: análise preliminar e elaboração de
instrumento de verificação, coleta dos dados, e divulgação dos dados aos editores.
Na primeira etapa, averiguaram-se aleatoriamente alguns periódicos e atuais
edições. Observados e evidenciados a não conformidade de acesso, definiu-se o
seguinte critério para análise de todos os títulos e coleções: acessibilidade aos links
(Iinks para o resumo, e acesso ao texto completo), visando detectar erros que
surgiram devido à atualização da base de dados: a) Quando o link remete a outro
artigo; b) Quando aparecem links duplicados; c) Quando o link não abre o artigo; d)
Quando não há link; e) Quando o link remete à outra página; f) Quando o link abre
arquivo com extensão .doc.
Na segunda etapa, todos os volumes e números foram verificados e
registrados numa planilha eletrônica. Após a coleta, os resultados foram divulgados
aos editores mediante login e senha fornecidos pela equipe do PP.

3 Resultados Parciais/Finais
Detectou-se que, entre as 42 revistas, em 76,2% (32 periódicos) houve
questões a serem solucionadas. Assim, obtiveram-se as seguintes ocorrências:
a) Quando o link remete a outro artigo: (10%);
b) Quando aparecem links duplicados: (18,5%);
c) Quando o link não abre o artigo: (22,5%);
d) Quando não há link: (27%);
e) Quando o link remete à outra página: (21%);
f) Quando o link abre arquivo com extensão .doc.: (1 %).
Os editores aplicaram as
acompanhamento da equipe do PP.

ações

corretivas

mediante

supervisão

e

4 Considerações Parciais/Finais
No contexto do PP, a realização de auditoria como uma prática adotada na
gestão do PP é uma ação extremamente relevante no âmbito de se aferir critérios
qualitativos relacionados a padronização, a visibilidade e a credibilidade das
publicações científicas produzidas na UFSC.
Em suma, observa-se que estruturar um modelo de gestão que inclui análise
de auditoria representa para os profissionais envolvidos a busca por estudos
voltados a solução de questões da ordem de operações editoriais e tecnológicas.

136

�! ==~~
;:

8t.'bllotu.~

"JIIIi

Ullll.,.,rllt:trlilS

Fluxo editorial e atuação bibliotecária
Resumo expandido

5 Referências
ALVES, Virginia Barbara Aguiar. OPEN ARCHIVES: via verde ou via dourada?
PontodeAcesso, Salvador, v.2, n.2, p. 127-137, ago. /set. 2008. Disponível em: &lt;
http://www.portalseer.ufba.br/index.php/revistaicilarticle/view/1780/2172&gt;.
Acesso
em: 05 mar. 2012.
BAPTISTA, Ana Alice et aI. Comunicação científica: o papel da open archives
initiative no contexto do acesso livre . Encontros Bibli: Revista Eletrônica de
Biblioteconomia e Ciência da Informação, Florianópolis, v. 12, p. 1-17, 2007. Edição
especial.
Disponível
em:&lt;
http://www.periodicos.ufsc.br/index. php/eb/article/view/15182924. 2007v12 nesp 1p 1/435&gt;. Acesso em: 24 fev. 2012.
BOMFÁ, Cláudia Regina Ziliotto et aI. Acesso livre à informação científica digital:
dificuldades e Tendências. Transinformação, Campinas, v. 20, n. 3, p. 309-318,
set./dez.,
2008.
Disponível
em:
&lt;
http://revistas.puccampinas.edu.br/transinfo/viewissue.php?id=20&gt;. Acesso em: 24 fev. 2012.
COSTA, Sely M. S. Filosofia aberta, modelos de negócios e agências de fomento:
elementos essenciais a uma discussão sobre o acesso aberto à informação
científica. Ciência da Informação, Brasília, DF, v. 35, n. 2, p. 39-50, ago. 2006.
Disponível em: &lt; http://www.scielo.br/pdf/ci/v35n2/a05v35n2.pdf &gt;. Acesso em: 12
abro 2012.
ELVIRA Y SILLERAS, María. Preservación de los documento digitales: guía para
comenzar. ISOITC 46/SC 11. Version espanola, octubre 2010. Revista Espanola de
Documentación Cientítica, Madrid, v. 34, n.3, p.461-477, 2011. Disponível em:
&lt;http://redc.revistas.csic.es/index. php/redc/article/view/708/785&gt;. Acesso em: 12
abr.2012.
FERREIRA, S. M. S. P. Repositórios versus revistas científicas: convergências e
convivências. In: FERREIRA, S. M. S. P.; TARGINO, M. das G. Mais sobre revistas
científicas: em foco a gestão. São Paulo: SENAC São Paulo, 2008. p. 111-137.
GIL, Antonio de Loureiro. Auditoria da qualidade. São Paulo: Atlas, 1994.252 p.

137

�</text>
                  </elementText>
                </elementTextContainer>
              </element>
            </elementContainer>
          </elementSet>
        </elementSetContainer>
      </file>
    </fileContainer>
    <collection collectionId="49">
      <elementSetContainer>
        <elementSet elementSetId="1">
          <name>Dublin Core</name>
          <description>The Dublin Core metadata element set is common to all Omeka records, including items, files, and collections. For more information see, http://dublincore.org/documents/dces/.</description>
          <elementContainer>
            <element elementId="50">
              <name>Title</name>
              <description>A name given to the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51396">
                  <text>SNBU - Edição: 17 - Ano: 2012 (UFRGS - Gramado/RS)</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="49">
              <name>Subject</name>
              <description>The topic of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51397">
                  <text>Biblioteconomia&#13;
Documentação&#13;
Ciência da Informação&#13;
Bibliotecas Universitárias</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="41">
              <name>Description</name>
              <description>An account of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51398">
                  <text>Tema: A biblioteca universitária como laboratório na sociedade da informação.</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="39">
              <name>Creator</name>
              <description>An entity primarily responsible for making the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51399">
                  <text>SNBU - Seminário Nacional de Bibliotecas Universitárias</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="45">
              <name>Publisher</name>
              <description>An entity responsible for making the resource available</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51400">
                  <text>UFRGS</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="40">
              <name>Date</name>
              <description>A point or period of time associated with an event in the lifecycle of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51401">
                  <text>2012</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="44">
              <name>Language</name>
              <description>A language of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51402">
                  <text>Português</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="51">
              <name>Type</name>
              <description>The nature or genre of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51403">
                  <text>Evento</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="38">
              <name>Coverage</name>
              <description>The spatial or temporal topic of the resource, the spatial applicability of the resource, or the jurisdiction under which the resource is relevant</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51404">
                  <text>Gramado (Rio Grande do Sul)</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
          </elementContainer>
        </elementSet>
      </elementSetContainer>
    </collection>
    <itemType itemTypeId="8">
      <name>Event</name>
      <description>A non-persistent, time-based occurrence. Metadata for an event provides descriptive information that is the basis for discovery of the purpose, location, duration, and responsible agents associated with an event. Examples include an exhibition, webcast, conference, workshop, open day, performance, battle, trial, wedding, tea party, conflagration.</description>
    </itemType>
    <elementSetContainer>
      <elementSet elementSetId="1">
        <name>Dublin Core</name>
        <description>The Dublin Core metadata element set is common to all Omeka records, including items, files, and collections. For more information see, http://dublincore.org/documents/dces/.</description>
        <elementContainer>
          <element elementId="50">
            <name>Title</name>
            <description>A name given to the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="62790">
                <text>Portal periódicos UFSC: o uso de auditoria como uma ferramenta de gestão.</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="39">
            <name>Creator</name>
            <description>An entity primarily responsible for making the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="62791">
                <text>Grants, Andrea Figueiredo L.; Oliveira, Alexandre Pedro de; Vieira, Amanda Herzmann</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="38">
            <name>Coverage</name>
            <description>The spatial or temporal topic of the resource, the spatial applicability of the resource, or the jurisdiction under which the resource is relevant</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="62792">
                <text>Gramado (Rio Grande do Sul)</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="45">
            <name>Publisher</name>
            <description>An entity responsible for making the resource available</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="62793">
                <text>UFRGS</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="40">
            <name>Date</name>
            <description>A point or period of time associated with an event in the lifecycle of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="62794">
                <text>2012</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="51">
            <name>Type</name>
            <description>The nature or genre of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="62796">
                <text>Evento</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="41">
            <name>Description</name>
            <description>An account of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="62797">
                <text>Descreve a auditoria nas revistas do Portal de Periódicos da UFSC como ferramenta de gestão para assegurar a acessibilidade dos documentos digitais. Nesse sentido, o presente pôster tem por objetivo descrever a auditoria nas revistas do PP como ferramenta de gestão para assegurar a acessibilidade dos documentos digitais após a atualização do software Sistema Eletrônico de Editoração de Revistas (SEER). A realização de auditoria como uma prática adotada na gestão do PP é uma ação extremamente relevante no âmbito de se aferir critérios qualitativos relacionados a padronização, a visibilidade e a credibilidade das publicações científicas produzidas na UFSC.</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="44">
            <name>Language</name>
            <description>A language of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="69379">
                <text>pt</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
        </elementContainer>
      </elementSet>
    </elementSetContainer>
  </item>
  <item itemId="5879" public="1" featured="0">
    <fileContainer>
      <file fileId="4943">
        <src>http://repositorio.febab.org.br/files/original/49/5879/SNBU2012_018.pdf</src>
        <authentication>4b22a787d549bff6998dd655ac82fdd9</authentication>
        <elementSetContainer>
          <elementSet elementSetId="4">
            <name>PDF Text</name>
            <description/>
            <elementContainer>
              <element elementId="92">
                <name>Text</name>
                <description/>
                <elementTextContainer>
                  <elementText elementTextId="62789">
                    <text>! ==~~
;:

8t.'bllotu.~

"JIIIi

Ullll.,.,rllt:trlilS

Procedimentos e ferramentas de publicação: avaliação por pares, auto-arquivamento, repositórios
digitais, sistemas específicos como, por exemplo, SEER, PKP
Trabalho completo

OS REPOSITÓRIOS INSTITUCIONAIS COMO FONTE DA
COMUNICAÇÃO CIENTíFICA: VISIBILIDADE E ACESSIBILIDADE AO
CONHECIMENTO.
Rosana Oliveira 1, Ana Esmeralda Carellf
1Pós-graduanda do Mestrado Profissional em Gestão da Informação, Universidade Estadual
de Londrina, Londrina, Pro
2

Professora-doutora do Departamento de Ciência da Informação, Universidade Estadual de
Londrina, Londrina, P~

Resumo
Este estudo utiliza o termo "dados da atividade de pesquisa" para conceituação e
apresenta os repositórios digitais Oxford University Research Archive - ORA,
Edinburgh DataShare, Lume e Portal de Periódicos Científicos da Universidade
Federal do Rio Grande do Sul, como exemplo de instituições que disponibilizam
dados e informações resultantes da atividade de pesquisa como recurso
informacional de gestão administrativa e para a tomada de decisão.
Palavras-Chave: Repositórios institucionais; Recuperação da informação científica;
Acesso ao conhecimento científico; Dados da atividade de pesquisa; Comunicação
Científica.

Abstract
This study uses the term "research activity data" from conceptualization and presents
the digital repositories ORA, Edinburgh DataShare, Portal of Scientific Journals
(UFRGS) and Lume as example of institutions that provide data and information
results from research activities as information resource for administrative
management and decision making.
Keywords: Institutional Repositories; Scientific Information Retrieval; Access to
Scientific Knowledge; Research Activity Data; Scientific Communication.

127

�! ==~~
;:

8t.'bllotu.~

"JIIIi

Ullll.,.,rllt:trlilS

Procedimentos e ferramentas de publicação: avaliação por pares, auto-arquivamento, repositórios
digitais, sistemas específicos como, por exemplo, SEER, PKP
Trabalho completo

1 Introdução

o

pesquisador, ao desenvolver atividades de pesquisa, deve atender o
compromisso de disseminar resultados com a instituição, com a comunidade
científica e com a sociedade. A comunicação científica torna visíveis os resultados
da pesquisa, pois explicita a produção de conhecimentos e assim registra e legitima
a ciência.
O acesso a informações institucionais deve ser otimizado de maneira que os
resultados da pesquisa sejam facilmente localizados e recuperados. O
desenvolvimento e a manutenção de bases que disponibilizem dados da pesquisa
desenvolvida institucionalmente auxiliam a sanar uma necessidade não apenas da
administração, que carece de informações para a tomada de decisão e na aplicação
dos recursos mas, também, das agências de fomento, dos governos, da comunidade
científica e da sociedade, complementando os repositórios de produção científica. A
disponibilização de dados que demonstrem onde os recursos estão sendo aplicados,
as áreas em crescimento, o pessoal envolvido em pesquisa e outros dados
relevantes, contribui para o desenvolvimento da ciência. Entretanto, não existem
diretrizes que norteiam a disseminação de dados resultantes da pesquisa e, desse
modo, questiona-se: quais estratégias podem ser adotadas visando a preservação e
o incentivo à divulgação de dados da atividade de pesquisa institucional?
O presente estudo apresenta três instituições que adotaram a política de
acessibilidade e de visibilidade à produção científica aliada a disponibilização de
dados da atividade de pesquisa desenvolvida por seus pesquisadores com
divulgação de documentos diversos em formato digital. Foram acessados os
repositórios digitais institucionais das Universidades de Oxford, de Edinburgh e, no
Brasil, da Federal do Rio Grande do Sul, sendo observadas as informações e os
documentos ali depositados como contribuição para o desenvolvimento científico.

2 A Comunicação Científica e os resultados da atividade de pesquisa
A comunicação científica possibilita o acesso à informação produzida por meio
dos resultados das investigações e da disseminação destes conhecimentos. Assim,
favorece novas pesquisas e a produção de novos conhecimentos. O pesquisador
conta com os canais formais e informais da comunicação científica para compartilhar
seus resultados com seus pares e com o público em geral. O pesquisador precisa
tornar público o seu fazer científico. A comunicação e a disseminação do
conhecimento gerado a partir da atividade de pesquisa possibilitam à ciência
alcançar legitimidade e credibilidade, considerando que a produção científica é parte
essencial do ciclo da pesquisa e passa pela avaliação de pares, de comitês editoriais
e de outros órgãos competentes (GOMEZ; MACHADO, 2007). Desse modo, os
resultados da pesquisa alcançam credibilidade, desde que avaliados e aprovados
pelos pares, observando-se as normas científicas e, desse modo, podem ser
considerados e publicados como conhecimento científico (MUELLER, 2007). Cabe
ao pesquisador o próximo passo que é permitir acessibilidade e visibilidade aos
resultados de sua pesquisa com a disponibilização em veículos legítimos.
Normalmente, os resultados da pesquisa são veiculados em formato de artigos em
periódicos científicos, mas também podem ser disponibilizados por meio de
relatórios finais, manuais, papéis de trabalho, notas, cartas (REALE, 2011).

128

�! ==~~
;:

8t.'bllotu.~

"JIIIi

Ullll.,.,rllt:trlilS

Procedimentos e ferramentas de publicação: avaliação por pares, auto-arquivamento, repositórios
digitais, sistemas específicos como, por exemplo, SEER, PKP
Trabalho completo

Entretanto, muitos desses documentos apresentam problemas de visibilidade e
acesso (GOMEZ; MACHADO, 2007), como o caso dos relatórios de pesquisa. Os
relatórios de pesquisa são importantes para as agências de fomento para avaliações
periódicas exigidas para a continuidade de financiamentos e para a prestação de
contas; entretanto, geralmente não estão disponíveis para consulta (POBLACIÓN;
NORONHA, 2002). Assim como os relatórios de pesquisa, outros documentos
devem ser disponibilizados, permitindo não só munir de informações os envolvidos
nos processos decisórios, como também melhorar o gerenciamento da pesquisa
institucional e a administração do erário e, ainda, atrair o interesse de novos
estudantes e de novos pesquisadores melhorando, assim, a qualidade das
pesquisas desenvolvidas (RUMSEY, 2010a).
Os dados da atividade de pesquisa são fontes ricas de informações
institucionais e possibilitam subsidiar ações e planejar estratégias futuras. Rumsey
(2010a) denomina como "dados da atividade de pesquisa" uma gama de
informações que apontem input e output da pesquisa institucional. Entre os dados de
pesquisa, Rumsey (2010a) elenca como input os recursos humanos (pesquisadores
e demais envolvidos na pesquisa) e os financeiros (financiamentos, equipamentos)
e, como output, os resultados (publicações, relatórios, teses, novos doutores).
Com o objetivo de permitir a visibilidade a dados fidedignos, o acesso rápido e
a eficiência no fornecimento das informações procuradas, uma opção é a
implementação e o gerenciamento do banco de dados institucional (RUMSEY,
2010a). As bibliotecas universitárias, responsáveis física e intelectualmente pela
gestão da informação e pela disseminação de conhecimentos, lideram as iniciativas
de implementação de repositórios digitais institucionais (BUSTOS; PORCEL;
JOHNSON, 2007). Os repositórios digitais, ao centralizar toda a produção científica e
intelectual da instituição em um domínio de acesso, proporcionam o meio de
disseminação de conhecimentos e de gestão da informação.

3 Repositórios Institucionais: acessibilidade à produção científica
acadêmica e à pesquisa
Repositórios Institucionais (RI) são arquivos digitais que permitem reunir e
disseminar documentos e informações digitais (WEITZEL, 2006). São ferramentas
fundamentais visto que permitem acesso à produção acadêmica, técnica e
intelectual de instituições de Ensino Superior (IES) e de pesquisa (MUELLER, 2007;
BUSTOS; PORCEL; JOHNSON, 2007). Contando com ferramentas que possibilitam
a busca, o armazenamento e a recuperação da informação eletrônica, RI são tanto
um sistema completo para a gestão da informação em formato de documentos
digitais quanto um recurso complementar para a comunicação científica
(BUSTOS;PORCEL;JOHNSON, 2007). RI tem como objetivos a maximização da
visibilidade, do uso, do impacto e do acesso à produção científica e acadêmica,
dando suporte às publicações eletrônicas e feedback à pesquisa institucional
(BUSTOS; PORCEL; JOHNSON, 2007).
RI permitem amplas possibilidades de armazenamento de documentos
digitais, atendendo as necessidades e metas de cada instituição. Permitem o
armazenamento da produção científica institucional (artigos, teses e dissertações),
de materiais de ensino e de aprendizagem (e-Ieaming), de documentos
administrativos e de pesquisa (BUSTOS;PORCEL;JOHNSON, 2007)

129

�! ==~~
;:

8t.'bllotu.~

"JIIIi

Ullll.,.,rllt:trlilS

Procedimentos e ferramentas de publicação: avaliação por pares, auto-arquivamento, repositórios
digitais, sistemas específicos como, por exemplo, SEER, PKP
Trabalho completo

A disponibilização de dados de pesquisa institucional em repositórios digitais
surge como uma solução para facilitar não só o acesso à investigação mas, ainda, a
visibilidade e a avaliação dos resultados (RUMSEY, 2010b). Os repositórios digitais
também podem servir como mecanismos da comunicação institucional, com a
veiculação de parte dos resultados das pesquisas desenvolvidas (RUSSELL, 2011).
Segundo Russell (2011), os repositórios institucionais evoluíram e, atualmente,
permitem o armazenamento de vários tipos de materiais digitais, tais como livros,
patentes, apresentações e dados, possibilitando acesso rápido e visibilidade à
publicação acadêmica.
A busca por melhores maneiras de administrar e recuperar informações
digitais acadêmicas possibilitou uma transformação na comunicação científica com o
movimento para implementar arquivos abertos, Open Access (OA) (MORENO,
LEITE, ARELLANO, 2006; RUSSELL, 2011). Os repositórios de OA permitem o
auto-arquivamento da produção científica pelo autor, podendo ser facilmente
acessados na forma integral ou e-prints (MORENO, LEITE, ARELLANO, 2006), o
que possibilita otimizar a comunicação formal e informal. Entre várias instituições
brasileiras que atuam no movimento de OA estão o IBICT - Instituto Brasileiro de
Informação em Ciência e Tecnologia e o CNPq - Conselho Nacional de
Desenvolvimento Científico e Tecnológico. O IBICT (2012), com sua política de
implantação e otimização de repositórios digitais de OA, impulsionou o movimento
no Brasil e incentivou o surgimento de bibliotecas digitais que possibilitam o
armazenamento e recuperação da produção científica institucional (KURAMOTO,
2006). Iniciativas para a implementação de repositórios digitais de OA já são uma
realidade mundial, visto que permitem acesso rápido e visibilidade à produção
científica e à memória institucional, otimizando a comunicação e a disseminação de
conhecimentos (WEITZEL, 2006; RUSSELL, 2011).
Entre os repositórios digitais que disponibilizam tanto a produção científica
quanto os documentos e dados da atividade de pesquisa institucional estão o Oxford
University Research Archive (ORA) da Universidade de Oxford, o Edinburgh
DataShare da Universidade de Edinburgh e, no Brasil, o Lume e o Portal de
Periódicos da Universidade Federal do Rio Grande do Sul.
4 Materiais e Métodos
O presente estudo apresenta primeiros resultados de pesquisa descritiva
realizada nos repositórios institucionais das Universidades de Oxford, de Edinburgh
e da Federal do Rio Grande do Sul, a partir de levantamento de dados qualitativos,
sendo observadas informações relacionadas a preservação e a recuperação da
informação científica. A princípio, a coleta teve como foco os objetivos e políticas
apontadas pelas instituições para implementaçao dos repositórios, assim como os
tipos de documentos que são disponibilizados.
5 Resultados parciais
Os dados disponibilizados nos repositórios ORA, Edinburgh DataShare, Portal
de Periódicos e Lume, embora tenham características diferenciadas e atendam as
necessidades de cada instituição, tem os mesmos objetivos, que são a preservação
e a recuperação de informação científica disponível em documentos institucionais.

130

�! ==~~

5.1

;:

8t.'bllotu.~

"JIIIi

Ullll.,.,rllt:trlilS

Procedimentos e ferramentas de publicação: avaliação por pares, auto-arquivamento, repositórios
digitais, sistemas específicos como, por exemplo, SEER, PKP
Trabalho completo

Oxford University Research Archive (ORA)

O repositório digital ORA (2012a) permite visibilidade às publicações e às
produções das pesquisas desenvolvidas por membros da Universidade de Oxford,
inclusive com a disponibilização de muitos documentos em formato integral.
O ORA foi criado como forma de incentivar o auto-armazenamento de
documentos digitais com o depósito da produção de pesquisadores da instituição,
das cópias de artigos científicos, Work papers, livros e capítulos de livros, materiais
de pesquisa acadêmica, teses, relatórios técnicos, trabalhos de conferências e
workshops, relatórios de pesquisa entre outros (ORA, 2012b).
O ORA também permite acesso a trabalhos em OA que, ao proporcionar
acesso livre ao texto integral, torna a pesquisa mais suscetível de ser citada,
beneficiando não somente os próprios autores, mas também a instituição a qual está
vinculada, a sociedade (ORA, 2012b) e a comunidade científica. Os trabalhos
podem ser auto-arquivados diretamente no ORA ou por link a periódicos científicos
(ORA,2012b).
O ORA elenca uma quantidade considerável de benefícios aos
pesquisadores, que depositam seus trabalhos no sistema, e aos usuários, que farão
uso dos conhecimentos ali depositados; mas ressalta-se a vantagem do acesso e da
visibilidade aos dados da pesquisa institucional em uma maneira permanente e
segura de armazenar, de compartilhar, de preservar e de recuperar informações
para o desenvolvimento da ciência.

5.2

Edinburgh DataShare

O Repositório da Universidade de Edinburgh (2012a), do Reino Unido, tem a
política de compartilhamento dos dados de pesquisa para preservação escrita, tanto
para uso futuro dos próprios pesquisadores quanto para a disseminação de
conhecimentos. A biblioteca da Universidade de Edinburgh incentiva estudantes de
pós-graduação a realizar o auto-arquivamento de teses no repositório de publicação
do Edinburgh DataShare (2012a), como fonte e recurso de dados para
aprendizagem.
A busca no Edinburgh DataShare (2012b) pode ser realizada por
comunidades de pesquisa, por data de emissão (opções por mês, ano, data de
submissão, título ou postagem), por pesquisador, por título e por assunto. O sistema
recupera a busca realizada, com as opções de apresentação do registro simples ou
completo, com dados sobre autoria, data disponível, citação, abstract e link
permanente, além de permitir download da pesquisa e/ou do seu conjunto de dados.
O repositório da Universidade de Edinburgh não só permite a preservação de
documentos digitais como possibilita visibilidade e acessibilidade à pesquisa
institucional, disseminando conhecimentos e instigando a produção de
conhecimentos novos.
5.3

Portal de Periódicos Científicos da UFRGS

O Portal de Periódicos Científicos da Universidade Federal do Rio Grande do
Sul - UFRGS disponibiliza links para períodicos científicos associados àquela

131

�! ==~~
;:

8t.'bllotu.~

"JIIIi

Ullll.,.,rllt:trlilS

Procedimentos e ferramentas de publicação: avaliação por pares, auto-arquivamento, repositórios
digitais, sistemas específicos como, por exemplo, SEER, PKP
Trabalho completo

universidade, com objetivo de divulgar a pesquisa e dar visibilidade às revistas
científicas da instituição, Dados sobre publicações e sobre sites com versão on-line
das edições completas podem ser acessados pelos links contidos no portal,
(UFRGS,2012a).
Na data da consulta on-line (09 de abril de 2012) o portal contava com 43
revistas relacionadas em ordem alfabética referente 26 áreas do conhecimento
(UFRGS,2012a).
Além do Portal de Periódicos Científicos, a UFRGS ainda disponibiliza acesso
ao LUME - Repositório Digital, que tem como objetivo a preservação e divulgação de
documentos digitais produzidos na instituição (UFRGS, 2012b). O Lume dispõe de
busca por comunidade, por coleções, por títulos, por autores, por palavra-chave e/ou
por ano de publicação. A coleção de documentos digitais está relacionada em:
acervo fotográfico; artigos de periódicos; livros e capítulos de livros; teses e
dissertações; trabalhos de conclusão de curso de graduação e especialização;
trabalhos de eventos (LUME, 2012). O Lume disponibiliza total de downloads, geral
e por comunidade, e apresenta dados estatísticos referentes aos itens mais
baixados por comunidade e por tipo de documento digital (LUME, 2012).

6 Considerações Parciais
A implementação de repositórios institucionais não somente possibilitou
visibilidade e acessibilidade a documentos digitais e à produção científica e
intelectual, como também é responsável por um crescimento e ampliação de
possibilidades de uso e recuperação da informação e veículo, ou recurso, da
comunicação científica. Atualmente já é possível direcionar RI de acordo com as
metas e objetivos institucionais. Para a atividade de pesquisa, isso representa
ampliação da abrangência científica, visto que o foco, ainda hoje, está na produção
científica. A atividade de pesquisa, embora seja a razão e rotina de pesquisadores
em IES, nem sempre recebe a atenção devida, sendo relegada a um segundo plano.
O interesse em disponibilizar dados e documentos digitais, gerados a partir da
pesquisa como recurso informacional, ganha um reforço com o crescimento dos
repositórios institucionais, que permitem o auto-arquivamento de uma diversidade
de documentos e dados, conforme a necessidade e meta institucional. As
universidades de Oxford, Edinburg e Federal do Rio Grande do Sul não são as
únicas a implementarem RI voltados para a produção da pesquisa científica, mas
ainda há um longo caminho a ser percorrido antes que iniciativas similares alcancem
a totalidade de instituições de ensino e de pesquisa.
As universidades de Oxford, Edinburg e Federal do Rio Grande do Sul são
exemplos de instituições que utilizam repositórios digitais para a preservação e o
incentivo à divulgação de dados da atividade de pesquisa como produtos do
conhecimento científico.

6

Referências

BUSTOS-GONZALEZ, Atilio; FERNANDEZ-PORCEL, Antonio; JOHNSON, lan.
Diretrizes para a criação repositórios institucionais nas universidades e organizações
de educação superior. Alfa Network Babel Library, Valparaíso, Chile. 2007.
Disponível em:

132

�! ==~~
;:

8t.'bllotu.~

"JIIIi

Ullll.,.,rllt:trlilS

Procedimentos e ferramentas de publicação: avaliação por pares, auto-arquivamento, repositórios
digitais, sistemas específicos como, por exemplo, SEER, PKP
Trabalho completo

&lt;http://eprints.rclis.org/bitstream/1 0760/13512/3/Directrizes RI portugues.pdf&gt;.
Acesso em: 08 abr. 2012.
EDINBURG DATASHARE. The University of Edinburg. Data sharing &amp;
preservation: Deposit your data. Escócia, 2012a. Disponível em:
&lt;http://www.ed.ac. uk/schoo Is-departments/i nfo rmation-services/se rvi ces/resea rchsupport/data-library/research-data-mgmtldata-sharing/deposit&gt;. Acesso em: 08 abro
2012.
EDINBURG DATASHARE. What is Edinburgh DataShare? Escócia, 2012b.
Disponível em: &lt;http://datashare.is.ed.ac.uk/&gt;. Acesso em: 08 abril 2012.
GOMEZ, Maria Nélida Gonzales de; MACHADO, Rejane. A ciência invisível: o papel
dos relatórios e as questões de acesso à informação científica. DataGramaZero Revista de Ciência da Informação, Rio de Janeiro, V. 8, n.5, out. 2007 . Disponível
em: &lt;http://www.dgz.org.br/out07/Art05.htm&gt;. Acesso em: 02 set. 2011.
IBICT. Instituto Brasileiro de Informação em Ciência e Tecnologia. Brasília, DF,
2012. Disponível em: &lt;http://www.ibict.br/&gt;. Acesso em: 07 abro 2012.
KURAMOTO, Hélio. Informação científica: proposta de um novo modelo para o
Brasil. Cio Inf., Brasília, DF, V. 35, n. 2, ago. 2006. Disponível em
&lt;http://www.scielo.br/pdf/cilv35n2/a10v35n2.pdf&gt;. Acesso em: 13 abro 2012.
LUME - Repositório Digital da Universidade Federal do Rio Grande do Sul.
Porto Alegre, 2012. Disponível em: &lt;http://www.lume.ufrgs.br/&gt;. Acesso em: 09 abr.
2012.
MORENO, Fernanda Passini; LEITE, Fernando Cesar Lima; ARELLANO, Miguel
Angel Mardero. Acesso livre a publicações e repositórios digitais em
ciência da informação no Brasil. Perspectiva em Ciência da informação, Belo
Horizonte, v.11, n.1, p. 82-94, jan.labr. 2006. Disponível em:
&lt;http://www.scielo.br/pdf/%OD/pcilv11n1/v11n1a07.pdf&gt;. Acesso em: 07 abro 2012.
MUELLER, Suzana Pinheiro Machado. Literatura científica, comunicação científica e
ciência da informação. In: TOUTAIN, Lídia Maria Batista Brandão (Organizadora).
Para entender a ciência da informação. Salvador: EDUFBA, 2007.
ORA. Oxford University Research Archive. Oxford, 2012a. Disponível em:
&lt;http://ora.ox.ac.uk/search/detailed?q=&amp;ft=metadata&amp;search=SEARCH&gt;. Acesso
em: 07 abro 2012.
ORA. ORA Help &amp; Information. Oxford, 2012b. Disponível em:
&lt;http://www.bodleian.ox.ac.uk/ora/about/ora-key-facts&gt;. Acesso em 07 abro 2012.
POBLACIÓN, Dinah Aguiar. NORONHA, Daisy Pires. Produção das literaturas
"branca" e "cinzenta" pelos docentes/doutores dos programas de pós-graduação em
ciência da informação no Brasil. Cio Inf., Brasília, DF, V. 31, n. 2, p. 98-106, maio/ago.

133

�! ==~~
;:

8t.'bllotu.~

"JIIIi

Ullll.,.,rllt:trlilS

Procedimentos e ferramentas de publicação: avaliação por pares, auto-arquivamento, repositórios
digitais, sistemas específicos como, por exemplo, SEER, PKP
Trabalho completo

2002, Disponível em: &lt;http://www.scielo.br/pdf/cilv31n2/12913.pdf&gt;. Acesso em: 10
set. 2011.
REALE, Emanuela et.al. New uses of the institutional databases of universities:
indicators of research activity. Research Evaluation. Oxford, 2011. Disponível em:
&lt;http://openurl.ingenta.com/contentlxref?genre=article&amp;issn=09582029&amp;volume=20&amp;issue=1&amp;spage=47&gt;. Acesso em: 30 set. 2011.
RUMSEY, Sally. A case analysis of registering research activity for institutional
benefit. International Journal of Information Management, Oxford, v. 30, p. 174179, 2010a. Disponível em: &lt;http://ora.ouls.ox.ac.uk/objects/uuid%3Ad71f378e9a58-44fe-98c7-9dgeda9b0174&gt;. Acesso em: 07 ago. 2011.
RUMSEY, Sally. Cecilia Loureiro-Koechlin. The role of an entity registry in scholarly
communication: exploring creative uses of research activity data. New Review of
Academic Librarianship. Oxford, 2010b. Disponível em:
&lt;http://ora.ouls.ox.ac.uk/objects/uuid%3A237da23d-61f4-4e8f-abd61030eec6fba7/datastreams/ATTACHMENT01 &gt;. Acesso em: 01 abro 2012.
RUSSELL, Isabel Galina. La visibilidad de los recursos académicos. Una revisión
crítica dei papel de los repositorios institucionales y el acceso abierto. Investigación
Bibliotecológica, V. 25, V. 53, jan/abril, 2011, México, ISSN: 0187-358X, pp. 159183. Disponível em: &lt;http://www.journals.unam.mx/index.php/ibilarticle/view/27472&gt;.
Acesso em: 01 abr. 2012.
UFRGS. Universidade Federal do Rio Grande do Sul. Portal de Periódicos
Científicos. Porto Alegre, 2012a. Disponível em: &lt;http://www.periodicos.ufrgs.br/&gt;.
Acesso em: 09 abr. 2012.
UFRGS. Universidade Federal do Rio Grande do Sul. Portal de Periódicos
Científicos. Porto Alegre, 2012b. Disponível em:
&lt;http://www.periodicos.ufrgs.br/periodicos.php&gt;. Acesso em: 09 abro 2012.
WEITZEL, Simone. O papel dos repositórios institucionais e temáticos na estrutura
da produção científica. Em Questão, Porto Alegre, v.12, n.1, p. 51-71, jan./jun. 2006.
Disponível em:
&lt;http://www.brapci.ufpr.br/documento. php?ddO=0000004195&amp;dd 1=c3950&gt;. Acesso
em 12 abro 2012.

134

�</text>
                  </elementText>
                </elementTextContainer>
              </element>
            </elementContainer>
          </elementSet>
        </elementSetContainer>
      </file>
    </fileContainer>
    <collection collectionId="49">
      <elementSetContainer>
        <elementSet elementSetId="1">
          <name>Dublin Core</name>
          <description>The Dublin Core metadata element set is common to all Omeka records, including items, files, and collections. For more information see, http://dublincore.org/documents/dces/.</description>
          <elementContainer>
            <element elementId="50">
              <name>Title</name>
              <description>A name given to the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51396">
                  <text>SNBU - Edição: 17 - Ano: 2012 (UFRGS - Gramado/RS)</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="49">
              <name>Subject</name>
              <description>The topic of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51397">
                  <text>Biblioteconomia&#13;
Documentação&#13;
Ciência da Informação&#13;
Bibliotecas Universitárias</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="41">
              <name>Description</name>
              <description>An account of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51398">
                  <text>Tema: A biblioteca universitária como laboratório na sociedade da informação.</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="39">
              <name>Creator</name>
              <description>An entity primarily responsible for making the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51399">
                  <text>SNBU - Seminário Nacional de Bibliotecas Universitárias</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="45">
              <name>Publisher</name>
              <description>An entity responsible for making the resource available</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51400">
                  <text>UFRGS</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="40">
              <name>Date</name>
              <description>A point or period of time associated with an event in the lifecycle of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51401">
                  <text>2012</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="44">
              <name>Language</name>
              <description>A language of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51402">
                  <text>Português</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="51">
              <name>Type</name>
              <description>The nature or genre of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51403">
                  <text>Evento</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="38">
              <name>Coverage</name>
              <description>The spatial or temporal topic of the resource, the spatial applicability of the resource, or the jurisdiction under which the resource is relevant</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51404">
                  <text>Gramado (Rio Grande do Sul)</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
          </elementContainer>
        </elementSet>
      </elementSetContainer>
    </collection>
    <itemType itemTypeId="8">
      <name>Event</name>
      <description>A non-persistent, time-based occurrence. Metadata for an event provides descriptive information that is the basis for discovery of the purpose, location, duration, and responsible agents associated with an event. Examples include an exhibition, webcast, conference, workshop, open day, performance, battle, trial, wedding, tea party, conflagration.</description>
    </itemType>
    <elementSetContainer>
      <elementSet elementSetId="1">
        <name>Dublin Core</name>
        <description>The Dublin Core metadata element set is common to all Omeka records, including items, files, and collections. For more information see, http://dublincore.org/documents/dces/.</description>
        <elementContainer>
          <element elementId="50">
            <name>Title</name>
            <description>A name given to the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="62781">
                <text>Os repositórios institucionais como fonte da comunicação científica: visibilidade e acessibilidade ao conhecimento.</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="39">
            <name>Creator</name>
            <description>An entity primarily responsible for making the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="62782">
                <text>Oliveira, Rosana; Carelli, Ana Esmeralda</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="38">
            <name>Coverage</name>
            <description>The spatial or temporal topic of the resource, the spatial applicability of the resource, or the jurisdiction under which the resource is relevant</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="62783">
                <text>Gramado (Rio Grande do Sul)</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="45">
            <name>Publisher</name>
            <description>An entity responsible for making the resource available</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="62784">
                <text>UFRGS</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="40">
            <name>Date</name>
            <description>A point or period of time associated with an event in the lifecycle of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="62785">
                <text>2012</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="51">
            <name>Type</name>
            <description>The nature or genre of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="62787">
                <text>Evento</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="41">
            <name>Description</name>
            <description>An account of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="62788">
                <text>Este estudo utiliza o termo “dados da atividade de pesquisa” para conceituação e apresenta os repositórios digitais Oxford University Research Archive - ORA, Edinburgh DataShare, Lume e Portal de Periódicos Científicos da Universidade Federal do Rio Grande do Sul, como exemplo de instituições que disponibilizam dados e informações resultantes da atividade de pesquisa como recurso informacional de gestão administrativa e para a tomada de decisão.</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="44">
            <name>Language</name>
            <description>A language of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="69378">
                <text>pt</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
        </elementContainer>
      </elementSet>
    </elementSetContainer>
  </item>
  <item itemId="5878" public="1" featured="0">
    <fileContainer>
      <file fileId="4942">
        <src>http://repositorio.febab.org.br/files/original/49/5878/SNBU2012_017.pdf</src>
        <authentication>9aabdb7590df9f15447f7787b32dd322</authentication>
        <elementSetContainer>
          <elementSet elementSetId="4">
            <name>PDF Text</name>
            <description/>
            <elementContainer>
              <element elementId="92">
                <name>Text</name>
                <description/>
                <elementTextContainer>
                  <elementText elementTextId="62780">
                    <text>! ==~~
;:

8t.'bllotu.~

"JIIIi

Ullll.,.,rllt:trlilS

Procedimentos e ferramentas de publicação: avaliação por pares, auto-arquivamento, repositórios
digitais, sistemas específicos como, por exemplo, SEER, PKP
Trabalho completo

PERiÓDICOS ELETRÔNICOS DA UFRGS: DIVULGAÇÃO
DA INFORMAÇÃO EM PORTAIS
Ana Gabriela Clipes Ferreira 1, Sônia Elisa Caregnato2
1 Mestre em Comunicação e Informação (PPGCOM/UFRGS), Bibliotecária da
Faculdade de Educação da Universidade Federal do Rio Grande do Sul, Porto Alegre, RS
2 Doutora em Information Studies (University of Sheffield), Professora Adjunta da
Faculdade de Biblioteconomia e Comunicação e do Programa em Pós-Graduação em
Comunicação e Informação da Universidade Federal do Rio Grande do Sul, Porto Alegre, RS

Resumo

o presente estudo aborda as mudanças de paradigmas que as
Tecnologias da Informação e Comunicação proporcionaram às publicações
periódicas. Traz conceitos e considerações sobre o acesso aberto e seu uso
dentro da Universidade Federal do Rio Grande do Sul. Aborda a existência dos
portais de periódicos da UFRGS, contextualizando a criação e os objetivos de
cada um deles. Discute o uso do SEER/OJS na UFRGS. Relaciona os
periódicos existentes na Universidade e em quais plataformas está disponível.
Aponta considerações sobre ambas as plataformas. Conclui sobre a
importância da divulgação dos periódicos da instituição através de portais, além
de proporcionar meios para que novas publicações possam se qualificar
utilizando o SEER.
Palavras-Chave:
Comunicação científica; Periódico científico
Eletrônico de Editoração de Revistas; Acesso aberto.

eletrônico;

Sistema

Abstract
This study addresses the paradigm shifts that the Information
Technologies and Communication provided to periodicals. Brings concepts and
considerations about open access and its use within the Universidade Federal
do Rio Grande do Sul. Discusses the existence of periodic portais UFRGS,
contextualizing the creation and goals of each. Discusses the use of SEER/OJS
at UFRGS. Lists existing journals in the University and which platforms are
available. Points on both platforms considerations. The conclusion about the
importance of periodic disclosure of the institution through portais, and provide
means for new publications can qualify using the SEER.

Keywords:
Scientific communication; Electronic scientific journal; Electronic System
for Journal Publishing; Open access.

115

�! ==~~
;:

8t.'bllotu.~

"JIIIi

Ullll.,.,rllt:trlilS

Procedimentos e ferramentas de publicação: avaliação por pares, auto-arquivamento, repositórios
digitais, sistemas específicos como, por exemplo, SEER, PKP
Trabalho completo

1 Introdução

As Tecnologias da Informação e Comunicação (TICs) proporcionam uma
importante característica ao avanço da ciência, em especial no modo de
divulgar o conhecimento científico que é gerado pelos pesquisadores. O
periódico científico, veículo valorizado pela comunidade científica para a
divulgação dos resultados, migrou para o formato digital. Se logo no início
desta troca ou acréscimo de formato - tendo em vista que diversas revistas são
publicadas no formato impresso e não abdicam desta modalidade, ou seja, são
híbridas - as publicações on-line eram percebidas com certo receio pelos
pesquisadores, a disponibilização na Web acaba tendo importância por
diversos motivos, destacando-se a rapidez na divulgação através do formato
eletrônico e a economia vindoura da extinção de algumas etapas, onde o papel
e a postagem são eliminados. Todavia, a credibilidade não é minimizada, uma
vez que os demais processos de editoração, em especial a avaliação pelos
pares, são aplicadas nos dois formatos.
Além disso, o acesso aberto possibilitou que o conhecimento científico
pudesse ser amplamente divulgado. Como em qualquer mudança de
paradigma, o acesso aberto também foi recebido com certa desconfiança pela
academia e ainda enfrenta um embate com editoras pagas. É válido salientar
que, apesar de aberto, o acesso nem sempre é gratuito para todos os
envolvidos no processo.
Neste trabalho o tema abordado serão os periódicos eletrônicos da
Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS) e as plataformas
eletrônicas em que estão disponibilizados.
O objetivo geral é apresentar o gerenciamento do conjunto de periódicos
eletrônicos existentes na Universidade. Os objetivos específicos são: (a)
discutir o uso do acesso aberto; e (b) abordar o uso do software SEER/OJS.

2 Revisão de Literatura
Nesta revisão, buscou-se apresentar os conceitos fundamentais dos
assuntos abordados neste trabalho, a fim de subsidiar e contextualizar a
pesquisa.
2.1 Periódicos Científicos Eletrônicos na UFRG5

A UFRGS é destaque na educação superior do país. Possui um dos
maiores orçamentos do Rio Grande do Sul, a primeira em número de
publicações e a segunda em produção científica entre as instituições nacionais
(INEP, 2009). Além disso, possui projetos pioneiros, como o depósito da

116

�! ==~~
;:

8t.'bllotu.~

"JIIIi

Ullll.,.,rllt:trlilS

Procedimentos e ferramentas de publicação: avaliação por pares, auto-arquivamento, repositórios
digitais, sistemas específicos como, por exemplo, SEER, PKP
Trabalho completo

produção intelectual dos docentes nas bibliotecas das respectivas unidades e o
repositório digital Lume.
A Pró-Reitoria de Pesquisa (PROPESQ) é o setor da UFRGS
responsável pelo estímulo e apoio à produção do conhecimento dentro da
Universidade. Entre os programas da Pró-Reitoria está o Programa de Apoio à
Edição de Periódicos (PAEP).
Os periódicos da Universidade estão disponibilizados em dois canais. O
Portal de Periódicos Científicos da UFRGS (PPCU) teve início, idealização e
implementação em 2006. Foi desenvolvido com o objetivo de disponibilizar à
comunidade científica dados atualizados sobre as revistas editadas na UFRGS.
O PPCU é o canal de divulgação da produção científica publicada nas revistas
da Universidade. No portal, estão reunidas informações para auxiliar as
comissões editoriais a qualificar a produção das revistas editadas na
Universidade ou em parceria com ela, como as revistas de associações nas
quais o editor é ligado a um departamento da UFRGS. É possível obter através
do espaço virtual as informações sobre os periódicos correntes na
Universidade ou editados em parcerias, contando com as principais
informações sobre cada título e links para o acesso ao formato eletrônico. Cada
editor ou equipe editorial é responsável por manter os dados atualizados e este
é um dos pré-requisitos para continuar recebendo apoio da PROPESQ
(GRUSZYNSKI, 2008; PORTAL, 2012).
A política do PAEP/UFRGS apresenta as modalidades de apoio
fornecidas através de editais lançados anualmente. As revistas apoiadas pelo
PAEP são divididas em duas grandes categorias: revistas da UFRGS (sendo
subdivididas em novas, existentes e discentes) e revistas editadas em parceria.
Estas são publicações de associações ou outras instituições nas quais há um
editor com vínculo com a Universidade durante o período de vigência do edital.
Dos 42 títulos listados em abril de 2012 no PPCU, 39 são editados na UFRGS
e 3 em parceria com a Universidade.
O uso do Sistema Eletrônico de Editoração de Revista/Open Journal
Sistems (SEER/OJS) pelas publicações também é um dos itens abordados na
política do PAEP, e todas as revistas da universidade, incluindo as que não
atendem aos critérios para estar presente no PPCU, podem utilizar a
ferramenta de editoração. A implementação do SEER/OJS foi realizada com
apoio do Centro de Processamento de Dados da UFRGS (CPD). O Portal
SEER/UFRGS hospeda as publicações que optaram por utilizar o formato
eletrônico através dessa plataforma gratuita de editoração eletrônica.

2.2 Acesso Aberto

O surgimento do acesso aberto minimizou as barreiras financeiras e
geográficas à informação científica. O Open Access (OA) pode ser traduzido
como "acesso aberto" ou "acesso livre". Nesse trabalho, optou-se pela utilização

117

�! ==~~
;:

8t.'bllotu.~

"JIIIi

Ullll.,.,rllt:trlilS

Procedimentos e ferramentas de publicação: avaliação por pares, auto-arquivamento, repositórios
digitais, sistemas específicos como, por exemplo, SEER, PKP
Trabalho completo

do termo acesso aberto, uma vez que acesso livre pode remeter à ideia de que
se pode fazer qualquer uso do material, inclusive desrespeitar a propriedade
intelectual, não sendo também a melhor tradução, uma vez que o termo em
inglês é Open Access. O que é livre nesse tipo de acesso é a disponibilização: o
uso da informação é aberto, precisando ser referenciado como em qualquer tipo
de produção intelectual. Todavia, autores como Kuramoto (2006) defendem o
uso da terminologia acesso livre, sendo os dois termos amplamente utilizados na
literatura científica.
Acesso aberto é a disponibilização livre na Internet que permite a
qualquer usuário ler, realizar download, copiar, distribuir, imprimir, realizar buscas
ou referenciar eletronicamente textos completos dos artigos, capturá-los para
indexação (crawling) , utilizá-los como dados para software ou para qualquer
outro propósito legal, não havendo barreiras financeiras, legais ou técnicas que
aquelas próprias ao acesso à Internet. A limitação à reprodução e distribuição e a
função do copyright são determinadas pelos autores, que têm controle sobre a
integridade de sua obra e o direito de serem adequadamente citados e
reconhecidos (BUDAPEST OPEN ACCESS INITIATIVE, 2001).
De acordo com Suber (2007), produzir ou publicar utilizando o acesso
aberto não é totalmente gratuito e livre de custos. A questão não é se a literatura
acadêmica pode ser produzida gratuitamente, mas se há melhores meios para
pagar do que a cobrança de acesso dos leitores. Se o custo se eleva, o provedor
busca formas de compensar, buscando quem pode pagar pelas aplicações
adicionais.
Existem duas principais vias para consolidar o acesso aberto: a Via
Verde (Green Road) e a Via Dourada (Golden Road) (COSTA, 2008; LEITE,
2009; SUBER, 2007). A Via Verde está relacionada à implantação dos
repositórios institucionais nos quais os pesquisadores são responsáveis pelo
depósito de cópia dos trabalhos publicados nos periódicos científicos. A Via
Dourada está ligada a implantação dos periódicos de acesso aberto e gratuito,
em que o processo editorial é similar aos das publicações tradicionais, ou seja,
são arbitradas pelos pares.
Bj6rk (2004) classifica o acesso aberto em quatro principais canais: os
periódicos científicos eletrônicos avaliados previamente pelos pares; os
servidores de e-print e os repositórios para assuntos específicos; os repositórios
institucionais de universidades; e o autoarquivamento nas páginas pessoais dos
pesquisadores. As páginas pessoais de autores podem ser vista nos últimos
anos através dos blogs científicos, tendo em vista que nem todo autor tem na
sua página pessoal conteúdo formal de ciência.
O número de revistas on-line que adotam o acesso aberto cresce ano a
ano, e a existência de softwares, plataformas e ferramentas próprias para a
disponibilização nesse formato contribuem para esse crescimento. O periódico
eletrônico de acesso aberto é um dos requisitos primordiais para a visibilidade e
acessibilidade da publicação (PACKER; MENEGHINI, 2006).
A gratuidade de acesso a um grande número de artigos e a outros tipos
de documentos influencia na maneira como a comunicação científica se organiza
(MOREIRA, 2005), tendo em vista que documentos com acesso aberto são mais
facilmente acessados e consequentemente mais citados. No início dos anos
2000, o estudo de Odlyzko (2002) já destacava que os papers em ciência da

118

�! ==~~
;:

8t.'bllotu.~

"JIIIi

Ullll.,.,rllt:trlilS

Procedimentos e ferramentas de publicação: avaliação por pares, auto-arquivamento, repositórios
digitais, sistemas específicos como, por exemplo, SEER, PKP
Trabalho completo

computação disponíveis gratuitamente na Internet eram com frequência mais
citados que outros disponibilizados noutros formatos de acesso eletrônico ou
impresso. O estudo de Evans e Reimer (2009) corrobora tais resultados e
garante que, além de aumentar o número de citações, estimula a participação
global da ciência. Esse aumento, apesar de não ser tão grande quanto se
imaginava, é significativo, em especial nos países em desenvolvimento - exceto
aqueles em que o acesso à Internet é ainda muito precário: duas vezes maior
em comparação com os países mais ricos, segundo Evans e Reimer (2009). Os
autores utilizaram dados dos índices de bases da Thomson ISI.
No Brasil, o Instituto Brasileiro de Informação em Ciência e Tecnologia
(IBICT) está à frente das iniciativas de difundir o acesso aberto dentro da
comunidade científica. A tendência é observada nas universidades de uma
maneira geral, com a criação de bibliotecas digitais de teses e dissertações,
portais de periódicos eletrônicos e, mais recentemente, de repositórios
institucionais que comportam diversos tipos de documentos criados em âmbito
institucional. O objetivo do IBICT é que o Brasil se estabeleça "como uma
sociedade do conhecimento com acesso totalmente livre e gratuito à informação
científica" (IBICT, 2009). Outros dados interessantes fornecidos foram o país em
números: em repositórios digitais, é a 5a nação do mundo, possui a 2a maior
Biblioteca de Teses e Dissertações, e no ranking de publicações periódicas de
acesso aberto está em 3° lugar. A customização de softwares de acesso aberto,
destinados à produção de revistas, repositórios e bibliotecas começou no início
dos anos 1990.
A UFRGS utiliza o acesso aberto ao divulgar a produção científica
produzida pela sua comunidade acadêmica. O LUME 1 , repositório digital da
Universidade, visa a divulgação e preservação dos documentos digitais,
incluindo teses, dissertações, trabalhos de conclusão de graduação e
especialização, acervo fotográfico, artigos de eventos, artigos de periódicos.
Além do formato de texto, é possível também disponibilizar arquivos no formato
de imagem, vídeo e áudio. Utiliza o software livre DSpace 2 (PAVÃO, 2008). O
LUME, segundo a edição extraordinária do Webometrics 3 é o 2° repositório com
mais acessos no Brasil e o 41 ° no mundo.
O software utilizado pela Universidade para gestão de processos e edição
de periódicos é o SEER/OJS.

2.3SEER

A ferramenta é a versão traduzida e adaptada pelo IBICT do software
Open Journal Systems (OJS), desenvolvido pelo Public Knowledge Project
(PKP), da Universidade British Columbia, do Canadá (IBICT, 2010). O programa
1
2
3

http://www.lume.ufrgs.br/
http://www.dspace.org/
http://repositories.webometrics.info/toprep.asp

119

�! ==~~
;:

8t.'bllotu.~

"JIIIi

Ullll.,.,rllt:trlilS

Procedimentos e ferramentas de publicação: avaliação por pares, auto-arquivamento, repositórios
digitais, sistemas específicos como, por exemplo, SEER, PKP
Trabalho completo

é multilíngue e livre,
Em 2006, a Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível
Superior (CAPES) recomendou que as ferramentas de editoração eletrônica
utilizadas fossem o SEER/OJS e a Scientific Eletronic Library Online (SciELO),
vinculado à BIREME e que utiliza o software OJS. O objetivo da CAPES, ao
sugerir que os periódicos estejam presentes nessas plataformas, teve o intuito
padronizar edições periódicas em meio eletrônico e não limitou nenhuma
sociedade ou instituição de projetar as páginas de suas revistas, apenas
instruiu que as publicações estivessem de acordo com as normas
internacionais disponíveis nos sites dos editores acadêmicos (GALHARDI,
2006).
A especialização da ciência, consequência da explosão bibliográfica que
teve início na década de 1950 é responsável pelo surgimento de novos títulos de
periódicos, (MEADOWS, 1999). As TICs possibilitaram que os títulos pudessem
ser disponibilizados tanto no formato impresso como no eletrônico e novos títulos
somente no meio eletrônico surgiram. Também a partir da recomendação da
CAPES, um grande número de revistas começou a utilizar o SEER/OJS no
Brasil. O número de revistas cresceu ano a ano. Em 2006, o número total de
periódicos brasileiros era pouco mais de uma centena e, em 2012, são mais de
2500 títulos de acordo com o Projeto PKp 4 . Todavia, há um grande número de
novos títulos, observado entre as revistas da UFRGS e do Brasil de um modo
geral. O Brasil tem destaque no uso do software. Em trabalho realizado em
2006 (FERREIRA, 2006), o país era o que mais possuía revistas utilizando a
ferramenta, seguida pelos Estados Unidos da América e Canadá.
Considerando que o acesso aberto é bem aceito entre os editores nacionais e
o crescimento do número de revistas que utilizam o SEER atualmente, pode-se
confirmar mais uma vez a tendência do Brasil no uso do acesso aberto à
informação.
O Portal SEER UFRGS foi criado para reunir as revistas científicas e
discentes que optaram pela utilização do programa para produzir, gerenciar e
disponibilizar suas publicações, a exemplo de outras universidades no Brasil,
como a Universidade de Santa Catarina (UFSC) e a Universidade Federal do Rio
Grande (FURG), na região Sul, entre outras nas demais regiões. O diferencial do
Portal SEER UFRGS é a possibilidade de oferecer um espaço para revistas
novas e não científicas. Dessa forma, é oferecido suporte técnico para que a
revista se qualifique durante os primeiros anos de sua existência.

3 Métodos
Trata-se de pesquisa descritiva, apresentando os periódicos eletrônicos
da UFRGS. Possui dados quantitativos, que serão analisados de maneira
qualitativa.
A população é o conjunto de periódicos da Universidade, presentes nos
4

http://pkp.sfu.ca/

120

�! ==~~
;:

8t.'bllotu.~

"JIIIi

Ullll.,.,rllt:trlilS

Procedimentos e ferramentas de publicação: avaliação por pares, auto-arquivamento, repositórios
digitais, sistemas específicos como, por exemplo, SEER, PKP
Trabalho completo

Portais criados para agrupar os títulos.
Para a coleta de dados, foram consultados o PPCU e o Portal SEER
UFRGS. Os dados foram organizados em um quadro, contendo os títulos dos
periódicos que estão no Portal SEER e no PPCU.

4 Resultados
A UFRGS atualmente conta com 67 títulos de periódicos entre os dois
portais. Destes, 42 estão no PPCU e 61 no Portal SEER. No Quadro 1,
constam os títulos e em qual portal a revista está.

Título
Acta Scientiae Veterinariae
AEDOS
Ambiente Construído
Análise Econômica
Anos 90
ArqTexto
Arquivos Rio-grandenses de Medicina
Austral: Revista Brasileira de Estratégia
Internacionais

SEER
x
x
x
x
x

x
x
x
x

x
e

Relações

Caderno de Farmácia
Cadernos de Informática
Cadernos de Tradução
Cadernos do Aplicação
Cadernos do IL
Cena
Cena em Movimento
Ciencias Sociales y Religión/Ciências Sociais e Religião
Conjuntura Austral
Contigentia
Debate Terminológico
Debates do NER
Educação &amp; Realidade
Em Pauta
Em Questão
Episteme
Espaço Ameríndio
Estatística e Sociedade
FINEDUCA: Revista de Financiamento da Educação
Estudos Interdisciplinares sobre o Envelhecimento
Horizontes Antropológicos
ILUMINURAS

121

PPCU
x

x
x
x
x
x
x
x
x
x
x
x
x
x
x
x
x
x
x
x
x
x
x

x
x
x
x
x
x
x
x
x
x
x
x

x
x
x

�! ==~~
;:

8t.'bllotu.~

"JIIIi

Ullll'''''llt:trlilS

Procedimentos e ferramentas de publicação: avaliação por pares, auto-arquivamento, repositórios
digitais, sistemas específicos como, por exemplo, SEER, PKP
Trabalho completo

Informática na Educação: Teoria &amp; Prática
Intexto
Movimento
Nau Literária
Organon
Para Onde!?
Pesquisas em Geociências
Philia&amp;Filia
Políticas Educativas
Porto Arte
Produto &amp; Produção
Psicologia: Reflexão e Crítica
READ: revista eletrônica da Administração
RENOTE
Res Severa Verum Gaudium
Revista Brasileira de Agroecologia*
Revista Brasileira de Estudos da Presença
Revista Brasileira de Paleontologia
Revista Brasileira de Política e Administração da Educação
Revista Conexão Letras
Revista ConTexto
Revista da Faculdade de Odontologia de Porto Alegre
Revista de Informática Teórica e Aplicada
Revista de Agronomia
Revista Brasileira de Biociências*
Revista de Estudos da Canção*
Revista de Iniciação Científica
Revista Debates
Revista Gaúcha de Enfermagem
Revista HCPA
Revista História da Educação
Reflexões sobre a Temática
Revista
Perspectiva:
Internacional
Revista Scientia Tec
Revista-Vai ise
SBC Journal on 3D Interactive Systems
Sociologias
Webmosaica

-

x
x
x
x
x
x
x
x
x
x
x
x
x
x
x
x
x
x
x
x
x
x

x
x
x
x
x
x
x

x
x
x
x
x
x
x

x
x
x
x

x
x
x
x
x
x

x
x

x
x
x
x
x
x

x

* usa o SEER/OJS, porem nao esta no Portal SEER UFRGS

Quadro 1 - Revistas da UFRGS no Portal SEER UFRGS e PPCU
Fonte: dados da pesquisa (abril de 2012)
Das revistas presentes no PPCU, 6 títulos não estão no Portal SEER,
porém duas delas usam o OJS: a Revista Brasileira de Biociências usa uma
versão anterior, que impossibilita a presença no Portal e a Revista Brasileira de
Agroecologia, editada por associação em parceria com a Universidade, usa a
versão atual porém não está no Portal SEER UFRGS, Os demais títulos

122

�! ==~~
;:

8t.'bllotu.~

"JIIIi

Ullll.,.,rllt:trlilS

Procedimentos e ferramentas de publicação: avaliação por pares, auto-arquivamento, repositórios
digitais, sistemas específicos como, por exemplo, SEER, PKP
Trabalho completo

optaram por utilizar outra plataforma para disponibilizar o conteúdo eletrônico.
Algumas limitações encontradas pelos editores em relação ao uso do
SEER/OJS referem-se, em especial, ao leiaute oferecido pela ferramenta: para
atribuir identidade visual, é necessário conhecimento de folha de estilo css
(cascading sty/e sheets). Porém, são oferecidos padrões de css pelo próprio
SEER. No Portal SEER UFRGS ainda há um leiaute denominado "UFRGS
Theme", desenvolvido pela equipe do CPD para personalizar as revistas que não
possuem identidade visual no momento ou optam por um formato padrão e
similar ao do Portal.
Ressaltam-se outras possibilidades que a ferramenta SEER/OJS oferece:
assim como no DSpace, é possível disponibilizar arquivos em vários formatos.
Os textos podem estar em PDF, HTML ou DOC; podem ser anexados vídeos e
figuras ao documento; é possível a criação de capas personalizadas por edição.

5 Considerações Finais
O Portal SEER UFRGS permite que novos títulos possam ser
disponibilizados em uma plataforma eletrônica de maneira padronizada. Esses
títulos ganham visibilidade ao estarem todas agrupadas num único portal da
web, além de permitir a que as revistas busquem qualificação, como indexação
em bases de dados, presença em outras fontes de informação e avaliação no
QUALlS da CAPES.
O PPCU, por outro lado, agrupa um grupo de periódicos que já possuem
uma trajetória dentro da área do conhecimento, indexação em bases de dados
ou presença em outras fontes, avaliação no QUALlS, entre outras
características. Todavia, para permanecer no PPCU, as revistas precisam
atender aos critérios estabelecidos em edital da PROPESQ. O atendimento a
esses critérios também possibilita o recebimento de fomento, no formato de
apoio técnico profissional (bolsistas), impressão, editoração e postagem.
Além disso, a PROPESQ oferece recursos que proporcionam
capacitação técnica aos editores e equipe, através de cursos, oficinas e fóruns
semestrais.
Atualmente há 61 títulos no Portal SEER UFRGS, entre revistas
científicas e acadêmicas, títulos novos bem como periódicos consolidados na
área. Outros títulos estão migrando para a plataforma do SEER/OJS, porém
ainda não possuem publicações editadas fora da página HTML da revista.
Não são todas as publicações da UFRGS que aderiram ao uso da
ferramenta, mas a utilização do acesso aberto pelas revistas é marcante. Dos
42 títulos do PPCU, 36 estão presentes no SEER/OJS de alguma maneira. E
mesmo as que não optaram pelo uso da ferramenta, há possibilidade de
download dos artigos de forma gratuita.
Souza e Márdero Arellano (2011), verificaram o uso das potencialidades
do SEER OJS em diversos papéis da ferramenta, entrevistando 153 editores.
Desse universo, 20% desconhece as funcionalidades, enquanto 31 % não usam
as funcionalidades essenciais do SEER no processo de editoração. Nesta
mesma pesquisa, 17% dos respondentes possuem a graduação em

123

�! ==~~
;:

8t.'bllotu.~

"JIIIi

Ullll.,.,rllt:trlilS

Procedimentos e ferramentas de publicação: avaliação por pares, auto-arquivamento, repositórios
digitais, sistemas específicos como, por exemplo, SEER, PKP
Trabalho completo

Biblioteconomia, É importante que profissionais da informação tenham
conhecimento das ferramentas de gerenciamento de periódicos científicos para
que possam atuar nos periódicos não só na formatação e normatização de
artigos, mas também junto com a equipe de editores, auxiliando na qualificação
do título,
O presente trabalho atingiu aos objetivos propostos ao organizar os
títulos dos periódicos existentes nos dois Portais da Universidade. Apresentou
brevemente considerações sobre o acesso aberto e sobre o uso da ferramenta
SEER/OJS. É um estudo que pode gerar pesquisas mais aprofundadas sobre o
tema, bem como investigar os títulos de maneira individual, de ambos os
portais.

6 Referências
BUDAPEST OPEN ACCESS INITIATIVE. Budapest, Hungria, fev. 2002.
Disponível em: &lt;http://www.soros.org/openaccess/read.shtml&gt;. Acesso em:
22 jan. 2012.

BJORK, Bo-Christer. Open Access to Scientific publications: an analysis of
the barriers to change. Information Research, v. 9, n.2, jan. 2004. Disponível
em: &lt;http://informationr.net/ir/9-2/paper170.html&gt;. Acesso: 01 abro 2012.

COSTA, Sely Maria de Souza. Abordagens, Estratégias e Ferramentas para o
Acesso Aberto via Periódicos e Repositórios Institucionais em Instituições
Acadêmicas Brasileiras. Liinc em Revista, Rio de Janeiro, v.4, n.2, p. 218232, set. 2008. Disponível em:
&lt;http://revista.ibict.br/liinclindex.php/liinc/article/view/281/172&gt;. Acesso em: 02
abro 2012.

EVANS, James A.; REIMER, Jacob. Open Access and Global Participation in
Science. Science, V. 323, n. 5917, p. 1025, Feb. 2009. Disponvel em:
&lt;http://www.sciencemag.org/cgilcontenUfull/323/5917/1 025&gt;. Acesso em: 14
jun.2010.

FERREIRA, Ana Gabriela Clipes. Editoração Eletrônica de Periódicos
Científicos: o uso do SEER como ferramenta de padronização para revistas
brasileiras na Web. 2006. 63 f. Monografia (Graduação em Biblioteconomia).
Faculdade de Biblioteconomia e Comunicação, Universidade Federal do Rio
Grande do Sul, Porto Alegre, 2006. Disponível em:
&lt;http://hdl.handle.net/10183/17709&gt;

124

�! ==~~
;:

8t.'bllotu.~

"JIIIi

Ullll.,.,rllt:trlilS

Procedimentos e ferramentas de publicação: avaliação por pares, auto-arquivamento, repositórios
digitais, sistemas específicos como, por exemplo, SEER, PKP
Trabalho completo

GALHARDI, Bruno. CAPES cria padrão para periódicos eletrônicos nacionais.
JBCC: Jornal brasileiro de ciências da comunicação, São Paulo, v. 8, n. 282,
abro 2006. Mensal. Disponível em:
&lt;http://www2.metodista.br/unesco/jbcc/jbcc_mensal/jbcc282/jbcc_polemicas_c
apes_cria_padrao.html&gt;. Acesso em: 07 abro 2012.

GRUSZYNSKI, Ana Cláudia. Relatório de Atividades: Portal de Periódicos
Científicos: www.periodicos.ufrgs.br; Sistema de Eletrônico de Editoração de
Revistas: www.seer.ufrgs.br. Porto Alegre: UFRGS, 2008.

IBICT. Acesso Livre à Informação Científica Impulsiona Desenvolvimento do
País. Disponível em: &lt;http://www.ibict.br/noticia.php?id=596&gt;. Acesso em: 07
abro 2012.

IBICT. Sistema Eletrônico de Editoração de Revistas. Disponível em:
&lt;http://www.ibict.br/secao.php?cat=SEER/OJS&gt;. Acesso em: 07 abro 2012.

INEP. Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio
Teixeira. índice Geral de Curso (IGC). 2009. Disponível em:
&lt;http://www.inep.gov.br/areaigc/Downloads/nota_tecnica_1GC_2009.pdf&gt;.
Acesso em: 05 jan. 2011.

KURAMOTO, Hélio. Qual a melhor tradução para Open Access: Acesso
Aberto ou Acesso Livre. 2006. Disponível em:
&lt;http://kuramoto.blog.br/2006/07/26/qual-amelhor-traducao-para-openaccess-acesso-aberto-ou-acesso-livre/&gt;. Acesso em: 02 mar. 2012.

LEITE, Fernando César Lima. Como Gerenciar e Ampliar a Visibilidade da
Informação Científica Brasileira: repositórios institucionais de acesso
aberto. Brasília: IBICT, 2009. Disponível em: &lt;http://eprints.rclis.org/17190/&gt;.
Acesso em: 11 jun. 2011.

MEADOWS, Arthur Jack. A comunicação Científica. Brasília: Briquet de
Lemos, 1999.268 p.

MOREIRA, Walter. Os Colégios Virtuais e a Nova Configuração da
Comunicação Científica. Ciência da Informação, Brasília, V. 34, n. 1, p. 5763, jan./abr. 2005.

125

�! ==~~
;:

8t.'bllotu.~

"JIIIi

Ullll.,.,rllt:trlilS

Procedimentos e ferramentas de publicação: avaliação por pares, auto-arquivamento, repositórios
digitais, sistemas específicos como, por exemplo, SEER, PKP
Trabalho completo

ODL YZKO, Andrew, The Rapid Evolution of Scholarly Communication,
learned Publishing, v. 15, n. 1, p. 7-19, jan. 2002. Disponível em:
&lt;http://pictor.math.uqam.ca/-plouffe/OEIS/citations/p7.pdf&gt;. Acesso em: 10
out. 2010.

PACKER, Abel L; MENEGHINI, Rogério. Visibilidade da Produção Científica.
In: POBLACION, Dinah Aguiar; WITTER, Geraldina Porto; SILVA, José
Fernando Modesto da (Org.). Comunicação &amp; Produção Científica:
contexto, indicadores e avaliação. São Paulo: Angellara, 2006.

PAVÃO, Caterina Marta Graposo, et aI. Repositório Digital: acesso livre à
informação na Universidade Federal do Rio Grande do Sul. In:
CONFERÊNCIA IBERO-AMERICANA DE PUBLICAÇÕES ELETRÔNICAS
NO CONTEXTO DA COMUNICAÇÃO CIENTIFICA, 2008, Rio de Janeiro.
Anais ... Disponível em:
&lt;http://cipecc2008.ibict.br/index. php/CI PECC2008/cipecc2008/paper/view/16/
44&gt;. Acesso em: 05 abro 2012.

PORTAL de Periódicos Científicos. Portal de Periódicos Científicos da
UFRGS. 2012. Disponível em: &lt;www.periodicos.ufrgs.br&gt;. Acesso em: 10
mar. 2012.

SOUZA, Rodrigo Rodrigues; MÁRDERO ARELLANO, Miguel Ángel.
Uso e Expectativas Sobre o Sistema Eletrônico ee Editoração De Revistas
(SEER). Encontros Bibli: Revista Eletrônica de Biblioteconomia e Ciência da
Informação, V. 16, n. 32, p. 41-56, 2011. Disponível em:
&lt;http://www.periodicos.ufsc.br/index. php/eb/article/view/15182924.2011 v16n32p41/19338&gt;. Acesso em: 15 abro 2012.

SUBER, Peter. Open Access Overview: focusing on open access to peerreviewed research articles and their preprints. 2007. Disponível em:
&lt;http://www.earlham.edu/-peters/fos/overview.htm&gt;. Acesso em: 29 mar. 2012.

126

�</text>
                  </elementText>
                </elementTextContainer>
              </element>
            </elementContainer>
          </elementSet>
        </elementSetContainer>
      </file>
    </fileContainer>
    <collection collectionId="49">
      <elementSetContainer>
        <elementSet elementSetId="1">
          <name>Dublin Core</name>
          <description>The Dublin Core metadata element set is common to all Omeka records, including items, files, and collections. For more information see, http://dublincore.org/documents/dces/.</description>
          <elementContainer>
            <element elementId="50">
              <name>Title</name>
              <description>A name given to the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51396">
                  <text>SNBU - Edição: 17 - Ano: 2012 (UFRGS - Gramado/RS)</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="49">
              <name>Subject</name>
              <description>The topic of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51397">
                  <text>Biblioteconomia&#13;
Documentação&#13;
Ciência da Informação&#13;
Bibliotecas Universitárias</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="41">
              <name>Description</name>
              <description>An account of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51398">
                  <text>Tema: A biblioteca universitária como laboratório na sociedade da informação.</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="39">
              <name>Creator</name>
              <description>An entity primarily responsible for making the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51399">
                  <text>SNBU - Seminário Nacional de Bibliotecas Universitárias</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="45">
              <name>Publisher</name>
              <description>An entity responsible for making the resource available</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51400">
                  <text>UFRGS</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="40">
              <name>Date</name>
              <description>A point or period of time associated with an event in the lifecycle of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51401">
                  <text>2012</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="44">
              <name>Language</name>
              <description>A language of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51402">
                  <text>Português</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="51">
              <name>Type</name>
              <description>The nature or genre of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51403">
                  <text>Evento</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="38">
              <name>Coverage</name>
              <description>The spatial or temporal topic of the resource, the spatial applicability of the resource, or the jurisdiction under which the resource is relevant</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51404">
                  <text>Gramado (Rio Grande do Sul)</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
          </elementContainer>
        </elementSet>
      </elementSetContainer>
    </collection>
    <itemType itemTypeId="8">
      <name>Event</name>
      <description>A non-persistent, time-based occurrence. Metadata for an event provides descriptive information that is the basis for discovery of the purpose, location, duration, and responsible agents associated with an event. Examples include an exhibition, webcast, conference, workshop, open day, performance, battle, trial, wedding, tea party, conflagration.</description>
    </itemType>
    <elementSetContainer>
      <elementSet elementSetId="1">
        <name>Dublin Core</name>
        <description>The Dublin Core metadata element set is common to all Omeka records, including items, files, and collections. For more information see, http://dublincore.org/documents/dces/.</description>
        <elementContainer>
          <element elementId="50">
            <name>Title</name>
            <description>A name given to the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="62772">
                <text>Periódicos eletrônicos da UFRGS: divulgação da informação em portais.</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="39">
            <name>Creator</name>
            <description>An entity primarily responsible for making the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="62773">
                <text>Ferreira, Ana Gabriela Clipes; Caregnato, Sônia Elisa</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="38">
            <name>Coverage</name>
            <description>The spatial or temporal topic of the resource, the spatial applicability of the resource, or the jurisdiction under which the resource is relevant</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="62774">
                <text>Gramado (Rio Grande do Sul)</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="45">
            <name>Publisher</name>
            <description>An entity responsible for making the resource available</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="62775">
                <text>UFRGS</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="40">
            <name>Date</name>
            <description>A point or period of time associated with an event in the lifecycle of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="62776">
                <text>2012</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="51">
            <name>Type</name>
            <description>The nature or genre of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="62778">
                <text>Evento</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="41">
            <name>Description</name>
            <description>An account of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="62779">
                <text>O presente estudo aborda as mudanças de paradigmas que as Tecnologias da Informação e Comunicação proporcionaram às publicações periódicas. Traz conceitos e considerações sobre o acesso aberto e seu uso dentro da Universidade Federal do Rio Grande do Sul. Aborda a existência dos portais de periódicos da UFRGS, contextualizando a criação e os objetivos de cada um deles. Discute o uso do SEER/OJS na UFRGS. Relaciona os periódicos existentes na Universidade e em quais plataformas está disponível. Aponta considerações sobre ambas as plataformas. Conclui sobre a importância da divulgação dos periódicos da instituição através de portais, além de proporcionar meios para que novas publicações possam se qualificar utilizando o SEER.</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="44">
            <name>Language</name>
            <description>A language of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="69377">
                <text>pt</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
        </elementContainer>
      </elementSet>
    </elementSetContainer>
  </item>
  <item itemId="5877" public="1" featured="0">
    <fileContainer>
      <file fileId="4941">
        <src>http://repositorio.febab.org.br/files/original/49/5877/SNBU2012_016.pdf</src>
        <authentication>4042071cbb392322ad1dfad5dc470a13</authentication>
        <elementSetContainer>
          <elementSet elementSetId="4">
            <name>PDF Text</name>
            <description/>
            <elementContainer>
              <element elementId="92">
                <name>Text</name>
                <description/>
                <elementTextContainer>
                  <elementText elementTextId="62771">
                    <text>! ==~~
;:

8t.'bllotu.~

"JIIIi

Ullll.,.,rllt:trlilS

Procedimentos e ferramentas de publicação: avaliação por pares, auto-arquivamento, repositórios
digitais, sistemas específicos como, por exemplo, SEER, PKP
Resumo expandido

A VISUALIZAÇÃO DA INFORMAÇÃO NOS REPOSITÓRIOS
DIGITAIS INSTITUCIONAIS BRASILEIROS
Dirce Maria Santin 1, Letícia Angheben Consoni 1
1

Bibliotecárias, Universidade Federal do Rio Grande do Sul, Porto Alegre, RS

1 Introdução
A internet alterou as dinâmicas de produção e uso de conteúdo, influenciando
a maneira como as pessoas trocam e usam a informação na atualidade. Texto, som
e imagem convergem de forma a enriquecer a experiência de aprendizagem no meio
digital. Nesse contexto, bibliotecas e repositórios digitais mudam a forma como o
conhecimento é distribuído e acessado, ao proporcionar não apenas novas
oportunidades de divulgação da produção científica, mas também diferentes
possibilidades de avaliação da informação disponível (AGUILLO et aI., 2010).
Este trabalho destaca a importância do uso das técnicas de visualização da
informação na representação das métricas de produção e uso da informação em
repositórios digitais institucionais. Objetiva-se, assim, verificar a ocorrência de
gráficos, mapas e imagens na representaçao dos dados estatísticos como estratégia
para ampliar a compreensão da informação e a visibilidade dos repositórios na
internet.
O conceito de visualização da informação adotado neste estudo prevê a
utilização de recursos de representação visual de dados para ampliar a cognição do
usuário sobre a informação disponível. (CARO; MACKINLAY; SHNEIOERMAN,
1999). White, Lin e McCain (1998) destacam o uso da visualização da informação
em duas áreas da Ciência da Informação: Bibliometria e Recuperação da
Informação, ao passo que Old (2000) trata da ampla utilização das técnicas de
visualização da informação em diversas áreas, especialmente na análise de dados
científicos.
Nesta perspectiva, este estudo analisa a ocorrência das técnicas de
visualização da informação na representação dos dados de produção e uso da
informação em repositórios digitais institucionais brasileiros, considerando aspectos
relacionados à divulgação, à apresentação, ao uso e à avaliação da informação.

2 Materiais e Métodos
A pesquisa é descritiva, do tipo exploratório, pois descreve as caraterísticas
do fenômeno analisado (GIL, 1999). Foi considerada adequada por provar critérios e
ampliar a compreensão de determinada situação (MALHOTRA, 2006), esclarecendo
conceitos e ideias. A abordagem é quantitativa, com base na pesquisa bibliográfica e
documental.
O campo de estudo foi constituído por repositórios digitais institucionais
brasileiros. A amostra selecionada foram os quinze primeiros repositórios brasileiros
que figuram na categoria Top Institutionals da edição de abril de 2012 do Ranking

111

�! ==~~
;:

8t.'bllotu.~

"JIIIi

Ullll'''''llt:trlilS

Procedimentos e ferramentas de publicação: avaliação por pares, auto-arquivamento, repositórios
digitais, sistemas específicos como, por exemplo, SEER, PKP
Resumo expandido

Web of World Repositories 1 (CIBERNETICS LAB, 2012).
Os dados foram coletados nos sites dos repositórios e tabulados com auxílio
do programa Excel. A análise verificou o uso de técnicas de visualização da
informação na representação das métricas de produção e uso da informação nos
repositórios pesquisados.

3 Resultados Parciais
As técnicas de visualização da informação representam métricas de produção
e uso dos repositórios digitais, de modo que são elementos indissociáveis. Nessa
perspectiva, optou-se por verificar, incialmente, o uso de dados estatísticos pelos
repositórios digitais, a fim de fundamentar a verificação das técnicas utilizadas na
representação visual da informação.
Dentre os quinze repositórios analisados, quatro não disponibilizavam dados
estatísticos, correspondendo a 27% da amostra. Os dados disponibilizados pelos
demais repositórios (73%) relacionavam-se a acessos e downloads, visitas ao sitio,
produção científica institucional, itens mais utilizados e palavras mais pesquisadas.

Palavras mais pesqu isadas
Itens mais utiliza dos
Produ ção ciientífica
V isitas ao sit io
Downloads
Acessos

o

2

4

6

8

10

12

Gráfico 1: Dados estatísticos apresentados nos repositórios
Fonte: dados da pesquisa.

Os resultados demonstram que a maioria dos repositórios utiliza métricas de
produção e uso para divulgação e avaliação da informação, confirmando a
preocupação de Aguillo et aI. (2010). No entanto, o uso de dados estatísticos
relacionados à produção científica aparece em apenas cinco repositórios (33% da
amostra).
A verificação do uso das técnicas de visualização da informação contemplou
os onze repositórios que apresentavam métricas de produção e uso da informação.
Dentre eles, apenas cinco utilizavam técnicas de representação visual de dados,
conforme os tipos representados a seguir.
1

http://repositories.webometrics.info/

112

�! ==~~
;:

8t.'bllotu.~

"JIIIi

Ullll'''''llt:trlilS

Procedimentos e ferramentas de publicação: avaliação por pares, auto-arquivamento, repositórios
digitais, sistemas específicos como, por exemplo, SEER, PKP
Resumo expandido

Logomarcas
Mapas geog ráficos
Band eiras dos países
Gráficos de setores
Gráficos de barra horizontal
Gráfiicos de barra vertical

o

1

2

3

4

5

6

Gráfico 2: Técnicas de visualização da informação utilizadas pelos repositórios
Fonte: dados da pesquisa.

Dentre as técnicas utilizadas, destacam-se os gráficos em barra vertical,
utilizados por cinco repositórios, além dos gráficos em barra horizontal e as
bandeiras de países, utilizados por dois repositórios.
Os resultados comprovam a utilização de técnicas de visualização pelos
repositórios digitais institucionais brasileiros, embora de forma incipiente e por
apenas 33% da amostra. Assim, a pesquisa revela que é amplo o uso de dados
estatísticos em repositórios digitais, especialmente no que se refere ao uso da
informação, mas é baixo o uso da visualização da informação para representação
visual dos dados apresentados.

4 Considerações Parciais
Constata-se que o uso das técnicas de visualização da informação é
incipiente nos repositórios digitais institucionais brasileiros analisados. As técnicas
mais frequentes são os gráficos em barra vertical, utilizados para representar
métricas de uso da informação, como acessos e downloads. Dados relacionados à
produção científica são pouco utilizados e, portanto, pouco representados
visualmente.
Acredita-se, entretanto, que a visualização da informação pode configurar-se
como um recurso estratégico de divulgação e avaliação dos repositórios ao utilizar
infográficos de produção e uso da informação.
Por fim, entende-se que outros estudos são necessários para aprofundar o
debate e a reflexão no que tange ao uso da visualização da informação em
repositórios digitais, possivelmente ampliando o escopo da pesquisa para
repositórios brasileiros e estrangeiros, temáticos ou institucionais.

113

�! ==~~
;:

8t.'bllotu.~

"JIIIi

Ullll.,.,rllt:trlilS

Procedimentos e ferramentas de publicação: avaliação por pares, auto-arquivamento, repositórios
digitais, sistemas específicos como, por exemplo, SEER, PKP
Resumo expandido

5 Referências
AGUlllO, I. F. et aI. Indicators for a webometric ranking of open access repositories,
Scientometrics, Amsterdam, v. 82, n. 3, p. 477-486,2010.
CARO, S. K.; MACKINlAY, J. O.; SHNEIOER-MAN, B. Readings in information
visualization: using vision th think. San Oiego: Academic Press, 1999.
CIBERNETICS lAB. Ranking Web ofWorld Repositories. 2012. Disponível em:
&lt;http://repositories.webometrics.info/&gt;. Acesso em: 10 abro 2012.
Gil, A. C. Métodos e técnicas de pesquisa social. 5. ed. São Paulo: Atlas, 1999.
MAlHOTRA, N. Pesquisa de marketing: uma orientação aplicada. 4. ed. Porto
Alegre: Bookman, 2006.
OlO, l. J. Using spatial analysis for non-spatial data. In: ESRI INTERNATIONAl
USERS CONFERENCE, 2000, San Oiego. Proceedings ... Disponível em:
&lt;http://proceedings.esri.com/library/userconf/procOO/professional/papers/PAP196/p1
96.htm&gt;. Acesso em: 21 jan 2012.
WHITE, H.; LlN, X.; MCCAIN, K. Two modes of automated domain analysis:
Multidimensional Scaling vs. Kohonen Feature Mapping of information science
authors. In: INTERNATIONAl ISKO CONFERENCE, 5., 1998, Lille. Proceedings ...
Würzburg: Ergon Verlag, 1998. p. 57-63.

114

�</text>
                  </elementText>
                </elementTextContainer>
              </element>
            </elementContainer>
          </elementSet>
        </elementSetContainer>
      </file>
    </fileContainer>
    <collection collectionId="49">
      <elementSetContainer>
        <elementSet elementSetId="1">
          <name>Dublin Core</name>
          <description>The Dublin Core metadata element set is common to all Omeka records, including items, files, and collections. For more information see, http://dublincore.org/documents/dces/.</description>
          <elementContainer>
            <element elementId="50">
              <name>Title</name>
              <description>A name given to the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51396">
                  <text>SNBU - Edição: 17 - Ano: 2012 (UFRGS - Gramado/RS)</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="49">
              <name>Subject</name>
              <description>The topic of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51397">
                  <text>Biblioteconomia&#13;
Documentação&#13;
Ciência da Informação&#13;
Bibliotecas Universitárias</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="41">
              <name>Description</name>
              <description>An account of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51398">
                  <text>Tema: A biblioteca universitária como laboratório na sociedade da informação.</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="39">
              <name>Creator</name>
              <description>An entity primarily responsible for making the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51399">
                  <text>SNBU - Seminário Nacional de Bibliotecas Universitárias</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="45">
              <name>Publisher</name>
              <description>An entity responsible for making the resource available</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51400">
                  <text>UFRGS</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="40">
              <name>Date</name>
              <description>A point or period of time associated with an event in the lifecycle of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51401">
                  <text>2012</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="44">
              <name>Language</name>
              <description>A language of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51402">
                  <text>Português</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="51">
              <name>Type</name>
              <description>The nature or genre of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51403">
                  <text>Evento</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="38">
              <name>Coverage</name>
              <description>The spatial or temporal topic of the resource, the spatial applicability of the resource, or the jurisdiction under which the resource is relevant</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51404">
                  <text>Gramado (Rio Grande do Sul)</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
          </elementContainer>
        </elementSet>
      </elementSetContainer>
    </collection>
    <itemType itemTypeId="8">
      <name>Event</name>
      <description>A non-persistent, time-based occurrence. Metadata for an event provides descriptive information that is the basis for discovery of the purpose, location, duration, and responsible agents associated with an event. Examples include an exhibition, webcast, conference, workshop, open day, performance, battle, trial, wedding, tea party, conflagration.</description>
    </itemType>
    <elementSetContainer>
      <elementSet elementSetId="1">
        <name>Dublin Core</name>
        <description>The Dublin Core metadata element set is common to all Omeka records, including items, files, and collections. For more information see, http://dublincore.org/documents/dces/.</description>
        <elementContainer>
          <element elementId="50">
            <name>Title</name>
            <description>A name given to the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="62763">
                <text>A visualização da informação nos repositórios digitais institucionais brasileiros.</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="39">
            <name>Creator</name>
            <description>An entity primarily responsible for making the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="62764">
                <text>Santin, Dirce Maria; Consoni, Letícia Angheben</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="38">
            <name>Coverage</name>
            <description>The spatial or temporal topic of the resource, the spatial applicability of the resource, or the jurisdiction under which the resource is relevant</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="62765">
                <text>Gramado (Rio Grande do Sul)</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="45">
            <name>Publisher</name>
            <description>An entity responsible for making the resource available</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="62766">
                <text>UFRGS</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="40">
            <name>Date</name>
            <description>A point or period of time associated with an event in the lifecycle of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="62767">
                <text>2012</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="51">
            <name>Type</name>
            <description>The nature or genre of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="62769">
                <text>Evento</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="41">
            <name>Description</name>
            <description>An account of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="62770">
                <text>Este trabalho destaca a importância do uso das técnicas de visualização da informação na representação das métricas de produção e uso da informação em repositórios digitais institucionais. Objetiva-se, assim, verificar a ocorrência de gráficos, mapas e imagens na representaçao dos dados estatísticos como estratégia para ampliar a compreensão da informação e a visibilidade dos repositórios na internet.</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="44">
            <name>Language</name>
            <description>A language of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="69376">
                <text>pt</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
        </elementContainer>
      </elementSet>
    </elementSetContainer>
  </item>
  <item itemId="5876" public="1" featured="0">
    <fileContainer>
      <file fileId="4940">
        <src>http://repositorio.febab.org.br/files/original/49/5876/SNBU2012_015.pdf</src>
        <authentication>6fc276444aedddb23748f029436e4dc6</authentication>
        <elementSetContainer>
          <elementSet elementSetId="4">
            <name>PDF Text</name>
            <description/>
            <elementContainer>
              <element elementId="92">
                <name>Text</name>
                <description/>
                <elementTextContainer>
                  <elementText elementTextId="62762">
                    <text>! ==~~
;:

8t.'bllotu.~

"JIIIi

Ullll.,.,rllt:trlilS

Procedimentos e ferramentas de publicação: avaliação por pares, auto-arquivamento, repositórios
digitais, sistemas específicos como, por exemplo, SEER, PKP
Resumo expandido

GUAIACA: GERENCIANDO E AMPLIANDO A VISIBILIDADE DA
PRODUÇÃO CIENTíFICA DA UNIVERSIDADE FEDERAL DE
PELOTAS

Aline Herbstrith Batista\ Elionara Giovana Recli, Fabiano
Domingues Malheiro3
1

Bibliotecária Mestre em Memória Social e Patrimônio Cultural, UFPel, Pelotas, RS
2

Bibliotecária Coordenadora do Núcleo de Bibliotecas, UFPel, Pelotas, RS
3

Bibliotecário Especialista, UFPel, Pelotas, RS

1 Introdução
Partindo do propósito de reunir e de garantir um acesso aberto através da
web de toda a produção científica de uma instituição, as várias experiências com
estabelecimento de Repositórios Institucionais têm demonstrado não somente o
aumento da visibilidade, mas, principalmente, no uso e no impacto dos resultados
dos trabalhos neles depositados.
De acordo com Lynch (2003 apud LEITE, 2009), um repositório institucional é
definido como um conjunto de serviços que a instituição oferece aos seus membros
visando à gestão e disseminação de sua produção digital. Enfatiza também que é
essencial o comprometimento da instituição em cuidar desse material, incluindo
preservação, organização, acesso e distribuição.

Sua função principal é, portanto, preservar e disponibilizar a
produção intelectual da instituição representando-a, documentando-a
e compartilhando-a em formato digital. Para tanto, é fundamental a
participação de uma equipe multidisciplinar formada de bibliotecários,
de
informação,
administradores
de
arquivos,
analistas
administradores de departamentos e da instituição, pesquisadores e
pessoal envolvido com a política universitária. (CAFÉ et ai, 2003, pA
- 5)

A Universidade Federal de Pelotas (UFPel), integrando-se a um projeto em
rede com diversas universidades públicas brasileiras, coordenado pelo IBICT (Edital
de chamada FINEP/PCal/XBDB n002/2009) criou o seu repositório institucional em
2010, denominado Guaiaca, com o propósito de reunir, armazenar, organizar,
preservar, recuperar e, sobretudo, disseminar a informação científica produzida pela
Universidade, de acordo com as atribuições de um repositório listadas por Leite
(2009). O nome Guaiaca vem do cinto largo de couro macio que serve para guardar

107

�! ==~~
;:

8t.'bllotu.~

"JIIIi

Ullll.,.,rllt:trlilS

Procedimentos e ferramentas de publicação: avaliação por pares, auto-arquivamento, repositórios
digitais, sistemas específicos como, por exemplo, SEER, PKP
Resumo expandido

dinheiro e pequenos objetos, Em analogia, é onde o gaúcho guarda suas coisas de
valor; no caso da UFPel, trata-se do local onde é depositada a produção científica,
que é o nosso mais valioso bem.

2 Materiais e Métodos

Atualmente o grupo de professores, técnico-administrativos e estudantes de
pós-graduação envolvidos no processo de estabelecimento do Guaiaca, que
contaram com o apoio da Pró-Reitoria de Pesquisa e Pós-Graduação
(PRPPG/UFPel), do Centro de Gerenciamento de Informações e Concursos
(CGIC/UFPel), do Núcleo de Bibliotecas e principalmente com o apoio técnico do
IBICT, investe na geração de uma cultura de reconhecimento e uso do Guaiaca.
Entretanto, esta cultura só será estabelecida na medida em que cada pesquisador,
grupos de pesquisa e programas de pós-graduação da UFPel identificarem no
Guaiaca as possibilidades apontadas anteriormente.
Está sendo feita uma divulgação do RI entre todas as unidades acadêmicas
da universidade, enfatizando a importância de disponibilizarem sua produção
científica em um único local institucional. Após a divulgação, cada departamento
elege um depositante que ficará responsável pelas submissões da sua comunidade;
após a definição do responsável pelas submissões, os mesmos são cadastrados
como depositantes da coleção específica e recebem treinamento dado pelos
bibliotecários gestores do RI.

3 Resultados Parciais/Finais

o

Repositório Institucional (Guaiaca) encontra-se dividido em 23
comunidades, e subordinadas a estas, vários departamentos, entendidos na
estrutura como sub-comunidades. Foi realizado um projeto piloto com alguns
departamentos para confirmar ou não a viabilidade do processo. Os departamentos
abordados foram o Departamento de Patologia animal, da Faculdade de Veterinária,
que atualmente possui 34 submissões, em sua totalidade artigos de periódicos, e o
Departamento de Semiologia e clínica da Faculdade de Odontologia, com 27
submissões, sendo 14 artigos de periódicos, 2 capítulos de livro e 11 trabalhos
apresentados em eventos.

108

�Procedimentos e ferramentas de publicação: avaliação por pares, auto-arquivamento, repositórios
digitais, sistemas específicos como, por exemplo, SEER, PKP
Resumo expandido

o
1k F~ ".oritQ~

I.r;.. eA A Mar ca do BrHi l CCEInf."

f!J lr p H II 11 caixlI de entrada (...

e.. O p ~ões

....

Configuraçõe • ...-

~ Sites5ug e ridcH "'- ~ G.slerii!o do We b 5l ice '"

"ffil .,.

l!i'I .,.

g

~ .,.

Pagina .,.

Seguran ça '"

Guaiaca =:o.!:.~

=
""

~_
c

-

_

-

.

..

- ' tIO

~ ,.

~
C ~ "

• •_ _ "

~
c

..

~~
"

_
_
.~'
'''l

Figura 1 - Página do Repositório Institucional da UFPel
Fonte: UNIVERSIDADE FEDERAL DE PELOTAS. Guaiaca: repositório institucional.
Disponível em: http://guaiaca.ufpel.edu.br:8080/jspuil. Acesso em: 27 abro 2012.

A partir da confirmação da viabilidade do RI, temos por objetivos abranger
todos os departamentos da Universidade ainda em 2012, com submissões
significativas de trabalhos nas diferentes áreas do conhecimento, além da proposta
de adoção da política de depósito obrigatório, pois através de consultas às políticas
de outros repositórios pudemos observar que os RI com maior quantidade de
arquivos são os que utilizam a política citada. De acordo com Leite,
... a implementação da obrigatoriedade do arquivamento da produção
científica é o fator primordial para que as taxas de depósito sejam
consideravelmente aumentadas. Em compensação, em instituições
cuja participação dos autores depende exclusivamente do incentivo a
políticas voluntárias, as taxas de depósito permanecem baixas.
(LEITE, 2009, p.86)

4 Considerações Parciais/Finais

É importante destacar que o Repositório Institucional Guaiaca, neste
momento, atende aos objetivos do projeto do IBICT, caracterizando-se como um
Repositório Institucional de abordagem rígida, a qual traz a proposta de conter
apenas a produção científica submetida ao processo de avaliação pelos pares:

109

�! ==~~
;:

8t.'bllotu.~

"JIIIi

Ullll.,.,rllt:trlilS

Procedimentos e ferramentas de publicação: avaliação por pares, auto-arquivamento, repositórios
digitais, sistemas específicos como, por exemplo, SEER, PKP
Resumo expandido

artigos de periódicos, publicações em anais de eventos e livros e seus capítulos,
Sendo de abordagem rígida, não possibilita armazenar e disponibilizar o
acesso a outras tipologias de produção acadêmica, como, por exemplo, os materiais
didáticos em formato digital, as fotografias representantes da memória da instituição,
relatórios de pesquisa, vídeos, objetos de aprendizagem etc,
Faz-se necessário, além do Guaiaca, da disponibilização de um repositório de
caráter flexível, que já está em processo de implantação na UFPel, o REUP,
Repositório de objetos educacionais e culturais, com o propósito de atender a essa
demanda.

5 Referências
CAFÉ, Lígia et aI. Repositórios institucionais: nova estratégia para publicação
científica
na
rede.
Disponível
em:
http://dspace.ibict.br/dmdocuments/ENDOCOM CAFE.pdf. Acesso em: 20 jun. 2012.
LEITE, Fernando César Lima. Como gerenciar e ampliar a visibilidade da
informação científica brasileira: repositórios institucionais de acesso aberto.
Brasília: IBICT, 2009.
LYNCH, Clifford A. Institutional repositories: essential infrastructure for scholarship in
the digital age. ARL Bimonthly Report, v.26, 2003. Disponível em:
http://www.arl.org/resources/pubs/br/br226/br226ir.shtml Acesso em: 20 jun. 2012.

110

�</text>
                  </elementText>
                </elementTextContainer>
              </element>
            </elementContainer>
          </elementSet>
        </elementSetContainer>
      </file>
    </fileContainer>
    <collection collectionId="49">
      <elementSetContainer>
        <elementSet elementSetId="1">
          <name>Dublin Core</name>
          <description>The Dublin Core metadata element set is common to all Omeka records, including items, files, and collections. For more information see, http://dublincore.org/documents/dces/.</description>
          <elementContainer>
            <element elementId="50">
              <name>Title</name>
              <description>A name given to the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51396">
                  <text>SNBU - Edição: 17 - Ano: 2012 (UFRGS - Gramado/RS)</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="49">
              <name>Subject</name>
              <description>The topic of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51397">
                  <text>Biblioteconomia&#13;
Documentação&#13;
Ciência da Informação&#13;
Bibliotecas Universitárias</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="41">
              <name>Description</name>
              <description>An account of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51398">
                  <text>Tema: A biblioteca universitária como laboratório na sociedade da informação.</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="39">
              <name>Creator</name>
              <description>An entity primarily responsible for making the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51399">
                  <text>SNBU - Seminário Nacional de Bibliotecas Universitárias</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="45">
              <name>Publisher</name>
              <description>An entity responsible for making the resource available</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51400">
                  <text>UFRGS</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="40">
              <name>Date</name>
              <description>A point or period of time associated with an event in the lifecycle of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51401">
                  <text>2012</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="44">
              <name>Language</name>
              <description>A language of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51402">
                  <text>Português</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="51">
              <name>Type</name>
              <description>The nature or genre of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51403">
                  <text>Evento</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="38">
              <name>Coverage</name>
              <description>The spatial or temporal topic of the resource, the spatial applicability of the resource, or the jurisdiction under which the resource is relevant</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51404">
                  <text>Gramado (Rio Grande do Sul)</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
          </elementContainer>
        </elementSet>
      </elementSetContainer>
    </collection>
    <itemType itemTypeId="8">
      <name>Event</name>
      <description>A non-persistent, time-based occurrence. Metadata for an event provides descriptive information that is the basis for discovery of the purpose, location, duration, and responsible agents associated with an event. Examples include an exhibition, webcast, conference, workshop, open day, performance, battle, trial, wedding, tea party, conflagration.</description>
    </itemType>
    <elementSetContainer>
      <elementSet elementSetId="1">
        <name>Dublin Core</name>
        <description>The Dublin Core metadata element set is common to all Omeka records, including items, files, and collections. For more information see, http://dublincore.org/documents/dces/.</description>
        <elementContainer>
          <element elementId="50">
            <name>Title</name>
            <description>A name given to the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="62754">
                <text>Guaiaca: gerenciando e ampliando a visibilidade da produção científica da Universidade Federal de Pelotas.</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="39">
            <name>Creator</name>
            <description>An entity primarily responsible for making the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="62755">
                <text>Batista, Aline Herbstrith; Rech, Elionara Giovana; Malheiro, Fabiano Domingues</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="38">
            <name>Coverage</name>
            <description>The spatial or temporal topic of the resource, the spatial applicability of the resource, or the jurisdiction under which the resource is relevant</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="62756">
                <text>Gramado (Rio Grande do Sul)</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="45">
            <name>Publisher</name>
            <description>An entity responsible for making the resource available</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="62757">
                <text>UFRGS</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="40">
            <name>Date</name>
            <description>A point or period of time associated with an event in the lifecycle of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="62758">
                <text>2012</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="51">
            <name>Type</name>
            <description>The nature or genre of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="62760">
                <text>Evento</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="41">
            <name>Description</name>
            <description>An account of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="62761">
                <text>Destaca a importância do repositório institucional, a garantia do acesso aberto e o comprometimento da Universidade Federal de Pelotas em preservar todo material produzido na instituição. Relata aspectos do processo de implantação do Repositório Institucional da UFPEL, integrando-se a um projeto em rede com diversas universidades públicas brasileiras, coordenado pelo IBICT (Edital de chamada FINEP/PCal/XBDB n002/2009).</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="44">
            <name>Language</name>
            <description>A language of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="69375">
                <text>pt</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
        </elementContainer>
      </elementSet>
    </elementSetContainer>
  </item>
  <item itemId="5875" public="1" featured="0">
    <fileContainer>
      <file fileId="4939">
        <src>http://repositorio.febab.org.br/files/original/49/5875/SNBU2012_014.pdf</src>
        <authentication>298c3fc748b00bac515674cd5edfff46</authentication>
        <elementSetContainer>
          <elementSet elementSetId="4">
            <name>PDF Text</name>
            <description/>
            <elementContainer>
              <element elementId="92">
                <name>Text</name>
                <description/>
                <elementTextContainer>
                  <elementText elementTextId="62753">
                    <text>! ==~~
;:

8t.'bllotu.~

"JIIIi

Ullll.,.,rllt:trlilS

Serviços e ferramentas de normalização da apresentação de documentos
Trabalho completo

BIBLIOTECA E COMISSÃO DE PÓS-GRADUAÇÃO: PARCERIA PARA
A NORMALIZAÇÃO, ACESSO E DIVULGAÇÃO DE DISSERTAÇÕES E
TESES NA ÁREA MÉDICA
Maria Fazanelli Crestana 1, Valeria de Vilhena Lombardf,
Marinalva de Souza Aragão3, Gildete de Oliveira Batista4,
Quintino João de Souza Teixeira 5, Suely Campos Cardoso6
Doutorado pela FSP/USP, Divisão de Biblioteca e Documentação da FMUSP, São Paulo, SP.
Pós-Graduada no Curso de Especialização em Sistemas Automatizados de Informação Científica e
Tecnológica do SIBi/USP/PUCamp, Divisão de Biblioteca e Documentação da FMUSP, São Paulo,
SP.
3 Bibliotecária, Divisão de Biblioteca e Documentação da FMUSP, São Paulo, SP.
1

2

Graduada em Biblioteconomia e Ciência da Informação pela FESPSP, Técnico em biblioteca da
Divisão de Biblioteca e Documentação da FMUSP, São Paulo, SP.
5 Pós-Graduado no Curso de Especialização em Sistemas Automatizados de Informação Científica e
Tecnológica do SIBi/USP/PUCamp, Divisão de Biblioteca e Documentação da FMUSP, São Paulo,
SP.
6 Mestrado pela FMUSP, Divisão de Biblioteca e Documentação da FMUSP, São Paulo, SP.

4

Resumo
Relata as ações conjuntas da Biblioteca Central da Divisão de Biblioteca e
Documentação e da Comissão de Pós-Graduação da Faculdade de Medicina da
Universidade de São Paulo nas atividades de: orientação aos pós-graduandos para
a submissão de suas dissertações e teses, elaboração das fichas catalográficas,
inserção dos trabalhos nos bancos de dados institucionais, bases de dados,
disponibilização dos trabalhos na íntegra na Biblioteca Digital de Teses e
Dissertações da Universidade de São Paulo e o acesso aos conteúdos, pelos
usuários internos e externos.

Palavras-Chave:
Serviços técnicos de biblioteca;
Bibliotecas universitárias.

Bibliotecas virtuais;

Normalização;

Parceria;

Abstract
This paper reports the joint actions of the Central Library Division of Library and
Documentation and Committee of the Graduate, "Faculdade de Medicina da
Universidade de São Paulo" in the following activities: guidance to graduate students
for submitting their dissertations and theses, preparation of catalog cards, insertion of
jobs in institutional databases, databases, availability of work in full in the Digital
Library of Theses and Dissertations, University of Sao Paulo and access to content
by users internai and externai University.

Keywords:
Library technical services; Virtual libraries; Partnerships; Normalization; Academics
Libraries

98

�! ==~~
;:

8t.'bllotu.~

"JIIIi

Ullll.,.,rllt:trlilS

Serviços e ferramentas de normalização da apresentação de documentos
Trabalho completo

1 Introdução
Nas ações desenvolvidas conjuntamente, Biblioteca Central da Divisão de
Biblioteca e Documentação (BC/DBD/FMUSP) da Faculdade de Medicina da
Universidade de São Paulo (FMUSP) e Comissão de Pós-Graduação (CPG) adotase procedimentos para garantir a qualidade na apresentação dos trabalhos, bem
como para promover sua divulgação. Além da elaboração e publicação do Guia de
Apresentação
de
Dissertações
Teses
e
Monografias
da
FMUSP
(http://www.fm.usp.br/biblioteca) aprovado pela CPG, outros quatro processos são
realizados, sendo que três deles são de total responsabilidade da BC/DBD/FMUSP.
O conhecimento adquirido que não é compartilhado facilmente desaparece, e
para ser apresentado à comunidade científica internacional devem ser padronizados.
Sendo assim, as bibliotecas desempenham papel fundamental na difusão do
conhecimento científico previamente padronizado e catalogado. Nas dissertações e
teses defendidas na Unidade a padronização inicia-se com a elaboração da ficha
catalográfica seguindo normas e padrões nacionais e internacionais.
Nesse universo de geração do conhecimento a Biblioteca Central da
DBD/FMUSP, tem interagido ativamente com outras áreas da Unidade,
principalmente no que diz respeito às atividades relacionadas com a CPG.
Este trabalho tem como objetivo: relatar as ações de colaboração e apoio na
formação de pós-graduandos, na padronização das dissertações e teses defendidas
na Unidade e sua divulgação em bancos e bases de dados (LlLACS - Literatura
Latinoamericana em Ciências da Saúde e Biblioteca Digital de Teses e Dissertações
- BDTD-USP).

2 Revisão de Literatura
Na sociedade atual a comunicação transpõe as fronteiras, principalmente pelo
advento da telemática, que segundo Oliveira (s.d.) cria um novo paradigma
informacional, caracterizado pela agilidade, flexibilidade, interatividade, velocidade e
por novos modos de armazenamento, disponibilização e acesso às informações.
Essas transformações fazem emergir um novo tempo, um momento de convivência
do analógico com o digital, em que, constantemente, nos defrontamos com o novo e
com o desconhecido, delineando o que hoje é chamada de Sociedade da
Informação, moldada em meios turbulentos, onde convivem e devem interagir,
diferentes condições socioeconômicas, culturais e tecnológicas.
Em 2006 a Coordenadoria de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível SuperiorCAPES criou a Portaria nO 13, que obriga a publicação na íntegra, através da
internet, de todas as dissertações e teses produzidas no Brasil, "indica que a
produção científica discente é um relevante indicador da qualidade dos programas
de mestrado e doutorado". (BRASIL, 2006). Essa iniciativa apoiada pela comunidade
acadêmica, como afirma Moraes (2007) "a obrigatoriedade dos conteúdos dos
trabalhos científicos de estarem em livre acesso nos portais através da internet num
meio fácil de se disseminar e divulgar o conhecimento gerado agrada parte dos
alunos e professores, que destacam as vantagens para consulta". Complementa que
é fundamental a existência de proteções, para que a fonte seja sempre indicada e
para que o material seja referenciado e citado de forma correta. (MORAES, 2007).
Desde 2001, com a implantação da Biblioteca Digital de Teses e Dissertações
(BDTD), a Universidade de São Paulo, em parceria com o Instituto Brasileiro de

99

�! ==~~
;:

8t.'bllotu.~

"JIIIi

Ullll.,.,rllt:trlilS

Serviços e ferramentas de normalização da apresentação de documentos
Trabalho completo

Informação em Ciência e Tecnologia (IBICT), promove a publicação eletrônica de
dissertações e teses. Antes disto, segundo a portaria 4.221 da USP, de novembro de
1995, era obrigação do aluno disponibilizar um exemplar impresso da tese na
biblioteca da unidade na qual desenvolveu a pesquisa.
A ficha catalográfica, faz parte da identificação do trabalho e é um
identificador das principais informações do documento, adota padrões aceitos
internacionalmente, que além de conter os dados específicos de entrada e
características de um documento, facilita o envio destes registros para bancos e
bases de dados nacionais e internacionais, onde ficam visíveis e disponíveis para
acesso.
A Câmara Brasileira do Livro encarrega-se da chamada catalogação na fonte.
A identidade por assim dizer deste documento fica então registrada e constitui-se
ferramenta para providências tomadas para que a regulamentação de uso e citação
sejam facilitadas. Uma delas é a Lei de Direitos Autorais (Lei nO 9.610 de 19 de
fevereiro de 1998) altera, atualiza e consolida a legislação sobre direitos autorais. De
acordo com a lei é permitida a cópia, em um único exemplar, de apenas pequenos
trechos da obra para uso do copista. Caso o usuário solicite uma reprodução que
infrinja a Lei de Direitos Autorais, esta instituição se reserva o direito de recusar o
pedido de cópia.
Para Puerta et aI. (2011) "O uso de tecnologias nas atividades das bibliotecas
cresce constantemente e em relação a formas de representação descritiva, vem
agilizando os processos e facilita a recuperação da informação".

3 MATERIAIS E MÉTODOS
Esta Biblioteca trabalhando em parceria com o Programa de Pós-Graduação
em Doenças Infecciosas e Parasitárias é responsável por ministrar o conteúdo da
disciplina "MIP-5722-4 Pesquisa bibliográfica automatizada em bases de dados em
medicina clínica e especializada em doenças infecciosas e parasitárias". O objetivo é
capacitar os alunos no acesso as fontes de informação e usar os diversificados
recursos de pesquisa bibliográfica automatizada. Oferecendo aos alunos subsídios
para a análise crítica e aproveitamento eficaz dos recursos de pesquisa, trabalhos
de conclusão de programas de pós-graduação e educação continuada da forma
geral, proporcionando conhecimento das normas utilizadas nos trabalhos
acadêmicos, publicações e análise crítica da produção científica veiculada por essas
bases.
Além de atividades de padronização de teses e dissertações apresentadas na
FM, cerca de 450/ano, com base em critérios e formatos acordados e publicados no
Guia
de
Apresentação
de
Dissertações,
Teses
e
Monografias
(http://www.fm.usp.br/biblioteca); assim os exemplares impressos e os CDs são
depositados na CPG após a elaboração da ficha catalográfica e conferência e/ou
correção da página de rosto do trabalho pelo Serviço de Acesso à Informação (SAI).
O trabalho completo entregue no formato digital (pdf) é utilizado visando sua
inserção em texto integral, na Biblioteca Digital de Teses e Dissertações e no banco
institucional DEDALUS.
Para tanto a Biblioteca atua em parceria com as 26 secretarias de pósgraduação, e disponibiliza no website na área denominada Espaço do Pósgraduando (Figura 1), com informações necessárias para que os autores, ao
agendar horário para a execução da ficha catalográfica, tenham em mãos as

100

�! ==~~
;:

8t.'bllotu.~

"JIIIi

Ullll.,.,rllt:trlilS

Serviços e ferramentas de normalização da apresentação de documentos
Trabalho completo

informações solicitadas.

Espaço do pós-graduando
Acesse o website da pós-g raduação da FMUSP: http: //'\I'f'VtI'IN.fm.usD.br/ posg rad t index. php
Aqu i você acessa. in for mações importantes para a confecçâo e entrega da sua tese / dissertacâo
Confira os itens necessários para confecção da ficha catalográfica
Consulte o Guia de Apresentação de dissertações, teses e monografias da FMUSP - Versão online

Versão PDF

Figura 1 - Espaço do pós-graduando

Adotou-se o agendamento com hora marcada e individual, para que seja
possível a análise feita conjuntamente pelo autor e o bibliotecário, principalmente na
escolha dos descritores que constam da ficha; os descritores utilizados são os
constantes do Descritores em Ciências da Saúde (DeCS), traduzidos do MedicaI
Subject Headings (MESH) da National Library of Medicine (NLM). Esta atividade
realizada em conjunto possibilita que, em casos de dúvidas na definição do descritor
a ser utilizado, ou para assuntos ainda não padronizados, recorra-se a bases
internacionais para pesquisar como o assunto está sendo indexado na literatura
internacional.
O Serviço de Promoção e Divulgação da BC/DBD/FMUSP é responsável
pelos procedimentos de envio e inserção das dissertações e teses nos bancos e
bases de dados.
Após a defesa das dissertações e teses, os exemplares impressos e digitais
são encaminhados para a BC/DBD/FMUSP pela CPG/FMUSP, onde os exemplares
impressos são tombados, catalogados e indexados de acordo com os termos do
vocabulário controlado do SIBilUSP para o banco de dados DEDALUS.
A CPG faz a homologação das dissertações e teses, envia uma lista para a
BC solicitar as senhas para submissão na BOTO.
No SPD faz-se a revisão dos dados na base e o processo termina com a
catalogação (arquivo online no portal), esses registros são salvos no formato MARC,
após a catalogação na Biblioteca Digital são divulgados no Twitter.
A inserção dos registros no banco de dados bibliográficos DEDALUS é feita a
partir da recuperação dos registros MARC da BOTO.
A divulgação dos novos trabalhos inseridos nas bases e bancos de dados
institucionais são divulgados nas redes sociais - Twitter, 810g e Facebook - e
exposição virtual no website da Biblioteca.
Em acordo firmado com a BIREME/OPAS, são indexadas na base LlLACS os
registros das teses de doutorado defendidas na FMUSP desde 2000.
Os dados foram compilados em uma planilha do Excell, de onde foi extraído
tabelas e gráficos.

101

�! ==~~
;:

8t.'bllotu.~

"JIIIi

Ullll.,.,rllt:trlilS

Serviços e ferramentas de normalização da apresentação de documentos
Trabalho completo

4 Resultados
Parte da produção intelectual da Unidade está contida nas dissertações e teses, dos
26 programas de pós-graduação, com 792 orientadores e 1.555 alunos.
No período entre 2007 a 2011 foram defendidas 2.130 teses e dissertações, sendo
847 (mestrado) e 1.283 (doutorado), dados fornecidos pela Comissão de Pós-graduação da
FMUSP (Figura 1).

1:1 Mestrado
1:1 Doutorado

Fonte: CPG-FMUSP, dados fornecidos em abr. 2012.

Figura 1 - Total de dissertações e teses defendidas na FMUSP, 2007-2011

É preocupação desta Biblioteca a divulgação e acesso ao conhecimento produzido
na FMUSP, razão pela qual, desde abril de 2007 assumiu esta tarefa e vem procedendo a
inserção retrospectiva dos registros, sempre com a autorização dos autores.
Em pesquisa realizada no website da Biblioteca Digital de Teses e
Dissertações da USP em 3 de abril de 2012, destacamos o aumento do número de
teses e dissertações da FMUSP - 5.446 registros, sendo 2.128 de mestrado e 3.318
de doutorado. O elevado número de dissertações e teses na BOTO é o resultado da
parceria da Biblioteca com a CPG da Unidade e os pós-graduandos na inserção
desse material online (Figura 2).

I I
I_~iciIJ

~ Estal isticas

Uenu P1incipal

Estatísticas
Visitas

Cooperaçio

I'.....

l Av~çaoa

~
Ao&gt;
Areado C!K1necfi1e r\!o

Documenlos
Dissertações da lJestrado

Teses o!le Doutor&lt;loo
Teses-de Livre Docência
O rienl~dor

I :~~I'-'

• Útiroomês•

Ú1tilM5emI'In3

•
•
•

Por cidMle br~sileirlt
TratJ.altllJ!' maIS vts~ltd(l~

•

Âre as rMis v lSlt3ll~s

•

UnidlH1es mais Visrt~3S

--- -- ----- ------

00

Por=tadlJtn-~sr!eiro

•
•
•

Oi5~rlaç~ de Meslrooo
Teses de OOli!Grado
Teses de Lrvre Oucência

Fonte: BOTO. Disponível em: http://wwwteses.usp.br. Acesso em 26 abril 2012.

Figura 2 - Página da BOTO para visualizar dados estatísticos

102

�! ==~~
;:

8t.'bllotu.~

"JIIIi

Ullll.,.,rllt:trlilS

Serviços e ferramentas de normalização da apresentação de documentos
Trabalho completo

Na Figura 3 são visualizados os números de acesso/visita por área do conhecimento,
das dissertações e teses na BDTD-USP.

II
. I

Fonte: BOTO. Disponível em: http://www.teses.usp.br. Acesso em 3 abril 2012.

Figura 3 - Dissertações/teses da FMUSP na BOTO por área do conhecimento

De todas as áreas do conhecimento (Tabela 1) em relação as dissertações e
teses defendidas na Unidade verificou-se que as duas com maior visitas foram
Cardiologia (17.808) e Fisiopatologia Experimental (17.433).

103

�Serviços e ferramentas de normalização da apresentação de documentos
Trabalho completo

Tabela 1 - Dados estatísticos da BOTO em relação ao número de visitas por área do
conhecimento
Área do conhecimento

Visitas

Cardiologia

17.808

Fisiopatologia Experimental

17.433

Psiquiatria

16.239

Medicina Preventiva

16.075

Ortopedia e TraumatoloÇJia

15.605

Dermatoloqia

14.925

Alergia e Imunopatologia

13.940

Patologia

13.286

Neurologia

12.913

Pediatria

11.528

Doenças Infecciosas e Parasitárias

11.306

Obstetrícia e Ginecologia

10.749

Clínica Cirúrgica

10.355

RadioloÇJia

10.046

AnestesioloÇJia

9.774

Oncologia

9.152

Endocrinologia

8.126

Cirurgia Plástica

7.088

Nefrologia

7.022

Cirurgia Torácica e Cardiovascular

6.892

Urologia

6.842

CirurÇJia do Aparelho DiÇJestivo

6.307

GastroenteroloÇJia Clínica

6.158

Pneumoloqia

6.066

Emergências Clínicas

5.849

Reumatologia

5.479

Oftalmologia

5.225

Hematologia

5.140

Otorrinolaringologia

5.131

Comunicação Humana

4.163

Movimento, Postura e Ação Humana

4.100

Educação e Saúde
Distúrbios do Crescimento Celular, Hemodinâmicos e da Hemostasia
Distúrbios Genéticos de Desenvolvimento e Metabolismo

3.346
2.552
946

Processos Imunes e Infecciosos

933

Processos Inflamatórios e Alérgicos

719

Total
Fonte: BOTO. &lt;Dlsponlvel em: http://www.teses.usp.br&gt;. Acesso em 3 abril 2012.

104

�Serviços e ferramentas de normalização da apresentação de documentos
Trabalho completo

Em relação as Unidades da USP a FMUSP aparece entre as 10 mais visitadas de
acordo com os dados estatísticos do Portal em 26 abril de 2012 (Figura 4).

[] Faculdade de Economia. Administração e
Contabilidade
• Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências
Humanas
[] Escola Superior de Agricultura Luiz de
Queiroz
• Escola de Engenharia de São Carlos

24942

• Escola Politécnica
[] Faculdade de Educação

60334

• Escola de Enfermagem de Ribeirão Preto
[] Faculdade de Ciências Farmacêuticas
[] Faculdade de Arquitetura e Urbanismo
• Faculdade de Medicina

47259

Figura 4 - (A) Gráfico com as 10 unidades da USP mais visitadas; (B) website da
BOTO

-

.....
.........

---

_

-- -

...... ...

.-------~

,..,
..;:Jo"""""l~.~n;",.f;~
'''ãioIl6llll~ , ..... tlla..-II''C;;",~,1U

IKB ~UI

a

'-~

4.,....-. L.M: .. GMrQ,

.... ~ .. !!Woo~",,-

u ..

-

~IlHlO .. ~

......

tll~ .. ~N

E ._,,~

faM\J:I .. ~ ...
~,,~

!.s~,*OI'UI"""'~OII~':"r1/J

"~_.~I'"""'"
1'"~ .... ~ ••

t,lI'-

'~I/cI"'~

-

"""'.-

!:nMlO.~

......

E n_.~

' _ .... l .... ~

Os pesquisadores podem acompanhar no Portal o acesso aos trabalhos e downloads
e visitas. A dissertação de mestrado da FMUSP mais visitada e com downloads foi da área
de Medicina Preventiva (Sergio Pacheco Paschoal, com 60.785/21.896, respectivamente)
e doutorado na área de Psiquiatria (Alexander Moreira de Almeida com 27.448/8227),
dados retirados da BOTO em 26 de abril de 2012.
Desde outubro de 2011, foi colocada no Portal uma ferramenta que permite aos pósgraduandos, inserirem outros documentos publicados resultado do trabalho original.
Os autores ao submeterem suas dissertações e teses na BOTO têm a oportunidade
de expor suas pesquisas e a certeza de que a informação divulgada de seus trabalhos
chegará à comunidade interna e externa da Universidade de forma rápida e precisa.

105

�! ==~~
;:

8t.'bllotu.~

"JIIIi

Ullll.,.,rllt:trlilS

Serviços e ferramentas de normalização da apresentação de documentos
Trabalho completo

5 Considerações Parciais
A contribuição da Biblioteca Central tem sido consistente, de modo a afirmar
que esta contribuição não se esgota nas atividades aqui descritas, e sim, estão em
constante ampliação, sempre que é identificada a oportunidade de participação.
Com a criação da Biblioteca Digital de Dissertações e Teses, estreitaram-se as
relações entre as Bibliotecas Universitárias e a Pós-graduação, no registro e na
disseminação do conhecimento produzido na Instituição desenvolvendo um trabalho
conjunto referente à padronização e normalização das dissertações e teses
produzidas nos diversos programas.
Este trabalho conjunto contribuiu na elevação do Ranking e no expressivo
número de 100 mil títulos de dissertações e teses alcançados pela USP como um
todo.
O marco atingido pelos 100 mil títulos obtidos por mestres e doutores da USP,
tem como referência a regulamentação dos Programas de Pós-Graduação que
foram efetivadas em 1969. A USP foi apontada em 2011 pelo Ranking Acadêmico
de Universidades do Mundo (ARWU) como responsável pela formação de 2,2% dos
doutores formados no mundo todo (USP, 2012).
Esta Biblioteca tem, sempre que possível, se colocado ao lado da CPG/FMUSP
para, num esforço conjunto, colaborar com a consecução dos objetivos de ensino,
pesquisa e extensão da FMUSP.

6 Referências
BIBLIOTECA VIRTUAL EM SAÚDE (BVS). DeCS - Descritores em Ciências da Saúde.
Disponível em: &lt;http://www.decs.br&gt;. Acesso em abro 2012.
BRASIL. Ministério da Educação e Cultura. CAPES. Portaria nO 013, de 15 de fevereiro
de 2006.
MORAES, M. S. Agora é obrigatório. Jornal da USP, 2-8 abro 2007. Disponível em:
&lt;http://www.usp.br/jorusp/arquivo/2007/jusp796/pag12.htm&gt;. Acesso em abro 2012.
National Library of Medicine (NLM). MESH - Medicai Subject Readings. Available from:
&lt;http://www.ncbi.nlm.nih.gov/mesh&gt;. Acesso em abro 2012.
OLIVEIRA, R. M. Biblioteca digital de teses e dissertações: uma referência
fundamental. Disponível em:
http://www.dici.ibict.br/archive/00001113/01/RaimundoMuniz.pdf&gt;. Acesso em abro 2012.
PUERTA, A. A.; SILVA, D. P. C. S.; DEGASPERI, M. C. 8.; BIGNAMI, M. P. Sistema de
ficha catalográfica: atendimento on-line e a experiência da Biblioteca da UNESPCampus Rio Claro. In: CONGRESSO BRASILEIRO DE BIBLIOTECONOMIA,
DOCUMENTAÇÃO E CIÊNCIA DA INFORMAÇÃO, 24., Maceió, 7-10 ago. 2011.
Disponível em: &lt;http://www.febab.org.br/congressos/index. php/cbbd/xxiv/paper/ .. ./426&gt;.
Acesso em abro 2012.
UNIVERSIDADE DE SÃO PAULO (USP). Biblioteca digital. Teses e dissertações.
Disponível em: &lt;http://www.teses.usp.br&gt;. Acesso em abril 2012.
USP é universidade que mais forma doutores no mundo. Agência FAPESP, 23 fev.
2012. Disponível em: &lt;http://agencia.fapesp.br/15203&gt;.

106

�</text>
                  </elementText>
                </elementTextContainer>
              </element>
            </elementContainer>
          </elementSet>
        </elementSetContainer>
      </file>
    </fileContainer>
    <collection collectionId="49">
      <elementSetContainer>
        <elementSet elementSetId="1">
          <name>Dublin Core</name>
          <description>The Dublin Core metadata element set is common to all Omeka records, including items, files, and collections. For more information see, http://dublincore.org/documents/dces/.</description>
          <elementContainer>
            <element elementId="50">
              <name>Title</name>
              <description>A name given to the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51396">
                  <text>SNBU - Edição: 17 - Ano: 2012 (UFRGS - Gramado/RS)</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="49">
              <name>Subject</name>
              <description>The topic of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51397">
                  <text>Biblioteconomia&#13;
Documentação&#13;
Ciência da Informação&#13;
Bibliotecas Universitárias</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="41">
              <name>Description</name>
              <description>An account of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51398">
                  <text>Tema: A biblioteca universitária como laboratório na sociedade da informação.</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="39">
              <name>Creator</name>
              <description>An entity primarily responsible for making the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51399">
                  <text>SNBU - Seminário Nacional de Bibliotecas Universitárias</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="45">
              <name>Publisher</name>
              <description>An entity responsible for making the resource available</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51400">
                  <text>UFRGS</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="40">
              <name>Date</name>
              <description>A point or period of time associated with an event in the lifecycle of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51401">
                  <text>2012</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="44">
              <name>Language</name>
              <description>A language of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51402">
                  <text>Português</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="51">
              <name>Type</name>
              <description>The nature or genre of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51403">
                  <text>Evento</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="38">
              <name>Coverage</name>
              <description>The spatial or temporal topic of the resource, the spatial applicability of the resource, or the jurisdiction under which the resource is relevant</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51404">
                  <text>Gramado (Rio Grande do Sul)</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
          </elementContainer>
        </elementSet>
      </elementSetContainer>
    </collection>
    <itemType itemTypeId="8">
      <name>Event</name>
      <description>A non-persistent, time-based occurrence. Metadata for an event provides descriptive information that is the basis for discovery of the purpose, location, duration, and responsible agents associated with an event. Examples include an exhibition, webcast, conference, workshop, open day, performance, battle, trial, wedding, tea party, conflagration.</description>
    </itemType>
    <elementSetContainer>
      <elementSet elementSetId="1">
        <name>Dublin Core</name>
        <description>The Dublin Core metadata element set is common to all Omeka records, including items, files, and collections. For more information see, http://dublincore.org/documents/dces/.</description>
        <elementContainer>
          <element elementId="50">
            <name>Title</name>
            <description>A name given to the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="62745">
                <text>Biblioteca e comissão de pós-graduação: parceria para a normalização, acesso e divulgação de dissertações e teses na área médica.</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="39">
            <name>Creator</name>
            <description>An entity primarily responsible for making the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="62746">
                <text>Crestana, Maria F. et al.</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="38">
            <name>Coverage</name>
            <description>The spatial or temporal topic of the resource, the spatial applicability of the resource, or the jurisdiction under which the resource is relevant</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="62747">
                <text>Gramado (Rio Grande do Sul)</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="45">
            <name>Publisher</name>
            <description>An entity responsible for making the resource available</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="62748">
                <text>UFRGS</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="40">
            <name>Date</name>
            <description>A point or period of time associated with an event in the lifecycle of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="62749">
                <text>2012</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="51">
            <name>Type</name>
            <description>The nature or genre of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="62751">
                <text>Evento</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="41">
            <name>Description</name>
            <description>An account of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="62752">
                <text>Relata as ações conjuntas da Biblioteca Central da Divisão de Biblioteca e Documentação e da Comissão de Pós-Graduação da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo nas atividades de: orientação aos pós-graduandos para a submissão de suas dissertações e teses, elaboração das fichas catalográficas, inserção dos trabalhos nos bancos de dados institucionais, bases de dados, disponibilização dos trabalhos na íntegra na Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da Universidade de São Paulo e o acesso aos conteúdos, pelos usuários internos e externos.</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="44">
            <name>Language</name>
            <description>A language of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="69374">
                <text>pt</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
        </elementContainer>
      </elementSet>
    </elementSetContainer>
  </item>
  <item itemId="5874" public="1" featured="0">
    <fileContainer>
      <file fileId="4938">
        <src>http://repositorio.febab.org.br/files/original/49/5874/SNBU2012_013.pdf</src>
        <authentication>a2dbbf20e5c8dd46f150e9e96e7225a2</authentication>
        <elementSetContainer>
          <elementSet elementSetId="4">
            <name>PDF Text</name>
            <description/>
            <elementContainer>
              <element elementId="92">
                <name>Text</name>
                <description/>
                <elementTextContainer>
                  <elementText elementTextId="62744">
                    <text>i
~

~rWJbriO
~d!:

s; lábllotu n
.,-~ ~~~~.~

Serviços e ferramentas de normalização da apresentação de documentos
Trabalho completo

NORMALIZAÇÃO DE TRABALHOS ACADÊMICOS: uma oficina
em evidência
Sandra Maria Neri Santiago 1
1

Mestre em Ciência da Informação, especialista em Gestão em Unidades de Informação pela
UFPB. Bibliotecária da UFPE, Recife, PE

Resumo
O texto relata a atividade de Orientação à Normalização de Trabalhos Acadêmicos
desenvolvido na Biblioteca Central da Universidade Federal de Pernambuco.
Aborda, principalmente, a contribuição da Oficina para o uso das Normas da
Associação Brasileira de Normas Técnicas, na realização do Trabalho Acadêmico,
assim como verifica tópicos para as possíveis melhorias.

Palavras-Chave:
Normalização; Trabalhos acadêmicos; Associação Brasileira de Normas Técnicas
(ABNT); Oficina; Biblioteca universitária.

Abstract
This report describes the activity of guidance for Standardization of Academic Works
developed at the Central Library of Federal University of Pernambuco. Addresses
mainly the contribution of the Workshop on use of norms of the Brazilian Association
of Technical Standards, the completion of academic work, as well as notes topics for
possible improvements.

Keywords:
Standardization; Scholarly work; Brazilian Association of Technical Standards
(ABNT); Workshop. University library.

1 Introdução
Na contemporaneidade o conhecimento é a palavra de ordem. Diante dessa
assertiva, a pesquisa acadêmica contribui para o desenvolvimento e
aperfeiçoamento do ser humano. Nas universidades os docentes produzem
conhecimento continuamente, os discentes por sua vez, passam a conviver com a
exigência da apresentação de um trabalho monográfico de conclusão de curso a ser
defendido oralmente perante uma banca examinadora. Nos Centros Acadêmicos da
Universidade Federal de Pernambuco (UFPE), a entrega deste documento é
estabelecida como um dos pré-requisitos para a conclusão de cursos, seja da
Graduação ou Pós-graduação (UNIVERSIDADE FEDERAL DE PERNAMBUCO,
2012a,2012b).
Conforme a Associação Brasileira de Normas Técnicas (2011), o trabalho
acadêmico é o produto de uma construção intelectual do discente com base na
leitura, na reflexão e na interpretação sobre um tema da realidade. É oportuno
ressaltar a importância de, ao final da produção do trabalho, pôr em prática um dos
requisitos para o desenvolvimento científico: a disponibilização do mesmo para
futuras consultas, concretizando assim, o processo de disseminação do

87

�i
~

s;

~rWJbriO
~d!:

lábllotu n

.,-~ ~~~~.~

Serviços e ferramentas de normalização da apresentação de documentos
Trabalho completo

con heci mento.
No âmbito da universidade a biblioteca é considerada um canal no processo
de comunicação do conhecimento. Nesse contexto, as Bibliotecas que compõem o
Sistema Integrado de Bibliotecas (SIB) da UFPE atuam promovendo e favorecendo
a integração com as atividades de ensino/aprendizagem; divulgando e orientando os
usuários quanto à utilização dos serviços oferecidos. Entre os quais, destaca-se, o
Serviço de Orientação à Normalização de Trabalhos Acadêmicos realizado na
Biblioteca Central (BC) da UFPE, que serviu de apoio para a realização deste
trabalho. Convém ressaltar que, todas as atividades da biblioteca são desenvolvidas
com o objetivo de prestar serviços de qualidade; atendendo às necessidades
informacionais da comunidade a qual ela serve.
Segundo a Associação Brasileira de Normas Técnicas (2012b), normalização
de documentos é uma atividade que tem como finalidade tornar eficaz a
comunicação no meio acadêmico. Busca qualidade, padronização, e uniformidade
na apresentação de registros do conhecimento nos mais diferentes suportes
informacionais.
Atuando como bibliotecária responsável pelo Serviço de Orientação à
Normalização de Trabalhos Acadêmicos na BC, foi possível constatar algumas
deficiências relativas à padronização e à formatação de trabalhos acadêmicos. A
partir de então, sentiu-se a necessidade de elaborar um projeto que contemplasse
atividades direcionadas ao uso das Normas da Associação Brasileira de Normas
Técnicas (ABNT). Surge então a Oficina de Normalização de Trabalhos Acadêmicos,
cujo objetivo é oferecer orientações e oportunizar esclarecimentos quanto ao uso
das Normas da ABNT na elaboração de trabalhos acadêmicos no âmbito da UFPE.
Esta ação se constitui como de fundamental importância, devido à
necessidade de uniformizar, preservar e garantir acesso à produção acadêmica da
UFPE para futuras gerações de pesquisadores. Para a eficácia da mesma é
necessário apresentar de maneira clara, com exemplos específicos de cada área de
conhecimento, os cuidados que devem ser tomados quando da redação e
normalização de um trabalho acadêmico, seja ele um relatório de pesquisa, trabalho
de conclusão de curso (monografia, dissertação, tese e outros), buscando
estabelecer um padrão de qualidade.

2 Revisão de Literatura
Na perspectiva de Athayde (2002), o trabalho acadêmico consiste em um
texto, resultado de algum dos diversos processos concernentes à produção e
transmissão de conhecimento, sendo esses, desenvolvidos no âmbito das
instituições de ensino, pesquisa e extensão que são formalmente reconhecidas para
o exercício dessas atividades. Para o autor, o trabalho acadêmico possui diversas
finalidades: apresentar, demonstrar, difundir, recuperar ou contestar o conhecimento
produzido, acumulado ou transmitido.
De acordo com Lubisco, Vieira e Santana (2008), a normalização de
documentos, no caso específico, os trabalhos acadêmicos, deve ser entendida como
o conjunto de procedimentos padronizados que se aplicam à elaboração de
documentos técnicos e científicos, de modo a induzir e retratar a organização do seu
conteúdo.
Para Caldas et aI. (2010) e Santiago (2012a,b,c), a normalização de
documentos é uma atividade que tem como finalidade tornar eficaz a comunicação

88

�i
~

s;

~rWJbriO
~d!:

lábllotu n

.,-~ ~~~~.~

Serviços e ferramentas de normalização da apresentação de documentos
Trabalho completo

no meio acadêmico. Busca qualidade e padronização na apresentação de registros
do conhecimento nos diversos suportes informacionais.
Na área acadêmica, um trabalho apresentado com boa qualidade na
normalização, proporciona condições favoráveis à sua indexação e recuperação,
bem como facilita a comunicação científica no meio. Além do que, representa para o
pesquisador a certeza de que seu(s) trabalho(s) apresenta(m) condições de se
fazerem presentes em fontes científicas de informação conceituadas e pelo que isso
poderá significar para a valorização do seu currículo.
A ausência da normalização, no âmbito da documentação científica, tem
como conseqüência a inércia, por oposição ao desenvolvimento científico, pois, sem
normas não há tramitação, disseminação ou recuperação possível de novos
conhecimentos pesquisados e produzidos pela comunidade acadêmica
(CAPACITAÇÃO ... , 2012). Desta forma, no que concerne à área de documentação,
podemos inferir que a questão acima é um tanto polêmica tendo em vista a
diversidade de normas definidas por diversas organizações, tanto nacional como
internacionalmente.
No Brasil, destaca-se a Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT),
órgão governamental que estabelece normas para a produção nos setores científico,
técnico, comercial , agrícola, e industrial do país. Fundada em 1940, a instituição é
responsável pela elaboração da normalização de produtos, entre os quais, os
documentos técnico-científicos. Representante no Brasil das entidades de
normalização internacional: International Organization for Standardization (ISO) e
International Elecrotechnical Commission (IEC) e das entidades de normalização
regional Comissão Panamericana de Normas Técnicas (COPANT) e a Associação
Mercosul de Normalização (AMN). Do mesmo modo, representa o Brasil nas
entidades internacionais de normalização técnica (ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE
NORMAS TÉCNICAS, 2012a).

3 Materiais e Métodos
Para a implantação da Oficina, elaborou-se uma proposta que por sua vez, foi
apresentada à direção da BC. Após a avaliação da mesma, obtendo resultado
positivo, deu-se início a fase de planejamento para definir itens como: local de
realização, método para inscrição, material e metodologia a serem utilizados, meios
para a divulgação entre outros.
A oficina tem como público-alvo os alunos dos cursos de graduação e pósgraduação, professores e pesquisadores vinculados a UFPE. Possui uma carga
horária de 09h e as vagas são limitadas, atualmente para no máximo 20 alunos.
A divulgação é realizada por meio da página inicial do Sistema Informatizado
de Gerenciamento de Dados de Bibliotecas, o Pergamum, site do Sistema de
Bibliotecas (SIB) e cartazes afixados nas bibliotecas setoriais.
A inscrição é realizada através de e-mail próprio, criado para o serviço:
normalizacaobc@gmail.com assim como, a confirmação de participação que
acontece no período de 48h antes da efetivação da Oficina.
O conteúdo abordado é distribuído em 3(três) módulos, baseados nas NBR
6.023/2002, NBR 10.520/2002 e NBR 14.724/2011, sendo ministrado em dias
alternados. O mesmo foi definido inicialmente, com base em observação realizada
pela facilitadora através do contato com os usuários do serviço, posteriormente, foi
lançada uma pesquisa na comunidade do Orkut da BC intitulada: informe as

89

�i
~

~rWJbriO
~d!:

s; lábllotu n
.,-~ ~~~~.~

Serviços e ferramentas de normalização da apresentação de documentos
Trabalho completo

normas da ABNT que possui dificuldades ao elaborar o seu trabalho
acadêmico. A mesma serviu para confirmar a escolha do conteúdo anteriormente
realizada.
Em se tratando de metodologia, adotou-se a aula expositiva-dialogada,
utilização de recursos audiovisuais/multimídia e apostila com conceitos. No final de
cada módulo realiza-se a aplicação de exercícios concernentes à temática
abordada.
Quanto à avaliação da Oficina, é realizada na conclusão do terceiro módulo,
tendo como instrumento de coleta de dados o questionário, contendo 10 perguntas
fechadas e 1 aberta. O questionário pode ser definido como uma série ordenada de
perguntas que devem ser respondidas por escrito pelo informante. Segundo Barros
e Lehfeld (2008, p. 109), "o questionário permite ao pesquisador abranger um maior
número de pessoas e de informações em espaço de tempo mais curto do que outras
técnicas de pesquisa" e de perceber que "o pesquisado tem tempo suficiente para
refletir sobre as questões e respondê-Ias mais adequadamente".
Os dados foram analisados por meio de uma abordagem que inclui os
métodos quantitativo e qualitativo. O quantitativo objetiva destacar dados
quantificáveis, que podem ser demonstrados através de tabelas e gráficos; e o
qualitativo, com base em Minayo (2009), pela possibilidade que o método permite de
analisar atitudes como: pensamentos, ações, opiniões e informações livres dos
pesquisados.
A Oficina é realizada na BC na última semana de cada mês, seguindo um
calendário com datas previstas para cada semestre letivo. Até o momento, foram
realizadas 10 (dez) oficinas a saber:
a) 1° Oficina: realizou-se nos dias 16 a 18/11/2009, e teve 28 inscritos,
sendo 15 da graduação, 8 da pós-graduação, 4 funcionários
(bibliotecários e assistentes) e 1 professor. Porém, a participação
efetiva dos mesmos na data e horário marcado para a realização da
Oficina foi inferior: 15 inscritos.
b) 2° Oficina: 27 a 29/04/2010, tendo 30 inscritos, distribuídos em 27 da
graduação e 3 da pós-graduação. A participação se deu com um
número de 15 inscritos.
c) 3° Oficina: 26 a 28/05/2010, com 32 inscritos, sendo 20 da graduação,
e 12 da pós-graduação. Tendo um total de 17 participantes.
d) 4° Oficina: 6 a 8 /07/2010, 31 inscritos, 23 graduação, 6 pósgraduação, 1 funcionário, 1 professor. Total 15 participantes.
e) 5° Oficina: 05 a 07/10/2010, teve 35 inscritos assim distribuídos: 32
alunos de graduação, 3 pós-graduação. Com um total de 18
participantes.
f) 6° Oficina: 23 a 25/11/2010, 9 inscritos, com 5 alunos de graduação e 4
pós-graduação. Tendo um total de 8 participante.
g) 7° Oficina: 26 a 28/04/2011, 16 inscritos, sendo 15 alunos de
graduação e 1 pós-graduação. Com um total de 2 participantes.
h) 8° Oficina: 24 a 26/05/2011, 22 inscritos, 16 alunos de graduação e 6
pós-graduação. Total de 9 participantes.
i) 9° Oficina: 25 a 27/10/2011, 21 inscritos, sendo 16 alunos de
graduação e 5 pós-graduação. Total de 11 participantes.
j) 10° Oficina: 22 a 24/11/2011, com 27 inscritos, sendo 16 alunos de

90

�i
~

s;

~rWJbriO
~d!:

lábllotu n

.,-~ ~~~~.~

Serviços e ferramentas de normalização da apresentação de documentos
Trabalho completo

graduação e 9 da pós-graduação e 1 funcionário. Com um total de 16
participantes.

4 Resultados Finais
Dentre os questionamentos abordados, seguem, de forma sucinta, alguns
itens que apontam para eficiência da Oficina e resultados que foram essenciais para
dar continuidade a mesma. Os resultados aqui apresentados dizem respeito aos
dados coletados na 100 Oficina, a mais recente, realizada no período de 22 a
24/11/2011, com participação efetiva de 16 inscritos. Cabe ressaltar que não houve
amostra pois todos os pesquisados responderam e devolveram o questionário.
Inicialmente optou-se por conhecer a categoria dos usuários, sendo
evidenciada no Gráfico 1.
Gráfico 1 - Categoria de alunos

CATEGORIA DE ALUNOS

• GRADUAÇÃO
• PRÓSGRADUAÇÃO

Fonte: Dados da pesquisa, abril de 2012

Os dados do Gráfico 1 evidenciam que os pesquisados são em sua maioria
da graduação (57%), seguidos da pós-graduação (43%).
No que diz respeito ao Centro Acadêmico aos quais os pesquisados estão
vinculados, estes são apresentados no Gráfico 2.
Gráfico 2 - Centro acadêmico

CENTRO ACADÊMICO

.. .
0._

r ,
o

..-

,

.....

o

..

...

~

. CE

. CCSA
. CFCH
. CCEN

~/

. CCS
. CAC

Fonte: Dados da pesquisa, abril de 2012

91

�i
~

s;

~rWJbriO
~d!:

lábllotu n

.,-~ ~~~~.~

Serviços e ferramentas de normalização da apresentação de documentos
Trabalho completo

Através dos dados do Gráfico 2 pode-se observar uma incidência igualitária
para os alunos vinculados ao Centro de Ciências Sociais Aplicadas e Centro de
Ciências da Saúde (22%), seguidos do Centro de Ciências Exatas e da Natureza e
Centro de Educação que também obtiveram percentuais idênticos (14%).
Perguntou-se aos pesquisados, se a oficina proporcionou adquirir novos
conhecimentos quanto ao uso das normas da ABNT.
Gráfico 3 - Aquisição de conhecimentos

AQUISiÇÃO DE
CONHECIMENTOS
0%

. Sim
• NÃO

Fonte: Dados da pesquisa, abril de 2012

Os dados do Gráfico 3 revelam que 100% dos pesquisados adquiriram novos
conhecimentos quanto ao uso das normas da ABNT.
Em se tratando do nível de contribuição para a Normalização do Trabalho
Acadêmico é apontado no Gráfico 4.
Gráfico 4 - Nível de contribuição

NíVEL DE
CONTRIBUiÇÃO

. Bom
• Ótimo

Fonte: Dados da pesquisa, abril de 2012

Através dos dados do Gráfico 4, observa-se que o nível de contribuição da
Oficina para a Normalização do Trabalho Acadêmico dos pesquisados foi
classificado como ótimo (71%), seguido de bom (29%).
Dando continuidade, perguntou-se quanto às expectativas dos pesquisados
em relação ao conteúdo abordado.

92

�i
~

s;

~rWJbriO
~d!:

lábllotu n

.,-~ ~~~~.~

Serviços e ferramentas de normalização da apresentação de documentos
Trabalho completo

Gráfico 5 - Atendimento às expectativas

ATENDIMENTO ÀS
EXPECTATIVAS
0%

Fonte: Dados da pesquisa, abril de 2012

Os dados do Gráfico 5 evidenciam que o conteúdo abordado atendeu em
100% as expectativas dos pesquisados.
Indagou-se em relação à carga horária se foi adequada para o conteúdo, que
será evidenciado na Gráfico 6.
Gráfico 6 - Car a horária

CARGA HORÁRIA
14%
. Sim

Fonte: Dados da pesquisa, abril de 2012

Através dos dados do Gráfico 6 observa-se que os pesquisados indicaram em
86% que a carga horária foi adequada para o conteúdo abordado, seguido de 14%
para negativa.
Perguntou-se também como os pesquisados classificavam a metodologia
adotada.

93

�i
~

s;

~rWJbriO
~d!:

lábllotu n

.,-~ ~~~~.~

Serviços e ferramentas de normalização da apresentação de documentos
Trabalho completo

Gráfico 7 - Metodolo ia

METODOLOGIA
21%

. Bom
• Ótimo

Fonte: Dados da pesquisa, abril de 2012

Os dados do Gráfico 7 revelam que os pesquisados classificaram a
metodologia adotada como ótima (79%), seguido de boa (21%).
Quanto à classificação do material de apoio, é apontado pelos pesquisados
no Gráfico 8.
Gráfico 8 - Material de a cio

MATERIAL DE
APOIO
43%

. Bom
• Ótimo

Fonte: Dados da pesquisa, abril de 2012

Através dos dados do Gráfico 8 observa-se que os pesquisados indicaram o
material de apoio como sendo ótimo (57%), seguido de bom (43%).
Questionou-se também como os pesquisados consideram o nível de infraestrutura (organização, local, logística, acomodação, etc.) de realização da Oficina.

94

�i
~

s;

~rWJbriO
~d!:

lábllotu n

.,-~ ~~~~.~

Serviços e ferramentas de normalização da apresentação de documentos
Trabalho completo

Gráfico 9 - Infraestrutura

INFRAESTRUTURA

• Regular

. Bom
• Ótimo
29%
Fonte: Dados da pesquisa, abril de 2012

Os dados do Gráfico 9 revelam que os pesquisados consideram o nível de
infraestrutura como ótimo (43%), seguido de bom (29%).
Em se tratando da capacitação, habilidades e competências do bibliotecário
facilitador em ministrar a oficina, é apresentado no Gráfico 10.
Gráfico 10 - Capacitação, habilidades e competências
do facilitador

Capacitação,
habilidades e
competências do ... 7%

. Bom
• Ótimo

Fonte: Dados da pesquisa, abril de 2012

Através dos dados do Gráfico 10, observa-se que o desempenho do
bibliotecário facilitador foi considerado ótimo por 93% dos pesquisados, seguido de
bom (7%). Logo, o mesmo está capacitado, possui habilidades e competências para
ministrar a Oficina.
E por fim, solicitamos que os pesquisados apresentassem sugestões para a
melhoria da Oficina. As indicações foram apresentadas por 100% dos pesquisados,
que são: a) entrega de certificado; b) maior divulgação das oficinas nos centros; c)
outras opções de turnos, no caso manhã e noite; d) realizar as oficinas nas
bibliotecas de origem, ou seja, nas setoriais; e) oficinas com temáticas diferentes

95

�i
~

~rWJbriO
~d!:

s; lábllotu n
.,-~ ~~~~.~

Serviços e ferramentas de normalização da apresentação de documentos
Trabalho completo

como: metodologia de trabalhos acadêmicos; atualização das normas ortográficas;
outras normas como: Vancouver e APA, elaboração de projetos, elaboração de
artigos científicos; f) aplicação de ferramentas de apoio à normalização como, por
exemplo, o EndNote entre outras; g) auxilio no word para formatação do trabalho
completo; h) melhorar o material de apoio: as apostilas deveriam ser coloridas para
proporcionarem uma melhor visualização do conteúdo; i) abranger alunos que não
sejam da UFPE; j) compactar o conteúdo.
A realização da Oficina proporciona a otimização do Serviço de Orientação à
Normalização de Trabalhos Acadêmicos na BC/UFPE bem como estabelece uma
relação mais próxima e efetiva dos discentes com as normas da ABNT. É importante
ressaltar que, após a concretização desse projeto, ou seja, da Oficina, observa-se
uma nova demanda em relação ao serviço.
Entende-se que esse estudo corrobora com os resultados alcançados em
trabalho anteriormente realizado por Santiago (2010), onde o mesmo constatou que
a Oficina de Normalização de Trabalhos Acadêmicos realizada na BC atende aos
objetivos propostos e, sobretudo revela que uma capacitação apropriada auxilia e
beneficia o usuário no uso eficiente e eficaz dos serviços e produtos ofertados pela
biblioteca, em destaque a universitária.

5 Considerações Finais
O ser humano vive em constante processo de aprendizado e construção de
conhecimento. Cabe então, buscar subsídios para melhorar cada vez mais a
metodologia empregada nesse projeto e assim otimizar os resultados obtidos até
então, com vistas a contribuir na padronização de apresentação das comunicações
científicas na UFPE, especificamente o Trabalho Acadêmico, pois o conhecimento
nele contido, considerado fonte de valor e riqueza da atual sociedade, deve ser
compartilhado, disseminado e recuperado de forma sistemática, tanto no ambiente
acadêmico como fora dele.

Referências
ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE NORMAS TÉCNICAS. Conheça a ABNT.
Disponível em: &lt;http://www.abnt.org.br/default.asp?resolucao=1 024X768&gt;. Acesso
em: 28 mar. 2012a.
NBR 14724: informação e documentação: trabalhos acadêmicos:
apresentação. Rio de Janeiro, 2011.

_ _ _ o

Serviços: normalização. Disponível em:
&lt;http://www.abnt.org.br/default.az·sp?resolucao=1 024X768&gt;. Acesso em: 28 mar.
2012b.

_ _ _o

ATHAYDE, Públio. Manual para redação acadêmica. Belo Horizonte: Keimelion,
2002.
BARROS, Aidil Jesus Paes de; LEHFELD, Neide Aparecida de Souza.
Fundamentos de metodologia: um guia para a iniciação científica. 3. ed. São

96

�i
~

s;

~rWJbriO
~d!:

lábllotu n

.,-~ ~~~~.~

Serviços e ferramentas de normalização da apresentação de documentos
Trabalho completo

Paulo: Pearson Prentice Hall, 2008.
CALDAS, M. A. E. et aI. Documentos acadêmicos: um padrão de qualidade. 3. ed.
rev. e atual. Recife: Ed. Universitária da UFPE, 2010.
CAPACITAÇÃO dos usuários da Biblioteca da Fundação Instituto de Ensino para
Osasco para a normalização de trabalhos acadêmicos. Disponível em:
&lt;http://www.unifieo.br/noticia .ph p?sec= 120&amp;mat=502&amp;titulo=Capacitacao+dos+Usua
rios+da+Biblioteca&gt;. Acesso em: 8 abro 2012.
LUBISCO, N. M. L.; VIEIRA, S. C.; SANTANA, I. V. Manual de estilo acadêmico:
monografias, dissertações e teses. 4. ed. rev. e ampl. Salvador: EDUFBA, 2008.
MINAYO, Maria Cecília de Souza. Pesquisa social: teoria, método e criatividade.
28. ed. Petrópolis, RJ: Vozes, 2009.
SANTIAGO, S. M. N. Como elaborar citações de acordo com a NBR 10.520/2002.
Recife, 2012a. Slides.
_ _ _ oComo elaborar referências de acordo com a NBR 6.023/2002. Recife,
2012b. Slides .
- - -.

Como elaborar trabalhos acadêmicos de acordo com a NBR
14.724/2011. Recife, 2012c. Slides.

_ _ _ oOficina de normalização de trabalhos acadêmicos: a experiência da
Biblioteca Central da UFPE. In: SEMINÁRIO NACIONAL DE BIBLIOTECAS
UNIVERSIITÁRIAS, 16.,2010, Rio de Janeiro. Anais ... Rio de Janeiro: UFRJ, 2010.
UNIVERSIDADE FEDERAL DE PERNAMBUCO. Centros. Disponível em:
&lt;http://www.ufpe.br/&gt;. Acesso em: 2 abro 2012a.
_ _ _ oCursos. Disponível em: &lt;http://www.ccb.ufpe.br/&gt;. Acesso em: 2 abro
2012b.

97

�</text>
                  </elementText>
                </elementTextContainer>
              </element>
            </elementContainer>
          </elementSet>
        </elementSetContainer>
      </file>
    </fileContainer>
    <collection collectionId="49">
      <elementSetContainer>
        <elementSet elementSetId="1">
          <name>Dublin Core</name>
          <description>The Dublin Core metadata element set is common to all Omeka records, including items, files, and collections. For more information see, http://dublincore.org/documents/dces/.</description>
          <elementContainer>
            <element elementId="50">
              <name>Title</name>
              <description>A name given to the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51396">
                  <text>SNBU - Edição: 17 - Ano: 2012 (UFRGS - Gramado/RS)</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="49">
              <name>Subject</name>
              <description>The topic of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51397">
                  <text>Biblioteconomia&#13;
Documentação&#13;
Ciência da Informação&#13;
Bibliotecas Universitárias</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="41">
              <name>Description</name>
              <description>An account of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51398">
                  <text>Tema: A biblioteca universitária como laboratório na sociedade da informação.</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="39">
              <name>Creator</name>
              <description>An entity primarily responsible for making the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51399">
                  <text>SNBU - Seminário Nacional de Bibliotecas Universitárias</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="45">
              <name>Publisher</name>
              <description>An entity responsible for making the resource available</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51400">
                  <text>UFRGS</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="40">
              <name>Date</name>
              <description>A point or period of time associated with an event in the lifecycle of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51401">
                  <text>2012</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="44">
              <name>Language</name>
              <description>A language of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51402">
                  <text>Português</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="51">
              <name>Type</name>
              <description>The nature or genre of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51403">
                  <text>Evento</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="38">
              <name>Coverage</name>
              <description>The spatial or temporal topic of the resource, the spatial applicability of the resource, or the jurisdiction under which the resource is relevant</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51404">
                  <text>Gramado (Rio Grande do Sul)</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
          </elementContainer>
        </elementSet>
      </elementSetContainer>
    </collection>
    <itemType itemTypeId="8">
      <name>Event</name>
      <description>A non-persistent, time-based occurrence. Metadata for an event provides descriptive information that is the basis for discovery of the purpose, location, duration, and responsible agents associated with an event. Examples include an exhibition, webcast, conference, workshop, open day, performance, battle, trial, wedding, tea party, conflagration.</description>
    </itemType>
    <elementSetContainer>
      <elementSet elementSetId="1">
        <name>Dublin Core</name>
        <description>The Dublin Core metadata element set is common to all Omeka records, including items, files, and collections. For more information see, http://dublincore.org/documents/dces/.</description>
        <elementContainer>
          <element elementId="50">
            <name>Title</name>
            <description>A name given to the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="62736">
                <text>Normalização de trabalhos acadêmicos: uma oficina em evidência.</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="39">
            <name>Creator</name>
            <description>An entity primarily responsible for making the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="62737">
                <text>Santiago, Sandra Maria Neri</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="38">
            <name>Coverage</name>
            <description>The spatial or temporal topic of the resource, the spatial applicability of the resource, or the jurisdiction under which the resource is relevant</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="62738">
                <text>Gramado (Rio Grande do Sul)</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="45">
            <name>Publisher</name>
            <description>An entity responsible for making the resource available</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="62739">
                <text>UFRGS</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="40">
            <name>Date</name>
            <description>A point or period of time associated with an event in the lifecycle of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="62740">
                <text>2012</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="51">
            <name>Type</name>
            <description>The nature or genre of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="62742">
                <text>Evento</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="41">
            <name>Description</name>
            <description>An account of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="62743">
                <text>O texto relata a atividade de Orientação à Normalização de Trabalhos Acadêmicos desenvolvido na Biblioteca Central da Universidade Federal de Pernambuco. Aborda, principalmente, a contribuição da Oficina para o uso das Normas da Associação Brasileira de Normas Técnicas, na realização do Trabalho Acadêmico, assim como verifica tópicos para as possíveis melhorias.</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="44">
            <name>Language</name>
            <description>A language of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="69373">
                <text>pt</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
        </elementContainer>
      </elementSet>
    </elementSetContainer>
  </item>
  <item itemId="5873" public="1" featured="0">
    <fileContainer>
      <file fileId="4937">
        <src>http://repositorio.febab.org.br/files/original/49/5873/SNBU2012_012.pdf</src>
        <authentication>09ac0fc06e15f1449597c5d40295e10b</authentication>
        <elementSetContainer>
          <elementSet elementSetId="4">
            <name>PDF Text</name>
            <description/>
            <elementContainer>
              <element elementId="92">
                <name>Text</name>
                <description/>
                <elementTextContainer>
                  <elementText elementTextId="62735">
                    <text>Serviços e ferramentas de normalização da apresentação de documentos

!;: ..==~~
...oI....
"JIIIi

Trabalho completo

Ullll.,.,rllt:trlilS

GESTÃO E INOVAÇÃO: AGREGANDO VALOR AOS ARQUIVOS
DIGITAIS DE TESES E DISSERTAÇÕES
Simone Faury Dib 1, Neusa Cardim da

1

silvél

Mestranda em Ciência da Informação (IBICT/UFRJ), UERJ - Rede Sirius, Rio de Janeiro, RJ
2 Mestre em Ciência da Informação (IBICT/UFRJ), UERJ - Rede Sirius, Rio de Janeiro, RJ

Resumo
Apresenta as ações empreendidas na biblioteca universitária, para gerir e
inovar seus processos relacionados à produção acadêmica dos programas de pósgraduação da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ), quando da
implantação e gestão da Biblioteca Digital de Teses e Dissertações (BOTO). Aborda
a participação da Universidade como membro cooperante do projeto da BOTO
nacional, coordenada pelo Instituto Brasileiro de Informação em Ciência e Tecnologia
(IBICT), e os processos inovativos desenvolvidos. Cita a importância desses
processos no âmbito acadêmico, assim como nas organizações. Como resultado,
apresenta o produto inovador Modelo de Padronização On-line para Teses e
Dissertações Eletrônicas (TOELine) criado para agregar valor aos arquivos digitais
de teses e dissertações da Universidade e para otimizar a elaboração do trabalho do
discente.

Palavras-Chave: Biblioteca Digital de Teses e Dissertações; Produção
científica; Teses e dissertações; Inovação; TDELine.

Abstract
It shows the actions undertaken at the university library to manage and
innovate their production processes related to academic program graduate of the
Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ), when the deployment and
management of the Digital Library of Theses and Oissertations. It discusses UERJ's
participation as a member of national BOTO cooperative project, coordinated by the
Instituto Brasileiro de Informação em Ciência e Tecnologia (IBICT), and developed
innovative processes. It shows the importance of these processes in the academic as
well as in organizations. As a result, introduces an innovative product Modelo de
Padronização On-line para Teses e Dissertações Eletrônicas (TOELine) designed to
add value to the University theses and to dissertations' digital archives and to
optimize the preparation of the student's work.

Keywords: Digital Library of Theses and Dissertations; Scientific production;
Theses and dissertations; Innovation; TDELine.

73

�Serviços e ferramentas de normalização da apresentação de documentos

!;: ..==~~
...oI....
"JIIIi

Trabalho completo

Ullll.,.,rllt:trlilS

1 Introdução
As alterações surgidas a partir do século XX foram potencializadas com o
aumento na produção de conhecimento e na geração de informações. No final desse
século, o conhecimento tornou-se recurso econômico vital para a sobrevivência e
competitividade das organizações, incluindo-se as universidades.
À universidade, cuja vocação precípua é a formação de cidadãos que
promovam o desenvolvimento econômico, político e social do país, impõe-se
mudanças estruturais e interpessoais, que provocam rupturas em modelos
estabelecidos, o que favorece o desenvolvimento de processos inovadores. No
século XXI, o valor dos produtos e serviços passa a depender do grau de inovação,
tecnologia e inteligência a eles agregados.
Neste cenário, as universidades e as bibliotecas universitárias são
estratégicas, pois contribuem para aumentar a capacidade das nações de gerar
conhecimento e convertê-lo em vantagens competitivas, o que representa riqueza e
crescimento.
Como preconizado por Ranganathan (1931), as bibliotecas são organismos
vivos, isto é, são sistemas abertos, sempre em crescimento, devendo acompanhar a
dinâmica da informação e as implicações dela decorrentes.
Como responsáveis pelo suporte informacional às atividades de ensino,
pesquisa e extensão da universidade e, enquanto espaço disseminador de
informações para a produção do conhecimento, das bibliotecas universitárias são
requeridas novas estratégias de ação, para atender à demanda diversificada e
exigente e para dar subsídios à tomada de decisão. Dessa forma, essas unidades de
informação, como gestoras da informação no espaço acadêmico, criam soluções
inovadoras, especialmente para a produção e difusão científicas, como as
relacionadas à produção dos arquivos digitais de teses e dissertações.
Este artigo tem como objetivo apresentar um dos processos inovativos
desenvolvidos na Rede Sirius - Rede de Bibliotecas UERJ - criados para agregar
valor à produção dos Programas de Pós-graduação da Universidade e à Biblioteca
digital de teses e Dissertações da UERJ (BDTD/UERJ).

2 Inovação: sinônimo de crescimento e competitividade

o conceito de inovação é variado e depende, principalmente, de sua
aplicação. Pode-se entender inovação como "[ ... ] toda e qualquer nova forma de
pensar, criar e usar [ ... ] conhecimentos, métodos, técnicas e instrumentos na
solução de problemas e atendimento às demandas da sociedade." (CARVALHO;
DIAS; RITTO, 2011, p. 11).
O Manual de Oslo (ORGANIZAÇÃO ... , 2005) conceitua inovação como a
implementação de um produto novo ou melhorado de forma significativa, como
também pode ser um processo, um novo método de marketing, ou um novo método
organizacional nas práticas de negócios, na organização do local de trabalho ou nas
relações externas. Cabe ressaltar que, segundo essa definição, a inovação pode
estar presente em praticamente todas as áreas de uma organização.
Shumpeter (1961) aborda os impactos da inovação classificando-os em dois
tipos: radical e incrementaI. A inovação radical pressupõe rupturas intensas e estão
relacionadas a produtos, processos e serviços que são diferenciados e que podem

74

�Serviços e ferramentas de normalização da apresentação de documentos

! ==~~
;:

8t.'bllotu.~

"JIIIi

Ullll.,.,rllt:trlilS

Trabalho completo

criar mercados para as organizações a partir da oferta de algo novo. Por outro lado,
a inovação incrementai se refere às melhorias promovidas pela organização e
podem ser representadas, por exemplo, pelo aperfeiçoamento de produtos,
processos e serviços já existentes.
Carvalho, Dias e Ritto (2011) ressaltam que a inovação incrementai não
modifica de forma expressiva o modelo de negócio, enquanto a inovação radical traz
um novo paradigma ao segmento de mercado, modificando o modelo de negócio
vigente.
Há vários benefícios gerados pela inovação, ao agregar valor aos produtos e
serviços a organização assume posição diferenciada no ambiente competitivo, o que
lhe permite atingir novos mercados, aumentar a receita, realizar novas parcerias,
adquirir novos conhecimentos entre outros.
Desta forma, estratégias centradas na inovação passam a constituir o cerne
do comportamento das organizações e instituições que procuram responder às
crescentes exigências de produtividade e competitividade.
Neste contexto, a universidade, como instituição formal da sociedade,
desempenha papel estratégico nos processos de geração de conhecimento e de
desenvolvimento científico e tecnológico do país, o que inclui inovação.
À academia cabe a responsabilidade de criar ambiente que estimule a
reflexão, a pesquisa, a produção e a mediação de conhecimentos, como
estabelecido no capítulo IV, artigo 43, da Lei de Diretrizes e Bases da Educação
Nacional (LDB), nO 9.394/96 (BRASI L... , 1996). Para tanto, a universidade deve
acompanhar as mudanças que ocorrem no ambiente onde está inserida e precisa
responder às exigências dessa realidade, sem contudo, perder a sua relativa
autonomia. Uma dessas exigências é o investimento em pesquisa, geralmente
financiada por órgãos de fomento nacionais, especialmente a Coordenação de
Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (CAPES) que investiu nas
universidades públicas e no sistema de pós-graduação brasileiro, definindo os rumos
para a sua expansão.
O suporte às atividades desenvolvidas no âmbito do ensino e pesquisa da
universidade é responsabilidade das bibliotecas universitárias, que precisam
acompanhar as tendências, adequando seus produtos, serviços, processos, por
meio de ações inovadoras, visando atender com eficiência e eficácia a clientela cada
vez mais exigente.

3 Biblioteca Digital de Teses e Dissertações na Universidade do Estado
do Rio de Janeiro (BDTD/UERJ)
A produção científica resultante dos programas de pós-graduação (PPGs)
stricto sensu (mestrado e doutorado) são as teses e as dissertações. Ao finalizar o
curso de mestrado o aluno deve produzir uma dissertação para obter o grau de
mestre e, no caso do curso de doutorado, o aluno elabora uma tese para obter o
grau de doutor. No Brasil, os programas de pós-graduação stricto sensu "[ ... ]
conferem títulos de mestre e de doutor que, na carreira acadêmica, permitem que o
titulado exerça as funções de professor assistente e adjunto, respectivamente."
(CAMPELLO, 2000, p. 123).
Witter (1989, p. 29) afirma que a produção científica vincula-se à atuação dos
cursos de pós-graduação, "[ ... ] quer pelo seu fazer científico, quer pelo seu papel na

75

�! ==~~
;:

8t.'bllotu.~

"JIIIi

Ullll.,.,rllt:trlilS

Serviços e ferramentas de normalização da apresentação de documentos
Trabalho completo

formação de professores e pesquisadores que irão atuar em outras entidades,
universitárias ou não." A autora ressalta a relevância dessa produção como forma de
se alcançar "[ ... ] a mudança da dependência para a independência científica e
tecnológica e, consequentemente, econômica e política." É na universidade que se
encontra o ambiente propício ao desenvolvimento de pesquisa básica e aplicada,
base da evolução do conhecimento científico, documentado na produção acadêmica.
Na década de 1970, com a consolidação dos primeiros cursos de
pós-graduação e expansão de novos cursos houve tentativas de disseminar a
produção acadêmica dos cursos. O antigo Instituto Brasileiro de Bibliografia e
Documentação (IBBO), atual Instituto Brasileiro de Informação em Ciência e
Tecnologia (IBICT), a CAPES e o Ministério da Educação (MEC) implantaram
iniciativas pioneiras e, mesmo com períodos de interrupções ao longo dos anos,
foram ajustando-se às transformações e absorvendo as tecnologias de cada época.
Há cerca de uma década, a produção científica da pós-graduação ficava
restrita às estantes das bibliotecas universitárias, o que se caracterizava como uma
coleção estática, com disseminação e acesso limitados. Porém, com as diversas
possibilidades oferecidas pelas tecnologias de informação e comunicação (TICs) e
com o advento da Internet, as formas de produção, comunicação e difusão do
conhecimento foram significativamente aperfeiçoadas. A produção de teses e
dissertações - utilizando tecnologia digital - pode ser disponibilizada em repositórios
digitais, na web, ultrapassando as fronteiras de tempo e espaço e garantindo
visibilidade nacional e internacional (SILVA, 2011).
No Brasil, em 2002, o IBICT implantou a Biblioteca Digital Brasileira de Teses
e Dissertações (BOTO), repositório que agrega metadados da produção dos
programas de pós-graduação brasileiros - coletados nos provedores de dados das
instituições cooperantes - e os dissemina em um único portal (SILVA, 2011). O
Instituto, mediante cartas-convite, conclamou as universidades a serem parceiras no
projeto. Esta foi a primeira oportunidade para que as Instituições de Ensino Superior
(IES) se mobilizassem, a fim de disseminar e prover o acesso livre às pesquisas
realizadas no âmbito dos PPGs.
Quatro anos depois, a CAPES publica portaria determinando que os
programas de pós-graduação stricto sensu divulguem suas teses e dissertações, em
meio digital, na web (BRASIL, 2006).
Com isso, a criação de BOTOs locais foi ampliada. Atualmente, 97 instituições
de ensino e pesquisa cooperam com o IBICT, mantendo seus repositórios locais e
permitindo a coleta de seus metadados pelo Instituto. A criação desses repositórios
indicava mudança significativa na dinâmica de comunicação dessa produção, assim
como, na elaboração das teses e dissertações, agora apresentadas em arquivos
digitais. Isto provocou mudanças nos procedimentos adotados pelas comunidades
acadêmica e bibliotecária no que se refere à organização, ao processamento técnico
e à disseminação dessa produção.
A Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ) aderiu ao projeto em
2004, após receber convite do IBITC, para ser membro cooperante da BOTO
nacional, e tornou-se uma das instituições cooperantes, lançando a BOTO/UERJ, em
2006.
O acordo de cooperação técnica, assinado pelo Reitor da Universidade,
inseriu a alta administração no projeto, ratificando o apoio institucional. Dessa forma,
a parceria da Rede Sirius - Rede de Bibliotecas UERJ com a Sub-Reitoria de Pós-

76

�! ==~~
;:

8t.'bllotu.~

"JIIIi

Ullll.,.,rllt:trlilS

Serviços e ferramentas de normalização da apresentação de documentos
Trabalho completo

Graduação (SR-2) foi estabelecida o que garantiu a implantação e continuidade da
BOTO/UERJ.
À Rede Sirius, como responsável pelo planejamento, implantação e gestão do
repositório, coube definir as estratégias necessanas ao sucesso do
empreendimento. Assim, o comitê técnico instituído pela SR-2, com duas
bibliotecárias da Rede e um analista de sistemas da Diretoria de Informática
(OINFO), iniciou as atividades que resultaram na implantação efetiva da BOTO/UERJ
e na sua manutenção. O Núcleo de Processos Técnicos da Rede Sirius (NProtec)
coordenou esse processo e responde pela gestão da BOTO. Atualmente o
repositório possui 2.150 teses e dissertações eletrônicas (TOEs) depositadas,
oriundas de 43 Programas de Pós-graduação.
Ao longo desse período, foram desenvolvidas inovações, incrementai ou
radical, com o objetivo de agregar valor e atribuir qualidade à apresentação das
TOEs. Entre os inovações incrementais procedeu-se a:
a) customização do sistema e do layout, criou-se a logo da BOTO e o FAQ
(Figura 1);
BIBliOTECA DIGITAL IlE TESES E IlI5SERTAÇÕES IlA UERJ

BiblioteCil Digital de Teses e Dissertações da UERJ
,A. UnivErsi ade do E-s ta dc ao Rio dE Janeiro { UERJ } int =-g ra o Con:: orcic da Bibli ct:: ca Digita l ne l e;es :: Dissertaçôes (BDTD)
naciDnal. coo rd:: nadc pele In ; tituto Br,, ; il; irc do: In fo rm aç~ c " m Ci; ncia " T:: cnolcfl i.: (I BIO ) qUE ger" ncic a bas;: dI: t:: ses ;:
r: letrônica s, produziós nas I n :: ti tu i ç êi E~ -de En:: ino Superior (I ES) braEil eiras , E pro mo,," !: a :: U.: int: graçào com a
bas; intF. mac ional -a a !\'r: rviork.~ d igjr~ 1 t~ry of Tn~~.;s :; ll d Di:::.em Di;m~ (r\ DLTD },

di s s: mçõ e~

D.. BDTD/ UERJ foi cri 2Ga pele A.EM16/ F. EIT OI'. IA/ 200 5, d= 22./ 08/ 2005 E dispon ibili za, via we-b, as te." ::: e -G iss ert2çõ.. s, em
tExto compl:: to , produzidas pelos mes trandos F. douto rando:: ci o; Programas dE Pó:;:- graduação 603 U ni v e r ~ i d a (] : . Em 200'3 , o
C o n sE I ~ o Sup=rior dE Ensin o, Pe:squi sa e éxt: nsà o ( CS E P E ~ aprc.. ou, I: o h: ito r promu lgou a Delibl:raçà o 006[200 9 que
dispo e sobre a irls e rç~ o -cl ; t : ses l-d i ss e rt a ç ~ o:s n= BDTD.

Pa ra qUE sua ti:SI: ou ciiss ertaçà c in tEgrE a BDT D ~a UERJ , É imprESciJ1díVEI qu e Ela atEnda aos padrões Es tabelec idos no
Roteiro pa ra apre.;ent ação da; te;e.; e diss.ertaç5es da Univers.idade dD E.;tad Ddo Rio de Janeiro.

Veja aql.li como publicar sua tese ou dis!&gt;ertação na BDTD/ UERJ

110037

)i"J

BOTO

,f'lbicl

Figura 1 - Página inicial da BDTD/UERJ
Fonte: UNIVERSIDADE ... , 2007.

b) elaboração do Roteiro para apresentação das teses e dissertações da
Universidade do Estado do Rio de Janeiro, na versão pdf, para consulta ou
download, favorecendo o acesso à informação;
c) elaboração de cursos para bibliotecários e discentes sobre padronização e
normalização das TOEs;
d) redefinição do fluxo de trabalho, desde a orientação ao discente quanto
aos padrões e normas, até o depósito da TOE na BOTO (Figura 2).

77

�Serviços e ferramentas de normalização da apresentação de documentos

~

""""'"

=

UllliVol!'511.tnN

~Idt'

JMotlQJ:

Trabalho completo

~
~

~

i
~

i
~

i
~

:?
o

j
~

t
t .I,
~
~

[''''';~MI

•

l.
Figura 2 - Fluxograma do processo de orientação e depósito das Teses e dissertações na BDTD/UERJ
Fonte: UIVERSIDADE ... , 2010.

78

�;:

Smlin.triCl

::;

NtôoNJ

Serviços e ferramentas de normalização da apresentação de documentos

d~

~

l iblhallu J

..

",""t.,lt.. tlH

Trabalho completo

Essas iniciativas foram discutidas em reuniões com os bibliotecários da Rede
Sirius, responsáveis em suas bibliotecas pela BDTD/UERJ. Constatou-se que as
inovações citadas contribuíram para atingir resultados positivos, tais como:
a) aumento no número de acessos à BDTD/UERJ (Gráfico 1);
b) acesso rápido e pontual às normas de padronização adotadas pela
Universidade, com o Roteiro em arquivo pdf;
c) adesão dos programas ampliada: em 2006, de 46 programas, 10%
depositavam, em 2011, esse percentual foi de 93%;
d) otimização do fluxo de trabalho, com as diretrizes elaboradas pelo
NProtec e os procedimentos gerais;
e) criação da política mandatória na Universidade 1 ;
f) ampliação global da visibilidade de discentes, docentes, da Rede Sirius e
da Universidade.

IUOOO

~õo o ll

4'0000

~

r-------------------------------------~
A t6SS0S

11 20Q7

11 2008

11 2009

" 2010

" 2011

Gráfico 1 - Acessos à BDTD/UERJ no período de 2007 a 2011
Fonte: Os autores, 2011.

Contudo, percebeu-se ainda a necessidade de um instrumento que facilitasse
a elaboração da TOE, dentro dos padrões estabelecidos no Roteiro, atribuindo
qualidade aos arquivos de teses e dissertações. Assim, foi desenvolvido o produto
TDELine, considerado uma inovação radical na Rede Sirius.

3 TDELine: um produto inovador

o Modelo de Padronização On-line para Teses e Dissertações Eletrônicas
(TDELine), disponibilizado em 2011, foi desenvolvido pela Universidade do Estado
do Rio de Janeiro (UERJ) por meio de uma parceria entre a Rede Sirius / NProtec e
a SR-2 / Serviço de Apoio à Decisão (SERAD).
1

Deliberação 006/2009 (UNIVERSIDADE ... , 2009).

79

�;:

5mlin!rio

1:i

KaôoNI dr

;:

libiiG1euJ

...

~.lot' 5IQIiü

Serviços e ferramentas de normalização da apresentação de documentos
Trabalho completo

o sistema, vinculado ao Sistema SR2 de Gestão Integrada (S2gi), tem como
objetivo principal favorecer a elaboração dos elementos pré-textuais do trabalho
acadêmico, de mestrandos e doutorandos, de acordo com o Roteiro para
apresentação das teses e dissertações da Universidade do Estado do Rio de
Janeiro, organizado com base nas normas da Associação Brasileira de Normas
Técnicas (ABNT).
O TDELine armazena as informações permitindo que sejam alteradas em
qualquer etapa do processo de inclusão de dados, independente do local onde o
aluno esteja conectado, uma vez que o sistema é on-line. Oferece, ainda, facilidades
como a consolidação dos elementos pré-textuais em um arquivo pdf, pronto para ser
salvo e/ou impresso e o upload de arquivo pdf contendo os elementos textuais e
pós-textuais, reunindo, automaticamente, esses arquivos, em um único arquivo pdf.
Otimizar o tempo dos alunos na preparação dos elementos pré-textuais do
trabalho e dos bibliotecários no que se refere à orientação quanto à normalização,
garantindo assim a padronização da apresentação das teses e dissertações da
UERJ, constitui-se no principal benefício possibilitado pelo sistema.
A estrutura, do TDELine está organizada em em três níveis: Aluno, Biblioteca
e Técnico.
No nível Aluno, os alunos matriculados nos cursos de pós-graduação stricto
sensu da UERJ podem acessar o sistema pela intranet da SR2, mediante login e
senha, no endereço &lt;hUp://www.intranet.sr2.uerj.br/&gt;. Esse nível está organizado
nos módulos Início, Meu Modelo e FAQ.
O módulo Início apresenta dicas rápidas sobre a apresentação gráfica e os
elementos pré-textuais, textuais e pós-textuais das teses e dissertações. Os tópicos,
que aparecem em forma de link, remetem às explicações e aos exemplos
apresentados no Roteiro para apresentação das teses e dissertações da
Universidade do Estado do Rio de Janeiro (Figura 3).
DEPG

DEPESQ

DCARH

CEADS

DCI

SR2

Home

.1 Bem Vindo,ALUNO DE TE STE

Sua conta

::&gt;LI,; .::&gt; Slema

Log out
v

G) 14:58:04

,y~ ,",~slao

Inleg aa

Bem vindo ao TDELine • Teses e Dissertações Eletrônicas.

o TD ELine é uma ferramenta para auxiliar ao aluno de pós-graduação stncto sensu da UERJ a elaborar teses e dissertações,
o escopo atual desta ferramenta oferece ao aluno mecanismos automáticos para compor os elementos pré·textuais, além de dicas para compor
os demais elementos,
Clique na opção que deseja consultar:
a, Apresentação gráfica
b, Elementos pré-textuais
c, Elementos textuais
d, Elementos pós·textuais
e, Créditos

Figura 3 - Módulo Início - Nível Aluno
Fonte: MACHADO, R. L. et aI., 2011 c.

Os dados sobre o aluno, que estão na base da S2gi, são automaticamente
recuperados e mostrados no módulo Meu Modelo. Nesse módulo, os elementos

80

�;:

5mlin!rio

1:i

KaôoNI dr

;:

libiiG1euJ

...

~.lot' 5IQIiü

Serviços e ferramentas de normalização da apresentação de documentos
Trabalho completo

pré-textuais (capa, anverso da folha de rosto, folha de aprovação, dedicatória,
agradecimentos, epígrafe, resumos, listas e sumário) são apresentados em abas e,
dentro de cada uma delas, aparecem campos que devem ser preenchidos pelos
alunos com dados sobre o seu trabalho. Além disso, o aluno pode consolidar os
elementos pré-textuais em arquivo pdf, acessar o FAQ, solicitar a catalogação na
fonte (ficha catalográfica) e acompanhar esse processo.
O módulo Meu Modelo permite, ainda, a consolidação dos arquivos dos
elementos pré-textuais, textuais e pós-textuais em um único arquivo em pdf e
apresenta mensagens de ajuda e de alerta que auxiliam no preenchimento dos
campos e orientam sobre o funcionamento do sistema (Figura 4).

DEPG

.l.

DEPESO

DCA RH

De l

CEADS

SR2

Home

Sua conta

Log oui

0

14 04 16

Bem V ind o , A L UrJO DE TE STE 5

~~

C ontato

1_ _ _
AA
_ e_xa--,
' p_a_rte_te_xt_ua_1e....:.p_ós_.t_
e xt_ua_I

_----'

SOUCITAR CA TA LOGAçÃO

Nome:

ALUNO DE TESTE 5

Ma tn'cu la :

ME1(J20014

Programa : ENFERrV1AGEM

tJivel:

MESTRADO ACADÊMICO
Folha d e Ro sto

Fo lh a de A p r o .... a ç ~ D

Oe.di c.a tó r ia

A g rade-oime-nta&lt;s

Epí grafe

+

Ca p a
Para efetuar mudi1nçns rlO nrqul\10, diQ,ue no botão Salvar.
A capa MO é contada como folha para efeitos de pilqinaçáo#

~ capa_12985B6952454.pdf
Nom e Completo
Utllizarlelms maJlIsculas e
Ex.: Vltóna nam de Souza

mmU5.cul~s.

Título : s ublít ulo tse hou ve rl

W

~I

Figura 4 - Módulo Meu Modelo - Nível Aluno

Fonte: MACHADO, R. L. et aI., 2011c.

O módulo FAQ apresenta as perguntas e as respostas mais frequentes sobre
a utilização do TDELine e sobre as normas adotadas pela UERJ para padronização
das teses e dissertações (Figura 5).

81

�Serviços e ferramentas de normalização da apresentação de documentos

;:

5mlin!rio

1:i

KaôoNI dr

;:
...

libiiG1euJ

Trabalho completo

~.lot' 5IQIiü

DEPESQ

DEPG

DCARH

CEADS

DCI

Home Sua conta Log out

SR2

1 Bem Vi ndo, ALUHO DE TESTE
Perguntas Fequentes IFAQI

[I
1. Quais são os elementos pré-textuais obrigatórios de umatese ou dissertação?
2. Qual é acor da capade uma tese oudissertação?

P Quais S30 os elementos pré-textuais obrigatórios de uma tese ou dissertação?
R Capa, lombada, Folha de rosto (anversoe verso). Folha de aprovação, Resumo emlíngua porluguesa, Resumo emlíngua estnmgeira e Sumário.

P Qual é a cor da capa de umatese ou dissertaç30?
R Azul-rei

Figura 5 - Módulo FAQ - Nível Aluno
Fonte: MACHADO, R. L. et aI., 2011 c.

o

nível Biblioteca do TDELine, acessado exclusivamente pelos bibliotecários
da Rede Sirius, mediante login e senha, permite o acompanhamento on-line das
solicitações de catalogação na fonte (Figura 6).
DEPG

DEPESQ

DCARH

CEADS

DCI

SR2

Home Suaconta Log out

J. BemVinda, BIBLIOTECA DETESTE

0L JI

G) 133416

....

Lista de Modelos
Matricula

4

Aluno

Programa

Titulo

Status

001020011

TESTE2

ENF

111

ME10l 0034

ALUNO DE
TESTE

ENF

Aincorporação dos principios éticMoutrinários eorganizativos do SUS por profissionaisde
saúde: um estudo de representações sociais

ME1020012

TESTE3

ENF

Contributo minimo em direito de autor

PENDENTE
REVISÃO
SOLICITADA
OK'

ME1120007

TESTE7

ENF

Diálogos entresaberes do senso comum eda ciência na consu~a de enfemnagem

PENDENTE

ME1120010

TESTE 10

ENF

Empresas brasileiras eo ERP

PENDENTE

• modelos com status 'OK' podem ser alterados em qualquer tempo.

Figura 6 - Lista de Modelos - Nível Biblioteca
Fonte: MACHADO, R. L. et aI., 2011 b.

Neste nível são exibidos os dados provenientes do Nível Aluno - Módulo
Meu Modelo, essenciais à elaboração da catalogação na fonte (ficha catalográfica)
da tese ou dissertação. O sistema disponibiliza telefone e e-mail dos alunos,
provenientes do S2gi, favorecendo a comunicação entre eles e os bibliotecários
(Figura 7).

82

�Serviços e ferramentas de normalização da apresentação de documentos

;:

5mlin!rio

1:i

KaôoNI dr

;:

libiiG1euJ

...

~.lot' 5IQIiü

Trabalho completo

Inf[JrmaÇlDes. d~[) M[)del[) (Tese)

ro M:&gt;:I!o):i :
- 11200:11

111
111

(li

.

res.:

1 &amp;\- t3 N.:j)11 CI2 oll.l;,lra

2:111

ar I

Procurar ...

Figura 7 - Dados do aluno e de seu trabalho - Nível Biblioteca

Fonte: MACHADO, R. L. et aI., 2011 b.

o nível Técnico possibilita o gerenciamento do Módulo FAQ e a geração de
relatórios e estatísticas de uso do sistema. O acesso a esse nível, realizado
mediante login e senha, é restrito ao NProtec e ao SERAD (Figura 8).

83

�;:

5mlin!rio

1:i

KaôoNI dr

;:

libiiG1euJ

...

~.lot' 5IQIiü

DEPG

1

Serviços e ferramentas de normalização da apresentação de documentos
Trabalho completo

DEPESO

DCARH

CEADS

DC I

SR2

Home

Sua conta

Log oUl

0

17:(

Be m Vi nda, SIMONE

Gerenciar FAQ
Inserir Novo Item I
1. Como utilizar o TDElI ne?
2. Ouais são os elementos pré-textuais obrigatórios de uma tese ou dissertação?
3. Oual é a cor da capa de uma tese ou dissertação?
Editar

Excluir

Editar

Excluir

P: Como ut ilizar o TOELine?
R Consultar o Guia do usuário disponível em arquivo anexo.
Anexo anexo_1 30 1069686987 pdf

P: Quais são os elem entos pré-t extuais obrigatórios de uma t ese ou dissertação?

R: Capa, lombada, Folha de rosto (anverso e verso), Folha de aprovação, Resumo em língua portuguesa, Resumo em língua estrangeira e
Sumário.

Editar

ExclUir

P: Qual é a cor da capa de um a tese ou dissertação?

R: Awl-rei

Figura 8 - Nível Técnico - Módulo FAQ
Fonte: MACHADO, R. L. et aI., 2011a.

Com o intuito de agregar valor ao sistema TDELine, favorecendo a
divulgação, criou-se a logomarca para o sistema, Para tanto, a parceria com a Seção
de Divulgação (SEDIV) do Núcleo de Memória, Informação e Documentação (MIO)
da Rede Sirius foi fundamental.
Ações para favorecer o acesso ao sistema e para consolidar a marca foram
realizadas, a saber:
a) registro do programa no Instituto Nacional de Propriedade Industrial
(INPI)2;
b) elaboração e divulgação de manuais de utilização do sistema para alunos
e bibliotecários;
c) elaboração e distribuição de to/der para divulgação do sistema;
d) realização de palestras e cursos.
A avaliação do TDELine tem sido feita mediante teedback dos bibliotecários e
discentes, que enviam críticas e sugestões para melhoria do sistema. O NProtec as
recebe e procede à análise das questões, algumas solucionadas no próprio Núcleo e
outras encaminhadas ao suporte técnico do sistema.
A previsão para a segunda versão do sistema é em 2012, em virtude da
publicação da segunda edição do Roteiro institucional.

Quanto ao registro de programa de computador no INPI, é importante ressaltar que o regime de proteção é o
mesmo dado às obras literárias pela legislação de direitos autorais, sendo facultado ao inventor realizar esse
registro. Os benefícios advindos do registro dizem respeito à: resguardar a autoria da criação perante terceiros,
garantir a proteção do nome comercial do programa e, ainda, o titular do programa registrado pode ''[. .. ] opor-se
à reprodução indevida ou não autorizada de sua criação, apresentando o direito exclusivo de produzir, usar e
comercializar a sua invenção [ ... ]" (REDE ... , 2010).
2

84

�;:

5mlin!rio

1:i

KaôoNI dr

;:

libiiG1euJ

...

~.lot' 5IQIiü

Serviços e ferramentas de normalização da apresentação de documentos
Trabalho completo

4 Considerações finais
Atualmente os processos inovativos permeiam as organizações e instituições
como fatores cruciais para alcançar alto nível de produtividade e competitividade,
distinguindo-se no mercado, e obtendo, assim, posição diferenciada. Isto também
ocorre na academia, com propósitos diferenciados.
Inseridas neste contexto, as universidades têm apresentado diversos casos
de inovação, principalmente no âmbito da pesquisa científica, que tem nos
programas de pós-graduação um lócus de excelência.
As bibliotecas universitárias acompanham essas tendências e buscam
estabelecer dinâmicas inovativas nos seus processos, como no caso da implantação
da BDTD na UERJ. Os processos inovativos, para agregar valor à BDTD e aos
arquivos das TDEs, envolveram parceiros da própria UERJ e alcançaram os
objetivos propostos.
O desenvolvimento do Modelo de Padronização On-line para Teses e
Dissertações Eletrônicas (TDELine) constitui-se na principal inovação para agregar
valor às TDEs da Universidade. Este sistema é um recurso facilitador na elaboração
das partes pré-textuais do trabalho, e permite consolidar todas as partes
constitutivas do trabalho, otimizando a elaboração do arquivo digital da TDE.
A dinâmica do mundo moderno traz desafios para as instituições acadêmicas,
suas bibliotecas e os profissionais que nelas atuam. Contudo, surgem oportunidades
que favorecem o desenvolvimento da inovação, seja em processos, produtos ou
serviços diferenciados, que atendam às demandas específicas de uma dada
comunidade.

6 Referências
BRASIL. Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior. Portaria nO
13, de 15 de fevereiro de 2006. Institui a divulgação digital das teses e dissertações
produzidas pelos programas de doutorado e mestrado reconhecidos. Diário Oficial
[da] República Federativa do Brasil, Brasília, DF, n. 35, 17 de fev. Seção I, p. 15,
2006.
BRASIL. Presidência da República. lei nO 9.394 de 20 de dezembro de 1996.
Estabelece as Diretrizes e Bases da educação nacional. Disponível em:
&lt;http://www.tesouroJazenda.gov.br/gfm/legislacao/lei9394_96.pdf&gt;. Acesso em: 12
maio 2010.
CAMPELLO, B.S. Teses e dissertações. In: CAMPELLO, B. S.; CENDÓN, B.V.;
KREMER, J. M. (Org.). Fontes de Informação para pesquisadores e
profissionais. Belo Horizonte: Ed. UFMG, 2000. p. 121-128.
CARVALHO, M. B.; DIAS, J. C.
Rio de Janeiro: PoD Ed., 2011.

v.;

RITTO, A. C. A. Gestão da inovação nas ICTs.

MACHADO, R. L. et aI. TDELine: modelo de padronização on-line para teses e
dissertações eletrônicas: guia do administrador. Versão 1.0. Rio de Janeiro:

85

�;:

5mlin!rio

1:i

KaôoNI dr

;:

libiiG1euJ

...

~.lot' 5IQIiü

Serviços e ferramentas de normalização da apresentação de documentos
Trabalho completo

UERJ/Rede Sirius, NProtec, 2011 a.
MACHADO, R. L. et aI. TDELine: modelo de padronização on-line para teses e
dissertações eletrônicas: guia do bibliotecário. Versão 1.0. Rio de Janeiro:
UERJ/Rede Sirius, NProtec, 2011 b.
TDELine: modelo de padronização on-line para teses e dissertações
eletrônicas: guia do usuário. Versão 1.0. Rio de Janeiro: UERJ/Rede Sirius, NProtec,
2011c.

_ _ _o

ORGANIZAÇÃO PARA COOPERAÇÃO E DESENVOLVIMENTO ECONÔMICO.
Manual de Oslo: diretrizes para coleta e interpretação de dados sobre inovação. 3.
ed. Rio de Janeiro: FINEP, 2005.
RANGANATHAN, S. R. The five laws of library science. Madras: The Madras
Library Association, 1931.
REDE MINEIRA DE PROPRIEDADE INTELECTUAL. Propriedade intelectual.
2010. Disponível em:
&lt;http://www.redemineirapi.com/scripts/site/index.php?area=propriedadelntelectual&gt;.
Acesso em: 05 abr. 2012.
SCHUMPETER, J. A. Teoria do desenvolvimento econômico. Rio de Janeiro:
Fundo de Cultura, 1961.
SILVA, N. C. Repositório digital na universidade pública: o caso da Biblioteca
Digital de Teses e Dissertações da Universidade do Estado do Rio de Janeiro
(UERJ). Orientadora: Rosali Fernandez de Souza. 2011. 141 f. Dissertação
(Mestrado em Ciência da Informação) - Faculdade de Administração e Ciências
Contábeis, Universidade Federal do Rio de Janeiro em convênio com o Instituto
Brasileiro de Informação em Ciência e Tecnologia, Rio de Janeiro, 2011.
UNIVERSIDADE DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO. Biblioteca Digital de Teses e
Dissertações da UERJ. 2007. Disponível em: &lt; http://www.bdtd.uerj.br&gt;. Acesso
em: 13 mar. 2012 .
- - -.

Rede Sirius. Núcleo de Processos Técnicos. Procedimentos das
bibliotecas em relação à BDTD e fluxo de trabalho das secretarias de pósgraduação: mapeamento. Rio de Janeiro, 2010.
Reitoria. Deliberação 006, de 16 de janeiro de 2009. Dispõe sobre a
inserção de dissertação na Biblioteca Digital de Teses e Dissertações - BDTD/UERJ.
Rio de Janeiro, 2009.

_ _ _ o

WITTER, G. P. Pós-graduação e produção científica: a questão de autoria.
Transinformação, Campinas, SP, v. 1, n. 1, p. 29-37, 1989.

86

�</text>
                  </elementText>
                </elementTextContainer>
              </element>
            </elementContainer>
          </elementSet>
        </elementSetContainer>
      </file>
    </fileContainer>
    <collection collectionId="49">
      <elementSetContainer>
        <elementSet elementSetId="1">
          <name>Dublin Core</name>
          <description>The Dublin Core metadata element set is common to all Omeka records, including items, files, and collections. For more information see, http://dublincore.org/documents/dces/.</description>
          <elementContainer>
            <element elementId="50">
              <name>Title</name>
              <description>A name given to the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51396">
                  <text>SNBU - Edição: 17 - Ano: 2012 (UFRGS - Gramado/RS)</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="49">
              <name>Subject</name>
              <description>The topic of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51397">
                  <text>Biblioteconomia&#13;
Documentação&#13;
Ciência da Informação&#13;
Bibliotecas Universitárias</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="41">
              <name>Description</name>
              <description>An account of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51398">
                  <text>Tema: A biblioteca universitária como laboratório na sociedade da informação.</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="39">
              <name>Creator</name>
              <description>An entity primarily responsible for making the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51399">
                  <text>SNBU - Seminário Nacional de Bibliotecas Universitárias</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="45">
              <name>Publisher</name>
              <description>An entity responsible for making the resource available</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51400">
                  <text>UFRGS</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="40">
              <name>Date</name>
              <description>A point or period of time associated with an event in the lifecycle of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51401">
                  <text>2012</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="44">
              <name>Language</name>
              <description>A language of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51402">
                  <text>Português</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="51">
              <name>Type</name>
              <description>The nature or genre of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51403">
                  <text>Evento</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="38">
              <name>Coverage</name>
              <description>The spatial or temporal topic of the resource, the spatial applicability of the resource, or the jurisdiction under which the resource is relevant</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51404">
                  <text>Gramado (Rio Grande do Sul)</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
          </elementContainer>
        </elementSet>
      </elementSetContainer>
    </collection>
    <itemType itemTypeId="8">
      <name>Event</name>
      <description>A non-persistent, time-based occurrence. Metadata for an event provides descriptive information that is the basis for discovery of the purpose, location, duration, and responsible agents associated with an event. Examples include an exhibition, webcast, conference, workshop, open day, performance, battle, trial, wedding, tea party, conflagration.</description>
    </itemType>
    <elementSetContainer>
      <elementSet elementSetId="1">
        <name>Dublin Core</name>
        <description>The Dublin Core metadata element set is common to all Omeka records, including items, files, and collections. For more information see, http://dublincore.org/documents/dces/.</description>
        <elementContainer>
          <element elementId="50">
            <name>Title</name>
            <description>A name given to the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="62727">
                <text>Gestão e inovação: agregando valor aos arquivos digitais de teses e dissertações.</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="39">
            <name>Creator</name>
            <description>An entity primarily responsible for making the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="62728">
                <text>Dib, Simnoe Faury; Silva, Neusa Cardim da</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="38">
            <name>Coverage</name>
            <description>The spatial or temporal topic of the resource, the spatial applicability of the resource, or the jurisdiction under which the resource is relevant</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="62729">
                <text>Gramado (Rio Grande do Sul)</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="45">
            <name>Publisher</name>
            <description>An entity responsible for making the resource available</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="62730">
                <text>UFRGS</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="40">
            <name>Date</name>
            <description>A point or period of time associated with an event in the lifecycle of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="62731">
                <text>2012</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="51">
            <name>Type</name>
            <description>The nature or genre of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="62733">
                <text>Evento</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="41">
            <name>Description</name>
            <description>An account of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="62734">
                <text>Apresenta as ações empreendidas na biblioteca universitária, para gerir e inovar seus processos relacionados à produção acadêmica dos programas de pós-graduação da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ), quando da implantação e gestão da Biblioteca Digital de Teses e Dissertações (BDTD). Aborda a participação da Universidade como membro cooperante do projeto da BDTD nacional, coordenada pelo Instituto Brasileiro de Informação em Ciência e Tecnologia (IBICT), e os processos inovativos desenvolvidos. Cita a importância desses processos no âmbito acadêmico, assim como nas organizações. Como resultado, apresenta o produto inovador Modelo de Padronização On-line para Teses e Dissertações Eletrônicas (TDELine) criado para agregar valor aos arquivos digitais de teses e dissertações da Universidade e para otimizar a elaboração do trabalho do discente.</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="44">
            <name>Language</name>
            <description>A language of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="69372">
                <text>pt</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
        </elementContainer>
      </elementSet>
    </elementSetContainer>
  </item>
  <item itemId="5872" public="1" featured="0">
    <fileContainer>
      <file fileId="4936">
        <src>http://repositorio.febab.org.br/files/original/49/5872/SNBU2012_011.pdf</src>
        <authentication>22e98b99e762ab5f8f20e045c1cbf7a0</authentication>
        <elementSetContainer>
          <elementSet elementSetId="4">
            <name>PDF Text</name>
            <description/>
            <elementContainer>
              <element elementId="92">
                <name>Text</name>
                <description/>
                <elementTextContainer>
                  <elementText elementTextId="62726">
                    <text>;;

:li

Seml~

Serviços e ferramentas de normalização da apresentação de documentos

Nadomld@:

_ '~:1 ~::=as
"."0_0_

Resumo expandido

COMPETÊNCIA INFORMACIONAL DO EDITOR DE PERiÓDICOS
CIENTíFICOS E O PAPEL EDUCACIONAL DA BIBLIOTECA E
DO BIBLIOTECÁRIO NA DISPONIBILIZAÇÃO DE CONTEÚDOS
COM QUALIDADE: O Portal de Periódicos da UFSC

Andréa Figueiredo Leão Grants 1 , Roberta Moraes de Bem 2 Maria
Bernardete Martins Alves 3
1Bibliotecária, Mestranda em Literatura, Universidade Federal de Santa Catarina,
Florianópolis, Santa Catarina
2Bibliotecária, Mestre e doutoranda em Engenharia e Gestão do Conhecimento,
Universidade Federal de Santa Catarina, Florianópolis, Santa Catarina
3Bibliotecária, Mestre em Engenharia de Produção, Universidade Federal de Santa
Catarina, Florianópolis, Santa Catarina

1 Introdução

o dia a dia no trabalho com os editores das revistas hospedadas no
Portal de Periódicos (PP) eletrônicos da Universidade Federal de Santa
Catarina (UFSC), revelou a necessidade de oferecer apoio no uso das normas
de documentação que orientam a publicação de periódicos e artigos científicos.
O uso adequado das normas de documentação além de contribuir para a
padronização, visam aumentar a visibilidade das publicações tendo em vista
sua indexação em bases de dados nacionais e internacionais. Para alcançar
esses objetivos, visibilidade e reconhecimento, são necessários que os
principais atores envolvidos no processo, autores e editores, reconheçam a
importância da normalização.
Para Fachin (2002, p. 67) "Os periódicos científicos, em especial os onfine, têm como função primordial a disseminação e a recuperação da
informação, além do importante papel de visibilidade, tanto para as
publicações, como para seus autores e editores.".
A partir da constatação desta necessidade e sempre visando a
qualidade dos conteúdos disponibilizados, duas linhas de ação foram
desenhadas:
a) desenvolvimento das competênicias informacionais - visando obter
resultado imediato, mas também duradouro, pois se baseia na idéia
de trabalhar as competências informacionais a partir da
implementação de seminários de atualização oferecidos aos editores
das revistas cientificas. Resultado de uma parceria entre o Programa
de Capacitação vinculado ao Serviço de Referência, e a Gestão do
Portal de Periódicos da UFSC, do Serviço de Periódicos da BU.
Os seminários tem o propósito de ampliar e desenvolver as
competências informacionais dos editores das revistas científicas,
enquanto gestores do processo editorial preocupados com a
qualidade e visibilidade, que passam dentre outras, pela adoção de

69

�;;

:li

Seml~

Serviços e ferramentas de normalização da apresentação de documentos

Nadomld@:

_ '~:1 ~::=as
"."0_0_

Resumo expandido

um padrão de qualidade para alcançar o prestigio nacional e
internacional;
b) pesquisa descritiva para análise de citações: está em curso um
trabalho de análise de citações para avaliar a qualidade/precisão das
citações e referências dos artigos publicados nas revistas do portal
de periódicos da UFSC, de forma que seja possível obter um
panorama da situação e formular estratégias mais pontuais de
alcance dos resultados. O PP da UFSC foi criado oficialmente em
maio de 2008 e em 2009 a responsabilidade da gestão passou para
a Biblioteca Universitária (BU). Na ocasião foi designado um
Conselho Consultivo e Deliberativo que estabelece os critérios e
analisa as solicitações de inclusão e permanência das revistas no
Portal.
O modelo de gestão adotado pelo PP é baseado nos seguintes pilares:
visibilidade, padronização e credibilidade. Esses pilares relacionados aos
princípios (disseminação, fidedignidade e acessibilidade) defendidos e
considerados pelos movimentos Open Archives Iniciative (OAI) e Open Access
Movement (OA) (FERREIRA, 2008).
Esse modelo alterou significativamente a relação dos atores envolvidos
nesse processo. Autores, editores e bibliotecários precisam desenvolver
determinadas competências que garantam a manutenção desses pilares como
caminho para alcançar os princípios defendidos pelo movimento do acesso
aberto.
Segundo Maimone e Tálamo (2008) uma possível consequência disso é
o aumento da participação do bibliotecário no processo editorial das revistas
científicas, para os quais os conhecimentos e habilidades de normalização e
gestão são muito importantes.

2 Materiais e Métodos
Os seminários fazem parte do Programa de capacitação da BU em
consonância com o cronograma de cursos apresentado pela equipe do PP, aos
editores no início do ano letivo. Tem como foco habilitar o editor científico, por
meio da apresentação das normas de documentação da Associação Brasileira
de Normas Técnicas (ABNT), que estão entre as normas recomendadas pelas
diretrizes do Portal:
a) NBR 6021/2003 - Publicação periódica científica impressa;
b) NBR 6022/2003 - Artigo em publicação periódica científica
impressa;
c) NBR 6023/2002 - Referências;
d) NBR 6028/2002 - Resumo;
e) NBR 10520/2002 - Citações em documentos;
f) O material utilizado são as próprias normas e os tutoriais
desenvolvidos pela Biblioteca.

70

�;;

:li

Seml~

Serviços e ferramentas de normalização da apresentação de documentos

Nadomld@:

_ '~:1 ~::=as
"."0_0_

Resumo expandido

A dinâmica compreende exposlçao oral, discussões, e realização de
exercícios no Laboratório de Recursos Informacionais e Normalização
(LABORIN). Além disso, a biblioteca disponibiliza uma equipe de bibliotecários
para atendimento à questões pontuais e, reuniões pré-agendadas durante todo
o ano.
Com relação ao trabalho de análise de citações, trata-se de pesquisa
descritiva de análise das citações e referências. As informações coletadas são
transferidas para formulários padrão que devem conter: os dados do periódico
no todo, os tipos de "erros" encontrados na citação e na referência e demais
informações como: informação aos autores, mídia da revista, (se somente
digital, digital e impressa),forma de acesso, inclusão na lista Qualis, se
indexada, qual o serviço, etc.

3 Resultados Parciais/Finais

o

estabelecimento de critérios de padronização e normalização,
conjuntamente com os editores, de suas publicações, tendo em vista a
importância as adoção de parâmetros de qualidade e cientificidade de um
periódico. Conforme Ferreira e Targino (2010), dentre as dificuldades
encontradas para a adoção de um novo modelo de periódicos, que se
estabeleça, por meio da inovação tecnológica e utilização de repositórios e
portais de acesso aberto, está o desconhecimento de padrões para citar as
publicações e a rejeição às normas de documentação.

4 Considerações Parciais/Finais
Preocupada com a visibilidade desses periódicos, que cresce também
na medida de sua qualidade, a biblioteca espera que tais ações contribuam
para a melhoria da gestão do PP. A análise das citações e referências
possibilitará a visualização de tendências, de modo a convergir os editores
para um caminho de orientação, padronização e efetiva qualidade das revistas.

5 Referências
FACHIN, Gleisy Regina Bories. Modelo de avaliação para periódicos
científicos on-line: proposta de indicadores bibliográficos e telemáticos.
Florianópolis, 2002. 206 f. Dissertação (Mestrado) - Universidade Federal de
Santa Catarina, Centro Tecnológico. Programa de Pós-Graduação em
Engenharia de Produção. Disponível em:
&lt;http://www.tede.ufsc.br/teses/PEPS1964-D.pdf&gt;. Acesso em: 26 abro 2012.
FERREIRA, Sueli M. S. P. Repositórios versus revistas científicas:
convergências e convivências. In: FERREIRA, S. M. S. P.; TARGINO, Maria

71

�;;

:li

Seml~

Serviços e ferramentas de normalização da apresentação de documentos

Nadomld@:

_ '~:1 ~::=as
"."0_0_

Resumo expandido

das Graças. Mais sobre revistas científicas: em foco a gestão. São Paulo:
SENAC São Paulo, 2008. p. 111-137.
FERREIRA, Sueli M. S. P; TARGINO, Maria das Graças. (Org.).
Acessibilidade e visibilidade de revistas científicas eletrônicas. São Paulo:
SENAC; Cengage Learning, 2010.
MAIMONE, Giovana; TÁLAMO, Maria de Fatima. A atuação do bibliotecário no
processo de editoração de periódicos cientificos. Revista ACB: Biblioteconomia
em Santa Catarina, Florianópolis, v. 13, n. 2, p. 301-321, jul.ldez., 2008.

72

�</text>
                  </elementText>
                </elementTextContainer>
              </element>
            </elementContainer>
          </elementSet>
        </elementSetContainer>
      </file>
    </fileContainer>
    <collection collectionId="49">
      <elementSetContainer>
        <elementSet elementSetId="1">
          <name>Dublin Core</name>
          <description>The Dublin Core metadata element set is common to all Omeka records, including items, files, and collections. For more information see, http://dublincore.org/documents/dces/.</description>
          <elementContainer>
            <element elementId="50">
              <name>Title</name>
              <description>A name given to the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51396">
                  <text>SNBU - Edição: 17 - Ano: 2012 (UFRGS - Gramado/RS)</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="49">
              <name>Subject</name>
              <description>The topic of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51397">
                  <text>Biblioteconomia&#13;
Documentação&#13;
Ciência da Informação&#13;
Bibliotecas Universitárias</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="41">
              <name>Description</name>
              <description>An account of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51398">
                  <text>Tema: A biblioteca universitária como laboratório na sociedade da informação.</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="39">
              <name>Creator</name>
              <description>An entity primarily responsible for making the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51399">
                  <text>SNBU - Seminário Nacional de Bibliotecas Universitárias</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="45">
              <name>Publisher</name>
              <description>An entity responsible for making the resource available</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51400">
                  <text>UFRGS</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="40">
              <name>Date</name>
              <description>A point or period of time associated with an event in the lifecycle of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51401">
                  <text>2012</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="44">
              <name>Language</name>
              <description>A language of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51402">
                  <text>Português</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="51">
              <name>Type</name>
              <description>The nature or genre of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51403">
                  <text>Evento</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="38">
              <name>Coverage</name>
              <description>The spatial or temporal topic of the resource, the spatial applicability of the resource, or the jurisdiction under which the resource is relevant</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51404">
                  <text>Gramado (Rio Grande do Sul)</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
          </elementContainer>
        </elementSet>
      </elementSetContainer>
    </collection>
    <itemType itemTypeId="8">
      <name>Event</name>
      <description>A non-persistent, time-based occurrence. Metadata for an event provides descriptive information that is the basis for discovery of the purpose, location, duration, and responsible agents associated with an event. Examples include an exhibition, webcast, conference, workshop, open day, performance, battle, trial, wedding, tea party, conflagration.</description>
    </itemType>
    <elementSetContainer>
      <elementSet elementSetId="1">
        <name>Dublin Core</name>
        <description>The Dublin Core metadata element set is common to all Omeka records, including items, files, and collections. For more information see, http://dublincore.org/documents/dces/.</description>
        <elementContainer>
          <element elementId="50">
            <name>Title</name>
            <description>A name given to the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="62718">
                <text>Competência informacional do editor de periódicos científicos e o papel educacional da biblioteca e do bibliotecário na disponibilização de conteúdos com qualidade: o Portal de Periódicos da UFSC.</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="39">
            <name>Creator</name>
            <description>An entity primarily responsible for making the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="62719">
                <text>Grants, Andréa Figueiredo Leão; Bem, Roberta Moraes de; Alves, Maria Bernardete Martins</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="38">
            <name>Coverage</name>
            <description>The spatial or temporal topic of the resource, the spatial applicability of the resource, or the jurisdiction under which the resource is relevant</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="62720">
                <text>Gramado (Rio Grande do Sul)</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="45">
            <name>Publisher</name>
            <description>An entity responsible for making the resource available</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="62721">
                <text>UFRGS</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="40">
            <name>Date</name>
            <description>A point or period of time associated with an event in the lifecycle of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="62722">
                <text>2012</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="51">
            <name>Type</name>
            <description>The nature or genre of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="62724">
                <text>Evento</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="41">
            <name>Description</name>
            <description>An account of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="62725">
                <text>Aponta a importância da normalização dos periódicos e artigos científicos, hospedadas no Portal de Periódicos da Universidade Federal de Santa Catarina. o dia a dia no trabalho com os editores das revistas hospedadas no Portal de Periódicos (PP) eletrônicos da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), revelou a necessidade de oferecer apoio no uso das normas de documentação que orientam a publicação de periódicos e artigos científicos. O uso adequado das normas de documentação além de contribuir para a padronização, visam aumentar a visibilidade das publicações tendo em vista sua indexação em bases de dados nacionais e internacionais. Para alcançar esses objetivos, visibilidade e reconhecimento, são necessários que os principais atores envolvidos no processo, autores e editores, reconheçam a importância da normalização.</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="44">
            <name>Language</name>
            <description>A language of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="69371">
                <text>pt</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
        </elementContainer>
      </elementSet>
    </elementSetContainer>
  </item>
  <item itemId="5871" public="1" featured="0">
    <fileContainer>
      <file fileId="4935">
        <src>http://repositorio.febab.org.br/files/original/49/5871/SNBU2012_010.pdf</src>
        <authentication>fc4f8f460ade3352163850e442db505f</authentication>
        <elementSetContainer>
          <elementSet elementSetId="4">
            <name>PDF Text</name>
            <description/>
            <elementContainer>
              <element elementId="92">
                <name>Text</name>
                <description/>
                <elementTextContainer>
                  <elementText elementTextId="62717">
                    <text>! ==~~
;:

8t.'bllotu.~

"JIIIi

Ullll.,.,rllt:trlilS

Serviços e ferramentas de normalização da apresentação de documentos
Resumo expandido

PERCEPÇÃO DA NECESSIDADE DE ELABORAÇÃO DE UM
GUIA DE NORMALIZAÇÃO DE TRABALHOS ACADÊMICOS
Roseli Senna Prestes*, Marilene Correa Barbosa*, Simone Tarouco
Przyby/ski*
*Especialistas em Gerenciamento e Desenvolvimento de Sistemas de Informação em Ciência
e Tecnologia, Universidade Federal do Rio Grande, Rio Grande, RS.

1 Introdução

Diante da constatação de que muitos cursos de graduação e pós-graduação
da Universidade Federal do Rio Grande (FURG), tais como Direito, Educação
Ambiental, Aquicultura, Engenharia Oceânica, haviam criado manuais próprios para
normalização dos trabalhos acadêmicos, percebeu-se a necessidade da elaboração
de um manual único visando à aplicação das normas da Associação Brasileira de
Normas Técnicas (ABNT) na instituição.
A falta de uso das Normas Brasileiras (NBRs) como instrumento principal de
normalização de trabalhos e a substituição deste por outras ferramentas alternativas,
não recomendadas para sua elaboração, motivou o grupo a iniciar o trabalho, diante
da percepção do baixo uso das normas impressas.
Outro problema levantado, por meio da avaliação institucional realizada em
2011 pela Comissão Própria de Avaliação (CPA) da FURG, é que 45% de nosso
público desconhece a possibilidade de acesso online às normas da ABNT, este fato
comprovado pelo pequeno número de acessos a ABNT Coleção.
Anteriormente constatou-se que muitos trabalhos inseridos na Biblioteca
Digital de Teses e Dissertações (BOTO) não se enquadravam nas normas, com
relação aos itens exigidos pela plataforma. Isto foi determinante para a criação de
uma equipe de trabalho com a finalidade de elaborar um Guia de Normalização de
Trabalhos Acadêmicos da FURG.
Também a falta de padronização dos Trabalhos de Conclusão de Curso
(TCC) recebidos pelo Sistema de Bibliotecas (SiB) ratificou a necessidade detectada
anteriormente.
Uma das primeiras dificuldades relatadas pelos acadêmicos em especial no
entendimento da norma da ABNT NBR 14724 é quando diz: "Os documentos
relacionados a seguir são indispensáveis à aplicação deste documento. [ .. .]"
(ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE NORMA TÉCNICAS, 2001, p. 1, grifo nosso). Logo
após são relacionadas as normas que também devem ser consultadas, porém ao
buscar a referida norma para apresentação de trabalhos acadêmicos eles
acreditam que esta deveria contemplar toda a gama de informações necessárias
para a elaboração do trabalho e quando percebem esse equivoco começam as
dúvidas.
Analisando o panorama nacional das bibliotecas universitárias constatou-se
que grande parte já havia criado seu próprio guia ou manual, comprovando a

65

�! ==~~
;:

8t.'bllotu.~

"JIIIi

Ullll.,.,rllt:trlilS

Serviços e ferramentas de normalização da apresentação de documentos
Resumo expandido

percepção do grupo.
O trabalho realizado tem por objetivo elaborar um roteiro para servir de
facilitador no uso das normas da ABNT, além de oferecer um modelo estruturado,
utilizando um editor de texto (Word), visando suprir a carência de informações
percebidas.

2 Materiais e Métodos
Para realização do referido Guia de Normalização foi feito um estudo prévio
das normas da ABNT, um levantamento das mesmas para definição de quais seriam
trabalhadas e, a partir daí, iniciaram-se as reuniões periódicas, análise das
pesquisas desenvolvidas na área e consulta aos trabalhos criados em outras
bibliotecas, bem como revisão de literatura.
O público atingido refere-se aos acadêmicos em fase de conclusão de curso
de graduação e de pós-graduação. A amostragem foi feita a partir da análise desses
discentes da FURG.
As normas da ABNT utilizadas como instrumentos para a realização deste
trabalho foram:
NBR 14724 04/2011 Informação e documentação - Trabalhos acadêmicos Apresentação;
NBR 6024 03/2012 Informação e Documentação - Numeração progressiva das
seções de um documento escrito - Apresentação
NBR 6027 OS/2003 Informação e Documentação - Sumário - Apresentação
NB R 6028 11/2003 Informação e Documentação - Resumo - Apresentação
NBR 6023 08/2002 Informação e documentação - Referências - Elaboração
NBR 10520 08/2002 Informação e documentação - Citações em documentos Apresentação
Além delas, foi utilizado o Relatório Final da Pesquisa de Satisfação dos
Discentes Quanto as Bibliotecas do SiB/FURG - 2011.
Para a coleta de dados foram extraídas as informações do questionário dos
discentes de graduação e pós-graduação da universidade, utilizado no processo
Pesquisa de Satisfação dos Discentes Quanto as Bibliotecas do SiB/FURG - 2011, e
também através da observação e exame de documentos.
A análise foi feita a partir dos dados extraídos dos gráficos apresentados no
Relatório Final do SiB.

3 Resultados Parciais/Finais
Até o presente momento tivemos como resultado a emissão de Portaria pela

66

�! ==~~
;:

8t.'bllotu.~

"JIIIi

Ullll.,.,rllt:trlilS

Serviços e ferramentas de normalização da apresentação de documentos
Resumo expandido

FURG, nomeando a Comissão de Normalização, o que propiciou autonomia ao
grupo de trabalho.
Outro resultado importante foi a contratação do acesso eletrônico as normas
da ABNT no âmbito da instituição, o que permite a atualização permanente das
normas.
Com este trabalho pretende-se disponibilizar o Guia de Normalização de
Trabalhos Acadêmicos online, através do site do SiB, proporcionando uma
orientação sobre o uso das normas essenciais para o seu desenvolvimento (TCC,
Trabalho de Graduação Interdisciplinar, TCC de Especialização e/ou
Aperfeiçoamento, Dissertações e Teses). Também será disponibilizado um modelo
de trabalho acadêmico em Word no referido site, com o propósito de facilitar a
formatação.
Este guia servirá de instrumento para padronização aos trabalhos emanados
da instituição, tornando-se um documento de referência para a comunidade
acadêmica.
Na conclusão do trabalho, pretende-se capacitar os discentes no uso das
normas e das ferramentas disponíveis, através de treinamentos sobre o tema.

4 Considerações Parciais/Finais
A intenção inicial era elaborar um único documento que contemplasse todas
as normas de documentação, porém, devido a complexidade do trabalho e com o
objetivo de agilizar a disponibilização do guia, optou-se por fracionar o mesmo em
três partes, conforme abaixo:
1a parte
Introdução
NBR 1472404/2011
NBR 6028 11/2003
NBR 6027 OS/2003
NBR 6024 OS/2012
2a parte
NBR 6023 08/2002

3a parte
NBR 10520 08/2002
A Comissão de Normalização ao finalizar a revisão das referidas partes e,
logo que forem disponibilizadas, pretende desenvolver um novo trabalho em que
serão objeto de estudo as demais normas de documentação.

67

�! ==~~
;:

8t.'bllotu.~

"JIIIi

Ullll.,.,rllt:trlilS

Serviços e ferramentas de normalização da apresentação de documentos
Resumo expandido

Cabe às bibliotecas universitárias buscar a padronização dos trabalhos
acadêmicos e orientar os discentes para isso. Espera-se que haja reconhecimento e
aplicabilidade desse trabalho no âmbito da instituição.

5 Referências
ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE NORMAS TÉCNICAS. NBR 14724: Informação e
documentação - Trabalhos acadêmicos - Apresentação. Rio de Janeiro, 2011.
UNIVERSIDADE FEDERAL DO RIO GRANDE. Pesquisa de satisfação dos
discentes quanto as bibliotecas do SiB/FURG - 2011: Relatório Final. Rio
Grande, 2012.

68

�</text>
                  </elementText>
                </elementTextContainer>
              </element>
            </elementContainer>
          </elementSet>
        </elementSetContainer>
      </file>
    </fileContainer>
    <collection collectionId="49">
      <elementSetContainer>
        <elementSet elementSetId="1">
          <name>Dublin Core</name>
          <description>The Dublin Core metadata element set is common to all Omeka records, including items, files, and collections. For more information see, http://dublincore.org/documents/dces/.</description>
          <elementContainer>
            <element elementId="50">
              <name>Title</name>
              <description>A name given to the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51396">
                  <text>SNBU - Edição: 17 - Ano: 2012 (UFRGS - Gramado/RS)</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="49">
              <name>Subject</name>
              <description>The topic of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51397">
                  <text>Biblioteconomia&#13;
Documentação&#13;
Ciência da Informação&#13;
Bibliotecas Universitárias</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="41">
              <name>Description</name>
              <description>An account of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51398">
                  <text>Tema: A biblioteca universitária como laboratório na sociedade da informação.</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="39">
              <name>Creator</name>
              <description>An entity primarily responsible for making the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51399">
                  <text>SNBU - Seminário Nacional de Bibliotecas Universitárias</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="45">
              <name>Publisher</name>
              <description>An entity responsible for making the resource available</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51400">
                  <text>UFRGS</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="40">
              <name>Date</name>
              <description>A point or period of time associated with an event in the lifecycle of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51401">
                  <text>2012</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="44">
              <name>Language</name>
              <description>A language of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51402">
                  <text>Português</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="51">
              <name>Type</name>
              <description>The nature or genre of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51403">
                  <text>Evento</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="38">
              <name>Coverage</name>
              <description>The spatial or temporal topic of the resource, the spatial applicability of the resource, or the jurisdiction under which the resource is relevant</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51404">
                  <text>Gramado (Rio Grande do Sul)</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
          </elementContainer>
        </elementSet>
      </elementSetContainer>
    </collection>
    <itemType itemTypeId="8">
      <name>Event</name>
      <description>A non-persistent, time-based occurrence. Metadata for an event provides descriptive information that is the basis for discovery of the purpose, location, duration, and responsible agents associated with an event. Examples include an exhibition, webcast, conference, workshop, open day, performance, battle, trial, wedding, tea party, conflagration.</description>
    </itemType>
    <elementSetContainer>
      <elementSet elementSetId="1">
        <name>Dublin Core</name>
        <description>The Dublin Core metadata element set is common to all Omeka records, including items, files, and collections. For more information see, http://dublincore.org/documents/dces/.</description>
        <elementContainer>
          <element elementId="50">
            <name>Title</name>
            <description>A name given to the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="62709">
                <text>Percepção da necessidade de elaboração de um guia de normalização de trabalhos acadêmicos.</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="39">
            <name>Creator</name>
            <description>An entity primarily responsible for making the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="62710">
                <text>Prestes, Roseli Senna; Barbosa, Marilene Correa; Przybylski, Simnoe Tarouco</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="38">
            <name>Coverage</name>
            <description>The spatial or temporal topic of the resource, the spatial applicability of the resource, or the jurisdiction under which the resource is relevant</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="62711">
                <text>Gramado (Rio Grande do Sul)</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="45">
            <name>Publisher</name>
            <description>An entity responsible for making the resource available</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="62712">
                <text>UFRGS</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="40">
            <name>Date</name>
            <description>A point or period of time associated with an event in the lifecycle of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="62713">
                <text>2012</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="51">
            <name>Type</name>
            <description>The nature or genre of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="62715">
                <text>Evento</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="41">
            <name>Description</name>
            <description>An account of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="62716">
                <text>Evidencia a falta do uso das Normas Brasileiras por parte dos alunos dos cursos de graduação e pós-graduação da Universidade Federal do Rio Grande (FURG). O trabalho realizado tem por objetivo elaborar um roteiro para servir de facilitador no uso das normas da ABNT, além de oferecer um modelo estruturado, utilizando um editor de texto (Word), visando suprir a carência de informações percebidas.</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="44">
            <name>Language</name>
            <description>A language of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="69370">
                <text>pt</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
        </elementContainer>
      </elementSet>
    </elementSetContainer>
  </item>
  <item itemId="5870" public="1" featured="0">
    <fileContainer>
      <file fileId="4934">
        <src>http://repositorio.febab.org.br/files/original/49/5870/SNBU2012_009.pdf</src>
        <authentication>860b12befabc1232886e3091392aaa5e</authentication>
        <elementSetContainer>
          <elementSet elementSetId="4">
            <name>PDF Text</name>
            <description/>
            <elementContainer>
              <element elementId="92">
                <name>Text</name>
                <description/>
                <elementTextContainer>
                  <elementText elementTextId="62708">
                    <text>i
~

s.enW!~riO
~d!:

= :~I::::1D

Tipologias e características das fontes de informação e de seus autores
Trabalho completo

AFILIAÇÃO INSTITUCIONAL EM PERiÓDICOS
BRASILEIROS DE PSICOLOGIA
Ana Rita Junqueira Linguanotto 1, Maria Marta Nascimento 1
1Bibliotecárias, Universidade de São Paulo, Instituto de Psicologia, Biblioteca Dante
Moreira Leite,São Paulo, SP

Resumo
Analisa as afiliações institucionais dos autores de artigos das revistas
científicas nacionais da área de psicologia, publicadas por Instituições de
Ensino Superior Brasileiras (universidades, faculdades, programas de pósgraduação) e presentes nos Portais SciELO e PePSIC, para verificar a forma
como essas informações estão incluídas nas revistas e o impacto no trabalho
desempenhado pelo bibliotecário para a inclusão dessas informações nas
bases de dados. Considera a responsabilidade do autor no momento da
submissão do artigo, que se estende pelo processo editorial, de publicação e
se encerra com o trabalho do bibliotecário quando da inclusão nas bases de
dados referenciais e de texto completo. Espera-se a partir dessa análise, obter
resultados que possam alertar os autores, editores e bibliotecários para o valor
estratégico na adoção de padrões para a descrição da afiliação institucional,
procurando garantir, assim, a recuperação correta para medição nos índices,
contribuindo para o avanço das Instituições de Ensino Superior nacionais, no
indicador produtividade científica, nas classificações nacionais e internacionais.
Nessa mesma linha, espera-se colaborar com as revistas nacionais da área de
psicologia para que alcancem melhores resultados nas avaliações.

Palavras-Chave:
Afiliação Institucional; Periódicos Científicos; Periódicos Eletrônicos;
Bases de Dados; Produtividade Científica.

Abstract
It analyzes the institutional affiliations of the authors considering national
scientific journals in the field of psychology, published by Brazilian institutions of
higher education (universities, colleges, post-graduate programs) and available
in SciELO and PePSIC, to verify the way that institutional affiliation are
displayed in the journals. Considers the autho(s responsibility in articles
submission, followed by the editorial process, publication, finishing with the
work of the librarians in the process of include this information in databases. It is
expected that the results can alert the authors, publishers and librarians to the

54

�i
~

s.enW!~riO
~d!:

= :~I::::1D

Tipologias e características das fontes de informação e de seus autores
Trabalho completo

strategic value in adopting standards for the description of institutional affiliation,
ensuring the right and relevant information retrieval by the ranking indexes,
contributing to the advancement of brazilian higher education institutions, in the
scientific production indicator, as well as to the national and international
rankings. In the same way, it is expected to benefit brazilian journals in
psychology to acquire better ratings.

Keywords:
Institutional Affiliation; Scientific Journals; Electronic Periodicals; Data
Bases; Scientific Production.

1 Introdução
Em meio à necessidade premente em atingir boas colocações nos
rankings da ciência vivenciada atualmente pelas instituições de ensino e
pesquisa e frente aos avanços das tecnologias de informação e comunicação,
as bibliotecas universitárias vêm ganhando destaque pelo papel atuante de
formadora de competências e habilidades informacionais, contribuindo para o
avanço científico e tecnológico das instituições a qual pertencem.
É nesse contexto, que a Biblioteca Dante Moreira Leite do Instituto de
Psicologia da Universidade de São Paulo (IPUSP), considerada referência para
a América Latina na Área de Psicologia (BVS-PSI, s.d.), vem se destacando
nos últimos onze anos enquanto responsável pela gestão técnica da Biblioteca
Virtual em Saúde - Psicologia da União Latino-Americana de Entidades de
Psicologia do Brasil (BVS-Psi ULAPSI Brasil).
Um dos papéis relevantes desempenhado pela Biblioteca do IPUSP em
relação à BVS-Psi ULAPSI Brasil é a coordenação técnica das redes sociais de
bibliotecários, editores e outros profissionais responsáveis pela manutenção e
divulgação das fontes de informação dessa BV. Além disso, é responsável,
também, por capacitar os bibliotecários e técnicos de informação para o uso
das metodologias e aplicativos da Biblioteca Virtual e na descrição bibliográfica
e recuperação da informação em bases de dados.
A principal base de dados da BVS-Psi ULAPSI Brasil é o Index Psi
Periódicos, uma base de dados referencial, com o objetivo de reunir, organizar,
controlar e prover o acesso à literatura nacional publicada em periódicos de
Psicologia e áreas afins. O Index Psi Periódicos serve também como suporte
informacional na área de Psicologia para a Base LlLACS (Literatura
Latinoamericana em Ciências da Saúde) desenvolvida e coordenada pelo
Centro Latino-Americano e do Caribe de Informação em Ciências da Saúde
(BIREME-OPAS-OMS).
Inicialmente, o Index Psi Periódicos era mantido e atualizado pela equipe
de bibliotecários da PU C-Campinas e contava com aproximadamente 18 mil
registros, reunindo mais de 20 anos de literatura publicada em
aproximadamente 112 títulos. A partir do ano de 2001, a coordenação do Index
passou a ser da Biblioteca Dante Moreira Leite e a atividade de indexação na

55

�i
~

s.enW!~riO
~d!:

= :~I::::1D

Tipologias e características das fontes de informação e de seus autores
Trabalho completo

base passou a ser realizada de forma descentralizada, contando com o
trabalho cooperativo da Rede de Bibliotecas de Psicologia (ReBAP), composta
por 176 bibliotecas espalhados por todo o Brasil. Atualmente, mais de 140
títulos estão cadastrados no Index Psi Periódicos.
Nesses 11 anos de atividades, graças ao trabalho da Rede, a Base
cresceu em média 122%, contando, atualmente, com aproximadamente 40 mil
registros de periódicos.
A experiência na coordenação da ReBAP, aliada ao envolvimento da
equipe da Biblioteca nas atividades relacionadas ao desenvolvimento e
manutenção dos padrões de qualidade exigidos para revistas científicas, fez
com que se passasse a observar mais criteriosamente a editoração e a forma
de apresentação de informações nos artigos. Essas informações são
essenciais para indexação e recuperação de dados importantes que venham
atribuir crédito e qualidade ao veículo de informação e à Instituição a qual este
está vinculado, dando sua contribuição para a evolução das instituições de
ensino superior nos rankings nacionais e internacionais.
Nesse contexto, buscou-se analisar as afiliações institucionais dos
autores de artigos das revistas científicas nacionais da área de psicologia
publicadas por Instituições de Ensino Superior Brasileiras (universidades,
faculdades, programas de pós-graduação) e presentes nos Portais SciELO
(Scientific Electronic Library Online) e PePSIC (Periódicos Eletrônicos em
Psicologia), para verificar a forma como essas informações estão incluídas nas
revistas e o impacto no trabalho desempenhado pelo bibliotecário para a
inclusão dessas informações nas bases de dados.
A responsabilidade para uma adequada apresentação dessas
informações começa com o autor no momento da submissão do artigo, passa
pelo processo editorial e de publicação e se encerra com o trabalho do
bibliotecário quando da inclusão nas bases de dados referenciais e de texto
completo.
Espera-se a partir dessa análise, obter resultados que possam alertar os
autores, editores e bibliotecários para o valor estratégico na adoção de padrões
para a descrição da afiliação institucional, procurando garantir, assim, a
recuperação correta para medição nos índices, contribuindo para o avanço das
Instituições de Ensino Superior nacionais, no indicador Produtividade Científica,
nas classificações nacionais e internacionais. Nessa mesma linha, espera-se
colaborar com as revistas nacionais da área de psicologia para que alcancem
melhores resultados nas avaliações.

2 Revisão de Literatura
Nas últimas décadas, tem sido crescente o interesse de autoridades
governamentais e de especialistas ligados ao setor de ciência e tecnologias
(C&amp; T) por indicadores quantitativos que auxiliem no monitoramento, no
planejamento e na tomada de decisões políticas para esse setor (SANTOS,
2003).
A área do conhecimento que se dedica a estudar a ciência e a produção

56

�i
~

s.enW!~riO
~d!:

= :~I::::1D

Tipologias e características das fontes de informação e de seus autores
Trabalho completo

científica é chamada de cienciometria ou cientometria. Segundo Leta (2011),
essa área se originou no século XX e seus objetos de análise disseminam
rapidamente, "sendo incorporados aos processos de formulação de indicadores
objetivos, quantitativos, elaborados por órgãos de governo com o intuito de
medir e avaliar a ciência de um país, de uma área e mesmo de uma
comunidade" (p. 66).
Apesar de ressalvas, polêmicas e críticas por parte de estudiosos em
diversas áreas do conhecimento, Oliveira e Gracio (2011), acenam para a
confiabilidade e tangibilidade dos indicadores de produção, ligação e citação.
Santos e Kobashi (2005), definem tais indicadores:
•

Indicadores de Produção Científica - elaborados a partir da quantidade
de publicações por tipo de documento, instituição, país, áreas do
conhecimento, etc.

•

Indicadores de Citação - estabelecidos pela contagem do número de
citações recebidas por uma publicação de artigo de periódico. É o meio
mais reconhecido de atribuir crédito ao autor.

•

Indicadores de Ligação - elaborados a partir de co-ocorrências de autoria,
citações e palavras e utilizados para a construção de mapas de estruturas
de conhecimento e de redes de relacionamento entre pesquisadores,
instituições e países. Usa técnicas de análise estatística de agrupamentos.

No contexto brasileiro, as instituições públicas federais e estaduais de
ensino superior vem conquistando posições nos rankings internacionais pelo
cumprimento de critérios de avaliação exigidos pelas empresas especializadas,
a exemplo do Times Higher Education, o OS World University Ranking da
Ouacquarelli Symonds e o ranking ibero-americano do SClmago Institutions
Ranking (SI R).
O Times Higher Education, classificação britânica elaborada em parceria
com a empresa Thomson Reuters, responsável pela base de dados Web of
Science e Journal Citation Reports (JCR) é um dos mais expressivos rankings
mundiais de avaliação de universidades. Utiliza 13 indicadores, distribuídos em
cinco categorias para a avaliação: ambiente de ensino, inovação,
internacionalização, pesquisa (volume, investimento e reputação) e citações
(influência da pesquisa). (UNIVERSIDADE DE SÃO PAULO, 2012).
O Essential Science Indicators (2005), um dos produtos da Thomson
disponível na ISI Web of Knowledge , permite mensurar o desempenho da
ciência e rastrear sua tendência. Essa ferramenta analisa cerca de 8.500 títulos
de revistas de todo o mundo (indexadas pela Thomson), e possibilita verificar o
desempenho da pesquisa nos diversos países, instituições, autores, revistas,
artigos. Classifica cientistas, instituições, periódicos e países pelo número de
artigos publicados, citações recebidas e citações feitas por artigo.
O OS World University Ranking, compilado pela empresa Ouacquarelli
Symonds Intelligence Unit em conjunto com seu conselho de líderes
acadêmicos mundiais é extensamente utilizado como referência por

57

�i
~

s.enW!~riO
~d!:

= :~I::::1D

Tipologias e características das fontes de informação e de seus autores
Trabalho completo

universitários, profissionais acadêmicos e governos de todo o mundo 1.
O indicador de produtividade científica, medido em número de artigos
publicados é comum para todos os rankings. Conforme destacado pelo site
Pesquisa Mundi (2010), o relatório ibero-americano inclui como critério de
avaliação o índice de publicações entre as 25% melhores revistas do mundo,
chamado "Best Journals".
Chega-se assim ao foco desse estudo, que é alertar os envolvidos no
processo de produção científica para a importância da forma de inclusão da
afiliação institucional nos artigos de periódicos científicos, que reflete
diretamente nos indicadores de produtividade. Valentim (2009) exemplifica
claramente quando comenta que a identidade da produção está atrelada ao
pesquisador e à Instituição a qual pertence. Comenta ainda que os rankings
cruzam prioritariamente os dados institucionais a outros que podem ser por
departamento na instituição, regionais, nacionais, por área do conhecimento,
entre outros.
Nesse contexto, a biblioteca universitária, que serve de apoio ao ensino
e pesquisa acadêmica, precisa atualizar-se constantemente de modo a
subsidiar as necessidades informacionais de sua comunidade. É através do
bibliotecário e de suas competências e habilidades pessoais e coletivas, as
quais comportam vários níveis de complexidade: técnica, estética, ética e
política, que se verifica o processo de criação, de avaliação e de uso da
informação para tomada de decisão (VITORINO; PIANTOLA, 2011).

3 Materiais e Métodos
Tomaram-se como base empírica os periódicos de psicologia publicados
por instituições de ensino superior brasileiras (universidades, faculdades,
programas de pós-graduação) e disponíveis nos portais SciELO e PePSIC, até
a data limite de 25 de abril de 2012. Essa amostra contabilizou 27 títulos.
Desses periódicos, foram selecionados os últimos fascículos publicados
online e analisadas as informações referentes à afiliação institucional dos
autores dos artigos.
A coleta dos dados sobre afiliação institucional foi realizada
selecionando, de maneira aleatória, cinco artigos de cada periódico, totalizando
135 artigos.
Os dados foram agrupados em uma tabela do programa Excel® para
análise comparativa.

4 Resultados
Como resultado da análise dos dados sobre afiliação institucional dos

1

Recuperado de ht1p://www.lopuniversilies.com/universily-rankings/world-universily-rankings

58

�i
~

s.e nW! ~riO
~d!:

= :~I::::1D

Tipologias e características das fontes de informação e de seus autores
Trabalho completo

autores dos artigos publicados nos 27 fascículos consultados, observou-se que
não há um padrão único adotado pelas revistas, corroborando com o problema
inicial deste trabalho, conforme apresentado no Gráfico 1. Apesar disso,
percebeu-se que as revistas seguem um modelo para a apresentação dessa
informação em seus artigos.
Gráfico 1 - Padrão de apresentação da afiliação institucional nos artigos
de revistas de psicologia (porcentagem)

• apresentam a instituição
logo após a indicação de
autoria

4%

• apresentam a
fOl'mação/gra u de
titu lação antes da
afi liação instituciona l
não mantém o padrão
dentm do m es mo
fascícu lo

Fonte: Gráfico produzido pelas autoras.

Na área da Psicologia, é comum as revistas adotarem o padrão
normativo da American Psychological Association (APA) para formatarem seus
artigos. De acordo com o Manual de Publicação da APA (2010), o autor, ao
submeter seu trabalho para publicação, deve informar sua afiliação institucional
e, no caso de ser vinculado a mais de uma instituição, pode mencionar as
duas, desde que ambas ofereceram suporte substancial à realização do
trabalho.
O que se observou nessa análise das revistas brasileiras de psicologia,
é que, em muitos casos, é apresentado uma espécie de mini currículo do autor,
especificando sua formação e o local onde se deu seus estudos, atuações
anteriores e as áreas de interesse. Contudo, o vínculo atual aparece disperso
entre as informações, conforme Quadro 1. Além disso, é comum encontrar as
instituições designadas apenas por siglas.
Pelo exemplo apresentado no Quadro 1 é possível notar, também, que a
localização geográfica da instituição não é apresentada. Isso ocorreu com 33%
da amostra pesquisada.

59

�i
~

s.enW! ~riO
~ d!:

= :~I::::1D

Tipologias e características das fontes de informação e de seus autores
Trabalho completo

Quadro 1 - Modelo de afiliação institucional encontrada nas revistas de
psicologia

Sobre os autores:

XXXX, possui, graduação em Ciências Sociais Bacharelado e Licenciatura pela Universidade
Federal tlrt liHr (1978), mestrado em Programa de Pós-Graduação Em Sociologia pela
Universidade Federal
(1980) e doutorado no Programa de Pós-Graduação em Sociologia
pela Universidade Federal mH (2002). Atualmente, é Professor Adjunto na Universidade
Federal ***** e foi Chefe do Departamento de Sociologia no período 2006-8. Tem experiência
na área de Sociologia, com ênfase em Sociologia do Trabalho e Metodologia de Pesquisa,
atuando prtncipalmente nos seguintes temas: processo de trabalho, agroindústria, novas
tecnologias, globalização, sociologia das profissões, estudos de gênero e sociologia da
juventude. E-mail: @@@@@
*Um

yyyy, concluiu a licenciatura em Ciências Sociais na ~Si g l a da Instituição" em 2005 e o
Bacharelado em 2007. Foi bolsista de iniciação científica PIBIC na "Sigla da Instituição".
Trabalhou no período março 2007 a novembro de 2008 na Secretaria de Educação de Campo
Bom. Trabalha atualmente na "Sigla da Instituição" no Departamento Jurídico. Em agosto de
2009 concluiu um curso de Especialista em Gestão Escolar na Universidade um . E-mail:
@@@@@
Fonte: Recuperado de www.scielo.br e htlp://portal.pepsic.bvsalud.org/phplindex.php?lang=pt
Nota: Informações pessoais foram preservadas visando manter o anonimato.

Conforme descrito no manual de indexação das bases LlLACS e Index
Psi Periódicos (CENTRO LATINO-AMERICANO E DO CARIBE DE INFORMAÇÃO
EM CIÊNCIAS DA SAÚDE, 2008) é recomendado informar a cidade e o país da
instituição à qual o autor estava vinculado quando da realização e submissão
do trabalho aprovado para publicação. Na análise realizada nesse trabalho,
pode-se verificar que pouco mais da metade dos periódicos apresentam o local
da instituição ou o endereço do autor, conforme representado no Gráfico 2.
Quanto à indicação do país de origem dos autores ou das instituições às
quais os autores estão vinculados, apenas 44% da amostra analisada
apresenta a informação.

60

�i
~

s.e nW! ~riO
~d!:

Tipologias e características das fontes de informação e de seus autores

= :~I::::1D

Trabalho completo

Gráfico 2 - Localização geográfica-cidade (porcentagem)

• apresenta a cid ade da
in st ituiçãooLl do autor
• não a prese nta a cid ade

• às vezes apresenta

Fonte: Gráfico produzido pelas autoras.

Gráfico 3 - Localização geográfica/país (porcentagem)

• a present a país da
i nstitu ição OLl do autor

• apre.sent a o país só
qu an do o autoré
estrangeiro
• não apresent a o pa ,ís

Fonte: Gráfico produzido pelas autoras.

Foram encontradas situações em que o endereço publicado era o
pessoal do autor e não o endereço da Instituição ao qual este é vinculado (ver,
por exemplo, informações do Quadro 2).
Devido à falta de padrão por parte dos periódicos, o bibliotecário, ao
cadastrar os artigos preenchendo os campos específicos, precisa ficar atento
para não confundir a cidade e país da instituição com o endereço pessoal dos
autores, visto que muitas revistas oferecem as duas opções. Além disso, em

61

�i
~

s.enW!~riO
~d!:

= :~I::::1D

Tipologias e características das fontes de informação e de seus autores
Trabalho completo

alguns casos, essa informação é inexistente, obrigando o indexador a optar
pelo preenchimento do campo como "sem país" (s.p). Isso, com certeza, irá
prejudicar a recuperação da informação nas bases de dados.
Tão prejudicial quanto a falta de informação, os erros e incoerências na
apresentação da afiliação institucional podem fazer com que o trabalho do
pesquisador jamais seja recuperado em sua instituição de origem. Exemplos
estão ilustrados na Quadro 2.
Quadro 2 - Erros e incoerências na apresentação da afiliação institucional

XXXXX
Universidad de Málaga. Espanha

Endereço para correspondência
Avenida Grande Oriente, nOxx - Renascença I
CEP xxxx-xxx São Luis - MA

XXXXX
Doutoranda em Educação (PPGEdu/FACEd/UFRGS).
e-mail: @@@@@

I Universidade Estadual de Campinas, Faculdade de Educação. Campinas,
SP, Brasil
II Universidade de São Paulo, Faculdade de Filosofia, Ciências e Letras.
Batatais, ISP, Brasil.
III Universidade de São Paulo, Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto,
Departamento de Neurociências e Ciências do Comportamento. R. Tenente
Catão Roxo, 14049-900 Ri bei rão Preto, SP, Brasi I. Correspondênci a
para/Correspondence to: X.XXXX. E-mafl:@@@@
Fonte: Recuperado de www.scielo.br e http://portal.pepsic.bvsalud.org/php/index.php?lang=pt
Nota: Informações pessoais foram preservadas visando manter o anonimato.

5 Considerações Finais
Os dados de afiliação institucional encontrados nos periódicos
analisados comprovam que não há um padrão único e adequado para a
descrição dessa informação. Isso evidencia a falta de reflexão para a

62

�i
~

s.enW!~riO
~d!:

= :~I::::1D

Tipologias e características das fontes de informação e de seus autores
Trabalho completo

importância desse dado e a necessidade de maior divulgação das orientações
cabíveis.
Como consequência da informação de afiliação inadequada, a produção
científica publicada nos periódicos nacionais pode fica dispersa, acarretando
desvios e imprecisão, não sendo computada quando submetida às buscas em
bases de dados. Os dados institucionais dispersos impactam de imediato e
negativamente nas classificações, tanto para as instituições quantos para os
autores a elas vinculados. Do mesmo modo, impactam no trabalho do
bibliotecário responsável pela inclusão dos artigos dessas revistas em bases
de dados.
Visto que a afiliação institucional é um dos principais requisitos
considerado pelos órgãos responsáveis pela elaboração dos rankings de
produtividade científica de instituições de ensino e pesquisa, recomenda-se
maior atenção na elaboração desse item ao se publicar um artigo.
Os bibliotecários, atentos à necessidade de desenvolvimento constante
de habilidades e competências, devem contribuir significativamente na
transformação desse cenário, contribuindo para o aprimoramento das revistas
brasileiras, tornando-as mais competitivas para aceitação nas bases de dados
internacionais. Desse modo, estará contribuindo para a evolução do Brasil no
cenário da produção científica internacional.
Além disso, cabe ao bibliotecário atuar como educador na comunidade
científica a qual está vinculado, alertando os autores de artigos científicos e
editores de periódicos da importância da correta elaboração de informações
institucionais.

6 Referências
BVS-Psi ULAPSI BRASIL. Histórico do projeto. [s.d.]. Disponível em:
http://www.bvs-psi.org.br/php/level.php?lang=pt&amp;component=19&amp;item=37. Acesso em
23 abro 2012.
CENTRO LATINO-AMERICANO E DO CARIBE DE INFORMAÇÃO EM CIÊNCIAS DA
SAÚDE. Metodologia LlLACS: manual de descrição bibliográfica. 7. ed. São Paulo:
Bireme-OPAS-OMS. 2008.
ESSENTIAL science indicators: Capacitada pela ISI Web of Knowledge. [S.I.]:
Thomson, 2005. (Cartão de consulta rápida). Disponível em: &lt;http://ipscience.thomsonreuters.com/m/pdfs/mgr/esi-1 005-q-pt.pdf&gt;. Acesso em 20 jun. 2012.
LETA, Jacqueline. Indicadores de desempenho, ciência brasileira e a cobertura das
bases informacionais. Revista USP, São Paulo, n. 89, p. 62-77, mar.lmaio, 2011.
Dispon ível
em:
&lt;http://rusp.scielo.br/scielo. php?script=scLpdf&amp;pid=S01 0399892011000200005&amp;lng=pt&amp;nrm=iso&amp;tlng=pt&gt;. Acesso em 18 jun. 2012.
OLIVEIRA, Ely Francina Tannuri de; GRACIO, Maria Cláudia Cabrini. Indicadores
bibliométricos em ciência da informação: análise dos pesquisadores mais produtivos

63

�i
~

s.enW!~riO
~d!:

= :~I::::1D

Tipologias e características das fontes de informação e de seus autores
Trabalho completo

no tema estudos métricos na base Scopus. Perspectivas em Ciência da Informação,
Belo Horizonte, v. 16, n. 4, p.16-28, out./dez., 2011.
PESQUISA MUNDI. USP lidera ranking ibero-americano de universidades mais
produtivas. 2010. Disponível em: &lt;http://www.pesquisamundi.org/2010/06/usp-lideraranking-ibero-americano-de.html&gt;. Acesso em 23 abro 2012.
SANTOS, Raimundo Nonato Macedo dos. Produção científica: o que medir, por que
medir? Revista Digital de Biblioteconomia e Ciência da Informação, Campinas, v.
1, n. 1, p. 22-38, jul..dez. 2003. Disponível em:
&lt; http://epri nts. rei is. org/bitstream/ 10760/6264/1 /RD BC 1-03. pdf&gt;. Acesso em 17 j un.
2012.
SANTOS, Raimundo Nonato Macedo dos; KOBASHI, Nair Y. Aspectos metodológicos
da produção de indicadores em ciência e tecnologia. In: ENCONTRO NACIONAL DE
CIÊNCIA DA INFORMAÇÃO (CINFORM): INFORMAÇÃO, CONHECIMENTO E
SOCIEDADE DIGITAL, 6., 2005, Salvador. Anais ... Salvador: Universidade Federal da
Bahia, 2005. V. 1. Disponível em
&lt;http://www.cinform.ufba.br/vi_anais/docs/RaimundoNonatoSantos.pdf&gt;. Acesso em 20 jun.
2012.

UNIVERSIDADE DE SÃO PAULO. Instituto de Ciências Matemáticas e de
Computação. Assistência Técnica Acadêmica. USP sobe 54 posições no ranking do
The Times Higher Education. São Carlos, 2012. Disponível em:
&lt;http://www.icmc.usp.br/-sacadem/colegiados/CPq/premios/ranking.html&gt; .
Acesso em: 26 abro 2012.
VALENTIM, Marta. Indicadores de medição científica e importância da afiliação
institucional. Jornal UNESP, São Paulo, v. 22, n. 248, set., 2009.
VITORINO, Elizete Vieira; PIANTOLA, Daniela. Dimensões da competência
informacional. Ciência da Informação, Brasília, v. 40, n. 1, p. 99-110, jan./abr., 2011.

64

�</text>
                  </elementText>
                </elementTextContainer>
              </element>
            </elementContainer>
          </elementSet>
        </elementSetContainer>
      </file>
    </fileContainer>
    <collection collectionId="49">
      <elementSetContainer>
        <elementSet elementSetId="1">
          <name>Dublin Core</name>
          <description>The Dublin Core metadata element set is common to all Omeka records, including items, files, and collections. For more information see, http://dublincore.org/documents/dces/.</description>
          <elementContainer>
            <element elementId="50">
              <name>Title</name>
              <description>A name given to the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51396">
                  <text>SNBU - Edição: 17 - Ano: 2012 (UFRGS - Gramado/RS)</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="49">
              <name>Subject</name>
              <description>The topic of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51397">
                  <text>Biblioteconomia&#13;
Documentação&#13;
Ciência da Informação&#13;
Bibliotecas Universitárias</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="41">
              <name>Description</name>
              <description>An account of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51398">
                  <text>Tema: A biblioteca universitária como laboratório na sociedade da informação.</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="39">
              <name>Creator</name>
              <description>An entity primarily responsible for making the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51399">
                  <text>SNBU - Seminário Nacional de Bibliotecas Universitárias</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="45">
              <name>Publisher</name>
              <description>An entity responsible for making the resource available</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51400">
                  <text>UFRGS</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="40">
              <name>Date</name>
              <description>A point or period of time associated with an event in the lifecycle of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51401">
                  <text>2012</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="44">
              <name>Language</name>
              <description>A language of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51402">
                  <text>Português</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="51">
              <name>Type</name>
              <description>The nature or genre of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51403">
                  <text>Evento</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="38">
              <name>Coverage</name>
              <description>The spatial or temporal topic of the resource, the spatial applicability of the resource, or the jurisdiction under which the resource is relevant</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51404">
                  <text>Gramado (Rio Grande do Sul)</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
          </elementContainer>
        </elementSet>
      </elementSetContainer>
    </collection>
    <itemType itemTypeId="8">
      <name>Event</name>
      <description>A non-persistent, time-based occurrence. Metadata for an event provides descriptive information that is the basis for discovery of the purpose, location, duration, and responsible agents associated with an event. Examples include an exhibition, webcast, conference, workshop, open day, performance, battle, trial, wedding, tea party, conflagration.</description>
    </itemType>
    <elementSetContainer>
      <elementSet elementSetId="1">
        <name>Dublin Core</name>
        <description>The Dublin Core metadata element set is common to all Omeka records, including items, files, and collections. For more information see, http://dublincore.org/documents/dces/.</description>
        <elementContainer>
          <element elementId="50">
            <name>Title</name>
            <description>A name given to the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="62700">
                <text>Afiliação institucional em periódicos brasileiros de psicologia.</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="39">
            <name>Creator</name>
            <description>An entity primarily responsible for making the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="62701">
                <text>Linguanotto, Ana Rita Junqueira; Nascimento, Maria Marta</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="38">
            <name>Coverage</name>
            <description>The spatial or temporal topic of the resource, the spatial applicability of the resource, or the jurisdiction under which the resource is relevant</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="62702">
                <text>Gramado (Rio Grande do Sul)</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="45">
            <name>Publisher</name>
            <description>An entity responsible for making the resource available</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="62703">
                <text>UFRGS</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="40">
            <name>Date</name>
            <description>A point or period of time associated with an event in the lifecycle of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="62704">
                <text>2012</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="51">
            <name>Type</name>
            <description>The nature or genre of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="62706">
                <text>Evento</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="41">
            <name>Description</name>
            <description>An account of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="62707">
                <text>Analisa as afiliações institucionais dos autores de artigos das revistas científicas nacionais da área de psicologia, publicadas por Instituições de Ensino Superior Brasileiras (universidades, faculdades, programas de pós-graduação) e presentes nos Portais SciELO e PePSIC, para verificar a forma como essas informações estão incluídas nas revistas e o impacto no trabalho desempenhado pelo bibliotecário para a inclusão dessas informações nas bases de dados. Considera a responsabilidade do autor no momento da submissão do artigo, que se estende pelo processo editorial, de publicação e se encerra com o trabalho do bibliotecário quando da inclusão nas bases de dados referenciais e de texto completo. Espera-se a partir dessa análise, obter resultados que possam alertar os autores, editores e bibliotecários para o valor estratégico na adoção de padrões para a descrição da afiliação institucional, procurando garantir, assim, a recuperação correta para medição nos índices, contribuindo para o avanço das Instituições de Ensino Superior nacionais, no indicador produtividade científica, nas classificações nacionais e internacionais. Nessa mesma linha, espera-se colaborar com as revistas nacionais da área de psicologia para que alcancem melhores resultados nas avaliações. </text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="44">
            <name>Language</name>
            <description>A language of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="69369">
                <text>pt</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
        </elementContainer>
      </elementSet>
    </elementSetContainer>
  </item>
  <item itemId="5869" public="1" featured="0">
    <fileContainer>
      <file fileId="4933">
        <src>http://repositorio.febab.org.br/files/original/49/5869/SNBU2012_008.pdf</src>
        <authentication>a5d906c33f2b35e7c518c6fc3058e4d2</authentication>
        <elementSetContainer>
          <elementSet elementSetId="4">
            <name>PDF Text</name>
            <description/>
            <elementContainer>
              <element elementId="92">
                <name>Text</name>
                <description/>
                <elementTextContainer>
                  <elementText elementTextId="62699">
                    <text>Tipologias e características das fontes de informação e de seus autores
i!

S&lt;mio!ri,

~

~donildt
It.Dllotu.~

;:
N

Ullll,e:'ll':tflitS

Resumo expandido

AS PRIMEIRAS FORMAS DE USO DO CONHECIMENTO: A
TRANSMISSÃO ORAL DO CONHECIMENTO

Paulo de Castro Gonçalves 1, Carlos Alberto Ávila Araújo2
1Especialista pela Universidade Federal de Minas Gerais. Bibliotecário da Assembleia
Legislativa do Estado de Minas Gerais, Belo Horizonte, Minas Gerais
2Pós-doutor pela Faculdade de Letras da Universidade do Porto. Professor da Universidade
Federal de Minas Gerais, Belo Horizonte, Minas Gerais

1 Introdução
No contexto da Ciência da Informação, encontram-se estudos sobre a Gestão
da Informação, especialmente para a organização e uso da informação nas
organizações. Atualmente, há poucos estudos que definam claramente o nascimento
da prática da informação, nos primeiros modos de produção.
O objeto a ser investigado é: quais as origens históricas das práticas de uso
do conhecimento nos primeiros modos de produção?
A justificativa se dá, pois são poucos os trabalhos que abordam a questão da
origem da prática de uso do conhecimento. Parte-se do pressuposto que, para
melhor entender o porquê de um fato, é imprescindível conhecer sua gênese, ou
seja, o motivo de sua concepção, o que levou à sua construção e o que demandou
seu surgimento. Conhecer a origem de algo induz a um entendimento melhor desse
'algo', como seus focos, suas prioridades, sua evolução e porque se comporta de
uma determinada maneira e não de outra. Toda teoria nasce para esclarecer um
fenômeno natural ou factual (KUHN, 2006).
O objetivo principal da pesquisa é: traçar as origens históricas das práticas de
uso do conhecimento nos primeiros modos de produção. Para tanto, será necessário
alcançar os seguintes objetivos específicos: a) apontar as origens orais das práticas
de uso do conhecimento nas sociedades antigas; e b) mapear as origens práticas de
criação e uso do conhecimento no aparecimento das primeiras cidades.
Com relação à revisão de literatura, Weiss (2005), afirma que Roma, além de
garantir aos descendentes o domínio e a transmissão hereditária do conhecimento,
até então já adquirido por seu povo, abusou da imposição do mesmo aos povos
conquistados. Conte (1979) apontou o período feudal como o menos expressivo e
propício à produção intelectual registrada e à transmissão desse conhecimento na
história dos modos de produção da Idade Média. E ainda de acordo com esse autor,
o renascimento das cidades e o aparecimento dos burgos, provoca um renascimento
da importância do conhecimento para os meios de produção. Martins (2007) afirma

51

�2:

Sl!ntW.rio

~

~I.;lr:

= ::;:I~N

Tipologias e características das fontes de informação e de seus autores
Resumo expandido

que, já no estabelecimento das cidades e dos burgos, o mestre, além de dirigir a
oficina, era responsável por passar aos seus companheiros e aprendizes o
conhecimento que envolvia a confecção do produto.

2 Materiais e Métodos
A proposta de pesquisa é estritamente teórica, desenvolvida com base na
bibliografia produzida na CI e áreas correlatas, de forma a responder o problema e
alcançar os objetivos apontados.

3 Resultados Parciais/Finais
A pesquisa permitiu identificar como resultados parciais o deslumbramento de
que a transmissão oral do conhecimento seria anterior à teorização da Gestão da
Informação. Ela nasceria junto com os primeiros modos de produção da sociedade
ao qual se conhece, dando suporte, sobretudo, à produção agrícola das sociedades
egípcias, grega e romana, e, depois, às relações de trabalho entre os mestres e
aprendizes no renascimento das cidades no século XI. A transmissão oral do
conhecimento se daria pela comunicação oral, informal, por meio da fala. Ela ocorria
porque as formas de escrita ainda não estavam estruturadas, ou então, grande parte
dos indivíduos que detinham os modos de produção ainda não sabia ler ou escrever.
Identificou-se ainda que o conhecimento oral, nessa época, era transmitido de
três formas. A primeira, de forma natural, seja através dos descendentes nas
sociedades antigas, o que garantia que as formas de plantio e as práticas de
agricultura continuassem e evoluíssem através das gerações, como, também,
através da relação mestre/aprendiz na produção artesanal dos primeiros burgos.
Outra forma, por meio da imposição, utilizada, sobretudo pelas sociedades mais
estruturadas e com formas de cultivo e produção mais elaboradas, quando
conquistavam uma tribo ou outra sociedade. Caso a sociedade ou tribo conquistada
possuísse ou estivesse mais avançada sob algum aspecto do modo de produção, os
conquistadores poderiam apropriar-se do conhecimento dos conquistados, de modo
a alterar as próprias formas de manejo de produção e adaptar-se. Essa prática de
apropriação de conhecimento era muito comum no império romano. Com a
revolução industrial, a transmissão oral de conhecimento diminuiu significativamente
nos modos de produção, motivadas, principalmente, pelas correntes tayloristas e
fordistas, e só irão reaparecer, com mais força, no chamado capitalismo social, hoje
denominado 'organizações do conhecimento'.

52

�Tipologias e características das fontes de informação e de seus autores
2:

Sl!ntW.rio

~

~h:i1C'

:;

MIIoh~

Ri

Resumo expandido

U.ln:llhãlh...

4 Considerações Parciais/Finais
Os primeiros modos de produção da sociedade utilizavam-se de uma
quantidade pequena de conhecimento registrado, comparados com outras épocas.
Isso induz a acreditar que não havia, portanto, complexas formas de tratamento
desse conhecimento. Ao passo que os modos de produção ganhavam contornos
evolutivos, tal como a própria estruturação das relações de comércio da sociedade,
a quantidade de conhecimento registrado aumentava e seu aprendizado demandava
mais tempo, mais dedicação e mais esforço. Isso permite indagar que, à medida que
a sociedade e seus modos de produção evoluíam, a coleção de conhecimentos
crescia e as bibliotecas surgiam para organizar essa informação. De tal modo, podese indagar, também, que essa primeira fase da história seria marcada pela
transmissão oral do conhecimento. Mas, com a expansão marítima e o
mercantilismo, as relações comerciais e os modos de produção da sociedade
ganham uma rede intricada de mecanismos de controle e estruturação e as
bibliotecas surgem dessa eminente demanda.

5 Referências
KUHN, Thomas S. A Estrutura das revoluções cientificas. 9. ed. São Paulo: Ed.
Perspectiva, 2006. 257p.
WEISS, Jussemar. Roma e a questão geográfica. Biblios, Rio Grande, v. 17, p. 6369,2005.
CONTE, Giuliano. Da crise do feudalismo ao nascimento do capitalismo.
Portugal: Presença, 1979. 157 p. (Biblioteca de textos universitários, n. 22).
MARTINS, Mônica de Souza Nunes. Entre a cruz e o capital: mestres, aprendizes e
corporações de ofícios no Rio de Janeiro (1808-1824).2007.238 f. Tese (Doutorado
em História) - Instituto de Filosofia e Ciências Sociais, Universidade Federal do Rio
de Janeiro, 2007.

53

�</text>
                  </elementText>
                </elementTextContainer>
              </element>
            </elementContainer>
          </elementSet>
        </elementSetContainer>
      </file>
    </fileContainer>
    <collection collectionId="49">
      <elementSetContainer>
        <elementSet elementSetId="1">
          <name>Dublin Core</name>
          <description>The Dublin Core metadata element set is common to all Omeka records, including items, files, and collections. For more information see, http://dublincore.org/documents/dces/.</description>
          <elementContainer>
            <element elementId="50">
              <name>Title</name>
              <description>A name given to the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51396">
                  <text>SNBU - Edição: 17 - Ano: 2012 (UFRGS - Gramado/RS)</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="49">
              <name>Subject</name>
              <description>The topic of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51397">
                  <text>Biblioteconomia&#13;
Documentação&#13;
Ciência da Informação&#13;
Bibliotecas Universitárias</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="41">
              <name>Description</name>
              <description>An account of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51398">
                  <text>Tema: A biblioteca universitária como laboratório na sociedade da informação.</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="39">
              <name>Creator</name>
              <description>An entity primarily responsible for making the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51399">
                  <text>SNBU - Seminário Nacional de Bibliotecas Universitárias</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="45">
              <name>Publisher</name>
              <description>An entity responsible for making the resource available</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51400">
                  <text>UFRGS</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="40">
              <name>Date</name>
              <description>A point or period of time associated with an event in the lifecycle of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51401">
                  <text>2012</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="44">
              <name>Language</name>
              <description>A language of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51402">
                  <text>Português</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="51">
              <name>Type</name>
              <description>The nature or genre of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51403">
                  <text>Evento</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="38">
              <name>Coverage</name>
              <description>The spatial or temporal topic of the resource, the spatial applicability of the resource, or the jurisdiction under which the resource is relevant</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51404">
                  <text>Gramado (Rio Grande do Sul)</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
          </elementContainer>
        </elementSet>
      </elementSetContainer>
    </collection>
    <itemType itemTypeId="8">
      <name>Event</name>
      <description>A non-persistent, time-based occurrence. Metadata for an event provides descriptive information that is the basis for discovery of the purpose, location, duration, and responsible agents associated with an event. Examples include an exhibition, webcast, conference, workshop, open day, performance, battle, trial, wedding, tea party, conflagration.</description>
    </itemType>
    <elementSetContainer>
      <elementSet elementSetId="1">
        <name>Dublin Core</name>
        <description>The Dublin Core metadata element set is common to all Omeka records, including items, files, and collections. For more information see, http://dublincore.org/documents/dces/.</description>
        <elementContainer>
          <element elementId="50">
            <name>Title</name>
            <description>A name given to the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="62691">
                <text>As primeiras formas de uso do conhecimento: a transmissão oral do conhecimento.</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="39">
            <name>Creator</name>
            <description>An entity primarily responsible for making the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="62692">
                <text>Gonçalves, Paulo de Castro; Araújo, Carlos Alberto Ávila</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="38">
            <name>Coverage</name>
            <description>The spatial or temporal topic of the resource, the spatial applicability of the resource, or the jurisdiction under which the resource is relevant</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="62693">
                <text>Gramado (Rio Grande do Sul)</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="45">
            <name>Publisher</name>
            <description>An entity responsible for making the resource available</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="62694">
                <text>UFRGS</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="40">
            <name>Date</name>
            <description>A point or period of time associated with an event in the lifecycle of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="62695">
                <text>2012</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="51">
            <name>Type</name>
            <description>The nature or genre of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="62697">
                <text>Evento</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="41">
            <name>Description</name>
            <description>An account of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="62698">
                <text>Descreve as origens históricas das práticas de uso do conhecimento nos primeiros modos de produção.A pesquisa permitiu identificar como resultados parciais o deslumbramento de que a transmissão oral do conhecimento seria anterior à teorização da Gestão da Informação. Ela nasceria junto com os primeiros modos de produção da sociedade ao qual se conhece, dando suporte, sobretudo, à produção agrícola das sociedades egípcias, grega e romana, e, depois, às relações de trabalho entre os mestres e aprendizes no renascimento das cidades no século XI.</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="44">
            <name>Language</name>
            <description>A language of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="69368">
                <text>pt</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
        </elementContainer>
      </elementSet>
    </elementSetContainer>
  </item>
  <item itemId="5868" public="1" featured="0">
    <fileContainer>
      <file fileId="4932">
        <src>http://repositorio.febab.org.br/files/original/49/5868/SNBU2012_007.pdf</src>
        <authentication>43fe1c4eeddc6a7dd34a06e398cf5407</authentication>
        <elementSetContainer>
          <elementSet elementSetId="4">
            <name>PDF Text</name>
            <description/>
            <elementContainer>
              <element elementId="92">
                <name>Text</name>
                <description/>
                <elementTextContainer>
                  <elementText elementTextId="62690">
                    <text>Tipologias e características das fontes de informação e de seus autores

~

S&lt;:rM16riQ

~

HMiorwI di!

-,
s;

ll..Mllitlül

~,~~~:~~,

Resumo expandido

REDES SOCIAIS COMO FONTE DE INFORMAÇÃO:
UMA PROPOSTA ATUAL

Bruna Laís Campos do Nascimento 1, Carla Beatriz Marques Felipe 1,
Malkene Wytiza Freire de Medeiros Noronha 1, Midinai Gomes Bezerra 1,
Patrícia Severiano Barbosa de Souza 1
1 Acadêmica

do Curso de Biblioteconomia, UFRN, Natal, RN

1 Introdução
A presente pesquisa discorre sobre o avanço cada vez mais frequente na
criação e disseminação da informação, que se utiliza das ferramentas que a internet
oferece através das redes sociais, sendo bastante visível no âmbito principalmente
acadêmico. Nesse sentido objetiva abordar o tema das redes sociais como fonte de
informação, as quais têm como finalidade melhorias na prestação de serviços
destinados aos usuários reais e potenciais. As relações sociais sempre estiveram
presentes entre as pessoas e organizações, facilitando na maneira de ser e de viver.
Conforme Watts (2004) apud Rodrigues e Tomaél (2008), os estudos de redes e
sistemas de redes tiveram um crescimento extraordinário, nos últimos anos, nas
pesquisas acadêmicas, embora na Sociologia e na Antropologia as análises de
redes tenham uma longa tradição. As estruturas que são organizadas de maneira
social em redes sempre existiram em outros tempos ou lugares, mas como destaca
Castells (1999) com a evolução social associada à tecnologia da informação uma
nova base material está sendo construída em rede definindo os processos sociais
predominantes e dando forma à própria estrutura social.
Dessa forma, as redes sociais estabelecem um importante recurso tanto no
profissional quanto no pessoal entre as pessoas que possuem um interesse comum
específico, para a conquista de um objetivo alvo.
As redes sociais ultrapassam o âmbito acadêmico e científico e vem
ganhando espaço em outras esferas. E podemos observar esse
movimento chegando à internet e conquistando cada vez mais
adeptos, aglutinando pessoas com interesses em conteúdos
específicos, ou interesses em estabelecer relacionamentos. Isso é
possibilitado por um "software saciar, que com interface amigável, dê
apoio a conteúdos e interação. O uso desses recursos gera uma
rede em que os membros convidam seus amigos, conhecido, sócios,
clientes, fornecedores, e outras pessoas de seus contatos para
participar de sua rede, desenvolvendo uma rede de contatos
profissional e pessoal, que certamente terá pontos de contatos com
outras redes. Enfim, são ambientes que possibilitam a formação de
grupos de interesse que interagem por meio de relacionamentos
comuns (GONÇALVES, 2008, p.22).

Conceitua as fontes de informação como todos os recursos que criam,

48

�~

S&lt;:rM16riQ

~

HMiorwI di!

-,
s;

ll..Mllitlül

~,~~~:~~,

Tipologias e características das fontes de informação e de seus autores
Resumo expandido

armazenam e veiculam informações no tempo em que esta é solicitada, auxiliando o
pesquisador. Classifica as fontes de informação em três categorias sendo, fontes
primárias, fontes secundárias e fontes terciárias. Descreve que as redes sociais
possuem um grande potencial existente no seu contexto e no que se refere ao fato
que a informação não se encontra mais centralizada, quem detêm a informação não
é mais uma única pessoa, ou seja, as fontes de informações são acrescidas.
O uso de redes sociais no ambiente da biblioteca surge como uma ótima
oportunidade de promover os serviços informacionais, dar percepção à biblioteca,
reconhecer as necessidades de informação, além de promover o processo de
divulgação da informação.
As redes sociais facilitam a produção, circulação e comunicação da
informação; indivíduos comuns dialogam entre si, redefinem e
ressignificam a Internet a partir da discussão, exposição e
compartilhamento de seus pontos de vista. Sites de redes sociais
evidenciam o desejo humano de expressar o que pensam e de
estabelecer laços de sociabilidade. (SILVA; BACALGINI, 2009).

Tomaél (2008, p. 9), discorre sobre a importância das redes de conhecimento
para a interação e o compartilhamento da informação, mencionando que o termo
redes de conhecimento é utilizado de forma ampla e inclui uma diversidade de
modelos de trabalhos em cooperação. Diante do exposto, conclui exemplificando
algumas redes sociais que merecem destaque pela sua adequação aos serviços de
disseminação da informação e que são mais usadas pelas bibliotecas, como o
facebook, o twitter, o flickr e o orkut, dentre outras.

2 Materiais e Métodos
A pesquisa bibliográfica e eletrônica, através de revlsao de literatura foi
utilizada como procedimento metodológico com a finalidade de obter embasamento
teórico-metodológico para o desenvolvimento concreto da pesquisa e a formalização
do artigo.

3 Considerações Parciais/Finais
No presente contexto, vimos como é importante as redes SOCiaiS serem
usadas nas unidades de informação como fonte de pesquisa, melhorando os
serviços oferecidos e dando visibilidade às bibliotecas, sendo mais uma ferramenta
de apoio ao profissional bibliotecário, tendo como foco principal a satisfação do
usuário, que é o cliente do serviço de informação.
Através do uso das ferramentas das redes sociais em unidades de
informação, pode-se perceber se o usuário está satisfeito ou não com o serviço
prestado, medindo também a qualidade desses serviços e identificando novas
demandas, por essa ferramenta oferecer interatividade entre usuário e o profissional
responsável por essa atividade.
Percebe-se enfim que é essencial que o profissional bibliotecário mantenha
uma postura de inovação, frente ao cenário atual de mudanças e inovações
tecnológicas, utilizando-se das novas ferramentas de comunicação, denominadas

49

�~

S&lt;:rM16riQ

~

HMiorwI di!

-,
s;

ll..Mllitlül

~,~~~:~~,

Tipologias e características das fontes de informação e de seus autores
Resumo expandido

redes sociais, com a finalidade de manter relação entre a biblioteca e seus usuários.

4 Referências
CASTELLS, M. A sociedade em rede: a era da informação: economia, sociedade e
cultura. São Paulo: Paz e Terra, 1999. V.1.
GONÇALVES, Alysson Pires. Rede social na UM: um estudo de caso: análise e
estratégias de utilização de portais situados na dinamização da rede social - Flickr.
2008.99 f. Dissertação (Mestrado em Tecnologias e Sistemas de Informação)Departamento de Sistemas de Informação. Universidade do Minho, Portugal, 2008.
Disponível em:
&lt;http://repositorium.sdum.uminho.ptlbitstream/1822/9499/1/Disserta%C3%A7%C3%
A30%20de%20Mestrado%20-%20Alysson%20Pires%20Gon%C3%A7aIves.pdf&gt;.
Acesso em: 02 dez 2011.
RODRIGUES, Jorge Luis; TOMAÉL, Maria Inês. As redes sociais e o uso da
informação entre os pesquisadores de alimentos funcionais da UEL. Revista Digital
de Biblioteconomia e Ciência da Informação, Campinas, v.6, n.1, p. 15-37,
jul/dez. 2008. Disponível em:
&lt;http://www.sbu.unicamp.br/seer/ojs/index.php/sbu_rci&gt;. Acesso em: 02 dez 2011.
SILVA, Adaci A. O. Rosa da; BACALGINI, Bruna. A Biblioteca Pública, a Sociedade
e os Sites de Redes Sociais -- Orkut, Blog e Twitter -- Comunicação na rede. In:
SIMPÓSIO NACIONAL ABCIBER, 3., 2009, São Paulo. Anais ... São Paulo: ESPM,
2009. Disponível em:
&lt;http://www.abciber.com.br/simposi02009/trabalhos/anais/pdf/artigos/1_redes/eix01_
art1.pdf&gt;. Acesso em: 01 dez 2011.
TOMAÉL, M. I. Redes de conhecimento. DataGramaZero: revista de ciência da
informação, Rio de Janeiro, v. 9, n. 2, abro 2008.

50

�</text>
                  </elementText>
                </elementTextContainer>
              </element>
            </elementContainer>
          </elementSet>
        </elementSetContainer>
      </file>
    </fileContainer>
    <collection collectionId="49">
      <elementSetContainer>
        <elementSet elementSetId="1">
          <name>Dublin Core</name>
          <description>The Dublin Core metadata element set is common to all Omeka records, including items, files, and collections. For more information see, http://dublincore.org/documents/dces/.</description>
          <elementContainer>
            <element elementId="50">
              <name>Title</name>
              <description>A name given to the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51396">
                  <text>SNBU - Edição: 17 - Ano: 2012 (UFRGS - Gramado/RS)</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="49">
              <name>Subject</name>
              <description>The topic of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51397">
                  <text>Biblioteconomia&#13;
Documentação&#13;
Ciência da Informação&#13;
Bibliotecas Universitárias</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="41">
              <name>Description</name>
              <description>An account of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51398">
                  <text>Tema: A biblioteca universitária como laboratório na sociedade da informação.</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="39">
              <name>Creator</name>
              <description>An entity primarily responsible for making the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51399">
                  <text>SNBU - Seminário Nacional de Bibliotecas Universitárias</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="45">
              <name>Publisher</name>
              <description>An entity responsible for making the resource available</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51400">
                  <text>UFRGS</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="40">
              <name>Date</name>
              <description>A point or period of time associated with an event in the lifecycle of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51401">
                  <text>2012</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="44">
              <name>Language</name>
              <description>A language of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51402">
                  <text>Português</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="51">
              <name>Type</name>
              <description>The nature or genre of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51403">
                  <text>Evento</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="38">
              <name>Coverage</name>
              <description>The spatial or temporal topic of the resource, the spatial applicability of the resource, or the jurisdiction under which the resource is relevant</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51404">
                  <text>Gramado (Rio Grande do Sul)</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
          </elementContainer>
        </elementSet>
      </elementSetContainer>
    </collection>
    <itemType itemTypeId="8">
      <name>Event</name>
      <description>A non-persistent, time-based occurrence. Metadata for an event provides descriptive information that is the basis for discovery of the purpose, location, duration, and responsible agents associated with an event. Examples include an exhibition, webcast, conference, workshop, open day, performance, battle, trial, wedding, tea party, conflagration.</description>
    </itemType>
    <elementSetContainer>
      <elementSet elementSetId="1">
        <name>Dublin Core</name>
        <description>The Dublin Core metadata element set is common to all Omeka records, including items, files, and collections. For more information see, http://dublincore.org/documents/dces/.</description>
        <elementContainer>
          <element elementId="50">
            <name>Title</name>
            <description>A name given to the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="62682">
                <text>Redes sociais como fonte de informação: uma proposta atual.</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="39">
            <name>Creator</name>
            <description>An entity primarily responsible for making the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="62683">
                <text>Nascimento, Bruna Laís C. do; Felipe, Carla Beatriz M.; Noronha, Malkene Wytiza F. de M.; Bezerra, Midiani Gomes; Souza, Patrícia Severiano B. de</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="38">
            <name>Coverage</name>
            <description>The spatial or temporal topic of the resource, the spatial applicability of the resource, or the jurisdiction under which the resource is relevant</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="62684">
                <text>Gramado (Rio Grande do Sul)</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="45">
            <name>Publisher</name>
            <description>An entity responsible for making the resource available</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="62685">
                <text>UFRGS</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="40">
            <name>Date</name>
            <description>A point or period of time associated with an event in the lifecycle of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="62686">
                <text>2012</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="51">
            <name>Type</name>
            <description>The nature or genre of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="62688">
                <text>Evento</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="41">
            <name>Description</name>
            <description>An account of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="62689">
                <text>Aborda o tema das redes sociais como fonte de informação, as quais têm como finalidade melhorias na prestação de serviços destinados aos usuários reais e potenciais. A presente pesquisa discorre sobre o avanço cada vez mais frequente na criação e disseminação da informação, que se utiliza das ferramentas que a internet oferece através das redes sociais, sendo bastante visível no âmbito principalmente acadêmico. Nesse sentido objetiva abordar o tema das redes sociais como fonte de informação, as quais têm como finalidade melhorias na prestação de serviços destinados aos usuários reais e potenciais.</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="44">
            <name>Language</name>
            <description>A language of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="69367">
                <text>pt</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
        </elementContainer>
      </elementSet>
    </elementSetContainer>
  </item>
  <item itemId="5867" public="1" featured="0">
    <fileContainer>
      <file fileId="4931">
        <src>http://repositorio.febab.org.br/files/original/49/5867/SNBU2012_006.pdf</src>
        <authentication>202ff27b23095874fd680f42eaac8a24</authentication>
        <elementSetContainer>
          <elementSet elementSetId="4">
            <name>PDF Text</name>
            <description/>
            <elementContainer>
              <element elementId="92">
                <name>Text</name>
                <description/>
                <elementTextContainer>
                  <elementText elementTextId="62681">
                    <text>Política e economia da informação: mercado editorial, movimento de acesso aberto, direito autoral
e licenças de uso
Trabalho completo

DIREITO AO ACESSO À INFORMAÇÃO CIENTíFICA E DIREITO
AUTORAL: IMPASSES E ALTERNATIVAS

Maria Naires Alves de Souza 1, Denyse Maria Borges Paes 2, Rafael Gomes
Fernandes 3
1Bibliotecária,

Mestranda em Políticas Públicas e Gestão da Educação Superior pela Universidade
Federal do Ceará, Fortaleza, Ceará
2Bibliotecária, Estudante de Especialização em Tecnologias Aplicadas ao Tratamento, Recuperação e
Gestão da Informação pela Universidade Federal do Ceará, Fortaleza, Ceará.
3Bacharel em Direito, Mestrando em Políticas Públicas e Gestão da Educação Superior pela
Universidade Federal do Ceará, Fortaleza, Ceará.

Resumo
Na sociedade contemporânea, o acesso à informação científica é limitado por
diversas barreiras impostas pelos ordenamentos jurídicos que defendem a
propriedade intelectual. Objetiva-se, aqui, analisar a dissonância entre o Direito
Autoral e o acesso à produção científica com o fim de identificar seus impasses e
alternativas. Para a construção dos argumentos ora apresentados foi empreendida
pesquisa bibliográfica e documental seguida de leituras e discussões em grupo.
Evidenciou-se que o Direito Autoral brasileiro resguarda o autor ou titular (editoras)
em prejuízo ao acesso à produção científica financiada com recursos públicos.
Como alternativa a tais impasses, verificou-se uma diversidade de iniciativas em
vários países em prol do acesso aberto.

Palavras-Chave:
Informação Científica; Direito Autoral; Acesso Aberto; Universidade; Direito à
Informação.

Abstract
In contemporary society, access to scientific information is limited by various barriers
imposed by laws that defend intellectual property. The purpose is here to analyze the
dissonance between copyright law and access to scientific literature in order to
identify their impasses and alternatives. For the construction of the arguments
presented here was undertaken bibliographical and documentary research followed
by readings and group discussions. It was evident that the Brazilian Copyright Law
protects the author or owner (publishers) to the detriment of access to scientific
production financed with public funds. As an alternative to such impasses, there was
a diversity of initiatives in several countries in favor of open access.

Keywords:
Scientific Information, Copyright, Open Access; University; Right to Information.

35

�Política e economia da informação: mercado editorial, movimento de acesso aberto, direito autoral
e licenças de uso

2:

Sf:miniÚiQ

~

~Oonildt
lt."\IIotu.~
U.lu:ultarlu

;:
"JIIIi

Trabalho completo

1 Introdução

o

conhecimento está presente em todas as ações que desenvolvemos
desde a resolução de questões mais simples até a tomada de decisões em
organizações. A produção, difusão e acesso informacional vêm causando
preocupação aos autores bem como à comunidade acadêmica, que passam a
questionar as determinações vigentes do direito autoral. Diante deste fato, surgem
indagações referentes ao direito à informação e ao livre acesso do conhecimento
científico.
O presente artigo busca discutir aspectos da produção do conhecimento
científico na Universidade, as barreiras impostas pelo direito autoral brasileiro e os
modelos de acesso aberto a esse tipo de conhecimento. Ressalta-se que o
conhecimento científico é gerado a partir da investigação científica, através de
métodos, e passível de verificação; é gerado com a finalidade de promover soluções
para as questões do homem e do meio em que habita, como também para oferecer
explicações sistemáticas que possam ser testadas e verificadas. Para que esse
conhecimento cause transformações é imprescindível sua total disposição e acesso
à comunidade científica e a quem por ele se interesse.
O Conhecimento científico produzido dentro das Universidades públicas
e, portanto com recursos públicos, deveria também ter o caráter público para o seu
acesso. O acesso à informação científica tem se deparado com os limites impostos
pelos direitos dos autores, que impõem condições monetárias, dentre outras, que
dificultam seu uso e acesso. Frente a essa problemática, buscamos informações a
respeito da temática e percebemos o prejuízo que todo esse contexto da falta de
acesso aberto à produção científica tem provocado na produção do conhecimento
científico e impactado nos pesquisadores e pesquisas nas bibliotecas universitárias.
Isso posto, trazemos o presente tema para debate e apontamento de
alternativas propostas.

2 A Universidade
As universidades têm entre seus objetivos o desenvolvimento e a
promoção do conhecimento. É através das comunicações científicas que os
membros da comunidade acadêmica promovem a disseminação do conhecimento
científico e das pesquisas em andamento ou concluídas. Entendemos que
Comunicação Científica refere-se ao intercâmbio de informação e
conhecimento entre cientistas, envolvendo ainda todas as questões
relacionadas com a produção do conhecimento, a sua disseminação
e uso. Pode ser entendida como o processo dinâmico e complexo
por meio do qual o conhecimento científico é veiculado, além de
proporcionar os meios de interação dentro e entre as comunidades
científicas, possibilitando a criação, compartilhamento, e utilização de
conhecimento. (LEITE, 2006 apud OLIVEIRA, 2008, p. 16)

36

�Política e economia da informação: mercado editorial, movimento de acesso aberto, direito autoral
e licenças de uso

2:

Sf:miniÚiQ

~

~Oonildt
lt."\IIotu.~
U.lu:ultarlu

;:
"JIIIi

Trabalho completo

Kuramoto (2006, p. 91) diz que: "a informação científica é o insumo básico
para o desenvolvimento científico e tecnológico de um país. Esse tipo de
informação, resultado das pesquisas científicas, é divulgado a comunidade por meio
de revistas." Assim, para que essa informação seja adquirida e cause
transformações tecnológicas e sociais é imprescindível que a mesma seja acessível
à comunidade científica e a quem por ela se interesse. No entanto, várias são as
dificuldades relacionadas ao acesso a essas informações, podemos aqui citar o
custo elevado dos periódicos, que vem ocasionar grandes discussões entre os
pesquisadores.
Os cientistas e pesquisadores são, em sua maioria, mantidos por
instituições que financiam suas pesquisas. Essas instituições financiadoras são as
mesmas que pagam para ter acesso aos trabalhos publicados pelos seus próprios
pesquisadores. Essa realidade é contrária ao que é defendido pelo Art. 5° inciso XIV,
que respaldam o direito à informação, e estipula que (BRASIL, 1993) "é assegurado
a todos acesso à informação e resguardado o sigilo da fonte, quando necessário ao
exercício profissional."
Corroborando apresentamos ainda, o art. 5° inciso XXXIII, que aponta a
responsabilidade do governo em informar os cidadãos
Todos têm direito a receber dos órgãos
interesse particular, ou coletivo em geral,
prazo de lei, sob pena de responsabilidade,
sigilo seja imprescindível à segurança da
(BRASIL, 1993)

públicos informação de
que serão prestados no
ressalvadas aquelas cujo
sociedade e do estado.

É possível apreender, a partir dessas abordagens, que é essencial
promover a acessibilidade a todos os conteúdos. Ressalta-se que tais incisos
contemplam o direito à informação e ao mesmo tempo priorizam o direito autoral.
Com isso, verifica-se que o direito à informação é considerado público, um direito de
todos os cidadãos, porém não são todas as informações a que se tem acesso.
Neste contexto as Bibliotecas Universitárias se caracterizam como
facilitadoras da divulgação de informações, uma vez que as mesmas sempre fizeram
parte das universidades e se integram às pesquisas e ao ensino da comunidade
acadêmica, funcionando como aporte para o desenvolvimento das atividades de
ensino, pesquisa e extensão, é nela que os usuários poderão utilizar-se dos serviços
informacionais ofertados.
2.1 Biblioteca Universitária
As Bibliotecas Universitárias são vistas como um espaço de valorização
da vida acadêmica que proporcionam meios de instrução em benefício do ensino e
aprendizagem. Atuam como órgão de apoio informacional. Segundo Gomes e
Gomes e Barbosa (2003), a Biblioteca Universitária está relacionada à "provisão,
disseminação e transferência da informação de forma a viabilizar a atuação plena da
universidade nas suas atividades de ensino, pesquisa e extensão e, principalmente,
dando subsídio ao funcionamento de cursos de graduação e pós-graduação e a
produção e transferência de conhecimento". Na visão de Pizzorno (2003, p. 30)

37

�2:

Sf:mWWic

:l

~lde

~

hlll;oluu
Ullll~t:'II,:iilitJ

i:

Política e economia da informação: mercado editorial, movimento de acesso aberto, direito autoral
e licenças de uso
Trabalho completo

A biblioteca universitária é um órgão de extrema importância para
que a Universidade possa funcionar como agente positivo das
mudanças sociais necessárias, pois é a biblioteca que possibilita, por
meio de seus documentos, o conhecimento da realidade e a
discussão sobre a mesma.

Diante disso, percebe-se que as bibliotecas são de grande importância
para as universidades, são as responsáveis por dar suporte e oferecer serviços que
atendam às necessidades informacionais de seus usuários. Partindo desse
pressuposto, faz-se mister a adoção de instrumentos que possibilitem o livre acesso
às informações, estabelecendo critérios que permitam a adoção de rotinas que
garantam qualidade no atendimento das necessidades informacionais da
comunidade acadêmica. Na discussão aqui proposta chamamos atenção especial
para as publicações cientificas que se encontram disponíveis em periódicos.
No tocante aos periódicos podemos considerá-los como fontes
informacionais de fundamental importância, pois são constituídas por novas
informações, sendo indispensáveis para o resultado de pesquisas, novas
interpretações de teorias ou novos acontecimentos, favorecendo a comunicação
científica e a rápida difusão das informações.
Fortalecendo essa ideia, Prado (1992, p. 103) diz que,

o

periódico caminha muito mais a par da ciência do que os livros,
pois pesquisas, descobertas ou observações chegarão, através dos
periódicos, no mesmo mês ou na mesma semana às mãos, ao passo
que o livro, embora com mais detalhes e estudo mais profundo, só
será obtido, na melhor das hipóteses, meses depois.

Atualmente, as Bibliotecas Universitárias assinam portais eletrônicos que
implicam na rápida atualização das coleções, gerando, ainda, economia de espaço,
dentre outros. Mesmo com tantas vantagens, tais publicações vêm gerando
impasses no que se refere ao seu acesso e disposição. Assim, percebe-se a
necessidade da universidade se posicionar e buscar meios que venham a sanar as
questões existentes.
Segundo Evangelista et aI. (2005 apud GAMA, 2008, p. 12), "é importante
o surgimento de soluções para que os profissionais da informação possam cumprir o
papel de tornar pública a informação gerada pela sociedade, para que as pessoas
possam utilizá-Ia na criação de novos conhecimentos, novos bens e riquezas [ ... ]"
A seguir serão abordadas algumas questões que permeiam o aspecto
legal da produção científica.

3 Direito Autoral e Universidade Pública
Passaremos agora a uma rápida reconstrução e análise do surgimento do
Direito Autoral e do impacto deste sobre a produção de conhecimento nas
Universidades Públicas.

38

�ii:
~

s.t!mirWio

Política e economia da informação: mercado editorial, movimento de acesso aberto, direito autoral
e licenças de uso

N'~ldt

r;:

!itllia.tILU

....

Ul'lnl'llt"IN

Trabalho completo

Cabe-nos, de início, alguma introdução sobre o fenômeno da autoria que
deve ser analisado levando-se em conta os vários macro-fatores que sobre ele
exercem influência, seja sociais, econômicos, políticos ou técnicos. Para Chartier
(1999), tal fenômeno teve início na Europa, durante a Idade Média, quando, sob
acusação de heresia, inúmeros documentos foram destruídos pelas autoridades
religiosas e políticas que, com o intuito de punir os transgressores, tinham antes que
designá-los como autores das obras censuradas. Complementa Foucault (1992,
p.47) argumentando que a autoria surgiu "na medida em que o autor se tornou
passível de ser punido, isto é, na medida em que os discursos se tornaram
transgressores". A regra, no entanto, era o anonimato das obras.
A partir do século XIV, o Renascimento, com valores forjados no
antropocentrismo e individualismo, induziu a valorização da produção intelectual
humana, como a arte e a ciência. Foi o momento histórico propício para o
reconhecimento da autoria que foi intensificado pela invenção da tecnologia de
impressão na década de 1940 por Johann Gutenberg (1398 - 1468). Os materiais
escritos passaram a ser produzidos em ritmo crescente e os autores tiveram a
oportunidade de assinarem suas obras, ganhando, a partir daí, personalidade ligada
à produção. Não demorou até o surgimento do mercado gráfico e dos editores,
proprietários do maquinário de imprensa e responsáveis pela distribuição da nova
mercadoria que em 1557 obtiveram do governo Inglês o direito exclusivo e eterno
sobre as obras. (ARAYA; VIDOTTI, 2009)
Em 1710 a primeira lei formal sobre o Direito Autoral foi promulgada na
Inglaterra, o Statute af Anne, que tirou o direito sobre a obra dos editores passandoos aos autores. Em 1790 foi instituída nos EUA a primeira lei capyright (ARAYA;
VIDOTTI,2009).
No Brasil, em 11 de agosto de 1827, surge a primeira lei sobre o direito do
autor que, além de criar os cursos jurídicos de Olinda e São Paulo, determinou
privilégio exclusivo pelo período de 10 anos à produção acadêmica dos professores
sob determinadas condições relacionadas na própria lei. A Constituição brasileira,
porém, apenas em 1891, discorre sobre o tema em seu Título IV - Dos cidadãos
brasileiros, Seção II - Declaração de direitos, art. 72, § 26 que declarava que "Aos
autores de obras literárias e artísticas é garantido o direito exclusivo de reproduzilas, pela imprensa ou por qualquer outro processo mecânico. Os herdeiros dos
autores gozarão desse direito pelo tempo que a lei determinar". (BRASIL, 1891). A
atual Constituição Brasileira, de 1988, mantém quase nos mesmos termos a
proteção aos direitos do autor da Constituição de 1891. Atualmente, a Lei 9.610, de
fevereiro de 1998, disciplina o tema.
A Lei Autoral brasileira, com suas inúmeras limitações e restrições ao uso
da propriedade intelectual, é tida como uma das mais rígidas do mundo, impondo
sólidas barreiras ao acesso aos diversos tipos de informações científico-culturais
(LIMA; SANTINI, 2008; PARANAGUÁ; BRANCO, 2009). De acordo com a
legislação, cabe exclusivamente ao autor o direito de utilizar, fruir e dispor da obra,
possuindo o mesmo a prerrogativa de ceder totalmente ou parcialmente seus
direitos a terceiros (BRASIL, 1998).
Sem nos atermos demasiadamente a tecnicismos e exegeses jurídicas,
visto não ser o objetivo do presente estudo, passaremos a analisar alguns impactos
do Direito Autoral na produção e disseminação do conhecimento científico produzido

39

�2:

~irio

~

KlOoniI de

~

lInht:l'lIUrlu

=

1t."\IIIjI11A:J

Política e economia da informação: mercado editorial, movimento de acesso aberto, direito autoral
e licenças de uso
Trabalho completo

em Universidades Públicas brasileiras. Cabe-nos levantar a discussão em torno do
acesso ao conhecimento produzido através de recursos públicos.
No Brasil, atualmente, os recursos públicos são os principais
responsáveis pelo financiamento da pesquisa científica. Tal financiamento realiza-se
através da infraestrutura universitária, pagamento de funcionários docentes e não
docentes, equipamentos laboratoriais e recursos diretos para projetos e bolsas de
estudos (CRAVEIRO; MACHADO; ORTELLADO, 2010).
A Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior
(CAPES) é a agência governamental brasileira responsável pela avaliação da pósgraduação nacional stricto sensu e pelo acesso e divulgação da produção científica,
entre outras incumbências 1. A CAPES, ao avaliar os Programas de Pós-Graduações
nacionais, utiliza como principal índice de avaliação a quantidade de publicações de
artigos em revistas qualificadas. Atualmente, os artigos científicos são o meio mais
eficiente de divulgação do conhecimento científico, deixando a comunidade científica
a par de métodos, referenciais teóricos e resultados com rapidez (BARBA, 2012). No
entanto, após a produção e publicação de pesquisas publicamente financiadas,
surgem diversas barreiras ao acesso das mesmas pela comunidade acadêmica.
Ao publicar em periódicos científicos, o autor do artigo/pesquisa cede
seus direitos autorais ao editor que, geralmente, condiciona o acesso à informação à
assinatura do periódico ou pagamento direto de certa quantia que pode variar de
acordo com a excelência da informação solicitada. Somado a essa equação,
conforme aponta Craveiro, Machado e Ortellado (2010), ocorre a ação oligopólica de
conglomerados editoriais que, ao se apropriarem de editoras menores, buscam o
controle da informação científica. O autor aponta sobre as editoras: "Para se ter uma
ideia da concentração, a Reed Elsevier, por exemplo, afirma possuir 12.500
periódicos científicos em seu catálogo, a Thomson outras 8.500 e a Springer Verlag,
1.800." (CRAVEIRO; MACHADO; ORTELLADO, 2010, p. 15)
Não existem, no Brasil, políticas que limitem a apropriação pelas editoras
dos conhecimentos científicos gerados com financiamento público. Mesmo após
todo os recursos investidos na produção do conhecimento, o Estado acaba por ter
de pagar novamente pelo seu acesso. No ano de 2010, a União investiu na
aquisição de periódicos o valor aproximado, em dólar, de US$ 61.180.065,00 2 .

4 Acesso Aberto e Uso Do Conhecimento Científico
Acesso aberto é a disponibilidade livre e pública do conhecimento
científico de forma a permitir a todo e qualquer usuário a leitura, download, cópia,
impressão, distribuição ou uso para propósito legal. Os formatos principais de
acesso aberto ligado ao conhecimento científico são os repositórios digitais e as
revistas científicas on-line. Dentre suas vantagens estão: acessibilidade e
visibilidade à produção científica, redução de custos, integração e rapidez na
circulação da informação. (ORTELLADO ; MACHADO apud GAMA, 2008)

1
Dados disponíveis no site da CAPES: http://www.capes.gov.br/
2
Dados disponíveis no site da CAPES:
http://www.capes.gov.br/images/stories/down load/Livros-PN PG-Vol ume-I-Mont. pdf

40

�2:

~

KlOoniI de

~

lInht:l'lIUrlu

=

Política e economia da informação: mercado editorial, movimento de acesso aberto, direito autoral
e licenças de uso

~irio

1t."\IIIjI11A:J

Trabalho completo

o

movimento rumo ao acesso aberto foi construído por mais de uma
década, surgindo dentro da comunidade científica preocupada em maximizar a
difusão e impacto dos trabalhos acadêmicos. Esta moção tomou forma concreta em
três declarações: Declaração de Budapeste, Declaração de Bethesda e Declaração
de Berlim. (BRAVO; DIEZ, 2007)
Segundo a Budapest Open Access Initiatives (2002) a finalidade do
acesso livre seria desfazer as barreiras que impedem o acesso a esta literatura que
consequentemente irá acelerar a pesquisa, fortalecer a educação e difundir o
conhecimento de maneira geral, tirando dela seu máximo proveito e assentando as
bases para a união da humanidade em uma ampla e inédita conversação intelectual
comum em sua marcha pelo conhecimento.
Em 2004 a Organização para a Cooperação e Declaração de
Desenvolvimento Econômico (OCDE) publicou comunicado no qual instou aos
países signatários a promover o acesso livre para documentação científica gerada
por pesquisas financiadas com recursos públicos, de modo a obter o máximo de
fomento do investimento e a promover o progresso através do conhecimento
científico. (BRAVO; DIEZ, 2007)
No Brasil, o movimento do acesso livre tomou forma em 2005 com o
Manifesto Brasileiro de Apoio ao Acesso Livre à Informação Científica, com a
Declaração de Salvador sobre Acesso Aberto e com a Carta de São Paulo. Em 2006
ocorreu a Declaração de Florianópolis. Todos esses movimentos visavam contribuir
para a transformação do acesso à comunicação científica no país. (GAMA, 2008)
Ainda de acordo com Bravo e Diez (2007), os pontos fortes do movimento
de acesso aberto residem nas suas vantagens com respeito à disponibilidade e ao
acesso a publicações eletrônicas e que o seu sucesso está nas mãos das
autoridades educacionais, pesquisadores, universidades, editoras e gestores de
repositórios de pesquisas.
O acesso aberto anda de mãos dadas com o ensino superior, embora não
digam respeito apenas às Instituições de ensino superior e comunidade acadêmica.
Abrir o acesso a todos os resultados de pesquisas, dados, relatórios e todo tipo de
texto acadêmico soa como paraíso para estudantes e pesquisadores que se
esforçam para encontrar a bibliografia mais recente através dos recursos disponíveis
nas bibliotecas universitárias.
A internet alterou completamente a forma de como os materiais e
documentos científicos são dispostos, ou seja, o manejo tradicional das coleções
mudou e trouxe consequências sobre as relações entre editoras, bibliotecas e
leitores, criando um novo modelo para comunicação acadêmica. Todo esse contexto
tem exigido a colaboração das autoridades, universidades, bibliotecas e também dos
pesquisadores.
Segundo Falk (2004) a ideia de que deveria haver acesso aberto para o
resultado de trabalhos científicos e acadêmicos foi sendo construído lentamente
que, recentemente, encontra-se num período de explosivo crescimento.
Nos EUA e Reino Unido os legisladores estão empenhados em exigir o
livre acesso às publicações científicas que resultem de pesquisas financiadas pelo
governo. As organizações que financiam as pesquisas têm investido cada vez na
ampla divulgação dos resultados das investigações científicas e estão em
movimento para promover o acesso aberto às mesmas. Esse movimento tem se

41

�2:

~

=

l:

~irio

Política e economia da informação: mercado editorial, movimento de acesso aberto, direito autoral
e licenças de uso

KlOoniI de
1t."\IIIjI11A:J

hhtliJür!;n

Trabalho completo

espalhado em âmbito mundial, e o anseio por rapidez por parte do público, tem
levado os autores a postarem seus artigos ou trabalhos em alguns repositórios de
acesso aberto. (FALK, 2004)
A evolução do movimento de acesso aberto é uma tendência mundial,
caracterizada, principalmente, pelas iniciativas gestadas no interior das
comunidades acadêmicas no sentido de viabilizar o acesso aberto a produção
científica. Dentre estas ações, destacamos as seguintes:
O Director of Open Access Repositories (OpenDoar), serviço que lista os
repositórios acadêmicos de acesso livre. Permite que o usuário realize a busca nos
repositórios e nos seus conteúdos, que desejam encontrar artigos originais (BRAVO;
DIEZ, 2007). É um dos serviços do SHERPA, executado pelo Centre for Research
Communcations (CRC) pela Universidade de Nottingham, do Reino Unido. Ele tem
sido identificado como um recurso fundamental para o open Access, segundo Oliver
e Swain (2006), assim como é identificado como o líder em diretórios de repositório.
Chantavaridou (2009) descreve várias iniciativas de acesso aberto na
Europa, tais como:
a) o Securing a Hybrid Environment for Research Preservation and
Access (SHERPA), do Reino Unido, é consórcio formado por 33 parceiros
e afiliadas, inclui Universidades de grande e pequeno porte (Cambridge,
Oxford, Edinburgh) bem como a Biblioteca Britânica; executam dois
serviços de busca, um que busca material completo em repositórios
parceiros SHERPA e outro busca em outros Repositórios do Reino Unido;
b) o Digital Academic Repositories (DARE) é um repositório digital
acadêmico desenvolvido nas Universidades Holandesas cujo objetivo é
tornar os resultados das pesquisas de suas universidades, de forma
pública e disponível em meio eletrônico;
c) a Digitala Vetenskapliga Arkivet (DIVA), dos países escandinavos,
portal que suporta a publicação eletrônica de 15 universidades da Suécia
e da Noruega, contém principalmente teses e relatórios de pesquisas,
preprints e posprints de artigos;
d) o Norwagian Open Research Archives (NORA) projeto de iniciativa da
Noruega criada para facilitar a padronização entre os repositórios de
acesso aberto, acadêmicos ou não, noruegueses e tem como público alvo
os pesquisadores do país;
e) o OpenAccess.se, projeto liderado pela Biblioteca Nacional da Suécia
para promover o máximo de acessibilidade aos trabalhos produzidos por
pesquisadores, professores e estudantes;
f) a Universidade de Southampton (Reino Unido) desenvolveu um
software para a criação de repositórios EPrints;
g) o arXiv criado pelo físico Paul Ginsparg disponibiliza um grande
número de documentos em física, matemática, ciência da computação,
biologia e estatísticas; e
h) o Flexible Architecture Repositorio Extensible Digital Object (Fedora),
software para sistemas digitais de repositórios abertos, desenvolvido pela
Universidade de Cornell juntamente com a Universidade de Virgínia é não
somente para comunicação acadêmica, mas também para arquivos
digitais, sistemas de acesso aberto de periódicos etc.

42

�ii:

s.t!míniiIiQ

~

N'~ldt
Jibliotu.~
UII'I'.ullarl;u

;:
I'i

Política e economia da informação: mercado editorial, movimento de acesso aberto, direito autoral
e licenças de uso
Trabalho completo

DSpace, software desenvolvido em conjunto pelas bibliotecas do
Massachusetts Institute of Technology (MIT) da Cambridge University e HewlettPackard (HP). O sistema Dspace possibilita a criação de repositórios digitais com
funções de captura, distribuição e preservação da produção intelectual, permitindo
sua adoção por outras instituições em forma consorciada federada. [... ] Os
repositórios DSpace permitem o gerenciamento da produção científica em qualquer
tipo de material digital, dando-lhe maior visibilidade e garantindo a sua
acessibilidade ao longo do tempo (IBICT, 2012).
O Super Star Reader (SSREADER), é um modelo de solução bem
sucedida do copyright digital criado em 2000 na China, espécie de negociação rosto
a rosto entre usuário e autor (XIANRONG; XIAO, 2009).
Creative Commons Licensing, uma espécie de licenciamento de direitos
autorais na internet, específicas para sites, trabalhos acadêmicos, músicas, filmes,
fotografias, obras de literatura etc., baseados na concessão de direitos básicos
(XIANRONG; XIAO, 2009).
Rights Metadata for Open-archiving (ROMEO), projeto desenvolvido, em
2003, pelo Reino Unido, movimento que adotou duas principais estratégias que são
auto-arquivamento do autor em repositórios institucionais e a disponibilidade gratuita
de revistas eletrônicas (GADD; OPPENHEIM; PROBETS, 2003).
As bibliotecas digitais que oferecem serviço como consulta livre aos
documentos remotos e objetivam reduzir a questão do espaço. No Brasil temos
grandes exemplos dessas bibliotecas que são a Biblioteca Virtual em Saúde (BVS),
a Biblioteca Digital Jurídica (BDJur), a Biblioteca Digital de Teses e Dissertações
(BDTD), idealizada pelo Instituto Brasileiro de Ciência e Tecnologia (IBICT), que é
um consórcio de Teses e Dissertações Eletrônicas (ETD's) reunindo o catálogo
coletivo de instituições cooperantes. O portal Domínio Público é um ambiente virtual
com objetivo de promover acesso às obras científicas, literárias e artísticas que já
estejam em domínio público ou tenham divulgação autorizada.
No Brasil, dos maiores exemplos de acesso aberto é o Portal de Periódico
da CAPES que reuni e disponibiliza a várias Instituições de ensino e pesquisa
brasileiras o que há de melhor e atual da produção científica internacional. Seu
acervo consta de 30 mil títulos com acesso a texto completo, assim como 130 bases
referenciais e 10 dedicadas a patentes, além de livros, enciclopédias, obras de
referência, material audiovisual, normas técnicas e dados estatísticos. Também o
portal Scielo, iniciativa do Centro Latino-Americano e do Caribe de Informação em
Ciências da Saúde (BIREME) com apoio da Fundação de Amparo à Pesquisa do
Estado de São Paulo (FAPESP), sistema eletrônico de acesso a textos completos de
revistas científicas. Disponibiliza os mais importantes periódicos científicos
brasileiros. A primeira iniciativa de acesso livre em países em desenvolvimento.
No futuro, a comunicação científica, segundo Chantavaridou (2009) será
realizada através de repositórios com serviços de colheita e projetos transfronteiriços
dos quais os entes governamentais devem participar. Essa realidade virá a ocorrer
depois de anos em que apenas pesquisadores e acadêmicos lutam para que suas
vozes sejam ouvidas.

43

�2:
~

Política e economia da informação: mercado editorial, movimento de acesso aberto, direito autoral
e licenças de uso
Sf:minMio
~donaldt

;:

lt."\IIotu.~

lIIIi

U.lu:ultarlu

Trabalho completo

5 Materiais e Métodos
Para a realização desta pesquisa, foi realizada uma pesquisa bibliográfica
e documental, além de encontros periódicos, a fim de realizar discussões acerca do
material estudado para construção dos argumentos. A finalidade do estudo é colocar
o investigador em contato direto com publicações produzidas e debatidas acerca de
um determinado conteúdo, ressaltando que esta não se trata de uma repetição do
que já foi dito ou escrito sobre certo assunto, mas o exame de um tema com um
novo enfoque (LAKATOS; MARCONI, 2008).

6 Resultados Parciais
As Universidades são as principais responsáveis pela produção do
conhecimento científico. Nota-se, atualmente, que uma parcela significativa destas
informações está sendo apropriada por grandes conglomerados de editoras de
periódicos científicos, causando danos à comunidade acadêmica, já que tais
editoras estabelecem valores exorbitantes para o acesso às publicações produzidas
através do financiamento público.
Deparamo-nos, então, com um modelo onde todas as etapas da produção
do conhecimento científico, muitas vezes financiadas por recursos públicos, trazem
benefícios econômicos às editoras através dos direitos autorais cedidos pelos
pesquisadores, oferecendo contrapartidas quase nulas, atuando quase que somente
como a retentora dos lucros da atividade comercial de exploração da informação.
Evidenciou-se que o acesso aberto é uma vocação mundial com
iniciativas, mundo afora e no Brasil, criadas principalmente pela comunidade
acadêmica dentro das Universidades. Essas iniciativas objetivam tornar cada vez
mais viável o acesso irrestrito à produção científica embora, haja indícios de um
restrito apoio governamental as mesmas.

7 Considerações Finais
Através das reflexões realizadas, percebe-se a existência de barreiras
legais e de mercado na difusão do conhecimento produzido em Universidades,
inclusive sendo estas públicas. Tais barreiras impedem que a produção científica
seja consumida livremente pela comunidade acadêmica obrigando que Instituições
de Ensino Superior despendam recursos de forma redundante na produção e
difusão da informação científica produzida. Desta forma, argumenta-se sobre a
necessidade de revisão da legislação autoral que, no status em que se encontra,
acaba por enriquecer as editoras detentoras dos direitos das obras científicas em
detrimento das Universidades que as produzem, muitas vezes, com financiamento
público.
O Acesso Aberto, movimento mundial em prol do livre acesso a
informações científicas, surgiu a pouco mais de uma década mobilizando
acadêmicos e pressionando governos para que o conhecimento científico seja

44

�ij! "=
~::::l:N
_.4:1 "'.'._1111'10
~

Política e economia da informação: mercado editorial, movimento de acesso aberto, direito autoral
e licenças de uso

~donI ld c:

Trabalho completo

disseminado de forma ampla e gratuita. Evidencia-se que as Universidades, bem
como seus órgãos governamentais de coordenação, devem seguir essa mesma
tônica: a busca pelo papel de condutores da disseminação da produção científica
através da valorização de publicações abertas e de acesso gratuito em seus
repositórios institucionais precedida de uma rigorosa revisão por pares gerenciada
por um eficiente sistema de Bibliotecas Universitárias.

8 Referências
ARAYA, Elizabeth Roxana Mass; VIDOTTI, Silvana Aparecida Borsetti Gregório.
Direito autoral e tecnologias de informação e comunicação no contexto da produção,
uso e disseminação de informação: um olhar para as Licenças Creative Commons.
Inf. &amp; Soc.João Pessoa, v.19, n.3, p. 39-51, set./dez. 2009.
BARBA, Clarides H. Orientações básicas na elaboração do artigo científico.
Disponível
em:
&lt;http://www.unir.br/html/pesquisa/Pibic/Elaboracao%20de%20Artigo%20Cientific020
06.doc&gt;. Acesso em: 25 de março de 2012.
BRASIL. Constituição da República Federativa do Brasil, promulgada em 5 de
outubro de 1988. São Paulo: Atlas, 1993.
BRASIL. Constituição (1891). Constituição da República dos Estados Unidos do
Brasil (de 24 de fevereiro de 1891). Diário Oficial da União, Rio de Janeiro, RJ, 24
de
fevereiro
de
1891.
Disponível
em:
&lt;http://www.planalto.gov.br/ccivil 03/Constituicao/Constituica091.htm&gt;. Acesso em:
31 mar. 2012.
BRASIL, lei nO 9.610 de 19 de fevereiro de 1998. Altera, atualiza e consolida a
legislação sobre direitos autorais e dá outras providências. Disponível em:
www.planalto.gov.br. Acesso em 25 de março de 2012.
BRAVO, Blanca Rodriguez; DIEZ, Maria Luisa Alvite. E-sciense na dopen Access
repositories in Spain. OClC Systems &amp; Services International digital library. v.
23, n.2, p. 362-371. 2007.
BUDAPEST
OPEN
ACCESS
INITIATIVE.
2002.
Disponível
em:
&lt;http://webcache.googleusercontent.com/search?g=cache:wizlgt bswOJ:www.soros.
org/openaccess+www.soros.org/openaccess&amp;cd=1 &amp;hl=pt-BR&amp;ct=clnk&amp;gl=br&gt;.
Acesso em: 20 mar. 2012.
CHANTAVARIDOU, Elisavet. Contributions of open Access to higher education in
Europe and vice versa. OClC Systems &amp; Services International digital library. V.
25, n.3, p.167-174, 2009.

45

�Política e economia da informação: mercado editorial, movimento de acesso aberto, direito autoral
e licenças de uso
2:

~

=

l:

~!rio

KlOoniI de
1t."\IIIjI11A:J

"nhtlllWlilS

Trabalho completo

CHARTIER, Roger. A aventura do livro: do leitor ao navegador. São Paulo: Ed.
UNESP, 1999.
CRAVEIRO, G.; MACHADO, J.; ORTELLADO, P. (Orgs.). A Cadeia de Produção de
Artigos Científicos no Brasil: Financiamento Público e Acesso ao Conhecimento.
São Paulo: Universidade de São Paulo. Grupo de Pesquisa em Políticas Públicas
para o Acesso a Informação; Bauru, SP: Canal 6, 2010. 44 p. (Cadernos GPOPAI, v.
5).
Disponível
em:
&lt;http://www.gpopai.usp.br/wiki/images/1/13/Book 05.pdf&gt;.
Acesso em: 20 mar. 2012.
FALK, Howard. Open access gains momentum. The electronic Library. v. 22, n. 6,
p. 527- 530. 2004.
FOUCAULT, Michel. O que é um autor? 3. Ed. Lisboa: Veja, 1992.
GADD, E.; OPPENHEIM, C.; PROBETS, S. RoMEO studies 1: the impact f copyright
ownership on academic author self-archiving. Journal of Documentation, v. 59, n.
3, p. 243-277, 2003.
GAMA, Janete Gonçalves de Oliveira. Direito à informação e direitos autorais:
desafios e soluções para os serviços de informação em bibliotecas universitárias.
2008.70p. Dissertação (Mestrado) - Centro de Ciências Sociais Aplicadas, Pontifícia
Universidade Católica de Campinas (SP), 2008.
GOMES, L. C. V. B. ; BARBOSA, M. L. Impacto da Aplicação das tecnologias da
Informação e Comunicação (TIC's) no funcionamento das Bibliotecas Universitárias.
In: IV CINFORM - ENCONTRO NACIONAL DE CIÊNCIA DA INFORMAÇÃO E II
SNBU-NE - 11 SEMINÁRIO DE BIBLIOTECAS UNIVERSITÁRIAS DO NORDESTE,
2003, Salvador. Anais ... Salvador: UFBA, 2003. p. 139-152.
INSTITUTO BRASILEIRO DE CIÊNCIA E TECNOLOGIA. DSpace - repositórios
digitais. Disponível em: &lt;http://dspace.ibict.br/&gt;. Acesso em: 30 mar. 2012.
KURAMOTO, Hélio. Acesso livre à informação científica: novos desafios. Liinc em
Revista, v. 4, n. 2, p. 154-157, set. 2008.
LAKATOS, E. M.; MARCONI, M. de A. Fundamentos da metodologia científica. 6.
e. São Paulo: Atlas, 2008.
LIMA, C. M. DE; SANTINI, R. M. Copyleft e licenças criativas de uso de informação
na sociedade da informação. Ciência da Informação, Brasília, v. 37, n. 1, p. 121128.2008.
OLIVEIRA, Larissa Melo Bezerra de. O direito autoral no acesso aberto à
literatura científica. 2008. Monografia (Graduação em Biblioteconomia).
Universidade de Brasília. Brasília. 2008.

46

�2:

Sf:minMio

~

~Ide

~

hRll;oluu
Ullll~t:'II,:irIN

i:

Política e economia da informação: mercado editorial, movimento de acesso aberto, direito autoral
e licenças de uso
Trabalho completo

OLlVER, K. B.; SWAIN, R. Directories of institutional repositories: research results &amp;
recommendations. In: WORLD LlBRARY AND INFORMATION CONGRESS: 72ND
IFLA GENERAL CONFERENCE AND COUNCIL, 20-24 August 2006, Seoul,
Korea.Disponível
em:
&lt;http://archive.ifla.org/IV/ifla72/papers/151-0Iiver Swainen.pdf&gt;. Acesso em: 30 mar. 2012.
PARANAGUÁ, P.; BRANCO, S. Direitos autorais. Rio de Janeiro: Editora FGV,
2009.
PIZZORNO, Ana Claúdia Philippi et aI. Curso de extensão a distância: interagindo
na Biblioteca Universitária: espaços e serviços. Florianópolis: Unisul Virtual, 2003.
PRADO, Heloísa de Almeida. Organização e administração de bibliotecas. 2. ed.
São Paulo: T. a Queiroz, 1992.
XIANRONG, Huang; XIAO, Li. Exploring copyright solutions to online-sharing of
scientific literature. Library Hi Tech. v.28, n. 3, p. 478-488, 2010.

47

�</text>
                  </elementText>
                </elementTextContainer>
              </element>
            </elementContainer>
          </elementSet>
        </elementSetContainer>
      </file>
    </fileContainer>
    <collection collectionId="49">
      <elementSetContainer>
        <elementSet elementSetId="1">
          <name>Dublin Core</name>
          <description>The Dublin Core metadata element set is common to all Omeka records, including items, files, and collections. For more information see, http://dublincore.org/documents/dces/.</description>
          <elementContainer>
            <element elementId="50">
              <name>Title</name>
              <description>A name given to the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51396">
                  <text>SNBU - Edição: 17 - Ano: 2012 (UFRGS - Gramado/RS)</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="49">
              <name>Subject</name>
              <description>The topic of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51397">
                  <text>Biblioteconomia&#13;
Documentação&#13;
Ciência da Informação&#13;
Bibliotecas Universitárias</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="41">
              <name>Description</name>
              <description>An account of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51398">
                  <text>Tema: A biblioteca universitária como laboratório na sociedade da informação.</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="39">
              <name>Creator</name>
              <description>An entity primarily responsible for making the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51399">
                  <text>SNBU - Seminário Nacional de Bibliotecas Universitárias</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="45">
              <name>Publisher</name>
              <description>An entity responsible for making the resource available</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51400">
                  <text>UFRGS</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="40">
              <name>Date</name>
              <description>A point or period of time associated with an event in the lifecycle of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51401">
                  <text>2012</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="44">
              <name>Language</name>
              <description>A language of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51402">
                  <text>Português</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="51">
              <name>Type</name>
              <description>The nature or genre of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51403">
                  <text>Evento</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="38">
              <name>Coverage</name>
              <description>The spatial or temporal topic of the resource, the spatial applicability of the resource, or the jurisdiction under which the resource is relevant</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51404">
                  <text>Gramado (Rio Grande do Sul)</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
          </elementContainer>
        </elementSet>
      </elementSetContainer>
    </collection>
    <itemType itemTypeId="8">
      <name>Event</name>
      <description>A non-persistent, time-based occurrence. Metadata for an event provides descriptive information that is the basis for discovery of the purpose, location, duration, and responsible agents associated with an event. Examples include an exhibition, webcast, conference, workshop, open day, performance, battle, trial, wedding, tea party, conflagration.</description>
    </itemType>
    <elementSetContainer>
      <elementSet elementSetId="1">
        <name>Dublin Core</name>
        <description>The Dublin Core metadata element set is common to all Omeka records, including items, files, and collections. For more information see, http://dublincore.org/documents/dces/.</description>
        <elementContainer>
          <element elementId="50">
            <name>Title</name>
            <description>A name given to the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="62673">
                <text>Direito ao acesso à informação científica e direitoautoral: impasses e alternativas.</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="39">
            <name>Creator</name>
            <description>An entity primarily responsible for making the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="62674">
                <text>Souza, Maria N. Alves de; Paes, Denyse Maria B.; Fernandes, Rafael G.</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="38">
            <name>Coverage</name>
            <description>The spatial or temporal topic of the resource, the spatial applicability of the resource, or the jurisdiction under which the resource is relevant</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="62675">
                <text>Gramado (Rio Grande do Sul)</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="45">
            <name>Publisher</name>
            <description>An entity responsible for making the resource available</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="62676">
                <text>UFRGS</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="40">
            <name>Date</name>
            <description>A point or period of time associated with an event in the lifecycle of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="62677">
                <text>2012</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="51">
            <name>Type</name>
            <description>The nature or genre of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="62679">
                <text>Evento</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="41">
            <name>Description</name>
            <description>An account of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="62680">
                <text>Na sociedade contemporânea, o acesso à informação científica é limitado por diversas barreiras impostas pelos ordenamentos jurídicos que defendem a propriedade intelectual. Objetiva-se, aqui, analisar a dissonância entre o Direito Autoral e o acesso à produção científica com o fim de identificar seus impasses e alternativas. Para a construção dos argumentos ora apresentados foi empreendida pesquisa bibliográfica e documental seguida de leituras e discussões em grupo. Evidenciou-se que o Direito Autoral brasileiro resguarda o autor ou titular (editoras) em prejuízo ao acesso à produção científica financiada com recursos públicos. Como alternativa a tais impasses, verificou-se uma diversidade de iniciativas em vários países em prol do acesso aberto. </text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="44">
            <name>Language</name>
            <description>A language of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="69366">
                <text>pt</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
        </elementContainer>
      </elementSet>
    </elementSetContainer>
  </item>
  <item itemId="5866" public="1" featured="0">
    <fileContainer>
      <file fileId="4930">
        <src>http://repositorio.febab.org.br/files/original/49/5866/SNBU2012_005.pdf</src>
        <authentication>b76acd305eaa147c1f87ae62b6f6bbc9</authentication>
        <elementSetContainer>
          <elementSet elementSetId="4">
            <name>PDF Text</name>
            <description/>
            <elementContainer>
              <element elementId="92">
                <name>Text</name>
                <description/>
                <elementTextContainer>
                  <elementText elementTextId="62672">
                    <text>ã

StrIIinirio

~

s;

N.aoonIId~
1ibtI.IKtf

""

U1riff11f1~Ns

Política e economia da informação: mercado editorial , movimento de acesso aberto, direito autoral
e licenças de uso
Trabalho completo

EM BUSCA DE DIRETRIZES QUE GARANTAM O FUNCIONAMENTO
E CONSOLIDAÇÃO DOS REPOSITÓRIOS INSTITUCIONAIS
BRASILEIROS:
a questão das Políticas Informacionais de Auto-Arquivamento

Renato Reis Nunes
Mestrando em Ciência da Informação pela Universidade Federal Fluminense (UFF) ,
Bibliotecário do Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Rio de Janeiro (IFRJ) ,
Campus São Gonçalo, RJ

Resumo
A filosofia de acesso livre ao conhecimento científico surgiu da necessidade dos
pesquisadores em ampliar o acesso e, consequentemente, a visibilidade aos
resultados de suas pesquisas maximizando, em última instância, o desenvolvimento
da ciência . O mote do movimento mundial em favor do Acesso Livre aos resultados
de pesquisa é, portanto, a disseminação ampla e irrestrita dos resultados de
pesquisas, principalmente as financiadas com recursos públicos. Os repositórios
institucionais são uma das ferramentas que se mostram como alternativa para a
comunicação da ciência livre de barreiras de acesso. Porém , para a ampla
consolidação dos Repositórios Institucionais, faz-se necessário a implementação de
políticas mandatórias que apoiem o auto-arquivamento das publicações científicas
por parte dos pesquisadores. Busca-se estudar, através de análise comparativa ,
experiências consolidadas de Repositórios Institucionais que possuam políticas de
depósito. A análise, realizada em três experiências de Repositórios Institucionais de
nível internacional , foi ancorada, principalmente, em critérios de citação na literatura
da área e dados estatísticos. Como resultado da pesquisa, pretende-se propor
diretrizes necessárias para construção de uma política de depósito para Repositórios
Institucionais Brasileiros.

Palavras-Chave:
Comunicação Científica; Acesso livre à Informação; Repositórios institucionais;
Políticas Mandatórias.

Abctract
The Open Access philosophy to scientific knowledge appeared of the necessity of the
researchers in extending the access and , consequently, the visibility to the results of
his research maximizing, in last instance, the development of science. The goal of
the world-wide movement for Open Access is, therefore, the ample and unrestricted
dissemination of the results of research, especially those financed with public funds.
Institutional Repositories (IR) are one of the tools that are shown as an alternative to
science communication barrier free access. However, for wide consolidation of IR, is
necessary to implement policies that support the mandatory self-archiving of scientific
publications by researchers. The aim is then to study consolidated experiences of IR
that have mandatory policies. The analysis was anchored mainly on the criteria of
citation in the literature and statistical data. As results, we developed guidelines
necessary for building a policy of mandatory deposit for Brazilian Institutional
Repositories.

24

�ã

StrIIinirio

~

s;

N.aoonIId~
1ibtI.IKtf

""

U1riff11f1~Ns

Política e economia da informação: mercado editorial , movimento de acesso aberto, direito autoral
e licenças de uso
Trabalho completo

Keywords:
Scientific Communication .
Mandatory

Open

Access

Initiative.

Institutional

Repositories.
Policies.

1 Introdução
A informação técnico-científica, considerada como a base de todo o
desenvolvimento científico e tecnológico de uma nação, encontra dificuldades no
que diz respeito ao acesso e disseminação das mesmas, já que em sua maioria são
publicadas por periódicos cujo acesso é restrito, sendo possível, na maioria dos
casos, somente através da assinatura de tais revistas.
Com o surgimento das novas tecnologias de informação e comunicação no
final do séc. XX, ferramentas voltadas para gestão informacional foram surgindo e
diversos paradigmas estão mudando, visto que estas tecnologias visam facilitar o
acesso à informação científica em meio digital através da Internet.
Dentre as diferentes ações que compõem o atual sistema de publicação da
ciência, os periódicos científicos têm sido um dos mais afetados por estas novas
ferramentas de gestão. Destaca-se, também, no atual sistema de publicação
científica , as possibilidades advindas de movimentos da "filosofia aberta", como o
Movimento de Acesso Livre a Informação (Open Access Movement - OA 1), e a
Iniciativa dos Arquivos Abertos (Open Archives Initiative - OAf).
É neste contexto que surgem os Repositórios Institucionais (RI), ferramentas de
disseminação da informação técnico-científica que permitem o armazenamento,
recuperação e disseminação de documentos acadêmicos, administrativos e científicos
de uma instituição de forma integrada. Os Repositórios Institucionais reforçam a ideia
de que todos os materiais de pesquisa devem estar disponibilizados publicamente na
internet, sem restrições de acesso, sobretudo as pesquisas desenvolvidas com
recursos oriundos de agências públicas de fomento à pesquisa, tendo como exemplo
brasileiro a CAPES, CNPq, FINEP.
As estratégias de criação de Repositórios tem registrado progresso, visto que,
em Novembro de 2011 , existiam mais de 1.900 Repositórios Institucionais e
Temáticos em universidades e centros de pesquisa espalhados pelo mundo,
segundo registro do Diretório de Repositórios de Acesso Aberto (OpenDOAR ,
nov/2011). Porém, segundo pesquisadores e incentivadores da "filosofia aberta",
apesar do número expressivo, a adoção de Repositórios no meio acadêmico
encontra-se em quantitativos aquém do esperado.
Dentre os desafios relacionados por Guédon (2004) , um dos mais importantes
diz respeito a como agregar valor aos Repositórios, assim como ampliar sua
visibilidade, visto que há uma forte percepção de que o material impresso garante
confiança e autoridade, e o material digital ainda não alcançou este status quo.
Quebrar o que pode ser entendido por alguns pesquisadores como "perda de tempo"
em fazer o auto-arquivamento de uma produção científica que já esta disponível em
canais formais , como , por exemplo , periódicos científicos, é o grande desafio para a
ampla consolidação dos Repositórios (WEITZEL, 2006).
Neste sentido, as políticas informacionais de auto-arquivamento podem ser
1

2

http://www.openarchives.org/
http://www.eprints .org/

25

�ã

StrIIinirio

~

s;

N.aoonIId~
1ibtI.IKtf

""

U1riff11f1~Ns

Política e economia da informação: mercado editorial , movimento de acesso aberto, direito autoral
e licenças de uso
Trabalho completo

uma atribuição de valor, dando ao pesquisador o respaldo necessário para publicar
sua pesquisa no RI. Segundo Steven Harnad (2004), no atual estágio embrionário
em que se encontram algumas iniciativas em favor do acesso livre, somente através
de mandatos de depósito, como uma política informacional de auto-arquivamento,
será possível reunir, em uma plataforma única, toda produção científica gerada em
uma instituição.
Assim sendo, nesta pesquisa procuraremos analisar experiências de
Repositórios que já possuam políticas de auto-arquivamento fundamentadas e
aprovadas por seu corpo institucional, de forma a estudar tais políticas e, a partir
desta análise, propor diretrizes para criação de políticas de depósito em iniciativas
de Repositórios Institucionais Brasileiros.
Diante do exposto, esta pesquisa tem como objetivo geral analisar Políticas
Informacionais de Auto-Arquivamento no intuito de propor critérios e diretrizes que
garantam o funcionamento, consolidação e visibilidade dos Repositórios
Institucionais Brasileiros.

2 Revisão de Literatura

o advento da Internet vem causando um impacto muito grande em várias
áreas da sociedade. A facilidade de acesso e disseminação da informação científica
passa a acontecer em meio digital através da rede mundial de computadores,
iniciando o aparecimento de novas alternativas para a comunicação científica
(INSTITUTO ..., 2005).
Anualmente são produzidos 2,5 milhões de artigos em 25 mil periódicos,
abrangendo todas as áreas do conhecimento, línguas e países (HARNAD, 2006, p.
1). Porém, a maioria das universidades e instituições de pesquisas do mundo dispõe
de recursos financeiros apenas para assinar uma mínima fração desses títulos, o
que torna essa gama informacional disponível apenas a uma parcela reduzida de
prováveis usuários, ou seja, as pesquisas publicadas estão obtendo somente uma
fração quase insignificante de seu potencial de uso e impacto.
Diante de tal panorama, surge, entre os cientistas do mundo inteiro, a
preocupação com o aumento da visibilidade e do acesso aos resultados de seus
trabalhos, visando ampliar o impacto e a produtividade e, por conseguinte,
maximizar o progresso da ciência e tecnologia.
Neste sentido, surgem dois grandes movimentos internacionais: a Iniciativa
dos Arquivos Abertos (Open Archives Initiative - OA/) e o Movimento de Acesso
Livre à Informação (Open Access Movement - OA) . O Movimento de Acesso Livre à
Informação, aplicado à pesquisa científica, tem sido visto como fator que maximiza o
acesso à pesquisa propriamente dita, elevando e acelerando seu impacto e,
consequentemente, sua produtividade, progresso e resultados.
Segundo Stevan Harnad, um dos principais divulgadores da Iniciativa de
Acesso Livre a Informação no mundo, as duas estratégias a serem seguidas no
âmbito da concretização do Acesso Livre denominam-se Via Dourada e Via Verde
(HARNARD et ai , 2004).
A Via Dourada se dá através de revistas de acesso livre que não fazem uso
dos direitos do autor (copyright) para restringir o acesso e uso do material que
publicam, assim como não cobram assinaturas nem taxas de acesso em suas
versões on-line. Estas revistas procuram utilizar outros métodos para cobrir suas
26

�ã

StrIIinirio

~

s;

N.aoonIId~
1ibtI.IKtf

""

U1riff11f1~Ns

Política e economia da informação: mercado editorial , movimento de acesso aberto, direito autoral
e licenças de uso
Trabalho completo

despesas, como taxa para versão impressa e taxas de publicação.
Há 2 vias para o acesso livre: a via dourada - golden road - (publique seu
artigo numa revista de acesso livre) e a via verde - green road - (publique
seu artigo numa revista que não é de acesso livre porém também o autoarquive num arquivo de acesso livre). Somente 5% das revistas são
douradas, porém mais de 90% já são verdes (isto é, elas deram aos seus
autores o sinal verde para o auto-arquivamento); porém somente por volta
de 10 a 20% dos artigos são auto-arquivados. Para alcançar 100% de
acesso livre, o auto-arquivamento precisa tornar-se obrigatório pelos
empregadores e financiadores dos pesquisadores, como o Reino Unido e os
Estados Unidos recentemente recomendaram , e as universidades precisam
implementar tal obrigação (HARNAD et aI., 2004).

A Via Verde implica no auto-arquivamento de artigos publicados nas revistas
científicas em papel e/ou digital com acesso restrito (ou seja, que cobram
assinaturas) nos Repositórios Temáticos ou Institucionais, disponibilizando uma
versão digital do mesmo, sendo esta de acesso gratuito. Para tal , é imprescindível
que os pesquisadores engajem-se no movimento, conforme recomenda Harnad :
Alguns editores têm feito sua parte em resposta à demanda da comunidade
científica pelo acesso livre dando seu sinal verde aos autores para o autoarquivamento. Agora é hora da comunidade científica procurar fazer mais.
Não é suficiente sentar-se e esperar que todas as 25.000 revistas
convertam-se para a via dourada. E certamente não é justo que os
pesquisadores exijam que os editores façam todos os sacrifícios e ponham
sua conta em risco enquanto a comunidade científica não se preocupa em
tomar providências para promover o acesso livre para seus próprios artigos,
simplesmente os auto-arquivando (HARNAD et aI. , 2004) .

Existem, portanto, diversas maneiras de se publicar e/ou tornar os
documentos científicos disponíveis para o acesso livre. Nada impede, conforme
relatado por Harnad, que se publique um artigo numa revista de acesso restrito e,
posteriormente, faça o auto-arquivamento do mesmo trabalho em um repositório de
acesso livre. O que se faz necessário neste momento é despertar nos editores e
cientistas a importância de se concretizar tais ações o mais rápido possível ,
acelerando assim o progresso científico e, por consequência, o desenvolvimento das
nações como um todo (HARNAD et aI., 2004).
De fato, a crise dos periódicos científicos foi, sem dúvida, um dos fatores que
motivou mudanças na comercialização e na forma de acesso as publicações
científicas.
Assim , pode-se dizer que o Movimento de Acesso Livre à Informação é,
principalmente , o resultado: (i) de uma reação dos pesquisadores ao modelo de
negócios de editoras comerciais de revistas científicas (e os preços das assinaturas
cada vez mais altos); da (ii) crescente conscientização do aumento de impacto
provocado pela disponibilização de documentos científicos livres de barreiras quanto
ao acesso (econômicas e de copyright) ; e das (iii) potencialidades das tecnologias
da informação e da comunicação, cujo expoente máximo é a internet. O mote do
movimento mundial em favor do Acesso Livre a resultados de pesquisa , portanto, é a
disseminação ampla e irrestrita dos resultados de pesquisas financiadas com
recursos públicos.
É neste cenário que surgem novas ferramentas voltadas para disseminação
da informação em meio digital, como a Biblioteca Virtual, a Biblioteca Digital e suas

27

�ã

StrIIinirio

~

s;

N.aoonIId~
1ibtI.IKtf

""

U1riff11f1~Ns

Política e economia da informação: mercado editorial , movimento de acesso aberto, direito autoral
e licenças de uso
Trabalho completo

ramificações, aqui pontuada pelos Repositórios Institucionais.

2.1 Os Repositórios Institucionais

Os Repositórios Institucionais inserem-se nos movimentos da "filosofia
aberta", como a Iniciativa dos Arquivos Abertos (Open Archives Initiative - OAI) e
Movimento de Acesso Livre a Informação (Open Access Movement - OA).
A filosofia aberta baseia-se nos conceitos de
[...] [i] software aberto (ou livre), para o desenvolvimento de aplicações em
computador; [ii] arquivos abertos, para a interoperabilidade em nível global;
e [iii] acesso aberto - questão mais polêmica - para a disseminação ampla
e irrestrita de resultados da pesquisa científica (COSTA, 2006, p. 40).

Conforme visto, os movimentos OAI e OA visam promover o acesso livre e
irrestrito à literatura científica e acadêmica, favorecendo o aumento do impacto do
trabalho desenvolvido pelos pesquisadores e instituições. Também contribuem para
a reforma do sistema de comunicação científica, reassumindo o controle acadêmico
sobre a publicação, aumentando a competição e reduzindo o monopólio das revistas
das editoras comerciais, reforçando a ideia de que o conhecimento não é algo
comercial (RODRIGUES ET AL, 2004).
Basicamente, os Repositórios Institucionais são coleções digitais de
documentos que armazenam , preservam , divulgam e dão acesso à produção
intelectual de uma ou mais universidades e/ou instituições de pesquisa. Essas
coleções podem ser produzidas por pesquisadores, docentes, discentes e demais
membros da instituição. Os Repositórios Institucionais são responsáveis por divulgar
e preservar informações científicas da instituição que os abrange (RODRIGUES ET
AL,2004).
Crow (2002) define os Repositórios Institucionais como "um arquivo digital de
produtos intelectuais criados por uma comunidade de pesquisadores, estudantes e
professores de uma instituição". Para Lynch (2003), os Repositórios Institucionais
são "um conjunto de serviços que a instituição oferece aos seus membros para o
gerenciamento e disseminação de materiais digitais criados na instituição".
Segundo o Instituto Brasileiro de Informação em Ciência e Tecnologia (2005),
"os Repositórios Institucionais incentivam o gerenciamento e a publicação pelo
pesquisador (através do auto-arquivamento), utilizando a tecnologia da OAI e
podendo ser acessados por diversos provedores de serviços on-line nacionais e
internacionais" .
Sobre a relevância de um repositório institucional em uma universidade,
Lawrence (2003) pondera que: "os repositórios institucionais são uma manifestação
visível da importância emergente da gestão do conhecimento na educação superior".

2.2 A importância das políticas informacionais de auto-arquivamento para a
consolidação e visibilidade dos Repositórios Institucionais

28

�ã

StrIIinirio

~

s;

N.aoonIId~
1ibtI.IKtf

""

U1riff11f1~Ns

Política e economia da informação: mercado editorial , movimento de acesso aberto, direito autoral
e licenças de uso
Trabalho completo

As políticas de informação surgiram no intuito de auxiliar a gerir este
crescente aumento do fluxo documental, dado ao crescente número de informações
produzidas no período pós Segunda Guerra Mundial:
política de informação tem sido definida como um conjunto de princípios,
leis, diretrizes, regras , regulamentos e procedimentos inter-relacionados que
orientam a supervisão e gestão do ciclo vital da informação: a produção,
coleção , organização, distribuição, disseminação, recuperação , uso e
preservação da informação (ANDRYCHUCK, 2004 apud JARDIM, 2009).

Diversos países têm manifestado apoio em favor do movimento de acesso
livre ao conhecimento, sejam eles desenvolvidos ou em desenvolvimento. Esse
apoio pode ser aferido por meio da análise crescente de implementações baseadas
no modelo OA em distintos países espalhados pelo globo. Países como Estados
Unidos, Reino Unido, Alemanha e Japão assumiram a liderança do movimento
através de inúmeros estudos, manifestos e eventos que visam legitimar as iniciativas
em prol do acesso livre (KURAMOTO, 2008).
Para alcançar o tão desejado sucesso do movimento de acesso livre ao
conhecimento científico, é fundamental que os grandes produtores deste
conhecimento, ou seja , as universidades e institutos de pesquisas, além de
implementarem ferramentas baseadas no Modelo da Iniciativa dos Arquivos Abertos,
procedam à construção de políticas informacionais de auto-arquivamento que
garantam o depósito dos documentos gerados no âmbito de suas instituições.
Os Repositórios Institucionais são uma alternativa para o problema da
pressão feita por editores científicos para conseguirem ter a exclusividade da
informação científica, criando barreiras para que os pesquisadores que publiquem
em seus periódicos não adiram a tais iniciativas de acesso livre, forçando, assim, a
comunidade científica a pagar para ter acesso a estas informações.
Com os custos extorsivos das publicações periódicas científicas, uma nova
ordem mundial está se impondo: a criação de repositórios institucionais nas
universidades e instituições de pesquisas aliada a um mandato legal que
obriga os pesquisadores a depositarem os seus resultados de pesquisa
publicados
em
revistas
científicas
reconhecida
nacional
e
internacionalmente (KURAMOTO, 2008).

Para melhor entendimento, faz-se necessário definir o termo mandato de
depósito :
são instrumentos instituídos através de medidas legais ou administrativas,
que obrigam o autor vinculado à instituição ou que teve sua pesquisa
financiada por recursos públicos, a depositar uma cópia de sua pesquisa no
repositório da instituição a qual esteja vinculado (HARNARD, 2008) .

Neste sentido, a criação dos mandatos de depósito é vista como uma reação
à baixa resposta da política do depósito voluntário , que tem resultado em índices de
adesão considerados baixos, e que deve constituir-se na solução para que sejam
obtidos índices de arquivamento (depósito) significativos.
Conforme ressalta Harnad, devido ao fracasso das políticas voluntárias de
auto-arquivamento, onde apenas 12 a 15% dos textos produzidos são depositados
voluntariamente, surgiram às políticas mandatórias, ou compulsórias, como
procedimento eficaz para garantir a quase totalidade dos depósitos de trabalhos
produzidos em uma instituição (HARNAD, 2007; RODRIGUES, 2011).
Ressaltar, porem, que uma política mandatória, em qualquer instituição, visa
apenas a criar mais uma atribuição entre outras já realizadas pelos seus

29

�ã

StrIIinirio

~

s;

N.aoonIId~
1ibtI.IKtf

""

U1riff11f1~Ns

Política e economia da informação: mercado editorial , movimento de acesso aberto, direito autoral
e licenças de uso
Trabalho completo

funcionários, como, por exemplo, no caso das universidades, conduzir pesquisa
científica, preparar plano de curso, elaborar material curricular, ministrar aulas,
avaliar, orientar monografias, dissertações e teses, participar de bancas, etc.

3 Considerações Parciais
A inserção dos mandatos de depósito no âmbito institucional enriquece o
conteúdo do repositório, ao passo que ali estará depositado toda a produção gerada
naquela instituição, favorecendo o controle bibliográfico, a recuperação da
informação, dentre tantos outros inúmeros fatores.
Com a consolidação e ampla utilização dos RI , os pesquisadores e os centros
de pesquisa podem tirar proveito de vários recursos disponíveis como, por exemplo,
a adoção dos Repositórios como ferramenta nos processos de avaliação dos centros
de pesquisa, assegurando que a produção científica , bem como dados bibliográficos
e texto completo serão facilmente disponíveis; obtenção de relatórios de atividade;
estatísticas de acesso a seus documentos e relatórios de pesquisa; criação de listas
de publicações, entre outros.
Harnad (2008), ainda esclarece que os repositórios com mais sucesso no que
diz respeito ao auto-arquivamento de informações têm sido aqueles cujas
instituições estabeleceram política de depósito mandatório.
A única forma de se atingir os 100% dos resultados de pesquisa em acesso
livre é através de uma política mandatória, que "obriga" os autores a autoarquivarem imediatamente seus postprints revisados de todos os artigos de
periódicos aceitos para publicação, preferencialmente nos repositórios das
instituições a que estão vinculados. Esta estratégia é considerada "o caminho mais
natural, universal e sistemático para se atingir o acesso livre 100% em todo o
mundo, e também o mais rápido e seguro" (HARNAD, 2006, p.2).
Destaca-se, também, que esta pesquisa possui como proposta criar diretrizes
para criação de políticas de auto-arquivamento em Repositórios Institucionais
Brasileiros , tendo em vista que:
~ Mundialmente, segundo dados do OpenDOAR - , existem 1.952 RI , dos
quais 301 possuem algum tipo de política informacional. No Brasil, há 39 RI
em operação, dos quais apenas 04 possuem algum tipo de política
informacional (OpenDOAR, 2011).
~ Destaca-se também que, de acordo com o ROARMAP - , existem 355
políticas mandatórias, de diversos tipos e finalidades, distribuídas no
mundo. A América do Sul possui 2% destes mandatos, enquanto América
do Norte e Europa contribuem , respectivamente, com 24% e 57%
(ROARMAP, 2011).
Considerando que os investimentos em educação e pesquisa no Brasil têm
sido bastante limitados nos últimos anos (KURAMOTO, 2006, p. 19), e diante do
nosso alto potencial de desenvolvimento científico e tecnológico - o Brasil ocupa
atualmente o 13° lugar em produção científica mundial -, urge encontrarem-se
dispositivos para a efetiva inclusão de nossa pesquisa no atual modelo de
comunicação e produção científica ora estabelecido.
Ao analisar a quantidade de repositórios existentes, aproximadamente 1900
segundo Rodrigues (2011), e o número de artigos publicados anualmente, algo em

30

�ã

StrIIinirio

~

s;

N.aoonIId~
1ibtI.IKtf

""

U1riff11f1~Ns

Política e economia da informação: mercado editorial , movimento de acesso aberto, direito autoral
e licenças de uso
Trabalho completo

torno de 2,5 milhões segundo Harnad (2006, p. 1), observa-se que o Brasil , apesar
de possuir uma instituição (USP) bem posicionada no Ranking Web of World
Repositories, não apresenta suas demais instituições e repositórios entre os mais
bem posicionados no ranking. Além disso, poucas publicações brasileiras constam
da Science Citation Index (SCI), o que denota uma dependência do país por
publicações científicas estrangeiras por parte da nossa comunidade científica . Falta,
portanto, maior visibilidade à nossa produção científica para aumentar as chances
de nossos pesquisadores e nossas instituições serem mais conhecidos e
respeitados no exterior.
No segundo ato desta pesquisa, utilizaremos o método comparativo que, de
forma direta, "permite analisar o dado concreto, deduzindo do mesmo os elementos
constantes, abstratos e gerais" (LAKATOS; MARCONI , 2007, p. 107). Ainda segundo
Lakatos e Marconi (2007 , p. 107), o método comparativo "realiza comparações, com a
finalidade de verificar similaridades e explicar divergências". Isto permite, no caso
desta pesquisa, que possamos comparar Repositórios Institucionais distintos no intuito
de buscar aspectos comuns e incomuns no que diz respeito às políticas de depósito
utilizadas, a fim de propor diretrizes para criação de políticas de auto-arquivamento
para Repositórios Institucionais Brasileiros.
Como exposto anteriormente, a implementação da obrigatoriedade do
arquivamento da produção científica é o fator primordial para que as taxas de
depósito sejam consideravelmente aumentadas, visto que, em instituições cuja
participação dos autores depende exclusivamente do incentivo de políticas
voluntárias, as taxas de depósito permanecem baixas.

Referências
COLlNO, Cesar. EI metodo comparativo. In : REYES , R. (Dir.). Oiccionario Crítico
de Ciencias Sociales. Madrid : Universidad Complutense, 2002.
COSTA, Sely Maria de Souza. O novo papel das tecnologias digitais na
comunicação científica . In: MARCONDES, Carlos Henrique et aI. (Org.). Bibliotecas
digitais: saberes e práticas. 2. ed. Brasília : IBICT, 2006. p. 165-183.
CROW, Raym . The case for institutional repositories: a SPARC position paper.
Washington , DC, Scholarly Publishing &amp; Academic Resources Coalition, 2002.
GIL, Antonio Carlos. Métodos e técnicas de pesquisa social. 4. ed. São Paulo:
Atlas, 1995.
GUÉDON , Jean-Claude. Toward optimizing the distributed intelligence of scientists:
the need for open access. In : SIMPÓSIO INTERNACIONAL DE BIBLIOTECAS
DIGITAIS, 2., 2004, Campinas. [Trabalhos apresentados ...]. Campinas: UNICAMP,
2004.

31

�ã

StrIIinirio

~

s;

N.aoonIId~
1ibtI.IKtf

""

U1riff11f1~Ns

Política e economia da informação: mercado editorial , movimento de acesso aberto, direito autoral
e licenças de uso
Trabalho completo

HARNAD, Stevan. Optimizing OA self-archiving mandates: What? Where? When?
Why? How? Technical Report, ECS, University of Southampton. 2006. Disponível em:
&lt;http://eprints.ecs.soton .ac.uk/13098/&gt; . Acesso em: 23 mar. 2011 .
Interview: obtained by Ligia Café and Hélio Huramoto. Encontros Bibli.
Florianópolis,
n.
Esp.,
1.
sem.
2007 .
Disponível
em :
&lt;http://www.periodicos.ufsc.br/index.php/eb/article/view/647/518&gt;. Acesso em: 22
fev. 2011 .

_ _ _o

Waking OA"s "slumbering giant": the university mandate to mandate open
access. New Review of Information Networking , v.14, n. 1, p. 51-68, 2008.
Disponível em : &lt;http://eprints .ecs.sotn .ac.uk/17298&gt; . Acesso em : 23 mar. 2011 .

_ _ _o

HARNAD, Stevan et aI. The access/impact problem and the green and gold roads to
open
access.
Seriais
Review,
V.
30,
n.
4,
2004.
Disponível
em :&lt;http://dx.doLorg/10.1 016/j.serrev.2004.09.013&gt;. Acesso em: 15 mar. 2010.

INSTITUTO BRASILEIRO DE INFORMAÇÃO EM CIÊNCIA E TECNOLOGIA.
Manifesto Brasileiro de apoio ao acesso livre à informação científica. 2005.

JARDIM, José Maria; SILVA, Sérgio Conde de Albite; NHARRELUGA, Rafael.
Análise de políticas públicas: uma abordagem em direção às políticas públicas de
informação. Perspect. ciênc. inf. , Belo Horizonte, v.14, n.1, jan./abr 2009.

KURAMOTO , Hélio. Informação científica : proposta de um novo modelo para o Brasil.
Cio
Inf.
Brasília, vol.
35, n. 2, maio/ago. 2006. Disponível
em:
&lt;http://www.scielo.br/scielo.php?script&gt; . Acesso em : 28 jan. 2011 .

Acesso livre: caminho para maximizar a visibilidade da pesquisa. Revista de
adm. contemporânea, Curitiba, V. 12, n. 3, p. 861-872 , jul./set. 2008.

_ _ _o

LAKATOS, Eva Maria ; MARCONI , Marina de Andrade. Fundamentos
metodologia científica. São Paulo: Atlas, 2007. 315 p.

de

LAWRENCE, Steve. Free online availability substantially increases a paper"s impact.
Nature Webdebates. Disponível em : &lt;http://www.nature.com/nature/ debates/eaccess/Articles/Lawrence.html&gt; . Acesso em: 24 jan . 2011.

LYNCH , Clifford A. Institutional repositories: essential infrastructure for scholarship in
the digital age. ARL Bimonthly Report, 26, 2003.

32

�ã

StrIIinirio

~

s;

N.aoonIId~
1ibtI.IKtf

""

U1riff11f1~Ns

Política e economia da informação: mercado editorial , movimento de acesso aberto, direito autoral
e licenças de uso
Trabalho completo

MARCONDES, Carlos Henrique et aI. (Org .). Bibliotecas digitais: saberes e práticas.
2. ed. Brasília: IBICT, 2006. p. 165-183.
OPENDOAR. Directory of Open Access Repositories. Disponível em :
&lt;http://www.opendoar.org/&gt;. Acesso em: 13 nov 2011 .

ROARMAP. Registry of Open Access Repository Material Archiving Policies.
Disponível em : &lt;http://roarmap.eprints.org/&gt;. Acesso em: 16 nov 2011 .

RODRIGUES , Eloy. Acesso livre ao conhecimento: imperativos éticos e desafios
técnicos para os profissionais da informação: o contributo da Open Archives
Initiative. Universidade do Minho, Braga (Portugal), 2004b. Disponível em :
&lt;http://hdl.handle.netl1822/416&gt;. Acesso em: 9 out. 2011 .

___ o Concretizando o acesso livre à literatura científica: o repositório
institucional e a política de auto-arquivamento da Universidade do Minho.
Universidade
do
Minho,
Braga
(Portugal),
2005.
Disponível
em:
&lt;https://repositorium.sdum .uminho.ptlhandle/1822/3478&gt;. Acesso em : 9 out. 2011 .

----:-__ . O Repositórium - repositório institucional da universidade do munho: da
gênese à maturidade. IN : GOMES, Maria João; ROSA, Flávia (orgs.). Repositórios
institucionais: democratizando o acesso ao conhecimento. Salvador: EDUFBA,
2010.

___ oAcesso livre ao conhecimento: a mudança do sistema de comunicação da
ciência e seus impactos na produção científica . In : Seminário Internacional Acesso
Livre ao Conhecimento. ENSP/FIOCRUZ. Rio de Janeiro, 11-12 abro 2011 .
Disponível em : &lt;http://www4 .ensp.fiocruz.br/biblioteca/
home/exibedetalhesBiblioteca.cfm?ID=12046&amp;tipo=B&amp;word=11/04/2011 &amp;indexadorld
=4&gt;. Acesso em : 18 abr. 2011 .

RODRIGUES , Eloy et aI. RepositóriUM: criação e desenvolvimento do repositório
institucional da universidade do Minho. Universidade do Minho, Braga (Portugal),
2004.

TARGINO, Maria das Graças. Comunicação científica na sociedade tecnológica:
periódicos eletrônicos em discussão. Comunicação e Sociedade, n. 31, p.71-98,
1999.

WEITZEL, Simone da Rocha . O papel dos repositórios institucionais e temáticos na

33

�Política e economia da informação: mercado editorial , movimento de acesso aberto, direito autoral
e licenças de uso
Trabalho completo

estrutura da produção científica . Em Questão, Porto Alegre, v. 12, n. 1, p. 51-71 ,
jan./jun. 2006.

34

�</text>
                  </elementText>
                </elementTextContainer>
              </element>
            </elementContainer>
          </elementSet>
        </elementSetContainer>
      </file>
    </fileContainer>
    <collection collectionId="49">
      <elementSetContainer>
        <elementSet elementSetId="1">
          <name>Dublin Core</name>
          <description>The Dublin Core metadata element set is common to all Omeka records, including items, files, and collections. For more information see, http://dublincore.org/documents/dces/.</description>
          <elementContainer>
            <element elementId="50">
              <name>Title</name>
              <description>A name given to the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51396">
                  <text>SNBU - Edição: 17 - Ano: 2012 (UFRGS - Gramado/RS)</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="49">
              <name>Subject</name>
              <description>The topic of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51397">
                  <text>Biblioteconomia&#13;
Documentação&#13;
Ciência da Informação&#13;
Bibliotecas Universitárias</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="41">
              <name>Description</name>
              <description>An account of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51398">
                  <text>Tema: A biblioteca universitária como laboratório na sociedade da informação.</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="39">
              <name>Creator</name>
              <description>An entity primarily responsible for making the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51399">
                  <text>SNBU - Seminário Nacional de Bibliotecas Universitárias</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="45">
              <name>Publisher</name>
              <description>An entity responsible for making the resource available</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51400">
                  <text>UFRGS</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="40">
              <name>Date</name>
              <description>A point or period of time associated with an event in the lifecycle of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51401">
                  <text>2012</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="44">
              <name>Language</name>
              <description>A language of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51402">
                  <text>Português</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="51">
              <name>Type</name>
              <description>The nature or genre of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51403">
                  <text>Evento</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="38">
              <name>Coverage</name>
              <description>The spatial or temporal topic of the resource, the spatial applicability of the resource, or the jurisdiction under which the resource is relevant</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51404">
                  <text>Gramado (Rio Grande do Sul)</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
          </elementContainer>
        </elementSet>
      </elementSetContainer>
    </collection>
    <itemType itemTypeId="8">
      <name>Event</name>
      <description>A non-persistent, time-based occurrence. Metadata for an event provides descriptive information that is the basis for discovery of the purpose, location, duration, and responsible agents associated with an event. Examples include an exhibition, webcast, conference, workshop, open day, performance, battle, trial, wedding, tea party, conflagration.</description>
    </itemType>
    <elementSetContainer>
      <elementSet elementSetId="1">
        <name>Dublin Core</name>
        <description>The Dublin Core metadata element set is common to all Omeka records, including items, files, and collections. For more information see, http://dublincore.org/documents/dces/.</description>
        <elementContainer>
          <element elementId="50">
            <name>Title</name>
            <description>A name given to the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="62664">
                <text>Em busca de diretrizes que garantam o funcionameto e consolidação dos repositórios institucionais brasileiros: a questão das políticas informacionais de auto-arquivamento.</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="39">
            <name>Creator</name>
            <description>An entity primarily responsible for making the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="62665">
                <text>Nunes, Renato Reis</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="38">
            <name>Coverage</name>
            <description>The spatial or temporal topic of the resource, the spatial applicability of the resource, or the jurisdiction under which the resource is relevant</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="62666">
                <text>Gramado (Rio Grande do Sul)</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="45">
            <name>Publisher</name>
            <description>An entity responsible for making the resource available</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="62667">
                <text>UFRGS</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="40">
            <name>Date</name>
            <description>A point or period of time associated with an event in the lifecycle of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="62668">
                <text>2012</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="51">
            <name>Type</name>
            <description>The nature or genre of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="62670">
                <text>Evento</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="41">
            <name>Description</name>
            <description>An account of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="62671">
                <text>A filosofia de acesso livre ao conhecimento científico surgiu da necessidade dos pesquisadores em ampliar o acesso e, consequentemente, a visibilidade aos resultados de suas pesquisas maximizando, em última instância, o desenvolvimento da ciência. O mote do movimento mundial em favor do Acesso Livre aos resultados de pesquisa é, portanto, a disseminação ampla e irrestrita dos resultados de pesquisas, principalmente as financiadas com recursos públicos. Os repositórios institucionais são uma das ferramentas que se mostram como alternativa para a comunicação da ciência livre de barreiras de acesso. Porém, para a ampla consolidação dos Repositórios Institucionais, faz-se necessário a implementação de políticas mandatórias que apoiem o auto-arquivamento das publicações científicas por parte dos pesquisadores. Busca-se estudar, através de análise comparativa, experiências consolidadas de Repositórios Institucionais que possuam políticas de depósito. A análise, realizada em três experiências de Repositórios Institucionais de nível internacional, foi ancorada, principalmente, em critérios de citação na literatura  da área e dados estatísticos. Como resultado da pesquisa, pretende-se propor diretrizes necessárias para construção de uma política de depósito para Repositórios Institucionais Brasileiros. </text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="44">
            <name>Language</name>
            <description>A language of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="69365">
                <text>pt</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
        </elementContainer>
      </elementSet>
    </elementSetContainer>
  </item>
  <item itemId="5865" public="1" featured="0">
    <fileContainer>
      <file fileId="4929">
        <src>http://repositorio.febab.org.br/files/original/49/5865/SNBU2012_004.pdf</src>
        <authentication>284f81442f8fc322bd0a3165be86edf5</authentication>
        <elementSetContainer>
          <elementSet elementSetId="4">
            <name>PDF Text</name>
            <description/>
            <elementContainer>
              <element elementId="92">
                <name>Text</name>
                <description/>
                <elementTextContainer>
                  <elementText elementTextId="62663">
                    <text>Política e economia da informação: mercado editorial , movimento de acesso aberto, direito autoral
e licenças de uso
Trabalho completo

MERCADO EDITORIAL E BIBLIOTECAS: INDICADORES
SOBRE LIVROS EM CONFORMIDADE COM LEI 10.639/03
Pâmella B. Gonça/ves 1, Roniberto M. Amara/2
1Bibliotecária, UNESP, Guaratinguetá, São Paulo
2Professor Doutor, UFSCar, São Carlos , São Paulo

Resumo
A presente pesquisa teve como objetivo elaborar indicadores sobre a publicação de
livros condizente com o conteúdo exigido pela Lei nO 10.639/03 e sobre a sua
disponibilização a fim de contribuir para a maximização da implementação da
referida Lei sob a perspectiva do mercado editorial. Os procedimentos
metodológicos utilizados, a fim de atingir tais objetivos, consistem no uso de
pesquisa bibliográfica, documental e bibliométrica com o apoio do Software
VantagePoint. Os resultados alcançados consolidam-se em um conjunto de
indicadores sobre a produção de livros, tais como: produtividade, intensidade,
evolução e distribuição das temáticas publicadas entre editoras e livrarias. Concluíse com base nos indicadores elaborados nesta pesquisa que houve um aumento
das publicações adequadas à Lei nO 10.639/03 e o uso desses indicadores podem
apoiar o desenvolvimento de coleções em bibliotecas e auxiliar o processo de
tomada de decisão dos principais atores envolvidos na temática .

Palavras-Chave:
Mercado editorial; Lei nO 10.639/03; História da África; Educação Etnicorracial;
Desenvolvimento de coleções em bibliotecas
Abstract
lhis research aimed to develop indicators on publishing books in keeping with the
content required by Law No. 10.639/03 and on their availability to contribute to
maximizing the implementation of this law from the perspective of the publishing
market. lhe methodological procedures used in order to achieve these goals, consist
of the use of bibliographical research and bibliometric with the support of
VantagePoint Software. lhe achievements should be consolidated in to a set of
indicators on the production of books, such as productivity, intensity, evolution and
distribution of the subjects published between publishers and bookstores. It was
concluded based on indicators developed in this research that there was an increase
in appropriate publications to Law NO.10.639/03 and the use of these indicators can
support the development of collections in libraries and assist the decision making
process of the main actors involved in the issue.

Keywords:
Publishing; Law No. 10.639/03, History of Africa ; Etnicorracial Education;
development of collections in libraries

10

�Política e economia da informação: mercado editorial , movimento de acesso aberto, direito autoral
e licenças de uso
Trabalho completo

1 Introdução
As políticas públicas de ações afirmativas tem tomado corpo no contexto
nacional buscando reparações de gênero, raça e educação. Dentre as ações dessas
políticas, a criação de leis reparadoras, como por exemplo, a Lei nO 10.639/03 que
altera a Lei nO 9.394/96, estabelece as diretrizes e bases para a Educação Nacional
e incluem no currículo oficial da Rede de Ensino a obrigatoriedade da História e
Cultura da África e Afro-Brasileira e dá outras providências, sobre qual se baseia a
presente presente.
De acordo com Adami (2007) apud Santos (2008), em março de 2005, foram
apresentados alguns pontos relacionados à implementação efetiva da lei, dentre os
quais a formação de professores e de outros profissionais da educação. Assim, ao
que se refere à formação de outros profissionais da educação, pode assinalar a
presença do bibliotecário, cujo objetivo norteador é o de incentivar e disseminar o
gosto pela leitura, por meio do acervo organizado e integrado aos interesses da
instituição.
Uma das etapas para a implementação da Lei nO 10.639/03, além da
formação de professores e profissionais da educação, recai sobre a publicação de
material adequado as exigências da lei e que possa dar suporte tanto para
profissionais da educação, assim como, pesquisadores e leitores no geral.
Tendo em vista que a Lei nO 10.639/03 entrou em vigor em 9 de janeiro de
2003, a presente pesquisa parte do pressuposto de que exista nas principais
editoras e livrarias uma quantia considerável de livros que atendam a temática da
referida lei.
O conhecimento sobre publicação de livros a respeito da História e Cultura
Afro-brasileira em concordância com a Lei nO 10.639/03 publicado no Brasil poderá
também contribuir para a eficácia das Ações Afirmativas. Porém, esse conhecimento
encontra-se distribuído entre vários atores do mercado livreiro como: editoras,
autores, livrarias, entre outros responsáveis pela educação, publicação e
comercialização dos livros.
Com o intuito de contribuir para a maximização da implementação da Lei nO
10.639/03, disponibilização e para o acesso aos livros que abordam a temática para
pesquisadores, professores, profissionais da área de educação, bibliotecários entre
outros interessados, a presente pesquisa teve como objetivo elaborar indicadores
sobre a publicação de livros, conforme o conteúdo exigido pela Lei nO 10.639/03.
com os objetivos específicos: de realizar buscas aos catálogos on-line de editoras e
livrarias quanto à incidência de material publicado pertinente ao conteúdo exigido
pela Lei nO 10.639/03; Elaborar indicadores sobre a temática História e Cultura Afrobrasileira .
Para alcançar os objetivos desta pesquisa foi utilizado como método de
pesquisa a análise bibliométrica e o objeto de estudo foram as informações de
referências de livros, que versam sobre a temática História e Cultura Afro-brasileira,
publicados no Brasil e disponibilizados nos catálogos online das principais livrarias.

2 Revisão de Literatura
2.1 Ações do Movimento Negro relacionado ao acesso à Educação

11

�Política e economia da informação: mercado editorial , movimento de acesso aberto, direito autoral
e licenças de uso
Trabalho completo

o movimento negro constitui na história um dos principais representantes pela
luta contra a discriminação racial e o racismo, neste sentido, de acordo com
Rodrigues (2005, p.253) na década de 1970, o movimento negro inicia uma corrente
voltada ao acesso à educação focada em denunciar o "ideal branqueamento
implicitamente veiculado nos livros didáticos, nas escolas, na omissão dos
conteúdos escolares", como por exemplo, os motivos implícitos na abolição, assim
como todos os movimentos de resistência negra que se encontra omisso nos
materiais didáticos.
Neste contexto, o movimento negro consolida seu posicionamento quanto às
medidas relacionadas à educação e as relações étnico-raciais e passa de acordo
com Rodrigues (2005, p. 253), a "exigir do sistema educacional uma atenção
específica ao propor a obrigatoriedade do ensino da história da África e história do
negro no Brasil nos currículos" e que tal temática seja abordada tanto nos cursos de
formação de professores, quanto nos novos materiais didáticos. Dentre seus
posicionamentos, destaca a importância da ampliação e garantia do acesso e da
permanência do negro em todos os níveis educacionais.
Após a promulgação da Lei nO 10.639/03, ampliaram-se as discussões a cerca
de sua aplicabilidade e sua implementação, pois haja vista que o conteúdo exigido
pela Lei não era compatível com o plano pedagógico até então existente, pois, como
ressalta Martins (2008, p. 3) as disposições da Lei precisam percorrer um longo
caminho, passando por concepções muitas vezes arraigadas e cristalizadas,
complexas reflexões teórico-metodológicas que passam sob várias dimensões dos
livros no que tange à sua elaboração até ao uso feito por professores, alunos,
pesquisadores, dentre estes agentes focamos nos principais canais de distribuição e
acesso aos livros são eles mercado editorial e bibliotecas.
2.2 Perspectivas do mercado editorial diante da Lei nO 10.639/03
Diante da inserção do ensino da História, da cultura Afro-brasileira e dos
povos indígenas, assim exigida pela Lei nO 10.639/03, no que tange ao seu processo
de implementação, são feitas ações a fim de contemplar a temática em questão,
envolvem desde cursos para a formação de professores até à elaboração de
materiais didáticos. Os livros, em especial os didáticos, representam uma das
principais ferramentas utilizadas por professores no ensino. Garcia (2007) ressalta
que um dos motivos do não envolvimento de professores "nos conflitos cotidianos
que se estabelecem em função de raça e gênero" deve-se não só por omissão ou
por desconhecimento da temática, mas também por reproduzirem as informações
contidas nos livros que descrevem os negros de forma negativa . A presença deste
tipo de material permanece nas escolas, apesar dos esforços dos Ministérios da
Justiça e da educação no sentido de retirar, substituir todos os que compreendem
conteúdo racista, de modo a alcançar um sucesso parcial (TELLES, 2003 apud
GARCIA, 2007, p. 18).
A fim de evitar a reprodução racista contida nos livros didáticos publicados
após a promulgação da Lei nO 10.639/03, o Programa Nacional do Livro Didático
(PNLD) define que os livros deverão "abordar a temática das relações étnico-raciais,
do preconceito, da discriminação racial e da violência correlata , visando à
construção de uma sociedade anti-racista, justa e igualitária". Assim , como promover
positivamente a cultura e a imagem do Afro-descendente expondo seus valores,
tradições, organizações e saberes sócio-científicos (BRASIL, 2008, p. 33).
Para a elaboração de livros que contemplam a temática da afro-decendente,

12

�Política e economia da informação: mercado editorial , movimento de acesso aberto, direito autoral
e licenças de uso
Trabalho completo

podemos visualizar o que se espera da atuação das editoras sob as perspectivas do
parecer do Conselho Nacional de Educação nO 003/2004, onde dispõe que a:
Edição de livros e de materiais didáticos, para diferentes níveis
e modalidades de ensino, que atendam ao disposto neste
parecer, em cumprimento ao disposto no Art. 26A da LDB, e,
para tanto, abordem a pluralidade cultural e a diversidade
étnico-racial da nação brasileira, corrijam distorções e
equívocos em obras já publicadas sobre a história , a cultura, a
identidade dos afro-descendentes, sob o incentivo e supervisão
dos programas de difusão de livros educacionais do MEC Programa Nacional do Livro Didático e Programa Nacional de
Bibliotecas Escolares (PNBE). (BRASIL, 2004, p.15)

Os eixos estratégicos da proposta de plano Nacional de Implementação das
Diretrizes Curriculares Nacionais da Educação das Relações Étnico-raciais e para o
Ensino de História e Cultura Afro-brasileira e Africana - Lei nO 10.639/03 contempla
as seguintes ações com relação à política de livro didático, relevantes ao contexto
editorial, o qual reflete diretamente no desenvolvimento de coleções pelas
bibliotecas.
Conforme as demandas originadas para a publicação de livros de acordo com
a Lei nO 10.639/03 fomentou no mercado editorial brasileiro a necessidade de investir
na produção materiais de cunho introdutório, didático-pedagógico sobre tais
temáticas. Porém, diante disto, Silva e Marçal (2010) assinalam que "devemos nos
perguntar quais as lacunas e as contribuições que estas publicações trazem? Como
são planejados estes livros? Qual a finalidade destas obras?".
O número de especialistas na temática etnicorracial tem ampliado e voltado
sua atenção em fiscalizar os conteúdos exigidos pela lei em livros didáticos
publicados após sua aprovação, assim , Silva e Marçal (2010) expõe as seguintes
vertentes, que de modo geral, refletem em estudos realizados por outros
pesquisadores, dos quais ressalta :
•
•
•

A inserção dos conteúdos de História e Cultura Africana em
manuais didáticos;
Elaboração de livros de cunho introdutório destinados a
professores de História ;
Obras de ampla circulação nos meios acadêmicos.

Uma das grandes preocupações com o mercado editorial está focada
âmbito da adequação do conteúdo exigido pela lei devido à ambigüidade, lacunas
alguns fatos ocorridos na história, já que pouco se escreveu , publicou ou
pesquisou sobre o prisma de uma identidade negra positiva, os aspectos positivo
negro escravo, o negro após escravatura e o negro da atualidade, este lado
história até então, se mantêm ofuscado nos livros didáticos e de História.

no
de
se
do
da

2.3 Biblioteca: o papel da biblioteca e do profissional bibliotecário no
desenvolvimento de coleções
A biblioteca escolar cujo objetivo norteador é incentivar e disseminar o gosto

13

�Política e economia da informação: mercado editorial , movimento de acesso aberto, direito autoral
e licenças de uso
Trabalho completo

pela leitura junto às crianças , bem como, atuar em conexão com o plano pedagógico
escolar. Logo, "nota-se que a biblioteca inserida no processo educativo deverá servir
de suporte a programas de educação, integrando-se à escola como parte
dinamizadora de toda ação educacional" (STAVIS; KOCH; DRABIK, 2000, p. 36).
Mediante disso, os eixos estratégicos da proposta de plano Nacional de
Implementação das Diretrizes Curriculares Nacionais da Educação das Relações
Étnico-raciais e para o Ensino de História e Cultura Afro-brasileira e Africana - Lei nO
10.639/03 contemplam uma série de ações voltadas à política de livro didático,
relevantes ao contexto educacional no âmbito das bibliotecas, devidamente
articulados à revisão da política curricular, para garantir qualidade e continuidade no
processo de implementação.
O MEC não poupou esforços para estimular e induzir a implementação das
Leis nO 10.639/03 e nO 11 .645/08 e, ainda tomou como medidas estratégicas a
criação de políticas voltadas ao processo de implementação, como por exemplo, a
"Política Nacional de Formação Inicial e Continuada de Profissionais da Educação, o
Programa Nacional do Livro Didático (PNLD), o Programa Nacional do Livro Didático
para o Ensino Médio (PNLEM) e o Programa Nacional de Bibliotecas Escolares PNBE". (BRASIL, 2008, p.29)
A colaboração das bibliotecas com o plano pedagógico escolar e a
implantação das atividades de ações culturais , referentes à inserção do estudo da
História e cultura Afro-brasileiras e dos povos indígenas brasileiros, deve ser
realizado de modo efetivo e coerente, resultando numa ampliação do seu acervo e
possibilitando, assim , um espaço para leitura e reflexões do tema, por parte do corpo
docente e discente. Para tanto, por meio de um acervo organizado, da divulgação de
produtos e serviços, contribuir nas pesquisas dos alunos e professores (STAVIS;
KOCH ; DRABIK, 2000, p. 37).
O Plano Nacional de Implementação das Diretrizes Curriculares Nacionais
para Educação das Relações Etnicorraciais e para o Ensino de História e Cultura
Afro-brasileira e Africana, que transita em todos os níveis educacionais, assim ,
dispõe sobre algumas atribuições relacionadas à biblioteca:

Implementar nos Programas Nacionais do Livro Didático e
Programa Nacional Biblioteca na Escola ações voltadas para as instituições
de educação infantil, incluindo livros que possibilitem aos sistemas de
ensino trabalhar com referenciais de diferentes culturas, especialmente as
negra e indígena.
[ .. .]
Prover as bibliotecas e as salas de leitura de materiais didáticos e
paradidáticos sobre a temática Etnicorracial adequados à faixa etária e à
região geográfica das crianças (BRASIL, 2008, p. 49-51).

No intuito de evitar a permanência de materiais didáticos e paradidáticos com
conteúdos que promovam o preconceito étnico-racial , o parecer CNE/CP 003/2004
dispõe ações que serviram para orientar os profissionais, através de cursos que
dêem base aos profissionais da educação sobre os seguintes conceitos: racismo,
discriminações, intolerância, preconceito, estereótipo, raça, etnia, cultura, classe
social, diversidade, diferença, multiculturalismo, e ampliar a compreensão destes
profissionais sobre relações sociais e raciais no Brasil e "de práticas pedagógicas,
de materiais e de textos didáticos, na perspectiva da reeducação das relações
étnico-raciais e do ensino-aprendizagem da História e cultura dos Afro-brasileiros e

14

�Política e economia da informação: mercado editorial , movimento de acesso aberto, direito autoral
e licenças de uso
Trabalho completo

dos Africanos" (BRASIL, 2004, p.14).
Quando o CNE se refere a outros profissionais da educação, inclui o
profissional bibliotecário que deve atuar em conjunto com os professores a fim de,
segundo as diretrizes da Federação Internacional de Associações de Bibliotecários e
Instituições- IFLA, contribuir para o cumprimento da missão e dos objetivos da
escola, em que se incluem os processos de avaliação, implementação e
desenvolvimento da missão e dos objetivos da biblioteca.
Assim, ao que se refere implementação da Lei nO 10.639/03 o bibliotecário,
dispõe de recursos que o possibilita a solucionar problemas informacionais, por ser
um especialista em lidar com qualquer tipo de informação registrada independente
do suporte, sendo assim, esse profissional compreende a capacidade de avaliação
para um desenvolvimento de coleções sobre a temática étnico-racial. Segundo
Vergueiro (1993) "as coleções das bibliotecas escolares devem seguir, na realidade,
os direcionamentos do sistema educacional vigente , pautando-se pelos currículos e
bibliografias básicas dos cursos" .
No tocante à formação de acervos de biblioteca o diferencial se dá pela
filtragem adequada das informações obedecendo a padrões estabelecidos de
seleção que garantam a disponibilidade de obras confiáveis nos diversos suportes
informacionais. Assim sendo, é imprescindível conhecer as necessidades da
comunidade a fim de permitir um planejamento com qualidade e eficácia no
desenvolvimento e formação das coleções ( MIRANDA, 2007).
O desenvolvimento de coleções, por intermédio das "etapas de avaliação e
desbastamento serão enfatizadas nas bibliotecas escolares, à medida que
possibilitarem adequar a coleção a eventuais mudanças nos programas e/ou
currículos" , permite evitar que no acervo da biblioteca contenha obras, materiais
didáticos e paradidáticos com conteúdos que promovam o preconceito étnico-racial,
assim como contribui para a ampliação do acervo com obras relacionadas às
relações étnicos raciais conforme a Lei nO 10.639/03 e 11 .645/08.

3 Materiais e Métodos
Apoiada no método de pesquisa analítica descritiva com base qualiquantitativo, utilizando os métodos de pesquisa: bibliográfica, documental e
bibliométrica. A fim de elaborar indicadores sobre a publicação de livros condizente
com o conteúdo exigido pela Lei nO 10.639/03 e sobre a sua disponibilização,
utilizou-se a bibliometria para quantificar as informações bibliográficas coletadas
junto às editoras e livrarias. Para a aplicação da bibliometria houve a necessidade
da coleta e tratamento das informações bibliográficas a respeitos dos livros de
interesse desta pesquisa , conforme é apresentado a seguir.
No intuito de realizar as busca nos catálogos on-line de editoras e livrarias
quanto à incidência de material publicado pertinente ao conteúdo exigido pela Lei nO
10.639/03, fez-se necessano estabelecer e percorrer os procedimentos
metodológicos a seguir:
•
Seleção dos termos a serem pesquisados nos catálogos on-line das
editoras. Para tal finalidade foram extraídas palavras-chave encontradas tanto no
glossário da obra: Orientações e ações para a educação das relações étnico-raciais
(BRASIL, 2006) quanto no referencial teórico abordado.

15

�Política e economia da informação: mercado editorial , movimento de acesso aberto, direito autoral
e licenças de uso
Trabalho completo

•
Seleção das editoras e busca de livros em seus catálogos on-line. Após
um levantamento do conjunto de editoras situadas no estado de São Paulo foram
selecionadas 13 editoras e os critérios utilizados para a seleção das editoras
compreendeu: possuir sede no Estado de São Paulo; possuir catálogo online;
publicações relacionadas às questões etnicorraciais; oferecer suporte pedagógico
aos professores/educadores.

•

Relação das editoras selecionadas

DCl - Difusão Cultural do Livro Ltda. ;
Edições SM Ltda .
Editora do Brasil S/A
Editora Harbra Ltda.
Editora Melhoramentos Ltda.
Editora Scipione Ltda.
Saraiva S/A Livreiros Editores

Edições Escala Educacional S.A.
Editora Ática Ltda.
Editora FTD S/A (Frére Théophane
Durand)
Editora Moderna Ltda.
Global Editora e Distribuidora Ltda.
Selo Negro Edições

•
Seleção das livrarias para verificar a disponibilidade dos livros
encontrados no mercado O critério utilizado para a seleção das livrarias exige:
possuir acima de 10 ou mais lojas físicas, ter a matriz no Estado de São Paulo,
foram selecionadas 05 livrarias: Cultura, FNAC, Nobel, Saraiva e Siciliano.
•
Preparação, tratamento e análise bibliométrica. Após a coleta dos
dados/informações bibliográficas, referentes aos 187 livros recuperados no período
de 2003 a 2010 dos catálogos das editoras e livrarias, os mesmos foram tratados e
convertidos em um formato adequado a análise bibliométrica automatizada. Com o
apoio do Software VantagePoint (2010) os dados/informações bibliográficos foram
analisados e a partir dessa análise foi gerado um conjunto de indicadores
bibliométricos, representados graficamente com o apoio do Software Microsoft Excel.
A figura 1, a seguir, representa o processo de preparação, tratamento e análise
bibliométrica.
Preparação

Tratamento bibliomét rico

REGISTROS

FORMATO

2ooa - 2010

BIBUOMmlCO

MS_ I
Figura 1 - Processo de preparo, tratamento e representação bibliométrica
Fonte: modelo adaptado (AMARAL; FARIA, 2007)

O processo de preparação, tratamento e análise bibliométrica, representado
visualmente na figura 1, compreendeu várias atividades:

16

�~

Política e economia da informação: mercado editorial , movimento de acesso aberto, direito autoral

-U~~

e licenças de uso
Trabalho completo

Busca nos catálogos on-line das editoras; Busca no catálogo on-line das
livrarias;
Preparação
automatizada;
Tratamento
Bibliométrico
(
Os
dados/informações bibliográficas foram armazenados em um arquivo TXT no
formato bibliométrico e em seguida foram analisados com o apoio do software
VantagePoint.) ; Tratamento estatístico: (representados graficamente com o auxilio do
Software Microsoft Excel).
Tais procedimentos permitiram traçar algumas inferências sobre a publicação
de livros, conforme o conteúdo exigido pela Lei nO 10.639/03.

4 Resultados Parciais/Finais
As análises a seguir destinaram-se em formar indicadores sobre a publicação
e a disponibilização dos livros que abordam os assuntos da Lei nO 10.639/03, esses
indicadores servirão para a tomada de decisão de pesquisadores, professores,
profissionais da área de educação, bibliotecários e demais interessados.
A pesquisa obedeceu alguns parâmetros quanto a coleta dos
dados/informações bibliográficas resultando num total de 187 livros publicados, por
13 editoras situadas no Estado de São Paulo, no período de 2003 a 2010, a partir
dos resultados foi possível levantar indicadores sobre a evolução das publicações,
produção das editoras e distribuição de livros publicados condizentes a Lei
10.639/03 e também indicar títulos com elevado grau de disponibilidade nas livrarias.
Evolução e produtividade das publicações nas editoras
De acordo com as informações contidas no Gráfico 1 é justamente no ano de
2008 que ocorre a queda nas publicações, ano esse correspondente a inclusão da
Lei nO 11.645 de 10 de março de 2008 que estabelece as diretrizes e bases da
educação nacional, para incluir no currículo oficial das Redes de Ensino pública e
particular a obrigatoriedade da temática "História e Cultura Afro-brasileira e
Indígena", o mesmo ocorreu em 2004. Essas quedas nas publicações evidenciam a
existência de um intervalo para que as editoras se adequarem suas obras de
acordo com os conteúdos exigidos tanto na Lei nO 10.639/03 quanto na Lei nO
11.645/08, no entanto nos anos seguintes ao período de "adaptação", ocorreu uma
retomada no crescimento das publicações como pode ser visualizado no Gráfico 1
abaixo.
50
45
40

.8 35
1:f 3 0

:g... 2S
~

20

°c

15 _
10

5

o

~--~--~~--~--~--~------~--~I----

2003

2004

2005

2006

2007

2008

2009

2010

Ano

Gráfico 1 - Evolução das publicações por ano
Fonte: Autor com base na análise dos dados/informações bibliográficas. referentes a 187
livros publicados no período de 2003 a 2010, coletados junto as editoras e livrarias do

17

�~

-U~~

Política e economia da informação: mercado editorial , movimento de acesso aberto, direito autoral
e licenças de uso
Trabalho completo

Estado de São Paulo, investigadas nesta pesquisa

A fim de elaborar um indicador de produtividade das editoras, agrupou-se as
publicações no período pesquisado (2003-2010) em relação as 13 editoras
investigadas nesta pesquisa, esse indicador é visualizado no Gráfico 2, assim é
possível visualizar a produtividade de cada editora em relação ao número de
publicações por ano, esse indicador contribui na verificação de quais das editoras
tem mais pré disponibilidade na publicação da temática História e Cultura Afrobrasileira.
G l obi'll
8%

Á t lç ....

Gráfico 2 - Distribuição percentual das publicações por editora
Fonte: Autor com base na análise dos dados/informações bibliográficas , referentes a 187 livros
publicados no período de 2003 a 2010, coletados junto as editoras e livrarias do Estado de São
Paulo, investigadas nesta pesquisa

A partir da análise dos indicadores presente no Gráficos 2 é possível fazer as
seguintes inferências:
•
A editora Escala educacional por publicar muitas coleções distribuídas
em volumes, que abrangem obras referentes ao primeiro ano do ensino fundamental
até o terceiro ano do ensino médio, nos anos de 2006, 2007 e 2010 apresenta um
número significativo de publicações comparado a outras editoras, 45 livros do total
de 187, ou seja, representa (25%) dos livros recuperados neste estudo.
•
A editora SM, pelo mesmo motivo da editora Escala, também obteve
um destaque no ano de 2007, vale ressaltar que no ano de 2004 a editora SM
ingressou no mercado livreiro nacional, por esse motivo só foram recuperados livros
a partir de 2005 da citada editora. Ela também representa 18% dos livros
recuperados de acordo com o gráfico 4.
•
A editora Selo Negro especializada em publicar obras sobre a temática
africana e afro-descendente aparece em uma colocação considerável e com um
crescimento constante de suas publicações, exceto no ano de 2007 como figurado
no gráfico 3. De acordo com o gráfico 4 representa 15% da publicação dos livros
recuperados nesta pesquisa.
•
As demais editoras mantêm um crescimento relativo, não
ultrapassando a média de 10 publicações sobre o assunto por ano, o que se reflete
no total de livros em todo o período. As editoras: Ática (7%); Saraiva (5%); Habra
(3%); Melhoramentos (3%); Brasil (2%); Scipione (2%); moderna (2%); difusão
cultural do livro (1 %). Respectivamente não atingem 10% dos livros publicados entre
2003 a 2010.

18

�~

-U~~

Política e economia da informação: mercado editorial , movimento de acesso aberto, direito autoral
e licenças de uso
Trabalho completo

Distribuição dos livros nas livrarias
Após a coleta dos dados/informações bibliográficas nos catálogos on-line das
editoras, a próxima etapa foi verificar a disponibilidade dos 187 livros nas 5 livrarias
selecionadas a fim de identificar a difusão dessas obras no mercado livreiro o
resultado visualizamos no gráfico 3.
l80
160
.~

140

".fi1

120

100

~

~
~

o.

c:

so
60

'10
20

o
Silraivo

Sicili;:mo

Cullt.u -a

Fn ilc.

N obel

Gráfico 3- Número de livros disponíveis nas Livrarias
Fonte: Autor com base na análise dos dados/informações bibliográficas, referentes a 187
livros publicados no período de 2003 a 2010, coletados junto as editoras e livrarias do
Estado de São Paulo, investigadas nesta pesquisa

A Saraiva comprou a Siciliano ampliando sua atuação no mercado de
distribuição e venda de livros, tal fato justifica porque ambas as livrarias possuem o
mesmo resultado e a maioria dos títulos pesquisados. A livraria Cultura, também
possui um número significativo do conjunto de livros pesquisados. Já as livrarias
Fnac e Nobel apresentam em seu catálogo on-line, número inferior a 50% dos livros.
Como o objetivo nesta pesquisa é traçar indicadores que possibilitem verificar
o panorama editorial sobre os assuntos exigidos pela Lei nO 10.639/03 no intuito de
maximizar o acesso para pesquisadores, professores, profissionais da área de
educação, bibliotecários entre outros aos livros que abordem a temática Africana,
Afro-brasileira e educacional , para tanto o indicador a seguir procura representar por
intermédio do Gráfico 4, logística da cada editora junto as livrarias.

_ Sio lll ... , .u

Gráfico 4 - Relação entre editora e livrarias
Fonte: Autor com base na análise dos dados/informações bibliográficas, referentes a 187 livros
publicados no período de 2003 a 2010, coletados junto as editoras e livrarias do Estado de São
Paulo, investigadas nesta pesquisa

No gráfico 4 acima podemos relacionar a quantidade de obras publicadas por

19

�~

Política e economia da informação: mercado editorial , movimento de acesso aberto, direito autoral

-U~~

e licenças de uso
Trabalho completo

cada editora e em quais livrarias estão disponíveis. Neste caso conseguimos
identificar que tanto a livraria Saraiva quanto a Siciliano possuem em seu catálogo
on~line no mínimo 2 títulos de cada editora, logo, essa informação vem de acordo
com a expressa no Gráfico 3 onde demonstra a concentração em que ambas,
Saraiva e Siciliano, assumem no mercado de livrarias que dispõem em seu catálogo
sobre a temática da lei 10.639/03.
Dentre os 187 títulos pesquisados a Livraria Cultura possui livros de quase
todas as editoras exceto da editora Escala, a FNAC não possui os livros editora FTD
e Brasil; a Nobel não possui os livros seguintes editoras: Brasil, Scipione, Difusão
Cultural do Livro e Habra. Estes indicadores contribuem como parâmetro para
identificar as editoras referencias em publicação sobre a temática afro-descendente,
assim como, para os processos de decisão tanto voltados para a logística da
distribuição dos títulos das editoras quanto para aquisição (bibliotecas, leitores) e
publicação (autores) de obras referencia na temática .
Identificação dos assuntos/conceitos de maior impacto nas 187 obras.
Com o intuito de formar um indicador dos assuntos mais representados e
procurados referente à Lei nO 10.639/03 nas livrarias, foram extraídos dos livros com
disponibilidade em todas as livrarias os assuntos que tivessem três ou mais
ocorrência.
6
'" 5

'ü

(~ 4

8o 3
~
o.
s;

2
1

o

A ssuntos mai s Abo r d ados

Gráfico 5 - Representação gráfica dos assuntos por títulos
Fonte: Autor com base na análise dos dados/informações bibliográficas, referentes a 187
livros publicados no período de 2003 a 2010, coletados junto as editoras e livrarias do
Estado de São Paulo, investigadas nesta pesquisa .

A partir do Gráfico 5 pode-se visualizar os assuntos centrais mais tratados nos
livros que se encontram presentes em todas as livrarias pesquisadas, logo, com
base nestas informações, esse indicador pode servir de base, para busca e
recuperação de outros livros referente aos assuntos correspondentes a Lei nO
10.639/03.
Tal indicador, não só contribui na tomada de decisão quanto ao
desenvolvimento de coleções em bibliotecas, como também pode revelar quais os
assuntos mais pesquisados e procurados pelos leitores, haja vista que as livrarias
estão preocupadas em atender as necessidades e demandas de seus clientes,
disponibilizando assim, os assuntos de seu interesse, cabe interpretar que os
assuntos mais presentes nas livrarias refletem diretamente aos assuntos mais
procurados por seus clientes.

20

�~

-U~~

Política e economia da informação: mercado editorial , movimento de acesso aberto, direito autoral
e licenças de uso
Trabalho completo

Após analisar, o impacto dos assuntos presentes nas 187 obras, cabe
ressaltar que a pesquisa recuperou um total de 98 assuntos encontrados nas
descrições dos livros, onde os 20 mais freqüentes se encontram expressos na lista
abaixo:
• África
• Educação
Afro-descendente
•
• Escravidão
• Atualidades
• História
Cultura
•
• História Da África
Cultura
Africana
•
• Literatura Africana
• Cultura Afro-Descendente
• Pluralidade Cultural
• Cultura Brasileira
• Política
Direitos
Humanos
•
• Preconceito
Diversidade
•
• Racismo
• Diversidade Cultural
• Temas Africanos
No que tange aos assuntos encontrados na presente pesquisa, revelando a
tendência da publicação de determinados assuntos pelas editoras e assim ,
identificando a possibilidade de acesso a esses assuntos por intermédio dos
catálogos on-line de livrarias, a lista acima gerada sobre os assuntos mais
freqüentes, pretende contribuir para a realização de aquisição de obras,
principalmente no acervo de bibliotecas, além é claro de orientar, bibliotecários,
pesquisadores, professores e demais profissionais da educação na execução de
buscas e pesquisas e aquisição de obras no desenvolvimento e proposta de
atividades pedagógicas.

5 Considerações Parciais/Finais
Partindo da necessidade de dar início a implementação da lei nO 10.639/03
ampliando o panorama do mercado livreiro quanto a publicação dos assuntos
relacionados à História e Cultura da África e Afro-brasileira. Neste sentido a presente
pesquisa teve como objetivo elaborar indicadores sobre a publicação de livros
condizente com o conteúdo exigido pela Lei nO 10.639/03 e sobre a sua
disponibilização, a fim de contribuir para a maximização da implementação da
referida Lei.
A escolha da metodologia utilizada nesta pesquisa, com intuito de formar
indicadores e realizar algumas inferências sobre a publicação de livros, conforme o
conteúdo exigido pela Lei nO 10.639/03, reuniu um conjunto de procedimentos
metodológicos que possibilitaram alcançar os resultados apresentados nesta
pesquisa.
Pode se observar que com o uso da ferramenta VantagePoint no tratamento
bibliométrico colaborou para a elaboração dos indicadores, que posteriormente
foram tratados estatisticamente e representados por tabelas, gráficos, mapas e
quadros, tais recursos ajudaram no processo de interpretação e análise dos
resultados .
Concluí-se com base nos indicadores elaborados que houve aumento das
publicações adequadas a Lei nO 10.639/03 e o uso desses indicadores podem apoiar
o desenvolvimento de coleções em bibliotecas e auxiliar o processo de tomada de
decisão dos principais atores envolvidos na temática.
A partir da coleta e análise dos resultados obtidos na presente pesquisa, e

21

�Política e economia da informação: mercado editorial , movimento de acesso aberto, direito autoral
e licenças de uso
Trabalho completo

das lacunas existentes sobre a exploração do tema na perspectiva da Ciência da
Informação quanto às ações relacionadas à implementação da Lei nO 10.639/03
tanto no mercado livreiro quanto em bibliotecas, servem como inspiração para
realização de trabalhos futuros, derivados da presente pesquisa
6 Referências
AMARAL, Roniberto Morato; FARIA, Leandro Innocentini Lopes. Criação de
indicadores sobre tecnologia e inovação do pólo tecnológico de São Carlos.
SIMPÓSIO ENGENHARIA DE PRODUÇÃO, 14. 2007. Bauru. Anais .... Bauru:
Faculdade de Engenharia da UNESP (FE). 2007.
BRASIL. Lei nO 9.394, de 20 de dezembro 1996. Diário Oficial [da] República
Federativa do Brasil. Brasília, DF, 20 dez. 1996. Disponível em:
&lt;http://www.planalto.gov.br/cciviL03/LEIS/19394 .htm&gt;. Acesso em : maio. 2011 .
___ o Lei nO 10.639, de 9 de janeiro de 2003. Diário Oficial [da] República
Federativa do Brasil. Brasília , DF, 9 jan . 2003. Disponível em :
&lt;http://www.planalto.gov.br/cciviL03/leis/2003/L10.639.htm&gt;. Acesso em : maio.
2011.
_ _ _ _ _ _ oDiretrizes curriculares nacionais para a educação das relações
étnico-raciais e para o ensino de história e cultura afro-brasileira e africana.
Parecer CNE/CP 3/2004, de 10 de março de 2004. Brasília: MEC, [s.d .]. Disponível
em : &lt;http://portal.mec.gov.br/cne/&gt;. Acesso em : novo2010.
FARIA, L. I. Llntrodução à bibliometria. São Carlos: [s .n.], 2009 (material de aula).
GARCIA, Renísia Cristina. Identidade fragmentada: um estudo sobre a história do
negro na educação brasileira : 1993-2005. Brasília : INEP, 2007.
MACEDO, Neusa Dias de; OLIVEIRA, Helena Gomes de. Diretrizes da IFLA I
UNESCO para a biblioteca escolar. São Paulo: IFLA - Federação Internacional de
Associações de Bibliotecários e instituições, 2005. Disponível em
&lt;
http://www.ifla.orgNII/s11/pubs/sguide02.pdf&gt;. Acesso em: novo2010.
MARTINS, Aracy Alves. Discursos sobre relações étnico-raciais nos manuais
escolares em países de língua portuguesa. 2008. Disponível em :
&lt;http://www.fflch.usp.br/dlcv/lportlpdf/slt29/01 .pdf&gt;. Acesso em : novo2010.
MIRANDA, Ana Cláudia Carvalho de. Desenvolvimento de coleções em bibliotecas
Universitárias. Revista Digital de Biblioteconomia e Ciência da Informação,
Campinas, V. 4, n. 2, p. 01-19, jan./jun . 2007. Disponível em :
&lt;http://www.sbu.unicamp.br/seer/ojs/policies.php&gt; Acesso em: novo2010.
MORAES, Kelly da Silva. A lei 10639/2003 e seus reflexos nos materiais didáticos:
uma analise sobre o negro na história do Brasil. F A P A Núcleo Integrado de Pósgraduação, Especialização em História Africana e Afro-brasileira. 2006.
em :
&lt;WWW.overmundo.com .br/ .. ./lei-106392003-nos-materiaisDisponível
didaticosuma-analise-do-negro-historia-do-brasil&gt; Acesso em : novo2010.

22

�Política e economia da informação: mercado editorial , movimento de acesso aberto, direito autoral
e licenças de uso
Trabalho completo

RIBEIRO, Mírian C. M. Garrido. Lei 10.639 e Programa nacional do livro didático:
limites e possibilidades de incorporação/renovação de conteúdos dos livros didáticos
do ensino médio pela perspectiva do Edital de Convocação do PNLD. In:
ENCONTRO REGIONAL DE HISTÓRIA- ANPUH,14 ., 2010, Rio de Janeiro. Anais
eletrônicos...
Rio
de
Janeiro:
UNIRIO,
2010.
Disponível
em :
.:s.www.encontro2010.rj.anpuh .org/ .../1276720774_ARQUIVO_LeieProgramapelapers
pectivadoEditaldeconvocacao.pdf&gt;. Acesso em : novo2010.
RODRIGUES, Tatiane Consentino. Embates e contribuições do movimento negro à
política educacional nas décadas de 1980-1990. In : NEGRO e educação 3: escola,
identidades, cultura e políticas públicas. OLIVEIRA, lolanda de; GONÇALVES,
Petronilha Beatriz; PINTO, Regina Pahim (Org .). São Paulo: Ação Educativa ;
ANPEd , 2005. p. 251-263.
SANTOS, Lidiane. A história e cultura afro brasileira e a lei nO 10.639/03:
desmitificando
a
inferioridade
racial
brasileira.
Disponível
em :
&lt;http://www.webartigos.com/articles/12161 /1 /a-historia-e-cultura-afro-brasileira-e-alei-1 063963/pagina1 .html&gt;. Acesso em : novo 2010.
SILVA, José Alexandre da; MARÇAL, Maria Antônia . A lei nO 10.639/03 e o
mercado
editorial.
Disponível
em:
&lt;http://www.historiaehistoria .com .br/materia .cfm?tb=professores&amp;id= 118&gt;. Acesso
em : novo2010.
STAVIS, Jaqueline Cristiane; KOCH , Marta Maria Guerra; DRABIK, Vivian Ribeiro .
Biblioteca escolar ao alcance das mãos. Rev. PEC , Curitiba , v.1., n.1, p.35-38,
juI.2000-juI.2001 .
VANTAGE POINT. Disponível em :&lt; http://www.thevantagepoint.com/&gt;. Acesso em :
dez. 2010.
VERGUEIRO, Waldomiro de Castro Santos. Desenvolvimento de coleções: uma
nova visão para o planejamento de recursos informacionais. Ciência da
Informação,
Brasília,
DF,
Brasil ,
22,
abro
1993.
Disponível
em :&lt;http://revista .ibict.br/index.php/ciinf/article/view/1208/849&gt;. Acesso em: novo
2010.

23

�</text>
                  </elementText>
                </elementTextContainer>
              </element>
            </elementContainer>
          </elementSet>
        </elementSetContainer>
      </file>
    </fileContainer>
    <collection collectionId="49">
      <elementSetContainer>
        <elementSet elementSetId="1">
          <name>Dublin Core</name>
          <description>The Dublin Core metadata element set is common to all Omeka records, including items, files, and collections. For more information see, http://dublincore.org/documents/dces/.</description>
          <elementContainer>
            <element elementId="50">
              <name>Title</name>
              <description>A name given to the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51396">
                  <text>SNBU - Edição: 17 - Ano: 2012 (UFRGS - Gramado/RS)</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="49">
              <name>Subject</name>
              <description>The topic of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51397">
                  <text>Biblioteconomia&#13;
Documentação&#13;
Ciência da Informação&#13;
Bibliotecas Universitárias</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="41">
              <name>Description</name>
              <description>An account of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51398">
                  <text>Tema: A biblioteca universitária como laboratório na sociedade da informação.</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="39">
              <name>Creator</name>
              <description>An entity primarily responsible for making the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51399">
                  <text>SNBU - Seminário Nacional de Bibliotecas Universitárias</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="45">
              <name>Publisher</name>
              <description>An entity responsible for making the resource available</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51400">
                  <text>UFRGS</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="40">
              <name>Date</name>
              <description>A point or period of time associated with an event in the lifecycle of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51401">
                  <text>2012</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="44">
              <name>Language</name>
              <description>A language of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51402">
                  <text>Português</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="51">
              <name>Type</name>
              <description>The nature or genre of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51403">
                  <text>Evento</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="38">
              <name>Coverage</name>
              <description>The spatial or temporal topic of the resource, the spatial applicability of the resource, or the jurisdiction under which the resource is relevant</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51404">
                  <text>Gramado (Rio Grande do Sul)</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
          </elementContainer>
        </elementSet>
      </elementSetContainer>
    </collection>
    <itemType itemTypeId="8">
      <name>Event</name>
      <description>A non-persistent, time-based occurrence. Metadata for an event provides descriptive information that is the basis for discovery of the purpose, location, duration, and responsible agents associated with an event. Examples include an exhibition, webcast, conference, workshop, open day, performance, battle, trial, wedding, tea party, conflagration.</description>
    </itemType>
    <elementSetContainer>
      <elementSet elementSetId="1">
        <name>Dublin Core</name>
        <description>The Dublin Core metadata element set is common to all Omeka records, including items, files, and collections. For more information see, http://dublincore.org/documents/dces/.</description>
        <elementContainer>
          <element elementId="50">
            <name>Title</name>
            <description>A name given to the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="62655">
                <text>Mercado editorial e bibliotecas: indicadores sobre livros em conformaidade com Lei 10.639/03.</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="39">
            <name>Creator</name>
            <description>An entity primarily responsible for making the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="62656">
                <text>Gonçalves, Pâmela B.; Amaral, Roniberto M.</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="38">
            <name>Coverage</name>
            <description>The spatial or temporal topic of the resource, the spatial applicability of the resource, or the jurisdiction under which the resource is relevant</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="62657">
                <text>Gramado (Rio Grande do Sul)</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="45">
            <name>Publisher</name>
            <description>An entity responsible for making the resource available</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="62658">
                <text>UFRGS</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="40">
            <name>Date</name>
            <description>A point or period of time associated with an event in the lifecycle of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="62659">
                <text>2012</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="51">
            <name>Type</name>
            <description>The nature or genre of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="62661">
                <text>Evento</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="41">
            <name>Description</name>
            <description>An account of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="62662">
                <text>A presente pesquisa teve como objetivo elaborar indicadores sobre a publicação de livros condizente com o conteúdo exigido pela Lei no 10.639/03 e sobre a sua disponibilização a fim de contribuir para a maximização da implementação da referida Lei sob a perspectiva do mercado editorial. Os procedimentos metodológicos utilizados, a fim de atingir tais objetivos, consistem no uso de pesquisa bibliográfica, documental e bibliométrica com o apoio do Software VantagePoint. Os resultados alcançados consolidam-se em um conjunto de indicadores sobre a produção de livros, tais como: produtividade, intensidade, evolução e distribuição das temáticas publicadas entre editoras e livrarias. Concluí-se com base nos indicadores elaborados nesta pesquisa que houve um aumento das publicações adequadas à Lei no 10.639/03 e o uso desses indicadores podem apoiar o desenvolvimento de coleções em bibliotecas e auxiliar o processo de tomada de decisão dos principais atores envolvidos na temática. </text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="44">
            <name>Language</name>
            <description>A language of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="69364">
                <text>pt</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
        </elementContainer>
      </elementSet>
    </elementSetContainer>
  </item>
  <item itemId="5864" public="1" featured="0">
    <fileContainer>
      <file fileId="4928">
        <src>http://repositorio.febab.org.br/files/original/49/5864/SNBU2012_003.pdf</src>
        <authentication>d02a1c201ff96d3b592ded026a58e3cf</authentication>
        <elementSetContainer>
          <elementSet elementSetId="4">
            <name>PDF Text</name>
            <description/>
            <elementContainer>
              <element elementId="92">
                <name>Text</name>
                <description/>
                <elementTextContainer>
                  <elementText elementTextId="62654">
                    <text>Apresentação
Tendo como tema A BIBLIOTECA UNIVERSITÁRIA COMO LABORATÓRIO NA SOCIEDADE DE
INFORMAÇÃO, a Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS), com a colaboração da
Comissão Brasileira de Bibliotecas Universitárias (CBBU), realizou o XVII Seminário Nacional de
Bibliotecas Universitárias (SNBU), que teve como objetivo refletir sobre a biblioteca universitária
como laboratório de ensino, voltado para o desenvolvimento de competências informacionais e
de pesquisa, atuante na identificação e no acesso às informações necessárias para a formação
profissional e o avanço do conhecimento técnico e científico.
A definição da estrutura temática do programa técnico-científico do XVII SNBU
contemplou quatro eixos gerais, que agrupam uma série de áreas específicas, como segue:
Construção e Comunicação da Informação; Organização, Preservação e Acesso à Informação;
Recuperação, Disseminação e Uso da Informação; e, Gestão da Biblioteca Universitária.
O primeiro eixo "Construção e Comunicação da Informação" corresponde a dois dos
processos informacionais propriamente ditos, identificando a matéria-prima do laboratório da
biblioteca universitária.
O segundo eixo "Organização, Preservação e Acesso à Informação" diz respeito
especificamente à atuação da biblioteca em relação aos documentos, representa, em nossa
analogia com o laboratório, a identificação e o preparo da amostra para a experiência da
biblioteca universitária.
O terceiro eixo "Recuperação, Disseminação e Uso da Informação" corresponde
igualmente à atuação da biblioteca . Todavia, agora, não em relação aos documentos, mas em
relação aos usuários. Há de se ressaltar que, em que pese a obviedade, o usuário estava lá no
eixo anterior, direcionando todos os critérios adotados nas políticas e procedimentos, mas o
contato, direto, era com os documentos. No eixo três, a ênfase é distinta, é na atuação que
envolve ou busca promover o envolvimento dos usuários com os produtos e serviços de
informação oferecidos pela biblioteca universitária. Este eixo relaciona-se também diretamente
com o primeiro, quando trata do outro processo informacional por ele não contemplado, o uso
da informação.
Por fim, o quarto eixo, "Gestão da Biblioteca Universitária", contempla todos os
processos e aspectos administrativos, que viabilizam e qualificam a atuação junto à comunidade
universitária. Aqui, o desempenho do laboratório é o foco da atenção.

7

�Quanto à estrutura das atividades, no período da manhã, foram realizadas as sessões
plenárias constituídas de conferências e palestras proferidas por profissionais e pesquisadores
com destacado reconhecimento em sua área de atuação. No turno da tarde, foram realizadas as
sessões temáticas, contendo as apresentações orais e de pôsteres das contribuições cujo mérito
foi reconhecido por intermédio de pareceres realizados por especialistas de todo o país.
Desse modo, estes Anais contemplam os textos completos e os resumos expandidos das
sessões temáticas, por eixo e subtemas.
Esses Anais refletem o esforço de toda a comunidade de profissionais com atuação em
bibliotecas de instituições de ensino superior, que ao se engajarem quer pela participação, quer
pela produção, fizeram do Evento um momento de desenvolvimento e enriquecimento técnicocientífico nacional.

Letícia Strehl
Jussara Pereira Santos
Coordenação da Comissão Técnico-Científica

888

�</text>
                  </elementText>
                </elementTextContainer>
              </element>
            </elementContainer>
          </elementSet>
        </elementSetContainer>
      </file>
    </fileContainer>
    <collection collectionId="49">
      <elementSetContainer>
        <elementSet elementSetId="1">
          <name>Dublin Core</name>
          <description>The Dublin Core metadata element set is common to all Omeka records, including items, files, and collections. For more information see, http://dublincore.org/documents/dces/.</description>
          <elementContainer>
            <element elementId="50">
              <name>Title</name>
              <description>A name given to the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51396">
                  <text>SNBU - Edição: 17 - Ano: 2012 (UFRGS - Gramado/RS)</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="49">
              <name>Subject</name>
              <description>The topic of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51397">
                  <text>Biblioteconomia&#13;
Documentação&#13;
Ciência da Informação&#13;
Bibliotecas Universitárias</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="41">
              <name>Description</name>
              <description>An account of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51398">
                  <text>Tema: A biblioteca universitária como laboratório na sociedade da informação.</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="39">
              <name>Creator</name>
              <description>An entity primarily responsible for making the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51399">
                  <text>SNBU - Seminário Nacional de Bibliotecas Universitárias</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="45">
              <name>Publisher</name>
              <description>An entity responsible for making the resource available</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51400">
                  <text>UFRGS</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="40">
              <name>Date</name>
              <description>A point or period of time associated with an event in the lifecycle of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51401">
                  <text>2012</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="44">
              <name>Language</name>
              <description>A language of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51402">
                  <text>Português</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="51">
              <name>Type</name>
              <description>The nature or genre of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51403">
                  <text>Evento</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="38">
              <name>Coverage</name>
              <description>The spatial or temporal topic of the resource, the spatial applicability of the resource, or the jurisdiction under which the resource is relevant</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51404">
                  <text>Gramado (Rio Grande do Sul)</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
          </elementContainer>
        </elementSet>
      </elementSetContainer>
    </collection>
    <itemType itemTypeId="8">
      <name>Event</name>
      <description>A non-persistent, time-based occurrence. Metadata for an event provides descriptive information that is the basis for discovery of the purpose, location, duration, and responsible agents associated with an event. Examples include an exhibition, webcast, conference, workshop, open day, performance, battle, trial, wedding, tea party, conflagration.</description>
    </itemType>
    <elementSetContainer>
      <elementSet elementSetId="1">
        <name>Dublin Core</name>
        <description>The Dublin Core metadata element set is common to all Omeka records, including items, files, and collections. For more information see, http://dublincore.org/documents/dces/.</description>
        <elementContainer>
          <element elementId="50">
            <name>Title</name>
            <description>A name given to the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="62648">
                <text>Apresentação</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="38">
            <name>Coverage</name>
            <description>The spatial or temporal topic of the resource, the spatial applicability of the resource, or the jurisdiction under which the resource is relevant</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="62649">
                <text>Gramado (Rio Grande do Sul)</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="45">
            <name>Publisher</name>
            <description>An entity responsible for making the resource available</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="62650">
                <text>UFRGS</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="40">
            <name>Date</name>
            <description>A point or period of time associated with an event in the lifecycle of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="62651">
                <text>2012</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="51">
            <name>Type</name>
            <description>The nature or genre of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="62653">
                <text>Evento</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="44">
            <name>Language</name>
            <description>A language of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="69363">
                <text>pt</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
        </elementContainer>
      </elementSet>
    </elementSetContainer>
  </item>
  <item itemId="5863" public="1" featured="0">
    <fileContainer>
      <file fileId="4927">
        <src>http://repositorio.febab.org.br/files/original/49/5863/SNBU2012_002.pdf</src>
        <authentication>cd3d8d774261eef3a8c9a66ee18f2f86</authentication>
        <elementSetContainer>
          <elementSet elementSetId="4">
            <name>PDF Text</name>
            <description/>
            <elementContainer>
              <element elementId="92">
                <name>Text</name>
                <description/>
                <elementTextContainer>
                  <elementText elementTextId="62647">
                    <text>Sumário
Apresentação ................................................................................................................. 7
Eixo 1- Construção e Comunicação da Informação ......................................................... 9
Política e Economia da Informação: mercado editorial, movimento de acesso aberto, direito autoral
e licenças de uso .. ......... ... ...... ... ......... ...................... ..... ......... ......... ........................ ... ......... ................ 10
Tipologias e Características das Fontes de Informação e de seus Autores ....... ... ......... .............. .. ...... 48
Serviços e Ferramentas de Normalização da Apresentação de Documentos .... ... ................. ............. 65
Procedimentos e Ferramentas de Publicação .. ....... ...... ... ....... ...... ... .. ....... ... ..... .. ........ ........... ......... .. 107
Fluxo Editorial e Atuação Bibliotecária ......... ... ....... ....... ........... ....... ... ............................................ .. 135
Produção e Comunicação Científica e Tecnológica: medição, mapeamento, diagnóstico e avaliação
da informação .. ..... ...... .......................... ....... ............................. ........ .. .................. ........... ...... ........... 163

Eixo 2 - Organização, Preservação e Acesso

à Informação ............................................ 286

Formação e Desenvolvimento de Coleções em Bibliotecas e Repositórios Digitais ....... ........ ..... ...... 287
Preservação da Informação em Suportes Analógicos e Digitais ....................................................... 562
Controle Bibliográfico da Produção Intelectual Institucional ........................................................... 719
Organização do Conhecimento: indexação, catalogação, tesauros, ontologias, taxonomias, padrães
e protocolos (Z39.5, XML, etc.) e demais temas relacionados .. .. .......... .... ... ................. .................... 818

Eixo 3 - Recuperação, Disseminação e Uso da Informação .......................................... 1078
Comportamento Informacional Humano .. .. .. ....... ... .. .. .. .... .. ... ........................... ..................... ......... 1079
Recursos de Recuperação da Informação ... .. ... ....... ...... ... ................ ... .............. ..................... ......... 1167
Arquitetura da Informação: usabilidade, ergonomia, entre outros ................. ..................... ......... 1209
Serviços de Referência Presencial e Virtual .................................. .............. ....... ............... ...... ......... 1320
Educação de Usuários e Competências Informacionais ....... ... ............... ... ...................................... 1410
Divulgação de Produtos e Serviços: páginas, blogues e redes sociais ............................................ 1679
Ferramentas de Descoberta e Metabuscadores ..... ....................................................................... . 1898

Eixo 4 - Gestão da Biblioteca Universitária ................................................................. 1923
Planejamento Estratégico e Sustentabilidade ............................................................. .................. . 1924
Gestão do Conhecimento: processos e ferramentas .............................. ... ...................................... 2171
Marketing ........................... .................. ........................................................................................... 2283
Gestão de Pessoas .......................................................................................................................... . 2363
Gestão de Recursos Materiais e Financeiros ................ .......... .......... ........... ..................... ...... ......... 2598
Arquitetura e Segurança de Bibliotecas .......................................... ................... .................. .. ......... 2626
Avaliação de Produtos e Serviços ....... ........... .......... ....... .... .. .. ... .. ..... .. ................... ................. ......... 2712

índice de Autores ....................................................................................................... 2859

6

�</text>
                  </elementText>
                </elementTextContainer>
              </element>
            </elementContainer>
          </elementSet>
        </elementSetContainer>
      </file>
    </fileContainer>
    <collection collectionId="49">
      <elementSetContainer>
        <elementSet elementSetId="1">
          <name>Dublin Core</name>
          <description>The Dublin Core metadata element set is common to all Omeka records, including items, files, and collections. For more information see, http://dublincore.org/documents/dces/.</description>
          <elementContainer>
            <element elementId="50">
              <name>Title</name>
              <description>A name given to the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51396">
                  <text>SNBU - Edição: 17 - Ano: 2012 (UFRGS - Gramado/RS)</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="49">
              <name>Subject</name>
              <description>The topic of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51397">
                  <text>Biblioteconomia&#13;
Documentação&#13;
Ciência da Informação&#13;
Bibliotecas Universitárias</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="41">
              <name>Description</name>
              <description>An account of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51398">
                  <text>Tema: A biblioteca universitária como laboratório na sociedade da informação.</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="39">
              <name>Creator</name>
              <description>An entity primarily responsible for making the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51399">
                  <text>SNBU - Seminário Nacional de Bibliotecas Universitárias</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="45">
              <name>Publisher</name>
              <description>An entity responsible for making the resource available</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51400">
                  <text>UFRGS</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="40">
              <name>Date</name>
              <description>A point or period of time associated with an event in the lifecycle of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51401">
                  <text>2012</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="44">
              <name>Language</name>
              <description>A language of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51402">
                  <text>Português</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="51">
              <name>Type</name>
              <description>The nature or genre of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51403">
                  <text>Evento</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="38">
              <name>Coverage</name>
              <description>The spatial or temporal topic of the resource, the spatial applicability of the resource, or the jurisdiction under which the resource is relevant</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51404">
                  <text>Gramado (Rio Grande do Sul)</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
          </elementContainer>
        </elementSet>
      </elementSetContainer>
    </collection>
    <itemType itemTypeId="8">
      <name>Event</name>
      <description>A non-persistent, time-based occurrence. Metadata for an event provides descriptive information that is the basis for discovery of the purpose, location, duration, and responsible agents associated with an event. Examples include an exhibition, webcast, conference, workshop, open day, performance, battle, trial, wedding, tea party, conflagration.</description>
    </itemType>
    <elementSetContainer>
      <elementSet elementSetId="1">
        <name>Dublin Core</name>
        <description>The Dublin Core metadata element set is common to all Omeka records, including items, files, and collections. For more information see, http://dublincore.org/documents/dces/.</description>
        <elementContainer>
          <element elementId="50">
            <name>Title</name>
            <description>A name given to the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="62641">
                <text>Sumário</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="38">
            <name>Coverage</name>
            <description>The spatial or temporal topic of the resource, the spatial applicability of the resource, or the jurisdiction under which the resource is relevant</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="62642">
                <text>Gramado (Rio Grande do Sul)</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="45">
            <name>Publisher</name>
            <description>An entity responsible for making the resource available</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="62643">
                <text>UFRGS</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="40">
            <name>Date</name>
            <description>A point or period of time associated with an event in the lifecycle of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="62644">
                <text>2012</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="51">
            <name>Type</name>
            <description>The nature or genre of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="62646">
                <text>Evento</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="44">
            <name>Language</name>
            <description>A language of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="69362">
                <text>pt</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
        </elementContainer>
      </elementSet>
    </elementSetContainer>
  </item>
  <item itemId="5862" public="1" featured="0">
    <fileContainer>
      <file fileId="4926">
        <src>http://repositorio.febab.org.br/files/original/49/5862/SNBU2012_001.pdf</src>
        <authentication>cdd9320f80fb59690d8286b4a0de522f</authentication>
        <elementSetContainer>
          <elementSet elementSetId="4">
            <name>PDF Text</name>
            <description/>
            <elementContainer>
              <element elementId="92">
                <name>Text</name>
                <description/>
                <elementTextContainer>
                  <elementText elementTextId="62640">
                    <text>ANAIS DAS SESSÕES TEMÁTICAS

�ANAIS DAS SESSÕES TEMÁTICAS

Porto Alegre
Universidade Federal do Rio Grande do Sul
2012

�UNIVERSIDADE FEDERAL DO RIO GRANDE DO SUL
Carlos Alexandre Netto
Reitor
Rui Vicente Oppermann
Vice-Reitor
Viviane Carrion Castanho
Diretora da Biblioteca Central

Editoração
Priscila Saraiva Jacobsen
Aptor Software
Identidade Visual
Elisa Moog
Geisson Oleques
Gabriel Lohmann - Caixola

Dados Internacionais de Catalogação-na-Publicação

Seminário Nacional de Bibliotecas Universitárias (17. : 2012 : Gramado, RS)
Anais das sessões temáticas / XVII SNBU . Porto Alegre: Universidade Federal
do Rio Grande do Sul, 2012.
Evento organizado pela Biblioteca Central da Universidade Federal do Rio
Grande do Sul.
ISBN 978-85-66106-00-8

1. Ciência da Informação. 2. Biblioteconomia. 3. Biblioteca universitária. I.
Universidade Federal do Rio Grande do Sul. 11. Título.

CDU 027 .7

© UFRGS, 2012

�Organização erealização
Presidente
Viviane Carrion Castanho

Vice-Presidente
Lorete Mattos

Comissão Técnico-Científica
Leticia Strehl- Coordenadora - UFRGS
Jussara Pereira Santos - Vice-coordenadora - UFRGS

Aldo de Albuquerque Barreto - UNIGRANRIO

June Magda Rosa Scharnberg - UFRGS

Ana Lucia de Macedo Rüdiger - UFRGS

Kira Maria Antonia Tarapanoff - UNB

Bárbara Fadel- UNESP

Leonilha Maria Brasileiro Lessa - UNIFOR

Beatriz Valadares Cendón - UFMG

Lídia Alvarenga - UFMG

Celia Regina Simonetti Barbalho - UFAM

Ligia Eliana Setenareski - UFPR

César Augusto Castro - UFMA

Lígia Maria Moreira Dumont - UFMG

Cristina Dotta Ortega - UFMG

Lucia Marengo - UDESC

Daisy Pires Noronha - USP

Luiz Atilio Vicentini - UNICAMP

Eliane Maria Severo Gonçalves - UFRGS

Marcello Peixoto Bax - UFMG

Emeide Nóbrega Duarte - UFPB

Marcos Luiz C. de Miranda - UNIRIO

Emir José Suadein - UNB

Maria Aparecida Moura - UFMG

Francisco das Chagas de Souza - UFSC

Maria Carmen Romcy de Carvalho - IBICT

Gláucia Maria Saia Cristianini - USP

Maria das Graças Targino - UFPB

Helen Beatriz Frota Rozados - UFRGS

Maria de Fátima G. Moreira Tálamo - USP

Ida Regina Chittó Stumpf - UFRGS

Maria do Rocio Fontoura Teixeira - UFRGS

Ida Rossi - UFRGS

Maria Inês Tomaél - UEL

Janise Silva Borges da Costa - UFRGS

Maria José Cruz - UFRGS

José Fernando Modesto da Silva - USP

Maria Luiza de Almeida Campos - UFF

�Maria Nélida González de Gómez -IBICT

Regina Célia Baptista Belluzzo - UNESP

Mariângela Spotti Lopes Fujita - UNESP

Rosa Maria Apel Mesquita - UFRGS

Mariza Russo - UFRJ

Sely M . Souza Costa - UNB

Marta Lígia Pomim Valentim - UNESP

Sigrid Karin Weiss Dutra - FEBAB

Martha Eddy Krummenauer K. Bonotto - UFRGS

Simone R. Weitzel - UNIRIO

Miriam Vieira da Cunha - UFSC

Sueli Angelica do Amaral- UNB

Murilo Bastos da Cunha - UNB

Sueli Mara Soares Pinto Ferreira - USP

Nair Vumiko Kobashi - USP

Valéria Maria Soledade de Almeida - UFG

Narcisa de Fátima Amboni - UFSC

Vanessa Inácio de Souza - UFRGS

Paula Maria Abrantes Cotta de Mello - UFRJ

Vera Regina Casari Boccato - UFSCar

Priscila Saraiva Jacobsen - UFRGS

Vivian Cristiane Eisenhut Carravetta - UFRGS

Raimundo Nonato dos Santos - UFPE

Waldomiro de Castro Santos Vergueiro - USP

Pareceristas

Adilson Luiz Pinto - UFSC

Claudiane Weber - UFSC

Adriana Bogliolo Sirihal Duarte - UFMG

Clóvis Montenegro de Lima - IBICT

Adriana Rosecler Alcará - UEL

Cristina Miyuki Narukawa - UNESP

Aida Varela Varela - UFBA

Delsi Fries Davok - UDESC

Alba Ligia de Almeida Silva - UFPB

Dulce Amélia de Brito Neves - UFPB

Albano Souza Oliveira - UFBA

Edberto Ferneda - UNESP

Alberto Calil Junior - UNIRIO

Ediane Toscano Galdino de Carvalho - UFPB

Alessandro Ferreira Costa - UFMG

Edna Gomes Pinheiro - UFPB

Ana Célia Rodrigues - UFF

Eliane Bezerra Paiva - UFPB

Ana Maria Mielniczuk de Moura - UFRGS

Eliane Serrão Alves Mey - UFSCAR

Ana Paula de Oliveira Villalobos - UFBA

Elisa Cristina Delfini Correa - UDESC

Andréa Figueiredo Leão Grants - UFSC

Elizete Vieira Vitorino - UFSC

Carlos Alberto Ávila Araújo - UFMG

Ely Francina Tannuri de Oliveira - UNESP

Carlos Henrique Marcondes - UFF

Fabio Assis Pinho - UFPE

Cátia Rodrigues Barbosa - UFMG

Fernanda Passini Moreno - UNB

Célia da Consolação Dias - UFMG

Fernando César Lima Leite - UNB

Cibele Araujo Camargo Marques dos Santos - USP

Fernando Luiz Vechiato - UEL

Cintia de Azevedo Lourenço - UFMG

Flávia Maria Bastos - UNESP

2

�Franciele Marques Redigolo - UNESP

Marcos Aurélio Gomes - UFAL

Genoveva Batista do Nascimento - UFP B

Marcos Galindo Lima - UFPE

Georgete Lopes Freitas - UFMA

Maria Carolina Santos de Souza - UFBA

Geysa Flávia Câmara de Lima Nascimento - UFPB

Maria Cláudia Pestana - USP

Glória Isabel Sattamini Ferreira - UFRGS

Maria Cristina Guimarães Oliveira - UFPE

Graziela Martins de Medeiros - UFSC

Maria da Conceição Carvalho - UFMG

Greyciane Souza Lins - UNB

Maria do Rocio F. Teixeira - UFRGS

Helen Beatriz Frota Rozados - UFRGS

Maria Elisabete Catarino - UEL

Helena Maria Tarchi Crivellari - UFMG

Maria Elizabeth B. C. de Albuquerque - UFPB

Heliomar Cavati Sobrinho - UFCE

Maria Inês Tomaél - UEL

IIza Leite de Azevedo Santos Lopes - UNB

Maria José Jorente - UNESP

Ivan Claudio Pereira Siqueira - USP

Maria Lúcia Dias - UFRGS

Ivette Kafure Munhoz - UNB

Maria Meriane Vieira da Rocha - UFPB

Jacqueline Leta - UFRJ

Marisa Brascher - UNB

Jayme Leiro Vilan Filho - UNB

Marivalde Moacir Francelin - USP

Joana Coeli Ribeiro Garcia - UFPB

Marlene Morbeck Coelho - UFBA

João Batista Ernesto de Moraes - UNESP

Martha Eddy K. Kling Bonotto - UFRGS

José Fernando Modesto da Silva - USP

Milena Polsinelli Rubi - UFSCar

June Magda Rosa Scharnberg - UFRGS

Mônica Erichsen Nassif - UFMG

Jussara Borges de Lima - UFBA

Murilo Bastos da Cunha - UNB

Jussara Pereira Santos - UFRGS

Nídia Maria Lienert Lubisco - UFBA

Katia Lúcia Pacheco - UFMG

Othon Fernando Barbosa Barbosa - UFBA

Katiussa Nunes Bueno - UFRGS

Patrícia Maria da Silva - UFPB

Kira Maria Antonia Tarapanoff - UNB

Paula Regina Dal ' Evedove - UNESP

Letícia Strehl- UFRGS

Plácida L. V. A. da Costa Santos - UNESP

Lídia Brandão Toutain - UFBA

Raymundo das Neves Machado - UFBA

Lídia Silva de Freitas - UFF

Regiane Alcântara Eliel- UNICAMP

Lígia Maria Moreira Dumont - UFMG

Regina Célia Baptista Belluzzo - UNESP

Lorete Mattos - UFRGS

Regina Cianconi - UFF

Lúcia Maria Sebastiana Verônica Costa Ramos - USP

Regina Helena van der Laan - UFRGS

Luciene Fontão - UFSC

Ricardo César Gonçalves Santana - UNESP

Magda Teixeira Chagas - UFSC

Ricardo Coutinho Mello - UFBA

Mara Eliane Fonseca Rodrigues - UFF

Roberta Moraes de Bem - UFSC

Marcelo dos Santos - USP

Robson Lopes de Almeida - UNB

Marcia H. T. de Figueredo Lima - UFF

Rodrigo Silva Caxias Sousa - UFRGS

3

�Rogério Henrique de Araújo Junior - UNB

Teresinha das Graças Coletta - USP

Rogério Mugnaini - USP

Terezinha Elisabeth da Silva - UEL

Rubens Ribeiro Gonçalves da Silva - UFBA

Vanusa Jardim Borges Silva - UFAM

Samile Andréa de Souza Vanz - UFRGS

Vera do Carmo Comparsi de Vargas - UFSC

Sérgio Franklin Ribeiro da Silva - UFBA

Vera Lúcia Alves Breglia - UFF

Silvana de Fátima Bojanoski

Vera Regina Casari Boccato - UFSCar

Solange Maria Santos - UNIFESP

Viviane Carrion Castanho - UFRGS

Sonali Paula Molin Bedin - UFSC

Walter Moreira - UNESP

Sueli Bortolin - UEL

Welder Antônio Silva - UFMG

Sueli Maria Goulart Silva - UFRGS

Zaira Regina Zafalon - UFSCar

Suely Oliveira Moraes Marquez - UFAM

Zeny Duarte de Miranda - UFBA

Tatiana Brandão Fernandes - UFAM

Realização

Apoio

!~

~CBBU

W

CAPES

'- "FAPERGS

CUltl!.~

Patrocinadore;
Ouro

dot.hb
ELSEVlER
Prata

: • CE NGAGE
.. . leaming'

---

Biccateca

Minha
Bibliotef,g

Bronze

.gj Springer

Organização

Specialità
1-._ ..

"
Wrtb!OCXlKS

4

�Mensagem da Presidente

É com profunda satisfação que a Universidade Federal do Rio Grande do Sul, com a
colaboração da Comissão Brasileira de Bibliotecas Universitárias, recebeu entre 16 e 21 de setembro
de 2012 os participantes do XVII SEMINÁRIO NACIONAL DE BIBLIOTECAS UNIVERSITÁRIAS- SNBU.
O tema central da 17ª edição deste evento, A BIBLIOTECA UNIVERSITÁRIA COMO
LABORATÓRIO NA SOCIEDADE DE INFORMAÇÃO, o colocou em sintonia tanto com o fazer e pensar
das Universidades quanto com o espaço que o acolheu, o Rio Grande do Sul, que tem sido solo
mundial de discussões sociais em torno do desenvolvimento, dos avanços científicos e tecnológicos
em um panorama de sustentabilidade.
Desde 1978, o SNBU vem promovendo o encontro e estreitando laços entre os profissionais
que atuam nas bibliotecas universitárias brasileiras, alcançando um nível de maturidade que o
converteu no maior e mais importante evento na área da ciência da informação no campo
acadêmico .
Propondo-se a refletir sobre a biblioteca universitária como laboratório, voltada para o
desenvolvimento de competências informacionais e de pesquisa, com papel atuante na
identificação e no acesso às informações necessárias para a formação profissional e avanço do
conhecimento técnico e científico, o XVII SNBU espera ter cumprido seu papel de fórum de debate e
aprimoramento profissional.
A cidade de Gramado recebeu o SNBU e o entrega à Belo Horizonte, quando o Evento
chegará a sua maioridade.

Viviane Carrion Castanho

Presidente da Comissão Organizadora do XVII SNBU

5

�</text>
                  </elementText>
                </elementTextContainer>
              </element>
            </elementContainer>
          </elementSet>
        </elementSetContainer>
      </file>
    </fileContainer>
    <collection collectionId="49">
      <elementSetContainer>
        <elementSet elementSetId="1">
          <name>Dublin Core</name>
          <description>The Dublin Core metadata element set is common to all Omeka records, including items, files, and collections. For more information see, http://dublincore.org/documents/dces/.</description>
          <elementContainer>
            <element elementId="50">
              <name>Title</name>
              <description>A name given to the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51396">
                  <text>SNBU - Edição: 17 - Ano: 2012 (UFRGS - Gramado/RS)</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="49">
              <name>Subject</name>
              <description>The topic of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51397">
                  <text>Biblioteconomia&#13;
Documentação&#13;
Ciência da Informação&#13;
Bibliotecas Universitárias</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="41">
              <name>Description</name>
              <description>An account of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51398">
                  <text>Tema: A biblioteca universitária como laboratório na sociedade da informação.</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="39">
              <name>Creator</name>
              <description>An entity primarily responsible for making the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51399">
                  <text>SNBU - Seminário Nacional de Bibliotecas Universitárias</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="45">
              <name>Publisher</name>
              <description>An entity responsible for making the resource available</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51400">
                  <text>UFRGS</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="40">
              <name>Date</name>
              <description>A point or period of time associated with an event in the lifecycle of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51401">
                  <text>2012</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="44">
              <name>Language</name>
              <description>A language of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51402">
                  <text>Português</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="51">
              <name>Type</name>
              <description>The nature or genre of the resource</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51403">
                  <text>Evento</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
            <element elementId="38">
              <name>Coverage</name>
              <description>The spatial or temporal topic of the resource, the spatial applicability of the resource, or the jurisdiction under which the resource is relevant</description>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="51404">
                  <text>Gramado (Rio Grande do Sul)</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
          </elementContainer>
        </elementSet>
      </elementSetContainer>
    </collection>
    <itemType itemTypeId="8">
      <name>Event</name>
      <description>A non-persistent, time-based occurrence. Metadata for an event provides descriptive information that is the basis for discovery of the purpose, location, duration, and responsible agents associated with an event. Examples include an exhibition, webcast, conference, workshop, open day, performance, battle, trial, wedding, tea party, conflagration.</description>
    </itemType>
    <elementSetContainer>
      <elementSet elementSetId="1">
        <name>Dublin Core</name>
        <description>The Dublin Core metadata element set is common to all Omeka records, including items, files, and collections. For more information see, http://dublincore.org/documents/dces/.</description>
        <elementContainer>
          <element elementId="50">
            <name>Title</name>
            <description>A name given to the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="62634">
                <text>Capa, Folha de rosto, Mensagem da Presidente</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="38">
            <name>Coverage</name>
            <description>The spatial or temporal topic of the resource, the spatial applicability of the resource, or the jurisdiction under which the resource is relevant</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="62635">
                <text>Gramado (Rio Grande do Sul)</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="45">
            <name>Publisher</name>
            <description>An entity responsible for making the resource available</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="62636">
                <text>UFRGS</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="40">
            <name>Date</name>
            <description>A point or period of time associated with an event in the lifecycle of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="62637">
                <text>2012</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="51">
            <name>Type</name>
            <description>The nature or genre of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="62639">
                <text>Evento</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="44">
            <name>Language</name>
            <description>A language of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="69361">
                <text>pt</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
        </elementContainer>
      </elementSet>
    </elementSetContainer>
  </item>
</itemContainer>
